1866 - AUGUSTO CURY
AUGUSTO CURY é médico, psiquiatra e escritor. Ele vai bater um papo sobre sua pré-candidatura à presidência pelo partido Avante. Já o Vilela repetiu o pré três vezes.
- Candidatura Augusto CuryMotivações para entrar na política · Crítica ao sistema político atual · Propostas para o Brasil · Visão sobre a polarização política · Propostas para o Nordeste · Propostas para neurodivergentes · Propostas para a educação · Propostas para a saúde
- Inteligência Artificial e o Futuro do TrabalhoImpacto da IA no mercado de trabalho · Substituição de profissões por robôs · Deepfakes e desinformação · A necessidade de adaptação e requalificação · Renda básica universal
- Saúde Mental e a sociedadeO impacto da fama na saúde mental · Solidão e a busca por conexões · A importância da gestão da emoção · O papel da família na saúde mental · Doenças emocionais no Brasil · Hipersensibilidade e a geração mimimi
- Desafios de desenvolvimento de IA no BrasilRevolução na educação pública · Ensino em tempo integral · Ensino técnico e empreendedorismo · Valorização dos professores · O problema da superproteção dos filhos
- Reforma do JudiciárioFim da vitaliciedade no STF · Mandato de 8 anos para ministros do STF · Semipresidencialismo como modelo de governo · Combate à corrupção · Enxugamento da máquina pública
- Copa do Mundo e política brasileiraPotencial do agronegócio e da agroindústria · Tecnologia e terras raras · Energia renovável e data centers · Aprender com a China e Israel · Transformar o semiárido
- O Papel da Mulher na Sociedade e na FamíliaMulheres como ouro da humanidade · Aumento da produtividade com mulheres em cargos de liderança · Violência contra a mulher e feminicídio · Proposta de vice mulher na presidência
- Crime OrganizadoCombate ao crime organizado · Aumento da tecnologia e treinamento policial · Pena severa para crimes contra mulheres e crianças · Tipificação de terrorismo
- A política de juros do Banco CentralJuros altos e o impacto na economia · Crítica à política monetária · Comparação com outros países
- O paradoxo do livre-arbítrio e da memóriaLivre-arbítrio como ilusão · Registro automático da memória (RAM) · O impacto do ódio e da vingança na memória
- A importância de não ser subserviente a potências estrangeirasNegociar com vantagens para o Brasil · Vender o Brasil como supermercado do mundo · Evitar a dependência tecnológica
- A influência da tecnologia na comunicação e nas relaçõesO papel do WhatsApp na aceleração da mente · Dependência digital e aversão ao tédio · A superficialidade das relações online
- A importância de aprender com a ChinaTecnologia em pequenas áreas · Robótica e Inteligência Artificial · Oportunidade de transferência de tecnologia
- A importância de não ser radicalizadoO perigo da radicalização e polarização · A beleza da divergência de ideias · O papel dos líderes na pacificação
- NeurodivergênciaNúmero de neurodivergentes no Brasil · Políticas de inclusão e apoio · O impacto na família e na sociedade
Olá, terráqueos! Como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais politizada do que a minha, do que a sua.
Ah, com certeza, com certeza.
Estamos em clima de Copa do Mundo. É isso aí, hoje começou a Copa. É verdade, mas estamos aqui trabalhando porque sim, porque a gente trabalha na Copa também.
É verdade.
E não é só ano de Copa do Mundo, é ano do quê? É muito importante ser porque ano de Copa do Mundo e ano de eleição. Exatamente. E se tem eleição, todos os candidatos passam por onde Por aqui, exatamente, o canal que muda as eleições, hein?
É verdade.
Nós temos a eleição da Prefeitura de São Paulo.
É verdade.
Da última presidência.
Pois é.
E dessa ainda tá esquentando. Aqui estão passando os pré-candidatos numa primeira rodada, ou seja, o Homer, eles vão estranhar porque essa primeira passada é tranquilo.
É verdade.
Não tem muita cutucada, é mais para eles se apresentarem, É pergunta facinha. Aí depois da segunda rodada, já estou convidando o Augusto aqui, aí sim, aí tem jornalistas, tem pergunta. Aí tem a sabatina.
É verdade.
E depois o que que tem? Debates.
Sim.
Todos os candidatos aqui toparam e falaram ao vivo aqui para mim que topam o debate no Inteligência Limitada, que é o podcast conhecido por por debates ferrenhos sobre política.
Pois é, a gente já vai até parafusar as cadeiras, hein?
Você tá sabendo porque ele falou isso? Você soube o que aconteceu aqui, né, em São Paulo? Cadeirada, pancadaria. Esse ano não, não, os candidatos aqui não vão chegar nesse ponto.
Eles têm decoro, né?
Tem decoro, ainda mais o Augusto. Você acha que o Augusto? Pois é, mas às vezes você pode levar cadeirada, né?
É verdade, mas por segurança é melhor.
Por segurança, A gente vai parafusar as cadeiras. Ô querido Homer, como o pessoal pode e deve participar da live de hoje?
Bom, hoje é uma live especial dedicada para pessoas especiais que são nossos membros.
Quem mais?
Olha, tem Mike Baguncinha, Naldo Bene, tem Henri Cristo, tem Bambam, Davi Brito. Olha, tem uma pá de gente aí que é membro do canal. Então torne-se membro para você passar na frente do chat e enviar sua pergunta com antecipação.
Pois é, então nessa rodada aí com os pré-candidatos, hoje estamos com Augusto Cury que lançou a pré-candidatura aqui, ele falou em primeira mão no nosso programa. Levamos um susto, não sabíamos. E aí convidamos para, agora já pré-candidato, falar sobre os planos, os futuros planos e o que ele tem na mente, certo?
É isso aí.
Você que tá em casa, então já manda a pergunta, mas a gente vai dar prioridade para os membros. Augusto Cury, seja bem-vindo. Aquela é tua câmera. Se apresente para quem não te conhece. Como você se apresentaria para quem nunca ouviu falar de você?
Bom, eu sou apenas um ser humano, um eterno aprendiz. Também sou psiquiatra, escritor, publicado em mais de 90 países, agora 92 países.
É muito país, hein?
Não estávamos em língua árabe e fizemos um contrato com 22 países há mais de 6 meses. E também, com muita humildade, as editoras me consideram o autor brasileiro mais lido nesse século.
Mais lido?
Mais lido que o Paulo Coelho? Nesse século, sim.
Olha só, hein?
Inclusive, tem uma comemoração da Sextante, que é uma das grandes editoras do país, que tem o Código da Vinte.
Sim, excelente editora.
Foi feito há mais ou menos uns 7 anos. Nós tínhamos vendido só com a Sextante 17 milhões e meio. E o segundo lugar, a Dan Brown, com o Código da Vinte e tal, com 7 milhões e meio. Enfim, mas na verdade...
De Dan Brown, que é um campeão de venda, né? Com todas as...
Mas sabe, Vilela, eu sou um eterno aprendiz.
Mas antes disso, por que você acha que seus livros vendem? Eu tenho a resposta, mas eu quero saber da sua.
Você tem a resposta?
Tenho, mas eu quero saber primeiro.
A inteligência aqui é ilimitada.
Eu vou falar depois. Eu não quero influenciar a tua resposta. Por que você acha que o pessoal te lê tanto assim?
Bom, eu escrevo e reescrevo 5 a 10 vezes cada obra. Eu escrevo temas que são universais, que não são apenas temas regionais. Eu falo sobre o caos da sociedade brasileira, abordo que o ser humano tem sido escravo vivendo em sociedade livre, que ele infecta o presente sofrendo pelo futuro. Ele não tem liderança porque não é treinado para ser gestor da sua própria emoção. Abordo que não há inteligência emocional, como sempre se acreditou.
A emoção é burra, desinteligente, inconsciente. Ela não pode ser autogerida, portanto. Quem gere a emoção é o eu, que representa a capacidade de escolha, a autodeterminação e o protagonista. Então, o que existe é gestão da emoção. Eu abordo o índice GEEI, gasto de energia emocional inútil. Nós gastamos grande parte da energia mental de forma inútil. Enfim, meus livros, eles acabaram furando a bolha dos autores.
O que eu ia dizer é isso.
Nós temos mais de 10 mil autores em cada livraria.
O que eu ia te dizer é que você fala coisas muito complicadas de uma maneira muito simples. Assim como o Clóvis de Barros, você é um explicador e eu dou muito valor para os explicadores. Eu gosto muito disso porque são acessíveis seus livros, apesar deles serem bem complexos. Isso é um... Eu acho que é o melhor elogio que pode se falar para um autor, não é?
Exatamente.
Você atinge tanto pessoas que querem uma outra, uma camada um pouco mais elevada, e as pessoas que pegam a primeira, segunda, terceira camada e podem ir navegando e descobrindo novos significados.
Você sabe de uma coisa? O meu primeiro livro não vendeu porque ele era o extrato da minha teoria. Escrevi mais de 3 mil páginas antes de publicar meu primeiro livro. Ele tratava de um assunto muito complexo.
3 mil páginas?
3 mil páginas. E nunca foram publicadas. Agora vão ser publicadas dentro de 2 a 3 meses.
Mas na íntegra ou vai ser na íntegra?
Com toda a sua complexidade. Por exemplo, você falou a palavra o louco. Como é que você entrou na memória?
Ô louco, meu, brincadeira!
Olha como você entrou na memória, em meio de bilhões de opções conseguiu desenvolver a expressão o louco. Poderia ser poxa, poxa, incrível, caramba! Então você não sabe como entra na memória, ninguém sabe. O processo é rápido, como quase como na velocidade da luz. E nós entramos e escolhemos sem saber o que estamos escolhendo. Você entra, constrói as cadeias de pensamento, isso te torna um ser consciente. Como é que é aquele papo?
A gente escolhe sem ter consciência de que tá escolhendo? Você acredita? É o paradoxo.
Mas aí podemos entrar no paradoxo do livre-arbítrio agora? Você quer falar depois sobre isso?
Bom, na verdade, o livre-arbítrio, como as pessoas creem, ele é ilusório. Ele Grande parte ele não acontece, porque você só constrói pensamentos dentro da base da sua memória. Você não constrói pensamentos fora da base da sua memória ou da base da memória dos outros. Então o livre-arbítrio está circunscrito à tua história. E tem um fenômeno chamado, que eu chamo de RAM, Registro Automático da Memória, ele é o biógrafo do cérebro. Você pode negar a sua história, pode...
Quer um cafezinho, Augusto?
Eu gostaria, viu? Você pode negar os seus amigos de infância. Obrigado. Você pode negar seus amigos de infância, você pode negar o teu passado, pode negar...
Quando você fala negar, é negar que isso te inclui? Negar, excluir.
Ah, tá. Você exclui.
Do convívio e tal?
Seus pais, seus amigos, você pode excluir Deus, mas você não pode nunca excluir a tua memória, porque ela define quem você é. Por isso que o registro na memória não depende do livre-arbítrio. Ele é automático, ele é involuntário. Tudo que você mais detesta vai ser registrado de maneira privilegiada. Por isso, a melhor maneira de você construir um inimigo é rejeitá-lo, excluí-lo, odiá-lo, querer se vingar, porque isso gera alto volume emocional e tudo aquilo que tem alto volume é registrado de maneira privilegiada.
Quando você odeia alguém ou alguma coisa, aquilo ganha um espaço especial na tua cabeça?
Gera uma janela para mais. Que maravilhoso isso!
Ou seja, só tem a perder odiar as coisas.
Só tem a perder, por isso... Por isso, o sentimento de vingança e ódio faz mal ao hospedeiro em destaque, não aquele que você odeia.
É aquele papo, né, que é você esperar que alguém morra, você toma o veneno e espera que outra pessoa morra envenenada, né?
Exatamente, exatamente. Bom, então nós temos que ser humildes, já que a construção de pensamentos é formada de maneira tão complexa, e eu estudei muito isso, e talvez fui um dos raros construtoras de conhecimento. Continua estudando.
E relacionado à inteligência artificial, computador quântico, tudo isso que vai vir aí?
Inclusive relacionado à inteligência artificial, só que a inteligência artificial não vai ter alguns problemas.
Não vai ter?
Não vai ter algumas complexidades. Por exemplo, ela nunca vai sentir solidão, porque a solidão, medo, a dúvida não depende da lógica, depende da ilógica.
É?
Não depende dos parâmetros.
Por que eu tenho medo das coisas?
Você tem medo porque você desenvolve um pensamento chamado antidialético, antialgorítico, que é o pensamento imaginário. A IA nunca vai ter esse pensamento. Ela produz uma construção de raciocínio de dados de maneira surpreendente, mas dentro dos limites da lógica. Ela não vai ter o pensamento antidialético, imaginário, que pauta solidão, angústia, ansiedade, a dúvida. Ela não vai ter a emocionalidade, que é real e consistente, a intelectualidade é virtual, e ela não vai ter o "eu" como líder de si mesma, a consciência de que é um ser humano único e irrepetível.
Mas ela pode simular tudo isso e fazer com que as pessoas vivam essa tese. A mente mente. A mente mente. A mente mente quando você acha que o "iaia" está falando: "Ah, você é incrível, você é demais." "Olha, cuida de você." Aí ela gera uma empatia que simula as relações humanas.
Simula, emula, né? A gente acha que aquele, o ChatGPT gosta da gente, o que nos entende, mas na verdade ele tá emulando alguma coisa para agradar, né, a gente, alguma coisa que foi modulado para isso.
E agrada.
E agrada, claro.
Inclusive no futuro muitas pessoas se apaixonarão por robôs.
Aquele Her, você assistiu? Lembra? O cara se apaixona.
E se apaixona mesmo.
É, se apaixona. Mas não vamos fugir do assunto que é a tua pré-candidatura, mas tem a ver com esse assunto. Como você analisaria, esquece que você é pré-candidato, uma pessoa bem-sucedida, autor de tantos livros best-seller, por que uma pessoa honesta e cheia de problemas para resolver do dia a dia, por que que essa pessoa decide entrar nesse meio? Para quê? Para quê? Se a vida tava com poucos problemas. Mas não é você, você tá falando uma pessoa imaginária.
Essa pessoa que eu descrevi, por que que ela vai arranjar esse problema de querer ser candidata à presidência? Por quê?
Você tem razão, eu nunca encontrei um ambiente tão tóxico. Exato, você tá no pior momento da história para onde as pessoas desconstrói umas as outras. Onde há o ódio patrocinado, a polarização, onde minorias, minorias, elas são barulhentas, uma grande maioria silenciada. O que eu quero ser, porque eu estou me colocando sem depender do poder, eu tenho que muitos políticos jamais sonharam em ter, respeitabilidade nacional e internacional.
Mas porque eu quero ser ser a voz das pessoas que estão silenciadas. Eu quero conduzir a política num nível muito mais elegante, onde eu falo de projetos naquilo, centrado naquilo que importa, focado nas pessoas. O Brasil que some, não divide. Eu quero mostrar que é um outro jeito de fazer política. Eu estou de fora, eu não tenho a experiência política tradicional e nem quero tê-la, porque essa experiência, como você disse, Essa política está afundando o país.
É um peixe fora d'água. Tem o lado bom, que está puro. Lado ruim, que você pode chegar lá e ser absorvido por esse sistema maléfico e entranhado que leva as pessoas a repetirem os mesmos erros do passado. Que a gente sempre está falando: "Agora o Brasil vai, agora o Brasil vai." Contigo o Brasil vai?
Então, eu sou psiquiatra, eu sou— Vai estar no lugar certo. Olha só, finalmente, Homer, é o cara certo para estar lá, hein? É verdade. Eu vou colocar o Brasil no divã, a política no divã.
A política no divã.
Porque ela está doentia, são projetos de ego, projetos pessoais.
Por que que a política está doentia? Isso começou quando? Não tem um começo?
Olha, o poder infecta a saúde mental, o poder não faz bem para a saúde mental. Mental. Não, para ninguém. O segredo da felicidade se encontra nas coisas simples e anônimas, a não ser que você trabalhe o poder para se curvar diante das pessoas, para servi-las. Mas se usar o poder para se tornar acima das pessoas ou para que as pessoas o sirvam, você tá fora do jogo da saúde mental. Por isso quem está lá não sai, adoece. Poder não faz bem, a fama também não faz bem, a fama infecta a saúde emocional.
Esses dias Tive contato com um dos grandes influenciadores do Brasil, mais um deles. "Curry, eu perdi o prazer de viver." Esse excesso de exposição está se deixando... Pode falar o nome dele? Não, eu não gostaria de falar. Depois eu te falo.
Eu imagino quem seja. Você é um amigo meu também, a gente teve esse papo aqui.
Tem muitas pessoas assim? Tem, tem. Mas muitas pessoas.
Eu te falo que de 100% das pessoas que atingiram a fama máxima, pelo menos metade passou ou está passando por isso.
Exato, está passando, sofre pelo futuro, cobra demais de si.
Quem tá de fora não entende, né? Fala: "Pô, cara, é famoso, tem dinheiro, tem tudo que quer, por que que essa pessoa tá triste, cara?" Eles não entendem.
Vilela, não entendem.
É uma solidão, né, que as pessoas não entendem.
Exatamente, é uma solidão onde você está próximo e infinitamente distante das pessoas. Elas vão se silenciando dentro de si. Os segredos da felicidade se encontram nas coisas simples e anônimas. Por isso que todo pai deveria ser um garimpeiro de ouro. Um garimpeiro de ouro, ele não cria o ouro, ele remove as pedras. Ele deve perguntar, por exemplo, para o Noah, seu filho. Filho, onde papai errou e não soube? O que eu posso fazer para te tornar mais feliz? Que pensamentos perturbadores te passam na sua mente? E ele tem 6 anos, né?
Vai fazer 9 agora, tem 8, vai fazer 9 em agosto.
Mas você não imagina quantos fantasmas mentais já são construídos na mente. Sério? Medo de perder, medo de perder você. Medo da vida, síndrome comparativa. Também os casais.
Já nessa idade já tá se comparando?
Mas já tá mais do que você imagina.
Que tipo de comparação isso? Eu queria saber.
Bom, o biotipo, o tamanho do nariz. Exatamente.
Ah, eu não vou com essa roupa porque alguém zoou.
Ou ele faz uma pergunta, os outros amigos dão risadas subliminares, o bullying subliminar.
Ou o contrário, ele faz uma coisa engraçada e aí acham engraçado, ele repete.
Por isso que um dos meus projetos É mudar a educação, repaginar a educação, qualificar, valorizar, treinar os professores para ser elogiadores da arte de participar. Um aluno fez uma pergunta, todo mundo tem que aplaudir. Aí você cria um clima anti-bullying, um clima inclusive anti-transtornos emocionais. Você sai do anonimato, vai para o estrelato, é real, aplausos valem mais do que 1 milhão de likes. Só que no mundo todo, da pré-escola à pós-graduação, os professores Não são elogiadores da arte de participar e eles não foram treinados, embora eu amo os professores, eles não foram treinados para também serem provocadores da arte de opinar e duvidar.
Essas duas ferramentas, você provoca o aluno a expressar uma ideia e você elogia a participação, você cria uma espetacularidade onde o aluno, reitero, sai do anonimato, "Vem para o Estrelato" vale mais do que milhares de likes. Ou seja, o ser humano, ele ganha protagonismo, porque ele não está lá apenas como um espectador passivo, ele está lá porque ele é importante, a sua dor importa, a sua história importa, ele não é mais um número na classe.
Esse é um dos temas, já que nós estamos falando de política, a educação brasileira e mundial precisa mudar. E nós temos que ter uma educação técnica também. Sabe quantos alunos nós temos no ensino médio, Vilela? Não faço ideia. Cerca de 7 milhões. Sabe quantos deles fazem ensino técnico? 21%. Como é que pode, num país pobre como o nosso, ou em desenvolvimento como o nosso, a grande maioria dos jovens não aprendem técnico de inteligência artificial, de robótica, técnico de gestão financeira, técnico médico, de enfermagem, eles fazem 3 anos estéreis.
Eles deveriam ter um lugar ao sol numa economia que está virando de cabeça para baixo. Inclusive, você sabe, a economia, a inteligência artificial em 4 ou 5 anos não vai sobrar pedra sob pedra. E eu estudo isso por estudar a construção de pensamentos. Eu também sou impelido estudar como a inteligência artificial constrói cadeias de ideias e pensamentos e Desenvolve sua racionalidade, envolve o ser humano e até mesmo bloqueia. Se você provoca inteligência artificial, você no seu nível, na sua história, você aumenta a cognição.
Mas um jovem que nunca aprendeu desafios, perdas, frustrações, ele vai copiar e colar. Então é a era da preguiça mental e a era da desesperança. Por isso que há quase 8 milhões de jovens que nem trabalham, nem estudam no Brasil.
Nem, nem.
Nem, nem. Na China, 20%, e ninguém fala sobre isso. Cerca de 40, 50 milhões de jovens. No Japão, 1 milhão de pessoas, pelo menos, é a "morei-jobs", não saem mais de casa. Um caso muito mais grave. Não saem mais de casa para nada. Viraram zumbis emocionais. São seres humanos importantíssimos. E o governo tem que dar um aplicativo para eles clicarem todos os dias que estão vivos. Então, que sociedade é essa? Que estamos no apogeu da tecnologia, Mas do ponto de vista psiquiátrico, psicológico, nos mais baixos índices do prazer de viver.
É a era dos mendigos emocionais, pessoas que precisam de muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. Eu escutei a dor a vida toda e a dor não tem ideologia, não tem partido, direita ou esquerda. A dor é o maior patrimônio do ser humano, que pode levá-lo a se construir como um sábio, como uma pessoa madura, resiliente ou pode levá-lo a se destruir. E a dor mal trabalhada destrói o ser humano. Infelizmente, as famílias estão divididas, polarizadas, no ambiente onde ninguém pode expressar sequer a sua opinião.
Há uma dor silenciosa, há uma grande maioria que não tem voz nesse país. E por que que eu estou me colocando como pré-candidato? Para ser um canal de voz para essas pessoas. Para aumentar a régua do debate, para falar de projetos sem ataques pessoais. Mas como, Corinne? Sem ataques pessoais, sim. É possível ter um nível de elegância, liderança, para que nós possamos diminuir essa polarização que adoeceu as famílias e o Brasil.
E se for atacado?
Se for atacado, o problema é deles. Eu vou continuar com a minha história. Certa vez, entrou no meu consultório uma pessoa que puxou uma arma, ô louco, e falou: eu mato quem passar pelo meu caminho.
É real isso?
Real. E mato meus filhos se for necessário. Mas por que ele estava ali? Ele era de origem alemã, os pais passaram por muitas dificuldades na Alemanha, porque eu tratei da esposa dele. A esposa dele vivia debaixo de um cárcere, ele era agressivo, violento, subjugava, e ela foi tratar as escondidas, ela deu um salto tão grande, que ganhou tanta força que colocou limite. Ou você muda ou estou fora desse casamento. Eu não aceito mais ser alguém controlado e destruído por você.
Ele descobriu aonde ela estava, entrou no meu consultório e me ameaçou. E eu usei isso quando treinei a Polícia Federal. Culpa da Polícia Federal. Como é que você, quando alguém puxa uma arma, como é que você deve fazer? Bom, se eu me colocasse como predador: "O que você está fazendo com essa arma?" Se eu elevasse o tom de voz, detonava o gatilho, abria uma janela traumática com ele, a âncora fechava o circuito, ou seja, ele fechava o circuito da memória, eu era o predador, ele a presa, e ele poderia me alvejar.
Se eu me intimidasse, a relação era o contrário, eu era a presa, ele o predador, e eu poderia também, ele poderia atirar. Então o que eu fiz? Eu surpreendi. Eu disse para ele: "Como pode uma pessoa tão inteligente como você precisar de uma arma para se expressar? O senhor sabia que o senhor é muito mais importante e poderoso do que essa arma? E o senhor sabia que eu estou aqui para te ouvir sem nenhum freio? As lágrimas que o senhor chorou e aquelas que o senhor nunca teve coragem de chorar?" Sabe o que aconteceu?
Ele desabou em lágrimas pela primeira vez diante de uma pessoa. "Porque toda mente é um cofre, Vilela. Não há mentes impenetráveis, há chaves erradas." E a partir daí eu o tratei. E eu também treinei líderes da Polícia Federal usando essa estratégia. É possível desarmar alguém quando você surpreende, quando você não tem reações comuns, agredindo ou se intimidando de maneira frágil. Porque quando você surpreende, as pessoas abrem o leque da sua mente e começam a pensar em outras possibilidades.
Você já pensou quantos suicídios poderiam ser evitados? Quantos conflitos nas famílias poderiam ser evitados? Quantos casais poderiam ter uma relação muito mais saudável se ao invés de termos uma mente engessada nós reagíssemos de maneira imprevisível, surpreendente, encantadora? Todo ser humano tem uma genialidade, só que ela não liberta esse imaginário. Eu quero dizer para você, eu quero também surpreender a sociedade brasileira com um novo tipo de política.
Pode ser difícil, mas é o caminho mais inteligente, é o caminho mais nobre. O Brasil está polarizado, está doente, a política está doente, as famílias estão enfermas, as pessoas estão sem voz, o Brasil está cansado. Eu quero ser essa voz. O Brasil está cansado.
Eu acho que é um bom diagnóstico, está todo mundo cansado, cansado. E como que você vai fugir dessa polarização? Você se considera de direita, de esquerda, de centro?
A minha mente, ela é preocupada com a economia, desenvolvimento econômico, seu mais alto nível, liberdade para negócios, empreendedorismo, um governo, um um governo mais enxuto, mais eficiente, juros muito mais baixos. Aqueles que estão no Banco Central nunca plantaram uma horta e estão colocando juros de 14,75% mais 4 ou 5 de spread, 20% de juros por ano e atividade da agricultura não dá 5%. Os agricultores estão quebrando no Brasil todo.
Então tem que ter juros mais baixos, tem que ter responsabilidade fiscal para ter juros mais baixos e eficientes. Como é que vamos vencer isso? Nós vamos vencer falando da antipolarização. Nós vamos falar de projetos, sem ataques pessoais. Por exemplo, eu gostaria de que houvesse 10 milhões de microempresas nos próximos 10 anos. Eu dividiria o Banco BNDES no meio, na primeira semana, metade para grandes empresas, metade para micro e pequenas empresas.
O lucro da Petrobras, o lucro da Petrobras que vai para o caixa do governo entraria no banco da microempresa, da pequena empresa. Já pensou em cada favela, cada comunidade, ali tem pessoas incríveis que dividem o feijão, dividem o arroz, são mais solidários muitas vezes que quem mora em grandes condomínios, que não conhece o vizinho da frente ou de cima. Já pensou eles poderem dividir essa história, poder ter um banco do empreendedor e uma escola de empreendedores em cada comunidade?
É isso que eu quero. Já pensou em cada escola pública, em cada igreja, em cada cidade pequena, média ou grande, uma escola do empreendedor com uma agência da microempresa esperando o tsunami ou esperando a avalanche da inteligência artificial que vai levar milhões ou quem sabe dezenas de milhões, vão roubar os empregos gerando desempregos É em massa, você sabe disso, você aqui conversa sobre esses temas. Agora, se nós nos prepararmos para ter uma economia distribuída, o mundo muda.
Agora imagine nós também darmos ênfase aos neurodivergentes. Tem ideia de quantos neurodivergentes existe no país? Não. Mais de 32 milhões. 2,4 milhões só de TEA, ou transtorno de espectro autista. Cerca de 15 milhões de hiperativos, mais de 10 milhões de dislexos e não se fala sobre isso. E nós temos que ter uma política nacional para abraçar os neurodivergentes e as famílias desses neurodivergentes, que envolvem mais de 60 milhões de pessoas.
Eu sou médico, eu escutei a vida toda a dor dessas pessoas. E ela, reitero, não tem ideologia política. Então, minha mente, ela é uma mente que preocupa-se com o desenvolvimento econômico, mas meu coração é social. Que escuta a dor das pessoas. Então o que eu sou? Eu sou ponte. Eu não sou em cima do muro, eu sou ponte. O melhor do desenvolvimento econômico, num nível que mesmo aqueles que advogam a liberdade econômica não conheceram, porque eu sou empresário também.
Nós temos empresas que impactaram vários países. Não apenas psiquiatra e escritor, mas também eu escuto a dor, meu coração é social, porque a dor importa. A dor da mãe que sai para trabalhar às 5 horas da manhã para poder suprir as necessidades dos seus filhos e até a escola do seu filho. Essa dor importa. Ela não está preocupada com ideologia, não está preocupada com partido, ela está preocupada em superar sua dor. Então, eu sou aquele que quer escutar a dor do brasileiro, ser ponte.
Não quero falar mal de ninguém. Cada um que siga seu caminho, seja responsável pela sua jornada. Eu não preciso de fato, não dependo do poder, mas estou aqui num ambiente tão deletério, tão autodestrutivo para contribuir com a sociedade brasileira.
E em relação às pesquisas, Augusto, o que você acha? Dá para a gente ter algumas pesquisas aí, as últimas, né? Coloca na tela para a gente avaliar. Como que você avalia essas primeiras vezes que o que está aparecendo nas pesquisas.
Você sabe que 85% a 90% não sabe que eu sou pré-candidato?
Eu acredito. Olha lá, esse é de maio de 26, é Futura Inteligência. 0,9%. Tem mais alguma, Romer? Também de maio, né?
Na Folha de São Paulo há 3 semanas.
2%.
Nós estamos com 2% na Folha de São Paulo. Sabe uma coisa bonita?
Qual leitura que você faz?
A leitura é que as pessoas não sabem que eu sou pré-candidato ainda. Hoje eu estava no restaurante e uma pessoa chamada Marcos, um garçom, veio me abraçar. Puxa, muito obrigado, você me ajuda em tantas horas difíceis da minha vida, ansiedade, depressão, eu quero te agradecer. Ô Marcos, também é uma honra poder ter você como leitor, mas você sabe da novidade? "Não, qual novidade? Eu sou pré-candidato à presidência." Ele me segue nas redes sociais e não sabe que eu sou pré-candidato à presidência.
Então, existe uma grande maioria que não sabe ainda. E o bom é isso, que eu tenho a menor taxa de rejeição e nós temos possibilidade de crescimento. Mas eu te digo uma coisa, o que nós estamos fazendo, Vilela, é para mudar a história do país. Essa polarização, essa divisão cruel, esse discurso do ódio, ele tem de terminar. Caso contrário, o país não sobrevive. Mais 4 ou 5 anos nessa disputa irracional, nós não suportamos, porque nós pagamos 1 trilhão e 140 bilhões de juros só para rolar dívida federal.
Mas não sei se você já fez essa análise, Augusto, mas o que a gente percebe é que Dificilmente vai para o segundo turno alguém que não tenha um discurso um pouco mais extremo, ou à esquerda ou à direita, que se posicione não muito ao centro, nem à esquerda nem à direita. Parece que são dois candidatos que disputam agora, o Flávio e o Lula, que tem uma rejeição muito grande, mas também tem um Tem um bolo fixo lá que ninguém arreda pé. Você vai brigar por que fatia?
Eu vou brigar, ou vamos lutar e vamos conquistar a fatia dos cansados, daqueles que não têm voz. De acordo com as pesquisas, mais de 40%, 46% até 50%, depende das pesquisas, não tem lado.
A maioria vota para o outro não vencer.
Exatamente. Só que elas têm que saber que tem alguém que quer se colocar, está se colocando como a voz dos invisíveis, dos cansados.
Mas você se coloca como antissistema ou não?
Não, não sou antissistema. Nós temos que trabalhar coisas importantes do sistema. Não adianta sobrar pedra sobre pedra, porque nesse processo de transição, não sobrar pedra sobre pedra, pode haver guerras, pode haver revoluções. Não. Nós temos que usar de todas as estratégias de inteligência para aperfeiçoar o sistema, para estimular o desenvolvimento, o empreendedorismo. Olha, falei de vários projetos para que possamos ter uma medicina de qualidade, para que possamos ter uma educação completamente diferente da atualidade, inclusive para também abraçar as mulheres.
Bom, eu sou seguido, eu tenho quase 15 milhões de pessoas nas minhas redes sociais e 70% são mulheres.
Ah, é?
E as mulheres representam o ouro da humanidade. Sabe a cada quantas horas uma mulher é morta pelos seus parceiros ou maridos? A cada 5 horas. Sabe quantos por cento elas recebem menos do que os homens pelos mesmos trabalhos? 21%. Sabe quanto elas pagam de juros a mais do que os homens, embora sejam melhores pagadores, 4% ao ano. Então, como é que nós vamos mudar, furar a bolha, é o que você está dizendo, conquistando o coração das pessoas?
Eu vou falar de projetos, vou falar daquilo, centrado naquilo que importa, com foco nas pessoas. O Brasil que some não divide. Agora, eu espero que cada vez mais isso se torne uma onda. Estive inclusive lá em... não sei se você chegou a ver nas minhas redes sociais lá no Amazonas há 3 dias. Você não acredita, teve... Morei lá 2 anos. Ah é?
É, Manaus.
10 mil pessoas num estádio e 12 mil para fora. Havia mais de 20 mil pessoas querendo nos ouvir. Estava eu, estava o Davi, que é o candidato ao governo, estava lá o Renato, que é prefeito de Manaus. Foi um encontro inexprimível, sabe, que você enche os olhos. Eu fui até colocado em cima dos ombros de uma pessoa, eu não gosto disso, mas me colocaram em cima dos ombros, passando no meio da multidão, tentando me equilibrar. Mas aí nós falamos do Brasil dos nossos sonhos, Brasil contra o discurso de ódio, Brasil que quer unir as famílias de volta para que elas tenham até liberdade para falar em quem vão votar.
Você já notou que as pessoas não têm, elas têm medo de falar em quem vão votar? Porque vive uma discussão interminável. Que país é esse? Isso não era assim. Claro que a radicalização e a polarização é um fenômeno mundial devido à urgência de compromissos, devido à quantidade de reações que você tem que ter e retornos do WhatsApp. WhatsApp causou Você tinha 2 ou 3 telefonemas que você atendia, hoje você tem 100 que você atende, recados, ou mais.
Além disso, o excesso de informação. Uma criança de 7 anos de idade tem mais informações que John Kennedy tinha no auge da Guerra Fria nos Estados Unidos. Tudo isso acelera a mente humana e suspende a capacidade de tolerância. Quanto mais você tem uma mente agitada, mais você é hiperreativo, você é menos tolerante, não percebe que quem tem ideias diferentes Não são inimigos a serem abatidos. Essa é uma mágoa que eu tenho, vou te falar honestamente.
Os dois últimos presidentes, sem questioná-los, com respeito até a eles, eles deveriam, como professores da nação, dizer: olha, nós temos ideias divergentes. Ideias divergentes é beleza da democracia. Ideias divergentes jamais deveriam servir de subsídios para sermos inimigos a serem abatidos. Mas transformou. E hoje o jornalismo fala de polarização constantemente. Eu vejo os jornalistas querendo me puxar para esse tipo de debate que não leva a nada.
E que é tudo rápido, jornalismo 5, 10 minutos, então é tudo rápido e aquilo que chama mais audiência eles querem trabalhar. Mas eu quero trabalhar projetos. Olha, as mulheres, Elas têm de ser ouvidas, têm de ser empoderadas. As mulheres que sofrem uma violência ou são vítimas do feminicídio têm que ter penas enormes, sem atenuantes, de 40 anos, sem atenuantes. As mulheres têm de ser protegidas. Temos que resolver essa equação onde elas são diminuídas na sociedade.
Bom, então, eu acredito que falando sobre isso, Vilela, Assim como furei a bolha dos livros num país que quase não lê, eu sonho e creio e vou lutar para ser ouvido. Se eu conquistar o coração das professoras e dos professores, conquistar o coração dos agricultores e agricultoras, conquistar o coração das mulheres, conquistar o coração dos cooperativistas— tem 27 milhões de cooperados, eu sou cooperada Há 40 anos, nós temos que dobrar o número de cooperativas no Brasil e dos cooperados, passando para 50 milhões de pessoas.
Se nós abraçarmos o comércio, e as pessoas do comércio têm nos ouvido nas conferências, reitero, empresas não têm 5% a 6% de lucro e pagam 20% de custeio por ano. Milhares, milhares de empresas estão quebrando, estão indo à falência. Então, se nós formos, se nós tocarmos o coração, inclusive das pessoas que moram nas comunidades ou favelas, como eu disse, e dos jovens que querem sonhar, sonhar com um Brasil diferente, um Brasil mais pacífico, um Brasil empreendedor.
Bom, eu gostaria, para você ter uma ideia, de também ter 10 mil pessoas fazendo doutorado em inteligência artificial. Nós não vamos ter centenas de bilhões de dólares para ter um Anthropic, um ChatGPT ou um DeepSik ou Claude, mas nós podemos ter os melhores aviadores, os melhores pilotos da inteligência artificial para ter um doutorado aplicado à biotecnologia, à medicina, a vacinas, aplicado à produção de medicamentos, na agricultura. Isso revoluciona o país.
Em relação ao sistema, a gente tava conversando aqui no começo, você tem alguma sugestão, alguma mudança em sistema de governo, em forma de as coisas não serem como são, ou simplesmente tem que trabalhar com as regras do jeito que elas estão? Sobre o judiciário que se fala agora, alguma sugestão?
Sim, eu tenho sugestões bem claras. Número 1, em relação ao STF: fim da vitaliciedade.
Boa!
Não mais há de eterno mandato eterno, entrando com 40 anos um ministro e saindo com 75. Isso não pode, tem que haver renovação. O que que eu proporia? E tem sido uma voz dos projetos, tem sido uma voz inclusive A mudança do STF, ninguém fala sobre isso. 8 anos, mandato de 8 anos. Já é bastante, né? Já é bastante. Depois retornam para nunca mais voltar. 2/3 de magistrados de carreira, 2 ou 3 do Ministério Público e um advogado.
Não mais escolhidos pelo presidente, mas escolhidos por quem? Pelas próprias classes dos magistrados, do Ministério Público e da OAB. Assim nós teremos ministros escolhidos não pelo presidente mais, E, consequentemente, um STF com menos cor política e com mais cor da justiça, voltado para a Constituição. E os próximos 2 ministros não teriam que ser homens. A Doutora Carmelissa vai sair, provavelmente vai entrar mais um ministro.
E a justiça, qual que é a "kistata" que protagoniza a justiça? É homem ou mulher? É uma mulher, né?
Uma mulher vendada.
Mas lá só tem praticamente 11, vai ser homens depois que ela sair. Os próximos 2 seriam ministras, de maneira muito clara.
E também acabar com um monte de penduricalho que tem, né?
É, e ministros com— acabar com, sabe, enxugar a máquina. Inclusive entender que nós somos uma grande aeronave, Brasil uma grande aeronave, não tem muito combustível, as dívidas é enorme, os juros são astronômicos, pagamos mais de 1 trilhão de dólares de mais de R$1 trilhão para rolar dívida federal. Cada criança nasce devendo R$40 mil, sabia disso? Não. Seu filho, ele nasce R$40 mil pagando 20% ao ano.
Avisa lá que não vai pagar não, viu? Já avisa aí.
Você sabe de uma coisa, Vilela? É de chorar mesmo, sabe? E às vezes, se não for... E a quantidade de imposto que a gente paga também. Não, e a quantidade de imposto. E Vilela, o dinheiro O dinheiro público é sagrado. Como eu não dependo da política, não dependo do dinheiro da política, eu não vivo da política e não quero fazer uma longa carreira política, quero colocar meu nome dessa vez, e se tiver o privilégio de sentar na cadeira de presidente, eu sou contra a reeleição, irei embora para não mais voltar. Eu quero dizer o seguinte: o dinheiro público é sagrado.
Você acha que tem que ter um sem reeleição? É um mandato só e tá bom? Como era, né?
Um mandato só. E por quê? Porque tem sempre pessoas mais inteligentes para continuar a jornada. Se você faz um excelente mandato, outras pessoas vão continuar a história. Agora, se você faz um mandato onde você tem um grupo de amigos, você tem a necessidade de preservar seu ego, seu projeto pessoal, então você vai construir inimigos. Se é um mandato mais curto e mais eficiente, inclusive com inteligência artificial, com redução de custos, Celeridade.
Mas presidencialismo mesmo continua?
Não, aí eu proporia o semipresidencialismo.
O que é o semipresidencialismo?
Eu vou explicar para você. O Brasil é um país continente, é um país enorme, de dimensões continentais. Cabe várias Europas aqui. Bom, nós somos tão gigantes e temos um Congresso que tem muitas emendas, tá certo? O Congresso ele tem uma preponderância entre os poderes. Nós somos parlamentaristas de fato, porque o Congresso domina muitas pautas, mas não somos parlamentaristas de direito. Então, já que o Congresso tem tanta preponderância, por que não o Congresso chancelar um primeiro-ministro?
E esse primeiro-ministro vai cuidar do dia a dia da gestão do Brasil. Milhares de itens diários. E o presidente vai ser o quê? Vai cuidar do estratégico, daquilo que é mais relevante, seja política externa, forças armadas e assim por diante. Esse presidente tem esse primeiro-ministro. Se ele é corrupto, o Congresso corta, ele sai fora sem traumas. Porque como é que você vai cortar um presidente? O presidente, se ele é ineficiente, ele fica 4 anos. Se ele é impopular, ele fica 4 anos.
Vai se arrastando.
E vai se arrastando. E se você coloca um primeiro-ministro é muito mais fácil. Mas quem que tem que decidir isso? Não sou eu. Eu colocaria isso em plebiscito no primeiro semestre do governo para ver se a sociedade brasileira quer um país mais eficiente. E sabe de uma coisa, Vilela? Todos os países que deram certo foram, nas democracias, foram parlamentaristas. Ou no mínimo semipresidencialistas. O único que deu certo e que foi presidencialista foi Estados Unidos.
O resto todo, Canadá, França, Alemanha, Itália, todos. Por quê? Porque é um regime muito mais coerente, mais inteligente. Primeiro-ministro tem de prestar contas todos os dias. Ele tem que ser responsável. Ele sabe que a cabeça dele está "premium". Ele sabe que se ele não for eficiente, se ele não for inteligente, Se ele não fizer uma política correta, ele está fora do jogo. Agora, você não pode fazer isso com o presidente.
Estive na China há um mês e o que a gente pode aprender com a China? Porque muita coisa está dando certo lá. O que dá para aprender com eles?
Bom, nós temos 12% de terras no semiárido envolvendo o norte de Minas, o Vale do Jequitinhonha e em destaque o Nordeste. O Nordeste nunca foi abraçado por uma política nacional. E eu abraçaria o Nordeste. Estou falando do semiárido, que chove 500, 600 milímetros por ano. 600 litros de água em cada metro quadrado. Chamaríamos a China. A China tem a melhor experiência em tecnologia para pequenas áreas. Chamaríamos Israel, que tem a melhor experiência para otimização hídrica.
Para trabalhar com irrigação, seja perfurando poços, seja água da chuva e assim por diante, ou os mananciais. Através disso poderemos ter uma política nacional para transformar o semiárido, e ninguém fala sobre isso também, num canteiro de horticultura, fruticultura, agroindústria e proteína animal. Já pensou? O Nordeste é abraçado. E como é que nós conseguiríamos isso? Nós teríamos que trazer fundos internacionais com seguro em dólar para que possamos ter juros de 5 a 6%.
Tem que ter seguro em dólar. Se o fundo Abu Dhabi ou o fundo da Arábia Saudita aporta aqui a R$5 o dólar, daqui 5 anos ele recebe R$5 mais 3, 4% de juros por ano. Então nós poderíamos emprestar a 5 a 6% de juros por ano. Assim nós teríamos uma revolução no país. Se não houver, eu tenho conversado com vários economistas, hein? E por que eu digo isso? Sou um psiquiatra e estou entrando na área de economia. Porque eu estudo esse país há mais de 25 anos.
Eu tenho números que as pessoas não têm. Eu estudo, eu não estou entrando no Brasil como uma aventura. Eu estou entrando no Brasil porque estudo. Estudo detalhadamente. É possível mudar essa nação, mas não vai ser fácil, porque temos pouco combustível, o avião pode sofrer uma queda brusca. Porque segundo o FMI, em 2030 nossa dívida de 80% passará para 100% do PIB e as consequências podem ser graves. Então nós temos que fazer um pacto nacional.
Um pacto com quem? Com todos os partidos. Ao invés de atacar pessoas, nós vamos abraçar pessoas, pegar os melhores líderes dos partidos que têm experiência em gestão, pegar também os melhores Líderes das empresas que têm experiência em gestão de empresas e os melhores líderes, inclusive das universidades, melhores economistas. Pacto Nacional. Nós vamos revolucionar o sistema. Já pensou o Brasil que nós poderíamos construir? 10 milhões de microempresas, proteção da mulher, revolucionar a educação, valorizar e melhorar o salário dos professores, uma educação técnica.
Você já pensou abraçar os neurodivergentes, 32 milhões, com políticas de Estado? O que nós poderíamos fazer com esse país?
O que é que você fala em mente capitalista e coração social? Na prática, quando esses dois lados entrarem em conflito no orçamento, qual vai vencer?
Então, o coração social é o coração que se preocupa com a dor das pessoas. E a mente capitalista, ou a mente que se desenvolve economicamente, É a mente que procura expandir a economia, expandir oferecendo juros mais baratos, expandir através do empreendedorismo, valorizando a infraestrutura, ferrovias, rodovias, portos, entendeu?
Parou no tempo, né?
Parou no tempo. Inclusive abraçar a agricultura, que é o motor da economia do país.
Por que o agro? Não perde a linha de raciocínio, depois a gente volta a isso. Por que o agro é tão atacado?
Você sabe que infelizmente o agro é atacado por 2% das pessoas que cometem crime ambiental, mas 98% são éticos, são heróis. Os agricultores são heróis. Já disse e repito, 5% de lucro no máximo e pagando 20% para financiar adubos, financiar insumos, uma série de coisas para manter o seu custeio. Não fecha a conta, eles estão quebrando em massa. Nós precisamos abraçar os agricultores. Nunca eles foram tão vilipendiados. Não é só por causa da política do governo, a política do Banco Central está errada.
Eles nunca plantaram uma horta e definem um juro nas alturas. Sabe quantos por cento das famílias estão endividadas? Cerca de 78%, e 50% estão hiperendividadas. Como é que pode isso? Crédito consignado. Crédito consignado, você sabe, é aquele crédito que é descontado em folha. A pessoa vai, o aposentado vai, o trabalhador vai e quer tirar R$20 mil. E ele vai pagar quanto? Cerca de 3 a 4% ao mês. Juro composto dá 50% ao ano. Seria crime financeiro em qualquer país do mundo.
Se é um crédito garantido, nos Estados Unidos É um crédito garantido, você paga 5% ao ano e aqui nós pagamos 5% ao mês. Como é que pode isso? Na Europa você paga 3 a 4% e no Brasil 50%, 60% às vezes. Em muitos casos não fecha a conta. Isso é uma dor inenarrável. Eu não entendo, sinceramente. Os bancos estão ganhando muito dinheiro. Sim, todos devem ganhar dinheiro, mas esse ganho excessivo de dinheiro dos bancos E um país empobrecendo?
Isso me dói na alma. O que o Banco Central fez me dói na minha alma. Você fala: "O Banco Central fez porque o governo, ele precisa ser mais responsável fiscalmente, porque há problemas geopolíticos." Eu entendo isso, mas quantos governos não são irresponsáveis fiscalmente? Estados Unidos gasta muito mais do que arrecada. Os Estados Unidos devem 122% do PIB, 39 trilhões. A França, 112%. 80% do PIB, mais do que nós, 80%. Há muitos países, inclusive em desenvolvimento, que também gastam muito mais do que arrecadam.
Por que nós temos que ser um país que asfixia a produção tentando controlar a inflação? Sim, controlar a inflação é importante, mas asfixiar a produção, o comércio, a agricultura, a indústria com esses juros astronômicos, eu não concordo com isso. Honestamente dizendo, tô falando como empresário agora, como gestor de empresa, eu não concordo com isso. Isso está errado e virou uma armadilha. Como é que você tira agora 4,75% rapidamente?
Você não consegue tirar. A armadilha está pronta. Esse problema é grave. Poderia ser 8% ou 9%.
Mudou o presidente do Banco Central, mas continua a mesma política.
Continua a mesma coisa.
Como faz para mudar isso?
Ora, tem que chamar grandes economistas para reunir, para construir um pacto social, um Brasil dos nossos sonhos, um Brasil da soma e não da divisão. Eu tenho na minha mente vários economistas que tenho pensado, estudado e até conversado, entendeu?
Pode citar algum?
Posso citar, por exemplo, eu gosto de vários economistas. Eu gosto, por exemplo, do Elan Goldfein, que já foi ex-presidente do Banco Central, uma pessoa muito inteligente. O Mansueto Almeida, gosto do Marcos Lisboa, tem o Ricardo Amorim, um excelente economista também, ele é influencer. É, Urich, Fernando Urich, Cláudio participa sempre aqui do nosso programa, muito inteligente. O Musa, entendeu? Não sei se você conhece também, Bruno Musa.
Tem a Thaís Herédia, a Rita Mundim. Eu vejo vários economistas, nós temos mentes brilhantes. O que nós temos que fazer? É fazer uma política de Estado e não a política de partido. Tem que ser uma política para os nossos filhos, para o seu filho, para os meus filhos, minhas filhas, para os meus netos, para mais de 50 milhões de crianças e adolescentes.
E vamos falar de facções criminosas, o perigo do Brasil virar um narco-estado. Agora os Estados Unidos taxaram PCC e CV como facções, como terroristas. O que que você tem a dizer sobre isso? Como chegar, como o Estado chegar onde não tá chegando?
Bom, pior do que o crime organizado é o Estado desorganizado. Isso é um problema grave, porque se você tem um meio de cultura adequado O crime—
e eles estão cada vez mais organizados—
mais organizado. O crime organizado contra o Estado organizado. Então nós teremos que fazer uma composição, uma conexão muito estreita com a Polícia Federal, que eu tenho conversado, com a Polícia Militar e também com a Polícia Civil. Mais tecnologia, mais treinamento, melhores salários para esses policiais. Muitos deles colocam a vida em risco Com baixos salários. Lembra que eu falei 2% dos agricultores acabam dilacerando a imagem de 98% dos agricultores?
E nós temos a legislação mais rígida do mundo e somos o país mais sustentável do mundo. Agora, também com os militares, com a polícia. 2% cometem crimes e têm que pagar. Quem comete crime tem que ser responsável. Mas não pode comprometer a imagem de 98% dos policiais.
Pois é, né?
Isso é um problema sério. Eles têm que ser abraçados, inclusive financeiramente. Temos que encorpar nossas polícias, tem que ter mais treinamento e mais tecnologia, inclusive inteligência artificial.
Mas não vai ser fácil essa guerra.
Mas é possível.
E você concorda com que eles são terroristas? Ou você vê algum problema como as pessoas têm falado de uma possível intervenção americana aqui?
Eu tenho conversado com muitos juristas do mais alto nível, inclusive da Polícia Federal, líderes e tal. Está tipificado o que é terrorista na nossa Constituição. Terrorista é quem coloca o Estado em xeque, cria um clima de terror na sociedade, quer derrubar o Estado, comete assassinatos.
Mas coloca as motivações, né?
As motivações e também extremismo religioso ou ideológico. Alguns juristas acreditam que isso tipifica um terrorista, outros não tipificam de acordo com o que está escrito na Constituição. Nós vamos estudar a esse respeito, mas o que eu acho mais importante, Vilela, é que nós temos que ter uma polícia totalmente integrada, reitero, treinada, valorizada, equipada com a mais alta tecnologia. E se nós tivermos uma sociedade onde transformamos o Brasil na nação mais empreendedora do planeta, com pelo menos 10 milhões de microempresas, como eu te falei, você cria um ambiente onde o corpo chamado Brasil tem mais anticorpos.
Um corpo doente, um estado desorganizado facilita o crime. Então nós temos que transformar, mudar a mente. Combate é importante, tem que ter rapidez, temos que ser sérios, sem concessão, mas nós temos que entender por quê, quais são as causas desse Brasil estar tão doente, tão inseguro.
Não lembro se você respondeu sobre a China, o que a gente pode aprender com eles, o que eles estão fazendo certo.
Bom, a China, ela está fazendo certo a tecnologia com pequenas áreas, temos que importar essa tecnologia. Eles estão muito avançados em robótica, inteligência artificial.
Eu teria— Somos os segundos em terras raras, eles são os primeiros, né?
Eles são os primeiros em tecnologia, inclusive. Ele processa grande parte das terras raras.
É, a gente não tem, né?
Agora imagine, eles têm robótica e AI. Aqui deveria haver um Ministério de Inteligência Artificial e Robótica, ministério específico ou secretaria.
Mas como que o pessoal vem para cá Mas tem a transferência de tecnologia? Porque eu só vejo a galera fazendo um acordo de usa as nossas coisas à vontade, paga uma grana e vai embora, e não tem uma transferência de tecnologia.
Você tem toda razão. Para você ter uma ideia...
E a gente está numa janela de oportunidade que a gente nunca teve.
Exatamente, se perder essa janela...
Bacia de água debaixo da Amazônia que todo mundo vai querer daqui a um tempo, terras raras, energia renovável. A gente tá sentado, a gente pode negociar com quem a gente quiser, mas tem que ter vantagens para a gente.
Tem que ter vantagem. Nós temos que ser vendidos por todas as embaixadas brasileiras, deixar de ser analógico para ser 4.0. Nós temos brilhantes diplomatas, temos brilhantes embaixadores, eles têm que poder treinar.
Não pode ser ideológica essa decisão, né?
Exato. A gente tem que vender o Brasil como supermercado do mundo, não apenas como fazenda do mundo, não apenas vender grãos, vender a proteína própria.
Essa parte já estamos fazendo bem, temos que fazer o resto, né? Porque a gente vende o grão e depois compra cápsula de café, sei lá, 100 vezes mais caro, né? É inacreditável.
A Alemanha, que não produz café nada, é o país que mais exporta café.
Isso, você falou de café, estamos citando um exemplo, isso aí a gente pode falar de várias coisas.
Proteína animal. Você já pensou? O Brasil, ele pode ser— nós teríamos que ter pelo menos 100 usinas de etanol de milho. Sabe o que acontece? Sobra um DDGS, ou seja, é um grão seco de destilaria. Esse DDGS tem quase 30% de proteína. Podemos ter no Nordeste produção de suinicultura, avicultura, entendeu? Já pensou? Ali seria um ambiente onde teríamos grandes fábricas de proteína animal para vender para o mundo, está mais próximo da Europa e assim por diante.
Mas não fazemos isso, temos que ter uma política de Estado. Para isso nós temos que brigar menos, menos discurso de ódio, nos abraçarmos mais. É o país que importa, é o país centrado.
Você teria alguma preferência entre Estados Unidos ou China ou é quem pagar melhor?
Eu tenho uma preferência, sabe qual que é?
O Brasil.
O Brasil.
É claro.
É o Brasil. Eu respeito Estados Unidos, Eu já morei um tempo nos Estados Unidos.
Morou onde lá?
Eu morei em Nashville, conhece?
Claro, gostava da música de lá?
Gostava, a música country é incrível. E também, mas foi pouco tempo, 6 meses por causa da minha editora.
O que você viu lá de bom para usar na empresa?
Os Estados Unidos é um país extremamente eficiente, prático.
Eles são muito práticos.
Eles são muito práticos, eles não são muito filosóficos. Enquanto nós ficamos discutindo tantas pautas que não leva a lugar nenhum, eles querem desenvolver economia.
Quer ganhar dinheiro, quero ganhar dinheiro também, vamos ganhar dinheiro juntos, é isso, cara.
Exatamente. E eles têm uma tecnologia surpreendente. Os Estados Unidos podem ensinar muito para nós em termos de tecnologia, só que nós não podemos ser subservientes. E o Trump, ele coloca 25% de taxação, talvez mais 12,5% por causa de problemas ligados ao trabalho, 37,5%. Agora imagine, Nós temos terras raras, nós temos aqui o ambiente perfeito para ter uma energia renovável e o mundo— eu não sei se você sabia disso, se a inteligência artificial tivesse na plenitude, a energia que existe no mundo não supriria.
E as pessoas não sabem disso. O Brasil é a solução para hospedar grandes data centers.
Por que que os líderes estão desesperados, cara, expansionistas, protecionista, o mundo inteiro tá mudando agora, tá todo mundo se protegendo atrás de terras raras, atrás de até pegar coisa na Lua, recursos, recursos, a gente voltou a essa batalha por recursos agora.
Voltamos, voltamos.
E quem tem tudo isso? O Brasil, né?
Exatamente.
Grande parte, pelo menos.
Por isso que tem que haver Nós temos que ser menos radicalizados.
A gente tá discutindo banheiro trans, tá discutindo...
Não, é inacreditável.
Cara, a gente tá discutindo aborto, tá discutindo tanta coisa que tem que ser discutida, mas, cara, não é o principal. Isso daí deixa em segundo plano, tem coisas muito maiores. Segurança pública, educação. Vamos falar de educação.
Vamos falar de educação.
Como que a gente sai de onde a gente tá?
Então, nós estamos em 83º lugar no PISA. Sabia disso ou não?
Eu não sabia, eu estudei em escola pública e numa época que a escola pública era melhor do que a escola particular.
Eu estudei em escola pública a vida toda, inclusive fiz medicina. Hoje a minha escola de medicina é pública.
Lá em São Bernardo do Campo. Ótima.
Bom, agora, mas eu...
O que a gente faz para mudar? Do dia zero, você sentou naquela cadeira, dia zero, o que faz?
Nós temos que mudar a matriz curricular. Nós temos que colocar empreendedorismo, gestão financeira, oratória, oratória porque 75% dos jovens têm medo de falar em público ou glossofobia. Há um aumento de quase 27% na ONU de automutilação nas escolas. Jovens que estão cortando a sua pele, os seus braços, sabe por quê? Porque quer usar a dor física para tentar neutralizar a dor emocional. Nós temos que ter escola em tempo integral, porque nenhum país se desenvolveu com escola apenas um período.
E tempo integral hoje é mais importante porque pai e mãe tem que ter a certeza que seu filho tá numa escola adequada, inteligente, que protege eles contra pelo menos dois tipos de drogas: a droga digital e a droga que química, cocaína, crack e assim por diante. A droga digital, as duas mexem com o ciclo da dopamina e serotonina. Você sabia disso? Inclusive a droga digital também modula, porque são neurotransmissores do bem-estar.
Tudo que é rápido e pronto gera dependência. Por exemplo, o que gera mais tribos que se degladiam? O futebol. Você vai para Copa, né? Ou basquete. Que gera mais? Futebol, porque o gol é mágico, explosivo.
Ah, tem menos gol durante uma partida.
Tudo que é explosivo, tudo que é intenso pode gerar dependência. O que gera mais dependência, o futebol ou o tênis? O futebol. Por que que se não trabalharmos bem a democracia pode gerar tribos que se degladiam ou discurso de ódio? Porque é uma vez a cada 4 anos, ou a cada 2 anos se você considerar prefeitos e legislativo e executivo, é intercalando. E o que gera, por que o digital gera dependência? Porque o short é rápido e curto.
Nós fomos encurtando e você vai scrollando, tudo que você scrolla, tudo rápido e pronto, a emoção ela acaba se tornando dependente.
Até rola tela infinita, né? Você vai passando e não acaba nunca.
Não acaba nunca. Pilela.
Não existe isso na vida.
Exatamente.
Não tinha quando a gente era criança, o fim era sua mãe te puxando a orelha: filho, "Vai estragar seus olhos, sai daí!" E hoje é a geração mimimi, né?
Geração mimimi. A geração que você não pode falar nada, que já estressa. Um professor não pode ter autoridade na sala de aula, que já estressa, entendeu? Uma contrariedade causa um impacto grande. Antigamente, 10 contrariedades, 10x de contrariedade gerava um y de dor. Hoje 1x de contrariedade ou frustração gera 10y de dor. É a era da hipersensibilidade.
A geração nova não tá nem lidando com as frustrações.
Que que lida? Exato.
Mas abre o cardápio, tem a comida que quer, a hora que quer. Tem relacionamento, tem que sair de relacionamento do jeito que quer. Na rede social, ah, não tá gostando, você bloqueia. A vida não era assim, você tinha que conviver com com quem você não gostava, com quem pensava diferente.
E você tem, olha, eu vou te falar uma coisa, 40, 50% dos jovens estão experimentando solidão, estão procurando na inteligência artificial um alento, um contato, porque não tem contato com pessoas reais.
Amigo Bigode aqui, né, se relaciona mais com inteligência artificial do que com a gente, né? Pois é, a gente olha, ele tá no canto aí falando, ei, ChatGPT, o namoro dele é pela internet também.
É pela internet, não sei.
Eu tenho medo dessa geração nova mesmo, dessa fragilidade, né?
Então, tudo que é rápido e pronto leva a emoção a depender cada vez mais para sentir cada vez menos. Muitos estímulos para ter migalhas de prazer. Na política está ocorrendo e afetou a mente dos líderes mundiais. Tudo rápido e pronto, você não tem tolerância, você não vê alguém que tem ideias diferentes como a beleza da democracia. Não, você vê ideias diferentes como inimigo a ser abatido. Então só você tem luz e o outro não tem luz.
Por isso os piores inimigos de um líder sabe quem é? Quem adere a ele sem consciência crítica. São aqueles que não contestam, são os bajuladores.
Que é o que acontece com esse pessoal muito famoso, muito rico, que só tem gente bajulando e tudo está certo. Ninguém fala para ele: "Ó, você está passando do limite aqui." Isso não pode, é tudo sim, sim.
Os piores inimigos de nós.
É que eu não tenho aqui, porque se tem lugar por pessoa... Aqui não, né? Aqui todo mundo me contraria, eu falo: "Gente, vamos fazer isso?" Fala: "Não, não vamos." "Vai dar tempo de..." "Não, não vai dar, Vilela, esquece." Se tem lugar para me contrariar é aqui, fala aí, ô Homer.
Eu sou lindo e novo?
Não.
Tá vendo?
Mas isso foi uma indireta, eu estou contrariando você?
Acabou de contrariar.
Poxa vida. Não é? Eu tenho 4 mulheres na minha vida, 3 esposas, A minha esposa e as 3 filhas, 4 mulheres, elas me ensinam todos os dias.
Limites.
Limites, inteligência ilimitada. A inteligência, na verdade, as mulheres representam o ouro da humanidade.
Também acho.
Eu fico muito feliz que elas me orientam, me abraçam, papai, elas dão pitaco nos meus livros.
Que idade são?
Hoje tem, a Cláudia tem 31, a Carol 32 e a Camila tem 37. Caramba, são incríveis, mas que são incríveis, eu sou apaixonado por elas. Bom, eu tenho um carinho enorme pelas mulheres, já notou que as mulheres, as mulheres elas precisam ser abraçadas, empoderadas. Você sabia que de acordo com Fundo Monetário Internacional, quando as mulheres assumem cargos na gestão pública, na gestão privada, elas aumentam de 5 a 20% a produtividade?
É mesmo? Então provavelmente sai uma vice mulher?
É um dos meus sonhos, sabe? Ter uma vice mulher poderosa, não precisa ser famosa.
Como que se costura isso na política? Como que se faz essa escolha? É o partido? É você? Como que sai?
O Avante é um partido incrível nesse aspecto. Me deu plena liberdade para fazer, para colocar meus projetos mais importantes.
Eles te procuraram, você procurou eles?
Sabe, eu procurei eles, eu tinha várias opções. Procurei e foi um caso de amor à primeira vista. Quando conversei com o líder, o Luiz Tibé, ele falou: "Bom, Cury, estamos com você e você tem plena liberdade para ser a voz da pacificação, a voz contra a polarização, a voz que some e não divide, porque tem de terminar essas brigas intermináveis." Que ele até brinca, o Tibé, ele usa o termo tem que terminar essa brigaiada, entendeu? É o jeito mineiro de dizer, um jeito bem espontâneo. Você queria também, né?
Queria, queria, cara. Não vou dizer que seria ruim para o programa, né, né, Romer? Tudo ficar muito calmo, com certeza tem menos audiência, mas eu prefiro minha saúde mental do que, né, do que ficar nessa, esse maniqueísmo, né, de nós contra outros, os outros nós.
Eu sou perfeito, os outros estão errados.
Tá tudo errado do outro, eu tô tudo certo.
Você falou uma coisa importante, pensa comigo. Uma pessoa que tem uma cirurgia, precisa de transplantar o coração, certo? Aí ele fica na fila muito tempo, 2, 3 meses, coração tá parando. De repente ele consegue um coração compatível geneticamente, que não vai haver rejeições, pelo menos morte, conseguiu o coração. Ele vai perguntar se o coração é de direita ou de esquerda?
Duvido. Não, ele vai querer colocar no lado certo, mas não vai perguntar de quem que era.
Exatamente.
Porque quando você vê, quando abre o caixão e tá só lá só os ossos, aquilo lá era de esquerda ou direita? Os cara fala: não sei, não dá para ver por aqui.
Porque a dor é o fenômeno mais importante. A dor dele, a sobrevivência Por isso existe dezenas de milhões de pessoas sem voz, silenciadas nesse país.
Pois é.
E que é uma minoria que é—
Como é que a gente fica bem?
Uma minoria que é o quê?
Como que a gente fica bem?
Que é barulhenta, não é isso?
É, mas eu tô falando desse pessoal que não tem voz, esse pessoal realmente que tá passando necessidade, que tá— você anda na rua e o pessoal sem esperança nenhuma. Como é que faz com esse pessoal?
Por isso que tem que ser o Brasil dos projetos. Se você visse os projetos que eu já desenhei e que tenho conversado com grandes líderes, você ficaria impressionado. Eu nem vou falar aqui porque meu time do marketing fala: "Você fala de vários projetos e as pessoas não guardam." Bom, falei de 10 milhões de microempresas, 10 milhões de microempresas. Falei do projeto de revolucionar a educação para ser tempo integral, ensino médio e ensino técnico. Olha só.
Segurança pública.
Unir as três polícias, proteger a mulher. Já pensou também, 32 milhões de neurodivergentes, abraçá-los. Eu posso falar mais aqui.
Encher de câmeras.
Repaginar, encher de câmeras as ruas para ter proteção. Inclusive repaginar as embaixadas brasileiras para que vendam o país como centro de tecnologia, supermercado do mundo, para vender a proteína pronta, para vender o café processado e assim por diante. E também eu poderia falar de muitas outras coisas aqui, mas sinceramente, como é que abraça esses que não têm voz? Você preocupado com o que importa, a comida na mesa mais barata, juros mais baratos.
Já pensou, as pessoas estão com dívidas e, como eu disse, quase 75 a 78% endividadas. Vão pagar juros nesse nível? Não suporta. Então essa maioria silenciosa, tem que ser abraçada de maneira real. Porque, e por que que eu, por que, Curipa, por que que você se coloca como ponte? Porque eu sou médico, porque eu escutei a dor a vida toda. Eu vi pessoas se derramando, chorando, pessoas dizendo, olha, eu não tenho mais prazer de viver.
Eu sou multimilionário, mas era um miserável morando em palácio. Eu vi pais que que não tinham condições de alimentar os seus filhos e olhava para o futuro e chorava: "Eu não vou ter condições de pagar uma faculdade para ele." Não vi esperança. É o Brasil cansado e um Brasil da desesperança. Esperança é oxigênio, é o oxigênio da motivação. Sem esperança você não se motiva para viver.
Pré-candidato, a gente faz aqui essa sessão com todos os pré-candidatos. A gente coloca na tela os seus concorrentes, por enquanto pré-candidatos também, e eu gostaria que falasse um a um por que a população não deveria os escolher, escolher, escolher-los para o cargo de presidente. Então, quer começar por onde? A gente começa, começar pelo Caiado, vai. Porque O Caiado não é a pessoa ideal para ocupar esse cargo?
O Caiado é uma pessoa inteligente, tem excelentes intenções para mudar o Brasil, mas como ele é muito incisivo, ele estimula essa polarização sem que queira. Mas ele é uma pessoa inteligente, que eu respeito muito, entendeu? O Renan Santos eu não conheço muito, mas parece um jovem que tem uma grande pegada, que quer contribuir com a sociedade. Qual a sociedade?
O Renan.
Eu não conheço muito ele, tá, mas é um jovem, tem boas intenções. Eu vi na internet que tem alguns problemas jurídicos lá que eu não sei o fundamento, mas é um jovem que tem uma pegada, quer contribuir com o Brasil. E eu não conheço muito eles, honestamente, mas vi mais o Kim Kataguri, que é um parceiro dele, que também é um jovem inteligente, preocupado com o Brasil. Mas eles também alimentam a polarização. E eu quero ser a voz que escuta as pessoas cansadas.
Eles são da turma do prendeu, matou. Já viu isso daí? É.
E aí? Então, e nós temos que ter uma segurança forte, segura, mas também inteligente, com muita tecnologia. Reitero, eu dei treinamento para várias vezes para Polícia Federal, Polícia Eu sei, eu conheço essas lideranças e eles são muito inteligentes, tem que ser abraçado, valorizado, reitero, com melhores salários. Então, segurança dá quando você também ouve, escuta os agentes de segurança. Bom, quem mais aí?
Vamos lá, próximo, Zema.
O Zema, o Zema, ele tem uma experiência em gestão de empresas, o que é louvável, e uma intenção também de contribuir com o Brasil, o que é respeitável, sem dúvida nenhuma. Mas ainda que não queira, alimenta essa divisão do país. E nós temos que ser o país da soma e não da divisão. Caso contrário, esse avião, ele não vai conseguir fazer uma aterrissagem satisfatória. Pode ser o caos.
Pois é.
Próximo. Vamos lá, editor. Flávio, Flávio Bolsonaro. Estamos aí nessa dúvida se ele continua, não continua, acha que tá enfraquecido.
Então, Flávio Bolsonaro, eu também não conheço pessoalmente. O Flávio, ele parece moderado em várias coisas, tem intenção de mudar o país, só que foi abarcado por graves problemas que ele vai ter que explicar. O Forcaro, eu não quero tecer nessa área comentários.
Você andou no jatinho do Forcaro? Foi para alguma festa?
What's your goal?
Esse é o problema, o quão eu sou irrelevante para não ter andado no jato. Não me convidaram para nenhuma festa. Eu até queria, mas não nem sei dizer. Te convidaram para alguma coisa?
Nunca iriam me convidar, pode ter certeza.
Eu ia recusar, mas A gente tem uma desculpa, né?
A gente tá sempre trancado nesse porão, né?
É, tem essa também, não chega o convite aqui, né? Mas não vai aparecer nada.
Você sabe que eu sou muito sério, rapaz. Você sabe que tinha uma pessoa que ia ter um jato, ofereceu um jato para poder fazer uma viagem. Ofereceu para fazer? Não, não ele, outra pessoa. E nós puxamos muito os processos que as pessoas têm, para ver, né?
A famosa capivara.
Não, a famosa capivara. Achamos que não deveria ser. Ainda que seja uma pessoa séria, tal, responsável.
Melhor não arriscar.
Mas pelo passado. Porque nós temos a responsabilidade de construir um Brasil ético, sem corrupção. Inclusive eu tenho um projeto até para coibir a corrupção. Mil grupos SEA, Sociedade Está de Olho. Comitês nas mais diversas cidades, formado por membros do Ministério Público, líderes da indústria, do comércio, líderes sociais, religiosos, para analisar os processos e analisar também as licitações. Temos que coibir a corrupção. O Brasil volta e meia é escândalo de corrupção.
Isso não se resolve. Nós temos que chegar antes, prevenir que a que o corrupto, ele entra em cena porque ele tem muito dinheiro e ele não vai preso.
Pois é.
Porque tem, ou pelo menos as penas são atenuadas, porque tem muito recurso. A corrupção é um câncer no país, isso afeta completamente o sonho do brasileiro, o dinheiro do brasileiro, os recursos do brasileiro.
Então Flávio, você acha que vai até o segundo turno?
O Flávio vai ter que se explicar. Se ele conseguir se explicar de maneira adequada, inteligente, ele deve ir. Se não se explicar, talvez a popularidade dele ganhe, é, caia.
Já caiu, né?
Já caiu, já caiu. Mas ele vai ter que se explicar. Eu não quero ser alguém que sobe em cima do cadáver dos outros para adquirir popularidade. Para nós fazermos uma política de Estado elegante, nobre, um Brasil que importa, que se centra naquilo que O que é importante, nós temos que falar de projetos. Eu quero conquistar as pessoas pela relevância, pela inteligência. O Brasil tem solução. O Brasil pode terminar essa polarização insana.
As famílias doentes, separadas, podem agora, pela primeira vez, ter a liberdade de expressar suas ideias, porque vai ter um professor da nação que vai se colocar como um pregado da sociedade, contratado Eu vou fazer o voto com prazer terminado para ser despedido. Eu não quero me perpetuar no poder. Reitero, o poder infecta a saúde mental. Se não trabalhado, ele piora o ser humano. Então alguém que tem uma consciência, talvez como raros políticos têm no mundo, porque eu estudo e pesquiso isso, e talvez porque não precise do poder, não dependa do poder, eu mais do que nunca posso chamar líderes de todas as áreas para fazer um Brasil completamente diferente, Vilela.
É isso que me move. Brasil por causa do seu filho, o Noah, e milhões e milhões de crianças e dezenas de milhões de adolescentes, por causa da mulher, por causa do trabalhador, entendeu? Honestamente dizendo, isso não é retórica. Eu não sei até onde eu vou chegar. Espero furar essa bolha e estar no segundo turno. Não sei até onde vamos chegar. Mas eu digo uma coisa, nós propomos algo completamente diferente para o país.
Por falar em completamente diferente, vamos para alguém que está no seu terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva. Por que não escolher ele para continuar?
Bom, o Lula já está no seu terceiro mandato.
Quer ir para o quarto.
Ir para o quarto mandato. Se eu pudesse orientá-lo, eu falaria: Lula, Você já—
se você pudesse ter uma conversa de canto com ele, o que você falaria?
Sabe o que eu orientaria ele? Você sabe que eu ajudei várias pessoas, inclusive ajudei o Alckmin num momento difícil da vida dele quando ele perdeu o filho. Eu tenho amigos de todos os lugares, tá certo? Dos dois lados? Dos dois lados. Tem vários amigos da direita, líderes demais da direita, e também líderes que estão na esquerda. Eu falei: Lula, a vida é bela e breve como gotas de orvalho, que por um instante aparece e logo se dissipa aos primeiros raios solares do tempo.
Nós saímos do útero materno sem nada, chorando, dependendo dos outros. Saímos do útero materno para o útero social. E vamos sair do útero social para o útero da terra, sem nada e dependendo dos outros. E como o mestre dos mestres nos ensinou Sabeu que uma pessoa grande se faz pequena para tornar os pequenos grandes? Como Jesus, que foi um dos maiores ateus que pisou nessa terra. Não sei se você sabia disso. Então, nós temos que perceber que a brevidade da vida deveria nos convidar a nos retirar, porque é muito breve.
E o tempo emocional hoje passa muito mais rápido que o tempo tempo físico. Pois é, um mês passa como uma semana, um ano passa como um mês. Não parece que você dormiu e acordou com essa idade? É, eu tenho levado as pessoas aqui em mais de 90 países que eu sou publicado. A vida é muito breve, está passando numa velocidade espantosa. Então faça das pequenas coisas um espetáculo aos olhos, abrace mais, julgue menos, seja um garimpeiro de ouro, como eu disse.
Pergunta: onde eu errei e não para sua esposa, para o seu marido: "O que eu posso fazer para te tornar mais feliz?" Mude a era do apontamento de falhas para a era dos elogios. Elogiar 3 vezes por dia é mais do que criticamos. Aprenda que a mente mente. Ninguém pode nos trair, nos ferir mais do que a própria mente quando nós não governamos, não lideramos ela mesma. Então eu falaria para ele: "Será que não é o tempo de você tocar sua vida, os seus projetos?" e fazer de cada dia um espetáculo único, dilatar os seus dias, dilatar o tempo, já que o tempo emocional está sendo abreviado.
Se ele está sendo abreviado, eu tenho que tomar muito cuidado. Daqui a pouco nós estamos na solidão de um túmulo, como eu disse, do útero social para o útero da terra. Se a vida é tão breve, me recomenda a fazer dela um espetáculo imperdível. Caso contrário, eu sou meu pior inimigo, vivo querendo ser o mais rico de um cemitério. Cemitério? Quantas pessoas não querem ser o mais rico de um cemitério? Quantas pessoas não querem ser o mais perfeito profissional no leito de hospital?
Elas esquecem que são meros mortais. A nossa fragilidade deveria nos recomendar a viver uma vida mais simples, mais humilde, e retirar de cena quando necessário. Então orientaria ele não como um opositor, não como um competidor, Mas como um ser humano ajudando outro ser humano. Se ela é tão breve, eu tenho que fazer dela uma vida que vale a pena ser vivida. Não sei se ele iria me ouvir. Eu não quero colocar, veja bem, eu na verdade eu não quero, eu não sou como alguém que quer terminar essa polarização, que alguém que quer ser a voz das pessoas invisíveis.
Saudáveis e cansadas e silenciadas. O meu objetivo é não ser ameaça para ninguém, é mostrar para todos os competidores: há um outro jeito de fazer política, sem criticismo, sem ser agressivo, sem querer destruir os outros, entendendo que a beleza da democracia está na divergência, porque a unanimidade de ideias só existe nas ditaduras.
Pois é. Faltou o Aldo, né, Jardim? A gente já esquecendo, a gente tá fazendo que nem o partido dele, né, esquecendo dele aí. Coloca o Aldo aí, a gente esqueceu dele.
E sobre ele, bom, Aldo é uma pessoa muito inteligente, muito inteligente, muito bem intencionada. Está passando pelo caos agora no partido que ele está, porque ele me disse que está judicializando essa questão e tem que Bom, ele tem que ser respeitado pela biografia dele, independente se faça juízo dele. Se olhar para sua biografia, vai perceber que ele tem vários serviços prestados no Brasil, nas Forças Armadas, quando ele fez o Código Florestal, e foi relator do Código Florestal, e assim por diante.
Enfim, eu respeito todos os competidores. O meu objetivo não é diminuir ninguém, objetivo é aumentar a grandeza daqueles que não têm voz. Gostou muito?
Oi, Romer, fala comigo. O que que o povo quer saber?
Vamos lá, até pergunta aqui da Jaqueline Mota. Ela mandou o seguinte: ó, Doutor Cury, eu vejo muita gente cansada de Lula e Bolsonaro, mas ao mesmo tempo ninguém consegue crescer fora dessa polarização. O que o senhor acredita que consegue quebrar esse ciclo?
Foi que eu disse aqui, isso, Jaqueline Mota, Jaqueline Mota.
Não é fácil.
Eu vou crescer se ganhar o teu coração e ganhar o coração de milhões de pessoas que estão cansadas. É uma questão de comunicação. Você é um artista plástico. Deve ser um brilhante artista plástico. Tudo que você faz, você faz com...
Segundo minha mãe, o melhor do mundo.
Você sabia que Adolf Hitler se inscreveu na Escola de Belas Artes de Viena?
Esse foi o problema.
Se ele passasse... Se ele passasse... Podia ser um pintor medíocre. Mas não teríamos o maior psicopata da história.
Eu acho que ele pintaria telas horríveis, mas ficaria nisso, né?
Nunca mais ele esqueceu da rejeição.
Pois é, você vê.
Sabia que ele foi o líder mundial que mais comprou obra de arte, saqueou obra de arte, por causa do trauma.
É um obcecado, né?
Nunca resolvido. Você vê que um professor que não trabalha bem os seus alunos, não abraça, não acolhe, pode causar desastres mundiais. Estava na mão de um professor. Bom, então o que nós estamos falando mesmo? Me ajuda aí, que são tantas coisas que abordei.
Como vem sendo, né? Isso, como quebrar esse espectro de esquerda e direita e luta e como crescer, porque parece que não existe terceira via.
Você é um podcast, começou há 6 anos, você era um improvável, muito improvável, que brilhou. Olha o teu Teu podcast é, talvez, é hoje.
Não graças ao Homer.
Não graças ao Homer, mas ele contribuiu um pouquinho, né?
Pouquinho, sim. Tipo, quando ele entrou, melhorou tipo 20%, 27,5%. Não, mas toda a equipe aqui, você é prova disso, todo mundo que vem aqui elogia muito a equipe aqui, não é? Não recebem bem.
Essa equipe não é boa, É ótima, é a melhor, surpreendente. Por detrás de um grande homem, há uma grande equipe.
Concordo. Fala grande equipe, ele é grande mesmo, né?
Então vamos conquistar o coração das pessoas para furar essa bolha e comunicar bem as nossas propostas.
E tem tempo ainda, tem chão, né? Ainda tem muito cedo, né?
Vai acontecer muitas coisas.
A Fernanda Ribeiro, ela mandou o seguinte: na sua opinião, qual é a doença emocional que que está adoecendo o Brasil hoje e que os governos parecem ignorar isso?
Como é que ela chama?
Fernanda Ribeiro.
Fernanda Ribeiro, obrigado pela sua pergunta, muito inteligente. A doença emocional que está adoecendo o Brasil é a divisão, é essa necessidade de considerar quem pensa diferente um inimigo a ser destruído. A doença emocional é você não ter liberdade de expressar suas ideias, mesmo que elas sejam contrárias de quem está ao seu lado. Isso transformou a política em uma crise de ansiedade sem precedentes. E as pessoas têm medo do futuro.
E quando você tem medo do futuro, você tem o mais incrível fenômeno destrutivo, que é a esperança asfixiada. Quando você tem medo do futuro, você asfixiou a sua esperança. Você não tem motivação.
Te trava.
Te trava para reconstruir a sua história, infelizmente.
O passado e o futuro podem te travar.
Eu vou te dar uma frase, talvez você nunca mais vai esquecer: o passado explica o seu presente, mas não pode explicar seu futuro, senão você nunca vai ser autor da sua própria história. Eu quero estimular as pessoas que é possível construir o futuro, o passado é difícil, O passado foi radicalizado, polarizado, transformou o presente num ambiente ansioso, separatista, angustiante, mas vamos usar o passado para construir um futuro.
Ou seja, podemos escrever os capítulos mais importantes da nossa história nos momentos em que o mundo desaba sobre nós. Ou seja, comprar vírgulas. Eu sou um vendedor de vírgulas, não ponto final. Vírgulas para que você possa escrever uma bela história, para que essa divisão, esse sectarismo, esse adoecimento onde as pessoas degladiam por projetos pessoais seja obra do passado, um futuro mais generoso, mais altruísta. Já pensou se falarmos dia e noite sobre esse tema?
Vai entrando, porque um verão não se faz com uma andorinha, nem uma janela solitária, um arquivo mental muda a personalidade. De hoje em diante, sou a pessoa mais calma de São Paulo. É uma janela, é um arquivo solitário. Funciona, funciona até que o Rômulo não perturbe você. Concorda comigo?
Verdade, que é impossível, né?
O que é impossível, é. Mas se você todos os dias plantar novos arquivos mentais, sabe o que acontece? Você vai formando um bando de andorinhas, plataforma de janelas. Exatamente. Novas conexões. Aí você— Tô aprendendo contigo, hein? Você que é ansioso vai se tornando mais calmo. E sabe uma coisa gostosa? É ver um charme nos defeitos dos outros. Você olha, o marido olha para esposa e fala: "Querida, você é admiravelmente irritante." E ela olha para ele e fala: "Meu bem, você é fascinantemente impulsivo." E vive uma vida mais leve, menos ataques. Mais bem-humorado e mais inteligente.
Eu odeio te amar, você pode falar, eu odeio te amar, eu amo te odiar. Não é pior, né? Ele falou em vírgulas, eu vou falar assim: qual é a próxima pergunta? 3 pontos.
Então, respondendo aí a sua pergunta, tem a pergunta aqui do Correndo para Cachorro, e ele falou o seguinte: eu vi a mudança no ensino da escola pública, paramos de cantar o hino, paramos de fazer feiras eficiência e fomos perdendo a qualidade de ensino. A escola pública não prepara o aluno para o concurso público ou para uma faculdade pública. Qual o seu plano para mudar essa situação e elevar a qualidade de ensino?
Você tem toda a razão. Nós precisamos passar— a escola pública tem que passar por uma revolução. E o problema não está nos professores. Os professores têm que ser qualificados, valorizados e com melhores salários. O problema tá no o sistema educacional que está doente. O problema está em que nós temos um ensino conteudista, ensinamos matemática, ensinamos física, ensinamos química e outras matérias, mas não ensinamos a pensar criticamente, não ensinamos a empatia, não ensinamos empreendedorismo, gestão financeira, não ensinamos inteligência artificial, robótica, não preparamos esses alunos para um novo um novo mundo.
Em 4 ou 5 anos talvez não sobe pedra sob pedra e talvez não tenhamos uma segunda oportunidade. Talvez daqui 5 anos tenhamos uma massa de desempregados, milhões e milhões, que vão depender do governo, um governo que está devendo demais. Então, se nós já temos o Bolsa Família, o Bolsa Família é um projeto importante. Quem passou pela dor como eu passei, meu papai e mamãe moravam e mais 6 filhos em 8 num quarto só. Havia muita dificuldade.
Se você olhar minhas fotos de criança, uma meia era de cada cor, outras vezes tinha uma meia num pé e não tinha no outro. Então havia muita dificuldade. Eu sou filho de imigrantes árabes, judeus, italianos e espanhóis. Passaram por riscos na jornada, inclusive de morrer, indo atrás de um sonho, deixando tudo para trás. As dificuldades foram grandes. Então quem não olha para o Bolsa Família na perspectiva da dor, da fome, está errado.
É um incrível programa, só que ele tem que ser ajustado. Quem assina carteira não deve ser, não deve perder o benefício, pelo menos por um certo tempo. Quem monta uma microempresa e tem um Bolsa Família também não deve perder o Bolsa Família, deveria aumentar sua renda pelo menos por um certo tempo. Assim nós criamos um clima onde as pessoas vão se animar a construindo uma trajetória. E também nas relações sociais, na escola pública, se tivermos aula de empreendedorismo, tivermos aulas, né, de gestão financeira e tecnologias novas, novos processos, sabe, ensinando os alunos a construir, a usar bem inteligência artificial.
E no ensino médio, ensino técnico para todo mundo, sem despedir os professores do ensino médio, qualificando, abraçando E até aliviando a dor deles, porque, Vilela, o professor hoje é um cozinheiro do conhecimento. Ele prepara o alimento para uma plateia que não tem mais apetite. Ele é um cozinheiro do conhecimento. Sabe quando as mães cozinham alimento para um bebê e ele não quer comer? A mãe fica tão paranoica, quer enfiar a colher dentro da garganta da criança, dá um desespero.
Imagina os professores de noite, noite e dia, ou seja, ao longo de anos. Tem que ter um aluno que está distraído, e está distraído não é porque ele quer estar distraído, porque nada o atrai mais. Porque nós desenvolvemos desde 2007 o celular, a partir de Steve Jobs, e na esteira vieram as redes sociais, e os shorts foram cada vez mais curtos. Isso modulou a mente humana, gerou uma dependência nos níveis da cocaína, há um desespero enorme por estar nas telas.
Aí o perito Desde que eles não estão nas telas, dá um tédio, dá uma solidão, uma aversão. Eles ficam irritadíssimos, mexe aqui, mexe ali, briga lá. Qualquer pequeno problema gera um impacto enorme, se irritam, agridem. O professor, ele está lá, ele é irrelevante. Se não abraçarmos os professores, eles vão adoecer coletivamente. E a estatística que diz que 80% estão estressados ou em fase de adoecimento. Eles têm de ser valorizados, têm de ter currículos mais brandos, onde as crianças e adolescentes, e também universitários, possam ter um ambiente muito mais atraente, com mais desafios, com mais provocação, com mais adaptação aos novos tempos.
Assim vai gerar atratividade, espetacularidade. Faz 500 anos que a educação é a mesma. Se você tivesse há 500 anos e dormisse, estivesse num caixão hibernando e acordasse hoje, você não veria diferença, mas o mundo mudou completamente. Imagine uma criança que tem mais informações que os seus professores, como eu disse, mais do que Sócrates, mais do que Platão, mais do que...
E ainda assim estão dizendo que é a primeira vez que é uma geração mais burra do que a anterior, né?
Claro, porque excesso de dados. Não é conhecimento. Einstein tinha menos informações do que os engenheiros da atualidade. É como você organiza os dados, como você se desafia. Por isso que pais que protegem demais seus filhos geram torradores de heranças, geram herdeiros. Pais inteligentes formam sucessores. Herdeiros querem tudo rápido e pronto. Sucessores pensam no legado. Herdeiros não se curvem agradecimento. Nascimento. Sucessores têm consciência da brevidade da existência, sabem que são mortais.
Herdeiros não amam desafios, é um problema, não tem nada para fazer, mas quando você coloca algo para fazer, eles não querem fazer. É a geração mimimi, é a geração frágil, é a geração insegura, é a geração superprotegida. Se você superprotege, você cria uma estufa E na estufa tá tudo bem, dentro de casa, vá lá. Quando você bota para fora de casa para fazer uma ligação, resolver um problema, eles travam, eles bloqueiam, detonam o gatilho, que é um fenômeno inconsciente da minha área de pesquisa.
Abre uma janela traumática, o killer em milésimos de segundos, o volume de tensão gera hiperfoco. E no hiperfoco você não acessa milhares de arquivos com milhões de dados, você não dá respostas inteligentes. Inteligentes. Então criar filhos em estufas, criar alunos em estufas a ponto que o professor não pode apontar erros. "Alunos, vocês não são mais um número na multidão. Amo vocês, mas vocês estão errados. Vamos voltar aqui, vamos conversar seriamente o que é o conhecimento." Se professores estiverem completamente retirados de sua autoridade, se as escolas não forem em tempo integral, é o caos.
E é o caos mundial. E você falou da China. A China tem muito ainda ensinar, mas a China também tem um problema sério, porque 20% dos jovens estão se autoabandonando. São 40 milhões de jovens ou mais. É a era da desesperança. E com a robótica, se não houver uma economia distribuída na China, com milhões, dezenas de milhões de microempresas, o governo vai ter que ter uma renda geral. E se não há recurso para ter essa renda geral, Como o governo vai fazer?
Como a França vai fazer? Como a Alemanha vai fazer? Como o Brasil vai fazer? Nós temos então de ter uma economia distribuída. Eu tenho conversado com economistas. A única possibilidade de superarmos a avalanche, o terremoto da inteligência artificial, é termos milhões de microempresas financiadas a baixos juros, como eu disse. Aí sim, todo mundo, médicos vão perder empregos, muitos advogados, milhares engenheiros, trabalhadores das empresas. Se não houver uma economia distribuída, é o caos.
Perfeito. O Homer, fala comigo. Pergunta boa, hein? Espera, uma pergunta boa agora.
Vamos lá, vamos lá. Cadu Silva mandou aqui: o Brasil ainda tem fome, pobreza, falta de saneamento e até estudo inacessível. Qual o seu plano para equilibrar mudar o Brasil, que possui um cenário em que muitos fingem não existir.
Cadu, você tem toda razão. Muitos fingem um cenário que finge não existir. E como eu disse, há uma grande maioria que foi silenciada, que estão lá nas famílias, mas sem voz, que estão nas comunidades ou favelas sem voz, que estão nas escolas e não consegue expressar suas ideias. O que importa é a dor dela, solucionar problemas. Por isso, centrado no que importa, se tivermos um governo compacto onde nós vamos centrar naquilo que importa, 100% projetos, sem ataques pessoais e focado nas pessoas, na sua dor, e um Brasil da soma e que não divide, nós pela primeira vez vamos criar um meio de cultura para um Brasil completamente diferente.
Olha, eu sou fora da política. Reitero, e desculpa dizer mais uma vez, eu não dependo da política, não dependo do prestígio, do dinheiro da política. Para mim, uma doação para minha nação. Eu tenho muito mais do que mereço.
Eu falei no começo, já tava com o burro na sombra, vamos falar a verdade.
É verdade, totalmente.
Intelectualmente, financeiramente, tudo já tava. Então vamos arranjar um pouquinho de confusão.
Mas é uma confusão por causa da mulher.
Não, não, não, é isso que eu ia falar. Eu torço por pessoas como você que não tem uma carreira política, que não vem de gerações e gerações dependendo da política. Ou seja, acredito nas tuas intenções mesmo. Meu problema é o outro lado, é a falta de experiência e ser engolido pelo sistema.
E você sabe, a falta de experiência pode ser uma grande vantagem, porque se eu tivesse experiência...
É uma ingenuidade que pode ser boa.
Pode ser boa.
Porque o pessoal fala: "Não, esse cara nem adianta, ele não tá no sistema, não sabe como funcionam as coisas", não é?
Exatamente. Bom, imagina, eu sou fora da política, eu não dependo da política e eu não tenho experiência política tradicional que afundou o país. Infelizmente não tenho. Então eu posso mais do que nunca convidar pessoas notáveis para compor os ministérios, os melhores da iniciativa privada, os melhores da universidade, e os políticos sem histórico de corrupção.
O partido não começa a fazer pressão nessa hora?
Não, eles me deram 100% de liberdade e eu escolheria grandes, inclusive governadores, governadores que não têm histórico de corrupção, mas têm histórico de gestão, de de gestão para estarmos juntos no ministério. Você já pensou fazer o ministério de ouro com os melhores políticos, com os melhores profissionais da iniciativa privada e das universidades? É o Brasil dos nossos sonhos.
E tirar esse sigilo que o pessoal tá colocando em tudo, né? Sigilo para tudo quanto é coisa. E bet, vai acabar com a bet?
As bets têm que ser taxadas seriamente. Ela, na verdade, R$30 bilhões por mês gasto, inclusive pessoas que pegam o dinheiro da Bolsa Família. Isso é um problema grave. Está drenando a sociedade brasileira.
E tem muita facção aí que dizem que está por trás de bet, né?
Não, é...
Fala... Lembra da música "Calma, Bet" da Blitz?
Essa eu não lembro, eu lembro de Bet Balance.
Calma, Bet.
Essa eu não conheço.
Também tem Bet Balance, só o pessoal mais velho sabe. Você não sabe, Oleia, você nem sabe o que tá falando.
Vai, Homer. Você joga nada?
Não, jogo futebol. Cara, fui Las Vegas duas vezes, não joguei nada. Não tem, não vejo graça. Você é da aposta ou não? Não mente na frente do candidato, do pré-candidato.
Eu só jogo o truco e olho lá.
Joga o truco? Quê? Você é transparente? Você rouba?
Tem cara de que rouba muito.
A beleza do truco E tá dissimulado.
É isso aí, deve roubar no truque.
Só blefando, só blefando, com nada na mão.
Vai lá, o picafumo, o cara com o picafumo na mão.
A Juliana Martins, ela mandou um Zap aqui, hein? Ela mandou o seguinte, ó: muita gente diz que a inteligência artificial vai substituir profissões inteiras nos próximos anos. Como o seu governo protegeria quem não tem perfil de empreendedor e simplesmente precisa emprego para sustentar a família.
Juliana, né? Isso.
Tem aquele papo de que um tempo vai ter que ter uma renda universal para todo esse pessoal. Vai ser milhões e milhões de pessoas que vão de uma hora para outra não ter o que fazer, não vão estar preparadas.
Então é muito sério. Agora pense comigo, o líder da Antropica alguns dias disse que temos que parar ou pausar, tem que pausar ou diminuir a velocidade da expansão da inteligência artificial.
Foi o Elon Musk que falou isso?
Não, foi o Lee Dantropik. Veja bem, 80% do crescimento da evolução da IA, sabe quem produz? Não são mais os engenheiros, ela mesma. E nós estamos às portas da AGI, a inteligência artificial geral.
Você acredita que vai rolar isso mesmo?
Vai. Se você fala assim para a IA: "Escreva um livro." na linguagem de Augusto Cury, com texto de Augusto Cury, sobre o podcast ou a live entre você e o Vilela.
Quem não conhece vai acreditar, não vai?
Vai acreditar. O que eu demoro meses, ela escreve em minutos.
Com arte, mesma coisa. Façam uma ilustração como se fosse o Rogério Vilela, tal personagem na frente, tal. Cara, você olha lá e fala: não é espantoso? É espantoso, é até desesperador.
Por isso que eu escrevi um livro, eu vou disponibilizar a um preço muito barato, chamado O Admirável Mundo Admirável e Perigoso da Inteligência Artificial. Bom, vai substituir? Vai substituir grande parte. Foi diferente, é diferente da Revolução Industrial.
Eu acho que eu vou conseguir me adaptar, mas não é todo mundo vai conseguir, né?
Então, Vilela, você é uma estrela nessa área, você é um artista plástico, você é um comediante, você passou pelo caos.
Eu passei da tinta acrílica e óleo para Photoshop, para computação gráfica, passei todas essas coisas. Então a inteligência artificial é só mais uma ferramenta para mim.
Exatamente. Mas daqui 4 ou 5 anos, provavelmente 90% das pessoas que fazem podcast vão sumir, porque quem vai fazer é um robô.
É isso que eu ia falar.
Um robô com inteligência artificial.
Vai chegar um ponto que a galera não vai saber se essa conversa nossa aqui aconteceu de verdade ou se ela é gerada por inteligência artificial.
Mas tem na internet várias propagandas. Propagandas?
Não, tem mensagens. Tem uma no seu tênis chinês aí? É mentira!
Tem.
Eu e o Fábio Frei Gilson fazendo uma oração que ele nunca fez. E a minha mãe acredita, cara. "Que bonito, filho, eu recebi." Eu falei: "Mãe, é mentira." "Mas você tá mexendo a boca, ele tá mexendo a boca." Não, tá tosco ainda, mas vai chegar um ponto que vai ficar perfeito.
E tem dezenas comigo. A gente tira, volta. Você não consegue.
E agora, como faz isso, hein? E na reta final vai rolar uns vídeos aí de um querendo... Fazer deepfake, fazer essas coisas com os candidatos. Vai ter mentira por aí, muito. Não sei se a lei eleitoral vai ser rápida o suficiente para tirar, né? Pois o estrago já tá feito.
Tem que ter liberdade de expressão, tem que ter liberdade de expressão, mas se a pessoa cometeu crime tem que ir à base da justiça, mas com liberdade de expressão. Agora, em nome disso, em nome disso, você não quem pode ser CIA, entendeu? Então o problema é grave, mais grave do que nós temos consciência, e ninguém sabe a dimensão que vai ocorrer. Sabemos que tem um tsunami, que tamanho as ondas vão chegar aqui, ela, mas pode chegar no nível, bom, no nível, a única coisa que a gente não pode fazer é esperar tranquilamente tsunami vir e não se preparar, né?
É verdade, estamos esperando, é os líderes Eles não falam sobre isso. Você já, você já aqui fez entrevista com vários, eles não estudam inteligência artificial, não sabem que um robô poder operar 10 vezes melhor que o médico, não sabe que um robô pode processar mil processos em minutos na medicina, na advocacia, na engenharia.
Tem, tem a inteligência artificial já tá fazendo estrago agora, não é Futuro, não agora.
Os robôs estão 5 anos atrasados em relação a hora de trocar o Romerinho. Você já pensou? Colocou um sujeito ali de barba ali. Não, eu sinceramente, mas qual é a graça?
Não vai te perturbar, não vai te perturbar, não ia fazer piada com você, não ia fazer piada comigo.
Ou se ia fazer piada, ia ser piada previsível.
Mas fazer o quê?
Não é a mesma coisa.
Vai cair audiência, vai cair. Nunca peça. Nunca.
Esse é uma parte que as pessoas não estão dando valor para isso.
É complexo.
Sabe que as pessoas estão dando valor agora? As pessoas estão dando valor agora é para peça ao vivo, para música ao vivo, para o artesanato, para coisa feita manualmente. Cada vez mais o manual, a coisa que tá acontecendo ao vivo, que aquela coisa lúdica.
É isso que o pessoal, pelo menos uma parte, tá se O problema é que é uma minoria. A grande maioria dos jovens, o que eu temo é que esses jovens têm aversão ao tédio, à solidão. E o tédio, a solidão, e o tédio, a solidão faz parte, faz parte, é o convite para interiorização. Vou repetir de novo: tédio e solidão é um convite para você se conectar consigo. Se você eliminar o tédio, a solidão, você elimina a possibilidade de você se com a sua história.
Você tem de aprender a namorar a vida. Sabe uma coisa que está ocorrendo? Ciúmes. Do quê? Bom, os jovens não sabem mais namorar.
Ah, mas ciúmes sempre teve.
Não, mas agora explodiu.
É mesmo?
Os jovens, na era da liberdade, eles deviam respeitar o direito um do outro. Não, eles querem controlar um ao outro. Inclusive, muitos jovens estão tomando Viagra. Estão perdendo a sua sexualidade.
Caramba, tão cedo assim?
É, por quê? Eu entendo o Romer falar. Perdeu o prelúdio.
Eu entendo, porque o Romer ainda tá naquela de transar quase todo dia.
Quase todo dia.
Cara, ele transa quase todo dia. Quantos anos você tem?
36. Não parece, né? O Rodrigo Pereira é um urso, mas...
Mas não é tão comum todos os dias.
Não, espera aí, explica para ele.
É quase todos os dias, ó. Segunda-feira foi quase, terça-feira Foi quase. Quarta-feira também.
Cara sério desse, escreveu vários livros, você vem com uma piada ruim dessa, Ronner?
É, é, ela vem de baixo do baralho. Eu acabei de chamar ele de mente complexa. Você vê, agora eu gosto disso.
Eleva e aí você mostra a realidade. Manda aí, manda aí.
Você ganhou uma consulta psiquiátrica de graça do pré-candidato à presidência da República.
Quantas pessoas não queriam isso?
Brincadeira à parte, brincadeira.
Eu não sei se eu me emociono ou se é ele que vai se emocionar. Vamos ao hater, né?
Manda a pergunta aí.
Vamos lá. Gustavo Nogueira mandou o seguinte: Você tem algum projeto para endurecer penas para criminosos ou para abaixar a maioridade penal?
E a experiência também do nosso Bukele.
Bom, nós temos 400 vezes maior o território brasileiro do que El Salvador. Vocês podem aprender algumas coisas, mas é outra realidade, mas é outra realidade. Então o país é um Brasil continental, você aprende e você adapta e você também trabalha a nossa, todo esse ecossistema brasileiro. Mulheres que sofrem violência ou que são vítimas a tal ponto que chega ao feminicídio, penas têm que ser elevadas. Mismo há 40 anos e sem atenuante.
Abusos sexuais, sabe com que frequência ocorre no Brasil? E maus-tratos infantis? A cada 45 segundos. E há uma lei no Congresso tramitando com rapidez chamada Lei, Projeto de Lei Augusto Cury, PL Augusto Cury. Eu não queria que tivesse meu nome porque, Vilela, eu sempre tive uma vida discreta, apesar de ser considerado o autor mais lido do Brasil, Raramente eu fazia podcast. Você deve ter procurado um bocado de tempo, né?
Não vou falar aqui, não vou desmenti-lo.
Faz tempo. Mas é um prazer estar com você aqui. Eu quase não dava entrevista, tinha uma vida discreta. E por que foi colocado o meu nome? Porque quem propôs a lei, a Rosângela Reis, uma deputada, disse: "Para dar autoridade, já que você é psiquiatra, é o mais lido do mundo." Não é mais lindo, entendeu?
Mas poderia ser, porque existem várias—
Que beleza está nos olhos de quem vê.
Harmonização que estão fazendo agora, né, senhor?
Ah, isso é verdade. Mas não fazem. Você já não sabe quem é o sujeito.
Porque tem demonização, tem umas que é tão feio que fica demonização, né?
É verdade. Parabéns, você é um excelente humorista. Bom, mas beleza está nos olhos de quem vê. Como psiquiatra é uma lida na atualidade no mundo, então para dar autoridade, porque a cada 45 segundos ocorrem maus-tratos infantis ou abuso sexual. Tem que ter penas severas, porque um minuto, isso dói meu coração, enquanto estou falando com você, várias crianças estão sendo abusadas. Isso é um crime dramático, inenarrável. Um minuto pode gerar uma janela traumática duplo P.
Tem que ver progressão de pena, tem que ver—
Tem problema progressão de pena? Essa progressão de pena faz com que a pessoa vá lá—
Daqui a pouco o cara tá na rua de novo.
O cara é condenado por 20 anos, se ele cumpriu 1/5 da pena, teve bom comportamento, ele sai. Ele sai com—
O cara faz a conta e vale a pena.
Com 4 anos, é. Não, é inacreditável.
Ô criminoso, capricha na última pergunta aí.
Olha, eu vou roubar seu coração agora, hein. Ih, vamos lá. O Rafael Souza mandou o seguinte: o que existe nas suas propostas que realmente mudaria a vida de alguém que depende do atendimento precário do SUS?
Muito obrigado pela sua pergunta. Quem enviou essa pergunta?
Foi o Rafael Souza.
Rafael, eu tenho um projeto importantíssimo para a saúde. Número 1, eu disse que abraçaremos os neurodivergentes, que são 32 milhões do país. Também a saúde física, que obviamente está ligado ao emocional, abraçaremos. Como? Nós faremos o maior projeto de telemedicina do planeta.
Telemedicina?
Por quê? Através da telemedicina você tem inteligência artificial no mais alto nível que faz a triagem e uma quantidade enorme de centenas de médicos do mais alto nível atendendo 24 horas por dia. À distância? À distância. Qualquer lugar do país, uma criança com diarreia, um adulto com infecção pulmonar, liga, no máximo meia hora ele deve ser atendido, e você resolve 80% das doenças. Você desafoga o SUS, porque no SUS muitas vezes demora 30 dias, alguns textos dizem até 54 dias para ter uma consulta, e uma cirurgia 6 meses.
E o nosso SUS é importante, Importantíssimo, uma grande conquista. Quem já morou no Canadá sabe a dificuldade, nos Estados Unidos, mas o nosso SUS é incrível. Exatamente. Agora, já pensou se resolvermos com a telemedicina 80%? E é possível, e já está provado isso. Assim nós atenderemos rápida e gratuitamente o Brasil todo e desafogaremos o SUS, quase zeramos a fila do SUS. É um projeto revolucionário. Bolsonaro, e ninguém fala sobre isso.
Já viu alguém falar sobre isso? Não. O que que você acha disso, na tua opinião? Atender uma criança com diarreia, com risco de vida, de madrugada, acho o mínimo, né?
Acho que tem que ser o mínimo, tem que ser o mínimo.
Exatamente, porque é o mínimo, porque é o mínimo que as pessoas deveriam ter atenção.
País que a gente não tem nem saneamento básico, né?
Então, exatamente, é isso mesmo.
Senhor Cury, Doutor Cury, como devo chamá-lo?
De amigo.
Amigo, obrigado demais pelo papo. Segunda vez que esteve aqui, tem a terceira rodada, hein? Tem a terceira rodada, que aí a gente não vai pegar leve com ele, porque estamos pegando leve com os candidatos aqui, né?
Mas ele também não pegou leve. Pegou leve? Não, ele fez questão.
Não, que você não sabe o que é pegar pesado.
Só separei as mais exato, você vai estressar um psiquiatra.
Então já está convidado para segunda rodada, então, quando vai ser sabatina com— a gente vai convidar alguns jornalistas aqui. Então, que tenha toda sorte do mundo nessa tua campanha. Mas para finalizar, você tem aquela câmera, e agora é a hora de— você disse: por que não escolher as outras pessoas? Por que escolher Augusto Cury? O Lula como hoje pré-candidato, quem sabe candidato em julho, quando é que sai? Agosto? Quando é que é?
Agosto, né? Meio de agosto.
Por que escolhê-lo?
Por que me escolher? Porque eu não dependo do poder, porque eu sou de fora, porque eu tenho liberdade para escolher as melhores mentes para governar esse país, porque eu sou um homem de projetos, 100% projetos. E sem ataques pessoais, porque eu quero ser a voz das pessoas silenciadas, a voz das pessoas que se sentem cansadas, estressadas, num país que fala muito de coisas irrelevantes, como o próprio Vilela diz, mas não toca no essencial.
Eu quero ser o Brasil da soma, eu quero ser o Brasil que foca nas pessoas e é centrado naquilo Aquele que importa. Importa a sua dor, importa a sua família, importa a nação brasileira, porque nós não estamos em dois barcos, só há um barco. E se ele afundar, afundamos todos. E pode ter certeza, quem está lá dirigindo esse barco, se eu estiver lá, o meu comportamento será— eu não serei o maior líder da nação, mas o maior empregado da nação.
E um presidente é apenas um Líder contratado pelo voto, com prazo determinado para ser despedido, para ir embora. Ele não é alguém superpoderoso e não é alguém que deveria ser valorizado muito mais do que qualquer ser humano que está lá na ponta lutando para cuidar de seus filhos, lutando para ter comida na mesa, lutando para ter uma educação de qualidade, uma uma saúde de qualidade. Então, por que você deveria votar em mim? Porque eu quero ser a voz de você que está silenciado.
Muito obrigado por você participar desta jornada nossa, uma jornada para dentro de nós mesmos, para uma política completamente diferente do que tem sido feito até hoje.
Obrigado demais, Augusto Cury. Obrigado vocês que estiveram aqui com a gente. Redes sociais?
Redes sociais: @AugustoCury. Aí tem umas redes, é, exatamente, todas as redes. Seu RY, tá rolando aí um QR code também, que vai para onde? Esse QR code é para nossas comunidades. Por favor, se você acredita no Brasil da soma e não da divisão, no Brasil que escuta as pessoas, no Brasil que pacifica e foca naquilo que importa, entre nas nossas comunidades do WhatsApp. Será uma honra tê-lo lá. Você vai ser um líder desse Brasil dos nossos sonhos. Muito obrigado por você existir.
Obrigado demais. Um autor desse nível concorrendo à presidência, eu acho que é um bom sinal de que ainda temos pessoas, né, que largam uma carreira de sucesso para tentar ir e ajudar o Brasil a Melhorar, não é? Com certeza. Este é o 5º programa, talvez, com pré-candidatos. Depois faça essa conta aí. E seguimos na conta, falta Caiado, Aldo e Lula. E é verdade, estamos na captura, falando com todos.
Sim, será que alguém vai correr da gente aí?
Não vão, eles falaram que não, vai ficar feio, não é? Todos têm que passar aqui. Obrigado demais vocês tiveram com a gente até aqui. E é com você, ô Romer.
Bom, compartilha esse vídeo, né, com toda a sua patotinha, espalha nossa palavra.
Patotinha, cara? É verdade, você tem 80 anos, cara, patotinha?
Pois é, cara.
E ele chama a mulher dele de broto.
Isso faz 40 anos isso daí.
Ninguém mais usa isso aí.
É verdade, cara, é verdade.
Como você chama a mulher? Vem cá, meu pãozinho de mel, né?
Pãozinho de mel é ela que me chama.
Ah, tá certo. Pão, né? Tinha isso, né?
Nossa, ele é um pão, ela é um brotão, né?
Pois é. Então faz isso que ele tá falando, se inscreve no canal, dá like. E agora é a hora de você brilhar, Romulo. O que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final dessa conversa?
Para provar que chegou ao final desse papo maravilhoso, coloca aí: pica fumo, pica fumo, o truco, né?
Referência, pica fumo. Não se confunda, veja Velo, fiquem com Deus, que bom que vocês vieram, valeu, tchau! Estão sendo vinculados a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.