008 - SILO: O MEDO DO APOCALIPSE + DUNA: O MESSIAS RETORNA + X-MEN 97 NOVA TEMPORRADA
AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do DANIEL LOPEZ, da GABI XAVIER, do GABRIEL NERD LAND e do MICHEL AROUCA, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. O Vilela fugiu pros EUA pra poder comprar gibi barato.
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Sacuda essa areia do seu corpo e reescreva as suas profecias, pois está começando mais um Plantão Nerd aqui no Inteligência Limitada.
Eu sou Afonso Solano e eu sou o Rex. E hoje o nosso papo está totalmente conectado com as areias do tempo do deserto, e vou explicar por quê. Iremos falar de Silo e uma visão apocalíptica do futuro. E falando de apocalipse, iremos falar também de Apocalipse do X-Men 97. E direto das areias do tempo, iremos falar também de Duna. Ou seja, hoje será um programa totalmente cheio de areia. Então bata os seus pés, tire areia da sua sunga, saculeja sua canga e embarque com a gente no nosso Plantão Nerd de hoje.
A 3ª temporada da série Silo, ou Silo se você é mais metidinho, promete expandir os mistérios dessa obra que revela os sobreviventes de um apocalíptico, sobrevivente de um apocalipse vivendo num tubão, um tubão ali, delícia, e sendo exatamente um tubo comprido, grosso, profundo, profundo e proibido de saírem porque lá fora é muito perigoso. Ou será que não é tão perigoso assim? Será que os símbolos por trás dessa série, que agora, como eu falei, na terceira temporada, são mais próximos da verdade? Do que a ficção às vezes tenta nos dizer.
E hoje o Plantão Nerd traz os nossos amigos Daniel Lopes e Michel Arouca para falar desse mundo pós-apocalíptico de Silo e se ele é viável para os mundos de hoje. Será que temos teorias aqui? Então entrem no nosso bunker, no nosso Silo. Isso, olha aí, Michel e Daniel.
Olá!
Fala, galera, beleza? Michel, começar contigo aqui, meu velho. Situa a galera que não conhece ainda essa série das pessoas moram num tubão. Explica aí.
É, você resumiu bem, basicamente é isso. Silo foi uma das grandes apostas do Apple TV alguns anos atrás, quando eles meio que começaram a investir bastante em sci-fi. É baseado numa série de livros e a história sobre uma hecatombe nuclear que desimou a humanidade. Agora a humanidade mora dentro de um silo subterrâneo. Então eles têm todo o aparato para poder cultivar comida, água, escavar. Só que existem algumas regras, existe o pacto, existem algumas leis, e muito pouco se sabe sobre o passado.
Eles não sabem quem criou o silo, porque eles estão lá. Existe ali uma tela que você consegue ver o mundo do lado de fora e o mundo está devastado. De tempos em tempos, pessoas são punidas e elas são obrigadas a sair do silo para limpar essa câmera. E toda pessoa que saiu do silo, ela tirou o capacete, né, porque acreditava que poderia respirar o ar e acabou morrendo ali do lado de fora. E todo mundo está acompanhando isso há centenas de anos.
A humanidade está enterrada há centenas de anos. E agora a série voltou para sua terceira e penúltima temporada Porque a Rebecca Ferguson, que é a protagonista da série, é uma atriz tão engajada, cheia de trabalho, que eles filmaram a terceira e a quarta temporada seguidas. Então eles— a terceira acabou de começar e a quarta já tá gravada e deve ir ao ar no ano que vem.
Exatamente. E o pessoal sabe que eu e o Rex, a gente gosta muito de RPG, né? Crescemos nesse mundo, nesse mundinho, escondidos na biblioteca da escola, rolando o dado. E aí você cresce, sabe, Michel? Sabe, Daniel? Querendo formar sua própria party de RPG. Se você reparar, foi mais ou menos o que eu fiz aqui pra gente debater a série, porque temos evidentemente o Michel, que manja de tudo, é meio que o feiticeiro da parada. Temos aqui o Rex, que é o Warrior, né?
Tem que ter o guerreiro, o bárbaro, claro. Talvez eu esteja de druida, não sei, que jogo multiclasse. E o Daniel, que é o nosso clérigo, né? Que vem aqui porque eu preciso, Daniel, que você— achei bacana Eu nasci para esse mix, cara, porque apesar de ser uma série com essa premissa de ficção científica, eu sei que você é nerd também, né? Você caminha entre os mundos aí. E eu queria que você, assim, o mundo da cultura pop tende a tratar o apocalipse como essa, na verdade, o pós-apocalipse como uma coisa dos que ficaram, né? Como é que isso fica em termos de simbolismo religioso na sua visão?
Então, dentro da Bíblia, né, da escatologia bíblica, que é o estudo do final dos tempos, a gente tem ali os deixados para trás, né. A gente tem até, tem até a série Leftovers, né, que não vai seguir exatamente a Bíblia, mas que vai se inspirar um pouco nisso também. Então esse cenário pós-apocalíptico aí dos remanescentes lembra muito essa fase do Livro do Apocalipse, que trata daqueles que foram deixados para trás, ou seja, não foram dignos de serem arrebatados por Cristo e livres dessa grande provação que tá prevista sobre o mundo, né, do final dos tempos.
Então lembra, parece que tem, ou seja, se a gente pensar, parece que tem um arquétipo disso, né, que fica ali nas culturas, né, daqueles que serão separados para enfrentar os grandes cataclismos, né. Assim como a história do dilúvio, a gente vê em quase todas as culturas no mundo Parece que essa história também dos deixados para trás é meio onipresente também nas culturas humanas, né? Isso é interessante para caramba.
Sim, cara, eu juro que quando eu vi inicialmente o nome The Leftovers, né, eu achei assim que era uma série de sobras de comida, sobra do Natal, porque normalmente o termo em inglês leftover, ele pode ser assim, ah, sobrou uma coisa da comida assim, rabanada. Demorei a associar com uma série dos não arrebatados. Agora, Daniel e Arouca, vocês que estão vendo assim que saca uma dessa história. A série mostra pessoas que moram em subterrâneos, silos nucleares, né?
Não foge muito isso do Fallout, Fallout, que também tem a mesma pegada, né, de pessoas sobrevivem em silos. Mas isso é muito conhecido porque, tipo assim, teve uma época durante a Guerra Fria, dos anos 80, que as pessoas realmente estavam com medo de uma guerra nuclear e elas começaram a construir até silos próprios, né? Então chegou até ter casos deles descobrirem pessoas que acharam que teve uma guerra e se isolaram, né? E saíram anos depois, tem alguns filmes que até brincam com isso, tem um com Brandon Fraser, tem uma série de televisão também com uma comediante do Saturday Night Live, é bem engraçadinho, também trata disso.
Agora assim, Kimmy Schmidt, né, história.
Agora a pergunta é: isso é real? As pessoas realmente têm esse medo? E a série aborda isso também. Então primeiro puxar para o Arouca, tipo assim, se a série retrata isso bem O desespero das pessoas, que eu acho meio burrice, né? Você só tem uma missão: limpar a lente. Aí tu vai limpar a lente, tira a máscara para respirar, e todo mundo vê o cara morrendo, vê que todo mundo continua fazendo igual.
É que o Michel vai te explicar, tem uma questão de uma teoria da conspiração, né, Michel? Isso é legal.
Aí eu quero entender isso melhor, porque pelo que eu lembro de ter ouvido falar da série, algumas pessoas que vão para o lado de fora tiram e é editado que elas morrem, né?
Por aí é.
Então tem umas coisas assim. Então vou mandar essa primeiro para o Michel e depois eu puxo para o Daniel.
Legal.
Tá, para não, né, dar muito spoiler, eu vou levantar aqui.
Pode dar, aqui não tem isso não.
Aqui não tem isso não. Umas suposições. Imagina, a pessoa quando sai do silo, ela sai com uma máscara, um capacete, uma roupa toda lacrada, vedada pelo suposto veneno que tem no ar do lado de fora. Agora, quando a pessoa é mandada para fora, as pessoas que mandaram, os poderosos, querem que ela morra. E se realmente o ar lá fora está envenenado, E no capacete ela tem um visor onde ela enxerga tudo verdinho, bonitinho, com pássaros.
E ela tira o capacete achando que o mundo realmente está bonito, mas quando ela tira, tá tudo cagado e ela morre.
Talvez uma ilusão no capacete, né?
Exatamente. Nessa terceira temporada, no final da segunda temporada, eles já deram uma pista sobre isso. Eles começam a falar agora sobre o passado, o mundo pré-apocalíptico. O que aconteceu? É por quem criou os silos? Essa é uma das grandes perguntas. E existe ali um teor geopolítico que muitas vezes até se aproxima bastante da nossa realidade, porque na história da série, teoricamente ou supostamente, o Irã detonou uma bomba nuclear em solo americano.
E aí agora, na terceira temporada, a gente logo no primeiro episódio a gente vê uma cena desse contra-golpe, da retaliação norte-americana ao Irã. E aí eles disparam mísseis em direção ao Irã e tem alguns caças da Força Aérea acompanhando os mísseis. Só que eles passam por uma nuvem viscosa e as bombas estouram no meio do ar, os aviões explodem. E houve um incidente, se eu não me engano, também de aviões que estavam indo por ali, foram atacados por enxame de drones, né?
Então a série, eu acho que ela tenta não ser tão fantasiosa quanto Fallout, que você tem mutantes e necróticos, e ela tenta se aproximar mais talvez de um de umas situações extrapolantes da nossa vida real.
Agora, Daniel, por exemplo, essa coisa do silo que eu falei é uma coisa muito comum na nossa cultura desde os anos 80. Pergunta: é que ela se encontra nessa etapa, na verdade, isso é verdade, que tem aquela coisa da Casa Branca, tem embaixo um silo de proteção, que eles até abordam isso também na Skynet, né, quando no Exterminador do Futuro que as máquinas se revoltam, começa a atacar, e aí O John Connor vai fugir, eles entram num silo nuclear para se proteger.
Esse conceito é real assim? Tem provas que existe esse tipo de proteção assim para prever? Ou então planos de manter a civilização guardada caso haja uma coisa assim, tipo uma, como se fosse uma barca, né, um jeito de sobreviver a isso?
Existem sim. Inclusive o Trump, ao que tudo indica, ele fez uma reforma nessa, nesse bunker da Casa Branca. E ele usou como justificativa uma reforma que ele fez no salão, de salão nobre, salão de gala da Casa Branca. Porque se você vai ler as matérias, eles falam que quem tava organizando aquela reforma era o próprio Exército, era o pessoal do Pentágono, né? Então algumas pessoas entenderam que na verdade a reforma desse salão foi para esconder a reforma do bunker deles, né?
E inclusive aquele último tentativa, né, contra o presidente Donald que aconteceu foi porque ele, o salão de gala tava em reforma, eles foram para um hotel Hilton para fazer o evento. Aí um cara entrou correndo lá com uma arma, deu alguns tiros, né. E aí o Trump falou, viu, por isso que a gente tem que fazer reforma do nosso salão de gala, porque fazer aqui no hotel, olha o problema que dá, né. E só de curiosidade, né, esse rapaz que deu esse surto psicótico lá e tentou atirar no Trump, ele É um cara que tem mestrado na Caltech, né, que é California Institute of Technology.
É um cara de alto nível, né, não era um maluco qualquer, né. Então isso existe, isso tá, é um mercado que tá super em alta nos Estados Unidos, né, o mercado de bunkers de luxo. A gente sabe que os superpoderosos, né, o mercado que tá dando muita grana. Tem todo tipo de produto que você pode imaginar. Tem os bunkers subterrâneos onde havia silos de armas nucleares. E tem também até como se fosse assim sítios, né, ou fazendas que são em locais muito isolados, que o cara paga uma mensalidade para frequentar no final de semana.
E caso tiver um caos nuclear, ele pode se refugiar lá. Então lá eles têm muitas armas, têm comida já estocada. Então isso a gente vê também nos super ricos, né. Mark Zuckerberg tem, gastou mais de R$1 bilhão ou $250 milhões de dólares no seu bunker lá na na ilha de Maui, né? O Larry Ellison, que é o chefe da Oracle, ele praticamente comprou a ilha do Kauai toda, tá fazendo um grande bunker lá no Havaí. Peter Thiel tem bunker ali na—
Japeri, chama Japeri.
Na Povanc em São Gonçalo, na Nova Zelândia, Nova Zelândia, né? E inclusive o Sam Altman da OpenAI já falou, não, se der alguma zebra, eu vou para o bunker do Peter Thiel, que a gente é amigo, né? A gente teve até um livro muito interessante que eu tenho aqui na minha mesa, que eu não vou conseguir achar, que é o Império da Inteligência, The Empire of AI, se eu não tô enganado é esse nome. A autora é Karen Hao e ela conta nesse livro uma história do cara que era o chefe de tecnologia da OpenAI, que é o Ilya Sutskever, e ele numa reunião do conselho ele falou, ó, quando a gente liberar inteligência artificial geral para a gente se proteger da inteligência artificial, dos protestos das pessoas que vão reclamar porque perderam o emprego para as máquinas, né?
Agora estão desempregados, a gente vai se esconder nos nossos bunkers, né? Então até dentro da OpenAI eles falam abertamente sobre o bunker que eles têm. Então isso tá super em alta e é um mercado que tá rendendo muito lucro aí para quem tá investindo nisso.
Saiu o mercado que eu nunca imaginei crescer, o mercado imobiliário de bunkers.
Cara, eu espero que dentro desses bancos tenha aquele mercadinho que alguns condomínios têm também para você comprar um azeite, traquinas, né, quando não dá para você ir no mercadão. Porque, e olha, eu ia puxar o seguinte com essa piada super sem graça, né, está falando um negócio que é horroroso, né, o fim do mundo e tal. Eu assisti a entrevista do, eu e o Arouca, que a gente compartilha muitos dos podcasts estrangeiros, ou entrevista do Zuckerberg lá no Joe Rogan, foi muito bacana, uma série de motivos que também tem a ver com o Daniel, porque ele explicou sobre aquela interferência toda da na época da administração lá do Biden, no Facebook, aquela fritada que deram no Zuckerberg e tal.
E dado momento ele falou desse bunker, né? E engraçado, né, que ele— não sei se vocês viram ele falando— ele tentou desmistificar, não sei se de maneira autêntica ou, né, a gente gosta de conspiração, tipo: não, galera, é um bunker que eu fiz porque, pô, lá chove direto, entendeu? É mó saco, começa a chover, eu quero jogar tênis, pô.
O cara não pode botar uma marquise, né? Ele resolveu gastar 1 bilhão para comprar um bunker subterrâneo ali, entendeu?
Acabou de liberar um ativo meu, eu fiz um bunker e tal. E ele falando assim como se ele tivesse divertindo com essas teorias da conspiração de que ele tá se antecipando a um fim do mundo, né? Então assim, jogando de volta para o Arouca, você acha que nessa terceira temporada Além de, porque assim, você sustentar um segredo, isso é uma coisa muito comum, né, nesse nosso universo. Você apresenta uma coisa meio Lost, meio From, que falamos aqui recentemente.
Você sustenta um segredo de uma série, beleza, aconteceu um fim do mundo, tá todo mundo enfiado num tubo, tipo, como é que foi esse fim do mundo? Quem foi que causou? Qual é a verdade? Como era? Você acha que Ao contrário do From, que a gente falou semana passada, você acha que o Silo, agora para a terceira, ele respondeu o suficiente desses medos, dessas conspirações, para manter a gente engajado, com qualidade, ao mesmo tempo que tá segurando uma revelação final?
Ou você sente que tá também dando essa enroladinha que tá tipo, cara, pelo amor de Deus, famosa barriga, a barriguinha, essa barriga ser difícil no pós-apocalipse?
É, a segunda temporada ela foi realmente muito mais lenta, né? Silo ele tem uma estrutura narrativa em que eles contam duas histórias simultaneamente durante a temporada. Na temporada 2, a Juliette, ela saiu do silo dela e a gente descobre que não é o único silo, existem outros silos também. Ela vai para um outro silo. Então a gente manteve a história do silo original com os outros personagens e ela descobrindo ali um novo silo.
Por ela estar fora da trama original com os personagens do outro silo, a série deu uma, deu uma caída, ficou um pouco arrastado. Só que como já existe esse planejamento de acabar com 4 temporadas, e são temporadas curtas, são temporadas de 10 episódios, episódios, eu acredito que essa barrigada ela vai desaparecer, porque essa terceira temporada promete ser a melhor, ela promete nos trazer muitas respostas. E a gente entende que na verdade o que está acontecendo é uma manipulação.
A humanidade está sendo manipulada para continuar enterrada nesses silos. A humanidade está sendo manipulada para não saber a história dos silos. A memória das pessoas estão sendo apagadas contra a vontade delas. E ao que parece também eles vão trazer um pouco de inteligência artificial, Talvez exista uma tecnologia. Como eu não li os livros, né, eu não sei a história original, que agora vai um pouco da teoria, né. Eu não sei se existe ali uma tecnologia futurista, uma tecnologia alienígena, mas ao que parece tem um algoritmo meio que ditando e manipulando a narrativa do Silo, sabe, para onde está indo.
E ele ameaça as pessoas encarregadas de, caso a narrativa fuja, ele simplesmente vai matar todos os habitantes do Silo. Então a pessoa tá ali meio que sentindo obrigada a ajudar a manter uma mentira para preservar a vida dela e da família dela e de todas as pessoas que ela acredita que são os últimos humanos da Terra.
Agora, pegando esse gancho do que você falou, por exemplo, a gente sabe que coisas estão acontecendo e aí tem teorias a respeito, mas o que você falou fez muito sentido. Que, por exemplo, imagina inteligência passando para o Skynet, o conceito do Skynet, que vê Do Exterminador do Futuro, que os humanos são um problema, os humanos criam guerra, e aí uma inteligência artificial para preservar a humanidade cria uma estrutura onde que as pessoas são mantidas ali.
Ou seja, o jeito de você estabelecer aquilo ali enquanto o mundo se recupera de uma certa forma. Então a inteligência artificial tá usando isso de um jeito de controlar as pessoas. E aí eu passo isso para o Daniel. Daniel, é possível que a inteligência artificial tenha, chegue nesse ponto de desenvolver uma preocupação que ele comece a ver que o ser humano ele já não é o suficiente para lidar com tudo. E talvez o jeito seja, olha, então o jeito é segurar eles e destruir o que tem até o povo se— talvez eles isolados consigam criar uma sociedade, sei lá, com menos problemas, menos dificuldades, menos conflitos religiosos, que ele tipo reset da humanidade enquanto o mundo está se recuperando, para depois eles chegarem a assumir o controle e trazerem os humanos de volta. Isso seria possível em alguma realidade.
O que que tu tomou antes do programa? Quer ser a teoria?
É boa, né?
Viajante aí, meu.
Pensei agora, graças ao Arouca. Obrigado, Arouca.
Pô, cara, é plausível isso dentro do que a gente vê dos estudos sobre os possíveis perigos da inteligência artificial. Pô, tô procurando um livro aqui, cara, que eu comprei recentemente, que é do Eliezer Yudkowsky, que é um importante cientista da engenharia, né? Ele escreveu um livro que é Se Alguém Criar, Todos Morrem. Então, para esse cara, se alguém criar inteligência artificial, já era, né? Todo mundo vai morrer, né? É também a tese do Roman Yampolsky, né?
E é um pouco a tese que o padrinho da inteligência artificial, Geoffrey Hinton, é um pouco a tese que ele defende, né? Não só o Geoffrey Hinton, que ganhou o Prêmio Nobel por causa do trabalho com inteligência artificial, mandou outro padrinho, né? São 3 padrinhos, que é o Marvin Minsky, o Yoshua Bengio e o Geoffrey Hinton. O Yoshua Bengio é outro dos 3 padrinhos ali que também acha que a inteligência artificial pode trazer consequências drásticas, né?
Agora, se a gente pega outros estudiosos dessa linha, como Nick Bostrom, que é professor de Oxford, ele diz o seguinte, cara, o meu sonho é que a inteligência artificial ela salte de uma, de uma, um cérebro de um rato. Aí, obrigado. Se alguém criar todos os nomes, mas assim, é super fundamentado, um cara top lá no livro Teoria da Exploitação, não tanto que é editora intrínseca, né, uma editora mais de tipo de conteúdo. Então legal para caramba.
Eu acho, desculpa ter desviado um pouco o assunto, Mas é interessante, converso muito com as pessoas sobre esse tema e eu percebo assim o efeito Dunning-Kruger nas pessoas. Efeito Dunning-Kruger é tipo assim, quanto menos você sabe sobre o assunto, mais você acha que sabe. Então assim, a galera não lê nada sobre o que os especialistas estão falando sobre esses riscos e quer falar, não, isso é lorota, não tem nada não, isso é coisa de maluco.
Você fala, pô, será que o professor Max Tegmark, que é um dos maiores gênios do MIT, ele é louco? Quando ele organiza, né, um abaixo-assinado para pedir, para segurar um pouquinho desenvolvimento da inteligência artificial. Então eu tava falando do Nick Bostrom, ele vai um pouco nessa linha que vocês estavam levantando aí, que ele diz, cara, o meu sonho é que a inteligência artificial passe de uma mente de um rato para mente de um Einstein elevado ao infinito, porque se essa transição for bem rápida, eles não vão ter tempo nem para se preocupar com os seres humanos e olhar os seres humanos como problema, porque o salto vai ser tão grande.
Mas a minha dúvida é essa, Daniel, que por exemplo todo mundo tem uma visão apocalíptica apocalíptica da IA. Mas e, por exemplo, na série, se a IA tivesse pegando as pessoas para preservar elas, marca de Noé, ou seja, as pessoas que ficaram, elas são ali selecionadas para que quando saírem do silo e a Terra está reconstruída, a Terra estaria em paz, né, reconstruída assim, sem perigos, sem doenças.
Tem um videogame chamado Horizon Zero Dawn que conta um pouquinho dessa situação.
Talvez a inteligência nem sempre é uma coisa para o mal, talvez ela esteja protegendo o ser humano dele mesmo, para depois falar, olha só, Eu limpei tudo e agora vocês podem seguir a partir daqui. É possível ter uma visão positiva e não tão destrutiva da IA? Talvez ela queira ajudar e não só eliminar a raça humana e substituir todos como bateria.
Tem algum pensador positivo aí, algum livro de alguma pessoa?
Tem, não, tem vários pensadores positivos, né? O cara lá da Universidade da Singularidade, que esqueci o nome dele, ele é um cara positivo. Ele tá até com uma campanha que é Monetize Hope. Monetiza a esperança. Adiante, adiante.
Isso aí, o Horizon, jogaço aí.
Maneiro, show, legal o visual gráfico aí.
Não, incrível. Pois é, mas prossiga, prossiga, Daniel.
Então, cara, tem gente que acha que vai ser positivo. A gente tem um meio termo que é o Mo Galdatz, Mohamed Galdatz, que ele era diretor da Google X, diretor de negócios do Google X, que é uma área da Google que desenvolve mais projetos mais sigilosos. E ele pediu demissão porque ele falou que não tava concordando. E ele escreveu um livro chamado Scary Smart, não tem em português esse, que é legal para caramba. Mas ele tem dado muitas entrevistas dizendo que na transição para inteligência artificial geral a gente vai ter 15 anos de caos e depois um paraíso na Terra.
Então ele acha que vai ter, na transição vai ser complicado, porque as pessoas vão perder o emprego para as máquinas e vão se rebelar. Vai ter tipo um novo movimento cartista e ludista que aconteceu na época da Revolução Industrial, aconteceria de novo, os caras tentando destruir os data centers, as máquinas, né. Inclusive o Departamento de Estado nos Estados Unidos já tá monitorando esse tipo de movimento antimáquina lá, já estão se preparando para uma rebelião dessa natureza.
E mas ele diz que depois dessa transição primeira vai ser tudo bem, vai ver todo mundo feliz, que vai, a gente vai atingir uma uma homeostase assim, a coisa vai dar uma estabilizada, né? Mas o grande problema que o Mohamed Gawad aponta nisso, que dificulta um pouco essa visão mais positiva, é que a inteligência artificial ela é treinada com base nas interações humanas. Infelizmente, as interações humanas são extremamente agressivas e maldosas.
Então a inteligência artificial tá montando um panorama da humanidade, concluindo que a humanidade é violenta, agressiva e destrutiva para caramba. E aí ele até criou uma campanha meio assim surreal para as pessoas serem mais educadas na hora de postar coisa na internet, para inteligência artificial achar que a gente é um pouquinho mais simpático.
Então esse tem um desafio.
Acho que tem que ter o tempo inteiro.
É, eles estudam o que tá sendo publicado nas redes. É só baixaria, né, meu irmão?
Só xingamento.
Eu peço uma coisa, ele faz errado, eu falo assim: caraca, tu não presta atenção em nada que eu falo, cara. Eu tenho que repetir para você, né, cara?
Deixa eu botar um backstage aqui também. Meu amigo Afonso 3D, que vocês conhecem, faz o Bunker X comigo, né? Meu xará alienígena lá. O Daniel já participou lá, Rex também. Falta o Arouca, gente feliz.
Mas ele, cara, nós jogamos na CCXP, nós jogamos junto.
E, cara, o 3D, ele trata a inteligência artificial dele muito mal, né? Ele gosta de zangar. 3D é meio Pato Donald, sabe? As paradas vão dar na errada. E vai ficando puto e não sei o quê. Ele fala: sou idiota, não foi isso que eu pedi e tal, não sei o quê.
Eu sou igual, cara, o Rex é igual.
E aí teve um dia que eu cheguei lá, né, a gente tem um GPT que é o GPT que gera as pautas para o Bank Exchange. E assim, parece fora off topic, mas não é, mas tem a ver com o que a gente tá conversando. Aí um dia eu cheguei lá, falei: cara, prepara a pauta, não sei o quê. Aí ele meteu assim, falou: pô, cara, tá uma merda esse GPT, não tá fazendo nada que eu tô mandando. Como não? A gente pediu para ele fazer uma pauta, a pauta tava uma pura total.
Eu falei, cara, tu estragou inteligência artificial. Você deu tanta ordem para ela paradoxal, sabe, que ela não— ela— você criou uma relação tóxica com a sua AI e ela tá com medo de fazer qualquer coisa, com medo de receber uns porro. Ou pelo menos eu fiz essa leitura, entendeu? Muito interessante. Então assim, isso que o Daniel tá puxando é uma parada que eu vi num microteste ali onde ela tava tentando agradar Por isso que eu tô zoando o 3D, um cara que é impossível de agradar, brother.
Tipo, fiz isso no seu celular, pô, lembra?
É, exato. Eu falei, cara, você, ela é um reflexo, ela é uma criança, que ainda é uma criança, né, Daniel?
Toda criança precisa de um bom tapa, essa é a verdade.
Mas uma mão firme é muito mais poderosa do que um tapa, filosoficamente falando, querido amigo Rex.
Eu que sou papai, a mão que carrega é a mão que bate, não tá errado.
Então assim, fazendo essa zoeirinha aqui com o 3D, porque de fato a gente tá moldando, né? A gente tá moldando essa inteligência artificial que ainda é infante, e a forma como ela tá absorvendo as nossas interações, da mesma forma que uma criança que observa o pai e a mãe, né, as interações da família, ele vai reproduzir isso quando ele for adulto, né? Acho que é um pouco, é um pouco disso, né, Daniel, que você tá falando também, que os especialistas estão apontando. Musk fala disso direto também, né?
Não, exatamente. Inclusive, o Musk, cara, tem sido o cara mais prolífico em nos dar alertas. Ele mudou um pouquinho o seu alerta porque em 2014 ele já falava o seguinte, cara: inteligência artificial. Uma palestra, se você botar assim no Google Bloomberg, porque foi no site da Bloomberg, no canal do YouTube da Bloomberg, Elon Musk summoning demon, invocando demônio. Elon Musk falou uma palestra no MIT, ele falou, cara, inteligência artificial É igual você invocar um demônio.
Aí os cara, como assim? Aí ele falou, sabe aqueles filmes que os caras estão numa cabana perto do lago, aí desenha um pentagrama no chão e fala, vamos brincar de invocar o demônio? Aí alguém fala assim, ó, acho meio arriscado isso aí, não é perigoso não? Aí o cara fala, não, vai dar tudo certo. Aí termina o demônio matando todo mundo. Ele fala, então é nessa linha. E na verdade, a gente entendendo essa abordagem do Musk, isso nos leva a entender O porquê ele investiu inicialmente na OpenAI, né?
Porque a OpenAI tinha esse nome porque seria código aberto, segurança total para a humanidade e buscando ali o bem comum, né? Só que aí sem fim lucrativo. Só que aí mudou completamente esse enfoque, né? E por isso que ele processou a OpenAI e o Sam Altman, porque eles deixaram de ser código aberto e sem fim lucrativo, né? E também deixaram de proteger os protocolos de segurança, inclusive porque eles demitiram o Daniel Cocotailo, que era o cara que era o chefe de segurança lá da OpenAI.
Ele tava falando tanta coisa ali perigosa, né, que para os caminhos que estavam indo, que a galera não aguentou, demitiu. Então assim, existe uma batalha no Vale do Silício com relação a esse tipo de visão. Inclusive a Anthropic, ela surge também, o Dario Amodei, ele sai da OpenAI para criar a Anthropic inclusive tem esse nome, né, Anthropic, de antropo. Antropo é o homem, né? Então é uma inteligência artificial que quer cuidar do homem, mas que também agora com o Mythos 5 eles criaram uma inteligência artificial já tão potente que ela teve que ser proibida para uso geral, né?
Ela pode ajudar um cara a criar uma, uma, um vírus cibernético ou até um vírus biológico novo que destrói a humanidade. Então Mythos 5, ele só foi autorizado para uso de empresas chanceladas pelo governo, né? E aí eles, aí teve aquela polêmica recente que eles criaram uma versão mais fraca que é o Fable 5. Só que aí os caras já pegaram o Fable 5, conseguiram fazer um monte de jailbreak lá, transformaram o Fable 5 que era menos potente no Mythos, que é o potente.
Aí o Trump ordenou a suspensão das vendas, deu uma polêmica terrível. Agora as vendas do Fable 5 voltaram porque eles fizeram os ajustes. Então assim, é Elon Musk que tem dado uns alertas bem importantes aí. Eu acho que a gente deve continuar escutando o que ele tá falando, que o cara, o cara manja do paranoia, né?
Quem manja muito de série também é o querido Michel Arouca. Michel, recentemente nós fizemos um programa em conjunto aí, Matando Robô Gigante, Série Maníacos, e na verdade foi pelo Derivado, né? Derivado Cast, sobre outra série bacana sobre pós-apocalipse, que foi a do Paradise. Né, de todos os, de toda a ficção que lida com essa sobrevivência da humanidade, todos esses cenários, se pudesse, uma pergunta clássica, começo com o Michel, passo pelo Rex, depois vou para o Daniel.
De todos esses cenários, se você pudesse escolher um para você fazer parte sobrevivente, qual que você escolheria? É, todos são, lembra aí, lembra de alguns aí, vai.
Ó, Paradise, Fallout.
Silo.
Eu acho que assim, o que vale, Walking Dead tá valendo, vale, vale. Talvez seja o pior Walking Dead, eu não sei. Eu acho que o problema é você ter a memória de como o mundo era antes, né? Se você nasceu no Silo, nasceu no paraíso, é o mundo que você conhece. Então acho que angústia é um pouco menor. Mas eu só queria resgatar um pouco aí o cenário altruísta que o Rex jogou, né, de A inteligência artificial pelo menos está preservando a humanidade, né?
Mas vamos dar uma pirada aqui na filosofia. No caso de Silo, a humanidade está sendo manipulada, ela está— as pessoas estão tendo as memórias delas apagadas sem saber, e elas, tudo que elas acreditam é uma mentira. Existe liberdade sem livre-arbítrio? Será que vale a pena você manter uma raça humana sem ela ter absolutamente nenhuma escolha? Será que esse é o preservar a vida dessa forma, mesmo que de forma altruísta, faz sentido?
É válido? Tem pessoas que não merecem, tá? Eu acho que vale. Tem pessoas que não merecem livre-arbítrio demais não. Quando é muito livre-arbítrio, muito espaço para andar, acaba fazendo besteira. Tá falando isso, né?
Ditador Rex. Impérios, eu tô falando, eu tô falando no uma visão apocalíptica como essa.
Você dá muita liberdade para as pessoas, dá confusão.
É o Negan?
Não, Negan não. Sabe, tem mais a ver com ele. Vamos ver se o Luciano vai achar aí, ó. Acabou de falecer, inclusive, o ator que interpretou aquele fisiculturista mascarado do Mad Max 2. O Mongo, alguma coisa assim. Mongos, sei lá. O Mongos era ele, o namorado dele, até motoca, um namorado de sunguinha e tal, é o Mungos. O cara tem que assumir uma, que tem um pouco dessa questão de decisões, decisões impossíveis, né, para você sobreviver assim nesses cenários que o Rex tá aqui provocando.
Mas não, Daniel, você que faz lives justamente sobre esse tema, né, esse relógio do apocalipse aí que tá sempre o ponteiro dele girando, a gente tá sempre Eu não tenho mais unha de ficar assistindo o Daniel explicando a situação geopolítica diariamente, porque você parece que tá o tempo— a crise dos mísseis de Cuba agora é semanal, né? Olha ele aí, ó, Lorde Ungus no apocalipse, e nós todos servindo. Mas Daniel, você tem essa questão também de filosoficamente, no apocalipse, as pessoas O Michel agora citou o Negan, por exemplo, né?
Ou esses grandes vilões assim. No Mad Max você tem o Mungus, mas você tem também o, como é que é o nome lá do Master Blaster? Não, agora do novo, pô.
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É um dos melhores supervilões assim da atualidade, mas eu lembro que a galera ficou perguntando assim, cara, será que esse cara ele foi um grande militar e aí aconteceu essa treta, ele, né, naturalmente foi tomando essa posição para sobrevivência, ou ele era tipo um professor de português, né, que O apocalipse levou ele a virar esse mutante, né, canceroso. E que essas— o Daniel, você que é pastor, é um cara que tá, cuja missão é meio que enxergar o bem, a salvação das pessoas.
Você acha que a gente tem mais o potencial de nos tornarmos Immortan Joes ou Furiosas? Salvadores, né? É, a sua visão positiva ou negativa aí?
Então, cara, eu tô— vocês estavam falando aí, eu tava achando muito interessante vendo a recorrência desse tema, né? O tema de que houve um cataclisma que a gente não sabe exatamente qual foi, a história tá sendo manipulada, e em nome do bem a gente tá sendo mantido escondido da verdade, né? A Vila é assim. Se a gente pega o Chayamã, é sempre, é sempre com uma boa motivação, né? Não, para o seu bem, né? É, 1984 tem isso também, né?
O Ministério da Verdade ali reescrevendo a verdade. O próprio Fallout, eles escondem a verdade supostamente para o bem, né? Depois você vai descobrir que é para o bem das empresas, né, de bunkers, né? Que não querem a energia barata seja disseminada e acabe com a guerra contra a energia. A gente tem até, cara, a ideia daquele filme Entre Montanhas, que a gente vê também que vocês viram, né? Imagino que vocês tenham assistido.
Entre Montanhas, você viu, Arouca?
O único filme que eu vi com montanhas era Brokeback Mountain.
Muito bom.
Fiquei curioso.
É, qual que é esse filme?
É muito interessante.
É, tem um abismo e de um lado fica—
Adorei, eu vi.
O nome não me pegou, desculpa.
O nome não me pegou, cara, me surpreendeu. Adorei esse filme.
Então esse filme também vai envolver a ideia de que você tem pessoas que estão protegendo ali alguma coisa que eles não sabem, e quando termina a função as pessoas são eliminadas. Muito parecido com esse plot do Silo, né? O cara que sai para limpar ali tem que morrer para não trazer informação. Então isso me lembra assim quase que o arquétipo da caverna de Platão, né? Os caras estão presos ali, são induzidos a achar que o mundo é só aquilo.
Então eu creio que no final das contas a gente vai ter, vai descobrir a realidade. Só que o meu receio, que é o que eu tô tentando alertar as pessoas há muito tempo, é que vai chegar um anúncio de uma falsa verdade. Eu costumo dizer que uma falsa verdade é pior do que a ignorância, né? Porque você acha que sabe agora e não sabe, né? Quando você dá uma de Sócrates, né, a única coisa que eu sei é que eu nada sei, é uma postura sábia e humilde.
Mas quando você fala, não, agora eu sei, e tá dentro de um outro simulacro aí, que o negócio é difícil. Então o que que eu creio que vai acontecer? Eu creio que, cara, eu tô lendo muito essa semana a galera lá nos Estados Unidos falando que Trump tá para trazer uma disclosure de verdade. Ele já tá com um roteiro de discurso pronto.
E eu acho, na minha opinião, sobre alienígenas, né, para galera que não tá por dentro, a questão ufológica e tal.
É não apenas sobre alienígenas, porque eles estão dizendo que ele vai associar a questão da propulsão alienígena com uma energia limpa e barata e gratuita, renovável, que ele vai dizer que é esse tipo de propulsão que move essas aeronaves. Então, cara, eu acho que em algum momento a gente vai ter uma notícia que vai parecer muito boa, tipo assim, alienígenas existem, aprendemos com a tecnologia deles que existe uma energia barata e gratuita.
Só que eu acho que isso aí vai ser uma grande cilada, um grande engano. Então eu acho que antes da verdade mesmo chegar, vai ter uma etapa no meio aí de um, talvez, o maior engano que já foi apresentado para a humanidade.
Agora, senhores, para pegar esse final aqui com a gente, com vocês, Vou pedir assim, Sôlano, qual seria o seu final apocalíptico que você escolheria? Assim, pronto, o mundo acabou, é aqui que eu quero viver.
Cara, então eu citei aqui o Horizon Zero Dawn com a minha querida Aloy. Apesar de eu ter um medo de ruivas, é um dos meus jogos favoritos aí. E é maneiro porque eu não vou dar o spoiler do porquê que o mundo é desse jeito, mas é um mundo pós-apocalíptico que tem dinossauros robôs gigantes, crustáceos, crocodilos, Tiranossauro Rex, um negócio louco. E homens e mulheres seminus usando sungas de couro, arco e flecha elétrico.
Você tá me convencendo a mudar o meu.
Eu e tu, garotão, caçando velociraptores atômicos no pós-apocalipse de Horizon Zero Dawn. É o meu favorito.
E você, Arouca, qual seria o seu final de mundo apocalíptico? Você escolher, tá bom. Se tiver que escolher esse, então vai ser. Eu prefiro que seja esse aqui.
É, você acabou não citando. Citou o seu favorito?
É, não, cara, eu sou, eu sou Cypher do Matrix, cara. Eu quero viver na ignorância, não quero viver para sobreviver, não. Se a única motivação de viver é sobreviver, ah, meu parceiro, fica para a próxima, viu?
Você vai ficar comendo bife.
Ah, eu quero ficar comendo bife, eu sou um ator, tô feliz, eu quero me conte mentiras maliciosas e deliciosas, é isso que eu quero.
E você, Daniel, como é que você termina com o seu pastor?
Daniel, vamos lá, poxa, diferenciado, né?
Vai ser bacana, vai sobrar nessa esperança aí, né?
É essa última fala, cara, achei interessante aí, que eu lembrei do Thanos, né, quando ele chega para o Tony Stark falar: Tony Stark! É o Tony Stark que fala: pô, você me conhece? Aí ele fala assim: assim como você, fui amaldiçoado com conhecimento, né? Então às vezes conhecer a verdade vira um peso, né? A verdade às vezes traz um peso. Inclusive tem uma frase do Francis Bacon que é, eu acho interessante para caramba, que tá num dos livros prediletos meus, que é o Crypto's Conundrum, que é do ex-agente da CIA, Jace Brandon.
Nesse livro, o livro começa com a frase: às vezes a verdade é tão dura que ela só pode ser contada por meio da ficção. Então, para a galera que acha que ficção é só o mundo da fantasia, né, muitas vezes a verdade tá— the truth is out there, né, como Arquivo X falava. Então, eu, dentro desses aqui que eu tava pensando, eu prefiro Paradise, porque sem dar muito spoiler você vai descobrir que as coisas estão muito melhores do que parecem, né. Então isso aí Traz um pouquinho mais de esperança, né?
Excelente.
O meu seria Independence Day. Independence Day, que é um filme apocalíptico, aquele alienígena, e aí cai tudo, depois os humanos são obrigados a conviver com aquela tecnologia nova, se preparar para o novo combate. Eu pegaria Independence Day.
Mas não tem o Will Smith?
Que bom, né? Ele vai subir, vai bater no rapaz lá, num tapa no alienígena.
Não sei. O mundo ficou mais complicado depois que a gente cancelou o Will Smith. Senhoras e senhores, esse foi aqui o nosso quadro sobre Silo, o mundo do tubão, com o querido— tá recomendando, o Arouca, para a gente fechar aqui?
Recomenda bastante, é uma das melhores séries de sci-fi que eu assisto hoje em dia, Silo.
Excelente, queridão. Senhores, muito obrigado aí, peixoca para vocês.
Obrigado, Ariel. Valeu, Arouca.
Valeu, valeu, galera.
Abraço. Depois de um final traumático da primeira temporada de X-Men '97. A segunda temporada leva os nossos mutantes hiper coloridos através da história, através do tempo, across time and space, quem sabe, porque eles irão enfrentar um vilão que tem tudo a ver com isso, que é o nosso clássico Apocalipse Rex. E você estávamos, estávamos lá atrás também, retornando aqui no nosso telório, no tempo, nos anos 90. Nós éramos adolescentes cheios de espinha e esperanças.
Você nunca teve espinha?
Você tem talvez agora, por conta das—
nem depois de todos os venenos que eu fiz, por incrível que pareça, nenhuma. A calvície veio, mas as espinhas não.
Deus dá e Deus tira. Mas olha só, nos deram os X-Men nos anos 90, no caso os quadrinhos, né, muito antes do Eu tô falando assim do antes do desenho animado que a gente viu, moleque, né? As sagas dos X-Men que estão sendo adaptadas para o X-Men animação agora eram quais? Vamos lembrar.
Ó, da segunda temporada, As Aventuras do Ciclope, As Aventuras de Ciclope e Jean Grey. Você tem ele, o filho, o filho Ascane, filho Ascane e Sans. Você tem a Ascensão de Apocalipse. E você também tem uma menção ali àquele Dias de um Futuro Esquecido.
Puts, pode crer, tá.
Tem um pouquinho disso ali, tem um pouquinho disso, porque você tem personagens que aparecem na segunda temporada. Por exemplo, a Rachel Summers, sim, né, que ela tá ali no desenho, e ela é uma das versões do futuro do filho do Scott, que nessa época do Dia do Futuro Esquecido ela era uma caçadora que caçava mutantes, né. Então A roupa que ela até vem para o nosso mundo era roupa de escrava dela, né? Aí você tem ali o Apocalipse, é um personagem que tá em todos os períodos temporais, né?
Porque ele é o primeiro mutante, ele é o Alfa e Ômega, né? Sim, ele é o primeiro e tá lá no futuro também, no futuro do Cable, que é muitos mil anos no futuro.
Perfeito.
Os X-Men são sem nenhuma lembrança direito.
Eu tô falando, fazendo esse contexto porque tem amigos meus, amigas que não leram os quadrinhos errado.
É assim que você já separa o seu nível de amizade.
Eu acho que dá para todo mundo. E eles ficam perguntando assim, ah, então qual, qual HQ que eu tenho que ler para entender essa segunda temporada, para mim, né, fazer um background? Eu falei, não, não é só uma saga, eles estão fazendo uma macarronada, é um purpurri de sagas.
Isso porque eles querem contar uma história E eles pegaram ali aquelas histórias que aconteceram. Por exemplo, eles querem contar do Apocalipse. A saga do Apocalipse foi o quê, 96, 97, por ali? Então, para contar a história do Apocalipse, eles tiveram que adaptar um pouco dessa saga, os quadrinhos, para o desenho. Mas ali você também tem outras sagas acontecendo e outros que eles vão aproveitando e puxando um gancho para encaixar, porque realmente nos quadrinhos tudo é conectado.
Mas você prefere assim como o desenho da segunda temporada fazendo? Ou você preferia que eles fizessem uma temporada por saga de quadrinho?
Impossível, impossível você adaptar uma saga só de quadrinhos, porque assim, cada história em quadrinhos são tipo 4 episódios, tá? Aí você pega 4, 4, cada série de quadrinhos são uma média de 4, 5 revistas. Você adaptar isso para um desenho animado vai ficar um tema só, fica um tema só, fica uma temporada quase inteira com um tema só, fica muito curto. A não ser que seja uma coisa tipo Wolverine. Que é um personagem isolado. E aí você consegue pegar todas as sagas do Wolverine, adaptar elas.
Como X-Men é uma coisa muito mais abrangente, personagens de outros grupos, outros grupos, personagens que estão em outras sagas envolvidas, é mais fácil você pegar esse montoado de histórias, fazer um popurrizinho, bota um pouquinho daqui dos Filhos de Ascani, bota um pouquinho aqui da Ascensão do Apocalipse, vai misturando um pouco que você cria essa mistura estrutura perfeita que funciona, que para o audiovisual, para animação, funciona muito bem, cara.
E uma coisa que eu acho que funciona aí, eu fico feliz da gente tá vendo se concretizando assim em termos de X-Men para o grande público. Não sei que o grande público não é lá o público do cinema e tal, mas grande sou eu, o maior de todos.
Público é outro só.
Obrigado. Mas o que eu falo é o seguinte: você no cinema tem uma escolha de focar normalmente um ou dois personagens, né? Então assim, os filmes dos X-Men focaram no Wolverine, ele é o herói dos filmes do Bryan Singer, né? Ah, você tem ali uma coisa com a— não culpo o Bryan Singer, não, não culpo, mas porque eu acho, um, é muito difícil você trabalhar trocentos mil personagens no cinema por diversas razões, mas eu acho que os X-Men perde muito isso.
E o desenho mostra assim, cara, beleza, você tem episódios que são focados na Tempestade, Perdeu os poderes na primeira temporada, foca um pouquinho nela, forja aquela coisa toda. Aí esse aqui é mais no drama do Scott Summers, esse aqui Magneto, esse aqui sei lá o quê, o próprio Apocalipse. Então assim, mas assim, existe uma equidade entre aspas, né, de no final ali o resultado, tipo assim, quase todo mundo tem um protagonismo nos X-Men, é uma coisa coletiva no melhor dos sentidos, né?
E isso era muito, muito frequente nos quadrinhos, né? O próprio Ciclope, que no cinema a galera que só viu o filme é tipo assim, ah, o Ciclope é aquele corno ali, né? Coitado, magrelo e tal.
O Ciclope, ele é um excelente líder de equipe, ele é um cara que as pessoas respeitam no universo Marvel ali, entre os X-Men. É porque como tem aquela coisa do relacionamento dele com a Jean Grey, o Wolverine tentando furar o olho dela, Dele, dele, no caso, um olho dele. Fica difícil você valorizar o personagem. E pô, no filme dos X-Men, no terceiro filme dos X-Men que o Ciclope aparece, morre.
É mesmo?
Aquilo ali foi porque ele tava gravando o filme ainda do Super-Homem na época.
Nossa, meu, ele tá no Super-Homem, ele é outro corno.
Ele não é outro corno, exatamente.
O Bryan Singer gostava de escalar esse cara, o Marsden, esqueci o nome desse cara.
Ah, é James Marsden, uma coisa assim. Corno. Não é possível, né?
É isso. Ou ele é corno ou ele morre nos filmes.
Ele tá criando o filho do Super-Homem, que é um pai ausente. Isso o filme não fala, entendeu? A honra do cara, tá vendo? Olha só. E aí, na história, como ele tava gravando esse filme também, o filme atrasou e ele teve que— não podia fazer a participação muito longa nos X-Men. Aí resolveram matar o Scott Summers. Pô, muito ruim, mas do desenho ele é valorizado. E o desenho tem uma coisa legal que eu concordo contigo, ele valoriza um pouco de cada personagem, mas quando eles estão em grupos eles se completam absurdamente.
As cenas de combate deles juntos, a música quando entra, sabe, eles criam uma construção muito maneira. Tem uma cena no episódio da primeira temporada que eu gosto muito que o Scott e a Jean foram capturados junto com o filho deles, né, o Nathan. E aí os X-Men bolam um plano para resgatar eles. E quando eles estão cercados assim pelos vilões, pelos novos 4 Cavaleiros do Apocalipse ali na cena, estoura o trem, entra os X-Men. Ele fala assim, aí ele fala a frase que eu vou trazer: no passado nós éramos conhecidos como X-Men.
Tava só os dois para entrar 4, de repente estoura a parede, entra todos ali junto com eles, e a cena, o combate, a tempestade, cada um tem o seu valor ali, pô. Então isso que é legal desse desenho, que eu tenho gostado muito, é que eles têm valorizado o time. Sim, apesar de cada um ter o seu momento, no final do dia mostra isso, cara. Isso é o melhor que esse desenho tem mostrado. E para debater com a gente essa segunda temporada de X-Men '97 Estamos aqui com o Gabriel do canal Nerdland.
Então, Gabriel, chega aí, traga os seus poderes mutantes para a gente falar sobre a segunda temporada de X-Men.
Bora, cara! Essa série tá completamente insana, mano. O último episódio que teve foi, tipo, me deixou de boca aberta. Nem imaginava o que ia acontecer no final, cara.
Foi parte 2, né? Porque eles trouxeram uma coisa que tinha nos originais de 92, que é aquele To Be Continued, né? Cara, mesmo desenho assim, isso dava um nervoso.
Continua depois, narrador às vezes falava. Mas vamos lá então, Gabriel, situa a galera aí, pô, para quem não tá. A gente fala um pouquinho agora dos quadrinhos anos 90 e tal que estão sendo adaptados, mas a sinopse oficial dessa segunda temporada, como é que você resume para a galera aí, cara?
Depois da loucura que foi o final da primeira temporada, praticamente com o meteoro que o Magneto tava criando. E no meio da loucura, toda a equipe dos X-Men foram divididas e separadas para dois períodos temporais, né, o futuro e o passado. E todos eles atrelados a um único vilão. Tem outros vilões ali no meio que a gente já viu, né, que é justamente o Kang, o Rama-Tut, mas focados principalmente tanto na origem quanto na ascensão do Apocalipse no futuro, envolvendo o Cable e toda a jornada de como os caras agora vão tentar distorcer a história, digamos assim, alterar a história da linha do tempo para impedir o cara de se tornar o Apocalipse ou derrotar ele ao mesmo tempo. E a gente já viu que no 4º episódio não tá dando lá muito certo, né?
O Cable, ele sempre me pareceu aquele seu tio que tem gente que entende como o tio comunista ou tio patriota, tanto faz, que é o cara que todo feriado, todo Natal Ele bebe demais, ele começa a falar as teorias da conspiração. Você não sabe o que está acontecendo, eu vi coisas, e o governo, e não sei o quê e tal. Fica todo mundo, tá bom, tio, tá legal, não sei o quê. É um cara atormentado. Quando era criança, sempre que o Cable aparecia nos quadrinhos, para mim era muito, falei, complicou demais, não vou entender nada.
Porque o Cable e a série tem mostrado isso, e o Gabriel vai dar os pontos dele aqui também, é porque o Cable ele tem duas criações. No futuro ele tá sendo criado pelos pais, né, o Ciclope e a Jean Grey. E só que a Jean Grey acaba sendo a mãe adotiva, né, porque ele é filho da Madelyne Pryor.
Ah, isso também eu começo a acordar com isso.
Não tem isso? Ou eu tô errado?
É o clone da Jean lá.
É o clone da Jean Grey. E aí o que acontece é, no futuro, quando ele tá sendo criado ali com os Ascanes e tudo mais, Ele é uma criança crescendo ali com aquelas duas pessoas que se apresentaram como pais deles, e ele é criado com toda aquela coisa de ser o Messias, o Salvador, o que vai unir os mutantes contra o apocalipse e tudo mais. Só que quando ele vem para Terra, para o nosso período, né, de 97 ali, a gente tem um Cable que cresceu nesse universo, porra, aprendeu a lutar, guerrear, teve perdas, conflitos, é um cara traumático de combate.
E o cara vem totalmente militarizado. Então você tem na série mostrando o Cable sendo criado, né, a criação dele gerando a formação moral dele. Depois você tem ele velhaco de guerra, já nos seus 50 anos, porradeiro, lutador, muito mais velho que o Scott, sabe? Poxa, batendo ali não com Wolverine, Wolverine tem 300 anos quase, mas assim, batendo ali de cabeça, mais autoritário, né? Um cara militar, black ops. E a série mostra isso, né?
Tanto que o primeiro episódio, quando mostra ele cuidando ali do X-Force, tá, né? O X-Factor, agora confundiu um dos dois.
Enfim, X-Factor, o X-Factor é a galera do governo.
Isso, o X-Force. Tu vê que tipo assim, meu irmão, aqui a gente não tem papinho não, é invadir mente, largar bala, matar gente. E esse é o objetivo, importante cumprir a missão mesmo. E aí, Gabriel, o que que você acha Como é que eles estão evoluindo aí com Cable na história, cara?
Eu tô curtindo para caramba porque eles estão meio que adaptando quase que 3 arcos ao mesmo tempo dos quadrinhos, e eles conseguiram mudar algumas coisas nesses arcos para fazer um total— é muito bem escrito, cara. E esse roteiro dessa série merece aplausos porque, tipo, eles pegaram o arco das aventuras do Ciclope e da Fênix, que tem toda a parada do futuro, que ele é tipo tipo o corpo perfeito para ele. Tipo assim, é o mutante perfeito para enfrentar o Apocalipse, só que ele tem que gastar a maior parte do poder dele para não ser ferrado pelo todo o vírus.
E aí o Apocalipse, sabendo que o cara é perfeito para matar ele, então ele saca que tipo também seria o corpo perfeito para ele pegar. E aí eles atrelam toda a história da Fênix do Ciclope lá no futuro, com a X-Factor no passado, no presente praticamente, e a origem do apocalipse no passado. Então tipo, cara, fica muito bem atrelado. E o personagem, tipo, eu gostei dele em Deadpool 2, só que aqui tipo a série traz a essência de todos os personagens devidamente, como deveriam ser.
Pega tudo que não funcionou no live action, nos filmes e tal, e adaptaram muito massa os personagens, cara.
Tá muito insano para mim, cara.
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O Nerdland tá puxando aqui o Deadpool 2. Você gostou da versão do Cable no Deadpool 2?
Cara, achei bem legal. Achei o ator excelente. A interpretação dele ficou muito boa. O Cable é aquilo. É um cara objetivo. E a série mostrou isso, tanto no filme quanto na série. O Cable puxa muito disso, e boa parte realmente do poder do Cable é para controlar o tecnovírus. Por isso que ele é um cara muito de arma, né? Ou seja, boa parte é para evitar a contenção dele.
E aí eu acho que fica muito difícil para mim entender os poderes do Cable.
É porque o Cable, ele é um cara com poderes mentais muito poderosos.
Ele é um telepata, ele é um telepata, ele é psionista, ele é telepata.
Ele também é— ai, me esqueci agora—
telecinético.
Ele tem uns poderes assim, ele pode voar se ele quiser.
Voar?
É, ele pode, porque ele consegue projetar o corpo dele. Tanto que a versão dele do futuro na série do Age of Apocalypse, né, na Era do Apocalipse, que é o Nathan Summers, que é sem o tecnovírus, ele consegue projetar o corpo dele.
Quase toda pessoa que tem telecinese pode voar, teoricamente pode levantar o próprio corpo. Você imagina se voando, pode ser meio tosco.
E aí o cable, para compensar os poderes dele, ele usa para segurar o vírus. Tanto que tem uma cena no desenho que é muito legal, que ele tem um braço meio mecanizado por causa do tecnovírus. E aí, quando ele usa os poderes para tentar abrir uma presilha que estão ele e a Jean Grey presos num equipamento, ele consegue usar a mente dele para estourar isso, e o vírus começa a tomar conta do corpo dele, já começa a crescer no braço de novo.
Então ele realmente tem que ter um controle para não ser absorvido por isso. E eu acho que esse é um dos motivos. E aí você Gabriel bate comigo isso aqui, não sei se você concorda, que é o motivo do que o Apocalipse quer o corpo dele. Porque o Apocalipse, ele também é um cara tecno-orgânico, né? Ele se mistura com a tecnologia do Ramatute, que é um Kang, é uma versão do Kang. Ele rouba, ele, o corpo dele, apesar do poder mutante do Apocalipse ser a coisa do adaptação, ele é adaptação, ele usa a tecnologia futura no corpo dele para se adaptar àquilo.
Então se ele rouba o corpo do Nathan e passa transferência, unlimited power, unlimited power, exatamente, praticamente isso.
Tanto que falam, né, que tem uma teoria lá que o próprio Senhor Sinistro sabia que o Cable seria o corpo perfeito para o apocalipse no futuro e ele infectou, né, tipo teve todo aquele problema dele quando tava nascendo o bebê e infectou o Cable com o tecnovírus para ele não conseguir ser o corpo perfeito para o apocalipse no futuro, tipo ferrou o próprio chefe no momento lá no antivírus, né, para ferrar com Apocalipse, né. E ainda mais o Apocalipse tem todo esse poder agora que vem do Celestial lá, né, que é tipo a pedra semente da morte, que dá todo esse poder absurdo celestial para o Apocalipse para aguentar ainda mais poder, mais força ainda, cara.
Então se ele pega todo o poder do Cable ali Cara, já era, não tem o que falar, sem chance.
Vocês acharam que o Apocalipse tá bem representado no desenho?
Cara, eles fizeram duas coisas bem legais com Apocalipse, que é primeiro mostrar a visão dele de futuro, que ele tá totalmente detonado, ele tá tipo num sarcófago para conter o corpo dele. Não se sabe o que levou ele a estar naquele estado, acho que o desenho vai mostrar isso. Mas ele precisa de um novo corpo, que é o, no caso, no futuro, o corpo do Nathan.
Sim.
E no passado mostra ele como um conquistador, né?
Isso.
Humano, mutante, né? Mas sem nenhum implante tecnológico.
Ele é o primeiro mutante, né?
Ele é o primeiro mutante da história. Sim, ele é considerado o primeiro mutante da história. Sim. E aí o que é legal que a série mostrou, que eu achei isso bem bacana, é que o Magneto, quando conhece ele, tenta doutrinar ele, fala assim, cara, A gente pode salvar você. Aí fica um conflito entre o Xavier, porque o Xavier fala, cara, ele é mau que nem o Pica-Pau, esse cara é cruel, não tem, não tem o que fazer para salvar esse cara.
E o Magneto, pô, mas você também falava isso de mim. E aí, pô, me dá uma chance de tentar achar um meio termo. Vai que a gente consegue alterar ele, se tornar um grande vilão no futuro, se a gente orientar ele, já que ele não teve orientação nenhuma. Só que não dá certo.
E aí já mostra aqui, o que nasce torto, Gabriel.
Exato. Já dizia Carla Pérez, Brasil é o tchan, com o Padre Washington.
Você curtiu Apocalipse, cara?
Cara, eu gostei bastante. Eles trouxeram uma pegada mais da origem dele, explicando o porquê, tipo, que ele é tão revoltado e por que que acredita tanto na sobrevivência do mais forte. Foi por ele sempre ser o mais forte da região ali do Egito e sempre ser escravizado. Então o cara tem um rancor e um ódio absurdo pela por todo mundo, né? Essa parte que eles trouxeram eu curti para caramba. E eu tô louco para ver ainda no presente ele pegando a cartinha do Gambit lá. Eu tô louco para ver o que que vai rolar nesse presente, entendeu?
Então, puxando a questão dos Cavaleiros do Apocalipse, né, do personagem, que tem essa parada, né? Ao longo da história ele recruta, não é isso, Rex? Ele recruta personagens mutantes e meio que Ele sempre dá uma reconfigurada neles, ou às vezes ele pega o cara já na natureza e fala, você agora é o meu Fome?
Não, ele pega uma base de poder da pessoa e com a tecnologia que ele tem dos Celestiais, e ele consegue adaptar com a tecnologia que ele criou, ele consegue fazer máquinas que aprimoram aquele poder daquelas pessoas. Tanto que foi o caso do Anjo. O Anjo, ele era um mutante que só tinha uma asa e voava, era praticamente, é, par de asas, né? Ele era praticamente o mutante pombo. Ele era um pouco, ele para voar ele precisava das asas.
Tem um monte de super-herói na Marvel aí que voa sem, sem, mas nenhum da forma majestosa que o anjo. Pois é, mas o Warren, o Warren III, ele é apenas um mutante que tinha as asas e voava, tinha uma visão boa, fazer reconhecimento aéreo, mas jogar dinheiro do alto assim, exato, não servia para muita coisa. Aí o apocalipse vai, ele, o anjo, ele tenta tirar as próprias asas Isso nos quadrinhos, tá? No desenho é um pouco diferente.
Ele tenta até tirar a própria vida no processo, até que o Apocalipse surge para ele e transforma ele no Arcanjo, um anjo da morte. Ficou muito mais maneiro, que ficou muito, muito incrivelmente bom. E no desenho tá muito bem também. Agora eu vou puxar, então tem outro, então ele vai ampliando os poderes das pessoas, toda área ele tem sempre os seus cavalheiros. Agora, Gabriel, tira essa comigo aqui. O Gambit, ele não é um assassino.
E o Cavaleiro do Apocalipse já tem o Arcanjo, que é o que seria o Cavaleiro da Morte dele, que eu acho que ele não vai se soltar tão fácil, né? Não vai largar a mão tão fácil. Ah, vai lá ser o Arcanjo feliz. Eu tô achando que, como a gente vai dar spoiler aqui, tá?
Vamos embora.
Como eles matam o Guerra, eu acho que o Gambit vai voltar como o Cavaleiro da Guerra. Porque o Gambit, ele não é um assassino, o Gambit é um ladrão, mas os poderes dele, que energiza a carta, servem muito para ataque. E até o jeito como ele derrota no final o Sentinela na temporada passada é uma coisa de combate. Ele pula, se energiza, vai para cima. Eu acho que ele vai voltar com o Manto da Guerra.
E aí é uma coisa de manipulação, lavar a cabeça do cara.
Ele faz isso com todos, mas combina mais com guerra. Eu acho que combina mais com ela. O que que você acha, Gabriel?
Pô, eu acho que fica bem da hora, cara. Tem que ver também, porque se eu não me engano, acho que o Arcanjo tá junto com o Cable, né, ali nessa temporada agora, né. Então se o cara não tá servindo o Apocalipse, pode ser o da Morte ainda, ainda mais só para fazer a referência aos quadrinhos também, né, cara. Mas eu acho que sendo já um Cavaleiro do Apocalipse já vai ser muito da hora, cara, ver ele brigando e trazendo toda essa trama que a própria Vampira falou no último episódio aí que tem— ela falou com o próprio Apocalipse sobre o amor, que ser a única coisa que mantenha o motivo para continuar vivendo. Acho que vai ser bem trabalhado a Vampira junto com o Gambit junto, cara.
Talvez ela seja, porque a Vampira daria uma ótima Cavaleira do Apocalipse, né? Porque ela tem o poder de absorver o poder das pessoas, ela deixa a pessoa em estado catatônico. Ela poderia ser muito bem a Fome.
Isso que eu ia lembrar.
E ela flertou um pouco com esse lado vilão dela, com Magneto, na primeira temporada também. Perfeito, uma boa, cara.
Eu fico feliz de estar vendo os X-Men não somente pelo resgate, né, do que foi lá em 95, né, quando a gente vai em 92, 93, desenho. É que ele acaba como se fosse 95, começa no começo de 92 e tal.
É, termina em 96 quase.
Eu fico feliz de ter Isso é, eu fico feliz de ver assim essa complexidade, né, de camadas e esse caos colorido no bom sentido que é os X-Men no auge ali, alcançando o mainstream. Eu sei que o desenho animado não pega tanto a galera quanto no cinema, né, mas eu acho que a gente tá indo para esse caminho. Porque, por exemplo, poxa, nos filmes, por mais que o Bryan Singer lá tenha feito o esforço que ele fez, né, na Fox, os filmes ficavam muito aquém, né, do que a gente sabe que os X-Men são.
E o próprio Apocalipse, cara, vocês lembram dele quando ele apareceu no filme? Já era fim de festa, o filme do X-Men, né, Gabriel?
Já tava, ixi, aquela adaptação também não foi lá muito boa, né, cara?
Exato. Luciano, bota na tela aí o Apocalipse dos filmes X-Men. Ele parece um vilão dos Power Rangers, cara.
Quem daria um ótimo Apocalipse, na minha opinião, tinha que ser um cara grande. Tinha que ser, ou você botar, eu botaria o Dwayne Johnson Sim, ia combinar muito, cara.
Mandíbula, né?
Ou talvez também daria um bom, bom Colosso, que é o Alan Ritchson, que fez aquela série.
Sim, olha, ele parecia o vilão dos Power Rangers, cara.
É, cara, não, não colou, cara.
Não colou maneiro.
O ator é bom, mas não colou.
Não é o ator que faz também o Moon Knight, o Cavaleiro da Lua?
Isso, bagunça.
São sempre as mesmas pessoas, né?
É assim, tu não diz, né?
Me surpreende.
É assim, você não diz.
O que para mim também é doido, né? Você contrata o cara e não bota o rosto dele no personagem.
E eu acho legal, cara, porque a série tá tão bem feita, tipo, trabalhando tanto o arco de ação e camadas de diversos personagens. Porque se for ver, X-Men tem mais de 10, 12 personagens e todos têm a sua importância. Não é só focado no Wolverine como foi praticamente todos os X-Men nos cinemas. E se a Marvel conseguir adaptar o que essa série tá fazendo, tipo, numa saga dos X-Men depois de Vingadores aí, tipo, trazer uma nova franquia focada nos X-Men, e se chegar em 50% que essa animação para mim é Então é sucesso, cara.
Nosso querido Nerdland então tá direcionando a gente para o MCU. Eu vou entrar nessa seara com uma notícia nacional, um rumor nacional aí, né, Nerdland, Rex, audiência do Plantão Nerd. Não sei se vocês têm escutado, mas dizem que nosso Wagnerzinho Moura estaria sendo cotado, tá no topo, no topo de Hollywood. Para interpretar o Senhor Sinistro. Senhor Sinistro, é exatamente, bota aí o Conde Drácula dos inimigos dos X-Men. Luciano, bota ele na tela.
Um dos vilões assim visualmente mais icônicos. Pouca gente sabe que ele não é um mutante, né? Um cara que foi se modificando, é uma bagunça ali.
O Senhor Sinistro, ele é um cientista, cientista, né?
Meio que um Frankenstein assim. Isso é Depois até ele desenvolveu, ele ativou um gene mutante nele que não tinha originalmente, uma coisa dessa.
E o que é legal do Senhor Sinistro, e o Gabriel vai até me ajudar nessa aqui, é porque no universo Marvel Cinematic, né, do Marvel, as empresas Axon aparecem em diversos filmes. E a empresa Axon é a empresa do Senhor Sinistro. Aparece no Deadpool 2, quando é naquele colégio que onde tem um vilão, o garotinho vai se tornar, crescer, vai se tornar o vilão. Ali mostra ali as empresas Axon tomando conta. Aparece no trailer do Homem-Aranha agora, no último Homem-Aranha novo, aparece também as empresas Axon.
Ela aparece no final daquele filme dos X-Men que mostra ali, aparece até o Wolverine como arma X. Tá, aparece ali no final, ele, o pós-crédito assim, os caras pegando uns frascos com sangue das pessoas ali também para os laboratórios. Ou seja, eles estão minando o Sinistro de aparecer há muito tempo, né? E tem aquela coisa, né, a única fraqueza dele, uma coisa que pode derrotar ele, era as descargas cinéticas, né, do ciclopão.
Ô Gabriel, com isso dito aqui, você acha que o Wagner Moura sustenta o Sinistro no MCU, cara?
Cara, eu acho sinistro, cara. Eu gosto do ator, cara, eu curto ele, gosto dos trabalhos que ele fez. Ah, tem até uma série que ele fez também, que ele é um espião lá, o espião, o agente secreto. Não, não é uma série, é uma série. Que tem o Donald Glover junto, Senhor e Senhora Smith. Eu gosto do cara lá também.
Ah, ele tá nessa série?
Não sabia. O Wagner Moura tá nessa série?
Ah, nessa série aparece lá.
Que maneiro, cara.
E eu acho que daria um bom Senhor Sinistro, cara. É um bom vilão para ir trabalhando outro vilão em cima dele junto já, sabe?
É porque o Senhor Sinistro, a gente, o Senhor Sinistro, a gente não sabe mais ou menos aonde ele ia. Porque, por exemplo, eles não sabem se ele é herói ou vilão. Porque, por exemplo, essa coisa que você falou nessa teoria, né? Não é que vem essa teoria que o Gabriel trouxe. Foi ele que infectou o Cable para que ele não seja um corpo para o apocalipse, porque o apocalipse representa o fim de tudo. O apocalipse, ele não tem essa coisa do, ah, apesar de ter sido um escravo, né, aquela coisa, né?
Enfim, a hipocrisia. Ele escraviza os mutantes, né? Mas ele elimina os humanos. E para ele é o seguinte: se você é forte, os teus poderes mutantes são fortes, você vive. Se os seus poderes mutantes forem uma porcaria, tipo o anjo que só voava— para de ficar explicando, mas assim, tinha um mutante que tinha um poder só de entender todas as línguas.
Jubileu!
Num combate não é muito útil, entendeu? Para evolução da espécie não é muito útil. Então esses mutantes mais fracos ele eliminava e escravizava. Então o que acontece na série do Área da Era Quem trai o apocalipse também é o senhor sinistro. Então, apesar do senhor sinistro ele ser vilão, porque ele é um cara que ele vive pela ciência e tá disposto a fazer tudo, é tipo o Mengele, tá, né? Ele não quer o fim de tudo, ele quer evolução, ele quer antecipar o processo evolutivo das coisas, mas ele não quer o fim.
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Um agente duplo, porque ele trabalha, mas ele quer evitar, torna ele um personagem muito interessante no universo Marvel. O que que você acha, Gabriel?
É, ele é o gancho perfeito para ser aquele vilão inicial para os X-Men. E quando eles vão derrotando o cara, ele já vai dando aqueles indícios que talvez ele seja, tipo, porque a projeção dele de querer ser evolutivo ao máximo é praticamente o que o Apocalipse quer, né, cara? Só que o Apocalipse mata e faz tudo possível só para os fortes sobreviverem. Então o cara acaba sendo quase que um funcionário perfeito para o apocalipse ser introduzido antes, cara.
Pois é. Olha, com tudo isso que vocês contextualizaram, um dos vilões mais carnavalescos da Marvel, né? Ele tem aqueles, aquelas plumas aqui, né, de aço. Sempre achei maneiro para caramba o Visão. E tem uma coisa que é maravilhoso, e tem uma Tem uma coisa muito vampiresca, né, óbvio, ali no design. Mas assim, voltando para o Wagner Moura, acho que como vocês, um excelente ator, não tem discussão, convenhamos, né? Mas engraçado, eu acho ele um cara de estatura pequena, de não ter nada a ver com talento dele, mas eu acho que em termos de casting, o Senhor Sinistro, quero saber de vocês, eu achei que isso é uma figura, por mais que ele seja um cientista onde a parte física não é tão importante, é o cérebro, E eu sei que nos quadrinhos, principalmente pelas influências ali dos anos 90, todo mundo era forte, mas todo mundo aparecia o Rex nos quadrinhos dos anos 90, Gabriel, né?
Até do Rex para cima, né, cara?
O Professor X, brother, o cara tem, entendeu? Então assim, eu fico pensando se ele não fica uma pessoa muito, muito pequena, sabe, para ser o Senhor Sinistro. Ou eu estou muito apegado a essa coisa dos anos 90. O que que vocês dizem, Gabriel?
Diz aí, Gabriel, primeiro.
Cara, eu acho que estaria um pouco apegado a parada dos anos 90, porque eu tô com a ideia, né, suspeitando que talvez a Marvel vá para uma pegada de X-Men mais novos assim. Então tipo, não sei se vai ter tanto adulto adulto em X-Men no MCU, cara, se a série de 5 já for uma Jean Grey, né. Então tipo, ela tem 20 e poucos anos, Ciclope também tem. Então talvez não teria a galera tão gigante para simplesmente quando a pessoa for gigante realmente aí se destacar mais comparado com todos os outros, né?
É tipo ter vários íons do ladinho e botar o Rex do lado, tipo, você vai botar o cara 10 vezes maior, entendeu?
É tipo chegar na academia, isso é muito desagradável falar, fazer uma confissão, eu sou pai recente, eu tento me manter em forma, eu tô bem para minha idade, Gabriel, mas aí, meu irmão, não importa o quanto você treine, se você fica do lado do Rex, você parece um palito, cara, um negócio muito chato, entendeu? Mas é a vida, fazer o quê? É o Homem-Aranha do lado do Hulk.
É, eu acho que é o seguinte, isso é fácil de resolver porque, tipo assim, normalmente eles vão usar figurino com enchimento, tudo mais. Isso, eu acho que eles vão assim, trabalha um pouco aí para dar um body shape, né? Vamos dar uma malhadinha aí e no final vai ser uma bela roupa de enchimento ali no final do filme.
Imponência, tipo, chegar, falar daquele jeito, cientista louco.
O Senhor Sinistro, ele não é fraco. Então ele é evolução máxima, ele é um cara forte, ele não é um forte absurdamente forte, mas ele tem um nível de força, ele tem um nível de resistência, sabe? Ele tem uma presença, ele é, ele foi, me falou, ele testa nele, é quase um Dr. Jekyll e Mr. Hyde também, sabe?
Ele tem um pouco, talvez tipo um ator que vem na minha cabeça quando eu penso no Senhor Sinistro é aquele Mads Mikkelsen lá, que ele faz, sabe, os filhos, tá ligado? Que O cara tem uma cara de mal só de olhar para você. Total, você tá doido.
Mas meio que dispensaram ele no Doutor Estranho, né? Usaram ele, lembra dele?
Eu acho que ele daria de verdade, cara. Eu gosto muito do Robert Downey Jr., mas eu acho que ele seria assim o Doutor Destino perfeito.
Sim, muita gente falou do Mads Mikkelsen.
Isso, ele daria um Victor Von Doom sem mostrar o rosto, sem nada, sabe? Se mostrar desfigurado Qualquer pessoa, então você não ia associar ele com o Caixinhos, sabe?
Will Ferrell teria sido um doutor de estilo melhor do que, enfim, Gabriel.
Sua, sua assim, se você parar para pensar agora assim que eles estão evoluindo, eles estão trazendo, né, certos quadrinhos, certas sagas para o desenho, né? A gente tem ali Scott Jinn, os Ascani, você tem Surgimento do Apocalipse, é o surgimento do Apocalipse, não chega nem a ser a era do Apocalipse, né? É a origem do Apocalipse, ascensão do Apocalipse. Você acha que a gente pode esperar agora para os próximos episódios? Porque, por exemplo, Wolverine tá com garra de osso, mas foi uma saga para trazer o Adamante.
Wolverine ficou, se eu não me engano, 5 anos no mercado com garra de osso. Então não sei se eles tiraram, eles já vão aproveitar isso, vão deixar, vão manter ele com a garra de osso tempo, vão trazer talvez alguma saga oriental. Como você acha que o episódio que saiu agora quarta-feira já tem espaço para uma nova? Pô, já identificou uma série ali porque, poxa, já mostrou X-Factor, já mostrou X-Force. Que que a gente pode esperar de ver agora, cara?
Eu acho que o ganchinho ali da cena pós-créditos vai ficar muito com a parada dele tentar trazer o Adamantium de volta para o corpo dele, as armas X. E tem, se eu não me engano, a Tropa Alfa que fala.
Sim, Tropa Alfa, os canadenses.
Sim, isso. Eu acho que nesse próximo episódio aí, para fazer ele colocar o adamantium de volta no corpo, para ficar mais forte para enfrentar o apocalipse. Eu acho que vai ser um mini arquinho ali para isso aí. E um outro negocinho que ficou também, mas é coisa da minha cabeça, loucura já, Talvez trazer aquele vilão lá que é a versão do mal do Xavier com o Magneto fundido.
O Massacre lá, o Massacre.
É, Onslaught. E porque já deu um gostinho no final da primeira temporada, aí que teve o acontecimento desse último episódio aí que eu, né, falar spoiler aqui, né?
Pode falar que não tem isso não.
O Magneto morreu, então talvez o Xavier já tava pistolado também com o Apocalipse, talvez já venha junto aí o Massacre também, cara.
Pode ser, pode ser. Mas eu acho que em vez de trazer o Massacre, porque quem lembra da saga do Massacre, ele resetou todo o universo Marvel.
Foi ruim essa saga, foi?
Não, resetou todo o universo Marvel.
Eu acho que eles tinham que embocar, pegar o desenho e ir para a Era do Apocalipse, porque a Era do Apocalipse É muito boa, cara. Foi uma série de 4 meses de quadrinhos que pegou todo o universo Marvel dos X-Men, né, dos mutantes. Então, tipo assim, o X-Men tava no, sei lá, número 325, naquele mês ficou X-Men 1, porque tava reiniciando tudo em cima da Era do Apocalipse.
Afetou, cara.
Foi, foi. E Era do Apocalipse, porra, é uma das melhores sagas até hoje, na minha opinião.
Muito maneiro.
O universo dos X-Men, cara.
Nossa, eu lembro de jogar no videogame, cara, uma visão de cima assim que você tinha que montar sua equipe com 4 heróis dos X-Men.
Joguei muito. Sim.
Agora a gente tá aqui justamente celebrando, né, os X-Men na sua essência, essência que deveria estar no cinema. A gente torce por, né. Houve uma polêmica, vamos trazer polêmica, o Vilela gosta de polêmica.
Polêmica, Gabriel.
É, o Rex respirou fundo aqui, Gabriel. Vamos lá, porque é o seguinte, o— acho que pronuncia assim— Bill DeMaio. Bill DeMaio, acho que era o nome dele, se pronuncia assim, né? Meio caijum, lembra até o nome do Gambit, né? Ele foi o showrunner da primeira temporada do X-Men '97, meio que, né, o roteirista idealizador e tal e tal. E para essa segunda temporada ele foi desligado, deu uma super treta. Aí a galera que demitiu ele argumentou que o cara tinha lá um OnlyFans que ele prometeu manter no privado, mas que isso começou a vazar para a vida profissional.
E que ele tava dando duro, tava pesado, arrumou treta ali com a galera.
E aí a galera falou, não queremos misturar as coisas e tal. Ele, por sua vez, coloca uma outra visão dizendo que ele sofreu preconceito, que não teve nada a ver. Exatamente, um pouquinho do OnlyFans do Dudu.
Esse Magneto tá levando ferro de forma diferente.
Mas a princípio, não tem nada a ver, tudo da vida pessoal, claro, né, do seu talento. Obviamente o cara é talentoso, mas no final das contas foi desligado, ninguém A gente sabe, hoje em dia a gente não tem como botar a mão no fogo sobre quem tá falando a verdade. Mas um dos argumentos do Bo, chama Bo assim, tá, foi dele ter se desligado também, seria o de que o Kevin Feige, não sei até onde é a teoria da conspiração, de que o Kevin Feige e outros cabeças ali que estavam dirigindo o MCU ficaram extremamente enciumados Porque ele estava fazendo com o universo Marvel na série animada algo que tava agradando muito mais na época que a série estreou animada, tava agradando muito mais nós nerds do que os filmes do MCU.
Convenhamos, não tá difícil, né? Gabriel, concorda comigo?
A série 10 de 10.
Coração de Ferro. Filme da série da Arqueira, do Homem-Formiga no universo lá. Aí também, Thor 4, da menina que é surda lá também, horrível.
É assim, não importa essa.
Eu tomei um cancelamento agora muito grande, a menina que era surda. Meu Deus do céu, eu sei, mas você fala deficiente auditivo. Eu fui para o lado, ninguém ouviu. Esse é o cancelamento de hoje. Exato, escreva aqui cancelamento.
E a série ainda sendo perfeita, né, cara?
Faz sentido, né? É, pois é.
Então assim, eu fico— ele argumentou dentre as muitas acusações dele, tá até agora falando essa parada. A galera falou, cara, let it go, né? Let it go, Frozen, deixa ele. Ele fala, não, fui mandado embora por essas várias razões e tal. E aí teria despertado essa, essa cegueira, exato, essa invejinha. Mas aí eu coloco o seguinte, beleza, se esse é o objetivo, vocês acham possível transcrever o que a gente tá vendo nos X-Men '97 desenho animado para o cinema Nerdland?
Não só acho possível, como acho que deveria fazer o que essa série tá fazendo, cara, porque ela consegue trabalhar tantos arcos dos quadrinhos ao mesmo tempo de forma conectada. Que parece que tudo foi conectado de fato e tá acontecendo ali realmente, ainda trazer sempre coisinha nova, sempre uma mudança que impacta todo mundo que já conhece as histórias ao mesmo tempo, cara. É, deveria. Eu acho que se eles conseguirem dar um Ctrl+C, Ctrl+V em live action nisso aqui, já ia ser um baita sucesso.
Tipo, é, e você trazer a Marvel para o maior que Guerra Infinita Ultimato, cara.
Se souberem fazer bem, vai É, cara, eu concordo que o X-Men tem umas sagas muito, muito boas. Tem até sagas de time junto com outras equipes. Acho que ele funciona bem nesse universo. O problema é que, tipo assim, a galera de hoje não tem uma visão do que é os X-Men que a gente viu nos anos 2000. É o público, o público, tá? Porque a gente vê assim, as pessoas ainda estão muito assim encrespadas com o Hugh Jackman fazendo Wolverine.
Eu acho que tinha que abrir uma importa uma galera nova, elenco novo, reiniciar tudo, sabe? Porque o 97 funciona muito bem porque a gente teve antes os desenhos antigos, e os desenhos de hoje falam com os desenhos antigos, até na estética.
Mas acho que quem não viu desenhos antigos consegue ver tranquilamente.
Consegue ver, mas se você parar para ver os antigos, eles se comunicam. A estética de cor é parecida, os personagens são parecidos.
Mas isso é para nós que somos mais velhos, mas o desenho tá lá.
Quem quiser assistir, mas o desenho tá lá, quem quiser assistir tá lá para ver, não é uma coisa bloqueada. Mas ninguém vai voltar. Agora, eu acho que se for fazer o Exército hoje, o 97 não funciona, tá? Não funciona, é uma coisa datada porque era os anos 90, tecnologia é outra, as histórias são outros personagens, os motivos mudaram com o tempo. Mas assim, se pegar essa base do 97 na questão de preciosismo que o desenho fez muito bem.
Se eles conseguirem pegar esse nível de cuidado, um bom roteirista, alguém que entende, porque pô, o Bo provavelmente, cara, é fã para caramba, porque meu irmão, o que ele botou ali no desenho, ele botou com uma qualidade absurda. Tem um cuidado, tem um zelo com o material que tá sendo apresentado. Tanto é que no Rotten Tomatoes essa segunda temporada do X-Men tá 10/10, ou 9/10, tá assim o maior nota da vida, entendeu? Então o cara sabe o que tá fazendo.
Pega um cara nessa mesma ideia, um cara que entende para caramba, de preferência que não tenha OnlyFans, sabe, para escrever uma série boa, cara. Porque se for com esse carinho, esse zelo de fã, a gente vai ter sim um live action incrível.
É, eu devo dizer que eu sou também um pouco cético com relação à capacidade não do Kevin Feige, que o cara, galera, a gente às vezes O público às vezes tem a tendência de culpar uma pessoa, um executivo, uma executiva, como se ela fosse culpada pelos acertos e pelos erros. Mas eu acho que ali é muito cacique, cara, para pouco índio, para você conseguir construir essa multicamada com linhas temporais que se cruzam, versões alternativas, trocentos mil personagens.
Você fazer isso num desenho animado é muitas vezes mais fácil do que no cinema, que você tem que trazer atores, atrizes, fazer um casting que não somente combine com o personagem, mas assim, assinar um contrato com aquela pessoa para você fazer uma saga e que sobreviva, né? Sobreviva. Você tem que ter uma pessoa que tenha anos disposta a fazer o mesmo papel. E é o que você falou, o público Público maior, médio, que não tem obrigação de ter tanto amor pelos X-Men, cara, para você, para eles entenderem essa parada toda, você teria que fazer uma introdução do próprio, acho que do próprio universo Marvel, a lá aquela minissérie que nós todos amamos, que é a Marvels, né, do Alex Ross, do Kurt Busiek, que escreveu.
Do fotógrafo, que você começa a ver o universo de mutantes, de metahumanos e blá blá blá, devagarinho. Eu acho que simplesmente fazer um reset no MCU, tô conjecturando com vocês, com audiência, e você começar, e você jogar assim, meu irmão, X-Men, ninguém voando, e o Apocalipse que é um vampiro, mas não parece vampiro, mas não é, e esse cara aqui que eu falei assim, não, o Senhor Sinistro E vai para o Egito. Aí o público começa a falar assim: caralho, Egito, você volta para os anos 90.
E o cara: caralho, acho que é muito confuso para um público médio. Teria que ter alguém muito— você vê que o James Gunn, que tinha todo um planejamento, já tá o planejamento, tudo bem, mas pelo menos o cara tinha ali um desenho. O Zack Snyder, time, é o cara com a visão. Aconteceu uma desgraça na vida do cara, zoou o bagulho e tal, mas não foi só isso. Então assim, às vezes você confia em uma pessoa, fala: não, eu sei o que eu tô fazendo aí, né? Eu acho muito difícil, não sei.
Gabriel, então em cima de tudo que a gente tá vendo, acompanhando da série, do desenho, qual é a sua expectativa para a gente ter essa série, a segunda temporada, com novos arcos e sendo uma coisa primorosa como tá sendo até agora? E a sua expectativa para a gente ver os X-Men que já estão aí entrando no MCU, né, mas num novo reboot aí também nesse universo cinematográfico.
Cara, eu acho que essa temporada, ainda mais porque tá, ainda tem o roteiro do Bial De Maio até o final, porque ele tá sendo creditado em todos os episódios ainda, vai ser um baita sucesso, cara. Acho que assim como a primeira impactou e pegou todo mundo de surpresa, essa vai tipo consolidar a série para, sei lá, tranquilo, umas 5 temporadas fácil aí, porque porque é uma animação que, diferente de What If, cara, conseguiu ganhar todo mundo que curte a Marvel.
Difícil você ver alguém criticando a série ou falando algo ruim dela. E se a Marvel já tá começando a trabalhar quase que a controle de danos no MCU, cara, eu acho que em Homem-Aranha 4 já vai, esse controle de danos vai ser praticamente uma caça mutantes ali. Se tiver Jean Grey, eu acho que talvez eles conseguem já introduzir essa ideia de mutantes, deixar cada vez mais Claro, talvez um Pantera Negra 3 também trazer um pouco de mutante.
E tem que ser trabalhado aos poucos, igual o Afonso falou, cara. Eu acho que a Marvel tem tudo certinho, porque até agora, se a gente for ver, né, a Marvel foi a única empresa ali que conseguiu de fato consolidar o universo por muito tempo, talvez ali no jeito dela e tudo mais. Só que eu acho que agora o Kevin Feige vai ter mais preciosismo e cuidado com com cada produção que ele vai fazer. É, sim, eu tô confiante, assim como eu tô confiante no James Gunn, mesmo tendo o erro ali que teve no segundo filme.
A Marvel também, eu tô confiante. Eu acho que as coisas ruins já passaram, eu acho que vai vir coisa boa ainda.
Já tomara, meu queridão, tomara. E tomara que você retorne aqui ao Plantão Nerd. Muito obrigado, Gabi, pela sua vinda. A galera pode continuar a te assistir lá no Nerdland, não é isso?
Isso aí. Vídeo toda semana de X-Men lá no canal também.
Beleza, queridão.
Valeu, Gabriel. Obrigadão, até mais.
Valeu, gente, até mais. Valeu.
E despontou no horizonte de Arraques o novo trailer. Ó, o chato aqui, o Arthur fazendo novamente o novo trailer de Duna Messias. Meu querido Rex, minha querida, é isso aí, o Messias está retornando aí para alegria de uns, horror de outros. Mas não é esse Messias, é outro Messias, o Paul Atreides, galera, tá aí retornando no terceiro filme, né, do Denis Villeneuve, ou Denis, não sei, para os mais íntimos. Mas no caso aqui, para quem não leu os livros, né, a gente tá vendo ele após ascender ao trono imperial, como é que essa guerra interplanetária está afetando não somente o cosmos inteiro da humanidade, mas também a cabeça dele, o relacionamento dele com a Zendaya.
Tá zangado porque a obra literária e o filme vai abordar o peso dessa posição messiânica, né?
E de forma erradíssima, digamos de passagem. Exato, porque o David Villeneuve, ele criou uma narrativa muito diferente do livro. Ele é muito fiel em alguns aspectos, Mas quando ele criou esse conflito, quando ele introduziu a Chen na história, né, que é a Zendaya, diferente do livro, a Chen ela não representa só uma guerreira, uma Fremen, ela representa o amor do Paul, tá? Ela entende o Paul, ela acompanha o Paul, ela nunca questiona o Paul.
Ela tem questionamentos políticos envolvidos na trama, mas ela nunca desafia desafia ele, ela nunca fica contra ele. Pelo contrário, bem lembrado, ela fica apoiando ele até o final. Ela é o porto seguro dele enquanto ele tá passando por vários perrengues de se tornar o Messias, o imperador. É ela que é o suporte de amor, de aconchego, de lar que ele precisa. E no filme original, né, no livro, quer dizer, quando ele casa com a Ilura, ele fala: você é meu casamento político, mas você é o amor da minha vida, é você, vamos ficar junto.
É a Chani, a Chani. E ela aceita essa condição, ela sabe que é uma questão de, assim, ela é maior, ele é maior do que todos ali, e ele tem uma, agora lidar com o universo.
Perfeito.
E aí no filme ela fica puta, chateada, magoada, montou a minhoca gigante, corre para o horizonte. Aí tu assim, caraca, e aí o que acontece?
O que que a gente vai ver nesse filme agora então?
Uma reconciliação um tentando manter o relacionamento, que o trailer começa com os dois batendo uma boca. É, mas nunca foi isso.
Eu concordo contigo, você acaba transformando a personagem numa chata.
Não, não só isso, você cria um conflito para o personagem que não existe. Por exemplo, ele tem mil coisas para se preocupar, ainda tem que se preocupar em manter um relacionamento, a DR no meio, uma DR certo, né, ali no meio daquela confusão toda.
Em defesa do Villeneuve, eu concordo contigo, mas faz um pouco advogado do diabo.
Diga.
Defesa do Villeneuve, que eu acho que ele tá tentando construir ali humildemente aqui nos 10 sentados, é você colocar uma voz, uma voz de meio que uma bússola moral, no sentido de que ele sabe que ele não— assim, existe essa dúvida se ele é um Messias fabricado, correto, né? E apesar dele ter visões pela fantasia da obra, pelo que o tempero é capaz de fazer e tal. Houve uma grande manipulação pelas Bene Gesserit, esqueço como pronuncia o nome, para que ele fosse esse grande líder.
E ele, por sua vez, fugiu do que elas queriam que ele fosse também, né? Tipo, não, não, você é minha própria parada e tal. E esse grande alerta que Frank Herbert, versão brasileira, né? Ele fez no livro da questão do Messias muito mais obviamente focada no Islã, né? Eu sempre recomendo a galera ir atrás das fontes e tal para entender melhor. Ela, ela aqui, eu acho que o Villeneuve, ele sentiu que tinha que ter alguém o tempo todo questionando isso, porque a narrativa do livro faz o que no filme você não consegue fazer.
Eu entendo que a Shani na história ela é o, não é o leitor, né, ela é a audiência.
É meio que a bússola moral.
Exato, é porque o que acontece quando você lê o livro, você cria suas conclusões, você cria, poxa, será que ele não tá sendo um ditador? Será que ele não tá ultrapassando os limites? E a Shani é um suporte moral que apoia ele o tempo inteiro. Então ele acho que transformou a Shani exatamente nisso, na pessoa que questionar o que você poderia questionar vendo, porque ele não é um herói. Acho que as atitudes que ele toma nem todas são heroicas.
Desculpa te cortar, mas acaba que nos filmes, pelo menos 1 e 2, a pessoa que mais apoia ele acaba sendo a mãe mesmo.
Sim, ela fica com esse papel de apoio incondicional praticamente, que seria mais o papel da Shani do que a própria personagem colocada no filme. Então acho que eu entendi o ponto de vista dele de você fazer ela ser a pessoa que questiona para quem tá assistindo questionar também e não ter essa visão que ele é só o herói. Ele tem essa bússola moral que é um pouco distorcida em alguns aspectos. Mas, por exemplo, coisas que são importantes da Shani eles acabam tirando, que é a maternidade, que é o maior sonho dela, é dar um filho para o povo, né?
E aí você tem a Ilura conspirando por trás para que ela não engravide, para que não gere uma continuação do domínio do Paul no futuro. Então são detalhes importantes ali que você acaba tirando da personagem.
Vamos ver, né?
É porque para quem não sabe, no livro ela morre depois que ela dá à luz para os filhos, ela não chega a ver os filhos crescerem, né? E pelo que mostrou ali, parece que eles vão estar vivos e ela também. Então já tá começando a alterar demais a história para dar uma relevância com um personagem que tem um peso muito grande, sim, mas não é o peso que ele quer dar.
É bom.
Então é difícil. Então quando você vê o trailer, não me pegou, tá? Por conta disso não me pegou. Eu vi ali um trailer de casal em DR tentando resolver um pepino, entendeu? É isso que eu vi. Eu não vi ali o Messias, eu não vi ali o vilão novo, que quem faz é até o garoto que faz o Batman. Qual o nome dele agora? O Vampirinho.
O Vampirinho Brilhante faz o Batman. Me fugiu o nome desse belo rapaz, mas apesar de eu gostar muito do Villeneuve, acho que ele acertou em um tom visual muito bom. Sem dúvida.
Temos a volta do Jason Momoa, que isso por si só me fez uma alegria no trailer, porque eu admiro ver ele como Duncan Idaho de volta.
Tem uma explicação legal dele.
Sim, tem, pelos Teulaks, né, que clonam ele, dão ele meio que de presente para o Paul, né.
Tem a maioria muitos comentários nos trailers internacionais, a galera falou assim, caramba, o Villeneuve conseguiu entregar uma trilogia, vai conseguir entregar uma trilogia no intervalo, que em menos de 5 anos o cara fez uma trilogia. Espera-se que feche bem. Uma das maiores, se não a maior obra de ficção científica da história, né, moderna. E meio que o cara fez um negócio aqui, ó, fiz uma trilogia aqui para vocês, aqui rapidinho e tal, não sei o quê.
É, eu ainda confio, ainda confio no Vilhelm Neff, concordo com suas observações. Quero ver como é que ele vai colocar. Tenho esse receio da Chani só ficar uma personagem chata. É um desperdício da Zendaya, que é boa atriz. Acho que tá super utilizada. A gente volta, fala nisso, né?
Tem o melhor assessor de marketing da história, Hélio Pascal.
Impressionante. Ninguém aguenta mais. São pessoas boas, boas atrizes e atores, mas, né, ninguém aguenta mais. Espero que ela tenha mais do que uma famona em Duna: Messias.
Então veja o trailer de Duna: Messias também e deixa aqui os seus comentários, por favor.
Não, e aí é o seguinte, o pessoal quer gastar mais dinheiro, quero gastar mais dinheiro, quero assistir mais coisa, quero consumir, quero ler, quero jogar. O que que você recomenda para galera aí continuar a assistir depois do Plantão Nerd?
Olha, depois que a gente falou hoje, eu ia recomendar para as pessoas que não têm que assinem, que vale a pena, o Disney Plus. Sim, porque lá eu vou recomendar para vocês verem os desenhos originais dos X-Men, que foi o, né, o predecessor.
Essa palavra correta?
Sim, o predecessor dessa X-Men 97 que nós estamos vendo agora.
Tu acha que sobrevive?
Sobrevive. Eu fui ver e o desenho, lógico, o desenho tem aquela qualidade de desenho anos 90, tá, que não tem anatomia. As coisas são desproporcionais, a tela é mais curta porque não foi feito para o widescreen, então tem duas tarjetas pretas em volta. Mas a história é muito boa e conecta muito bem com X-Men '97. Então minha recomendação para vocês é: segura aquele dinheirinho, faça a sua assinatura no Disney Plus e veja o desenho dos X-Men, que foi o começo de tudo isso que a gente tá vendo agora.
Começa no shopping com a Jubileu, não tem segredo.
E você, Solano, onde você recomenda que as pessoas invistam seu dinheiro para cultura, conhecimento e aprendizado?
Jogue dinheiro na empresa que tá precisando, tadinho, a gente tem pouca grana aqui. A Apple, a Apple TV, ela tem séries excelentes também, excelentes. E eles acabaram praticamente de lançar O que já é a minha série favorita do ano, já é minha série favorita. O pessoal perguntou, mas é a série de terror favorita do Solano? Acho que se bobear, minha série favorita, senhoras e senhores, Widow's Bay, A Baía da Viúva. Ele é o seguinte, cara, por favor, é como se fosse— você conhece a série The Office? Sim. Conhece a série Parks and Recreation?
Sim.
É como se fosse um The Office Parks and Recreation, escrito pelo Stephen King.
Não tem como ser bom. É, não tem como ser bom.
A história de um prefeito e a equipe dele, de uma prefeitura de uma cidade de porto de viúvas. Não é o Porto das Viúvas, é uma cidade que assim é pesqueira, histórico pesqueiro. Os colonos fundaram a cidade que nunca teve muita importância turística, e o prefeito Ele tá desesperado querendo trazer turista para cidade e tal. Só que a cidade, ela é mega amaldiçoada, ela tem um histórico horroroso de canibalismo, incêndio, pessoas queimando bruxa, um monte de coisa horrorosa.
Comecei a gostar já.
Ele fica desesperado tentando dizer, não, isso não existe não. Mas aí as paredes começam a sangrar, começa a aparecer uma velha maluca, apareceu, não, não, não tem nada aqui não, e tal, não sei o quê. E cara, eu Cara, assim, ele pegou, cara, é muito bom, o texto é muito bom, as atrizes e atores são excelentes, ele equilibra esse humor com o terror de uma forma muito gostosa, muito inteligente. A criadora da série, inclusive, ela foi roteirista do Parks and Recreation, ela sabe fazer essa dinâmica de pessoas reais, pessoas sem jeito lidando Fantasma.
Eu já tô gostando, cara.
Sabe essa parada, tipo assim, no filme de terror aparece uma velha maluca andando na rua, nos filmes a pessoa fica tipo, alô, aí sai do carro. Nesse o cara engata a ré mesmo, cara. Bora daqui, cara. Bem legal. Widow's Bay me pegou, me pegou. Minha recomendação. Mas não para por aqui as recomendações.
Não, por favor, continue.
Tá faltando alguém aqui hoje. Verdade, tá faltando você. Cadê a Ariel? Ah, olha a Ariel aqui, ó. A gente tem a nossa ruivinha no cenário aqui, mas temos também a nossa querida ruiva Gabi Xavier, que tá sempre trazendo as atualizações aqui no mundo dos animes. Gabi, ela fez um vídeo para a gente aqui. Fala para a gente o que que tá rolando com Ghost in the Shell.
Olá pessoal, sou Lana Rex.
Vim aqui falar sobre animes mais uma vez. Deste mundo de animações japonesas, especialmente de algo que chegou nessa semana, uma estreia que já tem nesse momento um episódio, que é um remake de um grande clássico. Chegou um novo anime de Ghost in the Shell. Muitas pessoas não estão sabendo, e é um anime realmente que tá resetando a história. Muitos conhecem Ghost in the Shell especialmente com o imaginário que foi criado com o filme tão famoso de 95, dirigido pelo do diretor Mamoru Oshii, que trouxe essa visão que se enraizou na mente de tantos fãs de animes de um Ghost in the Shell num futuro distópico, um ambiente cyberpunk mais lento, escuro, contemplativo, filosófico, sério, cheio de discussões sobre ciberterrorismo, super tecnologias que podem dificultar o entendimento dessa divisão, se é que há uma divisão entre o que é humano ou não humano e máquina.
Tantas coisas importantes que foram tão substanciais para a indústria cinematográfica como um todo que este filme de 95 especialmente foi grande inspiração para outras obras hollywoodianas como Matrix. E aí você pensa, por que a gente teria uma nova adaptação? E aí você pega essa nova adaptação, descobre que é feita por um outro estúdio mais conhecido por obras recentes como Devil May Cry Baby e agora as novas temporadas de Dandadan e fala, nossa, tá mais colorido, tem uns traços mais retrô que lembra um pouquinho da nostalgia dos anos 90, só que polidos e atualizados para o que temos hoje na indústria de animes.
E também com um clima que parece tão diferente desse filme de 95. A Majô, protagonista, não é mais séria, introspectiva, ela é super expressiva, ela é caricata, Ela é satírica, ela é muito diferente. As pessoas ao seu redor também trazem esse clima de humor, apesar das cenas que desde o começo, na sequência inicial, já trazem sim mortes, corpos sendo atropelados e atirados, explodidos. Eventualmente, talvez nos próximos episódios, teremos também nudez, quem sabe.
Mas tá diferente, a gente não tem exatamente o mesmo clima. Parece muito menos contemplativo e filosófico do que a obra de 95. Então alguns desavisados talvez se deparem com essa animação, que tá esplendidamente, pelo menos o primeiro episódio, bem feita, de verdade tá super bem feita, e falem: caramba, já descaracterizaram uma obra genial, uma obra-prima inclusive. Então não é bem isso. Muitas pessoas não sabem, mas todas as adaptações que a gente teve nas últimas décadas de Ghost in the Shell, elas tiveram modificações, especialmente no tom, em relação à obra original, que é o mangá.
Nesse mangá aqui, todas essas discussões sobre ciberterrorismo, sobre os perigos de uma sociedade super cheia de tecnologia, todas essas questões sobre inteligência artificial, que inclusive são super pertinentes para os dias atuais, isso existe aqui nas páginas. Mas o clima hiper filosófico, super introspectivo, esse ritmo muito mais contemplativo e lento, isso foi algo que especialmente no filme de 95 do diretor Mamoru Oshii foi uma adaptação, uma visão que o diretor trouxe que ficou brilhante.
De fato, a gente tem sequências, alguns planos, enquadramentos, um roteiro impecável. Eu acho que a obra de 95 continuará nesse seu patamar de obra-prima para sempre. Mas é a primeira vez que a gente tem uma história que, pelo menos no primeiro episódio, além de estar extremamente bem feita, de verdade, a qualidade técnica tá incrível, a gente tem praticamente uma fidelidade 99% ali das primeiras páginas do mangá, dos primeiros 2 capítulos, se eu não me engano, aqui, que é o que a gente teve no primeiro episódio, que já tá disponível para gente em streaming.
Porque teve gente que assistiu já lá fora na Anime Expo, a gente aqui só só pôde assistir ao primeiro episódio. E quem viu os dois primeiros na Anime Expo também está elogiando. Então tem tudo para a gente crer que esse anime pela primeira vez trará todas essas missões paralelas, né, ou missões do grupo da Seção 9, do qual a Major é a líder. Toda essa mescla de ritmos, de clima, subgêneros dentro de uma história que pode falar assim de questões sociais, políticas, filosóficas, mas sem perder esses tons que não são sempre tão sóbrios, tanto em cor, que inclusive não é tão cinza escura, cheia de sombras como nesse filme de 95, como em roteiro.
A gente tem de novo uma personagem que ela é muito mais multifacetada, ela tem seu lado mais forte, ela é extremamente inteligente, eficaz, especialmente nas suas missões, ela mantém a sua presença e a sua autoridade junto dos seus pares ali, mas ela também é engraçadinha. E isso não a enfraquece em nada, só é uma visão mais complexa, eu diria. É claro que muitas pessoas podem ainda assim preferir a visão do filme de 95, mas eu acho muito bom que novamente tenhamos pela primeira vez essa obra, até onde a gente consegue ver, até esse primeiro episódio, que lógico é uma impressão inicial, ela tá sendo tão, tão fidedigna pela primeira vez, gente.
Isso é incrível, porque se aquele filme é incrível, se tudo que a gente teve de Ghost in the Shell até esse momento na história foi tão relevante como inspiração não só no Japão, mas para fora do Japão, é porque o material original trouxe toda essa substância. Então é um presente maravilhoso que Science Saru, esse estúdio, esteja agora vindo com essa proposta de trazer o que nenhuma outra obra antes que nenhuma outra adaptação trouxe.
Eu acho que pode causar estranhamento, ao mesmo tempo que também é extremamente convidativo para um público mais novo que nunca quis assistir ao filme antigo, que talvez agora tenha vontade de assistir. O primeiro episódio, ele é mais apressado, ele apresenta o mundo tão rápido quanto esse início do mangá, e as coisas serão mais contextualizadas ao longo do tempo. Para quem não assistiu, fica a dica, tá sendo exibido aqui no Brasil pelo Prime Video.
E eu acho que é uma excelente pedida e uma excelente forma de reviver bem, da forma correta, um clássico como outros que estão ali guardados na prateleira. E muitos da nova geração, por incrível que pareça, jamais ouviram falar. Vejam Ghost in the Shell. Se possível, vejam também o filme de 95. Se possível, além do anime novo, do filme, vejam também o mangá. Essa é a dica de hoje. Espero que vocês gostem. Portanto, confiram e depois me contem também aqui embaixo o que vocês acharam. Tchau, pessoal!
Olha, com essa análise bacana e recomendação da belíssima análise, belíssima, belíssima análise do Ghost in the Shell, não tem como não lembrar a galera que está chegando, foi anunciado a série do Neuromancer do William Gibson, que é uma das, a quem diga a obra, no caso literária, mais influente, mais importante desse gênero cyberpunk.
Ela que estabeleceu aí a maioria dos alicerces que a gente tem, influenciou muitas coisas, tá? É, então, desde, porra, Matrix, o próprio Johnny Mnemonic. Nossa, Johnny Mnemonic, lembra do senhor? Eu fui no fim, eu fui longe.
Foi legal. E um monte de coisa, um monte de anime, um monte de coisa.
Mas a pergunta é: agora vai? Porque eu tô ouvindo essa história do Neuromancer há tempos, que já tava com a produtora, que ele já tinha os direitos. Entro naquela história das adaptações impossíveis de serem feitas, inferno de adaptação.
Ficou preso nos fios para não fazer um desses.
E aí, teremos realmente um neuromancer na Apple TV?
Pois é, parece que sim. Parece que, pelo menos um teaser, a ambientação tá muito bacana, essa coisa analógica, né, que a galera fica, mas vai fazer uma, é uma, é um retrofuturo, né, uma previsão de um futuro que a gente hoje em dia no mundo real não está indo, essa coisa analógica. Pelo contrário, tem muita coisa tal, mais clean e tal, até pela própria Apple TV, Apple em si. Mas me parece que o bagulho vai ser bem fiel, pelo menos pelo teaser.
Eu acho que nenhum deles acerta quando eles mostram o futuro totalmente escuro e sombrio, não tem como.
É, não vai ser isso, exato. Mas é um caminho que o Neuromancer sugeriu, que se estabeleceu como esse subgênero aí do sci-fi. Enfim, a A gente tá ansioso aí, tô ansioso tanto para ver o que estão fazendo com o Gosto do Shell quanto no Neuromancer. Para me despedir de vocês, lembrando, vocês podem continuar me acompanhando aqui no meu arroba, apareceu aqui durante o programa inteiro. Estou sempre no Matando Robôs Gigantes, seja no YouTube, seja no Spotify.
Estou sempre no Bunker X também, muita coisa bacana. Tem também o meu canalzinho aqui no YouTube, Afonso Solano. E você, meu querido Rex?
Vocês me encontram nas redes sociais, no Instagram e no X. Né, como Rex2099. Sim, tem a ver com o universo 2099. E vocês também podem não só me encontrar lá, mas quando vocês me encontram também na Growth Suplementos, aonde vocês podem se tornar verdadeiras evoluções da raça humana sem precisar fazer químicas abusivas como o Senhor Sinistro. Lá na Growth você compra os seus suplementos usando o meu cupom OREX. E se você quiser além e fazer os seus manipulados, eu recomendo também a Oficial Farma.
E nas minhas redes sociais, principalmente no Instagram, eu posto sempre um videozinho falando sobre os produtos, suplementos, o que é o ideal para cada um, todos feitos com acompanhamento médico, tá bom? Então me usem e abusem, tanto na Growth quanto na Oficial Farma. Na Growth, o Rex, e na Oficial Farma é só Rex. Aí você ganha um desconto e um cupom bem legal lá para gastar bastante e usar gostosamente.
Excelente programa, excelente programa gostoso. Vocês são todos gostosos e gostosas. E até semana que vem no Plantão Nerd.
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo. Não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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