Episódios de Inteligência Ltda.

1870 - LUIZA POSSI

17 de junho de 20262h13min
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LUIZA POSSI é cantora, compositora e apresentadora. Ela vai bater um papo sobre sua carreira, seus novos projetos e contar histórias legais. O sonho do Vilela era ter uma banda, mas tem que se contentar com o bando que trabalha no podcast.

Participantes neste episódio3
R

Rogério Vilela

HostApresentador
H

Homer

Co-host
L

Luiza Possi

ConvidadoCantora, compositora e apresentadora
Assuntos8
  • O Papel do Álcool e ComportamentoDependência de álcool no casamento · Decisão de parar de beber · Impacto na família e no casamento · Conversão ao cristianismo
  • Identidade ProfissionalInício da carreira musical · Influência da mãe (Zizi Possi) · Transição para o gospel · Identidade cristã · Conferencista e palestrante
  • Dívidas e prosperidadeVisão sobre dinheiro e abundância · Ajudar o próximo e transbordar · Origem humilde e berço cultural · Resolução de questões internas (perdão, amor próprio)
  • Relacionamentos e CasamentoEncontro com o marido (Cris Gomes) · A importância do propósito no casamento · A frase "Por que suspiras, Luiza?" · Cris Gomes como diretor e empresário
  • Lidando com haters e autoestimaRejeição e ódio na internet · Estratégias para lidar com críticas · A importância de não dar importância · O papel da fé em momentos difíceis
  • IA na arte e músicaParticipações em shows (Titãs, Paralamas) · Músicas do EP "Eu Quero Conhecer Jesus" · Carreira no gospel e no secular · O papel da música como ferramenta de salvação
  • Memória e NarrativasConfusões de identidade (Luiza Mel, Luiza Possi) · Experiências com o Orkut · Lembranças da infância e adolescência · O papel do teleprompter (TP) em shows
  • Legado de Guto Graça MelloPrograma "Perdidos da Noite" · Participação no "Show dos Famosos" · Cris Gomes como diretor do programa · A figura de Faustão na televisão
Transcrição896 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

Rogério Vilela:Aterráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Avilela e tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais Musical do que a minha, do que a sua, com certeza. Canta um parabéns para você aí.

Homer:Parabéns para você e mim, em sol sustenido, com a décima terceira aumentada ou não?

Rogério Vilela:É replicada em dó.

Homer:Então vamos lá, você vê que eu entendo de música, né? Parabéns para você nessa data querida.

Rogério Vilela:Sério? Não fala isso.

Homer:Você viu que moral? Você entende de helicóptero? A helicóptero posse falou que eu sou afinado.

Rogério Vilela:Que que elogiaram você também? Você entende de helicóptero? E que mais que você acertou aqui que o pessoal, você entende disso também?

Homer:Foi de uma música também, foi de uma música de MPB. Verdade?

Rogério Vilela:Olha só, cara, eu acho que sim, cara.

Homer:Eu tentei lançar um disco, Voo Pela Janela.

Rogério Vilela:Não faz isso com convidado, pessoal acha que você é um cara sério.

Homer:Olha só, cara, né, de ser sério, mano. Tem cara de tiozão e fez uma piada de A quinta série.

Rogério Vilela:Pois é, agora fala quinta série, o que que o pessoal de casa tem que fazer?

Homer:Hoje é uma live especial dedicada para pessoas especiais que são os nossos membros. Se você ainda não é membro, cara, você tá panguando, então torna-se membro aí, que os membros eles têm uma regalia, eles passam na frente do chat, eles sabem quem vai vir aqui e já manda pergunta.

Rogério Vilela:Quantos membros? Quem são os principais membros?

Homer:Olha, tem Mike Baguncinha, tem Naldo Beni, tem Henri Cristo. Olha, tem uma par de gente. Henri Cristo, o pai, o pai, é nada, ele inventa cada dia, ele inventa Cara, esses dias até o Jeff Bezos mandou uma mensagem aqui.

Rogério Vilela:Em português?

Homer:Não, ele mandou em inglês. O problema é que eu não sei ler em inglês e eu não li a mensagem dele.

Rogério Vilela:Que legal, Jeff Bezos. Legal por ter se associado aí, né?

Homer:Pois é, cara.

Rogério Vilela:Então, se você quiser mandar superchat, manda, mas a gente vai dar preferência aos membros, certo?

Homer:É isso aí. Então, já aproveita e deixa o like e se inscreva no canal, né?

Rogério Vilela:Você é membro? Você é membro? Hã?

Luiza Possi:Você... Vou ser membro.

Rogério Vilela:Ah, entendi. Você é membro.

Luiza Possi:Você é membro. Não, vou ser membro. Vamos melhorar a dicção.

Rogério Vilela:Vamos, vamos, vamos ser membros. Por falar em membro, não tem a ver com membro.

Luiza Possi:Você sabe que eu cheguei aqui cantando parabéns pra você?

Homer:Por quê?

Luiza Possi:Porque eu cheguei aqui, tinha um prato de coxinha com risole, com não sei o quê, eu falei: "Gente, é aniversário, como a gente pode fazer uma coisa pra você?" Parece aniversário de criança.

Rogério Vilela:Eu tive agora aniversário do amiguinho do meu filho, era isso.

Luiza Possi:É?

Rogério Vilela:Aí eu trouxe de lá esses.

Luiza Possi:Então era aniversário.

Rogério Vilela:Era do aniversário de sábado isso aí.

Luiza Possi:Então hoje a temática é parabéns pra você.

Rogério Vilela:A gente só esquentou, né?

Homer:É isso aí, só esquentamos.

Rogério Vilela:Tem um pedaço de bolo também com o nome...

Homer:O bolo de ficar na geladeira ficou duro.

Rogério Vilela:Então não vamos oferecer para ela, né?

Homer:Deixa quieto.

Rogério Vilela:Tá certo. Vamos falar então de muita coisa. Você veio aqui quanto tempo atrás, Luiza?

Luiza Possi:Menino, vamos fazer esse paralelo que eu acho bem interessante. Eu vim, a gente tava vendo, em junho de 2023.

Rogério Vilela:Nossa, 3 anos, cara!

Luiza Possi:Em junho de 2023 eu era outra pessoa.

Rogério Vilela:Eu também, eu tava casado.

Luiza Possi:Você não tá mais?

Rogério Vilela:Não, faz 2 anos que eu separei.

Luiza Possi:É que não sai na cara.

Rogério Vilela:Não, não sai em nenhum lugar. Eu não falo em nenhum lugar, não fiz voto.

Luiza Possi:Você acabou de falar agora isso.

Rogério Vilela:Não, assim, o pessoal foi sabendo sem eu falar.

Luiza Possi:Entendi.

Rogério Vilela:Puxa, só fez vídeo sobre minha separação sem saber nada.

Luiza Possi:É mesmo? Inventando coisas? Como é que é a vida?

Rogério Vilela:Supondo coisas, né?

Luiza Possi:Supondo.

Rogério Vilela:Por que será que você parou? Não sei o quê.

Luiza Possi:As pessoas supõem demais, né? É uma vontade de saber da vida alheia.

Rogério Vilela:Pessoal tem que preencher as lacunas, né?

Luiza Possi:Preencha você mesmo.

Rogério Vilela:Exatamente, aí preenchem.

Luiza Possi:E nossa, eu fiquei lembrando, né, que quando eu vim aqui há 3 anos atrás, eu tomei acho que umas 5 cervejas.

Rogério Vilela:Sério?

Luiza Possi:Durante, você falou, não pode beber durante o programa, e para mim isso era uma coisa super normal assim.

Rogério Vilela:E hoje você bebe o quê, 2?

Luiza Possi:Não, hoje é, não, então eu acho que toda a mudança que aconteceu na minha vida foi exatamente por esse momento de ter que parar de beber. Sério?

Homer:Sim.

Rogério Vilela:Você bebia meio todo dia ou de vez em quando?

Luiza Possi:Como que era, cara?

Rogério Vilela:Teve a pandemia, né, 2020. Você vem em 2023, tá?

Luiza Possi:Bom, teve a pandemia e a pandemia meio que todo mundo, todo mundo que bebia começou a beber mais. E eu e meu marido, a gente bebia muito, muito. E é um tema bom, já vamos começar.

Rogério Vilela:Claro, vamos falar. Não, antes de mais nada, então se apresenta para o povo. Se é que tem alguém que não te conhece.

Luiza Possi:Prazer, meu nome é Luiza Poce. Se você não conhece, coloca no ChatGPT— não, porque ele pode botar uma imagem estranha, mas bota no Google que ele vai te dar toda a minha ficha. Também pode não ser tudo verdade, mas eu sou a Luiza Poce, continuo sendo a Luiza Poce, tem 41 anos, sou mãe do Luca, do Mateu, casada com o Cris Gomes. Luca e Mateus, sem S, ninguém tem S.

Rogério Vilela:É Luca e Mateu. Ia ter um significado?

Luiza Possi:Não, são nomes italianos, né? Luca e Mateo. E a minha família vem de— é, Mateo, Mateo, Luca. A minha família italiana, uma parte dela, a outra é romena, e a outra do Acre. Cara, é uma bagunça, tem tudo misturado, é uma delícia. E A cidade do meu avô era Lucca. Então, meu primeiro dia... Lucca na Itália. Sim, na Itália.

Rogério Vilela:Cidade dos quadrinhos, sabia, né?

Luiza Possi:Os quadrinhos?

Rogério Vilela:Tem uma feira de quadrinhos absurda lá. Já fui pra lá.

Homer:Sério?

Luiza Possi:Já foi pra Lucca?

Rogério Vilela:Já, por causa dos quadrinhos. Se não me engano, tem um muro grande assim em volta da cidade ou alguma coisa assim. Eu lembro de ir lá.

Luiza Possi:A gente tá doido pra ir pra lá, pra levar eles. E Lucca era o meu apelido. Que eu perdi quando eu dei o nome pro meu filho, de Luca, meu apelido familiar.

Rogério Vilela:E tinha aquela música, né?

Luiza Possi:My name is Luca. Ah, sim, nossa! Mas era um apelido só assim de mãe, pai, tio, vó, avô.

Rogério Vilela:Não, por quê? Luisa, Luca. Acabou ficando.

Luiza Possi:Era Luca. E aí eu gentilmente cedi ao meu filho, por pressão familiar, mentira, mas eu falei: "Não, não vou, é meu nome." Ele: "Não, acho que é um ato de amor, né?" Você dá o seu nome e passar pro seu filho. E aí o meu marido tinha dois pré-requisitos para ter filhos. Ele já tem um chamado Miguel. Então tinha que ter duas sílabas e tinha que ser um nome que em qualquer lugar do mundo você conseguisse falar. Então as opções eram restritas, né? Podia ser Davi. Aí eu queria João.

Rogério Vilela:É que nem meu, Noah. Eu pensei nisso também.

Luiza Possi:Você pensou nisso? Duas sílabas e no mundo inteiro.

Rogério Vilela:Se tem uma confraria, é meio um pensamento no futuro para facilitar o trabalho dele assim, internacional. Se for fazer, pode trabalhar em qualquer lugar.

Luiza Possi:Olha, e duas sílabas porque o nome do meu marido é Cristiano, e aí ele tem um trauma assim. Sério? É, cada um com seus traumas, né?

Rogério Vilela:Então é, pensei, João, é só três sílabas, é, mas tinha filha de uma amiga minha que chamava de Vilelo. É porque ela falava o nome de homem tem que terminar em O, não em A. É Vilelo.

Luiza Possi:E aí eu pensei em João. Aí minha amiga tem um marido chileno, aí eu falei: fala João.

Rogério Vilela:E aí falou: João.

Luiza Possi:Aí eu falei: então não vai dar para ser João, não vai dar para ser João. Aí ficou Mateu para cumprir o pré-requisito. E para seguir a ordem, lá, né, Luca, Matheu. Mas um dia eles vão me xingar muito porque não tem S. O Luca tem 6 e Matheu tem 4.

Rogério Vilela:Ah, então eles vão ver essa entrevista no futuro e vão entender porque o nome deles, e eles, coitados, já passam por isso, né?

Luiza Possi:Coloca S. Não, então, e ele fala o dia inteiro sem S. É sem S. Quando eles tiverem 18 anos, eles já vão ter falado isso mais ou menos umas 5 mil vezes.

Rogério Vilela:Eu já deixaria, chama com S mesmo.

Luiza Possi:Porque minha mãe fez isso, mas tinha Tinha um motivo.

Rogério Vilela:Você vai ver quando eles tiverem filhos, vai chamar Andressa com 3 S.

Luiza Possi:É sempre assim, né? A gente sempre faz o que os nossos pais não fizeram.

Rogério Vilela:É que meus pais, na geração deles, a moda era colocar com a mesma letra, né? Era Rogério e Renata.

Luiza Possi:Ah, tinha isso.

Rogério Vilela:Outro era Marcelo, Márcia. Temos um nome bem bonito aqui que é de uma amiga minha que está nos visitando. Por favor, venha ao microfone aqui. A Leia. Você acha que Leia é o nome dela? Não, é apelido.

Luiza Possi:Não, com certeza não.

Rogério Vilela:Como você acha que é o nome da Leia?

Luiza Possi:Meu Deus, é tipo adivinhar o nome?

Rogério Vilela:É apelido.

Luiza Possi:Olhando para o rosto, adivinhar o nome.

Rogério Vilela:É o apelido é Leia.

Luiza Possi:Andressa?

Rogério Vilela:Não.

Luiza Possi:É que você falou Andressa agora, eu fiquei sugestionada. Outra chance. Paula? Não, usa outras letras. Jéssica?

Rogério Vilela:Bastante letras.

Luiza Possi:Wedis Leia. É, e eu sou, minha família é toda assim: Rabina Tagoras, Pitágoras, Desdêmona, Crisna Tagoras, Ramakrishna, Napoleão, Cleóbola, que é minha avó, e não tô brincando não.

Rogério Vilela:Você tá vendo? Seus filhos não têm do que reclamar.

Luiza Possi:Tá vendo, gente? Cleóbola! Só pedi para tirar o S. Imagina! Apelido Tobinha.

Rogério Vilela:Tobinha! Cleóbola, apelido Tobinha. Que maravilha!

Luiza Possi:Cleóbola!

Rogério Vilela:Cara, até difícil de pensar no nome.

Luiza Possi:Nem difícil de digerir, né?

Rogério Vilela:Cleópatra com sei lá.

Luiza Possi:Mas era mistura de pai e mãe? Não.

Rogério Vilela:Você sabe por quê?

Luiza Possi:Disse que foi meu avô, disse que meu avô era filósofo. É isso mesmo. Nordeste, Nordeste gosta dessa junção de nomes, de inventar coisa. Gosto, gosto.

Rogério Vilela:Walt Disney, né? Em homenagem ao Walt Disney.

Luiza Possi:Walt Disney. 1, 2, 3 de Oliveira, 4.

Rogério Vilela:Agora parece que pararam, que não pode mais colocar.

Luiza Possi:Não pode mais, né? Não pode, não pode.

Rogério Vilela:Se não ia ter hashtag, arroba, trend. Como chama o seu filho? O trend e o arroba. Trend e tops.

Luiza Possi:E os cachorros, a minha primeira cachorra chamava Judite Maria.

Rogério Vilela:Ah!

Luiza Possi:Cara maravilhosa. E ela era uma personalidade.

Rogério Vilela:Judite Maria.

Luiza Possi:É, porque eu sou a favor de dois nomes, entendeu?

Rogério Vilela:Pra cachorro?

Luiza Possi:Pra todo mundo. Então eu falei para o meu marido: eu quero que ele se chame Luca alguma coisa. Ele falou: não, porque eu tenho, né, são 4 filhos. Mas lá em casa ele é o Luca José e o Mateus Luiz.

Rogério Vilela:Porque se você falar Luca, Luca é uma coisa.

Luiza Possi:Calma. Luca, Luca José, ele vai na hora. É verdade, vem na hora.

Rogério Vilela:Igual a Judite Paredes, ele não vai.

Luiza Possi:Noa Vilela, entendeu? Mateu, Mateu, Mateu Luiz, opa, entendeu? E aí uma José, o outro Luiz.

Rogério Vilela:Como sua mãe te chamava quando tava brava?

Luiza Possi:Ela não chamava, ela só fazia assim, ó.

Rogério Vilela:Não era? Eu tomei tapa para caramba. Sério?

Luiza Possi:Aqui eu já me tremi inteira, já falando.

Rogério Vilela:Meu pai só olhava, mano. É, meu velhinho lá dá até dó, né, cara? Docinho, né? Os pais, eles ficam doces depois que fica velho, né? Quem vê fala: "Nossa, ele deve ter sido tão carinhoso." Não, minha mãe, ela batia pra valer.

Luiza Possi:Deixa eu te falar, minha avó, minha nona Teresa, que me criou, e aí eu falei assim: "Nossa, avó..." Ela já se foi. Falava: "Avó, as pessoas falam que você era ruim, mas você é tão fofa, você..." "Não, linda, era ruim, viu? Ruim, ruim, ruim." Meu, minha era ruim mesmo, viu, Lindalva? Ainda bem que ela sabe, né? Acredita, viu?

Rogério Vilela:Que minha mãe esqueceu. Eu falo que ela me batia, não sei o quê, eu falo: "Não, filho." Falei: "Quem bate esquece." Mas quem apoia... A Vaiana, a Cíntia...

Luiza Possi:Não, mas a minha mãe, ela não é a mesma pessoa que é a avó dos meus filhos. Ela foi abduzida, ela...

Rogério Vilela:É mesmo? É, não é a mesma pessoa. Transforma, né?

Luiza Possi:Não, por exemplo, isso aqui. Ficou meio isso aqui com... 6 anos de idade, 7. E olha lá, uma vez na vida e outra não existia isso, não existia. Ontem ela mandou um Uber levar um pudim na minha casa, mandou um Uber levar um pudim na minha casa, que ela fez.

Rogério Vilela:E fica chateada se não comer?

Luiza Possi:Muito chateada. Mas não era para mim o pudim. Ela nunca ia mandar um Uber levar um pudim para mim, era para as crianças. E chocolate, não sei o quê. Então eu creio, eu creio que a minha avó, a outra, né, que tá aí, eu acho que ela me ama mais do que os filhos dela. Polêmico.

Rogério Vilela:É, tem que pensar isso daí. Mas você, quando você virar avó também, vai ficar mais doce. É, a avó fica doce, né?

Homer:Você não acha?

Luiza Possi:Eu acho que a avó é mãe com açúcar.

Rogério Vilela:Então é isso, vai ficar mais doce.

Luiza Possi:Mas eu acho que eu sou uma mãe com adoçante.

Rogério Vilela:É mesmo? É.

Luiza Possi:Eles têm medo do pai assim, não tem medo da mãe. Você é pai?

Rogério Vilela:É, eu sou pai, mas não sou tão doce assim.

Luiza Possi:Tudo bem, está no seu papel.

Rogério Vilela:Só falo "noah" e ele já vem.

Luiza Possi:Quantos anos ele tá?

Rogério Vilela:8, vai fazer 9.

Luiza Possi:Ai, passa muito rápido.

Rogério Vilela:Passa, passa, passa. Tá numa fase muito legal de tagarelar agora. Era muito quieto, agora tá começando a falar.

Luiza Possi:É gostoso demais, né?

Rogério Vilela:Mas já tem aquela vergonhinha de deixar na escola e falar: "Tá aqui, tá bom, pai." "Não, vou até lá." E vai me dar um beijo. É, aí ele dá beijo, mas...

Luiza Possi:E vai dizer que me ama.

Rogério Vilela:É, você vê que ele preferia só ir, né?

Luiza Possi:Só ir.

Rogério Vilela:E aí, o que mudou na tua vida então?

Luiza Possi:A gente tava falando da bebida, né? Que a gente tava vindo aqui e eu...

Rogério Vilela:Não bebe mais com seu marido?

Luiza Possi:Não, então aí... O meu marido— eu acho bacana falar sobre isso porque as pessoas falam muito sobre relacionamento, mas talvez a profundidade do relacionamento não role na internet. E coisas que são difíceis de falar, eu e meu marido a gente já combinou, a gente já falou sobre isso na internet e eu acho importante falar. Ele bebia muito. E ficava, não era legal, comportamento não era bacana. Então cada vez que ele bebia já me dava um pavor, assim, um medo. Não nada de violência e tal, mas ele ficava agressivo, ele ficava com ciúme, ele ficava, sabe assim, nada de violência, nada disso, mas era—

Rogério Vilela:Você via que mudava, né?

Luiza Possi:Mudava e tinha ali uma coisa que fantasiava uma história que não tava acontecendo. E aí eu alertei várias vezes, eu sei que muitos casamentos passam por isso, porque quando eu falo as pessoas elas até não Não falam de volta, mas você vê o olho enche de água, acaba: "É, meu marido também e tal." Então eu acho importante falar isso.

Rogério Vilela:Mas às vezes também da mulher, já ouvi de história.

Luiza Possi:Sim, eu não tô dizendo... É, não, já ouvi história do cara falar: "Puts, ela bebe, não sei o quê." E teve um dia que eu cheguei no meu limite assim, e eu falei pra ele, eu falei: "Ó, eu vou embora com os meus dois filhos e vai acabar, vai acabar." Por causa disso? Por causa disso, porque eu não tô aqui pra isso. E acho que dessa vez ele sentiu isso muito sério. E era dia 21 de janeiro.

Rogério Vilela:Eu acho que algumas pessoas sabem, né, quando é sério.

Luiza Possi:É, eu acho que é diferente. Elas sentem quando chegou no limite. E ele falou pra mim: "Eu nunca mais vou beber." Só que a gente já ouviu essa frase várias vezes, né? Então a gente não leva a sério. E aí, Vilela, faz acho que 2 anos e meio que ele nunca mais bebeu.

Rogério Vilela:Sério?

Luiza Possi:E aí, o que aconteceu? Eu pensei na hora, né? Bom, eu não tenho nada a ver com isso, vou eu continuar bebendo. E aí, dia 4 de fevereiro, num carnaval, numa véspera de carnaval, a gente tava na Bahia. De 24, de 24, a gente tava na Bahia, ele sem beber. Eu, à tarde, falei: não, eu vou ali, vou beber. E fiquei bebendo, bebendo, bebendo sozinha assim, olhando o pôr do sol. E veio uma voz assim na minha mente, que hoje eu sei muito bem quem é, e falou assim, porque eu bebia e falava para mim mesma: "Não, eu não estou na vibe, eu não estou na vibe." "Não estou ainda na vibe." "Não estou ainda na vibe, não cheguei, não cheguei." E aí veio essa voz, que hoje eu sei muito bem quem é, E falou assim: você nunca vai chegar aonde você quer desse jeito, não é desse jeito que você vai chegar.

Rogério Vilela:Era um lugar que você chegava de vez em quando e você queria ficar naquele estado mais calma ou mais relaxado, ou não?

Luiza Possi:Eu acho que não é mais calma nem mais relaxada, eu acho que é a fuga da realidade. É uma lacuna, é uma fuga da realidade, é um vazio que você tem que você não quer mais estar ali, você quer estar em qualquer outro lugar.

Rogério Vilela:Em algum era sempre bebida ou às vezes era outra coisa?

Luiza Possi:Não, era sempre bebida.

Rogério Vilela:Porque tem gente que é droga, tem gente que é sexo, tem gente que sei lá, é outro tipo de estímulo.

Luiza Possi:E aí era dia 4 de fevereiro, eu sou muito boa de data, em outras coisas sou muito ruim, mas de data sou boa. E eu entrei no quarto, falei pra ele assim: "Então nós que não bebemos..." Aí ele olhou pra mim e falou: "Cara de pau, você bebeu o dia inteiro." inteiro. Aí eu falei, não, nós que não bebemos. Aí ele começou a rir. Aí eu falei, ó, me leva a sério, porque eu percebi o seguinte, Vilela: não dá para um casamento funcionar se você tá numa frequência e a pessoa tá em outra frequência. Então isso não dá para um casamento andar, porque o que segura um casamento não é o amor, é o propósito. O propósito segura o amor, mas o amor não segura o propósito.

Rogério Vilela:Deixa eu entender, pera aí, porque o amor é essencial, né?

Luiza Possi:O amor é essencial, mas para mim o amor é como se ele fosse ali uma pérola, tá, que as outras coisas têm que proteger a pérola. Ou seja, os hábitos, a frequência, a gentileza, o carinho, a compaixão, o companheirismo.

Rogério Vilela:Eu acho que o amor não é nenhum sentimento, é uma decisão.

Luiza Possi:Sim.

Rogério Vilela:Todo dia você decide amar uma pessoa.

Luiza Possi:Exatamente. Mas pra mim, a minha visão do amor é como se ele fosse ali uma coisa que não pode se quebrar, porque depois não tem como juntar.

Rogério Vilela:É verdade.

Luiza Possi:Então, pra que ele não se quebre, todas as outras coisas têm que estar funcionando pra manter essa pérola ali cuidada, sabe? Reservada, assim, guardada. E uma das coisas que preserva é isso, assim, não, eu escolho andar na mesma frequência que você. Tanto que assim, a minha conversão ao cristianismo, o meu encontro com Jesus e com Deus, o Cris também olhou e falou: "Cara, eu também vou por aí." Porque a gente, eu acho que o segredo do meu casamento hoje, eu tenho 9 anos de casada, tenho um Thiago de 15 anos e 2 filhos e trabalho com meu marido. Eu acho que uma das coisas que faz isso, a máquina funcionar, a história funcionar, É a gente não querer se perder em nenhuma estação, sabe? Então assim, eu quero aprender mais sobre isso, então eu vou também aprender mais sobre isso, senão vai ficando para trás. É porque senão você vai entrar no mundo, você vai conhecer pessoas, você vai entrar numa frequência que eu não tô te acompanhando, e eu ao mesmo tempo não vou estar em nada, eu vou estar em outra. E de repente quando você se encontra, você fala, cara, quem é você mesmo, né?

Rogério Vilela:Verdade, tem Nada a ver.

Luiza Possi:Então a gente parou de beber juntos.

Rogério Vilela:Achei que você parou e aí trouxe ele.

Luiza Possi:Não, ele parou dia 21 de janeiro. No dia 4 de fevereiro eu fiquei nessa de beber, beber, beber e falar: não tô nessa vibe. E veio essa voz falando para mim: você não vai chegar aonde você quer dessa maneira. E eu entendi, falei: ok, então não vou beber mais e vou acompanhar meu marido, porque também sei que é uma tentação ali o dia inteiro, entendeu? Sua mulher tá bebendo, você não tá. Em algum momento ou você caiu, ela caiu. E aí a gente parou junto. Eu fiquei um ano sem beber absolutamente nada. Depois, depois mudei minha relação com álcool. Ele tá 2 anos e meio e assim não sente falta, não, nada, sabe? Foi tirado dele. E a minha relação pôde, cara, melhorou muito. Não, não é que melhorou assim, não existe outro problema, cara. Com a graça de Deus, não existe, não existe, não tem, não tem. Claro que tem outros desafios, tem outras, né, a gente vai pulando de nível, vai indo para outra coisa, vai indo para outra coisa, mas assim, problema, briga, confusão, contenda, sabe, não tem na minha casa, com a graça de Deus. E aí quando, bom, aí é outro assunto da história da conversão de Jesus entrar em casa.

Rogério Vilela:Peraí, na linha do tempo, primeiro você parou, depois você se converteu.

Luiza Possi:E eu creio muito—

Rogério Vilela:Eu achei que você tinha se convertido antes e por isso—

Luiza Possi:Então, isso que é bacana falar. Ao contrário, quando a gente parou de beber, eu sinto que a nossa casa ficou muito mais harmoniosa. Porque não era um bebê, porque vamos falar de bebê, ah, mas pô, eu bebo— Cara, não é isso. Mas assim, se você tem controle sobre isso, parabéns, que legal. Mas tem muita gente que tá ouvindo a gente aqui que não tem controle sobre isso, que a vida tá completamente tomada por vícios, que pode ser bebida, que pode ser outras drogas, que pode ser— mas o problema é o vício, problema é o domínio, quando você não tem esse domínio próprio e quando você é dominado por outras coisas. Esse é o problema. Eu fazia muito meme, a minha internet, né, a minha comunidade, a minha história era muito em cima de meme de bebida. Era basicamente isso. E as pessoas, alguns comentários assim: "Pô, mas você vai ficar falando de bebida?" Eu falei assim: "Ah, que coisa chata, careta." Sabe? Até que eu entendi, porque na minha casa tinha um problema sobre isso. Então assim, eu não sou contra quem bebe, eu não sou contra bebida, mas é importante você saber que assim, nós somos pessoas que falamos com muita gente. E quem tá nos escutando, talvez pra você seja bacana vir aqui no Vilela tomar uma cerveja, mas o cara ali, pra ele aquilo é um mega problema. Então não vou ficar. Então tudo girou em torno disso, porque eu falei: não, pera aí, eu tenho, cara, eu fiz, eu estudei tanto na vida, eu estudei PNL, hipnose, cabala, eu estudei muito, oponopono, fiz, sabe, uma busca muito grande sempre para ficar aqui fazendo meme de bebida, sabe. Pra pessoa passar o dedo e acabou.

Rogério Vilela:Mas dá um exemplo, que tipo de meme?

Luiza Possi:Ah, nossa. Piadas? Piada.

Rogério Vilela:Tipo o quê assim? Eu não lembro desses memes.

Luiza Possi:Vamos lá, teve um que viralizou que eu falava assim, ai, eu nem lembro, juro mesmo. Que eu falei— É outra vida pra você. É outra vida, não. E quando eu entrei aqui eu tive muito essa sensação, sabe?

Rogério Vilela:Eu tenho também essa sensação com você.

Luiza Possi:Tem?

Rogério Vilela:Tenho, claro. É outra pessoa. Verdade.

Luiza Possi:Que legal. Que legal saber disso. Mas teve um, acho que, nossa, viralizou muito, que era... Como é que era? Da Jéssica? Ai, é... Às vezes eu penso: Jéssica, para de beber. Às vezes eu falo: Jéssica, para de beber. Aí eu aparecia com um copo e falava: Ainda bem que eu não me chamo Jéssica.

Rogério Vilela:Ah, tá, nesse sentido.

Luiza Possi:Era nessas coisas de brincadeira.

Rogério Vilela:E achava meio bobo, mas a galera falou: meu, olha o que você tá fazendo, né?

Luiza Possi:Mas viralizava e todo mundo, né? E a bebida e tudo lá, lá, lá, lá, lá. Então quando a bebida parou, aí eu acho que Deus pôde entrar na minha casa, entendeu? Antes disso não ia poder. Por isso que eu acho que você precisa criar um ambiente para que possa haver o— exato.

Rogério Vilela:Uma casa para visitar, para ver o encontro.

Luiza Possi:Deus não entra em ambiente confuso, Deus não entra na tua confusão, Deus não entra, sabe, nas tuas brigas, nas tuas, nas coisas que estão sujas. Deus não entra em lugar que tá com a cama desarrumada, que tá com a pilha cheia de coisa para lavar. Ele não entra nesses lugares, ele é reto. A palavra dele é reta, é direta. Ele quer tudo arrumado. Tudo arrumado para ele poder entrar e fazer o que ele tem que fazer. Então quando a gente arrumou a casa foi muito, sabe, foi um caminho que começou a se desenvolver a partir disso.

Rogério Vilela:Isso está falando de meses ou anos?

Luiza Possi:Vamos lá, a gente parou de beber em janeiro, fevereiro, aí a gente começou a buscar mais Deus e buscar coisas mesmo, igreja em casa, a princípio, lendo, orando. A gente sempre buscou Deus, sempre. Eu não fui criada no cristianismo, mas ele foi. Ele já tinha sido de grupo jovem de igreja e tal, no catolicismo, jovem. Mas depois, quando eu conheci ele, eu falei: você acredita em Deus? Ele falou assim: meus amigos são biólogos. Aí eu falei: tá, mas "Vamos ter que acreditar em Deus." E foi essa busca. E aí, um dia a gente fez uma reunião com uma pessoa, e eu acho isso muito engraçado, Vilela. Às vezes você tem uma reunião ou você faz uma parceria com uma pessoa, aquilo não dá em nada, mas em um momento o cara falou um negócio que aquele um negócio vai mudar sua vida para sempre. Já aconteceu isso com você?

Homer:Tentando lembrar.

Luiza Possi:Sabe, você chega num lugar que não tem o menor sentido de você estar ali, não vai acontecer nada, aí até faz a parceria.

Rogério Vilela:Você chega e se arrepende, fala: meu, o que eu tô fazendo aqui? Depois fala: ah, não.

Luiza Possi:Aí depois uma coisa, uma coisa, né, uma jujuba que cai e te faz: nossa. Então a gente foi nessa reunião, não vou até comer porque eu botei na mesa agora.

Rogério Vilela:Chegou na reunião, aí na próxima vez você vem aqui e fala assim: eu parei de comer jujuba porque eu comi tanta jujuba no seu programa.

Luiza Possi:Tá vendo?

Rogério Vilela:Aí eu falei com Deus, eu falei: "Você tem que parar de comer jujuba." Eu tava comendo todo dia.

Luiza Possi:Eu só como aqui, tá?

Rogério Vilela:Então tá bom. Eu já enjoei de tanta.

Luiza Possi:Não tem jujuba em casa.

Rogério Vilela:Você imagina, tem jujuba há 6 anos aqui, né? Às vezes eu esqueço, pego uma jujuba e falo: "O que eu tô fazendo?" Ele chegou aqui e falou até uma coisa doce, eu falei: "Gente, não aguento mais." Era chocolate. Meu doce é chocolate. É um problema.

Luiza Possi:Entendi. Então, minha mãe não deixava eu comer chocolate.

Rogério Vilela:Sério.

Luiza Possi:Mas é maravilhoso, porque hoje eu não tenho esse vício emocional.

Rogério Vilela:Na minha época não tinha chocolate. Sabe o que eu fazia? Colocava Nescau com açúcar num copo, colocava um pouco de— você também fazia isso? Um pouco de água, misturava, fazia um suco.

Homer:Às vezes eu colocava também com leite em pó.

Luiza Possi:Eu botava Nescau com leite condensado.

Homer:É, eu já não tinha.

Rogério Vilela:A gente misturava leite em pó com água. Não tinha na minha casa.

Luiza Possi:Ah, tá, tá bom, entendi.

Rogério Vilela:Na sua casa. Eu nasci em 70, você nasceu que ano?

Luiza Possi:Você pergunta isso para uma pessoa? Leite para uma mulher em 1984.

Rogério Vilela:Tá vendo? Bem mais nova que eu. Eu acho que não tinha leite condensado. Você não é da minha idade, né?

Luiza Possi:Não, gente, a moça não fez 100 anos? A tal da moça? Busca aí, Daniela.

Rogério Vilela:Vamos, gente.

Luiza Possi:Fez 100 anos.

Rogério Vilela:Mas não sei, em casa, se quer doce, pegar açúcar, Nescau, coloca um pouco de água e come. Ou então pão, colocava açúcar dentro do pão.

Luiza Possi:Pão com açúcar. Você também? Não, eu não, porque minha mãe não deixava. Mas hoje eu agradeço muito a ela.

Rogério Vilela:Pô, eu vejo hoje e falo: "Olha que absurdo, cara. Nunca deixaria meu filho fazer isso, não." Nunca deixaria. Mas por que a gente tá falando isso? Ah, porque você tá falando do tempo que demorou para—

Luiza Possi:Não, eu tô falando porque a jujuba caiu, e aí eu comi, e aí você falou que não era verdade.

Rogério Vilela:Tá procurando alguma coisa aí?

Luiza Possi:Não, mas tava falando que eu fui na União.

Homer:Fui por curiosidade ver a Lei de Moça desde 1891.

Rogério Vilela:Ah, então é recente. É recente, né? Faz pouco tempo, né?

Luiza Possi:A Moça fez 100 anos recentemente.

Rogério Vilela:Eu tinha 3 anos nessa época, né?

Luiza Possi:É, eu lembro do meu pai quando ele tava com câncer, e aí ele fazia quimioterapia e tal, e depois não sei o que que dava nele, tinha muita vontade de comer doce, e tinha umas bisnagas de leite condensado.

Rogério Vilela:Como assim?

Luiza Possi:Não tem? Não, não, era tipo pasta de dente. Não tem mais, não sei por quê, mas assim, a gente era uma—

Rogério Vilela:ah, para!

Luiza Possi:Muito bom aquilo, meu Deus, como era bom! Bom, enfim, que a gente tava falando. Nossa, eles podiam fazer essa reedição e me chamar para ser a moça. É, super seria a moça.

Rogério Vilela:Enfim, mas a história é isso, né, que tinha essa moça na lata e tinha um nome complicado e todo mundo apontava: eu queria aquele leite da moça.

Luiza Possi:Aí ficou leite moça, essa história. E ela tá com 1891. Pois é, o que que a gente tava falando?

Rogério Vilela:Quanto tempo demorou desde que você parou beber até aí?

Luiza Possi:Foi nessa reunião, e nessa reunião a única coisa que aconteceu, ele falou assim: você conhece o Dave Leonardo? Falei não. Não, vai lá ver o Dave Leonardo. Não sei por que, do nada ele falou: vai lá ver o Dave Leonardo. Tá bom, vou ver o Dave Leonardo então, tudo bem. E eu tava no momento assim de muita angústia, eu e o meu marido. Muita angústia, muita angústia, muita angústia de tudo, de trabalho, de vida, de correria, de, sabe, ansiedade, angústia e tudo. E aí eu comecei no meu carro, no meu carro comecei a ouvir louvor. Aí cheguei em casa, falei: vida, eu ouvi louvor. Ele fez Sério? Eu falei sério.

Rogério Vilela:Por que?

Luiza Possi:É isso que eu tô falando, assim, Deus pega os improváveis, pega os improváveis.

Rogério Vilela:Isso não colocou no carro, né?

Luiza Possi:Não, mas assim, era uma coisa muito impensada pra gente, muito impensada. Tanto que eu tava conversando com o César Filho, né, que é um grande amigo, e eu falei, nossa, sério, ele falou, ah, eu gosto tanto das suas postagens falando de Deus, você é tão corajosa. Eu falei, nossa, mas é difícil, né, a gente apenha, né? Aí ele falou assim, tá, mas quando você olhava as pessoas que se convertiam, como é que você olhava para elas? Aí eu falei, é da mesma maneira. Ele falou, então o que que você tá esperando? E aí eu falei, bom, ouvi louvor e foi, né? Ele contou para os amigos, Luiz ouviu louvor e tal. Aí no dia seguinte cheguei e falei, vida, eu ouvi a rádio gospel. Ele falou, meu Deus do céu, o que que tá acontecendo com a minha mulher e tal? Aí eu fui ouvir o Dave Leonard, E comecei, e aquilo começou a me dar uma paz, porque eu já conhecia outras figuras ali, né? Mas eu nunca tinha chegado em Jesus.

Rogério Vilela:Figuras tipo o quê?

Homer:Pastores?

Luiza Possi:Padres? Não, não, não, santos, anjos, enfim. E um dia eu tava ouvindo o Dave no meu carro, lembro bem, na Marginal, pinheiros assim, e meu carro foi tomado de uma presença, sabe? De uma presença tão forte, tão forte, tão forte assim, que não dava pra ignorar. Falei: "Entendi, isso aqui é Jesus, e Jesus é diferente. Isso aqui eu nunca tinha vivido. Isso aqui é irresistível, isso é diferente, é different." "É diferente." E cheguei em casa e falei: "Eu senti, eu tive um encontro ali com Jesus e foi bem sério, bem importante pra mim. Um momento que eu nunca vou esquecer na minha vida." E aí a gente foi numa igreja, né, porque aí já tava mais maleável, já tinha...

Rogério Vilela:Como você escolheu?

Luiza Possi:Escolhi porque eu tava fazendo um curso. E tinha uma menina que ficava falando assim: "Você tem que ir na tal igreja." Cada vez que ela me via. Eram 3 dias o curso. "Você tem que ir na tal igreja." Era curso do quê?

Rogério Vilela:Você pode falar?

Luiza Possi:Ah, era um curso de autoconhecimento, de...

Rogério Vilela:Tipo uma imersão, né?

Luiza Possi:Uma imersão de autoconhecimento e tal. E toda hora ela me via assim. Eu ia comer churrasco, eu ia comer espeto de coração de galinha. 'Você tem que ir lá na igreja.' Fala: 'Meu Deus do céu, aí, cara, obrigada, querida.' De tanto que ela falou, quando me deu vontade de ir numa igreja, eu só conhecia essa que ela tinha falado.

Rogério Vilela:E aí eu falei: 'Meu marido, nós vamos lá.' Ela conseguiu, ela conseguiu.

Luiza Possi:Aí eu falei: 'Nós vamos lá nessa igreja.' E aí a gente chegou e Nunca, não. É, tinha tido uma experiência com 11 anos assim na casa de uma amiga, e a mãe da amiga me levou, e mas era muito nova. E aí quando a gente chegou assim, fez muito sentido, sabe? Fez muito sentido. E aí, e assim, né, Vilela, quero deixar muito claro, não tô falando de religião, porque acho que Jesus é muito grande para caber numa religião.

Rogério Vilela:Claro, você nem falou o nome da igreja.

Luiza Possi:É, não. Até porque nem é mais a igreja que eu sou membro, né? Porque acho que uma coisa é frequentar a igreja, outra coisa é ser membro de uma igreja. Hoje a minha igreja é Pura Fé. Eu gosto de falar porque é uma igreja bem séria.

Rogério Vilela:Não conheço.

Luiza Possi:É bem legal, no Pacaembu. Mas o que eu acho muito doido assim, né, do evangelho e tudo, tem pessoas às vezes que estão dividindo o mesmo banco da igreja que você E você tá recebendo tudo, e você tá sentindo tudo, e você tá se conectando com tudo, e aquilo tá transformando a tua vida, tá transformando você por dentro, tá transformando a tua casa, teu casamento, teu ministério, teus filhos. E aquela pessoa que tá sentada ali do lado não tá sentindo nada daquilo, não tá acontecendo nada, nada daquilo com ela. E eu me pergunto muito, sabe, por quê? E como é que, como é que se dá isso, essa coisa do do escolhido, mas eu acho que a coisa do escolhido é muito da disposição com que você se entrega, se abre e se joga, sabe? Então teve essa parte da minha vida e aí beleza, eu me entreguei e fui viver isso, isso realmente me transformou muito por dentro e eu vejo hoje a diferença assim, por exemplo, bateram meu carro no estacionamento, agora destruíram as duas portas. Carro tinha 15 dias, carro lindo, novo, blindado, cara, destruído, destruíram. Aí assim, eu acho que a Luísa que tava aqui há 3 anos atrás ia ter entrado em, ia ter ficado brava e gritado e se excedido e tal. Fazendo, não vi fazendo, mas cheguei lá assim, temos uma notícia. E a minha reação foi tão outra, sabe? E não é uma coisa que eu forcei, não é uma coisa que assim, não, eu tenho que me controlar, sabe? Que é isso, autoajuda, não tem que fazer a motivação. Você vê que realmente tem algo que entra em você e te transforma de dentro para fora, sabe? Você vê assim, sofrer hate na internet sofrer ódio na internet, como eu reagiria? Com mais ódio ainda, talvez, com mais raiva, ou falando mal das pessoas que estão falando mal de mim. E de repente você se vê ali pedindo para Deus te ajudar a perdoar, ou perdoando de verdade, orando para vida daquela pessoa melhorar, para ela não ter que fazer isso com você, e fazendo isso sinceramente, sabe, fazendo isso de verdade assim, do fundo do coração, não é pra ninguém ver não, não é pra ninguém te aplaudir, não é pra ninguém se espelhar em você, é porque alguma coisa realmente mudou em você. Então quando as pessoas perguntam assim: "Ah, o que mudou em você?" Cara, eu não tô aqui pra julgar os outros, eu não tô aqui pra ter preconceito com os outros, Jesus não chamou a gente pra isso, mas existe o fruto do Espírito, fruto. E esse fruto do Espírito, ele é muito poderoso, e ele vai transformando coisas em você que você nem sabia que você poderia transformar ou ter uma vida melhor por causa disso, sabe? Perdão que você realmente consegue dar, não porque você tá motivado a dar aquele perdão e daqui a 3 meses aquela motivação passa, mas que você realmente consegue falar, cara, essa bagagem, ela tá "muito pesada e eu vou deixar ela aqui porque eu não quero mais andar com ela e eu sei que aquela pessoa, ela fez o melhor dela, ela fez o melhor dela e eu quero que Deus toque no coração dela, que ela melhore, que ela seja uma pessoa melhor." Jamais conseguiria fazer isso, jamais. Sempre fui uma pessoa impulsiva, explosiva, sabe, domínio próprio até no casamento. Entendeu? Você vê o cara falando de um jeito que você não gosta, a primeira reação é você ir para cima, você ir brigar, você ir falar, e de repente você vê que você está num nível de domínio próprio que você fala: "Oh, eu não escolho isso." Sabe? É uma sabedoria que nenhum livro te dá. Nenhum livro. Talvez a Bíblia. E beleza, podia ter parado por aí, entendeu? Podia ter ficado nessa, na minha, quieta. Mas acho que o coração fala, a boca fala o que o coração tá cheio. E meu coração ficou muito cheio de tudo isso e eu precisei falar sobre isso. E até aí tá, é um ponto. Aí, nossa, fiz um barulho que eu acho que eu nunca fiz na vida e nunca vou conseguir fazer de novo. Não, foi bem diferente. Aí tudo bem, eu fui um dia na igreja sozinha. À noite, meu marido tava viajando e o Clayton, menino que recebe a gente, ele nem sabe disso. Ele disse assim para mim: eu te vejo ali cantando no altar. Aí eu fiz assim: ah, boa noite, sabe? Assim, tipo, nada, não vai rolar. E eu tinha festa da Luísa, que era uma mega festa corporativa, social, sucesso total, milhões de marcas. E aí eu fiz assim, ah, né, meu melhor sorriso CNPJ. Quando eu virei, o Espírito Santo falou assim para mim: escreva sobre nós. Deus, quando ele fala comigo, ele fala sempre assim, 3 palavras, 2 palavras, nunca é oi, boa noite, é muito— não fala assim com ele não, fala assim dele não, ele é direto.

Rogério Vilela:Ele fala assim: a Luiza "Se eu ficar falando muito, ela vai esquecer, ela vai confundir. Eu vou ser direto, porque senão..." Se você ficar trocando ideia com ela uma hora, ela não vai lembrar. Então, vou falar 3 palavras.

Luiza Possi:Ele fala sempre assim, sabe? Teve uma vez que eu fui mega...

Rogério Vilela:Cada pessoa, ele fala de um jeito. Comigo, ele fala... Com você, ele fala 3 palavras. Comigo, ele fala uma coisinha aqui e depois vai completar lá na frente. Eu tenho que ficar esperando e tentando adivinhar as coisas assim. Parece um quebra-cabeça assim. É comigo assim.

Luiza Possi:Cada um, né?

Rogério Vilela:Cada um.

Luiza Possi:E é sempre no momento que você não imagina, assim. Teve uma aprovação que eu passei que assim, eu fui muito cancelada na internet e tal, e o mundo caindo na minha cabeça e tal, e eu ficava assim, né, que em outros momentos eu ficaria: "Ah, que injustiça!" E eu tava assim, né, sinceramente: "Senhor, o que você quer me dizer com isso?" "O que você quer me dizer com isso?" Postura muda. O que eu vou aprender com isso? Isso serve pra quê? E aí eu tava fechando a porta do meu carro, ele disse assim: foi preciso.

Rogério Vilela:Tá falando da batida?

Luiza Possi:Não, não, do cancelamento. Eu fechei a porta do carro, ele falou: foi preciso. No que ele falou foi preciso? Então, a paz. Falei: ah, tá bom, foi preciso.

Rogério Vilela:Então foi preciso.

Luiza Possi:Aí esse dia que o Cleiton falou: você vai cantar?

Rogério Vilela:Ele falou duas palavras.

Luiza Possi:Então tá vendo? Ele foi melhorando. Daqui a pouco vai fazer uma frase inteira.

Rogério Vilela:Só fala assim: maçã, códigos.

Luiza Possi:Não, mas não, mas é sempre muito clara a direção. E aí, beleza. Bom, ele falou: eu te vejo cantando no altar. Falei: aham. Quando eu virei, o Espírito Santo falou: escreva sobre nós.

Rogério Vilela:Entendeu que era música, era texto, era livro? Não sabia.

Luiza Possi:Era letra.

Rogério Vilela:Ah, é?

Luiza Possi:Eu sentei no banco da igreja, comecei a escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever, escrever. E aí, Vilela, que vem a história, né? Eu fui aberta e salva de muitos momentos que talvez eu nunca tenha falado para ninguém. E eu nunca entendi muito como eu saí de tantas enrascadas, de tantos perigos na vida inteira, na sua vida inteira assim, na vida inteira, mas especificamente de momentos assim de suicídio, por exemplo. É uma coisa que é difícil de falar, sim, é difícil mesmo de falar, mas é importante falar. Porque tem muitos relatos no meu Instagram de pessoas, sabe, eu ia cometer suicídio, vi o teu post e pensei melhor. E isso foi uma das coisas que me motivou a continuar falando, sabe, porque tem que falar, mas eu nunca falei de suicídio, eu nunca falei de mim, eu falava coisas que faziam as pessoas pararem para pensar.

Homer:Reavaliar.

Luiza Possi:É, sempre guiada por Deus, que não sou eu que tô fazendo, né? Ele operando. Eu só— eu lembro que a primeira vez que eu entrei na igreja, e todas as vezes eu falo: Senhor, faz, faz o que o Senhor quiser, faz, apenas faz, eu vou seguir, só faz. E em 2016 eu tava numa depressão muito grande, muito grande. Cai numa psiquiatra que me encheu de remédios E coquetel químico ali muito pesado. Tava fazendo musical, eu era estrela principal do musical, então eu tinha que ter energia, energia, e eu não tinha. E, cara, tudo. E eu lembro que eu avisei meu primo, que era, que é meu melhor amigo, falei, ó, hoje eu vou me jogar da janela. E avisei minha melhor amiga. Era 2016 e eu tinha meus dois cachorrinhos, a Judite Maria e o filho dela, Tunico Ferreirinha. Eu só morava com eles. E eu lembro desse dia que eu marquei esse dia e fui pra casa, abri a janela e deitei no chão um pouco. E eu lembro dos olhos da Judite olhando pra mim sabe?

Rogério Vilela:Como que é? Como se ela soubesse?

Luiza Possi:É assim, não faz isso, sabe? E sentia assim uma mão, sabe, falando: você não vai levantar daqui, você não vai fazer isso. Eu nunca soube explicar o porquê que eu não fiz. E eu descobri que Jesus estava comigo muito antes de eu estar com ele. Jesus me encontrou muito antes de eu encontrar com ele. Jesus me separou, me escolheu e me protegeu em momentos que eu nunca imaginei, sabe? Teve uma época que eu tomava tanto remédio para dormir que assim, se você for explicar pela razão, não tinha como eu não ter tido no mínimo uma intoxicação, sabe? E morando sozinha. Então eu sei de onde ele me tirou, eu sei de onde ele me tirou. E quando ele disse: "Escreva sobre nós", eu não comecei a escrever da minha conversão, eu comecei a escrever de onde ele me tirou. E aí saíram 7 canções que falam sobre tudo isso. E beleza, eu procurei uma gravadora gospel que estava meio atrás de mim, Falei: "Ó..." Ele me deu uma pessoa, fez as músicas das letras que eu tinha feito. E eu ainda muito relutante, sabe? Falei: "Tudo bem, então você pega uma cantora gospel aí bem legal, bem maneira e dá pra ela as canções, porque eu tenho minha carreira e..." Sabe Jonas?

Homer:Sim.

Luiza Possi:A história de Jonas? Foi isso que aconteceu. Eu continuei fazendo meus shows, continuei fazendo minhas palestras, e cada lugar que eu ia as pessoas falavam assim: "Tá bom, mas você pode falar um pouco de Jesus pra nós? Você pode louvar? Você pode louvar?" E eu falava: "Mas eu tô indo pra cá, e Deus tá me chamando pra cá, e eu tô vivendo a mesma história de Jonas." Jonas tava fugindo de Deus, Jonas tava fugindo do propósito, Jonas tava fugindo do do chamado, sabe? E atrapalhando ali a galera, atrapalhando todo mundo, o barco todo. E eu comecei a sentir isso, sabe? Que eu ia para os lugares, eu fazia as coisas, mas ele não estava me chamando para aquilo. E ele me fez uma promessa, ele falou, sabe? Nação, canção, multidão, refrão. "É isso." Eu falei: "Tá bom, tá bom." Peguei e fiz um projeto lindo, maravilhoso. Nada do que eu fazia eu conseguia botar para frente. E eu falava: "Jonas." Eu fiz uma canção sobre Jonas. Nada. Era impressionante, assim. Até que eu fiz uma palestra, e todas as palestras que não tinham nada a ver com isso, as pessoas: "Por favor." "Vai lá, faz um louvor." E dessa vez eu tava num lugar, eram 5 mil pessoas, 5 mil empresários, e a dona me pediu pra fazer um louvor. E de repente eram 5 mil pessoas em pé, era um culto, era um culto, e eu tava lá louvando, e as pessoas louvando, e todo mundo cantando. Eu olhei, eu saí de lá, olhei pra cara da Dani, que tá comigo há muito tempo, e falei: "Dani, eu acho que não vai dar mais pra..." para fingir que eu não estou vendo, sabe? Eu acho que não vai mais dar para fingir que não está acontecendo. Eu acho que é difícil, é um processo com muita renúncia que a gente não imagina, né? Quando a gente olha, a gente fala: "Ah, então eu vou ali." Não é "vou ali". É um chamado, é um propósito. Eu não vejo a minha carreira como um pecado de jeito nenhum. Tem nada na minha carreira que desabone a Deus, nada. Não é isso, sabe? Eu converso muito com Rodolfo Abrantes e ele sempre falou assim: Luiza, a minha medida não é a tua medida, os meus motivos não são os seus, sabe? Não faça nada porque alguém já fez, não faça nada porque alguém te falou. E eu ficava não sabe viver nela. Fiquei muito tempo assim: Senhor, se for por vaidade, se for por ego, se for por qualquer coisa que não seja o chamado, faça que dê errado. Faça que dê errado. Se a motivação do meu coração não for a motivação correta de estar seguindo o teu propósito, teu chamado para mim, faça com que dê errado, com que não vá, que não prospere, que não vá para "Vamos para frente." E nesse processo foi muito difícil, cara, porque eu estava assim, né, eu tenho 25 anos de carreira, eu tenho uma carreira premiadíssima, eu tenho muita coisa e de repente quando eu olhei aquilo assim era, tá, mas para você ir para cá, você vai ter que não ir mais para cá. Tá, mas isso não estava no meu plano inicial, eu queria ir para cá e também para cá. "Mas não vai dar, vai ter que ir para cá." E aí começa a renúncia. E aí começa o processo de renúncia, e começa o processo de forja, e começa o processo de humildade, e começa o processo de... Mas sabe uma coisa que eu estava muito cansada, Vilela, que foi o motivo da minha maior conversão? Eu estava cansada de querer. Querer cansa muito. Não cansa? Não, porque eu quero ser, não porque eu quero ter, não porque eu quero alcançar, não porque eu quero atingir. Eu quero, eu quero, eu quero. Eu falei: eu não aguento mais querer, pelo amor de Deus, tira esse fardo de mim, tira esse peso de mim de querer. E quando você tá louvando, não é cantar, tá? Louvar não é cantar, é adoração, é diferente, é diferente. Jesus é diferente, louvar é diferente, é outro, é outra história, entendeu? Tira o foco de você, de você querer, de você pensar se você tá agradando, se você tá mandando bem, se você tá performando. É dele, é por ele, é para ele. É para louvar com os outros, né? Onde tiverem dois ou mais falando de mim, eu estarei presente. Então Imagina! E aí, de repente, Vilela, eu me vi ali num cumprimento de promessa, sabe? De estar cantando pra multidão, canção, refrão, nação. E eu falei: "Meu Deus do céu!" E muitas provações no meio desse caminho, muitas. Eu fiquei muito... Cada dia eu queria uma coisa. Não sei como é que a minha equipe não me demitiu. Porque era assim: "Não, então vamos." "Não, não vamos mais, pelo amor de Deus, não vamos mais, não vamos." Porque dá medo. Medo de quê? Medo de tudo, medo de tudo, medo de tudo, né?

Rogério Vilela:Mas além do julgamento, do que você tinha medo?

Luiza Possi:Eu nunca tive medo do julgamento.

Rogério Vilela:Então do que você tinha medo? Ah, medo de... Você tava cantando, que é o que você gosta.

Luiza Possi:Sim, mas medo de...

Rogério Vilela:Dentro da sua nova fase de vida, qual era o medo?

Luiza Possi:Não, medo de dar certo, de não dar certo, né?

Rogério Vilela:Mas o que que seria não dar certo? Porque você não tá fazendo para você.

Luiza Possi:Sim, mas acaba que vira tua carreira também, né?

Rogério Vilela:Será que não era? Então é medo de julgamento, concorda?

Luiza Possi:Assim, vamos, vamos.

Rogério Vilela:Não era para vender disco, não era para.

Luiza Possi:Então era, eu acho que era medo do que, medo de abandonar o que você tem, medo de abandonar o seguro, entendeu? Você tá no paraquedas, você tá no— pra você não se jogar do paraquedas, você primeiro sobe de avião, certo? Sim. Em algum momento, em algum momento desse rolê do avião, você tem que se jogar do avião.

Rogério Vilela:Sim.

Luiza Possi:Em algum momento antes de você abrir o paraquedas, você fica sem o avião e sem o paraquedas aberto. Você fica completamente no ar. E você não foi, você não é um passarinho, não foi feito pra voar, entendeu? Então, é renúncia. É entrega, é viver do favor, é viver pela fé, é, sabe, pelos olhos do humano. E aí um dia eu tava andando em casa frenética nesses pensamentos, andando para lá e para cá. Deus, pelo amor de Deus, fala comigo, me responde, mas o que que tá acontecendo? Mas por que que eu tenho que fazer isso? Por que que eu tenho que fazer isso? E aí ele disse também duas palavras, não, três: não é racional. Também quando ele falou não é racional, É isso, não é racional, não é racional. Se fosse racional, jamais precisaria ser, entendeu? E aí eu lembro que aí eu desisti, falei: "Não vou, não vou, não vou dizer que me emocionei, que..." Não vou, não vou. E eu estava indo fazer uma conferência para 15 mil mulheres. Quando eu cheguei lá, meu marido falou: muito estranha, só que eu já estava com todo o plano na minha cabeça de dizer: "Não vou mais, não vou, essa é a última coisa que eu vou fazer aqui em nome de Jesus, mas eu não vou mudar minha carreira, não vou fazer nada." Entrei no altar. Vilela, quando começou, que eu comecei a falar e pregar e falar e ministrar e louvar Foi uma coisa tão intensa, tão forte, com tanta presença. Foi uma coisa tão incrível que eu saí de lá, meu marido me abraçou, a Dani me abraçou, todo mundo me abraçou, a gente começou a chorar e eles falaram: "Então é isso, né? Então foi. Então é isso." Falei: "Cara, então é isso." Venha o que vier, seja o que quiser, que venha, que venha, que venha.

Rogério Vilela:E aí, o que mudou na sua cabeça a partir desse dia?

Luiza Possi:Na minha cabeça? É, eu acho que é importante falar isso. As pessoas falam sobre fé, né? E a fé, ela não— eu sempre, eu sempre falava isso com maior convicção assim: a fé é ausência de dúvida. Balela. Vilela. Desculpa. Não é. A fé não é ausência de dúvida. Assim como você falou que o amor é decisão, a fé é decisão. A fé é saber que você pegou um trem e que aqui nessa paisagem vai passar talvez um rio, talvez uma montanha, talvez uma floresta, uma cidade. E vão passar várias paisagens. Vamos falar que essas paisagens aqui são os medos, as dúvidas, as confusões, os desesperos, a falta de ar, ou sabe, talvez até o pânico. Só que você pegou o trem da fé, irmão, e o trem não vai parar. O trem não vai parar mais no meio do caminho, entendeu? Você decidiu fazer uma coisa pela Aí também você deu a mão pra Deus e ele não vai te abandonar no meio do caminho. Ele não vai te abandonar no meio do caminho porque ele não é homem pra mentir, nem filho do homem pra se arrepender. E depois desse dia que eu ainda tava, né, é como se eu tivesse entrado num ônibus, num ônibus não porque ele faz paradas, mas o trem da fé. E aí O medo vem, né? O medo vem, a dúvida vem, a angústia vem, faz parte. Mas você sabe que agora não tem mais volta. Não tem mais volta do propósito, sabe? Do chamado, do propósito de viver, de fazer, de entregar. E aí eu... Bom, vou falar logo tudo. E aí eu liguei para uma amiga e falei lá atrás, né, falei: ó, eu vou gravar um álbum gospel. Ela falou: então nós vamos fazer direito isso aí, vai ser na Sala São Paulo com a Orquestra Jovem da USESP, com coral jovem na Sala São Paulo. Aí, Vilela, eu falei: Uau, porque assim, nunca teve esse espaço para música gospel no Brasil, o espaço da arte, sabe, o espaço da cultura. E eu falei: tudo bem, mas eu quero que todas as pessoas estejam envolvidas sejam cristãos, porque eu não quero que seja assim mais um projeto que nós vamos escrever, vamos tocar e acabou. Ela falou: não, todo mundo tá aqui é cristão, e eu quero que você saiba que essa galera que estuda aqui, essa orquestra, é orquestra que faz que faz as turnês do Bocelli no Brasil. Eles são uma orquestra jovens e são pessoas de muito baixa renda, de periferia. Para eles estudarem música clássica e serem nível muito alto, tem que fazer reformas às vezes na casa para entrar um baixo acústico, para entrar um violoncelo, sabe? Então assim, é um propósito para eles também, sabe? É um propósito social É um propósito de vida. E eu entendi que eu sou uma peça aqui, ó, só. Eu sou só uma peça do tabuleiro que Deus está usando para fazer isso. Então virou uma coisa muito maior do que eu. E isso vai acontecer. Em nome de Jesus, isso vai acontecer. Dia 7 de setembro você está convidado. Dia da Independência do Brasil. Só que aí a gente já tinha anunciado essa história toda.

Rogério Vilela:Vou gravar em vídeo também.

Luiza Possi:Sim, audiovisual, imagina naquele espaço, vai ter que ser, não. E todo mundo que tá no projeto abarcou de coração, de alma, de propósito, sabe, de verdade. E são duas coisas que salvam, né, porque a música salva muita gente, a música salva mesmo, salva da droga, salva da depressão, salva da— e Jesus salva, né, Jesus Jesus é o grande Salvador da vida eterna, do amor incondicional, do perdão incondicional dos seus pecados, de você mesmo. Quando as pessoas falam assim: "Ah, mas é uma coisa que te aprisiona, você não pode nada, tudo é pecado." É engraçado, né, porque as pessoas talvez não entendam que a Luiza que estava aqui há 3 anos atrás conversando com você e estava bebendo 5 cervejas e aquilo é super normal, talvez estivesse muito mais presa do que hoje, que eu tenho um domínio próprio de saber que eu posso ou não escolher aquilo, mas aquilo não tá no meu controle, não tá no controle disso.

Rogério Vilela:Não tenho dúvida que você era mais presa.

Luiza Possi:E hoje eu tô, me sinto uma pessoa liberta, sabe, liberta de ódio, liberta de raiva, liberta de liberta de depressão, liberta de tanta coisa, cara, tanta coisa que se foi. E aí eu gravei um EP muito lindo assim, porque são menos músicas.

Rogério Vilela:São quantas?

Luiza Possi:LP, não fala LP, porque vai entregar muito a idade. Você falou EP, uma coisa nova, não é jovem.

Rogério Vilela:Não, EP existia desde aquela época. Não, sim, EP, LP.

Luiza Possi:Daniela, procure EP. Sim, existia naquela época. Mentira, é porque eram LPs menores.

Rogério Vilela:Eu tinha vitrola portátil, aquela amarelinha. Eu tinha vermelha, era da Gradiente. O que que era?

Luiza Possi:Não, era uma vitrola vermelha portátil, era super chique.

Rogério Vilela:Ah, não era daquela de criança?

Luiza Possi:Era de 5, 4 8 anos. Eu tinha minha própria vitrine.

Homer:Meu primeiro gradiente não era?

Luiza Possi:Não, não, não. Gradiente é outra coisa que tá ali, ó. Cadê?

Homer:Cadê?

Luiza Possi:Cadê?

Rogério Vilela:Ah, não, não, isso aqui é mais moderno.

Luiza Possi:Eu tô falando, é, isso é mais moderno.

Rogério Vilela:Antigo ou é moderno?

Luiza Possi:Isso é moderno, antigo.

Rogério Vilela:Então o EP, quantas músicas?

Luiza Possi:Bom, são 6 músicas, 6 releituras de clássicos da minha conversão, de músicas que foram importantes para minha conversão.

Rogério Vilela:Já gravou?

Luiza Possi:Já gravou, lançou dia 15 de maio a primeira música. A gente vai lançar assim.

Rogério Vilela:Qual é a primeira música?

Luiza Possi:Eu Quero Conhecer Jesus.

Rogério Vilela:E as outras? E essa história, essa música tem qual história dessa música para você?

Luiza Possi:Para mim? Para mim, a história dessa música é, ela começa falando, né, meu orgulho me tirou do jardim. Ah, vocês fizeram tantas fotos lindas. É, essa é a foto da capa.

Rogério Vilela:Essa assinatura embaixo, posso?

Luiza Possi:É sua letra, cara? Queria eu que fosse assim, porque a minha letra é bem ruim. Tão bonitinha. Eu ia falar, mas eu falei que ela não vou mentir assim, entendeu? Porque se você me mandar escrever, assina aqui para mim, não vai dar, velho, não vai dar.

Rogério Vilela:Tem um azulejinho dela, a gente vê como é que ela escreveu, né?

Luiza Possi:A minha letra é, pô, minha Minha mãe, cara, me botou em curso de caligrafia assim, pô, coitada, não rolou, não rolou. Tem coisa que a gente faz bem, tem coisa que a gente não faz bem. Ah, obrigada, equipe é bacana demais.

Rogério Vilela:Qual que é a história?

Luiza Possi:A história é o seguinte, né, meu orgulho me tirou do jardim. Então começa falando de Adão e Eva, de ter comido do fruto proibido, e que isso tirou a gente de ter acesso a Deus. E aí ele fala já de Jesus: "Tua humildade colocou o jardim em mim", ou seja, pela tua humildade, pelo teu sacrifício, eu pude ter essa nova aliança de poder chamar Deus de Pai. "Tua humildade colocou o jardim em mim". "Se eu vendesse tudo o que tenho em troca do amor, eu falharia", porque o amor não se compra, nem se merece, o amor se ganha de graça o recebe. E eu quero conhecer Jesus. Então, para mim, essa mensagem tão forte, sabe, tão forte. Primeiro de dizer com todas as palavras: eu quero conhecer Jesus. E depois entoar o nome dele em hebraico, Yeshua. Essa música viralizou no mundo inteiro. Mas e as outras? As outras é Ele, que também é muito linda, É ele, por ele que eu estou gastando minha vida, perdendo tudo por amor e com alegria, dono dos meus dias. Vamos lá, qual mais, qual mais? A Ele é a Glória, que também fez muito parte desse momento. Me Ajuda, Eu Navegarei. Que é uma música que fala do Espírito Santo.

Rogério Vilela:Conhece? Não sei pelos nomes, por exemplo. Eu achei que não conhecia, mas quando você cantou eu conheci a música. Porque na igreja normalmente eles não falam o nome, né? Só tem a letra lá.

Luiza Possi:Mas aí eu boto no Shazam e boto na playlist.

Rogério Vilela:Sério?

Luiza Possi:Você não faz isso?

Rogério Vilela:Ah não, eu vou, é que eu faço, eu vou na playlist da igreja e aí acaba aparecendo ela para mim.

Luiza Possi:Eu navegarei aquela Espírito, espírito que desce como fogo. Que mais? Que mais me ajuda? A casa é sua.

Rogério Vilela:Como que é?

Luiza Possi:Essa casa é sua casa, nós deixamos ela para você, Jesus.

Rogério Vilela:Essa acho que eu não conheço.

Luiza Possi:Essa é linda, é da Juliane. É ele, eu falei já. Qual mais? Eu também preciso da minha. A Ele é Glória, já falei. Preciso da Ajuda dos Universitários. Porque Ele Vive. Porque Ele Vive, posso crer no amanhã, porque Ele vive. Você falou que ia cantar.

Rogério Vilela:Eu, é melhor não, sério mesmo. Ou ajuda aí, eu sou muito desafinado. Você conhece algumas dessas músicas?

Homer:Conheço todas.

Luiza Possi:Sério?

Rogério Vilela:Por que que você não fez o dueto aqui? Vamos lá.

Homer:Qual outra? Mas eu bem sei, eu sei Que a minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está.

Luiza Possi:Ah, garoto!

Rogério Vilela:Olha o Homer, cara! Não é só de helicópteros que ele entende então.

Homer:Pois é, o escuro, meu ouro.

Rogério Vilela:Essa eu não esperava, não sabia que você cantava, né? É, veja só.

Luiza Possi:E aí é muito, aí é um outro mundo que se abre, né, Vilela? É um outro mundo, é um outro universo. E as pessoas me param na rua: não para, continua, vai em frente, vão ser muitas provações, vai em frente. Nossa, é o contrário do que me falam aqui: para, para com isso.

Rogério Vilela:Eles, né?

Luiza Possi:Fala nada, você pode. Que a gente tá maravilhoso. Há 3 anos atrás você também não era a mesma, você não é a mesma pessoa de 3 anos atrás.

Rogério Vilela:Tô mais velho, mais magro, mais velho. Você falou que ano? 2023. Nossa, tem que lembrar, né? Você não tava aqui ainda, né, Homer? Não, não, nem o Kratos. Meu Deus, cara, por que que eu tô trocando você pelo Kratos, hein? Eu acho que isso é um sinal. Não, talvez é Deus falando comigo. E aí, alô, Kratos! Ele teve aqui esses dias, né? É um outro operador que trabalhava aqui, um careca.

Luiza Possi:Acho que eu não conheci.

Rogério Vilela:Não, acho que era o Lenny que tava aqui. Provavelmente era o Lenny que tava aqui quando você veio, né?

Homer:Porque o Lenny tá desde o primórdio.

Luiza Possi:Eu sou boa de data, mas nome...

Rogério Vilela:Eu também.

Luiza Possi:A pessoa fala: "Lembra de mim?" Eu falo: "Puts, eu lembro demais." Não, pra mim, quando a pessoa pergunta assim: "Lembra de mim?" Eu olho pra pessoa e falo assim: "Jura?" Eu falo, eu falo, cara, porque assim... "Jura?" Assim, nós vamos começar por aí. É assim que tem que ser feito.

Rogério Vilela:Me facilita, por favor.

Luiza Possi:Porque assim, se eu lembrasse, a primeira coisa que eu ia fazer é falar: "E aí?" Oi, Júlia.

Homer:Oi.

Luiza Possi:"Sei lá." "Nossa, eu lembro de você." Então assim, se eu não falei... E aí a pessoa fala assim...

Rogério Vilela:O cara não só veio assim, como ele ficou muito chateado e deu um nó no braço.

Luiza Possi:É, as pessoas ficam chateadas. E ela fala assim: "Mas é que eu sou...

Rogério Vilela:Você não lembra aquele dia no camarim de uma palestra de Belo Horizonte? Eu te falei que não sei o quê." Eu falei: "Não lembro." Não lembro.

Luiza Possi:Não, e aí a pessoa fica... Acho que ela fica tão sem graça que ela continua.

Rogério Vilela:É, ela continua.

Luiza Possi:"Não, mas a gente foi no restaurante depois de comer batata frita." Eu acho que ela quer falar: "Ah, lembrei." Em algum momento, Eu faço. Primeiro eu falo "jura", aí se a pessoa continuar, eu falo "claro". Claro, claro.

Rogério Vilela:Aquele negócio lá, né?

Luiza Possi:Que pergunta. Não, e assim, faz assim: "Eu sou mãe do Gustavo, que trabalhou com você naquele seu disco." Só que assim, a minha cara... Eu fiz curso de teatro, eu fiz faculdade de teatro. Jamais poderia ser atriz. Tanto que eu fiz milhões de testes, eu nunca passei.

Rogério Vilela:Porque você não lembraria do texto?

Luiza Possi:Não, porque eu sou... Canastrona, entendeu? A minha cara, acho que a pessoa pergunta para mim assim: lembra de mim?

Rogério Vilela:Eu acho que eu faço assim, ó, já entregou, entendeu?

Luiza Possi:Como é que eu vou passar? E é muito doido, eu falo isso nas minhas ministrações, eu achei que eu ia ser assim atriz da novela das 8 e tá no sambódromo, entendeu? E aí de repente, e aí de repente, cara, Deus tinha um plano para minha vida totalmente diferente. E eu acho bacana isso, porque às vezes fala assim, tá, tudo bem, tô ouvindo a história dela, mas a minha vida é tão, tão diferente que nunca vai acontecer comigo. Pois é, eu sou essa pessoa, sou eu essa pessoa.

Rogério Vilela:Já deu muito fora assim de lembrar da pessoa, falar coisa errada, confundir a pessoa com outra, confundir a pessoa com outra?

Luiza Possi:Isso é muito comum um para mim, porque eu sou muito rápida, impulsiva. Então assim, se eu entrar outro dia, eu fiz isso: amiga! E a pessoa não era amiga no restaurante.

Rogério Vilela:Não, não, ela era muito parecida. E aí a pessoa, como ela reagiu? Ela ficou tipo tentando, sabe? Aquela cara de quem é doida. Você faz assim, a pessoa tá fazendo alguém para atrás de você, né?

Luiza Possi:Não, já chamei muita gente que tava indo para o banheiro achando que era garçom. Ah, isso direto. A pessoa, se os garçons estão de preto, a pessoa tá de preto, ela levanta: uma Coca, por favor.

Rogério Vilela:Por favor, banheiro primeiro.

Luiza Possi:Aí você continua a mão, sabe? Por favor, por favor, por favor, por favor. Ah, eu sou muito rainha da garrafa.

Rogério Vilela:Uma vez com gente de funcionário, de vendedor de loja, já sabe que você tá parado assim do lado de uma prateleira assim viajando.

Luiza Possi:Quanto é, moço?

Rogério Vilela:Você sabe o preço daqui? Você não trabalha aqui.

Luiza Possi:Já aconteceu isso comigo.

Rogério Vilela:Aí eu olhei, eu tava com a mesma roupa dos vendedores assim.

Luiza Possi:Já aconteceu isso comigo. Quanto é? Aí eu falo, ó, tá aqui R$19,90. Quer levar? Duas peças?

Rogério Vilela:Você pode falar assim, ó, eu se fosse você não comprava isso daí, né?

Luiza Possi:Não, você sabe uma vez que aconteceu uma coisa maravilhosa comigo? Que eu entrei beijo. E aí o cara olhou pelo retrovisor, ele fez assim, ele fez assim: "Vilé, você é você mesmo?" Aí eu fiz: "Sou eu?" Aí ele: "Não, não é possível, não, não é possível, eu sou muito, muito, muito seu fã, sou muito seu fã." Aí eu falei: "Ah, que legal, né?" Ele falou: "Não, você vê que eu faço a mesma coisa que você?" Aí eu falei: Nossa, que específico, né? Porque assim, cantar é muito amplo, mas assim, a mesma coisa que eu— Aí eu falei: é mesmo? Ele falou assim: é mesmo, só que eu faço com animais selvagens. Eu resgato assim arara, pelicano.

Rogério Vilela:Te confundiu com a Luiza Mel.

Luiza Possi:Cara, e aí eu falei: mas parece. Não, mas ele— eu não sei que bug.

Homer:Olha, é parecido, o branco dos olhos é igual.

Rogério Vilela:Ah, sim, se passar, você tá de carro a 200 por hora, deu um bug na cabeça dele.

Luiza Possi:Não, deu um bug na cabeça dele que ele sabia que eu era Luiza, entendeu? Ele entendeu que eu era Luiza, que eu era—

Rogério Vilela:Ah, tá, é o Luiza.

Luiza Possi:É o Luiza, entendeu?

Rogério Vilela:Porque não tem nada a ver. Não, e aí, só que você continuou.

Luiza Possi:Claro, porque como é que eu podia dizer para ele? Ele tava tão feliz. E ele começou a abençoar minha vida. E aí eu não ia pegar essa bênção? Não, Deus abençoe você porque o seu trabalho é magnífico. Nossa, eu tô até, eu tô emocionada de estar aqui no Uber com você.

Rogério Vilela:Ele foi do Luiza.

Luiza Possi:E eu assim, cara, eu assim, nossa, não, obrigada, que isso, não. E parabéns também pelo seu trabalho, é muito bom isso que a gente faz.

Rogério Vilela:A gente vai perguntar se já foi com o filho.

Luiza Possi:Pergunta, por favor. Isso conversou como E aí, tá cantando muito pra Jesus? Fez bastante músicas pra Jesus? Imagina, cara, vamos fazer isso com ela, tomara que faça. Tomara. Não, porque aí eu fiz um vídeo, gravei, marquei ela, né?

Rogério Vilela:Sério?

Luiza Possi:Claro, falei: "Ei, Luiza." Poxa, que maravilhoso. E aí foi até o final, no final ele me deu a mão, falou: "Olha, parabéns." Eu falei: "Não, obrigada." Ele tá assistindo agora, ele fala: "Ei, sou eu." Eu fui até o fim com ele, cara, eu não podia decepcionar aquele homem que, sabe, fazia a mesma coisa que eu. Só que com animais selvagens e devolvia para a natureza. Ele era incrível. Ah, gente, isso acontece muito.

Rogério Vilela:Eu já fui confundido com Brad Pitt na rua e deixei ele. Acontece infelizmente mais do que eu desejaria.

Homer:Já te confundiram também com Tony Stark?

Rogério Vilela:É, Tony Stark, os caras falam só que eu sou parecido, mas confundir não.

Homer:Acho que já te confundiram, viu?

Luiza Possi:Tony Stark? Que Tony Stark você pensa?

Rogério Vilela:O do cinema, o Homem de Ferro.

Luiza Possi:Que é o Robert Downey Jr. Ah, sim, eu conheço por esse nome.

Rogério Vilela:Eu sou o Robert Downey Jr. Mas depois do crack, né?

Luiza Possi:Não, para, Vilela!

Rogério Vilela:Depois de uma gripe muito forte, ficou doente.

Luiza Possi:Parece mesmo.

Rogério Vilela:Mas que história maravilhosa essa daí.

Luiza Possi:Essa da Elisabel?

Rogério Vilela:Ó, e outros projetos? Você pensa, tem planos ou tá naquele negócio de vou no—

Homer:Olha lá.

Luiza Possi:Caraca, é muito igual!

Rogério Vilela:Aí ele já tá mais velhinho, né? Você olha o óculos, é bem parecido, né?

Homer:Tá vendo?

Rogério Vilela:Olha a referência. Verdade, coloca aí, coloca aí.

Luiza Possi:A Claudia Litsa me chama de "Gwyneth".

Rogério Vilela:Não pede para eu soletrar para você porque é difícil soletrar. É, "Gwyneth Paltrow".

Luiza Possi:Gafes, Daniela, me ajuda. Ah, teve uma vez O quê? Que vez maravilhosa! Eu tava grávida do meu primeiro filho, mas eu não sabia que tava grávida. Então, quando você tá grávida, acontecem muitas coisas estranhas com a sua cabeça.

Rogério Vilela:Tipo?

Luiza Possi:Tipo, entrei no palco, Teatro Porto Seguro, maravilhoso. Já fiz muito show lá. É no centro, no Teatro Novo, bem no centro. Piano e Voz. Tá procurando alguém de perto? Não sabe soletrar?

Rogério Vilela:Aí não, mas aí não tá tão parecido, né? Aí deve ser mais recente, mais antigo. E ela é do Homem de Ferro também, né?

Homer:É verdade, nós somos partners.

Rogério Vilela:Exatamente, ajudante dele, né?

Luiza Possi:Isso, exatamente.

Rogério Vilela:Eu achei que aí você deu uma zoada, né?

Luiza Possi:Pega uma frasezinha melhor, pelo amor de Deus. Então, peptídeo.

Rogério Vilela:Por que não?

Luiza Possi:Se temos peptídeos, por que não peptidiar-se? Eu peptídeo, tu peptidias, ele peptidia, nós peptidiamos.

Rogério Vilela:Minha mãe peptidia.

Luiza Possi:Sua mãe peptidia? Minha mãe ainda não peptidia. Vou peptidiar minha mãe. Você peptidia sua mãe? Peptidiarei minha mãe. Bom, aí tava no palco eu, e eu tinha passado por uma experiência muito maravilhosa. Recente de ter cantado com os Titãs e os Paralamas no mesmo dia. Eu fiz um show com Titãs no Allianz e fiz um show com Paralamas numa festa privada nesse mesmo dia.

Rogério Vilela:Ah, não, algumas músicas e saía, eu ficava no show inteiro.

Luiza Possi:Não, cantei, fiz uma participação especial no Titãs e uma participação especial. Agora sim, agora sim, peraí, favorece, né?

Rogério Vilela:Quando você for procurar foto, eu que não vou nem pedir mais, que parece, pega a melhor foto. Quando for com homem você pode zoar, tá? Mas com mulher não faz isso, porque às vezes com homem é engraçado, né? Isso, não, não, para o outro lado. Vamos ver aí.

Homer:Aí, ó, olha, bem parecido, hein?

Luiza Possi:So let's go! Aí eu tava, bom, aí tinha passado esse dia, eu tava muito emocionada porque tinha cantado com Paralamas de Tanz, não sei o quê.

Rogério Vilela:Que legal, são duas bandas que eu adoro.

Luiza Possi:Não, pois é, são pessoas incríveis, bandas incríveis. E aí fui lá, eu, só para saber que música você cantou, você lembra?

Rogério Vilela:Então vamos chegar aí, tem a ver com isso, tá?

Luiza Possi:Falei, cheguei no palco, meu músico, que era meu maestro maravilhoso, Ivanzinho, que se foi. Sério? Ah, cara, dia 24 de dezembro, cara, do ano passado, do ano retrasado. Ele tocou comigo 23 anos, eu tenho 25 de carreira. Ele entrou numa árvore, morreu. O carro bateu na árvore, acabou. Novo, no dia do Natal, 44. Nem fala. Eu fazia muito show de piano e voz com ele. E aí eu tava no Teatro Porto Seguro, e aí eu fiz: ah, gente, essa semana eu cantei com um Paralamas "Ah, foi incrível e tal, e aí eu vou fazer aqui uma das músicas que a gente fez." E aí foi assim, Vilela: Quando tá escuro e ninguém te ouve. Quando tá escuro e ninguém te ouve. E quando tá escuro e ninguém te ouve.

Rogério Vilela:Te deu branco?

Luiza Possi:E quando tá escuro... E ninguém te ouve, cara. Não tinha uma luz no fim do túnel, não tinha uma luz, cara.

Rogério Vilela:É uma sensação que eu nunca quero ter na minha vida isso.

Luiza Possi:Meu Deus, a galera começou a rir.

Rogério Vilela:Quando tá escuro e ninguém te ouve. Cara, eu vou sonhar com isso. Quando tá escuro e ninguém te ouve. É que nem quando eu tô aqui, eu acho que foi— Cadê o André? Tá aí? Cadê o André? André? Não tá. Ontem, cara, eu tava lendo o TP de publicidade e que desespero que o TP não subia. Quem que tava comigo ontem aqui? E eu falando: "Não é? Então, mas não sei o quê." Eu trocando ideia e torcendo pro TP subir lá. E aí subiu e eu voltei na publi assim, porque eu falei: "Cara, pra onde eu vou agora?" Pra onde eu vou?

Luiza Possi:Não, então, cara, e eu... A primeira pausa é dramática de interpretação, né?

Homer:Aí tudo bem.

Luiza Possi:"Quando tá escuro e ninguém te ouve." Repetiu, tipo, criou uma coisa nova. Aí você pensa assim: "Não vai dar." "Quando tá escuro e ninguém te ouve." Aí terceira vez você fala: "Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus." Aí não vem, aí você faz: "Eu não vou parar." "E quando tá escuro e ninguém te ouve." Aí a mulher lá da ponte: "Não era pra ser!" Aí meu teatro foi abaixo, cara. Não era pra ser. Não era pra ser, foi maravilhoso. O Ivan, ele não sabia se ele cavava um buraco, se ele se espiava.

Rogério Vilela:Quer escutar uma boa? Amigo nosso, não vou falar o nome, mas é uma história muito conhecida na comédia. Era um show beneficente, ou seja, as pessoas não pagaram pra entrar. Era só um saco de arroz ou de feijão. O cara foi tão mal, as piadas foram tão ruins que um cara no meio do show, beneficente, falou: "Devolve meu feijão!" O quanto um show tem que ser ruim para o cara falar: "Eu não quero ajudar nenhuma criança necessitada. Esse show é tão ruim que eu quero levar o meu feijão embora. Eu me arrependo da minha bondade, eu quero ir embora desse lugar." Ah, eu acho que eu sei quem foi. Ah, não, não, não vou falar aqui.

Luiza Possi:Não, teve uma, eu fui para uma cidade do interior do Sul e a única coisa que eu preciso no palco hoje é um TP, só com a letra, com as letras. Eu preciso de um TP por causa dessas coisas, mesmo que você não use, por causa dessas coisas, entendeu? Quando tá escuro ninguém te ouve, quando tá escuro ninguém te ouve.

Rogério Vilela:Agora fiquei encanado, o que que vem depois?

Luiza Possi:"Quando tá escuro, ninguém te ouve." "Quando chega a noite..." E você pode chorar.

Rogério Vilela:Nossa, agora...

Luiza Possi:Então não há uma luz no túnel dos desesperados pra quem erra essa música. Não tem uma lanterna dos afogados. Queria dizer que não tem uma lanterna pros afogados pra quem erra a letra dessa música. Quem esquece a letra dessa música é uma escuridão total.

Rogério Vilela:Ó, é um toque pra vocês operacionais. Quando eu falar "quando tá escuro, ninguém te ouve", eu tô dando um toque assim que é só do TP. Faz alguma coisa que eu tô perdido aqui.

Luiza Possi:Sobe o TP.

Rogério Vilela:Eu tô falando sério quando eu falo: quando tá escuro...

Luiza Possi:Virou um novo código e ninguém te ouve.

Rogério Vilela:Não é uma boa?

Luiza Possi:É maravilhoso.

Rogério Vilela:Ô, Homer, lembra daquela música: quando tá escuro...

Luiza Possi:É isso, é isso. Então eu hoje, Vilela, eu posso fazer um show só eu e o TP. Eu não preciso de músico, eu não preciso de instrumento, eu realmente posso. Posso fazer uma palestra. Isso foi provado pra mim.

Rogério Vilela:O nome de um disco: Eu e o TP.

Luiza Possi:Cara, eu e o TP.

Rogério Vilela:TP e eu. TP, pra quem não sabe, é teleprompter. Teleprompter é uma telinha que você coloca na frente da câmera ou na frente do palco e tá passando lá as letrinhas. Que os jornalistas leem, né? Todo mundo lê, né?

Luiza Possi:E aí os cantores leem também, tá?

Rogério Vilela:Eu, por exemplo, tudo que eu tô falando aqui com ela tá passando um TP e eu tô falando aqui, né? Eu não tô na minha cabeça, tudo passado aqui.

Luiza Possi:É, por isso que chama inteligência Limitada e não ilimitada.

Rogério Vilela:Tá, tá bom.

Luiza Possi:Aí beleza, tava nesse show, era uma participação com orquestra, então fui só eu e o meu videomaker, e a galera ia tá lá, né, a orquestra, todo mundo. E eu falei assim para menina do TP que tava operando lá, que não era minha menina do TP, aliás, um beijo, Tice, te amo. Aí eu falei para ela assim, É, cara, tem que ouvir, tem que estar atento e tal. E eu falei pra ela assim, porque você tinha que agradecer um monte de gente, tinha que agradecer o secretário de cultura, tinha que agradecer a menina do SESI, tinha que agradecer todo mundo. Aí eu falei assim pra ela: olha, no final você, por favor, coloca o nome do prefeito, coloca a menina da organização, coloca a outra menina do SESI, coloca lá, tá? 'Por favor, cara.' Acabou o show, era um show de Natal, então estava eu e o Papai Noel em cena.

Rogério Vilela:É sério?

Luiza Possi:É sério, tem provas disso. Tava eu e Papai Noel em cena. Eles falaram: 'Papai Noel, pode subir?' Falei: 'Gente, claro, né? Vai fazer um Natal sem Papai Noel? Não.' E aí acabou o show e começa a subir o TP. E ela escreveu assim: 'Agradecer, menina da organização.' Juro por Deus.

Homer:Não, não, não, não, não.

Rogério Vilela:'Agradecer.' 'Prefeito, agradecer senhora, não esquece de colocar que eu tenho que agradecer o prefeito, tá?

Luiza Possi:Coloca lá, agradecer ao prefeito.' E aí tava, agradecer prefeito, ela fez o trabalho. E eu falei para ela: 'Coloca lá, menina da organização.' Ela: 'Agradecer menina da organização.' Aí eu fiquei: 'Com quem que você pede ajuda, Papai Noel?' Quando tá escuro e ninguém te ouve.

Rogério Vilela:E aí você pediu ajuda?

Luiza Possi:Querida amada da organização "Ó, muito obrigada pelo seu apoio." E o prefeito, que é maravilhoso.

Rogério Vilela:Todo mundo conhece o prefeito. Eu não preciso falar o nome porque ele é uma pessoa muito querida.

Luiza Possi:Quem é ele?

Rogério Vilela:Né, Luiza Mel?

Luiza Possi:Né? Vilelo.

Homer:Vilelo.

Luiza Possi:Então são essas coisas que acontecem, entendeu, com a gente.

Rogério Vilela:Mas isso que faz a vida mais doce. Ô, Romer, fala comigo.

Homer:Tem a primeira pergunta aqui da Ma Silva. Ela mandou o seguinte: Ma Silva, ela mandou o seguinte: Luiza, crescer sendo a filha das ex-esposas te abriu muitas portas, mas também deveria criar uma cobrança gigante. Em que momento você sentiu que pessoas começaram a enxergar Luiza além do sobrenome?

Luiza Possi:Oi, Ma Silva! Calma, é para cá. Oi, Má Silva, é muito bom falar isso nesse momento que eu tô vivendo, porque ser filha da minha mãe é muito engraçado. Isso porque eu ia nos teatros e aí com 5 anos de idade saía, ia para o camarim, chegava um pitoco de gente, o segurança. Oi, moço, vou entrar. Não, não vai. Não, mas eu sou filha da minha mãe. Ele: eu também sou filho da minha mãe. Vamos lá, da minha mãe tá aí dentro. Eu sou filha da minha mãe, sempre falei isso. Cara, eu acho que assim, quando eu me lancei, quando eu fui lançada em 2002, já foi uma quebra de paradigmas, porque a minha mãe já era uma grande diva da música brasileira, da música popular brasileira. Ela já tinha passado a fase pop dela, mas aí ela já era uma diva da MPB e tinha uma expectativa de que a filha da Zizi Posse viesse nesse caminho.

Rogério Vilela:A Zizi é por quê?

Luiza Possi:Marise Eudinha.

Rogério Vilela:Marise?

Luiza Possi:Maria Isildina. E tinha uma expectativa de que eu viesse nessa coisa de diva. E aí eu não vim, eu vim, né, muito pop teen, cantando pop, pop rock e tal. Então já teve essa quebra de paradigma. Minha primeira música já ficou em primeiro lugar durante 9 meses nas rádios, foi um fenômeno na época, que eu nem esperava, nem sabia. Eu gravei o disco com a mochila do Sion, sabe? Sério, sério, com a roupa do Sion. Eu lembro que quando a minha música estourou no rádio, eu ficava assim esperando, saindo da escola com a mochila, uniforme do Sion, e os carros passavam com a minha música no máximo, e eu ficava pulando na rua assim. Meu, era uma estudante do Sion, entendeu? Que nem filme, era, foi filme. E ninguém sabia quem eu era porque a música tava estourada no rádio, ninguém sabia a minha cara.

Rogério Vilela:Você tinha quantos anos?

Luiza Possi:17, entendeu? Gravei com de 15 para 16, já cantava desde sempre, tinha minhas bandas e tal. Claro que o nome da minha mãe abriu muitas portas, é bom. Só que assim, imagina você passar 25 anos Né, cada palco que você sobe, cada. E agora vem a grande cantora, que ela é maravilhosa, filha da Zizi Pozzi. É muito bom, eu honro a minha mãe demais, honro muito, sou muito grata a ela. Mas é sempre dar aquela quebrinha no joelho, sabe, quando alguém te dá um chutinho no joelho atrás. Aí, Vilela, Deus falou para mim assim, Vilela, Deus falou para mim assim: você vai ser conferencista. E aí eu falei para o meu marido: ó, Deus falou que eu vou ser conferencista. Aí ele falou: o que que é um conferencista? Falei: também não sei, vamos olhar no Google. É um palestrante, mas que ele também pode ministrar louvor e ele fala de, do cristianismo. É muito o que eu tenho realmente feito. E aí eu fiz a minha primeira conferência e foi muito doido porque eu falei para o meu marido isso No dia seguinte, um amigo dele ligou para ele e falou: tô fazendo uma conferência de mulheres sobre o cristianismo, será que a Luiza não quer participar? Deu 12 horas do momento em que eu falei, do momento em que eu falei ao momento em que eu recebi o primeiro convite. Você vê, entrei na conferência. Bom, a pessoa que foi me apresentar, respondendo sua pergunta, entrou no palco e falou assim: bom, agora vem ela, que é uma protetora e Brasil, já mil adjetivos. Filha, quando ela falou isso, né, eu já tava acostumada com aquele sentimento.

Rogério Vilela:E ela falou: filha de Deus, menino, mudou, hein, menino, mudou aí o patamar, hein.

Luiza Possi:Deu uma, cara, aquilo foi uma libertação na minha vida que eu não sei te explicar, porque minha identidade é essa. A minha identidade é essa. É claro que eu sou filha das Zipós, do Liber Gadelha, que não tá mais aqui entre nós, mas tá comigo, eu sei disso. E eu faço isso com muita honra, sabe, com muito orgulho, com muito prazer. Mas você receber identidade de entrar num palco sendo filha de Deus, sabe, é uma libertação, é uma "Ó, aqui você é filha de Deus." Entendeu? E aí?

Homer:E como foi?

Luiza Possi:Ah, foi incrível. Foi muito incrível.

Rogério Vilela:Qual a diferença de um show musical, mesmo para o público cristão, do que uma conferência?

Luiza Possi:Uma conferência, uma... Eu já tava fazendo palestra, né, do meu projeto, porque quando eu parei de beber eu falei: "Bom, eu vou ter que fazer alguma coisa na internet melhor do que ficar falando de bebida." Né? E aí eu olhei em volta e falei: "Ah, quero, super!

Rogério Vilela:Por que você me ofereceu um café?" Porque você falou de bebida, me deu vontade de tomar café. E da outra vez você bebia cerveja, e agora eu falei: "Se ela não bebe cerveja, o que que temos? Café, né?" Era bom ter chá também, né?

Luiza Possi:Não sei se a gente tem chá também. Nossa, chá vai para outro patamar seu podcast, claro. De bom? Claro!

Rogério Vilela:Eu estive na China agora, tomei tanto chá diferente lá.

Luiza Possi:Chá diferente?

Rogério Vilela:É, um chá muito bom. Olha o cafezinho aqui. O meu tá sem nada?

Luiza Possi:Tá adoçante.

Rogério Vilela:E o dela?

Luiza Possi:Sem nada, não quero nada, muito obrigada.

Rogério Vilela:É mesmo?

Homer:Café cowboy.

Luiza Possi:Café cowboy.

Rogério Vilela:Eu admiro, sim.

Luiza Possi:Um dia a gente chega lá.

Rogério Vilela:Eu vou chegar lá.

Luiza Possi:O que a gente tava falando, Vilela?

Rogério Vilela:Eu tinha perguntado a diferença de cantar e de fazer performance.

Luiza Possi:Ah, então, aí eu tava te contando isso. Eu comecei, aí um belo dia eu olhei assim, né, graças a Deus, ou glória por "Um belo dia eu resolvi..." Meio isso. Eu olhei em volta, né? Falei: "Cara, eu tenho uma relação tão linda com meus filhos, eu tenho uma relação tão linda com meu marido, eu tenho uma relação muito legal comigo mesma." Fui olhando para cada área da minha vida assim, falei: "Isso é prosperidade 360." E aí nasceu esse nome, registrei, fiz o meu podcast, só que ele não é um modelo de podcast. Existe. Ele é um modelo, acabou virando um modelo de programa. E aí acabou.

Rogério Vilela:Mas como que é? Porque podcast, o pessoal pensa que é só isso aqui, mas tem podcast também que é uma pessoa falando só?

Luiza Possi:Não, não. Eu entrevistei Fátima Bernardes, Péricles, Flávio Augusto, César Filho, uma galera. Sim, foram 10 nomes maravilhosos. Só que o que eu digo, formato assim, não tinha microfone aqui, uma mesa.

Rogério Vilela:Como que é? Tinha duas poltronas aqui, uma Tô fazendo aqui, aqui, um programa de rádio, mas era filmado.

Luiza Possi:E aí a gente fez uma parceria com a Record, e hoje esse programa está na Record News, tem uma recorrência de domingo, 1:30 da tarde. Então assim, ele mesmo virou uma coisa super próspera, né, porque ele acabou virando um programa, era para ser um podcast, virou um programa de televisão na Record News.

Rogério Vilela:E aí eu comecei a palestrar sobre isso, sobre ter sucesso em várias áreas da vida.

Luiza Possi:As pessoas acham que eu vou falar de dinheiro e eu começo a falar que você tem que arrumar a casa.

Rogério Vilela:Então, então você, né, dinheiro nisso, porque também as pessoas têm muito preconceito também, né, que dinheiro é ruim.

Luiza Possi:Dinheiro é instrumento, dinheiro é super importante para você poder realizar as coisas que você quer, para você poder até uma vez eu fui conversar com o rabino quando eu estudava Kabbalah muitos anos atrás. E ele falou assim: quanto de dinheiro você quer ter? Olha que legal o papo dele. Sério? Aí eu falei, fiquei meio assim, né?

Rogério Vilela:Não saberia responder.

Luiza Possi:É, então também não sabia. Daí eu falei, sei lá, chutei um número, tem um número, você lembra? Milhões? Não lembro, não lembro. Falar milhões, claro, mas não lembro. Milhões. Aí ele falou: nossa, que pouco!

Homer:É mesmo?

Luiza Possi:Calma. Aí eu falei: o louco, Rabinão! Calma, a história é séria, Vilela.

Rogério Vilela:Presta Atenção, quando vier o Rabino aqui eu vou falar: o louco, Rabino, o louco, Rabino, que é isso?

Luiza Possi:Aí ele: tempo para relaxar, acalmar. Pode continuar, mano, que café forte!

Rogério Vilela:Colocaram alguma coisa nesse café?

Luiza Possi:Eu não falei exatamente isso, mas eu pensei, né? Eu pensei: "Ô louco, Rabinão!" E eu falei: "Por que pouco?" Aí ele falou: "Porque assim, você tá pensando nesse dinheiro para quê? Para sua vida, comprar uma casa, ajudar?" Não tinha filho ainda. "Para eventualmente ter filho?" Falei: "É." Ele falou: "Então, já pensou que se você pensasse em ter mais dinheiro, você poderia ajudar muito mais pessoas. Então, que se você pensar pequeno, você pode ajudar menos. E se você pensar grande, não necessariamente é um egoísmo. E você tá pensando grande porque você tá pensando no todo ao redor, em quanto você pode transbordar na vida de outras pessoas. Então, talvez seja uma falsa, um humildade, você pensar pouco. Porque quando você pensa pouco, você pensa só para você, cara. Por isso que eu falei, era sério. E aquilo me pegou, sabe? Porque realmente, quando você pensa: ah, mas o dinheiro é ruim, ah, mas o dinheiro é— nossa, você tá pensando só para você, você tá pensando no seu umbigo, você tá pensando: eu não preciso de tanto. Tudo bem, mas E as crianças autistas que estão sem conseguir ter os aparelhos de fonoaudiologia, de neuro, sem conseguir pagar os devidos tratamentos? E o orfanato que eu ajudo lá, o Pequeno Cidadão, que é um abrigo hoje, que também abriga anciãos, e também depois que as crianças fazem 18 anos e viram adolescentes, não botam na rua e continuam ajudando. E esses lugares? E lá, a Associação da APA, da Brasil que cuida desse, você entendeu? Tem tanta coisa em volta para ajudar e para fazer. Como é que eu não vou pensar nisso? Como é que eu vou pensar em ter só para mim? Se eu quiser ter só para mim, realmente é ganância.

Rogério Vilela:Agora, se eu pensar no todo, se eu fosse responder essa pergunta também, eu ia pensar para mim, não ia pensar desse jeito. Eu ia falar: para mim, eu toco a vida, não preciso de muito, tal.

Luiza Possi:A gente não pensa, né? Então, então às vezes É para transbordar. Exato, abundância é para transbordar. Tem um pastor que eu gosto muito, que ele fala lá na igreja, é o Lucas, ele fala assim: tudo bem, então vamos lá, você conseguiu todas suas bênçãos, você pediu um monte de bênção e aí Deus foi lá e te abençoou. E aí, o que você vai fazer? Você vai represar?

Rogério Vilela:São os talentos, né? Você vai enterrar?

Luiza Possi:Você vai enterrar? Você vai ser uma represa ou você quer ser um rio? Você não vai transbordar na vida de ninguém. Você não vai multiplicar, você não vai abençoar ninguém. Você quer ter só para você. Então, às vezes, a humildade, ela é uma falsa humildade, entendeu? Ah, eu quero ter, mas eu quero ter tão pouco. Cara, você quer tão pouco porque você pensa só em você.

Rogério Vilela:Pois é.

Luiza Possi:Então, é importante pensar nisso, sabe? Claro que a prosperidade para mim é isso em todas as áreas, Porque em todas as áreas eu posso ser próspera, com todas as pessoas, e ter um relacionamento próspero. Mas para isso você precisa ter começado a ter uma prosperidade sua consigo mesma, cara, né? Se Deus ama tanto você, quem é você para não se amar? Como é que você pode não se amar se Deus te ama? Tá errado isso, né? Como é que você quer? Eu sempre fui atrás da prosperidade, verdade. Eu sempre tive que trabalhar. Todo mundo acha que eu venho de um berço de ouro. Eu não venho de um berço de beso de ouro. A minha família era família de imigrantes, uma família que veio sem nada para esse Brasil, sem nada. A minha avó pegava cortina para fazer roupa para os 3 filhos. Eu venho de um beso de ouro cultural, sim. A minha mãe é uma grande expoente da cultura nacional, o meu tio Zé Paulo Sineto é um grande diretor da cultura nacional, mas o nosso beso não é de ouro, não é de ralar mesmo. Então assim, eu tive que ralar muito, a minha mãe ralou muito, o meu pai ralou muito, o meu tio ralou muito, sabe? E quando eu falo isso assim, eu tenho essa cara, eu tenho esse estereótipo, mas não dá para dizer, sabe, nossa, nasceu, tava tudo pronto, tinha tudo, tinha tudo. Não, cara, a gente quando veio morar em São Paulo, eu sou do Rio, Minha mãe, quando veio morar em São Paulo, meu pai tava com câncer e ele era músico dela. Sem trabalhar, morando na casa da minha avó, a gente veio pra cá, a gente foi morar na casa do meu padrinho, que não cobrava aluguel da minha mãe. Meu tio cobrindo ali a minha escola. E a minha mãe começando uma carreira de novo, porque ela— minha mãe também transicionou. Ela era uma cantora pop de perigo, nananã. Todo mundo acha que ela fez rios de dinheiro com isso. E ela não fez, ela parou e ela falou: "Não, eu vou cantar a minha verdade." E virou uma das maiores cantoras de MPB. Então eu tenho muito orgulho dela, tenho muito orgulho de onde eu vim, mas as pessoas têm uma ideia muito errada sobre a minha, de onde eu vim e quem eu sou e quem a minha família é. Eu tenho um berço cultural muito rico, agradeço muito por isso, mas isso não quer dizer que eu venho de uma família rica, em hipótese alguma. Então assim, é a prosperidade. Eu sempre fui muito atrás dessa prosperidade, e cada vez que eu chegava para encontrar essa prosperidade, eu ia encontrando coisas no caminho. Ó, tá bom, você quer ter prosperidade, você precisa resolver sua relação com a tua mãe, você precisa perdoar tua mãe. Putz, é, você precisa honrar sua mãe, você precisa perdoar seu pai, você precisa honrar seu pai. Então eu fui aprendendo as coisas que para você alcançar o tal do chegar lá, seja lá onde esse lá for, para cada um é um lá, existem coisas que precisam estar resolvidas dentro de você, porque senão você nunca vai alcançar. Não adianta pensar, entendeu? Não, mas eu vou ganhar. Você vai ganhar, mas você vai perder, porque você ainda não vai saber gerenciar isso na sua vida. E às vezes não é questão de ganhar, é questão de gerenciar, é questão de não perder. Só que aí você acha que isso tá aí, tá fazendo um curso financeiro, tudo bem, mas se você não resolver coisas coisas muito profundas, como perdão, como honra, como amor próprio, como autovalorização, você não vai chegar nesse lar, não vai chegar nesse lar. Então assim, eu comecei a palestrar, na palestra já tinha música. Então esse caminho para conferencista, ele já tava sendo feito, já tava sendo preparado por Deus lá atrás, que é o que eu te falei no começo do programa. Ele me encontrou muito antes de eu encontrar ele. Ele fez um caminho muito antes. Ele fez esse caminho muito antes de eu entender isso.

Rogério Vilela:Tudo bem que no caso do Romero, o livro da vida dele tá tudo meio torto lá, né? As linhas, ele garrota, né?

Luiza Possi:Ó, o menino cantou, menino.

Rogério Vilela:Não é isso, tu foi inveja dele, o cara sabe de helicóptero, sabe de cantar. Como que é o livro que você fala?

Homer:Eu acabei pichando e rabiscando todo meu livro da vida, cara. Sabe quando você fica fazendo desenho em cima do desenho?

Rogério Vilela:Eu fazia isso no caderno de escola, você não fazia? Ficava desenhando nos cantinhos assim.

Homer:Fazer tudo, ficava desenhando nas imagens, pegava aquelas imagens, fazia bigodinho, verdade, cara.

Luiza Possi:Engraçado você falar isso, que eu tenho uma história sobre isso que sempre foi na minha cabeça.

Rogério Vilela:O quê?

Luiza Possi:Minha mãe casou de novo, né, e eu era pequena. Eu lembro, sei lá, uns 7, pequena, pequena. E a gente tava com as sobrinhas desse, tava ali eu e umas meninas 'Yes.' E aí elas começaram a fazer esses desenhinhos no caderno. Eu nunca esqueci isso, tinha 7 anos. Olha! E aí eu falei assim: 'Por que que você tá fazendo esse desenho no caderno?' Ela falou assim: 'Ah, porque eu tenho que fazer a lição e eu tô com preguiça.' E aí aquilo me marcou, porque eu falei: 'Ué, faz a lição! É, faz a lição!' E a vida às vezes é sobre fazer o que tem que ser feito e parar de ficar fazendo desenhinho no caderno, entendeu? "Está aqui a lição e você fica enrolando, está fazendo isso." "Está aqui a lição, mas primeiro eu vou fazer isso aqui, para depois eu ir ali." Não, mas aquilo nunca me saiu da cabeça, eu já escrevi sobre isso, porque me pegou muito. Eu era uma criança de 7 anos, mas quando eu fazia o que tinha que ser feito, eu sempre fiz o que tem que ser feito, entendeu? Porque eu acho que você é criança, quando você é criança você pode falar: "Ah, não quero. Ah, não gosto." Adulto não dá. Adulto, irmão, tem que fazer o que tem que ser feito. Eu sou muito dura comigo nesse sentido, entendeu?

Rogério Vilela:É verdade, verdade, sabe?

Luiza Possi:Tem que acordar cedo, tem que acordar cedo, tem que comer direito, tem que comer direito, tem que tomar pepitita, tem que tomar pepitita.

Rogério Vilela:A vida te fala, a vida fala, a vida vai cobrar de você. Você não fez, olha aqui o resultado.

Luiza Possi:Então assim, não dá para ficar fazendo desenho no caderno, passou o tempo.

Rogério Vilela:Homer, mais uma pergunta, só que tem que ser boa, hein?

Homer:Olha, tem uma pergunta aqui da Ana Clara, ela falou o seguinte: você que não veio do mundo gospel e agora está entrando no universo onde as pessoas também julgam muito, você se sente mais— você sente mais preconceito vindo do mundo secular ou do religioso?

Luiza Possi:Qual o nome dela?

Homer:É a Ana Clara Costa.

Luiza Possi:Ana Clara Costa. É, Vilelo. Ana Clara, eu acho que assim, o caminho Ele é perfeito quando você olha de trás para frente. Eu passei por um processo no ano passado, no final do ano passado, de cancelamento. Eu detesto essa palavra cancelamento, mas enfim, de rejeição, de hater, de raiva, de ódio, em que eu fui muito forjada, sabe? Porque Eu consegui desligar meu telefone. Eu lembro que teve um momento assim que a casa tava caindo, o bicho tava pegando. E mais uma vez eu olhei em volta, olhei para minha casa. Celular, cara, tem o quê, 20 centímetros?

Rogério Vilela:Ah, não sei, 15. Eu ia chutar 15, não sei, talvez menos.

Luiza Possi:Você acha que 15 centímetros pode acabar com a tua vida? Eu desliguei aquele celular, eu olhei para minha grama, eu olhei para minha piscina, as borboletas nas árvores, minhas crianças tudo correndo. Tem muita borboleta, minhas crianças tudo lindas, sabe? Saúde, minha mãe com saúde, meu marido. Eu olhei e falei: cara, que que é problema? Falando sério, sem hipocrisia, assim, jura que isso é o maior problema? Você vai acabar acabar com a minha vida.

Rogério Vilela:Problema principalmente é saúde.

Luiza Possi:Problema, cara, meu marido com saúde, meu marido teve um mega problema de saúde, foi curado, puxa, sabe? Então assim, minha mãe com saúde, meus filhos com saúde, eu com saúde, a gente com casa, com tudo. E aquilo me ensinou muito, me ensinou demais, né? Na época você nunca sabe por que que você tá passando por aquilo, né? Tanta injustiça, tanta—

Rogério Vilela:É o famoso ligando os pontos, né?

Luiza Possi:É, ligando, ligando.

Rogério Vilela:Aí você fala, forma uma figura, olha que bonito.

Luiza Possi:E aí, quando eu fui entrar, né, ingressar no mundo cristão gospel, eu já sabia. E quando você entra pro evangelho de Cristo, você já sabe que vai ter paulada. Paulada, porque Cristo morreu na cruz.

Rogério Vilela:Falei pra você aqui antes de começar que a gente tá fazendo um devocional aqui. Você acha que eu não tomei paulada pra caramba? Nossa, tá virando um canal gospel, não sei o quê. 'Por quê?' e tal. Mas eu não ligo, sabia que ia acontecer isso mesmo.

Luiza Possi:Não dá.

Rogério Vilela:E vai ter mais, hein? Quanto mais reclama, mais vai ter.

Luiza Possi:Eu tô fazendo também um propósito de oração e de palavra de manhã, de manhã, 6:15, que para mim é bem difícil.

Rogério Vilela:Liga a câmera aí.

Luiza Possi:Eu ligo a câmera, tô falando no meu canal que chama O Sol Vai Brilhar, é que era o Instagram. E aí eu faço no Instagram geral, 6:15 da manhã, 21 dias, que É uma leitura, uma explicação, e como você aplicar na tua vida prática. Pra mulher, pra todo mundo, pra todo mundo que quiser. E é uma coisa que o David Leonardo fala muito, ele fala: se você quiser fazer um propósito com Deus, torna ele público, porque a chance de você furar é muito menor.

Rogério Vilela:Porque quando você se compromete, exatamente, faria isso, hein?

Luiza Possi:É, se compromete publicamente, porque agora quero ver aqui. Porque se amanhã não quisesse acordar, ia falar: ah, não, mas agora é que nem o Saião, coitado, né?

Rogério Vilela:A gente falou que ia ser todo dia, tá sendo todo dia o devocional, 365 dias sem falhar.

Luiza Possi:Uau! Então, respondendo a Ana Clara, eu fui forjada muito, não é? Sabia que ia estar, pai de TP, quando tá escuro e ninguém não te ouve. Então assim, eu fui muito forjada nessa onda, né, de julgamento, de raiva. E passei por isso assim muito protegida. As pessoas me ligavam: você tá bem? Cara, eu tô.

Rogério Vilela:Não, fala sério, a galera achava que você tava—

Luiza Possi:eu tô bem, eu tô bem. Claro que tinha a mão de Deus ali mais uma vez falando assim: cara, você vai passar pelo fogo, mas você não vai passar sozinha. E então eu já fui, eu já sabia que ia ter Vai ter hater em tudo que você fizer. Você quer não ter hater? Não faça nada. Como assim?

Rogério Vilela:Quando é relacionado ao cristianismo, quando é uma conversão, é diferente o hate.

Luiza Possi:Por que que você sente isso?

Rogério Vilela:Porque normalmente quando você tá bebendo demais, tá saindo demais, é mais na forma de brincadeira. Ó, cara, você não Porque na hora da, quando você se converte, parece que é um ódio, é um ódio do nada, é uma, é uma, as pessoas querem, eu entendo, entendo perfeitamente porque isso acontece e às vezes tem uns cortes meus que eu falo isso.

Luiza Possi:De levante? É, é, mas é isso que eu tô falando, até para isso Deus te prepara, ele já fala, o inferno vai se levantar contra você.

Rogério Vilela:Mas isso para mim é um sinal de que eu tô no caminho certo, não o contrário, né?

Luiza Possi:Exatamente.

Rogério Vilela:Se não acontecesse isso, eu ia ficar preocupado, Se eu não tô batendo tão forte, não tô fazendo diferença.

Luiza Possi:E assim, eu acho que ódio sempre vai ter, porque é sinal que você tá furando a bolha. Não deveria, deveria cada um cuidar da sua própria vida.

Rogério Vilela:Tanto é porque se a pessoa tivesse essa vida boa que você fala, de você olhar os seus filhos, ter essa noção de que tá tudo em saúde, ela não tava na internet despejando ódio em cima de você.

Luiza Possi:Exatamente, que não. Mas você já sabe que vai ser assim. Então, eu não faço.

Rogério Vilela:Você não fica olhando?

Luiza Possi:Eu não olho.

Rogério Vilela:Tem que fazer isso mesmo.

Luiza Possi:Eu não olho, peço para que não me falem.

Rogério Vilela:Tem alguém que cuida para você?

Luiza Possi:Tem uma pessoa das redes sociais, a Gabi.

Rogério Vilela:Eu vou fazer isso.

Luiza Possi:E às vezes ela vai, ela manda, falou: Gabi, tem certeza que você vai me mandar? Eu preciso saber, eu preciso me contaminar com isso.

Rogério Vilela:Quando é que ela te fala? Quando é muito grave de processo assim ou não?

Luiza Possi:Não, porque não. Agora ela já entendeu que não é pra... Eu não quero saber, eu não quero saber.

Rogério Vilela:Vai fazer o quê?

Luiza Possi:Ah, ele não gostou. Ah, ele não gostou. Então tá bom, gente, então esquece, esquece. Vou ficar no secular mesmo.

Rogério Vilela:Eu faço isso de vez em quando, quando eu lanço agenda, né, o Romer já viu. Nossa, vai dar palco pra não sei quem. Eu falo: putz, o Reinaldo 237. "Eu sabia que você não ia gostar, eu vou desmarcar com ele, tá bom?" Não, não era para desmarcar, só não sei o quê. A galera leva a sério.

Luiza Possi:Não, então é isso, entendeu?

Rogério Vilela:É síndrome de protagonismo também, né?

Luiza Possi:Nossa, gostei desse nome, gostei.

Rogério Vilela:Não sabia não. A pessoa acha que ela é centro do universo e que ela tem que ser agradada. Que tem alguém... Continuam chamando Daniel Lopes. Quem assiste aí, eu falo assim, só 700 mil pessoas perceberam. É um pastor que tem quadro aqui toda semana.

Homer:Ah, tá.

Rogério Vilela:Ninguém aguenta mais esse pastor, ele tá toda semana. Eu falei: "Ninguém aguenta igual a 700 mil views toda semana." Tipo, você não aguenta?

Luiza Possi:É só não assistir, né? Gente, é engraçado isso. Vamos falar do Orkut?

Rogério Vilela:Orkut?

Luiza Possi:Vamos falar do Orkut?

Rogério Vilela:Nossa, eu não ouvia essa palavra há tempos, né?

Homer:Eu adorava Orkut.

Rogério Vilela:Era bom, né? Era lá, é só amor, né?

Luiza Possi:Não é que era só amor. Lá era um ambiente de respeito, entendeu? Eu tinha uma comunidade que fez muito sucesso. Eu não posso falar, cara.

Rogério Vilela:Sério?

Luiza Possi:Não posso falar, não posso. Olha que eu falei tudo.

Rogério Vilela:Tinha umas comunidades lá que eram muito boas, né, cara?

Luiza Possi:Não, mas não, eu fiz a comunidade.

Homer:Eu lembro daquele, aquele tchau não foi pra mim. Aquele tchau não foi pra mim.

Rogério Vilela:Tinha uma comunidade que tinha.

Homer:Essa da era clássica.

Luiza Possi:Mas o que eu queria falar do Orkut é o seguinte, você fazia a comunidade. Eu tinha uma comunidade lá, eu amo tal coisa. Ninguém ia lá falar, eu odeio. Só entrava aqui e falava: "Pessoa pegava e fazia uma outra comunidade. Eu odeio tal coisa." E aí ela ficava...

Rogério Vilela:Você não tá lá. Como você odeia? Não. E a pessoa não tá aqui conversando.

Luiza Possi:Ela ficava lá: "Eu odeio." E eu ficava aqui: "Eu te amo." E tava tudo bem. E a vida era maravilhosa. E cada um respeitava cada um.

Homer:Zuckerman, Jorge.

Luiza Possi:Cara, outro dia... Olha o que você fez, Zuckerman. Outro dia eu fiz um meme de skincare com filhos. Eu tenho dois filhos. E um inchado. E aí eu fiz assim...

Rogério Vilela:Skin care é cuidar da pele.

Luiza Possi:Ai, Vilela, é.

Rogério Vilela:Por que você tá— ela acha que eu tenho que saber o que que é skin care. É tipo, é passar um negócio que sai a pele?

Luiza Possi:Sai a pele? Não, cuidado com a pele.

Homer:Aquelas máscaras, né?

Luiza Possi:Não, é tipo cuidar da pele, passar creme e tal. Aí eu fiz assim, né, peguei água, joguei no rosto, fiz: esse é o skin care que eu posso fazer com duas crianças, tchau, acabou. E aí a pessoa escreveu assim: ah, agora vai vai ficar zoando as mães? Eu falei: não, não é possível!

Rogério Vilela:Nossa, tá brincando?

Luiza Possi:Não tô brincando. Então assim, meu Deus, cara, quando você tá no teu caminho, não olha para o lado, não olha pro outro, olha pra frente e vai.

Rogério Vilela:É aquela historinha do velho, da criança e do jegue, sabe isso? Do burrinho. Tava um burrinho com um velho e uma criança em cima, passou alguém e falou que ridículo, olha só coitado do animal. Um velho saudável, uma criança Criança saudável e o animal aí sofrendo. Aí o velho falou: "Puts, eu vou andando, né?" E foi o velho andando e a criança em cima. Falou: "Que absurdo, uma criança saudável e um velhinho aí, bem velhinho, se esforçando aqui." Aí ele falou: "É, tá certo." Aí ele foi para lá e deixou a criança embaixo puxando o burrinho. Passou alguém: "Que absurdo, uma criança andando e um velho que, pô, tá no final da vida, ele tem toda a vida pela frente, que absurdo." Aí foram os dois andando puxando o burrinho e falou: "Mano, vocês são burros mesmo, né?" "Tem um burro aí, os dois andando cansando." Ou seja, o que você fizer, a galera vai criticar, não tem jeito.

Luiza Possi:É, o termômetro...

Rogério Vilela:Você tem que saber muito o que você quer.

Luiza Possi:Exato, por isso que eu te falei, ó, o trem da fé, vai no trem e aqui é só paisagem, a paisagem vai mudando.

Rogério Vilela:Quando você tá no deserto, no meio do deserto, e você tá andando numa direção e alguém te pergunta: "Você tá indo no caminho certo?" Você fala: "Não sei, qualquer caminho aqui pode ser o certo." Agora, se você tem um rumo, Aí é fácil, né? Eu sei onde eu quero chegar, então beleza.

Luiza Possi:É, deixa que fale. E assim, e tem o termômetro, né? Infelizmente, mas quanto mais as pessoas estão falando, quer dizer que você tá incomodando, é, tá fazendo alguma diferença, né? Tá fazendo alguma coisa.

Rogério Vilela:É verdade. Fala, Romerzito.

Homer:Tem a pergunta aqui da Rebeca Lima.

Rogério Vilela:Ela perguntou, com um C só, tá?

Homer:Ela perguntou: quando você decidiu migrar parte da sua carreira para o gospel, Teve alguém muito próximo que tentou te convencer a não fazer isso?

Luiza Possi:Faz isso?

Rogério Vilela:Muita gente, imagina, às vezes até por carinho, né?

Luiza Possi:Começou a me ligar, as pessoas assim: as pessoas estão falando que você tá louca, as pessoas estão falando que você tá muito magra. Gente, mas pera aí, agora que você tá louca?

Rogério Vilela:Não, por causa disso foi no mesmo, mesma época.

Luiza Possi:É, eu fui me cuidando, peptídeos, enfim. Vida saudável, vida fitness, né, vida fitness e tal. E as pessoas falando que você tá louca, que você enlouqueceu. Aí tem um amigo meu maravilhoso, Cacá Diniz, falou assim: cara, a diferença do gênio para o louco, se der tudo certo, você foi um gênio. Se der tudo errado, você foi um louco. Verdade. Então assim, eu peço só, dá tempo? Não, se puder me poupar, me poupe. Nesse sentido, me poupa de não quero saber o que estão falando, entendeu? Não me poupa. É, se puder me poupar, sempre, sempre me poupe.

Rogério Vilela:Mas teve gente que incentivou também, né?

Luiza Possi:Incentivou, teve de tudo, teve de tudo.

Rogério Vilela:Mas aí aquela coisa, você me ligasse, eu ia te incentivar, claro.

Luiza Possi:Ah, so cute!

Rogério Vilela:Vem para o meu lado e falar. Então vem aqui, aqui tá faltando gente.

Luiza Possi:Porque assim, as pessoas— é isso, mas só que Deus te chama para ouvir Ele. É a voz Dele que eu tô procurando. Não, não tem gente que confia em carro, tem gente que confia em cavalo, tem gente que confia no homem. Eu confio em Jesus Cristo, eu confio em Jesus Cristo, e Ele me chamou.

Rogério Vilela:E aí acabou, é ponto.

Luiza Possi:Muita gente me ligou, muitos amigos ficaram decepcionados comigo. Muita gente ficou com muito medo, mas não pararam de falar com você também. Muita gente parou de falar comigo, mas é temporário, talvez, né?

Rogério Vilela:Eu não sei, mas se for assim, tiver que ser assim também, vai ser.

Luiza Possi:Se tiver que ser assim, é assim, né?

Rogério Vilela:É o que é.

Luiza Possi:Se for, foi, né? Vai mudando de mesas, vai fazendo outras conexões. Sempre vou ter essas pessoas no meu coração com muito amor, com muito carinho, sabe? Cada um tem um tempo de entender, de não entender. Tem direito também de não entender, de não querer fazer parte.

Rogério Vilela:Você já teve do outro lado, você sabe, né?

Luiza Possi:É, tive do outro lado.

Rogério Vilela:Fala, ô, você já teve do outro lado?

Homer:Já tive dos dois lados.

Rogério Vilela:Exatamente. Fala então do outro lado.

Homer:Então vamos lá, tem a pergunta aqui da Suada 88.

Rogério Vilela:Não, não existe isso, suado.

Homer:88. Olha, ela mandou aqui, né? Então vamos lá. Você hoje entrando para o mundo gospel, o que você falaria para tantas pessoas que escolheram sair do gospel para viver no secular?

Rogério Vilela:Sair do gospel ou que estão fora?

Homer:Eu acho que saíram do gospel para viver no secular, né?

Luiza Possi:Falaria nada. O que que eu devo falar? Cada um com a sua cruz. Eu não estou na pele dele, eu não estou vestindo o sapato dele, eu não sei o que ele passou, eu não sei porque ele fez essa decisão. Tudo o que eu não quero que façam comigo, eu não vou fazer com os outros. Jesus veio dizer exatamente isso. Quando a moça ia ser apedrejada pelo adultério e as pessoas falaram: Jesus, o que você tem para dizer? E ele disse assim: Atire a primeira pedra quem nunca pecou. Quem que tá nos meus sapatos para saber o que que eu tava passando para fazer o que eu tô fazendo? Ninguém, ninguém. Talvez a Dânia, pessoa mais próxima de mim, meu marido, que também tive que conversar sobre, mas só eu sei. Como que eu vou daqui da minha posição falar: ah, eu acho, eu não acho nada. Eu quero que a pessoa seja feliz, que ela sinta As pessoas estão achando demais, as pessoas estão achando demais, tem especialista de tudo, entendeu? Às vezes, cara, às vezes você tá conversando com uma pessoa e ela tem tantas certezas baseada num carrossel de Instagram, que foi a única coisa que ela leu sobre o assunto, e é, tá aqui bancando especialista, tá assim, eu não acho nada, eu quero só que ela, que essa pessoa se sinta amparada, que ela saiba que estando num trabalho ou em outro, num meio ou em outro, que ela não se perca de Jesus. Porque ele realmente, para mim e para todos os cristãos, é o caminho, a verdade e a vida. Tomara que você só não se perca de Jesus. O que você escolhe fazer da sua vida não é da minha conta.

Rogério Vilela:Verdade. O que que é da sua conta? Da sua conta, o homem.

Homer:Olha, eu não sei se é da minha conta, mas tem uma pergunta aqui que é interessante fazer, que é da Nandinha, e ela falou o seguinte: olha, Luiza, depois de fazer vídeos falando de fé, parece que muita gente resolveu visitar ou revisitar toda sua vida pessoal para te atacar. Como você lida com pessoas que transformam a discordância em destruição?

Rogério Vilela:É uma repetição da Aprendeu muito sobre o hate, né?

Luiza Possi:Eu acho que assim, Vilela, eu aprendi muito nova por situações familiares, que aprendi muito nova mesmo, que se eu não falasse do assunto que tava me pegando, que tava me incomodando, ele ia perdendo a importância, ele ia ficando distante. Ao passo que se eu falasse sobre mais e mais, até para desabafar, mas ficasse trazendo isso à tona, ele ia ganhando uma força, um tamanho. Eu descobri isso muito nova, que eu tive situações familiares muito difíceis, é muito difícil. E eu aprendi isso assim muito ingenuamente, sabe? Nossa, eu fiquei uma semana sem falar disso e parece que eu meio que esqueci isso.

Rogério Vilela:Mas não é, não é colocar para debaixo do Não, é só, cara, eu parei de dar importância para isso e aquilo perdeu importância, entendeu?

Luiza Possi:Eu parei de exaltar isso e aí aquilo foi se esvaindo, deixou, parou de doer, parou de doer, não é? Botei embaixo do tapete, eu deixei de falar sobre isso e aquilo parou de doer. Então eu lido dessa mesma maneira. Se a minha fé incomoda tanto as pessoas, as pessoas vão puxar a minha vida como se eu tivesse uma ficha criminal. Que eu não tenho.

Rogério Vilela:E como as pessoas não pudessem mudar também, pô.

Luiza Possi:Exato.

Rogério Vilela:Você vai ser sempre preso ao que você era do passado.

Luiza Possi:Eu tenho um amigo que foi no meu programa, no meu podcast, e ele falou uma frase que também é para vida. Ele falou assim: eu não tenho apego ao erro. Não tem apego ao erro. Ele é publicitário, né? Então assim, fiz uma campanha, aquela campanha não virou, não tem apego ao erro, cara. Vamos largar, fazer outra coisa. Assim, eu fiz coisas que eu fiz na minha vida que não me deixaram feliz naquele momento, eu não tenho problema nenhum em abandonar isso, fazer outra coisa, entende?

Rogério Vilela:É tentativa e erro, né?

Luiza Possi:Exato, a vida é tentativa e erro. A vida, vamos lá, putz, não deu certo, tá bom, vamos lá.

Rogério Vilela:Você aprender com os erros, né?

Luiza Possi:Não ficar repetindo, ter apego ao próprio erro. Então assim, como é que eu lido? Eu não dou importância, realmente. Eu hoje tenho, eu treino a minha mente Porque a mente é o campo de batalha.

Rogério Vilela:Muito perigosa.

Luiza Possi:Então assim, o que é a consciência? A consciência é você poder pensar sobre o pensamento. Então, se eu consigo pensar sobre o que eu estou pensando— muito poucas pessoas, Vilela, acho que menos de 20% da população tem um diálogo interno. Sabia disso? Tipo, um diálogo interno.

Rogério Vilela:Eu acho que tem pessoas que não tem, sabia?

Luiza Possi:É isso que eu tô falando. Menos de 20% da população mundial tem um diálogo interno. Ai, estou fazendo isso, será que estou fazendo certo?

Rogério Vilela:Tem gente que passa a vida inteira sem fazer isso. Não faz. E eu falo assim, nenhuma fase da vida, né?

Luiza Possi:Nenhuma fase da vida, que é o autoconhecimento, que é se autoconhecer.

Rogério Vilela:Então assim, eu tinha entendido que você falou que era o contrário, que a maioria das pessoas tem. Eu acho que não.

Luiza Possi:Não, as pessoas não têm diálogo interno. Então assim, quando eu consigo pensar sobre pensamento, eu consigo falar: cara, deixa esse de lado, entendeu? Então assim, e peço muito, porque quando você entende Deus, entender Deus, nunca vai entender, mas quando você caminha com Deus, você entende que não existe autoajuda, existe ajuda do alto, né? Porque a autoajuda ela vai até certo ponto, ela é bacana, mas ela vai até o ponto da motivação, ela não é, não consegue realmente fazer a transformação. Então Às vezes, quando tem um assunto me incomodando muito, eu falo: "Deus, me ajuda a lidar com isso. Deus, me ajuda a deixar isso, a perdoar isso, sabe? A não deixar isso ficar, essa mágoa, essa coisa parada, sabe? Me ajuda com esse assunto." Eu lido assim.

Rogério Vilela:Pede ajuda.

Luiza Possi:Eu peço ajuda. Eu tenho outros assuntos, eu tenho muito assunto. Então quando não é um assunto que vai acrescentar, é que vai acrescentar, eu deixo ele de lado.

Rogério Vilela:Chega nesse ponto ainda, né, Romer? Fala, Romerzito, aqui foi, é, aqui foi. Não fala cantando, né?

Homer:Aqui foi, aqui foi, aqui foi, aqui foi.

Rogério Vilela:Eu gosto dele que não tem a menor vergonha, cara. Você disse esse menino no primeiro dia que ele veio, aquele Travava, não é? Homer, fala alguma coisa aí. Eu não sei, cara, ele tava— hoje em dia você tá surfando aí, né? Tem sempre, tem ele, tem, varia, né?

Luiza Possi:Não, mas quando eu vim aqui não tinha.

Rogério Vilela:Sempre teve, sempre. Você não lembra, mas sempre teve. É que vai trocando, né?

Luiza Possi:O menino tava quieto.

Rogério Vilela:É, tem uns que são mais quietos. Quem que era?

Homer:Talvez poderia ser o Mandíbula, poderia ser o O Lenny e o Paquito.

Rogério Vilela:Ah, agora veio uma de uma que não tava mais. Era o Lenny e quem mais?

Homer:Era o Lenny e Paquito. Paquito, pode ser o Paquito.

Luiza Possi:Ah, você falava esse nome.

Rogério Vilela:É o Paquito.

Luiza Possi:Ele não falava.

Rogério Vilela:Ah, o Paquito falava pra caramba, tinha que cortar ele às vezes, né? Paquito adorava falar, e era da música também, né? Fala o novo Paquito.

Homer:Aqui foi.

Rogério Vilela:Não, eu sei, mas e agora?

Homer:Bom, agradecer demais para você que chegou no final desse papo.

Rogério Vilela:Deu uma de cláusula agora. Agora você foi cláusula, hein? Aqui foi, tá? E agora? Eu não bebi não, é o café.

Homer:É o café.

Rogério Vilela:Fala.

Homer:Bom, agradecer demais para você que chegou no final desse papo.

Rogério Vilela:O que o pessoal tem que fazer agora?

Homer:Deixa o like, se inscreva nesse canal, torne-se membro, compartilha isso.

Rogério Vilela:Por que é bom tornar membro?

Homer:Cara, porque você vai ter acesso à nossa agenda.

Rogério Vilela:O pessoal já sabe que a Luiza vem antes.

Homer:É, já pula a fila do chat.

Luiza Possi:Você vai confundir muito a cabeça das pessoas, você tá ligado, né? Você tá ligado, você vai fazer uma confusão.

Rogério Vilela:Façam perguntas para Luiza Amel aqui nos comentários. E os cachorrinhos e tal, porque você resgatou aqueles animais lá da casa da mulher abandonada, lembra? Fala, se inscrever no canal, se tornar membro que tem acesso a agenda antes, né?

Homer:Exato, e fura a fila do chat, envia sua pergunta.

Rogério Vilela:Antes dele finalizar, redes sociais, site, data de lançamento, tudo isso daí.

Luiza Possi:Tá bom. Rede social, Luiza Posse. Luiza com Z, Posse, P-O-S-S-E.

Rogério Vilela:Tá escrito no nome dela aqui na thumb, não vai errar. Não vai errar.

Luiza Possi:Não, mas as pessoas—

Rogério Vilela:ia ser engraçado.

Luiza Possi:Para, não é com 2 S, você vai confundir as pessoas. Então, o meu, eu tô muito ativa agora no canal do Instagram, que não o que você falou, é canal do Instagram, aquele outro que você falou que é da do devocional lá.

Rogério Vilela:Sim, como chama?

Luiza Possi:Pera aí que eu tenho que ver.

Rogério Vilela:Tá. E lançamentos, onde? Tudo no Instagram se divulga ou tem outros lugares? Tem tipo um site?

Luiza Possi:A gente tem o YouTube também que tá bem legal, tá bem forte.

Rogério Vilela:Ó, o que que você faz lá?

Luiza Possi:O nome é O Sol Sempre Vai Brilhar. Pode. E eu tô fazendo um do meu devocional lá. E não, lá eu tô fazendo no Instagram, mas é que eu tô direcionando a galera para cá porque vai ter mais informações, vai ter evento, vai ter um monte de coisa que eu só vou avisar quem tiver aí dentro. A Ana Maria Braga aqui, foi bem legal, maravilhosa. Falar sobre isso, fui levar esse primeiro louvor que a gente lançou agora, né? E agora sai o EP.

Rogério Vilela:É você?

Luiza Possi:Como assim, gente? Não é Luisa Mel.

Rogério Vilela:Olha, eu vou falar com quem parece melhor.

Luiza Possi:Fala, depende. Não vai mesmo?

Rogério Vilela:Vê se parece alguém. Não fala aqui.

Luiza Possi:Não parece. Não, nos tempos áureos. É, ou agora?

Rogério Vilela:Não, nos tempos áureos.

Luiza Possi:Nossa, quem é?

Rogério Vilela:Recuso ou aceita?

Luiza Possi:Não, não aceita não.

Rogério Vilela:Olha, não parece alguém?

Homer:Não me lembra um pouco.

Luiza Possi:Quem?

Homer:A Luisa Mel.

Rogério Vilela:Não, não parece.

Homer:Meu.

Luiza Possi:Mas quem que parece, Vilela?

Rogério Vilela:Não, não vou falar. Pode falar? Apareceu a Luana Piovani aqui quando deu close assim antes, né?

Luiza Possi:Antes, quando? Uns 30 anos atrás?

Rogério Vilela:20, vai. 20 é quando que ela fazia novela, uns 25 talvez, né? Então, o sol sempre vai brilhar, mas é não, não, não, entra no meu Instagram e vira membro.

Luiza Possi:TikTok também é bem legal, eu gosto do meu TikTok.

Rogério Vilela:TikTok eu não faço nada.

Luiza Possi:Você faz? Não, eu faço, adoro TikTok.

Rogério Vilela:Sério? Preciso— a galera até posta umas paradas lá, mas eu não—

Luiza Possi:Sabe por quê? Eu não sei muito comentar no TikTok, então a chance de dar errado é muito menor.

Rogério Vilela:E no YouTube, o que que você faz? São vídeos mais longos ou é o mesmo conteúdo?

Luiza Possi:No YouTube vai entrar os clipes, né? Os clipes.

Rogério Vilela:Já fez algum?

Luiza Possi:Sim, fiz 6.

Homer:Já?

Luiza Possi:É audiovisual. Que legal! Esse EP que eu tô lançando é um tem que ser audiovisual. Então tem que ser, as pessoas querem ver a música, né? Então tá tudo lá no YouTube, os clipes das músicas, Spotify, Deezer, Amazon, Apple, todas as plataformas digitais. Você me acha? Ah, e aí, vai fazendo, fazendo.

Rogério Vilela:Já tem título ainda, alguma coisa? Não, mas já sabe o que que é?

Luiza Possi:Já tô fazendo, tô fazendo, tô fazendo.

Rogério Vilela:Ano que vem tá lançado, você acha?

Luiza Possi:É, se focar escrevendo na bordinha, fazendo desenhinho, né? Eu não vou ficar fazendo desenho, não, vou lá e vou escrever.

Rogério Vilela:Então falou rede social, falou, não tá, e audiovisual. Isso, fala comigo, brilha agora.

Homer:Bom, para provar que você chegou até o final, temos várias opções hoje, hein? É, tem como colocar outra coisa, coloca aí: o louco Rabinão, o louco Rabinão.

Rogério Vilela:Brincadeira, hein, meu?

Homer:É brincadeira, bicho.

Rogério Vilela:Cara, eu queria estar nessa cena aí.

Luiza Possi:Sabe que o meu marido foi diretor do Fausto 25 anos, né?

Rogério Vilela:Nossa, tudo isso!

Luiza Possi:E hoje ele é empresário do João Silva, tá com o João, faz programa com o João.

Rogério Vilela:Que é demais ele, né?

Luiza Possi:Joãozinho demais.

Rogério Vilela:Já veio aqui, já foi ao programa dele, adoro ele.

Luiza Possi:Eu amo o Fausto, Fausto Carvalho.

Rogério Vilela:Queria muito entrevistar ele, né? Que ele não dá entrevista, né? Nossa, como eu queria. Que história que ele tem.

Luiza Possi:Meus filhos falam: "Ô, louco, me manda um recado pro Faustão." E tem lá o ursão do Faustão, meu.

Rogério Vilela:Eu tenho um grupo que só pode falar imitando Faustão.

Luiza Possi:Você vai mandar um Olá com Rabinão lá para eles? Vou.

Rogério Vilela:Ó, só pode falar de Faustão.

Luiza Possi:Mentira!

Rogério Vilela:Mostra isso para o meu marido, ele vai amar.

Luiza Possi:Como ele faz falta na televisão, meu Deus!

Rogério Vilela:Quando eu mando, os cara fica bravo.

Luiza Possi:Sempre 7:37, gente, não tem outro horário.

Rogério Vilela:Eu acho que era 7:37 quando eles mandaram, deve ser isso. Cara, eu sou o que imita pior aqui, eu tô nesse grupo, só pode falar assim: boa noite, galera!

Luiza Possi:E é muito bom conviver com ele assim fora da televisão, é porque é a mesma coisa, é a mesma coisa, é a mesma coisa.

Rogério Vilela:É que é da sua época o, como chamava lá, o Perdidos da Noite.

Luiza Possi:Vilela, eu estreei com 4 anos cantando no Perdidos da Noite, com a minha mãe, né? Minha mãe foi cantar à noite, que era um sucesso.

Rogério Vilela:Era algum tipo de amor.

Luiza Possi:Eu tinha 4 anos, lembra? E aí eu fui cantar Roupa Nova.

Rogério Vilela:Qual música?

Homer:Você lembra?

Luiza Possi:Lembro.

Rogério Vilela:Tinha o Tata Escova, que era comediante. Eu lembro também, porque eu era criança nessa época.

Luiza Possi:Eu tenho esse vídeo, depois eu vou postar de novo. Cada vez que eu posto, arrebenta. E ele assim: você quer cantar com a sua mãe ou quer cantar sozinha? Ou qual cantar sozinha? Ou qual cantar sozinha?

Rogério Vilela:Estreei!

Luiza Possi:Ele faz muito parte da minha vida. E ele me deu minha família, né? Porque eu conheci o meu marido no programa do Fausto.

Homer:Ah, foi lá?

Luiza Possi:Foi lá, ele era diretor do Fausto. E eu fui fazer o Show dos Famosos. E assim, mas olha que louco, ele já tava com Faustão desde 2002. Eu fui lançada em 2002, eu nunca tinha visto ele. Nunca. Qual a chance disso? E aí, em 2017, ele era diretor do quadro que eu fui participar. E aí a gente se olhou, falei: ah, não é meu tipo. E ele também olhou e falou: não, também não.

Rogério Vilela:Mas ele teve que te dar alguma instrução, alguma coisa?

Luiza Possi:Não. E aí a gente virou muito amigos. Ele era meu diretor, a gente ficou muito amigo e tudo. E ele era, cara, um doce de pessoa. O Cris realmente assim, Cris, não é porque ele é meu marido não, mas ele é a melhor pessoa que eu conheço. Ele e a minha avó são as melhores pessoas que eu conheço. Todo mundo A pessoa ama trabalhar com ele. Claro, o homem, as pessoas amam trabalhar com ele, que é um respeito, é um carinho e tal. E a gente ficou muito amigos. Aí depois de 4 meses que a gente tava saindo, todo mundo assim, galera, uhul, galera, um dia, galera, de galera, um dia eu tava assim, telefone, aí eu fiz tipo, aí ele olhou e falou: por que suspiras, Luiza Poce? E aí aquilo mudou tudo. Mudou tudo.

Rogério Vilela:Só por ele ter perguntado, cara?

Luiza Possi:Não sei, mudou tudo. Ele me viu de outra maneira.

Rogério Vilela:O que que ele falou?

Luiza Possi:Por que suspiras, Luiza Posse?

Rogério Vilela:Tá, eu vou usar essa em algum momento para ver se dá certo com alguma garota. Eu vou esperar suspirar e falar: por que suspiras, fulano de tal?

Homer:É, não vai dar para você falar Luiza Posse.

Luiza Possi:Não, não dá para falar Luiza Posse, por favor, não usa a frase inteira.

Rogério Vilela:Aí realmente vai dar o contrário, o efeito vai dar bem contrário.

Luiza Possi:E aí eu falei: que doido!

Rogério Vilela:Mudou alguma coisa?

Luiza Possi:Aí fiquei doida, falei: não, vou casar com esse cara, vou casar com esse cara. Aí fui sair com a galera de novo, chamei ele, ele não podia porque ia ver o filho dele, o que eu achei legal, ganhou pontos. E eu falei para galera, né, falei: olha, avisem o Cris Gomes que eu vou casar com ele. E tal. E fiquei esperando ele me procurar e não me procurou. Aí liguei para galera, falei: vocês avisaram o Cris que eu vou casar com ele?

Rogério Vilela:Ah, a gente não avisou porque a gente achou, né, não era para avisar, né?

Luiza Possi:Aí eu falei: mas era para avisar, você pode, por favor, avisar que eu vou casar com ele? Assim, bem impaciente. Aí avisar, não sei se avisaram isso, mas fala: acho que a Luiza posso, talvez, quem sabe, tá meio suspirando e tal. E aí ele E veio atrás de mim, e aí a gente ficou, e aí a gente casou, e a gente teve dois filhos, e a gente tá junto há 9 anos, e parece que a gente tá junto há um mês, porque ele viaja, ele viajou hoje. Ai, não acredito que eu vou dormir sem você.

Rogério Vilela:Ai, que saudade.

Homer:Saudade.

Luiza Possi:Uma loucura, uma loucura. Por que suspiras, Luiza Pozzi? Mudou tudo.

Rogério Vilela:Tá aí. O que que você falou para conquistar sua mulher, homem?

Homer:Falei: e aí, broto, vamos numa discoteca?

Luiza Possi:Sérião, homem? Pois é.

Homer:Não, falou nada.

Rogério Vilela:Você lembra? Não, sério, você lembra? Ela nunca falou sobre isso?

Homer:A gente nem lembra mais, já faz tanto tempo.

Luiza Possi:Quanto tempo?

Homer:Já faz uns 9 anos, 8, 9 anos.

Rogério Vilela:Você convidou ela para sair para algum lugar, certo?

Homer:Sim, a gente foi num show de comédia, um show de stand-up.

Rogério Vilela:Lembra de quem?

Homer:Eu tenho um amigo meu que fazia a stand-up, ele faz até hoje. A gente foi no primeiro, nos primeiros shows dele, e tava também o— não, foi bom até. Ele tava no Beverly, lá no open mic, é o Gustavo Jacobi. E nessa época aí também tava o Junior Chicó, que fez junto com ele lá, e foi bem legal, cara, foi bem legal. E ele cresceu no stand-up, cara.

Rogério Vilela:Você e ela riram.

Homer:É, a galera gosta de fazer piada com casal, né? E aí tava lá o casal, pegaram a gente e não teve como fugir.

Rogério Vilela:Vocês estão juntos pela primeira vez? Aquelas coisas, né?

Homer:Aquele gosto de cabo de guarda-chuva na boca.

Rogério Vilela:Quem chamou quem? O que vai ter depois daqui? Aquelas coisas. E deu certo.

Homer:Deu certo, estamos aí até hoje.

Rogério Vilela:Sabe o que vai dar certo também? É o pessoal escrever o quê nos comentários?

Homer:O louco Rabinão.

Rogério Vilela:Escreva o louco no Rabinão nos comentários e tudo vai dar certo. Obrigado, Luísa. Ela vem de 3 em 3 anos, então estamos em 2026, ela volta em 2029. É de 3 em 3 anos.

Luiza Possi:Pois é, com muito mais histórias por aí, muito mais histórias.

Rogério Vilela:Espero que volte antes então. Gente, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau. E tem medo, devocional aí, viu, todas as 6 horas da manhã. Tem, saíam aí.

Luiza Possi:Assiste o dele também, assiste o meu.

Rogério Vilela:É, o seu é no Instagram, certo?

Luiza Possi:É, no Instagram.

Rogério Vilela:O nosso é no YouTube, meu. E o nosso fica gravado, dá para ver depois também, não precisa ser 6 horas, né?

Luiza Possi:O meu não, o meu tem que acordar 6 horas.

Rogério Vilela:É?

Luiza Possi:Ah, é, senão ninguém vai acordar.

Rogério Vilela:É, mas o nosso, tipo, se acordar é melhor.

Homer:YouTube e Spotify também, todos, né?

Rogério Vilela:Isso aí. Valeu, gente, fui! As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.