1881 - A MELHOR DUBLAGEM DO MUNDO É DO BRASIL: MANOLO REY, WENDEL BEZERRA, RODRIGO CÁCERES
WENDEL BEZERRA é ator, diretor e dublador, MANOLO REY é ator e dublador, e RODRIGO CÁCERES é ator, imitador e humorista. Eles vão bater um papo sobre o destaque mundial da dublagem brasileira. Já o Vilela não consegue sincronizar a própria boca com sua voz
- Rodadas BrasileirãoQualidade da dublagem brasileira · Adaptação de diálogos · Diferenças culturais na dublagem · Evolução da dublagem
- O processo de dublagem de filmes e animesAdaptação de texto · Sincronização labial · Interpretação e emoção · Uso do corpo na dublagem · Direção de dublagem
- Desafios e particularidades da dublagemPersonagens com falas rápidas · Dublagem de múltiplos personagens · Dublagem de personagens clássicos · Dublagem de documentários e realities
- Personagens notáveis durante internaçãoGoku · Bob Esponja · Homem-Aranha · Sonic · Pinóquio (Shrek)
- Carreira e Realização PessoalImpacto dos personagens na carreira · Reconhecimento do público · Humildade e gratidão na profissão · Transição de carreira (humor para dublagem)
- Efeitos Especiais e TecnologiaSubstituição de profissionais por IA · IA na criação de imagens e vídeos · Evolução tecnológica
- TrocadilhosTrocadilhos na dublagem · Improviso em personagens · Trocadilhos com Minions · Imitação de vozes
- Plataformas de StreamingProduções simultâneas globais · Orçamento de dublagem · Impacto da IA no mercado
- Obras e Personagens MarcantesMinions · Odisseia (filme) · Todo Mundo em Pânico · O Senhor dos Anéis · Angry Birds
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou Rogério Vilela, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes, e com a vida muito mais dublada do que a minha, do que a sua bigoda. Você é um cara que assiste desenho animado com a voz dublada ou com legendinha embaixo? Que tipo de pessoa você é?
Com a dublada, com certeza.
Ah, então você é gente humana, você é. Eu respeito você. Se você dissesse que você prefere legenda, eu ia falar que você não sabe o que você está perdendo, porque a dublagem brasileira, a gente vai falar sobre isso, é uma das melhores, se não for a melhor do mundo. Bigoda, como o pessoal vai participar dessa live maravilhosa?
É isso aí, hoje é uma live muito especial, então já chega deixando o seu like, tá bom? A sua inscrição também. A gente tá aí rumo aos 6 milhões, então ajuda a gente aí se inscrevendo. E como hoje é uma live muito especial, né, ela é dedicada para os nossos membros, eles têm acesso antecipado à nossa agenda e eles também podem fazer a sua pergunta antes mesmo de começar a live. Então aqui já tô com algumas perguntas separadas, né, lá do no grupo do Telegram. Então vai ser uma live muito especial.
É isso, tá certo, tá certo. Então vamos às apresentações. Estou com meu amigo Rodrigo Cáceres, que vai ser— eu falo que é cor roxo, mas na verdade ele vai ser roxo e eu vou ser cor roxo porque eu estou em Nova York e voltando para o Brasil daqui a pouco. Então, o Rodrigo Cáceres, se apresente, apresenta o povo. Seja muito bem-vindo de novo, meu grande amigo.
E é isso aí, pessoal, sou Rodrigo Cáceres, estamos aqui hoje, humorista, dublador, imitador, locutor. Estamos com esses dois dubladores que são lendas da dublagem aqui que eu sou fã, né, e tenho o prazer de às vezes estar com eles aí nos estúdios, né.
Wendel Bezerra, olá, mais uma vez aqui, obrigado, prazer ver vocês. Valeu, Vilela, prazer também. E essas jujubas que eu odeio.
E grande Manolo Reis, estamos aí, prazerzão tá aqui, minha primeira vez. Primeira vez, primeira vez, eu trouxe até presente, né.
Você trouxe o presente inútil?
Eu trouxe um útil e um inútil.
Cadê?
Vamos ver. Primeiro vamos ao útil. Para vocês que gostam de tempo dublado, né, aquele frio, eu trouxe para agasalhar a cabecinha de vocês.
Olha que maravilhoso isso!
E uma aqui para o Vilela, que vai ficar guardado.
Aí, Vilela, dá uma olhada aqui, ó. Vou abrir para você ver, ó.
E o inútil são esses pins, porque eu fui espetar na camisa, eu me furei o tempo todo. Então para mim foi inútil, mas a ideia é boa. Eu espero que vocês não coloquem na camisa.
Nossa, mas é muito legal!
Coloque em algum lugar bem agradável que dá para decorar. Tem um com fone de ouvido e outro com uma bananinha.
Olha aí, cara, que legal! Olha aí, para quem não tá vendo aqui na câmera, que dá um zoom aqui, ó. Aí, sensacional, maravilha! Então esse aqui é do Vilela e um chapeuzinho do Vilela aqui, ó. Quer guardar aí, produção, para já guardar para ele? Ou manda lá por correio? Obrigado, viu, mano? Nossa, muito legal, adorei, adoramos. E é isso aí, pessoal. Bom, estamos falando da dublagem brasileira, que é uma das melhores, e eu realmente acho.
O que vocês acham que é o segredo da dublagem brasileira assim? Bom, vocês que são também são diretores, são dubladores, né? Como vocês também adaptam coisas, o que vocês acham que a dublagem brasileira hoje é conhecida como uma das melhores do mundo, inclusive?
Eu acho que é muito em função assim, cada país vai achar a sua a melhor, com certeza. Eu acho que a nossa é maravilhosa quando você dirige ela para o público brasileiro, né? Você coloca— vou dar um exemplo que eu traduzi e depois foi para o estúdio, Guilherme Briggs dirigindo, e adaptou várias coisas, que é o Tá Dando Onda. Eu fiz pesquisa de surf, entrevistei surfistas, minha filha, vizinhos e tal, não sei o quê. E coloquei o linguajar.
Só que aí surgiram no estúdio as piadas tipo taca a mãe para ver se queixa, é bom demais, e por aí vai, entendeu? Então assim, quando você pega esse linguajar e coloca naquela produção, pronto.
E acho que a galera já começa a esperar em alguma coisa também, né? Vamos ver o que de adaptação, né?
E eu acho que tem uma coisa do brasileiro, porque tem muitos países assim, os europeus, por exemplo, eles são muito certinhos, é muito by the book. E é claro que a gente tem que manter a ideia original da obra, mas a dublagem é uma coisa de maluco, né? Porque você ouve uma língua, fala outra, tá lendo aqui, o outro olho na tela, e tudo ao mesmo tempo, e não tem muito preparo. Então o brasileiro, ele é bom de se adaptar. E como a dublagem exige que você se adapte rapidamente da melhor forma possível.
Então eu acho que a gente tem um pouco já essa malemolência. Exatamente. E lá atrás ela começou com os atores de radioteatro e tal. Então também a gente veio com essa escola de que teriam que ser atores para interpretar, não apenas imitar ou encaixar na boca, locutar. Era interpretar, é a principal coisa, bem diferente.
Inclusive antigamente era tudo feito tudo junto ali, né, meio que junto, errou volta, errou volta. Então imagina a adaptação do cara, às vezes imagina só, às vezes você tá falando, o cara fala uma coisa engraçada ali e os outros que estão ali tem que segurar a onda, né, porque eu fico imaginando, cara, você imagina como que vocês não passaram, né, que vocês viveram essa engraçada, graças a Deus.
Graças a isso, hoje em dia já não tem mais, né, hoje em dia o cara faz o curso e tal, vai para o estúdio, depende do diretor com quem ele trabalha. Se for um diretor que queira, pô, te treinava, te capacitar e tal. Senão é só cobrança. É isso, hoje em dia é mais duro. Antigamente você errava. Eu fiz um filme que era o Matthew Broderick e qual era o outro ator? Não lembro. A Vida no Teatro, era o João Mério Pozzoli dublando. Ele tinha duas páginas assim, ele falava, falava, eu: é, claro.
Tinha três coisinhas e ele falava tudo, falando sobre a vida dele como ator, não sei o quê. E no fim de alguns loops, alguns anéis, que aqui fala anéis, ele falou, cara, depois você vai me dar metade do teu cachê, né? Eu falei, por quê? Porque você não fala, sou só eu que falo. Mas assim, foi uma aula para mim.
E quando você tá começando, tem essa coisa, né? O cara fala, fala, fala, fala, fala, você tem que falar só um é. Aí você começa, fala, meu Deus, não posso errar. Se eu errar, se eu errar, vai voltar tudo, eu vou me matar aqui.
Naquela época, um é, você famoso, mas você errou um é, né?
Vem daí memes famosos como Sargento Chão Sujo, que isso aconteceu no estúdio. Tava mó galera lá e o dublador iniciante tinha que falar, não lembro qual era o filme, quem foi que fez isso, soldado? Vinha o sargento, Sargento Chão Sujo, senhor. Ele tinha que falar Sargento Chão Sujo, senhor, dirt floor. E aconteceu mesmo isso daí, não é invenção não, aconteceu no estúdio e começou todo mundo a rir. Aí o cara não conseguia mais.
Mas ele conseguiu falar chão sujo? Porque é difícil, né?
Chão sujo, chão sujo. Não, é Sargento Chão Sujo, senhor. É o mesmo que show da Sasha com a Xuxa.
Isso é difícil, é horrível. Isso aí é um negócio de dicção e essas coisas, quando pega esse X com— nossa, é difícil demais, cara, tá maluco. E qual adaptação que vocês acham que vocês fizeram assim, que vocês lembram assim, que essa é uma, mas que vocês mesmo dirigiram? Falou, não, coloca isso.
Eu fiz duas. Que eu— 3, na verdade. Uma é a do que a gente tava comentando aqui antes, da pegada do Zé Ramalho, né? Que essa é maravilhosa, no Percy Jackson: Ladrão de Raios. O cara fala: não, continua no estilo Mick Jagger. E só que a figura do cara lembrava o Zé Ramalho, né? Então na hora de gravar: não, não, não, não, não, continua na pegada do Zé Ramalho que tá melhor. E isso bombou, cara. Toda vez que passava na Globo, comentários no Facebook, no Twitter e tal.
E eu vi no cinema, eu assisti a esse filme no cinema, e as 2, 3 falas que vinham na sequência não foram ouvidas porque o cinema inteiro caiu na risada. E aí, poxa, eu fiquei super feliz de ver aquilo. A outra foi no Corra Que a Polícia Vem Aí, nesse último, que do filho do O Leslie Nielsen. E aí eu brinquei, né, que ele cita um monte de times de futebol americano, eu acho. E aí a gente ia citar times de futebol, mas aí, ah, não pode porque é marca, não pode falar Flamengo, não pode falar sei lá.
Aí eu dei uma adaptada, mexi aqui, ali, ali, ali, porque tem que encaixar na boca do cara além de tudo. Então mexi todo no texto e terminei com tipo, ela foi procurada por vários times de tudo quanto é canto do do país e tal, inclusive aquele que não tem mundial. E aí virou corte no Instagram, no TikTok, a galera zoando e tal. Então são brincadeiras que a gente, onde eu consegui citar sem citar e provoquei a risada, que era o mais importante. Tanto que vocês riram agora aqui, e isso era o mais importante.
Eu tenho uma como tradutor e uma como diretor. Uma como tradutor eu quase desisti, era o As Aventuras de Sharkboy e Lavaguel, eu tinha que traduzir o WhatsApp. Tranquilo, né? WhatsApp, e aí, né? E não pode marcar, não. WhatsApp tem uma tradução. E aí, como é que tá? Qual é tal? Só que o Mr. Elétrico, ele tava com uma enguia na mão e ele chegava para o Sharkboy: WhatsApp, did you get it? WhatsApp. Então ele jogava uma coisa de eletricidade, tava watts de eletricidade escrito lá.
Aí eu falei, cara, não posso botar. E aí, beleza? Não, mandaram isso no Instagram para mim. Eu falei, pô, tá. Aí eu falei, pô, vou ter que adaptar, né? E eu não desisto. Quando eu tava traduzindo, agora eu não tô mais, mas pô, eu não desisti. Eu ia, aí pegava pacotes de biscoito, começava a comer, e refrigerante. Eu vou, eu vou, minha Meu prêmio criativo era esse. Aí eu comecei e tal, falei, não, já sei, vou escrever palavras ligadas à eletricidade.
Ampere, ohm, volt, watts. Pera aí, pera aí, volt, vou te pegar, entendeu? Vou te pegar, cara. Levei uma hora e pouco para achar isso.
Não é fácil.
E a outra é um trailer que tá aí. É, tá no ar, saiu agora, que vai estrear só lá para janeiro, eu acho, que é o Angry Birds, é que o tradutor traduziu lá. Eu dirigi os dois primeiros, aí me chamaram para fazer o terceiro. Aí me ligaram, o tradutor não conseguiu definir bem os nomes. Eu falei, não, tem que mandar agora. Eu falei, pô, que eu tô indo lá para o estúdio, tem 15 minutinhos para passar em casa ver isso. Não vê se dá?
Aí eu criei 50 nomes, que é tudo com nome de passarinho, mas com artista. Aí surgiu tipo Zeca Passarinho, Michel Curió, Neibico Grosso, e por aí vai. Aí o pessoal tá louco na internet, cara, os nomes são maravilhosos.
E você nem tá no grupo de trocadilho, né, com ele?
Eu tava, eu tava.
Porque, cara, isso é um grupo para—
Não, eu tava.
Você tá lá?
Não tô lá.
Você não tá?
Não tenho essa capacidade, não tenho essa capacidade.
O que que acontece?
Eu tava, mas é aquele negócio de celular com pouca memória e tal, aí foi apagando, não sei o quê, não sei o que lá. Eu acho que saiu, aí eu não via. Depois eu falei, pô, não recebi mais. E você saiu do grupo? Eu falei, ué? Aí eu falei, ah, deixa de falar.
Mas pode ser, teve um dia que o Marcinho Eras também saiu fazendo a faxina e tirou umas 30 pessoas do grupo.
Caraca, quem não faz trocadilho bom, ele arranca. Cara, mas que legal essas adaptações. Eu, eu Foi assim, né, eu gravei o One Piece com Glauco, o Glauco me deu umas adaptações para fazer também, né, que nem tem o Ryuboshi, que é o príncipe lá na Ilha dos Homens Peixe, que ele falou, cara, e a voz original mesmo é muito parecida com o timbre do Zacarias, né. E aí ele falou, ele fala sempre com do, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó no final.
Ele falou, aí eu comecei a fazer a voz, né. Então toda vez que ele ri, ri igual o Zacarias também. Então ficou, aí ficou, é, quando tiverem vindo aqui, do, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó, aí dá risadinha. E aí ficou, e a galera começou a me marcar. E é muito doido isso, que não é— eu fiz baseado, não é exatamente a voz. E teve uma agora também do— essa nova saga que eu fiz o Bush, que é um cozinheiro. E aí na hora que o Sanji faz o bolo, aí ele experimenta o creme, ele fala— aí a voz dele não tem nada a ver com Faustão, mas aí o Glauco falou: não, faz essa parte aqui. Fala: tá tão gostoso que eu vou morrer, galera!
Aí ele cai assim.
Então assim, eu fiz as coisas baseado, e cara, e a galera começa a marcar você, né?
Então achei, aí teve no Todo Mundo em Pânico, é verdade, que agora eu nem vi ainda, eu não dirigi, mas eu dei uma coordenada, né, no projeto. E quando eu vi o personagem ali que tava meio que era um pastor, aí eu falei, não, pelo amor de troca aí quem tá escalado, põe o Cáceres, porque poxa, eu quero que ele imite o pastor.
É o Valdemiro, né?
Então vira um easter egg que é engraçado. Quem pegar, pegou.
E aí eu fiz, né, a voz mais ou menos, né?
É, filhinho.
Só que eu não fiz a fungada, eu fiz a fungada. E o Né, filhinho.
Tem mais uma que eu lembrei agora. No próprio Minions teve o primeiro, não, o meu malvado favorito da vida, eu não lembro qual foi, que tinha uma música. Aí pediram sugestões para adaptar e tal. E o diretor gravava a guia para o cara fazer lá fora, que todas as vozes são do Pierre. E eu gravei a guia do Quichulé. Quichulé, aí eu gravei essa guia. Então foi uma adaptaçãozinha também, muito legal.
Porque isso que eu falo, né, chega pronto para o público e às vezes o pessoal não sabe o trabalho que dá atrás, o tanto de gente que tem a capacidade. Porque dirigir um filme, dirigir um desenho, dirigir dublagem, cara, Você tem que assistir tudo, né? Você tem que, cara, é surreal, tem que pensar em que voz para cada um. Então assim, quem dirige, o trabalho é triplicado, né? E ainda mais, às vezes tem gente que, que você falou, né, traduz, dirige e dubla.
Você tá maluco, é doideira, cara. As pessoas não fazem ideia às vezes, né, do quanto trabalhoso, né?
E é palavra por palavra, né, que às vezes você não, todas as palavras, mas vira e mexe a gente para numa palavra, não, não é essa, não é a palavra, isso aqui e tal. Aí busca, às vezes o diretor consegue, às vezes o tradutor consegue, às vezes o dublador consegue, às vezes rola um brainstorm dentro do estúdio porque não, peraí, peraí, isso aqui não tá, não é bem isso. E fica, perde-se um tempo. Aí quando você acha a palavra, não cabe na boca, aí tem que achar uma outra coisa, é complicado.
Tem aquela famosa história, né, que acho que todo mundo já sabe isso, mas é igual antigamente, era os tiras, né, Golpe, tira, policial não cabia, né? Por isso que virou tira, é isso mesmo? Tem essa história? Falava tira, né? Hoje não fala.
Eu tenho muito dicionário lá em casa, tem um dicionário policial da época de 60 que tem, que é o termo que existe, era usado por eles. E na verdade hoje os policiais ainda falam, falam tira e cana, mas cana ninguém queria falar porque tinha aquela coisa de até ditadura, não sei o quê, Censura, bebida alcoólica, cana, bebida alcoólica. Então associar, mas era mais cana, lá vem os canas, os miganha. Ninguém fala, os miganha, os miganha, os tigres, peguem os tigres, né?
Engraçado, engraçado. Não só isso, diabos, diabos, que diabos você está falando? Porque hell não é diabos, hell é inferno, na verdade. Então não pode ser diabos. What the hell is that? Que diabos é isso? Tá errado, alguém traduziu já errado na origem.
Já teve macaco?
Sebo na canela, garoto Juca.
Macacos me mordam, cara.
Isso era bom demais, né, cara? A gente tem que refazer alguma produção assim enquanto estudante.
E também tem aquele seu bastardo, né?
Bastardo é horrível.
Patife. Bastardo, o cara usava para caramba.
Seu filho da mãe.
Seu filho da mãe.
Calhorda! A gente sofria muito, porque isso é coisa da TV aberta, né? A gente sofria demais com os filmes. E não pode falar isso, não pode falar aquilo. Eu lembro uma vez, cara, eu quis, eu quis ter um infarto. O cara falava, eu que dirigi. E aí a gente botou um que merda! E tinha que ser uma reação forte, era uma situação que cabia com o personagem, com a cena. Pediram para trocar por que bosta?
Você acredita?
Eu falei não. É, você acredita?
Agora bosta pode.
Você não imagina as coisas que a gente passa às vezes. Eu brincava falando que ninguém estraga um filme tão bem quanto o cliente, mas os clientes mais melhoraram muito.
Ah, que bom!
Como que era aquele do Stallone, Cobra?
Seu pedaço de cocô, não era?
Você é um pedaço de titica, titica. Pedaço de titica.
Gravou demais, cara.
Teve um filme que eu dirigi a dublagem, Superbad, para cinema. Então foi o primeiro 16 anos com palavrão e me pediram para tirar um palavrão. Eu falei, eu negocio, eu tiro todos os outros menos esse. Que a hora que o McLovin tá com a pistola dos policiais, tá na viatura lá atrás, pega a pistola assim na mão e faz Do you hear that?
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Ask your doctor. Visit botoxchronicmigraine.com or call 1-800-44-BOTOX to learn more.
Caralho! Aí não tinha outra palavra.
Viu como é?
Porque acaba com o olho. Caraca!
Ah, caraca, ficou!
Caraca! É legal, mas assim, a força era dum puta que pariu.
Ainda mais se fecha a boca com Uhuu, né, cara?
Chega!
Você é um cocô!
Ela coloca aí, cretino!
Você adora dar tiro?
Eu odeio gente assim. Você é um cocô! Você é um cocô!
Na boa, na boa.
E essa voz, né?
Se um policial, cara, chega para mim e fala um cocô, eu falo assim, desculpa, autoridade, aí começa a rir, velho.
Nossa, eu também, cara, pelo amor de Deus. Não tem como, cara, muito bom.
Lembra dessa época que o pessoal falava Stallone cobra e os trouxa paga?
Eu percebo cada vez mais assim a dublagem, né, pelo que eu assisto e estudo também, né, para sempre melhorar. É, não tem mais aquela, porque assim, tem alguns dubladores mais antigos que realmente você não consegue mais ouvir a voz dele diferente, já tem aquela, aquele nuance, aquilo não é cantada, mas já tem aquele aquela musicalidade. Se a pessoa muda, já— e hoje a gente tá acostumado a ver menos, né?
Sim.
Então é principalmente aqui em São Paulo, não sei como que vocês veem. Isso é natural? A dublagem ela realmente mudou mesmo isso aí? Vocês pedem isso, exigem? Pois é, até o pessoal mais novo, por exemplo, né, que tá chegando, tem alguma exigência? O pessoal mais novo fala não, ou vocês sentem e vai vendo ali o talento e tal?
Eu acho que assim, acho que melhorou nesse sentido, né? Os dubladores foram percebendo e entendendo que havia uma melodia meio dubladez, meio esquisita. Mas nem defesa um pouco dos dubladores, a interpretação no original também mudou e melhorou. É verdade, porque era tudo muito radiofônico também, era tudo muito projetado, era tudo muito impostado e cantado. Então não era só uma maluquice dos dubladores.
Você vai seguindo muito o que tá assistindo.
É que quando você vê o dublado, você tende a perceber a dublagem. Agora, quando você tá ouvindo no original, que você tá só lendo, você não tá 100% ouvindo, sem contar que é outra língua. Então as pessoas não acabam não tendo essa percepção que a gente tem dentro do estúdio. Tanto que quando você dubla um ator que é ruim, é super difícil dublar, porque você tem que se desvencilhar do que o cara tá fazendo, tem que deixar melhor, das cantadas dele, das pausas mal colocadas, né?
Então acho que são as duas coisas. A dublagem realmente melhorou porque nós passamos a nos policiar, e os diretores a ter essa percepção e cobrar dos atores. Mas o original também dublador.
Teve muito disso, teve principalmente essa mudança de ciclo, que antigamente era todo mundo de radioteatro. Então você criava na voz, você tinha que ter o personagem na voz. Tanto que antigamente eu entrei na Herbert Richards, eu passava um dublador, eu, caramba, não sei quem. A gente passa na rua, já me chamaram de Wendell 10 vezes. O cara só sabe que eu sou dublador. É verdade, de Wendell, Federico Rodrigues. Não, tudo bem, não tem problema.
Porque, mas assim, porque ele viu o meu rosto em algum lugar. Porque se eu falar, talvez ele não reconheça, ou até reconhece. Mas assim, teve essa mudança. Teve um dessa época de radioteatro lá no Rio, Damata. Ele era fora da curva. O Damata, ele pegava qualquer coisa. A Gata e o Rato, que que era a Gata e o Rato? Era a coisa mais natural do mundo. Conhecer, não conseguia ver o Bruce Willis com outra voz. Então ele já foi fora dessa curva aí e foi mudando.
Aí começou a entrar muita gente de teatro, de televisão. O primeiro Woody não foi o Marco Ribeiro, foi o Alexandre Lippiani, que fazia televisão. Aí ele veio a falecer, aí passou a ser o Marco Ribeiro, que os dois são parecidíssimos. Então assim, o tipo de artista que passou a fazer É mais naturalista. E os filmes, como o Wendel falou, também foram mudando, porque antigamente eram muito— as séries eram todas, era tudo, esperava a claque.
Hoje em dia você vê um Big Bang Theory, cara, não tem aquele negócio, é outra pegada, é muito rápido as piadas.
Então assistia, sei lá, Caça-Fantasmas, entre outros ali, os primeirões, tem, né, aquela dureza, né? Eu ainda gosto porque É a dublagem raiz, mas tem, é diferencial.
A molecada que assiste hoje, mas nossa, que estranho, a gente já ainda tem um filme, sei lá, você assiste algum, eu vejo muito com meu filho mais velho filmes mais antigos, tem filme que eu amava que eu descobri que é chato, porque o ritmo é outro, é bem diferente, e a dublagem ela vai acompanhando isso de certa forma. E o Newton da Mata que o Manolo citou aqui Ele era do Rio de Janeiro e ele veio para São Paulo algumas vezes.
Eu dirigi ele 3 vezes no Bruce Willis, e que para mim é o melhor casamento de voz e ator. Para mim é o melhor casamento assim, de tipo, não dá para ouvir outra voz. E cara, ele fazia um negócio, ele botou uma risadinha numa cena que não tinha risadinha. Eu falei Filho da mãe, ele consegue imprimir uma personalidade no ator.
Você acredita?
Exato.
Era ele, Vera Miranda fazendo a Vera Miranda. A atriz piscava o olho, ela, olha, aí é muito bom. Mas não tem, pera aí, não é, caramba, bugava tua mente porque não tem no original, você sabe, mas ela fez, precisava.
E você descobre que devia ter, devia estar, e automático, né, para as pessoas é ter uma percepção que é muito absurda, né? Por exemplo, tava dublando, tinha um diretor, chegou para mim e falou, faz a curvatura do corpo que o cara tá. Isso, porque aí a sua voz vai ficar muito parecida com a curvatura.
Isso é outro recurso que a gente passou a usar muito na dublagem, que é o corpo. Antigamente não dava porque era muscular, todo mundo junto, né? Era muscular. E aconteciam coisas absurdas do tipo Máximo chegar por trás de mim, eu tava na bancada e E eu voava com a bancada por cima de todo mundo, caía no chão, eram coisas assim. Quando era Tartaruga Ninja então, mas assim, você passar a usar o corpo, então essa transformação de você, você segurava o fone, você ficava segurando, você não segura mais, né?
É verdade.
Então agora você já tem a mão solta, já mexe. Aquele vídeo que eu te mostrei do Tenet, que eu te mostrei assombração ali, eu tava dublando, eu tava assim, ó. Eu não tava entendendo nada do filme, mas eu tava tentando dublar e tava assim, corpo, corpo. Eu sou muito corporal também.
Quando eu dirijo Star Talent, né, que são os famosos que de repente vão dublar alguma coisa pontual, é muito comum eu entrar no estúdio e fazer, ó, fazer a cara, fico de frente. Ó, você precisa fazer isso aqui. Aí a pessoa pega, faz, aí depois eu mostro o resultado. Olha, nossa, e tal. E às vezes, que antes era muito mais difícil, mas hoje você consegue passar o vídeo bem devagarzinho, que às vezes eu falo, ó, tá vendo aqui onde ele levanta o ombro?
Aí vamos passando devagarzinho, aí levantou. Ó, aqui você precisa falar, mas como? Aqui esse como tem que desafinar.
Aí a pessoa, ah, tem que dublar o corpo.
Eu fiz o curso do Glauco, o Marcos, ele falava isso para mim. Muda o corpo, a embocadura, boca, o jeito. Isso muda totalmente.
É muito louco. Aprendi isso com Mário Monjardim. Eu tava começando na Herbert, então éramos um grupo aos sábados testando. A gente dizia que era escolinha, mas não era, eram testes. Aí na primeira aula aí tinha uma cena do Steve Martin no banheiro. Aí a gente fez assim, eu e um outro rapaz, a gente lendo o texto e não olhava a tela. Tá nervoso para caramba. E sentadinho, que era lá dentro, ele sentadinho falou: não, tá uma porcaria isso daí, tá um cocô isso daí.
Não, meu filho, ó, meu filho, esquece aí, esquece o texto aqui, ó. Quer ver a tela aqui, ó? Não podia ser dessa forma, podia ser. Aí eu falei: cara, que ele tá falando faz sentido. Eu tô dublando o texto, eu tenho que dublar a imagem. Não importa o que eu fale, mas tem que casar com aquilo lá. Foi a minha primeira aula e até hoje eu uso isso. Eu dublo corpo. Exemplo: gaguinho. Nossa, gaguinho, eu não consigo ensaiar. Eu gravo ele, eu falo: não, não vou ensaiar.
Não, mas você quer passar? Eu vou passar, eu vou baixar a cabeça. Aí baixa a cabeça, deixa eles verem lá, tá?
Pode.
Eu não consigo, porque senão vou marcar a gagueira. E eu tenho que ver como se fosse um game no que ele faz. Eu sei que tem que fazer a mesma coisa, tem que gaguejar no fricativo, não fazer A mesma coisa. Então eu faço como um gay, meu, ah, pô, pô, e eu fico gago 3 dias.
Nossa, imagina, cara, que é muito louco.
Eu como faço, ele dublou um gay num filme, foi, ficou 3 dias com nós, né, amor?
Era dupla, era dupla.
A gente namorou por 3 dias.
É muito doido. Aí, por exemplo, imitação, que geralmente vocês estão ali, vocês estão, né, o dublador ele tem que não ter nada a ver imitação com a dublagem, claro, mas a imitação, a percepção que a dublagem tem que ter ajuda muito, né? Porque você tá pegando o jeito do cara ali. Então aí isso facilita até no teste do pai do Patrick, do Cícero, que eu fiz, né? Que você falando, acho que o Cássio vai bem nesse teste. Meu primeiro teste da minha vida eu passei assim, foi muito louco.
Porque eu acho que como eu sou bom de indicação, cara, muita coisa vai ficar bom, tá entendendo? Bom, isso foi muito no comecinho assim, foi, voltei a começar a dublar ali, acho que foi 2021, se eu não me engano, ou antes da pandemia, não sei, depois um pouquinho. Aí eu fui, nossa, na hora que eu vi lá na tela, porque a gente não sabe, né, o que vai dublar. A gente chega lá, eu vi lá Bob Esponja, falei, Jesus amado, Wendel, o que que você me colocou aqui, cara?
E aí eu vi, falei, rapaz, cara, a voz, meu, falei, essa voz eu consigo chegar. Aí eu fiz. Aí, pessoal, que o pessoal que escolhe lá, né, nossa, fiquei feliz absurdo. E dublo ele até hoje, cara, assim, é o meu principal, que é o que eu tenho.
Maneiro.
Muito legal, né? Então, pô, agradeço, né, Werd? Obrigado, porque é o feeling de vocês também.
Tem que pagar um jantar, pô.
Vamos, vamos, a 3. Sou olho grande, vai ter jujuba e jujuba.
Mas, pô, muito legal e agradeço sempre, né? Mas é, pô, inclusive falando, né, que vocês dois, do Minions, tá, meu, as propagandas que eu vi, eu vi ontem, eu curti e comentei, tá maravilhosa, cara.
Que barato!
E a gente se divertiu fazendo, nossa Senhora.
Vocês fizeram estúdio, eles falam alguma coisa na Delarte, bem legal. E assim, eu acho que tem espaço para ter Star Talent, tem espaço, dá uma divulgação boa, mas tem espaço principalmente para valorizar os caras que estão botando a mão na massa, né, dublando. Pô, na Europa um dublador é conhecido na rua, não sei o quê, dá autógrafo, tem, sabe. A gente vai numa CCXP. Nossa, verdade, CCXP. Eu levei, mas ainda vai me matar, eu levei 2.000 cartões assim com uma foto e tal, e escrito um agradecimento para dar autógrafo.
Eu falei, ah, cada um que eu tirar uma foto eu vou dar um negócio desse. Eu dei os 2.000. Olha, é porque só podia dar 100 no meet and greet. Aí eu tava no Creators, toda hora vinha um, tá, tira uma foto, tá, tá, e levava para o card. Aí tem mais gente, aí Chegar mais, já assinou antes ali? Não, já ia assinando na hora, sai todo rabiscado, que aquela caneta borra tudo. Então assim, hoje em dia tá tendo isso, esse reconhecimento legal com a internet, com esses eventos geeks também.
O evento é a coisa mais maravilhosa do mundo, evento da gente chegar, o pessoal, pô, você fez o gato no Pets, você fez isso, pô, coisa que eu nem lembrava, sabe? O cara sabe mais que é muito fã.
E é engraçado Dublagem tem um negócio engraçado também, porque as pessoas acham que a gente faz só protagonista e tal, e na dublagem você faz de tudo, né? E aí teve um cara que escreveu para mim, teve uma série que tinha um frentista, 2 anéis, 2, 3 anéis no máximo, e eu fui lá e fiz o frentista e tal. Aí o cara me escreveu: Wendel, você é muito humilde, Eu vi que você fez o frentista, é uma pontinha, né, cara?
O homem 3,9.
É, no Todo Mundo em Pânico meu entra pouquinho, que é o Bob, que para quem vai lembrar aí dos outros lá, de um outro filme, que ele e o outro viajam e tal. Não, não sou gay não, pô, mas a gente foi lá para aquela boate. Ah, você deu porque você quis, hein? Lembra desse? Então aí nesse daí ele entrou pouquinho, mas quando me falaram, ah, vai ter tal, Pode vir. Caraca, como é que ela fala? Vai morrer todo mundo, todo mundo vai morrer, vai morrer, cara.
É muito bom, cara. As vozes dos dubladores, nem de todos, mas a de vocês é muito marcante. Então qualquer coisinha que falar, já sabe que às vezes não, hein? É verdade, porque muda, né? Vocês mudam um pouco também, às vezes a gente varia um pouquinho, tem que variar, né? Algumas, que nem o Batman, né?
Eu faço muito personagem pequeno e Eu adoro quando me chamam, ó, tem 5 anéis, vou, faço. Aí fica sem graça, pô, tem só, faço. No Pets 2 eu fiz lá um gato que tem uma cena e toda hora me manda essa cena, né, que ele fala assim, a minha dona, eu faço tudo para agradar ela. Todo dia de manhã eu levo um rato morto para ela, ela joga no lixo. Eu faço tudo para te agradar, mulher. Me mandam todo mudinho, uns 2, 3 assim, é uma coisa pequena.
O Pinóquio do Shrek, caramba, Pinóquio do Shrek! Eu não tô usando calcinha. E por aí vai.
Quem manja muito descobre, mas quem não manja muito, né? Mas às vezes não descobre não, é porque é tão bem feito e tão diferente que é legal. Você gosta de mudar a voz, é maravilhoso, eu adoro. No Batman você tem que, né, também sofrer um pouco, né?
Quando ele chegou, eu fui buscar lá, eu falei Eu ainda vou te falar a realidade. Se eu estivesse contigo ontem, eu faria você fumar 2 maços de gudang, né? 2 maços de gudang. Porque você vai sujar a voz, vai sujar a voz. Não se preocupa, ninguém vai falar mal de você. Se alguém falar, fala que foi opção minha, foi o diretor, porque não sei o quê, não sei o que lá. Porra, tinha tudo a ver ele fazer e deu show, arrebentou lá, ficou maravilhoso. É um filme bom e eu gosto desse filme.
As pessoas ficaram com medo.
Será que o Enzo vai falar?
O Goku, né? Exatamente. E aí eu tava bem preocupado. Ele chegou, pô, e eu fui embora preocupado.
Ainda preocupado?
Ficou bom?
Será, meu Deus? Aí fui assistir, né? Teve uma sessão especial lá para gente. E quando começou a minha primeira fala Eu demorei uns 2 segundos para me tocar que era eu. E a minha mulher elogiou, o que é raro. E aconteceu uma coisa também que não é tão comum entre os dubladores assim: eu recebi muitas mensagens de dublador me parabenizando, alguns até que eu não conheço, arrumaram meu telefone. E então foi uma coisa que foi bem bacana.
Eu assisti o filme tranquilo, não senti uma nota, não, foi, encaixou.
Porque, porque, mas é sério mesmo, isso de encaixar, que é o empurrão, era isso que eu falei para o Manolo, eu falei, Manolo, vamos num grave, mas eu preciso que seja um grave honesto, eu não posso, exato, né, deixar distorcer, falso.
Até porque o ator também não tá fazendo isso.
E as pessoas falavam, que você vai fazer? Eu não sei, eu preciso ver o cara, eu preciso— a função do dublador, aliás, é uma das coisas mais importantes na dublagem, é ter essa humildade artística de se adaptar, exato, ao que o ator tá propondo na tela. Não é raramente a gente tem essa possibilidade de realmente criar e mudar e desvirtuar. Normalmente eu acho que a dublagem, para ela, até porque ela tem que passar despercebida, né?
E para que isso aconteça você precisa estar a serviço do que já foi feito na tela.
Foi muito bom mesmo. E até porque o ator é o Robert Pattinson. Ele, eu vi no original que ele faz um pouco aqui.
Então eu fiz uma coisa diferente. Quando tem uma cena que ele tá de Bruce Wayne, sim, e aí ele tá falando com aquele gêmeos.
Não, ele tá falando com, meu Deus, o cara que cuida dele lá, o Alfred.
O Alfred, ia falar Watson.
E aí nesse trechinho eu deixei a voz mais leve do que ele fez lá para mostrar para o público a diferença, né, de um para o outro.
Que no Batman ele faz isso exatamente, né?
Porque às vezes no original as pessoas estão vendo o original e tá tudo ok. Quando é dublado, existe uma comparação. E aí é possível que alguém falasse: nossa, a voz nem mudou tanto ali de um para o outro. Mas não mudou tanto também no original.
Mas eu vou dar essa palavra, é sommelier de dublagem.
Sommelier de imitação, de dublagem, de tudo tem, tem de tudo. Mas, cara, ficou muito bom mesmo, legal. E é bom explicar isso para o público, que às vezes o pessoal não sabe Qual que é essa nuance, né? Não, mas ele tinha que fazer a voz mais grossa.
Não, aí os caras ficam 2 anos fazendo o filme, a gente vai lá, faz em 4 horas.
Exatamente. Que legal. Mas a gente tava falando dos Minions, né? Como a divulgação assim é, como que tá? Vocês foram, claro, né? Vocês são dubladores. E aí o pessoal poderia ter chamado artistas, que eu digo os startups, né, os startups. Mas vocês também são, mas vocês são dubladores.
Mas para dublar 3 monstros, chamaram 3 monstros da dublagem.
É isso, é a sacada.
Então eu acho que cada vez mais usar os dubladores, que eu acho que na hora de você fazer esses eventos aí também, e até o Instagram, cara, rede social de vocês é super forte também, e acho que isso vai fortalecendo cada vez mais, né, o o mercado da dublagem, os dubladores, para cada vez mais fazer publi, fazer essas coisas.
Teve um filme que eu estrelei da Universal por acaso, era um filme com humoristas, que era uma comédia. Putz, era Stray Dogs, como é que ficou o nome em português?
Isso, eu lembro que eu acho que eu tava lá, os 4 Amigos.
Ruim para cachorro, talvez, alguma coisa assim. E veio o trailer para a gente gravar. E trailer é assim, chegou hoje, tem que entregar amanhã, é uma coisa rápida. E aí eu fiz um cachorrinho lá que era o protagonistazinho da história, porque os outros já seriam os humoristas. Cara, é um trailer, veio para mim, eu tô aqui, eu faço. E não seria eu, eu não colocaria a minha, a minha voz naquele cachorro. Só que quando lançou o trailer no YouTube, no Instagram e tal, teve uma repercussão super boa, adoraram.
E aí tá lá no cartaz com Wendell Bezerra e Fábio Rabin, e tipo, não seria eu, mas o próprio o público gostou, apoiou.
Abanando o rabinho de cachorro.
E aquela coisa, né, porque assim, o Fábio fazia o segundo personagem, na verdade era o personagem mais engraçado, né? O meu era meio inocentezinho, bobão. Então fiz uma voz super doce para ele, super funcionou. E aí no primeiro dia de gravação A gente acabava perdendo muito tempo que o Rabin ficava tentando criar piadas o tempo inteiro. No segundo dia de gravação, e ele depois ele super entendeu, ele falou, cara, você tinha toda razão no que você falou.
No segundo dia de gravação eu falei, Rabin, tá ficando muito legal, tá ficando bacana, vamos até assistir um pouco do que você já fez para você relembrar e tal. Falei, mas assim, O filme é engraçado e já tem piadas. Não precisa ser engraçado, não precisa ter piadas o tempo inteiro a cada fala, senão nós vamos estragar o filme. E como vocês são humoristas, você tipo entendeu 100% do que eu falei, que realmente não, a piada ela tem que ter, né, ela tem um caminho, né?
Se eu ficar aqui imitando o dia inteiro, vai enjoar. Se você ficar contando piada o dia inteiro, fazer trocadilho há 300, vai enjoar. Então tudo que é demais fica, né, fica muito, né.
E aí, mas assim, eles todos, putz, agregaram muito valor ao filme, porque era isso. Por exemplo, o Thiago Ventura, ele teve uma sacada, cara, que eu falei, cara, nenhum dublador, ele fez a pose da cachorrada, teria feito isso. Ele ficou de 4 no estúdio. Não, mas ele fez um negócio que eu acho que que nenhum dublador teria feito. Tem uma cena que o cachorro dele chega e fala: well, well, well. Na hora que ele foi gravar, ele falou: olha só o bagulho.
Falei: cara, é, mas é muito ele, sensacional.
E era perfeito, que a referência dele também para falar: não, sou eu que tô fazendo, né? Legal, identidade dele.
Dele. E muito melhor do que, olha, olha, olha, né, olha, vejam só, qualquer coisa assim que você combinar com ele. Vejam só, né, olha só o bagulho, pô, ficou perfeito, maravilhoso. Então é isso, às vezes os não dubladores agregam muita coisa no filme, porque às vezes eles vêm crus, sem vício, com a cabeça em outro lugar, porque a gente tá muito acostumado a fazer todo dia. Então às vezes você corre o risco de faltar uma criatividade, um pensamento ali fora da caixa, em função de correria, depressa, né? Então eu acho que muitas vezes agrega sim.
E vai muito do diretor também. Eu acho que a direção conta muito, porque mesmo o diretor deixando a pessoa mais tranquila, mais ali, a pessoa acha que ela rende mais, né? Porque a gente sabe que a dublagem é time money, né? Não tem esse negócio Mas esses aí mais com calma, né?
O diretor tem que ser um psicólogo, porque mesmo dublador que dubla todo dia e que é bom para caramba, às vezes tem aquele que você sente que, ah, esse cara aqui eu preciso conversar com ele 10, 15 minutos antes de começar o trabalho, porque senão o cara já se sente pressionado e tal. Então você vai entendendo cada dublador. Ah, esse aqui eu não posso deixar ele parar para pensar. Ah, esse aqui de vez em quando eu tenho que soltar uma piadinha.
Eu ainda, eu ainda sinto uma certa ansiedade com alguns diretores assim. Meu Deus, cara, caramba! Eu fui, o Manolo me dirigiu um negocinho lá, mas aí eu fiquei muito tranquilo.
Eu aprendi, eu na época que dublava Todo Mundo Junto, o Damata era um ator maravilhoso, mas como diretor, que também era maravilhoso, eles queriam te levantar, você se tornar um super astro ou encerrar sua carreira. Mas é aí que você, e tinha muita cobra, cobra que eu digo assim, O cara não queria que você entrasse, porque você vai tirar o trabalho de um ou de outro. Eram 87 dubladores e eu consegui entrar. Como? Ah, é assim, um querendo cortar o outro, tal.
Ninguém passeia no lugar. O não é certo que vem é lucro. Então eu pensava assim, vou fazer o meu melhor. Não é isso, tá, não sirvo para isso, vou arranjar outra coisa, mas vou tentar. Agora Medo de errar eu nunca tive. Eu entro para fazer um teste, tanto que no Homem-Aranha eu quase me ferrei por causa disso. Eu entro para fazer um teste com a cabeça vazia, não me preparo em nada para antes. É, no Homem-Aranha foi o seguinte: eu tinha visto o filme no cinema em 2002.
Ah, queria fazer o teste contigo. O que que é tal? Ah, eu vi no cinema. Entrei vazio, não pensei. Aí eu vi o filme, pá. Quero fazer. Aí eu, ah, com grandes poderes vem grandes responsabilidades, tal. Aí a supervisora, não, não, obrigada, você tá fazendo o que tá todo mundo fazendo. Eu falei, o quê? Voz de galã, voz normal, não é isso? Eu falei, não, não, pera aí, deixa eu fazer de novo. Não, eu vi o filme, tá coberta de razão.
Aí eu pensei nos movimentos dele, isso do corpo, de dublar o corpo, de ele tomar porrada e só ficar olhando, não fazer nada, um bundão, né, apático. Com grandes poderes vem grandes responsabilidades. A voz carrega um peso. Essa apatia tá ali na voz, você sente que tá ali.
É muito legal isso.
Então assim, se eu entrasse no estúdio com medo de diretor, de dono de estúdio, de colega, eu não teria chegado onde eu cheguei não. É verdade, né? Era um querendo derrubar o outro.
Isso, não posso me queimar, não Também tem esse negócio, né? Até para interessante, até para novos dubladores, que a gente— eu sou novo, então trabalhar 6 anos só, então eu sinto, graças a Deus, todos os lugares que eu fui até hoje, precisa ter uma conduta, né? A gente fala assim, olha, chega na humildade, chega tranquilo, ouve, trata todo mundo bem, né? Porque tem umas coisas que às vezes o pessoal também arrogante, né? Tem gente assim, não é legal, né?
E eu tive, e assim, eu cheguei, eu sou humorista, já conhecido na comédia e entrei na dublagem, teve um pouco de preconceito, porque tem isso, vai chegar o humorista aí querendo ser dublador. Aí até o Cássio Romero comentou comigo, né, falou, é, a gente meio que ficou assim, mas depois viu que você queria. Na verdade, eu nunca pensei em ser dublador, ser artista, ser ator. Eu sempre quis ser dublador e não comediante. Então eu estudei teatro a minha vida moleque, eu quis ser dublador.
Então é um sonho de criança, né? E a comédia deu certo primeiro, fui fazendo ali pé de Mas não perdi o sonho. Aí fiz o curso no ENDO, Segredos da Dublagem, eu fiz lá e tal. Eu sempre, de voz, depois fiz do Glauco e tô estudando, tô aí fazendo. Graças a Deus tá rolando os trabalhos aí.
Quer ver quem são grandes atores? E eu sempre falo para os principais que eu conheço, os cosplayers.
Nossa, cara, demais, né?
Tem cosplayer que eu falo, cara, corre atrás de teatro. Já tem uns 3 aí correndo atrás. Tem gente que vive disso, corre atrás de teatro no Aranhaverso. 2, eu ia fazer uma homenagem a eles. Eu ia colocar, eu acho que era 4 cosplayers, mas precisava ter o registro. Aí não tinha um que tinha, que foi o Dan Lee, que tá toda hora de Stan Lee. Aí ele fez lá umas pontinhas, mas era a chance que eu tinha de fazer uma homenagem a eles, que legal.
Todo evento que a gente vai tem Homem-Aranha, que geralmente os 4, né, do Maguire.
E eles são maravilhosos, cara. Tem cosplayer ali que eu falo Os cara é toca, os cara tem que estar no teatro. O Cauê, o Cauê e a Tainá, que são um casal que estão sempre no One Piece e tal, que são maravilhosos. Aí eu vou citar nomes aqui, vou ser injusto. O Kelvin, o Kelvin é um moreno, na CCXP do ano retrasado eu tô lá no Creators, aí tô assim entrando, veio uma morena linda, alta para caramba. Oi, mano! Ô, tudo bem? Oi, tudo bem.
Lembra de mim? Não. Pô, aí pegou. Lembra de mim? Não. Eu fiz alguma coisa errada. Eu falei, pô, não lembro, me perdoa. É o Kelvin. Eu falei, mas nem fodendo. Caramba, alto para caramba. Não era ele, ele botou um saltão maravilhoso, cara. Maravilhoso.
São atores que vivem o personagem, né? Vive o personagem, ator. Legal, legal demais, muito bom. Que mais que a gente pode falar de dublagem, cara? Que a dublagem é esse novo mercado da dublagem, é na questão da IA aí que tá acontecendo. O que que vocês acham? Eu já, é uma pergunta que já deve ter feito, mas assim, eu sinto que a IA tá evoluindo cada vez mais, mas na dublagem eu senti que ainda não tá boa. Eu não vi nada de bom ainda.
Vai surgir ferramenta, é porque daqui a pouco, né, tá juntando uma, uma que faz tudo, uma que faz aquela coisa.
A gente tem que Vamos combater essa garotada que tá achando que pode pegar a voz e fazer isso aí. É que nem vender curso, é pirataria. Tá vendendo curso, vendendo ferramenta, vendendo curso. É horrível. No outro dia teve um menino que me mandou um email: oi, Manolo, tudo bem? Ó, respeitosamente queria pedir a você, queria pegar sua voz, usar numa IA para fazer uns vídeos aqui e tal, não sei o quê, mas tô pedindo sua autorização.
Falei: não, claro que não autorizo. Primeiro que eu não tenho acesso ao conteúdo, não vou saber o que que ele vai fazer, e não precisa daí aquela coisa que eu gravo. Quer que eu grave, eu gravo. Exato. É para fazer isso, eu faço de graça, não tem problema. Assim, e ah não, não vai pegar minha voz. Qual o uso disso? Quem é que tá usando? Quem tá pegando os presets? Eu já processei 3, tem um que eu ganhei, outros 2 estão correndo. É empresa, porque pegaram minha voz, botaram em comercial.
Então não pode. Você quer colocar? Então me fala.
Um garoto lá do Rio, um garoto lá do Rio, acho que é de Petrópolis, Teresópolis, pegou a voz de vários dubladores e tá vendendo, tá vendendo, né, no curso.
E ainda, e ainda no final, eu li isso aí, é até no finalzinho do curso, ele coloca que é com direitos autorais. Ele fala: não, temos todos os direitos autorais.
Ele não tem nada, ele vai tomar um processo que ele não tá nem esperando. A hora que vier o processo para aí ele vai falar, caramba, é pirataria isso.
É, então fazendo isso com um monte de gente, com atores também. Eu já vi colocar a cara do Tony Ramos vendendo um remédio, não tem nada a ver, né, cara?
Botaram da Paola Oliveira e tal, e ela falando. Agora tu imagina o seguinte, vamos falar da IA. Aí é o seguinte, é um avanço tecnológico e tal, ajuda muita coisa. Eu particularmente não vejo nenhuma graça em ChatGPT, não vejo. Calculadora eu não acho engraçado, eu não uso calculadora, eu não consigo, eu faço conta de cabeça até hoje. A cabeça, justamente até hoje eu uso a cabeça, não a calculadora. Trabalhei em banco, fui punido porque não usava a máquina de somar, tive que aprender, também fiquei rápido, mas não gosto.
E o pessoal tá usando aí para tudo. Aí ela tem uma limitação porque ela não cria, ela copila, ela pega o que já está criado, junta tudo, faz um mix lá e pum. Ah, Estúdio Ghibli, aí faz um negócio copiando ali. Ela vai puxando mesmo, é o que já existe.
Vai ser treinado ali, ela vai criar as coisas novas.
É um paradoxo, né?
E o pessoal mais novo de escola assim, a gente não tinha nada disso, né? Mas tomar um pouco de cuidado também, vou usar a IA como um auxiliador também. Olha, eu quero melhorar aqui o meu um currículo lá, mas eu já tenho.
É que nem Wikipédia antigamente, você pesquisava, aí o professor: você usou Wikipédia? Não, peguei. Não serve, tá tudo errado lá. E hoje em dia melhorou um pouquinho, mas pô.
Mas na dublagem, por exemplo, assim, até não sei se o Wendel comentou em outro lugar que eu vi, falou assim: às vezes vamos supor que eu tô fazendo uma dublagem, aí eu tô gripado, minha voz tá horrível, pô, preciso de um trechinho para ali colocar minha voz.
Mudou a fala, mudou a fala.
Autorizaria para fazer uma parada dessa?
Porque se tivesse a ferramenta dentro dos equipamentos, aí sim. Mas eu já usei umas soluções assim, eu já fiz a voz de uns 10 aí que deu problema, ninguém sabe que fui eu. Você falou para mim uma vez assim, não posso falar, um ficou bravo comigo, parou de falar comigo, mas fui eu com essa voz de Boston. Ele, não foi você? Você Você não tem essa voz.
Falei, fui eu.
Não foi, me imitaram. Não, não te imitaram, fui eu. E eu fiz, você não vê, você só vê que fui eu depois, depois da terceira vez.
É uma função rápida, né, que você teve que fazer.
Passou o trailer.
Eu fiz um filme que, porque a gente grava muito sem o filme tá finalizado, então quando o filme tá 100% finalizado atualizado, tem falas novas, falas novas, falas diferentes, takes diferentes e tal. E aí o dublador precisa voltar lá no estúdio e fazer. E só que também é sempre para ontem. E era, era tudo sussurrado. Eu fiz todas as falas novas, de homem, de mulher, de criança. Fui lá e sussurrava mais sinistro, porque era sussurrado, sussurrado mesmo, sem emissão de de voz mesmo.
Aí fiz todas as alterações, tudo, não sei o quê. Star Talent também é muito comum de às vezes a dicção não é tão boa, você atrapalha, e às vezes o take ficou bom. Aí o cliente fala, travessa não saiu, né, saiu meio travessa. Fala, não, tudo bem, tá tudo bem. Aí depois a gente vai lá e grava só o entrar. Aí eu gravo, vou entrar no estúdio, você vai meio no tom da pessoa, aí o técnico edita tudo, tá lá, ninguém percebe.
Ele coloca ali, masteriza, ninguém percebe.
No Pro Tools você consegue fazer. Eu gravei Atlantis com o Garcia Júnior, foi aí que eu me apaixonei pelo Pro Tools, quis aprender. É a primeira cena que é gigante assim, tem umas 2, 3 páginas, eu tive que gravar corrida porque não tinha pausa e tal, não direito. E eu fiquei uma hora naquilo, uma hora, a ponto de eu falar: vou desistir, eu não vou conseguir fazer isso. Aí tá, não sei o quê. Aí tá quase, tá quase, tá quase. Aí tem uma hora que ele falou: tá perfeito, só faltou um R.
Aí eu virei e falei: eu faço de novo? Não, tá maluco, eu vou pegar aqui um R só para não ter que mudar a assinatura? Aí eu saí, eu fui lá ver o O operador pegou um R aqui dessa fala aqui, abriu espaço aqui, jogou, aumentou o volume, tá? Você não diz que fez isso, cara.
É muito doido que às vezes eu acompanho, às vezes antes de dublar ali, né, você tá, às vezes subiu para alguém tá terminando, você já entra, e aí você vê a rapidez do técnico ali, cara. E é uma coisa assim que o diretor acaba também entendendo um pouco de Pro Tools, porque o cara falando, ah, Puxa mais um pouco para cá. Não, ali, ó, ali junta com essas duas. Você acaba entendendo um pouco mais que tá ali do lado do cara, né? Então quem não entende, acaba aprendendo um pouco, né?
Também botei muito a Unidub no começo, basicamente só tinha eu dirigindo. E aí o Thiago era meu técnico, o Rodrigo também gravava. E eu, nossa, eu botava os cara para sapatear, cara, porque assim Eu não sei ir lá mexer e fazer, mas você sabe ali. É, então eu falava, não, vai dar para fazer. Faz assim, corta ali, corta aqui, estica só essa parte, essa outra aperta aqui, faz não sei o quê, cata o R lá do fim, joga aqui, fazer umas doideiras assim.
E aí, de tanto fazer, eles foram ficando muito bons e foram passando isso para os outros técnicos foram chegando. Então lá no estúdio a galera manipula bastante o áudio. Estúdio que eu trabalhei assim Às vezes me pedem para fazer cada redublagem de outros estúdios que falaram, acredito que os caras não arrumaram isso aí. Tipo, outro dia tive que arrumar uma fala que era para trocar Lina por Tina, mas aí, poxa, o estúdio tem que mandar para mim, aí eu tenho que gravar, aí mandar para eles, aí eles dependem de eu poder, do horário, não sei o quê.
Se eu tivesse pegado um L, trocar um Lina por Tina, nossa, a gente faz isso em, sei lá, 30 segundos. Coisas, um minuto. Mas voltando aí, eu acho que ela tem que ser uma ferramenta, ferramenta que ajude ao nosso resultado final ficar melhor, ao processo ficar mais rápido, porque os clientes estão querendo tudo cada vez para ontem, o material nunca tá finalizado, então fica tudo difícil. Então acho que essa é uma ferramenta que pode ajudar o cliente, ajudar o estúdio, ajudar o dublador, porque, ó, você vai receber, mas você não precisa nem vir aqui fazer, regulamentar. O importante é ter uma regulamentação.
Outra ferramenta importante também é para deficiente visual. Imagina o cara aí numa biblioteca, seja qual for, que tem milhões de livros que não tem audiolivro, nenhum deles. O cara passar aqui, pegar um livro e tal, aí passar assim página por página e vai lendo para ele. Isso daí seria uma ferramenta legal com IA, legal com voz.
E tem gente que usa IA também, eu não sei se algum diretor já usou, acho que sim, para fazer planejamento de, de, para fazer a escala de quem vai fazer tudo na mão, né? Então tem gente que já usou aí só para organizar, organiza para mim isso daqui e tal.
Então assim, ferramentas para auxiliar na escolha de voz. Você tem um banco de dados ali com os timbres todos, pô, ele vai indicar quem é o melhor timbre. E aí o diretor vai aprovar ou não em função da dificuldade do papel, da qualidade artística daquele dublador e tal. Acho que é algo possível. Uma coisa que eu penso, para não falar de mim, do Bob Esponja, vamos falar de Turma da Mônica. Poxa, a voz da Mônica é a mesma desde lá de trás, desde que a Mônica começou a falar, que saiu do gibi para falar.
Poxa, não é interessante para o Maurício de Souza, para Mônica, para o público, que a voz seja a mesma, já que a personagem é a mesma? Então, poxa, você fazer um banco para que a voz se mantenha e a Marli continue recebendo A filha dela continua recebendo, né?
A de vocês não envelheceram, né? A voz de vocês é de jovem, né? E só que tem voz que envelhece, não é? Porque você consegue fazer jovem fácil, tem gente que não.
Que ele nos chamou de vocês, não dos senhores.
Não, vocês, tá? Que ainda é voz jovem, né? Que dubla muita gente jovem. E aí é interessante.
Esse é o meu maior defeito, que eu tô com 59 anos. Pô, imagina eu me ver dublando um cara de 60.
Não, não tem como.
Então é isso.
Mas eu também não me vejo dublando um de 20, até quebra um galho ali, mas eu falo: ai, ai, ai, ai, não, não, não, não, não, não. É, tem que ser então assim, 30, 40, mas assim, um ator como Michael J. Fox, que tem 60 e pouco, sei lá, de 50 e pouco, dessa galera que era garoto ainda pouco, ainda vai, porque ainda a voz já ficou marcada também.
Também no Michael J. Fox. Você não vê o Michael J. Fox sem tua voz. É isso aí, legal. Então é isso, esclareceu bem o negócio da IA, porque eu queria entender como que a IA pode ajudar na dublagem.
E eu acho um ponto importante que a gente tem que pegar, os atores, eu acho que é um ponto que a gente pode explorar, porque é aquela coisa assim, tudo que virou uma novidade que todo mundo quer mexer, todo mundo quer pegar, todo mundo quer usar. Então, bem ou mal, muitos estúdios, distribuidores e afins aí querem usar de alguma forma para ver se fica mais barato, para ver se fica melhor, para testar. Tudo bem, beleza, vamos embora.
Mas há alguns anos só se fala em representatividade na dublagem. Há alguns anos representatividade, representatividade. E acho legal para caramba, e os estúdios têm feito isso. Aí de repente o ser humano de maneira geral não precisa mais de representatividade.
Pois é, é tudo robô, vai ser como é que é.
O discurso muda, né, perde o sentido. Então acho que esse é um ponto a se explorar, tipo, se vocês realmente estão preocupados com inclusão e representatividade, você não pode excluir o ser humano da parada, já que troço lá tá sendo feito por um ser humano, verdade. Então acho que esse é um ponto muito bacana. E também legislação.
Eu tava com problema de conexão aqui, resolvido.
Desculpa, tá, gente.
Eu fiquei, eu entrei bem na hora que vocês estavam falando de idade, e aí eu achei que melhor não falar sobre isso, que a voz de velho, que eu sou mais, eu sou mais novo aí da turma, né? Tô com 31 anos. E eu não tenho nem idade para entrar nessa conversa aí, né? Mas sobre IA, sobre IA é um assunto que eu gosto bastante de falar e a gente tá no olho do furacão, né? Eu como artista gráfico também, que fiz quadrinhos, faço ilustração e vejo o poder que a IA tem e como ela facilita para algumas coisas, mas por outro lado também você questiona do trabalho que você tinha todo de desenhar no papel, transferir para um computador, pintar no computador ou pintar à mão com uma tinta acrílica.
O trabalho que você tem para fazer uma dublagem de horas e horas de refinamento, e de repente você manda um prompt e ele faz uma, numa levada só, todo um curta-metragem ou toda uma cena. Cara, é uma coisa que a gente não consegue nem avaliar agora, né? A gente tá muito, tá muito próximo do que tá acontecendo. Não dá para saber quantos artistas vão sobreviver disso, porque sempre vai ter alguém que vai se adaptar. E aí não dá para saber se isso vai ser uma coisa boa ou ruim, né?
Porque sempre quando eu tenho uma quebra de paradigma tem essa discussão. Eu lembro, computador, a mesma coisa entre artistas. Vocês não passaram isso na dublagem? Eu acho que na pandemia talvez passaram essa coisa, trabalha em casa, trabalha presencial. Mas com o advento do computador, cara, tinha muito artista que falava que quem trabalhava com computador não era artista, que ia matar o trabalho artesanal e tudo mais. Então sempre quando tem uma nova ferramenta, tem uma discussão na parte artística de o que é arte, o que não é arte, a máquina vai substituir.
E eu não imagino, não sei vocês, mas eu não imaginava que ia ser tão rápido a qualidade e a precisão de uma máquina criativamente, porque a gente achava que era só uma coisa, pô, nunca vai substituir um artista. Eu vou ver uma arte, eu vou saber que é um artista. Vou ver uma arte, vou saber que é um computador. Hoje em dia não. Se um artista ou alguém que sabe fazer o prompt tiver por trás, cara, você não sabe mais. Como que era para vocês na dublagem?
Tem essa parte de medo, tem a parte também daquela de estarem excitados com a possibilidade de misturar vozes, de fazer efeitos. Como que tá para vocês?
É, atualmente eu acho que tá todo mundo com medo, preocupado. Vou dar um exemplo aí de uma coisa que ninguém imaginava que era IA, mas era IA, a cena de Ofélia, né? Aquilo ali foi um absurdo, uma coisa assim que eles criaram com o IA, era a Luísa Sonza e o Dilsinho. As músicas, você não diz que não foram eles, foi IA e tal, não faz sentido. Então para a gente tem essa preocupação, tem esse medo sim, mas eu acho que na dublagem, porque a dublagem é tudo na arte, tudo é evolutivo, né, vai evoluindo, tem ciclos e ciclos Vai passando, passando, mudando, alterando.
É a dublagem também. Então eu não sei se vai dominar a música, eu não sei se vai dominar o desenho, porque tem que criar. Ela é, como eu falei, ela não cria, ela compila e mixa. Não sei te explicar. Essa da Sina de Ofélia me bugou porque é muito fora do que eu penso, né? Não é uma coisa mecânica, não é uma coisa, é uma coisa perfeita.
Tudo começa por um prompt. O prompt, você tem que ter na sua cabeça o que você quer, mas aí ela também te dá ideias, te dá outras versões.
Eu achei perfeito hoje.
Mas imagina o seguinte, né, pessoal? Se tem um cara que sabe intervir na hora que intervir, ele vai fazer o possível para mascarar e enganar quem tá assistindo o desenho ou vendo o filme. Porque um cara normal que não é artista, que não é dublador, vai lá e faz o prompt. Claramente quem conhece vai saber que não, talvez o público em geral sim, mas tem um cara talentoso por trás, ele vai falar, putz, aqui ficou falso, pega esse trechinho, refaz desse jeito.
Não deu, refaz desse jeito até ficar perfeito. Ah, isso daqui, putz, essa parte aqui ele não traduziu direito, não tal.
Então se tiver um cara fazendo esses ajustes e a máquina aprendendo com esses caras, daqui a 2 anos o treino da dublagem assim, muitos, tem muita gente que manda email, ah, você não quer fazer um trabalho aqui assim, X, que aí você vai ver é para treinar, né? Tem um monte de, e tem gente fazendo, tem gente que não faz. E até nos grupos de dublagem fala, olha, isso aqui é para treinar, hein, gente, toma cuidado e tal, né? Então eles paga lá, fala que paga tantos dólares, não sei o quê, para fazer.
Então assim, você tá ajudando a tirar o seu trabalho também, entre aspas, né? Vamos ver.
Então a única coisa, a única coisa que eu não, a única coisa que eu queria que a gente não fizesse eu falo a gente como artista em geral, considero todos aqui artistas, é subestimar a tecnologia. A gente não pode falar nunca vai ficar, não, isso, isso não dá. Nunca vai ter um filme em IA que vai ser perfeito, que vai ser bom. Vai, é aquele negócio, ele faz pela média, só que ele faz 1 milhão enquanto a gente consegue fazer 1. Desse 1 milhão, por probabilidade Porque não um vai ser ótimo, maravilhoso, entendeu?
Então assim, vai ser despejado muita coisa ruim na internet, mas algumas vão ser tão boas, você fala, cara, olha esse absurdo aqui, foi feito inteiramente por IA.
No sono hoje, na música, você escuta uma playlist inteira, fala, meu Deus, isso não é um IA, isso não é possível, cara, é perfeito. Você ouve o eco, você ouve o chimbal, você ouve o negócio, você ouve cada instrumento, a masterização é perfeita, é um negócio que eu acho que a questão é muito A questão é muito, muito acima da parte técnica.
A questão é a gente como humanidade, o que a gente quer para a gente. A gente até hoje construiu a humanidade em cima de livros, de pensamentos, de várias coisas que pessoas perderam tempo pensando. Agora, aí pega tudo isso e te cospe uma coisa. Ela não é capaz de quebrar um paradigma. Teve um cara que existia um monte de coisa que as pessoas acreditavam, um cara falou, não é isso, pesquisou, trabalhou e trouxe uma coisa totalmente nova.
Aí ela vai pegar tudo que já fez, vai repetir e fazer coisas boas, que é o que o artista faz também. A gente é influenciado por um monte de artistas que vieram antes da gente, um monte de gente, a gente tá em cima desse ombro e cria uma coisa nova. Só que chega um ponto que a gente começa a desgrudar das nossas influências e criar uma coisa totalmente nova, uma coisa que ninguém pensaria baseado em outras coisas. Aí ainda não faz isso, mas eu não duvido que ela faça.
Só que a gente como humanidade vai deixar uma máquina guiar a nossa parte criativa? Cara, como a gente controla isso?
O que me assusta realmente é a evolução que tá tendo, porque antigamente tinha a Lei de Moore Monroe, enfim, que era a cada um ano e meio dobrava o processador tal. Tem alguns processadores que o público nem sabe que existem nesses data center, e a escambau, porque o que que acontece? De repente surgiu impressora 3D, brotou assim, e a impressora 3D, pum, e o computador é o i7 da gente ainda. Então saca que tem algum, tão segurando aqui, ó.
Não, para o público não vão liberar tudo não, não pensa tanto não, vamos lançar essas coisas aqui. Eu sinto isso, que tem alguma tecnologia que tá sendo reprimida, porque lançou muita coisa avançada. Impressora 3D é um absurdo, tá perfeita. Os cara tão fazendo Lego agora, com certeza, autorização de carro, peça, não sei o quê, até parte de corpo, parte de tudo, tudo. Que isso!
E aí, hoje eu tô, né, na frente de uma, aqui no Brasil, né, do maior estúdio de dublagem do mundo. E então eu tenho muito mais contato internacional com, né, com opiniões, o que acontece, onde é utilizado, onde não é, ou quais estão sendo os resultados e tal. E para dublagem premium, né, para dublagem como, sei lá, que a gente acabou de fazer dos Minions e Monstros, hoje ainda é meio impossível. O processo é muito, muito lento, muita coisa fica a desejar, e você precisaria de muito mais gente, muito mais coisas, muito mais computadores.
Então hoje não vale a pena pena. E não só não vale a pena, ainda fica muito pior, fica pior, mais lento e mais caro. E a gente não sabe, no caso da dublagem, e não é claro, uma dublagem como, não quero diminuir nada nem ninguém, mas tipo um Pocoyo, né, que é um desenho bem simplesinho, com vozezinha, com frases básicas, é feito para bem criança pequenininha, talvez super funcione.
Sim, que essas intenções aí dá certo, né?
Exatamente. Agora, uma coisa mais dinâmica fica muito, muito difícil e fica ruim.
E adaptações que a gente tava falando.
E agora eu não sei se num determinado quanto tempo vai demorar para que também se banque isso, porque às vezes demora tanto, fica tão difícil que de repente não vale a pena. Ou uma coisa que dá para fazer que fica eu já vi resultados muito bons, que é o speech to speech. Então eu vou lá e dublo o Tom Cruise, por exemplo, e aí depois troca pela própria voz do Tom Cruise, o Tom Cruise falando em português. Alguém dubla para ter as inflexões, para ter as pausas, para ter a interpretação brasileira com a prosódia brasileira, e troca pela voz do Tom Cruise.
Beleza, funciona. Quanto o Tom Cruise cobra? É para usar a voz dele em X línguas. E você tem que fazer isso, pegar essa autorização com todos os atores do filme. Quanto isso custa? E se algum falar não, a minha eu não autorizo. Então também não é tão simples assim, né? Pode acontecer, pode chegar tudo isso, mas eu acho que demora algum tempo e talvez não vale a pena. E a gente tem esses um espaço de tempo para trabalhar legislação e conseguir limitar.
Porque eu acho que tem que ser usada de várias formas, até formas que a gente nem aqui é capaz de imaginar hoje, mas sempre pensando no bem do público, no bem do cliente, no bem do, daquele microcosmo de produtores, atores, diretores. Porque também todo mundo falava quando surgiu lá os programas de tradução, acabou tradutor, tradutor morreu, ninguém nunca mais vai traduzir. Os tradutores estão aí trabalhando até hoje e eles utilizam as ferramentas de IA.
Que bom, é isso. Então acho que por enquanto é, vai evoluir, mas espero que demore.
É verdade, deixa eu continuar aí.
E tem um fator, se você tem uma pessoa manipulando a IA para dublar um filme inteiro a linha de entendimento e de interpretação vai ser sempre de uma pessoa só. Quando você tem um grupo de atores e alguém dirigindo, não sei o quê, isso fica muito mais plural, dinâmico.
E vem ideia do cara, ideia do diretor, vem de todo mundo, né? O talento do cara.
Exato.
Às vezes, né, imagina cada máquina fazendo, é impossível.
É legal, mas é possível. É o que a Vilela falou, né? Ela vai aprendendo, vai aprendendo, vai aprendendo. Só precisa ver o quanto vale a pena, o quanto demora e o quão ético isso seria.
É verdade mesmo, esse negócio da demora é uma coisa bem relativa, que não tem esse tempo, né, para dublagem, inclusive. É tão rápido, né, tudo. Interessante, interessante demais. E falando dos personagens de vocês assim, claro, vocês devem ter respondido isso algumas vezes, mas tem o do coração, mas eu sei que tem vários, né. Mas por exemplo, que mudou a vida vida assim, que você fala, pô, isso aqui mudou minha vida, mudou a vida na dublagem, que eu digo, pô, fiquei mais reconhecido, fiquei mais, as pessoas gostam mais.
Claro, eu sei que tem mais de um, mas qual que vocês acham assim que mudou, que até hoje devo saber assim de 3 pelo menos de cada um, mas que realmente vocês sentem?
Porque às vezes é uma, não, eu sinto que é esse aqui e tal, só para nos eventos eu faço até um termômetro e que eu começo, gente, deixa eu ver um termômetro porque eu não tenho a menor ideia de quem que eles curtem. Já teve evento que era voltado para o Harry Potter, aí eu fiz os gêmeos, o outro Homem-Aranha, o outro Sonic. Eu faço um termômetro, eu falo, ó, vou fazendo uma frase, vocês vibram conforme o gosto de vocês, tal. Aí eu já sei que aquele evento é tal.
Teve um evento que a galera era gaguinho, então assim, eu falei, caramba, mas todo mundo me parava, faz o gaguinho, faz. Ó, tô gaguejando só de ter feito aquilo lá. Faz o gaguinho, faz isso, faz aquilo. Então assim, eu acho que mudou a minha vida, todos mudaram, mas eu acho que mudou a vida de muitas pessoas talvez saber que a gente faz, conhecer a gente, isso muda para elas. O Homem-Aranha é importante, o Sonic, o Robin, tem a garotada.
Eu acho aquele desenho muito acelerado, deixa a criança agitada, mas as crianças O Robinho, o Gaguinho, o Sonic, o Luigi, desenhos, né? Eu já fiz o Mickey, 3 anos de Mickey, já fiz um Irmão Metralha, já fiz, eu faço Tic Tac ainda. Então assim, tem muitos, é difícil eu falar esse mudou a minha vida, todos mudaram, porque de uma forma diferente a gente acorda todo dia indo fazer uma coisa nova. Então a minha filha Minha filha sempre fala, pai, não sei como é que você consegue acordar de bom humor sorrindo.
Pô, acordar é um saco. Eu falo, filha, acordar é bom demais, você vai viver um novo dia e é tudo surpresa. Olha que coisa boa. Então é isso, eu, todos mudam, todo dia muda a minha vida, um personagem chega para mudar minha vida.
E o dublador não tem rotina, né, porque cada dia você vai interpretar uma pessoa. É igual ator, né? Igual ator, é ator, né? Dublagem é um trabalho de ator, né? Legal. E você, Waino?
Ah, o meu assim, sem dúvida nenhuma, o Goku, né? Porque o Goku ele me aproximou do público. E aí eu me aproximando do público, eu fui descobrindo histórias de de pessoas que venceram o câncer, de pessoas que se aproximaram do pai, da mãe, do irmão, de gente que venceu a depressão. Teve uma mulher já, né, que ela me mandou, me entregou na minha mão assim uma carta, e eu só li quando eu fui embora do evento, que ela O pai tinha morrido, aí a mãe ficou com um cara.
Esse cara batia na mãe, abusava dela. E aí ela falou que ouvir a minha voz era a única coisa que dava paz para ela. E eu, com todas essas histórias que eu fui ouvindo, eu fui descobrindo que a minha profissão era muito muito, muito, muito maior do que eu achava. E aí isso mudou o dublador que eu, o jeito que eu fazia. Exatamente. Sem contar o reconhecimento, né? As pessoas iam reconhecendo minha voz nas outras coisas. Depois essa voz passou a ter um nome associado, né?
Porque antes não tinha, né? Quem é o da Mata? Só a gente sabia, né? O Newton da Mata. Então a voz passou a ter um nome Depois passou a ter um rosto e importância diferente. E aí essa, esse caminho, né, de contato com o público, de com as pessoas, com histórias. Depois, quando eu comecei a dar aula de dublagem, eu já dava aula tentando botar esse sentimento dentro das pessoas, que eles começassem a trabalhar entendendo isso. Quando eu dirigia, quando eu fiz a empresa, tudo tudo era em torno de tipo, isso que a gente faz é muito, muito maior do que simplesmente uma versão brasileira, né?
Isso marca gerações, marca histórias. Teve um menino, teve um menino que levantou para fazer uma pergunta. O menino assim já tinha uns 20 anos, levantou para fazer uma pergunta no evento e ele fez fazendo a voz do Bob Esponja. Aí eu achei mó barato, né? Achei mó barato e tal. Beleza, respondi para ele. Aí a mãe pegou o microfone e falou, olha, eu quero agradecer a você.
Bob Esponja também não, a mãe.
Olha, eu quero te agradecer porque o meu filho, ele é autista não verbal e ele só fala imitando você. Então, tipo, entende? E aí eu chorei no palco porque são, extrapola muito muito além assim do que você imagina, do que você faz dentro do estúdio. Ontem também, ontem não, desculpa, sábado no Anime Friends, eu sou chorão para caramba, né? Chegou uma menina no meet and greet e tal, e aí ela veio com a camiseta, camiseta era grande, ela era pequenininha, ela veio com a camisa, você pode assinar para o meu pai?
Ah, tá bom. Ela falou, porque meu pai faleceu há pouco tempo e ele era muito seu fã, tô aqui por sua causa. Aí já vou chorar de novo. Aí a menina comprou um meet and greet, entrou na fila, esperou para assinar a camiseta do pai. E aí eu chorei, ela chorou, a gente se abraçou. Aí a filha, todo mundo chorando, e volta. Porque então são histórias que mudaram a minha vida, minha percepção da profissão, minha percepção do trabalho, me trouxeram muita gratidão do momento em que eu escolhi ser dublador de fato, começar a valorizar muito mais tudo que você faz, né, cada passo, né, da dublagem.
Isso, as coisas são importantes, como finalizar o negócio. Não, isso aqui vai chegar. Às vezes é tão automático as coisas que às vezes a pessoa não sente, né? Ah não, isso vai chegar. Então pensou, e é muito solitário a dublagem ali, é você, o técnico e o diretor.
CCXP, na primeira, foi lá o Furlan e o Érico foram lá no estúdio, né, conversar comigo e tal. E eles queriam que eu fosse a voz do evento, né. Então eu fui por 10 anos a voz do evento. E um lance que eles estavam falando, eles estavam explicando como é que ia ser o evento, meio que ninguém sabia que existia CCXP. Então eles foram lá conversar, era segredo. E aí Então, poxa, a gente quer que seja uma experiência, é experience, que as pessoas experienciem o tempo inteiro.
E desde a fila, imagina, o cara tá na fila, tá entrando e ouve o Goku falando com ele, ouve Bob Esponja. A gente quer essa, esse environment, não, esse ambiente, né?
A gente, imersão, né?
E aí, beleza. Aí hoje eu contando essa história, eu, é isso, Você começa a perceber que é muito mais do que entra no estúdio, grava e vai embora. E ali você precisa realmente entregar sua alma. Isso fez com que eu me tornasse um dublador melhor, um diretor melhor, um professor melhor, que a minha empresa tivesse um propósito, tivesse uma cultura. Então o Goku foi o personagem que trouxe mais isso. E o Bob Esponja, ele é conhecido por todo mundo, né?
A gente sair aqui fora tocar em todas as campanhas, perguntar: você sabe, conhece Bob Esponja? Sim, sim, sim, sim. Então é legal porque ele te gabarita, porque o Goku ele é mais nichado, apesar de ser muito grande, muito famoso, é nichado. Bob Esponja, até quem não vê TV sabe o que é. Então isso me gabaria, as duas coisas se complementam.
Os dois ali, que é, fala com, acho que o Bob Esponja, Goku fala com várias gerações, né?
Sim, porque vai passando de criança, é mó barato, sobe uma criança no palco ali de 6, 7, 8 anos: eu sou muito seu fã, você fez minha infância. Moleque tem 8 anos: você fez minha infância. Aí abraça, chora. Aí vem um cara de 40 anos, faz a mesma coisa. Então isso é muito legal, que da hora, é uma bênção assim que poucas profissões têm. Essa chance.
E aí é muito louco que a gente fala assim, né, todo ator, todo dublador é ator, mas nem todo ator é dublador.
Exato.
É um dom, é uma técnica, né, que você pegar ela, né.
É, por exemplo, nós somos atores de dublagem, tem um ator de televisão, ator de teatro, ator de rádio. E nessa transição de gravar todo mundo junto para separado, eu tive uma dificuldade. Eu comecei a ficar com dor, tendinite, o caramba, porque eu tava preso, ficar travado. Aí comecei a fazer oficina de vídeo, fiz só com diretor, eu fiz 13 oficinas, que eu queria me soltar, queria mexer o corpo até me redescobrir. É isso de você estudar, né?
Você tem, você é ator, você tá sempre estudando. Aí você vê que Cada ambiente vai ter uma dificuldade. Televisão tem uma dificuldade. Eu aprendi a descansar na perna, não sei o quê, não sei o que lá. Câmera, aquela câmera é tua, onde você olha para cima, onde põe os braços, que horas que você pode mexer, que horas. Tem técnica, tudo tem técnica. Agora, se chegar um start talent com a gente, vai gravar, pô, eu nunca dublei, tem problema.
Vou te dar um exemplo, a Sandy gravou comigo Sing. Ela deu um show. Ela chegou para gravar o trailer e falou, olha, eu nunca dublei. Ela foi um amorzinho. Nossa, que atriz, tá?
Falou, relaxa, eu também não.
Por aí.
Aí ela, olha, eu nunca dublei. Falei, não, tranquila, a gente vai quebrar a técnica para você e tal. Não, você não tá entendendo, eu nem assisto dublado. Não tem problema, é música. Ela, como é música? Como assim? É o andamento sem a melodia. Eu não quero a melodia deles, eu quero a tua com esse andamento. Você consegue? Ela, entendi. Fez rapidíssimo, chegou no filme, ela pá pá pá pá pá pá pá. E vai ver o Sing. Então, uma gracinha, bem feito, muito legal, uma grande atriz.
Ela já tem ainda a pegada musical, a pegada de tom de nota de no antigo.
Não adianta eu cobrar, tá pegando atrasado, estica isso aí, estica isso aí, sabe? Endurecer.
Um dublador, geralmente a gente faz isso porque o cara já sabe, coloca uma palavra aí, entendeu?
Então eu sempre falo meio que por aí, eu não quero, eu quero a sua interpretação, é a sua interpretação que a gente É sempre bom de morar. Eu tô aqui para te ajudar, mas é a sua interpretação, é a sua leitura, e eu vou te ajudar porque eu manjo disso aqui e vou te ajudar.
É mesmo, às vezes a pessoa vai se soltando, vai acreditando. Quando o diretor tem essa, eu já me senti assim umas vezes, e o diretor me soltando, falou, sempre dá um pouco mais. Se eu pedir, eu peço para dar menos, mas nunca deu menos primeiro.
Quer ver um que trabalhou comigo? Que me surpreendeu, me deram um pé de tombo. Foi lá para Delarte, eu acho que foi o 2 aí e tal, aí trocaram até, botaram o Bruno Gagliasso. Aí falaram, ó, o Fogaça, o Henrique Fogaça vai fazer esse cozinheiro aí. Eu falei, tá bom, que a voz aqui, né? Aí eu falei, pô, mas ele é, deixa eu ver aqui se eu não, ele não é ator e tal. Aí fui pesquisando e vi a voz dele, vi do personagem, vi isso, vi aquilo.
Ele falou as palavras mágicas para qualquer diretor. Eu falei, Fogaz, olha, é assim, assim, assim, assado, meu bom. O que você mandar fazer, eu vou fazer. Eu não sei fazer isso, então é você que manda. Tá bom, não precisa ser nesses termos, mas vamos. Tudo que eu pedia, ele fez e ficou, pô, que show de bola, cara.
Porque quando Fogaça, eu conheço ele, ele faz às vezes alguma propaganda, ele é mais quadradinho, né? Que nem Ronaldo Fenômeno. Ronaldo Fenômeno fazendo propaganda, quando você faz, ele tem aquele negócio para baixo. E então é o diretor jogar, não, faz isso aqui. Aí, cara, nem parece que o cara é. Caramba, o cara fez incrível! Que nem o Rodrigo Lombardi. Rodrigo Lombardi é um dublador já, é um absurdo, né, cara?
É absurdo.
Eu vejo umas coisas que eu nem imaginava que era ele que tinha feito.
Ele é muito bom porque ele já dubla um tempo.
Muito bom.
Ele fez comigo uma animação. Ai, caramba, esqueci o nome agora. Foi a primeira vez que ele fez comigo. Ele já tinha feito coisas da Disney lá. Aí eu falei, ó, é isso, isso e isso, você é o fulano de tal, posso fazer uma homenagem a um colega seu?
Pode.
Pelo que eu falei, né, ele captou aqui. Eu virei para o operador, o que que ele vai fazer e tal. Aí Cara, ele fez o Darcy Pedrosa. Olha, cara, aí ele terminou, olhou para mim, cara, me diz que você fez isso. Você não gostou?
Não.
Você vai manter isso? Vamos manter. Tá, caraca. Eu fiquei assim porque eu tô pensando, vou dirigir, vou me preparar para fazer, tu não precisava mexer. O cara chega ali, ele quer fazer muito aquilo, ele quer investir o tempo dele naquilo, ele quer que fique bom, ele não quer fazer qualquer coisa.
Aquela raposa, esqueci o nome.
Ele fez comigo uma outra raposa também, um filme da Universal muito bonito, cara, que é Robô Selvagem. E aí ele gravou comigo, ele faz uma raposa meio canalha assim meio cínico e pilantra e tal, mas que enfim vai se transformando ao longo do filme. E foi um barato, né? A gente se divertiu para caramba porque é isso, ele é super disponível, ele é afim, ele entende o que você fala. É claro, ele não dubla todos os dias, então ele não tem o ritmo, que nem jogador de futebol que perde o ritmo de jogo, mas ele sabe e ele é 100% disponível para o diretor.
Então ele entende, já faz, às vezes oferece uma proposta bacana, diferente. Exatamente.
Dublagem tem essa magia, né, cara? E já o Manolo já me dirigiu, né, nos trechinhos. E o Endo já tentou me dirigir umas duas vezes, né? E aí as duas vezes que ele me chamou, tava com show, cara, e eu não podia demorar.
Eu falei comigo, ele tentou arrumar essa Se você não vier, não escalo mais.
Pô, cara, tava doido, cara, fazendo também dirigido. Cara que eu sou fã também.
Não sei como é que o Vilela te conseguiu hoje aqui.
Não, é milagre.
Nossa, Vilela, tem um ano, deve ter.
Acho que só tinha jogado a carta Trump.
Eu tenho certeza que não foi a primeira opção.
Botou a carta Trump na mesa.
Pois é, né?
Eu falei, não, vou chamar, vamos ver quem é.
Foi isso que aconteceu. Eu falei, ou você vem, ou você—
4 opções. Alcáceres é o último.
Pessoal, o Cáceres organiza uma coisa aí para mim, cara. Eu quero um duelo de vozes aí, cara. A gente misturar personagens aí. Eu entro com algum personagem do mundo canibal e cada um faz uma conversa no improviso. Vamos embora!
Tem algum assunto X que quer ou vai no Flow? Algum assunto X?
Não, Flow é outro, tá na tua mão aí.
Decide. Ah, é, o Flow é o concorrente.
O cara veio falar, brincadeira.
Aí, ó, tá vendo?
Corta ele aí, cara.
Então vamos lá, vai, propõe aí, Cáceres.
Vamos ver aqui um assunto. Vamos falar alguma coisa então, já que do filme dos Minions que tá aí já, né? Dos Minions, vamos falar dos Minions, vamos divulgar o Minion já falando com as vozes. O que que vocês acham?
Cada hora vai mudando o personagem.
Isso.
E aí, falando, né?
Beleza, vou misturar. É, vamos colocar mínimos, derrota da Copa do Mundo no meio aí e vamos embora, tá?
Então eu vou conseguir começar como Galvão então, só para dar Copa. Vamos falar da Copa rapidinho, depois a gente vai.
Meus amigos do Inteligência Limitada, é, amigo, tamo aqui vendo Bezerra, tamo aqui também, mas Loururei e Vilela, personagens agora, dizer o que acharam.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Check responses, set up required compatibility and availability varies.
18+. Com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Foi o que faltou a essa seleção.
Eu acho que foi tudo por água abaixo.
Vai, Vilela. Certeza, certeza que era os cara, os cara tava com cabeça, comeram bolo de maconha, um bolonha antes de entrar em campo. Os cara já arrastaram aquele Noruega, adoro a Noruega, Noruega, Lombra. Eu queria voltar e comer doce de leite com picanha. Eu queria ver Eu gosto de ver Minions, Minions, Minions. Como que é os Minions?
Banana.
Oi, eu sou o Goku, não percam o próximo episódio dos Minions, será Vini contra Rola.
Não, isso eu juro que pirulei, viu, os Minions. Como que é o nome dos Minions?
Minions, só é James.
Eu acho que é meio mais homínio, mais homínio.
Trocadilho do carilho, né? Não, Vilela, qual outro personagem você faz de canibal, Vilela, que eu gosto?
Aí eu gosto de cocô também, eu faço carinho, ele come cocô. Aí eu gosto quando sai o cocô, aí o cocô sai, é o cocô mole, o cocô. Ele falou que é o Goku. Eu lembrei do cocô, que cocô do vucu é o cucu.
E como seria o Oliver Astro falando sobre o cocô? Cocô não, o bolo, né?
O bolo fecal.
É verdade, é assim que você faz o bolo fecal no estilo Hoboken, baby.
Quem quer comer cocô?
Quem quer comer bolo?
Podemos falar de mim, mim, mim, mim, mim, mim, minhos? Tá muito bom.
E aí, quer mais, meu irmão? É que tem um delay, né?
O diretor aí tem perguntas aí do pessoal aí para mandar para galera?
Tem sim, tem algumas aqui. A primeira é da Juliana, ela falou: como é que funciona na prática sincronizar uma fala em português em personagens que falam muito rápido outras línguas?
Depende.
Via de regra, a gente não mede, mas assim, a gente já tem um bom medidômetro, um bom olhômetro natural. Via de regra, você tem que ter o mesmo número de sílabas que tem lá no original. Então se o cara fala muito rápido, às vezes é o caso de você tirar um pouco de texto para caber. Mas por exemplo, num Eddie Murphy, por exemplo, se você tirar texto, tirar texto, tirar texto, vai ficar horrível porque ele tá batendo a boca muito rápido e você falando mais devagar.
Então a gente tem que se adaptar a isso, a gente se adapta à articulação do ator Tem ator que não articula muito, não mexe muita boca, e tem ator que articula demais. Então você se adapta à articulação e ao ritmo. É essa que é uma das dificuldades da dublagem. Você tem que fazer a entonação, a interpretação, o ritmo, a velocidade, a intenção, mas da forma que outra pessoa fez.
Isso tudo em segundos, né? Você tem que sacar isso tudo em segundos.
Tem um comparativo do inglês e do espanhol. O inglês geralmente é tudo grande, né? Parece que eles falam uma sílaba cada palavra. E no espanhol você não pode fugir muito, porque não faz sentido, né? Apesar de ter falsos cognatos e tudo mais, mas é muito próximo. Então você não pode fugir, senão a labial dança. Então assim, no inglês geralmente você corta, no espanhol você vê que palavras você pode respeitar na métrica. Varia muito, né, de idiomas e tal.
O dublador é aquele cara que consegue falar laboratório onde os caras só falam lab.
Nossa, é verdade.
Não, e adrenalina, epi. Nossa, é verdade, adrenalina, desfibrila. Não, eu dirigi Grey's Anatomy, acho que 13 primeiras temporadas.
Palavras difíceis, né, cara?
Teve uma fala lá que a gente passou para senhora lá falar Ô doutora, a senhora acha que eles vão fazer uma Whipple em mim? Uma duodeno-pancreatectomia? Eu falei, meu Deus, mas não vai. Duodeno-pancreatectomia é uma coisa só, cara.
É porque eles abreviam demais, né? E a gente muitas vezes não. E aí você tem que dar um jeito, cara.
Se vira nos 30 aí, porque agora você tem que falar a palavra ali no tempo, tamanho certo. Você falou, você fala, você Não falei, não é problema meu, quero dar ali mesmo. Às vezes é complicado assim.
Qual a próxima?
É da Fernanda. Ela falou: existe algum personagem que seria impossível de dublar hoje sem os recursos tecnológicos?
Olha, eu dublei um que eu fiquei doente, inclusive, um ator.
Não foi Minions e Monstros?
Não, Mickey Rooney, né? O Rocky não, Rooney. Filme era um que já tinha seus 50 e poucos anos, ele fazia personagem de 18 anos. Eu fiz 3 filmes numa semana, me botaram lá, eu fiz, eu fiquei doente no sábado porque eu lembro de uma cena até hoje que me traumatizou, que era ele no telefone, no orelhão, falando com a mãe ou com alguém, e toda hora vinha alguém falar com ele: não, tu queremos abusar, não sei o quê. Eu não sei até hoje como é que saiu aquela cena, que Muito iniciante, muito.
Eram 3 páginas, Dois Anéis. Caramba, Dois Anéis! E só ele falando, moço, não, pera aí só um instantinho, senhora, por favor. E falar isso de uma forma que as pessoas entendam.
Ah, tem o Alvinhos Esquilos, né, que eu faço o Simon, o que é feito assim: existe um vídeo que tem um ritmo normal, que nem a gente tá conversando aqui, com as vozes de todos os atores. E tem um outro vídeo que roda em outro ritmo, que é só com a voz dos esquilos falando assim como a gente tá falando, só que é um vídeo mais lento. Então quando eles mesclam os dois vídeos, esse vídeo mais movimento fica mais rápido, ele tem que entrar na velocidade desse outro.
Então todas as vozes dos esquilos ficam daquele jeito. Eu acho meio impossível de fazer, até ver o bendito do bailarino.
Você já viu ele fazer?
Você já viu o bailarino? Cara, ele faz a voz do Alvin e os Esquilos.
Absurdo.
É bailarino, é fora da curva.
É o Robson Bailarino, imitador. É fora da curva.
É uma Uma coisa impressionante. Ele imita qualquer coisa.
Nossa, ele é surreal.
Ele fazendo o Elvis Presley, ele faz aqui, ó, ele faz a musiquinha lá.
É inacreditável como é que ele consegue. Mas acho que tirando ele, precisa de um recurso tecnológico para fazer isso.
Legal demais, pergunta boa essa daí.
Ó, parecida com essa, o Leonardo perguntou qual foi a produção mais difícil de sincronizar e de dublar que vocês já fizeram?
Como diretor ou como— ah, pode ser.
Tem muita coisa, a gente faz muita coisa, né? Eu dublo há 47 anos, muito. Mas assim, para não falar nada ou para não falar 50 exemplos, eu dublei o Efeito Borboleta, dublei o Ashton Kutcher, e tem uma cena em que ele grita o alfabeto grego. No olho, na orelha de um cara. Então, poxa, foi difícil. Eu tive que primeiro decorar o alfabeto grego, que você só sabe alfabeto gama, o resto, né? Aí decorei. Aí depois você tem que sincronizar e gritar.
Sincronizar, exato. Então essa foi uma ceninha que eu ensaiei umas 10 vezes e errei umas 3.
Então, por isso que eu falo, até vocês são experientes, tem bastante dificuldade às vezes de personagem, né? Pessoal acha que é tudo, não é, né?
Para mim, o mais difícil, eu fiz recentemente 3 temporadas, cada temporada teve um nome. A primeira temporada foi Entre Linhas Pontilhadas, que é um cartunista italiano, Zero Calcare, eu falando da vida dele. Só que assim, ele fez as vozes, todas as vozes E fez a animação. Então no italiano você escuta assim, não, sem interpretação, tipo, ele não é ator, ele é cartunista, ele fez lá. E eu fui dublar todos os personagens com exceção do Tatu.
Na terceira temporada eu pedi para dividir, eu zero calcário, eu faço num dia, no outro dia eu faço as pontas, e outros personagens. Aí no último dia eu fiz lá o zero calcário e voltei para fazer as pontes. Tô passando mal. Ai, tô passando mal. O que que foi? Tô passando mal, tô com taquicardia. Aí vou morrer, vou morrer. Não, que isso?
Que caramba!
Quase que eu morri, porque eu saí dali, deu um apagão, entrei num caminhão. Mexe, cara, porque a gente no estúdio, já aconteceu contigo com certeza, você chorar por conta de uma cena de você, sabe, você se contagia com aquilo. Então nessa série, pode ver lá, tá na Netflix, Entrelinhas Pontilhadas, tem mais duas temporadas com outros nomes. Vai ver para entender o que eu tô falando. É muito difícil eu fazer aquilo na hora. Eu ainda brinquei, falei, cara, vocês tinham que chamar o Briggs para isso.
Não, mas não vai dar tempo, que ele vai demorar mais. Ou então Alexandre Moreno, não sei não sei o quê, tem que ser você. Meu Deus, eu fiz, mas eu, nossa, depois eu fui ver um trechinho, tem pessoal no Instagram vindo falar comigo, ó, pô, adorei e tal. Eu, ai, tu não sabe o sacrifício que foi aquilo. Então é difícil para caramba, cara, porque tinha que fazer voz de mulher, voz da mãe, da namorada, da menininha, do menininho, do vizinho, do não sei, e tudo mudando voz, pensando Ai, foi difícil.
O mesmo caso que você fez aquele filme que tem, quem que foi, vários personagens de um ator só.
Ah, o 6 Vezes Confusão.
Nossa, isso aí deve ser difícil. Na Netflix também, gravou cada um num dia separados assim, termina um, depois faz outro.
É, fiz separado, mas não necessariamente dias diferentes, não demorei 7 dias gravando, mas foi fazendo um por um. Para você não perder o tipo, para você. E aí eles tinham uma mulher, tinha velha, tinha um cara para morrer, tinha ele mesmo. Enfim, foi muito. E aí teve, tinha um personagem que ele tinha um dente de ouro, né? E aí ele fez uma coisa meio suja assim na dicção. E aí eu fui fazer, mas eu não tava feliz, não tava, pô, não tá ficando bom isso aqui, tá falso.
Eu tô perdendo às vezes algumas palavras Aí, porque tem um pedaço de plástico de saquinho de supermercado, tirei só um pedacinho, enfiei entre os dentes aqui.
Puts, aí já era, pô!
Porque aí não tem, às vezes tem que ser real, que nem comendo, né? Às vezes o pessoal, porque comer, porque ele tava com aquela adicção porque ele tava com um dente maior, né? Então, nossa, super funcionou! A gente faz essas mandracagens também que dá super certo.
Legal, cara, que da hora, muito bom.
A Vanessa, ela perguntou se existe espaço hoje para improviso na dublagem ou os estúdios são muito engessados.
Ah, improviso existe sim, é muitas coisas que a gente faz é na base do improviso. Precisa ter, precisa ter o improviso. Nada mais é do que você sair daquele padrão que tá ali E botar uma outra linha, um exemplo assim, é o Maluco no Pedaço. É isso, eu não tenho aquela voz, é uma voz grave, não era para mim, era para o Marco Ribeiro, por exemplo. Ah, porque Márcio Simões ia ficar pesado, Marco Ribeiro ia fazer melhor do que eu até.
Mas quando eu entrei, eu falei, cara, eu não tenho essa voz. Dublei o corpo e botei a voz lá em cima, improvisei mesmo. Desespero, eu botei mais agudo. O Ted Urso, a mesma coisa. Eu fui, cara, o Seth MacFarlane tem uma voz grave, é grave, vou ter que improvisar, eu vou desafinar. E eu fui tudo desafinado. Ô, John, que isso, cara? Não, John, é tudo improvisado, que eu não tenho aquele recurso que ele tem, eu não tenho esse grave. Legal.
O Caio perguntou como que funciona o processo das plataformas de streaming que querem lançar tudo simultaneamente no mundo inteiro.
Nossa, é triste, porque exato, eu já falo como alguém que gerencia, né, uma empresa. E exato, mas assim, o que alivia é saber que o mundo inteiro tá sofrendo, não é só o seu estúdio, porque a gente trabalha com um vídeo que não é o vídeo final, aí a gente dubla, aí poucos dias antes chega o vídeo final, e aí você tem que fazer uma decupagem de ver o que que tem diferente. Então tem cena nova, tem cena que caiu, tem fala que mudou, tem cena que mudou de ordem, lugar, e às vezes tem 10 pontinhos, às vezes tem 200 pontos novos.
E é uma loucura, uma correria para conseguir dar conta. Só que isso acontece todos os dias.
Streaming e cinema, principalmente cinema também, que é mais loucura ainda, porque o streaming às vezes vem assim, você fica meses trabalhando ali, às vezes não, que tem vindo uns que são online, gravar em 24 horas. Mas o cinema já aconteceu, por exemplo, por exemplo, no Aranha verso 2, que eu dirigi, tinha 3 versões. Aí eu cheguei, eu acompanhando o mixador, que era novo e maravilhoso, Bernardo, fez tudo como eu pedi lá. Eu falei, ó, vamos fazer assim, assim.
Aí ele falou, olha, tem essa coisa aqui, caiu. Eu falei, não, deixa aqui embaixo, porque vai subir. Porque aí você já tem a manha que eles fazem uma versão Estados Unidos uma UK e outra China. Às vezes fazem uma para Arábia, fazem 4 versões. Então já tinha essas 3, eu sabia que ali estavam as 3. Aí a gente deixou as 2 sobressalentes separadas. Eu falei, deixa aqui que vai precisar. Não, mas você acha? Vai precisar. Aí quando pediram a versão tal, agora mudou a versão China, pum, enviou na hora.
Agora mudou a versão UK, pum, Aí os cara, pô, vocês já tinham aí como? A minha malandragem e a disponibilidade dele que ele encaixou as três latinhas, três.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Come join us, Sam's Club. Essas adaptações de rápido, veja, tava contando, né, que às vezes, e quando tem essas séries que lança um capítulo por semana, às vezes tem gente que manda para dublar, que teve agora, né? Eu tava lá, Google, não, esse aqui já lança a semana que vem, isso aqui já é doideira, né?
Chega em cima da hora, o tradutor traduz que nem um louco, entra para o estúdio que nem louco, mixa que nem louco, porque, e tem Tem que ser na data, tem que ser, não tem, não tem alternativa, não tem alternativa. E o brasileiro reclama se não tiver dublado, reclama muito.
Nossa, já aconteceu uma vez que eu falei, ué, mas como, qual que era a série? Era a série da, parecia Dexter, só que era uma mulher lá que era faxineira e depois policial, esqueci o nome agora, Mente Brilhante. E aí a gente tava assistindo, seguindo assim as pessoas adoram a série. Aí tinha 3 que não tava dublado. Como que essas 3 não tá dublado ainda, né? Você fala, pô, queria assistir dublado, você acostuma, né? E era para isso.
Alguma coisa aconteceu e depois veio dublado, mas demorou um pouquinho. Então alguma coisa aconteceu nessa parte aí, né? Mas a gente sente, né? Quem assiste dublado e gosta, e agora a gente que eu dublo também assim, é muito louco. Não sei se vocês também têm isso hoje em dia ainda, né? Tanta experiência. Quando vocês estão assistindo um filme, você falar a voz de fulano. Não tem mais isso, né, vocês?
Não, a gente não vê o personagem, a gente vê o dublador.
É o fulano, fulano. Então vocês conseguem entrar aí?
É legal quando a gente consegue dissociar. Isso, o mais fácil é o Wendel, o Cássio. A gente é assim. Mas quando você vê, quem é esse dublador? Nossa, que legal! Aí prende a gente mais, né, quando a gente não reconhece de Legal saber de vocês isso.
Da hora, legal, interessante. Eu tô tirando umas dúvidas minhas, viu?
Aí, ó, manda as perguntinhas dele para ele. Ele mandou aí, tá furando fila, hein?
Umas dúvidas minhas aqui, que é legal, né, pô? Tô com dois mestres aqui, não vou perguntar, né?
Ó, o Léo falou o seguinte: sei que não é da área de vocês, mas acreditam que a galera de pós-produção, principalmente efeitos visuais, podem ser mais facilmente substituídos pela IA?
A gente torce para que não, mas assim, é a pós-produção, a parte de imagem eu acho que tá mais acelerado do que de voz. A voz estagnou um pouco. E eu postei uma foto, é porque era zoeira, não postei para, né, era zoeira, como enfim, como tem no Canva, tem essas coisas. Aí mandaram para mim, eu postei uma zoeira do Tobey Maguire, com o Haaland e o Andrew Garfield num churrasco, uma piscina. Eu falei, ó, vieram aqui em casa e tal. Mas assim, tá muito rápido com imagem, imagem, vídeo.
Agora na Copa, o Haaland aí, cara, fizeram uns memes, um negócio perfeito, cara, em segundos assim.
Eu acho que ficando em meme, ficando em brincadeira, tudo bem, ok, mas comercial, quando uma empresa adota isso, já teve empresa que adotou, eu fico furioso. Porque assim, então não precisa o humano ir lá consumir o produto, manda o robô.
Tem duas empresas grandes que fizeram aí, mas não sei se fizeram.
É, nos eventos eu sempre brinco, sempre não, mas às vezes conversando assim, né, de tipo, você entra no palco, a galera grita, aplaude e tal, não sei o quê. Vocês conseguem imaginar um dia, está aqui o software não sei o quê, não sei o quê, e todo mundo Isso não vai acontecer.
Então, poxa, mas essa evolução ela tá empacada em alguns setores. Vou te dar um exemplo: mercado. Tem aqueles caixas automáticos, cara, é horrível aquilo.
Às vezes demora mais do que você acha.
Não, é porque aquilo é desconfiado. Quanto mais desconfiado, pior. Eu vou lá no mercado na Lapa comprar uns negocinhos, aí passo, bota aqui, tu tu tu, chamar atendente. Pô, isso daqui tá— ai, que não reconheceu. Aí passa o cartãozinho, aí eu passo o outro produto. É, não tá reconhecendo, cara. Acabou a bobina, ele pesa, ele faz não sei o quê, cara. É só passar e vai.
E tem também as redes, né, de fast food, que tem também esses totens. É irritante demais. Primeiro porque às vezes demora, primeiro que você tá com pressa normalmente quando você vai, né? Embaixo. E você não conhece o cardápio, a pessoa que tá lá conhece. Por onde é que tá o refrigerante nessa merda?
Você fica, se eu quiser trocar esse, porque às vezes você vai lá, eu quero trocar batata frita, eu só quero que venha sem gelo, tem que ir aqui embaixo. Pô, você não vai saber.
Antigamente os bancos eram grandes, tinham 100 funcionários uma agência. Hoje em dia, se você achar uma agência, considere-se sortudo, e tem 5 funcionários. Porque vai tudo no caixa eletrônico, faz lá, deposita, ninguém saca mais dinheiro.
Não sei quanto tempo eu não vou no banco, cara, assim, e não sei quanto tempo.
Quase ninguém, é tudo no aparelhinho lá, no celular, no computador. Então assim, a evolução aí veio primeiro nos bancos. A última vez que eu fui foi no Master depositar ou sacar, só para saber o nível de amigo que eu tenho. Depostou, sacou?
Eu depositei, sacou?
É, tu tá pobre então, deixa eu te falar, tá pobre. Queria te falar não, perdeu o Playboy.
Tem mais alguma aí?
Ó, o Fábio, que inclusive trabalha aqui com a gente, ele perguntou: Wendel, é verdade que se você não fizer um trocadilho a cada 5 minutos sua cabeça começa a coçar?
Ah, é verdade, é igualzinho, é verdade.
Faça um com Minion, é terrível.
Aí já fiz hoje, mais um, veio mais Mínion, né?
Mais ou menos, cara.
É muito bom esse negócio de trocadilho, vicia, né? Tanto que você fez um livro, né?
É, fiz um livrinho do Mínion.
Cara, eu quando quero falar alguma coisa que eu tô tímido, eu imito, tipo assim, não fui eu que falei, entendeu?
Tipo assim, eu acho que mulher te atrai mais. Mulher Mínion, Mínion, né?
É o Marcos Mínion.
Como é que seria o Marcos Mínion?
Escapa, escapa! É o Max Minion aí, mano.
Mas eu quero, eu quero, eu quero alguns bons trocadilhos aí.
Aí é com eles, aí é com eles que eles pensam alguns bons.
Eu saí, eu saí.
Eu sou ruim de sair.
Com o quê?
Com Minion? Saiu?
Não, eu saí sem querer. Nome de filmes, isso. Ah, é, cara, eu fiz uns trocadilhos agora do trailer do Angry Birds que vai ter com nome de artistas e passarinhos. Aí tem Zeca Passarinho, Michel Curió, Ney Bico Grosso, e por aí foi. Mas tem uns trocadilhos lá, boa.
E aí, boa, é tocando violão.
Eu fiz uns 50 nomes assim.
Aí uma vez eu fui com o Manolo, não sei se você lembra Lembra disso, que a gente foi numa, numa pet shop e tal, e aí a gente acabou comprando uns passarinhos, né? E o corredor era estreito, aí o Manolo foi na frente com o pintinho e eu fui cutucando atrás.
Quando ele falou que a gente foi numa pet shop, essa foi bem boa. É aquele negócio, né? Papo que eu não Nintendo, minhoca lá, minhoca lá.
Ai, meu Deus, cara, eu queria muito saber fazer.
Eu gosto de um que eu falei uma vez, que era de a piriguete saiu do banho e foi direto para sala assim, nua. E aí tinha visitas, e aí a mãe catou a toalha e deu para ela assim mãe. E o que que a mãe falou?
Piriguete.
Ela deu a toalha.
Tô, não sei, sexy sem ser vulgar.
E a gente, com o TC, a gente vai aprendendo um pouco, né? Porque eu tô lá direto agora também. E uma vez eu soltei uma e foi, mas foi na hora assim, eu falei que a única que eu que eu lembro assim também. Qual que é o animal de estimação do Didi?
É calopsite.
É a única que eu sei, que eu lembro.
Eu fui na primeira live lá no YouTube Space do UTC. Eu fiz o primeiro UTC lá com os dubladores, depois fiz a primeira live. Aí era eu, Briggs, Charles Emanuel, Gaveta, Nabote, Ed Gama, todo mundo Aí eu olhei, eu falei, só tem bandido aqui, eu vou sair na primeira fase e tal. Aí entrei, eu tava inspirado naquele dia, né? Aí tô vendo lá o Marcos Castro falando, não, porque esse monitor aqui é alto nível, é 4K e tal. Eu falei, vou desclassificar ele aí.
Aí tal, não sei o quê. Aí fui entrando, aí passei do primeiro. Aí eu vi o Ed Gama com o Charles Emanuel. Aí eu cheguei para o Rex, que era o juiz. Eu falei, senhor juiz, por favor, posso dar um recado para ele?
Pode.
Ed, você não me beija não, tá? Aí ele ficou assim. Aí o Rex, não entendi. É porque o Ed Gama. Aí já foi desclassificado. Aí veio o outro. Aí depois veio Marcos Castro. Aí eu falei assim, Marcos, desculpa rapidinho, senhor juiz, só um instante. Você falou que esse monitor é o quê? É HD? HD, não entendi. É Full HD? Não, é 4K. Tá desclassificado, seus juízes. Porque 4K é gargalhada, gente, pelo amor de Deus. Já devia ter sido desclassificado antes, tá fora.
Aí fui por aí, fui na pegadinha. Pô, só bandido ali. Como é? Eu tive que apelar, cara.
Teve um que a gente foi fazer agora, que agora tá o Faustão versus 3 humoristas. A gente fez um Faustão versus 3 humoristas. Né? Eu tava de Faustão. E aí o Cássio escreveu umas também lá. Aí tem uma que eu achei maravilhosa, que eu postei, bombou absurdamente, que é tão besta, mas é muito maravilhoso, que ele fala assim: o que que o Faustão, o que que o Faustão fala depois que faz café e olha para o negócio que ele fez o café?
Borra. O que que sobrou? Borra. Pô, é maravilhoso, é uma besteira, mas é tão engraçado.
Qual que é o personagem da Disney que tem medo de de tudo e de todos.
Pessoal da Disney tem medo de tudo, de todos.
Não sei, é o Bunda Mogli.
Bunda Mogli, já era, viu, Vilela? Isso aí vai ficar até agora. Agora já era. Tem alguma do Bob Esponja? Você tem alguma?
Proibido, é proibido.
Olha, vamos lá agora, Bob Esponja, conta pra gente qual é a guitarra que tá preferida do Bob Esponja?
A guitarra preferida, qual que é?
É a Fender do Biquíni.
É aquelas antigas, né, do cara que tinha duas galinhas em casa e deu milhos explosivos, e as galinhas chamava Célia e Olga. Sabe o nome do filme?
Não.
É, aí o fazendeiro deu milho explosivo e as Morreram, né? 2001, Oggy Seller no espaço.
Nossa Senhora, lembra do Cebolinha, né, meu Cebolinha? Qual que é aquele? 3 pirulitos, não sei o nome do cinema. Lambo 3, essa é velha. Essa é aquelas da época que a gente tava começando a falar, fazer trocadilho. Lambo 3 era foda, cara.
Uma tirinha que eu vejo, uma tira que eu vejo Eu rio até agora, cara. Se eu ver, é o Cebolinha e a Mônica no carro. A Mônica tá dirigindo, Cebolinha fala, cuidado, lombada! Ela fala, arrombada é você!
Então porrada, a lombada, eu só não conhecia, cara.
Muito bom.
Você sabe como é que chamam a minha mulher? De Bob Esposa.
Ai, meu Deus, Bob Esposa!
Como que a mulher do seu Jorge chama ele?
Borguezinho?
Meu Jorge.
Essas idiotas é muito boa, cara. Quanto mais idiota para mim, melhor.
Como é que é o nome do— puta, tem uma que é muito boa, que é o filho do— ah não, como Como é que é o nome da— ai, peraí, peraí que eu vou lembrar.
Eita, bateu Alzheimer!
Como é que é o nome da avó?
Pô, a avó do Nescau, a avó do Netinho, a avó do Netinho. Tem que ser a avó do Netinho, né? Como é que é?
O Netinho de Paula.
Eu sei qual que é a avó do Nescau.
Caramba, não acredito! É tipo aquelas de malu madre, malu fader, só que é o netinho.
Qual é o contrário de malu fader?
Malu madre.
Qual é o contrário de malu madre?
Falufader.
A voz do Nescau é a véia quaker.
Qual é o contrário de paixão?
Paixão?
Ah, é mãe teto.
Mãe Teto.
Mãe Teto, exato.
Aí chamou, nossa, cara, é difícil para eu chegar nesse nível assim de pensar.
Nossa, eu faço isso em reunião, faço com cliente.
Outro dia, meu pai tinha várias vezes, ele participa do Trocadilhistas Anônimos, ele se reúne uma vez por mês lá no Guarujá.
A gente tava fazendo 2 minutos sem fazer de trocadilho. Tava com a cliente, cara, estamos lá conversando, conversando, conversando, papai, papai. Aí ela contou a história da gatinha dela que teve diabetes e perdeu, sei lá, 20 kg, virou um trapinho, quase morreu, foi um tratamento. Ela contou de toda a tensão, ela ficou alguns minutos contando a história, aquele tema, porque era bem impactante assim, né? Foi uma história longa e tensa assim.
Só que do meio para frente eu parei de prestar atenção porque eu só queria fazer o meu trocadilho. E eu pensando, não vou fazer, não vou fazer. Mas quando ela acabou de contar, eu fiz, né? Que aí eu falei para ela, falei, não, mas você sabe que nos animais, né, não chama diabetes? Aí ela, como chama? Diapete.
E aí o clima ficou com aquela cara do tipo, sério? Diapete?
Sério?
Você escutou o que eu falei?
É tipo isso, né? É terrível. Eu faço isso, eu faço isso.
Não, mas tem um vício mesmo, é igual de imitação, é mais forte. Hoje eu tô menos, mas é.
E segurar faz mal, eu acho. Você não soltar, né?
Segurar para quê?
Tem que soltar.
Solta, mesmo que seja ruim, mesmo que seja ruim.
Ontem no evento eu não aguentei, e era um assunto sério, era um assunto sério, né, que morreu o o ator do Jaspion, assim, bem recentemente, inclusive fizeram uma faixa bonita, né? Aqui Jaspion.
Você fez lá na câmera?
Ele deu adeus ao Anime Friends, ano que vem é só na non gráfica.
Metade fez, eu escuto isso muito assim, a gente escuta muito nos palcos.
Me senti o Léo Linz.
Nossa, maravilhoso! Mas foi muito bom, não tinha como não soltar, né? Aqui, Jasper, maravilhoso, cara!
Que incrível!
Mas eu tô com o saco cheio já dessas piadinhas.
Eu te amo, cara! A galera vai pirar, né? Tá pirando aí. Tem mais algum trocadilho aí que você queira?
E você sabe por quê?
Robinho que meu pai fazia, né?
Você sabe por que que o Kakaroto não bebe?
Kakaroto não bebe. Kakaroto não bebe. Kakaroto não bebe. Como é que ele fica? Eu tento adivinhar, mas não consigo.
Porque Goku de bêbado não tem dono, né?
Essa é a melhor de todas. Essa tá no livro? Essa tá no livro ainda?
Não tá.
Essa é maravilhosa.
Meu livro, ele é mais infantil direitinho.
Esse é o proibidão, né? Esse é mais fazer um Proibidão com cadeadinha assim, trocadilhos, troca-trancados. Bom demais.
Tem mais perguntas aí?
Tem mais algumas aqui. Vamos lá. O Marcelo perguntou se em uma grande produção a parte de dublagem seria que menos recebe orçamento.
Não, é o trabalho da dublagem é um só. Tipo assim, na produção como um todo, ela internacionalmente falando deve ser, né? Varia muito. Eu acho que para dublar no mundo inteiro gasta-se um dinheiro muito forte. Tem verba, tem isso, então gasta-se um dinheiro muito forte, não é barato não. E é muita gente envolvida, muita gente envolvida para streaming hoje em dia, é caro também. Então a disputa pela Jubas aqui, vamos sair nos tapas daqui a pouco.
Mais pertinho do end, que isso aqui já foi.
Eu acho que assim, num canal de streaming aí, poxa, deve gastar muito dinheiro para contratar, fazer um filme.
Não, porque contrata em vários países, 80, né?
Deve gastar uns 80 milhões por ano.
Caramba, ou um país, não, muito mais.
Uma produção inteira, um canal de streaming.
Num país por ano só para dublar, só para dublar. Eu acho que é mais, pode ser mais, é, sabe por quê? É só a gente botar assim quantidade de minutos. Vamos Netflix, Netflix tem pá, é, Ayuno, Vox Mundi, MG, AudioCorp e TV Group, 5, 6, né? TV Group são 2. Mas vamos botar TV Grupo 1, que faça 5, faça 1.000 minutos por mês em cada um, é muito mais do que isso. A MG tem mais e tal. Vamos botar uns 10.000 minutos, dá 120.000 minutos por mês. 1 minuto, 120.000 minutos milhões por ano.
Nossa, bicho, é muito minuto, né? Muito dinheiro. Eu tô vendo aqui, eu vou abrir uma empresa. Aliás, eu vou abrir uma empresa agora.
Eu acho que no geral, talvez se você computar absolutamente tudo e considerando todos os estúdios, cara, sei lá, contando aí que tem 20 e poucos cada, em cada um, né? Deve ser uns 800 milhões por ano.
Talvez que movimenta a dublagem.
Sim, é bastante, bastante coisa.
É, tinha, eu falo assim, pelos que eu tinha acesso aos valores de estúdio, que sim, uns 20, o Rio arrecadava uns 20 milhões, vamos supor assim, todos os estúdios. Não sei como é que era em São Paulo, vamos botar 20 também, 40 vezes 12, uns 500 milhões por aí, né? Até mais, né?
Acho que é bastante. Aí, ó, essa nem sabia, meu, louco.
E a última aqui para a gente fechar é da Paula. Ela falou: como vocês lidam quando os fãs rejeitam a mudança de voz em personagens clássicos?
Então, a Paula já tem um trocadilho também, né? A Paula sabe o sobrenome dela, não? Desculpa, Paula, pelo amor de Deus, não me odeie. É porque deu uma vergonha. Sei lá, deu um—
ela é muito amiga do Manolo, na verdade, fez essa pergunta. Tudo que ele quer, a Paula traz.
Esqueci a pergunta, mas tudo bem, vai lá, responde você.
A gente não gosta, a gente não gosta, nem o dublador, nem o diretor nem o público. É a pior coisa, né? A pior experiência. Porque você tava até falando da série que acompanha dublado, de repente não tava dublado, parece que muda o personagem, né? É muito, por melhor que seja, às vezes entrou um dublador 100 vezes melhor do que aquele que tava antes, desvirtuou o que o público se acostumou com aquele personagem.
Mas é pior ou melhor, é a voz, né?
Eu dublei Game of Thrones e era dublado no Rio de Janeiro. De repente, de uma temporada para outra, trocou o elenco inteiro, veio para São Paulo. Então, além de ficar ruim, ficar com a experiência de quem tava assistindo dublado, tem uma outra questão que é do deficiente visual. Quando você troca todas as vozes, a série para ele acabou, porque ele já não sabe assimilou mais quem é quem. Então é uma experiência horrível e ninguém gosta, nem o dublador gosta de substituir um personagem, especialmente quando é um personagem clássico.
Eu fiz um promozinho do Adam Sandler na época do filme Pixels. É que postaram um dia desses no Instagram como se fosse coisa nova, aí uns 2 ou 3 reclamaram: Manolo não podia ter dublado, tal. Teve contexto, né? Na época que o Moreno fez o filme Pixels comigo, Adam Sandler, ele tirou férias, não podia dublar durante 20 dias, e chegou um promo do Adam Sandler com a Mônica, né? E tinha que dublar. Aí eu pensei, bom, posso botar o outro dublador do Adam Sandler, o outro tal, vai ser ruim para o filme, porque aí vão falar que substituiu ele no filme.
Se for uma voz que não que não tenha nada a ver com a dancinha, não vou assistir não, porque o pessoal vai falar: não, mas não dublou, isso é só aí no filme, vai ser. Aí eu fiz, entendi. E a resposta na hora foi essa: não, ele não fez o filme, não, ele fez esse promo aí. O Moreno devia estar doente, o Moreno devia estar isso. Então funcionou assim, mas eu não gosto de substituir. Eu já substituí algumas vezes no Deu ou Si, o Sérgio teve que ir para Portugal estudar e falou com o Hercules, pô, queria muito que o Manolo fizesse.
Eu fui lá fazer e tal. Mas é assim, é uma situação, é pagar em cheque, fizeram Pix. Na época não tinha Pix não, era em dinheiro vivo mesmo, assim na mão, botava assim na mão da gente.
Teve um caso recente agora do filme do He-Man, né, que o esqueleto era o Adavi, e aí foi agora, foi o Percy, cara, eu achei que ficou incrível, sensacional, incrível assim. É você, você, ele pegou a essência da parada aqui, meu, eu não senti falta de nada assim. Mas legal, e agora teve um que não sei se vocês devem lembrar, o Tulsa King, aquela série. Então foi um negócio, né, meu, eu piro naquele, eu amo Tulsa King assim, aquela série eu assisti uma vez sem pretensão e pirei.
Aí quando mudou a voz, não, quando começou, eu falei, meu Mudou. Mas pera aí, o Stallone é o Motta, né? O Motta faz, né? Como é que é o nome?
É o Ferro.
É Motta, na verdade é Luiz Motta. Mudou porque tinha o Joaquim Motta que também usava Luiz Motta, que era o Kojak, que aliás foi uma voz trocada lá antigamente e a Globo tirou do ar porque ninguém aceitou a nova dublagem lá em 78, 79.
E a voz dele é muito marcante, é a voz do Stallone, né? Então aí mudou, cara. Nossa, mas tinha umas dublagens Tinha uns dubladores que estavam fazendo outros personagens, tava legal e tal, mas a Dulce Talmon tava com a voz diferente, tava estranho. E não que tava ruim, mas tava estranho. E os fãs, os fãs reclamaram tanto que pediram para trocar. Mas tava, é, tava diferente, tava estranho, né? Não tava, ou estava agressivo. Então, e aí ficou, eu não conseguia assistir dublado, cara.
Eu pela primeira vez assim acho que eu coloquei em inglês para assistir. Até aí redublaram, falei, opa, agora você vê como que isso acontece também.
Eu também, eu gosto de ver dublado, me acostumei, consigo desassociar, mas às vezes tá ruim no nível de eu ver legendado.
E às vezes vocês que são experientes assim, por exemplo, vocês, claro, mas tem coisa ainda que vocês dublam que você fala, faria diferente?
Sempre. Se deixar a gente assistir, gravou, assiste tudo, dá vontade de refazer muita coisa.
Eu que sou novo, eu faço algumas coisas que, pô, a gente vai pela direção, mas tem uns feeling nosso. E às vezes eu falo, não sei, cara. Não, mas ficou legal.
Você não pensa assim, você faz muita coisa legal no humor, tal, você não fica inseguro às vezes? O ator é isso, o ator é insegurança, porque o dia que ele tiver seguro vai fazer uma bosta.
Uma imitação nova, como é que você faz para ter certeza de que Tipo, por exemplo, ontem eu fui fazer uma promoção, é uma promoção, não, eu fui sortear duas camisetas, camisas oficiais do Brasil. E ia falar, vou fazer o Ancelotti. O Ancelotti tá aí agora, então muita gente fazendo e tal. Fui dar uma escutada, já sabia mais ou menos um pouco do time, fui dar uma escutada e fiz ali. Só que eu não tenho ainda, porque assim, a imitação, quando você domina ela, você faz qualquer coisa.
Você faz qualquer coisa. Eu posso ficar falando como Faustão o dia inteiro, como— porque é uma coisa que eu já corriqueira, e o Ancelotti não. Mas eu fiz uma brincadeira mais para— eu tinha uma peruca do Datena lá, coloquei e tal, e fui fazendo. Porque de repente a gente, né, ele tem aquele negócio aqui na garganta. Só que eu joguei um pouquinho de rouco, que ele na entrevista ele tava rouco. Eu peguei um vídeo referência da entrevista, ficou meio Padre Quevedo, ficou meio parecendo aquele, não sei o quê.
E aí eu falei, aí eu falei, mas será que eu posso? Será que eu não posso? Aí postei, teve um cara que falou, é, tá parecendo um pouco Padre Quevedo. Eu falei, não, eu sei e tal. Mas aí eu tirei porque o Brasil perdeu, ninguém acertou o placar, porque quem acertasse o placar, né?
E então, e a quanto você tá vendendo as camisas agora?
Não, eu vou fazer um próximo agora, sei lá, de alguma outra coisa, né? E então eu primeiro assimilo a voz e depois, que eu não consigo fazer uma imitação sem o corpo. É igual dublagem, não tem como fazer. Então é o corpo.
Vocês destravaram, destravaram, puxaram um assunto desnecessário e que é totalmente prejudicial ao bom andamento do podcast. Mas agora é tarde demais. Mas agora ficou fácil. Qual é o treinador que vende carne e terrenos?
Vende carne?
É o Carne anti-lote. O nome do personagem é Carlo Lanchei Ontem. Mas ele fala aqui com um negócio, então agora treinar e ver como é que faz, né? Mas você vê que já pega, né, o timbre, tem a facilidade de pegar esse timbre assim. Mas é estudo, cara, imitação é estudo. É a mesma coisa dublagem, estudar aí. É que a dublagem você não tem tanto tempo de estudar na hora ali, você tem que fazer na hora, né?
Tem nada, tem que ir lá treinando.
As pessoas, tem gente ainda que acha que dublar você treina em casa.
Tem gente que treina em casa e vem dublar na hora, bicho, é doideira.
E a imitação, ela também tem aquele, aquele que o cara anuncia o que ele tá imitando, né?
King?
Não, não, não é um trocadilho.
Isso é o cara. Aí o Faustão, é porque vai que a imitação tá ruim, pelo menos ele falou quem é.
Tem um cara que fala antes, né?
Eu brinco no show isso aí, que eu ponho, tem no show que eu ponho o telão e aparece umas imagens, eu começo a improvisar com a galera imitando o cara. Eu falei, eu coloco a imagem que vai que a imitação tá ruim, pelo menos você sabe quem é, né? E aí é uma desculpa, claro, que já deixa ali no, cara, vai que não é tão boa, pelo menos tá ali, né?
Eu fazia imitação em 82, morava no Santo Cristo, então tinha um amigo meu que ele consertava muito aparelho eletrônico e Comprava revista, Saber Eletrônica, enfim, Marquinho. E ele fez uma rádio pirata lá para gente. Aí, 82, no Rio, foi época que candidato a governador era Brizola, Medina, imitava o Brizola, nem lembro mais, Medina Pereira. O nome é Pereira, era gago, cara. Ele entrava, foi o primeiro gago que Porque esse tal de Medina realmente fazia isso.
E o Medina era uma coisa assim, e eu fazia isso da rádio. Só que assim, a dimensão que eu tinha disso era que ninguém escutava. Uma vez eu descer na vizinha: é você que tá fazendo? Ela escutou, ela foi mudando de rádio, botou na rádio pirata. Eu falei: cara, ninguém também.
Só que eu era muito muito, mas ir na rádio é muito louco, porque a rádio é só o som, né? Então você assimila demais, cara.
Eu falava muita besteira de política assim, que eu votei no Brizola na época, eu votei porque eu achei, e foi maravilhoso assim, várias coisas, mas depois desandou.
Esses dias eu fiz um vídeo, esses vídeos de zoando assim, e aí eu imitei o Gil Gomes, que ele tava no podcast também. Aí eu fiz uma do Gil Gomes, cara, a galera na internet, nossa, desenterrou, porque ninguém Ninguém lembra mais, né?
Não conhece mais.
Caramba, cara, a galera, nossa, desenterrou o cara, tá muito bom. E é difícil, o Gomes naquela época ele fazia naquela, na verdade, a garotinha saía de encanto, né?
E tem o quê?
Era demais, eu adorava.
E a molecada, quem que é Gil Gomes? Então assim, tem essa, a internet tem esse negócio, né, do antigo, né, o Zacarias mesmo. Tem criança que vem, não sabe quem é, não. E tem criança que sabe, mas por quê? Os pais colocam para ver, eu tenho lá no canto comigo era jurado de Dutim. Aí eu, ah, faz Zacarias aí. Quem que é, mãe? Zacarias. Aí começa a saber, porque ele tava andando na Comic Con. Ah, mãe, o tio que faz o Zacarias. Então assim, você não sabe aonde chega, para quem chega. É muito doido, né? Muito legal, cara.
Você já era Geraldo Azevedo? Como é que é? Tinha um humorista antigo, Geraldo Azevedo, que ele fazia acho que na Escolinha, fazia o Gil Bebes.
Lembra?
Não tinha o Dioclonis, né? Era Geraldo Azevedo.
Não, esse é o Francisco Vasconcelos, esse é o Zé Vasconcelos, fazia o gaguinho, tinha um óculos assim.
Genial, isso, exatamente, maravilhoso.
Mas esse eu lembro, do Gil Bebes.
Eu achava engraçado que era Gil Gomes e Bebes, cara, era muito bom imitar.
Eu acho que não é que— e você vê que muita gente na internet falando, nossa, um dos melhores dubladores, e eu Ele tá falando da imitação.
Ele chama, acontece o contrário, imita Bob Esponja. Quem imita Bob Esponja é você.
Aliás, tem uma leva de dubladores ótimos, tem imitadores, imitadores do Alexandre Moreno, eles têm um grupo entre eles.
Eu conheço todos eles lá.
Tem um que faz igual o Briggs no Madagascar. É, basicamente fazendo assim aquela voz.
Também, Gabriel Fanati imita muito bem também, galera. Tem muita gente que imita dubladores, né, que imita dubladores. É muito bom.
Poxa, eu fiz uma muito boa com Felipe Pontes. Ele me imitava. E aí ele, né, exato. E era, eu vi um vídeo dele quando ele começou ali no YouTube e tal, que era um vídeo que bombou, mandaram para mim. E aí ele foi parar no Pânico. E aí tinha um quadro que eu não lembro era a prova de tudo, mas tinha outro nome, a prova de sei lá. E aí era ele fazendo Bear Grylls, né, meio que imitando aquele jeito de rotina e tal. Exato, legal para caramba.
E aí, cara, eu consegui o telefone dele, eu filmei isso, eu dei um trote nele, liguei para ele: Felipe, tudo bem? Aqui é o Wendell. Pô, Wendell, sou teu fã, não sei o quê, papapá. Foi: pô, obrigado e tal, mas deixa eu te falar, cara, eu Eu tenho 5 filhos, então eu tenho muita conta para pagar, muito boleto. E você imitando, né, me imitando no pânico, fez com que a Discovery cancelasse o meu contrato.
Nossa, ele deve ficar louco, que ele é um cara tão bonzinho.
Ele ficou desesperado. Não, eu vou falar com os caras, eu vou tirar do ar.
Não.
E aí comecei a rir, falei, não, tô zoando. De sacanagem. Pô, pelo amor de Deus, você quase fizeram zoeiros para caramba.
Ele fazia, né?
Veja bem como, como é que era legal.
Ele pegava, como que é? Faz um pouquinho para a gente, velho.
Como que é?
Eu sou o Bear Grylls, eu sou o Bear Grylls e vou ensinar você a sobreviver num dos ambientes mais inóspitos e terríveis do mundo, o estúdio do Inteligência Limitada.
E aí ele fazia, e ele fazia assim, eu sou o Bear Ele fazia um negócio meio que ele dava uma nuance, aquelas coisas meio de Discovery, sabe?
E não sei o quê. Veja bem, essa jujuba ela pode— os antigos, como é que eles comiam a jujuba? Eles abriam a jujuba, levavam a jujuba primeiro para tomar um vinho antes de comer a jujuba. Ele ficava, era tipo essas bobagens.
Ele ficava nas pedras aí, suava. Meu, era muito bom aquele quadro, era maravilhoso. Felipe é um ótimo imitador também, tá fazendo Neymar agora.
É, o Neymar é bem engraçado.
É o jogo, aí acaba de boa.
Por falar nessas narrações desses off, por que que aquelas características lá do e aí eu estava no incêndio e eu pensei eu vou morrer e um bombeiro estava atrás de mim e salvou a minha vida, eu disse oh meu Deus obrigado. Só o bombeiro de Harry.
Cara, isso era muito polichope, né? Que tinha aquelas propaganda de polichope. Eu tinha, a gente falava dublagem polichope.
Mas eu, a minha teoria é a seguinte: dublar documentário, pessoas, alguém dublar o que a gente tá fazendo aqui, é muito difícil, porque não é um ator falando, é alguém que tá improvisando o discurso que tá fazendo, só fala reality, falando, não, reality, o que eu fiz falando ritmo devagar, colocando pausa onde de repente não tem nada a ver. Dublar isso é muito difícil. Então o dublador, para fazer isso com esse tanto de pausas, nesse ritmo descompassado, gaguejando que nem eu fiz agora, é fazer isso, o cara tem que ter um domínio da técnica muito grande para que ele consiga interpretar com naturalidade.
E a dublagem é difícil. Esse tipo de produto tem um, um, um budget baixo, então é preciso fazer rápido e você precisa de muitos dubladores. Não são, não, obviamente não é a maioria dos dubladores que tem um domínio técnico tão grande a ponto de conseguir interpretar com facilidade, com facilidade e rapidez. Então você vai pegar metade do elenco, pelo menos, que vai ter que privilegiar o sincronismo. E nessa de privilegiar o sincronismo, ele perde um pouco da interpretação.
E como ele tá ouvindo aqui o cara falando em inglês, ele acaba falando em português com a prosódia americana, no caso, cantadinha. Então ele fica falando desse jeito porque o cara no original está falando desse jeito, só que isso é inglês. Em inglês faz sentido, em português você vai ter que— então o cara tá falando desse jeito porque em inglês ele está falando de outro jeito. Você quebrar a melodia, mas manter essa gaguejada, esse ritmo, essa descompassada de quem tá improvisando o seu discurso, é muito difícil tecnicamente. Aí acaba vendo essas dublagens que saem desse jeito.
Isso é sempre quando é pessoa, nunca foi falado que teve essas dublagens em filme.
Acontece, mas muito menos. Agora, em documentário, reality, aí é um festival.
Eu não consigo ensaiar porque reality é pior ainda, porque geralmente esses de pegação, os caras vão para lá, eles querem ser atores, eles querem vão virar artistas. Então eles começam a fazer poses, começam a falar frases de efeito. Eu falo, eu não vou ensaiar isso. Não, até não, não vou ensaiar. Quiser passar, eu abaixo a cabeça, tu vê aí. Aí eu gravo, não decoro o texto, eu leio ali, vou fazendo que nem um game, porque aí meu reflexo funciona.
Agora, se eu marcar, já dancei. Eu fiz uma, porque você, eu fiz um largado de pelados agora com Bretas.
Nossa, eu tive uma dificuldadezinha no começo assim para pegar o estilo do cara. Ele fazia uns lance para baixo, mas para cima ele vem. E aí eu falei, caramba. Aí depois fui pegando, mas demorou um pouquinho assim, tipo, eu não consegui terminar.
Já me botaram num desse, Are You The One, que eu pegava a minha filha, a Bruna, que a Bruna é minha filha, ela dublando a menina que eu pegava. Falei, ah, gente, não faz isso não, acabou o reality, não faz isso não. E eu só falava merda. Imagina, o cara pega trecho eu falando merda para minha filha. Pô, tu é mó gostosa, tu é mó isso daqui. E a galera da internet, ai, pai, é que eu falei, porra, ainda bem que não dubla junto.
Aí virou Game of Thrones, virou Game of Thrones. Você tava fazendo, você tava fazendo uma imitaçãozinha aí. Qual que que você tava fazendo? Aquela vozinha feminina? A gente falou dessa coisa, documentários.
Eu lembro que tinha aquela escova que que a pessoa ligava o botão e ela fazia um alisamento.
Eu tinha meu cabelo caracolado e agora com as escovas super power, eu consigo deixar ela lisa.
Olha só como está o meu cabelo, né, cara? O seu cabelo está muito bom, hein, filhinha? Nossa, que legal! Será que não lembra que tinha aquele negócio da faca guinço? E é o grande desafio, né? Acabou isso.
E a Vivarino.
Aí eu falava, quem que conhece a meia Vivarino? É a faca Guincho.
Então não é igual a faca Guincho, cara.
Não importa a meia Vivarino.
Tem uma história de um dublador que fez um comercial desses do Polishop, sei lá, 1401, sei lá, não lembro, 1406, isso. E que era de uma caneta. E aí dizia que o cara falou rápido demais porque era muito texto. Então todo mundo falava disso, eu nunca tinha visto Eu nunca tinha visto esse comercial.
Ah tá.
Com conheci o cara, mas eu nunca tinha visto. Todo mundo falava desse comercial. Cara, eu tava no motel.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Aí passou.
Começou.
Você precisou de uma caneta? Não sei para quê, mas não, cara.
Eu caí na gargalhada. Eu parei no meio, eu caí na gargalhada, cara, vendo o comercial, porque eu conheci o cara, já tinha ouvido mil vídeos.
Imaginou as coisas?
Pô, justo agora passar, e tava lá na TV, é a Polishop.
Acabou a Polishop, que eu acho que tava ruim, né, tava meio falida.
Mas esses comerciais eram muito bons, né, que sempre tinha o velhinho e sempre tinha a mulher E sempre tinha o carinha, né? A Rovelinda, realmente sempre tinha aquela vozinha.
Muito bom era daquele, de um aparelho para ouvido.
Ele pegava o copinho, colocava assim: você consegue ouvir do outro lado da charla, né? Que tinha aquilo, ele pegava o copinho, colocava assim. Eu lembro disso. Dá para ouvir do outro lado da charla? Eu lembro exatamente desse comercial, cara. Era muito bom, maravilhoso. Que mais, Vilela, aí que você Nossa, cara, você trouxe uma memória agora muito louca de dublagens. Tem o Bombeiro Jerry, né, que o pessoal brinca, né?
É o Jefferson, ele é muito bom.
É chefe ou Jé? Jefferson.
É impressionante aquela voz que ele fala, é impressionante, é muito bom, cara.
Tinha o Sucker and Funker, lembra do, do, como é que é, do Cassete Planetas?
É que eles faziam É o funk, só quero mexer esse traseiro gordo, né?
Muito inspirado no Loucademia de Polícia, que é o Jones.
Jones, cara, muito bom, cara, é muito legal, cara.
Tem uma frase que a gente usava de bordão antigamente na dublagem, que era muito bem, rapaz, muito bem, rapazes. Quando eu comecei, aí todo mundo falava isso. Por que que todo mundo fala isso? Não é porque a gente tá tentando mudar, porque vinha no texto muito bem, rapazes, e tinha gente que falava, mas eles começaram a ridicularizar e pararam de falar, tanto que não vem mais no texto. Quando vem, pessoal, muito bem, rapazes.
Tem um zei ainda, ei, né, que tem ainda. O americano fala muito ei, né? Ei, não, ou, né?
Quer ver uma coisa que me irrita em dublagem? Me irrita profundamente. Ok, o dublador botar ok, aí eu falo não, não bota, porque ele tá falando, não, Não tá falando ok, tá? Escuta, não tá falando ok, tá falando o quê? Que tem uma sílaba, ok são duas sílabas, então cabe um tá, tá? E além do que é uma palavra americana, se você vai dublar não faz sentido manter o anglicismo, mesmo que é ok, ok, né? Mas não cabe nunca. Pode ver como é que eles falam ok, ok.
Ele fala que, que, ok, ok, ok, aumento Mas isso é horrível, acho horrível. Ok, nossa, cara, tô tendo aulas aqui hoje, isso é muito bom.
Pô, pessoal, obrigado demais aí por esse papo, foi incrível. Eu fiquei mais como espectador hoje do que como host. Então agradecer demais. E agora é hora que vocês passam redes sociais, falam o que tá fazendo, sites, é com vocês aí.
Diga aí, vocês podem falar.
A gente normalmente não não pode falar o que tá fazendo, né? É sempre tudo confidencial.
A gente atende a domicílio. Não, não é aqui não, é no outro podcast. Eu esqueci, é dos EsMusculosos. Foi mal, é o próximo agora.
Ah, tem, eu dublei, já pode falar que tem trailer, né, que é o Odisseia, né? Foi um mais um filme aí com Robert Pattinson e é um filme muito bacana. Então espero que vocês assistam, que curtam. E tô lá no Instagram, @wendell_bezerra, e no TikTok, como é um público mais jovem, lá eu sou Tio Wendell.
Uncle Wendell.
Você fez Odisseia, Wendell?
O Robert Pattinson. Mas eu não lembro o nome do personagem dele.
Que papel que ele faz?
Ele é um vilão lá, um escroto. É um escrotinho.
Ah, é?
Mas eu esqueci o nome do personagem.
Quero ver muito esse filme, que os nomes são doidos.
Aquele que faz o Mickey, Mike, que ele faz os dois, eu não vi ainda.
Aquele aqui, ah, o Mickey 17, que ele é maravilhoso.
É meu filme, é doido, é maluco. Então, mas é legal, vai legal. Eu só queria manifestar o seguinte: em 2021, no meu aniversário, eu fui responder uns stories lá, eu me ferrei, viralizei no mundo inteiro. Que é a porcaria do— me perguntaram, foram fazendo perguntas. O que que acontece quando você dá spoiler? Eu tipo assim, bico fechado, beleza. Quando balança é uma pergunta, se fosse assim, afirmação, beleza. Aí fui respondendo: você dublou algum herói?
Você dublou o Tom Maguire? Aí viralizou no mundo inteiro, minha carreira quase encerrou ali em 2021, porque disseram que eu confirmei que tava o Tobias Maguire. E foi no meu aniversário. E agora meu aniversário é sábado, e eu me toquei agora, somente agora, pois tem uma foto que me mandaram e viralizou. É o Tobias Maguire e o Leonardo DiCaprio no jogo. Eu vi lá, gente. Pelo amor de Deus, eu não tô confirmando nada, ainda não me aposentei, faltam mais alguns anos, eu preciso fazer mais um pé de meia.
Não confirmei nada, pelo amor de Deus, não Google em que eu falei que o Tobey Maguire tá no Odisseia, tá?
Por favor, você faz os dois, você faz também, você já fez o Leonardo DiCaprio também?
Já fiz também, já.
É porque eu vi que tava os dois por lá, os dois que ele faz ali.
Eu fiz O Homem da Máscara de Ferro, foi curioso que eu dublei ele 3 vezes esse filme. Dublei para Globo, dublei para DVD e dublei para avião.
Às vezes você dubla várias vezes o mesmo filme. Teve um filme que eu dublei 5 vezes, é Young Gun, como é que é, Jovens Pistoleiros.
Isso é legal demais.
Eu dublei 5 vezes, 4 vezes eu dublei o Lou Diamond Phillips, na 5ª vez eu dublei um outro ator. Falei, não, mas eu faço o Lou Diamond Phillips. Não, quem faz é fulano de tal, você vai fazer o outro. Tá bom, beleza. Rede social, eu uso mais o Instagram, né, Manolo Rei Oficial. Eu tenho TikTok, mas movimento pouco. Twitter eu mais leio do que escrevo. E é isso aí, me sigam no Instagram, vamos bater um papo lá.
Eu tô no OnlyFans também, é mais privativo, que paga um pouquinho mais.
É FatalFans, FatalFans, fantasias com a voz do Bob Esponja, né?
Imagina, né?
E você quer ver o meu pé, né?
Meu pé, meu pé, né? Tem os fetiches de pé, né?
Não queiram ver meu pé não, pelo amor de Deus, não me peçam isso.
Quero hambúrguer de xerife, vamos fazer um hambúrguer de xerife aqui. Mas tem uma galera que faz uns OnlyFans meio maluco assim de comédia.
Tem a galera, tem a galera, e faz o quê? Conta piada?
Só piada só para galera dali? Não, é, tem, tem de tudo, cara. Tem de fetiche de pé aí, tem umas loucas, umas loucuras.
Será que tem de dublador? Dubla aí.
Tânia, federalidade, né?
Bombou esse negócio aí. Sim, deu certo, tava ganhando mais que a dublagem. Bom, mas é isso, gente. Então, ó, o meu Instagram também, me sigam aí, Rodrigo Cáceres Oficial. Lá tem vários vídeos de imitações também. E tem um outro que é RC_Vozes, RC_Vozes, que eu tô colocando os trabalhos de locução e dublagem lá, que eu tenho feito algumas coisas, que é legal, né? Quem tá começando é sempre bom, né, colocar umas coisas, pessoal dá uma olhada, né?
Bom.
E também fiz o, né, graças ao Wendel aí, eu fiz o personagem, o pastor no filme Pânico, Todo Mundo em Pânico agora, o último aí, que eu não assisti ainda. Então se assistir, sou eu que tô fazendo lá. Se ficou bom, elogia. Se não ficou bom, não fale nada, ignore, ignore. Então aí, obrigado, gente, tamo junto. Instagram, né, Rodrigo Castro Oficial.
Cássio, eles aproveita aí, pede like, pessoal, inscrever no canal. Aí, passando por Valdomiro, Faustão e Celso Melo. É, galera, para deixar like, compartilhar o vídeo e se inscrever no canal, e todo recado final.
Então, Peitelho, se você tá assistindo aqui, ora, você gosta do programa, mas às vezes você assiste e não dá a dedadinha no like. É verdade ou não é, galera? Só assiste, não segue. Então, filhinho, para bênção, né? Você vai ser abençoado, né, se você seguir, né? É, dá uma bênção lá, segue, se inscreve, né, filhinho? Até porque assim, Inteligência Limitada é um programa incrível, você já sabe que tá consolidado, como eu ator que sou, né?
Então, Pixiruco, vai logo, meu dedo, coloca o dedinho onde você gosta, no like, e segue o pessoal, tá bom? Humor do bem, ação de palma, pessoal, para vocês. Não, isso foi lindo, obrigado, Vilela. Volta logo, hein, Vilela, que já selecionou já foi.
Voltarei hoje, tô voltando. Ô Bigoda, que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final? Mas pede para os dois dubladores aí fazer com as vozes deles aí. Passa a palavra-chave aí, a frase-chave, e eu quero que eles fechem aí o programa. Obrigado demais por estarem aqui, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau. É com vocês aí, passa para eles aí, Bigoda.
Isso aí, a palavra final é mais ou menos É, esse programa foi maravilhoso.
Não foi mais homínio, foi um pouquinho menos homínio, mais ou menos. Mas é uma honra estar aqui. Obrigado a vocês que assistiram, aturaram a gente, que a gente falou muita besteira. A gente veio para falar de um monte de coisa, não falamos de nada. Só eu comi quase todas as jujubas e o Wendel ficou olhando, mas também Comeu, hein?
Comi bastante. Quero agradecer aí demais o convite, dois pins aqui de papo. Assistam Milhas de Monstros, tá no cinema com os monstros da dublagem. Muito bacana, muito divertido. E eu garanto para você que esse filme não é mais o mínimo, é muito bom.
Obrigado pela aula de hoje.
E o Bob Esponja se despedindo do pessoal aí, como que é?
Ai, ai, ai, pessoal, eu preciso ir fazer hambúrguer de siri. Já perdi muito tempo aqui nesse papo furado. Eu vou, vou depressinha porque o meu trabalho, vocês sabem que não é mais o Minion, senão o seu sirigueijo me manda embora.
A gente tá demorando demais, cadê você, cara?
Vem pra cá.
E pra encerrar, e, e, e, e, e isso é tudo, pessoal, é mais o Minion isso.
Valeu, gente, valeu demais aí. Fiquem com Deus, já deixa o like, compartilha o canal. Valeu, valeu, até mais, fui!
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido produzido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.