Episódios de Inteligência Ltda.

002 - HE-MAN VEIO AO BRASIL + THE BOYS MILITOU DEMAIS? + CRUNCHYROLL ANIME AWARDS

29 de maio de 20261h25min
0:00 / 1:25:28

AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto da GABI XAVIER, do GARCIA JÚNIOR e do EDSON CASTRO, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. O Vilela é nerd desde a época que o He-Man ainda não tinha entrado para a academia.

Assuntos6
  • The Boys - Final da 3ª TemporadaAdaptação da HQ vs. Série · Crítica social e 'militância' · Power scaling e inconsistências · Showrunner e agenda pessoal · Mudança no arco do Black Noir · Comparação com Game of Thrones · Orçamento e efeitos especiais · Falta de senso de urgência · Crítica à indústria de quadrinhos · Personagens secundários fracos · Influência do público e comentários · Soldier Boy e spin-off · Furos de roteiro
  • He-Man: Nova Adaptação CinematográficaEncontro com o ator de He-Man · Dublador Garcia Jr. · Mitologia original vs. Nova · Adaptação para live-action · Nostalgia e público jovem · Jornada do herói · Valores universais · Comparação com Príncipe Adam · Análise de musculatura do ator
  • Crunchyroll Anime Awards 2026My Hero Academia - Melhor Anime · Crítica social em animes · Diferenças culturais Oriente/Ocidente · Estilo narrativo japonês · Arquetipos de super-heróis · Poder da amizade e coletivo · Melhor filme: Demon Slayer · Diário de uma Apotecária · Lazarus - Anime original · Solo Leveling - Melhor ação · One Piece - Melhor continuação
  • Paródias e Sátiras de Super-HeróisWatchmen · Invencível · Poder Supremo · Comparação com DC Comics · Desenvolvimento de personagem · Falha humana e valores
  • Superpoderes e suas implicaçõesPoder de voar · Invulnerabilidade · Telecinese · Regeneração · Implicações científicas e físicas
  • Recomendações de AnimesDaemons of Shadowhelm · Parasite (Mangá/Anime) · Fullmetal Alchemist · Body horror
Transcrição230 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Está começando mais um Plantão Nerd aqui no Inteligência Limitada, eu sou Afonso Solano. E eu sou Rex. Exatamente Rex, trazendo pra vocês as notícias mais quentes, mais polêmicas da cultura nerd. A começar com o final de The Boys, a série The Boys terminou polêmica, será que militou demais? Será que mudou muita coisa da HQ? Vamos chamar o Edson Castro pra resolver.

E já direto de Eternia, ele, o herói dos anos 80, He-Man, embarca nos cinemas. E veio pro Brasil falando em embarcar, o ator que interpretou He-Man, e junto ele, Garcia Jr., o dublador do desenho, que também estará aqui no Plantão Nerd com a gente, falando sobre todo o seu poder e o poder de He-Man.

Perfeitamente. De desenho ocidental para desenho japonês, a gente vai chamar aqui a Gabi Xavier para dizer o que aconteceu lá no Crunchy Crunchy Crunchy Roll Anime Awards 2026. Então erga a sua espada do poder, porque está começando mais um Plantão Nerd. Eu tenho a força!

Bloody Diabolical! A última temporada da adaptação da HQ de Garth Ennis, The Boys, se encerrou muito diferente do que eles fazem na HQ. Isso chateou algumas pessoas, outras acharam que foi uma adaptação muito interessante. Será que militou demais? Será que militou de menos, Tiago? Eu acho que o maior erro...

O maior erro de The Boys foi não terem seguido pelo menos a base, a base de músculos, não, a base de quadrinhos que já estava estabelecido. E a minha maior crítica a essa série é essa, que eles só pegaram os nomes, mas assim, todo o conceito dos quadrinhos foi totalmente ignorado. Foi lentamente sendo ignorado. Então, para a gente debater isso, vamos chamar um cara que entende testosterona, entende do comportamento masculino... Sibam? Sibam, será? Arnold!

Edson Castro, seja bem-vindo ao Plantão Nerd, meu amigo. Olá, meninos, tudo bem? Como é que vocês estão? Eu já começo discordando com o Rex de primeira, viu? Por favor, por favor. Ah, não, você não merece. Não merece. Você não merece. Se o final da série já foi ruim, se fosse parecido com o final dos quadrinhos, ia ser pior ainda, meu irmão. Você tá maluco? Mas é porque, olha só, os quadrinhos, ele tem toda uma base pra você explicar o que acontece no final.

E, por exemplo, o Butcher sempre foi o grande vilão quando você vê as histórias. E no filme, na série... Você acha que ele é um vilão? Sim, ele é o grande vilão no final. Acho que ele se torna um vilão. Não, ele sempre foi o vilão. O objetivo dele sempre foi o mesmo. Ele queria destruir todos os heróis. É porque o Homelander era o principal. Uma vez destruindo ele, os outros seriam mais fáceis. Mas isso você não acha, hein? Mas... Mas aí que vem.

a série dá um final feliz pra todo mundo. É, eu vi Disney ali, só faltou passarinhos voando e cantando, não, quem estava mais no final? Teve casamento, mas parece novela na Globo, que tem casamento no final, pô. Você leu a HQ, Edson? Você já curtiu The Boys? Eu li a HQ há muito tempo atrás, logo que saiu a primeira run. Eu lembro que eu nunca gostei muito, porque eu sempre achava uma coisa meio edgy, sabe? Aquela coisa que tentava ser muito violenta.

E às vezes eu me lembro meio que pela violência. E eu sempre vi uma pessoa que, conforme ia cobrindo as temporadas de The Boys, eu falava que o maior mérito da série era trazer um pouco mais de estofo dramático pra justamente o que tinha sido apresentado na HQ e desenvolver isso legal. Só que eu acho que essa série ela sofre um problema que chama Eric Kripke, que é o showrunner.

Porque é um cara que não consegue contar a história pra frente. Ele só consegue contar a história pro lado. Então ele precisa ter um tempo todo. Está rodando no lugar. Todos os personagens estão sempre voltando pro mesmo status quo. A coisa sempre volta pra mesma coisa de episódio modular, que é muito parecido com o Supernatural, uma das criações do Eric Kripke. E quando ele finalmente precisou concluir, a gente teve uma última temporada que tem cara de quarta temporada, terceira temporada, de temporada do meio.

É uma enrolação gigantesca pra uma última temporada, pra acontecer uma parada muito parecida que aconteceu com Daenerys do Game of Thrones, que é, do nada, o Butcher vira ruim, do nada, os personagens precisam resolver coisas, e o grande conflito e a grande parada que a gente esperava em ver em The Boys, ficou meio que de segundo plano, e até mesmo a luta do Capitão Pátria com os The Boys, parece que tinha um orçamento limitado, cara, parece que a gente vai ver no série da CW.

Não, não, vou defender aqui, até a série da CW tem mais efeito especial e qualidade que aquilo ali, tá? Você acha? Eu acho que sim. Porque, por exemplo, eu vou pegar uma coisa que me irritou muito, assim, falando só do último episódio. Tá. O Romelander pega lá o equivalente ao Elon Musk. Sim. Sabe? Abraça o cara e em três segundos ele vai pro espaço e volta. E ele não consegue sair da Casa Branca. Parece que ele tinha que juntar uma forcinha pra fazer um pulinho, sabe?

Porra. Entendi. Perde aquela verossimilhança, por mais que seja superpoderes, você tem que... Tá. É porque a série ela apresenta pra gente o tempo inteiro. É uma coisa que eu acho que acontece muito em séries em geral. A gente vai vendo isso ao longo do prazo. Isso aconteceu com aquela série, por exemplo, Heroes. Tá. Você cria um personagem, você cria uma história, você cria um roteiro, você explica os poderes do personagem e ao longo da série as pessoas ignoram que ele tem aqueles determinados poderes.

Entendi. Então, por exemplo... Com aquilo que foi estabelecido previamente, e aí depois, se o cara podia fazer isso, por que no final ele não usou esse recurso que foi apresentado antes? Exato. Então, por exemplo, você acha que o Homelander, que tem uma super audição, ele não ouviu os tiros dentro da Casa Branca?

Mas essa é uma dúvida que eu tenho, hein, Edson? O super-herói que tem super-audição, eu creio que ele vá modulando. Senão ele ouve o mundo inteiro o tempo todo. Ele vai ouvir a formiga lutando com o Cupim. Concordo. Entendeu? Concordo. Eu acho que ele, tipo assim, tá baixinha aqui a audição. Daqui a pouco ele aumenta pra tipo, opa, qual que a gente faz assim? O power scaling dessa série é um dos power scaling mais mal feitos de série de heróis. Exato. Pois é. Exato.

O Capitão Pátria é impressionante como o poder dele funciona a hora que o roteirista quer que funcione, irmão. Exato. Exato. Tem essa parada. Não sei se vocês viram, muita gente trouxe o final da terceira temporada. Final não, mas é perto do final da terceira temporada no Hero Gas, quando o Capitão Pátria luta contra o Hewie com poderes, com o Soldier Boy e com o Butcher. E, mano, eles sofrem um perrengue pra tentar segurar o Capitão Pátria e vai morrer.

Nesse último episódio, ele corta a Kimiko, ele passa o raio laser na Kimiko, ela não é cortada. O Ryan segura eles no soco. Aquele lá, o... O tentáculo que sai da barriga do Butch, ele segura o Capitão Pátria. Meu Deus. Então assim, é um power scaling ali, isso fora a conveniência, né? Que o Capitão Pátria, em determinados momentos, a gente fica vendo que, ah, ele pode matar todo mundo num piscar de olhos, e no outro, tipo, ah, ele não consegue ouvir o cara porque o cara tá atrás num latão.

Pô, aí é... Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, Tchau, T

Sim, nesse papo aqui eu estou concordando um pouco com cada um de vocês. Voltando um pouco ao que o Edson falou no começo, eu gosto muito do Garf Ennis, sou muito fã dele por causa do Preacher. Preacher para mim é a melhor série...

com fim né Edson né Rex concorda de início a fim de quadrinhos assim para mim é a mais fechadinha mais com os arcos melhores arcos dramáticos de personagens eu adoro o Garf Ennis é o que ele fez no no no Justiceiro também é muito bacana sim mas eu concordo com que o Edson falou que o Garf Ennis ele é um pouco assim meio fetichista de violência

Ele gosta da violência pela violência. É aquela coisa meio tarantínica, né? De, ah, vamos ver como é você chutar a cara de alguém até a cara da pessoa virar uma polpa de tomate. Eu acho que existe um espaço para a violência.

Nós, glagiadores modernos, precisamos ser saciados, hein, Edison? Um pouco de violência, ok. Mas eu concordo com ele que tem uma hora que fica meio tipo assim, tá, mas me dá uma coisa. O meu menino que gosta de sangue já está saciado, né? Não, me dá um pouco mais, porque agora eu sou um homem adulto. Me dá um pouquinho mais de drama.

E eu acho que quando você passa para a série, eu gostei do começo da série The Boys, mas depois, conforme eles foram se afastando, isso que a gente falou, eu entendo que a série falou assim, tá, vamos dar um pouco mais de profundidade para o Butcher, né, do que só um cara que simplesmente odeia super-heróis e tal.

Mas aí você, beleza. Só que aí quando você começa com o showrunner, que o Edson também trouxe, querendo colocar uma agenda pessoal dele, que não vejo problema, as pessoas colocam as suas agendas, as suas anseios, as suas alegorias políticas, emocionais. Cara, mais poder para todos nesse sentido, fazendo a brincadeira aqui. Mas o que eu entendi que aconteceu ali, quero saber do Edson e você, Tiago, é que assim, o ódio do showrunner.

justificado ou não, não vou entrar no mérito do Trump, pelo Trump fez com que o cara distorcesse a grande virada da série, da série de HQ. Porque para quem não sabe, tem muita gente que não leu HQ, não teve oportunidade, no final você descobre que o Black Noir, que estava ali mudinho, quietinho, você nunca viu o rosto dele, ele é um clone...

do Homelander, que foi criado como um... Como é que a gente chama? Um plano de contenção. Só que ele foi enlouquecendo ao longo da série e ele foi fazendo muitas das atrocidades que o Homelander acha que é ele que está fazendo, porque tem foto, tem registro de vídeo e tal. E isso enlouquece o Homelander mais ainda. Ele vai ficando mais sociopata do que ele já é. Chega no final, quem briga são eles dois, são os dois clones. E quem ganha é o Black Noir.

O Black Noir ganha e o Butcher vai lá e mata o Black Noir. Então tem essa virada. Eu acho que, jogando agora pra vocês, começando com o nosso querido convidado, o ódio do cara pelo Trump, pela agenda dele pessoal, ficou tão grande que ele falou assim, não, esquece essa parada original e eu vou transformar o Homelander numa grande caricatura... Uma sátira, né? ...do Trump barra maga.

Que, de novo, eu não sou contra a pessoa mexer, mas eu acho que aqui ficou assim, você deixou o seu lado pessoal falar mais alto do que a arte. O que você acha? Eu entendo essa mudança do final, do clone. Eu não sou o maior fã de clones. Sou um grande fã do Homem-Aranha. Então eu gosto de falar para clone. Você não gostou da novela da Globo? A novela é contra.

Já me dá até um arrepio aqui. Aranha Escarlate não colou. Jade não colou. Tá. O sexto dia de Arnold Schwarzenegger. Também. Um baita só de... Opa! Eu adoro.

O que me mata, assim, eu acho que o The Boys, ele sempre teve essa crítica social foda, né? E ela era muito mais equilibrada em diversos momentos, né? Não sei se você lembra, como tem um livro maravilhoso, que tem as três protagonistas mulheres, e eles fazem uma zoeira com o filme da Marvel, que é nós mulheres conseguimos fazer isso. Sim, sim.

Ele sempre faz essa brincadeirinha com diversidade, sempre faz essa brincadeirinha com a inclusão em role. Então, acho que depois a gente sempre tem essa coisa da crítica social. E pra ambos os lados, né, Edson? Ele zoava, digamos, a galera conservadora norte-americana, ele zoava a Fox, mas zoava também a CNN. Ele fazia um equilíbrio no começo mais assim.

E acho que nessa última temporada fica desequilibrado mesmo. Mas o que eu acho que é o mais gritante pra mim nessa última temporada é uma falta de senso de urgência, cara. Tá. Porque assim, se dá pra ver, é uma parada meio... O último filme lá do Ascensão Skywalker, do Star Wars, sabe? Nossa.

pra achar uma coisa, pra ir pra outro lugar, pra achar outra coisa. Então eles estão indo atrás dos The Boys, pra achar o V1. Aí eles precisam achar o bombástico, aí eles precisam achar o não sei o quê. E eles precisam achar a coisa da radiação. Então, e tudo rodando. E aí tem um episódio pra ficar apresentando o personagem. E até mesmo que foi prometido pra gente no pôster, era até... Eu não quero ver o tentáculo do Solano crescer não, tá? Cadê o meu tentáculo aqui?

E aí o que era pra gente ter visto no pôster, você fez lembrar aquele pôster do Capitão Pátria olhando pra Terra com a Terra destruída? Sim. A gente não teve essa coisa do tipo, nossa, agora o Capitão Pátria, porque o Capitão Pátria foi uma grande punheta, né? Que não teve resultado, né? Maldada. É. Agora ele vai destruir, agora ele vai destruir, agora ele vai destruir. E aí ficou isso, né? E a crítica social também, uma hora, ela fica barata, né?

Você fala assim, pô, tá, você já fez essa piada dez vezes, a gente já sabe que ele é o Trump.

Me dá mais alguma coisa, me dá alguma coisa a mais, sabe? Mas olha só, por exemplo, Edson, pegando com exceção tudo que você falou, eu estou falando também. O The Boss, quando ele foi criado lá nos anos 2000,

ele era uma crítica ao universo de quadrinhos. Uma coisa meio alamúrica de... Isso, era uma zoeira com a indústria dos quadrinhos, com os ilustradores, com os roteiristas, com toda essa coisa de crise. Era realmente uma crítica direta ao editorial de quadrinhos.

E a violência naquela época era uma coisa que estava expandindo demais. Todos os quadrinhos naquela época estavam indo para uma coisa mais agressiva. Você teve... Depois dos anos 90, aquele cinismo, image. Você teve aquela série da Marvel que era o mesmo selo da Marvel, só que mais adulto. Eles começaram a transformar esses tipos de quadrinhos numa coisa mais...

Não mais pro adolescente, não mais aquela coisa herói, bandido, mas pegando mais o que se tava vivendo na época, que era essa violência meio que exacerbada que a gente vê em todos os quadrinhos. Então, o The Boys, ele pega essa fase violenta por conta disso e também pega uma crítica que tava tendo muito grande nos quadrinhos, porque, por exemplo, o The Boys, quando ele foi inicialmente criado, ele foi pra uma editora e depois foi comprado por outra.

Tá, não lembrava. Ele começou, acho que você não lembrava, com a Wild Storm, e depois tinha comprado pela DC. Acho que é mais ou menos isso. Mas, e foi para um selo adulto. Então, ela expandiu, ela começou, e ela tinha essa crítica. Aí, em relação aos personagens, por exemplo, se você pega a série, a série vai crescendo, como você falou, a ideia era crescer o Homelander em um grande vilão.

que é o que ele se torna nos quadrinhos. E no filme, na série, quer dizer, isso não é passado. Por exemplo, ele junta outros heróis, ele monta um exército de heróis, ele toma presidência, o mundo ataca ele, o exército se volta contra ele. Tem uma questão de orçamento aí que o Edson também falou. Pois é, mas essas coisas podem ser facilmente dribladas com cenas de televisão. Você não precisa mostrar o combate, mas você pode mostrar assim, que heróis lutam contra o exército.

Exército sai, nesse momento, o atacando... Exato! Então, por exemplo, ele se junta com outros heróis, ele se torna um grande vilão, ele assume a Casa Branca... Faltou esse senso de grandiosidade... Que não tem! No final, tipo assim, ah, eu quero virar Deus! E aí, tipo assim, e aí o cara tá na Casa Branca sozinho... Sabe, ele... Cara, ele destrói, aí ataca as cidades, sabe? Ele ataca todo mundo porque ele quer mostrar que ele quer criar um universo só de super-heróis!

Rex, Rex, Rex! Não, só pra concluir, só pra concluir. Ele escreve o pai da Luz Estrela, pô!

O feirão do BV entrou em campo com uma seleção de ofertas imperdíveis. Financie seu veículo, seja moto, carro ou caminhão, com o banco especialista no assunto e receba até mil reais em benefícios na conta BV. Acesse bv.com.br e marque um golaço. Consulte condições do site.

Eu vou ser obrigado cada vez a me fazer me ver o quanto certo eu estou. É que eu acho que o cara, ele... Desculpa, desculpa. Não, sem problema. A crítica original, que é velha, né? De você dizer assim, tá, o super-homem... A gente deu sorte do super-homem cair no Kansas e ser criado por um casal...

uma estrutura pai e mãe certinha assim, religiosa, religiosa, né? O cara cresceu com valores. As pessoas já fizeram isso lá com o super-homem entre a foice e o martelo, excelente história. No filme Brightburn também. Brightburn é muito legal. Mas ali é um pouco diferente porque ele já vem de uma tendência má. Então, mesmo a família não inter...

Mas eu quero dizer o seguinte, acho que a mensagem original é aquela velha coisa do poder pode corromper, né? O poder pode corromper. E pro showrunner, não foi o bastante, acho que é o que o Edson falou. Então o cara, ele...

Tá, então, se eu ficar só nessa coisa de tipo, o que é o padrinho? O Homelander, ele vai entendendo aqui, por que eu vou me conter? Exato. Claro que ele teve também uma criação que favoreceu, né? Ou alguns argumentam que construiu essa psique psicopata.

Mas o cara falou, tá, isso não vai ser o bastante, eu vou precisar botar umas referências ao mundo real. Que eu concordo com o Edson, teria sido legal. Beleza, coloca ali, quem é a pessoa hoje que tem mais poder no mundo, que é a mais narcisista?

Porra, é o Donald Trump. Então vamos fazer pinceladas de Trump, vamos colocar, vamos zoar todo mundo, como a série fazia, vamos botar lá o Elon... Eu acho a ideia, por exemplo, do Elon Musk ali, ah, o meu sonho é ir para a Marte, o cara pegar e levar o cara para o espaço. Eu acho isso muito maneiro, entendeu? Mas...

Conforme você vai vendo o andar da coisa e o showrunner, hoje em dia, né, Edison, a gente não tem aquela coisa de antigamente de você só ver a obra e quando você lia alguma coisa era na revista SET, era na revista Herói, revista Image, né? O artista falava, hoje você sabe, o cara fala o que ele estava pensando. Ele era que criou que não cala a boca, pô. Ele não cala a boca, brother. E aí a coisa que poderia ser até bacana das pessoas discutindo e tal, se ele colocasse, como o Edison falou, uma coisa sutil...

Pra que você ficasse assim, porra, bro, eu acho que esse cara é o Elon Musk. Porra, eu acho que aquela mina é a fulana. É uma referência, não é uma coisa direta, né? Só faltou a peruca, realmente. Mas foi o que eu falei, o The Body, quando ele foi criado, ele foi uma crítica editorial. A série, quando ela chegou, ela trouxe uma crítica social. Ela falava sobre rede social, ela falava sobre mídias, canais de televisão, notícias, universo cinematográfico em geral, né? Tem aquelas fases 1, fase 2. Eles transformaram os caras em celebridades.

Eles eram vistos como isso. O que aconteceria se as celebridades, em vez de serem artistas, fossem super-heróis? Exato. E aí o que acontece? E você pega também o fato que você falou agora. Existia crítica com essa atualidade que a gente está vendo, faria sentido se fosse colocado em pequenas doses. Como tudo na vida, né, cara? Isso. E a coisa do Homelander, por que eu vou me limitar? Por exemplo. Não que você seja um cara que entenda de pequenas doses. Não, não. Mas grandes doses. Não é isso.

É, tem uma coisa que eu acho que é cruel nessa série, assim, que você para pra ver, quem segura essa última temporada do The Boys, e quem tem segurado as últimas temporadas do The Boys, é o Capitão Pátria, que o Anthony Stark tá incrível nesse papel, acho que o papel da vida dele, assim. É, o papel da vida dele, né. O mestre rouba a cena. O Butcher...

Porque, meu, o Carl Urban é, pô, cara versátil, ele sabe aproveitar certos papéis. E de resto, meu irmão, todos os outros personagens secundários, eles estão muito fracos, assim. O Huey é completamente detestado, você perde todo o carinho por ele. A Luz Estrela tem a capacidade de interpretar dessa pedra daqui, né? Tem o carisma de uma pedra. Com muito botox.

E ela foi endurecendo, né? Justiça quer falar. Ela foi endurecendo por dentro e por fora, né? A Kimiko começou a falar, virou o Eric Cartman, né? Só sabe falar...

pô, piroca, é só isso, é cune piroca. E aí vai tornando os outros, talvez o profundo é o mais engraçado, né? Aí, ó, das críticas sociais que eles fazem que é engraçado. O profundo, se essa coisa do redpill, ele tomando sol no saco, pô, eu acho que é na medida certa, sabe? É isso, concordo. É o tipo de brincadeirinha que funciona. É o mais assertivo, né?

A mana sábia, Afonso Solano, você que é escritor, quero perguntar uma coisa aqui pra você. Tu vai escrever a mulher mais inteligente, não, a pessoa mais inteligente, conforme ela mesma disse, do planeta Terra, cujo plano é, vou entrar num bunker e vou ver no que vai dar.

Pois é. É um insulto, tá ligado? Isso é uma das paradas mais... É um dos maiores desafios, assim. Se você vai estabelecer que um personagem fictício é a pessoa mais inteligente do que todo mundo, incluindo a plateia, você tem que dar um nó muito bem bolado, às vezes falso até, onde a inteligência da pessoa... Os imandinhas, pô. Tem que ser os imandinhas. Esse que eu ia falar. Os imandinhas. É a única referência que eu conheço de alguém que conseguiu trazer a inteligência de um personagem.

para uma história aquela frase que você acha que eu ia contar o meu plano para vocês havendo alguma chance vocês interromperem eu já fiz o meu plano tem 15 minutos então é o plano porra na série na série recente não sei se vocês viram do alien cara do essa série horrorosa cara ela começa bem meu Deus ela começa bem mas Edson e Rex tem lá o uma coisa ruim de cada vez pode ser uma

é muito legal você tem lá o menino que é tipo de novo tipo um ela mas que da vida é tipo o menino o primeiro homem a pessoa trilionária o cara inventou a parada né da transferência de consciência por aí vai e aí brother o cara que um monte de super super pessoas forte pra cacete inteligente rápidos e tal

E aí, assim, ele não tem nenhum dispositivo de segurança que a gente falou. Então, se eles resolverem matar todo mundo, ele fica assim, e eu não pensei nisso. Então, quando você, audiência, se descobre mais inteligente do que o personagem mais inteligente do mundo, é a hora que você é catapultado para fora da obra. Exatamente. Muito bem lembrado, cara. É que eu acho que, por exemplo, coisas que a série poderia ter abordado, que eu fiquei esperando como fã. Quando eles mudaram o Black Noir,

Tudo bem, botaram um ator negro para ser o Black Noir, mas... Indiferente. Nada, nada. Se ele fosse clone do cara. Mas ele poderia ser um clone e para não enganar, para o Homelander que tem visão de raio-x, entendeu? Ele poderia ser um jeito de você contornar, assim, vamos fazer...

Nos mesmos poderes, mas vamos mudar a aparência pra que o Homelander não consiga identificar ele como um clone. Tá aí uma adaptação maneira, gostei. Isso seria uma coisa inteligente a se fazer. Aí, beleza. O Homelander, porra, ele...

junta aquela galera toda e tenta fazer uma guerra, não precisa mostrar a guerra. E o confronto com o Butcher, o Butcher nos quadrinhos, ele é um cara extremamente estrategista e cruel. Ele sabe o que ele vai fazer desde o começo, não importa as consequências. E bota um cara ali que só sabe falar, oi, cunt, oi, cunt, e não tem plano pra nada, sabe? Ele fica perigoso. Ele vira um meme ambulante.

Exato. E aí, outra coisa que me irritou um pouco, eu disse assim, cara, eles têm o hábito de botar... Todos eles, os The Boys, eles têm um soro. Sim. Só que só dá força e resistência e regeneração. Só a Kimiko, que não tinha nome, é só a fêmea nos quadrinhos, ela só conheceu como as fêmeas. A mulher, né? É, a female. Ela tem uma regeneração mais avançada que os outros, e o Mother Milk, o leitinho da mamãe, ele é o único que não tem poderes, porque a mãe dele...

Fez parte do processo de composto V, então ele absorve aquilo da mãe. Tanto que pra ele continuar se mantendo forte, tem que beber o leite da mãe. É por isso que o nome dele é Leitinho da Mãe. O leite, mais uma vez, tá mantendo. Botava uma história totalmente... Por isso que eu falo, tinha tantos elementos interessantes no quadrinho que davam pra adaptar. O lance do vírus em matar os peróis que acontece. O Buncher ser o grande vilão. O Buncher mata todo mundo do grupo, só sobra o rio e a estrela.

Esses elementos que eu fiquei esperando no final, e, cara, não entregou nada. Por isso que eu falo que a série, na verdade, é só um... Vamos pegar os nomes, vamos pegar alguns conceitos, vamos fazer uma série de convidados, porque vários personagens que aparecem na história são apenas convidados, e acaba. Acaba aí. Tá bem, irmão. Nossa, né? Tem nada a ver de relação. Episódio que eles param tudo pra fazer o Remember do Supernatural com o Seth Hogan, com o Mac Logo.

essa série não tem senso de urgência meu irmão, parece que a gente tá vendo apesar de ter umas piadinhas boas aquilo ali é pra poder você ficar chocado, não pode ser que eles pararam pra fazer um remember de Supernatural vamos lá o que tem a ver, por mais que Supernatural tenha uma fanbase grande, por mais que seja o mesmo showrunner, o que caralhos tem a ver Supernatural com The Boys com The Boys

É, só os atores mesmo, é. Tem um serviço largado. Nem o Tom. E pra quem acompanhou o Supernatural ainda por cima. Sim. Pra quem não viu o Supernatural, você vai ficar tipo assim, pô, mas por que a gente tá vendo esse... Tá, o Micheal Collins no meio. Só pra fazer piada com o Pidiri, né? Com vários lubrificantes numa sala de troféus, não faz o mínimo sentido. É que eu acho que isso conversa, o que eu puxei agora há pouco, de como que a gente hoje, ou pelo menos os mais nerds, né?

tá ligado nas múltiplas camadas daquela obra as pessoas não assistem só a obra claro que é uma como a gente falou é a minoria nerd aqui nós você assiste a obra você vê que o senhor está falando você vê que o artista disse você vê o making of você lê o quadrinho então há essa expectativa que eu não estou achando que então não é correta de você fazer referências a esse backstage

Sendo que o grande público não sabe essa ligação que vocês estão falando. E a história cai em detrimento. Eu quero ser justo. Eu acho que, por exemplo, o Trembala. O Trembala, eles dão um final bom pra aquele personagem. Um final digno. Eles amarram o arco dele. Quando você vai ver tudo que aconteceu com o Kway Trem.

ao longo das temporadas, fecha bonitinho, encerra bonitinho, tem uma morte legal, acho que eles conseguem fazer isso. Então, você vê que em The Boys, eles têm bits, eles têm pedacinhos, onde eles precisam chegar. Por exemplo, eles sabem que precisa ter a luta do Butcher com o Capitão Pátria, eles sabem que o Butcher precisa ficar do mal, eles sabem que o relacionamento da Luz Estrela e do Hughie tem que estar meio que por um fio. Só que eu acho que o que precisa preencher no meio do caminho disso é um fio.

Fica ruim. E o que eu sinto falta, por exemplo, é mais senso de urgência e principalmente na virada do Butcher. É assim, eu não sei o que acontece em Hollywood que eles não sabem fazer esse personagem bom virar mal. Não pode ser que o Breaking Bad vai ser a única vez na vida que a gente vai ter isso, tá ligado? Porque parece que eles têm medo de fazer esse cara, eles não conseguem fazer essa coisa. E pô, você teve cinco temporadas, sabe? Esse slow burning desse cara sendo corrompido.

Porque o Butcher até o último minuto tá paizão da galera. Aí ele toma lá um... O filho adolescente dele é adolescente com ele. E ele, ah, quer saber então? Vou matar todo mundo nessa porra mesmo. Matar meu filho, matar meus amigos. É esse... Eu vejo isso como essa... Esse medo...

Essa coisa agora onde as séries, até os filmes, eles estão sempre olhando para o lado para saber o que está rolando ali nos comentários, entre aspas. É tipo uma live onde a pessoa não confia na própria opinião. Ela está dando uma opinião, não, porque X é X. Aí ela olha para o lado, ela vê que alguns comentários, tipo assim...

Porra, mas o Y, esse cara só defende o X, o cara... Não, mas o Y também, o Y também é muito legal e tal. Tem muita gente hoje, em diversas escalas do entretenimento, que está moldando as obras conforme a coisa vai caminhando, como se você estivesse o tempo todo tentando agradar a todos. Olha, a audiência está gostando do Capitão Pátria, então vamos dar mais... A audiência não está gostando muito do cara, tira esse cara. Mas e aí você vai distorcendo...

A mensagem é original. E no final você tem aquilo que o designer fala do ornitorrinco, né? O ornitorrinco é o pato moldado pelo cliente. Se você ficar escutando tudo que todo mundo fala, vira uma quimera bizarra. É um pouco disso, né? A gente não falou, mas assim, o Soldier Boy, ele volta, porque ele era um queridinho dos fãs. Exato. Ele volta, porque eles precisam passar uns três episódios fazendo um trailer pro spin-off.

ele é congelado e ele desaparece no final da série. E no momento chave, o filho da puta entregam a ele, tá lá com uma bomba nuclear. Eu falo, ah, Capitão Pátria, toma aqui a bomba nuclear. Era o que a Clara ia querer. Quem é Clara, caralho? O que é Clara? Porque é o momento Marta de The Boys.

E é tão ofensivo É tão ofensivo Como o Soldier Boy Ele tá sobrando nessa série também Que se pegar nós A gente consegue reduzir essa última temporada Com uns 4 episódios

metade do elenco, né? Porque metade da galera lá tá só pra enxerir linguiça, é. Inclusive, se tivesse feito em quatro episódios e reduzido essa galera, talvez teria sido um final digno. Teria mais dinheiro pra fazer um efeito melhor, uma qualidade melhor. Porque tem muito furo de roteiro que você vai vendo ao longo da série, assim, os poderes do Homelander que não funcionam. Por exemplo, o cara toma um disparo de energia que anula os poderes, o bombástico. Ele se esquece que ele tá com o V no bolso.

Como é que aquilo ele também perdeu as habilidades? Quando eu vi isso na série, eu falei assim, cara, tá aí, isso vai servir de kriptonita. Ele vai injetar aquilo, vai meio que dar um grade nos poderes, e aí vai ser mais fácil pegar o Romuleta, porque ele não tava contando com aquilo.

Você escreveu um final que teria mais conectividade. Faria sentido. Eles colocam vários ganchos na série que você cria uma expectativa. Como eu te falei, você como escritor, eu por minha base de quadrinhos, eu ia vendo aquilo e ia pensar assim, cara, isso dá um gancho para uma coisa. Claro. E parece que nada foi ouvido. Toda narrativa é, de certa maneira, Edson, um jogo com quem está lendo, com quem está assistindo, você meio que fica tentando prever.

O próximo movimento, quando você é surpreendido de forma positiva, é quando você, meu irmão, aí eu ganhei a minha audiência. Ou mesmo que você tenha previsto, mas aquilo encaixou com o que o Thiago falou. Então, seja The Boys ou seja outra obra, quando você tem essa dissonância, é uma pena no final a coisa ter virado desse jeito. Agora...

Eu queria fazer aqui para a gente encerrar, Edson e Rex. O The Boys é essencialmente uma paródia, uma crítica, uma inversão, seja lá como a gente queira chamar, da DC, convenhamos. Ele é mais DC do que super-herói geral. É, nos quadrinhos mostrava os dois, né? Tinha um pouco dos dois. Tinha um pouco dos dois, mas na série nunca abordou isso. Mas a matriz era super-herói também. A matriz era DC, exato.

Liga da Justiça ali. Liga da Justiça. Batman, Mulher Maravilha e tal. Edson, de todas as cópias, vamos simplificar assim, da DC, de todas as sátiras da DC, estão falando aqui de Watchmen, The Boys, Invencível, aquele Poder Supremo dos quadrinhos também. Como se o Super-Homem tivesse caído lá e o governo roubado ele. É muito foda e tal. É muito boa essa série. Qual que você acha que é a melhor, Edson? Você falou que o Poder Supremo é muito bom, hein?

É bom, né? É muito boa, muito boa mesmo. É o Hyperion, né? Hyperion. Hyperion. Bem legal. Pro meu gosto, tá? Meu gosto pessoal, eu acho que essa coisa do Superman do mal, vai, entre aspas, que eu acho que é mais bem feito e que trata o desenvolvimento de personagem, drama, tem um arco de começo meio enfim, muito bem amarradinho, é o Invincible.

É Invincible, tá, beleza. E é impressionante o quanto que eu acho que o que você se preocupa com o Mark, o que você se preocupa com o Nolan, com o Allen, eu acho que o Invincible faz de ter um grupo de personagens carismáticos, de um amadurecimento, e personagens que viram do mal, que também acontece isso no Invincible.

pra quem leu os quadrinhos, né, vai entender, eu acho, pra mim, tanto nos quadrinhos foi muito bem feito, como na série, eu acho que eles estão conseguindo resolver os problemas dos quadrinhos. Então, eu sou muito fã de Inventível. Maneiro. E você, Enx? Cara, pra mim é imbatível, eu sempre paro pra ler de vez em quando, que eu acho essa saga incrível, que é ótimo.

Olha aqui. Eu gosto muito de personagens. Eu não ia falar forte e sarado de Kenão Seminua, né? Mas... Sabe que esse bonequinho, Edson, ele tem duas versões, né? É a versão do filme. É a versão de... Vamos monetizar aqui o Villela, entendeu?

Eu pintei ele de sunguinha aqui. E o meu personagem favorito do The Watchmen, por isso que pareça, que é o comediante. Porque ele é o retrato da falha humana em tantos aspectos. Como herói, como vilão, como uma tentativa de pai, como uma tentativa de homem, tudo. Ele é um cara tão quebrado, e quando você lê a história, você entende que tudo meio que começa por ele e termina por ele.

É, assim, uma história muito bem escrita, cara. Edson, eu acho legal isso que o Tiago puxou, que assim, você que fala bastante sobre essa coisa de masculinidade e tal, essa grande discussão hoje em dia, o papel que está se reencontrando e tal, perdido ou não, eu acho que o comediante, ele representa essa coisa assim, de quando os valores dos super-heróis...

Quando ele se desvirtua, no caso, a figura do masculino, né? A força, ela pode trazer proteção. Se ela pega uma esquina errada, ela se torna tirania. Sabe onde tem isso que é muito bom? Na relação do Nolan com o Mark, no Invencível.

Sim. Isso. Bem pensado. E ambos têm bigode. Tanto comediante quanto... Tem aquela paradinha que acho que pra quem não é o HQ vai soar bem, que é aquela... Onde é que você vai estar daqui 500 anos, né?

que é uma parada que eles trazem recorrentemente, né? De que o Mark vai viver no filme. Muito foda, é. E acho que a questão de paternidade no Invincible também é muito... Isso. Muito bem feita também. Perfeito. Caralho, é o exemplo que você trouxe, Rex. Baita exemplo também. É, cara. E você vê que os bons vilões, eles são distorções...

das virtudes femininas e masculinas. Por isso que o Watchmen é uma série bem boa de ler e é uma série muito adulta. Eu não recomendo você muito novo ler. Você tem que ter uma certa maturidade para você ler o Watchmen, porque tem várias nuances de vários personagens e todos são falhos. Até o Manhattan, que é o ápice do super-homem, ele é falho. Não existe o perfeito em nenhuma categoria. Por isso que eu acho que um quadrinho excepcional é muito mais o lado humano que o lado heróico. Isso é muito bacana. Perfeito.

É, ótimos exemplos. E é bacana a gente ver como eles começam como paródias, críticas a DC, mas elas se tornam, tanto o Invincible quanto o Watchmen, elas se tornam...

com identidade própria. Elas ganham identidade própria a ponto de você, às vezes, até esquecer que aquilo começou como uma... Uma alegoria, né? Uma alegoria. E o seu, Solano? Eu tô contigo, eu gosto pra caramba do Watchman. Agora, só uma última pergunta. Vamos lá. Se você pudesse escolher um poder, Edson, você tomou o composto V e aí você desenvolveu uma habilidade ou um poder. Qual seria o seu? Olha aqui, o mundo nas suas vidas.

Eu ia gostar de voar. Não aguento mais ficar preso no trânsito de São Paulo, irmão.

Mas você sabe que voar exige altos poderes, né? Aguentar pressão. Porque senão tu voa explode. Eu vou morrer, fodeu. Eu vou flutuar, cara. No mínimo um aclíquido. Tem que tomar resistência, um ar, né? Porque o nosso corpo não foi feito.

Pô, só que eu peguei o trem da radial leste, seria feliz. E o seu, Solano, qual seria o seu superpoder se você pudesse ter um? Cara, isso é tipo a pergunta pro gênio da lâmpada, porque é o que vocês falaram, o cara aprende a voar, aí ele voa, voa rápido, um pássaro acerta ele, ele morre, né? Exato. Ele voa alto demais e tal, é difícil.

Cara, eu acho que... E aí, por exemplo, se eu pedir invulnerabilidade, eu vou ficar eterno? Imagina que merda, né? Não, invulnerabilidade não é não morrer. Ué, mas as minhas células estão sempre... Não, não. Invulnerabilidade é resistência a ataques. Eu posso ter resistência a vínculo. Você pode bater num carro e não... Não, isso é outro poder. Mas aí o meu corpo para de oxidar também. Não, não é isso. Pelo menos não merece com o tempo.

Caralho, eu sou o mestre de poder. Pelo amor de Deus. O Rex não é o mestre de teatro da RPG, pô. É a pata do macaco, o Rex.

Ele é perigoso. Então seria o quê? O seu poder? Vulnerabilidade? Cara, eu acho que... Eu gostaria de ficar...

Pô, a Voa é foda também, o Voa é maneiro pra cacete, cara. O Edson não põe no quê? A galera fala de ficar invisível, mas só... Invisível pra quê, né? Só se você for um pervertido. Um pervertido, não tem muita... Atravessar a parede, eu tenho medo de estar dormindo e ir parar no meu vizinho. Do nada, de Kitty Pryde, você desce e acorda na cama do seu vizinho. Ou desconcentra e fica no meio de um lugar. É, todos os poderes são meio perigosos. TELECINESIA.

Posso ficar com telecinese? Pode, pode. Porque, de certa maneira, será que eu consigo voar com telecinese também? Vai ser meio zoado, né? Não, é meio que magneto, né? Você se ergue e vai, né? Mas não é aquele voo maneiro que o Edson vai... O Edson vai estar voando maneiríssimo e eu vou estar tipo assim... E aí, peraí, Edson, estou chegando aí. Você não viu aquele filme daqueles três anos que encontram? O Senhor Milagre, com as bolinhas assim, ó.

Isso. Isso. Você fica em cima de algum skate, por exemplo. É, eu não sei. O meu seria regeneração.

Porque eu já passei por tanta cirurgia, tanto problema, tanto acidente, que eu acho que me regenerar me ajudaria muito. Mas peraí, peraí, pera lá um pouquinho. Tem os negativos, tem os negativos. A construção muscular tem, Edson. Eu ia parar de crescer nunca. Ela depende de você rasgar o músculo e regenerar mais forte. Mas aí que vem a dúvida. Aí que vem a dúvida. Por isso que eu acho que o Wolverine nunca seria um cara sarado.

Eu acho que não. Por quê? O que acontece na regeneração? Ela funciona a partir de uma base. Então, quando você rasga um músculo, ele não vai regenerar por cima, que é o que a musculação faz. Ela regenera em cima da fibra lesionada. Pois é. Ela regenera como era antigamente. Ou seja, se você malhar e nada, não vai crescer. Ele vai ficar sempre do mesmo jeito. Vai ser sempre aqui estável. Precisa de um gordola. De ser um gordão...

Não, ele seria normal. Entendeu? Ele poderia ganhar massa, ele poderia engordar, com certeza. Mas ele seria aguardado. Ele seria gordura, é essa a dúvida. Ele acumularia gordura? Normal, regeneração é regeneração difícil. Não, mas ele não ia ficar obeso, porque a obesidade vai inflamar o corpo dele. Mas é aí que vem. A regeneração, ela precisa buscar energia de algum lugar. Ela busca da proteína e da gordura. Então, logo...

ele tem que se lesionar pra absorver isso, então tipo assim, toda vez que você começa a engordar, você se joga num prédio, você cai numa moto, os poderes, pô, que isso, tirar cinco vias pra tirar o poder, que isso. Eu quero fazer, Edson, já tô te pré-convidando aqui, eu quero fazer um quadro especial dentro do Plantão Nerd aqui, onde a gente chama, tipo assim, um muse.

o Cariane e o Thiago. E a gente fica tentando explicar cientificamente como seria possível essas pessoas ficarem... É tipo o Senhor Incrível malhando. Foi a primeira vez que eu vi um super-herói que fica forte. O cara tem que malhar com um trem, meu irmão. O cara tem que levantar, né? Um negócio gigante. O Superman malhando com o dinanômetro lá no... Exato, é. Porque não tem peso pro cara, não tem anilha pro Superman.

O chato é o Clark Kent ter que ir na academia todo dia. Isso! Para justificar para as pessoas. Porque ele é grande, exato. Ele é grande e aí ele tem que ficar fingindo lá. Sara, não foi um astagista.

Eu guardo o Homem de Aço, tal. Por isso que eu guardo o Homem de Aço. Mas assim, quando o Clark Kent do Zack Snyder aparece lá no Clarim Diário, eles botam a roupa apertadaça no cara. Era pra galera falar, tipo assim, tacete, ô Clark, porra, calma lá, né, cara? Os pessoal do campo, né? Os pessoal do campo levanta trator, né, e tal.

Mas é isso, Edson. A gente fica por aqui, então. Obrigado pela sua participação estreando aqui no Plantão Nerd. Espero que você venha sempre, cara, pra gente debater essas nerdices aqui, e ser cancelado de vez em quando, que com certeza vai ter defensores e odiadores do Trump hoje falar que a gente defendeu ou atacou. As pessoas interpretam do jeito que elas querem. Pô, mas a gente faz a nossa fotinho de IA junto com o Trump, e aí fica todo mundo bem coadinho.

Obrigado, Edson. Valeu, até mais. Rex, uma coisa que o canal aqui é conhecido por, são as celebridades que vêm participar, né? Sim, que fazem questão de participar. Ah, claro. Aqui é onde todas as celebridades querem estar. E se encontram. Exato. E se tem uma celebridade que não resistiu a entrar em contato aqui com a Inteligência Limitada, com o nosso quadro Plantão Nerd, para dar opinião sobre a série que está justamente criticando essa pessoa super humilde, essa pessoa que não divide opiniões,

é ninguém menos que Donald Trump, Tiago! Olha só! Chegou aqui, Rex! Meu visto foi aceito, então? Será? Será? Vamos descobrir! Alô, Mr. Presidente! Welcome to the show! Welcome to Brazil! Yes! O que que you want to say about the boys aí final season? Hello, hello!

É esse Platão Nerd? Finalmente, um podcast serio que eles me disseram, Mr. Trump, você tem que chamar esses caras, eles são tremendas pessoas, e eles foram certos. Então, eu ouvi que vocês falam sobre esse desastre, essa catatória chamada The Boys. Terrible show, só terrible. Eu assisti, infelizmente. Eu assisti.

Eles tomaram Homelander, um homem bonito, patriota, com cabelo, com um jovem, com um jovem, com um jovem, com um jovem, com um jovem, provavelmente o melhor capo em televisão de história, e tornaram ele em uma parodinha de um parodinha de mim. Sad. Muito sad. Esses escritores de Hollywood, muito jovens, muito jovens, muito jovens. Eles odiam sucesso, odiam os jovens, odiam os jovens, odiam os jovens. E eles querem que as pessoas que acreditem Homelander é baseado em mim.

Por favor, eu nunca lasered alguém no meio da rua. Nunca aconteceu. E se eu tivesse feito isso, acredite-me, seria um tremendo laser. Os melhores laser, pessoal. People would be saying, wow, incrível laser, Mr. Trump. Ninguém ever seen a laser como eu antes. Mas, me lhe dizer, Brasil, vocês pessoas são inteligentes, vocês veem através das mentiras das mídias.

É por isso que você assiste Plantão Nerd, um grande show, um fantástico show, muito melhor do que CNN, muito melhor do que Rotten Tomatoes. De qualquer forma, não se atreve a patria de patria com o cabelo perfeito. Obrigado muito, Deus te abençoe, Deus te abençoe, Vilaila, Deus te abençoe, Void International.

Muito obrigado. Obrigado, né? Obrigado, Sr. Presidente. Obrigado. O cara ficou zangado. Faz sentido, né? Sentiu. Sentiu. Esse sentiu. Eu tenho a força!

Maldito seja, He-Man, com seus músculos oleosos, porque sim, fãs de Eternia com mais de 40 anos, o Príncipe Adam está chegando, na verdade já passou pelo Brasil. Já passou. É, botou lá a camisa do nosso país, fez toda aquela coisa bonita lá, fez o trio elétrico, né, com a sua espada.

O Garcia estava lá, fez uma festa, porque a nova adaptação do Homem Mais Forte do Universo está chegando aos cinemas. Estamos, como vocês podem ver, só um pouquinho animados, né? Mas o Rex não está só assim por causa do filme. Eu estou assim por causa do Garcia, Júlio. Exatamente. O nosso convidado hoje aqui. Isso é muito fofo, isso é muito fofo. Obrigado.

E aí, Garcia, meu queridão, prazerzaço falar contigo, você tá cansado de ouvir isso aí, mas, pô, eu cresci com a sua voz. Não, cara, imagina, isso aí cansa o canal. Cresci. Cansa assim, xingar a mãe, isso cansa, xingar a mãe, ofender. Agora, dizer que, pô, prazerzaço falar comigo, não pode cansar, né? Ah, bacana. Não, porque eu ia falar, eu cresci com a sua voz, o Rex cresceu um pouco demais. É verdade, mas tá tudo certo, que bom, né? Bom pra gente que a gente tá do lado dele.

Pra você ver a influência que os desenhos animados têm na nossa infância. E, caro, muito obrigado por estar aqui com a gente no Plantão Nerd. Quer dizer, você encontrou com um ator novo lá que vai fazer o He-Man, né? Fala pra gente um pouquinho como é que foi essa bagunça lá legal.

Cara, foi genial, porque tem tanto ele quanto a Camila, são pessoas simples, muito gentis, entendeu? Então, foi um encontro épico por isso, porque essa coisa de estrelato, cara, é tempo de vida, é um tempo na vida de cada um de nós, e isso não quer dizer nada. Eu acho que o que a gente leva daqui são essas...

comunicações e conexões que a gente faz de verdade. E ele é um cara de verdade, a Camila também, né? São pessoas simples, né? Pessoas que, além do estrelato, são seres humanos de verdade. Então foi muito bacana por isso.

Agora, Garcia, e coloco aqui para o Rex também, eu dar meus 10 centavos, o que vocês acham que a mitologia, vou colocar assim, porque os caras vão agora trazer uma profundidade a essa mitologia que nós que consumíamos, e o Garcia que estava lá dublando, o He-Man, não tínhamos essa...

todo esse detalhe, que os caras vão tentar construir, digamos ali, uma cosmogonia toda, um universo de onde vieram aquelas pessoas, acrescentar ou tornar mais denso os arcos dramáticos que no desenho eram simplificados. Mas nós que temos mais de 40... Calma, calma. Calma, Adam, calma. Nós que temos mais de 40 aqui, beleza, a gente está trazendo, Garcia, o elemento nostálgico para a obra e a gente espera ganhar, além da nostalgia, um pouquinho mais. Agora, a galera mais nova.

Como é que você acha que esse filme do He-Man vai conseguir se conectar com essa galera que não tem esse fator nostálgico? Cara, eu acho que isso é atemporal, né? Porque uma boa história não tem tempo e não tem idade nesse sentido. Se é da década de 80, 90, 2000, 2030. E a história é muito bem contada e muito boa.

Se não fosse assim, a Ilíada não seria sucesso até hoje, a Odisseia também não. Então, claro que eu estou fazendo paralelos completamente distintos, mas o que eu digo é o seguinte, quando você sabe contar uma história e conta essa história bem, e o Travis fez isso de verdade, cara, muito bem, não tem erro, entendeu? Porque a história está sendo contada de uma forma muito honesta e é diversão pura. É uma história de herói.

E a jornada do herói nunca muda, né? Porque é exatamente isso, é passar por dificuldades, por problemas, e tu plantar isso aí. E quando isso é bem feito, cara, não tem erro. E esse filme tem isso de uma forma muito, muito bacana.

Mas, Garcia, por exemplo, a mitologia do He-Man, eu posso falar isso porque realmente eu acompanhei muito a história do He-Man, não só do desenho, não só fisicamente. Quem olha pra você assim não imagina que teve esse... Mas eu, por exemplo, tive os primeiros bonecos de He-Man que nem lançaram no Brasil, porque minha mãe era comissária e ela trouxe de presente pra mim. Nossa, é. Entendeu? Então eu recebi um boneco musculoso, um musculoso azul, pra mim era só um boneco.

Mas quando eu vi a propaganda na televisão do Trem da Alegria, quando ele estreou o He-Man na época...

Eu vi que eu tenho esses bonecos, então a partir dali minha vida mudou, né? Músculos vieram. Mas assim, o He-May tem várias histórias, né? Ele teve uma história inicial, quando você comprava os bonequinhos ele tinha uma revistinha. Quando ele foi pra DC Comics, ele criou toda essa história de ter um príncipe Adam, que ele não existia. No começo ele era só um bárbaro, né? Ele era um bárbaro. Bem no comecinho ali, os bonecos. Ele foi recrutado por uma feiticeira, meio serpente a mulher. Inclusive até a boneca da Tila tinha essa roupa meio de serpente. É verdade.

e ele foi escalado para ser o guardião do castelo de Greyskull. E era um mundo pós-apocalíptico. Isso no original. Para quem não sabe, eram HQzinhas que viam com os bonequinhos. Pré-desenho. Eu diria que a alma de He-Man, Garcia Júnior, pré-alma de He-Man chegar era esse esquema. Exato. E o esqueleto era só uma criatura dimensional que estava querendo um portal e a chave abria. E ele tinha uma espada que juntava com a espada do He-Man e fazia uma chave que abria o castelo.

Essa é a história original. Depois que veio o Príncipe Adam, o Castelo de Greyskull, inicialmente ele só se transformava até dentro do castelo. Tinha que ter o castelo pra se transformar. Era de uma cabine do Super-Owner? Exato. E depois é que veio o desenho. Então, quando veio o desenho, o Príncipe Adam era um segredo. Ele era tipo um Clark Kent. Só quatro pessoas sabiam a identidade dele. E o filme parece que aborda isso um pouco diferente.

Então, você já viu o filme, né? É isso, Garcia. Você já teve essa oportunidade de assistir. Por acaso, eu vi o filme, inclusive...

Quando eu dublei, né? Antes de assistir ele no cinema, eu já tinha visto o filme. Sim, mas você chegou a assistir, assim... Claro, mas eu digo assim, eu acho que o Rex também quis dizer o seguinte, uma coisa é você dublar, aquela coisa pausada, segmentada, outra coisa você... Não, não, mas seja bem. Não, não, eu... Quando nós terminamos de gravar, a gente assistiu... Eu e o diretor, o Daniel Simões, nós assistimos tudo, mas tenho certeza de que não havia nada que a gente tivesse que corrigir ou refazer. Legal, maneiro.

Mesmo antes de sentar no cinema para assistir, evidentemente ali é uma outra experiência, porque você tem um som átimo, dolbe átimo, você tem todo o universo ali, as cores todas ali muito vibrantes. Mas independente disso, eu já tinha a história toda, já tinha visto tudo isso para poder trabalhar direito, porque senão você não consegue fazer o que você precisa fazer ali.

Ô Garcia, teve algum momento, confessa um pouco pra gente. Eu visualizo o seguinte, quando o Garcia vê lá o filme rolando, e o He-Man grita lá a grande frase dele. Eu imagino o Garcia, eu sei que você já tem experiência pra caramba, um cara, pô, mexe na arte que você faz. Mas eu acho que ele deve ter virado no escurinho do cinema, e quando o He-Man grita, ele deve ter vir tipo assim, tipo, saco, olha, tipo, porra.

Ainda tem esses momentinhos, assim, que... Seja no filme do He-Man, algum filme que você se assiste, que você, tipo, assim... Porra, isso ficou maneiro. Porra, eu mandei bem aqui. Você se permite esses... Não, não é nem atingir nada, não, cara. Na verdade, assim, eu não tenho essa vaidade com relação ao meu trabalho. Porque eu sei que é um trabalho que existe... Sabe o que rolou na hora do Eu Tenho a Força lá?

A reação do público me deixou muito feliz. Pô, olha aí que legal. Isso é muito legal. Então, isso sim me deixou extremamente feliz. A reação do público, pra mim, foi muito legal e eu fiquei muito feliz com isso. Agora, eu não tenho nem hábito de assistir as coisas que eu faço, cara. Esse filme, eu fiz questão de assistir.

Porque até a Sony pensou que eu não fosse assistir. Eu falei, não, claro que eu vou assistir. Evidente que eu vou. Exatamente pelo público. Porque isso é a coisa mais importante para mim. O que esse personagem, e eu tenho a consciência do que isso representa para as pessoas, como para o Tiago e para as pessoas em geral, entendeu? Eu sei disso. Eu tenho essa consciência hoje muito clara na minha cabeça. E isso, sim, me dá muita alegria.

É melhor porque eu lembrei que o Kurt Russell estava dando uma entrevista com o filho dele, né? O Wyatt, acho que é o Wyatt Russell. E aí eles perguntaram, vocês assistem, se assistem na TV? Aí o Kurt Russell, não, não tem essa parada não. Aí o filho dele, porra nenhuma, toda hora eu passo na televisão, você está vendo The Thing lá?

Você tá vendo alguma parada ali, você tá ali e começa a rispar, é, eu gosto de me ver mesmo, eu gosto de, eu vibro com os meus filmes. Mas Garcia, eu te perguntei isso, por quê? Porque como eles fizeram essa mitologia e trouxeram uma nova pro cinema agora, quando você viu o filme, é por isso que eu te perguntei se você tinha visto o filme, quando você viu o filme, você conseguiu ver um pouco mais do desenho ali, um pouco mais da história do He-Man ali, ou é uma nova história sendo contada ali pra gente, mas com esses elementos que a gente conhece do universo do He-Man?

Não, Tiago, é complicado também eu falar da mitologia, porque, entenda, para mim, quando eu gravei isso aí, era um trabalho, como qualquer outro. Sim. Entendeu? Então, eu não tinha essa paixão que você, de repente, depois desenvolveu. É a mesma coisa quando você ganhou o seu bonequinho. Você não tinha ideia do que seria aquilo, entendeu? Você não tinha ideia do que era aquilo. Eu também não tinha ideia do que eu estava fazendo quando eu estava trabalhando.

Eu tive ideia, eu sempre falo isso, quando eu fui almoçar no bandejão da PUC com um amigo meu que estava fazendo economia na PUC. E ele falou assim, cara, todo mundo, os marmães, os todos. Eu pensei que fosse um desenho que as crianças assistiam, tem beleza legal, bacana. Mas tantos outros que eu já tive na minha vida.

Então, aí, quando ele me levou no bandejão da PUC e eu vi aquela marmanjada almoçando ali com a cara, olhando pra TV ali em cima, assistindo o He-Man, eu falei, pô, tem alguma coisa diferente aí. Mas, de qualquer maneira, não deixou de ser pra mim um trabalho, né? Entendi.

Ele já era um cara que estava ali no universo de fazer as coisas, não de ficar ali sabendo e pesquisando sobre o universo. O que eu te digo é o seguinte, a transição que o Travis Knight conseguiu fazer do animado, daquilo que eu vi durante anos, dublando o desenho,

para live action, é fantástica, cara. É uma transição. Porque é uma transição respeitosa. Porque ele é fã também. Ele cresceu vendo o He-Man. Legal, cara. É isso que fala. Ele não é um diretor, entendeu? Ele não é um diretor que falou assim, ah, não estou fazendo nada, deixa eu pegar uma grana ali fazendo um filme do He-Man. Mesmo porque nos Estados Unidos, o He-Man não tem essa força que tem no Brasil. E eles entenderam isso quando eles vieram para cá.

Aqui, o bicho pega mesmo. E o bicho pega do jeito que pega no coração do trago, eu tenho certeza. Eu não conversei com ele, mas eu ouvi ele falando sobre isso. Então, ele é um apaixonado por esse universo. E ele conseguiu verdadeiramente, cara, transpor o universo do desenho, aquilo que eu vi durante anos da minha vida. Eu vi na telona agora, em live action, de uma forma muito inteligente, muito divertida e muito verdadeira.

E esse exemplo que você deu aí de você almoçando, ver os marmanjos lá almoçando, assistindo e tal, e até hoje, né, e tal. Alguns marmanjos, né? Sim, sim. Tipo... A gente só malha por causa do He-Man, convenhamos. Com certeza, acho que não. Mas vocês naquela época não tinham nem nascido, cara. Tinha, tinha. A gente é de 81. Eu sou de 80. O desenho estourou em 83 por 84. Então tá não, mas...

Eu tô dizendo o seguinte, quando eu fui no fute lá em 84, meu velho, vocês eram bebezinhos, cara. Olha que legal isso. Isso é muito legal.

Isso é demais e eu conecto com o que você falou agora há pouco, sobre como a obra pode sangrar para além da nostalgia, quando você falou sobre valores universais. Quer dizer, o jovem que cresceu assistindo He-Man, por mais que fossem mensagens simplificadas e etc., você tem ali códigos.

que perduram para a nossa vida, como eu acho que as grandes mitologias, né Garcia, elas se conectam. Queria que você falasse um pouquinho sobre essa questão desses valores universais, assim. Não, é, eu acho que para mais do que isso, cara, tem a coisa exatamente de, por exemplo, vocês que são fãs, e eu que sou fã também, exatamente por tudo que isso representa na minha vida, na minha carreira.

vocês vão se divertir muito, porque o Trevi, tendo um fã também, ele faz várias referências e ligações que vocês vão falar, caramba, cara, é isso, entendeu? No mais, aquilo que a gente falou mesmo, é a jornada do herói.

É o cara que tem dúvidas. E isso é muito bacana também, porque tem o lance do Adam ali inserido, né? Todas as dúvidas de um cara que não é um herói. Ele não sabe que é, né? Ele precisa descobrir isso. E isso tem uma jornada também. Então, cara, é a clássica jornada do herói dentro do universo do He-Man de uma forma extremamente honrosa e respeitosa.

e que vai trazer coisas boas tanto para gerações novas que não conhecem, quanto para a gente que viveu isso tudo verdadeiramente.

Agora uma pergunta aqui, porque você viu o filme. Eu te perguntei se você tinha visto o filme, porque eu sei que na dublagem a gente manda ver só o corte que a pessoa tem que dublar. É, a gente falou. Entendi que você viu o filme inteiro, tá, pra pegar esses detalhes com o Daniel. Até mesmo porque eu entro basicamente no filme inteiro, né? Você tem isso, né? É por isso que eu entro no filme inteiro. E olha, confiando no Daniel, porque eu conheço o Daniel Simões, ele fez faculdade comigo.

Sério? Sério. Cara, agora é tanto de remake que ele já... Pois é. Quando ele falou que tava cuidando dessa direção, eu falei, putz, tá na mão de um cara que é fã, porque ele também é muito fã. Não.

Muito fã. Então, tipo assim, quando eu vi que ele tava fazendo, eu fiquei muito feliz. Agora, te perguntando, como um fã aqui, a gente vai ver mais do Principiado ou a gente vai ver mais do He-Man no filme? Porque a gente tem maneira de sempre deixar o melhor pro final. Sabe, o He-Man só aparecer no final. Eu quero saber se a gente vai ter mais He-Man ou Principiado, entendeu? Tá. Ah, não, isso você vai saber quando você assistir o filme. Você vai ver. Pô.

No desenho era assim, era principado por 2 minutos e 18 de René. Eu quero ver um cara másculo, bronzeado, com uma espada, enfrentando criaturas. Olha os monstros. Olha os monstros. Você acha que ele não se olha, Garcia? Eu acho que sei. Eu sei que sei. Pronto, já resolve o teu problema. Até você assistir o filme vai resolver o seu problema.

Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão.

Garcia, a gente não poderia se despedir aqui de você sem um clássico conselho do He-Man. Por favor. Você poderia, mais uma vez, então, dublar o Rex com um conselho aqui bacana. O que você quiser aí. Eu vou dizer alguma frase que é mais fácil pra ele dublar. Não, eu vou fazer o contrário, Thiago, pelo seguinte. Tá chegando com um delay pra mim, então o que eu vou fazer? Eu vou falar e você me acompanha aí. Você corre até o comigo.

Na história de hoje, aprendemos que dois marmanjos inteligentes e muito cultos também podem ser fãs de um super-herói de desenho animado. Até a próxima, amiguinhos!

Sensacional. Garcia Junior, senhoras e senhores, aqui no Plantão Nerd. Obrigado, Garcia. Obrigado, queridão. Um beijão para você. É a segunda vitória. Muito obrigado. Valeu, Garcia. Valeu. Beijão, queridos. Valeu. Tchau, tchau. Tchau, tchau. E agora, senhores, como no primeiro episódio do Plantão Nerd, nós fizemos uma longa e desnecessária avaliação dos glúteos do Tom Holland, tá bom? Teve uma galera que no corte falou assim, meu Deus, eu não acredito!

Porque esses caras estão falando da bunda do Tom Rolandinho. Olha a bola, tem um monte de vídeo falando de bunda de mulher. Quando fala da bunda do Tom Rolandinho... Que é uma belíssima bunda, porque senão... É uma bela bunda, pô. Não pode falar. Não pode, olha. Ah, vocês também... Nádegas são agora um problema. É, então só de sacanagem, tá? O Luciano exigiu que o Rex fizesse, faça agora, uma análise testosterônica do He-Man. Olha a bola, do novo He-Man. É isso, Luciano?

É isso, nós temos aqui o antes e depois da preparação do ator para o papel. E a gente queria entender se ele acha que foi uma boa evolução, uma boa preparação. Por favor. Vamos dar uma olhadinha. Coloque na tela para que a gente possa avaliar essa bela qualidade muscular ou não.

O que faltou para ele? Talvez o desenvolvimento de ombro, mais dorsal? Vamos descobrir. Que são os hormônios? Olha, hoje como tem muito anime no programa, eu estou entendendo que o Luciano fez a narrativa da direita para a esquerda. Entendi. Me tira uma dúvida, Luciano. Cadê a foto dele mais forte? Ah, venenosa. Você é venenosa demais.

Eu só estou vendo um cara de cabelo preto e um cara de cabelo louro. Não estou vendo muita diferença. Ele está ripadinho aqui na esquerda. Ele está ripadinho. Tudo bem. Com umas estriasinhas. Tudo bem. Estria, quando eu estou falando, estria muscular. Dá para ver que tem um desenho de ombro, de bíceps, de antebraço. Dá para ver assim.

peitoral, dá pra... Assim, eu posso dizer assim, precisava de mais um ano. Mais um ano? Mais um ano pra que ele chegasse no shape digno do rimédio. Você acha que ele tomou soco? Ainda não tem a força, Rex?

Não, ele não tem a força ainda. Ainda não tem a força? Isso? Eu acho que, inclusive, para o filme... Esse é o seu veredito. Esse é meu veredito. Faltou mais um V-shape, entendeu? Faltou mais uma dorsal, mais um ombro. Faltou um compound V. Exato. Faltou um eitérnia. Entendi. Faltou um pouco ali. Talvez um pouco mais de coxa, né?

E eles poderiam ter feito, então eles fizeram no 300. Já que não deu pra conseguir a musculatura ideal, desenhava o músculo ali. Ah, pra quem não sabe, explica pra galera. Porque no filme do 300, pra eles ressaltarem a musculatura do Leone, dos principais ali, houve uma pintura corporal pra definir os músculos, ou seja, nas linhas de definição eles escureceram um pouco mais. Um airbrushzinho. Um airbrushzinho ali, pra ficar sempre trincado, porque não dá pra ficar trincado o tempo inteiro no filme.

Mas Luciano, tem uma questão também, né? Quer dizer, se o cara ficar bombado demais, ele não vai conseguir puxar a espada. Por exemplo, vamos fazer o teste aqui, Rex. Puxa a espada de novo. Ai meu Deus do céu. Olha só. Demorou. Dois segundos para pegar a espada. Até aí o esqueleto já soltou uma magia.

Não pode ter esse delay no seu tempo. Você para, porque eu consigo tirar a espada das costas, que foi um mito dos anos 80, porque um dos motivos que o Arnold teve a espada do colo na cintura é porque ele não conseguia tirar a espada das costas. Você lembra disso? Lembro. E aí tinha que tirar da cintura. Mas você quebrou esse... Mas eu consigo, eu quebrei esse mito. Sabe como? Muito tríceps francês.

Aquele peso pega pelo cabo aqui nas costas e aí vai. Tríceps francês, entendeu? Mobilidade. Tá aí, recomendação do Rex. Tríceps francês para puxar a espada de Eterna.

a Crunchyroll anunciou os vencedores do Anime Aoda 2026. Vou misturar os sotaques, porque... 2026. 2026, exato. Numa cerimônia que aconteceu em Tóquio, meu querido... Já viajou pra um outro lugar? Já foi pra Tóquio? Não, esse ainda não tive o prazer de ir. É meu sonho de infância, inclusive.

Tá faltando, tá? Mas tivemos 73 milhões de otakus assistindo o prêmio e quem levou o prêmio foi My Hero Academia. Faz aí, Rex. My Hero Academia, no caso, Final Season, ganhou o melhor anime do ano. E pra participar do nosso plantão nerd de hoje, Gabi Xavier vai contar pra gente o que aconteceu nessa premiação. Bem-vinda, Gabi!

Olá, gente. Muito obrigada. Estou muito feliz de estar aqui comentando essa premiação, que é a maior premiação de anime do mundo. E ela está cada vez mais incrível. Tem tapete vermelho, foi a Nive apresentar, representou no Brasil. Foi sensacional. E esse ano, quem ganhou o melhor do ano realmente foi My Hero Academia, com a última temporada, que eu acho que foi a redenção de My Hero para muitas pessoas, porque é um anime que ele foi...

nasceu muito grande, mas ele foi caindo um pouquinho em público à medida que as temporadas foram passando, o pessoal foi desanimando, mesmo no lugar. Sim, aconteceu bastante, porque a história, ela foi dando uma, vamos dizer que ela teve altos e baixos, o público ficou um pouquinho insatisfeito às vezes, tem muitos outros lançamentos, mas a última temporada voltou com todo o brilho. Eu acho que ela, inclusive, merecia, não só por ser um fechamento de anime, de algo que foi grandioso, mas porque ela melhorou né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né, né

Até a experiência do que era no mangá. Ela foi muito boa em direção, trilha sonora, cenas de ação, ela foi emocionante de verdade. Eu tô até arrepiado de lembrar.

É, cara, você também é fã, né? Eu sou o único, eu tô de orelha hoje aqui porque eu não consegui assistir ainda. Tiagão, o que te atraiu no Marreiro? Não vai dizer que é uma academia. Não, não é uma academia, mas o termo academia não é de academia. Não é, né? Sim, Gabi, me corri se eu estiver errado, tá? Se eu falar alguma coisa aqui, por favor, puxa minha orelha. Não, ela não é mais de você. Mas eu acho bem legal porque é um mundo onde existem super-heróis, tá?

As pessoas nascem com habilidades, então você tem pessoas com grandes poderes e pessoas com poderes pequenininhos, bobos, sabe?

E você conta a história de um menino que ele se inspira muito num grande herói, que é o Almighty, que é tipo um super forte, resistente, e o maior poder dele na verdade não é só a força. Ele nunca desiste e ele é muito carismático. Ele inspira as pessoas. Personagem chato, desculpa, Gabi. Não, ele é muito bom. Não, não, ele tem, porque ele enfrenta um grande vilão, que é o... Ah, não, o Almighty é ele e o vilão é o... Gabi, o nome do vilão é o...

All for one. É o contrário de Almighty. Todos por um? Isso. E o todos por um é legal porque ele absorve o poder dos outros e ele acumula. Então ele é um vilão que tem vários poderes que ele vai absorvendo das outras pessoas e ele vai crescendo cada vez mais. Então existe a grande batalha e tem esse garoto.

que ele não tem poder nenhum. Ué, ele nasceu sem poder? Nasceu sem poder. Então no mundo com todo mundo poderoso ele tá... Só que a gente descobre que o Almighty, na verdade, ele recebeu esses poderes porque ele também era alguém sem poder. E ele vem de uma linhagem de pessoas, de outros heróis, que foram ganhando poderes também. Então ele passa pra esse garoto, o Deco.

E esse garoto começa a desenvolver os poderes, só que ele tem que aprender aos poucos a usar esses poderes. Então a academia, porque existe um colégio onde as pessoas com poderes são matriculadas, eles aprendem a desenvolver poderes para se tornarem super-heróis. Por isso que é a academia, então eles têm aula de como ser um super-herói. Perfeito, entendi. E aí você vai acompanhando a história dele, porque a história começa pelo ponto de vista dele, ele contando...

que já dá a entender que ele é um grande herói no futuro, e ele tá contando a história dele de quando ele... Ah, até o Conan. Começa com ele mais velho e... Contando a história dele ao longo do tempo, até onde ele se desenvolve. E a história tem várias referências, por exemplo, pra Star Wars. Porque tem cidades que tem nomes de caminho, e ele dá nome de várias cidades ali em relação ao universo de Star Wars. Esse é só uma... Entendi, tem essa parada.

É um anime muito interessante, porque você mostra a evolução desse garoto, como é que ele cresce, quando ele desenvolve os poderes, os outros alunos com poderes. E, Gabi, você acha que essa...

Esse gradiente, essa evolução, no caso, não funcionou na série até essa última temporada? É mais ou menos isso que você acha que desanimou a galera? O que desanimou, eu acho, as pessoas foi o que acontece com muitos outros animes que a gente chama de filler, né? O anime acabou enrolando em algumas partes. Teve alguns arcos que não foram talvez tão interessantes em relação ao entretenimento, já que é um anime que ele apresenta desde o início a proposta de lutas, apesar desse desenvolvimento que é muito interessante da sociedade de heróis como um todo.

Eu acho que as pessoas foram dando uma cansadinha de alguns artes que não foram tão sensacionais, assim, no lado mais de entretenimento mesmo. Mas, assim, uma coisa que é muito interessante, que foi crescendo e foi a grande conclusão narrativa de My Hero, que eu acho que trouxe o grande destaque pro final, é que não é só a sociedade falando sobre super-heróis, é sobre também a disfunção deles. Não o estilo The Boys, mas uma coisa que...

Às vezes, esses super-heróis não são tão como o personagem protagonista e o All Might, tão altruístas. Às vezes, é só uma questão de trabalho. Existem os vilões que simplesmente são ruins e aqueles que eram considerados ou se sentiam desprezados. Então, eles se revoltam contra uma sociedade que, de certa forma, para eles, os abandonou. Então, a credibilidade dos heróis, principalmente a partir do...

da queda do All Might, que é esse que a gente comentou e tal, que acontece ele perdeu o poder e a figura que era super forte ele emagreceu, então quando ele sai a sociedade começa a colapsar porque como a gente comentou ele não era só um cara forte, ele era um símbolo de esperança ele era um símbolo de paz como a sociedade fica se os outros heróis não necessariamente carregam isso se começa a surgir um questionamento

sobre a própria estrutura social de heróis para serem aqueles que defendem, aqueles que estão certos. Então, isso que é legal, que vai ganhando corpo, cresce. E aí, quando no final isso volta com força na figura do Deko, que é o protagonista principalmente, aí, assim, é de chorar. É maravilhoso. O final é muito bom.

Gabi e Rex, começando pela Gabi, essa coisa das... o arquétipo da super pessoa, ele é mais popular aqui no ocidente, no sentido do super herói tradicional, que eu quero dizer, cueca e calcinha por cima da calça, capa, a pessoa que ganha poder sendo mordido por um, sei lá, um aracnídeo, ou alguém que veio do espaço deu poder para ele, por aí vai. Diferente...

do que o Oriente trabalha essa parada. O Oriente tem uma conexão, eu diria que, mais íntima das suas super pessoas com a cultura, seja da China, seja do Japão, aí falando de animes, você tem poderes muitas vezes derivados de espíritos, não que o Ocidente não faça isso.

Você tem uma proximidade com as artes marciais, que no ocidente não necessariamente, quando tem uma coisa emprestada, como por exemplo, punho de ferro. E determinados valores são diferentes. Então, Gabi, como é que você enxerga essa diferença entre o Oriente e o Ocidente?

lidando com o conceito de super pessoas e inclusive subverter essas parácias, você citou The Boys, como é que você vê essa diferença cultural aí, se é que ela existe para você?

Olha, eu acho que existe sim. No caso de My Hero, talvez um pouco menos, porque ela é uma série que notadamente ela se inspira em várias outras do Ocidente. A própria questão dos heróis, referência a vários filmes, Marvel, quadrinhos, esse tipo de coisa. Mas eu estava até estudando esses dias algumas questões narrativas sobre mangás. Tem um estilo narrativo que eu acho que permeia bastante não só histórias de heróis, mas histórias como um todo no...

no Japão, principalmente, que a história não é feita de três atos e um vilão apenas que vai forçar o herói a ser alguma coisa. O herói... Pois é. Geralmente são quatro atos que você tem primeira apresentação, desenvolvimento mais gradual, e quando surge num terceiro ato aquilo que é a reviravolta, ela não é aquela motivação tão grande que vai subverter o herói. Ele já foi. Pois é.

Então, eu acho que isso que é a principal coisa no estilo narrativo. Agora, sobre os porquês, aí varia bastante. Tem, às vezes, umas questões mais enraizadas, instintoísmo, dependendo se tiver uma questão de história. Aí pode ter algo, até, sei lá, nasceu num outro mundo. Às vezes, tem muita explicação.

O universo medieval também acontece bastante. Então, aí varia. Mas eu acho que o que mais diferencia é só que a construção do herói não é o arquétipo da jornada de herói que a gente tem no Ocidente. É uma questão mais de fato, gradual.

Acho inclusive que tem uma questão também, por exemplo, os heróis, apesar da gente ter nos últimos tempos, estou falando mais de uma década, essa inversão dos valores de super-heróis, o Watchmen, etc. Mas o herói ocidental, não sei se é uma impressão minha, hein, Gabi? Jogando em seguida aqui para o Rex. Ele tende a ser mais, principalmente por causa dos Estados Unidos, ele é mais otimista.

ele é mais assim, vai dar certo, vamos lá pessoal e tal. Não que você não tenha protagonistas masculinos e femininos no Japão, que tipo, let's go, I'm gonna do it. Tem até essa esterilagem dessa voz. Mas eu tenho a impressão que no Japão, por tudo que ele passou e tal, é uma coisa um pouco mais realista, um pouco mais sofrida.

Ou de novo, começando pelo Revis, você acha que é uma impressão minha? Cara, é uma forma de contar a história. Tudo que a Gabi falou, eu concordo pela mente com ela. É um outro estilo. Para de puxar o saco da convidada. Não, é um outro estilo de narrativa. Só porque ela entende muito mais. Eu não tenho como adicionar, porque ela falou exatamente a mesma coisa que eu concordo.

Mas eu acho que o que aconteceu com o Bucono Hero, o My Hero Academy, é que ele realmente pega muito mais do Ocidente, inclusive acho que a figura do All Might é muito isso. Ele é muito mais o cara heróico, até as cores dele são azul, branco, vermelho, amarelo no uniforme. Os golpes... The best colors! Os golpes deles tem nome de Estados Americanos.

Então, tipo assim, você vê que ele é louro, com o olho claro, então, tipo assim... Ele mesmo, então, talvez represente essa coisa do... Até do narcisismo norte-americano. Não digo nem o narcisismo, mas eu acho que ele puxa mais essa coisa do que a gente está acostumado a ver nos super-heróis americanos. Tipo assim, o que foi o super-homem no começo, o que é o Capitão América no começo, são coisas mais patriotas, mais heróicas.

mais pelo povo, então tipo assim, ele é o único personagem ali que realmente se distorce de todo o conceito japonês, por exemplo, tem um segundo lá, um segundo mais poderoso que o Endeavor. É um cara que tem problema de família, é um cara que é o poder acima de tudo, ele quer ser o melhor, então tipo assim, os poderes deles são baseados em fogo e energia, então você vê que tipo assim, é um conceito, os outros heróis que aparecem na série, eles...

tem um conceito mais oriental mas não mais oriental assim de poderes habilidades tem um sobrenatural com corvo tem poderes que são mais associados com mutações sabe aquela coisa de ação sabe que ela está acostumada a dizer não é maneiro mas não mas puxa essa origem né

do diferente né tem que ele fica esse estereótipo e ele é bem um estereótipo americano né norte-americano de herói super herói então e você vê isso mudando um pouco com o Deku porque o Deku ele é de uma criação japonesa ele também tem as mesmas inspirações mas ele vai para um outro lado então tipo assim é uma série que tem de tudo ali que você vê que já está acostumado a ver em várias culturas tanto se você lê o mangá quando você lê o ocidente sim eu acho que eu tenho

Eu acho que o que diferencia nesse sentido do protagonista herói, talvez, no Japão, é que talvez também por causa da cultura japonesa, é que eles têm muito ideal de coletivo. Então, existe, eu acho, bastante desses protagonistas que eles são otimistas, que eles acham que vai dar tudo certo, que eles vão abraçar o vilão e falar vem cá que eu vou te fazer mudar, isso tem bastante. Mas eles sempre vão depender da galera deles. Eles geralmente não são o herói. Legal.

Eles levam o dinheiro consigo, eles precisam da amizade, eles vão mudando as pessoas a seu redor e fazendo com que eles também sejam heróis juntos. Então, eu acho que essa ideia de coletivo, não apenas um único, chosen one, assim, eu acho que tem bastante na...

Cara, muito bem apontado. Em muitas obras você tem essa parada da... É o poder da amizade. Mas assim, é um conceito universal, mas que conversa com essa questão, tanto do sofrimento que o Japão e o Oriente, não que o Ocidente não tenha passado, mas o Oriente tem uma história mais longa nesse sentido, de você entender que a comunidade tem um valor maior para quem...

perdeu, para quem perdeu essa comunidade, ou quase a perdeu. Então, o poder da amizade, não que a gente não tenha tido os ursinhos carinhosos, mas acho que isso que a Gabi trouxe é mais denso.

vindo do Japão. Os Cavaleiros do Zodíaco, que é uma parada da nossa época, Gabi, tinham muito isso, né? O grupo ajuda, o cara vai lá, nem que seja para abraçar, vou aquecer o Seiya. Não, não, era o Yoga. Vou aquecer o Yoga porque ele está com muito frio. Shun, calma lá, Shun. Não, ele é meu amigo e tal. Que é o meu favorito, inclusive, Shun. Deixa o registrado aqui, sempre gostei. Mas é, foi o que ela falou e realmente faz sentido. Na série você tem personagens que tentam ser mais independentes,

tipo Bakuco, que é um cara muito poderoso, um dos alunos mais poderosos que tem, tirando o Deco. E ele é um cara que tenta fazer tudo sozinho e ele mesmo vê que, cara, eu preciso de ajuda, mas é de um jeito bem rancoroso. Então você vai me obedecer, você vai fazer comigo, eu te mando você fazer as coisas, mas ele mesmo precisa, porque ele não pode fazer tudo sozinho.

Então isso é muito mostrado no desenho, assim, e isso você vê em outros desenhos também, Cavaleiros do Dia, que é um exemplo, Dragon Ball Z também tem esse exemplo, sabe, tem sempre uma coisa de apoio, de um ajudar o outro numa deficiência. Excelente. O Gabi, a gente tava conversando agora há pouco com o Garcia Junior, que é o dublador do He-Man, né, que é o nosso herói aqui. Ah, sensacional.

Os 40 plus aqui. E a gente estava falando com ele sobre... Quer dizer, a gente assiste esse desenho quando a gente é criança mesmo, né? Estamos falando ali de quatro anos, cinco anos e tal. E retém alguns desses valores ali que a gente chamou de universais. Mas é claro que conforme você vai ficando mais velho, você vai exigindo mais das obras de ficção. Você consegue identificar assim... Você com certeza assiste anime desde que você era criança também.

Você consegue identificar coisas que você, por exemplo, achava chatas quando era criança e que hoje você diz assim, cara, esse anime é incrível, mas quando eu só fosse criança ia ser chatíssimo, eu ia detestar essa parada, sabe? Coisas que adulta você agora entende, sei lá, por causa das coisas que a gente vive depois, né?

Não sei porque eu era uma criança estranha. Eu gostava de ver coisas de adulto que eu acho que eu não deveria ver, inclusive. Assim, umas histórias. Bem-vindo ao time do Robocop. Bem-vindo ao time do Robocop. Tipo isso, entendeu? Meus irmãos eram seis, quatro anos mais velhos. Vindo Robocop, eu vi. Eu não deveria, mas eu vi. Pronto. Você é estragado igual a gente. Bem-vindo ao Plantão Nerd.

Eu acho que talvez não nesse sentido. Mas lógico, né? Daí hoje eu vejo e leio coisas que são notadamente para adultos. Quando eu era criança, eu assistia os animes que estavam na TV. Na minha época, Dragon Ball, Sailor Moon, essas coisas mais para jovens. Depois, quando você começa a escolher, você vai com umas coisas mais estragadas. Mas é isso. Gabi, antes da gente se despedir de você, conta para a gente quais são os outros destaques que aconteceram no evento bacanas.

A gente teve o melhor filme para Castelo Infinito, que é de Demon Slayer, que é o grande sucesso. Eu acho que não tinha como não. É uma votação popular e o filme é sensacional, então acho que não seria diferente. A gente teve alguns nomes que eu acho que surpreenderam, porque eles cresceram em sucesso. Não sei se esse vocês já viram, talvez seja um pouco diferente do que vocês gostam ou não, mas ele conseguiu alcançar a premiação de melhor direção.

e de, se não me engano, aqui também, vamos lá, para colar um pouquinho, melhor drama, que é o Diário de uma Apotecária segunda temporada. Diário de uma Apotecária? Não. Eu acho que não é muito estilo de vocês, mas vou deixar aqui. Vai que... Tem alguém sem camisa flexionando os músculos? Não. Apotecária logo mexe com poções, né? Não, não.

É diferente, não nesse sentido. É diferente, mas é porque, apesar disso, é uma história para, tipo, adultos em tese, onde sai a revista, mas é uma menina que, na China, na real, ela vai trabalhar dentro do Palácio Imperial Chinês. E ela gosta de lidar com poções, venenos, essas coisas. E o interessante não é só o lado histórico.

da construção do Palácio Ferial Chinês e todas as tramas políticas ali dentro mas porque ela é uma protagonista feminina que não está no estereótipo japonês de fofinha, delicada, etc e ela é inteligente ela é muito legal, então isso cresceu muito na comunidade, conseguiu essas duas premiações que eu achei que foram

importantes. E a gente teve também aqui, que eu acho legal destacar, o destaque para Lazarus, que foi o anime original, que significa um anime que não veio de um mangá, que é do mesmo autor de Cowboy Bebop. Saiu ano passado. Vai ser legal pra vocês verem.

Porque a história, assim, resumidamente, é uma sociedade em que foi criado um remédio milagroso, que todo mundo se curava de tudo. E um tempo depois que quase todos tinham consumido esse remédio milagroso, o cara que criou fez um pronunciamento dizendo que em pouco tempo todos iam morrer. Porque tinha um veneno atribuído dentro daquilo.

E aí começa um grupo Lazarus formado pra tentar ir atrás e impedir isso. E aí naquele esquema todo de Watanabe que é o diretor de Pababibop. Então tem escenas de ações sensacionais. Referência à luta. O protagonista que chama Gilberto. Ele é um brasileiro. Então... Olha aí! Nossa brasileirinha! Tá vendo?

Meu pequeno brasileirinho. Para isso, a gente teve alguns onomes que sempre saem. Solo Leveling, que eu não sei se vocês já viram. Sim, já vi. Legal. Justamente como animação, melhor anime de ação. Que seria clássico de ganhar. Melhor continuação para One Piece. Que a galera de One Piece está lá sempre votando e colocando.

Mas eu acho que em geral A gente teve isso, fora outros nomes Claro gente, me desculpa Mas acho que de principal pra gente falar Que rapidinho seriam esses Mas foi uma premiação que nesse ano deu menos Burburinho, ano passado o pessoal Reclamou muito de que Esse que merecia, esse teve, esse não teve Eu acho que esse ano foi mais equilibrado A galera ficou mais ansiosa Foi bem bom

Excelente, Gabi. Obrigado pela sua estreia no Plantão Nerd. Espero que você volte aqui. Sempre quis chamar. Para trazer mais do mundo do lado de lá. Obrigadão, querida. Beijoca. Obrigado, Gabi. Até mais. Tchau, tchau. Tchau.

Todo episódio do He-Man, ele tem que voltar a ser o Príncipe Adam, Thiago. Exato. Então, e sem cabelo. É, perde cabelo, né? O cabelo do He-Man muda quando ele vira o He-Man? Não, só o tom de pele. É, o tom de camargo. Só o tom de pele. Aquela quantidade de calor também que ele recebe quando ele vira. Baby oil, né? É. Deixa ele lustroso daquele jeito.

E nós temos também que encerrar aqui, já tivemos o conselho do Garcia Jr., né? Mas eu quero também recomendações aqui, falamos de anime já com a Gabi. Dá uma recomendação de anime aí, Galena. Recomendo um anime que tá começando agora, tá entrando no nono episódio, chamado Daemons of Shadowhelm. E é do mesmo criador do Fullmetal Alchimist, só que ele é bem mais violento. É mesmo.

A história é bem bacana, são pessoas que tem um tipo de demônio perto deles, e cada demônio tem uma habilidade. Só que as pessoas não veem, só quem possui um. Então tem umas cenas que vale a pena você conferir, e tá começando agora, então é bom pra você que tá querendo acompanhar um anime novo, e esse tá muito bem feito. Cara, curti. Eu vou recomendar um que não é novo.

mas também não é velho, não é da nossa época não. Não? Não, não. É um anime... Cara, que eu achei muito bacana pra quem curte... A gente fala um pouco com a Gabi sobre a visão do Oriente, sobre coisas do Ocidente e vice-versa. Aqui a gente tem um anime chamado Parasite, Parasita. Muito bom. Parasite com Y, eles botam um Y ali no meio.

Cara, é muito legal. Você tem um mangá, na verdade, né? Aí você tem adaptação em anime, você tem adaptação em live action, que é bem maneiro também. Sim, bem gore. É, muito gore sobre esses alienígenas que descem pra terra, aquela coisa clássica, né? Que eles querem dominar a humanidade, vêm invasores de corpos. Só que, em vez de eles pegarem a cabeça do protagonista, ele sem querer entra na mão dele. Então ele retém...

a humanidade ele retém a sapiência dele e o alienígena por sua vez começa a pegar emprestado os sentimentos humanos ele fica e aquela clássica simbionte é uma simbiose e tal o velho da Marvel ele é exato então é o oriente explorando esses conceitos que não tem dono evidentemente

mas eu achei legal a forma como eles traduzem isso. Ele tem a sua dose de leveza ali, porque está no colégio e tal, mas é muito gória, como o Thiago falou, bem bacana. Quem gosta dessa parada de body horror, né? Eu gosto muito de terror, essa coisa do horror corporal, modificações e tal, merece muito Parasite. Mas em que mão vai? Porque é importante você ver que mão, né? A mão que estava de bobeira. Ele estava no quarto lá.

Mas você não tá de bobeira, você vai apertar like aí, você vai... Se você não assinou com inteligência limitada, você vai assinar agora. E, galera, até semana que vem com o quê, meu querido Rex? Com o quê? É, com o nome do programa. Com o nosso plantão nerd, ora. O que seria? Aqui, ó, nosso belo rapaz.

Anunciantes1

Crunchyroll

ANIME AWARDS
external
002 - HE-MAN VEIO AO BRASIL + THE BOYS MILITOU DEMAIS? + CRUNCHYROLL ANIME AWARDS | Castnews Index — Castnews Index