Episódios de Inteligência Ltda.

1867 - IDEOLOGIAS ANTICRISTÃS: TASSOS LYCURGO

13 de junho de 20262h29min
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TASSOS LYCURGO é pastor. Ele vai bater um papo sobre as ideologias anticristãs e a batalha entre o bem e o mal. O Vilela ainda tem medo da Inquisição Espanhola.

UOL: há três décadas conectando os brasileiros. - https://www.uol.com.br/30anos/Use nosso cupom INTELIGENCIA e ganhe descontos especiais no site da Insider. #Insiderstore - https://creators.insiderstore.com.br/INTELIGENCIA

Assuntos15
  • AnticristicismoGuerra cultural · Manipulação da linguagem · Desconstrução da família · Engenharia social · Comunismo ideológico · Antonio Gramsci · Escola de Frankfurt
  • Guerra Cultural e MarxismoControle da linguagem · Perda de autonomia linguística · Sequestro de palavras · Alfabetização de crianças · Ludwig Wittgenstein
  • A Igreja como Corpo de CristoCristianismo como oposição ao comunismo · Importância da família e da igreja · Perseguição aos cristãos · Fé e razão · Logoterapia · Viktor Frankl · Santo Agostinho
  • Papel do Homem na FamíliaHipersexualização de crianças · Efeminização do homem · Falta de masculinidade · Papel do homem e da mulher · Herbert Marcuse
  • Ataque à educação e ao pensamento críticoMétodo global de alfabetização · Doutrinação ideológica nas escolas · Ministério da Educação (MEC) · Universidades como indústria de militância
  • Dívida Pública BrasilRacismo estrutural · Mestiçagem brasileira · Manipulação estatística de dados raciais · Fernando Henrique Cardoso · Florestan Fernandes
  • Mensagem de vida e féLogoterapia e a busca por propósito · A fé como fundamento racional · A eternidade e a perspectiva de vida · Jesus Cristo como verdade e vida
  • A Verdade como PessoaCorrespondência entre linguagem e realidade · Inteligência artificial e a distorção da realidade · Narrativa independente da realidade
  • Comercialização e crítica de artesArte genuína vs. arte ideológica · Enfeiamento do mundo · Super-heróis modernos · Robocop (filme antigo)
  • Identidade e TradiçãoOrigem geográfica e cultural · Identidade regional (Tromba do Elefante) · Culinária nordestina · Time Centenário Pau Ferrense
  • A soberania e o amor de DeusConhecimento do futuro vs. determinação do presente · Deus como criador do tempo · Atemporalidade de Deus
  • Crise da MasculinidadeMasculinidade tóxica (conceito criticado) · Falta de masculinidade · Homens como provedores e protetores · Homens que usam maquiagem
  • Identidade de género e retrocesso socialHomem se tornando mulher · Mulher se tornando homem · Anorexia e autoidentificação · Amputação peniana
  • A Família como Base e PropósitoPapel dos pais na educação dos filhos · Perda da hierarquia familiar · Tempo integral e tempo de qualidade
  • Influências externas na teologia cristãUnidade em Cristo vs. diversidade de interpretações · Ortodoxia vs. Ortodoxia · Batismo por imersão vs. aspersão
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RVRogério Vilela

Olá, terráqueos! Como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vilela e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais batalhadora do que a minha, do que a sua. Você não é um sinônimo do cara batalhador. Não sou, cara. Não, você tá no começo da vida, cara.

?Voz B

Eu acordo cedo.

RVRogério Vilela

Você tá na batalhinha da vida.

?Voz B

Durmo tarde.

RVRogério Vilela

É mesmo? Você tá dormindo que horas?

?Voz B

11, 11:30, por aí.

RVRogério Vilela

Isso é tarde para você?

TLTassos Lycurgo

Não é muito cedo.

RVRogério Vilela

Não, tarde é 2 horas da manhã.

TLTassos Lycurgo

Faz sentido.

RVRogério Vilela

11 horas, sabe? E aí você acorda que horário?

?Voz B

Umas 7, 8, depende.

RVRogério Vilela

Tá bom, tá arrebentado.

?Voz B

Depende do treino de manhã.

RVRogério Vilela

Treina? Hoje treinou?

?Voz B

Hoje não.

TLTassos Lycurgo

Amanhã?

RVRogério Vilela

Ontem treinou?

?Voz B

Ontem não deu.

RVRogério Vilela

Não mente que o pastor tá aqui.

?Voz B

Ontem não deu.

RVRogério Vilela

Anteontem?

?Voz B

Então semana que vem vai dar certo.

RVRogério Vilela

É isso aí, cara. Eu acho que o lance é ter fé.

?Voz B

Não é?

RVRogério Vilela

Eu tenho fé em você. Tem uma academia aqui em cima, ô safado.

?Voz B

Aqui em cima, né? Não tem desculpa.

RVRogério Vilela

Chega uma hora antes aí e treina, cara. Traz uma roupa aí e vambora.

TLTassos Lycurgo

Tem banheiro, né?

RVRogério Vilela

Tem banheiro, tem tudo. Seguinte, vamos falar de batalha, vamos falar de verdade, vamos falar de muita coisa e a gente precisa da participação do pessoal. Mas como é uma live especial, o que vai acontecer?

?Voz B

É isso aí, como é uma live especial, ela vai ser destinada para pessoas que são muito especiais, que são os nossos membros. Mike Baguncinha, Naldo Bene, Henri Cristo e a galera aí de casa.

RVRogério Vilela

E várias pessoas que já se inscreveram, como tem várias etapas lá, várias categorias de membros, você escolhe e tem um grupo no Telegram.

?Voz B

Exatamente, eles têm acesso à nossa grade antecipada.

RVRogério Vilela

Já sabiam que o pastor vinha antes, mandaram pergunta.

?Voz B

Já está aqui tudo separadinho.

RVRogério Vilela

Exato. Então você que está aí hoje assistindo pode mandar pergunta, mas a gente só vai pegar as perguntas depois que ler as perguntas dos membros.

?Voz B

Exatamente, tem um Super Chat, mas também tem as perguntas aqui dos membros.

RVRogério Vilela

Fechou. É isso, se inscreve no canal que a gente está chegando próximo de 6 milhões. O canal de corte já bateu 4 milhões. Queremos fechar 10 milhões em 1 mês, 2 meses, quem sabe.

?Voz B

Será que a gente consegue?

RVRogério Vilela

Exato. Antes de falar aqui com o Passora, eu quero falar com você. Eu vou entregar um pouco a idade aqui. Mas quem viveu vai lembrar. Lembra comigo, teve uma época que a internet era basicamente um lugar para a gente conversar. E se você entrou nessa fase aí, lá em meados dos anos 90, o Bigoda tem 20 e 20 anos, ele não sabe o que é isso. Ó, se você entrou nessa fase que era anos 90, vamos lá, provavelmente já passou pelo bate-papo ao, você sabe o que é bate-papo ao?

Não faz ideia. O pessoal mais velho sabe, a Fabi talvez não Fabi sabe, Fabi sabe. Ó, era uma sala para tudo quanto é assunto, cidade, interesse, gente puxando conversa do nada, e assim amizades e romances surgiam ali. Você sabe como que é. E o mais curioso é que isso não ficou no passado não. O bate-papo, olha que legal, cara, continua no ar, evoluiu junto com internet, mas mantém aquela essência de conectar pessoas. Isso diz muito sobre o UOL nesses 30 anos.

Não é só acompanhar tendência, é se adaptar, continuar relevante e de seguir criando espaço para diferentes formas de conexão. Em abril, a internet está em festa porque a UOL completa 3 décadas de história. Ela é mais velha que o nosso Bigoda aqui, que tem apenas 20 aninhos. A internet no Brasil também comemora junto com a UOL. Isso não é coincidência, foi a UOL que abriu as portas da internet para a gente aqui. Então vamos comemorar, um brinde à UOL e bora para o episódio de hoje, não é, Bigoda?

?Voz B

É isso aí.

RVRogério Vilela

Não é? Ah, tem presente aqui. A Fabi já me sussurrou aqui, presentinho da UOL para o pastor aí.

TLTassos Lycurgo

Muito obrigado, Professor Vilela.

RVRogério Vilela

Ah, obrigado. Ele chama de professor, me sinto tão importante, bigode. Eu vou exigir isso de vocês também, me chamem de professor. É que nem técnico de futebol, né, que os jogadores chamam de professor também.

TLTassos Lycurgo

É professor, mas é porque você tem muito a ensinar, não é verdade? Todos têm.

RVRogério Vilela

Ainda mais o tanto que eu aprendo aqui, né, todo dia recebendo gente diferente, conhecimento diferente.

TLTassos Lycurgo

Imagina. Isso está mudando a realidade. Hoje em dia as pessoas estão aprendendo por meio de programas como esse.

RVRogério Vilela

Aprendendo, voltando à igreja, voltando a rezar, voltando a se interessar em estudar, melhorar. Fico muito feliz com isso, Pastor.

TLTassos Lycurgo

Isso tem inclusive a ver com o nosso tema de hoje, que as universidades se tornaram desimportantes.

RVRogério Vilela

Vamos falar disso também. Vamos falar também o seguinte, o pessoal que está em casa aí, que está cansado daquelas mesmas roupas, está cansado de roupa que incomoda, de roupa que te limita, a solução é na sua Parcerona Insider. Roupa para reduzir o atrito da rotina. Use nosso cupom para desconto especial, não é, Bigoda? É isso aí!

TLTassos Lycurgo

Tem link na descrição e QR code na tela.

RVRogério Vilela

Fechou!

TLTassos Lycurgo

É isso?

RVRogério Vilela

Bora para o papo! Sejam bem-vindos, seja bem-vindo, Pastor! Está relançando esse livro aqui, mas antes se apresenta para o pessoal. Como você se apresentaria para quem não te conhece?

TLTassos Lycurgo

Sou um sertanejo, acima de tudo, Tassos Licurgo, e como sertanejo, alguém que tenta buscar as evidências para as coisas. É o que tenho feito a vida toda.

RVRogério Vilela

Sertanejo de onde?

TLTassos Lycurgo

Lá da Tromba do Elefante.

RVRogério Vilela

Onde é isso?

TLTassos Lycurgo

Não sabe onde é a Tromba do Elefante?

RVRogério Vilela

Olha ele lá, eita, meu Deus do céu!

TLTassos Lycurgo

Mas sabe qual é o time para qual eu torço? Não sabe?

RVRogério Vilela

Sei.

TLTassos Lycurgo

Carcará do Oeste, Centenário Pau Ferrense.

RVRogério Vilela

Pois é, coloca aí a camisa.

TLTassos Lycurgo

É o Centenário Pau Ferrense. Como chama o time? O nome dele mesmo é Centenário Pau Ferrense, mas talvez você não conheça pelo nome, vai conhecer pelo apelido, que é Carcará do Oeste.

RVRogério Vilela

Carcará do Oeste, que time maravilhoso! Eu quero uma camisa dessa a próxima vez que vier aqui, hein?

TLTassos Lycurgo

Boa, vamos providenciar. Tem sim, vamos providenciar.

RVRogério Vilela

Então pede pro pessoal do time me mandar aí, cara.

TLTassos Lycurgo

É isso aí.

RVRogério Vilela

Quero estar trajado com esse manto.

TLTassos Lycurgo

Vamos fazer um movimento aí, né? Fechou. Olha, se conseguirmos 2 ou 3 torcedores a mais, sempre já dobra a torcida.

RVRogério Vilela

É, ó, 2 ou 3 torcedores, a torcida dobra.

TLTassos Lycurgo

Dobra, dobra.

RVRogério Vilela

Quem sabe um dia a gente enche uma sala. Vamos, vamos, vamos. Essa é a nossa missão. E a tromba Elefante. Bonita camisa, né? Tirando os patrocínios, fica bonita.

TLTassos Lycurgo

Isso é bonita demais. É pau dos ferros. Olha aí, da Tromba do Elefante para o mundo, para o mundo. Agora vamos, vamos fazer a Tromba do Elefante ficar famosa. Exato. Tromba do Elefante, por quê, professor? Porque o Rio Grande do Norte, se você olhar para o mapa, ele é no formato de um elefante.

RVRogério Vilela

Meu, coloca o mapa aí para gente.

TLTassos Lycurgo

Coloca o mapa aí, é importante. Tá, rapaz, eu quero parabenizar a sua equipe. Por quê? Porque coloca o mapa, ele coloca. Os caras são rápidos, cara. Colocar a camisa do Centenário Pau Ferrense não é tarefa de estreita envergadura.

RVRogério Vilela

Não é, não é a primeira pesquisa que você vai achar, né? Tem que ser uma pesquisa da deep web.

TLTassos Lycurgo

Boa, tem que ser da deep web.

RVRogério Vilela

Mas então ele é no formato do elefante por isso?

TLTassos Lycurgo

Por isso. Se o irmão quiser colocar, por isso que a região que fica ao oeste do estado está exatamente no desenho do elefante, na tromba do elefante. Agora, eu não sou muito... Olha aí, você tá vendo a tromba?

RVRogério Vilela

Ah, eu nunca tinha percebido isso, bigode.

TLTassos Lycurgo

Eu sou lá da tromba do elefante. Agora, eu lhe peço descrição, Professor Vilela. Para quando o senhor for utilizar essa imagem em relação aos que são de natal.

RVRogério Vilela

É, que fica na bundinha, né? É, sim.

TLTassos Lycurgo

Fica nas nádegas. Isso, então assim, né? Só tem essa descrição, por gentileza.

RVRogério Vilela

Pois é. Agreste Potiguar, Centro e o Oeste Potiguar.

TLTassos Lycurgo

Lá é tromba do elefante, lá tem 3 coisas verdes, professor. Que são? Pena de papagaio, pano de sinuca e óculos Ray-Ban.

RVRogério Vilela

O resto é tudo seco.

TLTassos Lycurgo

O resto é marrom, ocre e bege. O nome Caatinga, Quer dizer, Ka quer dizer mato, Tinga quer dizer branco. É mesmo? É. Então, mato branco. Na minha opinião, na minha opinião, o índio não chamava Caatinga, chamava Caatinga, porque Tinga em tupi é seco. Mas ao chamar Caatinga, o europeu passou a chamar Caatinga, e isso fez sentido para o índio, e essa palavra foi normalizado, mas o mato é seco. Agora basta uma chuva, a beleza, né, da natureza.

Basta uma chuva ali que fica a região melhor do mundo. Ali são os índios cariri. Cariri quer dizer taciturno, silencioso, desconfiado.

RVRogério Vilela

Cariri.

TLTassos Lycurgo

Cariri. Nós temos no Rio Grande do Norte, nós temos duas etnias ali. O do interior é o cariri Eu digo do litoral, é o índio Poti, né? O nome Potiguá, eu ia perguntar isso, de onde vem? Poti quer dizer a etnia e camarão. Então Potiguá é do tupi, Potiwa, que quer dizer comedor de camarão. Cara, é quando você tiver lá naquela região, nós vamos comer camarão, porque camarão lá é o que descreve. Camarão, então lá tem camarão lá, é Nós somos comedores de camarão, né? Potiguá. Potiguá. Potiguá.

RVRogério Vilela

E sobre o livro, Tarso?

TLTassos Lycurgo

Me desculpe ainda, me manter só nesse tema antes de entrarmos no livro, né? Isso é do litoral, porque o sertão é outra perspectiva, né? A culinária é outra.

RVRogério Vilela

Aí é o quê?

TLTassos Lycurgo

É feijão verde, macaxeira, carne de sol, manteiga da terra.

RVRogério Vilela

Nossa, tá me dando fome.

TLTassos Lycurgo

Queijo de coalho. É um alto nível, viu? Tá me dando fome, viu? Quem é do sertão olha pro litoral meio taciturnamente, desconfiado. É porque caranguejo pra gente lá do sertão é aranha, né? É aranha, né? Não é? Parece uma aranha?

RVRogério Vilela

Parece.

TLTassos Lycurgo

Então, aranha, aranha do mar. Aranha do mar.

RVRogério Vilela

Exato.

TLTassos Lycurgo

Sim.

RVRogério Vilela

E esse livro aqui, vamos lá.

TLTassos Lycurgo

Esse livro...

RVRogério Vilela

A Batalha pela Verdade.

TLTassos Lycurgo

A Batalha pela Verdade. Esse livro é o livro mais recente. Ele trata de algo muito importante, que é a guerra cultural na qual estamos imersos e da saída para não sermos absolutamente destruídos em meio a essa guerra, a batalha pela verdade.

RVRogério Vilela

Porque hoje em dia tá aqui, ó, o subtítulo é: Da manipulação da linguagem à desconstrução da família, a engenharia social que ameaça a civilização ocidental. Eu queria primeiro— a verdade é uma palavra muito pesada, ela é uma palavra usada pro bem e pro mal, né? Todo mundo se diz do lado da verdade, os bons e os maus.

TLTassos Lycurgo

O que é a verdade? Verdade é a correspondência perfeita entre o que se diz e o que é. É a correspondência perfeita entre o âmbito linguístico e o âmbito da realidade. Você veja que as pessoas complicam o conceito de verdade, quando na realidade ele é simples. Verdade é quando você diz algo que encontra respaldo na realidade. A complicação do conceito de verdade está na proposta de que algo pode ser verdadeiro independentemente da análise da realidade.

Você diz qualquer coisa e a narrativa traz por si só os elementos para se torná-la verdadeira. Ela não precisa ser confrontada com a realidade. Nós hoje, professor Vilela, temos de retomar a mania de checar as coisas na realidade. Então são vários e vários.

RVRogério Vilela

A gente está no limiar do que as pessoas já não conseguem mais diferenciar o que é verdade, o que não é. Inteligência artificial, não sei se já fizeram coisa com o seu rosto, com o meu já fizeram. Minha mãe falou: "Ah, eu recebi aqui um negócio, tem uma oração minha com o Frei Gilson que nunca existiu." E os caras fizeram ele fazendo oração e eu aqui como se estivesse no programa.

TLTassos Lycurgo

Pois é.

RVRogério Vilela

Eu vendendo um tênis chinês, sei lá qual aí, então assim. A barreira da realidade, do que é verdade hoje em dia, já não existe mais, né?

TLTassos Lycurgo

Sim, mas essa sua oração com o Frei que não existiu é inverdade. Certo. É claramente não verídica. É falso. É falso, porque não encontra respaldo na realidade. Mas quando você propõe algo e quer que aquilo seja verdadeiro sem ser confrontado com a realidade, você está sendo conquistado nessa batalha da guerra cultural.

RVRogério Vilela

Certo.

TLTassos Lycurgo

Em que se diz que é a narrativa que se pressupõe verdadeira, independentemente do teste a que ela deve se submeter.

RVRogério Vilela

Entendi.

TLTassos Lycurgo

Então nós podemos falar muito sobre isso, e essa é uma das armas, a mais poderosa nessa guerra cultural. Então a guerra cultural, ela é real. Inclusive aqui eu distingo dois tipos de guerras que estão inclusive na Bíblia. Interessante que a Bíblia tem tudo, né? É, existe A guerra da brutalidade, da imposição pela força. Essa guerra, ela é uma guerra que decorre da estratégia do faraó do Egito. Faraó do Egito, ele agia com brutalidade, com submissão, com imposição.

Mas existe uma estratégia decorrente também do inimigo de nossas almas de conquistar não pela brutalidade, mas pela sedução. Essa estratégia que nas escrituras está no rei da Babilônia é a que caracteriza esta guerra cultural. Essa estratégia é de sutileza.

RVRogério Vilela

Nós vamos falar depois o que é guerra cultural também, tá?

TLTassos Lycurgo

Vamos falar. Então essa estratégia, ela é de sutileza. Como é que ela acontece? Ela tenta cooptar as pessoas sutilmente.

RVRogério Vilela

Ela tenta se parecer mimetizar a verdade.

TLTassos Lycurgo

Ela tenta se infiltrar na identidade da pessoa. Por exemplo, no caso do rei da Babilônia, em relação a Daniel e seus amigos, o rei não usou de brutalidade contra eles, usou de sedução, ofereceu a eles da bebida e da comida do rei para que eles abrissem mão da sua própria identidade e adotassem identidade que não era deles. É a mudança de dentro para fora, sutil. E nessa tentativa de cooptar as pessoas, transformando-as de maneira muito sutil, é que nós temos como uma das armas— não é a única, nós podemos falar sobre as outras— a linguagem.

E a linguagem sendo cooptada, ela exatamente faz com que as pessoas não tenham mais a dimensão do que seja a verdade. Mas é um tema importantíssimo porque muitos estão dentro dessa guerra e muitos não sabem disso. E esse é o grande problema. Se você está numa guerra e você não sabe que está na guerra, você está em grande desvantagem.

RVRogério Vilela

Você pode estar numa guerra sem saber que está nela?

TLTassos Lycurgo

É isso que acontece na guerra cultural. Na guerra cultural, porque é pela sutileza.

RVRogério Vilela

Quais são os elementos que te faz crer que a gente está numa guerra cultural?

TLTassos Lycurgo

Primeiro pela manipulação.

RVRogério Vilela

Aliás, o que é guerra cultural?

TLTassos Lycurgo

Guerra cultural é a seguinte: a ação deixa de ser no campo concreto e passa a ser na ideologia. Isso historicamente, professor Vilela, se dá quando o comunismo, que tem base na economia e na materialidade do mundo, abandona essa base e passa a agir diretamente na ideologia.

RVRogério Vilela

E por que ela abandona essa base?

TLTassos Lycurgo

Pelo seguinte, porque a previsão que Marx e Engels fizeram foi muito interessante, inclusive do ponto de vista intelectual. O problema não é a previsão em si, o problema é que ela não se realiza. A previsão que eles fizeram foi a seguinte: que todas as sociedades funcionariam assim. Você teria o feudalismo, e no feudalismo você teria tensões internas que gerariam uma revolução chamada Revolução Burguesa. Então, depois do feudalismo você teria a fase do capitalismo, e a fase do capitalismo você teria tensões internas que geraria uma outra revolução chamada Revolução Operária.

Então, a ideia deles, que era de base econômica, era muito interessante. Era a ideia de que todas as sociedades passariam de feudalismo para capitalismo e depois comunismo. Acontece que essa ideia, embora seja intelectualmente muito interessante, ela tem um defeito gravíssimo. Qual é? Ela não funciona. As sociedades não se comportam da forma que a ideia está dizendo. E o contra-exemplo a isso foi, curiosamente, o primeiro, a Revolução Russa de 1917.

Em 1917 você tem a passagem de uma sociedade feudal para uma comunista com um capitalismo inexistente, uma burguesia irrelevante. Então, a partir daí, é agora respondendo como é que se dá, a partir daí os teóricos comunistas pós-marxistas começaram a dizer assim: rapaz, esse negócio de agir na matéria, na economia, na infraestrutura econômica não dá resultado. Porque para eles a ideologia não era um campo de ação direta, era uma consequência da ação na economia.

Eles chamam assim: infraestrutura econômica gera a superestrutura ideológica. Mas só que isso não funciona. Aí, gradativamente, Professor Vilela, as pessoas passaram a agir diretamente na ideologia. O próprio Lenin já teve uma ação muito mais política ideológica do que previa a teoria, até que chega um pensador Chamado Antonio Gramsci.

RVRogério Vilela

Gramsci.

TLTassos Lycurgo

Gramsci. Eu inclusive estive ano passado ensinando na Califórnia sobre a influência do gramscismo no Ocidente e eu fiquei impressionado como muitos lá nem conheciam a obra de Gramsci.

RVRogério Vilela

Caramba!

TLTassos Lycurgo

Tá entendendo como as pessoas estão envolvidas em situações sem saber os porquês e parte significativa tanto dessa obra quanto da nossa produção intelectual na academia que nós temos É para explicar isso. Então, o que é que Gramsci fez? Gramsci estava preso sob o regime de Mussolini quando escreve lá, e isso é compilado como Cadernos do Cárcere. E a ideia central ali é revolucionadora. Ele diz assim: olha, nada de agir na economia, nós vamos agir diretamente na ideologia.

Em vez de ter exércitos, vamos conquistar universidades. Escolas, o entretenimento, a cultura. Vamos agir diretamente na economia. E gradativamente, os pensadores pós-marxistas passaram a agir na ideologia. Então, aquela estrutura que era uma linguagem econômica antes, de patrão contra empregado, burguesia contra proletariado, luta de classes, luta de classes de índole econômica, é gradativamente abandonada. E mesmo formato.

RVRogério Vilela

É como se... Porque esse pessoal começou a ter dinheiro, começou a ter um bem-estar e viu que esse pessoal não ia ser mais cooptado pela parte econômica, certo?

TLTassos Lycurgo

Perfeito. A Revolução Industrial... Matou isso. Achava-se que a Revolução Industrial iria gerar uma revolução operária.

RVRogério Vilela

E não foi o que aconteceu.

TLTassos Lycurgo

Não aconteceu. Então Marx estava errado. Então como é que nós vamos dominar? Você pega esse formato e adapta. A ideologia. Então, a luta de classes na ideologia, de opressor contra oprimido, a lógica do opressor contra oprimido vai para ideologia. O que é que nós temos hoje na ideologia? Negro contra branco, índio contra não índio, nordestino contra sudestino, homossexual contra heterossexual, e assim sucessivamente. Então, passa-se a utilizar essa estrutura do marxismo ideológico para selecionar as pessoas, colocá-las em categorias para exercer domínio sobre elas.

Tá entendendo? Então, hoje em dia, a proposta é que todo elemento cultural, seja educacional, do entretenimento, da arte, seja vista por essa ótica do opressor contra oprimido, que é uma imposição. E as pessoas são colocadas nessas categorias. Então nós temos todos esses movimentos que são de índole do comunismo ideológico, que definindo as pessoas como feminismo, o negrismo, o indigenismo e outros associados, o antinatalismo, o antipatriarcalismo e tudo mais.

Entendi, entendeu? Aí onde é que entra a linguagem? Aí, para dominar sobre essas pessoas, a ideia que se passa é a seguinte, Professor Vilela, é assim: se você pertence a uma dessas categorias, você tem uma forma específica de como você se comportar. Uma vez eu assisti a um podcast, tinha dois negros. Eu não sei se me diga se já aconteceu uma experiência dessa aqui. Tinha dois negros e um branco no podcast, certo? Um negro disse uma coisa, eu nem prestava atenção a cor da tez da pele deles, mas isso ficou evidente quando isso aconteceu, tá?

Um negro disse uma opinião sobre um assunto tal, o outro negro, para discordar do primeiro negro, usou o seguinte argumento: "Ei, rapaz, isso aí não é opinião de pretão não." Como se a cor da pele fosse determinante de como a pessoa deve pensar, deve se portar, deve falar. O que é que tem a cor da pele a ver com a maneira como você pensa e as ideias que você tem?

RVRogério Vilela

Nesse ponto eu acho que a cor da pele, assim como outras características, te traz uma vivência e te traz uma visão de mundo. O fato dele ser negro, com certeza tem uma visão diferente minha e da sua. É uma vivência diferente. Nosso funcionário aqui que é o Lenny, ele conta experiências pelo fato de ser negro. Ele é mais parado pela polícia, ele tem algumas coisas que são diferentes, infelizmente, né?

TLTassos Lycurgo

O que eu acho é que essa experiência dele está infiltrada por uma ideologia que faz com que ele veja isso. Eu mesmo já fui parado duas vezes consecutivas no aeroporto de Natal. E não é porque eu sou torcedor do Centenário Pau Ferrense. E outra coisa, essa questão racial no Brasil, professor Vilela, ela é muito complexa. Sabe por quê? Mas você sabe por quê? Porque nós somos um povo mestiço. Se somos um povo mestiço, isso é um indício de que não há no Brasil racismo estrutural.

Pode haver racistas. A pessoa pode ter uma experiência com racista, como tem pessoas que são estupradoras, assassinas.

RVRogério Vilela

Não, com certeza tem gente racista pra caramba, a gente sabe disso, né? Certo, mas estruturalmente... Como tem machista, como tem...

TLTassos Lycurgo

Sim, mas estruturalmente nós não somos racistas, porque nós nos miscigenamos.

RVRogério Vilela

Porque tem aquele livro do Silvio, né, sobre o racismo estrutural, né? Então você não concorda com aquela ideia que ele coloca no livro, né?

TLTassos Lycurgo

Nós só podemos concordar se nós abandonarmos a realidade. A ideia por si só, ela não pode ser verdadeira se não for confrontada com a realidade. A realidade que nós temos é que nós somos mestiços. Em toda família tem pessoas de todas as cores. As sociedades estruturalmente racistas não se miscigenam. E já havia miscigenação relevante no Brasil antes mesmo dos negros chegarem. Vamos ver a realidade, vamos ver a realidade. Se fôssemos racistas, nós não nos miscigenaríamos. O fato de que toda família tem gente bem escura e bem clara é um indício.

RVRogério Vilela

Indígena, tem negro, tem a sua família assim, tem, claro, na minha também, e toda a família de brasileiro assim.

TLTassos Lycurgo

E não seria se fôssemos estruturalmente racistas, você tá entendendo? Outra coisa que eu vou lhe dizer, viu, Professor Vila, é lá Na Troma do Elefante, que o senhor—

RVRogério Vilela

Lá no Rio Grande do Norte.

TLTassos Lycurgo

Lá no Rio Grande do Norte, em todo o sertão do Nordeste. Vá lá, vá no Ceridó, que é o Médio Oeste.

RVRogério Vilela

Tá.

TLTassos Lycurgo

Vá no Ceridó, você vai ver pessoas loiras, dos olhos azuis, passando necessidade. Não são negros não, são loiros. Você tá entendendo? Então esse argumento de vitimização tem ferido muito o negro, tem feito com que ele se vitimize, e deixe de entender que a vida é dura para todos. Além do mais, professor Vilela, os termos da mestiçagem hoje em dia são tidos como termos horríveis: mulato, mulata, caboclo, cafuso, mameluco. Esses termos são tidos como termos terríveis, quando na realidade são termos que designam uma característica belíssima que nós temos, que é a miscigenação.

A nossa miscigenação, Professor Vilela, é o tratado de paz, a tensão racial, tá entendendo? É olhar para a realidade, é olhar para a realidade. Então, se nós nos misturamos, nós não somos racistas. Outra coisa, não preciso dizer, nós tivemos um presidente negro no Brasil pelos critérios que se utilizam hoje, Quase 100 anos antes de Obama.

RVRogério Vilela

Verdade.

TLTassos Lycurgo

Quem era o presidente do Brasil em 1910? Nilo Peçanha. Nilo Peçanha, em 1910, era o presidente do Brasil. Em 1910, Nilo Peçanha. Pelé era considerado o quê?

RVRogério Vilela

Rei do futebol e o atleta do século.

TLTassos Lycurgo

Negro.

RVRogério Vilela

É.

TLTassos Lycurgo

Rei Pelé.

RVRogério Vilela

Rei Pelé.

TLTassos Lycurgo

É. Só que No caso do brasileiro, eu tenho que fazer essa ressalva muito importante. A nossa monarquia aqui era dividida com o Rei Roberto Carlos. Verdade. Então tem o Rei Pelé e o Rei Roberto Carlos.

RVRogério Vilela

Olha lá o nosso primeiro presidente negro.

TLTassos Lycurgo

Esse é o nosso presidente negro, 1910, presidente da República Federativa do Brasil.

RVRogério Vilela

Muito antes do Obama, então.

TLTassos Lycurgo

Quase 100 anos antes de Obama, meu querido. Então assim, ah, o catolicismo, nosso irmão aí. Grande Irmão do Católico, que é católico. Nós temos no Brasil várias representações de Maria, não é? É Maria Auxiliadora, Maria Imaculada Conceição, de Aparecida. Aparecida, que cor é?

RVRogério Vilela

Negra. Negra.

TLTassos Lycurgo

E ela é quem? A padroeira do Brasil.

RVRogério Vilela

Verdade.

TLTassos Lycurgo

Então esses são indícios, mas a prova sociológica real é a miscigenação. A miscigenação prova Tá entendendo? A questão da escravidão também não tem nada a ver com a cor da pele, nada a ver com a cor da pele, nunca teve.

RVRogério Vilela

Sempre teve escravidão, né?

TLTassos Lycurgo

Sempre, ainda tem até hoje.

RVRogério Vilela

A humanidade é humanidade.

TLTassos Lycurgo

Isso, os judeus foram escravizados no Egito, os piratas berberescos, piratas da Berbéria, do norte da África, escravizavam portugueses do século XV ao século XVIII, antes da escravidão portuguesa. Os portugueses iam à África, não era para invadir a África não, iam para negociar escravos que foram escravizados por outros povos negros. Negros escravizavam negros e vendiam para outros povos, que eram qualquer cor que fosse. Essa é a realidade, essa é a realidade dos fatos.

Nunca ninguém foi escravizado por ter uma cor de pele. Você é escravizado por questões outras, não pela cor de pele. Até hoje nós temos escravos na Síria. Então, e eu digo isso porque, porque a gente vê quando as coisas mais perversas do movimento negrista que é um movimento político, é exatamente fazer com que o negro se vitimize a todo custo. Quando na realidade, se você quer fazer uma coisa boa para o seu filho, Professor Vilela, e todos aqueles que estão nos assistindo quiser fazer uma coisa boa para o seu filho, é importante dizer para ele: olha, meu filho, a vida é dura.

A vida é dura para todo mundo. Quem tiver dúvida disso, Convido aí ao interior do sertão, lá do alto e médio sertão nordestino, que você vai ver loiros dos olhos azuis e verdes passando necessidade. Agora, sabe o que é interessante? Esse é o movimento negrista, que é um movimento político, e todos os demais movimentos são políticos, como feminismo, o LGBTismo e todos os demais movimentos. O LGBT O cristianismo, Professor Vilela, ele é um movimento que pouco tem a ver com a defesa de homossexuais.

Você sabe quantos homossexuais há, percentualmente falando, no Brasil em relação à população? Não. Segundo IBGE, a população homossexual e bissexual não chega a 2%, 1,8%. %. Você tá entendendo? Segundo IBGE. Como é que você me diz que um movimento político que diz representar 1,8% da população consegue projetar a sua bandeira no Supremo Tribunal Federal, no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional? Esse é um movimento patrocinado por heterossexuais.

Que tem o intuito de quê? De criar uma escravidão ideológica para os homossexuais, assim como o negrismo propõe uma nova senzala para os negros, a senzala ideológica. O... se houver...

RVRogério Vilela

Peraí, isso aí o que que é, ô bigode?

?Voz B

É uma pesquisa que mostra a população homossexual no Brasil.

TLTassos Lycurgo

Tá.

?Voz B

É de 2019.

TLTassos Lycurgo

Ótimo, deu quanto aí? Do IBGE? O IBGE dá 1,8%. Isso aí deu 6, né?

RVRogério Vilela

É, 94 é hetero, heterossexual, então o restante é homossexual, bissexual.

TLTassos Lycurgo

Deu mais, mas o IBGE dá 1 ponto, esse aí deu 3.

RVRogério Vilela

É que lá tá colocando todas as orientações sexuais, né, no mesmo...

TLTassos Lycurgo

Então, veja que o movimento LGBTista não defende o homossexual. O senhor já chegou a entrevistar, eu acho que ele faleceu há algum tempo, então, o deputado federal, o senhor Clodovil Hernandes?

RVRogério Vilela

Não, não, a gente começou em 2020 aqui.

TLTassos Lycurgo

Ah, começou em 2020. Então, o senhor conhece o deputado? Claro, claro. O senhor Clodovil Hernandes era notadamente homossexual. Sim, mas um homem de pensamento livre. Total.

RVRogério Vilela

Hoje em dia ele ia estar brigando, acho que, com o povo aí, né?

TLTassos Lycurgo

Na época dele, ele era fortemente atacado por esse movimento.

RVRogério Vilela

Verdade. Por não seguir o que todo mundo queria que ele seguisse, né? Então quem gosta... Tinha pensamento próprio, né?

TLTassos Lycurgo

Pensamento próprio. Então, Professor Velela, quem gosta do LGBTismo não é o homossexual, é o LGBTista. Entendeu? Quem gosta do negrismo não é o negro, é o negrista. Quem gosta do feminismo não é a mulher, é a feminista. O feminismo não defende direitos de mulheres. Se defendesse, já estaria fortemente contrário ao que está acontecendo com esse movimento de se colocarem homens como mulheres para ocuparem espaços designados às mulheres.

Professor Vilela, a única razão na face da terra de você ter modalidade feminina nos esportes é para impedir que homens compitam com as mulheres. É a única razão. Só existe modalidade feminina para impedir que homens compitam com as mulheres. Quando em algumas experiências se permitem que homens compitam com as mulheres, o que você tem na realidade é uma destruição total da mulher, porque o homem é fisicamente superior à mulher.

Quer dizer, o feminismo, para defender contra esse movimento LGBT, está uma ideia de colocar homens para competir com as mulheres. Concursos de beleza lá nos Estados Unidos, teve um concurso de beleza em um estado bastante comunista, lá progressista, como eles falam, né, democrata, como eles falam. Teve um concurso lá de mulheres. Quando eu olhei para as mulheres, eu fiquei absolutamente impressionado porque elas eram magríssimas, já haviam tinha passado muito tempo ali fazendo regime para participar daquele concurso de beleza.

E havia um homem horrível competindo com as mulheres em concurso de beleza, e o ganhador, a ganhadora receberia bolsa para universidade, etc., etc. Quem ganhou foi quem? O homem. Cadê o movimento feminista contra isso? Então veja que não é defesa das pessoas, é controle das pessoas. O índio, por exemplo, não gosta do indigenismo. Quem gosta do indigenismo é um indigenista. O índio é povo brasileiro, como eu sou, como você é povo brasileiro.

Mas o movimento ideológico-político quer colocar o índio naquela categoria para exercer domínio sobre ele, utilizando o índio como se fosse um verdadeiro animal no zoológico. Sem deixar que ele decida sobre sua própria vida. Eu tive na fronteira com a Colômbia e o Peru, depois da Floresta Amazônica, nós fomos promover lá uma palestra contra o indigenismo. Fomos fortemente atacados, não pelos índios, mas pelo Estado, por meio das universidades públicas e órgãos federais como IBAMA, Fama e a FUNAI e todos que estão ali, como se os índios fossem objetos de manipulação.

Por que que o índio não pode colocar o filho dele para estudar onde ele quiser? Por que que o índio não pode plantar o que ele quiser? É uma subcategoria? Você pega um casal de índios, o filho tem que estudar numa escola porque o Estado diz que ele tem que estudar numa escola que fala a língua indígena. Os ticuna, por exemplo, tem que estudar, colocar seus filhos para estudarem numa escola em que se ensinem ticuna-maguete. Professor Vilela, a coisa mais difícil na face da terra é você encontrar um professor de física que preste falando português, quanto mais falando ticuna-maguete.

Você está condenando aquela criança à miséria. Essas pessoas têm de ser livres, têm de têm de decidir o que querem para elas. O Estado tem de parar e a ideologia tem de parar de submetê-las a essas situações perversas, horríveis. E são todos os movimentos, são assim. Então nós falamos do negrismo, movimento político, LGBT, movimento político, indigenismo, movimento político, feminismo, movimento político, e assim sucessivamente.

Agora eu vou lhe dizer um negócio muito radical, tá? Esse era o domínio que é exercido graças a colocar essas pessoas nessas categorias, categorizá-las por situações externas e dizer que elas devem se comportar daquela forma. Como forçar uma pessoa se comportar de uma de forma específica, com sutileza? É uma questão. Como eu posso exercer domínio sobre o comportamento de uma pessoa sutilmente? Porque a guerra não é sutil? Aí, Professor Vilela, e aqui esse livro explica isso com uma clareza enorme, que é a seguinte: descobriu-se em meados do século passado algo extremamente poderoso, que foi o seguinte: não é que nós pensamos e após pensarmos estruturamos o nosso pensamento dentro da linguagem. Não, é que nós já pensamos linguisticamente.

RVRogério Vilela

Como assim?

TLTassos Lycurgo

Todo o seu pensamento já é feito da forma da linguagem. Você consegue pensar sem ser linguisticamente? Consegue? Não, não consegue. Se eu quiser exercer domínio sobre o seu pensamento, basta que eu exista domínio sobre a sua linguagem. Da forma que você fala, Professor Vilela, você pensa, e da forma que você pensa, por conseguinte, você age. Então, como exercer domínio sobre o comportamento de forma partiu exercendo domínio sobre a linguagem.

Isso é revolucionador, revolucionador. Isso muda tudo. Não só pensadores da chamada Frankfurt School, que é Escola de Frankfurt, mas pensadores também que não são da Escola de Frankfurt, mas contribuíram para esse estudo da linguagem, como Ludwig Wittgenstein, que no seu livro O Tacitus, ele fala na proposição, ele diz: "Sobre o que não se deve falar, deve-se calar." Enfim, esse arcabouço intelectual promoveu a ideia de que temos de controlar a linguagem para controlar o pensamento e para controlar a ação.

A partir daí, Professor Vilela, a ação sobre a linguagem é brutal em todas as áreas. Tanto que hoje em dia eu imagino que o senhor aqui tem alguns cuidados com as palavras que usa. Claro. Isso denota o quê? Que o senhor não tem mais autonomia sobre a sua própria linguagem. Pois é. Como é que você chama, na questão racial, como é que você chama um negro, por exemplo? Você pode chamar negro? Pode chamar preto? A gente fica em dúvida, mas não é para ter dúvida sobre isso.

Índio, não pode falar índio? Por que não pode falar índio? Tem que falar indígena? Tem que falar... Povos originários. Por quê? Por que você abre mão da sua autonomia linguística? Por que outro manda na sua linguagem? Porque se outro mandar na sua linguagem, ele estará mandando no seu pensamento. E aqui, professor Vilela, nós temos nas mais diversas áreas o controle brutal sobre a linguagem. É um controle radical que destruído as pessoas.

Desde o sequestro de palavras, que são sequestradas e a partir daí o conteúdo delas é esvaído, até ataque à alfabetização de crianças para que não tenham formação linguística efetiva e não possam, portanto, ser pessoas que tenham pensamento crítico. Sobre o sequestro de palavras, não preciso nem dizer, não é? Há um movimento político no Brasil que diz que você não consegue definir nem o que é uma mulher. Se você não consegue definir o que é uma mulher, o que dizer de definir o que é ontologia, metafísica, epistemologia, democracia?

Se você não consegue definir termos básicos, o como fazer? O movimento político LGBTista, e aqui eu não falo de homossexuais, eu falo do movimento político LGBT. Tem entre a sua sigla uma letra Q, que quer dizer queer. Ninguém sabe definir o que é queer, é indefinível. É uma palavra que você fala e eu defino, a depender do que eu queira. Como nós somos capazes de aceitar uma palavra indefinível? Mulher não se define, nada mais se define.

Então o que nós temos é uma situação total de falta de autonomia linguística, que as pessoas têm medo de usar as palavras. Por exemplo, não posso chamar uma pessoa de macumbeiro, mas se ela faz macumba, é macumbeiro. Eu não posso chamar uma pessoa disso, daqui, não posso. Professor não é mais professor, é facilitador. Não é? Se você... Como é que fica isso? Denegrir eu não posso usar, como se isso fosse uma palavra racista.

RVRogério Vilela

Já foi provado que não é racista, não tem nada a ver.

TLTassos Lycurgo

Não tem nada a ver. Qual é o melhor cartão que tem de crédito? Black. É o black. E aí? Agora tudo vai ser lido por essa ótica? Então, a linguagem ela é perversa quando manipulada. Porque ela manipula o pensamento. Então eu não estou falando apenas de uma situação de incapacidade da pessoa, eu tô falando de uma situação de controle da pessoa. Quando nós controlamos a linguagem, nós controlamos o pensamento. E nesses grupos, nesse coletivismo, em colocar as pessoas em categorias, porque a mulher, o nordestino, o índio, o e tudo mais, são tratados como em uma comunidade de insetos.

São indistinguíveis um do outro. Por que que eu digo isso? Porque você não pode ter naquele grupo pessoas que discordem entre si, né? Não pode ter. Concorda comigo? Sim, não pode ter. Porque se uma pessoa discordar da outra, essa pessoa é fortemente atacada se discordar da orientação, como ela deve falar, pensar e agir. Você tá entendendo? Então é um movimento de liberdade que nós precisamos. E o ataque à linguagem, professor Vilela, está em todas as áreas.

Não só aí, como também em outras situações. O ataque à linguagem está, por exemplo, na ideia de que hoje você não se alfabetiza mais uma criança.

RVRogério Vilela

Como assim?

TLTassos Lycurgo

Professor Vilela, nós inventamos A impressionante instituição da escola que não serve para ensinar a ler, a escrever e muito menos a fazer contas. O senhor já tem 30 anos de idade? Já. Passou dos 30?

RVRogério Vilela

Passei um pouquinho.

TLTassos Lycurgo

Então pronto, até sua geração mais ou menos. Quando as pessoas eram crianças, elas aprendiam a ler pelo método fônico de alfabetização. Como é o método fônico de alfabetização? É assim, ó: beabá, bebe, baby, bobó, beubu. Você lembra?

RVRogério Vilela

Vovó viu a uva, lembro.

TLTassos Lycurgo

Olha aí, entendeu?

RVRogério Vilela

Cavalo, caminho suave.

TLTassos Lycurgo

Cartilha do beabá, caminho suave. Cavalo, C-A-K, V-A-V-A-L-O-L-O. Hoje em dia não se ensina mais assim, professor. Você sabia disso?

RVRogério Vilela

Sabia.

TLTassos Lycurgo

Pois é. Então, o que acontece como decorrência disso? Adota-se o método global de alfabetização, que se coloca a palavra completa na frente da criança. A criança fica olhando para aquilo sem saber o que é, parece um hieróglifo da Suméria. E ela faz 5, faz 6, faz 7, 8, 9, 10 anos sem saber ler adequadamente. E se ela não tem domínio da linguagem, o que é que ela não vai ter? Capacidade de pensamento. Você tá entendendo? E os pais estão desesperados com crianças com 10 anos que não sabem ler.

Uma criança de 5 anos de idade, Professor Vilela, ela é capaz, deve ser capaz de ler 60 palavras por minuto. As crianças fazem 10 anos de idade sem saber ler. Você tá entendendo? E os pais desesperados vão em busca, sabe O que é que fecha a equação para o pai?

RVRogério Vilela

O quê?

TLTassos Lycurgo

Em vez de dizer: esse método global de alfabetização não presta, temos que voltar à cartilha do Beabá, Caminho Suave. O que é que eles fazem para fechar a equação e lidarem com a própria culpa de terem crianças com 6, 7, 8, 9, 10 anos de idade sem saber ler? Eles estão desesperados em busca de um diagnóstico para criança, para tirar a culpa deles. Dislalia, disortografia, descalculia, dislexia, TDAH, até o espectro do autismo tem sido enlarguecido de maneira desnecessária para englobar crianças que não estão desempenhando suas funções plenamente porque "ingressaram no processo perverso de uma guerra que quer torná-las analfabetas enquanto crianças e posteriormente analfabetas funcionais." Professor Vilela, preste atenção.

A média de QI do Brasil hoje diz-se que é 83. Se essa pesquisa estiver correta, é um alarme gravíssimo. Uma pessoa que tem um QI 100, professor, Tem uma boa e uma má notícia. Pessoa com QI 100 tem a excelente notícia de que é mais inteligente do que metade da população, mas tem a péssima notícia que é mais burra do que a outra metade. Uma pessoa com QI 83, uma sociedade com QI médio de 83, é uma sociedade que tem que entender que se esta média cair 10 pontos, nós estaremos falando de uma sociedade de deficiência intelectual.

Intelectuais, pessoas incapazes de realizar tarefas básicas porque não tem o arcabouço intelectual necessário para desempenhá-las. Nossa, então as crianças hoje estão absolutamente entregues a esse sistema perverso. Eu posso dar, falar uma coisa para quem nos assiste? Claro. Se você está nos assistindo e você tem filho pequeno, pelo amor de Deus, escuta o que eu estou lhe dizendo. Compre a cartilha do Beabá, sugestão do professor, falou aqui, Caminho Suave.

Compre a cartilha do Beabá Caminho Suave. Se você não alfabetizar o seu filho, a escola não alfabetizará. Aliás, se você entrar numa escola de várias turmas de alfabetização e tiver uma turma que é muito melhor do que as outras, você pode ter certeza absoluta que a professora está adotando o método antigo, método fônico, e essa professora será punida, ela será punida por isso. Tá entendendo como é a situação? Caramba, tá assim, está assim, meu querido.

Isso é a guerra cultural que muita gente não sabe que tá acontecendo. E o que eu falo aqui, Professor Vilela, eu quero deixar bastante claro, tá certo? O que eu falo aqui não é interesse para mim meramente intelectual, acadêmico, É interesse real. Isso está destruindo as pessoas, tá entendendo? Eu não tô falando aqui uma elucubração intelectual de leitura de algo perverso que tá acontecendo na sociedade, que eu tento alertar a sociedade porque isso me dá interesse intelectual pensar sobre isso.

Não, eu tô preocupado com que eu vejo. Eu viajo muito, todos, de cima para baixo do mundo e no Brasil, todos os lugares. Eu não posso lhe dizer, o meu coração fica absolutamente em pedaços. Quando eu chego em vários lugares e as pessoas me pegam às vezes no aeroporto e vamos almoçar, amigos meus, e quando eu tô almoçando com aquela pessoa eu vejo a pessoa triste, pergunto o que é que tá havendo, ele diz: olha, meu filho, aí fala uma coisa horrível que tá acontecendo com o filho dele, foi cooptado por ideologias na escola, foi cooptado por ideologias na universidade, e ele está vivendo uma vida totalmente contrária ao que eu para ele.

Tá entendendo? É um problema profundo, é um problema real. A linguagem está absolutamente cooptada e as ideologias estão exercendo elementos gravíssimos sobre as pessoas, não é verdade? E a linguagem hoje se pretende verdadeira independentemente da realidade. É aquilo que nós falamos Independentemente da realidade. Por exemplo, a questão LGBT propõe algo que é único. A ideia de que um homem pode ser uma mulher e a mulher pode ser um homem é uma ideia tão inovadora, tão inovadora, que se você me perguntar o que as sociedades antigas concordavam, se você for buscar antes da nossa geração, todas as sociedades de forma geral, a sociedade como um todo, como um todo, nenhuma delas, independentemente se era cristã, ateísta, muçulmana, seja lá o que fosse, pensava ou aceitava uma ideia tão absurda como a de um homem ser uma mulher.

Era uma verdadeira absurdidade, entendeu? Isso é uma coisa inovadora. De maneira tal que só é possível isso ser levado adiante quando nós aceitamos que a narrativa é independente da realidade. Aí, Professor Vilela, eu tenho que fazer essa colocação para deixar bastante claro: eu não tenho nada contra um homem querer ser uma mulher, uma mulher querer ser um homem, ou seja lá o que for, não tenho nada contra, mas eu estou chamando aqui atenção para o óbvio.

Um homem não pode ser uma mulher não é porque eu não queira. Não é porque eu fique lá no sertão do Nordeste me balançando numa rede pensando: "Homem não pode ser mulher, mulher não pode ser homem." Não, nem penso nisso. Não é porque eu não queira. É porque existe um impeditivo chamado realidade. É um impeditivo. Se você propuser para um homem que quer ser uma mulher que ele pode ser uma mulher, Isso é para ele uma crueldade, porque você está prometendo algo que não será entregue.

Então nós temos que cuidar dessas pessoas que estão sendo enganadas por isso. Um homem pode no máximo se tornar um homem efeminado, uma mulher se tornar mulher masculinizada, mas um homem não se torna uma mulher. E nós temos que deixar isso claro por cuidado com elas. O senhor sabe aquela situação de anorexia? Sim. O que é anorexia? Anorexia é, por exemplo, uma mulher magríssima.

RVRogério Vilela

Se acha acima do peso e para de comer e vai ficando cada vez mais cadavérica.

TLTassos Lycurgo

Não, ela é magríssima, se acha gorda, gorda, para de comer, como o senhor falou. Ela se auto-identifica como obesa. Não é isso? Pois é. Aí vamos dizer que uma pessoa chega aqui, Doutor, Professor Vilela, Dr. Vilela, uma pessoa chega aqui e diz assim, ó: eu tenho obesidade mórbida, eu me auto-identifico como alguém com obesidade mórbida. Aí o senhor me responda: propor lipoaspiração para uma pessoa anoréxica que é magríssima, mas se auto-identifica com obesidade mórbida É algo correto de se fazer?

Não, é uma crueldade. Por quê? Porque não é o fato de ela se auto-identificar como obesidade mórbida que faz com que nós sejamos autorizados a fazer a crueldade de uma lipoaspiração em alguém que é magro, assim como amputação peniana, hormônios cruzados, bloqueadores hormonais não tornam um homem uma mulher. Torna um homem, um homem amputado. Então isso assim tem que ser claro. Eu não sou contra as pessoas, mas eu tenho que dizer o óbvio.

O que eu digo é o óbvio. E as sociedades hoje são forçadas a crerem assim, inclusive com aparato estatal. E eu lhe digo uma coisa, viu, Professor Vilela: quando as escolas elas propõem uma absurdidade como essa para uma criança, A criança não vai trabalhar aquele tipo de conceito no campo da cognoscibilidade, da razão. Não, ela vai trabalhar aquilo no campo da religiosidade, porque é uma proposição absolutamente descolada da realidade.

Não é religiosidade do tipo cristã, porque a religiosidade do tipo cristã, de acordo com 1 Pedro 3:15, Mateus 22:35, 57 e outras passagens mais propõe um fundamento racional, um entendimento. É uma religiosidade fora da razão. E o que nós vemos hoje é isso, é uma religiosidade, são ideologias que na realidade são militantes, são religiosos. E é isso que eu sofro na universidade, por exemplo, quando nós vemos que ali uma hegemonia do pensamento.

A universidade hoje perdeu a sua relevância. Porque a universidade hoje é uma indústria de militância, de doutrinação descolada da realidade. Esse é o fato. E nós temos que dizer algo com clareza: isso está acontecendo. A USP— nós estamos aqui em São Paulo— a Universidade do Estado de São Paulo, professor Vilela, fez um congresso de ginecologia prostática. O quê?

RVRogério Vilela

Pois são duas coisas que não tem nada a ver uma coisa com outra.

TLTassos Lycurgo

Ginecologia prostática. Mas por quê? Porque um homem que se diz uma mulher, não se pode chegar a esse homem e dizer assim: olha, o senhor não é mulher, o senhor pode se achar mulher, mas o senhor não é mulher, o senhor tem que ir para um urologista. Não, é o mundo que tem que mudar para fazer com que aquele homem que se acha mulher vá para um urologista disfarçado de ginecologista, vai para uma ginecologista que tem que aprender a tratar homem, porque se ela disser para aquele paciente, olha, o senhor tem que procurar um urologista, é capaz dela ser processada.

RVRogério Vilela

Cara, que absurdo! Não sabia disso não.

TLTassos Lycurgo

Pois é, professor Vilela, a Universidade do Rio de Janeiro, Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, tem o seu programa de doutorado em matemática, um grupo chamado Matemática Queer, que é matemática para queer.

RVRogério Vilela

Não sei por que. A matemática é diferente?

TLTassos Lycurgo

É diferente? É depender da opção sexual? Não, não, não.

RVRogério Vilela

São 4 matemática igual, não só aqui no, na Terra como em qualquer parte do universo.

TLTassos Lycurgo

É a linguagem mais rigorosa que existe, não é, professor? Exato. Tem outro grupo chamado Afro matemática. Meu Deus! Então veja que em vez de se atingir o óbvio, o que é descolado da realidade, o que se muda é até uma linguagem extremamente rigorosa e formal como a matemática para se adequar a esse discurso ideológico.

?Voz B

Que é uma postagem no Instagram do perfil deles, matemática queer.

TLTassos Lycurgo

Como é o nome do irmão? Quem?

RVRogério Vilela

Do bigode? É o bigode.

TLTassos Lycurgo

Professor, com isso, palmas para ele!

RVRogério Vilela

Não faz isso!

TLTassos Lycurgo

Palmas para ele! Ele merece aumento! Ele merece aumento!

RVRogério Vilela

Santa, que que a gente faz agora, cara? Não pode elogiar o bigode, cara? Olha o risão, olha o sorrisão dele!

TLTassos Lycurgo

Mas você tá vendo aí, isso, Matemática Queer Podcast, está vinculado ao programa de doutorado lá da de São Paulo. O senhor poderia, bigoda?

RVRogério Vilela

É, bigoda.

TLTassos Lycurgo

Mas isso é a linguagem, é linguagem neutra do bigode?

RVRogério Vilela

Não, não, não, é só para você, só bigode. É bigode, bigode, bigode.

TLTassos Lycurgo

Poderia providenciar um cafezinho por gentileza? Dois, dois cafezinhos. Cafés. Nessa história todinha desses cafés, quem é que tinha razão nessa história?

RVRogério Vilela

Qual do café?

TLTassos Lycurgo

Dessas histórias de falar bigode, café, quem é que tem razão? Quem era que tinha razão?

RVRogério Vilela

Quem?

TLTassos Lycurgo

Quem é que tinha razão? Não, quem é o grande profeta disso?

RVRogério Vilela

Quem falou sobre isso?

TLTassos Lycurgo

Mussoum.

RVRogério Vilela

Ah, é o Piscite? Não, Piscite é o DJ que falava.

TLTassos Lycurgo

É, cervejas, né?

RVRogério Vilela

Cervejas, copes. É verdade, ele já falava em linguagem neutra lá atrás, 30 anos lá atrás.

TLTassos Lycurgo

Olha só. Tá entendendo a gravidade que é isso tudo? É uma gravidade seríssima, é um problema radical, é um problema que tem destruído não só a linguagem, como tem destruído os maiores obstáculos a esses movimentos. Qual é o maior obstáculo a esse movimento? O cristianismo. O inimigo do comunismo, professor Vilela, não é o capitalismo. O inimigo do comunismo é o cristianismo.

RVRogério Vilela

Ah, é?

TLTassos Lycurgo

Sim.

RVRogério Vilela

Eles se opõem ao capitalismo?

TLTassos Lycurgo

De maneira nenhuma.

RVRogério Vilela

E por quê?

TLTassos Lycurgo

Olha, eu peguei aqui o... Fui fazer um trabalho na Tailândia, pra nós irmos pra Ásia. O hub lá na Ásia é Dubai, né? É. Você... E na volta, eu fazendo conexão em Dubai para voltar para o Brasil, no caso, eu voltei no avião com várias pessoas. E aquela viagem é longa demais. É bem longa. A pessoa que mais bem descreveu essa viagem foi minha mãe. Minha mãe disse: "Meu filho, essa viagem é assim, quando você não aguentar mais, está na metade do caminho." É muito longa.

Então, nessa viagem, eu conversando com vários brasileiros que faziam conexão em Dubai, que vinham da China. O que eles foram fazer na China?

RVRogério Vilela

O quê?

TLTassos Lycurgo

Negócios.

RVRogério Vilela

Claro. Voltei de lá da China semana passada.

TLTassos Lycurgo

Então, é capitalismo lá? Mercado?

RVRogério Vilela

Capitalismo.

TLTassos Lycurgo

Pesado?

RVRogério Vilela

Pesado.

TLTassos Lycurgo

O país não é comunista?

RVRogério Vilela

Não, não é.

TLTassos Lycurgo

Olha aí, quem fala que comunista tá errado. Fala que é comunista, tá errado, se você achar que ser capitalista é o contrário do comunismo. Porque lá na China, por exemplo, se você nascer numa cidade, você não pode ir para outra cidade.

RVRogério Vilela

Quero simplesmente me mudar, não pode?

TLTassos Lycurgo

Não pode. Na China há um controle estatal sobre tudo. Agora, O comunismo, como se tornou ideológico, ele entendeu que as leis da economia são indomáveis. Isso foi o entendimento que eles fizeram, que é o seguinte: as leis da economia, Professor Vilela, são quase que como leis da gravidade, elas são indomáveis. Então o que o comunismo mais atualizado faz é deixar que a lei leis de economia sejam mais livres, com controle ideológico sobre o país.

Os países comunistas que tentam dominar a economia quebram o país. A Venezuela é um exemplo disso, país riquíssimo quebrado. Há mais refugiados da Venezuela do que refugiados da Ucrânia e da Síria, por exemplo, somados. E olha que Venezuela não está em guerra. Síria e Ucrânia estão. Tá entendendo o que eu tô dizendo? Que o inimigo do comunismo não é o capitalismo. O inimigo do comunismo é o cristianismo. O cristianismo é a grande oposição a esses arroubos perversos de controle das pessoas.

Porque ele é o grande oposição? Graças às suas duas principais instituições, que são a família e a igreja. Por isso que essas ideologias atacam fortemente a família e fortemente a igreja, e atacam a família de várias formas. Você sabia disso? Como? Várias formas. Por exemplo, tanto na questão do ataque pela hipersexualização das crianças. Isso intelectualmente decorre pensador chamado Marcuse, da Escola de Frankfurt. Marcuse. E é perverso porque as crianças são atacadas fortemente na hipersexualização, porque esta área da criança é a área para a qual não é necessário um aprimoramento intelectual filosófico grande.

É um impulso primitivo, e ali Aí é que as crianças são atacadas desde a mais tenra idade. As crianças são expostas a uma hipersexualização, isso destrói o relacionamento familiar dela posterior. Essas ideologias querem crianças adultizadas que vão gerar adultos infantilizados. A sexualidade é perversa, a gente vê, não é? No caso muito grave, inclusive no Brasil, de hipersexualização, de exposição de crianças a questões sexuais que é pela música, pela música, os programas de televisão, pelo programa de televisão e tudo mais.

Isso é perverso. Então essa é uma grande situação de ataque à família. O outro ataque à família também que se dá é pela efeminização do homem. Os homens hoje estão incapazes de protegerem sua família e protegerem seu ambiente. Homens fracos dão famílias fracas, que dão igrejas fracas, que dão sociedades fracas. E o homem hoje é fortemente atacado na sua masculinidade, de forma perversa, de forma brutal. Um exemplo disso é a ideia de que a masculinidade tóxica— não existe masculinidade tóxica.

O grande problema que nós temos na nossa sociedade é falta de masculinidade. Excesso de masculinidade é excesso de proteção, provisão e liderança. Um homem que bate numa mulher, Professor Vilela, um homem que bate numa mulher, ele deve ser preso. Isso é um crime. Ninguém deve cobertar um homem que bate numa mulher, nem a igreja, nem ninguém deve cobertar um homem que bate numa mulher. O excesso de masculinidade, excesso de proteção, e hoje se ataca fortemente isso.

Tá entendendo? Sim, é uma coisa muito grave. Eu tenho dito em todos os lugares que as mulheres hoje, as moças hoje, quando querem procurar alguém para orar, para ver se aquela pessoa com a qual ela irá participar a vida, tem que saber procurar homens que sejam homens. Não homens com características de não serem homens, porque no ambiente cristão, e aqui eu falo para minha orientação para quem é cristão, quem quiser viver a vida da forma que quiser viver, mas o ambiente cristão tem uma coisa muito interessante.

Existe uma característica do homem no casamento que tem que ser observada. Essa característica está claramente no livro de Efésios, no capítulo 5, no verso 25. Efésios Efésios 5:25 diz que o homem está para a esposa como Cristo estava para a igreja, e portanto é capaz de morrer por ela. Cristo se entregou pela igreja. Então, no cristianismo, Professor Vilela, um homem tem de ser capaz de morrer por sua esposa. Se ele não for capaz de morrer por sua esposa e por sua família, ele não está exercendo plenamente o casamento cristão.

E eu dizer o óbvio para as moças hoje que estão procurando um rapazinho para namorar no ambiente cristão. Eu como pastor tenho obrigação de orientar. E o que é que eu digo? Eu digo: olha, mocinha, se você tá procurando um rapazinho para orar, para ver se é com ele que você vai dividir a sua vida, preste atenção em elementos muito simples. Um deles, sabe qual é? Um homem que usa maquiagem, por exemplo, não é capaz capaz de morrer pela esposa.

Não é capaz de morrer pela esposa. Pode ser uma pessoa muito boa, pode ser uma pessoa ética, uma pessoa, mas não é capaz de morrer pela esposa. É uma pessoa que está sofrendo os ataques ideológicos, está deixando de lado elementos importantes da sua masculinidade e será, portanto, uma pessoa frágil que gerará famílias Igrejas frágeis, sociedades frágeis. Um homem que usa maquiagem, se uma mocinha for casar com esse homem, ele vai brigar com a moça pelas maquiagens.

Então assim, são coisas óbvias que a gente tem que ser dito, que tem de ser dita, e às vezes as pessoas acham que são agressivas, mas o que eu tô dizendo é óbvio, é óbvio. Então assim, nós precisamos de homens que sejam homens que exerçam seu papel de liderança de provisão, seu papel de fato de se colocar à frente no casamento das, dos grandes problemas, de serem aqueles que vão receber o impacto da situação. Porque tem homens que colocam a mulher nesse lugar.

E você sabe uma coisa que eu vou lhe dizer aqui, pouca gente sabe? Grande parte dos divórcios dentro da igreja Uma parte enorme se deve ao fato do homem não exercer o seu papel.

RVRogério Vilela

Isso é fato, você está vendo de dentro da igreja essa análise.

TLTassos Lycurgo

Isso.

RVRogério Vilela

Porque ele cuidou mais dos negócios, ele deixou a mulher, não cuidou da mulher, não protegeu.

TLTassos Lycurgo

Quando tem uma decisão, uma pressão muito grande sobre a família, em decorrência de algum elemento, ele em vez de assumir e ir à frente e resolver, ele coloca a mulher. Ah, tá.

RVRogério Vilela

É, aí é um problema.

TLTassos Lycurgo

Quando ele faz isso, é algo terrível.

RVRogério Vilela

A mulher, ela tem uma característica, a mulher como uma leoa, ela faz tudo, proteção de tudo, ela cuidar, a mulher, oração também, né, muito forte da Mulher é um oração da minha mãe, absurdo como ela tem poder, né?

TLTassos Lycurgo

Pois é. Agora, a mulher, quando é colocada para enfrentar na linha de frente, a linha de frente, ela vai enfrentar. Agora, não fará isso sem um custo emocional radical. Isso irá destruir o casamento dela porque ela não é feita para isso, ela não é constitucionalmente feita para isso. A primeira carta de Pedro, no capítulo 3, no verso 7, diz aos homens assim: homens, cuidem de suas mulheres honrando-as como parte mais frágil. Você é mais forte, o homem mais forte do que a mulher fisicamente e emocionalmente.

Às vezes intelectualmente é muito inferior. As mulheres são intelectualmente muito superiores aos homens, mas cabe ao homem assumir isso para que tenha uma família sólida. Pois é. E toda a discussão, professor, é o contrário. Olha, você sabe essas disciplinas que tem agora de gestão socioemocional? Já ouviu falar?

RVRogério Vilela

Não.

TLTassos Lycurgo

As escolas hoje estão com essa moda de propor que o Estado faça gestão socio social emocional da criança. Você imagine você ter os seus filhos com suas emoções geridas pelo burocrata do MEC, né? Gestão socioemocional. Eu vi, professor, um, esses programas de gestão socioemocional, eu fui os analisar. E eu cheguei ali de maneira impressionante, assim, eu fiquei abismado, boquiaberto, fiquei com o que tem naquele material. Aquele material, por exemplo, tem associação com uma determinada organização, material que eu vi, tem uma associação com uma determinada organização que é chamada Homem ao Contrário, MEMOR, se o irmão quiser procurar Mamô, homem ao contrário, uma organização mamô que tem por objetivo principal dizer que a masculinidade é um problema.

Hoje tem crianças na escola, homens, meninos, pedindo desculpa às suas amiguinhas, colegas, por ser homem.

RVRogério Vilela

Tá louco!

TLTassos Lycurgo

Então falta masculinidade, falta masculinidade. As meninas hoje, professor, Vilela, não estão procurando, as moças não estão procurando alguém para dividir a vida, alguém que exerça o papel de homem. Elas estão também cooptadas por essa guerra cultural, estão procurando um marido que na realidade seja uma amiguinha para ficar de mão dada e os dois olhando o dorama e chorando junto. É isso que estão procurando. Um homem de verdade não chora por tudo, ele tem que resolver, alguém tem que resolver o problema.

Não tô dizendo que o homem não chora, mas o homem que chora por qualquer coisa vai ter que chamar alguém para resolver o problema. Porque quando você olha para um lado, olha para o outro, não sei o quê, você tem que buscar do Senhor orientação e tem que ter coragem para ir adiante e enfrentar a dificuldade, o problema, as vicissitudes, intempéries que todos nós temos. Aí veja que o ataque à família é brutal. Então homens que são fragilizadíssimos, me permita o superlativo, porque é fragilizado demais, parece uma casquinha de ovo. Gerações frágeis. É isso aí?

?Voz B

É que uma imagem que mostra uma reunião deles, né, e a descrição tá que eles lutam contra o machismo, a roda de conversa assim, né, para formar homens.

TLTassos Lycurgo

Isso, exatamente. Homem bater mulher é crime, deve ser preso o homem. Homem. Ninguém deve acobertar isso. Homem é para dar a vida pela mulher. Ele tem que ser capaz de morrer pela esposa e pela família. Isso é homem. Agora, isso quando não acontece é porque é falta de masculinidade. Tem que ter mais masculinidade. O que falta é isso. Homens hoje, você quer ver uma coisa, vai parecer brincadeira, mas é verdade, passou-se a ideia hoje que o homem tem que acordar e comer grão.

Ah, não é não, Professor Vilela? O cara acorda de manhã, vai comer uma panela, uma tigela cheia de grão. Isso é alimento de homem? Você sabe que até isso tem a ver? A chamada pirâmide alimentar é uma das ações contrárias.

RVRogério Vilela

Mas por quê?

TLTassos Lycurgo

Porque você precisa de testosterona, professor. Por causa disso você precisa testosterona. Se o homem ficar só comendo comendo grão, comendo grão, é capaz dele daqui um tempo tá piando feito um passarinho. E tá entendendo? Tem que ser, eu falo assim com um tom um pouco pilharioso de brincadeira, mas é realidade. A pirâmide alimentar é um método de diminuição testosterona masculina. Nós precisamos, os homens precisam de mais testosterona, tem que ser homens.

Antigamente, professor, Eu conversava com um jovem de 21 anos, 22 anos. Olha, uma das coisas que eu mais admiro hoje em dia é quando eu vejo os jovens aqui com bigode.

RVRogério Vilela

Também admiro, cara. Bigode.

TLTassos Lycurgo

E outro lá, como é o nome do irmão que tá do lado dele?

RVRogério Vilela

Ele não é tão mais jovem, o Santa Claus.

TLTassos Lycurgo

É mais velho.

RVRogério Vilela

Quantos anos, Santa? 27.

TLTassos Lycurgo

27, é novo, é novo. Não é novo não. 27? Não, não, não, não, não, não, não. Não é novo não. Alexandre o Grande com 18 anos já tinha conquistado metade da Macedônia.

RVRogério Vilela

É, se for colocar nesse ponto aí.

TLTassos Lycurgo

Não é novo não. Mas, Adasco, sem brincadeira, uma das coisas que eu fico mais feliz quando eu vejo jovens trabalhando. Eu também, cara. Jovens se dedicando, você tá entendendo? Responsáveis.

RVRogério Vilela

Eu, 14 anos, já tava numa agência estagiando já.

TLTassos Lycurgo

Parabéns, glória a Deus por isso.

RVRogério Vilela

E não é nem porque precisava não, porque até tinha comida em casa, mas eu fazia questão de ajudar os meus pais, né?

TLTassos Lycurgo

Fez mal? Ela fez bem, pô, trouxe até aqui, né? Olha aí onde é que você tá aí, que você é a liderança em um setor da produção cultural, pois é, de informação. Antigamente eu conversava com jovem de 21 anos, 20 anos, 19 anos, sabe o que é que ele dizia? Olha, eu quero arranjar um emprego, vou comprar uma casa, vou sair de casa dos pais o mais possível. Vou comprar um carro, vou arranjar um, vou casar com minha namorada, não era isso?

RVRogério Vilela

É.

TLTassos Lycurgo

Hoje em dia, professor, eles ficam, nossa, qual que é o sonho? Com os que eu converso, para resumir, para criar um avatar que fala, né, para criar uma média. Sabe o que é essa pessoa? Sabe o que é que ela diz?

RVRogério Vilela

Que quer, diz assim, quero ser feliz.

TLTassos Lycurgo

Não, quero comprar. Quando muito ele quer comprar um tal de um apartamento bem pequenininho que nem parede, tem um nome, é estúdio, né?

?Voz B

Kitnet, eu acho.

RVRogério Vilela

Não, antigamente era kitnet, hoje em dia chamam de estúdio, é a mesma coisa, é estúdio.

TLTassos Lycurgo

Sanitário, até tem nem privacidade do sanitário, é estúdio. Aí quer comprar um negócio desse, morar sozinho e criar um gato castrado, o coitado do gato.

RVRogério Vilela

Não, e uma samambaia.

TLTassos Lycurgo

Tem aqueles que passeiam com a samambaia e eu ouvi falar, eu ouvi falar, pai de Samambaia. Eu ouvi falar, não sei se chega tanto, que até conversar com a samambaia é conversa. Não duvido não. Pois é, mas brincadeiras à parte, cadê a responsabilidade do homem? Olha, eu atuo no mercado corporativo também e eu vou lhe dizer uma coisa interessantíssima, sabe qual é? A maior dificuldade que nós temos hoje na implementação de cultura da empresa de forma homogênea é a dificuldade que há das pessoas 40+ se ficarem com os 30 a menos.

Por quê? Porque os homens são frágeis. Se você chegar para uma pessoa e disser assim: rapaz, isso aqui não é assim não, pronto, é assédio moral, é problema psicológico durante não sei— são frágeis. Isso é uma realidade, você tá entendendo? Quando eu tô falando algo, quem não concordar, vá para realidade, vá conversar com as pessoas que de fato têm de dar conta isso. Vai conversar com o mundo real, com o mundo verdadeiro, com o mundo de fato.

Vai ver como é. Então você tem uma, um enfraquecimento da masculinidade absurdo, e os homens não são capazes de apresentar as respostas que são demandadas deles para os desafios que a vida propõe. E mulheres hoje também querem exercer papéis que não são delas. Pois é, sofrendo muito, né? O feminismo é um horror. Quer ver um absurdo que se diz hoje, que claramente é falso? A propaganda de que bom é mulher ser mãe com 40 anos.

RVRogério Vilela

Caramba, no limite, né? É no limite. 40 anos já começa a ficar já complicado, né?

TLTassos Lycurgo

Pois é. Quem, a mulher que quiser ser mãe com 40 anos, seja, que Deus abençoe, que faça tudo, mas isso não muda a verdade absoluta de que é melhor ser mãe muito mais nova. É muito melhor, a sua energia é outra. Aí se propõe isso, isso é um ataque ao quê? Família. Ataque à família. Você tem famílias hoje que são absolutamente disfuncionais, desestruturadas internamente, porque o homem não é homem, a mulher não é mulher, e os filhos não são filhos. Os filhos são quem manda em casa, que mandam em casa. Já notou isso? Já?

RVRogério Vilela

Não, em algumas casas. Na minha não, né? Porque meu filho: papai, quero água. Fala: vai pegar, meu.

TLTassos Lycurgo

É isso aí.

RVRogério Vilela

E pega para mim. Mas tem pai que faz toda vontade do filho, faz a comida. Ai não, eu quero comer tal coisa. Não, você vai comer o que tem. Na minha época, se eu falasse para minha mãe que eu não queria aquele bife. Nossa, então não come.

TLTassos Lycurgo

Tava um tempo atrás, nós morávamos em Brasília, e tinha um colega lá que conversou comigo assim, na escola lá que minha filha na época estudava. Esse colega comentou assim comigo, achei tão interessante. Ele disse: Taços, você não sabe o que foi que meu filhinho fez hoje. Ele achando Achei o máximo assim, né? Foi o seguinte: eu estava arrumando o meu escritório, pegando os papéis que não prestavam, amassava, jogava no chão, amassava, jogava no chão, amassava, jogava no chão.

Aí ele disse: Taços, o filhinho, aí disse o nome do menino, olhou para mim e disse assim: Papai, se você jogar papel no chão, eu vou dizer para professora. Ele achou isso o máximo. Aí eu pensei, olhei para ele assim, meu amigo, a escola está promovendo no seu filho um espírito de denúncia sua, porque você tá jogando papel no chão, no seu escritório, na sua casa. Eu pensei, professor Vilela, seja bastante sincero, o senhor teria coragem na sua época de fazer isso em relação ao seu pai?

RVRogério Vilela

Claro que não.

TLTassos Lycurgo

Tá doido? Você vai chegar, professor, era 'Pai, fez isso, fez isso.' Você tá doido? Você tá entendendo como é? Então ele achando o máximo que o Estado estava agindo ali para quebrar os laços de confidencialidade e de hierarquia, de hierarquia, que são inigualáveis na família, tá entendendo? Outra situação: um pessoal queria contratar na escola uma especialista para dar uma aula de sexualidade para as crianças. Quem é esse especialista?

Ela vai falar o quê? Cabe a você, pai, ensinar o seu filho, educar o seu filho. Cabe à família educar o filho. A escola, quando muito, cabe ensinar matemática, português, física, e olha que nem está fazendo direito. Pois é, o MEC, professor, é um monstro, tá certo? Deixa eu lhe dizer as coisas como são. O MEC é um monstro. O MEC é riquíssimo, riquíssimo. Nós investimos 6% do PIB em educação. O governo quer chegar a 10% do PIB em educação.

É muito dinheiro para promoção de uma doutrinação, de uma militância. Tá entendendo? Olha, deixa eu lhe dizer um negócio: dos servidores públicos civis da União, sabe o que é isso, né? É tirando os militares, os servidores públicos civis da União, ou seja, falando popularmente para ficar mais claro, dos funcionários do Governo Federal, tirando militares, mais da metade é do MEC. Você tá entendendo? Se nós temos 700 mil, em torno de 700 mil servidores públicos civis da União, esse número varia cada dia, em torno de 700 mil, mais da metade está em um só lugar, na educação, com dinheiro que é maior, os 6%, que quer chegar a 10 O 6% já é proporcionalmente mais do que investe Estados Unidos, Israel, por exemplo, na educação. 6% do PIB educação é 30% a mais do que a média de investimento dos países da OCDE.

Isso para promover uma ideologia. O MEC, professor, tem mais hospitais do que o Ministério da Saúde. Caramba! Isso, professor, para promover uma doutrinação. Os burocratas do MEC promovendo uma doutrinação. É por isso que as universidades hoje têm uma hegemonia de pensamento. Cadê a diversidade? Cadê a pluralidade? Eu tenho maior dificuldade. Simplesmente fui ameaçado de morte, fui tudo mais simplesmente por dizer o óbvio. Por dizer, por exemplo, que a arte genuína é arte boa, bela e verdadeira.

A arte genuína é essa, a pessoa é livre para fazer o que quiser, mas não muda essa ideia. Agora hoje a universidade só quer promover a arte que é o quê? Feia, má e falsa, exatamente o contrário. Deus quando olha para o mar, ele não diz: "Isso é belo". As escrituras dizem que Deus diz: "Isso é bom". Porque o que é bom, que é o elemento ético, o que é belo, que é o elemento estético, físico e o que é verdadeiro, que é o elemento metafísico, são indissociáveis da perspectiva de Deus.

Então, isso não pode ser dito na universidade? Por que não pode ser dito na universidade? Professor Vilela, o senhor não consegue ler Shakespeare se não tiver referência bíblica, se não tiver conhecimento bíblico, pelas referências bíblicas inúmeras que ele faz. Bach, toda produção artística bela, sublime, é graças à matriz judaico-cristã. O cristianismo promove o que é belo, Deus promove o que é belo. O belo eleva a alma a Deus, o sublime eleva a alma ao Senhor.

E hoje nós enfeiamos o mundo, um enfeiamento do mundo, enfeamento da arquitetura, enfeamento da produção materialística, o enfeamento de tudo mais afasta o homem de Deus. Quando eu estava lá no departamento do qual eu sou professor titular, hoje estou afastado, mas do qual eu sou professor titular.

RVRogério Vilela

Então eu até ia comentar contigo, é, tá, eu vi um cancelamento, pessoal te atacando. O que que aconteceu?

TLTassos Lycurgo

Foi porque houve um agrupamento de forças políticas na universidade E os alunos foram, também têm culpa, mas não são os mandantes do crime principais, mas também têm culpa. Um grupo de alunos comunistas foram agir fortemente contra mim, me ameaçando de morte.

RVRogério Vilela

Ameaçando de morte?

TLTassos Lycurgo

De morte. E por quê? Porque eles não aceitam que eu diga, por exemplo, que o homem não pode ser uma mulher. Eles não aceitam que eu diga que a arte tem que ser boa, bela e verdadeira. Que eles não aceitam, por exemplo, o que nós temos na universidade, que temos de ter diversidade, temos de ter pluralidade. Eu sou o maior defensor da diversidade, entendeu? Por quê? Porque eu quero que a universidade você tenha professor satanista, professor ateu, professor muçulmano e professor cristão.

RVRogério Vilela

Tem que ter todo mundo.

TLTassos Lycurgo

Professor que diga que, como eu digo, que a base da mais bela, mais próspera, mais livre civilização já criada na história história da humanidade é a civilização ocidental. As pessoas não querem. O que querem é universidade que pregue a mesma coisa. É uma máquina de militância que tem afastado as pessoas do caminho correto. É uma hegemonia de pensamento. Quando as pessoas perguntarem por que você diz isso, eu digo: você deveria dar graças a Deus, porque eu sou a diversidade.

Porque já pensou se eu pregasse o mesmo ladainha comunista? A mesma história, a mesma coisa, eu seria um a mais. Como eu sou totalmente diferente, aí ele podia dizer, né, que tem diversidade. Mas quando eles querem me matar e eu me afasto sem remuneração— é importante dizer isso, eu não recebo hoje um dinheiro, um real de dinheiro público, afastado sem remuneração— quando eu me afasto, você mantém só aquele esse tipo de pensamento.

É isso que tá acontecendo e ninguém tá vendo. Qualquer pessoa hoje, professor, vá para o Brasil real. As pessoas têm que buscar realidade, a verdade. Isso, por isso que a batalha pela volta da verdade. Vá buscar realidade, vá para o sertão do Nordeste, vá aqui para o interior de São Paulo, vá para as cidades aqui do interior de São Paulo, vá lá para fronteira, como eu falei, com Colômbia e depois da Floresta Amazônica, vá lá para o oeste de Santa Catarina, como eu tive agora semana passada, na belíssima cidade de Chapecó.

Vá para Mato Grosso, Goiás, estive lá no interior de Goiás, aliás, comida maravilhosa. Vá para qualquer lugar e vá perguntar a um homem comum, real, ali, se um homem pode ser uma mulher, se é certo o filho ser desobediente, se é certo o o filho abandonar tudo que ele aprendeu na vida dele e adotar uma nova postura que é proposta pela universidade com nome bonito de progressismo. Nós temos que ter diversidade. Agora o povo não quer, não aceita, quer matar quem diz diferentemente, como tem feito por aí, né? Você viu Charlie Kirk, foi assassinado por simplesmente dar uma opinião.

RVRogério Vilela

Não, vários lugares cristãos Cristãos estão sendo mortos, perseguidos e mortos.

TLTassos Lycurgo

Pois é, porque é a resistência, é a resistência.

RVRogério Vilela

E é bíblico? Tem isso daí na Bíblia, que os cristãos vão ser perseguidos no final dos tempos? A gente está perto disso, você acredita?

TLTassos Lycurgo

Em vários lugares, em vários lugares. Eu destacaria a 2ª Epístola a Timóteo, no capítulo 3, versos 10 e 11, sobre cuja passagem inclusive eu escrevi um capítulo desse livro aqui, que é Paulo dizendo para Timóteo: "Ó Timóteo, você tem seguido de perto o meu ensino, a minha conduta, o meu propósito, a minha fé, a minha paciência, a minha perseverança, tal, tal, tal, tal, tal." Quando chega lá na 2ª Timóteo, se o irmão quiser botar aí, é muito importante, 2ª Timóteo capítulo 3, versos 10 e 11.

Quando ele chega nos versos 10 e 11, ele diz: "Você tem seguido de perto 1 Timóteo. Ele fala: "Os sofrimentos e perseguições por que passei, mas de todas elas o Senhor me livrou." Professor Vilela, se você é cristão e você não sofre algum tipo de perseguição em razão da sua fé, é bom que você reavalie a sua saúde espiritual, porque o que nós proclamamos tem que ser proclamado de maneira respeitosa, Eu falei algo diretamente contra uma pessoa aqui? Contra alguém?

RVRogério Vilela

Não, não.

TLTassos Lycurgo

Eu falo de ideias. As pessoas todas têm que ser alcançadas. Eu não falo de pessoas, eu falo de ideias, entendeu? Mas essas ideias são contrárias a que o mundo quer propor para destruir as pessoas. E por isso que temos de ser perseguidos. John Wesley foi responsável pela conversão de um país. John Wesley, praticamente. O seguinte: fazia 3 dias, professor, que ele andava a cavalo e nada tinha acontecido contra eles. Vamos, já li aí.

Nada tinha acontecido contra eles, contra ele, até que ele desceu do cavalo, levantou as mãos aos céus e começou a orar a Deus. Aí quando a pessoa viu ele orando, jogou uma pedra nele. Quando a pedra bateu nele, ele disse: obrigado, Senhor, pela confirmação. Nós temos que incomodar o que é errado.

RVRogério Vilela

Agora, mas eu não entendo por Por que as pessoas se incomodam por alguma coisa que elas não acreditam? Se elas acreditam que Jesus não existiu, que a Bíblia é uma besteira, por que elas se incomodam tanto então?

TLTassos Lycurgo

Por quê?

RVRogério Vilela

Você se incomoda com alguma coisa que você não acredita? Não. Você acredita em, sei lá, em fantasma ou em, sei lá, em alguma coisa? Sua casa é mal-assombrada, que tem não sei o quê. Se eu não acredito, eu não vou me incomodar com aquilo.

TLTassos Lycurgo

Pois é. Enfim, volta lá, irmão, para você ver que coisa maravilhosa. O quê? Isso daqui, ó, isso daqui é para você, pai que tá me ouvindo, e mãe, teus filhos, você usar isso aqui para você ensinar seus filhos. Isso aqui é um, a 2ª Timóteo 3:10 e 11 é uma orientação de como você deve ensinar seus filhos para ficar resistente contra isso. É um dos capítulos desse livro, é sobre isso. Interessante aqui, viu? Olha só a primeira frasezinha da 2ª Timóteo 3:10, o que é que diz?

"Você tem seguido de perto." "Você tem seguido de perto." Essa tradução aqui não usa o advérbio, mas o advérbio existe no original. Pode mudar a tradução que quando diz "tu, porém, tens seguido a minha conduta", a forma de seguir é qualificada pelo advérbio. Não é seguido de qualquer forma. Você pode buscar qualquer tradução que tem Logo em seguida, despertou. Esse desperto por si só já diz muito hoje como nós temos que cuidar da nossa família.

Você sabia? Não. Ó, hoje em dia tem que ter muito cuidado, sabe com o quê? Com a falácia do tempo integral.

RVRogério Vilela

Como assim?

TLTassos Lycurgo

Você coloca seu filho no tempo integral, no tempo integral da escola, você pode colocar, pode, mas você saiba que em vez da doutrinação ser de meio tempo, vai ser de dois tempos. Cuidado! Quem é que está falando na vida do seu filho? Quem é que está exercendo influência? Você tem seguido de perto. Obrigado, professor. Esse bigode é alto nível demais. Você tem seguido de perto. Então tem que ser perto. Cuidado com a falácia do tempo de qualidade.

Tem pai que não vive com o filho, tal, aí fica 20 minutos com o filho, aí o que vale é o tempo de qualidade. Não, meu querido. Você tem que passar tempo com seu filho. Seu filho tem que ver você. E as escrituras dizem: você tem que seguir de perto o meu ensino, o seu ensino, que você crê, em que você pensa, qual é o seu corpo pessoal doutrinário, em que você acredita. Fale com seu filho. Seu filho tem que saber em que o pai crê.

Aí, a minha conduta é interessante. Olha Bíblia como é impressionante. Professor Vilela, não basta apenas nós falarmos, é importante que nós vivamos, que a nossa conduta espelhe aquilo em que nós cremos. A nossa conduta é exteriorização perceptível do nosso corpo de crença. A integridade tem um poder muito grande na influência efetiva. A Na realidade, em todas as áreas, principalmente na família. No mundo corporativo, a mesma coisa.

Um servidor, um funcionário da sua empresa que você contrata, ele vai prestar atenção no que você diz nos 2 primeiros meses. Depois ele vai prestar atenção no como você age, claro, como você se comporta. A minha conduta, depois vem o meu propósito, não é isso? Conduta voltada para um propósito, o que é que move a pessoa. Você vive por quê? Se seu filho perguntar, perguntar para alguém qual é o propósito que move o seu pai, ele tem que ser capaz de dizer o que é que faz com que seu pai acorde todo dia, qual é a missão dele, o que é que ele busca em Deus para realizar aqui.

Nós somos pessoas, nós cristãos somos pessoas que buscamos o propósito naquele que foi o criador do universo. Deus nos dá um propósito de vida, isso enche a nossa vida. Você já ouviu falar em Viktor Frankl? Não. Viktor Frankl era um psiquiatra judeu, passou por 4 campos de concentração. Minha esposa inclusive é especialista no pensamento de Viktor Frankl. Era um psiquiatra judeu que passou por 4 campos campos de concentração. Olha aí, Victor Franco, psiquiatra judeu, passou por 4 campos de concentração, inclusive Auschwitz.

Sabe o que ele fez nos campos de concentração? Irmão, tem direito a mais café ou acabou? A cota aqui é 2 cafés?

RVRogério Vilela

Não, aqui é infinito.

?Voz B

Sim, sim, tem mais.

TLTassos Lycurgo

Bigode alto nível. E o irmão também, eu tô elogiando pouco o irmão porque eu não tô vendo aqui.

RVRogério Vilela

É, tá escondido aí.

TLTassos Lycurgo

Santana, como é?

RVRogério Vilela

Não, Santa, porque ele chama Claus e a gente chama de Santa Claus.

TLTassos Lycurgo

Sim, Santa Claus. É, sim, sim, sim.

RVRogério Vilela

Bigoda, você combinou com o pastor antes para ele tirar o jatanto assim?

?Voz B

Eu dei um café antes para ele.

RVRogério Vilela

Foi isso?

TLTassos Lycurgo

Foi isso.

RVRogério Vilela

Então mais um café para o—

TLTassos Lycurgo

pega esse café.

RVRogério Vilela

E eu, e eu dois então, você vai fazer um, faz dois, né?

TLTassos Lycurgo

Eu quero aqui, ó, três. Professora Camila, olha, eu vou dizer uma coisa para você. Vem dar um oi aqui, Camila.

RVRogério Vilela

Vem, Camila, aparece aqui, Camila, aparece aqui, ó, dá a volta aqui, é traz, aproveita, já apresenta.

TLTassos Lycurgo

É, entra aqui.

RVRogério Vilela

Olha, eu vou dizer uma coisa para você, aquela frase: por trás de todo grande homem, amigo, você é grande. Quantos, quanto você tem de altura? Quando você tem de altura, pastor?

TLTassos Lycurgo

Eu tenho 2. E ela? Ela tem 1,80.

RVRogério Vilela

Então, atrás de um grande homem é uma grande mulher. Abaixa um pouquinho assim para enquadrar. Vamos ver na câmera dele. Mais, mais, mais. Olha lá, olha lá!

TLTassos Lycurgo

É uma bênção na minha vida.

RVRogério Vilela

Amém, pastor!

TLTassos Lycurgo

Caminhamos juntos pregando o evangelho.

RVRogério Vilela

Tem que orar por mim aí, por arranjar minha bênção também.

TLTassos Lycurgo

Vamos orar, vamos orar, e você vai. Quando nós pedimos ao Senhor principalmente isso, o Senhor providencia, sabe, Professor Vilela? Eu acredito também. Olha, sabe aqueles farelozinho de pão? Sim, uns farelozinho bem pequenininho. Sem ela, seriam os farelozinho daquele.

RVRogério Vilela

Olha só que declaração!

TLTassos Lycurgo

Obrigado. É verdade, viu? É verdade. O caso é possível ter um casamento sólido quando nós seguimos as escrituras, é possível. Muita gente acha que não. O copo tá aqui, copo.

RVRogério Vilela

É, aqui, ó, copo, bigoda.

TLTassos Lycurgo

Pois é isso. Então a gente tá falando de que mesmo? Do café, né?

RVRogério Vilela

É do café. Ixi, tanta coisa.

TLTassos Lycurgo

Pois é, são muitas informações, não são? A gente falou do tempo de qualidade, falou da questão do tempo integral. Antigamente, sabe como era, Professor Vilela? O menino, ele ia de manhã para escola e à tarde ia com o pai, com ele, para o trabalho do pai.

RVRogério Vilela

Ah, é? Não, mas na minha época não. Mas eu tô falando mais na época do meu pai, sim.

TLTassos Lycurgo

Então, no seu, você ia não com seu pai para alguma situação?

RVRogério Vilela

Ah, não, quando precisava sim, já cheguei aí, mas não todo dia.

TLTassos Lycurgo

Todo dia, mas assim, você ia lá, você aprendia com o pai, aprendia com o pai como reagir, como se portar. Você aprendia a ser homem, e a menina aprendia a ser mulher com a mãe, aprendia a ser como se porta. Isso aí perdeu-se, perdeu. Teve gente hoje, Professor Vilela, que descobriu que tinha filho na pandemia.

RVRogério Vilela

Como assim? Ah, porque começou a conviver, né? Não sabia, né, como era.

TLTassos Lycurgo

E não conseguiu. É, foi um horror. A pandemia, para algumas pessoas, a questão do mercado de casas, de condomínio explodiu, né? Explodiu. As pessoas procurando lugares maiores porque não sabiam conviver com a própria família.

RVRogério Vilela

Pois é.

TLTassos Lycurgo

Pois é isso. Então nós temos essa grande coisa aí que tem de ser considerada, sabe? Tem que ser levada adiante e é uma situação que está de fato acometendo as famílias. Então lá na 2ª Timóteo 3 tem orientação de como você deve discipular ou influenciar efetivamente o seu filho. E tem lá todas as passagens. Eu tava falando de Viktor Frankl. Sim, pronto. Aí, verdade, verdade.

RVRogério Vilela

Quando falou do propósito, teve em vários campos, teve vários campos de concentração.

TLTassos Lycurgo

E ele lá, Professor Vilela, sabe o que ele fez? Ele começou a avaliar, tentando validar uma ideia que ele tinha. Ele viu que certo grupo de pessoas nos campos de concentração, esse grupo de pessoas, ele sucumbia, ele não resistia aos horrores. Ali é uma coisa horrorosa, né? Assim, é tão triste que é muito, muito assim, as palavras não dão nem conta da tristeza que é aquilo, do horror que foram os camps de concentração. Ali a dignidade humana foi extirpada, foi arrancada, e o homem foi considerado uma coisa, não é verdade?

Aí ele começou a ver porque um certo grupo não resistia, se jogava nas cercas eletrificadas para morrerem eletrocutados, desistiam da vida. Mas havia outro grupo que resistia, passava por tudo, passava pelas dificuldades, passava pelas intempéries, passava pelas vicissitudes, passava pelos horrores, passavam pela humilhação, passavam pelas escassezes, passavam pela fome, passava pela tortura e adiante e adiante. Ele disse: eu tenho que validar aqui uma ideia.

O que que separa um grupo do outro? Será que são os mais fortes fisicamente? Fisicamente? Será que são os mais adaptáveis? Ele fez os testes, sabe? Ele começou a averiguar. Aí ele disse: rapaz, não são os mais fortes. Tem muita gente aqui que é fortíssima e não aguenta. Outro fala assim: será que são os mais adaptáveis? Não são esses. A conclusão que ele chegou: que aqueles que passam por todas essas situações e se mantêm são aqueles que têm um propósito.

RVRogério Vilela

Tem que achar um propósito.

TLTassos Lycurgo

Obrigado.

RVRogério Vilela

Não, a mente não aguenta.

TLTassos Lycurgo

O propósito é que faz com que a gente se levante a cada dia para levar adiante a missão que nos é proposta. Você tá entendendo? Nós temos de ter propósito. E no cristianismo nós temos aquele que nos dá o propósito maior, que é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele nos dá um propósito. Então, Viktor Frankl é, na área hoje das terapias chamadas logoterapia, é o fundador disso. É exatamente o entendimento de que, para que as pessoas passem pelas dificuldades inenarráveis da vida, a pessoa passará se tiver um propósito.

RVRogério Vilela

Acredito nisso.

TLTassos Lycurgo

Agora, você sabia que a grande maioria das faculdades de psicologia nem sequer estudam logoterapia?

RVRogério Vilela

Ah, é?

TLTassos Lycurgo

Nem sequer estudam logoterapia, não é? Então quem aí faz psicologia, já tem a dica aí: se aprofunde sobre esse tema da logoterapia. Logoterapia, que tem fundamento nesse psiquiatra Viktor Frankl. Então nós temos na 2ª Timóteo 3, 10 e 11, uma orientação de como você discipular o filho, como você ensinar seu filho. Você tem que estar perto do filho, o filho tem que saber a sua doutrina, a sua crença, a sua conduta, o seu propósito, a sua fé.

A fé muda, arrasta. Quando a pessoa olha para você e vê que você tem fé, em outras palavras, quando As coisas parecem muito difíceis, você não sabe o que dizer, você olha para um lado, para o outro, não vê saída, você vê numa situação de muito problema. O que é que sai da sua boca? Sai palavras de arrependimento, palavras de murmuração, ou sai palavras de fé? A fé, ela impacta, sabe? Como nós temos fé genuína nós vivemos não pelo que esse mundo estreito natural nos propõe, mas nós vivemos com a perspectiva de que somos eternos.

Você sabe qual das coisas mais importantes é essa? É o entendimento de que nós somos eternos. Aqueles que entregamos a vida ao Senhor somos eternos e veremos em Cristo Jesus a eternidade. E portanto, nós não devemos viver essa terra como se eternos não fôssemos.

RVRogério Vilela

Isso é muito bonito. Como que é?

TLTassos Lycurgo

Devemos, se nós somos eternos, entregamos nossa vida ao Senhor. Nós não podemos viver a nossa vida como se a gente fosse morrer, acabar aqui quando nós morrêssemos. Como é que você tem a convicção que você é eterno e você vive essa vida aqui como se a gente fosse morrer e tudo se circunscrevesse a essa passagem aqui na Terra. Não! Aqui é um pequeno momento da eternidade que nos espera. Nós temos que viver com essa perspectiva de que somos seres eternos.

Não viva como se eterno você não fosse. Isso muda tudo. Quando você muda a perspectiva, muda tudo. Os pequenos problemas, as dificuldades, a falta de coragem, que é um horror, tudo isso é diante a ideia de que você tem um tempo curto, você tem que fazer como o apóstolo Paulo fez na carta aos Filipenses, no capítulo 21, quando ele diz: "Viver é Cristo, morrer é lucro." É preciso coragem para viver a plenitude, é preciso coragem, é preciso coragem minha para dizer o que eu creio, isso é o que eu penso, entendeu?

A pessoa pode pensar da forma que quiser, eu não tenho nada contra as pessoas, mas eu tenho convicções, ideias, e meu papel é colocá-las respeitosamente, com educação, entendendo que o outro pode pensar da forma que ele quiser. Tolerância é mais uma palavra que foi cooptada pela guerra cultural, porque tolerância não é achar que seja lá o que se diz é verdadeiro não, Professor Vilela. Tolerância é achar que o direito que eu tenho de dizer uma coisa é o mesmo direito que o outro tem de dizer o que ele quiser.

O que torna uma coisa verdadeira ou falsa é a correspondência com a realidade. Tá entendendo? Quando eu digo uma coisa, eu posso dizer o que eu quiser. Eu posso dizer a questão racial, eu posso dizer assim, olha, a maioria da população brasileira é negra. Eu não acredito nisso, eu não acredito. Por quê? Porque eu vou para todo lugar do Brasil, olha o povo, eu não vejo isso. Como é que a maioria da população é negra se eu vou para as periferias, eu vou para os lugares, é É questão de agrupar pardos, negros e não sei o quê, sei lá. Você sabe o que é isso?

RVRogério Vilela

O quê?

TLTassos Lycurgo

Isso é estratégia. Sabia disso? Por quê? Isso é uma estratégia que ganhou corpo graças a um dos homens mais inteligentes na promoção das ideias comunistas no Brasil, chamado— uma pessoa cujas ideias eu não concordo, mas que eu admiro como intelectual e para promover as suas ideias de forma efetiva, que é o senhor Fernando Henrique Cardoso. O senhor Fernando Henrique Cardoso, influenciado pelas ideias de Florestan Fernandes, propôs aqui uma estruturação de pesquisa e de classificação das pessoas em pardos.

Isso é errado, errado. Pardo. O que é pardo, professor? Me diga aí o que é pardo. Eu não sei o que é pardo. O que é pardo? É mistura de branco, negro, é isso?

RVRogério Vilela

Acho que sim, né?

TLTassos Lycurgo

Vê aí a definição.

RVRogério Vilela

A gente trouxe até uma mulher aqui que ela foi muito perseguida porque ela defende que existe essa definição, os pardos e tal. E a comunidade falou que não, é só negro ou branco, não tem pardo, né?

TLTassos Lycurgo

Vamos lá. Só Pessoal, só é negro e branco quando convém. Deixa eu lhe explicar o que tá acontecendo. O que tá acontecendo é o seguinte: o Brasil não é uma população que possa ser colocada na categoria de negros, brancos e pardos. Nós somos na realidade mestiços. Mestiços. Tem um amigo meu, vamos supor, que tem ascendência Portuguesa, casado com uma pessoa de ascendência indígena. O filho dele vai se classificar como o quê? Pardo.

Tem um japonês no Brasil, a maior comunidade japonesa do mundo fora Japão é o Brasil. Tem um japonês, uma pessoa de ascendência japonesa que se casa com Uma pessoa lá do interior de Mato Grosso, o filho dele é o quê? Pardo. Como é que esse pardo é negro? É computado como pardo, e quando convém, somam-se negros e pardos. Você tá entendendo? Se eu lhe perguntar qual é a população carcerária de negros no Brasil, os negros e pardos serão somados.

Mas se eu perguntar qual é a população de negros na alta administração federal, os pardos são excluídos. Aí muda, como quando convém. Então essa ideia é de manipulação estatística, manipulação estatística. Nós temos a realidade de entender que somos um povo mestiço, e essa é grande beleza do Brasil, a nossa mestiçagem. É um povo— eu, quando estive no governo, eu agi fortemente para que as matrizes tradicionais do forró fossem registradas como patrimônio histórico brasileiro e cultural.

E foram, nós conseguimos as matrizes tradicionais do forró, a literatura de cordel, o o repente, isso aqui, e essa cultura é a cultura de quê? Do mestiço, do mestiço. Nós somos um povo mestiço. Agora, quando você chega por um grupo para vitimizá-lo, seja o nordestino, e assim, dá para ver pelo meu sotaque que eu sou nordestino, não dá não, né, o bigode?

RVRogério Vilela

Não dá. Eu achei que era gaúcho.

TLTassos Lycurgo

É, eu falo tia, tio, bom dia, boa noite. Bom dia, bom dia. Eu sou mais nordestino que tem, porque eu sou lá da tromba do elefante, que lá a gente fala assim. Fala, se lá você ouvir um chiado, você pode ter certeza que é uma chaleira que tá no fogo. Não tem hoje? Não tem não, tem não, tem não. É uma chaleira que tá no fogo. Agora tem uns lá, eu vou fazer uma denúncia gravíssima aqui. Posso fazer, professor? O senhor permite?

RVRogério Vilela

Claro!

TLTassos Lycurgo

Vou fazer uma denúncia gravíssima aqui: tem uns lá nascido na tromba do elefante que eu encontro e ele olha para mim e faz bom dia... Eu fico preocupado! Como é esse negócio rapaz? Bom dia! Bom dia?!

RVRogério Vilela

Que nem a gente fala "bom di..." como você fala? Eu falo bom dia!

TLTassos Lycurgo

Isso aí é como vocês falam e ele lá quer falar— É pra falar do jeito que eu falo! Fala o quê? Bom dia!

RVRogério Vilela

Também fala assim?

TLTassos Lycurgo

Bom dia! Agora pera aí, então estão na ação né? "Good morning." Bom dia, rapaz, dá um amor, entendeu?

RVRogério Vilela

O que vocês tomam no café da manhã lá?

TLTassos Lycurgo

Aqui vocês comem mel de abelha?

RVRogério Vilela

Não, difícil, né?

TLTassos Lycurgo

Mas quando tem, come.

RVRogério Vilela

Ah, claro, se tiver.

TLTassos Lycurgo

Lá não, lá a gente come a própria abelha.

RVRogério Vilela

Já morre abelha.

?Voz B

A gente que fica ela, né?

RVRogério Vilela

Maravilhoso.

TLTassos Lycurgo

Aí o cara fala bom dia, Aí eu digo: "Rapaz, como é que tá a venda?" "Tá vendo esse fenômeno?" Aí eu não sei o que é. Dizem, teve um que eu achei que foi uma conexão que ele fez aqui no Rio de Janeiro, sabe? Ele foi viajar e fez uma conexão de 2 horas no aeroporto, aí saiu de lá chiando, né?

RVRogério Vilela

Caramba!

TLTassos Lycurgo

Mas assim, eu sou nordestino e eu posso lhe dizer, tem gente que quer vitimizar o nordestino. Eu fui aqui no podcast uma vez, o cara chegou: "Mas professor, o que você acha, você nordestino, alcançar o que alcançou?" tem essa influência, tem isso aqui. Eu digo, meu querido, que eu sou, graças a Deus que eu sou nordestino, porque qual é o problema? A vida é dura para todo mundo, meu querido, né? Porque eu sou, minha origem é o alto sertão do Nordeste que eu vou ficar me vitimizando?

Não, entendeu? Não é porque eu for, ai meu Deus, não sei o quê, não. A vida é dura para todo mundo. E vou dizer uma coisa, viu, Professor Vilela? Para quem tá achando a vida muito dura, eu vou dar uma dica, sabe qual é? Acorde antes do sol nascer, não deixa o sol se levantar e você tá para todo mundo. A vida é dura para todo mundo. Claro, vai lá para o alto, vai te bater, vai bater forte, né, cara? Mas você tem que ser forte, nós temos que nos fortalecer.

RVRogério Vilela

Como que é a frase lá do Stallone? Não é o quanto você bate, é o quanto você consegue apanhar e continuar seguindo.

TLTassos Lycurgo

Eu tô vendo que o senhor tem uma tatuagem aí, né? Eu não tenho tatuagem, né? Papel, pedra e tesoura. Lembra do joguinho? Eu não tenho tatuagem, Não tenho, mas se eu tivesse, eu já sabia o que ia fazer. O que ia escrever? Eu acho que eu ia botar aqui Arnold Schwarzenegger e aqui Sylvester Stallone.

RVRogério Vilela

Porque moldou o seu caráter.

TLTassos Lycurgo

Porque da nossa época.

RVRogério Vilela

É dos anos 80. E o Bruce Willis.

TLTassos Lycurgo

Aquele do Bruce Willis e o...

RVRogério Vilela

Bruce Willis e tem o... Como chama o filme dele?

TLTassos Lycurgo

Não, o do Karatê lá.

RVRogério Vilela

Ah, o Karate Kid?

TLTassos Lycurgo

Não, Karate Kid não. Aquele... Jackie Chan?

RVRogério Vilela

Não, é antigo.

TLTassos Lycurgo

Bruce Lee. Bruce Lee.

RVRogério Vilela

Bruce Lee. Bruce Lee, né? Esse é mais antigo ainda, Bruce Lee.

TLTassos Lycurgo

Até hoje, olha, a gente fala assim, mas o entretenimento é uma das coisas mais importantes que tem. E até nisso a guerra cultural está presente, você sabe disso. Claro. Já viu super-herói de hoje?

RVRogério Vilela

É, tá tudo diferente, né?

TLTassos Lycurgo

Não tem, não tem.

RVRogério Vilela

Tá sem testosterona, né? Mas tá voltando agora, os caras se arrependeram, tá voltando agora.

TLTassos Lycurgo

Porque estão vendo que estão destruindo.

RVRogério Vilela

Você viu o Top Gun do... Foi, foi. Tom Cruise arrebentou no cinema, porque o pessoal estava sentindo falta disso, de filme que molda caráter, filme simples.

TLTassos Lycurgo

Estão vendo que não funciona, não funciona. Os super-heróis hoje são um horror, um horror. O que é super-herói? É aquele que diante do problema vai lá e resolve. Hoje em dia os super-heróis ficam com problemas existenciais, psicológicos. O Homem-Aranha, você vê, viu o Homem-Aranha, que a moça queria namorar com ele.

RVRogério Vilela

Qual? Esses últimos aí?

TLTassos Lycurgo

Teve, eu só vi um.

RVRogério Vilela

Qual que foi o bigoda dos últimos aí?

TLTassos Lycurgo

Teve um que a moça...

RVRogério Vilela

É De Volta Para Casa, não sei o quê da casa, é tudo?

?Voz B

Eu não sei exatamente a ordem, mas os últimos é De Volta Para Casa.

RVRogério Vilela

Mas que ele queria namorar com a menina, e aí, o que acontece?

TLTassos Lycurgo

Não namorava, ele era cheio de problema psicológico. Você já viu? Ele só conseguiu dar um beijo na menina, eu acho que porque ele ficou de cabeça para baixo para dar o beijo na menina, de cabeça para baixo, uma coisa doida.

RVRogério Vilela

É Homem-Aranha, né?

TLTassos Lycurgo

É uma, né? Você tá entendendo? Na nossa época, como é, como era? Você lembra de Robocop?

RVRogério Vilela

Claro, sai atirando lá.

TLTassos Lycurgo

Rapaz, você pega qualquer pessoa de hoje, da idade dessa turma aqui, vocês assistiram Robocop?

RVRogério Vilela

Putz, vocês vão achar violência demais, né?

TLTassos Lycurgo

O antigo achou violento?

?Voz B

O antigo não sei, eu assisti algum antigo. O antigo não, eu assisti algum, mas tipo, sei lá, 2010 era prateado.

RVRogério Vilela

Então você viu o antigo?

TLTassos Lycurgo

O antigo, se você colocar bem violento, cara, Mas pra gente, você tem essa percepção? Claro que não, né? Pra gente era normal, né?

RVRogério Vilela

Você vê hoje e fala: "Nossa, o que a gente assistia, cara!" É, porque mudou a cultura. Você assistia desenho animado, era... Olha lá, esse é o antigo, foi esse que você viu, né?

TLTassos Lycurgo

Esse mesmo. Pois é.

RVRogério Vilela

Esse é o original.

TLTassos Lycurgo

Ó, você, rapaz...

RVRogério Vilela

Coitado do cara, ele morre e os caras ressuscitam ele pra voltar a trabalhar. É. O cara, você vai trabalhar... Era melhor ter ficado vivo. Não pode nem morrer.

TLTassos Lycurgo

Então vamos dar dica, né? Ó, você criança, menino, Menino, menino, vá assistir o Robocop antigo. E sabe outra coisa que tem um problema também nessa questão da família? As mães estão sendo orientadas a criar os filhos sem fortaleza.

RVRogério Vilela

Como assim?

TLTassos Lycurgo

Uma vez eu tava, Professor Vilela, eu vou até contar essa história aqui que é muito grave. Tava um casal com uma criança, a criança correu, a mãe gritou: vem, menino, saia do sereno. Sabe o que é sereno?

RVRogério Vilela

Claro que ela tá, que ela, né, aquelas gotículas. Vai enfrentar o quê na vida, meu filho? A gente tá na chuva, a gente vai brincar na chuva. Pô, tomar chuva não é a melhor coisa? Tomar chuva, depois tomar um banho quente.

TLTassos Lycurgo

Exato, não precisa ser assim como tinha uns que eu conheci que na enchente da rua pega leptospirose, aí os ratos junto, né? Aí não é demais, né? Mas o que eu quero o que eu quero dizer com isso é o seguinte: você, mãe, também crie seu filho para ser homem. É, mas assim, eu sei que alguns vão criticar como se eu tivesse dizendo que o homem é bruto. Eu não tô dizendo que o homem é bruto, eu tô dizendo que o homem tem que ser forte, tem que ser capaz, tem que ser corajoso para enfrentar as dificuldades.

Eu falei aqui várias vezes que o homem tem que ser capaz de morrer por sua esposa, tem que tratar a esposa com honra, não tratar a esposa de maneira qualquer, tem que honrá-la. Ó, tem até uma história aqui que eu conto às vezes quando eu falo sobre esse assunto, que eu contei até ontem que eu tava aqui em Alphaville numa igreja, que é o seguinte: na igreja chegou um casal de senhor para se aconselhar. Aí assim, os cabra estilo sertão, o senhor, né?

Eu sabia que aquele homem é capaz de morrer mil vezes pela esposa. Aí chegou lá para falar, aí eu disse: meu Deus, como é que eu vou orientar um casal que é casado há 40 e tantos anos, né? É muito difícil. Enquanto pastor tem uma grande coisa, porque a gente não fala o que a gente acha, a gente fala o que tá nas Escrituras. Aí eles chegaram lá, Professor Vileira, e aqui eu falo sobre o assunto do homem honrar família. Aí o senhor, o senhor e a senhora se sentaram lá, né?

Aí a senhora olhou para mim assim, aí eu disse: o que é que tá, o que é que tá havendo? Qual é o problema? Sabe o que ela disse? Sabe o que é, pastor? Porque aí falou o nome do esposo: Fulano não disse que me ama. Entendeu? Ele amava, só faltava dizer, só faltava.

RVRogério Vilela

Tem gente que demonstra, né?

TLTassos Lycurgo

Faltava um rala diariamente, entendeu? Um rala. Esse era o grande problema. Aí eu olhei para ele e disse: mas o senhor— eu dentro de mim eu pensei assim, né? Graças a Deus que é um problema simples, que vai ter solução, né? Aí eu olhei para ele: mas o senhor, por que que o senhor disse tal? Aí sabe o que ele me disse? Disse assim: pastor, no dia que eu me casei com ela, eu disse que amava. Se eu mudar de ideia, eu comunico.

RVRogério Vilela

Se eu não tô falando nada, mantém. Não disse que te amava? Não falei nada, mantém. Mas tem que falar.

TLTassos Lycurgo

Há 40 e tantos anos eu não lhe falei.

RVRogério Vilela

Você que é novinho, tem que dar flor, tem que lembrar das datas.

TLTassos Lycurgo

Hoje em dia é mulher que dá flor para o homem. Então, cara, não é assim na sua geração?

?Voz B

Eu nunca recebi flor.

RVRogério Vilela

Eu também não, mas dizem que por aí que é, né?

TLTassos Lycurgo

É mulher que dá flor para o homem.

RVRogério Vilela

Tem mulher que uma mulher pede o cara em namoro? Em casamento, já viu isso? A mulher pedindo, cara, foi. Você vê nesses, tipo, no estádio que vem aquela câmera, tá a mulher pedindo. Pô, aí não, né?

?Voz B

Tem um livro que fala sobre as 5 linguagens do amor, né? Que é tipo a forma que você demonstra amor e como você gosta de receber.

RVRogério Vilela

Serviço, né?

?Voz B

Você faz as coisas, presente, comunicação, toque, carinho, presença, né?

TLTassos Lycurgo

É, mas o senhor tá achando que eu tô falando as de muita brutalidade.

RVRogério Vilela

Ah, o pessoal vai achar. Eu não acho, eu acho que tá tranquilo. Eu quero ver o que o pessoal tá achando. O que que o pessoal tem dúvida aí, ô bigode?

?Voz B

Vamos lá. O Pena perguntou uma, fez uma pergunta aqui ainda sobre essa questão da figura do homem, né? Ele perguntou o seguinte: existe um plano marxista para acabar com a masculinidade e enfraquecer a figura do homem?

TLTassos Lycurgo

Claramente existe. O LGBT é um movimento político de efeminização do homem. O feminismo O é um movimento político de fazer com que o homem não assuma o papel que ele tem que assumir, mas é a mulher que vai fazer esse papel. E a consequência disso tudo são famílias desestruturadas. A instituição que funciona verdadeiramente, no sentido de que é a melhor instituição para perpetuação da humanidade, é o casamento cristão. O homem exercendo o seu papel, a mulher mãe sendo seu papel e os filhos sendo obedientes.

Olha, me permita, eu posso elaborar um pouco sobre isso aí, né? Você sabe o que aconteceu uma vez? Chegou um casal para mim e disse assim, né? O senhor sabe, né, pastor, o meu menino tá naquela idade da rebeldia. Eu disse, que idade é essa?

RVRogério Vilela

Eu não passei essa idade não, porque é a idade do tapão do meu pai. Rebeldia versus tapão do meu pai, eu falo, achei melhor não ser rebelde, né?

TLTassos Lycurgo

Professor Vilela, as pessoas estão acreditando que se o filho não for rebelde numa determinada idade, ele está com problema. Você tá entendendo qual é o problema? A situação é gravíssima. É como se ser rebelde fosse o natural. Isso não é natural. Então a estrutura é toda— o ataque do comunismo ideológico é para desestruturar a família. Então em todas as áreas, a começar, por exemplo, com assassinato intrauterino, que o povo chama de aborto.

E hoje em dia o nome aborto nem mais está se vindo. Sabe como é que estão chamando agora? Direito reprodutivo. Quando nem direito é, e muito menos reprodutivo. Você sabe como é que a pedofilia está sendo chamada agora nos Estados Unidos, em alguns países, em alguns estados progressistas comunistas? Tá chamando de MAPA. Que é minor attracted person, pessoa atraída por menores, normalizando uma perversidade sem tamanho como é a pedofilia.

Não é brincadeira. O progressismo, e veja, a gente tá falando da linguagem, você veja que progressismo é um nome que é muito mais bonito do que conservadorismo. Eles já dominam a linguagem, já dão nomes assim. Mas o que é que o progressismo faz? Diz assim, ó: tudo que você aprendeu na sua família, com sua mãe, sua avó, não presta nada. Agora tem uma nova forma de você viver. E aqui está a situação, aqui está o modelo de você viver, independentemente do que você aprendeu por toda a sua vida. Conservadorismo, professor, não quer dizer cristianismo.

RVRogério Vilela

Ah, não?

TLTassos Lycurgo

Não. Conservadorismo conservadorismo é uma metodologia. Ele é esvaído de ideologia. O conservadorismo é o método de você fazer com que aquilo que deu certo no tempo seja mantido. Os valores que foram aprovados no teste intergeracional, através das gerações, devem ser mantidos. Não é que você não possa mudá-los, mas é que para mudá-los você tem que mudá-los prudentemente. Você tem que aplicar mudança, a virtude concreta da prudência.

Então você, jovem, pelo amor de Deus, escute o que sua mãe fala, escuta o que o seu pai fala, escuta o que seus avós falam, escute o que passou por gerações. Não é que você não possa mudar, mas mude prudentemente. Não aceita essa proposta do comunismo ideológico que quer destruir você, que diz assim: Tudo que você aprendeu na sua família não vale nada. Aqui está a nova proposta. Você tá entendendo? Quando é que conservadorismo encontra o cristianismo?

No seguinte: como o conservadorismo é a metodologia de fazer com que os valores que são aprovados no teste do tempo sejam mantidos, ele, o conservadorismo, tenderá a manter os valores que tendem a ser perpétuos e, portanto, provenientes da Fonte perpétua que é Deus.

RVRogério Vilela

Tá certo. Fala, bigoda.

?Voz B

Ó, o Caio, ele mudou um pouquinho a temática que a gente tava conversando, ele falou o seguinte: pastor, se Deus já sabe de tudo que vai acontecer, onde que entra a verdade do livre arbítrio?

TLTassos Lycurgo

Porque a cognoscibilidade que Deus tem do mundo, Deus conhecer o futuro não quer dizer quer dizer que ele tem de determinar o presente. Esse é o grande erro. O fato de Deus saber o futuro não quer dizer que ele tem de determinar o presente para que o futuro seja da forma que ele já sabe que vai acontecer.

RVRogério Vilela

Ou seja, deixa eu ver se eu entendi: ele sabe o futuro, que livremente nós decidimos, tá?

TLTassos Lycurgo

E por que que é possível isso?

RVRogério Vilela

Mas a gente pode pedir ajuda para ele influenciar nesse futuro.

TLTassos Lycurgo

Sim, mas orações, sim, quando nós oramos, nós damos legalidade a Deus. Não é que Deus não pudesse agir de qualquer forma, Deus é soberano, mas ele deu o livre-arbítrio, ele não vai agir se a gente não pedir. Ele é soberano inclusive para nos dar livre-arbítrio, porque muita gente diz assim: não tem livre-arbítrio porque Deus é soberano. Ok, você pode responder, mas Deus é soberano para tudo, menos para nos dar livre-arbítrio. Deus nos dá livre-arbítrio.

Agora, ele sabe o futuro que livremente nós decidimos. Se nós oramos e há uma interferência e as coisas são diferentes, são essas coisas já diferentes que Deus conhece no futuro. Mas a pergunta intelectual relevante, né, aí é a seguinte: como é que Deus pode saber o futuro efetivamente? Como é que alguém pode saber Futuro sem ter de determinar o presente, porque Deus é mais do que eterno. Olha que interessante! Deus não é criador do tempo, Professor Vilela?

Claro! Se ele é criador do tempo, ele é mais do que eterno, ele é atemporal. Qual é a diferença do eterno para temporal? A diferença é que o eterno, embora viva para sempre, ele jamais subverterá a ordem passado, presente e futuro. Nós somos eternos, Nós sempre estaremos sob, dentro da dimensão temporal. Nós sempre teremos de obedecer a ordem passado, presente, futuro. Mas Deus, ele é o criador do tempo, ele está fora do tempo, e portanto ele é capaz de ver o futuro que nós livremente decidimos.

Entendeu? Não, não. Vamos lá, o tempo é uma dimensão, nós estamos nesta dimensão.

RVRogério Vilela

Um universo quadridimensional.

TLTassos Lycurgo

Certo, a quarta dimensão é o tempo. É exatamente. Aliás, o tempo é uma dimensão tão poderosa que ela tem de ser pressuposta para as outras dimensões.

RVRogério Vilela

Sim, claro, porque você fala: eu estou em tal localização nesse tempo.

TLTassos Lycurgo

Ó, vamos aprofundar.

RVRogério Vilela

Se a gente fosse fazer uma viagem no tempo aqui, eu quero me transportar para 2 dias atrás, para eu dou uma localização daqui, entendeu? Se eu não colocar o tempo, eu posso cair no espaço, porque a Terra se movimentou. Eu não coloquei a especificação do dia e da hora.

TLTassos Lycurgo

Isso, veja bem, Gênesis 1:1 diz: no princípio Deus criou os céus e a terra. Princípio, tempo, céus, espaço, terra, matéria. O tempo pode existir sem o espaço e a matéria existirem, porque o tempo pode existir independentemente do espaço, da matéria. Mas o espaço, ele não pode existir a não ser no curso temporal. Concorda comigo? O espaço, ele tem de estar no tempo para existir. Então o espaço ou pode ser criado depois do tempo ou pode ser criado concomitantemente com o tempo.

Deus, no princípio, tempo. Deus criou os céus, espaço, e a terra, matéria. A matéria, por sua vez, ela não pode existir a não ser em um espaço e em um curso temporal. Então a matéria pode ser criada ou depois do espaço e do tempo, ou concomitantemente a esses. Então até a ordem está correta na Bíblia. Então Deus cria o tempo, o espaço e a matéria, e nós vivemos nesse ambiente. O homem é criado como ser espiritual lá em Gênesis 1:27, mas ele é formado de elementos da terra, da terra, está lá em Gênesis 2, é formado Então o que nós vemos aí é o seguinte: que Deus, ele, por ter criado o tempo, ele vive fora do tempo.

Então se ele tá fora do tempo, ele não tá submetido a passado, presente, futuro. Ele pode ver o futuro que livremente você decidiu. Se ele tivesse dentro do tempo, ele não teria como fazer isso, mas como ele está fora do tempo, ele tem como fazer isso. Então as pessoas que acham que o livre-arbítrio não existe porque Deus conhece o futuro, é porque estão considerando que Deus é submetido ao tempo. Mas não, Deus é Senhor do tempo, e sendo Senhor do tempo, está fora do tempo, e portanto consegue ver o futuro que nós livremente decidimos.

Eu espero que tenha ficado claro. Se não ficou, eu acho que eu não consigo fazer mais claro, não.

RVRogério Vilela

Não, ficou claro. Ô Bigoda, depois você vai ter que explicar o que ele explicou em poucas palavras.

TLTassos Lycurgo

Você para aí. Agora?

RVRogério Vilela

Tá bom, então pode ser agora.

TLTassos Lycurgo

Missão dada.

RVRogério Vilela

Olha que ele jogou bastante, hein?

TLTassos Lycurgo

Tá bom.

RVRogério Vilela

Ó a missão.

?Voz B

Eu acho que assim, o fato de Deus saber o que vai acontecer no futuro não quer dizer que ele vai interferir no presente.

TLTassos Lycurgo

Certo.

?Voz B

Porque essa definição de livre-arbítrio, né?

RVRogério Vilela

Certo.

?Voz B

Então se eu decidir, sei lá, matar alguém agora, eu vou sofrer a consequência da cadeia.

RVRogério Vilela

Ele já sabe que isso vai acontecer.

?Voz B

Mas ele não vai interferir porque fui eu que decidi matar alguém.

TLTassos Lycurgo

Só substituiria a palavra interferir por determinar.

RVRogério Vilela

Determinar. Qual a diferença?

TLTassos Lycurgo

Porque Deus pode interferir.

RVRogério Vilela

Sim, uma oração. Uma oração, pronto, certo. Tá, entendi. Determinar, tá. Mandou bem, cara.

TLTassos Lycurgo

Foi perfeito.

RVRogério Vilela

Perfeito, perfeito. Isso aí, com 20 aninhos, vai virar um monstro aí, 20 aninhos assim, imagina. Imagina o Camidade com 30 anos.

TLTassos Lycurgo

O que é essa risada? Pela segunda vez palmas para Bigoda e palma pra Santo... Santa! Pra santa! Santo Claus! Não fala "pa" santo né, porque não dá ideia.

?Voz B

O Caio falou o seguinte: Porque existem tantas interpretações diferentes dentro do próprio cristianismo?

TLTassos Lycurgo

Isso existe em todas as áreas, em todas as áreas. Então quando nós nos debruçamos sobre um texto, É de fato aceitável que tenhamos interpretações divergentes. Agora, essas interpretações divergentes no cristianismo não tocam em pontos centrais do cristianismo, como por exemplo uma interpretação que diz que Jesus não é Deus, ela fará com que aquela visão de mundo não seja cristã. Uma interpretação que diga que a Bíblia não é infalível Não fará daquela visão de mundo cristã.

Então o cristianismo, na sua diversidade, ela encontra uma unidade imutável no que é essencial. Ó, preste bem atenção no que eu vou dizer: unidade não quer dizer uniformidade. Unidade não quer dizer uniformidade. Nós temos uma unidade em Cristo. Cristo é Deus, morreu por nossos pecados, o sacrifício dele é suficiente para nos levar à eternidade, a Bíblia é infalível, isso é cristianismo. Agora, paralelamente, existem interpretações diversas.

Por exemplo, o senhor é católico, né? O batismo no catolicismo é por aspersão, não é mergulhando, né? Não é por imersão. O batismo na Igreja Evangélica, e até em alguns ramos da Igreja Evangélica há diferença nisso, mas o batismo na Igreja Evangélica, especificamente no que eu entendo, é por imersão. Mas não é isso que faz com que movimentos que discordam quanto à forma do batismo se tornem inconciliáveis. O núcleo é duro, então a divergência é essencial.

E eu vou dizer algo muito importante aqui agora sobre as várias interpretações. Olha que interessante, o fato de existirem várias interpretações é exatamente um indício de que nós somos uma visão de mundo ortodoxa. Olha que interessante, nós somos uma visão de mundo em que nós buscamos a opinião correta. Por buscarmos a opinião correta, é por isso que nós temos a liberdade de investigar, de aprofundar, de ir no original, de discordar, de conversar, de analisar, diferentemente de outras manifestações religiosas em que a prática é muito mais em busca não da opinião correta, mas da prática correta.

O judaísmo, por exemplo, é uma religião muito mais da orthopraxis, do que eu diria da ortodoxia. O Islã é uma religião da ortopraxia, busca qual é a prática que o comando diz. No cristianismo você tem a busca pela prática correta, mas antes disso você tem a busca incessante, profunda, constante pela opinião correta. E isso é o que dá prazer intelectual profundo profundo ao cristianismo. Um dos livros que eu escrevi, um dos livros que eu escrevi, eu coloquei assim, né: o cristianismo é profundo o suficiente para servir de objeto de estudo por um filósofo treinado durante toda a sua vida, mas também é simples o suficiente para ser entendido por uma criança.

RVRogério Vilela

Tá perfeito. Fala, bigoda.

?Voz B

O Luan falou o seguinte: é, se um dia a tecnologia permitir prolongar a vida é tornando-a infinita, isso seria contra o plano de Deus?

RVRogério Vilela

Virarmos imortais. A gente era imortal antes da queda, certo?

TLTassos Lycurgo

E hoje também somos, os que estamos em Cristo Jesus.

RVRogério Vilela

O espírito, né?

TLTassos Lycurgo

Sim, nós somos espírito.

RVRogério Vilela

O corpo é—

TLTassos Lycurgo

nós habitamos num corpo. Nós somos essencialmente espírito. A essência do homem é em Gênesis 1:27. Homem e mulher Os criou a sua imagem e semelhança. Deus cria homem e mulher a sua imagem e semelhança. Olha, o verbo Bará, que é o verbo em hebraico que quer dizer criar tudo a partir do nada, que é o máximo de sua criatividade, aparece no capítulo 1º de Gênesis em 3 momentos: Gênesis 1:1, 1:21 e 1:27. É interessante que Gênesis 1:1 é a criação da matéria.

No princípio, Deus criou os Ele cria os céus e a terra, ele cria o tempo, espaço e a matéria. Gênesis 1:21 usa o verbo "bará" de novo, que quer dizer a criação do elemento almático. E Gênesis 1:27 quer dizer a criação do espírito. Nós somos seres espirituais. E aliás, viu, professor, preste atenção, sermos espirituais é o que nos distingue de toda a criação. Tem gente que acha que o fato de termos sido formados dos elementos da terra é o que nos distingue de toda a criação.

Não, os animais foram criados da terra também, sabia? Muita gente pula esse verso. Isso tá lá em Gênesis, deve estar em Gênesis 2:18 ou 19, se quiser procurar. Os animais foram criados da terra também. O que nos distingue é o fato de sermos espirituais. Então nós somos criados como seres seres espirituais, seres que somos, pelo que Jesus fez na cruz, capazes de vivermos a eternidade ao lado dele. Se houver um avanço de prolongamento da vida humana, que não acontecerá, porque a lei mais poderosa que existe sobre a Terra é a segunda lei termodinâmica, cujo efeito é entropia, que é a desorganização das coisas.

Então nosso corpo sofre um brutal, entrópico, de desorganização, de maneira que não há como mantermos esse corpo sem esses efeitos, e a morte do corpo é inevitável. Então nós não viveremos para sempre, até porque se vivermos, nós iremos morrer. Assim, não vamos viver, mas se vivêssemos, o corpo para sempre seria destruído na destruição do universo. Esse universo virará uma grande sopa cósmica sem vida. É por isso que a Bíblia fala de duas criações. Viveremos em novos céus e nova terra. Você achou o negócio aí?

?Voz B

Achou, tá aqui na parte B do 19.

TLTassos Lycurgo

Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e todas as aves do céu. Então os animais também são formados da terra, não apenas o homem. O que separa o homem de toda criação é ter a capacidade de ser imagem. Por ter sido feito como espírito. Deus é espírito. O que quer dizer isso? Que nós temos a capacidade de refletir a glória de Deus para o mundo, não sendo como Deus. Isso é importante também, viu? Porque a proposta da serpente no jardim é essa: não basta que você seja feito à imagem e semelhança de Deus, você pode ser como Deus, conhecedor do bem e do mal.

Nós não somos Deus, mas somos capazes de refletir a glória de Deus para o mundo, não querendo ser como o sol, que tem luz própria, própria, mas querendo ser como a lua que reflete a luz do sol, que é Cristo Jesus.

RVRogério Vilela

Bigoda, mais perguntas?

?Voz B

Vamos lá. A Juliana perguntou o seguinte: Pastor, como ajudar uma amiga que diz que acredita em Deus, mas não precisa ir para igreja?

RVRogério Vilela

Não, ela acredita em Deus, mas acha que não precisa ir para igreja.

?Voz B

É isso, né? É tipo assim: eu sou cristã, mas eu vivo minha vida sem precisar ir para igreja.

TLTassos Lycurgo

A resposta a isso É a seguinte: há duas situações que são extremamente importantes na formação de quem nós somos. A primeira situação é a nossa natureza, e a segunda situação é o ambiente a que nós somos expostos. Quando nós nascemos de novo, nós recebemos uma nova natureza. O nosso espírito é recriado. Agora Deus também nos dá a oportunidade de sermos expostos a um ambiente que fará com que nós sejamos transformados passo a passo no caminho da santificação.

A igreja é o novo ambiente que é dado para o crente para que seja o crente influenciado por aquele ambiente no processo correto de ser mais e mais parecido unido com Cristo. A nós é dada por Deus tanto a nova natureza como é dada por Deus a igreja, que é o ambiente em que nós iremos ser transformados. E não só iremos ser transformados, mas nós nos engajaremos no projeto de Deus para nós aqui na terra. Igreja, Professor Vilela, não é definível de forma correta como uma construção, não é um hospital.

Igreja é exército. Nós somos chamados para um exército, para proclamarmos a palavra de Deus para o mundo. No exército tem hospital, mas o hospital é de campanha, para que os feridos sejam levados para o hospital de campanha, que sejam cuidados, tratados e recompostos, para que fiquem prontos e voltem para o front.

?Voz B

O Vitor fez uma pergunta que parece um pouco a da Juliana. Ele perguntou: Tem um amigo ateu que disse que queria acreditar muito em Deus e até pede sinais da sua existência para ele, mas nunca aconteceu nada. O que devo falar ou ensinar para ele?

TLTassos Lycurgo

Há muitas evidências da existência de Deus. Eu mesmo, meu canal tem vários vídeos sobre essas evidências: a origem do universo, a sintonia fina do universo, a origem da vida, como a vida é constituída, a confiabilidade das escrituras, que é um livro livro único, incomparável com qualquer outro livro escrito na antiguidade, a pessoa de Jesus Cristo, que é diferente de tudo mais o que se viu. Existem elementos únicos ali. Então, se ele estiver convencido disso, ele pode fazer o segundo passo.

E qual é o segundo passo? É se render, é chegar e dizer para o Senhor assim: assim: Senhor, eu estou convencido, agora eu quero que o Senhor venha, inunde a minha alma, assuma o controle da minha vida. Eu creio que Deus ressuscitou Cristo entre os mortos e eu quero entregar minha vida a você, eu quero entregar minha vida ao Senhor, eu quero que o poder do Espírito Santo inunde a minha existência. A partir daí ele vai ver que todas as coisas serão diferentes.

Não porque as coisas mudarão, mas porque ele olhará para as coisas de maneira totalmente diferente, porque agora ele tem uma transformação do seu espírito. É rendição. A conversão não é intelectual. É interessante. O que o intelecto faz é limpar os obstáculos que separam o homem do evangelho. Uma vez que esses obstáculos são limpos, Nós, expostos ao evangelho, somos inundados pelo poder do Espírito de Deus. O Espírito de Deus passa a habitar em nós e a partir daí nós nos tornamos nova criatura.

O que é que seu amigo tem que fazer? Tem de se render. Ele tem de caminhar o caminho mais importante que qualquer pessoa tem de caminhar na face da terra, que esse caminho não é maior do que algumas dezenas de centímetros. Sabe qual é? É o caminho que separa o cérebro do coração.

?Voz B

Tem até as 5 vias de São Tomás de Aquino, que mostra 5 formas do homem encontrar Deus no mundo, assim, que é interessante também.

TLTassos Lycurgo

Isso, tem São Tomás de Aquino, ele tem as 5 vias, né, o motor que é o primeiro, né, a causa não causada é Deus, são argumentos intelectuais profundos, são grandes pensadores, Pensadores, Tomás de Aquino, Santo Agostinho. Agostinho, Professor Vileli, inventou um gênero literário que é a autobiografia.

RVRogério Vilela

É mesmo?

TLTassos Lycurgo

Antes dele não tinha? Não tinha. Qual é o livro antes das Confissões de Agostinho que é autobiográfico? Pô, não é verdade? A não ser que você considere a Bíblia autobiográfica, porque é Deus inspirando e falando sobre si mesmo. Mas você tirando essa análise, Agostinho inventou um gênero literário que é autobiografia. Confissões, um livro belíssimo.

?Voz B

O Rafael perguntou assim: por que Deus permitiria que a igreja passasse por períodos tão controversos como a Inquisição e outros abusos, se ela é guiada por ele?

TLTassos Lycurgo

Olha, nem tudo o que se faz em nome de Cristo é da vontade de Deus. Isso é muito importante que se diga. Às Às vezes eu debato com as pessoas, as pessoas dizem assim: mas pastor, a igreja foi às vezes tão perversa. Aí eu digo: amigo, veja bem, o que você tem que me dizer é: você vê alguma dessas ações na pessoa e no ministério de Jesus Cristo? A pessoa diz não. Então nós não podemos julgar, julgar Cristo pelo desvio que se faz do cristianismo.

As pessoas erram. Tem situações em que as pessoas tomam posturas que parecem não ter respaldo nas escrituras, mas o importante é entender que nós não podemos julgar o cristianismo pelo desvio que se faz do cristianismo. Agora, Deus permite que tudo aconteça? Ele permite, mas nem tudo que ele permite ele quer. Isso é importante. Por que que Deus permite coisas que ele não quer? Porque ele nos criou como seres maduros moralmente.

O que isso quer dizer? Que a maturidade moral é, diante da possibilidade de errar, escolher o que é certo. Isso pressupõe inclusive a possibilidade do erro. Se nós não pudéssemos errar, nós viveríamos num mundo de ética robótica, e a ética robótica não é a maturidade moral. É diante da possibilidade do erro, escolhendo o acerto e eventualmente errando, que nós vivemos num mundo de imaturidade moral. Esse mundo em que nós vivemos não é o mundo que Deus quis, é o mundo que Deus permite, mas ele não quis.

É por isso que ele agiu, ele enviou o seu próprio filho para morrer em nosso lugar, para que nós tivéssemos a oportunidade de viver a eternidade ao lado dele.

?Voz B

E fechando aqui as perguntas, o Cauê, ele falou: o senhor já teve alguma crise de fé a ponto de duvidar da existência de Deus?

TLTassos Lycurgo

Não, nunca tive crise de fé a ponto de duvidar da existência de Deus. E isso se deve muito a algo importantíssimo, que é nós sabermos que temos que fundamentar nossa fé inclusive com a razão. Essa pergunta é muito importante. Quando eventuais ventos da incredulidade batem a nossa porta, se nós tivermos a nossa fé fundada inclusive na razão, nós saberemos que nós somos cristãos não porque é uma moda, foi um momento emocional, não.

Sabemos porque estamos no cristianismo, porque aquela é a expressão genuína da verdade. E eu me permito aqui, se assim vocês concordam, dizer algo aqui, que é o seguinte: a fé cristã exige o substrato racional. Na 1ª Epístola de Pedro, no capítulo 3, no verso 15, as Escrituras dizem: santifica o Senhor o seu coração, Esteja sempre preparado para apresentar a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós. Existe um mandamento da Bíblia dizendo: você tem que saber a razão da sua fé, a razão da esperança que há em vós.

Então Deus, ele não quer o nosso coração e pede para que deixemos o cérebro do lado de fora da porta. Deus quer que nós nos debrucemos sobre ele, inclusive com o nosso intelecto, para conhecendo conhecendo quem ele é, cresçamos em amor por Deus. A experiência cristã é acima de tudo uma experiência também intelectual. A experiência cristã é uma experiência de conhecer Deus cada vez mais. Eu sei que as coisas misteriosas pertencem ao Senhor nosso Deus.

Isso está em Deuteronômio 29:29, na primeira parte. Mas a segunda parte diz: mas as reveladas nos pertencem aos nossos filhos, para que cumpramos todas as dessa lei. Então Deus se revela a nós, seja por meio da Bíblia, seja por meio da natureza, como tá lá em Romanos capítulo 1, verso 20, para que nós possamos crescer em conhecimento por ele e, portanto, em amor por ele. Se você estudar as razões da fé, você se torna verdadeiramente sólido naquela convicção de que o cristianismo é verdade.

E deixa eu dizer uma coisa, viu, professor Vilela? A verdade para nós cristãos é mais do que o conceito, É mais do que uma ideia. A verdade para nós é uma pessoa, Jesus Cristo. Em João 14:6, Jesus diz: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

RVRogério Vilela

Aqui foi, pastor. Ficou faltando alguma coisa? Alguma coisa quer completar? Obrigado demais pelo papo, rapaz.

TLTassos Lycurgo

Eu acho que muita coisa foi abordada. Eu quero só deixar bastante claro que nós temos temos que nos posicionar. Nós cristãos temos de nos posicionar. Nós não podemos achar que estamos numa situação que tudo tá bem. Não tá bem. Nós temos que nos posicionar para que o inferno seja saqueado e o céu seja povoado. Deus conta conosco para isso. Quando nós entregamos nossa vida a Jesus, Professor Vilela, Era pela lógica para sermos imediatamente arrebatados, levados ao céu, mas não, nós continuamos aqui até a nossa morte.

Por que há esse interstício entre a entrega da vida a Jesus e morrermos para irmos ao céu? Porque Deus quer nos envolver em um projeto, e esse projeto é o projeto de proclamar a verdade no mundo, que não apenas tolera mentira. Esse mundo premia e celebra mentira. O mundo que nós estamos hoje premia e celebra mentira. E dizer coisas como eu disse muitas vezes me torna susceptível de sofrer ação do Estado para que eu não diga o óbvio.

Então nós temos que ter coragem para dizer o óbvio, porque isso tem a ver com salvação de famílias, isso tem a ver com futuro de crianças. A coragem, professor Leila, ela é essencial. Nenhuma virtude existe fora da coragem. A coragem é qualquer virtude no ponto de decisão. A coragem é a porta por meio da qual todas as demais virtudes vão passar. Então, se você me permite algo, que sejamos corajosos para que possamos proclamar a verdade para um mundo que celebra mentira.

Não sei se eu posso falar das redes sociais. Claro, agora é a hora. Posso falar mesmo?

RVRogério Vilela

Pode, se você quiser divulgar é agora.

TLTassos Lycurgo

O Professor Santo permite? Santo permite? E o Professor Bigode?

?Voz B

Com certeza.

TLTassos Lycurgo

Maravilha, então pronto. Muito do que eu falo aqui e mais outras coisas tantas estão no meu Instagram, @tasoslicurgo. Você coloca meu nome, T-A-S-S-O-S-L-Y-C-U-R-G-O. Estão lá no Instagram. E tem também uma academia, você lembra da academia que eu lhe falei, que é licurgoacademy.com. Se você quiser estudar comigo, você pode entrar nessa academia, licurgoacademy.com. E lá, a partir de meados do próximo mês, já tá começando já na realidade, né, porque dependendo, nós teremos um estudo de Gênesis Apocalipse.

Já tem lá aula de hebraico, aula de apologética cristã, Aula sobre família, aula de diversos temas. E agora esse projeto, agora que está lá, é uma maravilha. Vai ser o estudo de Gênesis a Apocalipse. E também tem a livrarielicurgo.com.br para quem se interessar. Muito obrigado, professor, por essa oportunidade de expor essas redes sociais.

RVRogério Vilela

E a gente se encontra lá nos Estados Unidos, hein? Vou ver se eu te visito lá no Texas.

TLTassos Lycurgo

Olha, vamos. Você tem um estilo do texano. Sério? Eu vou lhe emprestar umas armas para você andar cada um de um lado aqui e ali, vamos conseguir um chapéu pra ele! Fechou viu?!

RVRogério Vilela

Aí eu fico tomando sol no pescoço... Redneck!

TLTassos Lycurgo

Já vamos treinando o inglês...

RVRogério Vilela

Já fui ameaçado por um texano lá...

TLTassos Lycurgo

Tá já vamos treinando o inglês de lá tá como é que você fala oi para alguém sabe como é? Hi! Não é Howie Howie? É Howie Howie entendeu? Já vamos treinar... Italiano lá.

RVRogério Vilela

Como que pede um hambúrguer lá?

TLTassos Lycurgo

Como é que pede um hambúrguer lá?

RVRogério Vilela

Não sei, qual é o sotaque?

TLTassos Lycurgo

Hambúrguer? Hambúrguer? May I have a Whopper, please?

RVRogério Vilela

Fechou então, Pastor. Obrigado demais aí, está sempre convidado a voltar quando tiver no Brasil e a gente grava um lá.

TLTassos Lycurgo

Vamos lá, vamos lá. E posso terminar dizendo uma coisa? Claro. Ó, veja bem, você vê o que é o comunismo que tá acontecendo. Nos Estados Unidos, os Estados Unidos tem uma grande vantagem. Qual? Começa pelo fato de ser um país que nem nome tem.

RVRogério Vilela

É, Estados Unidos.

TLTassos Lycurgo

Estados Unidos. O que quer dizer isso? Que a Federação Americana é diferente do federalismo brasileiro. O federalismo americano, ele é um federalismo centripeto. Eram vários estados que se uniram. O brasileiro era uma unidade que se dividiu. Então, sendo federalismo centrípeto, cada estado tem grande autonomia. E estados que são comunistas estão horror, como a Califórnia, por exemplo, e Nova York. Lá em Nova York tá um horror.

Você veja que muito da área de tecnologia, que a área de vocês, da Califórnia, o Vale do Silício, por exemplo, está migrando para o lugar em que nós iremos lá nos reunir, que é Austin. E muito de Nova York tá indo para Miami, fugindo dessas doutrinas comunistas e indo para lugares mais conservadores. Tá bom, vou parar de falar que eu tô falando demais.

RVRogério Vilela

Obrigado demais, que isso! Você não fala, não tem programa, é ou não é, bigoda? Agora você tem que falar.

TLTassos Lycurgo

Que isso aí?

?Voz B

Agradecer a todo mundo que chegou até o final dessa live. Se você não deixou seu like lá no início, aproveita aí, deixa agora, e deixa também a sua inscrição, tá certo?

RVRogério Vilela

E o que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final desse papo maravilhoso?

?Voz B

Para você provar que chegou até aqui, digita aí: Tromba do Elefante.

RVRogério Vilela

Tromba do Elefante nos comentários e prove que você chegou ao final. Agradecer o pessoal aqui, agradecer a nossa patrocinadora, nossos patrocinadores, não é?

?Voz B

Exatamente, o UOL, que tá completando aí 3 décadas de aniversário, né?

RVRogério Vilela

Também igual a 30 anos.

?Voz B

Exatamente, e a Insider, que tá sempre aí com a gente.

RVRogério Vilela

Fechou, então fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau, e que bom que vocês vieram.

TLTassos Lycurgo

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimento.

Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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