026 - MORTE NO ROPE JUMP + ACIDENTE DE OLIVER TREE + DESDOBRAMENTOS DE MAYK LEÃO
FERNANDA COMORA e MADELEINE LACSKO são jornalistas e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, BIÓLOGO HENRIQUE, NALATA, DEL. RAQUEL GALLINATTI e CELSO CAVALLINI . O Vilela é da época em que o Jornal Hoje ainda era Jornal Ontem.
Vamos mudar de vida!? Vem aí o maior evento de concursos do Brasil! A Semana Nacional dos Concursos Públicos 2026 começa no dia 1º de julho, às 10h. Participe de aulas gratuitas ao vivo, conheça as oportunidades que estão por vir e descubra como começar a estudar agora mesmo. https://estr.at/4ensQFT
Fernanda Cômora
BIÓLOGO HENRIQUE
Duda Garbi
Homer
- Morte em salto sem cordaMaria Eduarda · Ponte do Esqueleto · Rope Jump · Instrutores · Segurança em esportes radicais · Certificação de operadoras de aventura · Fiscalização de locais de prática · Celso Cavallini
- Copa do MundoDesempenho da Seleção Brasileira · Neymar · Hendrick · Ancelotti · Clima de Copa do Mundo nos EUA · Organização da Copa do Mundo · Duda Garbi · Vozinha (goleiro)
- Ufologia e ExtraterrestresSuposto avistamento de OVNI no Paraná · Desmascaramento do influenciador Mike Leão · Nalata · Acusações contra o camping · Teorias da conspiração · Ufologia · Morte da Margarida (cabra) · Queima de HD
- O Papel do Centrão na Política BrasileiraCondenação de Eduardo Bolsonaro · Coação no curso do processo · STF · Caso Master · Banco Master · Forbes Brasil · Daniel Vorcaro · Delação premiada
- Fenômeno El NiñoFenômeno El Niño · Super El Niño · Impactos climáticos no Brasil · Seca na Amazônia · Chuvas no Sul do Brasil · Proliferação de animais peçonhentos · Dengue e Febre Amarela · Biólogo Henrique
- História de Breno LopesVozinha · Cabo Verde na Copa do Mundo · Violência contra a pessoa idosa · Honrar os avós
- Oliver Tree· EntretenimentoMorte de Oliver Tree · Acidente de helicóptero no Rio de Janeiro · Gaspi · Mensagens preditivas em clipes musicais · Teoria da conspiração sobre a indústria musical · Kobe Bryant · Os Simpsons · Arquivos Epstein
- Geopolítica: Suíça, Venezuela, Irã e G7Limitação populacional na Suíça · Operação militar EUA-Venezuela · Acordo de paz Irã-EUA · Guerra Irã-Estados Unidos · Dependência de minerais críticos da China · Relação EUA-Israel · Reunião do G7 · Ricardo Marcílio
- NeymarNeymar · Hexa · Divórcio por foto de Neymar · Sexualidade
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FERNANDA COMORA:Plus, buy online and pick up at your favorite Rack store for free. Great brands, great prices. That's why you rack. Olá, terráqueos! Eu sou Vilela. Opa, Vilela loiro, de cabelo comprido? Não, gente, você tá aí no Notícias Ilimitadas, não tá no canal errado não. O Vilela vai entrar com a gente daqui a pouquinho, ao vivaço, direto lá da Copa, gente, direto. Será que ele tá com a nossa seleção brasileira? Me disseram que ele tá do ladinho do Neymar. Mas olha, antes dele entrar, a gente continua aqui, né? Eu sou a Fernanda Cômora, quem acompanha aqui o Notícia Ilimitada toda terça-feira já sabe disso. E não tô sozinha, tô com meu amigo Marcílio, né, amigo?
RICARDO MARCÍLIO:Fala aí, gente, tudo bem? Prazer estar aqui no Notícia Ilimitada comentando todas as notícias mais importantes da semana e mantendo você sempre muito bem informados.
FERNANDA COMORA:Daqui a pouquinho, como eu disse, o Vilela tá aqui, ó. O programa hoje tá demais, a gente já vai contar tudo que te espera, mas antes disso tem um recadinho do nosso boss, do nosso querido Vilela.
Rogério Vilela:Olha a mensagem que eu vou passar aqui direto dos Estados Unidos, ó. Sempre que eu falo em concurso público por aqui, aparece alguém para dizer que concurso é só para gênio, ou só quem passa quem tem família rica bancando os estudos, ou Pior ainda, que é tudo carta marcada. Eu mesmo já fui aprovado, conheço dezenas de servidores que vieram de família simples, e te digo com tranquilidade, nenhuma dessas frases que a gente ouve por aí é verdade. A verdade sabe qual que é? Ela é bem simples: concurso público é uma das formas mais democráticas de mudar de vida no Brasil. É isso aí! A prova é igual para todo mundo, o edital fica disponível na internet E o melhor, o conteúdo tá disponível para você estudar no Estratégia, em qualquer lugar e do seu jeito. Ó, o serviço público entrega estabilidade e melhor remuneração ao mesmo tempo. Sabia disso, né? Para cargos parecidos, e os cargos são parecidos com os da iniciativa privada, o que é melhor ainda, o salário do servidor chega a ser o dobro. O auditor da Receita Federal, por exemplo, começa com mais de R$23 mil, enquanto o mesmo cargo na CLT dificilmente, ó, paga metade disso. Em 2026 vão sair mais de 180 mil vagas, isso em órgãos como Petrobras, INSS, Polícia Rodoviária Federal, tem Tribunal das Contas da União, Banco do Brasil, tem muito lugar, tem vaga em todo o país. Então você não precisa É se mudar para Brasília ou São Paulo para começar uma carreira pública. O impacto na rotina vai muito além do salário. Você deixa de fazer hora extra só para complementar a renda, não vive mais com medo de demissão e consegue planejar uma viagem, comprar uma casa ou bancar a faculdade dos filhos com tranquilidade. E aí que entra o Estratégia. Estratégia detalha todo o caminho, mesmo que você nunca tenha feito nenhum concurso antes. Tem orientação para começar do zero, é isso mesmo, com material certo, planos de estudos, e, e melhor, os professores que mais aprovam no país. No dia 1º de julho, às 10 horas, vai começar a Semana Nacional dos Concursos Públicos 2026, o maior evento de concursos públicos do país. São aulas ao vivo e gratuitas, panorama das vagas que vão abrir nos próximos meses e orientação para você começar a estudar agora. Acesse pelo QR code que tá na tela ou link na descrição para se inscrever. Tem meu recado direto aqui de Orlando para você. Eu tô aqui na Copa, mas eu não quero deixar você na mão. Você tem que saber de tudo e saber do melhor. Valeu, Estratégia, é nós!
FERNANDA COMORA:E agora sim, antes da gente contar tudo aquilo que te espera no programa de hoje, daqui a pouquinho o nosso Vilela vai entrar ao vivo conosco Roda a nossa vinheta! E olha, gente, para começar aqui o nosso programa, a gente vai já já falar com ele. Os últimos desdobramentos do Mike Leão. O influenciador afirma ter visto OVNIs no Paraná E quem vai conversar tudo com a gente é o youtuber Na Lata, que acabou desmascarando aí o influencer, né, Marcílio?
RICARDO MARCÍLIO:Verdade. Vamos contar um pouquinho também sobre o caso que parou o Brasil nesse final de semana e que não tem explicação. Acho que todos vocês acompanharam, que foi a morte da jovem Maria Eduarda, jogada de uma ponte no interior de São Paulo sem cordas enquanto praticava um esporte radical. Quem vai falar com a gente é a delegada Raquel Galinatti e o repórter de aventuras Celso Cavallini.
FERNANDA COMORA:E olha, meu amigo Marcílio aqui traz as últimas novidades em geopolítica, como a cúpula do G7, guerra no Irã e reformulação econômica de Cuba. E a Madá ainda vai trazer para a gente as notícias da política brasileira. Olha, tem notícia quentíssima, viu? O STF acaba de condenar Eduardo Bolsonaro por coação.
RICARDO MARCÍLIO:A gente também, a confirmação que o El Niño de fato vai acontecer, foi confirmado essa semana, a possibilidade também de um Super El Niño, e que inclusive já tá atuando no Brasil. E quem explica para a gente é o biólogo Henrique. Além de, claro, das teorias da conspiração do quadro E Se For Verdade com Tiago Lima, que hoje fala sobre a morte de Oliver Tree.
FERNANDA COMORA:É verdade. Além do Vilela na Copa, olha, ainda tem a nossa repórter que estreia hoje nas ruas, gente, trazendo o que o povo achou aí do primeiro jogo da seleção. E é claro que tem giros de notícia daqui a pouquinho. Tenho certeza que vocês vão gostar do giro hoje, sem contar o giro que a gente mais tá esperando, que é o do Vilela.
RICARDO MARCÍLIO:Exatamente, né? Contando todas as novidades in loco para a gente da Copa do Mundo.
FERNANDA COMORA:Exatamente, daqui a pouquinho Vilela. Eu acho que ele tá do ladinho do Neymar e todos confiados que ele vai entrar juntinho com ele.
RICARDO MARCÍLIO:Será que ele vai curar o Neymar para gente? Vai finalmente sarar a lesão do Neymar?
FERNANDA COMORA:Eu não duvido não, viu? O Vilela é poderoso, eu confio no Vilela. Mas olha, a gente começa falando sobre Mike Leão, né? Nós vamos voltar a falar sobre o paranaense Mike Leão de 31 anos, que afirma ainda, continua afirmando ter filmado quando ele acabou fazendo aquela publicação das luzes atípicas circulares na varanda da casa dele. Bom, formado em técnico de enfermagem, ele trabalha como influenciador digital e ganhou milhares de seguidores até ser desmascarado. A gente vai conversar agora com a pessoa responsável por questionar, Marcílio, essa suposta filmagem do OVNI. Foi aquele momento que o mundo de Mike veio abaixo, né? Porque ele teve aquele crescimento absurdo, ganhou milhares de seguidores. Se acompanhou bem de perto também o caso, em menos de 24 horas todo mundo começou a ficar, entrar em desespero, porque ele inclusive disse que tava sofrendo ameaças, que as pessoas estavam perseguindo. E aí o Nalata entrou na história e aconteceu, né, uma mudança absurda.
RICARDO MARCÍLIO:Ele inclusive começou a reclamar, né, de perseguição, queimou aparentemente, né, todas as filmagens que ele tinha. Uma história meio estranha aí que o Nalata vai contar para gente, né.
FERNANDA COMORA:Só que o Nalata disse, você que tá aí ligadinho conosco, prepare-se que tem muita coisa que ele ainda não contou e que ele contaria para gente Hoje o Nalata já tá aí, já. Então vamos aqui falar com ele agora para você que tá ligadinho aqui acompanhar essa história.
NALATA:Oi, boa noite, pessoal!
FERNANDA COMORA:Boa noite!
NALATA:É um prazer estar aqui novamente com vocês, né, com Vilela que tá lá nos Estados Unidos acompanhando a Copa. E vamos falar um pouquinho sobre Mike Leão?
FERNANDA COMORA:Vamos lá, agora é com você, porque acho que uma das pessoas que mais tá por dentro dessa história, né, de lado A e lado B hoje no Brasil, é você, mata.
NALATA:Essa questão do Mike Leão, ela tem algumas vertentes que nós temos que levar em consideração hoje, porque desde o avistamento que ele teve da suposta aeronave que passou em cima da cabeça dele, do, das luzes que ele avistou no campo lá na frente, que já foi comprovado, fui pessoalmente até o local e fiz a gravação comprovando que era o camping, teve algumas, algumas situações que são até perigosas, né, em relação ao nosso Mike Leão com acusações fortíssimas em relação ao camping, porque ele está afirmando muito que o camping não estava lá presente. Isso é uma afirmação muito, muito, digamos assim, que até a polícia tem que investigar esse tipo de informação, porque isso pode prejudicar o camping, né? Porque o camping alega que sempre esteve lá. Nós fizemos a observação na rua do Mike sem entrar dentro do da sua, do seu estabelecimento, e fizemos a comprovação que o camping estava lá sim. Fizemos os testes das luzes, foi comprovado. E mesmo assim, tanto ele quanto os pais dele, eles estão indo a público e afirmando que as luzes do camping não estavam lá, que depois do ocorrido que eles começaram a colocar essa luz. É uma afirmação muito séria. E eu tenho uma informação quentíssima aqui, porque o Mike fez uma uma afirmação dos seus primeiros stories. E essa aqui é quente, hein, vocês estão preparados aí para essa? Essa aqui é bem pesada, hein.
FERNANDA COMORA:Preparadíssimos aqui.
NALATA:Vamos lá, o Mike, nos seus primeiros stories, ele tinha afirmado que alguns ufólogos tinham ido até a sua residência junto com a emissora de TV SBT para fazer uma gravação com ele, né. Em seus stories, o Mike Leão ele deixa bem claro que esses ufólogos que entraram na sua casa, eles foram arrogantes, estavam colocando câmeras na cara do Mike, na casa, andando sem a permissão. E ele se sentiu muito mal com essas informações. Inclusive, eu em minhas lives no meu canal no YouTube, eu deixei bem claro também que eu achava que essa situação era muito difícil de acontecer, que eu realmente acreditava muito na ufologia do Brasil, né. Mas o que nós conseguimos descobrir aí com os últimos acontecimentos foi que esse grupo de ufólogos que foram até a casa do Mike, eles fizeram uma live no qual eles colocaram detalhes de como ocorreu essa situação lá dentro. E por incrível que pareça, pessoal, por incrível que pareça, nesse ponto o Mike pode estar falando a verdade. É isso aí. Nesse ponto, Mike pode estar, ele pode estar sim falando a verdade, porque esses ufólogos que foram até a casa dele falaram coisas absurdas em sua live. Coisas como, por exemplo, que eles já fizeram mais de 4 avistamentos, né, investigação de pessoas que têm 50 anos, mas que relatam ter visto OVNIs quando tinham 1 ano ou 1 ano e meio de idade. Isso são situações muito complicadas para a gente acreditar. E eles passaram informações também que eles fizeram as suas investigações científicas na área, e eles fizeram— é a única coisa que foi apresentada no relatório deles de dados, é uma informação de distância de onde fica o campo ou onde fica o camp. Então assim, é uma situação muito delicada, tem muito pano para manga sobre isso, muita coisa vai acontecer. Nós temos que saber O relatório da polícia com a morte da Margarida, que isso é muito sério. Eu acho que a polícia tem que mostrar isso para nós. Nós estamos antenados aqui com todas essas notícias. Nós temos também que saber o que realmente aconteceu com HD que o Mike Leão colocou fogo. Será que realmente ele colocou fogo? Porque ele fez os stories colocando fogo no HD. Inclusive ele fez um story alegando que ele iria colocar fogo na sua própria casa com ele dentro. Isso são alegações muito fortes. E depois, em uma entrevista, em um podcast que ele deu, ele deixou bem claro que tem uma dúvida no ar. Essa dúvida, porque ele falou assim: será que eu realmente coloquei fogo no HD? Fica aqui esses questionamentos. Vamos aguardar a perícia e as informações que a polícia vai nos repassar aí nos próximos dias. Beleza?
FERNANDA COMORA:Eu só não entendi uma coisa, Mike. Então ele fala Será que ele colocou fogo? Ele questiona ele mesmo, é isso?
NALATA:Não, levando em consideração o que ele falou no podcast, no penúltimo podcast que ele participou, ele quis dizer que para o público ele foi lá e colocou fogo no HD. Ele mostrou a ação de colocar fogo no HD falando que estava sendo perseguido, que isso era a melhor saída, inclusive para que seus pais eles pudessem ter um pouco mais de tranquilidade. Mas isso foi antes, horas antes da polícia chegar até a sua residência, que foi enviada pela Luiza Amel, um delegado e um deputado federal. Eles foram lá até a residência dele. Então ele colocou fogo nesse HD antes da polícia chegar, e a polícia chegou e tratou ele de uma forma muito tranquila, muito simpática, sem fazer nenhum questionamento nas redes sociais sobre o HD. E no podcast ele deixou a dúvida no ar, que teria colocado fogo no HD ou não teria colocado fogo no HD. Ficou essa dúvida aí no ar, porque ele disse que ele pode ter colocado ou não. E aí, o que que vocês acham dessa história?
FERNANDA COMORA:Olha, complexo isso, hein, Marcílio.
RICARDO MARCÍLIO:Exato. Na Lata, eu queria fazer uma pergunta para você. Você chegou a buscar contato direto com ele, falar direto com o Mike, ou não? Ele não respondeu suas mensagens? Você nem buscou?
NALATA:Eu já marquei ele no Instagram, já tentei contato com ele no Instagram, mas não tive nenhum retorno. Ele, quando dá suas entrevistas, ele deixa entender muitas situações que eu estou fazendo averiguação de todo caso, mas ele também não cita o nome do meu canal nem o meu nome. Então, na cabeça dele, inclusive ele falou isso no podcast, que o Na Lata Driver seria irrelevante neste caso. Mas eu tenho certeza que para muitos brasileiros aí nós conseguimos desmascarar essa falcatrua dele, que ele mesmo cai em contradição em diversas oportunidades, né? Então tem hora que ele fala que a nave que passou em cima da cabeça dele tinha uma cor, uma, em um outro episódio ele fala que é de outra cor. Enfim, conseguimos fazer o trabalho e eu tô muito feliz com o desdobramento desse caso e ansioso com o resultado da polícia na autópsia da cabrita, né, da Margarida, e também sobre o conteúdo do dia que ele colocou fogo no HD.
FERNANDA COMORA:Olha, eu acho que tem mais gente querendo fazer pergunta para o Na Lata. Será que a gente consegue? Dá para ele entrar agora? Dá, Homer? A gente consegue colocar mais um convidado muito especial aqui para conversar junto com Na Lata? Vamos ver se ele consegue entrar agora. Vamos ver, vai dar para ele entrar agora. Olha quem tá aí, ó! Olha o boss aí, moço!
Rogério Vilela:E aí, seguinte, só é possível falar com vocês porque eu estou num Cybertruck e ele tá dirigindo sozinho. Eu estou aqui com as mãos livres, o volante tá aqui e eu não estou dirigindo, ele está dirigindo sozinho. Então eu estou confiando aí que nenhum acidente aconteça no caminho, mas qualquer coisa, se bater o carro, a culpa é do Elon Musk. Aí já vou avisando.
FERNANDA COMORA:Tá muito chique o Vilela em Marcílio.
Rogério Vilela:Sejam bem-vindos aí, o Na Lata. É vocês, eu tô escutando aqui o que o Na Lata falou e temos aí um comportamento no mínimo estranho, porque a gente pode, a gente não pode afirmar, né, Na Lata, que ele está mentindo em relação aos OVNIs. Isso vai ser comprovado ou não. Agora, o que a gente pode falar é que ele tá mentindo em relação a gente. Não sei se você viu na lata, ele foi em outro podcast falando que nunca cobrou para dar entrevista, sendo que para nossas produtoras ele falou que vinha cobrando. Então, ou seja, se o cara mente em relação a uma coisa simples, que ele foi no programa Portioli cobrando. E ele disse em um outro stories que agora para ele falar era só pagando. Cobrou da gente e agora ele fala que não. Então se o cara mente numa coisa dessa, que é fácil comprovar que é mentira, imagino que outras coisas também pode ter problema. Ele também mente em relação ao Boaventura. O Boaventura foi no mesmo podcast que ele foi e desmentiu ele, falou não, a gente, porque ele pediu para o Boaventura não participar junto com ele Ele falou pra produção do Portioli que não queria o Boaventura no mesmo palco que ele no programa. E aí pro Boaventura falou: "Não, não pedi, não sei o quê." Então assim, eu tenho medo de ser um mentiroso quanto mais, um cara que mente em tudo, porque se ele mente nessas pequenas coisas, eu confio na palavra do Boaventura. O Boaventura falou pra gente, recebi, ele tem os prints, ele tem a conversa com o pessoal da produção. Em que o Mike pediu para ele não participar junto com ele do programa, que ele tem todo direito. Agora, dizer que ele não pediu isso, aí é complicado. Dizer que ele, que ele ou o assessor dele não pediu cachê para participar do nosso programa, o que ele tem todo direito de pedir o cachê, e a gente tem todo direito de negar, entendeu? Então queria saber, na lata, o que que você acha disso? Diga na lata.
NALATA:Eu acho isso um absurdo, e eu vou trazer aqui para você em primeira mão. Então acabei de mandar para sua assessora um print de um email em que o Mike Leão, ele faz uma troca de email respondendo um convite de um podcast muito grande, por sinal, e que lá ele deixa bem claro que ele cobra um cachê. Eu acabei de mandar para a sua assessora, se ela quiser colocar no ar aí.
Rogério Vilela:E a gente não vai colocar esse constrangimento em relação a ele porque tem a nossa produtora aí que tem as provas de que foi cobrado também. Então eu acho, no mínimo, também Ele é um cara burro, porque por que que ele vai mentir numa coisa que pode ser facilmente comprovada, entendeu? A gente grava essas conversas, a gente até por, para proteção da gente, a gente tem tudo isso, entendeu? Então por que que ele faz isso? E aí então mostra de outro podcast, que aí então a gente não precisa nem mostrar o nosso.
NALATA:Exatamente. Vou deixar uma coisa bem clara para você, o que o Mike, ele, ele tá fazendo algo que é um tanto infantil. Porque os maiores podcasts do Brasil, eles se conversam. Então você, essas informações, elas são compartilhadas. E ele cobrou um cachê, sim, ele cobrou um cachê, ele tanto para ele o cachê, e ele pediu também um valor de logística para fazer com que essa equipe que ele disse que tem vá até o local. Então assim, galera, é muito importante vocês terem essa ciência.
Rogério Vilela:Deixando claro, deixando claro na lata, que a gente paga logística, tá? A gente ofereceu logística como a gente oferece para todos convidados que são fora de São Paulo. A gente oferece hotel e passagem. Isso a gente ofereceu para ele. O que a gente não faz é pagar cachê, porque é uma troca de visibilidade. Ele dá visibilidade para a gente, a gente dá visibilidade para ele, sendo o maior podcast. Tanto que ele teve interesse de vir, entendeu? Desculpa, na lata. E aí tem então um print, né?
NALATA:Tem um print aqui que eu acabei de mandar. A sua assessora já colocou aqui.
Rogério Vilela:Eles mostraram agora na tela.
NALATA:E eu vou falar uma coisa para vocês. Se você, você que tá assistindo essa live, uma pessoa que tem a capacidade de mentir em vários pontos, são mentiras pequenas, mentiras grandes, mas é mentira, né? No peso, na balança, mentira, mentira. E ele é um cara mentiroso, certo? Eu estou falando aqui, eu tenho como provar que ele mentiu em diversos pontos. E esse ponto aqui do cachê é algo muito, muito incrédulo. Ele não poderia ter feito isso, sabe por quê? Porque isso, ele fere a credibilidade dos podcasts, que é uma troca. Como o Vilela falou, o podcast do Vilela é muito grande, ele abrange muitos brasileiros e fora do Brasil. Então estar aqui presente é uma honra. Se ele não pagou, nunca pagou cachê para ninguém, por que iria pagar para o Mike Leão que avistou um OVNI? Isso não existe, gente. Então preste atenção, preste atenção, porque esse rapaz, ele sim tem o potencial dele, sim ele tem um mérito de ter conseguido os 2 milhões e meio de seguidores? Tem sim, mas um dos métodos que ele está utilizando para chegar até lá é a mentira.
Rogério Vilela:É, deixando claro aí que, como eu disse, Fernanda, não sei se Fernando e Marcílio concordam, todo mundo tem direito de pedir cachê, fazer o que quiser, até porque televisão paga cachê, é um cachê baixo, mas vocês sabem que televisão paga cachê porque é outro esquema, é uma outra mídia Eles vão ficar disponíveis o dia inteiro. Vocês sabem como que é TV, você fica lá há um maior tempo esperando. Agora, quando você chama alguém para o podcast, é para o cara falar da vida dele. O foco todo é naquela pessoa, você trata bem. A gente não faria o que foi feito no Domingo Legal de colocar ele numa situação complicada, deixaria ele falar livremente. Então assim, é outra abordagem. Ele teria 2 horas para contar a história dele, não é uma televisão que tem aquela pressa de "eita, comercial, tem outras atrações". Então assim, sabendo disso, as pessoas elas procuram nosso podcast e querem vir. Então eu acho que pegou muito mal isso, porque, cara, fica claro assim, é muito fácil. É por isso que eu falo que é ingenuidade da parte dele mentir em algumas coisas que é muito fácil comprovar, como agora tem esse e-mail printado, tem as conversas com a gente também, toda conversa com assessor e tudo mais. E não entendo por quê, não entendo por que mentir nas pequenas coisas assim. E aí quem dirá dessas outras histórias maiores que ele fala, que todo mundo quer ganhar dinheiro em cima dele, todo mundo, né? A Posada fez isso para ganhar dinheiro, o Na Lata tá fazendo isso para ganhar dinheiro, todo mundo quer ganhar dinheiro, menos ele, é o único que não assume que quer ganhar dinheiro. E E a pessoa que mais tem interesse em ganhar dinheiro com esse suposto avistamento, que mais uma vez eu digo, não sabemos se é verdade ou não. A história tá muito estranha, cada vez ela fica mais estranha, porque ele fala, só para explicar para Fernanda, ele fez, ele fez vários stories falando que ia queimar o HD, ele falou, entendeu? E aí no podcast fala, será que eu queimei? Ele deixa na dúvida. Então não entendo que brincadeira é essa, ou ele quer continuar com engajamento. Eu, eu já desisti dessa história. De que ele tá falando a verdade ou não. Para mim, tanto faz. Eu fiquei bem chateado porque uma pessoa que faz isso com a gente assim, que tava de portas abertas, querendo realmente que ele dissesse a versão dele, e ele em todo momento: não, vamos aí. Eu falei: pô, pode ser também, a gente paga a sua estadia, a sua vinda. Ah, mas eu tô cansado e iria depois de quarta. Falei: ah, depois de quarta para a gente não é interessante, pode ser remoto. Ah, remoto, não sei e tal, também tô cansado. Então assim, Ficou nessa aí. Como eu falo, ninguém tem a obrigação de dar entrevista, de falar com a gente. Ele tem todo direito. Agora, mentira é uma coisa que me pega muito, sim. Ele mentiu sobre o Daniel Boaventura, mentiu sobre a gente. Vocês viram que realmente ele cobra para ir em podcast. E aí eu me pergunto por que que ele mente nessas primeiras, nessas pequenas coisas. Era só ele falar: gente, pô, é minha chance de ganhar o meu dinheirinho. Vou dar exposição para esse pessoal e não sei o quê. Eu acho que ele tem todo direito, ninguém ia ficar chateado, não é? Não sei se a Fernanda concorda.
FERNANDA COMORA:Eu concordo, concordo plenamente. E até porque, né, Vilela, se metade do país tava dizendo que ele é mentiroso, que ele inventou, enfim, que ele se confundiu, digamos assim, era a maior chance que ele tinha. Afinal de contas, é o maior podcast do Brasil com um cara que tem uma baita credibilidade dele sentar aqui na tua frente por 2 horas e falar o que aconteceu, escrever, colocar, contar história direitinho, porque ele entra em contradição.
Rogério Vilela:Que as luzes eram dessa cor, passou, não passou em cima da minha cabeça, porque que eu não filmei? Ou conta toda essa história, entendeu? Agora, eu acho estranho é essa, é ficar mudando as versões, mudando a versão, mudando a versão, ou ele não se lembra do que ele inventou, ou ele realmente tá confuso e foi uma coisa que realmente deixou ele totalmente abismado, uma coisa que também é possível, né?
THIAGO LIMA:Então não sou de julgar se ele tá falando a verdade.
Rogério Vilela:Pode ser que ele se confundiu mesmo. Agora, ele sabe que ele cobrou, ele sabe que pediu para o assessor cobrar, ele sabe disso. E não sei como o cara consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir de boa.
FERNANDA COMORA:Fico chateado. Acreditar, né, se mente numa coisa pequena Acreditar, né? Posso ser verdade, é uma coisa tão pequena. Sabendo que a verdade viria à tona, como é que a gente abraça essa ideia de que realmente as pessoas é que estão tentando boicotá-lo e que tudo isso é verdade?
Rogério Vilela:Fernanda, você sabe que eu sou um cara que eu tenho toda, todos os motivos para acreditar que existe. A gente dá espaço para ufólogo, a gente a gente quer realmente mostrar. A gente tá mostrando toda essa abertura de arquivos lá dos Estados Unidos, que estão, tá no terceiro lote já. A gente falou para caramba dele, trouxe aqui o sobrevivencialista que foi lá no local, que inclusive tava apoiando a versão dele. Então assim, cara, a gente nenhum momento falou ele é mentiroso. O que a gente falou, não, cara, olha que parece que é verdade mesmo, que o cara foi no local é, não tinha luz nenhuma e tal. Depois que começaram a aparecer outras versões, e aí realmente a gente tem que mostrar todos os lados, porque a gente faz jornalismo e tem que mostrar. O Narata tá mostrando isso, outras pessoas estão falando que existem problemas nesse, nessas versões que ele conta. É isso, Marcílio.
RICARDO MARCÍLIO:Então, eu ia falar, ele deu alguma declaração pública criticando o seu podcast?
Rogério Vilela:Não, não, ele só disse que não citou nosso podcast, mas ele falou que não cobra para ir em nenhum podcast. Ele, tanto que ele tava indo naquele de graça, naquele que ele tava indo de graça, que ele não cobra de ninguém, e que se alguém falou que cobra, mentira. E aí a gente já mostrou o e-mail aí do assessor dele cobrando.
RICARDO MARCÍLIO:Eu tava conversando com o Café, inclusive, antes de começar aqui, falei, poxa, mas ele ter feito isso sendo que o Vilela é o cara que mais abre espaço uma outra discussão, né, sobre exato que mais acredita.
Rogério Vilela:Exatamente. Na verdade, eu não acredito, eu quero acreditar. Eu sou que nem o Mulder, eu quero acreditar. Então eu tô totalmente aberto para que as pessoas, e outras, sem zoar, sem desmerecer, eu ouço com atenção, quero saber de detalhes. E, cara, o tempo que vai provar se a pessoa tá falando a verdade.
FERNANDA COMORA:Exatamente. Nossa, eu queria até ter te mandado um vídeo que saiu ontem, viu, Marcílio, de uma mulher dizendo, olha só, que também teve uma visão que ETs levariam alguns jogadores agora durante a Copa embora.
Rogério Vilela:Eu vi, eu vi isso, vai acontecer, vai acontecer durante a Copa, durante a Copa alguns jogadores seriam abduzidos.
Homer:Uma vidente, uma vidente, e ela falou que é no jogo do Brasil Brasil com Honduras, não foi isso?
FERNANDA COMORA:Brasil e Honduras, que alguns jogadores vão desaparecer.
Rogério Vilela:Mas eu quero, eu quero focar no Na Lata para ele, para ele dar todas as informações aí, porque ele deve ter horário também. Volta para o Na Lata, façam as perguntas que tem que fazer para ele.
FERNANDA COMORA:Eu quero fazer uma pergunta, eu quero fazer uma pergunta para o Na Lata. Na Lata, tá me ouvindo? Eu queria perguntar para você o seguinte, na sua opinião, eu sei que você tá olhando essa história toda com outra ótica, tentando desvendar de fato o que tá acontecendo, e também ficou surpreso quando alguém tem uma reação como essa e começa com pequenas mentiras, fica difícil acreditar como um todo. Mas até deixando emoção de lado um pouco, você Você acha que o Mike pode de repente, não sei, ter visto algo, ter sentido de fato que tinha uma presença estranha ali no local onde ele vive, mas não imaginou que teria essa enxurrada de gente atrás dele querendo mais informações? E aí se perdeu no meio disso tudo, se perdeu. E aí sim partiu para uma certa parte de espetáculo?
NALATA:Bom, eu acredito que não, tá? Eu acredito que desde o início tudo foi planejado. Se você analisar todos os stories dele, ele fez realmente uma novela desde o início, e ele foi crescendo, foi crescendo. O que pode ter acontecido na cabeça dele é: eu vou viralizar, mas não o tamanho da proporção que chegou. Ele, eu tenho certeza que ele não imaginaria, mas mediante ao filme e mediante o que os Estados Unidos vem nos apresentando de informações sobre OVNIs, né, isso é um tema que está bem delicado. Se eu não me engano, é o segundo maior tema mais procurado nas redes sociais, tirando a Copa do Mundo nesse momento. Então assim, ele usou de uma situação que ele enxergava já na propriedade dele, mas ele Não tinha aquela certeza de que se ele postasse nas redes sociais ia viralizar da forma que viralizou. Mas a minha opinião é: ele sabia desde o início, sim, que existia aquelas luzes, que ele poderia viralizar. Ele fez a novela e deu certo, né? Deu certo. Agora, como ele, muitas coisas que ele postou nos stories foram inventadas da cabeça dele, ele mesmo foi se perdendo no no seu diálogo, nas suas apresentações, nas suas entrevistas, ele foi se perdendo. E aí o povo brasileiro, ele vai para cima, ele vai buscar informação. E aí a gente foi pegando cada detalhezinho e foi montando quebra-cabeça. Hoje eu, óbvio, ninguém aqui consegue falar com 100% de certeza que ele tá mentindo, ninguém pode. Mas se você for juntando quebra-cabeça, você vai percebendo que infelizmente ele não fez nenhum avistamento de OVNI. E como eu estive lá presente e eu comprovei que as luzes eram do campo, Isso daí foi a cartada final.
RICARDO MARCÍLIO:E na lata, você que fez uma breve investigação sobre a vida dele, ele já tinha postado alguma coisa referente a OVNIs? E nos pronunciamentos dele, ele falava que ele acreditava ou que ele passou a acreditar a partir do suposto avistamento?
NALATA:É, pelo que nós fizemos aí de pesquisa, tanto no Facebook, no Instagram, de postagens antigas dele, ele não, nunca falava de OVNI, tá? Ele realmente, ele não tinha essa aproximação com O que ele tinha, e a gente achou bem estranho, né, querendo deixar bem claro aqui que eu não tenho nenhum preconceito religioso, viu, galera, mas o que nós observamos é o seguinte: no próprio Instagram dele, ele seguia alguns, algumas páginas que fazem rituais, que trabalham com o ocultismo, né, e mediante ao que ele já tinha tido uma repercussão anos atrás, e principalmente 2025, que foi com o pintinho lá de sobrancelha, algumas coisas vem batendo. Quando ele estourou a primeira vez, que ele chegou nos seus 40 mil seguidores, que foi com o pintinho lá que tinha sobrancelha, passou alguns dias, morreu uma pata dele, e ele fez o mesmo show que ele fez no seu Instagram agora com a morte da Margarida. Ele foi lá no Instagram falando: ó, mataram minha pata, estou sendo perseguido, me perseguiram no meu serviço. Então Nós fomos juntando isso. A pata era branca. Ele falou que essa pata tinha tomado um tiro no pescoço, né? E quando ele mostra nos stories, a pata não tinha nenhum vestígio de sangue. Ela era branca, bem branquinha, não tinha vestígio de sangue. E ele mostra lá ele abrindo a ferida, tirando a cápsula do pescoço da pata, enfim. E aí agora aconteceu a mesma coisa no mês 6 também, né? Lembrando que em 2024 ele também perdeu um animal entre o mês 5 e o mês 6, né? Enfim, então tem tido algumas situações que, se você parar para analisar, fazem sentido. Não que eu seja uma pessoa que eu tô querendo trazer a teoria da conspiração aqui, mas é que as coisas batem, entendeu? Então, infelizmente, ele não viu vestígio nenhum, nenhum tipo de informação que ele já gostava de OVNIs, mas sim esse lado mais do ocultismo, tá?
FERNANDA COMORA:É porque ele começou essa história toda, né? Quem acompanhou, e eu acompanhei, é logo pela manhã ali, quando ele ouve um barulho muito estranho. Quem foi ali nas redes sociais dele, e logo depois outra coisa que chamou atenção de quem tava acompanhando essa história, até no momento que ele começa a ganhar inúmeros seguidores, foi quando a rede teria travado alguns vídeos dele, porque ele colocou lá no destaque e realmente a gente olhou, ficava carregando e não carregava. E aquilo eu acho que a gente não consegue fazer, como se tivessem banido aqueles vídeos.
NALATA:É, é, desculpa, tá, de cortar. Ou ele apagou alguns stories, tá? Eu tenho salvo alguns stories que ele apagou, inclusive quando ele foi mostrar a Margarida que estava morta. Ele tinha feito um story antes brincando com o seu bode que se chama Hades, né? Ele tava lá brincando e ele apagou alguns stories ali, na qual o que nós entendemos com isso: ele tinha elaborado uma história, feito as gravações, e ele tinha postado em ordem errada, e ele acabou apagando e tirando das redes sociais. Essas coisas fazem com que a gente fica perdendo a credibilidade nele. E ficando na dúvida. E por isso que, ao mesmo tempo que ele vem ganhando muitos seguidores, pessoas são apaixonadas por ele, ele também vem ganhando muitas pessoas que não estão gostando dessa postura, haters reais. Eu recebo todo dia mensagem de pessoas analisando os stories dele, chega a ser inacreditável.
RICARDO MARCÍLIO:Poxa vida, eu também não conhecia muito a história dele, mas vendo o pintinho ali, não sei, né, também não posso fazer acusações, mas parece que é meio pintado, né, a sobrancelha do pintinho. Não sei, não sei, né.
NALATA:Então ele viralizou, ele foi nas redes sociais, ele foi em programa de televisão aberta, tudo por conta desse pintinho. E infelizmente logo passou alguns dias também a mesma situação como a do OVNI, um animal dele morreu e ele fez todo aquele drama nas redes sociais falando que está sendo perseguido. Isso intriga muito quando ele chega falando que ele está sendo perseguido, que vocês mataram, vocês são horríveis, 'Vocês.' Ele tá acusando muitas pessoas, né? E a gente não sabe o que aconteceu com a Margarida, por exemplo, né? A primeira, primeiro índice de qual foi o ocorrido, que o próprio delegado deu nas suas redes sociais, é a causa da morte natural. Mas precisa aguardar a perícia, que eu acredito que já deve estar para sair, né? Será divulgado? Não sei se será divulgado. Uma coisa que me espantou também é saber que um delegado de polícia foi até a chácara dele a pedido da Luísa Amel para fazer e investigar o caso de uma macabra morte. Isso também, os internautas estão levando em consideração essa situação, se é plausível, se poderia ter acontecido isso, e se a logística de um desbravamento, de uma situação dessa, é dessa forma que tem que ser feito.
FERNANDA COMORA:Queria te agradecer demais, Na Lata, e te pedir para que qualquer nova informação você, por gentileza, volte a falar aqui com a gente.
NALATA:Perfeito, obrigado mais uma vez estar aqui com vocês, e conforme eu for tendo mais informações aí eu entro em contato. Beleza, pessoal?
FERNANDA COMORA:Valeu, muito obrigada, viu? Beijão para você. E olha, agora a gente vai falar de um outro assunto que acho que chocou o país, né, conselho.
RICARDO MARCÍLIO:As imagens são bem fortes, né?
FERNANDA COMORA:Bem fortes, bem fortes. Inclusive muitas pessoas acabaram divulgando essa imagem, divulgando ela até o final, e são imagens assim chocantes, né? A gente fica imaginando quem tá do outro lado, a família que acompanhou isso, que muita gente acabou descobrindo inclusive através da rede social, que foi o caso que aconteceu no último sábado. A jovem Maria Eduarda, de 21 anos, que morreu após ser arremessada da Ponte do Esqueleto, que é localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Ela praticava o esporte conhecido como rope jump, que é um salto com cordas, mas foi jogada sem as cordas pelos instrutores. O caso parou o Brasil, chocou todo mundo. Uma menina linda, cheia de vida. E acho que o maior questionamento que passa na cabeça de todo mundo. Tinham 3 instrutores ali acompanhando. Como é que ninguém viu uma multidão assistindo? E como é que ninguém percebeu que a Maria Eduarda estava sem as cordas?
RICARDO MARCÍLIO:Poxa, um esporte com tanto risco, né? Esperaria eu que vários procedimentos fossem adotados, padrões mesmo, né? Eu, por exemplo, já participei também de arborismo, já fiz alguns esportes. Eu sei que parece ter uma coisa chata, né? Faz a conferência, aí tem outra pessoa que faz a conferência de novo, mas é necessário porque existem padrões de segurança em esportes que envolvem uma periculosidade tão grande assim.
FERNANDA COMORA:E aí a gente tá agora aqui com Celso Cavallini, ele que é repórter de aventura e aceitou o nosso convite para conversar um pouquinho com a gente e dar um parecer dessa história. Ele que vive aventura há muitos anos e falar até no ponto de vista dele Como é que é possível acontecer uma tragédia como essa? Ele já tá aí no link, né, Homer? Já tá aí. Boa noite, Cavallini, seja bem-vindo.
Homer:Boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcinho. Tudo bem? Obrigado pelo convite. Antes de tudo, eu queria só, queria falar que foi uma tragédia e prestar aqui meus sentimentos e meu respeito à família para a gente abordar esse assunto com todo respeito que ele merece.
FERNANDA COMORA:Com certeza, Celso. Muito obrigada por estar aqui conversando com a gente. Realmente um momento de muita dor para toda a família. E antes até da gente falar de segurança, você que vive, né, aventurar tantos anos— daqui a pouquinho Vilela volta conosco— eu queria pedir para que você, com tamanho conhecimento nessa área, explanasse para a gente como é que você enxergou essa situação.
Homer:Olha, na verdade, é o tipo de situação que não tem explicação. Nada lógico justifica o que aconteceu. É o exemplo que já deram aí de você pular, saltar de paraquedas sem o paraquedas, né? Então assim, até conversando ontem com um grande amigo meu, o Sander Oliveira, que é um especialista em cordas, a gente já viu acidentes acontecendo com corda arrebentando, com ancoragem, que é onde você amarra, a corda arrebentando. Mas a gente nunca tinha visto nada desse jeito. E ao longo da semana aí, até pelo meu histórico de aventura, e por a gente ser aqui o maior canal de aventura que tem no Brasil, provavelmente eu recebi um monte de mensagens e perguntas, até perguntando se a própria a vítima, vamos chamar ela de vítima porque é o que ela é, se ela não tinha visto que a corda não estava amarrada e tal. E assim, é totalmente— quando eu vi a imagem, eu tinha certeza que era A. Eu falei, cara, isso não pode ter acontecido, como muita gente também pensou, né? Porque assim, um dos caras que estavam lá segurando ela ou que tava na parte de trás segurando nas pernas, ele tava exatamente de frente para onde fica a amarração da corda, que é ali no peitoral. Ou seja, ele tava— o mosquetão que devia estar ali com a corda tava vazio na frente dele, a 30 centímetros da cara dele. Não tinha como não ter visto, porque no rope jump, não sei se as pessoas sabem, a corda fica amarrada ali no peitoral. Então não tem nenhuma explicação porque aconteceu, é injustificável, é absolutamente— tá vendo esse do— vocês colocaram imagem aí do Chapéu de Palha? Sim, a corda deveria estar amarrada a 30 cm do nariz dele.
FERNANDA COMORA:Puxa vida, puxa vida!
Homer:Então como, como uma pessoa não repara? tá? E já aproveitando e respondendo alguns questionamentos que aconteceram, a própria vítima ela não tem nenhuma obrigação de lembrar que ela tá sem a corda, porque ela devia estar numa adrenalina tão grande ali que ela simplesmente não tinha condições de analisar isso.
FERNANDA COMORA:Cavallini, uma questão que as pessoas as pessoas até falaram é o seguinte: era a primeira vez que ela saltava. E essa, essa posição que, em que ela salta, o aviãozinho, não é uma posição tradicional, já que a grande maioria das pessoas têm medo. Então poderia ser até que ela estivesse se sentindo muito segura a partir do momento em que começou uma conversa ali, né, com os instrutores. Você que tem experiência ansiedade nessa área?
Homer:Não, não, não. Sabe o que acontece? Existem basicamente dois tipos de aventuras: aventuras ativas e as aventuras passivas. Aventura ativa é quando você vai escalar uma montanha, que tudo depende de você. Aventura passiva é quando você faz um salto de bungee jump ou quando você vai numa, sei lá, uma montanha-russa em que nada depende de você, você é simplesmente o passageiro, entendeu? Essa posição do aviãozinho que ela fez muita gente usa para não ter que saltar. Então isso não quer dizer que ela era mais corajosa, que ela tava com mais coragem. Às vezes ao contrário, às vezes quer dizer que ela falou: 'Caras, eu vou fechar o olho, vocês me jogam.' Entendeu? Então ela não necessariamente significa que a pessoa tá fazendo o aviãozinho porque 'ah, eu tenho mais coragem, eu vou ser mais radical.' Não, pode ser exatamente o contrário, não dá para saber ali.
RICARDO MARCÍLIO:Nossa, Cavalini, é, tá chegando agora as férias de meio de ano e existem, a gente tá aqui em São Paulo, né, existem várias cidades do interior como Brota, Socorro, enfim, que tem esses portos satirais. Acho eu que era um local que tinha certificação, algum tipo de autorização estatal para conseguir funcionar, assim como existem vários outros que também tem. Existem risco, existe um, você acha que foi um caso isolado ou isso é uma coisa que pode abranger também esses esses esportes nas outras cidades?
Homer:Não, cara, é lá, pelo que eu vi nos noticiários, a empresa que tava fazendo isso não tinha nem CNPJ, não tinha treinamento, obviamente não tinha treinamento, né, pelo que aconteceu. E então não tinha nada a ver. O que eu vou te falar, o que que tá acontecendo em Aventura, e é extremamente perigoso hoje em dia. Depois do Instagram aumentou muito, aumentaram muito as atividades de aventura, porque pessoas que antes não ligavam para aventura, não se imaginavam fazendo um salto de bungee jump ou até uma trilha para uma cachoeira, passaram a fazer essas atividades para poder postar nas redes sociais, principalmente no Instagram. E tá tudo bem se a pessoa quer se perfazer ali como Tá ok, só que aumentou muito a demanda pelas atividades mateiras e de aventura. Com esse aumento de demanda, o que que você tem? Você tem um monte de oportunista que resolve ganhar dinheiro com isso também e não tá capacitado a fazer essas operações. Então aumentaram também o número de pessoas que fazem isso da forma errada e de forma totalmente irresponsável. Para piorar a situação, muitas das operadoras passaram a ser qualificadas pelo número de seguidores. Então, se você fosse lá, na verdade, essa operadora que, que tava envolvida nesse caso, ela até tirou o Instagram do ar, mas parece que eles tinham 80, 90 mil seguidores. Isso tava avalizando essa operadora como uma operadora responsável ou talvez segura, e não é. Ela simplesmente tinha seguidores. Isso não quer dizer que ela é uma operadora responsável, uma operadora segura, uma operadora credenciada, nem nada disso. Então a gente tá numa época que a gente tem que prestar muita atenção nas operadoras, principalmente nas operadoras de aventura, e nisso incluo guias e qualquer atividade que sai ali das atividades normais e apresente qualquer risco.
FERNANDA COMORA:Cavalini, hoje soltaram um áudio dizendo que seria de uma instrutora, digamos assim, que encaminhava esse áudio para todas as pessoas que compravam esse, essa aventura, né, que seria o rope jump, dizendo que não era para ficarem conversando com os instrutores, porque isso poderia de alguma forma tirar atenção de quem tava ali colocando as cordas. E aí ela frisa isso diversas vezes. Seria uma forma talvez de tentar, é, tentar invalidar essa responsabilidade que é única e exclusiva do instrutor no momento ali em que ele tá, ele tem essa obrigação uma questão de checar essa segurança para que essa aventura possa de fato ser executada?
Homer:Olha, pode ser uma tentativa de justificar, mas é totalmente injustificável, porque um cara que tá numa operação dessa, ele tem duas obrigações. A primeira é zelar pela segurança, a segunda é o contato com o ser humano. Você tá com um cara ali que tá em uma situação de adrenalina, num estado emocional completamente alterado, tá? Quem já subiu numa ponte como essa para fazer um salto de bungee jump pela primeira vez, ou fazer um rope jump, ou qualquer atividade, sabe que a pessoa tá ali com, vamos falar linguagem simples, com os nervos à flor da pele. Então o instrutor, ele só tem duas obrigações: a primeira é cuidar da segurança, a segunda É ter esse contato humano com a pessoa que tá praticando atividade, já que ele tá lá cobrando por isso. Então não tem justificativa para isso, não existe justificativa para isso. Eu também vi alguns depoimentos de gente falando que a operadora ensinava como você filmar para viralizar, enfim. Hoje eu sei que assim, a gente tem uma preocupação a mais nessas atividades que é o celular, porque muita gente tá ali fazendo atividade, tá mais preocupada em tirar selfie ou filmar alguma coisa do que na atividade. Isso tira o foco, isso pode aumentar a possibilidade de acidentes, mas nunca de um instrutor ou de um responsável, de um operador ali.
FERNANDA COMORA:Eu acho que o Vilela vai entrar com a gente agora de novo. Vai lá, vamos colocar o Vilela aqui nessa conversa conosco.
Homer:Fala, mano!
FERNANDA COMORA:Vilela já tá aí? Oi, Vilela tá mutado, Vilela tá sem som aí para gente.
Rogério Vilela:Oi, agora estou, agora sim, vamos lá, deixa eu, tão me vendo? É só, só explicar para o pessoal porque que eu chamei o Cavallini para para explicar sobre esse acidente, sobre essa coisa absurda que aconteceu. Cavallini, para quem não lembra, tinha um quadro, depois ele vai me lembrar se era no programa da Ana Hickman ou num programa, acho que era aquele programa na Record.
Homer:Começou na Eliana e depois foi para o Hoje em Dia.
Rogério Vilela:Exatamente.
Homer:Durou acho que 9 anos no ar esse quadro.
Rogério Vilela:É, ele subia numa plataforma e celebridades atravessavam uma, uma, uma, você explica para o pessoal como que era isso. E a quantidade de checagens e coisas que você tinha que se preocupar, porque eram pessoas que não tinham nenhuma ligação com esporte radical, e tava você lá com a única preocupação é de, cara, eu sei que eu tô ao vivo, mas se tiver algum problema a gente vai ter que cancelar. Explica para o pessoal como que é.
Homer:É, não só nesse quadro, Vilela, mas em todas as atividades de aventura não existe checagem única, não existe uma pessoa responsável. Você sempre tem o cheque duplo e o cheque triplo ocorrendo ali, um em sequência do outro, porque assim, se passar alguma coisa por mim, não vai passar por você, não vai passar pela Fernanda, a possibilidade de erro diminui muito. Então existe sempre vários cheques e existe sempre as alternativas de backup, que é, por exemplo, ah, eu tenho uma corda, se uma corda arrebentar, eu tenho outra que tá amarrada. Então eu nunca vou ficar na mão de um equipamento só, nem de uma pessoa só. É o que a gente chama em aventura de redundância. Você sempre tem que ter redundância, principalmente nessas atividades em que você envolve ali pessoas leigas ali, né? Em atividades de aventura mais radicais, com profissionais de aventura, aí não. Aí cada um cuida de si, cada um é responsável pelas próprias atitudes. Mas nesse tipo de atividade existia um checklist gigantesco um checklist no papel, ele era repassado oralmente e acima de tudo a minha maior briga sempre foi nesse quadro especificamente, é que eu tinha o poder de abortar a gravação a qualquer momento, porque tinha uma outra preocupação que vai além do equipamento e além da queda, que é o estado emocional da pessoa. Porque a pessoa pode não cair, mas ela pode ter um ataque cardíaco ali em cima, né? Uma pessoa que tem medo de altura tá correndo esse risco. Então a gente tinha um esquema de segurança ali que ele cobria todos os pontos e com várias redundâncias.
Rogério Vilela:É, eu lembro de você me falar uma vez também que tinha uma pressão, às vezes, de vamos entrar no ar, como que tá? Fala, pô, tá muito vento aqui. Eu não sei se dá para entrar. Então você tinha, além disso, ainda tem também, como era no lugar aberto, tinha um problema de vento, chuva e alguma coisa. E tendo um lado a televisão com a pressão de audiência tá boa, continua, tem que entrar no ar, e você falou não, eu tenho essa premissa, eu tenho essa, se eu falar não, vou ter que abortar. E o pessoal respeitava porque era a vida do pessoal que tava em risco, né?
Homer:É, cara, a gente teve Brigas homéricas com direção por causa disso, porque eu só fazia aquilo se eu tivesse a palavra final para poder abortar uma situação qualquer que eu achasse que tinha que abortar. E algumas vezes eu fiz isso com audiência alta, é, obviamente ninguém gosta, mas assim, é o que tem que ser feito, vai ser feito.
Rogério Vilela:Nem que eu tenha que ser demitido. Pois é, eu vou passar para o pessoal da bancada fazer Uma das perguntas, mas eu vou começar com essa, cara. Assim como você, acho que todo mundo que assistiu aquilo, a primeira sensação é, é, é uma coisa tão absurda, porque ninguém esquece uma corda. É o que você falou, pode arrebentar alguma coisa, não tá muito preso, mas, cara, a corda tava lá atrás, tava todo mundo vendo, filmando, e ela visivelmente tava sem corda. Então assim, tirando a possibilidade de ser um assassinato, uma coisa proposital, que isso é a polícia que vai vai ver, cara, é uma sequência de erros de tanta gente que passou por várias pessoas, né? Porque uma empresa profissional, um pessoal que trabalha sério, é quase impossível acontecer isso, porque tem um procedimento que é seguido à risca para— é o que você falou da redundância. Ó, alguém checou, só levanta se alguém der ok, só arremessa assim, não sei o quê. E você tem que passar por essas fases para fazer arborismo, para fazer qualquer coisa até mais simples. Cara, chega até ser chato, porque ó, fica aqui. Eu só abro a grade quando você tiver preso. Sai daqui, tira daqui, você prende na grade, depois passa por aqui, prende aqui, aí depois você tá liberado. Por quê? Porque nesse meio tempo você pode cair, pode pular, pode ser um louco que quer se matar. Então assim, cara, não dá para entender. Só dá para entender, claro, sendo uma empresa clandestina ou alguém que realmente tá fazendo aquilo de uma forma totalmente desleixada, porque uma empresa séria, cara, tem essa redundância. Falou assim, cara, mesmo que esse cara esqueça, tem mais 3 pessoas para checar ou 4 pessoas. E além de tudo isso ainda tem isso ou isso. E lá parecia que é assim, 3 pessoas não viram, paciência, pode acontecer.
Duda Garbi:Cara, é absurdo isso, cara.
Homer:Existe uma coisa, e não tô justificando nada, pelo amor de Deus, aquilo lá foi um erro grotesco, mas existe o fator repetição. Isso acontece muito com o aventureiro também. Vou te explicar, por exemplo, vamos supor que você faz uma atividade que a chance de dar alguma coisa errada é 1 em 10.000. Ou seja, uma chance baixíssima, certo? Só que você começa a fazer essa atividade todos os dias, daqui 5 anos passou 10 mil vezes já. Então você pode tá incidindo no risco maior. Isso acontece também com a operadora. Se ela começar a fazer isso muitas vezes, a chance de dar alguma coisa errada aumenta. E isso é uma coisa que tem acontecido muito em aventura, porque assim, a procura aumentou muito por causa do Instagram, como eu tava falando. Então a chance de dar, quando você faz mais uma coisa, a chance de dar errado aumenta. Mas isso não justifica esse tipo de erro, jamais, tá? Pode até justificar um acidente, uma ancoragem que arrebentou e o backup e tal, mas jamais esse tipo de acidente.
Rogério Vilela:Fernanda, é com vocês aí. Quero saber mais de dúvida de vocês.
FERNANDA COMORA:E a Madá já chegou aqui conosco e ela tem uma pergunta para o Cavallini.
Homer:Diga lá.
MADELEINE LACSKO:Boa noite para você.
Homer:Boa noite.
MADELEINE LACSKO:Você tava falando da questão dos protocolos e eu vi hoje trechos dos depoimentos desses rapazes que estavam, enfim, que mataram essa moça, né? E me chamou muito a atenção porque perguntam assim: tá bom, de quem que era a função de checar a corda? Tem um rapaz que fala assim: ah, cada hora era um que checava. Não é isso? Eu fiquei muito assim porque eu falei: como assim cada hora era um? Não tinha? E todos os depoimentos são assim. Quando pergunta: ah, tal coisa, como era? Cada hora, uma hora, um fazia. Dessa vez 'Eu fui chamado só para levantar ela, dessa vez não era para checar a corda.' Existe isso em esporte de aventura?
Homer:Não, obviamente que não. Existe um sistema muito bem elaborado, existe método, existe sistema, e todo mundo é responsável. Não tem isso: 'Ah, essa era a minha vez, se eu esqueci, então foi, ninguém mais viu.' Não existe isso. Isso é o absurdo do absurdo do absurdo. Depõe contra as atividades de aventura, depõe contra esportes radicais, isso depõe contra tudo que a gente construiu no meio, né? Não existe essa justificativa. Eu vi os depoimentos deles e assim, a impressão que eu tive é que todo mundo meio que quis tirar da reta sem também acusar ninguém. Virou um negócio meio, não sabemos, não sei. Não lembro, parece que foi mais uma coisa instruída por um advogado de defesa do que o que realmente aconteceu, um depoimento sincero ali.
RICARDO MARCÍLIO:E Cavallini, para quem gosta de fazer esporte radical e vai viajar, por exemplo, nesse meio de ano, qual que é a recomendação que você dá para o indivíduo para ele tentar certificar que é uma empresa qualificada? Existe algum tipo de certificado? Como que o indivíduo pode fazer para correr mínimo risco possível?
Homer:Olha, eu acho que a primeira coisa é você fazer uma checagem na internet, ver há quanto tempo essa operadora existe, se ela tem um site, se tem reclamações até de atendimento. Obviamente, se tiver um acidente grave, ela vai fechar. Mas assim, o grande problema é que muitas das operadoras, elas sobrevivem até o momento que dá alguma coisa errada. Então assim, quando dá alguma coisa errada, ela simplesmente acaba, claro, ela fecha. Mas eu acho que você, pelo histórico de internet, pela, pelo tempo em que ela opera, e até no dia você chegar no local e você ter uma leitura se aquilo é uma, é uma operação profissional, se as pessoas que estão ali são competentes. Eu sei que é difícil, mas você consegue reparar, você consegue reparar pelo trato, você consegue reparar pela conversa, você consegue reparar pelo sistema, até por esse depoimento: "Ah, não pode falar com o instrutor." É muito, a realidade é que é muito difícil você saber se dá para pôr a mão no fogo por uma operadora, porque quando ocorre um acidente simplesmente ela acaba e não existe mais. Então até aconteceu o acidente ela tá ali operando, mas é o jeito você saber. Existem certificações em diversos esportes diferentes em atividades diferentes. Algumas têm suas próprias federações, então você consegue com uma boa busca levantar isso daí. Mas o que eu geralmente digo: boas operadoras, elas não operam remotamente. Ah, vou levar você no lugar tal, entendeu? Ela tá lá, ela opera lá, ela nasceu lá, ela às vezes com guias locais, ela já tá fazendo isso há muito tempo. Mas é difícil, eu entendo que é difícil você ter esse discernimento de isso aqui é seguro, isso aqui não é.
FERNANDA COMORA:Cavallini, só para a gente encerrar aqui, uma dúvida que eu queria tirar com você, não sei se você consegue me responder. Eu sei que você disse que existem diversas federações, mas nessa ponte especificamente eu conversei com a delegada, e ela disse que é uma ponte que na verdade não tinha permissão nem mesmo para que as pessoas pudessem andar nela, né? Imagine para prática de um esporte. E há um ano atrás já tinha, já aconteceu um acidente com duas jovens, justamente porque a corda não estava na altura correta. E estas jovens, elas fraturaram perna, braço, e esse esporte continuou acontecendo. Quem de fato precisa fiscalizar isso? Seria uma responsabilidade de quem? De qual órgão?
Homer:No caso específico da Ponte do Esqueleto, eu conheço bem essa ponte, ela é bem tradicional nesse tipo de atividade. Ela é uma ponte que ela fica entre duas cidades, então ela é responsabilidade da União. Ela não é responsabilidade nem de Marília nem da outra cidade que eu não me lembro o nome agora. Mas o problema é que é, ou você derruba essa ponte, ou ninguém vai deixar um posto policial lá full time esperando alguém aparecer lá, né? Agora, em esportes de aventura, isso é muito frequente, você achar um ponto e você ir lá e fazer a tua atividade. Ninguém fica te cerceando. Agora, você fazer isso comercialmente, cara, já assim, com uma busca rápida a gente já ia ver que tem algo muito errado em tudo isso, porque isso tá sendo feito num local que não tem permissão para nenhum tipo de atividade. Se você analisar o local, até pelas imagens, você vai ver que a mureta que separa você do abismo tem sei lá, 30, 40 centímetros. Ou seja, uma pessoa que ande mais perto e tem uma vertigem ou tropece pode cair lá para baixo. Não é absolutamente um lugar seguro e nem um lugar para você fazer atividade sem uma estrutura muito grande ali.
FERNANDA COMORA:Tá certo. Queria agradecer demais a sua participação. Imagina, obrigada pelo carinho de ter conversado aqui com a gente, viu?
Homer:Imagina, pena ser um tema tão triste aí, né? Mas assim, fica esse alerta: as atividades de aventura estão crescendo, e a gente brigou décadas para que elas crescessem, mas elas estão crescendo pelo motivo errado. Elas estão crescendo porque elas se tornaram instagramáveis. Com o crescimento, aumentaram o número de operadoras e pessoas irresponsáveis sem qualificação, E o número de acidentes, até pelo número, pelo aumento do número de praticantes, vai aumentar. Infelizmente essa é uma verdade. Então assim, hoje nós temos que tomar duas vezes mais cuidado para praticar uma atividade de aventura do que a gente fazia talvez num passado não muito distante aí.
FERNANDA COMORA:Com certeza. Você quer deixar o seu canal aqui, suas redes sociais?
Homer:Quem quiser me seguir é o canal @cavallini mesmo, Cavallini 2 L no final, tá bom? Agradecer a vocês pela participação. Abraço para o meu brother Vilela, manda um abraço, seu Gilberto aí, tá aí, né, velho? Tá aí, né? Manda abração para ele aí. Você tá mutado, tá tudo bem, mas tudo bem, é só para mandar tchau.
FERNANDA COMORA:Não tá te ouvindo aí?
Rogério Vilela:É, o meu pai tá lá assistindo o jogo, tá velho, tá aí, tá se divertindo aqui nos Estados Unidos.
Homer:Valeu, gente, obrigado!
FERNANDA COMORA:Valeu, obrigada, um beijão! Agora deixa eu cumprimentar a Madá, que chegou aqui com a gente.
MADELEINE LACSKO:Oi, tudo bom? Boa noite, boa noite, Fernanda! Marcílio Vilela, chiquérrimo, né, lá na Copa, com pai dele também. Um beijo, pai do Vilela, e para todos vocês que estão vendo a gente aqui.
FERNANDA COMORA:E daqui a pouquinho a gente vai falar também de atualizações na política do Brasil, que também tá pegando fogo, né, gente?
MADELEINE LACSKO:A política Política do Brasil, eu tenho uma definição que é o seguinte: o roteirista da política brasileira usa crack.
FERNANDA COMORA:Meu Deus, não!
MADELEINE LACSKO:Vocês testemunharam, final de semana tinha toda uma pauta, chega hoje, já mudou tudo, já virou tudo de cabeça para baixo agora no fim da noite.
RICARDO MARCÍLIO:Melhor que House of Cards, né? A política brasileira é melhor.
MADELEINE LACSKO:Se tivesse lance da política brasileira no House of Cards, iam dizer que o exagerou, não dá, gente, é verdade.
FERNANDA COMORA:Mas olha, outra coisa que tá preocupando muito, sabe o que que é? O El Niño, ou Super El Niño. Você já ouviu falar, né? Está bem por dentro, né, Marcílio? Por dentro, exatamente. Olha, agências climáticas como Instituto Nacional de Meteorologia, a INMET, e também Agência Americana NOAA, confirmaram a formação do fenômeno El Niño, que já atinge o Brasil. Ainda segundo as agências, o fenômeno deve se intensificar e atingir um pico entre o final de inverno e começo de verão. Mas a preocupação real seria qual? O super El Niño, né, Marcílio?
RICARDO MARCÍLIO:É, exato. Assim, o El Niño, quando ele acontece, ele é imprevisível. Não dá o biólogo Henrique falar com a gente melhor também sobre isso, né? Mas não dá muito para saber quando que ele vai acontecer e os motivos que ele acontece, qual vai ser a sua intensidade. A gente considera como El Niño quando a temperatura do Pacífico tá meio grau acima da média histórica, e o Super El Niño seria se eventualmente chegasse a mais de 2 graus. Atualmente já tá com mais 0,7 graus, ou seja, já é um El Niño. Se já é um El Niño nessa época do ano, a previsão é que no momento de maior intensidade que possa chegar esse super El Niño com várias consequências bem negativas, não só Brasil, mas para o mundo também.
FERNANDA COMORA:Puxa vida, já estão falando até inundação no sul. Enfim, vamos conversar com quem de fato entende sobre esse assunto. O Henrique já tá aí com a gente, o biólogo Henrique.
BIÓLOGO HENRIQUE:Boa noite, tá?
FERNANDA COMORA:Sim, seja bem-vindo mais uma vez.
BIÓLOGO HENRIQUE:Muito uma honra rever Canada. Um beijão para Madá. E, cara, vocês estão com o Marcílio aqui, né? O Marcílio é o cara que sabe tudo sobre fenômeno. Não precisa nem ter me chamado, mas ele tá aqui. Eu vou só dar uns pitacos aqui sobre animais peçonhentos, algumas coisas sobre biologia que pode mudar com o verão, tá? E a gente já tem indícios aí, mas como o Marcílio já tinha falado, né, o super ele vem justamente porque você— o El Niño, ele vem a partir de meio grau na temperatura e enfraquecimento dos ventos alísios. Agora, se você tem a possibilidade de um aumento de 1, 2 ou até mesmo 3 graus, aí já beira o absurdo. Você vai ter consequências significativas, você vai ter embranquecimento dos corais, você vai ter uma proliferação de animais peçonhentos, mosquitos, pernilongos, inclusive os mosquitos são os animais que mais matam pessoas no mundo, né? Nos países tropicais isso pode aumentar drasticamente. Você vai ter um problema das áreas de ressurgência, que são áreas justamente que estão ali com auto-oxigenação, etc., e alimentação dos peixes ali no próprio Pacífico. Você diminui essa oxigenação, então você diminui a oferta oferta alimentar. Uma coisa, olha como é que dentro da biologia uma coisa vai puxando a outra, né? Você diminuindo essa oferta alimentar, você aumenta a escassez e você aumenta a inflação e você aumenta a fome no mundo inteiro, né? A gente já teve aí alguns super El Niños. É óbvio que as mudanças climáticas, com aquecimento global, ela pode estar alterando isso bastante. A gente não sabe muito bem como o El Niño funciona, tá? Às vezes ele pode não seguir em frente, mas se seguir em frente, as previsões são muito, muito drásticas, incluindo a economia global, economia total, cara. Olha, deixa eu dar um dado muito interessante aqui no Brasil. De acordo com a nossa urbanização, nós temos aproximadamente cerca de 30 mil picadas de serpentes todos os anos, e Geralmente nós temos uma média de 100 a 150 óbitos por picada de serpente. Escorpião-amarelo tem se alastrado pelo país. Ele tem se alastrado justamente por conta das mudanças climáticas e por conta da própria urbanização, que mata os predadores dele, e porque ele é um animal muito urbano, tá lá nos esgotos, é baratinho, etc. Tá se proliferando onde ele não existia. O Rio de Janeiro não existia, por exemplo, e hoje você tem surtos em Búzios, é região dos lagos, terra de veraneio. Em 2024, pela primeira vez, você teve o número de óbitos para escorpião amarelo maior do que de serpentes. Então escorpião amarelo, que veio subindo, chegou em 2024, ultrapassou serpentes. Serpente sempre se manteve estável. E aí 2025. E a gente tá falando assim, ó, de 100, 120 óbitos para serpente para 140 óbitos para escorpião. Sendo que para escorpião a chance de tu morrer picado é menos de 1%. Isso significa que para serpente tu teve 30 mil picadas e para escorpião tu teve mais de 200 mil picadas. E no ano de 2025 passou de 140 para 240. Então tu imagina como esse animal não vai proliferar, justamente você tendo um super-ominho. E as pessoas não estão se ligando nisso, porque isso é um problema humano que a gente vai ter que entender. Então a gente tá aqui com o Marcílio, que pode falar muito bem das catástrofes que irão acontecer, como por exemplo enchente no sul e seca no norte. Mas eu tô aqui para complementar com as questões biológicas. Porque eu quero lembrar que é graças à Amazônia que você tem a chuva aqui na região Sudeste, no que a gente chama de quadrilátero afortunado. E se você tem uma seca extrema na Amazônia, como é que fica comprometido as chuvas depois que o El Niño passar, entende? Então assim, é um monte de fatores que eu queria bater papo aqui com o Macir pra gente ir em frente, né?
RICARDO MARCÍLIO:Não, de fato, até tentar fazer um só um breve resumo aí, né, do que O que seria esse fenômeno El Niño? O El Niño, como o Henrique falou pra gente, é um aquecimento das águas do Pacífico, que ele vai acontecer porque geralmente você tem um vento chamado vento alísio, que ele empurra as águas quentes superficiais do Pacífico e faz com que as águas frias atinjam a superfície, que é o fenômeno da resurgência. Como o biólogo Henrique bem falou, essas águas frias, elas trazem mais oxigênio, tem mais alimento para peixe, e é ótimo para pesca no Chile, no Peru. A gente percebe que não sabemos exatamente quando, qual vai ser a intensidade, mas geralmente a sua maior intensidade é próximo do final do ano. Como geralmente próximo de novembro, dezembro, janeiro os peixes começavam a desaparecer, os pescadores de língua hispânica culpavam El Niño Jesus. Por isso ficou uma referência a El Niño, né, como se o Menino Jesus, por estar próximo do Natal, fosse o culpado por ter feito os peixes desaparecerem. Tem a ver com as mudanças climáticas? Aparentemente não. Pode ser que uns super El Niños comecem a se intensificar pela possibilidade da mudança climática. Pode ser que ele já aconteceria, mas com as mudanças climáticas as consequências sejam ainda mais graves. O que a gente percebe para o Brasil são alguns fenômenos regionais, Norte e Nordeste. Tendem a enfrentar secas. E como o biólogo Henrique falou bastante, a Amazônia ela não é o pulmão do mundo, a gente sabe disso, mas eu costumo brincar que ela é uma espécie de climatizador do Brasil, porque principalmente no período de verão tem a massa equatorial continental, que é uma massa que vem da Amazônia, que ela se espalha principalmente para o centro-oeste, para o sudeste, trazendo umidade. Muita gente acha que chove no sudeste, em Minas, São Paulo e tal, por conta do oceano. Não é verdade, porque existe uma serra, né, a Serra do Mar, a Serra da Mantiqueira, a Serra da Canastra, que separam o litoral do interior do Sudeste. Quem faz chover aqui no Sudeste é a Amazônia. Se a Amazônia vai ficar mais seca, se o Nordeste vai ficar mais seco, além dos prejuízos locais, o Nordeste que já sofre com estresse hídrico, escassez, a Amazônia, por exemplo, com os rios com menos vazão, vai ter dificuldade inclusive de transporte. Existem várias áreas que dependem de transporte pluvial ainda na região norte, mas isso vai alterar o clima do Centro-Oeste, por exemplo, que tende a ficar mais seco, colaborando com incêndios do Cerrado, possibilidade de incêndio no Pantanal. Vale lembrar que o Centro-Oeste ainda, conhecido como nosso celeiro agrícola, tem produção de soja, produção de milho, que podem também ser comprometidos. Todas essas produções, elas dependem de um regime de chuvas relativamente estável. Se chove menos, vai comprometer. Lembrando que já temos a guerra Irã-Estados Unidos, que fechou o Estreito de Hormuz, limitou a exportação de fertilizantes, e isso já vai impactar na produção agrícola mundial. Com super El Niño— isso porque eu tô falando só do Brasil, hein— com super El Niño, a tendência é que haja impactos no mundo inteiro. Para o Sudeste é o mais instável, a gente não sabe exatamente o que vai acontecer. Muito, muito possivelmente mais chuvas e aumento das temperaturas, mas talvez a pior previsão seja para o sul do país. O sul do país, por exemplo, em 2023 para 2024, a gente teve um El Niño. Não foi o único motivo, mas as chuvas que aconteceram no sul do país, elas também foram intensificadas porque foi um ano de El Niño, nem um Super El Niño. Agora em 2026 existe 63% de possibilidade de passar desses 2 graus para ser o Super El Niño. A possibilidade de chuvas é bem grande. E aí É triste falar, mas é verdade assim, né? Poxa, beleza, então a gente sabe que o super-aulinho vai acontecer. Existem pessoas que moram em áreas de risco, áreas de encosta, áreas de— pela maneira como a gente urbanizou as nossas cidades, como a gente ocupou a nossa, o nosso espaço geográfico, né? A gente ocupou, por exemplo, as margens de rios, região de várzea. Poxa, se não tem solo impermeabilizado, se não tem impacto, já não o que que você faria com super El Niño, com todas as intervenções humanas? E vai fazer o quê? Vai deslocar aquelas pessoas? Vai ter que fazer algum tipo de atitude governamental de última hora para conseguir deslocar as pessoas de áreas de risco? Porque assim, senão é catástrofe anunciada.
BIÓLOGO HENRIQUE:Olha, eu fico muito contente, eu fico muito contente de estar tendo essa conversa aqui, inclusive com o professor Marcílio, né? Porque a gente parte da mesma linha, né? Eu e ele praticamente temos a mesma idade, eu acredito, né? Não parece não, mas eu tô bonito, gostoso, mas eu tô fazendo 50 anos. Mas olha só, a gente vem de umas escolas aonde a gente só reclamava. Então é muito comum você ver pessoas dizendo, formados, etc., técnicos dizendo: olha, isso é um "Ah, absurdo, isso aí é por conta da indústria e tal", mas não dá solução. E a gente está aqui mostrando os possíveis problemas e as possíveis soluções. Então, dentre eles, nós já identificamos coisas aqui que o governo tem que fazer. Então vamos lá, Marcílio acabou de elencar sua perspectiva de problema nas encostas, ou seja, uma urbanização desenfreada, você tem construção ilegal o tempo inteiro, Rio de Janeiro é um grande exemplo disso, Teresópolis, Friburgo, a gente teve exemplos de casas construídas nas encostas. Então olha só, a gente possivelmente vai ter um superoninho. As prefeituras e o governo, cadê, que não estão se agitando para que se instale alarme, para que se faça comunidades de WhatsApp entre os moradores locais e já comece a preparativo com a Defesa Civil, com os bombeiros, porque isso pode acontecer, tá? Pode não acontecer, Mas pode acontecer. Dentre eles, nós elencamos aqui o aumento expressivo de animais peçonhentos. Ninguém tá falando nisso e você não vê ninguém se mobilizando no Ministério da Saúde para esse problema que vai acontecer. Sobre as perspectivas das queimadas na Amazônia, porque depois de uma seca ela vai aumentar. Cadê os aviões que deveriam ser comprados para poder apagar incêndio florestal que não foram comprados até hoje. Então tá faltando isso. Sobre a perspectiva de grandes chuvas na região sul, cadê os preparativos governamentais, municipais, estaduais, do governo federal? Como, por exemplo, a compra de botes, salva-vidas, etc., treinamento com pessoas que têm veículos off-road, que são proibidos de trafegar, mas que na verdade Na verdade, deveriam também estar sendo chamados para poder auxiliar nesses problemas. Sobre a perspectiva econômica, pescado vai diminuir. Sua perspectiva econômica, a produção agrícola vai sofrer um baque muito grande. Aonde está a ação governamental do município, do estado e do governo federal? Porque vai ter inundação que vai destruir plantações, vai ter seca que vai destruir plantações. O que vamos fazer? O governo vai comprar arroz excedente, o governo vai comprar grãos para poder suprir o mercado. Nota, tem uma série de coisas que é um passo a passo e que nós brasileiros, nosso governo, tem condições de fazer. E a pergunta que fica é: já temos o passo a passo, toda cartilha, o pior pode vir, porque não está sendo planejado para que o pior não seja tão ruim.
MADELEINE LACSKO:Você tá falando nisso das consequências de animais peçonhentos e mosquitos, eu tô aqui pensando em dengue e febre amarela, porque a gente já teve um surto de febre amarela que em tese todo mundo tinha que se vacinar, e aí sumiu a vacina e ninguém conseguia. A vacina da dengue, a japonesa, falamos até disso aqui em outra edição, Vocês podem pesquisar. Ela, a brasileira, foi suspensa. Ela só tinha sido aplicada para o público em Botucatu, mas ela foi suspensa. Só que estavam apostando na compra dela para esse ano. A dengue geralmente é de verão, mas ela se antecipa às vezes devido às condições. Como é que ficam essas duas doenças, Henrique?
BIÓLOGO HENRIQUE:Então elas vão proliferar, isso é fato. Se os mosquitos vão se proliferar, porque é uma característica de um aquecimento, né, de um aumento de temperatura, essas doenças obrigatoriamente vão proliferar. Então o que deveria estar sendo feito, inclusive de forma transparente para população, é do governo federal, o governo estadual, o governo dos estados e os municípios já esclarecendo quais serão as medidas que eles vão tomar para evitar que isso aconteça. Porque a gente tem que esperar que o pior possa acontecer, a gente tem que esperar que o super-herói virá, mesmo que ele não venha. Porque é melhor você prevenir do que você remediar. É muito melhor depois a gente ser criticado, tipo, pô, se prepararam tanto, à toa não teve nada. Ok, não teve nada, mas se tiver, a gente não tem como responder. Então o que que vai acontecer? Alguns países Eles vão trabalhar bem, país, alguns países vão trabalhar bem, outros vão trabalhar muito mal. E pode ter certeza que se o super-olhinho vier, vai ser um problema global. Vários países vão diminuir muito a sua economia e a chance do Brasil sobressair. Precisamos e temos capacidade. O lance é, nós brasileiros temos capacidade técnica para fazer dinheiro, para fazer outros países mais pobres não tem essa capacidade. Nós temos. Se não fizermos, é por incompetência.
FERNANDA COMORA:Henrique, deixa eu te perguntar uma coisa: esse cenário, ele vai se desenhando com o passar dos dias e dos meses, ou não? É algo que acontece de um momento para o outro? Te pergunto isso porque a gente sabe que tem uma época, como o Marcílio tava explicando aqui, é final estação, né, quando chuva começa, agrava. Mas eu digo assim, nas próximas semanas a gente pode, de repente, isso pode se tornar mais previsível?
BIÓLOGO HENRIQUE:A ideia é essa, é uma questão de previsão em cima de uma bola de neve. Primeiro se tem a pressuposição, olha, tá tendo aqui um fenômeno de aumento da temperatura, é possível que os ventos comecem a parar. Aí na outra semana, olha, não queria falar nada não, mas os ventos estão começando a diminuir. Na outra semana, olha, além dos ventos diminuírem, você tá tendo a formação de corrente de chuva, por exemplo. Então sim, você vai vendo o passo a passo. O passo a passo, ele tá chegando, ele tá cumprindo todos os checklists da previsão, e é possível que a gente chegue no verão já no final final do ano, né, como Marcelo mesmo falou, é o El Niño. No final do ano, com esses checklists todos, ok, veio o Super El Niño. Mas é uma série de avisos, entende? Uma série de avisos. Olha, tá vindo, tá vindo, a bola de neve tá vindo, tá vindo. Pode ser que ela se desfaça, pode, mas pode ser que ela venha cada vez maior.
FERNANDA COMORA:É, mas a prevenção tinha que começar agora, né? Não adianta em cima da hora, né?
BIÓLOGO HENRIQUE:A prevenção tem que começar agora porque nós somos um Somos um país que tem recursos, nós temos técnicos, nós temos dinheiro. E por que não fazemos? É só por incompetência.
RICARDO MARCÍLIO:O biólogo, até referindo ao que você falou, concordo demais. A prevenção ela tem que ser feita até porque assim, se não acontecer esse ano, superonia é uma coisa natural. Então pode acontecer ano que vem, daqui 5 anos, daqui 10 anos, daqui 15 anos. É que o maior super El Niño que a gente já teve notícia é lá de 1877, né, que trouxe a morte de 50 milhões de pessoas e tal. Só que pra gente parece: "Nossa, mas então faz 150 anos que não acontece." 150 anos é muito tempo pra gente, mas pra evolução paleoclimática é nada, né? Então pode acontecer hoje, daqui 10 anos, 15 anos. Então a prevenção deveria fazer parte das nossas políticas públicas para evitar que aconteça. Não adianta você começar a planejar. Acho que nem já deveria ter sido feito antes, né? Nem agora a gente vai conseguir mitigar todos os problemas do super auninho.
BIÓLOGO HENRIQUE:Marcílio, eu já vi alguns governos municipais fazerem prevenções do tipo treinamento com as pessoas. Ah, choveu, tocou a sirene, você sai. Olha, a população do bairro, faça um grupo grupo do WhatsApp, aonde você— e essas prevenções, elas funcionam depois que o acidente acontece. Aí se monta prevenção, porque aconteceu, aí todo mundo se une, vamos lá, tal. Aí passa a gestão daquele governo, que é 4 anos, entra um novo prefeito, novo governador, um novo presidente, você não continua com aquele sistema educacional que você tava, e que por si só, cara, já ajudaria bastante. Já ajudaria bastante, salvaria muitas vidas. Você vê, por exemplo, no Japão, criançada é ensinada a se proteger embaixo da mesa, no batente da porta, para caso de terremoto. Isso é uma prevenção constante. Nunca mais ouvi falar de treinamento em municípios que poderiam ser afetados. E isso é uma questão de educação, porque as pessoas se mudam, um perde contato com o outro, vizinho se muda. E o que se faz numa grande chuva? Chova, uma grande chuvarada, o que que se faz? Ninguém sabe mais o que fazer. Qual a prevenção? Ninguém arruma mais o quintal. Quintal tá aí. Tem alguém falando sobre educação para dengue que vai vir? Porque ela vai se espalhar. Aedes aegypti vai se espalhar. Não tem mais ninguém falando que, olha, pessoal, vamos arrumar o quintal, vamos tirar aqui as tampinhas de garrafa, vamos pegar sujeira. Ninguém tá falando disso. Vai, sabe quando vai acontecer a prevenção? Depois que o problema acontecer. Importante. Aí já era.
FERNANDA COMORA:Eu queria agradecer demais a sua participação mais uma vez, viu, Henrique? Olha, falar que a qualquer momento, qualquer novidade, já fica aqui o pedido, né, nem o convite para você entrar aqui com a gente mais uma vez.
BIÓLOGO HENRIQUE:É uma grande honra, Fernanda, grande honra, Madá, o Marcílio querido, assisto ele quase que todo dia, tá? E para o Vilela que tá ali nos bastidores, que tá mais cabeludo do que eu e do que o Marcílio. Mas a gente trocaria logo a ponta para fazer implante.
RICARDO MARCÍLIO:Precisa fazer mais um aqui.
BIÓLOGO HENRIQUE:É, eu também preciso fazer mais um. Um beijão para a galera, sempre uma honra tá aqui.
FERNANDA COMORA:Chamou, tô aí. Obrigada, viu? Ó, beijão para você, obrigada mesmo. E olha, como ele falou do Vilela, tá na hora do Vilela, né? Tá na hora do Vilela contar para a gente tudo aquilo que tá rolando lá nos States, como é que tá essa emoção, essa comoção do brasileiro. Mas antes disso, a gente vai acompanhar uma estreia agora aqui no programa. Tô sabendo, maluquice, que foi para as ruas para saber como é que tá a cabeça da galera. Será que o pessoal tá acreditando no Hexa?
RICARDO MARCÍLIO:Olha, eu desconfio que não. Vamos ver, né?
FERNANDA COMORA:Vamos ver. A nossa querida Leia, gente, foi para as ruas para saber como é que tá a expectativa dos brasileiros em em relação ao Hexa. Será que o Hexa vem para cá? Vamos acompanhar.
Voz J:Oi, meu povo! Oi, Fernanda, Massílio, Madá e Vilela! Estamos aqui na Avenida Paulista vindo saber aqui a opinião do povo a respeito do último jogo do Brasil contra Marrocos. A galera tá bem pistola, mas viemos aqui saber a opinião deles. Vem com a gente! Mateus, me diz uma coisa: o nosso técnico, ele é italiano. Você acha que ele tá enrolando muito e ele já deveria colocar a mão na massa? Eu acho que de tudo que ele tá fazendo, acredito nele, mas não colocar o menino Hendrick foi sacanagem. Achei, eu também achei isso demais. Tá todo mundo colocando o apelido dele de office boy porque ele não sai do banco. Você acha justo isso? Ah, eu acho que ele é novo, né, então fica complicado, mas office boy é sacanagem, pô. Todo mundo querendo ver ele em campo e ele lá na cadeira. Gente, tem que tirar ele de lá. Você concorda comigo, né? Não, eu concordo.
RICARDO MARCÍLIO:Faltou ele lá. A gente precisa de alguém que decida junto com o Vini, e ele faz esse papel.
MADELEINE LACSKO:Ó, o Celote, vê essa filmagem, coloca o Hendrik para jogar, que o moleque tá cheio de vontade.
RICARDO MARCÍLIO:É, com o Antelotti tá difícil, tá difícil, não tá saindo mesmo não.
Voz J:Ele tá enrolando muito. Acho que deveria colocar o Hendrik no próximo jogo, com certeza, né?
RICARDO MARCÍLIO:É o cara de área ali mais articulado que o Brasil tem hoje no ataque.
Voz J:Tá todo mundo nessa torcida, Hendrik. Por favor, sai desse banco!
FERNANDA COMORA:Não, pelo amor de Deus, o Ancelotti está dormindo no ponto demais. Eu acho que isso é um grande plano da Itália, que eles não conseguiram entrar para Copa e eles botaram um técnico italiano lá para ferrar a gente, que não é possível.
Voz J:Aí eu tô concordando com isso. Olha, então chamando o Hendrik de office boy porque ele não sai do banco. Você tá nessa torcida também para que ele saia?
FERNANDA COMORA:Não, demais. O meu mano Hendrik tá enjaulado, entendeu? Tem que tirar o monstro da jaula. Ele fica de camarote vendo o Brasil tomar gol do Marrocos. Gente, pelo amor de Deus, a cara do bichinho no banco vendo o Brasil lá. E o Neymar lá aloprando o pessoal do banco, entendeu? Pelo amor de Deus, tirem o Hendrik de garota água e bota ele no campo de uma vez.
Voz J:O Neymar, ele tá no banco porque ele tá se recuperando de lesão e tal e tudo mais. Mas chegou um momento ali que o Brasil quase fazia o gol e o Neymar saiu correndo para comemorar. Vocês acham que ele tá dando um migué na gente?
Rogério Vilela:Ah, eu acho que não.
Duda Garbi:Eu acho que é que ele já tava jogando, né, antes do Brasil estrear na Copa, no Santos.
RICARDO MARCÍLIO:Mas eu acho que não é migué não, creio eu que não, espero que não, né.
MADELEINE LACSKO:Na verdade, o Neymar, ele tá um pouco machucado, mas qualquer momento ele pode entrar. Mesmo ele machucado, ele é melhor que qualquer um ali.
Voz J:Isso é verdade.
MADELEINE LACSKO:Que o cara é craque, né?
NALATA:O cara jogou em vários times, vários países, na França, na Espanha.
MADELEINE LACSKO:E eu acharia que o Neymar também tendo migué, que ele vai jogar só no mata-mata.
Voz J:Na verdade, acho que ele deu migué para ir, que ele fingiu que tava recuperado e não tá.
MADELEINE LACSKO:E para ser sincero, a gente só precisa dele nas quartas em diante.
Voz J:Então vamos esperar, né?
FERNANDA COMORA:O cara tá velho, mas ele joga bem, eu acho.
NALATA:É, se colocar um andador nele, eu acho que ele consegue jogar bem, viu?
Voz J:Dá certo também, né?
RICARDO MARCÍLIO:Dá certo também.
Voz J:O Alisson, antes quando ele era bonitão, Ele fechava o gol. Agora, será que ele tá jogando mal porque ele deu uma embarangada?
FERNANDA COMORA:Não, ele é bonitão ainda.
Voz J:Eu também concordo, gente, eu também concordo com isso.
FERNANDA COMORA:Mas é mais bonitão que o meu namorado?
Voz J:Não, ah, não vamos fazer isso não, tá tudo certo. Se fosse para você descobrir que você é corna para o Brasil ser ex, você aceitaria descobrir?
FERNANDA COMORA:Nossa, claro, eu aceitaria, assim. Eu venderia minha mãe, meu gato, meu irmão, pode todo mundo, entendeu? Eu ser corna, gente, melhor dos problemas, eu já sou corna de graça.
Voz J:O importante é ser hexa.
FERNANDA COMORA:O importante é ser hexa, pelo amor de Deus.
Voz J:Você acha que a separação do Vini Jr. com a Virginia, você acha que tá dando erro nessa Copa?
RICARDO MARCÍLIO:Eu acho que o gol foi para mostrar que ela errou de ter separado com o homem.
Voz J:Eita, Vini, vamos trazer essa taça para gente, rapaz!
NALATA:Bora, Vini!
Voz J:Bora, Vini! Bora pra cima! Qual o palpite do próximo jogo?
RICARDO MARCÍLIO:Próximo jogo contra o Haiti, vocês podem cravar aí: 4 a 0 Brasil, 2 gols do Hendrik.
NALATA:4 a 0, 2 gols do Hendrik, ó, um do Paquetá, que ele vai dar a volta por cima, e o outro Vini Júnior.
BIÓLOGO HENRIQUE:Tá bom?
Voz J:Muito bom! Jogou lá em cima!
FERNANDA COMORA:Ah, o próximo tem que ser um 3 a 1, 3 a 0, pra já ir avançando nos pontos, né?
NALATA:Ah, eu acho que a gente tem que fazer pelo menos uns 2 gols, né?
FERNANDA COMORA:Meu palpite vai ser 2x1, o Brasil, né? Óbvio.
Voz J:Amém! Vamos levar esse hexa, gente! Vamos embora! E é isso aí, turma, conversamos com o povo, eles deram a opinião deles, e agora eu passo a bola para vocês aí da mesa.
FERNANDA COMORA:Olha aí, olha aí, representa o Marcílio! Amiga coitada que participou disse que prefere até o corno aí Porque ela tá disposta pelo extra, né?
RICARDO MARCÍLIO:Falou assim, viu, porno, não foi com você que ela—
MADELEINE LACSKO:e ela nem pensou, nem pensou nisso. Ela nem parou.
RICARDO MARCÍLIO:Você corneta de graça mesmo? Ela falou, né? Só corneta de graça.
FERNANDA COMORA:Então, como é que será que tá a animação lá, gente? Lá onde tá rolando a Copa, hein? O nosso amigo Vilela tá lá, o nosso boss tá lá, vai entrar com a gente agora, vai entrar com a gente agora. Aí ele aí, gente!
Rogério Vilela:E Duda Garbi aqui do meu lado.
Duda Garbi:Prazer, prazer. Todo poderoso, o todo poderoso, cara.
FERNANDA COMORA:Olha esse bigode, bigode poderoso esse, é exatamente.
Rogério Vilela:Seguinte, estamos aqui, um jogo apenas. Quero passar a palavra para o Duda e que ele faça uma análise rápida desse primeiro jogo do Brasil.
Duda Garbi:Cara, assustou, acho que a palavra que mais se encaixa nesse primeiro jogo, foi assustador. Primeiro tempo principalmente, né. A gente tá vendo que a rapaziada toda quer o Hendrik, e acho que com justiça o pedido, porque o Igor Thiago, que foi o centroavante no caso, não conseguiu jogar. Mas assim, não foi culpa dele, né, é uma engrenagem. O Brasil não conseguiu encontrar uma forma de jogar. Casemiro se mostrou muito lento, um pouco, né, ainda difícil ali, cara. Cafinha também, embora tenha corrido bastante, e nem sempre quem corre bastante corre certo. Às vezes é aquela famosa tá correndo errado. O Brasil se mostrou muito frágil no primeiro tempo. Aí, claro, camiseta dá uma pesada. O Brasil faz um gol, acha o gol, vamos dizer assim, e as coisas vão se assentando. Mas no final eu acho que 1x1 foi justo, né? E acho que vai ter troca. Pro segundo jogo. Acho que ele não repete o time. Acho que ele vai certamente trocar o Ibanez, ele vai com o Danilo de lateral. Eu não sei, embora seja um homem de confiança dele, o Casemiro. Eu não sei se o Casemiro volta, sinceramente. E eu não sei até que ponto o Paquetá se mantém. Claro, o tripé, né, Vilela, os 3 volantes, entre aspas, né, Casemiro, Bruno e Paquetá, esse sistema deve continuar, mas eu não sei se com os mesmos nomes. Eu acho que vai ter alguma mudança, principalmente no meio-campo. E olha, eu não te duvido que o Matheus Cunha ganhe a oposição do Igor Thiago como centroavante da seleção. Alisson teve culpa? Acho que não, acho que não.
Rogério Vilela:Ele ficou na dúvida, né?
Duda Garbi:Ele poderia ter ido, não foi. Do campo, né, eu tava atrás do gol ali na torcida verde e amarelo. Eu achei até uma falha do Gabriel, né, do Gabriel Magalhães, que enquadra o corpo errado na hora que— mas a metida de bola acho que tem mais mérito do adversário. E os caras jogaram muito bem, temos que reconhecer que o Marrocos foi muito bem.
Rogério Vilela:Vamos trazer o Marcílio para o papo aí, que o Marcílio também entende de bola. Marcílio, o que que você achou?
RICARDO MARCÍLIO:É só, Duda, uma pergunta. A gente vê, por exemplo, aí o Vini Júnior, se não é o O Depay é um dos principais destaques do Real Madrid. O Rafinha também fez uma temporada excelente. Você pega, por exemplo, os zagueiros, o Marquinhos e o Gabriel Magalhães, eles eram ditos como os zagueiros, os dois participaram da final da Eurocopa, os melhores zagueiros ali da temporada europeia. Por que que você acha que eles não conseguem repetir o mesmo desempenho que eles têm no clube na seleção? Por exemplo, os dois zagueiros, eu vi o Marquinhos já tinha falhado no amistoso, mas tanto Marquinhos como Gabriel Magalhães estavam muito na partida. Por que que você acha que eles não conseguem repetir o desempenho?
Duda Garbi:Cara, essa é a pergunta de 1 milhão de reais. Essa pergunta é muito boa, a gente se faz também. Mas eu acho assim, eu acho que o trabalho foi feito de uma forma muito abrupta, né? Foram trocas de treinadores o tempo inteiro, pouco tempo de poder trabalhar. Cara, formar um time de futebol não é um passe de mágica. Então, por mais que os caras sejam amigos, por mais que os caras sejam amigos, no caso que são sejam entrosados, né, já tenham jogado junto, ainda requer uma forma de jogar. E o treinador tem uma forma de jogar que os jogadores ainda não conseguiram implementar. Dá para ver que tá faltando algo, né. Então assim, por mais que os nomes desempenhem seus clubes, quando vira um time, ele ainda não saiu do papel. Esse time ainda não conseguiu jogar, a gente não viu nenhuma partida que a gente volte para casa assim: agora foi o Brasil. A gente não conseguiu ver ainda. Se vai dar para ver durante a Copa, cara, eu espero que sim. Eu acho que com o tempo, com esses treinamentos, com essa, enfim, cara, é uma Copa do Mundo, né? Agora, se não daqui 4 anos e a gente voltar para casa de novo tomando, perdendo de europeu nas quartas de final, pois está virando rotina. Não vai ser isso. Eu estou muito confiante que no decorrer do campeonato as coisas possam enfim, entrar nos trilhos.
Rogério Vilela:As pessoas não lembram da história das Copas, mas tem muita seleção que começa desacreditada, começa com empate ou até derrota, e é campeã. A história da Itália em 82, que tava, saiu detonada da Itália.
Duda Garbi:A gente lembra, era bandeirinha jogada para dentro do campo antes dos caras embarcarem. Era tanto que tiveram, né, que entrar de mãos dadas para mostrar união antes antes de chegar nos Estados Unidos, aqui onde a gente tá. E aí foi se formando um time. Sai o camisa 10, vamos lembrar, o Raí era bicampeão do mundo com São Paulo, camisa 10 e capitão da seleção, sai do time para o Mazinho entrar. E as coisas vão entrando. Então assim, que esse time vai ser mudado, não tem nenhuma dúvida. O time que começa não é o time que termina, Vilar, isso é certo.
Rogério Vilela:Outra coisa, vamos falar do clima daqui. Você já esteve em outro país numa Copa do Mundo sem ser no Brasil?
Duda Garbi:Já, na Rússia.
Rogério Vilela:É diferente aqui. Aqui a gente não sente clima de Copa do Mundo do país. A gente sente quando encontra brasileiro. Tive na Times Square, você vê aquela bagunça e tal. Quando encontra brasileiro é uma festa, mas eu não vejo o país num clima de Copa do Mundo.
Duda Garbi:É diferente, como por exemplo na Rússia você sentiu um clima de Copa do Mundo. Cara, muita diferença. Estados Unidos, eu tô assustado com o quanto eles estão cagando para Copa assim. Eu tava em Nova York, cheguei hoje em Orlando.
Homer:Você tava lá?
Rogério Vilela:A comemoração do Foi muito maior do que qualquer coisa de jogo.
Duda Garbi:Inclusive a gritaria, buzinada, fogos, os cara quebrando tudo. Bom, então assim, eu vi quando eu ia para o lado de metrô apenas uma faixa assim, até tirei foto assim no metrô indicando que os Estados Unidos, né, o Nova York era a cidade-sede. Não tinha mais nada, não tinha nada, não tinha na garrafa do aeroporto. Eu vi meia dúzia de camiseta de americano, né, do time. A hora que eles estrearam, estrearam bem. Então assim, realmente a cidade não respira, né, o país não parece respirar Copa do Mundo. Embora eu acho que no seu íntimo, no seu íntimo, né, as pessoas, né, os americanos, eles ligam a TV e acho que se importam. Porque quando isso, o Rica me disse, né, e eu corroboro, quando um americano está jogando, a pátria se vira. É mesmo, né? Então eles são muito patriotas até nesse sentido. Cara, tem um americano lá jogando o Pepeca, "Vamos ver o que esse cara tá fazendo, entendeu?" Então eu acho que o futebol tá sendo assim, não é o esporte certo também, não é o principal esporte deles, mas aos poucos pode ser que eles comecem a se ligar. Agora, na Rússia, completamente diferente, completamente diferente. E também acho que era mais, era como se fosse na Times Square, sabe? A Rússia toda. Então assim, São Petersburgo era assim, Moscou era assim, Rostov era assim. Então as cidades que eu passei, né, com a seleção, eu senti mais esse clima. Tá certo.
RICARDO MARCÍLIO:E aí, vocês Então eu queria fazer a pergunta também, nem no jogo dos Estados Unidos, porque pô, os caras ganharam de 4 a 1 do Paraguai, não teve nem nada de comemoração nas ruas, nada, zero, zero.
Duda Garbi:Eu não vi um fogo, eu não vi um cara gritar gol, eu tava no, eu tava, nada, certeza que vai para rua, já não tem isso, não tem isso. Então não teve nada, era chocante. E mas em muitos outros, muitos de países realmente diferentes, muito escocês, muito, né, marroquino, óbvio, brasileiro. Então eles falam, né, a gente viu tudo, qualquer lado, ainda mais aqui em Orlando, né, cara. Mas vi, por exemplo, até camiseta do Chile, que não tá na Copa. Então eu acho que, enfim, os países que gostam do futebol acaba dele. E outra, vi muito, muita gente camisa do Brasil sem ser brasileiro, né. Então às vezes eu ia conversar em português e E era outro país, mas sim, outra, às vezes era árabe, às vezes era inglês. Verdade. E aí tu pergunta por quê? Porque, pô, melhor país do mundo, é o melhor time do mundo. E aí eles até não entendem porque o Brasil não tá tão bem, né? Então a gente tenta explicar assim como ele me fez a pergunta agora, e eu tô completamente perdido para explicar. Eles também perguntam e a gente tenta dizer, olha, pois é, porque tá se formando, o time ainda é novo e tal. Então ninguém entende essa pergunta de 1 milhão de reais.
NALATA:Verdade.
Duda Garbi:Ou $500 mil, não, $200 mil.
FERNANDA COMORA:Eu queria saber exatamente isso de vocês. Hoje vocês estão em Orlando, então?
Rogério Vilela:Isso aqui, aqui tá sendo a base de muita gente que tá fazendo a Copa, principalmente pessoal de imprensa. Ou é aqui ou em Miami. E daqui vai para voos, e a gente vai sair daqui, vai para Filadélfia, vai sair daqui, vai para Miami. Se o Brasil passar em primeiro, fica nos Estados Unidos.
Duda Garbi:E não passar em primeiro vai para o México.
Rogério Vilela:Isso é, então é muito ruim do Brasil não passar em primeiro para quem tá cobrindo a Copa, né?
FERNANDA COMORA:Então, e a gente, perdão, a gente, eu tava te acompanhando ali pelos stories que você vem postando e a gente viu uma comoção absurda. Vocês, para os brasileiros, pararam literalmente a Times Square. E aí você fala que não tá tendo essa comemoração toda, né, Madá? A gente tava imaginando um outro cenário.
MADELEINE LACSKO:A gente vê a rede social de vocês dá impressão que é nossa. Eu achei que tinha parado na rua. A gente vê a comemoração de vocês, já acha que tá o país todo assim.
Duda Garbi:Sai fora, não aguenta mais a gente, cara. Ontem deu uma pancada no New York Times, sério, entre argentinos e argelinos, que o jogo de logo mais, né, lá em Nova York. É, lá em Nova York, na Times Square. É, pô, Foi um Deus nos acuda.
Rogério Vilela:Defante parece que foi preso, né?
Duda Garbi:Eu não sei se é verdade, se ele é sério, se ele brinca, faz de tudo.
MADELEINE LACSKO:E isso de ser em 3 países diferentes, eu queria saber, para você cobre Copa, isso não muda, altera alguma coisa?
Duda Garbi:E que acontece, né? Na verdade, assim, são 3 países, tá, as sedes, né? Mas assim, se eu não me engano, são 12 a 15 jogos em México, 12 a 15 no Canadá e o restante nos Estados Unidos. Então tipo assim, vai ser 70 jogos aqui, 15 e 15, sabe? Eu acho que colocaram muito mais para englobar assim, fazer uma Copa com 13 países, que é a primeira vez que isso acontece. Mas o fato é que a esmagadora maioria dos jogos é Estados Unidos. E quando for funilar, vai ficar só aqui ou ainda vai ter? Não, ainda vai ter, mas é pouco. Tá pouco. Então, para dar final, MetLife, Nova York.
Rogério Vilela:Abertura eles já fizeram duas, né?
Duda Garbi:Não fizeram uma no México e uma Los Angeles quando estreia. Então, embora sejam 3 países, os Estados Unidos ele coordena realmente. São muitas cidades, tem Atlanta, tem Los Angeles, tem Miami, pô, aqui Filadélfia, cara, tem muita, muita cidade. Então tá bem espalhado aqui. Chicago, está cheio de cidade.
RICARDO MARCÍLIO:E eu vi também muito jornalista reclamando da burocracia, as medidas de segurança. Eu vi o Marcelo Beckler, por exemplo, falando que ele demorou quase uma hora para acessar o estádio. Vocês estão tendo algum problema?
Duda Garbi:Eu tenho um relato, cara, que assim, eu não fui como jornalista, como torcedor. E assim, o MetLife, ele fica em New Jersey, né? Então a gente tava em Manhattan, né, a maioria das pessoas, né? E aí tu tinha que cruzar o o Rio por trem, cara. Isso custava, se eu não me engano, $18 ou $20, tá? Eu acabei pagando $98. Eles aumentaram o preço, né? Então, e fui eu e minha esposa, que a gente tá junto. Então eu paguei $196 só para ir ao jogo, né? Mas assim, eu fiquei, eu fiquei chocado com a quantidade de gente a operação, o processo assim, é todo geral.
Rogério Vilela:Reclamando que Uber não tava chegando até o estádio, né?
THIAGO LIMA:Que, cara, dá muito.
Duda Garbi:Eu saí de ônibus, fui de trem. Ah, chegava lá dentro? Tudo, chegava dentro.
Rogério Vilela:Ah, tá. Para sair do ônibus, sério mesmo, a gente ficou uma hora, uma hora e meia lá parado no trânsito para sair.
Duda Garbi:Não, cara, foi um caos assim. E para ir embora, eu, o jogo, o jogo foi às 6 horas, né, horário local, né? Então terminou às 8, eu fui chegar em casa, eu acabei comendo na estação, né? Então logo que eu cheguei, meu, cheguei em casa às 11 horas. Então demorei 3 horas, vamos dizer, claro, colocando aí uma margem de meia hora, vai, para comer ali. Então deu mais ou menos de 2 a 2 horas e meia de deslocamento. Aí eu achei muito ruim. Então, por exemplo, final tinham 80 mil pessoas, né? Também acho que é bom que se diga que é um número gigantesco, as pessoas, né?
Rogério Vilela:Mas totalmente sem—
Duda Garbi:muita gente me falou do estádio do Corinthians. Eu vi a gente conversando, né, bolinho dos deslocamentos, metrô, as filas, porque lembrou dos deslocamentos de Itaquera. É verdade, parece. Eu te confesso que nunca fui, mas, cara, foi, foi bem difícil, tá? Para os jornalistas, eu não sei, mas o Rica Peroni, amigo nosso, disse que realmente passou um perrengue Passou um perrengue alto, grande, né? E ele também teve muita dificuldade de chegar, sair. Ele tentou fazer uma live pós-jogo, teve que sair no intervalo para não perder, né, o timing do final do jogo. Então foi bem complicado para ele.
FERNANDA COMORA:E olha, meninos, eu quero comentar uma coisa com vocês, quero perguntar a verdade, que hoje Saiu uma notícia envolvendo aí, né, o nome do presidente da CBF. Eu não sei se vocês já estão por dentro dessa polêmica. É, acho que tá pegando essa história.
Duda Garbi:Tem uma peleleca em México, uma peleleca nos Estados Unidos, né? Foi sinistro, né, cara?
Rogério Vilela:Que absurdo! Brasil não deixa de surpreender, né?
FERNANDA COMORA:Não deixa de surpreender. E eu queria saber se essa notícia chegou até vocês ou se vocês estão tendo contato com outros.
Duda Garbi:Também, assim, a gente fala muito da CBF, tudo que acontece, mas a CBF é uma empresa privada, né? Ela não é uma entidade pública.
Rogério Vilela:Pois é, não é dinheiro público.
Duda Garbi:Bom, olha, a vida privada do cara, o cara faz o que ele quiser. Assim, eu, enfim, eu tenho minha opinião, mas também vou guardar ela para mim. Eu só acho que cada um sabe que faz nessa hora, velho?
Rogério Vilela:Eu acho que eu só—
Duda Garbi:minha mulher tá comigo.
Rogério Vilela:Pois é, pois é. Eu acho que esse pessoal no Tinder aí tá pegando fogo. São 3 inclusive, né? É a oficial e mais 2 amantes.
Duda Garbi:Então o homem é ligeiro, só do braço do cara ali, cara.
Rogério Vilela:É, vai brasa!
FERNANDA COMORA:Mas ele tá deixando espalhadinho que é para não dar confusão, né? Ele pensou nisso, pensou nisso, que é para não acontecer o que aconteceu, como Duda disse. Entre Argentina, é para não acontecer como o Duda disse, o que aconteceu em torcida da Argentina e Argelinos.
Duda Garbi:Argélia, Argélia joga hoje, né? Acho que é 10 horas, horário brasileiro.
Rogério Vilela:Argelinos parece extraterrestre, né?
Duda Garbi:É o argeliano. Então é Argentina e Argélia, dá para cacofonia. Mas ó, para encerrar, que eu tenho um negócio aqui, Tem uma notícia que é muito legal, que é que o Neymar voltou a correr hoje, né? E essa é a última, assim, informação. Eu sei que o Neymar não vai jogar contra o Haiti. Pode ser, porventura, se ele tem uma evolução aí agora, ele possa voltar contra a Escócia. Mas como classificam quase todo mundo, né? É uma Copa do Mundo que passa todo mundo, que praticamente passa todo mundo.
Rogério Vilela:É muito difícil, tem que querer, tem que querer.
Duda Garbi:Acho que não é o caso, o Brasil vai ganhar do Haiti. E aí tá classificado, mas pode ser que ele volte ali contra a Escócia. Mas o fato é que hoje ele já correu, botou tênis, botou chuteira, deu voltas em campo, coisa que a gente não tinha visto ainda. Então se dá para deixar uma nota feliz até agora, eu que eu sou do time que gosta do Neymar, eu também quero ver ele em campo.
Rogério Vilela:E pelo menos eu acho que na terceira partida, na primeira de mata-mata, 16 avos Aí já entra, já pode ser, né?
Duda Garbi:Olha, do jeito que tá, ele ajudaria.
Rogério Vilela:Então esse é o Duda Garbi. Eu tô por aqui também, qualquer coisa me chamem para as próximas matérias. Eu tô aqui acompanhando o jornal assim como todo mundo. Valeu, Fernanda!
FERNANDA COMORA:Obrigada, meninos! Um beijão aí para o Duda e vamos com tudo esperar Neymar aí então em campo, hein? A gente tá aqui também torcendo para que isso aconteça. Até mais, até mais então! E ó, gente, o nosso querido Vilela pode voltar a qualquer momento. É isso, né, né, Marcílio?
RICARDO MARCÍLIO:Exato, sempre bem-vindo no programa dele, né?
FERNANDA COMORA:Exatamente, é o nosso boss aqui. A hora que ele quiser, ele avisa que tá entrando, na verdade, né? E a gente obedece aqui, com certeza. Mas olha, a gente vai falar de um assunto agora, gente, que também chamou muita atenção. Aliás, esse final de semana foi bem trágico, vamos combinar, né, no jornalismo, porque a gente só trouxe bomba, né? Foi, era uma— normalmente a gente fala que final de semana a gente traz semana. E aí foi um final de semana bem pesado. Foi a morte do cantor Oliver Tree.
MADELEINE LACSKO:Por quê?
FERNANDA COMORA:Porque foi um acidente que parou o Brasil. Essa, essa, essa morte, esse acidente foi tão chocante que essa notícia espalhou pelo mundo todo, que foi a colisão entre dois helicópteros, né, em cima de um estacionamento no Rio de Janeiro, no se eu não me engano, no Rio de Janeiro. Além dessa morte ser muito trágica, porque morreram 6 pessoas, na grande maioria pessoas muito jovens, a gente tinha ali cantor, a gente tinha influenciador, todos eles com engajamento muito grande nas redes sociais. Algo que chocou muito, não sei se vocês estão por dentro, foi que uma das últimas músicas que o Oliver Tree gravou gravou e fez um clipe. Ele fala na música, meninos, sobre um acidente entre duas aeronaves. Ele coloca no clipe, ele se coloca no meio de dois helicópteros. Na sequência, ele continua ali cantando, ele mostra os escombros simulando um acidente entre essas aeronaves. E ele pede que as pessoas levem flores na lápide dele. É algo muito chocante. Eu trouxe essa matéria no jornal, então por isso eu acompanhei. E o Thiago Lima tá completamente por dentro dessa história, falou que tem muito mais coisa por trás disso, e ele vai trazer para a gente agora. Thiago, já tá aí? Oi, Thiago, boa noite!
THIAGO LIMA:E tudo bom? Boa noite, Marcílio. Boa noite, Madá.
FERNANDA COMORA:Boa noite, seja bem-vindo, Thiago.
THIAGO LIMA:Obrigado mais uma vez, obrigado pelo convite, pela participação. Eu queria saber inicialmente se vocês acreditam em coincidências.
MADELEINE LACSKO:Eu não acredito, vou falar, eu acredito que tem forças que a gente não consegue ainda explicar. Eu acho que muita coisa no mundo Acho que falta explicar.
THIAGO LIMA:Verdade, verdade. Sabe por que eu tô perguntando isso? Porque a situação do Oliver Tree, né, a infeliz situação que ocorreu, né, ocasionou na morte dele, de um YouTuber muito famoso chamado Gaspi, né, o apelidado de Gaspi, um YouTuber argentino que tinha mais ou menos 3 milhões de seguidores ali no YouTube. Os pilotos das naves, as pessoas que estavam ali assessorando eles, foram no total 6 pessoas, como a Fernanda falou. Né, trouxe muitas coincidências estranhas. A primeira de todas é essa que a Fernanda comentou aí conosco. Em um dos clipes de Oliver Tree, nós vemos ele como um piloto, né, de aeronave. Ele tá ali cuidando de aviões, consertando helicópteros, e em certo momento ele aparece no meio de dois helicópteros. A tragédia que tirou a vida dele foi justamente a colisão entre dois helicópteros, algo extremamente raro de acontecer e que aconteceu nos céus do Brasil, aconteceu nos céus do Rio de Janeiro, né, nesse último final de semana, no domingo, dia 14/06, coincidentemente também mesmo dia de aniversário de Donald Trump. E quando a gente observa esse clipe de Oliver Tree, a gente vê na letra do clipe que ele fala para colocar flores em sua lápide, né, que ele iria odiar alguém até o fim de sua vida. Ou seja, uma música que ele tá falando a respeito de morte. Isso já é estranho. O pessoal tá vendo aí as imagens do exato momento em que eu tô comentando aí no clipe, né. Ele aparece no meio de dois helicópteros. Isso é algo que começou a chamar atenção do pessoal. Mas existe um outro clipe, o Fernanda, que se chama Hurt. né, um clipe aonde Oliver Tree já inicia o clipe em um local de acidente. A gente vê inicialmente um carro pegando fogo e depois ele dentro de um saco aí, né, um saco de funerária já praticamente ali, né, morto, né, com os olhos completamente brancos, simbolizando que ele iria perder sua vida. É interessante observar que os helicópteros, eles caíram em cima de um estacionamento de carros elétricos, que fez com que esses carros pegassem fogo, explodissem ali, causassem um grande prejuízo. E a gente vê isso de forma subliminar nesse clipe chamado Hurt. Essas coincidências acabaram chamando muito atenção do pessoal. Nessa outra imagem aí, nós vemos ele em frente a uma explosão com símbolo que é muito curioso, né? O pessoal costuma falar que essa pirâmide Significa uma mensagem subliminar para sociedades secretas, como por exemplo os Illuminati. Muitos levam isso como uma grande teoria da conspiração, mas coincidentemente nós vemos isso em diversos cantores, não só americanos, mas na Europa também, e brasileiros inclusive. Então a gente tem ele ali na frente de chamas, um espaço que remete a uma pirâmide atrás dele, e ele posando para um dos seus principais albuns, né? Isso faz com que pessoas possam entender que Oliver Tree na verdade era uma marionete do sistema, né, da indústria musical. E que possivelmente, a gente entra no âmbito muito grande de teoria da conspiração, que possivelmente ele possa ter sido quase que um sacrifício ali pela própria indústria, por ter mensagens preditivas nos seus clipes musicais, nas letras de suas músicas.
FERNANDA COMORA:Né?
THIAGO LIMA:Inclusive nesse clipe Hurt que eu falei, ele já começa falando sobre a sua própria morte também. Então é um cara que trouxe mensagens preditivas sobre esse suposto aí, né, supostas mensagens preditivas sobre esse acontecimento que infelizmente levou a vida dele e do Gaspi. Se a gente falar a respeito do Gaspi, quando a gente olha os últimos vídeos postados por ele no YouTube nós vemos mensagens subliminares que trazem a data de 14/06 em um carro, por exemplo, onde a gente consegue observar. E no minuto 14 e 6 segundos de um dos vídeos dele também aparece ele em uma maca assim, deitado, sangrando, praticamente morto, né, desacordado. Então é um negócio muito curioso de se observar, né. Engraçado que isso aconteceu com os dois ao mesmo tempo. Mundo, né? Pelo menos é a história que chegou aí para todos nós. São muitas coincidências para que a gente possa simplesmente chamar tudo isso de coincidência, né?
FERNANDA COMORA:Eu não sei, às vezes o que a gente fica pensando aqui é como se ou a pessoa sente que de fato tá para acontecer alguma coisa com ela, ou aquela história de que a palavra tem poder, fala tanto, tanto, tanto que acaba atraindo isso para vida Eu acredito nisso, Fernanda, porque fala data, horário, sabe? Enfim, a gente fala é um estilo musical, mas essa coisa dos helicópteros, Thiago, quando você mostrou para a gente, chama muito atenção, né, Madá?
MADELEINE LACSKO:E essa uma pessoa tão nova com a obsessão de encenar e reencenar a própria morte, né? Ele tinha, ele parecia ter uma, eu Era o tema, o grande tema dele parecia ser isso.
THIAGO LIMA:Exatamente, amada. Tem um clipe também bem famoso dele que se chama Life Goes On, onde no final do clipe ele tá pendurado em um lustre e aí ele cai. Aí a tela fica preta, né, dá para ouvir o barulho dele caindo desse lustre e morrendo. E aí outros clones dele, né, nesse clipe existem vários clones do próprio Oliver Tree, né, os clones vêm e começam a arrastar corpo dele morto. Então é um cara que tinha, como você falou, uma obsessão por falar a respeito da sua própria morte, né? Algo muito curioso. A gente vê um caso parecido, né, de mensagens preditivas quando a gente fala da morte de pessoas famosas, que ocorreu alguns anos atrás. No ano 2020 nós tivemos a morte de um jogador da NBA chamado Kobe Bryant. Não sei se vocês lembram dele, talvez o Marcílio Pode ser que se lembre. Você lembra dele, Marcílio?
RICARDO MARCÍLIO:Lembro, lembro.
MADELEINE LACSKO:Muito famoso esse, né?
THIAGO LIMA:Sim, ele foi muito famoso, né? E é interessante observar que ele morreu também numa queda de helicóptero. E o que aconteceu anos antes? Existe uma propaganda que ele fez para um jogo de videogame chamado Call of Duty, que é um jogo de guerra, um jogo de tiro, aonde na propaganda do jogo ele aparece mesmo gravando, né? Eles colocaram pessoas reais ali para gravar esse anúncio desse jogo de videogame, e ele aparece atirando em um helicóptero. Isso já chamou atenção do pessoal. Só que existiu um desenho animado. Olá, o pessoal colocou na tela aí nesse momento. Olha que interessante, ele aparece atirando no helicóptero, tá? Então, ponto inicial, né? Ele morreu numa queda de helicóptero. Até aí tudo bem. Só que houve um desenho animado que em 2017, 3 anos antes da sua morte, mostrou, como o pessoal tá colocando aí na tela, Kobe Bryant. E ele fala, né, o nome dele, ó, que é Kobe Bryant, no helicóptero que tá caído, né. E de repente o helicóptero explode. Isso é uma mensagem preditiva. O cara morreu exatamente assim, o helicóptero caiu, causou uma explosão, e ele tava dentro do helicóptero e perdeu sua vida. O desenho foi criado 3 anos antes do que realmente aconteceu em 2020. São pessoas que São famosas, tem um grande alcance, né, principalmente nos Estados Unidos, aqui no Brasil também, e que trouxeram mensagens preditivas quase que exatas de como iriam morrer, né.
MADELEINE LACSKO:Os Simpsons tem muito isso de mensagens preditivas, não tem? Tudo que acontece, o povo vai procurar nos Simpsons e muita coisa acha, né.
THIAGO LIMA:Exatamente. O que Mas o que chama atenção dos Simpsons, ô Madá, é porque Matt Groening, que é um dos criadores ali dos Simpsons, ele é um cara que estava nos arquivos Epstein. Os arquivos Epstein, que de tempos em tempos eles soltam aí algumas liberações para nós, nós conseguimos ver na última liberação que ele é envolvido com pessoas da elite, uma elite política, uma elite que é envolvida com os filmes de Hollywood, com a indústria musical também, e que por incrível que pareça, Matt Groening possivelmente tinha informações privilegiadas de uma agenda global. Muitas pessoas consideram que isso é uma teoria da conspiração, mas a cada vez mais nós vemos que isso não é tão teoria, né? E os arquivos Epstein vieram mostrar isso para nós, que não é tão teoria quanto a maioria das pessoas pensavam. Existem fatos ali, coisas que estavam ocorrendo e que nós vimos que não era simplesmente histórias para boi dormir, né? Histórias que eram contadas aí para assustar ou deixar as pessoas intrigadas. Aconteceram mesmo. Então, Matt Groening, um dos caras que estavam envolvidos com essas pessoas, então muitas das coisas que nós vemos nos Simpsons e que aconteceram depois é justamente porque ele tinha informações privilegiadas sobre essa agenda e foi colocando lá como mensagens preditivas no desenho animado, que é um desenho feito para adultos, né, não é um desenho voltado para o público infantil. E acabou chamando atenção, acaba até hoje, né, chamando atenção de muita gente quando algo que já apareceu no Simpsons se concretiza na vida real.
FERNANDA COMORA:Tiago, você que estuda isso há tanto tempo e acontece uma tragédia desse tamanho aí com um cara, com cantor, né, com esse peso, conhecido mundialmente, acompanhado de outras pessoas que também são muito conhecidas, às vezes, né, conhecido de mundo, mas que tem um engajamento absurdo. Como é que você enxerga esse panorama? É uma tragédia anunciada na sua visão? Eles realmente estavam pressentindo que algo poderia acontecer? A gente também, a gente não colocou, mas eu até cheguei a te mandar aquela imagem de uma das pessoas em frente ao Cristo Redentor ali, mas com um olhar muito triste. Foi o gasp, o gasp, uma coisa estranha. Como é que você, perguntando para você mesmo, por tudo que você estuda, como é que você enxerga isso?
THIAGO LIMA:Olha, Fernanda, por exemplo, o Oliver Tree, em um dos seus clipes, ele deixa claro que ele vendeu a própria alma, né? Esses cantores, cantoras, atrizes, né, atores, alguns deles, eles costumam realmente a fazer pactos. Eles acreditam que entidades possam fornecer para eles bens materiais, dinheiro, fama, poder, networking. E eles acabam vendendo realmente as suas almas fazendo esses rituais, esses pactos. E muitos deles sabem que esses pactos têm um tempo limitado, tem um período curto, e eles vão perder sua vida antes de acontecer. Ou muitos deles sabem mais ou menos como vão perder a sua própria vida. É por isso que pessoas chegam a falar sobre sacrifícios da indústria e por aí vai. Eu enxergo realmente dessa forma: esses caras trabalham com esse mundo espiritual, eles fazem seus rituais, os seus pactos, e eles sabem que aquilo vai acontecer com eles em algum momento. E da forma que acontece, né, muitas vezes eles relatam isso em seus clipes, em filmes, em séries. Então parece uma grande loucura, mas se você for ver a quantidade de casos que existem, são muitos. Né, não são casos isolados assim, como a gente poderia isolar apenas esse caso do Oliver Tree, mas são muitos. Eu poderia pesquisar aqui, te passar pelo menos uns 20 com grandes nomes da indústria, que são pessoas muito famosas e que já ocorreram ao longo dos últimos anos, né, pessoas que trouxeram mensagens preditivas de como iriam morrer e realmente morreram, né. Naya Rivera, por exemplo, daquela série Glee, ela na própria série relata que canta uma música ali, né, falando para afogarem ela no lago, e ela morre justamente afogada no lago. Então são coisas muito estranhas, né, e tristes também ao mesmo tempo. O Gaspi, naquela imagem que você me mandou, Fernanda, ele realmente tá ali na frente do Cristo Redentor como se ele tivesse sentindo que seria o último dia de vida dele, né, algo bem, bem fúnebre assim, algo bem triste, né. Então parece que ele sabia que algo iria vai acontecer, ou pelo menos é a sensação que a gente tem olhando aquela foto. Que mesmo eu já tantos anos vendo essas coisas, estudando e fazendo isso, a gente fica sentido, né, com tudo isso. O Oliver Tree é um cantor que eu conhecia ele, por mais que muitas pessoas no Brasil não conhecessem, mas eu já tinha ouvido músicas dele, né, acompanhava mais ou menos assim a trajetória dele ao longo dos últimos anos. Um cara bem estranhão assim, mas que as músicas dele chegaram até algumas a fazer sucesso aqui no Brasil. E que de repente muito rápido, o cara com 32 anos, faltava 15 dias para ele fazer 33 anos, que é também um número que traz uma numerologia que é envolvida com teoria da conspiração, né. Faltavam 15 dias para o aniversário dele de 33 e ele perdeu sua vida agora no último domingo.
FERNANDA COMORA:Que loucura! Perguntar alguma coisa, Marcelo? Tiago, quero agradecer demais você tá aqui com a gente mais uma vez, né, se for verdade. Aí a gente pede para que você, qualquer nova informação, você traga para a gente mais uma vez, senão a gente se encontra aí no nosso Jornal Terça-Feira, né?
THIAGO LIMA:Com certeza, Fernanda. Muito obrigado mais uma vez, agradeço demais o convite. Obrigado, Marcílio. Obrigado, Madá. Deixar um grande abraço aí para o chefe que tá nos bastidores, né, o Vilela, para o pai dele também. Tô acompanhando os stories deles lá na Copa. E por toda a equipe do Inteligência Limitada. Muito obrigado pelo convite, sempre tô aqui à disposição.
FERNANDA COMORA:Obrigada, Thiago. Beijão para você, viu?
Duda Garbi:Valeu.
FERNANDA COMORA:E olha, como o Thiago falou que a coisa tá muito estranha, eu acho que a coisa também tá bem estranha na política aqui do nosso país, né, Madá?
MADELEINE LACSKO:Olha, eu vou dividir em dois temas só porque teve tanto tanto andamento e tanta mudança hoje, que aliás os outros temas que a gente ia trazer perderam completamente. Então vou dividir em dois temas, tá? Um é Eduardo Bolsonaro e o outro caso master, porque teve muita coisa. Primeiro, Eduardo Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro foi condenado hoje pelo STF é por um crime que é coação no curso do processo. Por que que ele foi condenado? Porque enquanto Jair Bolsonaro estava sendo julgado, ele esteve nos Estados Unidos e pediu Lei Magnitsky contra os ministros que estão julgando Bolsonaro. Quando você age contra o juiz de um processo Isso é um crime que se chama coação no curso do processo. Ele não foi julgado pelo STF todo, pelo pleno. Ele foi julgado em uma turma que é composta por Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O relator foi Alexandre de Moraes e os outros seguiram o voto. Ele foi condenado aqui Aí são 4 anos e 2 meses de prisão no semiaberto. É uma coisa que a rigor não existe, porque existe uma lei chamada 4099 no Brasil, que qualquer condenação inferior a 5 anos é cumprida em liberdade ou com pena alternativa, além do pagamento de 50 dias multa. O que que vai fazer agora? Vamos lá prender o Eduardo? Vão mandar isso para justiça dos Estados Unidos. Meu palpite do que vai acontecer: o mesmo que já aconteceu com Zambelli, o mesmo que já aconteceu com casos na Espanha, na França, um monte de lugar. Quando bater esse processo nos Estados Unidos, eles vão falar: peraí, mas quem foi coagido foi quem julgou pela coação? E não vão dar. E não vão executar. Isso tem acontecido muito com processos do Brasil. E aí acho que muita gente vai querer fazer uma relação com Trump, que não tem nada a ver com isso. Tem a ver que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos que todo mundo tem direito ao devido processo legal, e no devido processo legal o juiz não pode ser vítima. Então os países que são democráticos, até alguns que não são, mas que são signatários da declaração, eles vão se pegar nisso. Não, pera aí, o juiz é a vítima? O que veio da Zambelli da Itália veio tudo escrito isso, que o juiz é a vítima. Então muito provavelmente é o que vai acontecer também, porque já aconteceu com outros casos nos Estados Unidos. É, eu tô fazendo aqui uma análise do que vai acontecer. Não tô falando o que que eu acho certo, que que eu acho errado, que eu quero você conclua. Eduardo Bolsonaro também teve outra coisa, que está escolhendo a vice para o irmão. Sim, ele indicou a deputada Júlia Zanatta, que é do PL de Santa Catarina, uma bolsonarista muito firme. Aí muita gente que é bolsonarista ficou feliz. Eu vou agora falar sobre como se faz uma escolha de vice. Vice numa eleição apertada. Pode parecer muito sensato que a gente quer ter um vice que é o cara que tá ali toda hora, que é do nosso grupo, que a gente tem certeza dele, pá pá pá. Numa eleição que já tá praticamente ganha, que tem apoio maciço, isso faz sentido, como foi a primeira eleição do Bolsonaro, que ele já tava com Por que que faz sentido? Porque aí você consolida o poder dentro do seu grupo. Numa eleição de bola dividida, que nem a que a gente tá vivendo agora, como que se escolhe o vice? É um cara que me traz voto de alguém que não vota em mim. Maior exemplo do Brasil: Lula e Alckmin. Você bota um ali que te traz um voto que você não tem, porque eleição tá muito dividida. Então você tenta fazer isso. Aí lançou, mas já fizeram pesquisa, é, Júlia Zanatta não agrega nada para candidatura no PL. Parece que vai desistir, vai desistir não, né? O PL nunca encampou essa ideia. O PL é um partido que gosta muito de estar no poder, que tem essa chance novamente. Ele já esteve no poder como vice nos dois primeiros mandatos do presidente Lula. Depois ele consegue atrair Jair Bolsonaro para dentro da sua legenda, que é algo que com Lula eles não fizeram, né, porque o Lula tinha partido dele. Então eles atraem e eles estão ali julgando isso. Flávio Bolsonaro, saiu pesquisa hoje, caiu de novo, caiu, caiu. CNT-MDA caiu de novo, tá uma diferença de acho que quase 12 pontos percentuais dele para o Lula eram 5 pontos percentuais. Então, e aqui encerro isso que tá acontecendo com o caso Bolsonaro. Agora vamos ao caso master, gente. Assim, tirem o crack do roteirista do Brasil. O caso master é cada enxadada uma minhoca, entendeu? Não tem nada que não tenha sido atingido. Eu vejo gente brigando, falando: não, porque é da esquerda, não, porque é da direita. Gente, é do mundo político, tem igreja metida, tem bicheiro, tem milícia, tem Faria Lima. E agora descobriram quem? Forbes. A Forbes Brasil tá ligada ao escândalo do Banco Master. Como é uma publicação muito famosa de economia, exatamente, isso chamou Chamou a atenção para caramba. O Eagle Eye Investments, que é do fundo Astralo 95, tem— olha, olha o rolê dos caras, vai— tem um fundo, tem a parte no outro fundo que detém R$113,7 milhões na controladora da Forbes no Brasil, que a FRBS participações. Aí descobriram também conexões com aquele fundo REAG, mas esse fundo REAG, as pessoas falam que vai ter muita conexão mesmo porque ele era um fundo de prestígio. Então vai, e muita gente não tem nada a ver com o esquema que tá no REAG, mas é uma coisa assim que sendo uma publicação de economia, as pessoas ficam falam, porque o REAG, apesar de ter uma, ter tido uma reputação, ele agora tá sendo investigado até por lavagem de dinheiro. Então é isso, tá? Essa parte da Forbes. Aí tem outra parte que é a seguinte: Daniel Vorcari de novo ia fazer a delação. Lembra que nós discutimos? A Procuradoria-Geral da República hoje oficiou o Supremo Tribunal Federal dizendo que não vai aceitar a delação do Forcardo, porque não tem elementos suficientes que justifiquem a delação. Delação é assim: você alivia a pena de alguém que tinha que pagar pena. Então, vamos dizer, tem um criminoso que vai ser condenado por qualquer coisa, e é uma quadrilha, precisa ser uma quadrilha. Então ele tem informação do o chefe, a pena dele é ser 10 anos, você vai lá e negocia. Ó, fulaninho, em vez de ficar 10 anos preso, que é o que você merece, devia, nós vamos te aliviar 5 porque a gente quer prender o peixe maior. Se ele não entrega um peixe maior, vai aliviar ele para quê? E aí só surgiu junto com isso a tal da Joana, a moça Joana, que é a irmã do tal do Sicário. Sicário era aquele faz tudo que foi preso e se desviveu na cadeia. Até o ministro André Mendonça falou hoje que achava difícil acreditar na história, mas que ele tem elementos que realmente se desviveu. O que que acontece? Parece que o Borcaro tava devendo R$100 mil para o cara que deixou de pagar, ou que ia pagar e acabou atrasando por causa da situação toda. A irmã resolveu cobrar o pai do Vorcaro, e nisso ela mandou o seguinte: todos os documentos digitais do meu irmão estão na nuvem, eu tenho acesso, eu posso quebrar a família de vocês.
FERNANDA COMORA:Corajosa! Ela falou nesse momento, eu acho que ela não tá nem fazendo uma chantagem um pai aí.
MADELEINE LACSKO:Tem tanta gente envolvida, tem tanto, como é que fala, tanto fubá nesse angu aí, que quando ela solta uma bomba dessa, ela falar que tem acesso à nuvem do cara que se desviveu numa história assim, o ministro, que é quem conduz inquérito, falou, né, que tá tudo bem, que ele viu, que infelizmente é isso mesmo. Mas assim, para a gente que não viu, é difícil, é uma história esquisita.
NALATA:É.
MADELEINE LACSKO:E aí estão fazendo levantamento, último documento da PF, teve um julgamento sobre, um julgamento não, mas teve uma sessão sobre isso no STF. O último documento da PF tá estimando em cento e poucos bilhões de reais o dinheiro sujo movimentado no esquema. Tem quase 1.200 duzentas autoridades que aparece no negócio.
FERNANDA COMORA:Importante essa história da delação, que as pessoas dizem o seguinte: não tem elemento suficiente para ouvir Daniel Vorkar. Mas o outro lado diz o seguinte: ano que vem, ano de eleição no Supremo. Então a gente segura espera essa eleição acontecer e fica o dito pelo não dito.
MADELEINE LACSKO:Eu entendo que ele precisa— eu acho que tem duas coisas aí. Primeiro, a delação cria uma expectativa que é bom para manipular a opinião pública, que fica esperando isso como se fosse o desfecho do caso. Não tá sendo dito no caso dessa delação como foi, e eu me lembro porque descobri na época da Lava Jato, que você só delata quando não há provas e que a sociedade paga o ônus, que é ter que liberar a pena do bandido. Aí vai falar, não, eu já ouvi outro dia falando, não, mas não é porque delata que é bandido, só bandido pode fazer delação. Você tem que ter sido do esquema para fazer delação, senão chama denúncia. Quando é cidadão de bem, ele Denuncia. Quando delata é porque ele é bandido, ele é do grupo. Então assim, vão envolvendo. E delatar é o seguinte: você só pode delatar para cima. Vamos dizer que você pegou todos os gerentes de um banco fazendo coisa errada. Aí ele fala: eu vou te delatar o CEO, eu tenho prova, é assim, assim, assado. E a polícia não tem a prova do CEO, a polícia vai querer pegar o "Não tem." Então ela aceita, como era uma quadrilha. Em quadrilha de tráfico de droga, de coisa assim, é muito comum. Cara de baixo delata o de cima. O Vôr-Caro vai delatar quem?
RICARDO MARCÍLIO:Ele é o topo já, né? Ele é o cara que tá— quer dizer, a gente acha, né?
MADELEINE LACSKO:Não, assim, você sabe que tem uma desconfiança de que o Vôr-Caro na verdade é a cara e o operador um sistema muito maior, porque quanto mais vai saindo, quanto mais vai saindo notícia de tudo. Esse tal do Sicário que morreu, ele era o controlador da tal da milícia do Vorcaro. A milícia do Vorcaro, ela tinha a milícia digital. Essa milícia digital dele derrubava perfil de internet, derrubava perfil Os caras invadiam computadores de desafeto para pegar informação, hackeava, fazia o escambau. É, inclusive hoje saiu informação de que essa milícia digital dele recebeu uma missão que não conseguiu cumprir, que era recuperar o Instagram de uma famosa atriz da Globo que foi amante do Vorkaro. Olha só, meu Deus, era pau para toda a obra. O que precisasse fazer na internet, ele fazia. Ele tinha gente infiltrada na Polícia Federal, que já foi preso. Tinha gente infiltrada na Receita, que já foi preso. E tinha esse tal desse cara, operava também uns caras que era para pegar os outros na rua e mandar sumir com gente.
Voz J:Caramba!
MADELEINE LACSKO:Não se sabe de gente com quem eles tenham sumido. A história mais famosa que tem é que ele tinha combinado com o cara para dar uma surra num jornalista que se chama Lauro Jardim, que é um jornalista que cobre política, já cobriu muitos casos famosos, é muito experiente. Então assim, esse cara coordenava tudo. Ele aparece na prisão morto em circunstâncias que assim, nós não vimos ainda um esclarecimento completo. Nós estamos acreditando na autoridade do ministro do STF que tá com isso. E aí surge agora a irmã dele dizendo que todos os arquivos digitais dele estão na nuvem. Então assim, gente, se isso fosse um filme, se isso fosse um filme, as minhas ressalvas, se de fato essa delação interessa alguém fora população, eu duvido a ninguém, porque assim, hoje no relatório da polícia Federal, que não tem nem a delação, tem quase 1.200 autoridades. Vocês imaginam que de norte a sul do país, qual era o grande negócio dele? Fundo de previdência. Quanto que ele pegou de fundo de previdência de estado? De estados tem vários. De prefeitura, quantas pessoas estão envolvidas? Quantas pessoas estão envolvidas? Sabe qual que é a minha esperança, Fernanda? Minha esperança, peço a Jesus para vazarem todos os vídeos de todos os 8 celulares do Borcaro. Não podia Deus pôr a mão, aconteceu umas coisas dessa que o Tiago fala, sobrenatural, quando vê já tá na rede, para todo mundo fazer o que quiser. Eu entendo que isso salvaria o Brasil, isso salvaria o Brasil, porque tá tudo lá. Acho que tinha que estar lá para todo mundo pesquisar. E são 8 celulares e parece que o conteúdo até agora saiu só de um. E conteúdo mesmo do celular dele que a gente conhece é a tal da conversa com a ex dele, que é a história da peleleca.
FERNANDA COMORA:Só, né, que foi também para distrair o pessoal, eu acho.
MADELEINE LACSKO:Não, e depois que, e assim, dessa conversa que fala de vários eventos, que ele fala que ele tava com o Ministro X, Ministro Y, isso e aquilo. Só que assim, judicialmente não tem como usar essa conversa dele com ela para essas coisas, tá? Para afirmar. Porque o cara que tinha 4 namoradas podia estar contando vantagem para namorada, a menos que tem uma prova de que ele estava fazendo o que ele fazia. Então tem assim, ela reclamando: você tem muito telefone de garota de programa. Ah, você sabe como é que é, eu tenho que providenciar para as autoridades. Pode ser que seja verdade, eu acredito até em parte que seja, sim. Mas pode ser também que aquele telefone do qual ela falou era garota de programa para ele E como ele namorava com ela, ele deu uma desculpa. Então, o que sai da namorada—
FERNANDA COMORA:Mas hoje vazou um áudio, né, que ele precisava de um avião para as quengas. Foi esse o termo que ele usou.
MADELEINE LACSKO:Não, e outro dia eu fui falar prosti, o pessoal me corrigiu no Antagonista e falou: não, elas falam que são performers.
FERNANDA COMORA:Mas ele usou esse termo.
RICARDO MARCÍLIO:Quenga também não.
MADELEINE LACSKO:Vai ver que quenga é sinônimo food performer e eu não sabia. Não, mas é, tem relatos de uma pessoa que tinha uma casa em Trancoso que alugava para essas festas dele.
FERNANDA COMORA:Engaiada, uma coisa assim, ele falou.
MADELEINE LACSKO:É, a pessoa horrorizada porque assim, ela alugou uma casa paradisíaca em Trancoso que ela tem para o Vorcaro com família, filho e o caramba, tá? Você aluga sua casa aluguei para uma família. Aí vem o cara riquésimo, da mesma família linda que você viu com as criancinhas, fala: olha, eu vou alugar de novo. Você fala: nossa, glória a Deus, né, vai vir de novo, bom, né, foi um aluguel ok. Eles começaram a dar festa com 20, 30 prostitutas lá dentro, quebrar coisa da casa. E a mulher que era dona da casa foi reclamar com quem fazia as contratações para ele 'As coisas que quebrou, ele fala: "Não, vamos pagar tudo, não tem problema."' Mas ela falava assim: 'Gente, eu não acredito que ele está vindo com um monte de prostituta na mesma casa que ele passa férias com a mulher e os filhos.' Verdade. Assim, eu acho que essas coisas mostram o nível de deformidade moral de muita gente muitas pessoas que estão no poder. Então assim, uma coisa que eu sempre aconselho, que eu queria terminar aconselhando: a gente no Brasil vota no menos pior. É muito difícil, a não ser para o Legislativo. No Executivo, presidente, governador, prefeito, ou para senador, que são poucos candidatos, é majoritária, vai ser muito difícil você encontrar alguém que seja 100% o que você pensa. No Legislativo são muitos candidatos, é possível você achar alguém que você super se identifica. Quando você for sair defendendo algum desses políticos que você não conhece pessoalmente, você não trabalhou com ele, você não convive com ele, raciocina o seguinte: eu passei a sair defendendo defendendo esse cara porque eu tenho tanta raiva do outro que eu quero tirar o outro de qualquer jeito, eu acho que ele é o único jeito. Ou eu estou defendendo esse cara porque eu convivi com este cara o suficiente para ter as informações que eu tenho dele. Não saia defendendo loucamente, brigando com as pessoas que são seu alicerce de vida, que são da sua família, Porque é o seguinte, você pode ter desfeito relações com pessoas próximas que te ajudam na sua caminhada num país que não é fácil, e de repente você vai ver o cara que você defendeu e o outro que você tava atacando juntos no mesmo vídeo do work hard numa festa dessas.
RICARDO MARCÍLIO:Verdade, é bem capaz, né?
MADELEINE LACSKO:É bem capaz, porque a moral de quem tem muito poder, como estamos vendo nesses casos aqui, como a gente Você viu no caso que a Fernanda trouxe do presidente da CBF? Ela é muito diferente da moral do cidadão comum. Você tá falando do cara, ah, ele deixou a mulher nos Estados Unidos, a esposa no México. Se bobear, as duas sabem. É verdade. Quantos casos nós conhecemos assim que fala, não, não vou largar o osso, é, não faltando o meu. Quando é muito poder, muito dinheiro, a vida das pessoas às vezes é diferente, não Tô falando de todas, mas a vida às vezes é diferente, a cabeça às vezes é diferente. Então eu queria que esses vídeos do Vô Caro vazassem, porque eu acho que eles iriam reconciliar muitas famílias no Brasil que brigaram por causa de não sei quem, e os não sei quem tão abraçados lá no vídeo, os não sei quem tão tomando uísque junto.
FERNANDA COMORA:Meu Deus, não é difícil não, aliás, é bem provável.
MADELEINE LACSKO:É bem provável. Passa a pensar nisso, é ano eleitoral, os políticos manipulam muito emocional da gente, né? Então assim, pensa nisso, pensa que assim, só a verdade liberta, e a verdade está nos vídeos do Borcaro.
FERNANDA COMORA:Bom, mas olha, a verdade também tá na boca desse moço que vai conversar com a gente agora, porque é um grande estudioso e sabe tudo aquilo que acontece não só no Brasil, mas mundo afora. Chegou o momento da gente falar disso, né, Marcílio?
RICARDO MARCÍLIO:Falar sobre os principais acontecimentos aí, né, que rolaram ao longo da semana, da parte geopolítica aí da coisa. Começando no continente europeu, eu acho que tem uma notícia bem importante. Não, porque na verdade nem foi aprovado, mas só de ter acontecido a votação e a maneira como foi a votação, 45 a 55%, eu acho que é muito sintomático de como tá a atual situação no continente eu. A Suíça, ela passou por uma consulta popular em que eles estavam votando um limite populacional de 10 milhões de pessoas. Hoje a Suíça é um país que tem mais ou menos 9,1 milhões de habitantes, e mais ou menos ali uns 30%, então mais ou menos há uns 3 milhões ali de habitantes, são estrangeiros. Há uma reclamação da população da Suíça que eles estão perdendo identidade cultural, que é uma concorrência muito grande no mercado de trabalho, que principalmente nas grandes cidades onde a mente, os estrangeiros estão, os imigrantes estão, há uma procura maior por imóveis, gerando especulação imobiliária, comprometendo os serviços públicos. E por isso eles iam limitar a população a 10 milhões. Quando chegasse a 9,5, eles começaram com algumas medidas restritivas, e a 10 milhões eles proibiriam o processo imigratório. Só que a Suíça, por mais que não esteja diretamente na União Europeia, Ela tem vários acordos com os países da União Europeia, inclusive um chamado de Tratado Schengen, que é um espaço que permite a livre circulação de serviços, trabalhadores dentro da União Europeia. Então isso poderia trazer, além de, claro, a Suíça está passando por um processo de envelhecimento populacional, comprometer a PEA, a população economicamente ativa, até uma ruptura com a própria União Europeia. O processo, como eu falei, ele foi reprovado, 45% da população população votou sim, mas 55% votou não. Mas acho que é um tema que a, inclusive, a gente vem trazendo quase toda semana, né, países que vem adotando medidas restritivas, seja Alemanha, Polônia, tal. Acho que foi bem sintomático do que vem acontecendo com o continente europeu. Outra notícia importante está relacionada também ao governo norte-americano, o governo Trump, que fez uma operação militar na Venezuela, claro, com anuência da Delcy que o atual presidente do país. Dentre os vários grupos, né, ditos aí terroristas pelo governo Trump, você tem um chamado de Tren Aragua, ou Tren da Aragua, e o Trump fez uma operação em conjunto com a Venezuela e eliminou esse líder. Acho que assim, claro que é importante, né, poxa, se você atua em coordenação, por exemplo, com o presidente do país, ou no caso com a presidente do país, sem maiores problemas, acho que os Estados Unidos tem bastante a oferecer de know-how, tem ali equipamentos, inteligência que pode ajudar, desde que você mantenha a soberania do país. Nesse caso, com aparentemente foi coordenação com a própria Venezuela, acho que é uma notícia sensacional. Porém, a gente tem o Trump até colocando que isso foi visto não só para Venezuela, mas é um recado para toda América Latina. E aí, claro, tem o caso do Brasil, né, que que teve a designação do CVI e do PCC como grupos terroristas. E talvez tenha sido também o recado ao Brasil, né, que algum tipo de operação pode acontecer em um futuro próximo, embora eu particularmente duvide, né, que isso vai acontecer. Sobre a questão entre Irã e Estados Unidos, a gente teve a finalização de um acordo de paz, na verdade um entendimento, um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos. Quando foi perguntado para o Trump e para o Irã como que é esse memorando, eles falaram que só vão dar maiores detalhes na sexta-feira. Ou seja, vai ter que aguardar as cenas dos próximos capítulos. Mas vai vazando uma informação aqui do governo americano, outra informação ali do governo iraniano, e existem alguns pontos que se de fato eles forem referendados como o Irã está falando, eu particularmente vejo como uma derrota para os Estados Unidos. Não derrota do ponto de vista militar, né, Porque militarmente, claro, o Irã teve as defesas aéreas comprometidas, a marinha comprometida. Mas geopoliticamente falando, porque o Irã fala que, inclusive, isso até foi confirmado pelo J.D. Vance, que é o vice-presidente dos Estados Unidos, que um fundo de 300 bilhões de dólares vai ser destinado para o Irã para reconstrução do país, já que os Estados Unidos atacou, como falei, na defesa aérea, infraestrutura, pontos de petróleo, refino, Brutal. Quando foi perguntado, poxa, mas o cidadão norte-americano vai ter que pagar então 300 bilhões de dólares para reconstrução do território de Neve, você, não fique tranquilo, porque esse dinheiro vai vir do Conselho de Cooperação do Golfo. Então possivelmente Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar vão financiar. A questão é que a Reuters identificou que nenhum dos países do Golfo foi consultado sobre isso. Então, aparentemente, o Trump falou assim: "Eles vão arcar com a reconstrução." Adivinha só. Mas não avisou antes os países do Golfo, entendeu? Então, não sei se realmente eles vão aceitar. Os países do Golfo estão um pouco decepcionados com a atitude do Trump dessa intervenção. Outro ponto é que ele coloca que ele não vai cobrar nenhum tipo de tarifa para passar pelo Estreito de Hormuz, mas que ele vai cobrar uma taxa de serviço. Que seria de proteção ambiental, de algum tipo de serviço de proteção à navegação, sendo que essa taxa não era cobrada anteriormente. Por mais que ele não fale que é uma taxa para passagem, se é uma taxa para funcionamento do Estreito de Hormuz que vai ter que pagar para o Irã, o Irã antes não cobrava, agora cobra. Ou seja, uma vitória para os iranianos. E existe um ponto que também talvez seja dos mais polêmicos, que é a questão envolvendo Israel, Porque mais uma vez o Trump fez um acordo sem consultar Israel. Ele acordou com os iranianos que a guerra vai parar em todas as frentes, inclusive na Síria, inclusive no Líbano, inclusive em Gaza. Só que o Benjamin Netanyahu falou que a segurança de Israel está acima de acordos que possam ter sido feitos entre Estados Unidos e Irã. Então, por exemplo, no Líbano tem atuação do Hezbollah, que continua fazendo ataques contra Israel. Israel continua fazendo ataques contra o Hezbollah. Se esses ataques continuarem, o Irã não assina um acordo de paz. O Trump falou que tá extremamente decepcionado com Israel, inclusive deu uma declaração falando assim: poxa, se Israel não consegue lidar com Hezbollah sem atacar prédios e eliminar civis, talvez esteja na hora da gente fazer com que Israel não ataque mais o Hezbollah. Ele até propôs fazer com que a Síria, que hoje é governado pelo al-Julani, né, um aliado que não é mais o Bashar al-Assad, hoje é um aliado do governo americano, tome as rédeas para combater o Hezbollah. Ou seja, aparentemente a relação entre Estados Unidos e Israel vem se esgarçando bastante. Tem até o ministro que eu comento aqui bastante com vocês também durante a semana, que é o Itamar Ben-Givir, que ele é o mais radical dos ministros israelenses. Ele falou que tá na hora de Israel parar de se comportar como mais uma estrela na bandeira dos Estados Unidos e ser um país autônomo, porque tem capacidade econômica, capacidade militar para isso. Em compensação, Trump respondeu hoje que Israel só existe por conta dos Estados Unidos. Então é bom Israel ser agradecido aos norte-americanos. Então tá meio tenso aí, né? De uma solução, então eu acho que depende muito do que vai acontecer até sexta-feira. Se Israel continuar atacando o Líbano, eu acho que ele vai usar isso como argumento para não fechar o acordo de paz. Agora, se os ataques cessarem, mesmo que provisoriamente, aparentemente já tem tudo acordado. Vai ser assinado na Suíça, o J.D. Vance vai comparecer, o presidente do parlamento iraniano também vai comparecer. Vai ser uma grande cerimônia em que eles vão anunciar. A questão é se Israel vai parar os ataques. Temos que aguardar até sexta-feira aí. O Trump também deu uma declaração, isso aqui é bem rapidinho, né, que ele falou que ele ama a inflação dos Estados Unidos. E por que que eu importante. Estamos em ano eleitoral nos Estados Unidos, não para presidente, mas para Câmara e para o Senado, né, que vai ser as midterm elections, vai renovar parte da Câmara e parte do Senado. E uma jornalista confrontou, alegando que a inflação tava corroendo o poder de compra dos norte-americanos, e que aliás um dos motivos que fez com que o Biden ou a Kamala Harris não conseguissem se eleger Foi também o processo inflacionário, porque o governo deles foi péssimo para a questão inflação, subiu a taxa de juros, né, o Federal Reserve foi obrigado a subir a taxa de juros e tal. E aí ele deu uma resposta, porque a inflação está aumentando também nos Estados Unidos, muito por conta das tarifas, por conta da guerra mesmo, né, com o Irã e tal. Ele falou assim: não, não, fiquem tranquilos, porque eu amo o processo inflacionário. Aí, poxa, mas você criticava as ações do Biden, agora você defende a inflação? Depois, quando ele foi confrontado sobre a resposta, ele falou: "Não, vocês entenderam errado. É que, na verdade, se a gente descontar o aumento que a gente teve do preço por conta da energia, que tem a ver com a guerra do Irã, o restante da inflação dos Estados Unidos tá controlada. Então é uma inflação controlada." Então ele deu, tentou dar um miguele, né? A questão é que vários economistas identificam que o Trump, por ter essa medida tão protecionista dele, ou seja, ele quer manter a balança comercial favorável, um dos jeitos de conseguir fazer isso é desvalorizar propositalmente o dólar. Porque se o dólar fica mais barato, naturalmente para os Estados Unidos comprarem produtos estrangeiros fica mais caro, a população vai preferir comprar dentro do próprio país. E para conseguir exportar os produtos americanos fica mais barato, ou seja, os Estados Unidos ficaria mais competitivo. Além do que, o governo americano, ele é muito financiado pelas big techs. E quando a gente tem um dólar que ele é muito alto, muito caro, isso acaba reduzindo um pouco as remessas de lucro dessas big techs. Porque, por exemplo, vai, sei lá, o Google, o Alphabet, né, ganha dinheiro aqui do Brasil, mas eles ganham em reais. Aí quando eles mandam em dólar para os Estados Unidos, poxa, como muitos reais equivale a poucos dólares, acaba sendo poucos dólares para Alphabet, para Meta, né. Enfim, se você desvaloriza o valor do dólar, naturalmente o dinheiro que eles ganham esperados pelo mundo vai reverberar em mais dólares para essas empresas, tá certo? Alguns economistas têm essa especulação, mas esse "amo a inflação" soou no mínimo estranho aí, estranho, né? E as últimas duas notícias, que Cuba, o próprio Trump falou que vai ser o próximo assunto que ele vai tratar depois que acabar a questão do Irã. Se bem que ele falou isso da Ucrânia também hoje, então é difícil saber o que o Trump, né, acreditar no que o Trump falo. Mas Cuba anunciou uma série de medidas. Na verdade, ainda não anunciou oficialmente porque foi uma proposta do Miguel Díaz-Canel, que é o presidente do país. Tem que passar pelo Partido Comunista Cubano e também pela Assembleia Nacional, que são reformas liberais. Talvez liberal é exagero, né, mas reformas que são pouco mais liberais do que o atual regime socialista cubano. Cuba permite a iniciativa privada há um há muito tempo já, desde 2021 eles colocaram isso na Constituição, mas ainda é muito regulado pelos organismos federais. Você tem, por exemplo, a Gaesa, que é uma holding controlada pelo, pelo Estado cubano, sob a alegação de estar financiando as forças armadas do país, mas eles praticam monopólio em uma série de setores, não deixam uma livre iniciativa privada. O Miguel Díaz-Canel, talvez por pressão dos Estados Unidos, ele fala que não, mas muito possivelmente sim. Ele anunciou que ele vai querer facilitar, por exemplo, com que órgãos municipais permitam a construção de iniciativa privada. Ele vai permitir investimentos estrangeiros da mesma maneira que permite investimentos internos em Cuba. Então talvez seja uma das tentativas de solução para agradar o governo norte-americano, para que uma intervenção não aconteça, e para tentar superar a situação de dificuldade que Cuba atravessa hoje. Eles estão sofrendo, além do embargo desde a década de 60, em Cuba, um cerco em que desde o começo do ano os Estados Unidos impedem negociações de petróleo com Cuba. Então eles estão sem energia. Imagina que comércio, indústria, serviços, o próprio sistema de bombeamento de água depende de energia que vem do petróleo. Ou seja, uma situação catastrófica em Cuba. Talvez seja uma tentativa desesperada de Cuba aprovar. Não sei se vai ser aprovado, porque como disse, a Gaesa, que praticamente que tem o monopólio, né, de todos os serviços que são prestados em Cuba, vai se incomodar de abrir para iniciativa privada, porque vai, ela vai perder os benefícios de só ela ofertar alguns serviços. Mas enfim, né, talvez a pressão do Trump solucione esse problema. E para finalizar, a gente teve o início hoje da reunião do, na verdade ontem, né, começou ontem a reunião do G7. Um G7 bastante enfraquecido, é verdade. O G7, para quem não que são as 7 nações mais desenvolvidas do planeta, que era G8, só que a Rússia, depois que invadiu a Crimeia, foi expulsa como uma retaliação. O G7, ele já vinha perdendo importância desde a crise de 2008 lá nos Estados Unidos, porque aquela crise foi uma crise que foi causada nos Estados Unidos e que reverberou muito mais nos países desenvolvidos do que nos países em desenvolvimento. Então, desde a crise de 2008 Ficou praticamente impossível você tentar discutir os rumos da economia ou da geopolítica sem a participação do Brasil, a participação da China, a participação da Índia. Então hoje o G20, ele tem muito mais importância do que o G7. Além do que, com o governo Trump, os Estados Unidos brigam com a União Europeia. Por exemplo, o Trump acabou de ameaçar o Macron que ia colocar tarifas de 100% em cima dos vinhos franceses se o Macron não tirasse a tarifa que ele coloca de 3% em cima dos ganhos das big techs norte-americanas. Então são constantes brigas ali, né, entre Europa e Estados Unidos. Os pontos mais importantes dessa cúpula do G7 é que talvez seja o consenso entre todos os países que eles precisam superar a dependência que ele tem, que eles têm dos minerais críticos que vem da China. Hoje a China tem 70% das reservas e 90% do processamento. O Trump, ele quer fazer uma uma coalizão dos países do G7 para fazer investimentos conjuntos para que eles consigam produzir e superar essa dependência chinesa. Outro ponto importante é que o Brasil tá fazendo parte, não oficialmente, ele faz parte do G7, mas foi convidado como um país, né, para, para, enfim, né, fazer declarações, enfim, participar da cúpula. E o Lula, ele já anunciou que ele não vai assinar esse documento de minerais críticos porque ele alega um documento que visa ser contra a China, e o Brasil alega que tá aberto a todos os mercados. O Brasil vai ter reunião com o diretor da Interpol, muito porque o Brasil quer mostrar que tá fazendo políticas de combate ao crime organizado, tanto por conta do Trump como porque acho que a questão da segurança pública é um tema tão urgente que o Lula tá querendo mostrar algum serviço para população, né, em ano eleitoral. O Brasil vai ter reunião com o Japão visando fazer um acordo do Coreia do Sul e Japão de livre comércio, que acho que é bem importante, pode acontecer. E nós tivemos uma foto emblemática ali porque o Trump, ele passou na frente do Lula e houve ali murmurinhos que eles não se olharam, não se cumprimentaram. Então, para quem já passou por uma química, depois falou que o Lula era um presidente excelente. Pelo menos essa reunião com os Estados Unidos colocando possibilidade de tarifas de 37 mil por cento Lula e Trump, por enquanto, não se cumprimentaram.
FERNANDA COMORA:Acho que azedou o trem, né?
RICARDO MARCÍLIO:É, talvez tenha ficado chateado.
MADELEINE LACSKO:Aí eu vi a cena e a cena é constrangedora, porque assim, não se cumprimentaram, você pode falar, de repente não tava no mesmo ambiente ou um não viu o outro, não sei o quê. Era a cena da foto oficial e tá todo mundo lá e todo mundo se cumprimentando e o Lula cumprimentando gente Todo mundo. Aí chega o Lula perto do Trump. O Lula que tava andando e o Trump tava parado no meio. Tinha muita gente assim. O Lula tava andando de um lado pro outro e o Trump parado. Ele chega, olha a cara do Trump, o Trump olha a dele, vira e passa. O Trump cumprimenta o próximo, ele o próximo não se cumprimenta.
RICARDO MARCÍLIO:Aquele bem assim: "A gente sabe que vocês se viram, mas fingiram que não se viram, né?" Exatamente.
MADELEINE LACSKO:Eu acho que o Lula saiu até para outra ponta lá na hora. Ele foi até para ponta lá, ele tá na, ele tá na ponta direita da foto. Foi uma cena assim constrangedora. E como os dois são pessoas que entendem muito de mídia e de opinião pública, aquilo não é um acaso, é pensado de um lado e pensado de outro.
FERNANDA COMORA:Exatamente, né? É isso, né, meninos? Bom, a gente terminou aí, né, Marcílio? A gente tá terminando aqui, mas a gente tem o nosso giro de notícias ainda para dar uma aliviada em todo esse assunto aqui. Então, ó, roda nossa vinheta! Olha, a gente tem o nosso giro de notícias aqui. Mas a gente falou tanto, tanto, tanto que eu quero mostrar um, pelo menos para vocês, pelo menos uma coisa que tá dando o que falar. Você sabe que o Neymar, ele realmente é aquela esperança que a gente tem, todo mundo quer ver jogar, certo?
RICARDO MARCÍLIO:Certo.
FERNANDA COMORA:Quem torce mais pelo Neymar, quem que você acha, as mulheres ou os homens?
MADELEINE LACSKO:Homem.
FERNANDA COMORA:Homem.
RICARDO MARCÍLIO:Não, homem com certeza, a gente que é apaixonado pelo Neymar.
FERNANDA COMORA:O que o Marcílio falou, a gente apaixonado pelo Neymar. E eu também acho. O que é que você tá rindo, Homer?
RICARDO MARCÍLIO:Olha, eu não diria que eu sou apaixonado pelo Neymar, viu?
THIAGO LIMA:Porque se eu falar que eu sou apaixonado pelo Neymar, eu vou ter briga em casa.
FERNANDA COMORA:Minha mulher, você vai arrumar briga em casa? Não posso gosta desses tipos de coisas, ainda mais de público, ainda mais depois dessa notícia, gente. Vamos colocar essa imagem aí, porque diz que o Neymar tá causando divórcios, mas não é bem o Neymar, olha lá, mas sim o bumbum do Neymar, porque uma influenciadora digital ela decidiu terminar o casamento após flagrar o marido É Eduardo no banheiro praticando atos obscenos, vamos falar assim, tá? Com uma foto do Neymar malhando. Se é que você me entende aí, minha amiga, meu amigo que tá do outro lado. Tá ali, ó, malhando glúteos, malhando os glúteos. E aí ela encontrou, você entende, né, Madá? Jesus!
MADELEINE LACSKO:Mas você sabe que eu vi essa foto e essa foto tinha um monte de comentário de homem do tipo: eu sou hétero, mas pegava. Você já viu?
FERNANDA COMORA:Olha, mas como assim?
MADELEINE LACSKO:Ah, porque agora tá aquela história. Não tem uns cara que agora falam que tem hétero que sai com homem?
FERNANDA COMORA:Homer, que que você tá achando da história?
MADELEINE LACSKO:Uns cara que falam isso aí, o cara fala assim: não, eu sou hétero, mas Eu pegava o Neymar. Aí eu lembro, você lembra o Ronny Vaughn? Com a história do significa, que manda uma pergunta para ele: Ronny, eu sou hétero, mas eu ando fantasiando com um amigo meu, nunca tivemos nada, isso significa que eu sou homossexual? Aí o Ronny Vaughn fala: significa.
FERNANDA COMORA:Ó, mas tem gente falando aqui que prefere os glúteos do Hendrik.
RICARDO MARCÍLIO:Olha, na sua opinião, qual que é o melhor glúteo da seleção brasileira? Eu vou deixar aqui para o chat responder, cara, porque assim, alguns vão falar Neymar, outros vão falar Hendrick, alguns vão falar do Alisson, né? Então, né, tá na sua opinião, na sua observação Qual seria? Eu acho que eu vou abster a minha opinião para não arranjar problema lá em casa, viu? Porque vai que tem separação lá em casa também, né?
MADELEINE LACSKO:Acho melhor evitar, né? Não, mas é que dessa mulher foi— eu nem sei se é verdade isso, é fanfic, não sei.
FERNANDA COMORA:Ela disse que pediu até divórcio, né? Porque ela pegou o momento ali.
MADELEINE LACSKO:Ah, mas eu pediria também. Ah, lógico, eu pediria também. Se o cara— você tá achando que o cara é hétero, o cara não Não é?
Voz J:É a sexualidade.
FERNANDA COMORA:Se empolgou demais com o momento da Copa.
MADELEINE LACSKO:Isso aí não existe. Isso aí não existe. Não, assim, você dizer pra pessoa com quem você tá casado qual é a sua sexualidade. E assim, tem pessoas que são bissexuais e estão casadas. Agora, ela achar que o cara é hétero, entra e tá lá o cara com a foto do Neymar, não tem o que fazer, porque se a pessoa mentiu até sobre isso, Sobre o que mais ela vai poder mentir para você? Ela mente sobre dinheiro? Ela mente sobre filho?
FERNANDA COMORA:Não vai dar.
MADELEINE LACSKO:Não, essa não dá. Não, mas o melhor é comentário de gente falando isso que você falou: não, ele empolgou com a Copa. Meu amigo, não tem.
FERNANDA COMORA:Ele empolgou com a Copa e queria fazer gol, né? É mais ou menos isso. Bom, a gente tá chegando ao fim aqui do nosso programa. E para provar que você ficou ligadinho aqui com o nosso boss curtindo o jogo lá de perto, tava em Nova York, hoje em Orlando, mas participou ao vivaço aqui com a gente. Que que tem que falar, Homer?
Homer:Bom, já começa já deixando o seu like, se inscrevendo no canal, torne-se membro, compartilhe o nosso jornal, maravilhoso jornal, com toda a sua galera.
RICARDO MARCÍLIO:É agradecer também o Estratégia Concurso que tá patrocinando episódio de hoje. E para provar que que você chegou até o final do nosso jornal, coloca aí foto do Neymar.
FERNANDA COMORA:Boa! Quero agradecer o Marcílio aqui mais uma vez. Marcílio, dá tchau para o pessoal aí.
RICARDO MARCÍLIO:Pessoal, foi um prazer passar a noite aqui com vocês. Quiser acompanhar mais, Instagram @profendrani_ricardomarcilio, mais canal do YouTube, vídeo de todos os dias, Professor Ricardo Marcílio.
MADELEINE LACSKO:Minha amiga Madá, ai, um prazer tá aqui com você, com com vocês todos aí. Muito feliz de ver o Vilela com o pai dele lá na Copa. Muito chique, né? Muito legal. Me acompanhem no meu canal do YouTube, @madelenelasco, também no YouTube do Antagonista diariamente, e no meu Instagram. Meu Instagram e meu YouTube são sempre meu nome, Madelene Lasco. Qualquer rede que você entrar, tá com esse nome, sou eu.
FERNANDA COMORA:E olha, a gente vai ficando por aqui. Na sequência vocês fica aí com vídeo do Carlos Bezerra, tá? E eu quero agradecer a sua companhia também, mandar um beijo para o nosso querido Vilela, um beijo para vocês. E não esqueçam aí que é @fernandacomora. Então, ó, um beijão para vocês e até terça-feira que vem no nosso próximo Notícia Ilimitada. Tchau, gente!
Voz K:Ele fez 7 defesas e parou a Espanha na Copa do Mundo. E ninguém percebeu para quem ele estava jogando. Ontem milhões de pessoas conheceram um goleiro chamado Vozinha. E o apelido que viralizou no mundo inteiro nasceu dentro de casa, por causa dos avós que criaram ele. Porque enquanto todo mundo está falando das 7 defesas incríveis que ele fez contra a Espanha, Eu fico aqui pensando em quem formou o homem que fez essas defesas. Os avós dele. Ele foi criado por eles enquanto os pais trabalhavam. E ele era um menino que vivia voltando de casa, voltando pra casa pra reclamar.
Homer:E aí os amigos provocavam: "Vai contar de novo pra vózinha?" E aí ficou o apelido pra vida inteira.
Voz K:O Vozinha nunca foi fenômeno. Ele construiu a carreira dele, inclusive, longe dos holofotes. Jogando sempre clubes pequenos, até os 40 anos. E foi nessa idade que ele viveu o maior sonho: a primeira Copa do Mundo da história de Cabo Verde e dele.
NALATA:E aí, logo na estreia, do outro lado, a poderosa Espanha.
Voz K:Foram 7 defesas, 6 dentro da área, e no placar 0 a 0. Um empate que entrou para a história das Copas do Mundo. E antes do jogo, inclusive, ele tinha 50 mil seguidores, só para ter uma noção da dimensão disso. Depois, com a mobilização o Instagram da Casa e TV passou dos 2 milhões. As pessoas não seguiram um goleiro, elas seguiram uma história. Agora, sabe o que foi, sabe o que mais me marcou? Que enquanto milhões de pessoas olhavam para aquelas defesas, a história dele apontava para os avós que criaram ele, os mesmos que acreditaram nele quando ninguém sequer sabia o nome dele. E aqui, para mim, essa história deixa de ser só sobre futebol. Porque ontem, o mesmo dia em que o Vozinha parou a Espanha, foi o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. E ele nos lembra de algo que a gente anda esquecendo: ninguém chega sozinho ao próprio milagre. A sociedade celebra quem aparece, e eu vou dizer, eu me incluo nessa conta. A gente aplaude o vencedor e muitas vezes a gente esquece de quem ficou nos bastidores. Pessoas maiores. E dói admitir, mas isso também acontece dentro da igreja. A gente celebra o palco e deixa envelhecer no silêncio justamente quem nos ensinou a orar, a ler a Bíblia. Aliás, o Salmo 71:9 registra a oração de quem envelhece: "Não me rejeites no tempo da velhice, não me desampares quando se forem acabando as minhas forças." É isso que diz o salmista. Porque a violência contra o idoso quase nunca começa começa com golpe, gente, com agressão. Começa com abandono, com a pressa de quem não tem mais tempo para quem um dia teve todo o tempo do mundo com nós. Tem gente que acha que aos 40 anos a história acabou, e ontem o Vozinha provou o contrário, que nunca é tarde para viver o sonho de uma vida inteira, mas que também nunca é cedo demais para honrar quem cuidou de você antes do mundo saber o seu nome. No dia em que o Vozinha defendeu Cabo Verde, ele também lembrou a gente de defender quem cuidou de nós. E para mim fica a pergunta que essa história deixa: quem foram os mais velhos que me construíram? E há quanto tempo eu parei de honrar quem me criou? E você, há quanto tempo Parou de honrar quem te criou.
RICARDO MARCÍLIO:Apresentado neste vídeo tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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