006 - ASSISTIMOS SUPERGIRL + NOVA ANIMAÇÃO DE CONAN + TRAILER VAZADO VINGADORES
AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, da GABI XAVIER, do MARCELO LARA, e do EDUARDO SPOHR, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. O Vilela já trocou um carro por dois Funko Pops do Menudo
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Tantantantantã, tantantantã. Exatamente, peguem as suas capas vermelhinhas, passem óleo no corpo e chamem os seus amigos e amigas mutantes porque está começando Mais um Plantão Nerd aqui no Inteligência Limitada. Eu sou Afonso Solano.
Bem-vindos ao Plantão Nerd. Eu aqui sou Thiago Rex, falando diretamente com o nosso super mega ultra fone grande que deixa a gente com esse cabeção.
Não, não implica com fone. Luciano, você e eu que escolhemos fones profissionais bonitos. Bota uma imagem de referência que a gente teve aí, por exemplo, olha, para que a gente ficasse com cara de podcast.
GT Waldo? Não, péssimo, péssimo. Eu me sinto apresentando um jogo de futebol com isso aqui.
Não, ninguém vai tomar futebol. O que que a gente vai falar? Fala de coisa boa então aí pra variar de futebol.
Hoje no nosso programa, no Plantão Nerd de hoje, nós iremos falar sobre o episódio de estreia da terceira temporada de House of Dragons. Iremos falar sobre Supergirl.
Exato, resenha cheia de spoilers, hein?
Cheia de spoilers.
Pra galera da Baixa Caverna aqui.
Sobre o lançamento do desenho do Conan, o Bárbaro. Estávamos ansiosos para ver há muito tempo. E também vamos falar um pouco sobre Vingadores: Doomsday, porque vazou um trailerzinho E a gente, como sempre, vai teorizar alguma coisa aqui no Plantão Nerd. Está me ouvindo, base? Está me ouvindo, senhores?
Ah, Luciano, puxa a vinheta então do Plantão Nerd agora. Tan tan tan tan tan, Supergirl Show. Não tem um tema, ela não tem música tema, cara. Não tem uma música tema marcante nesse novo filme, senhoras e senhores, que não é dirigido por James Gunn. Não, muita gente achou que era porque parece para caramba com Guardiã, mas não, é pelo Craig Gillespie. Gillespie, não sei como é que é o nome dele.
Tem que botar o Brad Pitt falando, né? Gillespie.
Mas eu sei o nome do nosso convidado, Rex, se você também sabe, por favor.
Sim, e para debater o filme da Supergirl com a gente. Nós chamamos direto do underground das empresas Wayne, Marcelo do canal Bate-Caverna.
E Marcelão, opa, tô chegando voando também aqui, ó, tô chegando aqui também.
E valeu, valeu, valeu pelo convite. Faz sempre com os dois mãos na internet.
Opa, não, é verdade, nossa, nossa, vou baixar, vou baixar.
Não pode com o braço só, senão é um problema. Tem que fechar a mão, tem que fechar a mão. Exato, o problema é o seguinte, Marcelão, É porque você já foi. Lembra da curva, como é que é? Que a curva é assim. Ah, é, tem que fazer isso fechadinho, fechadinho, fechadinho, senão—
mas aí, é, e ele, ele, quem voa deve fechar o punho. Tem toda aquela discussão, né, da aerodinâmica, da fantasia, porque se você abrir, provavelmente sua mão vai, que nem quando você era criança e botava na janela dos seus pais, na, brincava no carro, a sua mão ficava assim, né, por causa do vento. Se você ficar com a mão assim, provavelmente a mão vai ficar meio que assim.
Por isso você vai com as duas, já pra você fazer uma flecha, né?
Será que é isso?
Que aí você corta o vento, faz mais aerodinâmica com o corpo.
Vocês acham?
Porque ele vai com a mão fechadinha, né? Ele faz o—
E o corpo acaba fazendo um formato de gota, que é igual da asa do avião, né? Ele é mais encorpado e vai afinando, né? Então você aumenta a aerodinâmica.
É que o pai do Thiago é piloto de avião, aí ele tem essa coisa de querer mostrar, entendeu? Que ele entende de aeronave.
Eu não tenho conhecimento.
Mas valeu, valeu pelo convite aí para ser novamente cancelado aí pela fanbase de Cenautas. A gente tá acostumado.
Exatamente, Marcelo. Você essa semana estava sendo cancelado junto com seu parceiro lá da Baixa Caverna porque vocês ousaram, ousaram não gostar tanto assim de algo que supostamente dá a casa de vocês. Vocês são donos da Baixa Caverna.
Pois é, cara. É que a gente sempre diz, pô, nós somos de Cenautas, mas a gente dá nossa opinião, né? A gente também gosta de ser, tenta ser ao máximo os imparciais com tanto obras da DC, Marvel, enfim, outras coisas. Mas aí a gente é que assim, novamente cansado, porque a gente também não gostou tanto assim do Superman do James Gunn, né, que a gente esperava mais também. E aí a gente saiu também desse filme, eu saí com tipo, achei legal, mas eu até achei um pouquinho ainda inferior ao filme do James Gunn.
Então olha só, nós vamos aqui fazer um debate, tô sentindo que Vamos temperar bem essa sopa, porque tem gente que gostou mais aqui no trio, tem gente que gostou menos.
Uma pergunta importante, importante pra gente deixar bem claro isso nessa conversa, nesse debate: spoilers estão liberados? Porque o filme saiu agora, então a gente pode abrir assim a nossa opinião sincera sobre certas cenas. Você apoia essa causa, você, Marcelo?
Qual a sua opinião? Vamos lá, Marcelo, spoiler sense.
Eu apoio também, porque eu acho que também não tem grandes spoilers ou coisas pesadas pra dizer. Assistir esse filme, né?
Então, galera, que a galera, sejam avisados vocês, que iremos comentar aqui, porque nós três assistimos o filme. Então vamos trazer uma resenha, né, um debate aqui com spoilers. Já fiquem preparados.
Exatamente. Vamos lá, primeira coisa que eu quero jogar para vocês dois é a seguinte: existe ali, logo na abertura eu comentei, a óbvia comparação em termos de identidade visual com Os Guardiões da Galáxia. A gente tá falando o quê? De uma galáxia, de um espaço um pouco assim meio cyberpunk, aquela coisa Mad Max também misturada com os bandoleiros lá, né? Isso para vocês mantém uma, no caso Rex, começar com Rex aqui, isso mantém uma familiaridade na assinatura do Gunn? Eu sei que não é o Gunn que tá dirigindo, mas ele tá supervisionando.
Ou para você, tipo assim, 'Pô, já vi isso, queria ver uma galáxia DC diferente da Marvel.' Então é que eu acho que, como eles estão querendo fazer uma coisa ligada no mesmo planeta, mesmo universo, quer dizer, que é o que James Gunn tá criando agora, eu acho que houve ali algumas coisas, querer fazer parecido para criar aquela ambientação de universo já existente.
Você acha que foi proposital? Então é proposital.
Não, acho que não foi preguiça, foi querer dar uma identidade, porque a gente vai ver de espaço aí em alienígenas, em planetas, em naves, assim, aquela coisa.
É o seguinte, é igual o Guardiões da Galáxia, só tem mais bonecos.
Exato, exato. O que é diferente do Super-Homem, diferente do Super-Homem, é que você não tem tanto alienígenas assim, né, é mais na Terra, tá? O filme ele explora uma coisa mais de espaço. Então acho que na verdade foi até um caminho um pouco preguiçoso de fazer o que já existe.
Esteticamente é muito parecido com o que o Gunn tá fazendo.
Com muita coisa já feita, inclusive.
Mas tem mais boneco do que na Marvel.
Tem mais alienígenas.
Isso eu gostei, hein?
Os alienígenas estão legais, a ambientação espacial tá legal, algumas coisas ali na história fazem até um pouco sentido. Então sim, no geral, o visual não me incomodou.
Não te incomodou? E você, Marcelão, essa coisa não achou parecido não?
Não, eu concordo com o Rex, que eu acho que eles quiseram— o positivo é que eles deram essa expandida no universo desse aí, realmente se passa prioritariamente no espaço e mostra outros cantos do universo e tudo mais. O que realmente é um ponto, digamos, negativo é a própria ambientação, que como a gente já falou, a gente já viu algumas vezes em outros filmes. São coisas que lembram muito, né? A comparação com Guardiões da Galáxia, tipo, é inevitável mesmo.
Eu acho que o que eles tinham, por exemplo, que eles poderiam ter usado, que tem no material base, né, que esse filme ele é uma adaptação do Superman Superman, Supergirl, Mulher da Manhã. Lá tem muitas coisas criativas, tem ambientações diferentes. Os aliens, eu acho que realmente eles captaram algumas coisas da HQ.
Eu acho que isso sim, muito bom.
Os aliens muito bons, concordo. Mas aí outras coisas que tipo, pô, é muito criativo, eu acho que daria uma diferenciada, por exemplo, de Guardiões, é os próprios, os aliens, por exemplo, os bandidos lá do Krem e tal. Ele lembra muito essa coisa do Guardiões da Galáxia, só que na HQ eles têm tipo as naves são tipo uns veleiros, tá ligado? Tipo um barco mesmo, entendeu? Pô, isso, quantos filmes no espaço você já viu com barcos no espaço?
Muito raro.
O melhor que eu lembro é aquele filme que tem tipo uns piratas, um navio mesmo, é o Planeta do Tesouro.
Esse quer lembrar?
É animação, é uma animação, é da Disney, isso. Pode crer.
Tem duas referências que você vê quando você lê a revistinha do One of Tomorrow, que os barcos têm essa pegada de barcos por causa do Tesouro, Lenda do Tesouro, que é uma animação da Disney que pouca gente conhece, é muito boa.
Na literatura tem mais essa coisa de nave com vela.
E lembra também o sistema de RPG do D&D, que é o Spelljammer, que também era umas, os barcos, umas embarcações que também tinham coisa de vela e tudo mais.
É uma pegada que eu acho que podiam ter colocado como elemento para dar uma diferenciada muito maior do que essa coisa sucateada do espaço que eu falei, do punk. Realmente lembra muito Guardiões. Eu tô até com a minha jaquetinha aqui do Star-Lord, porque até isso a Supergirl, né, ela usa, no caso ela usa, parece ela parece Star-Lord no começo, bem sobretudo. Exato, é um sobretudo Velho Oeste. Beleza, tem essa jogada, mas É, eu assim, por um lado é familiar, então depois de 5 minutos de filme, eu beleza, tô em casa.
Mas do lado artístico, eu fico achando meio preguiçoso. Eu fiquei com vontade, eu fiquei com, eu falei, cara, como é que será? É porque eu já tinha visto os trailers, né? Como será o universo da DC? O design das coisas? Será que vai ser uma coisa mais clean? Um caminho mais Star Trek, né? Que é um futuro diferente, por exemplo, de Star Wars. Star Wars também é muito sucateado. Star Wars tem essa coisa do espaço velho, que as coisas dá porrada na nave para ela funcionar.
O Star Trek é tudo limpinho. Mas tem outros filmes que tem as suas assinaturas particulares da parte eletrônica, de como que a engenharia de modo geral funciona. Aqui fica muito parecido. Então realmente, agora Marcelo, vou puxar também.
Vai lá, pode falar.
Marcelo, puxar para vocês que uma coisa que me incomodou um pouco no filme, já que você falou de tecnologia e design, Eu acho que o filme pecou numa parte, e isso para mim é bem importante: mania de botar coisas em filmes que se associam com o que a gente tem na Terra. Então, por exemplo, moto que aparece, não tinha necessidade, cara.
A moto é um design universal.
Sim, mas a moto do Lobo, claro que não é.
Eu ia falar que a do Lobo tem que ter, a do Lobo tem que ter.
Mas Space Rod nunca teve rodas, entendeu? Era um turbinho ali, então vai voar no espaço.
Ah, ela tem roda? Ela tem roda?
Tem roda, ela lembra, ela lembra. Ela tem um rodão passando ali.
Macei, Marcela, roda na minha cabeça.
Pois é, o Space Hogs, ele tem corvianas. Aí ele chega no planeta, tem aquelas motos, aquela meio exatamente Mad Max demais, sabe, tanque demais. E aí ela vai na casa de comida lá, de salgadinho, de docinhos lá, e tem aquele scoop igualzinho que a gente compra em qualquer lugar, que aquela bolinha redondinha com canudinho, sabe. Tem coisas que a gente vê que são muito elementos. A bola de, aquela bola de luz, preso com uma correntinha ali, 70, cara, parece que tipo assim, não tem como você mostrar para a gente uma coisa diferente sem você associar com uma coisa que já existe para a gente poder entender.
Eu acho que aí no 70, se você chegasse naquela loja lá que tem uns docinhos lá que o bichinho caga e ela come, ela pegasse uma minhoquinha e enchesse ela e furasse e bebesse da minhoquinha, dá para entender que aquilo ali era um porco.
Então você vai fazer o seguinte, vocês vão assistir meu desenho favorito nos últimos, sei lá, 5 anos, mais até, chamado Rick and Morty. Se vocês querem uma representação, né, a melhor que existe, dimensões paralelas e mundos alienígenas, onde a fisiologia, anatomia, ela leva para um outro caminho de design, Rick and Morty, apesar de ser de comédia, faz isso muito bem. Mas o design é muito bom, muito bom. Agora, eu não sei o que que o Marcelo— Vou botar meus 10 centavos aqui, Marcelão, para você poder entrar.
Aqui é o seguinte: a DC, assim como a Marvel, já falei isso lá no Matando Robôs Gigantes algumas vezes, ela é um low sci-fi. Ela não é uma hard sci-fi, soft sci-fi, perdão, né? Para quem não lê tanto, não curte tanto ficção científica, ninguém é obrigado a saber as paradas todas. Em termos gerais, o hard sci-fi é tipo Duna, onde existe uma preocupação muito maior do autor ou da escritora de enraizar aquele universo numa coisa possivelmente daqui a 10 mil anos, como é no caso de Duna.
No caso da Marvel e da DC, você tem uma coisa muito mais soft, é muito mais fantasia, é muito mais próximo de um Star Wars, na minha leitura, do que em Duna. Então essas similaridades eu acho que vem, um, daí, e dois, você tem humanos e humanoides no espaço. Então, se você é um humano humanoide e a sua mão tem aqui 5, 4, que seja 3 dedos, quando você precisa pegar alguma coisa, ora bolas, você vai precisar fazer um cilindro. Então, o seu copo vai ser um copo.
É claro, é claro, você está defendendo a pessoa com 2 dedos consegue pegar um copo.
Mas eu só vi gente com 5, 4 dedos lá, Marcelo.
O Afonso 3D, ele não pega o copo assim, pô. Ele não pega assim, eu fico no meio.
Eu fico no meio termo realmente, que assim, eu acho também não pode ser tão, tão fora, sei lá, do que a gente tá habituado. Tem que ousar em algumas coisas que tipo, eu tava tentando lembrar exemplos da HQ, mas tipo, ela tem coisas que se assemelham, tem uma hora que tipo eles estão num hotel, tem um conceito de hotel, enfim, uma parte ali da história. Mas tem outras partes que aí tipo, ok, aí outras tem algo que lembra, por exemplo, um porto espacial, mas ele é bem maluco assim em questão de design.
Sabe, ele tem coisas diferentes. Então acho que tipo, para mim é o meio termo, sabe. Mas eu entendo, tipo, o Rex falou ali do Lobo e tal. Para mim, por exemplo, a própria moto do Lobo, pô, eu achei decepcionante, que aí é uma coisa, eu achei paia, eu achei paia a moto.
O cara vai para o espaço e para que que ele tem que ter roda? Será que ele anda tanto em planeta assim, né? É porque aí entra naquela questão, né, você também tá adaptando o personagem. Eu não sei quanto tempo, quantos anos tem o Lobo, pelo menos uns 60 anos eu acho, personagem.
Menos, menos, ele é dos anos 70, então 70 para 80. Se eu não me engano, ele é de 82, pra falar a verdade, uma coisa assim.
É, mais pra frente? Ah, então nem tem tanto o argumento que eu ia colocar de que às vezes você tem que trazer personagens que são mais simples, mais pra criança mesmo, você tá adaptando isso pra adulto, pra jovem adulto e tal, e como é que você faz, né? Tipo, o Superman tá lá com a porra da sunga dele por cima da calça, aí você tem que botar uma piada no filme para mim que a dele saísse e tal. Mas o Lobo em si, Marcelão, vamos lá, Lobo, o Maioral, vai você, depois o Rex.
Cara, o Maioral é aquela coisa, a gente, ele não tá no quadrinho original, ele tá, ele tava nos planos de ter uma aparição, mas no final ele não apareceu. E assim, cara, o Jason Momoa, a gente diz lá no canal que assim, o Momoa ele não atua, ele é daqueles atores que ele é a pessoa, né? Tipo, ele atua, não é que ele tá atuando, ele é a pessoa E ele é sempre igual, ele fala tipo Bill Murray, o cara também, tipo, tem vários caras, tem vários atores que são isso, não é o problema, mas tipo, você vê que é outra coisa, ela é sempre a Michelle, a gente gosta, a gente gosta, mas ela é sempre a Michelle Rodrigues com arma na mão, e aí o Lobo, e o Lobo tipo na história, tipo, ele não tem muita, ele interfere em alguns pontos-chaves para narrativa, mas assim, se você tira ele ele tá ali pelo fanservice, ele tá ali para dar uma mais ali para o filme, para vender.
E quem sabe futuramente ele aparecer no projeto aí tipo mais 18, depois uma coisa tipo que eu acho que aí seria legal para o Lobo mesmo. Mas assim, ele assim, ele tá legal, eu diria que é só legal porque o visual dele tá maneiro, ele tem algumas falas, umas tiradas interessantes e tal. Mas para história ele tá ali, sabe, ele tá ali para o Lobo só.
Ele não é só— eu reparei, só eu reparei que o Lobo tá usando uma roupa de abdômen.
Sim, eu reparei também.
Só para tentar entender.
Ficou muito claro para ti?
Tu notou isso?
Mas é que você já trabalha com físico.
Tipo assim, não, é uma coisa bem feita, natural, e quando não é, o cara assim, eu acho que eles quiseram dar um volume alienígena para o homem.
Não é nem alienígena. Você é mais forte do que o Jason Momoa.
Sim, mas eu acho que eles queriam, eu acho que eles queriam.
Você já viu entrevista dele com a família? Ele tem um barrigão de chope maneiríssimo, ele fica: "Hey, hey, bro!" Eu concordo.
Eu acho que o que eles quiseram fazer com o Lobo é dar uma forma física alienígena, ou seja, fora do padrão.
Achou?
Achei. Eu achei ele tá muito grande.
Sério?
A perspectiva é essa. Você vê que o ombro dele tá muito grande, o peitoral tá quase pulando aqui pra cima. Ele é grande, hein? Só que tipo assim, dá pra perceber que é uma roupa de bucho. Dá pra perceber que eles só fizeram a maquiagem, o resto ali é uma roupa de bucho. Até quando ele se movimenta, você vê que ele é meio durão.
Achei maneiro quando o Robin dá uma facadinha nele ali. Porra, não, tem uma piada, né? Legal, concordo contigo.
Acho que o Lobo, ele só tá ali por um fanservice. Ele em si na história não faz a mínima diferença, porque não faz. Não faz, o cara salvar a cara de uma coisa que não faz sentido salvar.
Como não?
Vou explicar por quê. Olha só, você tem um planeta Tá, que vamos lá, a Terra tem sol amarelo, não tem? Pensa comigo, amarelo.
Logo, qual que foi?
Deixa eu ver, eu acho que é a mesma coisa que eu tenho também.
Eu acho que é a mesma coisa, você concorda comigo? Você tá na Terra, tem um sol amarelo, logo todo humano é normal. Se o mundo acaba e só sobram 2 humanos na Terra, foda-se para o universo que sobraram dois humanos na Terra, sabe? Você não sabe do que eles são capazes de fazer. Você sabe que eles é um planeta normal de pessoas normais. Pessoas, sim, sim, era isso. Era um planeta normal com sol vermelho, era o planeta normal. Continuavam sendo seres humanos, entre aspas, humanoides normais.
Ele tá falando de força, eles não tinham força, eles não tinham força.
É a mesma coisa que a gente na Terra. A gente não voa, a gente não tem superforça, nada disso, entendeu? Aí você explode um planeta inteiro, sobram duas pessoas no mundo. O mundo, a galáxia inteira sabe que você é um kryptoniano. A galáxia inteira sabe que o seu ponto fraco é kriptonita. A galáxia inteira sabe onde encontrar kriptonita. Porque é isso que acontece no filme. O vilão fez: eu fiz essas flechas só para você. Ele sabe que ela é kryptoniana, ele sabe que ela fez isso depois.
Peraí, peraí, peraí, Rex, só uma pergunta. A gente ficou pensando isso, é que não É que eles são muito conhecidos e tipo, é que eles são ainda início de carreira, eles não são conhecidos no universo todo, o Superman e a Supergirl.
Eu queria saber a fraqueza deles.
Descobriu que ela é kryptoniana?
Como é que ele sabe que ela é kryptoniana? Essa pergunta eu fico, como é que ele descobriu que ela é kryptoniana? Como é que ela descobriu que kryptoniano é a fraqueza dela? E como é que ele conseguiu fazer uma arma de kryptoniano? Você fala em 3 dias.
Mais uma vez, eu gostei de ver, eu sou o único aqui, ó, tô com a camisa do Blanket. Devidamente esverdeado. Vou passar um paninho, por favor, usando as minhas habilidades de escritor.
Por favor, estou esperando para ouvir.
Você falou o seguinte: a Krypton não era conhecida.
Já discordo. Não, Krypton não era conhecida porque na política intergaláctica as pessoas conhecem os planetas.
Eu presumo que as pessoas sabem, da mesma forma que o Lobo Ele é conhecido porque ele é um mercenário, tanto que a própria Supergirl ficou com medo dele. Falou: meu irmão, não mexe com esse cara não, esse cara é um merdeiro, o cara assim. Ele ficou conhecido, notório, e as pessoas vão fazendo as investigações, a fofoca vai rolando. Fala: porra, ele é o último do planeta dele, ele mesmo matou o planeta, não sei o quê. Na política cósmica, as pessoas com certeza sabiam que existia Krypton, principalmente quando Há uma catástrofe do tipo que erradica um povo.
Então assim, você acha que as pessoas, você acha que não ia tocar na BBC espacial? Tipo, a situação, a calamidade aconteceu, Krypton sucumbiu às suas entranhas radioativas, não sei o quê, piriri pororo. Então assim, dizer que Krypton não era conhecida, acho que não faz sentido, acho que conheciam sim. Aí vou para o segundo ponto. Quanto mais raro algo, quanto mais raro uma parada, mais as pessoas se interessam. Vocês acham que o Super-Homem não tem chamado atenção nos últimos anos que ele vem?
Você acha que o Super-Homem, ele age como: sou o Super-Homem, eu ajo na Terra, eu ajudo alguns planetas, ele fala que é de Krypton na Terra.
Eu acho que ninguém, ninguém sai da Terra, ninguém vai visitar. A gente não sabe.
Se todo kryptoniano soubesse que o sol amarelo dava poderes Você acha que eles não tinham se mudado dali?
Não, mas você tá botando um outro argumento.
Não, mas é o mesmo. Ou seja, o lance do sol amarelo, ele já sabia. Quem sabia só era o Jorel.
Isso.
Ele manda o filho dele para Terra por causa disso.
Você acha que vai se mudar o planeta inteiro porque os caras querem ficar igual você? Só que vai ser forte.
O mundo vai acabar.
Não é todo mundo que quer ficar.
Olha só, o nosso mundo vai acabar. Vamos levar as nossas pessoas para um planeta com sol amarelo, qualquer planeta com sol amarelo, porque o que mais tem no filme é sol amarelo, inclusive.
Mas só o pai do Batman sabia disso.
Vamos levar o nosso povo para algum lugar que tem a sol amarelo, e a partir dali vamos reconstruir tudo de novo. E detalhe, ainda seremos deuses. Você tá entendendo? Não faz sentido, cara, não faz sentido.
Só o pai do Kael que sabia da Terra. Só o pai do Kael.
Mas não, ele sabia da Terra para uma coisa, não é só a Terra, ele sabia que na Terra tinha um sol. Isso fala desde o Super-Homem de 70 e pouco.
Eu vou mandar ele falar.
Eu sei, a mitologia é a mesma.
Não, é que eu só ia lembrar, porque assim, ó, uma coisa que ficou muito clara nesse filme é que realmente não é que os kryptonianos, é que a gente achava que eles eram viltrumitas todos pelo primeiro filme, né, pelo que eles falavam. Nesse aqui ficou meio que subentendido que é só, não só a casa, é, mas é só o Jor-El que era esse cara, o Vela Negra dos kryptonianos, porque o pai chega a falar isso também, né.
O pai chega a falar isso para ela. Não, ela vai ser tipo uma deusa, uma deusa, que não sei o quê.
Mas ele fala assim, ó, não, não, mas o pai e a mãe dela deixa uma mensagem: filha, você tem que proteger as pessoas, você tem que ser uma pessoa boa. E o único, e tem aquela frase que eu fiquei assim, a cara, para que que eles põem isso? Por que que o James Gunn falou isso? É que aí mostra quando ele tá saindo a nave do Kal-El, ele: olha, é o filho do Jor-El que ele chama de Conquistador dos Mundos.
É o mais engraçado. Isso também, hoje eu tô muito passador de pano com vocês.
Sério, só para terminar, eu acho que para mim ficou claro que não são os kryptonianos que são tipo viltrumitas, é só o Joel, esse delírio de grandeza. É só o Joel.
Eu também gosto dessa sua abordagem. Eu acho que dá a entender de que o cara chegou lá no parlamento, falou assim: nós temos que mandar os sobreviventes para esse planeta. Isso aí, isso aí, isso aí, isso aí. Aí o Jorel, ele por ele, ele voava assim, ó, ele voava só assim.
Eu não sei, eu não botaria minha mão no fogo pelo Jorel não, hein.
Exato, eu acho que ele tem essa mentalidade de tipo assim, nós somos um viltrumita mesmo, do Invincible, nós somos um povo superior, tanto intelecto cultura, etc. Então a gente tem que dominar. Mas eu acho que é bem esse caminho mesmo de, enfim, eu acho que a Supergirl é conhecida, ela já tá um tempo voando no espaço, ela já tá fazendo merda, e as pessoas foram descobrindo. E o rumor, ah, de onde essa mulher, não sei o quê, não sei o quê, alguém acaba falando que ela é criptonita.
O bandoleiro que ele desenvolveu a parada, o debate tá muito bom, Marcelão, que ele desenvolveu a parada de Krypton, É o seguinte, quando ele encontra com ela a primeira vez, ele pode— ele não sabe que ela é kryptoniana, ele não sabe, que nem as mina no ônibus lá, se fuderam, homem e tal, não sei o quê. Beleza. Depois que ele foge da cara, ele vai lá e fala assim: olha só, quem é aquela loura lá que deu uma porrada na gente? Essa mulher não é possível, nunca vi um humano voador soltando raio.
Aí alguém vai lá Quebra um joelho. Pra mim é meio óbvio. Legal. Quebra um joelho aqui e ali. Essa mulher é uma das sobreviventes kryptonianas que no sol amarelo ele: Ah, meu irmão, então é o seguinte, ó, vamos armar uma armadura pra ela.
Já sei, já sei. Solano, eu descobri que você é alérgico a amendoim. Só te olhando. Porque você mora em São Paulo. E agora eu peguei umas paçocas aqui, ó, que eu botei aqui num dardo e vou injetar no teu corpo. Eu nunca te vi na vida, eu nunca te conheci pessoalmente, você apareceu no meu programa uma vez e eu já sei a tua fraqueza e eu já sei que você é o último.
Não, eles foram estratégicos.
Eu tenho uma melhor pro Rex ainda, eu tenho uma melhor pro Rex ainda, que é assim, ó, o plano do vilão. A gente tá bom que só tá na segunda dos planos, né? Porque assim, ó, a melhor genialidade foi a seguinte, ó: você é um vilão, tá? Você é um vilão, você é o vilão da história. Eu vou levar a minha nave aqui, eu vou me refugiar, eu sei que ela é uma kryptoniana. Tem duas opções. Uma opção: eu vou para o planeta de um sol só vermelho, onde ela é uma humana normal.
Exato.
Eu vou para um planeta de sol vermelho, ou eu arrisco e vou para um planeta, ok, tem um sol verde que pode matar ela, mas tem outro sol que vai fazer ela indestrutível.
Vocês acham que é fácil de encontrar um planeta que você quiser assim?
Pô, mas no filme mostra que ela vai em vários planetas de sol vermelho. Vai, fazendo detalhe. Que tipo de sol é esse que emite kriptonita? É um cristal gigante?
Não, é que tem uma explicação maneira.
Quer ver uma explicação maneira? Que em vez de fosse um sol de kriptonita, pois, colocaram no filme, pô, faz uma lua, uma lua, uma lua de cristal, entendeu? Que quando entra em contato com a parte do sol, ilumina, e aí passa essa radiação. Porque em Krypton não existia kriptonita. Foi a explosão do core do planeta que fez com que irradiasse a estrutura e o planeta se cristalizasse na explosão. Ou seja, não era um cristal, não era um mineral.
É o planeta que se cristalizou na explosão e foi para vários lugares, entendeu? Botaram um sol verde, um sol verde.
Hard sci-fi.
Mas é, se você vai contar uma história de sci-fi no espaço, tem que ser sci-fi.
O nome do filme é Super Mulher. Super-Homem é um sci-fi soft, galera. A gente não precisa ter essa preocupação, eu acho, pelo menos.
Agora, Marcelo, vou jogar uma para você aqui, vou jogar para o Solano também, porque a gente bateu esse jeito, a gente concorda, tá? Ali no final do filme, durante o filme inteiro, os pais falam que ela tem que ser boa. Ela passa o filme inteiro dando lição de moral para ela, que ela não tem que se vingar, que ela não tem que matar ninguém, que aquilo vai perseguir a vida dela para o resto da vida, que aquilo ali é um problema para ela.
Que ela não precisa se tornar o vilão. Aí me chega no final, ela dá duas espadadas no vilão, mas não é um vilão em combate, não é uma luta de vida ou morte que ela teve que escolher, não, cara. A gente tava rendido no chão. Ela vai, fura a barriga primeiro e fala: essa aqui é por fulana. E depois vai no pescoço: essa aqui pelo meu cachorro. Acabou. Tipo assim, você passa o filme inteiro construindo uma personalidade de herói, e quando ela tem a chance de se provar heroína Que foi que eu falei para o Solano, cara?
Mostra ela dando cada soco, porrada, sabe? Aquela porrada tipo assim bem dada, uma cena de combate bem elaborada entre os dois. E aí no final dá um chutão no saco dele, ele voa e cai no rio, e você não sabe se ele viveu ou se ele morreu, e vai embora, sabe? Ou então chega aquelas três piratas do espaço, ela dá para os caras assim, olha, leva ele, tá aqui pela nave que eu fiz.
Cara, tinha várias alternativas.
É, não, ela mata o cara, tira todo o heroísmo dela. Tira todo o peso que é o símbolo do super-homem, tira todo o peso.
Inclusive essa ideia do Thiago de dar o vilão lá, até esqueci o nome dele, que ele é tão genérico.
Ele é bom ator, é o Creme das Colinas Amarelas.
Exato, o Creme das Colinas Amarelas. Achei um ótimo, é assim, o nome todo dele é isso, sobrenome, né? Exato, como se fazia assim. Eu achei o cara, o cara bom, um bom ator para o que ele tem com o que trabalhar, eu acho que ele mandou muito bem, tá? Porque ele tinha ali para trabalhar. Mas eu concordo com o Rex, você podia usar as três meninas lá do ônibus, que elas trabalhavam para esses caras, né? Eu lembro que tinha uma parada dessa.
E aí você entrega ele para elas, tipo assim, ó, elas vão fazer, eu não preciso, eu posso te poupar, mas elas vão fazer o que quiser com você. Alguma coisa nesse sentido, sabe?
Meio que o que o Batman Begins faz no final, até aquelas meninas que sobreviveram ali, entrega para elas e elas mesmas pegam ele, levam para um lugar, faz um joguinho Até as crianças, até aquelas mulheres ali, se tivessem eliminado o personagem, faria até mais sentido.
Elas matam ele.
Isso, do que ela, sabe? Tira todo o peso do heroísmo ali, Marcelo.
O que me quebra realmente é que assim, todo ponto da história que eles falam que adaptaram, mas assim, quando eu vejo essa cena final, eu vejo, pô, eu acho que o pessoal não leu muito bem ou não pegou o quadrinho, porque é toda uma jornada e tipo, não são em 3 dias, é que Esse é outro porém também, porque o quadrinho é tipo uma jornada de alguns meses dela com a Mulher-Gato. É porque ela vê essa jovem e tipo, ó, essa jovem ela quer cometer essa vingança, ela tá destinada a isso, ponto de começo dela é esse.
E ao longo dessa jornada que é tipo, é pra ser um western, né? A HQ tem esse clima que eles vão passando por planetas e tendo situações de conflitos morais, sociais assim. Aí essa garota, ela vai vendo como a Supergirl se comporta e ela vai querendo se espelhar nela, tipo que ela vê, pô, olha essa heroína, olha como ela atua, essa pessoa que quer dar esperança, amor, compaixão. Ela vai mudando a Ruth. No filme não tem isso, né?
Eles tentam fazer tipo essa jornada, é muito fraca assim em comparação com HQ. É, inclusive chega no final Opa, vai, vai, chega no final. É, e no final da HQ é exatamente isso, é a Ruth tem a possibilidade de matar e ela não mata. Tipo, ela meio que ela tenta, ela fica tipo cara a cara com ele com a espada e ela meio que, se eu não me lembro bem, tipo, ela fisicamente ela não consegue, o corpo dela não, não quer, entendeu? Porque depois que ela passou com a Supergirl, ela se espelhou nela e tipo não mata.
Para mim, tipo, é, e ela, e aí só pegando que o filme diz Ela fica o filme inteiro frisando isso, essa moral, dizendo: não, a vingança é ruim e tal, olha o que que vai fazer com você, esse trauma que vai causar e tal. Ela chega no final, matei, sabe? Pô, para mim é assim, ó, vou dizer mais polêmico ainda, tá? A cena do Superman matando o Homem de Aço é melhor porque Ele é forçado. Você vê que, ó, não, ele tá numa situação tipo, pô, o Zod ali, ah, eu vou matar, eu vou matar, não sei o quê. Aí ele, não, não quero, não quero que você faça isso, não me obrigue.
Aí ele vai lá, mata o Zod. Olha só, você tem tempo de estalar um pescoço, você quebrar um pescoço, você já tem tempo de levar ele para o céu, você já tem tempo de botar a mão no olho. Tipo, você tirando tudo isso, eu tô tirando tudo isso, sabe?
Mas eu acho que é melhor tratado porque A Supergirl, tipo, ela é muito, cara, o cara tá rendido, ele tá rendido, ele tá ali, ela vai lá e pá, vai lá e—
Se eu puder contribuir aqui, eu contribuiria também o seguinte, eu acho que eles fazem isso, mas passa mais rápido que a moto barulhenta do Lobo. Usar o Lobo como um possível futuro niilista da Supergirl, no sentido de assim, Ó, se você continuar nesse caminho que você tá, em que você não se importa com nada, prazeres imediatos, essa coisa realmente da eterna adolescente, né, porque ela tem a justificativa dela que eu acho legal ali colocada no filme, falando do filme, não com HQ, né, ela viu o Krypton, ao contrário do Clark, ela viu o Krypton.
E aí você podia usar o lobo de tipo assim, aquilo ali é o que você vai virar, Talvez a própria menina, inclusive, que eu achei legal, a menina, gatilho para ela, né? Ela ser esse gatilho. Eu gostei da menina, inclusive, da indumentária, da cultura meio mongol dela, das tranças de roupa, o estilo peludão e tal. Acho que tem uma coisa meio da cultura mongol. E essa garota podia usar isso em algum momento, sabe? Falar tipo assim: pô, se tu seguir nesse caminho aí, tu vai virar uma merda desse tamanho, porque ele é um merda.
Ele pode ser cool, porque o lobo ele representa o eterno adolescente. Ele bebe, ele fuma, ele não tem consequência, ele é fodão, ele faz sexo do caralho, mas tipo assim, não tem propósito. Ele tem um puta poder e ele usa para ganhar dinheiro, para enchar a cara, para comer mulher, entendeu? Então assim, eles podiam ter tratado isso de uma maneira melhor, culminando nisso que vocês estão falando, concordando com você.
E o lobo ele teria um sentido maior na história, né? Olha o que você pode virar, né? Se eles trabalhassem melhor, o roteiro trabalhasse melhor essa ideia, esse talvez possível futuro dela focar na vingança, o que que ela viraria, né?
Do que que ela faz?
E Marcelo, você que viu o filme, responde aí, que nota você daria aí de 1 a 10? Quanto é a sua nota? Cara, quantos batarangues esse filme vale?
Quantos batarangues? É assim, No canal, assim, eu dei, se eu não me engano, eu fiquei num 6. Eu fiquei num 6, tá? Que eu acho que ele tá naquela— a gente tem uma definição que é um tipo de filme que a gente brinca aqui entre amigos, a gente fala que é o nota 6 diverte. Sabe o nota 6 diverte? Sabe o filme, ah, ok, vi ali, deu para se divertir, foi, tem algumas coisinhas legais, mas tipo, não sei lá, talvez você vai esquecer. Daqui um tempo, alguma da história, coisas, momentos dele.
Então assim, para mim ele é divertido, ele tem seus momentos ali, e ele adapta certas coisas da história que tipo gostaria que tivesse sido melhores ali. E enfim, pelo que eles foram e o sentido que eles deram ali para personagem e de tudo no geral, para mim é um nota 6 assim, para mim.
Acho que olha aí E você, Thiagão?
Eu tô com o Marcelo, eu dou 6 também. É um filme divertido, é engraçado, tem boas cenas de luta, mostra uma valorização um pouco melhor dos poderes de um kryptoniano ali. O lobo é legal de ver, mas também não soma muito na história, assim, a história tem muito furinho de roteiro que me incomodou um pouco, mas assim, no geral, exatamente, é um filme para se divertir, vai despretensioso. Sabe, vai ver para rir, porque você vai se divertir. Mas é um 6 também.
É, eu vou um pouco acima de vocês, mas não tão, não vou olhar tão para o alto assim, porque eu concordei com muita coisa que vocês falaram, discordei de outras, talvez porque a minha expectativa seja mais dessa coisa de soft mesmo, do hard.
Eu tô mais soft, vocês estão mais hard, eu tô mais mole, vocês estão mais duros.
É, porque eu acho que eu dou um 7,5. Eu acho que com tudo isso que eu falei, ele ainda assim é um filme que pelo menos, pelo menos, ele tem uma mensagem, ele tem um coração. Eu senti que é um filme que tem uma alma. Tem um monte de filme aí de herói que a gente, que a gente comenta, ou não de herói, o Star Wars eu acho que tá muito assim, que tem alma, não tem nada ali, é só, é só pela luz, é só pelo sabre de luz, só pelo laser, só pelo soco.
Aqui eu acho que ainda que tenha bastante cena de ação e o arco dramático da Kara, concordo com vocês pra caramba, até dei esse exemplo aí do lobo sendo usado como esse espelho e tal do futuro, poderia ter sido melhor. Mas ele tem um coraçãozinho. Quando mostra Krypton, o pai da Kara, a mãe, você mostra que é um dos temas centrais do primeiro Superman, que é uma coisa que o James Gunn ele fala muito: família, cara, seja como seja a sua família, A família é o que vai definir muito de quem você vai ser, entendeu?
Então ele tem esse pouquinho, a mãe dela falando, ó, seja boa, não importa o quê e tal. O pai dela, o cara desesperado para salvar, sabe, a filha dela, né? Ele avisando, ó, vou ter que te mandar embora, cara.
A gente já comentou isso, mas essas partes realmente dos flashbacks e as cenas dela com Superman ali, que às vezes vem Vem um também delas chegando a por na terra e tal. Isso é legal, tá? Isso acho que até talvez as melhores partes talvez do filme.
Pois é, mas pode ser porque eu me tornei pai há 2 anos, aí eu tô um pouco mais, eu tô mais sensível com esses assuntos. Mas senhoras e senhores, Marcelo da Batcaverna, um homem sensível também, porque o Batman tem que ter um pouco de sensibilidade, senão ele quebra o pescoço do cara.
Quando ele se machuca, ele fica muito sensível, arde um pouco.
Mas é, muito obrigado pela sua presença. Como é que a galera encontra a Batcaverna? Tem aqui no YouTube, né?
Exatamente, é só ir lá, a Batcaverna, né? Se quiser opiniões, a gente tenta ser imparcial ali também, né? E o pessoal fala que também a gente pega mais leve quando é coisa com Batman, né?
Então tem isso, quando é coisa envolvendo Batman a gente pega. Não tá errado, não tá errado.
É, mas só chegar lá, então a gente Falo tanto de DC quanto também outras coisas aí da cultura pop, mas só nos seguir por lá.
Beleza? Perdão, um grande abraço, tchau tchau, até mais.
Valeu!
Conan, qual o melhor da vida?
Destruir seus inimigos, vê-los correndo de você e ouvir o lamento de suas mulheres.
Que coisa horrível, Conan, disse o Tisser. Porque sim, o Cimério está retornando, senhoras e senhores, não exatamente em carne e osso e muita carne, mas em celulose, que chama quando é animação.
De animação?
Celulose não é árvore? É aquele negócio de animação?
É, porque é o filme, né?
Exatamente. Animação, animações. Genndy Tartakovsky, o criador de Samurai Jack, Samurai Jack. Sim, e Primal, série excelente. Ele está há mais de duas décadas tentando tratar o bárbaro mais famoso, mais musculoso da história aí da literatura, de Robert E. Howard, e também dos quadrinhos e dos filmes, para uma animação, meu querido Rex.
Sim, e pelo que eu tô sabendo dessa animação, ele vai contar um pouco da história da Rainha da Costa Negra, aonde o Conan, né, ele encontra o seu amor, que é a Berit, e agora ele vai enfrentar desafios, lutas criaturas e até os deuses para salvar a sua vida. E para conversar sobre essa animação com a gente, nada melhor do que trazer o meu irmão Eduardo Spor, né, que também é um contador de histórias e de mundos, para falar um pouco também dessa paixão que eu e Eduardo temos desde jovens por Robert Howard. Então, Eduardo, seja bem-vindo!
E aí, Dudu, muito obrigado pelo convite. Realmente as pessoas ficam muito irritadas comigo, né, quando eu digo que eu sou muito fã do Tolkien, né, como todos que eu tô de fantasia, mas eu sou mais fã ainda do Robert Howard. Para mim, é de histórias fantásticas, já existiu, por razões que podemos conversar aqui. Mas sou realmente muito, muito fã do Robert Howard, e sobretudo das obras originais do Conan, que a galera conhece muito.
Acho que o primeiro contato que a gente teve foi pelo filme, pelos quadrinhos também, mas a literatura original do Howard também é excelente, muito boa. Podemos falar um pouquinho ao longo desse papo aí.
Exatamente. O Conan, ele é um personagem muito difícil de você adaptar para o grande público, né? A gente teve ali nos quadrinhos, justamente os livros do Robert Howard, eles eram extremamente violentos, sexuais e maravilhosos, né? Agora, quando você jogou para os quadrinhos, na época foi a Marvel, né, que comprou os quadrinhos Eles deram uma suavizadinha, algumas coisas deram uma, opa, vamos dar um pouquinho, vamos cobrir mais essa moça, uns botaram essa tanga um pouco maior nesse cara e tal, mas tinha bebedeira, tinha uma maioria índio.
É, não, eu não sinto isso não, para falar a verdade. Quando você falou, vamos lá, quando você falou que era muito violento, engraçado que eu não vejo dessa forma, vou tentar me explicar. Quando a gente fala isso para o público em geral Ah, é muito, parece que a gente tá falando de violência gratuita. E a literatura, as histórias do Howard eram tão boas que nada ali é gratuito, nem a violência e nem o sexo, né? Então você tem ali o corpo nu quando ele tem que ser mostrado, a violência quando ele tem que ser mostrado.
Lembrando também que existem muitos combates também contra criaturas, etc., dinossauros, etc.
Então O dragão se aproxima, ele chama de dragão, né? Um dragão. Aí você tipo, é isso, é isso.
Pregos Vermelhos, inclusive, eu acho que o nome, eu acho que essa história, a gente é muito fã mesmo. Isso eu posso dizer que eu sou quase que, eu posso falar que eu sou especialista em Conan, entendo. Então, cara, é isso, né? Então eu acho que tudo ali tá dentro do contexto e eu acho que não é violento, ele é primordial, talvez trazendo questões primordiais da vida humana, né? A natureza, a masculinidade, a feminilidade também.
Eu acho que é por aí, né? Engraçado que eu não consigo associar Conan à violência, apesar dele ser um bárbaro.
Engraçado, porque eu concordei com o Dudu, porque me pareceu que ele— o que eu disse sobre a questão da violência extrema, porque assim, o próprio Howard tem aquela frase famosa, né, de que A civilização, como é que é, que a civilidade do homem ela é uma anormalidade no curso da história, né?
Quer dizer, ele diz que muitas vezes os bárbaros são mais civilizados do que os povos civilizados, porque um bárbaro sabe que não pode, vamos dizer assim, desrespeitar o outro, e se o fizer vai ter o crânio esmagado. Enquanto muitos civilizados eles se escondem, eles São até grosseiros e desrespeitam o outro, que eles sabem que estão protegidos pela lei. Então assim, muitas vezes isso é uma verdade, eu posso falar até em academia de jiu-jitsu, por exemplo, lá ninguém zumba do outro, cara, ninguém zumba, o respeito ali é extremo, porque você sabe que é um ambiente, né, enfim.
Então ele achava que ele era muito crítico a essa questão, que lembra um pouquinho também o Edgar Rice Burroughs, né, que fala do Tarzan, que os homens civilizados são muito fracos, as mulheres civilizadas, né, se desconectaram das suas raízes e tal. Mas o que eu acho assim, que ele achava que o homem na sua natureza, ele é a pureza da natureza do homem, ela é violenta, ela é sexual, porque ela está ligada aos nossos instintos básicos.
O que eu quis dizer foi isso, sabe, tipo, esse, essa leitura na minha visão, nos quadrinhos ela foi um pouco, um pouco suavizada, porque você tá trabalhando inclusive com uma mídia que tinha um código de censura. Então, se na literatura as mulheres estavam desnudas, por exemplo, as dançarinas, né, encantando a galera na taverna, no quadrinho você vai botar uma roupa sensual, mas um pouco suave. É isso que eu quis dizer. E conforme você vai trazendo para o mundo moderno, claro que tem obra violenta para caramba, hein, Rex?
Como é que você acha que uma adaptação de desenho animado vai lidar com essa questão?
Antes de falar do desenho, a gente tem que estabelecer o Conan, porque tem o Conan dos livros e tem o Conan dos quadrinhos. Sim, o Conan dos quadrinhos, ele tem um pouco da essência do personagem que o Robert criou, Mas no livro o Conan é muito mais sagaz, tanto que o primeiro conto do Conan, que é Espada e a Fênix, Espada e a Fênix, a Fênix e a Espada, ele já tá para virar rei, ele tá ali em Aquilonia, ele tá numa intriga entre outras pessoas ali, tá mais velho, e você vai lendo, depois que você vê os outros contos do Conan, você vê que ele é um cara que ele entende um pouco de malandragem, ele é um cara até engraçado, ele ri das situações.
Mas nos quadrinhos eu não vejo ele como um cara não sagaz.
Os quadrinhos sempre mostram ele, por exemplo, serião, brutão, ranzinza, sempre fechado, uma cara sempre de mal. E quando você lê no livro, o Conan não é essa figura sempre seminua, só de tanga de pelo, sabe? Até o Howard descreve que ele usa armadura às vezes, ele tem, ele viajou por vários lugares, então ele tem vários pedaços de armaduras de diferentes lugares que ele viajou, na Torre do Elefante. A gente já viu ele usando armadura também?
Muito pouco, é sempre de tanga. É só numa situação muito específica que ele tem que estar de armadura, quando ele tá servindo o império, tá servindo o rei. Você constrói ele mais bárbaro e o livro tende a mostrar ele que ele é mais do que aquilo. Ele começa como um bárbaro, mas ele evolui. Assim, o Conan é um verdadeiro multiclass RPG. Ele tem ladrão, ele tem fighter, ele tem bárbaro, sabe?
Ele não é uma classe só. Só até o final.
Perfeito. Por exemplo, perdão, perdão, pode falar, pode falar, vai lá.
Vai pedir licença? Não, tu já chega com o pé já no argumento.
Não, não, só comentar isso que o Rex tá dizendo, né, porque tem todo sentido. Como é que era o lance da literatura, né? O Robert Howard, ele queria contar várias histórias diferentes, ele tinha ideias para contar várias histórias diferentes, e de repente É, eu quero contar uma história sobre pirataria. Ele lia uma história sobre pirataria e queria contar essa história. Então ele colocava o Conan em um ambiente de pirataria. Outras vezes ele tinha uma ideia para contar uma história de faroeste.
Ele colocava o Conan no faroeste, não no faroeste que a gente tá pensando com arma, mas aquelas histórias em que você tinha lá, lembra da Além do Rio Negro? É uma história dessa, os colonos de Aquilonia sendo atacados pelos Pictos, né, que era um povo ali, tal, etc. Então, o Howard, ele estruturou as histórias de Conan não de uma maneira cronológica. A cronologia surgiu depois. Inclusive, os fãs, os editores, depois traçaram uma cronologia que era para ser traçada.
Porém, ele falava o seguinte, né, literalmente ele dizia que o aventureiro que se reúne, que está em volta da fogueira para contar uma história, ele não conta suas histórias de forma cronológica. Ele conta as histórias à medida que elas vão surgindo, ele vai tendo, vai lembrando e vai contando. Então você tem histórias do Conan dos mais diferentes, né? Como se a Rainha da Costa Negra, pirataria, eu falei do Velho Oeste, é exploração, né?
Você tem também histórias em que ele é um combatente, um general no campo de batalha, vários tipos de história dentro da do Conan, né, dentro das histórias do Conan. Então, só para contextualizar, que o Howard pensou nisso inicialmente, é por isso que ele é multiclássico, que onde ele pensava— eu tô com uma ideia aqui para contar uma história, tal coisa, ele vai lá, por exemplo, né.
Estão falando que o Conan, ele foi um dos primeiros Forrest Gump da literatura. Onde ele queria encaixar ele, ele botava o cara.
Pois o legal do Conan é que ele consegue entrar entrar em todas essas histórias, porque o Robert é muito bom nos contos. E a maioria dos contos do Conan, apesar de ter às vezes reinos, palácios e tudo mais, são histórias até minimalistas, né? Tipo assim, se passa em um terreno pequeno, em um lugar pequeno, em uma situação pequena. Na Torre do Elefante, primeiro você tem uma história dele ali na taberna pegando informação, aí ele vai até a torre, lá ele encontra um outro ladrão, aí, sabe, depois ele foge, e a história termina ali.
É muito direto ao ponto.
É muito direto ao ponto.
Por isso que eu prefiro também ao Tolkien. Enfim, é isso que você falou, ele resumia até pela característica da mídia dele, pulp ali, revistas menores, né, livros menores. O cara tinha que resumir as coisas, então ele ia direto ao ponto de forma muito intensa.
Sim, mas ele também conseguia preservar o personagem e fazer com que o personagem fosse vivo em vários pontos. Então você não só expande o universo, você bota a Costa Negra, você bota pirataria, você mostra que é um mundo selvagem, e você coloca ele sobrevivendo em todo esse tempo, todas essas regiões em todos esses terrenos e bem, aprendendo, conquistando, sabe? No final é, às vezes, poxa, é, tem um dos meus favoritos, é aquele que me esqueci do conto agora, Eduardo, que ele luta com um tipo um gorila pré-histórico, chamam inimigos em casa.
Porra, essa história é maravilhosa, é o Conan num labirinto com um feiticeiro que era o cara que domesticava esse gorila pré-histórico.
Tem no filme isso, no segundo filme do Conan aparece esse gorila.
Não é, mas não é o mesmo conceito. E aí o Conan só tem uma faca e ele é obrigado a sobreviver contra um gorila gigante só com uma faca, sabe, sem nada.
Então o que mais me impressiona nessa história é como é que o feiticeiro conseguiu botar a capa no gorila.
Na verdade, o gorila jogou ele no poço e vestiu a capa do feiticeiro. Ah, entendi.
Mas justamente isso, né, tem essas histórias diferentes e muito interessantes. Lembrar que O meio também é importante, tá, pessoal? Porque a gente fala de Tolkien, né, que escrevia livros, e a gente tá aqui falando do Robert Howard, que escrevia contos. Então esses contos saíram nas revistas pulp dos anos 20, nos anos 30. Então na realidade ele não tinha muito espaço para escrever, então ele tinha que se limitar ali a 20, 30 páginas.
E também isso obrigava ele a ter essa história que vocês estão falando de ser muito direto ao ponto. Em relação a isso, é bacana, porque o Tolkien, para fazer um exemplo, ele criou um mundo praticamente do nada, né? Enquanto o Howard, ele, a Eriboriana é uma corruptela da nossa, do nosso mundo, quer dizer, o nosso mundo antes do cataclismo, antes de alguns cataclismos que surgiram, que aconteceram. Então é, você tem as nações muito parecidas com as nações que a gente tem, né?
Por exemplo, que tá aí China, né? A própria Costa Negra, que seria Costa da África, é a Quilônia, né? A Ciméria, como se fosse o norte da Alemanha, e o Egito, né, que é— como é que é o nome do Egito mesmo? Enfim, daqui a pouco vou lembrar. Então, com feiticeiros e tal. Então, praticamente, ele na verdade queria escrever uma ficção histórica, um romance histórico, mas queria incluir fantasia. Ele falou: não, como é que eu vou fazer?
Eu vou criar uma outra terra. E essa terra é baseada num conceito pseudocientífico, que era mais científico na época dele, hoje em dia a gente sabe que não é fato, que antes de uma grande destruição a Terra já existia, ela foi totalmente varrida por um cataclismo. De fato, a Terra foi varrida por vários cataclismos, só que não dessa maneira. Então acabou que ele criou a era boreana, né? E aí tem histórias que são tipo de Mil e Uma Noites, histórias que são as pirâmides, por exemplo.
Então você tem tanta coisa maneira, quase que na Terra mágica. Isso que é o foda da era boreana.
Eu lembro de ler em alguma daquelas revistas do Espada Selvagem de Conan, e aí eu lembro disso por alguma razão, ele chegou a classificar o que seria a Terra hoje comparado a era hiboriana, né? E eles falam que a Suméria seria ali perto da Dinamarca, por causa das montanhas e lagos, sabe? Por ali seria mais ou menos que seria a Suméria. E aí ele vai comparando, Stigia seria a parte africana, e tudo mais.
É o norte da África, né, onde seria isso, o norte da África.
Aí o chinês, os reinos negros também, né? Legal, era bem, era bem explicado, mas como é que se dividiu depois do grande cataclisma?
Vocês sabem que essa, fazendo um pouquinho de propaganda aqui do Bunker X também, convite para a galera depois dar um pulinho lá no Bunker X, mas quem acompanha o Graham Hancock e alguns outros historiadores aí que recentemente estão provando, cara, umas coisas super, super que eram controversas, mas não deveriam ser em termos, em termos históricos, de que É muito provável realmente que tenha acontecido, tenha existido uma civilização muito mais complexa, civilizações in between as civilizações que a gente acha que existiram, né?
Tipo, antes dos egípcios, os próprios egípcios eles datam o reino egípcio muito mais longo do que os historiadores contemporâneos datam. E a galera sempre teve essa questão: ah, mas é um erro de tradução. E os caras hoje com certas medições e tudo que a gente tem de equipamento para poder perfurar terra, etc., estão começando a ver que, brother, acho que tinha uma galera antes da gente aí. E enfim, depois vocês deem uma catada.
É muito fascinante mesmo, né? E tem isso, né, não vou me estender, mas tem, por exemplo, a gente conhece a Era do Gelo, mas tem outras coisas. Por exemplo, os cataclismos dos vulcões, né? Tem gente que diz que sobreviveu, sei lá, 5 famílias depois de uma explosão gigantesca de vulcões. E aí, como a gente não tem certeza, a ficção entra nessa, nesse ato aí, né, nessa lacuna.
Agora, Eduardo, olha só, a gente tá vivendo uma época que, tipo assim, a gente teve o Conan em algumas mídias, né? A gente teve o Conan nos cinemas, nos quadrinhos, nos jogos, jogos, videogames. E a gente teve lá nos anos 90 um desenho do Conan do Bárbaro, Conan, Conan. Um desenho horroroso que entrava naquele nicho de desenhos que não fazia sentido nos anos 90, que eram personagens que com espada e armas que não matava ninguém.
Desenho do Conan, desenho do Rambo, desenho do Robocop, desenho do Chuck Norris.
Era um desenho, acho que tinha assim, era um jogo, os fuzis não eram com tiro, era com laser, o cara tomava o laser, só caía no chão, né? Enfim, a estatua do Hades, né?
Eu lembro de ver De manhã, criança, aí vinha uns bandidos lá: "É o Robocop, atira nele!" Aí o Robocop chegava e falava: "Ih, mãe, vai fazer igual no filme, né? Vai furar todo mundo." Aí o Robocop olhava, tinha um caixote pendurado no galpão, aí ele— Aí caiu o caixote nos bandidos, ele: "Ah!" Como dizia antigamente, né? Com 10, 11 anos, tipo: "Ei, isso não é Robocop, isso não é a Conan." É, né?
A média chamava de Robocó.
É, Robocop, ele virou Robocop. E o Conan tá aí, ó, ele na tela.
A gente teve o único desenho do Conan que não foi muito sucesso, acho que só teve uma temporada, acho que tinham 13 ou 15 episódios. Chegaram a ter uma linha de brinquedo ali também, que era muito comum, era lançar desenho para lançar linha de brinquedo. He-Man foi um exemplo disso. E agora, depois de anos, anos aí, pensa num personagem, Eduardo, que já rodou em todas as produtoras e ninguém teve culhão, o aço, a vontade de fazer um filme ou uma série do Conan porque achavam que era muito másculo, que foge um pouco do que você pode mostrar de uma era primal.
E sim, e que não pegaram realmente o verdadeiro foco do Robert Howard, que é uma coisa justificada, a nudez justificada, o combate. Não coisa que nem Game of Thrones, que do nada você vê que nem uns peitinhos passando na tela, sabe, sem necessidade nenhuma. O cara pelado à toa, sem necessidade nenhuma, sabe? O Conan tem uma explicação para aquilo estar acontecendo, aquele motivo. Às vezes a pessoa tá pelada porque é um sacrifício, às vezes é porque é uma taberna, tem uma situação ali.
É uma outra cultura também, né?
É uma outra cultura, é uma coisa que vem muito além de qualquer conceito atuais. Exato.
São outros valores, né?
E depois de anos aí passando de Fox pra Prime Video, pra HBO, todas recusaram, né? Todas pediram o direito pra fazer e todas abriram mão depois que não conseguiam sustentar. Não sei se isso também tem um pouco a ver com open source, né, já que agora o Conan é— todo mundo pode fazer qualquer coisa relacionada ao Conan porque não tem mais—
É, tá relacionado ao que eu perguntei no começo pra você, tipo, é uma propriedade intelectual que tem, é muito sensível você trabalhar isso.
Sim, e é aberta hoje, né? Você poderia fazer sem problema nenhum. A gente pode fazer, a Warner pode fazer.
Não, mas sem problema nenhum não.
Não sei como é que tá hoje, não sei, não posso trazer esse tema na conversa.
São direitos autorais, porque depois de 80 anos ela fica—
É, mas eu acho que tem uma empresa, eu acho que tem uma empresa que— Tem uma empresa que reivindicou, eu acho que a Conan Properties, eu acho que elas estão com direitos, não sei.
Entendi, eu não sei como é que tá isso, porque eu sei que, por exemplo, você não pode fazer nada relacionado ao Conan do Arnold, né, por causa disso, nem o Conan da Marvel. Esses são registrados. Agora, eu não tenho essa informação, mas enfim, temos agora O Genndy Tartarovsky, que ele fez uma animação que ele ficou muito conhecido na época que ele fez Laboratório de Dexter.
Ah, ele é o criador do Laboratório de Dexter.
Depois ele fez o desenho do Star Wars, Samurai Jack. Aí teve o Clone Wars que foi com ele também. E agora ele fez o Primal, que é uma animação excelente. Assim, é o estilo de desenho dele, aquele estilo de arte que ele apresenta. Mas é um desenho brutal, a história é muito boa, e ganhou prêmios inclusive essa série, porque você tem um cara que é um primata, né, ele é tipo um Neandertal, junto com um dinossauro, e ele não tem diálogo, ele não fala, ele não sabe falar, ele sabe grunhir.
Então você tem um desenho inteiro que é mostrado dessa forma e conta uma história incrível.
É o Primal, hein, Dudu nunca assistiu o Primal, né?
O cara ficou animado, tá na HBO, ou HBO, não sei, eu sou velho, eu falo HBO. E aí o Primal conta essa história desse cara, e o legal dessa história é que ela vai evoluindo e chega a mostrar ele tendo contato até com outras civilizações depois que se expandiram, começaram a criar culturas, religiões. Ele aborda muito isso, né, o lado primal do ser humano.
É, o Primal, ele tem, Dudu, uma similaridade muito próxima do Conan, que vai muito além da violência em si, mas que é um mundo meio anacrônico. A galera tá vendo aí, essa aí é a imagem da nova temporada, que inclusive, para deixar o Dudu curioso e a galera, achei que eles fizeram com essa nova temporada, não vou dar spoiler, mas uma das coisas mais ofensivas e geniais com um personagem que eu já vi na minha vida uma obra de entretenimento, depois vocês assistem.
Mas ele faz essa coisa meio anacrônica de você ter um Neandertal que convive, como o Rex falou, com dinossauros, que também convive com outras espécies meio de já já sapiens sapiens ou Cro-Magnon, eu não sei ali qual é, aí faltava aqui um Pirula para nos ajudar. E aí você tem introdução, você vê introdução da religião, a revolução sapiente do ser humano começando a reinterpretar os astros, os animais como deuses. E ele meio que serve como esse condutor, entendeu?
Vendo o mundo avançar e meio que a era dele de violência extrema, né, pela pura sobrevivência, meio que ficando para trás, sabe? Mas é tudo meio que misturado. Lembra muito Conan. Ele é extremamente violento, ele tem um pouco de sensualidade, não tem nada muito violento, desagradável, em termos de, né, desse sentido. Mas, ó, colocando a minha opinião então, já que o Dudu não viu, cara, eu acho que de toda essa galera, quem pode encontrar um equilíbrio entre o suco do Conan, a alma do Robert Howard, de tudo que a gente construiu aqui, e o lado comercial, eu acho que o Gandy é o cara legal.
Para poder rimar. Porque se ele for por uma coisa muito— a própria arte, né, bota o— o Sandro pode botar aí a arte do que eles revelaram no festival. É uma arte que lembra o Samurai Jack, né, lembra o estilo de arte do Genji, né, é o estilo dele, é uma arte mais estilizada, Dudu, que facilita também você fazer certas coisas violentas sem que a pessoa fique com asco, né. Convenhamos, é um tipo de, é uma propriedade intelectual que nem todo mundo, é igual Tarantino, tem gente que não gosta daquela quantidade de violência, ou até o próprio tema, né?
Entende o que eu quero dizer? Tipo, é um equilíbrio muito difícil, caras, para você levar um personagem desse por um caminho que no final das contas o estúdio fala assim: tá, mas só quem é fã do Conan vai gostar? Eu quero que as pessoas que não conheçam Conan que gostem de aventura gostem também. Vai ter decapitação em todo episódio, precisa ter as tripas vazando, precisa trazer aqui para o lado audiovisual, né?
A gente poderia citar, né, os quadrinhos e tal, mas assim, os filmes, né, assim, o filme 2 ele é razoável, o filme 1 eu não vou nem falar desse do Momoa, tá? Mas o filme 1 é muito bom, né? É um produto audiovisual excelente que traz inclusive Mundo da filosofia do Howard, como a gente falou, que existe filosofia também. Aliás, maior parte das coisas são filosóficas ali, né? É aquela questão da espada, né? A própria questão do poder do aço, tudo mais, aquilo.
Então assim, não entendo o tanto de dedos que o pessoal tem em fazer o Conan, sendo que já foi feito no audiovisual. Talvez o cara querer passar para para animação. Mas não sei, cara, eu não vejo o maior problema quando tá pronto. Na verdade, um personagem querido pela galera e um personagem que funciona, funciona. A gente felizmente, nós felizmente temos bons herdeiros de escrita, né? Você pega, por exemplo, o Howard teve excelentes herdeiros na literatura, como autores, né, que Spagdekamp, por exemplo, escreveu sobre o Conan e outros autores e tal.
Depois nos quadrinhos o Roy Thomas fez um trabalho excelente, né, que arrebentou. Depois tivemos os filmes que também foram roteirizados pelo Roy Thomas e tudo. Então felizmente, né, tirando esse último Conan aí do Momoa, a gente teve excelentes herdeiros, entenderam a essência do personagem. Então não Não sei o motivo também dessa, toda essa, esse perigo do Conor, né?
O perigo é que as pessoas vão gostar, as pessoas vão começar a desejar algo mais testosterônico na sua vida, entendeu?
Cara, sei lá, cara, nesse ponto tão tranquilo, realmente não vejo essa, eu sei que Não, super tranquilo.
Nossa, realidade, galera, é diferente.
Tranquilo, eu senti dor.
Minha mãe não gosta de Conan. Calma, minha mulher não gosta de Conan. A galera fala: não, brother, é uma coisa muito agressiva, muito lasciva inclusive.
Ah, cara, não é, é para, claro que não é para criança, né, cara, mas adultos que não gostam também. Tá bom, mas é tranquilo que a gente já dá, não é que ele seja tranquilo, tranquilo de adaptar. Não vejo esse problema todo aí.
É, olha só, fazendo agora uma defesa indo para o lado de vocês, esse é o papel do host, uma hora eu tô contra, uma hora eu tô provocando, outra hora eu tô junto aqui. A gente provou com Game of Thrones que existe uma audiência que não tem nenhum tipo de mimimi com esse tipo de tema. Lá, meu irmão, se tem, ó, lacividade, tem violência sexual, tem violência de gente. Exato.
Cara, isso aí que eu, aí que tá, esse negócio de entrar em polêmica e tal, na verdade, insisto, quando eu falei que era tranquilo, na verdade não é, eu não vejo a polêmica assim, existe os polemistas, mas isso vai sempre existir. Provavelmente existia na época, né? Então, eu, a arte ela precisa ser livre, cara. A arte ela precisa contar o que ela tem que contar. E diria mais, a arte ela é essencialmente anárquica, não anárquica no sentido político, mas anárquica no sentido de querer trazer aquilo que é, precisa ser, que tá no coração do artista.
Então é isso que eu tava querendo dizer antes, né? Eu não vejo motivo assim de medo disso, cara.
Caralho, assim, tipo, em que executivo, né? São os executivos, tá?
Em que a gente não pode fazer uma história do Conan, cara.
Conan tem que ser: eu vivo, eu amo, eu mato, eu me contento. É isso que eu quero ver em Conan, entendeu? E é isso que eu espero desse desenho, é isso que eu espero de futuras obras do Conan. Eu estou aqui disponível, caso precisem de um, eu mando lá meu currículo. Já fui dublê, já sou ator, eu sei lutar, tô pronto.
Tô no físico, eu acho que tá faltando aquela foto do Arnold que você botou, ó, tá faltando um pouco na real. O Thiago tá aqui, ó, até com a minha rodinha da rodoura aqui, ó. Aí, ó, faz aí, faz aí, ó, de frente, ó, para finalizar. Dudu, muito obrigado pela sua participação mais uma vez.
Maravilha.
Depois eu vou procurar uma foto do Nerd com o melhor físico do mundo, não o Rex. É o Steve Jobs abraçado ao Einstein.
Valeu, Dudu!
Tchau, tchau! Achou que a violência e a sexualidade tinham acabado? Achou errado, otário! Porque Game of Thrones, gente, Game of Thrones tá aí retornando. A gente já falou no Plantão Nerd, né, semanas aí atrás. E quer dizer, já que a gente tava debatendo essa Essa coisa toda de tipo sexo na televisão, violência, os executivos desesperados. A Casa do Dragão tá aí com a nova temporada, talvez para mostrar que ninguém tá nem aí. Gabi Xavier, chega aí, Gabi!
Chega aí, Gabi!
Vem falar com a gente de novo.
Bem-vindo, amigos de Westeros! A gente tem com os fones de ouvido gigante, né?
Tudo bom, gente? Muito feliz de estar aqui novamente.
Ah, você é muito gentil, para! Para com isso, Gabi. Olha só, a gente estava, antes de você entrar, a gente estava com Eduardo Escuro aqui, nosso amigo, irmão do Rex, debatendo Conan, né, um personagem dos velhos, dos velhos mais velhos que nós aqui, porque, né, Robert Howard é bem, bem mais para trás, anos 30. E aí quando a gente estava falando do Conan e falando sobre a nova adaptação dele e tal, que é lá do cara do Genndy Tartakovsky, né, do Prime e do Samurai Jack, aí entrou nessa coisa que os executivos têm medo de adaptar o Conan, porque o Conan tem muita violência, tem gente pelada, etc.
A gente falou: pô, mas logo no final da discussão a gente trouxe o Game of Thrones. Falou: cara, Game of Thrones meio que quebra esse tabu, de certa maneira, né, dos executivos aí mais modernos, não são modernos, mas de que você consegue atrair milhões de pessoas mesmo que a sua obra passa por esses caminhos que são mais adultos, agradáveis. Isso alguma vez, eu sei que você é das nossas, mas alguma vez isso foi uma questão para você, por exemplo, quando você começou a ver Game of Thrones? Isso antes do Caso do Dragão, quer dizer.
Não sei, não. Eu acho Game of Thrones, na verdade, ele, a série fez muito sucesso porque ela foi disruptiva de certa forma naquela época. Essa coisa muito gore e tal não era uma questão mainstream. Hoje a gente tem ainda algumas séries, até The Boys, que fez sucesso por causa disso também. Então eu acho que hoje já é bem mais aceito do que a época. É claro que não só a questão visual, eu acho que Game of Thrones trazia muita quebra de expectativa em roteiro, de matar pessoas que a gente sentia um afeto.
Então isso hoje em dia muito mais do que a parte ali de construção, porque eu acho que Game of em sua maior parte assim, ele conseguia fazer, a série conseguia fazer com que essas coisas, que fosse sexual, que fosse de violência física ou até psicológica, fosse coerente internamente. Então parece que o universo, ele é brutal. Então não era nem só uma brutalidade estética por choque assim, da, do visual. Parecia que aquilo fazia sentido lá dentro.
Então nenhum momento eu estranhava, porque eu já entendi que aquele mundo o mundo é absurdamente chocante.
Então, sim, sim, eu lembro de uma vez que, claro, né, a galera quis tentar cancelar o George Martin. E aí puxaram como entrevista assim, tipo, ah, mas por que que você retrata a violência contra o homem, contra a mulher principalmente, dessa forma nessa obra? Isso é necessário? E aí ele falou assim, é, Eu sei que é uma obra de fantasia, mas as raízes dela são históricas. E historicamente, o homem e a mulher se fuderam, né? E fuderam uns aos outros de forma não bacana.
E a gente precisa adereçar isso usando a fantasia, ficção científica, para que isso não se repita, para que a gente, né, não se esqueça, e para a gente colorir as histórias que eu acho que a gente tem que contar. Se você ficar fingindo que os homens e as mulheres sempre se trataram fofamente, você tá inclusive, além de se imbecilizando historicamente, você tá abrindo o caminho para que isso aconteça de novo. E olha que não acabou, essas coisas continuam acontecendo, principalmente fora do Ocidente, né?
E às vezes no Ocidente, lamentavelmente. Poxa, tem dragão, gente, por que eles estão tão preocupados com É porque tem gente que só se preocupa em problematizar, mas é o que a Gabi falou, a coisa sendo bem contada, né, Gabi, existindo um porquê daquela coisa ali, você usa como um trampolim para você analisar a nossa realidade. Faz sentido?
Eu acho que isso que você falou inclusive é bem o que eu penso em geral, porque uma coisa é você colocar, por exemplo, uma violência sexual, que é uma coisa muito criticada em entretenimento, e aquilo ser vangloriado pela obra de alguma forma. Outro é aquilo, você claramente algo ruim, é o vilão fazendo, é uma cena que você sofre junto. Então realmente, para mim também não faz sentido você eliminar isso das séries, dos filmes, como se não pudesse ser mostrado, sendo que na realidade também existe.
Eu acho que para você combater, você também precisa falar sobre. É claro que com responsabilidade, não ser uma coisa, como eu disse, sabe, tô glorificando um crime, não precisa nesse sentido. Mas eu acho que ninguém fez isso.
Mas eu acho que Game of Thrones começou um pouco mais solta em relação a isso.
Solta em que sentido?
Assim, cenas de nudez, de violência, acho que começaram mais na primeira temporada.
Mais gratuito.
Mais isso, gratuito assim. E eu acho que foi mais o choque de você realmente ver isso no mainstream, né?
Lembrando que Roma já tinha feito isso antes e outras séries já tinham feito isso antes.
Sim, outras séries já, mas todas eram da HBO, né? Da HBO.
It's not TV.
It's not TV, exatamente. Já era uma coisa mais adulta. Game of Thrones já passa num horário também adulto, acho que 10 da noite de um domingo, ou seja, já não é para um público que vai estar acordado ali. E a primeira temporada eu achei que foi mais chocante. Quando você vai ver que as segundas temporadas vão avançando, a terceira e tudo mais, você vê que tem a violência, mas ela não é muito nítida. Por exemplo, você não mostra a castração do Greyjoy, mas você entende o que aconteceu.
Você não mostra as violências sexuais na Sansa, mas você sabe que acontece, entendeu?
De forma horrorosa.
Exato. Agora, por exemplo, Casamento Vermelho, você vê ali o cara esfaqueando a barriga, mas assim, é uma cena rápida. E aí você tem ali um combate aberto, os caras dando balestrada nos outros, mas não tem nada abrindo, pulando, saltando Isso você acha que a primeira temporada foi mais ousada nesse aspecto? Você acha? É, a cena que o cara, o irmão da Dracarys lá, ele quer ser rei e o Khal Drogo pega o ouro, derrete, joga na cabeça do cara e você vê que vai derretendo e aí vai fundindo.
E no final tá o cara com crânio todo dourado caindo. Poxa, aquilo ali, a primeira temporada, acho que foi tipo um pé na porta para dar um tapa na todo mundo, assim, a série vai ser isso aqui. E depois eu acho que o cara falou assim, vamos dar uma suavizada.
Eu acho que tem muito a ver também com apego de personagens, sabia? Eu acho que eles começam a ter um pouco menos de, não sei se coragem ou vontade mesmo, de, por exemplo, fazer isso com personagens que todo mundo já tá amando muito. Aí eu acho que realmente deduzem. A cena da Sansa, que foi muito criticada à época, inclusive, eu acho, como mulher, tá, eu lembro que era um close no rosto dela. Aquilo para mim eu acho que foi mais chocante psicologicamente do que se tivesse mostrado mesmo algo, porque foi muito, sabe, quando a câmera entra muito e aquilo parece que tá introspectiva até demais, sabe?
Esse personagem foi íntimo, né? Então assim, ao contrário do que fizeram com o Drogo e a Daenerys, né, que é muito mais visual, é quase pornográfico, né? Você vê o rosto dela chorando, aquela coisa horrorosa. Depois ela vai, né, se tornar dominante naquela relação, que aí vem da genialidade da personagem, da escrita. Mas entendi, essa da Sansa tem uma outra abordagem que fica muito mais assustador.
É porque dizem que às vezes você imaginar, ou você imaginar o que está acontecendo, às vezes consegue ser pior do que você mostrar, né? Do que você mostrar.
Mas sim. E A Casa do Dragão, nesse sentido, Gabi, você acha que ela tem seguido esse mesmo, essa mesma preocupação, essa mesma, esse mesmo nível de equilíbrio aí que as coisas que são necessárias para violência, sexualidade, ou também a gratuita? Como é que tá isso?
Eu acho que o lado de sexualidade em House of the Dragon não é tanto o tema, então ela não aparece tanto em tantas oportunidades como tinha em Game of Thrones. A violência existe, eu acho que é no primeiro episódio que aparece o Daemon quando ele ainda era da guarda da cidade, da patrulha da cidade de Porto Real, que eu acho que ele literalmente castra alguém também. Acho que aparece o negócio, ele sendo cortado, então Tem essa coisa, mas aí, ó, tô doente, tô doente.
House of the Dragon, eu castrei essa imagem da minha vida. Eu tenho um lado da leitora chata porque eu não acho nem que falta a cena de violência, eu acho que falta violência no roteiro. Eu acho que agora que a terceira temporada vem, mas eles seguraram muito, seguraram muito, sabe? Por exemplo, eles falam, né, os pretos e os verdes, que é interesse da família da Alicent, é, ascenda ao poder, né, e a Rhaenyra. E é, eles fizeram na série que o pilar, o livro já era, mas na série deixaram mais evidente que os pilares das forças da guerra são das mães, da Alicent, da Rhaenyra.
E eu não sei por que eles tiveram medo de construir duas mulheres fortes, ambiciosas, que têm seus Não só são mães, o que é importante. Na série, as duas são muito, sabe, boazinhas. A amizade não existia no livro. O livro, é bom dizer que é um livro de relatos e fofocas, então não tem storytelling. Sim, normal. Mas mesmo assim, é, tinham, digamos que a personalidade delas, de acordo com todos os relatos, era muito bem construída.
E a amizade delas não existia porque existia um gap de 9, 10 anos de idade. Então eles criaram isso para série, o que foi legal. Mas depois eles ficaram indo e voltando, indo e voltando com isso, sendo que o Avatar já tava ali com todos os motivos para esquentar e dragão se pegar. Então isso me irritou um pouquinho.
Peraí, dragão se pegar é negócio de furry aqui, ó.
Não nesse sentido, não, senhora, tá? Pegar nas nadas, deixa arrancar a pele. Não, nesse sentido não.
Tô brincando. Os scalies aí, ó, beijo para os scalies. É isso que chama?
Scalies, é.
A galera do cosplay aí também, ó. Os scalies e os furries aí são todos amigos.
Mas olha só, então em resumo, House of Dragons é uma história contada pelos vizinhos fofoqueiros.
Sim, pelo menos na literatura é os vizinhos fofoqueiros dando seus relatos. Aí eu vi ele fazendo isso.
Agora eu assumo que nesse primeiro episódio da terceira temporada, vamos lá, eu acho que tipo assim, House of Dragons até agora não tá me pegando legal porque eu tô achando que é muita ver a coisa acontecendo para você realmente ver a coisa acontecendo. Então vou chegar nesse ponto que eu quero dizer, é muita enrolação, é muito aí, eu ouvi dizer, eu vou lá, eu vou pegar. Aí no final você tem uma cena chocante, sabe, que foi o final da temporada, tá, o final do episódio, quer dizer, que é ou com a convidada.
Vai, ela que manda.
Ela que manda. Então no final do episódio você vê que o moleque é um merda, ele é um bostinha, sabe? Ele pega um dragão que não é nem um dragão de grande escala, o cara não sabe, deu uma pena do dragão. Eu fico com pena do bichinho, eu sou esse cara que vê o filme, pode ser o bicho 3D feito de CGI, eu sinto pena da criatura, cara.
Eu também.
E eles fazem de um jeito que você realmente sente pena, porque o bicho berra quando ele é atingido, ele sente a dor, ele é machucado. E você, cara, esse imbecil não tá tendo um cuidado e o zelo que ele tinha que ter com esse bicho, com esse animal que é histórico, sabe? Que é, você monta um dragão, meu amigo, pelo amor de Deus, sabe? E aí você vê que bicho morre no final, o garoto dá a entender que morre também. E aí você fica assim, caraca, e o moleque é um imbecil, ele toma uma atitude idiota.
Então, tipo assim, Aí você começa a ver e no final você vê pra ficar com raiva. Então me diz, Gabi, você também ficou com raiva? Que você espera chegar um negócio e quando chega não é como você quer que seja, você fica puto.
Então essa série em si meio que é, o caso do Jayce, que é esse menino, é meio que igual. Ele vai realmente pra batalha, o dragão dele realmente é muito jovem e ele é pego por um, o que se as fofocas dizem, as fofocas mais quentes dizem que realmente ele foi pego sei lá, e ele realmente afundou e foi atingido pelas flechas dos navios. Mas o que deu raiva é que a série aí foi liberdade deles mesmo, eles construíram um motivo pelo qual a Rhaenyra não estava, né, na batalha com a Syrax, né, com o dragão dela.
E aí o motivo me irritou, porque é o moleque achando que ele é melhor que a mãe dele na batalha, vai sozinho. Então eu vou ser bem sincera, na hora que ele morreu, antes de sofrer pelo dragão, quando ele morreu, tá vendo, Tá vendo? Eu sei, igual no momento eu fiquei lá, foi mandar tua mãe ficar presa, morreu.
E Gabi, vê se você concorda comigo, a cena é muito bem construída, porque quando você vê o bichinho morrendo, tu fica assim, caraca, que imbecil, caralho, que merda que você fez. E aí de repente, do nada, o garoto tá ali no lago, aí você vê assim, eita, é uma flecha nas costas, começa Ele vira o Boromir.
É verdade, coitado.
Aí ali eu vou ter que— eu fiquei feliz ali, o episódio. Eu fiquei que nem você, Gabi, aquele final me deu uma alegria. Foi pouco.
Depois eu senti pena, mas na hora que aconteceu, eu falei: tá vendo, foi prender tua mãe, foi com seu dragãozinho pequeno da tua namorada, pior ainda, menor. Complicado.
Ele é muito fofo que vocês estão falando, mas eu sou obrigado fazer o testemunho, lugar de fala, eu diria. A gente tem falado lugar de fala, que o Gabi é meu lugar agora, meu lugar de fala, Gabi. Lugar de fala de quem não viu, a única pessoa que conviveu com répteis perigosos, jacarés, sucuris e etc., foi Afonso Solano aqui no Pantanal. Vocês estão sendo muito fofos aí com o Dragão. Dragão, réptil, o réptil não tem essa fofura do cachorro não.
Se você demole, o jacaré te come. Você pode ter ele na sua casa há 10 anos, você tiver com fome, ele vai te comer. 'Então vocês estão com pena do dragão? Eu acho que o dragão tem que ser lidado de outra maneira, vocês estão achando que é um cachorrinho.' Mas ele é raro, filho lá faz outro, dragão é difícil.
É, exato.
Ainda bem que foi ela que falou, não fomos nós, senão...
Eu voto com a convidada.
Estou com a relatora. Estou com a relatora. Que mais? Outros destaques aí que eu quero destacar.
Agora, legal do episódio que eu gostei, apesar de eu também não ter entendido, ficou um pouco Ficou confuso, mas a batalha naval foi bem maneira, a cena do combate.
Por que que você ficou confuso?
É porque, tipo assim, não vai entender o que acontece com o personagem agora, que é o que tá com armadura, que é o pai do Corlys. Ele tá lutando, parece que ele tropeça, cai no mar de armadura e some. Aí tu não sabe se ele morre, se ele afunda. Pois é, cara, se você está numa batalha naval, por que diabos você vai usar uma full plate. Não faz o mínimo sentido, a não ser que ela tenha boinhas, tipo de criança, que aí você possa sobreviver.
Não faz sentido, mas foi uma cena de combate que assim, eu gostei de ver, porque eu adoro temática de pirata.
O que que você achou?
Então, o que que você achou, Gabi?
Achei a batalha muito boa, muito boa mesmo. E como eu falei, eu tava sentindo falta da guerra chegar, e essa batalha tava tava sendo esperada. Dizem que esse era o último episódio da outra temporada, que cortaram. Então assim, era uma coisa que a gente já tava esperando muito acontecer. E quando veio, veio muito bonito, por mais que eles tenham mudado algumas coisinhas, o que é normal de mudar assim. Os dragões que iam estar lá eram aqueles dos caras bastardos, sabe?
Então assim, mas não tem importância, os resultados foram iguais. E cinematograficamente, assim falando, achei que foi lindíssimo. Eles fazem algo que Game of Thrones na época, não sei se não tinha recurso, não tinha conhecimento, tecnologia, não fazia tanto, que é mostra dragão voando o tempo todo e tá belíssimo. Então eu achei muito bom, muito bom.
Acho que Game of Thrones tinha uma coisa de— vocês entendem mais do que eu sobre esse universo, mas na época do Game of Thrones tinha menos dragão, né?
É porque no Game of Thrones só tinha 3 dragões da Daenerys, sozinhos. Só.
Mas até para os lobos gigantes lá, eles seguravam bastante. O pessoal falava que eles economizavam no CGI mesmo, assim, que Eles colocavam bem pouco.
Aquela batalha que ninguém viu nada também, porque acabou o dinheiro.
Nossa, foi horrível, horrível.
E cara, poderia— eu fiquei pensando na época, né? Falei, cara, você podia ter escrito, beleza, não tem dinheiro, senhores, não temos dinheiro para fazer a batalha. Você podia escrever então de alguma forma, sei lá, em que você foca em dois personagens que durante a batalha vão parar num lugar e eles lutam entre si, faz uma luta foda entre dois caras enquanto lá fora tu tá escutando a batalha, alguma coisa assim, sabe, para ter alguma coisa em vez de você baixar.
Talvez o ponto de vista que nem eles fizeram no Cavaleiro dos Sete Reinos, né, que é dentro do Elmo, sabe, aí você pega o ponto de vista de um personagem só.
Essa trazendo o espectador.
Gabi, você acha que se você tivesse vivendo em Westeros ou alguns centenas de anos atrás Qual seria sua arma de escolha, por favor?
Nossa, vou fingir que eu não seria péssima nisso, mas eu ia gostar de ser, pelo menos eu ia gostar de qualquer coisa tipo arco e flecha, Ranger.
Eu tenho a teoria: ruiva sempre escolhe arco e flecha.
Cara, eu sou careca e eu, se pudesse escolher, eu também escolheria o arco e flecha.
Desculpa, não combina com você.
Não combina com você, mas olha só, eu descobri, mas eu descobrir que eu sou bom com arco e flecha.
Mas aqui na vida real, lá fora, na verdade, eu fiz aula de arco e flecha, eu fiz aulas durante um tempo também.
Tá vendo?
Arco e flecha.
Eu fiz como dublê para participar das novelas da Record.
Imagina, você tá lá, você tá lá, beleza, Gabi, você faz parte das arqueiras de West of the Muralha, sei lá o quê. Poxa, pessoal, vamos dividir aqui em duplas, em duplas, por favor. Vamos para floresta, vocês têm que se posicionar. "Porque tá chegando os inimigos." "Tá bom, vai ser Gabi e Rex, pronto." A pior dupla do mundo para você se esconder. Que isso, cara?
Parece uma jaca. Parece uma pessoa.
A jaca esperando para matar alguém.
Mas casa pelo lado bom, se tiver vindo inimigo, ele aparece, chama atenção e eu fujo.
Ele é o decoy, ele é uma distração enquanto você...
Agora, Gabi, vamos lá, nessa guerra você é verde ou preto?
Ah, preto, com certeza, com certeza.
Porque qual a ideologia ali que te atrai?
Ah, primeiro porque aí eu realmente sou da construção de que o primeiro rei definiu, ele nunca quis mudar, então é isso. Segundo que não pensando em tempos antigos, pensando em tempos modernos, para mim tanto faz se a mulher ou não. Então vou defender a Rhaenyra, do que tem de relatos da Rhaenyra Principalmente desde quando eu li, eu gosto dela. Alicent, você vê que assim, o pai dela, né, chegou como mão do rei no final do reinado do vô, do Viserys, né, do pai da Rhaenyra, já colocou a menina para ficar perto do antigo rei.
Então assim, é muito articulação de poderzinho assim, de cara de querer ganhar poder para família. Já acho zoado assim. Na lei da época, devia ser os verdes mesmo, porque era um negócio mais patriarcal. Mas eu vou defender a Rhaenyra, para mim tem que ser.
Sim, tem que pensar, acaba pensando com cabeça de hoje. É difícil. Quero mais destaque, só antes da gente terminar aqui, que eu tô animado.
Alguma coisa que você viu, Gabi, que você achou que vale assim o destaque para o episódio 8?
O primeiro, porque tem que ver, a gente tem, porque tem que ver.
Primeiro é por causa do que a gente já falou, a batalha e tudo mais. Tem uma morte muito impactante, já pegou spoiler se você não viu. Mas enfim, é uma coisa que eu queria comentar, que foi uma mudança que eu não Não sei o que eles vão fazer com isso, é que a menina, a Rhaena, que é a que pega o dragão que tá comendo ovelha, com ovelha, ela não tinha esse dragão na história, era uma pessoa X que não existe na série, que realmente era X, ninguém sabe de onde ela veio, que tinha.
Botaram ela na série com esse dragão, que é um dragão selvagem, ela vai para batalha e ela só faz besteira. Eu não sei o que vão fazer com essa menina, com esse dragão. Botaram ela para não ter dragão, ela não não deveria ter porque não soube controlar e só destruiu tudo ali. Tipo, qual é o sentido?
É o famosinho: "Eu vim para ajudar, não importa, e acabei atrapalhando." É isso. E a cena é muito boa. E é um dragão meio esquisito, né?
É um dragão esquisito.
Ele tem uma mandíbula para dentro.
Ele tem a mandíbula para frente assim, meio que...
Meio Godzilla do Matthew Broderick.
Não, é muito, é muito. O da frente está aqui e os outros dentes estão aqui. É uma coisa muito muito para frente.
Virou como treinar seu dragão agora. Tem vários dragões caricatos.
Como virou mesmo! Tem uma cena que inclusive tava assistindo que é exatamente igual, sabe? Quando o Banguela traz um petisquinho assim e joga para o Soluço, assim, é a mesma coisa. Joga lá a ovelhinha tosta e fala come junto. Então assim, é uma forma dele, do dragãozinho mostrar que eles estão interagindo, é que ele escolheu ela, né?
É, com tudo isso dito, te animou para essa nova temporada? Que vocês falaram meio assim da segunda aqui no Plantão Nerd, né?
Como é que você tá com isso?
Então, não, a segunda eu sempre animo. Eu gosto muito desse universo, li todos os livros que saíram até então, eu acompanho todas as séries, então eu sempre empolgo. É quando a gente lê, a gente tem um lado chatinho de falar, poxa, isso aqui mudou, não ficou tão legal. Então isso é coisa tem coisas de leitor chato, eu admito que eu tenho coisa chata.
Eu sou do teu time, tá?
Eu sou do teu time.
Mas a segunda temporada, eu acho que independente disso, desagradou muito, porque mesmo se você não tivesse lido, você sente que segurou demais, sabe? Que enrolou, enrolou, enrolou para, para como o Rex falou, acontecer um negócio no finalzinho. É porque eles realmente deixaram muito enrolado. E agora eu acho que essa terceira abriu com, pelo menos, com impacto que tinha que ter. E eu espero que daqui para frente a Rhaenyra ela venha com fogo e sangue no olho mesmo, sabe?
É para agora meter o louco e começar essa guerra de gente realmente perdendo a cabeça.
Eu acho que é isso, mesmo ela sabendo que a culpa foi do filho dela, que é idiota.
A gente defende até o final, não tem essa não. Mente, não sei, não sei. Eu sei que a Gabi é sensacional. Muito obrigado, Gabi, pela sua participação aqui.
Obrigada, gente, mais uma vez.
Volte sempre!
Valeu, Gabi, obrigado mesmo mais uma vez aí por estar com a gente. Tchau, tchau!
Me desmontou com esse estompe aí, tu virou o estompe agora, o cara chamando para guerra, né, cara? É, como é que é? Vingadores, Vingadores Assemble, em português fica o quê? Montem-se!
Avante, Vingadores!
Avante, Vingadores! Não é a mesma coisa, né? Eles mudaram no português porque assemble em português não seria reunir, reúnam-se ao meu redor, engajem-se, mas engajem-se aqui no Plantão Nerd, porque sim, estamos no momento da fofoca, sim, porque a gente, como é que é, a gente aumenta mas não inventa, exatamente, né? Aí a galera vazou sem dó o pedaço, eu diria que a parte mais importante do filme dos Vingadores: Doutor Destino, foi parar lá no Reddit, foi parar no X, exato, foi parar tudo quanto é canto.
E a gente vai opinar, é isso que a gente quer fazer, vamos opinar sobre o que vazou, porque a gente quer spoiler do que a gente vai pagar para ver. A gente quer ser surpreendido, mas a gente quer spoiler. Esse é o, essa é a dissonância do nerd.
E se você não gosta de spoiler, você não tem como fugir, porque a gente vai te dar esse spoiler É claro que tem que fugir, o cara aperta o X e vai embora daqui. Não, não vai, ele vai ficar.
É, ele quer. Então vamos lá, porque eu convido vocês a justamente ficarem, porque quando vazou a parada, um monte de vídeo fake vazou também, vídeo de ar. E tá no nível aí, a galera, que ainda mais se ele der uma disfarçada com filtro ali de coisa, pegando trailer de outros filmes, você fala que é verdade, não tem como. Então assim, o que a gente vai mostrar para vocês é até onde a maioria tá dizendo, realmente, mas tem base.
Porque quando saiu aqueles vídeos curtinhos da Marvel já dando uma liberada no que acontecer e tudo mais, e os figurinos, os personagens que chegou a mostrar um pouco, tá muito próximo, tá? E tem uma cena no trailer que eles lançaram dos X-Men, é o teaser dos X-Men, que é o Ciclope tirando o óculos e soltando aquela rajada de plasma dele dos olhos, e atrás tem um sentinela andando. Então quando você vê esse videozinho que vazou, bate com aquele que você vai ver, que o que não falta é sentinela.
E eu não estou falando de um homem de colar amarelo e capa preta, eu estou falando dos Sentinelas dos X-Men.
Finalmente, hein!
Já não apareceu sentinela em algum X-Men do Bryan Já foi no aquele, não, não, do Bryan Singer não, não, pareceu naquele, só naquele, ah, eu falei do presente, passado, né, de um futuro distante, passado do pretérito. Não, no Bryan Singer mostra na sala de guerra, isso que eu tô pensando, na sala de guerra mostra a cabeça caindo, girando, e Wolverine sai atrás, mas nunca eles enfrentaram lá fora, só naquela história de um futuro passado. Que tem os Sentinelas, que mostra aqueles Sentinelas que são os Nimrods.
É, exato, mas não é esse Sentinelas que a gente quer e que aparentemente veremos. Luciano, bota na tela pra gente, por favor, o comecinho. Mas eu quero que você—
não, me corrigindo, tem os Sentinelas também nesse filme.
Qual filme?
É aquele que tem um estádio de futebol, lembra? Do X-Men, mas ele também é do novo filme dos X-Men.
Eu me perdi nos filmes X-Men. Tem um que tem o vilão dos Power Rangers lá.
Que tem no futebol americano, que estão no estádio de futebol americano e vem os Sentinelas.
Tem os Sentinelas?
Tem, tem os Sentinelas nesse também.
Chegou uma hora que eu parei. Mas não para não, Luciano, bota pra gente, vamos dar uma olhada aí, uma primeira reação aqui, Rex, ao vivasso, vamos lá. Temos a magia ali do, que que é esse fogo verde aí, seria o fogo do, a magia do Doutor Destino?
Pode ser, pode ser, o Doutor Destino ele mistura magia com tecnologia. Ele é conhecido como o número 2 da Marvel, porque ele é o segundo melhor mago, o segundo a melhor armadura, o segundo melhor engenheiro, o segundo melhor tudo da Marvel, o Doutor Estranho.
Segundo quando tu relaxa, meu, é quando ele vem querer o primeiro ali. Essa é a brincadeira do— aí o Sentinela se levantando, parece ser o Noturno ali, o Noturno é, acho que vai aparecer ainda, né? Aí o Doutor Destino voando, aí o Capitão América, Bruce Evans cabelo comprido, Aí vamos, eles vão se levantando. Ciclope, ciclopinho.
Agora no turno, ele é a Mística. Capitão América, né? O Shang-Chi, um de casaco branco, esse homem de branco aí, o Capitão Sem Nada, Capitão Sem Nada com martelo. E aí começa, e aí começa a apagar, vazou uma cena, vazou uma cena dos grandes momentos do filme, cara.
Vamos lá, Luciano, para nessa cara do— volta lá, por favor, para na cara do Toshino, porque eu vou começar a reclamar. Você não pode reclamar disso, um trailer vazado, pixelado do filme, e o nerd já reclama. E eu não tô nem ficando Eu não tô nem entrando na seara de botarem a ideia merda de trazerem Robert Downey Jr. pro filme, já discutimos isso.
Já discutimos isso diversas vezes.
Então, com isso eu digo o seguinte: tô achando os olhinhos dele muito limpinhos, Rex.
Então, eu acho que ele não vai ser o Doutor Destino que a gente está acostumado a ver.
Contextualiza o Doutor Destino pro galera.
Porque o Doutor Destino, né, o original, né, o do universo que a gente conhece, o 616, ele é desfigurado. E aí é realmente o elmo dele é vazado, você consegue ver o olho por debaixo da armadura, mas você vê que é todo queimado, você tem ali a pele deteriorada. E um dos motivos que deixou o rosto dele mais deteriorado ainda é porque além dele sofrer uma deformidade, quando ele foi vestir a armadura, ele vestiu a armadura quente na cara.
É, ele pega ela da forja e coloca na cara para moldar. Fazia parte não só do processo mecânico, mas ritualístico também, porque o Doutor Regina é uma mistura de magia e tecnologia.
A mãe dele era uma grande feiticeira, uma cigana.
E aí vem de uma família de ciganos e lá na Latvéria. Então ele tem uma história de feitiçaria envolvendo a família dele.
Gente, calma, a gente sabe que não são todos os ciganos que são mágicos, tá? Isso é na Marvel, calma, calma.
E aí ele faz parte desse ritual, ele queima o rosto no processo. Então toda vez que mostra muito a cara do Doutor Estranho, você vê que tem uma queimadura perto dos olhos. Eu não acho que a gente vai ver isso nesse personagem, até porque tem que valer o dinheiro que gastaram, né?
Botar, tem que ter o rostinho do Robert Downey Jr.
A gente não sabe qual versão do Doutor Destino a gente tá vendo também, porque como eles tratam muito de multiverso, eu não ia ficar nisso, mas acabei ficando. Eu sei, esquece Robert Downey Jr. Super, super, super. Mas como a gente tá falando de um multiverso, a gente não sabe em que versão é essa do multiverso do Doutor Destino que a gente tá vendo. Então pode ser que ele esteja mais limpinho, pode ser que ele não esteja magoado, machucado.
Até porque você viu o filme do Quarteto Fantástico e você não tem o Doutor Destino, e o Doutor Destino é uma parte importante na criação do Quarteto Fantástico.
Por isso que é mais uma ideia mais merda ainda você apresentar ele no filme dos Vingadores com os X-Men. Mais uma vez superei. É o quê? Beleza. Sobre a nossa escolha ali de heróis para esse grande, grande momento, nós temos Shang-Chi, de um filme que, cara, eu tava empolgadaço. Shang-Chi não foi, né?
Não foi um filme fraco. Tinha que ser um filme de kung fu moderno, tinha que ter aquela pegada dos anos 70, naquele foi inspirado aquela pegada Bruce Lee, na qual ele foi inspirado. E você contar uma história ali, e você transformou os 10 anéis em 10 cock rings. Não tem como você botar aquele negócio no meio do braço e chamar aquilo de um anel.
Ficou parecendo as argolas do excelente Kung Fusão, Kung Fu Hustle, que é uma arma, né, chinesa e tal.
Sim, mas aí você bota aqueles 10 anéis sendo 10 braceletes. Olha, se fosse esse o único problema do filme, é que eles expandiram demais, fizeram meio que um Senhor dos Anéis, quiseram fazer aquela cena do meio do mato que eles estão com o carro fugindo no meio do mato, parece uma propaganda de carro, sabe? 4 rodas, motor independente.
E o Mandarim aparece no filme como um velho, porra, uma merda. O Mandarim não é o Mandarim, mas eu gosto do cara, eu gosto do ator que fez o Shang-Chi. Eu acho que tomara que ele seja tinha melhor aproveitado aqui. É um cara poderoso para enfrentar a treta que tá rolando ali.
Ele vai quebrar as argolas gigantescas.
Você nunca foi enfeitiçado por uma argola?
Não.
Prosseguindo, temos o Scott Summers. Finalmente, você acha que ele vai demonstrar nos filmes o que ele é no desenho, nos quadrinhos?
Olha, se pegarem a base dos desenhos dos X-Men 97 A gente vai ter um personagem incrível, porque isso já foi até falado em outras histórias. Tirando o Capitão América, o Scott Summers é considerado um dos melhores líderes de equipe e estratégia que a Marvel tem. Pois é, tanto que em várias situações de grupo, quem tava liderando as porradas era o Capitão América e o Scott Summers. Então, se você bota o Scott Summers nessa posição de comando, de liderança, de equipe.
Você mostra que ele é um cara que é um excelente combatente, ainda tem o poder de habilidade dele de disparar energia cinética dos olhos, mas você transforma ele no herói de campo, que é o que o personagem é.
Pois é, o que tá faltando. Temos ali, eu vi a Florence Pilger ali. Sim, é que ela é a Viúva Negra, a Viúva Branca, é a Viúva Loura, Viúva Loura. A outra é ruim, mas a outra é ruim. Tem a Florence Pugh, porque a Vilma Nega morreu, só que eu não sei mais a realidade que a gente tá, o timeline.
Então, pela história que eles apresentaram nos Vingadores, né, no, aquela alma dela, quando é morta, quando a alma dela é morta, ela realmente é morta, então ela é deletada daquela existência. Então um dos motivos que ela não voltou e nem pode ser voltar à vida e tudo mais, que ela teve que abrir mão da alma dela por causa da alma da Joia da Alma.
Entendi, entendi. É, tá, temos ela, temos Noturno, que é sempre, é sempre bom ter no time, né, um teletransportador. Sim, beleza.
Temos ali o Thor, que seria o tanker, né, o porradeiro, né, porradeiro. Não vimos o Hulk, não vimos o Hulk, não vimos de um ser grande ali forte, não vimos. Senti falta do Colosso.
O Colossus, que a gente viu foi no Deadpool, né?
Sim, sim, ali todo CGI, né? Mas você tem o Colossus, que foi o cara que realmente dos X-Men ali misturado, né? Você tem uma mistura de elencos ali. Não é, por exemplo, a Mística que a gente conhece, a Mística da Lawrence, da Laura Sapeca lá, a nova Mística, tá?
Não é a Mística da, esqueci o nome da mulher lá, cara, aquela modelo, né? Tá, você não tem, por exemplo, e ela reclamou, a Jean Grey.
Eu acho que a Jean Grey tá.
Porque eu vi a Famke Janssen, então é outra atriz.
Não, quem reclamou de não tá no filme dos Vingadores não foi a atriz que fez a Fênix, não, a Formiga Atômica lá, o Homem-Formiga. A Vispa não foi chamada.
Foi a Lily alguma coisa?
Sim, ela não foi chamada para o livro.
Eu acho que a ruiva da Fênix. É bom, tem que ter a Jean Grey, tem que ter. Bota aí, ó, quem tá aí? Vamos tirar, botar essas aí.
Vamos ver.
Gambit, Florence Pugh aqui, a Viúva Branca, Noturno.
Parece ser o Noturno.
A Mística tá com a roupa clássica branca. Noturno tá parecendo Witcher. Né, o Noturno tá atrás do Ciclope, Thor, Shang-Chi.
Temos o Capitão América, que é o fera, né? Eu acho que é o fera.
É claro, porque o Noturno tá aqui na frente. É o fera lá atrás, tá até com a espada na mão.
Acho que é o fera. Aí aqui nós temos o Shang-Chi e o Homem de Casa.
E o Capitão América, pô!
Capitão América e o Capitão América são dois capitães. É, são dois capitães. E tem um homem de jaqueta branca que esse a gente não tem ideia de quem é.
Esse homem da jaqueta branca, ele usa tipo um tênis de rapper, olha lá. Quem é esse filho da puta, cara?
Olha, saiu uma foto, não sei se o Luciano vai achar essa foto, que mostra o nome da cadeira de todos os atores que participaram do filme, que vão estar no filme, né?
Caraca, quem será esse?
Vazou a informação de que o filme vai começar Aí eu não sei como é que está certo ou não, que o filme vai começar com Tobey Maguire junto com Octopus.
Eita!
E aí o Scott Summers vai aparecer, vai rolar uma porrada ali entre os X-Men, Homem-Aranha, Octopus, por uma razão. Porque lembra que eles falam que para um mundo existir o outro tem que deixar de existir? O mundo vai acabar do Homem-Aranha, os X-Men vencem por alguma razão. E o Homem-Aranha do Tom Maguire e o Octopus desse universo são jogados para o Doomsday, né, para o Doutor Destino.
Qual a sua melhor aposta do plano do Doutor Destino para esse filme?
Cara, eu vou ser muito honesto com você, esse filme não tem plano nenhum até agora. A gente só sabe que o Doutor Destino está querendo acabar com todo multiverso. Agora, por quê?
Não tem nenhuma HQ que venha isso. Eu sei que o Doutor Destino, ele é um Ele busca poder, ponto.
Ele só busca poder. Ele só tem— o Doutor Estranho só tem dois interesses na vida, é três na verdade: buscar poder, salvar a Latvéria, né, seu grande guardião protetor da Latvéria, e tentar resgatar a alma da mãe dele.
Ah, achei que ele fosse— não, porque o Asustorm é o Namor.
É o Namor. E resgatar a alma da mãe.
Ela tá no inferno?
Isso. É um dos motivos inclusive que ele ganhou muito poder. Tipo assim, a mãe dele foi—
ela meio que abriu alma para ele ganhar poder.
Tem?
Não, a mãe dele fez para proteger o filho, não sei o quê, ela meio que invocou um poder sobrenatural, e aí a alma dela foi tragada para o inferno. E aí todo ano ele tenta fazer o ritual para salvar a alma da mãe dele, só que toda vez que ele faz ritual, ele se torna menos desejado e querido pela própria nação dele. Então é uma moeda de troca, entendeu, cara?
Pode ser isso aí que eles vão usar. Manejar o Doutor Destino, de que tudo que ele quer, ele quer talvez destruir. Tô filosofando contigo, destruir o multiverso. Dessa forma ele consegue acumular poder para poder fazer o ritual, para poder deixar a mãe dele no inferno.
É o Mefisto. E aí o Mefisto já apareceu naquela série que ninguém viu, da Coração de Ferro. Ninguém viu, entendeu?
Horrível, tadinha da Coração de Ferro, horrível. Personagem péssima. Outra personagem péssima que não apareceu, graças a Deus, foi a Capitã Marvel, né?
Ninguém quer, ninguém quer. É um personagem que não funciona porque é um personagem que tem tanto poder, tanto poder, exageraram tanto no poder que ela tem, que tipo assim, até na própria cena dos Vingadores eu falo isso, a cena final do filme quando todas as mulheres se unem ali, né, para tentar fazer um negócio. Cara, ah não, ela não está sozinha, ela tem a gente. Não, ela está sozinha porque ela é superior a todas aquelas ali.
Ela não precisa de ajuda de ninguém. Ela inclusive poderia ter pego a manopla, colocado, ela tem poder de absorver energia, ela absorveria energia da manopla, entendeu? Instalaria o dedo, a gente não teria perdido o nosso Tony Stark.
Pra mim é muito icônico que a galera ficou de saco cheio dela, e quando ela vai tentar lá arrancar a manopla do Thanos, ele soca ela pra fora do filme. Ela não volta mais.
Acho que ela tomou um soco nesse filme, ela parou no outro que ela tava fazendo, foi parar numa comédia romântica, sei lá.
É, não sei. Olha, queremos mais Jim Gray, queremos vampira, tempestade, tempestade, porra, não teve tempestade ali. Mas aí a Halle Berry, qual o problema? Não, tô falando assim, é porque, cara, vou te falar, e de novo prometo que vou fugir da ideia do Robert Downey Jr., Doutor X. Esse filme, ele, como muito do que se tornou a Marvel, ele me parece um grande fan service. É só fan service atrás de fan service. É, são, parece aquele filme de comédia que não tem uma história.
Eu tava vendo o Harlan Williams, que é um comediante que eu gosto muito, falando sobre isso. Cara, os filmes de comédia antigos, antigos tô falando, pô, década de 90, começo de 2000, não sei, anos 80 Eles eram filmes engraçados, mas eles tinham uma história. Quem vai ficar com Mary? Você vai seguindo, sabe? Aquele cara, você tá torcendo para ela ficar com ele porque ele é o mais legal dos caras. O Virgem de 40 Anos, entendeu? Um cara, coitado do cara.
Tô dando, só citando alguns assim. Os filmes de comédia novos, a maioria deles parecem vários sketches colados com um fio muito puído de história. E a Marvel, ela tá se tornando isso, tipo, é um monte de fanservice. Ah, vamos botar esse personagem para dar porrada nesse cara aqui. Eu acho maneiro também, eu gosto de ver porradaria de super-herói, super-heroína.
Ah, porra, eu invoco o Borgo essa hora que fala: eu sou fã, eu quero fanservice.
Você aceita? É você que financia.
Eu aceito, mas eu quero que seja bem feito. Eles não explicaram nada até agora.
Tá parecendo bem feito.
Não, eles não estão explicando nada até agora, do que é o Doutor Destino. É um bando de roleta russa de personagens soltos por enquanto.
Então tenha medo, tenha medo, tenha muito medo, senhoras e senhores. Rex, antes das recomendações finais aqui no Plantão Nerd, a galera quer saber mais sobre você.
Quero ficar grande como Rex, eu recomendo então 3 coisas para você que acompanha esse programa cheio de testosterona. Primeiro, nos acompanhar nas nossas redes.
Isso, apareceram aqui ao longo do programa.
Para você ir lá e acompanhar o nosso trabalho de perto. Segundo, acompanhe que você compra os seus suplementos com a Growth Supplements, que é uma das melhores do Brasil, e eu sou um dos atletas dele. Então use o cupom OHEX. E se você também quer ficar além, pegue os seus manipulados com a Oficial Farma, e aí você também usa o cupom HEX. E você, Solano, onde a gente vê um pouco mais de você e todo o seu talento, seu bigode?
Cê sabe que eu gosto de super-herói, né? Gosto de coisas aí da ficção científica, da literatura, dos quadrinhos. Então eu tô sempre lá no Matando Robô Gigante, tanto aqui no YouTube quanto lá no Spotify. E eu estou também no Bunker X, onde por acaso estou com a camisa do Bunker X, tá? Vocês dão um pulinho também aqui no YouTube, também lá no Spotify, para falar de alienígena, conspiração, religião, história, etc. E também a minha lojinha de camisetas do do Bunker X, o endereço é muito fácil: camisadealien.com.br.
Camisadealien.com.br. Olha aí, não tem nome melhor para uma loja de camisa, você compra, você se veste bem, né?
Aproveitando que você já está no comando, eu te pergunto: o que você recomenda para nossa audiência ver? Qual a sua sugestão?
Pois é, olha, eu vou recomendar que a galera assista, se vocês ainda não estão assistindo, uma pauta que a gente vai em breve fazer que com o Vilela, porque ele gosta muito também da série From. From aqui no Brasil tá como A Origem, tem na Globoplay, se me lembro bem. E ela conta a história de uma galera, de diversas pessoas que ficam presas numa cidade meio anacrônica, no sentido de que tem coisas nessa cidade que parecem de 200 anos atrás, tem coisa que é de 50 anos atrás, é uma cidade meio biruta assim, meio mágica.
E à noite vêm criaturas da floresta que querem matar todo mundo. As pessoas têm que ficar escondidas em casa e tem um mistério. Ela lembra muito Lost, para o bem e para o mal. A gente não sabe se vai ter mal ainda, se vai acabar como Lost, mas ela é muito intrigante, vale a pena. Os atores são muito bons, as atrizes sensacionais. É uma recomendação.
Fiquei curioso, fiquei com vontade.
Curiosity. E quem ficou curioso mais coisa? Fiquei, faz aí, dá uma recomendação.
Bom, já que falamos tanto de testosterona nesse programa, né, tivemos Lobo, Conan, né, Dragões. Então eu venho indicar para vocês uma série que tá na HBO, né, na HBO, que a gente até comentou aqui, que é Primal. Tem todas as temporadas lá, vai entrar uma nova agora em breve. E cara, vale muito a pena para você já começar a aquecer os seus motores para saber o que esperar de Conan.
Exato, muito sangue, muita tripa, gente queimada, magia, tem gente forte, dinossauro.
Você não precisa de mais.
Não tem, não tem mais nada que você precisa. Então flexiona aí enquanto as pessoas— eu tô com casaco, não dá para ver a minha musculatura. Até semana que vem, continua flexionando. Obrigado, aqui no Plantão Nerd.
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