005 - O INIMIGO INVISÍVEL DO ARANHA + DC NO CINEMA + TOY STORY 5
AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do GUSTAVO CUNHA, do PEDRO BORGES, do LUÍS SELLARI e do MATHEUS JUCINSKY , as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Se o Vilela fosse um super-herói, seu superpoder seria passar piolho para os vilões.
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AFFONSO SOLANO:Que macacada é essa, DC? Série do gorila Grodd? Vai ter agora a Lanterna Verde em Yellowstone? Eu não tô entendendo mais nada, o futuro da DC está com muita turbulência, Rex.
TIAGO REX:É por isso que nesse Plantão Nerd aqui no Inteligência Limitada nós falaremos sobre essa e outras notícias Sim, e eu, Rex, estive esse final de semana com os heróis da DC no evento da Supergirl que foi no Rio de Janeiro, no Museu da Manhã, e eu vou contar um pouquinho de como é que foi isso para vocês.
AFFONSO SOLANO:Vamos falar também sobre o inimigo invisible, invisible enemy do Homem-Aranha: Um Novo Dia, falar sobre Toy Story também, brinquedos, macacos e lanternas no Plantão Nerd de hoje.
TIAGO REX:Tudo aqui.
AFFONSO SOLANO:Tchau, tchau, tchau, tchau! O novo trailer de Homem-Aranha: Um Novo Dia traz um mistério. Eu não estou falando do retorno de Jake Gyllenhaal, não. Um inimigo invisível ou telepata ou fantasminha O Rex Parker, tá mais pro Venom, né? Mas quem que vai ajudar a gente a resolver?
TIAGO REX:Então, para ajudar a gente a teorizar, né, esse novo vilão, estamos aqui com Gustavo Cunha, direto do Plantão Nerd, para nos ajudar a encontrar essa resposta.
AFFONSO SOLANO:E aí, Gustavão, como é que você tá? Bem-vindo de volta!
GUSTAVO CUNHA:Tudo certo, prazer estar aqui com vocês de novo. Vamos falar sobre o Cabeça de Teia.
AFFONSO SOLANO:Você tá com casaquinho quase vendo. Eu gostava quando Venom, ele mudava de roupa, o simbionte só fazer um casaquinho para ele, né, com um capuzinho e tal.
TIAGO REX:Meio bizarro, né, porque ele é meio gelatinoso, então o cara fica com uma roupa meio de látex o tempo inteiro.
AFFONSO SOLANO:Ela ficava meio nojentinha.
TIAGO REX:Com certeza.
AFFONSO SOLANO:Isso, olha lá, ele podia fazer. Agora, o Tiago, o Tiago, de um cara que é muito forte, quando ele vira super-herói chama muita atenção, não tem condição.
TIAGO REX:De spandex?
AFFONSO SOLANO:É, não, tem que ser um cara mais, um físico meio—
GUSTAVO CUNHA:Quanto mais forte, menos roupa o herói usa, quando ele se transforma.
TIAGO REX:Olha o He-Man aí, o Conan.
AFFONSO SOLANO:Eu ainda desconfio que se o Rex se transformasse em super-herói, ele ia tentar usar só máscara, de alguma forma, ele ia só de sunga vermelha, uma máscara do Homem-Aranha e meias.
TIAGO REX:Meias? Quando você tá de meias, você tá totalmente pelado.
AFFONSO SOLANO:Um borrão, exato. É, mas não tem nem borrão no trailer do novo Homem-Aranha, hein, Cunha? A gente, ele abre lá o tanque, né? Vamos ver, Luciano, você consegue botar um trechinho do trailer para gente, né? Tem um monte de coisa acontecendo, a gente falou por alto, mas quando ele abre lá o tanque de lado, tem uma véia lá dentro. E, meu irmão, o que tava na véia ali, uma entidade, sei lá, ou controlando ela, passa para o policial, depois passa para o cara lá em cima Cunha, o que que tá acontecendo?
GUSTAVO CUNHA:Eu não faço a menor ideia, cara, mas a gente tem alguns personagens escondidos nesse trailer, né? Tem vários personagens que eles colocaram, botaram, colocaram lá o Escorpião, colocaram Lápide, colocaram um monte de gente para desviar a nossa atenção enquanto que eles estão escondendo as bolachinhas mais gostosas do pacote, né? Então a gente tem, a gente tem essa vilã da Sede 5, que a gente não sabe se é uma vilã exatamente, não sabe quem ela tá interpretando. Talvez seja Jean Grey, talvez não. Eu acho bastante óbvio ela ser a Jean Grey. Então eu acho uma apresentação meio estranha colocar ela no filme do Homem-Aranha.
AFFONSO SOLANO:Mas enfim, né?
GUSTAVO CUNHA:Pois é, esse filme tem vários pedacinhos dele faltando ali no quadro geral. Por exemplo, a gente tem o Tentáculo, que não é uma organização que o Homem-Aranha costuma enfrentar nos quadrinhos. Ela é muito mais mais ligada no Wolverine, no Demolidor. Isso inclusive, no caso do tentáculo, isso é uma bola quicando ali na frente do Gold que o Demolidor vai aparecer, né? Só não falaram nada disso. Tem até alguns arcos dos quadrinhos em que os três, é o Demolidor, o Frank Castle e o Homem-Aranha, estão juntos. Então isso é uma coisa que tá sendo escondida. A outra coisa é esse vilão misterioso que consegue controlar essas pessoas. Eu não sei se eles vão estar ligados de alguma forma, se vão ser duas coisas separadas, né? A gente tem, como eu disse, tem o próprio, o próprio, a criatura que comanda o tentáculo nos quadrinhos, né, que é chamado de A Besta, né, The Beast. É uma criatura que vai tomando The Number of the Beast, que vai tomando conta do corpo das pessoas, das pessoas que vão liderar essa organização. Então talvez possa ser.
AFFONSO SOLANO:A galera tá vendo aí, pois é, o que o Cunha tá falando, ó, tá passando de uma pessoa para outra. Rex, você conhece enciclopédia não humana de quadrinhos? Quais são os heróis ou vilões aí, como Cunha falou? Será que a Jean Grey tá junto? O que que é?
TIAGO REX:Então, levando em consideração que o Cunha falou, é por ela ser ruiva, as pessoas estão estipulando que ela seja talvez a Jean Grey. Eu não sei se é o melhor jeito de você colocar um herói da Marvel nesse universo do Homem-Aranha, até porque os X-Men até chegaram a ter participações com Homem-Aranha, mas principalmente o Wolverine, né? Quando eles até assumiram Quarteto Fantástico por um período, né? Foi Wolverine, a Mulher-Hulk, o Homem-Aranha e o Motoqueiro Fantasma. Então você tem ali—
AFFONSO SOLANO:botar o Motoqueiro Fantasma no teu grupo é sacanagem.
TIAGO REX:Não, pois é. Mas o que acontece, aquela galera ali daquele do meio, né, do subúrbio americano, você tem os principais, que é o Homem-Aranha, o Demolidor, o Justiceiro, o Motoqueiro Fantasma.
AFFONSO SOLANO:Motoqueiro Fantasma não era de subúrbio, desculpa. Ele é, ele é um herói cósmico, cara.
TIAGO REX:Sim, mas ele começou naquela coisa de religioso, cidade Nova York, né, andando de moto por ali.
AFFONSO SOLANO:Ele sim é o Bruce Dickson.
TIAGO REX:Exato. Eu acho que talvez se você pegar o universo do Homem-Aranha, poderia ser a Meredith Foide, que ela também tem alguns poderes psíquicos.
AFFONSO SOLANO:Quem é essa?
TIAGO REX:Meredith Foide, ela é uma inimiga do Demolidor.
AFFONSO SOLANO:Meredith Foide?
GUSTAVO CUNHA:É um nome terrível, né, para um personagem. Nome horrível.
AFFONSO SOLANO:Parece Star Wars isso, se fudias, ponte do cu.
TIAGO REX:Mas ela também tem os poderes psíquicos. Agora, o personagem ali que a gente vê lembra muito aquele filme do Denzel Washington, Possuídos, né, The Fallen, que é, ele vai passando de corpo para corpo.
AFFONSO SOLANO:É muito maneiro esse filme.
TIAGO REX:E aí vilões que têm essa habilidade são poucos. Por exemplo, se a gente tá falando do universo ninja da Marvel, ele poderia ser o Ogum, que é um inimigo do Wolverine e que ele passa de corpo para corpo E ele usa, tem um lance da máscara vermelha, que é um Oni, né, que é um demônio, que a alma dele fica aprisionada ali. Em algumas cenas do trailer você consegue ver uma máscara vermelha em alguns símbolos espalhados, né?
AFFONSO SOLANO:Tá.
TIAGO REX:Não sei se tá associado direto com ele, mas se você pegar o conceito da máscara vermelha, seria o mais próximo. Ou então o Shadow King, né, o Rei das Sombras, que também é um inimigo psíquico que entra de corpo em corpo, né? Ele também é uma manifestação de poder dessa forma. Só que tudo isso são muito inimigos dos X-Men. É o inimigo do Wolverine, é o inimigo dos X-Men, inimigo do Xavier. Então você botar um ser psíquico ali contra o Homem-Aranha, ou eles estão expandindo muito o universo e resolveram assumir isso, né? Vamos mostrar aqui, dar uma pinta que tem os X-Men, que tem outros inimigos, vamos expandir esse universo para sair dessa cidadezinha do Brooklyn, Nova York, ali aquele meio.
AFFONSO SOLANO:Ou o inimigo novo No trailer, acho que no primeiro trailer, hein, Cunha, hein, Rex, você tinha uma ruivinha no metrô, né, que a galera fala. Não, você tinha a vampira no metrô, uma mina com o cabelinho com a faixinha branca tradicional, e ela aparece muito rápido. Eu não sei se vocês chegaram a ver essa parada. Aí teve gente falar, isso é um ônibus, isso, exatamente, vocês são ônibus, um táxi, um ônibus. E aí o pessoal falou: não, é só um easter eggzinho. Tem gente falando: não, é porque, pô, já vai dizer que os X-Men estão surgindo. Pessoalmente, eu confesso, já falei algumas vezes aqui em outros programas, eu tô muito perdido assim, porque na minha cabeça, inclusive de quem escreve, a estrutura que poderia ter trazido os X-Men, ela já passou esse trem para rimar há muito tempo. Primeiro, eu achei que eles iam fazer isso lá na Feiticeira Escarlate. Quando a mulher no final reescrevesse a realidade, que nem ela fez nos quadrinhos, para quem leu sabe, passou esse trem. Aí Mefisto, será que o Mefisto vai fazer o desejo lá do— também não foi. Aí veio o Homem-Aranha com o Doutor Estranho, falei, pô, é agora, ele vai reescrever a história e aí vai dar umas ziquezira. Não foi. Será que na hora que quando eles trazem de volta as pessoas com a luva do Thanos 'Você trouxe as pessoas e deu uma ziquezira no DNA dos seres humanos, eles começam a mutação, começa assim, olha que foda que ia ser.' Não gostou da minha ideia? Eu tenho várias ideias. Também não foi. Aí eu falei: 'Agora é no Quarteto Fantástico.' Olha como é que eu sou otário, eu fico pensando, eu fico aqui. 'Agora é o Quarteto Fantástico, que porra, eles vão vir para nossa realidade, na realidade vai ter um reset, na realidade deles vai ter mutante.' Também não foi. Cunho, o que que sobrou?
GUSTAVO CUNHA:Sobrou As Guerras Secretas só, na minha opinião, que é o próximo filme depois de Vingadores: Doomsday, que é quando a realidade toda vira uma colcha de retalhos. E no final das contas, os heróis obviamente conseguem fazer um reboot do próprio universo, e esse universo ele volta levemente diferente, né? Tanto que o Miles Morales pulou do universo Ultimate para esse universo meio, meio nos quadrinhos. E eu acho que eles vão fazer isso quando esse universo for reconfigurado. Depois de Guerras Secretas, a gente vai começar a ver esses pequenos indícios do Gene X surgindo aqui, ali. Pelo menos é o que eu faria, né? Porque eles perderam, como tu disse, várias oportunidades, inclusive no filme dos Eternos, porque os Celestiais plantaram os seres humanos aqui no nosso planeta. Nos quadrinhos, pelo menos, né, uma parte deles, desses seres humanos, se desviou e O Diogênio X foi criado e ficou incubado durante muito tempo, e aí depois uma série, e assim foi indo. Então os caras perderam várias oportunidades de fazer isso.
AFFONSO SOLANO:Até acho que perderam dinheiro também.
TIAGO REX:Mas Cunha, olha só, você mencionou Guerras Secretas, só que tipo assim, tiveram várias Guerras Secretas, né? A primeira, que foi a principal, tinha o Beyonder, né? O Planeta Guerra, né? O Mundo Batalha.
AFFONSO SOLANO:Explica pra galera como é que foi essa primeira Guerra Secreta.
TIAGO REX:Foi um FC que uma entidade cósmica chamada Bionda pega os principais heróis e vilões e coloca eles num planeta batalha. E lá o ganhador, né, do UFC Marvel, ele teria um pedido seu realizado, porque o Bionda era uma entidade cósmica que pode tudo, tá? E é até aí, até nessa fase que o Homem-Aranha tem contato a primeira vez com o simbionte que vem a ser o Venom. Então, tipo assim, só que tiveram outras guerras secretas. Isso acaba confundindo, porque assim, você mencionar guerras secretas e você tentar trazer isso para incorporar, acho que talvez, como Cunha falou, seja a única solução.
AFFONSO SOLANO:E tem invasão secreta com os Skrulls também.
GUSTAVO CUNHA:Origem secreta tem tudo, né?
TIAGO REX:Agora, Cunha, a gente viu que no filme do Homem-Aranha, mas assim, no filme A gente talvez, já que vem o que o Cunha falou, a gente vai mostrar ali a Axis, que é a empresa do Mister Sinistro, do Senhor Sinistro. E ele tem uma obsessão muito grande com o Scott Summers e a Jean Grey, que deles ele acha que dá para gerar o filho perfeito, né, evolução perfeita da espécie, tudo mais. E a Axis aparece, a Jean Grey aparecendo. Mais uma vez, será que isso já não é criando o caminho ali para você trazer os X-Men numa nova formação, novos atores? O que que você acha, Cunha?
GUSTAVO CUNHA:É, talvez, é, eu acredito que talvez se isso acontecer ele pode ser a pessoa que vai revelar pela primeira vez a existência do gene X, né? Porque é o Nathaniel Essex, ele é um geneticista lá dos tempos do Darwin, né? Foi transformado pelo Apocalipse, mas é um cara que tem tanto background que eu não sei, cara. Os caras, a impressão que eu tenho é que os caras estão colocando até a pia da cozinha nesse filme do Homem-Aranha.
AFFONSO SOLANO:É muita coisa.
GUSTAVO CUNHA:O último foi assim também, né? Eles colocaram um monte de gente, conseguiram resolver de uma maneira satisfatória, mas é que são tantos elementos, são tantas coisas estão sendo mostrados no trailer, e tem tantas coisas que a gente enxerga que eles tiraram dos trailers Né, como a questão do Tentáculo, né, essa criatura misteriosa que tá tomando conta das pessoas. Tem toda a questão da mutação do Peter Parker, que por si só poderia dar um filme, né, da que vem daquela, daquele arco dos quadrinhos do Outro, né, quando ele vai mudar para uma coisa diferente. Do J. Michael Straczynski, quando ele começa a abordar aquelas coisas do Totem da Aranha, né, daquela coisa mais mística, que aí ele vai se transformando. É muita coisa para um filme só, né? Eu não sei como os caras vão, não sei se eles, eu não sei que eles estão pensando, né? Tomara que eles consigam acertar isso de uma maneira que faça sentido.
AFFONSO SOLANO:Pegando esse fio aí que você lançou, Cunha, da mutação, já que mutação é o possível tema aí do Aranha, você acha que eles vão entrar nessa onda de lançador de teia orgânico de uma vez por todas? Vai substituir o lançador de teia?
GUSTAVO CUNHA:Pois é, cara, essa é a pergunta de 1 milhão de dólares, né? Porque o primeiro Homem-Aranha, o do Sam Raimi lá, né, do Tobey Maguire, era uma teia orgânica. Depois disso, os outros vieram com teias construídas. Eu gosto das teias com os aparelhos porque é uma forma de mostrar que o Peter Parker, ele não é overpower, né? Ele não tem essas coisas mais, como eu vou dizer, ele não é super, super mega poderoso. Ele é um garoto, ele é um menino que é extremamente inteligente, que é um gênio e que consegue construir com os recursos que ele tem essas traquitanas todas. Eu gosto muito mais do conceito dos lançadores do que do conceito da teia orgânica. É meio nojento a teia orgânica, vamos convençar.
AFFONSO SOLANO:Cara, vou te falar que eu acho que eu sou da opinião impopular. Eu amo a teia orgânica, sempre curti, sempre achei melhor. Quando o James Cameron queria fazer o filme do Homem-Aranha com o Leonardo DiCaprio, ele queria fazer até orgânica. É porque eu gosto, gosto dessa coisa do terror, do body horror, né, da pessoa que realmente sofre uma mutação a esse nível e tal. Mas eu entendo ao mesmo tempo esse apelo que o Cunha e o próprio Stan Lee, a turma toda, né, que tava lá envolvida, criou. Porque você, você também coloca uma dificuldade no personagem. A mutação não foi conveniente. Ela: "Opa, eu grudo, eu sou forte pra cacete, tenho senso aranha, mas não solto teia, então eu vou ter que fazer um negócio aqui." Então eu fico dividido, mas enfim, eu fico me perguntando se eles vão por esse caminho depois, ele vai se transformar de vez e vai soltar.
TIAGO REX:Mas vamos ser honestos, você atribuir, por exemplo, o Homem-Aranha em combate perder a teia, o que é muito comum, estourar, perder, ele ter que se virar com uma outra solução, isso é muito legal. Agora, você associar isso a um problema de estresse, uma bruxura, né?
AFFONSO SOLANO:Eu também gosto.
TIAGO REX:Eu não me concentro. Veja bem, Mary Jane, não é assim, é a primeira vez que me acontece. Eu acho isso muito ruim.
AFFONSO SOLANO:Não, mas pera aí, deixa eu defender esse lado também. Deixa eu defender a bruxada do Aranha. O Venom, ele solta teia aqui de cima, né, do punho, e a teia dele é orgânica. Tanto quando o Homem-Aranha usou o uniforme, né, nos quadrinhos, ele usava teia orgânica. E tem uma história lá do Homem-Aranha, acho que nos primeiros grandes combates, que ele consegue cansar o Venom justamente por isso, porque ele faz o Venom ficar soltando teia, teia, teia até agora acaba— Acaba a teia do Venom! Vocês lembram dessa parada?
GUSTAVO CUNHA:Mas como é que não vai acabar? Todos nós passamos por isso.
TIAGO REX:Todos nós já passamos por isso.
AFFONSO SOLANO:O flow fluido acaba, exato. Nem precisa cansar muito... Tem que cansar.
TIAGO REX:Ou seja: 3 swingadas no prédio e acabou o espetáculo.
AFFONSO SOLANO:É isso, é meio que é melhor que seja uma swingada longa naquele guindaste. E olha, a gente tá falando muito sobre essa quantidade de personagens, vilões aí, talvez exagerada. Costumava ser um argumento, né, de que o filme ia ser bagunçado no começo ali. Eu diria que na década de 90 ali, né, quer dizer, o O Tim Burton fez isso com Batman: O Retorno. Acho que todo mundo aqui concorda que é excelente, né? Mas o Batman perde protagonismo. Ele já tinha perdido protagonismo por Jack Nicholson, Coringa. No Batman: O Retorno, apesar de eu achar que ele brilha mais, o Coringa, o Pinguim e a Mulher-Gato e o Max Schreck, né, roubam também um pouquinho da cena. E aí nos próximos filmes que convenhamos, são bem fracos comparados ao do Tim Burton, ficou mais bagunça ainda, né? Veio Charada, veio Duas Caras, Mr.
TIAGO REX:Freeze, everybody cool, everybody cool.
AFFONSO SOLANO:E aí eu lembro que por muitos anos, hein, com o Enrex, a galera falou assim: porra, tem que ter menos vilão. Mas eu acho que não é um problema, não é a quantidade de vilão, problema é como que você balanceia essa quantidade de gente. Queria saber o que que vocês pensam disso, começando pelo Cunha.
GUSTAVO CUNHA:Até eu acho que inclusive o próprio Homem-Aranha 3, né, do que teve muitos vilões, né, teve Sandman, aí teve Venom. Então eu acho complicado porque é na medida que a gente, na medida que a gente começa a espalhar demais a história para outros personagens, a gente tem que dar background para eles, né, tem que contar, tem que desenvolver eles. Quando a gente tá perdendo tempo desenvolvendo vários personagens a gente perde a oportunidade de desenvolver o nosso protagonista, que é o mais importante, né, que é a história que realmente bate junto com o público, né, com quem o público vai se identificar. Então esse é o grande risco, é de deixar o Peter Parker sendo quase um, sei lá, um coadjuvante no próprio filme, entendeu? No próprio filme, é, essas questões da mutação dele, de repente vai passar reto Como é que vai ser? Como é que ele vai lidar com tudo isso?
AFFONSO SOLANO:Como é que vai transformar o Peter Parker? Sim, de certa maneira, hein, Rex, no filme recente do Homem-Aranha lá, que tem, que é o mais recente, é o do Doutor Estranho, né, que tem de novo, tem o Electro, tem o Homem-Areia, tem o Lagarto, tem todo mundo, o Duende Verde e tal, e tem outros Homens-Aranhas. O Homem-Aranha do Tom Holland ele fica de escanteio, mas é um escanteio que é irrelevante, é relevante para caramba, ele consegue brilhar ali ou não? Você achou que tipo, ah, ali?
TIAGO REX:Não, acho que o filme do Homem-Aranha com o Doutor Estranho, ele mostra ali todo mundo, apesar de ter muita gente, todos têm o seu destaque.
AFFONSO SOLANO:Então, aí eu acho um bom equilíbrio.
TIAGO REX:E acho que foi bem equilibrado. A minha preocupação só, e aí eu pergunto para o Cunha, é que o diretor do filme falou assim: vejam esse filme do Homem-Aranha como se fosse o último. E aí, o que você acha que quer dizer essa mensagem?
AFFONSO SOLANO:Que ele quer viajar com a Zendaya?
TIAGO REX:Acabou o contrato, não vai ser mais o Homem-Aranha, tá velho demais para isso. Porque até o Tom Holland falou assim: poxa, esse garotinho aqui que fez aquele filme, aquela série Adolescência, tá, daria um bom futuro Peter Parker. Ou seja, ele já tá passando o manto, já é o fim do Homem-Aranha que a gente conhece nesse novo MCU. Né, esse novo Homem-Aranha. Que que você acha dessa informação?
AFFONSO SOLANO:Pode ser o Miles Morales, galera.
GUSTAVO CUNHA:Talvez seja o Miles Morales. O próprio Tom Holland deu uma entrevista agora recentemente que ele disse que se daqui alguns anos ele continuar sendo o Homem-Aranha é porque alguma coisa deu muito errado. Eu acredito que muitas coisas vão mudar depois das Guerras Secretas, né. A gente vai ter personagens que vão ser obviamente substituídos. Eu acho que invariavelmente a gente vai ter um novo Homem de Ferro, a gente vai ter, eu não sei, um novo Thor, a gente vai ter todas essas mudanças. E eu acredito que o Homem-Aranha possa mudar. Inclusive, Afonso, quando falou a questão do Miles Morales, seria uma transição muito bacana a gente ter o Homem-Aranha do Tom Holland, passar para o Miles Morales, para que o público possa se desintoxicar, né, ter, dar aquela, esquecer um pouco o apego emocional ao Tom Holland, né, deixar ele só como uma coisa que a gente gostou muito e tudo mais. Para depois trazer um novo Peter Parker com esse Miles Morales ali no meio para dar essa imprimida, sabe?
AFFONSO SOLANO:Perfeito. Quem não leu os quadrinhos do Miles, eu recomendo também os jogos, jogos do Homem-Aranha, que tem um inclusive que é especificamente do Miles Morales, que é um DLC, se eu me lembro bem. E ele adapta essa transição entre aspas, né? É uma coexistência. Para quem não sabe, o Miles, ele coexiste ali com o Peter, tem toda uma É uma passada de bastão, mas eles coexistem, mais ou menos como aconteceu na época do Aranha Escarlate. Os dois têm o seu espaço e tal. Só que eu acho que, diferente do Escarlate, que era um clone, o Miles, ele tem, apesar do Miles ser uma cópia do Homem-Aranha, não tem como a gente negar isso, é uma versão diferente, ele tem a sua própria identidade, ele tem sua origem, ele tem os poderes um pouquinho diferentes. É uma coisa que eu acho, né, eu acho que o público gosta muito disso porque não pareceu forçado. Foi uma coisa: "Olha que bacana, aconteceu isso aqui, esse molequinho agora tem o manto também." Eu ia até te perguntar isso pra você, Cunha.
TIAGO REX:O próprio Miles Morales, ele tem uma história de um outro multiverso, né? Ele é um personagem que foi inicialmente de um outro universo onde o Homem-Aranha já havia falecido, né? E aí ele assume esse manto. E aí eu te pergunto, Cunha, já mostrou o Miles Morales na animação do Aranha Verso, né? Dois filmes já mostrando ele, já tem um terceiro para ser feito também. Dá para ir no próprio desenho, tem aquela coisa de você ver os atores no multiverso, chega até a mostrar uma versão dele live action, né, aprisionado ali.
AFFONSO SOLANO:Nem lembrava disso.
TIAGO REX:Tem, que é inclusive o ator que fez, que ele acaba fazendo uma participação no filme do Homem-Aranha 2, que é o cara que—
GUSTAVO CUNHA:sim, é o Glover. Não, como é que é?
AFFONSO SOLANO:Isso, porque ele ficou muito velho. Era do Community, que fez o Lando Calrissian em Han Solo. Exato, ele mesmo.
TIAGO REX:Mas já tá velho, tava muito velho. E ele tava muito velho, tanto que ele faz uma participação no Homem-Aranha 2, que quando o Homem-Aranha impede ele de fazer um assalto, ele fala: pô, não, tem tem um sobrinho que curte muito você, já dando.
AFFONSO SOLANO:Mas esse é o tio do—
TIAGO REX:é o tio que é na verdade aquele vilão, o Garra Roxa. Como é que é? Eu acho que é o Gatuno, em português é alguma coisa assim. E aí já tava ali cogitando que ele ia, seria, mas ficou velho demais. E aí inclusive eles têm, sai um vídeo que mostra aquele garoto Lucas do Stranger Things. Puta, esse moleque tinha tudo a ver com o nome dele, é Caleb McLaughlin, uma coisa assim.
Donald Glover:Esse é o Donald Glover, ó, que a galera tá vendo.
AFFONSO SOLANO:Exato, esse é o clipe dele lá doidão e tal.
TIAGO REX:E o Caleb, que faz o Lucas Stranger Things, tem um vídeo dele treinando os movimentos de acrobacia que vazou na internet. O pessoal falou: pô, será que isso já é um indicativo? Já estão preparando ele para ser o Miles?
AFFONSO SOLANO:Luciano, bota o Caleb aí do Stranger Things. Ele tem, cara, ele é carismático, ele é maneiro.
TIAGO REX:Isso, ele é bom. E aí eu te pergunto com essa: será que já estão mostraram ele na animação. Você acha que esse filme já vai abrir portas, né, ou não, para mostrar talvez nesse multiverso ou não o novo Miles?
GUSTAVO CUNHA:E eu acredito que não, cara, porque pensando assim, eu sempre penso em termos de organização, né, que seria mais um elemento para os caras, que não pode falar no Miles Morales e de novo só citar o nome dele seria um problema. Assim, quando foi tipo a primeira vez a gente fazia, está tudo certo, mas fazer uma segunda vez, eu acho que aí teria que apresentar ele de alguma forma. E eu acho que seria elementos demais. Para mim, isso vai acontecer realmente a partir de Guerras Secretas, Miles X-Men vindo total. E o grande lance é que todo mundo já adora ele, né? Todo mundo adorou o Aranhaverso. E quem lia os quadrinhos também, ele era o personagem que as pessoas mais gostavam do universo Ultimate, tanto que ele foi levado pro universo 616. Então acho que tem tudo a ver trazer esse cara, mas eles têm que fazer isso com cuidado, né? Não pode simplesmente jogar o cara de qualquer jeito ali no meio de um monte de outras coisas acontecendo sem explicar direito.
Gude Nerd:Você—
AFFONSO SOLANO:a gente não teve o Venom ainda, nenhum sinal do Venom, né?
TIAGO REX:Nesse momento tem 3 filmes do Venom.
AFFONSO SOLANO:Não me lembro do Tom Hardy.
GUSTAVO CUNHA:Ficou, ficou Águas Minhas, aquela, né, no final. E aí depois, cara, capturaram a Gosminha, deram uma outra coisa lá.
TIAGO REX:Ficou, ficou uma Gosminha.
AFFONSO SOLANO:Ah, porque depois ele vai para o MCU, rola uma treta.
TIAGO REX:Porque quando tem aquela confusão de multiverso, tem uma cena que mostra o Tom Holland, né, o Ed Broke, aparecendo. Tom Hardy, ele aparece no bar em outro universo, e o cara falando com ele: pô, aqui a gente teve o Blink, teve não sei o quê. Ele fala: caraca, como tudo isso aconteceu? E depois ele é teleportado de volta para o universo dele. E nessa transição ficou uma gojinha ali.
AFFONSO SOLANO:Que merda, hein, como já diria Al Gore. Cara, eles perderam, olha essa bola que eles perderam, hein, Cunha e Rex.
GUSTAVO CUNHA:Eles perderam milhares de coisas, nossa senhora.
AFFONSO SOLANO:Se a gente for contar assim as bolas que os caras perderam assim, que estavam quicando ali no meio do jogo, era só Ô Cunha, quando o Homem-Aranha estava naquela nave espacial junto com o Tony Stark lá, eles estavam esperando a Capitã Marvel vir salvá-los, ali era o momento, ali era a hora. Porque você faz um paralelo com a história do Beyonder, que não rolou, mas é no espaço. O Homem-Aranha vasculhando ali aquela nave, daqui a pouco ele abre uma salinha e aí tem uma gosma preta dentro de um de um container. Era ali que tu introduzia a porcaria do uniforme preto, cara. Aí você, ele voltava para terra, fazia o resto do filme com uniforme preto, não menciona que é um simbionte, que é o Venom. É só uniforme preto, que ele acha que é uma roupa. Faz que nem nos quadrinhos, porque para quem não leu, nos quadrinhos ele fica mó tempão com uniforme preto achando que é um tecido inteligente, que é uma tecnologia alienígena. Só depois que ele vai se dar conta que aquela porra é um ET. Caraca, era ali que você introduziu Venom.
TIAGO REX:Mas não, não, mais uma vez uma bola fora jogada da Marvel.
AFFONSO SOLANO:É isso que a gente tem, né? Esquecida num barco.
TIAGO REX:Mas é aquela história, a gente também não tinha como explorar muito isso porque todos esses vilões do Homem-Aranha são propriedade da Sony. É uma confusão, entendeu? Então você puxar o Venom ali para o universo Marvel, você é obrigado 'Ah, mais um acordo com a Sony, mais uma parceria com a Sony.' Não, porque a Sony, eu não sei como é que eles vão fazer, quando eles fizeram esse filme, esse filme tá uma parceria, né, Sony com a Marvel. Então você consegue colocar ali o Escorpião, você consegue colocar, parece que vai ter o Rhino também, não sei.
AFFONSO SOLANO:Escorpião, ele fez um vilão muito bom para quem gosta de videogame no Far Cry. Ele, acho que ele é o primeiro, terceiro Far Cry, ele é um vilão, esse cara maneiro. Fez Breaking Bad também, assim, ele é bom. É bom, mas é uma roupa meio super hiper-tech, né?
GUSTAVO CUNHA:Sim.
TIAGO REX:E você tem um pouco disso que mostra que, tipo assim, é um pouco quando ele no primeiro filme do Homem-Aranha, quando o Michael Keaton vai para o presídio, ele tá lá.
AFFONSO SOLANO:Sim, o ator é o mesmo ator, ele tá ali.
TIAGO REX:Então, tipo assim, dá para ver que já estão estabelecendo isso. Agora, da onde veio a tecnologia da roupa, sabe? Então isso é uma coisa que já é do filme. Não, ou então como mostrou na série, olha ali, ou como mostrou na série, é aquela tecnologia que caiu da Primeira Guerra no filme dos Vingadores, lembra? Porque no filme, sim, a Batalha de Nova York, isso é tecnologia alienígena.
AFFONSO SOLANO:Eu brinquei com o Spielberg, mas tem tudo a ver mesmo. É daí que vem essa teoria com a gente.
TIAGO REX:Coelho, o que você acha que é o Escorpião? Porque tipo assim, não tem um grande vilão, né? O filme mostra tantos personagens que a gente não sabe qual é o grande desafio. Ele vai durar 5 minutos. Se é o vilão mental que ninguém sabe que é, se é o tentáculo, se vai ser esses pequenos vilões se juntando contra ele. Não tá estabelecido ainda quem é o vilão, né? Isso tá sendo um grande segredo, na verdade.
AFFONSO SOLANO:Eu acho, Cunha, que o Escorpião vai ser um dos grandes vilões, ou ele vai ser aquele cara que abre o filme para o Aranha dar porrada, 5 minutos de aventura e cambalhotas, e aí segue para os vilões principais.
GUSTAVO CUNHA:Eu acho que sim, cara, vai ser isso mesmo. Eu acho inclusive que aquelas imagens que aparecem no trailer recriando as capas clássicas, né, isso tudo vai estar amontoado ali, cara, em 2 minutinhos de filme só para mostrar como ele é um herói que tá participando, que tá ativo, né, ganhando a chave da cidade. Aí pegou esse aqui, pegou essa ali, vai ser tudo muito rápido e provavelmente nem vai ser explicado da onde que o Escorpião tirou esse traje dele. Porque não tem tempo para desenvolver isso. Ele vai aparecer com esse traje, de repente o Peter Parker vai dizer alguma coisa, ah, conseguiu fazer um upgrade no seu plano, alguma coisa assim, vai acabar com ele e vai partir para o que realmente importa, né, que é o Tentáculo e esse vilão misterioso.
AFFONSO SOLANO:O Sexteto Sinistro, por exemplo, também não foi trabalhado ainda, né? O Sexteto é quem?
TIAGO REX:É Octopus, Electro, aí tem o Homem-Areia, O Mistério, o Abutre e o Kraven.
AFFONSO SOLANO:Escorpião tá no sexteto, acho que tá também.
TIAGO REX:É porque tem várias formações, né? Tem o Duende Macabro, tem o Escorpião, tem o Shocker. Isso vai mudando, né, ao longo. Mas se você parar pensar, a Sony já fez um filme de cada, mais ou menos um deles, né? Tem um filme do Kraven.
AFFONSO SOLANO:Puta, não lembro disso.
GUSTAVO CUNHA:Ele fez um filme de cada um e nenhum deu certo, né, cara?
AFFONSO SOLANO:Não deu certo, exato. O Morbius. É, mas esse filme vai dar certo, esse filme vai dar certo. Eu não acho nenhum dos Homens-Aranhas do Tom Holland fraco, muito menos ruim. Todos são bacanas, são divertidos, né? São divertidos, assim como nosso amigo Cunha. Cunha, muito obrigado por ter retornado aqui no Plantão Nerd, meu queridão.
GUSTAVO CUNHA:Para lembrar a galera como é que eles te encontram aí online, é só ir no meu canal Gustavo Cunha, nas redes sociais também é só procurar Gustavo Cunha que eu tô lá. Eu queria agradecer do fundo do coração, cara, Sempre que precisarem, estarei aqui porque eu adoro falar com outros nerds sobre essas teorias e não ficar só falando pra câmera sozinho em casa, certo? Então me chamem sempre que precisarem.
AFFONSO SOLANO:Chamaremos, meu queridão. Beijoca pra você, tá?
TIAGO REX:Tchau, tchau. Valeu, Cunha.
AFFONSO SOLANO:Com o futuro da DC nos cinemas mais tremido do que Michael J. Fox, o novo filme... Que isso, Jogou um Batarangue? O novo filme...
TIAGO REX:Quanto você pesa?
AFFONSO SOLANO:Eu peso... Eu dei uma crescida depois que eu tive filho, infelizmente perdi um pouco dos músculos. Mas ela tem muitos músculos, sim, a Millie Alcock, é assim que pronuncia?
TIAGO REX:Eu não sei, mas pega muito mal.
AFFONSO SOLANO:Pega mal, se você traduzir, não traduza. Ela vem voando aí, exatamente, a Supergirl tá chegando aí, mais com cara de Guardiã da Galáxia do que de prima do Superman, e vamos ver se ela vai trazer equilíbrio à força do DCU ou não. O que eu sei É que os dois convidados que traremos, eles trarão equilíbrio sim ao nosso programa. Vamos lá então, primeiro Good Nerd aqui com a gente. E o meu querido, olha ele chegando, olha ele chegando.
Gude Nerd:Prazer estar aqui, pessoal. Nossa, tô bem feliz, cara.
Luiz Sayão:Muito prazer estar de volta aqui no Inteligência Limitada. A última vez que eu estive aqui foi um debate caloroso sobre lacração nos cinemas aí.
TIAGO REX:Foi um grande—
AFFONSO SOLANO:isso tem lá no cinema.
Luiz Sayão:Então, cara, teve um debate caloroso aqui. O pessoal que é nerd vai lembrar. Inclusive, desde o ano passado, o pessoal me para na rua para falar desse debate. Teve treta no Twitter. E espero que hoje seja mais polêmica do que nesse dia aí, né? Vamos falar desse futuro da DC.
AFFONSO SOLANO:Com Good Nerd, o Bom Nerd, ele é um menino.
Luiz Sayão:Eu serei o Bad Nerd então. Eu serei o oposto do Good Nerd, tipo flash reverso, sabe?
TIAGO REX:Todo Batman tem sua Coringa, né? Exatamente.
AFFONSO SOLANO:Pois é. Porque, queridão, eu e você não fomos no evento que rolou no Rio de Janeiro, tá?
Luiz Sayão:Sobre os bons nerds, né, cara?
AFFONSO SOLANO:Só os bons, né? Só os bons meninos, exatamente. O Good Nerd e o Rex. Vocês foram aonde, Rex?
TIAGO REX:Explica pra gente. Então, esse evento, primeiro agradecer aqui o convite da Warner, né, que enviou pra gente o convite. Gostamos muito, fomos lá prestigiar a estreia, né, a pré-estreia, na verdade foi um streaming de 40 minutos do filme. Tinha umas ativações locais e estava a participação da Millie Alcock, o diretor e a roteirista do filme.
Gude Nerd:Ah, tá bom. Também tinha gente que trabalhou no quadrinho da Supergirl.
TIAGO REX:Sim, sim, tava ali também, né, porque o filme tem muito do roteiro dela, da história dela, que é a Woman of Tomorrow, a Mulher do Amanhã. Então foi um evento feito pela Warner incrível ali no Museu da Manhã, no Rio de Janeiro. Eu encontrei nosso querido Gudi lá, e tivemos chance de poder O Gude teve a entrevista a eles, eu só fiz umas filmagens locais ali, mas foi bem maneiro, cara. A recepção que a Warner criou pra gente foi muito, muito boa.
AFFONSO SOLANO:Você levou uma câmera escondida ou você pôde filmar que nem um profissional?
TIAGO REX:Eu pude filmar normalmente. Ah, é? Eu não precisei fazer aquela coisa do...
AFFONSO SOLANO:Não botou?
TIAGO REX:I'm sure.
Luiz Sayão:Você usou seu preparo, Rex? Não precisou usar o preparo?
TIAGO REX:Eu usei meu preparo. Eu usei, na verdade, usei todo o meu carisma naquele evento.
AFFONSO SOLANO:Porque então vamos ver o carisma do Rex. Ele filmou um pouquinho aí, ó. Luciano, bota para gente aí para a gente dar uma olhadinha.
TIAGO REX:Direto do Museu do Amanhã, eu, Rex, do Rio de Janeiro, estou cobrindo o evento da Supergirl. E vamos ver um streaming de 40 minutos e mostrar um pouco de tudo que tá acontecendo aqui no evento. Então acompanha com a gente hoje no Plantão Nerd.
Gude Nerd:Bora!
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AFFONSO SOLANO:E o Gude Nerd, como um bom Clark Kent, com uma boa Lois Lane, ele foi conversar com o co-CEO da DC. É isso mesmo, Gude?
Gude Nerd:Isso mesmo. E o curioso, cara, é que eu fiquei sabendo que ia fazer essa entrevista basicamente na hora, porque eu tava passeando a tarde inteira me preparando para entrevistar a Millie Alcock, o Craig, que é o diretor, Craig Gillespie, E a roteirista, a Ana Nogueira. Aí, basicamente, na hora eu descobri que não ia rolar Emilia Clarke, não ia rolar Ana Nogueira, ia rolar só o Craig. E o Peter Safran resolveu dar entrevista, porque pelo que eu percebi ali, não tava ali no escopo. Era tipo, se o Peter Safran quiser falar, ele fala, senão não fala.
AFFONSO SOLANO:Entendi, entendi. Tava no mood, tava no clima, e você chegou lá todo pimpão e falou: "Tô com uma ideia com o garotão aqui." Aí você falou sobre o quê com ele, Guji?
Luiz Sayão:Porque você falou sobre o quê com ele? Porque ele e o James Gunn são os dois, é como se os dois fossem o Kevin Feige, né, desse novo DC Studios. É, eles são o Kevin Feige dividido em dois. E aí o James Gunn fica na parte criativa de roteiro, né, de fazer os filmes aí, e o Peter Safran mais na parte executiva de negócios, de produção também dos filmes, né.
AFFONSO SOLANO:Então, o papo com ele é diferente do James Gunn, né, cara?
Gude Nerd:Sim e não, porque o que eu percebi lá, especialmente depois quando teve a coletiva de imprensa, é que, velho, ele é nerd assim como a gente. O cara, ele quase não tem oportunidade de falar porque ele fica mais nos bastidores, mas quando o cara fala, o cara sabe muito de DC, tanto quanto James Gunn. Então, em vários momentos, ele, em várias entrevistas, não só comigo, né, mas ele cita os quadrinhos, cita tais histórias. Então, o cara, ele sabe muito, o cara não tá ali por acaso. Isso que me chamou atenção, porque eu realmente pensava, tipo, tipo isso mesmo, o cara, ele é o cara da corporação que manja ali, contrato, isso, aquilo, mas não é só isso. E se você deixar o cara falar, pô, parar ele para trocar ideia sobre DC, o cara sabe muito, cara. Isso que me chamou muita atenção.
Luiz Sayão:Graças a Deus ele já tava na DC antes do James Gunn, né? Ele produziu aqueles filmes antigos do Shazam que tinha antes, até da antiga DC Filmes, ele já tava lá produzindo já. Ele foi tipo um remanescente da era do Snyder ali na DC.
AFFONSO SOLANO:Shazam, vou falar, é uma das maiores tristezas que eu vi. Eu adoro o personagem.
TIAGO REX:Eu concordo, é um dos meus personagens favoritos da DC Comics depois do Batman. E o filme em si é bem ruimzinho, o roteiro é bem ruim, a história é bem ruim.
Gude Nerd:O primeiro ok, pô. O segundo é ruim, mas o primeiro foi ok mesmo assim.
TIAGO REX:O primeiro, o ônibus cai e ele pega o ônibus pelo vidro do ônibus.
Luiz Sayão:E o vidro não quebra. É, isso aí é foda.
TIAGO REX:E o vidro não quebra.
GUSTAVO CUNHA:Pô!
TIAGO REX:Ah, é que o vídeo tá temperado, pô! Aí não tem lógica, cara!
Luiz Sayão:O vídeo tá temperado, gente!
TIAGO REX:Não, não, não... Vídeo da prova de bala! E aí?
AFFONSO SOLANO:Até aí o Super-Homem também—
Luiz Sayão:Meu Deus do céu!
AFFONSO SOLANO:—o Superman do Bryan Singer ele para o avião segurando no nariz do avião ali.
TIAGO REX:Sabe quem seria o Capitão Marvel perfeito na minha opinião? Dois atores fariam um Capitão Marvel com excelência: Bruce Campbell! Não! Um seria o Chris Hemsworth! Ou o Christian Bale! Ai, o que fez o Guardiões da Galáxia? O Chris Pratt. Chris Pratt, ele tem o senso de humor, ele tem um físico legal, ele daria um Capitão Marvel muito bom, Shazam muito bom, pelo senso de humor, pelo jeito dele de agir, porque ele tem uma coisa meio infantil e o Capitão Marvel tem isso.
AFFONSO SOLANO:Sim, uma inocência. Uma inocência. Ele é sábio, mas ele é inocente ao mesmo tempo.
TIAGO REX:E fisicamente eu acho que o ator que faz a série Preacher.
AFFONSO SOLANO:Richard, o físico perfeito, queixão, a cara, o olhinho pequenininho, mas ele também é carismático, ele também.
TIAGO REX:Sim, mas ele é carismático, mas assim, ele, esses dois para mim seriam a concepção ideal do Capitão Marvel, do Shazam na DC.
Gude Nerd:O magma dos dois dá o Shazam.
TIAGO REX:Esse é perfeito, Zé.
Luiz Sayão:O Alan Ritchie, uma boa direção, eu acho que funciona, seria legal.
TIAGO REX:Funciona, funciona, porque ele já fez papéis mais infantis. Ele fez um pouco disso, meio bonachão, quando ele fez o Aquaman na série do Smallville, quando ele fez a série do Titãs na Warner Brothers.
Donald Glover:Eu gosto de uma série pra menina, né?
AFFONSO SOLANO:Eu não gosto infantil, eu gosto de inocente. Inocente seria o ideal. É, porque infantil, por exemplo, eu acho o Shazam do Zachary Levi, o atual, infantil. Sim, e bobo. Ele é idiota. O Shazam, ele tem a sabedoria de Saulo fucking Mão. Salomão, ele não usa nenhuma vez, não usa. É como se ele ativasse. Você pode ter uma sabedoria que tem essa mistura de uma visão mais romântica do mundo, qualquer criança tem.
TIAGO REX:E eles podiam colocar isso no filme de uma forma bem inteligente. Por exemplo, tem uma cena no primeiro filme que ele salva a menina de ser atropelada, né, a que vai ser a Mary, que vai se tornar a Mary Marvel. E aí dá um conselho para ela muito ruim, do tipo assim: vai embora daqui, larga tudo, ninguém te ama, negócio de ninguém. Ia ser muito legal se na hora, quando se ele fosse dar um conselho pra ela e de repente ele soltasse um conselho muito sábio e ele mesmo não soubesse de onde estava vindo, sabe? Ele vai mandando pra ela e vai se questionando: "Caraca, o que eu tô falando, sabe? De onde está vindo isso?" Eles esquecem dos poderes do Capitão Marvel e do Shazam e só usam força, velocidade e voo. E o personagem é muito mais do que isso.
AFFONSO SOLANO:Mas pra dar um pouquinho a torcer aí pro Good Nerd, tem coisas boas no filme? O momento da família é legal?
Gude Nerd:É um 6, eu acho que é um 6. É um 5,5 muito redondo.
AFFONSO SOLANO:É, por aí, ficamos no meio. Mas, ó, não tem inocência no filme da Mulher Voadora, tá? Da Supergirl. Ela não é, é Nietzsche o tempo todo, é lobo fumando, é cigarro de volta ao cinema. Eu não fumo, eu detesto cigarro, acho uma porcaria, ninguém deve fumar. Mas eu acho maneiro quando o personagem que é o anti-herói, ele fuma, porra. O Wolverine tem que fumar. Fuma.
Gude Nerd:E charuto, charuto passa, pô. O cara pegou um charutão assim, ó. Pô, tu vê que o cara é foda ali, ali, precisa nem falar nada.
Luiz Sayão:Exato.
TIAGO REX:Então ele pode fumar e não vai dar problema. Se você regenera, né, você não tem que se preocupar com nenhum tipo de bebida, cigarros ou doenças venérias.
AFFONSO SOLANO:Nada. Tudo que é gostoso, o lobo é imune a tudo que é bom. Mas é o que eu quero saber, se a sua conversa foi boa então com o Mr. Big Shot aí, ô Goodner.
Gude Nerd:Cara, foi maravilhosa, porque qual foi a minha, meu pensamento? Pô, vou falar com o CEO da DC, o cara sabia mais do que tudo. E eu não queria falar, tipo, fazer: ah, o que que você achou do filme? Essas coisas genéricas. Aí eu fui direto na parada, falei: ó, você já tem Superman, Supergirl, Peacemaker, vai ter agora Lanterns, Cara de Barro, tem gravando Superman 2, The Batman 2. 'Quando é que vai ter uma nova Liga da Justiça?' Aí ele falou: 'Pô, a gente, assim, vai acontecer.' Deu a entender que não é prioridade no momento, que não vai rolar a curto prazo, mas que eventualmente eles vão colidir em uma Liga da Justiça. Ele confirmou que Batman: Brave and Bold tá rolando. Ele fala ali a lista de lançamentos e falou que não foi cancelado, que é, né, tem debate. Mas aí muita gente começou a falar, arrumou no Twitter: 'Nossa, Será que o debate não vai se colidir com Man of Tomorrow, que estão gravando ao mesmo tempo? Mas não, pelo visto realmente serão separados. E o mais importante da entrevista foi que do nada assim ele confirmou que vai ter a série do Gorilla Grodd, que teve rumor no Twitter nas últimas semanas que teria uma série do Jimmy Olsen que teria o Gorilla Grodd como vilão principal. Daí a minha entrevista foi a primeira vez que eles falaram que sim. Aí ele não falou série do Jimmy Olsen, falou série do Gorilla Grodd para HBO, que vai ser gravada ainda nesse ano. Aí começa uma novidade mesmo.
AFFONSO SOLANO:É, quando você ouve falar com a série, o futuro da DC é o Gorilla Grodd com Jimmy Olsen.
Luiz Sayão:Então, cara, isso aí é, deixa a gente meio com o pé atrás, né? Porque a gente já tem o quê, ó? Como começou o DCU? Começou com o Creators Commando, personagem que ninguém conhecia. Aí teve filme do Superman, beleza, mas aí série do Pacificador. Que o Pacificador, primeira temporada, fez sucesso mais pelo roteiro do James Gunn do que pelo personagem, porque ninguém conhecia o Pacificador, né? Aí agora, bom, a gente pode discutir também se um filme da Supergirl como o segundo filme do universo da DC é algo que vai impulsionar o universo para frente, sendo que eles poderiam fazer coisa, Mulher Maravilha, já começar com Batman, uma coisa para a gente debater. Aí esse ano nós temos o glorioso Cara de Barro nos cinemas.
AFFONSO SOLANO:Sim, terrorzão, bizarro, body horror.
Luiz Sayão:E agora uma confirmação da série do Gorilla Grodd. Para quem não conhece o Gorilla Grodd, ele é um vilão do Flash. Eu acabo que fico animado, cara, porque eu sou o maior fã do Flash que tem, ó. No canal cresceu bastante falando do Flash, cara, da série da CW. É, poderia colocar, mas aí vai ficar ruim para o fone, né?
AFFONSO SOLANO:Mas enfim, desculpa, você quis de tudo, toda semana o Rex tá vestido de alguma coisa, pelo amor de Deus.
TIAGO REX:Vestido ou não vestido, depende.
AFFONSO SOLANO:Mas é que o Rex é muito forte, né, cara?
Luiz Sayão:Se eu fosse forte igual ele, eu podia me vestir de qualquer coisa.
TIAGO REX:Eu de Flash não daria muito certo, muito pesado. Acho que a única coisa que eu tenho com Flash é a quantidade de calorias, né? Que ele tem que comer 10 mil calorias para correr 5 minutos.
AFFONSO SOLANO:É verdade. O resto, né?
Luiz Sayão:Aí, pô, o Gorilla Grodd, eu lembro quando tinha esse anúncio da série do Jimmy Olsen, já falaram que o Gorilla Grodd seria o vilão da série. E aí eu, com meu coração fã do Flash, já fiquei animado de ter alguma menção ao Flash, alguma aparição pelo menos, porque é tipo, o filme do Flash foi algo terrível para o personagem, né? Quando lançou em 2023, foi um grande fracasso para Warner. E aí a gente já pensou, pô, vai acontecer igual aconteceu com Lanterna Verde lá em 2011, que lançou o filme, foi um fracasso, deu prejuízo. A gente ficou mais de 15 anos sem ter nada do Lanterna Verde. Agora que vai ter essa série aí, que saiu o trailer, inclusive o pessoal não gostou muito porque não aparece muito a estética do Lanterna Verde, né? O pessoal até zoou que é a série do Lanterna Verde sem o verde, né?
Gude Nerd:Cadê o verde?
AFFONSO SOLANO:É meio Yellowstone também, os cara falando com os fazendeiros.
Gude Nerd:É True Detective, mas a inspiração é True Detective mesmo.
Luiz Sayão:Fotografia da série parece, eu lembrei isso também. E aí a gente falou, pô, o Flash não vai ter nada, cara, porque foi um fracasso tão grande, foram tantas polêmicas com filme, né. A série acabou também. Para a gente que é fã da DC, o Flash é um personagem muito legal, né, de ver toda a galeria de vilões dele. Os poderes, como que ele influencia dentro da DC.
AFFONSO SOLANO:E num universo paralelo nós tivemos o Ryan Reynolds como The Flash. Vocês lembram que teve durante muito tempo essa possibilidade? Era um cara que a personalidade dele tinha a ver, acabou indo pro Deadpool.
TIAGO REX:Exato, indo pro Deadpool. Agora, em relação ao que ele falou, realmente você contar a história do Gorilla Grodd e não associar o Flash, que é o grande vilão, foi muito parecido com o que eles fizeram com o filme do Coringa, que você não tem um Batman. Então, mas você fazer isso num filme como Coringa funcionou. Fazer uma série do Gorila Grody, você não mencionar outros personagens, porque tipo assim, vai ser uma série de gorila, vamos ser honesto, porque o Gorila Grody vem da Cidade Gorila, que fica, que é habitada por gorilas inteligentes.
AFFONSO SOLANO:Então tipo assim, vai ser uma série, me atualizem, porque eu não sou tão, eu gosto muito de macaco, tive macaco na infância, a galera sabe, macaco Melhor, em resumo muito grande, o Gorilla Grodd vem de uma cidade chamada Cidade dos Gorilas, que fica na África, e é uma cidade invisível.
TIAGO REX:Seria a versão Wakanda, só que da DC. É uma cidade protegida, isolada, super tecnológica. E o Gorilla Grodd, ele tentou assumir o comando do lugar, tá, e ele não conseguiu. E ele possui uma habilidade que é um telepata muito forte. Ele tem ataques mentais, ele é uma mistura de gorila meio com Professor Xavier, tá. Tá bom. Então ele é um ser muito inteligente, ele tentou dominar, ele faz máquinas de dominação. Exato. Só que ele foi expulso da cidade gorila. Então eu não sei se isso é uma tentativa da DC de contar a história do Gorilla Grodd e tentar bater com Planeta dos Macacos, que é uma franquia de filmes que é muito boa. A nova versão, eu acho, porque você não tem um contar a história do Gorilla Grodd Sem contar a origem dele. E o Flash é um vilão, ele é um vilão do Flash. Então você também não botar o Flash na história fica um pouco confuso, a não ser que isso abra portas para você trazer o Flash.
AFFONSO SOLANO:De onde foi que alguém teve a ideia de que o vilão do Homem Mais Rápido da DC é um— Tem uma explicação, tem uma explicação.
TIAGO REX:Porque lá nos quadrinhos, lá nos anos 50, eles descobriram que quando você colocava um macaco na capa como vilão, como inimigo, como criatura, você vendia muito mais quadrinhos. Então você criou o Gorilla Grodd para ser um inimigo do Flash, para que você alavancasse as vendas do personagem. Mas não tem nada a ver, né?
AFFONSO SOLANO:O macaco não é um bicho rápido. Não, ele não é um gorila, ele é um macaco menorzinho, sabe?
TIAGO REX:Agora que eu vi.
AFFONSO SOLANO:Ah, ele não era grandão, não?
Luiz Sayão:É, não. Tem uma história que ele come o cérebro do Flash Reverso e vira um velocista, e fica um macaco super inteligente com super velocidade. Nossa, não sabia não. Que isso?
TIAGO REX:A pergunta é: Quem ganha, o Gorilla Grodd ou Sem Heróis?
Luiz Sayão:Ah, Flash contra o Gorilla.
Gude Nerd:Não vai ser só a série do Gorilla Grodd, vai ter também o Jimmy Olsen. Porque, pô, vocês aqui, quando saiu o Superman, todo mundo: nossa, quero série do Jimmy Olsen, isso, aquilo. Aí agora que vai ter, o povo quer que—
Luiz Sayão:só você pediu, cara, só você quer.
AFFONSO SOLANO:As Desventuras do Tim Burton, do Jimmy Olsen.
TIAGO REX:Por exemplo, o Jimmy Olsen nos quadrinhos, ele lá nos anos 50 e 54, ele teve uma série em quadrinhos chamada Superman's Paul Jimmy Olsen, né?
AFFONSO SOLANO:Tipo assim, o amigão do Super-Homem, entendeu?
TIAGO REX:E ele teve uma série em quadrinhos que era isso. Ele tinha um relógio que era um sinalizador sonoro, então ele estava em perigo numa investigação, ele pedia ajuda pro Super-Homem. Que saco, hein? Que saco, né? Era um pager pro Super-Homem. Tá lá com a Lois Lane. Super-Homem tá lá no bem bom, aí dá um problema e aí o cara vem correndo pra te ajudar. E aí, ao longo da história, ele também teve ajuda do Krypto, de outros personagens da DC, mas em geral era uma história do Jimmy Olsen meio que jornalista ali. Ele é jornalista, né?
AFFONSO SOLANO:Ele é jornalista. Não podemos esquecer disso, junto com a Lois e tal.
TIAGO REX:Só que tipo assim, cara, foi mal, isso foi em 54, Eles precisavam fazer histórias em quadrinhos, eles precisavam vender, eles tentaram de tudo. Hoje em dia você chegar e falar assim: tá aí, vamos fazer uma série de Jimi Olsen.
AFFONSO SOLANO:Pra quê? Em Portugal eu já vi, eu não sei se o Gude pegou esse furo, mas em Portugal a série vai chamar O Ruivo e o Macaco.
Luiz Sayão:Vazou bomba! Vazou! Que bom!
Gude Nerd:O Jimi Olsen, ele é um grande, mano, viralizou na gringa pra caraca. E saiu do controle porque tipo começaram a cobrar o James Gunn. Pô, o Peter Safran falou isso aqui, é isso mesmo? O James Gunn teve que vir a público e confirmar que realmente que era sério. Então, pô, eu fico pensando que quem vai dar esporro no Peter Safran que contou?
AFFONSO SOLANO:Ele? Pô, você causou uma celeuma aí, vocês causou uma celeuma na Warner.
Luiz Sayão:Eu acho que foi o início da queda da DC, rachou ali os dois.
AFFONSO SOLANO:É o início do fim, um efeito borboleta que vai acabar com a DC, Gude.
Gude Nerd:E, cara, se tu pegar o vídeo, se eu não tenho uma reação de você, eita, pera aí, o cara ele ia continuar falando porque ele não tá tão acostumado a dar entrevista como James Gunn, por exemplo. Entendi. Ele com certeza não tem um media training. Então se pegar mais um cara que sabe do que tá falando, que conhece a parada, o Peter Sapo vai te contar que vai ser a maior maravilha.
AFFONSO SOLANO:Do que ele tá. Sim, eu acho que você é esse cara.
Luiz Sayão:Tem que fazer mais entrevistas com ele e trazer mais informações bombásticas para gente.
Gude Nerd:Ele quer voltar no que vem, pô. Ele falou na coletiva que ele quer voltar no que vem para divulgar o Superman.
AFFONSO SOLANO:Então, mas às vezes o Rex, que já entrevistou muita, muita gente, muita celebridade, sabe que quando você foge um pouquinho do que nem o Gude fez, quando você foge um pouco do protocolo, né, do media training, você consegue tirar o cara, a mina a CEO, a atriz, daquelas respostas, aquelas perguntas padrão, né, que estão sempre acostumados, a entrevista na maioria das vezes fica tão mais maneira, né, fica tão mais autêntica. Eu lembro que eu uma vez lá na CCXP eu fui entrevistar o chefe lá do Xbox, me falha agora o nome dele, a galera pode botar aqui nos comentários. E aí a galera lá da Microsoft, tipo, olha, "Não faz nenhuma pergunta fora do roteiro e não sei o quê." A turma do Omelete também, meus amigos lá, ó: "Solano, tá meio doidão, não foge do roteiro não." Eu falei: "Não, tá tranquilo, relaxa." Aí começou a entrevista, pergunta número 1. Aí eu virei e falei assim: "Nada?" Não tava nem no papel. Eu falei assim: "Pô, cara, tu começou na Microsoft como estagiário da Microsoft, né? Hoje tu é CEO da parada. Como é que tu conseguiu fazer essa parada?" Aí ele deu um sorrisão, maluco. "Porra, isso aí é muito legal de lembrar e tal." Aí começou a falar de quando ele começou e tal. Aí a galera no meu ouvido: "Não faz pergunta polêmica." Falei: "Pô, mas qual o problema? Não foi nenhuma pergunta polêmica." Tipo, para fazer uma nostalgia gostosa para o cara lembrar. Olha que maneiro, né? Tipo, como é que é hoje, você tá no comando da parada e tal. E é bom para ele, sabe? Eu acho maneiro o que o Rude fez, o que o Thiago faz.
Gude Nerd:Isso meio que viraliza, porque tira o cara da zona de conforto. Exatamente o que você disse. Eu vi 1 milhão de entrevistas da Emilia Clarke pra fazer essas perguntas e, cara, na maioria era sempre aquela pergunta meio genérica que ela respondia, meio media training. Aí a melhor entrevista dela que eu vi foi com Kid Cudi, o cantor, que ele tem um podcast que ele entrevista as pessoas. E, tipo assim, deu pra ver que a Emilia tava muito mais à vontade lá porque o cara não só falou de Supergirl e Swift, falou sobre ela, sobre a sua vida, carreira dela, e ela ficou muito mais à vontade porque A pessoa fica o dia inteiro ali falando as mesmas coisas. Quando você pergunta, tipo, tudo bem, faz um bem simples, já demonstra que, pô, você tira do automático a pessoa, né?
TIAGO REX:Mas é difícil fazer isso, vou dizer por quê. Porque quando a gente vai fazer esses junket, a gente não tem essa liberdade de um podcast. A pessoa chega para a gente e fala assim: você tem 3 minutos, vai lá. E nesses 3 minutos você tem que fazer 2 a 3 perguntas. E se ela ficar presa numa resposta só, o teu tempo acabou. Eles não interrompem ela falando.
AFFONSO SOLANO:Só se ela falar assim: não, pera aí, me dá mais 2 minutos.
TIAGO REX:Eles não interrompem ela falando. Então se você puxar um assunto, ela fala 50 minutos daquele assunto, acabou teu tempo, acabou as outras perguntas. Valeu, obrigado, tchau. Porque tem um cara te mostrando um papelzinho falando assim, ó, acabou, entendeu? É que o cara te apontando 3 minutos. Então tipo assim, as perguntas não é que elas têm que ser genéricas, você tem que ver as outras entrevistas, ver qual uma pergunta que pode ser interessante, que você acha que vai fazer ela se empolgar. E mesmo assim você tem que ter um cuidado para não deixar ela falar demais.
AFFONSO SOLANO:Então é muito difícil essa entrevista do Alex com ele Você entrevistou algumas vezes o The Rock, né? Quando o The Rock era grande. Tu não tá triste que ele encolheu, não? Eu entendo, eu entendo.
Gude Nerd:Cara, meu sonho é falar com ele agora, velho. Ele vai vir para o Brasil, para o Rio, daqui a pouquinho, não sei quando ainda. Já mandei e-mail para a Dina assim, pô, tô só aguardando.
AFFONSO SOLANO:Você vem aqui, pô, vai lá, entrevista e vem aqui para fazer umas perguntas.
TIAGO REX:Eu já tô com a minha roupa de Maui pronta, só tenho isso a dizer. Combinado, vamos.
AFFONSO SOLANO:Tem uma entrevista com o The Rock que o Rex chegou no finalzinho e falou assim: 'Fala a verdade, eu sou o cara mais forte que já te entrevistou.' Aí o The Rock, tipo assim, dá uma avaliada assim no Thiago, ele: 'É verdade, é verdade, você é o cara mais forte que já me entrevistou.' Olha que parada boa, tipo, você pega o cara, não tira ele da zona de conforto, mas faz a pergunta que foge do padrão, sabe?
Gude Nerd:E deixa o cara à vontade. Aí o que que acaba? Você acaba a entrevista: 'Foi um prazer falar com você.' E o cara: prazer, foi todo meu. Tipo, a pessoa sente elogio, sabe? Porque mostra que você não tá ali decorando as perguntas e tipo, a pessoa tá respondendo, você tá passando na próxima. Não, você tá, a pessoa tá respondendo, você tá entendendo e tá engajando com a pessoa. Isso que vale, isso que faz a diferença aí, faz a pessoa gostar de falar com você.
TIAGO REX:Agora vamos lá sobre Lanterna Verde, vamos puxar um pouco o assunto. Lanterna, a série, pelo que tá mostrando, tem algum envolvimento, pelo que dá a entender, que eles estão indo atrás, porque mostra ali no trailer o uniforme do Alan Scott, tá, né, que foi o primeiro Lanterna Verde. Então ele foi mais tradicional, tem uma capa, né, então tipo da lanternona, a lanterna antiga. Então tem que entender de quem é aquela lanterna. Se for lanterna do Alan Scott, ele que fez a lanterna. Ah, é? Ele pegou, ele encontra aquela lanterna e ele acaba que remodela ela e ele que é meio uma lanterna mesmo daquelas antigas.
AFFONSO SOLANO:Isso, eu tava pensando nessa.
TIAGO REX:O Alan Scott foi o primeiro Lanterna Verde, e pelo que dá a entender na série, é uma série de investigação, porque parece que o Alan Scott está morto. Então querem descobrir quem matou o Alan Scott e por quê. E aí você tem o envolvimento do Hal Jordan como o antigo Lanterna, né, o principal, né, o conhecido como o maior dos Lanternas, é o veterano. E o pupilo.
Luiz Sayão:Então é tipo um filme de policial com cadete, buddy cop, meio Homens de Preto, pelo que eu entendi a dinâmica, né? E o John Stewart é tipo o Will Smith lá.
Gude Nerd:Isso, vai ter o Sinestro também.
AFFONSO SOLANO:O quê? O Sinestro também.
TIAGO REX:É porque o Sinestro é o grande inimigo do Hal Jordan, né? Ele é o cara que Ele que faz o anel amarelo, ele que tem o poder do medo e tudo mais. Então você tem um filme ali de buddy cop, você tem um veterano e o iniciante, ele ensinando o garoto a usar os poderes. Eles estão investigando a morte desse Lanterna, porque diferente dos outros, o Alan Scott, ele não foi um Lanterna que foi para Oa e tudo mais. Ele encontrou a Lanterna, ele pega o anel, ele assume. E a primeira vez, e até explicação que eles dão, né, porque o anel do Alan Scott é um pouco diferente, ele não tem A fraqueza da cor amarela. Eu sei, eu sei, o anel do Alan Scott.
AFFONSO SOLANO:Segue, segue, segue, segue, segue.
TIAGO REX:Ele tem a fraqueza de madeira, ele não funciona com madeira. E aí tem um argumento para isso, é porque foi a primeira vez que o poder dele falhou numa situação, então ele criou esse medo, tá, da madeira por uma situação. Pô, não funcionou com isso, E o psicológico dele alterou a formação do anel, porque o anel dele, diferente dos outros Lanternas que têm a limitação da corda amarela, era um anel sem limitação. Ele impôs a limitação por uma falha psíquica dele. É, eu sei falar de Lanterna Verde. E fica aqui a sua conscientização: quantos anos você tem para fazer o seu exame de TOC? Eu tô cansado.
AFFONSO SOLANO:É o outubro amarelo, não é? Qual é a cor do outubro que a galera tem que se cuidar?
TIAGO REX:Os homens aí que não precisa esperar novembro para fazer o seu toque de pró. Novembro azul. Mas olha só, o problema não é você fazer o toque de pró, é você gostar do toque.
AFFONSO SOLANO:Mas olha só, deixando um pouquinho só a 5ª série de lado, aqui estamos entre amigos, tá muito bom. Mas esse é o problema de você ter um personagem que foi criado primeiro para a molecada, né? O primeiro Alan Scott, primeiro Lanterna Verde, nos anos 60 para 70, já 70, já era 40 e pouco. Ah, é bem antes, né?
TIAGO REX:O primeiro, ele foi lá dos anos 40 para 50.
Luiz Sayão:Ele é da Era de Ouro da DC, o Alan Scott, né?
TIAGO REX:E o Hal Jordan só entrou nos quadrinhos, que foi lá para os anos 60, 70, quando começou a ter um apelo muito grande dos leitores por sci-fi. E aí eles trouxeram toda Mudaram essa mitologia de ser uma coisa mágica, que era a noção que o Alan Scott tinha do anel e da lanterna.
AFFONSO SOLANO:Exato, tinha um negócio mágico. E aí o cara, ele é todo flamboyant, tem aquela capa. Ele é muito mais parecido com o Doutor Estranho do que com uma coisa que hoje a gente entende como Lanterna Verde. E aí o problema, não só Lanterna, mas o Super-Homem era um cara que lutava contra mafiosos e saltava prédios, galera. O Batman tinha uma pistola, sacou? Então assim, Esses personagens que têm todas essas décadas, eles tiveram que ser mexidos, a gente sabe, para se adaptar não somente à nossa percepção hoje de fantasia, sci-fi, etc., mas para um público que não é só— até a própria criança hoje demanda mais, né? Então você tem que— me preocupa às vezes você querer— ah, eu quero homenagear esse personagem clássico. Pô, mas tu vai ter que explicar por que que a madeira não funciona com anel. Não faz sentido nenhum essa parada.
Luiz Sayão:Eles teriam que mudar algumas coisas. É, porque a própria DC, como Afonso colocou muito bem, trouxe muito bem essa informação aqui, porque se a gente pega dos anos 40 até os anos 60, era Sociedade da Justiça. O Flash era o Jay Garrick, que virou o Flash quase da água pesada. O Alan Scott também era mais místico. E aí lá nos anos 60, ali entre 61 e 62, que teve essa virada para Era de Prata, que nos Estados Unidos como um todo tava rolando essa demanda por sci-fi, né? Por exemplo, eles trouxeram Star Trek, É, trocaram o Jay Garrick, que era o Flash, pelo Barry Allen. E se você pega os Flash ali, os vilões do Flash, eles eram todos cientistas, foram criados pela ciência. O próprio Lanterna Verde também. O Homem-Aranha surge ali em 62 também com a Marvel, né, com vilões cientistas basicamente todos, né. Então o quadrinho foi para o lado da ciência. O próprio Superman mudou muito, né. Aí é que trouxeram a parada de ser kryptoniano, Inclusive tem uma curiosidade que o Superman pré-Era de Prata, né, que era esse da Era de Ouro, ele era Kal e só letra L. Aí o outro Superman que vem da Era de Prata é Kal-El, o E e o L também.
TIAGO REX:O próprio Superman teve a origem, é o próprio Superman mesmo na origem, inicialmente ele foi criado no orfanato, depois é que veio a mãe, o pai, Kent, isso.
AFFONSO SOLANO:É, então você tem várias versões de uma história para contar.
Luiz Sayão:A DC que a gente conhece hoje surgiu na Era de Prata, ela foi baseada na DC da Era de Ouro ali, que tinha o Alex Scott e tal, mas mudou muito nos anos 60 ali.
AFFONSO SOLANO:Já nós somos da Era de Bronze, da Era dos Músculos. Para fechar aqui, quero saber se vocês estão esperançosos. Gude, tá esperançoso? Esperançoso. Para o novo universo, quer dizer, o novo já encaminhado aí, universo DC a partir da Amília aí, vai voar ou vai despencar?
Gude Nerd:Cara, eu acho que por mais que tenha esses projetos que não tenham tanto apelo assim, eu acho que o mais importante é ter boas histórias, né? Por exemplo, eu gostei de Superman, mas eu não gostei dessa gruta parada de pacificador.
AFFONSO SOLANO:E o Good Nerd e o Rex já assistiram 40 minutinhos de Supergirl. Por favor, o que vocês podem nos adiantar?
Gude Nerd:Fala, falando bem por alto, cara, eu achei que o estilo de direção do Craig, que ele consegue sempre misturar muito drama com comédia, com música, ele conseguiu trazer para cá para o filme, né? E o que eu tava com medo no trailer, que eu achei que tem muita cena cinza, muita cena escura, só que vendo as cenas que foram exibidas, pô, tá legal, tá legal. O que você pode falar agora? A fotografia tá legal, tem coisas bonitas, então Tô curioso para ver o filme todo, o resultado final, mas parece que sim, cara, pode surpreender, viu? Real, pode surpreender.
TIAGO REX:A impressão que eu tive e que eu gostei é porque eles pegam uma personagem que é extremamente forte, né, é uma kryptoniana, e realmente eles estão no patamar de poder no universo da DC que é muito grande, mas eles equilibraram isso bem na história mostrando como ela não tá no seu potencial no máximo. Então isso força a personagem, tem boas desculpas do porquê que ela não tá, força a personagem a ter outras atitudes e comportamentos e pensar muito bom como ela pensaria numa situação que ela tá num downgrade, né, que ela tá com os poderes mais embaixo.
AFFONSO SOLANO:Exato, o Henrique Évil era muitas vezes isso.
TIAGO REX:Então você consegue botar esse pé no chão. As cenas de luta estão muito boas, a explicação de como as coisas funcionam também fazem muito sentido. E eu achei ela mais super-homem em alguns aspectos, porque ela consegue equilibrar mais os poderes que a gente conhece do super e que ela também tem ali nas cenas. E realmente não é um filme cinza, a música tá muito boa, as cenas de combate estão muito boas. E o lobo, não, o lobo meio cinza azulado, né? Mas é o Maioral, o Maioral pode, Maioral pode.
Luiz Sayão:Mas ele tá legal, Rex, o Jason Momoa de lobo, que a gente tá esperando vários anos para ver isso aí.
TIAGO REX:Achei que ele tá meio, parece que sabe aquele cara que tá meio aposentado, meio largado, meio tipo assim, ah, tô cansado da vida que eu já levo. Mas assim, mas ele tá bom, ele tá bom. Aí você não ficou falando, então faltou tomar umas bombas. Não digo shape não, é que parece, sabe quando aquele cara que tipo assim, que você conhece a história dele, você sabe quem ele é, mas você olha para ele hoje, fala assim, porra, ele já teve no auge, mas ele continua assim, ele não tava no prime. Não era o Lobo Prime, não tava no Prime. Exato.
Gude Nerd:Mas tá bom. E a cara do Jason Momoa, tipo assim, você vê imediatamente, você reconhece o Jason Momoa. Parece que é literalmente só pintar o cara de cinza e botar alguns barbezinhos. Então assim, no primeiro momento que eu vi aquela cena, eu falei, né, desde o trailer, né, tipo, gostei, mas não gostei, tá ali. Mas vendo na cena que eles exibiram no fã event, realmente, cara, gostei.
Luiz Sayão:Eu acho que ele é o mesmo, né, cara, desde que ele apareceu como Khal Drogo lá no Game of Thrones. Você olha, é o lobo, velho.
AFFONSO SOLANO:Eu acho que se eu tivesse mexendo nesse, nesse lobo aí, para dar um pouco de destaque, de diferenciação até do próprio Aquaman, enfim, de tudo que ele já fez e tal, mas mantendo evidentemente a fisionomia dele, eu botaria alguma prótesezinha no nariz, alguma coisa para ressaltar, alguma coisa no rosto para ficar talvez menos humano, mais, sabe, meio que aquelas próteses que a gente Mas ali não tô falando para botar um cabeção, uma parada assim, mas alguma coisa para ser uma testa mais protuberante, um cabelo um pouco mais retraído, alguma coisa para tipo assim, tá, é um Kizariano, sabe? Só que não é humano, parece um fã do Kiss, sacou?
Gude Nerd:Que chegou para dar porrada, o cosplay de alto orçamento, sabe?
AFFONSO SOLANO:Exatamente, exato. Mas olha, alto orçamento tem o Plantão Nerd para ter convidados dessa categoria, meus queridos. Como é que o pessoal encontra vocês aí? Como é que o pessoal encontra vocês online aí?
Gude Nerd:Pode começar, Gude, fala aí. No meu caso, jogar Gude Nerd aqui no YouTube, ou lá no YouTube, Gude Nerd 23 em todas as redes sociais. Vai ter agora por cobertura de House of the Dragon, então vai ser um prazer ter a companhia de todos Bom, e para me achar, você coloca Luiz Celari no TikTok, no Instagram e no YouTube, canal Hero Mania.
Luiz Sayão:Sai no vídeo lá todo dia falando das paradinhas aí.
AFFONSO SOLANO:É isso aí, galera, beijoca para vocês aí. Valeu por ter dado um pulo aqui. Tem um amigo assim, e vocês também têm. Ah, os brinquedos favoritos da molecada estão de volta. Eu não estou falando clássico Puppet Master de 1989. Não, tô falando de Toy Story 5, exatamente. Se você tirou uma soneca longa, você perdeu aí alguns Toy Story que rolaram. E agora eles vão ter que enfrentar o tablet, o Rex.
TIAGO REX:Pois é, mas a pergunta que fica é: já não encerrou essa história? Será que já não encerrou muito bem com Toy Story 3? E aí fizeram um 4 e agora estão fazendo o 5. Ou seja, que mais história deles vão contar? Qual será a próxima saga é de Woody Buzz Lightyear. E para conversar isso com a gente, estamos trazendo para o canal Mateus Jusinski.
Donald Glover:Seja bem-vindo, Mateus! Olá, muito obrigado pelo convite, fiquei muito feliz. E vamos falar então de Toy Story, porque eu tenho bastante coisa para falar, bastante polêmica por trás dos bastidores, né, que fizeram esses filmes acontecer e quase não acontecer, né? Certo.
AFFONSO SOLANO:Mas olha só, antes da gente, antes de você trazer todo o seu conhecimento, eu quero entender o seguinte: Você visivelmente mais novo do que eu e o Rex, então você deve ter brincado com... Eu acho que sim. Você tem quantos anos? Quantos anos vocês acham que eu tenho? Não, ó, já sei, ó, a gente vai descobrir assim, ó. Os meus brinquedos favoritos de infância, na idade lá que começa o Toy Story, eram os Comandos em Ação. Imagino que o Rex também.
TIAGO REX:Então, eu era de um tempo que os brinquedos, eles não chegavam tão fáceis às prateleiras. Então a gente tinha as versões de certos brinquedos feitas de chumbo. Muito boneco do Guerra nas Estrelas e do He-Man feito de chumbo. Ou seja, você já malhava desde cedo, porque para brincar com cada bonequinho daquele você tinha que levantar um pesinho, sabe, para poder se divertir. Então eu te pergunto, você pegou a fase dos bonecos de chumbo de Guerra nas Estrelas e He-Man?
Donald Glover:Não, aí vocês realmente são mais velhos do que eu. São mais velhos. Chegou? Não, não, eu tive sim Max Steel, mas eu ainda peguei a época lá do Power Ranger que virava a cabeça, lembra?
AFFONSO SOLANO:Ah, isso eu também cheguei, mas eu já era adolescente, mas também brincava, tive um Megazord e tal.
TIAGO REX:Não, já era bem adolescente nessa época, já não era.
AFFONSO SOLANO:O ferro era outro nessa hora.
TIAGO REX:Eu só gostava da Power Ranger Rosa, que acho que foi o crush de todo adolescente.
AFFONSO SOLANO:Kimberly, poxa, Kimberly é maravilhosa. Ai, Kimberly. É, não sei, tinha o Billy também, tinha para todo mundo, eu gosto dos Power Rangers que tem para todo mundo. E aqui tem para todo mundo também. Eu quero saber, Matheus, conta para mim esse segredo de Toy Story para a gente contextualizar aí essa chegada do 5 que você falou que tinha aí.
TIAGO REX:É do 4 e do 5, na verdade, né? Porque para todo mundo encerrou muito bem no 3.
Donald Glover:Para mim também, para mim também. O Toy Story 3, ele é o meu filme favorito da franquia e da Pixar, né, da Pixar inteira. Então quando eles anunciaram o Toy Story 4, como todo mundo, eu fiquei com trás. Mas eu pensei, poxa, é a Pixar, né? Os caras, eles acertam, vamos botar assim, ó, 98% das vezes, né? É muito difícil a Pixar fazer um filme ruim. Então eu fiquei confiante de que beleza, vai vir um Toy Story 4 aí legal, porque eles têm algo para contar, né? E o Toy Story 4, eu particularmente já não gosto.
AFFONSO SOLANO:Você não gosta? Você, porque, pera aí, deixa eu tentar ser um pouco mais claro. Gostei dele. Ah, quem não gosta do Mateus? Olha esse rosto, esse rosto inocente, porém com uma certa malícia que você descobre devagar. Não, porque é o seguinte, Mateus, a minha pergunta é mais no seguinte sentido: o filme, ele pode ser bom como filme, mas ele pode não ser uma boa sequência de Toy Story, ou você acha que é ruim dos dois lados?
Donald Glover:Não, eu vejo claramente ele como um filme que ele não funciona porque ele é uma parte da saga do Toy Story, né? Porque se ele fosse um filme separado, cara, ia ser um filme da Pixar legal, divertido de assistir, sabe? Mas como ele tem um legado e você também tem personagens que eles mudam muito do terceiro filme para o quarto, ele cai nessas posições, sabe? Então esse é um dos motivos que me faz não gostar do do Toy Story 4. E também porque ele parece muito diferente de tudo que a gente já viu na franquia do Toy Story, né? É, em que sentido diferente? Como, por exemplo, o Buzz Lightyear no quarto filme, ele, as atitudes dele se resumem a clicar no botão e escutar a voz interior dele, sabe? E eu acho isso meio besta, porque tipo, poxa, um boneco que já tem 30 anos e aí tu precisa clicar no botão para escutar tua voz interior, sabe?
AFFONSO SOLANO:Ué, mas terapia demora 40 anos, cara.
TIAGO REX:A galera demora, a pessoa nunca tem idade para começar terapia também.
Donald Glover:Mas esse é só um dos motivos, né? Outro motivo que me faz não gostar também do Toy Story 4 é que todos os personagens que a gente acompanhou na saga, Jesse, Senhor Cabeça de Batata, Eles ficam descanteio, né? Eles ficam lá dentro do trailer da Bonnie para que outros personagens ganhem mais tempo, né? E aí você vê que isso claramente é uma estratégia comercial para vender Garfinho, para vender o Patinho Coelhinho, entende?
AFFONSO SOLANO:Sim, rolou essa. Inclusive, me ajuda aqui, o famoso vender brinquedo, né? Vender brinquedo. É, dá para vender brinquedo fazendo obra boa e dá para fazer obra bosta e vender brinquedo. Dá para fazer obra ruim e não vender brinquedo. Aí, né, coitados, boneco da Rey lá apodrecendo. Você tem uma Rey? Eu tenho uma Rey. Não tenho, não tenho. Mas a Moana vende bem, olha aí, só fazer filme legal. Mas o lance seguinte, me ajudem: o que eles são doados para Bonnie é o 3 ou 4? É o final. Isso não é o final do 4, gente, é o 3. É o final do 3, são aqueles que eles estão indo para fornalha.
TIAGO REX:É o 3, é o final do 3.
AFFONSO SOLANO:3 também é o terceiro. Então é a mesma coisa. Ah, então é ali, realmente é um filme perfeito de encerramento.
TIAGO REX:Sim, é a passada de bastão, né? Tipo assim, o garoto teve aquele brinquedo durante anos, viveu aquelas aventuras, né, durante anos com os brinquedos, e aí ele tá maduro, ele tá indo para faculdade, aquela coisa americana, né, tipo assim, que você faz faculdade e você faz em outro estado. Agora ele quer usar drogas, então agora ele É, né, ele sem saber o nome da pessoa que tá do lado. Exato, né? Os brinquedos dele não são iguais os brinquedos da mãe. Então o que acontece nesse caso aí, ele passa esses brinquedos para uma outra criança, e aqueles brinquedos vão ter uma experiência de voltar a viver com uma nova pessoa.
AFFONSO SOLANO:Essa cena que o Luciano botou aí é muito linda, cara.
TIAGO REX:É um novo, é um final e um novo começo. Então, tipo assim, você entregou ali uma passada de bastão, entre aspas, Muito bacana, porque você vê isso até com você, com seu filho. Você deu os bonequinhos para o seu filho?
AFFONSO SOLANO:É um pouco cedo, ele tá com 2 anos, Mateus, o Afonsinho. Aí eu falei, ah, acho que eu tô meio ansioso, vou dar logo os comandos em ação. Aí ele começou, porque é muito legal quando você tem criança, você começa a ver as etapas. Aí ele destrancou um dia o aplicativo dessa, essa, esse lúdico, né, de projetar uma personagem ali. Aí ele pegou 2 bonequinhos aqui do Jake, do Finn, do Hora de Aventura, que a gente tem Aí eu falei, pô, botar os comandos em ação. Aí começou a brincar, mas ele usa de mordedor também. Ele é meio que o troll, o troll lá do Ciclope do Odisseia, entendeu? Ele fica às vezes mordendo a cabeça.
TIAGO REX:Mas assim, é uma passada de bastão. Tipo assim, o filme terminou muito bem, e aí você tem um 4 que aí você vai contar a história da Bonnie com os bonecos. Mas aí foi que eu falei, para apresentar novos bonecos, também concordo contigo. Achei, eu não vi o com fato, tá? Porque você concorda com ele? Eu concordo com ele com essa coisa de você— não, eu concordo que ele tá vendo só super-herói. Eu concordo com ele com o fato de que, assim, não precisava contar uma história nova, podia ter terminado ali. Mas a gente acredita na Pixar. Eu gosto muito, o meu filme favorito da Pixar, Os Incríveis. Eu adoro Os Incríveis, maravilhoso, os melhores.
AFFONSO SOLANO:Preferia Os Incríveis 3 do que um Toy Story 5. Exato. Exato. E vocês?
Donald Glover:E você, Matheus? Eu tenho muita vontade de assistir Os Incríveis 3. Ele tá confirmado, inclusive, né? Só que o meu único medo é a direção do filme, porque nos dois primeiros quem dirigiu foi o Brad Bird, né?
AFFONSO SOLANO:O Brad Bird, é, exato.
Donald Glover:Não, ele é excelente. E agora no terceiro filme quem vai dirigir é o Peterson. Ele só vai assumir o roteiro, né? E o Peterson é o cara que dirigiu Elementos, É um filme legalzinho assim, não chega a ser legalzinho, é, pois é, sabe? Ok, mas aí tu não vai ter o cara que dirigiu os dois primeiros, e para mim ele é muito importante, sabe? Então ele vai estar só no roteiro. Estou interessado para ver, mas não sei se a gente vai ter uma obra-prima que nem foi o primeiro Incríveis, sabe?
TIAGO REX:Até porque Os Incríveis é o melhor Quarteto Fantástico do que o Quarteto Fantástico, e é um filme de super-herói que nitidamente você olha, ele não é feito para A história é bem sombria. O primeiro tem elementos ali, mas tem assim muita coisa de política, de governo, de heróis clandestinos, vigilantes. Ele conta uma história ali bem adulta até. Sim, então você tem isso, exato. Então você tem isso no primeiro filme. No segundo, com a aparição de novos heróis, poxa, Sabe, você tem, concordo contigo que acho que se botar uma outra pessoa que não vai fazer essa puxada e é elemento já um filme muito mais infantil, eu tenho medo de infantilizar em um conceito que é Os Incríveis.
AFFONSO SOLANO:Eu lembrei, a gente tá falando da referência do 007, né, que tem no primeiro ali, principalmente a caverna do, a base do Síndrome, né. Eu tava vendo o Kevin Nealon, que é um comediante que eu adoro, ele era do Saturday Night Live, ele tava falando de um sketch que eles tinham uma vez planejado que era como se o 007, que os 007 sempre que ele chega na base dos vilões é aquela base incrível, né, pô, aquela estrutura, os funcionários. E o Primeiros Incríveis você vê inclusive o backstage das bases, né, os caras andando nos carrinhos, os túneis, o funcionamento e tal, não sei o quê. E aí ele, o Kevin Newton, falou assim: a gente nunca viu o James Bond chegando na base tipo assim 2 meses antes da obra acabar. E aí tá tudo inacabado, sabe? Aí o vilão ficaria tipo: "James Bond, bom, aqui teria um aquário com tubarões laser, mas você chegou meio cedo, então..." Aí tentando esconder a parada assim, sabe? Então acho que o primeiro Incríveis, ele pegou essa zoeira também, sabe? Essas referências e juntou tudo de super-herói que a gente queria ver e não tá batendo na Marvel, não tá batendo nos filmes que deveriam ser de super-heróis tradicionais e o cara acertou. Então realmente a Pixar é Mateus, a Pixar não erra. Você acha que ela vai errar no Toy Story 5?
Donald Glover:Cara, eu já tenho bem mais expectativa para o Toy Story 5 do que eu tinha para o Toy Story 4, né? Porque apesar de eu acreditar muito na Pixar na época, eu tava com o pé atrás. Nesse daqui eu já não tenho o pé atrás. Primeiro porque quem dirige é o Andrew Stanton, que é o cara que tá desde o primeiro Toy Story, né? Ele tava junto lá com o John Lasseter. E também por causa da pauta. Que é tecnologia substituir os brinquedos, que é algo que a gente vê, né? Então o mesmo vale para o Divertidamente 2, né? O Divertidamente 2, por mais que as pessoas não vissem necessidade, a pauta é muito importante, que é discutir ansiedade, né? Então você tem essa discussão que eu acredito que torna o filme mais importante do que o Toy Story 4 foi.
TIAGO REX:Então você acha que talvez eles deveriam ter pulado direto do 3 para o 5 do que necessariamente ter feito 4?
AFFONSO SOLANO:É porque tá com a Bonnie, né, realmente.
Donald Glover:Eu acho que sim, eu acho que eles poderiam ter esperado esse tempo e aí trazer um Toy Story 5 com uma importância muito grande, que não ia fazer a gente ter aquela sensação de, putz, será que precisava, sabe? Porque o Toy Story 4, ele dá essa sensação, mas quando a gente traz um assunto que é muito importante, faz o público ficar, não, mas eles estão fazendo porque é necessário, né?
AFFONSO SOLANO:Eu sinto muito isso. Eu lembro, a gente tá falando aqui dessa, desse elemento mágico da Pixar, né, brincando que eles não erram, apesar da gente tá falando de possíveis erros, né, no caso aí do Toy Story 4. Eu lembro que o John Lasseter, quando ele fez o primeiro curta animado em CGI, né, em 3D, na época lá, pré-Pixar, do xadrez. Eu acho que é esse do xadrez aí, que tem um bichinho também lá.
TIAGO REX:Não, é só o jogo xadrez, é o velhinho que ele joga com ele mesmo. Que ele até aparece no Toy Story 2, que ele é o cara que repara o brinquedo, que é o que ele conserta.
AFFONSO SOLANO:Woody, antes desse ele fez um que era um negócio de uma abelha, uma abelhinha. Não sei se o Luciano consegue achar. Primeiro curta que o John Lasseter fez. E cara, ele ganhou um prêmio, foi no festival, e a galera ficou enlouquecida, né? Filme não tinha esse tipo de coisa, aquela história toda. Daí ele conta que chegou um executivo para ele e falou assim: John, seu filme é incrível, cara, é muito engraçado, é um filme engraçado. Que programa você usou para ficar engraçado? Aí ele, cara, a cabeça do executivo não é a cabeça do criativo. Olha esse desenho aí, ó, esse desenho aí. E aí o John Lester falou, e eu vou conectar um pouco na discussão que tá rolando hoje com inteligência artificial, ele falou: cara, não me interessa a ferramenta. Você der uma Ferrari para um cara que é péssimo de direção, o cara com Fusca vai passar ele, entendeu? Então assim, a magia vem do humano, vem da história, vem do timing, né? É claro que a máquina pode emular isso, e acho que a gente vai chegar num dia que vai chegar muito próximo, mas o elemento humano, ele ainda é o que faz, eu acho, que a Pixar ser muito superior em termos de contação de histórias, brincando aqui, do que outros estúdios. Você concorda, Matheus?
Donald Glover:Concordo 100%, sabe? Tanto que o John Lasseter, ele sempre defendeu isso, né, que as pessoas elas querem ver uma boa história. Né? E para mim, o fato do Toy Story 4 não ser bom é porque ele foi afastado da Pixar na época em que o Toy Story 4 tava sendo produzido.
AFFONSO SOLANO:Tu sabe dessa treta do John Lasseter?
TIAGO REX:Não, mas por favor, Matheus, conta para a gente essa treta aí.
AFFONSO SOLANO:Foi no Me Too lá, mó confusão. Mas ele não foi condenado a nada, foi— o que que você acha? A gente não pode botar a mão no fogo por ninguém, mas essa história—
Donald Glover:não, não dá para botar a mão no fogo não, mas a gente tinha mais que cobras na bota dele.
TIAGO REX:Tinha, tinha. O que aconteceu?
Donald Glover:Demais as pessoas, ele botava a mão na coxa também das mulheres. E aí deu toda uma treta, elas denunciaram ele e imediatamente foi afastado da Pixar.
AFFONSO SOLANO:É, ele nega, né, como a maioria nega isso que a gente falou. A gente não tem como saber porque teve muita gente que no Me Too era filha filha da puta, me ama, né? De olho raso em Weinstein, todo nojo. Mas teve uma turma também que foi posta no meio do balaio lá, tal. E hoje em dia ele tá trabalhando na Skydance, né?
Donald Glover:Ele é o chefe de animação da Skydance, que é aquela que fez Como Mágica. É uma casa de strip.
AFFONSO SOLANO:Tem nome de casa de strip. Skydance. The best girls and boys. Não, não é, não. Ah, mas fala aí onde é que ele tá.
Donald Glover:É, ele tá aí na Skydance, né? E aí, na época, aconteceu que ele estava trabalhando no roteiro do Toy Story 4. Era ele, o Andrew Stanton e a Rashida Jones. Isso era em 2014, né? Quando foi anunciado o Toy Story 4. E aí, essa moça, Rashida Jones, ela pediu demissão. Porque ela disse que a Pixar ela não tava dando espaço para mulheres, né? E o filme ele era uma comédia romântica. Então a gente ia ter o Woody e a Betty, né? Ele ia reencontrar a Betty no acampamento de verão. E o filme ele ia ser igual em alguns aspectos, mas diferente em outros, né? Por exemplo, no final do Toy Story 4, o Woody ele deixa a turma, né, por causa da Betty. Nesse final original do John Lester, isso não aconteceria. O que aconteceria é que na verdade a Betty ia perceber que ela também precisa de uma criança e o Woody ia voltar para Bonnie, né? Então ele ia ser um final mais clássico de Toy Story. Acontece que essa moça saiu e logo depois vieram as denúncias de assédio. E aí a Disney ficou com medo de lançar um filme com o roteiro do John Lasseter, chamou o Josh Cooley, que é um cara que pelo que eu lembro ele não tinha dirigido nada ainda, e mandou ele refazer todo o filme. Então, tanto que se você entrar lá no IMDb, tu vai ver que tem uns 8, 9 roteiristas envolvidos no Toy Story 4, que eles tiveram que fazer meio que às pressas para conseguir contornar e transformar esse filme em uma história que não fosse uma comédia romântica e não colocasse a Betty como dependente do Woody.
AFFONSO SOLANO:Entendi, entendi. É, e para o novo filme assim, vamos para o— eu comentei aqui que eu tô com um filhinho, Matheus, o Afonso, e é realmente um dos maiores desafios de quem é mamãe, de quem é papai hoje, é esse equilíbrio, porque não tem como você evitar que ele saiba que existe televisão, que ele saiba que existe celular, porque ele faz parte da nossa vida, mas ao mesmo tempo a questão da tela, né, rápida, coisas que mudam muito e tal, a gente sabe que causa hoje, o pessoal já entende que causa muito dano. Então o plot do filme vai ser meio que isso, né? Eles têm que competir com uma tablet. Eu achei maneiro isso, cara. Eu achei a jogada maneira assim. No nosso, se o Toy Story fosse nos anos 90, os brinquedos iriam competir com Super Nintendo, provavelmente. Exato. Mega Drive. Não é? Seria meio que essa jogada aí, mano.
Donald Glover:Tem até uma cena no Toy Story 2, o começo do Toy Story 2 é o Rex jogando um Super Nintendo, né? Exato, perfeito, bem lembrado.
AFFONSO SOLANO:E aí ela tá ali competindo com o—
TIAGO REX:é porque o videogame, bem ou mal, ele não acaba sendo um grande vilão, porque tipo assim, ele é um jogo. Então você joga aquele jogo, cansa, troca, troca. Talvez o vício em ficar muito tempo jogando, pelo que mostra ali a inteligência do tablet ali, ele foi o típico, uma inteligência artificial, ele faz tudo, né? Tanto que até no trailer mostra falando em espanhol, falando em inglês. E aí você vai ver talvez o interesse da criança, mas aí acho que acaba sendo forçado. Porque hoje em dia um adulto, uma pessoa mais velha, tem interesse em usar inteligência artificial porque você consegue informações mais precisas, mais rápidas. Ele ajuda você elaborar e-mail, trabalhos, enfim. Criança não tem essa elaboração toda, entendeu? Criança se distrai com pouco. Criança, você não vai pegar um tablet de inteligência artificial e colocar assim: em que ano o Super-Homem sabe, ele não tem esse interesse. Então calma, então você chegar, botar um tablet na mão de uma criança, ele vai fazer o quê? Vai morder o tablet, vai bater na tela. Não tem um ano de idade, mas ela vai se divertir com o quê? 8 anos de idade, o que que ela vai ver num tablet demais que vai chamar tanta atenção dela para tirar desse foco?
AFFONSO SOLANO:Eu não vi o filme ainda. O filme inclusive tá estreando hoje, esse programa tá indo para o ar aqui, a gente tá aqui, né, com vocês, o filme já tá no mas o que eu entendo ali é o seguinte: a inteligência artificial, o perigo dela, né, que vem acompanhado da vantagem, é que ela sabe o que você quer antes que você queira. Essa é a doideira. Então, por exemplo, com meu filho aqui, a gente bota lá no YouTube um desenho que é calminho, e aí, brother, o algoritmo ele fala assim: deixa eu tacar aqui um 'Um bebê tubarão.' E bebê tubarão, entendeu? Aí a criança, aquela parada capta a criança, porque o nosso cérebro é essa porra aqui. E aí você tira, e aí daqui a pouco o algoritmo de novo: 'Você gostaria de um bebê tubarão?' De novo, aí você tem que ficar meio que bloqueando e tirando, porque o algoritmo ele sabe, ele quer que você fique viciado naquela porra e não saia do tablet. Quantas pessoas já viram aí em restaurante, é aquela tristeza Pô, a criança lá tipo deslizando para cima, tipo, está arrebentando.
TIAGO REX:Adulto também faz isso, adulto também, nossa cabeça.
Donald Glover:Isso é algo muito interessante que também tá no trailer, também tá no trailer. Tipo, os pais da Bonnie, eles reclamam, né, que ela tá muito tempo na tela. Só que se você pega e observa de fundo, eles também estão mexendo no celular.
AFFONSO SOLANO:Olha que maneiro! Outro dia eu tava vendo um desenho bom para quem— eu tô cheio de dicas agora, só agora eu sou Afonso Papai. Tem um desenho que é excelente, não sei se o Matheus viu. Você tem filho, Matheus?
Donald Glover:Sobrinha? Uma coisa? Não, só cachorrinho.
AFFONSO SOLANO:É parecido, faz tanto cocô quanto. Mas a gente gosta muito da Bluey. A Bluey é uma animação australiana que é fantástica. Fantástico. Quem é mamãe, quem é papai sabe, muito maneiro, muito educativo. E é legal para o adulto ver. A gente assiste, sabe, e você dá risada de coisas que seu filho não percebe, claro, e ele de outras coisas. Mas tem uma hora que eles estão almoçando e aí a cachorrinha fala para o pai: "Pai, eu quero mostarda." Aí ele fala: "Ah, minha filha, essa aqui é só mostarda, é uma mostarda mais leve." Aí ela fala: "Ué, mas por que que eu não posso comer essa mostarda?" "Não, essa aqui é a minha mostarda." "Ah, por quê?" 'Não, porque a minha faz mal, a sua faz bem.' 'Ué, mas por que que se você sabe que faz mal, por que que você tá comendo?' Então acho que o negócio do tablet se comunica, né? O adulto, ele— a gente cuida melhor das nossas crianças e dos nossos animais do que de nós mesmos. É muito louco isso. Olha a quantidade de coisa que o Thiago injeta no corpo dele.
TIAGO REX:Mas meu filho vai passar pela mesma coisa que eu.
AFFONSO SOLANO:O teu filho vai nascer já gigante. Não vai, vai ter que ser uma cesariana histórica, coitada da esposa.
TIAGO REX:Mas por exemplo, entendi o seu ponto de vista como pai em relação ao tablet, algoritmo do Aquaman. Exato. Mas o filme tem que explorar isso muito bem, porque tipo assim, foi o que eu falei, uma criança mexendo no tablet, ele vai ver coisas que sejam talvez voltadas para criança, né, e vamos forçar isso. Mas aí, como é que vai ser esse embate, esse combate? Como é que você vai pegar os brinquedos quebrando o tablet?
AFFONSO SOLANO:Eu acho que o tablet, hein, Matheus, ele vai ser tipo um Brainiac, ele vai manipular tudo, ele vai acessar coisas, e vocês não conseguem. Você é um boneco de madeira e plástico, você não vai conseguir competir com a minha velocidade e tal.
Donald Glover:Tem um filme que é O Brinquedo Assassino, o reboot de 2019, em que é uma uma coisa parecida, né? O Andy, ele ganha o Chuck, e esse Chuck, mesmo que depois eles derrotem ele, ele consegue se conectar em outros bonecos. Então, tipo, mesmo que você destrua o boneco, a inteligência dele, né, a memória dele vai para outro dispositivo.
TIAGO REX:Mas tem um jeito muito fácil você derrotar esse brinquedo, é só não deixar carregar, porque os bonecos, eles funcionam, mas eles não empilha bateria. O tablet, ele precisa ser carregado, entendeu? Então, se você impede ele de se carregar, acabou, entendeu? Como derrotá-la? É só eles subirem com todos os carregadores, cortarem os fios, sabe, que acabou.
AFFONSO SOLANO:É verdade. Mas será que eles serão maus o suficiente para fazer isso? Você acha que— porque assim, o vilão, o Toy Story, apesar de ser uma obra que tem, trabalha muito com a inocência, os vilões às vezes eles Eles são maus mesmo, né? O Lotso é mau até o final, o vizinho é mau até o final, não é? Sim, o Mineiro também, eles são maus.
Donald Glover:A única que não seria malvada é a Gabi Gabi do Toy Story 4, né? Ela até tem a redenção dela no final do filme, né? Ela tenta lá roubar a caixa de som do Woody, só que depois ela percebe que a Harmony não tá nem aí para ela. Ela devolve, acaba sendo adotada por uma outra criança.
AFFONSO SOLANO:Como eu disse, o Toy Story 5 já está nas telonas, mas eu quero saber do Rex e do Matheus, eu vou meter o B dele também, qual o filme favorito da Pixar? O Matheus falou que é o 3, é isso? É o seu filme favorito?
Donald Glover:Toy Story 3, mas eu posso, eu posso dar um segundo?
TIAGO REX:Diz o próximo.
Donald Glover:O próximo seria Os Incríveis de 2004.
AFFONSO SOLANO:Os Incríveis é sensacional. E você, Rex?
TIAGO REX:O meu favorito ainda é Os Incríveis. Eu acho que ele conta uma história de herói muito bacana, é uma história de família, tem muita coisa de intriga, de espionagem, de governo assim. Ele tem uma temática um pouco mais adulta para uma animação, conspiração muito maneira, tem uma animação bem anos 60, era de ouro dos quadrinhos assim, tem um pouco de Bruce Timm ali no estilo desenho do Batman. Então, de todos, é o meu favorito. Agora, o meu medo só é que já acabou essa coisa de contar Toy Story, que daqui a pouco tá virando a franquia de Velozes e Furiosos. A gente tá vendo aí daqui a pouco eles em carrinhos automotivos, controle remoto. Pois é, mas aí vai virar uma loucura. Então, tipo assim, acho que já enterrou na terceira história. Acho que pode terminar ali e abrir portas aí para a gente ver outras animações com outras temáticas, investir mais nos Incríveis, inclusive. Essa seria minha sugestão mais realmente incrível, isso para mim é o melhor. E o seu, senhor Solano, qual seria a sua favorita da Pixar?
AFFONSO SOLANO:I'll be damned! Cara, eu fiquei pensando nos filmes da Pixar, né? Tem aquele Soul, que é bonitinho também, meio kardecista e tal. Os Carros nunca se conectou tanto comigo, é uma coisa mais para molecada, né? Também não curti muito não. É, os Toy Story são sensacionais. Cara, é foda porque a gente é nerdão, né? É Os Incríveis. Lembra quando eu vi Os Incríveis? Realmente foi essa parada que eu brinquei ali em algum momento sobre o Quarteto Fantástico. Porra, isso é o Quarteto Fantástico! Às vezes você vê uma obra que tá fazendo uma homenagem ou até uma paródia que ela faz melhor do que os estúdios estão fazendo os super-heróis que a gente ganha.
TIAGO REX:Muito entretenimento YouTube faz isso, faz, faz, lamentavelmente.
AFFONSO SOLANO:Então eu vou ficar com meu companheiro aqui, Osa Incríveis 1. Mateus, foi excelente brincar com você aqui no Plantão Nerd. Volte sempre, tá bom, meu queridão?
Donald Glover:Pode deixar, eu agradeço muito o convite. Quando quiserem, estarei disponível para participar aqui, e o papo foi muito legal, tá bom?
AFFONSO SOLANO:Valeu, um abraço para vocês. Valeu, Matheus! Você tem um amigo aqui. Diferentemente de Toy Story 5, eu lembrei de Divertidamente, que também é um ótimo filme do—
TIAGO REX:é, o primeiro é muito bom.
AFFONSO SOLANO:E para quem tem ansiedade, é um filme emocionante também. Mas eu continuo com Os Incríveis. Mas o programa está se encerrando, mas a galera fala assim: mas eu quero mais nerdice, eu não consigo parar de ter nerdice. Então eu quero recomendações. O que que tá estreando no cinema? Alguém jogou algum jogo bacana?
TIAGO REX:Que tá rolando? Então, falando de estreia, já estreou Toy Story 5. Então se você viu o 4, não gostou, quer tirar esse gosto amargo, vai ver o 5, dê sua opinião, diga o que você achou. Já está no cinema. Recomendações? Puxa vida, agora eu estou— bom, eu vou recomendar que você vá nos canais da sua plataforma de streaming também, de preferência HBO, que tem uma coletânea grande de filmes de animação da DC. E se você quer ver um pouco mais do Lobo, você pode ver tanto na série do Krypton como você também pode ver as animações da DC que tem lá. E aí você consegue ver tanto no Superman Animated quanto nos Titãs, no desenho dos Novos Titãs, o mais novo, né, o Young Titan, o Jovem Titã. Não, é o Ah, me esqueci o nome agora.
AFFONSO SOLANO:Você sempre teve melhores desenhos do que a Marvel. Exato, impressionante.
TIAGO REX:Então você consegue ver muito mais desse universo da Supergirl e do Lobo nas animações da HBO. HBO, porque só quem fala HBO são os idosos. Eu descobri isso, todo mundo só fala HBO.
AFFONSO SOLANO:Não é TV, é HBO Max. Ah, é Max, era Max, aí virou HBO de novo.
TIAGO REX:Enfim, vai na plataforma, coloca lá HBO e se divirta, que você vai gostar, porque as animações da Warner são incríveis, porque elas têm a direção do Bruce Timm, que é um dos melhores. É o cara que saca, ele é o nosso James Gunn, Zack Snyder da animação. Ele é muito bom.
AFFONSO SOLANO:O Bruce Timm é o James Gunn das animações da DC.
TIAGO REX:Agora, se você quer ficar forte de uma forma gostosa e nutritiva, eu recomendo que você compre seus suplementos na Growth Supplement e use meu cupom OHEX. Lá você vai achar sua creatina, o seu whey e outros suplementos para te ajudarem, né, a dar aquela crescida com saúde. E se você está buscando os seus manipulados e quer uma das melhores empresas do mercado, eu recomendo a Oficial Farma, que também trabalha comigo como atleta, e você pode usar o cupom OHEX para também conseguir os seus descontos.
AFFONSO SOLANO:E se você quiser continuar as aventuras com Afonso Solano, estou sempre no Matando Robôs Gigantes tanto aqui no YouTube quanto lá no Spotify e também no Bunker X, para que você tenha sua dose semanal de verdade, assim como a sua dose semanal de nerdice aqui no Plantão Nerd.
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