1863 - PERFUMES, RELÓGIOS E ALFAIATARIA: GABRIEL CATUNDA, JOHN E KADU
GABRIEL CATUNDA é especialista em perfumes, JOHN ESPERANDINO é especialista em alfaiataria e KADU é especialista em relógios. Eles vão bater um papo sobre as nuances e dicas de como encontrar produtos de alta qualidade. O Vilela se viciou em comprar perfumes, mas já avisamos que não é pra beber.
- Relógios e estiloRelógio como marcação de tempo · Relógio como prêmio e atestado · Patek Philippe · Rolex · Richard Mille · Grobo Force · Rolex Submariner · Rolex GMT
- O Papel da Comunicação e MídiaComunicação não verbal · Importância do terno sob medida · Corte inglês vs. corte italiano · Old Money · Tecidos de alta qualidade · John Esperandino · Tiago Finch
- Perfumes e AutenticidadePó de café para cortar aroma · Cheiro da própria pele · Gritti Preludio · Boom do perfume · Memória olfativa · Perfume de nicho · Perfumaria de design · Contratipos de perfume
- Mercado de LuxoAlta relogioaria: Definição e complicações · Escassez e exclusividade · Valor sentimental vs. valor de mercado · Falsificação de relógios · Procedência e autenticidade · Rolex como alvo de falsificação · Patek Philippe Nautilus · Rolex Daytona Panda
- Figurino e EstiloValor percebido · Cognição indumentária · Autoestima e vestimenta · Impacto da separação na imagem · Roupas para ocasiões específicas
- Old money vs New moneyEstilo discreto e atemporal · Qualidade sobre ostentação · Associação com relógios vintage · Perfumes clássicos e discretos
- A Imagem é MensagemImagem como ferramenta de marketing · Comunicação não verbal · Impacto da vestimenta na percepção · O papel do 'valor percebido' · A busca por identidade através do estilo
- Crise da MasculinidadeVestimenta como ferramenta de conquista · Impacto da separação na autoestima · O papel do 'Sugar Daddy' e 'Sugar Mommy' · Homens buscando identidade através do estilo
- Narrativa do cloneFalsificação de relógios · Contratipos de perfumes · Impacto na percepção de valor · Procedência e confiança
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vilela e tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais cheirosa, bem vestida e na hora certa.
Pois é, rapaz.
Só a galera aqui na beca, todo mundo cheiroso, relojão.
Cara, você sentiu o perfume aqui?
Rapaz, olha, o cara tá tudo cheiroso. Eu tô me sentindo mendigo aqui, cara, que eu só passei um avanço aqui.
Você não é que nem o Bigoda que passa bom ar debaixo do braço, ele é assim. Eu passo avanço. Ele avança. Avança. Não, como que é? Use avanço e elas avançam. Você é casado, né?
Por isso que eu passo por isso.
Como você faz para andar na rua com elas avançando?
Não, na realidade, o avanço hoje você consegue até matar barata com esse negócio.
Eu sou da época do treboot de Marchand, lembra aquele?
Não é? Aquele era um verdinho.
Hoje é abrasileirado, né?
E não tinha nem aerossol, era aquele de esguichar mesmo.
Espreidinho, né, cara?
Não, aquilo dá para acender churrasco.
É, cara, que muito chato.
Um patrocínio a menos, né?
Esse acho que não vai rolar.
É, esse e o IP. Depois a gente também fala do IP no jornal, né? Dois patrocínios a menos aí. Mas vamos falar de gente cheirosa, gente bem vestida e gente poderosa.
Pois é.
O que não é o meu caso.
Não, não é o seu caso. Não é o meu caso. Você está com um boné do Inteligência e uma camisa Hering. Pois é. Mas você percebeu que ultimamente eu estou mais cheiroso? Olha, um relógio bom que eu usava o Apple Watch, pessoal me zoava.
Você teve uma grande transformação, cara.
E agora tô com uns pano meio até bem, só que hoje vamos falar com os cara que manjam aí, os cara que é poderoso. Então, o Romer, como o pessoal participa? Porque hoje é um episódio especial, né?
Hoje é uma live especial que é dedicada para pessoas especiais que são os nossos membros. Exato, eles passam na frente do chat, eles já sabem quem vai vir com antecedência, eles já mandam umas perguntas aí passando na frente do chat.
É muito importante você se tornar membro, principalmente na época de eleição, porque com certeza precandidatos. Já estão passando aqui os pré-candidatos, depois eles vão ser confirmados, vão passar de novo, vai ter debate, e vocês já vão mandando pergunta aí, né? Os membros têm preferência, pode mandar superchat, mas a preferência dos membros, certo?
Certo. Já aproveita também deixar o like, se inscreve no canal, pode se—
10 milhões, falta tão pouco, né?
E compartilha essa live aí com toda sua patotinha.
Fechou? Patotinha, né? Você é um cara das antigas, patotinha. Você leva sua patroa aonde no final de semana?
Cara, no final de semana, você sabe quando você vai sair, né, cara?
Então eu sei, mas eu vou lá, linguagem do promocionado, entendeu?
Promoção lá, tem um saldão.
Esse é o programa de final de semana.
Agora você quer dançar?
Ah, eu vou na discoteca, né, cara?
Vou na discoteca, vou na boate.
Discoteca é antes de boate.
É velho, né? Não, ele conheceu a mulher dele, chamou esse broto aí.
Quem é esse broto?
Ela falou: e esse pão?
Esse pão, esse pão.
Pedaço de mau caminho. Mas vamos falar então de moda, de estilo, né? Catunda, se apresente primeiro para aquela câmera e eu quero o meu presente inútil.
Muito prazer, sou Gabriel Catunda, sou pai do Henrico, filho de Deus, casado com a Aline. Sou o cara um pouco mais cheiroso, tento trazer um ambiente um pouco mais de leveza, um pouco mais de bom ar, como vocês disseram. E eu trouxe um presente inútil.
Ah, o que você trouxe? Mas é inútil pra deixar no cenário.
É inútil. Dá uma olhada em Me Veja e eu te explico por quê.
E também, além de tudo que ele falou, ele é clone também de quem?
Jason Momoa da Choppy.
Exatamente. O depois do crack, né?
Depois, muito depois.
Olha, o que é isso aqui?
Esse é um pó de café. Caraca. Todo amante da perfumaria que chega na Sephora, o cara fala assim: "Ah, quero um cafezinho pra cortar o aroma." Cheira o perfume, cheira o café.
É lenda?
É lenda, é mito.
Mentira, sério?
Pode ser placebo. Ó, já tem uma aqui.
Agora eu sempre acreditei. Eu sempre acreditei também.
É um placebo porque muita gente até hoje, a Anvisa não permite mais que você leve um cafezinho. Porque imagina, todo mundo chega lá, enfia o narigão, não sabe de onde que tava depois do coronavírus. Mas a gente tem esse efeito placebo, muita gente fala: pô, em mim funciona. Mas o cheiro que a gente deve sentir entre um perfume e outro é da própria pele.
Ah, você vai pra pele?
Que é o cheiro mais comum que a gente tem. E aí você volta pro perfume. Então esse é um presente pra você.
Já começamos, então, com conhecimento, hein? Quebrando mitos.
E pra falar em conhecimento, eu trago também um perfume útil, porque eu sei que você é um cara que tem ficado cada vez mais cheiroso.
A galera tá invejando.
Amém. Nossa amizade tá demais, cara.
Cara, me arranja a pessoa.
Eu trouxe uma função pra você.
Não, você vai me arranjar a pessoa que fez o seu esquema lá, que eu quero luzinha. Ô, eu quero luzinha que acende em volta dos perfumes, que nem na casa dele lá. Tem luzinha, tem gaveta que abre. Tudo bem que eu tenho, sei lá, 10 perfumes por enquanto.
Calma, calma que é um caminho sem volta. Esse perfume tem um... Vamos lá.
Esse daqui eu não conheço.
É um perfume italiano, uma marca chamada Gritti. E esse foi o escolhido porque Prelúdio, que é o nome dele, é algo que antecede um grande encontro. Um grande momento. Seu dia a dia, eu acho que são de grandes encontros, de ótimas informações. Não precisa de puxar saquismo, que a gente não precisa disso, graças a Deus. Mas a gente é fã, nós três aqui com certeza somos fãs do seu conteúdo. E o Prelude é aquilo que vai anteceder um grande momento.
Então que você use, deixa esse ambiente mais perfumado. Ele é um perfume que traz uma leveza, um frescor, é um perfume muito versátil. E dentro daquilo que eu conheci de você, eu acho que você vai gostar.
Ficou estranha essa frase.
É para dar aquela trauletada.
O corte vai ser bom, hein?
Vai ser bom. Em cima do que eu conheci de você, era um pesadelo, viu?
Aquele noturno das 3 horas da manhã.
Rapaz, o ruim de virar amigo é essas coisas. Já tá com amizade demais, né? Mas, ó, obrigado demais. E o que eu percebi, uma coisa que eu acho que vocês vão concordar, é que eu não me preocupava muito com Claro que você quer estar com uma roupa legal, mas eu não me preocupava muito com o tipo de evento ou de lugar que eu ia. Eu falava: "Meu estilo é esse, meu jeito é esse e dane-se." E eu percebi que faz muita diferença você estar com o perfume certo, você escolher um reloginho legal, estar com uma roupa certa.
Vamos falar muito sobre isso, porque eu percebi como é a diferença de como você é tratado, como as pessoas te olham e realmente a mensagem que você passa, não é frescura. E você vai ficando mais velho também, querendo coisa melhor também, né? Quando você é mais novo, você vai, pega fila para entrar em balada, vai em lugar apertado. Depois de um tempo, aí fica diferente.
Chega no banco, meia hora, tá tudo bem, você vai tomar um cafezinho, depois você já quer chegar, você é feliz.
Obrigado por mais esse presente. Eu vou mostrar para vocês, eu fui gravar na casa dele lá com a coleção de perfumes, ele me deu dois lá que eu já estou usando aí. E valeu, se é que você me entende. Depois vamos explicar esse valeu aí, hein? Quem quer ser? Você é o próximo então? Tua câmera Que ela se apresente para o povo e eu quero meu presente também.
Opa, eu sou o Cadu da Watch Dreamers, sou um apaixonado por relógios a vida inteira e sou uma pessoa que começou a falar de relógio e isso mudou minha vida.
Mudou por quê assim? Porque você encontra pessoas com a mesma paixão?
É, a criação da minha página sobre relógios ela foi puramente porque eu queria falar sobre relógio.
Não pensou em ganhar dinheiro?
Não pensou em nada? Eu sou de uma cidade média, Juiz de Fora, Minas Gerais. Quando eu falo Juiz de Fora, todo mundo pensa na cidade da facada, né?
Já é a primeira coisa. Eu não tinha pensado, mas agora realmente, pensa na Flórida, que é grande. É mesmo, o que tem gente de Juiz de Fora, né?
Tem gente de Juiz de Fora lá.
Boston também, o pessoal vai muito pra Boston.
É, eu penso na piada que meu pai fazia quando era criança. A gente morava em São Bernardo, ele falava: "Quem foi que expulsou São Bernardo de Campo? Juiz de Fora." Era isso. Piada de véio. Você gostou dessa, né?
Vou adotar.
Um amigo nosso aqui, o que trabalha aqui com a gente, foi para o Vaticano semana passada.
Pois é.
O que que ele perguntou para ele quando voltou?
E aí, você tava animado para fazer uma visita papal?
Um minuto de silêncio por causa dessa piada. A Leia, que está começando hoje aqui, não entendeu ainda, que ela não riu ainda. Ela não sabe se rir. Mas desculpa, tive que dar apresentação.
E aí eu não tinha com quem falar sobre relógio, as pessoas do meu convívio não se importavam tanto até com alta relogioaria e tudo. Eu falei, cara, vou fazer uma página, começar a falar sobre relógio. E eu também vi que era um conteúdo que faltava, principalmente no Instagram. No YouTube tinha alguma coisa, mas no Instagram faltava. Então eu falei, cara, vou começar a falar sobre, vamos ver se aparece outro maluco igual eu e tudo, que eu tava Estudando muito sobre isso na época, sem ter onde jogar isso.
E aí a página mudou minha vida. Com ela veio, eu conheci pessoas, veio empresas, veio tudo mais. E eu saí de uma, eu mudei de realidade.
Como é aquele filme Campo dos Sonhos?
Vocês assistiram?
Cara, tinha uma frase lá que vale para minha vida, que tem a ver com você, cara, que Sei lá, o filme é meio místico assim, né? Ele recebe a visita lá de uns caras de... Porque ele era viciado, era fã pra caramba de baseball. E, cara, parece um cara que ele era muito fã, do nada o espírito do cara, sei lá, e fala assim: "Constrói um campo de golfe no seu milharal", ou seja lá qual plantação que ele tinha. E os amigos dele tudo louco, porque ele acreditou, né? Começou... É porque o cara fala: "Construa e eles virão". É meio que isso.
Que legal.
É o lance assim, construa e as coisas vão vir, cara. Que é meio o mote do filme. Pra tudo que você vai fazer na vida.
Mas é isso.
Interessante.
Você começa a parada sem saber, né? Ah, esse é o filme, ó. Com o... Como chama esse ator mesmo?
É o Kevin Costner. Kevin Costner.
Tem que assistir, hein? É muito bom. Missão de casa hoje.
Interessante você falar de Campos dos Sonhos porque a página chama Watch Dreamers, que é sonhadores mesmo. É sobre sonhos, né? É. Sonhos e atingir os seus sonhos, conquistar as coisas, né? Então, tudo a ver, né?
E eu sou interesseiro, cara. O que você trouxe pro meu cenário? Tem que ficar no cenário, você sabe. Não vai levar de volta, né?
Isso aqui é um presente que seria inútil caso você não tivesse relógio, só que agora eu tô vendo que você tá entrando nesse mundo.
Ih, rapaz! Então, legal esse desenho aqui, olha aqui, ó.
É a logo do site da minha página, da loja da minha página. E aí lá a gente tem as cases para relógio.
De inútil não tem nada! O cara quer humilhar vocês, ó. Ele tá querendo humilhar, era para dar presente ruim.
Puxa o quadradinho para o lado aqui. Tem ensinando a mexer no banco.
Que legal, olha que legal, mano!
Agora vou guardar já.
Feito em couro legítimo à mão.
Aí, que legal, cara! Obrigado demais! Fica devendo um presente bosta agora. Então vai ser na próxima, então, porque isso aqui eu vou deixar no cenário, né?
Não vai conseguir.
É, aí depois você manda aquele pulseira quebrada, qualquer coisa, e agora é vez do John. Acompanha o trabalho dele no Instagram, os ternos, as paradas que ele faz para vários amigos meus. Aqui é tua câmera, se apresenta para o povo.
Prazer, meu nome é Jones Pirandino, sou alfaiate empreendedor há mais de 11 anos com a minha própria empresa. Para mim é uma honra estar junto com você aqui, Vilela, Catunda, Cadu. A gente está dividindo conhecimento junto com vocês. E o meu presente, depois que a menina mandou mensagem para mim: Jones, tem que trazer um presente inútil. Eu pensei, meu Deus do céu, que coisa inútil de presente.
Um alfinete, né?
Ao mesmo tempo Para mim foi muito útil, marcou a minha vida, e ao mesmo tempo pode ser inútil para você, mas vai deixar aqui na sua decoração. É o seguinte: quando eu casei, quando eu casei em 2014...
Aliás, bonito o logo, hein? Olha o logo dele, que legal. Eu vi na fachada da tua loja lá, muito bom gosto.
Quando eu casei, eu não tive condições de dar uma festa para minha esposa. A gente casou na igreja, fizemos ali, comemos um bolo e saímos.
E faz diferença, as mulheres fazem diferença. Faz, faz. As mulheres gostam dessa coisa.
Aí, após 9 anos, Deus me deu a condição de eu fazer uma festa. E eu fiz uma festa, queria que você abrisse por gentileza, em 2023, 12/03/2023. 12/03/2023, correto? É, 2023. Cadê?
Tem que saber, senão a mulher vai ficar brava.
É, cadê? Onde tá?
A gente mandou gravar aqui. Ah, tá aqui, tio. 12/03/2023. Nós conseguimos fazer uma festa onde a gente reuniu um dos melhores, os top clientes nossos do Brasil. Só que só eu e ela que realmente sabemos por que seria essa festa. A festa seria pra gente comemorar o nosso casamento. Então depois de 9 anos eu tive a condição de dar uma festa pra ela e a gente comemorou aí. Pra mim foi muito lindo, foi bem útil pra mim. Eu acho que isso aqui vai ficar com uma decoração muito linda pra você.
E a gente mandou fazer com cristais Swarovski, feito à mão.
Tem um significado bem legal, cara.
Parabéns. Aí depois eu trouxe também um presente pra cada um ali. Pode pegar.
Olha só, rapaz!
Trouxe um presente pra cada um. Eu acho que como é meio difícil a gente adivinhar muito o tamanho, eu trouxe uma coisa que acho que todo mundo aqui deve gostar.
Que isso, amanhã tem episódio também, não tem? Hã? Amanhã não tem episódio também? Tem. Vamos, né, pô?
É, pois é.
É um vinho francês que é um dos meus favoritos. Eu trouxe pra vocês, um pra cada um.
Olha só!
Um francês desses de 22.
Ah, rapaz! Eu vou te mandar um valeu hoje de novo, hein?
Perfume com views, hein?
Poxa, valeu demais, cara.
Olha isso aqui, depois coloca na sacola.
Ó, Romer, não fica olhando não, hein?
Obrigado.
Não fica de zóio não, hein?
Muito bom isso, hein?
Muito bonito.
Linda garrafa.
Pô, valeu demais.
Obrigado, meu irmão. É isso, uma honra. Depois a gente coloca na sacola para vocês.
Quer colocar aí?
Porque passa para ela aqui, isso, senão acaba quebrando aqui. Então, Cadu, você que já abriu, querem tomar? A gente toma um. Vamos, não, eu topo, eu topo. Vamos abrir um vinho aí para a gente fazer algo diferente.
Fala, fala, combina, né?
Um vinho, uma roupa, perfume, acho que tá tudo.
Daqui a pouco o Jovem Sai Burrifando.
Comemorar o momento aí. Como que a gente podia começar aí, hein? Porque, cara, eu vejo um... Não sei se é porque eu me interessei mais no assunto, mas eu vejo que a galera parece que está se interessando cada vez mais, principalmente os homens, de se cuidar, de ir atrás de se vestir melhor também. Relógio é uma comunidade absurda. Entendi o lance do relógio, que não é o lance de marcar a hora. Você tem o celular, você tem outras maneiras, até mais fáceis.
Mas por que que, Catunda, vou começar por você, por que que a galera... Cara, eu fui numa loja de perfumes sábado para comprar perfume para minha mãe, eu deixei para última hora, cara, não consegui entrar.
Sério?
Cara, era gente assim, eu quero, levando de 4, de 3, não sei o quê, esses árabes, sabe, uma loja especializada em perfume árabe. Tudo bem, eu levei 6, mas eu vi a galera sendo de sacola, cara. 6 perfumes? Eu mandei para ele.
A culpa é do Zico, tá comprando muita coisa dele que tá levando 6.
Não, mas eu achei que... Tipo, era eu que estava interessado, não sabia que existia um interesse tão grande. Depois eu vou querer saber também de vocês dois, mas é um interesse repentino ou só sou eu que não tinha percebido essa parada?
Eu acho que teve o boom do vinho, do relógio, eu acho que a gente está passando agora pelo boom do perfume.
Por quê? O Instagram, as redes sociais ajudam nisso, você acha?
Ajudam. Hoje o segundo termo mais buscado no TikTok Brasil é seu perfume.
Ah, para!
Juro.
Você está brincando, cara.
Perdendo para maquiagem.
Cara!
Eu acho que teve o boom da nutrição, do fitness, 2014, 2015. Só que são booms que permanecem. Na verdade, a gente diz que o boom é a porta de entrada. Não é aquele hype que é vazio.
Ah, é tipo paleta mexicana, né? Que hoje ninguém mais fala em paleta mexicana. Claro, outro boom também, que também acabou antes de paleta. Teve outro também, né?
Teve o iogurte lá, lembra?
Ah, é! O iogurte lá.
Pô, e assim, as pessoas também têm tentado uma diferenciação Do tipo, cara, o Cadu é o Cadu. Tem a vida dele, tem a empresa dele, ele quer ter o cheiro dele também. Eu acho que isso é um ponto importante, que as pessoas sempre olharam pro relógio, pro blazer, de uma forma muito visual. Eu acho que o perfume, por ser algo invisível, gera aquele mistério do tipo: "Cara, eu uso pra mim, porque ninguém vai saber o que eu tô usando." Mas ao mesmo tempo, a gente fala que perfume você não usa só pra você.
É.
Porque você tem a capacidade de melhorar ou de piorar o ambiente com cheiro. Verdade. E aí entra uma coisa que pouca gente talvez relacione, que é o quê? Dos todos os pontos do ser humano, de todos os sentimentos, sensações do ser humano, o aroma é o mais importante. Isso cientificamente falando.
E eu acho também que o aroma, não sei pra vocês, mas ele te remete a uma fase da tua vida também. Com certeza. Você sente algum cheiro e fala: "Cara!" Aí você lembra da tua infância ou lembra de alguma coisa.
Com certeza.
Eu acho que todo mundo já passou por essa experiência, né?
Memória olfativa, ela é muito diferente, né, cara?
É, assim como música também. Música também me leva para fases da minha vida também.
Às vezes mais do que você vê uma foto, né? Às vezes quando você cheira uma coisa, você lembra de estar naquele momento.
Um exemplo disso, o meu filho começou a gravar vídeo, né, sobre perfumes. E aí ele começou a gravar falando sobre o caiaque. O caiaque eu usava lá atrás quando eu não tinha dinheiro, quando era primeiro linha de entrada. Para mim, o caiaque era maravilhoso naquela época. Aí hoje meu filho tá gravando falando do caiaque. Aí veio essa lembra assim? Falei: olha filho, esse aqui foi um dos primeiros perfumes que o pai usou.
Eu usava 212, aí fui massacrado.
Já começou bem 212.
Não, não, fui zoado por pessoas aqui nessa mesa. Depende da época, né? 212, aí eu falei: não, eu passei para Sauvage. Ah, falaram que é perfume de ex. Toda mulher tem um ex que já usou 212 e deu Sauvage.
É da Barra de Ouro também?
O Emílio.
O Emílio eu não conheço, acho que não também. É?
É.
Mas eu vou perguntar para vocês também, O lance que ele falou, eu achei um ponto muito legal que ele falou, que é o lance de as pessoas procurando uma identidade. Porque eu me vejo assim, tipo, pô, tô na faixa dos 50. Qual é a coisa que vai marcar essa década pra mim? Então, pô, é usar um relógio diferente, mudar a roupa, ter alguma coisa que tenha mais a ver com essa minha nova fase de vida, né? Relógio, acho que também tem muito a ver com isso.
Tem.
Dele marcar um momento, o nascimento do filho, uma fase da sua vida, uma promoção, um negócio que você fecha. Eu percebi que o relógio está muito ligado a você se premiar ou alguém te dar um relógio como um atestado de que, putz, cheguei lá, né?
Aham, nossa, acontece muito. E hoje eu tenho uma loja de relógios, né? Então, quando a pessoa vai lá, muitas vezes é isso.
Ela te conta uma história?
Ela conta uma história, ela fala: pô, meu filho vai nascer, eu quero comprar um relógio que vai marcar esse momento. "e aí quando ele tiver uma certa idade eu vou dar esse relógio pra ele". E relógio é uma coisa que dura muito também, então é uma coisa que pode ficar na família ali durante gerações, então tem toda uma história que pode ter por trás e meio que um romance nisso, né, uma coisa assim.
Qual que é a fabricante que usa isso de marketing? É a Patek?
É a Patek.
Você já viu, né, que eles falam que você não possui um relógio, você só tá carregando, guardando pra próxima geração, né?
Exatamente, é.
Até entrando nesse assunto, Cadu, quando eu comecei a expandir o mercado dos Estados Unidos, comecei a trabalhar, fazer submedida lá nos Estados Unidos, eu fui no evento do...
Conta essa história, como assim?
O cara soltou uma dessa assim?
Tipo, quando eu fui me ensinar o americano a se vestir melhor, cara.
Não, daqui a pouco tá o Robert falando: "Não, quando eu comecei lá no Zap..." Aí o cara já começa e já... É porque você falou: "Não quero falar hoje." É porque é o seguinte, como que é a história?
A história é a seguinte, eu comecei, já vamos contar essa parte que você falou, como um relógio é presente, você ganha presente ou tem toda uma história. Quando eu comecei a expandir meus negócios para os Estados Unidos, eu fui num evento, num evento chamado Construction Connection, e aí esse meu cliente ele me deu exatamente esse relógio aqui.
Coloca aqui, ó, que legal, tá pegando aqui, ó, aí tá. E ele te deu de presente?
Me deu de presente esse relógio. Ele pegou esse relógio para mim, tirou do pulso e falou: John, eu tô te dando esse relógio que hoje começa um novo tempo para você nos Estados Unidos.
E aí toda vez que você olha esse relógio, eu lembro. Aliás, tira do pulso, por favor. Cara, que relógio bonito! Deixa eu colocar perto da câmera aqui.
Esse é um Tag Heuer Alta Via. Ele, você pode ver que até que essa parte de você regular ele, qual que é o nome desse de regular? A coroa dele é um pouquinho maior porque ele é baseado no, como se fosse um piloto de avião, que você pode mexer nele.
É porque os pilotos, né, eles usam aquelas luvas grossas, então ele precisa de uma coroa grande para poder mexer. Se fosse uma coroa pequena assim...
Se fosse de coroa grande aqui, o Lenny... O Lenny gosta de uma coroa, né, cara?
Então é muito interessante isso aí, então realmente marcou minha vida. Então toda vez que eu olho para ele, pô, eu comecei a levar para os Estados Unidos.
Mas a roupa também, a pessoa quer se presentear ou vai ter um evento, vai ter um casamento, vai ter um uma festa da filha, formatura, ele vai pra lá, pô, merece uma roupa feita sob medida.
Exatamente, ó, o dia que todos os clientes que vão passar uma consultoria comigo vão fazer uma roupa sob medida, eu sempre coloco na cabeça do cliente, falo pra ele a verdade, você tem que entender que a sua comunicação ela é 60% não falada. Então, do jeito que o Catunda tá vestindo aqui, ele tá passando uma comunicação. Qual que é a comunicação eu olhando ele aqui? É um cara que se preocupa com a imagem, um cara que se preocupa com uma camisa boa, uma camisa passada, alinhada, colocou um lenço. Então o Catunda tá passando uma imagem, uma imagem de mulher.
Eu não vou perguntar também, para no Catunda, para nele, não chega até o Homer também, para, não dá a volta aqui.
Precisa nem falar não.
Ia terminar em quem? Ó a volta, ia terminar em quem?
Em você, o mano com boné. Mas o Vilela já tá estilo ali, Elon Musk, a basiquinha.
Eu tô no básico aqui.
O piano de 15 reais.
Aliás, vamos fazer uma, ah, falta a sua aqui, vamos fazer um brinde.
Vamos brindar esse francês.
A quem, hein? Ao quê?
Ao quê?
Aí sim, encontro cheiroso, estiloso, e esse encontro atemporal.
Câmera de cima, câmera de cima.
Valeu! Então, bom, hein?
Nossa, esse jeito, parabéns, muito bom! Chegou primeiro dia, quer beber vinho? Depois de um ano, né, André? Ela não bebeu.
Ó, calma, esse brinde aqui é o seu novo começo.
Que falsidade! Quem vem tá mandado embora já.
Sacanagem.
Muito bom mesmo. Mas o que que você tava falando, John?
Desculpa, voltando lá, falando sobre poder da imagem, né? Não, você falando é poder da imagem que você conta para comunicação não verbal, né? Então a maioria hoje, os clientes que me procura hoje, é um cliente que quer mudar o posicionamento de imagem. Geralmente é médico, advogado, é o cara que quer vender um curso, o cara que tá indo palestrar. Então ele procura fazer, ele procura fazer uma roupa alinhada para o corpo dele. Então nós alinhamos, o cliente vem até nós e eu— Todo cliente que antes de chegar até a alfaiataria, a gente tem uma seleção.
O que é uma seleção? O cliente entrou em contato, WhatsApp, a minha assistente analisa o perfil dele, analisa o WhatsApp dele, WhatsApp não, analisa o Insta dele e aí ela me passa: "João, esse é o perfil do cliente." Aí marcou, semana que vem.
Atual. Como ele se veste.
Exatamente. Aí eu olho todo o perfil dele, beleza, entendo quem é o cara. Quando ele chega para sentar comigo, Ele vai falar todas as dores dele e eu vou falar o que pode ajudar ele através da imagem do Instagram dele.
Vamos fazer uma entrevista aí?
Vamos.
Você já viu meu Instagram?
Sim, sim.
Eu usava muita roupa, muita camisa com estampa, muita calça, tênis, tipo tênis de correr, tênis mais esportivo. Aí eu chego pra você e falo: Pô, pô, John, eu tô querendo um novo posicionamento, tô fazendo muita palestra, tô tendo muita reunião com executivo porque eu tô fazendo muito programa novo. "Vou ter um programa só com executivos, vou ter uma nova linha de programas, tá virando televisão aqui e queria me reposicionar visualmente." E aí, como que você faz?
Bom, você já começou...
Ah, e outra coisa, quando eu vou em evento ou premiação, eu queria uma coisa não tão tradicional, uma coisa mais artista, porque eu também sou artista, sou comediante, trabalho com desenho e tal, então eu queria uma coisa um pouco diferente, talvez uma cor diferente, um corte diferente, como que a gente faz?
Bom, aqui eu vou— você já começou muito bem tirando as estampas, né? Então, o dia que você entendeu que você não é um outdoor, não precisa ficar divulgando as marcas.
Não, não era nem de marca, era estampa.
Estampa, que é Dolce Gabbana, algo assim? Não, não, é que eu sou artístico mesmo. Ah, o artístico mesmo?
Não, não, porque, por exemplo, eu sou muito da cultura pop. Então, é coisa de filme, coisa de anime, de desenho, porque eu sou desenhista. Então, era muita coisa relacionada ao que eu curto. E porque o programa que começou muito colorido, eu achei também que eu deveria mostrar isso no começo, mas agora acho que já não combina mais com a fase que eu tô vivendo.
Ótimo. Eu acho que nessa sua nova fase, eu acho que uma camiseta básica do jeito que você tá, a gente jogando um blazer aí, já passa uma outra autoridade para você. Então você já fica mais alinhado e você também não fica tão social. Então eu acho que um blazer aí para você, aquilo que você chegou, depois vocês quiserem colocar nele para ver como é que vai ficar. Eu acho que já, meu, eu acho que você já tá começando muito bem. Essa linha que eu e ele estamos jogando aqui é uma também, mais casual, só que é uma que você tá usando uma camisa super alinhada, não precisa usar gravata.
Uma reunião, por exemplo, eu iria com essa, né? Uma palestra?
É, depende aonde você vai palestrar, depende o público para onde você vai palestrar.
Normalmente é para empresários, né?
Ah, eu iria já com, ou dessa forma, para você começar, para você começar a adaptar, porque tem uns clientes que falam: "João, pô, não consigo usar camisa lá em cima, gravata ainda." Eu falei: "Começa devagar." Aí você vai se acostumando depois.
Porque gravata já é um salto.
Exatamente, gravata é um salto. Eu quando comecei trabalhar com gravata. Eu trabalhei na Nike 7 anos, aí eu vim trabalhar de gravata sufocando aqui. Meu Deus, para mim foi, foi tipo assim uma experiência que eu tive que passar por isso, né? Porque depois, enfim, acostumei. Mas aqui a visão aqui do Catunda tá super elegante. Se ele quiser palestrar, quiser ir hoje aqui, ele quer ir para um evento palestrar, ele quer um evento, um jantar à noite, ele tá muito bem alinhado. Uma camisa alinhada com a cor do piano.
É melhor você tá tá mais bem vestido para ocasião do que menos bem vestido. Não sei se eu expliquei direito.
É melhor você exagerar do que, ó, acabei de vestir um cliente que ele embarcou hoje para Las Vegas. E aí ele é um cara que começou a palestrar, ele fez blazer comigo sob medida, camisa e terno. E ele falou: "João, mas os cara lá usa mais jeans, usa mais básico, não sei o quê." Eu falei: "Ó, então beleza, é uma oportunidade de você ser o destaque dessa mesa." Mesmo que ela: "Ah, não, o cara vai zoar." Não, deixa o cara zoar. O importante é que você está sendo destaque nessa mesa.
Você está super bem vestido, fez uma roupa à sua medida, então você tem que usar. Aí mudei a mentalidade na hora. Falei: "Pô, verdade, né?" Então, oportunidade de você fazer diferente.
Olha aí.
Aqui, corta pra mim.
Puxa a gola dele.
Acerta aqui pra mim, por favor.
Aí, valeu.
Olha aí.
Olha aqui. É isso aí, ó. Ô, Homer, eu te vou dar uma palestra séria e você pagou pra estar lá.
Pois é.
Eu chego assim, você dá uma moral? Dá a impressão que eu entendo de alguma coisa?
Olha, agora até parece que você entende um pouco.
Cara, ele começou... Sabe aquele negócio, foi o hater? Você não sabe, ele começou como foi e terminou como hater.
Sabe o que se chama valor percebido?
O quê? De você olhar e avaliar uma pessoa... É que nem o carro que você usa, a galera já vai avaliando, né?
Tem muita até da forma proposital de usar, né? Eu sou formado em relações públicas e gosto muito de falar sobre essa parte de comunicação e de conexões. Tem uma parte de um evento que a gente faz que fala sobre o poder da imagem visual, da imagem realmente, que a gente chama do, muitas vezes, do poder da cognição indumentária, que é o quê? Você analisar aquela pessoa sem ela ter que falar nada. Exatamente. É isso que um policial usa no uniforme, um bombeiro.
Não é só a roupa, também é o jeito da pessoa. Aquele jeito, aquela desleixada, postura, como se senta, como imposta a voz, como fala olhando no olho ou não.
E você sabe que o que o Doutor fala sobre a comunicação não verbal—
Aperto de mão mole, não faça.
Não faça isso, gente. Postura.
Não. Cara, que raiva que dá.
Tá doido, cara.
Mas faz diferença, né?
É o tom de voz.
E às vezes você nem percebe Mas você tem uma pré-impressão da pessoa, uma impressão sem a pessoa ter se apresentado, você vê o currículo, só por essas coisas, fala: "Cara, não sei, não confio naquela pessoa, não fui com a cara daquela pessoa, tem alguma coisa errada." O posicionamento dela, o jeito que ela se posicionou, se apresentou, né?
Vai falar da imagem que você acabou de falar?
Com certeza. Não, tom de voz, postura. Vou te dar uma notícia boa. Fala assim: "Pô, tá bom o vinho, hein?" Você vai falar: "Caraca, não tá bom o vinho?" "Pô, o vinho tá bom, hein?" Entendeu? Então isso tudo também tem na parte da comunicação que o John fala muito bem. Eu também sigo ele já algum tempo, de você conseguir ler o cara de uma lapela. Pô, vai fazer uma lapela de 12, 12 é a largura.
Faz diferença?
Faz, do perfil do cliente. Por exemplo, ele aqui tem a caixa torácica, tem a ver com a pessoa, essa aqui, ó, eu, ó, o tipo de biotipo do corpo dele é mais largo a parte da frente. Eu indico sempre uma lapela mais larga.
"Eu vou ficar maior, tadinho." Não pensa no que você vai fazer pra mim agora, pensa, ó, eu grande aqui, ó.
Longo prazo.
Daqui 6 meses, dá pra meter um 12, não?
Dá sim, italiano, estilo italiano.
Exalando um perfumão.
E podemos começar sobre estilo então? O que que é, você falou italiano, por exemplo, pra mim é grego isso.
Italiano, que a gente tá falando o seguinte, vamos falar dos 2 cortes mais clássicos e tradicionais que nós temos hoje. O corte inglês, o que que é o corte inglês? O corte inglês que a gente fala uma fenda atrás, tem um corte atrás que ele tem duas fendas.
Ô Romer, vê se você acha alguma referência para mostrar para a gente entender aí.
É, eu falando aqui ele vai conseguir ver. A parte de trás tem duas fendas, é o corte italiano. Por que esse corte? Quando você tá com o botão fechado e você vai fazer um movimento para pegar no bolso, a parte de trás fica, ela não vem para frente. O corte inglês, que é uma fenda no meio, Ele foi usado bem antigamente porque as pessoas faziam aquele... Qual que é esse esporte de cavalo mesmo? Polo. Polo. Então ele foi feito tradicionalmente pra você usar com aquele corte polo.
Corregado dos dois lados. Exatamente. Quando você senta no cavalo, ele tem aquele corte perfeito. Esse seria um dos cortes mais tradicionais da gente ver na peça de corrida. Até hoje é feito. Até hoje é feito. Aí antigamente usava muito terno de 3 botões. Hoje a gente usa mais 2 ou até 1. Geralmente os 3 botões, ele fechava muito aqui em cima.
Ah, ele vem até aqui em cima.
Exatamente. Aí ele fechava muito aqui.
Ele não dava amplitude pra você usar com a gravata bem alinhada, bonita, encorpada.
Seria mais ou menos isso.
E tem a ver também esse lance que o pessoal fala que o botão de baixo não fecha, deixa aberto?
Exatamente.
Se você tem um paletó, um blazer igual eu tô usando, com dois botões, você sempre fecha o primeiro de cima, o segundo não. Porque quando você fecha o segundo, ele fica muito quadrado, então você perde mais ou menos um porte alinhado ali.
Ele é mais decorativo então?
É mais decorativo.
Isso vem na verdade da época dos reis, né?
Bem antigamente.
O jeito de se alimentar, que a maioria deles era barrigudo, eles deixavam o último botão aberto pra se sentir confortável. E virou meio que um sinal da alfaiataria.
E vai sentar, abre.
Assim como muitas vezes tudo comunica, né? Tudo tem código. A relogiaria tem código, a perfumaria tem código, a alfaiataria também tem código. Eu digo assim, eu não tenho um terço da expertise do John, mas eu sou um amante da perfumaria, sim, da alfaiataria há mais de uma década, eu faço sumissura também sob medida. E aquilo, o que você quer comunicar? Um transpassado, que é aquele terno também que a gente chama de lace, que você chama double-breasted, né, que você fala, que passa um em cima do outro. Aliás, do inglês.
Isso, ficou bem claro lá, o corte clássico e o corte italiano, duas fendas também.
O clássico que eles estão chamando é o inglês então.
É, exatamente. Eu prefiro sempre o italiano, italiano para nós brasileiros cai bem melhor. E aí você acabou de falar do jaquetão, né, jaquetão ou double flap que nós usa com 4 ou 6 botões. Geralmente o cliente quando vem fazer roupa comigo, eu indico para fazer esse por último. Por quê? Porque você tá num ambiente no Brasil onde é muito calor. Então geralmente, antigamente usava muito fechado esse de 4, 6, num ambiente bem frio, europeu, então é diferente.
Por isso que esse inglês, italiano, ele vem muito dessa parte de 4 a 6 botões. Então se usava muito fechado lá por causa do frio. Eu sempre indico aqui, quando o cliente for fazer um sob medida, 2 ou 3 botões se o cara for muito alto.
E sabe que tudo isso que a gente fala tem comunicação não visual? De quem é você culturalmente falando? Perfume do árabe normalmente é o perfume que projeta muito, é o perfume que deixa rastro, porque é o perfume de quem precisa mostrar quem manda, quem tem mais dinheiro, o cara que chegou. Já o inglês, assim como na alfaiataria, assim muitas vezes como relogioaria, o inglês ele é um cara mais discreto. Até esse ato de você fechar, você mostra que você não é um cara tão expansivo, um cara tão aberto à conversa.
Já o italiano, normalmente o cara deixa aqui, ó, a gola aberta, até aqui, ó.
Aqui aberto, aquela coisa mais fina, aquela coisa mais...
Com blazer e camisa social não...
Ah, eu não gosto, eu não acho que eu usaria, depende da corrente, né? Geralmente o pessoal coloca aquelas de ouro e tal, eu não acho tão legal não, na minha opinião. Depende da comunicação que você vai passar. Geralmente eu vi muita gente usando assim, é mais pagodeiro, funk...
Associa, né?
Tem isso também que é bom, sorrir no braço.
No braço? Ah, no clássico?
No piscera.
No piscera eu gosto, eu gosto bastante. Eu não tô usando nenhuma hoje, mas eu gosto.
Aqui combina com roupa mais social.
Na verdade é algo bem da alta joalheria.
Mas aí você pegou da sua mulher, né? Peguei. Não, mas tipo, homem dá para usar coisa brilhante? Porque sabe o que eu imaginei? Homem é uma coisa mais fosca, mais pro preto ou pro ouro branco assim, e dá para usar?
Essa daqui, por exemplo, eu gosto bastante.
Sério?
Porque fica mó bonito mesmo.
Eu gostei. Olha essa azul aí, que linda, cara.
Essa daqui eu ganhei, são safiras azuis, a safira na cinta.
Mas tem que combinar, por exemplo, com com o relógio, tem que ter o trapézio?
Eu particularmente gosto de usar as coisas mais combinando. Por exemplo, hoje eu tô usando um relógio marrom, o lenço marrom e sapato marrom e o costume azul marinho. Então eu sempre gosto de tá organizando as cores, entendeu?
Pensa em alguma coisa, aqui tá bem legal, ó.
O azul com... Aqui na verdade é safira azul com ouro amarelo. Foi um presente de 10 anos de casado com a minha esposa e a safira demonstra o amor puro, verdadeiro, fiel. Então tudo isso comunica, né? Isso tem na relogiaria também, do tipo, cara, o estilo inglês do relógio é diferente do italiano, porque o inglês é fechado.
Primeiro vamos definir, né, os tipos de relógio, vai, porque eu tô entendendo que esse mundo é muita coisa.
Vou contar uma curiosidade antes, porque você tá mostrando a sua Riviera, é uma coisa interessante porque eu vim da joalheria antes, eu trabalhava com joia.
Não, precisa de um simples, fecho duplo.
Não, então essa Riviera lá nos Estados Unidos o pessoal chama ela de tênis Tennis chain.
Riviera, o que que é?
É o estilo de— é o nome da pulseira de brilhantes, né, assim, basicamente. E aí nos Estados Unidos eles chamam ela de tennis chain porque num jogo de tênis, um tempo atrás, uma jogadora perdeu uma Riviera dessa no meio, né, ali do jogo, e ela aí parou o jogo, parou tudo, vai procurar e tal, e ficou tão marcado que virou tennis chain.
Olha que legal, caraca!
Mas vamos Vamos falar de relógio então, cara. Quais são os tipos básicos que a gente precisa? O começo, a galera não entende nada de relógio e ela quer comprar um relógio, que tipo de relógio ela tem que pensar?
Então, isso sempre depende do orçamento da pessoa, né?
Vamos lá, ela tem R$10 mil.
R$10 mil, cara, eu iria ali com um Seiko. É um relógio muito legal de você mostrar ali que você—
eu sei que é uma marca que é interessante porque mesmo Olha aqui, ó, esse aqui é um Kill Bill, que nomearam, né? Ele de Kill Bill foi um brasileiro que nomeou, né?
Ele tem todo esse aspecto amarelo e tudo. A galera gosta do mundo dos relógios, gosta muito de dar apelidos também, né? Tanto que os Rolex tudo tem apelido e tudo mais. Então, um Seiko é uma marca muito interessante porque eles entregam qualidade Eles são uma das únicas marcas que produzem tudo do relógio, desde a pulseira, o mecanismo, o mostrador.
Tem fabricante que pega, pega alguma parte de outro?
A maior parte.
Ah, é?
Maior parte produz o mecanismo, produz alguma parte, o mecanismo, ou tudo é terceirizado, eles só fazem o design, tudo. E aí a Seiko, ela faz o relógio do zero até o vidro do relógio é feito por eles e tudo.
Mas isso não é alta relogioaria, né? O que que é alta relogioaria?
Rolex é? Então, tem essa discussão, né?
Tem essa discussão, né?
É uma questão bem polêmica porque não existe oficialmente uma definição para o termo alta relogioaria. Aí tem gente que diz que alta relogioaria são complicações, que são assim como se fosse as funções do relógio.
Complicação é tipo, tem calendário, tem Calendário perpétuo, tem cronômetro.
É, aí indo para coisas mais complicadas, tem fase da lua, tem turbilhão, o minute repeater, que é o relógio tocar o som. Interessante também tocar o som, não tocar as horas, né? Mas aí algumas pessoas definem autorrelogioaria pela marca produzir relógios com complicações muito difíceis, né, de produzidas, e outras vai pelo nível do polimento, do acabamento do relógio em si e tudo.
Ou outros vão pelo valor também.
Valor também, também é, porque assim, é, tem que ser, tem, ela tem que atingir pelo menos um desses requisitos. E como a Rolex, ela, Rolex produz excelentes relógios assim, relógios duráveis, vende muito, é grande, 1 milhão e meio de relógio mais ou menos por ano.
Cara, é muito relógio!
O primeiro relógio que eu tive foi Rolex. E mesmo assim falta, né, relógio. E mesmo assim falta, né, relógio.
A produção também define se ela é uma alta relogioaria ou não?
A escassez?
A falta de relógio? Então, existe isso, só que como tem tanta gente querendo Rolex, é uma marca tão famosa e tudo, 1 milhão e meio ainda é pouco para demanda que eles têm. Cara! Então assim, a maior parte das marcas que a gente vê falando de alta relogioaria, às vezes elas produzem bem menos, 40, 50 mil, ou até marcas super exclusivas que produzem ali 500 relógios.
Qual é uma marca super exclusiva, por exemplo?
Cara, na minha opinião, é uma marca que poucas pessoas conhecem, é a marca que tá mais em alto nível hoje, é a Grobo Force. É um nome bem difícil de falar.
Ninguém acha, né?
Procura aí.
Nunca ouvi falar. Vocês já ouviram falar dessa marca também?
Grail.
É, a gente vai ganhar um desse?
Você trouxe?
Ele trouxe vinho para todo mundo. O mínimo que a gente espera é que você tenha trazido um vinho desse. Vamos falar, 100 mil dólares. Nossa, eu tinha pensado em reais.
Não, essa marca começa em 200 e poucos mil dólares.
E vai até, na relogiaria, do tipo, quando você fala de relógio, você prefere tudo por dólar?
É porque é como é mundialmente, né? Mas aí depende da, as maiores aí das conversas. Mas a gente fala muito em dólar porque real varia muito e tudo, então no real, no dólar já tá meio fixado. As marcas, as melhores marcas são as suíças ainda mesmo, ou tem Então tem essa questão que a Suíça tem, tem todo um respeito pela relogioaria suíça e tudo mais. Só que assim, eu que eu digo, nada impede. É, esse é um deles, diferentão, velho.
Esse relógio, quando você olha para ele, ele tem muitos níveis de profundidade, ele tem camadas assim, camadas.
É, você vê, é até estranho. Ele tem uma camadinha mais alta, depois abaixa um pouquinho, depois tem outra mais baixa ainda. Esse globo, ele é um globo mesmo, ele não é— ele tem uma, sim, é superioridade.
É, então assim, é até estranho olhar para o relógio desse porque você num espaço muito pequeno você tem muita, muita informação ali.
Cara, meu aniversário é 8 de novembro, quem tiver a fim de me presentear, 500 compras, sei lá, na 25. Eu acho que não deve ter nem clone desse daí, né?
Não, de tão diferente que esse relógio um Grobel foi leiloado esses dias, acho que foi 1,7 milhão de dólares.
Nossa, caraca, impressionante, hein?
E aí eles produzem pouquíssimos relógios, eu diria que ali entre 200 e 400 relógios por ano assim, né?
Pô, essa aí é alta relogiaria, isso aí você pode dizer que é alta relogiaria.
Esses aí são, não, esse é o top do top. Mas por exemplo, AP é alta relogiaria, Patek também, só que aí E também é complicado porque tem as grandes marcas, né? AP, Patek, Vacheron, Rolex.
Vacheron é bom.
É, Vacheron é um espetáculo. RM. E aí existe a relogioaria independente e a gente chama às vezes de uma small brand, uma coisa assim, né? Mais artesanal.
E são bem conceituados também?
São bem conceituadas. É, existem todos, né? É claro que existe. Mas aí a relogiaria independente é uma coisa assim que ele produz poucos relógios, é uma coisa mais ali próxima do cliente, tudo. No momento o cliente desse relógio, na marca ele conhece o dono da marca, ele conhece tudo, né?
Aquela história do primo rico vocês viram, né? Dele tentando comprar, foi em Patek que ele tentou? Patek, lá na Suíça, e o cara nem atendeu, nem olhou na cara dele e tipo Fila de 9 anos, é verdade essa parada mesmo? Eu nunca entrei numa loja desses relógios. E eu quero esse relógio, tem um monte de relógio exposto, se eu falar eu quero esse, não vai ter.
Pra que que tá lá então, cara?
Tem lugares do mundo, né?
Não, você acha que isso é tudo estratégia de marketing? Claro que é, com certeza. Você colocar a escassez no produto.
Assim, a Patek Philippe ela tem relógios que são assim, digamos, os relógios para de entrada, que é para o cara que quer ser cliente da Patek Philippe, quer ter um—
você não pode chegar e já querer o top, você tem que começar lá de baixo.
Então assim, se você for numa loja da Patek Philippe, não dá para garantir, mas muito provavelmente você consegue comprar algum relógio. Só que não é um relógio que tá todo mundo querendo, não é, por exemplo, modelos que são famosos da Patek Philippe, o Nautilus, o Aquanaut, ou alguma autorrelogiaria mais diferente assim. Você não consegue comprar você vai comprar outras coisas que não tá tão em alta, tudo.
Mas também não é garantia que você vai conseguir também, né? Se o cara não for com a sua cara, você pode chegar com a minha camiseta estampada do Ultraman e pegar mal.
Ele tipo assim, você comprou, você quer virar um cliente, aí você vai fazer o cadastro lá, daqui a pouco ele vai te mandar outra lasanha.
Lasanha é um relógio.
E aí você falar não, pega mal também, entendeu? Tem que comprar, tem que comprar, se você quiser chegar lá naquele ponto.
Só para dar um contexto, vocês podem achar esse corte do Primo Rico, mas ele conta que foi lá, os caras não atenderam, não tinha, a fila era enorme e tal. Ele ficou puto, falou com um amigo dele lá na Suíça, o cara falou: "Não, volta no outro dia." Falou com Salvatore, né? Ele falou: "Aí conseguiu, tem esse, esse e esse." Aí falou: "Cara, olha como é que é o relacionamento, a parada." E o relógio que ele comprou. Não, mas o que eu achei legal era assim, os caras entram tanto na mente que ele, o Primo Rico, estava felizão de estar gastando 400 mil, sei lá, 500 mil.
Comprar qualquer coisa.
Comprar qualquer coisa.
Qualquer coisa. Para comprar desses aí.
Se sentindo importante, cara.
Olha que louco! Não que o relógio dele não seja um baita relógio, mas não é o relógio que a galera tá procurando, que a galera tá assim, que deve ser um mais hypado, né?
Não deve ser o de entrada, né? Que lindo, cara!
Esse é o Grandmaster Shine. Esse aí deve ser uns 5 milhões de dólares por aí.
O louco!
Rapaz, esse é um relógio.
O que que faz um relógio ser caro? Por exemplo, é ter ouro, é É exclusivo, é a marca?
Então, nesse relógio tem muitas coisas que a marca com certeza ela influencia, né? O preço tá muito atrelado porque existem outros relógios que são Grand Complication, vai ter vários níveis de complicação como esse e não vão ter o preço do Patek. E ali, como você pode ver ali, o relógio ele é de ouro, ele é todo gravado, né? Na caixa e tudo. E esse relógio, ele tem tantas complicações que ele precisa dos dois lados. Então ele gira e do outro lado tem outro mostrador com mais complicações.
Complicações é bom nome, né?
Complicação é o dinheiro. Quando você paga isso é que você fica uma complicação no banco, né? Quantas complicações eu fiquei no banco depois de comprar?
Quantas parcelas de complicações, né?
É, até Às vezes é comum falar dessa forma, mas é criar funções, né?
E falou de Patek, falou de— na sua opinião, qual que é o melhor relógio? Não tem isso, é uma questão de gosto mesmo.
É uma questão de gosto e o que seria melhor para uma pessoa, né? Porque, por exemplo, a gente vê um Grobo, ele tem complicações absurdas, ele tem ali uma construção de relógio incrível, Ele tem, ah, tem lá o turbilhão, o nível de acabamento. Acabamento se diz é quando você olha para um detalhe, uma coisa, e ela tá muito bem, muito bem polida, ou tá muito bem qualquer trabalho que eles forem fazer ali em cima, né? E tudo isso é altíssimo nível, mas é um relógio que é prático de você usar todo dia, que vai durar para sempre?
Não é. Então assim, cara, o relógio, o melhor relógio para você usar como relógio, não tem como, é um Rolex, porque ele vai durar. Você pode, se for um Submariner, alguma coisa assim, você pode pegar ele, tacar na parede, pode cair com ele, e vende fácil também, né?
Valoriza também, né? Valoriza, valoriza.
Você falar assim, eu quero um relógio para durar, para ser resistente, para me mostrar as horas, para ser prático e tudo, cara, é um Rolex. Sub funciona muito bem. O Date também é um excelente relógio.
Falaram que, não sei se é o Hulk, foi o Hulk que saiu de linha. Hulk saiu de linha já tem um tempo, aí já valoriza, por exemplo, já valoriza.
Ou tem muitos anos, valoriza. O que saiu agora foi o Pepsi.
Ah, o Pepsi, né?
E aí valoriza então quando sai, no momento valoriza.
Cadu, deixa eu fazer uma pergunta para você. É uma grande questão que eu passei por isso. Eu comprei um relógio da Eidosse azul faz um ano e meio, e aí fui lá, paguei à vista, paguei R$85 mil. Fui na loja mesmo, fui numa loja aqui em São Paulo, fui lá, paguei à vista R$85 mil. Depois de 7 meses, o cara me seguiu e foi, eu fui assaltado na garagem de casa. E o cara chegou armado para mim e falou assim: eu quero seu relógio.
Dá impressão que o cara te vendeu da loja. É, pareceu, não pareceu? Então pode me devolver aquele relógio que A última parcela vendeu, agora ele é meu de novo. Do jeito que ele falou assim, ele me seguiu e falou assim: eu fui lá, comprei, depois um cara, tipo, um cara foi lá e me vendeu.
A malinha com a .40 ali, filho.
Mas como que foi? Então, tava onde?
Eu tinha acabado de sair de um cliente, e aí eu passei, eu acho que 5 horas da tarde, eu peguei os meus filhos na escola. E aí cheguei na garagem, cheguei na garagem de casa, abri a garagem, a garagem. Na hora que eu entrei, quem é que tava chegando? Fausto, bitch, venceu! O Fausto, o menzinho, tava chegando para pegar uma roupa comigo. E aí ele ia entrar com o carro, antes de entrar com o carro, o cara chegou armado assim e falou: só quero o relógio.
Ele já sabia então?
Já sabia, me seguiu.
O que você acha?
Ele soube da onde?
É isso que eu tô te falando, eu acho que hoje, tenho certeza, há um mercado muito grande de roubo de Rolex.
É, falam isso, cara.
Não sei como os cara chegam.
Eu acho que quando eu falo isso, gente, não é todo garçom, mas falam que tem garçom em restaurante que dá o toque, já que tá... Tem, tem.
Somma nobrista. Clientes meus já falaram isso. Por isso que eu falo, hoje aqui em São Paulo, pra você usar uma coisa sua, coisa boa, que geralmente você não pode usar. Ou você tem que andar de carro blindado, ou com segurança. E tomar cuidado, porque também tem aquela coisa. Você chega no aeroporto de Congonhas, você tem que tirar o relógio, colocar no bolso.
É que a gente pensa, o tamanho do bem pelo que vale é muito fácil, né? O transporte, tudo isso. Exatamente. Diferente, por exemplo, do cara querer entrar na minha casa e roubar minha coleção. Coleção que vale um Patek, sei lá, X.
O cara vai sair com um monte de perfume na mão.
Já sabe, hein?
Foi você, foi você, ó, tá cheiroso.
Minha coleção vale no máximo aí um negocinho.
A pergunta é: tem, você já teve vários clientes seu que aconteceu esse tipo de caso? O que que você aconselha para pessoa que usa Rolex? Porque Rolex todo mundo quer, o mercado quer. Qualquer Rolex, na minha opinião, Qualquer Rolex que eu vejo, é Day-Date, é Submariner.
Rolex é a marca que eu acho que mais rouba, né?
Mesmo tendo outros relógios. Eu acho que tem muito mais mercado, né?
Mesmo mais caro, eu acho que isso daí chama mais atenção, mesmo sendo Rolex mais barato do que um RM, por exemplo, né?
É muito mais fácil dele passar para frente, tudo. Tem muito mais Rolex e tudo. Um RM vão ter poucos iguais, então às vezes é mais fácil do cara ir atrás.
É tipo quem roubar Porsche, vou roubar Ferrari. É, roubar uma Porsche em São Paulo ninguém vai dar não. Se você roubar uma Ferrari que tem 50, vai falar: pô, peraí.
É, vai roubar uma Harley-Davidson já era.
Coloca uma RM na tela. Não é um relógio que eu acho muito bonito, né? É. Tem um gosto... E ele é tão caro, né, cara? A gente fez uma matéria, depois eu vou passar aqui um vlog. Cara, tem 1 milhão e meio, 2 milhões, né?
Tem.
Por quê?
Ah, então, a RM ela é uma marca que ela vai contra o que... Muita gente fala, né, a marca tem que ter tradição e tudo mais. Ela é uma marca que surgiu, se não me engano, no início dos anos 2000, e ela já tem todo—
2000, cara, é nova!
Início dos anos 2000 ou final dos anos 90?
Final dos anos 90, pelo que eu vi.
Mas eu vejo que esse relógio, ele é mais esportivo, né? Ele se baseia em um carro, algo assim.
Eu acho que ele é bem—
ele é muito Ele é muito voltado a automobilismo, Fórmula 1, tanto que a parceria dele—
E tem um que ele é altão assim, né, cara? Ele é bem— é um negócio que tem uns menos coloridos.
Normalmente o cara acha um 2004, 450 de dólar.
Isso é barato para um Richard Mille.
Por Katunda aqui.
Não, é o preço dele mesmo.
É mais ou menos isso.
Mas os que eu vi lá no deal, cara, tinha uns relógios lá de 1 milhão e meio e tal.
Os RM? É, sim, mas aquele é 450 mil de dólares.
Ah, tá, dólares, né?
Isso daí, tá, tá.
Trumps, Trumps.
Mas, cara, é um relógio que ele soube usar muito bem essa questão de estar no braço de certas pessoas, né? Os influencers. Sim, o pessoal da Fórmula 1 e tal, começou lá com Felipe Massa inclusive, né, super legal. Muitos dizem que a parceria da RM com Felipe Massa é a maior, a parceria de maior sucesso da história da relogiaria.
Esse louco, ele é sócio da RM? Será que é?
Não sei dizer, mas ele realmente é muito forte lá, porque ele já parou de correr há muito tempo e tudo, até hoje é patrocinado, tem os relógios no nome dele e tudo, então é um cara que foi muito importante importante, né? Ele já até contou essa história, né, que na época eles não podiam pagar ele, aí eles ofereceram dar o relógio e tudo também, um relógio do preço, né? Não, valia, já era um relógio caro, não que é hoje, mas já era um relógio muito caro.
Mas é uma empresa relativamente nova, né? Na época talvez o valor de mercado dele não era tão significativo. Ele tem o quê, 15 anos?
Pois é, cara, vai ter uns 20 e tantos, né?
Mas 20 ou 30, né, dependendo que fazem dos anos 90.
Desde quando a RM é fundada?
Eu acho que é tipo 2005, negócio assim, né?
O Homer vê quando eles começaram. Cara, olha isso daí, velho! Isso tem muito em qualquer mercado, é um relógio, relógio nativo, é de gosto duvidoso, eu diria. Eu, você pagaria 1 milhão num relógio desse, Homer? Você tem 1 milhão? Eu tô partindo do pressuposto que você tem 1 milhão. Olha, 1 milhão para gastar.
Eu acho que eu pagaria.
Sério?
Eu acho que eu pagaria. Gostei, gostei, gostei do estilo.
Olha só, homem, então amanhã eu te dou um Richard Mille lá da Vinci. Deve ser de plástico.
Acho que todo mercado tem isso, né, de marcas que chegaram mais cedo e se posicionaram muito bem.
Perfume também tem? Perfume, como que é? Vale, porque primeiro explicar esse lance que você tava falando do perfume de nicho. Nicho, o perfume de uma marca que não é especialista em perfume e também tem perfume? Qual a diferença? Esse que você me deu é de nicho ou não?
Ele é de nicho. São marcas que só fazem perfume. A gente parte do pressuposto de que perfume de nicho são empresas que só fazem perfumes. Aí tem aquele papo de que, pô, será que o perfume de nicho tem qualidades melhores realmente do que outros? Discutível. Tem muitos que ainda usam ingredientes naturais, outros não. Mas cada empresa tem sua história, cada uma conta sua história também, né? Desde Creed, que conta como começou na alfaiataria, tanto é que o símbolo da Creed, se você for ver, são duas tesouras cruzadas.
E aí você— e como que se posicionou no perfume? Tem lojas, tem marcas de perfume que são tão recentes, mas tem assim um valor histórico.
Esse é um Creed que o Catunda me deu, olha aqui, ó.
Porra, é o meu preferido, por sinal.
Cara, é muito bom isso aqui, mano.
A tesoura aqui, ó.
Eu preciso ser amigo do Catunda, mano.
Pois é. Nossa, ele é um perfume que vem aí.
Eu tô usando Himalaia.
Himalaia, o que que é? Também é Creed?
É um perfume da Creed. Bom, ele foi inspirado nos Alpes, montanhas do Himalaia, que traz esse ar mais gélido, essa coisa.
Mas então ele começou com alfaiataria.
Começou com alfaiataria, toda essa tesoura vinha, cortava muitas coisas em couro, luvas. E aí quando eram entregues as luvas de couro que eram cortadas por mãos de alfaiate, tudo entregavam com os perfumes, até que os caras começaram a falar: "Pô, e esse perfume que vem junto?" Começaram a fazer perfume, mas a gente tá falando de uma empresa de 1870, 1760.
1760, legal, cara.
É muito antigo, mas tem perfumarias também que são muito mais recentes, que tem 15 anos e que se posicionaram já num pódio muito alto.
Por exemplo?
Cara, Perfumes Marly tem 15 anos, por exemplo, e é uma marca que hoje se difundiu muito grande.
Também tem a ver com o que ele falou de você se associar com um ator famoso, com uma personalidade, um corredor?
Tem, mas normalmente a história que eles contam, se você pega Parfums de Marly, tem muitos frascos de perfume, por exemplo, tá lá, é 1870, e o negócio é de 2011. Você fala, pô, mas o que que tá lá? 1870. Parfums de Marly, por exemplo, hoje é uma das casas de nicho mais difundidas no mundo, você tem mais acesso. Só que ao mesmo tempo eles contaram uma história muito bonita, que era das paixões de Luís XIV, que eram cavalos e perfumes.
Então, se você pegar um frasco de perfume de Marly, se tiver também a gente pode colocar aqui na tela, tem os cavalos que hoje, esses cavalos que ficavam ali no Château de Marly, que é do lado de Versalhes, do Palácio de Versalhes, eles estão no Louvre. Só que eles contam essa história como se fosse algo de 1800, você conta como se fosse algo da época de Luís XV, vai, que seja há poucos anos atrás.
E aí cai no gosto da galera.
Cai no gosto, uma história muito bonita. Obviamente o aroma tem que valer a pena.
É legal, cara. Eu, desculpa, pode falar, pode falar. É uma marca, vou olhar aí.
Não, depois a gente pega.
É uma marca que faz um perfume que eu acho interessante, não é desses perfumes mais caros, é a Downhill, e ela era de cigarro, se eu não me engano, alguma coisa assim.
Ah, é mesmo, sabe Downhill? Eles fazem uns perfumes, são muito famosos na verdade.
Sim, o Icon, acho muito bom.
Icon, prata?
Prata.
Prata, é o mais vendido deles. Eles têm o prata, o vermelho, o verde, o preto.
Eu imaginei que era pra disfarçar o cheiro de cigarro, né? Aí você joga o vermelho.
Eu duvido, né, de ter surgido assim também, será?
Pode ser, não, assim, normalmente a gente divide assim a perfumaria em categorias. A perfumaria design, que são o quê? Empresas que fazem algo além do perfume, então—
Tipo Dior.
Dior. Faz bolsa, faz sapato, faz tudo.
Aí tem o Savoie de lá.
Se eu quiser fazer o meu perfume, eu vou entrar nessa perfumaria design, porque eu tenho a minha marca de roupa, bolsa, sapato.
É, exato.
E aí lanço o John Esperandino Perfumes.
Que nem o Biagi, né? O Biagi tem um perfume agora.
Lançou. E aí perfumaria de nicho são empresas que só fazem perfumes. Então você pega hoje as mais conhecidas, talvez Creed, Clive Christian, Parfums de Marly, Xerjoff. E muitas delas se relacionam, fazem coleções com coisas que não são do meio. Então, por exemplo, o Xerjoff, Kerloff. Ela tem uma linha dela que chama Join the Club, e eles fazem em homenagem aos ATPs. O que que é isso? Então teve torneio de tênis, o ganhador ganhava.
Eu achando que era uma sigla de algum aroma especial ATP, né? Nossa, você tá cheirando ATP! Tipo, tem a TPM, tem ATP, né, que é de homem, sei lá.
E aí eles presenteiam o ganhador do ATP, Torino, com um perfume. E aí tem o Torino 21, 22, 23, 24 e 2015. Que legal! Todos os anos eles fazem o perfume dos ATPs. Então tem essa relação. Agora, sei nem se eu posso dar esse spoiler, mas uma, vou dizer de uma forma genérica, uma marca italiana muito grande vai lançar um perfume com collab com a Lamborghini. Pô, legal!
A Lamborghini entra só com a marca, ela não entra na aprovação da parada?
Entra na aprovação.
É?
É porque tem a comunicação visual da Lamborghini também.
Mas o aroma também?
Não, o aroma provavelmente deve ser uma aprovação do tipo, não, legal, Tá, confia em vocês. É isso, a CJ faz isso muito bem. Ela fez com Durandurã, guitarrista. Tanto é que na caixa vem a paleta, vem da guitarra, da banda Durandurã.
Chama Durandurã mesmo? Com Gersóvio Durandurã?
Não, chama Special Monkey.
Que louco, cara!
Então agora o Special Monkey é difícil encontrar, pelo jeito, né? Ele é mais restrito, mas assim, difícil, difícil. É que, óbvio, é igual perguntar para o Cadu: pô, você acha para mim "Tem um Patek Nautilus pra amanhã?" Acho, em algum lugar eu acho. Vai perguntar pra mim, eu falo: "Puta, irmão, se Deus quiser, alguma vez aí que eu acho." Sim, dá um jeito. É meio que o acesso que você tem. Então ele vem, a CJ faz muito bem essas collabs.
Isso é muito interessante, a gente tem hoje grandes perfumistas, até eu trouxe umas coisinhas pra te mostrar.
Vamos lá, mostra aí, vamos lá.
Aqui é uma collab que eu achei muito interessante.
Aquela minha marca preferida hoje em dia, que é o Amouage.
Elite.
Nossa.
Como que surgiu o Amouage? É nova, é antiga?
A Moage surgiu a um pedido do Sultão de Omã.
Olha que legal.
Então é um, digamos que é um perfume da realeza. E se você pegar a caixa deles, tá ali "The Gift of the Kings", que era um presente que realmente o Sultão...
Ó, Romer, então até outro presente do Catunga, ó.
Olha aí, olha. Ó, aqui em cima, ó.
Você tá vendo, ô John?
Você tá vendo? Eu não sou amigo dele.
Mas eu quero ser seu amigo também, John. Será que entendeu o recado? Eu não sei.
Olha só. Moage, ela tem esse lado ainda que manteve muita artesanalidade do negócio.
Eu vou pegar, ó, cara, eu não sei, mas se eu fazer, tem a ver, tem a ver com você gostar do, é, por exemplo, eu já gostei de 3 perfumes deles, eu tenho 2, é um DNA, é o DNA, né? Tem outro que eu gostei, mas não tinha lá, por exemplo, cara, eu gostei o Reflection 45 e outro que eu não lembro que eu passei para você.
Eu vi, ô Catunda, eu vi que tem várias linhas da Moage, eu queria perguntar, não, tipo Várias essências, fragrâncias, fala?
Fragrância.
Por qual começar? Qual que é o top de linha? Porque tipo assim, eu tô fazendo uma coleção que eu quero ter tipo de cada casa uns 2 tops. Esse aí eu não tenho Moage.
Qual que é o top de linha? É o Reflection, né?
O Reflection 45 é o top.
Começa por esse que você não erra.
A Moage, eu brinco, tem uma, eu criei um ditado que é: a Moage nunca é blind. Blind na perfumaria é o blind buy, é a compra cegas.
Eu vejo a galera perguntando pra você: posso comprar esse daí no blind?
Dá pra ir de blind, é um termo assim. Mas assim, tem alguns, todo segmento tem isso, né? Porque ela tem um DNA, não é bom, cara.
Eu tô economizando esse daí, viu, Catuza? Porque isso daí, cara, é muito bom isso aí. É muito interessante porque assim, o outro Reflex 45, que também da Moage, você vai pirar, cara.
Eu acho que você quer, ele é, só que assim, é uma casa que ela é um pouco mais complexa do DNA dela, porque é A forma que ali a península de Oman usa perfumaria é muito diferente do Brasil. Então tem esse DNA normalmente do Líbano, de uma palavra que o Vilela acha que não existe, mas existe, que é o poponax.
É, ele inventa essas coisas. Eu fui lá na casa dele, ele mandou um poponax, eu falei: você inventou agora, né?
Sai da onde? Do popô?
É, popoarismo, né?
Só que olha que interessante, presta pra mim esse frasco aqui rapidinho. Esse é o frasco clássico, né, tradicional.
É, todos eles Eles são assim? Porque o outro que eu tenho também é transparente, mas é assim.
1983. E todos os selos, todos, é muito interessante, tem um vídeo que viralizou recentemente.
Ó, eu vou pegar o café pra zerar o meu.
Pra zerar. Vai tomar um pedalo.
O cara acaba de explicar, né, Bruno, o cara não entende.
E aí tudo isso aqui ainda é muito artesanal. Então por que a gente fala que a Moage é uma marca de elite? Não é porque tá longe, porque é de Oman, mas da forma que eles fazem um perfume, apesar de ter uma grande escala hoje, hoje ainda é muito artesanal. Isso aqui é tudo colado à mão, tá? Nossa, isso aqui passa em série. E aí uma pessoa passa do tipo: eu cravejei aqui essa pedra, agora o John vai cravejar aqui. E as pessoas colam.
E aí uma outra fica só virando o biquinho aqui. Todo perfume da Moage que você pega, ele tem que estar vindo já com biquinho alinhado. E a tampa que você não consegue colocar com a pedra para trás, ela sempre vai, ó.
Caraca, forçar para vir aí.
Não tinha me sacado, é verdade.
Você não consegue virar ela e travar, que incrível. Ela vai, vai na posição certa, a imantação dela sempre vai posicionar ela para o lugar correto. Caraca, tá vendo? Aí você vira o certo, encaixa. Só que recentemente ela lançou uma outra linha, que essa daqui, e pela primeira vez ela mudou a embalagem. Então em 2024 eles lançaram essa Altland, essa coleção que chama, essa aqui é a coleção The Reasons. Só que o que é interessante, cara, é bem diferente, mantiveram toda a artesanalidade dela.
Então, por exemplo, esse perfume, o Cadu tá na mão, ele passou por uma dupla infusão.
O que que é isso?
Barril de carvalho, igual whisky, igual a vodka, ela passa, volta, passa e volta, uma filtragem. Passou por um barril de carvalho de 6 meses passou por toda essa cultivação. Então, pô, é um perfume, custa, sei lá, esse aqui ainda, digamos que dentro do ramo não é dos mais caros, custa 450 euros. Óbvio que é caro comparado a um perfume de um shopping, mas foi um processo ali de pelo menos um ano para isso ser entregue.
É considerado perfume árabe esse daí ou não?
Ele é árabe, só que ele tá aquela, aquele viés, né?
O árabe no Brasil, o árabe, o pessoal pensa sempre numa cópia ou numa inspiração de um perfume mais caro, só que mais barato, não é isso?
A perfumaria árabe no Brasil, ela entrou como um contratipo É contratipo. E assim, não é demérito nenhum, mas a gente fala, não é o legítimo perfume árabe, porque esses são originais, né? São criações próprias, são criações árabes. Ah, mas as maiores das marcas do Brasil tá lá made em Emirados, mas estão copiando algum perfume europeu. E tudo bem, isso trouxe uma acessibilidade muito grande, acho que trouxe um frasco diferente, uma reutilização, um aroma, uma fixação muito boa, que o brasileiro preza muito por isso. Mas não é um DNA legítimo de um árabe, como por exemplo a Moage.
Esse daqui, ó, esse eu comprei lá, o Hedonist. Qual que é a história dessa, como chama? Ex Nihilo.
É uma boutique francesa muito bem conceituada, não temos ainda oficialmente no Brasil.
Eu achei bem bom também os outros.
Eles fazem boas collabs também.
É?
Eles fazem boas collabs.
O que você chama de collabs?
Essa parceria.
Ah, tá.
Então, por exemplo, esse que você mostrou antes do programa, que é o tobacco e tal, ele lembra muito—
Eu não mostrei aqui no programa?
Não. Lembra muito o Brompton, que é um dos perfumes mais raros dessa linha.
Esse aqui, ó, que é o do Vilela.
É o formato dele aí, gente. É só perfume, tá? Ele fica na beira da cama, eu gosto de acordar cheirosinho.
Mas olha que interessante, ela é uma É a tampa também, uma marca legítima, legítimamente árabe. Só que ele é uma inspiração de um perfume francês.
Esse?
Exato.
Ah, não sabia.
Então se você for pegar essa marca aqui, ó, é uma marca que a gente quase não escuta no Brasil, mas se eu não me engano, Arábia Saudita, 1919, tá? Só que hoje a maior parte da produção deles é inspirada em algum perfume perfume. Esse aqui lembra muito, até brinquei, ele lembra muito um perfume, foi feito em collab com a Harrods de Londres, chama Brown Ptton Immortals.
Que mais você trouxe aí, então?
Falando em collab, essa é uma loja de departamento, Neymar.
Você comprou esse aqui?
Esse eu ganhei, eu não achei isso para comprar, isso eu ganhei, o cara não tava mais vendendo, tinha 3 desses daqui.
Depois eu tenho pergunta, depois terminar essa apresentação.
Vamos, essa loja aqui de departamento nos Estados Unidos chama Neiman Marcus.
Tem em Nova York?
Tem.
Que que é o lance dela?
A Neiman Marcus é uma grande loja de departamento que foi fundada em 1907. Tá. É, foi fundada por dois irmãos, e aí vem esse nome Neiman Marcus, sobrenome de um, nome do outro, algo assim. E uma marca inglesa, que é uma das mais luxuosas hoje, fez um perfume, olha só, chamado 1907, em homenagem a Neiman Marcus. Aqui o nome dele. Esse é exclusivo, ele é exclusivo, mas dentro da perfumaria ele já tá perdendo exclusividade pela escala de produção.
Entendi. Então tipo, ah, é um perfume que ele tem a sua exclusividade, mas digamos que há 2 anos atrás ele era mais exclusivo. Burrifa aí, gente, quer?
Esse aí na faixa de quanto?
Esse aí na faixa de quanto? Um $700.
É o quê, cítrico? Que que você, como você colocaria isso, cara?
É um frutado floral um cítrico frutado floral.
Qual que é a diferença de cítrico e frutado?
O cítrico sempre vai ter ali uma bergamota, uma lima, uma toranja.
Baseado nos que eu gostei lá na, que a gente fez aquela gravação, eu gosto mais de cítrico ou frutado?
Cítrico talvez você não goste tanto.
Ah, é?
Você gosta de um floral amadeirado.
Floral, exato, exato. Nossa, é bom, cara.
E tem uma nota que lembra uma manga. Então aqui é um perfume que, aqui, ó, a data dele, 1907.
Esse é caro ou não?
$700.
Mas é o mais vendido no site dessa marca.
Mas tipo, comparando com o Amoage É o quê, mais barato, mais caro?
É mais caro. E esse é um dos mais caros da marca. Uau! Que é uma linha, aí tem tudo aquilo, né? Ele é caro também pelas pedras, por tudo aquilo. Esse é um dos perfumes mais exclusivos da perfumaria de nicho que a gente tem acesso, digamos, que eu posso entrar no site, comprar, tá?
Porque tem uns que não tem acesso, que é muito exclusivo.
Putz, é boutique.
Esse eu já não curti muito nunca, mas na pele talvez fique interessante.
Ele muda muito, cara. Muda, né?
É diferente, né?
Deixa eu colocar aqui.
Tem isso, cara, de você não gostar no primeiro momento e depois se acostumar.
Eu vou ser o chato aqui, falei, vou falar uma coisa que você e você já fizeram errado, que é evita jogar perfume em cima da pulseira de couro porque pode manchar e tudo. Bom, não é, entendeu?
Melhor mesmo, hein?
Já fiz isso.
Evita. Expô-la a qualquer coisa, vira outro perfume.
Deixa eu ver qual que é esse aqui.
É igual eu, quando passo no braço, eu passo só no braço direito que tá sem o relógio.
Esse é uma exclusiva.
E olha como é interessante o poder do relógio, até por ser metal, seja ouro, seja platina, seja aço, o que for. Esses dias um cara vizinho meu, ele falou: cara, pelo amor de Deus, me ajuda, porque eu tô com um relógio que comprei aqui de um cara do Mato Grosso isso. E o perfume que tá nele é absurdo. Era um Presidente todo de ouro. Você realmente pega o relógio, parece que o cara tinha acabado de passar perfume, cara.
Olha, engraçado que no metal ele ainda fica menos do que, por exemplo, no couro, até numa de borracha.
Com certeza.
Sim, cara, eu não tinha gostado.
E é um dos que eu mais gostei depois.
Não, ele é absurdo. Esse aqui é a evolução dele. É um perfume que, olha que loucura, a minha primeira, meu primeiro contato com ele Felipe. Aí eu falei, cara, perfume bom, mas pelo que custa, ok, né? Tipo, pô, pagar, sei lá, 2 mil euros um perfume desse, nossa, eu tava esperando isso.
2 mil euros, quanto foi aqui?
A gente tá devendo R$100 aqui, ó, no meu braço aqui, ó.
É, ele custa acho que 1.800 euros mais ou menos. E aí eu falei, pô, ok, mas será que vale? Isso que é o subjetivo. Do valor ou não. Aí a segunda vez que eu provei, eu provei com mais tempo, outro clima, outra ocasião. Aí inclusive semana passada fui no evento de joias de uma amiga minha, eu tava com esse perfume, pessoal falou assim: cara, na moral, esse perfume ele começa a crescer. E é muito isso também, né, de você ter paciência.
Muita gente chega na loja e fala assim: pum, pá, ah, não gostei. Existe uma evolução, existe uma nota de saída, né?
Exato.
E tem uma evolução também até do calor.
Dá para comparar perfume com vinho também?
Com certeza, porque tem nota, tem muito isso. Falando uma coisa muito errada, né? A gente borrifa um perfume, levar a mão para cheirar na mesma hora, né? É, ninguém cheira, passa. Deixa o negócio vir assim, deixa ele.
Nossa, cara, que coisa!
Depois me passa esse nome aí que eu não esquecer.
O homem tá para investimento, 2000 euros.
Mas então, uma coisa que eu queria te perguntar, que eu vi você falando da questão de perfumes de marcas que, como chama, designs, e os que são de caixas que de marcas que só fazem perfumes, né? Existe um, entre a galera hardcore dos perfumes, existe um preconceito porque na relogioaria existe quando a marca já faz outra coisa. Por exemplo, é uma marca de roupa, relógio, resolve fazer relógio. Existe um pé atrás, um preconceito, até porque muitas marcas de roupa realmente entregam produtos muito ruins e cobram caro porque tá, porque tem a marca. Aí eu quero saber se no perfume isso acontece também.
Eu entendo o seu ponto, eu acho que existe, mas de uma forma diferente. E na verdade eu faço, eu sou amante de perfume, eu falo da Alta Perfumaria, perfumaria de nicho, por um posicionamento, por hoje um dia a indústria.
Por hoje tem um acesso zero.
Na verdade, o Brasil só é o que é como segundo maior consumidor de perfume do mundo, graças—
segundo maior?
E se você for pegar em volumetria por pessoa, é maior. Caraca! Isso se deve o quê? A Natura Boticário e Avon. Porque década de 90, importar um Dolce Gabbana, cara, pô, era 200 dólares. É caro para caramba, ainda é caro na condição geral do brasileiro. Desenvolveu aqui a indústria Mas de verdade, quem fala: pô, perfume designer não presta, eu já falo: pô, talvez quem não preste seja você.
Ah, sim.
Porque assim, tem um preconceito muito bobo às vezes de você pega Chanel, Dior, Prada, fazem ótimos perfumes. Sim. E dentro da nossa acessibilidade, cara, pô, você tá falando de um Chanel R$1.200, não é um perfume barato.
Pois é.
E faz muita coisa boa, inclusive tem perfumes de nicho que não chegam numa qualidade de um perfume designer. Mas eu acho que na relogioaria tem esse lado um pouco mais evidente de não, você é desse lado ou você é desse lado. Tipo, o que tá aqui realmente não é.
Existem marcas que hoje fazem um bom trabalho, investem nesse meio, porque o que que acontece no, nas marcas de roupa, que muitas vezes elas pegam um relógio, ah, um padrão da China lá, alguma coisa, estampa e bota para vender. Vou dar exemplo assim de, ah, vou criticar algumas marcas aí, tá?
Ok, tudo bem.
A Tommy, né, a Hugo Boss.
Acho que são as duas mais criticadas.
São, é, várias, a própria Lacoste e tudo, são várias marcas que elas é basicamente estampar um relógio e hoje com o crescimento desse mundo tal, tal, elas estão tentando se mover um pouquinho, mas ainda estão anos-luz de algumas marcas que são só de relógio, né. Mas existem marcas que hoje em dia estão investindo muito, estão querendo fazer um bom trabalho, tipo a Louis Vuitton, a própria Chanel faz um bom trabalho também, então tem que olhar com cuidado nesse, pra julgar antes, né, porque existem marcas que estão fazendo um bom trabalho e existem muitas que realmente isso, esse preconceito é verdadeiro, né.
Show!
Vou ver lá, deixa eu perguntar um negócio para você aqui. O Catunda, eu vejo uma inspiração nele que aconteceu comigo. Eu queria até perguntar para ele, porque ele é um cara que fala sobre, pelo que eu vejo, é um cara que fala sobre perfume, não fala sobre, como é que fala, o perfume que é referência, não é o perfume que é baseado nele, como é que fala, inspirado. Ele não fala, é tipo, eu conheci há um bom tempo aqui, contratipo.
E quando eu comecei na alfaiataria, eu montei meu ponto dentro de casa na pandemia, e meu espaço era muito pequeno.
Sério? 2020, novembro de 2020, que benção!
A minha página começou na pandemia também.
Olha só, olha aí que legal!
E aí eu comecei na sala da minha casa em 25 metros quadrados, e eu não tinha muita opção para colocar produtos prontos. Então eu comecei com sob medida, eu já comecei com o fazendo a peça do zero. Então eu fui forçado a fazer isso, que eu amo, né, sob medida, roupa, né, eu amo fazer alfaiataria. Mas aí eu fui forçado automaticamente, porque não tinha muito espaço, a realmente vestir as pessoas sob medida. Então comecei já com alta qualidade, com produto, com tecido.
E eu vejo que você é um cara que já fala sobre um— você não fala sobre os contratipos, você fala sobre perfume de nicho, perfume hypado, os perfumes que estão estourando. Então quando eu comecei a olhar o seu Instagram e não vi que você falava sobre o contratipo, eu me espelhei muito em você, porque falei, pô, tem uma história aí legal, porque eu comecei com coisa top sobre medida, alinhado no corpo, aprendi a desenhar, aprendi a cortar e montar um produto de alta qualidade.
Você também fala sobre produto de alta qualidade. Qual foi a hora que você, ou quando você começou a falar sobre perfume, você falou, pô, eu vou falar só disso, eu vou falar só disso? Provavelmente muitas pessoas já veio falar para você, pô, não, vou te mandar um perfume, fala para mim sobre contratipo, Porque como é que você escolheu esse mercado assim? Queria que você falasse assim, a minha história foi essa, queria que você falasse um pouco pra gente, porque as pessoas que te seguem provavelmente têm essa dúvida, que já não vi você falando de contratipo, ou você já começou a falar, que a gente queria saber um pouco mais sobre isso, acho que é interessante.
A pergunta é muito boa, João, obrigado. Foi meio que o acaso, a perfumaria acho que existe desde que eu existo, digamos assim, coisa que meu pai sempre amou, o Azarrozão, o perfume do Boticário. Meu pai até hoje tem uns Malbec e tal. E eu sabia o tempo que meu pai tinha saído de casa pelo rastro do perfume. Então quando minha mãe queria me levar pro colégio, eu sabia: ah, meu pai saiu já faz uma meia hora. Então é uma coisa que meu pai não tem o estudo técnico do perfume, mas meu pai sempre foi um cara cheiroso.
E isso muitos vão talvez pensar e se identificar porque, cara, o brasileiro em geral é um público muito cheiroso, muito higiênico. Muito orgânico. E a gente tem um ditado que é: eu sou pobre, mas sou limpinho. Isso é do brasileiro mesmo.
Pode crer, né? Sou pobre, mas tô cheiroso.
Cheiroso, né? Eu ganho um salário mínimo, mas eu tenho meu perfuminho que eu uso. Isso é muito legal. E eu acho que—
Meu filho agora pediu o Cebolinha.
Pediu o Cebolinha?
Perfume do Cebolinha chegou hoje aí.
Eu tava hoje de manhã com o Lázaro.
Coloca aí, por favor.
O Lázaro do Carmo foi CEO da Jequiti por algum tempo. Ele fala: cara, eu fui contra o Cebolinha.
Sério?
E o Silvio falou: pô, é um cara legal, Quero ter podcast também, mas baita empresário. E a perfumaria para mim é uma extensão do meu ser. Eu brinco que assim como eu sempre gostei de tá bem alinhado, de vestir, eu com 25 anos fui vender seguro de vida, então eu não tinha opção de ir de qualquer jeito, eu colocava uma botuadura porque era algo intencional. Imagina que você é um pai de família, Vilela, 50 anos, eu vou te vender um seguro de vida de regata, você fala, mano, tá maluco.
Então, a botuadura, tudo isso são coisas, são acessórios que realmente te trazem uma comunicação de proximidade, de vínculo, até mesmo de questões temporais, né? Um senhor de 65 anos, 70 anos, ele é muito mais acostumado a ver um cara de terno do que um cara de 25. Então, isso foi algo proposital, intencional. E o perfume não foi tão intencional, porque tava até lembrando esses dias, 2016, eu tava em Las Vegas e eu falei Cara, trouxe 6 perfumes.
Então já é uma coisa que eu sempre gostei, só que a virada de chave talvez tenha sido quando uma amiga nossa, que ela ensina você a crescer no digital, legal, ensina você se posicionar no digital. A gente saiu de um dia da igreja, foi almoçar, e fala: vamos tomar um café lá em casa e tal. E ela falou: amigo, deixa eu ver aqueles perfumes seus. Eu sempre coloquei muito meu lifestyle na internet, mas eu nunca falei sobre perfume como um negócio, porque nunca foi um negócio para mim.
E é muito doido isso, porque isso tomou uma proporção muito grande. E aí talvez um pouco de mérito meu, mas também talvez uma lacuna do mercado de falar, tá, eu não posso pegar um cara que tá falando hoje desse vinho aqui, Bel Air, de 2020, que custa $200 a garrafa, e amanhã o cara vai falar que tem um vinho com $30 que entrega performance melhor. Então as marcas fossem, bom, quem que não faz isso?
Isso.
Hoje são poucos no Brasil, porque a maioria do que fazem, falam de perfume, vivem da perfumaria. E não é um demérito, pô, eu tenho boleto para pagar, eu tenho filho para criar, eu tenho minhas coisas, tenho meus custos. Então se o cara fala assim, pô, te dou tantos mil para você divulgar perfume, beleza, divulga. Óbvio que eles devem fazer um filtro também, mas por eu poder fechar muito mais porta do que abrir, isso me posicionou num— não é, pô, prepotentezão não, mas eu me posiciono num lugar diferente.
Você escolheu onde você queria trabalhar, isso é verdade, você escolheu, vou trabalhar aqui exato.
E aí é muito engraçado, né, esses dias até um cara que não é da perfumaria falou assim: cara, tô entrando no ramo de perfume e tô pegando alguns casos para me espelhar. E quando eu fui me deparar com o seu caso, eu falei: porra, é muito difícil fazer o caminho que você fez. E mais uma vez, não é me gabando, mas é porque eu já preciso entrar com recurso para montar uma coleção como a tua. Porra, eu preciso de um valor alto, e para eu ter esse valor alto eu preciso gerar dinheiro.
Inteiro. É, eu brinco que agora que meu vício tá se sustentando, porque por muito tempo eu só gastei dinheiro. Hoje a gente fez uma campanha, o prelúdio que eu te dei, a gente fez uma campanha para eles em fevereiro, que é uma marca italiana chamada Grit. A gente fez uma campanha para ele Dia das Mães, a gente fez uma campanha para Creed Himalaia, a gente fez campanha para Creed no Chile, a gente fez uma campanha para Creed do último lançamento.
Então é meio que falar: Caduzão, cara, você já ama isso, você já vive disso, vem cá fazer uma propaganda para Rolex. Você falou, cara, ele é de graça, me pagando então? E isso é muito legal porque me abriu muitas portas. Inclusive, a gente programou um primeiro evento da Creed no Brasil com alguém que não fossem próprios vendedores ou distribuidores da Creed.
Os cara toparam assim?
Toparam, cara.
E é muito grande, é tipo assim, Cadu, bora, você tá condizente com o nosso posicionamento. Para mim isso é muito grande mesmo, que é uma responsabilidade. A gente tá falando Eu brinco que a Creed é o Rolex da perfumaria.
Pois é, todo mundo fala da Creed.
Todo mundo fala da Creed.
Eu comecei, eu ganhei um Creed, né, um Aventus, primeiro perfume de nicho que eu ganhei. Depois só foi comprando.
É, e assim, tem que respeitar muito, sabe? É uma história que foi construída e eu tenho ali a minha responsabilidade de andar alinhado, condizente com essa história. Inclusive a gente faz esse evento com a Creed agora que a gente realizou, e na sequência, na madrugada, eu pego eu pego um avião e vou para o Chile abrir a América do Sul com essa marca, que é uma marca inglesa.
Que legal, parabéns!
Então assim, legal, olha só, tudo isso tem muitas histórias.
Tudo isso aqui conta no Brasil? Creed e YSL?
Não tá no Brasil ainda, na verdade ela ainda tem uma restrição de acesso, até na Europa ela é difícil.
Mas por quê?
É uma estratégia deles?
Não, é, mas teve uma mudança de CEO que isso está sendo mudado. Então, por exemplo, para mim é uma honra como, entre aspas, influenciador, a marca fala assim: Rafael, estamos abrindo América do Sul, top com a gente.
Que top!
Poxa, que honra! Bora lá para o Chile passar um friozinho.
Mas você sabe que eu vejo isso, eu vejo isso assim olhando para sua história de vida e que você acabou de falar, é que você não, você visou, você faz o que ama. Então quando você faz o que ama, o resultado vem. Quando você faz só por dinheiro, você faz forçado, a galera consegue ver. Então isso é você fazer por amor.
Eu vejo você falando sobre terno, sobre— vi você também falando sua paixão por Michael Jackson, cara, é diferente, cara.
É diferente quando você trabalha por amor.
É que nem aqui, cara, eu precisava fazer 2 por dia? Não preciso, cara, não preciso, mas eu gosto de fazer, eu gosto de falar com pessoas diferentes e tal.
É o que movimenta a gente.
E imagino com relógio também, cara, pô, o cara vai dormir e tá vendo vídeo de relógio, tá vendo lançamento. Aliás, é verdade essa da coleção da Swatch com a Audemars Piguet. É a Audemars Piguet? É, é linda.
Qualquer coisa que vai acontecer, só que eles ainda não revelaram.
Não, é oficial que eu vi saindo em vários lugares, né?
É porque a Swatch já fez uma postagem em colaboração com a Audemars Piguet. Então assim, mas eles estão fazendo um, eles estão fazendo suspense do que vai ser o relógio. Ainda não foi revelado o relógio.
Eu tava na China, comprei uma, uma collab da Swatch com a Omega. Sim, aquele reloginho mais baratinho que é de plástico, eu acho, sei lá, é bem, bem bonitinho, mas da ida do homem à Lua, né? Isso, muito legal, cara, muito legal.
É, pô, então tem acontecido recentemente essas parcerias que parece que é a marca querendo aparecer para um público maior, né? Deixar de ser tão nichado, igual aconteceu com a Omega.
Tipo, não tem perigo dela perder valor como uma coisa exclusiva, porque é uma outra parada, né?
Tem pessoas que diriam que sim ou não. Eu tenho minhas dúvidas assim, né? Porque muita gente começou a— porque assim, na real é um relógio feito pela Swatch em colaboração com a Omega, e as pessoas começam a achar que é um Omega em colaboração com a Swatch, que tem uma diferença. Aí você tem que, a gente tem que avaliar isso. O relógio ficar mais acessível, não, né, a marca ficar mais, se tornar mais acessível, o que que isso vai fazer?
Vai mostrar a marca para mais gente, pode trazer o desejo para o relógio em si, o relógio mesmo da Omega, ou pode também, entre aspas, banalizar, né?
Pois é.
Aí fica essa questão, tem, isso é uma discussão Desde a primeira colaboração lá das duas.
Vou fazer essa pergunta pro John também. O fato de as pessoas que você veste fazem diferença? Pô, ele vestiu o Felipe Tito, ele fez, se eu não me engano, pro Felipe Tito, já veio também, Thiago Finch também que veio aqui. Faz diferença a galera falar, pô? O Thiago Finch veio aqui, né? Veio, veio, pô, conheço o cara, é figuraça e tal. Ele tá no Brasil ou tá?
Ele fica entre Brasil, entre fica em BH em Los Angeles, fica viajando.
Essa coleção, então aí esse relógio aí, essas duas cores assim, não, não, eu acho que tá, isso é uma IA, eles fizeram na IA uma, o que seria essa simulação, mas não, ainda não tem, a não ser que enquanto a gente tá aqui eles tiveram, mas até então não tem, até então não tem o certo, o modelo certo, modelo final certo.
É, então faz. Então a minha história com Tiago Finch foi muito engraçada, né? Vamos contar rapidinho aqui. Eu já tava trabalhando 5 anos com alfaiataria, só que eu tava estagnado. Eu falei, cara, eu preciso de alguém influente de marketing para fazer uma cara, uma cara. Sempre se vestiu bem, mas precisava de um nível sob medida. E aí eu foquei no Tiago Finch. 3 anos atrás mandei uma mensagem para ele no Instagram, ele tava em aí eu mandei mensagem aí, enfim, tudo bem, prazer, John Sperdino.
Única coisa que faltou aí, uma camisa sob medida. Ele tava na festa do Bai, beleza, passou. Aí eu continuei trabalhando. Depois chegou um cara, falou assim, chegou um cara lá na minha alfaiataria em São Caetano do Sul, na sala da minha casa. João, eu quero fazer um sob medida que eu vou no evento do Thiago Finch, no Gold Days Empire, lá em Floripa. Pô, beleza, vamos embora. Aí comecei a fazer roupa sob medida para ele, peguei amizade com ele.
E eu falei, cara, você leva um presente para o Thiago Finch levar para mim? Aí eu falei: não, levo. Aí eu peguei um blazer meu de elastano 46, sabe que ele era pequeno, coloquei uma placa de ouro aqui escrito Thiago Finch, fiz uma caixa, escrevi outlay à mão, à mão, outlay, escrevi uma carta antiga. E o cara levou, gravou o vídeo para mim, falou: esse aqui é o meu faiate, mandou um presente para você. Aí ele leu a carta, pegou o produto, amou.
Aí beleza. Aí passou 10 dias, 15 dias, 20 dias, 30 dias, 45, e o cara não mandou mensagem para agradecer, nada.
Beleza.
Beleza, depois de 60 dias, numa quinta-feira, o cara me liga: João, tudo bem, cara? Eu amei o seu produto tal, eu não encontro alfaiate bom aqui em BH, você consegue vir para cá? Eu falei: na hora! Você consegue vir amanhã? Falei: vou. Beleza. Aí, como assim, eu tenho que ir, né? Aí eu fui ver o valor da passagem, não conseguia pagar o valor da passagem, estava R$4.500, R$6.000, não lembro a época o valor, mas não conseguia pagar.
Peguei o carro, dirigi 8 horas para ir, 8 horas para voltar. Peguei minha roupa, pendurei, passei ela bonitinha, deixei ela pendurada no carro atrás e fui dirigindo. Foi eu e um amigo mão. E aí a gente foi até lá, chegamos, paramos num posto de gasolina, lavei o rosto, pintei o cabelo, coloquei a roupa, minha melhor roupa. Falei, agora vai ser. Aí subi lá, ele tava almoçando, aí tava ele, o Dudu, Dudu, e aí, John, chega aí, vamos almoçar.
Falei, não, não, espero. Aí beleza, aí começou. Ele, antes de fazer a roupa comigo, ele chamou o Dudu, ó, Dudu, começa a filmar aí que a partir de hoje o John Esperandino é meu alfaiate. Olha só, falei, caraca, isso é coisa de Deus, só pode.
E aí beleza, acho que nada acontece por acaso também, nada.
Aí por isso que eu falo, ele apareceu no momento que devia aparecer, por Porque se ele tivesse lá no começo, que eu tava começando a trabalhar, eu tava aprendendo, tava começando a engatilhar. E aí a gente começou a fazer os vídeos e tal, comecei a tirar medida dele e tal, tal. Beleza, eu não entendi nada. Eu só sei que eu cheguei lá era meio-dia, eu fui sair 7 horas da noite. Aí ele comprou, gastou, acho que foi R$45 mil, se não me engano, Pix, pagou a compra.
Que tipo de roupa que você fez?
Ele fez, acho que ele fez uns 3 ternos, camisa, sua medida, smoking também. Não, smoke eu fiz depois para ele. Aí beleza, quando eu desci, ele me marcou. Um monte de gente mandando mensagem: não, eu também quero, eu também quero, eu também quero. Meu, de uma semana, de uma semana para cá, assim, os clientes começaram a mandar mensagem: você precisa vestir meu marido, eu tô mandando a passagem. Verdade, eu tô mandando a passagem, eu tô mandando a passagem, tô mandando um hotel.
Tô vendo a mulher do Homer indo no seu Instagram agora, né?
Já tá indo lá, já tá lá.
Você precisa vestir o meu marido.
E aí a coisa começou para ir para outro patamar, meu. Foi uma coisa assim surreal aconteceu na minha vida. E aí foi um, foi um dos primeiros cases de marketing que eu peguei, foi ele. E me ajudou muito, me ajuda até hoje, é um cara incrível. Ele pagou a primeira compra, pagou a segunda. Eu falei: a terceira não tem como pagar, né? Falei: não, pô, não tem como eu cobrar de um cara desse, o cara me ajuda tanto, meu. E aí eu saí de 7 mil seguidores de um dia para o outro, tipo assim, de meio-dia um dia, até às 7 da noite, acho que eu tinha 7 mil seguidores, eu fui para 14 mil, 14, 10 mil seguidores.
Toda vez que ele postava era 3 mil seguidores vindo. Meu, aí foi para outro nível. Terno que era R$10 mil sob medida foi para R$14 mil.
Vamos falar de o que que diferencia. É o corte? É o material? Que material que você usa? O cliente escolhe? Você sugere? Eu não entendo.
Que material é feito um terno? Bom, o material é o seguinte: começa a partir do fio 100, fio 120, super 120. Quanto maior esse número, mais leve é o tecido. Hoje a gente tá falando aqui de um, hoje nós estamos vendendo uns ternos nossos top de linha, que nós vendemos tecido italiano, Loro Piana e Menegildo Zegna. Para nós é um dos mais hypados aqui. Você já teve esse tecido? Para mim é um tecido super leve, um tecido maravilhoso, referência top.
Então quando o cara usa um terno sob medida, alinhado no corpo assim, a gente já bate o olho assim e fala, meu, você já sabe, já sabe, porque É o tecido, é o que, o corte.
E o Catunda falou também que os alfaiates deixam também um símbolo dele, né?
Cada um tem um símbolo, uma assinatura, né? A gente coloca, colocamos as nossas etiquetas na parte de dentro e também tem alguns que colocam alguns detalhes. O nosso, a gente tá começando a desenvolver um detalhe diferente para as pessoas quando bater o olho ver que aquilo ali é John Esperandino. Então é o tecido, a qualidade dos fios e o corte.
O corte, o que que é o corte?
O corte é a modelagem que eu vou fazer para você Pode ser.
E para cada pessoa é diferente?
Cada pessoa é diferente.
Ou todo mundo, na teoria, você afina na cintura? Ou se a pessoa é mais gordinha?
Aí geralmente, quando é esse padrão de ajustar, seria um padrão por numeração pronto. Mas eu tenho pronto também, importei o tecido, fiz no Brasil. Mas o nosso forte maior lá, o nosso foco maior é sob medida, onde o cliente vai, a gente desenvolve o tamanho do ombro, a cintura, o quadril.
Tem regras?? Por exemplo, o ombro tem que descer reto, a altura do paletó é até não sei aonde, aqui na manga?
A altura do paletó geralmente a gente mede pelo comprimento da manga, do comprimento da mão. Geralmente você tem que pegar o paletó aqui, ó.
Levanta um pouquinho a mão.
Aí você tem que pegar o paletó aqui, geralmente assim, base, tá? Mas tem gente que às vezes tem um braço um pouquinho mais longo, a gente tira a medida mais nesse ombro aqui, ó. O ombro tem que tá retinho.
Tá aparecendo sua camisa por baixo, quanto tem que aparecer?
1 1 centímetro já é ideal. Não pode ser muito, pode ser muito e nem pouco. 1 centímetro acho que já é o ideal. Ombro sempre caindo reto aqui, ó, dele tá certinho, tá? Nada sobrando que nem o Didimocó, né?
Que é lombreira jogador de futebol, né?
O cara não entende.
Então a gente cresceu muito no sob medida. E aí eu sou um dos ofaiates que mais investe em marketing. Você pode ver, se você ver entre os ofaiates do Brasil, eu sou o que tem mais seguidores. Porque eu aprendi a trabalhar a questão do marketing com o Thiago Finch.
Ou seja, já sigam ele saindo daqui, já sigam.
Já sigam.
É seu nome?
@john.sperandino.
O pessoal tá lendo já.
Já tá lendo aí, né?
Tá lendo no título, já tá.
Coloca aí, segue, vai ser uma honra ter vocês.
Vou colocar no comentário fixado. Qual é seu @? Viajando aqui, né? Qual é o seu arroba?
Arroba Watch de Relógios.
A gente coloca lá porque vai tudo em inglês. Catunda, não tem outro Catunda?
Tem? É C-A-T-U-N-D-A Gabriel.
Tá mais fácil.
A gente coloca aí também.
O Cadu já visualizou internacional, entendeu?
É, o meu é o mais fácil de todos, é @vilela só, e com L de cada vez.
Vilela, com certeza alguém já fez essa pergunta para você.
Qual?
Tony Stark brasileiro.
É uma coisa que já temos aqui Tem o Homem de Ferro e tem o Aquaman, cara. O Aquaman é choppy. Os dois é choppy. E tem o Robert da choppy também aí, ó. Mas o que mais você acha interessante falar? Tem o lance do fio, do corte, o que mais diferencia?
E aí, se me permite, John, acho que tem uma coisa muito interessante que é o que você perguntou pro Cadu: qual que é o melhor relógio? Qual que é o melhor terno? Às vezes o cara fala: ah, quanto mais caro, melhor. Quarto, mas depende ocasião. Por exemplo, uma vez eu fui fazer um terno e me deram um toque assim: cara, essa gramatura de fio é muito delicada. Para você que trabalha todo dia de terno, entra e sai do carro e tal, pô, você vai pagar o dobro muitas vezes no terno, só que ele vai durar muito menos. E aí a calça daqui um ano tá em outra cor.
Essas você sabe a gramatura, por exemplo?
São Super 140, se eu não me engano.
120, 140.
Você passou na mão, você sabe assim?
Caraca, vai devagar, cara. Então é isso mesmo, o que ele falou. Geralmente o cliente que compra muito terno comigo, tem muitos advogados que os cara compra, o cara tem mais de 15 ternos. Sério? Então o cara quer comprar um tecido super leve, ele compra Loro Piana e Meneghino Zegna. É um cara que já tem, então é um terno que ele não vai usar muito. Esses ternos muito caro, que o tecido é mais, é o tecido, ele é mais nobre, então ele gasta um pouquinho mais.
Hoje, por exemplo, a entreperna Cede demais, ele cede, então ele não vai aguentar tanto. Por isso que quando o cliente faz um costume, um terno sob medida comigo, eu indico para ele: "Você vai comprar esse Zen, você vai comprar esse aqui, faça duas calças." Porque a calça é o que mais vai gastar. O paletó sempre vai estar ali com você, mas a calça, sempre você entra no carro e desce, a parte da perna pega muito, então às vezes acaba puindo.
Aí o pessoal: "Pô, João, paguei mó caro no terno, tá puindo." Eu falei: "Então eu te falei, então isso aqui é o seguinte, esse é um terno mais nobre, então se você tem a partir de 10 ternos, compra esse. Agora você entrou agora no mundo sob medida, tá fazendo seu primeiro terno, faz um super 120." 120, vai durar, é um tecido bacana.
Dentro do meu perfil que eu te falei, você me aconselharia um?
Para você começar, um Super 120, tá ótimo, é leve também, confortável, depende do forro também.
Você faria, você faria, por exemplo, eu quero no evento um laranja, um meio alaranjado, uma cor meio diferente?
Eu até já fiz, até faço. Eu tenho laranja, eu tenho verde. Ah, eu vi, eu acho que um seu, cara, uma cor maravilhosa, um verde, laranja. Eu geralmente eu chamo essas cores mais chamativas, eu procuro usar essas cores mais arriba. Não é porque você vai usar esse laranja, é para você enxergar que o laranja também vai cair legal. Mas o cliente, 70%, vai comprar o azul, o preto, o azul.
Aqui um dia, dependendo do convidado, eu com laranja aqui, com verde, uma cor.
Eu vou desenhar um para você, presente meu.
Mas não fica, calma, não fica meio, ah, o cara que tá querendo aparecer, não, né?
Eu vou desenhar um para você com a cara do seu estúdio para você. Aí sim, prepara, que aí fica. Quando eu for numa premiação, eu vou com esse então, que é sua cara, é a sua identidade.
Eu fui no último Ibex, a gente ganhou. Aliás, eu tava lá É, você tava então?
Eu vesti o Albany.
Ah, o Albany é amigo meu. E aí eu falei, putz, mas eu tô meio parecendo com todo mundo, aquele terninho preto e tal. Eu queria estar com uma cor mais diferente, porque eu tenho essa pegada de ação. É, vamos falar também, não sei se tem a ver também com perfume e relógio, o lance do old money que agora todo mundo fala. O que que é esse visual old money, John?
Pode começar você.
Vai lá. E o perfume, tem a ver?
Um por favor.
Ah, um de cada um? Começa você então.
Money. Ah, eu quero saber a opinião do Romulo.
Para mim é aquele lenhador, barba, pode crer, né? Aquela camisa xadrez de flanela, suspensório.
Ó, e vamos mostrar, vamos gravar também a gente lá no John e fazendo todo o processo, que eu não imagino, vou lá, fico pelado e o cara faz, ou que nem aquele filme, o cara com aquela Ciro, Ciro, né? Uma canção, mas é uma canção, né, grandona? Quero ver também todo o processo para filmar.
E aí, old money, vai ser eu então.
Tem a ver com a volta do interesse pelo relógio também, esse lance do old money, de parecer aquela coisa mais antiga, de voltar a dar valor nas coisas manuais, feitas à mão, artesanal?
Eu acho que um pouco, mas é muito bom esse vinho, hein, John? Cara, eu acho que a volta, ela aconteceu do relógio, aconteceu um pouquinho antes do do Old Money, né?
Mas ficamos assim, ah, fez isso mesmo? Aprovado demais! Vamos abrir outra, vocês podem tomar, eu tomo, eu tomo.
O Old Money, né, ele vai ser uma coisa, na minha opinião, vai ser uma coisa que é o cara que não tá tentando se mostrar, é uma coisa mais emergente, mais tradicional e Tudo, embora eu ache essa questão do emergente e tudo tal uma bobeira, porque pô, então você não pode ser emergente? Tipo assim, você não pode sair da situação?
Na minha vida não posso gastar dinheiro, né? E portanto, sou emergente, pô.
Um dia para alguém ser old money.
Exatamente. Exato, exato. Mas eu acho que hoje envolve muito aquela questão de assim, enfim, não ser algo chamativo, não ser algo que você tá tentando ostentar, que as outras pessoas vejam.
No caso do relógio, o que que é um old money? É um relógio vintage? O que que é?
Nautilus? É, um Nautilus talvez. O Nautilus tem essa possibilidade, só que como ele já virou um relógio tão conhecido, ele meio que você vai estar mostrando, né, de uma certa forma.
Omega é old money? Marinho, não?
Ah, poderia ser alguns modelos, sim. Eu acho que não, o Snoopy não, né? O Snoopy ele já virou uma coisa mais mainstream assim. Mas emergente, mas emergente, eu sou emergente, não tem problema nenhum.
Você acha que o Snoopy ele é um emergente?
Eu queria, eu gostei dele.
Eu tô na pergunta dele, eu tava pensando também.
Tem o Snoopy lá na minha loja, hein?
Vamos fazer um negócio.
A gente tem que aproveitar que viramos amigo dele, né? Exato.
Inclusive, ó, ele é um só ou tem vários modelos?
Coloca vários, mas existe o mais famoso que é o atual, né? É o azul, né? Que atrás ele faz toda essa coisa.
O diretor foi lá no, na gravação comigo, ganhou um, ganhou um Apple Watch.
Ganhou.
O cara me fez tirar o Apple Watch e falar: você vai dar para ele esse Apple Watch.
Ah, tá.
Ele me passou Me passou esse relógio aqui, o Dio, ó. Cadê?
Ah, para você tirar do braço, ele teve que ganhar algum, entendeu?
Exato.
Ele falou assim: dois não vai ocupar o mesmo espaço. Aí ele me passou esse daqui, ó. Olha aqui, ó, que legal. Aí falou: tira esse Apple Watch. Ele jogou na mesa, vocês vão ver esse vídeo. E aí o diretor ganhou um Apple Watch.
É relógio para você, Caduzão?
Não, para mim é um gadget, né?
É um— tá vendo, cara? Tem maior preconceito.
É, existe também esse preconceito. É assim, eu não vejo problema nenhum em pessoa usar para algumas atividades atividades físicas ou alguns momentos específicos assim, mas para dia a dia vai treinar.
Mas aí eu vou até te defender, digamos assim, porque se você for pegar hoje, se você for passar numa Receita Federal, uma viagem, ele não é considerado relógio, né? Não, eu fiz um acessório de treino, alguma coisa assim.
Não, não teve essa discussão porque eu tive aqui com o pessoal do aeroporto área restrita do programa e falei essa questão, ele falou: não, hoje em dia tem essa coisa, o Apple Watch é como um device. E um relógio desse, porque você só pode trazer um item pessoal, então o relógio do pulso não conta como se você tiver o Apple Watch e o relógio de pulso, são duas coisas diferentes.
Tudo bem, eu acho que tinha sido considerado, aí o cara entrou na justiça e ganhou.
Ó, é esse, é esse aí, cara, é bonitão. Quanto que tá ele hoje lá?
Hoje ele tá R$103 mil.
R$103 mil, eu vou passar para o Vilela.
No Pix, hein?
No Pix e o Homer de contrapeso. O quanto é o Homer mais Pix? E assim, a diferença.
Aí você tá desvalorizando o produto.
Ah, você é mais do que 100 mil?
Não, eu sou menos. Ah, tá.
Vai desvalorizar o produto.
Ah, desvalorizar hoje? Porque eu achei que você tava certo.
O Cariani até, ele tava brincando porque o TK pegou esse relógio, né?
Ah, o TK pegou?
Ele tem um desse. E aí ele ficou, ele fez todo um conteúdo em cima e tudo, aí o Cariani ficava zoando que ele desvalorizou o relógio.
Que nem quando o funkeiro pega o Porsche, né? Os cara fala: "Putz, agora não é mais." Agora não quero mais. Lembra do Camaro amarelo? Isso. Depois da música do Camaro, cara, eu acho que a Camaro desvalorizou pra caramba.
Os cara ficaram puto, né?
É isso aí. E vamos falar de perfume. Existe o lance do old money também? Qual que é um perfume old money ou não tem essa parada assim?
Cara, poderia dizer que não, porque o cheiro é algo genérico e depende de pessoa pra pessoa, mas na minha concepção, sim.
O quê? Os ingleses? Qual que você considera?
Seria mais por construção, famílias olfativas. Assertivas. Eu digo perfume fougère, que é uma construção, um estilo de perfume. Ele é um perfume old money. Normalmente o old money é o cara que não usa o perfume muito doce.
Difícil você pensar num cara que não chama muita atenção.
Não chama muita atenção, tá? Eu acho que é um perfume com uma construção mais base saída cítrica, base amadeirada. Isso na minha concepção é um perfume mais old money, porque é um perfume— você consegue imaginar um George Paul Lemon usando perfume extremamente doce? Não, não, extremamente sensual, baladeiro?
Eu acho que esse perfume que você apresentou último, esse cara, porque ele traz uma riqueza, um requinte, sabe?
Eu considero um old money, que é o Aventus Cologne. É, ele é um perfume muito limpo, muito elegante, mas normalmente o old money tá ligado à temporalidade. Esse daqui, esse aqui é um old money.
Esse é o Aventus tradicional, mas tem nome? É só Aventus?
Aventus Creed, tá, cara.
Esse é demais, esse experimentei lá também.
Você deu 8,5.
Perdão, perdão. Não, estou arrependido, estou arrependido, estou— eu era apenas um moleque, apenas um garoto.
Podem haver tantos—
Não, você viu a galera comentando lá: pô, o Vilela é exigente, né? Lógico, eu não entendo, cara, é demais isso aqui, entendeu?
Eu acho que é um perfume assim muito atemporal, um perfume que se meu pai usasse, ok, se eu uso, ok, se meu filho vier a usar, um perfume ok. E acho que isso do Old Money tem a ver com atemporalidade, né? Agora, por exemplo, tem uma marca chamada Clive Christian? Clive Christian! Eu trouxe um pouco deles aqui, é inglês, é um perfume que a base dele— Deixa eu mostrar aqui... Que é Crown Perfumery, o crown por causa da coroa, é de 1872 mas esse é um perfume que apesar da marca ser da cara, eu nunca pagaria pau para um perfume que tem um panda na frente. Vou te contar...
Sério?!
É porque Clive Christian é uma marca... Nossa mano, mentira! Daqui é cheiro de ricos isso aqui hein?
Dá uma olhada, daqui é cheiro de rico só que dentro da marca esse eu não considero um perfume tão caro assim tá?
Clássico.
É, eu considero perfume mais sensual.
Eu sou mais aquele outro, mas esse daqui é cheirinho, ó, cheira aí.
Aquela é um perfume, ele é uma marca de 1872.
Não é bom?
Que foi adquirida pela Clive Christian a partir dos anos 2000. Então, por exemplo, esse perfume foi o último lançamento da marca e ele foi feito, inclusive, pô, jantei com a perfumista lá em Paris, a gente teve uma resenha super legal. Ele foi feito numa história baseada, é a pessoa que cria, cria perfume, né, que realmente faz a poção lá. Exatamente, é alquimia do perfume, que deve ser tipo Tipo, tá da peso de ouro, né? Imagina uma marca como essa, ela é considerada um luxo, cara, dentro da perfumaria.
Passa isso aqui também para mim depois, esse é outro que eu vou querer também.
E o pandinha, o nome dele é Strange Heavens Out of the Blue, ele tem uma história que foi uma criação dela, perfumista, com a mentora dela, e ele tem notas de chocolate.
Chocolate?
Tem uma nota de café, tem uma nota que chama de flores narcóticas, é baseado nas histórias delas.
Ô, John, eu fui lá na casa dele e a primeira que ele me ofereceu foi uma com merda no negócio.
Mentira!
Fala a verdade! Não sei o quê, fecal. Mentira! Sério, fala isso aí.
Porque o oud é uma matéria-prima muito rara na perfumaria.
Que é madeira, né? Madeira. Madeira ou não?
É o oud, não é do W-O-O-D, que é a madeira.
Sim.
É uma resina que sai da madeira, formada por uma infecção, um fungo, em algumas árvores, que não são todas, normalmente Cambódia, Índia, Laos, Malásia.
Mas de onde vem o fecal?
O fecal vem da— quanto mais natural o oud é, mais fecal ele é, porque é um fungo que vem do mar.
Não tinha cheiro de fezes, só tô te falando.
Cheiro de estábulo.
Cheiro de estábulo, mas é bom. Olha, gostoso, gostoso, sabe?
Depende de onde sai, deve ser bom.
É, exatamente, né?
Então aqui, ó, por exemplo, é uma marca que é a única ainda marca permitida a usar o selo da Coroa Britânica de 1832. Isso foi uma permissão da Rainha história e ela perdura até hoje porque nunca ninguém tirou. E aí tem a história da coroa com o ano da fundação da Crown Perfume. Esse é um perfume sensual, um perfume sedutor. E aí é um perfume nos 450 euros mais ou menos, 50 ml.
Mais barato que aquele outro então, né?
Bem mais. O preço do ML dele é mais caro. Ah, tem um ursinho aqui, carinhosamente, de pandinha safado, porque é muito sensual esse Good morning, cara.
Bom dia, safado.
E aí a perfumista me contou, né, porque eu gosto disso, de a própria pessoa que criou, baseado em que você criou isso. E aí a perfumista, a Celine, uma querida, ela falou: Gabriel, eu fiz esse perfume com a minha mentora e a gente sempre tinha nossas reuniões, cafés em Paris. Então tem ali uma nota de café, tem uma nota floral, tem uma nota caramelo, tem uma nota chocolate. E essa alquimia da perfumaria, que é algo que talvez as pessoas em casa Fala, pô, será que tem cheiro de que isso?
E esse é um perfume que, apesar de ser uma marca muito clássica, que é Clive Christian, eu não considero ele um perfume tão clássico, tão old money, porque tem esse lado do dulçor, tá? Agora, por exemplo, tem algumas histórias legais aqui. Essa marca, para mim, talvez seja, digamos, que a Patek Philippe da perfumaria, que é Henri Jacques. É uma marca francesa, eles são de 1937. 2005, ou seja, não são tão antigos assim. E eles têm uma história de construção também de um casal.
Quebrei já, quebrei, pronto, quebrei, acabou a história. Como que é o esquema aqui?
Aqui, ó, ele vem nessa caixa.
Vou abrir aqui, pessoal, tá?
Que isso, é meio caixa do iPhone, é bem atemporal, não é?
Entendeu?
Uma coisa bem de moda.
Eu não vou mais abrir que eu tenho medo agora, hein, depois tem que pagar, né?
Perfume tá aqui, ó. E aí você vê a qualidade realmente. Olha a caixa, olha o estofado que eles colocam. Então assim, é, você vê que tem um cuidado aqui. A gente tá falando de algo muito clássico. Eles têm, acho que hoje, cara, perfume compartilhável. Na perfumaria pode parecer lacração, mas te falar que perfume não tem gênero, é porque a nota de rosa, por exemplo, no Ocidente, ela é muito usada pela muito mulher. No Oriente é uma nota muito masculina, porque a combinação que é feita aqui tem uma rosa um pouco mais delicada, um lado um pouco mais verde.
Eu gosto muito desse perfume. Nossa, mas se você for pegar no Oriente, tem muito oud, a rosa com oud, com o couro, com açafrão, que torna esse perfume oriental. Então aqui é realmente um perfume intemporal. Henri Jacques, para mim, hoje considero o supra-sumo da perfumaria. Inclusive, esse foi o Esse é Old Money demais. Essa marca em geral tem construções que são até difíceis da gente falar assim, pô, vou presentear o Cadu, porque ele vai falar, cara, cheiro de velho. Porque tem muito isso da temporalidade dos anos 80.
Alfazema, né?
Aqui, por exemplo, já é um perfume que eu acho bem contemporâneo, porque essa rosa, eu falo que a rosa no homem é muito elegante. Inclusive, eu sou apaixonado na nota de rosa. Toma, toma, toma.
Sem mais. Dá um medo, né? Nossa, vou colocar também, cara.
Ele vem assim, ó, Passa, passa. Nossa, é bom, é bom, é um cheiro muito luxuoso. E aí essa marca, cara, ele tem algumas lojas, Paris, na Europa tem duas boutiques, que a de Paris, que é a principal deles, e tem uma dentro da Harrods de Londres, no salão exclusivo. E ele vem assim, o perfume é quase que um Lego, você vem montando ele.
Caraca, que grande! Eu tava querendo entender o que que era.
Levanta aí pro pessoal ver.
É, o nome do perfume ele vem escrito bem aqui, ó, bem delicadamente, que é escrito Amber Rose, que é o nome dele. Amber, do âmbar, rose, da rosa, que são as bases do perfume. E ele vem assim, quando você quer uma guarda dele um pouco mais segura, você tira, desrosqueia e faz o borrifador, tá, que é para uso. Então aqui nesse estilo ainda tem gente que usa, né, para você ver como é algo tão atemporal, que era aquela forma um pouco mais antiga de passar o perfume.
Pode crer. É tipo colônia, né?
Colônia. Mas eu deixo assim hoje por questões de guarda mesmo, de segurança também, né? Um perfume que para manuseio é mais tranquilo. Mas é assim, olha que interessante, essa marca apesar de ser francesa, a gente falou do perfume criado pelo Sultan Jomar da Amouage, esse aqui que eu chamo verdadeiro perfume do Sultan Jomar. Esse eu brinco que esse é o cheiro do Sultan Jomar.
Esse é aquele que eu perguntei para você, qual que eu começo?
Eu já não recomendo, ele é um perfume muito incensado, perfume que tem muitas resinas, um perfume bem denso, bem oriental, é um cheiro bem Dubai, sabe?
Bem diferente.
Aí a gente tá acostumado aqui no Ocidente a usar algo mais cítrico, mais amadeirado. Esse tem tanto incenso que as pessoas têm dificuldade.
Os outros são mais fáceis.
Mas olha que interessante, essa marca aqui que é a Henri Jacques, que é uma marca francesa, Eles fizeram perfume especial a pedidos do Sultão de Omã. Então olha como as coisas conversam. O cara que é de Omã foi para França pedir um perfume para Henri Jacques. Hoje esse perfume, ele, o Sheikh faleceu, o sultão, 2014 mais ou menos, e houve a permissão da comercialização do perfume dele. Então você pode na boutique de Paris, que é o único lugar permitido, e falar: cara, eu quero comprar o perfume do Sultão de Omã.
Pode. Eu fui lá, eu tive lá, eu gravei, eu fiz uma campanha com Henri Jacques para Pra mim, assim, como representante do Brasil, uma baita, um baita orgulho. É tipo falar: John, vai lá do Ormeu e grava um conteúdo com os caras. Vai lá na Zenha e grava um conteúdo com os caras. Cadu, vai lá na Patek e grava um conteúdo com os caras. Pra mim, uma baita honra. E o perfume de Sutão de Amã pode ser comprado lá, 90 mil euros, mas consegue um pouco.
Ah, tranquilo, 90 mil euros, achei que era 75ml, pelo menos já não é o óleo. 75ml.
Esse daqui, vamos de caiaque, né?
Tudo isso, né?
Cebolinha, cebolinha, cebolinha.
Essa questão, né, da perfumaria, porque a gente fala, pô, o relógio é um investimento, perfume passou, acabou, acabou. É, mas tem perfumes que são investimentos também, que é o cara que conseguiu comprar perfume, foi descontinuado. Existe isso também dentro do meio.
Tem validade, tipo, você não usar 10 anos estraga o perfume ou não?
Cara, no Brasil todo perfume tem que, é obrigatório, né, por questões de legislação, vir com validade que são 36 meses só. Na realidade, o que vai valer sempre é a guarda, assim como vinho, evita oxidação no banheiro, por por exemplo, esquece.
Onde é o melhor lugar?
Armário. O melhor lugar é assim, dentro da caixa.
É mesmo?
Do jeito que ele vem, que ele evita qualquer tipo de oscilação de temperatura e umidade. As caixas mesmo, porque, pô, quem vai virar um acumulador? Mas eu coloco no armário fechado, sem luz, já para mim é, pô, tá ok. Eu não preciso tirar o 10, se eu tirar um 8,5 eu já consigo. Mas assim é a melhor forma de guarda, caixa.
Agora vamos de— querem mais Querem ou não?
Vocês querem?
Eu tô tranquilo.
E você?
Você toma?
Eu tomo também. Então bora, bora, Léa!
3 horinhas de podcast.
É, vamos comemorar, Léa.
Vamos de roupa então, Old Money. O que é isso aí?
Old Money nada mais é um produto atemporal. Hoje a gente associa o Old Money àquelas pessoas low profile, aquelas pessoas que ela quer usar um luxo, mas ela não quer estampado E ela usa uma camiseta da Loro Piana de R$15 mil, R$14 mil e pouco. Ela usa um sob medida, sem marca, usa um sob medida. Que tem muitos clientes meus que— tem cliente meu que gosta de aparecer, fazer stories. Tem cliente meu, João, sou mais reservado. Eu já conheço o perfil do cliente, então é um cara que vai lá e compra um Zayn de R$40 mil.
Não quer que a galera saiba, não quer que a galera saiba, não quer ficar postando, porque também não precisa. O marketing dele não é aquilo. O marketing dele é ele se sentir bem, sentir que comprou um tecido de alta qualidade. Qualidade. Então Old Money é uma peça mais atemporal para esses ricos que não querem aparecer.
Mas tem a ver com tecido, com corte ou não?
Tem a ver com tecido. Quando você fala, tipo, quando você tá falando uma pessoa dessa, ela procura o quê? Procura um produto de alta qualidade. O cara que procura um perfume desse que o Catunda acabou de falar, então o cara que ele já conhece a alta perfumaria, o cara que vai comprar um RM, um Patek, ele já conhece Ah, sim. Então ele já tá em outro nível de roupa, outro nível de relógio, outro nível de perfumaria. Então ele sempre vai querer um produto.
Então ele sempre vai querer um produto de alta qualidade. Então, e tá vindo muito, tá muito, muito, muito.
Então, mas eu imagino, sei lá, eu quando falo Old Money, eu imagino, você não imagina, cabelo para trás com gel, aquele terno risca de giz, risca de giz, tem a ver com isso também um pouco?
Tem, tem a ver, mas posso falar para você, o risca de giz é um clássico elegante que nunca vai sair de moda, mas quando um cliente—
não tem a ver com idade, um jovem pode usar?
Pode, pode usar, tem moleque novo que eu atendo, o cara tem cabeça de— o cara não quer aparecer, o cara tem muito dinheiro, o cara não quer aparecer, eu quero um tal terno assim, quer estar bem vestido, né? Ele quer estar bem vestido e sob medida, personalizado. Então nós fazemos Lá a etiquetinha dourada, que quando você compra um terno sob medida a partir de um certo valor de R$17.999, você tem um terno com a sua numeração e a sua data e a minha assinatura.
Então é um cara que às vezes quer exclusividade, ele quer participar da história. Então a gente faz o cliente pertencente à nossa história. Então o terno sob medida a partir de R$17.999, ele sai numerado. Entendi. Número 1, número 2, número 3, número 4. O número 1 eu nunca vou vender o número 1. Que o número 1 para mim é Jesus Cristo na minha vida. Então começou o número 2, eu sou o número 2, aí minha esposa é o número 3.
Cai bem, isso também tem a ver com o money para você, cara? Então aí pega assim, porque a gente que você fala que é o top, eu acho, não, eu vejo às vezes o cara que é uma apertada, que o tecido pode ser absurdo, você fala, pô, esse cara aqui não condiz com o estilo clássico de nós.
Tiago Finch é um cara que a gente a gente foi trabalhando ao longo do tempo. Ele usava bastante justo antigamente e um pouco mais curta. E aí eu falei: não, Fitch, vamos descer um pouquinho. Aí ele fala: não, John, mantém assim. Aí eu ia lá e descia, ele nem sabia.
Tava no joelho, né, Fitch? Começava um pouquinho abaixo do joelho, agora já tá perto da canela. Tava na canela ali, no joelho, tá.
A gente foi descendo, foi descendo. E a última vez que eu fiz uma calça para ele, acho que a gente até fez o corte antigo, ele falou: John, essa calça tá muito curta. Eu falei: tá vendo só? Ah, ele mudou a percepção disso. Então o cliente A gente começa, tem cliente que a gente tem que trabalhar devagarzinho, aos poucos, para ele entender que a moda é isso aqui. A gente não precisa ser uma coisa tão justa, a gente respeita o estilo dele, respeita, mas a gente vai trazendo um pouco do clássico elegante, entendeu?
Que vai ficar bonito para ele, depende do lugar onde ele vai palestrar, onde ele vai se apresentar, o ambiente aonde ele frequenta. Mais ou menos isso.
Legal.
É, o Romer, você que é um old Manda uma pergunta aí.
Vamos lá, tem uma pergunta aqui do Marcos Maromba.
Marcos o quê?
Marcos Maromba.
Ah, lá vem.
Mandou o seguinte, ó: vocês acham que muita gente compra perfumes caros porque quer cheirar bem ou porque quer ser respeitado quando entra no lugar gerando uma certa impressão?
Isso vale para relógio também, né? Terno também.
Mas eu acho que o relógio consegue gerar mais impressão do que o perfume.
Você vê É, porque você, o perfume não vem com selo.
É, eu acho que aí que vem essa questão do novo movimento da perfumaria também, que é: o que que esse cara tá usando? Pois é. E aí uma vez até tem um corte do Pablo Marçal que viralizou bastante, que falou: cara, existe um sinal nesse público de um tipo de perfume. E é meio que isso, o pessoal brinca do chazé da perfumaria, cara, é meio que isso. Às vezes pelo perfume do cara você já fala: pô, esse cara tá no estágio mental de conhecimento.
Assim como, por exemplo, eu gosto de vinho, mas eu gosto do vinho por gostar. Eu não sou um cara entendedor de vinho. Sempre você trouxe vinho de R$200, eu falo, mano, tá muito bom para mim. Sempre trazer um vinho de R$15, R$20 mil, talvez eu não saiba apreciar. A perfumaria tem esse estágio também. Agora, o cara pagar caro no perfume porque quer impressionar, eu não acho que seja uma verdade. Porque esses dias mesmo estava vendo alguns relatos, pô, perfume da Virgínia é absurdo de elogio e custa R$70.
R$3.000. Então o cheiro, a sua opinião, você que entende, ela basicamente foi muito inteligente na forma de posicionamento, que ela é um canhão de marketing, mas de ter pego a inspiração de perfumes que as mulheres amam muito. Por exemplo, Delina é um perfume que as mulheres amam muito. O frasco custa, sei lá, R$3.000. Ela tem uma versão mais barata, ela tem um R$179. Então assim, eu estou cheirando muito próximo ao pagando um valor bem, uma fração de valor bem menor.
Então acho que ela foi muito inteligente nas escolhas de perfumes. Tanto é que tem perfume que, por exemplo, no meio da perfumaria as mulheres falam: cara, a Virginia estragou o mercado. Porque era um perfume muito exclusivo, era um perfume caro, perfume mais raro. E ela falou: não, esse perfume é que as mulheres vão gostar. E ela foi lá e pum, pegou. Então acho que tem formas também. Um dos perfumes mais elogiados que eu tenho até hoje é um perfume que custava $50.
Que é?
Davidoff Cool Water. Davidoff Silver Shadow, tá? Simplão, descontinuado. Eu tenho frascos deles guardado ainda, que eu faço questão de manter, porque é muito, para mim assim, o cheiro, aroma assim, foi muito elogiado. E acho que não tem só a ver com preço, tá?
E vamos falar de preço. Os clones e super clones estragaram o mercado? Tipo, puts, agora tá todo mundo usando um Rolex falso, ou dá para perceber? Quem sabe, sabe. Eu só abrindo essa máquina agora, porque tem uns que são muito parecidos, né?
Tem, realmente. Eu digo, quanto mais o relógio foi comercial, quanto mais gente quer o relógio, mais vai ter a falsificação dele, né?
Por isso que China mesmo, chinês, normalmente.
E aí, por exemplo, o Submariner, ele é o relógio mais falsificado do mundo, talvez.
Submariner, um, coloca um Rolex Submariner aí para Submarino que tem o Hulk, o Pepsi e tal.
O Pepsi é um GMT, é isso, tá?
E também é falsificado para caramba, né?
É, e o Hulk é um submarino, é uma variação de submarino. E aí hoje em dia, tipo, quanto mais eles fazem, mais eles vão ficando bom nisso, né? Então é por isso que é muito interessante. É, tem gente que não gosta de pegar um Rolex porque justamente existe muita falsificação, que a marca mais desejada do mundo, né, se for ver em Rolex. Então tem muita falsificação. Aí quando a gente, quando a gente sabe, quando a gente tem um, aí, ó, esse talvez seja o relógio mais falsificado do mundo assim.
E os caras fazem, fazem bem mesmo. E até porque a Rolex ela tem poucos aspectos que são difíceis assim você olhando de fora. Então é um visual que dá para você replicar. É lógico que tem detalhes e tudo, por exemplo, polimento, acabamento. Quando a gente olha muito para o relógio, tá acostumado, o peso também, mas o peso no braço do cara você não vai saber, né?
Pela foto você não consegue saber, teria que ver mesmo no relógio para saber se é falso ou não.
Ah, eu já vi, até eu até falava às vezes lá na minha página, o Eu diminuí um pouco porque começou a dar muito problema. Ah, é? Eu falava alguma pessoa que tava usando falso ou deixava assim, deixava subentendido.
Mas a gente entendeu uma galera. Sem falar nome, mas gente de grana usava falso?
Grana, famoso. Sério?
Cara que podia comprar um verdadeiro.
Tranquilamente. Depois eu conto uns casos.
Mas você acha que esse pessoal usava porque não sabia ou sabia que tava usando? Foi enganado? Porque às vezes o cara paga cem pau num relógio de um amigo que tá vendendo e é falso.
Mas será que não tá ligado muito aí demais. Porque, por exemplo, eu já ouvi falar, né, cliente: ah, John, pô, quem é que, tipo assim, imagina, pega um cara famoso aí e ele vai usar um relógio falso. Quem é que vai imaginar que esse cara vai usar um relógio falso? E um cara que tem um verdadeiro mais é falso, a galera fala que é falso.
Cara junto, 80 pau, consegue, tá, o trabalho, todo mundo acha que é falso, né?
Eu sou um cara que, tipo assim, eu não tenho coragem vantagem assim de usar um falso. Eu, pela minha identidade de pessoa, eu prefiro esperar anos e anos para mim lá e comprar um para mim usar. Eu não consigo usar nada, nada falso assim, sabe? Minha visão.
E tem coisa legal para você comprar em todas as faixas de relógio, sabe?
Não tem dinheiro para comprar um de 80, tem de 5, tem de 10, tem de 2.
É, eu adoro, por exemplo, eu adoro G-Shock.
Por exemplo, não faz feio, né?
Não, de jeito nenhum.
Super bonito. Então, e não é um relógio caro, né?
É, eu tenho o relógio mais caro e eu adoro G-Shock, por exemplo. Também gosto, gosto de G-Shock, gosto de Seiko.
Mas aquela coisa do G-Shock, você, tipo assim, eu na minha visão de imagem, é um relógio mais esporte para você usar para o outro ambiente, né? É outra parada, né? Para combinar com, né, tinha um cliente meu que tava usando aquele, como é que é, da Apple, o Apple Watch, com o terno. Eu mandei mensagem para ele, falei, não, aí não dá não.
Talvez eu tenha usado em alguns lugares também, mas não vou Não vou mentir que eu tenho foto lá em 2016. Exato!
Não vou mentir.
Desculpa aí, galera.
Mas chegou o conhecimento. Como moleque, como moleque.
Chegou o conhecimento.
Eu já errei muito também. Nossa, eu falo para os meus seguidores, eu falo as coisas porque eu já fiz tudo de errado.
É verdade que o pessoal fala, é melhor estar sem relógio do que um relógio errado?
Ou falso.
Ou falso.
É, falso eu diria que sim. E aí, relógio errado, é, tem um conhecido.
O que é um relógio errado?
É isso, é isso.
Tem um conhecido meu que casou de terno com um G-Shock verde.
Vermelho.
Você acredita? Mas para muito forte. Deve ser muito simbólico para ele.
Esse gestual que deve ter história, cara.
Não é possível. Quando eu vi a foto, não é possível, cara, não dá. Mas então, aí nesse caso era melhor tá sem relógio, bem melhor, né?
Então, aí, mas tem, então você vê muita gente com relógio bom que é falso assim.
Sim.
E o cara às vezes sabe que é.
Então eu, umas Algumas pessoas defendem falsificação, eu sou totalmente contra, né, mas algumas pessoas defendem, ah, porque para o cara ter acesso ao negócio, nunca vai ter e tudo. Primeiro que quem disse que nunca vai ter, né? A pessoa pode virar um emergente e poder comprar. Mas assim, o relógio falso ele é usado para passar a perna nos outros, para ter crime e tudo mais, né? Igual um outro conhecido meu já comprou justamente um Hulk.
Ele achou que era original, pagou preço original, cara, e era um papel de impressão.
Aí, então assim, como não cair nesse golpe?
É a procedência, é a procedência, é levar num lugar de confiança para fazer a verificação. Inclusive lá na minha loja, inclusive eu vou fazer um, faz um jabá, cara, arroba, é aquela câmera, @elite_watchclub. Lá você faz esse, você abre o relógio e Todos os relógios que chegam lá para vender, antes a gente passa na Watch Time. Você já viu? É a maior assistência técnica da América Latina. Então todos os relógios, antes de irem para venda— como tinha um cara lá, o Mauro, e o Mauro vai vir aqui já. Ah, que legal, poxa!
Legal, interessante essa informação, hein?
Todos os relógios passam por lá antes para depois.
Inclusive, Mauro, eu vou passar um relógio meu para você ver se é verdadeiro, um deles aí.
Que beleza. Então é muito importante você passar por algum lugar, não precisa ser, né, necessariamente a Watch Time, mas tem que ter.
É porque relógio antigo às vezes não tem, né, nota fiscal ou cartãozinho, cartãozinho, né. Sim, e eu falo cartão com QR code, né.
A gente até evita um pouco pegar relógio sem cartão e tudo para não gerar mais relógio o que acontece, tudo, que pode ser roubo.
É melhor ter, por exemplo, o meu, quando fui roubado, eu não entrei em contato com a loja para falar que tinha sido roubado até hoje. É que o certo é, o certo é, porque tem um cartãozinho, talvez o cara mais sério, né, teria que ver. Por isso que acho que é interessante você ter o cartãozinho.
É, Rolex, se você for roubado e você dizer para eles, né, deixar lá fazer e tudo, caso esse relógio passe pela mão deles para para uma assistência técnica, uma revisão, alguma coisa assim, ele trava de maneira.
Um caso que aconteceu falando sobre relógio falso, tem um cliente que deixou um carro, ele tava em São Paulo, centro de São Paulo, ele foi estacionar, o cara chegou para assaltar ele, foi roubar o relógio dele, e o cara conhecia o relógio que era falso. Ele pegou o relógio falso, pegou o relógio falso e deu uma coronhada na cabeça do cara e falou: dá para saber se você usa um original, cara.
Você acredita? Panhou, panhou, velho.
História verídica, tá?
Existe muito isso em São Paulo, do cara falar: pô, eu não uso. Eu moro em Alphaville, pertinho daqui, cara. Lá é assim, eu não tenho coleção de relógio, gosto de perfume, eu gosto, sim, mas eu não sou viciado igual sou em perfume. Mas eu tenho essa restrição do tipo: ah, pô, São Paulo você anda de carro blindado e tal, mas passar susto à toa não precisa. Existe isso, sendo que eu lembro que 2016, 17, eu trabalhava muito na Vila Olímpia.
Os cara fala: cara, dia a dia eu só uso relógio 'Eu levo o falso e de noite quando eu vou para um evento e tal, eu levo o meu verdadeiro.' Isso existe ainda, 10 anos depois?
Cara, assim, na minha opinião, isso é meio o cara, na maior parte das vezes, o cara que fala isso, ele só tem o falso, entendeu?
Tá dando migué.
E ele tá dando migué, ele tá assim: 'Não, esse aqui é o falso, mas eu tenho o original no cofre.' Me mostra então, vem cá ver.
'Meu cunhado tá usando.' "Mas quando ele voltar..." Pois é, eu nunca vi essa história ser verdadeira.
Assim, pode ser que tenha alguém que faz isso, mas não seria mais vantajoso o cara, em algum momento que ele não quer correr risco, ele usar um relógio mais acessível, que é super legal também?
Cara, tem muito relógio acessível e muito bonito, cara.
Um exemplo que eu quero comprar agora, vou para os Estados Unidos amanhã, eu vou comprar, quero comprar o Tissot. Não é excelente relógio?
Sim.
Para entrada? Aqui tá R$10k, lá nos Estados Unidos tá R$600.
$100.
Você tá uma boa entrada, não é? É, com certeza. Você tá olhando o PX, que que é?
Tem verde, tem um azul aqui. Eu printei a tela e vou lá comprar.
Se tiver aí a foto do PRX, mas é uma loja bem legal.
Você tem quantos perfumes?
Mais do que eu preciso e menos do que eu gostaria. 650 hoje.
Mas a ideia é sempre aumentar ou parar?
É esse mesmo lindo.
Deixa eu ver? Ó, aqui, ó, dá o zoom. Cadê, cadê, cadê? Aí, bonitaço, hein? Lindo, cara.
Lindo, cara. Passa para o lado para você ver, tem um outro.
Eu tenho medo de ficar passando foto do lado, que aí de repente vem um nude aí, dá uma merda.
É, a gente aparece, rola, parecido com seu perfume ali, parecido com seu perfume. Tem outra aqui, ó. Tem, olha aí.
Então, tô entre esses três aí, aquela IWC também legal, hein?
É super legal. Eu tô de olho em uns aí. Ela normalmente, as marcas, elas pegam um tema e elas puxam bastante para ela, né? IWC, ela é bem voltada à aviação. Agora elas estão envolvidas bastante com automobilismo também. Eles estão quase do filme do Brad Pitt, foi um desse ou não, que ficou famoso, que ele usou o É, eles estão em parceria com a MG Petronas, a de Fórmula 1, né? E aí eles têm o relógio em parceria e tal, estão entrando bastante no meio de automobilismo também.
Esse daí qual que é? Olha, esse é bonitão, hein?
Esse é um WC Pilot, que é voltado, é um relógio mais voltado para aviação mesmo.
Omega com NASA, né?
MW6 Sport, né? A Omega, sim, a Omega, ela é muito voltada para viagem espacial, né, e tudo. Inclusive, o meu relógio é bem, bem relacionado a isso. Qual que é? Vou mostrar aqui. Esse é um Omega Speedmaster, e aí ele tem um mostrador de meteorito.
Não é o 007 não, né?
Não, esse é o Omega Speedmaster Meteorito.
É.
E aí o mostrador aqui é meteorito e a fase da lua. Esse é um meteorito espacial e a fase da lua é um meteorito lunar.
Já foi, perdeu, filho.
É, olha aqui, acabou no meu braço.
Acho que acabou, acho que acabou para pele morena assim, ó.
E aí tem tudo a ver.
E também tem tipos de pulseira, né, Jubilee, Presidente. Como que Legal.
Sim, essa é uma denominação da Rolex, né? Só que como o pessoal acaba usando um padrão parecido, às vezes a gente fala isso para outras marcas também, mas ela se tornou um pouco padrão.
Eu gosto muito de ter um IWC com cera caramelo e azul marinho, que tá a versão que tem azul marinho e caramelo. Olha que eu acho muito lindo, porque é muito legal. Esse aqui é um relógio, por exemplo, o cara me falou, arma na cara, irmão, leva. Pode levar, porque eu não tô nem aí. Não, porque é um relógio barato, relógio acessível, tem um valor sentimental de uso que eu gosto muito, mas não é um relógio que você fala, pô, tô com 400 mil no braço, passo ou não passo. Não, pensa duas vezes, mano, pode levar.
Eu penso muito nisso também.
Não sei quanto que é.
Você ganhou?
Ah, então os Bulgari mais vintage, eles chegam nos valores bem, bem acessíveis assim. Esse relógio que na loja ele que foi mais caro, né? Ah, eu diria que por volta dos 8 mil aí.
É mais barato que perfume, cara, e dura muito mais.
Doido, né? Um perfume mais caro que o relógio, né?
Não, eu tenho um caramelinho também, só que ele tem uns cronômetros.
Ah, sim, sim, sei.
Bugatti Chrono.
Você gosta da Bugatti?
Então tem só esses dois da Bugatti, mas ele tem uma caixa um pouquinho mais alta, ele tem também a pulseira de couro, mas a pulseira trocada, que eu acho que tá desgastado já. Depois te mostro uma foto.
Eu tava vendo que você falando sobre os tipos de terno, e foi interessante uma coisa que você falou, eu tava até guardando para eu não esquecer de falar, que um dos estilos eles foram, foi feito para o polo, né? Sim, jogadores de polo, com uma abertura só. E isso é muito legal porque muitas coisas, e isso, o relógio se inclui muito nisso, elas são feitas a partir de uma necessidade, né? Tipo, a partir de— elas têm uma razão de ser.
E tem um relógio que foi feito para o Polo também, que é o Gégé Lecoultre Reverso. Se puder ver, ele vira, né?
Eu vi na minha mão, cara, é muito legal, sério. É, ele vira assim, de um lado é preto, do outro lado é branco, você vira ele totalmente assim. Por que que ele tem isso?
O seu, o que você viu, é o Duo Face, que ele tem dois os dois lados. E mas o original que foi feito para o polo, ele é, ele tem um lado e o outro lado é fechado em aço mesmo, porque os jogadores de polo eles estavam tendo problemas quebrando o relógio durante o jogo. E aí eles reclamaram com, e pediram para o pessoal desenvolver algo que não, que não quebrasse. Então a G-Lecultre fez esse relógio reversível que do outro lado conseguia segurar a pancada. Caramba! Mas assim, no meio do jogo de polo era melhor não usar relógio, né?
Se você parar para pensar.
Exato.
Mas vê esses dias a tenista lá que usou o relógio dela diamante.
Ah, a Sabalenka, né? Ela tá sempre aí com bastante relógio legal.
Pô, muito doido. Óbvio que é uma baita marketing, né? Deve ser uma campanha ali, uma ativação muito grande. Ela é embaixadora. Mas o próprio relógio de pulso, né, foi criado a partir da necessidade, né? Sim, Santos mesmo, Cartier, que já tá falando.
Tem essa também, né? Tem, tem. Aqui a história do Santos, né, que foi porque na época se usava mais relógio de bolso. E aí ele pediu para o Santos Dumont, pediu para o Cartier, na época o dono da Cartier, fazer um relógio que ele pudesse ver as horas enquanto pilotava, pilotava, né?
Falavam que até existia relógio, mas era mais feminino, né?
As mulheres usavam, homem não era tão comum usar no curso, era muito mais difícil.
E aí um conteúdo aleatório, ó, isso daí.
Então, que loucura. Aí o outro lado normalmente é metal, é metal, né? Assim, o relógio original dessa marca.
Cara, sabe que meu bisavô fez autópsia de Santos Dumont?
Ah, para, velho, que aleatório isso, né, cara?
Pode jogar no Google autópsia Santos Dumont, aí vê quem que tá assinado lá no Guarujá.
Morreu no quê? Comeu 14 bis?
Que diz na autópsia ou que meu avô foi obrigado?
Caraca, ia ser demais, hein, cara!
Ia ser demais! Pode jogar autópsia Santos Dumont.
A gente já sabe, pode comer até 13 só.
14 você morre.
Cagar nele. Mas é interessante, né? Tem essa questão do que que ele morreu. É o que foi obrigado a colocar na autópsia ou do que foi de fato, né? Tem aquilo, gente. A história conta.
Tem mó briga, né, se foi ele, os irmãos, right, que fizeram até hoje. Já veio gente aqui que defendeu uma coisa e que defendeu outra.
É mesmo? Não, mas é engraçado que se você jogar no Google mesmo, esses dias eu tava em Santos, que muito na época de ativo assim do seguro de vida, que eu fui atender muito ali, Beneficência Portuguesa de Santos. E aí teve um médico, eu fui atender já um senhor, estava trabalhando na parte de gestão patrimonial dele. E aí na época eu entregava cartão ainda, né? Oi, tudo bem? Sou fulano de tal. Hoje é raro. Aí o cara pegou, Catunda, Catunda, porra, já ouvi teu sobrenome Catunda.
E minha avó é de Santos, né, meu vô por parte de pai é de Santos. Catunda, porra, eu conheço algum Catunda aqui. Beleza. Na segunda visita eu voltei, aí falou, cara, Catunda, tô para te falar isso, sabe de onde eu conheço? Falei não. Aí ele me pegou dentro da Beneficência Portuguesa de Santos, foi num busto, tá lá o busto do meu bisavô, porque ele fez autópsia de Santos Dumont.
Olha só que legal, cara!
Roberto Catunda, que é o nome do meu vô também. Que legal! É bom, hein? E tá lá autópsia, motivo e tal, Guarujá. Pô, que legal! Rolê aleatório, né? É, total!
Ô, Romer, manda mais um rolê aleatório pra gente, uma pergunta aleatória.
Então vamos lá, aqui foi uma pergunta do Felipe Andrade, ele mandou o seguinte, ó: John, eu sempre tive vergonha de usar terno porque me sinto um pouco fantasiado. Como um cara descobre o estilo dele sem parecer que tá tentando parecer quem ele não É boa pergunta, hein?
Bom, a dica que eu dou para ele, que ele possa começar com o básico bem feito, que é um azul marinho elegante, como o Catunda tá usando aqui, como eu tô usando. Então você não vai querer mostrar aquilo que você não é, você vai manter um clássico e elegante.
Antes do terno preto é melhor um azul marinho?
Eu prefiro, é bem melhor, né? Porque tem aquela coisa que o pessoal fala, pô, terno preto é muito de garçom, velório, segurança, Então eu sempre indico para os clientes, começa com um azul marinho, um cinza chumbo, um cinza médio, depois você tem um preto. Preto, por exemplo, eu tenho um preto que eu uso, mas eu uso mais o smoking preto meu para usar em algum evento específico do que o preto em si.
Smoking você acha que tem que ter um ou alugar mesmo? Porque usa muito pouco, né?
Depende, por exemplo, se você é um cara que vai em muito evento igual o Catunda aqui, é importante ter do que alugar. Porque já faz sob medida, já tem um Vai estar alinhado.
Eu, na verdade, eu adapto. Eu tenho um terno que eu uso, que é um Drago 140, baita tecido. E aquilo que o John falou, né, o preto, para você não ficar naquele padrão muito terno pronto, até aquele terno evangélico, aquela coisa muito quadradona, você tem que ter um tecido de qualidade, porque senão aquela viscosidade do poliéster muitas vezes parece um, entre aspas, não é pejorativo, mas um terno barato, sabe? Qualquer. Eu pego o meu terno, colete, né, terno 3 peças.
Eu tenho uma camisa adaptada que tem o disfarce com os botões pretos, os botões, e eu uso com a gravata, cara. Mas eu não tenho um smoke, eu tenho um Jack Summer, só que ele é muito— um summer jacket, só que ele é muito—
o ideal seria, eu acho que você usar um, por exemplo assim, ele não tem a lapela de cetim, né?
Não tem. O Summer Jacket tem.
Então dá para você usar. Summer Jacket é o 007, aquele terno que ele é branco com aquela pela preta, que dá um brilho, uma gola chale que ela começa assim redondinha, tem embaixo, aí fica super elegante.
Tá entrando em mim agora, mas tem lá, velho.
A dica é simples: começa com um costume azul marinho. Que que é o costume azul marinho? Paletó e a calça. Que que é o no paletó, colete e a calça. São 3 peças, né? Então começa com azul marinho, uma camisa branca alinhada, pronto, já começou bem legal.
Aí você joga assim, ó, você vai brincando, aí você vai brincando, e com lenço, ó, você coloca um lenço azul e vermelho, entendi, você coloca um, que esse cara, como será mágico, né?
Começa com básico, bem alinhado, que não tem como errar, é simples assim. Mas às vezes as pessoas querem inventar demais, acaba, aí acaba se fantasiando do que tá, que é o caso dele. Eu acho que é o caso dele, ele tem medo disso.
Fala, a Carolina de Macedo, ela mandou o seguinte, ó: já apareceu algum cliente querendo um produto muito caro porque estava destruído emocionalmente e achava que aquilo iria mudar a roupa dele? A roupa dele não, iria mudar a vida dele.
Perfume, né?
Pode começar.
Perfume, relógio?
Perfume, acho que tem muita questão da autoestima, né? A gente fala que o perfume na essência vem da alma, é algo meio poético, mas é isso. Tem muita gente que usa um bom perfume e cheira mal porque a pessoa não tá bem consigo própria, a pessoa não tá num bom momento, tá fragilizada, tá num término, tá num momento de perda. E eu acho que o perfume tem esse poder de marcar coisas. Tem um perfume, até comentei com o dela. Tem perfume que eu adorava, cara, mas quando eu recebi o falecimento da minha avó, eu tava usando esse perfume.
Então é aquele momento, me marca o perfume. Então perfume não ficou ruim, talvez ele ter ficado desgostoso. E eu acho que essa questão da autoestima, principalmente para o homem, obviamente para mulher também, mas isso de, cara, eu tô na caça hoje, é um perfume. Pô, eu tô hoje numa seriedade que eu vou fechar um contrato, é outro perfume. A gente costuma usar realmente perfume como acessório. Então eu não uso o Apple Watch para ir num black tie, assim como não uso um terno para ir para praia, assim como não uso um relógio, um perfume doce.
Tem perfume para treinar, para ir para academia?
Pode ser loucura, não tem um perfume para academia, mas é ruim quando chega uma pessoa na academia, um cheiro muito forte. Nossa, cara, tem, é normalmente são perfumes mais leves, né? Porque a ideia não é você invadir, não é você incomodar a pessoa, é você ter algo um um pouco mais cítrico, mais leve.
E também sua, né?
Eu acho que quando a pessoa chega perto de você e fala: "Mano, você tá cheiroso", não precisa incendiar o ambiente inteiro, eu acho, né?
É, porque corpo humano— até recebi uma pergunta interessante ontem de um cara que falou: "Gabriel, eu sou paraplégico, tenho dificuldade de sentir o meu perfume exalar, porque eu tenho menos movimentação, menos circulação, menos áreas quentes." É interessante isso, porque quanto mais você se mexe, mais você se move, mais quente fica do corpo. Então essa parte de exalar o perfume vem muito das áreas erógenas, que a gente chama punho, pescoço, colo. Começou a suar, começou a isolar mais. Então naturalmente acontece.
Continuando aí, e tem sim, tá, em relação a isso, é ou a pessoa acabou de passar por uma separação, a pessoa quer se vestir bem, que a pessoa quer arrumar outra pessoa, emagreceu, emagreceu. E aí o cliente chega lá para mim até, fala, isso deve ter muito, né?
A pessoa emagreceu, O cara quer fazer outro guarda-roupa!
Duas coisas que emagrecem a pessoa: ou a pessoa tá passando por um tratamento de doença, ou a pessoa acabou de separar. É isso. O cliente chegou lá para mim num dia direto, né? Passo por essa situação e falou assim: Caraca, você emagreceu! Ué, John, separei então vou fazer roupa nova... Tá gordo?
Separa! Homer!
Homer!
Homer!
Esses dias na academia eu encontrei amigo meu e falei caraca irmão, tal é o negócio! Ele é magro, leite de batata, ele separa.
Falei, falei, o nosso diretor é magrinho, hein? Falei, diretor tá magrinho, hein? Para tá casado, tá magrinho demais, hein?
Então eu acho que é uma história, a roupa ela tem muito a ver com autoestima, ela eleva a imagem do homem, entendeu? A pessoa se enxerga melhor quando ela veste um terno alinhado para o corpo, uma camisa, uma roupa, não sei nem se é um terno, roupa passada, uma camisa alinhada. Eu acho que tem muito a ver com isso, com imagem. E quando as pessoas passam por esse processo de separação e ela fica com autoestima lá embaixo, pô, separou, tá mal, é criança, é filha, tudo, é todo um processo que tem que passar.
Então ela procura uma forma ali de sentir melhor. Então ela vai o quê? Usar um bom perfume, um bom relógio, uma roupa. Eu já tive situação de clientes meu milionário, o cara passou por uma situação muito, muito triste e ele tipo assim, em menos de 2 anos, ele comprou Ferrari, vendeu Ferrari, comprou, porque ele comprava uma Ferrari, não tava feliz. Então ele sentia aquele momento de, de, ah, comprei a Ferrari, depois de 2 meses ele precisaria trocar de carro sempre, porque nada satisfazia o ego dele de estar bem.
Então ele não tava legal, então ele sempre precisava algo para cobrir aquilo. Então aí eu acho que é um processo de vida de cada um aí, que a gente tenta ajudar com a roupa para levar uma autoestima, para a pessoa se sentir se sentir melhor, né? A gente sempre, quando a gente tá lá também na alfaiataria, a gente leva alguma palavra também para pessoa se sentir melhor também.
E relógio, cara? Relógio total acontece, né? Eu vejo muita gente chegando lá e aí ele tá procurando um relógio para se posicionar, né? Para mostrar, o cara falar: vou sentar em tal mesa e tudo, e vai ter só gente grande, né, e tal. Então eu quero ter um relógio que vai me posicionar e tudo, me colocar como igual das outras pessoas. Eu não penso assim. A relogioaria para mim ela é totalmente uma paixão, né? Então assim, eu uso mais o que eu gosto, mais lógico que adaptado ao ambiente, mas mais voltado para o que eu gosto do que impressionar ou do que as outras pessoas vão achar. Mas eu entendo.
Mas tem um cara que separou e fala assim: minha mulher não pode saber quanto custa esse relógio, que senão vou ter que dividir. Já pensou?
É, né?
Tem história disso, coisa de gente.
Eu falei para ela que custou R$2.000 e ela não faz ideia de quanto eu gastei nesse relógio.
Tem isso que compra e não pega porque ele fala assim: nossa, eu comprei muito relógio nos últimos tempos, deixa aí, uma hora eu pego. Se eu chegar com mais um, ele me manda embora.
Ou também perfume também, delícia, né?
Eu falo que é compra do Shopee, irmão. Sério, 15 caixas por semana.
Uma pergunta: como você hoje monetiza? Você tem as parcerias com a empresa, você vende, ou você faz parceria com alguém que vende? Só para entender, como é que você monetiza hoje no seu mercado?
Eu não sou o cara do cupom, e mais uma vez, não é demérito nenhum. Cara que vive disso divulga dele. Dentro da perfumaria, a forma de eu gastar menos dinheiro, me lascar menos, digamos assim, a gente faz campanhas para marcas. A gente tá criando agora eventos com marcas e eu faço hoje também presenças em algumas lojas que eu realmente tenho incrível.
Você tá indo para um, cara, você tá indo certinho, porque tava conversando com Felipe Tito, Felipe Tito falou assim para mim, John, uma coisa que eu mais prezo nessa vida é pelo meu preza pelo nome. Então, meu nome, eu trabalho com muitas marcas hoje, então o nome dele não pode ser falado por hater, por não sei o quê, porque ele preza pelo nome. E ele tá fazendo exatamente, ele tá prezando pelo nome dele, entregando o mercado e tá alcançando as marcas que onde ele vai faturar legal.
O Tito, esses dias, ó, 30 de abril, ele tava numa loja do JK. Eu não divulgo, mas pô, há 3 anos eu sou embaixador dessa loja, mas eu não falo, ah, tem meu cupom tal. Quem chegar lá e falar, eu vi esse perfume aqui e tal no Instagram do comercial, eles dão desconto para pessoa, mas eu não falo, mas por um posicionamento. Eu não sou o cara que eu vou vender. E tudo certo se for. Aí ele falou, ele me ligou por vídeo e falou assim: porra, mano, só tá valendo 7% aqui, cara, nada, pô.
Tô comprando um Kybe Crease aqui, ó, você, Felipe Tito, comprar perfume, eu não tô valendo nada, né, irmão? 7% de desconto é pouco demais. Mas é isso, eu não sou o cara que tá precisando do desconto, né? Coitado, tadinho. Aí ele falou assim: comprei 3, 4 perfumes aqui. Aí ele falou os perfumes, eu falei: caraca, pai, tá investindo, né? Falei: nossa, correria doida, tá? Porque a gente tinha marcado de fazer um negócio. Falei: não, mas para gastar nesses 4 perfuminhos tá legal, velho, tá boa.
Não, mas eu admiro isso aí, porque você tá mirando no lugar certo, cara. Você não tá— não é cupom, né? Nada contra quem coloca os cupons lá, mas você tá mirando em marcas, né? Isso aí para você vai trazer um valor agregado durante o ano.
É, pode ser de verdade, irmão, que não dá certo financeiramente, porque o poder de você divulgar um cupom e ter um retorno imediato é bem maior, cara. E assim, eu respeito muito quem faz isso porque é uma venda. Eu vim do mundo de venda, o cara tá vendendo, ele tá trocando a credibilidade dele por um cupom. Mas no meu caso, como graças a Deus eu tenho possibilidade de falar, não, não é disso que eu vivo. Mas olha que loucura, não é disso que eu vivo, não é disso que eu vivo, não é disso que eu vivo.
Esse mês, 30% da minha renda veio de perfume, tá vendo? Justamente por isso, não é isso que eu vivo, cara. Daqui a pouco tô indo viajar com umas marcas que mais amo na vida, sendo pago para ir para outro país. Mês que vem a gente tá no Chile, aliás, tá em Milão com algumas marcas que a gente ama.
Aliás, vamos ter um programa sobre moda, estilo, relógios e perfumes. E vocês aí que quiserem colaborar com matérias, com vídeos, tipo, tá nesse negócio, mandar para esse programa semanal aí. Falar sobre isso, sobre tudo isso, cara, que eu tô ficando apaixonado por essa parada.
Que legal!
E tudo aquilo que a gente tá falando vem de história, vem realmente daquilo de você falar de um, pô, estou contando algo que está acontecendo.
Mas é o que eu te falei, cara, esse relógio aqui você pode achar bonito, pode achar feio, mas o fato de, cara, tinha um relógio que foi nomeado como Bruce Lee, que era todo preto, aí apareceu esse amarelo, aí um brasileiro, pô, cara, é que o Bill, porque a personagem, depois coloca a fotinho dela, ela veste uma roupa preta e amarela, que tal, não sei o quê, que até tudo uma história, vira outra coisa o relógio, cara.
O perfume, eu associo muito, é porque é difícil, né, quando eu vou falar de perfume, todo dia eu uso perfume, mais de uma vez normalmente, mas eu faço uma resenha por dia do perfume. E aí é difícil a pessoa atrás da tela, por exemplo, o Cadu fala, cara, esse relógio aqui é um relógio tal, é um Eu sou assim, assim, ele mostra. O perfume é difícil. Eu falo, cara, sabe quando você entra no Fasano, você tem aquela poltrona de couro, mas não é aquele couro do carro, é aquele couro macio que você sente aquela elegância, mas aquela elegância discreta que não invade?
Eu tento mostrar isso. E é muito doido porque tem gente, eu fiz agora algumas pastas só de print, falou assim, irmão, que loucura, comprei o perfume, é essa porra mesmo, cara. É o cheiro do fim da tarde na Itália, é o cheiro do Sultan Mas também eu sou influenciável, né?
Você fala que é uma coisa, eu já vou pensando em comprar. Eu trouxe aqui, né, o diretor? Eu trouxe um saquê, não é saquê, mas tipo um saquê da China, cara. Eu tava achando o cheiro maravilhoso, aí o diretor falou: pô, parece cheiro da tinta souvenir. Pronto, ferrou a experiência. Fala, fala, fala. Ferrou a nossa experiência. Agora pega lá, pega lá. Agora o pessoal vai sentir cheiro de tinta souvenir. A galera ia tava achando mó bom e agora vai perguntar, ué, cheiro de tinta suvinil. Enquanto isso, manda outra pergunta aí, ô Romer.
Olha lá, vocês estão ouvindo ela, o Felipe T tá falando.
Que isso, pai?
É, rapaz, é uma embalagem especial sem cheiro.
Sim, caraca, poderia ser um perfume brabo esse.
Aqui, ó, quem tá com a gente aqui?
Olha só, ó quem tá com a gente aqui falando de perfume, relógio e alfaiataria aqui, ó. Olha só, olha aqui, ó, bebendo aqui, ó.
Já, já, já. Sexta-feira, não, sexta-feira.
Estamos gravando podcast aqui, né? Isso é podcast mesmo?
É podcast, eu acho que começou como podcast. Como vai terminar, não sei.
Vai acabar com virote aqui já. É um saquê da China com cheiro de teta suada. Sabe aquela dobrinha aqui da teta aqui, ó, quando a teta suada?
É aquilo. Vê aí.
Estamos agora entrando numa degustação de drinks aqui. Perto do microfone.
Valeu, valeu, tamo junto, tchê, tchau, abraço, fique com Deus, valeu, irmão. E aí, cheiro do quê? Não é tinta souvenir, né?
Não, não é, jamais. Também acho que não. Tinta de cor? É a teta suada mesmo.
É teta suada?
Cheirinho de suor.
Deixa eu ver.
Não, mentira, mentira, mentira, tô zoando, tô zoando.
Isso é o quê mesmo, só para entender?
É, cara, é o saquê dos cara lá, não é saquê, é de arroz.
Pô, mas embalagem, cheiro de Swag, isso aqui é—
e aí, pô, pode falar, tem um cheirinho conhecido, né?
É, então tem alguma coisa aí, né? É difícil de identificar, mas tem alguma coisa conhecida aí.
Balachita, cheiro de balachita, irmão!
Agora é balachita!
Arruma comigo, pai, pode começar a usar.
Cheiro de balachita, cara, é balachita, tá ligado, né? Aquelas amarelinhas, balachita. Puxou cheiro de embalagem, não vou misturar agora, mas essa é uma embalagem especial lá da China, do, daquele livro O Problema de Três Corpos, um sci-fi que fez maior sucesso, e tem uma, tem uma série no Netflix, cara, o livro é fantástico e tem tudo a ver com o que tá rolando hoje aí.
Olha aí, e vem uma numeração aqui, 52% de álcool.
É, rapaz, a gente bebeu um dia aí. Fala aí, Romero, eu já tomei altinho aí, vamos ir caminhando para o final. Final aí, que senão não sei como fica.
Da Stephanie, ela mandou o seguinte, ó: por que parece que tudo tem mexido ultimamente com a emoção masculina? Porque às vezes parece que a pessoa ela tá olhando a conquista e não o seu produto.
Vocês entenderam?
Foi profundo, Stephanie. Dá mais um vinho para nós.
É, entendeu? Repete de novo, por favor.
Ela tá perguntando o seguinte, ó: por que parece que hoje tudo tem mexido com a emoção masculina? Porque às vezes parece que a pessoa não olha o produto e sim a conquista.
Que é muito pessoal Pergunta, ela tá sofrendo, não é descartável.
Stephanie, confio em você. Ele não te deu valor, mas você tem valor.
Não, você é especial, Stephanie.
Mas será que existe isso do homem sem querer lacrar?
Do quê?
Conquistar e depois, ah, conquistei.
Claro que tem, é pescaria esportiva, chama. O cara pesca e joga de novo no lago.
Tem com fase de idade?
Tem a ver com idade, os caras mais novos.
Quem nunca? Tá querendo ser cancelado no canal.
E a mulherada não faz isso também? Faz também.
As milf, né? Pagou o GH, pagou, trocou e foi.
Exato, exato. Os Sugar Daddy da mulher, a mulher que banca, como chama?
Sugar mommy. Tá sabendo, Gordinho.
Ah, tá sabendo.
Bonita e foda, hein, velho.
Você tem uma sugar mommy? Tem umas velha rica que paga os novinho, assim como tem velho.
Posso confessar para vocês?
Gente, é legal!
Cara, eu acho que daqui a hora acaba tendo para os caras.
Eu era moleque novo, vim para cá, para São Paulo, né? Eu sou de Rondônia, cara. Eu era moleque novo, né, antigamente. Falei, caraca, podia arranjar uma coroa, né?
Aonde vai acabar essa história.
Eu tinha que arranjar uma coroa, tá, rica, para mim ficar bem de vida. Tem, né?
Eu nunca achei. O Lenny tá em busca. O Lenny é que nem radar, não é? O Lenny é que nem radar. Passou de 60, ele tá pegando. Eu não tô zoando, eu não tô zoando. Ele, ele, eu mostro a experiência. Ele vê uma mina no Instagram, quanto tem? 33. Ah, muito novinha para mim.
Mentira! Ele gosta de experiência, mas é pensamento antigo, tá?
Aqui foi, foi, foi, senhores. Eu me diverti muito com esse episódio. Espero que a gente fale mais. Vamos saudar esse momento aí que foi muito legal. Teremos o episódio então lá, como que chama, é ateliê, como chama, alfaiataria. Vamos na alfaiataria fazer um terno especial para uma cor especial. Vou gravar também conteúdo contigo e conteúdo, você não é de São Paulo? Sou. Então vamos lá, tem uma coleçãozinha, dá para ver aquele panda separado.
Snoop, Snoop, tá separado.
O perfume é o perfume, né?
Mas o negócio é, se ele paga em R$10,50 também, tem Panda.
Ah, então o Rolex Daytona Panda, né? É bonito. Não, mas tem, a gente tem muita coisa lá.
R$10,55 agora leva, velho.
Fechou. E vamos fazer muito conteúdo sobre esse, eu já tô enrolando a língua, cara.
Ajuda aí, boca roxa. Dá um zoom nele, por favor, que essa boca roxa Sabe a última vez que eu bebi assim?
Quando veio o Carioca e o Ceará. Não, não, faz tempo. A gente terminou de cueca cantando o hino nacional. Era o Carlinhos Mendigo e o Ceará.
É verdade.
Senhores, agradecer demais. Esse momento vai ficar marcado na minha vida porque, pô, vocês fizeram parte de uma nova fase da minha vida. Então eu acho muito especial esse momento. E é o momento de vocês falarem de redes sociais, site, Seja lá o que for, é Catunda, é você, aquela câmera, fica à vontade.
Instagram, YouTube, TikTok, Catunda Gabriel.
Só tem você, né? Catunda é só você e sua mulher.
Tem uma cidade do Ceará.
Sério? Tem uma cidade chamada Catunda? É outra?
Pois é, John, John Esperandino, é @john.esperandino, me segue no Instagram, vai ser um prazer compartilhar dicas.
E onde fica?
O cara quer ir. Nós temos alfaiataria na Avenida Higienópolis 24, Moema, um espaço magnífico.
Eu vejo lá sempre, tá sempre filmando lá, né, cara? E aquela, coloca aí a roupa do Michael Jackson que ele fez especialmente para aquela vermelha, né?
Vermelha. Eu sou muito fã do Thriller, do Thriller. Coloca lá, só entrar no meu Instagram, vai ter ali a foto depois.
Só, você gostou do filme?
Eu achei ok, só achei ok, mas eu acho que tem segunda parte.
Tem a segunda parte?
A segunda parte, quando tá começando a ficar bom, "Acabou?
Meu filho dormiu na primeira vez, foi? Levamos ele de novo para ver, coitado. Ai, pai, eu quero ver de novo." Ele, cara, ele tá escutando Michael Jackson direto, cara.
Olha que orgulho, meu filho. Minha filha também, muito bom.
E você? Então, eu, pessoal vai escrever aí, Watch Dreamers BR, vai estar no comentário fixado também, e @elitewatchclub. Espero você lá. Vou lá, vou lá gravar conteúdo, gravar, tem muita coisa legal lá. E, pô, é um prazer estar com vocês, tô muito feliz.
Foi bacana, né? Foi legal. Vamos terminar esse vinho enquanto vocês comentam. Que o Romer, agora é hora de você brilhar. O que que o pessoal faz e o que o pessoal comenta para provar que chegou até o final desse papo? Para provar que chegou até o final desse podcast hoje, cara, como que eu vou fazer outro podcast depois disso? Tem outro ainda.
Olha, para provar que chegou até o final desse papo, coloca aí Consolo do Vilela.
Pode ser Encontro Perfumado. O cara podia pensar Qualquer coisa ele pensa no corpo, a suada, só por causa disso, gente.
É um perfume, eu não escolho o formato do perfume, eu vou passar em você.
Qual é o nome dele? É o tabaco da Jamaica, filho.
Então escreve o quê, ô Romero?
Consolo do Vilela.
Ele tá para provar que chegou até o final. Todo mundo falou, a rede social, tudo me falou, eu já tô perdido. Homem, me ajuda aí, cara.
É isso, é isso aí, fechou. Então deixa seu like, se inscreva no canal e torne-se membro.
Fechou, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau, fui. Valeu, obrigado, gente.
Gente, eu tô realmente As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
¡Todos!