Episódios de Inteligência Ltda.

018 - NOVA MISSÃO À LUA + ATAQUE TERRESTRE DOS EUA + CAMPOPIANO X MELCHIONNA

02 de abril de 20262h55min
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FERNANDA COMORA é jornalista e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, LITO SOUSA, EDUARDA CAMPOPIANO, FERNANDA MELCHIONNA, JÚLIO CÉSAR GUEDES, PADRE REGINALDO MANZOTTI, JOSÉ KOBORI, MADELEINE LACSKO e FREI GILSON. O Vilela sonha toda noite com a voz do William Bonner.

Participantes neste episódio7
R

Rodrigo Cáceres

HostHumorista
H

Homer

Co-host
E

Eduarda Campopiano

ConvidadoVereadora
F

Fernanda Cômora

ComentaristaJornalista
F

Fernanda Melchiona

ConvidadoDeputada federal
J

Júlio César Guedes

ConvidadoEspecialista em história militar
R

Ricardo Marcílio

ComentaristaEspecialista em geopolítica
Assuntos5
  • Polêmicas envolvendo pele de género e misoginiaLei da misoginia · Feminicídio
  • Retomada de missões à LuaLançamento da Artemis 2 · Exploração lunar
  • Incidente aéreo Delta Air Lines em GuarulhosFalha de motor em voo · Segurança na aviação
  • Guerra no Oriente MédioGuerra entre Israel e Irã · Aumento do satanismo
  • Crescimento Catolicos EUACrescimento da fé católica · Papa Leão XIV
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e estou começando mais um Inteligência Limitada. Hoje com o nosso jornal semanal, que normalmente é terça-feira e hoje estamos em dia diferente da semana. Hoje é? Hoje é quinta-feira. É mesmo, tem certeza? É. Não, eu estou aguentado, eu estou aguentado. A galera vai achar que é gravado, cara. É quarta-feira? Quarta-feira, 19h33.

É porque eu tô meio perguido, cara, que eu trabalho tanto que eu não sei nem mais qual é o dia da semana. Você viu, Fabílio, tá reclamando aí. Não, não, não, não, é apenas um apontamento. Ah, tá certo. Ô, Homer, hoje às vezes dá tempo de ter participação do pessoal com perguntas, nem sempre dá. Nem sempre dá. Quem quiser mandar pergunta, manda superchat. Manda superchat aí, se a pergunta for muito boa, eu vou ler.

Tá certo. Tá certo. Aproveita já deixando o seu like, se inscrevendo no canal, tornando-se membro e compartilhando também o link desse jornal maravilhoso aí para toda a sua patotinha. Exato. Antes de falar com a galera, quero falar com você, Terrá, que rapidinho, antes da gente continuar o episódio, deixa eu te mostrar uma parada que pode ajudar bastante, principalmente se você já pensou em fazer concurso, mas ainda está naquela fase meio travada, sem saber direito por onde começar.

porque isso acontece com muita gente. Às vezes a pessoa até quer entrar nesse mundo, mas trava em uma dúvida básica, tá? Eu vou fazer com a voz do pessoal com dúvida. Opa, beleza. Ah, mas qual concurso eu procuro? Ou então, será que existe alguma coisa perto de mim?

Ou então assim, por onde eu começo? E foi pensando nisso que o Estratégia Concurso, que é parceiro nosso, criou o radar do Estratégia, que é basicamente um mapa dos concursos. Então, em vez de ficar caçando informação solta e tentando montar esse quebra-cabeça sozinho, você entra lá e consegue as oportunidades de um jeito bem mais claro. Dá para mostrar aí? Já está na tela. É isso daí, né, Romer?

É isso aí, ó. Esse é o radar do Estratégia, um mapa que reúne concursos do Brasil inteiro. Se você está assistindo, é só apontar agora a câmera do celular para o QR Code que já está na tela também. Está na tela também aí. Ou o link que está na descrição já cai direto nessa página. E é isso aí. Exato. O link na descrição do QR Code na tela.

Vamos agora a apresentações da minha bancada. Primeiro, Fernanda, começando pelas mulheres. Fernanda, dá um oi pro pessoal. O pessoal tava com saudade que semana passada não teve, né? Não teve, gente. Teve prêmio IBESTE, onde talvez a gente tenha ganho todos os prêmios. Não sei, não vou falar. Ganhamos aí.

Olha, eu tava ali na torcida, batendo palmas, vibrando, escrevendo, lindos, que eu sou dessas, viu? Que torce, grita, vibra mesmo. Lindos não, lindo pra mim tem... Ah não, a turma toda lá arrasando, todo mundo muito lindo. Tá bom, vai, todo mundo é lindo, tá bom. Aliás, que arraso, parabéns, meninos. Foi demais, viu?

E eu sou a Fernanda Cômora, pra quem não me conhece, está começando aqui hoje. Olha, hoje realmente o Notícia Ilimitada está imperdível, gente. Convidados especiais e assuntos. Especiais, demais. Assuntos bem importantes. Muita polêmica também, a gente vai trazer aqui no jornal. Estou super ansiosa, né, Marcílio? Vamos lá, Marcílio. O debate vai pegar fogo hoje, hein? Vou pegar fogo. Bom, galera, pra quem não me conhece, né, professor Ricardo Marcílio.

E pra quem te conhece, Ricardo Marcílio também, né? Tá bom, então, pra não arriscar, é Ricardo Marcílio. Exatamente.

Professor de Geografia, Geopolítica e Atalidades, também sempre comentando as principais notícias aqui da semana. E tá rolando, enquanto a gente tá fazendo aqui o lançamento da Artemis 2, e a gente vai falar sobre isso também, direto de o pessoal que sabe o que tá falando, não é isso? Exatamente. E antes de tudo, o que a gente tem que fazer? Rodar a vinheta para começar o jornal. Eu sou o Rogério de Lela e tá começando o Notícia Ilimitada.

Eu ia falar, inteligência ilimita, já errei. Já errou. Então, é ao vivo, né? É ao vivo. Então, vamos lá.

Está começando o Notícia Ilimitada Roda Vinheta.

Exato, então está começando mais um Notícia Ilimitada, dessa vez na quarta-feira. Daqui a pouquinho tem lançamento do Foguete ao vivo, então fica ligado que você acompanha aqui com a gente. E com o Júlio da Sala de Guerra, ele sabe tudo o que está acontecendo. A gente também fala sobre a inadimplência dos brasileiros, tem muita gente devendo. Você deve ser um deles, porque eu sou. E quem vai explicar o porquê é o José Kubori, que está sempre aqui com a gente também.

É verdade. Olha, daqui a pouquinho também tem debate, hein, gente, entre a vereadora Eduarda Campopiano e a deputada Fernanda Melchiona sobre o projeto de lei da misoginia. A jornalista Madalene Lasco também vai comentar sobre esse assunto.

Essa semana também teve um quase acidente na aviação que chamou atenção no Brasil inteiro. As imagens são impressionantes e é lógico que o Lito vai explicar com todos os detalhes o que aconteceu com o avião da Delta Airlines. Você viu a imagem do avião com fogo? Logo decolando assim, eu ficaria com medo. Não, se eu tivesse lá...

Se tinha alguém que não acreditava em Deus nesse voo, tá todo mundo convertido, né? Com certeza. Exatamente. Vamos falar também sobre a influência do Papa Leão XIV no aumento de católicos nos Estados Unidos, com o padre Reginaldo Manzotti e o quadro E Se For Verdade, com o Tiago Lima falando sobre o aumento do satanismo, ó. Aumentando os católicos e, ao mesmo tempo, aumentando o satanismo. Ou seja, vai ser uma guerra braba aí.

com certeza. Exato. Rolou até uma reunião de portas fechadas, não sei se vocês viram isso no Vaticano, entre o Papa e a Associação de Pátria Exorcista. É tipo os Vingadores dos Padres, sabe aqueles mais punk assim, os caras que são pra tretar com o demônio, reuniram a porta fechada e o Papa nesse caso é tipo o nosso amigo lá do Vingadores lá.

O Thanos? Não, que Thanos? É porque me sobraram essa informação aqui agora. Ah, quem soprou? Quem soprou? Sobraram essa informação aqui agora. Obrigado, viu, Olene. E esse é o... O que reúne os Vingadores é o Thanos, então.

Não, não. Tanto está do outro lado dos diabólicos. Era o Nick Fury, né? É o Nick Fury, exatamente. Eu ia chutar outro. Eu ia chutar o Constantino, porque você falou também... É. Né, Gui? Ele tinha um rifle que virava uma cruz e aí saia atirando na galera, né? É, rapaz. É. Mas é isso.

E olha, tem mais ainda, muito conteúdo de geopolítica com o nosso amigo Marcílio, que vai falar sobre a guerra do Oriente Médio, protesto contra Donald Trump, conferência da ação política de conservadora que rolou também em Balneário Camboriú com a presença de Flávio Bolsonaro e a criação do mais novo, menor país do mundo, o Vaticano Islâmico, né? Exato. Na Albânia lá, vamos discutir sobre isso.

Tem também o Giro de Notícias, né, com a Fernanda Côvora, que vai contar pra gente quanto custa se você quiser congelar o seu corpo pra ressuscitar no futuro. É, tá na moda. Eu queria congelar, tipo, uns três meses, pra não precisar vir aqui. Fiquei com medo do que ele ia falar agora, meu coração disparou. Ah, não, não. Meu coração disparou, gente. Eu sei, pelas conversas antes aqui do podcast. Não, não vou congelar, não.

Tem o novo Van Gogh e uma nova tendência para os homens que são desprovidos de pelo nos rostos. E o bigode, claro, não precisa porque tem o seu famoso bigode, né? O bigode dele parece um código de barra, né? Só tem uns tracinhos aqui, né? Você sabe o que é cheio e falham, né? O quê? O bigode dele.

É cheio de espaço e muito falhado. Muito falhado. Pode ser, então, que esse assunto interesse para ele. E para encerrar, temos a crônica da semana com Carlos Bezerra, que hoje fala sobre a discussão do deputado que contratou uma garota do Job, mas não gostou do preço. Ele veio se explicar depois, esse político. Então vamos lá. Vamos falar o quê? Vamos começar com o quê, Fernanda?

Acho que a gente vai começar falando de dados preocupantes hoje. Faz tempo que a economia da gente está braba aí. É, gente, mas olha, agora realmente ultrapassou todos os limites. Mais de 81 milhões de brasileiros, segundo o último levantamento da Serasa, e o que equivale a mais de 38% de aumento dos últimos 10 anos.

estão devendo hoje no nosso país. Isso significa mais da metade do país inadimplente, gente. Esse número só cresceu nos últimos 10 anos, embora hoje se fale um pouco mais de redução de juros, a gente precisava conversar um pouco com o Cobor para entender o que está acontecendo. Será que a gente está caminhando para um país que tem possibilidade de quebra, já que a grande maioria hoje se encontra numa situação devedora?

Pois é. E eu não sei vocês, mas eu fico muito preocupado aí, porque por um lado eu fico preocupado, por outro lado eu fico feliz, por outro lado eu fico preocupado que tem muita gente que deve, por outro lado eu fico feliz que eu não sou o único. Não é o único não. E falaram aí esses gurus aí da economia que você tem que ficar endividado para poder crescer. Tem que ficar endividado. Tem que ter parcela para pagar, porque senão você acomoda.

Eu acho que todo mundo levou isso super a sério, porque mais da metade do país devendo.

Eu tenho um monte de parcela para vender, por isso que eu estou aqui mesmo enfaixado, eu estou aqui trabalhando, entendeu? E aí, o que será que está acontecendo? Será que as pessoas estão trabalhando menos? Será que é um aumento de crédito? Será que é o juro que está muito alto? Não sei. Vamos então falar com o Cobore. Está na linha aí, querido Romer? Positivo. Boa noite, Vilela. Boa noite. Explica para a gente, se apresenta para quem não te conhece, Cobore, e explica para a gente o que está acontecendo aí.

Boa noite, para quem não me conhece, eu sou o José Cobori, falo bastante sobre economia, política, geopolítica e finanças. Antes de mais nada, boa noite, meu amigo Vilela, a gente se encontrou, vocês estavam comentando lá na cerimônia do IBESTE, né? Exato. Boa noite, meu amigo professor. Cobori também foi premiado, então se ele não vai falar, eu falo. Olha só, parabéns. Boa noite, Cobori. Boa noite, Ricardo, boa noite, Fernanda. Boa noite. Um prazer estar aqui com vocês.

Bem, vou pegar o gancho aí do que o Vilela falou, que muita gente aconselha, principalmente no mundo empresarial, que você precisa se alavancar para você fazer os investimentos e crescer, que é o que o Vilela falou. Então, a lógica das finanças é justamente essa. Você pode tomar dívida desde que você faça investimentos que gerem retornos.

acima daquela taxa da dívida que você pegou. Então, eu sempre dou um exemplo simples. Você pegou um empréstimo a 10% ao mês, você tem que investir em alguma coisa que vai dar algo mais do que 10% ao mês, senão não faz o menor sentido.

Mas os dados que a Fernanda colocou aí para a gente é preocupante, porque é o nível de endividamento das famílias que está crescendo muito. E infelizmente o nível de endividamento das famílias já bateu recorde agora em fevereiro, eu estava atualizando os dados aqui, mais de 80% das famílias brasileiras estão com endividamento. E sendo das quais aí que você citou, o nível de inadimplência de mais de 81%, de 81 milhões.

de famílias tem algum tipo de inadimplência. E são os dados da Serasa, que é o famoso feirão limpa-nome. Eu acho que eu já até comentei em algum programa com o Vilela que isso nada mais é do que o próprio sistema tentando desalavancar as pessoas para que elas possam consumir mais lá na frente.

Você imagine que você tem um nível de quase 80% da renda das famílias já está comprometida com dívida. Se em algum momento a economia como um todo não é um jeito de desalavancar todo esse endividamento das famílias, elas simplesmente vão parar de consumir. Então a gente está numa economia movida a crédito.

Mas o que é mais preocupante, Vilela, é que a gente está talvez no topo daquele ciclo novamente, que eu já comentei algumas vezes, que a gente chama de o momento Minsk. Isso vem do conceito de um economista pós-keynosiano que chama Ilman Minsk. Eu sempre cito o que ele chama, isso é uma economia instável, que ele diz que são os mercados financeiros que geram as instabilidades, que vão gerar uma crise lá na frente.

Então, eu me lembro que eu estava, na última vez, a gente comentando bastante, eu estive aí com o Neico Aleli sobre a bolha de IA, na realidade, toda a economia do mundo todo está mais ou menos nisso que a gente chama de momento Minsk, que é quando você vai alimentando esse problema do capitalismo, essa contradição entre produzir e realizar.

do ponto de vista das empresas, elas precisam produzir e depois vender. Então, para vender, dado um nível de desigualdade econômica e social e dado um nível de renda muito baixo da grande maioria da sociedade, o próprio sistema capitalista, através do seu sistema financeiro, incentiva essas pessoas a se alavancarem, a se endividarem via crédito para poder continuar consumindo.

Só que esse ciclo tem um final, justamente a gente pode estar nesse momento, que é quando a grande maioria das famílias já está alavancada e não conseguindo pagar a sua dívida. E um dado preocupante, o nível de endividamento das empresas também está em um nível alarmante.

Tem mais de 8,7 milhões de empresas alavancadas, no nível de quase inadimplência, isso já ultrapassou os 200 bilhões de reais das empresas alavancadas, então é exatamente o cenário que o Minsk traça na teoria dele, nesse momento Minsk, onde em algum momento esse castelo foi feito, formado.

e levantado sobre essa lógica do crédito para as empresas e para as pessoas continuarem consumindo, a gente pode estar chegando no fim desse ciclo. Então, a grande preocupação é que a gente pode estar aí, junto com todos os outros fatores que estão acontecendo no mundo, vocês devem falar muito hoje também sobre a guerra, de vir esse gatilho aí e acabar gerando uma grande recessão, potencializado pela guerra, talvez uma grande depressão mundial, não só aqui no Brasil.

O pessoal no chat está perguntando se caiu alguma coisa aqui. Vilela caiu da cadeira e tal. Não foi isso. Não, foi minha camiseta que caiu. Não, não. Caiu. Eu derrubei aqui a garrafa de água. Então esse barulho que o pessoal escutou não foi nada grave. Só uma garrafa de água que eu derrubei aqui. Eu ia falar que foi minha camiseta. Não, não foi. E eu estava dentro dela.

Marcílio, é contigo. Comori, até você citou a questão da guerra, né? E a gente tem algumas recomendações. Eu vi que até membros da Comissão Europeia estão pedindo para a população tentar trabalhar em home office para utilizar menos combustíveis. E aqui no Brasil, a gente já começou a ter algumas notícias preocupantes.

Vai ter um repasse, se não me engano, de 55% no preço do querosênios, deve afetar bastante, principalmente o setor de aviação. Você acha que esse aumento do preço dos combustíveis, isso pode trazer impactos ainda mais significativos nesse endividamento? E qual que você acha que deve ser o papel da Petrobras para tentar conter essa escalada dos preços? Ou se a Petrobras deve agir em algum sentido e qual deve ser o papel dela?

É, na realidade vai trazer um impacto não só no Brasil, como no mundo todo. Infelizmente, o petróleo, a nossa matriz... Aliás, o Brasil, na realidade, é o país das grandes economias, é o país que tem a matriz energética mais diversificada. Mas, infelizmente, quando a gente ainda olha, mesmo para o Brasil, a gente ainda depende muito de combustível fóssil. Porque combustível fóssil é o que gera realmente, move a indústria, move os transportes, que é o que vai impactar, na realidade, o custo de toda a economia.

Então, quando você falou o querosene de aviação, o próprio nome disso vai impactar o transporte aéreo. Quando a gente está falando do diesel, o governo já tomou algumas atitudes, isentando o piso e o cofins do óleo diesel, é o que move o transporte rodoviário. E esses custos são repassados em toda a cadeia. Então, é um custo de logística que vai impactar o preço final de praticamente todos os produtos.

na nossa economia. Agora, quando a gente fala do... Na realidade, a grande discussão agora do governo federal com os governos estaduais é que os governos estaduais também deveriam fazer algum tipo de movimento, assim como fez o governo federal no PIS e COFINS, dar algum tipo de redução ou até isenção de ICMS, pelo menos por esse período que a gente ainda sabe que vai ter uma instabilidade, que foi provocada por esse conflito lá dos Estados Unidos e Israel que atacaram o Irã.

Mas aí voltando aqui internamente, é bom a gente lembrar qual é o papel da Petrobras. E aí aqueles que não concordavam com quem sempre criticou esse movimento de privatizar toda a cadeia da Petrobras, a gente está notando hoje o quanto é estratégico.

Então, até o governo Temer, a Petrobras tinha, até a Lava Jato, a Petrobras tinha a estratégia que era conhecida do poço ao posto. Ou seja, desde a extração do petróleo até esse combustível chegar a nós, consumidores. A Petrobras dominava toda essa cadeia. Isso sempre foi estratégico.

para qualquer país. E cada vez que os Estados Unidos implementam uma guerra com o objetivo final, que é o petróleo, isso ficava cada vez mais evidente o quanto o petróleo é estratégico. Só que a gente fez a burrice de privatizar várias partes da cadeia do petróleo, principalmente as refinarias e a BR distribuidora. Então, hoje a Petrobras não domina toda essa cadeia, ela não consegue determinar o preço final dos combustíveis. Se ela dominasse toda a cadeia, ela teria esse papel.

pelo menos nesse período de instabilidade no preço do petróleo, uma capacidade maior de, por dominar toda a cadeia, ela determinar o preço final do combustível, haja vista que, pelo menos na extração de petróleo bruto, o Brasil também é autossuficiente. Quando a gente olha, nós não somos autossuficientes porque a gente...

privatizou nossas refinarias, paramos de investir nisso, então a gente exporta petróleo bruto e importa petróleo refinado, já que a gente não consegue refinar esse petróleo. Então a gente ainda é impactado também pelo preço do petróleo determinado no mercado internacional. Se a gente não tivesse feito essa burrice, a gente estaria hoje numa condição melhor de utilizar a Petrobras estrategicamente para amortecer os impactos desse conflito mundial.

Cobori, falando um pouquinho aqui do nosso cenário, a gente vê que o governo tem disponibilizado algumas linhas de crédito, pensando até no pequeno empresariado. Mas, na contrapartida, fala em baixar a taxa de juros, mas na prática a gente não enxerga muito.

esse percentual, não é uma coisa que acende uma luz verde. No teu ponto de vista, como é que faz para equilibrar, já que metade do país hoje é devedor, tem a linha de crédito, mas também continua com esse juro alto?

Na realidade, a minha grande crítica é que a gente adotou uma série de regras que nos amarrou de ter apenas a política monetária como um instrumento de combate à inflação. E esse conjunto de regras ficou conhecido como o Consciência de Washington, que foi implementado pelo sistema imperialista estadunidense na chamada Revolução Neoliberal, lá na década de 80.

Então, nós somos talvez o país que adotou isso mais cegamente. Então, a gente estabeleceu uma série de regras que nos obrigam a utilizar a política monetária, principalmente para controlar a taxa de câmbio, para não impactar nos preços aqui internamente no Brasil e, dessa forma, controlar a inflação.

Então, enquanto a gente tiver com esse conjunto de regras, de livre fluxo de capitais, de um câmbio 100% flutuante, de austeridade fiscal, de limitação da capacidade do Estado de investir na economia, a gente vai ter só a ferramenta da taxa de juros para tentar controlar a inflação.

Infelizmente, com esse conflito, a gente vinha num cenário de que o Banco Central iria começar a reduzir, talvez até mais fortemente, a nossa taxa de juros. A gente viu que na última reunião acabou diminuindo só 0,25, poderia ter sido maior. E agora, com esse conflito, com toda essa instabilidade que está, principalmente no preço do petróleo, que é uma pressão inflacionária para todos os países, inclusive para o Brasil.

Voltando à pergunta do professor Ricardo Marcílio anteriormente, se a gente tivesse a capacidade de amortecer um pouquinho desse impacto, se a gente dominasse toda a cadeia do petróleo no Brasil com a Petrobras, a gente estaria numa condição melhor, mas como a gente não está, a gente vai ter que continuar utilizando a taxa de juros para tentar amortecer os impactos inflacionários.

Então, infelizmente, essa tendência que tinha de queda da taxa de juros, a depender da prolongação desse conflito lá com o Irã, o Banco Central, infelizmente, não vai derrubar a taxa de juros na velocidade que a economia precisa. Porque a taxa de juros muito alta, na realidade, ela inibe os investimentos. Ela, na realidade, incentiva o capital rentista.

incentiva quem já tem dinheiro a acumular mais dinheiro ainda. E desincentiva quem quer produzir, porque o uso do capital está muito alto, ninguém vai querer produzir, principalmente com o cenário mundial gerado por esse conflito e um cenário inflacionário. Então, a gente realmente está sem qualquer tipo de ferramenta para enfrentar os desafios que a economia mundial impõe ao Brasil.

Professor Cobori, obrigado demais. Eu queria até propor mais para frente, porque é ano de eleição, a gente fazer um especial, montar uma mesa sobre matriz energética, falando também da gente ter meio que abandonado a matriz nuclear, terras raras e infraestrutura. A gente montar uma mesa legal com especialistas, queria convidar também você para a gente falar disso para os candidatos que vão passar aqui.

começando semana que vem já os pré-candidatos e para os eleitores também assistirem e falarem vou cobrar isso dos caras no plano de governo. Acho importantíssimo.

Legal, Vilela. Estou sempre à sua disposição. Mais uma vez, parabéns lá pelo seu prêmio. A gente pôde dar final. Parabéns pelo seu também, prêmio. Foi em que área? Foi a economia? Foi o canal de... Influenciador de economia e negócios. Exato. É o melhor. A gente está sempre assistindo e você está sempre aqui ajudando a gente a entender melhor esse Brasil. Obrigado demais, professor.

Prazer, Vilela, um abraço. Professor Ricardo Marcílio, Fernando, uma satisfação estar aqui com vocês. Tá bom, até mais. Obrigada, boa noite. Marcílio, vamos falar de guerra, então. Como que é o cenário? Quanto tempo de guerra? Tem gente que fala que... Eu estou sempre ouvindo, não, acaba nessa semana. Vai acabar nessa semana, agora vai.

Mas sabe de quem é a culpa? A culpa é do Trump. Porque ele fala uma coisa num dia, fala outra num dia, parece assim. Eu quero ajuda da Europa, não quero mais. É, me ajuda aí no estreito, eu não preciso de ajuda. Venci a guerra. Não, eu não venci. Não, venci mais não é bem assim, né? Pra ter uma noção dessa contradição que ele tem, ficou muito explícito há dois dias.

que ele colocou uma postagem no Trust Social, com a sua rede social, colocando que caso o Irã não libertasse o Estreito de Hormuz em 48 horas, ele ia obliterar o Irã, que ele ia dominar a ilha de Karg, que é a região onde escoa mais de 90% dos combustíveis.

No mesmo dia, ele falou que o Estreito de Urmuz não era sua responsabilidade e que quem quisesse ter acesso a combustíveis mais baratos deveria comprar dos Estados Unidos ou liberar por conta própria o Estreito de Urmuz. E ele ia retirar todo mundo de lá. No mesmo dia ele falou isso. Ou seja, em qual Trump que a gente acredita? Se é no Trump que fala que ele vai libertar o Estreito de Urmuz, senão vai obliterar o Irã ou vai deixar para os europeus?

Não pode ser estratégia isso, não tem como. Eu acho que é meio desespero, não é não?

Por exemplo, quando ele fala... Eu concordo, acho que é um certo desespero, uma falta de preparo no sentido de como se portar diplomaticamente falando. Por exemplo, com certeza alguém está mentindo. O Trump todo dia fala que ele está em negociações, que ele está quase fechando o cessar-fogo com o Irã.

O outro lado responde abertamente que não tem negociações diretas com os Estados Unidos, que o que foi oferecido foi por meio de intermediários uma proposta americana, que era alguns pontos pela paz, mas que foi prontamente rejeitado pelo regime iraniano. Porque o Irã, ele deixa muito claro que ele não quer negociar um cessar-fogo, ele quer negociar a paz definitiva. Só que para ter a paz, ele exige que ele tenha um respeito pelo seu programa de mísseis, ou seja, os mísseis de longo alcance têm que ser mantidos no Irã. Ele fala também...

do programa nuclear, tem que continuar com o programa nuclear, claro, com fiscalização da ONU, desde que seja só para finalidades pacíficas. Eles aceitam isso? Eles aceitam. Aliás, o Irã tinha um acordo nuclear com os Estados Unidos. Quem saiu foi o Trump, né? O Irã tinha vistorias da ONU.

O Trump saiu desse acordo com o Vistorias da ONU, porque o Trump alegava que o fim das sanções contra o Irã estava enriquecendo o Irã. E o Irã mais rico estava financiando o Hezbollah, o Hamas, a Jihad Islâmica. Ele falava, bom, mesmo com Vistorias Internacionais, acho que o Irã tem um programa nuclear secreto, isso nunca foi comprovado, pelo menos não na época, claro. E alegava que esse Irã mais rico estava ajudando os inimigos de Israel. Por isso que ele saiu do acordo.

E o Irã fala também que os Estados Unidos têm que restituir todos os danos que foram causados contra o Irã. Porque, assim, a gente pega a situação da guerra, como que a guerra está hoje? Eu diria que quem fala que o Irã está vencendo ou quem fala que os Estados Unidos estão vencendo está olhando só uma parte da situação.

Se a gente pega o William, hoje ele está com a Marinha, não completamente, claro, mas bastante comprometida. As defesas aéreas alienianas estão bastante comprometidas. Hoje a gente teve a informação que um bombardeiro B-52 estava sobrevoando os céus de Terã. Mas a informação não é só isso. O que isso daí pode carregar esse avião? Não. Ogiva, né? Pode carregar ogivas nucleares, exatamente. Ou seja, eles estão passando algum recado, será?

Ou é passando tanto no sentido que eles têm poder de obliterar o programa nuclear. Estamos só passando aqui com uma bombinha nuclear, qualquer coisa chama a nós, tá? E eu acho que traz outros sintomas também, Vila, porque o bombardeiro B-52 é um excelente equipamento de aviação militar, mas ele é muito lento. Então se o Irã... Tem voar muito alto, né?

Tem que voar muito alto, ele é muito leve. Se o Irã tivesse defesas aéreas eficientes hoje... Derrubava? Derrubava o bombardeiro, sem grandes dificuldades. Geralmente você tem que acabar com o sistema de defesa para que ele não consiga comprometer o bombardeiro, que é um equipamento caro também dos Estados Unidos.

O bombardeiro é bem antigo, é da época da Guerra Fria. Ainda? É. Tá no ar. Ele foi desenvolvido na década de 50 e os Estados Unidos falam que vão utilizar ele até 2050, pelo menos 100 anos de utilização. E a situação hoje é basicamente essa, né? Então a gente tem o Irã.

anunciando que vai atacar inclusive as big techs americanas agora. Aparentemente já fez ataques até contra instalações da Amazon no Bahrein, mas falou que todos os empreendimentos da NVIDIA, Google, Apple, Microsoft, várias outras empresas que estiverem posicionadas no Oriente Médio vão ser alvos de retaliação. E uma coisa a gente não pode negar.

Que de fato o Irã está cumprindo todas as promessas, ele está. Ele falou, se os Estados Unidos e os israelis atacarem, a gente ataca bases americanas instaladas no Oriente Médio. Atacou. Se os Estados Unidos atacarem a gente, a gente fecha o Estreito de Hormuz. Pensou que o Trump não contava com essa resistência iraniana. Ele achou que talvez o que aconteceu com a Venezuela fosse acontecer também com o Irã.

Ou seja, a gente tira o Ali Khamenei, eles vão colocar um novo líder supremo, que vai ter medo que a gente elimine essa nova liderança. Mais um acordo qualquer que a gente tope. Hoje, por exemplo, no caso da Venezuela, eles tiraram todas as sanções da Venezuela. Olha a evolução que teve em relação ao começo do ano, na relação diplomática dos dois. Mas não foi isso que aconteceu, né? Bem diferente, inclusive. Total. Vamos falar com o Júlio do Sala de Guerra, já está no ar.

Bora! Marcílio, faça a primeira pergunta e apresentação, Júlio. Eu sei que você já veio várias vezes, mas tem que apresentar para o pessoal que não te conhece aí.

Toda vez tem que apresentar. Boa noite a todo mundo que nos assiste. Boa noite, Vilela. Boa noite, Marcílio. Meu nome é Júlio César Guedes. Eu sou aqui do canal Sala de Guerra. A gente fala de história militar. A gente está falando também de atualidades agora, porque é inevitável. A guerra gera muito mais interesse nesse meu assunto. Então eu tenho que abordá-lo. Eu estou abordando todos os dias, se você gosta de saber. Comparações entre o que está acontecendo agora e coisas que já aconteceram que fazem você entender melhor o presente. Acompanhe a Sala de Guerra.

Eu gosto do canal do Júlio, não sei se acompanha também, Marcílio, porque ele fala do macro e fala do micro, ele fala de uma certa batalha, de um certo equipamento, de um certo tanque, então você quer saber sobre algum tipo de arma de guerra, você vai lá e vai ter um... E ele tem uma memória absurda, ele vem aqui sem papel, sem nada, começa a perguntar as coisas. Cara, a gente precisa fazer um especial sobre a criação da bomba nuclear, porque, cara, a gente fez um episódio aqui...

Ele ficou meia hora contando a história e falando, cara, é muito fantástico. A gente viu no filme Oppenheimer, mas a história é muito mais do que foi mostrado no filme, né? Todas as questões, né? Muito mais. E ó, já vou deixar a dica, essa desculpa aqui pra interromper pelo Jabá, mas eu vou deixar meu livro aqui pra vocês, tá? Pronto. O meu livro... Já tem uma desculpa pra voltar aqui, Júlio.

É, olha o Oppenheimer aqui. Cadê? Aqui, olha o cara aqui. É difícil você fazer isso ao contrário. É, e aí o outro, quem que é? Aqui, olha. Esse aqui é o Leslie Groves. Esse é o Leslie Groves. É o Matt Damon. Ah, cara, estou ligado, estou ligado. É.

Então aí tem o Matt Damon e o... Agora eu esqueci o nome do cara lá que faz o Oppenheimer. O Oppenheimer é o... É o carinha... A câmera voltou. Ah, agora voltou aí. É o Cillian Murphy. É o Cillian Murphy, né? É do... Do Peaky Blinders. É do Peaky Blinders. Peaky Blinders. Toma Shelby. O resto da vida vai ser o Peaky Blinders. Toma Shelby. Matido, maldito Peaky Blinders.

Vamos começar por isso então, Júlio, sobre esse avião B-52, o bombardeiro B-52. Boeing B-52 Stratofortress. É como o Marcilio falou, é uma plataforma que está voando desde os anos 50, vai continuar voando por mais algumas décadas, já está estabelecido que vai ser a primeira aeronave a chegar a um século de serviço ativo. Ou seja...

É, um século de serviço ativo, justamente. Essas células que vocês estão vendo aí, essa aí, por exemplo, ela pode ter sido fabricada ali nos anos 60 ainda. Célula que você falou que quer? Célula é o avião, vamos dizer assim. O chassi dele foi fabricado lá nos anos 60 ainda. É claro que ele já passou por reformas nas asas, já foi remotorizado, a eletrônica interna...

É completamente outra, porque na época que isso aí... Você imagina que não existia nem computador direito, né? Na época que isso aí começou a voar. Um avião de Teseu.

É um avião de Tesla. E uma curiosidade interessante, cara. Isso é para pouco, Zé Marcilio. Peguei a referência. Peguei, peguei. É para pouco. Sempre fala isso. Hoje, o piloto de B-52 é o neto do primeiro piloto de B-52. O avô dele voava esse avião. O mesmo avião. Quando a gente fala, o mesmo avião. Não é assim, o mesmo avião do mesmo tipo, não. O mesmo avião, cara. O neto do cara voa ele. Mas o cara que é piloto, ele tem que ser mais piloto do que um avião moderno ou é mais fácil?

pilotar. Ah, eu diria pra você que isso aí é mais complicado. Olha, ano passado a gente fez aquele voo no B-29, que é esse avião que lançou a bomba atômica, que está até na capa do meu livro aqui. E, cara, só você entrando num avião desse pra você ver a diferença de um avião de carreira, de um avião comercial. É...

completamente distinto. Então, tudo é muito mais manual, não existe facilidade muito grande, aquela interface amigável que a gente vê nos aviões, nos Airbus, nos Boeing, nos Embraer, para o piloto se sentir cada vez mais à vontade e ter a relação mais fácil possível com o painel, não.

É tudo muito analógico, é tudo muito grosseiro, barulhento demais. Eu imagino num avião, eu voei num avião de 80 anos, esse aí tem 60. Então a diferença não é tão grande assim. Então esses aviões, eles só não foram substituídos porque eles são realmente excelentes plataformas de...

bombardeio até hoje. Eles originalmente levavam as chamadas bombas burras, aquelas que não têm nenhum tipo de sistema de guia para queda, mas hoje eles levam mísseis e bombas planadoras, gliding bombs. Mas como o Marcelo falou, me lembrei aqui que ele mencionou isso também, essa curiosidade, os Estados Unidos deixarem claro que um B-52 está sobrevoando o território iraniano,

é um atestado de que as defesas aéreas iranianas não funcionam mais. Vamos lembrar aí que esses aviões, alguns deles foram derrubados ainda lá nos anos 60, durante a Guerra do Vietnã, por baterias antiaéreas do Vietnã do Norte, e alguns deles, pelo menos um confirmado a gente tem, foi derrubado por um MIG, por um avião de caça norte-vietnamita.

Mas a maioria deles foi abatido por artilharia antiaérea. E se tecnologia de 60 anos no passado já conseguia abater esse avião, a tecnologia de hoje claramente consegue abater esse avião. Então se ele não foi abatido e se inclusive a passagem dele é alardeada como propaganda, significa que não existe defesa aérea mais ativa lá embaixo. Esse é um dos...

Um dos sintomas, um dos indicativos que nos dizem que realmente muito dano foi feito ao Irã. Mas, por outro lado também, o Irã conseguiu forçar os Estados Unidos a um impasse na guerra.

Júlio, até pegando a questão da guerra do Irã, você crê que os Estados Unidos, caso fizessem algum tipo de intervenção, porque isso vem sendo alardeado pela mídia americana, algum tipo de incursão, você acha que os Estados Unidos teriam sucesso nessa incursão territorial do Irã, em caso de uma invasão terrestre? É, um boots on the ground ali. É, um boots on the ground. Olha, Marcílio, tudo...

Tudo que gira em torno da execução de uma operação dessa, gira em torno da força política que você tem em casa, da vontade política que você tem em casa, que inclusive tem que refletir a vontade da população. Hoje, uma ação dessa é extremamente reprovável pelo público dos Estados Unidos. A maioria das pesquisas está mostrando isso. E para você quebrar...

a casca do ovo que é o Irã hoje, você vai ter que usar um efetivo, uma força maior do que a que está sendo comprometida, pelo menos até o momento. Muito se falou aí de mover a divisão para a QDIS 82 para o Oriente Médio, mas não, foi uma brigada, um efetivo que é um quinto do valor da divisão, que foi para o Oriente Médio.

Aí você tem um grupo expedicionário de marines, de fuzileiros navais, que também é diminuto, é de efetivamente 1.200 fuzileiros de combate, de linha de frente. Então não se realiza uma invasão dessa proporção no país desse tamanho, com essa extensão, com esse número de tropa tão pequenininho. Você teria que comprometer muito mais gente.

Se a gente comparar, por exemplo, com a Operação Tempestade do Deserto, que foi a invasão do Iraque em 1991, você vai ver que realmente é uma fraçãozinha. É cerca de 10% da tropa que foi utilizada na época. E na época era uma coalizão de verdade. A gente teve tropa francesa, britânica, a gente teve tropa de outras nações que efetivamente colaboraram com os Estados Unidos para a invasão do Iraque.

E hoje todas as tentativas do Trump de aliciar alguns parceiros para essa operação falharam. Falharam redondamente. Todos eles negaram. Exceto, digo eu, o Emirado dos Árabes, que disse que iria cooperar com a tentativa de abertura do Estreito de Hormuz. Mas, para não ficar fazendo muito rodeio aqui...

Eu acho que eles têm poderio para isso, eles têm poderio para chutar a porta e entrar no Irã? Tem, porém, isso não vai ser tão suave quanto foi no Iraque, devido à própria natureza do terreno do Irã.

A natureza do terreno do Irã se assemelha muito ao que os Estados Unidos enfrentou na Itália na Segunda Guerra Mundial. Se assemelha muito ao que a própria Força Expedicionária Brasileira enfrentou na Segunda Guerra Mundial. Cordilheira. E eles nunca mais enfrentaram o combate de Cordilheira dessa natureza. A gente pode dizer que a Coreia, a Guerra da Coreia, também teve um terreno similar, sim. Porém, a própria linha de ação norte-americana daquela época não era de invasão, era simplesmente de segurar uma linha. Não é? Obrigado.

Então, uma resposta mais simples tem chance, mas com uma força muito maior do que a atual.

E, Júlio, outro ponto importante, o Trump anunciou que ele vai dar uma declaração hoje às 22 horas. A Carinella Avic, a porta-voz do Trump, falou sobre isso. Três presidentes hoje vão fazer pronunciamento. Da Austrália, ele e mais um. Uma coisa meio inédita aí para ver como está o mundo. Então a galera está sobreavisa. Exato. E especula-se muito que ele possa fazer algum tipo de declaração de vitória.

e pouco a pouco anunciar de duas a três semanas a retirada das tropas da região do Irã. O que você julga que seria uma vitória para os Estados Unidos nesse conflito do Irã? Porque alguns analistas analisam que os Estados Unidos estão sendo derrotados, outros analisam que pela destruição ou pelo comprometimento de parte do setor militar iraniano é uma vitória para os americanos. Você julga que os Estados Unidos estão vencendo essa guerra?

Eu acho, cara, que vitória... O pessoal adora falar lá no canal, sempre que a gente discute Vietnã, que o Vietnã foi uma derrota política, mas uma vitória militar para os Estados Unidos. Os Estados Unidos ganham todas as batalhas, mas perderam a guerra do Vietnã. Olha só, não tem nenhum país do mundo...

que é regido pelas Forças Armadas. É claro que existem ditaduras que são militares, mas aí os militares se convertem em governo, não é o contrário. As Forças Armadas sempre são uma casta dentro daquela sociedade, elas não são o topo da sociedade. Então, quando você fala de emprego militar, você está necessariamente falando de um reflexo do político, do campo político.

Ou seja, o Vietnã foi uma derrota para os Estados Unidos em todos os campos. Não foi só no político e o militar venceu, não. Foi em todos os campos. A mesma coisa a gente pode observar está se configurando, não vou dizer que vai acontecer porque eu não tenho bola de cristal, mas está se configurando nesse momento uma situação semelhante. Os militares norte-americanos não sofreram...

derrotas materiais, não sofreram derrotas em batalha, nada disso. Mas, politicamente, a plataforma do Donald Trump está, sim, sofrendo uma derrota. E, portanto, isso vai refletir nos próprios militares.

Então, ao mesmo tempo que a pujança militar dos Estados Unidos é tamanha, que realmente eles impuseram uma derrota material ao Irã. O Irã, cara, basta você pegar qualquer gráfico desses aí, seja dos Emirados Árabes, do Catar, da Arábia Saudita, de Israel, você vai ver o decréscimo no número de lançamentos diários de foguetes e de drones. O decréscimo.

Então, é um decréscimo bem grande. Então, você está vendo claramente que eles estão tendo dificuldade em repor as perdas, em ampliar e manter o Israel sob ataque, por exemplo. E apesar de que se alardeou bastante nas primeiras semanas, nos primeiros dias da guerra, de que a munição dos países do Golfo, anti-mício, estava acabando, ela continua até hoje. Ela está lá até hoje.

E a mesma coisa com Israel. Então, o Irã sofreu um bocado nessa guerra. Com certeza, a infraestrutura deles hoje, pelo menos a infraestrutura de defesa, porque aparentemente os Estados Unidos vêm poupando a infraestrutura básica de energia, de água, para a vivência da população iraniana.

está realmente muito aquém do que estava no dia 28 de fevereiro. Então, o que seria uma vitória para o Donald Trump? Ele alardear que ele, na melhor acepção de uma lembrança do Curtis LeMay, ele levou o Irã de volta para a Idade da Pedra. Foi o LeMay que falou isso sobre o Camboja. Vamos levar eles de volta para a Idade da Pedra, só com bomba. Então, foi algo semelhante que ele fez no âmbito da defesa do Irã.

mas, politicamente, o Irã conseguiu...

não dar a vitória exatamente por se negar a ser derrotado. Ele nega a vitória ao inimigo por negar-se a ser derrotado, mas ele não vence a batalha. Eu não sei se fica claro isso para todo mundo que escuta, mas são duas coisas. O Irã realmente não tem capacidade de vencer militarmente os Estados Unidos? Não. Mas ele tem capacidade de negar a vitória aos americanos, simplesmente se mantendo.

E controlando os ativos que ele tem ao redor dele. Notadamente, o Estreito de Hormuz, a infraestrutura de escoamento de petróleo própria na ilha de Karak e também nos estados do Golfo. E, eu acho que a mais importante que a gente pouco fala, a estrutura de dessalinização da água dos países do Golfo Pérsico.

Júlio, outro ponto importante, a mídia americana vem alardeando bastante. Até o Trump fez uma convocação com lideranças de empresas do setor bélico americano que a utilização, os ataques que o Irã fez, até com os charred, drones que são muito mais baratos.

Comprometer o sistema de defesa no sentido que eles estão se esgotando. Se não me engano, os números são próximos de em três dias ou quatro dias, quase 800 dos temas Patriots foram utilizados. Os mísseis Tomahawk também, aparentemente com uma certa escassez.

Você acha realmente que isso pode comprometer o setor de defesa dos Estados Unidos? E outro ponto importante também. Há uma preocupação muito grande, porque grande parte desses equipamentos, eles dependem de insumos que vêm da China, que são os minerais terras-áreas, e eventualmente a China poderia até sancionar, por exemplo, materiais de possível uso duplo, finalidade militar. Você acha que coloca os americanos em perigo, essa escassez de material?

Olha, certamente sim, mas eu não estou dizendo que esse perigo é imediato, muito pelo contrário. Eles têm uma reserva estratégica larga, a gente realmente não tem uma noção clara de quão larga ela é, apesar de que existem alguns levantamentos. O que aparenta até o momento é que vem sendo mantido sob controle, dado que os ataques aos pontos de lançamento, às bases de mísseis, às bases.

As fábricas de drones vêm reduzindo o número de drones e, portanto, mantendo aquela taxa de equivalência diária entre defesa e ataque. Mas, cara, com certeza é algo que é insustentável no longo prazo. Porque você está falando...

de um míssil de, não sei, alguns milhões de dólares contra um drone de 50 mil dólares. E algumas fontes dizem que os Shahed, que são fabricados no Irã, eles custam cerca de 10 mil dólares. 50 mil seria o preço de exportação. Então...

A gente está falando de uma arma realmente muito barata. Não é uma arma extremamente eficaz individualmente. Não sei se vocês já discutiram isso aqui no jornal, mas não é uma arma especialmente eficaz individualmente. Ela é uma arma meio burrinha, inclusive, porque ela voa devagar, ela tem uma pequena ogiva, não é suficiente para fazer um grande estrago em nenhum alvo em particular.

Problema é que são muitos, exatamente pela facilidade de construção, usam motor, motorzinho de gasolina, cópia do motorzinho alemão de hobby aeronáutico. Então você está falando de uma aeronave que não custa nada para produzir, portanto pode ser lançada...

às centenas, todos os dias, e também de qualquer ponto, quase que literalmente de qualquer ponto. Se vocês já viram vídeos iranianos de lançamento desses drones, eles podem ser lançados da traseira de um carro, de um ponto de montagem no meio do deserto, de diversos locais. Então, o que a gente está efetivamente vendo? Essas redes de defesa.

dos países do Golfo israelenses, derrubando cerca de 90% dos drones, que é uma taxa altíssima, você derruba 90% de tudo que você envia contra seu inimigo, você está causando pouco dano. Mas, numa época em que cada dano é reportado prontamente nas redes sociais e multiplicado,

isso tem um valor muito alto, porque os outros 10% vão atingir um alvo. Eles são muito precisos porque eles usam GPS. Então, cada um desses drones que passa gera um dano que é repercutido nas redes sociais e, portanto, causa impacto no apoio popular à guerra nos Estados Unidos, em Israel, no mundo inteiro. Então...

é uma arma que causa um efeito muito maior do que a própria ogivinha de 50 quilos que ela tem. A gente tem que analisar isso com base na importância do domínio de informação para a guerra. O domínio de informação é o último domínio do modelo de camadas da guerra, mas ele na verdade não fica só em cima nesse modelo de camadas, ele permeia todas as camadas, o que significa hoje que quem domina a informação é o domínio do modelo de camadas.

tem a possibilidade de dominar o próprio desfecho do conflito. Então, em países ocidentais que são democráticos, no qual a população tem a capacidade de ir até o seu representante eleito lá, seu congressista, seu deputado, seu senador, e cobrar do cara que aquela situação seja mudada, é muito mais fácil de você dobrar a vontade política dos Estados Unidos ou de Israel.

E, Júlio, minha última pergunta rapidinho, eu prometo. A gente teve algumas movimentações dos membros da OTAN. Por exemplo, a Espanha negou tanto o uso do espaço aéreo como das suas bases. A Itália também impediu que as suas bases fossem utilizadas pelos Estados Unidos. A França também fechou o espaço aéreo.

para militares americanos, aviação americana. A gente teve um movimento bem importante dos Estados Unidos pedindo para que os patriots da Polônia fossem deslocados para o Oriente Médio. E a Polônia também rejeitando, alegando que não, vai ser utilizado para defender a OTAN. E os Estados Unidos, o Trump hoje, chamando a OTAN de tigre de papel e até considerando sair da organização.

A gente sabe que, por mais paradoxal que possa parecer, o Marco Rubio, enquanto era senador, ele conseguiu aprovar uma proposta que o presidente não pode sair de maneira unilateral da OTAN. Precisa também de autorização de dois terços do Senado. Acho que não vai acontecer, porque mesmo que todos os republicanos votem sim por uma eventual saída da OTAN, os democratas bloqueariam essa medida, né?

Mas você acha que... O que significa isso para o futuro da OTAN? Você acha que, de fato, os Estados Unidos podem acelerar um processo de racha da OTAN? Você acha que pode ter algum tipo de ruptura entre Estados Unidos e Europa? Ou é uma coisa só do governo Trump?

Eu enxergo isso como uma coisa do governo Trump. Os Estados Unidos, desde o começo dos anos 50, desde o choque da batalha do reservatório de Chozun na guerra da Coreia, ele decidiu...

por ser uma força global. Ser uma força global significa ter bases ao redor do mundo. É por isso que os Estados Unidos adoram fazer acordos com países, diversos lugares do mundo, para estabelecer uma base ali, dar alguma vantagem para estabelecer uma base. Hoje os Estados Unidos têm bases, ou já tiveram alguns anos atrás, até bases em ex-repúblicas soviéticas, que é o caso do Kirguistão, por exemplo.

E a gente vê que hoje aqui na América do Sul, vem alguns acordos sendo fechados para ampliação dessas bases, inclusive. E aí você tem bases que são grandes elementos para o esquema de logística global dos Estados Unidos, como por exemplo, Rammstein na Alemanha.

A base aérea de Hamstein é central para o deslocamento de tropas do CENTCOM, que é o comando central no Oriente Médio, para os Estados Unidos. É lá em Hamstein que fica o grande hospital militar norte-americano, que, por exemplo, faz o tratamento inicial, fez o tratamento inicial de todos os feridos da guerra no Iraque e no Afeganistão antes de enviar esses caras para os Estados Unidos. Dar uma ajeitada neles para não ficar tirando esses caras todos retalhados em...

em aviões lá nos Estados Unidos. Então, o governo Trump, ele vem desde o... Agora, assumiu o segundo mandato, há dois anos, ele vem desafiando a OTAN, por quê? Porque a OTAN já se encontrava, desde o governo Biden, bastante comprometida com a Ucrânia.

E a OTAN europeia vê a guerra na Ucrânia como uma ameaça existencial, mas os Estados Unidos não veem como uma ameaça existencial. O Trump sempre teve uma boa relação com o Putin. Então, esse relacionamento pessoal, essas opiniões pessoais, se colocaram no meio dessa relação com a OTAN.

E quem foi, qual que é o ente mais prejudicado no mundo nesse momento? Vamos dizer, o grupo de entes mais prejudicados no mundo nesse momento é justamente a Europa. São justamente os países da OTAN, que são aliados militares formais dos Estados Unidos, mas desde o começo da guerra...

estão sancionando o petróleo russo com apoio norte-americano, estão contando com essas sanções para poder estrangular a economia russa e agora o Trump tirou as sanções do petróleo russo. Então, da mesma maneira, são os europeus que perderam a energia barata do petróleo, do gás russo e hoje tem que comprar gás liquefeito de outros países e estavam comprando gás liquefeito do Catar. E agora todo esse fornecimento de gás está ali...

sob ameaça de sequestro pelos iranianos no estreito de Hormuz. Então são eles que estão pagando cada vez mais caro pela energia, não os norte-americanos que agora têm acesso direto aos produtos petroquímicos da Venezuela, por exemplo. Então eu enxergo isso como uma crise de plataforma de governo, não uma crise...

entre estados. Porque eu creio que ainda, se você for contar com os outros parlamentares, os republicanos e também os democratas, você não vai encontrar um apoio muito grande a uma ruptura com a OTAN. É exatamente o que faz os Estados Unidos serem fortes hoje, é o apoio dos países europeus, tanto de material, mas principalmente logístico. E daí, uma ruptura com a OTAN vai fazer o que pelas bases norte-americanas na Europa e no restante do mundo?

Como é que agora eles vão realmente se deslocar pelo globo com a facilidade que eles se deslocam hoje? Com a infraestrutura que eles já estabeleceram durante 80 anos depois da Segunda Guerra Mundial, como é que eles vão utilizar essa infraestrutura hoje? Então eu acho que o prejuízo em sair da OTAN, em romper relações com os países europeus, é bem maior do que tentar fugir da atual situação e botar panos quentes nela.

Olha, o pessoal está falando que você parece meu irmão, hein? O pessoal fala irmão do Vilela. Irmão do Vilela? É, acho que não tem nada a ver, viu, Júlio? Mas a galera aqui no chat está falando que você tem a voz do Gorilão. Gorilão é o personagem da gente aqui, do Gorilão e do Alvinão, que tem todo domingo no Desmotivacional Show e parece comigo. Mas você fica aí porque a gente vai falar de lançamento da Artemis também. Pode ser?

Pode ser, ué, pode ser. Então vamos lá. Primeiro, a Fernanda vai explicar o que aconteceu hoje, acabou de acontecer há 46 minutos atrás, e depois vamos bater um papo com o Júlio sobre isso, né? E preparem imagens aí, bages, bidei bages, Homer.

É, gente, olha só, a missão Artemis 2, que levará quatro astronautas de volta à órbita lunar após mais de 50 anos, Vilela. Para quem acredita que o homem pisou na Lua. É, para quem acredita porque há controvérsias. Eu acredito que sim. Você também?

Não, acredito que sim, mas é que estão falando... Ah, que susto, Marcílio. Justamente hoje, no dia 1º de abril, tem o lançamento. Olha a teoria da conspiração aí. Ah, cara, eu não tinha pensado nisso. Dia da mentira. Talvez seja um sinal. Vamos tirar essa prova aí. Você acredita mesmo que eles pisaram lá? Claro, claro. É, eu também. Depois que eu assisti o filme, eu fiquei meio na dúvida. Imagina o trabalho que dá, né? Forjar tudo durante... Matar as pessoas que querem contar a verdade, né? Já pensou? Não sei.

Mas olha, gente, o lançamento aconteceu agora há pouco, né? E ele ocorreu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos. Vamos lá, vamos lá, Júlio. Então explica pra gente aí a importância, o que é esse foguete e por que a gente tá voltando pra Lua, né? Depois de tanto tempo.

Mas a gente não vai posar dessa vez. Não, diz que vai dar a volta. Só dar a voltinha. Só dar a volta, mas é a maior distância. Ah, eu sou os astronautas. Pelo ser humano. Ah, se eu já estou dando a volta, eu abro a janelinha, pulo, pego o impulso e volto. Volto. Vamos lá, explica pra gente.

Vamos lá então. Primeiro, eu acho que o pessoal tem que entender o porquê voltar para a Lua agora. Voltar para a Lua agora é uma tentativa de se reestabelecer como a grande potência científica e também de exploração. Os Estados Unidos é uma nação de fronteira. Eles se autoproclamam Frontier Nation.

Então, quando você fala de expandir os limites da nação, agora só sobra para cima. Então, o que foi feito nos anos 60, é bom a gente deixar claro isso, porque eu acho que fica mais fácil para o pessoal entender, quem ainda tem essa dúvida. Essa dúvida, mas isso é... Não, não, não, cara, aconteceu. Primeiro, aconteceu, as pessoas viram acontecer, todo mundo viu acontecer, não foi só na televisão, como você pensa.

os locais de pouso já foram fotografados por sondas não só norte-americanas quanto de outros países, e daqui uns dias você vai ter imagem 4K desses locais de pouso aí, e também dos locais de pouso de sondas chinesas, russas e de outros países aí, que eu acho que teve um outro país que também fez um pouso bem sucedido na Lua. Mas o programa Apolo, cara, dos anos 60, ele foi...

como se fosse um... Pensa numa progressão, num gráfico de progressão contínua assim, o programa Apolo foi uma lombada no gráfico de progressão de atividade espacial. Porque a gente deu um passo longe, foi lá na Lua, e nunca mais voltou.

Por quê? Porque aquilo não foi um projeto científico, aquilo foi um projeto político. Aquilo foi uma medição de prestígio da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética.

Porque a União Soviética colocou o primeiro satélite no espaço, colocou o primeiro ser vivo no espaço, colocou o primeiro homem no espaço, e os Estados Unidos precisavam de correr atrás, porque não se tratava só de colocar os meus no espaço, mas mostrar para todo mundo que o meu sistema é melhor que o deles. Então, como é que você perde uma corrida tecnológica sendo que você prega que tem o melhor sistema do mundo? É por aí que a coisa toca, é por aí que a banda toca.

E um retrato disso muito claro é que dos 12 homens que pousaram na Lua, 11 eram militares, 11 eram pilotos de caça.

incluindo Neil Armstrong, todos esses caras eram pilotos de caça, alguns já na reserva, outros estavam servindo ainda, e somente um desses caras, o último deles, inclusive é um dos dois hoje que ainda estão vivos, Harrison Smith era geólogo e pousou na Lua com a Apolo 17 em dezembro de 1972, então foi um clamor do grupo de cientistas, vamos transformar isso em algo útil para a ciência, e não só chegar lá e plantar bandeira e fazer foto e tal, então...

você percebe claramente que o programa Apolo foi descontinuado. Por quê? Porque o objetivo político dele já tinha sido cumprido. Foi Richard Nixon, em 1970, que cortou as três últimas missões Apolo. Ela deveria ir até a 20. Então, 18, 19 e 20 foram cortadas. O orçamento foi cortado. E, por conta disso...

A NASA nunca mais pôde executar missões para a Lua, muito embora estivessem planejadas outras missões para a Lua. E também o orçamento da NASA lá nos anos 60 chegou a 1% do PIB dos Estados Unidos. Nunca mais isso aconteceu. O orçamento da NASA hoje é cerca de um décimo do orçamento da NASA nos anos 60, proporcionalmente eu estou querendo dizer. Desconta a inflação.

Então, não tinha-se um cenário para poder voltar a explorar mais a Lua, porque, no fim das contas, custava muito caro. Os sistemas eletrônicos foram todos refeitos. A tecnologia sofreu uma revolução extremamente acelerada nos 10 anos seguintes, com a introdução dos microcomputadores, da eletrônica mais avançada, da informática.

Então, tudo que aqueles foguetes representaram nos anos 60 ficou lá. E eu queria usar agora justamente para poder esclarecer para o pessoal que tem essa dúvida. Por que simplesmente não constrói mais daqueles foguetes, então, para poder voltar para a Lua? Porque aqueles foguetes rodam.

com linguagem de programação dos anos 60, cara. Não existe eletrônica, não existe informática, não existe Windows, não existe nada de moderno naqueles sistemas lá que façam eles funcionar hoje. Cada um daqueles motores, F1 dos foguetes Apolo, eram artesanais. Não existia nenhum deles que era igual a outro, todos eles eram artesanais. E se você olha para o foguete, o SLS, que acabou de decolar para a Lua agora, e se você olha para o foguete.

Ele é tecnologia legada do ônibus espacial, que é tecnologia contemporânea ao programa Apolo. Então, nesses últimos 60 anos, não houve uma revolução gigantesca da tecnologia de foguetes para poder ir para a Lua. Acontece que agora...

O sentimento político casou com a vontade do povo de ver alguma coisa diferente acontecendo e agora estamos voltando para a Lua. Só para dar, como vocês falaram, uma voltinha.

A gente tá passando aí, enquanto você tá falando, a gente passou o lançamento da Artemis 2. A gente vai falar mais sobre isso depois, né? Com o Sacani, com o Jaime. Também ver se o Júlio pode. Então a gente hoje só deu uma palhinha do que aconteceu e a gente até vai ter mais imagens e mais coisas aí pra falar. Mas é incrível, né? É incrível pra caramba. É um assunto que eu gosto pra caramba. Assisto todos os filmes sobre, todas as séries.

Então eu sou fascinado pela corrida espacial. Obrigado demais, viu, Júlio? E sempre que puder...

Esteja com a gente, venha aqui para falar do seu livro, tá bom? Vamos lá. Próxima vez eu estarei presente em corpo. E alma. E alma. Fechou. Fernanda, vamos agora àquela sessão de arranca-rabo de todo o jornal. Temos tema polêmico.

Super polêmico. E duas personagens aí pensando de formas... Duas mulheres fortes que pensam de formas bem diferentes, né? Cada uma defende um ponto de vista, que, aliás, foi tema de debates já, durante toda a semana, não só em rede social, mas em diversas mídias televisivas, que é a nova... Na rede social está pegando fogo. Está pegando fogo, está pegando fogo, porque cada um tem um ponto de vista, a gente entende, a gente analisa tudo aqui.

que é a nova lei da misoginia. O que está acontecendo para, de repente, alguém que está nos acompanhando ainda não entender o fio da meada? Nos últimos meses, cresceu no Congresso essa discussão sobre a criminalização da misoginia no Brasil. O que significa de fato?

após o aumento de ataques, ameaças e violências contra as mulheres e muitas vezes praticadas até mesmo nas redes sociais, inclusive envolvendo política.

O Brasil sentiu a necessidade, o governo sentiu a necessidade de criar aí uma lei de misoginia. Só que equiparada ao racismo, né? O que significa na prática? As pessoas que defendem a lei, elas dizem que a misoginia é a raiz da violência contra a mulher.

que significa misoginia, aquele ódio da mulher. Por ser mulher. Quando você xinga uma mulher, você ofende exatamente por ser mulher. Quem critica a lei diz que pode haver um grande risco de liberdade de expressão. Tô lida.

E com isso aumentaria até uma disputa desnecessária, um desgaste entre homens e mulheres. Que mais estaríamos falando de uma guerra que foi criada de forma imaginária e não de fato. É aquilo que, por exemplo, tem efetividade quando a gente fala de feminicídio, de violência física contra a mulher. E aí começou essa discussão toda.

Tá bom, Fernando. Então apresenta, chama as convidadas, por favor. E olha, quem vai conversar com a gente hoje é a Eduarda Campopiano, ela que é vereadora, e também a Fernanda Melchiona, que é deputada federal. As meninas já estão aí? Estão. Então, enquanto ela se ajeita, vamos rodar a vinheta. Vamos lá? Vamos lá. Vamos rodar.

Agora sim, já rodou a vinheta, que aliás essa vinheta é muito bonita e tem que ser rodada sempre. Agora a gente já está com as meninas aí, Romer? Já? Olha, deixa eu cumprimentar primeiramente então aqui a nossa querida Eduarda Campopiano. Eduarda, boa noite, seja bem-vinda, queria pedir para você se apresentar para quem está nos acompanhando. Olá, boa noite, conseguem me ouvir bem? Sim.

E do outro lado... Legal. Bom, eu sou Eduarda Campopiano, eu tenho 22 anos, sou vereadora na cidade de Praia Grande, fui a mulher mais votada da história da cidade e também a vereadora mais jovem da cidade. E é isso aí, é um prazer estar aqui. Eduarda, quantos anos você tem? Você tem cara de novinha mesmo, quantos anos? Tenho 22, Vilela. Nossa, é muito nova. É a idade do bigoda que trabalha aqui com a gente, não é? Ele tem 20. Ele tem 20. Ele tem 20, tá. Seja bem-vindo, então.

E pedi também para a Fernanda Melchiona se apresentar. Boa noite, Fernanda.

Boa noite, Fernanda. Boa noite, Vilela. Boa noite a todos da equipe da Inteligência Limitada. É um prazer estar aqui com vocês. Eu sou a Fernanda, eu estou deputada federal porque política não é carreira. Eu sou bibliotecária de formação, estou no meu segundo mandato de deputada federal, fui a mulher mais votada no estado do Rio Grande do Sul e comando a Comissão Externa de Combate aos Feminicídios no estado. Um trabalho de nove meses em todas as regiões do Rio Grande do Sul para ver as falhas.

do sistema e as boas políticas para combater esse crime tão violento contra as mulheres. E, claro, só feminista.

Então, agradecer as duas, duas mulheres muito bem votadas, o que deixa a gente feliz e mostra uma mudança também no eleitorado. Com certeza, e uma presença muito forte da mulherada na política. A representatividade que é muito importante. Fernanda, como faremos? Você que escolhe, quem começa. Quem gostaria de começar, defendendo aí o seu ponto de vista e falando o porquê, se é a favor ou contra, da nova lei da misoginia aqui no Brasil. Qual de vocês gostaria de começar?

Podemos começar com a deputada. Então, Fernanda, é com você, Fernanda, por favor. Pode ser tu também, Eduarda, tranquilo, viu? Tu quer que eu comece, eu começo.

Pode ser? Olha, gente, primeiro é um prazer estar aqui com vocês. Eu só fico estarecida com um assunto tão óbvio ser uma polêmica. Eu fico pensando que mulheres que lutaram muito para a gente ter o direito ao voto, inclusive estar nesse espaço de representatividade, devem se revirar no túmulo quando vem mulheres desconsiderar a luta histórica contra a violência contra a mulher.

Porque é evidente que nós vivemos uma onda de feminicídio. Tirar da invisibilidade a misoginia como a raiz da violência contra a mulher é fundamental como um avanço civilizatório. Como um avanço civilizatório de reconhecer esse ódio, essa aversão, que, aliás, está muito bem claro no artigo 2º, que se trata de ódio, aversão e...

e desrespeito às mulheres, não um crime de opinião como a extrema-direita tenta vender para não ter avanços civilizatórios que permitam a gente estruturalmente enfrentar o machismo, a misoginia e o patriarcado que faz a cada dia quatro vítimas. Quatro mulheres morrem por dia no Brasil por serem mulheres, por quê?

Porque são ódios vitimados, crimes vitimados por maridos, ex-maridos, companheiros e ex-companheiros. Motivados, basicamente, por uma ideia de que a mulher é sua propriedade. Seja por ciúme, seja por traição, seja pelo argumento que o homem bebeu demais, o que, enfim, é um absurdo, porque primeiro é um crime, e segundo, a raiz de desconsiderar, desrespeitar e enxergar aquela mulher como sua propriedade,

Então, isso, infelizmente, é corriqueiro no Brasil e, infelizmente, aumentou, né, apesar de muitas leis de proteção às mulheres, que são leis boas, mas que precisam ser efetivadas em outro programa, nós podemos debater. Para vocês terem uma ideia, o...

O Brasil registrou ano passado 80 mil estupros, 83 mil estupros. 44 mil cometido contra mulheres, a maioria meninas. E quando a gente pensa em criminalizar a misoginia e o machismo, tem a ver com um discurso que retroalimenta.

desensibiliza e naturaliza a violência contra as mulheres. Nós estamos falando de um vídeo, por exemplo, que circulou no TikTok, ensinando homens a bater na mulher. Era o que fazer quando ela disse, meu Deus, o que é isso? E circulou livremente na internet, como uma apologia a um crime contra meninas. Quando se fala em misoginia, se fala da lista de estupráveis que aconteceu em uma instituição aqui do Rio Grande do Sul, em que tinha foto de meninas consideradas estupráveis.

por meninos extremamente violentos. Quando nós estamos falando de misoginia, nós estamos falando do estupro coletivo em Copacabana, em que quatro adolescentes, 18, 19 anos,

estupraram, emboscaram e ainda um deles usou uma camiseta dessa macho-esfera, dizendo que não era para se arrepender de nada. Quando nós estamos falando de misoginia, nós estamos falando do caso da Tainara, arrastada em São Paulo, que infelizmente morreu. Nós estamos falando do caso da Juliana, que infelizmente recebeu 61 socos dentro de um elevador. E quando nós estamos falando em desnaturalizar a misoginia, nós estamos falando num sentido de alerta para que as mulheres também não aceitem, porque o crime de feminicídio...

Não acontece do dia para a noite. O homem não vira um feminicida em 24 horas, tem um ciclo de violência. Um ciclo de violência psicológica, um ciclo de violência patrimonial, um ciclo de violência de lesão corporal, um ciclo de violência que vai se perpetuando e chega no feminicídio. Por isso, tipificar feminicídio é importante, que permitiu reconhecer essa violência de gênero e destaca-se que é a maior pena do nosso Código Penal brasileiro.

E segundo, também permitiu e permite, ao a gente fazer o debate da misoginia, romper com discursos violentos que são gatilhos para a violência que acontece no espaço privado. Dizer que é um crime passional é retroceder 30, 40 anos, é ignorar a Ângela Diniz assassinada como foi pelo Doca Street e a campanha do movimento de mulheres que naquele momento disse quem ama não mata e garantiu que esse homem fosse condenado a 15 anos.

Reconhecer a misoginia e o feminicídio é garantir que se possa, por um lado...

atacar esse discurso e essa violência e ao mesmo tempo pensar em ações preventivas, porque a gente precisa discutir isso nas escolas. Mas justamente a extrema-direita, que agora está fazendo o maior escarcel com uma lei para proteger mulheres, foram os que tiraram o debate de gênero das escolas há 10 anos atrás. Quando se diz para debater gênero, se diz exatamente para desnaturalizar esses papéis, para educar meninas a não aceitar, para educar meninos a não ser violentos, meninos que muitas vezes viram esse ciclo de violência em casa.

Então, nós temos a convicção de que o feminismo não é o contrário do machismo. O feminismo é a negação do machismo. Nós queremos uma sociedade de igualdade, nós queremos que mulheres ganhem menos, mesmo que os homens, nós queremos que mulheres não sejam violentadas e assassinadas por serem mulheres, e não queremos que os homens também sejam. Nós queremos uma divisão igualitária do trabalho. E aí, quando eu vejo os argumentos, fico realmente estarrecida, assim, é quase uma ginástica retórica.

para justificar o injustificável. Felizmente, nós já avançamos bastante. Crime passional foi há 50 anos atrás e legítima defesa da honra saiu dos anos 2000, que era o argumento que os homens que matavam as suas mulheres usavam para tentar se safar no judiciário. É um avanço muito importante e nós vamos fazer de tudo para que seja aprovado rapidamente na Câmara dos Deputados. Obrigada. Agora é com você, Eduarda, por favor.

Bom, vamos lá. Eu acho interessante a carga emocional que geralmente as pessoas que são a favor da lei de misoginia trazem para o debate. É muito difícil você querer debater um projeto de lei, você querer debater leis e você querer debater dados, quando todo discurso tem uma carga emocional pesadíssima para tentar coagir as pessoas a assumirem uma opinião que na maioria das vezes não é verdadeira.

Por exemplo, a deputada citou a lei de defesa da honra usada por homens. Um dos exemplos mais famosos do uso de defesa da honra foi quando o irmão do Nelson Rodrigues foi assassinado por uma mulher. Ela alegou defesa da própria honra e foi inocentada de ter matado o irmão do escritor Nelson Rodrigues. Então eu acho que a melhor forma para a gente tratar do tema da tal da misoginia é a gente ser um pouquinho mais racional.

Vamos lá, eu manifestei a minha opinião em diversas vezes nas minhas redes sociais, eu não acredito na tipificação de feminicídio, eu não acho que feminicídio seja algo que exista, porque eu acho que você não pode categorizar um assassinato, único e especificamente pela...

intenção que o autor pode ter tido dentro da cabeça dele, quando a intenção real e visível se encaixa no crime passional. O que eu sou favorável é que existam agravantes quando um homem se vale da sua superioridade física para agredir uma mulher. Acontece que esses agravantes devem valer em todos os casos. Por exemplo, a maioria dos casos de crianças sendo mortas pelos pais envolvem os filhos homens sendo mortos pelas mães.

Nesse caso também deve haver um agravante, porque a mãe também é fisicamente mais forte do que o filho. Mas, enfim, não vamos entrar na esfera de outros crimes.

O que a lei de misoginia de fato fala e o artigo mais perigoso de todos é o artigo 20c. O artigo 20c diz, o juiz deve considerar como discriminatória qualquer atitude ou tratamento dado à pessoa ou grupos minoritários, no caso as mulheres, que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida. Ou seja, todo um artigo para definir...

qual conduta vai ser avaliada para criminalizar um homem, é subjetivo. A condenação desse homem passa a depender apenas da percepção subjetiva da mulher que vai acusá-lo. Se eu quero dizer que eu me senti constrangida, como alguém vai refutar que eu me senti constrangida? Como alguém vai refutar, por exemplo, que eu me senti envergonhada?

A única coisa que pode validar essa acusação é a minha própria opinião como mulher contra um homem. A condenação do homem passa a valer da percepção subjetiva de uma mulher. Vamos dar um exemplo, por exemplo, de um pastor. Eu não sou nem evangélica, eu sou católica, mas vale para cristãos porque é algo que está dentro da Bíblia. A Bíblia diz que a mulher deve ser submissa ao seu marido. Está na Bíblia, portanto faz parte da religião cristã esse versículo. É uma questão de conduta.

Se o pastor está dentro de uma igreja ou se o padre está dentro de uma igreja e ele diz isso, ele prega o que a Bíblia defende e uma mulher se sente envergonhada ou constrangida porque ela não quer ser submissa. Ela pode usar da lei de misoginia contra esse pastor ou contra esse padre? Ela pode, porque não existe nada na lei que diga que ela não possa. Criminalizar opiniões erradas

cria uma polícia de pensamento. Porque, na maioria das vezes, quem vai definir o que é errado de se pensar ou não é o Estado. A gente pode ver isso, por exemplo, no exemplo recente. Uma parlamentar de extrema esquerda, Tabata Amaral, quis propor uma lei para criminalizar o antissemitismo no Brasil. E o projeto foi rapidamente dispensado por todas as bancadas de esquerda. E já saiu de constatação. Isso nem vai chegar para a votação.

Então, até que ponto existe realmente uma preocupação com os tais grupos minoritários? O meu ponto com a lei de misoginia é que ele não necessariamente combate nada. Ele criminaliza discursos, como os exemplos que a própria relatora do projeto, a Soraya Tronick, deu. Se alguém virar para ela e falar, sai daí, vai lavar uma louça, isso é crime? Não, não é. Não deveria ser. Jamais.

O próprio exemplo que foi dado na grande mídia quando citaram a lei. Por que você está brava assim? Você está de TPM? Isso não deve ser considerado crime. E esses foram os principais exemplos que tanto a relatora do processo quanto a grande mídia deram para a gente trabalhar. E o artigo 20C traz toda a subjetividade da lei.

O que esse tipo de discurso faz, o que o PL da misoginia faz, é oficializar uma guerra de sexos. É oficializar uma invenção de que os homens são invariavelmente agressores, em certos casos, e as mulheres são invariavelmente vítimas. Quando se trata da lei de misoginia, é isso que a gente tem. Homens invariavelmente agressores e mulheres invariavelmente vítimas. Isso é uma aberração jurídica.

Porque não tem como você ter um direito que beneficie apenas um grupo, porque todo mundo sempre fala de direitos iguais. E quando um direito é desigual, quando um direito age em benefício de um grupo e em detrimento de outro, ele deixa de ser direito e se torna um privilégio injusto criado com intenções políticas. E o resultado disso, se passar no Congresso, porque nós estamos trabalhando para fazer todas as articulações possíveis para impedir que isso passe pela Câmara dos Deputados,

Se isso for aceito, mulheres como a própria Soraya Tronic, por exemplo, que acabou de acusar falsamente o deputado de estupro, vão poder acusar o homem que elas quiserem de misoginia e o cara que vai ter que rebolar para provar que ele não constrangeu a mulher. Como ele vai provar isso? Não sabemos. Porque se a mulher bater o pé e falar que ela foi constrangida assim, a palavra dele pouco importa, certo? Agora é com você. Você pode comentar o que a Eduarda falou para a gente. Por favor, Fernanda.

Obrigada. Primeiro, eu fico muito, mas realmente muito preocupada. A política pública não se faz com achismo, ainda mais de segurança. Uma política pública de segurança se faz com evidências. Evidências estatísticas, que são anos que milhares de mulheres são mortas por serem mulheres, a maioria por maridos, ex-maridos, companheiros e ex-companheiros. Dentro das suas casas, a residência é o lugar mais perigoso para as mulheres.

São dados que nos mostram que a maior parte de filhos, lamentavelmente, assassinados por genitores, são assassinados por pais para atingir as mães. E não como foi falado aqui, que é um crime bárbaro, violência vicária, e precisa ser tipificado. E óbvio que tem uma carga emocional, porque eu te confesso, Eduarda, eu não aguento mais todos os dias uma mulher ser morta por ser mulher. Eu não aguento mais ver o caso da Gisele, que era uma soldada da Brigada Militar.

armada, inclusive, e que foi morta pelo tenente coronel, marido dela, com circunstâncias extremamente violentas, anteriores, psicológicas, e depois um assassinato para parecer suicídio. E na troca de mensagens a gente vê essa misoginia. A misoginia é, claro, eu sou macho alfa, tu é mulher beta, eu pago as contas, tu tem que fazer sexo comigo, basta ler as mensagens que foram trocadas. Eu não aguento mais, porque eu não aguento mais tudo que eu vi no Rio Grande do Sul.

Mulher marteladas, afacadas em alegrete e tantos casos perversos e a maioria delas morreu em silêncio. E o teu discurso de guerra dos sexos, onde tem um que está morrendo que são as mulheres, ele infelizmente mantém na invisibilidade e ajuda a retroalimentar a violência que nos mata. Entende? Por que é tão grave o que a gente está vivendo?

E, ao mesmo tempo, sério, eu fico preocupada, porque, cara, teve muita mulher que lutou para a gente poder estar aqui, para a gente ter o direito ao voto, sabe? As feministas que tu rejeita. E hoje tu exerce um cargo que elas garantiram para nós e, ao mesmo tempo, critica o discurso feminista e o discurso das mulheres. Deberia renunciar ao espaço público, porque teve muitas feministas que lutaram para a gente poder estar aqui. E quando a gente vai para um debate da misoginia,

Basta ver o tamanho da violência. Eu acho que achar que uma mulher é, inveravelmente, um robô de lava-louça é machismo? Acho. Mas, obviamente, um projeto como esse vai tratar de crimes de incitação à violência, ao ódio, etc. E pode abrir um debate sobre o machismo, mas a misoginia é extremamente clara como a perpetuação de um ódio, uma aversão.

As mulheres, eu acho que tem muitos discursos de ódio contra nós, mas mesmo que eu entrasse nesse debate que tu traz para cá, do ponto de vista da existência quase de uma normalidade, e de violência de mulheres contra homens que são extremamente exceção, mesmo o exemplo do legítimo defesa da honra que tu trouxeste, isso é uma exceção, não uma regra.

foi usada historicamente a legítima defesa da honra para matar mulheres. Mulheres que foram assassinadas ao longo de décadas, e o agressor se protegia com esse discurso, como foi o caso do Doc Street, que foi condenado só há dois anos, e o movimento de mulheres, de novo, as feministas, fizeram passeatas e garantiram que ele pegasse 15 anos.

E se criou uma campanha Quem Ama Não Mata nessa época, não tinha nem delegacia especializada da mulher. Então essas mulheres que lutaram lá atrás ajudaram a gente a ter uma estrutura, ou pelo menos o início do combate a um crime. Mais do que isso, qualquer uma de nós.

conhece uma mulher que foi vítima de violência doméstica e familiar. Ou nós mesmos, ou uma tia, ou uma mãe, ou uma prima. Qualquer mulher. Qualquer mulher. E homens também, porque tem muitos homens que são aliados nessa luta. Então, esse debate é um debate estapafúrdio. Nós precisamos construir uma sociedade de igualdade que respeite mulheres e nós queremos, sim, os homens como nossos aliados. Agora, numa sociedade machista e patriarcal, reconhecer esse crime...

é fundamental para desnaturalizar e para ter estruturas concretas de enfrentamento a um discurso que custa vidas. Porque discurso de minimizar a violência doméstica e familiar custa vidas. Discurso de não falar para as mulheres que o tapa vira agressão, a agressão vira assassinato, desculpa, Eduarda, custa vidas. Desculpa de dizer porque a mulher, em um caso, agrediu, que é extremamente raro, e ela precisa, evidentemente, responder, se assim o fez, mas é quase minoritário.

custa vidas. A invisibilidade custa vidas. E eu me lembrei muito te ouvindo, sabe? Lembrei muito de uma fase da Simone de Beauvoir, que diz que os opressores não seriam tão fortes se não tivessem oprimidos que muitas vezes aceitassem a ideia dos opressores e levassem adiante. Então eu lamento profundamente. Mas acho que essa luta vai se fortalecer para criminalizar a misoginia, porque tem um avanço.

da luta social, da luta feminista e da ideia de não desnaturalizar a violência doméstica e familiar. As campanhas que a gente tem feito contra a violência, infelizmente todos esses crimes bárbaros que têm ensejado muitos debates, têm feito com que muitos setores de imprensa, de revistas, de movimentos, estejam com lupa, pensando em políticas públicas. Eu, inclusive, Fernanda, acabei de aprovar.

um projeto na Câmara dos Deputados, passou no Senado, e estou batalhando quanto antes para a sanção do Lula, que é a tornozeleira eletrônica para os agressores. Essa política salva muitas vidas. Todas que foram usar essa tecnologia no Rio Grande do Sul, todas as mulheres estão vivas até agora. É mudar a ótica.

é usar a tornozeleira não para relaxar a pena do agressor, ou não só para relaxar a pena do agressor, mas usar a tornozeleira para proteger a mulher que é vítima, e ela ganha um celular e consegue um monitoramento em tempo real. Tem todo o debate da Lei Maria da Penha nas escolas, que eu repito, não foi feito há 10 anos atrás porque é extrema direita, inventou todo um discurso de ideologia de gênero que, desculpa, não existe. Não existe, a não ser uma invenção.

E aí a política pública não pode se basear em invenção. E tirou das bases comuns curriculares uma discussão que poderia estar salvando muitas vidas. Salvando por quê? Porque quando tem palestra em escolas, e eu conversei em muitas cidades que foi no Rio Grande do Sul, três ou quatro crianças ou adolescentes alertam.

quem faz a palestra, que estão vivenciando algum tipo de violência, o que é importante para ajudar a proteger essa criança, inclusive, e a vítima. Mas também porque a gente tem que parar de enxugar gelo, a gente tem que formar uma nova geração, formar uma nova geração a não agredir de meninos, e formar uma nova geração.

para de mulheres a não aceitar. Eu acho que é muito importante o avanço da luta das mulheres, mas eu digo sempre, não basta ser mulher, é preciso estar do lado da luta das mulheres, e todas elas, como, por exemplo, pelo fim da escala 6x1, o debate hoje é aqui, mas é que tem gente que se esconde desses debates econômicos porque defende uma agenda que só quer massacrar trabalhadores homens e trabalhadores mulheres. Eu acho que sim, nós temos que nos unir.

para enfrentar um regime de trabalho extremamente violento para a classe trabalhadora brasileira e também para garantir o combate à misoginia e ao machismo. Com mulheres que defendem mulheres e com homens aliados da luta. Obrigada, Fernanda. Eu vou pedir para a Eduarda fazer as considerações finais também e deixar as redes sociais onde é que as pessoas te encontram. Por favor, Eduarda.

Bom, vamos lá. Eu quero começar só esclarecendo que a deputada falou que os opressores precisam dos oprimidos. Se ela se considera uma pessoa oprimida por ser mulher, eu peço que ela fale somente por ela, porque eu não sou oprimida de forma alguma por ser mulher. Na verdade, eu tenho total tranquilidade em reconhecer que a maioria dos aspectos da minha vida é muito facilitado pelo fato de eu ser mulher, inclusive o fato de eu estar na política, porque hoje em dia existe até cota.

isso né que os partidos sempre tem uma dificuldade muito grande de preencher porque a maioria das mulheres sequer se interessa em se candidatar e então também eu não te interrompi nenhum momento deputada peço para que você não me interrompa também também quero ressaltar que a maioria absoluta do meu eleitorado é masculino o mesmo eleitorado que as pessoas do partido da deputada costumam chamar de machistas estão votando em uma mulher então é

Só para deixar isso aqui bem claro, a lei de misoginia não sana nenhum dos problemas que a deputada citou. A deputada citou violência doméstica, a deputada citou o caso do estupro coletivo, a deputada citou o caso do menino que estava com uma camiseta do movimento Redpill. Não, aquela camiseta vende na CIA, ele só comprou a estampa porque ele se identificou, mas vende na CIA. Na maioria absoluta desses casos, inclusive no caso do estupro coletivo que teve dentro da escola ou da lista das meninas mais estupráveis, todos os perpetradores...

dos crimes eram menores de idade, e eles não vão sofrer pena nenhuma, porque o partido da deputada é contra a redução da maioridade penal. Não, aí tu não mente. Eu não vou te interromper, mas tu não mente. Fernanda, por favor. Fernanda, Fernanda, depois você vai ter um minutinho para responder, por favor, mas agora é o momento da Eduarda. Eu estou no meu momento. Eu estou no meu momento.

O que realmente combate violência contra a mulher é aumentar a pena para crimes hediondos, para evitar que esses crimes aconteçam. A bancada do pessoal também votou contra. É criação do cadastro de pedófilos, que já foi aprovado, mas até agora o presidente Lula não pôs em prática.

É a castração química, que a galera do lado de lá também costuma se opor, e a própria redução da maioridade penal. A própria deputada citou diversos adolescentes que cometeram esse tipo de crime contra outras meninas, e eles nunca vão ser punidos. Falaram até, há um tempo atrás, estava todo mundo falando do caso do cachorro-orelha, também não vão ser punidos, eles vão ficar até a maioridade dentro da fundação casa, e depois eles vão sair com nomes novos e viver a vida deles normalmente, porque eles são menores de idade, portanto eles são inimputáveis. Vamos lá.

A deputada também quer falar sobre minoria, né? Porque as mulheres estão morrendo, porque nós somos um grupo minoritário. As mulheres são minoria das pessoas que morrem no Brasil. E o feminicídio é uma minoria menor ainda. Os números de feminicídio, da forma como eles falam, parecem um número extremamente astronômico. Primeiro que, para mim, feminicídio nem existe. Mas se a gente for partir do ponto de que ele exista, 1.400 pessoas mortas são 1.400 pessoas mortas. Porém, num país onde... ...

40, 50 mil pessoas são assassinadas por ano, existe toda essa carga em cima do feminicídio, como se ele fosse o nosso principal problema, quando o principal problema do Brasil é a segurança pública e ponto final, é apenas discurso ideológico. A deputada também quis falar da questão do voto, porque as mulheres, você deveria abrir mão do seu mandato, é óbvio que pessoas como ela gostariam que eu abrisse mão do meu mandato, que inclusive foi proporcionado por uma maioria de eleitorado masculino, mas é importante relembrar que...

A viabilização do voto das mulheres no Brasil também passou pela mão de homens como César Zama, Getúlio Vargas e até Tiradentes já tocou nesse assunto. E Celina Guimarães, a primeira mulher a ter título de eleitor no Brasil, dedicou tudo isso ao esforço do marido dela.

Diversas mulheres que não queriam se associar ao movimento feminista foram afastadas do movimento sufragista, inclusive. O que ocorreu no mundo foi o sufragio universal. Da mesma forma que mulheres não votavam, negros não votavam, analfabetos não votavam, homens pobres não votavam. O mundo que existia não era um mundo onde todos os homens votavam e as mulheres não participavam. A verdade é que uma minoria da população participava do processo democrático.

O problema do Brasil é a segurança pública. O que ela fala do movimento Redpill, realmente, eu não concordo com o posicionamento da maioria dos Redpills. Não concordo mesmo. Mas o movimento Redpill é uma reação.

É uma reação péssima, mas é uma reação ao discurso do movimento feminista que rivaliza homens e mulheres e coloca homens como invariavelmente agressores e mulheres como invariavelmente vítimas. Quando a gente tem casos, por exemplo, ela vai dizer que é só uma exceção e que, portanto, não vale a pena ser mencionado, mas eu vou mencionar e eu não vou deixar esquecer o caso do menino Hawan, que era filho de um casal de duas mulheres lésbicas que cortaram o pênis do menino e começaram a vestir de vestidinho porque queriam que ele fosse uma menina e não que ele fosse um homem.

Isso foi um menino morrendo por ser menino também? Vamos criar a tipificação do meninocídio? Não, porque não é relevante para o discurso. Qual discurso? O discurso do materialismo histórico.

Aquele mesmo discurso que vem de Karl Marx, um alemão branco, hétero, de 1800 e sei lá quanto, ele já falava de materialismo histórico. Você retratar a sociedade como uma eterna luta de classes, e nesse momento a luta de classes é adaptada para homens e mulheres. O PR da misoginia oficializa a guerra de sexos. Desculpa eu te cortar, Eduarda, mas só por conta do nosso tempo, eu vou pedir para que você vá se encaminhando para... A gente faz a noção quando começa a falar.

tudo bem, é só para vocês se encaminhando para as considerações finais e também para colocar suas redes sociais onde as pessoas te encontram, por favor e a mesma coisa aí para Fernanda

Perfeito, vamos lá. Para finalizar, o que eu gostaria de deixar muito bem claro é que ter aversão a alguém, não gostar de um grupo específico, ou até mesmo sentir ódio jamais deveria ser crime, porque o Estado não deveria ter o direito de interferir nos sentimentos de uma pessoa. Você sente ódio de alguém? Sinta!

O que você não pode é sair para bater e matar a pessoa. E para isso já existe lei. Já é crime matar pessoas. Já é crime agredir pessoas. Agora, o Estado não tem que ter poder de interferir nos sentimentos. Inclusive se esse sentimento for ódio. O meu nome é Eduarda Campopiano. Você me encontra nas redes sociais como Eduarda Campopiano, em todas elas. Eu sou vereadora em Praia Grande. Tenho 22 anos. Sou antifeminista. E não vou dar para trás. Apesar de as feministas gostarem muito que eu desse.

Muito obrigada, obrigada por ter participado aqui conosco. E a mesma coisa para você, Fernanda, por gentileza, finalização e as suas redes sociais. Olha, Fernanda, realmente é uma ginástica tão grande que quase virou um novo tipo olímpico. A fala da Eduarda e da extrema direita, sinceramente, a maior parte dos homicídios que são muitos no Brasil.

Número de guerra civil são de homens, é verdade. Mortos por homens em outras circunstâncias que não o ódio de gênero, por latrocínio, outros crimes, ou vários crimes, inclusive. E, obviamente, precisam ser enfrentados com política de segurança pública, com inteligência, não com reforma da Previdência, como fez o Bolsonaro, tirando direitos das categorias, não com desmonte das estruturas, mas sim apostando numa política de segurança. Agora, secundarizar...

um debate secular e, aliás, uma violência, que, desculpa, não é um sentimento, Eduardo, é uma aversão que gera e leva violência, leva violência sistemática, seja ela virtual, seja a lista dos estupráveis, seja os grupos de automutilação no discórdia, seja as violências perpetradas fisicamente contra mulheres que dizem não, que não aceitam mais relacionamentos abusivos, que não querem mais ficar nesse ciclo, que é o que tem acontecido.

homens que consideram essas mulheres propriedades, que não aceitam o fim dos relacionamentos. 80% das 1.500 mulheres mortas, que não é um número, eram mães, eram mulheres, eram filhas. No ano passado, no Rio Grande do Sul, a menor vítima tinha 5 anos, e desculpa, já tem crime, tanto de infanticídio como violência vicária, que a maior parte dos casos são para atingir as mães quando esses homens não aceitam separação.

Agora, uma coisa eu vou concordar contigo. Primeiro, a importância do materialismo histórico do Karl Marx, porque a luta de classe segue sendo o motor da história, embora não seja o debate aqui, e por isso eu defendo o feminismo classista, que combina a luta de capitalista, a luta das mulheres com os homens trabalhadores.

para a redução da jornada de trabalho, para a mudança da política econômica, e sim para enfrentar toda forma de preconceito, o racismo, a misoginia e a LGBTfobia. E me preocupa muito que tu faça um esforço para reconhecer aqueles que aceitaram o direito e até concederam, como foi o caso do Getúlio, e não visibilize mulheres que lutaram 30, 40 décadas para ter o voto feminino. Eu sei.

de que lado da história eu estou. Eu sei que estou lutando pela minha filha, Dandara, ter uma sociedade que não seja violentada no ônibus, como eu fui com 12 anos. Fernanda, eu agradeço muito a sua participação. Perfeito. Fernanda Pessoal. Eu ia pedir só para você dar. Fernanda Pessoal. Fernanda Pessoal. Arroba. Arroba Fernanda Pessoal. Obrigada. Muito obrigada pela participação. Vilela, quer falar? Vamos lá. Não, não, vamos continuar.

Muito obrigada. Agradecer as duas aqui foi um ótimo debate. Obrigada. Muito obrigada. Obrigada. Obrigada pelo convite.

Valeu. Vamos agora falar do quê? De aviões. O cara que a gente vai chamar, ele tem um canal chamado Aviões e Música, mas eu só vejo aviões lá. Metade do canal dele é uma mentira. Se em algum momento ele for de música, atualmente eu só vejo aviões. Então é um cara que tem que ser cobrado hoje. Cadê as músicas do seu canal? É verdade. Não é? Eu acho que ele tem que entrar cantando alguma coisa ali. Tu tá aí já?

Tô aqui. Canta alguma coisa pra gente. E eu canto pessimamente. A música. Peraí, que pode ser perdido. É aquele som do motor do avião. Não, é que o canal dele chama Aviões e Música. Ai, gente. Eu demoro. Eu pego no tranco, assim. Ele tem um naipe de cantor, olha lá. Ele tem. E outro dia eu falei, gente, o Lito tem. Por isso que eu tô te falando. Voz boa. É, que o Lito era cantor e eu não tô sabendo.

Era o Leto e Lito. Ele tinha uma dupla sertaneja chamada Leto e Lito. Leto e Lito, ok. E o back vocal era o vilano. Exato. Vamos lá, Lito. Primeiro explica pro pessoal porque é aviões e música. Tem gente que ainda não sabe. Tem gente que não sabe. Tem gente que não sabe que eu fui DJ um pouquinho, toquei em umas baladinhas e eu botava música pro pessoal fazer download. Faz tempo isso, hein? Faz tempo isso, hein? Faz tempo isso aí, não pode, né?

da Copyright. Contente ID, da Copyright, e aí é melhor não entregar as músicas. Não, mas sabe que agora, todo vídeo meu de domingo, eu coloco assim, quando eu estou contando uma história, a época da história que eu estou contando, eu coloco as duas músicas que estavam nas paradas de sucesso. Essa é a maneira de criar a música. Agora o nome musical. Tanto ser cobrado, ele agora está colocando.

Ô Lito, vamos falar então desse caso, se dá um contexto para a galera, o que aconteceu?

Você está falando desse avião aí que foi decolar de Guarulhos, né? E explodiu o motor. Eu falo explodiu porque todo mundo reportou assim, né? Uma explosão. E se for pegar a etimologia da palavra, realmente foi uma explosão porque ele expeliu o material de dentro. Mas o que aconteceu? Durante a decolagem, era um voo que saía de Guarulhos e estava indo para Atlanta. O voo Delta 104.

Durante a decolagem, logo após o avião sair do chão, era um Airbus A330, o motor esquerdo, ele deu dois pipocos, né, e foram vistos chamas saindo. Esses pipocos é o que a gente chama de stall de compressor. É um pouquinho parecido com, sabe quando o Fusca dá pipoco no escapamento e sai aquelas bolinhas de fogo dentro do...

Então, é um pouquinho só parecido com aquilo, mas é um desbalanceamento dentro do motor, do fluxo de ar dele. E isso gera, né, como lá dentro do motor, perto das turbinas, está uma temperatura gigantesca ali, a gente está falando de 1.400, 1.500 graus Celsius. Então, começam a sair essas labaredas. Os dois primeiros pipocos, eles foram...

semelhantes a um stall de compressor. Foi o início do que estava causando o problema. Quando veio o terceiro pipoco, a esse realmente foi quando o motor simplesmente se destruiu. A parte da turbina, um dos discos de turbina se soltaram.

e pedaços do motor caíram ainda na área do aeroporto, em cima da grama, e como eles estavam incandescentes com essa temperatura, a grama do aeroporto começou a se incendiar, e obviamente os vídeos que a gente viu de dentro do avião, os passageiros em pânico, porque realmente é um barulho que assusta muito as pessoas, esse barulho do...

do fluxo de ar entrando em disrupção, é um barulho gigantesco e assusta as pessoas. E aí, como era um voo noturno, então foi possível ver as chamas também. Se fosse durante o dia, talvez as pessoas não tivessem enxergado a chama, mas era noite, então elas enxergaram e isso causou todo aquele pânico das pessoas a bordo.

E muita gente não sabe, né? Algumas pessoas estavam gritando, olha aqui, põe esse avião no chão e coisas assim. Mas os pilotos lá na frente, eles não vão falar nada numa situação dessa, porque eles estão trabalhando. Eles estão decolando um avião.

que perdeu uma grande parte de sua potência, não chega a ser 50%, porque existe uma margem de reserva, mas perdeu uma grande parte da potência. O avião está muito pesado, está em baixa altitude e baixa velocidade. Tudo isso é um momento crítico do voo.

Então os pilotos não vão parar o que eles estão fazendo, que é manter o avião voando sob controle, para informar para as pessoas o que está acontecendo. Fiquem calmas ou qualquer coisa assim. Então nada disso é feito.

Desculpe. Só depois que ele se estabiliza, aí entra a parte, né? Cada piloto vai fazer a sua parte. Um deles se comunica com o controle de tráfego aéreo e informa que vai retornar, porque tem um problema a bordo. A própria torre de controle informa que está vendo fogo na asa, porque de longe o que ele consegue ver é a asa e as labaredas só, né? E aí o avião dá a volta.

e pousa na mesma pista que ele decolou. Esse processo todo entre sair do chão, ocorrer o evento, e voltar para tocar na pista, deu quase 10 minutos, que é um tempo bem razoável para o que eles estavam passando. Ele simplesmente teve que dar a volta completa e pousar na mesma pista que ele decolou.

Então, esse é um resumão do que aconteceu. Eu vi as fotos desse evento hoje, chegaram umas fotos com uma qualidade melhor. E...

Assim, o disco foi uma falha catastrófica no motor. Tem até um quadro aqui atrás de mim. Essa parte traseira, deixa eu... Aqui fica ao contrário, né? Aqui eu não vou conseguir ver. Mas essa parte traseira aqui, o motor, ela se afastou. Assim, ali onde ficam os discos de turbina que fazem todo o motor funcionar.

E teve uma separação, onde pedaços do motor saíram por essa separação. Então foi um evento catastrófico, foi um evento grave, que vai ser investigado, está sendo investigado pelo CENIPA. Ele não é um acidente, isso não é um acidente, ele é um incidente, mas que é investigado por causa do potencial dele de causar alguma coisa mais grave.

Lito, eu queria te fazer uma pergunta. Eu trouxe essa notícia no dia que aconteceu também, ao vivo, no jornal, e uma coisa que me chamou até muito a atenção, que normalmente quando a gente acompanha alguma coisa falando de acidente aéreo, você falou no caso agora, incidente, normalmente a gente diz sempre que está ligado à falha humana e não mecânica, até quis parabenizar o piloto porque ele manteve a tranquilidade, mesmo com todos os passageiros ali entrando em pânico.

Mas o que eu queria te perguntar é o seguinte, pela tua experiência, do teu ponto de vista, já que é um incidente, não um acidente, houve risco de queda dessa aeronave, já que passou por todo esse momento, esse pedaço de motor que se desprendeu? Aconteceu isso? Um risco de queda? Olha, o que eu posso falar é em relação a como que o avião é projetado.

E como que uma operação aérea ocorre? Todo voo é extremamente arriscado. E o que a aviação faz para ter números tão baixos de acidentes e perdas de vítima? É mitigar todos esses riscos que existem em uma operação aérea. Por exemplo, se você estivesse com o seu carro...

vindo da praia para São Paulo, na Imigrantes, e o seu motor falhasse do jeito que esse motor do avião falhou, você não tinha alternativa a não ser encostar no acostamento, chamar um guincho e acabou a sua subida. O avião, mesmo com uma falha catastrófica dessa, como não existe acostamento para avião, ele tem que ter uma maneira de continuar voando.

em segurança e controlado, quando o pior acontecer no pior momento.

E esse evento ocorreu no pior momento possível, que é exatamente na hora que o avião sai do chão. Então todos os cálculos que os engenheiros fazem na hora de projetar o avião, que o fabricante do motor faz na hora de projetar o motor, que o despachante de passageiros e de carga que faz o balanceamento do avião, que sabe o peso que está dentro, a quantidade de combustível, tudo isso calculado...

para que no caso do pior momento possível o piloto perdeu o motor, o outro vai ser suficiente para fazer o avião subir e voltar para o aeroporto em segurança. Então assim, o risco de queda poderia existir se...

ele pegasse um pássaro no outro motor agora. Então, são eventos que a gente não... quem trabalha na aviação nunca vai pelo... se acontecer isso, se acontecer aquilo. A gente faz os cálculos e o avião vai operar daquela maneira. E esse é um evento que é dos mais treinados pelos pilotos a cada seis meses.

A cada seis meses, todo piloto de avião de linha aérea vai para o simulador de voo e um dos exercícios que eles mais fazem é como controlar o avião quando ocorre o problema no pior momento possível. Então, tudo isso que o piloto fez, que foi memorável, é alguma coisa que ele já está internalizado com treinamento, porque ele já treinou isso milhares de vezes no simulador.

E isso é difícil de explicar para um ser humano que escuta um barulhão daquele num evento catastrófico como esse foi. Mas é alguma coisa que ele foi treinado para fazer.

na hora da emergência. Então, se você me pergunta assim, existiu risco de queda? O risco sempre existe. Mas ele sempre é mitigado através de treinamento e através de estar o avião dentro do peso e o outro motor está com as horas que tem que estar e tudo mais. Então, desse aspecto, operacionalmente, não existiu um risco de acidente.

duas coisas, primeiro bloqueio o Fred 7474 que falou que o Vilela voou no 14bis achei ofensivo não ri Lito mas aí o pessoal disse que eu consertei o 14bis então a gente está na mesma geração beleza e outra coisa que o Lito já falou aqui não em um programa mas vários, eu acho legal você explicar isso também, que para um avião cair e

São três, quatro, cinco, não sei quantas coisas tem que dar errado ao mesmo tempo, uma congruência de coisas. Uma só dando errado não derruba, mas são várias, né? E a probabilidade é muito pequena, né?

Sim, se a gente pegar esse evento e vamos... Não, acho que eu não vou nem elucubrar, porque depois fazem um corte e dizem que eu estou falando coisas que eu não estou falando. É, mas não fala desse evento, mas de algum que aconteceu, foram várias coisas. Isso, sempre são várias coisas. Se a gente pegar o... Vamos pegar o acidente do Air France, por exemplo, o 447 que caiu aí na costa. Não foi só o tubo de Pitot ter congelado que fez aquele avião cair.

quando se analisa o relatório final, você vê que várias coisas estavam erradas. Não estava correta a hora que o comandante saiu para o descanso, não estava correta a imagem que o piloto fez da área que ele ia desviar, não estava correta a atitude que foi tomada.

pelo piloto mais jovem na cabine, de tomar aquelas atitudes que ele tomou no manche, e a gente começa a somar, pelo menos ali no Air France, foram sete eventos que levaram àquele acidente, e até eles não conseguirem identificar o que estava acontecendo com o avião. Então, sempre que se analisa um acidente aéreo, você vê que...

Vários desses elos são necessários. Se apenas um deles for quebrado ali no meio, o acidente não acontece. Então, é por isso que é tão raro acontecer acidente. Porque as pessoas erram. Todo mundo erra. O Vilela erra na hora que está fazendo o programa. A Fernanda erra em algum momento. Todo mundo erra todo dia. E não é diferente.

Os erros na aviação, eles acontecem também. Só que esse tipo de camadas de proteção que existem, deixa o erro isolado numa camadinha só. Aí ele não passa para o outro. Então, essa falha do motor foi uma camada que falhou. O que foi, a gente ainda não sabe. A gente não sabe a manutenção que foi feita anteriormente nesse motor, se houve uma ingestão de alguma coisa nesse motor. Nesse momento, a gente não sabe. Mas foi uma falha.

Aí as outras camadas funcionaram? Funcionaram. O piloto fez o que tinha que fazer, o avião se comportou como ele foi projetado para se comportar, o controle de tráfego aéreo auxiliou no retorno do avião, e por isso a gente não teve um acidente. Então é assim, são diversas camadas. Uma só falhando não leva a um acidente.

Lito, obrigado demais pela presença, estamos querendo você aqui de novo. E fale então do seu curso, da sua escola. A gente colocou durante sua fala o link, o QR Code e o telefone, mas só dar uma explicação breve para o pessoal.

Ah, legal. Então, por que eu vim aqui hoje em você, Vilela, no seu Vilela? Todo mundo que chamar no WhatsApp, aquele QR Code que entrou na tela aí, é o QR Code da minha escola. Todo mundo que falar que veio aqui do programa do Vilela vai ter um código especial, um desconto especial, uma condição especial para se tornar aluno da Little Aviation Academy.

A gente tem aí consultores de carreira que estão de plantão, esperando aqui você e eu falar isso aqui no seu programa, para as pessoas que quiserem entrar para a aviação e entender esse mundo maravilhoso, entender assim, caramba, tudo que eu aprendi na aviação eu posso aplicar na minha vida e vai fazer minha vida ser bem melhor e bem mais fácil, eu vou entender como que acontece acidente de trânsito e eu vou me precaver mais? Vai, porque a aviação ensina isso. Então, pessoal...

tá aí, matricula-se agora, tem um número aí 99009 3005 só liga e diz, eu vim do Vilela e aí você vai ter uma condição especial olha lá ele lá ele tava vendo o Vilela, não vim do Vilela vim do Inteligência tava assistindo o Vilela, alguma coisa assim mas não vim do Vilela

Obrigado demais, Litor Sempre um prazer Um abraço, Fernanda Boa noite, um abraço Só deixar claro para vocês dois, Marcílio e Fernanda que a submarina é mais segura do que o avião, você sabe disso, né Romer

É verdade? Tem mais avião no fundo do mar do que submarino no céu. Poxa vida. Eu não tinha a palavra para isso. Exato. Você vê avião no fundo do mar de acidente. Agora submarino no céu, você não vê. Ou seja, submarino é mais seguro do que avião. Falei isso antes, já com o Lito não aqui, porque senão ele ia me contradizer com argumentos bons. É. Você sabe que eu detesto avião, né? Sério? Sério. Nossa, eu durmo. Pode estar com turbulência, pode o motor pegar fogo, você nem teria visto essa música.

Nada, nada. Eu ia estar roncando. Ia achar que já tinha chegado no destino. Vou pra China semana que vem, 24 horas, você acha que eu não vou dormir? Ah, vai dormindo. Eu sempre levo um monte de livro pra ler, eu não consigo ler. Mas tá dormindo só. Mas olha, eu tenho consciência que o meu medo é infundado, tá? Porque é o meio de transporte mais seguro.

Eu não vou falar porque o Lito esteve aqui. Minhas mulheres tinham problema. Fez o curso, trocou ideia com o Lito. Ele tem um curso só para perder o medo de voar. Verdade. É sério, é sério. Meu, faz a diferença. Faz esse curso. Vou fazer. Vê com ele lá depois, a gente dá um toque. Você vai perder o medo. Porque a minha ex-mulher, ela dava qualquer turbulência, ela metia a unha na minha mão de sangrar. Aí hoje ela está tranquila voando, ela perdeu esse medo.

O Francisco entende bem disso, né? É, então. Porque o problema não é a pessoa, é a pessoa que está com quem tem medo, né? Porque você também não relaxa, né? Vou morrer, não sei o quê e tal. Que barulho foi esse? O que foi? Ele fala, tá voando. Faz um barulho, tac, tac, tac. Às vezes faz uns barulhos, né? Mas mesmo eu, que não tenho medo nenhum, eu ligo direto para o Lito, assim, por exemplo. Eu estava num voo da América, não sei o quê, aí deram um recado que os caras atrasou o voo porque eles iam trocar uma peça.

já dá um medo, né? que peça é essa? os caras falam que vão trocar uma peça deixa eu ver, porque eu vou falar com os caras que peça aqui é, e te falam se é de boa vão trocar não sei o que é, rebimbela do transformador, se é tranquilo é um negócio elétrico e tal fica tranquilo, eu falei, mas porque tá demorando tanto porque eles falam que tem que fazer várias teses e ali explica tudo, eu falei, tranquilo

Olha só, tá vendo? Aí eu cheguei... Galera, vem cá. Vem cá, reuni todo mundo. Ó, voem sem medo, entendeu? É não sei o quê, já expliquei pra galera assim. Aí todo mundo ficou tranquilo. O pessoal achou que eu tava com informação. Eu não falei que era o Lito, entendeu? Ah, você levou... Achava que você sabia tudo. É, eu já sabia, eu sabia tudo. Olha, quase o bisneto do Santos Dumont aqui. Exato. E tinha um sangue ali. Exato. Vamos então falar de teoria da conspiração com o Tiago, que tá sempre aqui com a gente. Roda a vinheta.

E no quadro dessa semana, e se for verdade, Tiago, vamos falar do quê? Seja bem-vindo, se apresenta para o povo. Fala, Vilela. Boa noite. Boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcílio. Boa noite. Tudo certo com vocês? Tudo certo. Tudo ótimo. Hoje a gente vai falar de um negócio que acabou chamando muita atenção, principalmente do povo religioso. Uma reunião que houve entre o Papa Leão XIV e os maiores exorcistas que o catolicismo romano tem atualmente.

Estamos em tempo de demônio, então. Exatamente. Pelo que o próprio catolicismo romano está falando, eles fizeram uma reunião de portas fechadas que acabou vazando, acabou chegando ao público porque não era para a população ficar sabendo exatamente disso. Mais ou menos no dia 13 de março, o Papa Leão XIV se reuniu com os maiores exorcistas do Vaticano e...

Dois deles acabaram vindo a público e inclusive deram uma entrevista para o The New York Post e foi assim que a informação chega até nós. Porque, de acordo com eles, os casos de satanismo, ocultismo e inclusive exorcismo aumentaram muito ao longo dos últimos seis anos, desde 2020 até hoje. E aumentou em mais ou menos 650% de acordo com eles.

Caramba. E o que a gente pode... Desculpa, você ia falar, Marcílio? Não, não. O que a gente pode entender com essa mensagem que, tipo, a gente está mais sujeito ao mal...

Ou é um contra-ataque? Porque a gente também viu notícia, depois até o padre vai falar sobre isso, de um aumento de católicos pelo mundo. Está tendo um aumento no Brasil, nos Estados Unidos, principalmente porque o Papa é americano. Boa. É uma retaliação do Reino das Trevas? O que está acontecendo?

Olha, a gente pode enxergar de duas formas. Eu vou primeiro passar o que um dos reverendos trouxe para nós, depois eu vou passar a minha opinião, que aí é onde entra a pergunta, né? E se for verdade? Então, primeiro, a gente entra com o Chad Ripperger, que é um dos maiores exorcistas do Vaticano, ele é conhecido como um caçador de demônios lá dentro. E, de acordo com ele, alguns fatores foram cruciais para esse aumento.

O primeiro deles é a influência, de certa forma, das pessoas nesse mundo de ocultismo, de forma voluntária ou até mesmo involuntária. De forma voluntária, ele fala que é pelas redes sociais, principalmente, onde redes como aquela rede chinesa que a gente tem atualmente, o pessoal fica rolando o feed aí de uma forma frenética, tem incentivado as pessoas e...

aprenderem sobre isso e vídeos que ensinam as pessoas a fazer essas práticas tem aumentado. Então, as pessoas voluntariamente procuram isso nas redes sociais. E de forma involuntária, é pela própria influência que a indústria da música, por exemplo, a indústria cinematográfica, traz para todos nós.

Nós vimos recentemente no Brasil, há mais ou menos um ano atrás, o show da Lady Gaga, por exemplo, que foi praticamente um culto ocultista que houve no Rio de Janeiro. Há dois anos atrás, nós tivemos o show da Madonna. Outros shows onde eles trazem símbolos e fazem rituais, como o Bring Me the Horizon, chamaram muito a atenção da população, porque eles praticamente, no show,

solicitaram a autorização daquele público para que eles pudessem exercer um ritual misturando energia, ocultismo e outras práticas que envolvem tudo isso que o Vaticano está dizendo que aumentou. Então, de forma voluntária ou involuntária, as pessoas estão entrando nisso de uma forma maior. É o que esse caçador de demônios do Vaticano tem alegado. Tem um outro reverendo que se chama Dan Todd, que ele diz que...

Isso acontece porque a quantidade de pessoas com depressão, ansiedade e até mesmo o transtorno de identidade aumentou muito. Então praticamente 99% desses casos de possessão demoníaca, elas vêm...

por meio de transtornos psicológicos, e que 1% só seria caso de possessão real. E por que isso aumentou? Diz ele que desde o ano de 1973, quando o cinema trouxe aquele filme O Exorcista, isso aumentou bastante. E a influência do cinema e da indústria da música tem feito com que as pessoas busquem isso cada vez mais e até mesmo pensem que estão passando por uma possessão demoníaca.

E aí, Vilela, eu entro num outro ponto, porque isso aí foi a informação que veio de dentro do Vaticano. Agora eu vou passar, de certa forma, a minha opinião em cima dessa situação. Pode ser? Sim, pode. Claro, claro, claro. Beleza. Quando eu olho para uma informação como essa, eu, por exemplo, não tenho nenhuma...

doutrinação religiosa, eu não participo de denominação. Eu já fui católico, eu já fui evangélico também, hoje eu sigo as palavras de Cristo, mas eu não participo de nenhuma denominação religiosa.

Quando nós olhamos para o passado, principalmente dos Estados Unidos, hoje a gente tem um Papa, que é o Leão XIV, que é um Papa americano. A gente tem os católicos aumentando nos Estados Unidos, que é um dos tópicos aqui do jornal hoje, conforme o padre vai falar aí para nós. Mas, quando nós comparamos isso, mais ou menos com a década de 70, nós vemos uma queda brutal nessas religiões, principalmente no catolicismo e no protestantismo.

Eu vou ver se o pessoal consegue colocar para mim aí um comparativo que eu trouxe para que a gente possa assistir isso juntos aí na tela. Aonde? Aparece para nós o número de católicos, protestantes e pessoas sem religião.

no ano 2026 nos Estados Unidos e no Brasil. Quando você vê a quantidade de católicos em 1970, nós tínhamos em torno de 42%, em comparação com hoje, que temos 20%, por exemplo. Os católicos estão aumentando, porém, o que acontece? Em comparação à década de 70, eles estão diminuindo. Por que eu estou trazendo essa informação aí para o público?

Porque quando você enxerga um movimento vindo da religião para se colocar como um representante de Deus, e de certa forma aqueles que conseguem expulsar demônios, eles atraem uma quantidade ainda maior de pessoas, com base no medo, de certa forma, para fazer com que o seu público religioso aumente com força.

Tendo um Papa que é americano e tendo uma quantidade maior do satanismo ou de possessões demoníacas nos Estados Unidos, que é o que eles estão citando, eles conseguem fazer com que esse público aumente com mais força. Eles estão aproveitando isso para aumentar o público religioso, os fiéis católicos lá no país americano. Esse é o meu ponto de vista.

Também bloqueia aqui o Romero. O Ronaldo falou que Vilela viu o primeiro papo aqui também. O pessoal está exagerando hoje nas brincadeiras com a minha idade aqui. Alguma pergunta, Marcílio? Tiago, você sabe se teve algum tipo de resolução? O que saiu desse encontro? Qual foi o resultado?

Olha, o que eles solicitaram é que aumente-se o número de padres exorcistas, porque não é qualquer padre que pode executar um exorcismo. Tem uma preparação, é isso? Um treinamento? Exatamente, exatamente. De acordo com esse reverendo Dan Todd, ele disse que não é só você segurar uma cruz, uma bíblia, e falar algumas palavras em latim. Eles precisam de um treinamento.

para que eles possam expulsar demônios. Então, qual a ideia do Vaticano? Seria aumentar a quantidade de padres exorcistas a partir desse ano. Em 2020, só tinham mais ou menos 20 padres exorcistas nos Estados Unidos inteiro. No país inteiro só tinham 20.

Hoje, em 2026, agora são 150. Mas a ideia é que cheguem até 2 mil padres, sacerdotes, que possam executar um exorcismo. Então, a ideia da reunião é que o Papa possa investir para que eles possam ensinar mais essa técnica e aumentar cada vez mais. E de acordo com eles também, Omar Círio,

Não existem mais demônios, é uma informação interessante, não existem mais demônios soltos por aí, que é algo que eles consideravam que já existiu no passado. Eles dizem que hoje todos os demônios já estão em pessoas, e a missão deles é sair expulsando esses demônios dessas pessoas. Que coisa, né? Por que tem que aumentar o número então para 2 mil, Thiago, se já não tem novos demônios, digamos assim?

Porque, por exemplo, Fernanda, se os demônios não estavam nas pessoas, eles estavam meio que vagando num plano. Hoje, eles já estão dentro das pessoas. E as pessoas, então, com essa possessão, vão cometer coisas mais graves, crimes, ou causar problemas de uma forma muito maior, entendeu? Se eles estivessem num plano que não fosse o nosso plano físico, por exemplo, isso tudo de acordo com eles, tá?

seria uma quantidade menor de pessoas que estariam sofrendo essa possessão. Hoje, como todos estão possuindo pessoas, eles estão aqui junto conosco, existem pessoas talvez possuídas que a gente nem imagina, próximo de nós, e que a gente não tem nem noção de que essa pessoa estaria possuída ou não. Então, eles querem aumentar a quantidade de exorcistas para expulsar esses demônios para um outro plano.

Acho que independente da crença, né, gente? Tem acontecido coisas assustadoras nos últimos tempos. Coisas que até pouquíssimo tempo atrás a gente falava, não, é inimaginável. Não só de assassinatos bizarros, violentos, mas luzes no céu, coisas sobrenaturais ou sem explicação evidente, pode ser uma nova tecnologia também, pode ser várias coisas. Agora o vice-presidente está falando que...

Que os OVNIs são demônios, não foi isso? Os aliens são demônios. Sim, sim. Vice-presidente dos Estados Unidos. Exatamente. Olha isso. Olha isso, cara. Exatamente. Eu ia comentar sobre isso, Vilala. O Didi Vance fez uma entrevista no podcast nesses últimos dias e deixou claro que pelo menos na opinião dele... Didi Vance, queremos você aqui, hein? Andréia, chama o Didi Vance, pô. Convida ele. Foi em outro podcast lá. Custa vir aqui também. A gente vai até lá. Afinal de contas é o Mar do Brasil. É.

Exatamente. E se puder me chamar junto com ele para a gente entender isso aí, né, Vila? Com certeza. Fala, Didi Vence. Ele é muito empurrado. We have Tiago aqui. Everything is ok? Então, beleza. Very good. We will do it in Portuguese, ok? Vamos falar em português com você. E ele se vira a entender, né? Very good, very good. É um sinal também que o vice-presidente manda uma dessa, né?

É um sinal. O que ele está falando vai fazer referência também ao livro de Enoch, que é um livro considerado apócrifo, e vai fazer referência às escrituras de certa forma. Então, só entende o que ele está falando as pessoas que estudam sobre esses temas de religião. Você pode dar só uma palhinha? Eu sei que a gente vai fazer um programa sobre livros apócrifos, mas por que tem referência ao livro de Enoch? O que podem ser luzes ou movimentos no céu pode estar relacionados a outros seres ou demônios? Como que é isso?

Sim, o livro de Enoque, ele se inicia, na verdade, com Moisés em Gênesis. Gênesis é um livro que está nas escrituras, é o primeiro livro do Pentateuco, é o primeiro livro de todos, eu acredito que a maioria das pessoas que possuem uma religião hoje já leram Gênesis. Então Moisés, ele começa citando seres que vieram de um plano celestial para esse plano terrestre, e eles coabitaram com mulheres, esses seres seriam anjos caídos.

Quando eles tiveram relações sexuais com mulheres, eles tiveram filhos. Esses filhos foram conhecidos como Néflis, seriam os gigantes, os heróis do passado. Exato, exato. Certo? E aí o que acontece, Guilherme? Até algumas mitologias colocariam eles como semideuses e tudo mais, né?

Perfeito, exatamente. Mas o que acontece? Esses seres, de acordo com o livro de Enoch, porque a continuação da história está lá no livro de Enoch, então de acordo com o próprio livro de Enoch, você percebe que Deus, ao ver isso que aconteceu, ele manda um arcanjo até esse plano físico que todos nós vivemos e manda aprisionar esses anjos aqui na Terra junto conosco até o dia do julgamento.

Então, quando algumas pessoas interpretam isso, eles dizem que esses anjos caídos, no caso, são demônios e que estão nesse plano físico conosco. E é por isso que o vice-presidente dos Estados Unidos, quando ele se refere a extraterrestres, ele não fala a respeito de seres que estão vindo de fora do planeta. Ele está falando de seres que estão presos conosco aqui ou que são demônios.

É por isso que ele cita isso de uma forma bem clara, né? Entendi, entendi. Tiago, obrigado demais. Obrigado demais pela participação. Lembramos que temos uma estreia, quinta-feira, às 11 da manhã. Fala para o pessoal o que é.

Amanhã, amanhã. Mais uma vez, ô Vilela, eu quero agradecer. Amanhã a gente tem a estreia do Será que é Verdade? Onde a gente vai falar, inclusive, sobre algo que tem relação com isso. Eu vou fazer um programa sobre, aqui no canal Inteligência Limitada, esmiuçando cada um dos detalhes da nova camisa da seleção brasileira de futebol, que traz ali, de forma subliminar, uma mensagem que faz referência a esse tema que nós estamos falando, que é sobre o ocultismo.

Exato. Então espero vocês aí às 11 horas amanhã no Maestral do Programa Semanal. Será que é verdade? E é isso, né? Agradecer demais ao Thiago. E o pessoal tá falando, Didi vence, quem é que perde, né? É o Mussum? O pessoal é cheio de graça no chat, né? Didi vence, quem é que perde? O pessoal é cheio de graça aqui. Obrigado demais, Thiago.

Obrigado, Vilela. Mais uma vez, muito obrigado. Obrigado, Fernanda, Marcílio. Um abraço a todo mundo. E amanhã, 11 horas da manhã, aqui no canal, Será Que É Verdade? Vai ser muito interessante.

Obrigada, Tiago. Programa imperdível, hein, gente? Vamos continuar, então, com religião sobre um assunto que foi falado aí. A gente vai falar com o padre Reginaldo Manzotti, mandou aí um vídeo pra gente. Ele gravou ontem, ele esteve aqui com a gente, né? Um programa sobre quaresma. E o que ele vai falar? Ele vai falar sobre o quê? Sobre esse aumento de católicos, é isso, Fernanda? Exatamente. Vai falar sobre isso, né? Vai falar o que está acontecendo e por que as pessoas estão procurando tanto a igreja agora, né?

A gente vê aqui com o Frei Gilson e outros padres, também um crescimento. A galera acordando às 4 horas da manhã para rezar o Rosário. Gente de todas as idades. Eu só fico acompanhando meus amigos e amigas aqui pelo Instagram. É muita gente. Ele conseguiu fazer uma live gigantesca, né? Mais de 2 milhões e 500 pessoas. Ele é muito iluminado. É. Estádio com 60 mil pessoas. É muito legal. Ele já esteve aqui algumas vezes. Então vamos lá. O Romer tem o vídeo no ponto? Então solta o vídeo, por favor.

Eu, como padre, percebo que este fenômeno vem acontecendo sim, principalmente depois da pandemia. A pandemia teve um grande papel de isolar as pessoas.

mas ela foi sofrida, mas lembremos que toda situação de sofrimento, de tribulação, leva a pessoa a uma reflexão maior de si mesmo. E, portanto, para mim, a pandemia levou a uma reflexão sobre o essencial da vida. E foi quando as pessoas perceberam que se precisa de muito pouco.

Muito pouco para vestir, muito pouco para comer, muito pouco para ser feliz. E naturalmente, o que aconteceu foi um voltar-se para o transcendente. Neste caso, o transcendente Deus. E de modo muito particular, Deus na Trindade Santa na religião católica.

O que nós percebemos nos Estados Unidos, e eu posso dizer com um certo conhecimento de causa, porque todos os anos eu passo de norte a sul dos Estados Unidos, pontualmente, evidentemente, pregando o retiro, celebrando missa na missão Estados Unidos. Inclusive nós temos até um site lá.

que é arroba missão.usa. E o que eu percebi? Que as pessoas realmente estão se voltando para a igreja católica. Em que sentido? Se isolaram demais. O consumismo já deu a sua satisfação.

E agora, o que é que vai preencher o vazio interior? Um dos aspectos, sem dúvida, é essa necessidade de resolver a sensação de pertença. Sozinhos, as pessoas caem na depressão, no isolamento, e essa sensação de comunidade, eu sou comunidade, congrega.

Fala-se lá que isso é um efeito fruto do Papa Leão XIV, que é norte-americano. Eu diria que sim e que não. Que sim, porque naturalmente aconteceu isso também quando o Papa Francisco foi proclamado Papa. Aconteceu esse fenômeno na Argentina, mas não é o ponto principal. O ponto principal é que o vazio não foi preenchido, que...

os anseios não foram satisfeitos e a pessoa se pergunta por que vim. Lembrando que existem dois grandes questionamentos, dois grandes questionamentos, por que nasci e por que aqui estou.

E de repente se volta para Deus. Então o que eu percebo é que as pessoas querem essa sensação de eu pertenço a uma comunidade. E essa comunidade me abre para o outro, me abre para a caridade. E nós sabemos que a caridade, o envolvimento, o amor, o diálogo, essa troca de vida, ela realmente faz a diferença na vida das pessoas.

Como houve um hiato muito grande nos Estados Unidos, mas não só, no Brasil também, de pessoas que fizeram uma catequese muito básica, muito rudimentar, às vezes forçada pelos pais, às vezes feita em colégios católicos. Depois elas se desligam. Mas eu gosto sempre de dizer que quando a primeira plantação foi bem feita, a sementeira foi bem feita, depois ela volta.

A semente brota de novo. É o que aconteceu nos Estados Unidos e é um fenômeno também no Brasil, que as pessoas dos 19 a 35, portanto já jovens adultos, estão procurando voltar para a igreja, o que é o caminho do chamado catecumenato, ou traduzindo, iniciação cristã. São os três passos, batismo, e todos os casos.

Primeira Eucaristia e Crisma. Você viu eu falando sobre o Brasil. Isso está acontecendo. É um fenômeno no Brasil dos chamados batizados de adultos ou os ritos complementares do catecumenato. Por exemplo, eu mesmo, o ano passado e este ano, farei mais de 100 sacramentos.

dentro da noite santa da Vigília Pascal. Eu estou falando de uma paróquia. Você imagina quantas paróquias, eu sinto paróquias que tem cento e pouco, outras noventa, duzentos, nos Estados Unidos. Na França também tem acontecido isso. Nós falemos dos Estados Unidos.

Conheço muito a realidade de Massachusetts, e isso é uma realidade de fato. As pessoas que querem fazer o rito completo da iniciação cristã, falei de pertença. Segundo, a situação socioeconômica.

Porque as pessoas não estão encontrando sentido no ter, não estão encontrando sentido em acumular. E também estão vivendo uma grande instabilidade, instabilidade, na verdade, econômica. E elas se voltam para Deus. Quem não volta pelo amor, volta pela dor. Então o catecomenato é uma realidade no mundo inteiro.

Obrigado, padre. Ele esteve aqui ontem, gravou aqui nos estúdios a opinião sobre esse aumento considerável de católicos nos Estados Unidos. E por falar nos Estados Unidos, vamos falar de mundo, de geopolítica. Marcílio, dá uma passada. Eu sei que são vários assuntos, você tem bastante coisa para falar, de cada coisa vai pontuando. O pessoal lá vai pegando imagens para ilustrar o que você está falando. Quer começar pelo quê?

Bom, vamos começar aqui. Porque o mundo está calmo, está tudo tranquilo, né? Acho que umas duas horinhas a gente resolve aqui, tá velho? Não tem quase nada acontecendo no mundo, né? Bom, Bilal, acho que um dos pontos importantes que a gente tem que comentar, houve um pronunciamento essa semana da oposição israelense, em conjunto com alguns comandantes militares de Israel, de um possível colapso das forças armadas do país. Por quê?

A gente sabe que Israel nesse momento está se envolvendo em vários conflitos ao mesmo tempo. Israel está fazendo incursão, ou retirando as tropas, mas tem tropas ali posicionadas na faixa de Gaza. Israel está avançando na Síria também, inclusive lutando contra as pessoas que oprimem os drusos no território da Síria.

Israel está avançando em direção ao sul do Rio Litane, para dominar uma parte do Líbano, falou que é um dos objetivos acabar com o Hezbollah, e Israel está avançando também em direção à Cisjordânia. Inclusive, tanto para fazer um domínio militar do território, como também para tentar combater a violência dos colonos contra os palestinos que ali estão. Nos últimos anos, aumentaram muito o número de assentamentos judeus na Cisjordânia.

E Israel, querendo ou não, não é um país tão grande e tão populoso assim para ter tantas forças armadas.

O comandante-geral das Forças Armadas do país falou que hoje estima-se que haja um déficit de pelo menos entre 10 a 20 mil militares que precisariam ser convocados. Qual que é o grande porém disso? Hoje existe uma parcela da população israelense, que são os ultra-ortodoxos, que eles, pela própria Constituição israelense, não podem ser convocados, não podem ser reservistas no exército.

Porque Israel entende que os ultra-ortodoxos, eles têm que participar dos estudos, da formação cultural, da parte religiosa, pra fazer uma espécie de, enfim, né, propagação da cultura, da religião pro Estado de Israel. Só que aí você imagina que existem jovens, que pode ser o seu filho, o seu irmão, sei lá, o seu familiar.

que está indo para a guerra, enquanto existem horto-ortodoxos que ficam, enfim, só, entre aspas, estudando para a propagação da cultura. Então existe uma pressão cada vez maior contra o Benjamin Netanyahu, inclusive desses setores militares, para que os horto-ortodoxos também sejam convocados para fazer parte do exército israelense.

E claro que a oposição, a gente pegou aí a Irlapide, por exemplo, que é o grande membro da oposição ao Benjamin Netanyahu, começa a criticar essas várias guerras em frentes diferentes, alegando que isso pode provocar um colapso do exército israelense. Acho eu que é muito mais uma tentativa de chamar a atenção para a causa, para ver se consegue convocar os ortodoxos, do que exatamente o eventual colapso do exército de Israel. Tá certo.

Outro ponto importante é que rolou a cúpula do CEPAC, que é o principal evento conservador que existe no planeta. Curiosidade, o Trump é a primeira vez que ele não participa a um dos seus assessores nos últimos 10 anos. O que pode evidenciar também que aquela população mais maga, o Make America Great Again, não está tão satisfeito assim com a postura do governo americano, né?

muita gente critica a ideia do Trump de intervir no Irã, alegando que é recurso que está sendo destinado a uma guerra que não pertence aos Estados Unidos, pertence a Israel. Então, há um racha, o Tucker Carlson, a Marjorie Taylor Greene, por exemplo, figuras importantes, o Joe Reagan, que são todos republicanos aí, ou gostavam do Trump, estão expondo um certo racha.

Mas, acho que um ponto que chama atenção é que o Flávio Bolsonaro participou dessa cúpula. E algumas falas foram bem fortes, principalmente em ano eleitoral. Porque a gente sabe que o Brasil hoje é a segunda maior reserva de terras raras do mundo e o Trump tem o objetivo de expandir os seus negócios nos países latino-americanos.

O Brasil... Quem é o primeiro? O primeiro é a China, né? Exatamente. Que é um grande inimigo dos Estados Unidos. E o Flávio Bolsonaro foi justamente nessa ideia. A gente sabe que hoje o Brasil tem um posicionamento muito mais pró-China, pró-BRIX. E ele falou que o Brasil, no eventual governo seu, não será um inimigo dos Estados Unidos. Ele até falou que os Estados Unidos poderiam usar o Brasil para eventualmente fechar parcerias para superar essa dependência que tem frente aos chineses em relação às terras raras.

A esquerda chamou de entreguista. De entreguista, exatamente. E outro ponto importante também que ele colocou, que os Estados Unidos têm a obrigação de vistoriar o processo eleitoral do Brasil e até fazer uma pressão diplomática para que as instituições sejam respeitadas. Só que a grande questão, mais uma vez, na esquerda coloca, que os Estados Unidos já vêm fazendo pressão em uma série de processos eleitorais.

Na Colômbia, processo eleitoral, por exemplo, da Nicarágua. Tentou influenciar no Supremo aqui. Exatamente, já tentou influenciar no Supremo. Então, mais uma vez, a esquerda bateu e falou que isso é uma... Até o Lula falou sobre isso hoje também, né? A Lula não viu o que ele falou. Ele falou que o Flávio Bolsonaro está querendo entregar o Brasil para os Estados Unidos. Pensou que esse processo eleitoral... Ele não falou assim.

Ele falou assim. É verdade. Ele está querendo entregar o nosso país para os Estados Unidos. Mais ou menos assim. Exatamente. Eu acho que nesse processo eleitoral, um dos temas bem importantes vai ser justamente esse alinhamento ideológico que o Brasil vai ter. Acho que são dois caminhos diferentes.

O Brasil, geralmente tentando, com o governo Lula, mais se alinhando ao sul global. E o Flávio Bolsonaro mais se alinhando a essa direita latino-americana, com o Milley, com o Penha. E é uma direita que, de fato, está crescendo hoje no contexto geopolítico da América Latina.

Nos Estados Unidos, a gente teve mais uma vez um protesto importante, que é o protesto No Kings. Já tinha rolado no passado, rolou mais uma vez agora. O que é esse protesto? No Kings é uma referência sem reis. Os Estados Unidos não podem ter um ditador no poder. Um monarca, um ditador. Exatamente, porque a gente pega as atitudes do governo Trump em relação às políticas migratórias, em relação à guerra do Irã, em relação, por exemplo, a primeira vez, em muito tempo,

que a gente vai ter agora a assinatura do presidente americano na nota de dólar. Isso foi muito mal visto pela população, porque você está misturando uma coisa que é do Estado americano, um símbolo, que é o dólar, com uma coisa mais personalista, que é o governo ali, que é o presidente do país. Tipo o César.

de fazer, né? Na moeda. Exatamente, né? Então, essas atitudes autoritárias do Trump, elas vêm sendo contestadas. A gente fala de mais de 3 milhões de pessoas que participaram dessas manifestações em centenas de cidades diferentes. Minnesota, na região de Minneapolis, com certeza foi o maior destaque dos protestos, também por conta dos agentes do ICE, parte da galera protestando.

O protesto também é contra o ICE, né? O ICE. Contra o ICE, contra a atitude do Trump no Irã e contra os autoritarismos. Principalmente em ameaçar, caçar concessão de mídia, impedir que a mídia tenha acesso a informações do Pentágono. E tá alegando que o Trump está ficando muito autoritário. E, de fato, hoje é o pior momento do Trump no seu segundo mandato. Ele tá com 36% de popularidade. Ah, é?

às vésperas do midterm elections, que vai acontecer em novembro. E, assim, claro que política é fotografia, mas nesse momento ele perde a Câmara e fica perto de perder o Senado. É que o Senado vai ter uma renovação um pouco menor e já é de maioria republicana, né? Mas é um momento perigoso aí para o governo Trump.

Pois é. E os Houthis? Na guerra entre Israel, Irã e Estados Unidos, os Houthis, é os Houthis, né? Que eles são um grupo rebelde do Iêmen, inclusive um grupo que conseguiu até dominar a parte da capital do Iêmen, a região de Sana'a, eles fazem parte do chamado eixo da resistência iraniano.

Então, junto com o Hezbollah, junto com o Hamas, junto com a Jihad Islâmica, junto com membros da Síria, membros do Iraque. E eles anunciaram uma participação que eles vão ajudar o Irã a combater os Estados Unidos e Israel. Inclusive já lançaram mísseis contra Israel. O mísseis foi abatido, não causou maiores danos, mas é um ataque que aconteceu contra o território de Israel.

Os UTIs podem comprometer outro ponto muito importante da economia global, porque a gente sabe que o Estreito de Hormuz hoje está fechado, ou pelo menos parcialmente fechado, o Irã fala que não fechou, só fechou para os sionistas, que é como eles referem a Israel, e também para os Estados Unidos. Mas os UTIs no Iêmen podem cercar o Estreito de Bab al-Mandeb, que é o que faz a comunicação do Mar Vermelho com o restante do oceano.

Se de fato esse estreito for fechado, é cerca de 12% do comércio global que vai ser comprometido pelas atitudes dos UTIs. Por enquanto, os UTIs não fecharam o estreito de Bab al-Mandeb e lançaram só, entre aspas, lógico que o ataque todo é perigoso, mas só um míssil contra Israel. Se eles entrarem de maneira alvoreza efetiva, isso pode comprometer ainda mais o comércio global.

E muita gente lembra do Estreito de Hormuz, lembrando da questão dos combustíveis fósseis. Claro que assim, ele é essencial, ele é primordial. Mas, por exemplo, grande parte do alumínio que é comercializado vem dos países do Golfo. Isso pode comprometer toda uma cadeia produtiva industrial.

Os fertilizantes, inclusive que o Brasil utiliza, grande parte também vem dos países do Golfo. Isso pode comprometer toda a lógica da agricultura, até porque no hemisfério norte agora é época de plantio. Com fertilizantes mais caros, alimentos ficam mais caros, significa inflação global, significa aumento dos juros, recessão econômica, enfim. Então, tanto o Estreito de Hormuz como o Estreito de Babamandeb tem grandes complicações.

E olha que interessante, de um lado você tem o Iêmen, que é ali do lado à direita do distrito de Bab-Alamandeb, e do outro lado você tem a Somália. A Somália aqui também é outro país que oferece dificuldades para essa região por conta dos piratas. Existem piratas que saquem embarcações nessa região do distrito de Bab-Alamandeb. Isso antes da guerra já rolava isso. Já rolava, já. Até naquele filme com o Tom Hanks, né? O Tom Hanks, né?

Fala sobre isso. Exatamente. Então os UTIs se entrarem é mais um problema aí para a economia global. Tá?

tranquilo aquela região, né? Tá tranquilo. Tá de boa. Outro ponto importante, a gente teve uma reunião que rolou inclusive aqui em São Paulo, do governador de Goiás, que é o Caiado, também pré-candidato à presidência da República, que ele se reuniu com alguns representantes americanos. E nessa reunião, o Caiado, ele fechou uma parceria pra exploração de terras raras.

Aí a gente entra num debate... Ele pode? Exatamente, né? A gente entra num debate um pouco complicado porque Goiás é o Estado, né? E pelo princípio da nossa federação, tudo que está no subsolo não pertence ao município e não pertence ao Estado. Pertence à federação, à União. Ou seja, o Caiado por si, como governador de Goiás, por mais que o recurso mineral esteja em Goiás, não pode fornecer o solo, né? O subsolo para os Estados Unidos.

O que ele alega é que, na verdade, não foi um acordo fechado para que os americanos explorem, é que foi um memorando de entendimentos. Ou seja, Goiás, se puder expressar a sua vontade, vai querer que os Estados Unidos façam o mapeamento da região para saber onde tem os minerais mais importantes.

Vai ter preferência de exploração para os Estados Unidos em detrimento de outros países e promete cooperar com os americanos para que os Estados Unidos consigam superar, enfim, essa dependência dos chineses em relação aos minerais terras raras.

Pode fazer isso? O Caiado fala que sim, os membros do governo falam que não. Muito possivelmente esse tema vai ser judicializado. E aí a gente sabe que o STF já entra em questões tanto jurídicas como questões políticas. Então pode ser que haja críticas, caso tenha um entendimento que ele não podia fazer, enfim. Mas acho que foi uma atitude, mais uma vez, para chamar atenção. Eu sempre penso que em ano eleitoral o político faz tudo para chamar atenção. É, com certeza.

O cara tá lá atrás nas pesquisas, qualquer coisa já chama atenção. E aí ele vai querer meio que rivalizar, tá vendo? O Lula é o cara que quer se aliar com o chinês ou não? Quero me aliar aqui com o Ocidente, com os Estados Unidos. Mas o Brasil não tem condição de fazer esse mapeamento? Tem, tem, tem condição. E assim, eu não acho que é errado ter a presença de empresas americanas ou chinesas fazendo mapeamento. Acho que pode fazer.

A única coisa que eu acho que o Brasil deve garantir é que qualquer parceria tem que ter repasse tecnológico. Ou seja, o processamento dos minerais tem que ficar no Brasil. E isso, segundo o Caiado, está no memorando de entendimentos. Vamos ver se realmente vai acontecer ou não.

Outro ponto importante, já finalizando o nosso giro de notícias, a Israel partiu para mais uma guerra. Desde que a gente teve a volta, o início dos ataques americanos contra o Irã, o Hezbollah também começou a participar do conflito, atacando o norte do território de Israel.

Depois de muito debate, nós tivemos um anúncio por parte de Israel que eles vão invadir o sul do Líbano. Por quê? Existe uma resolução da ONU estabelecida no começo dos anos 2000, que é a resolução 1701, que ela estabelece que ao sul do rio Litane, que é um rio que atravessa o sul do Líbano, você não pode ter a presença de nenhum tipo de milícia armada libanesa.

Claro, fazendo referência ao Hezbollah. Só pode ter atuação do Exército Oficial do Líbano ou das tropas da Unifil. A Unifil é a Força de Paz da ONU que atua no sul do território libanês.

Como Israel alega que o Líbano não cumpre a sua parte da resolução e deixa o Hezbollah atuar no sul do Líbano, Israel fala que a única solução possível é invadir o território, anunciou que vai destruir todas as casas, todas as residências e fazer uma espécie de zona tampão. Ou seja, o Líbano, que foi ocupado por Israel da década de 80 até os anos 2000, muito possivelmente vai ser ocupado novamente.

Só que aí já entra em outras brigas. Porque Israel fazendo isso, compra a briga com a França, que é uma aliada do Líbano. Compra uma briga com o Canadá também, que tem grandes relações geopolíticas com o Líbano. Ou seja, pode dar mais problemas aí para o território de Israel. É mais uma guerra que Israel está se envolvendo.

E, para finalizar, acho que é um tema que até a gente teve novidades que aconteceram hoje, que é referente à OTAN. A gente discutiu um pouco com o Júlio esse assunto, mas os Estados Unidos, aparentemente, estão bem chateados com a OTAN, anunciaram que podem sair da organização. A grande questão, como até trouxe...

É que, por coincidência, o Marco Rubio, que é hoje o secretário de Estado dos Estados Unidos, quando ele era senador por Ohio, ele propôs uma lei. Na época era o governo Biden, era o presidente Biden.

Nenhum presidente americano pode se retirar de maneira unilateral de uma organização militar, fazendo referência à OTAN. Precisa do presidente querer, claro, mas precisa de pelo menos dois terços do Senado também aprovar. Possivelmente hoje, não acho que todos os republicanos concordariam, os falcões, os tradicionais do Partido Republicano não querem que os Estados Unidos saiam da OTAN. Acho que aquela parcela mais maga, mais trumpista, até concorda com essa proposta.

Mas assim, o Trump pode sair da OTAN sem sair. Não, eu faço parte. Só que eu paro de fornecer inteligência, eu paro de vender os meus equipamentos para os membros da OTAN. Caso tenha uma convocação do artigo 4º ou do artigo 5º, eu simplesmente não respondo. Então o Trump já coloca que ele quer enfraquecer a OTAN.

E tivemos também a proposta da criação de um Vaticano Islâmico. Como assim, né? O território do Vaticano hoje fica em um enclave dentro da Itália e a ideia da Albânia é fazer algo muito parecido do que foi feito com os cristãos.

A Albânia tem um passado histórico interessante. Durante a Guerra Fria, ela foi um país socialista, mas foi um socialismo meio que de terceira via. Não tinha uma ligação direta com a União Soviética. E a Albânia seguiu um dos princípios marxistas bem a fundo. Estabeleceu a proibição da religião. Então, durante praticamente toda a Guerra Fria, foi proibido você propagar sua fé, seja qual seja, cristã, muçulmana, enfim, no território da Albânia.

Pós década de 90, com o fim do socialismo, a Albânia se voltou em favor de uma paz entre todas as religiões. E hoje a Albânia é um símbolo disso, de um bom convívio entre islâmicos, cristãos, enfim, de várias vertentes diferentes. Até por isso, o primeiro-ministro da Albânia está considerando fazer esse Vaticano Islâmico. Ele vai pegar uma partezinha da capital da Albânia e vai criar como se fosse uma espécie de Estado separado para ser a representação islâmica.

Por quê? Ele fala que a Europa hoje percebe o aumento da islamofobia. A Albânia poderia representar que os islâmicos não são totalmente radicais. E ter um Estado islâmico para mostrar que os islâmicos também pregam a paz, que eles também têm boas propostas, enfim, poderia atrair turistas para a Albânia e ser um símbolo para a redução da islamofobia no continente europeu.

Fato é que isso já está começando a levantar algumas contestações. Será que houve algum tipo de financiamento de grupos islâmicos para que esse Estado fosse criado? Se Albânia hoje é um país onde as religiões têm bom convívio, é fato que a criação de... Porque não são todos islâmicos, é só uma minoria usbektashi, né?

A criação de um Estado somente para aquela minoria pode incomodar os cristãos e os outros islâmicos. Alguns países como o Irã, como a Turquia, por exemplo, que não concordam muito com essa proposta islâmica, podem se sentir não representados por esse Vaticano islâmico. Então é um debate que está...

propagado aí na Albânia, e que se for criado, talvez seja um ponto importante para turismo, mas com certeza vai levantar bastante brigas religiosas aí no Líbano. Na Albânia, aliás, perdão. Tá certo. Fernanda, vamos de giro de notícias ou não? Vamos girar por esse mundo afora, agora. Se a gente não pedir, o diretor fica bravo. Ele fica bravo. Homer, por favor, a vinheta do giro de notícias.

Estamos de volta. Eu sempre gosto de me surpreender com as notícias. Você manda lá no grupo, eu não leio porque eu quero... As notícias são tão absurdas e, ao mesmo tempo, reais que eu quero saber na hora. O que você trouxe hoje? E olha, essa é real e é congelante. Tá bom.

De verdade, gente. Imagina só que no futuro a tecnologia pode avançar tanto que os nossos corpos podem voltar à vida, Marcílio. Você acredita nisso? Porque morreu e depois volta à vida. Exatamente, gente. E já existem cerca de 500 pessoas que já estão hoje em criopreservação. A maioria está armazenada em instituições nos Estados Unidos. Olha lá, Estados Unidos mais uma vez, hein?

É, essas pessoas, gente, elas estão em estado de morte clínica ilegal, mas seus corpos ou cérebros foram preservados a menos 196 graus. É um processo chamado vitrificação. O custo disso, Vila, ela pode chegar a 200 mil dólares. E entre essas pessoas, essas pessoas que já estariam preservadas esperando essa tecnologia do futuro, além de celebridades, existem também alguns bilionários e alguns nomes que não foram revelados. A gente acha que tem até uma imagem, não tem? Tem aí?

Vou também desmentir uma... Olha lá, mais de 300 pessoas tem pessoa que está viva, mas eu acho que está congelada Você acha? Tem umas pessoas aí que eu vejo no Instagram elas juram que estão vivas, mas pra mim estão congeladas faz tempo do jeito que as pessoas falam, do jeito que as pessoas agem, eu acho que elas estão congeladas e pararam no tempo aí

E, ó, uma lenda urbana que eu sempre acreditei e descobri esses dias que era mentira. Marcílio, não sei se você sabe dessa. Eu sempre escutei que o Walt Disney estava congelado, criogenia e tudo mais. É mentira esse negócio, sabia? Ah, não sabia. A lenda que o Walt Disney foi criogenicamente congelado após a morte em 1966 é falsa. Ele faleceu devido a um câncer no pulmão, foi cremado dois dias depois e suas cinzas repousam no Memorial Park, na Califórnia. Então... ...

O que a gente acreditava era mentira. Ele não vai voltar, então. O Walt Disney não vai voltar. Pode até voltar de outro jeito. A não ser que o Elon Musk tenha guardado ele já, o clone dele, alguma coisa assim. Sei lá, mas o corpo lá não vai ser o original. Não vai ser. Mas olha que coisa maluca, né, gente? Parece mentira que a gente está vivendo nessa época, porque a gente costumava ver isso em filme. Mas entendeu, de certa forma, todo ano eu gasto 1.500 reais, eu acho.

para deixar bilhões de pessoas congeladas. Como assim? Pessoinhas. O Bartir já entendeu. Eu congelei meu sêmen. Ou seja, os caras têm um isopor lá. É. Bilhões de bilhélinhas. Bilhélinhas. Certa forma, eu estou deixando...

seres que podem virar gente congelado. E nem tá gastando 200 mil dólares pra isso. Você vê? Muito mais barato. Eu até falei pros caras, porque 1.500 por ano eu podia economizar e colocar em cubinho de gelo dentro da minha geladeira.

Mas aí vem alguém, não sabe, coloca no uísque e tal, e tá engolindo meu filho. Tomar uma Coca-Cola gelaguinha agora. Comer um mini vilela lá dentro. Tá estranho esse negócio. Você acabou de matar milhões de pessoas aí, meu querido. Deixa quieto, né? Como é que falaria um mini vilela aí no dia seguinte? Vai, esse gelo deu certo. Aconteceu todo esse negócio aqui. Como é que ele chega dando bom dia, Romy? Mas é um bebê. É, mas ele já tá evoluído esse bebê. Como é que faz? Bom dia, papai. Olá.

Que assustador, velho. Eu não quero ter esse fato acontecendo, não. Um bebê nascendo e fala, aqui é papai, eu mato, né? Mata na nascenda. Vamos mudar de assunto. Vamos mudar de assunto antes que... Mas eu sou contra isso. Morreu, morreu. Muito louco isso, eu também acho. Uma congelada. Não é iFood, não é comida congelada. O pessoal tentando ser Deus. Eu também acho isso muito complicado. E aí?

Mas olha, agora sim a gente vai falar de um mini gênio, gente. Um mini gênio que, aliás, está deixando a ciência aí muito intrigada. Algumas pessoas têm dito que o pequeno Santiago Daniel, ele tem um talento tão surreal, gente, para pinturas. Inclusive, ele mostrou isso ao gravar o processo de criação de uma tela.

que algumas pessoas dizem que ele seria uma reencarnação, prestem atenção, de Van Gogh. É impressionante o talento que esse menino tem. Olha só, Vilela, você que gosta de arte, dá uma olhada nesse menino aí de sete anos pintando. E é canhoto? Ele é canhoto. Olha só. Olha que coisa linda. Ele tá fazendo uma tela aí. Não é montagem ele que tá desenhando? Não, não. Olha a ideia de proporção dele.

Não, é impressionante. E aí as pessoas estão super encantadas com ele, dizendo, né? Alguns dizendo que não é possível, um menino de sete anos... Não, mas por que Van Gogh, né? Eu não vi o final da tela, mas aí tá mais realista a parada, né? Vamos ver se depois ele faz um acabamento mais ala Van Gogh.

é que dizem que ele faz um tal de um molho para as figuras, que é isso que Van Gogh fazia. É, a forma dele pintar até é estranha. Está vendo que ele deixa... Normalmente o pintor vai dando uma base geral, ele deixa umas partes em branco e vai preenchendo com tinta. Normalmente a gente passa uma tinta média.

Por exemplo, se esse leão é dessa cor, eu pegaria o tom médio do leão, passaria nele inteiro, depois clarearia e ia pro escuro, entendeu? Ele não, ele deixa em branco, é mais difícil, assim. Olha só. Olha só. É muito talentoso, é uma graça, né? Quantos anos? Sete anos. Sete anos. Sete anos. Ih, o meu filho elogio tanto os quadrinhos dele, eu vou falar, filho, tá uma merda o que você tá fazendo. Não, não. O filho, ó, eu conheci um moleque de sete anos, você tá com oito. Olha que gracinha que ele é, ó.

É mesmo, o fundo parece um pouco do Van Gogh, aquelas linhas de... Impressionante. Tá todo mundo achando que... E ele tem as duas orelhas, né, essa criança. É um diferencial, né? Do Van Gogh. A Fernanda não sabe se rir, se não rir. Jora. Mas é bom, bom, bom.

Olha lá, lindo, né? O que eu acho também é o incentivo, assim, por exemplo. Meu filho, desde criança, ele desenha, desenha meio melhor que o pessoal da idade dele, porque eu sempre incentivei. Comprei material e incentivei. Então, a família incentivar o moleque faz muita diferença. Claro que tem o talento natural, mas incentiva. Mesma coisa, você vê que um garoto tem qualidade para a música, já compra o instrumento, já incentiva ele a consumir coisa boa e tal.

puxa também, viu? Você tem facilidade, né? Você pinta, você desenha, então eu acho que... Mas, por exemplo, da minha família antes não tinha ninguém. Não. Não. Mas começou em você. Você vê que teu filho já puxou. É. Eu não faço nem o sol direito e minha filha é igual. É, tem gente que fala, não sei desenhar nenhuma casinha. Mas a minha filha é boa de artesanato. Minha filha é boa de artesanato. É? É, uma gracinha. Eu não sei fazer nada.

E você, Martinho, desenha? Nada, nada. Não, desenho não. Nada. Música? Eu toco um violão. Mas também é... Olha!

Sabe assim, quando você chega na roda de conversa Com a musiquinha e tal Aí toca um Legião Urbana Um Titã, isso eu garanto O pessoal tá elogiando o seu cabelo O pessoal tá elogiando o cabelo do Marcílio O meu tão sempre zoando Estão falando que você é o Wolverine Aqui do Jornal

Exato, isso nunca é bom, né? E ó, pra finalizar eu não acredito que o Bigoda não tá aqui hoje. É, o Bigoda, ele está no Vaticano, pelo que me disseram. Não faça a piada. Gente, eu trouxe esse giro pra ele. Será que eu nem conto hoje?

quer guardar pra quando ele tiver? Não, já vamos falar. Homenagem ao bigode. Bom, é pra você. Ele tá assistindo a gente. Ele tá assistindo. Com certeza. Ele gosta tanto da gente. Ele não assiste nem quando tá aqui. Nem quando tá aqui. Ele tá pensando em outra coisa. Imagina a distância. Mas olha, gente, o pessoal não cansa de lançar moda. Você lembra do umbigo lá pra cima? É. Que a gente trouxe aqui. Aquele umbigo falso. Mulher de bigode, né? Aliás, mulher de bigode tá pegando, hein?

Mulher de bigode nem o diabo pode, não é? É. E a vez agora é para os menos favorecidos de bigode, mas os homens. O cliente de uma Lash Designer, gente, ele fez um pedido super inusitado e acabou viralizando o vídeo dele, a realização do procedimento. Ao invés de fazer o tradicional alongamento nos cílios...

Ela fez no bigode. É isso mesmo. Ela mostrou alguns detalhes do trabalho realizado com muita paciência, fixando cada fio a fio e gerando aí um bigodinho controverso. Eu só sei que depois disso, todo mundo quer o tal bigode. A gente tem aí, não tem? A imagem. Vamos lá. Olha lá.

Isso daí é colado pelo a pelo? É. É como o cílio, né? Quando faz o cílio, olha lá. Não, mas quando faz o cílio, é colado o cílio a cílio. Eu não sabia disso, não. Tem uma pessoa que faz isso? Sim, tem. Cílio a cílio. Ah, mas esse é o bigode igual do bigoda, não é? Cara, os caras estão fazendo um negócio que... Então, por isso que eu queria que ele estivesse aqui pra ver. É que vocês não viram o bigode. É igualzinho o bigode desse. É ridículo igual, sim. Esse bigode de código de barra, né? Que a gente fala.

Agora a gente pode até terminar com essa dúvida. É. Será que ele não passou lá? Certeza, certeza. É imarquível. Só tem aquele, não tem mais nada. É aquele emberbe, né? O que vocês acham, meninos? Ele foi lá nessa mulher? Ah, eu acho que ele deu um somebody love aí. Falou que ia viajar para o Vaticano e foi fazer alongamento. Ele foi tocar o bigode, né? Ele foi tocar o bigode. Extensão de bigode, gostei. É isso, meninos. Gostei. Ô, Romer, a gente também tem um vídeo da Amadá, né? Isso aí.

E falando sobre a... Misoginia. A misoginia sobre a discussão que a gente teve. Eu não quis colocar logo em seguida, porque teve a discussão. E aí fica muito longo também colocar. Tem um videozinho curto da Madá dando os dois centavos dela sobre o assunto. Podemos colocar aí, Romer? Então solta o vídeo, por favor.

Olá, terráqueos. Olá, Vilela. Estou aqui para falar do PL, da misoginia. Você me chama bem no 1º de abril, meu bem? Mas tudo bem, vamos lá. Eu vou fazer uma pergunta a todos vocês que estão vendo, que é algo que me intrigou. Por que todos os misóginos de rede social são a favor desse projeto e todas as entidades sérias de defesa da mulher são contra?

era para ser o contrário? Não era para quem é misógino, está preocupado, poxa, se isso vira crime, eu vou preso? Por que que Erika Hilton, que é a pessoa no parlamento que mais persegue judicialmente mulheres brasileiras, não se preocupa com esse projeto e é a favor? Começou a me causar estranheza.

Por que todo mundo que age de maneira misógina é a favor de um projeto que, em tese, criminaliza os atos deles? E as entidades que defendem mulheres, que deveriam gostar de criminalizar a misoginia, estão contra? Eu resolvi me aprofundar, resolvi me aprofundar. A primeira coisa desse projeto é que ele não define o que é misoginia.

Ele não cria um crime novo, não explica o que é. Ele pega a lei do racismo e fala que o preconceito com base em raça, cor, etnia, procedência nacional, e aí acrescenta, é misoginia, dá até cinco anos de cadeia. A lei não explica o que é misoginia. Tem lá na justificativa, mas não tem uma definição. Quem vai definir o que é misoginia? O juiz.

O grupo social? Provavelmente o juiz. Vocês lembram de um juiz recentemente que tinha um traficante de 35 anos de idade com uma menina de 12 anos de idade? E ele falou que não era violência, que eles eram casados? É esse tipo de juiz que vai definir o que é misoginia? Mais uma provocação aqui. Vamos pegar por equiparação a lei da transfobia. Diz lá que transfobia, segundo o STF, está na mesma lei, no mesmo negócio do racismo.

Imagina que uma mulher chegasse para pessoas e cumprimentasse os homens falando olá caro e as mulheres falando olá cara. E que uma dessas mulheres fosse uma mulher trans e entendesse que ela foi chamada de um cara e processasse por transfobia. Você deve estar falando, não, isso é loucura, ninguém vai fazer isso. Pois é, eu sou a mulher e eu fui condenada por dizer olá cara. Então assim, tudo que fica solto...

pode ser usado para cometer grandes injustiças. E por que os misóginos estão tão felizes? Porque na rede social eu já recebi essa ameaça. Eu vou te processar por calúnia. Você não sabe o que é calúnia? Porque as mulheres podem sair perdendo. Hoje, eu posso xingar misógino de misógino à vontade. O máximo que acontecer é eles ficarem xingando muito, chorando pra caramba, o que, aliás, me deixa muito feliz.

Se misoginia vira um crime, e eu afirmo que alguém que não tem uma condenação transitada em julgada é misógino, ele pode me processar pelo crime de calúnia. E eu vou ser condenada por calúnia antes dele ser condenado por misoginia. Já que calúnia é um crime muito definido. Imputar a alguém um crime que a pessoa não cometeu. E misoginia é o quê?

Misoginia é o que o juiz decidiu. Bom, é por isso que eu sou contra. E por isso que as mulheres politicamente conscientes são contra. E se mexeram com o seu sentimento e você achou que essa lei ia servir para te fazer justiça?

Repense, porque é a pior enganação que já fizeram contra mulheres e utilizando os sentimentos legítimos das mulheres. Isso posto, meus amores. Se esse absurdo passa, vou processar todos os esquerdomachos e transativistas misóginos e vai ter uma ala em Tremendé com o meu nome.

só para abrigar esses lindos que estão me chamando de velha, vagabunda, estão me mandando dar o... porque eles querem que eu seja a favor dessa lei. Feitiço contra o feiticeiro. Beijo.

Ela trouxe uma reflexão muito forte sobre esse tema. Eu gosto muito da Madá. Eu acho que ela tem uma... Ela é coerente. Ela é muito coerente e estuda muito para falar sobre aquilo que fala. E traz pontos importantes, né, Vilela? Você acompanha ela nas redes. Eu estou para ver uma pessoa que é mais atacada nas redes. Exatamente. Pela direita e pela esquerda, dependendo do ponto de vista dela. É muito atacada.

E falou, eu acho que ela trouxe alguns pontos muito importantes para a gente realmente repensar. Até que ponto é válido uma lei que não deixa claro qual é o objetivo dela e qual é o estudo que isso traria uma eficácia para a atual situação de hoje. Vale repensar. E essa discussão continua nas redes. Agradecer demais aos dois. Fernando, onde o pessoal te encontra além de estar aqui toda semana?

Dia segunda, sábado, também na Record Campinas. E olha, nas minhas redes sociais, arroba Fernanda Comora. Passa lá, gente, pra me dar um oi. Marcílio. Canal Professor Ricardo Marcílio, vídeo todos os dias. Instagram, arroba prof. Andanani Ricardo Marcílio. Algumas postagens ali. Acho que vai ser bem legal pra vocês.

Me sigam também no Instagram, arroba Vilela. E como de prática, a gente vai terminar com a crônica maravilhosa do Carlos Bezerra Jr. Então eu vou pedir a vinheta e o vídeo. Agradecer vocês demais. Já deixa o like, porque esse programa foi muito especial, bem difícil de fazer, com gente remota, com estudo de tema e tudo mais. Vocês viram que foi bem completo. E, Romer, o que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final desse jornal?

Pra provar que você chegou. Aí no final, coloca aí. Didi vence. Didi vence. Didi vence. Quem perde eu não sei, mas o Didi vence. Então roda a vinheta e vamos de Crônica da Semana. Gente, essa semana aconteceu uma coisa que eu diria até bizarra.

Um deputado federal ligou a câmera para explicar por que ele bateu boca publicamente com uma garota de programa. Pensa no nível disso. E o mais grave para mim, eu diria que nem é só o fato, é o que vem depois. É alguém com mandato, com poder, com responsabilidade pública, tratando uma situação grave como se fosse só um mal entendido administrável. Como se bastasse explicar para que tudo voltasse ao normal.

Gente, como se uma boa versão resolvesse um péssimo comportamento. E é aí que mora o problema. Não é só o erro, é a forma como o erro é tratado. Você não vê ali alguém constrangido. Não é alguém que reconheceu, que reconhece que o limite foi ultrapassado. É alguém que tenta organizar a narrativa, está ali justificando, racionalizando, que desloca o centro da questão.

Como se o ponto fosse o preço que ela estava cobrando. Como se o ponto fosse a discussão. Como se o problema fosse só a repercussão. Não é. O problema é mais fundo, é mais embaixo. É a perda de referência. E aí vem um segundo movimento ainda mais delicado. A tentativa de transformar a crítica em perseguição. De usar a própria origem como escudo. De sugerir que questionar um comportamento é atacar uma história de vida.

Isso precisa ser dito com clareza. Origem não é blindagem moral. História de vida não pode virar salvo conduto ético. Representatividade não pode ser usada para relativizar comportamento. Porque isso não honra a origem.

Isso distorce a origem, isso instrumentaliza a origem. Isso também é grave. Mandato não concede licença para ninguém. Visibilidade não reduz responsabilidade. Desempenho público, quando existe, não substitui integridade. Esse é o ponto.

Isso não é puritanismo, é o mínimo. É o mínimo esperado de quem ocupa espaço público, de quem influencia pessoas, de quem carrega a representação. E eu falo de um lugar que eu como também homem público. O que assusta não é só o erro, é a tranquilidade com que ele é absorvido. É o tom neutro, a tentativa de normalização. É a crença de que tudo pode ser dissolvido numa explicação bem montada. Como se narrativa pudesse substituir consciência.

E isso vai muito além desse caso, mas muito além. Porque esse padrão está se espalhando. A pessoa erra, mas não reconhece. Ultrapassa, mas não recua. Fere, mas não repara.

Em vez de rever a conduta, reorganiza o discurso. Em vez de consciência, constrói versão. Em vez de arrependimento, investe narrativa. E a sociedade vai assistindo, vai ouvindo, vai comentando, vai relativizando, vai se acostumando. E é aí que mora o perigo.

Uma sociedade não começa a se perder porque existem erros. Erros, gente, erros sempre existiram. Uma sociedade começa a se perder quando deixa de reagir a eles. Quando o que deveria constranger passa a ser administrado. Quando o que deveria interromper vira conteúdo. Quando o que deveria gerar recuo vira performance. E sem perceber, a régua desce. Até que o errado...

para de incomodar, até que o absurdo para de chocar, até que a verdade passa a incomodar mais do que o próprio eu. E quando uma sociedade chega nesse ponto, ela não perdeu só o bom senso, perdeu o freio. E sem freio, qualquer sociedade começa a perder o rumo.

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.

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