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1854 - ÚLTIMOS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS BÍBLICOS: RODRIGO SILVA

29 de maio de 20263h34min
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RODRIGO SILVA é pastor e arqueólogo. Ele vai bater um papo sobre os recentes achados arqueológicos bíblicos. O Vilela tinha esperança de que fossem encontrar alguns de seus brinquedos de infância.

Assuntos1
  • Achados Arqueológicos BíblicosArca da Aliança · Santo Sudário · Lança de Longinus · Helena, mãe de Constantino · Cruz de Cristo · Templários · Museu Frederico Sábio · Hitler · Livro de Macabeus · Cilindro de Ciro · Rainha de Sabá · Rei Menelik · Vernal Jones · Manuscritos do Mar Morto · Qumran · Torre de Babel · Ur-Namu · Gopkletepe · Torre de Siloé · Aqueduto de Pilatos · Tanque de Siloé · Tanque de Bethesda · Inscrição Fenícia na Pedra da Gávea · Ouro de Ofir · Mosaico de Beer Sheva · Mosaico da Prisão de Megiddo · Divindade de Jesus · Salmo 86 · Vida Extraterrestre · Gog e Magog · Babilônia como sistema religioso-político · Doutrina Adventista sobre o Sábado · Besta do Apocalipse · Lei Dominical · Cidades da Mesopotâmia · Agricultura · Roda · Cerâmica · Escrita Cuneiforme · Torre de Belém · Jardim do Éden · Árvore da Vida · Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal · Manga · Goiaba · Figueira · Prensa de Azeitona · Azeite · Lamparina Bíblica · Jardim da Getsemani · Altar de Melquisedeque · Jacó e a Coluna de Pedra · Templo de Salomão · Manuscritos do Mar Morto e IA · Livro de Daniel · Vaticínio ex eventu · Profecia · Críticos da Bíblia · Nostradamus · Ceticismo da Fé · Arqueologia Bíblica · Ciências Bíblicas · Museu de Arqueologia Bíblica (MAB) · Bíblia Comentada · Orquestrando Esperança · Bolsa de Estudos · Ajuda ao Rio Grande do Sul · Oração · Sabrina Almeida · Teologia · Teilhard Chardin
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vilela e está começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e bota interessante nisso. Com certeza. E com a vida muito mais arqueológica. Muito mais. Apesar que o pessoal fala que eu faço parte da base de estudo do Rodrigo Seu. Rapaz, você é quase um fóssil, né?

Você não precisava ter falado isso. Eu não sou paleontólogo. Eu não vou defender. Lene, Lene. Ele, ultimamente, cara, ele não tem mais filtro, velho. Ele tá perdendo respeito, cara. Tá perdendo respeito já. Eu tô precisando levar ele pra uma conversinha. Anota aí, anota aí. Me chamou de fóssil. É, não, já tá anotado algumas coisas dele aqui. Pode deixar.

Na realidade, eu só li um comentário. Ah, é? O pessoal escreveu isso. Em minha defesa, eu só li um comentário. Não atire no mensageiro, né? Você é só o mensageiro. Então tá perdoado. O que é que o pessoal fala? Que eu comprei a Bíblia na pré-estreia. Na pré-estreia, na pré-venda. Eu não tava no dilúvio, mas eu pisei no barro.

E olha que nem começou e já tá vindo... É. Que o meu RG em algarismo romano... Você foi jardineiro do Jardim do Éden. Jardineiro do Jardim do Éden? É, tu não sabia. O arco-íris é preto e branco na minha época.

Ô, Homer, você também não é novo não. Manda aí para o pessoal como eles participam. Bom, para você participar dessa live supimpe, então já deixa seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilhe aí o link dessa live maravilhosa com toda a sua patotinha e participe mandando essa pergunta, né?

Hoje é uma live não com um convidado, com um amigo que a vida me deu por causa do podcast. Rodrigo Silva eu considero amigo. E amigo é aquele que você pode ficar sem falar meses e quando você encontra... É verdade. É saudade, é falar, cara, que bom que você está, como que você está. A gente fica feliz pelo cara. Então...

Um amigo que a vida me deu e o podcast me deu. Sou muito abençoado. E o seu podcast me deu para a internet também, de certa forma. Porque eu tinha o meu canal pequenininho ali. Aí eu não sei como é que vocês me descobriram. Até hoje eu não sei essa história também. A gente descobre, é. E a gente estava relembrando ali que a primeira vez que eu vou participar num podcast com você, eu perguntei qual era a pauta.

Ah, é, acostumado com televisão, né? Televisão, eu trabalhei, eu fui ao Jô Soares, eu te dou ao Jô Soares, Ron Yvon. Como que é? O pessoal faz uma pré-entrevista, né? Faz uma pré-entrevista na Globo, era diferente. O pessoal não sabe, te ligam antes, falam assim, você quer falar sobre o quê? Qual o assunto interessante? Mas sabia que depois de um tempo, agora não me gabando, mas aconteceu isso com o Jô, não sei se a Renata Hidalgo está ouvindo a gente, era jornalista na época da Globo, ela é assessora do Jô.

eles chamaram uma vez, ela fez a pauta e ligava pra fazer a pauta pediu um livro pra ler, aquela coisa toda quando eu fui a segunda entrevista com o Jô ela falou olha, vamos de novo aqui, bater um papo com o Jô e tal, a gente conversando conversando, conversando, ela falou assim, olha vamos parar de gastar agora o telefone da Globo e vamos falar da pauta, eu pensei que isso era a pauta ela falou assim, não, o Jô falou que você pode falar o que você quiser, eu falei opa, tô na galera eu falei

E a terceira entrevista também, eles deixaram que eu sugerisse. Então eu fiquei feliz porque... Ganhou a confiança. Ganhei a confiança. E teria uma quarta entrevista com o Jô se ele não houvesse falecido. Depois ele saiu primeiro da Globo, depois acabou morrendo. E são poucas pessoas que voltavam lá. Foi, eu fiquei muito feliz. Depois houve outros canais que chamaram também. O Ronivon, que mandou um abraço para ele também se estiver nos assistindo. O Ronivon é incrível. E depois saímos.

ainda tem, de vez em quando vou à TV também, mas caí nesse mundo de internet e aí eu acho que o céu é o limite. E era uma época que o Jô Soares mudava a vida das pessoas, né? Mudava. Você ia pra lá, você ia pra outro patamar, o pessoal te conhecia. Eu lembro quando, pela primeira vez, eu vi que um... Aí eles pegavam os vídeos e começavam a colocar na internet. Aí alguém me mostrou, na época, não sei se era do Facebook ainda, que uma visualização do Jô estava com 4 milhões de visualizações. A primeira vez que eu tinha ido no Jô, a segunda, uma coisa assim.

Aí eu falei, uau, nessa época já tinha isso. Então dali foi. E graças a Deus, olha, sinceramente eu não falo que foi brilho próprio, não é? Não, é Deus. Alguma forma divina que está abrindo oportunidades, eu espero não desonrar o nome dele. E já foi muito... Já fiquei muito lisonjeado quando mais de uma pessoa falou que a gente é o novo Jô, né? Agora que não tem o Jô, esse programa virou um lugar onde as pessoas vêm.

E vendem seus livros, falam das suas ideias. E é um programa que mexe com várias coisas. Gente, eu aqui com o Villela, como ele falou, a gente é amigo mesmo. É amizade, conselho, piada, é chorar junto, é rir junto. É verdade. Não é só rir, não é só rir, chorar junto. Ele sabe do que eu estou falando. E eu vou até lembrar uma coisinha para vocês esses dias. Ontem, eu quero até hoje, é que eu quero fazer uma homenagem póstuma, se você me permite. Claro. Ao meu irmão Antônio Carvalho. Um homem muito querido.

que eu conheci há alguns anos, sabe? Muito, nossa... Muito, assim, tranquilo, manso de fala, paciente. E ontem eu tive... 73 anos, eu tive a desdita de fazer o funeral dele exatamente ontem. Poxa vida. Sabe? Ontem eu estava ali com o caixão e falando algumas palavras para o meu amigo que se ia. E eu lembrei de algo enquanto eu estava lá, sabendo que hoje eu viria aqui.

que eu fiz um link entre o Antônio Carvalho e algo que aconteceu aqui, e a galera de casa vai perceber isso. Lembra que uma vez eu vim aqui com o Ravissani? O Rabino e o Padre Joãozinho. Que é um episódio fantástico. Todo mundo cantou. É um dos mais vistos até hoje. E a gente cantou em hebraico e tudo. Pessoal, aconteceu uma coisa nos bastidores. Isso aqui você não vai achar no YouTube.

Porque aconteceu fora daqui. Vai parecer até que eu estou mudando de uma cena séria de fúnebre pra falar de comédia, mas não. É engraçado, mas vocês vão ver a seriedade que eu vou dizer. O Ravissani foi ao banheiro.

E quando ele saiu do banheiro, ele começou a fazer uma oração em hebraico com as mãos para cima. E o pessoal, o que é isso? É, nunca vi, né? Ele falou assim, não, a gente tem o costume na nossa liturgia de orar todas as vezes que vai fazer xixi. Depois que fez xixi, você agradece por ter feito xixi. Naquela época, todo mundo achou estranho, né? Rabi Santos estiver nos assistindo aí, um abraço para você, meu irmão. O Rabino, mas eu falei, interessante aquilo.

Mas voltando ao Antônio Carvalho.

Ele tinha um problema renal muito sério. Por anos, anos, ele lutava com esse rim. Ele, tinha uma época que ele pensava que não ia ver as filhas dele crescendo. Depois ele pensou que não ia ver as filhas adolescentes. Graças a Deus, ele conseguiu ver até a neta dele de 18 anos. Cara, que bem. Mas ele perdeu a batalha pro rim, fez um autotransplante, já estava em hemodiálise há muitos e muitos anos. Numa das crises dele, renais, que ele já não estava mais indo ao banheiro, que só fazia hemodiálise, eu fui visitá-lo ao hospital.

E lá no hospital ele falou comigo assim, nossa, Rodrigo, eu tive um sonho essa noite, um sonho tão gostoso. Sabe aquele sonho que você não quer nem acordar dele? Eu, é, Antônio, qual foi o sonho? Eu sonhei que estava fazendo xixi.

Como uma coisa boa. Porque ele não fazia mais por causa da hemodiálise. Coisa que a gente trata como natural. Como natural. Eu juntei o episódio do Ravissani aqui, fazendo oração, por ter urinado, com o Antônio Carvalho falando do sonho dele. Eu falei assim, gente, isso tudo acontece aqui também no Inteligência Limitada. Então, assim, você já provou pra pensar, você que está assistindo a gente, que está reclamando da vida.

Que tudo o que você tem normalmente, milhões de pessoas não tem ao redor do mundo. A tua vida é o sonho de alguma pessoa. Só de você estar agora. Não importa. Você pode até estar desempregado, está ruim aí. Mas só de você ter uma internet para estar assistindo esse podcast... Ou você está andando. Tem gente que está na cadeira de roda. Você enxerga. Você tem uma mãe quente. Exatamente.

Incrível. E mesmo quem tem uma deficiência das pernas, da audição, ele tem que agradecer por estar vivo, porque ele tem... Ah, eu não enxergo, mas eu ouço muito bem. Não está acamado. Você entendeu? Exatamente. Ou seja, sempre há alguma coisa para agradecer. Então eu quero hoje prestar minha homenagem ao Antônio Carvalho.

meus sentimentos mais uma vez à família e deixaram a lição de vida pra você. Geralmente a lição de vida fica no final do podcast, mas a gente já abriu aqui com chave e ouro. Em tudo dá graças. Eu queria pedir um tempinho pra você, Rodrigo, pra falar com o pessoal de casa, pode ser? Tranquilo, deve.

Você aí que trabalha por conta e recebe no Pix, é com você que eu quero falar, mas você ainda não tem CNPJ, então presta atenção, escuta essa dica, porque você pode estar perdendo uma oportunidade de ganhar mais dinheiro e profissionalizar de vez o seu trabalho. E falo isso porque uma hora ou outra alguém vai pedir nota fiscal e se você não tiver...

CNPJ aberto pode acabar perdendo clientes e dinheiro no bolso. E aí que entra a Contabilizei. Sabe quando você quer se organizar, crescer, trabalhar de um jeito mais profissional, mas acha que abrir um CNPJ e cuidar das notas vai dar dor de cabeça? Então a Contabilizei te ajuda justamente nisso. Eles fazem tudo online.

Abre seu CNPJ, te ajudam a entender qual é o melhor tipo de empresa para o seu trabalho, a emissão de nota fiscal é feita em poucos cliques e organizam seus impostos e contas em um só lugar. E se bater qualquer dúvida, você ainda pode falar com gente de verdade pelo WhatsApp até às 10 da noite. E tudo isso por apenas quanto, ô Homer?

195 por mês, hein? É isso aí, 195 por mês. Vale muito a pena para quem quer parar de improvisar e começar a levar o negócio mais a sério. Eu sei que abrir CNPJ parece chato, burocrático, aquela coisa que você vai empurrando com a barriga, mas os caras fazem isso de um jeito simples e online. Então aponta o celular pelo QR Code, já está aí na tela. É isso aí. Ou então...

o link na descrição. Exato. E tem cupom, né? Use o cupom inteligência e ganhe dois meses de mensalidades grátis. É simples, é online e pode te ajudar a dar um passo importante pra profissionalizar o seu negócio. É isso? É isso aí.

Serráquio aí, ó, de casa, aguenta um pouquinho aí também, a gente já vai continuar aqui, porque eu quero te mostrar uma ferramenta que pode facilitar muito a vida de quem está de olho em concurso, porque muita gente trava logo no começo sem saber qual concurso vale a pena acompanhar. Você abre um site, depois outro. Depois mais um, vê notícia solta, edital espalhado, um monte de informação desconexa. Aí começam as dúvidas. Quantas vagas tem? Qual é o salário?

Até quando vai inscrição? No fim, o que era para ajudar acaba só deixando a busca mais cansativa. Mas, Romer, põe na tela para o pessoal aí. Olha isso daqui. Isso é o radar de estratégia. Na prática, ele funciona como um mapa dos concursos. Então, por exemplo, você é de São Paulo, como eu, e quer saber quais concursos estão rolando no estado, quantas vagas cada um tem, qual é o salário, até quando vão as inscrições. É só abrir e...

olhar nesse mapa. Você bate o olho e já entende melhor o cenário. Em vez de ficar juntando informação espalhada, você já entra numa página feita pra mostrar isso de forma organizada. Então, se você está assistindo o programa agora, aponta a câmera do celular para o QR Code que está na tela. E aí, você já cai direto, né? É isso aí, já vai cair no radar. No radar de estratégia. Se preferir também tem...

Tem o link na descrição. Fechou, então faz isso. Abre agora o radar de estratégia e dá uma olhada nos concursos que estão perto de você. Porque às vezes a oportunidade está ali, é só você ir atrás. Você só precisava de um jeito mais fácil de encontrar. E estratégia, valeu pela parceria.

Né, Homer? É isso aí. Outras dicas aqui. Outra dica que eu vou te dar. É um recado rápido também. Para quem está assistindo e tem uma empresa, o que mais trava o crescimento do negócio, hoje no Brasil, não é a falta de vontade ou de mercado. É o que? É a falta de método de processo redondo. Homer, deixa eu te fazer uma pergunta. Fala comigo. A nossa audiência... Se a nossa audiência quer ir pela metade amanhã e o caixa apertar, qual é o plano de ação exato que você executa no primeiro minuto?

Bom, eu acho que eu vou sentar, eu vou abraçar meu joelho e vou chorar. Tá, tá bom. Tá vendo? É difícil. Não é porque você é ruim, é porque ninguém te deu o processo. E a maioria dos donos de empresa vive assim, no improviso, apagando incêndio todo santo dia. É exatamente aí que o G4 entra. E o que eu mais gosto é que eles não te jogam mais um monte de curso na cara. Eles pegam na tua mão, pegam a tua empresa, fazem um diagnóstico.

e te falam exatamente onde apertaram o parafuso. Tem mentoria mensal com gente que constrói empresa de verdade. E do outro lado, tem gente te dando direção. É isso que muda o jogo. E olha o timing. O G4 está fazendo sete anos, e isso tem uma coisa especial, né, Romer, para falar para o pessoal. É verdade. Por causa do aniversário dos caras, eles abriram uma condição que eu nunca tinha visto. O G4 Pass com acesso vitalício. Explica para o pessoal o que é vitalício, para quem não sabe. O vitalício é para a vida toda.

Então, olha só, todos os cursos online do G4. Acesso vitalício, é isso mesmo? É isso aí, gente. Os caras não vão voltar atrás? Não, os caras estão malucos, velho. Os de hoje e os que ainda vão lançar. São mais de 100 cursos práticos de gestão, vendas e inteligência artificial. Feitos por quem constrói empresa multimilionária na prática. Tudo isso.

Junto, passa, sabe quanto? Daria uns 35 mil reais. Ou mais. Você pensa, beleza. E quanto custa? É aniversário, então eles seguraram o preço lá embaixo. Quanto? 12 vezes de 249. Repita.

12 vezes de 249. E é uma vez. Sem renovação, pro resto da vida. Eu sei que parece bom demais. Eu também desconfiei, tanto que eu tô perguntando mais de duas vezes aqui pro Homem. Ele tá checando lá, falou que é real o negócio. É exatamente isso. Você paga uma vez só e o acervo é teu pra sempre, junto com tudo que eles lançarem daqui pra frente. Só que a janela de... Será que dá tempo de eu terminar o programa e fazer o esquema aqui? Olha...

Melhor correr, né? É, vou correr. Só que a janela de aniversário fecha logo. Depois disso, a condição não volta. Para de operar no amadorismo. Ó, escaneie o QR Code que está na tela e clica, ou então clica, né? Clica no link na descrição, é. Tem o link na descrição. Garante seu acesso antes do carrinho fechar. G4, para quem quer mais.

É isso aí. É, eu achei que você ia falar muito mais. E muito mais. É, a gente tá fazendo isso, hein? É verdade. Vamos fazer de novo. G4, pra quem quer mais. E muito mais. Pô, você tá vendo? A gente ensaiou isso. Ensaiou, deu certo. É que ele esqueceu. A gente ensaia. É que é minha inteligência limitada. Exato. A minha hora também. Essa foi boa. Então tem link na descrição, QR Code pra todo mundo. E agora, Rodrigo Silva, pra quem não te conhece, como você se apresentaria?

Pra quem não te conhece. Ah, pra quem não me conhece? Bom, eu sou um arqueólogo, logo tenho uma vida em ruínas. Oh, gostei dessa! E tô muito feliz porque sou recém, pai fresco, mais fresco do que pai. Pai fresquinho, verdade. A minha filhinha Sara, que eu mando um grande beijo pra minha esposa Laura e pra Sarinha que tá assistindo a gente nesse momento. Tá lá em casa, vai fazer...

30 dias, agora dia 29. Nossa, é aquele momento que você fica com medo de tudo, né? Ela tá respirando? Ela tá morto? Exatamente. Não é? Toda hora você tá olhando. Aquela coisinha, a cólica, aquele negócio todo e tal. Então tá lá, Sarinha, meu bem, Laura, beijo pra vocês. E a minha sogra também, Vanilza, que tá nos visitando em casa e tá sendo assim, mais mãe minha do que a minha sogra, viu? Tá ajudado demais. Ajuda demais a família nessa hora, né? Posso perguntar qual é a sensação que você teve? Assim,

Eu, a experiência que eu tenho é o seguinte, a mãe vira mãe no momento que está grávida. O pai vira pai. Mas você sente pai mesmo, é quando nasce, você coloca no... Fala, meu Deus, agora eu sou pai. Quando você segura aquilo, fala, agora não tem volta. Exatamente. Todo mundo falava isso para mim, eu vi que é verdade. Minha esposa, graças a Deus... Você não tem noção do que é ser...

e até você segurar. Ela não cobrou isso de mim durante a gravidez. Eu tenho apoio pra ela e tudo mais, mas quando eu acompanhei lá, que eu vi saindo do hospital, foi a coisa mais linda lá em Campinas. Aí cai a ficha, né? Aí cai a ficha. Aí pega, vai, ajuda aqui, corta o cordão umbilical. Olha, foi maravilhoso. Você tem medo até de pegar assim, né? Gente, é maravilhoso. Eu só peço a Deus que me dê sabedoria, a Laura também, pra criá-la no caminho do bem. E saúde, né? E saúde, sabe? Mas muito feliz. Agora é curioso.

Se você me perguntar assim, tá? E qual a sensação de ser pai? Eu acho que tanto eu como você, a gente não sabe falar. Sabe o que todo mundo fala? Porque é tão gostoso assim. Todo mundo fala o quê? Tem que ser pai para saber. Tem que ser pai para saber. Gente, por mais que a gente tente ser didático, usar as palavras, o Vilela é o homem das palavras. Eu sou o homem das palavras. Faltam palavras. Quando eu fazia stand-up, eu fiz um show só sobre meu filho, sobre o nascimento do meu filho. E toda hora no show eu falava assim...

Ah, pô, eu perguntava pra não sei o que, cara, tem que ser pai pra saber. Eu conto todo o nascimento, tudo isso que a gente tá falando. E eu falo pro pessoal assim, vocês querem saber a verdade mesmo? Vocês querem saber como que é a sensação? Tem que ser pai pra saber. Porque não dá pra explicar. Não dá. É uma sensação assim de medo, de alegria, de tristeza, de tudo, de tudo ao mesmo tempo. Assim, você fala, meu Deus. Agora eu vivo pra esse ser aqui.

É muito, é muito... Olha, eu recomendo. É. Recomendo. Tô... Recomendo também. De um canto, outro na orelha. Recomendo também.

Seja bem-vindo de novo. Muito obrigado. Realmente, dessa vez, eu demorei um pouco a vir. Verdade. Mas tinha um bom motivo. Sim, sim. Que foi toda a gestação. É verdade. Era para ter tido um encontro antes. Exatamente. Exatamente. Foi por causa disso. Então, está perdoado.

Só por causa disso. Por causa disso. Rodrigo, o assunto de hoje é a tua especialidade, né? Falar de Bíblia e falar de arqueologia. Onde elas se encontram? Olha, você sabe que o meu encontro com a teologia... Tem gente que tá ouvindo hoje falar assim, o que tem a ver? É ficção, a Bíblia, por que vocês estão falando disso? Olha que interessante. Eu fiz um primeiro doutorado em...

Novo Testamento. Grego Novo Testamento. Tinha nada a ver com arqueologia. Mas quando você faz o doutorado, você tem uma área de concentração maior que você está estudando e uma área menor.

É o Minor e Major, como eles falam em inglês. Eu estava fazendo Novo Testamento, eu falei, aí eu vou para Israel fazer em arqueologia, só para, sabe aquela lista de coisas feitas? Para ticar ali. Para ticar mais uma coisinha. Aí eu fui, na época quem me botou pilha para ir foram até os padres da comunidade Nossa Senhora de Sion, que ficam ali no bairro do Ipiranga. Por que que eles? Porque eles têm uma casa em Jerusalém.

Na verdade, a ordem de Nossa Senhora do Sion começou por dois padres franceses, Hatsbon, que eles eram descendentes de judeus. Então eles receberam como um carisma levar o cristianismo para outros em Israel.

Então eles compraram comunidades ali, compraram uma casa na cidade velha de Jerusalém, que está lá até hoje, depois compraram uma outra casa perto da King George, na Shmuel Hanagiv, lá em Jerusalém, e foram fazendo a ordem deles. Hoje eles têm casa na França, tem aqui, ali perto do Ipiranga, e eles têm os padres, têm irmãs de Sion também, têm padres, mas têm também as irmãs.

E aí, ó Rodrigo, vamos pra lá. Vamos, a gente ajuda, a gente hospeda lá. E tudo eu fui. E nisso eu fui fazer...

a primeira experiência arqueológica com Josef Garfinkel, que esteve aqui, inclusive vai voltar esse ano ao Brasil, depois eu vou falar sobre isso, ele vai lá no NASP, e hoje ele é o chefe, meu chefe, na escavação lá. É mesmo? É, escavo com ele. É tipo de um... Ele é o chefe superior, o superior máximo do sítio arqueológico, né? Professor da Universidade Hebraica, assim, esse realmente é um dinossauro, no sentido do conhecimento, né?

E, então, eu comecei. Aí, quando eu vi o Garfin, que eu conversando com ele, eu falei, poxa, dá mete. Por que que dá mete? Eu estou estudando no Brasil o texto, o papel. Aqui eu estou vendo o lugar onde a história aconteceu.

E como várias vezes, isso foi em 1998, então já tem tempo, a escavação era em Shah Hargolan. Depois disso, o Garfin que eu mudou para a área bíblica, aí houve escavação em Herberto Kayafa, agora nós estamos escavando em La Riche, já escavei em Theodor, já escavei na Jordânia, já escavei na Espanha. E o curioso é que quase sempre quando tem Copa do Mundo...

Eu estou no Oriente Médio. Durante a Copa? Durante a Copa. Eu não lembro a última Copa que eu tenha assistido no Brasil. Caramba. E esse ano vai repetir. Você vai estar em Israel. Vou estar em Israel com o pessoal escavando em Larinche. Se Deus quiser, né? Se Deus quiser, mas está tudo tranquilo para ir. É, porque da qualquer coisa eles fecham. Fecham, fecham. Exatamente. Está tranquilo para ir. Nós vamos estar com um grupo lá escavando e vamos conversar um pouquinho sobre essa experiência lá e contar as últimas novidades da arqueologia para vocês. Quando a gente fala em arqueologia relacionada à Bíblia,

Tem aquelas grandes perguntas que a gente até já tocou aqui que a gente pode até começar por elas. Onde está a Arca da Aliança? E o Santo Graal? É meio Indiana Jones a pergunta. É meio Indiana Jones. Aquela lança, como chama a lança que perfurou Jesus? É dessa lança até que eu não vejo. O pessoal fala muito do Santo Sudário.

A Santa do São Longuino, né? A Santa do São Longuino, mas eu não sei o nome. Tem um nome depois. Procura aí pra gente. Mas e a Arca da Aliança? A gente tem alguma novidade sobre ela? Nada, nada, nada, nada, nada. E até bom, pra responder sobre a Arca da Aliança, deixa eu lembrar uma coisa aqui. Esse estereótipo de Bíblia é mito, barra Arqueologia Bíblica é Indiana Jones.

barra, crente não é acadêmico, leva muitos a verem a coisa com uma maneira até preconceituosa. Um que testemunhou de maneira muito humilde...

e é uma pessoa que eu oro por ele. Ele não acredita em Deus, mas eu acredito. É aquele negócio, igual alguém escreveu uma vez sobre o Betinho também, que era ateu. O Betinho não acredita em Deus, mas Deus acredita no Betinho. E eu tenho amado muito e pedido a Deus para dar ânimo para o nosso Pirula. Mandei uma mensagem de áudio para ele, me respondeu, a voz dele está boa. Isso é bom. E eu lembro que o Pirula, de maneira muito humilde, ele tem um pensamento completamente oposto ao meu.

Mas é que nesse programa ele disse, Rodrigo, que bom ouvir como é o seu trabalho de arqueologia, porque eu tinha um preconceito. Então, até eu estou aproveitando esse... É um papo maravilhoso que a gente teve aqui. E foi quase 10 horas e 35 minutos, eu acho. A gente amanheceu o dia aqui. E para mim é isso, é dialogar. Você está entendendo? Não é fight. Mas nesse aspecto que eu chamei a atenção do exemplo do Pirula... Aliás, Pirula, um abraço para você se estiver nos ouvindo.

é que muitas pessoas também têm essa ideia errada. Ou que eu vou com a pá nas costas assim e procuro... Deixa eu ver aqui. A Bíblia fala que Davi matou Golias...

com a espada de Golias, mas antes ele jogou uma pedrinha em Golias. E ele pegou cinco pedrinhas no rio. Aí eu pego um rio lá em Israel, opa, uma pedrinha, duas pedrinhas, três, quatro, cinco, opa, achei as cinco pedrinhas de Davi. Não, isso é muito ingênuo, não é assim. A arqueologia bíblica, ela trabalha com método científico, ela publica artigos, eu vou dar vários exemplos para vocês aqui, é um trabalho acadêmico sério.

E a gente não está, sinceramente, buscando a Arca da Aliança. A gente, às vezes, encontra as evidências da história bíblica em pequenos detalhes, e não só a evidência que a história aconteceu, mas também o contexto da Bíblia que vai me ajudar a entender. Pode até dar o exemplo daquilo que foi achado lá em Cesar... Cesaré Marítima? A prova de que... Pilatos existiu. E tem outro achado mais recente de Cesaré, vou falar daqui a pouquinho.

Vamos falar daqui a pouco. Na volta da Arca, que você pediu da Arca para falar. Mas falaram aqui, é Longinus, né? É Lança Sagrada, Lança de Longinus ou Lança do Destino. Tem os três nomes. Isso, isso, isso. Mas na Idade Média, muitas histórias, muitos mitos medievais surgiram. Por que explodiu essa coisa de ir atrás dos itens sagrados da época de Jesus? Quem inaugurou isso foi Helena, mãe de Constantino.

Quando Constantino pretendeu ser cristão, oficialmente ele se proclamou agora o imperador cristão, Helena, mãe dele, já era...

convertida a Jesus há muito tempo, muito piedosa. E ela agora, o filho imperador, e ela com 78 anos, ela reuniu um exército, era a imperatriz, a mãe do imperador, e foi até a Terra Santa, porque ela queria peregrinar até a Terra Santa. E ver o que podia achar na Terra Santa. E ali na Terra Santa, a Helena começou a conversar com muitas pessoas, ouvir tradição e tudo mais, e começou a demarcar lugares.

que supostamente teria tido um episódio bíblico ali. Em alguns pontos, o que Helena demarcou tem sentido arqueológico. Por exemplo, a Igreja do Santo Sepulcro. Outros, nem tanto. Mas, nesses achados, Helena volta para a Europa também com várias relíquias sagradas. Entre elas, por exemplo, pedaços da Cruz de Cristo.

E Macario conta como a cruz de Cristo foi supostamente achada. Eusébio de Cesaré dá uma menção rápida. Macario conta mais detalhes que quando eles estavam no lugar, que segundo acreditava se era o lugar da morte de Jesus, que eles abriram o chão e encontraram um fosso mal cheiroso.

E encontraram três cruzes, um buraco, três cruzes. Um fosso mesmo, um buraco. Tá, mas não esgoto. Não, não esgoto, não. Tava com mau cheiro, cheiro pútedro.

Aí, quando pegaram, viram que tinham três cruzes. Aí a Helena falou, aqui, uma dessas cruzes é a cruz de Jesus. Isso é lenda, né? Mas estou falando como a história está registrada por Magário. Aí, então, trouxeram uma mulher doente, fizeram não deitar na primeira cruz, não aconteceu nada. Na segunda, não aconteceu nada. Na terceira, a mulher ficou curada. Então, deduziram que era a cruz de Cristo. Entendi. Aí, pegaram aquilo, cortaram, levaram para a Europa.

Aí, tem pedaço da cruz de Cristo para todo lado. Há uma ironia histórica, replicada, inclusive, por Martim Lutero.

que havia tantas relíquias na Europa que só na Espanha você podia encontrar 15 dos 12 apóstolos. E que os pedaços da cruz... Pedaços da cruz formariam uma arca de Noé. Ainda sobrava um pouquinho para fazer o... Então, assim, é lógico. E tem muito. Isso se espalhou pela Europa. E tem lugar lá que tem a pena da pomba do Espírito Santo. Nossa, cara, sério? Tem gotas do seio de leite de Maria e tudo mais. Mas com Helena, tudo isso não veio com Helena. Helena foi apenas um start.

tá certo? E o papo dos templários? Pois é, aí que eu vou chegar lá. É século XII. Helena tá no século IV. Nossa, tá, tamo lá atrás, então. É. Então, aí depois de Helena ficou aquela questão da Terra Santa, mas aí depois você tem a ascensão do islamismo, depois de Helena, no sexto século, vem Maomé.

E quando Maomé começa a crescer ali na Arábia Saudita, Maomé vai conquistando. Ele conquista todo o norte da África, conquista toda a Península Arábica, conquista a terra lá e vai avançando. Aí aquela terra que na época de Helena estava na mão dos cristãos, o Império Bizantino, agora começa a estar na mão de muçulmanos.

um pouco antes dos muçulmanos, para ser mais preciso com a história, os cristãos já tinham perdido parte da Terra Santa para os persas. Os persas tinham atacado ali. Mas quando Maomé chega, os persas se convertem. Depois de Maomé em 692, eles constroem o domo da rocha, que é aquela cúpula dourada que está até hoje em Jerusalém. Ela não tinha essa cor dourada na época, ela era uma cor cinza escuro. E aí, quando chega a época das cruzadas...

Aí havia outros motivos menos nobres para as cruzadas. Mas o oficial que os senhores feudais colocavam é temos que novamente reconquistar a Terra Santa e abrir um caminho seguro para que os cristãos peregrinos possam ir à Terra Santa. Aí foram as cruzadas. Foi daí que surgiu o cheque, sabia?

O cheque? É, de você acreditar que um papel, você pode deixar o seu dinheiro em algum lugar, assina um papel e aquele vale um dinheiro e você pode ir lá trocar. Entendi, claro, claro. Você não ia transportar todas as coisas. Você está longe, é verdade. Começando a sujar os bancos. Os bancos, nessa situação toda. E o fato é que, com a ida das cruzadas, aí agora sim.

muitos perderam vida e tudo mais. Aí Jerusalém às vezes voltava para a mão dos cristãos, depois ia para a mão dos mamilucos, depois voltava para a mão dos cristãos, até foi finalmente para a mão dos otomanos. E aí ficou. E até hoje uma grande parte da população ali ou é judia, porque depois da criação do Estado Israel, voltaram, ou são muçulmanos e é uma minoria cristã.

Mas o fato é que foi na época das cruzadas, então lembra, Helena apenas deu o start, mas foi na época das cruzadas que muitos cavaleiros medievais voltavam de Israel com várias coisas ditas relíquias sagradas. Ah, tá.

Aí vinha dente do São Fulano, osso do São Beltrano. E aí começou um comércio de relíquias sagradas. Tanto é que... Olha, estou falando do século XII. Se a gente pular para o século XVI, a época de Martinho Lutero...

Frederico Sábio, príncipe da Prússia, que era o protetor de Martinho Lutero, olha a ironia, ele era o protetor de Martinho Lutero, mas ele tinha um museu só de relíquias sagradas. Caramba! Eu não sei o número exato, mas eram milhares, talvez não se achar no Google aí o número das relíquias, colocar assim, Museu Frederico Sábio...

Quantas peças tinha? Talvez na IA vai ser mais fácil. Quantos artefatos sagrados havia no museu de Frederico Sábio, príncipe da Prússia? Eram milhares. E no ingresso que a pessoa comprava para visitar as relíquias sagradas, que lá tinha de tudo, aí lá nesse museu do Frederico Sábio tinha... Pode falar?

aproximadamente 17 mil peças. 17 mil peças. E lá tinha o cinto de Maria, o cinto da Virgem Maria, tinha fuligem da fornalha ardente de Daniel e seus companheiros, espada de Daniel, cabeça de Maria Madalena, mão de Pedro, tinha um monte de coisa ali. E ele prometia no ingresso que quem visse...

pelo menos uma vez, a coleção dele teria a pena no inferno, ou no purgatório, reduzida em não sei quantos meses. Tipo de uma indulgência. É. Se você fosse duas vezes ver as figuras sagradas lá, reduzir ainda mais. Então muita gente ficava voltando no parquinho dele lá, ele ganhando dinheiro com isso. Homer ia acampar lá na frente. O cara era um oportunista também, porque ele tinha essa ideia, mas ao mesmo tempo financiava o Martinho Lutero. É.

E aí a gente lembra da época também do nazismo, que o Hitler tinha uma fixação também com esse assunto sagrado, misterioso, de atrar de artefatos. Até por isso que o indirnazionismo... A Arca é perdida. Que, aliás, eu não respondi a sua pergunta da Arca. Isso, isso. A Arca, oficialmente, onde ela está, não sabemos.

Ninguém sabe. O que eu posso dizer é o seguinte... Ela pode, inclusive, ter sumido. Pode ter sumido. Ou destruída. Pode, por que não? Olha, o que eu posso falar de concreto? O livro de Macabeus conta uma história que também é validada por outras tradições judaicas. Tá certo? Não só no livro de Macabeus. Que quando o... Bom, antes de falar de Macabeus, deixa eu falar da Bíblia no cânon protestante. Se você pegar a Bíblia tirando os delterocanônicos, o que você vai ver?

A arca desaparece do texto bíblico. Ela não é mencionada mais depois do período dos reis de Israel. Não tem mais nenhuma menção à arca. Nada. Desaparece. Ela desaparece do cenário. Quando fala da reconstrução do templo, depois do Nabucodonosor, não fala mais nada da arca. Isso aqui... Se eu entender e incluir aqui os delterocanônicos, ou os apócrifos, como os protestantes chamam, aí eu vou ver lá essa história de que a arca...

foi escondida por judeus piedosos para que ela não caísse nas mãos de Nabucodonosor quando ele destruiu o templo em 587 a.C. 587-86 a.C. Então, algumas mãos piedosas, que provavelmente Jeremias teria feito parte dessas, tirou a arca do lugar santíssimo e a escondeu. E essa arca está no seu lugar secreto até hoje.

Então, até hoje, ninguém sabe onde essa arca foi oculta. O que nós temos? Aquele papo dos etíopes. Pois é, essa é uma das versões. Uma versão, mas ela é muito lendária. Os arqueólogos mesmo não validam isso. São versões, mas os arqueólogos não validam isso. É uma tradição que tem lá na Etiópia, que os etíopes... E o que é verdade disso? Existem judeus etíopes.

reconhecidos pelo Estado do Israel. Tanto é que tem um filme muito interessante, a Operação Mar Vermelho, não sei se você assistiu, que é uma história real, baseada em fatos reais. Não, não vi. Quando o Mossad foi até a Etiópa para resgatar judeus etíopes que estavam ameaçados de morte. Não, não vi. E eles resgataram esses judeus a partir de Ruanda. Sim.

sabe? E o Idi Amin Dadá, que era o... Eu acho que o nome é outro, não é? Operação Mar Vermelho. Porque eu assisti isso, mas eu não lembro com esse filme, eu lembro. Não foi um sequestro que teve, de avião? Não, esse não é um sequestro, não. Ah, então eu estou confundindo o que foi um sequestro. É esse aí, Operação Mar Vermelho, é esse mesmo. O ator é conhecido, né? Sim, sim. Eles criam o... Qual o nome dele mesmo?

Chris Evans. Chris Evans. Eles criam, e é baseado em fatos reais, eles, os israelenses, eles vão para Ruanda. É Ruanda? Eu sempre confundo Ruanda com Uganda. Vê se é. E de Amidadá era Ruanda. Não, acho que é Uganda. Uganda, perdão, é Uganda. É Uganda? É Uganda.

Confira aí. O Idi Amidada era o líder, o ditador. Aí os judeus pegam os etíopes judeus de lá, levam para o território de Idi Amidada. Só que como é que eles fazem para levar esse pessoal para lá, clandestino? Eles montam um esquema com o Idi Amidada e eles falam que eram empresários que queriam fazer um resort.

Ah, tá. Aí eles fazem um resort na praia, constroem... Os caras fazem tudo isso? Fazem um resort, constroem, colocam turistas fakes. Que eram agentes. Agentes, para fazer o que o dinheiro está andando, molhava a mão do governo e tudo mais e tal. Aí eles pegaram esses etíopes e levaram para ali.

para esse resort. E do resort... Aí quando o Diami Dada descobriu, o resort estava abandonado. Então eles salvaram não sei quantos judeus etíopes. Então realmente existem judeus etíopes. Até hoje em Israel tem muitos judeus etíopes. Você vê que são negros, fãs do exército e tudo mais. Conseguiu ver, Homer?

Estou pesquisando aqui ainda para confirmar. Mas eu sempre confundo Ruanda com Uganda. Os nomes são muito parecidos. Mas eu tenho quase certeza que é o Uganda mesmo. O Hotel Ruanda era outro. Era outro problema dos Tutsi com os Hutus.

E o Idi Amidadaira era Uganda, que a capital é Kishasa, se eu não me engano. Bom, tudo bem. Aí, voltando ao que eu estava falando da Arca. Dentre os etíopes, tem uma lenda antiga que Salomão teria tido um filho com a rainha de Sabá, o rei Menelik. E Menelik foi levado pela rainha de Sabá de volta para a Etiópia.

E quando Menelique chega com a mãe dele lá, ele se torna rei dos Etiópios. Só que antes dele sair da terra de Israel, o pai dele, Salomão, deu de presente para ele uma réplica da Arca da Aliança. Só que ele, muito espertalhão, trocou a Arca verdadeira pela réplica e levou a verdadeira para a Etiópia e a réplica teria ficado em Israel. Você entendeu? Essa é uma lenda. Uma lenda, né? Uma lenda. A outra, que não é...

100% lenda. Você sabe de onde que veio o nome do Indiana Jones? Não. O Indiana Jones... É o cachorro dele. Não. O Indiana é o nome do cachorro. Ah, sim. O Indiana é o cachorro. Sim, sim. Mas eu digo assim, o personagem. Ah, não. Eu não sei. Existiu um arqueólogo amador. Ele não era um arqueólogo por formação. É um caçador de tesouros, na verdade, chamado Vernal Jones. Vernal Jones. E ele ficava procurando relíquias sagradas. Com certeza foi isso. E ele falou que achou o lugar da Arca da Aliança.

O fato é que ele achou de fato, e ele falou que ele tinha prova que a Arca da Liga estava ali, ele achou de fato um artefato que tinha um óleo, que ele falava que era o óleo do santuário, do templo que estava dentro. E com a data datada daquela época. Ninguém deu bola para ele, mas o artefato dele é verdadeiro. Sério?

O artefato é verdadeiro. Mas só que esse cara morreu e ninguém sabe. Ficou por isso. E foi inspirado nesse Virgin Jones que o Spielberg inventou a Indiana Jones. Criou o personagem. E tem uma história, porque em Qumran, eles encontraram nos manuscritos do Mar Morto umas tábuas de bronze que hoje estão na Jordânia e que tem uma linguagem truncada assim que parece ser a descrição de um mapa de um tesouro. Mas ninguém até hoje conseguiu decifrar aqui. Consegue ler, mas não consegue decifrar.

E alguns acham que é o mapa do tesouro onde estaria a arca. Cara, eu sou fascinado por esse assunto. Então, até hoje, ninguém sabe. Existe uma possibilidade que a Arca da Aliança pode estar, talvez, debaixo do domo da rocha. É, já ouvi essa versão também. Porque ali é um queijo suíço. É. Não é? Mas é o máximo que eu posso dizer. Talvez um dia saberemos e talvez não. Exatamente.

E eu acho que isso é bem polêmico, inclusive por causa da Igreja Católica, o Santo Sudário. Pois é, o Santo Sudário... Eu já ouvi versões de que foi comprovado que é verdadeiro e que foi comprovado que não é. Você sabe que tem especialistas também não católicos que validam o Santo Sudário. Eu tenho que ser honesto com essa informação aqui, porque quando fala por causa da Igreja Católica, pode incorrer em dois erros.

Letra A. A igreja católica nunca afirmou oficialmente que é o pano de Cristo. Está lá em Turim, numa igreja. Está em Turim, numa igreja. E eles tratam como? A menos que tenha uma atualização papal de um tempo para cá, mas até onde eu li, o máximo que a declaração papal diz foi o seguinte. O Santo Sudário é uma boa relíquia...

que nos remete ao Cristo. Como se fosse uma coisa assim, pode não ser dele, mas inspira, lembra. Faz sentido. Você está entendendo? Mas o Vaticano nunca falou oficialmente, é o plano que cubriu o corpo. Eu não sabia disso, eu achei que eles tinham carimbado. O que você tem são teólogos católicos, padres católicos e especialistas católicos afirmando que é. Mas a igreja oficialmente nunca bateu o martelo.

Vamos lá. Só para explicar para o pessoal que nunca ouviu falar nisso, é um tipo de um linho, né? Um linho que ele está... Essa cena que vocês estão vendo aí, não dá para ver assim a olho nu. É. Isso é tratado, né? Tratado. E algumas coisas que alguns pegam para dizer que o Sudário Turim não seria de Cristo, porque se ele fosse, teria vários problemas. Um deles é o seguinte. Está vendo a postura das mãos ali? Uma sobre a outra. E na mão que está por cima...

Você vê uma manchinha aqui no punho, o sangue. E da onde colocou os pregos. Os pregos. O primeiro ponto que alguns falam, alguns legistas, é o seguinte. O sujeito que estava ali estava vivo.

porque o sangue ainda está escorrendo. Se estivesse morto... Se estivesse morto, o sangue estaria coagulado. Não faria aquela posição de descer. Então, se esse pano for o de Jesus, Jesus não morreu. Ele estava vivo ainda, com o coração bombeando o sangue. Porque a primeira coisa que acontece com o sangue, ele coagula. Para quem fala que é real, essa imagem seria o sangue impresso... Impresso. No pano, é isso? No pano, exatamente.

Eu vou dar... Faz o seguinte, eu vou... Eu não acredito que seja real. Você não acredita? Não. Mas eu vou tentar dar cinco argumentos a favor do Santos Sudário, cinco contra. Vamos lá. E a galera de casa decide depois fazer a pesquisa deles, tá bom? Cinco argumentos que são dados para favorecer a autenticidade do Santos Sudário. Primeiro argumento.

essa técnica não seria viável no século XII. A técnica de enrolar num pano? Não, de fazer um raio-x num pano para deixar uma mancha no pano. Não tinha como fazer isso na Idade Média. Não, mas eu não entendi. Porque aquela imagem que a gente viu ali não é imagem real. Aquela imagem é a imagem que você tirou com a fotografia e fez o negativo. Mas se você for a Turin a olho nu, você não vê daqui a pouco. Mas eu imaginei que isso é mais recente, essa imagem.

Essa imagem é antiga? Sim, sim, é a mais recente. Essa imagem é dos anos... Não sei se é 30 ou 40. Então, eu não entendi. A primeira imagem que foi tirar. Quando tirou a primeira foto do Sudário... Certo. Essa imagem apareceu. Tá. Mas o pano em si não dá para olho nu você ver.

Tem uma mancha lá. Uma mancha. Mas uma mancha que você tem que apresurar muito ralinha. Isso também acho que já é exagerado. Exatamente. É como se fosse um... Eu vou explicar e você vai entender. Acho que talvez não me fiz muito claro. Quando você tem, por exemplo, o Sakani teve aqui, o Ebelin teve aqui, e mostram uma foto do espaço sideral de uma galáxia toda colorida.

Aquela foto, ela não é que ela é mentirosa, mas ela é fake em que sentido? Aquelas cores são cores computadorizadas. Para reforçar, né? Exatamente. A olho nu, eu não consigo ver aquelas cores. Certo. Tá certo? É que nem a aurora boreal. Você olha a aurora boreal, ela é muito mais fraca do que quando você vê com uma câmera. Com uma fotografia. A fotografia ela realça tudo. É isso que eu quis dizer com o Sudário. Então, o primeiro argumento que eles dão é o seguinte. Para que alguém ia falsificar uma peça que ninguém ia ver?

Não tinha máquina fotográfica na Idade Média. Ah, entendi esse teu ponto. Deixariam muito mais evidente para poder ser vista a olho nu. Exatamente. Na Idade Média, ninguém ia chamar atenção daquilo. Exato, faz sentido. A segunda argumentação é, eles não tinham técnica na época para produzir esse tipo de impressão num pano. Para ficar tão realista. Hoje, talvez, com computação gráfica... Com impressão 3D, você coloca uma...

pessoa. Mas na época ninguém ia ter esse tipo de questão. Terceiro, eles dizem que o pano tem fragmentos de folhas, de flores. Ah, da região. Flores da região. Cara, isso eu li, isso eu achei fantástico isso, cara. No mínimo é muita coincidência. Muita coincidência.

Quarta, então o pano, pelo menos, ele veio de lá. A trajetória do pano, ele trouxe pólen. Está da região certa. Da região da Palestina. Estou chamando de Palestina porque estou falando da Idade Média. Na época, era a Palestina que chamava. Quarto, eles dizem também que nos olhos do indivíduo, quando eles pegaram em alta resolução assim, havia duas moedas com um cajado.

Sobre as órbitas Loculares Que era comum na época Era comum colocar a moeda debaixo Ah, era grego ou romano isso? Começou com os gregos Mas os romanos se mentiam O caronte era romano, mas era a versão romana dos gregos Que naquele rio do inferno Rio Styx

Tem uma hora que você leva as moedas para você poder... E as moedas que estavam lá eram moedas... Não sei se dá para colocar. Coloca assim, pilot em inglês coin. Pilot coin. Como que escreve pilot? De piloto? Não, é pilate. Pilate. Ah, pilate. Pilate, com I. Então, essas moedas mostram que eram moedas de Pôncio Pilatos.

E um último elemento que eles dão também, até para justificar o porquê da datação do carbono 14, que deu errado... Do pano. Do pano. É porque as irmãs de caridade que permitiram cortar um pedacinho do pano para a datação...

O Sudário de Turim sofreu um incêndio. Essa moeda aí. Quando eles ampliaram, descobriram algo que parece ser o desenho dessa moeda. Essa moeda é a moeda de Tibério. É da época? Mas da época de Pilatos. Então bate. Bate. Isso eu não sabia, Rodrigo. Nunca tinha visto essa moeda. Vocês estão notando que eu estou tentando colocar... Por enquanto é a favor. A favor. E essa questão, o último que eu não expliquei direito aqui, como o Sudário de Turim sofreu um incêndio,

Não sabia. É, teve um incêndio na Catedral de Turim. Mas grande parte dele pegou fogo? Pegou fogo. Putz. Ele estava dobrado, ele é chamuscado. Volta aquela foto. Será que acha? Aquela foto que você falou assim. Ah, tem uns buracos, né? É, essa aqui está boa ainda, né? Aquela da perna? É, não, o que você falou. Essa ainda está muito forte. Aquela que está mais amarela. Aquela foto mais amarela. Você vê que ali tem um buraco do chamuscado e onde...

Olha lá, tem um buraco do chamuscado. Ah, tá. Tem um chamuscado e está vendo aqui uns triângulos aqui? Isso que é? São remendos.

É onde as irmãs remendaram o pano, porque ele pegou fogo. Então contaminou? Então eles acham que o carbono 14 pode ter sido contaminado... Por panos mais novos. Por panos mais novos, que elas usaram ali na Idade Média para costurar. Só para explicar, o carbono 14 é uma forma de datar algo para saber a... A data da... Você sabe explicar por que o carbono? Sim, inclusive um dos achados arqueológicos que eu vou mencionar aqui tem a ver com o carbono 14 lá na frente. Mas eu vou explicar, o carbono é o seguinte.

Físicos, perdoem-me que eu vou explicar como um leigo, espero não errar nada aqui. Na verdade, a atmosfera tem moléculas de carbono C12 e C14, tá certo? E o que acontece? Nós não produzimos o carbono 14 no nosso organismo. Nós absorvemos o carbono da atmosfera. Como assim nós absorvemos? Vamos lá. Os seres que são vegetais.

Folhas, árvores, os vegetais, eles pegam esse carbono da atmosfera e acumulam. Os outros seres que não são vegetais, eu, você, os mamíferos, etc. Nós comemos uma fruta.

Então, se eu comi uma maçã... Vem o carbono? O carbono que a macieira pegou da atmosfera, eu comi. Poxa. Tá certo? Tá. Então, os seres vegetais pegam as moléculas de carbono da atmosfera, nós pegamos através da alimentação. O Homer já tá pensando, e quando eu uso papel carbono? Não é isso que você pensou? Eu tenho certeza que você falou. Tá, Rodrigo. Já vem enroladinho. Vem enroladinho o papel carbono.

eu pego o papel carbono. Fazia muito desenho com prova. E aí ficava sujo, sujava os dedos. E quando você pega o papel carbono, você está devolvendo a natureza o que você pegou dela. Prova de mimiógrafo com papel carbono. Ah, o pessoal nem sabe o que é isso. Não sabe o que é isso. Rodrigo, você sabe o que é, né? Sei, claro. Vamos lá. Até a bicicleta na cueca a gente sabe o que é. É, a freada. Mas então, voltando à questão. Só que o carbono 14, os átomos, eles não são estáveis.

Então, o que acontece? Todos os dias vai havendo um decaimento das moléculas de carbono 14. Elas vão decaindo. E os cientistas sabem quanto tempo demora. Exatamente. O decaimento. Só que acontece o seguinte. Esse decaimento é reposto em duas situações.

Sempre a noite que a natureza pega, quando ela pega durante o dia o carbono 14 da atmosfera, ela repõe. Tá. E nós, na próxima refeição, vamos repor também. Então está sempre equilibrado o C12 e o C14. Tá certo? Está sempre equilibrado. Começou a decair, eu alimentei e voltou. Começou a decair, a planta pegou da atmosfera e voltou. Só que quando eu corto a árvore, ela morre.

ela para de pegar o carbono da atmosfera. E quando eu morro, eu também paro de me alimentar. Aí o decaimento só vai sendo cada vez mais substancial sem reposição de carbono.

Então, o que os físicos fazem? Eles calculam, não é assim uma conta tão exata, eu estou simplificando demais aqui, tem a curva, tem a equilibração, porque você tem mudança na questão física da Terra, mas, grosso modo, eles fazem a contagem quanto tempo demora para cair tantos por cento do carbono.

Quanto carbono que tem nesse material aqui. E a partir daquilo eles deduzem qual foi a época que aquele ser morreu. Tá certo? Então o carbono 14 é muito bom. Por que serve para tecido? Porque foi feito de linho. Ah, que é uma coisa viva, né? É, viva.

O carbono 14 geralmente são materiais orgânicos. Você entendeu? Então, eu uso o carbono 14 em madeira, o carbono 14 em ossos. Tanto que é engraçado que quando... A gente até vai falar isso no final... Papiro. Papiro, é. Até vamos falar isso no final. Está fora do assunto, mas quero saber você sobre esses arquivos aliens que estão soltando. Mas quando se procura vida em outro planeta, a gente acaba procurando vida baseada em carbono.

Que é o que a gente conhece. Eu não sei até onde eu saiba, mas permita-me o beneplazo da dúvida, porque eu sou ignorante em relação a isso. Não, mas é. E a pessoa até fala, tá, e se for uma vida baseada em outra? Não, isso é uma vez, eu até comecei aqui no seu programa com o Sérgio Sacani.

Pode ser que às vezes a forma de vida que nós conhecemos não seja a única. E eu acho que não. Se tiver, pode ser outra coisa. Exatamente. Mas, até onde eu saiba, pelo que os biólogos chamam de forma de vida no planeta Terra, não se encontrou absolutamente nada em lugar nenhum. É. Até onde eu saiba. Perfeito. É isso aí mesmo. Bom, cristais de água é o máximo.

perto de uma vida é cristais de água, que encontraram no universo, e onde tem água, mas voltando à questão do carbono, fizeram com o Santo Sudário, e deu o século XII. E estaria errado por 12 séculos. Não pode ser da época de Jesus. Mas eu já terminei a última explicação aqui, que os que defendem o Santo Sudário falam que essa amostra... Ah, uma coisa que eu não falei para vocês em casa.

Para eu datar com o carbono 14, agora tem técnicas mais novas que eu vou falar no final do nosso bate-papo aqui. Mais precisas do que? Mais precisas e que você não precisa destruir a peça. Tá. Mas antes, para obter um carbono 14 de um material, eu tinha que destruir praticamente isso aqui. Sério? Nossa, cara. Você entendeu? Hoje não. Hoje já tem técnicas de carbono 14 que você pode destruir. Uma migalhinha. Uma migalhinha. Isso aqui. Mostra meu dedo. Mais para cá. Para cá? Ah, lá.

Ih, tá ruim de mira. Aqui, achei agora. Agora eu vi o retorno. Só esse pedacinho. Isso aqui eu já consigo pegar a amostra de carbono. No passado precisava de um tanto assim. Então você vai destruir um tanto de coisa? Não dá, né? Bom, o fato é que... Hoje, eu vou dar cinco argumentos agora contra o Sudário de Turim.

O primeiro elemento. A questão da moeda no olho ali é uma coisa assim meio... Porque ele não era um nobre, não era um... É muito estranho, os discípulos de Jesus, a gente não tem comprovação de que os judeus usavam moedas de caronte.

você não encontra moedas dentro de túmulos judaicos. Então você não tem essa evidência. Segundo, será que os discípulos de Jesus iam ter uma prática supersticiosa com o próprio filho de Deus? Você está entendendo? Não fazia muito sentido isso. Além disso, eu estou no primeiro elemento contrário à questão da moeda, aquela questão do olho que o pessoal fala que dá para ver a moeda ali, é aquele negócio assim que... Se você forçar muito...

muito, aí você vai ampliando, ampliando. Talvez. É igual aquela nuvem, que você vai ver um abacaxi ou vai ver um cachorro, ou vai ver um hambúrguer, não sei. É muito fraco essa questão das moedas. Não é uma certeza absoluta. Segundo o argumento contrário ao carbono 14, o total silêncio do Novo Testamento e até dos primeiros pais da igreja a respeito dele.

Há um silêncio tremendo. É lógico que o pessoal fala, mas tem uma história que traça o carbono 14 desde é dessa e tudo mais e tal. Mas assim, é muito fora da caixinha. Terceiro.

O Santo Sudário não era o único relíquia desse tipo que tinha. Então a questão de falar que na Idade Média eles não tinham essa técnica, que eles não faziam, a prova maior que havia é que você tem vários... Sabe, já ouviu falar de Verônica? Aquela mulher que, segundo a tradição, enxugou o rosto de Jesus e o... Sim, sim. Até no filme do Mel Gibson aparece. É. Os evangelhos não falam de Verônica.

Os evangelhos não falam de Verônica. De onde vem? A história de Verônica, na verdade, Verônica nem era uma mulher. Verônica foi uma corruptela da palavra em latim vero ícono. Vero ícono, em latim, é o verdadeiro imagem. Ícono é imagem. Então, havia na Idade Média tantos panos com o rosto de Jesus que cada um ficava falando, esse aqui que é o vero ícono, esse que é o vero ícono, vero ícono, vero ícono, Verônica.

Aí daí já criou a lenda que era uma mulher, chamada Verônica. Tá certo? Então havia outros candidatos. E o fato do Sudara estar mais claro ali, não significa que ele estava tão claro assim no século XII. Pode ser que ele foi desbotando com o tempo.

Tá certo? O quarto argumento contrário ao Sudário de Turim é o fato de que a questão do carbono 14 já foi feita por três ou quatro laboratórios diferentes e todos eles confirmaram que era do século XII. Você entendeu? Não dá essa margem de erro. E o último elemento, como eu falei com vocês, é aquele, o sujeito do pano está vivo.

Porque o sangue está ali, sabe? Ah, e um outro detalhe também, o sujeito está com as mãos assim, cortando no baixo ventre, como se estivesse tapando o sexo. É um pudor mais da idade média do que os judeus teriam naquela época. Então, assim, eu particularmente, eu acho que se fosse o pano de Jesus, era uma coisa forte demais.

para ficar calado. Porque, gente, o apóstolo João, ele fala bem claro no Evangelho, é um dos que dá mais ênfase aos panos de Jesus deixados ali no túmulo. O apóstolo João fala disso. É muito estranho que o apóstolo João tenha silenciado por completo a respeito de uma relíquia tão formidável como aquela.

que deixou a marca de Jesus e João não falar absolutamente nada a respeito dela. Ele que foi o primeiro a ver os lençóis juntamente com Pedro, sabe, Maria Madalena e as outras mulheres também, né? Então, assim, eu particularmente não acredito na veracidade do Santo Sudário, mas respeito quem pensa diferente de mim.

O Romer. Fala comigo. Qual pesquisa aí faltou você fazer, ou você chegou a fazer todas? A de Uganda, né? É, estava falando aqui que era a Uganda. A Uganda mesmo, né? E você quietinho aí, né? Eu estava esperando uma oportunidade para abordar esse assunto. Você tomou um susto quando te chamei, né? Ó, então vamos agora entrar realmente no assunto das novas descobertas. O que temos de novo, Rodrigo? Olha, uma das descobertas recentes, inclusive aconteceu no que a gente estava escavando agora, em julho.

Onde? Em La Rish. La Rish ou La Kis, só para você saber. La Kis é a segunda maior cidade de Judá depois de Jerusalém. Na época do Antigo Testamento. E até eu trouxe umas fotos, porque eu fico feliz em contar isso. As primeiras vezes que eu ia escavar em Israel, só estava eu lá de brasileiro.

Hoje, graças a Deus, o grupo de brasileiros é um dos maiores times de escavadores em Israel atualmente. Poxa. Já tem quatro anos que estamos escavando Laquís com o professor Gaffinkel, com a Universidade Hebraica.

E eu vou mostrar umas fotos para vocês. Esse foi o grupo do ano passado, olha. A maioria são brasileiros. Ali está todo o nosso grupo. Tem uns dois ali que são coreanos, da Coreia. Uma israelense ali, aquela de vermelho. E eu quero chamar a atenção do nosso grupo aqui. Ali atrás, está vendo onde eu estou? Aí subindo tem uma senhora de verde, com chapéu.

E ao lado dela, colocando as mãos no ombro dela, tem um senhor de óculos. É o Vladimir. Cadê? Tá. O Vladimir. Eu conheci o Vladimir através de um convidado que veio aqui ao nosso podcast aqui. Quem? Quando veio aqui o Shimon de Israel, que foi da Nanobíblia, que ele até trouxe uma Nanobíblia pra você, ele me apresentou o Vladimir.

O Vladimir é um camarada fantástico. É um cara que você devia entrevistar aqui. É. Olha, dificilmente eu indico pessoas para você. Tem assunto. Ele tem assunto, uma história de vida tremenda e ele é cego. Poxa. E ele cego, ele entende demais de computação, é um gênio da área de computação. Ele formou a família dele toda, trabalha veementemente, escreveu um livro fantástico da história dele. E eu conheci ele através do Shimon.

do Shmuel Yav, aí tá bom, tal, tal. Quando eu fui receber, eu cheguei antes da escavação, quando eu fui receber o grupo...

que ia escavar comigo, os brasileiros que estavam indo, porque, assim, uma parte do grupo são alunos do Unaspe, alunos e professores do Unaspe. Uma parte são alunos do Bíblia Comentada, aquela plataforma que eu tenho da Bíblia, né? E outra parte são alunos da nossa pós-graduação e a outra parte são pessoas que a gente fala, se vocês querem ter vaga, podemos como voluntários.

Quando eu desço no hotel de Jerusalém, eu vejo alguém com uma bengalinha, era o Vladimir. Poxa, mina. Eu falei, como é que eu vou colocar um cego num campo arqueológico? Ai, cara. Primeiro eu pensei assim, o garfo que vai me matar. Porque tem questão de seguro, uma série de coisas e tal, né? Aí eu falei assim, mas você está sabendo como é que vai ser o formato?

Esse é ele escavando. Olha que incrível o que eu fiz. Não porque eu fiz. Ali eu estou ensinando para o Vladimir.

Como identificar uma cerâmica pelo tato. O professor Gafkin deixou que ele escavasse com a gente. Ele escavou. Ali eu nunca pensei que eu ia dar uma aula para um cego num sítio arqueológico. Em braile, quase. Braile é lógico, figura de linguagem, né? É touch. Ele está tocando. Ali são cerâmicas que nós estamos acabando de escavar.

E eu fazia o seguinte, eu vou ter que ensinar de alguma maneira aqui para o Vladimir. Então eu colocava a mão do Vladimir, eu lembrei muito da história de Ellen Keller com a Annie Sullivan, que me fascinava demais. Aí eu pegava a mão do Vladimir e falava, Vladimir, está vendo esse pó aqui? Está vendo que ele é diferente desse aqui? Olha, aqui mudou o extrato arqueológico. Aqui é cinza, está vendo que parece um pó, parece um talco?

É cinza, aqui houve uma destruição. E o Vladimir foi um dos que saíram melhores. Ele ficava sentado e escavando ali.

E foi um trabalho de inclusão que até hoje me emociona. É. Me emociona, sabe? Cara, que legal. Que eu não estava planejando. E o professor Gafka, quando eu vi, eu não, Rodrigo. Então, coloque ele lá perto de você e tudo. O pessoal assim. E ele saiu assim, maravilhoso. Foi um negócio fantástico. O pessoal chorou emocionado quando ele foi receber o agente. Dá um certificado de participação. Mostra só umas outras fotos depois.

inclusive, perto de onde o Vladimir estava escavando aí, está vendo esse professor Gaffin, que tem uma pecinha na mão dele. Sim. Esse pedaço de cerâmica foi um achado arqueológico incrível. Volta para mim que eu vou contar o que está nesse pedaço de cerâmica. Quando a gente achou lá na área FF, que é assim, a gente espalha as pessoas pelo sítio e a gente vai dando letras para os sítios. Cada quadrante. Quadrante, exatamente. Eu estava no FF e a gente estava descobrindo ali uma área de culto.

Do período do bronze. Estou falando antes de 1200 anos de Cristo. Nossa. Entre o bronze e o ferro ali. E aí encontramos várias coisas ali. Só mostrar as últimas fotos. Depois eu quero voltar nisso aqui. Tem uma foto. Essa aí é uma cabeça de uma áshera. Uma deusa da fertilidade cananita. Hello. Tudo jóia? Tudo bem? Tudo jóia? Vem cá, Noah. E Noah? Dá um abraço. Rapaz, você está cada vez maior, hein? Está grandão, hein? Tudo jóia, Noah?

Fala oi. Tá maior que o pai dele daqui a pouco. Já vai ficar maior aqui, ó. Dá oi pra câmera. Aqui, ó, pra aquela câmera lá. Ó você lá. Já completou o álbum de figurinha? Tem mais aí. Figurinha da Copa? É. Olha.

E guarde, porque quando você tiver a nossa idade, vai estar valendo uma fortuna. Exato! Investimento. Tem fogo do Pokémon que custa 100 mil reais, né? Verdade. Bom, então... Tchau, tchau. Um abraço. Essa cabeça dessa estatueta de Asherah, a Asherah, o Azera, é muito mencionado na Bíblia. Ah, é? E o curioso é que a gente vê esse tipo de idolatria em Israel antes do cativeiro da Babilônia.

Caramba! Entre os judeus. E o que faz os judeus irem parar no cativeiro da Babilônia? Idolatria. E é interessante que o profeta Jeremias fala muito contra a idolatria, muito contra a idolatria. Depois que passa o período do cativeiro da Babilônia, eu não encontro mais esse tipo de coisa.

Sabe aquele negócio? Quem se queima com leite quente, assopra até iogurte. Sim. Curou. Aqui é uma das nossas... Agora ela não está mais conosco lá no Naspe. Já formou, foi embora para casar. Está morando na Bahia. Ela achou uma peça inteira lá. Foi incrível. Acho que tem mais uma aí. Tem mais alguma? Acho que acabou. É a última, né? Tinha mais algumas outras fotos aí. Mas voltando àquela pedaço de cerâmica. Oi?

Esse é o Maurício também encontrando... Esse é uma base de um vaso. Isso tudo vai nos ajudando a contar histórias bíblicas. Porque você vai dentro do contexto da Bíblia Sagrada.

Todos esses pedaços de cerâmica, e eu vou entrar naquela que estava na mão do Garfinkel, isso funciona para a gente da seguinte maneira. Vilela, deixa eu até pedir o pessoal de casa para fazer uma comparação, vocês vão entender. Vocês já ouviram falar de um avião da Korean Airways, que caiu acho que em 1980, 87, uma coisa assim, e matou um monte de pessoas, e o problema da queda daquele avião da Korea, ela ficou quatro anos para ela se operar por causa disso.

Foi por causa de um problema de entendimento de cultura. Eles tinham colocado pilotos coreanos, copilotos coreanos, trabalhando com pilotos que não eram coreanos. E na cultura da Coreia, eles têm uma cultura muito de disciplina e de hierarquia. Então, jamais um copiloto vai falar de maneira áspera, urgente, ou rude, ou forte, com o chefe.

Um copiloto jamais falar assim, arremeter, arremeter, arremeter. Ele vai falar isso. Claro que não. Ele vai falar assim, acho que talvez nós precisamos melhorar um pouquinho a rota. É a cultura deles. É uma cultura muito do respeito. Mas como os pilotos não sabiam disso, os pilotos perguntavam para o copiloto assim, como está a nossa altitude? Acho que podemos melhorar.

Acho que poderia melhorar, mas tá bom. E foi isso que causou. Tanto é que depois da queda desse avião, houve uma mudança na linguagem internacional dos voos para compreender que, mesmo sendo uma hierarquia piloto-copiloto, na hora de situação de risco, você tem que falar em pé de igualdade. Entendeu a questão? Entendi. Mas olha, a ignorância de uma cultura causou um acidente.

porque alguém não entendia aquela cultura. Então, a Bíblia é a mesma coisa. Eu tenho que entender não só a frase. Não adianta ficar só traduzindo a Bíblia. Olha, em hebraico está escrito, vai rir de var adonai. Em português é, veio a palavra do Senhor. Ponto. Não é só isso. Eu tenho que entender assim.

o trejeito deles falarem, os usos e costumes da época, a gíria da época, a forma de expressar, o que eles comiam, como comiam, onde comiam. Aí eu vou não apenas construindo a veracidade histórica da Bíblia, mas como também o entorno dela.

Vou contar uma segunda historinha e já entro aqui pra não ser prolixo. Esse foi o meu maior achado lá, Laura. Não, não fala. É um... Aquele negócio de sorvete. Parece que é igualzinho. Eu achei que era uma caneta. Como chama? Corneto, né? Dá-me um corneto. É pio cremoso. Eu achei que era um copinho da Starbucks, cara.

Pode ser também. Pode ser, viu? Vocês estão fazendo merchan para um monte de gente de graça. É, pô, para, cara. Depois manda a conta. A Laura achou esse pedaço e eu achei um segundo.

E até agora nós não sabemos o que é. Sério? Hoje, estou aqui, olha. Eu troquei um e-mail com o professor Garfin. Então tem isso. Às vezes o arqueólogo acha e muito depois vai descobrir o que é. A gente ainda está quebrando a cabeça. Eu mandei para o professor Garfin uns artigos, porque tem umas formas cônicas que foram encontradas, o período Calcolítico, que era pela Amparina. Mas o Garfin eu acho que isso é do período Persa. A gente não sabe. Mas é uma coisa cúltica, ou seja, de religião.

Porque a gente está numa área de religião que foi queimada. Isso é muito interessante. Mas, voltando ao que eu estava falando ali dos exemplos para entrar naquele artefato, o Milor Fernandes contava uma historinha que uma vez a mãe chegou em casa, deixou a irmã mais velha cuidando do mais moço, do menino, e quando chegou o menino estava trancado no quarto. Ela está trancada lá no quarto e não me obedece, mãe. Abre a porta, o mamãe está aqui, ele chorando.

Por que você não atendeu os irmãos? Eu estou com medo dela. Por quê? Ela vai me fazer ficar cego.

E o Milo Fernandes falava assim, por que ficar cego? Porque a mãe, o menino escutou a mãe falando para a mais velha assim, vê se não tira os olhos do seu irmão quando eu sair. Vê se não tira os olhos do seu irmão, quer dizer, presta atenção nele. Mas o menino entendeu, vê se não tira os olhos do seu irmão como...

Ela vai arrancar meus olhos. Ah, tá. Era um jeito de... Você entendeu? O Milor Fernandes colocava essa crônica no... Criança diz cada uma. Dessa história do Milor Fernandes e da queda do avião lá da Korean Airways, eu digo o seguinte. Imagina quantas expressões na Bíblia estão sendo lidas do jeito vê se não tira os olhos do seu irmão. É. E não era isso que a Bíblia queria dizer. Tá certo? Então essas cerâmicas, elas me ajudam a construir uma história.

com gente, com fato, com terra, com rua, com uso e costume, etc. E aquele pedacinho de cerâmica foi tão importante pelo seguinte. Ele é um ostracon. O que é um ostracon? O papel era muito caro na época. Você tinha o papiro.

Não, não existia papel. Não existia papel. Não, tinha o papiro. Ah, tá. O papiro era o papel da época. É, mas não havia. Nem o pergaminho existia. Não existia ainda. Não, o pergaminho vai ser lá pelo primeiro século antes de Cristo. Que é feito de couro animal. Couro de animal. Foi na época de Eumenes. Turquia eu fui lá, onde os caras fazem até hoje. Em Pérgamo. O rei Eumenes que fez, mas bem lá na frente. Na época que a gente está escrevendo, não existia. Só existia papiro que veio do Egito.

Bom, a bem da verdade, alguns falam que na China tinha um tipo de celulose que eles usavam, mas no Oriente Médio é só aquilo. Ou escrever em pedras, madeira ou cerâmica. Então muitos bilhetes eram escritos às vezes num pedaço de caco de cerâmica.

Nossa. Você está entendendo? E aí, ali estava uma escritura cananita, antiga, datado de aproximadamente... Cananita é o quê? De Canaã. Ah, de Canaã. De aproximadamente 1.200 ou um pouco antes antes de Cristo, talvez 1.500 antes de Cristo. Só que ela estava partida na metade.

Então se... Quebrada? Quebrada. Então é como se eu escrevesse aqui, inteligência limitada, mas eu só tenho a parte de baixo da letra. Tá. E escrito à mão ainda, que não está tudo certinho.

E mesmo assim dava para entender o que era? Deu para ler porque ninguém lê era epigrafista, nem eu, nem o Gafka, nem ninguém. Mas aquilo ali foi guardado, mostramos para o Gafka ali, você viu a foto dele segurando, né? Aí depois levaram para o professor Daniel Weinstub, que é um dos maiores especialistas em epigrafia que eu conheço. E o Daniel Weinstub, usando recursos também da IA...

Ele começou a comparar que era uma escrita alfabética. Começou a comparar com as letras alfabéticas. Está ajudando isso. Aí, com a ajuda da IA, ele conseguiu redesenhar quais eram as letras que estavam em cima. Completar. Completar. E ali ficou fácil de ler. Ali estava escrito Baal Shalit.

Baal, xalit, é um nome próprio. É um nome próprio. É como se eu falasse assim... Sebastião. Sim. Só que é interessante que Sebastião significa imperador em grego. É? É, Sebastes. Sebastes em grego é imperador. Então o nome Sebastião vem da palavra imperador em grego. Então se eu coloco assim, Sebastião de Jesus... E eu coloco em grego.

literalmente é um nome que significa o imperador de Jesus, etimologicamente. Então Baal, Shalit, é um nome próprio que significa governador de Baal. Mas o curioso, pra ler a história da Bíblia, eu vou falar qual é. Muitos críticos da Bíblia, gente pesada, usam argumentos pra dizer que a Bíblia não é um livro histórico, que é um livro recente, etc. E eles falam, por exemplo, que é impossível que o Gênesis seja escrito por Moisés.

E por quê? Eles pegam passagens como essa aqui, por exemplo, olha, Gênesis capítulo 41, versículo... Deixa eu ver só um segundinho. Aqui, olha, Gênesis 41, 41. Então o faraó disse mais a José, eis que eu constituí autoridade sobre toda a terra do Egito.

A palavra autoridade no hebraico aqui é shalit. Shalit. Só que os críticos da Bíblia falam que a palavra shalit não existia na época de Moisés. E aí? Que essa palavra é do período persa.

Você entendeu a palavra que veio para o hebraico através do aramaico persa. O período persa é 600 anos antes de Cristo. É o sexto século antes de Cristo. 500 e poucos anos antes de Cristo. Então Moisés, que viveu 1.400 anos... Não poderia saber. Não poderia saber. Então, para eles, essa palavra aqui é um indicativo muito forte de que esse livro não foi escrito na época de Moisés.

Simples assim. É como se eu pegasse um texto agora atribuído à Cecília Meirelles falando internet. É. Ou WhatsApp. Não, isso aqui não foi Cecília Meirelles que escreveu, porque essa palavra WhatsApp não existia no tempo dela. Entendi. Só que esse achado agora mostra que a palavra xalit...

Existia? Existia, porque a gente encontra a palavra shalit num documento que estava num estrato arqueológico de 1300 a.C. Que fantástico. Aí muda tudo, né? Já muda tudo. Você está entendendo? Então, com essas coisas... Eu estou contando isso, gente, para vocês perceberem que a Bíblia também é estudo, é experimento, é pesquisa, é o machismo. E a arqueologia é viva, né? E tem teorias. A gente, às vezes, equivoca. Tem ideias que eu vou mudando. Eu tinha algumas ideias que hoje eu não defendo mais.

Você entendeu? Como qualquer método científico. Os próprios físicos, esses dias eu estava conversando com o Serjão até pelo WhatsApp, a física está um nó agora. Por quê? O Big Bang, quanta coisa, já estão falando que o Big Bang talvez nem há aqui. Já estão pensando em outra... Exatamente. Então, assim, é dinâmico, mas a essência permanece. Total.

Total. E enquanto eu preciso ir ao banheiro, manda uma pergunta aí do pessoal sobre o que a gente falou, alguma coisa que seja relacionada. Então vamos lá. Vamos lá. A pergunta aqui é da Natália Targino. Ela perguntou, pergunta pra ele por que os sítios arqueológicos são tão soterrados? É aquele tanto de areia vem da erosão dos montes?

Ô Natália, obrigado pela sua pergunta. Vamos lá. São vários fatores que levam ao soterramento de um sítio. O primeiro deles é a própria maneira como o sítio é construído. Naquela época, havia o costume majoritário de se construir casas e ruas e cidades em cima de elevações.

e onde há uma fonte de água que possa ser escondida. Por quê? Motivo óbvio, defesa. Então, se eu tenho aqui uma elevação, vamos voltar a minha bíblia aqui, se eu tenho uma elevação, se eu coloco uma cidade aqui em cima, qualquer exército que vier me atacar, além de eu poder ver o exército vindo de longe,

Então, eu já estou em vantagem, dá para eu me preparar para enfrentar o exército que está vindo, como também estou em vantagem militar, porque se você está lutando aqui de cima, quem está embaixo tem desvantagem. Então, essa é a primeira razão. Segundo, se eu tenho uma fonte d'água aqui nessa elevação,

nessa colina, que eu posso esconder desse exército, eu posso ficar cercado aqui, que eu tenho água aqui dentro pra durar muito tempo. Só que aí você tem guerra, terremoto, ação do tempo, o que acontece? Essa cidade é destruída. Na época não havia tratores pra você chegar e fazer uma limpeza de tudo. Então, muitas vezes eles socavam e quando viam uma nova geração, uma nova civilização, uma nova reconstrução, eles faziam por cima.

Aí repete o processo. Guerra, terremoto, destruição, ação do tempo, abandono, constrói por cima. Com o passar dos séculos, você vai montando camadas de construção arqueológica. É como se fosse um bolo de aniversário, que você corta, aí ele tem glacê, tem chocolate, tem a massa, tem doce de leite, aquele monte de coisa.

E a gente sabe que o que está mais embaixo é mais antigo, o que está mais no topo é mais recente. Isso sem contar, Natália, que esses extratos também não são estáticos. A cidade é um elemento vivo. Ela tem construções, demolições, reformas, ampliações governamentais, desapropriação de uma área para construir uma praça. Isso acontecia também.

Então a gente tem que fazer uma leitura do texto. Essa é a primeira e principal razão do porquê do sostenramento. A segunda é que o abandono realmente, com o tempo, você tem uma sobreposição de camada, não só de areia, mas o próprio pó. Você sabe que se você deixar... Faz um teste na sua casa ou em qualquer lugar. Se você deixar uma superfície lisinha assim, um mês sem tirar a poeira, dá para você escrever um dedo ali. Você olha assim, você vê a camada de poeira fina.

Vai acumulando. Agora, se isso num mês acumula, imagina um ano, dois anos, três anos, um século. Aqui ele vai acumulando, vai acumulando, vai acumulando, vai ficando mais forte. Tem muita ventania também que traz terra do deserto, porque ali tem muito deserto. Tem o deserto do Négare, tem o Áravar. Então, isso tudo leva essa poeira pra longe. Até poeira do Egito, às vezes, é levada pra outros lugares, lá do...

do deserto do Saara, então isso tudo vai provocando o acúmulo de terra e o soterramento de cidades antigas. Tem uma outra pergunta aqui, também da Natália, mas é uma outra Natália, a Natália Batista. Ela perguntou, quantos anos se passaram entre Abraão e Jesus? Tem como saber? E se sim, como se sabe?

Então, Natália Batista, obrigado pela sua pergunta também. Natália, tem duas datas, duas hipóteses para a datação de Abraão. Eu vou dar uma mais que alguns defendem e a que eu defendo. Muitos pensam que Abraão estaria por volta de 2100 a.C.

Se Abraão esteve em 2100 de Cristo, então 2100 anos entre Abraão e Jesus. Eu, particularmente, coloco Abraão mais ou menos entre 1900 e 1800 a.C., período de Ur 3. Ur 3 é a terceira dinastia da cidade de Ur, da época da rainha Poab e tudo mais, e a queda, finalmente, da cidade de Ur. Então, eu colocaria por volta de 1800 e pouco.

antes de Cristo, e aí a resposta já está, né? 1.800 anos aproximadamente entre Abraão e Jesus ou 2.100 anos entre Abraão e Jesus, dependendo da cronologia que você adotar. Tem a pergunta do Edemilson Costa. Ele perguntou aqui, qual achado arqueológico registra a concessão do rei persa, permitindo que os judeus voltassem para Jerusalém?

O nome dele de novo, por favor? É Demilson Costa. Oi, Demilson. Obrigado por sua pergunta. Demilson, o machado que nós temos a esse respeito, nós temos o cilindro de Ciro. O cilindro de Ciro, cujo original está no Museu Britânico.

Mas existe uma cópia do Cilindro de Ciro também no Museu de Chicago, isso é interessante, e o do Museu Britânico é o mais famoso. E ele traz o decreto de Ciro ordenando que não somente os judeus, mas todos os povos que estavam agora no exílio da Babilônia pudessem voltar, reconstruir sua vida, sua religião, tanto é que Ciro, o persa, olha que ironia, o Ciro persa, ancestral do Irã hoje.

que é um país mais complicado em termos bélicos. No passado foi um dos grandes monarcas que defendeu a paz. Um dos principais símbolos da paz que nós temos é o do rei Ciro. Você tem o Ciro e o faraó Ramsés. Ramsés também é colocado por causa do armistício que tem lá na ONU.

O artesanato tricrochê, enfim, o nome é muito longo aqui. Artesanato tricrochê. Os dinossauros que têm milhões de anos, datados pela camada Gicarbono 14, quanto tempo tem a Terra na sua visão? Fez várias perguntas de uma só.

É, eu vou admitir que a sua pergunta eu já não respondo com tanta propriedade, porque seria a área dos paleontólogos. Cara, isso é legal você falar, porque eu já confundi muita paleontologia e arqueologia. Arqueologia. Então, para simplificar, o paleontólogo trabalha com eras, com fósseis.

com datações mais antigas, camadas geológicas. O Sérgio está mais próximo do paleontólogo do que eu, o Sérgio Sacani. Por quê? Porque ele trabalhava com fósseis, com petróleo. Ah, tá. Você tem entendido? Essa área de...

Salvo engano, eu acho que o Sérgio chegou a escavar ossos de dinossauros no Brasil. Aí eu já não sei. Eu acho que sim. Bom, se eu estiver aqui... Achei isso numa pesquisa. Numa pesquisa. Mas então seria mais uma área assim. O arqueólogo trabalha mais com material mais recente. Eu gosto de colocar assim, grosso modo, não é uma definição exata, mas só para facilitar.

Deixa com o paleontólogo tudo o que for pré-história, antes da invenção da escrita para trás. E deixa com o arqueólogo tudo o que for história, da invenção da escrita para cá.

Ou, se quiser explicar isso também de uma maneira mais jocosa, eu poderia dizer que o paleontólogo é Jurassic Park e o arqueólogo, Indiana Jones. Tá, tá. Você entendeu? É o Jurassic Park ou Indiana Jones. Mas algumas técnicas são parecidas. Por exemplo, eu também trabalho com estratigrafia no sítio arqueológico. Que é?

A estratigrafia é justamente o estudo dos estratos arqueológicos. Quando você saiu, eu estava explicando para a Natália como é que forma o sítio arqueológico a partir das camadas. Então cada camada é chamada de estrato. É um estrato arqueológico. Você tem um estrato, outro estrato, outro estrato. Eu sei que não tem muito a ver isso, mas quando a gente foi em Israel...

tinha um lugar que tinha um buraco lá, que mostrava as camadas que uma cidade construía. Exatamente. Se não me engano, foi em Jericó, foi em Palestina isso aí. Não, a gente não foi até lá. Não foi lá. Dessa vez a gente não foi. Mas tem muitos lugares que dá para ver. Ah, foi em Meguido. Foi, foi. Meguido. Em Meguido dá para ver. Que louco isso, né? Todos os lugares dá para a gente ver os estratos. Sério? Aí eu estava explicando para o Vladimir que eu falei lá a diferença de um estrato por outro só no toque. O Homer nesse ponto está pensando que o estrato dele está muito ruim, né?

Meu extrato, coitado, tá do vermelho. Você tinha o extrato e as camadas eram... Quanto mais descia, piorando, né? Bem aqui pra baixo. Agora, é lógico que quando fala ali tinha extrato, é porque no caso de Meguido, os extratos estão mais visíveis, estão mais didáticos. Ali em Laquiz, com o olho arqueológico, eu consigo perceber os extratos. Mas um leigo não vê com tanta tranquilidade. Mas como a gente sabe que mudou de extrato? Pela dureza do solo, pela mudança de cerâmica.

pelo estilo da construção, carbono 14 usado ali, tá certo? E a diferença é que enquanto o paleontólogo vai falar de extrato senozoico, mesozoico, paleozoico, eu vou falar de período do bronze, período do ferro, período persa, período grego, período romano, período bizantino. Pois é. Você entendeu? Agora, a sua pergunta misturou com outra questão aí.

que é a datação dos milhões de anos para dinossauros com o carbono 14. Não há datação de carbono 14 para milhões de anos de dinossauros, porque a minha vida do carbono 14 são 5.730 anos. Então você não vai chegar, através do carbono 14, à datação de milhões de anos.

Então é o tricô, artesanato. Artesanato, tricô, amigurumi. Eu vou fazer essa dúvida se o camarada, esse é o nome do perfil, ele pôs o nome da marca dele pra fazer um merchanzinho. Não duvido também. Eu vou mandar mensagem assim, a Bíblia comentada pergunta, viu? Mas então, meu irmão ou minha irmã, não sei quem está por detraça.

Eu prefiro deixar que alguém da área de paleontologia responda melhor. O professor Marcos Ebelin pode dar uma resposta para você mais à linha bíblica, criacionista, e o Sacani pode dar uma resposta mais à linha evolucionista, não bíblica. Pergunta do Márcio Aguilara. Ele perguntou se o altar de Melquisedeque encontrado é realmente verdadeiro.

Isso é uma coisa interessante. Como acadêmico, a gente evita o sensacionalismo. Que dá vontade de já acreditar. E eu sei que na internet hoje o pessoal quer... Quer a... Sim ou não. A gente trabalha com evidências. E a evidência tem me fortalecido. E nessa loucura de dizer que não te quero... Aliás, evidências, já que o pessoal tá...

Já que o pessoal está usando como é que fala? Um jeito subliminar de falar das marcas, Evidências é o nome do meu programa da TV Novo Tempo, que vai estrear uma nova temporada agora em setembro. Olha, deu certo. Sabe por que ele está rindo? Porque sempre que alguém fala Evidências aqui, a gente canta. Então você que sempre é fã do Inteligência Limitada, toda vez que o Villela cantar a música Evidências, lembre-se do programa Evidências na TV Novo Tempo.

Boa, gostei. Então, até agora esqueci o que eu estava falando. Assim, como acadêmico, o que eu posso dizer assim, há evidências, elementos que apontam e que rebustecem a fé da gente. E realmente, esse altar de Melquisedeque é uma coisa interessante em Israel. Para quem não sabe do que a pergunta se trata, você não falou o nome da pessoa?

Foi o Márcio Aguilar. Márcio Aguilar. Márcio, eu vou pedir licença só para explicar para o pessoal sua pergunta, quem talvez não saiba. Tem um vídeo meu, que eu gravei até com a Aline. Se você procurar no YouTube lá, Templo de Salomão, de Melquisedeque, Israel, alguma coisa, vai aparecer lá no YouTube, no meu canal do YouTube.

Foi encontrada ali em Jerusalém, justamente na Ir David, na cidade de Davi, que é uma parte mais embaixo ao sul de Jerusalém, fora dos muros da cidade velha. Foi encontrado algo muito interessante. É uma área que era um setor de culto, isso é claro que era um setor de culto, cuja datação pela cerâmica, outros elementos que encontramos ali, deu que é algo do período do bronze médio, do bronze médio. Estou falando algo em torno de 1800 a.C., aproximadamente.

E esse lugar que encontraram é curioso porque ele tem as paredes muito bem preservadas. Vilela, você tem que voltar para Israel. Para a gente ver mais coisas que surgiram. Estou falando sério. Vamos comendar com o Sayon. A gente vai fazer um tri. Vamos lá. O Aline. Esses cômodos que encontraram perceberam que num cômodo havia realmente um lugar que era para fazer prensa de azeitona. A prensa de azeitona fazer azeite. A gente viu lá no teu buzéu, hein?

Exatamente. Mas é um portátil. A gente vê o Lonomabe. Pega uma imagem de um... Como que ele procura? É, Gatshemen. Olive Press, Israel. Põe Olive em inglês. Press. Press com dois S's. Israel. Vai aparecer.

Mas o que vocês viram lá no nosso museu, é um grande. Isso, isso. É um grande. Está certo? É isso aí. Nossa, não estou entendendo. Aqui é o seguinte. É porque eles pegavam a azeitona primeiro. O que é esse negócio preto em volta? Esse negócio preto são... Imagina um posto em pneus de bicicleta feitos de saco de linhagem.

Enrolados em volta de uma pedra. Exatamente. Aí, tem outra foto além dessa? Ele procura. Tem uma pedra redonda. É que ele é educado, né? Ele falou que a foto está muito ruim para ver. Coitado, dá rapidez ali. Mas ele foi rápido, pelo menos isso. E aí, enquanto ele vai buscando lá, aí essa pedra que vocês viram lá no mapa... Gente...

Até é bom não achar tudo, não. Que vocês assistem esse especial aqui de novo. Sim. Do Inteligência que a gente gravou lá. Pô, cara, a galera gostou pra caramba. Foi na inauguração do Mab que você foi. Foi na inauguração, mostrou tudo lá. Vou contar os perrengues de bastidor. Tinha gravado quase a metade e depois não tinha gravado a audio. Nossa, cara, é verdade. Ué? Isso é diferente. Não, é igual do Mab. Não, isso é mais diferente daquela primeira imagem que ele mostrou. É, porque o que acontece? Essa é a primeira parte. Você colhe a azeitona. Tá.

coloca dentro desse lugar aí. No chão, embaixo. Ali mesmo, dentro ali, onde está a pedra. Está vendo que tem um fundo ali? Ele é vazado? Aí, com a tração animal, normalmente é que esse ferro era um pedaço de madeira na época bíblica. Aí, com um jumento, um boi, ou até um ser humano mais forte, você vai rodando essa pedra, e à medida que ela vai rodando, ela vai triturando toda a azeitona que está ali. Vai formando uma pasta. E fica lá ou vaza para outro lugar?

Essa pasta, você pega... E o que você vai fazer com essa pasta? Imagina um pneu de bicicleta. Certo. Feito de saco de linhagem. Você pega dentro do pneu de bicicleta, você coloca aquela pasta. Encheu aquele pneu com pasta. Tá. Faz isso com o outro. Com o outro. Aí você coloca um em cima do outro. Tá certo? Depois que você encheu vários daqueles pneus com aquela pasta que foi esmagada lá... Volta agora aquela outra imagem.

Aquela anterior, né? Aquela anterior. Aí você pega um pneuzinho em cima do outro, cheio de pasta. Aí você leva para um outro recipiente, onde tem um pedaço de pau fixado numa parede. Aí o pau está aqui, olha. Mostra aqui, ó. Pau fixado numa parede. Isso. Coloca pedras aqui para fazer a pressão dele. E quando ele aperta aqui, ele esmaga aquele tanto de pneuzinho ali.

Vai esmagando. Vai esmagando. Quando esmaga, aquela pasta, ela começa também a ser esmagada e o caldo começa a espremer. Que caldo? O azeite. E sai para fora que sai? Exatamente. Ele vai saindo pelas laterais. Que doideira. E pode dar que a pedra de baixo, ela já é entalhada de forma a fazer um suco. Como se fosse um ladrão aqui. Tem um suco, né? Tem um suco aqui, uma calhazinha. É uma calhazinha. Aí você coloca aqui um pedaço de... E eu... E aí

Uma vasilha e você colhe. O primeiro azeite que você espreme é o extra virgem. Que é o mais caro, mais puro. Você espreme uma segunda vez, sai um segundo azeite menos. E aí eles usavam esse azeite para tudo, para alimentar. Você tem uma lamparina aqui, inclusive? Tenho, em algum lugar. Aqui, está aqui. Está aí? É, pode pegar. Posso pegar, Danice? Pode.

Olha aqui, essa aqui é uma réplica de uma lamparina dos tempos bíblicos. Vou colocar aqui, olha. Prontinho. Nesse buraco aqui do meio, eles colocavam azeite. Aqui colocavam um pavio, que era um pedacinho de linho. Acende, enquanto tiver azeite aqui, ele está alimentando a chama. E esse aqui funciona até hoje. Até hoje. Até hoje. Então, o azeite funcionava para fazer sabão, fazer comida, ungir uma pessoa, fazer perfume.

remédio, tudo. E uma curiosidade antes de voltar para... Até hoje é caro, o azeite de extra virgem é muito caro. E por que Portugal e Espanha são grandes fabricantes de azeite? Por causa da presença dos árabes lá, a Península Arábia. Levaram para lá as oliveiras? A Península Ibérica. Levaram. Tanto é que... E o clima é bom, né? Até em português. Nós temos muitas palavras que vêm do árabe. Por exemplo, em árabe, a palavra para azeitona é azutuna.

Azutuna. E a gente chama azeitona. Azeite em hebraico é zait. A gente fala azeite. Zait. Agora olha que interessante. Azeitona em hebraico, porque eu falei em árabe, em hebraico é shemen. Shemen. A prensa chama-se gath. Quando você junta as duas palavras, gath, shemen, te lembra o quê?

Getsemane. O Jardim da Getsemane. Então Jesus estava num lugar onde tinha várias dessas prensas de azeitona. Fomos lá também, né? Fomos lá. Só ao contrário, uma prensa da época de Jesus lá até hoje. Mas voltando ao que eu estava dizendo... Por que a gente está na questão da azeitona mesmo? Me ajuda agora. Eu estava respondendo alguém. Eita, qual que era a pergunta? Só repite a pergunta. Vou tentar pegar ela aqui de novo.

Vou ver se é... O cara tava falando que Vilela inventou a azeitona. Eu tava falando da pergunta do meu Kisedeque, né? Ah, do A.B. Kisedeque. Obrigado, isso mesmo. Então, lá nesse lugar, encontraram essa estrutura datada do período do Bronze Médio. E um cômodo tinha um Gatshemen portátil, pequeno. Certo. Alguém fazia azeite ali embaixo. E a gente sabe que na época bíblica, azeite tava ligado ao lugar de culto. É. Tanto é que o Messias é ungido. Certo. Mashiach.

na igreja católica tem a crisma óleo e azeite é mais ou menos a mesma coisa na igreja católica, na igreja ortodoxa grega, tem o azeite o azeite, o azeite, a bíblia fala de ungir a unção dos enfermos com azeite e tudo, então ali era lugar culto, tinha a produção de azeite tinha a produção de pão e todo culto tinha pão, azeite, vinho

Outra coisa, tinha também um lugar para sacrifício de animais. Tem até as pedras com buraco onde a cabra era amarrada ali antes de ser sacrificada. Outra coisa que descobriram lá também, um altar, e esse altar tinha uma peculiaridade. Era um altar feito de pedras.

E em cima dele, uma outra pedra que foi colocada de propósito. Pra? Em cima. Essa pedra que foi colocada em propósito, ela ficava assim, ó. Tipo, eu tô colocando meu celular aqui, ó. Desse jeito, assim, ó. Aqui é um altar cheio de pedras brutas. E aqui em cima, uma pedra assim, ó. Tá bom? Se você... Essa foto é fácil de achar. Se você colocar assim, altar. Altar mesmo, igual em português. Melquisedeque, com K no final. Melquisedeque, Jerusalém.

vai aparecer uma pedra assim. É uma foto bem feia, com uma pedra colocada assim. Lembra que o Jacó, quando ele teve um sonho em Betel, que ele viu o anjo de Deus subindo e descendo, quando ele acordou do sonho, ele pegou... Vou ler isso aqui no Gênesis. Esse aqui é fantástico. Essa história de Jacó.

Aqui, Gênesis capítulo 35, versículo 13. Quando Deus se retirou dele, levantando-se do lugar onde Deus lhe havia falado, Jacó pôs um altar de pedra no lugar onde Deus havia falado com ele e derramou uma libação e azeite sobre o altar de pedra.

tá certo? E numa outra passagem vai falar que ele pegou a...

A pedra que ele dormiu em cima dela, ele tinha uma pedra e ele levantou essa pedra como coluna. Aqui, verso 14. Então Jacó pôs uma coluna de pedra no lugar, uma pedra sobre uma coluna. É esse mesmo. E olha lá o que você tem. Você tem resto do altar embaixo, quadrado, e uma pedra fixada em cima e essa pedra estava com argamassa. Então num acidente, ela foi colocada de propósito.

Então, quem faria um altar desse? Aí, o mais curioso que encontraram é que todo esse complexo que vocês estão vendo aí, ele termina a função dele por volta de 960 a.C., aproximadamente. E nessa época, a gente sabe que terminou a função dele, porque você não tem mais nada construído ali, não tem mais resto de cerâmica de outra época. Mas esse lugar não foi destruído. Eles pegaram...

areia, cobriram todo lugar de areia, inutilizando o lugar sem destruí-lo. Agora vamos raciocinar. Era um lugar de culto em Jerusalém, que funcionou aproximadamente de 1800 até 960 a.C. Esse dado a arqueologia me dá, isso é fácil.

E em 960, aproximadamente, antes de Cristo, esse lugar não foi destruído. Ele foi gentilmente inutilizado. Vocês estão entendendo o que eu estou querendo dizer com gentilmente? A pessoa teve o cuidado de colocar areia ali, com um pouco de terra por cima, para não destruir o lugar, mas preservá-lo sem utilização. Enterrou o lugar, propositadamente. É diferente de uma destruição de guerra ou qualquer coisa assim. Agora vamos fazer a nossa leitura bíblica.

Quando Abraão vai encontrar com Melquisedeque, a Bíblia fala que Melquisedeque era rei de Salém.

E a Bíblia conta no livro de Gênesis, capítulo 11, como é que foi esse encontro de Abraão com Melquisedeque. Eu vou ler para vocês aqui, olha. 11, não, perdão, 14. Gênesis 14, versículo 17. Quando Abraão regressava depois de derrotar Kedoláomer e os reis que estavam com ele, o rei de Sodoma foi ao encontro dele, no Vale de Safé, que é o vale do rei. E Melquisedeque, rei de Salém, Salém é Jerusalém,

trouxe pão e vinho. Melquisedeque era sacerdote do Deus Altíssimo. E Abraão ali teve um pacto com ele, deu o dízimo para Melquisedeque, e Melquisedeque trouxe pão e vinho. Então, será que, sendo ali um lugar de Jerusalém, da época de Abraão, não seria ali o lugar onde Abraão encontrou com Melquisedeque? Pô.

que a gente tem um altar de pedras, conforme o altar que Jacob fez. Está batendo. O fato de colocar uma coluna de pedra por cima, a gente chama isso de Masevá, em hebraico, significa que alguma coisa muito importante aconteceu ali. Isso não é um altar comum, é um altar com uma pedra em cima.

igual Jacó. Então, alguma coisa muito importante aconteceu ali. Talvez o encontro de Melquisedeque com Abraão. E esse lugar, por ser um lugar de culto, continuou funcionando em Jerusalém até por volta de 960 a.C., data aproximada. O que aconteceu em 960? Salomão constrói o templo. E o templo é construído no Monte Moriá.

Então, se aquele lugar era um lugar respeitado em Jerusalém desde a época de Abraão e Melquisedeque, agora que o templo estava ali, você ia ter um concorrente. Então, provavelmente, na época de Salomão, para que apenas o templo ficasse funcionando como lugar sagrado em Jerusalém sem qualquer concorrência, talvez na época de Salomão mandaram sepultar aquilo ali.

inutilizar, sem desacralizar, sem desrespeitar, para que as pessoas fossem apenas a umoriar ao Templo de Jerusalém. Entendi. É o professor Eli Shukron, um dos responsáveis, e Ron Reith, são arqueólogos que trabalharam nesse achado.

O Eric Araújo, ele perguntou se há indícios arqueológicos sobre onde esteja a Arca da Aliança. Nós respondemos já. Queria saber se tinha algum indício. Não, só aqueles que eu falei que são muito...

Do... Do... Do Vernon Jones. Não, do Dilúvio da... Ah, não, ele falou Arca da Aliança. Não, mas e Arca de Noel, alguma coisa? Também não tem nada, nada. Eu já contei mais de 140 achados, supostos achados da Arca de Noel, cada um num canto diferente. Ou foram várias Arcas de Noel, ou ela continua andando depois do Dilúvio para vários lugares. Pois é.

Tem a pergunta da Renata Lima. Ela mandou aqui um boa noite. Como é escolhido os sítios arqueológicos? Olha, Renata, boa pergunta. Como são, né? Como são escolhidos os sítios arqueológicos? Renata, eles não são... A maior parte dos sítios arqueológicos, pelo menos uma parte considerável deles, foi descoberta ao acaso. Por acaso, né?

O cara vai abrir um poço no quintal, vai ter um problema no encanamento. Exatamente. E acha e aí vem a arqueologia de resgate. Outros sítios são descobertos por dedução. Eu tenho um mapa da antiguidade e eu sei que ao norte da cidade de Jerusalém ficava tantos quilômetros a cidade de...

de, vamos botar aí a cidade de Kiriote. Na verdade não ficava o norte, um nome errado aqui. Vou pegar um outro sítio do norte. Ficava a cidade de Cesareia, Cesareia de Filipe. Então você faz uma medição dali até lá, mais ou menos, se encontra um sítio, aquele é um candidato forte. Alguns sítios ainda permanecem dúbios. Por exemplo, a cidade de Betsaida tem dois sítios arqueológicos que disputam qual deles seria Betsaida. É?

A gente vai trabalhando aos pouquinhos. O arqueólogo, ele trabalha, Renata, e o pessoal que está assistindo a gente, com fragmentos de história. Fragmentos de história. Pois é. Tem a pergunta da Luxna. Ela perguntou se tem algum achado que prove a história da Torre de Babel.

Luxna, né? Olha, diretamente da Torre de Babel nós não temos. O que nós temos? Fora da Bíblia você tem autores como Heródoto e outros que falam da relação entre Babel e Babilônia.

Inclusive que Nabucodonosor, quando ele estava construindo o templo em Temenac, no centro da Babilônia, que seria uma tentativa de reconstruir a Torre de Babel que estava na base da história da Babilônia. Além disso, você tem também uma estela do rei Naransim que mostra uma torre sendo edificada. É uma estela muito famosa e ela mostra uma torre sendo edificada. Não, Naransim não, perdão, Ur-Namu.

Naramsin é outro rei, perdão pelo equívoco. Ur-Namu, o rei de Ur, e ele está em vários estágios da torre, como um benfeitor, como um sacerdote, como um monarca, uma torre que está sendo construída. Além disso, nós temos alguns tabletes cuneiformes que foram traduzidos por Smith.

na época que o cuneiforme estava sendo ainda trabalhado, e alguns desses tabletes falam da construção de uma torre, o rei de Arata, e o rei de Arata fala que eles estavam pedindo dinheiro para vários povos para construir a torre e pedir a Enlil que os homens voltassem a falar numa mesma língua como era antes.

É um texto fragmentado, que está no Museu Britânico, e tem também o do George Smith, que falou que os deuses derrubaram abaixo a torre.

que desagradou os deuses e causou a confusão de línguas dos seres humanos. Então você tem esse texto do George Smith, traduzido por ele. Tem esse também do senhor de Arata, que fala também que as pessoas estavam construindo uma torre para atingir o céu. Você tem vários zigurats que foram encontrados no Oriente Médio. Os zigurats são aquelas construções em forma de... De pirâmide, que é uma torre. E a gente sabe que muitas cidades, como Babilônia,

Cidade de Erek, Eridu. São cidades que foram construídas a partir de uma torre. Você entendeu? Tinha um altar. Depois virou uma torre.

Então a gente vê que a história de uma torre para construir uma cidade não é tão assim... É um padrão. É um padrão, tá certo? E além desses indícios bíblicos, nós temos o fato de que os linguistas são praticamente unânimes, desde Chomsky, pai da linguística moderna e vários outros aí, a dizer que as línguas da Terra, os idiomas, eu digo,

idiomas, dialetos, todos eles derivam de uma mesma e única língua mãe primitiva. O que os linguistas não entram em acordo é sobre qual seria essa língua mãe primitiva.

Mas ela existiu, ela existiu. Então, assim como todos os seres humanos são filhos da Eva mitocondrial, que já foi explicado aqui, acho que pelo Ebelin, né? Assim também, como nós somos filhos da Eva mitocondrial, todas as línguas do mundo são descendentes de uma mesma língua primordial humana da qual derivaram todas as outras.

Você falou da escrita cuneiforme. A Gabriela Leal fez exatamente uma pergunta sobre isso. Sobre o que a IA decifrou das escritas cuneiformes. Ah, bom, agora... Eu vou contar uma coisa, Gabriela. Legal e triste. Vou começar pela triste. O que está acontecendo é que hoje existem programas de IA que decifram a escrita cuneiforme.

escrita cuneiforme não é língua cuneiforme, vamos deixar claro. Há vários idiomas que foram escritos em cuneiforme. Ah, é? É uma forma de escrever. Exatamente. O aramaico, numa das suas fases, era escrito em cuneiforme. O elamita era escrito em cuneiforme. O itita era escrito em cuneiforme. O acadiano era escrito em cuneiforme. O sumeriano. Então, cuneiforme era um estilo de escrita.

O cuneiforme... Que era um tipo de... Exatamente, ele entalha. Se eu tivesse uma caneta aqui, eu faria... Tem uma caneta aqui. Ah, pronto. Quer um papel? É que tem aqui. Tem? Tá. Hoje está mais barato do que no passado, a gente acha. Então, a evolução da escrita... Vou colocar aqui embaixo. A evolução da escrita começou assim, Gabriela. Gabriela que fez essa pergunta, não foi?

Gabriela, começou assim. Os primeiros escritos na Suméria, foram os sumérios que inventaram, primeiro você tinha uma escrita pictogrâmica, onde eles pegavam um elemento para simbolizar realmente o que ele estava representando. Então, por exemplo, eles faziam isso aqui.

Ah, não está pegando, está muito claro. Está pegando? Está pegando, sim. Era o sol. Era o sol, simplesmente o sol. Se eles queriam desenhar um boi, eles desenhavam realmente um boi.

Se eles queriam desenhar uma casa, eles faziam mais ou menos o formato da casa, que era assim, ó. Simples assim. Depois, e nessa época, ela era, como eu falei assim, ela era pictogrâmica, depois ela se tornou ideogrâmica, cada desenho representando uma ideia. Depois ela começou a virar silábica, onde o som representado por aquele desenho passou a ser uma sílaba. É como se eu fizesse em português assim. O sol...

O que eu escrevi aqui? E aí, Homer? A segunda, é de baixo aqui. Vai, Homer. Você quer o sol? Eu não consigo entender aqui, não. O sol e um dado.

Soldado. Soldado, tá certo? Aí depois passou por uma outra fase escrita, que ela foi silábica, onde cada elemento desse representava um som de sílaba. O hebraico é assim, não é? Não, o hebraico é alfabético. Ah, é? Alfabético. Essas línguas, o sumeriano era silábico. O alfabeto vai ser inventado ali na Península do Sinai, é outro ramo. Até aqui era só silábico. Então, por exemplo, como é que era homem em sumério? Lulo.

Lulo. Assim que eu escrevia. Você entendeu? Tá. Como é que era divindade? Dingir. Dingir. Como é que era rei? Lugal. Então era sempre assim. E eles falavam assim. Poxa. Falavam assim. E aí a escrita com o Neiforme começou a ser mais sofisticada. Eles começaram depois a pegar e fazer esses desenhos mais ou menos assim.

Você entendeu? Então, por exemplo, esse aqui é o Lugal que eu falei com vocês. Aí eles começam a desenhar assim. O nome cuneiforme, aí eles vão escrevendo assim. Se ele mostrar uma foto aí escrita cuneiforme, os desenhos vão aparecer melhores do que os que eu fiz aqui. O nome cuneiforme, ele é um nome artificial.

Porque os primeiros epigrafistas, ao decifrar esses símbolos, eles notavam que eles eram feitos a partir de cunhas na argila ainda molhada. Aí a palavra cuneus, em latim, significa cunha. Então cuneus, aí veio cuneiforme, em forma de cunhas. Tá bem? Conseguiu alguma foto aí de escrita cuneiforme? Vou pesquisar uma melhora aqui. Escreve assim, tablete, cuneiforme vai aparecer. Tem bastante coisa, Homer.

Tá bem aí? O pessoal tá gostando? Tá, o pessoal tá curtindo. O que importa é eu gostar, né, Homer? Se eu gostar, certeza que a galera vai gostar. Eu faço o programa pra mim. Gostei. É sério. Tem uma música que é assim, você conhece o crente Aleluia, Aleluia, Glória Cristo, Aleleu, Glória pra eu. Aleleu, Glória pra eu. Aleleu, Glória pra eu. Olha lá. Ele só tá na posição errada, mas é isso mesmo.

Posição errada em que sentido? Da leitura? Da forma da leitura? Ele está deitado. Ah, seria na vertical. Seria na vertical. Mas é isso mesmo. O Dinger que eu falei com vocês. Estão vendo? Lá em cima, né? Lá em cima, né? Que depois, com certeza, virou o asterisco da gente, né? Virou o... Provavelmente. Não é? Vem daí, né? Não sei se veio daí, mas talvez... É que, na verdade, asterisco vem do grego, que significa estrela. E do latim é estar. Tá. Você entendeu? Está meio da estrela. É, estrela ou estar.

Que legal, cara. Eu acho fascinante isso. É muito, muito legal mesmo. Bom, é... Mas só para antes da gente continuar... Não terminei a resposta dela ainda. Tá, então termina que eu tenho uma dúvida sobre o que você falou. Ela falou, então o que acontece? Para a gente estudar isso, Gabriela, demora muito tempo. Muito tempo. Eu estudei, só estudei um pouco de acadiano. Eu não sou um experto em acadiano. Só estudei acadiano e egípcio.

E foi tanto tempo para decifrar, e hoje já esqueci muita coisa, porque eu não dou aula disso, você vai perdendo. Eu tenho meus léxicos em casa, meus dicionários, mas não sou um fluente em acadiano. Teve uma época que estava melhor. Mas agora a IA fez um app.

que você pega o celular, coloca em qualquer escrito com o uniforme e ele traduz para você como traduz do inglês, do francês, qualquer coisa. Então, num aspecto, isso é legal. Mas, por lado, assim... Eu fico meio saudoso, saudosista, porque eu penso assim... Eu tive um trabalhão para aprender e o meu aluno não vai ter. Aí você pode falar assim, mas para você sofrer, ele tem que sofrer. Não, não é isso, Gabriela. Eu vou explicar como professor para você. Eu tenho receio qual é o estímulo que eu vou ter para as novas gerações?

para que elas aprendam algo. Você está entendendo? Porque eu tive que aprender, porque se eu não aprendesse, não ia ter quem lesse para mim. Mas se hoje o celular lê para mim, para que eu vou aprender? Então, eu tenho uma relação, eu não sou contra a IA, eu acho que a IA tem o seu valor na academia. Eu vou falar um achado arqueológico que envolveu a IA, que foi maravilhoso. Ah, é? Maravilhoso. A IA foi importante? Foi importante. Então, a IA não é jogar fora, eu uso a IA.

Mas é igual uma arma. Uma arma pode servir para defender ou para causar um crime. Depende de como você está usando. Então, aí há também na medida errada, na forma errada, eu temo que ela possa emburrecer as pessoas. Porque qual vai ser o estímulo para o meu aluno estudar tantos anos de gramática acadiana, se o celular dele já traz a tradução melhor do que eu faria? Agora, tem um problema, Gabriela, que como acadêmico eu vou te falar. É o salto...

cognitivo, ele causa prejuízo.

Eu vou dar um exemplo do que eu quero dizer. O Vilela hoje, não estou aqui puxando o saco não, mas é uma verdade. Você é um comunicador nato. Obrigado. Não é você, você sabe que é. E você está aqui, graças a Deus, é um case de sucesso. Quantas pessoas famosas já vieram aqui? É o maior hoje em dia, Rodrigo. Você fez parte dessa história. 2 bilhões de views, se somar aqui, mais de 2 bilhões. 3 bilhões. 3 bilhões. 3 bilhões de views. É muita coisa. Agora, eu tenho certeza que em termos de entusiasmo,

O Vilela não nasceu famoso. Não. Esse entusiasmo, ele já tinha talvez com seus 15 anos de idade. Poxa. Talvez com 15 anos de idade ele já fosse... 14. 14, já era engraçado. Que eu comecei a trabalhar. Já contava algumas piadas, alguma coisa e tudo mais. Tá certo. Só que se eu pegar aquele Vilela de 14 anos e puse ele aqui agora pra dirigir o Inteligência Limitada, excluindo...

Os anos de amadurecimento pelos quais ele passou, vai ser uma droga. E ele vai preso. É o mesmo vilela, o mesmo entusiasmo, mas não adianta eu pegar aquele vilela de 14 anos e jogar nesse resultado sem ter passado pelo que ele passou para amadurecer. Sem a bagagem. Então, o construto. Então, o celular pode traduzir qualquer idioma para você em tempo real, mas essa sinapse...

de aprender o idioma que torna você mais inteligente, mais esperto para entender as coisas, é só passando pelo sofrimento de aprender. Cuidado com os atalhos. Repito, não estou demonizando a IA, porque eu uso, ela tem o seu lugar.

Mas cuidado com os atalhos, eles podem emburrecer você. Pois é. Então, sobre o que você estava falando, não sei se foge muito do tema, mas é uma coisa interessante para mim, como as cidades se formam, se já tem consenso qual é a cidade mais antiga da história.

Como que o pessoal define se é uma cidade ou era um vilarejo, um ajuntamento de pessoas, se era algo... Como que o arqueólogo fala? Isso foi uma cidade? Hoje existe consenso qual é a mais antiga? Consenso não. Você vai ver alguns defendendo que a cidade mais antiga é a cidade de Jericó.

Pois é, mas eu já ouvi também a outra. Qual que é? Mas tem uma cidade. A China vai falar que tem uma lá, os hindus, mas assim, dentro da arqueologia conheço. Eu já ouvi outra também. Erek. Erek. Uruk. Erek. Erek. Não, melhor. Antes de Erek, Eridu.

E a briga é por quê? Eridu é questão de datação. Mas é pouca diferença. Pouca diferença. Mas estamos falando de quanto tempo? Eridu está falando de 4.000, 3.500 a.C. Quando começa a civilização.

Você entendeu? Porque hoje o que a gente parte do pressuposto? A civilização começa ali onde hoje está o Iraque. Certo. Então, para a galerinha lembrar aí do mapa... Mesopotâmia? Mesopotâmia. Ali no Iraque você tem o Rio Ofrates e você tem paralelo ao Rio Ofrates o Rio Tigre. O pessoal fala que é o começo da civilização mesmo? Mas é... Não, ali é. Esse é um consenso. É lógico que tem um viés que vai puxar uma sardinha para a China, para a Índia... Para o ocidental ou para o Oriente, né?

Mas a Índia vai falar que o livro mais antigo do mundo é o livro dos Vedas, que foi escrito 30 mil anos antes de Cristo e tudo e tal. Bom, com a arqueologia que eu aprendi, com o estudo de história, a civilização começou ali no quarto milênio antes de Cristo, na Mesopotâmia. Ponto. A Mesopotâmia começou com os Sumérios. E os Sumérios que inventaram a cidade.

Você entendeu? Então a cidade de Eridu, daquelas cidades que estão ali na Suméria, é a mais antiga. Depois de Eridu vem Erek, Lagash, aí vem Babilônia, tá certo? Sumer. São várias cidades ali que estão todas fundadas ali perto do Golfo Pérsico, entre o Tigre e o Eufrato, na região chamada Sumeriana.

E ali os sumérios inventaram muita coisa. Eles inventaram a cidade. Como é que a cidade começou? Eram grupos que antes eram coletores, caçadores, nômades.

Ou seja, não se fixavam. Não se fixavam. E por que isso é chamado de caçadores-coletores? Porque justamente eles iam andando, andando, andando e pegavam as coisinhas in natura e comiam. Aí morria um... Acabava a... Como se chama? A comida. A comida. Exatamente. Eles estavam em regiões desérticas, que a água é sazonal. Ela aparece aqui e desaparece. Então eles iam mudando. Quando eles chegaram naquela região ali do vale, entre o rio Tigre e Eufrates, uma região fértil,

Eles viram que ele tinha água, que eles podiam ficar o tempo todo. Aí eles inventaram. Aí a primeira coisa que eles fizeram, pararam de andar. Viraram sedentários. Sedentário não é preguiçoso, não. Sedentário quer dizer que ele tem uma sede agora, tá certo? Ele se assentou ali. Aí como é que eles vão comer? Eles lembravam no caminho que havia frutinhas que eles comiam que morriam. Mas havia frutinhas que eram gostosas.

Então eles pegavam sementes dessas frutas, levavam para aquele lugar, começaram a botar na terra, fazer o canal na terra, irrigar com aquelas águas ali, e viam que aquela sementinha brotou. E deu de uma árvore parecida com aquela que eles viam quando eram caçadores e coletores. E agora eles podiam colher dessa árvore e comer.

Então não precisavam mais andar procurando essa árvore. Ela estava ali, era só plantar. Antes eles ficavam andando procurando a árvore. Agora eles levavam a árvore consigo em forma de semente, plantavam, inventaram a agricultura. Eu sei que quem lê a Bíblia vai fazer uma pergunta aí. Mas Abel já conhecia a agricultura, né? Calma, lembra que entre Abel e isso aqui teve o dilúvio.

Então, muita coisa se perdeu. Outro elemento, quando Noé sai da arca, Noé faz, ele é um agricultor. Nada impede que essa agricultura que os sumérios inventam ali possa ser, na verdade, duas coisas.

Letra A, uma pseudo-invenção, eles apenas colocaram em prática uma tradição oral que eles tinham desde Noé. Ou letra B, as duas coisas que podem ser inventadas ao mesmo tempo, em épocas diferentes, sem conexão com a outra. Exemplo, Irmãos Wright e Santos Dumont.

Até onde eu saiba, não existe nenhuma ligação, nem correspondência, nem troca de ideias ou informações entre os irmãos Wright e Santos Dumont. E os dois estavam inventando uma máquina de voar muito parecida. Você entendeu? Então, nada impede dos sumérios inventarem a agricultura mesmo, que ela já fosse conhecida por Noé e outros mais. Mas não só a agricultura. Quando eles inventaram a agricultura, eles perceberam uma coisa interessante. Eles podiam inventar a roda.

E a roda facilitava levar uma coisa de um lugar para outro. Ao invés de você puxar um peso, você colocava aquele elemento ali, era mais fácil. Aí pegaram animais, começaram a domesticar alguns animais para puxar carroças. Ao inventar a roda, eles perceberam que podiam inventar uma outra coisa. Eles podiam pegar o barro e fazer panela de barro. Inventaram a cerâmica. Aí eles colocavam a água dentro da panela, ferviam a água e inventaram a sopa, o guisado.

Aí o legume. Aí a carne, que antes era só assada ou comida crua, agora a carne também podia ser cozinhada. Aí inventaram, então, um sistema de leis. Aí, para inventar as leis, inventaram também o comércio. Aí, para inventar as leis e o comércio, inventaram a escrita cuneiforme. Aí inventaram a cidade. Aí, para proteger a cidade, colocaram muros.

Então essa é a história da invenção da cidade. Saquei. Interessante pra caramba. E aí a gente vê aquela discussão lá de... da Turquia, como chama? Eu não sei falar o nome. Depec. Ah, tá. Eu também não sei. É o nome turco lá.

Vê lá a cidade... Eles falam que a cidade lá... Tem até o nome do Linrod. Não bate. Não bate porque... Tem umas cabeças grandes lá. Seria da época dos caçadores-coletores, mas tem um templo lá que não faz sentido. Por que os caras construíram... Parece com o Stonehenge lá da Inglaterra. Porque se os caras não paravam, por que eles perderiam tempo construindo um templo lá? É porque é do período neolítico e ele é redondo.

É, T-P-O-P-E-C. Acho que é T-P-O-P-E-C. T-P-O-P-E-C, alguma coisa assim, é. Achou o nome? Quero ver você falar aí, cara. É, eu não sei. É Gopekli Tepe. É, Glotep. Como isso? Gop. Turco é uma coisa... É. Gop. É um O com... Com trema. Com trema. E eles não... Eu tenho um ex-aluno... Mas você fala turco, né? Turco. Eu vou mais pro crâniano, né? Tá, então fala com o sotaque turco. Vai. Gopek Trup.

meteu um tramp no final você sabe que eu tenho um aluno o Daniel, ele está lá na Turquia e eles estão falando do turco muito bem, ele é esposa ela está grávida do segundo filhinho, o primeiro na celular e foi legal vê-lo lá falando turco

Mas o turco é uma língua muito difícil. E sabe que o turco tem um tronco linguístico que não tem nada a ver. O turco tem um tronco que vem de Gendiskan. E tem um parentesco lá atrás com o japonês. Sério? Com o japonês. Essa eu não sabia. Lá no fundo tem um tronco que vai ser o mesmo que vai dar para o japonês. Então o turco não é latino, não é grego, não é árabe.

Então, embora a Turquia seja muçulmana, eles não falam árabe. E teve uma época do turco que eles escreveram do jeito árabe, mas era turco. Então, eles têm muito trume. O que eu sei de turco é Gnayden, que se tiver alguém que está assistindo a gente que fala turco, vai estar rindo a minha pronúncia agora. Gnayden, é bom dia. Parece alemão. Parece, é Gnayden, bom dia. Sur, que acho que é água. Sur é água. Dur, pare.

Atartuk, que é o nome do pai da Turquia, Atartuk, que é o... Mas quem fala turco deve ter dado umas boas risadas com a minha pronúncia. Eu estava vendo aqui agora, a pronúncia parecida é Gerbeklitepe.

Vou falar um pouco de alemão, tá? Opa! Abtasar, emorodesieden. Hã? Gostou? Abtasar, emorodesieden. Doin, doin. Eu já vou falar emorodesdoin. Emorodesdoin.

Muito bem. E polonês você sabe, né? Setembro chove? Setembro chove. Chove? Chove demais. Olha, vocês estão falando... Gente, eu tô aqui com o Lauri Magayeski, que o nome já denuncia, fala polonês fluentemente. Ih, que vergonha que passamos agora, cara! Tem o polonês aqui. O Lauri tem uma história interessante. Posso contar, né, Lauri? Você não vai ficar chateado comigo, não, né? Eu tenho que cuidar bem, porque ele vai dirigindo depois e eu não quero que ele faça nada com o carro, hein? Já foi pra Polônia?

Ah, tá. Se for pra lá, toma cuidado com o corredor, tá? O corredor polonês. Mas o Laurier, ele cresceu aprendendo polonês. Foi a primeira língua dele. Depois foi o português. E é difícil pra gente também. E o que que acontece? Um dia ele teve que buscar no aeroporto uma pessoa que tava vindo de fora. E geralmente quando o NASP pede pra ver alguém de fora, tem que ver alguém que fala inglês. O Laurier não fala inglês fluentemente.

E as filhas dele falaram inglês e tudo, mas na hora não tinha ninguém para acompanhá-lo. Aí arrumaram uma menina lá, que estava estudando tradutor intrépide, falava um pouquinho de inglês lá para ajudar no caminho. Ele falou, como é que eu vou fazer? A menina não tem todo esse inglês, o camarada não fala português. Mas o Lauri descobriu que o sujeito era polonês.

Ele veio falando polonês com um camarada de Guarulhos até em Jerocuilhos. Caramba. E o que é interessante, porque eu estou contando essa história. Para achar alguém que fala polonês é muita sorte, né? Porque ele aprendeu... Os filhos dele não falam polonês, a esposa não fala. Ele não tem o polonês como língua que ele está todo dia falando. De vez em quando houve algum noticiário, lê algum livro e tudo, mas não é uma língua. Mas se aprendeu na infância, você não perde. Ah, imagino. Não esquece, né? Imagino.

Não, ele me ajudou numa coisa, porque eu nunca aprendi a falar... Ele pode vir aqui? Pode. Pronuncia o nome do Papa João Paulo II, que tem muito católico. Karol Wartila. Como é que fala em polonês o nome do Papa... É aqui, ó. Eu vou falar pra vocês o nome aportuguesado. O Papa João Paulo II, o nome de batismo dele era Karol Wartila.

Isso é Rodrigo falando. Olha como é que é em polonês realmente o nome do Papa João Paulo II. Abaixa um pouquinho, por favor. Abaixa um pouquinho. Karol Wortila. Karol Wortila. Até que eu não fui tão ruim não, né? Não, foi parecido. Eu ia falar Karol e Wortila. É, Wortila, né? Então o W do polonês é igual ao do alemão, né? É V.

É porque em alemão, W é V, né? Tá bom, obrigado, viu, Laurinho? Então, eu acho legal quando ele chega, igual chegou aqui, né? O pessoal da... Qual é o seu nome? Completo. Laurinho Magayescu. Ok, seu Laurinho, pode entrar.

com seu nome completo. Laurinho Magas. Qual é o que é o seu, Laurinho? Pode entrar. Pode crer. Ô, Homer, podemos seguir ou tem mais uma dúvida que você acha que tem a ver aí? Podemos seguir. Podemos seguir. E aí, então, o que mais? Já que eu falei que tinha uma coisa legal de IA, deixa eu contar um machado interessantíssimo também.

Envolvendo Iá. Lembra que eu falei a questão dos manuscritos do Mar Morto, né? Lá nos manuscritos do Mar Morto, eles encontraram, em 1947, várias cópias da Bíblia muito antigas. E pessoal, isso foi fantástico para a história da Bíblia. Eu vou explicar por quê. Nós não temos nenhum original bíblico. Todas as cópias...

Perdão, todos os originais se perderam. É. Todos os originais. Só cópias. Só cópia de cópia de cópia de cópia de cópia. Falando especificamente do Antigo Testamento, esquece o novo por enquanto, a cópia em hebraico mais antiga que nós tínhamos datava da Idade Média...

Vamos colocar ano 1000. É 900 e pouco depois de Cristo. Vamos botar ano 1000 para fazer a conta mais fácil. Ano 1000. Você tinha lá o códex de Alepo, você tinha o códex Petropolitanos. Eram livros em hebraico, tá certo? Datados do ano 1000 depois de Cristo. Fora, então vou colocar uma régua aí. Coloca uma régua. Ano 1000.

A cópia mais antiga em hebraico que eu tinha depois dessas era um papiro chamado Nash, que era um pedaço de papiro do tamanho...

desse... Esse aqui, ó. Que tinha o quê? Um pedaço dos dez mandamentos. Pedacinho. A gente sabia que eram os dez mandamentos por causa das palavras. Datava do ano 100 a.C. Então você tinha esse pedacinho do papiro Nasch, do ano 100 a.C. E depois você tinha um salto para o ano 1000 sem nenhum manuscrito hebraico nesse intervalo. E daqui pra trás também, nenhum.

Nenhum. Então, a pergunta que os críticos da Bíblia faziam é, como é que você pode provar que a Bíblia foi copiada de maneira fiel? É, você é cópia da cópia da... Eu não estou colocando no Novo Testamento, estou contando só do antigo. Cópia de cópia de cópia de cópia. Até que em 1947, um garotinho beduíno chamado Muhammad El-Dib, ele encontrou acidentalmente, ele não era arqueólogo, analfabeto, estava ali na boca do gol para a criação do Estado de Israel, ele encontra em Herberto Kummeran.

uns vasos cilíndricos e depois encontraram 11 cavernas, na verdade 12 só que a 12 não encontraram manuscritos contendo cópias da bíblia, encontraram a biblioteca judaica, não só cópias da bíblia, mas também de outros livros judaicos que nós nem conhecíamos, como o livro dos jubileus, vários pêcher, pêcher de Abacuque cópias do livro de Enoque, etc e os livros bíblicos do antigo testamento

Todos os livros encontraram cópias ali, menos do livro de Esther. Não significa que não havia. É porque alguns estavam em maior quantidade, outros menor. O livro de Isaías encontraram inteirinho. E ali encontraram cópias de entre 150 até 70 d.C.

Ou seja, cópias 1.200 anos aproximadamente, mais antigas que as cópias medievais. Caramba. E quando você pega o texto de Isaías, por exemplo, e compara com o texto medieval, 95% é semelhante. Ah, é? Olha que legal. O 5% de diferença... O respeito que os caras tinham de ser o mais preciso. Isso mostrou que não pode mais falar que a Bíblia foi copiada de qualquer jeito. Os judeus fizeram um bom trabalho. O Homer.

Pega isso daqui e copia, tá? Ele vai... Telefone sem fio, né? É, vai trocando palavra. Aqui pode trocar por... Sei lá, vão colocar motocicleta em vez de carruagem, né? Ou vão colocar o carro. Mais moderno. B-Y-D, né? E dos 5% que estavam diferentes, são coisas bem tolas. Vou dar um exemplo. Na Bíblia que nós temos... Mais antiga. Mais antiga.

trazia assim, ele virá o fruto e a luz do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito. Isaías 53. No texto da Idade Média, ele virá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito. Não tem a palavra luz. Não mudou nada. Tá certo? Na Bíblia que nós temos da Idade Média, estava assim, Kadosh, Kadosh, Kadosh. Estou falando de Isaías. Santo, santo, santo. Nadu e Kumran, Kadosh, Kadosh. Santo duas vezes.

Outra mudança, na cópia que nós tínhamos da Idade Média, a altura de Golias parecia ser um negócio de mais de 3 metros e meio de altura.

Na que encontraram em Qumran, viram que a altura estava errada. A altura de Golias era 2 metros e pouco. Ficou até uma altura mais fácil. Real, né? Real do que um cara de quase 4 metros de altura. Mais provável. Então, e desses 5% de alterações, são mudança de letra, soletração, nada que mude uma doutrina bíblica. E eu posso afirmar isso para você. E todos os teólogos já passaram aqui, Sayão...

Quem mais que já teve aqui? O próprio... Vamos citar judeus também, né? Ravissani, Rabino Ventura. Me ajuda quem mais? Esteves, Hernandes Esteves esteve aqui. E outros podem confirmar. Nenhuma doutrina bíblica depende desses 5% de diferença. Então a Bíblia está muito bem preservada. Aí, agora veio a pesquisa recente.

Como é que eles datavam os manuscritos do Marmouto para saber que era de 150?

Não podia usar carbono 14. E quem está acompanhando o nosso bate-papo aqui desde o início sabe qual a razão. Porque o carbono 14 destrói a amostra. Como é que eu vou destruir um manuscrito do Mar Morto para saber, através de carbono 14, quando ele for escrito? Então foram pouquíssimos estudos com carbono 14 que tinham sido feitos até agora. Um deles fizeram o seguinte, eles sacrificaram o pano que estava cobrindo o rolo de Isaías.

quando eles pegaram o livro de Isaías, ele estava envolto num pano de linho. Eles pegaram esse pano de linho e dataram. E o pano de linho deu aproximadamente 150 a.C. Então eles não dataram o rolo de Isaías, mas o pano que estava em volta dele. E aí o professor de Harvard...

Frank Cross, que na época ainda era estudante, de cabelo branco, cabelo preto, estou falando de 1947, eu conheci o Frank Cross pessoalmente, morreu bem velhinho, dava aula em Harvard ainda. O Frank Cross era um epigrafista de Harvard. Ele criou um método de comparar as letras. Eu acho que isso é fácil de você colocar aí também. Coloca assim, Frank Cross...

Epigraphy, em inglês, com Y no final. E o Phi também é PH. Se aparecer um monte de letra do lado da outra, essa é a que eu preciso. Aí o Frank Cross, ele pegou a partir dessa data...

ele começou a pegar os estilos das letras dos manuscritos do Mar Morto e ele criou uma tabela de datação a partir da forma da letra. Seria mais ou menos assim. Quem sabe alemão, quando pega um texto em alemão gótico, sabe quando surgiu o alemão gótico, com aquela letra gótica. Então, pelo formato da letra, você sabe. Isso aqui é um alemão gótico.

quem estuda sânscrito, japonês, chinês, pelo ideograma chinês ou japonês, esse aqui é um chinês mandarim, esse aqui é um chinês de tal época, porque o ideograma está diferente. Então o formato da letra, ele colocou os manuscritos como sendo ou da época de Herodes ou antes de Herodes.

E aí foram datados os manuscritos com base na epigrafia. Não, esse é um manuscrito do Mar Morto. Eu queria... É uma foto moderna, onde você vai ter várias letras. Se ficar difícil, não tem problema, não. Mas aquele manuscrito que ele mostrou ali, pelo formato da letra, ele dizia, olha, pelo Aleph, está um pouquinho diferente aqui. Só que agora, um novo estudo foi feito, chamado Enoch, e esse estudo pegou duas coisas. Primeiro.

ele pegou a IA e aplicou a IA à tabela de Frank Ross. E a IA refinou essa tabela. E pela IA, algumas letras que Frank Ross pensava que era do período erodiano, deveriam ser recuadas em 50 anos. Antes de Herodes. É isso aí. Não, não, não é isso aí. Isso é o Cuneiform. Isso é o Cuneiform. É...

Deixa eu ver como é que eu vou fazer para você achar. Coloca IA, IA, Manuscritos Mar Morto. E se aparecer alguma imagem que tem um monte de letra igualzinha, uma do lado da outra, assim, em azul, você pode pegar que essa aí vai dar, tá bom? Senão a gente deixa. Então essa IA mostrou que a datação do Frank Cross estava errada em pelo menos 50 anos.

que o que ele datou do ano 50, na verdade, era do ano 1. O que ele datou do ano 1 a.C. é do ano 50 a.C. Caramba! Tá bom? E paralelo a essa, isso que a IA trouxe, houve uma nova técnica de datação com carbono 14, que agora você precisa de uma amostra muito pequena.

É isso aí, ó. Achou, finalmente. Isso aí que o Frank Cross fez originalmente. As primeiras letras que estão vendo ali são o Aleph, que parece que um X é o Aleph, e depois o Bait. Vocês estão notando assim, são mudanças mínimas. Alterações mínimas. É uma franjinha, tá vendo, ó?

Gente, o camarada foi um gênio, porque ele não tinha inteligência artificial na época, não tinha computador, era lupa e manuscrito. E ele foi comparando, ele fez uma tabela das mudanças do estilo da letra. Então hoje a IA pegou a tabela dele, olhou os manuscritos e refinou, porque tinham coisas, mudanças na letra, que eram impossíveis de serem vistas a olho nu.

Só com uma inteligência para perceber. Aí a inteligência artificial pegou tudo isso e falou assim, olha, não, pela tabela dele, isso aqui tem que ser recuado. Somado a isso...

pegaram agora essa nova técnica de carbono 14, que o poder destrutivo... É bem menor. É bem menor. Aí pegaram fragmentos de manuscritos, eu não sei se foi 14 manuscritos ou 17, e fizeram a datação. E aí? E o carbono 14 deu entre 50 e 100 anos, 50 e 80 anos mais antigo do que a data anterior convencional. Sim. Resumindo.

Os manuscritos do Mar Morto são mais antigos do que nós imaginávamos. Agora vem um detalhe que eu puxei para um artigo acadêmico que eu estou publicando com uma revista. Daqui a pouquinho vai sair. Quem me procurar no currículo LATES vai sair. Já foi aprovada pelos pares. Agora vai sair em breve a publicação. Entre os manuscritos que eles dataram, eles pegaram uma das cópias do livro de Daniel.

O livro de Daniel, oito cópias de Daniel foram encontradas ali nos manuscritos do Mar Morto. Oito cópias. Eles pegaram uma dessas cópias de Daniel e selecionaram para submeter a nova datação por carbono 14. E esse livro de Daniel deu que ele deveria ser datado entre 160 e 220 a.C. aproximadamente.

E qual que é a relevância disso, Rodrigo? Vou falar para você. Anota aí. Os críticos da Bíblia dizem que Daniel não foi escrito pelo profeta Daniel. Muitos críticos da Bíblia dizem que Daniel é um livro produzido na época dos Macabeus, por volta de 150 a.C., aproximadamente.

Por que os críticos da Bíblia afirmam isso? Por várias razões. A primeira delas, de cara. O livro de Daniel acerta tanto nas profecias que ele traz, tanto, tanto em detalhes, que eles falam, é impossível que isso seja uma profecia verdadeira. Isso aqui foi combinado. É como um cético absoluto que vai assistir um show de mágica e ele assiste e ele fala, não, isso aqui tem um truque.

Ninguém adivinha isso, tem um truque. Então eles falaram, como não existe profecia verdadeira, no máximo uma coincidência, para Daniel acertar tudo, só tem uma explicação. Essa profecia foi escrita depois dos eventos que ela apresenta. Isso é chamado de maneira elegante de vaticínio ex eventum. Ou seja, um evento que foi escrito depois do cumprimento. Trocando em miúdos, Vilela, é como se eu... E aí

fala-se assim, olha, o Vilela vai... Haverá um programa chamado Inteligência Limitada que vai levar convidados sem paletó, sem gravata e vai fazer muito sucesso e tudo mais. Aí eu pego isso e coloco nos lábios de Nostradamus.

Aí eu falo, nas centúrias de Nostradamus estava escrito que virou um programa e tudo mais. Mas na verdade não foi Nostradamus que escreveu isso. Foi Rodrigo Silva que escreveu isso agora, depois que o Vilela já existia. E atribuía artificialmente a Nostradamus para fazer parecer que era uma profecia antiga. Então essa teoria do vaticínio ex-evento vai dizer que o livro de Daniel foi escrito na época dos Macabeus.

por um ou vários judeus, e esses judeus, artificialmente, inventaram um profeta Daniel na Babilônia, que nunca existiu, para fazer parecer que a profecia era antiga. Entendi. Eu, particularmente, chamo isso de hipocrisia e desonestidade.

Mas os críticos da Bíblia não querem acusar o autor bíblico de hipocrisia e desonestidade, porque não é elegante academicamente você falar isso. Então eles usam eufemismos. Não, era uma leitura, um vaticínio ex eventum. Mas para mim, desonestidade. Se eu estou falando que Nostradamus escreveu uma coisa que ele não escreveu, eu estou sendo desonesto. Está certo? Mas tudo bem. Eles são mais educados ao apresentar isso. Mas de qualquer maneira, querem desfazer a fé.

Não existe profecia de Daniel. Aí tá bom. E eles pegam e começam a pegar vários argumentos. Ah, por exemplo, Daniel tem palavras.

que não fazem parte do aramaico da época de Daniel, são posteriores, igual o Xalit lá do Gênesis. É uma prova que Daniel foi escrito depois. Tem termos gregos aqui, a gente mostrou que não, que alguns termos gregos que aparecem em Daniel, como Saltérium, por exemplo, já existiam na Babilônia Antiga. A porta de estar, que está hoje em Berlim, da Babilônia, ela está cheia de elementos gregos.

Então não é estranho encontrar elementos gregos em Daniel. Entendi. Mas agora veio essa data desse... A bala de prata. Que é esse manuscrito. Esse que eu estou colocando no artigo. Por quê? Se essa cópia de Daniel é datada entre 230 e 160 a.C., eu tenho um problema muito sério. Por quê? Porque na época dos Macabeus é 150, 160 a.C.

Então seria antes. A cópia era, no mínimo, do começo do período dos Macabeus. Já não faz sentido. Já não faz sentido. É como se eu pegasse essa profecia de Nostradamus e encontrasse uma prova dela escrita... Quando ele era criança. Quando você era ainda criança. É. Você entendeu? Não é da época de Nostradamus, mas também está antes daqui. Entendi. E se for...

de 230, aí que estragou tudo mesmo. Aí quebra. Aí quebra. E aí? Não sei. Isso é muito novo. Qual vai ser a reação da academia? Estamos esperando ainda. Isso é muito novo. Veja bem, eu tenho um... É porque o Carbono 14 também dá uma janela de possibilidade de data. Então, se for de 160, a data já me favorece. Por que que favorece? Porque não é o original de Daniel.

É uma cópia de Daniel que já estava nos Manos de Cris do Mar Morto. E na época, os livros não eram feitos em editoras, perdão, igual hoje. Você entendeu? Como é que o livro era feito no passado? Eu tinha que pegar, copiar, no papiro que era caríssimo, ou pergaminho, na época lá já tinha um pergaminho, em 160 a.C., ou pergaminho que era caríssimo, copiar sem cometer erro, então não podia ser...

Não tinha um branquinho para passar. Não tinha um branquinho para passar. Então, assim, tinha que ser um negócio copiado com muito esmero para você não errar. Muito legal o pessoal assistir O Nome da Rosa, né? O Nome da Rosa, exatamente. Tinha um copista lá que até... Não vou dar spoiler, né? Mas tem a ver com o mistério do filme, né? Exatamente, que o cara... Bom, tá. Assista ou leia o livro. Vou indicar melhor. Assista ou não, mas leia o livro de Humberto Eco.

O livro tem mais coisas ainda. Então, como você estava falando, ele não podia cometer o erro. Porque imagina que eu estou copiando a página toda, chega aqui o...

Ai, polei uma vírgula, polei uma linha. Esquece. Vou ter uma página danificada, vou rasgar tudo de lugar fora, então ele tinha que copiar com muito esmero. Em outras palavras, esmero, dinheiro, um livro para ser reproduzido, demorava muito tempo. Então vamos fazer a cadeia. Primeiro lugar, para o livro ser digno de ser copiado, ele tem que cair no domínio público.

Tem um interesse. No interesse público. Vamos pegar a tese dos críticos da Bíblia. Não existe um autor de Daniel. Existem vários judeus que escreveram. Na época dos Macabeus. Então, se eu pegar a tese dos críticos da Bíblia, em 160 a.C., vários judeus começaram a escrever um texto. Depois que eles começaram a escrever um texto, vendo o que estava acontecendo na Guerra dos Macabeus, eles copiaram esse texto a partir do que eles estavam vendo.

Aí, depois disso, esse texto teve que cair em gosto popular. Depois que caiu em gosto popular, teve que ter um editor que juntou aquilo. Certo. Depois que esse editor juntou aquilo, tem que fazer uma primeira cópia.

Só aí eu estou falando de anos entre a origem do livro e essa cópia. Ou seja, se o livro de Daniel surgiu na época dos Macabeus, ele só vai se consolidar para começar a ter cópias espalhadas lá por volta do ano 120 a.C. Mas essa cópia de Qumran é de 160. E se ela for de 200 e tralalá...

Aí que acabou mesmo. Porque eu tenho uma passagem bíblica, e justamente o capítulo 8 do Daniel, que é um capítulo emblemático, falando de coisas que iriam acontecer. E aí? Então, sabe, pessoal, eu respeito muito o descrente. Você sabe que eu já estive aqui conversando com várias pessoas que não acreditam na Bíblia. Eu sempre fui respeitoso e quero continuar sendo.

porque eu acho que é um estilo de vida que Cristo pede de todos nós. Mas respeitosamente àqueles que descreem, Demi o Beneplácito também é da certeza, ou seja, da fé baseada em evidências. O Benjamin Constant, que não é o Benjamin Constant do Brasil, é um outro autor francês que não tem nada a ver com isso, ele escreveu uma carta para...

para uma mulher, onde ela escrevia assim, eu sou cético demais para não crer. Caramba! Eu sou cético demais para não crer. Então eu, Rodrigo Silva, por isso que eu tenho um livro chamado Ceticismo da Fé, é muita coisa que eu vou descobrindo assim, sabe? Para não crer. E eu não estou sozinho, não.

Tem muitos pares comigo. O próprio Gaffin, que veio aqui já no seu programa. Pois é. O Gaffin, que aliás vai ao NASP. Eu posso até fazer duas propagandas para vocês aqui, gente? Antes de você fazer a propaganda, só bloqueie um cara aqui que falou o carbono 14 do Vilela data de 189 anos antes de Adão.

Vocês riem, né? Você acabou da publicidade. Agora tu vai procurar quem falou isso aí. Eu até falo aqui. Sigo N humana. Sigo um humana. Sigo um humana. Vou te falar uma coisa, Vilela. Vou te dar a filosofia do Pum. O que é essa? Quando o Pum dá... A pessoa que realmente finge que é educado, faz assim.

O espalhafator fala assim, que catinga! É, que... Mas aquele esperto, que geralmente é o autor, simplesmente prende a respiração. E fica na dele. E fica quieto, né? Mas vamos lá. Eu quero fazer dois convites para vocês. Para vocês verem. Eu sei que muitos de vocês conhecem a mim, conhecem outros que já vieram aqui, mas tem mais gente que defende isso que eu estou falando aqui, gente acadêmica com profundidade naquilo que faz. E eu aprendi arqueologia com o professor Josef Gaffin, que foi em 1998.

Já estou escavando, escavei com ele na época, já estou escavando com ele há quatro anos agora na Universidade Hebraica. É uma parceria que nós temos, o NASP, a Universidade Hebraica, e ele virá ao Brasil para mais um congresso que nós teremos aqui. Tem como abrir o link do congresso que a Laura mandou? Tem.

Tem como abrir o link do Congresso? Só mostrar rapidinho para o pessoal aqui. E aí a gente coloca esse link num comentário fixado. Fixado, exatamente. Se você quiser escrever, será em outubro, lá na Unaspe. Eu estarei, não somente ele, nós teremos também o professor Martin Klimbiel, que vem da Alemanha também, um arqueólogo renomadíssimo. E outros arqueólogos também, que virão historiadores, teólogos, pessoas vão falar, é esse aí, olha.

O nosso site é esse aí, tá bom? Olha que bonito. É CACB, Congresso Internacional de Arqueologia e Ciências Bíblicas.

Então ali você pode garantir o seu ingresso, ali tem os palestrantes, você vai poder conhecer o MAB, o nosso museu de arquilogia bíblica, onde o Vilela esteve, vou poder dar um abraço pra você, tirar uma foto, e você vai ouvir muita coisa legal. Vale a pena, ali tá imperialismos e poder no mundo antigo, é porque a gente, como é um congresso acadêmico, a gente coloca de acordo com os moldes do MEC, mas muitas pessoas que não são acadêmicas participam.

Ano passado teve gente que chorou emocionado. Até professores acadêmicos. Ano passado foi a professora Rona Luz, de Israel. No ano anterior...

Nós tivemos a Jod Magnus, que é uma das mais renomadas arqueólogas do mundo. E esse ano eu conto com a sua presença. Se alguém estiver assistindo e já foi aos congressos anteriores do Unaspe, assista, coloque aí no seu comentário. Vai ser Engenheiro Coelho, dos dias 21 a 24 de outubro eu conto com você. E o segundo, já que o Villelo hoje está bonzinho, deixou você dois mechants, eu quero convidar você também, se você gosta das coisas que eu falo aqui, seja meu aluno Bíblia Comentada.

essa imagem que eu mostrei do Congresso mostrou ali o nosso Mábio, o nosso museu que o Villela gravou lá. Esse museu existe, então o segundo link que a Laura mandou, esse museu existe por causa de doações e da plataforma A Bíblia Comentada.

Hoje nós temos nessa plataforma mais de 180 mil pessoas que estão linkadas na plataforma e temos milhares de alunos também que toda semana estudam a Bíblia comigo. E você tem várias modalidades, você pode estudar a Bíblia ali todo dia. Ah, Rodrigo, desculpa, eu até gostaria, mas eu não tenho tempo.

Tem customizado para você que não tem tempo. Está aí a Bíblia comentada. Como é que você vai fazer? Você vai clicar e todos os dias você só tem 8 minutos para estudar a Bíblia por dia? É 8 minutos que eu preciso de você. Todos os dias, 8 minutos, eu vou estudar a Bíblia com você durante todos os dias do ano.

E se você quiser ir se aprofundando, você vai se aprofundando na plataforma. E ali nós temos curso de grego, curso de hebraico, curso de finanças, criação de filhos, e mais de 400 aulas gravadas sobre a Bíblia. Ah, Rodrigo, quer estudar o Evangelho de João? Tá lá. Tô preparando agora as aulas do Apocalipse. Em breve vamos lançar. E tem muita coisa esperando por você. E você vai ajudar também, que se você, fazendo a Bíblia comentada, você ajuda a manter o Museu do MAB.

as escavações que nós fazemos e a ONGs como Orquestrando Esperança de Engenheiro Coelho, que nós ajudamos a manter através do Bíblia Comentada. E também até Bolsa de Estudos, nós temos um aluno estudando já pelo Bíblia Comentada. Quando tem catástrofes...

O Bíblia Comentada está lá. Nós ajudamos o Rio Grande do Sul, ajudamos o Rio de Fora. Então, não é uma mensalidade só que você vai beneficiar você e sua família, mas vai também saber que o seu dinheiro está sendo usado também em boas causas. Então, seja meu aluno Bíblia Comentada e assista Inteligência Limitada.

Legal demais aí, hein? Romer, perguntas? Vamos lá, tem a pergunta aqui do Além do Real. Mandou o seguinte, já ouviram falar em Morre em Judaro? Cidade organizada... Eu falei aquela caneta lá, que tem um nome parecido. Montblanc. Ah, você está falando de Monjaro. Monjaro, ah tá. Eu falei caneta. Ele mandou aqui, uma cidade... Nossa, agora o PC não chique, né? Uma dessas pessoas... Que é? Monjaro?

Eu uso o Mont Blanc.

O cara não entende, né? Mojara pros fracos. Tem uma caneta cara aí que emagrece, o cara mete um Mont Blanc na barriga. Mojara pros fracos, eu uso Mont Blanc. Maravilhoso isso. Desculpa, eu tô do lado de um humorista, tem que fazer o que você sabe, né? Eu sempre citei o Harold Kushner, se um homem não sabe rir de uma boa piada, desconfie da religião dele. Verdade. Repita de novo o nome, que até agora eu não entendi. Já ouviram falar em Morrengo Daru, uma cidade organizada e até com banheiros privados, com um sistema de esgoto há 4 mil anos atrás.

Eu também não ouvi, não. Depois pesquisa aí. Será que ele está naquelas cidades lá que o pessoal falava? Eu estou esquecendo, tentando lembrar o nome agora. Essa? Não, nunca falava. Pensei que tu passou aqui na Amazônia, saiu um boato de... Ah, não, Rattanabá. Rattanabá. Não, essa aí eu não conheço. Sinceramente, eu não vou mentir, não. Agora, esse desenho aí, C&A.

É, isso está com cara de C&A. E C&A e essas estruturas aí. Seria uma representação de como seria, né? É, mas... Descobriram evidências da batalha de Megiddo? Você ouviu alguma coisa? Várias batalhas de Megiddo, sim. Megiddo tem uma série de batalhas lá. Ah, mas não a batalha final. Ao Ar Bagedon, você quer dizer? Não, não, não, não. Fragmento cerâmico, na egípcia e tal. Fala, Homer.

Aqui eu estou vendo que ela é uma província de Sindhi, no Paquistão. Não, não conheço. Então vamos à próxima pergunta. Da Ana Lima, ela perguntou assim, se você tem alguma atualização das escavações do tanque de Bethesda.

O tanque de Bethesda, não. Mas do tanque de Siloé, sim. O tanque de Bethesda não está sendo mais escavado, não há intervenções lá há muito tempo. Lá faz parte hoje de uma ordem católica da França. Então tem que ter a bandeira da França lá na Igreja de Santana. Então do monte Bethesda, não. Foi o Renato que perguntou? Desculpa o nome.

Ana Lima. Ana Lima, perdão Ana Lima. Mas de Siloé, sim, Ana Lima. Inclusive, tem dois achados muito legais, um deles é assim. Eles tinham primeiro, tinha uma piscina bizantina, que muita gente pensava que lá era o tanque de Siloé.

Só que depois de um tempo, os arqueólogos estavam fazendo uma arqueologia de resgate. Lembra que o Velal falou? Abriu um encanamento aqui em contra. Eles estavam mexendo uma tubulação ali mais abaixo e encontraram uma piscina mais antiga. Então deduziram por vários elementos que essa piscina é a piscina de Siloé. Se você colocar aí Siloé, não, Siloan, S-M-U-D-O-A-M.

E pool de piscina em inglês. Vai aparecer várias fotos aí. E quando eles começaram a escavar, viram que tinham as escadarias do que seria uma piscina. Eles falaram, esse era o tanque de Siloé. Você teve nesse tanque. Você talvez não vai lembrar. Lembro, lembro. Era o que a gente estava de cima, olhando para baixo? Isso. Só que quando você foi, se ele puxar lá a foto, você vai ver que é interessante.

Quando o Vilela foi lá, o tanque, ele só estava... Vou ilustrar como é a Bíblia aqui, se ele não achar. Só tinha esse pedaço escavado aqui e tinha um paredão de terra, porque o outro terreno lá ninguém deixava escavar, era propriedade particular, privada. Então agora eles conseguiram limpar essa terra e descobriram o resto da piscina de Silóia. Aí vieram alguns mistérios. O primeiro mistério é que ele era muito mais fundo do que a gente imaginava.

Não era uma piscina normal para as pessoas se banharem. Parecia um açude. Tem uma parte mais rasa de uma piscina, mas o resto era um açude. Essa é a bizantina. Essa era a antiga que o pessoal pensava que era a piscina do Siloé. Tá certo? Aí depois eles foram fazer outras escavações. Mas embaixo encontraram essa outra aqui. Vamos ver se você encontra mais alguma outra foto aí.

ali você coloca imagens, vai aparecer uma outra parecida, tá? Diferente dessa, aliás. Então, ali, eles limparam e viram que era um açude, um negócio enorme. Aí vieram várias hipóteses. Uma delas é que, assim, nem todos os acadêmicos...

acreditaram, mas que alguns falaram, que ali poderia ser até um lugar para batalha naval, em miniatura. Porque no Coliseu você sabe que tinha batalha naval, né? Então eles faziam ali também em Jerusalém. Enchia d'água. Enchia d'água. E aquelas escadarias ali que eles pensavam que eram... Não, esse é o de Betesda.

O Siloan... Nossa, se eu for lá em um minuto eu vou achar. Vale a pena? Vale, vale, vale. Então tá, agora eu vou te pedir. Vai contando alguma coisa. É, o... O Homer pode mandar uma pergunta. Eu respondo, Homer. Então, olha... Pra mim, pergunta pra mim, não pro Rodrigo. Pergunta, Vilela, vai. Pra você? É. Não, não, pergunta pode ser arqueológica mesmo. Entendo de arqueologia.

Então, vamos lá. Quero saber, hein? Sua dúvida. Quando você era jargineiro do Jardim do Éden, você via muita trepadeira lá? Eu estou do lado do pastor. É uma pergunta botânica. Não, você... Não sei se as trepadeiras surgiram no Jardim do Éden. Eu acho que não. Elas são mais recentes. Elas são datadas de mais ou menos 500 anos antes de Cristo.

Caramba, cara, você é especialista mesmo, hein? Em botânica and Jardim do Éden. E lá no Jardim do Éden é legal porque não tinham só as duas árvores lá, da vida eterna e do bem e do mal, da sabedoria lá. Tinha árvore também, tinha uma mangueira e uma goiabeira lá também. É mesmo? É.

Que eu ficava mais lá perto da goiabeira e da mangueira porque podia. É mesmo? Essas podiam comer. A manga e a goiaba podia. E era a goiaba vermelha que é a melhor. Sabe por que a goiaba vermelha é melhor que a branca? É mesmo? Por quê? Porque o bichinho da goiaba é branco. Se você está numa goiaba branca, você não vê o bichinho que você come. E você come, Greg. Na vermelha... Você vai ver ele lá se mexendo. Aí você para e comer. O que é pior do que achar um bichinho na goiaba? Achar dois. Achar meio.

E aí, achou? Essa foto aí, essa água, deixa eu explicar para vocês. Isso aí foi uma época que choveu.

E a lagoa, tá bom? Não são águas que estão lá originalmente, não. Quando o Vilela foi, você viu isso aí, só que você viu sem a água. Exato, estava sem a água. Saiu uma época de chuva, então a chuva... Mas também, já que você falou tantas árvores, isso aqui é a figueira, ó. Essa é a figueira. Essa da folha grande. Essa planta, exatamente, é uma figueira. Então estava esse paredão aí. Agora eles limparam esse paredão. Aí o Lênin vai mostrar uma outra foto ali.

Aí eles descobriram aquele açude enorme, que pensaram que podia ser até batalha naval, como eu falei, porque Flávio José fala de Herodes fazendo muitos shows ali que atrapalhavam a sensibilidade do povo. Aí estavam limpando ainda lá, tá vendo a piscina? É.

Aí, agora está essa disputa. Será que era um açude para guardar água para a cidade que eles também usavam como banho ritual de purificação na época de Jesus? Pode ser. Mas teve uma coisa interessantíssima que foi encontrada atrás. Essa foto eu vou ficar devendo para vocês, que precisaria de mais tempo para encontrá-la. É que encontraram duas torres que estavam abaixo dessa piscina.

E uma das torres, ela tinha indícios. A base das torres eram gregas. Ou seja, as torres foram construídas no período grego. Só que uma das torres estava com a parede completamente refeita no estilo da época de Pôncio Pilatos ou Herodes.

dedução, eram duas torres gregas, que uma, por alguma razão, foi refeita no estilo completamente novo. Para você entender, é como se eu pegasse uma parede feita por Niemeyer, duas paredes de Niemeyer, aí você nota que a segunda...

Vai como o Niemeyer até a metade, outra metade está com tijolo diferente. Você fala o seguinte, olha, alguma coisa aconteceu com as paredes originais. Eram duas paredes de Niemeyer, mas uma foi refeita. Agora a nossa mente começa a trabalhar. Refeita por quê? Talvez caiu, ou ficou velha, ou a estrutura não estava boa. Se você quebra essa parede, é por alguma razão. Pois é. Eu tenho duas torres.

Uma refeita na época de Herodes ou Pilatos. Aí quando eu vou para o livro de Lucas, capítulo 13, eu encontro essa declaração de Jesus aqui.

E quanto àqueles... Capítulo 13, verso 4. E quanto àqueles 318 sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou? Vocês pensam que eles eram mais culpados que vocês? Jesus fez a menção da queda da torre de Siloé, em Lucas capítulo 13. E até o ano retrasado, eu não saberia o que Jesus estava falando. Hoje nós temos um achado arqueológico de uma torre...

que tinha colapsado e foi refeita na época de Jesus. Então talvez na época que os trabalhadores estavam fazendo, ela caiu e matou 18. E Jesus usou aquilo como uma ilustração. Escuta, vocês estão achando só porque aqueles 18 morreram e vocês não, que vocês são mais justos? Porque na época do judaísmo tinha muito aquela ideia assim, se uma desgraça acontece aqui com você e eu salvo, é porque eu estou justo perante Deus e você mereceu morrer.

Jesus estava quebrando isso. Jesus fala, Deus faz cair a chuva sobre bons e maus. Então, o justo também sofre e, às vezes, o ímpio não acontece nada com ele. Então, não julgue as pessoas como julga o judaísmo da época que Jesus fazia, é pela coisa que acontece. É igual o Jó. Você está sofrendo é que você tem culpa, você tem pecado.

Você não pode ter filho? É porque Deus amaldiçoou o seu ventre. Jesus quebrou isso. Aí ele usou justamente isso que a arqueologia descobriu. E aproveitando o ensejo, posso falar uma última aqui desse? Claro, claro. No ano passado, poucos meses depois da descoberta dessa torre de Siloé...

aconteceu uma outra coisa também. Jerusalém só tem uma fonte d'água, a fonte do Guirom. Mas Herodes o Grande mandava trazer água de longe para a cidade, desde Marpella, a região de Hebron, até a cidade de Jerusalém. E agora, no ano passado, eles descobriram uma coisa. Havia um aqueduto que eles não tinham percebido. Um aqueduto que foi refeito na época de Pilates.

Pilatos, o rei Pilatos, Pilatos, não Pilatos, Pilatos. O Pilatos refez esse aqueduto. Como é que eles sabem que foi feito de Pilatos? Porque você vê que tem o estilo de construção erodiana, depois as pedras mudam, o tijolo muda, a argamassa muda e é datado da época de Pilatos.

Aí eles descobriram que essa extensão é de exatamente 26 quilômetros. 26 quilômetros, acho que é 26 quilômetros, se não me engano. Aí, quando eles foram ler Flávio José, como historiador do primeiro século, José diz que Pilatos mandou fazer um aqueduto para a cidade de Jerusalém. Mas Pilatos tirou dinheiro das ofertas do templo de Jerusalém para fazer esse aqueduto.

E Pilatos, agora eu não lembro o valor exato, Pilatos dá a extensão do aqueduto... Perdão, gente, deixa eu corrigir, acho que é o cansaço. Flávio Joséfo, historiador do primeiro século, dá a extensão do aqueduto de Pilatos em estádios, que era um tipo métrico da época. Quando você transforma esses estádios para quilômetros, é exatamente o pedaço que foi encontrado agora.

Então, o que foi encontrado agora? O pedaço da ampliação do aqueduto de Herodes feito por Pôncio Pilatos, conforme narrou Flávio José. Tá bom? Só que Flávio José conta mais um detalhe. Que Pilatos mandou tirar dinheiro do templo de Jerusalém e isso causou grande problema no povo. Aí Pilatos mandou reunir todo mundo, principalmente muitos galileus.

E mandou matar todo mundo. Com porrete. Ele mandou colocar infiltrados no meio da multidão. E os infiltrados pegavam as pessoas e pensavam matar com porrete. Flávio José conta isso. Aí, quando eu vou para Jesus, antes dele falar da queda da torre de Siloé, olha como é que Jesus fala. Naquela mesma ocasião, estou lendo Lucas capítulo 13, estavam ali algumas pessoas que falaram com Jesus a respeito dos galileus, cujo sangue Pilatos havia misturado com o sacrifício que os mesmos realizavam.

Jesus lhes disse, vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus por terem padecido essas coisas? Digo a vocês que não eram. E vocês pensam também que vocês são mais santos do que os 18 que caíram na torre de Siloé? Não eram. Então Jesus menciona o massacre de Pôncio Pilatos.

E a queda da Torre de Siloé. Duas coisas que aconteceram na época dele e que eu tenho uma comprovação arqueológica agora. O aqueduto que Ponce Pilatos construiu e a Torre de Siloé que foi colapsada e reconstruída. Achado de 2025. Caramba. Ano passado. Fala, Romer. Vamos lá. Tem uma pergunta aqui.

Da Natália. Mais uma Natália aqui perguntando. Natália Costa, Natália Batista e... Como tem Natália. Ó, disse na Pedra da Gávea que há uma inscrição fenícia falando do ouro de Ofir. E por isso se dizem que o ouro, meio de Salomão, era retirado do Brasil. Há algum estudo que confirma isso? Natália, há, mas inconcluso.

Inconcluso. Eu vou te dar uma sugestão. Entra no YouTube, já que a gente brincou hoje com evidências. Procura assim, coloca no YouTube assim, os fenícios estiveram no Brasil, Rodrigo Silva, evidências.

Os fenícios estiveram no Brasil. Aí, nesse documentário que eu gravei, eu falo dessa inscrição da Pedra da Gávea, que está desaparecida. Nós temos apenas uma cópia dela. E que, no início, muitos ficaram céticos, mas depois viram que parece. Porque, a princípio, quando essa inscrição foi encontrada, foi por um amador.

ele levou a inscrição para um especialista em Fenício. E esse escritor Fenício, lembra Fenícia, onde hoje é o Líbano, e foi de lá que Salomão extraiu as madeiras para construir o templo. Daí a ligação com Salomão e tudo mais. Ele falou, não, isso aqui é ridículo, esse Fenício está todo errado, está cheio de erro. Gramaticalmente não é assim que se escreve em Fenício. Só que isso foi em 1800 e bolinha, 1900 e alguma coisa. Depois descobriram novas gramáticas de Fenício.

que traziam regras de concordância similares àquelas que ele tinha desdenhado. Então o assunto hoje está inconcluso, mas assista esse meu documentário. Eu estou mais novo ver esse documentário, esse documentário tem uns 15 anos. Sério? Ou mais. Mas se colocar, os fenícios estiveram no Brasil, Rodrigo Silva vai aparecer. Tem a pergunta da Kelly Borges. Ela perguntou qual foi o achado material e local arqueológico mais antigo que a arqueologia bíblica encontrou até hoje.

Um cachado arqueológico mais antigo? Eu acho que seriam... Lembra que a arqueologia está falando de história para cá, né? Eu acho que seriam as cidades ali da Mesopotâmia.

A cidade de Lagash, Heridu, Erek, essas cidades que foram encontradas ali, os primeiros tabletos cuneiformes, foram as coisas mais antigas, foram ali, que data de 4.000, 3.500 a.C. aproximadamente. Eu estou com algumas coisas aqui, não sei se enquanto eu fui ao banheiro foi falado, mas...

Em maio de 2025, um mosaico bizantino de 1.600 anos, chamado de Mosaico de Beer, Shema, foi exposto pela primeira vez. Ele apresenta 55 medalhões coloridos com figuras mitológicas, animais exóticos e cenas cotidianas. Foi descoberto em um mosteiro cristão. Tem um outro mais interessante do que... Esse é medieval. Esse é medieval. Mas teve um outro mosaico. Até quando você começou a ler, eu pensei que era ele que você estava falando.

Ele foi encontrado numa prisão. Você perguntou naquela hora de Meguido? Sim. Perto de Meguido tem uma prisão hoje. É. Tem uma prisão. E aí o pessoal estava fazendo algum trabalho na penitenciária e acharam um mosaico. Só para a galera entender, os mosaicos são pedrinhas pequenininhas. É assim que eles vão colocando. Eu trabalhava, quando eu escavei na Espanha, eu limpava mosaicos romanos. Nossa, era terrível. Pedrinhas saindo, não pode.

É muito interessante. E essas pedrinhas eram de uma igreja cristã antiga, talvez do terceiro século. Terceiro século? Isso é um mosaico. Isso é um mosaico. Não é necessariamente o que foi encontrado lá em Megiddo, mas se você escrever Megiddo com G, Megiddo Mosaic, aí escreve M-O-S-A-I-C, vai aparecer. E eles encontraram ali uma coisa que chamou bastante atenção.

porque tem uma inscrição que fala de alguém que fez uma mesa e dedicou ao Deus Jesus Cristo. Isso foi interessante porque é uma evidência arqueológica de Jesus sendo já considerado Deus.

esses são mosaicos refeitos. Esse de Megiddo, você colocou Megiddo mosaic, perdão, falta uma palavra, perdão, prison em inglês, falta uma palavra prison. Porque em Megiddo você tem outros mosaicos que foram encontrados na região lá, mas esse foi da prisão.

E aí, por que? O que eu estou falando isso aqui, Vilela? Aí não são críticos da Bíblia, são correntes teológicas. Você sabe que tem alguns que não acreditam que Jesus é Deus. Eu acredito que ele é Deus. Eu acredito na Trindade, acredito que Jesus é Deus. Os que negam que Jesus é Deus, dizem que foi a partir do concílio de Nicea, 325, que se criou esse negócio de Jesus, Deus e Trindade.

graças a Constantino e o Conselho de Nicea, que não havia ideia de Jesus como Deus antes. Então um achado como esse do mosaico é interessante, porque ele mostra que já havia uma ideia de Jesus como Deus, pelo menos no segundo para o terceiro século, no 250. Exatamente essa inscrição aí.

Proseniken, né? A Ketutus, aí Filoteus, quer dizer, amigo de Deus, Filoteus, amigo de Deus. Esse, aí você tem embaixo ali, parece, tem dois riscos, estão vendo dois riscos? Ele oferece essa trapeçã, ele oferece essa mesa, e onde você tem o primeiro risco, que parece uma bolinha com o risco no meio e parecendo um W,

Aqui ele é a abreviatura grega de Teu, Deus. E é o outro risco onde você tem um I, um Y, um X e parecendo um U, na verdade ele está sendo Jesus Christus, Jesus Cristo, Jesus Cristo. O nome de Deus está abreviado e o nome de Jesus Cristo está abreviado. Isso é chamado nome na sacra, quando se abrevia o nome da divindade por respeito. E ali então está falando...

que esse amigo de Deus, Philosteus, tem trapessen. Ele oferece essa mesa ao Deus Jesus Cristo. Porque é interessante, vou dar um aulinho de grego rápido, que todo mundo vai entender.

A palavra Deus em grego é teós, com sigma no final, teós. Mas os gregos têm uma coisa que nós não temos em português. Quando a palavra muda a categoria dela na frase, ela muda o final. Então, por exemplo, se eu falo assim, Pedro tem uma casa. Eu falo, Petros é rei eikon.

Tá certo? Petros, porque ele é o sujeito. Mas se eu quero falar assim, a palavra de Pedro, aí eu falo, logos tu Petru. Aí não é Petros mais, é Petru. Muda. Porque é a palavra do Pedro. Tá certo? Se eu quero falar assim, esta palavra é para Pedro.

Logos, to, Petro, ou através de Pedro. Sim. Tá certo? Então ali você tem a mesa que foi feita para o Deus Jesus Cristo. Não é para Deus e Jesus Cristo. Ali o Deus está como um adjetivo de Jesus Cristo.

Então nós temos nesse mosaico, muito antes de Nicea, uma consolidação já de que os cristãos que ali se reuniam, eles entendiam Jesus como Deus. Que louco isso. São questões que mudam totalmente a nossa crença. Sim, sim. A minha não muda porque eu creio que Deus nasceu. Não, não, eu sei, mas se tivesse uma prova de que não era...

As pessoas não tratavam ele como Deus, aí cai por terra um monte de coisa. Exatamente. Se ele não ressuscitou, cai por terra um monte de coisa. E por outro lado, se eu encontro evidências antes de Nicea, de que os cristãos atendiam Jesus como Deus, quem nega a divindade de Jesus não pode mais usar como argumento que isso foi inventado em Nicea.

E uma inscrição bizantina em grego com salmo 86 e adaptação para Jesus Cristo, guarda-me. Foi encontrada em Ircânia, no deserto da Judéia. Possivelmente a primeira inscrição em pedra de um salmo, é isso? Inclusive, o... Nossa, esqueci o nome dele agora, gente. Ele está escavando lá. É amigo nosso, inclusive, lá. Ele já esteve no NASP.

É o mesmo que... Deve ser o Peter Jordan, né? Não. Que é outro jurado. É o mesmo que escavou a 12ª caverna de Qumran. Quer que ele procure? Não, tudo bem. Eu vou encontrar aqui.

Deixa eu ver aqui se eu vou achar. Também depois se eu vou descomparar, tem uma estrutura piramidal helenística de 2.200 anos no deserto da Judéia, que fazia parte de uma estação de trânsito. É Oren. Oren Gutfeld. Até lembrou o sobrenome dele agora. Oren Gutfeld. Oren Gutfeld. Ele que encontrou a 12ª caverna de Qumran. Ele esteve no NASP já dando palestra. Cara, gente boa demais, sabe? Muito humilde e tudo.

E ele está escavando Ircânia. Ircânia, para o pessoal entender, no deserto, é um sítio arqueológico da época dos Asmoneus, da Guerra dos Asmoneus. E eles encontraram ali... Porque no deserto, lembra que eu falei de estratigrafia? Alguns lugares, como o castelo Asmoneu, quando foi abandonado, vieram monges.

e usaram aquele lugar para morar na Idade Média. Então esses monges da Idade Média fizeram um mosaico nesse castelo da época da Guerra dos Asmoneus. E esse mosaico, então, do período bizantino, aí já seria o quarto século, se eu não me engano, ele mostra esse Salmo de Cristo. E é mais uma evidência de como eles liam o Salmo. Porque para colocar o Salmo daquele jeito no mosaico, eles tinham algum manuscrito bíblico. Então esse Salmo também é uma coisa que eu pego para saber.

que o Salmo era escrito desse jeito por eles ali. Bateu. Fala, Romero. Tem uma pergunta do Maicon Ribeiro. Ele mandou o seguinte, ó. Com os recentes arquivos sobre OVNIs liberados pelos Estados Unidos, você acredita em vida extraterrestre? E o que acha que isso pode ter em relação à Bíblia ou a acontecimentos espirituais?

Olha, a Bíblia de Gênesis Apocalipse não fala nada de vida extraterrestre. Não fala. O máximo que eu poderia pegar, mas eu confesso para vocês, pegar por... Como é que eu falo assim? Por hipótese, mas não um versículo que eu posso pegar na Bíblia, igual a divindade de Jesus falando. Jesus era Deus porque a Bíblia diz isso. E a Bíblia diz isso. É um versículo que ele pode abrir a possibilidade. Tá bom? É o Michael que perguntou, né?

Foi, Maico? Isso. Viu, Maico? Esse versículo, ele abre a possibilidade, mas ele não define. Em Jesus, no Evangelho de João, capítulo 14, versículos 1 em diante, Jesus diz assim, Não se turbe o vosso coração, falando para os apóstolos. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos o lugar. A casa do pai é o reino dos céus.

E se Jesus fala que na casa do Pai há muitas moradas e que Ele iria da terra preparar um lugar para nós e que Ele voltaria para nos receber, ora, se há muitas moradas e Ele vai preparar uma para nós, significa que há outras igualmente habitáveis ou habitadas. Mas, repito, Michael, eu não posso pegar esse texto para provar que tem realmente ET, OVNI. Não, Ele abre a possibilidade.

Uma segunda coisa que abre a possibilidade é que se o céu é povoado de anjos, por que não supor que Deus pode ter criado outros seres inteligentes além da raça humana? O livro de Jó, capítulo 1, versículo 5, fala, num dia, quando os filhos de Deus, no hebraico Bnei Lohim, vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Quem eram esses Bnei Lohim? Será que eram só anjos?

Ou seriam seres que estão povoando esse cosmos de meu Deus aí e que eu não faço a mínima ideia como é a forma deles, a aparência? Uma terceira coisa que eu poderia inferir fora da Bíblia é que o universo, com tantos bilhões e bilhões de estrelas e constelações e galáxias,

Sendo que tudo isso faz apenas 3% do universo, porque você sabe que 73% do universo, falta quanto? 97% do universo é feito de matéria escura e energia escura. É 27% e o resto. É matéria escura e energia escura. Então o que nós sabemos do universo é só 3%. E se esse 3% é um negócio assim, por que Deus ia fazer tudo isso para ficar vazio? Tem uma passagem 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9

do livro de Jeremias, que Deus diz, eu não fiz a terra para que fosse vazia, mas para que fosse habitada. Ora, se a terra Deus não fez para que fosse vazia, mas para que fosse habitada, por que o universo ia ser vazio? Então, por esses elementos, eu trabalho, sim, com a hipótese de que Deus possa, evidentemente, ter seres espalhados por esse universo aí. Mas eu paro por aqui. É uma hipótese, não é uma doutrina.

Não é uma coisa que a Bíblia deixa claro. Então, é possível, mas não é determinante. Agora, seja lá quais foram esses seres que Deus, hipoteticamente, possa ter criado, definitivamente eles não são os ETs, não são os OVNIs. Os únicos seres de outra dimensão que Deus permite entrar na Terra, que eu tenho base bíblica para afirmar, são anjos.

que os anjos vêm à Terra, conversam conosco e voltam para a dimensão, para a esfela celestial. A Bíblia fala também dos principados e potestades, né? Que indica também alguma coisa que se desse versículo. Agora, e também não acredito em Erich von Duhnheim, que escreveu, eram os deuses astronautas. Pois é. Aquele também está bem ultrapassado, já foi até refutado. É.

Sobre isso, esses arquivos novos aí, o que você tem a dizer? Você está acompanhando? Por enquanto, nada muito conclusivo. O caso do Oswell já está aí desde muito tempo, ninguém diz nada com nada. E o vice-presidente que falou que não são aliens, são demônios. E essa vertente que acha que na verdade não são aliens, são demônios.

É uma também, né? Por que não? Porque a Bíblia fala que o diabo se transforma até em anjo de luz para enganar, se possível, os eleitos. A Bíblia fala isso. Então, assim, assim como eu abri a possibilidade... Vocês estão percebendo, você está em casa, o cuidado que eu estou tomando na Bíblia? Eu tenho que falar o que a Bíblia diz, o que ela abre é possibilidade, mas eu não posso afirmar o que ela não diz. A Bíblia abre a possibilidade do diabo fazer enganos.

Abre. Mas dizer que esses aliens já é o diabo... Não sei. Não sei. Eu tenho que ficar atento.

Agora eu sei que alguns falaram até que tem quatro ou cinco tipos de ETs. Quatro. E que um deles é o mais bonito, o reptilianos, o nórdico. O reptiliano. Primeiro que eu já vejo até um pouco de racismo nisso aí, de supremacismo racista. Pois é, né? O nórdico é o superior, né? Porque é o nórdico. Ô, Leni, cadê o ET Black? Black Power. Black Power. Não é só tem o nórdico, velho? Eu acho que esse ET Black Power sou eu.

Fica a dúvida, hein? Você é estranho. A gente nunca te vê fora daqui. Fica a dica aí, né? Será que o Lênin é o Ali? Essa daí você surpreendeu, hein? Não duvido, cara. Não é à toa que ele já tocou numa banda chamada... Patmos. Patmos, que é... Que tem a ver com o lugar onde foi escrito o Apocalipse. Logo, a revelação que foi feita que...

Tem alguns easter eggs aí. O 666 no Apocalipse está assim. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta. Aquele que tem entendimento, inteligência. O que não tem, inteligência limitada.

Está tudo a ver. Conectado, velho. Tudo conectado. Isso vai dar corte. A relação entre Gog e Magog, Ezequiel 38 e 39, as interpretações contemporâneas que associam esses textos à Rússia, ao Irã e ao Oriente Médio. O que você acha? Para mim também não tem sentido. Realmente, o livro de Ezequiel fala de Gog e Magog, mas as tendências...

que alguns fizeram de colocar a Gog como sendo... É porque eles pegam assim. Eles pegam o Gog como sendo o Giggs, que seria na Lídia. Não tem nada a ver com a Rússia. Eles pegam o Magog como sendo Moscou. Mas, olha, eu não conheço nenhum hebraísta sério

que veja qualquer etimologia entre Moscou e Magog. Você entendeu? Não vejo nenhum... Tabouski, que eles pegam também, que falam Tubal como sendo Tabouski. Não, não vejo nenhum hebraísta sério que fala isso. Acho que até o próprio Sayan uma vez, ele falou sobre isso aqui, salvo engano aqui. Então, sinceramente, Gog e Magog não tem nada a ver com a Rússia, com Moscou, com Tabouski, não.

A doutrina adventista sobre o sábado, a besta do apocalipse e a lei dominical e por que esse tema ganhou urgência no contexto de governos alinhados à religião e legislação? Bom, essa doutrina adventista é um entendimento dos adventistas do sétimo dia, não somente eles, houve antes dos adventistas outros grupos americanos também que fizeram isso. Esse entendimento também. Entendimento que. E antes de falar do entendimento adventista, é bom ver se ele tem um respaldo bíblico. Claro.

Com respeito que há muitos que discordam de mim nesse sentido. No Apocalipse, eu entendo que a besta do Apocalipse, ela vai lidar contra duas coisas. São duas plataformas da política do anticristo do Apocalipse. Isso é claro no texto, a meu ver. A adoração...

e a lei de Deus. As pessoas vão adorar a besta como se fosse um falso Jesus. E como é que eu sei disso? Eu vou explicar em quatro minutos, três ou quatro minutos. O Apocalipse tem um paradoxo. Quem fez a pergunta, você sabe o nome? Ah, passou aqui. Tudo bem. Desculpa, você que fez a pergunta. O Apocalipse tem um paradoxo. O paradoxo é o seguinte, o Apocalipse de todos os livros do Novo Testamento é o que faz mais referências ao Antigo Testamento.

Ah, é? Nenhum livro faz tanta referência ao Antigo Testamento como o Apocalipse. Mas, aí vem o paradoxo, não há no Apocalipse nenhuma citação do Antigo Testamento.

Só alusões indiretas. Tem algum motivo? A gente deduz. O fato de João estar em Patmos, não tem uma biblioteca à sua disposição, tem que lembrar de memória. Você está entendendo? O fato do Apocalipse ser escrito de maneira codificada para confundir aqueles que devem ser confundidos, etc.

Então, um trabalho que os exegetas fazem é tentar extrair do Apocalipse onde é que ele está dialogando com o Antigo Testamento. Olha, aqui eu percebo que ele está falando do Êxodo. Aqui eu percebo que ele está falando de Levítico. Aqui ele está citando o Salmo. E aí, quando você pega o capítulo 13, capítulo 13 é como está na nossa divisão.

Mas você não pode ficar preso ao capítulo como foi editado pelo editor moderno. Tem que pegar o contexto. O contexto do capítulo 13 começa, na verdade, no final do capítulo 11, quando fecha com as sete trombetas, e ele termina no final do capítulo 14. E o que tem ali no capítulo 11, fechando? O que vai abrir? Começa o capítulo assim.

abriu-se, termina assim, abriu-se então o santuário de Deus que se acha no céu e foi vista a Arca da Aliança no seu santuário. A Arca da Aliança, você me perguntou aqui, é a arca que continha os dez mundamentos. E essa visão aqui... E mais umas coisas, né? É, na Arca não soltavam os dez mundamentos. Ah, não tinha? A vara de Arão que floresceu ficava do lado de fora. Ah, é? O Maná ficava do lado de fora. Tá. Dentro da Arca, os dez mundamentos. Os dez mundamentos.

Então ele viu no céu aberto a Arca da Aliança no céu. E nós temos muita literatura judaica da época, inclusive em Qumran foram encontrados isso, falando de um futuro ataque à lei de Deus. Então havia um consenso entre o judaísmo, inclusive em apocalipses judaicos não canônicos, que fala disso.

abriu-se no seu santuário e foi vista a Arca da Aliança. Já deu uma pista. Aí vai falando da mulher que é perseguida pelo dragão e ela vai para o deserto. E quando fala dos fiéis da mulher, diz assim, verso 17. O dragão ficou irado contra a mulher e foi travar guerra com o restante da descendência dela, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

Então, eu já estou vendo que o ser que vai surgir depois, que é a besta, vai lutar contra um grupo que é caracterizado por aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. E quais são os mandamentos de Deus? Abriu-se no céu o santuário de Deus e foi vista a arca da aliança do seu santuário. Então, já afinou. O santuário de Deus são aqueles ali, que estão na arca da aliança. Quais são os mandamentos que estão na arca da aliança?

Vá para êxodo 20 e você vai descobrir. E o sábado tem entre eles, tá certo? Aí, essa besta começa a atacar esses mandamentos.

Ela manda, por exemplo, ela blasfema contra o céu. Um dos mandamentos diz, não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão. Lembra que não são citações diretas, são alusões. Ela manda blasfemar. Lá fala, não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão. Essa besta, ela manda matar os que não têm a marca dela. Não matarás.

Essa besta, ela fala falsos testemunhos. Não dirás falsos testemunhos contra o teu próximo. Então você vê que ela manda fazer uma imagem de escultura. Não farás pra ti imagem de escultura. Ela manda adorar a imagem. Você vê que ela está atacando os mandamentos de Deus.

Alguém pode perguntar, mas cadê o sábado? Quando você vai para o capítulo 14, fala assim, vi um anjo voando pelo meio do céu, verso 6, tendo o evangelho eterno a pregar a todos que assentam sobre a terra, dizendo, temei a Deus e dai-lhe glória.

pois é chegada a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas. Essa expressão, com exceção da frase fontes das águas, está onde na Bíblia? Exatamente em Êxodo capítulo 20, quando fala do sábado, do shabat. Entendi. Por que o Senhor guardou o shabat? Porque em seis dias fez o Senhor os céus, a terra, o mar e tudo que neles há. E ao sétimo dia descansou. Então o shabat também está aludido aqui.

A maneira do judeu guardar o sábado era reconhecendo que ele tem um Criador. Tá certo? E termina esse aqui repetindo. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então, a partir disso, os adventistas entendem que no final dos tempos haverá um ataque frontal à lei de Deus.

A lei são 10 mandamentos, não é só o 4. Aí alguém pode perguntar, mas por que vocês têm essa ênfase tanto no 4, se são 10? É porque no mundo cristão, o único mandamento que não é levado a sério é o sábado.

Porque você tem duas correntes. Letra A. Ou aquelas que falam que o sábado foi trocado pelo domingo. Ou? Ou aquelas que espiritualizam. Falam que não guardam dia nenhum porque o descanso está em Jesus. Porque Jesus ensinou uma nova modalidade de guarda da lei. Agora eu guardo o sábado espiritualmente. Não é mais um dia. É uma pessoa. Há muito esse argumento. Mas lembremos que Jesus em Mateus capítulo 5 verso 14. Ele fala. Não pensem que eu vim destruir a lei ou os profetas.

Não vim para abolir, eu vim para cumprir. Porque, em verdade, eu lhes digo, ainda que o céu e a terra passem, nenhum i, nenhum tio jamais passará da lei até que tudo se cumpra. O céu e a terra não passaram.

Nem tudo se cumpriu. Então, nenhum i, nenhum tio passou da lei. Como é que o sábado passou? Então não faz sentido para mim falar que o sábado foi abolido por Cristo. E essa questão de espiritualizar a lei também, eu vejo uma complicação étnica aqui, porque os que falam, não, mas eu não preciso guardar um dia porque eu descanso espiritualmente em Jesus.

Eu guardo espiritualmente, porque Jesus deu um outro significado para a lei espiritual. Tá, então eu também não adultero. Adultério não é mais uma coisa física, é espiritual? É, espiritualmente eu não adultero. É, você entendeu? Espiritualmente... Abre um caminho perigoso. Perigoso, então o adultério deixou de ser uma coisa física para ser uma coisa apenas espiritual também. Matar e roubar deixou de ser uma coisa física para ser uma coisa só espiritual. Se essas coisas continuam...

físicas e históricas e proibidas, por que o sábado tem essa dimensão agora espiritual? Mas eu preciso deixar uma nota final aqui, muito importante. E isso é doutrina adventista. No final dos tempos, o mundo não vai ser dividido entre adventistas e não adventistas.

O mundo vai ser dividido entre os que guardam os mandamentos de Deus e os que não guardam os mandamentos de Deus. Tá certo? Como isso se desenhará, eu não sei. O que eu posso afirmar para vocês é o seguinte. Uma grande parte dos... E desculpe os meus irmãos adventistas por abrir esse jogo aqui, mas é verdade. É doutrina da igreja, é entendimento da igreja. Uma grande parte dos adventistas do sétimo dia vai se unir à besta do Apocalipse. Ô louco!

Porque... E uma grande parte também dos batistas, dos presbiterianos, dos católicos, dos... Sim, todos. Todos. E os adventistas não são exceção. Porque você tem dois tipos de ateísmo. Tem o ateu teórico, como o Pirula e o Sérgio Sacani, que falam assim, nós somos ateus. Ponto. Todo mundo sabe que eles são ateus. E eu respeito a não crença deles. Mas tem o ateu prático.

É aquele que, diferente do Sacana e do Sérgio, eles falam assim, eu creio em Deus, mas eles vivem como se ele não existisse. Entendi. Então tem muito católico que é ateoprático, tem muito presbiteriano que é ateoprático, tem muito adventista do sétimo dia que é ateoprático. É o cristão de IBGE. Cristão de IBGE, ou pior, tem o legalista.

Tem aquele adventista que ele acha que é o sábado que vai realmente salvá-lo e não Jesus de Nazaré. Então, o que acontece? Eu só faço uma oração por mim e por você. Quando Apocalipse 13 estiver em voga, não vai ser CNPJ. Hoje eu sou membro, eu sou cristão. Ponto.

E como cristão, eu estou membro da Igreja Adventista do sétimo dia. Ficou claro? Claro. Eu sou cristão e estou membro da Igreja Adventista. Então, o meu batismo, minha categoria de membro, faz parte de um CNPJ que eu tenho regras a cumprir. Se eu não cumprir essas regras, eu serei excluído da Igreja Adventista. Ficou claro? Então, eu sou cristão, membro da Igreja Adventista do sétimo dia. Mas quando a perseguição começar, é bem provável que duas coisas vão acontecer.

Letra A, ou o CNPJ vai desaparecer, ou o CNPJ vai se ligar com o anticristo. Mas nessa época não vai ter espaço para ter batista, adventista, católico. Vai ter espaço apenas para aqueles que vão reconhecer no anticristo o inimigo de Cristo e vão ficar fiéis, ainda que custe o que custar.

E aqueles que vão ceder ao anticristo e vão receber a sua marca na testa e na mão. E o que eu peço em Cristo Jesus, com muita humildade, que nem eu, nem a minha esposa, nem a minha filhinha, recebamos a marca da besta. Não porque eu sou melhor do que ninguém, mas porque eu amo Jesus e não quero decepcioná-lo. E porque você sabe das consequências. E eu sei das consequências. E quanto a você, eu faço o mesmo apelo.

Sabe? Eu não guardo o sábado porque eu estou convencido. Eu guardo o sábado porque eu amo Jesus. Eu não guardo o sábado para ser salvo. E até que isso aqui aconteça, não dá para a gente saber quem é quem, porque está tudo misturado. Então hoje o povo de Deus, gente, é maior do que a igreja que eu frequento ou que você que frequenta. O povo de Deus está espalhado no mundo inteiro, em todos os lugares.

Eu hoje creio na doutrina adventista, senão eu seria um hipócrita, correto? Se eu fosse calvinista, eu seria provavelmente presbiteriano. Se eu cresse piamente em tudo de Lutero, eu seria luterano. Se eu discordasse frontalmente de Lutero, Calvino e Züiglio, eu seria provavelmente católico.

Então, em termos de crença, eu sou adventista. Em termos de espiritualidade, os meus irmãos, a Igreja de Deus é maior do que a Igreja Adventista. Tá certo? Então, eu espero que você apenas ouça o que eu falei aqui, entendendo que eu não sou superior a ninguém porque eu guardo o sábado.

de jeito nenhum. O Vilela não guarda o sábado. E eu me sinto muito respeitado e amado por ele. E o céu que eu vou, eu acredito que eu vou ver o Vilela lá, vou ver o Sayão. O Sayão não guarda o sábado. Se o Sayão estivesse aqui, ele daria uma outra explicação diferente da minha. Tá certo? Mas, se você não guarda o sábado, que seja com a convicção bíblica. Se você guarda, que seja com a convicção bíblica. E para o Senhor. E quando...

sair esse decreto da besta que vai ser frontalmente contra a lei de Deus aí fique de antena alerta e se o Espírito Santo deixar que você se lembre do que esse pobre mortal falou nesse podcast Obrigado Rodrigo, a última pergunta para eu ir ao banheiro, rápido Tem a pergunta aqui do Correndo para Cachorro ele mandou o seguinte Correndo para Cachorro A pergunta coincidiu na hora que o Vilela saiu

Eu não sei se isso foi combinado. Olha, se tivesse sido combinado, não teria dado certo. Ele mandou o seguinte, o conceito adventista da Babilônia como um sistema religioso político corrupto. Como que isso se aplica à relação atual entre as igrejas evangélicas e o poder político, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e no mundo?

Olha, na verdade, deixa eu explicar que esse entendimento da Babilônia como poder político-religioso, isso não é dos adventistas. Esse ponto, se o Sayon tivesse aqui, ele concordaria comigo. A Babilônia, tanto é que a palavra Babilônia em acadiano é Bab-ilu. Bab-ilu significa portal dos deuses. Mas a Bíblia, os judeus têm um costume, não sei se vocês se lembram quando o Rav e o Sani veio aqui, eles têm um inimigo da verdade, eles não chamam pelo nome.

eles chamam por um pseudônimo. Por exemplo, o Ravissani, eu lembro que quando ele foi no museu, ele não falava Vespasiano, ele falava Vespásio. O imperador Vespasiano eles chamam de Vespásio, porque ele mandou destruir o templo. Então eles sempre fazem um nickname ali, eles não pronunciam o nome. Então, na Bíblia também já tinha isso. Ao invés de falar Babilô, chamou de Bavel, que na nossa Bíblia está como Babel. E Bavel, em hebraico, é confusão.

Então, desde a longa história do cristianismo, Babilônia foi entendida realmente como uma confusão religiosa. Então, nesse aspecto, como é que a gente vê essa união de igrejas evangélicas com política e tudo mais? Vamos por partes. Eu queria fazer assim, para ilustrar, isso aqui é da minha própria autoridade, a minha própria autoria, melhor. Eu falei autoridade porque autoritata, eu não queria citar nenhum autor aqui, por isso que eu usei a palavra autoridade. Eu faço uma diferença entre política e politicagem.

para responder essa pergunta que foi feita, do correndo para cachorro. A política é boa.

Nós somos seres políticos. Eu preciso da política para organizar a sociedade. É uma ferramenta. A própria palavra política vem da origem grega de polis, que é cidade, está certo? Tique é justamente a justiça. Tanto é que a deusa a justiça, a deusa a tique. Então politique, no grego original, era a justiça da cidade.

Então, não confundamos a política com a politicagem, que é a distorção da política. A política é bíblica. Deus instituiu profetas, reis, governadores, organizou o povo de Israel.

Quando Moisés estava andando contra todo mundo, o Getro veio e organizou aquilo. É uma política. Quando organizou a cidade, o livro de Levítico são leis para a cidade. O Antigo Testamento está repleto de leis civis. Até a forma de construir uma casa está lá no Levítico. Você não pode deixar de construir um beiral na sua casa, porque alguém pode cair do telhado e você ser réu de sangue.

Havia leis sobre o comércio, havia direito, isso tudo é política. Nesse aspecto, eu acho que nós podemos e devemos ter uma relação de diálogo com a política. Em que sentido? Ensinar para os membros da igreja cidadania. Ensinar os membros da igreja como votar.

Trazer para os membros da igreja uma consciência política, para que ele não vote a troco de um saco de batata, ou de um político que apareceu lá, só soltou a rua e depois desapareceu quatro anos, que ele tenha consciência política, que ele não seja levado por algoritmos, ou por discursos, ou brigue por candidatos.

tá certo? Ensinar ciência política, ensinar classe, ensinar cidadania. Nesse aspecto, a igreja tem que ter muito diálogo com a política e respeito pelos políticos. Receber um político, por exemplo, no Naspe, a gente já recebeu esses dias, eu estive num evento que estava o governador, Tarcísio.

Lá me tratou muito bem. Eu já estive duas vezes com o governador Tarciso. Me tratou muito bem, com muita deferência. Eu o convidei para a Unaspe. Ele vai à Unaspe. E nós vamos dar as honras de um governador de Estado quando ele for lá. Outros que já estiveram ali. O prefeito de Engenheiro Coelho. Então, isso eu acho que é saudável e necessário que a igreja tenha diálogo com a política. O problema, acho que é por isso que a sua pergunta vem à tona, é a distorção desse diálogo.

Aí eu já não chamaria isso de política, de politicagem. É quando a politicagem começa a entrar dentro da igreja, no púlpito. Aí o sujeito pastor começa a mandar aos membros em quem que eles devem votar. Aí é massa de manobra. Aí vira massa de manobra. É quando o púlpito vira um palanque.

É quando a igreja se racha por causa de candidato. Eu sou do candidato X, eu sou do candidato Y. Aí agora a briga vai de tal maneira que dentro de casa a família se racha, a igreja se racha. Ao invés de estudar a lição da escola dominical, ou escola sabatina, ou do catecismo, estão brigando com o caudio político. Quando padres se envolvem com a política demais, a teologia da libertação foi um caso desse aí.

Eu lembro que um livro de um... Bruno Forte, acho que é o Bruno Forte que escreveu, tinha aquela polêmica, os católicos batizam crianças e os protestantes adultos, quase todos, não todos os protestantes. Aí tinha muita polêmica, se deve batizar criança ou adulta. Acho que é Bruno Forte, se não me engano, que escreveu o livro, devemos seguir batizando os ricos? Eu estava estudando com a Teologia da Libertação na época. Olha a capa desse livro, um clássico.

Mas olha a discriminação, quer dizer que o rico não deve ser batizado na igreja? Só porque é rico? Todo rico agora é opressor? Não tem nenhum rico bom?

Olha o que a teologia da libertação criou. Você entendeu? Esses dias alguém ressuscitou um debate que eu tive na TV Cultura com um padre. E alguém ressuscitou. Eu já fui algumas vezes elogiado por católicos e já fui atacado por católicos. Mas nunca fui tão elogiado por católicos como nesse debate. Porque tinha um padre político lá que estava o tempo todo detonando com a igreja católica.

Quem defendeu o catolicismo fui eu. Conta isso aí para os apologetas católicos que não gostam de mim. Está lá na TV Cultura. Falei, gente, padre, você está falando uma coisa que eu não sou católico, mas não é isso. Então, aí realmente você tem uma situação tão grande. Desculpe falar da teologia da libertação assim. Eu tive grandes professores da teologia da libertação, mas eu discordo dela. Ela trouxe o socialismo para dentro do evangelho. Agora o evangelho é a luta de classes.

É o evangelho marxista, sabe? Isso no lado católico, no lado protestante, é quando alguns pastores fazem do púlpito o palanque.

sabe? E mandando os membros, vocês vão votar em fulano de tal, viu? Quem votar em ciclano vai entrar mais nessa igreja aqui. E às vezes, assim, alguns irmãos que se dizem cristãos, ou muito católicos, ou muito evangélicos, ou muito protestantes, quando assumem a capa de um deputado, de um parlamentar, de um senador,

Aí aparece uma falcatrua, um escândalo envolvendo o nome daquele sujeito. Aí o estrago é grande. Porque aí chega alguém que já não é bem feito a religião e fala, tá vendo o que os crentes estão fazendo lá? Aí o estrago é pior. Porque se um político corrupto é apanhado, o escândalo é desse tamanho. Se o político corrupto apanhado é um pastor, aí o escândalo é quatro vezes maior.

E aí é difícil você desfazer o mal testemunho. Sabe? Então, essa é a minha opinião. Não sei se eu respondi, eu tangenciei a resposta, mas é assim que eu penso. Tranquilo, eu agradecia demais. Eu só vou aqui. Eu passei para você aqui ou não? Tinha uma pessoa que estava passando por um momento difícil aqui. Eu cheguei a passar para você ou não, Romero?

Teve uma pessoa que mandou aqui no chat que ela gostaria de orações. Por um momento difícil que ela está passando. Não vai falar o nome? Eu perdi o nome dela aqui na realidade. Eu também perdi. Mas eu vi essa mensagem e, de fato, ela pediu oração por um momento difícil na vida dela.

Eu agradecer demais Rodrigo, a gente vai terminar com oração e dizer que você é sempre bem-vindo aqui E eu estou lamentando ter passado tanto tempo Mas valeu a pena porque o programa foi excelente, foi muito bom muito abençoado É ruim se oferecer e eu sei que muita gente queria até pagar para estar aqui no seu programa Mas se houver espaço, fala com a Fabi para sempre falar com a Laura lá ou você fala direto comigo Vamos fazer mais Eu me sinto muito bem aqui

Então pedi uma oração para quem está passando por um momento difícil, quem está no momento que agora está naquela dúvida. Era alguma coisa sobre não ter resposta sobre alguma coisa, né? Isso. O pessoal aqui do chat está mandando que o nome dela é Sabrina.

Enquanto isso, vamos agradecer aos patrocinadores que eu vou tentar achar aqui no chat. Exatamente. Obrigado aí. Agradecer demais a Contabilizei, o Estratégia Concursos e também o G4 que está patrocinando o episódio de hoje. Se você ainda não deixou seu like, está panguando, cara. A live foi maravilhosa, então deixa aí seu like, se inscreva no canal, torne-se membro e compartilha essa live aí. Compartilhe as boas novas a toda a sua patotinha. E fica aqui...

acabando esse episódio, começa outro um vlog nosso da nossa entrevista com o Neymar, que a gente foi até Santos de helicóptero pra entrevistar o Neymar, então terminando aqui, você não precisa nem clicar em nada, já vai direto pro próximo vídeo, não sai daqui, então. Agradecer demais vocês, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau, e vamos pra oração. E o que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou até o final?

Olha, pra provar que você chegou até o final, eu vou deixar uma coisa que ele falou lá no início, vida em ruínas.

Vida em Ruínas. Vida em Ruínas. Obrigado. Eu que agradeço. Só vou contar uma coisa aqui pra vocês. O senhor Vilela foi a engenheira com ele me visitar de carro. Mas o Neymar foi de helicóptero a Santos. Porque me mandaram. Eu não tenho helicóptero. Me mandaram lá. Ele tinha pouco tempo e me mandaram o helicóptero pra levar e podia também me mandar de volta de carro. Tá evoluindo, né? Tá evoluindo. Olha, eu não sei se o seu nome é Sabrina, mas Sabrina, eu vou dizer...

mandaram aqui, Sabrina Almeida Sabrina Almeida, ótimo Sabrina, deixa eu me dizer algo pra você e pra todos que talvez estejam numa situação semelhante a sua ela perguntou sobre Deus não ouvir as orações dela foi isso mesmo Sabrina, quem está falando pra você aqui eu quero pedir até uma licença pra responder a você falando uma coisa que você não perguntou vocês já perceberam que eu tenho convicção das coisas que eu falo, mas não é que eu finjo ser educado não, é porque eu quero pedir

Eu temo que o tema de Deus tem virado tanta rinha de briga na internet. Isso é tão desagradável, sabe? Não é por aí. Eu acho que a gente tem falado o que pensa, discordado o outro com a educação e amar mais um ao outro sem ficar só buscando a lacração, o corte perfeito onde eu sei mais do que o outro, eu sou o fero que mais entende. Não é por aí. E por que eu estou dizendo isso, Sabrina? Porque eu tenho um doutorado em teologia.

Mas tem muitas vezes que eu percebo que eu não conheço as coisas de Deus. Eu sou formado em teologia, Sabrina, mas eu não sou tecnólogo em Deus. Eu não sou especialista em divindade. Sabe o que é um teólogo, Sabrina? O teólogo é o cristão fazendo perguntas sobre a sua fé.

É isso que é a teologia. E Teilhard Chardin, um grande filósofo, dizia que ele estava mais perto de Deus quando ele fazia perguntas do que quando ele fazia afirmações. Porque Deus é tão grande, Sabrina, tão grande, tão grande, tão grande, que quanto mais próximo dele nós nos achamos, mais mistérios surgem. É como os planetas do Sistema Solar.

Quanto maior, mais distante do sol. Quanto menor, mais perto dele e aparentemente mais insignificante. Pode ter certeza, Sabrina. Deus está te respondendo de uma maneira que você nem imaginou. É que as respostas de Deus, às vezes, elas demoram um pouco a vir. Elas não vêm na hora. Quando Jesus orou no Getsemane, Pai, se possível, afasta de mim esse cálice.

Não teve resposta. Pelo contrário. Jesus estava orando ao Pai e Judas, endemoniado, chegou com um grupo de soldados para bater em Jesus. Curioso, Sabrina, porque Jesus é aquele que tem poder de expulsar qualquer demônio. Houve castas de demônios, uma legião deles que Jesus expulsou com uma única palavra.

E segundo o próprio Jesus, o diabo entrou em Judas, mas Jesus não foi capaz de fazer aquele exorcismo ali no Getsemane. Talvez ele até seria, mas o silêncio do pai não o permitiu fazer. Ele orou e também não teve resposta. E depois ele foi vilipediado, machucado, humilhado, crucificado. Na cruz.

Ele de novo falou, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste, Sabrina? Foi mais uma pergunta sem resposta do céu. Nem uma nuvenzinha tremeu, nem um anjo. E depois de mais uma oração sem resposta, Jesus falou, eu tenho sede. E havia ali perto do calvário um vaso.

Com uma esponja, vinagre e um caniço. Um soldado pegou o caniço, colocou na esponja e colocou no vinagre e levou o vinagre à boca de Jesus. Sabe o que era aquela esponja? Vou te falar. Pelo conhecimento que eu tenho da cultura romana, esponjas embebidas em vinagre era o que os homens usavam para limpar as suas partes íntimas depois de ter usado um banheiro público.

Talvez o soldado pegou aquilo de algum banheiro público ali perto e levou até a boca de Jesus. Isso mesmo que você está entendendo. Papel higiênico usado. Quando Jesus experimentou o vinagre, ele não quis beber. E mais uma vez, o silêncio de Deus. Então Jesus falou assim, Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E morreu.

Quando Jesus falou, Sabrina, nas tuas mãos entrega o meu espírito, foi a última oração que Jesus fez, depois de uma série de orações sem resposta do Pai.

Mas quando ele falou entregue o meu espírito em aramaico, sabe o que significa esse entregue? Significa eu deposito, como você deposita um dinheiro no banco, porque você sabe que depois você vai reaver o dinheiro com juros e correção monetária. Não é eu entrego o meu espírito, como se eu estivesse entregando um celular para o Vilela aqui. Não, é deposito, porque eu sei que o Senhor vai me devolver isso. E de fato, na manhã da ressurreição, Ele ressuscitou.

Ele ressuscitou para a glória de Deus o Pai e apareceu entre seus discípulos e depois ele foi assunto ao céu. E Paulo diz que ao chegar ao céu ele recebeu um nome que está acima de todo nome, para que o nome de Jesus se dobre todo o joelho no céu e na terra e todos declarem que Jesus é o Senhor. Mas antes disso ele foi humilhado.

Aí eu pergunto, quem disse que Deus não atendeu a oração de Jesus só porque não respondeu? Aprenda uma coisa, Sabrina. As nossas orações não são atendidas somente quando são respondidas. Elas são atendidas no silêncio e no tempo de Deus.

Eu hoje, ao falar isso para você, estou dando uma resposta a um pedido sem resposta de oração que eu fiz, há anos atrás, quando eu estava quase acabando com a minha vida, num lugar chamado Ceviza, Engenheiro Coelho. E eu perguntava, por que o senhor não faz alguma coisa e Deus não fez nada? Ou melhor, ele fez. Eu estou aqui falando para você.

Oração não respondida não significa oração não atendida. É no tempo dele. O silêncio da sexta-feira tem que ser adicionado à resposta do domingo de manhã, quando Jesus ressuscitou.

E Sabrina, quem diz que Deus não está fazendo nada na sua vida? Dentre tantas pessoas que estão nos atendendo, Ele colocou esse importante podcast para terminar com uma palavra para você. Quer resposta melhor do que essa? Eu não sou Deus, mas eu posso ser um mensageiro dEle na sua vida. E a mãe da ressurreição está chegando. Mesmo que hoje você enfrente o silêncio do Calvário na sexta-feira da paixão. Confie em Deus. Vamos orar? Senhor.

não apenas a Sabrina, mas vários outros que estão conosco neste momento, eu espero ter falado aquilo que veio do teu santo trono de graça. E que o teu Espírito, Senhor, possa ir aonde a voz do locutor talvez não chegue.

A voz humana tem limitações, mas a voz do teu espírito não. Então cuida da tua filhinha agora, Senhor, como o Senhor cuidou de mim, nos momentos em que eu fiquei com tanta chateação, tristeza e até revolta diante do teu silêncio. Perdoa, Senhor, a nossa miopia, ou os momentos em que o Senhor até respondeu, mas nós não conseguimos discernir os teus sinais na natureza e na história.

abra nossa mente abra o nosso coração abençoa o Vilela que também passou por tantos silêncios teus e o Senhor deu forças a ele a estar hoje gravando esse programa fazendo esse programa mais uma vez o Vilela também já teve muita sexta-feira de silêncio e muita manhã de glória com Deus assim como o Senhor atua na vida dele na minha e de tantos outros atua na vida da tua filha também porque ela precisa de ti nesse momento

E guarda todos que estão conosco ligados nesse momento. E obrigado por me trazer esse lugar tão importante para falar de ti. Com muita humildade e amor do meu coração. Eu termino essa prece em nome de Jesus. Amém. Amém. Valeu, gente. Obrigado. Fiquem com Deus. Beijo no Cotuveli. Tchau. E escrevam Vidas em Ruínas nos comentários para provar que chegou até o final. Até mais.

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.

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