004 - DISCLOSURE DAY + A VOLTA DA CASA DO DRAGÃO + SUPERGIRL NOS BACKROOMS
AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do GAVETA, do DANI PIRES, do DANIEL LOPEZ e do MATHEUX MENDEX, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. O Vilela só quer aproveitar sua nerdice na Terra antes que uma nave do seu planeta natal venha buscá-lo.
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Plugue a sua power armor verde, supervilão de Metrópolis, pois está começando mais um Plantão Nerd aqui no Inteligência Limitada. Eu sou Afonso, supervilão solano. Ao lado do meu querido amigo caçador de Marte, Rex!
Fala, galera! Eu sou o Rex e hoje no programa Solano nós vamos ter muita porradaria.
Porradaria?
É!
Hoje tem herói caindo na porrada no asfalto, tem heroína caindo na porrada no espaço, temos dragão caindo na porrada com dragão e teremos Steven Spielberg dando porradas em alienígenas. Ou seja, o verdadeiro UFC Nerd está começando hoje.
Adorei! E para esse UFC Nerd Nós temos Mateus Mendes, Dani Pires e Daniel Lopes pra você aqui no Plantão Nerd. Depois de anos de denúncias no Congresso norte-americano pelo David Grusch e uma série de denunciantes alegando hacks O Pentágono de fato esconde naves e corpinhos de extraterrestres nos backrooms do governo, lá nos backrooms maio-luminados. Sim, Steven Spielberg decidiu de uma forma muito malandra alguns dias, hein, falar assim: é verdade, é verdade, olha aqui, ó, meu filme é ficção, mas talvez esteja falando a verdade.
É um pontinho aqui?
É, não sei, não sei. Eu sei que estreou aí o Dia D para confundir o seu avô que acha que é um filme sobre o soldado Ryan. Mas não, Disclosure Day é um filme que conta essa treta toda que acontece ali, pelo menos desde 1947, em Roswell. Se tem uma pessoa que é correta para a gente chamar hoje, meu amigo Rex, é ele, o Constantine brasileiro. Olha, meu amigo Daniel Lopes, seja bem-vindo ao Plantão Nerd!
Bem-vindo, Daniel!
Poxa, que alegria estar com vocês, cara, sensacional! Fico honrado, valeu mesmo pelo convite aí.
Ô meu queridão, como é que você tá? Então você, meu velho, eu fiz aqui uma rápida explanação, né, para quem tá um pouco por fora, né, do que tá acontecendo lá no Congresso dos Estados Unidos. Eu ainda fico chateado com o xis da Xuxa quando amigos meus falam assim: pô, Matheus, esse negócio de ET, cara, você já foi, brother. Congresso tá lá, meu irmão, tá lá debatendo a parada. Os caras estão cada vez mais, só falta mostrar o corpinho.
Explica exatamente o que que tá rolando lá, talvez de uma forma um pouquinho mais detalhada assim para meu amigo Rex, por exemplo, que anda um pouco cético, né?
Porque eu tenho medo, não é cético, não é de ceticismo, é medo.
Ceticismo com uma dose de, exato, de medinho. Explica para ele.
Então, desde 2017 a gente vê uma mudança aí na abordagem do governo americano, porque 2017 saiu no New York Times a famosa matéria lá sobre o Tic Tac, né? Não aquela, o docinho, a balinha, né, mas uma aeronave que parecia, né, com esse com esse pequeno objeto aí que adocica a boca das pessoas, né? Então a gente viu uma mudança de postura até na nomenclatura. Antes era UFO, né, que era unidentified flying object, né, objeto voador não identificado.
E eles começaram a mudar para UAP, que inicialmente era objetos aéreos não identificados, agora é objetos anômalos não identificados, né?
Parece que é para confusão.
É muita nomenclatura, né? Mas a ideia é fazer isso.
It is the best name we could come up with. Não pode criticar.
Mas é uma péssima escolha de nome.
Você acha o UAP ruim, né?
Acho péssimo. A gente cresceu ouvindo OVNI. Aí depois teve UFO. Aí tinha os OGGIs, que eram os náuticos, né? Aí os caras agora querem botar UPU, UPC, UPP.
Acho que é difícil. É tudo a mesma coisa agora, né, Daniel? Exato, a ideia é essa.
É o PP, principalmente para quem é do Rio de Janeiro, né?
Aí é mais, a gente vê toda hora, toda hora, a gente vê um passeio rápido, né? No Rio, uma luz vermelha no Rio de Janeiro, você fala assim, a luz vermelha passa, imagina, eu vi uma UPA no céu, tá maluco, rapaz, tomou 3 tapas do policial, tá usando poste, fala que era um traçante, era uma piada mais bélica.
Então, no momento que ela atura, na verdade, eu como fui instrutor do curso avançado de operação psicológica no Exército, eu sempre olho pela ótica da operação psicológica, né?
Então, o que que tá acontecendo?
É de uma negação, agora eles estão querendo convencer, né? Invertir completamente o polo, né? Do não existe para você vai ter que aceitar que existe. Então tem algo acontecendo aí desde 2017. Aí começaram a ter audiências no Congresso. O comandante David Fravor, né, que foi esse que foi testemunha lá do tic-tac ali no USS Nimitz, né? O evento que aconteceu em 2004, mas só ganhou popularidade o New York Times 2017. E agora a gente, né, botaram a capa do livro aí, né, do Disclosure Day.
É o filme do Spielberg, isso é o filme do Spielberg. Ele vem no momento muito específico porque a gente precisa lembrar que Hollywood, apesar da aparência de uma indústria de entretenimento, né, Hollywood sempre funcionou como uma indústria de propaganda, propaganda não área mais propaganda estatal, né, naquilo que a gente chama de marketing de estado, que é o Estado fazendo uma propaganda que envolve as operações psicológicas.
A gente tem documentação disso do ex-agente da CIA, ex, aposentou, né, trabalhou 35 anos como agente de campo, que é o, ele escreveu o livro The Cryptos Conundrum, que é o Chase Brandon. Chase Brandon deu várias entrevistas falando sobre a ligação entre a CIA e a indústria do entretenimento. E ele era até o chefe do escritório de ligação entre a CIA e Hollywood, né? E aí ele mesmo deu orientação ali para alterações de roteiro no Missão Impossível 3, né?
Vários filmes e séries ali, eles dão pitaco. Inclusive, o combinado era o seguinte, né? Eles chegavam para os estúdios e falavam: se vocês fizeram o filme nessa linha que a gente gostaria, a gente oferece para vocês soldados Operação, a gente oferece equipamentos bélicos ali de tanques, aeronaves, para aparecer no filme. Então já tinha essa sintonia. Então hoje a gente tá vendo essa— a gente teve ontem, né, o David Grusch estava lá no Congresso americano ali, eles fizeram uma audiência pública, pública literalmente, né, na rua, né, ao ar livre, é, ouvindo perguntas e tal.
Até o Jeremy Corbell, que é um dos cabeças aí desse movimento de revelação alienígena, né, que tá junto com George Knapp. George Knapp, que era um jornalista muito renomado, que foi o primeiro cara que entrevistou Bob Lazar ainda lá no final dos anos 80. E eles estão ali forçando os Estados Unidos a liberar os documentos, dizendo que eles têm sim corpos de alienígenas recuperados. Eles chamam de NHI, né, NHI, Non-Human Intelligence, né, ou EBI, né, que são seres biológicos não humanos.
E ele tá falando: se o governo americano não liberar, eu vou liberar, né? Mas é tudo ao mesmo tempo, gera uma estranheza.
É, Thiago, sabe, quando eles falam muito de não humanos, né, porque eles evitam extraterrestres. Esse David Grusch, que o Daniel tá falando, né, esse ex-agente oficial de inteligência, ele, quando perguntam, né, Daniel, tipo: mas então é extraterrestre? Fala: a gente prefere falar não humano.
Isso pra mim é lacração.
Lacração para um homem neutro?
Isso para mim é lacração.
Não funciona.
Até no espaço eles tiraram. Meu Deus, deixa o alienígena ser o alienígena, deixa ele ser o que ele quiser.
Mas eles entendem, os Grey, né, ô Daniel, não tem nem pinto nem pepeca, né? Um negócio meio—
Como é que você sabe? Não é porque é pequeno que tem que ser desvalorizado. Às vezes ele não tem culpa de ter sido assim, entendeu?
O negócio lá é neutro.
A cabeça é grande, você não sabe o que que eles usam.
Sim, pode ser muito frio dentro da nave também.
Pode ser no espaço, ninguém tá julgando, negativo, né? Zero absoluto.
Eu não sei se vocês viram também que lá nos Estados Unidos eles acabaram de fazer o site lá, aliens.gov, né? Aliens.gov. Só que na verdade trata de imigrante legal também, né? Aí eles fizeram umas doações Botaram assim: eles estão entre nós. Aí é um imigrante quando assim fica entrando nos Estados Unidos.
Cara, isso é que é foda, porque assim, por um lado, o Trump é esse loose cannon, né, que a gente que gosta de filme dos anos 80 usava-se muito esse termo, né, o canhão solto. Tipo, você tem que resolver uma situação que é impossível, você solta lá o Riggs do Máquina Mortífera, né, o John McClane, você solta alguém que é meio louco e o cara vai resolver. Mas é meio Godzilla. O Godzilla vai matar o King Ghidorah, mas vai cagar, vai pisar em creche, vai ter que tirar as crianças correndo, vai derrubar o hospital.
Não, fica uma pet shop em pé.
Mas resolve, entendeu? O Trump, o narcisismo do Trump, hein, Daniel, ele nos serve bem, né, pra nós que gostamos da ufologia, porque tipo: "I wanna be the first!" Ele quer ser o primeiro a entrar na história como o presidente que fez esse disclosure. Mas por outro lado, o cara vira e fala assim: Ah, então vamos aproveitar aqui, fazer uma campanha de que eu tô expulsando os ilegais e vamos chamar de aliens também, porque já usa esse— cara, que bagunça, Daniel!
Cara, eu vejo que mais e mais a gente tá se aproximando do que vai ser o Star Trek. Vai chegar um ponto que vai ser— vai, os alienígenas vão chegar e vai acabar tudo isso, entendeu? Porque vai ser só raça humana, não vai ter mais essa coisa de—
como assim? Ah, entendi! Inclusive, você tá falando de Star Trek, ó, para apimentar nossa conversa. Vou trazer aqui, ó, ver se dá para ver no cenário, Daniel. A navezinha que eu tenho, que é a Enterprisezinha aqui. Isso aqui é uma loja em Nova York, cara, que ele faz peças nerds de sucata de moto.
É, o brasileiro também faz isso, mas não cobra tão caro.
Não cobra tão caro.
Você vê vários desses ali na Praça de Ipanema ali.
E aí você acha que aquela coisa do Ronald Reagan que falou que se tivéssemos uma ameaça, é a área do dúvida do Daniel.
Daniel vai explicar bem essa possível, né, que é a mesma jogada que ele usou até no Watchmen, né? Quando você tem uma ameaça alienígena, cessam-se os conflitos porque existe uma ameaça maior. Então agora já não é mais uma questão de brigas entre países, é uma questão de sobrevivência da espécie humana.
Tem essa parada também, né?
Tem um pouco essa galera que desconfia que Hoje no Plantão Nerd, né, com a presença de nós três aqui, vocês vão ter a oportunidade de entender o que que tá por trás. Vai muito além do, da vaidade do Trump de querer ser o presidente que revelou os documentos. Na verdade, isso é uma agenda antiga, como vocês estão revelando, porque uma agenda primeiro que começa com uma operação psicológica já em Hollywood, é convencendo a população disso desde 1953, com os primeiros filmes sobre invasões alienígenas, Sem falar, o ápice foi Independence Day, que tem a grande batalha contra os alienígenas, a humanidade tem que se unir.
O filme A Chegada também vai nessa linha. E o que a gente vê? A gente vê entre 1987 e 1989, Ronald Reagan deu 3 palestras. Uma dessas 3 foi na Assembleia Geral da ONU, onde ele falou, no meio da Guerra Fria contra a União Soviética, que uma invasão alienígena seria ótima porque ia acabar com a guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, porque eles teriam que se unir contra esses invasores. Ok, você pode pensar, cara, Reagan era ator de Hollywood, então ele achava isso legal, né?
E existe até uma matéria muito interessante, é uma matéria tão interessante que ela saiu na revista Superinteressante, e a matéria, a reunião, o ator, pô, na Suíça em uma missa entre Reagan e Gorbachov, e eles concordaram que seria muito bom uma invasão alienígena para resolver a guerra, né? Então você vê que não é só uma loucura do Reagan, era do Gorbachov também. Só que em 2014, o Clinton dá uma entrevista para o Jimmy Kimmel e ele fala exatamente a mesma coisa.
Ele disse: nós tivéssemos uma invasão alienígena, seria ótimo, porque e acabar com todas as guerras. E depois o vencedor do Prêmio Nobel de Economia, professor da Universidade Princeton— que eu me esqueci o nome dele agora, que é um Keynesiano... Eu sei tudo da vida dele menos o nome!
Não sou eu não, né? Não sou eu não!
Não, não, eu esqueci o nome dele, mas ele também na época da crise foi muito influente...
John Nash!
Cara, não é o John Nash, peraí... Peter Mathew Mathematics?!
Pior, cara! Você só atrapalha aqui!
Eu escrevi até livro sobre isso, artigo sobre isso, mas esse cara também fala a mesma coisa. E ele diz o seguinte: olha, se nós tivéssemos uma invasão alienígena, a crise de 2008 seria resolvida, porque o governo americano ia ter que investir no setor bélico. Investindo no setor bélico é gerar emprego, gerando emprego é gerar renda, gerando renda é gerar consumo, ia resolver a crise de 2008. E se no final nós descobríssemos que era tudo falso, não tem problema, porque resolveu a crise.
Então, e agora você vê 3 presidentes, né, Reagan, Gorbachov e Clinton, falando sobre isso. Depois, um vencedor do Nobel falando a mesma coisa. Cara, tem uma agenda de estado aí que tá sendo disseminada. E agenda de estado, mas é criar um governo único global, conforme o Major Wernher von Braun Confessou isso. Ele me disse que seriam inventados vários perigos para gradualmente criar-se um governo único global. Primeiro seriam os russos, depois os extremistas islâmicos, depois os meteoros, e a campanha final seriam os alienígenas. E parece que dentro disso.
Então faz sentido, porque olha só, se você parar para pensar, a quantidade de crise que a gente está tendo internacionais, guerras, problemas com pandemias, tudo isso em geral, realmente, você parar para pensar, quem sabe isso realmente não é uma grande invenção, uma grande fábula, por exatamente o mesmo contexto do Watchmen, pegando, né, mais aquela coisa da cultura pop nerd que todo Todo mundo viu, né? Não filme, tá? Os quadrinhos, gente.
E aí você tem uma ameaça que você obriga todos a se unirem contra uma força invisível, né? Então, tipo, será que tudo isso que a gente tá vendo então na verdade é fato, é lenda, é balela, é historinha para boi dormir, ou realmente algo que está acontecendo? E tipo assim, vai aparecer, vai acontecer, porque a gente é o que eu falo, Toda vez você vê autópsia de um vídeo alienígena, pô, os caras têm uma qualidade de câmera melhor para gravar?
Mas hoje em dia, quando vaza alguma coisa, é tipo isso. Não, mas olha só, eu não estou falando disso, eu estou falando das naves, quando mostram os corpos. Aí quando mostra os corpos, os caras também vão pegar aqui uma fita VHS para filmar o negócio. Será que é a interferência da energia biomolecular do corpo, emite uma coisa que o digital não funciona, porque não faz muito sentido.
Eu não sei o que que o Daniel, vou jogar para o Daniel, mas eu acho que dentro de tudo que a gente falou tem uma turma assim dizendo que é tudo falso, essa operação que a gente tá desenhando, que não existe extraterrestre ou interdimensionais ou viagens do futuro, que é tudo invenção para esse objetivo aí de criar um governo único, essa coisa toda de controle. Eu sou do time que acha que é o meio do caminho, para variar, eu sou o cara do meio do caminho.
O próprio Von Braun falava um pouquinho disso, né, de que assim, a vida fora da Terra, essa vida, ela nos visita há milhares, milhares de anos, quem sabe até milhões, sei lá. Mas isso está sendo, na minha visão, instrumentalizado com esse objetivo que o Daniel tá desenhando. Eu sou mais dessa linha. O que você acha, Daniel?
Eu sou dessa linha também, porque o fato de inventarem uma manipulação em cima do tema alienígena não necessariamente cancela a existência dos alienígenas. Inclusive, tô achando que os alienígenas vão entrar no PROCON, pedir os direitos ali, falar: vocês estão usando minha imagem de forma inadequada, né? Lembra aquele filme Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo? É mais ou menos isso. Eles estão procurando tudo para criar uma grande confusão, deixar as pessoas desnorteadas, né?
Criar exatamente o que os americanos chamam de o John Boyd, que era um coronel do exército americano, ele inventou um negócio chamado Ciclo OODA, O-O-D-A: observar, se orientar, decidir, agir. Quando você consegue quebrar no seu oponente ou no seu público-alvo o Ciclo OODA, se eles não conseguirem observar, se orientar, decidir, agir, você venceu o cara, você domina o cara, porque é tanta informação confusa ao mesmo tempo que ele não consegue se situar, entendeu?
Mas eu acho que o plano vai além, e isso tem a ver, agora vou fazer o gancho com filme Dia D. Não é só criar um governo único global, é criar um governo único global com essa ameaça alienígena, mas em cima disso colocar os alienígenas como os criadores da humanidade e assim acabar com as religiões. É pegar aquilo que o Erich von Däniken falava nos anos 60 ainda, do Deus da Cidade, e dizer Todas as experiências que as civilizações antigas tiveram com os deuses na verdade eram visitas alienígenas, como a gente vê no filme Alien Prometheus, por exemplo.
Sim, sim, sim, que vieram aqui nos criar. Então isso terá um impacto gigante nas religiões. E esse é o motivo pelo qual muitos pastores nos Estados Unidos e líderes cristãos foram procurados por deputados federais, senadores, que disseram para eles: preparem as suas congregações, preparem os membros das suas igrejas, porque o governo está prestes a revelar que Jesus não existe, que Deus é mentira e que só existe alienígena. Então existe aí um projeto ainda mais poderoso que vai na linha talvez do fim da infância, quando os alienígenas se apresentam não apenas como os criadores, mas como os salvadores também, os verdadeiros deuses que criaram os seres humanos.
Isso aí vai gerar um impacto não apenas em termos de cosmovisão, humanidade vai ficar sem chão, mas isso vai gerar um impacto severo no mercado financeiro também, e muitos já estão se preparando para isso. Será que foi por isso que Peter Thiel saiu dos Estados Unidos e foi para Argentina? Aí eu vou deixar aí.
O filme vai nessa linha.
Eu acho que nós, na verdade, somos um grande zoológico, tá? Quando a gente pega um desses alienígenas que cai na Terra, é que nem aquele cara que trabalha no zoológico, é pego pela criatura. Quando ele cai na jaula e aí o bicho ataca. Eu acho que a minha visão do mundo nosso é mais ou menos essa. Eles estão lá, olham, vêm, descem, alimentam, tiram um pouco, dão um pouco, sabe? E depois aí um cai, tá vendo? Ó, o Zé, pô, falei para não chegar perto, Zé.
É sempre o estagiário que acabou caindo, aí pega e não tem como pegar de volta. É como se a gente fosse um naqueles negócio de formiga no vidro, sabe?
Sim, um grande aquário de um formigueiro transparente, né? É uma das muitas teorias. E de fato, Daniel, agora puxando então para o Dia D, né, o filme do Spielberg, eu tive a oportunidade de assistir também. E ele, eu achei até, Daniel, você que é pastor, eu achei que ele fosse abordar, penetrar mais nessa questão Eles que são dar, né, eles são tão bem. Eu achei que ele, ele, acho o filme muito superficial, sinceramente. Eu fiquei muito decepcionado com o filme, confesso a vocês que adoro Spielberg.
Para mim, a trindade sagrada é Spielberg, James Cameron e Tarantino. Spielberg para mim tava no topo, mas cara, esse filme para mim ele é muito fraco. Ele trata o assunto Acho de forma fofa. Aqui e ali o pessoal pode achar que não, porque a Emily Blunt abala, ela é foda, chora, grita, fala a língua do peito e tal. Mas na hora, mas cara, na hora que ele vai falar realmente o que que os ETs querem, vai falar sobre abdução e tal, eu achei que ele volta para o ET fofo.
Tem uma cena, cara, que me deu uma vergonha alheia no final. Não vou dar spoiler para galera, mas é uma vergonha alheia no final. Inclusive uma coisa que você fala, porra, se eles tinham esse recurso, por que que tem que fazer todo esse escarcéu pelo filme todo? Eu não sei se Daniel assistiu o filme.
Daniel chegou, não assisti ainda não, cara, mas eu peguei alguns spoilers aí.
É, não sei nem se a gente deve dar spoiler aqui.
Não, ainda não, ainda não.
Vamos segurar um pouco, convida a galera para assistir. Mas e aí, Daniel, jogo para você, o filme ele focando ali na religião cristã, né, mais ainda no na questão católica da coisa, representada por uma freira. Ele joga essa história, né, de tipo, ela fala: é perfeitamente cabível que o Nosso Senhor tenha criado outras vidas, porque na passagem da Bíblia— aí você me corrija, corrija Spielberg se ele é— diz que nós somos a criação máxima do Senhor na Terra.
É especificado na Bíblia que ele fala na Terra. E ela fala: então você pode ter outras criações também. Aí eu queria que você falasse aí se algum deputado, se os MJ-12 aí, a CIA te der uma tranquilizada, você acorda dentro de uma van com um saco preto na cabeça e fala assim, ó: amanhã você tem que começar a falar para os seus seguidores lá na igreja, né, que o Daniel é pastor também, você tem que começar a acomodar essa realidade. Como é que você começaria a lidar com isso ali? Ou não?
Cara, deixa eu mostrar um livro para vocês aqui, ó. Não sei se vocês conhecem esse livro, Exo Vaticano, um tijolão de 700 páginas.
O designer deu uma exagerada nessa capa, vamos convenhamos, né? De informação, de imagem.
Vou falar uma parada para vocês, eu vi isso aqui com os meus próprios olhos. Eu vi lá na Basílica de Aparecida, passando de carro. Só que não era uma nave saucer, não era prato, era triangular. Eu vi, minha família toda viu, e eu filmei aeronave. Beleza? Então, apesar disso aqui ser meio sambar, essas naves gostam de ficar parada em cima de templos. Eu não sei exatamente por que, vai entrar no negócio de geometria sagrada, né, porque Maçonaria que constrói os templos, né, eles sabem mexer com paranoia para conseguir absorver certas energias aí que estão disponíveis no universo, né. Então aí é um papo mais secreto, ocultista.
Aí precisamos pelo menos 5 horas junto com o Vilela e o Daniel para a gente fazer abertura, né, de onde vem isso e tal.
A gente vai ter que vir desde o Tubal-Caim, passando pelo Templo de Salomão, Egito, Babilônia, até chegar aos dias atuais. Demora 5 mil horas, né?
Mas Daniel, só uma pergunta.
Daniel, uma pergunta, é tocando nesse assunto, já que o filme aborda esse lado da religião também, mas aborda, mas aborda. E por que não foi o judaísmo? Teve que ser o cristão, os piores judeus. Mas tudo bem, olha só, cabe, sabia?
No judaísmo cabe também.
Mas eu sei, mas Deus criou seus 10 mil mundos, né, Daniel? Faz sentido, faz sentido também. Mas assim, Daniel, eu já ouvi alguns relatos, né, de vídeos que vazaram, de textos de pessoas que tiveram contatos com seres extradimensionais, que agora não sei se a gente pode falar alienígenas, senão a gente tá, né, ofendendo, né, os alienígenas. Mas eu lembro de já ter perguntado sobre assim, aí, Jesus Cristo, para algumas pessoas que tiveram contato com alienígenas, e eles falaram assim, ah, senão ele existe.
Tipo os abduzidos? Isso.
Não, não abduzido não. Tem um caso de uma secretária, Daniel vai corrigir melhor essa história, uma secretária que trabalhava com o governo e ela conseguiu ter um link telepático com um alienígena. Eita! E aí usaram ela para fazer as perguntas.
Ah, como se ela fosse uma médium.
Não, não era médium, ela teve um contato mental e aí aproveitaram isso porque elas comunicavam com o governo.
Médium quer dizer que ela tem que traduzir o que o outro tá falando.
Ah, sim, entendi.
Eu não entendi nada de espiritismo.
Eu entendi médium e médium de espíritos, desculpa.
Ela sabe, ela fez o papel da tecla SAP.
E aí quando perguntaram sobre Deus, Jesus e tudo mais, alguns comentaram, já tive outros relatos dessa forma, que comentaram que a figura Jesus Cristo, ela é meio que universal, assim, existe esse ser de luz, esse ser que é um filho, esse ser que é um link entre o divino, ou seja, o desconhecido e o humano. Em várias outras representações alienígenas. Então me corrija se eu até falei certo.
Pode visitar cada planetinha, hein, Daniel? Cada hora ele vem no planeta aqui e tal para dar um alô, dar uma upada na galera, ver como é que tá, né? Meio que quando mandam o diplomata, um diplomata. Então quando a empresa manda um cara de gravata para ver se o escritório tá funcionando, tem um corporate, sabe? Corporate mandou um cara, galera, tal. O que você acha, Daniel, dessa teoria aí para os cristãos?
Esse assunto já é estudado há muito tempo por alguns cristãos, né? Como tem um livro chamado The Omega Conspiracy, que é do I.D.E. Thomas. É um livro que é pioneiro nesse assunto de tentar interpretar alienígena pela Bíblia. E ele vai nos lembrar algo muito importante nas escrituras, que é o seguinte: o que se fala sobre final dos tempos é a vinda de um falso Cristo. Que é o anticristo, entendeu? Então esse Cristo cósmico, esse Cristo que é proveniente da estrela Alfa Centauri ou Sirius B, que é um príncipe da constelação de Sirius, na verdade isso seria o anticristo.
Então parece que esse Cristo cósmico, essa, como se fala no misticismo, né, consciência crística e tal, esse Cristo vai aparecer. E Jesus, ele chegou a dar esse alerta, ele fala no final dos tempos, lá em Mateus capítulo 24, Quando disserem Jesus está lá, não vá até lá, não sou eu. Quando falarem Jesus está lá em cima da montanha, não vá lá porque não sou eu. Quando eu voltar, povo, tribo, língua e nação verão e se lamentarão, que eles vão falar: Ih, rapaz, era verdade esse negócio de Jesus.
Então, antes do Jesus verdadeiro vir, pelo que a Bíblia ensina, virá um Jesus falso, que virá com um discurso muito parecido de: eu cheguei para salvar a humanidade. E o discurso que está sendo construído é o discurso que Maria não foi engravidada pelo Espírito Santo, como a Bíblia diz, né? Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá e conceberás. Não será o Espírito Santo que fecundou ali Maria, mas será— a Maria teria passado por uma abdução alienígena e uma raça alienígena nobre, de uma realeza, Inseminou Maria com Jesus e Jesus é um híbrido humano alienígena para fazer essa aliança com os povos da Terra.
Maria e José eram descendentes de Davi, de uma linhagem real. Esse é o discurso que está sendo preparado. Inclusive, na capa desse livro aqui tem uma citação do Padre Giuseppe Tanzella Nitti que é um dos chefes lá do Observatório do Vaticano, inclusive que eu visitei lá no Castel Gandolfo, lá que fica nos arredores de Roma. Ele escreve o seguinte, tá, esse trecho do livro. Olha o que que o padre tá dizendo: os cristãos não terão que imediatamente renunciar a sua fé em Deus simplesmente com base nessa nova informação religiosa de caráter extraterrestre.
Porém, assim que esse conteúdo religioso do espaço tenha sido verificado, e comprovado, né, com provas contundentes, será necessário uma releitura do evangelho com base nesse novo conteúdo. E essa releitura do evangelho que o Vaticano tem feito há muito tempo vem exatamente nessa linha. Não é de demonizar os alienígenas, é de colocá-los como puros, como santos, como bonzinhos. E a gente viu isso recentemente agora nos Estados Unidos. Um padre lá chegou e falou: olha, alienígena é demônio. O cara foi demitido.
Não sei se vocês viram essa parte.
Ele falou isso, foi sumariamente demitido. Então, o discurso deles é o seguinte, que a gente vê nesse livro aqui. São dois padres, o Giuseppe Tanzellaniti e o Padre Funes, que estão preparando isso tudo. E o que eles estão dizendo é o seguinte: se existirem alienígenas, eles não passaram pela queda original, eles não pecaram. Então eles são seres, são puros, não tem pecado, não precisam ser evangelizados, batizados, nem convertidos.
Então, em vez de nós termos que trazê-los à presença de Deus, nós que teremos que aprender com eles sobre como estar mais próximos de Deus, porque eles são mais puros do que nós.
Se a gente olha nessa ótica, por isso que não tem pepeto e pinto, tá vendo? Eles são puros, Daniel.
O Afonso, você, eu acho que você tá se pautando única e exclusivamente pelo Grey.
Pelos Grey, exato.
Porque os reptilianos e os nórdicos, eles passam o Serol em geral aí, meu irmão.
Mas tira uma dúvida: será que é por isso que os Grey são tão mal-humorados, são perigosos? Porque não tem como se divertir, né? Não tem uma interação. Ele olha para um, não sabe se é irmão, se é o primo, se é o pai, se é mulher, se é homem. A gente comeu confusos entre a gente, ficou assim: o que que a gente vai fazer? Não sei, tem aqueles humanos ali, vamos lá dar uma zoada. É a única explicação.
Acho que a Patricinha de Beverly Hills, não, Patricinha não, aquela da advogada lá daquele filme da advogada, como é que é o nome?
Advogada loirinha. Não tenho ideia.
Fala: quem não transa não é feliz. Erin Brockovich? Acho que não é essa não, é outra lá.
É Whitney Whiterspoon.
Isso, a Whitney Whiterspoon, advogada fofinha. Daniel, se o filme do Spielberg abordasse, porra, 20% do que você tá desenhando aqui belíssimamente, como você sempre faz, com sempre muita referência, cara, ele seria um filme muito melhor. Justamente porque ele propõe o que vai acontecer com a humanidade, que o que a gente tá aqui, né, compondo, quando você entender que a nossa vida ela tem uma perspectiva muito diferente daquela que a gente centraliza ao redor do nosso muito ambíguo.
E, cara, não é só religião. Religião, pensa, esse enraizamento que o Daniel tá desenhando, mas a partir dela você tem, você tem economia do planeta inteiro, né? Você tem outros tipos de, outros tipos de comportamento que serão profundamente afetados. E o filme, sinceramente, os últimos 8 minutos do filme é que ele lida com isso de uma forma na minha visão, muito atrapalhada assim.
É tipo assim, aí eu contei uma história e aí, putz, mas eu tenho que falar disso. E aí eu vou incluir.
Você tem esse momento de todo mundo, mas é mais assim, sabe? E talvez ele tenha, né, Daniel e Rex, medo, Spielberg, apesar dele já ter lidado com os grandes filmes do cara, né, racismo, né, escravidão, genocídio dos judeus, tudo isso. Eu não sei se ele não quis, sabe, criar uma obra muito pesada de reescrita dessas nossas linhas básicas da sociedade, que não só a cristã, mas você vai ter que— como é que você lida? Você mete o Islã no meio, meu irmão, o caldo engrossa para caramba, né?
Então assim, não vou tocar nesse tema, é meio bombástico, né? É muito explosivo, né? E sabe, meio decepcionante assim. Eu gostaria, o Daniel deveria ter escrito em vez do David Copperfield lá.
Eu acho que o melhor filme de espíritos de alienígena é Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Tá. Eu gosto muito porque é um filme que, tipo assim, ele não se aprofunda muito na parte técnica, ele não se aprofunda muito na parte militar, e ele mostra mais a consequência da pessoa comum lidando com extraordinário, com algo extraordinário. E aí você passa a a ver pelo ponto de vista de pessoas comuns uma situação desesperadora. É a mãe que vê o filho entrando em contato e abduzido, o pai enlouquecendo, a abordagem que algumas pessoas começam a visualizar um certo lugar onde seria a área do contato, né, de várias partes do mundo.
E tem detalhes importantes que o filme explora, que é mostrar, por exemplo, os pilotos que sumiram no Triângulo das Bermudas. Então, tipo assim, É um filme que o Contato de Terceiro Grau, acho que ele tem essa pegada muito mais humana, que cria um desespero maior nas pessoas, que fica muito mais tenso o filme inteiro do que, por exemplo, um filme que o cara quer abordar hoje em dia, o mundo de hoje em dia, e ele esquece temáticas importantes.
Acho que se aprofundar nesses detalhes sem você dar o devido valor, concordo, fica ralo, fica raso.
Sem você ver, assistir do filme, eu acho que você foi num ponto muito interessante. Faltou Eu acho que um elemento muito humano, hein, Daniel, que o Spielberg é muito bom, né, na questão da empatia. Eu vi uma entrevista dele para me preparar para o filme, para o Plantão Nerd e tal, e ele, o entrevistador fala, cara, você tem uma questão de um elemento humano, da empatia tal, que poucos diretores, né, a relação que o Spielberg tem com as crianças dos filmes dele, né, ele sempre falou, você tem que tratar a criança como uma pessoa e não como uma pessoa menor.
Porque é dali que você vai projetar quem você vai ser no futuro, né? Então esse elemento às vezes se perde quando a pessoa quer falar de temas cósmicos, hein, Daniel? Sendo que muitas vezes o divino tá dentro de nós, né? Para ficar um pouco bonito aqui para o pastor hoje, tá?
Até eu me motivei.
É o divino tá dentro de nós, é, pô, chapa branca total, né?
Chapa branca total, exato.
Você tá fazendo, né?
Não querendo ofender, querendo agradar, fazer uma média.
Sim, é pensado que eu acho que dentro do Thiago tem outras coisas um pouco profanas aqui, tem bastante nas veias dele.
Eu assumo que se um alienígena aparecesse para mim, eu ia falar assim: meu amigo, se você me deixar maior, mais forte, com cabelo de novo, eu, a gente negocia, pode fazer a sonda, não tem problema, traz umas alienígenas aí que a gente procria, a gente resolve mais dá caprichada aqui, a gente aceita.
Eu acho que como os Grey, Daniel, eles têm um lance com retirar material genético, né, esperma. Acho que o esperma do Thiago já não serve mais.
Vamos trabalhar. Meu Deus, que ser híbrido é esse? Alguém passou aqui antes da gente?
É tanta mistura de remédio de cavalo que eles vão pensar, meu Deus, tem algum problema, está inchado, deve estar inflamado.
É um centauro só da cintura para baixo?
Eu vou deixar aqui uma provocação para galera, para tipo assim, eduque-se a si mesmo, pesquise aí depois, faça o seu dever de casa, que é o seguinte: nós temos dois atores hollywoodianos que falaram coisas extremamente contundentes do Steven Spielberg. E se isso que eles falaram é verdade, a gente pode entender um pouco melhor as intenções por trás desse querido diretor que marcou as nossas infâncias, mas pode ser que ele sirva o capiroto.
Por quê? Porque o Corey Haim e o Corey Feldman são duas figuras que marcaram aí as nossas infâncias, né? É o caso dos Goonies, por exemplo, né? E o Corey Haim, ele morreu, né, de uma forma bem triste. E o Corey Feldman disse que o seu xará Corey Haim morreu por causa das coisas que o Steven Spielberg fez com ele.
Foi esquisito isso.
Eles foram barbarizados pelos Spielberg e pela elite hollywoodiana quando eles eram crianças. Vou deixar essa informação. Depois vem um outro ator que é completamente insano, e aí fica difícil saber se o que ele fala dá para levar em conta ou não. Que é o Shia LaBeouf, né, ou Shia LaBeouf, não sei como é que você pronuncia, que ele numa entrevista falou assim: Steven Spielberg come, devora bebês. Aí todo mundo começou a rir, né?
Aí ele falou: eu tô falando sério, ele come os bebês inteiros. E aí todo mundo continua rindo. Aí você fala: cara, esse cara é louco, ele já claramente tem problema psiquiátrico. Mas quando você mistura isso que ele tá falando com Corey Haim, Corey Feldman, O que o Corey Feldman falou, se você for mergulhar nos relatos dele, aí você— vamos supor que isso tem alguma base. A ideia seria qual? Spielberg está trabalhando para uma agenda diabólica, ocultista, que envolve destruir o cristianismo dizendo que Deus não existe, só foram os alienígenas que nos criaram, e criar um governo único global usando essa suposta ameaça alienígena E na verdade será aquilo que a Bíblia chama do reino do anticristo, para estabelecer ali o anticristo como o senhor do planeta Terra, inicialmente se passando como salvador da humanidade, mas depois se revelando como o filho da perdição, como a Bíblia chama.
Então, meus queridos, tem várias linhas possíveis de interpretação aqui. A gente pode analisar isso numa camada cultural, né, cinematográfica e de estrutura de roteiro e tal, construção de narrativa. Plot points e termos técnicos de cinema. A gente pode olhar isso como uma questão da indústria cinematográfica hollywoodiana, a gente pode olhar isso por um aspecto de operação psicológica, mas relatos estranhos de atores que trabalharam direto com ele nos permitem especular, e eu repito a palavra especular, levantar hipóteses de um propósito Ah, é isso, para esse tipo de produção cinematográfica.
Então é por isso, como eu falei no início, vou deixar para a galera estudar, pesquisar e tirar sua própria conclusão. Lembrando que é tudo aqui hipótese, especulação, mas a gente tem algumas, algumas, alguns incentivos para fazer essa pesquisa.
É, os e-mails do Epstein também entram nessa, nesse grande caldeirão especulativo, né? Os caras usando palavras palavras secretas lá, código, né, que muita gente— não vou nem usar o termo do porquê, né, mas envolve também pessoas pequenininhas aí e tal. Então você mistura com essa elite de Hollywood, rituais, todo lance que o nosso Constantino brasileiro sabe, né. Aí é complicado. Eu gosto que o Daniel às vezes ele joga as coisas mais cabrosas para o alto, e aí é tipo assim, ele joga o negócio para o alto e sai correndo, falou: ah, tá descendo aí, ó.
E aí é o famoso levanta a falar para você cortar.
E aí você fala, pô, aí ele fala assim, ó, só joguei, não tô falando que é, entendeu?
Pode ser que sim, fulano disse, fulano conversou.
Mas o problema é que tem sempre muita fundamentação com Daniel Lopes.
A pergunta, Daniel Lopes, agora que estamos falando desse assunto todos, e pelo que o Solano me falou, né, o Dia D, o Disclosure Day, que para mim é sempre vai ser o nome de filme de guerra, não tem jeito. Você tem alguma sugestão de filme que você fale, tá aí, esse é um bom filme de alienígena para você ver, que tem um relato legal, é interessante, tem um bom baseado em fatos interessantes.
A gente fechar aqui, fechar aqui.
Eu acho que o Alien Prometheus é interessante porque começa com aquele engenheiro, né, que ele toma aquela black goo e aí ele derrete ali, espalha o DNA dele para É acelerar a evolução da humanidade. Sim, mas o que que eu acho legal nesse filme? Primeiro, no início assim, eu acho o filme podre. Depois eu acho legal, porque eu saio do podre para o legal. Não, não a qualidade nem nada.
Por quê?
Porque mostra que os alienígenas, esses alienígenas, são verdadeiros filhos da mãe, entendeu? Que eles quiseram só explorar a humanidade, escravizar a humanidade, e decidiram acabar com a humanidade. Tipo assim, a gente fez esse experimento, mas não deu certo, vamos lá para Terra para matar todo mundo. Só que eles fazem um pit stop numa estrela, num planeta, num satélite, que eu me lembro que tem um nome de LV, é o famoso, parou no banheiro, parou no pit stop para trocar o pneu ali, botar o pneu biscoito, que tá chovendo.
Aí o que que aconteceu? É, esse, essa nanopartícula, essa coisa que eles iriam usar para exterminar a humanidade, escapa e mata eles mesmo. Então assim, por que que eu acho legal o discurso desse filme? Começa como: 'Ah, os alienígenas são nossos criadores, são que legais, eles são os nossos papais e mamães.' Aí passa disso, os caras são tudo filha da mãe. E passa melhor ainda: 'Eles vieram destruir a gente, eles que se ferraram, porque a arma que eles levantaram contra nós acabou matando eles.' Então eu acho que vai acontecer, tá certo?
Eu acho que isso vai acontecer. Vai começar: 'Eles são gente fina.' Daqui a pouco a nave vai abrir lá, como Arthur C. Clarke mostrou, vai sair um monte de demônio. E os cara fala: pô, você é alienígena, não é demônio? Não, porque a galera confunde, né? Tô falando do Fim da Infância, que tem a série, tem o filme, e tem, tem o livro e tem a série. E no final a gente vai ver que é um bando de mentirosos, não são nada disso, eles querem só sugar, explorar a humanidade, e se passam como bonzinho.
Não, vim aqui para te ajudar, vim aqui para impedir uma guerra nuclear. Mas na verdade é um bando de filha da mãe que tá só querendo sugar, explorar, entendeu?
Mas eram, ó, eram fortes, eram grandes. Dá para perdoar a galera pelo seu físico.
Cada um tem um físico que merece.
Os meus são os mais, meus queridos.
Então é com essa nota extremamente pessimista, tanto que você vai ver que os caras são filha da mãe e você não vai aceitar a lorota deles, pois é ótimo.
Entendi o que eles forem oferecer.
Não sei, Daniel, depende do que ele te oferecer.
A maioria vai aceitar e vai cair na lorota, mas quem assistiu o Plantão Nerd de hoje não vai, pô.
Eu caía, dependendo da oferta.
Ah, ele é cheio de elogios esse Daniel Lopes. Meu querido, dá uma beijoca, obrigado aqui por estrear sua participação no Plantão Nerd. Volte, volte mais para falar de outras coisas também, vamos falar de super-herói, vamos falar de outras coisas que você gosta também, que você é nerdão que nem a gente. Beleza?
Valeu, obrigado, prazer aí, o Rex. Aí foi uma alegria estar com você.
Obrigado aí também.
E manda um abraço para o outro Afonso aí, que é um alienígena de verdade.
Exatamente. Quem quiser dar mais uma olhada aí no Daniel Lopes, então, falando com dois Afonsos sobre essas birutices todas, mas aí devidamente equipado com o capacete alumínio, dá um pulinho no Bunker X, que o Daniel já foi lá algumas vezes. É isso, turminha.
Beijo, Daniel.
Obrigado, valeu, galera.
Casa do Dragão! Não, não é esse.
Não, era Colher do Dragão.
Ah, Shiryu, que saudade do— Imagina um golpe que reverte a cachoeira.
Era o meu favorito.
Pô, imagina você com 11 anos, o seu personagem favorito revertir a força da cachoeira. Mas não é, mas tem dragão.
Eu queria ter o cabelo também, não tive cabelo do Shiryu, também não sou chinês, mas tudo bem. Eu tô mais para o Debaran.
Tá mais.
Mas enquanto o J.R.R. Martin promete terminar o livro que ele nunca vai terminar, Está entrando a nova temporada da Casa do Dragão, né, e onde nós veremos a incrível Batalha da Guela. Guela, é, já sabe, conhecendo o JR e Marti, tudo ali envolve uma guela. Nós vamos chamar aqui para conversar com a gente Mateus Mendex, que vai falar o que esperar dessa nova temporada. Mateus, seja bem-vindo!
Opa, rapidinho, galera, vou ter que corrigir vocês aqui, perdão, que você falou acho que umas 5 vezes JRR Martin e não é J, é George.
Ah, você botou um J? Eu botei um J. É porque tem o J.
Você falou umas 5 vezes JRR Martin, eu falei, ai, caralho, vou corrigir o cara.
É que eu confundi com JRR Tolkien, aí eu fico JRR Tolkien com G Martin..
E vou falar, na língua portuguesa tem Jorge com J também. Tem. E aí tudo se mistura. Carioca, ele tem tanta coisa na cabeça dele. Você, Mateus, você é carioca também, você sabe muito bem que enquanto a gente desvia das balas, às vezes a gente acerta no português e erra aqui. Mas você vai acertar com a gente. Estamos falando da Casa do Dragão. Você é um desses, Mateus, que é um dos loucos que defende o final da primeira versão, evidentemente, do livro lá, da Guerra dos Tronos.
Não teve final, cara. Não tem como descrever.
Sério, sério, cara, eu tenho uma opinião polêmica assim porque eu sou fanboy da Daenerys. Então obviamente eu odiei o final de Game of Thrones porque se a Daenerys matasse o Jon, eu ia gostar, eu ia gostar um pouco mais. Eu sou um pouco de hater do Jon Snow porque eu acho que, enfim, sou fanboy da Daenerys, então É isso, a minha opinião impopular é essa.
Sim, tá. Ah, mas de fato ela foi estragada, né, naquele finalzão. A gente nem precisa ficar chutando cachorro morto, acho que a galera já sabe ali, uma personagem absolutamente desperdiçada. A gente não sabe se esse é o final ou próximo do final, deve ter alguma coisa a ver, porque o George Martin—
mas é aquela história, você não pode reclamar de algo que você não escreveu o final.
Então deixou a galera fazer, fizeram caquinha. E aí deu uma esfriada para caramba. Tanto quando anunciaram Casa do Dragão, ficou aquela coisa, pô, mas como é que a turma vai receber e tal? Você tem que entregar um produto, né, Matheus, que vai tirar um pouco daquele gosto ruim do final da série do Game of Thrones. E tirou, não é não? A primeira temporada, pelo menos, ela abalou ele.
Não, acho que não.
A Casa do Dragão para mim é primorosa. A primeira temporada da série é um episódio melhor que o outro. Eu tava revendo agora pra fazer a cobertura da terceira temporada, eu revi as duas primeiras temporadas e é incrível o nível de qualidade da primeira temporada. Na primeira temporada, o George, ele tava muito envolvido nos roteiros, na produção, ele tava ali assinando tudo, passando todas as informações pros showrunners da série e a gente vê a qualidade disso em tela.
Aquele episódio 8 que a gente vê o Viserys caminhando, né, na sala do trono, ele coitado, já mais pra lá do que pra cá, beira da morte já, sem aguentar andar direito, cara, essa cena pra mim é linda, eu amo essa cena.
É, realmente, de fato. Tanto que, cara, o final dessa primeira temporada, ele tem uma das melhores caras de fins merda que eu já vi em filme de fantasia. Quando eu esqueci o nome dele lá, o Itch, cabeludo branco lá, ele vai, o Henry Cavill do cabelo branco lá, do Casamento de Fogo. Ele assusta o molequinho, vai, exagera, ele mata o moleque, né? E a cara que ele faz no final de Cara, foi um final excelente, deixou um baita de um gancho.
Concordo com o Mateus, a primeira temporada não me tirou, não me trouxe uma alegria, um gosto ruim, não tirou o gosto ruim que o Game of Thrones deixou. Eu acho que realmente cagou muito a última temporada em vários aspectos, mas ele mostra um outro ponto de vista, um outro período, e os personagens, tirando o O principal, né?
Eu esqueço às vezes.
Ele é o Coringa de cabelo, de peruca, né? Cabelo branco. Ele lembra muito, ele seria um excelente Coringa. Mas quando você viu a primeira temporada da Casa do Dragão, o elenco é muito bom, as personagens estão muito bons, a interpretação estão muito boas, o rei deformando por causa da lepra é muito foda. A Supergirl tá no filme.
Também, também.
E realmente tem esse final que a temporada acaba daquele jeito e realmente surpreende, você não espera aquilo. Mas assim, a qualidade tá muito melhor porque você já tem uma produção da HBO mais elaborada, é comparada à primeira temporada de Game of Thrones, que você vê que tinha muita cara de série de televisão mesmo assim, sabe? Já o House of Dragons, ele já traz uma qualidade superior, já pegou aquele final de Game of Thrones, qualidade já tá muito boa.
Isso, a primeira temporada muito boa. Já a segunda eu achei que ficou muito nhe nhe nhe, cara, vendo o problema mental dele no castelo, falando com a mulher que não sabe se existe, não existe. E aí você, e aí, o que que você acha, Mentex? Coloca sua opinião sobre, Mentex, completamente que você tá erradaço hoje. Meus neurônios estão péssimos, desculpa, Mentex.
Não, eu concordo completamente. Eu não tenho nem mais o que acrescentar. Eu acho que é isso aí que você falou. Acho que a primeira temporada, eu não vejo nenhum defeito na primeira temporada. Para mim, a primeira temporada, ela tá 10. A segunda temporada, as coisas começam a complicar. E por incrível que pareça, foi quando o George, ele começou a ter problemas com a produção da série, né? Foi quando os showrunners da série começaram a meio que ignorar as opiniões dele.
E aí a gente viu na tela o que que aconteceu. Então eles são brigados agora, o Ryan Condal, né, que é o showrunner de Casa do Dragão, o George R.R.
Martin. Eles são brigados.
O George fez até um post no blog dele enorme descendo o sarrafo no Ryan Condal.
O cara tem tempo para fazer post de blog e não tem para escrever o livro?
E não tem para escrever o final do livro.
Preferiu o post.
Não, mas ele disse que roubou o sarrafo. Falou que não era mais a história dele. Enfim, a gente fã, a gente tá um pouco apreensivo com essa terceira temporada porque a gente sabe que o George não tá mais envolvido. Ryan Condal depois falou, né, emitiu uma nota falando que sempre respeitou muito George, espera que eles voltem a se dar bem no futuro, mas o clima nos bastidores de Casa do Dragão não tá bom, cara.
Isso é curioso, né, porque se a gente retornar um pouco mais de uma década, os autores, as escritoras das obras originais, elas não tinham essa força de mudar a perspectiva da audiência ou de influenciar uma pré, né? Tipo, você não ouvia o que o Rick Jordan tinha a dizer dos filmes lá do ladrãozinho de raiva lá, né?
Do Percy Jackson.
Então assim, você só ficou, você viu o filme, quer dizer, quem é leitor percebia que o filme mudava muita coisa, mas o grande público ia ver, achava ou legalzinho ou fraquinho, tipo, ah, beleza, vem o próximo aí, eu vou ver também e tal. Depois que, no caso, tô puxando o Rick Jordan, é que ele fez uma postagem também estilo George Martin, né, dizendo que, poxa, ele ficou triste, mas ele tinha lá no contrato que ele não podia falar nada nem nos blogs da época, vendo a obra dele sendo modificada, a idade do personagem, um monte de coisa lá.
Agora, hoje em dia, meu irmão, o cara ou a mulher pode fazer um vídeo, pode fazer uma postagem, pode no Twitter, pode no Instagram. E aí você, sim, você, o estúdio fica boladaço se essa pessoa fala mal da própria produção. Olha, olha a cagada, cara, olha a cagada. Mas isso te afeta, por exemplo, né? Você, quando ouve o autor desaprovar o que vem por aí, tu fica, ah, então não sei o que que fazer.
Me afeta assim porque eu sou muito fã desse universo. E a primeira temporada da série tem algumas divergências dos livros, muitas coisas a primeira temporada melhorou, melhorou em relação aos livros, inclusive. E o próprio George, ele fala, ele fala, cara, por exemplo, essa série, essa cena que a gente falou do Viserys entrando na sala do trono todo doente, essa cena não existe nos livros, mas existe na série. E aí ele falou, cara, ele fala, né, ele parabeniza o showrunner de Casa do Dragão falando: você melhorou o meu personagem.
Então tem coisas que dava para ele colocar um pouco a visão artística dele, mas tinha outras coisas que não dava. E aí na segunda temporada tem diversos erros, não sei se vocês vão lembrar, Mas a Rhaenyra, ela vai, né, de Pedra do Dragão até Porto Real duas vezes ao longo da temporada para falar com a Alicent. Sério, isso não faz o menor sentido. Ela é rainha, ela tá contestando o trono, a Alicent está lá com os filhos dela usurpando o trono da Rhaenyra, e ela vai sozinha.
A rainha, tipo, se ela morrer, acabou, acabou a guerra, acabou tudo. Ela vai sozinha até Porto Real duas vezes, não faz o menor sentido estratégico, militar, nada disso faz sentido. E aí, aí começa a ficar umas coisas meio ruins, porque acaba que a série começa a contradizer o próprio universo que a série criou. E quando você fala em relação ao autor, eu acho que isso tem muito a ver com contrato também, porque o Rick Jordan, ele deve ter assinado um contrato muito fraco.
Mas se você for levar em consideração Harry Potter, a J.K. Rowling, ela visitava os sets de gravação, ela fazia, ela fazia esboço, ela aprovava exatamente tudo porque ela queria que os filmes de Harry Potter fossem releitura do livro dela. Ela não queria que fosse a visão do diretor, ela queria, não, você vai adaptar minha obra "Então você vai adaptar minha obra. Você não vai pegar minha obra e vai transformar em sua obra." Tanto que Harry Potter, todo mundo do elenco é britânico.
Ela falou que não queria protagonistas americanos. Não tem americanos no elenco de Harry Potter. Ela tinha muito controle criativo sobre tudo, e até hoje ela tem, né? Vai vir uma série no final do ano e ela tem controle criativo sobre a série também. Então eu acho legal quando um autor cria esse universo fantástico, incrível, que ele tenha um pouco de controle do que tá acontecendo, porque ele conhece o universo dele como ninguém, né?
Pois é, mas a J.K. ela faz parte dessa, dessa, nem geração porque ela já tem tempo aqui, mas eu quis dizer de uma estratégia nova de autoras e escritores, como falei, que se resguardam no contrato.
Sim, ela foi esperta na verdade nesse caso, porque ela vendo que muitas obras eram alteradas para adaptações cinematográficas e isso de certa forma mudava o conceito da obra, ela falou assim: "Nada é feito sem a minha autorização." É, que é o que o Matheus fez. E a Warner pensou da seguinte forma: ou a gente abre mão de fazer uma das franquias que vão ser, assim, é uma franquia de livros que é uma das mais lidas no mundo, né?
Certamente vai fazer um estrondo no cinema.
Vai fazer um estrondo no cinema, então vamos abrir mão, né, e deixar ela dar os pitacos dela e garantir que a gente vai ter uma obra boa do nosso nome.
Isso que o Matheus falou sobre os atores e atrizes serem da Inglaterra para ficar localizado como a obra original, você teve um conflito disso na época que o Spielberg queria dirigir. Não sei se vocês lembram dessa treta.
Sim, ele queria que fosse, não era que ele esqueceu nos Estados Unidos.
Isso, os estudantes com AK-47, né, sobretudo, tipo, cara, não, in the hood, né? E olha que é o Spielberg, né, um cara super cuidadoso, mas você Hoje em dia que tem sempre esses debates assim sobre mudanças, né, que às vezes, às vezes são mudanças que não fazem tanta diferença, mas outras você tá mudando questões culturais daquelas pessoas.
Constantino é um exemplo disso, né, botaram o Keanu Reeves em Los Angeles, né.
É, e aí determinadas sacadas e referências culturais que o cara fazia, a própria personalidade, nossa personalidade, no começo eu brinquei, o Matheus é carioca que nem eu e o Rex, A nossa personalidade é parcialmente moldada por esse inferno corrupto, nossa Guatancite brasileira, do Rio de Janeiro. Então você faz uma adaptação sobre o Plantão Nerd, você bota os cara que moram em Porto Alegre, cara, o estilo de sacanagem que a gente faz, a história de cada um, isso se modifica.
E aí você tá mexendo uma coisa que às vezes, não sempre, né, é estrutural. Claro que outras coisas você pode mudar, porque enfim, não vai, não vai, não vai caber tanto. Então no caso aí do Casa do Dragão, determinadas mudanças, né, Mateus, fizeram. Então assim, para terceira temporada, suas expectativas estão mais polegar para cima do que para baixo?
Cara, eu acho que é meio que impossível a terceira temporada ser ruim, porque tem muitas coisas muito incríveis do livro do livro que vai ser adaptado. Então é meio que impossível. Audacioso, mas ao mesmo tempo tem esse conflito de bastidores, né, que o show da série tá brigado com o autor. Então a gente, assim, eu acho que a história vai ser boa, mas para quem leu os livros, talvez a galera fique com gostinho ruim ali na boca, porque muita coisa que acontece no livro eu acho que não vai acontecer na série, ou vai acontecer de uma forma completamente diferente.
Então os fãs dos livros, talvez eles fiquem um pouco revoltados, mas a série em si eu acho que é meio que impossível A série ser ruim? O primeiro episódio já vai começar por uma super batalha, e isso não é spoiler porque a gente já tá sabendo disso desde o final da segunda temporada, que é a Batalha da Goela que vocês citaram. E eu acho que assim, eu acho que vai ser sensacional. Quem assistiu já na premiere lá em Londres, todo mundo falou que gostou pra caramba. Então eu tô animado também, tô ansioso para assistir.
Mas Matheus, eu tenho medo disso, porque o que acontece na premiere não é só sentar e ver. Você recebe muitos agrados, muitos aforros, muitos presentinhos. E aí você é assim enxurrado de coisas boas, álcool às vezes, para quem gosta. Então você chega lá animadaço porque você tá sendo muito melhor. Então o que te passar ali, se fosse patati patata, tá batendo palma também, sabe? Agora, minha preocupação é que, por exemplo, efeito especial hoje em dia já não é novidade para ninguém e nem é tão caro, e nem é mais tão caro de se produzir, de fazer.
Os efeitos dos dragões a gente já viu nas outras temporadas. Tão maneiros, mas assim, nada de novo. Batalhas, já vimos um monte de filmes com batalhas, nada de novo.
Não, peraí, mas as batalhas do Game of Thrones foram melhorando.
Não, sim, mas no cinema em geral.
Tem uma lá que a gente nem enxerga nada.
Ah, sim, você vai jogar a fumaça e deixar só uma pessoa correndo.
Malandragem.
Entendeu? Foi malandragem. É que nem filmar à noite, vamos filmar à noite, quem viu, viu.
Sabe?
Mas assim, tecnologia a gente já tem. O que eu quero ver é história, porque Game of Thrones é história, é diálogo. Exato. Eu não quero ser enganado por efeito especial. Exatamente. Assim, porque eu falei, não tem nada de novo que a gente vai ver ali que a gente já não tenha visto antes. Então os caras têm que me surpreender com história, com roteiro. Por exemplo, o final da primeira temporada pegou todo mundo de surpresa. Eu lembro, meu, terminar o episódio de boca aberta.
Caraca, que a gente dá a entender que o garoto vai fugir, o dragão dele é menor e tudo mais. De repente chegou a boca do lado, pum, acabou o episódio. Tipo assim, meu irmão, sabe? E uma coisa que eu fui surpreendido, sim. E aí a segunda temporada não tem isso. Então meu medo é esse gostinho amargo da terceira, porque assim, ah, falou que é muito bom. Os caras só chamam um monte de influenciadores, jornalistas que curtem a série, enche os caras de mimos, os caras vão sair falando bem dali, entendi.
Mas assim, É, vai ser bom. É essa minha preocupação. Os caras vão entregar roteiro, história, interpretação, porque visual já tô cansado de ver, cara.
Existe sinceridade no influencer brasileiro?
É isso, Matheus, existe.
Eu tô falando por mim. Existe sinceridade, eu sou sincero. Mas, ó, falando para você, essa cena aí do final da primeira temporada foi uma cena que, por exemplo, você amou, mas dividiu os fãs. Muita gente não gostou, porque essa cena do Aemond matando o Lucerys parece que o Aemond não queria, né? Ele fica: "Não, Vhagar, não, Vhagar!" Meio que, tipo, ele perde o controle do dragão. E no livro, os fãs que leram o livro, todo mundo até então tava acreditando que o Aemond matou na crueldade, porque ele queria matar.
Porque o livro, ele não é em primeira pessoa, a gente não sabe o que tá passando dentro da cabeça dos personagens. O livro, ele é narrado por pessoas que estão assistindo. Então essa cena do Aemond matando o Lucerys São as pessoas lá do castelo que estão assistindo do chão, e eles veem aquilo acontecendo lá no céu, e eles dão o relato deles. Então assim, para as pessoas que estão assistindo e que presenciaram aquela treta deles ali dentro do salão do castelo, acham que o Aemond matou Lucerys na crueldade, foi porque quis mesmo.
A série mudou isso. Então todo mundo tava achando uma coisa, a série falou: opa, ele matou no acidente. Então isso dividiu os fãs também. Só que aquilo é uma mudança que a série fez que não é bem mudança, porque não tem como saber o que tava passando dentro da cabeça do personagem naquela hora.
Esse exemplo que o Matheus tá puxando aqui, eu acho uma excelente adaptação, porque, cara, beleza, no livro você está descrevendo a impressão, a emoção das pessoas. Olha, ele fez aquilo e tal, não sei o quê. Cara, imagina se você bota só as pessoas, a câmera no chão, aqueles dois pontinhos verdes lá no céu indo para lá e para cá, As pessoas: olha, acho que ele deu a volta no outro. Não, não, não, pera aí, ele veio pra cá. Aquele é quem?
Aquele é quem?
E a visão, e a visão 20x20 que você conseguir ver? Caraca, ele fez na maldade, olha a cara dele, tá rindo.
Nem usa óculos, não tem o oftalmo do Game of Thrones, é uma confusão, fundo de garrafa.
Naquela altura, no meio das nuvens, você mal consegue ver um avião no céu, agora imagina dois drones voando.
Ótimo, esse é um perfeito exemplo que o Matheus trouxe de uma mudança que é necessária, é necessária, né? Ou então você transforma assim, sei lá, alguém está— se eu fosse escrever uma cena, ah não, o autor obriga o estúdio, não, não pode mostrar, tem que ser através do relato das pessoas. Faz um relato lúdico, alguém tá contando, então o dragão voou, eu vi quando o dragão se aproximou, e aí você faz uma coisa, sabe, mas fica ruim mesmo assim.
Não dá para fazer, eu acho que dá para você fazer bonito, mas é mais prático fazer isso que o Matheus lembrou, né?
Não, com certeza. E o livro, ele é sempre, nunca é uma opinião só, né? Assim, o livro geralmente é contado e aí fala, tal pessoa falou que viu isso, a tal pessoa falou que viu isso. Então a gente tem várias interpretações da mesma cena. E aí quando a cena vai dar, a visão do autor, né, ou do showrunner, e do que realmente aconteceu. Então eu acho que assim, a primeira temporada, adaptação, ela é muito boa por conta disso. O problema da segunda é que eles começaram a criar eventos que não existiam, sabe?
Tipo essa cena da Rhaenyra chegando em Porto Real. Isso é algo que não existiu no livro. Então assim, ninguém nunca falou sobre isso, não tem registro histórico em relação a isso, porque o livro ele não é um romance, né? Um livro meio que em formato de enciclopédia. Então a gente tem os fatos que aconteceram e aí todo desenvolvimento a série tá criando, tá costurando todos esses acontecimentos e tá fazendo muito bem. Só que a segunda temporada eu acho que tiveram vários problemas.
É, inclusive no final, né, tem a cena lá da Rhaena, que ela vai reivindicar aquele dragão lá, o Robovelha, que no livro também não é ela que reivindica esse dragão, é uma outra personagem. Mas é a série que quis enxugar um pouquinho pra não— enfim, já tem muito personagem, eles não queriam trazer mais, eles falaram: "Ah, vamos adaptar com o que a gente já tem." Então algumas escolhas narrativas acabam ficando diferentes, mas não necessariamente é ruim.
Eu acho que só vai ficar ruim por conta que tem uma coisa muito específica que acontece na terceira temporada, que é que o George já tava reclamando no blog dele desde o ano passado, que a série vai mudar, que a gente já sabe que vai mudar. E eu acho que isso vai ser um problema, mas vamos esperar para ver como é que vai ficar.
Dá esse spoiler aí para gente, que que ele falou que vai mudar?
Então, o que acontece é assim, pô, é porque eu vou dar spoiler da terceira temporada, que tem um momento que a Rainey não faz.
Se ele já escreveu, tá liberado.
A galera tá pedindo aí, ó, a galera tá pedindo.
Tem uma coisa no livro que é chamado de perfeito efeito borboleta, que era isso que o George tava reclamando. Foi sobre isso o post dele, que é o seguinte: tem um personagem no livro que ele não foi adaptado na série, e vários acontecimentos da guerra, por exemplo, a Rhaenyra chegando em Porto Real, depois ela acaba sendo traída. Coitada, a coitada senta na Douradoura de Ferro, não fica, fica pouquíssimo tempo. Então o reinado da Rhaenyra é muito curto, e tudo é tipo um dominó caindo, é um efeito borboleta, um acontecimento que desencadeia todos os outros.
E a série não vai adaptar tal personagem. Então acho que a série vai passar por cima disso e vai adaptar isso de uma outra forma. Não tem como a gente avaliar agora se vai ficar ruim ou bom, porque eu não vi como é que vai ficar. Mas o George, por exemplo, a gente já sabe que ele não gostou e que ele tava reclamando muito sobre isso. Mas assim, eu acho que é só isso, é o fim do spoiler por aqui.
Mas aí você tá quebrando— eu desculpa fazer esse apontamento, mas você tá falando assim: não tem como a gente dizer se vai ser ruim. O nerd faz exatamente isso, Matheus. Ele disse algo será ruim antes que esse algo aconteça. É toda a razão da nossa existência.
E na maioria das vezes ele tá certo.
E se não tiver, ele vai dizer que tá, entendeu? A gente nasceu para reclamar aqui, não sei.
Mas você é um bicho gordo assim, porque eu acho que o Ryan Condal fez um bom trabalho na primeira temporada. Eu entendo que a segunda temporada tem muitos problemas, muitos problemas, mas tem momentos bons na segunda temporada também. E eu tô confiante nessa terceira. Eu quero gostar dessa terceira temporada. E eu acho que pelos eventos que eu sei que serão adaptados, tem tudo para ser bom.
Queremos, queremos. E vai ser a terceira e última, ou vai prolongar para mais uma?
Chica, mais?
Quarta será a última.
A quarta será a última.
Ah, então é a oportunidade de resolver. Não, pera aí, o que vem agora é a terceira.
É a terceira.
É o clímax da Dança dos Dragões, né? Tá chegando.
Uma coisa que me entristece assim, quando a gente fala de uma das obras que eu sei que é uma continuação, entre aspas, do Guerra dos Tronos, mas Guerra dos Tronos foi um fenômeno cultural televisivo tão, tão importante, né? Quer dizer, você passava a semana falando daquele episódio e tal. As coisas hoje, talvez mudem, elas estão tão efêmeras, né? Grandes obras da TV ou do cinema, que seja, ou literatura, cultura quadrinhos, elas têm um tempo muito curto, cara, de aproveitamento.
Assim, você mal terminou de digerir um filme maneiro, entra outro, e a publicidade, meu irmão, te massacra para que você— não, agora tem que falar desse negócio aqui. E tipo, cara, mas tem tanta coisa foda nessa série que eu gostaria de abordar, de esticar, enfim, de debater, né? Que quando uma série ela sobrevive um pouco um pouco mais, eu acho que fala sobre essa, o quão forte ela é. Faz sentido o que eu tô falando para vocês assim?
Tipo, uma série que hoje sobrevive além, né, de um tempo que ela tá no ar, ela demonstra a força que tem ainda.
Total. E para mim é por isso que eu gosto de episódios semanais, porque dá tempo da gente digerir o episódio, principalmente numa série assim tão densa como Casa do Dragão. Que tem muita coisa acontecendo. Não é uma série que você vai pegar e você vai maratonar, assistir tudo de uma vez. Eu acho que se você maratona, você perde muita coisa, porque tem muita coisa acontecendo ali que dá para a gente discutir. Eu acho que episódio semanal dá essa oportunidade a gente passar a semana discutindo episódio e tem mais chance da série se tornar uma coisa icônica, né?
E não, sei lá, o fast food de série, você pegou, assistiu, maratonou, acabou, pula para a próxima. Então, perfeito, perfeito.
Mas eu acho que muito disso tem a ver com a qualidade que a série apresenta. Quando a série ela é boa, quando o roteiro é bom, quando a história é boa, quando você é pego pela surpresa, ela sobrevive de um ponto de você nem se importa com o que tá acontecendo nas outras séries, porque assim, aquilo ainda ficou muito marcante. E eu sinto um pouco de falta disso. Eu acho que a primeira temporada teve bons episódios, Game of Thrones em geral teve episódios excelentes.
Segunda passou voando, terminava de ver episódio assim, quando mostrava então lá o cara com a Castelo, com a mulher lá desuntando no ouvido dele lá, o encosto lá no ouvido dele, eu falei, gente, que saco, caralho, que porra é isso, sabe? E aí, como furos de roteiro da mulher indo lá e voltar, indo lá e voltar, cara, numa guerra, primeira chegada dela lá já captura, já pega, já mata, era guerra. Pô, eu vou deixar os meus filhos se matarem, ou vou perder os meus filhos aqui por causa dessa pessoa?
Fim naquela pessoa, sabe? Então tem umas coisas que a série te dá assim, acabou a série, né? Eu tinha uma cena que eu olhava assim, acabou a série aqui, né? Porque vão capturar ela, vão matar ela, e não acontecia.
Deixa eu provocar um pouquinho isso aqui, jogando para o Matheus também. É séries como Game of Thrones e o George com G. Ele aproveitou muito essa faminha. Elas cresceram muito pelo fator de choque também, né? Nós temos um costume mais tradicional, hoje não, mas havia um costume mais tradicional de fantasias um pouco mais heroicas, um pouco mais românticas, né? Da própria literatura, né? Eu sei que é muito vasto, mas digamos que as coisas que mais o próprio Senhor dos Anéis, que popularizou a fantasia de espada e magia, para o público que não era da literatura, que não é nerd como nós e tal, ele é uma coisa que, apesar do Sauron, a presença horrorosa do Sauron, aquela coisa toda, ela é esperançosa.
O Aragorn representa a esperança. O mundo do Game of Thrones, Westeros, é um lugar desesperançoso. Sim, é como eu falei, é o Rio de Janeiro. Mas depende, porque, por exemplo, a série dos Sete Reinos é mais para cima, é o mais para cima. Perfeito. Boa. O que eu tô puxando isso ainda na questão do Game of Thrones e pro Caso do Dragão, que é o seguinte: aí as pessoas falam muito dos grandes eventos sangrentos, né? O jantar vermelho lá, no casamento vermelho e tal, e fulano sendo decapitado na primeira temporada lá, coitado do Xambim, e por aí vai.
E aí eu fico me perguntando, eu não vi, eu não sou tão, não consegui acompanhar na verdade o caso do dragão. Mas será que também não tem uma expectativa que foi criada muito alta de toda hora ter alguém morrendo, uma coisa horrorosa, um negócio de choque? E a segunda temporada, tipo, cara, vai ficar meio inverossímil toda hora ter uma história dessa, ou não, Matheus?
Não, discordo, discordo. Eu acho que a gente tá assistindo uma guerra, mano. Então assim, é guerra de pessoas de dentro de uma família que ambos os lados têm dragões Então é óbvio que tipo cada lado tem seus apoiadores e a gente tá falando de famílias nobres, então todo mundo tem recursos para fazer uma guerra acontecer. Então acho que morte é o mínimo. Eu acho que a série teve muita chance de chocar inclusive, porque vocês vão se lembrar no primeiro episódio da segunda temporada, o filho do Aegon morre, o Jaehaerys, a criancinha.
Vocês lembram disso? Que o Daemon, o marido da Rhaenyra, paga um cara para entrar lá dentro da Fortaleza Vermelha e matar o garotinho. No livro, essa cena, ela é muito mais cruel. Dava para fazer isso de uma forma muito mais chocante. E aí, quando a gente reclamou lá atrás, o pessoal falou: ah, você queria ver uma criança sendo decapitada? Não, não queria ver uma criança sendo decapitada, mas eu acho que dava para fazer essa cena de uma forma muito mais chocante.
Eu achei a cena fraca, sinceramente. Eu achei a cena do menino morrendo fraco demais. Eu achava que dava para fazer uma cena muito mais forte, porque no livro isso é muito impactante. Então já começar a temporada com um porradão assim, eu acho que seria um grande acerto. E aí eu acho que é isso, tem muitos momentos muito chocantes no livro que dá para adaptar de uma forma sensacional e deixar todo mundo meio que embasbacado e falando disso sobre a semana toda.
Mas eles quiseram diminuir um pouco, sabe? Não sei o que eles estavam esperando, mas essa adaptação do menininho decapitado foi muito aquém do que eu tava esperando. E não, eu não tava querendo ver criança sendo decapitada, não é isso.
Daqui a pouco lá no Reddit tem lá: Mateus Mendes quer mais crianças decapitadas na sua série semanal, para você ver na sala com a sua mãe, tá bom?
Game of Thrones gosta, não é uma série para você ver em família, tá? Não, não é uma série para você ver em família.
Tem sangue saindo de todos os orifícios das pessoas, é um negócio horroroso, mas ao mesmo tempo nos cativou. É por isso que nós trouxemos esse homem cativante aqui para o plantão Nero de hoje, na sua extrema. Queridão, muito obrigado por ter participado. Espero que você retorne.
Com certeza, espero retornar também para a gente falar talvez aí do final da Casa do Dragão, quando tiver acabando. Tem muita coisa para comentar.
Já tá, já tá marcado então, meu queridão. Cele seu dragão e voe aí. Só cuidado com os homens de cabelo branco aí no céu.
Bom, e cuidado para o pessoal falar que eu vou fazer a cobertura de toda a terceira temporada do meu canal no YouTube. Nas minhas redes sociais também. Então teremos vídeos para caramba dissecando tudo sobre essa série. Acompanhe também a minha cobertura. Eu sei que o Vivelela gosta, ele acompanha minha cobertura.
Então, convidados a ver também meus vídeos, os seus arrobas aí, seus, seus, seu canal ficou aparecendo o tempo todo que a gente conversou. Queridão, beijoca aí, sucesso, volte aqui.
Valeu, Matheus, obrigado, galera, abraço, tchau tchau tchau.
Dos fóruns de creepypasta, onde nerds dedos encebados criam histórias maravilhosas, meu querido Rex. Backrooms foi para o cinema, veja só, exatamente trazido aqui por um desses nerds, começou a brincar com isso apenas aos 17 anos, Kane Parsons, ou para os nerds como eu que acompanho o trabalho dele há muito tempo, o Kane Pixels, que é como a gente chama. Ele está aí no cinema com Backrooms, essa obra de terror psicanalítico, simbólico, esquisito, que nem todo mundo tá entendendo exatamente o que tá vendo.
É por isso que eu convidei, junto com o Rex, o meu queridíssimo Dani Pires, que vem aqui explicar pra gente que diabos é esse lugar com esse papel de parede da vovó. Fala, Dani!
Bem-vindo, Dani! E aí, Solano! E aí, Rex! Obrigado, obrigado pelo convite. Prazer estar aqui no Plantão Nerd. E você sabe que realmente você falou o quê? De papel de parede da vovó. O meu aqui é um papel de parede de vó e eu tô adorando as coisas da vó.
Ah, todo mundo.
A sua tampa de privada também é aquela de acrílico transparente com umas pétalas e um crochê. Não, não, aquela transparente que tinha uns galhos por dentro, uns peixes. Lembra disso? Floral.
Ainda não, mas tô em busca. Esse é um clássico. Mas aqui é tudo vovó, aqui, ó, relógio da vovó, televisão, aqui é tudo. Na verdade, eu fiz esse cenário pensando realmente numa casa de vó, numa casa antiga assim, né?
Tá faltando crochê em cima da televisão, hein?
Crochê em cima da televisão.
É verdade.
Mas olha só, Dani, obrigado aqui mais uma vez por estar com a gente no nosso quadrinho. Tá começando assim como o padre da vovó que acabou de ser pregado, né? Nós somos pregados aqui de inteligência limitada, tá começando aqui o Plantão Nerd. E o seu cenário, ele tem tudo a ver com essa creepypasta, né, que eu usei. É um termo que pouca gente conhece, talvez fora desses fóruns aí que gosta de terror. Você, vamos contextualizar, por favor.
Você contextualiza para galera que diabos é Backrooms, como é que começou esse trem.
Então, você sabe, Solano, que desde quando essa história de Backrooms começa na internet muita gente não entende desde aquela época. Tô falando desde 2022, por exemplo, quando a gente tem ascensão ali dos vídeos verticais na internet e tal, né? E aí, Backgrounds, você bem falou, é uma creepypasta, que é o quê? É uma história assustadora criada na internet. Então ela começa na internet como uma maldição, né? Então a origem de Backgrounds Primeiro, o que significa backrooms? Bastidores, numa tradução livre.
É, quartos dos fundos, né?
Quartos dos fundos, bastidores da vida, né? Salas do— exatamente. Então assim, é aquela coisa como se fosse os bastidores da nossa vida. É como se fosse um universo paralelo dessa vida. Então, ah, como que entra em backrooms? Você tropeça e aí você cai num lugar estranho. Lá nos Estados Unidos a gente fala, se falava muito sobre Silent Hill, que era, já era como se fosse um bairro, um lugar que é uma, um universo paralelo. Aqui no Brasil é uma outra dimensão.
Aqui no Brasil a gente tem a nossa Tupiniquim, que é o Sete Além. E aí surgiu mais recentemente—
Brasil sempre é maneiro porque tem universos paralelos, acho, não acha? Também. Que não condizem com a realidade do brasileiro, né?
E aí tem o Sete Além, que é aqui do Brasil, que também é esse universo paralelo. Então esses quartos dos fundos, esses bastidores da vida, seriam uma nova roupagem para esse universo paralelo. E aí eles dão o nome de backrooms. Mas por que backrooms também? Porque eles têm níveis. Então não é só um lugar. Silent Hill é uma grande cidade. Sete Além, você entra, acessa Sete Além por algum— você entrou no banheiro público, por exemplo, na hora que você sai você tá em outro país, sabe?
Você entrou numa porta estranha do seu prédio, tá em outro país. Backrooms tem níveis. Então a primeira foto que que foi postada de backrooms, na verdade não como, não como backrooms já, mas foi uma foto de um escritório, parecia um escritório amarelado, né? Deixa eu botar aí na tela para a galera ver.
Luciano, mete bronca!
Olha aí, essa foto aí. É, então parece um hotel abandonado, parece um escritório vazio, né? Me parece aquelas— eu trabalhei com jornalismo muito tempo nas redações dos jornais, né? Então aparece aquelas redações vazias de jornal, sem as mesas. Então você vê aí tudo amarelado. E aí essa foto foi postada em 2018 no 4chan, que é um fórum lá nos Estados Unidos, tipo um Reddit da vida, né, onde as pessoas postam fotos aleatoriamente e vão comentando essas fotos.
Esse fórum particularmente tem isso. É, o lance dessa postagem original Ele foi assim: tirem fotos de lugares que pareçam assustadores sem que você saiba exatamente explicar por quê. Começou assim, que é um conceito, pessoal, chama de liminal spaces, que é o quê? É uma foto de um lugar, como o Rex falou, que a princípio ele é familiar, é um escritório, é um apartamento, é um papel de parede que a princípio não se destaca, é um tom meio, né, que um jogo que não é muito chamativo, mas ele, por faltar alguma coisa que você— aqui no caso é óbvio, né, falta pessoas, falta cadeiras, falta um monte de coisa— mas ele tá, ele fica entre uma coisa familiar e algo que parece que como se um jogo sombrio, né?
É, a sombra vem de uma coisa, porque o Backrooms também tem um background de gamer também. Quem é gamer, a gente joga videogame, o pessoal usa muito a questão do cenário, do personagem que não foi totalmente carregado, tá? Então você tem, ou então de uma área do jogo de videogame, quem joga está sabendo que eu tô falando, que ela não foi terminada. Então os programadores, elas, você, quando você tá jogando, você não consegue acessar aquele lugar.
Você para numa parede invisível, se você usar o famoso noclip, que é uma forma de você atravessar a parede, na época Doom se usava muito esse código, no clipe. Você vai parar, você tropeça nesse lugar que parece interminável, tipo, opa, alguém queria fazer alguma coisa aqui, mas não terminou. E tem uns restos de alguma coisa, tem um negócio que não deveria estar aqui. Então quando esse cara postou essa foto no 4chan, a galera falou assim, porra, tá aí um negócio que é esquisito, é um negócio que não me dá uma sensação de inquietação.
E a partir disso a galera desenvolveu esses conceitos que o Dani, entendeu? Tô começando a fazer um Tarantino aqui. A partir disso que eu tô te falando é que a galera começou a criar esses níveis, esse lugar esquecido, esse lugar meio Silent Hill. Ainda que cada criador, como ela é uma creepypasta que não tem dono, isso que é legal, Thiago, cada YouTuber inventa a sua mitologia própria do Backrooms. O Kane Parsons, que é o cara que fez agora esse filme, a gente vai falar, vou fazer uma resenha já já, ele criou no canal dele a versão dele e ele misturou o jogo Portal, ele misturou, né, que é do mundo do Half-Life, ele misturou uma série de referências e criou um lore de uma forma, cara, que a galera falou assim, brother, De todos os vídeos de Backrooms, esse tá se destacando porque ele parece que tem uma história pensada por trás, né, Dani? Porque a maioria deles é de correndo de monstro e tal.
Tá, então você tá me falando que o Backrooms, a ideia do Backrooms é você mostra uma foto de um lugar aleatório que te causa um incômodo, e aí cada um viaja na sua história, no seu conceito em cima disso.
Isso, começou assim.
Mas continua sendo assim, porque não existe uma explicação, não existe um conceito. É tipo assim, eu assumo, quando eu vi a primeira vez a palavra backroom, eu fiquei assim: o que que é? Porque para mim eu achei que era até uma coisa meio de entretenimento adulto, tipo backroom, darkroom, glory hole. Eu fiquei assim numa coisa tipo assim: o que esperar disso? Uma coisa meio de entretenimento adulto. E aí quando você olha É só uma imagem.
O glory hole me pegou.
Quem sabe aí no final do ano que vem, né?
Tem um filme de terror, né? Glory hole.
Quem gosta de terror, Dani, deve conhecer. Existe um filme chamado Glorious, que é um filme de terror de Lovecraft, que se passa no banheiro público E ele zoa essa coisa do glory hole, tá? Não procure no Google o que que é isso, glory hole.
Você vai achar outra coisa.
É, mais um pouquinho.
Mas a minha preocupação, tipo assim, quando você vê a foto, é tipo assim, parece um quarto ou um corredor de um hotel abandonado, que você vê tomada, você vê tudo. E aí eu fui pesquisar, vendo algumas referências, eu vi vídeos de pessoas que entram, acessam esse lugar, e tem outras pessoas trabalhando ali, tipo umas galera com roupas de hazmat, né? Aquelas roupas assim meio de para não respirar, um ambiente tóxico.
Estudando esse lugar.
E que na verdade, se for ver isso, não foge muito do que é conceito de dimensão, como o Stranger Things usa também quando eles acessam o portal. O Pacificador usa isso também. Então, tipo assim, no final das contas, é mais uma coisa interdimensional, é uma coisa mais assim, um plano, uma construção, um The Sims. Estamos vivendo numa realidade de Matrix, aonde tipo assim coisas estão sendo construídas, então aquilo foram projetos abandonados, e aí você colocou layers por cima, porque tem muito disso no jogo, né?
Você cria um negócio, aí não dá certo, você cria uma camada por cima daquilo, então você não apagou a camada anterior, depende da versão, né? Consegue acessar aquilo, porque assim, na geral, a temática é confusa.
A primeira foto, né, essa do lugar amarelado, ela foi postada em 2018, só que depois, acho que de 2 anos, em 2002, 3 anos, 2021, que alguém vai lá e faz uma legenda descrevendo toda essa imagem. Então a pessoa que coloca lá fala, ó, é um lugar que não se sabe se é um escritório, mas não tem fim. Você consegue sentir o carpete molhado, como se tivesse mofado. Essas luzes aí, elas fazem aquele barulho, é interminável. E eles E essa pessoa chama aí esse ambiente de nível zero, né, level zero, né, que aí eles começam a dar essa ideia de que todo mundo que acessa Backrooms, que entra em Backrooms, passa primeiro por esse ambiente.
E aí eles começam a fazer esse, colocar esse paralelo aí de outros lugares. Então, por exemplo, o próximo nível, quando você consegue sair desse nível zero aí, Você consegue ir para um nível, para o nível 1, que é o nível, parece um estacionamento de shopping. E aí cada um desses níveis tem suas particularidades. Então, por exemplo, no nível 0 você tem algumas entidades que aparecem, que até o Kenny Parsons colocou no filme dele, aquele Backgrounds: The Found Footage, né?
E aí você começa a correr Eles colocam alguns elementos bem de jogo mesmo, igual o Solano falou, de tem óleo de amêndoa que você começa, você pode sentir fome e tomar esse óleo, comer esse óleo, você não dorme, o tempo é diferente.
Então você pode começar a se criar.
Você vê que tem referências da cultura pop perigosa, né?
A gente falou, cada canal fez a sua versão do backroom. Tem as poolrooms também, né?
Tem as piscinas, são alguns dos níveis, inclusive as poolrooms são os níveis que eu mais tenho medo assim, porque eu tenho um pesadelo recorrente desde sempre com água, com muita água. Já levei para o psicólogo para saber o que que é. Não sei se eu acredito em vida passada, mas falam que o seu maior medo nessa vida é como você morreu numa vida passada. Então é, o nível das pool rooms me pega demais assim, porque tem uns lugares que não tem fundo, você não consegue ver, que são grandes lugares com azulejos pequenos, e aí todos muito bem alinhados, e uma água morna até a sua canela, e você não sai disso.
E aí eles vão colocando essa ideia de que você pode sair de cada nível e avançar, né?
Então o que eu acho bacana do, no caso do do Ken Parsons aí, que é o diretor. Ele fez esse canal dele, como eu disse para vocês, ele tinha 17, 18 anos, entrou nessa onda dos backrooms, falou: eu vou fazer que nem o Bender falou lá, eu vou fazer meus próprios backrooms com jogos e prostitutas, né? Pensando bem, esqueçam os jogos, esse outro meme do Bender. Mas ele fez, cara, a versão dele dos backrooms, só que Enquanto os outros YouTubers, eles tinham essa coisa de botar os monstros correndo só aqui e ali, ah, assustador, quem são esses caras usando essas roupas, existe uma grande, uma fundação, um laboratório que tá estudando esse local, não sei o quê.
O Kane, ele no YouTube dele começou a criar uma história de que há essa empresa que descobriu esse local, essa abriu acidentalmente essa outra dimensão e começou a tentar, como é que eu posso atalisado esse lugar, vender para o complexo industrial militar, mas ao mesmo tempo tem entidades lá dentro. Como é que a gente— que entidades são essas? Será que elas são reflexos de coisas que a gente daqui da nossa, do nossa dimensão, tá projetando?
E eu vou falar para vocês, o filme é muito bom. Apesar de eu já ter recomendado alguns filmes de terror para o Rex, e o Rex depois vem sem entender a porra do filme e fala que não gosta.
O que você recomendou era ruim. Ele me perguntou: você tem que ver um filme de terror muito bom chamado Babadook. Fui ver Babadook.
Eu gosto, eu gosto, faz uma analogia à depressão, né?
Cansado de analogia, eu acho que tem que parar com analogia. Então a história é chata, é um filme de terror chata, é um filme de terror psicológico chato. Depressão, é a mulher sofrendo de depressão, várias depressões, a mulher é um poço de depressão o filme inteiro.
É Poxa, ela é depressão e ela alimenta depressão no final.
Aí eu fui vendo o filme, fiquei assim, gente, você ficou deprimido? Eu fiquei deprimido, eu tô com medo de ver Back Room e ficar com medo de entrar no hotel.
Tô desperdiçando minhas recomendações para ele.
Agora, Dani, uma explicação: alguém já chegou a descobrir que foto é essa original? Que lugar é esse original? Que hoje em dia o pessoal descobre tudo, né? O cara lá do One Piece foi botar o episódio final no fundo do mar, já descobriram onde tava só pela localização da estrela. A posição, o desenho do barco. Então tinha uma ideia de onde ia ser a costa, onde que os caras enterraram. Já tem essa ideia. Os caras hoje não encontraram até hoje esse corredor, esse lugar, a primeira, da onde veio.
Ah, isso aqui na verdade era um prédio que tava em obra, isso aqui foi a foto que o engenheiro bateu antes de fazer toda a decoração, entendeu? Isso aqui agora é um consultório de dentista. Então não tem a origem dessa história, dessa foto original.
Então, que eu saiba, não tem. Inclusive, na época eles tentaram buscar o local, algumas pessoas falaram: será que é 'Ah, o meu escritório onde eu trabalho, se tirar as mesas, parece esse ambiente de background.' E pelo que eu vi, não encontraram o lugar real da onde é esse escritório. Já tive uma, cheguei perto uma vez quando um dos comentários falava assim: 'Ah, esse lugar aí é o lugar onde o cara que postou trabalha.' Então eles estavam desmontando lá, ele postou essa foto, mas assim Onde é realmente, não, mas eu gosto, eu gosto que esse ambiente amarelado, ele é o ambiente que dá início aos outros ambientes de background.
Então, por exemplo, tem as pool rooms, tem um ambiente chamado Casa da Kitty, é Casa de Kitty na verdade, que aí é um ambiente todo rosa com coisas da Hello Kitty, e aí é uma casa como se fosse uma apartamento e é considerado um nível seguro. Então todos os níveis eles têm ali o seu grau de segurança. Você vai ficar, ele é seguro, ele não é, onde você pode se alimentar, tem Wi-Fi nesse nível. Só que a kit, na verdade, mas você tem a senha, né? Isso é verdadeiro terror.
Você tem senha, mas você tem Wi-Fi, mas não tem a senha.
Aí, ó, a senha é glory hole. Brincadeira. E aí tem a casa de Kitty, só que a casa, só que a Kitty na verdade não é a Hello Kitty, é uma entidade parecida com Slenderman que fica te observando pela casa, só que ele não te ataca, mas ele te perturba. Então realmente o filme tentou trazer bastante disso, né, que é uma coisa perturbadora. De repente é uma coisa perturbadora, não é um lugar que parece legal. Tem o ambiente da festa também, né, que é o nível das festas, que é o nível fun, né, que tem bolo na mesa, tem bexiga, tem uns desenhos estranhos na parede.
E aí tem umas entidades chamadas partygoers, que são entidades que se alimentam de quem se diverte nessa festa. Então se você tá nessa festa, tá triste, tá feliz, eles não vão te devorar. Agora se você aí começa a se divertir, começa, e ele vai, esses partygoers, que são uma entidade toda amarelada, parecida com as paredes de background, com sorrisão, com a cara meio quadrada, parece até um, aqueles desenhos de pixelizado, sabe? E eles vão lá e te devoram também.
Então quer dizer, tem muita gente, tá em depressão, eles te devoram.
Qual é o termo?
É aí, ó, é um partygoer, tá vendo a foto Dizem que se você se vestir demais na festa, alguém acaba te comendo mesmo.
É, faz sentido.
Mais uma metáfora aí.
Tira uma dúvida, e essas entidades, gente?
A gente tem, vai ter que colocar backgrounds mais 18 nesse quadro hoje.
Agora vem cá, nos backgrounds assim, o que são essas entidades? Tem uma definição ou não assim? Porque o mais famoso que eu vi é um que parece um homem de parece um personagem que tinha antigamente no Word, sabe? Aqueles bichos de eclipse, que eles se modelam assim, que não tem forma.
Primeiro que o Ken Parsons fez, os estudantes lá estão com a câmera, eles caem, o moleque cai nesse lugar, como eu falei, no clipe. E aí tem essa coisa, esse homem eclipse, esse homem eclipse que parece um rascunho. Isso, no filme do Backrooms você depois começa em a gente entender de novo todos esses exemplos que o Dani tá trazendo para colorir aqui as nossas— colorir, né, a nossa background, que não tem tanto. Eles são essa grande creepypasta colaborativa.
Ó, esse aí que tá aparecendo na tela é o rascunho, que é o Homem de Rabisco. Exato. No canal do Kane Parsons, ele tem a própria mitologia, como eu falei, que ele desenvolveu ali nos vídeos ao longo desses anos. E que agora está culminando no filme Backrooms. Eu não vou dar spoiler da explicação do Ken Parsons do filme, que eu achei sensacional. Não achei assim, ah, o cara inventou uma coisa que nunca ninguém pensou. Não, ele tem paralelos com algumas das coisas que eu trouxe.
Então, ele tem paralelo com coisas que o Dani trouxe, com outras obras e tal, mas a forma como ele constrói o filme, ela não vai por esse caminho de tipo, ah, são monstros. Que o filme não é sobre monstros perseguindo as pessoas, o filme é sobre o que que as pessoas têm medo que as persiga dentro da própria cabeça, entendeu?
Mais um filme psicológico, é um filme psicológico, é um babadu aqui num quarto amarelo.
É isso, é um pouco mais.
Não, tem um filme novo também, tá no cinema, chamado Obsessão. Não sei se vocês viram esse filme.
Viu o trailer, achei bem interessante.
Quem não quer analogia, quem quer coisa direta, medo de adulto, vai assistir Obsessão, porque esse é um filme de uma namorada e tem sobrenatural no meio, né? Isso tá na sinopse. É um cara que ele quer muito amar, que ele quer que a menina que ele gosta ame ele. E aí ele faz um pedido para um algo mágico, aí, ó, Obsessão. E aí ela começa, ela fica obsessiva por ele. Eu não gostei muito desse título Obsessão, se bem que o inglês é Obsession, mas eu acho que é Obsessão, sei lá, parece uma novela da Usurpadora, uma coisa assim.
É isso, isso, exatamente. Não me passa uma coisa de terror sobrenatural, me passa uma coisa de tipo ele roubou dela e vai prometer, não tem disso e tal. Mas o filme é muito bom para o lado sobrenatural. Eu diria que é um filme sobre amarração amorosa. Eu falo muito disso aqui no meu podcast, dessas coisas sobrenaturais. E é um filme realmente que não tem analogia tem ali uma pessoa louca, perturbada mentalmente, espiritualmente, buscando outra. É muito bom.
Então quem não gosta de backrooms, o Obsession e o Backrooms, eles estão fazendo muito sucesso, particularmente para o orçamento que eles precisaram para poder fazer.
O que foi investido e o que lucrou, né?
Exato.
E o Steven Spielberg Que hoje aqui, né, tá presente, que gastou milhões para fazer o dia do disclosure, que é ruim, porcaria.
Aí, enfim, é ruim o dia D? Eu não gostei, não gostei, achei bem fraco, tanto do ponto de vista ufológico, que eu gosto, quanto do ponto de vista cinematográfico.
Gente, mas como que é ruim? Você tem até divulgação no Brasil e no Paraná.
Aqueles, o Mike tá aí, meu irmão, enchendo os bolsos de dinheiro dos Mas olha só, o Spielberg, dizem, dizem, é, alega isso, ele ficou zangado no nosso Instagram lá, reclamar com a gente e tal.
Não, é brincadeiras à parte, mas ele falou que ele não tá divulgando o filme. Não, eu falo brincando porque calhou bem nesse momento, né? Não, todo mundo tá brincando, a gente tá levando na pilha só.
Foi uma tempestade perfeita ali. Mas eu puxei esses, no caso Obsession, junto com Backgrounds, porque o Spielberg, ele comentou num festival recente que Ele vê esses filmes de cineastas amadores, né, a galera que começou no YouTube, como ele, George Lucas, James Cameron, como essa galera fazia na época deles. Porque não tinha YouTube, mas eles filmavam lá no 8mm, né, Super 8, na verdade, né, na Super 8, lá naquela camerazinha, e eles passavam para os vizinhos assistirem.
Eles tinham o seu próprio, entre aspas, YouTube ali, que é a forma como os criadores de conteúdo de cada geração se expressa, né, artisticamente. Então assim, enquanto Hollywood tá aí gastando 300 milhões para tentar puxar a gente para o cinema, essa turma, meu irmão, com criatividade, com roteiros fechadinhos, tá chamando muito mais gente. E proporcionalmente você acaba fazendo muito mais vale a pena do que um Star Wars que tá aí, coitado, o Grogu Mandalorian, olha a cagada que fizeram, né?
Mas a gente tá falando exatamente de um momento também de ascensão da internet nesse meio cinematográfico. Então a gente às vezes, hoje em dia, eu tenho 40 anos, então eu venho de uma geração que o cinema blockbuster, que é o cinema do shopping, e a televisão, eles mandavam na comunicação. Hoje a gente tem um storytelling, a gente brincou no caso do Mike, do Paraná, mas a gente tem todo um, independente do que, se for verdade ou não, é, mas a gente tem um storytelling totalmente produzido por um cara que tá na casa dele, numa zona rural no Paraná, e milhões de pessoas acompanharam.
Então quer dizer, se o streaming, eu vejo daqui para frente um movimento de empresas de streaming já pegando isso, falando assim: "Bom, vamos fazer um filme logo sobre isso." E a galera vai ao cinema de maneira genuína, porque a galera fala: "Nossa, tá saindo um filme no cinema? Eu vou assistir." Então esse movimento do passado, ele tá mudando bastante também pro próprio cinema, né? Eu mesmo, eu gosto muito de fazer curtas-metragens.
O meu canal no YouTube, ele começa com produção de curtas de terror, né? Já escrevi em festivais, já foi pra festival e tudo. Mas assim, falo para vocês, sem desmerecer de maneira, pelo amor de Deus, nenhum festival, mas a repercussão que eu tive foi toda pela internet, não pelo festival e não pelo cinema, entende?
Você tá falando, o Dani representa essa geração aqui no caso do Brasil, né, que o Spielberg puxou. E eu mesmo, cara, que gosto muito de terror, ficção científica, eu dei o exemplo aí do Ken Parsons, eu descobri assim, apareceu no meu algoritmo, que os nossos algoritmos conhecem a gente melhor do que a nossa mãe. Hoje em dia. Exato, os cara gosta de filme difícil, de outras.
Eu tenho medo dos meus.
Quem tem coragem de pegar o celular e abrir aqui, ó, o algoritmo, para ver o que que ele joga para você?
O meu tem, o meu tem terror, Britney Spears and Glory Hole.
Esse cara é dos nossos.
O meu não tem Dark Room, não tem Back Room, mas tem Back Room, Backdoors.
Mas eu tô puxando isso porque assim, eu descobri o Kenny Parsons dessa maneira, fiquei viciado. Eu assisti os vídeos do cara, ele tem a playlist lá, cara, como se fosse uma série, como o Dani falou, como se fosse uma série, cara, da Netflix, da Prime, da HBO. Eu fiquei vidrado naquela parada porque são curtas de ficção científica de terror. Tem um canal muito bom também, é estrangeiro, chamado Alter.
Alter, muito bom.
Cara, bem legal. É uma turma tipo Dani que faz lá alguns vídeos, são mais complexos do que outros, claro, mas tem uns que, irmão, o cara tinha R$5, um jegue e um canivete, entendeu?
Os outros dá para fazer com uma paçoca, um barbante.
Porque o cara tem criatividade, a mina tem ideia boa, ele filma na casa da mãe, como eu falei, e com iluminação, com um jeito, com ângulo.
Mas é o jeito mais barato de você fazer o filme de terror, é você contar uma história isolada em um determinado lugar. É um jeito mais barato de conseguir fazer uma produção, seja num quarto, seja num apartamento.
Você mesmo tem várias filmagens suas privadas no quarto, né, que você me falou?
Certíssimos, certíssimos. É um verdadeiro terror.
É, eu digo que terror para mim é linguagem, né? Então, claro, não, você também tem, você não precisa necessariamente ter uma super câmera para fazer um filme de terror. Eu, por exemplo, gosto muito do estilo found footage, né, que é aquele das imagens com a câmera na mão, imagens encontradas, que a gente tem aí Bruxa de Blair de 99, a gente tem Atividade Paranormal, toda uma saga, né? Sim, então tem que ter uma linguagem. O próprio Mike Leão, né, do Paraná, ele fez um filme.
Na verdade, eu até falo brincando, fiz uma análise desse caso, porque ele fez um filme de terror, ele tá dentro de um filme de terror da vida real, independente se ele inventou, se ele não inventou, se aconteceu, se não aconteceu, porque ele começa de manhã ouvindo os bichos Ele vai para tarde com aquele barulho estranho, depois tem as luzes, é uma narrativa. E aí, não, mas a narrativa ela continua, porque logo depois eles estão parecendo mortos, as pessoas seguindo ele, ele ficando perturbado.
Quem assistiu Contatos Imediatos de Quarto Grau lembra que todas as pessoas que viram se matavam, porque elas tinham perturbadas de ver aquela muito bom também. Então quer dizer, o filme, o filme tá acontecendo e as pessoas estão acompanhando fora da tela do cinema do shopping, né? Tá acompanhando no story. E outra é no story, ele nem gravou reels, ele grava reels posteriormente. É no story que as pessoas estão acompanhando. Então quer dizer, qualquer lugar, em qualquer lugar, é quase uma Você vai buscando em vários lugares, né?
O que dá esse senso de, como é que o pessoal fala, de urgência. Mas tem um termo que é nofomo, que é medo de perder alguma coisa, que é uma, quase como uma, como é que é, Luciano? Fomo, fear of missing out, medo de se perder alguma coisa. Ah, você viu stories do João Zebra ou do Mike Leão? Ah, não vi. Então você perdeu. "Porque pô, ele mostrou a vaca dele lá que perdeu as tripas pro ET." Mas o que a gente tá falando aqui é justamente essa— tentando dar menos luz pro Mike Leão e mais pro background. Mais pro backgrounds.
Mas o backgrounds tem um pouco disso também, porque ele tá espalhado, né? A coisa do backgrounds tá espalhada, você não tem controle dos níveis. Então eu lembro que quando eu comecei, eu lembro que eu fiz vídeo na rede vizinha do tico-teco, na época de feedback, na internet. Eu fiz vídeos do nível 0 até o nível 50. Então todo dia era um nível que eu falava. Então você tem aqui, agora a gente tá falando, a gente tá falando do Dream Core, mas eram vídeos pequenos, né?
Era um vídeo de 1 minuto e meio. Então, ai, no nível 1 você tem isso. Hoje a gente tá falando do Dream Core, né, que aquele ambiente Onde tudo é uma coisa meio, é a estética vintage, parece um lugar feito de doce, uma casa, sei lá. E aí o backrooms também acolhe esse ambiente. Teve um vídeo inclusive que viralizou muito, parece besteira, mas assim, viraliza demais, viralizou muito no TikTok, nas redes sociais, que era um cara que, se eu não me engano, ele tava na Dinamarca E aí ele grava uma construção em cima de uma montanha muito parecida com a casa da Peppa Pig, do desenho.
E aí, e até a pintura e arquitetura dessa casa era uma arquitetura que lembrava um desenho animado. A pintura dela parecia que ela tava ali colada naquele ambiente, que ela foi colocada e que ele abriu um portal e conseguiu ver. E ele fez um vídeo de, sei lá, 9 segundos e falou: gente, encontrei a casa Peppa Pig House. E aí todo mundo falou: você entrou em background, ali é uma abertura para ver. E aí todo mundo foi lá, é, todo mundo começou a ir lá e falar: gente, ele encontrou uma abertura lá, o vídeo lá, olha aí, a casa da Peppa Pig.
Então assim, teve um vídeo desse de segundos e ela deu 9 milhões. Então quer dizer, fica obcecada por possíveis entradas para backroom.
É, um elemento que eu vejo em todos esses, isso que a gente tá conversando, e que Hollywood tá faminta por, não é só criatividade, é autenticidade. Esses criadores, quando eles bolam essas paradas, eles estão realmente Claro que bolando uma coisa nova, mas é algo que conversa com eles de alguma maneira. O cara tá fazendo aquilo na privacidade da casa dele, ele acha divertido, ele posta, ele não tem ideia de que vai fazer 9 milhões, 5 milhões, que seja.
Não existe essa expectativa que um estúdio que vai botar 100, 200, 300 milhões num filme, olha, tem que dar certo. Não, o cara bota e a coisa, por ter autenticidade, ela viraliza. E o que eu acho bacana de mencionar é que, por exemplo, Já existe uma obra hollywoodiana, entre aspas, que tentou adaptar o Backrooms, que é um capítulo, eu acho, galera pode me ajudar nos comentários, do American Horror Story, em que eles, um personagem entra na Backrooms, que até um ator que é do Sopranos, o novinho lá que só faz o merdeiro, sobrinho merdeiro do Tony Soprano, esqueci o nome dele, esse ator.
E cara, ele fez White Lotus também, ele é muito bom. E tipo assim, depois vocês deem uma olhada no YouTube, mas Hollywood tentando adaptar um negócio que ela não entende. Tudo isso que a gente explicou, essa complexidade que o Dani faz os vídeos no canal dele, os cara botaram o cara, ele entra naquela foto lá que a gente postou, e aí a série ela escureceu a sala, é tudo escuro, você não sabe o que tá acontecendo, ele está no corredor E aí, porque para Hollywood terror é escuro, quando na verdade o horror vem dessa obra, ele vem de que você está vendo demais, incluindo o filme do Kenneth Parsons. Você está vendo algo que você escondeu na sua sala dos fundos.
Espécie de psicologia demais. Tem que parar com essa mania de fazer terror subjetivo. Não, você quer terrores claros e objetivos. Essa mania, não, porque isso aqui é— você está escondendo o seu eu interior dentro de um eu interior num ambiente claro que só você vê. Eu não entendo essas coisas.
O que será? Quem será que está lá dentro? Quem? Onde reside O pequeno Rex dentro dessa armadura de músculos se esconde um menininho que tem algo a esconder.
O meu é o gym room, entendeu? Você entra lá, tem vários aparelhos de academia, ela é vazia, entendeu?
Só backrooms.
Isso aí é uma backrooms também. Isso aí é uma backrooms.
E aí não tem pessoas pequenas e magras lá.
Entendeu?
E ninguém reveza com ninguém assim, sabe? Porque tem um em todos os lugares, sabe?
O Rex acabou de criar um nível de backgrounds para ele assim. Exato, acabou de criar um nível de backgrounds.
Já faça, por favor.
Como é que nunca ninguém fez um gym room?
Gym room, pronto.
Esse é o nome. Mas eu acho que tem uma, tem uma que lembra um shopping E aí não era uma academia, mas tem o que me parece que é o nosso ambiente mais próximo, um nível de background. É engraçado que depois também disso a galera começou, a galera que entendeu o conceito de background na internet, começou a tirar, fotografar lugares reais onde elas estavam, falando: isso aqui é um possível background. Um dia eu tava viajando de ônibus para o Rio, ia fazer uma gravação lá, e Tatiáia E aí eu parei nesses postos de gasolina de madrugada na estrada, no meio da estrada, e tinha um lugar todo colorido de criança e tudo parado, tudo assim, ó, 3 da manhã.
Cara, eu tirei uma foto, postei no meu Stories, a galera, meu, você entrou em background, você vai gravar aí, que da hora, isso é um cenário. Falei, não, gente, isso é um playground do grau da estrada.
O que é isso? É um espelho?
Seus amigos.
Também, porque eles são espaços liminares, senhoras e senhores. Aqui demos espaço para essa creepypasta que eu recomendo que vocês— não precisa ter conhecido antes Backrooms, se você conheceu agora Backrooms junto com o Dani, comigo e com o Hex aqui, eu recomendo que você assista, tá? Backrooms, esse filmaço aí, na minha visão. Que o Rex vai se descobrir. O que será que escondem as salas dos fundos de Thiago Rex? Meu querido Dani, muito obrigado por participar aqui do Plantão Nerd.
Quero você de volta para a gente falar de mais obras de terror. Parabéns pelo seu cenário, super bem aí. E a galera viu seu perfil, seu arroba aí, não? E a galera vai te encontrar aí para saber o que que está aprontando.
Boa! Essa janela aqui, o Solano e Rex, é em, não sei se vocês reconhecem, mas ela é de um filme de terror. Mostra para gente aqui no detalhe, talvez você aqui, ó, você sabe de qual filme?
Eu não sou muito fã de filme de terror.
É um filme de terror do passado, assim, eu acho que dá uma dica aí. 2005, é um cara que mata a família inteira em uma cidade dos Estados Unidos e a casa não é MTV, não é MTV.
MTV.
Essa aqui são janelas inspiradas em MTV.
Meus vizinhos têm medo de mim. Esse cara entende, hein? Dani Mancha de Terror, queridão, muito obrigado. Volte aqui no Plantão sempre que você puder, tá bom?
Valeu, Dani, brigadaço.
Obrigado, Rex, obrigado. Ó, foi um prazer, Solano, participar aqui do primeiro Plantão Nerd meu, né? Porque vida longa ao quadro. Ao Inteligência, um abraço para vocês. Adorei falar de Batman. Cuidado para não tropeçarem e caírem no mundo das glory holes.
Glory holes, não. Depois do Superman do James Gunn dividir mais opiniões do que o barbeiro do Guy Gardner, a Supergirl tá chegando aí voando meio baixo. A galera não tá muito animada, ou será que é só rumor das invejosas? Não sei. O Rex tá aqui já de— você tá de lobo? É isso?
Maneira!
Levanta um pouquinho para aqui, ó. Bite me, fanboy!
Tem que fazer a bundinha aqui, tá com a calça jeans.
Ficou ótimo aí, o seu fã clube.
Pronto!
Eu tenho certeza que em algum lugar existe um Reddit só do seu bumbum. Bumbum, dedicado ao seu bumbum. Mas sim, olha só, tivemos diversas novidades recentes aí, tá, sobre esse universo novo da DC. No caso, James Gunn, como vocês já sabem, tá tentando tirar o gosto ruim, mais uma vez usando essa expressão, que o Zack Snyder deixou em algumas dessas obras.
Algumas, em algumas, em algumas.
Eu sei que a gente diverge aqui em algumas das obras.
Não é dia para isso, não é dia para hoje, exatamente.
Então vamos começar justamente com a Supergirl. Vamos começar com a Supergirl, depois a gente vai falar do Lex Luthor lá com a sua power armor, porque vamos lá, é Supergirl ou é Guardiões da Galáxia?
Então é o filme da Supergirl. A Supergirl, na verdade, nos quadrinhos ela chegou até uma fase só dela, tá? Ela teve até uma fase agora bem interessante que foi até desenhada pela Billkus. Uma brasileira que fez a arte. Muito boa a arte. Ela é incrível. Mas ela é uma personagem que lá nos anos 60, 70, ela fazia parte da Legião dos Heróis. E era um grupo de heróis também. Ela era a representação da família Hell ali com os heróis da Legião, que é futuro.
Então você tem uma personagem que ela funcionava tanto em grupo quanto individual. O filme eu acho que não vende só por ela. Então eu acho que a ideia é você mostrar ela, o Krypto, que foi o que fez muito sucesso no filme do Superman.
É meio John Wick agora, né? Machucam o Krypton, ela vai atrás.
Pelo que deu a entender, o Krypto é filhote. Então essa história é contada assim que ela chega na Terra, antes do filme do Superman. Antes do filme do Super-Homem, porque o Krypto já é um cachorro mais adulto ali no filme do Super-Homem. Então dá para entender que ele tá filhotinho. Então é uma história meio prequel, então a gente não tem que se impacto, que vai acontecer alguma coisa de ruim com cachorro, que a gente sabe que já tá vivo, pelo menos isso.
Que o cão sobreviverá.
Mas o fato importante deste trailer, e é o que tá todo mundo esperando, e assim, a gente vai ver a Supergirl, que não é muito diferente de poderes que a gente já viu do Super-Homem, ok? O que a gente vai ver nesse filme, o que tá muita gente esperando para ver, é o Maioral, the main man. A gente está falando dele, o lobo Lobo, que é um personagem que entra na minha categoria de personagens que as pessoas gostam por uma razão: ele é babaca.
Sim, entendeu? Se você pega o Lobo, Guy Gardner, o Batman, o Gladiador Dourado, eles são personagens que na sua atitude, no seu comportamento, eles são caras babacas.
Você colocaria na mesma categoria de babaquice? Coloca.
O Batman é um cara meio babaca. Ele chega para a galera na Liga X, ele fala: eu sou inteligente, eu sei o que eu faço. Ele sabe ponto fraco de cada um.
Não, ele sabe. O Batman, ele fica quieto no escuro.
Não, não, não. O Batman no geral, o Batman no geral, ele é um cara meio fora do padrão heroico, entendeu? Ele é um, ele não é um babaca. O babaca tá sendo mal representado aqui. Tem vários tipos de babaca, entendeu? O Batman ali da Liga da Justiça, ele é um cara meio soberbo. Ele é um cara inteligente pra caramba, ele bate de frente com outras pessoas, mesmo não tendo poder nenhum, ele se coloca como igual. Ele tem atitudes e comportamentos perante a Liga que tornam ele esse cara, mas não é ruim, porque a gente fala, esse personagem a gente gosta.
É porque assim, o Lobo aí, especificamente chegando aqui no Kzariano, né, último Kzariano, que já é um paralelo, a galera tá vendo aí, já é um paralelo com o próprio Superman, né, que já não é o último, né, já não é o último porque tem a prima dele aí Jason Momoa, já vamos falar dele aqui, quero saber suas expectativas. Mas o Lobo, ele realmente é um anti-herói. E por que que todo mundo gosta de anti-herói? Porque você tem aquela permissão na ficção de saborear um pouco as coisas que você gostar, as transgressões que você gostaria de praticar na sociedade, você não pode.
Alguém te ofendeu na sociedade, Você tem que falar, o amigo, não gostei muito que você falou, pô, vamos, né, e tal, não sei o quê. Meu irmão, o Lobo enfia essa porra aqui no seu— não tem isso, ele resolve tudo com violência. Tem essa fantasia, creio que muito mais masculina. E aí a gente, eu espero que o James Gunn trabalhe isso também de forma opositora, né, a Supergirl, que é o que a gente vai finalmente ver o personagem. Já rolou o Lobo no Numa obra da CW?
Em várias obras, em várias. Eles fizeram uma série da família do Super-Homem, né, que é, acho que o nome da série é Krypton.
Original.
É, e aí conta a história da família do Super-Homem, do Kal-El, e aí o Lobo aparece na série.
Mas é um cara meio enxurriado.
É, é um cara com maquiagem, pintura corporal, mas assim, o cara interpretou bem. É, o cara não faz ruim. Ele já apareceu em vários desenhos, ele apareceu no desenho do Super-Homem, Animated, ele já apareceu desde a Liga da Justiça. O Lobo já foi inclusive membro da Liga da Justiça. Então, e é um personagem que por ele ser esse estilo meio babaca dele, ele tem uma liberdade maior em muitos aspectos. E é o legal também, é um personagem com princípios, porque por exemplo, uma vez que você fecha um contrato com ele, ele não volta atrás, ele cumpre o contrato, por mais absurdo que seja.
Ele seria no RPG, que você também gosta muito, Chaotic?
Ele seria— não, não tem o lawful, não. Ele seria— ele segue uma regra dele.
Ah, então não é lawful, porque não tem, entendeu? Quando você fala lawful no D&D, é o lawful.
É o leal. Ele não faria uma coisa criminosa. O lobo, se ele faz aquele contrato contigo, ele vai seguir aquela—
não é Chaotic Evil?
Não, ele não é evil. Ele estaria entre Chaotic Neutron, que é meio insano, entendeu? Ou até Chaotic Good, não, acho que Chaotic Neutron, ou então Neutral Evil.
Ele não mata criança, ele não faz mal a pessoas que—
não, ele tem isso não, não, criança não. Olha só, o contrato dele é: se você pagar, ele faz, ele não vai voltar atrás. Mas É que nunca vão colocar ele precisando matar uma criança. Mas você tá falando do Lobo, que ele matou o povo dele inteiro quando criança. Então ele matou crianças também. Então, mas ele matou crianças quando criança.
Isso é um crime perante a lei?
Eu não sei.
Então, e aí você trouxe um aspecto que eu queria colocar aqui, que é um receio meu. O Lobo nos quadrinhos, ele se aproxima muito do Deadpool. No sentido, vou tentar defender minha tese, no sentido de que são personagens que eles não funcionam sob as regras que os outros personagens daquele universo funcionam. Ele às vezes quebra a quarta parede.
Não, Lobo não.
O Lobo, ah, mas ele faz umas certas alusões assim. Tudo bem, ele não reconhece que ele tá num quadrinho, mas assim, porra, ele vai para o céu, ele vai para o inferno, entende?
Mas isso são histórias meio que não fazem, não são canones, é um Elseworld do Lobo. É uma loucura que vai ser permitida para o Lobo. E exatamente um dos motivos que o Stan Lee fala que um dos heróis favoritos da Marvel dele é o Lobo, porque o Lobo permite essas loucuras. É da DC, perdão. É um dos personagens favoritos da DC para o Stan Lee, que ele fala: pô, esse eu me arrependo de não ter conseguido criar ou chegar nada próximo disso.
Porque o Lobo inicialmente, quando ele foi criado, ele era um caçador espacial cruel. Tá, sabe, ele não tinha nada. A roupa dele era extremamente escrota, era uma mistura de laranja com roxo, ele andava numa moto espacial, mas acabou. E depois, quando ele foi recontado, veio essa coisa do motoqueiro, das armas, um cara extremamente forte, destruiu o planeta dele inteiro. Aí foi se criando o conceito do Lobo e teve essas liberdades de você poder contar uma história, Lobo vai ao inferno, é Lobo, Mato, Papai Noel.
Ele não é tão louco quanto o Deadpool, mas você não concorda que existe um meio do caminho, um lugar onde eles se encontram, o Deadpool?
Tem a crueldade, tem a coisa das armas.
Ele é meio perna longa.
Tem a insanidade do personagem, concordo, ele tem um pouco disso sim.
Mas não é tão Deadpool, concordo com você.
Mas não chega a ser Deadpool nesse aspecto.
Então não tem esse perigo no filme da Supergirl dele?
Não, eu acho que não. Inclusive Todo mundo falando agora do Jason Momoa, até ele mesmo fala que quando ele foi chamado pelo Zack Snyder para fazer o filme, I mean baby, ele achou que ele ia ser chamado para ser o Lobo.
É isso lá no Aquaman, e aí foi para ser o Aquaman.
E ele marcou nessa, né? Quem não embarcaria? Mas ele sempre foi o estereótipo do Lobo, principalmente pelos desenhos mais atuais, mais dos anos 90 para cá. E ele sempre foi mais a figura parecida com o Jason Momoa, um cara alto, grande, forte. O estilo de cabelo, estilo de cabelo também já tem vários, né? Já teve cabelo liso, já teve cabelo com dreadlock, depende muito do penteador.
Ainda que o Jason Momoa não tem nada a ver com a personalidade do Lobo na vida real, cara, o maior paizão, super responsável, né? Um cara que se cuida. E o Lobo, ele tem essa coisa do espírito livre do motoqueiro, cheio de cerveja, cigarro, mulheres, né? Ele representa essa coisa de todos os pecados juntos. O que eu acho, uma das expectativas minhas para o filme da Supergirl é o seguinte: a Supergirl, já falei isso lá no Matando Robôs Gigantes, mas eu queria compartilhar contigo aqui, com a galera do Plantão Nerd.
A Supergirl, ela é apresentada no universo agora, né, e puxa dos quadrinhos, como o Rex lembrou, como essa personagem mais nihilista. Ela, ao contrário do Clark Kent, que do Kal-El, que chegou aqui quando era bebê, ele não viu o fim de Krypton, ele só ouve falar e tal. Ela chegou e tem um clipe muito maneiro, vou pedir para o Luciano colocar para gente, tem um clipe muito legal, deu uma viralizada, que mostraram ela chegando aqui na navezinha e o Super-Homem encontrando com ela.
Não fala a língua dele e ele sendo aquele cara super inocente, super otimista. Vamos lá, vou te apresentar minha casa. 'Ah, vai ser muito legal. Ah, esse aqui é o seu cachorro, tal.' Porque essa pegada que o James Gunn tá dando para esse Super-Homem, eu prefiro também. Prefiro esse Super-Homem. O Henry Cavill mandou bem, mas eu gosto mais desse Super-Homem, mais assim, garotão do câncer e tal. Já ela, ela viu o planeta indo para cucuia.
Sim. Então ela tem essa revolta adolescente. E no que tá mostrando o trailer, no final do filme do Super-Homem, ela é tipo assim: 'Ah, você é um bostão aí que fica tomando um escoteirão que tá tomando conta desses da terra. Eu vou encher a cara, eu vou trepar, eu vou fazer a zoeira lá no espaço. E eu acho que, expectativa, jogo para você, para galera que tá com a gente aqui agora, eu acho que o Lobo, ele ficaria bacana no filme se ele representasse para ela o seguinte: esse é o caminho desse niilismo.
Se você seguir por esse caminho de não acreditar em nada, de não puxar as responsabilidades que poderes que você tem aqui te dão, esse é o caminho. Você vai virar uma pessoa mercenária, uma pessoa que não tem mira, que não tem era nem beira. E pode parecer bacana para um moleque de 13, 14 anos, mas quando você é adulto, encher a cara— não tô sendo puritano não, que saco, eu tô longe de ser um cara puritano, mas eu tô falando sobre responsabilidade, entendeu? Acho que seria um tema legal de explorar no filme.
Então eu acho que o filme vai mostrar o seguinte, é uma coisa interessante, O Super-Homem nasceu na Terra, ele foi criado por uma família do interior, com princípios de fazendeiro, né, criar, cultivar, crescer. Uma família religiosa, crescer fortemente, né.
Mas ele baixou o braço. Luciano é muito bom, né, o cara não cai. Olha que maneiro aí, ela chegando aí bonitinha. E ele todo fofão explicando para ela: "Oi, seja bem-vinda à Terra", tal.
É porque é aquela história, ele foi criado com outros princípios, né, seguindo princípios até religiosos, né, familiares e afim. E ela não, ela tem um pós-trauma de destruição, né. Ela cresceu numa cultura, ela viu os pais, ela teve que se despedir de tudo isso, e ela é uma sobrevivente de um fim de mundo. Sabe? Então ela realmente não tem a cabeça para lidar com muita coisa, faz sentido. O que eu acho que vai aparecer é o seguinte: ela vai ter dois confrontos aí.
Ela vai ter o lado do Super-Homem, que vai ser a coisa boa de fazer o bem, e ela vai absorver isso de uma certa forma, e a preocupação dele com ela e tudo mais. E o Lobo talvez vai mostrar para ela esse lado mais selvagem, como você mesmo descreveu, mas ela vai ver que, tipo assim, não pode ser o Lobo E ela também não pode ser super-homem, então ela vai ser, vai achar o meio termo dela ali para fazer o que é certo.
Perfeito. Porque o Logan tem que ter a própria personalidade em termos de personagem também, senão fica chato. Ela já é uma, ela já é uma versão feminina do herói, então assim, pô, então faz um negócio seu, né, faz uma característica particular, né.
Não, e eu acho que o filme, se fizer isso, vai fazer muito bem. Porque talvez ela se inspire em algumas coisas do Lobo, veja como é que o Lobo age. Inclusive, minha preocupação é com o Lobo na história, é essa, porque o Lobo é um cara extremamente violento. Sim, mas matando alienígena passa, passa, matando robô passa, entendeu? Mas ele é um cara extremamente violento. E como você cola isso assim? Até o Super-Homem tem dificuldades com o Lobo.
Sim, de um confronto físico. Super-Homem é superior, é Mas o Lobo tem outras coisas que dá um trabalho pro super-herói. Então, tipo, como ele vai entrar na história? Talvez ele vai ser contratado pela garota que ela tá protegendo, entendeu? E aí talvez ele vai se manter ali com elas porque ele tá num contrato, que ele tem a palavra dele. Então, eu acho que o único jeito que tem de você equilibrar o Lobo na história— Agora, meu medo é: ele vai aparecer muito curto no filme.
Por mais de pouco tempo, você quer dizer? Porque o filme é dela. E ele já roubou todas as cenas que ele aparece no trailer, sabe? Ele na moto, ele com rodando o gancho dele, sabe? É, tacando a granada que tá no pescoço dele. Então tudo isso ali já rouba muito da cena do trailer. Então ele não pode ser um cara que tem que estar muito tempo no filme, então ele tem que aparecer rápido e sair rápido. Mas deixa o gancho aí para você já, né, deixa o gancho aí para você trazer o filme do Lobo o futuro, que é o que a gente quer ver. E o filme do Lobo tem que ser 18+, cara, não tem jeito, não tem.
Você acha que não dá para fazer um filme do Lobo se não tiver tripas, sexo e rock and roll?
Deadpool provou isso, que dá para você fazer um filme 18 anos de herói, sim, com violência extrema. Até porque o Lobo tem um poder de regeneração muito grande, então ele pode realmente se machucar muito. Tem uma cena engraçada no trailer que corta o abdômen dele. Porra, não no abdômen, cara! Sabe, isso é muito Lobo assim, o personagem, ele é um pouco vaidoso também. Então eu acho que assim abre a chance você chegar assim, pô, vamos fazer um filme do Lobo que é maior de idade, porque o James Gunn tem as loucuras dele.
Se você ver Pacificador, se você ver Esquadrão Suicida, né, ou Esquadrão Suicida, você tem isso, tem aquela violência exagerada. Sim, e o Lobo permite isso, o Lobo permite você fazer uma coisa nesse patamar.
É igual Deadpool nesse sentido, de novo, ele pode sofrer uma série de danos e ele fica se reconstruindo e a coisa vai. Cara, eu adoraria realmente, tinha uma minissérie, eu acho que era uma minissérie de quadrinhos, saiu aqui no Brasil também, do Lobo, que focava no Lobo enquanto mercenário lá. Cara, esqueci o nome do artista, pois eu cato aqui para colocar nos comentários ou nos cortes, mas ela, ele tem uma arte quase cansado. Eu adoro a arte desse cara, perdão.
Sei quem é, eu esqueci o nome dele. Eu sei quem é, o Seawhale, Kalbinski, uma coisa assim.
Acho que é Cary Nord o nome do cara, você acabou de me lembrar. Cary Nord, eu acho que esse é o nome dele. E galera, depois procurem Lobo, né, Lobo Cary Nord. E eles focavam nessa coisa dele motocando ali pelo espaço, fazendo os contratos e tal. E era extremamente violento, porra. Sexo, drogas e rock and roll. E aí eu lembro que tinha uma vez ele foi contratado para matar um terrorista, um bandido e tal, do espaço. E aí, porque tem essa dose meio 13 anos que a gente fala, né, de molecada e tal, que a gente às vezes gosta de zoar aqui.
E aí tem um cara que ele vai caçar, que ele é de uma raça, uma espécie, né, na verdade, espacial, que os testículos dele, eles se solidificam conforme ele fica mais velho. E o cara usa os testículos como massas de guerra. E aí o lobo vai lutar contra ele, pega aqueles testículos e dá na cara do lobo. Aí ele tipo: "Para de me acertar com essa porra!" "Porra, luta com homem homem!" Ele falou: "Não tem jeito mais, homem, de lutar do que com meus bagos na sua cara." Então esse elemento boboca, né, assim, muito primal, né, muito básico assim, até da masculinidade, eu acho bem maneiro quando você trabalha ele bem, sabe? Então não acho que vai aparecer esse tipo de coisa no filme.
Aparecer num filme do Lobo. Num filme do Lobo seria totalmente bem-vindo isso.
É, eu acho que merece. E até para você também mostrar mais desse, do cosmos dessa nova DC.
Inclusive, é, concordo contigo. Vou dar um, vou deixar uma recomendação aqui, já que estamos falando de Lobo. Procurem para ver no YouTube, vocês vão gostar. Eles adaptaram um dos quadrinhos do Lobo, que é o Paramilitar Christmas, Lobo Paramilitar Christmas, que eles pegam a história desse quadrinho do Lobo, que o Lobo é contratado pelo Coelhinho da Páscoa para matar o Papai Noel. E aí os caras fizeram esse filme, esse curta-metragem na internet, chamaram até aqueles lutadores de WWE para fazer o lobo.
E, cara, recomendo, se o Luciano achar aí para colocar um trechinho, vale muito a pena.
E falando sobre caras grandes, eu queria fechar esse quadro puxando aí a armadura do Lex Luthor, the power armor. Vazaram, ou vazaram de propósito, não sei, né, umas cenas, né, Luciano? Uma cena do Lex Luthor aí caminhando com sua roupa de Pacific Rim e o Super-Homem socando ele. É spoiler do final do filme, né?
Não gosto disso, mas na verdade eu acho que não é o spoiler do final do filme não, não, porque, porque o vilão do filme do Man of Tomorrow não é o Lex Luthor, é o Brainiac. Inclusive a ideia do filme é que os dois vão ter que se unir para poder enfrentar o Brainiac. Então eu acho que isso talvez seja o começo de história O Luthor, né, pega uma armadura, tenta enfrentar o Super-Homem, não consegue. Não sei até onde tem, porque já teve casos do Luthor se aliar com Brainiac.
Então não sei se essa armadura é uma união dos dois ou algo do tipo, a tecnologia roubada do Brainiac tomou conta da armadura. Então talvez o Super-Homem tem que derrotar a armadura e não o homem que tá dentro da armadura. Então, tipo assim, não necessariamente isso pode ser o final do filme. Isso pode ser só um começo, e já mostrando aí o nível avançado de tecnologia do Lex Luthor, porque ele já mostrou uma armadura parecida quando ele faz aquele, o campeão de Barovia, que é a armadura do que aparece o clone do Super-Homem no primeiro filme.
Nossa, tá ok.
Lembra aquela armadura? Essa aí é uma armadura no mesmo estilo.
O cara pode ter pego aquele, aquela engenharia ali, né, aquele arquiteto, mesmo arquiteto E falou, ah, agora vamos modificar uma versão mais Luthor, né? Essa é uma versão clássica dos quadrinhos, né?
Ficou bem parecido com a versão de quadrinhos mesmo, que já apareceu algumas vezes também, né? Na série da CW ela já apareceu, na série da Supergirl ela já apareceu. Como eu te falar, vou irritar um pouco você, na série do Super-Homem também, com a Super-Homem Lois já apareceu, não, o cara que faz o Lex Luthor com uma para-arma também.
Então tem já uma Eu dou crédito a todo estúdio aí que quis fazer uma coisa fidedigna, né, os quadrinhos. Mas eu te digo que, como princípio, eu sempre achei merda o Lex Luthor com uma armadura dessa.
Mas é que você tá levando em consideração, eu acho que é abaixo dele.
Eu acho que ele diria, na essência do personagem, claro, cada um tem que ver sua versão, tá? Tô botando a minha aqui para zoar, mas assim, Fazer o que eu digo para irritar a galera, mas eu acho que o Lex Luthor, ele inclusive nas melhores histórias, na minha visão, ele acha a violência abaixo dele. Fala assim: você tem que dar soco nos seus inimigos? Eu já resolvi esse problema, porra, 10 minutos atrás, eu tô socando o bicho, entendeu?
Então acho que ele recorrer a uma armadura, eu concordo que tem histórias muito legais dele tendo que vestir armadura e tal, ele justificando Mas como princípio eu não gosto. Isso que eu queria dizer.
Mas então você tem que ver que Lex Luthor você está falando. É porque o Lex Luthor no começo ele era um vilão normal, ele era um cara que pegava os robôs e assaltava banco.
Sim, entendeu?
É, anos, anos, bem antiga. Foi só lá para os anos 90 que reformularam a imagem do Lex Luthor como empresário, corporação, LexCorp. Sabe? Essa visão empresário do Lex veio muito depois.
Tem até uma revista.
Tanto é que no desenho dos Super Amigos, o Lex Luthor, ele era um vilão de armadura, com a Legião do Mal, lá no pântano, no Gulag, entendeu? Então, tipo assim, essa versão mais anos 90, né?
Interior do pântano de Metrópoles. Enquanto isso, os maiores vilões se reúnem pra torturar Lex Luthor. Para tramar a morte dos nossos heróis.
Então, tipo isso, essa visão do Lex que ele tá trazendo é a versão que no primeiro filme, né, mostra ele como empresário, um cara que trabalha ali com governo americano para criar modos de segurança contra heróis e tudo mais, e isso falhou. Ou seja, ou seja, a gente tá vendo ali um cara que você, agora eu vou resolver sem depender dos outros.
E tu acha que tem uma kriptonitazinha dentro dessa armadurazinha? Deve ter, né?
Tem que ter. Não importa o quão forte seja a armadura, se você não consegue enfraquecer o Superman, não dá certo.
Pera aí, mas lembrando que esse Superman do James Gunn, ele é mais humano em todos os sentidos do que o do Zack Snyder. O Zack Snyder é um deus ex machina.
Olha só, é um deus ex machina voador, mas o Superman do James Gunn é um dos super-homens mais fortes, porque ele consegue não ser puxado por um buraco negro E ele anda num rio de antimatéria. Aquilo ali demonstra, para questão de quadrinhos, ele é um dos Super-Heroes. E outra coisa que não tem um detalhe no filme, todo mundo falou, ah, ele apanha o tempo inteiro. Nenhuma vez no filme mostra que ele está 100% da força dele.
Ele já começa o filme meio, ele já começa um filme arrebentado, entendeu?
Ele começa bem arrebentado no filme, aí ele tenta se recuperar. O cara fala, cara, a gente só recuperou 80 100%. Ele: não, não, eu vou assim. Ele vai, enfrenta o inimigo de novo, ele é aprisionado com kriptonita. Aí um cara faz um sol artificial para ele.
Ou seja, o filme todo ele tá sendo—
ele tá sempre mantido em low, entendeu?
Ele fala, né, Super-Homem é o método humano mais forte que a gente conhece.
Realmente muito bem lembrado, James Gunn, de uma forma muito sutil, ele deixou, ele desceu bastante o nível de força do Super-Homem para ele poder contar uma história. Porque normalmente os filmes esquecem disso. No filme do Man of Steel, o Super-Homem consegue ouvir do espaço as pessoas, mas não consegue ouvir a mãe dele berrando, entendeu?
Não, pois é, mas é o que eu digo, você faz assim, você nunca fez assim para você, mas tu apertou o óculos, depois tu faz assim, ó, o que que é, tô vendo ali.
É isso que ele faz. Pois é, visão de, tipo assim, eles dão um downgrade, né, eles diminuem muito o poder para poder contar uma história. Dessa vez, James Gunn deu uma desculpa boa. Ele nunca esteve o filme inteiro em 100% dele. Então isso mostra um grau de poder do Super-Homem. Então acho que para o Lex poder enfrentar ele dessa forma, tem que ser Kryptonita. E ele já sabe usar Kryptonita, tanto que ele usa isso para enfraquecer o Super-Homem no primeiro filme.
Perfeito. James Gunn não é bobo, não é bobo esse rapaz. Rex, antes das recomendações finais aqui, para quem quer tirar um cineminha com a patroa, levar aquele date, aquele garotão bonitão que você deu uma piscadinha na academia, ele decidiu sair contigo, não vai levar no filme porcaria, tem que levar no filme maneiro. Mas antes da gente fazer essas recomendações, pessoal falou assim: quero mais de Rex, quero mais Solano, quero mais para mim desses homens musculosos, maravilhosos e humildes.
Como é que o pessoal encontra mais do Rex aqui para Além da Inteligência Limitada?
Tanto no Twitter, né, no X, quanto no Instagram, é @rex 29,9, né, do Universo 2099.
Apareceu aqui, ó, logo aparece, galera.
E você que quer chegar no patamar do Lobo, dos nossos grandes heróis, né, ser um kryptoniano neste mundo, entrar no gym room, né, dos backrooms e ficar enorme e forte, recomendo que você também compre seus suplementos na Growth Supplements usando o meu cupom OHEX, que você ganha um desconto lá. E se você está fazendo os seus manipulados Tá procurando também aqueles suplementos diferenciados, com que há mais? Recomendo Oficial Farma, que também é uma excelente, é um excelente laboratório de manipulados.
E você também consegue fazer suas compras, enviar suas receitas para eles fazerem para você usando o meu cupom HEX. Agora, Solano, falando de alienígenas, onde mais encontramos você também nas redes e sobre esses papos super interessantes que você fala desses seres de outros planetas?
Você me conhece, olha só o que ele disse. Você me encontra também no Banker X, toda semana sua dose semanal de verdade, com o devido capacete de alumínio. Eu e meu charal alienígena lá, e às vezes Daniel Lopes também. O Rex já deu um pulinho lá. Nosso querido Pirula que tá se recuperando aí. E já teve Sacane, tem uma galera, tem padre, tem, tem de tudo, tem de tudo no Bunker X. Tem ET também. Estou evidentemente no Matando Robô Gigante, já viemos também aqui no Inteligência tempo limitado para você não parar de encarar esses bigodes magnânimos.
E aí, voltando então para a galera que quer pegar um cineminha, que quer ler uma coisa diferente esse fim de semana, Rex, o que que você recomenda para turma aí?
Bom, já que a gente já falou tanto de Supergirl, eu vou recomendar a série Supergirl: Mulher do Amanhã, né, Woman of Tomorrow, que tem o roteiro do Tom King e tem as artes da Evelyn, que é uma ilustradora brasileira que faz uma arte linda. Então se você quer ler um pouco, quer contar um pouco dessa história, desse trauma de Krypton sendo destruída, né, na verdade Kandor, né, que é a cidade onde ela morava, você consegue ver e entender melhor esse lado mais, né, humano barra alienígena dela nessa série que é muito boa.
Excelente. Vou ficar no seu campo da leitura e vou fazer uma recomendação de um amigo aqui que entrou pro time dos escritores de ficção queridíssimos. Olha só, o meu amigo Bruno Marchese, vocês conhecem ele como o Rolandinho. Ah, Rolandinho, clássico do Pipocando, tá bom? Ele escreveu essa obra aqui, tá chegando agora, turminha, tá nas livrarias aqui, tá saindo pela Planeta Minotauro, e fala sobre viagem no tempo de uma forma bem diferente, tá?
Se você conhece aí o trabalho do Bruno, do Rolandinho, para além do Pipocando, você sabe que ele curte pra caramba ciência, ele tem um canal muito legal chamado Infinitamente, é um grande amigo, um cara muito interessante, e o livro dele, meu irmão, já tá chamando atenção, tá bom? Ó, Distâncias Não Existem, bem bonitão, é a minha recomendação, porque além de amigo, se fosse uma porcaria eu não recomendava, mas eu recomendo coisas de amigos que sabem o que estão fazendo, uma beijoca pro Bruno, e vocês aproveitem aqui o livro dele. É isso, Rex?
É isso.
Fechamos então. Até semana que vem aqui no Plantão Nerd.