Episódios de Inteligência Ltda.

1879 - A CIA INTERFERIU NA COPA DO MUNDO A FAVOR DO BRASIL: DANIEL LOPEZ

07 de julho de 20261h57min
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DANIEL LOPEZ é jornalista, professor e pastor. Nesse episódio de “Ligando os Pontos”, ele vai bater um papo sobre o dia em que a CIA interferiu em uma Copa do Mundo pra ajudar o Brasil. O Vilela teve uma convulsão igual à do Ronaldo só de saber dessa história.

Participantes neste episódio2
D

Daniel Lopes

HostJornalista
R

Rogério Vilela

HostApresentador
Assuntos10
  • CIA e Copa do Mundo 1970Foul Play (documentário) · Gordon Banks · Envenenamento · Guerra Fria · Regime militar brasileiro · Stuart Symington · Projeto MK Ultra
  • Influência da CIA no mundoRegime militar no Brasil · Comissão Church · Projeto MK Ultra
  • Geopolítica e futebolDonald Trump · FIFA · Cartão vermelho · Patrocinadores · Edmundo · Ronaldo Fenômeno
  • Controle SocialDiversionismo · Escola de Frankfurt · Rock · Hip-hop · China · Cultura woke
  • Política prevalecendo sobre futebolJornadas de Junho · Copa do Mundo Brasil 2014 · 7 a 1 · Impeachment de Dilma · Pão e circo
  • Contexto esportivoGrécia Antiga · Olimpíadas · Batalha de Maratona · Roma Antiga · Coliseu · Circo Máximo · Panem et circenses
  • Economia Mundial e Crises FinanceirasWarren Buffett · Mercado de ações · Crise econômica
  • Teorias da ConspiraçãoEconomist (revista) · Os Simpsons · Cristiano Ronaldo · Portugal · Copa do Mundo 2026 · Joachim Clements
  • Rituais e CerimôniasOcultismo · Magia cerimonial · Energia psíquica
  • Copa do Mundo 2030 e eventos associadosCERN · Agenda 2030 · Terremotos
Transcrição215 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
DLDaniel Lopes

Olá, terráqueos, tudo bem? Daniel Lopes aqui e a gente tem um prazer enorme de receber vocês em mais um episódio do Inteligência Limitada, onde a limitação da inteligência é só por parte do apresentador Rogério Vilela, que tá ainda nos Estados Unidos. Mas que em breve vai retornar. Cadê você, Vilela?

RVRogério Vilela

Estou aqui, Nova York de fundo. Vocês podem pensar, essa live é gravada porque aí tá de dia, mas aqui são 5 horas e 52 minutos e ainda fica de dia. Eu acho que até vai ter mais uma meia hora, 40 minutos de sol por aqui. Bem triste porque o Brasil perdeu ontem, foi de uma maneira vergonhosa, né? A gente vai falar disso um pouco aqui. E muito mais coisa. Então hoje de madrugada, quer dizer, nessa madrugada de hoje para amanhã estou voltando para o Brasil e amanhã já estou aí com vocês, galera.

O Daniel, tô com saudade aí do estúdio, saudade de vocês aí. Tô chegando aí para, para, senão eu sei que eu vou perder o programa aí, né?

DLDaniel Lopes

É o uso-capião, né? Ou uso-campeão, como dizem aí no campeão em alguns lugares, né? O cara parece que ele Ganhou um prêmio, né, o troféu, né, o terreno é dele, né, o vice-campeão. A gente também, Vila, tá sentindo tua falta aqui porque conversar contigo é sempre uma alegria, mas presencialmente é muito melhor, né, o calor ali da presença, né. E online aqui a gente fica morrendo de medo de interromper, né, fica cheio de dedo assim, pô, vou esperar o cara terminar de falar para não ser deselegante, né.

Mas graças a Deus a tecnologia permite a gente continuar conversando mesmo à distância. E a gente sempre convida, né, pessoas mais interessantes do que nós. Então tá aí o Vilela aí. Valeu, Vilela! Eu que agradeço o prazer de poder estar contigo aí mais uma vez. Aí, uma honra.

RVRogério Vilela

Então vou me apresentar. Sou Rogério Vilela, sou desenhista, sou ilustrador, sou dublador, ator, sou podcaster e também mais recentemente aeromoça aí também, fazendo um bico de aeromoça. E vamos falar que hoje tem assunto para caramba, né, Daniel? Se apresente para quem não te conhece e logo depois vamos para vinheta.

DLDaniel Lopes

Fala, galera, tudo bem? Daniel Lopes aqui, jornalista, também tenho meu canal no YouTube, Daniel Lopes com Z, faço live ao meio-dia de segunda a sexta. Então você tá convidado também para acompanhar o meu material lá no canal Daniel Lopes. E aí, sou doutor e mestre em linguística, né, sou dessa área aí da linguagem. A gente sempre faz análise de mídia, a gente encaixa aqui a cultura. E como é o nome do programa? A gente tá sempre ligando os pontos, né, reunindo peças do quebra-cabeça, sejam elas da cultura e de várias outras áreas do conhecimento, da filosofia, né, das teorias sobre manipulação e controle, né, que é uma das áreas de minha formação também. Então o meu trabalho vai nessa linha aí. Obrigado, Vilela.

RVRogério Vilela

Tá certo, o Daniel voltou.

DLDaniel Lopes

Fala, Vilela! E voltou aqui, estamos de volta.

?Voz C

Valeu!

DLDaniel Lopes

Eu não falei da Arca, né? Você quer dar uma? Você falando fica mais bonito, né? Você iniciando, né?

RVRogério Vilela

Vamos lá, vamos lá, galerinha! Terráqueos, eu tô na Arca já um tempo e recomendo demais. Que é um compilado de vídeos, documentos, links, material vasto de coisas que tem na internet e coisas que não podem ser colocadas em redes sociais e plataformas comuns, normais, como esse aqui do YouTube, porque tem conteúdos sensíveis, palavras que são mais perigosas, né, que o conteúdo aqui não pode ser monetizado. Então eu recomendo demais, porque além de ser um tipo do Netflix de conhecimento lá, tem muito mais coisa, né, Daniel?

DLDaniel Lopes

Exato, Vilela. Então, além, além dos materiais que já estão lá gravados, né, tem um curso Relocação Estratégica que é extremamente interessante, tem um curso José, o Primeiro Sobrevivencialista. Mas além disso, quem assina tem oportunidade de ter lives comigo também, de segunda a sexta, onde a gente entra em assuntos bem interessantes. Hoje a gente tava falando da, de como na psicanálise, né, o Freud ele preferiu tirar Deus da psicanálise, e como tem um outro psicanalista que é o Paul Witz que sugere trazer Deus de volta para psicanálise e criar uma psicanálise mais ali teológica, né?

E a gente, no momento como esse que a gente tá vivendo, né, de derrota do Brasil, a galera ficou triste e tal, é uma época boa, né, para falar de proteger a mente, proteger a alma e as emoções, né, Vilela?

RVRogério Vilela

Pois é, pois é. A gente precisa estar muito cercado de conhecimento. Acho que o conhecimento é a coisa mais valiosa hoje em dia, já que todo mundo tem acesso à inteligência artificial, tem acesso à rede social, mas falta às vezes é ter algum canal, algum lugar onde você vê a informação filtrada e analisada de uma maneira que você possa entender melhor o mundo de hoje, né?

DLDaniel Lopes

Com certeza. E se eu não tô enganado, o pessoal acessa o link da Arca, você pode assinar Arca no link que tá aqui embaixo na descrição do vídeo, em qualquer vídeo meu também, lá nos meus vídeos no meu canal no YouTube ou no meu Instagram, daniel.lopes, também na descrição do perfil tem um link para você assinar Arca. Fica o convite para você estar conosco nessa plataforma ali mais reservada, onde a gente mergulha mais profundo em temas contundentes. Obrigado, Vilela.

RVRogério Vilela

Vamos lá então, vamos adentrar então o assunto. O que que você traz hoje? Assunto é Copa, mas não é essa Copa aqui não, é uma Copa de um tempo atrás, né?

DLDaniel Lopes

Como que é então, Vilela? É essa, vocês vejam, né? Não sei se você viu essa notícia, mas o Donald Trump ele entrou em contato com o presidente da FIFA para tirar um cartão vermelho que o juiz brasileiro deu para o jogador dos Estados Unidos. Você chegou a ver essa notícia?

RVRogério Vilela

Não, não tô sabendo não, cara. Para mim é novidade.

DLDaniel Lopes

Tá dando uma polêmica terrível, né, dessa interferência do presidente Donald. Inclusive, o presidente Donald agora levantou um comitê de investigação para investigar o trabalho desse juiz brasileiro. Olha, olha o B.O. que esse juiz brasileiro arrumou, cara. E o que que aconteceu?

RVRogério Vilela

O Infantino, né, que é o presidente da FIFA, ele depois dessa—

DLDaniel Lopes

eu ia falar desse pedido do Trump, mas na verdade dessa pressão do Trump, ele cancelou o cartão vermelho e o jogador tá reabilitado a poder participar das partidas. Então começa a surgir aquela ideia.

RVRogério Vilela

Não, não, não, é brincadeira, é brincadeira isso, cara. Aconteceu isso mesmo?

DLDaniel Lopes

Aconteceu, cara. O cara reverteu um cartão, o Trump pediu para reverter. É, pô, não, não foi legal, não concordo. Ainda abriu uma investigação, né? Vou até pedir para o homem ver se ele consegue achar essa notícia, né? Bota cartão vermelho Trump, aí vai aparecer, com certeza você vai achar fácil. Então, Vilela, nesse âmbito, é claro que as pessoas falam sobre a interferência, né, das forças externas dentro do futebol, né? Porque essa polêmica acontece um pouco.

Eu já entro no nosso tema principal, que é uma suposta influência da CIA na Copa do Mundo, numa outra Copa que a gente já explica. Mas esse tipo de situação abre o tema de em que medida existe influência externa, né, na Copa do Mundo. Nessa Copa atual já tem gente que diz que certos jogadores só foram convocados por pressões de patrocinadores, né. Aí eu me lembro de uma entrevista que o Edmundo deu na época da Copa de 1998, quando O Ronaldo Fenômeno teve aquele problema, né, que a gente ficou sabendo como se fosse uma convulsão, né, e não jogaria, mas depois foi forçado a jogar. Aí eu vi lá a notícia, não sei se você consegue ver daí, ó.

RVRogério Vilela

Trump admite que pediu para FIFA revisar cartão vermelho e critica árbitro brasileiro. Um pouco suspeito.

DLDaniel Lopes

É, depois eu não sei se você acha aí, a gente Você pode ver que foi revertido.

RVRogério Vilela

Então, a gente já percebeu que o Trump não gosta muito de juízes brasileiros, né? Tanto do Supremo quanto do futebol.

DLDaniel Lopes

Eu não tinha pensado por esse aspecto. É, realmente a situação tá complicada. E você vê, ele fala, é muito suspeito. Ou seja, o próprio presidente dos Estados Unidos tá levantando suspeição sobre arbitragem e a maneira como os jogos estão sendo administrados, né? Então é algo que começa a ser levantado. Eu tava até citando a fala do Edmundo O Edmundo, ele diz que ele tem uma entrevista que tá voltando à tona agora, da época lá da Copa de 98, onde ele disse que os patrocinadores escolheram boa parte da escalação, segundo o argumento que ele usa, e eles determinaram que para patrocinar a seleção o Ronaldo Fenômeno tinha que jogar 90 minutos de todas as partidas.

Então teria sido, dentro dessa tese aí do Edmundo, que teria sido por isso que, mesmo tendo tido aquela convulsão que muitos atribuem a anti-inflamatório, né, que o Ronaldo Fenômeno tava tomando, além de, além da pressão, né, que tava sobre ele ali para performar bem, entre outras questões, né, que são mais conspiratórias, dizem que esse somatório gerou essa convulsão nele e ele não jogaria. E dizem que foi uma pressão de patrocinador que o fez jogar.

Então a gente fica num universo de qual é o tipo de interferência externa que existe nos jogos e nos esportes em geral, né, Vilela? Inclusive, eu não sei se você se lembra, Vilela, do Pulp Fiction, né, o filme em que o Bruce Willis faz o papel de um lutador de boxe, né? E aí ele é, ele recebe uma grana porque eles querem que ele perca uma luta, não é? É para perder.

RVRogério Vilela

E ele decide, ele era o azarão, ele era o cara mais forte, não lembro, mas era para ele perder mesmo.

DLDaniel Lopes

Eu acho que ele era o azarão e era tipo assim, ó, perde aí porque vai ficar feio o famoso perder para você. Eu acho que é isso.

RVRogério Vilela

O lance era o seguinte, era para ele apanhar, apanhar, apanhar e cair só num tal round. Só que ele começa a apanhar, apanhar, apanhar, e aí começa a subir o lance dele e fala, não, cara, eu vou bater também. Porque era só para ele apanhar, não era para ele revidar. Ele começa a revidar e ganha a luta e tem que fugir, né?

DLDaniel Lopes

Exatamente. Da máfia. Então, e até onde eu sei, ele ficou com o dinheiro também, né, que foi dado para ele, né? E aí tem todo um desenrolar, né? Então é um filme que trata dessas manipulações dentro dos esportes, né? A gente sabe que nesse universo também das bets, né, tem tido muitas polêmicas, né, muita, principalmente nessa Copa, tá tendo muitas matérias polemizando isso. Então nesse contexto eu separei uma notícia, Vilela, que começou a voltar à tona agora no final de semana, que é sobre um documentário que foi feito chamado Foul Play, né, que é tipo jogo, é tipo falta, né.

A Foul Play é tipo fez uma falta, né, uma ação que é proibida, né? É como os americanos chamam uma falta, né, que é foul play, uma falta que a gente tem no futebol. E esse documentário de 7 episódios, ele explora a teoria de que o goleiro inglês Gordon Banks, que era o herói, que tinha sido o herói da Copa de 1966, ele foi envenenado com uma intoxicação alimentar antes da partida das quartas de final na Copa do Mundo de 1970. No México contra a Alemanha Ocidental.

E isso teria um objetivo, por incrível que pareça, de favorecer não o oponente na Inglaterra, mas favorecer o Brasil, Vilela. Por isso que eu achei interessante a gente trazer essa conversa aqui para hoje sobre isso. Até, Vilela, antes da gente— opa, obrigado, homem! Homem colocou a capa do documentário aí. É uma série de áudio, não é um documentário de vídeo. É muito legal, é bem produzido para caramba, tem toda aquela sonoplastia de como se fosse radionovela assim, né, ou áudio novela.

É muito legal, é estilo true crime, bem interessante, investigativo. E são 7 episódios de mais ou menos 40 minutos. É legal para caramba, é muito interessante de escutar. E aí eu não sei se você se lembra, Vilela, vou ver se o Homer acha essa informação. Existe uma lenda que eu até assisti um vídeo esse final de semana de uma conversa entre o Pelé e o Maradona. E o Pelé perguntando para o Maradona: Maradona, é verdade que vocês colocaram sonífero na água dos jogadores brasileiros? Aí ele falou: olha, eles batizaram, batizaram a água. Você lembra disso?

RVRogério Vilela

Sim, sim, ele assume isso.

DLDaniel Lopes

Então, esse programa, exato, ele assume. Ele falou um negócio meio engraçado, que ele fala assim: eu só falo do milagre, não falo, não falo do santo, né, que fez o milagre. E aí o Pelé fala: mas você tava envolvido nisso? Ele falou: não, aconteceu, mas não posso falar quem tava envolvido. Então assim, já aconteceu algo parecido, né, Vilela? A gente tem essa história, essa lenda aí que parece que o, né, como você confirmou aí, que o Maradona admite que aconteceu.

Então é o que que acontece, a Inglaterra era campeã, que tava defendendo o título. E o Gordon Banks, ele sofre esse misterioso mal-estar, né, que segundo ele veio de uma cerveja contaminada que ele tomou. E aí, sem o Gordon Banks, que era o grande herói, o cara era tipo um— aí, ó, a foto dele aí. Ele era um superstar da Inglaterra, assim. Você tem várias fotos de publicidade dele fazendo photo op, né, fazendo várias fotos assim posadas, né.

O cara virou uma sumidade naquela época. Eles tinham vencido a Copa de 66, isso teria acontecido na Copa de 1970, né? E sem ele, assim como aconteceu com o Brasil na Copa de 98 sem o Ronaldo Fenômeno, aí tá o Gordon Banks já mais velho um pouquinho, né, com Pelé. Então, sem ele, a Inglaterra perdeu para Alemanha por 3 a 2, né, após estar vencendo de 2 a 0, e foi eliminada. E no final das contas, né, o Brasil com Pelé acabou sendo campeão.

Agora, essa investigação ela é feita pelo jornalista Gabriel Gateshouse em parceria com o próprio neto do Gordon Banks, que é o Ed Jarvis, né? E a ideia surgiu ali de rumores familiares e de uma alegação que um senador americano teria recebido briefings da CIA contando essa história, né? Então a história, o relato que eu já vou dar um spoiler para vocês, o documentário ele termina de uma forma bem honesta falando, olha, nós temos essa tonelada de provas aqui, mas a gente não tem certeza se é verdade, porque tem documentos, tem provas testemunhais, mas eles não batem o martelo.

Isso é interessante também, eles deixam em aberto. Mas a teoria que é desenvolvida ali é que a CIA teria atuado numa operação no contexto de Guerra Fria. A gente não pode esquecer isso, né? O Brasil tava tendo apoio dos Estados Unidos para vencer aquela aquele perigo vermelho, perigo comunista. Então a CIA teria atuado numa operação de guerra fria para fortalecer o regime militar brasileiro, que tava, né, durou de 64 a 85, impedindo que a Inglaterra eliminasse o Brasil.

Então a ideia era que o Brasil estava sob perigo de uma convulsão popular, da população ficar decepcionada, irada, e seria muito importante uma vitória brasileira para levantar o ânimo brasileiro, impedir ali que o povo continuasse se rebelando ou contestando o governo militar da época, impedindo assim uma mudança para um regime de linha mais socialista, né? A investigação levanta arquivos da CIA, tem até cientista da NASA, tem toda a história do Bob, do capitão Bob Moore, e até existem menções ao caso do John Kennedy, né?

E as alegações são muito interessantes porque Ela, as alegações vêm de um cara, um senador americano chamado Stuart Symington. E esse senador, que foi senador nos Estados Unidos pelo Missouri nos anos de 58 a 76, ele era membro do Comitê de Forças Armadas do Senado. Por isso, por ser membro desse comitê de alto nível, ele recebia briefings ali de informações sigilosas da CIA. E segundo o Symington, Segundo relatos, perdão, esse senador teria dito para um jornalista que se chama Bob Oxby, do jornal The Telegraph, algo mais ou menos assim, né: essa diarreia, essa derrota foi ação da CIA.

Você não acha que a gente deixaria a Inglaterra vencer o Brasil, né? Correto. Então o produtor do documentário Obrigado aí. Esse é o Symington, né, o senador, né? Obrigado, Homer. O produtor documentário, que é o Gatehouse, ele afirma que o senador tinha acesso real a informações sensíveis da CIA. Existem memorandos até desclassificados de 1974 comprovando isso. Então não é uma fonte qualquer, né? Agora, existe também um— o documentário apresenta um histórico pregresso, né, de operações secretas, envenenamentos que a CIA fazia, né.

A investigação até mergulha no programa de envenenamento da CIA, especialmente antes de 1975, com depoimentos ali, documentos dessas substâncias que causava exatamente esses sintomas de intoxicação alimentar severa, né, que eles vão chamar de uma, de arreincapacitante, que não deixava traços óbvios de que isso aí teria sido provocado por um agente externo, né. E eles encontraram uma evidência mais sólida, mais incriminadora, que os americanos chama de smoking gun, né, que é a arma ainda saindo a fumacinha, no histórico da própria agência, né, da CIA, porque eles tinham capacidade técnica e eles dominavam o uso dessas toxinas em operações de desestabilização.

Além disso, nos arquivos da própria polícia secreta mexicana, lembrando que a Copa de 1970 acontece no México e o Brasil acabou vencendo, nos arquivos da própria polícia secreta mexicana e investigações ali que os produtores fizeram em arquivos locais, o produtor Gatehouse e o Jervis, que é o neto do Gordon, do Gordon Brown, o goleiro, eles encontraram o nome— e Gordon Brown, não, perdão, Gordon Banks— eles encontraram o nome e a foto do Gordon Banks em registro de vigilância que estavam sendo feitos durante a Copa de 1970.

Ou seja, eles descobriram provas de que o goleiro inglês tava sendo espionado pelo serviço secreto mexicano também naquela época, né? Isso prova que as autoridades, pelo menos que as autoridades mexicanas, possivelmente em coordenação com a CIA, estavam monitorando ali especificamente esse goleiro. E isso torna um caso de especulação um pouco mais sólido, né? E a gente não pode esquecer, Vilela, o próprio contexto geopolítico, né?

Brasil vivia sobre o governo militar, que era visto pelos Estados Unidos como, como eu falei antes ali, um aliado anticomunista na América Latina. E uma vitória brasileira na Copa era considerada uma ferramenta poderosa de propaganda para legitimar esse regime, né? Porque o tricampeonato em 1970 foi usado exatamente para isso, né? Porque acaba sempre uma vitória de uma nação parece ser um reflexo de que a nação tá indo bem. Que o governo é bom, que a economia tá bem, que os atletas têm uma boa estrutura, né?

Isso acaba virando uma poderosa propaganda para o próprio regime, né? E às vezes aplaca ali as tensões sociais, deixa o povo um pouco mais anestesiado, né? A Inglaterra então, campeã em 1966, que tava vindo numa sequência de vitórias muito poderosas, principalmente pelas defesas ali do Gordon Banks, era principal favorita e a principal ameaça nas quartas de final. Então é tirar o goleiro ali seria uma estratégia dentro dessa hipótese muito importante para enfraquecer ali o time inglês e abrir o caminho para o Brasil, né?

Agora existem também detalhes médicos ali da cena do crime, mas eu gostaria de dar oportunidade, filhão, para se você quiser comentar aí. Eu não sei, né, online a gente tem que ter essa gentileza, né, de dar uma oportunidade para pro interlocutor poder falar um pouquinho também, né?

RVRogério Vilela

Não, não, vai, manda, manda bala, pode mandar brasa. Tô ouvindo aqui.

DLDaniel Lopes

Ah, então beleza. Aí, se vamos combinar o seguinte, se você quiser falar, chega e fala, né? Não, não tenha—

RVRogério Vilela

eu falo Daniel, se eu falar Daniel, aí você me passa a palavra.

DLDaniel Lopes

Chega chegando, não fica— sinta-se em casa, beleza? Sinta-se em casa, eu sou um mero mensageiro aqui. Detalhes médicos estranhos ali da cena do crime, né? Tem notas do médico da seleção inglesa que foram descobertas nessa investigação do documentário, que foram analisadas ali em contraste com o relato do Gordon Banks. Ou seja, eles perceberam que tinha uma dicotomia entre os dois relatos, a nota do médico e também o relato do que o próprio goleiro sentiu e vivenciou.

E a suspeita então recai sobre uma cerveja, uma bebida consumida no hotel onde ele estava hospedado. E ele, o Gordon Banks, o goleiro, ele achou muito estranho porque logo depois que ele consumiu essa bebida, que ele não sabe exatamente se foi uma cerveja ou outro tipo de bebida, ele sentiu que o intestino deu aquela borbulhada, entendeu? Então no mínimo tinha algum tipo de contaminação. E a gente sabe, né, Vila, quando a gente come algo ruim, a gente sabe que foi logo na sequência, né?

Você começa a sentir estranho e tal. Então ele levanta essa ideia. E a família confirma que o próprio Gordon Banks, até o dia da sua morte, ele tinha essa impressão que ele tinha sido alvo ali de alguma maldade feita com ele. Não exatamente ele saberia por quem, né? Agora, essa história tem outras ligações ainda mais estranhas, intrigantes, porque existem até ligações com o assassinato de John Kennedy através de um memorando secreto ali de um espião americano no México.

Por quê? Isso tem a ver, existe uma conexão entre a tentativa de eliminar Fidel Castro e a morte de John Kennedy. Quem traz essa afirmação, eu vou pedir até para o Homer, se ele conseguir pegar esse livro, a gente já citou aqui, mas eu acho importante retomar, é Judith Verrie Baker. Judith Verrie Baker, ela tem um livro que é Oswald and Me. Ou me é nós, acho que é Oswald e mim, né, que é Oswald e eu. Oswald é o Lee Harvey Oswald, que foi o cara que foi acusado de ter matado Kennedy, mas que dizia que era inocente.

Depois, logo na sequência, ele foi morto pelo— esqueci o nome do outro cara aqui, que ele tinha um sobrenome diferenciado. Então ele foi assassinado logo no dia seguinte em que ele foi preso, né. E uma história muito estranha, né, uma história bem cheia de furos, né. Então nesse livro, a Judith Verri Baker, tá ali o livro aí, ó. Tá conseguindo ver, Vilela, a capinha do livro? Tô. Então é Lee Harvey Oswald and Me. Eu falei Oswald and Me, é Lee Harvey Oswald and Me, ou seja, Lee Harvey Oswald e eu, da Judith Verri Baker, né, baseado no livro best-seller, né, que é Me and Lee, né.

Então eu acho que ela publicou dois livros, o Me and Lee e depois o Lee Harvey Oswald and Me, se eu não tô enganado. E essa mulher era uma das cientistas mais brilhantes ali de biologia e de experiências médicas dos anos 60, ali do início dos anos 60. E ela revela que ela e o Lee Harvey Oswald, eles trabalhavam num projeto de tentar desenvolver um agente mortal para envenenar o Fidel Castro. Então a ideia era levar charutos envenenados até Fidel Castro.

E quem levaria esses charutos? O Lee Harvey Oswald, segundo a teoria dela. Então, quando Lee Harvey Oswald é preso, acusado de ter matado Kennedy porque ele seria um comunista que teria vivido na Rússia, na União Soviética, na verdade a tese dela era que Lee Harvey Oswald era um espião da CIA e ele tinha essa missão de envenenar o Fidel Castro. E para ele, para ele passar despercebido e para os cubanos acreditarem que ele era um comunista, ele se passava por comunista e teria morado na União Soviética um tempo para poder construir esse disfarce de que ele era um pró-Cuba ou pró-União Soviética.

Então a missão dele era levar esses charutos contaminados por um vírus que é o vírus SV40, que é o vírus, vem do macaco, né, que SV é Simian Virus, vírus símio 40. E esse vírus, ele é oncogênico, ou seja, ele gera tumores. Então a ideia era usar esse vírus, colocar nos charutos, levar até Cuba através do México. Então o México era a conexão que o Lee Harvey Oswald faria para chegar até Cuba, só que acabou não dando certo, porque no dia que ele ia pegar um avião para poder ir para Cuba teve uma tempestade, o voo foi cancelado, e depois acho que o visto dele não foi aprovado, alguma coisa aconteceu que isso atrapalhou.

Então existe uma conexão entre as espionagens que estavam acontecendo no México nos anos 63 até 70 com toda essa questão aí que a gente teria visto na Copa de 1970. Só que além disso, Vilela, o documentário traz também envolvimento de cientistas da NASA e também até uma marca de comida congelada que teria sido o vetor da contaminação. Ou seja, a CIA teria usado uma marca de comida congelada e através dessa comida congelada eles tiraram um pedaço da comida, colocaram na bebida porque a comida tava contaminada, né?

Teve também a prisão misteriosa do capitão Bob Moore antes do torneio, que seria outro possível elemento de desestabilização da seleção inglesa. E eles também encontraram ali arquivos da CIA e depoimentos de ex-espiões que mostram, né, uma recorrência desse tipo de padrão de comportamento. Então, Vilela, assim, eles concluem a investigação admitindo que eles, eles ficaram 3 anos fazendo essa investigação, para galera entender o nível de dedicação, de profundidade ali, 3 anos.

E eles admitem com muita honestidade ali intelectual de que eles ficaram oscilando entre o ceticismo e a crença nesse período. Esse aí é o capitão do time, tá? Esse é o capitão do time que acabou sendo misteriosamente preso, né, na véspera ali da, antes do torneio, né, que é o Bob Moore. Tá bom? Então aconteceram várias coisas estranhas, né, com a seleção inglesa. E voltando à conclusão ali do documentário, né, lembrando, o nome do documentário é Foul Play, escreve F-O-U-L Play.

O homem até mais cedo colocou a imagem para gente. Você acha isso tranquilamente no Spotify, no áudio. Ele é feito pelo Audible, mas eu pesquisei no Audible e não encontrei no Audible. Tem no Apple Podcast, tem tudo quanto é lugar menos no Audible. É estranho, mas quando você começa a ouvir, ele fala: this is an Audible original. Série, né, foi feito patrocinado pelo Audible, né. Então os caras ficaram 3 anos investigando, admitiram que não tem certeza absoluta que isso aconteceu, mas no final eles consideram a teoria plausível.

Ou seja, eles dizem o seguinte: nós encontramos mais evidências do que nós imaginávamos, né. Mas eles falam, cara, não é 100% comprovado, né, não tem ali uma prova cabal definitiva que houve uma ordem assinada da CIA, Mas tem, tem o motivo, tem a oportunidade, tem a capacidade de fazer e tem a vigilância documentada. Mais uma fonte de um senador que torna o caso mais sólido, né, do que a maioria das lendas conspiratórias ali do futebol, né.

Então é muito interessante a narrativa, estilo true crime ali, mistura ali jornalismo sério com um estilo true crime de espionagem, né. E deixa em aberto, deixa ali o ouvinte tirar as suas próprias conclusões. Isso é interessante, né, Vilela? As obras que são abertas, né? Inclusive pedi para o Homer ver se ele acha a capa de um livro do Umberto Eco. Umberto com U mesmo, sem H, que é o pensador italiano, infelizmente já falecido, que escreveu também O Nome da Rosa, O Pêndulo de Foucault.

O Umberto Eco escreveu um livro chamado A Obra Aberta, né, que fala exatamente sobre esses filmes, séries e livros, né, que eles não fecham no final, eles deixam abertura para reflexões, né? É interessante, né, Vilela, também deixar o público pensar, né?

RVRogério Vilela

Pois é, tem filme, tem filmes e obras que deixa esse final aberto sempre assim, que eu sinto que o cara deixa o final aberto porque ele simplesmente não sabia como fechar. Ele complicou tanto a obra e não sabia como fechar. Mas obras como filmes como Inception, por exemplo, eu acho que o final cabe bem assim de não definir. Definir se era um sonho, se não era um sonho do cara. Assim, eu acho que se você percorre o filme todo, você chega a uma conclusão.

Cada um chega a uma conclusão, né? Mas tem filme que simplesmente os caras não conseguem resolver, falar, vou deixar que cada um coloca o final que quiser. Aí eu não acho muito legal, não.

DLDaniel Lopes

Então eu lembrei do Twin Peaks, né? Twin Peaks foi um grande sucesso em 1989, que é uma série televisiva do David Lynch. A primeira e segunda temporadas passaram abertamente na televisão, por isso não podia ter muitas cenas obscenas, né, coisas ali, porque passava no horário nobre. Mas a terceira temporada ela foi feita exclusiva para streaming, né, no— esqueci o nome do canal, que é, não sei o que lá, Time, alguma coisa assim.

Ele então, essa terceira temporada é um pouquinho mais livre, né, no que mostra. Mas o que é interessante é que no início, em 1990, Twin Peaks tava tão em alta, mas tão em alta, que começou aquela história, né, de quem matou Laura Palmer, né? Porque a história toda começa no piloto, que é o primeiro episódio, com a Laura Palmer, que era a rainha do baile, a menina mais famosa ali da pequena cidade na costa oeste dos Estados Unidos, fronteira com o Canadá.

Aquela menina bonita que todo mundo admirava, que era a princesinha da cidade, aparece morta boiando no lago lá, né? E aí fica todo mundo querendo saber quem matou Laura Palmer, né? Até quando passou no Brasil nos anos 90 tinha esse slogan, né, é que quem matou Lala Palma, que depois, eu não sei se é antes ou depois, não quero fazer uma injustiça aqui novelística, mas depois vira quem matou Odete Reutemann, né. Eu não sei se Odete Reutemann veio depois ou veio antes.

RVRogério Vilela

E Vilela, não sei se você lembra disso, o Daniel tem que pesquisar, legal o Rômulo pesquisar isso, porque agora fiquei na dúvida também. Na minha cabeça vem bem antes ao Brasil, mas eu não sei. É, não sei.

DLDaniel Lopes

Não, é, com certeza tem muitas coisas que às vezes eu penso assim, caramba, os brasileiros copiaram os americanos, mas às vezes eles copiam muita coisa da gente também, né, Vilela? Música. Então, pois é, tem vários processos de plágio aí, né, que aparecem, né? Então, Vila, por que que eu tô citando isso tudo? Porque esse negócio de quem matou Laura Palmer virou um uma angústia tão grande, uma curiosidade tão grande que o Mikhail Gorbachov ligou para o David Lynch para falar: aí, me fala aí, pô, não tô aguentando mais saber quem matou Laura Palmer.

Olha que ponto chegando. É. E aí sabe o que que o David Lynch falou? Ele falou assim: rapaz, nem eu sei, eu ainda tô inventando, inventando. Tá vendo?

RVRogério Vilela

É, às vezes o cara não sabe mesmo, não sabe comprometer. Ah, vou deixar aberto mesmo.

DLDaniel Lopes

Não sabe. O Rômulo tá aqui, ó, ansioso, querendo— eu não sei quem tá mais ansioso, eu ou ele, para saber.

?Voz C

Eu tava fazendo aqui a pesquisa, a versão da Vale Tudo, né, de Odete Rotman foi de 88 e foi antes. A Laura Palmer é 1990.

DLDaniel Lopes

Aí, ó, mas será que o David Lee tava assistindo as novelas brasileiras, teve essa ideia?

RVRogério Vilela

Você vê, certeza, certeza que ele tava lá zapeando. Grudou na Globo e ficou lá assistindo a novela. Ele falou, vou fazer a mesma coisa nos Estados Unidos, que vai ser show, vai ser sucesso.

DLDaniel Lopes

Com certeza. Então, Vilela, é essa, essa, esse negócio do Trump colocar suspeita em cima do juiz brasileiro, mandar reverter o cartão vermelho, e esse documentário aqui voltando à tona, né, a entrevista do Edmundo falando da influência dos patrocinadores. E a gente, isso me levou a uma linha de raciocínio, uma pesquisa Pensando, né, caramba, se isso for verdade, que a gente não sabe se é verdade que a CIA ajudou o Brasil porque tinha interesse que o Brasil vencesse a Copa para fortalecer o governo militar brasileiro em 1970, é interessante a gente pensar a influência do futebol dentro do destino político.

E foi por essa linha que eu comecei a fazer uma reflexão, porque eu pensei, cara, se se existe realmente uma influência dos resultados do futebol, que é uma paixão nacional, dentro do destino social, econômico, político de uma nação, como é que essa atual derrota do Brasil poderia influenciar o Brasil no momento que a gente tá aí há 3 meses do dia 4 de outubro, que são as disputas nacionais que nós temos, né? Então foi, foi essa linha de raciocínio, Vilela, que eu comecei a a trilhar depois que eu escutei esse documentário.

E aí a gente lembra que em 2013 aconteceu ali a Jornada de Junho, que foi uma série de protestos que começaram a acontecer devido ao aumento da passagem de ônibus e de metrô, que era 20 centavos. E a galera saía nas ruas com cartaz, né, contra os 20 centavos e tal. E a gente sabe que foi um tipo de protesto que ele começa localmente, ele teve muita repercussão no Rio de Janeiro Até foi numa época que os Black Blocs estavam em alta, né?

Tinha aquele grupo, né, que com aquela roupa escura, né, máscaras e tal. E esse protesto que foi muito forte no Rio, e era naquela ocasião contra um governo estadual de mais considerada direita, ele acaba descambando para o movimento de proporção nacional e acaba chegando a Brasília. Houve até quebra-quebra em Brasília, né, destruições em Brasília. Ficou um negócio bem tenso. E alguns entendem que esse estopim que começa ali na jornada de junho de 2013, que é claro que muitas pessoas, alguns teorizaram que tinha um dedo da CIA também, porque a CIA queria uma troca de regime, queria tirar o governo da época e colocar um governo mais alinhado com os Estados Unidos.

A gente teve até aquela polêmica que o governo americano tava espionando a presidente Dilma, os emails da presidente Dilma. E aí até o vice-presidente naquela época, né, o presidente era o Obama, vice-presidente era o Joe Biden. O Joe Biden tinha até uma viagem marcada ao Brasil para tentar dar uma apaziguada, mas o Brasil cancelou, essa visita foi cancelada dado o tamanho ali do desconforto que tava entre Brasil e Estados Unidos.

E isso tudo foi na época, é importante a gente lembrar, dos Wikileaks, quando o Edward Snowden revela aqueles documentos, né, vazados. E dentro desses documentos tinha informação que os Estados Unidos estavam espionando o governo brasileiro. O governo brasileiro ficou bem chateado. Então tinha alguma coisa de rusga ali entre Estados Unidos e Brasil. Tem gente que vai dizer que essas jornadas foram incentivadas ali por forças internacionais que tinham interesse de atrapalhar o governo daquela época.

Mas fato é que a gente tá falando de junho de 2013, por isso os protestos receberam o nome de Jornadas de Junho. Mas o que que acontece em 2014? Acontece Copa do Mundo. Copa do Mundo onde? No Brasil. E o que que acontece? Eu peço até perdão a vocês por lembrar desse fato tão triste, ainda mais hoje, né, na sequência da derrota do Brasil ontem. Foi o 7 a 1, né, 7 a 1 quando o Brasil foi derrotado pela Alemanha. Inclusive a Alemanha foi derrotada também agora nas fases iniciais, né.

Os brasileiros que até sentiram um gostinho ali de vingança, né. Mas o detalhe foi que a derrota do Brasil do 7 a 1 em 2014 é considerado por alguns analistas e estudiosos, historiadores, como mais um incentivo, mais um catalisador dos descontentamentos populares que acabaram desembocando no impeachment de 2016. Então é uma conexão entre uma influência de um resultado de Copa com um desdobramento político. E eu gostaria de perguntar, Vilela, você acha que realmente esse desgosto do 7 a 1 pode ter gerado ainda mais indignação na população brasileira? Você acha que pode ter incentivado?

RVRogério Vilela

Sim, cara, qualquer coisa naquela época aumentaria a insatisfação. E do jeito que foi a derrota, e ainda tava tendo todo aquele protesto de não vai ter Copa, lembra? É do preço dos estádios superfaturados. Claramente assim, cara, a galera ganhou milhões e milhões ou bilhões em cima dos estádios que foram construídos há tempo atrasaram, custaram muito mais caro. Não precisava construir aqueles estádios em lugares que não tem nem time de futebol da primeira divisão.

Então hoje viraram elefantes brancos. Então assim, era um conjunto de coisas que foi só aumentando a insatisfação, e com certeza o 7 a 1 foi mais um deles, né?

DLDaniel Lopes

Ah, com certeza. Então é até, eu, a gente não pode dizer que foi um fato, um fator crucial, mas incentiva, né? Acaba colaborando para um cenário que já tá um pouco desgastado, né? E aí, fazendo essa análise do documentário sobre a Copa de 70, análise sobre as consequências da derrota do 7 a 1 em 2014, aí eu me transportei para o que aconteceu ontem, né? Para essa derrota do Brasil, porque foi uma derrota complicada. Você melhor do que eu pode me falar também, Vilela.

Você tava, você assistiu o jogo no estádio aí, né, Vilela? O qual? Esse agora, derrota do Brasil ontem. É ontem, ontem. Sim, sim, assistiu, né? Tava lá, só confirmando. Eu vi foto sua lá no Instagram, mas para não falar bobagem, né? É, então, logo no começo um pênalti, né? Aí o Brasil, eu não sei se você viu esse dado, Vilela, mas o Brasil não perdia um pênalti em 40 anos. Tinha 40 anos que a gente não perdia um pênalti. Exatamente, 1986.

O Zico perdeu um pênalti. Foi a última vez que a seleção brasileira num jogo oficial tinha perdido um pênalti. Então já começa com—

RVRogério Vilela

só para dar um detalhe aí, Daniel, o Zico perdeu o pênalti no tempo normal, a disputa foi para pênalti, e aí ele foi o primeiro a bater e converteu.

DLDaniel Lopes

Beleza.

RVRogério Vilela

Se não me engano, Sócrates perdeu.

DLDaniel Lopes

Legal. Só para redimir um pouco o Zico aí, né, que pelo menos depois ele acertou, né. Legal, é esse detalhe, eu não lembrava. Valeu. Então a gente já começa perdendo um pênalti, que algo não acontecia há 40 anos. Isso já, isso atrapalha um pouco a motivação, né, do time, que você fala, poxa, perdi um gol feito aqui, né? Como é que a gente deixa acontecer isso num jogo de tão alto nível, né, com um time que tava vindo tão forte como a Noruega, né?

E o Haaland ali, né, o cara, uma taxa de acerto ferrenha, né, quantidade de gols gigante. Você não pode desperdiçar um pênalti, né? Mas tudo bem, acontece o pênalti. E aí depois o Brasil é eliminado numa fase em que a gente também tava há anos sem ser eliminado ainda naquela fase. Era esse jogo, foi das oitavas, foi das oitavas já, né? Então o Brasil, ele nunca, ele não perde. Você vê para mim, o Homer, porque agora eu me esqueci há quanto tempo o Brasil não perdia nas oitavas, né?

Porque o Brasil tá estatisticamente, se você pega as Copas do Mundo, 98 a gente perde na final, foi na final, né, contra a França. As outras Copas a gente chega semifinal, a gente tá sempre ali semifinal, final, semifinal, final, no máximo quartas. É, tinha muito tempo que a gente não perdia nas oitavas. Então foram duas coisas complicadas, né? A gente perdeu um pênalti que não perdia há 40 anos e ser eliminado nas oitavas. Achou aí, homem?

?Voz C

36 anos.

DLDaniel Lopes

36 anos, Vilela. Então assim, é um tempão que você, a gente experimentou algo ontem que não acontecia há 3, 4 décadas, né? Então isso gera aquele, aquele desânimo, né? Então eu vejo nesses dados, nessa decepção, a gente fica pensando, né, isso, isso interfere de alguma forma no destino político do Brasil nesse momento? É claro que uma vitória da seleção brasileira vai dar força para quem tá no poder no Brasil naquele momento, e uma derrota vai atrapalhar quem tá no poder naquele momento.

Então isso, dentro desse jogo do poder, aumentaria as insatisfações sociais com relação à atual situação do Brasil, enquanto uma vitória seria uma espécie de propaganda chancela de que supostamente estaria indo tudo muito bem. A gente sabe que ainda faltam 3 meses Isso não vai ser obviamente determinante no que vai acontecer no dia 4 de outubro, mas é inevitável a gente imaginar que isso gera também um aborrecimento. Você vê depois da derrota do Brasil muita gente falando, é, agora vai voltar esse negócio de política também, já tô de saco cheio, já tô aborrecido e tal.

Mas aí, Vilela, tem um grande detalhe, porque eu que fui instrutor do curso avançado de operação psicológica no Exército A gente trabalha muito com essa questão do controle da opinião, da influência, do soft power, a influência indireta sobre o inimigo, né, desse contexto de guerra não linear, guerra de quarta geração, de quinta geração, guerra híbrida, né. Então existe uma questão muito interessante que aí eu me reporto ao Sun Tzu, da Arte da Guerra, que ele dizia o seguinte: A melhor maneira de você vencer o seu oponente é tirar dele a vontade de lutar.

Ou seja, a sensação de impotência e a sensação de desânimo é uma das coisas mais poderosas num cenário de disputa. Então eu tava assistindo um trecho de uma entrevista hoje de manhã de um autor americano, Edward Griffin, e ele fala assim, cara, a coisa que os controladores, os tomadores de decisão, o sistema mais quer É uma população que olha para a realidade, realidade social, econômica e tal, e pensa assim, cara, não tem jeito, isso não tem solução, vou largar de mão.

Então eu fiquei preocupado quando eu vi essa entrevista desse americano, Edward Griffin, e eu falei, cara, uma coisa que é importante a gente não deixar acontecer é a gente ficar nessa postura de não tem jeito, Brasil é um lixo, Brasil não tem solução, Brasil não tem futuro. O povo brasileiro é horroroso, o Brasil é um país amaldiçoado. Isso eu vejo que só favorece quem tá aí há séculos e décadas sugando as riquezas nacionais, tanto os nacionais quanto os estrangeiros, sugando as nossas riquezas.

E você, numa postura como essa, você favorece a manutenção do estado de coisas, né? Que que você acha, Vilela?

RVRogério Vilela

Concordo totalmente. Eu queria que o Homer depois abrisse também, porque tá muita gente comentando aí. Só abrindo um parênteses, porque você não tá vendo o chat, eu tô acompanhando o chat aqui.

DLDaniel Lopes

Ah, beleza.

RVRogério Vilela

É Daniel. Todo mundo comentando sobre a capa do Economist porque dava como Portugal provável ganhadora da Copa, e Portugal acabou de ser eliminada agora pela Espanha.

DLDaniel Lopes

Sensacional.

RVRogério Vilela

Alguma outra coisa lá? Você chegou a ver alguma coisa outra na capa da Economist que pode dar outro caminho ou não?

DLDaniel Lopes

Então, a gente tem— eu não tô querendo— tem gente que acha que quando eu analiso a capa da Economist eu tô torcendo por aquilo, ou fui eu que escrevi aquilo, ou tô falando que aquilo é verdade. Não é o caso. A gente tá só fazendo uma análise, principalmente analisando o que tá circulando na internet, né, analisando as conversas, né. Então tá, o Rômulo botou a capa aí para gente. É, não sei se foi o Rômulo ou foi o Lene, né? Não quero deixar— foi o Rômulo mesmo, né?

Só para dar uma moral aí, para não dar crédito para pessoa errada, né? Dá crédito a quem merece. Nessa capa então, Vilela, a gente tem ali o mundo como se fosse uma bola, né? E essa bola tá sendo chutada por um jogador de uniforme vermelho. Por que que muitas pessoas começaram a partir do princípio que esse uniforme vermelho ele está remetendo não apenas a seleção de Portugal, que acabou de ser eliminada pela Espanha por 1 a 0, mas ao próprio Cristiano Ronaldo.

É porque várias coisas aconteceram ao redor disso ou antes disso. Então, Vilela, primeiro, se você me permitir, eu vou dar uma explicação porque tava todo mundo acreditando que era Portugal, tá? A ideia é a seguinte: o Cristiano Ronaldo, algum tempo atrás, ele recebeu uma honraria da Casa Branca que é uma chave, é uma chave muito peculiar que foi entregue, se eu não tenho enganado, só para 3 pessoas: o Benjamin Netanyahu, que é o primeiro-ministro israelense, o Cristiano Ronaldo, e o terceiro, a terceira pessoa não me recordo, peço perdão a vocês.

Então ele ganha essa chave numa véspera ali de uma Copa do Mundo que tá acontecendo nos Estados Unidos. Ele recebe essa chave das mãos do presidente Donald Trump dentro da Casa Branca, no Salão Oval. Então muita gente fala, cara, será que isso é uma chancela? Isso é uma É um apoio, isso é uma prefiguração, isso é uma programação preditiva, isso aí é um sinal de que essa é a Copa do Cristiano Ronaldo, que ele é a vez dele, assim como em 2022 foi a vez do Messi.

Antes da Copa do Mundo 2022, o Messi se encontra com o presidente da FIFA ali, eles têm uma reunião particular entre eles, mas que tem foto. Aí, além desse presente, dessa chave, que o Cristiano Ronaldo recebeu do Donald Trump na Casa Branca, também houve um encontro do Cristiano Ronaldo com o presidente da FIFA. Então a galera começa a montar esse quebra-cabeça, né? O Homer colocou para a gente aí a imagem da chave, né, que ele recebeu do presidente Donald.

Então a galera começa: caramba, parece que tá tudo apontando para lá, né? E aí, Vilela, quando você olha, aí é uma outra teoria doida. E lembrando, pessoal, São teorias doidas que a gente tá tratando aqui agora, tá? Porque às vezes, filhelo, os caras fazem cortes. Teve uma época que alguém perguntou assim: Daniel, você poderia nos contar aquela lenda, aquela teoria conspiratória da babá do Elon Musk? Aí eu falei: claro, posso contar essa lenda, o que que é falado.

Aí eu falo: uma senhora chamada Elizabeth contou uma história de que ela era babá do Elon E aí sabe o que aconteceu, Vilela? Fizeram um corte. E aí um, não vou falar quem é, mas uma figura importante aí fez um comentário me zombando de mim, né, falando assim: olha só as coisas que esse cara acredita, como é que ele pode acreditar no negócio desse? Cortaram a parte que eu falei: ok, vou contar esta lenda urbana. Falei: poxa, que covardia, né, que maldade.

Mas tudo bem, é só lembrando que a gente tá aqui contando teorias mirabolantes e lendas urbanas, ok, pessoal? Não Não quer dizer que eu acredito em nada disso. O que que acontece? As vinhetas das Copas do Mundo, elas tinham alguns sinais estranhos ali que nos induziam para quem iria vencer. A vinheta de 2014 tem uma bandeira da Alemanha ali que aparece. A vinheta de 2022 também tem uma bandeira ali da Argentina. Foi feita uma foto promocional que eu acho que é da Adidas E essa foto da Adidas, que era uma propaganda, ela mostrava os campeões desde 1994 até a Argentina.

Então você tinha ali o Cafu. Cafu tava sentado numa série de cadeiras, e as cadeiras são vermelhas e azuis. Então Cafu era o primeiro sentado. Aí você tinha lá, acho que o Zidane, não me lembro quem era, Thierry Henry. E aí você tinha ali em pé o Messi quicando uma bola, e isso seria uma indicação que— ah, obrigado, o Homer, parabéns, tá, cara? Porque quando eu comentei desse assunto no meu canal, eu penei para achar essa imagem, cara.

Que bom que você achou. Vocês, eu que eu não tô conseguindo ver o rosto da galera, eu não conheço todo mundo também. Vocês sabem o nome de todo mundo olhando aí? Eu não sei o nome de todos os cara não. Mas o Cafu é o primeiro, isso eu tenho certeza. Segundo é o Zidane, Zidane. E aí depois é o Kaká, depois, né? Kaká tá representando a Copa de 2002, né? Eu peço perdão a vocês, eu acho que eu falei 2002 a Copa que a Argentina venceu. 22 tá no Catar, pelo amor de Deus, me perdoem, porque 2002 foi o Brasil, né?

Vocês sabem que a gente ganhou 94, não ganhou 98 por causa daquele problema todo do Ronaldo Fenômeno. E aí depois o Kaká representa o Brasil. Vocês lembram aí depois quem é? Eu não consigo ver daqui, eu não sei o nome dos caras também. Eu sei que você tem a Alemanha, né, que ali que tá representando 2014.

?Voz C

Aí você tem 2018 também, tem o Xabi Alonso, tem o Kroos aqui, né, na Alemanha.

DLDaniel Lopes

Xabi Alonso representando a Espanha ali, né? Tá. E aí você tem o Messi em pé e tem uma cadeira vazia azul, vocês estão vendo, né? Como se na sequência ali da cadeira vazia, representa a cadeira vazia azul, representa 2022, Copa do Catar, e tá o Messi ali fazendo um pepezinho. Eu não sei se, ô, homem, eu não sei se você consegue achar a data dessa foto, cara, se ela foi antes ou depois da Copa do Mundo, mas se você não achar não tem problema, porque é difícil.

Mas pode deixar a imagem, ô, homem, rapidinho, que eu já vou encerrar aqui. Depois eu O que que gerou outra teoria conspiratória, Vilela? É que depois da cadeira azul que supostamente representaria a Argentina, tem uma cadeira vermelha. Então os cara fala: olha, a revista Economist tem uma cadeira vermelha, a vinheta da Copa do Mundo 2026 mostra uma bandeira vermelha na final, na festa, vencendo. Na vinheta da Copa do Mundo 2026 tem um cara com uma camisa vermelha que dá o último chute na bola, que encerra o evento.

E nessa publicidade, depois da cadeira azul ali na sequência das Copas, da Copa de 2022 que foi a Argentina que venceu, teria cadeira vermelha supostamente representando Portugal, que tem um uniforme vermelho. Então, Vilela, por causa disso tudo, do somatório dessas questões, a galera começou a achar que a capa da revista Economist, que acerta coisas curiosas, teria previsto que Portugal Portugal venceria a Copa do Mundo. Só que desde o início, vários comentaristas ali, vários estudiosos desses sinais malucos, estavam falando: gente, não é só Portugal que usa uma camisa vermelha, a própria Espanha também usa uma camisa vermelha.

Então pode ser a Espanha, pode ser o Marrocos, Noruega. O México também usa vermelho? Não, né? Verde, mas a reserva deles não é vermelha não, né? Acho que é branca, né, se eu não tô enganado, branca. Então assim, aí é claro que os cara, quem é brasileiro não desiste nunca, né? Então o cara falou, ah não, Portugal perdeu, então não era Portugal, deve ser o Marrocos ou então a Espanha. A Espanha acabou de vencer do México, né? Então a galera ainda tá elucubrando, tentando achar uma solução.

Mas eu esqueci de falar O fato ali mais instigador da, dos comentários online, da galera que gosta de teorias conspiratórias, que é o fato de que Os Simpsons, num episódio de 1996, eles passou um episódio em que havia uma Copa do Mundo acontecendo nos Estados Unidos, exatamente como tá acontecendo agora. E nessa Copa do Mundo mostra as bandeiras dos times que estavam jogando a final a bandeira nesse caso era sim explícito, a bandeira do México e a bandeira de Portugal.

Então isso seria, se você soma isso tudo e principalmente esse episódio dos Simpsons com a capa da revista Economist, aí a galera foi para essa ideia. Obrigado aí, Homer, colocou a imagem dos Simpsons, né, episódio de 1996. Aí tá explícito Portugal e México. É interessante porque México é um dos países sede né? A gente tem ali Estados Unidos, México e Canadá. Canadá já foi eliminado, né? O México e os Estados Unidos ainda estão concorrendo.

E Portugal tava em alta nas teorias conspiratórias por causa desses outros elementos que eu citei, principalmente a chave que o presidente Donald deu para o Cristiano Ronaldo. Então a ideia de que Portugal venceria veio daí. Mas isso não— o fato de Portugal ter sido eliminado agora pela Espanha, não tira da galera que gosta de elucubrar em cima disso a hipótese de que a capa da Economist ainda pode estar certa com uma eventual vitória de outras seleções que usam uma cor vermelha, como é o caso da— ah, deixou minha esposa, minha querida esposa aqui, deixa eu mandar um beijo para ela.

Me lembrou que México também foi eliminado ontem. Então essa, eu, vocês acreditam que eu tava assistindo esse jogo. O jogo foi tarde para caramba, né? Aí minha esposa dormiu, e aí toda hora ela acordava e fala: México perdeu? México ganhou? O que aconteceu? Aí eu falava: não, o jogo tá rolando ainda. Aí sabe o que aconteceu? Eu dormi, não vi o resultado. Aí ela me acordou e falou: e aí, o México ganhou ou perdeu? Eu falei: não sei.

Eu tive que caçar no celular para ver qual tinha sido o resultado. Por isso que não ficou registrado muito aqui na minha mente. Então, pessoal, dessas, das 3 seleções anfitriãs, só os Estados Unidos ainda continuam no páreo. E dos 2 times que os Simpsons colocaram como vencedores, ambos já foram eliminados. Então Simpsons, você já deleta, né? O Bart Simpson e o autor dessa vez erraram, né? E a gente teve um erro também crasso, né?

Porque a gente teve o Joaquim, né, em alemão é Joachim, né, Joachim Clements, que era aquele investidor norte-americano, alemão, perdão, que tem uma empresa de investimentos. E ele falou que ele tinha ali um sistema econométrico em que ele media a chance dos países ganharem por dados econômicos e dados sociais e tal. E ele, por incrível que pareça, ele venceu Ele venceu, não, perdão, ele acertou os vencedores das últimas 3 Copas.

Então o cara tava com uma taxa de acerto assim monstruosa. Só que aí o que acontece? Ele foi dar um pitaco que o Brasil ia perder para o Japão, errou. Até o Neymar fez uma publicação ali, né, dando uma cutucada. E aí ele falou, não, mas na opinião dele era a Holanda que ia vencer numa final contra Portugal. Segundo Joaquim Clemente, a final seria Holanda e Portugal. Então Holanda já foi eliminada, Portugal também. Então o cara errou feio, né? Pois não, homem.

?Voz C

Então falando aqui no chat que a Inglaterra também tem uniforme vermelho.

DLDaniel Lopes

Ah, ela usa também uniforme vermelho?

?Voz C

Tem uniforme reserva aí vermelho.

DLDaniel Lopes

A Inglaterra que eliminou o México ontem, né? Isso foi, né? Então a Inglaterra tá no páreo ainda. Então é claro, Vilela, que qualquer um desses 4 times ou 4 seleções que usam camisa vermelha, só fazendo uma revisão aqui então, Espanha, Marrocos, Noruega e Inglaterra. Qualquer um desses 4, caso vençam, o cara vai falar que a revista Economist previu. Mas é fato que a revista Economist ela acertou algumas coisas bem curiosas. Vou pedir até a Romy, se você puder colocar de volta a capa da Economist, porque na capa da Economist, Vilela, você sabe que a galera dividiu a capa como se fosse uma pizza também, em que cada fatia fosse um dos meses do ano, né? Você lembra desse detalhe, né, Vilela?

RVRogério Vilela

Isso, isso. Se o Homer conseguisse achar essa imagem dividida e com os meses assim, tá bem legal, né?

DLDaniel Lopes

É, com as fatias vai ajudar, porque isso vira também uma grande teoria da conspiração ali, que os caras começam a falar, olha, cada coisa vai acontecer em cada mês. E aí o que que acontece? É no sentido horário, né, rodando para quem tá olhando da direita para a esquerda. Sentido horário clássico, você tem ali nos primeiros meses do ano, ou no início dessa bola, ou na parte de cima à direita da bola, você tem um navio. E esse navio é muito fácil de você descobrir que é um navio persa, porque é um navio que tem um design persa, e os marinheiros ali, eles estão com capacete que é tradicional do povo persa.

Então quem acompanhava, né, o O 300, né, do Frank Miller. Quem sempre gostou de ver conteúdos assim de Alexandre o Grande, os persas, né. Inclusive tá vindo, eu ia falar que tá vindo um outro filme do Alexandre o Grande, não é, é Odisseia, né, Vilela, que tá chegando aí do Christopher Nolan. Você lembra quando, para quando que é? Eu já, já me perdi aqui. É para agora já, né, julho, julho, já tá perto, né. Inclusive, Vilela, você assistiu algum filme aí nos Estados Unidos? Chegou, você assistiu só o dia D, né? O dia D você assistiu?

RVRogério Vilela

Só assisti o dia D para a gente fazer o programa. Fizemos o programa, tá uma correria tão grande aí, não consegui nem a musical que queria ver.

DLDaniel Lopes

Legal.

RVRogério Vilela

O Book of Mormons aqui que falam que é engraçado para caramba, não consegui ainda. O do Michael Jackson, vamos ver quando eu voltar.

DLDaniel Lopes

Ah, beleza, tranquilo. Não, tô perguntando porque saiu o filme também, eu não sei nem se você tem interesse de ver. Que é o filme da Supergirl. Você tem interesse nisso aí? Você acha que é?

RVRogério Vilela

Nossa, cara, interesse zero, zero, zero. Já tô de saco cheio de filme de super-herói. Ainda Supergirl? Falaram que foi o maior fracasso, que o filme é ruim, tá todo mundo metendo o pau. Tô fora.

DLDaniel Lopes

Caraca, eu tô tentando.

RVRogério Vilela

Talvez assista, é, talvez assista na Disney quando for para o streaming, com meu filho, porque ele gostou do cachorrinho, né?

DLDaniel Lopes

É, o cachorrinho Fisgou a galera legal, assim como o Grogu, né, lá do Mandalório. Grogu, né, que é o filme esse. Assistiu Mandalório Grogu?

RVRogério Vilela

Assisti, assisti.

DLDaniel Lopes

Eu achei legal, achei divertido, né? É do Jon Favreau, né? Então, Jon Favreau, achei legal assim, tem um clima. As crianças adoraram, lógico, né? Então, achou, Romero? Você joga para gente, por gentileza?

?Voz C

Não tá numa qualidade boa, tá?

DLDaniel Lopes

Mas acho que dá para ter uma. Você consegue dar um zoom? Um pouquinho de zoom. Então ali tem um navio. Esse navio dentro dessa divisão aí altamente, como é que é, altamente, esqueci o termo assim, bem artificial, né, bem proposital. Nessa divisão o navio tá entre janeiro e fevereiro, né. Vocês estão vendo ali que a linha tá cortando o mastro do navio. Se você aproxima, você vai ver que esses marinheiros que estão ali É claro que para você reconhecer que é um navio persa pelo estilo da embarcação é difícil, mas o marinheiro segurando uma estrutura vermelha, estrutura vermelha não sei o que que é, mas o capacete do marinheiro é clássico da Pérsia.

Pérsia é o Irã, né, Vilela? Então o que é interessante é que foi no dia 28 de fevereiro que os ataques contra o Irã aconteceram, né, esses que iniciaram essa confusão toda. Que acabou desembocando no fechamento do Estreito de Ormuz, né, por onde passa 25% do petróleo global. Então você vê que ali em fevereiro você tem a presença do navio e logo depois, em março, você tem um tanque de guerra. Ou seja, um conflito foi desencadeado a partir dali, né.

Então é claro que a galera fala, viu, os caras acertaram, né. Agora ali no número 13 Porque eu não entendi por que que fez mais sentido para essa galera separar em 13 em vez de 12, né? Que a gente sabe que o relógio e os meses são 12, né? Não são 13. Mas no mês, no mês 13, ou na sessão 13, que a gente não tem mês 13, né? Inclusive, Léo, não sei se você sabia que a origem dos meses tem um nome interessante, né? Porque janeiro vem de Jano, do deus Jano, que é aquele deus das duas faces, né?

Então janeiro é porque era a transição de um ano para o outro, né, que ele tá com uma face em dezembro, uma face no ano novo, né, no ano seguinte. E aí nesse, nessa fatia 13 você tem uma mão ali no sentido, né, de protesto estilo Power to the People, né, e uma algema. E aí a galera já vai falar, o que que aconteceu no dia 3 de janeiro? Nicolás Maduro foi capturado, né, então foi preso. Então a galera já, galera da conspiração, já fala, ó, eles previram Maduro, previram o ataque ao Irã, previram a guerra que acabou acontecendo, que virou uma verdadeira guerra econômica, né?

E aí, se você puder subir um pouquinho, Homer, aí não, ao contrário, perdão, descer. A gente tem maio, tem uma seringa grande. E aí foi em maio que começou aquele negócio de antivírus, abril, maio. Antivírus, é novo surto de Ebola. E aí começaram a falar de novas campanhas de vacinação. Aí os cara viram, eles previram também o surto do antivírus, o surto do Ebola. E logo depois, né, aí você tem o jogador chutando a bola, tem a Copa do Mundo que começa ali.

Eu esqueci, começou 26, não, 26 não, foi antes do dia 26 de junho, né, o início da Copa do Mundo começa, foi 15. 13 de junho começa a Copa. Então você vê que o fato do jogador ali de camisa vermelha tá chutando nessa fatia junho, os caras vão falar, poxa, é mais uma evidência de que a revista Economist colocou já certinho nessa divisão. É lógico que a Economist já poderia ter acesso que a Copa do Mundo ia começar em junho, no dia 13 de junho, mas o desenho do planeta como uma bola não tinha essa divisão em fatias, né?

Fica certinho ali em junho, né, meados de junho. Então isso seria mais uma evidência de que essa, esse desenho da revista Economist, ele pode ser lido dessa forma, né, com base nessa, nessa divisória. Então, Vilela, é claro que a galera agora com essa recente derrota Portugal, que aconteceu hoje, agora mais cedo, aqui algumas horas mais cedo, minutos até, galera ainda vai falar, mas Portugal foi derrotado, então não era o Cristiano Ronaldo, aquele negócio da chave, o episódio dos Simpsons com as bandeiras, a vinheta da Copa não valeu de nada.

Mas ainda pode, a economia ainda pode acertar caso seja uma vitória de Marrocos, da Espanha, da Noruega, ou então da Inglaterra com uniforme reserva. A galera não vai, não vai desistir nunca, principalmente os brasileiros, né, que não desistem nunca, né, William? Pois é. Será que travou ali?

RVRogério Vilela

Alô?

DLDaniel Lopes

Opa, voltou!

RVRogério Vilela

Alô?

DLDaniel Lopes

Você tava no ângulo maneiro aí com prédio grandão aí atrás, pô.

RVRogério Vilela

Ah, aqui, ó, olha que legal aqui.

DLDaniel Lopes

Isso aí é qual?

RVRogério Vilela

Tava ajeitando a câmera.

DLDaniel Lopes

Eu sei qual é isso aí, né? O New York Times.

RVRogério Vilela

Não, tô aqui, né? Pode ser, cara, mas eu sei que aqui é a Times Square. Eu não me localizei ainda, tô do lado da Times Square. Aquela bola, não sei se dá para ver, aquela bola que desce lá no final do ano, tá vendo?

DLDaniel Lopes

Show de bola!

RVRogério Vilela

Esperando descer.

DLDaniel Lopes

Não, eu tô do lado aqui do New York Times, é um pouquinho mais para trás ali. Eu achei que estava um pouco depois da Times Square. Aí, onde você tá é Hell's Kitchen? Considera Hell's Kitchen ou não? Você sabe qual é o nome da região aí?

RVRogério Vilela

É aqui, cara, é Times Square mesmo.

DLDaniel Lopes

Eu tô na 44 com a 7, tá? 7, exato. Eu acho que o New York Times é na 6, na Rua 6, né, na 6th Avenue, mas um pouquinho mais para baixo, mais em direção ali ao Madison Square Garden, né? Ô, Vilé, vamos aproveitar aí. Você falou que não conseguiu fazer muita coisa em Nova York então, né? Ficou na correria, né?

RVRogério Vilela

Não, fiquei na correria. Tinha muito evento aí com o lance da torcida do Brasil, fiquei fazendo lives, gravações. Que hoje, hoje até lembrando, foi bom você falar, hoje depois dessa live entra mais um vlog da Copa, o último jogo que eu fiz aqui com meu Brasil, com com meu pai, né, que meu pai tava acompanhando a Copa. Aí no jogo contra a Escócia foi o último que ele viu. Depois eu levei ele para o Brasil e voltei para cá.

DLDaniel Lopes

Show de bola! E o pessoal diz que tá um calor insuportável aí. Tá calor assim mesmo?

RVRogério Vilela

Nossa, cara, teve recorde de calor aqui há 2 ou 3 dias atrás. Tava insuportável. Eu nunca tinha visto nos Estados Unidos uma temperatura dessa, cara. Você andando na rua Aquele calor que não tem vento, ele fica fixo em você. Parece que o vento, o calor vem de baixo, vem de cima e dos lados. Você fica espremido pelo calor. E o metrô, o subúrbio, é pior ainda. Então, cara, era você ficar na rua e achava uma desculpa para entrar numa loja um pouquinho que tem ar-condicionado, saía, entrava em outra loja, porque é aquilo, né?

É calor, é inferno na rua e polar dentro das lojas, né, cara? Porque lá os caras colocam bombando o ar-condicionado, é para ficar doente, na verdade, né?

DLDaniel Lopes

É isso que eu ia te perguntar, se você conseguiu manter a saúde aí, porque é um choque térmico terrível, né? Deu para sobreviver bem?

RVRogério Vilela

Deu, deu, deu. Me acostumei aqui, cara. Eu gosto daqui, eu gosto. Teve uma época da minha vida que eu falei, pô, eu queria morar um tempo em Nova York, mas hoje, vindo mais vezes assim, cara, aqui é um lugar para você ficar alguns dias até semanas, mas voltar. Faz as suas coisas, vai em restaurante, em comedy club, vai assistir musical e depois volta. Porque aqui, cara, o clima da cidade é frenético, é muita mistura, muita sujeira, muito barulho, é gente correndo para todo lado.

É um clima que eu, quando eu era mais moleque, eu pirava nisso daqui. Hoje em dia eu quero mais tranquilidade, montanha e ficar de boa.

DLDaniel Lopes

Show! É, e eu ia te perguntar, você falou da sujeira, Que percepção que você tem? Que tá meio bagunçado, tá um pouco perigoso, tá meio estranho?

RVRogério Vilela

Ó, perigoso eu não senti, mas eu senti assim muito, muito suja. Não sei se é por causa da Copa, mas cara, a minha lembrança é pré-pandemia. Eu vim aqui em 2019 e agora eu tô voltando para Nova York, né? E tô voltando agora, cara, tá muito mais suja a cidade, muito mais suja e muito mais bagunçada. Pelo menos é a minha percepção, não posso dizer isso em números, mas parece. Eu não lembrava da cidade tão suja assim, sem muita gente na rua.

DLDaniel Lopes

Ah, entendi, entendi. É, agora tem o governador que é mais aberto, né, a questão dessa questão social, né, que é o Mamdani, né. Talvez isso tem incentivado um pouco, né, a gente não sabe exatamente. Mas e o Central Park chegou aí? Não deu uma passadinha, não?

RVRogério Vilela

Cara, não deu tempo, acredita? Não deu tempo de fazer nada, cara.

DLDaniel Lopes

Entendi.

RVRogério Vilela

Nada, nada, nada. Eu ia lá para correr, ia fazer, cara, esses dias tá tão corrido aqui. O que me atrapalha mais mesmo assim de fazer as coisas são o tempo de live, de gravação que eu tenho aqui, que cada live são 2, 3 horas. Então aí quando eu termino já tá tudo fechado aqui, que as coisas fecham cedo, né? 7, 8 horas. Até restaurante, porque você pensa Nova York, você vai sair 11 horas da noite, vai achar, vai estar tudo aberto.

Não, cara, as coisas fecham cedo aqui. É muito estranho, restaurante fecha Cedo.

DLDaniel Lopes

Mas será que mudou isso depois da pandemia? Antes ficava mais tempo? Porque até aqui em São Paulo mudou muito, né? Antes tinha muito restaurante 24 horas, né? Padaria 24 horas. Até hoje, né, a gente quando depois quer do programa lanchar, fazer, comer alguma coisa, é difícil, né? Não tem muito lugar aqui em São Paulo também, né? Antes tinha, né? É estranho, né?

RVRogério Vilela

Então a gente já tentou achar restaurante aí depois do podcast, é difícil, né?

DLDaniel Lopes

É difícil.

RVRogério Vilela

Tem alguns na Joaquim Floriano, tem uma coisa ou outra aberto, mas é muito difícil.

DLDaniel Lopes

É, é bem, bem triste, né?

RVRogério Vilela

Porque eu tinha, eu tinha a lembrança de São Paulo, aquela coisa de você pode fazer o que quiser a qualquer hora, tá tudo aberto e tal, mas não é mais assim não. E aqui, pelo que eu vi, Nova York é a mesma coisa.

DLDaniel Lopes

Não, eu lembro que antes da pandemia tinha sessões de cinema que começava meia-noite, pô. Era interessante, de vez em quando eu pegava com minha esposa, era legal para caramba. Nunca mais vi isso depois da pandemia, acabou total, né?

RVRogério Vilela

Total, total. Você acha que foi no mundo inteiro isso, que teve uma mudança geral assim de entendimento das pessoas? Porque, pô, não tem hoje, eu acho que não tem nem mais supermercado 24 horas como tinha antes, que era tão bom, né? Você vai de madrugada fazer compra, não tinha ninguém.

DLDaniel Lopes

Não, com certeza, eu acho que sim, cara, porque você vê em vários lugares diferentes também essa mudança. Não no exterior, eu não Eu não consegui fazer essa análise muito, mas no Rio de Janeiro também mudou muito. Eu sei que no Rio, em Niterói, de onde eu sou, lá também a gente, os restaurantes, a disponibilidade reduziu demais. Vilela, quer passar para as perguntas aí? Que que você prefere?

RVRogério Vilela

Bora, bora, vamos lá, Homer, vamos lá.

?Voz C

Só para contextualizar, a galera, né, como o próprio Vila, ela já citou, a galera questionou muito, né, sobre a questão de Portugal ela ser a possível seleção que ganharia, né, a Copa.

RVRogério Vilela

E estão perguntando aqui se, oi, só para precisar, eu sei que o Daniel já falou isso, mas aqui nesse programa, e principalmente o Daniel não faz previsão, né, cara, ele analisa sim, sim, coisas que a galera tá falando de, pô, Olha essa capa aqui, tem indícios que é isso, indícios que é aquilo. Agora, previsão é mãe de Ná, é a Márcia Sensitiva, sei lá, é outra parada, né?

DLDaniel Lopes

Exato. É, os cara ontem me falaram: quanto que vai ser o jogo do Brasil? Falando: faço a mínima ideia, irmão, não tem noção nenhuma. Obrigado, filhão, pela pontuação.

RVRogério Vilela

Uma vez eu liguei para mãe de Ná sem avisar, né? Falei assim: vou ligar para ela para saber qual que é. Ela falou: quem é?

DLDaniel Lopes

Falei, ah, não sabe nada, sabe o quê?

RVRogério Vilela

Eu não precisava falar, ela já tinha que saber. Liguei para o telefone fixo dela, na época não tinha, não tinha como saber que número era, mas ela como vidente tinha que saber. Ah, eu vi ela e tal.

DLDaniel Lopes

Aconteceu isso comigo, aconteceu isso comigo, só que foi com o Walter Mercado. Lembra dele? Ah é?

RVRogério Vilela

Liga já, liga já, liga aí.

DLDaniel Lopes

Eu liguei, ele falou, quem é? Eu falei, ah, pô, aí não dá, né? Aí já perdeu a moral. É, eu tô nessa também, os cara ligam para mim e fala, como é que vai ser? Eu falo, não sei, irmão.

RVRogério Vilela

Os cara acha que tem que adivinhar. Fala aí, Homer, desculpa, eu te interrompi aí na pergunta.

?Voz C

Não, imagina, era só para contextualizar que a galera tava em peso perguntando, né, sobre essa análise aí da seleção de Portugal. Se ela—

DLDaniel Lopes

então fizemos aqui, beleza, né?

?Voz C

Então aqui pergunta do Vinícius Queixada: Daniel, se a CIA interferiu na Copa de 70, o que nos garante que essa Copa já esteja comprada?

DLDaniel Lopes

Então, se essa história da Copa de 70 tem algum fundamento, significa que imagina com a tecnologia que existe hoje, né? Eu sempre tento acompanhar, Vilela, tipo assim, o que que tá sendo falado e revelado durante a Copa que a gente não viu, que a gente não ficou sabendo. É uma das coisas grotescas que foram reveladas foi que a deputada federal americana, a Ana Paulina Luna, Ela fez ali uma apresentação no Congresso americano falando sobre todas, comprovando todas as partes que ainda estavam em dúvida do Projeto MK Ultra, que é aquele projeto de controle mental, de eliminação de oponentes através de envenenamentos e tal.

E o Projeto MK Ultra, ele veio à tona quando, durante a Comissão Church, que foi uma comissão comandada por um deputado democrata americano chamado Frank Church, por isso que é Comissão Church, que não é uma comissão parlamentar de inquérito. Ele, ele estava investigando os assassinatos ilegais que a CIA e o FBI estavam fazendo. Eles descobriram esse Projeto MK Ultra e descobriram inclusive a arma do ataque cardíaco, ou uma arma de dardo.

É uma arma aparentemente uma pistola normal, mas adaptada para lançar pequeníssimos dardos E o cara sente assim como se ele tivesse levado uma picadinha de um mosquito, uma pontadinha nas costas ou no pescoço. Os caras atiravam aquilo e a agulha liberava uma substância que gerava um infarto, né, um ataque cardíaco, e sem deixar rastro. Os caras descobriram isso em 1974, imagine em 2026. Então, se eles quiserem fazer de alguma forma eu acho que eles podem fazer.

A gente vê um exemplo mais assim tosco disso, Trump pedindo para reverter um cartão vermelho, pedindo ao presidente da FIFA e o cartão ter sido revertido. Isso pode acabar no final das contas influenciando o resultado da disputa, né? Então eu não sei se tá, já tem um, já tem um vencedor estabelecido, mas se eles quiserem influenciar de alguma forma, existem múltiplos meios.

?Voz C

Tem a pergunta aqui do Alexandre Gusmão.

RVRogério Vilela

Oi, o que que o pessoal tá— eu não tô mais vendo o chat aqui. Que que o pessoal tá falando agora? Tá todo mundo falando de Copa, tô falando de outras coisas também.

?Voz C

Tá bem misturado aqui os assuntos, né? Principalmente sobre a Copa. É a pergunta aqui do Alexandre Gusmão: você acha que tem documentos e informações sobre Copas antigas que talvez nunca venham à tona porque mexem com esses de pessoas muito grandes?

DLDaniel Lopes

Não, lógico, porque você vê o Edmundo, quando ele deu essas entrevistas após aquela confusão na Copa de 1998, quando ele falou que os patrocinadores tinham escolhido e escalado o time, os patrocinadores tinham exigido que o Ronaldo Fenômeno jogasse todas as partidas 90 minutos, ele chegou a dizer algo assim: um dia vocês vão saber o que realmente aconteceu. Então ele, ele dá um, ele deixou assim uma pulguinha atrás da orelha, né?

Eu tô há quantos anos aí? Desde 1998, né? Essas décadas todas tentando imaginar o que que realmente teria acontecido, né?

RVRogério Vilela

Não, não, ô Daniel, você não vai saber da maior. Eu estive numa mesa com pessoas que têm informações privilegiadas do que aconteceu. Infelizmente eu não posso comentar aqui porque a pessoa não sei se gostaria que eu citasse o nome dela ou aconteceu, mas eu sei exatamente o que aconteceu naquela Copa, porque que deu todo aquele rolo lá.

DLDaniel Lopes

Mas dá para falar o que aconteceu? É melhor não?

RVRogério Vilela

Não, no off eu falo para você, mas eu não posso falar aqui, tá bom? Porque eu não tenho como provar. Eu sei que tinha gente lá internamente que viu o dia a dia, soube o que aconteceu com o Ronaldo, porque que ele tava daquele jeito, os personagens envolvidos, a verdadeira história. Um dia vai aparecer, ele falou.

?Voz C

Legal.

DLDaniel Lopes

Então assim, a única coisa você pode nos confirmar é que parece, segundo esses relatos, que algo aconteceu, né? Não foi algo espontâneo, né?

RVRogério Vilela

Exato, exato.

DLDaniel Lopes

Tá, então só confirma as suspeitas que o povo brasileiro ficou, né? Porque foi estranho demais, né? Foi estranho demais o médico falar não vai jogar, aí de repente ele aparecer jogando. Os cara, pô, tu não tava passando mal?

RVRogério Vilela

É, o pessoal Pro pessoal que tem curiosidade, eu fiz uma entrevista com o Edmundo e ele faz a linha do tempo, ele conta como foi os momentos antes, o dia anterior que ele foi no hospital, o pessoal já aquecendo, ele chega lá, todo mundo branco, fala, cara, você vai entrar? Aí o médico fala que não podia, se não me engano. Aí ele fala que pode. Aí o técnico era o Zagallo, né, se não me engano, na época, fala, ah, então, cara, assim, eu escutei a história inteira e faz todo sentido assim.

Mas não tem nada de conspiração em relação a CBF, FIFA, coisas não. É muito mais, muito mais fofoca do que qualquer outra coisa.

DLDaniel Lopes

Tá legal. Então já imaginei o que você falou, porque existem teorias, né, de que ele ficou aborrecido porque a então namorada dele foi, teve, apareceu alguma história. Então tem coisas dessa linha, mas assim, como é que é? Passionais, passionais, né? Existem lendas de natureza passional também, né?

RVRogério Vilela

Tem muita lenda que eu escutei na época, algumas são verdadeiras e algumas são viagens total assim, mas legal, muito é parte do que a galera pensa que é parte, é verdade mesmo.

DLDaniel Lopes

Entendi. Não, eu essa semana passada eu tava fazendo uma live sobre isso, aí alguém falou, cara, eu conheço um francês que tava trabalhando na época na França, na pudim no copo. E ele realmente disse que aconteceu algo estranho, mas também sem entrar no mérito, né? Mas falou, teve alguma coisa, né, que desestabilizou o Ronaldo. E assim, uma coisa importante da gente lembrar, graças a Deus, até onde a gente sabe, ele nunca mais teve esse tipo de problema, né?

Então foi uma coisa pontual. Que bom, né? Mas foi algo tão forte que tirou de, tirou do centro ali, tirou da da, deixou um cara que tava centrado, né, preparado, deixou o cara desestabilizado, né, um cara que já tinha uma quilometragem grande, né. Quer continuar aí, Homer? Que que faz aqui, Vilela? Pode, pode continuar, ver se tem mais pergunta.

RVRogério Vilela

Pode ir. É, como tem um pequeno delay aqui entre o que você fala e escuto, vai tocando você, você me chama aí qualquer coisa, tá?

DLDaniel Lopes

Ah, beleza, tranquilo.

?Voz C

Olha, tem uma pergunta aqui um pouco polêmica. Do Feteza. Ele perguntou se a história do Ronaldo com aquela mulher trans pode ter sido uma forma de silenciar ele por aquilo que ele sabia.

DLDaniel Lopes

Cara, eu acho pouco provável, mas isso pode ser uma estratégia de assassinar de reputação, né? Tipo assim, vamos desviar o assunto, que é diversionismo, que é desviar daquilo que realmente importa. E pode ser uma estratégia também de desqualificação da fala, né? Ah, o cara que faz esse tipo de coisa não deve ser levado em consideração. Isso existe, eu acho pouco provável nesse caso, mas impossível, né? É difícil da gente bater o martelo, mas interessante a tese.

?Voz C

Pergunta da Natália, ela mandou o seguinte: você tem conhecimento da teoria de que a FIFA tem um sistema de crédito para quem ganha a Copa?

DLDaniel Lopes

De que o pessoal ganha dinheiro de crédito? Como assim?

?Voz C

É, ela não especificou aqui, mas ela mandou: tem conhecimento da teoria de que a FIFA tem um sistema de crédito para quem ganha a Copa?

DLDaniel Lopes

É, dentro da, assim, vou dar um exemplo conspiratório. Dentro das teorias da conspiração de que o Brasil perdeu a Copa de 98, os cara falaram que, eles falaram assim, você, eles quem, não sei quem tinha o poder nas mãos, falou assim: vocês vão perder a Copa de 98, mas vão ganhar de 2002. Então teria ficado com crédito, né, para ganhar a próxima, né. É claro que teve um detalhe, Vilela, até gostaria de ouvir sua opinião, que eu não me lembro exatamente o motivo pelo qual isso aconteceu, mas alguns dizem que o Romário, ele tava muito bem ainda em 98, não foi convocado. Você já pensou sobre isso? Você tem alguma informação?

RVRogério Vilela

Como que é? Você pode repetir?

DLDaniel Lopes

Do Romário, que o Romário tinha vencido a Copa de 94. Tava no auge. Aí na de 98 ele tava no auge ainda, mas não foi convocado, cara.

RVRogério Vilela

Não lembro. Você lembra, Homer?

DLDaniel Lopes

Você lembra de alguma coisa?

?Voz C

É, o Lene aqui, ele tá soprando falando que foi uma briga dele com o Felipão.

DLDaniel Lopes

Ah, tá, entendi.

RVRogério Vilela

Ah, tá, cara, eu acho que já falaram sobre isso. Eu não sei dessa treta aí o que que foi. É porque isso foi uma banca, isso ficou meio um contrassenso, né?

DLDaniel Lopes

Pô, o cara foi o grande herói das Copas de 94, 98 ele não tá. Poderia ter ajudado o Brasil até em termos morais, né, de apoio moral, né?

RVRogério Vilela

Pois é, pois é. Não tem, cara, teoria sobre corte de de jogadores na Copa tem muita coisa. Inclusive se falou muito também, voltando ao caso do Ronaldo, o Fenômeno, o fato dele ser da Nike, a Nike ter feito pressão para ele jogar também a final, já que a França era patrocinada pela Adidas, a concorrente. Não sei se também tem essa teoria. Aí estavam falando agora que o Endrick não jogava porque ele é patrocinado por outro cara.

Tem sempre essas, esses lance de marca, acontece pressão Isso não quer dizer que a comissão técnica ou a CBF ou o técnico vai sucumbir ou vai aceitar. Agora, é óbvio que tem pressão, né, Daniel? Todo, se existe um monte de interesse envolvido, porque onde tem grana, alta grana, vai ter interesse. Então uma marca vai querer aparecer mais que a outra, vai ter pressão. Ó, se você colocar isso, eu consigo aquilo. Vai de você saber, por exemplo, o tamanho do Ancelotti.

É um cara que eu duvido que vai numa pressão, eu falo não, cara, que que sou eu, pronto. Parece, me parece que um cara desse tamanho, por exemplo, não vai escutar o que ele deve fazer ou não por causa de uma marca ou por causa de alguma coisa. Porque tem muito esse papo, né, quando algum jogador é cortado ou não é convocado e tal.

DLDaniel Lopes

É, não, com certeza. E uma coisa importante de lembrar é que, ao contrário de boa parte dos técnicos das seleções que foram eliminadas até aqui, que foram demitidos, o Ancelotti parece que ele tá E não foi demitido e tá com carta verde para já preparar o time para 2030, né?

RVRogério Vilela

É, pois é.

?Voz C

Pessoal aqui tá fazendo um comentário aqui dizendo que em 98 não era o Felipão, era o Zagallo. Então pode ter a ver aí que foi com o Zagallo, a encrenca, Américo Faria.

DLDaniel Lopes

Tá bom, Felipão já é 2002, né?

?Voz C

Isso, tá bom. Então a próxima pergunta aqui é do Natanzinho. Ele mandou o seguinte: Daniel, muita gente fala que o futebol serve para distrair a população em momento de crise. Você acha que governos realmente usam grandes eventos para controlar a emoção coletiva?

DLDaniel Lopes

Então, com certeza, porque isso vem do Império Romano, né? O pão e o circo era exatamente isso. Se você deixa a população, se a população tem pelo menos comida e distração, eles estão ali com as suas insatisfações aplacadas. Agora, a grande pergunta é: o que acontece quando o circo acaba? Que é uma pergunta que eu tava fazendo hoje na minha live de meio-dia, né? Porque a Copa tá acontecendo ainda, mas o Brasil foi eliminado. Então, para o brasileiro, é como se o nosso circo já tivesse acabado.

É claro que o sistema, né, os controladores do poder, né, o modus operandi da sociedade tem várias outras distrações, né, para manter o povo anestesiado ali, animado, né? Então vamos aguardar aqui que que vai aparecer aí de novidade para poder distrair a população dos problemas que realmente importa e das insatisfações da sociedade, né? Apesar de que a gente sabe que muito mais do que uma vitória, uma derrota numa Copa, é a economia vai falar muito forte, né?

RVRogério Vilela

O Daniel, vamos fazer um apanhado, apanhado na história dessa coisa dos governantes, dos líderes, desde os, sei lá, dos faraós, sempre, sempre terem uma preocupação em dar o tal do pão e circo, né, para a população, para acalmar os ânimos. Por quê? Porque é uma posição, quando você vê uma luta numa arena, quando você vê um time ganhando, isso você acha que realmente adianta? Faz o povo é esquecer dos problemas? Existe mesmo essa relação?

Porque hoje em dia eu não vejo muito isso. Se a seleção ganhasse, será que o governo Lula, isso faria alguma diferença hoje? Hoje que não tem aquela paixão, né, de 20, 30 anos atrás, você acha que ainda faz uma diferença? Ou lá na época de Roma Antiga, na Grécia, no Egito? Qual que você acha, fazendo um apanhado da história assim?

DLDaniel Lopes

Então, eu acho que Havia muitas pessoas que estavam desmotivadas já com essa Copa, que não estavam acreditando que o Brasil poderia ter alguma chance de vitória. Mas é uma vitória surpreendente, eu acho que poderia ser usada ali como uma grande propaganda de, ó, estamos bem, a coisa tá fluindo legal, você que acreditava que tava errado, que tava tudo ruim, errou. Então no caso de uma vitória, acho que seria mais impactante do que essa derrota que a gente teve, porque Acho que uma porção menor das pessoas estavam confiando numa vitória e a maioria tava acreditando que não ia dar muito em nada, né?

Mas isso é claro que até o formato dos estádios hoje é o mesmo formato dos estádios antigos, né, dos coliseus que a gente tinha, né? Porque quando a gente fala de circo, né, o formato de um estádio de futebol Não é exatamente o formato do circo romano, né? Eu não sei, ô Homer, será que você consegue pegar uma imagem de um circo romano? Porque hoje você consegue ir a Roma e você consegue ver os circos máximos, né? Que era, o que que era o circo máximo lá em Roma?

É o local onde tinha corrida das bigas. Então era um espaço de uma estrutura diferente, ele era mais assim retangular, onde as bigas, né, os carros, eles corriam e faziam curvas ali E tinham essa disputa de velocidade, não uma disputa de batalha como acontecia no Coliseu, né? O Coliseu, por incrível que pareça, né, você é difícil de acreditar, mas eles encenavam até batalhas navais dentro do Coliseu, né? Então ali, ó, esse é o Circus Maximus mesmo em Roma, é um circo romano.

É, então era, tá vendo aí, Vilela, a estrutura? É mais uma estrutura de corrida de cavalo.

RVRogério Vilela

Tô tentando entender, né? Tem, ela é Ela não chega, não chega a ser oval, ela tem um, parece um lance de corrida de cavalo, né? É corrida de cavalo, ficava do lado.

DLDaniel Lopes

Isso é mais aquela coisa no meio, no meio é só para fazer a divisória ali de onde o cara tem que circular, né? Para ele não cortar o caminho, para o cara não furar, né?

RVRogério Vilela

Tem um, tem uma plaza lá em em Roma, se não me engano em Siena. Dá uma olhada, Homer, que é muito famoso também, que uma época do ano eles fecham lá e tem uma corrida circular de cavalo lá bem violenta lá, cara. E ela é toda grandona, essa plaza. Deve ser muito legal estar lá nessa hora. E lá também tem essa corrida muito tempo, né?

DLDaniel Lopes

É, então eu só citei essa questão do circo para galera não achar que a estrutura do circo romano é igualzinha de um estádio de futebol. O estádio de futebol era mais parecido com o Coliseu, né, que é aquele, essa estrutura circular de arquibancada. Mas o Coliseu e essas estruturas, elas são, obviamente elas vêm do mundo antigo. É essa aí, Vilela? Deve ser, né, onde tem a corrida, né, de cena.

RVRogério Vilela

É, mas depois é legal uma foto de cima, aérea, né, mais superior, né.

DLDaniel Lopes

Legal. Então é muito interessante a gente imaginar a origem das Olimpíadas, por exemplo, né, ou do esporte na Grécia. Quando você vai ver a origem do esporte na Grécia, e é claro que Olimpíada vem do Olimpo, que seria a morada dos deuses, então Olimpíada é aquilo que aproxima os homens dos deuses, são os homens fazendo feitos assim que desafiam o limite da humanidade, aproximam o cara do posto de um semideus, né. Agora, as Olimpíadas, elas também— Maratona, por exemplo, é interessante, né, Vilela?

Porque Maratona vem de uma batalha que aconteceu, a famosa Batalha de Maratona. Maratona é o nome de um lugar na Grécia em que os gregos precisavam avisar para o outro pelotão lá, mandar uma mensagem, né, para um outro pelotão. E eles escolheram um cara que era o maior corredor grego Falaram para ele, meu irmão, sai correndo e dá o recado. E o cara foi a pé correndo, ele chegou ao destino, deu o recado, e ao que a história conta, ele morreu depois, né?

Porque o cara ficou correndo não sei quantas horas ou quanto tempo sem comer nem beber. Então ele é— por isso que a maratona é isso, né? Então vem da Batalha de Maratona. Dentro das origens do esporte na Grécia, o esporte na Grécia ele tinha uma função religiosa Porque era em honra aos deuses. E muitas vezes acontecia algo que é o inverso do que acontece hoje, que era o cara que vencia os esportes, alguns deles eram sacrificados para os deuses.

Então, se fosse hoje, o cara teria um desencorajamento a vencer o campeonato, né? Porque eles faziam concurso do mais forte, mais belo, mais rápido, e entregavam lá para o Sol Invictus, né, para o deus Zeus e tal. Então tinha, tinha uma porção religiosa. Na época que aconteciam os Jogos Olímpicos, eles até interrompiam as guerras para fazer os Jogos Olímpicos, porque ao mesmo tempo que era em honra aos deuses, tinha também esse aspecto militar que eu falei.

Porque vamos supor que tá muito tempo sem ter uma guerra, então os soldados eles não estão treinando para guerra, então eles faziam simulações de guerra. As competições eram simulações, os campeonatos, as Olimpíadas também funcionavam como simulações de guerra que mantinham o povo sempre com preparo físico, sempre preparado para a guerra, a briga. E é por isso que a gente viu no período da Guerra Fria, foi muito interessante, porque a disputa entre Estados Unidos e União Soviética acontecia muito também nos Jogos Olímpicos, né?

Que é tipo assim, esse é o nosso homem mais preparado, né? A gente tem o Rocky Balboa lá, né, com Dolph Lundgren, que mostra, mostra bem isso, né? Então, Vilela, o esporte ele sempre teve um componente de culto aos deuses, um componente de preparo físico estratégico para os soldados, né? Você tem aquele lançamento de lançamento de vara, salto de altura, salto em distância, tudo relacionada a preparações militares, né? Hoje você tem também tiro ao alvo, né?

Algumas modalidades, esgrima, tem a ver com coisas bélicas, né? Então tem o aspecto religioso bélico, mas tem também o aspecto do controle social. É um aspecto que na Grécia o teatro também desempenhava, né? Porque na Grécia, em determinados momentos ali da Grécia clássica, havia um incentivo para que o povo assistisse certas peças de teatro. Por exemplo, o Michel Foucault, no livro A Verdade e as Formas Jurídicas, ele faz uma análise muito interessante do Édipo, e ele vai mostrar que o Édipo funcionava como um desencorajamento à população, como se fosse uma doutrinação da população para que eles não contestassem os deuses.

É como se o erro de Édipo foi quando a profecia chegou dizendo que ele mataria o pai, casaria com a mãe. Se ele tivesse se submetido a essa profecia, tivesse reconhecido e respeitado a profecia, ele ia ficar quieto em casa. Agora, quando ele não aceita a profecia e tenta fugir dessa determinação dos deuses, aí ele foge da sua cidade, e onde ele era um filho adotivo ao vivo sem ele saber. E ele vai para outra cidade e acaba matando o seu pai e casando com a sua mãe.

Ou seja, a peça do Sófocles, o Édipo Rei, seria uma catarse ou um adestramento da população para que eles não desrespeitassem os deuses, né? E de que a tragédia sempre acontece quando eu tento fugir de uma determinação divina. Então, tanto teatro quanto esporte também tinham esse aspecto de controle da sociedade. Isso fica mais forte em Roma, né? Em Roma você tem lá, a gente tem esses vestígios ainda mais preservados do Coliseu.

Inclusive tem um negócio interessante ali do Coliseu, porque se você for olhar o Coliseu, depois vou até pedir para o Homer se consegue achar uma imagem legal do Coliseu, você vai ver que tem várias peças da parede, da estrutura, que estão faltando, né? E você acha que foi erosão, que foi guerra, o foi destruído, mas na verdade eles retiraram pedras do Coliseu para ajudar a construir a Basílica de São Pedro e o Vaticano, né? Eles pegaram emprestado ali umas pedrinhas, né?

Então o Coliseu, o Circo Máximo e toda essa estrutura de entretenimento em Roma aí vem muito junto. Aí tá aí a imagem do Coliseu, né? Vem muito junto com a ideia romana do que em latim eles chamam de panem et circenses, né, que é o pão e o circo, que é exatamente essa estratégia de controle das rebeliões. Se você, se você tem comida e entretenimento, você garante o apaziguamento das tensões sociais, né. E é muito interessante a ideia de você chamar esse tipo de distração de diversão.

Distração e diversão são sinônimos, mas eu acho diversão uma palavra ainda mais interessante Porque diversão significa você desviar do caminho, desviar da rota, desviar a atenção. Ou seja, também significa um diversionismo. Ou seja, diversão e diversionismo são conceitos interessantes, porque você faz o diversionismo através da diversão. Diversionismo é um termo bélico, quando você faz uma estratégia de desviar a atenção do público para aquilo que não importa, ou para longe daquilo que você, que te gera preocupação.

Então a diversão é a ferramenta do diversionismo, ou seja, o entretenimento, a cultura, o esporte, eles podem funcionar como produtos de libertação, de esclarecimento, de tornar a população mais esclarecida, né? Inclusive ela tem uma teoria muito interessante que outro dia foi até comentada no Joe Rogan Experience, que é a ideia do que que aconteceu na mudança dos anos 80 para os anos 90. Que nos anos 80 o rock era a música mais tocada, assim, era o estilo mais tocado, era o estilo mais célebre, era o que enchia os estádios.

E nos anos 90 e 2000 você tem uma mudança completa para músicas mais dançantes e hip-hop, funk, por aí vai. É uma das teorias, é que existe uma tese que se você pesquisar na internet você acha isso, de que até o Metallica teria sido utilizado pelos Estados Unidos para gerar ainda mais na população da União Soviética e da Rússia a indignação, né? Então o rock era uma ferramenta que os Estados Unidos usavam para, entre outras coisas, gerar rebeliões, gerar indignação, gerar revoltas no mundo ali soviético.

E aí, depois que o Muro de Berlim cai, e acontece exatamente em 1989, é essa ideia de usar a rebelião para isso perde o sentido. Então eles aí, eles passam a querer mais apaziguar do que querer instaurar revolta. O que que você acha, Vilela, essa teoria maluca aí?

RVRogério Vilela

Desculpa que caiu a conexão aqui. Qual teoria?

DLDaniel Lopes

A teoria de que o rock também era usado para gerar revolta nas pessoas. Era exatamente o contrário do pão e circo, né, que o rock gerava rebelião. Mas aí depois que os Estados Unidos usaram o rock para gerar rebelião e a queda do Muro de Berlim, e fazer essa, essa disrupção da União Soviética. E depois o rock perdeu o sentido de ser um estilo mais incentivado.

RVRogério Vilela

É, o rock, o rock hoje em dia não tem mais aquele aspecto, né, de quebrar paradigma, de aquela, aquela ideia que a gente tem do roqueiro quebrando quarto de hotel, jogando cadeira pela pela varanda, da janela, essas coisas meio que parou, né? Antigamente tinha essa coisa do rebelde, né, do roqueiro e tal. Hoje em dia foi absorvido pela indústria do entretenimento e eu não vejo mais. Talvez quem tá fazendo isso daí agora aqui no Brasil são os MCs, esse pessoal mais ligado à ostentação, sei lá, não sei, cara. Quem faz esse papel agora de ser rebelde?

DLDaniel Lopes

Então lá, mas isso, né, cara, é lá nos— então tem por aqui no Brasil, tem uma outra história, porque começou uma ideia com o pessoal da Escola de Frankfurt, né, Herbert Marcuse, por aí vai, de que para você derrubar o capitalismo seria interessante você destruir a ordem vigente através do incentivo da criminalidade. Então tem até aquela, aquele conceito do Hélio Oiticica, o artista, do seja marginal, seja herói, né? Porque o marginal seria o cara que estaria descompensando as injustiças do capitalismo, que ele tira de quem tem muito e dá para quem tem pouco.

Seria uma espécie de Robin Hood, né? Então existe algumas linhas de que o incentivo ao marginal seria uma rebelião contra o capitalismo, porque instaura desordem, o caos dentro do capitalismo, né? É uma teoria interessante também.

RVRogério Vilela

Eu tô pensando, uma coisa que você falando assim, eu comecei a pensar o que seria nos dias de hoje, vendo a China, a preocupação que ela tem com cortar redes sociais, ou esse mal das redes sociais, né? Não pode acessar certos tipos de sites, eles barram o TikTok, a parte de toda essa parte de, porra, de coisa que não leva a nada, né, só a parte mais educacional. Cortou o perfil de um monte de gente que tava ostentando. Então eles pegam toda essa parte que pode desviar, né, o que eles acham que pode desviar a população deles de uma evolução cultural e uma dominação mundial, né, que eles acham que isso é tudo fraqueza do Ocidente, né.

O movimento LGBT, eles estão fazendo campanha lá para os homens ficarem mais másculos e se alistarem. A gente falou tudo isso com o pessoal que é mais, tanto que morou na China como estuda muito a China, né, como Elias, o Lincoln, que morou lá e que a gente viajou agora. Tem uma campanha agora deles sabendo, vendo o problema todo que tá no Ocidente, identificando algumas coisas, claro que é uma avaliação deles, e tentando cortar isso nas redes sociais e na internet do povo chinês para não cair nessa decadência ocidental, né? O que que você acha disso?

DLDaniel Lopes

Então, existe essa acusação de que o que os chineses e os russos, por exemplo, incentivam que aconteça no Ocidente, por exemplo, a cultura woke, eles não permitem dentro dos seus próprios países, né? Então fica assim uma hipocrisia, né? Você fala, tá, você quer usar isso como uma ferramenta política fora do teu país, mas dentro você não quer porque você quer consolidar o poder, né? Então é é usar isso aí como uma disrupção do poder.

E como eles são quem estão no poder nos seus países, eles, para eles, eles acham que não seria uma boa ideia, né? Então é, isso faz sentido, algumas análises dão conta disso, com certeza.

RVRogério Vilela

Pois é, Romer, manda aí.

?Voz C

Vamos lá, tem a pergunta aqui do Haroldo.

RVRogério Vilela

Ô, Romer, ô, Romer, oi, ô, Romer, oi, o que que você tava fazendo que você demorou para me responder? Fala aí, fala a verdade. Ah, porque cadê o cara? Não tava não, né?

DLDaniel Lopes

Entrega aí.

?Voz C

O Lenny pediu uma pausa aqui.

RVRogério Vilela

O Lenny, cara, é que eu não tô aí, mas quando eu tô aí eu só fico vendo o Lenny levantando, voltando, levantando, voltando.

DLDaniel Lopes

Aí já voltou, já voltou, cara.

RVRogério Vilela

Cara, o Lenny vai por— vamos, vamos explanar o Lenny aqui, Rommel. Ele vai para o programa pelo menos 2, 3 vezes no banheiro, né? Fala aí para nós.

?Voz C

É, ele é telecena, de uma em uma hora ele levanta.

RVRogério Vilela

Manda aí, Roma.

?Voz C

Vamos lá, pergunta do Haroldo. Ele mandou o seguinte: a Copa do Mundo pode ser usada como egrégora para invocar alguma entidade?

DLDaniel Lopes

Cara, pode, porque a egrégora é o coletivo de pessoas pensando na mesma coisa. E isso dentro do ocultismo, tá? Não creio nem pratico isso, mas dentro da doutrina ocultista Eles usam essa energia psíquica para trazer à tona algum tipo de efeito no mundo físico, né? Então todo mundo gritando lá, é, vai, gol, não sei o quê, isso pode ser capitalizado dentro de uma, de um contexto ritualístico para usar essa energia para um determinado efeito, né? Isso é um princípio básico ali da magia cerimonial, né?

?Voz C

O Maicon Sete Rosas, ele não mandou uma pergunta, ele mandou comentário aqui. Ele mandou o seguinte, ó: Daniel, a capa da revista Economist, que se liga em azul, tecnologia e controle, de vermelho, conflitos e guerras. O jogador de vermelho chutando a bola, na minha opinião, deve ser uma cortina de fumaça para guerras.

DLDaniel Lopes

Pode ser também. Pô, legal o comentário, interessante. Obrigado aí pelo, pelo aporte.

?Voz C

E aí o Jonas Henrique, ele mandou o seguinte: fale sobre o CERN que foi desligado e a última vez que foi desligado aconteceu a pano. Princípio vai ser ligado em 2030.

DLDaniel Lopes

Então é claro que todo, dentro de toda aquela questão da Agenda 2030, né, das metas para 2030 da ONU, a galera já olha e fala: caramba, será que 2030 vem mais coisa estranha? Será um conflito, um caos social, uma guerra civil nos Estados Unidos, uma nova crise sanitária? Tá rolando essa informação aí, essa ideia, por causa dessa recorrência aí de quando desliga O CERN, né, ele fica desligado mais ou menos 3, 4 anos. Aí quando liga de novo é a época que dá problema, né? Não sei, vamos ver, o tempo vai dizer.

RVRogério Vilela

Tem a pergunta do Eras, ele mandou o seguinte: a crise econômica, o Homer, oi, Eras ou ainda é?

?Voz C

Olha, não sei se era, eu não sei se é, eu não sei se será, mas é era geológica, né?

RVRogério Vilela

Eras, não é ele, Eras. Daqui 2 anos vai ser o Será.

?Voz C

Vai lá, Eras mandou pergunta sobre, pergunta para o Daniel sobre a crise econômica que sempre acontece quando as 10 maiores empresas mundiais atingem o pico. E nesse ano está acontecendo isso.

DLDaniel Lopes

Então talvez seja exatamente por isso que, assim como em 2019 tinham muitos grandes do mundo dos investimentos vendendo posições e guardando caixa para poder não perder com a queda das ações e comprar tudo muito barato. Talvez seja por isso que o Warren Buffett, entre outros, estão no topo ali do caixa, né, de dinheiro disponível na mão para poder comprar ativos baratos na hora dessa suposta correção de mercado, que é quando os ativos caem, vão lá embaixo, vão lá no poço. Pode ser sim.

?Voz C

Trem de Brasil mandou o seguinte: por que você tem tanta fé nas eleições e no poder de escolha coletivo, sabendo que até a Copa está sendo manipulada? Qual a chance do nosso voto ser relevante?

DLDaniel Lopes

Não, na verdade eu não concluí o meu raciocínio. Meu raciocínio não era nem nesse sentido. Meu raciocínio é o seguinte: o Brasil é um país de maioria cristã. E eu parto do princípio que o cristão acredita em Deus e boa parte daquilo que tá escrito na Bíblia. A Bíblia mostra, principalmente no livro de Juízes, que quando um povo vivia uma vida desregrada e descompromissada com Deus, Deus permitia que líderes ímpios os governassem, os oprimissem.

Mas quando o povo se arrependia e voltava aos caminhos do Senhor, Deus trazia um libertador ali e fazia com que a realidade ficasse mais justa. Então eu me fio muito nessa ideia nesse momento, principalmente no que diz no 2º Livro de Crônicas, capítulo 7, versículo 14, que diz: se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar, orar e me buscar e se converter dos seus maus caminhos, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.

Então o que eu, o que eu tô fazendo é mais convidar os cristãos do Brasil a não ficar no desânimo e se engajar na oração, orar pelo Brasil e se engajar numa luta espiritual, viver o que a Bíblia diz, né? A Bíblia diz que quando nós como corpo buscamos o Senhor, ele volta a sua face para nós, perdoa os nossos pecados e sara a nossa terra. Então é mais um, é mais um alerta que eu dei contra a apatia o desânimo, levar um desânimo espiritual.

É a gente crer que, é claro que eu sozinho e o indivíduo sozinho não consegue mudar um país sozinho, mas eu posso decidir mudar minha vida, minha postura. E se nós tivermos uma multidão de pessoas que decidiram mudar sua vida, passando a orar, jejuar, ler a Bíblia, se a gente tiver uma multidão de pessoas que individualmente decidiram isso, a gente tem, pelo que a Bíblia nos ensina, a chance de ter uma nação transformado. Isso é muito legal, essa ideia, porque tem um documentário chamado Transformações, que é de 1999, e esse documentário mostra Guatemala, mostra na Califórnia, uma região da Califórnia, mostra alguns lugares, a cidade de Cali na Colômbia, né, onde tinha o Cartel de Cali, mostra cidades que abandonaram o pecado e decidiram adotar uma postura de oração e de conformidade com a Bíblia.

É, até rios que tinham morrido, tinham secado, voltaram a fluir. Uma terra que tava em escassez total começou a produzir frutas enormes. Então eu creio que essa, essa atitude de buscar a Deus, se arrepender dos seus pecados em humildade, mudar de atitude e se adequar aos parâmetros bíblicos, eu creio que isso tem uma transformação real. No mundo transforma a cultura política, a segurança. Eu creio que enquanto cristãos nós temos esse poder.

A gente não pode deixar o desânimo geral nos tirar essa, essa garra da oração. Essa que era a ideia. Não quer dizer uma, um ânimo político, não.

?Voz C

Tem a pergunta aqui do Ian. Ele mandou o seguinte: você acredita que tem uma ligação da Copa e a cerimônia ritualística de início com os terremotos que aconteceram quase contemporâneos?

DLDaniel Lopes

Cara, até hoje eu não entendi muito bem isso, né, porque foram terremotos em vários lugares. 2 terremotos na Venezuela, um nos Estados Unidos, na Califórnia. Aí teve terremoto na Indonésia, nas Filipinas. Foi muito estranho isso. Na verdade, a gente teve alguns tremores de terra no Brasil, vários recentes, pequenos, mas vários. Tivemos em Portugal, na Europa também teve. Então tá um comportamento geológico muito estranho. Eu não sei, eu não consigo dizer, o Homer, e o querido aí que fez a pergunta, não me lembro o nome, eu não consigo explicar.

?Voz C

E a pergunta do Ragnar, ele mandou: Daniel, quanto da influência da CIA no mundo realmente já foi provada e quanto ainda ainda fica naquela zona cinzenta que ninguém consegue confirmar oficialmente.

DLDaniel Lopes

Então, uma, uma da gente tem no Brasil, né, teve uma influência sim aqui na, em 1964, na instauração do regime militar. A gente tem muitas histórias assim doidas, né. A parte mais difícil de comprovar é tipo envolvimento da CIA com viagem no tempo, naves alienígenas, isso é mais complexo. Agora, interferência em países, eliminação de figuras importantes, isso a gente já tem ali uma documentação bem robusta desde 1974 com a Comissão Church, né?

E agora, como eu falei para vocês, né, eu tô sempre sondando coisas que passaram despercebidas porque a gente tava muito preocupado com a Copa do Mundo. Lá no Congresso americano, a Ana Paulina Luna, deputada federal, ela fez uma reunião mostrando documentos comprovando o Projeto MK Ultra, que é esse plano de controle mental aí da CIA. Então talvez o mais recente, é a mais recente estranheza que novamente foi comprovada, seja o Projeto MK Ultra.

?Voz C

Aqui foi.

DLDaniel Lopes

Valeu, Homer. Valeu, pessoal, uma alegria estar com vocês.

RVRogério Vilela

Daniel, então vamos fazer uma recapitulação aí do que a gente sempre fala aqui, né, porque sempre bom fazer um disclaimer, né, que além do Ligando os Pontos é um programa que a gente fala de um tema central e fala de outros que nem sempre tem a ver com o tema, mas que você vai ver lá na frente estão correlacionados. A gente também sempre, sempre anota o que, o que tem de fato, o que tem de fofoca, que tem de teoria, o que tem de notícias sobre, notícias confirmadas, né.

Sempre bom a gente lembrar isso. Porque senão fica parecendo que é simplesmente duas pessoas falando de assuntos que não conhecem. A gente, como tem acesso a várias fontes, né, a gente acaba lendo muito, assistindo muitas coisas. A gente, acho que a função da gente aqui é fazer um funil, né, pegar tudo que tem na internet, pensar várias coisas, conectar esses pontos e falar, ó, olha aqui, ó, forma uma figura aqui, aqui forma outra figura.

Quem sabe se isso daqui é verdade? Ó, isso é real. Agora, daqui para frente, eu não sei o que vai acontecer. Pode ser que aconteça isso, pode ser que aconteça aquilo, e pode ser que tudo se mantenha do jeito que tá. Então é mais um programa para as pessoas não ficarem com medo, não ficarem preocupadas, mas, cara, se acontecer alguma coisa lá na frente, falar: putz, os caras falaram lá atrás que podia acontecer. Não é isso mesmo?

DLDaniel Lopes

Exato, exato, Vilela. A gente até começou comentando sobre esse documentário, né, o Foul Play, e não só nós aqui, mas os autores do documentário, eles foram bem honestos de falarem, cara, a gente não, depois de 3 anos de pesquisa, a gente não achou provas cabais de que a CIA teria envenenado a cerveja do Gordon Banks, o goleiro britânico. Mas eles falaram, nós encontramos mais provas do que a gente achou que iria encontrar. Então a gente termina com uma teoria mais plausível do que a gente originalmente imaginava.

Então a gente faz tudo aqui sempre com uma grande honestidade intelectual, dizendo que quando é loucura a gente fala que é loucura, quando é lenda urbana a gente fala que é lenda urbana. Mas quando, por exemplo, o Trump realmente pediu o cancelamento de um cartão vermelho de um jogador norte-americano, e o cartão foi cancelado, então isso é fato. A gente viu aqui a documentação disso. Então sempre que tem um documento a gente mostra, quando não tem a gente pontua que é mera especulação, né?

E A especulação fica no âmbito do exercício da criatividade, no exercício lúdico e no exercício do entretenimento também, porque muita coisa que a gente faz aqui é com foco de meramente de entretenimento também.

RVRogério Vilela

Claro, claro, a gente fala muito de, talvez por isso a gente dê muito exemplo como obra de ficção, né, que estão sempre também brincando com que isso é verdade. Imagina se acontecesse, né, o famoso what if. Que a Marvel faz, ou que o Elseworlds, que a DC faz também nos quadrinhos dela, quer pegar coisas reais ou personagens delas e colocar em outras situações. Imagina se o Batman fosse um vampiro. Imagina se o Superman tivesse nascido, tivesse o foguete dele, a nave dele tivesse caído na Rússia.

Como seria ele russo? Então aqui às vezes a gente faz esse exercício também de imaginar como seria o futuro se essa notícia fosse verdade, ou se a Aquele fato tivesse acontecido de maneira contrária ao que aconteceu. Agradecer demais todo mundo que teve aqui com a gente. Tô com saudade do Brasil, tô com saudade de vocês. Estarei no estúdio amanhã cedo então, e a gente continua por aí. Mas antes eu vou fazer uma expedição também com o Richard pelo Pantanal, e fiquem por dentro também que estarei lá, eu e o Richard, vivendo altas aventuras, não é mesmo, Romer?

Então pede para o pessoal dar o like e compartilhar, porque, pô, vale muito a quantidade de conhecimento que é trazida aqui, né, Romero? É contigo.

?Voz C

É isso aí. Então olha, se você chegou ao final desse papo e não deu o seu like ainda, cara, tá panguando. Então deixa aí seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilha nosso vídeo, fique atento, né, com os lançamentos dos próximos vídeos, né, que como Vilela falou aí, vai ter uma expedição aí no Pantanal. Então não percam. E para provar que você chegou ao final desse esse papo, coloca aí. Uso Campeão.

RVRogério Vilela

Uso Campeão, muito bem. Lembrar também que alguém, alguma boa alma aí, sempre coloca aí o que a gente falar sobre filme e livros. A gente, a gente faz o favor também de fixar o comentário que a pessoa fizer essa pesquisa. Vamos deixar também o link para Arca também nesse comentário fixado. Da minha parte aí, eu agradeço demais a participação de todo mundo, a presença do Daniel aí. E é contigo encerrar por aí, Daniel.

DLDaniel Lopes

Valeu, pessoal, muito obrigado! Uma alegria enorme estar com vocês. E programa Ligando os Pontos é semanal, então semana que vem a gente retorna. Mas daqui a pouco aí, mais tarde, vai ser publicado mais um vlog do Vilela lá nos Estados Unidos. Então fique atento também. E amanhã a Inteligência Limitada retorna com mais conteúdo exclusivíssimo para você. Valeu, Vilela! Valeu, galera! Fiquem com Deus aí, um abraço! As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal.

O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.