Visão de África
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- Taiwan e EswatiniDificuldades de trânsito aéreo para Taiwan · Relações diplomáticas entre Taiwan e Eswatini
- Conflito no MaliAliança tática entre a Frente de Deprootação da Zawad e Al-Qaeda · Movimento Toreg e direito à autodeterminação · Controle de Kidali e Tessali
- Reconhecimento internacionalInteresse de potências em função da situação no Médio Oriente · Reconhecimento por Israel, Emirados Árabes Unidos e Etiópia
- Conflitos RegionaisProblemas na província do Tigre · Luta pela democracia e federação · Reivindicações de independência
O presidente de Taiwan tinha o projeto de participar em cerimónias oficiais da realeza do Eswatini, a Eswatilândia, mas não conseguiu chegar a tempo, porque não só nenhum país africano autorizava trânsito de um avião de Taiwan, como mesmo diversos países europeus não autorizaram.
E a solução acabou por ser, com alguns dias de atraso, ele viajar no jato privado do monarca de Eswatini. Eswatini que é o único país africano neste momento que tem relações diplomáticas normais com Taiwan.
Ora, o presidente da Taiwan está de facto em Baban, ele já foi várias vezes fotografado, inclusive com o monarca local, e ele não diz qual foi a via que utilizou, qual foi a via que foi usada pelo avião do rei de Eswatini. E também, naturalmente, não diz como é que vai voltar para Taiwan. É um assunto que tem...
digamos que sido acompanhado com interesse, não só pelo facto de que realmente a Soatínia, apesar de tudo isto, resiste e mantém suas relações com o Taiwan, mas, ao mesmo tempo, é um termômetro que ultrapassa a escala africana, ou seja, a movimentação de personalidades de alto ranking em Taiwan tem, então, grandes dificuldades para se moverem, não é só em relação à África.
Temos um segundo problema que aparece agora no quadro das ações que têm de ser desenvolvidas, ações militares, que têm de ser desenvolvidas nos últimos dias no Mali, e olha-se principalmente para o norte do Mali, onde a frente de deprotação da Zawad, quanto o movimento Toreg, declara que tem uma aliança tática com o grupo de Al-Qaeda, mas não é terrorista.
O FLA rejeita que seja terrorista e diz que é um agrupamento político-militar que visa a obtenção do direito à autodeterminação dos povos do norte do Mali, basicamente tuaregues. Em segundo lugar, este grupo mantém o controle de Kidali, provavelmente de Tessali também, se não tem o controle total, participa desse controle total.
Então, há aqui um problema que parece ser um problema de separatismo, que faz aliança, às vezes com terroristas, às vezes com outros grupos que não são, e que, neste quadro, são difíceis de definir. Para o governo maliano não há dúvida. A FLA é um movimento terrorista. Mas, como movimento separatista, independentemente de outros adjetivos que lhe possam colocar, não é caso único no continente africano. Temos outros problemas. Um deles é o Somalilândia.
que ultimamente tem vindo a gerar um certo interesse da parte de algumas potências grandes e médias em função, precisamente, da situação no Médio Oriente. E países como Israel já reconheceram, os Emirados Árabes Unidos praticamente reconhecem, além da Etiópia, que também dá-se um reconhecimento implícito.
Mas dentro da Etiópia também há problemas. Estes problemas têm vindo a surgir muito na província do Tigre. Depois conseguiu-se chegar a um cessar-fogo, desde há algum tempo que a Guerra Civil é considerada como superada. Mas de vez em quando surgem fatores de atrito. E esses fatores de atrito muitas vezes são apontados como tendo uma base de caráter de luta pela democracia, pela verdadeira federação, como é o caso da Etiópia,
Mas, em outros casos, aparecem mesmo já com reivindicações de independência ou seja, separatismo também. O problema sério é a África, isto.