Episódios de Inteligência Ltda.

1947 - RICHARD RASMUSSEN E BIOLOGO HENRIQUE

01 de outubro de 20262h6min
0:00 / 2:06:19

RICHARD RASMUSSEN é biólogo, apresentador e embaixador do ecoturismo pela Embratur, e BIÓLOGO HENRIQUE é biólogo e o “Rei da Balbúrdia”. Eles são candidatos a deputado federal por SP e RJ, respectivamente, e vão bater um papo sobre suas propostas para o meio ambiente. O Vilela acha que meio ambiente é quando só metade da sala tem luz.G4 Valley: Conheça o maior evento presencial de empresários do Brasil. Clique no link e garanta sua vaga! https://g40.co/inteligencia_richard_henrique

Participantes neste episódio4
R

Rogério Vilela

HostApresentador
H

Homer

Co-host
B

BIÓLOGO HENRIQUE

ConvidadoBiólogo
R

Richard Rasmussen

ConvidadoBiólogo
Assuntos6
  • A importância de biólogos no Legislativo para pautas ambientaiscandidatura de biólogos para deputado federal·críticas a ambientalistas sem conhecimento técnico·legislação ambiental inadequada
  • Valorização do agronegócio e uso da biologia para sustentabilidadeagropecuária brasileira como referência mundial·tecnologia e produção em menor espaço·contribuição da biologia para a agricultura
  • A importância dos criadouros e zoológicos para a conservação da faunacombate ao comércio ilegal de animais·reintrodução de espécies na natureza·críticas a ONGs e ativistas anti-zoológicos
  • Desafios e impactos da candidatura política para criadores de conteúdocorte de monetização em plataformas sociais·perda de parcerias comerciais·reação de seguidores e engajamento
  • A necessidade de titulação de terras e manejo ambiental na Amazôniaproblemas de queimadas e grilagem·soluções para a Transamazônica·importância da ferrovia para o transporte
  • A gestão de animais domésticos e silvestres em áreas urbanassegurança jurídica para posse de animais·problema de animais exóticos invasores·profissionalização de abrigos e controle de cães e gatos
Transcrição505 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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RVRogério Vilela

Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e muito mais silvestres do que eu já nasci.

HHomer

Muito mais animalescas.

RVRogério Vilela

Animalescas, selvagens. Seguinte, o querido Homer, como o pessoal vai participar? Porque eu não tô nem perguntando se eles querem, eles têm que participar.

HHomer

Tem que participar. Ó, estamos ao vivo, então já deixa aí seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilha esse vídeo com toda a sua patotinha e já vai mandando as perguntas, né? As melhores irão para mesa.

RVRogério Vilela

Pet pode mandar pergunta?

HHomer

Então olha, pode votar, pô, pode, né? Tem gente que se identifica como um pet, né?

RVRogério Vilela

Exatamente. Se você se identifica como um animal, pode votar também, pode mandar a pergunta, certo?

HHomer

É isso aí.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Pode usar aquele rabo de guaxinim ali.

RVRogério Vilela

Não, não, melhor não. Você viu do outro lado?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Eu vi do outro lado.

RVRogério Vilela

Ele caiu hoje aí, viu? Caiu esse cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Quem que se deixou com pet?

HHomer

É o plug.

RVRogério Vilela

É o plug. Quase eu falei. Opa, galera, antes de começar aqui, terráqueos e terráqueas, Se vocês estão precisando de uma pausa na correria como eu, eu tenho uma ótima notícia. Ainda vem aí vários feriadões perfeitos para viajar, hein, Homer? Aí sim, hein?

HHomer

É bom, hein?

RVRogério Vilela

Dá para tirar 3 dias inteiros para viajar, reunir a família, os amigos, mudar de ares e aproveitar um final de semana prolongado. Dá para organizar uma viagem diferente em cada feriado. Que tal conhecer João Pessoa, passar alguns dias perto da praia, ou até procurar uma acomodação pertinho da cidade só para descansar. Com o Airbnb, pronunciei certo? Airbnb, vocês podem reservar uma estadia inteira com espaço para todo mundo, em vez de dividir o espaço e é aquele, fica aquele monte de gente em vários quartos de hotel, aí pega andar diferente.

Ó, dá para conversar na sala se for o esquema de Airbnb, preparar as refeições juntos, aproveitar a piscina e organizar os dias no ritmo da turma, sem aquela correria de horário. Tem casa espaçosa para família, apartamento perto da praia, lugar com churrasqueira reunir os amigos. E acomodação com quintal para quem vai com as crianças. É só entrar no site ou no aplicativo do Airbnb, colocar as datas, escolher os filtros. Depois faça como eu, salva suas acomodações favoritas, não é mesmo?

HHomer

É.

RVRogério Vilela

E depois faz o quê? Compartilha com aquele grupinho que você criou, com todo mundo, não é? Cria um grupinho no WhatsApp e vai mandando lá os links.

HHomer

Tô esperando.

RVRogério Vilela

Não deixa para véspera não. E no Airbnb dá para pagar em 6 vezes sem juros no cartão ou no Pix. Assim fica bom para todo mundo. Vários feriadões, várias possibilidades e nenhuma desculpa para não se organizar. Feriado liberado é no Airbnb. Era para você falar junto. Feriadão prolongado é no Airbnb. Que coisa maravilhosa, hein, cara. Só a gente tem ensaiado antes, né?

HHomer

Pois é, né?

RVRogério Vilela

Deixa eu falar mais um recado antes de começar o papo também. Você ficou sabendo que o Steve O Wozniak vem para o Brasil em outubro. Sim, o Wozniak, que é o cara que fez os primeiros computadores da Apple, o sócio do Steve Jobs. E o mais louco é, sabe o quê? Ele não vem para o evento de tecnologia não, vem para o evento de empresários. E o evento é o G4 Valley, é o maior evento presencial para empresários do Brasil. 29, 30 e 31 de outubro em São Paulo.

Vai ser no São Paulo Expo, São Paulo, lugar grandão lá. É aquele da hora, mano. 3 dias de imersão em gestão, marketing e vendas. Então, se você tem empresa ou pretende ter, esse é o lugar do ano para você estar. Os ingressos são limitados, claro, e o link tá aqui na descrição. G4 Valley, onde os heróis do Brasil se encontram. A gente vai estar lá, hein? Vamos estar lá fazendo podcast.

HHomer

Opa, meu herói não usa capa, hein? Meu herói não usa capa, hein?

RVRogério Vilela

E aí, hein?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Meu herói parece Homem de Ferro, pode crer.

RVRogério Vilela

E o nosso herói aqui, hein? Todo mundo ainda pergunta se é tatuagem ou é pintura. Fala pro pessoal, já se apresenta e fala da sua tatuagem.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É o mais de 18 ou menos de 18?

RVRogério Vilela

Menos de 18, nesse horário ainda é menos de 18. Eu descobri que pra você falar as besteiras tem que ser depois de 20 minutos de podcast, aí o robozinho não pega.

RRRichard Rasmussen

É mesmo?

RVRogério Vilela

Se for antes dos 20 minutos derruba, fica amarelinho. Então depois dos 20 minutos pode falar, agora ainda não.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Fale a explicação. Cara, a explicação é o seguinte, o pessoal sempre pergunta. Eu sei qual que é a mais de 18. Calma, Guinês Guerreiro!

RRRichard Rasmussen

Eu sei, guerreiro, a espada do guerreiro.

RVRogério Vilela

É, exatamente, não precisa dar mais detalhe.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas é por isso mesmo, cara. Eu tava fazendo, eu tava careca. Nós aqui somos tudo transplante capilar, né?

RVRogério Vilela

Total.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O meu ainda faltou aqui o cocoroto, que falta fazer agora. Mas eu tava carecão, barbudão. Aí meu filho falou assim, pô, cara, tu tá parecendo o Kratos. Aí eu pintei para zoar ele, fiz um vídeo, cara. Fiz um vídeo e aí todo mundo na live, todo mundo no vídeo ficou, pô, isso aí eu quero. Foi assim uma enxurrada de comentário e eu ignorei. Depois eu fiz um vídeo sem e todo mundo começou a falar, pô, cara, pinta de novo, mantém, só vou assistir seu vídeo se você tiver com a cara pintada.

Eu ignorei aquilo, eu fiz sem a cara pintada e o pessoal reclamou muito, teve desinscrição e muita reclamação, muita. Falei, pô, não é possível. Vou fazer de novo. Aí pintei de novo com tinta guache. Aí a galera: é isso aí, continua! Aí eu: boa, beleza. Ignorei de novo, fiz sem. E a galera começou a reclamar, mas reclamar muito, muito. Aí eu: porra, velho, vou ter que começar a pintar de zoeira. Aí um dia eu tirei de novo, a galera reclamou pra caceta.

Eu continuei, foi ficando, foi ficando como marca. E aí eu comecei a cagar a casa inteira com essa merda. Todo dia pinta, com a minha esposa, vou tatuar essa merda.

RVRogério Vilela

Ela falou, claro que não vai.

RRRichard Rasmussen

Ele tá falando, fala.

RVRogério Vilela

Aí esse foi o que você passou, tinta guache. Ah tá, que sai fatinha também.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Tinta guache, aí cagava a casa inteira.

RVRogério Vilela

Negócio sujo mesmo.

RRRichard Rasmussen

Faz tempo, hein, mano?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Faz tempo. Mas tem uma história legal sobre isso, porque eu fui, eu falei assim, quando eu decidi tatuar, eu comecei a procurar os locais para tatuar e ninguém fazia. Os tratadores não queriam. Aí eu cheguei na Praia Seca.

RVRogério Vilela

Não que eles não conseguiam.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Não, exato, mas eles não faziam. Aí eu cheguei na Praia Seca, onde eu moro agora, que você tá convidado para ir lá. E aí tem água lá? Tem água lá, tem muita. É seca, mas tem água.

RRRichard Rasmussen

Ela é top demais.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Porque lá era salina, né? Lá é salina. Então as pessoas não sabiam como vinha tanto sal de lá, achavam que o mar tinha secado. Mas eu mesmo olhei lá porque eu tomei muita cerveja. Aí cheguei no camarada lá, falei assim, pô, velho, eu queria tatuar o rosto. Aí ele, ah, sinto muito, mas não tatua o rosto. Aí beleza, mas só que eu fui ficando amigo do cara, o cara me levou para ver o condomínio dele, procurei casa, passou o tempo, comprei casa lá.

Aí ele me liga, meu irmão, vem cá que eu vou te tatuar. Aí eu falei, pô, beleza, então vamos, vou tatuar. Aí fiz a tatuagem Depois que eu fiz tatuagem, ele me contou, ele falou, não, para fazer o seguinte, tem uma regra aqui para os tatuadores. Tem gente que faz tatuagem para poder se autoflagelar, é uma, tem uma depressão ou algum problema. Então ele precisou me conhecer, precisou saber que eu não tenho depressão. Isso é uma coisa que eu não tenho mesmo, para ver relacionado então a depressão, quem tatua o rosto e depois se arrepende, e depois se arrepende.

E inclusive o co-host lá do do Richard falou exatamente isso, que ele brigou com a namorada e tatuou o rosto, lembra? O Pantera. Aí ele precisou saber que eu não tinha nenhum problema para tatuar e tatuou. E eu esqueço, eu quando vou no espelho, eu olho no espelho, eu não vejo tatuagem, eu não vejo. Quando tu tá muito tempo comigo, você também vai ignorando. Total, tu ignora.

RVRogério Vilela

O Homer tentou tatuar o rosto e o cara falou, o que que você quer que eu tatue? Ele falou, um novo rosto.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Pois é. Porra, e daí?

RRRichard Rasmussen

Aí, hein?

RVRogério Vilela

Ah, porque ele sempre dá uma, tava devendo, agora tá 1 a 0, hein? Quero ver a volta.

HHomer

Beleza, o que é seu tá guardado.

RVRogério Vilela

Eu sei. E você? Não, mas você não se apresenta. Agora se apresenta para o povo aí. Você?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ah, eu mesmo? É, porra, pensei que era o cara. Oi, e aí, galera? Eu sou figura carimbada aqui no canal. Biólogo Henrique com vocês, cara. Mas vocês já conhecem, pô. Tamo junto aqui. Ah, eu sou fã do Vilela há muito tempo, desde a época do Tamo Né Rola, que os quadrinhos que ele fazia era muito—

RVRogério Vilela

Os Piologos também. Você já entrevistou os Piologos, né?

RRRichard Rasmussen

Já, meu. Eu adoro eles, são bem amigos, cara.

RVRogério Vilela

Os caras são muito loucos.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Tem dois grupos que eu sou apaixonado: Hermes e Renato.

RRRichard Rasmussen

Vão lá para casa esses dias também, dois loucos.

RVRogério Vilela

Hermes e Renato também, cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Adoro. E vocês, né, os irmãos? Adorava os quadrinhos, cara.

RRRichard Rasmussen

Era foda, né? Eu tinha vovó, aquela vovó, uma foto tinha o Bozo, tinha um pai.

RVRogério Vilela

Já passou 20 minutos, deixa quieto.

RRRichard Rasmussen

Melhor nem falar, não passou. Palhaço Gozo, palhaço Bozo, Gozo.

RVRogério Vilela

Quebre meu dedo, como que é?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Padre Que Medo.

RVRogério Vilela

E você, Richard, se apresenta.

RRRichard Rasmussen

Você é que é alguém, biólogo Richard, também aqui na área. Companheiro de batalhas aqui do Henrique, que é uma coisa muito boa. Sabe que eu tô há muito tempo já nessa coisa aqui e me sentia meio solitário. O Henrique, ele foi um cara sensacional, apesar da gente ter um começo meio truncado, mas ele foi, ele foi um cara, ele é um cara sensacional. Divide muitas opiniões, a gente tem as nossas pequenas diferenças, mas são diferenças do dia a dia. Claro, nós não somos gêmeos, nem os gêmeos são, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Faz parte da briga de qualquer casal, qualquer casal. Mas eu sou o homem da casa, quero te falar, ativo.

RRRichard Rasmussen

E esse negócio de ativo quando é numa relação assim não existe, sabe?

HHomer

Que é aquilo, que é ao reverso.

RRRichard Rasmussen

Mas beleza. E aí é bom porque a gente se encontrou, é um cara que tem muita força, né, cara? E é um técnico, então a gente conseguiu caminhar junto.

RVRogério Vilela

Divulgador científico, divulgador da parada toda. E vocês dois estão aqui com adesivinhos.

RRRichard Rasmussen

Depois, olha, quem diria que, meu Deus, quem diria! Porque culpa minha, porque culpa minha, porque agora, pois é, porque eu acho que agora você tá fazendo esse trabalho político de fora, é, vindo podcast, dando sua opinião, trabalhando sem falar em política, mas falando em, porque eu acho que quando a gente coloca política no meio, aí vira flaflua. Vira Fluminense e Flamengo. E a gente não tá falando de time, a gente tá falando de Brasil, cara.

Isso deve importar a qualquer pessoa, não importa se você tem uma tendência mais de esquerda, outra mais direita, não importa. Nós estamos falando de Brasil em primeiro lugar, e o Brasil tem que andar para frente. E é isso, o país com a maior biodiversidade do mundo.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E cadê os biólogos no Legislativo? Eu só vejo ambientalistinha lá que não sabe por onde a galinha mija. Elaborando lei, inclusive antiambiental, falando que é lei ambiental.

RRRichard Rasmussen

É, nós relegamos, nós deixamos a pauta ambiental. Quem tá cuidando hoje são os caras que foram eleitos com cachorro embaixo do braço, que muitas vezes nem gostam de cachorro, mas acabaram, como é uma pauta que é assim, quando o cara não tem pauta, ele põe o cachorro embaixo do braço. Você pode olhar aí, pode olhar, faça uma pesquisa. É isso que acontece, o cara vai lá e não sabe o que fazer aqui. Como é que eu posso tocar na vida das pessoas?

Em algo que seja emocional. Põe um cachorro embaixo do braço e chutam porta de canil. E aí a gente tava deixando essa turma legislar sobre meio ambiente, porque principalmente sobre a questão de fauna, porque fauna é um negócio que não interessa muitas pessoas. Licenciamento ambiental, qual é a parte interessante? A parte que tem volume, empresa, indústria. Licença ambiental, licenciamento ambiental faunístico sobre fauna, sobre animal, é um negócio que ninguém quer saber porra nenhuma.

Então quem tá cuidando disso, quem acabou absorvendo? A turma que entrou pelo cachorro e gato e que tá lá agora falando hoje sobre meio ambiente. Isso é muito perigoso, cara. E isso é uma coisa que tem irritado profundamente a mim, tem irritado ele. Aí surgiu uma oportunidade, eu liguei pro Henrique, eu falei, olha, porque vieram falar pra você, tem que ir, você quer? Eu falei, puta, eu tenho uma vida minha aqui que não tem nada a ver com essa coisa política.

A gente pega um ranço de política, né? Eu falei, pois é, pois é, justamente isso que os cara quer que você, você assine algo. Se vocês, cara, que são técnicos, não forem lá no país de maior biodiversidade do mundo falar sobre meio ambiente no Congresso, um monte de projeto de lei que tem que estar circulando agora aqui, que querem acabar com zoológico, entendeu? Onde vão enfiar os bichos no zoológico? Na bunda.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então é uma coisa surreal, entendeu?

RRRichard Rasmussen

Surreais, entendeu? Não só isso. Aí você vê, você vê assim, o projeto assim, quer acabar com o plástico, tem um projeto de lei para acabar com o plástico. Aí tem para esse plástico de uso diário, plástico tipo de supermercado. E a sugestão, qual que é? Qual seria a solução? O saquinho de papel. Que vem de onde? Petróleo? Não, saquinho de papel. O papel vem de onde? De árvore. Que árvore? Que árvore? Eucalipto? Eucalipto? Não, eucalipto não.

Tudo bem, eucalipto. Só que tem um projeto de lei que quer considerar o eucalipto como uma planta exógena ao país e acabar com eucalipto no Brasil. Então assim, é que nem você tá correndo Porque o médico falou, você precisa emagrecer. Aí o teu cardiologista, vai lá correr um pouquinho. Aí você começa a correr e começa a doer o joelho. Aí você vai no ortopedista, ele falou, tem que parar de correr. Você fala, meu, pega o telefone então do— se acertem aí.

E nós estamos nessa situação. Os caras que estão fazendo projeto de lei não entendem porra nenhuma de lei sobre meio ambiente. E alguém precisa fazer algo sobre isso. Aí eu falei, eu falei, eu não vou sozinho. Liguei para o Henrique e falei, Henrique, tem um espaço. Vieram porque já vinham por conta de muitos podcasts que eu falo as coisas, não sei o quê. Muitos partidos vieram falar comigo. Você tem que ir, você tem que ir. Por quê?

Porque esses caras nem tão interessados. Interessados em quê? Fala, o cara tem chance de, é, de cara que tem chance de entrar, certo? Tem chance de entrar. E aí eu conversei com vários e liguei para o Henrique, falei, cara, eu não vou sozinho, você precisa ir comigo pelo Rio, eu vou para São Paulo. Liguei para o da aldeia lá no Amapá, falei, você tem que ir também. E E comecei, liga para um cara lá em Santa Catarina, tô falando, outro cara, porque são caras que a gente, para ter uma comissão de meio ambiente, para a gente saber o que vai falar. Porque, e foi assim que tudo começou, na verdade.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É, e uma coisa, uma coisa interessante que tem que ficar claro aqui também, Richard, a gente tem o mesmo número, que é 1526, é o mesmo número. O Richard é por São Paulo e eu pelo Rio de Janeiro. Então, cara, que doideira, o mesmo número, o mesmo número. Porque tem uma galera que acha que eu sou paulista e acho que eu risco de carioca quando eu ouvi isso.

HHomer

Sério?

RRRichard Rasmussen

Sério. Mas aí, meu irmão, meu irmão, o sotaque não importa.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A galera tá acostumada a ver a gente, então assim, o sotaque não importa. Mas isso para ficar claro, deputado federal, que inclusive é o primeiro a ser votado agora, é o primeiro, é o primeiro número, 1526. Então você que é do Rio, qualquer município Itaguaí, Paracambi.

RRRichard Rasmussen

Isso é uma vantagem, porque o cara acha que, se o cara acha que eu sou de lá, mas põe 1526, tá certo.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Sim, mas ele vai ver a minha cara lá, ele vai ter que ver o meu número. Então qualquer pessoa de qualquer município do estado do Rio de Janeiro, seja ele qual for, Caxias, Paracambi, Nova Iguaçu, Vargem Sai, qualquer município, qualquer cidade, ele pode votar em mim no Rio. Em São Paulo é qualquer município de São Paulo no Richard. Aí Santos, qualquer município, São Paulo centro, O cara mora em qualquer cidade de São Paulo, ele pode votar no Richard, não importa, porque é federal. Só para ficar claro para a galera.

RRRichard Rasmussen

E aí, enfim, tomamos a decisão. É uma loucura. E o preço foi caro até agora, viu? Vou falar para você, porque eu não sabia. Ninguém falou isso para mim, ninguém falou. Senão isso talvez tivesse—

RVRogério Vilela

entendi.

RRRichard Rasmussen

Você falou, a gente tá sem receber 45% da monetização das plataformas sociais cortadas, baixou para 40% de entrega.

RVRogério Vilela

Ela vem discurso dela, ferrou, porque tá no mesmo Exato. Se ela soubesse, ela tinha criado outro só para política.

RRRichard Rasmussen

Eu acabei, eu tinha um outro perfil que era de um outro, acho que de um outro canal que eu tinha, que não é, mas o meu perfil não era para política.

RVRogério Vilela

E pancaram, velho, não tá nem aí.

RRRichard Rasmussen

É, não é, não adianta, não tem jeito, não tem jeito.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Sem contar TikTok, meus vídeos fazem milhões.

RVRogério Vilela

Mas vocês sabiam disso?

RRRichard Rasmussen

Descobri no meio do caminho também.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Meu vídeo fazia milhões de visualizações fazendo 10 views, cara.

RVRogério Vilela

Foram que assim, 10 visualizações.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É impressionante.

RRRichard Rasmussen

Não, os cara cortaram, cortaram feio. E aí, além disso, tem a outra, outra parte que é assim, tem empresa que é parceira que tem compliance, que não pode, tem empresa que, pô, várias empresas que eu converso que fala, depois da eleição a gente conversa, porque não quer estar nesse fudúncio aqui. Dá para entender, né, nesse meio. Pois claro, depois que resolver, for eleito, não for eleito, aí já baixa a poeira. Mas nesse momento é o momento que Ninguém quer estar associado, o cara não quer nesse momento tá.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É, os meus empresários todos fecharam. Depois a gente conversa. Poderia sim.

RVRogério Vilela

E porrada também de seguidores também, que nem todo mundo vai entender, né?

RRRichard Rasmussen

No começo, mas os meus seguidores, cara, eu tenho os caras que seguem de verdade, galera tá no engajamento, velho.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Os cara que segue de verdade tá torcendo, a galera tá atrás, tá todo mundo puxando o voto.

RVRogério Vilela

Infelizmente é o único jeito de fazer a coisa rolar, né? Tem que ficar reclamando de político, não adianta, tá? Às vezes você tem que ir lá e fazer a parada, porque é assim.

RRRichard Rasmussen

Nós vamos tentar.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Isso é uma coisa que tava impressionando, o engajamento dos fãs tá muito, cara. Eu falei assim, ó, eu quero que cada um carioca aí arruma 20 pessoas e cada um paulista arruma 20 pessoas. E eu, no caso, o indígena, que eu da aldeia E a galera tá, galera tá engajada, a galera tá botando 15, 16.

RVRogério Vilela

Muito do Na Lata, vem dar um oi aqui na, na, na, na, na Lata engajou. O que que é o Carioca, vlog do Carioca? Então vem uns dois aqui, então o pessoal falando aqui, vem dar um oi aqui, aqui do lado.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É, abaixa aqui, meu irmão. Você sabe que você vai emocionar, você tá emocionando a galera, né?

RVRogério Vilela

Alá, o Na Lata! E vem mais para pertinho, abraça ele aqui.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Aí deixa eu ficar atrás de você.

RVRogério Vilela

Fala aí, Homer, atrás de Como que é?

HHomer

Olha, cara, atrás dele.

RRRichard Rasmussen

Aí, galera, tá no Vilela, hein, meu irmão!

RVRogério Vilela

Valeu, valeu!

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ele vai chorar, velho, ele vai chorar demais. Aí, tu sabe que eu encontrei esse parceiro, eu encontrei esses putos lá na Praia Seca. Não vamos te ajudar na campanha? Engajaram, me trouxeram aqui na madrugada fazendo campanha para mim, para o Richard, todos os dois.

RRRichard Rasmussen

E nós vamos voltar para o Rio fazendo Era mais fácil se fosse no, no, então pode jogar a passagem de volta, jogo fora também.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Passagem de volta, algum dos dois.

RRRichard Rasmussen

Tem uma nota em cima da hora para trazer esse filho da puta para cá.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É, é, mas eu vim fazendo campanha ainda.

RRRichard Rasmussen

Eu volto passagem de ida e volta.

RVRogério Vilela

Sério?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Como com a gente?

RVRogério Vilela

Então eu tenho que perguntar isso para vocês logo no começo aqui. Vocês têm envolvimento com o Workaro? Tiveram em alguma festa de astronauta?

RRRichard Rasmussen

Perdi essa, mano, entrou tarde no negócio.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Você viu, cara?

RVRogério Vilela

Cada dia sai coisa, mais coisa, cara.

RRRichard Rasmussen

Não tem como. Ó, o que o cara fez, ele comprou todo mundo, todo mundo. Mas não é comprar, por exemplo, vamos ser honesto aqui, tá? Claro que tem uns cara que não tem o que dizer, que ali tá ali, então não tem o que dizer. Mas vamos lá, o cara tá sujeito, chega para gente, chega lá. Eu vivi fazendo projeto. Você faz um projeto, apresenta, tem um banco que fala assim, pô, vamos bancar esse projeto, legal esse projeto aqui. E põe dinheiro.

Você não sabe quem eu, quem eu não tenho ideia, nem sabia que existia um cara chamado Borcário na vida, entendeu? Podia ter entrado, podia ter entrado numa dessa aí sem saber também, entendeu?

RVRogério Vilela

Os cara falaram na lata, rei dos plugs. Tá aqui, cara, tá lá, tá aqui. Mas vamos falar então, a gente começou falando política, quais são as pautas?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas olha, do Borcário, foda essa coisa. Eu tava lá em Brasília, você viu?

RVRogério Vilela

Então caiu na parada agora.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Eu tava lá em Brasília E a galera fica se matando com essa briga direita-esquerda, mas tava todo mundo na festa do Bocário. Vocês ficam se matando, mas tava todo mundo de mão dada na festa do Bocário com o teu dinheiro e não te chamaram, velho.

RRRichard Rasmussen

Exato.

RVRogério Vilela

Vamos lá então, que pauta vocês acham interessante que vocês vão lutar e que acha interessante comentar aqui?

RRRichard Rasmussen

Eu anotei algumas coisas aqui nessa parada meio ambiente, tá? Claro que a gente vai estar ligado a coisa segurança, vai também coisa, porque a gente vai ter que, enfim, fazer bancada lá e vai ter que voltar a segurança, saúde.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas nossa parada é meio ambiente, é isso, saber o que que tá falando de meio ambiente, né? Saber, ó, tu quer ver um exemplo bacana? Vamos falar do biodiesel. Quando eu falo para você de biodiesel, tu fala assim, pô, uma coisa legal, biodiesel.

RVRogério Vilela

O que que é considerado biodiesel?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Biodiesel é resíduo de fritura mais a própria produção da planta de óleo, de óleo para ser misturado no diesel, tipo uma mamonha, fazendo biodiesel. Não, mamonha não, é para outra coisa.

RRRichard Rasmussen

Mas mamonha faz combustível também?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Faz, mas não para biodiesel.

RVRogério Vilela

Usa o quê?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Biodiesel usa resto de fritura, banha de porco. Ah, é? É. E óleo, e óleo de soja. Você acrescenta no diesel. Então tu vai alegar que, pô, bacana, você tá diminuindo o diesel que é do petróleo e tá melhorando um diesel que você de certa forma estaria descartando. Só que aí tem um detalhe: como é que a galera não sabe fazer os projetos? Eu tenho carro a diesel.

RVRogério Vilela

Eu também.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O que que é? Quando você tem carro a diesel, você tem que botar lá uns aditivos. O biodiesel, ele estraga em um mês, estraga, porque a gordura dá borra da bactéria e ele estraga e ferra o teu motor. E aí você passa esse prejuízo Para quem é dono do veículo que é a diesel, tu vai ter que gastar R$50 mil para ajeitar teu motor, R$60 mil dependendo do motor. Então você realmente melhorou o meio ambiente? Você melhorou na propaganda.

E era uma coisa tão simples, pô, vamos melhorar biodiesel, beleza, vamos fazer. Mas por que que não tem um aditivo já pronto garantindo que aquele diesel dure pelo menos 6 meses? Tu entende como é mal planejado o que é feito. A gente está tendo queimada na Amazônia agora.

RVRogério Vilela

Pois é.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E cadê os aviões anfíbios? Tem matéria que tem no Canadá e na Austrália, e não, até hoje ninguém comprou.

RVRogério Vilela

Eu quero entender primeiro por que que tem queimada na Amazônia, porque lá é muito úmido, né? Qual que é a parada?

RRRichard Rasmussen

O que que acontece no estado do Amazonas? É raro, a gente não tem esse tipo de situação, não é comum.

RVRogério Vilela

No Cerrado é mais comum.

RRRichard Rasmussen

É comum na Amazônia também, mas em terra seca e alta, né? Então, por exemplo, lá onde tem os alagados é mais difícil, essa região Manaus, por exemplo, é uma região que tem muito alagado. Rio Negro é um— Rio Negro ele se espalha. Tudo bem que agora tá seco, né, tá mais seco, então tem menos água, mas é mais comum. E por exemplo, no Pará se encontra, ou em Rondônia, que são terras mais altas, né. Lá no Pará, em Rondônia, a gente tem um problema sério de pessoas que— eu acho que grande parte do problema de desmatamento pode ser com a regularização da titulação das propriedades. Eu acho que isso é uma grande coisa que a gente pode trabalhar.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Eu concordo, titulação das propriedades é o grande, é a grande sacada.

RVRogério Vilela

É a galera que bota fogo ou pega fogo naturalmente?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A galera que bota fogo. A galera bota fogo.

RRRichard Rasmussen

Só que o que acontece, só para você ter uma ideia, não, aí nessa aí não.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Presta atenção numa coisa, Vilela. Se eu sou um grilheiro, eu taco fogo, alguém que não é dono da terra que vai tentar invadir para legalizar a terra. Eu vou lá e taco fogo nessas terras e depois eu vendo para você. Você vai lá e usa essa terra de alguma maneira, você plantou, colocou o gado ali, alguma coisa, você vai tomar uma multa do passivo ambiental que você levou. Não é assim igual o pessoal fala: ah não, você foi lá, queimou e você conseguiu vender, deu tudo certo.

Não, o satélite vai pegar você, o novo dono. Então quem tá se ferrando? Do titular. Então o que que você precisa fazer? Você precisa criar um cordão de isolamento das áreas com titulação. Sim, titular as pessoas para que elas sejam donas daquelas áreas, o limite no que elas podem usar, e qualquer infração você tem que impunir.

RRRichard Rasmussen

O que acontece é que você tem terra, você precisa de um CPF ali para poder saber quem que faz.

RVRogério Vilela

Cara, os cara pega, se você derrubar um negócio de palmeira, um palmeiteiro lá, porque é Pega o satélite, pega tudo.

RRRichard Rasmussen

Satélite pega tudo. Mas se você, o satélite quando pega alguém e o cara não tem, sabe, você fazer um monte, você não pode tirar tudo.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ou água que você colocar, você toma um monte.

RRRichard Rasmussen

Você não pode porque você tá com o teu CPF bonitinho lá, entendeu? Então se você fizer algo errado vai sobrar para você. Agora quando o cara não é dono, o cara vai lá e simplesmente ele entra, queima, e aí? O satélite pega ação, mas não pega o cara, entendeu? Pois é.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então titular a área é uma É uma ferramenta, é uma ferramenta, né?

RRRichard Rasmussen

E ali são anos ali que ficam corroendo e não vai.

RVRogério Vilela

Então quem que é dono lá no meio da Mata Amazônica? Quem tem dono é o Estado? Como funciona a mata?

RRRichard Rasmussen

Mata mesmo é muito terra devolutiva. Você tem, você tem áreas que eram, por exemplo, de problema que existe muita confusão também do Estado, entendeu? O Estado fica muito confuso ali porque você tem, por exemplo, tem reservas que são unidades que são do estado e unidades que são da União. E você tem caras que vão dispersando dentro do estado. Então o cara ali é que nem uma onça que tem um filhote, o filhote sai andando, precisa procurar uma nova área.

Então os caras vão procurando novas áreas para poder ocupar. Então o cara saiu com filho, ele vai subindo, vai procurando novas áreas. Aí eles chegam em área que muitas vezes não é um negócio que você fala assim, ó, daqui, ó, isso aqui passa o limite esse aqui, que vai até aqui onde começa uma área, uma unidade de conservação. Não, cara. E os caras vão entrando, eles vão entrando, e aquilo não vai se resolvendo, e aquilo vai ficando, aquele passivo vai ficando.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Tem terras que são de prefeitura, por exemplo, que o determinado vereador, determinado agente da pasta conhece e já faz uma invasão programada. O cara some com isso. Isso acontece muito aqui na área urbana, tá? Na área de São Paulo, acontece em São Paulo, alguém, o cara sabe onde é o terreno da prefeitura, ele vai e some com aquele documento e ele programa uma invasão ali. E aí depois, e depois que a invasão tá estabelecida e mal resolvida, não, você vem com uma nova proposta de algum candidato a vereador ou um vereador e propõe que aquilo ali você vai asfaltar e botar luz ali.

E aí tu ganha o voto e aí tu faz uma coisa chamada favelização, né? É assim que funciona, funciona exatamente assim. Isso é um problema recorrente no Brasil. Agora, o que você tem que ter é a clareza de quem são as terras e titularizar as terras. Vou dar um exemplo interessante. Vamos pegar a Transamazônica. Transamazônica, a gente já teve lá mostrando a realidade da Transamazônica. Existe um projeto, inclusive eu conheci os biólogos que trabalharam em 2001, se eu não me engano, nos estudos de impacto para se fazer a Transamazônica.

Dentre os estudos existiam as chamadas medidas mitigatórias, que são medidas nas quais você tem que fazer para recompor as coisas, para diminuir o dano. E as propostas é que a Transamazônica fosse elaborada e fosse feita sendo olhada por uma rodovia privatizada. Essa rodovia, ela seria obrigada a conter madeira que tivesse passando por ali ou alguma coisa, relatar o problema. E não só isso, quais eram as soluções para famosa espinha de peixe, que é o grande, é a grande crítica da Transamazônica?

O que que é espinha de peixe? Espinha de peixe é locais aonde, por exemplo, você vai ter posto de combustível onde você vai ter um borracheiro, porque fura pneu, um boteco. E aí você vai fazendo o famoso espinho de peixe, que são pessoas, áreas que saem da via principal e vão entrando, e vai entrando. Então qual a solução? Titularizar esses espinhos de peixe. Os primeiros que chegarem são identificações dos locais necessários onde você tem que ter humanos para carro que fura pneu, combustível, etc., e titularizar aquela área.

Quando você titulariza, não tem mais invasão, porque qualquer um que invadir depois dali, você tá vendo quem tá invadindo e você vai ter como agir. E por que que isso não foi feito? Tu entende? A parada não é feita porque é uma má vontade. Você, quando começa a falar da necessidade de se produzir ferrovia, ferrovia muito menos poluente, cara.

RRRichard Rasmussen

É isso eu não entendo aqui no Brasil, porque que a gente não trabalhou essa questão da ferrovia, né, em todos os aspectos, né, na emissão de de carbono também, né, de CO2. Você tem, eu só vejo vantagens, né, você tem menos gente envolvida, você tem menos, menor problema desse negócio de espinha de peixe, você tem, eu tenho uma série de soluções. E aqui a gente para, a gente para nessa questão. Primeiro que a gente criou, sabe, a gente criou uma guerra, vamos falar a verdade, que no Brasil a gente criou uma guerra contra o agronegócio, que é o único, é o único lugar no mundo, e eu viajei o mundo, no único lugar no mundo onde o produtor não é um herói.

Todo lugar o produtor é o herói. É uma das pautas inclusive que a gente tem, eu pelo menos, sei, o Henrique, o Henrique e eu temos diferença e tudo bem, a gente convive com nossas diferenças, um puxa mais para cá, outro para lá, mas eu vejo assim, eu vejo nossa agropecuária aqui, tem mudança a ser feita? Tem, tem mudança a ser feita e estão sendo feitas. Nosso país aqui hoje é um dos mais tecnológicos do mundo, cara. Hoje o que nós temos hoje de biológicos, e o nosso agro é o mais tecnológico do mundo, mundo.

A gente hoje tá cada vez produzindo mais em menos terra, menos espaço. A pecuária vai ser isso, o futuro da pecuária não vai ser grande extensão de terra. O que existe realmente uma crítica a ser feita é os caras hoje, por exemplo, que criam um pasto, o cara não cuida do pasto. Tem que cuidar do pasto que nem se cuida hoje de uma plantação de soja ou de uma plantação qualquer que seja de cana. Você tem que ter eficiência. O cara começa, ele põe mais para lá o gado, então tira.

Você não pode ter um hectare e ter um gado por hectare. Isso não faz sentido nenhum. Então isso, mas isso está mudando, está mudando, né? A tecnologia de melhorar pasto, de fazer rotativo, de manter mais animais no espaço menor, de fazer confinamento, está acontecendo. Mas assim, o fato é que não existe outro país no mundo onde o produtor seja esculachado como é aqui, cara. E os caras hoje têm 26% do Brasil está nas, que está protegido, 26% protegidos do Brasil.

Nós temos mais 30% que é unidade de conservação, que é indígena. 26% está onde? Dentro de área rural. Esses caras hoje, além de produzirem, que é o papel deles, pôr a tua roupa, que todo mundo usa algodão, todo mundo come, todo mundo é, né? A gente esquece isso, né? Vai no mercado, escolhe o que quer, tem um grande abastecimento. Se a porra do agro parar, nós estamos fodidos, nós estamos fodidos, porque eu não planto nem crio, eu vou comer o quê, né?

Então aí Então assim, nossa, e os caras, eu como biólogo, cara, eu olho para esses caras, não dá para entender porque eles não são parte do problema, eles são parte da solução. Esses caras a gente tem que abrir um diálogo e trabalhar com eles, não contra eles, porque os caras têm 26% do Brasil protegido dentro das áreas deles. Tem um código florestal maravilhoso, é maravilhoso o nosso código. Se a gente respeitar o código, trabalhar em conjunto, a gente evolui.

Agora é uma guerra que não tem sentido. A gente hoje, a gente tem problemas tremendos nas estradas, por exemplo. A gente mata um monte de bicho atropelado, mata um monte de bicho atropelado.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Meio bilhão por ano, entendeu?

RRRichard Rasmussen

E aí a gente tá, às vezes a gente fica dando tiro no lugar errado, sabe o que eu quero dizer? E aí a gente pega o péssimo exemplo. Existem péssimos exemplos?

HHomer

Existem.

RRRichard Rasmussen

Em todo segmento existe um péssimo exemplo, em todo, em qualquer um que você vai, qualquer segmento tem os péssimos exemplos. Só que a gente pega os péssimos exemplos e faz deles a relativa, como se eles fossem a regra, e não é assim, né? Então isso é outra coisa que tem que ser trabalhada com mais cuidado, né? Até por interesse nacional, a gente tem que ter um pouco mais de dignidade aqui nesse país aqui e valorizar o que é nosso, cara, entendeu?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Cara, é interessante falar nisso porque eu lembro quando eu era criança, inclusive assistiu o Richard na TV Utopia, sacanagem, hoje já tá bonitão, cara, depois da eleição quero Tá no projeto com Julião também, que tá sinistro. Mas olha só, eu via a galera falando que a indústria é algo malvado, que a indústria é poluidora. O exemplo sempre vinha Cubatão na televisão. E aí o Brasil tratou a indústria mal e foi se desindustrializando.

Só que o emprego maior, mais bem pago, tá na indústria. Hoje eu vejo o agronegócio como uma das formas O Brasil tem o maior agronegócio do mundo, o mais bem bolado, o mais bem feito. Claro, tem seus problemas, não concordo com 100% do agro, mas é o melhor agro do mundo inteiro. E hoje você tem uma campanha nacional para você destruir o agro, assim como fizeram com a indústria. Quem que tá fomentando essa campanha de destruição do agro?

Não faz o menor sentido destruir o nosso agro. Você tem que adequar. Inclusive, você pode muito bem adequar a indústria, adequar o agro e adequar o meio ambiente. Para que tudo funcione junto, como é feito o nosso próprio agro, onde você preserva as áreas de APP, onde você tem o agro, que você tenha as correntes, né, os corredores ecológicos. Então tudo no meio do agro. Eu vim de São Paulo aqui, da divisa de Minas até aqui, 3 horas e meia de helicóptero.

E eu vim vendo as plantações e eu vi ali os corredores ecológicos todo bonitinho, cara, tudo funcionando com onça parda e etc. Tudo muito bem feito. Então assim, que guerra é essa que a galera tá fazendo contra o agro? Não faz sentido. Inclusive a galera me chamando outro dia: ah, você é o biólogo do agro, biólogo do agro, você é mau porque você é biólogo do agro. Aí eu: o quê? Deixa eu falar uma coisa. Existe uma mulher no Brasil chamada Mariângela Hungria.

Essa mulher, ela ganhou o Prêmio Nobel da Agricultura. Ela é uma brasileira, ninguém fala nela. Ela ganhou o Prêmio Nobel da Agricultura, equivalente, né, ao Prêmio Nobel. Sabe o que que ela fez? Ela estudou só biologia. Inclusive na Embrapa, a maioria da galera lá é tudo biólogo. Ela entendeu que existe, né, tem uma relação que as plantas leguminosas fazem, que são bactérias que ficam nas raízes que retiram nitrogênio, doação nitrificante.

O que que ela fez? Ela selecionou cepas de bactérias nitrificantes inoculou na plantação de soja e com isso teve uma grande, um grande aumento de absorção de nitratos para o solo.

RRRichard Rasmussen

Nota: a gente precisa de comprar insumos da Rússia com bactérias, com bactérias, bactérias que são da natureza, fungos que são da natureza.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A gente precisa comprar esses insumos que vêm da Rússia, etc. Quando chove, lixivia esse material, eutrofiza, destrói os rios. Ela resolveu esse problema. Só para você ter uma ideia, ela fez com que o agronegócio economizasse 30 bilhões de dólares. E não só isso, ela diminuiu assim de uma forma gigantesca a poluição, velho.

RRRichard Rasmussen

E ela é o quê?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ela é uma agrônoma usando a biologia. Então, aonde nós estamos que a galera tá fomentando na cabeça dos biólogos que eles não podem ser do agro, que o agro malvado. Olha aí uma mulher que usou biologia, inclusive a Embrapa cheia de biólogo, vindo de outra, ainda de outra, de outro segmento, de outra profissão, né?

RRRichard Rasmussen

Quer dizer, nós temos muitos, o nosso espaço com biólogos, essa é outra coisa que também a gente tem em mente, né? Falamos muito, Henrique, o espaço dos biólogos hoje a gente tá muito limitado, tem muita coisa para a gente mudar, tem muita coisa para a gente mudar, a gente tem que ter mais segurança jurídica, questão Os próprios animais hoje, essa guerra que a gente virou ideológica de eu acho, não gosto, eu gosto daquilo que eu acho que é, e não importa muito.

A gente tem hoje, a gente tem hoje que fazer um combate efetivo ao comércio ilegal, tem, beleza, entendeu? E a gente tem ferramentas hoje que são recomendadas inclusive pelo comitê, como sites, por exemplo, onde eles recomendam que a gente crie os nossos animais, crie os nossos animais. Você pode não gostar, não tenha, não tem problema, mas você não pode impedir algo que obviamente combate. E aí tem toda uma discussão que tem uns que gostam, não gostam, cada um puxando o seu livrinho para poder defender aquilo que acredita.

Agora, se você for hoje, né, hoje eu tô nisso aqui há algum tempo, né, e eu vejo o desenvolvimento que nós tivemos aqui, né, na parte de que era uma coisa que eu sempre gostei, né? Como os répteis, os répteis ilegais desapareceram mediante os novos criadouros que foram surgindo, que na minha opinião a gente deveria ter criador dos silvestres, de todos. Eu nem me importo, é que se a gente tivesse mais silvestre, nem me importaria em ter os exóticos, cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Podiam ter os nossos, tem tanto bicho legal nosso, são os mais legais, são nós.

RRRichard Rasmussen

Se a gente ampliasse isso, todo estado, todo estado tem que ter uma lei, porque hoje licenciamento é estadual, licenciamento estadual, licenciamento não é mais federal dentro do estado. Então assim, a gente deveria incentivar exatamente isso. São Paulo é um estado que não tem lei hoje, não tem uma lei como se fosse uma lei PET, tá? Mas não tem uma lei para regulamentar a criação, né, classificar o que é um animal doméstico, que é um animal silvestre, quando é um exótico, com a realidade do estado de São Paulo.

Isso tem que ter. Tem que ter. Então são essas pautas, né, algumas que a gente tá colocando aqui, que a gente tem que colocar em discussão. Uma discussão que tem que sair do campo ideológico, tem que sair do campo do que eu gosto ou não gosto, tem que ir para o campo técnico. Ninguém falou que biologia da conservação é alguma coisa simpática e legal. Às vezes tem que fazer coisas que você não gostaria de fazer, mas tem que ser feito.

Às vezes tem que ir lá tirar um animal da natureza, meter numa gaiola e reproduzir ele, ponto. Isso a gente tem que ajudar a incentivar. Hoje a gente vê os animais que estão entupidos dentro desses centros de, dos CETAs, né, que são o Centro de Animal de Triagem. Devia ser só triagem e para dar destino. Às vezes destinados à natureza, melhor que morra na natureza do que vá um criador, cara. Isso não faz sentido, isso não faz sentido.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E você, você tem Ô Vilela, a situação tão drástica que nós temos hoje meio bilhão, é meio bilhão, não tô zoando, meio bilhão de animal silvestre vertebrado, não tô falando de inseto, tô falando de vertebrado morto nas rodovias todos os anos. É meio bilhão por ano só na rodovia. Os animais que estão deixando de existir na natureza estão sendo atropelados, está acontecendo o desmatamento, atropelamento. E a gente precisa dos criadouros para isso, a gente precisa dos criadouros para poder repovoar a natureza.

A gente tá tendo um processo chamado defaulação. Defaulação é você vai na mata hoje, tu não escuta os passarinhos que você escutava antes. Você entra, não tem vagalume. Você entra lá e vê árvores com frutos apodrecendo no pé e no chão. Se o fruto tá apodrecendo ali, é porque tá faltando alguém que consome esse fruto.

RVRogério Vilela

Fruto.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Se alguém que consumiu o fruto não tá ali, significa que ele não tá comendo o fruto, levando a semente para longe, fazendo a caquinha dele lá longe e plantando uma floresta nova. Significa que aquela floresta que você tá vendo, ela tá morrendo. Não na nossa idade, ela tá morrendo em 100 anos, 200, 300, 500 ou 1000 anos, mas ela está morrendo, tá caindo a biodiversidade dela. E você precisa de ter os criadores justamente para repovoar a natureza, coisa que não está acontecendo.

RRRichard Rasmussen

Tem que incentivar isso, tem que incentivar especialmente os nossos, os nossos silvestres. A gente tem que ter quem criar de tudo, sabe? Eu outro dia, isso chama-se de valorizar nossa fauna. Outro dia eu vi o presidente comendo uma paca, eu aplaudi, eu achei ótimo, né? Obviamente era uma paca que saiu de algum criadouro. A gente tem que ter criadouros mesmo, criadouros da nossa fauna, por todo o nosso país, especialmente incentivando aqueles de onde aquele bicho é daquela, daquela, daquela região, daquele bioma, mais criadores daquele animal que vive naquele.

RVRogério Vilela

Na Noruega, os locais tinham direito de criar rena e para bater e comer a rena.

RRRichard Rasmussen

Então, mas o problema é que aí é onde entra, que não entra. A gente, eu não tenho nada, gente, a gente bate nos veganos, eu não tenho nada contra o vegano. Vegano pode se alimenta do que quiser, não tem problema. Acho que é uma individualidade, é um direito do cara. Eu sou um cara, mas eu obviamente, quando o veganismo começa a atrapalhar a conservação, que eu acredito que seja a melhor, né, aí isso me incomoda. É onde a gente entra nos conflitos, né.

Então, você tem um exemplo, por exemplo, no jacaré lá no Pantanal, que funciona muito bem, cara. Durante 4 meses do ano, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, tem piracema. Aí o pirangueiro, o cara que piracema, é a subida reprodutiva dos peixes. Nesse espaço de tempo desses 4 meses você não pode. Aí você dá um salário para o cara, sei lá quanto é, sei lá, R$500, R$600, não sei quanto é o salário do cara que fica, é o pescador, tá, para ele ficar em casa, para ele ficar em casa e não exercer atividade dele.

Novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, que é o quê? Natal, Ano Novo e Carnaval. Aí você manda esse cara ficar na casa dele numa época em que todo mundo tá usando dinheiro e viajando e fazendo, e ele tem o mesmo direito. Porque ele é um— por que que ele não tem o mesmo direito, sabe? Conservação se faz com gente de barriga cheia. Você tem que pensar, quer salvar floresta? Pensa quem vive ali, quem tá naqueles arredores, porque é isso.

Não adianta bater, botar o cara antes disso. Por isso que o Tamar deu certo, por isso que o Tamar deu certo, né, Iker?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O Tamar deu certo porque você pegou o caçador, tu pegou o caçador e pagou ele para ele ir lá e proteger.

RRRichard Rasmussen

A tartaruga trouxe a mulher dele para costurar bonequinho e vender na coisa, trouxe o filho e colocou no curso técnico lá dentro, já preparando o cara, já inclusive com a cabeça dele preparando com uma cabeça mais voltada à conservação. Por isso que tem isso. Não tem tartaruga voando porque não tem asa, mas isso faz a diferença, pensar no ser humano, não bater nele. E aí é exatamente onde, onde nós estamos lá. O jacaré, por exemplo, o pai tá solto justamente nesses 4 meses.

O cara faz o quê? Ele vai, pode pegar uma quantidade de ovos, levar para esse empreendimento licenciado que vende carne de jacaré. Ah, eu não comeria carne de jacaré. Não coma, ok, seja feliz. Mas porra, você tira o couro e tira a carne dos ninhos de jacaré que ele tira, que é tudo georreferenciado, tudo feito direito. Ah, mas o cara pode fazer errado. Sim, como eu falei, eu posso estar com uma faca aqui na mesa de cortar pão, enfiar na sua barriga, eu também posso fazer errado.

Se eu fizer errado, você tem vai me culpar e pronto. E a lei vai exigir de você uma reparação, pronto. Mas não pode sempre julgar, né? Ah, você poderia fazer isso. A mesma coisa que acontece com o cavaleiro: poderia matar um animal e não usar? Não, poderia, mas eu vou me lascar. Então assim, esses caras vivem hoje, esses 4 meses, com outra renda lá, que é a renda de buscar esses ovos e levar para chocar nessa instalação. Que cada 10 ovos chocados, 100 nascem e 1 morre, enquanto a natureza é o inverso.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então a maioria morre.

RRRichard Rasmussen

Ou seja, isso é um projeto inteligente. A gente tem que ampliar projetos assim inteligentes, assim envolver populações locais, fazer mais projetos desses com outros animais e envolver as pessoas que vivem naquela região, dando essa mesma coisa, ajudando indígena, ajudando ribeirinho, sabe? Hoje nós não ajudamos esses caras.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O Rivilela, para o seguinte: eu chego para você aqui. Você gosta de pescar? Não, não, tu nunca pescou?

RVRogério Vilela

Não, já pesquei, mas não é minha praia.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Tá beleza, os caras que me chamam para pescar não vão pescar, eles vão beber, vão beber muitas coisas.

RRRichard Rasmussen

Agora pode falar, passou uns 20 minutos.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas vamos supor que tu queira dar uma pescada. Leva a vara, mas é outra. Mas vamos supor que tu queira dar uma pescada, e aí Tu vai querer ir pescar no Rio Tietê? Tu não vai querer pescar porque não tem condição. Mas eu quero te levar aqui no local.

RVRogério Vilela

Eu já pesquei no Rio Tietê, lá na Nascente.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas eu quero te levar no local que seja preservado, que você vai pegar o peixe e você vai querer comer o peixe ali. Você vai levar a tua renda, tu vai levar dinheiro, tu vai ser recebido por um guia e etc., tudo mais. Ok, beleza. Você não quer sujeira ali. Mas vai ter um desses lacradores aí que vai dizer: tadinho do peixe que tomou um anzol. Nota: você levou toda uma economia para aquele local, você fez com que aquele local se preservasse, você aumentou a renda da pousada, da farmácia, da padaria, você aumentou a renda de toda a população.

A população, através do guia e do manejo, pegou a quantidade certa de peixe, devolveu, o rio continua limpo. Tudo preservado. Então o que que há de errado nisso? Porque alguém que é veganinho pegou um iPhone feito do petróleo, exploração industrial onde realmente polui, e ele tá te cancelando na internet que você fisgou um peixe. Tu entende que não faz sentido essa galera falando de conservação? Porque você conservou muito mais abrindo a exploração para fazer uma pesca esportiva no determinado local, aonde lá eles não vão querer poluir, lá eles não vão querer queimar.

Bonito é o grande exemplo. Os caras querem que queime bonito, os caras querem que bonito, que é aquilo lá direitinho. O cara que era caçador, ele hoje trabalha na pousada. A mulher do caçador, ela tem um mini comércio, alguma coisa assim. Ou seja, você melhorou a economia. Conservação é dinheiro no bolso, conservação é comida na mesa. Você não faz preservação ambiental sem comida na mesa. Simples assim. Então eu gosto muito daquele exemplo que o Richard fala da cabra montesa lá, que custa R$1 milhão para abater uma.

RRRichard Rasmussen

Esse é um caso específico. Eu uso esse caso aqui porque é um exemplo, mas é um exemplo muito importante, porque as pessoas não entendem. Quem não é da área não entende esse tipo de relação, quando um indivíduo pode pagar a conta de toda uma população de uma espécie, tá?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E dito isso, 15:26, inscreve aí, galera. 15:26, domingo agora. Richard por São Paulo e biólogo Henrique por Rio de Janeiro. Deputado é o primeiro a ser votado lá, ó. Escreve aí na live, 15:26.

RRRichard Rasmussen

Então vamos lá pegar uma cabra montanhesa lá nos Estados Unidos, é um animal ameaçado de extinção, e eles colocaram, fizeram um auction lá, um leilão para um lacre, para uma cabra poder ser abatida. Você fala, nossa, um bicho em extinção! Porque colocaram para isso, escolheram um indivíduo que obviamente já não era mais, provavelmente um velho que nem eu, entendeu, que não serve mais para porra nenhuma, e botaram. E esse cara foi o lacre escolhido.

E teve um cara que pagou $1.300.000 para matar essa cabra-da-montanha para pendurar a porra da cabeça na parede. Você vai falar que absurdo, eu vou falar que absurdo, absurdo. O Henrique vai falar que é absurdo. Eu nunca, eu não caço, eu não tenho interesse em caça, não gosto de caçar. Mas a caça esportiva é uma ferramenta de conservação quando no lugar certo e feito do jeito certo, tá? Não é, ah, então não, não é. O cavalo, por exemplo, a caça de javali é uma caça de erradicação.

Nós temos que acabar com ele e não tem outra maneira. Se tivesse outra maneira, que bom, surja, traga uma ideia de uma outra maneira. Eu já tive alguns caras que trouxeram ideias completamente absurdas, Não adianta, a gente tem que pôr o pé no chão. Numa ilha, numa ilha, o cara falou me leva numa ilha, porra, tá louco. Fernando de Noronha leva então, top. Mas enfim, então assim, foi um cara que foi lá e matou 1 milhão e 300. Os caras pegaram, quem fez isso foi o pessoal de conservação, que não tem essa ideologia e nesse amor venceu, entendeu?

E que acha, é o que eu falo, se você não aguenta, escolhe outra profissão, cara. Você não precisa ser biólogo da conservação, mas biologia da conservação hoje envolve escolhas. Aí, administração e management da biodiversidade, gerenciamento de fauna, tem que ser feito isso, ponto. Gerenciamento de fauna não é porque eu gosto ou não gosto, é o que tem que ser feito. E o cara foi lá e pendurou a cabeça, vai vender R$1.300.000, R$1.200.000 foi para conservação da porra da cabra. Então assim, é assim, isso é conservação.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Conservação.

RRRichard Rasmussen

Isso é conservação sem ideologia, isso é conservação sem romantismo, isso é conservação técnica econômica. Você pode gostar ou não gostar, não importa, mas é o que tem que ser feito e é o que tem que ser estimulado. E nós no Brasil não sabemos fazer isso, não fazemos isso e não sabemos fazer. Virou ideológico, virou ideológico, não, por uma série de razões. E isso é uma coisa que nós temos que mudar, nós temos que mudar. E como muda isso?

No Congresso Nacional. Como mudar isso? Com lei. E hoje a gente, infelizmente, eu não queria estar, juro por tudo que é sagrado que eu não queria estar. Eu sou um cara que assim, você vai no meu WhatsApp, tá escrito liberdade é ar, e isso vai me enclausurar, como já tem enclausurado. Eu já tenho pago, tô pagando um preço para isso. Não era o que eu queria, eu não queria ser político. Ele também, quando nós não somos políticos, mas não há outra maneira da gente regular o nosso país a não ser no Congresso Nacional.

E é por isso que a gente foi para lá, porque assim a gente consegue pelo menos participar de discussões e colocar isso em pratos limpos e da maneira correta. Porque hoje dentro do Congresso Nacional a última coisa que se vê é essa coisa de animais. Os cara não estão preocupado com isso, tem tantas outras pautas que os cara estão mais ligado, entendeu? Que ia sair, acaba saindo o quê? É aquela que os caras votam sem saber o que estão votando, entra um monte de projeto de lei que nem sabe o que que tá acontecendo, quem é que tá colocando, entendeu?

Ideológicos. Negócio de agora, o projeto de lei de zoológico, é claramente— eu, por exemplo, acho que todos os zoológicos públicos brasileiros têm que ser terceirizados, tem que se fazer concessão. Nós não temos condições de ter zoológicos públicos brasileiros porque o dinheiro não vai para o bicho, não vai para os recintos, não vai para coisa. Mas quando você vê, nós temos exemplos aqui no Brasil de bons, inclusive aqui em São Paulo, de bons zoológicos que foram feito concessão e funcionam muito bem, sim senhor, muito bem, obrigado.

Então assim, nós temos que trabalhar numa linha diferente. E é por isso que hoje a gente tá com os caras que estão lá no Congresso, são caras que é o cara do cachorrinho, é o cara que quer fazer a turma do amor, que acha que só amor resolve tudo. E aí tem a turma do veganismo, tem a turma do cachorrinho, tem. E essa turma hoje saiu, tá entrando no meio ambiente. Isso se tornou muito perigoso para o meio ambiente, porque daqui 30 anos nós vamos olhar para trás e falar, puta, que merda.

RVRogério Vilela

O cara nem decide, nem pensa com a cabeça, ele pensa é no que ele vai ganhar mais, porque ele depende, porque é voto, é voto, e o que que reverbera na rede social, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Sim, ainda mais quando você tem ONGs milionárias que patrocinam isso, patrocinam com propaganda, etc. Você vê, por exemplo, a minha concorrente lá no Rio de Janeiro a Heloísa Helena, que ganhou inclusive para campanha dela, não é ilegal, tá, mas ela ganhou R$2.800.000 para campanha dela. O projeto de lei que quer fechar os zoológicos e aquários dela tá escrito fechar os zoológicos e aquários e favorecer ONGs. Aí, que ONG? Eu pergunto, que ONG quer um macaco-prego sem uma mão?

Que ONG quer uma arara com asa quebrada? Zoológicos Eles precisam, muitos deles, como Sorocaba, como o de Ribeirão Preto, tratam e devolvem para natureza cerca de 2.000 animais silvestres.

RRRichard Rasmussen

Pode ser melhor? Pode. Precisa de dinheiro para isso, entendeu? E aí é onde entra talvez emendas, aí é onde entra ajudar esses caras, e eventualmente até ajudar esses caras para uma terceirização, para uma concessão. Porque no município que não tem dinheiro para saúde, não tem dinheiro para segurança, Pô, o bicho é o último cara que vai levar alguma coisa, entendeu? E, mas realmente fazer isso é uma coisa que é um compromisso, que isso assim é fazer ter certeza que esse dinheiro chegue no lugar certo.

Isso é um compromisso muito sério, né? Mas você pode, nós não vivemos disso, nem ele nem eu não vivemos de política, não é política, não é, vivemos de outra coisa, vivemos nosso trabalho, a gente trabalha para caralho para coisa fazendo divulgação daquilo que a gente acredita, né, e sendo quem a gente é. Então assim, a gente faz questão, a gente conversou muito, João Henrique, eu, porque é que ter certeza que as coisas terminam no lugar certo, entendeu?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Sim, porque a gente sabe fazer conservação. Eu quero lembrar que o panda, panda vermelho, mico-leão-dourado, se não fosse os zoológicos, Vilela, estavam extintos. Essas ONGs, elas têm interesse em animais grandes. E aí essas ONGs ganham um Pix aqui, o acolá de uma campanha que faz de indústria de cancelamento. Mas os zoológicos não, cara. Os zoológicos, eles precisam de ter recursos para funcionar. Eles podem cobrar entrada, mas tem recurso para funcionar e trabalham salvando espécies realmente. Não é só um animalzinho.

RRRichard Rasmussen

Vilela, se eu te levar você no centro, ninguém tira bicho da natureza para colocar zoológico, tá? Te levar no centro, você vai ver uma girafa que que veio lá da África, foi criada lá, tá? Podia estar no campo de caça na África, porque na África funciona assim, ou podia estar sendo usada para conservação, ou podia estar como agora, o cara manda para cá, cobra pela girafa, e a girafa vem fazer parte de uma coleção que sim tem educação ambiental, mas que faz pesquisa, que faz, que tem forma profissionais.

Quantos veterinários ou tecnistas e biólogos são formados dentro de um zoológico?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Inclusive os que trabalham em ONGs. Voluntariamente, inclusive. Então você tem um projeto de conservação que tá sendo duramente atacado por pessoas que não entendem como funciona o meio ambiente. E no futuro, como é que a gente— por exemplo, Rio de Janeiro tá reintroduzindo arara-canidé, tá reintroduzindo anta porque não tem mais lá. O bico-leão-dourado foi reintroduzido. Se não fosse os zoológicos, esses animais não voltariam para lá.

Essas entidades, elas Essas ONGs, elas não têm interesse em pequenos animais que estão jogados, abarrotados nos centros. Se eu te levar no CETR, que é o centro de triagem do Ibama, você vai ficar horrorizado, você vai sair chorando de lá. A quantidade de animais jogados, amontoados, que existem lá e não tem condição financeira para—

RRRichard Rasmussen

porque nem devia. Lá é um centro de triagem, o animal tem que ir para lá, tem que ir para lá. E nós temos que ter recurso e grana para cuidar desses centros adequadamente, mas o bicho não é para morar lá. E nós não podemos ter aí essa coisa. Nós precisamos fazer uma avaliação técnica para onde vão esses animais antes de falar assim: tem que animal voltar à natureza? Tem. Tem condição de voltar para natureza? Tem. Aí nós podemos, não é simplesmente abrir uma gaiola e soltar o passarinho. Isso aí eu tenho visto desastre sendo acontecido, tá?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Do nosso amigo lá, soltaram tucano lá, o Cuiboma soltou tucano na, tucano, claro, não ia voar.

RRRichard Rasmussen

Caiu de dentro da caixa, não foi voar. Então assim, isso não é feito, não pode ser feito de qualquer jeito e achar bonito, sabe? Isso tem que ser feito questão técnica, um critério técnico. Eu não sou contra soltura. Agora, eu sou a favor da soltura, eu sou a favor de bichos que tem que ir para um manutendor, por exemplo, um macaco-prego que não é, depende, tem gente interessada e tem um macaco lá e faz instalação correta, porra, faz aí o licenciamento e tenha, facilita a vida do cara que quer fazer isso e depois fiscaliza, fica até fácil, que até endereço fixo, entendeu?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Aí quem tem um CPF para fiscalizar, é mais fácil, entendeu?

RRRichard Rasmussen

E criadores comerciais, criadores conservacionistas: ah, mas o comercial não vão mandar porque, ah, porque eu não gosto que o bicho tem que ir para natureza, melhor que morra na natureza do que vá para um—

BHBIÓLOGO HENRIQUE

você saiu da discussão científica para uma discussão ideológica. Isso é o problema, é isso que me revolta. Me revolta tá no país com a maior biodiversidade do mundo e não ter biólogo no Legislativo cara. Me revolta você ter um ministro do meio ambiente não ser alguém da área da biologia. Me revolta ver o IBAMA, por exemplo, fazendo um concurso onde qualquer um pode entrar e o cara trabalha como biólogo lá dentro sem ser biólogo.

Isso me revolta, velho, sabe? Quando eu conversei com o Richard, eu falei, pô, cara, não dá para a gente continuar aceitando isso como as pessoas estão aceitando, de forma ilegal, de forma ideológica e de forma que vai ferrar o meio ambiente. No futuro. Isso vai sacanear o meio ambiente. Se você destruir os zoológicos, tu vai destruir o meio ambiente. Simples assim, cara.

RRRichard Rasmussen

E há regras um pouco melhores, é o que nós queremos. É isso que nós queremos. Nós queremos é— a gente hoje tá, a gente percebe que as coisas estão fixas em coisas pequenas e não que importa de verdade. Hoje, por exemplo, hoje o cara, por exemplo, a gente tem uma, tem uma grande discussão que eu coloco sempre assim, né, porque a gente tem áreas cinzentas que não podem. Isso dá insegurança. Não podemos ter área cinzenta. Você compra um animal, esse animal é seu ou não?

Você tem uma nota fiscal. O que significa isso? Eu compro um cachorro, ele é meu ou não? Você depois vem com essa história de tutor, dono. Eu quero que se foda essa discussão. Eu quero saber o seguinte: eu sou responsável por esse animal? Sou responsável, tá? Eu tenho uma cobra, por exemplo. Por que que eu posso com meu cachorro passear e com uma cobra não? Aí você fala, não, mas a cobra é um animal silvestre. Não, ele deixou de ser silvestre.

Nem sou eu que tô falando, resolução CONAMA de 2018 classificou o que é um animal de estimação, que é um pet, né? Classificou, não fui eu, tá lá, tá lá, artigo 3º, tá lá. O animal silvestre ou exótico é animal de estimação, animal silvestre que é da nossa fauna, ou exótico que vem de fora, adquirido de empreendimento licenciado, tá lá. Então Esse animal deixou de ser um animal. Ele é um animal, ele foi a origem silvestre, como o lobo talvez, o cachorro fosse um dia.

Mas tudo bem, então, nas primeiras gerações. Mas o fato é que ele deixou, ele é, pode ser silvestre, mas ele é doméstico hoje, ele é meu animal de estimação. Posso passear com ele? Não sei, não sei. Posso levar minha cobra para passear no meu pescoço sem sinais de maus-tratos? Posso. Posso comer a minha cobra? Uma vez eu fui ao IBAMA e perguntei isso, foi ao IBAMA Eu perguntei isso, eu falei, sentei uma roda ali de analistas e perguntei: se eu quiser matar minha cobra e comer, eu posso?

Ele falou: mas por que você faria isso? Falei: porque eu sou louco, foda-se, eu quero entender até onde a gente tá. Não, sem requintes de crueldade, ou seja, você pode. Então eu falei: porra, eu posso matar e comer a minha cobra e não posso passear com ela? Não, mas ninguém falou que não pode. Se eu passear aqui no shopping agora, eu vou ser abordado você é abordado por um agente fiscal que vai me interpelar e vai dizer que vai levar meu bicho embora, cara. Então assim, eu não tenho segurança jurídica.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Isso é um problema, não temos segurança jurídica, não temos segurança jurídica para nada.

RRRichard Rasmussen

E nós temos que criar segurança jurídica. Não, isso é o pior, vai na cabeça do agente fiscal. Isso é um problema, porque se a lei tá clara, aí o agente fiscal vai cumprir a lei, qualquer que seja, entendeu? A gente hoje tá flutuando em algumas coisas que a gente não tem respostas muito muito objetivas, o que pode, não pode. Nós temos que formatar isso melhor, temos que formatar. Hoje, por exemplo, quantos biólogos hoje— uma coisa que eu já brigo muito, inclusive junto com o conselho, comigo não, a gente não briga nada, a gente tem o jeito assim, mas assim, eu quero que as coisas funcionem, entendeu?

Então aqui para brigar, estamos para fazer as coisas funcionarem. A gente toma muito isso no visceral porque a gente gosta e ama do que faz, e a gente quer ver as mudanças acontecerem, mas a gente não quer ver a nossa profissão complicada, como pessoas que estão falando coisas que não sabem, velho. É qualquer um agora pode falar, todo mundo é ambientalista, basta gostar de meio ambiente, você pode abrir a boca e falar sobre meio ambiente.

Todo mundo pode falar sem entender porra nenhuma. Eu entendo, você gosta de meio ambiente, só que assim, tem que respeitar o cara que tem mais conhecimento, né? E então eu não sei o que tal, me perdi aqui.

RVRogério Vilela

Eu ia falar de experiências lá fora que a gente pode trazer aqui para dentro, coisas que funcionam lá fora?

RRRichard Rasmussen

Tem coisas boas e tem coisas ruins. E a gente gosta de importar as coisas ruins, mas tem coisas boas. Coisas boas, por exemplo? Coisas boas, e tem que ver se aplica aqui. A gente hoje, coisa boa é gerenciamento de fauna. Isso é uma coisa que lá fora fazem melhor que a gente.

RVRogério Vilela

Gerenciamento de fauna?

RRRichard Rasmussen

Vou dar um exemplo para você. Vou dar um exemplo de uma espécie determinada, mas a gente pode aplicar isso em várias. Por exemplo, qual o valor hoje de uma paca?

RVRogério Vilela

Como assim?

RRRichard Rasmussen

Qual o valor de uma paca?

RVRogério Vilela

Não faço ideia.

RRRichard Rasmussen

Mas se você for na África perguntar qual o valor de uma girafa, eles sabem, eles vão te dar exatamente o valor. Sério? Claro, porque lá isso é valor, isso é valor. Valor é por quê? Porque ele sabe quanto vale uma girafa, sabe quanto vale um rinoceronte, tem um valor, é $30 mil um rinoceronte, tem valor. Quanto vale uma paca? Não se sabe, uma multa. A multa não sei quanto é do Ibama, não sei se é um bicho F3, não é, não é, é de R$500 por indivíduo.

Aí você vê os caras com 20 pacas mortas na internet, porra, desvalorizando a nossa fauna. Aquilo devia ter valor, sabe? Quando você vai nos Estados Unidos e pesca um salmão e paga uma licença para isso, você não, você pode levar 2 peixes para casa, a tua licença te permite isso. Você não pode levar 3, pode levar 2. Ponto. Se você levar 3, o teu vizinho te denuncia. Por quê? Porque tem um valor aquele salmão, aquele salmão tem valor, é um valor.

E esse valor que nos falta aqui no Brasil, um valor real do quanto vale uma onça-pintada. Quanto vale uma onça-pintada? R$5.000 a multa. É isso que vale uma onça-pintada? Puta que pariu, um boi vale mais, cara, do que uma onça-pintada. Então é questão de dar valor de verdade, valor. E isso é um valor que a gente tem que ir para isso, nós quebrar ideologias e tratar isso de uma forma profissional e técnica, cara. E não é eu amo, eu gosto. Todo mundo ama e gosta, mano.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Vou dar um exemplo para você. Qual animal doméstico?

RVRogério Vilela

Discussão do gosto, eu não gosto sempre, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O que eu acho é sempre o que eu acho.

RVRogério Vilela

É o que eu acho, né? Mas eu acho isso, tá?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas é que a pessoa, ela acha com que direito? Que do tipo, tu acha o quê? Tu é da área ambiental? Tu entende? Tu fez um curso de biologia? O cara não sabe. O cara simplesmente, ele, eu acho. E vale o eu acho de acordo com o número de seguidores que ele tem.

RRRichard Rasmussen

Não, mas nós temos hoje, inclusive dentro da biologia, problemas também, cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Pô, claro, você tá criando, você tá criando biólogo para abraçar árvore em vez de ser cientista. Isso é um problema muito sério.

RRRichard Rasmussen

Um biólogo que você tá criando biólogo para defender a conservação, ela não tem, ela tem, ela tem que ser mais fria com relação a isso, sabe? E tem que afastar um pouco dessa coisa desse paixão. Eu amo, é dessa paixão, eu amo Eu amo bicho, todo mundo aqui ama bicho, mas aí a gente começa a entrar em semânticas que são ruins para isso. Isso tem sido uma batalha. Eu tenho atravessado muita coisa nesses últimos anos por pensar um pouco diferente.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Tu quer ver um exemplo? Eu fui barrado de ir para Cuiabá.

RVRogério Vilela

Por quê?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Fui barrado de ir para Cuiabá porque uma ONG de ambientalistas viu o meu comentário falando que gatos— teve uma ONG que pegou gato em Fernando de Noronha, castrou e devolveu.

RVRogério Vilela

Fernando de Noronha, como assim?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então era de lá, são gatos de rua. Só que tem um problema: Fernando de Noronha é uma unidade de conservação enorme e esses felinos acabam devorando aves, se alimentando de aves silvestres.

RRRichard Rasmussen

Então o ideal seria, até porque é uma ONG milionária, lagartos, Gato é um bicho foda, meu.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Deveria pegar esses gatos. Esses gatos não têm culpa de estar ali. Foi exatamente o que eu falei: pega o gato, castra e coloca para adoção. Não, eles pegaram os gatos, castraram e jogaram de volta lá na rua. Ah não, mas foi na área urbana. Não tem área urbana em Fernando de Noronha, velho. Eles fogem tudo quanto é lugar. Inclusive eu tenho artigo científico mostrando que eles devoram aves silvestres e vão continuar devorando, mesmo castrado.

Por 20 anos. Foi exatamente isso, num comentário técnico. Ah, mas você é contra o método SED, que é o método de captura, esterilização e devolução. Isso funciona para meio urbano aqui na cidade, mas não para uma unidade de conservação. Pronto, uma ONG de bentelistinhas do cabelo azul, sovaco cabeludo, decidiu que eu não podia entrar para palestrar em Cuiabá, onde eu sou amado e querido pela maioria das pessoas. Por quê? Porque simplesmente decidiram que não.

São pessoas sem a menor competência técnica. Então a gente tá passando por isso, pela competência técnica. A gente tava falando aqui do, da criação de animais. O Vilela, qual animal doméstico que você conhece que é brasileiro?

RRRichard Rasmussen

Essa é uma boa pergunta.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Gato é brasileiro? Gato é nativo do Brasil?

RVRogério Vilela

Não.

RRRichard Rasmussen

Porco?

RVRogério Vilela

Porco, achei que era, mas não é.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Não é. Cavalo? Boi, nenhum animal doméstico é nativo do Brasil, a não ser o pato, que é o, né, o Cairana moscata, que é o nosso pato. O resto, todos esses animais, todos, cavalo, porco, jumento, camelo, gato, todos são animais exóticos, são animais de fora. Agora eu te pergunto, você, nós aqui que somos da antiga, nós somos placa preta, Todo mundo sabe de alguém ou teve alguém que criou um jabuti em casa, que, pô, não é. E jabuti não é animal doméstico.

RRRichard Rasmussen

É, já errado.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Iguana era um animal, foi o primeiro réptil. Iguana foi o primeiro réptil a ser domesticado.

RRRichard Rasmussen

Não tira asma, viu, pessoal? Não, pelo amor de Deus.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E nós, nossos animais não são. Paca, por que que paca não é animal doméstico, velho? Porque paca não é animal doméstico. O que que já não é um animal corriqueiro na vida do brasileiro? Por que ela não foi considerada animal doméstico?

RRRichard Rasmussen

Os antepassados nossos, é a valorização da nossa fauna. Quando a gente valorizou o pirarucu, pirarucu agora virou até em alguns lugares, virou praga, virou praga. Mas assim, pirarucu tava na lista de extinção até pouco tempo atrás. Então quando eu falo administração de fauna, é isso, usar com inteligência. Eu participei, que acho que 18 anos atrás eu fui, o projeto Esqueci o nome do projeto, mas eram uns pesquisadores que levaram conhecimento científico a uma região lá da Amazônia por conta do pirarucu, né?

Esqueci o nome do projeto, mas enfim, 18 anos atrás foi. Pô, tinha quando contaram a primeira vez os pirarucus na lagoa, que aí quem sabe isso é o cara que é ribeirinho, porque contar um pirarucu, bicho que é um peixe, é foda, isso vai com conta. É conhecimento empírico. Quando o conhecimento empírico, que é o conhecimento local, trabalha com a ciência, cara, a gente promove mudanças incríveis, cara. É um projeto que depois eu visitei, acho que foi, não faz muito tempo atrás, uns 6 anos atrás, esse mesmo projeto lá nessa região tinham 7 pirarucus.

Eles estavam tirando, tiraram R$500 mil de peixe de pirarucu. Por quê? Porque souberam trabalhar da forma correta. Então isso é uma coisa que a gente pode levar para esses anos, a forma como retiraram ele da extinção lá. E exato. E aí o que acontece? O pirarucu saiu da lista de animais em extinção agora, pouco tempo atrás, cara. Isso o quê? É prova de que— por quê? Porque agora tem valor. Você vai, come um pirarucu.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Hoje a gente exporta pirarucu, tem pirarucu no pão de açaí aqui em São Paulo, porque tem criador. Arara-azul saiu da lista de extinção depois que começou a ser criada.

RRRichard Rasmussen

É, não, mas não só. A gente teve também um trabalho de campo muito bom pela Neiva, que fez aliás Darara Jogo, né? Teve um trabalho muito forte também feito, coisa. E teve uma questão também de conscientização. Eu acho que nós mudamos muito, Henrique. A gente tá pensando diferente hoje. Hoje você encontra onça parda dentro de condomínio em Campinas, cara. Quer dizer, o porquê? Porque realmente eu acho que nós estamos caminhando para algo melhor.

Honestamente, eu acho que as pessoas começaram a ter mais consciência, né? Antes matava tudo. Eu acho que assim, ainda tem problemas, tem muito problema, tem, não tô dizendo que não tem, mas eu acho que melhorou já muito e pode melhorar mais ainda. A gente tem, a gente tem situações que quando a ciência vira as costas, isso é péssimo, tá? E o meio ambiente vira as costas para, por exemplo, o queixada no Centro-Oeste brasileiro.

Queixada, podem falar o que quiserem, já tem trabalho agora científico para corroborar isso. O queixada no Centro-Oeste brasileiro, ele aumentou bastante a população do que tinha quando foram os primeiros.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Já vai ter que fazer manejo letal, vai ter que fazer mais manejo.

RRRichard Rasmussen

Isso, manejo parece que é uma coisa ruim, não é, é uma agenda positiva que a gente tem agora, pode trabalhar. O manejo é o quê? Tem demais. Por que tem demais? Porque tem milho para cacete. Os milhos estão hoje, tem um trabalho científico feito lá no Goiás onde chegou-se à conclusão que 67% do tempo dos queixados eles estão dentro da plantação de milho, 14% na cana. 8% nas matas de galeria, que é o ambiente deles. Eles ficam menos na mata de galeria do que ficam, por quê? A curva é matada, porque tem alimentação.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Capivara é outro que você vai ter que fazer manejo letal.

RRRichard Rasmussen

Mas nós temos que organizar isso de uma forma inteligente, entendeu? Como é o manejo de árvores, que é maravilhoso, é uma jardinagem. Por que não? Tá aqui, ó. Isso aqui é carbono que tá o resto da vida guardado aqui dentro. Que agrega valor, que dá emprego para pessoas, que promove. Então todas essas coisas, né, para a gente resumir, esse são coisas que a gente—

BHBIÓLOGO HENRIQUE

eu prefiro, eu prefiro manejo de árvore dentro de uma, dentro da mata, tudo legalizado, tudo recomendado, do que o cara desmatar tudo e plantar eucalipto, que a madeira vai ser usada de qualquer maneira. Então se o cara tem uma área preservada e ele faz o manejo da árvore, ou seja, uma mega árvore que tá antiga que vai ser retirada e outras árvores vão tomar o lugar dela, sequestrando o carbono, aprisionando o carbono em material como móveis, etc., seja feito do que o cara desmatar tudo e plantar.

RRRichard Rasmussen

É, aí são alguns pontos onde eu discordo do— eu acho que uma coisa não invalida a outra. Mas por quê? Porque você— o eucalipto cresce 5 vezes mais rápido que a madeira nativa.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A gente não uma coisa, eu tô falando sobre a perspectiva do cara ficar dando ataque de pelanca. Sim, na verdade, de você não tirar uma árvore, de não fazer um manejo, e não se importa com o desmatamento, por exemplo.

RRRichard Rasmussen

Lembrando que existe o deflorestamento legal e o ilegal. Inclusive, o legal você faz o licenciamento para isso, né? A gente tem que pensar, porque parece que você chega numa escola, faz cortar uma árvore, é ruim, é péssimo. Não, depende. Tem, tem modo de fazer as coisas. E o manejo florestal, ele é uma jardinagem maravilhosa, cara. Eu sou muito fã do manejo. Eu não conhecia, quando fui conhecer uns 15 anos atrás na Amazônia, eu fiquei fã. De lá para cá eu defendo assim veementemente.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É ciência, irmão.

RVRogério Vilela

É, eu só preciso dar uma mijada. Manda uma pergunta enquanto isso aí.

RRRichard Rasmussen

Vai dar uma mijada lá. Você fica tomando esse chá também? Você quer o quê?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Chá de cevada. Enquanto isso, lembra, galera, escreve aí 1526, hein?

RRRichard Rasmussen

Manda umas perguntas para gente aí.

HHomer

A primeira pergunta aqui foi o Leandro, que ele mandou aqui, ó: pergunta da nova praga que é o javali, se existe algum plano para eliminar e não deixar virar um novo rato ou pombo.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Acho que plano não tem nenhum, velho. Plano não tem. É a moda caceta que tá aí, velho. É a moda caceta. Não tem plano.

RRRichard Rasmussen

Olha, para você eliminar o javali é muito caro. Porque, por exemplo, volto a dizer, eu não caço e não tenho prazer em caçar, mas isso não significa que a gente— eu não olhe para essa caça de erradicação como a única solução hoje viável econômica que tem, porque são pessoas que gostam de caçar, que agora tem o javali para caçar, boa sorte, e que estão fazendo um favor para a gente, estão fazendo o próprio, estão fazendo um favor para essa sociedade.

Então não se trata de você gostar da caça ou não gostar da caça, se trata de que nós precisamos eliminar. Quem que vai fazer isso? O Estado vai fazer isso?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Não, não vai.

RRRichard Rasmussen

Então alguém tem que fazer. Esses caras estão fazendo. Ah, mas não estão fazendo direito. Ah, mas eu também já tive muita discussão, falar, pô, não pode matar só o cachaço para pendurar a cabeça na parede, tem que matar todo mundo. Tem caras que estão fazendo muito direitinho, tem caras que estão realmente erradicando. Não tem outra solução economicamente viável que o Estado possa suprir. Se o Estado vier com uma solução, ok, vamos sentar e avaliar.

Agora, hoje é o que nós temos, é o caçador. Ah, eu não gosto, eu acho um absurdo. Adote um javali, leve para sua casa um javali.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A gente teve proposta disso, de criar um santuário para vocês, pelo amor de Deus.

RRRichard Rasmussen

Pessoas perderam a noção e não pode apoiar algo assim, não pode achar bonitinho isso, cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Vamos criar um santuário, botar javali.

RRRichard Rasmussen

Se você fechar ecológicos hoje, nós vamos entubar no rabo esse monte de bicho.

RVRogério Vilela

É, onde vai?

RRRichard Rasmussen

Não tem sentido. Aí eu quero ver os santuários com um monte de macaco prego, pegar dos CETAs e coisa e põe no macaco prego. Vamos fechar os CETAs também, porra, meu. Não faz sentido, gente.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas é por isso que a gente se voluntariou a vir candidato. A gente ficou puto. A gente tava lá na casa do Richard, a gente começou a conversar essa parada aí. Vamos nessa parada, velho, que não dá, não dá. Toda hora, meu irmão, eu e Richard, toda hora a gente conversa.

RRRichard Rasmussen

Nem sei qual é, cara. É isso, nós estamos, sei lá, enfim, nós estamos velhos já. Então assim, é o último tiro, para falar a verdade. Meu é o último tiro, eu já tô velho, cara, tô quase 60 anos, cara, já cansei também. Tô cansado dessa discussão, dessa briga do caralho. Então assim, fazendo sempre a mesma coisa, falando a mesma coisa, brigando com a mesma coisa, nossa, cansativo. Então quem sabe, quem sabe, quem sabe com a caneta na mão a gente possa fazer diferente.

Se não der, eu volto para casinha e sigo minha vida, e boa também, fazer o quê? Você deixa os cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Agora, o que eu fico chateado é do tipo, velho, a gente tá no país com maior biodiversidade do mundo, tem biólogo para caceta por aí, velho. A galera não quer arregaçar as mangas e ir para o Legislativo, porque assim, do tipo, pô, velho, eu já trabalho e vivo bem, você já trabalha que vive bem.

RRRichard Rasmussen

Não precisa disso, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Por que que a galera não arregaçou as mangas e foi? Porque a gente tá vendo aí o que que o pessoal tá fazendo com o meio ambiente, velho, o que que estão fazendo com a nossa profissão, e fica por isso mesmo.

RRRichard Rasmussen

É, hoje o cara, por exemplo, tem uma, vamos dizer, voltando para a questão da COBRA, uma coisa que os biólogos, eu já tentei falar, estamos falando com CRBio, até com o Conselho Federal de Veterinária, educação ambiental na escola. O cara com um bicho licenciado para isso, não feito a culhas, né, feito direitinho. O cara comprou a jiboia dele lá, jiboia dele, aí ele leva para escola fazer educação ambiental. Onde está o problema nisso?

É um bicho que foi criado, é de propriedade dele, desse cara, e ele, e o cara vai, leva para escola fazer educação ambiental. Todo mundo ganha, o biólogo ganha, Porque não tá fácil hoje arrumar emprego para biólogo também. O biólogo ganha uma, tem um veterinário, entendeu, né, que inclusive é o único que pode dar maus-tratos hoje, é um veterinário, né, é a única profissão. Então assim, por que não deixar esses caras trabalharem com regras onde tenham licenciamento para isso?

Que nem você tira uma carteira de motorista, você tira uma licença para poder executar esse trabalho com regras para isso. Qual o problema. Não vejo. E nós estamos, ou seja, para isso precisa do quê? Não precisa só de boa vontade, precisa de alguém que entenda esse problema, vai lá e faça um projeto de lei, negocie com secretarias de Estado, possa fazer isso andar, sabe? É isso, é isso. Essa é a minha missão, eu acho.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Sim, mas aí o que a gente tá falando, precisa de pessoas que entendam sabe o que tá falando. Senão a galera começa a colocar coisas como meio ambiente que não são meio ambiente, cara, que é falso, é falso. Eles não sabem o que falam e fazem leis e todo mundo tem que cumprir as leis.

RVRogério Vilela

A questão das terras indígenas também, cada um tem uma opinião sem saber nada sobre isso.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Por isso que é legal o da aldeia, por isso foi legal ter convocado da aldeia para essa discussão, velho, porque o cara que tá lá, ele tá dentro da aldeia, você pode nisso Ele obviamente ele capitalizou dentro das redes sociais.

RRRichard Rasmussen

Ele já veio aqui, né? Eu trouxe ele, eu trouxe ele. Ele tem o seu papel importante porque ele quebrou algumas— a gente tem essa paradigma, sim, porque nós achamos assim, ah, o indígena, as pessoas falam do indígena, é, o indígena é Iracema, Poti, as pessoas nem conhecem a realidade do indígena, né? Normalmente a realidade indígena é transmitida pela ponta da pirâmide, alguém que tá viajando aí representando os indígenas. A base da pirâmide tá lá tentando sobreviver e não tá fácil não, entendeu?

Então eu ando muito em terra indígena, tenho muitos amigos indígenas em diferentes lugares do Brasil. E assim, indígena hoje não quer mais terra, indígena não quer mais terra, indígena quer dignidade, indígena quer progredir, ele é um ser humano. Ele não é um peixe no aquário.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A galera quer fazer uma espécie de zoológico, né, velho?

RRRichard Rasmussen

Que aquele se comporte exatamente igual no livro da vida, que não vai viver mais, não vive mais aquela vida, gente. Tem que mudar, nós temos que mudar, tem que dar condições para esses caras evoluírem. Então, ah, mas tem indígenas que vivem lá, tudo bem, quem decide são eles. Não, nós queremos viver desse jeito aqui, fechadinho, não sei o quê. Tem todo o direito. É isso que tem que decidir. Ah, eu não quero. Eu vou dizer para você, pelo menos as que tiveram contato, né, conosco, com o mundo civilizado, podemos dizer, a maioria quer progredir.

A maioria quer progredir. E tem alguns que não quer. O Aymiri Atroari, por exemplo, quer ficar lá quietinho no canto deles. Que fique, não tem problema nenhum, tá tudo certo. Agora, por que que eu vou impedir esses caras, né? E aí acham que é o indígena que quer mais terra. Indígena não quer mais terra, não. É que tem outras que querem, são normalmente ONGs que querem ampliar, ou interesses de outras pessoas que têm terras que querem ser expandidas.

E você— e nós já temos um marco temporal, vamos falar a verdade. Nós temos que cuidar bem daquilo que já existe hoje no Brasil. O Brasil hoje é o país que mais preserva no planeta em terras públicas, tá? 30%. O segundo lugar é Austrália, com 19%. Sendo que a Austrália é terra, é deserto. O que que é a terra aborígene que tá sendo protegida lá? Deserto, alto deserto, que é produtiva.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Eles querem, a galera quer usar a terra, e no entanto o Brasil preserva. Tá certo, ok, somos super a favor. Mas na Austrália, que se gaba de preservar, porra, velho, preservar, vai lá viver lá no meio da Taipana interior, pô.

RRRichard Rasmussen

Então assim, nós hoje somos o país que mais preserva, 30% 40% em terra pública, né, e mais 26% dentro de áreas rurais. E aí tem terra devoluta, tudo. Nós temos mais de 60% hoje do Brasil em pé. Nós temos que administrar isso. Outra coisa, turismo, incentivar turismo. Eu sou um cara fã do turismo, turismo ambiental é fantástico, é maravilhoso. Então você sabe que aqui no estado de São Paulo, não sei lá no Rio, no estado de São Paulo tem uma verba específica para poder incentivar o turismo, os municípios que querem trazer uma, trazer características turísticas, tem um dinheiro do Estado de São Paulo e esse dinheiro acaba não indo.

Sabe por quê? Porque os caras não sabem fazer projeto, porque ele não sabe fazer projeto.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então assim, ajudar esses municípios a fazer projetos para se tornar, para melhorar o turismo, você consegue montar uma banca, você consegue montar um sistema de time para ajudar do seu gabinete para ajudar esse tipo de, por exemplo, eu tava em Tupã outro dia, fui dar uma palestra em Tupã. Cara, Tupã é uma cidade maravilhosa em termos ambientais, e assim, a população não se ligou que isso é uma realidade que pode ser explorado.

Não existe esse incentivo do turismo ambiental na cidade. Tupã é uma que assim, a gente com a caneta na mão, fica fácil de você montar um grupo de pessoas, grupo de advogados, etc., para instruir essas prefeituras a adquirir não só o recurso financeiro como uma campanha publicitária mesmo, uma campanha publicitária de, ó, venha para cá, cara, curta esse lugar, esse lugar é limpo, esse lugar tem cachoeira, esse lugar tem onde você pescar, tem onde você se hospedar, tem rede hoteleira.

RRRichard Rasmussen

É isso, na verdade, inclusive deveria ser papel do Estado. O Estado tem um papel no turismo que é o seguinte, ele tem dois papéis. Um é acesso, ou seja, voo, a parte aérea, aeroporto, estrada, etc., etc. E o segundo um lado é ajudar na divulgação do destino, organizar esse destino de forma a divulgar ele. O estado, se o estado só fizer isso, já ajuda para cacete, não atrapalhando, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Já ajuda muito.

RRRichard Rasmussen

Atrapalha muito. Agora tem um outro lado que é o empreendedorismo mesmo, né? Mas você sabe como a Argentina resolveu o problema dela? Porque claro que tem uma disputa. Veja, se eu sou do meio ambiente E eu sou um, tem um cara que é do meio ambiente, tem outro cara do turismo, eles vão bater boca. Por quê? Porque o turismo quer, tá pensando no ser humano e na diversão e na coisa. Exato. E o meio ambiente obviamente tem regras que tem que ser cumpridas e quer restringir o máximo possível.

Um quer todo mundo, outro não quer ninguém. Pô, vai dar merda. Mas o que que a Argentina fez? Que tem um modelo interessante. Argentina colocou embaixo do mesmo ministério, porque a maioria, você vai por exemplo para Cebuta, você vai para Península Valdés, o turismo é bicho. Turismo é bicho, ponto. Então como é que você consegue? Hoje você pode nadar com baleia lá.

RVRogério Vilela

Ah, é?

RRRichard Rasmussen

Pode, licenciado. Tem números, paga caríssimo e tem regras estritas. E tudo bem, mas não é dizer não, é criar as regras. Então assim, o que que o governo argentino fez? Ele pegou turismo, meio ambiente e pôs embaixo da mesma cima do mesmo ministério e disse: agora vocês são obrigados a sair, vamos conversar e sair daqui com soluções. Aí, senão, porque senão um puxa para cá, outro puxa para lá, aí não vai, cara. Quando puxa de cada lado, as coisas não andam.

Então, quando você coloca esses dois na mesma base, obriga esses caras a sair com soluções. E aí vai sair, vai poder mergulhar, vai, vai custar caro, vai poder, tem que ser feito assim, assim, assim, não importa, mas um plano para isso. Pode, você pode hoje nadar lá com o lobo-marinho, legal para caralho, qual o problema? Top. Tem regras, tem regras, põe a regra, põe as operadoras, as operadoras são fiscais, eles querem um boto vermelho lá, o boto rosa é a mesma coisa.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Você viu essa semana que teve lá em Porto de Galinhas o peixe-boi, que todo mundo meteu a mão no peixe-boi, todo mundo meteu a mão E o bicho, claro, se incomoda com isso. Isso é ruim para o animal, mas por sua vez o bicho foi lá no caiaque, teve uma interação. Então, do tipo, a gente não quer que tenha uma interação do cara lá pegando uma coxinha de galinha e dando para uma gaivota, mas em determinados locais específicos, regrado, documentado, onde você tem guia local, onde você tem um turismo planejado, como no caso do peixe-boi, que isso possa ser feito.

Do peixe-boi não, do boto rosa, que isso possa ser feito. E não é, não é inventar roda, velho. Isso não é inventar roda.

RRRichard Rasmussen

E acabar com o turismo ruim que tem, porque tem um turismo lá ruim de bicho encaixotado, não sei o quê, que isso tem que acabar lá. Tem que ter, pode botar pressão. E infelizmente ainda existe, ainda existe. Isso tem que botar pressão lá para acabar com isso e incentivar. E também é bom lá em Manaus, porque eu conheço bem, eu vou todo mês, sou casado com a Manauara, mas tem algumas coisas, eu tenho que, não sou candidato lá, mas tem que mudar algumas coisinhas ali para melhorar, né?

Para melhorar. Acho que tem um flutuante que recebe muito, muito mais gente do que deveria, tem que distribuir mais porque os cara não quer ir nos flutuantes mais longe.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Deixa o plástico, foi um problema lá.

RRRichard Rasmussen

Mas enfim, isso só se faz com leis, só se faz com discussão. A esperança é que uma caneta possa ajudar a resolver as coisas, entendeu? Ela não é uma varinha mágica que resolve tudo, mas ela pelo menos ela te dá um endosso. Pelo menos eu estou no meu lugar de fala, entendeu?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E não tem projetos, velho. A grande verdade é que não tem projetos por aí. Você consegue jogar o projeto, você consegue fazer projetos que melhoram esse tipo de coisa. Como por exemplo, a gente pode, você pode elaborar um projeto aonde os próprios zoológicos particulares cedam veterinários, biólogos, etc., para o tratamento de alguns animais que são oriundos de atropelamento, etc., do próprio município, para que esses animais possam ser repovoados, entende?

Com ação de universidade, etc. Essa galera, elas se falam, mas não se entende, não existe um plano para isso acontecer. Aliás, uma das coisas que a gente sempre briga aqui é a falta de um plano de desenvolvimento nacional, e o plano de desenvolvimento nacional ele tem que estar pautado dentro da área ambiental. Inclusive, a gente tem que ter como primazia um Brasil rasgado por ferrovias e com energia elétrica de qualidade. E quando a gente fala energia elétrica de qualidade, a gente tá falando de uma energia mais limpa.

E a gente tem o know-how para isso, que são as usinas nucleares. E nós temos urânio, pessoal. Não faz sentido a gente ter uma Petrobras e não ter uma Uraniobras, sendo o Brasil detentor da tecnologia de produção de enriquecimento de urânio, sendo a energia nuclear uma das energias mais limpas que você tem, sendo que para você desenvolver o país você precisa dessa energia elétrica, sendo que você precisa de ferrovia para rasgar o Brasil inteiro.

E isso é muito mais ecológico do que o sistema que tem por aí. Só que você precisa de um plano, você precisa de um plano de ação de desenvolvimento, inclusive para exploração de terra rara, inclusive para exploração dessas usinas, e não tem, cara. Qual o plano de 50 anos que o Brasil tem?

RVRogério Vilela

Não existe. E eu não sei como fazer isso de uma forma prática também, mas você vê países como Estados Unidos e China, que são opostos em muitas coisas, ele tem um plano diretor que vem esquerda ou vem direita nos Estados Unidos, o cara mantém. E na China, por motivos óbvios, os caras fazem plano de 30, 40 anos. Exato. Como que a gente faz isso?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

No parlamento é mais fácil.

RVRogério Vilela

Se até um projeto que o cara deve até achar bom vai falar Mas se eu continuar, eu vou dar moral para o meu opositor, eu vou destruir, fazer um fla-flu.

RRRichard Rasmussen

Esse é o problema, ninguém pensa mais no Brasil, ninguém pensa mais no Brasil, pensa é no time.

RVRogério Vilela

Porque isso vai acontecer, cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Um Plano de Desenvolvimento Nacional, ele tem que ser obrigatoriedade. A gente vai ter que juntar a bancada inteira e dizer, olha, temos que ter aqui um plano de desenvolvimento do país, velho. Do jeito que tá não dá. A gente tem que ter um plano para 50 anos. No parlamento, na minha concepção, isso é um pouco mais político, porque lá dentro não importa se direita ou esquerda, vocês vão votar num projeto, o projeto tem que seguir em frente.

No presidencialismo tem esse pequeno detalhe: você faz todo um projeto, entra um outro governo, destrói todo o projeto que você fez, faz um outro, e depois entra um outro. É uma ditadura de 4 em 4 anos, é uma ditadura de 4 em 4 anos. Essa é a verdade.

RVRogério Vilela

Destruir, que eu não entendo. Eu vou destruir simplesmente porque não fui eu que fiz. Dane-se se é bom.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então a gente precisa de um plano agora, um plano de desenvolvimento nacional ele parte da ação ambiental. E para ação ambiental, hoje, na minha concepção, eu vejo energia elétrica e ferrovia como o principal base, como a principal base para isso no Brasil, coisa que a gente não vê. Então cadê, cadê o, cadê a gente juntando com a bancada lá para fazer isso da forma mais ecológica possível e da melhor forma para o país se desenvolver? Que só vai pegar tudo que vem de fora, pô.

RVRogério Vilela

Pois é. Fala, Homer, que que o pessoal quer saber?

HHomer

Tem uma pergunta aqui do Renato Alves. Ele mandou o seguinte: como evitar que uma simplificação das licenças para criação de animais silvestres acabe facilitando o tráfico?

RRRichard Rasmussen

Criar, como é o negócio?

HHomer

Como evitar que uma simplificação das licenças para criação de animais silvestres acabe facilitando o tráfico?

RRRichard Rasmussen

Não, pelo contrário. Acho que é primeiro que não é simplificação, né? A gente não propõe uma simplificação, a gente propõe uma expansão, né? A gente propõe uma expansão, mas não simplificada. Ela tem que ter ritos, como tudo, como todo licenciamento. Agora, não pode ser uma coisa que demore séculos, entendeu? Né? Tem que ter prazo também. O poder público, ele tem que ter prazo, assim como se dá um prazo por exemplo, para que uma iniciativa privada tem que responder certas coisas, o poder público não pode sentar em cima de alguma coisa e fazer de conta que não existe aquilo por anos e não responder.

Tem que ter, e tem na legislação isso, é que ninguém cumpre, mas tem. O cara tem acho que 60 dias e depois quem que vai cobrar? Cobrar do poder público, você não pode fazer nada, você tá na mão do poder público. Então assim, tem que ter ferramentas que possam fazer até os próprios integrantes do poder público como funcionários, porque são servidores, todos são servidores, né? Fazer isso, cumprir a lei, tá ali, 60, tem que responder 60 dias, tem que responder 60 dias, assim como do outro lado tem que responder também.

A gente tem que ter essa ida e volta, senão as coisas não andam, elas estagnam. Então não é simplificação. Eu acho que tem uma confusão, porque há uma percepção de algumas pessoas de que o comércio legal incentiva o ilegal, E o comércio ilegal sempre esteve aqui. Faz anos que a gente— o comércio legal é muito pequeno comparado com o ilegal. O ilegal sempre esteve aqui. O legal, ele veio ajudar, na nossa concepção, a diminuir. E na concepção do CITES, que é uma Comissão Internacional de Endangered Trading, eles recomendam isso para diminuir.

Isso também tem relatórios para vontade para isso, para você, que para diminuir o impacto do comércio ilegal. O comércio ilegal tem que ser combatido e uma das ferramentas é o comércio ilegal e não é a simplificação, né? E para isso tem fiscalização. A gente tem que empoderar mais, dar mais ferramentas à fiscalização para que a fiscalização possa sair e fazer o seu trabalho, poder— hoje tem uma série de questões de DNA que a gente pode fazer.

Hoje nos passeiformes, por exemplo, é tudo com DNA. Ah, tem coisas que é feita errado no passeiforme? E quem tá fazendo errado tem que pagar a conta. Eu não sou, eu acho que tem que ser assim, mas quem tá fazendo certo tem que ser incentivado. Então eu dou um grande exemplo seguinte: o comércio ilegal não incentiva o ilegal. O ilegal sempre existiu. Nós não temos comércio ilegal de ararinha azul da Caatinga, sendo que se despega, certo?

Nunca teve. E pelo jeito já foi recomendado para a gente ter e não queremos dar, não queremos fazer por alguma razão. Não queremos. Ah, porque vidas não se comercializam. Ele tem toda aquela coisa. Não, tem toda a ideologia, ideologia, tá? Ideologia. Se tem alguém que quer comprar, tem que ter alguém para vender. Não importa se você acha que isso é bonito ou não, não cabe a nenhum de nós fazer esse julgamento. Nós temos aqui trabalhar no sentido de tampar o buraco.

Exatamente. Então sempre teve. É porque tem um cara, mesmo não tendo a Sunnopsita, não tenha criador, porque tem um cara na Alemanha que tem 300, outra na Arábia que tem 100 e tal. Ou seja, esses bichos saem do Brasil ilegalmente do tráfico de uma espécie que nunca teve um criador aqui, nunca teve. Então não teve incentivo da legalidade para ilegalidade, ponto. Existiu só ilegalidade. Talvez se esses caras pudessem comprar uma arara dessa legal no Brasil, talvez eles não traficassem, ou o tráfico fosse menor, porque você deu uma opção Claro, para isso.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Não, sem contar o recurso que ficaria aqui, né? O recurso fica porque tudo envolve a recomendação dos sites também é recurso, recurso financeiro. Vou dar um exemplo claro: o acaradisco, que é um peixe. O acaradisco você pode ir lá e pescar o quanto você quiser lá, tu pesca e frita. Se tu bota no aquário, tu vai preso pelo IBAMA. É um detalhe assim bizarro, é muito louco. E aí, cara, esse esse peixe você encontra ele inclusive em cooperativas, óbvio que foi feito, que eles conseguem extrair por extrativismo mesmo, né?

E você encontra para vender no selvagem por cerca de R$25 a R$50 o peixe para colocar no aquário. Se tu quiser fritar lá, é R$10 o quilo. Mas enfim, aí o que acontece? Você teve na Tailândia e na Alemanha, esses peixes foram levados para lá, eles fizeram a mutação dos peixes E o pigeon, que é uma variação desse acaradisco, que é laranjinha, na primeira leva que foi vendido, foi vendido a $10.000 a matriz. Hoje você encontra ele por bem baratinho, né?

Mas o Brasil comprou de volta. O Brasil mandou dinheiro para Alemanha, para Tailândia, de volta, mandou para eles de uma coisa para comprar uma coisa.

RRRichard Rasmussen

Aruanã, uma espécie que acontece isso no Brasil. Arraias, a gente tá sofrendo a mesma coisa, que não faz muito sentido. A gente tem que trabalhar isso de outra forma aqui, tá?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O recurso econômico foi para outro país.

RRRichard Rasmussen

Não é proibindo que a gente vai resolver o problema, não é proibindo. A proibição é uma primeira medida quando a coisa tá indo para o brejo, você faz uma proibição. Mas é que nem colocar uma— quando você tá um corte na perna e você coloca um garrote, sabe? A perna pode ser que de início você não sangre, não morra, mas se você deixar muito tempo ali vai apodrecer a tua perna. Exatamente. Então assim que eu enxergo. Então aí há uma preguiça em legislar, há uma preguiça em estudar para poder viabilizar, né?

Então o não por muito tempo é uma ferramenta da preguiça, de alguém que não tá querendo fazer a coisa acontecer, né? Então, e nós temos que descobrir por quê. Por que que não tá acontecendo? O que falta? Falta dinheiro? Então vamos arrumar dinheiro. Falta o quê? Vontade? Falta o quê? Tem ideologia? Onde, onde está o problema que a coisa não anda para a gente poder ajudar? Estamos aqui para colaborar, para poder fazer uma raia, a gente poder comprar uma raia no Brasil legalizada, um Aranua legalizado, que seja brasileiro, exportar isso lá para fora.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Fritar tu pode à vontade.

RRRichard Rasmussen

Entendeu? Então assim, precisamos entender isso. Aonde, como podemos colaborar para que isso possa acontecer? Então precisa de alguém talvez para cutucar isso e fazer, ajudar a fazer a gente caminhar.

RVRogério Vilela

E é o Caneta Azul.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Volta aqui, Caneta Azul.

RRRichard Rasmussen

Que é a caneta azul.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Quer ver um outro exemplo interessante? Apareceu uma lacraia dentro do seu ralo, tá? Pareceu uma lacraia, tu falou, porra, velho, você assustou com o bicho, fala, caraca, que bicho, chinelada, matou a lacraia. Ok, tá dentro dali, você ficou com pena daquela lá.

RVRogério Vilela

No sítio aparece aranha para caramba, eu mando foto para ele, cobra, eu mando foto para ele se eu preciso me preocupar.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O consultor do Vilela, aí se você Pega essa lacraia e bota no aquário, tu vai preso.

RVRogério Vilela

É, matar pode, colocar não faz sentido, velho. Não faz o menor sentido. Uma dúvida assim, cara, esses animais, por exemplo, no sítio você pode ter qualquer animal? Por exemplo, lá eu posso ter ovelha, eu posso ter cavalo, posso ter essas coisas, precisam de licença?

RRRichard Rasmussen

Não, doméstico não.

RVRogério Vilela

E você pode ter doméstico, tem uma Ah, tem uma lista.

RRRichard Rasmussen

É, só que é uma lista assim, o quê?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Camelo doméstico.

RRRichard Rasmussen

Mas tem uma lista que assim tem que ser melhor organizada e formulada porque tem, ela tem incongruências, né? Mesmo, por exemplo, tem, por exemplo, você vai faisão, por exemplo, vamos falar que é um animal, em algum, por exemplo, faisão comum, tem um fazão, é que tem várias espécies de faisão, né? Mas tem fazão menorzinho, tem uma espécie, eu esqueci o nome, que é uma das mais raras que tem, que é está como doméstico, é raríssima. Agora esqueci o nome dela.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Tá, mas tá fazendo dourado?

RRRichard Rasmussen

Não, vazão dourado ele é exótico, depende do estado que você tá, né? Depende, porque agora licenciamento agora estadual, então cada estado está fazendo. Inclusive é o que nós somos, São Paulo, por exemplo, não sei. Rio de Janeiro já tem uma lei?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O Rio de Janeiro é só se houver, só se houvesse local que pode ser. Cara, que bicho lindo! Isso é um fazão, é esse, ele é doméstico, é doméstico esse.

RRRichard Rasmussen

Que, se não me engano, é prateado. Esse aí não é, esse aqui em São Paulo é exótico. Agora tem um, esqueci o nome daquele faisão caríssimo, que ele tá como doméstico. Tem que rever isso, a gente tem que rever, tem que sentar, tem que rever, não sob os olhos da ciência e não do que eu gosto, não gosto, que eu acho, não acho, mas rever de fato e realmente de fazer as coisas certas, meu. A gente hoje, por exemplo, você tem calopsita, por exemplo.

Calopsita é um animal doméstico, que é aquele psitacizinho pequeno que tem um cucuruto, tá? Aí você tem, como chama aquele africano pequenininho? Agapornis.

RVRogério Vilela

Por que que o agapornis não é?

RRRichard Rasmussen

Não, não, por que que o agapornis não é? Agapornis é vendido em loja de roupa que vende ração.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Periquitinho verde.

RRRichard Rasmussen

O Agapornis não é e o Calopsita é. Qual foi o critério? Quem fez isso? Qual é o critério? Então, que não precisamos sentar à luz da ciência, entender o que é um animal doméstico ou não, né, e trabalhar isso. Olha lá, é isso, Agapornis, entendeu? Que você encontra em qualquer lugar, qualquer loja rural que você for, você vai ter uma porra do Agapornis lá vendendo. E o Calopsita é doméstico? Esse aí não é doméstico? Qual o critério? Onde separou? Onde tá a linha que separou?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E assim, a valorização valorização do animal, que eles são exóticos, tudo exótico, entendeu? A valorização do animal exótico é que me impressiona, porque você tem animais silvestres aqui que poderiam muito bem estar suprindo inclusive essa produção, trazendo recurso para o Brasil. E se ele fugir, cara, ok, beleza.

RRRichard Rasmussen

Ele é uma vizinha nossa brasileira, que inclusive eu voltei lá agora de Minas Gerais, dessa área que estão criando muito peixe ornamental Esqueci o nome também, né? Vamos lembrar. Mas é que cria aqui no oeste, não, no leste de Minas Gerais. Tem várias cidades hoje que cria muito peixe ornamental ali. Eles não plantam mais milho porque a caturrita come, mano. É surreal, cara. Eu falei, ah, não é possível. Ele falou, não, come tudo, cara.

São bandos gigantes de caturrita, mano. Você não pode matar, você não pode capturar, você não pode nada. Então por quê? Porque deixa, porque não. Mas tem que ter, mas tem que ter uma lei para isso. A gente tem que criar um, para nós temos que estudar o caso. E assim, quando, sabe qual o problema? Quando o meio ambiente vira as costas para um problema que é evidente, que às vezes é uma, é uma, a gente tá tão acostumado com o problema negativo que quando tem positivo tem demais.

Isso acontece também, né? A gente não sabe como gerenciar isso. Aí o que acontece? O meio ambiente vira as costas para isso e ignora, fala: isso não tá existindo. Está existindo. Aí você terceiriza o quê? Alguém vai dar uma solução nessa porra. Aí aparecem não sei quantas caturritas envenenadas. Porra, não é do interesse do meio ambiente isso. Então nós temos que trabalhar em conjunto com o cara que é o produtor, conjunto com quem tá sofrendo esse problema.

Onde está? Está de fato uma superpopulação, porra, eu não precisa nem estudar. Eu vi lá um negócio que eu já, que eu jamais vi assim. Era um grupo gigante de caturrita voando. O cara não planta mais milho. Se ele plantar, a caturrita morre, come tudo, cara. Não faz sentido. Então nós temos que estudar esse caso aí. Quem é o responsável? Que agora o licenciamento é do Estado.

RVRogério Vilela

Então não funciona hoje em dia, tem um problema desse.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É moda caralho, não funciona, não funciona.

RVRogério Vilela

Montar um grupo para discutir, vamos fazer tal coisa.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então o problema todo que dentro, quando você começa a discutir nos conselhos, infelizmente o IBAMA, por exemplo, tá completamente contaminado com interesse de ONG e contaminado com interesse de pessoas que não sabem nada do meio ambiente. Então essas pessoas vão lá opinar, vão votar, vão se compor. Sim, é mais ou menos isso. Você, por exemplo, tem, vai chegar um momento que você vai ter que discutir o manejo das capivaras na cidade.

RRRichard Rasmussen

No Centro-Oeste, que são coisas que é, quando a gente fala em manejo, a gente não, a gente tá falando em ajudar a conservação daquela espécie, não tá falando em acabar com espécie, ao contrário, a gente tá aí trabalhar, que é o que acontece. Como eu falei, a gente não sabe o valor, quanto vale uma capivara, a gente não sabe, quanto vale um queixada, a gente não sabe, quanto vale uma girafa, isso se sabe, quanto vale um alce, você sabe, lá nos Estados Unidos isso tem, é esse o valor do animal.

RVRogério Vilela

Que esse negócio de temporada de caça. A gente não tá acostumado com isso, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Estados Unidos, se eles não fizerem o manejo, os bichos tomam.

RVRogério Vilela

É, se não for de regra, é uma época muito complicada.

RRRichard Rasmussen

Mas eu acho que a gente não tá preparado, a gente ainda não tem nessa necessidade. Caça não, caça o javali, extermínio. Mas eu acho que manejo, manejo do cavaleiro, do javali, outra coisa.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

É outra coisa porque é um bicho exótico, é um animal exótico, é uma praga.

RRRichard Rasmussen

Se alguém tiver uma sugestão melhor como fazer com javali, minha vida.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E não é só javali, tu tem o lebrão, você tem o lebrão, você tem o axis.

RRRichard Rasmussen

Nesse, o axis vai ser mais problema porque ele é pintadinho, bonitinho. Aí essa galera da fofofauna vai impedir que você abata alguma coisa aqui sem querer.

RVRogério Vilela

Não, não, é só para fone de ouvido.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O axis é um cervo bonito para caraca, cara.

RVRogério Vilela

Deixa eu ver como que é.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ele é lindo, velho, é o Bambi.

RRRichard Rasmussen

Ele é lindo, pintadinho, ele é pintadinho de branco e é um exógeno também, entendeu?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Que vai ser uma praga, que é uma praga agrícola, né?

RRRichard Rasmussen

Agora vamos sair de um campo desses bichos aqui para falar uma coisa que também a gente quer trabalhar, que é o quê? Cachorro e gato. Eu te faço uma pergunta: você conhece a cidade de Ourinhos? Já foi alguma vez?

RVRogério Vilela

Já, claro.

RRRichard Rasmussen

Não sei se você vai lembrar isso. Você viu algum cachorro? Faz pouco tempo?

RVRogério Vilela

Não, não, faz um tempinho.

RRRichard Rasmussen

Hoje, se você for para Ourinhos, quero convidar vocês para irem para Ourinhos e achar cachorros de rua em Ouriço.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O que que eles fizeram lá?

RRRichard Rasmussen

Profissionalizaram, profissionalizaram os abrigos.

RVRogério Vilela

Como?

RRRichard Rasmussen

Porque isso é uma coisa que eu bato muito também. Porque veja, gente, eu sei que as pessoas coitadas são às vezes coitadas, não quero dizer coitada, mas assim, pega uma senhorinha que já não tem mais marido, que luta para manter aqueles cachorros, ela não tem recurso. Eu entendo tudo isso. Caso, às vezes não tem mais os filhos, e ela, os cachorros são a vida dela, não sei o quê. Mas bem-estar não tem a ver com o lado em que você se encontra do peito, tem a ver com bem-estar.

Cachorro, ele ser adotado ou comprado, não importa. Seu bem-estar é bem-estar, certo? Vamos partir dessa premissa: bem-estar é bem-estar. O cachorro sabe. Você tem cachorro? Adotado ou comprado?

RVRogério Vilela

Comprado.

RRRichard Rasmussen

Se você perguntar para ele, sim, mas sim, você perguntar para ele se ele foi adotado, comprado, ele vai te responder? Eu já perguntei, ele não respondeu.

RVRogério Vilela

Respondeu, mas eu não entendi. Tá, ele fez um barulho lá.

RRRichard Rasmussen

Então assim, o que que, o que que, qual o modelo? Por exemplo, em Ourinhos, tudo bem, perfeito. Você tem esse direito, espero que você tenha comprado de um bom canil que leve a genética em consideração. Tem que fechar um monte de canil, um monte de caras que estão vendendo você. E a culpa é nossa que compra cachorro nesses OLX da vida, tá? Isso tem que acabar. Esses criador meia-boca que não tem veterinário, não tem espaço, não tem qualidade de vida, eles têm que fechar.

Só que ao fechar esses com este critério, 90%— isso é um número hipotético, não sei se é 90%— grande parte dos abrigos que também hoje cuidam, mas não vendem, tem que fechar também, porque se o critério for o bem-estar, os cara bota 400 gatos numa casa, velho, com os protozoários causando problema. Então não é mal, o cara não faz por mal, não faz por mal, mas não importa, cara, entende? Então assim, nós temos que regulamentar isso.

Então Ourinhos é uma cidade boa para tomar como exemplo. Eles têm lá um canil que hoje é terceirizado municipal, tem verba para isso, a verba vai direto para esse canil, canil administra esses 600 cães que eles têm lá dentro. E eles ainda— e aí fizeram o quê? Eles acabaram com os abrigos que tem em volta, mantiveram. Então vocês têm um abrigo que parece ter mais estrutura e tem condições técnicas, porque o abrigo pode continuar.

HHomer

Não tô—

RRRichard Rasmussen

eu não sou contra ONG boa, ONG— não tô parecendo assim, o Richard é contra as ONGs. Não, tem ONG que funciona muito bem, cara. As ONGs que funcionarem bem, a gente vai ajudar, não precisa ter problema, não precisa se preocupar. Então assim, a gente canalizar lá, por exemplo, em Ourinhos, O dinheiro que vai para resolver esse canil municipal, que é terceirizado com profissionais, o cara que lidera lá é um adestrador, é outra coisa, companheiro, é tá em outro nível, né?

Também eles destinam uma verba para um canil que sai da própria verba do canil municipal, que já tem a verba para cuidar, para uma outra ONG que fica ali perto, que eu fui visitar, que é um abrigo, e que só que cuida de forma técnica dos cães, de forma organizada, tem recurso. Então assim, eu acho que é isso, entendeu? A gente tem que começar, e inclusive o STF agora parece que deu obrigação, vai ser maravilhoso, municípios de ter que cuidar dos seus cães.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Maravilhoso, vai começar a parar de se eleger esse candidato da fofofauna, esse delegado que de vez em quando desvia aí R$200 milhões em emenda para castrar cachorro fantasma, que enfia o pé na porta do canil e o canil não tem nada de errado, mas eles vão lá, enfia o pé na porta, diz que é maus-tratos. É bom, tomara que aconteça logo isso aí, que aí o município é obrigado a cuidar e não vai ter mais esses candidatos aí da fofofona atacando zoológico, etc.

RRRichard Rasmussen

Então isso é um outro campo que a gente tem que começar a trabalhar. Cachorro e gato é algo que tem que trabalhar e trabalhar de uma forma séria, né? Se a gente hoje tiver um cadastro, por exemplo, hoje você tem um, sei lá, o Sisfauna, por exemplo, você tem um controle. Aí eu comprei uma arara, por exemplo, eu comprei uma arara que eu comprei de uma loja que veio de um criadouro, e que lá, se for necessário, através do sistema, vocês falam, dá para ter todo o rastro de onde, todo esse caminho, inclusive análise genética.

Na minha opinião, isso tem que ter nos cães e gatos também. Nenhum, todo cachorro e gato tem que ser, tem que ter um microchip, a gente tem que saber onde está. Ah, eu levei, isso vai levar um tempo para, para, vai levar um tempo, mas a gente tem que dar o primeiro degrau. Eu levei meu cachorro para o veterinário, tem uma lei, todo cachorro tem que ter.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Não tem, verdade, não tem cachorro de rua.

RVRogério Vilela

O que que eles fizeram?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então eles fizeram algo parecido, começaram a organizar.

RRRichard Rasmussen

Em algum momento teve, aí, claro, e é um momento, e aí é o momento de dar o primeiro passo. Você tem que organizar esse plantel que você tem, saber quem é esse plantel, aonde ele está, onde ele vive, e aí você começar a organizar.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A criação ela não pode ser a moda caceta.

RRRichard Rasmussen

Inclusive, eu sou contra um cara ter um cachorro, um macho, uma fêmea, e falar reproduzir. Eu acho que tem que ter o mesmo critério. Por exemplo, eu, por exemplo, eu tenho lá uma arara macho, uma arara fêmea, eu não posso reproduzir. E tá certo, eu não tenho que reproduzir mesmo, não tenho. Eu não sou criador. Eu quero reproduzir, eu que licencio um criador comercial, mas eu não posso reproduzir esses bichos, eles são da minha propriedade, não posso. Eu sou o cara final, eu não posso. Tem que ter, já é assim, tá certo.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Doméstico que não pode ser para doméstico, tem que ser para doméstico também.

RRRichard Rasmussen

É o que eu acho, tem que ser essa. A gente tem que fazer o quê? Tem que organizar, organizar a coisa, isso, e não dificultar. É gato que é simplesmente questão de sistema e controle.

RVRogério Vilela

Há uns, sei lá, 2 anos atrás tem uma gata que teve filhote aqui, sei lá, um monte de filhote, e aqui dentro de casa, né? Tipo, de rua, achou tua casa, adotou tua casa, e aí pegamos uma para gente, aí distribui tudo, né? Aquele, e como Como resolveria esse problema, por exemplo, desses gatos de rua também?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Então, da mesma maneira que os cães, com esses abrigos, mas abrigos que tenham—

RRRichard Rasmussen

Veja, hoje a gente consegue fazer parceria público-privada, né, com um pouco de vontade. Meu amigo, a gente tem tanto dinheiro na Lei Rouanet para prestigiar artista milionário, cara, meu amigo. Aí é só a gente colocar o dinheiro certo no lugar certo. Vamos falar a verdade, tá faltando dinheiro para meio ambiente. Por que que tem dinheiro para artista milionário e não tem dinheiro para meio ambiente?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Para, para aquilo, pô, não tem para ONG séria, inclusive, que trabalha. Você tem que terceirizar esse serviço. Os municípios vão ter que dar jeito nesse serviço. Só que tem um detalhe: hoje existe um lucro enorme dessa galera da fofofola, que é a galera do cancelamento, que a galera anti-zoológico, que a galera que tá lucrando para caramba aí com castração fantasma, de, sabe, de ONG fantasma recebendo muito dinheiro. E E elas atrapalham para caramba.

Aí vem com esse papinho de não compra DOT, sendo que os criadores são fundamentais, cara. Você, as raças de cães, elas também são fundamentais. Se você tá sendo atacado por um sequestrador, tu não quer um belga malinois para te salvar? Se tu tá perdido na floresta, tu não quer um cachorro sabujo para te salvar? Se tu é um cego, tu não quer um cão labrador para guia de cego?

RRRichard Rasmussen

E foda-se, você quer ter um bulldog francês na sua casa porque você gosta da raça, esse seu direito, contanto que seja de um cão de uma, de um, de um estabelecimento que tenha todas as regras atendidas, veterinários responsáveis.

RVRogério Vilela

Você não viu?

RRRichard Rasmussen

Até fala, os caras, ele é peludo?

RVRogério Vilela

Não, não, não, esse aqui não é o meu. Tô falando da onde que eu peguei a Wolverine aqui, cara.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Se você viu o Richard, ele tem um bulldog lá que parece um gnomo, velho. Eu tomei o maior susto com aquela porra. Quando eu acordei, ela O bicho fiquei assustado, velho.

RVRogério Vilela

De grande é um inglês.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A cara dele parece uma pessoa, mas parece um Dede Rock.

RRRichard Rasmussen

Ele é um, porque ele é peludo, velho.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ele olhando para minha cara com olho verde assim, eu tomei um susto, parece uma pessoa, velho.

RRRichard Rasmussen

Ele olha, o Robert falou, seu cachorro é um bulldog também, ó.

HHomer

Eu sou bem similar, né?

RVRogério Vilela

Um labrador, talvez.

HHomer

As bochechas são iguais, cara.

RVRogério Vilela

Manda aí, homem.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Eu tomei um susto com aquele cachorro. É, parece um gnomo.

RRRichard Rasmussen

É que ele olha mesmo, a gente é, parece um gnomo.

HHomer

Tem duas perguntas aqui, são similares, eu vou juntar elas em uma só, né? Primeira do André Ribeiro, ele perguntou como diferenciar uma ONG que realmente trabalha pela conservação de uma que usa a pauta ambiental para captar recursos. E a próxima é do Lucas Ferraz, ele perguntou que tipo de fiscalização deveria existir sobre o dinheiro estrangeiro destinado a ONGs que atuam na Amazônia.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ah, meu irmão, cara, olha só, meu irmão, a verdade é que existe sim um projeto de muitas ONGs, inclusive as norueguesas, que estão aí para evitar o Brasil, por exemplo, de produzir a sua própria, o seu próprio fundo. Que a Noruega, ela tem um fundo que veio do petróleo, ela pegou parte desse fundo, parte desse dinheiro, criou um fundo, e esse fundo é trilionário. Ela empresta esse dinheiro para vários países, recebe em termos de lucro e usa esse fundo trilionário.

O Brasil, por exemplo, chegou no momento aonde a gente poderia estar explorando a Bacia Equatorial, e ao invés de estar explorando a Bacia Equatorial, a gente tava discutindo, porque fomos influenciados e financiados com campanhas por essas ONGs para a gente ficar brigando. Olha, não, não vamos explorar a foz do Rio Amazonas. Não é na foz, é na Bacia Equatorial, é 500 km de distância. Se fosse assim, a gente não podia explorar perto de Abrolhos ou Alcatraz, mas lá de repente você não pode. E a Guiana estoporando, crescendo 53%.

RVRogério Vilela

Daqui a pouco tá até pegando do nosso lado aí.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Aí, ao invés da gente estar aqui brigando para, do tipo, olha, vamos pegar parte desse recurso, fazer o nosso fundo que vai ser maior que o fundo da Noruega, e desse lucro do fundo, do lucro, retirar parte para saúde, educação, segurança, reflorestamento da Amazônia, Mata Atlântica e transição energética. A gente tá aí com um monte de ambientalistinha que nunca se especializou em nada. É 30 anos como político, nunca só fala que nunca tiveram formação nenhuma.

Não, vamos explorar com a bandeirinha e as ONGs por trás. Então essas ONGs, sim, elas estão o tempo inteiro na política colocando muitos dos deputados que estão aí. Só para você ter uma ideia, o que é de se estranhar muito é que o IBAMA não impediu a inspeção para Total, que é uma empresa francesa. Só que de repente, quando a Petrobras decidiu que, olha, vamos ver que tem lá. O Ibama negou, negou. Aí tu fala, pô, pera aí, para empresa francesa não teve problema nenhum, para empresa brasileira negou.

E na segunda vez, agora depois de tanto, né, vai lá e de repente, olha, vocês podem fazer inspeção, mas não pode explorar. Uma coisa que melhoraria, porque veja, o meio ambiente ele é uma questão de mitigação, você tem que perder de um lado e ganhar do outro. Você quer fazer a transição energética, você precisa dinheiro. Não existe, não existe como você preservar sem comida na mesa, almoço grátis. Como é que você vai transicionar sem a grana?

Ah, o petróleo, energia do passado, do passado, a guerra tá rolando aí até hoje, ó, e a gente com crise no petróleo. Ou seja, você precisa do petróleo para poder explorar e melhorar. Agora, por que essa ideia? Porque essa ideologia de que não, o Brasil não pode, e você vê um monte dessas ONGs, inclusive entranhadas dentro do IBAMA. O próprio programa dos CETAs do IBAMA, hoje você tem um acordo de caiu-cuida-buna, que é o UAP, uma ONG ativista para coordenar CETAs.

Com que interesse? Com que interesse, por exemplo, o IBAMA coloca dinheiro de multa dentro de ONG para cuidar de animal se os CETAs do IBAMA, como pessoas competentes, muito competentes, estão lá virando açougue. Que sentido é esse? Com que, por que que a Marina é Ministra do Meio Ambiente se ela não tem senador, não tem nada, ou foi Ministro do Meio Ambiente? Com que força ela conseguiu chegar a ser? Tu entende que existe uma força por trás internacional nessa situação toda? Sim, ONGs internacionais estão aí. Isso não é uma mentira.

RRRichard Rasmussen

Olha, eu sempre Eu acreditei que a nossa soberania, vivem dizendo a nossa soberania tá sendo minada.

RVRogério Vilela

Essa palavra tá sendo muito usada.

RRRichard Rasmussen

Nossa soberania tá sendo faz tempo minada através de interesses lá de fora, na minha opinião.

RVRogério Vilela

Também acho.

RRRichard Rasmussen

E o que eu tenho visto.

RVRogério Vilela

E tudo pelo soft power, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Inclusive o ataque ao agronegócio é soft power.

RVRogério Vilela

Porque a galera acha que a gente é dominado só por tanque e exército. Não, é pelo soft power, notícia, Rede social, é cultural, filmes e não sei o quê. Daqui a pouco os cara tão indo na Amazônia porque não sabe cuidar e não deixa de cuidar.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Mas não quiseram internacionalizar Amazônia o tempo inteiro, toda hora vem alguém com uma ideia dessa.

RVRogério Vilela

Daqui a pouco com água, com a falta de água, vão dizer aí, ah, tem a maior bacia, não é de vocês mais, é do mundo, entendeu?

RRRichard Rasmussen

É exatamente.

RVRogério Vilela

Fala, Homer.

HHomer

Tem a pergunta aqui do Thiago Siqueira, ele perguntou por que o Estado de São Paulo, como uma das maiores grandes reservas de Mata Atlântica da região Sudoeste, com verdadeiro paraíso, não tem um ecoturismo tão representativo como Norte e o Nordeste brasileiro.

RVRogério Vilela

Acho que nem o Norte, Nordeste tem um turismo representativo quando você compara com qualquer outro país. Espanha, França, que são minúsculos, o cara bate o Brasil, mas de longe. Eu acho que tava vendo só a cidade de Nova York, se eu não me engano, tem mais turismo que talvez o Brasil.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

O que eu, na minha concepção, é algo absurdo. Eu sou carioca, velho. Carioca, carioca no Rio, você tem Paraty, que é uma beleza natural, você tem a serra, que é uma beleza natural, Pedro, você tem Arraial do Cabo Busso, que é outra beleza completamente diferente, você tem o centro do Rio, Ipanema, Ibope, que é outra beleza. E no entanto, a França, tu vai lá ver o quê? Torre Eiffel, um monte de ferro, aquela merda. Tudo bem que tem o Louvre, ok, tu tem toda uma história da humanidade, beleza, mas velho, cara, de beleza natural, o que O que que tá faltando pra gente investir, pra gente investir pesado nesse turismo?

RRRichard Rasmussen

É claro, posso falar o que tá faltando? Uma primeira coisa, não, uma primeira coisa nós temos que fazer honestamente: saneamento básico.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Saneamento básico, meu, a gente tá cagando.

RRRichard Rasmussen

A baleia voltou pra São Sebastião, a gente tá cagando em cima da baleia agora. Não, fala a verdade, nós estamos cagando em cima da baleia, porra. Que passeio é esse? O Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara, é uma questão de merda e nós precisamos um plano para um no nosso litoral. Isso precisa ser feito aqui em São Paulo, pelo amor de Deus. Precisa ter verba, dinheiro para fazer saneamento básico. Não dá para esperar mais 20 anos não, cara. Não tem condição, cara. Tem que empurrar esse carrinho.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Duas coisas são importantíssimas. Eu não tenho condição de andar no Rio de Janeiro com medo o tempo inteiro de dois caras em cima da moto. A gente tem uma sorte danada no Brasil. Se você vai para a mata, você não tem um leão para atacar você. Você não tem um crocodilo. No máximo tu tem uma onça, mas assim, um ataque raríssimo. Você tem uma serpente peçonhenta ou outra, mas se tu comparar com a Índia, velho, nossa, serpente são minhoquinhas.

Porém você tem uma insegurança, uma insegurança de duas caras em cima do amor, de assalto, etc., e saneamento básico. O Rio de Janeiro, por exemplo, você tem a Baía de Guanabara, que a maior parte do esgoto lá é esgoto natura, é esgoto doméstico que tá sendo jogado lá, não é nenhum esgoto industrial. Agora eu te pergunto, quantos bilhões Quantos bilhões o Rio de Janeiro traria se ela, se a Baía de Guanabara fosse despoluída, velho?

É bizarro, é dinheiro no bolso do carioca. Por isso, 15/26 para deputado federal. Pô, a gente tem que ter projeto para isso, velho. Eu não posso ficar andando em cima do esgoto, não posso em cada enchente chover jogar esgoto para cima em São Paulo, no Rio, em todo lugar do país assim, cara.

RVRogério Vilela

O Romer manda aqui, foi, senhores. Que mais? Algum assunto pendente aí?

RRRichard Rasmussen

Achando um pouco de tudo, falamos tudo e falamos nada, mas tá aqui. Pare, pare, olhe e escute, cara. Eu vou ser franco que até agora tava sendo? Não, vou ser franco nisso que eu vou falar aqui. É esse filho da puta, só porque é amigo. É, não, tô sendo franco com relação a essa ida, cara. Até agora não caiu muita ficha. Eu não sei o que vai acontecer, né? Dia 4 tá aí, né? Não sei o que vai acontecer, mas eu tenho medo, para falar a verdade.

RVRogério Vilela

Do quê?

RRRichard Rasmussen

Porque é um ambiente completamente estranho àquele que eu como na verdade vivi minha vida inteira, cara, entendeu?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

A gente tem que estar lá dentro para saber, Richard. Primeiro a gente tem que entrar, depois a gente, depois a gente sabe o que que eu acho interessante. Nosso, nosso, nós dois, diferente da galera da política, que primeiro nós não somos políticos, a gente não é da política, a gente é de fora da política, não temos rabo preso com ninguém. Segundo, a gente não precisa da bancada, daquela bancada da plenária lá, aonde as pessoas ficam se engalfinhando lá com posições ideológicas partidárias.

Eu e você, nós dois, não precisamos disso. A gente tem a nossa rede social que é independente, a gente consegue falar com o nosso, com os nossos seguidores fora de lá, fora da plenária. Eu não preciso, sei lá, me fantasiar, criticar um outro, ficar debatendo E o terceiro, a gente consegue entrar dentro da universidade e dentro do quartel. Nós dois somos os únicos que conseguimos fazer isso. A gente vai, a gente vai na ciência, a gente vai no militar, a gente vai na população, a gente vai em todos os lugares, e é bem quisto por todo mundo.

A gente não tá isolado numa bolha como tão isolados os outros que estão lá dentro de uma bolha ideológica. A gente não tá capaz da gente chegar lá, botar um story, botar a Erika Hilton junto com o Nicolas junto aí, aparece aí, ó, e vai dialogar. Nós vamos dialogar com todo mundo, nós vamos dialogar com todo mundo.

RRRichard Rasmussen

É a arte dessa, da negociação. Não tem como, não tem como você falar, não tem como chegar lá e também botar, vai botar o quê para quebrar? Não adianta, a gente tem que saber que é um cedendo o que você ganha, você vai ter que— mas o importante é assim, nosso caminho é o meio ambiente, é trabalhar a questão de meio ambiente, é isso onde nossa praia é.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E é para todo mundo, independente do teu espectro político. Se tu é gay, se tu é hétero, se tu é branco, se tu é negro, se tu é LGBT, se tu é de esquerda, se tu é de direita, não importa.

RRRichard Rasmussen

Nós vamos ter que sentar e falar, porque meio ambiente é para todo mundo, cara.

RVRogério Vilela

É isso, é isso, o Romer.

HHomer

É isso aí.

RVRogério Vilela

Dito isso, então agradecer nossos parceiros aqui que estão com a gente sempre propiciando bons episódios, que é o G4, que vai ter o G4 Valley com link na descrição, QR code na tela. Estarei lá entrevistando uma galera também. Que mais?

HHomer

Também temos o Airbnb patrocinando o episódio de hoje, né?

RVRogério Vilela

Exato, que você tem que ficar esperto com os feriadões do dia 12. Aí tem dia 12, que é uma segunda-feira, eu não estarei aqui. Opa, não vou trabalhar, não me Não insista.

HHomer

Opa, pode deixar.

RVRogério Vilela

E o que mais que você tem que falar?

HHomer

Bom, agradecer demais para você que chegou no final desse papo. Se você ainda não deixou o seu like, então tá panguando. Então já deixa aí seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilha essa live informativa aí com todas as suas patotinhas.

RVRogério Vilela

Antes de você dar a palavra, opa, recados finais então, redes sociais e tudo mais.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Cara, eu quero lembrar o seguinte, é uma campanha muito difícil. É deputado no meu caso, Rio de Janeiro. Então você que é de qualquer município do estado do Rio de Janeiro, Tanguá, Caxias, Paracambi, Nilópolis, Nova Iguaçu, Mesquita, da onde for, de qualquer cidade do estado do Rio de Janeiro, você pode votar em mim. E é 15/26.

RRRichard Rasmussen

19 a 23, você vai fazer o quê de outubro?

RVRogério Vilela

Ah, tem que ver, deixa eu ver aqui. Vai falando aí que Araguaia, não, Araguaia, tô sabendo.

RRRichard Rasmussen

Não, Araguaia, tá, 19 a 23 de outubro. Agora vai, agora já é, agora vai, agora vai. Você acha que consegue dar um, cara?

RVRogério Vilela

Vou ver aqui.

RRRichard Rasmussen

Eu acho que vai todo mundo, vai, vai gente para caralho. Celso, ah, o Celso não, porque ele quer, ele tá nos Estados Unidos, mas eu não consegui adaptar. Ele falou comigo, mas eu não, eu não consigo. A gente, por causa que tem que ajeitar 10 mil datas diferentes. O Julião vai, Bistecone vai.

RVRogério Vilela

De quando?

RRRichard Rasmussen

19 a 23.

RVRogério Vilela

19 a 23, acho que dá, hein, cara. Acho que eu vou, vou sim.

RRRichard Rasmussen

Vai?

RVRogério Vilela

É que, putz, tem a eleição.

RRRichard Rasmussen

Não, depois da eleição.

RVRogério Vilela

Não, é, você tá falando de outubro ou novembro?

RRRichard Rasmussen

Outubro.

RVRogério Vilela

Então tem o segundo turno.

RRRichard Rasmussen

Não vai ter.

RVRogério Vilela

Tá bom, tá bom. Mas eu, a princípio, eu tô dentro, tô dentro, tô dentro. Isso é só Se os candidatos resolverem marcar data nesse, porque tem dois, né? Mas segundo ele, não sei quem, mas fala que não vai ter. Passou seu recado já?

RRRichard Rasmussen

Meu recado é: seja feliz e vamos embora, né?

RVRogério Vilela

Tô precisando viajar com você.

RRRichard Rasmussen

É, eu quero te levar. Não, preciso te levar.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Fechou. Teve um cara que pegou a perna agora no Araguaia, tu viu?

RVRogério Vilela

Sério?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Com jacaré-açu.

RRRichard Rasmussen

Ah, tá.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Eu vi, meu irmão. Estoporou a perna do cara, velho.

RVRogério Vilela

Mas o que que aconteceu?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Ele tá provavelmente, ele tava pescando porque Ele, o jacaré-açu, pode comer pessoas, tá? Mas não é uma coisa rotineira do tipo ele te caçar. Eu acredito que ele tava pescando, deve ter pisado próximo ao jacaré-açu, tomou uma mordida, ele rodou.

RVRogério Vilela

Ele morde para comer ou para afastar?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Existem casos de jacaré-açu que devoraram pessoas, mas na maioria das vezes é para afastar. E ele roda É o giro da morte. Você tá falando de um jacaré que é do tamanho do crocodilo marinho, velho.

RRRichard Rasmussen

Nossa, o bicho é gigante, barulho. Aí ele quando gira, ele arranca, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Tem uma bióloga que ele arrancou a perna, velho, do IMPA.

RRRichard Rasmussen

Ele arrancou, a sorte, por sorte foi isso, que ela arrancou e girou.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Porque por sorte ela afundou, ele afundou com ela. Ah, senão, se ele não arrancava lá, meu irmão, ele arrancou a perna dela e ela nadou. De volta, de volta, que estrangulou. Então não teve a hemorragia, cara. Depois, como não teve hemorragia?

RRRichard Rasmussen

Porque quando virou, as artérias todas trancaram. Foi a sorte que foi justamente. Mas imagina ela sair com a perna a menos da água e procurar ajuda com a perna a menos.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

E o detalhe, tu vê vídeo dela direto com jacaré, depois ela com a perna mecânica, e ainda trabalha.

RVRogério Vilela

Não tem ver, né?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Não é muito interessante. É, eu também vou ver lá no Uruguai. Você quer ver o jacaré?

RVRogério Vilela

Então fechou, quero muito nisso daí. E eu também aqui, tem alguém que a gente não gosta?

RRRichard Rasmussen

Vai tomar no porá, vai encostar o dedo no poraquê.

RVRogério Vilela

Vou, não sei o que é isso, mas eu vou.

RRRichard Rasmussen

O peixe elétrico. Ah, claro, todo mundo vai encostar o dedo para entender.

RVRogério Vilela

Mas você falou do jacaré, a mesma coisa aqui, cara. Ele maltrata para caramba e tô sempre com ele aí, aqui faz parte, né? O Homer, ele morde e gira também.

RRRichard Rasmussen

Esse ele morde, pagando bem, né?

RVRogério Vilela

Não viu essa chegada?

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Caraca, toma, desavisado!

HHomer

O problema é que eu arranco pedaço, viu?

RVRogério Vilela

Ih, ó, bravo! E aí, o pessoal, o Homer, o que que o pessoal escreve para provar que chegou até o final nos comentários?

HHomer

Para você provar que você chegou ao final desse papo maravilhoso, coloca aí, ficou fofão.

RVRogério Vilela

Fofofauna, fofofauna.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

15:26, aí escreve 15:26.

RVRogério Vilela

Um é no Rio, outro São Paulo, tanto faz você achar que um é de São Paulo ou no Rio, mas vai ser os dois melhores aí que a gente tem. Obrigado demais, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau. Que bom que vocês vieram, valeu, fui! As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal.

O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos. I'm not giving up.

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