1853 - O FUTURO DE UM PAÍS POLARIZADO: SIMONE TEBET E MADELEINE LACSKO
SIMONE TEBET é política. Ela vai bater um papo com o Vilela e a co-host MADELEINE LACSKO, jornalista, sobre o futuro do país com a polarização política. Toda vez que escuta falar em polarização, o Vilela pega pilha.
- Polarização política no BrasilFuturo do país · Polarização política · Simone Tebet · Madeleine Lacsko · Rogério Vilela · Homer · Orçamento secreto · Centrão · Classe média · Corrupção · Eleições presidenciais · Lula · Bolsonaro · Agronegócio · Sustentabilidade · Violência contra a mulher · Discurso de ódio · Inteligência artificial · Terras raras · Minerais críticos · Planejamento estratégico · Instituições · Supremo Tribunal Federal · Banco Master · Crime organizado · Segurança pública · Escala 6x1 · Reforma tributária · Comissão da Mulher · Érica Hilton · Geraldo Alckmin · Márcio França · Fernando Haddad · Marina Silva · Valdemar Costa Neto · Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) · SUS · Educação · Renda · Imigração em São Paulo · Direito da mulher · Aborto · Orientação sexual · Saúde mental · Jornalismo · Censura · Fake news · Mídia social · Democracia · Ditadura · Diretas Já · Impeachment · Pandemia de COVID-19 · CPI da Covid · Emendas parlamentares · Fundo eleitoral · Poder Judiciário · Poder Legislativo · Poder Executivo · Militância política · Frente ampla · Candidatura presidencial · Candidatura ao Senado · Candidatura a prefeito · Candidatura a deputada estadual · Candidatura a senadora · Candidatura a vice-governadora · Candidatura a vice-presidente · Candidatura a presidente do Senado · Ministério do Planejamento e Orçamento · Ministério da Agricultura e Pecuária · Ministério da Educação · FNDE
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais politizada do que a mim, do que a sua. Eu duvido que você saiba alguma das perguntas que eu vou fazer para você. Ah, vamos lá, então. Quem que é o ministro atual da economia? Ministro da economia, José Sarney.
Passou perto. Passei perto, né? Perto. Quem preside o Senado? Tancredo Neves. Certeza. Olha, eu acho que não. Não? Por alguns motivos, mas tudo bem. A gente vai tirar. Presidente da Venezuela atual.
O antigo, o antigo. O filho do Trump. Filho do Trump. Tá certo. Vamos falar de muita coisa aqui de política. Vamos lá. Querido Homer, como que o pessoal pode participar e eu quero que participe? Olha, já começa já deixando o seu like, se inscrevendo no canal, torne-se membro, compartilha essa live maravilhosa para toda a sua patotinha e já vai esquentar as perguntas. As melhores vão pra mesa. Tá certo. Você tá usando o boné pra disfarçar a sua calvície, né? É lógico, né? Chega essa idade aqui, cara, nem milagre mais funciona.
Cara, eu vou te arranjar uns esquemas aí. Ah, é? Estou esperando um teleguinho novo, viu? Você me prometeu. Tá certo. Vamos fazer. Antes de falar com elas, eu quero falar com você, terráculo. Deixa eu dar um recado rápido para quem está assistindo e tem uma empresa. O que mais trava o crescimento de um negócio hoje no Brasil não é a falta de vontade ou de mercado. É a falta de método de processo redondo. Romer, se a nossa audiência despencar metade amanhã e o caixa apertar, qual é o plano de ação exato que vocês executam no primeiro minuto? Ih, rapaz.
Não faço ideia. Eu acho que eu vou chorar. Tá vendo? É difícil. A maioria dos donos e gestores de empresa opera assim, assim, no susto, né? No improviso. Apagando incêndio todo dia. Todo dia, todo dia tem que... Vocês não sabem o que eu passo aqui, cara. A gente tem que arranjar um jeito novo de rebolar e fazer o negócio dar certo. É, assoviar também. Assoviar e chupar cana. É verdade. Isso é das antigas, né? Opa!
Então é o seguinte, uma coisa que eu tenho que falar com vocês, é exatamente aí que o G4 entra. Eles não só te dão conteúdo, eles pegam a sua empresa, fazem um diagnóstico e te dão a direção exata de onde apertar o parafuso. E olha o timing, o G4 está completando sete anos de história e os caras decidiram fazer a maior loucura da trajetória deles. Eles liberaram o G4 Pass com o acesso vitalício para o resto da sua vida. Eu acho legal que tem que falar vitalício e tem que explicar.
Que é para o resto da vida, né? Pois é, né? O nome já disse, né? As pessoas não sabem o que é vitalício. É verdade. Não é? Então são mais de 100 cursos práticos de gestão. Olha, tem cursos online de toda a história do G4, atuais e futuros. Então, ó, tem vendas inteligência artificial como o G4OS, criados por quem realmente constrói empresas multimilionárias na prática. Todo esse ecossistema vale mais de R$35 mil, mas por causa do aniversário eles liberaram mais de 90% de desconto. O gerente ficou louco, é isso mesmo?
O valor caiu para apenas 12 parcelas de 249, sem renovação e para sempre. Mas atenção, porque a janela de aniversário é curta e os bônus para os primeiros que se inscreverem vão esgotar rápido. Eu, se fosse você, não perdia essa oportunidade. Não perde tempo, não.
Para de operar no amadorismo, cara. Escaneia o QR Code que tá na tela. Tá na tela? Tá na tela. Ou clica no... Link na descrição. Exato. Tá lá. E antes que essa oferta saia do ar, né? É verdade. G4, pra quem quer mais. Muito mais. Exato. E vamos de episódio? Vamos. Então eu vou falar primeiro com a Madá, que já é velha de guerra. A gente tá aqui com a gente quase toda semana. Essa é a tua câmera. Fala com o povo, se apresenta.
Olá, eu sou Madelene Lasco, sou jornalista há 30 anos, tenho meus canais, hoje em dia eu sou head de conteúdo do Antagonista, sou colunista da Gazeta do Povo e sou conselheira do Instituto Monitor da Democracia e do Amplifica. Tá certo. E temos estreante aqui, o Homer, fala pra ela aquilo que eu tenho vergonha de falar.
Olha, ele tem vergonha de falar, mas eu não tenho. Ele é extremamente interesseiro, ele pega presente. Exato. Sempre quando eu venho aqui novo pela primeira vez, eu peço presente inútil para eu colocar no meu cenário. Então seja bem-vinda, Simone. Sua câmera aquela. Se apresenta para o povo e eu quero o meu presente.
Pode ser presente alheio? Posso pegar alguma coisa daqui e te entregar? Não, não, não, não. Não pode. Você tinha que ter avisado antes que queria presente. Iiii, Andréia, vem cá, Andréia. Será que eu vou ter alguma coisa aqui pra entregar o final? Mas eu sou da uma época, viu, Vilela? Cumprimentar você, Amadá, o Homer. Seja bem-vinda.
enfim, toda a sua equipe, e muito obrigada pelo convite, quem está nos acompanhando, mas eu sou de uma época que a gente nunca chega na casa de alguém, sem as mãos abanando, nem que seja alguma coisa inútil, mas a gente sempre chega. Então, prazer muito grande, eu sou Simone Tebit, enfim, sou professora de direito, sou uma cidadã brasileira, fui deputada estadual, fui a primeira mulher prefeita da minha cidade, reeleita, senadora da República.
Fui candidata a presidente da República no último pleito e ex-ministra do Planejamento e Orçamento, atualmente desempregada. Olha só, quanta coisa, hein? Pra gente falar. E olha, Simone tem uma trajetória na política que ela começa ali como assessora na Assembleia Legislativa, porque é uma professora de direito.
E aqui nós estamos falando de gente muito velha de guerra na política. Sabe quem era a minha fonte? Não era a Simone, era o pai dela. Ah, é? É, doutor Ramos Tebit.
que era um homem, eu começando minha carreira no jornalismo político, jornalismo político é muito tentador você achar que sabe tudo. É o efeito Dunning-Kruger, você sabe tão pouco que você não enxerga o que você não sabe. E o doutor Hams tinha uma paciência de explicar os processos legislativos, como aconteciam, como era a votação. Não, essa votação que você viu não é bem isso, é aquilo, é aquilo outro. Na época em que a gente fazia a reportagem, que hoje...
manda WhatsApp, copia da internet, fala, ok. Mas foi muito importante pra mim essa convivência. Você sabe que você não é a primeira jornalista que diz isso. É mesmo? Ele tinha muito cuidado, assim, especialmente com os mais novos. Você devia ser uma garotinha de 16 anos na época que meu pai foi senador da República, né? E ele tinha essa coisa. E isso ele passou pra mim, assim. Hoje eu vejo...
Já jornalistas um pouquinho mais erados, que quando estavam bem no início, falaram nossa, você dava tanta atenção pra mim, acho que tem um pouquinho da veia de professor, que ele também era, né? Sim. Vamos lá, Vilela. Vamos lá, hein? Quero saber primeiro da tua infância. O que você queria ser quando crescesse? Imagino que política não estava no seu radar. Nunca teve, Vilela. Quando te perguntavam o que você queria ser?
Você sabe que assim, eu sempre fui uma pessoa politicamente exposta, né? A gente tava falando um pouco aqui antes dos bastidores de influências, o quanto deve ser difícil a vida, né? Você tá 24 horas por dia ali com a vida pública. Quando eu tinha 5 anos de idade, meu pai foi prefeito da minha cidade natal. Então minha casa, cidade pequena, sempre muito aberta. E ele não parou na política até morrer. Quando ele morreu, eu já tava na política.
Quando você era criança, você via isso daí, você entendia? Duas coisas me chamavam a atenção. Eu sou da década de 70, nós estávamos vivendo ainda no regime de exceção, de ditadura, então não podia se falar tudo o que pensava, né? Senão você ia em cana e podia não voltar mais. E eu demorei muito, depois de muita idade já, eu comecei a entender por que a minha casa era tão...
como as ruas da minha cidade, a minha casa, eram tão silenciosas, porque minha casa sempre era assim, era o reduto para se falar política, para se avançar em direitos, para se insurgir contra a ditadura. É mesmo? Então, as reuniões eram as portas fechadas, criança não podia escutar, tinha que ir para outro ambiente, era tudo muito sussurrado. Eu tenho essa percepção da minha infância. Você lembra disso, então, desse clima?
E eu tenho a percepção que me chamou muita atenção, talvez por o fato da história do meu pai e da minha mãe, que é muito religiosa, que a injustiça sempre foi algo muito forte, que sempre me impactou muito, sempre me doía muito. Quando eu tinha seis ou sete anos de idade, meu pai me chamou para ir para um bairro muito longe.
Ele foi inaugurar uma obra. E estava um breu, uma escuridão, tinha um poste de madeira. Aí fizeram uma contagem regressiva, 10, 9, 8, 7, e da escuridão se fez a luz. E ali eu vi crianças brincando, e uma ou duas delas estudavam na minha escola, estudavam em escola pública. E aí eu comecei a perceber a diferença que existia entre a minha vida, que tinha geladeira dentro de casa, energia elétrica, e a vida daquela criança que sentava do meu lado. E aquilo tudo...
Pegou muito em mim. Então você me perguntou o que você queria ser quando crescer. Eu queria ser o que eu acabei sendo. Eu me formei em direito, porque para mim justiça é, para mim, o principal direito que um cidadão tem que ter. E me formei, fui para a sala de aula, dei aula 12 anos de direito administrativo, que é exatamente, Magá, como é que se constrói uma cidade, se administra um país e tudo mais.
mas do berço político, né? Eu fazia política nos bastidores. Eu sou filha, acho que a última geração, das diretas já, né? Aos 15 anos de idade, eu pedi autorização pra minha mãe. Naquela época, moçada, aos 15 anos de idade, a gente pedia autorização pro pai e pra mãe pra sair de casa. Hoje também! Lourenço, hoje também! Ela tem um jovem de 15 anos em casa, né? Tem que ser assim, viu, Lourenço? Tem que ser assim. Tem que ser assim, viu? Lourenço!
avisa! Poxa, eu devia ter... Eu deveria ter te pegado emprestado pra falar isso pras minhas duas filhas quando elas tinham 15 anos, viu? Porque as minhas não pediam muito, não. Mas você pedia pra ir pra passear? Eu pedi pra ir pra lutar pra direta já.
Quando eu tinha 15 anos. Não. Eu fugia. Não, eu sou muito mais... Espera que você, antes disso, eu fui pedir, lutar por direta já. Eu queria votar pra presidente da república. Caramba. Você votou pra presidente da república e depois pediu pra tirar. Aí o cara pintado eu também fui pra rua pra pedir pra sair. Cara pintado eu também tava na rua. Aí eu já tava na universidade. Sou de 1970. Aí eu não precisei me pedir porque eu já era maior de idade. Eu nasci em 70. Ah, eu também. Ah, então. Bem-vindo. Bem-vinda.
Temos sorte ao Brasil. Eu que dei sorte, então. Nasci em fevereiro e dei sorte. O Brasil foi tricampeão mundial. Seleção brasileira. E essa passagem para a política, Simone, como é que você fez? Porque o seu pai tinha carreira política, a carreira política muito também ligada ao Estado.
E você foi fazer uma carreira de professora universitária, mas não é assim, que ela foi ser a professora universitária que se formou na Federal do Estado dela, do lado do pai dela, onde vai... Não. Você foi uma carreira completamente diferente, Rio de Janeiro e não sei o quê. Como é que foi essa história?
Porque eu voltei para o Estado e comecei a dar aula durante 12 anos. Eu dava aula praticamente de política, como é que se administra um país, direito administrativo. E dava aula em todas as universidades. Eu dava aula de manhã inteira, a noite inteira, e ainda trabalhar na Assembleia como assessora. E as pessoas começaram a abordar meu pai. A sua filha tem que ser candidata e tem que ser política. E meu pai achava aquela coisa assim, política não é coisa hereditária de pai para o filho. Meu pai sempre vivenciou muita democracia.
E quando ele falou, filha, está todo mundo falando para você ser candidata, tem tão poucas mulheres, você fala tanto, se luta tanto pelas mulheres, fala tanto em igualdade, né? E eu demorei quatro anos, eu resisti quatro anos, porque eu achava que eu tinha que fazer política de outra forma. Porque política a gente não precisa estar com mandato eletivo, a gente vai no supermercado, briga pelo preço, Vilela está aqui na brincadeira ou falando sério, você está fazendo política.
Quando me convida até para fazer crítica, você está fazendo política, né? Você como jornalista.
Eu falei, tá bom, de tanto ele encher o meu ouvido, eu falei assim, eu fazia política entregando santinho, arrumando o som de palanque e tal, né? Falei, vou ser candidata. E fiz um compromisso com meu pai. Se não der certo, eu paro. O que era não dar certo? Não dar certo, assim, se eu não gostasse, eu achar que, né? Aí virei deputada estadual, fiquei só dois anos, porque eu acabei sendo candidata e me elegi a primeira mulher prefeita da minha cidade natal.
Que vergonhoso, né? Em pleno século XXI, a gente falar que tem primeiras vezes para as mulheres.
Depois eu fui reeleita prefeita. Aí virei a primeira vice-governadora do meu estado. Depois virei senadora da República. E aí no Senado eu tive várias primeiras vezes. Dizem que a gente só tem uma primeira vez na vida. Não foi o meu caso. Eu tive várias primeiras vezes.
E no Senado Federal eu fui a primeira mulher a ser candidata à presidência do Senado. Em 200 anos de história, nunca tinha tido uma mulher candidata. Perdi, tudo certo, mas falo que ganhei porque fui para denunciar o orçamento secreto, que eu acho que é uma vergonha.
fui a primeira mulher a presidir a comissão mais importante do Congresso, que é a CCJ, enfim, fui a primeira mulher a presidir a comissão de combate à violência contra a mulher, que, ai gente, essa é uma chaga, vocês homens que estão nos acompanhando, falem por nós, nos defendam, levantem essa bandeira, né, que no estado de São Paulo mesmo, é uma mulher sendo morta por dia pelo simples fato, né, de querer...
Enfim, encerrar um relacionamento É dentro de casa, é o companheiro que não aceita É por ciúme Então eu acho que a única forma de a gente diminuir essa violência contra a mulher É vocês homens levantando essa bandeira por nós Conversando com os homens que são violentos Para a gente mudar essa realidade
E dentro do Senado, a sua fase de passagem pelo Senado é uma fase em que a política brasileira, ela muda completamente de identidade, porque ela deixa de ser uma política... Política era uma coisa chata, né? É. Ninguém queria falar de política. E ela passa a ser entretenimento. Que louco, né? Ela passa a ser... Anos 80 e 90, ninguém fala de política assim no dia a dia.
E depois, nos anos 2000, quando se fala que as pessoas se conscientizaram, é mentira. Passaram a tratar aquilo como se fosse novela, como se fosse futebol. Porque a política é chato. É chato, tem detalhe, tem que estudar. E preguiça, e turminha é mais legal. Mas a gente teve essa mudança efetiva. E a gente tem hoje uma política que é muito de rede social.
A gente teve movimentos fortíssimos, teve impeachment, tem uma polarização aí que ninguém nem entende e que não é política, não é sobre política. Como que você se localiza nisso tudo? Como é que você navegou isso tudo? Porque a sua chegada ao cenário nacional meio que coincide com isso, né?
Eu tenho um misto de frustração e preocupação. Porque eu sou da era em que eu vi. Ninguém me contou. Eu vi Ulisses Guimarães. Eu vivenciei na brincadeira aqui com o Romeu Tancredo Neves. O Homer, eu vou chamar de Romeu. É mais bonito. Tancredo Neves já morreu. Só para você saber.
Foi uma morte induída. Nossa, para nós, muito dolorosa. A gente lutou tanto por democracia, quando consegue ali... E é muito obscuro o que aconteceu. A galera fala que esconderam a morte dele, uns dias. Que era a forma... A gente tinha medo, é uma outra história, a gente tinha medo que os militares não largassem o osso, não largassem a cadeira do país. Era o Paulo Maluf, ligando o Paulo Maluf, não foi? Do Paulo Maluf, é. A gente perdeu a eleição indireta, aí teve eleição indireta.
Mas, de qualquer forma, eu vivenciei a grande política. Vamos falar de São Paulo. O Mário Covas, com toda a polêmica dele. Uma referência, Montoro e tudo mais. E agora a gente vê a geração BBB da política. E muitas vezes vazia. Tudo bem como entretenimento, mas ela precisa ter a capacidade de ter entrega.
O que essa geração de políticos de redes sociais estão entregando para o povo brasileiro? Eles conseguem, com esse discurso, colocar comida na mesa do povo brasileiro? Eles conseguem resolver os problemas reais da violência do Estado de São Paulo? De diminuir, zerar a fila, por exemplo, de pacientes de câncer?
que tem filas atrasadas. Então, isso me preocupa. Quer dizer, que Brasil seremos nos próximos quatro anos? Não preciso nem falar muito longe. Com uma geração de políticos sectárias. Cada um é no seu segmento. O Vilela. O Vilela está no papel dele. Ele aqui...
Ele faz o papel de, dentro do mundo dele, conversar com todo mundo e ser referência. Magá, como jornalista, da mesma forma. O político que chega no Senado Federal, seja senador ou seja deputado federal, precisa conhecer de país, precisa estar pronto para enfrentar todos os problemas que chegam lá para resolver o problema dos 200 e quase 20 milhões de brasileiros. E não é isso que a gente está vendo. A janela de oportunidade está passando.
Eu tava brincando aqui com o Vilela. Eu posso falar, Noar, o que você falou? Eu perguntei como você gostaria de ser chamado. Pode, eu falei assim, Vilela ou gostoso ou lindo? Lindo, né? Lindo, né? É que eu não posso. Pode chamar de lindo, pode chamar de Vilela, pode chamar de gostoso. Primeiro que a gente não pode mentir, né, Magá? Brincadeira. Brincadeira. Gostei dela.
Primeiro porque... Nem ela fala da lata. Tô bom. Mas em compensação, você é muito simpática e carismática. É o jeito de falar. Você é feinha, mas é simpática, né? Mas vou dizer uma coisa, mas tá ficando sarado. Tá ficando sarado. Isso é verdade. Mas enfim, eu não sei porque agora deu uma volta aqui e não consigo voltar no discurso. A gente tava no povo dos políticos hashtag. Dos sectários, né?
E o que a gente vê hoje no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nos políticos, é cada um levantando uma bandeira muito específica e não conseguindo sair mais dessa caixinha. Parece que tem esse monte de político que é tipo tiririca, esses caras de rede social que ficam fazendo vídeo.
Só que tem um pessoal que realmente decide e faz a política desde não sei quanto tempo, que é o chamado sistema, centrão, que eu não sei como resolve isso. Parece que todo mundo entra lá, baixa a cabeça, e o centrão vai sempre estar lá, vai sempre mandar, sai governo, entra governo, e tem que agradar esse pessoal, né?
Acho que você tocou numa questão importante. Acho que por isso que surgiram esses candidatos antissistemas. Porque a culpa de tudo isso é da política. Não é do povo brasileiro no eleitor. O eleitor vota no menos pior. Nas opções que tem. Mas ele não quer nada disso. Por quê? Porque o eleitor está dizendo o seguinte. Principalmente a classe média brasileira. Que fica no meio do sanduíche ali. Entre a elite que tem dinheiro e que não precisa tanto do Estado.
E a população mais carente que precisa. Por que tem política que odeia tanto a classe média?
O que acontece, eu acho que até o processo hoje é de indignação da classe média com o político. E ela está correta em ter esse... Porque, você falou, o pessoal entra lá e a maioria vira centrão. A maioria vira pensando única e exclusivamente em emenda parlamentar.
E não é aquela emenda pequena que você chega lá no município e fala, eu vou colocar lá para fazer uma reforma no posto de saúde, 10. Eu vou colocar tablet na mão das nossas crianças em escolas públicas, 10. Eu vou investir lá em tecnologia, em ciência. Não é isso. Nós estamos falando de emendas que estão consumindo daquilo que sobra do orçamento brasileiro, que é livre para o presidente da República fazer políticas públicas, fazer da ponte ao programa Minha Casa Minha Vida.
Um terço desse dinheiro que sobra hoje está todo na mão do Congresso Nacional. Com emendas parlamentares. Nós estamos falando de mais de 60 bilhões de reais. Aí você fala assim, cadê esse dinheiro? Aí a classe média vê que fala assim, foi para um show que custou, sei lá, de cachê, um milhão de reais. 600 a um milhão. Onde teve devolução, suspeita de devolução, 10% fica na mão, sei lá, do prefeito, 10% fica na mão do parlamentar.
E aí a classe média ficando cada vez mais pobre, chegando no final do mês no poder não pagar o plano de saúde. Não põe em circo para a população. Aí a classe média fala assim, não é essa política que eu quero. Ela não está resolvendo a minha vida, eu estou empobrecendo. Você pega a população idosa que vai para a Previdência, que depois não consegue com a aposentadoria dela, mas ter dignidade de fazer uma viagem por ano no Brasil visitar.
Então essa indignação, Vilela, que a gente reconhece, a gente entende, é indignação contra a corrupção, contra a classe política que virou as costas para o povo brasileiro. Aí o que o povo brasileiro faz? Vou votar no Macaco Simão. Eu sou da época no Rio de Janeiro, que eu fiz faculdade no Rio. Ou qualquer pessoa que fala, sou contra tudo isso daí. É, tudo isso aí. E que nem apresenta a proposta, né? Não, nada de proposta. É só falar que é contra.
Então, política é coisa séria. Ninguém vive sem política. Se eu quero ser feliz, se eu quero ter dignidade, olha a discussão agora, né? Da escala 2x5, né? Assim, acabar com essa escala 6x1, que é absolutamente legítimo. Isso vai garantir dignidade. Isso vai garantir felicidade. Eles falam, quem é contra é quem mais defende a família. Se você defende a família, você tem que ser a favor que o trabalhador tenha dois dias na semana pra ficar com os filhos, pra cuidar dos filhos, com toda a responsabilidade, né, Magá?
Eu queria muito que tivesse a escala 6 por 1, mas eu fiquei muito triste com a forma populista, desonesta e enganadora com que isso foi feito. Primeiro, o senhor tem muito mais experiência que eu. Colocar PEC, Proposta de Menda à Constituição, de uma escala 4 por 3, sem nenhum estudo de impacto relevante, como fez a Erika Hilton.
em vez de colocar um projeto de lei que não precisasse da comissão especial de 40 sessões, foi algo feito para quê? Para você pegar essa discussão, estender para a eleição e virar campanha. Eu achei bem chato. Deixa eu dizer... As pessoas ficam muito iludidas, as pessoas ficam indo para a rua. E o que me preocupa? Como é que regulamenta a jornada sem regulamentar ao mesmo tempo a automação? Eu nunca vi isso.
Porque aí, assim, regulamento a jornada, então pode tirar todos os caixas do mercado e pôr eletrônico? Magari, acho que tem duas coisas aí, que é a estratégia. A gente, quando quer alguma coisa, a gente tem que jogar para cima para vir para baixo. Eu acho que foi estratégica e acho que foi uma estratégia interessante da Érica. Particularmente, eu acho que foi interessante. Se ela tivesse começado com 5x2, não votaria 5x2.
E ela sabia que não ia aprovar 4x3. Ela sabia que o Brasil, hoje, pode ser que no futuro, mas hoje o Brasil não comporta economicamente uma escala 4x3. E se você for perguntar para o trabalhador, ele entende isso. Ela jogou 4x3 para trabalhar 5x2. O governo não queria PEC. O governo queria um PL para poder já regulamentar no PL.
todos os detalhes. Por exemplo, eu tenho uma preocupação que o governo também tem e que nós vamos ter que olhar. E para isso existem mecanismos. O Estado tem instrumentos para isso. Não é nem por setores. Eu sou do agronegócio. O impacto no agronegócio, eu já fiz o estudo. Eu tenho o estudo pelo IPEA. Dá 1%. O problema não está em setores ou indústria. Os serviços a gente vai ter que olhar com uma calma. O problema está no pequeno empregador.
Aquele que tem dois, quatro, cinco, oito trabalhadores. Esse vai sentir mais. E esse o Estado vai ter que vir, ou com subsídio, com mecanismos que o PL vai fazer. O problema foi que quando a gente foi conversar sobre o PL, o Congresso falou, não, tem que ser por PEC.
E vocês sabem, aí entra numa outra questão importante, nós temos um período pré-eleitoral aí, né? Que é muito importante, quem está nos acompanhando. Tão importante quanto votar para presidente é votar para o seu deputado federal, para o seu senador que te represente. Mas é que represente não porque ele fala bonitinho, engraçadinho, ou porque ele é bonito ou ele é feio, mas que ele realmente represente você, o que você acredita de país, o que você acredita enquanto até quanto ser humano.
Porque o Congresso hoje, lamentavelmente, é um Congresso absolutamente fisiológico, é um Congresso Nacional que é amorfito. Você consegue identificar o que é o Congresso Nacional? A não ser muitas vezes com termos pejorativos? O que é um Congresso fisiológico? O que é um Congresso? Porque existe também um grande problema que a gente teve desde a Constituinte, quando que surge o Centrão, que se autodenomina Centrão e que era elogiado pelo Ulisses Guimarães. Porque tem os vídeos, você pode ir no YouTube.
do Roberto Jefferson falando em nome do Cintrão, e o Ulisses Guimarães agradecendo, porque se não fossem eles, não ia ter constituinte.
Quando que surge? Na Constituição de 88. Por quê? Porque você tem um monte de gente interessada em fazer um mandato panfletário, falando para o povo, falando e não entregando nada, e os caras do Centrão bem ou mal trabalham. Bem ou mal, eles sabem como é que faz a proposta. Bem ou mal, eles sabem o encaminhamento. E isso, ao longo dos anos, fez com que eles dominassem a máquina. Então, eles estão lá trabalhando para eles mesmos.
e cada vez mais trabalhando para eles mesmos, e cada vez tendo mais poder. Hoje o Legislativo tem um poder que não tinha nos primeiros mandatos do Lula. O Legislativo hoje, eu ouso dizer, que ele manda mais do que o Executivo. É mesmo? Já foi o oposto. E sem a responsabilidade, né? Não tem responsabilidade nenhuma pelos projetos que apresenta, né? É, se der errado, não tem essa cobrança. Então, assim, como só esse grupo trabalhava, você tem grupos que, sistematicamente na Constituição, só votavam contra tudo.
O Centrão pegou e falou o quê? Vamos ver o que tem de consenso e vamos começar a fazer isso andar. Começa assim, como tudo no mundo, começa com uma ideia boa. E aí a pessoa vai vendo onde ela pode tirar mais. O que acontece hoje? Eles têm orçamento secreto, eles têm emenda PIX, eles com essa expertise que tem de funcionamento da máquina... De funcionar como um bloco, né?
E eles foram criando coisas para se beneficiar. E, ao mesmo tempo, são coisas burocráticas, são coisas chatas, são coisas que poucas pessoas estudam e que poucas pessoas querem estudar. Então, o que acontece? Aparece um deputado lá, hashtag, fazendo gritaria, falando coisa, as pessoas vão acreditando. E não consegue acompanhar o que está passando. A boiada vai passando.
Eles vão passando em silêncio. Tem gente que tá lá, que são as famílias mais poderosas do Brasil, que tem a família inteira ali. É pai, filho, tio, primo, não sei o quê. Todo mundo tem mandato, você nunca ouviu falar do cara. Tem isso. Tem clãs que, assim, não só há décadas, há séculos, tem clãs que estão desde o império governando e se você perguntar, o povo não sabe o nome de um deputado. Isso existe na nossa política.
E isso que eu acho que o povo tem que abrir. Aliás, a gente sempre faz essa mesma pergunta. A gente pergunta a cada quatro anos, para quem você votou na última eleição para deputado federal? Não lembra, porque a gente tem o hábito, não eu porque já estou na classe política, mas a gente tem o hábito a escolher 24 horas antes, você pensa muito para quem você vai votar, para governador, para prefeito, para presidente da república.
Mas a última escolha é para quem eu vou votar, para senador e para deputado federal. E essas são as escolhas mais importantes. Porque se você não der o mínimo de governabilidade para o presidente eleito, seja ele qual for, como é que ele administra o país? Ele apresenta um projeto importante, e aí vem os lobbies, vem as tentativas de enterrar. Eu vou falar num projeto muito básico. Quando eu fui candidata a presidente da República, depois, no segundo turno, eu apoiei o presidente Lula, eu fiz questão de falar, presidente, eu não quero nada.
Aliás, eu ia colocar no meu manifesto que eu não ia aceitar nem ministério. E só aceitei de última hora, e eu posso até contar rapidamente...
porque envolve a história do meu pai. E o presidente Lula me ouviu o tempo todo e falei, olha, eu gostaria de cinco propostas. Uma era até o Poupança Jovem, que virou pé de meia, porque eu quero ver esses jovens, não quero ver essa invasão escolar no ensino médio. O outro foi a igualdade salarial entre homens e mulheres, que a gente pudesse aprovar uma lei. Igualdade de condições, com o mesmo currículo, mesmo tempo de serviço, não tem sentido uma mulher ganhar menos que um homem.
E ele acatou tudo isso, aprovou, inclusive, no Congresso Nacional. E aí, então, eu apresentei essas propostas e evoluíram. E quando eu fui dizer isso do presidente, falei que eu não ia aceitar ministério, o presidente só fez uma fala para mim, falou assim, Mônio, eu tenho experiência suficiente para entender o seguinte, que na política a gente nunca diz mais o que precisa dizer. Não fale que você não quer ministério, porque se a gente precisar de você, a gente vai querer que você faça parte do governo.
E eu falei, tá bom, presidente, eu tiro do meu manifesto, mas eu não vou querer assumir ministério. E de última hora, assim, eles já tinham me oferecido três ministérios, quando ele falou assim, eu gostaria de que você fosse ministra do Planejamento e Orçamento, eu desci no aeroporto para ir falar com ele dia 27 de dezembro, eu tinha que tomar posse dia 1º de janeiro, 27 de dezembro.
E eu desci convicta de que eu não ia aceitar ministério. Meu marido me deixou no aeroporto e falou assim, você tem certeza que seu compromisso com o país terminou? Você vai mesmo voltar para casa? Depois de ter sido tanta coisa, agora você tem voz, você é ouvida, porque você foi candidata a presidente da República. Você representa as mulheres brasileiras de alguma forma, não todas, obviamente. Tem gente que é de outro espectro ideológico e tudo mais.
Eu falei, fiquei com aquilo na cabeça, eu dormi no outro dia, acordei em Brasília, e eu acordei lembrando de um episódio que você deve ter cobrido, como jornalista, do meu pai. Meu pai era ministro do Fernando Henrique Cardoso, só quatro meses, o meu estado nunca tinha tido, né? O estado que eu nasci nunca tinha tido um ministro, assim. E o Fernando Henrique disse o seguinte, olha, acabou de cair o presidente do Senado, teve um problema lá, né? E a vaga é do MDB e só você para unir.
Então você tem que pedir exoneração do Ministério e ser candidato a presidente do Senado. Meu pai passou o final de semana com aquela coisa na cabeça. Resumo, sem dormir e tal. Na hora de ir embora, suviando, eu perguntei assim, nossa, você está alegre, o que você decidiu? E era após a democratização, então muito próximo da redemocrinação. Meu pai falou uma coisa que eu nunca me esqueci. Ele falou assim, minha filha...
para um presidente democraticamente eleito, a gente só diz não se o pedido não for republicano. Ou seja, se for um pedido desonesto, se for um pedido para fazer coisa errada. Do contrário, você não tem o direito de dizer não, enquanto político, para um presidente que foi democraticamente eleito pelo povo. Claro, a gente tinha vivido anos de ditadura, foi na década de 90, muito próximo. E eu acordei lembrando disso, Magá. Não é que eu sonhei, eu lembrei. Naquele momento, eu falei, eu vou aceitar o ministério.
do presidente Lula. Vou fazer aquele papel... O que pesava contra na sua decisão? Porque eu achava que, assim, como eu sou uma pessoa de centro, eu nunca fui de esquerda, eu nunca apoiei o PT... Eu falei assim, eu tenho que dar legitimidade, eu tenho que mostrar que nós só temos no segundo turno, não temos outra escolha. O único democrata que foi pro segundo turno, na minha cabeça, na minha opinião, é o candidato Lula.
porque eu convivi como senadora os quatro anos do então presidente Bolsonaro. Eu participei da CPI da Covid, eu fiz uma série de denúncias, ninguém me contou, eu sou advogada, eu vi as facatruas que estavam tentando fazer com compra de uma vacina que não existe, nunca vi essa vacina, com pagamento antecipado para depositar em paraíso fiscal.
Numa nota absolutamente fria e errada. Então, eu falei, não tenho como. Enfim, atrasou a vacina e teve toda essa situação econômica que o Brasil viveu. Então, eu falava, tem que dar legitimidade, eu não vou aceitar ministério. E aí, por essa situação, eu falei, eu vou até para fazer.
O papel é do equilíbrio aí, né? Eu não penso igual, eu penso diferente. Vou colocar na mesa aquilo que eu acho que é interessante. E aí acabei aceitando o ministério de novo. Estou falando, não sei porque eu cheguei dando essa volta toda. Vamos começar primeiro na história, antes de passar.
para essa questão da eleição entre Lula e Bolsonaro, que foi essa super polarização. Eu quero saber depois, porque foi muito polarizado. Porque o seu posicionamento nunca foi de esquerda. Muitas pessoas, inclusive devem estar no chat, eu não estou acompanhando o chat, mas eu tenho certeza que tem gente que está falando que ela é traidora.
É, com certeza. Eu tenho certeza absoluta que tem gente que fala que Simone Tebet traiu as pessoas. Simone Tebet sempre foi uma pessoa muito ligada ao agronegócio. A bancada do agro sempre confiando muito. E a bancada do agro ficou uma bancada... Acho que em tese sempre foi de direita, mas não se denominava assim. Se denominava sempre mais agro e menos ideológica.
como que é essa passagem? Porque a sua campanha eleitoral presidencial, que eu cobri, ela foi muito combativa contra o presidente Lula no primeiro turno. Mas muito mais... Eu fui candidata a... Bom, primeiro, eu nunca votei no Bolsonaro. Eu tinha candidato para o presidente da República antes, que era do meu partido, eu sou muito fiel ao partido, então eu fui candidata e fiz campanha no estado de Mato Grosso do Sul.
para o candidato do MDB. No segundo turno, eu não tive condições de votar em Bolsonaro por uma simples razão. Eu fui colega dele e depois, por quatro anos, eu via o que estava, o que poderia acontecer, a forma agressiva como ele tratava as mulheres, tanto que você pode ver. Se tiver uma foto minha com o Bolsonaro, pode saber que é Iá.
Sabe assim, nunca tive. Quando eu fui para a campanha, eu só aceitei ser candidata à presidência da República, porque nos quatro anos de senadora, eu vi ele tentando armar as pessoas. Eu sei que arma, a principal vítima são os nossos filhos. Eu sou do agro, mas eu sou do agro que defende a sustentabilidade. Quando eu fiz mestrado em São Paulo, eu fiz mestrado na década de 90 em urbanística e ambiental. Ninguém nem falava em meio ambiente. Não que eu seja ambientalista. Eu não sou ambientalista.
mas eu defendo o meio ambiente até para podermos produzir, senão não temos como produzir. Então, eu sempre fui, eu fiz quatro anos, eu fiz oposição ao Bolsonaro como senadora da República. Quando veio a Covid, a pandemia, eu fui a mais combativa contra Bolsonaro. Então, assim, quem eu mais ataquei na campanha, e mesmo antes, foi o ex-candidato Bolsonaro. Pode ver nos debates que as pessoas já sabiam no segundo turno para onde eu iria.
Tanto que quando acabou, a primeira pessoa a me procurar para oferecer dois ministérios, um eu não aceitei, depois ofereceu outro e não aceitei, foi o Bolsonaro. Assim, mandou representantes.
Não, peraí, quem você não sabia? Não, essa nem eu sabia. Não posso dizer quem foi, porque é uma pessoa muito importante. Vamos aqui, como é que foi essa história? Porque, na época da corrupção do PT, Mensalão, Lava Jato, Simone Tebit, batia forte. Eu não era senadora, Magá, eu estava na prefeitura. Mas era o mesmo grupo. Magá, eu sempre combato a... Madá, senadora. Madá, Madeleine. Madá, eu falei Madá, eu falei Madá.
Não, Madá. Eu sempre combati a corrupção. A corrupção não tem cor. Não tem cor partidária, não tem cor ideológica. A corrupção mata. Ela tira o dinheiro do posto de saúde. Ela faz a população não crer na...
nas pessoas. Eu acho que a ética faz bem em qualquer lugar. Aqui, ética tem a ver com verdade, tem a ver com sinceridade, tem a ver com a honestidade como um todo. A corrupção existiu e existe em qualquer lugar, não em todas as prefeituras. Eu quero dizer o seguinte.
Eu nunca vou advogar conta política. Eu acho que tudo passa pela política. Eu não sou e mais serei uma candidata antissistema. Eu não acredito em candidatos antissistemas. Não acreditem, vocês que estão nos acompanhando, em Conto da Carostinha, não acreditem em Salvadores da Pátria, não acreditem em Caçadores de Marajá, não acreditem em Messias que falam que representam Deus na Terra.
Não acreditem, acreditem em gente de carne e osso, que tem seus defeitos, tem suas qualidades. Eu tenho que fazer escolhas, e eu faço escolhas com muita coragem. Quando eu fui para a campanha presidencial, eu sabia que perdendo a eleição, de que lado eu estaria da história, por uma razão. Porque eu sabia que um era democrata e outro não era. Tanto que para mim, e eu vi, eu estava lá em Brasília, aquela tentativa de invasão.
do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, foi a tentativa de permanecer no poder, sim. Aquilo foi tudo estratégico. Eu vou para fora do país, finjo que não é comigo, estimulo todo mundo a lá invadir patrimônio público para poder ver se eu consigo na justiça. O grande erro deles é que eles fizeram depois da posse presidencial. Se eles tivessem feito antes...
Com as forças armadas e com a caneta na mão, eu não sei se eles sairiam da cadeira. Então, por tudo que eu conheço de política, a gente faz escolhas. Então, eu fiz escolha com muita tranquilidade. Eu sei que você quer me perguntar e eu vou dizer o seguinte, eu não posso dizer, posso contar a história, mas não posso contar o santo, tá? Eu posso dizer... Eu queria voltar naquilo, porque a sua candidatura, no primeiro turno, é uma candidatura que tinha um capital político muito alto. Por quê? Porque ela foi vista como alguém independente. Verdade.
Era uma candidatura independente. Enfrentei os dois candidatos, né? Isso. As pessoas que votavam, eu tô falando porque a candidatura do meu campo, que era o da Isentolândia, era uma candidatura independente, não abraçou nenhum dos dois. Ninguém sabia o que ia acontecer no segundo turno.
Ninguém sabia que iria assumir um lado ou não quando a sua candidatura foi lançada. Inclusive os outros políticos. Ninguém sabia o que ia acontecer. Até porque havia uma expectativa de crescimento também muito interessante. É que no meio do caminho eu já vi que não daria. Depois eu falo porque... Mas assim, no comecinho, todo mundo falou, é independente. Na minha cabeça, eu não vejo o Bolsonaro ter a ilusão de que vou chegar em Simone Tebet e ela vai vir pra cá.
Vejo Lula, pensa isso, mas não vejo Bolsonaro. Agora, isso ocorreu? Te ofereceram? Correu, correu. Como é que foi isso? Eu estava junto, estava no diretório, no escritório do MDB, junto com o então presidente do meu, então partido MDB. Meu marido estava junto, recebi uma ligação, tinha uma pessoa que tinha sido ministro, não posso dizer quem, do candidato.
dizendo, olha, ele oferece o mapa de porteira fechada, que é o Ministério da Agricultura e Pecuária, que é um ministério estratégico importante, do qual eu conheço, tenho conhecimento muito sobre o assunto, eu sou do agronegócio, eu, minha família, meus irmãos, minha mãe, somos do agronegócio. E eu simplesmente isso não, eu não tenho, porque não é comparação, para mim não se compara quem é democrata e quem não é democrata. O resto, todo mundo tem seus defeitos, eu vou tentar fazer o meu melhor pelo país.
E depois, não satisfeitos, no outro dia, liga uma outra pessoa, me encontra essa outra pessoa, por diferença eu fui, essa ainda é mais importante, eu não posso dizer quem é, e fala, olha, eu sei que você é educadora, me desculpe, eu sei que não é o seu perfil, você não vai para um lado ou para o outro por conta de cargo, mas assim, te ofereceram o Ministério da Educação, na época era Educação e Cultura, enfim, o MEC.
enfim, com o FNDE, que é o fundo, eu falei assim, olha, não é isso, eu não estou à venda, não é isso que está em jogo para mim. O que eu não posso aceitar são retrocessos. Para mim, a extrema-direita, ela estimula o ódio, o ódio contra quem pensa diferente, o ódio contra as minorias, o ódio contra a mulher.
Para mim, essa onda de violência política, não estou falando só do Brasil, não, é no mundo. É fruto desse discurso de ódio nas redes sociais. A mulher está morrendo muito mais pelo simples fato de ser mulher por conta do discurso de ódio. Está cada vez mais o discurso de ódio contra aqueles que têm uma orientação sexual que as pessoas acham que não é a padrão, que não é a normal. E eu nunca fui criada dessa forma, porque a minha fé, a minha religião, que eu sou católica...
Ela não admite nenhum tipo de discriminação. Então, isso para mim é infinitamente superior a qualquer outro tipo de situação menor. Então, de novo, você tem que fazer escolhas na política. E ainda teve uma questão, Magá. Eu tinha na minha cabeça que eu ia ficar, depois de um tempo, eu vi que não tinha chance, que eu ficaria em quarto lugar. Que o Ciro ia ficar um pouco na frente.
Fiquei relativamente tranquilo. Quando acaba a eleição, eu não imaginava que a eleição fosse dar um resultado tão apertado. A ponto de um voto pra cá, outro pra lá, ela deu 900 mil votos. Se você falar, foi 1 milhão e 800 de diferença, então é 900 mil. Se eu tiro o voto daqui, coloco lá. E aí, quem era de esquerda, não se posicionou, que era o Ciro.
Eu falei, eu não posso ser omissa. Se é uma coisa que eu não admito na vida pública, é uma pessoa entrar na vida pública e não ter coragem. Qualquer cidadão precisa ter coragem. Mas quem está na vida pública exercendo uma missão, seja vereador, seja presidente da República, tem coragem de tomar atitudes. E a população que julga se é certa ou se é errada. E eu falei, eu preciso definir isso aqui. Eu preciso ir para algum lugar.
Porque as pessoas que votaram em mim, metade, eu falei, vão gostar, metade não. Mas eu preciso.
da alternativa para a população de ter sobrevido à democracia. Então, eu não pensei duas vezes. No final da eleição, eu já sabia para que lado eu ia. Eu tinha convicção disso. E, de novo, você tem razão, sem nunca ter votado no PT. Então, são escolhas que a vida nos dá. E uma bagagem. E eu tenho um reconhecimento...
Eu tenho críticas à gestão, eu sou da equipe econômica, eu era aquela chata, que enfim, era mesmo, falava, olha, eu acho que não é por aqui, algumas coisas foram ouvidas. Mas eu, enquanto pessoa, eu respeito muito o presidente Lula. Eu nunca tive problema enquanto pessoa, inclusive quando eu fui prefeita, e nós levamos a maior fábrica do mundo de celulose.
Até tem dois episódios em relação a isso. E o presidente foi lá enquanto presidente. E meu pai foi... O Lula perdeu várias vezes a eleição. E a primeira vez que o Lula tomou posse, quem deu posse para o Lula enquanto presidente do Congresso Nacional foi meu pai. Teve um episódio da caneta, que todo mundo lembra da caneta. O Lula sempre achava que ia tomar posse com uma caneta que foi dada para ele, para um grande colecionário, amigo. E ele bate a mão assim e esqueceu a caneta. Meu pai tira a caneta.
que ele acho que tinha ganhado, porque a caneta é meio cara, então meu pai, libanês, turco, não teria comprado uma caneta cara daquela, tira a caneta e dá a caneta para o Lula tomar posse. O Lula toma posse, na hora que meu pai vai pegar a caneta de volta, o cerimonial vai e fala assim, olha, desculpa, presidente, presidente do Congresso, não presidente do Congresso, mas agora ela passou a fazer parte do acervo histórico da República.
Ela vai para um museu, né? E meu pai ficou sem a caneta. Fala, mas tudo bem, eu tinha o privilégio de dar posse para o presidente da República, está tudo certo. Estou brincando claramente, né? Mas assim...
Eu tenho admiração pela história de vida do presidente Lula, num país que a gente sabe, em que a maior dificuldade que a gente tem, como professor, eu falo isso, é garantir que quem tem, quem nasceu na favela, na comunidade, ou é um cidadão de periferia, tem dificuldade a ascender. Então, essa história de vida do presidente Lula, para mim, é uma história de vida muito bonita, que é uma história de vida...
De novo, ainda que eu não tenha a mesma ideologia dele, que eu acho que estimula as pessoas a falarem, eu também posso dar certo, né? Eu também posso crescer, eu também posso ser alguém, né? Agora, essa escolha, que você explicou aqui as razões da sua escolha, mas toda escolha tem um preço. Qual o preço que você, Simone Tebbit, pagou por ficar do lado do Lula?
Eu acho que o mesmo que eu pagaria se tivesse ido para o lado do Bolsonaro. O ódio de quem não concordou com a minha decisão. Se eu tivesse optado por Bolsonaro, eu também teria a ira e o ódio da esquerda ou daquelas pessoas. Pessoas que eu vou subir o elevador, agora não mais, mas que viram, literalmente viram as costas para mim. Ou não me dão, não me dão, boldir, viram as costas.
No início eu tive que andar com escolta, eu tive ameaças, enfim, né? Era uma situação, assim, de muito ódio, né? Que tá diminuindo um pouco, acho que as pessoas estão cansadas disso, né? Eu acho que estão cansadas. Eu não sei você, Vilela, também entrevista muita gente.
Mas eu acho que as pessoas estão vendo de novo, né? Que só discurso, narrativo, essa coisa aqui para causar e tudo mais, não coloca comida na mesa do cidadão, não resolve o problema. E aqui eu acho que é importante a gente trazer, eu acho que muito do seu público, de quem acompanha aqui no YouTube, deve ser jovem, assim, não é? Eu acredito muito jovem, né?
E aqui vai uma preocupação que eu acho que precisa ser colocada. O Brasil está ficando velho antes de ficar rico enquanto nação. Diferente da Europa, que é um país de velhos, assim, quando eu digo velho, no bom sentido, eu já estou chegando lá, tá? De idosos, antes de ficar rico. A Europa ficou rica antes.
E a janela de oportunidade se fecha em 12 anos. Ou a gente escolhe bem os nossos representantes, ou a gente faz o que precisa ser feito, e aí envolve uma coisa que você comentou em relação à automatização, a investir muito em ciência, tecnologia, inovação, o que nós vamos fazer com a inteligência artificial, que vai lá roubar uma parte dos empregos do trabalhador, da juventude. E os nossos jovens não querem ter filhos.
Então, nós estamos envelhecendo, a população brasileira está ficando de pessoas mais velhas, estamos ficando com menos jovens, esses jovens vão ter que, mercado de trabalho, vão ter que, entre aspas, sustentar o Brasil. Então, são problemas que temos uma janela de oportunidade, que nós não podemos perder. E aí todo mundo vai lá depois do Google ver do que eu estou tratando, que são a questão das terras raras e minerais críticos.
Nós temos entre a segunda e a terceira a maior reserva de minerais críticos do Brasil.
do mundo. Aí todo mundo que não sabe o que é isso, vai saber a importância disso, porque tudo que você faz na sua vida, se você for abrir a sua geladeira, tem minerais críticos. Se você for pegar o seu celular, tem minerais críticos. Se você assistir a televisão, se é que os jovens nem assistem mais televisão, mas enfim, tem minerais críticos. Só que nós não temos uma coisa pra poder...
que é que vai no chip, que vai em todas essas coisas. Aqui, esse microfone aqui, tem minerais críticos. A gente não tem a tecnologia necessária para produzir. Então, agora é a hora de a gente fazer no Congresso Nacional uma regulamentação urgente.
para que a gente possa trazer capital estrangeiro, e não temos que ter preconceito, gente, em relação à cor desse dinheiro, se é chinês, se é americano, se é europeu, trazer investidor estrangeiro junto com investidor brasileiro, que também não temos investidor nacional suficiente para trazer essa tecnologia e dizer para eles, vocês querem o que nós temos de melhor? Vem para cá.
Vem, vocês vão ganhar, uma parte pode ir até o mineral para lá, e a outra parte nós vamos processar no Brasil, com a indústria aqui, com a tecnologia de vocês, e vocês vão levar isso industrializado, porque isso gera muito emprego, emprego com salário alto, traz valor agregado, traz o dólar, ou seja, qual for a moeda estrangeira que a gente tudo coloca em forma de dólar, para cá.
E é isso que ao final da conta, e vai chegar lá no preço do alimento, isso que ao final da conta vai fazer com que o nosso dólar caia, nossa moeda fique valorizada, e a gente com isso, porque compra muita coisa em dólar, consiga comprar o arroz e o feijão mais barato no supermercado.
Esse tipo de discussão, Vilela... Que não existe mais. Gente, parece que eu tô no passado. Porque assim, esse tipo de discussão é o seguinte. Ela já devia ter sido feita. Ela não tá sendo feita. Filho de todo mundo que tá vindo aqui, vocês vão passar fome por causa disso, porque não foi feita. Enquanto isso, vocês estão batendo boca, defendendo deputado que nem conhece a sua cara na internet. O que é coisa das terras raras? Sabe essa espaçonave que o Trump mandou pra Lua? Sim.
É para ver se acha lá. Porque nos Estados Unidos não tem. Aqui é o segundo, né? A China tem. Você foi para a China, você viu. E aqui tem. Tudo que a gente faz hoje depende disso. O que falta para a gente? Falta para a gente essa chaga que a falta de educação deixou. A gente não tem empresas preparadas para fazer a retirada. A gente não tem os talentos preparados para lidar com isso.
A gente não... Se falar assim, ó, vou botar aqui todo o dinheiro do mundo pra vocês fazerem a partir de hoje no Brasil o negócio... Não consegue. Não tem gente aqui. Por isso que quando chegar alguém, você tem que ter uma contrapartida, tá? Então, tinha que estar um mundo político inteiro pensando nisso, porque é o seguinte, isso é colocar o Brasil no futuro. E estão discutindo o sexo dos anjos, né? E lembrar que os anjos não têm sexo. A gente está discutindo o Morcaro, Peleleca e quem roubou.
Um jogando pra direita, direito jogando pra esquerda. Quem que tirou foto no não sei onde? Entende? Virou isso quando o futuro das pessoas tá em outras coisas. Só que assim, infelizmente, o que garante o futuro não é a diversão, é a coisa chata. E essa coisa das terras raras tem N linhas de discussão. A grande questão, assim...
Não sei se eu estou enganada, a última vez que eu fui ver foi quando o Serjão Sacani foi lá para os Estados Unidos, que eu estava vendo da NASA. Mas não tem nada que andou o suficiente para a gente falar está maduro, pode chamar fulano para investir aqui. Não tem nada nesse ponto ainda. É, não é...
difícil de fazer, mas é preciso vontade política. Eu não vou nem citar os exemplos, os projetos de lei que tem dentro do Congresso Nacional que não tem nada a ver com a realidade do povo brasileiro, gente. Seja ou de retrocessos ou de avanços de coisas que se você perguntar para o cidadão, ele não sabe, ele fala assim, isso aqui não interfere na minha vida.
Mas a Madá tocou num ponto. É por quê? Porque, lamentavelmente, essas pessoas estão despreparadas. Inclusive, são engolidas pelo centrão. Que não tem nada a ver com o centro, tá, gente? Eu sou do centro. Eu tenho a capacidade de dialogar tanto com a esquerda quanto com a direita. Porque eu sou da era de Ulisses Guimarães. Eu sou de um centro, do MDB ao qual eu pertenci por 30 anos.
Sempre foi esse partido que agregava todo mundo, mas eu sou uma pessoa radicalmente centro. Será que alguém de centro pode ser radical? E por isso eu procuro sempre me colocar no lugar do outro para ver de que forma eu dialogo com essas pessoas. Mas a gente não consegue mais fazer isso dentro do Congresso Nacional. Eu sou de uma época que, assim, todo mundo brigava, xingava, todo mundo lá, e de alto nível, e você cobriu isso. Aí, sei lá, caiu uma granada no Brasil, uma bomba atômica no Brasil. O que essas... O que é isso?
caciques, vamos dizer assim, faziam, que era o termo que usava, as grandes lideranças políticas. Opa, vão tomar um cafezinho, sentavam na mesa, saiam só no amanhecer, com a solução do problema resolvido. Deixavam as diferenças de lado e resolviam o problema do Brasil. Hoje você não consegue sequer conversar com essas pessoas, porque fica um xingando o outro, levando a lugar nenhum. E aí surgem, o início da nossa conversa, Lé Vilela, surgem quem? Surgem os antissistemas que chegam lá e sabem menos ainda.
E também eu entendo que existe um problema de falta de leitura e de falta de cognição. Porque assim, trabalhando não só como jornalista, mas também como assessora parlamentar, não sei se na sua experiência tem isso. Tem, assim, de verdade, tem parlamentares que se você der mais de um parágrafo para ler, é de verdade, Vila, ela é desesperador. Você chega com a apresentação do projeto de lei. O projeto de lei em si, ele não tem condição de ler.
Ele não compreende. Você dá o resumo, a pessoa não entende. Às vezes, não é que ela discorda de você. Eles não entendem o tema que você está falando. E hoje em dia, ele não entende o tema, ele pega e faz um vídeo. A esquerdalha ou a extrema direita, não sei o quê. E eu fico desesperada que eu falo assim, as pessoas não percebem que a pessoa está gravando esse vídeo porque ela não tem condição intelectual de entender o debate. Mas daí o mau exemplo. Nossa.
Um exemplo para o seu filho de 15 anos. As minhas já 28, 25, já conseguem. Mas seu filho está se formando politicamente. Está se formando enquanto homem. Está saindo da puberdade, virando jovem. Vai consumindo, muitas vezes, até lixo.
É claro que por uma boa educação e você muito bem formada politicamente consegue fazer o filtro. Os nossos pais e mães que têm que trabalhar oito horas por dia, que estão na rua, não conseguem fazer esse filtro. Então, assim, é realmente preocupante. Mas também o lado bom é o seguinte, né? A gente saber que existem pessoas sérias na política, a gente tem que reconhecer. E não são poucas. Quando eu fui candidata à presidência do Senado, foi para denunciar o orçamento secreto.
e perdi por conta do orçamento secreto, porque eles tinham para oferecer emendas. Mas eu tive 21 votos, total de 80. De 81, o presidente não votava. De 80. Então, também tem que dizer, eu sabia que tinha ali 21 pessoas que não se curvaram a nenhum tipo de esquema. Falaram, não, eu vou votar, porque eu acredito que isso precisa acabar. Mas aí depende do quê? Do cidadão que vai lá, de forma consciente, e vota bem para o legislativo. Porque, lamentavelmente, no Brasil, de novo, ninguém sabe para quem votou na...
última eleição. Mas o Brasil é muito grande, o Brasil é muito forte, o Brasil é muito rico, o Brasil tem aí algumas oportunidades pela frente, mas, de novo, é uma das últimas ou, pelo menos, essas imediatas, a gente não pode perder a oportunidade. Eu estou muito otimista em relação a essa situação.
E o Brasil é muito diverso. Apesar de tudo isso, o Brasil evoluiu muito, em todos os aspectos. A gente acabou de votar, inclusive, uma reforma tributária depois de 30 anos, que é a reforma da indústria. O grande problema de São Paulo com as indústrias é como é que a indústria vai competir com os produtos chineses. Feitos de qualquer forma, trazem aqui a qualquer preço, chega aqui e você não compete com a indústria nacional.
Isso já mudou, viu? A China não faz de qualquer forma não. Eu fiz reuniões lá, o cara fala o que você quer do jeito que você quer, com o preço que você precisa. É incrível o negócio. O que é pior ainda agora, porque complicou mais para nós. Complicou mais para nós. Eles te oferecem na qualidade. O chinês entende que o preço que você está disposto a pagar é a qualidade que você quer. Você tem isso, ele entrega isso. Então ele tem a blusa de mil, eu tenho a de cem, eu tenho a de dez, mas ele não perde o negócio. Não perde.
Eu estive na China três vezes enquanto ministra. Dá para aprender muito com eles. Inclusive com uma cultura que não é só dela, a europeia também tem. Acho que o grande problema do Brasil, talvez as pessoas nem entendam o que eu vou dizer, mas entende, a dona de casa entende, o comerciante entende. O grande problema do Brasil é que o Brasil não tem cultura de planejamento.
A dona de casa planeja, mesmo sem saber, ela pega o salariozinho dela, fala, primeiro eu vou pagar a conta de aluguel, água e luz, senão isso não sobreviveu, depois eu vou ao mercado. Depois que ela abasteceu a cozinha dela, aí ela fala, bom, sobrou algum dinheirinho, sei lá, para comprar um tênis novo para o meu filho? Aí ela compra. Se não der, ela deixa para o mês que vem. Claro que situações adversas levam ao endividamento, muitas vezes você tem que entrar, lamentavelmente, por questão de saúde, uma coisa grave na família.
Você acaba entrando nessa desgraça que é o cartão de crédito rotativo e tudo mais. Mas a dona de casa sabe, o trabalhador que ganha o dinheirinho suado sabe, o empregador, o empresário faz planejamento estratégico de oito anos, ele sabe o que ele vai comprar, onde ele vai estar, quantos empregados ele vai ter.
O poder público, prefeito, governador, presidente, o executivo, todos os governos não planejam estrategicamente. Aí você vai na China, Vilela, eu tive com a encarregada do Ministério do Planejamento do Xi Jinping, e tive com o presidente Xi Jinping mais de uma vez, onde eu pude falar, inclusive, das ferrovias no Brasil, que é uma outra história, eles vão nos ajudar a fazer projetos de ferrovia. Não vão fazer ferrovias no Brasil, essas somos nós, vamos fazer. Mas o projeto que ninguém tem, entende melhor de ferrovia do que a China.
E eu estive conversando com a equipe dele exatamente sobre isso. E eles batendo no peito com orgulho, dizendo o seguinte, não, nós estamos entregando agora o planejamento de cinco anos da China. Porque lá eles têm o planejamento de imediato, que é cinco anos, e o planejamento de longo prazo. Sabe qual é o planejamento de longo prazo deles? Cinquenta anos. Então, se você quiser perguntar qualquer coisa para eles, como é que a China vai estar...
em matéria de equipamentos hospitalares, de raio-x ou de percentual de cura de câncer, no ano de 2049, eles têm como eles estão hoje, como eles vão estar em 2030, em 35, eles te dizem como é que vão estar em 2049. Porque como eles têm planejamento, eles colocam as pessoas certas, eles comprem e cobram metas. O Brasil não sabe nada disso. O Brasil planeja cada quatro anos. Depois muda tudo. E tem a chance de mudar tudo.
Tudo. E aí, Vilela, a questão é a seguinte, a pergunta que eu deixo pra todo mundo. Qual é o problema do Brasil? O Brasil gasta muito ou gasta mal? Ele gasta muito e mal, mas o pior é gastar mal. O pior do que gastar muito... Você gasta muito na educação?
maravilha, mas o duro é gastar muito, né, do Gastão, e gastar mal, aí é jogar dinheiro no ralo, né, isso serve pra saúde, segurança. E quanto a instituições, senadora, porque a gente teve uma degradação muito forte da confiança nas instituições e não é à toa. Sem dúvida. Eu trabalhei no Supremo Tribunal Federal, na presidência, eu, em 2008, 2009, eu nunca na minha vida imaginei ver o que eu tô vendo. Eu tenho vontade de sentar e chorar.
Na minha cabeça, a legitimidade ali é irrecuperável como estrategista de imagem, eu digo, não jurídica. Mas isso provoca um efeito em cascata sobre todo...
Toda a instituição, a imagem de todo mundo, de tudo, e digo inclusive Forças Armadas, Polícia, Imprensa, tudo que parece ser institucional parece estar colapsando. Na sua cabeça, tem alguma saída para isso? Porque para muitos dos outros pré-candidatos a senador, a única saída é de entrar na legislatura e empichar um ministro do Supremo.
A gente só tem que tomar muito cuidado com isso. Eu não sou contra o impeachment de ministro supremo, porque ninguém está acima da lei. Eu já disse isso mais de uma vez, eu sou professora, inclusive, de direito público, direito constitucional e administrativo. Se eu posso impechar um presidente da República, eu posso impechar um ministro supremo do Tribunal Federal. Eu só tenho que saber quando eu faço isso. Eu não posso falar, vou dar como exemplo, impechar para colocar eles no devido lugar. Até porque a gente tem que reconhecer, eu como política falo, a culpa é nossa.
Quem nasceu o primeiro ovo, a galinha. Veja, nenhum juiz, ouvindo um pronunciamento nosso desse, se sentir ofendido, pode abrir um processo contra nós. Ou, se vier um acidente na rua, vai falar assim, eu vou abrir um processo porque eu sei quem é o culpado. Porque a justiça precisa ser provocada. Ela precisa ser provocada.
Quem provoca o Supremo Tribunal Federal em excesso? A política. A política que não consegue resolver os seus próprios problemas, o que ela foi fazendo ao longo do tempo? Judicializando a política. E levando para um fórum que não é político para decidir a política. Quem decide sobre a política é quem é eleito pelo povo. Não é ministro do Supremo Tribunal Federal. Quando a gente começou a fazer isso, a gente começou a politizar o Supremo. E aí o Supremo perdeu a legitimidade e começou a errar.
E ele pode, por abuso de poder, ser empichado e deve ser empichado. O que ele só não pode, aí o que eu divijo da extrema direita, é que eu não posso chegar lá e falar assim, eu vou empichar para dar exemplo. O que eu tenho é que mudar a lei, estabelecendo mandato para o ministro do Supremo e acabar com a vitaliceidade, que eu acho que foi o Vilela que perguntou. Explica o que é a vitaliceidade, né? Que é você fica até morrer ou até se aposentar.
Então, eu acho que você tem que ter lá, sei lá, 12 anos para ministro do Supremo. Eu já votei um projeto desse, quando eu fui senadora, o projeto ficou parado.
Eu tenho que estabelecer a idade mínima. Eu acho que você tem que ter maturidade. Sei lá, 50 anos, a idade mínima, 55 anos, ministro supremo. O supremo tem que, sim, fazer o que o Fachin está fazendo. Tem que ter um código de conduta, tem que dar o exemplo e acabar com os penduricários. Se eles não acabarem com os penduricários, o Congresso Nacional vai acabar, viu? Eu estou dizendo isso para a Justiça. Tem que acabar.
O Congresso Nacional vai, porque a sociedade, de forma correta, exige isso de nós. Não é possível um juiz ou um desembargador ganhar 200 mil reais por mês. Não é uma vez só, porque teve lá indenização no final do ano, ficou doente. É por mês, não são todos, a gente sabe disso. Mas isso não existe, isso viola a Constituição Federal. Então, existem saídas com isso. A autocontenção, que não é suficiente.
O próprio Supremo se autoconter com o Código de Conduta, na CNJ, que parece que eles avançaram nisso, acabar com os penduricários. Quer aumentar um pouquinho o teto? O ministro do governo vai falar, é isso aqui, ninguém ganha mais que isso, ninguém pode ganhar mais que o presidente da República. E fixar. E...
no Congresso Nacional, se houver denúncias graves com indícios de corrupção, de abuso de poder, de lavagem de dinheiro, seja do que for, é óbvio, qualquer cidadão, ninguém está acima da lei, é óbvio que tem que se investigar e processar.
Banco Master, vamos de Banco Master. Porque assim, mesmo nos sonhos... Mas vamos mesmo de Banco Master? Vamos falar, mas não vamos de Banco Master. Só falar dele, né? Tem vídeo seu, tem vídeo de vocês, tem mensagem. Eles nem têm nada, galera. Não me convidaram pra nada. Não me ofereceram um saco de...
pipoca, Vilela. Nada. Tamo muito mal, né? Os caras não chamaram a gente pra nenhuma festa. Pra viagem. Pra aquele uísque lá. Aquelas festas também eu não queria, não. Mas pra uísque, o clube do uísque lá. O uísque era um milhão. Clube do uísque. Aí ele pegou o dinheiro de todos os aposentados do estado dele. Ele tomou o uísque e falou, porra, pronto, aposentado. Acabou sua vida.
É rir pra não chorar Nessas horas Tem que voltar a sua veia De comerciante E ironizar Esse Brasil E tava na cara Como é que chegou Aliás eu faço essa pergunta pra você Como é que chegou nesse nível E assim Um cara desse Não é fácil poder aceitar Pessoas que vem de fora E assim
De onde que esse homem vem, credenciado por quem? Porque, olha, é um escândalo que nós nunca pensamos, primeiro pela mota. Agora estão dizendo que a mulher de não sei quem levou 140 milhões. O contrato com a esposa do ministro Alexandre de Moraes não tem como explicar. O Supremo não vai ser respeitado pela população sem isso ser tirado a limpo. Não tem jeito, o Brasil não vai funcionar. Os 134 milhões do filme...
É o Titanic do Bolsonaro. E com todo respeito, né? Ou sem respeito. Eu confesso, né? Porque eu cheguei a falar. Eu sou de uma época em que ministro caía e senador da República caía por conta de 800 dólares. Teve um caso desse, 830 dólares. Elba, por causa de uma elba.
O Fiat Elba derrubou um presidente da República, que hoje eu não sei quanto que valeria, mas enfim, porque já saiu de linha. Mas enfim, aí você... E se tem uma coisa que o Código de Ética ainda prevê no Senado é que a mentira na vida pública, não na mentira no privado, ah, pegou mentindo para a mulher, pegou... Isso ninguém nem está nada a ver. Estou dizendo, a mentira no exercício do cargo, ele é caso de código de conduta. Você vai lá no Conselho de Ética responder.
Então, eu tenho um presidenciável que fala, que agride, inclusive, um jornalista, não respeitando o trabalho sério que a imprensa faz, e diz isso é mentira, depois não. Desmente a mentira, depois diz não, não é bem assim. Pede 134, leva 60 bi.
Esse 60 bi vai para o estrangeiro, aí tem algumas coisas para ser analisadas. Evasão de divisas, lavagem de dinheiro, quer dizer, pagou tributo para esse dinheiro sair daqui, pagou imposto no sistema financeiro. Você está mandando dinheiro para fora. Como foi esse dinheiro que chegou lá? Para um fundo do advogado do irmão, que é filho do presidente, morando numa casa, que diz que está morando numa casa, que foi comprado com dinheiro desse fundo. Então, assim...
E é de um avanço, assim, e que vai anestes... O que me espanta é que a sociedade vai ficando anestesiada. Porque também passou de um milhão, ninguém mais sabe o que é isso. Pergunta para um cidadão comum se ele sabe o que é um milhão. Pergunta para uma assalariada, né? Para alguém que mora lá na periferia que ganha dois salários mínimos. Ela nunca viu 10 mil reais na mão dela. Ela não sabe o que é 10 mil de uma vez só.
Ela pode ao longo de um ano. Então, imagina um milhão. Se as pessoas não sabem o que é um milhão, imagina se elas entendem o que é 134 milhões. Então, é isso. É um tapa na cara do povo brasileiro. É um escárnio. É a população indignada, anestesiada. Você fala de política, ela fala, não, pelo amor de Deus. Não fala isso que perto de mim, não. Eu não quero saber. E não entendendo que, com isso, a gente vai sempre tendo, cada vez mais, o mal político chegando no espaço de poder. E aí, de uma outra questão, que eu sou professora de jovens.
Eu tenho muita preocupação com jovens. Eu quero abraçar. Quando eu vejo jovens, eu quero tudo colocar no colo, abraçar. Falar assim, o que vocês estão precisando? O que vocês estão pensando? Como é que está a saúde mental de vocês? Vocês estão felizes? O que vocês precisam? Porque eu sei o que é ser jovem. A gente foi jovem. Todos nós fomos. Parece que não. Foi muito tempo atrás. A gente sabe a angústia que o jovem tem. Tem fase pior do que essa fase da puberdade.
E eu fico pensando assim, como é que a gente vai atrair o jovem para a política?
Às vezes, como mãe, você é a primeira a dizer assim, meu filho, não entra nisso não, porque você vai apanhar tanto. Não digo você que é esclarecida. Meu filho tem horror à política porque o jornalismo político, eu creio que o jornalismo acabou no Brasil. Eu dou por encerrada. Durante todo o governo Bolsonaro, a gente sofreu ameaças de morte, perseguição, diversos processos...
e agora você sabe que eu fui censurada pelo governo Lula via AGU a pedido da Erika Hilton com base numa mentira que ela inventou, um processo que não tem solução porque não existe, ninguém entende como funciona. Eu entendo que o jornalismo acabou. E sem o jornalismo, a política... Foi substituído por qualquer um que tenha 100 mil seguidores e pode, né? Você tem medo hoje em dia de falar alguma coisa? Não, eu não tenho porque já tentaram me matar, não conseguiram, eles vão fazer o que agora?
Vai, mata. Tenta de novo. Tenta de novo. Vai lá, Érica Hilton, inventa mentira de mim e joga na AGU. O Jorge Messias, advogado-geral da União, me difamou nessa batina dele, mentiu sobre mim. Falou o quê? Ele falou que eu fazia parte de um núcleo de desinformação e que a minha opinião, você lembra? Eu te mandei isso. Que a minha opinião tinha sido tirada do ar porque era inverídica. É mentira dele. Eu nunca imaginei uma cidadã ser difamada ou...
pelo governo do seu próprio país para agradar um gabinete parlamentar que vive de perseguição judicial contra a mulher.
que é uma coisa que tem gente exilada, tem gente com asilo político, por perseguição judicial de Erika Hilton. Você não pode falar isso que vem uma censura. Do outro lado, você vai falar alguma coisa? Eles se organizam em gangue, é gangue de maluco. Você lembra que no dia da censura de Erika Hilton, eu fui atacada ao mesmo tempo pelo Pink Cérebro?
pelo Carlos Bolsonaro, só o Flávio que não me atacou, e a Michelle me defendeu. Em cérebro, é? É o rapaz do salto alto, o neto do Figueiredo, o neto do presidente Figueiredo, e o Eduardo. Então, assim, eles se juntam para atacar os mesmos alvos.
Porque eles não querem razoabilidade na política. E nós temos duas forças populistas que gostam de ditadura. Mas você sabe o que é mais grave? Olha o que você falou, sou atacada pelos dois lados. O mais grave é que mesmo a imprensa séria, e nós temos muita imprensa séria, seja a esquerda, seja a direita, não importa. A imprensa quando é livre...
Você vai de um Estadão, a Folha, passando por um diário do centro do mundo. Não é disso que se trata? Os jornalistas estão todos ali, cumprindo o seu papel. O que acontece? Para que você consiga atrair a atenção do público, ou você tem que ser midiático. E você tem que falar com poucas palavras. Então, você faz os recortes, às vezes bem intencionado. Aconteceu comigo mais de uma vez. E você faz um recorte e coloca na manchete aquele recorte. Quando você lê a matéria, a matéria está perfeita.
Ela está perfeita, ela diz exatamente o que você diz, porque a imprensa é séria e ela cobre direitinho, com alguns erros que depois pedem desculpa, está tudo certo. Mas a manchete tem que estar lead, que vocês chamam. E ela vem de uma tal forma na expectativa que o eleitor vai ler. Ele não lê, ele só lê a manchete. Aí a manchete crava na sua testa aquilo que você falou e que você não falou.
E veio, como veio de uma imprensa séria, sei lá, eu estou citando o nome, mas não foi o caso, tá, gente? Não é que foi nem Estadão, nem a Folha. Foram várias vezes, aconteceu comigo, com sites sérios e com imprensa séria. Vem a manchete de imprensa, de jornal impresso e tudo mais, e vem aquilo, e aquilo fica. E vai passando de pai pra filho, assim. Vai passando de um site pra outro, de um jornalista pra outro.
E você fica vendida ali. Você não teve espaço pra falar, gente, mas não foi isso que eu quis dizer. A matéria tá correta e ninguém leu, mas o... explica melhor que você, a jornalista... Chama clickbait. É, enfim. É o título, né? É o título. E aí você fica assim. Aí a pessoa... eu fui dar uma entrevista antes de ontem, a pessoa falava, ah, o que você tem sobre isso? Eu falei, mas de onde surgiu isso? Eu nunca disse isso.
Não, é a mesma coisa que o diálogo entre vocês. Como é que você gostaria de me chamar? É meio assim. É meio assim. Chamada de... É igual. Cuidado aí, gente. Polêmica. Pré-candidata chama... Chama de feio. É, pré-candidata. Entende? Ai, que vergonha. Todo mundo entende como se passa isso. Só que eu acho que também tem um outro grande problema, que é da imprensa, que é de modelo de negócio. Porque tem o paywall.
Você tem que pagar para ler o site. Você tem que se inscrever. Então as pessoas se informam por quê? Por print. Eu tenho um livro disso, né, Vilela? Que chama Cancelando o Cancelamento. Sabe que hoje 32% do uso de rede social não é rede social, é troca de informação noticiário.
E noticiário não é notícia, é um print que a pessoa dá e manda. Então a pessoa não manda mais para o outro assim, ô fulano acordou bem, voltou bem de viagem, não, ela manda, olha aqui o Bolsonaro, olha aqui o Lula. E isso tem degradado muito o ambiente político.
Mas eu sou daquela, eu gosto muito de história, sou daquela que a vida é um ciclo, a história também, né? Precisa, às vezes, piorar pra melhorar. E eu acho que vai chegar um momento em que, mesmo quem usa demais, como todos nós, né? Chega um momento e fala assim, deu. A gente quer alguma coisa em que a gente efetivamente acredite.
Eu acho que, ainda mais no meio de inteligência artificial. A gente vai ter que ter alguma regulamentação em relação à questão da inteligência artificial. Sobre a gente viver num mundo absolutamente distópico, disruptivo. A gente não sabe mais o que está falando, o que é verdade, o que é mentira, se a gente está conversando com um robô, se a gente está... não é?
Agora, eu acho que já tem caído, não sei se você sente isso, Vilela, essa virulência das pessoas. Porque assim, antes era um tweet de um Alain dos Santos da vida. Não, não é que caiu, as tentativas se mantêm, mas a repercussão... A repercussão, acho que as pessoas já cansaram. Já cansaram. Antes acontecia assim, um desses caras mais radicais fazia uma postagem. Aparecer gente na minha igreja.
Aparecia gente na escola do meu filho. Eu fiquei anos sem de seguida. E as pessoas mandavam por anônimo no meu Instagram, foto minha com criança pelas costas. Você não sabe quem nós somos, nós sabemos quem você é. Anos. E assim, era uma postagem e já acontecia isso. Hoje...
Eles se juntam todos. Pra acontecer algo assim, tem que ser uma coisa muito pessoal contra mim. Não é aquela coisa toda. Mas um risco que eu vejo é o seguinte. Não só no Brasil. Eu tava lendo um dado da Transparência Internacional.
Em 2002, 20% da população mundial vivia em países onde há real liberdade de imprensa. O Brasil nunca chegou a esse ponto, por uma série de coisas. Inclusive questões econômicas, de composição, como a imprensa. Nós nunca sequer chegamos. Mas 20% da população mundial vivia em absoluta liberdade de imprensa. Sabe quanto é hoje? Um. Um.
Segundo a transparência internacional. Você falou de um dado, Madar, para a gente não ficar falando só de coisa ruim, para ver o quanto esse Brasil é grande, o quanto esse Brasil é rico, é poderoso, fruto da mão de obra, do trabalhador, do empresário, do comerciante, do agro, da indústria, das forças da sociedade civil, do Estado, de políticos que são sérios. Saiu agora...
um estudo da ONU, um trabalho da ONU, mostrando que pela primeira vez, contando 10 anos para trás, sempre é por uma década, de 2012 a 2024, 12 anos, pela primeira vez o índice de desenvolvimento humano do Brasil é considerado muito alto.
O que é isso muito alto que é índice de desenvolvimento humano? A gente tem mania de classificar o país pelo tamanho do PIB. Ah, nós somos a oitava maior economia. Só perdemos para os Estados Unidos, para a China, para o Japão, não sei o quê. Já fomos a quinta, sexta, oitava, já fomos até a décima quinta. Tá, isso é importante, claro. Mas num país tão desigual, isso é importante para uma meia dúzia. É importante para mim, para nós que somos considerados pelas condições socioeconômicas até privilegiados.
Esse índice, ele quer analisar o índice de qualidade de vida na média da população. E ele tem três índices muito interessantes. Um, a expectativa de vida quando você nasce. O Brasil já está considerado, pelo índice de vida dos nossos filhos, dos que estão nascendo, dos que nasceram em 2012 para cá, como um desenvolvimento muito alto, que a expectativa é muito grande. Eles dão, inclusive, uma das razões é que o SUS está cada vez mais acessível a todo. Porque a gente fala que, apesar de todos os problemas do SUS e tem...
Ele é o único sistema no mundo, que é um sistema único de saúde que chega para as pessoas, independente da condição social. O segundo item é considerado a educação, que, por pior que a nossa educação seja, a gente teve um avanço nos últimos 15 anos para cá, em que a gente tem a universalização, de um modo geral, todas as crianças estão nas escolas, ainda que muitas sem conseguir ler e escrever.
E melhorou muito, porque a gente investe muito, embora temos investimento ainda muito ruim na educação, apesar de tudo, a educação melhorou muito. Institutos técnicos profissionalizantes, o jovem poder ter acesso ao ensino médio, e o terceiro...
que é a renda. A renda média do trabalhador brasileiro tem melhorado muito, considerando todas as regiões, porque você não pode analisar só a realidade de São Paulo, que é muito diferente da realidade do Norte e do Nordeste. Resumo da ópera, quando você junta tudo isso, o índice de desenvolvimento humano é calculado de 0 a 1. Quanto mais próximo de 0...
piora o país. Países, muitas vezes, muito próximos da realidade da África e tudo mais. E quanto mais próximo de um, não tem nenhum país que tenha um, é país de primeiro mundo e tal. E o Brasil saiu do 0,7 alguma coisa para 0,8, 0,5. Então, a gente está considerado diante dessas realidades.
Isso tudo só para a gente dizer o seguinte, apesar dos maus políticos, apesar de todos esses retrocessos, a gente conseguiu avançar na última década, e o corte, apesar da pandemia que empobreceu o mundo de modo geral, a gente conseguiu avançar. O problema é que estamos avançando lentamente. O problema é que não dá para esperar. O problema é que não dá para falar assim, os netos do povo brasileiro são felizes. A gente quer que o povo brasileiro seja feliz agora. Então, por isso que a gente está aqui...
desopilando o fígado, falando muito em relação às coisas ruins, mas a gente não pode deixar de... E muito dessa força, dessa pujança, se deve a São Paulo, sem dúvida nenhuma. Até queria perguntar, porque eu sou daqui, bairrista, por que mudar a base eleitoral aqui para nós, para São Paulo?
Quando eu fui candidata à presidência da República, proporcionalmente, disparadamente, assim, o estado em que eu fui mais votada, proporcional, claro, se não fosse proporcional, São Paulo sempre dá mais voto, porque é o colégio eleitoral maior. Foi disparado São Paulo. Tem 27 estados da Federação Brasileira, eu tive quase um terço da eleitorada aqui. E eu tenho uma história com São Paulo muito...
muito antiga. Quando os meus avós vieram do Líbano, eles vieram pra São Paulo, pro interior de São Paulo. Meu marido é de Birigui, no estado de São Paulo. As minhas filhas já estão há 10 anos aqui. Eu tenho propriedades em São Paulo. É isso, é só explicar. Quando falo propriedades, não é muita coisa, não. Nós já estamos focados aqui. Fala propriedades, nós já queremos. Mas eu já tenho, eu tenho apartamentos aqui em São Paulo, enfim.
Eu fiz mestrado na PUC de São Paulo, no final da década de 90, enfim. E, em função disso, acho que faço parte de um projeto de frente ampla, do qual eu acredito. Eu acho que nós temos que virar essa página a partir de 2030, então acho que a gente tem que fechar um ciclo. E aceitei o convite, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que é, para mim, uma grande referência na política, eu sempre apoiei o PSDB nas candidaturas à presidência da República.
E Geraldo Alckmin conversou comigo e falou, a gente quer fazer uma grande frente ampla em São Paulo. Você dialoga bem com as mulheres, você dialoga bem com o centro, com a centro-direita, a centro-esquerda tem simpatia por você. E a gente quer que você esteja no interior falando com agronegócio, com agroindústria, levando um pouco da sua fala. E é isso, eu me apresento a São Paulo com muita humildade, acreditando.
até por ser aqui do lado, na barranca do Rio Paraná, no município de fronteira, acreditando muito que São Paulo sempre é um estado muito acolhedor. E você que nasceu daqui sabe disso. São Paulo foi feito, a base de São Paulo foi feita de imigrantes. E aqui eu uso uma frase que eu achei fantástica, fantástica. Eu tenho que ir para livros, os próximos livros eu tenho que colocar isso. Do Alckmin, do vice-presidente, do ex-governador, por quatro vezes aqui. Ele falou assim, Simone...
Quando eu falei, mas aí, Alquim, como é que eu vou para São Paulo? Como é que você acha? Ele falou, Simone, São Paulo vai receber você de braços abertos. Você vai ter voto como não vai ter, vai ter crítico como não vai ter, porque São Paulo é a casa de todo mundo. São Paulo vai bem, o Brasil vai bem, São Paulo vai mal, o Brasil vai sentir e tudo mais. E ele falou assim, Simone, essa frase que ele usou, São Paulo é o único lugar do mundo.
em que japonês fala português com sotaque italiano. Eu achei aquilo de... Mas é. É isso, São Paulo é essa generosidade. Ela é formada não só por paulistas e paulistanos, né? Ela é formada porque ela acolhe todo mundo, né? Então, achei fantástico. Eu vim com muita tranquilidade com você. E o convite para ser vice do Haddad?
Ele aconteceu, mas o Haddad entendeu que se eu vim para um projeto maior, se eu preciso ser ouvida, que aí é uma frase também que eu acho que é muito importante, a presidência, a CPI da Covid, a disputa na eleição para a presidência do Senado e a disputa para a presidência da República me colocou num outro patamar enquanto mulher.
As mulheres falam assim, nós mulheres, tá? A gente nunca teve voz. Depois a gente passou a ter voz. O problema é que nós temos vozes e não somos ouvidas. É diferente da Amadá, por tudo que já vivenciou, como jornalista também. Ela já é uma influência. Mas ela é uma exceção, concorda? Nós somos a exceção total. Somos a exceção total. Então, todas as mulheres têm vozes. A gente vai e fala em qualquer lugar. O problema é que nós não somos ouvidos.
A gente começa a falar, começa a dispersar a burburinho. Ah, tá bom, tá bom. É isso aí, fala demais. Mulher, como enrola pra falar. Então, quando o Haddad... Isso pra dizer o seguinte. Eu, hoje, tenho um tamanho em que a minha voz é ouvida. Pro bem ou pro mal. Tem gente que tá me detonando agora. E como vice, não teria muita voz quanto uma senadora. Eu não vou ter nem sapatina.
Eu quero falar de São Paulo. Eu quero falar de quanto São Paulo é importante para o povo paulista, o povo paulistano e para o Brasil. Eu quero poder... Se eu vim para cá, eu vim aqui para cá para ser ouvida, para defender as... Eu vou defender todo mundo, mas eu quero defender as mulheres. Eu quero defender nós enquanto, entre aspas, minorias ainda, porque nós somos maioria eleitoralmente falando, popularmente, mas não somos maioria nos principais postos, nos espaços de poder.
E aí, assim, houve uma absoluta compreensão, né? Assim, eu tenho um carinho muito grande pelo Haddad, porque eu fiz uma amizade com o Haddad. Primeiro que ele é primo, né? Ele também é filho de libanês, eu sou neta, a gente se conhece há algum tempo, né? Eu acho que ele é de uma seriedade, ele é muito razoável nos seus posicionamentos, aquela coisa de professor e tudo.
Então eu trabalho com muita tranquilidade, ele de cara, de boa, falou, não, Simone, eu sei que você veio para um outro projeto, então se eu passar em convenção, será para ser candidata ao Senado Federal por São Paulo. E aí teve que haver uma mudança de partido para poder fazer essa...
Depois de 30 anos, madame. Como é que foi isso? Porque a gente tem dois tipos de político. A gente tem o político que cada eleitor, o cara deu uma janela eleitoral, teve um outro dia que na janela ele foi para quatro partidos diferentes. E tem o outro que... Eu desde os meus 20 e poucos anos, eu tenho 56 anos, 30 anos praticamente militando, eu me enfilei um pouquinho depois, mas militando no MDB.
As portas foram fechadas, assim, não tinha espaço. E eu compreendo, faz parte da política. Eu tenho um grande amigo que é o Baleia Rossi, continuamos amigos, estive com ele no lançamento do livro agora do Moreira Franco lá na livraria, no shopping Guatemi. E, assim, saí com porta aberta, saí pela porta da frente.
Não falo mal, mas também tem uma coisa que me incomoda já há algum tempo. O Baleia sabe disso, ele também concorda, né? O MDB do presente, de hoje, já não é o MDB das diretas já, né? É o MDB que, assim, ele também já não tem uma certa identidade, porque ele foi ao longo do tempo.
tendo que se adequar, culpa de quem? Dessa maldita polarização. Mas deixei grandes amigos, e acho que saí pela porta da frente, não tenho por hábito ficar radicalizando nas minhas escolhas e decisões, não. Mas não foi fácil. Mas aí foi para o PSB, o PSB tinha como grande nome aqui Márcio França, que também faz parte do governo.
Como é que está essa equação entre vocês? Não entrei no PSB sem antes conversar tanto com o Márcio quanto com o Caio, que é hoje filho, mas é o presidente do partido. Foi o partido que me procurou, João Campos, em nome da Nacional, e Itaba Tamarau, que estava junto, e o vice-presidente, o Alckmin, falando aqui, já tendo conversado com o Márcio, em nome do PSB regional. Então,
Eu não me apresentei ao partido. O partido, entre outros partidos que se apresentaram, dentro de todos que vieram conversar comigo, eu tenho muita identidade com o Alckmin. A minha relação é muito longa, seja do meu pai, seja a minha com ele. E tem dois jovens talentos que eu acredito muito, o próprio presidente nacional, que é o João Campos, a Tabata como deputada, e uma turma de jovens pré-candidatos e pré-candidatas a deputadas federais.
respeito muito o Março, que é uma cabeça. Então, assim, foi muito tranquilo a vinda. Eles abriram as portas, me sinto muito acolhida. Eles sabem que, às vezes, eu sou um pouco como você, né? Tadinho, não vou falar de novo o que eu falei. Eu sou de falar, assim, na lata, às vezes, na brincadeira. Ele acreditou que eu acho ele feio. O pior é isso. Eu vi que é brincadeira, que isso. A gente não está brincando. A gente não tem uma ideia, Beti, acho que ela é uma delícia.
Aí vai pro outro trem. Agora eu vou prometer. Não, você é uma delícia. Opa! Léo Dias já tá lá. Olha o Léo Dias aí. Não, a gente tá acostumado. Mas essa coisa do Senado aqui em São Paulo, o Márcio França aceitou mesmo? Falou não vou sair candidato a nada? Não, aceitou. Ele vai ser candidato a alguma coisa. Não tenho dúvida. Ah, bom! Não, não tenho dúvida.
O Márcio tem condições de ser pré-candidato ao Senado, isso ainda não está acertado, ele tem condições de ser vice, ele tem condições de ir para uma coordenação, vir como deputado federal ou não, mas ele vai ter um papel decisivo nos próximos anos, enfim. O Márcio é um patrimônio histórico no sentido de memória, ele tem a história de São Paulo, por tudo que vivenciou, assumiu o governo depois de Alckmin. É um coletivo aqui, a gente tem consciência de que...
E é quase uma seleção brasileira, só que a nossa é melhor, viu? A gente, pelo amor de Deus, vamos ganhar essa taça, né? Eu já vi a melhor seleção da minha vida perder, que foi a de 82. Eu era criança, não sei se o Vilela lembra dessa seleção brasileira. De 82. Sócrates, Zico, Falcão. Eu também, eu chorei. Eu chorei. Tinha 12 anos de idade. Eu vi a melhor seleção que eu vivenciei. Foi a melhor seleção. A melhor deve ter sido a de 70. Eu não tinha idade pra ver.
perder a eleição e vi seleções não tão boas ganhar. A nossa seleção não está boa, mas tem condições, vamos lá, né? A Itália não está no jogo, então vamos ver se a gente leva essa taça. Mas eu sinto tudo para dizer o seguinte, a gente está montando um time de seleção aqui. Nós temos cinco candidatos aqui em São Paulo do nosso lado, que foram ou ministros de Estado, ou candidatos a presidente da República, ou governador, ou tudo isso misturado. O Alckmin, como vice, foi governador quatro vezes, ministro...
Vice-presidente da República, o que mais que faltou? Foi tudo. Marcio França, foi governador, foi ministro de Estado. Haddad, foi prefeito, foi ministro de Estado, foi candidata a presidente da República. Marina Silva, deputada, foi senadora, foi candidata a presidente da República, foi ministra. E eu, humildemente, aqui dentro dessa escala aí da seleção. Então, acho que é um time bom para ser apresentado, acho que é da grandeza do que merece o eleitorado de São Paulo.
E as urnas é que vão dizer no momento certo quem é que o eleitor paulista prefere para ocupar os cargos nos próximos quatro anos. Mas eu estou animada, muito feliz, com o carinho que tenho recebido nas ruas, mesmo de quem não vota, mesmo de quem, como você falou, poxa, Simone, por que isso? As pessoas estão falando, aí você tem razão. Há quatro anos me xingariam.
Agora fala assim, poxa, Simone, fiquei triste porque você optou tal assim, mas tá tudo certo, vamos em frente. Me abraça, pede pra tirar uma foto. É isso, a civilidade, né? Respeito, menos ódio. É isso que a gente espera. É isso que move um país, né? Alguém quer café? Eu pedi um café pra mim aí. Ah, eu quero. Eu não quero, obrigada. Eu quero saber o que o povo quer saber aí, né? Eles estão brigando entre si aqui no chat, né? Ficar um brigando com o outro. É verdade, como sempre. Como sempre.
A primeira pergunta, na realidade, ela já respondeu, mas eu vou apenas contextualizar aqui, da Débora Apiatore. Cara, como você está falando de Fiche, vou apenas contextualizar. Que evolução, cara. Eu falava em Bigo, Mortandela. Registro, né? Registro. Manda bala. Vamos lá, a Débora Apiatore, ela mandou o seguinte, né? Porque... Fui elogiar, olha só. É, na realidade, eu confundi. Foi muita pressão, né? Não, tranquilo, respira, tranquilo, tranquilo.
Você pode, Romeu. Fique tranquilo, você pode errar. Por meio, Romeu. Ela tinha perguntado por que você fez a mudança de partido, e isso daí já foi contextualizado. Então, a pergunta agora aqui da Roseli Oliveira, você acha que mulher política ainda precisa provar o dobro para ser levada a sério?
lamentavelmente, não só na política na vida a gente precisa ter uma inteligência acima da média ou uma competência acima da média pra ser considerada igual e a pessoa tá sempre de olho esperando alguma coisa e falar, tá vendo? quero ver o modo que ela vai falar, o modo que ela vai se vestir o modo que ela vai deixar de falar porque se a gente não fala, a gente é fraca, se a gente fala demais a gente é professora de Deus eu já fui chamada professora de Deus mais de uma vez e aí
Lá no passado, no meio assim político, né? É um machismo muito grande no meio político. Mais do que em qualquer profissão, mas tem em todas as profissões. Como que é o nome dela?
Foi a Roseli Oliveira. Roseli, sem dúvida nenhuma, a gente ainda tem. É por isso que eu não desisto de fazer política. De novo, eu acho que eu tenho uma responsabilidade muito grande, principalmente pós-Covid, depois que eu fui candidata, eu virei, de alguma forma, eu sou holofote. Não só projeto, como também tenho uma visibilidade. E aí traz uma responsabilidade, cada vez errar menos, porque o meu erro acaba resvalando no erro das mulheres, porque também tem isso.
No homem, assim, ah, o Vilé, ela errou. É só ele que errou. É. No nosso Romeuzinho aqui, não errou, não. É ele. Agora, quando se eu errar, ah, Madá, tá vendo? Ela não soube nem fazer a pergunta. Por isso que ela não respondeu errado ainda. E o vice-versa. Então, é um pouco isso. A gente, lamentavelmente, os defeitos nossos, eles são sempre no coletivo.
É erro da mulher, é fraqueza da mulher. Então, a gente tem que lutar contra isso. Mas a gente tem avançado e coragem não falta para a gente enfrentar os desafios.
A pergunta da Monique Santana, ela falou assim, olha, muita gente fala que políticos só aparecem em época de eleição. Qual a sua percepção quando você vê que a população está falando que perdeu totalmente a esperança no país? Primeiro que eu compreendo, e segundo que é meu... Eu sinto isso, viu? Quando eu converso com as pessoas. Todo mundo meio assim, cara, não vai mudar nada. Sai um governo, entretudo o governo, é a mesma coisa.
Eu nunca vi isso, como eu estou vendo agora. Me roubam um celular na porta de casa, não tenho segurança, não tenho não sei o quê. Cara, está todo mundo meio assim, de saco cheio, né? Mas isso força a gente a continuar falando da política no seguinte sentido. Não dá para desistir. Se está ruim, não deixe ficar pior.
A política não tem solução fora do sistema. Esse sistema é certo, não é errado. Não adianta vir alguém aqui e falar assim, olha, eu sou candidato ao sistema, a primeira coisa que eu vou fazer quando assumir a presidência da República é mandar todo mundo embora, fechar o Congresso Nacional, fechar o Supremo Tribunal Federal. Não acreditem nessas loucuras. Primeiro que é impossível isso acontecer. Segundo que isso aí faria nós virarmos uma Venezuela.
Terceiro que daria os poderes para uma única pessoa fazer toda sorte de injustiças. Isso não vai resolver o problema da sua vida, muito pelo contrário. O que vai fazer é, vocês que são jovens, vocês que falam de política, que estão insatisfeitos, escolham bem os seus representantes, sejam eles quem forem, de acordo com a sua identidade ideológica, daquilo que vocês pensam, das propostas que eles apresentarem, mas mais do que isso, usem as redes sociais para assistir futebol, para falar de, sei lá, do podcast.
e etc, mas pega um tempinho também pra falar de público, falar, ô, meu amigo, meu, aqui, vamos aqui, ó, vamos escolher bem, né, tá chegando a eleição, enfim, sejam esse cidadão que você quer ver no outro também. E legislativo. Isso, assim, é uma tecla que você bateu aqui 500 vezes, eu bato nessa tecla faz 30 anos que, assim, nada é tão importante pro Brasil quanto votar bem no legislativo. Que é quem faz a lei, que muda tudo.
E o que conta também para a cláusula de barreira, para o partido ser viável ou não. O partido ser viável, receber fundo e ser um partido pujante, depende de quantos deputados ele bota. Nem senador conta. Deputado é coisa importantíssima. E tem uma pesquisa, eu não me lembro exatamente de onde é, que mais de 50% da população esquece em quem votaram para deputado uma semana depois da eleição.
Então, assim, pensa bem no legislativo, escolhe com carinho, pega uma pessoa que você siga ali e que não seja a pessoa que está toda hora te deixando nervoso, né? Ah, isso nada mais, vamos acabar com tudo. Vê uma pessoa que propõe a coisas. Tem muita gente que propõe coisas no mundo. E tem tantos problemas que a gente precisa solucionar, né? O Vilela acabou de falar, né? A percepção do cidadão aqui de São Paulo, que a insegurança está em cada porta.
A impressão que eu tenho, não sei, Madá, mas é que tá muito pior do que teve. Nunca teve assim. Por exemplo, mas você sabe o quê, Vilela? Depois de dar o celular, lá perto do Parque do Povo, o cara deu o celular e tomou o tiro depois. Antigamente, você fala assim, se você entregar tudo, pelo menos você tá livre. Não, hoje em dia você pode entregar as coisas pro cara e ainda tomar um tiro. A gente conversando com amigos...
chega alguém e fala hoje em dia, não, porque não sei o quê, que o cara deu um tiro. Pô, mas você não tem blindado? Já até inverteu. Você é trouxa, como você anda sem blindar. Como é que você anda sem blindar? Ou como se fosse barato você blindar, ou que a média da população brasileira pudesse blindar seu carro. Ou como se fosse, mas assim, mesmo a população tem dinheiro. É obrigação fazer.
Porque não tem a menor... O que justifica um blindado? É alguém que tem poderio militar no mundo normal? O que é? É o cara que é um presidente da República? É poderio militar? Está sendo ameaçado por alguma razão? Isso, é uma coisa muito específica. Assim, aqui em São Paulo, a coisa do celular, então, de tomar o celular... E a história da rua Guaianazes, você sabe? Não. Tem uma história que é curiosíssima, que tem um mundo de celular que some e que você vai ver na localização, vai dar na rua Guaianazes, no centro de São Paulo.
E ninguém consegue desmontar os caras. E o tal do negócio que prossegue ali. Eu vejo uma exaustão grande das pessoas. Agora, é tão contrastante, né? Porque a gente vê a pessoa... Desculpa falar. Eu estou cansado. Eu estou exausto. Eu não aguento mais essa política. Esse Brasil não muda. Mas cada dia eu vejo o cidadão individualmente, o empresário, o cidadão descobrir uma coisa nova para ele fazer.
É o cara que vai trabalhar numa plataforma, é o outro que monta o mercadinho, é o outro que faz um não sei o quê. Então, assim, a exaustão eu acho que não é de ter que fazer, é de não ter o resultado. Porque na hora que precisa, o brasileiro comparece. Ou ele trabalha, ou ele é solidário, ou ele abraça o outro. A grande questão é não estar mais aguentando confiar em quem não entrega de volta.
Acho que é uma sensação de traição. E também, para a maioria da população que coloca hoje entre as duas prioridades, até três, a população de São Paulo já coloca entre as três prioridades absolutas a questão de segurança pública. É também ter a percepção seguinte, não adianta show pirotecnismo, que não é isso que vai resolver.
que vai resolver a mão firme do Estado, é prender bandido, é valorizar policial, sem dúvida nenhuma. Mas é você combater o crime na origem. Onde está esse dinheiro que está irrigando esse crime organizado? Porque o PCC, os Comandos da Vida, eles entraram nas atividades chamadas legais da economia brasileira. Isso é muito sério. Então eles têm dinheiro.
soltando pra tudo quanto é lugar. Eles precisam lavar esse dinheiro. Eles têm dinheiro. Eles hoje entraram, eles trazem, né? Você tem aí, né? O crime, ele é irrigado pelo dinheiro que vem do cigarro contrabandeado do Paraguai, que chega aqui, em São Paulo. Ele vem da bebida batizada lá.
que é ilegal, que não tem o selo, que não é fabricado aqui de fora, além das drogas, ele vem de armas ilegais que passam aqui e vem daquele terrorismo que essas organizações fazem nas comunidades, onde eles cobram pelo gás, eles cobram pela net, eles cobram pela energia, por uma série de situações. Pelo pão. E aí, esse...
Esse crime organizado, ele se infiltrou nas instituições. Leia-se Banco Master. Não na polícia, porque a polícia é séria, mas em elementos da polícia civil e da polícia militar. Influencers. Influencers. Gente, influência. E esse povo que faz show e o poder público paga o show do cara que devolve para o crime organizado. Cara, isso é absurdo. Eu fiz um vídeo enorme sobre a virada cultural aqui de São Paulo.
Primeiro revoltada com a traição ideológica, que tem um prefeito que se elege como de direita para fazer mais marketing panfletário de esquerda do que o PT fazia. Eu nunca vi. E depois, porque o funk...
Não estou falando funk-funk, eu estou falando mais rasteiro, sabe aquele vem novinha, senta-senta, vou dar na cara dela. Tem cabimento o Ricardo Nunes financiar isso? E aí você vai pegar as produtoras, são produtoras que em outras situações têm suspeitas de envolvimento com...
com esses grupos. Eu estou falando de São Paulo porque a minha cidade é que eu conheço. Agora, recentemente, três grandes influências, que eu não sei quantos milhões de seguidores, foram presos. Agora, eu não sei se saíram com tornozeleira. Saiu, é... O Choquei saiu, MC Rian saiu, e aquele pose do rodo saiu. E a Deolane ficou, mas tem o mesmo advogado, que é um dos maiores criminalistas do Brasil, que é o doutor Aurílio Lopes Jr.
Aí eu acho que entra um papel do jovem, do cidadão, né? Deixe de seguir esses influências que, sabidamente, estão envolvidos nesses esquemas. Porque também é um dado interessante. A gente cobra tanto honestidade, ética dos políticos, e tem mais é que cobrar mesmo, tá? Eu sempre combati isso.
Mas assim, não adianta fazer isso e estar estimulando, dando dinheiro, quem diretamente está dando dinheiro, se você é seguidor de alguém que lava dinheiro para o crime, que está ali, porque ninguém vai preso, né? Você tem, claro, injustiça, mas ninguém vai preso antes de uma decisão.
judicial, do nada, tem indícios seríssimos, então enquanto essas denúncias estão aí, deixa de seguir, gente, tem tantos influencers bons, tem essa juventude talentosa aí, que se reinventa, que inventa a forma de comunicação, que é fantástica, tem tanta gente pra seguir, não vamos alimentar o crime que vai lá virar uma arma, que vai virar, cair na mão de um bandido, que vai numa bala perdida matar um cidadão de bem na rua de São Paulo.
E isso é uma... A gente virou uma realidade, né? Isso da segurança pública, que o risco físico mesmo é o risco de países em guerra, né? É uma coisa muito triste isso, assim. Até antes do programa eu estava aqui desesperada que meu filho não estava me respondendo. Estava fazendo uma prova. Mas eu fico desesperada por quê? Eu fico desesperada por causa da segurança pública na hora do almoço.
E é normal, ninguém acha anormal. Eu estava aqui, não, meu filho não responde, meu filho não responde. Ninguém acha anormal, porque todo mundo, se na hora do almoço seu filho não responder onde está, você fica imaginando. Não é se esfugiu com uma menina, se está fazendo bobagem, infelizmente, a bobagem do jovem, a preocupação é a segurança.
Só vocês podem fazer perguntas difíceis pra mim ou posso fazer perguntas também? Claro, pode. Pode consultar o Google, porque ninguém vai saber essa resposta. Você sabe quantos jovens morrem, não por morte natural, mas morrem fruto da violência e tudo mais, no Brasil por ano? Vou dar tempo aqui do Vilela buscar na rede social. Quase 20 mil. É porque eu vi ontem, tá? Eu também não sabia. Gente, 20 mil é um ano de guerra da Síria. Brincando.
Aí é que tá, vou te dar uma notícia ainda pior, que eu sempre falava assim, é mais do que a guerra da Síria. É mais do que isso. É mais do que as guerras que estão acontecendo hoje no mundo em relação aos jovens. Sim, sim, falaram, eu vi esses números. Isso não tem cabimento. E a gente aceita, não, normal. Isso não dá. Então, a forma como... E a gente fica aqui, nossa, que absurdo quanto a gente morre na guerra. E a forma como nós estamos combatendo, estamos fazendo segurança pública, não é só no estado de São Paulo, no Brasil, está errada.
Exato. Está errada. Não era para ser assim. E era para ser uma coisa interligada. Se você tem polícia civil, polícia... Exatamente. Uma coordenação geral. Pois é. E assim, ficam falando, não, porque polícia civil... Sei lá, tem vários modelos de polícia. Tem países que tem 100 tipos de polícia diferentes. A grande questão é a coordenação e a inteligência, como eles operam.
Mas aqui também a gente tem um domínio do crime organizado, que eu acho que vai ser um grande... Porque é domínio territorial, inclusive. E já entrou no sistema financeiro, que está preocupado. Os bancos estão preocupados com isso. E vamos lá.
Crime organizado, o que não é esse negócio do Banco Master? Eu nunca vi isso na minha vida. Eu tenho experiência de vida e você como jornalista... É um dos maiores não do Brasil. É o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Em valores.
E não é só o negócio do valor. É que é o seguinte. Antes você tinha a corrupção da esquerda, a corrupção da direita. Agora é assim. Ele está na esquerda, ele está na direita, ele está no judiciário. Ele está no centrão. Ele está nos bicheiros. Ele está nas milícias. Ele está nas fintechs. Organizações. Receita Federal ele tinha. Foi comprando todo mundo. É uma coisa. Igreja.
Fintech de igreja, assim, é uma coisa que ele chegou... E vou dizer mais, ainda assim, tardiamente conseguimos fazer essas operações, mas se esperasse mais um pouco ia ser muito difícil, porque eles estavam querendo entrar em meios de comunicação, comprar grandes meios de comunicação para, assim, anular qualquer tipo de crítica ou de denúncia que fosse feita para a população tomar conhecimento.
Então, assim, é muito sério e acho que isso vai... A gente pode ter surpresa nessa eleição de outubro. Eu acho que a gente pode ter alguma surpresa. Bom, a primeira... A gente estava vendo um empate técnico, aí aconteceram os áudios do Flávio e o Flávio caiu. É isso, né? E o Renan subiu um pouco.
É muito pouquinho, né? Tanto que o Flávio mente, essa aula de burrice de gerenciamento de campanha, nós não sabemos... Pobre Valdemar Costa Neto. Que ainda falou outra bobagem. Mas você acha que foi de propósito que o Valdemar entregou ele? Bom, pode ser que o candidato do Valdemar seja outro ou outra, né? Você acha? Pode ser. Olha, vou te falar. Você conhece o Valdemar Costa Neto mais de perto que eu. Dá o contexto, pra quem não sabe. Dá o contexto.
Valdemar Costa Neto é o presidente do Partido Liberal, que é o partido do Bolsonaro, e que foi o partido que esteve ao lado do Lula nos seus dois primeiros mandatos. Valdemar Costa Neto foi um dos principais condenados no Mensalão e dividiu Sela com José Dirceu. Tem uma relação muito longa com o PT.
E, tardiamente, quando Bolsonaro não consegue formar um partido, ele se aproxima e passa a dizer que é de direita. Mas como assim? Sim, ele trata o eleitor como otário, e quem acredita nisso, infelizmente, ele está certo. Ele tem essa flexibilidade ideológica, e hoje ele tem a maior máquina partidária do país. O PL sempre foi um partido pujante, que tinha dinheiro.
Mas nunca foi o que mais tinha dinheiro. E ele conseguiu fazer isso. Você imagina que ele está na oposição e o partido que mais tem fundo eleitoral é o dele. Eu nunca vi isso. Sempre o partido que mais... O partido que tem mais deputados, né? É, sempre o partido que mais tem fundo eleitoral é o do governo. Ele conseguiu virar. Aí o que acontece?
Teve a primeira coisa do Flávio, que foi a traição, a maior traição que eu acho que o Valdemar já sofreu, que foi o Flávio lançar a candidatura sem informar no partido que ele tinha o BO com o Vorcaro. Ele lançou a candidatura sabendo que tinha o áudio dele com o Vorcaro. Cara, isso é muito louco, né? E sem nenhum gerenciamento de crise.
Porque devem ter perguntado pra ele e ele falou, sussa, não tem nada. Na hora, antes, ele falou, você é militante, pá, pá, pá. Pro jornalista, né? Pro jornalista. No mesmo dia, né? Aí sabendo que tinha o áudio. Aí vem o áudio. Aí é só o áudio? Ah, é só o áudio, não sei o quê. Dá dois dias, tem mais. Aí tem o irmão. Aí tem o não sei o quê, que ele foi encontrar com o Vorcaro de tornozeleira também. Você acha que o Valdemar não tá pensando?
essa gente vai fazer que tipo de loucura até lá será que não é bom eu já se malizar o Lula se quiser eu tô aqui ou então vamos ver se põe outro candidato porque a grande questão ali não é moral que ele acha errado mentir é que ele perdeu completamente o controle porque eles não têm ele o poço da mentira deles não tem fundo
Ele mente, mente, mente, mente. E a suspeita de que tenha vídeo aí, né? Pra ser apresentado. E aí pode tornar... É, tão falando desse vídeo faz uns dias, né? E não apareceu nada, né? Todo vídeo que falam e não aparece é onda. Mas que tem vídeos, tem. Ele tem oito celulares. Você sabe da minha corrente de oração, não sabe? Não, vídeo dele com o jornalista, você ouviu isso aí?
Eu ouvi, mas não vi o vídeo. Mas eu tenho a minha corrente de oração, que você sabe. O que é uma corrente de oração? É a corrente de oração pelo vazamento de todos os vídeos, de todos os oito celulares do Porcaro. Quem falou aqui que alguém saiu de lá e falou nossa, como é grande, né?
Eu quero... Isso vai civilizar o Brasil. Eu também acho. Tem que vazar todos os vídeos. Todos, todos, todos, todos. Agora, o cálculo... Mas eu não tenho essa esperança. Você tem? Ah, eu tenho. Eu tenho Jesus. Eu tenho Jesus que vai dar uma falha técnica, isso vai pra nuvem e vai ser incontrolável. Mas o que o Valdemar fez? Ele virou... Uma história toda do rolo do Flávio. Tava lá o Flávio se explicando. E vou tirar foto com o Trump, vou desviar. O Valdemar vai na Globo News e fala assim...
Então, ele foi se encontrar com o... Trump. Não, ele foi se encontrar com o Vorcaro, o Flávio, depois que o Vorcaro tava preso, tava com tornozeleira, pra encerrar a relação deles. E falar, será que ele me paga tudo? Ai, cara. Ele mandou essa. Você vai defender o cara e piora a situação. Então. A Chiquinha defendendo. Se fosse a Chiquinha, seria sem querer. Sendo Valdemar, eu duvo. Ah, você acha que é? Ele não é burro? Imagina, um homem... É pensado, né?
De qualquer forma, isso é tudo muito triste. Quem está assistindo, quer a sua pergunta, o cidadão está olhando e falando assim, é esse o país que eu quero? É essa a política que eu quero? E a minha vida? E aquele que está desempregado, a classe média que está ficando empobrecida? E o idoso que está falando o seguinte, olha, a minha aposentadoria não baga o mínimo para eu viver. Então, essa percepção da sociedade, e eu acredito que a população só não foi para a rua porque a economia vai bem.
Porque quando dói no bolso, a população vai para a rua. Como a população está empregada, embora esteja endividada, grande parte dela, está aí o desenrola 2.0 e tudo mais, mas como a população, a vida dela está razoável, ela não tem por que ir para a rua. A gente já viu movimentos quando as coisas se rompem. Eu acho que vai chegar um momento que isso vai acontecer. Esse caos político vai acontecer, não é agora, mas ele vai acontecer...
Se nós, enquanto classe política, o próximo Congresso Nacional, que é o que você falou, através de leis, não colocar limite, é ter uma autocontenção. A gente falou do judiciário, mas é autocontenção do próprio legislativo. Não tem cabimento 60 bilhões de reais ficarem em emendas parlamentares obscuras, sem transparência, sem sequer rastreabilidade desse dinheiro na mão de parlamentares que...
Quem quer dinheiro? É igual foi Silvio Santos. Quem quer dinheiro? Sai distribuindo. E com dinheiro que a gente sabe pela quantidade, que tem cheiro, na maioria das vezes, de corrupção. De novo, não sou contra a emenda parlamentar honesta, que chegue lá na ponta. Acho que tem muitos deputados e senadores honestos. Eu não sou candidata antissistema nunca. Eu não acredito nada fora da política, nada fora das regras.
Se você não tem regra, você não tem nada. Se você não tem a regra da lei, você tem a ditadura do homem. Aí é a vontade dele que prevalece. É um caos, seja de direita, de esquerda, de centro. Aí é um caos, porque ele vai criando em cima dele aquela falta de pluralidade de ideias. E ele coloca o que ele quer na mesa para o cidadão engolir. Mas o que nós temos que dar é um basta a esse absurdo. Eu fui ministra do orçamento.
de tudo que sobra, depois de pagar a previdência, salário do servidor, pagar o percentual para a saúde, para a educação, etc., do orçamento brasileiro, que são trilhões, não sobram 200 bi para o Brasil inteiro. Isso não daria nem para São Paulo, mas é para o Brasil inteiro. Disso, um terço, eu estou falando de mais de 60 bilhões, fica na mão de senadores e deputados. Eles não foram eleitos para administrar.
Eles foram direitos para fiscalizar, para fazer leis. E é isso que está acontecendo com o Brasil. De novo, shows na casa de um milhão. Falei isso no início do programa. Na casa de um milhão, que a gente sabe que não custa um milhão. É metade de cachê. A outra metade fazem o quê? Dividem?
dinheiro público do povo, do imposto do trabalhador, do imposto da classe média, do imposto do comerciante, do imposto do empresário. Então, não tem como não entender a indignação do povo. A única coisa que eu peço para esse povo que está indignado é que, ao invés de votar pior, vote melhor. Quer dizer, não vote dando voto para o Macaco Simão. Vote escolhendo bem aquele ou aquela que vocês acham que representam. É a única saída. E é a única esperança que a gente tem, né, Vilela?
Manda perguntas aí, Romer. Romeu, desculpa. Opa. Pergunta do Correndo para Cachorro. Por favor, fale da... O quê? Correndo para Cachorro. Correndo para Cachorro. Pergunte, por favor, fale da escala 6x1. Como vai ser o que esperar da mudança? Principalmente para quem trabalha em mercados, postos de gasolina, saúde ou qualquer serviço que funciona todos os dias. Perfeito. Eu posso falar daquilo que eu acho que tem que ser, tá? O fim da escala 6x1.
Primeiro, o Brasil, há 15 anos, há 10 anos atrás, o Brasil não comportava isso. Hoje o Brasil comporta isso. O Brasil não vai quebrar com o fim da escala 6x1. E nem acho que tem que ter... Eu sou daquela assim, quando tem que fazer, faz logo, e a gente tem mecanismo. Eu fui ministra do orçamento, eu sei o tamanho do orçamento brasileiro, eu conheço a legislação para saber que nós temos mecanismos.
para garantir, através dos chamados gastos tributários, que são subsídios, principalmente ao setor de serviços, você citou muito o comércio e serviços, e ao pequeno empresário, comerciante, pequenos negócios, que eles não vão ter prejuízo. Aí entra a mão do Estado. Acho que tem que acontecer, acho que isso é tempo, isso vai causar menos custo para a máquina pública, é menos pedido de atestado para cuidar de saúde mental, é mais tempo com a família.
hoje no mundo mecanizado, isso substitui um pouco o custo da empresa. Eu tenho conversado muito com empresários, com o setor da agroindústria, e eles falam, não, a gente, se for uma coisa razoável, ao longo do tempo, se o Estado der uma mão aqui, a gente suporta. Então, acho que vai acontecer, mas eu quero tranquilizar vocês pelo seguinte, vai vir uma lei exatamente para colocar essas exceções e garantir que o Estado garanta a esse comerciante, a esse prestador de serviços, ao micro e pequeno empreendedor, que ele não vai ter prejuízo.
Eu estou mais preocupada até é com aquele empregador que tem, sei lá, dois, três, cinco, oito, dez empregados. Esse vai sentir um pouco e aí não pode sentir. Aí vem o Estado com o mecanismo, que pode ser em forma de subsídio, pode para esse público voltar para esses limitados, a desoneração da folha. A mecanismo, quero dizer de forma muito simples, a mecanismos...
de fazer com que o setor produtivo não perca, continue competitivo. A reforma tributária que vai vigorar a partir de janeiro vai ajudar muito, porque a reforma da indústria, ela diminui o custo, ela diminui o imposto para a indústria, ela unifica impostos, já tem números em relação a isso. E eu acho que não vai ser traumático. O que é traumático é a discussão. A Madar falou mesmo, começou com a escala 4x3, que a gente sabia que não dava. Aí, quando faltou a escala 5x2, aqueles que eram contra,
O fim da escala 6x1, maluquice ontem, lançaram, acho que foi até o PL, eu não sei, lançou a ideia. Então, já que é para bagunçar, vamos lançar 4x3. Ontem teve isso na Câmara. O PL votou a favor do projeto da Erika Hilton e ela votou contra o próprio projeto. Porque assim, é incapacidade de alugar, de falar assim, vamos resolver, vamos fazer da coisa de forma sensata. Então assim, eu estou muito tranquila. É a pessoa que está em casa, que trabalha na 6x1.
Você está achando que teve essa votação e vão chegar e vão falar a partir da semana que vem a escala é diferente? Não vai ser assim. Pode esperar aí na sua casa. Não vai acontecer nada. Porque uma coisa é a lei ser aprovada. A lei ser aprovada, você tem esse direito em tese. Mas você precisa ter a regulamentação da lei. Que é todo um monte de coisa que tem que ser feito para que isso vire realidade. Então até isso virar realidade, a sua escala...
E é mais grave, tá? Assim, pra quem tá defendendo, eu defendo a fim da escala 6x1, eu fui uma das primeiras a dizer isso com base em números. Eu ficava no meu ministério, o Instituto do IPEA, e o IPEA é um instituto muito sério. Eu pedi pra fazer um estudo, depois eles melhoraram o estudo, e depois já apresentaram não só pro presidente da República, como apresentaram o estudo no Congresso Nacional. Então eu falo com base em dados, eu não falo assim...
E olha que eu defendo, eu sou do agro, eu converso com empresários, estive lá, inclusive agora no grande show, que é um dos maiores do mundo, da feira dos supermercadistas, e conversei com eles, eles comentando sobre o assunto, preocupados. Então eu falo com muito pé no chão em relação a isso, já não falo de agora sobre esse assunto. Mas o que eu quero dizer para vocês é o seguinte, esse fim da escala 6x1, e mesmo com a regulamentação,
Não só ele vai poder, e aí você tem razão num ponto, virar uma página, mas trazer um debate que é fundamental. E esse precisa ser enfrentado. De que forma nós vamos garantir produtividade para o trabalhador, qualificando esse trabalhador, porque aí ele vai ter tempo também, ele vai ter um dia a mais, qualificar esse trabalhador e utilizar.
a nossa inteligência para fazer. Como é que nós vamos, nos próximos anos, lidar com a inteligência artificial, que, segundo dados, pode tirar até um terço dos trabalhadores do mercado de trabalho? A inteligência artificial, segundo dados, vai depender do setor. Então pode, por exemplo, querer substituir o Vilela aqui por um robozinho, uma inteligência artificial, fazendo papel. Não vai dar conta de fazer igual. Mas um avatar, de repente... Meu sonho.
Se for você operando na sua casa... É, é meu sonho. Se for nós não queremos operar, nós queremos largar e ar. Eu quero estar na praia e ter um... Ou você operando na sua casa, o avatar, né? Eu tô lá deitado e tem alguém aqui... Mas agora você deu um exemplo claro, que a gente não tem que ter medo da inteligência artificial. Tem que usar para...
Isso, ela só não pode tirar o nosso emprego, mas ela pode facilitar o seu emprego. Ela pode fazer com que você use a inteligência artificial para ter mais qualidade, inclusive, enquanto você está trabalhando. Mas esse é um tema, eu estou falando na brincadeira, mas é um tema muito sério e preocupante que a gente precisa regulamentar. Então, eu acho que o fim da escala 6x1 tem que virar a página logo, porque a gente tem dois problemas para enfrentar. Produtividade do trabalhador.
E a inteligência artificial que veio para ficar, e de novo eu não sou contra, muito pelo contrário, a gente tem capacidade suficiente para aproveitar tudo isso que a tecnologia tem a oferecer para nós. Fala, Homer. Pergunta do Danilo David. Ele mandou aqui, boa tarde, pessoal da bancada. Tebet, como você vê o governo tem lidado com a questão da Comissão de Defesa do Direito da Mulher? Ter uma trans que trata mal as mulheres e até persegue, como foi no caso da Madeleine.
Bom, eu nem sei desse conselho e não sei desse episódio. Eu vou falar no geral, porque, de novo, eu sou uma pessoa de centro que eu não gosto jamais de radicalizar. Eu tenho por princípio absoluto que eu defendo o direito das pessoas serem o que elas são.
Então, assim, eu sou uma pessoa conservadora em algumas coisas. Por exemplo, eu tenho dificuldade em aceitar o aborto. Eu não consigo aceitar o aborto, a não ser nos casos previstos na própria Constituição. E nem por isso me sinto alguém de extrema direita, porque penso assim. É uma questão de convicção pessoal. Mas eu também respeito em absoluto o direito à orientação sexual de quem quer que seja. Então, assim, eu chego a ser intransigente nesse assunto.
Eu gostaria, inclusive, que esse assunto, como um assunto em relação à religião que a pessoa tenha... Cada um tem isso.
Que fosse um não assunto. Ela não pode ser um não assunto por conta dos preconceitos. Eu não conheci, eu não sei a história da Madá com a Érica, não sei. Eu respeito a história de vida da Érica. Se ela errou, ela tem que ser responsabilizada.
como qualquer cidadã. Agora, eu respeito as pessoas e eu respeito as minorias. Até por não ser minoria. E, assim, eu sei que é um embate. Eu digo até que é um embate muito triste. De novo, eu gostaria que isso não fosse um assunto. Tinha que ser um assunto. Cada um cuida da sua vida. O que eu não aceito nunca, seja qualquer pessoa.
independente da orientação sexual, independente da religião que tem, independente da condição social, independente da raça, para mim é o seguinte, o meu direito termina onde começa o dele, onde começa o dela. E o direito dela termina onde começa o meu. Essa é a regra básica. É só em cima disso. Então, a pessoa não é melhor ou pior por ser alguma coisa. Ou por ser como eu.
neta de imigrantes ou por ter nascido no estado de São Paulo. Não sou melhor nem pior por conta disso. Mas pelo meu caráter e pelo que eu sou. Então, assim, eu não gosto desse Brasil que eu vejo. Eu não gosto desse Brasil do ódio, eu não gosto desse Brasil da intolerância, eu não gosto desse Brasil que não consegue aproveitar as oportunidades que tem, que está matando o futuro da nossa juventude, porque a janela de oportunidade está se fechando e a gente fica discutindo o sexo dos anjos.
Mas, de novo, eu peço desculpa, Amadá, porque eu não conheço a situação, não sabia, não sei do episódio, né? E aí quem tiver errado tem que, ou quem tiver errada, tem que, obviamente, responder se é processo, se é na justiça, enfim. Acho que a questão é que se coloca se uma pessoa trans pode ou não estar à frente da comissão da mulher. Essa é a questão.
Eu não sou de esquerda, eu não defendo o conceito de lugar de fala. Por mim, podia ser um homem, podia ser um padre, eu não estou nem aí. Não importa quem é que está lá, importa que defenda os direitos das mulheres. O que eu sou contra? O gabinete parlamentar que, na história do Brasil, mais perseguiu e persegue mulheres, está à frente da Comissão da Mulher.
Tem mulher com asilo político em outro país por perseguição exclusiva de Erika Hilton, que é a Isabela Sepa. Tem o caso da Isadora Borges, que é uma perseguição também muito incisiva. Comigo, como eu tenho voz pública, não conseguiu me derrubar, não conseguiu me deixar em depressão, mas me censurou, me difamou e não somos as únicas. Não pode o mandato parlamentar que mais persegue mulheres no Brasil estar à frente da Comissão da Mulher.
É só isso. Não importa se é homem, se é mulher, se é trans, essa não tem que ser a discussão. Eu entendo que a discussão está deslocada. E eu entendo que o Congresso Nacional nos deve uma explicação. Por que a comissão da mulher, que sempre foi de defesa dos direitos das mulheres...
está, por exemplo, há duas semanas sem reunião, passou a ser um espaço onde mulheres são silenciadas, passou a ser um espaço para se debater perseguição de mulher, passou a ser um espaço caricato. Isso é um retrocesso no direito da mulher. Isso não é o que nenhuma mulher quer, isso não é o que nenhuma mulher quis, e eu acho que se deve, sim, uma explicação.
E acho muito estranho você ter um mandato parlamentar dedicado a silenciar mulheres sistematicamente à frente da Comissão da Mulher. Eu considero isso inadmissível. Seja mulher, trans, sei lá, o que quiser, curupira, assassino, não me interessa o que é. Se é ET, disco voador, interessa a atitude.
O Romer, tem uma boa? Porque temos que encerrar aqui que ela tem horário. Sim. Tem uma pergunta aqui da Tatiana Salles. Ela mandou o seguinte. Pergunte a Tebet por que os economistas e técnicos do seu ministério caíram fora no meio do mandato.
Não é que caíram fora o meio-mandato, eles entraram comigo e saíram comigo. Eles ficaram três anos e três meses. Dois secretários tinham prazo, uma tinha uma missão, que é a Liany, de fazer o PPA participativo, que é um ano. Ela fez e teve uma oferta...
super generosa, muito maior e melhor aqui, e está brilhando aqui em São Paulo, numa missão. Então, ela saiu da secretaria, mas depois de cumprir a missão. E outro que também é de São Paulo, um grande professor e economista, o professor Sérgio Firpo, que nos ajudou também no processo de revisão de gastos. Ele cumpriu dois anos. Eu sabia que ele teria um prazo. Ele falou, sou professor do INSPER, não dá para ficar indo e voltando toda semana para São Paulo, tenho atividade.
Ele é professor do mestrado, doutorado, PhD e tudo mais. Então, ele também cumpriu dois anos de prazo lá comigo. E os restantes dois ou três saíram comigo quando eu saí do Ministério.
Agradecer demais, Madá. E contigo eu tenho três perguntas que eu sempre faço para quem vem pela primeira vez aqui, que sempre a pessoa tem que responder. Primeira pergunta, eu sei que você tem horário, mas são três perguntas aí, presta atenção, hein? A primeira é qual foi o momento mais difícil da tua carreira ou da tua vida?
Vale estar aqui conversando com vocês? Não. Mas foi difícil. Difícil nada. Você até fez brincadeira. Não, Vilela, o mais difícil foi ter enfrentado meus colegas em todos os espaços. Eu achei que quanto mais eu subisse os degraus, mais ficaria fácil. Foi o processo inverso. Quanto mais eu escalei...
Na política, maior a violência, o desrespeito, as rasteiras, não foram poucas, as conversas a portas fechadas, as traições. Selo simples fato de eu ser uma mulher na política.
Não duvido. Imagino que deve ser, quanto mais alto, mais difícil ainda, né? Você acha que alguém... Imagina ela por presidente. Presidente, né? Deve ser mais complicado ainda. Sabe que ela fez parte de um livro da Juliana Fratini, cientista política, que eu também fiz, se chama Princesas de Maquiavel, por mais mulheres na política, que é uma união de mulheres de todos os espectros e tipo...
E assim, o inconformismo, quando uma mulher está muito alto, às vezes vem até de mulheres, né? Eu não sei, eu entendo que não é uma questão individual, que a mulher está no espaço público faz cento e poucos anos. Milhares de anos que eram só homens, então ainda tem um incômodo. Só que quem está para desbravar, está para desbravar. Exatamente.
Mas eu tive uma alegria, que a cada... Eu sei, porque conversando com as pessoas, a cada 10 pessoas, eleitores, que votaram em mim para a presidência da República, eu não tenho dúvida, de 7 a 8 foram mulheres. Porque quando eu encontro, a pessoa fala assim, ah, posso tirar uma foto que eu votei em você?
sempre é uma mulher, quando aparece um homem raramente ele fala, eu queria tirar uma foto porque eu votei em você, normalmente ele pede pra tirar uma foto porque ele fala assim, minha mãe te adora minha filha votou em você, minha esposa te adora ele fala assim, então meu eleitorado foi então essa é uma verdadeira evolução e revolução feminina, nós estamos unidas mas a maior evolução vai ser quando muitos homens falarem a mesma coisa pra você, com certeza mas é que mulher não votava em mulher no passado hoje a mulher tá entendendo que é coletivamente se uma sobe as outras sobem também a mulher tá começando a entender isso
Claro, porque sabem as dores, né? A segunda pergunta é o seguinte, não sei se te avisaram, se eu for a pessoa te dar essa notícia, desculpa, mas a gente vai morrer um dia. Graças a Deus, né? Graças a Deus, não! Eu quero um dia encontrar com Deus e falar... A minha grande dúvida é o seguinte, eu vou pro paraíso mesmo? Eu só quero isso, eu só quero morrer um dia se for pro paraíso. Não, não tenho pressa de morrer, não. Quem é que tem? Não, não.
Vamos levar. Vamos levar. A ciência vai arranjar uns braços mecânicos daqui a pouco. Quem sabe nós veremos a geração centenária. Falaram que essa geração vai chegar a sentido. Não, eu quero viver. Bem. Bem. Também chegar a sentido. Eu quero bem. Eu quero enquanto estiver bem. Com saúde. Então, vamos morrer um dia, mas esse programa vai ficar além de nós na internet. Então, manda um recado para 200 anos no futuro. Quais seriam suas últimas palavras? Teu epitáfio, Simone.
Vivi com amor e coragem. Olha só. E o terceiro é a tua dúvida atual. No que você se pega pensando antes de dormir?
Se Deus é unipresente, unipotente, onisciente, se Deus é perfeito, e Ele é, por que o nosso projeto ser humano é tão inacabado? Por que nós somos seres que têm tanto ódio? A maldade é uma coisa que eu nunca compreendi. Então, essa é a pergunta que eu faria se eu tivesse esse direito de fazer a Deus. Não vou ter esse direito, não, mas eu gostaria de entender por que fomos feitos dessa forma.
A pergunta foi feita várias vezes aqui e temos vários líderes religiosos que responderam de forma diferente. Então, assista. Baseado em tudo que foi falado aqui, eu tenho uma opinião. Eu não quero saber depois. Obrigado demais, Cibone. Obrigado, Madá. Obrigado, Romeu. É contigo agora, cara. Bom, agradecer a G4 que está patrocinando o nosso episódio. E agradecer também para você que chegou ao final desse papo. Se você não deixou seu like...
Eu não vou agradecer quem não deu like. Só agradeço quem deu like e quem se inscreveu.
Então é isso aí. Obrigado pra você apenas que deu seu like. Se você não deu seu like, você tá pagando, né, cara? E você vai brilhar agora. O que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou até o final desse papo maravilhoso? Pra provar que chegou até o final, coloca aí, Vilela Lindo.
Que aumenta, né? Que aumenta. Que aumenta. Que puxa saco. Que puxa saco, hein, Romeu? Olha. Ô, Romeu, eu quero o mesmo elogio, não de linda não, mas eu quero um elogio também, porque agora eu vou falar o seguinte, já agradecendo. Obrigada. Obrigada, Madal, muito obrigada. Redes sociais, já façam redes sociais também. Ah, sim, por favor, né? Instagram, TikTok, Twitter, se puder me seguir.
Mas, assim, tá bem divertido, assim. Tô com uma equipe que me puxa, assim, pra poder fazer. Mas, assim, aproveitar, viu, Romeu, que temporariamente passou a ser Romeu, né? A próxima vez que eu vier, eu quero saber quem é a sua Julieta, tá? Essa é a pergunta. E tem, viu? E tem, tem. Ô, Julieta. Não, não, não. É casa. Se não, eu apanho em casa. Tem pra trabalhar aqui?
É porque tem o Leni É sabor solteiro E tem o nosso avi que é casado E é o casado tradicional Gente, tá moralizando O negócio aqui O diretor também é casado Vai casar Tá enrolando Dia 29 de maio ano que vem Tão longe Mas quanto tempo? Um aninho de noivo ou namorando?
Um aninho até o casamento. Não, tô falando quanto tempo você tá... Ah, e vai lá, 12 anos, quer ver? 11 anos de relacionamento. Tá vendo? Quase, vai dar. Mas é a cara do rapaz, com esse bigode aí, né? É, homem de bigodinho. Eu acho que todo mês de maio, ele fala, você não pergunta quando vai casar, ele joga o ponto de... Maio, maio. Aí, ó, então não dá agora. Tô com muito trabalho lá no serviço. Galã de padaria, né? É, ah. Mas fica aí que a Simone ainda tem que gravar.
Vai sair correndo daqui. Obrigado vocês. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau. Até mais.
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