O Médico que Viveu os Dois Lados do Sistema: SUS, Gestão e o Futuro da Saúde | Dr. Pedro Melo #285
No episódio #285 do Fala Doutores, recebemos o Dr. Pedro Melo — filho de caminhoneiro semianalfabeto, criado no interior de Pernambuco, que saiu de casa aos 14 anos e construiu uma das trajetórias mais inspiradoras da saúde brasileira.
Hoje Presidente do Conselho de Administração da Unimed Caruaru e reconhecido como um dos 100 Mais Influentes da Saúde 2024, o Dr. Pedro viveu os dois lados do sistema: foi secretário de saúde em três municípios, trabalhou no SUS por décadas e depois mergulhou na gestão da saúde suplementar. E é exatamente essa visão plural que torna esse episódio tão especial.
Neste episódio, você vai descobrir:
➤ Como a origem humilde moldou a missão de vida do Dr. Pedro: "aliviar o sofrimento de gente humilde."
➤ Por que o SUS é, conceitualmente, o melhor sistema de saúde do mundo — e o que impede sua execução.
➤ A proposta corajosa de integrar SUS e saúde suplementar para resolver o problema da população.
➤ O debate necessário sobre a finitude dos recursos e a judicialização da saúde.
➤ Como a gestão ensinou ao cirurgião a habilidade mais difícil: ouvir.
➤ A filosofia de vida de quem vive cada fase com intensidade total — sem saudade e sem arrependimento.
Se você é médico, gestor ou simplesmente quer entender como o sistema de saúde funciona por dentro, este episódio é obrigatório!
Tópicos abordados:
00:00 - Introdução: O problema da saúde no Brasil não está no SUS, nem na saúde suplementar
01:55 - Quem é o Dr. Pedro Melo? O moleque de Lajedo, Pernambuco
02:43 - Filho de caminhoneiro: A origem que moldou a missão
04:10 - A missão de aliviar o sofrimento de gente humilde
06:11 - "Eu operava lagartixa desde cedo": A vocação que nasceu antes da faculdade
09:13 - Saiu de casa aos 14 anos para estudar em Recife
10:20 - O retorno ao Lajedo: 17 anos depois, a cidade e o médico eram outros
11:29 - Quase foi prefeito: A eleição perdida por 100 votos que mudou tudo
13:11 - O que a gestão ensinou ao cirurgião que a medicina não conseguiu
14:06 - "O cirurgião acha que é Deus. A gestão te ensina a ouvir."
17:08 - A crise política da Unimed e a virada que ninguém esperava
18:35 - Viver cada fase com intensidade: A filosofia de quem não tem arrependimentos
20:19 - Casou em 6 meses, está junto há 30 anos: A família como porto seguro
22:55 - Quem sofre mais no sistema atual: O médico ou o paciente?
23:27 - "O médico que tem vocação de servir está sofrendo. Esse cara está doente."
24:03 - Dois Brasis: A cirurgia robótica e a fila para o raio-X
25:34 - A proposta de integrar SUS e saúde suplementar na prática
29:51 - O SUS é um problema ou uma solução mal executada?
30:21 - "O SUS é um diamante a ser lapidado. Está pronto. Falta coragem de fazer."
33:39 - Dá para sustentar o sistema atual? A Constituição de 88 e o que precisa mudar
35:12 - O debate que ninguém quer ter: A finitude dos recursos e a judicialização
36:10 - Pacientes inviáveis em UTI e a conta que ninguém quer pagar
38:55 - Da Secretaria de Saúde à Unimed: A visão de quem viveu os dois lados
42:27 - O que anima acordar todo dia e continuar batalhando?
43:49 - "O aplauso e a vaia têm o mesmo objetivo: te fazer melhor."
44:47 - Ping-Pong Final: Mentor, livro, erro e a definição de sucesso
45:27 - O que é sucesso para o Dr. Pedro Melo?
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Pedro Melo
- Atenção Primária à SaúdeProposta de integrar SUS e saúde suplementar · O SUS como diamante a ser lapidado · Finitude dos recursos e judicialização da saúde · Desperdício de recursos e sobreposição
- Carreira ProfissionalExperiência no SUS · Secretário de saúde em três municípios · Gestão da saúde suplementar · Presidência do Conselho de Administração da Unimed Caruaru · Aprender a ouvir na gestão
- O Papel do Médico na SociedadeSofrimento do médico vocacionado · Dois Brasis: cirurgia robótica vs. fila para raio-X · Diferença entre valor e preço na medicina · Sofrimento desnecessário e evitável da população
- Trajetória de vida e origemInfância no interior de Pernambuco · Pai caminhoneiro semi-analfabeto · Missão de aliviar o sofrimento de gente humilde · Vocação para a medicina desde cedo
- Sustentabilidade do sistema de saúdeConstituição de 1988 e sua revisão · Finitude de recursos e finitude da vida · Custo de tratamentos de alto valor · Acidentes de moto e o custo para o sistema
- Vida Pessoal e FamiliarViver cada fase com intensidade · Ausência de arrependimentos · Família como porto seguro · Casamento de 30 anos
- Tomada de DecisãoDiferença entre aplauso e vaia · Motivação e satisfação no trabalho · A importância de não perder o pé do chão
- Crise Política e Virada na UnimedCrise política na Unimed Caruaru · Assumir a diretoria em meio à crise · Composição e eleição para presidente
- Sucesso e RealizaçãoChegar em casa e saber que tudo está resolvido · Não se preocupar com problemas alheios
Então o SUS é um diamante a ser lapidado. Mas para o próprio, precisa de coragem de parar e fazer propaganda. Daqui a excelência se preocupar com a preferência.
não está no SUS, nem na saúde suplementar, está no modelo que sustenta os dois. E hoje a gente vai falar com alguém que viveu os dois lados, vive os dois lados e lidera esse sistema por dentro. Fala, doutores! Sejam muito bem-vindos ao maior podcast de carreira médica do Brasil. Já se inscreva no canal, porque aqui a gente não fala só de medicina, a gente fala de carreira, de sistema e do...
entender o que diferencia médicos que vivem a medicina daqueles que conseguem transformar o sistema. E hoje a conversa é exatamente sobre isso. Hoje eu recebo aqui um médico que saiu das ruas de Lager, do interior de Pernambuco.
avioneiro, escola pública, que construiu uma trajetória passando pelo SUS, sendo secretário de saúde e depois se tornando presidente da Unimédia de Carvalho. Hoje, presidente do Conselho de Administração, reconhecido como um dos 100 mais influentes da saúde no país, mas mais do que Carlos, alguém que acredita que medicina precisa servir, principalmente quem mais precisa. Fala, doutor Pedro! Seja muito bem-vindo ao Fala, doutores.
Obrigado, Ricardo. Obrigado pela generosidade da sua apresentação. Prazer imenso participar desse podcast com você. Tentar de alguma forma, através do conhecimento, adquirir o longo dessa jornada, ajudar quem já está e quem está por ficar à vontade. Eu estou disponível para a gente bater esse papo. Tenho certeza que será extremamente prazeroso.
Agradeço imensamente o seu tempo no meio dessa sua vida atribulada, dessa correria. E estou aqui super lisonjeado de ter sua participação já de antemão. Começamos já. Quem é, quem era Pedim de Lagedo? Pedim de Lagedo era um moleque do interior, como tantos sopresos desses rincões do nosso país, cujo pai, um caminhoneiro semi-analfabeto, uma mãe funcionária pública, sonharam.
em ter um filho médico. Na verdade, a motivação do pai era bem sui generis. Eu queria ter um filho médico para não depender de políticos para arranjar emprego. Naquela época, só tinha emprego quem fosse querido pelo chefe político do local, e ele achava isso a de sua. E ele dizia, vou formar pedindo um médico, um doutor, vou fazer pedindo um doutor, ele não depender de ninguém para...
trabalhar para arrumar algo. Quantos irmãos tinham nessa casa? De minha mãe, mais três da primeira esposa. E vivia todo mundo junto? Todo mundo junto. Ele sequestrou a minha mãe naquela época. Ele fugia, né? Minha mãe era uma moleca de 14 anos. A punição dela foi criar os filhos da outra. Eu não queria mais ela de volta que o caso dela. Era isso ou nada? A escolha foi fácil.
E me diz uma coisa, você fala muito que a tua missão sempre foi de aliviar o sofrimento de gente humilde. Como é que adentra uma missão tão poderosa, tão relevante na cabeça de um ser humano como você?
Ricardo, eu acho que isso tem muito a ver com a formação familiar que a gente recebe. Por conta dessas características, a gente aprendeu desde muito cedo a ser muito vírus. Os recursos eram pequenos, a casa era pequena, então ou a gente iria para ajudar um a outro, ou seria um caos.
Eu nunca tive um quarto sozinho. Só fiquei um quarto sozinho na minha vida quando eu já era formado, já era médico-residente, já morava em um apartamento onde eu tinha um quarto mesmo. Eu tinha uns malvumprentes.
Isso me fez ter um sentimento muito forte de compartilhar. E eu achava, e acho que na hora que eu recebi essa dádiva, eu tinha que retribuir isso de alguma forma. Eu estudei a vida toda na escola pública. Era uma família pobre, mas uma família que nunca faltou nada. E diante de todas as dificuldades, eu sempre pedi tudo o que eu queria.
que eu não tinha, eu compreendia por não ter. Então, quando eu via amigos meus de segundo grau ir para os Estados Unidos fazer intercâmbio, que eu não ia, eu disse, poxa, mas eu já estou aqui estudando em uma escola particular, não existe. Já é mais do que eu deveria ter. Então, como é que eu vou reclamar disso?
E quando Medicina 7 foi uma opção natural, eu alterava a lagartixa desde cedo, fazia muita experiência com gato, com passarinho, com tudo. E eu dizia, eu vou me formar e vou voltar para a minha cidade, eu não tinha nenhum item. Meu sofrimento era muito grande. Eu vejo uma queda de espécie de ovelha, vejo forte de braço e quem fez os pontos foi...
curioso, e achava que sabia fazer. Só porque ele fez e deu certo. Então eu decidi, naquele momento, queria que retratassem de alguma forma. E essa repensão seria voltando para o mistério, favorecendo a vida das pessoas. E eu comecei a fazer isso desde a faculdade. Já naquela época, aquelas pessoas que se me relatavam do interior. Independente se me citarem, eu não sabia da dificuldade das pessoas.
para ter acesso. Eu ficava até algumas horas da noite, só ia para casa. Aliás, eu não ia para casa, porque eu morava no hospital, só parava de atender quando ninguém mais ficava só na pandemia. Eu achava muito justo que se eu não ia fazer o risco, que não se ia atender. E aí, com isso, eu fui conhecendo as pessoas. Eu sempre me relacionei muito bem com as pessoas, sempre tive uma facilidade muito grande de pedir para os outros.
Eu fazia dos meus colegas residentes uma verdadeira equipe médica da BNV, não só do AG, como de toda a região. Mas, Pé, nem seja sincero. A tua equipe médica e teus amigos gostavam de você ou queriam te matar para você fazer favor para todo mundo, pô? Dependendo da hora e do local, às vezes eles faziam. Porra, tem que ter um limite, cara. Assim não dá.
Mas a vida, naquela época, nossa vida era muito mais tranquila. Então a gente tem mais tempo para fazer essas coisas.
Hoje as pessoas têm muito pouco isso, têm muitas habilidades, e aí muitas vezes o importante da formação é que ficam meio perdidas, infelizmente. Mas foi assim, e aí eu construí minha vida nisso, me formei, servi o exército, depois fui trabalhar numa cidade da Quartilha do Norte, um filho de Belo e hospital, um filho da cidade.
E consegui um dos homens mais gritos do país, o Silvio Pereira da Silva, e construí um belíssimo hospital numa cidade chamada Caquari, que foi meu primeiro emprego. E como tinha muita condição lá, eu comecei a operar. E operei o povo da região toda. Na época eu fiz mais de 4 mil pessoas na cidade. Eu fui operado nesse hospital. Mas isso você não volta para casa ainda não.
Você faz faculdade fora. Saí de casa com 14 anos, que só tinha até o primeiro grau. Fui morar na casa de um tio em Recife, fiz o segundo grau. Depois fiz faculdade, servia ao exército, fiz residência. Com 14 anos, vai morar sozinho? Com 14 anos, morar na casa de um tio. Morar na casa de um tio.
que foi o grande incentivador para eu ir para o Recife. Ele dizia, Perlin tem que estudar no Recife. Mas o papai dizia, mas eu não posso. Ah, ele vai morar na minha casa. Se pagando no colégio, o resto eu resolvo. Aí meu pai pagava o colégio.
ele resolvi o resto, aí fiz faculdade, servi o exército, passei dois anos com o exército, comecei a ganhar dinheiro e achei maravilhoso, e aí depois fiz a residência, e aí sim, voltei para Lagedo, ainda não estava. 17 anos depois... 17 anos depois, então são 20, 31? 31 anos. E aí quando você volta para Lagedo, qual é a realidade que você encontra?
Lagina era outra cidade depois de 17 anos?
É, tinha melhorado bastante. Já era uma cidade bem melhor, bem maior. Mas ainda era uma cidade do interior. Ainda não tinha um desenvolvimento como tem hoje. O México, o México, como é hoje. Hoje você tem incêndio segundo grau, hoje você tem uma assistência meta razoável, você tem várias cemnicas, você tem um hospital privado. Então é uma cidade diferente, bem diferente.
Na época que eu voltei, ainda era uma cidade muito careca. Foi quando eu voltei e trabalhando na etapa a partir do norte, eu comecei a operar o povo para uma cidade. E aí terminou que, isso foi em 93, quando foi três anos depois, inventaram de mim dizer que eu ia ser o prefeito da cidade. Terminei 100 candidatos, perdi a eleição por 100 anos. E peraí, peraí, isso foi bom ou ruim?
Seja sincero, Pedro.
eu faria de novo, com certeza absoluta. Eu acho que eu ainda serei candidato a prefeito da minha cidade. O dia que eu sair da gestão da saúde, eu vou tentar ser prefeito da minha cidade. Eu acho que a experiência que eu me tirei a longo decisão do secretário de saúde, de vários municípios, toda mulher há 15 anos, eu acho que vale a pena tentar. Ninguém quer na minha família, tem uma mulher ali, as vezes eu não sei, a mulher dela é pouca,
porque minha vontade não passa, então vamos ver o que é que vai dar. Mas hoje minha missão, eu acho que minha missão, eu passei o período da minha vida no SUS, trabalhei várias oportunidades no SUS, acho que o SUS é um sistema só taxa, e aí fui para...
Quando eu fui para a Unimed, e aí entrei na gestão da Unimed, e hoje, meu objetivo é chegar no nível mais alto que eu puder dentro do sistema Unimed, que eu acho que é uma fantástica. E que, na minha opinião, toda essa situação que se encontra na nossa profissão é ainda um reto para a vida, um reto para a vida, um respeito ao...
e principalmente muita transparência onde nós somos responsáveis pela nossa própria gestão e onde não dá certo em alguma coisa errada com quem está no condom mas o sistema funciona E o que a gestão te ensinou sobre a medicina que você não conseguiu aprender atendendo e operando os pacientes?
Ela me ensinou duas coisas que eu acho fundamental. A primeira que ela me ensinou, a formação de cirurgião, ela é muito assertiva. Cirurgião, principalmente na minha formação, falando, fui residente na década de 80, eu me formei em 86, fui residente ali em 88, 89, 90, 91.
A formação de cirurgião naquela época era uma formação muito acertada. Você saía, perco, perco acha que é Deus. Cirurgião tem certeza, né? Então, já saía com aquela coisa assim, eu sou o cara, eu resolvi tudo e ninguém ensina nada mais, porque eu já aprendi tudo. Só que quando você chega na gestão, aí você começa a aprender uma coisa.
ou você aprende ou cai fora, que é ouvir. Você começa a ter que ouvir as pessoas, você começa a ouvir, a ver as coisas pela visão dos outros e começa a processar isso para tomar as decisões. Na gestão, durante o meu que der, eu tive muita dificuldade de ser contrariado, de ser diferente do que eu achava que era o certo.
Isso você vai aprendendo. E aí chega num estágio que você, de fato, começa a aproveitar muito mais o conhecimento dos outros. Eu sei que você é chamado para ensinar e as pessoas não sabem o quanto mais lhe chamam para ensinar, mas você aprende. E esse é o melhor avaliamento que a gente tem.
Ao longo dessa jornada, eu tenho aprendido cada vez mais. E cada dia eu tenho a plena convicção que o sistema de saúde desse país precisa dos gestores que tenham a visão dos dogrados do balcão. Saúde pública e a saúde subalimentar. Elas precisam encontrar também para trabalhar.
De fato, com uma só direção, porque os recursos são poucos, e muitas vezes a gente tem uma sobreposição de recursos que é indevidamente utilizado, fazendo com que muitos recursos sejam desperdiçados, enquanto muita gente deixa de ser adentro.
E foi difícil para você, cirurgião, médico humano, de largar a assistência e ir para a gestão ou foi algo fluido e natural que aconteceu na tua vida? Ricardo, na minha vida, graças a Deus, eu tive todas as etapas bem delimitadas. Eu fui um moleque de anterior, todas as características e todos os aproveitamentos que eu podia ter. Depois eu fui um adolescente, psíquico.
na capital, mesmo com pouco recurso, mas fui um adolescente e vigi uma boa vida de adolescente. Fui um adulto jovem na faculdade, vivendo a excelência da minha vida. Fui um excelente, tive uma excelente vida como residente. Fui um militar por dois anos, porque em todos os momentos da vida militar, como se luta fosse, depois vivei cirurgião.
E aí trabalhei 25 anos como médico no maior hospital de emergência do interior, como cirurgião, extremamente prazeroso. Passava noites e noites operando, começava a operar de tarde, passava noites operando.
Quando foi em 2012, por uma dessas contingências que a gente não programa, mas acontece a ONU NEL, em ONU NEL, teve uma crise política, eu era conselheiro de administração na época, a diretoria renunciou, e quando ela renunciou, o conselho se reuniu e disse alguém tem que assumir. E aí, como eu falo demais, reclamava demais, mas tu reclama muito, é saber fazer, agora toma conta que o filho é teu.
Na época existia uma divisão na União Média, dois grupos. Eu era Aníbal Custor Lhás. Fizemos uma composição. Eu fui diretor, eu fui presidente do Perinho. No final do mandato, depois fui eleito.
Fiz minha sucessora, fui eleito de novo, fui reeleito e agora estou com o presidente do Conselho de Anunciação, porque houve uma mudança no estator. Então, assim, minha vida foi seguida e montada, foi muito grande. Eu curti cada uma das suas fases com toda intensidade. Por isso que eu acho que quando eu terminar essa fase, eu vou voltar para a fase do Bíblia, que foi incompleta, e aí eu vou fechar o CEPA sendo prefeito da capital do mundo, que é a minha cidade.
Mas, Pedro, esse ponto que você traz é visível dentro dessa busca que eu tenho aqui de encontrar padrão de sucesso, que é a pessoa viver a jornada e não querer chegar em algum lugar. A gente só consegue chegar em algum lugar dando um passo e vivendo cada dia. E aí essas tuas frases e essa tua... Recitar isso é música para os meus ouvidos. Eu costumo dizer o seguinte.
Fala-se, quando você vê alguém no relógio de mente querida, naquele desespero, muitas vezes, a maioria das vezes, é remonso. O cara deixou de fazer alguma coisa quando deveria ter feito. Quando o cara faz, quando o cara tem que ajudar, ele sente a perda, mas ele tem a tranquilidade de assistir aquela passagem como um epapo que se filmou. Na minha vida, eu acho a mesma coisa.
Eu não sinto saudade daquilo que eu fiz na minha jornada toda, porque eu fiz muito bem feito, eu sinto a todas as micarões da minha vida, andrei atrás de todos os trilhos elétricos que eu pude acompanhar. Hoje eu não tenho mais vontade de fazer isso, porque eu já fiz. Então, bebia, farrava, passava a noite acompanhando, ia trabalhar. Hoje eu não faço mais, não sinto falta, porque eu fiz quando era professor. Então, acho que é mais uma, a minha vida também passou alta.
Passei 35 anos pra se lhe casar. Aproveitei tudo, porque tinha que aproveitar um dia. Eu conheci uma menina, tudo isso é essa. Comecei a namorar com ela em agosto, em fevereiro eu casei. Tô casado há 30 anos, três filhos. Graças a mim, né? A gente é muito bem. Isso aí é sua opinião, né? Se nós trouxéssemos ela aqui, ela ia falar que ela endireitou a tua vida depois desses 35 anos de farra, né?
E evidentemente, na hora que você gravar, vai ter um delay aí que vai apagar essa frase. Por acaso, né? Por acaso vai acontecer isso, né?
Mas, sabe Ricardo, eu acho que também é outra coisa que precisa ser bem resolvida. Minha casa é meu ponto seguro. Você imagina, eu saí de casa hoje, saí de casa hoje, 5h30 da manhã, saí de Caruaru, peguei o carro, parquei, duas horas de viagem, pego um avião, faço um palco, reunião, estou aqui agora fazendo essa gravação, pego um avião. Você imagina chegar em casa, mulher fica com problema, que pode deixar a parque, e amanhã depois de casa.
fé em uma mulher é exatamente isso. É aquele por segundo que eu sei que em casa a família está cuidada, os filhos estão com os problemas resolvidos e se não tiver alguma mão que ela resolveu, até que eu chegue e a gente vai ficar presente. Então isso dá uma tranquilidade pra você gastar energia de precisidade. Consequentemente a gente tenta compensar isso sendo o mais presente possível, mesmo que às vezes tem alguns de que a gente fazia natural que a gente fazia natural.
eu chego em casa, eu quero sair com a janela. E aí eu falo, ah, se eu tentar sair com a janela, eu queria que eu não fosse o chuchinho. Eu seria um jantão no restaurante.
assim, então vamos para o restaurante. Esse equilíbrio que faz a coisa dar certo, sabe, eu acho que não tem um mar em mim, tem problemas, tem dificuldades, às vezes eles fordam, mas no fim, o objetivo é a mesma direção, a mesma e a gente sempre rema na mesma direção. Às vezes, menos vontade do que o outro, um é um pouco mais do que o outro.
Mas ninguém deixa de ver mal. E ninguém quer mudar a direção. Todo mundo quer ir para o pessoal. Acho que família é isso. É essa segurança de saber para onde todo mundo quer ir.
Um ponto relevante que eu acho que tem muito valor nessa tua jornada, que é esse fato de você ter sido, e é uma pessoa plural, de ter vivido o lado do SUS, o lado da saúde suplementar. Hoje, na tua opinião, Pedro, quem que sofre mais? O paciente? O médico? Como é que é a tua visão hoje, que a gente tem hoje dentro do nosso modelo, nesse sistema meio problemático que a gente vive?
O médico de formação, o médico que tem como vocação se revir, resolver, esse cara está sofrendo, esse cara está doente, esse cara não consegue dar a culpa e ele sofre. Depois dele, as políticas, as pessoas que decidem as políticas, muitas vezes esquecem de ir lá na ponta, o que está faltando lá na ponta.
Então você tem todos os Brasis completamente diferentes. Um dos que eu tenho de hoje, a cirurgia robótica, e outro na fira para fazer um pauxil. E pior do que isso é você saber que os recursos existem.
que existem e que existe uma forma que faria e dava certo. Se você pegar o recurso, juntar com o recurso privado e usar adequadamente os dois, resolver o problema. É inconcebível um hospital como o hospital da Umbé Carrefour, à noite, se passar à noite, com o universo uma semana ligada, porque não pode ser ligado.
e ter gente esperando seis meses para fazer um exame, porque não tem onde fazer. É impossível você ter um bloco cirúrgico de 10, 15 salas fechadas e milhares de pessoas esperando para se operar.
Se você conseguisse juntar essas duas partes, você excederia os dois problemas. Tem uma da ansiosidade para os hospitais, problema da falta e assistência da população. Isso facilmente seria resolvido se houvesse apenas uma coisa. Faltar de fazer muito discurso, muita...
proselitismo eleitoral, mas na prática, eu tenho dificuldades em acreditar que as pessoas querem fazer esse visão, mas já faz. E eu tenho milhares de exemplos onde, quando você junta as duas coisas, o programa de mama, que é feito na Universidade, o tinta de radiologia, junto com a centro de hospital, junto com o cara que vem de Minas Gerais operar.
E a gente se junta, faz um problema ali, espera, 10, 20, 30, 40, 70, se fizesse isso durante o ano, quantas pessoas? Então, o desperdício é imenso, o preço, essa discrepância existente entre o preço da rei privada e o preço da saúde.
É um absurdo que precisa ser combater. As fraudes do OPN, as fraudes do NL e do Parque Atenas, tudo o que eu chamo é uma conjunção. Ministério da Justiça, Ministério da Receita Federal, Polícia Federal, Ministério da Saúde, CRN, CRN, todo mundo trabalhou em uma direção com uma política única de saúde no país, onde essa política seria efetivamente responsável pela saúde pública e saúde privada, trabalhando juntamente para resolver o problema da saúde.
Enquanto isso não for realidade, nós vamos ter o AISTA em São Paulo, na Ilha do Excelência, e o cara na Ilha de Marajol ainda com parasitose intestinal. É uma piada, mas é uma realidade. Então eu acho que hoje o sofrimento maior, se a gente pudesse medir, é meio complicado ser medido, sofrimento, um grande sofrimento, não pode não ser o seu, mas eu botaria na mesma régua de um lado. O médico, eu e o T.
sabe para que se formou, não é aquele que usa a profissão para ganhar dinheiro, para fazer isso, para fazer aquilo. Não que eu sou contra ninguém ganhar dinheiro, eu acho que eu não tenho que ganhar e ganhar bem. Só acho que ele não pode ser prioridade. Está medo, não pode ser prioridade. Não é aquela história de sacerdócio, nada disso. É porque tem profissão que não dá para você discutir o valor antes de não fazer. Você tem que fazer e depois discutir.
o preço, porque o valor está indo ao lado que você pratica para um professor, como um padre, como um professor, o preço antes de fazer. E precisa discutir o preço para fazer, é evidente que você tem boleto também para pagar. E não pode inverter a lógica. Você pode começar a conta, porque ele soma, você tem que ver. Linha a linha, o que cada coisa tem é seu preço. É o método de um lado. E o paciente é... Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr Pr
A população, a carência da população, o sofrimento da população, é uma coisa que não se justifica sob nenhum título que se queira dar. Não é possível que se tenha tanto sofrimento desnecessário e evitável. É evidente que tem uma parte disso e por mais que a gente queira, a gente não consegue resolver. Ok, essa a gente aceita.
O que eu não aceito é essa parte que é evitada, que tem o que fazer, tem como resolver, e não é feita porque pelas pessoas que deveriam estimar as coisas de forma correta, e você vê que falta. Eu nem entrar no quesito de fraude. Não é nada disso, eu vou falar só de decisão política de fazer. Decisão de fazer. Se você pegar uma cidade pequena, 60% dos problemas daquela cidade.
carece apenas uma atenção básica e eficiente, só 20% sairia durante o século para ser tratado, então a resposta é para a data. Se 80% se resolve, 20% fica muito mais fácil de fazer. E nesse ponto, Pedro, até pela tua vivência também, o nosso grande SUS é um problema, ele é uma super solução não tão bem executada.
Ou ele é um sistema que está perfeito e caminhando para a sua plenitude? Como é que é a tua visão? O SUS, conceitualmente, é o melhor e mais bem feito programa de saúde que existe no mundo. O grande problema é que os teóricos confundem as aplicações. Então, quando você vê o cara comparado...
Irlanda com o Brasil, você está comparando o estado de Alagoas com o Ocran. Pode ser dessa forma. Conceitualmente, é a melhor forma de se fazer, mas sim. Todos os dias, climática, sete, ato, preciado, sistema de referência, contra-referência, acompanhamento pela atenção primária e o país. O problema é que, por conta de diversos fatores dispersos, se inverteu a lógica do sul.
onde você priorizou transplante renal ao invés da prevenção do diabetes e da intervenção. Você tem programas que não conseguem ver quantos diabéticos eu tenho na próxima cidade, mas você sabe a fila de transplante que é uma coisa espetacular. Então nós temos tecnologia, nós temos conhecimento.
E nós temos as regras claras para fazer. Se você pegar o que tem no SUS e aplicar, o jeito que está lá, seria, eu diria, perfeito. Mas a gente conseguiria resolver.
60, 70% da população seria resolvida. Até porque, se você pegar células de excelência que você tem, você vê que funciona. Em todo canto desse país tem alguma coisa funcionando e funcionando bom. Então, se funciona bem o município, se calçar, se calçar, se calçar, se calçar, se calçar, se calçar, ela funciona só um ponto. A questão do escala é a coisa mais fácil. Você tem a regra para aplicar.
O problema é você querer aplicar a escala sem perda. Aí você favorece uma coisa, prejudica a outra. Aí você favorece o cross-clote cardíaco e a hipertensão é no centro. Então você tem a aplicação, tem o trato de ATS e tem a hemodiálise. Na verdade, o natural era você ter um problema de saúde da família.
onde as pessoas tivessem um acompanhamento, a educação, saúde, gênero de atleta, e evitaria isso. Então o SUS é um diamante a ser lapidado, mas para pronto, precisa de coragem de fazer, parar de fazer propaganda. Daqui a excelência se preocupar com a preferência, que é aqui no Dado, com o chefe de Jogê.
da água, saneamento básico, da educação, saúde, da alimentação adequada, da alimentação adequada. Aqueles programas que são bonitos e fazer a propaganda são feios nas suas áreas. Mas ir te botando numa roubada, dá para sustentar esse sistema atual ou ele está fadado a um insucesso?
Eu acho a Constituição de 88 uma das maiores aquisições políticas do nosso país. O problema é que quando ela foi feita, ela foi feita num momento onde a gente vinha de uma época de muita dificuldade. E nós, na época, queríamos proteger o sistema. Isso é muito parecido com a Unimed.
Você pega um, não tem um dirigente, dirigente irleal, diz um, você muda o estatuto e cria regras absurdas para quem vem de isso. Você quer evitar que o cara entre e impede que o outro venha. A Constituição foi feita em 88 e tinha uma promessa dela ser revista.
ela nunca foi. E aí é que está o problema. Nós crescemos, a tecnologia avançou, o mundo mudou, nós saímos aqui uma expectativa de vida de quase 20 anos a mais e as coisas continuaram do mesmo jeito.
Mas se surge bem, é custo. Eu acho que falta mais gestão do que recurso. Não estou dizendo que o recurso é suficiente, mas eu digo que falta mais gestão do que recurso. Eu queria que algumas coisas precisam ser revistas. O indigido não pode sobrepor em nenhuma hipótese ao coletivo, por mais duro que seja, dizer isso a um pai, a uma mãe, que eu não sei quando é essa hora.
que precisa de um remédio de 10 milhões de dólares, mas eu lembro de um episódio que teve na Bahia, onde a Justiça da Terra perguntou que se pagasse naquela época o liceferon que usava para a EPAC. O tratamento era o lançamento anual da cidade para a saúde. Isso não pode acontecer. E a outra coisa, mais difícil.
que eu acho que minha geração não vai ver, mas que essa discussão precisa vir à mesa, ela precisa ser distribuída de todos os preconceitos e nós precisamos falar em finito, finitude da vida, finitude de recurso. Não é possível que você tenha pacientes hoje, nesse exato momento, que você tenha uma gama enorme de vacinas absolutamente enviadas.
fisiológico, pais vivos no ponto de vista tecnológico, ocupando leitos que têm vínculos sociais e pessoas mais fiáveis do ponto de vista fisiológico, falando quem merece viver, ninguém merece morrer.
Eu não sou longe de querer ser o Deus, mas assim, nós precisamos discutir, nós precisamos discutir. O pagamento dessa conta das motos, quem é que vai pagar? Se facilitou enormemente a compra de motos. Eu tenho um hospital hoje com 80% dos acidentes, dos 80% dos acidentes de trânsito, 92% é acidente de moto. Cada que passa, uma enorme idade do hospital, o pano leito foi responsabilidade. Quem é que vai pagar essa culpa, todo mundo tem direito a tudo.
Todo mundo tem direito a tudo. Então o que eu acho, Ricardo? Nós precisamos ter coragem de discutir a realidade. Longe do processo do prisminitoral. Longe dos ensambescidos que acham que fode tudo e que todos têm direito a tudo. Não tem recurso para isso.
precisa ter coragem. Você fala mesmo, o que fazer com o que nós queremos, com certeza, para que você se resolva. E aí é um paradoxo. Se você usasse devidamente, talvez a utilização adequada, sobrasse dinheiro para que você fizesse algumas exceções. Existem algumas exceções que merecem.
e não pode, é você transformar uma exceção, uma regra e separar quem tem acesso à justiça e quem não tem. Muitas vezes se a diferença é de ver, ou entre ter e não ter. Está errado.
Eu acho que você trouxe um outro ponto alguns minutos atrás que você estava falando, que eu acho que é uma alternativa super interessante e você aí tem muita vivência para isso, que é transformar a saúde das operadoras numa saúde suplementar mesmo e a gente conseguir integrar o SUS à saúde suplementar e aí faça um jabá aqui para o nosso sistema Unimed, que eu acho que tem todo o poder e a capacidade e a capilaridade para fazer isso.
Você sabe que quando eu saí da saúde, o secretário de saúde de Prêmios, 7 mil habitantes, um de 17 e um de 32. E depois eu fui ser diretor de saúde em Caruaru, que na época tinha 200 mil habitantes. Cara, quando eu vi aquele arcabuço no susto, eu ficava maluco, porque é coisa perfeita.
pegar os sistemas. Quando eu entrei na Unimed, quando eu fui ser dirigente da Unimed, eu disse, cara, se eu não fazia o SUS, porque não tinha recursos, na Unimed eu vou fazer perfeitamente. Primeira convenção nacional da Unimed que eu fui.
O dirigente da saúde, da universidade, estava fazendo uma palestra e na hora que eu fiz uma intervenção. E eu perguntei para ele por que eu podia pedir, por que eu era obrigado a fornecer uma tomografia, na época não tinha nem reação mais, eu perguntei por que eu sou obrigado a fornecer uma tomografia.
Há um cara que vai na segunda-feira, no consultório de um neuro, que está com dor de cabeça, e eu sei que ele está com dor de cabeça, que passou o fim de semana bebendo, ele está querendo só uma testada. Eu sou obrigado, se eu não fizer essa tomografia, a ANS vai me botar. Mas a ANS não me obriga a saber quantos pacientes da minha carteira são obesos, quantos são hipertensos, quantos praticam educação física, quantos não. E eu não posso beneficiar o passo. Eu sou o Chigar Ricardo, se tu me mostrar.
que eu estou fazendo na academia todo dia, eu vou te dar um desconto de 10% do seu plano. Na época ele explicou a questão da regulação. Hoje isso tem mudado um pouco, evoluiu um pouco, mas ainda é assim, você não beneficia quem se protege. Eu não tenho como pagar, eu não tenho como dividir o preço do cara.
que faz o exame de prevenção, faz o exame da época certa, mas o cara chega no consultório, pede ao menos 30 exames para fazer o check-up, e eu sou obrigado a dar 30 exames, 29 que é necessário. Esse é quando eu falo da finitude do recurso. Você tem que descobrir como é que vai usar isso, senão não tem dinheiro que dê. E o pior, nós estamos gastando sem resolver o problema. Se tivesse, por exemplo, tudo isso, e a população tivesse que ir melhorando a saúde, mas não.
Nós estamos fazendo tudo isso e os indicadores não melhoram. Quando você mede, tem algumas doenças, a classe de colo do útero não dá para admitir. Não dá para admitir que uma mulher hoje padece de classe de colo do útero não dá. É inconcebível. É inconcebível. Tem algumas dúvidas. Você só consegue, sarampo, calcá, pelo amor de Deus.
Pelo amor de Deus. Então, assim, essas instituições elas têm que sair do espectro da política, política partidária, ser uma política de Estado, independente de a ou de ser o presidente, ser o prefeito, ser o governador, não está, não, ele está aqui, você ou cumpre ou cumpre, não tem essa história de, ah, mas eu não quero fazer, se você não hospitais fizeram aí, todo quando tem um hospital, está aí, tudo sucateado. Então, tem que acabar com isso.
Por isso que eu digo, o dinheiro existe e talvez sobra Se usado adequadamente E aí a grande curiosidade Pra gente caminhar e pra um desfecho Toma paulado o dia inteiro São 8 e 10 da noite e a gente tá gravando aqui Você saiu de casa de madrugada Pra apanhar Essa batalha toda E onde é que anima isso tudo, rapaz? Como é que você acorda amanhã de manhã motivado? É, então, que dá pra fazer algo
não se conformando, achando que cada dia é uma oportunidade de fazer o que eu deixei de fazer hoje. Então, provavelmente, alguma coisa eu deixei de fazer hoje ao longo. Tenho que acordar amanhã com esse pensamento. Tenho que fazer o que eu deixei de fazer antes. E amanhã, com certeza, vai ter outra coisa para fazer. É isso. O trabalho deixa de ser trabalho. Passa a ser prazer, passa a ser satisfação de saber que está contribuindo.
em algum canto, em algum lugar, em algum momento, alguém está usando aquele que você defendeu, aquilo que você brigou, aquilo que você aperteu. Se não, não dá, se não você desiste, vai pra trás. Se você achar que tem que ser reconhecido, que tem que bater pra um nervo, lembro muito da história da pandemia, as pessoas aplaudiram, era lógico, eu confia aquele negócio, e eu recebia aqueles aplausos.
Cada pessoa que estava me aplaudindo, ou se via que ela estava me aplaudindo pelo que eu estava fazendo. No outro dia, tem um cara que era pedaguda, porque eu não resolvi o problema dele.
Tentei agradecer que ele está dizendo Cuida de fazer o que você precisa fazer Corrige tua vota Senão tu vai querer ter o emprego E aí eu vou lá fazer Resolver o problema Talvez uma das melhores coisas Que eu tenho de uma política Foi exatamente Saber diferenciar O aplauso da vaia E saber que as duas coisas Têm o mesmo objetivo Fazer você ser melhor Se você confundir isso Aí você tem problema
nessa tua jornada toda? Por mais. Livro que fez diferença na tua vida? Algum relevante? As Memórias e Pedrinho. Um grande erro da tua vida que você conseguiu aprender muito com ele? Deixar de fazer o que eu vivia com ele. E, para fechar nossa conversa, o que é um sucesso para você, Pedro?
chegar em casa, saber que alguém deixou tudo pronto, para eu dormir sem me preocupar com os problemas que certamente aconteceram. Maravilha, meu amigo! Obrigado pela tua participação.
Desculpa aí a perturbação numa hora dessa, no final do teu dia, mas você consegue entregar com louvor, com esse sorriso no rosto. Então, assim, a gratidão aí é imensa ter aí tua jornada documentada aqui no Fala Doutores, você com a referência de saúde que você é. Espero que consigamos em breve ter você como político aí da tua cidade para melhorar mais ainda o nosso país.
Ou então que você fique mais tempo com a gente no sistema, fazendo com que o sistema chegue mais ainda para frente. Faça suas considerações finais. Fala aí onde é que o pessoal te encontra, rede, o que você quiser compartilhar. Mas obrigado de verdade pela sua participação.
Eu quero agradecer, Ricardo. Eu acho que é sempre uma boa oportunidade quando a gente tem a chance de falar para as pessoas o que é que nos motiva, o que é que nos ameaça e mostrar que não tem glamour se não vier baseado naquilo que você gosta de fazer. Bom, não adianta que tudo não adianta uma aparência.
pistou e daquilo que efetivamente é o que eu gosto de fazer. E a minha terapia aí, para a gente, a casa dos amigos, na motorista, caminhão, e a gente fala do verde e continua conversando como se estivesse correndo na época do olho de lá. Isso faz toda a diferença quando você tem a oportunidade de fazer os fóruns importantíssimos.
E isso faz com que você continue sendo essencialmente o que você é. Isso não deixa você ter. Não tira espaço porque o teu pé não sai do chão. E aí, isso faz toda a diferença. Então, é um prazer enorme falar em um pouquinho. Renaltecer todas as etapas da jornada.
porque quem está filmando, fica de educação. Não tem nada fantasioso, tem dureza, tem sofrimento, tem alegria, tem tristeza, mas tem o mais importante, que é o prazer de saber você mesmo que está fazendo alguma coisa. Não vai deixar a tua marca nesse mundo, que eu acho que é a coisa mais importante.
meus contatos saírem na rede social, muito ativo, Instagram, as vezes até demais, mas todos sempre disponíveis aí pra qualquer dia, qualquer hora, a gente vai ter, se for conversar, se for a sair de outras coisas, aproveitar pra lhe convidar um dia, não deixe de ir antes de morrer no seu lagê, eu vou falar do mundo.
Maravilha. Estou perdendo. Já falo aqui que o grande ponto desse episódio aqui foi a importância ser a jornada. Isso daqui é uma mensagem que eu acho que pode ficar aqui reverberando por muito tempo. Irei conhecê-la com o maior prazer. Grande abraço. Fica com Deus. Pessoal, até terça-feira. Um abraço.