020 - STAR WARS X: A NOVA ESPERANÇA? + GAME OF THRONES NO CINEMA + CARA DE BARRO
AFFONSO SOLANO é um escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do ANDRÉ GORDIRRO, do GUSTAVO CUNHA e do DINHO LIMA, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Já o Vilela é da época em que o Professor Xavier engatinhava.
- Star Wars X: a nova esperança para a franquiaJon Watts como diretor·Simon Kinberg como roteirista·Star Wars precisa voltar às raízes·fábula maniqueísta de bem contra o mal
- A Conquista de Aegon: Game of Thrones no cinemaOwen Harris na direção·Beau Willimon no roteiro·George R.R. Martin e Ryan Condal·Aegon o Conquistador e os dragões
- Cara de Barro: o filme de body horror da DCmistura de origens do personagem·Cara de Barro no universo James Gunn·filme de vingança e body horror·Batman e vilões com instabilidade psicológica
- Recomendações de entretenimento e produtosDC KO da Panini·O Fim da Rua com Anne Hathaway·suplementos Growth Supplements·Oficial Farma para manipulados·canal Bunker X
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Go, go, go, go! A true epic and completely jaw-dropping.
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Toque a pilha do seu sabre de luz, sele o seu dragãozinho voador e tire a lama da sua bota, pois está começando mais um Plantão Nerd. Eu quero saber se o Rex vai saber dizer as referências que eu fiz agora na abertura sobre o que que a gente vai falar no programa de hoje.
Eu fiquei totalmente entristecido com a minha própria imagem ali, meus movimentos ali, né?
E distraiu também, não consegue falar nessa porcaria desse aparelho aqui, ó. É uma dificuldade, audiência.
Que isso, cara? Programa, vamos começar com Skywalker de Star Wars aí, episódio 10. Não quero mais Skywalker. Chega Star Wars mais, eles insistem nesta vaca inteira da produção, de acabar com Star Wars de uma vez. Vamos falar também sobre Game of Thrones, que tá vindo um novo filme aí chamado A Conquista de Aegon.
Isso.
E para finalizar, iremos falar sobre Cara de Barro, olha aqui, ó, filme da DC de body horror, que tem uns trailers mais atuais aí com umas cenas novas. Então vamos falar sobre isso aqui no Plantão Nerd.
Lá lá lá lá lá lá vem de novo essa franquia que já deu fim, já era para ter acabado há muito tempo. Eu não vou expandir, tá, porque não tá nem remando aqui, não deu para compor antes, mas eles estão compondo sim uma nova sinfonia para Além das Estrelas. Veja Só, senhoras e senhores, Star Wars X. Eu não vou chamar de 10, eu vou chamar de Star Wars X.
Tem muitos na internet com esse título.
Exato. Entra agora em X vídeos, é onde mostra todas as franquias que tem X, tá? Para você saber. Mas eu tava homenageando Jason X, Jason X também, que eu acho que a qualidade do Star Wars talvez chegue perto dessa grande obra. É brincadeira, talvez a gente tenha uma nova esperança aqui, especialmente com esse convidado. Quem que tá chegando aí, querido?
Então, para falar deste novo filme de Star Wars que está para chegar aí, que é o episódio 10, né, a continuação da terceira trilogia de Star Wars. Nada mais que um convidado que entende muito de Star Wars. Então, por favor, adentre no hiperespaço direto para nosso Plantão Nerd, Gordilvo!
Olha, Estrela da Morte chegou! Chegou André Gordilvo para falar de Star Wars para vocês. Boa noite, bom dia, boa tarde, Onde quer que vocês estejam na galáxia muito, muito distante vendo o Plantão Nerd, meus amigos Rex e Solano, salve, salve, salve, salve, nosso querido!
Nós temos o próprio Conde Dooku aqui, né, nosso conde. Olha aí, querido Lee, esse barbão tá bonito! Você vai dividir ele no meio que nem o Arthur do Red Dead Redemption 2?
Não, vou fazer isso não, agora tá tão penteada para fazer.
É um penteado Star Wars, né, uma coisa exótica.
Lembra o Christopher? Oh no, my friend, there's a terrible mistake. Quando ele tá com o Obi-Wan preso, né? O Obi-Wan tá lá, ele vê ele pela primeira vez, traitor, né? Traidor. Ele, oh no, my friend, there's been a terrible mistake. Tipo, deu um erro grave, mas você tá preso ainda, né, amigo? Porra, você ainda tá sendo julgado, né?
Muito político, né? O Conde Dooku, né? Convenhamos, é o nome dele, é Dooku. Extremamente político, que é uma das características de Star Wars. Mas a gente aqui não é político, a gente fala mal quando tem que falar mal, a gente fala bem quando tem que falar bem. Gordinho, explica para gente então, depois do desastre dessa última trilogia onde Rey é Skywalker, Palpatine voltou, temos aí Star Wars 10, mas com alguma esperança, Gordinho?
Pouca, pelo nome, os nomes envolvidos, né? Mas assim, a Lucasfilm vai jogar, vai play safe, né, vai jogar, vai jogar na retranca, né, vai jogar ali dando toques curtos no meio de campo. E chamou um cara para dirigir, que é o Jon Watts, que é um operário padrão. Entregou para a própria, para a própria, entregou para a Sony, né, mas com parceria com a Disney, a trilogia recente do Tom Holland, né, do que foi a trilogia do Aranha.
Agora o quarto filme foi dirigido pelo, por outra pessoa, né, por outro cara que tinha feito o Shang-Chi. Mas o Jon Watts foi o que entregou trilogia dos Longe de Casa, Pé de Casa, Já Perdi o Caminho de Casa, Voltei para Casa, enfim, a trilogia é do Tom Holland. Cada filme fez mais dinheiro que o seu anterior, né? Então prova que é um cara que sabe trabalhar com efeitos, com grande produção, com logística. É um operário padrão, não decepcionou.
A cada filme mais renda que o outro. Então eu acho que o estúdio, a Lucasfilm Disney no caso, assim, Este é confiável, este sabe trabalhar com efeitos, esse sabe trabalhar com concept, com high concept, com uma marca famosa, que foi o Aranha no caso. Então tá nas mãos dele. É um cara inspirado? É um cara brilhante? Não, mas pode ser talvez também parte da solução. O que é o pé de barro para mim é o roteirista, que é o Simon Kinberg. Vocês conhecem essa figura?
Não, de nome não, é Fala pra gente.
Então, ele conseguiu estragar não uma, mas duas vezes a Saga da Fênix, né? Porque ele foi o roteirista do X3, né? O Last Stand, né? Então, que ali já tinha uma mesossaga da Fênix. E depois ele herdou o roteiro e a direção, que ele nunca tinha dirigido antes, da Fênix Negra, aquele filme execrável.
Sim, é bem, é bem tristinho que você vê e fala assim, caraca, queria meu tempo de volta.
Muitos filmes infelizmente chegam a esse— De Volta para o Futuro tem inclusive um pensamento desse, mas é positivo. Olha, o que eu queria puxar é o seguinte, talvez exista esperança também. Beleza, o diretor, eu concordo com o Gordirro, que eu acho que para certas propriedades intelectuais certas franquias, como a gente chama, é melhor você ter alguém que saiba trabalhar em equipe do que um lobo solitário criativo. Você vai chamar, por exemplo, um Tarantino para fazer um Star Trek, que durante um tempo foi um rumor, sim, sim, bem, bem difundido e tal, meu irmão, o cara ele vai querer botar assinatura dele porque é como ele se consagrou.
Agora vamos fazer Harry Potter. Pô, o Spielberg queria fazer o Harry Potter nos Estados Unidos, queria botar, sei lá, ET naquela porra, queria botar, né, fada. E aí os cara: não, não, chama o Ron Howard. Não é o Ron Howard que fez o primeiro Harry Potter? Ron Howard, ele é um bom diretor. O Chris Columbus é que fez o Harry Potter 1. E ele é um cara que trabalha mais o que o estúdio pede. Ele, eu acho que ele é um bom executor.
Isso que eu quero, que eu tô tentando jogar para vocês, para vocês concordam comigo. Acho que quando a gente tem uma obra que tem uma, uma, uma, uma identidade muito forte, como Star Wars, Harry Potter, o próprio Game of Thrones e tal, você não tem que ter um cara, uma mina, seja na escrita ou na direção, que queira, eu vou fazer o meu Star Wars.
É, mas tem muito isso.
Mas isso é o que mais acontece. Então o diretor J.J. Abrams, J.J.
tem essa parada também que assumiu, o Rian Johnson.
O Harry Potter, acho que ele ousou mais só no terceiro, né, que chamou, mexeu um pouco, chamou para fazer o prisioneiro de Azkaban, chamou o diretor mexicano que agora me falhou o nome, não é o Iñárritu que a gente viu o trailer, né, é o outro, Alfonso Cuarón. Que olha só, por acaso, aí aquelas coisas, né? Entregou o melhor filme da, entregou o melhor filme de Harry Potter, né? Enfim, aí a gente tem essa aposta também. O cara soube trabalhar dentro do estúdio, mas colocou um pouco da personalidade dele.
Vocês lembram quando o Sam Raimi foi chamado recentemente para o Doutor Estranho? É ele, eu gostei do filme, mas tem muita cara de Sam Raimi. Tem momentos de Sam Raimi ali que o estúdio deixou, mas em outros ele teve que seguir aquela cartinha engessada do MCU, que ele tinha que entregar cena pós-crédito, resolução de personagem, piadinha, que ele nunca foi um cara de piadinha. Então complica, cara. Você tá certo, Solano, é bem complicado você trabalhar com uma marca bilionária em que qualquer erro, como foram vários cometidos, custaram olhos até agora, podem provar fatais, né?
Agora, Gordinho, olha só, o diretor, ok, tá? Mas a gente sabe que o diretor ele não trabalha sozinho. A alma de todo filme é o roteiro, entendeu? A alma de toda história é o roteiro, né? O diretor ele conversa com o roteirista e adapta aquela história, né? Vê formas de adaptar aquilo para que aquilo ali fique próximo do roteiro.
O diretor é o quê?
Coração, eu diria que o coração, eu diria que o coração do produto. Então tipo assim, agora a gente pega o cérebro, o cara quer saber o corpo inteiro, a produtora, ela era o cérebro, muito funcional não, da Kathleen Kennedy, mas por exemplo, no caso do roteirista, cara, não é um roteirista bom, entendeu? Então não adianta ter um bom diretor se o roteirista não vai entregar uma coisa boa. Eu acho que tá faltando aí um roteirista, não digo nem Dave Filoni ou Favreau não, mas tá faltando roteirista fã, cara.
Poxa, a gente tem mais fã feito em IA que os caras entregam Star Wars, que tem muito mais essência de Star Wars, ironicamente, sabe, do que um cara que tá ganhando uma fortuna para escrever uma história de uma base Porra, pega um cara fã para fazer isso. Você não acha que tá faltando um pouco de amor, mais fã, entendeu? Mais fã, mais fã do que roteirista e diretores de nome.
Vou cortar suas asinhas com um caso que é o completo oposto e que salvou uma marca, né? Depois do sucesso meio morno do primeiro filme de Jornada nas Estrelas, ou então o bom Star Trek, de 79, né, o The Motion Picture, ah, não rendeu o dinheiro suficiente para Paramount. A Paramount retirou a marca de dentro do departamento de cinema e disse assim: o nosso departamento de TV é que vai fazer o próximo longa-metragem. Para ser mais enxuto, olha isso: chamaram Nicholas Meyer.
Quem é esse cara? Ele tinha dirigido um telefilme de maior audiência até hoje na história americana, que é O Dia Seguinte, passou para, passou nos cinemas no mundo inteiro, inclusive no Brasil, mas ele é um telefilme.
Então o Nicolas Marvel da TV, ele nunca, esse é aquele filme do dia seguinte da explosão nuclear e a galera sobrevivendo, tá?
Eu via, eu via todo sábado na SBT.
Isso, minha mãe ama esse filme.
Todo sábado na SBT tinha, pela primeira vez na televisão, O Dia Seguinte.
Aí o Nicholas Meyer nunca tinha visto Star Trek, nunca. Entregou A Ira de Khan, entregou o filme, melhor roteiro do filme 4, que é o das baleias, que é o mais divertido, que é um dos que as pessoas mais gostam, e assinou e entregou A Despedida da Tripulação, Star Trek 6: A Terra Desconhecida. O da explosão da Lua Klingon. Ou seja, o cara não sabia nada de Star Trek, olhou a alma da série. E detalhe, o criador original de Star Trek, Gene Roddenberry, odeia os filmes, odeia o conceito que ele trouxe para Star Trek.
Olha só, ou seja, mas aí a gente tá falando, a gente tá falando aí de um cara que trouxe sucesso para uma franquia. Mas o próprio dono da série falou assim, cara, não é a alma do meu projeto. Concordo que você tem um ponto aí, mas não é um ponto só que faz valer toda essa discussão, entendeu?
Não, não, não.
Por isso que eu quero pessoas talentosas.
Exato.
Eu quero pessoa talentosa. Mas tem que falar que é ruim, cara.
Eu acho que tem, pois é. Eu acho que um não faz Ambos os pontos não fazem regra. Uma pessoa super talentosa pode errar completamente o alvo daquela obra original, e uma pessoa que é super fã, por ser fã, pode ficar apegada a certas coisas. Por exemplo, ah, o Star Wars 10 será sobre os Skywalkers, porque agora eu vou voltar com todos eles em CGI, vamos usar AI.
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Mas vamos trazer os novos look. O look agora é novo e não, não, não, não, não esquece. Vamos fazer um negócio porra, outra galáxia, outra galera, outra família.
Eu tenho tanto medo disso. Eu tenho tanto medo disso que vou dizer: vocês vão ver. Dessa coisa de você querer espremer, a que a gente já falou aqui antes, o máximo que dá uma franquia. Pela nostalgia.
No caso do Skywalker, ou Star Wars em geral?
A gente sabe que foi o principal, que foi o plot de tudo. É horrível, mas Star Wars tem muita história grande, tem muita história boa.
Os jogos do Mestre Jedi ali, do ruivinho, mas tem um Vader. Enfiaram a porra do Vader no jogo.
É, o que acontece é o seguinte, é muita história boa para se contar. Foca numa coisa diferente. Ah, porque vai ser o quê agora? O neto do bisneto do imperador, sabe, que é outra neta do imperador.
Então é ano que vem a gente terá o filme diferente, que é o Starfighter. É um filme diferente, é o do ano que vem, que é o filme 50 anos. Esse aí é que vai dar um norte para essa possível nova trilogia. Eu tô colocando possível, gente, porque há quantas trilogias a gente já viu serem anunciadas? Teve a trilogia do pessoal do Game of Thrones, Nunca ocorreu. Teve o Rian Johnson, o ruim Johnson do pavoroso Episódio 8, está com uma trilogia na gaveta.
Até agora nada, só tá fazendo os filmes de detetive. Tomara que não, para Netflix. Tomara que se enterre aí esse sujeito execrável. Então, e a gente pode estar falando nesse programa e lá para março, ou então com uma estreia meio tépida lá do Starfighter não acontecesse a trilogia do Simon Kinberg, do John Watts.
Eu acho que esse tá uma bagunça. Eu acho engraçado que esse filme agora do Ryan Gosling, do Star Wars, ele pode ser, talvez ele tenha a intenção de ser o que o filme do Han Solo não foi. É um agente independente. Ele é o quê? Ele é um piloto do Império, ex-piloto do Império, como o Thiago teorizou no programa que a gente falou sobre. Ele é um contrabandista? O que que ele é? Eu acho que ele vai tentar fugir dos Skywalker, espero, com essa coisa de resgatar coisa da aventura sem querer trazer discursinhos que, ah, vamos atacar essa galera, vamos atacar o próprio público de Star Wars, que a gente sabe que isso aconteceu para caramba nos filmes recentes.
Vamos trazer todo mundo junto. Se for esse o caminho, eu acho que ele vai ser o que, olha só, A gente tem Ryan Gosling, que é loiro e branco, ele é hétero.
Acho que não vai dar ruim, já tá ofendendo, já, já não vai ofender muita gente, já vai funcionar bem ali, entendeu? E aí você tem Star Wars, teve acertos e erros. Eu acho que hoje vai concordar comigo. Por exemplo, eu acho uma maldade falarem mal de Solo. Eu gosto, eu também acho um bom filme de ação, filme de ação, filme de ação. Eu gosto, não acho ele ruim. Mas por exemplo, não é um bom filme do Han Solo. Agora, por exemplo, acho que Star Wars errou, por exemplo, com Obi-Wan. Foi muito ruim. Com Boba Fett, outro lixo.
Com Aqualight, você vai listar erros?
Agora acertou, por exemplo, com Rogue One, acertou com Andor, acertou com Skeleton Crusher.
É legal. Ah, eu nem vi, não deu mais para mim.
Era muito infantil, era muito infantil.
É infantil que dava uma pegada meio Goonies em Star Wars.
Isso é legal, isso eu concordo. Não precisa tudo ser também.
Você tinha um personagem ali que foi um padawan, que virou um pirata do espaço, que usava força meio que babadeando ali. Eu achei interessante como eles criaram toda a história.
Justo, justo. E que os desenhos são bons, sabe?
Mandaloriano até uma certa fase foi muito bom, depois foi uma porcaria.
Eles erraram, eles erraram muito feio. Então acaba que Eu tô dando o meu braço a torcer no sentido que tem coisas legais nos últimos 10 anos aí de Star Wars. Claro, tem coisas legais, mas é que as coisas, primeiro que a gente ama muito, então quando você vê algo que você ama sendo destruído na sua frente também, você infelizmente dá mais atenção porque tá sendo ruim. Mas teve coisas legais, né? Entendo, entendo, concordo, hein, Gordirão?
Para mim é oficial, é super canônico, é o, como eu digo, É o filme, é 5 minutos antes do primeiro filme, né? É basicamente isso, né? Ele acaba, é uma sessão maravilhosa ver Rogue One e já ver o outro, o velho Guerra nas Estrelas, que nós veremos em fevereiro inclusive, relançamento de Guerra nas Estrelas, como a gente dizia na minha época, né? Star Wars vem em fevereiro. E é a cópia sem as pirações do George Lucas, é a cópia inglesa.
Né, assim, não vai ter gente passando em frente da câmera, não vai ter música trocada, não vai ter nada, não vai ter Java digital. Primeiro, não, a sala atira, tá bom, tá bom. É isso, é isso.
O que que então, você sabe que eu tenho todos os DVDs com todas as versões já, porque eu era muito fã de Star Wars, eu era aquele fã que comprava e consumia. O Dudu, meu irmão, Eduardo Spohr, ele tem a versão VHS original, tá? Então a gente via muito original dele. Aí meu pai, eu pedia especial, uma caixa dourada que já vinha com essas edições. E aí você vê o Jabba digital, você vê o Han Solo esquivando do tiro assim, atirando.
Nossa, aí você vê o mouse, né, cara?
Movendo o mouse assim, cara.
Eles apagaram o Anakin no final, não tem nada a ver botar o Rei da Isso novo, o ator, inclusive, entendeu? Então o Obi-Wan teria que ter virado o Ewan McGregor, é meio ridículo, né, cara?
Exatamente, exatamente.
Ah não, não, a gente devolveu ele para— é bacana o velhinho tá na Força, entendeu?
Tipo, lógico, foi um momento de arrependimento dele ali, né?
O problema é o Obi-Wan fantasma não ter— que fantasma é esse? Eu sou eu, você me matou há 40 anos atrás.
É o Luke vendo daqui, tipo assim, ué, é o Obi-Wan Yoda? Que esse garoto, cadê meu pai?
É o Justin Timberlake? É o Justin Timberlake? Não, não, é outro cara. Porra, não dá, né, cara?
Não dá. Outro dia o Jorge Lucas tava descrevendo uma entrevista aí, essas mudanças que ele fez e tal.
É isso que às vezes o criador, às vezes um cara chega de fora, entende melhor a obra, né? Entende melhor a obra. E vocês estão falando assim de roteiro, né? A Lucasfilm tem no cofre dela 100 roteiros de uma série de Star Wars que nunca foi realizada, tá? Pelos, ainda na época da gerência do George Lucas. George Lucas tava naquela do vende, não vende. Por que que ele vendeu a Lucasfilm? Porque ele não queria mais produzir Star Wars, não tava com mais saco, vontade, enfim, tesão, paciência para produzir Star Wars.
Mas, gente, uma empresa que só vivia de Star Wars, ou ele demitia as pessoas, essas pessoas iam para rua e ele perdia a empresa, ou ele fazia Star Wars. Numa última chance, numa última chance que ele se deu, ele encomendou sem roteiros uma série que ele faria usando CGI para cacete, porque ele aprendeu que dá para fazer um filme inteiro com tela verde nos prólogos, que tecnicamente são uma porcaria, né? Tudo muito mal filmado por conta desse absurdo de Tela Verde.
Mas vamos deixar isso de lado. Seriam esses 100 roteiros. Quem tá ali, gente, só é bambambã que fez esses roteiros, tá? Uns bons 15, uns bons 15 foram feitos pelo cara do Battlestar Galáctica, o Ronald B. Moore. Esse cara é muito bom. Esse cara saiu de Star Trek: Nova Geração, foi fazer em 2004 Battlestar Galáctica, e ele ainda, e ele dá entrevista dizendo, cara, esses roteiros nunca vieram à luz, não posso falar sobre o que são as histórias.
Mas são um dos trabalhos que eu mais me orgulho, e eu trabalhei para o George Lucas. Vou morrer feliz com isso. Mas eles nunca viram a luz do dia. Então tem esses roteiros. Por que a Disney não está usando isso? Isso me enerva de uma maneira.
A Disney não se importa, entendeu? A Disney só quer Baby Yoda, só quer Darth Vader, Chewbacca, R2-D2. É isso, entendeu?
Talvez ela esteja passando Mas eu sempre falo isso, sempre tento diminuir um pouco as pedradas contra a Maria Madalena lá, a Kathleen Kennedy. Você, eu acho que a galera pega no pé dela porque ela tem, ela virou a testa, como é que chama, o boi de piranha. Alguém tem que levar a culpa pela parada, mas ela tem parte da culpa, não é só ela, parte de um crime.
Eu só vim até aqui, não existe, rapaz, entendeu? Me poupe dessa balelinha aí. E outra coisa, o George Lucas, ah, eu vou demitir todo mundo, o cara é dono da Light and Magic, o cara é dono da Skywalker Sound, não tem um filme que não usa essa porra, que não tenha Skywalker ou alguma coisa, alguma coisa, até os filmes mais idiotas, que até aquele filme do, sei lá, do Sobre isso, que é brasileiro, tem lá Light Magic, algumas coisas assim, um monte de filme tem Light Magic espalhado, porque os caras corrigem aquela coisa do avião que passa na cena, um carro. A maioria desses filmes usa Skywalker Sound, o cara dono da THX.
Eu agradeço porque ele manteve o emprego do Delcio, meu amigo Delcio.
Não vinha ficar pobre nunca nessa vida, entendeu?
Mas ele tava mantendo a empresa no bolso dele, o menor, pelo núcleo menor.
E mantém Star Wars ali com a galera boa, bonitinha.
Nesse instante no Reddit sendo cancelado, ele está defendendo as grandes empresas.
Estou defendendo as grandes empresas.
Os trabalhadores, os trabalhadores do Brasil, a gente chama escala 6 por 11, a gente chama escala 6 por 11 na Lucasfilm.
Eu que tô de vermelho hoje, eu tô pelo trabalhador, eu tô pelo trabalhador. Da Estrela da Morte, que foi assassinado por um menino.
Pois é, eu queria ver um filme sobre isso, entendeu? O cara chega, se despede da esposa, vai lá, bate cartão, entra nesse château. Aí ele vai, chega lá na entrada da Estrela da Morte.
Isso aí é essa merda desse ano, eu acho chatíssimo.
Aí ele vai, o que acontece? Amor, tô indo para casa mais cedo, que eu quero atrás da gente de banca.
E pô, spoiler, Estrela da Morte.
Exatamente. Eu quero uma história desse trabalhador.
Pode ser o Ryan Gosling, já não sabe nada dele. Pode ser o Ryan Gosling. Olha só, ele pode ser um trabalhador humilde, galã, galã mais humilde.
O Ryan Gosling é aquele cara que no dia que caiu as duas torres ele falou assim, tirou um sick day. Gente, meu Deus, que sorte que eu tive!
Saiu GTA, fui em casa para jogar.
É isso.
E aí não foi. Olha, o que que eu acho que Star Wars, para a gente arrumar para o nosso final aqui, para os nossos créditos, tá, desse bloco, eu quero saber de vocês. Eu acredito que Star Wars precisa ser, precisa voltar às raízes. E o que que são as raízes de Star Wars? É o bem contra o mal, é o cristianismo, é o cristianismo. Star Wars é uma fábula maniqueísta no melhor dos sentidos. Gordilho, que é escritor também, sabe muito bem como trabalhar esse tipo de coisa.
Ah, você tem obras excelentes com personagens que não são arquetípicos, que são cinzentos? Com certeza temos trocentas mil obras de fantasia, inclusive seja ópera espacial, seja, né, de sci-fi também, que seja fantasia capispada, que são cinzentos. Game of Thrones, né, hoje falamos aqui, vamos falar de Game of Thrones e tal. Mas, cara, Star Wars não é isso. Star Wars não é isso, é o bem contra o mal. Isso, isso, Os Senhores Anéis é a luz contra a escuridão.
Não é Game of Thrones, né? Game of Thrones é outra parada. Então a obra não é ficção científica, né?
É fantasia espacial. Então eu acho que o 10, se nós aqui estivéssemos na sala de roteiro, eu falaria: galera, vamos fazer uma história de volta ao básico. Básico que eu quero dizer é um arroz com feijão da vovó, Delícia, que dá um banho no caviar do restaurante francês Nariz em Pé. É o bem contra o mal, é um herói, é uma heroína, são, é um grupo de pessoas lutando contra um poder tirânico. Pô, mas isso já foi feito nos outros.
Sim, só que assim, são novos personagens, novos monstros, um novo conflito. Por nós gostamos de ver as mensagens semelhantes sendo contadas ao redor da fogueira de forma diferente. É isso, brother, é isso.
Não complica, só não coloca super arma nem super governo, porque não dá mais, né? Olha, eu tô com a camisa, eu já vi mais Estrelas da Morte do que a minha vida tem paciência para ver, entendeu?
Chega aí, deve ser o Banco Master que tá financiando essa porra dessa Estrela da Morte aí toda hora, mas entendeu? Tá fazendo mais som.
O sucesso de Herdeiro do Império foi não ter colocado super-arma, foi ter criado um vilão, o Grão Almirante Thrawn. Interessante, rico, diferente do Darth Vader, diferente do Imperador, mas vilão, vilão, bem contra o mal. Só que outro prato do mesmo cardápio. Eu sei, tinha picanha, tinha frango, mas era tudo proteína. Aí eu tô falando agora que eu tô na, na, no nutricionista.
Você tá agora, é dessa nova vibe aí.
Brincadeiras à parte, você oferece o mesmo prato, o mesmo tipo de alimento com outros ingredientes, mas é vilão, é o mal, e são heróis lutando contra. Não tem problema, mas não me vem com ideia requentada ou desconstrução, né? Vamos deixar até o desconstrução soando para TV. Sabe, vamos, mas se é a grande saga da galáxia Skywalker, vamos fazer a grande epopeia fantástica de fantasia no espaço com pessoas de arma laser, espada laser e naves rápidas.
É culpa do movimento woke, é isso. Movimento woke, movimento woke, é tudo parte do movimento woke.
Olha só, meu querido Gordirão, elogiei aqui a sua escrita, então vamos lembrar para a galera como é que o pessoal compra seus livros.
Vocês encontram nas livrarias virtuais do Brasil, aquela que é o Rio Amazonas, né, basicamente você acha fácil. Os Portões do Inferno, O Despertar dos Dragões e O Império dos Mortos. Isso sim, fantasia medieval clássica, bem contra o mal também, mas um pouco mais, fica no ponteiro entre Game of Thrones e Senhor dos Anéis. Tem grandes maus, mas também os heróis são meio sujos e picaretas, entendeu? Mas é mais Rio de Janeiro, né? Mais Brasil.
Como disse o Pondé recentemente, precisamos da volta dos bons canalhas.
Os bons canalhas, né?
Olha, são 6 protagonistas canalhas, Os Portões do Inferno, o primeiro livro. Vocês peguem aí, depois sigam com a saga.
É muito legal.
Que eu falo mais sobre isso com vocês, tá sempre lá nos meus conteúdos, ou então por aqui.
Olha só, sempre quando sou convidado, exatamente, você tá com a gente, tá aqui, tá no Matando Robô Gigante também, tá em tudo quanto é lugar. Gordinho é pop, Gordinho é pop.
Valeu, Gordinho, obrigado mais uma vez aí, queridão.
Até mais, gente, obrigado, sucesso ao programa como sempre. Estou assistindo, não perco o Plantão Nerd que é sempre aqui com a gente. Valeu, valeu, vamos!
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Ao cinema finalmente é agora é agora que sim Westeros finalmente chegará ao cinema meu amigo Rex porque Aegon's Conquest esse é o nome assim que pronuncia é assim que pronuncia a conquista de Aegon não é o Aegon do Caso Fantasma infelizmente ele não retorna nessa é George Martin. Os diferentes estão perdendo o controle, mas para ganhar o controle dessa notícia a gente tem um convidado especial.
E para falar dessas histórias de dragões, de guerras, e essa origem dos Targaryens que foi uma grande decepção na série, a pergunta que fica para o nosso convidado é: será que esse filme vai fazer o público ir ao cinema depois de um final tão ruim de Game of Thrones e também das séries novas? Então conosco aqui no quadro, Dinho!
E aí, meu querido Dinho? E aí, meu velho?
Foi com seu dragão?
Gente, é um prazer incrível, imensurável estar aqui.
Obrigado. Você tá no backrooms aí da Uruguaiana? Que que tá rolando? Você tá lá?
Eu tô numa diária de gravação de um projeto secreto aí que eu estou fazendo. Não pode falar nada, contrato absurdo. Mas estamos no meio da diária e aí eu falei, preciso de alguns minutinhos para atender esses dois queridos, para esse plantão nerd, esse programa que eu tanto estimo. E tá muito melhor com vocês dois do que com Rogério Vilela, não é mesmo?
Vilela tá, meu irmão, sei lá onde é que ele deve estar agora. Vilela deve estar em Marte agora junto com o Sacane. Foram lá visitar a base do Elon Musk. Cada fim de semana ele tá num lugar diferente.
Impressionante, né, cara?
Não para, não para. Deixa a gente tomando conta aqui da casinha, a gente com a Fabi. Ela que manda no final das contas. Eu também acho isso.
Acho que a pessoa mais legal, a pessoa mais legal desse grande conglomerado que existe do Inteligência Limitada é Fabi. A gente sabe que sem Fabi nada seria possível.
Eu concordo também.
Fabi e Luciano, obrigado, queridos. Fabi é a nossa Daenerys, né? Só tem que tomar cuidado para um dia ela não pirar no dragão. Isso aí.
Queimando a gente.
Mas vamos lá, para começar aqui, o Dinho, você que me explicou que pronuncia-se Aegon, né, na série. Não lembrava, na série, quando tem esse ae, ao contrário do ei, né, que às vezes no inglês a gente fala assim, na série eles pronunciam Aegon mesmo, né? Targaryen. Como é que fica?
Fica Aegon Targaryen, principalmente em House of the Dragon. Óbvio que isso, até para eu não ser julgado pelo fandom e toda linguística envolvida, O mundo de jogo, não adianta, tô acostumado. É, mas não existe uma pronúncia correta. As pessoas falam do jeito que gostam de falar, mas eu acho que um caminho legal é como a série fala. Então você pode falar do jeito que você quiser, mas a série fala Egon, e é meio que definido isso já.
Eu tenho um ponto aqui sobre o fandom. Fandom reclama muito que não se pronuncia certo. Agora, incesto tá liberado, né?
Aí é, né?
Mas posso falar, vou deixar um disclaimer aqui e um elogio para os fãs de Game of Thrones, porque eu passo muito tempo falando de Game of Thrones porque é a minha série da vida e eu adoro esse universo. Mas recentemente eu comecei a falar de Marvel e DC de novo, e cara, tô com uma saudade dos fãs de Game of Thrones. Porque tá chato demais a DC, né, cara?
Muito difícil.
Olha, o problema da DC não é, não é o fandom, entendeu? É a galera que tá no controle, no comando dessas porcarias que estão fazendo. Pronto, é tipo a igreja, é isso, essa é minha crítica, entendeu? Agora, voltando a falar de Game of Thrones, a gente quer saber o seguinte, eu te pergunto, Dinho, você acha que com esses assim, esses finais de temporada de minissérie, que, né, foram mais para baixo, né, do que para cima, do que a gente esperava, né?
Foi goela dragão abaixo. Você acha que o público vai se empolgar, vai ter a vontade de chegar assim, tá aí, vou ver no cinema, vou gastar R$60 para comprar a meia entrada, né, do seu banco, mais uns R$50, R$60 lá de pipoca e refrigerante?
Ou seja, pagar para ver no cinema isso Olha, eu acho que a gente já passou por um dos maiores desafios, que foi voltar a assistir a séries na TV mediante ao final catastrófico de 2019. A gente chega em House of the Dragon cheio de dúvidas e incertezas, e eles entregam uma primeira temporada interessante. Então, o que eu acho que começa a decair é a partir da segunda temporada, por causa da intervenção da HBO, né? Eles tinham, tanto que se vocês assistirem a terceira temporada, vocês vão perceber que os dois primeiros episódios claramente são a season finale da segunda temporada.
Então, como tem esse corte abrupto no oitavo episódio, não em 10 como foi na primeira temporada, ficou uma coisa bem complicada. E eu acho que gerou-se muito mais polêmicas também mediante as falas e a quebra de relacionamento entre o George R.R. Martin e o Ryan Condal. Então os dois estão em pé de guerra com relação a isso e trouxe uma complicação muito grande. Porém eu quero trazer uma notícia para vocês que é uma notícia muito boa.
A Conquista, o filme, vai ser roteirizado, no caso vai ser dirigido, perdão, primeiramente pelo Owen Harris, que é responsável por Cavaleiros dos Sete Reinos. Sim, foi uma série que deu muito certo, uma série enxuta e que funcionou. Já no comando do roteiro, a gente tem o Beau Willimon, que é o cara que escreveu Andor, simplesmente a melhor coisa de Star Wars dos últimos 10, 15, 20 anos, entendeu? Ressalvo, então é uma É assim, é que assim, eu pego Rogue One e Andor, né, que assim, se a Disney puxasse nisso, as coisas dariam muito mais certo.
Então são dois caras que sabem o que fazer. Porém, a grande responsabilidade é Aegon o Conquistador, é o maior símbolo da Casa Targaryen, e você tem um personagem muito forte que unificou os reinos. E cara, é muita guerra, São muitos conflitos e 3 dragões gigantescos em tela. Tanto que Balerion, que é o dragão dele, é o maior de todos os tempos, é o maior dragão. Então assim, minha empolgação é ver este grande dragão em IMAX. Então eu fiquei muito feliz por 2029 ser a data, porque você tem basicamente aí 2 anos para trabalhar nessa produção e conseguir fazer da melhor forma possível.
Então eu acho que tudo isso que eu falei para vocês chama uma atenção e pode trazer o público para o cinema, sim, porque é uma grande produção de algo que sempre teve uma grande produção, apesar de roteiros e histórias.
Agora, você tava mencionando aí, né, essa— o pessoal fala em inglês, fala falling out. Eu acho muito essa expressão em English, motherfucker! Quando os cara brigam, né, quando as mina brigam e tal. E foi uma relação que começou muito bonita, né, do George Martin com a HBO, com os produtores e tal. Uma coisa muito difícil de acontecer em Hollywood, essa irmandade, né. Mas ela foi se tornando incestuosa, justamente como a própria obra ela foi ficando esquisita e tal.
E aí aconteceu o final da série. E aí agora no, né, no Casa do Dragão tá nesse negócio esquisito. E é uma coisa que antigamente assim, né, nas décadas de início de 2000, 90, 80, 70, você tinha casos que posteriormente ficaram mais famosos de autores. Tipo, Stephen King reclamou do Kubrick no Iluminado, não gostou. Aí, mas tudo que o cara podia fazer na época era: eu comprei uma página do New York Times. Acho que ele fez isso na época.
E escreveu lá tipo, ah, não gostei. A Anne Rice, quando botaram o Tom Cruise para ser o, mas ela se arrependeu depois, ela também escreveu um texto zangado, depois ela se arrependeu. Só que assim, isso não, eu acho que isso não arranhava o grande público. A galera, meu irmão, só ficava sabendo disso quem era muito nerd, o assinante dessas obras aqui que eu falei, né, desses periódicos. Hoje em dia, Dinho, depois quero saber do Thiago, você acha que isso prejudica? O quanto que você acha que isso prejudica o fã, a expectativa da galera?
Cara, prejudica muito, porque você fomenta algo que de certa forma é relevante, mas é relevante até que ponto? Porque muitas pessoas não se importam com esses bastidores. Talvez os bastidores em si nem chega para muita gente. No caso da briga dos dois, entre o George e o Ryan, isso foi algo que eu até fiz uma série no meu canal em 2 episódios chamada, a série ficou chamada como A Dança dos Criadores, e eu fiz todo um dossiê, é, fiz todo um dossiê explicando como foi a aproximação, como foi o rompimento, em como estão as coisas.
Então eu acho que isso prejudica em um ponto também no sentido de a fomentação, como eu tinha dito, né, de você tá falando mais sobre o assunto, principalmente nas redes, que acaba chegando em uma pessoa que vai falar, ah, os caras estão tretados, vai ser uma bosta. Se o Jorge saiu do projeto, para que que eu vou apoiar um projeto que o próprio criador não tá mais? Então acho que House of the Dragon sofreu muito com isso. No caso do filme da Conquista, a gente tem algumas vantagens.
Esse background que eu dei para vocês das pessoas que estão por trás do projeto, na escrita e na direção, que a gente tem começo e meio e fim de uma história que já foi contada em alguns livros, como por exemplo O Mundo de Gelo e Fogo, e também no Fogo e Sangue, no volume 1, a gente tem um pouco da história do Egon. Então você tem base o suficiente para fazer uma grande história que não precisa de mudanças e nuances como foram feitas nas séries, na série mãe Game of Thrones e House of the Dragon.
Se você seguir exatamente como é, nós teremos uma ótima história. E eu acho que essa história é a história que mais pode atrair o fã e também trazer um novo público.
Dinho, desculpa te decepcionar, mas vai ser ruim.
Você acha que vai ser ruim?
Vou dizer por quê.
Vou dizer porque é difícil ver o resto pessimista.
O roteirista é muito bom. Eu acho que Cavaleiro dos Sete Reinos, eu acho que foi a única série de Game of Thrones que você se sente bem pela história do personagem, pelo enredo da história. Ele é otimista, ele é otimista, diferente de toda aquela praia. Você tem um cara que ele até é inocente demais para aquele mundo, sabe, que é o Dunk lá. Então tipo assim, é muito bom. Agora quando você vê o House of the Dragon, que tem tanta incoerência, começou bem, House of the Dragon começou bem, porra, começou bem.
Depois, cara, parece que só a primeira foi boa. Depois, cara, é uma enrolação São meio barrigudo. Nossa, eu vou ali, eu vou. Eles trabalham extras como se fosse assim, tipo assim, eu vou ali Copacabana e já volto, sabe? Eu vou ali na Moema e já volto, sabe? Tudo assim, a viagem de dias, de meses.
Você viu esse dia? Eu gostei que o Rex botou os exemplos dele para Rio e São Paulo, né?
Para abordar aí dois exemplos, né?
Foi muito bom.
São Paulo, Rio de Janeiro, é isso mesmo.
Eles tratam uma coisa assim, eu pego meu dragão, parece que faz tipo Uber, né? Sim, sabe?
Impressionante ali.
Então, então me decepciona um pouco. E eu acho que esse é que a gente cria uma expectativa de uma coisa que eu aprendi, cara, vendo anos de série e filme, que na nossa cabeça sempre vai ser melhor, entendeu?
Ok.
Então, tipo, não teve nenhuma vez que você imaginou um filme, quando você foi ver, era melhor?
Não.
Nem um jogo? Não.
Porque na minha cabeça sempre vai ser melhor. Vai ser sempre do jeito que eu queria que fosse.
Então o que eu te pergunto é, para pensar, e eu que sou escritor, hein, vou sair daqui, vou sair daqui diferente. Eu sou roteirista também, então quero sair daqui inspirado para uma nova história, por favor.
Olha só, para pensar, tá tudo entregue muito bem, mas cara, o George Martin, cara, me desculpa, ele, eu sempre fui a favor, eu sempre fui a favor dos autores participar dos projetos, mas com ressalvas. O cara não entregou o livro até o final, não entregou uma dificuldade, tá vendendo só a historinha de 3, 4 páginas para fazer série, entendeu? Os caras pegaram lá para fazer House of the Dragon um continho, um livrinho desse tamanhinho, para tentar.
Não era uma narrativa, né, cara?
Que nem uma vaca que já tá morrendo sem leite, eles estão lá desnutrindo a vaca do George Martin, daqueles livrinhos, para fazer uma série Mas tá cheio de furo. Então te pergunto, meu querido, você tem certeza que vale a pena?
Depois dessa destruição, eu acho que assim, eu preciso pegar um ponto de assim, vocês estão na internet há muito tempo e eu lembro, só fazer um, acho que chamou de velho, hein, Rex?
Chamou a gente velho.
O Afonso não vai lembrar, mas quando eu comecei, eu chamava de velho ainda agora. Quando eu comecei o X-Manteiga lá em 2016, eu lembro que eu tava numa campus party, aí eu trombei o Afonso e o Didi. E aí eu gravei com Afonso, eu fiz uma pergunta e o Afonso respondeu para um vídeo meu que ia sair na época e tal. E o Afonso foi super simpático, foi, comecei, falei para ele que eu tava começando. E o Afonso e vários outros criadores naquela época era uma inspiração e tudo.
Então eu acho que a gente, vocês estão há muito tempo, eu falei de 10 anos de se manter, que vocês estão também há muito tempo. Rex também sempre foi muito simpático comigo todas as vezes que a gente se encontrou. Vocês sabem que a gente corre o risco de passar por essa situação. Mas respeitando muito o Rex, que nesse momento ele acabou de falar de George Martin, diz respeitando esse senhor que tanto amo, mas ao mesmo tempo se contradizendo, porque você disse que gostou de Cavaleiro dos Sete Reinos E Cavaleiros dos Sete Reinos tem o dedo do George, o diretor da série.
Ele teve no set, ele elogiou muito a primeira temporada, ele tá muito empolgado para a segunda. O que eu acho que aconteceu House of the Dragon é um caso isolado. Porém, Rex, eu vou concordar com você com relação aos livros. Definitivamente, para a gente, cara, Game of Thrones tá fazendo 30 anos que foi lançada As Crônicas de Botafogo esse ano, né? A gente tá 15 anos do final, a gente tá 15 anos de quando a série foi lançada. 15 anos quando a série foi lançada já não tinha a continuação que a gente tá aguardando até hoje.
Isso é um problema. Então eu volto no que eu respondi anteriormente: o fato de você ter boas pessoas no comando e você ter uma história com começo, meio e fim fazem toda uma diferença. Agora A gente precisa tomar cuidado com até onde a HBO pode ir, porque esse é o problema também. O George mesmo disse que para ele Game of Thrones tinha que ter tido 10 temporadas e teve 8 porque a HBO quis, não foi ele que quis. Aonde vai também, né?
Olha só, você não terminou de escrever o livro, você não pode opinar em nada. Essa é a minha opinião.
Sim, mas aí eu tomei uma pernada lá da minha editora antiga, pô. Tô indo para nova agora. Aí eu vou sempre culpar os outros. Isso é uma coisa da autoestima também alta, né, Rex? Você sempre joga a culpa nos outros.
O problema da Edbil foi ter dado dinheiro demais para ele. Tinha que ter botado no contrato assim: a gente só vai pagar o resto, sim, entendeu? Quando você entregar o livro, entregar o livro final, 10% aqui, os outros 90 você só ganha. Aí o velho tinha se motivado, que ele fez, ganhou dinheiro, foi lá, talvez faria uma grande diferença para o Novo México. Deve estar gastando tudo com Juanitas e tequila, entendeu?
Em vez de estar escrevendo livro, acho que tá dando com o trabalho dos outros.
Interessas latinas. Mas olha só, eu entrando aqui, costurando com vocês isso tudo que a gente falou, eu vou sempre defender o autor, alguns autores, alguns, né, nem todos, tá? Mas no caso do envolvimento do Jorge, pegando, amarrando aqui o que a gente falou, eu acho sim que quando você— a rede social permitiu que os autores e as escritoras, né, roteiristas originais dêem essa abençoada, dêem o aval, ou estejam, né, no mínimo um aval, ou no melhor dos mundos estejam envolvidos diretamente.
A J.K. Rowling com os filmes, e por aí vai, agora a série. E eu acho sim que arranha, eu concordando aí com o que o Dinho falou, arranha quando o autor ele repudia, né, a parada, adaptação, porque Apesar da gente ter falado aqui, ah, mas a maioria do público potencial que vai assistir muitas vezes não sabe nem o nome do filho da puta que escreveu a obra que inspirou. Beleza, mas eu entendo que a base de fãs que tá nas redes sociais é essa roda dentada inicial desse processo que tanto inicia quanto mantém isso sendo discutido.
Faz sentido o que eu tô falando? Tipo, não, a massa ela vai no momento de emoção, tipo tal, ah, que cartaz é esse? A gente sabe que tem muita gente, eu diria que a maioria vai no cinema com sua esposa, marido, tal, família. Que que tá passando aqui? Ou então viu uma propaganda rápida, vai lá ver, não sabe muita coisa.
Interior do—
não, porra, até hoje a galera faz muito isso. Mas o que mantém a obra viva, faz uma cauda longa, ainda é a internet. Por mais que a internet seja muito menor do que o povo lá fora, né? Então acho que é isso que fere, saca? É o boca a boca, são os sons, o YouTube, é o Twitter, o Instagram, o Reels, os memes. Essas paradas mantêm, eles meio que é como se a roda girando, fogo aceso, entendeu? Aquela grande explosão que é publicidade pode fazer de um filme, ela dura o impacto da explosão.
Quando ela tá abaixando, eu acho que são os fãs mesmo que ficam revirando aquele carvãozinho ali, entendeu?
Para fazer carvão do ódio, por exemplo, né?
Você tá segurando. É, mas sabe o que Siddhartha Gautama disse sobre, sobre o ódio? O ódio, Siddhartha Gautama, o Buda, famoso Buda, não sei se você ouviu falar.
Não dá para confiar no cara ficar sentado engordando de cabeça raspada.
Imagina que não é isso. Siddhartha Gautama disse o seguinte: que o ódio é como segurar um carvão na sua mão pensando em atirá-lo em alguém. Quem acaba se machucando mais é você. Filosofia.
Esmaia o carvão com suas mãos e se transforma em um diamante.
Isso foi o Superman, que disse aí. Tá bom. Se você, meu querido Dinho, se você fosse o roteirista contratado pela HBO, sentou lá com o George Martin. Vou te fazer a mesma pergunta que o outro George, o George Lucas, fez para o— como é que é o nome lá do roteirista de Chapéu de Filone? Sobre o que, sobre o que é Game of Thrones? Qual é o coração de Game of Thrones, Dinho, para você?
Acho que o coração de Game of Thrones sintetiza muito na conquista do Aegon, que no caso é o tema principal do filme em si. Eu tenho um apreço muito forte pela família Stark, então eu acho que tem muitas coisas no Norte que podem ser exploradas muito antes até mesmo do Aegon chegar em Westeros. Mas eu acho que o grande coração é mesmo At Zocdoc, we know you care about your health.
You wouldn't do that early morning cardio if you didn't.
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Todo um país, né? Ele, ele vai através ali, cara.
Aí, aí, quem ganha sempre para o bem, né?
É, quem ganha sempre para o bem. Só que aí você tem um ponto, você tem essa, essa coisa de conquista que ele faz e dura 300 anos de reinado, tanto que isso só acaba, o Targaryen só sai do trono na rebelião do Robert, e a gente tá falando de 300 anos para frente dentro da história. Então esse bem que ele quer fazer é o que você mesmo falou, é um bem que só diz respeito a ele. Eu acho que eu tô fazendo o bem, Então eu acho que o coração do Game of Thrones é o Aegon, porque é o cara que traz a política, traz os dragões, é o cara que é, ele sintetiza o lema da casa que é fogo e sangue.
Então se eu fosse o roteirista, eu optaria por trabalhar de forma, de uma forma bem, como posso dizer, conservadora em cima daquilo que que o George escreveu. Eu não mudaria muita coisa que tá lá. E posso falar para vocês, agora o Rex vai querer me expulsar.
Vai lá, vai lá.
Eu acho, cara, até vou falar que assim, acho que Peter Jackson faria isso, tá? Cabe até uma, cabe até dentro dessa história, cabe até uma trilogia de tanta coisa que dá para fazer.
Aí agora eu te pergunto, Dinho, vamos lá. Para fechar, a gente sabe que ele é no mundo dos Targaryen, todo mundo tem o nome de um, o nome do outro. Só é o primeiro, segundo, terceiro, quarto, 25º, né? Impressionante, pessoal sem criatividade nenhuma, né? Nem para escolher a mulher, nem para escolher as mulheres, os caras são criativos. Então a pergunta que eu te faço é o seguinte: esse Egon é o primeiro, não é?
Isso, ele é o primeiro, primeiro dele, o conquistador.
E ele monta o Balerion junto com mais dois dragões que são picas da galáxia também, que são das irmãs dele, não é isso?
Isso.
Que ele é casado com uma e pega a outra, não é isso?
Não tem.
Ele é casado com as duas, mas ele tem filho com as duas depois, mas ele gosta mais de uma do que outra.
Ou seja, se você monta dragão, irmão, você escolhe tudo, até quem você quer pegar, aquilo que você vai conquistar.
É meio que erótico, né? Cavalgar um cavalo já é erótico, posso dizer com certa propriedade.
Cavalgar um dragão, o pessoal da produção botou o Egon errado aí.
Esse é o Egon, esse é o segundo.
Agora é o segundo, mas a coroa é a do Egon primeiro.
Ah, era isso que o Luciano queria, tá?
Exatamente.
Luciano não erra.
Não, obrigado, obrigado. Vou defender a equipe aqui do Plantão Nerd, pô.
Agora vocês mudaram gostou muito da série, já tá vendo o que tá acontecendo aí. A pergunta é: o Aegon como primeiro, conta um pouco dele rapidinho para finalizar. Dá uma coisa característica forte dele, além de ser pegador, montador de dragão.
Vou votar nesse cara agora.
Pô, é também, ó, negão, agora acho que eu vou votar nele primeiro.
Aegon primeiro para presidente do Brasil, com muito fogo. Eu acho que uma das características maiores dele É o poder em si, porque é um cara que foi lá e fez e pronto, acabou. É óbvio que as esposas dele, as irmãs, têm um papel crucial nessa conquista, mas ele teve um governo firme que fez bastante alianças, mas ele destruiu quem não concordou com ele. Então, de certa forma, ele foi um pouco ditador, né? Então ele tem essa Caraca, tem que ser forte.
A gente não tem um elenco ainda pré-definido, mas o fandom é uma das irmãs, hein?
Que que é Sidney Sweeney?
Para uma das gêmeas, hein?
Você ouviu aqui primeiro. Pô, se fosse minha irmã, eu casava também. Nós ganhamos, né, Sidney?
Eu vou pegar aqui uma outra atriz que eu sempre esqueço o nome dela.
Que isso, Jim? Tá assim, é famosa?
O nome dela é Katherine Winnick, que ela fez a Lagertha em Vikings.
Boa!
Ela daria uma perfeita Visenya Targaryen, que é uma das irmãs. Ela seria perfeita. O fandom tem várias montagens do Henry Cavill, seu Egon Conquistador.
Já rolou isso. É um pau.
Aí não tem mulher que não vai no cinema. Aí, amigo, quer chamar público, bota Sidney Sweeney, a Lagarta, bota Henrique Cavill, os três se pegando juntos numa cena, meu irmão, acabou.
Mas é aí, é aí, Dinho, é aí que a gente sabe que a gente tá vendo fantasia. Que se a galera, os irmãos ficassem trepando, tendo filho, não ia ser ninguém bonito mais, né? Convenhamos que a coisa ia começar a ficar meio—
são especiais.
Querido Dinho, como é que a galera continua conversando contigo aí depois do Plantão Nerd? Lembra todo mundo, gente.
Eu queria muito agradecer mais uma vez pelo convite. É sempre um prazer estar aqui de volta na casa. Para quem quer me seguir, é só @xmanteiga, tudo junto, em todas as redes. Tem muito conteúdo sobre Game of Thrones no meu canal. Eu comecei um projeto paralelo agora com mais dois criadores de Game of Thrones, que é o TH Magaldi, e também o Carlos, que é o Carlinhos, que eu chamo carinhosamente, que é o Carl. Eles estão comigo no Três Cabeças do Dragão, que é homenagem às três cabeças dos Targaryen, num projeto em que a gente nesse momento está reassistindo Game of Thrones do início e fazendo por live, comentando dois episódios, fazendo um review.
Então é só me seguir nas redes que você vai conseguir encontrar todos esses materiais aí. E só uma coisinha que o Alphonso falou sobre o povo ir ao cinema e que eu queria apontar aqui: semana passada eu fui assistir Vingadores: Ultimato e, pasmem, teve gente que foi embora nas cenas pós-crédito.
Meu Deus, em 2026, fadiga de super-heróis é uma realidade.
O próximo passo é fadiga de lagarto Fadiga de Lagarto e os Voadores.
Meu queridão, beijoca, muito obrigado aqui. A gente se vê no próximo Plantão Nerd.
Valeu, Dinho!
Valeu, queridos, que honra!
Até a próxima, tchau, até a próxima!
Alguns fãs da DC do James Gunn têm dito que seus filmes estão horríveis, mas o filme que falaremos agora lida com o horror de uma forma positiva. Cara de Barro, Rex!
Cara de Barro! Pois é, hein? Cara de Barro tá prometendo aí fugir um pouco desses padrões, né, de filmes da DC que a gente tem vindo aí, focando um pouco mais no horror, no body horror, né? E eu espero que esse filme não seja, né, não, não, pé na lama.
Porque você fez isso, né? Você fez.
Porque para falar desse filme nós trouxemos um cara que entende e manja do assunto.
Aí sim!
Então, por favor, Gustavo Cunha, entre aqui no nosso plantão, né? Vem conversar aí, gente.
Tudo certo? Tudo certo, prazer estar aqui mais uma vez para falar sobre esse filme. A gente tá comprando as luzinhas na Shopee e mandando vir. Tô vendo aí, lindo, hein?
Caramba, só movimentando a economia do Xi Jinping. Economia infantil, querido Cunha. Vamos lá então. O Cara de Barro teve esse trailer recente, né? Estão que é o trailer final então do personagem. E essa versão, pelo que eu tô entendendo, você e o Rex vão ajudar, começando com o Cunha. Ela é uma versão do personagem que mistura duas origens, correto? A ideia, pelo menos estão falando que é essa.
Isso, a gente começa, é uma mistura do personagem que foi criado em 1940, que era o Basil Karlo, que era um ator de filmes de terror cujo o filme mais famoso dele era justamente O Cara de Barro. Ele descobriu que os caras iam, o estúdio ia fazer uma refilmagem do filme sem ele, e aí ele vestiu a roupa do personagem, saiu matando todo mundo. Isso foi a versão de 1940. Aí a gente tem uma versão que já é da fase da Era de Prata dos quadrinhos, que é o Matt Haig, que era um mergulhador, que ele descobriu uma uma caverna submarina com protoplasma que fazia com que ele pudesse mudar o rosto dele, que ele pudesse mudar de cor.
E aí ele usava isso para praticar crimes, mas ele tinha que voltar algumas vezes para esse lugar para se banhar de novo, recarregar protoplasma. E a gente teve a junção disso na animação do Batman, né, que é fantástica, que foi justamente isso, era o Matt Hagen como um ator que ele usava um creme facial que não era da companhia Jequiti, era de um vilão, não era Jequiti, por isso que não deu certo, né? Era chamado de Renew You, o nome, que aí ele usava aquilo.
E aí ele, os caras, ele queria um pouco mais, os caras encheram ele com aquele negócio, aí ele virou aquela monstruosidade. Enfim, e aí os caras estão adaptando tudo isso agora para uma coisa um pouquinho diferente, tá?
O Rex, onde você acha que esse Cara de Barro então ele vai se posicionar nesse universo da DC do James Gunn, cara?
Então, o Cara de Barro é um personagem que na DC Comics ele já teve altos e baixos, né? Foi nessa mistura toda que eles fizeram na adaptação mais moderna, ele era vilão, chegou até a fazer parte depois de um grupo de agentes junto com Batman Tipo anti-herói, tipo um grupo de anti-herói. Então ele já andou entre os vilões e os heróis ali no meio. Mas eu acho que eles estão querendo fazer com a DC nesse filme é mostrar que existe o Cara de Barro, mostrar que ele já apareceu, que já faz parte do cânone do universo, né?
Porque ele aparece naquele criatório, ele é mencionado ali, dá a entender também que no Pacificador Ele assume o lugar do Flag Sênior.
Ah, é?
É porque o Flag, ele tem um jeito de agir, uma interpretação, um ataque. De repente ele fica, ele muda completamente a personalidade dele, mais animado, mais divertido.
Como se fosse reposição hormonal do ator.
Pois é. Não, quem dera. O Frank Grillo faz isso há muitos anos, ele faz. E ele recomenda, inclusive.
Eu vi ele puto uma vez, a galera falando, porra, Frank Grillo, o cara tem 60 anos, parece um cara de 40, o cara tá se enchendo de hormônio. Eu vi na entrevista, olha, claro, porra, eu sou ator, eu tenho que fazer um personagem, um cara que é forte para caralho, que é uma super pessoa. Você acha o quê, que eu não vou tomar alguma coisa? Ah, vai dormir.
Ele mesmo falou, enfim. Então, e aí tem essa mudança de personalidade. Então a galera, quando vê a série, fala assim, cara, não é o mesmo personagem. Então o pessoal acredita que seja o cara de barro ali. E o James Gunn falou que ele já queria introduzir o cara de barro já no Pacificador também, tá?
Mas por questão de orçamento acabou não entrando ali, porque é um personagem cheio de efeitos visuais.
Exato. Então eu acho que o filme vai explorar aqui, vai ser exatamente mostrar essa, quem é o vilão. Então tem que ter uma origem, como eles fizeram com o Coringa, mais ou menos para contar a história do Coringa naquele The Joker, tá? Tá. Mas não faz parte, não é da DC. Exato. Mas ali eu acho que esse filme vai focar em informar, mostrar quem é o Cara de Barra para audiência.
Não, beleza, mas o que dizer é o seguinte: nesse universo James Gunn, o Cara de Barra, você acha que ele vai se encaixar como um inimigo? Ele vai continuar sendo uma pegada de terror quando ele encontrar com Batman?
Melhorando a minha pergunta, eu acho que ele vai ser, a gente vai mostrar, porque eles estão chamando de terror, eu acho que esse filme não é um filme Porra, não, não é. Olha só, eles estão querendo— você sabe porque o trailer é com ele? Defende aqui, vem comigo. Eles estão querendo mostrar alguma coisa de terror.
Teve turbulência, mas não, eu fico nervoso.
Porque é o seguinte, ele não é um personagem do universo de horror da DC Comics. Na verdade, ele é só um assassino, um monstro. Ele se torna um assassino que ele começa a querer, pelo que o trailer dá a entender, ele quer se vingar das pessoas que desfiguraram ele, tá? Entendeu? Ele começa a correr atrás disso, ele voltasse a carreira de ator dele. E ele vai fazer o que for para poder fazer isso. Então acho que é um filme de vingança.
E o que estão chamando de body horror, né, que não é um filme de terror, é tipo A Mosca. A Mosca não é um filme de terror, mas é um filme de body horror.
A Mosca é um filme de terror, cara.
Não é um filme de terror.
Cunha, o que que você acha dessa nossa discordância?
Nossa, cara, eu acho que A Mosca é um filme de ficção científica extremamente nojento, cara, para ficar no meio do meio termo.
É terror?
Eu acho que é terror.
Ah, eu não sei, cara. Eu acho que ele tá mais para— assim como Alien também pode ser entendido como terror, sabe? Acho que é uma ficção científica mais pesada assim, é mais séria. Isso que me atrai inclusive nesses filmes todos, inclusive na promessa do cara de barro.
É, eu respeito. Eu acho que a história dele Inclusive, a opinião de merda de vocês dois, tá? Respeitosamente, como sempre. E mas eu acho que de fato, quando o Cara de Barro sair desse filme, fosse encontrar com Batman, a coisa vai por um outro caminho que o James Gunn já flertou. O James Gunn já flertou com filmes de body horror e de que beiram o terror, né? Tem aquele Seres Rastejantes que eu já mencionei aqui. Você tem o próprio Guardiões da Galáxia 3, ele tem uma coisa horrível ali com aquele cientista maluco mexendo com os animaizinhos. Então talvez ele fica no meio do caminho, hein, Cunha?
É, o James Gunn é um cara que ele gosta de causar desconforto, né? Seja como usando body horror ou usando experiências em animais, que são— ele gosta de fazer a pessoa não conseguir olhar para para a tela. Às vezes ele também pega um filme do Superman e faz aquilo que ele fez para pessoa não conseguir olhar para tela. Mas enfim, isso é só uma coisa pessoal que eu tenho sobre esse filme do Superman.
Eu acho inclusive, qual parte tá falando especificamente? Vamos explorar isso, vamos ser um pouco psicólogo aqui.
Qual parte do quê? Do filme Superman? A parte ali do início Até o final, eu acho que eu considero que é a parte que eu acho pior assim.
Caramba, parabéns, entendi essa parte toda aí. Dava para tirar, né?
Supergirl vai pelo mesmo caminho. E eu até acho estranho como que os caras vão ligar isso com um filme tão pesado, com clima tão pesado quanto O Cara de Barro, né? Como é que ele vai aparecer no mesmo universo em que o Superman aparece ali Finding a doctor is hard enough.
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Água e óleo. O Batman, ele algumas histórias do Batman lidam com o que a gente poderia chamar de terror barra horror. O Batman ele lida com assassinos em série. Ele investiga, né, cenas de assassinato violentas.
O Coringa é um bom exemplo disso, né, das vítimas do Coringa.
As vítimas do Coringa, eu não acho que o Coringa é o assassino mais violento do Batman. Ele tem uns caras, tipo aquele assassino do calendário, aquele outro cara que faz, que se corta, que mata alguém. Qual é o nome daquele cara? Tem no videogame, na Arkham, que ele faz cirurgia plástica nas pessoas.
Tem o Mr. Pig.
Será que o Mr. Pig é esse? Eu acho que esse cara pode ajudar nos comentários aí. Mas ele tem uma, fora o Batman lidando com sobrenatural em si, então eu acho que tem espaço para uma coisa horrorosa, um monstro que rouba a identidade dos outros. Mas ele em si é um negócio grotesco que enfim, né, mas vai ter que diminuir um pouquinho porque esse filme tá muito psicologicamente, é pesado, porque acho que ele vai lidar com essa, é meio que inevitável você não lhe falar, não colocar nesse filme um pouco do que o filme lá da Demi Moore, Substância, falou, a imagem pessoal.
Pessoas que trabalham com imagem pessoal, que são obcecadas com a forma perfeita, o rosto perfeito do cara. No caso lá do Substância, a mulher tem que ser gostosa para sempre. Né, não tá errado, não tá. Você tem aí o seu, mas eu acho que o filme ele vai explorar um pouquinho. Não nem tem como não explorar, senão fica pobre o personagem. Ele não é só um monstro que faz uma bola de espinhos na mão, né?
Ele tem essa, ele é muito mais, ele para mim ele é muito mais uma figura trágica, né? Que eu acho, tá implícito ali nos dois trailers que o próprio tratamento, que é com nanocélulas, vai fazer com que a mente dele comece a ficar mais enlouquecer, é enlouquecer. Se você tiver isso, e eu voltando à questão ali da, de como juntar isso com o universo do James Gunn, é isso que eu acho meio complicado, porque aqui nesse filme a gente tem vários tons de cinza, né?
Essa coisa da tragédia do cara, da mente dele mudando. Exato. E os filmes que o James Gunn tem feito assim, tem colocado mais a mão na massa, que é Supergirl e o Superman.
E o Sam botou um brownie na tela para a gente falar.
Aí, ó, coisa maravilhosa! São muito mais preto e branco, né? Eles não têm essas graduações de cinza. Então eu não sei como é que eles vão fazer para conseguir colar essas duas coisas numa mesma história quando isso for necessário.
Eu fiquei pensando aqui, né? O Batman tem essa coisa tanto dele quanto dos vilões da instabilidade emocional, psicológica e tal. Começando com Rex, qual é o vilão do Batman? Existe algum vilão do Batman que não é louco ou que é pouco louco?
Cara, é que não chega a ser definido como loucura, que quando ele tem obsessões, por exemplo, o Pinguim não é louco.
Pois é, eu pensei nele.
O Pinguim, ele não é louco. O Killer Croc não é louco, entendeu? Eles são personagens que são Mr. Freeze não é louco?
Porra, não, não é. O cara congelou a esposa, ele morre.
Não, não, ele é um jeito de evitar que a morte da esposa aconteça mais rápido. Ah, tá, fala para o juiz. Mas ela sabia disso, entendeu?
Ela sabia que esse era o tratamento, entendeu? Tu não acha que ele é um cientista maluco?
Não é.
Então tem personagem do Batman, deixa eu ver, já congelar a gota inteira, quer congelar.
Mas aí aquela coisa de vilão, né? Aí Todo vilão.
Isso, os Coringas só é obcecado pela imagem, pelo ícone do Pinguim. É um tema que ele gosta. Isso, tá, entendi. O Falcone é só um mafioso, tá?
Maroni é só um mafioso.
A mulher é uma ladra, ela não é maluca, tá?
Ela não chega Nem todos os personagens têm esse viés psicológico. É, eu tava querendo lembrar disso.
É porque o que o filme dá a entender é que é um cara que, tipo assim, foi fazer um evento, morreu, alguma coisa assim, se meteu com a mulher de alguém, tá? Desfiguraram ele de olho, que ele era bonitão e famoso. Aí ele procura tratamento, consegue recuperar o rosto, que é um processo que vai mostrando ali, né, fase do tratamento, né? Exatamente. Só que isso perdeu o controle, sabe? Quando ele começa a se vingar, quando ele começa a ter a chance de fazer um negócio experimental, e o bagulho começa a zoar a cara dele.
Quando ele começa a ver que ele tem poder, eu acho que ele é meio que consumido pelo poder em cima disso, entendeu? E quer mais, porque o desenho do Batman animado, ele mostrava isso.
Tu acha que ele quer mais no trailer?
Porque eu posso mudar só o rosto, eu posso mudar meu corpo inteiro. Eu acho que é, posso mudar meu corpo inteiro, meu corpo inteiro pode ser melhor ainda.
E aí vai crescendo de si mesmo agora, hein, eu conheço. Não sei se você sentiu isso, né? Rex, parece que tá— eu posso ser o maior, eu posso ser o melhor, né? O que que você anda botando para dentro aí, Rex? É, não sei. Isso dá para você mais esperanças, Cunha? Eu sei que você sinalizou aí o trechinho do filme do Super-Homem que você não gosta. Você acha que o cara de barro, ele pode dar uma direção mais esperançosa para o universo do Gunn?
Eu gostaria que sim, cara. Eu gostaria que a partir desse filme esse universo começasse a convergir para esse lado um pouco mais, mais sério. A gente tava falando do clima do cara de barro, e a própria série dos Lanternas também é uma série que se passa nesse universo do DCU, do Superman. Não tem nada a ver com Superman, né?
São essas histórias que parece Lanternas Verdes também, é uma curiosidade, né?
Exatamente. Mas aí é que tá, cara, isso é uma coisa que eu tava pensando. Essa é uma história de Lanternas Verdes que caberia no universo Elseworlds. Que é onde tá, por exemplo, o Batman do Matt Reeves lá. Assim como esse cara de barba também caberia nesse universo. Acho que não haveria nenhuma, não haveria toda essa indignação por parte do público se os caras dissessem: não, isso aqui faz parte daquele universo, a gente vai ter um outro Lanterna Verde aqui que vai ser o Lanterna Verde que todo mundo espera, né?
Então eu acho que tá faltando para os caras entenderem O que eles vão fazer para quitar? Tipo, é uma caixa de bombons sortidos, né? Tu pega aquele bombom desgraçado de banana e daqui a pouco pega um outro bombom, que é aquele de banana, pelo amor de Deus.
Pega aquele outro maravilhoso, tá louco.
De coco eu gosto, de coco eu gosto. Mas o melhor é aquele crocante vermelho e amarelo. Croc, esse é uma delícia, maravilhoso.
É realmente tudo meio que misturado, entendeu?
Mas, Cunha, eu acho que a culpa disso tudo foi da DC. E lá atrás, lá atrás, Cunha deve saber dessa história, você talvez não. É porque o que acontece, quando os quadrinhos eram lançados antigamente, lá nos anos 40, 50, o universo Super-Homem era um mais colorido, mais alegre, robô gigante, essas coisas todas. O universo do Batman é um universo fechado, sim, de crimes, de onda, aquela coisa mais psicológica.
Eu não gosto do Batman no espaço, só que aconteceu.
Mas aí que veio o Batman no espaço, veio daí. Teve uma crise nos quadrinhos e eles tiveram que juntar umas HQs. Então eles juntaram numa mesma HQ o Batman e o Super-Homem. Sim, só que eles não faziam parte da mesma história. Você lê a metade, era uma história do Super-Homem, outra metade era do Batman, tá? E eles começaram a ver que essa revista começou a vender mais, e os caras pensaram, pô, vamos juntar os dois em uma aventura aqui, uma capa, os dois juntos, mas não participavam da mesma história.
Quando eles começaram a ver que isso começou a acontecer, eles convergeram o universo para existirem. Ou seja, o universo do Super-Homem e do Batman são universos totalmente diferentes, mas graças a essa junção dos quadrinhos virou essa coisa unificada que a gente conhece hoje. Por isso que ele não conversa. Quando você vê o filme do Super-Homem, você vê o Lanterna Verde do Guy Gardner, aí você vê a série do Lanternas, não faz parte do mesmo universo.
É tipo a Bíblia de cor, olha para onde eu vou, hein? É tipo Velho Testamento, Novo Testamento. Aí você fala, ei, espera um pouquinho, isso aqui tá, narrativa tá muito diferente, os personagens.
Pois é, faltou um meio termo entre os dois para poder unir, entendeu? Então o que acontece quando você vê a série do que o Ivo falou? Eu concordo com ele, o Lanternas da série tá muito mais próximo do Matt Reeves, assim como o cara de bar tá mais próximo do Matt Reeves do que esse universo colorido de heróis que a gente sabe que existe, entendeu? Se eu vejo um cara transmutando no meio da rua, vou pensar: uau, é mais um alienígena, é mais um mutante.
Pessoas não vão se assustar, faz parte daquele universo já, entendeu?
Não teria esse espanto todo essas pessoas verem isso, porque é uma coisa mais rara de acontecer, mais sombria, mais fechada. Por isso que os universos não estão conversando. Eu concordo com o Cunha, falta alguém pegar essa caixa de bombom, sacudir todo e falar assim, cara, não vamos mais fazer sortida, agora é tudo sonho de balsa.
Faltou uma unidade em termos de identidade visual e identidade em si mesmo. De, a gente até falou um pouco disso no filme da Supergirl, que ele fica parecendo o Guardiões da Galáxia, ele tem muito parecida identidade visual, é uma paródia.
É uma paródia do James Gunn sem o James Gunn, né? Aquele filme é horrível.
Exato.
Inclusive, mas o grande lance, eu concordo com isso, mas eu acho que a essa altura do campeonato o cara que devia ter pensado nisso antes era o James Gunn, né? Que é o cara que foi contratado para ser o arquiteto desse universo. Ele devia ter pensado, cara, a gente vai fazer um assim e depois vai fazer uma comédia, depois a gente vai fazer um body horror e tudo vai se passar no mesmo, no mesmo universo, sabe?
Ele tá querendo fazer dos filmes um quadrinho, porque você chega na banca de jornal ou numa gráfica para pegar sua revista, você tem lá DC, Super-Homem, Batman, tudo escuro. Aí você tem lá Liga da Justiça Sombria, que é toda a galera sobrenatural, todas convergem no mesmo universo. Mas assim, você entende que são histórias diferentes, quadrinhos diferentes. Ele não poderia fazer isso no cinema. E é isso que o cinema tá se tornando de quadrinhos independentes fechados.
Olha, a princípio vou tentar conversar com vocês aqui, botar meu—
quer apostar como cara de barba vai terminar com Amanda Waller contratando ele?
Com certeza, Amanda Waller é o Samuel Jackson, né, da DC.
O sênior lá, o Rick Flag sênior, vai aparecer no final ali, vai cortar o cara.
Eu não me incomodo. É mesmo como se você falasse assim, ah, um filme que se passa em Fortaleza é um filme que se passa em São Paulo. Mas eu acho assim, cara, eu não me incomodo com cada quadrinho ter um sabor diferente dentro do mesmo universo. Você pode ter uma cidade como Gotham, que tem uma arquitetura né, cheia de gárgulas e mais cheia de labirinto, um grande labirinto urbano ali de vielas e becos e tal, shopping para caralho.
E Metrópoles, que é uma cidade mais para cima, mais otimista, por aí vai. O herói, ele meio que dá o tom daquela, daquela ambientação. Não me incomoda, mas eu acho que deve haver em termos artísticos, visuais, sim, uma linha quando você vai para o filme. Isso que a gente falou, É, com todas as críticas que nós temos com o MCU, você vê um filme da MCU, você sabe que ele é do universo do MCU. Eu tô concordando com vocês. O filme do James Gunn, eu tô— coitado, está botando na conta do James Gunn porque ele é meio que o Kevin Feige do, né, da DC agora.
Era para ter sido.
O Super-Homem tem uma cara, o Cara de Barro tem outra. Né? O desenho já é uma puxada mais terrosão, a Supergirl parece— cada um meio que fica num bagulho diferente. Ironicamente, o Zack Snyder, os filmes da DC na era Zack Snyder estavam muito próximos em termos visuais. Olha aí o Zack Snyder sendo elogiado.
Cunha, concorda comigo aqui? Você não acha que o Zack Snyder era um excelente diretor de arte?
Cara, ele é excelente. Eu acho que o problema do Zack Snyder é quando deixam ele sozinho, entendeu? Se tem alguém coordenando ele, ele é perfeito. Mas quando deixa ele sozinho, ele começa a pirar na batata, começa a fazer filme de 4 horas, aquela coisa toda. Eu adoro, cara, o Man of Steel. Para mim é o melhor filme do Superman.
Muito legal.
Agora eu vou ser cancelado. É muito legal, cara. Colocar aquele Superman perto desse Superman de agora assim, meu Deus, cara, é um negócio assim que eu gosto desse Superman também.
Eu gostei desse Superman também, eu gostei do Homem de Aço, mas eu acho muito dark. Eu acho que ele podia ter puxado, botado ele, é muito dark.
Pois é, eu acredito que eles fizeram isso até para ir na contramão do que a Marvel tava fazendo, que a Marvel tava extremamente colorida, tudo aquilo. Os caras trouxeram isso. E eu achei certo isso na época e continuo achando certo hoje, sabe? Tanto é que quando eles resolveram mudar para imitar a Marvel, aconteceu toda aquela coisa e desembocou em onde nós estamos hoje. Então eu gosto dessa abordagem, até porque o Superman, ele tem várias histórias que são mais sérias assim, são um pouco mais sombrias.
Tem o Reino do Amanhã, por exemplo, que é demais, que não é só do Superman. Tem o Superman Entre a Foice e o Martelo também, que é fantástico. Essas coisas cabem, essas situações cabem no Superman também.
Então o que nós estamos conversando aqui é que o universo DC da James Gunn está quase perdido na personalidade quanto o Karl Barth. Olha como as coisas estão destinadas hoje em dia.
Ou seja, Como eu falei no começo, né, tá metendo o pé na lama, tá metendo o pé na lama, mas na lhama.
Coitada da lhama, acabei chutando um animal peruano aí maravilhoso.
A carne de lhama é muito boa, não tem gordura, né, gostosinha.
Já comeu lhama, o querido Cunhão? A carninha de lhama?
Não, cara, não. Eu queria um pedaço de pelo de lhama.
Então a gente faz o churrascão e você leva depois para o pessoal misturar um um casacão bonito. Mas olha, apesar disso tudo, apesar dessa, de toda essa tricotagem que a gente fez aqui, as três véia falando da DC, é, eu enquanto fã de terror e fã do personagem Cara de Barro, eu tô otimista. Acho que vai ser, pode acontecer essa história, pode ser um que nem eu falei do Resident Evil. Eu achei um ótimo filme de terror, mas uma adaptação versão ruim do material original.
Talvez O Cara de Barro se transforme nisso, seja um bom filme de terror, mas uma adaptação muito distante do que O Cara de Barro é dos quadrinhos. Ou quem sabe o James Gunn acerta o voo, né, depois da decolagem.
Tarde demais.
É, não sei, mas não é tarde para recomendarmos aí as redes sociais, o trabalho do Cunha. Cunha, como é que a galera te encontra aí? Feeling short on smiles?
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É só me achar Gustavo Cunha aqui no YouTube e Gustavo Cunha 5150 no Instagram que eu tô lá também colocando os meus cortes.
É isso aí, meu queridão. Uma beijoca para você. Obrigado mais uma vez.
Valeu, Cunha. Brigadão.
Valeu. Obrigado, gente. Vamos se ver em breve.
Acabou.
O Plantão Nerd. Mas a alegria continua depois que você fechar essa aba. Fala-se assim, fecha aba no celular, você só joga para cima, não fecha aba, ela fica aberta lá internamente.
Você só fecha aí, ó.
Não, eu fui super boomer agora porque ninguém vê YouTube na aba do navegador do celular. Você vê o YouTube no aplicativo do YouTube. Sim, não é?
Ou no computador, né? Ele tem aba, você tem que abrir a aba.
Será que tem algum papai, uma mamãe, uma vovó que vê o YouTube YouTube no navegador do Chrome do celular que o filho deu. É possível, é possível, fica tudo travadão.
Às vezes quando você abre um link, por exemplo, que você recebe de YouTube, ele não abre no YouTube, ele abre no navegador do celular.
Que coisa odiosa! Que, que tem muita coisa para odiar no mundo. Então, para você se divertir, ficar um pouco mais alegre, a gente vai agora fazer algumas recomendações. Sim, recomendações. Vamos lá, Tiagão, o que que você recomenda Além de Rodáveis 2, que a gente finalmente conseguiu jogar, estamos sempre recomendando fora democracia. Mas você falou consultar, que meio antidemocrático agora.
Desculpa, temos democracia. Vamos lá, vamos lá, queridão, recomenda alguma coisa boa para a galera assistir, ver, jogar. Então eu vou puxar uma que eu tô lendo, eu tô gostando, tá, que é o DC KO. DC KO, cara, ó, é Ultimate Fight da DC, que chegou em dois encadernados aí que eu tô lendo, que eu gostei muito, né, da Panini. E conta a história dos personagens da DC no Ultimate Fight.
Mas é quadrinho, não lembro se é um livro.
É um versus, é um versus. E aí tem uma seleção lá, tem o grid de combate, os personagens pau a pau em nível de poder e habilidade assim, e é bem, bem maneiro.
Mas é tipo o que rolou na Marvel com o Beyond?
Não, não, não. Um pouco diferente. Mas eu recomendo que vocês leiam Disse KTO.
Muito bom.
Eu, calma. Ah, desculpa, agora eu que te pergunto, nosso querido amigo pulando pauta, puladora de pauta.
Eu gosto de pular, tô sempre pulando no pauta.
Exatamente. Aprendi com você hoje, tem que sempre confirmar o que a pessoa fala.
Exato, sempre digo assim. Yes, man!
O que você recomenda para as pessoas que estão na sua casa, que vão ficar essa semana longe da gente, assistirem Pensando na Gente?
A gente falou sobre dragão hoje, né?
Sim.
Que essencialmente é um dinossauro voador. É um dinossauro voador, dragão, né? Há quem diga que os dragões existiram de verdade, como algum tipo de dinossauro que a gente não encontrou.
Não duvido.
Não, mas hoje não é sobre pseudociência. Hoje é sobre arqueologia, paleontologia mais diretamente. Vou até trazer para ilustrar. Eu gosto de bonequinho aqui, ó.
Olha aí, um Penilongossauro!
Exato, um Penilongolossauro. Você vê que eu misturei um termo de quem entende de dinossauro, que eu gosto muito de dinossauro, galera. E tem um filminho bacana que tá no cinema aí chamado O Fim da Rua, The End of the Oak Street, O Fim da Rua, com a Anne Hathaway e com o Ewan McGregor. Muito bom. E um pequeno elenco lá de jovens dinâmicos. Onde o bairro deles é transportado no tempo para a era mesozoica. E os cara do nada estão com dinossauro entrando no banheiro e nadando na piscina, entendeu, do quintal.
Uma loucura total. E, cara, o filme é mega violento, violentaço mesmo, tipo os bichos devorando as pessoas e eles com taco de beisebol tentando entender o que tá acontecendo, porque houve e tal. Eu gostei, mas eu tenho um viés, né, porque eu gosto de dinossauro e tu gosta de gore. Eu gosto de gore, exatamente. Pessoas morrendo, não na vida real, na vida real eu sou contra a pessoa morrendo mal, mas no filme eu gosto.
Eu vi uma coisa muito legal sobre esse filme que me deixou com vontade de ver, que é um cara que faz umas explicações do vídeo, que analisa o vídeo inteiro, e ele falou uma coisa bem interessante sobre o filme. Então se você não viu o filme, toma esse spoiler de graça.
Que isso, não, não, o Luciano vai blipar.
Ah, mas aí foi que eu entendi Eles são deslocados.
Pela primeira vez eu fiquei feliz que esse programa ele é gravado, na maioria das vezes, porque o Luciano botou você falando assim, porque esse spoiler que você falou ele é parcialmente verdade, mas eu não acho que a galera deve receber esse spoiler porque é uma virada que surpreende no final. É um negócio que tem Eu vou, não vai ter. É, censurou. Olha aí, não tem essa com o Luciano não, tá? Nosso ditador. Mas, cara, vale a pena justamente pela coisa dinossauro, pela coisa violência.
Ele tem uma puxadinha meio Spielberg dos anos 80 para 90 e tal, que o diretor mencionou.
Botou dinossauro, o pessoal se associa com Spielberg, lembra do Spielberg de certa maneira.
E essa jogada de viagem no tempo, ela vai para além de você só transportar as pessoas. Isso que o Thiago falou, que vocês não entenderam, Mas é para vocês sacarem que tem uma viradinha de tempo bacana. Eu achei bacaninha, eu achei, achei bacaninha. E falando em monstros gigantes, Rex, essa é a puxada que eu vou fazer para você. Quem quiser crescer para ficar perto do seu tamanho, que igual você não tem como ficar, como só pode haver um, só pode haver um. E fala para mim, como é que o pessoal faz aí para ficar melhor?
Se você quer aumentar a sua massa muscular, o seu tamanho de forma forma grotesca, dinossauresca, ficar que nem o nosso pênis locopossauro aqui, você compre os seus suplementos na Growth Supplements. Você pode comprar seu whey, sua creatina, seus multivitamínicos, todos lá usando o meu cupom OREX, que você ganha um desconto. E se você está atrás dos seus manipulados, outros remédios fármacos que você possa encontrar online, eu recomendo a Oficial Farma, e você usa o meu cupom HEX, que você também tira um desconto legal lá.
Além de acompanhar minhas redes sociais, né? Que já vai aparecer aqui para vocês, @rex. E também o canal de corte, que eu coloquei o link lá no meu Instagram. E você, senhor Solano Brontossauro Pictus, onde as pessoas podem saber mais sobre você?
Olha só, o meu arrobinha também apareceu aí falando coisas pesadas ao longo do programa junto com o nosso querido Rex, @afonsoano, com dois Fs de faca. Eu faço um convite a você, que você às vezes olha para sua esposa, para o seu marido no meio da noite, imagina que ela talvez tenha sido substituída por uma cópia? Você às vezes ouve seu cachorro latir e considera que ele talvez possa ter sido substituído por uma versão robótica da CIA?
Você já olhou para o céu e imaginou se eles, com E maiúsculo, estão te observando? Então você visite agora mesmo Bunker X. Sim, o canal Bunker X, tanto no YouTube quanto no Spotify, tudo quanto é plataforma de de, como é que é, de podcast aí, de mídia, de mídia. Exato, tem um disco também do Spotify que tem na loja de discos, você pode comprar. E aí você vai aprender o que realmente acontece por trás das cortinas escuras do nosso mundo.
Banca X é a minha recomendação. E é claro, volte aqui semana que vem para continuarmos a fazer pouco, para debocharmos daquilo que a gente ama na cultura pop aqui no Plantão Nerd.
Até semana que vem!
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
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