1942 - ECONOMIA BRASILEIRA À BEIRA DE UM COLAPSO? RAUL SENA
RAUL SENA é investidor. Ele vai bater um papo sobre economia, investimentos, “sardinhas” e “tubarões”. O Vilela ainda guarda dinheiro no colchão.
- A trajetória de Raul Sena e sua visão sobre o mercado financeiroinfância e influência artística·transição para o mercado financeiro·criação da UVP e Investidor Sardinha·objetivos de transformação no país
- A estagnação econômica do Brasil e a falta de um projeto de paísgrupos de controle e interesses próprios·o poder do sistema financeiro·a corrupção e suas consequências·a falta de competitividade real
- O caso Banco Master e a fragilidade do sistema financeiro brasileiroa expansão do setor bancário·a falta de fiscalização do Banco Central·o esquema de remarcação de ativos·a impunidade e o impacto na reputação do STF
- A crise da democracia e a dificuldade de governar no século XXIa fragilidade da democracia·a comparação com o modelo chinês·a influência da internet na política·a polarização política no Brasil
- A alta taxa de juros e a crise das empresas no Brasilo impacto dos juros altos nos negócios·a recuperação judicial e suas consequências·a reforma tributária e o aumento de impostos·a concorrência desleal de aplicativos
- Programas de incentivo do governo e a necessidade de reforma trabalhistao Bolsa Família e seu impacto na economia·a gamificação do emprego e a redução de impostos·a escala 6 por 1 e a produtividade·a falta de responsabilidade do Congresso
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e muito mais investidos na vida do que eu e você, cara. Pois é, você tá investindo na sua vida, cara?
Só em videogame.
Mas aí não investir na vida é investir na morte, né? Ou na vida. O que que você faz para viver mais?
Olha, eu jogo videogame, toco guitarra, agora tô investindo na minha alimentação, na minha saúde.
É mesmo? O que que você comeu ontem?
Olha, eu comi purê de abóbora e comi também um franguinho ali cozido, refogado.
Ah, então tá bem.
Agora eu tô me cuidando, cara.
E o que que o pessoal de casa pode fazer para cuidar Cuidar-se de si.
Bom, para você já ir aprendendo a investir, já investe agora no like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilha esse vídeo com toda a sua patotinha. Lembrando que hoje é uma live especial que é dedicada para pessoas especiais, que são os membros. Eles passam na frente do chat e enviam a pergunta com antecipação.
Como eles sabem antes do qual convidado que vem?
É, eles têm uma regalia por ser membro, participa de um grupo, né?
Tem um grupo lá fechadinho, a gente solta agenda no domingo só, a gente solta agenda lá para eles.
Eles vão saber antes, né?
E aí eu mando umas perguntas. Então torne-se membro, dá o like que vai começar um papo muito legal. E antes eu preciso dar um recado aí, terráqueos e terráqueas. Tem hora que o melhor compromisso não é ter compromisso nenhum, não é, Homer? Isso é a minha verdade, é meu slogan.
É top, hein?
Acordar quando quiser, tomar um café demorado, decidir o passeio na hora e passar o dia inteiro com as pessoas que fazem bem pra gente. Dá pra imaginar? É esse tipo de liberdade que um feriado prolongado pode trazer. E para o feriadão que tá chegando, que tal reunir os amigos e procurar um Airbnb em Maceió? Pode ser uma casa com piscina, churrasqueira e espaço pra turma toda passar o dia junto. Ou então aproveitar o feriado em Fortaleza, num apartamento espaçoso pertinho da praia, com sala pra colocar a conversa em dia, cozinha completa e uma vista incrível.
Nordeste tem destinos incríveis para quem é de fora ou para quem mora na região, e o Airbnb tem estadias excelentes lá e em todo o Brasil. Uma viagem curta também pode ser a pausa que tava faltando para você. E com Airbnb você reserva uma acomodação inteira com espaço para todo mundo. Assim não parece que fica reservando separadamente vários quartos para caber toda a galera, fica mais em conta, e assim todo mundo vive mais momentos juntos de verdade.
O café que se estende até tarde, o churrasco sem pressa, as risadas na sala e aquela conversa que só termina de madrugada. Porque descansar também é isso, sair do automático e ter tempo de verdade para quem a gente ama. Entra no site ou no aplicativo do Airbnb e escolha o cenário dessa pausa. Você pode pagar no Pix ou parcelar até 6 vezes sem juros no cartão. Feriado liberado é no Airbnb, não é, Homer?
É verdade.
Vai trabalhar ou vai viajar no Airbnb? Olha, eu quero viajar, mas eu não vou trabalhar. Você vai? Eu não trabalho.
Se você não vai trabalhar, então eu trabalho. Olha que coisa boa!
Não é uma boa notícia quando eu falo que eu não vou trabalhar?
Nossa, fiquei feliz! Vou reservar meu Airbnb.
Fechou, cara. Deixa eu dar um recado rápido para quem tá assistindo e tem uma empresa. O que mais trava o crescimento de um negócio hoje no Brasil não é a falta de vontade ou de mercado, é a falta de método, falta de processo Redondo. Homer, deixa eu te fazer uma pergunta: se a nossa audiência cair pela metade amanhã e o caixa apertar, qual é o plano de ação exato que você executa no primeiro minuto?
Primeiro minuto, acho que eu vou chorar um pouquinho.
Você chora?
Vou chorar, vou entender o que tá acontecendo. Aí eu choro mais um pouquinho porque vai bater o desespero, né?
É, tá vendo? É difícil. E não é porque você é ruim, não. É porque ninguém te deu o processo. E a maioria dos donos de empresa vive assim. No improviso, apagando incêndio todo dia. E é exatamente aí que o G4 entra. E o que eu gosto é que eles não te jogam um monte de curso na cara. Eles pegam a tua empresa, fazem um diagnóstico e te falam exatamente onde apertar o parafuso, que constrói empresa de verdade do outro lado. Tem monitoria mensal com gente que constrói empresa de verdade do outro lado te dando direção.
É isso que muda o jogo. Olha o timing, hein? O G4 está disponibilizando a bússola, Um curso gratuito de gestão, inteligência artificial aplicada e focada para donos de empresa. Para de operar no amadorismo, cara. Escaneia o QR code que tá na tela ou clica no link na descrição. Já tá tudo aí, já tá tudo aí. Então fechou e garanta o seu acesso. G4 para quem quer mais, muito mais. E também, terráqueos e terráqueas, esse recado é para você que é programador, designer, consultor, engenheiro, profissional de marketing.
Gente que manda muito bem no que faz, mas ainda se sente meio amador. Sabe por quê? Porque trabalha sem CNPJ. Aí bate aquela vergonha de cobrar o preço justo, aquele frio na barriga quando o cliente pergunta: Você emite nota? E a real é que muita empresa grande só contrata quem tem CNPJ. Ou seja, você é bom pra caramba, mas está deixando oportunidade passar por causa da papelada. Eu sei, só de pensar em contador, cartório e imposto já dá vontade de sair fora, né?
Mas eu tô aqui para dizer que é muito mais simples do que parece. É só chamar a Contabilizei, a maior contabilidade online do Brasil. Ó, eles abrem seu CNPJ online em poucos dias com contadores que entendem da sua área e te ajudam a escolher o tipo de empresa e o regime de impostos certo para sua profissão. E no dia a dia você emite nota fiscal pelo celular, e se bater dúvida, conta com atendimento especializado até 22 horas. Sabe o melhor? Tudo isso a partir de quanto, Homer?
R$195 por mês. Repita, R$195 por mês.
Olha só, é como eu sei que vocês gostam de um desconto, tem cupom usando INTELIGÊNCIA, você ganha 2 meses de mensalidade grátis. 2 meses, é isso mesmo?
2 meses.
2 meses. Então não deixa para depois, aponta o celular para o QR code que tá na tela e use o cupom INTELIGÊNCIA.
É isso aí.
Então vamos de papo. Isso aqui com Raul Senna faz tempo que eu tô tentando marcar, hein, cara. Você é difícil, você é um cara ocupado, mora longe ou as duas coisas?
Eu sou ocupado e moro longe, o pior é esse.
Esse é o conjunto complicado, né?
É o conjunto mais complicado possível. Poxa, e o pior é que das vezes que marquei ainda tive urgência ainda, cara, foi um mês corrido assim, então foi isso.
Veio na hora certa.
Prazer estar aqui. E olha, o lugar é lindo, cara.
Tava comentando que é diferente ver ao vivo do que—
Muito diferente, o lugar é cheio de detalhe e tal, cara, é muito loucura.
Parece menor do que é na verdade, é isso?
Parece pela câmera, na câmera parece pequenininho. Não imaginava, não imaginava que tivesse 5% desse tamanho aqui a estrutura. Para mim era um estúdio pequenininho, fechadinho, mas é porque a quantidade de objeto é.
E você veio de Goiânia para cá?
Vim de Goiânia só para te ver.
Obrigado. Você sabe que é primeiro programa, você tem que se apresentar para o povo aqui e dar o meu presente inútil, né? Para colocar no cenário e deixar ele mais poluído.
Bom, meu nome é Raul Sena, eu trabalho, eu tenho uma consultoria de investimentos, a top 1 do ranking BTG Pactual no Brasil. Então a gente gere patrimônio de pessoas que têm muito dinheiro, eu trabalho fazendo isso e também sou educador financeiro.
Quanto de dinheiro precisa para você cuidar do dinheiro?
A gente começa a partir de R$300 mil para cuidar do dinheiro, mas na escola tem de qualquer perfil, independente do tamanho, todo mundo. E o presente inútil que eu trouxe para você, isso aqui é a coisa que mais arruma confusão no planeta, Porque de longe parece que é do MST. É, então eu peguei o logo do MST ali, né, e me inspirei nela.
Deixa eu colocar aqui na câmera.
O capitalismo é maravilhoso. Então uma pegadinha, então é uma pegadinha. E é engraçado porque esse símbolo, né, ele é tão famoso no Brasil que ele gera muita confusão. Então você anda com isso na rua, é um jeito de arrumar confusão com todo mundo, porque de perto quem achou que era legal antes fica nervoso, porque o cara que gosta do MST fica chateado. E de longe que a pessoa que é de direita olha já fica puto com você. Então o boneco ninguém gosta.
Maravilhoso, cara. O capitalismo é simplesmente maravilhoso.
Ele é um boneco que ninguém gosta. Eu nunca conheci ninguém que gosta desse boneco.
Pô, vou deixar no cenário, mas dá vontade de usar, né, Rômulo, para arranjar umas confusões.
Cara, você arruma confusão com todo mundo. É impossível alguém ficar feliz. Não existe. É o objeto mais—
E eu tenho amigo de tudo quanto é espectro político, então dá para testar.
Você vai conseguir o ódio de todo mundo, é uma coisa gratuita.
Aí eu já consigo isso no dia a dia, toda semana eu consigo ódio da galera trazendo as pessoas. Não é, ô?
É verdade.
Semana passada estavam puto comigo, essa semana também.
Sempre.
Sai agenda, ai, você vai dar palco para essa pessoa? Não é possível, não aprendeu nada.
Tem uns xerifes de internet aí que fica mandando lá mensagem.
Eu gosto do pessoal que fica falando, você não aprendeu nada com tal pessoa que foi aí, continua chamando fascista ou comunista e essas paradas.
Mas é muito interessante essa lógica, né?
Já foi chamado de alguma coisa?
Eu sou todo dia também, é normal. É porque eu tenho uma, eu fiz uma agenda lá, deve ser similar ao que vocês vão fazer aqui, mas eu fiz uma agenda falando do plano econômico de cada um dos candidatos. Daí todo episódio me odeia, eu não sei por quê. Eu não falei nada, eu peguei, li o plano econômico e comentei o plano econômico, mas do ponto de vista econômico, não entrei em nenhum tipo de polêmica nem nada. E aí consegui ódio gratuito, falar, velho, o que que é isso?
Porque você tá falando, mas em todos os episódios de esquerda, isso eu quero saber.
Mas no final vou querer saber um resumão de cada, de cada candidato principal.
Eu só não fiz o do Lula ainda, vou ter que fazer ainda, tô devendo fazer o do Lula, mas os outros eu já terminei.
Mas eu queria saber então, você é de Goiânia? Você nasceu em Goiânia mesmo ou não?
Nasci em Goiânia, morei em São Paulo um pouco, bem pouco, durante o período de 2019, 20.
Eu morei aqui, eu fico até Fiquei até que ano em Goiânia?
Cara, fiquei até por aí, 2019. Daí eu morei um tempo aqui em São Paulo e voltei para Goiânia.
Mas como que foi tua infância lá em Goiânia?
Cara, eu, meu pai é artista plástico, meu pai era artista plástico e designer. Ele vendia quadro na feira e tal, depois abriu um escritório de design e tal.
Eu sou artista também, né?
Eu reparei pelo lugar, dá para ver que é isso. Já fiz muito quadro, já Então aí meu pai ele fazia quadros e minha mãe era fotógrafa. Minha mãe virou fotógrafa depois, primeiro ela foi feirante e depois fotógrafa. E daí ela fazia, fotografava e tal.
Então é isso, cara, te influenciou de maneira alguma assim a arte? Então fazer alguma coisa? Eu gosto, desenhava ou não?
Eu gosto de escrever. Eu comecei a pintar depois que meu pai morreu. Agora meu pai morreu em 2024, daí esses dias agora eu pintei alguma coisa assim, mas comprei uns quadros, pintei para ver. Tinta a óleo, tinta a óleo, tinta a óleo, porque me lembra meu pai. Eu gosto do cheiro da tinta a óleo, mas eu gosto do cheiro porque é memória de infância, né? Meu pai usava querosene para limpar as coisas dele. Não sei por quê.
Nossa, aquele cheiro forte!
Querosene, cara, é isso. É lembrar cheiro de infância do meu pai, é cigarro e querosene.
Olha essa mistura aí, né?
Explosivo!
Abraço do meu pai tinha cheiro de querosene com cigarro.
E tem roupa suja de tinta, né?
Ah, sempre, sempre.
Macacão, né?
Eu lembro macacão para botar os pincéis assim, não sei. Meu pai é meio maluco.
Queria ver, não tem aí foto do quadro, algum quadro do seu pai para ver? Porra, você começou a pintar depois que ele morreu só?
Foi, foi em 2024 meu pai faleceu. Esse ano eu comprei umas telas, daí comecei a pintar alguma coisa assim.
Mas mandou para o pessoal, né, umas imagens para ele colocar.
Olha só, é do meu pai. E é engraçado, então esse tem uma pegadinha, cara, é porque ele inteiro é mais difícil, mas você consegue reconhecer quem é? É doideira isso. Nossa, ele vendia quadro na feira e daí para fazer as pessoas comprarem ele teve uma sacada muito inteligente que foi desenhar rosto de pessoas famosas. É a Fernanda Montenegro. A pessoa simpatiza sem saber por que que tá simpatizando.
Eu gosto desse quadro e leva e fazia vender mais. Tamanho desses quadros mais ou menos assim?
Esse é assim, vai, tá, um quadro grande. O outro que tá ali eu deixei ele com print no meio, ficou meio né, mas ele é um quadro maior. Esse outro já é um grandão.
Tem outro aí?
Tem mais um que tá com uma propagandinha do Instagram no meio, que eu fui printar e ficou.
Você entendia quando era criança assim esse lance da arte? Assim, você era de ler livro, de conviver com livro de arte?
Cara, todo mundo na minha casa lê muito porque meus pais liam muito. Meu pai tentou depois abrir uma livraria, quebrou, mas ele tentou abrir uma livraria. Então ele teve, e depois ele trabalhou em livrarias e editoras.
Tinha muito livro na sua casa então?
Tem ainda, tem muito livro em casa.
E você desde sempre lia?
Todo mundo lê lá em casa bastante, desde sempre. Meu irmão também lê muito e tal.
O que você lembra dos primeiros livros que te mudaram a cabeça?
Cara, o meu pai é meio comunista, então ele é o inverso de mim. Eu trabalho com o mercado financeiro.
Legal que vocês colocaram um enviado no título.
Foi eu que falei que estava com um problema, foi por isso que eu fui printar.
Não foi seu pai que teve uma ideia, vamos fazer um negócio mais...
Mas seria legal, à frente do tempo dele. Aí esse também, quadro engraçado. Ele pintou muito, pintou muito, tem muito quadro lá em casa. Eu devo ter uns 40 telas do meu pai assim, mas ele pintou bastante, tem muita tela dele em tudo quanto é lugar assim. Mas nunca, nunca ganhou muito dinheiro com isso.
Ah não, é uma vida que não dá para ficar rico não, a não ser que tenha sorte.
Depois que ele faleceu, como eu fui atrás dos quadros de outras pessoas também, né, agora até que pegaram um preço do quadro, mas ele nunca viu ter valor não. Agora começou a ter algum valor venal assim, depois o pessoal começou a comprar, os amigos dele, depois Depois que ele faleceu, daí pegou algum valor assim, mas ele pintava bastante. Então é isso, é, meu pai é meio comunista, cara. Então as coisas que mais mudaram assim a minha percepção de vida, acho que foi quando eu fui crescendo e fui descobrindo que ele era comunista, porque eu não sabia, né?
Meu pai me mostrava todo, sei lá, assistia discurso do Che Guevara, eu sei de cor algum, sério. Meu pai botava as músicas, eu sei a Internacional Comunista em 5 idiomas e tal. E daí depois que eu percebi que ele era mais comum assim foi quando eu fiquei mais velho. E daí quando eu cheguei em casa eu falei para o meu pai que eu queria abrir uma empresa quando eu tinha uns 16 anos. E ele, meu Deus, que coisa boa!
Que que eu fiz errado?
Foi engraçado mesmo. Por que que você não toca guitarra e fuma maconha, pelo amor de Deus?
É o contrário das famílias, né?
E daí ela falou brincando, eu não sei se ela ficaria feliz mesmo se fosse sério, né? Mas ela falou, porra, nunca vi ninguém feliz desse jeito.
Seja artista. Não, não, eu não quero, eu quero trabalhar, eu quero trabalhar, eu quero ser capitalista.
Pior é que foi. E aí ela falava assim, é porque é uma vida que você nunca termina, né? Minha mãe falava, você fica para sempre, negócio de empreender, você fica para sempre perseguindo alguma coisa que nunca chega, né? Ela falou, nunca vi ninguém falar que tem dinheiro suficiente ou bastante.
Por que que você foi para essa área? O que que te influenciou, cara?
Eu primeiro, eu fiz na minha adolescência, né, eu frequentei muito esses movimentos que queriam mudar o país e tal. Gostava de punk rock, tinha uma banda. E daí eu via que aquelas pessoas, eles cantavam as coisas, mas na prática eu percebi que era um monte de bêbado drogado, né? Quando você olha para eles, na verdade não estão fazendo nada, não vão mudar porra nenhuma porque não tem iniciativa nenhuma. E ali eu percebi que o sistema financeiro, ele na verdade ele tinha mais poder real, né?
Essa coisa de revolucionário e tal não existe dentro desse, dessa coisa do pânico. Quem tem o dinheiro acaba tendo o poder de certa forma. Daí eu comecei a perceber que ser empresário era um caminho mais fácil para conseguir modificar aquelas coisas que eu achava que tava errada, né?
Então, que estavam erradas Mas seu intuito também era ficar rico, ganhar dinheiro a ponto de ficar rico ou não?
Cara, eu não pensava necessariamente em ficar rico no começo, né? No começo ali era muito mais essa ideia de adolescente de, porra, eu queria fazer diferença no país, eu queria ter mais influência sobre as coisas. E aí no meio do caminho você vai descobrindo que dinheiro é legal. Acho que é esse, para mim foi um pouco assim.
Mas é engraçado que eu vejo assim muita gente, eu não tô criticando não, é que é uma coisa, como eu sou artista, é uma coisa tão distante assim. Nunca fui movido pelo dinheiro, né? Sempre as minhas decisões foram mais artísticas ou o que eu queria fazer. Então é difícil para mim quando eu vejo esses empresários muito bem-sucedidos e tal que falam assim, cara, eu odiava ser pobre, ou eu nunca, eu queria mudar de vida porque eu não queria aquela vida, eu queria ganhar o meu primeiro milhão.
E é estranho isso para mim, né? O foco ser o dinheiro, né? Ficar milionário, eu entendo, mas O foco, o foco quando é dinheiro, parece para mim que não é, não é uma coisa legal. Eu sei que pode ser um bloqueio da minha cabeça.
Mas você nasceu na classe média ou mais quebrado?
Classe média. Meu pai era metalúrgico, minha mãe professora, mas nunca faltou nada.
É porque eu acho que esse lugar de classe média, né, classe média baixa talvez, esse lugar de querer ficar rico, eu acho que vem muito da escassez na vida da pessoa na infância assim, né? Quando você vê esse discurso sempre do cara falar, eu queria meu primeiro milhão, sei lá o quê tal, é porque quando você vem de um lugar mais pobre assim, né, meu pai foi miserável mesmo, É isso aí, muito provavelmente, mas ele nunca teve essa pira de ficar rico.
Ele era o cara que trabalhava muito tempo numa empresa, fez carreira, entendeu? Então eu só não queria ser que nem meu pai, isso eu tinha na cabeça assim, eu não quero trabalhar engravatado ou ter uma— eu via que ele não gostava do que ele fazia.
Ah, não, é, eu não, eu já tenho o efeito oposto, eu achava que meu pai era meio cigarra, sabe, na história da cigarra e da formiga. Eu queria ser uma formiguinha, não era o contrário. Eu sempre fui mais organizado. Quando eu fui ficando mais velho, eu fui ficando mais parecido com meu pai. Acho que hoje em dia eu sou um pouco mais tranquilo.
Mas isso acontece, viu, cara? Quanto mais passa o tempo, mais eu vejo que sou parecido com meu pai.
É isso.
Eu não era, criticava inclusive.
É o oposto, é exatamente isso. Eu era o oposto, né? Eu era aquela pessoa que eu achava que deveria trabalhar no escritório e engravatado e tal. E meu pai, ele era mais de outro jeito. Eu acho que com o passar do tempo eu tô chegando no meio do caminho, vai, em algum lugar assim. Mais organizado. Minha mãe já era bem mais metódica e tal.
E então esse foco de fazer diferença começou qual? Qual que estratégia que você usou? Vou estudar o quê? Vou fazer o quê?
Ah, daí eu comecei a trabalhar num jornal, cara. Me aproximei muito da comunicação porque era uma coisa que eu entendia bem. Eu vi muito como funcionava mercado editorial e essas coisas. Eu comecei no jornal como na parte de arquivo, né, na época, para você guardava ali uma edição do jornal por dia. Tinha um setor de arquivo inteiro para você guardar as edições de jornais e catalogar as fotos, aquilo tudo que existia fazia parte do arquivo. E a empresa—
Tem forma de filme também, né?
Tinha tudo. Eu ainda peguei a transição do analógico para o digital ainda. O jornal era impresso mesmo, ainda é um jornal impresso de Goiás, era um dos maiores do estado na época, era o segundo maior. Eu comecei a trabalhar lá no arquivo e fui sendo promovido muito rápido. Porque eu era adolescente e eu sou uma pessoa muito esforçada.
Muita vontade, né?
Eu saía do colégio, sei lá, meio-dia, eu ia para o jornal e só chegava em casa quando existia a rota antigamente, não sei se existe isso na indústria ainda, que te leva em casa. Então eu saía do jornal 22, 23 horas, nem podia, era adolescente, mas eu batia meu ponto final às 18 e ficava lá no jornal até tardão, depois me levava em casa.
Mas você curtia?
Curtia para caramba, comecei a gostar muito de trabalhar e daí fui aprendendo tudo. Perguntando para as pessoas, tal, como é que fazia as coisas. E fui sendo promovido muito rápido porque eu sou muito bom em encontrar problema nas coisas. Então eu ia ajudando ali, o jornal tava em recuperação judicial, fui ajudando. Depois assumi a parte do online, né, e virou o site mais acessado do estado. Então fiquei com uma boa relevância dentro do mercado assim.
Tudo isso com que idade, cara?
Antes dos 20 anos eu já tinha um cargo bem próximo da direção do jornal. Com 21 eu já era diretor.
Guruja. E você tava feliz com o que tava fazendo ou ainda não era sua praia?
Eu queria juntar dinheiro para— pensava em abrir um banco.
Era mesmo?
É, mas eu era inocente. Hoje em dia eu percebo que era inocência, mas foi bom porque o foco— eu acreditava que era possível um banco regional na época, é o que eu imaginava, né? Não imaginava pensar numa coisa nacional, mas eu imaginava que era possível fazer um banco do estado de Goiás, porque o estado de Goiás tem um PIB muito crescente, né? Tem uma elite do agronegócio e não tinha um banco regional, né? Já teve, mas não tinha mais.
Então eu pensava em estruturar, porque é um lugar muito bairrista. Eu imaginava que um banco regional do estado de Goiás fosse possível e que daí eu teria a influência que eu gostaria na economia e nas coisas de modo geral.
Então é um Vorcaro, espero que não, né?
Mas hoje em dia o VP tá bem próximo de se tornar uma instituição financeira relevante.
Então vamos fazer esse caminho que você chegou até o que você é hoje. Você sai do jornal?
Do jornal fiquei até os meus... É porque eu fui fazendo muita coisa concomitante. Ao mesmo tempo, fui abrir uma empresa, que é um grupo de comunicação, que é dono do site Segredos do Mundo, Área de Mulher, que é um site feminino, e o Conhecimento Científico. São sites grandes da época de CEO ainda, vinculados ao R7 da Rede Record. Então ali a gente vinculou e eu controlava um pouco. Eu sou muito bom dessa parte de comunicação.
Então eu controlava ali a comunicação, essa empresa dava algum dinheiro. E daí eu fui trabalhar em algoritmo, entendi bem algoritmo de publicidade e tal, tudo para fazer grana. Minha ideia era fazer uma instituição financeira depois. E acaba que eu consegui fazer não pelo caminho que eu imaginava, porque depois eu fiz um site voltado para bolsa de valores, que é o Investidor Sardinha, e desse site eu fiz o canal. E daí eu consegui fazer o que eu queria, mas por outro caminho, né?
Então eu não imaginava, eu pensava em ficar em bastidores, eu não imaginava ter o meu rosto conhecido, não é o que eu gostava.
Inclusive, por que que isso aconteceu?
Foi meio, cara, porque primeiro eu não tava conseguindo do jeito que eu queria. Eu tentei, eu tentei, a gente pensou, eu e meu grupo, né, os meus sócios, o Edson, o João, a gente chegou a pensar em comprar uma corretora na época e a gente até teria dinheiro, mas não teria cliente e nem tecnologia ali, tem que investir muito para fazer. Daí a gente foi, eu comecei o canal como um meio de, cara, captar os clientes ali possíveis para tentar fazer esse movimento coisa, né?
E aí eu até tentei mesmo, só que a gente abriu a plataforma individual, mas aí o banco que a gente, a corretora que a gente utilizou como base foi comprada pelo BTG Pactual. E daí a gente deixou de ser uma plataforma e passou a ser uma consultoria de investimentos.
E em que momento você falou, cara, é isso que eu gosto de fazer, tô no caminho certo?
Eu falo, eu sou muito mais de objetivos assim. Eu quero uma transformação de algumas áreas no país que para mim são importantes. Eu acho que o mercado financeiro é o melhor caminho para isso. Eu não digo que é a coisa que eu mais gosto de fazer, é o que precisa ser feito para atingir aquilo que eu queria ser.
E o que você faz hoje em dia exatamente?
Hoje a UVP é um conglomerado financeiro, a gente mexe com tudo que envolve dinheiro. Então, tanto a gestão de patrimônios maiores quanto a área de banking para empresas, abrir conta no banco, etc., uma área de private banking para clientes muito grandes com mais de R$10 milhões. A gente, cara, crédito, estruturação, tudo a gente faz, tudo a gente mexe ali um pouco. Tudo que envolve dinheiro, a UVP tá envolvida de alguma maneira nisso.
Entendi. E, cara, eu sempre vejo os teus vídeos, é muito lúcido a tua análise, né, sobre o momento atual, sobre muitas coisas que a galera até podem ter uma opinião, e eu vejo você vai no sentido contrário, né. Então queria O que acontece com o Brasil que a gente não anda na parte econômica? Se você puder fazer uma linha do tempo desde que você lembra de estudar isso até agora, o que está acontecendo com o Brasil? Por que a gente tem juros altos? Como funciona a economia do país? Como ela já foi e como ela está?
Eu acho que a gente deve ter várias respostas para isso diferentes. Eu vou dar uma percepção e ela é individual, cada pessoa vai ter. Se você perguntar para mil pessoas forem economistas, eles vão responder coisas diferentes. Financistas vão responder coisas diferentes. Com certeza, já vi isso com o Mori Uri que... Cada um tem uma resposta na ponta da língua ali e com certeza todas estão erradas. Então, a questão que a gente tem, na minha opinião, é que o Brasil passou por um período de amplo desenvolvimento quando a gente começou a ter um investimento via Estado ali, que eu acho que não era o melhor caminho, mas que aconteceu.
Pode pegar, pode chamar do milagre econômico, mas esse Brasil passou por isso várias vezes. É que se você pegar desde que a gente virou república, já tem algumas vezes, mas antes mesmo, né, quando você pega assim ainda a família real chegando aqui, teve alguns investimentos, estrutura universidades ali, né. Daí você tem a República Velha até chegar no que a gente tem assim, porque a Proclamação da República do Brasil é um golpe.
Então a gente já nasce fundado num golpe, né. O Deodoro da Fonseca inclusive se arrepende, pede para ser enterrado com as vestes da monarquia porque se arrependeu provavelmente do que foi feito ali. Aí vem o Floriano Peixoto, era um militar e tal. Então a gente até chegar no primeiro cara que realmente era um republicano, que não queria ser um possível rei, vai ser o Prudente de Moraes. Se você pegar ali, e ali você percebe que na verdade o Brasil nunca tem um projeto, a gente não tem assim um plano de desenvolvimento e tal, a gente tem forças diferentes puxando para cada lado.
Durante um período de tempo, os industriais, eles foram muito poderosos dentro do Brasil. E esse eu acho que foi o período de grande explosão da nossa economia, porque a indústria, né, quando ela recebe investimentos e você consegue crescer a indústria, você gera empregos de amplo valor agregado. A indústria tem uma necessidade de um profissional mais bem qualificado, e aí ela precisa investir em universidades ou precisa pressionar o Estado para que o Estado faça.
Ela faz o lobby dela para que a gente consiga ser competitivo internacionalmente. Então, quando a gente tava desenvolvendo indústria, foi muito bom. Mas o que acontece é que o Brasil, ele é sempre seduzido, na minha opinião, pelo canto da sereia, né? Toda vez que a gente tá fazendo alguma coisa muito certa, a gente começa a receber influências de diversos países, porque a gente tem uma cultura bem cosmopolita, né? Todo mundo é muito bem-vindo aqui.
Então, a gente é um povo realmente miscigenado. E quando você percebe ali, o Brasil toma um caminho que, cara, toda vez parece que vai dar certo, a gente toma um caminho.
Eu sou mais velho que você, eu sempre já tive essa sensação pelo menos umas 3 vezes. Agora vai e não vai. É isso aí, porque exatamente isso é a sedução do canto da sereia, porque aparece uma ideia nova ou alguma, ou alguém tá fazendo alguma coisa e a gente acha que tem que fazer igual.
Os grupos de controle do Brasil, eles não conseguem chegar num acordo do que que é melhor para o país. É porque você tem uma elite política, você tem uma elite do judiciário, você tem uma elite empresarial, e cada um só pensa no próprio umbigo, né? Então é uma coisa assim. E daí o O sistema financeiro cresceu bastante agora dentro do nosso país e isso rompeu um pouco com essa elite industrial que existia antes. Então agora a gente tem um poder financeiro, poder econômico conseguindo.
Tudo que é banco está dando certo no Brasil e tudo que é indústria está capengando. E o agronegócio conseguiu montar uma estrutura à parte ali, o Brasil tirou imposto, etc., ele conseguiu se desenvolver, que é o que a gente deveria fazer com a indústria também para a gente poder ter as duas áreas.
E por que não faz?
Porque não tem interesse nisso. É, você tem que pensar que além de— é porque as pessoas sempre querem resumir o problema do Brasil como, ah, o Brasil é um país muito corrupto. O Brasil não é muito corrupto não, não tem nada de muito diferente na nossa corrupção para a corrupção do restante do mundo. Quando você pega, você tem americanos corruptos, você tem chineses corruptos, você tem alemães corruptos.
A única diferença é que os caras às vezes punem.
Não, aqui pune também, pune bastante.
Você acha? Aqui dá uma sensação de impunidade, cara?
Dá uma sensação de impunidade porque quando a gente pega na corrupção, você está sempre pensando no político, deputado, sei lá o quê. Eu acho que o Brasil frequentemente até descobre mais a corrupção do que outros países assim, tanto é que a gente tem grandes escândalos de corrupção, né? E eu não acho que é porque a gente seja mais corrupto, eu acho que é porque a gente acaba investigando ali a corrupção de alguma maneira, porque tem uma certa, pô, a Polícia Federal ela é meio independente no Brasil, né?
Então ela vai ali, consegue fazer algumas coisas, tira alguma coisa da cartola, a gente descobre um corrupto. Só que nessa ideia de pegar o corrupto assim, e a gente pega mesmo, muitas vezes a gente acaba deixando para trás algumas coisas que são importantes. Por exemplo, vamos lembrar do Brasil lá na era de 2012, 2014, alguma coisa assim, né, pré-operação Lava Jato. Quando a gente começa nas ruas, quando a gente começou a investigar aquela corrupção, a gente descobriu algo muito sério.
A gente descobriu que os nossos empresários, né, vinculados a grandes construtoras na época, eles todos eram muito corruptos e eles estavam utilizando o Estado como uma forma de receber lucro privado. É uma coisa que já aconteceu em diversos lugares do mundo, aconteceu na Itália, aconteceu nos Estados Unidos, acontece com frequência, tem escândalos bem maiores até que o nosso, não com construtora, mas com outro tipo de empresa.
Ali naquele momento, o que que deveria ter sido feito, né? Se a gente fosse pensar como país, não vamos pensar, não vamos pensar como só politicamente, politicamente, né?
Que é óbvio, descobrimos os pontos.
O que que você faz se você descobre que alguém dentro da sua empresa tá desviando dinheiro aqui agora, dentro da empresa, nesse momento? Manda embora, perfeitamente. Mas essa pessoa, ela vai ter que ser punida individualmente.
Você vem aqui no Inteligência no meio do episódio, descobrir que o Homer tá roubando. É, mas aí você vem aqui no meio do episódio e fala, roubando jujuba, exato, traficante de jujuba, a jujuba não tá dando conta, a gente compra, compra, compra. Boa.
Tem várias maneiras de resolver esse problema. Você pode vir aqui e expor para sua audiência isso e, cara, você vai manchar a reputação do Inteligência para sempre, para as marcas e para todo mundo, né? Porque se você vem aqui e fala para todo mundo, pô, nós somos uma empresa extremamente desorganizada, eu sou um líder negligente, estavam aqui me roubando a vida inteira, eu não percebi nada, nossa empresa não vai conseguir cumprir os contratos e papapá, porque o dinheiro está faltando, meu cara, você acabou com a empresa, correto?
Acabou com a empresa, claro.
Então, agora, se você investiga essa corrupção, Manda ele para justiça, investiga ele como pessoa física e a empresa mantém intacta, separada, você afasta os dois problemas.
Foi o que foi feito.
A gente não fez isso. Em vez de pegar e falar, ó, no Brasil não tem nenhuma lei que diz, por exemplo, que se você se corromper, o que a gente deveria fazer? Sei lá, um IPO forçado da sua empresa, vende ela no mercado, você perde o controle da empresa para pagar as dívidas do Estado. Não é mais justo? Então vamos lá, o seguinte, olha, sua empresa desviou dos cofres públicos R$20 bilhões, o que a gente vai fazer agora? A gente rompe sua propriedade privada, você perdeu o direito à inteligência, ele agora pertence ao mercado, a gente vai fazer uma venda dele para pagar o dano que você causou.
E agora a empresa continua. A gente foi nessas empresas e começou um processo de investigação para pegar os corruptos, obviamente, né? Fomos lá, consegui Marcelo Odebrecht, sei lá quem, não quero aqui ressuscitar todo o problema. A gente investigou aquilo. As construtoras naquela época empregavam mais de 1 milhão de pessoas no Brasil, nosso PIB crescia na época, tinha fortemente.
O Brasil tinha obra em tudo quanto é lado do mundo, cara.
Nos Estados Unidos tinha obra, na Alemanha tinha obra, na África tinha obra, em todos os lugares.
O que que a gente—
médio, a empresa tá vindo muito bem. Essas empresas corruptas estavam indo muito bem. Então essas empresas ali com corrupção, sem corrupção, está vindo muito bem. Elas estavam campeões nacionais e elas estavam utilizando o dinheiro do Estado para corromper políticos de outros países. Elas estavam fazendo o que fazia aqui, é lógico. A gente deveria ter parado esse processo lá fora, ser polícia do planeta. A gente, algum tempo, a gente deveria ter colocado esses caras para responder aqui na pessoa física, ter salvo essas empresas, ficado com essas empresas para o mercado, deixa elas para o mercado, ou a União fica com shares ali, ó, ela fica com 49% e essas empresas ficam privatizadas e continuam operando no mercado privado e pronto, tava resolvido. A gente desmanchou todas as empresas.
Ligando, fazendo ligação de vídeo durante a live aqui. Aparece a minha mãe aqui.
A gente desmanchou todas as empresas. A gente naquela época conseguiu deixar esses corruptos presos uns 4 anos. A gente demitiu mais de 1 milhão de trabalhadores.
1 milhão de trabalhadores?
Cancelou. Como é que, quando foi que o Engenheiro virou Uber? Quando você pegou todas as maiores construtoras do país e fechou todas.
Fechou tudo. Arrebentou.
A investigação fechou tudo. Os outros países, continuaram com as suas construtoras, assumiram esse negócio todo. O Brasil ficou sem nenhuma construtora, ficou sem nada nesse setor. Não tem mais uma cadeia, não tem obra do Brasil lá fora. Os caras já saíram da cadeia, a gente liberou eles da cadeia, eles continuam ricos na pessoa física. O cofre público recuperou, sei lá, 10, 20 bilhões. Eles ganhavam isso de imposto, ganhava 6 vezes isso, já teria ganhado no mesmo período. 6 nada, teria ganhado 30 vezes isso.
Ou seja, diminuiu a arrecadação do país, Os corruptos estão soltos, a gente não conseguiu prendê-los, não conseguimos prendê-los porque foi tudo desmanchado. Depois o Brasil foi lá e desmanchou tudo. O que a gente ganhou com isso como população, como país? A gente não ganhou absolutamente nada. E não tô dizendo que o Sérgio Moro tava errado. Eu acho que é revoltante você enxergar um corrupto e falar, vou deixar o cara livre. Mas o método do Brasil é sempre esse, é assim, ó, vamos prejudicar aquilo que a gente tem, vamos colocar uma lei mal feita, vamos fazer um negócio sem pensar nas consequências daquilo que a gente tá fazendo.
Porque é cada um tentando resolver um problema, os corruptos sempre se safam e a população sempre se ferra. Então essa história já se repetiu várias vezes.
Que é diferente do caso Master.
Não, muito diferente. O caso Master você tinha um cara que ele é irresponsável, ele ia quebrar o sistema financeiro nacional.
É outra parada, né?
Mas agora quando você pega, vamos lá, o que que a China faz? O que que a gente chama de crime no Brasil, de corrupção, que é o uso do Estado, do dinheiro do Estado para financiar empresa, lá é legalizado. Então você tá, olha só o que que é o padrão. O que a gente chama de corrupção, eles chamam de investimento do Estado, que é o seguinte: o Brasil poderia pegar um fundo soberano, por exemplo, e comprar um pedaço de cada empresa que está indo bem no Brasil e depois dar o exit, vender esse pedaço na bolsa e comprar outras e fomentar. A gente não tem um fomento aos empresários industriais que querem produzir.
Uma história bacana de uma empresa que para comprar a empresa de terras raras, o departamento de guerra entrou com dinheiro para completar o dinheiro. De tanto que os caras sabem que é importante isso para o país deles terem.
Mas assim, você vê, os Estados Unidos faz isso o tempo todo. Quem é que financiou a Tesla, né? Foi os Estados Unidos, etc.
E aí assim, o Brasil ele não é, cara, tá essa briga aí também que vai ter que o Estado entrar, porque é uma questão de defesa também, de guerra, né?
É porque assim, o Brasil não é nem liberal e nem estadista, ele não é nada.
Mas a China dá para entender E os Estados Unidos também têm essa ideia de um projeto de Estado. Como que faz um projeto de Estado pro Brasil que se tem essa briga, o cara que ganha quer destruir o que o outro cara fez, não tem uma linha mestra? Como que faz o país ter uma linha mestra?
Antes eu era um cara completamente inocente, eu achava que se deixasse a iniciativa privada trabalhar— eu sou um liberal, eu acredito que a iniciativa privada faz algumas coisas melhores que o Estado, muitas coisas melhores que o Estado. Só que você percebe que no Brasil Não existe liberdade econômica. O que que acontece, né? Você tá aqui, que é liberdade econômica, seria a gente ter um ambiente de competitividade. Você pensa que você tá competindo, por exemplo, você acredita que você tá no ramo de comunicação, que você tá competindo abertamente contra as pessoas iguais, só que você não tá.
Porque nesse momento agora, como você é uma pessoa assim como eu, né, extremamente inocente, estúpido, tem alguém que vai sentar numa mesa, tem alguém que vai sentar numa mesa e que ele tá disposto a pegar uma parte daquele lucro dele, virar para um político falar: eu quero uma lei que faça, é o seu único podcast que vai existir daqui 10 anos. E isso foi feito em todos os setores do Brasil. Então enquanto você tá aqui operando, falando vamos competir, vamos ver quem tem o melhor produto, vamos ver quem faz as coisas funcionarem, tem alguém que chega numa mesa e fala olha, eu vou criar uma lei amanhã.
Cara, eu acho que sei de quem ele tá falando, de que podcast que ele falou vamos competir. Não é um podcast, vamos competir, vamos competir.
Eu acho que estamos competindo, estamos competindo. Mas o ponto é, não entendi, se você se sente no limite certinho, vem um cara e paga um deputado e faz uma lei que te fode. Eu posso, se eu quiser entrar no mercado de podcast, se eu tiver muito dinheiro, eu ia lá agora e falo o seguinte: olha, podcast é uma coisa perigosa, vocês não acham? Porque se eu posso falar qualquer coisa ao vivo—
Vila, ela é um cara perigoso porque ele fala qualquer coisa, recebe os caras lá.
Você não acha que a gente tem que regular esse setor? E aí parte de uma ideia racional que você fala assim: não, porque um cara, ele controla as massas, como é que ele não é regulado? Se a televisão é regulada, jornal é regulado, sei lá o quê, eu vou lá e falo uma lei agora sobre tem que ter uma certificação específica específica para ser podcaster no Brasil. Quem vai emitir? Essa instituição que a gente escolheu, que tem uma prova específica.
E essa prova específica, eu posso exigir os critérios específicos. Qual o critério que você não tem? Por exemplo, você é formado em quê?
Em publicidade.
Então eu falo, publicitário não pode, tem que ser jornalista. Não, jornalista não, tem que ser jornalista com vínculo há mais de 25 anos com a ANJ. Você vai morrer sem poder fazer podcast. E aí eu vou lá e regulo e tiro. O Brasil, você pensa que isso é hipotético? Você fala assim, cara, que loucura! Mas o Brasil é isso em quase todas as áreas. Não é na nossa, Nossa, mas é isso em quase todas as áreas. E aí você não tem competitividade real.
Então não permite que você compita num setor que é estratégico, né, que eles chamam de setores estratégicos. Você não pode abrir empresa, não pode abrir indústria, não pode fazer absolutamente nada. Depois dizem, olha, fracassou, né, o empresariado brasileiro não consegue investir, não consegue fazer nada, depende do Estado. Depende do Estado porque o Estado criou um entrave muito grande.
Então a gente tem dois caminhos, ou a gente pode resolver esse problema, que é muito fácil abrir empresa aqui que não dá dinheiro e abrir empresa que dá dinheiro é o mais difícil.
É muito, é impossível no Brasil. Você não pode abrir nada que dá dinheiro, é crime.
Explica isso, achei demais, cara. Isso, empresa que dão dinheiro é mais difícil.
Se você puder abrir empresa, por exemplo, de uma operadora de telefone, você não pode dar dinheiro, você não pode abrir. Então no Brasil é um setor altamente regulado, então você não tem como começar. Você não pode abrir uma instituição financeira, você não pode abrir um banco do nada, né? Não pode, porque a instituição financeira é altamente regulada. Aí você fala, não, mas a regulação é para nos proteger. Você vê que ela não consegue nos proteger, porque o que acontece é que com a regulação aparece esse tanto de empresa fraudulenta que cria o problema.
Então a regulação na prática ela não existe para proteger, ela existe para impedir a entrada de novos tentantes. E aí a gente não consegue desenvolver, porque a gente tem um não lugar a isso. A gente tem regulação de nível China com dinheiro de nível Zimbábue. É isso. Então é tipo assim, é porque na China, ok, tem muita regulação, Só que o Estado ele te financia. Aí, ok, o Brasil tem muita regulação e não tem dinheiro nenhum. Aí fica difícil, porque a gente tá no meio do caminho.
Ou a gente vai para um caminho, pô, igual a China, ó, é tudo regulado pelo Estado, mas o Estado é seu sócio em tudo também. Ele é o seu sócio no investimento também. Então, se você precisar de dinheiro, você pega com o papai Estado, é 3% de taxa de juros. O nosso é 14%, 14% de taxa de juros com regulação nível China. Aí não dá, não tem como, não é viável. É esse o problema. O Brasil precisa se decidir. Decidir se a gente quer seguir num caminho que perde as liberdades individuais e a gente aplica dinheiro, não tem problema também.
Eu opero em qualquer mercado, não tô nem aí. Eu quero fazer minhas coisinhas, não quero mandar no país. Então, se os caras permitirem que a gente faça nossas coisas aí, beleza. Ó, você não pode falar mal do governo, tá bom, mas o governo me dá 3% de taxa de juros ao ano, eu aceito.
É uma troca, para mim é uma troca ok.
Se a gente falar assim, gente, a gente perde todas as liberdades individuais, mas mete câmera em tudo, todo vagabundo no país é preso, ninguém pode falar mais nada contra governo. Mas também a gente tem 3% de taxa de juros, tem cidade bem arborizada igual Vila Fúria, para Shenzhen, etc. Eu falo, cara, nem quero falar mal do governo desse tanto também assim, eu não quero mudar tanto assim, sabe? É, agora esse lugar aqui, cara, um semi-autoritarismo em algumas coisas, uma regulação ferrada e uma qualidade de vida pífia e uma taxa de juros de 14%, a gente não tem nada, a gente não tem nada.
A gente tem a liberdade de dois mundos, né?
A liberdade de se drogar, você falou da China e o modelo americano como que é o modelo americano? É um pouco mais, mas agora tá mudando, né? Todo mundo tá copiando a China porque a democracia falhou. Não sei se todo mundo percebeu, não sei se sou eu que tô avisando, mas a democracia acabou.
Como que era e como tá ficando?
Os Estados Unidos cresceu como sendo o berço da liberdade, né? Olha, todos os países que quiserem negociar com a gente, a gente é aberto para negócio, etc. E se alguém discorda, a gente tem 30 toneladas de democracia para fazer você concordar. Esse era o modelo americano. Então aquele negócio Eu não preciso usar a bomba porque tenho demais. Então é um modelo completamente de liberdade, você faz o que você quiser. As liberdades individuais são muito levadas a sério, a liberdade de empreender também.
Você contrata e demite do jeito que você quiser, o combinado vale muita coisa. Isso começou até certo ponto, só que daí quando você percebe que os Estados Unidos não deu conta mais de competir com a China, quando você olha todos os produtos que teoricamente são americanos, você vira, o rótulo tá escrito Made in China, a política mudou, né? Eles começaram a entender que deu errado. Ou deu certo e deu certo durante muito tempo. E assim como todos os impérios do mundo, chega no momento que você começa a ter novos entrantes.
A China conseguiu aplicar um modelo que, olha que doido, por exemplo, se você for um presidente dos Estados Unidos, para ganhar uma eleição você vai ter que fazer algumas promessas, né? Você não pode apresentar um plano quinquenal, falar assim, olha, agora a gente tem um plano aqui para esse quinquênio que vai ser dessa maneira e o país tá indo para esse norte, porque tem, o Xi Jinping não precisa de voto, né? E quando você pensa em voto, é a coisa mais perigosa do mundo.
Eu tava conversando com chinês e eu quis explicar para ele sobre o quanto a vida dele não era democrática, né? Nesse papo, tava bêbado na China. E daí as pessoas falam que os chineses não podem discutir as coisas, mas eles podem, não tem problema.
Já conversei muito com os caras lá.
Aí eu tô bêbado num bar da China e conversando com o cara, e aí eu falei para ele, pois é, mas vocês não podem decidir quem é o presidente da da república de vocês, né, e tal. Falei, vocês não podem decidir quem manda, nenhum dos políticos e tal. Ele falou assim, mas como assim? Vocês podem do nada? Vocês vão lá e vota num cara? Eu falei, é. Mas ele falou, mas se o cara for doido e o pessoal quiser? Porque falou, eu fico imaginando eu, né, você vem aqui para mim agora, eu sou um bêbado de bar.
Ele falou, eu sou um bêbado de bar, você vem aqui, me promete que se eu votar em você eu vou dar para você 30 dias de bar aqui, eu votaria em você, não necessariamente pensando no bem-estar da população. Aí eu falei: sim, mas isso é democracia, porque vai ter outras pessoas mais sensatas que vão apresentar propostas melhores e você vai escolher essas pessoas. Ele: você tá partindo do pressuposto muito perigoso. Ele me explicando: ele, olha, você tá partindo do pressuposto então que a maior parte da humanidade ela quer o progresso e as boas coisas para todo mundo, né?
Você tá pensando que as pessoas querem injustiça. Ele falou: na prática, o que aconteceria aqui na China, ele falou, se a gente colocasse esse modelo de vocês, é que a gente ia começar a eleger gente louca. Um monte de gente estúpida. Eu falei, cara, quando eu comecei a pensar, eu falei, é mais ou menos o que tá acontecendo mesmo, né? E daí você percebe que a democracia é uma coisa muito perigosa. É que assim, a gente olha para ela, ok, eu concordo que ela é um bom mecanismo, né?
Que é, mas claramente ela não tá dando conta realmente, ela não dá conta dos anseios do século 21.
É porque quando a gente olha, né, os políticos que a gente elege no Brasil, o nível desses políticos, eu acho que ninguém discorda disso, né? O nível dos é muito baixo. Quando você pega no modelo chinês, não tem democracia, ok, mas assim, os caras têm uma esteira que é: o cara tá lá no colégio, daí ele faz uma provinha, daí essa provinha ele vira vereador, daí se ele tiver um bom desempenho nos números de vereador ele vira um prefeitozinho, se ele tiver um bom desempenho ele vai para um deputado, depois ele vai para governador.
Você tem uma carreira, né? Então aquele cara ele foi treinado para atingir aquele lugar que ele tava. Não tô dizendo que isso é bom, mas me parece que realmente existe uma diferença entre aquele cara que consegue ganhar uma eleição, que é um concurso de Miss.
Quanto mais famoso você for, mais fácil de se tornar bem, ser famoso, se tornar um político.
Sei lá, se a Virgínia quiser virar uma senadora, ela pode. Quais são as qualificações que a Virgínia teria para o Senado? Eu não sei se ela teria uma qualificação. Não tô falando mal dela, mas eu não sei se ela teria uma qualificação de senadora, né? Ou Gustavo Lima, se ele quiser realmente se tornar um senador, ele consegue. Tanto é que Bom, o Romário se tornou um senador. Não tô dizendo que ele faça um mau trabalho, mas eu não sei se jogar bola te dá, te habilita a votar sobre as leis de um país, né?
E a democracia, ela tem essa falha. E aí, o que que os Estados Unidos percebe? O Trump, ele vai chegar lá agora, ele vai ter que prometer mil coisas para ganhar uma eleição. E o Xi Jinping, ele pode não prometer absolutamente nada, ele pode entregar o que ele quiser, né? Porque ele vai lá e fala, olha, eu vou fazer um plano aqui que em 20 anos esse que esse plano vai dar. Ele consegue executar esse plano até o final, errado ou certo, ele consegue executar esse plano até o final.
Se aqui na empresa a cada 4 anos você tivesse que ser votado para continuar no cargo que você tá, eu tenho certeza que você teria que mexer em muita coisa, fazer planos curtos e para dar resultado, e não para pegar o voto da galera, e não para apresentar uma empresa melhor. Porque imagina, tô te pressionando, a cada 4 anos vai ter que perguntar para os seus funcionários se eles querem que você continue. Se isso for aplicado dentro da sua empresa, eu tenho certeza que as decisões que você toma, elas vão mudar radicalmente de rumo.
Elas vão passar a ser sobre quem tá aqui dentro e menos sobre o produto final para quem tá de fora, né? Isso é um problema grave.
E os Estados Unidos tá caminhando por quê? Porque tá fazendo leis de controle, tá fazendo taxação, taxando tudo.
Esse papo de liberdade econômica acabou, né? Não existe mais esse papo de multilateralismo, de países que, ah, vamos todo mundo é amigo de todo mundo, todo mundo é parceiro comercial.
Tinha que fazer isso, cara.
Eu não, é isso que eu tô falando para você.
Eu não sei que não da maneira como estão fazendo, mas era um caminho que era inevitável.
Pensa o seguinte, você vê alguma forma, alguma forma das democracias elas competirem com os países não democráticos nos próximos anos? Pensando nisso que eu te falei, por exemplo, a gente tá elegendo políticos que tem que lidar com uma pressão da internet internet cada vez maior, onde todo mundo tem voz, onde a caneta na mão agora ela pesa muito, porque todas as decisões que você toma elas são questionadas em tempo real. Não é mais um jornal que você podia controlar a opinião pública.
Então no jornal saía aquilo que o político queria escrito. Quando você olha para um WhatsApp, para um Instagram, você pode dar sua opinião agora sobre o Lula, sobre o Bolsonaro. Você repara que antigamente o cara com a caneta na mão era muito fácil ele ganhar eleição, porque ele controlava os jornais, ele controla a mídia de publicidade da TV, etc., ele ia lá e fazia a imagem que ele queria, não era isso? Agora, olha o tanto que é difícil controlar.
Você repara que eles terminaram presos, os últimos presidentes da República, todos terminaram presos. Você vê que é uma mudança grave, não é? Olha, a gente teve Michel Temer que foi preso, a gente teve o Lula que foi preso, Bolsonaro que foi preso. A gente terminou, os 3 últimos presidentes da República do Brasil já estiveram na cadeia. Você percebe que a democracia ela complicou. Se você pergunta o Trump, ele tá enfrentando dificuldade para governar.
Se você perguntar para qualquer democrata, ele tá enfrentando dificuldade para governar. Então todo mundo, eles estão enfrentando dificuldade para governar, eles não estão conseguindo ter um governo. E aí enquanto isso você tem um país que o cara tá com a cabeça tranquila, ele não tem, ele não depende de voto, ele pode executar o plano. Então é muito fácil desestabilizar a gente, tipo, o nosso país é muito fácil desestabilizar.
E ele muda de ideia a cada 4 anos. Por exemplo, se agora ganha o Flávio, ele pensa o oposto talvez do que o Lula pensava.
Aí ele vai, eleitores que elegeram ele querem que ele seja diferente e faça coisa diferente. Ele mesmo que não queira, é obrigado a quebrar, a cortar coisas que estavam em processo, até coisa boa, porque o que você precisa desmanchar, porque você precisa provar que aquilo tava errado, porque você precisa ganhar eleição.
Ganhar eleição é mais importante que tocar o país bem. Porque olha que loucura, se você pega, né, eu já fiz essa conversa com algumas pessoas, é muito difícil você conversar isso, mas se você pegar os planos do Paulo Guedes e pegar tudo aquilo que o Paulo Guedes falou, o que ele acreditava que funcionaria Qual que era a cabeça dele? Ele falava muito sobre cobrar mais impostos em cima dos dividendos, dos lucros do país, dos empresários.
Ele falava muito sobre suavizar para camada mais baixa, porque o Brasil tá endividado. Ele falava muito sobre abaixar a taxa de juros, né, e que para isso a gente precisava ter tributos diferentes, que a indústria brasileira também precisa se desenvolver, que ela precisa ficar em grau competitivo e tal. Tudo certinho, mesma coisa, tudo muito bom. Quando você pega o Haddad, ele repete o exato mesmo discurso. Ele falava a mesma coisa: a gente precisa de uma reforma, a gente precisa tributar lucros e dividendos, a gente precisa fazer a mesma coisa.
Os dois, eles tinham, divergem em 25% daquilo que precisa ser feito. 75%, os dois defendiam as mesmas reformas. Teoricamente é para ser um plano simples de executar, não é? Sim, porque os dois lados concordam com a parte do plano, era para ser um plano simples de executar. O Paulo Guedes veio aqui no Entrevista, vai em todo lugar Eles falam as mesmas coisas e uma base, a base do Bolsonaro ali, ouve o Paulo Guedes e fala, caramba, que incrível quando isso sai da boca do Paulo Guedes.
Os caras do Lula falam, que absurdo que o Paulo Guedes está defendendo isso. E aí troca. Quando vem para o Haddad, a mesma coisa acontece. Os bolsonaristas falam, que cara maluco, ele é doido, ele vai acabar com o país. 75% dos projetos parecidos. E a base do Lula fala, que maravilha. Então você tem um problema que não é quem Não é o que é dito, é quem disse, é a percepção, né? Mas é isso, é um problema muito grave no país, porque se a gente começa a discutir quem diz as coisas, e aqui vai acontecer a mesma coisa no chat, eu falei isso aqui, agora vamos falar, é completamente diferente se você perguntar para o Paulo Guedes ou para o Haddad, os dois juntos na mesma mesa.
Eu queria que alguém fizesse isso, colocar, não pensa igual, eles vão falar que pensa igual. Não, o Haddad falaria isso em alguns projetos, dá para vir aqui, eu vou perguntar alguns projetos, você perguntar para ele do projeto de de dividendos, etc., etc.
Cara, ele fez o que o Paulo Guedes queria fazer.
Eu sei, mas politicamente ele vai falar que não tem nada a ver com o Paulo Guedes, provavelmente.
Mas não, politicamente isso não tem nada a ver. Eu não tô falando politicamente, não.
Eu tô falando assim, por causa da política ele vai falar que são diferentes, você entendeu?
Eu não sei se diria, eu não sei se ele diria. Não, não tô falando que ele vai falar que tudo é igual. Ele vai falar assim, tem algumas coisas que a gente pensa parecida, vai dar uma sabonetada, mas existe isso. Ele fala o seguinte, olha, O seu projeto de lucros e dividendos não é muito parecido com o do Paulo Guedes, de tributação? Eu acho que ele vai te dizer, bem provável, se ele for honesto, ele vai te dizer sim.
Porque ele criticava o presidente do Banco Central por causa dos juros. Sim, aí o novo... Então, mas ele falou, mas o discurso era diferente.
Mas é engraçado, mas é isso que eu tô te falando, porque assim...
Porque o discurso político é diferente do que ele é, por isso que eu tô te falando. O discurso que ele vai ter aqui provavelmente é diferente do que ele tem lá.
Mas isso é que é perigoso. Eles entram numa seara muito perigosa, porque para ganhar eleição começa a valer qualquer coisa. É um ponto muito complicado, né? E eu falo isso sempre porque a gente tá sempre nessa briga do fascismo contra o comunismo, que nenhum dos dois existe no Brasil de fato, né? Não tá, não tem nenhum candidato fascista nem comunista no Brasil, não existe isso, né?
Nenhum.
O Lula não é comunista, para surpresa de todos, o Lula não é comunista.
Então talvez ele seja mais conservador do que muito conservador, boa parte, mas assim, ele tem um discurso que funciona funciona para Clark.
E aí ele vai ter que falar aquilo que funciona. É, se você pegar o Lula, ele dizia— eu queria muito fazer essa pergunta para o Lula um dia— o Lula dizia claramente na eleição, da primeira eleição, se ele vier aqui, eu assisto um vídeo, um vídeo era fascista. E o Alckmin dizia que o Lula queria voltar para cena do crime. Os dois diziam isso. E agora eles estão na mesma chapa fazendo a mesma coisa. Você percebe que eles não tinham tantas divergências assim?
Eles tinham alguma divergência para saber quem ia ficar com o poder. Mas se o Lula tava numa briga contra o fascismo, vamos supor que ele acredite genuinamente que o Alckmin é fascista, como é que ele coloca o fascismo de vice na chapa? Pois é, é uma doideira. Então ele não acreditava nisso, vai, é uma coisa que ele precisava fazer para ganhar eleição. Mas eu acho que o Brasil foi adotando tantas vezes essa coisa de a gente precisa fazer para ganhar eleição que a gente radicalizou as pessoas de tal nível que elas acreditam mesmo que o outro lado é o mal verdadeiro.
É assim, ó, não é mais uma discussão sobre se alguém vai ganhar eleição ou não, é se o país vai acabar. As pessoas estão votando como se o país fosse acabar caso o outro ganhe a eleição, o que é um delírio, clima de apocalipse. Mas isso não faz nenhum sentido objetivo, não faz nenhum sentido material. A gente teve políticos historicamente muito piores, a gente teve, cara, passamos por atritos reais, a gente passou por guerra civil aqui dentro, já passou por separatismo e tal.
E aí vão lá e vendem essa narrativa. Eu acho isso tão perigoso. Eu não queria que a gente— eu não gosto de fazer parte do coro que vende isso.
Eu entendo assim, ó, eu não concordo, essas pessoas que fazem esse couro ganham dinheiro com isso, ganham. Mas isso é bom.
Eu não concordo com Lula em quase nada, mas eu não acho que ele é todo o mal da humanidade. Eu não acho que ele é o único corrupto do Brasil, que se, sei lá, se Lula infartar amanhã, o Brasil melhora. Não acho que se o Bolsonaro infarta hoje, o Flávio ou o próprio Bolsonaro, o Brasil melhora. Não tem a ver isso, não vai mudar absolutamente nada. No geral, a gente tá num quadro muito similar desde a década de 80, tá sendo um quadro muito, muito similar.
Tem um sistema estabelecido lá no Brasília que independe do presidente, eles ficam lá, eles ficam lá e eles estão fazendo lobby contra o Brasil, né?
E é interessante porque toda vez que a gente acredita que esse cara ele vai entrar e ele vai resolver, é uma ilusão, né? Porque eu fico com muita pena das pessoas quando eu ouço alguém que tipo genuinamente acha assim, olha, se fulano de tal ganhar eleição, o Brasil vai, vai ser diferente, porque Você tem uma classe política incrustada, você tem uns deputados que não troca sei lá quanto tempo, os caras fazem 6 mandatos sucessivos, 10 mandatos sucessivos. Então você não tem como mudar alguma coisa, cara.
E a família, né, cara? É o pai, depois é o filho.
É a receita que tá ruim, não é o cozinheiro. Você pode trocar de cozinheiro 900 vezes, se você tiver cozinhando merda—
E como muda essa receita?
A gente precisa trocar esse modelo, os deputados, etc. Agora você vai convencer a população?
Só trocar as pessoas você acha que resolve? Resolve?
Nesse caso, a gente precisa trocar as leis que geram essas pessoas para criar uma nova elite econômica. Não tem como você, com a elite econômica do jeito que ela tá hoje, né, com os interesses que ela tem hoje, a gente evoluir. Porque você tem algumas pessoas que ganham dinheiro com esse modelo, e eles estão— é um modelo estrutural, né? Essas pessoas estão interessadas somente em ganhar esse dinheiro, e não por maldade. É porque toda vez você acredita que isso é maldade ou que é um plano, é uma bobagem.
Cada um faz aquilo que mexe para si, que é melhor para o bolso dele.
Você pensa assim, ó, amanhã vamos criar uma lei que vai criar um imposto de 5% em cima do podcast, tá? Aí você simplesmente mantém seus deputados para que isso não passe. Você não tá preocupado com o que vai passar, você tá preocupado que não te afete. Então é todo mundo pensando nisso, ah, como é que eu mexo nas leis para que ela não me afete? Então todas as vezes que você tem uma reforma e que ela prejudica algum setor da economia ou alguma coisa específica, ainda que ela vá ser benéfica, ela não passa.
Porque você tem um cara que ele consegue fazer um lobby e barrar aquilo ali, porque é muito barato. Então ele consegue fazer um lobby e barrar aquilo ali. E aí não passa nenhuma das reformas que a gente precisaria. O Brasil hoje, você não sabe quanto você paga de imposto, cara. A gente é um país, dentro das maiores economias, a gente é o único país que não tem o Imposto sobre Valor Agregado claro. Você não sabe quanto que é o IVA do Brasil, ninguém sabe.
Então assim, como é que a gente vai arrumar uma coisa que a gente não sabe? A gente não paga, não sabe quanto que a gente paga de tributo. Ó, loucura, é uma cadeia tão sofisticada e complexa 430 mil normas tributárias que a gente não sabe quanto paga de tributo. Como é que vai dar certo isso? Não tem como, entende? Se eu vou abrir empresa, eu não sei nem quanto que eu vou pagar de imposto. É difícil, não dá para funcionar.
Então, quando vem aqui, fica, deve ficar louco, né, quando vai abrir empresa e começa a estudar.
E essa burocracia dá dinheiro, então ela dá dinheiro para caramba assim, para um monte de gente. Essa é, ela mantém aqueles que estão vencendo no topo para sempre. Então ela prejudica muito quem é entrante, mas não compensa arrumar, porque quem tá ganhando continua ganhando. Quem tá ganhando tem a caneta, porque o cara faz a caneta descer usando dinheiro, né?
Então você tá me deixando muito pessimista, cara.
Não, eu acho que pelo contrário.
E como que a gente fica otimista com o que a gente tem? O que que é possível fazer?
Eu acho que a gente tá chegando num lugar, eu acho que a gente tá chegando num lugar muito bom, é porque o Brasil tem nos próximos anos Toda a elite política que a gente construiu, ela vai morrer envelhecendo. Eles já estão velhos, eles vão morrer. Então não existe mais nenhuma chance desses caras estarem no poder daqui 10 anos, acabou. Isso é a melhor chance que a gente tem em gerações. Quando você pega o material bruto geracional agora, essa geração nova ela é muito boa, muito eficiente.
Quando você pega, o Brasil tá na vanguarda de IA, o Brasil tá na vanguarda de tecnologia, o Brasil Eles estavam à guarda de quase tudo. Quando esses caras, que são a nova elite econômica que tá se formando no Brasil, que esses caras estão conseguindo ganhar dinheiro, tem uns empresários, né, com a cabeça diferente, errados ou certos, diferentes, né, errados ou certos, eles vão agora começar a fazer o próprio lobby. Eles são os caras que vão influenciar a política nacional nos próximos anos, e eles não estão fechados com esses velhos acordos.
Então você tem uma— quantas pessoas você conhece que enriqueceram no Brasil nos últimos 20 anos? Tem um grupo. Esse grupo existe, são os novos ricos brasileiros, né? Eles existem e eles não negociam com os mesmos grupos anteriores. Então a gente vai ter uma ruptura agora e eu acho que ela vai ser muito benéfica. A gente tem uma ruptura total, uma nova classe política surgindo, os nomes antigos estão já dando o último fôlego deles e acabou.
E agora você vai ter uma, as novas forças políticas do Brasil, ela vai surgir. Eu acho que a gente tá num dos melhores momentos, um dos melhores momentos da história do nosso país, de chance, né? É porque assim, Vai tudo ruir, mas esse ruir é muito bom, porque acho que se a gente mantém as estruturas do jeito que elas estão, né, se ela tá funcionando mais ou menos, você arrasta por muito tempo. É aquilo, se sua geladeira pifa meia hora por dia, você consegue manter ela por quanto tempo?
Pois é, para sempre. Agora, se ela para de funcionar durante 6 dias, aí você tem que trocar. A nossa geladeira parou de funcionar, o Brasil parou de funcionar, ele não funciona mais nos moldes como a gente vê até aqui, o que trouxe o Brasil até aqui. Não vai quebrar, um país não quebra desse jeito, mas ele pode, mas você tem uma mudança grave. A população ela tá 80% na dívida, as pessoas estão então numa situação que elas não vão aceitar mais o que elas estão recebendo, elas não vão aceitar.
Então assim, você pode fazer propaganda e falar que o Brasil tá ótimo na televisão, né, a cada, o outro apresenta os indicadores dele, fala que tava maravilha, o outro apresenta, fala que tava maravilha, mas você tem uma pressão, você tem população que não consegue mais comprar casa, você tem uma população que, poxa, tá com dificuldade de comer carne todos os dias no país que mais produz carne no mundo. Então você tem alguns pontos assim que as pessoas estão olhando, falando, caramba, tem alguma coisa que tá errada nisso aqui, né?
Tem alguma coisa errada e parece que não sou eu. Porque primeiro você pode culpar, né, o trabalhador. Você fala, sei lá o quê, da produtividade, que sei lá o quê, que o brasileiro dá o jeitinho. O cara vai falar, cara, que jeitinho é esse que eu tô dando? Que eu acordo 5 da manhã, vou dormir 21 da noite, Realmente, né? Que malandro é esse que acorda de madrugada para trabalhar e vai dormir 21 horas? Não existe, né?
Não existe. A grande maioria da população—
mas a população começou a perceber isso, que ela não é malandra, que ela não tem nada. Como é que os caras que são brasileiros e mudam de país vão bem, né? Não é impressionante? O cara que trabalha ali consegue— brasileiro consegue bem em qualquer lugar.
É incrível, né, cara, como a gente se dá bem lá fora de um jeito. Não sei se é porque a gente trabalha mais, tem mais vontade, a gente trabalha mais mesmo.
Então é isso que tá começando a mudar.
Acho Eu percebi isso quando eu fazia quadrinho nos Estados Unidos, cara. A gente simplesmente pegava trabalho porque os caras tinham um ritmo e falavam assim, cara, eu sei lá, eu pego tal hora, não sei o quê, eu entrego tantas páginas por mês. O brasileiro falou, ah, é? Me dá 3 revistas que eu faço 3 revistas ao mesmo tempo. O cara se matava porque era dinheiro, era em dólar. Aí os americanos começaram a ficar puto, né? Tem uns cara aí pegando tudo quanto é material porque eles entregam no prazo e fazem mais de uma revista.
E você trabalhou para quais revistas?
Marvel, trabalhei para a Wiser, trabalhei para um monte de coisa. E fora, e realmente a gente entregava o material melhor ou na mesma qualidade com menos prazo e não furava.
Cara, a gente é muito melhor, é muito, mas a gente é muito criterioso.
Vai para Portugal porque lá os caras são maltratados, né? Você vê o profissional, aí chega, a gente tem uma facilidade de relacionamento assim, né?
De tudo.
Você sai do Brasil, você sente isso assim, você volta para cá Cara, como a galera te atende bem na loja, no restaurante. Eu percebi isso quando eu fui para Argentina. Não que lá não atenda bem, mas não é igual ao Brasil. Não é igual ao Brasil. Você atravessa a fronteira, o cara tá com um sorriso no rosto, tá te perguntando não sei o quê. Você fala, cara, como aqui é bom.
É outro país. E quando você pensa assim, olha só, quando você pega no mundo e vai olhar, você pega a pandemia, é um bom exemplo da capacidade do brasileiro de fazer coisas, movimentos rápidos. Sei lá, Você pegou a pandemia, deu 5 dias de pandemia no Brasil, você ia em qualquer birosca aqui, ninguém sabe quem inventou, é um gênio. Você ia em qualquer birosca aqui, tinha aquele negócio feito com cano PVC que você apertava o pé e grudava o alcanjel.
Os alemães tentando desenvolver coisa com tecnologia de passar a mão, de sei lá do quê. Cara, os caras lá levou 3 meses para resolver o problema. Ou fazer máscara, cara, deu 4, 5 dias, tinha máscara feita de meia para tudo quanto é lugar. A gente tem uma capacidade de solucionar problema numa velocidade que exatamente por conta da nossa burocracia e pela estrutura do país, a gente tem que inventar. É o povo mais inventivo do mundo, é loucura.
Paradrapo, e você faz muita coisa com fita dupla face, que eu não sei o quê, você vai fazer. Os americanos fica doido quando vê, a gente é desenrolado. Você vê na hora de um set de filmagem brasileiro e um americano lá, os cara tem Eu tô filmando com óculos, o cara tem 4 óculos iguais para se um quebrar, tem 4 a mais. Aqui a gente mal tem, é o do próprio ator. Você tem um óculos aí que é mais ou menos? Aí eu vou levar ele. Cara, ele mesmo leva o negócio e é desenrolado, cara.
E a gente produz muito com muito pouco. Então eu falo assim, as poucas iniciativas brasileiras que receberam algum dinheiro, pode pegar todas elas, poucas iniciativas. Olha, imagina o seguinte, o Brasil tem hoje uma das maiores indústrias aeroespaciais do planeta. Olha que loucura, você tem ali Boeing, Airbus, Embraer, a gente é o terceiro. Você pergunta quanto dinheiro cada uma dessas iniciativas recebeu e quanto que a Embraer recebeu, cara.
E aí o detalhe, a gente conseguiu ganhar deles em todo setor de jato privado do mundo inteiro, utiliza aviões da Embraer. A gente ganhou. Aí você pega, ah não, isso é um caso excepcional. Não, não, não, vamos lá, pega a Embrapa, quanto dinheiro que a gente investiu na Embrapa? Cara, a gente fez um lugar improdutivo. O deserto brasileiro era o Cerrado, é a região que eu moro. Estado de Goiás era um deserto, literalmente um deserto.
O pouco dinheiro que foi colocado lá se transformou no maior produtor de soja e de carne do planeta Terra. Sei lá quanto dinheiro o Brasil investiu nisso. São os melhores pesquisadores. E não tô falando— e aí você pode pegar e falar, não, é que a iniciativa privada, iniciativa pública. Não, tô falando do material bruto brasileiro, essa vontade de fazer Cara, não é quem é assim, ó, não é alguém teve que falar, é porque todo mundo é de lobby, é porque toda vez que alguém acerta, ninguém é pai de filho feio, mas de filho bonito todo mundo é pai.
É assim que aconteceu isso.
O agronegócio brasileiro, ele tem um lobby violento, tem, ele queria aquilo. Então é, você tem uma elite que queria, o poder público queria aquilo porque a suficiência alimentar mexe no preço de custo de alimento. Então os políticos, preço de custo de alimento é importante, todo mundo, todo mundo queria. Só aquelas coisas que o Brasil precisava, então aquilo ali era uma coisa que o Brasil queria Mas por que uma coisa que todo mundo quer, que é uma infraestrutura de trem fluvial e marítimo e não sei o quê... Todo mundo quer infraestrutura de trem?
Não, não é que todo mundo quer. Seria bom para todo mundo, eu escolhi a palavra errada. É isso.
Mas o lobby quer? O lobby hoje que manda no país quer, será? Eu não sei. Eu acredito que não.
Eu também não sei.
Acredito que não, já tinha acontecido. Aquilo que tem interesse político por trás, acontece muito rápido no Brasil. Quanto tempo demorou para passar rodovia no Brasil inteiro? O lobby queria, todo mundo queria. As empresas de carro queriam, as empresas de caminhão queriam, o pessoal das concessões que ia ficar com as rodovias depois para poder cobrar pedágio queria, a Petrobras queria, todo mundo queria. Passou rápido. Isso é que o problema é.
Mas o trem atrapalha isso? Alguém?
Eu acho que deve atrapalhar, porque senão já tinha acontecido. Não sei se atrapalha. Eu presumo que atrapalha, porque é lógico, existe uma dificuldade geográfica. O Brasil é um país gigantesco, né? A gente fica se comparando com Portugal, sei lá. A quantidade de rua que tem daqui, de avenida ou de estrutura rodoviária que tem daqui para o Rio de Janeiro é maior que Portugal inteiro. Então é maior que toda a estrutura que eles tiveram que desenvolver.
E terreno montanhoso, você tá falando, o Brasil tem um dos piores terrenos do mundo. A gente fala que o Brasil é abençoado por Deus, o caralho. Você pega os Estados Unidos, você vai olhar o Rio Mississippi cruza os Estados Unidos inteiro. Você jogou uma coisa em cima, cai lá embaixo sem estrutura nenhuma. O Brasil teve que cortar de rodovia isso aqui. É por isso que eu tô falando, a gente é um povo extremamente engenhoso e bem qualificado.
É porque as pessoas subestimam muito a capacidade. Se os americanos pegassem um país igual o Brasil, eles até hoje não tinham saído do chão, não tinham saído do chão até hoje, porque você teria que cortar. Eles tiveram o que eles receberam de graça de Deus, que foi o Rio Mississippi cortando tudo. O Brasil teve que desenvolver. Até hoje não tá interligado. A cidade de Manaus, ela é desconectada do restante do Brasil até hoje. Não tem uma rodovia que cruza lá, porque você tem um problema.
Se você resolve esse problema, começa a traficar árvore, o caralho, vai virar o Satanás. Então tudo no Brasil é difícil, foi difícil para gente, tudo foi difícil aqui. E a gente tem um povo muito bom, mas tudo é difícil, tudo para a gente é 10 vezes mais difícil, porque a gente tem um tamanho gigantesco, tem uma estrutura política que a gente tem que conviver, que são legados. A gente não é até hoje um país republicano de fato, a gente ainda é um pouco monárquico.
A gente não tem esse esquema de cada cada estado decidiu que é melhor para ele, né, como é nos Estados Unidos, que tem leis específicas para realidade, né.
E você tem um silêncio ali dentro, porque, por exemplo, quem manda em cada estado? Tem uma família que manda em cada estado brasileiro, né, por décadas, grupo de família a vida inteira. Mas aí é difícil conciliar esses interesses com o interesse da população, com sei lá o quê. Então o que a gente precisa é, primeiro, uma reforma política, né, que dê para a gente um modelo talvez diferente. Eu não sei o que que a gente precisa especificamente, mas um modelo diferente, a reforma política, uma reforma econômica para a gente poder voar.
Mas assim, ela vai acontecer. É porque a gente adora se comparar com gente que não teve os mesmos desafios que a gente. Então é, sei lá, e comparar, não vou comparar o Brasil agora com a Espanha, vou comparar o Brasil com a Inglaterra.
Mas a China também, ela tinha um desafio, ela tinha uns desafios absurdos, né, cara?
Mas o Brasil quer resolver igual a China?
Não quer.
Você quer que resolva igual a China?
Essa é a minha dúvida. Eu tive lá esse ano.
Eu não pensei que você quer que resolva igual a China.
Eu não gostaria. Mas eu penso, será que é porque eu sou artista e quero ter minha liberdade total e eu não aceitaria tal coisa e não sei o quê? Não sei.
O Brasil precisa da solução.
É, culturalmente o Brasil não é a China, não é a China.
Não dá para você pegar. E a China não é uma civilização nova, você tem que lembrar. É que o seguinte, toda vez que a gente vai falar da China, as pessoas falam, a China era um país extremamente pobre na década de 80. O caralho, a China tem 6 mil anos de história. A China ficou fora do ranking global, ou entre os 3 primeiros, ela ficou fora, sei lá, desse período todo ficou 200 anos fora. Ela voltou para o lugar de sempre. Então assim, é uma das maiores civilizações, eles tiveram problemas e voltou para o lugar onde ele sempre ocupou.
É assim, ó, não é porque você teve, ah, eu sou um time, né, vamos pôr, vamos puxar um time, segunda divisão, caiu para segunda divisão, o Flamengo, ele vai naturalmente, vai voltar. É assim, pode demorar, pode demorar, Mas ele vai voltar. A infraestrutura da China estava construída. Se você pegar quantos povoados existiam, tudo que está cruzado, as rotas comerciais, a Rota da Seda, estava tudo montado, era só recuperar. Se você pegar a Argentina hoje, a Argentina foi rica em algum momento, hoje em dia não é um país rico, é um país pobre.
Mas quando você vai para a Argentina, você caminha por Buenos Aires, você vê, a fiação é subterrânea. A Argentina é herdeiro, ele só tem que pagar a manutenção, ele não tem que construir, é o que eu estou dizendo. Se você anda pela Argentina, você percebe que tem que manter. Os prédios estão lá, a rodovia tá lá, o asfalto bom tá lá, a infraestrutura dentro do chão, não tem poste na rua, tá lá, né? Aquela infraestrutura toda. O Brasil tem que construir.
A gente não é herdeiro, a gente não foi rico em algum momento, né? A gente sempre teve nesse lugar. Então a gente tá construindo, não se compara. Se você pegar agora, beleza, você quebrou, vamos supor que você quebrou, mas se você tinha um pai que ele tinha uma casa, tinha um carro, tinha tal, que quanto tempo essas coisas duram? Só na manutenção. Pois é, com custo de R$10 mil por mês você mantém a sua vida de milionário ali, ó, tranquilo.
Você vai pagar uma diarista e a comida. Agora, se você tiver que construir a mansão para você morar, porra, aí é foda. Agora, você pegou a mansão pronta só para pagar, para manter ela, você mantém. A Europa é isso, ó, pegou a mansão pronta, todo mundo pegou pronto. O Brasil tá sendo construído, cara, tá sendo construído do zero. E a gente quer se cobrar da mesma maneira que você vai cobrar outros lugares. A gente pode se comparar, eu acho que é benéfico.
Não tem que comparar, né?
Tem que se comparar. Podemos nos comparar com os Estados Unidos, podemos nos comparar com os outros países da América Latina, e crescemos menos também do que os outros países da América Latina nos últimos tempos.
Eu vivi dois momentos assim de crescimento, de melhora, e dá muita pena disso não ter sido continuado, né?
Mas assim, são os desafios que o Brasil escolheu também, porque é o que eu tô te falando, a gente tem uma lógica de jogar o bebê fora junto com a fralda cagada. É a lógica do Brasil. Porra, eu não—
o bebê se cagou, o cara dá muito trabalho para limpar.
Eu queria ter jogado o Marcelo fora e ter salvado a Odebrecht, entendeu? Eu queria ter, eu queria ter, eu preferia que ele só tivesse respondido na pessoa física e a gente salvasse a empresa.
Não aconteceu nenhuma coisa nem outra.
A gente destruiu a empresa e deixou ele solto.
Então é, ele tá de boa e a empresa não existe.
E os cara que a gente não pegou estão pagando tributo para caramba. Não vou falar o nome porque eu não quero arrumar problema, mas assim, se você pegar os que a gente não pegou naquela época que a gente que era corrupto, hoje em dia tá entre as maiores empresas do mundo.
É mesmo?
Então deu certo. Se tivesse só ignorado, talvez— é foda pensar isso, né?
É duro, cara.
Mas assim, é que dá revolta, dá muita raiva. Mas se você pensar que talvez não ter feito nada— é lógico, afronta totalmente a nossa dignidade, né? Você descobrir que alguém é corrupto e não fazer nada afronta completamente a nossa dignidade. Mas a gente— é triste pensar que talvez a gente tivesse melhor. Eu fico chateado comigo mesmo quando eu penso isso. Mas assim, cara, é inegável, né? Aquelas empresas corruptas, elas produziam um resultado X para o país em impostos, elas geravam emprego.
Agora os engenheiros virou Uber. Eu não sei se— eu não queria essa solução, não queria nenhuma das que foram feitas, né? Eu queria, pô, queria que a gente aprendesse a punir pessoas e salvar negócios. Tem que separar pessoa jurídica da física.
Mas agora então vamos falar de máscara. A gente tá diante de uma coisa diferente. Tenta explicar para a gente o que que aconteceu? Como que o cara consegue ganhar tanto dinheiro e comprar tanta gente e ninguém percebeu? Foi abaixo do radar ou a galera já sabia?
Imagina o seguinte, olha só, a gente tinha um Banco Central que ele tinha que fiscalizar 10 instituições. Quantos bancos tinham no Brasil? 10 bancos, vai. Assim, falando sério, né? Ah, tinha uma outra coisa que existia, um legado tal, mas assim, o Brasil tem 6 bancos S1 até hoje, é isso. Santander, Banco do do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, o Itaú, os bancos S1. O Brasil tem 6 bancos S1, o restante é S2, o sistema de segurança nacional um pouco mais baixo, e o restante é S3, S4 e tal.
O Brasil tinha então somente esses bancos, então todo mundo tinha que abrir conta em um desses bancos e tal. A gente teve uma lei muito boa que ela falou o seguinte: vamos aumentar a competitividade no setor bancário, porque não faz sentido, né, o setor financeiro, que é um setor tão lucrativo, ele ficar restrito na mão de poucas famílias. Então vamos aqui colocar para mais pessoas poderem participar do sistema. Cara, isso criou todas as coisas boas que a gente tem hoje.
Você nunca mais teve que ir numa agência, não foi? É porque melhorou a digitalização. Aqueles bancos não tinham por que se digitalizar.
Ah, por causa da concorrência só foi tudo isso?
Você começa, se eu começo a oferecer uma conta que eu abro para o Vilela, sem o Vilela ter que sair e tal, aí todo mundo teve que se mover. Aquele negócio que você, o banco te cobrava cesta de serviço de R$40, R$50, os bancos tiveram que se mover.
Aquele negócio do banco acrescentar essa fase de ter que ir em banco toda hora. Nossa, como era chato, cara.
Porra, cheguei a trabalhar numa empresa que tinha um caixa eletrônico do banco, daquele banco que a empresa abria a folha dentro do caixa, você colocava o caixazinho. Trabalhou assim já?
Não, não, eu trabalhei, tinha que ir no banco pagar as coisas aqui rápido.
Era o inferno, lotérica e tal. Então quando colocou isso, melhorou demais. Agora, se você tem aqui 10 guardinhas, vamos supor, para vigiar um shopping com 100 pessoas, pô, tem um guardinha para cada para cada 10 pessoas. Aí de repente no shopping entram 45 mil pessoas e mantém 10 guardinhas. Vai dar merda, já deu, já tá dando em algum lugar, a gente só não descobriu. Então o sistema financeiro brasileiro evoluiu, o Banco Central ele completamente sucateado, até hoje tá completamente sucateado, não tem concursos novos, não tem.
Pessoal fala que funcionário público no Brasil ganha Mas assim, o grosso do funcionário público não ganha bem, não tem estabilidade, trabalha demais e trabalha demais mesmo. É triste a gente falar isso porque as pessoas ficam revoltadas, fala: não, funcionário público tem a vida boa no Brasil. Não, nem sempre, né? Você tem, quando você pensa em funcionário público, você pensa em juiz, ninguém pensa na professora, ninguém pensa no zelador que limpa o chão, ninguém pensa na merendeira.
Você vê que a nossa cabeça tá sempre no grandão, né? Ninguém pensa no pequenininho. Então, de repente, esses caras que faziam a fiscalização e tiveram um monte de instituição para fiscalizar, obviamente não conseguiam fiscalizar. Esse cara ganha mal. Um cara que tem um banco ali, uma instituição financeira, ele conseguiu. Ele olha lá e fala: Vilela ganha lá o salário de R$15 mil. Olha para você e fala: Vilela, você tá vendo isso aí, né?
Achei isso aqui e tal, chamar você para uma consulta. Achei isso aqui e tal. Falou: Quanto custa para você não ver mais? Não, mas eu tô vendo. Então, mas R$200 mil por mês, será que você não deixa de ver? Deixou de ver. Na prática, esse cara fala: Não tô enxergando isso aqui não, eu tinha um problema que eu não tô vendo mais. Aí o que que ele fazia na prática, né? É um babuinho, as pessoas estão dando muita atenção como se fosse um grande articulador, um gênio do crime.
O cara é um matuto. Desculpa provocar, você tem bom gosto para mulher, mas é um matuto. É assim, um cara que foi lá e falou, olha, eu vou emitir CDBs aqui aleatoriamente, que é investimento de coisa, eu vou oferecer uma taxa maior que o mercado, eu pego esse dinheiro e vou gastando.
Como que ele oferecia essa taxa maior?
Você oferece, você pode ir lá, é para capitalizar, eu posso ir lá e oferecer. Vou tomar um empréstimo no Brasil, né? O banco toma empréstimo para emprestar dinheiro. Se eu emprestar 25%, eu posso tomar— os bancos tomavam esse empréstimo a 10% e emprestavam 25%, ficava com 15%. Ele falou, ah, eu vou pagar para o cara 20% e vou ficar com 25%. Na prática não para em pé, porque você tem inadimplência, tem um monte de coisa. Mas aí você tem que garantir um indicador principal lá, que é o Índice de Basileia.
Vamos colocar assim, é quanto de dinheiro de verdade você tem que ter o tanto de dinheiro que você tá emprestando. Porque o banco, se ele tem R$1 seu, ele não empresta R$1, ele empresta R$10, entendeu? O banco pode imprimir dinheiro no Brasil. Então, mas todo lugar pode, é normal, faz parte do sistema financeiro. Então o banco vai lá, ele imprime dinheiro. É uma coisa perigosa, um jogo perigoso. Mas aí, para garantir que nunca vai dar merda, o que que o banco pede?
Ele pede que todo dia você tenha mais depósitos do que saques. Porque se isso acontecer, se você tiver sempre mais depósito do que saque, nunca vai quebrar, né? E aí no Brasil tem uma coisa que é proibido você divulgar Qualquer coisa que gere corrida bancária. Então é proibido a gente falar aqui, por exemplo, amanhã o banco tal vai quebrar, porque as pessoas vão lá e sacam o dinheiro e quebra o banco de verdade. Só porque a gente ameaçou quebrar, ele quebra.
Porque se você tirar a garantia, ele é autorrealizável. Porque como o banco não tem o dinheiro de verdade, se você falar para as pessoas, todo mundo vai lá, aí acabou. Se 10% tirar o dinheiro, acabou o banco. É basicamente isso. Então é um sistema, então percebe que já é um sistema financeiro meio complexo, né? Todo sistema financeiro atual, tá? Não é do Brasil isso não. Do mundo. E aí o que que ele fez? Ele tem que, para manter essas garantias, você tem que apresentar garantias reais.
Então, por exemplo, você vai falar o seguinte: olha, eu tenho aqui, por exemplo, ações do Vilela, que minhas ações valem R$1 milhão, aí eu vou emprestar esse R$1 milhão. Só que tem um jeito, você pensar bem. Olha só, então o Vilela, ou aqui nossa empresa, tem 10 ações, cada uma vale R$100 mil do Vilela. Se eu tenho 2, eu tenho R$200 mil, correto? Como é que eu faço para mudar o preço disso aqui? Eu tenho que remarcar. Minhas ações valem R$200 mil, tenho 20% do vilério, correto?
Se eu pegar esse 20% aqui, eu pegar um outro fundo de investimento, abrir eu mesmo, eu, Raul, sou dono de 20%, pega um fundo de investimento e fala, ó, eu vou comprar uma dessa daqui por R$1 milhão.
Você deu um novo valor para ela, agora você tem quanto?
R$8 milhões. Você tinha o seu valor, ele passou, você multiplicou pela última, valor da última negociação, era R$100 mil. Agora passou a ser R$1 milhão cada ação.
Empresa inventada?
Não, fundo.
Um fundo.
Ele criou outro fundo. Aí ele foi fazendo isso com um monte de coisa e remarcando. Então ele comprava ação de empresa merda e remarcava elas. Então, por exemplo, R$1 cada ação, ele mudava para R$100, nessa grandeza, de maneira estúpida mesmo.
Não pensa, o mercado já sabia que ele tava fazendo isso.
Não pensa numa coisa sofisticada, não, né? Assim, nos bastidores sim, na prática não. É, o Banco Central não percebeu, de fato acho que não perceberam, porque senão teriam parado ele antes. E para o mercado financeiro não é conveniente, porque as pessoas estão falando, ah, os banqueiros, etc. Quem pagou essa boleta foram os donos dos bancos, porque quem mantém o FGC, ele não é público. Então falando, ah, o Volcaro pegou dinheiro seu.
Todo banco tem que pegar um valor e colocar nesse espaço para se der uma merda.
Deu golpe na população brasileira, ele deu golpe nos banqueiros.
Mas os banqueiros são muito espertos, por que que eles não se protegeram disso? Ou não são tão—
Então é porque o órgão regulador, que é o Banco Central, ele obrigava os bancos a manter o FGC. Então, se confiando na regulação, que é o que eu tô te falando, ele foi emitindo e fazendo. O Banco Central deveria estar fiscalizando. Quando os banqueiros perceberam, né, eles tentaram parar ele. Quando os banqueiros perceberam, tentaram falar, avisaram o regulador e tal, e tentaram estopar aquilo ali. E aí caiu, foi assim, os banqueiros fizeram pressão em cima do Banco Central e, pô, descobriram aquilo ali e derrubou.
Mas assim, você vê que é um esquema burro, ele não era nem cuidadoso, não era uma remarcação assim, ah, de R$1 para R$2,50, fazia cagado mesmo. Empresa merda, qualquer empresa fazia para R$100. Então não é difícil fazer o que ele fez, não é difícil no sentido, mas ele sabia que ia quebrar uma hora isso daí, esse sistema, subornando todo mundo, que aí nunca quebraria. Se passasse mais tempo, ficaria inquebrável, porque se ele chegasse a ter tanto dinheiro dentro do guarda-chuva que se quebrar afetaria o sistema financeiro nacional, aí não tem como mais falir.
É too big to fail, você chega no momento, você é tão grande que não tem não tem como mais quebrar, porque é muita gente envolvida. Não tem como mais quebrar, porque aí chega, não tem como quebrar, por exemplo, o Banco do Brasil ou Santander e tal. Não tem como quebrar, não tem como quebrar, porque parte de todo o dinheiro da economia brasileira circula por lá. Se quebrar, o sistema ruim inteiro.
E aí o sistema banca, aí alguém tem que bancar para sustentar.
Então acho que a tese dele era chegar lá nos Estados Unidos, lá no, é porque não, mas nos Estados Unidos tem 4.600 bancos. A gente não pensa aquele, aquela quebradeira Subprime, mas seria muito pior no sistema brasileiro. Um banco assim quebrar é muito pior do que aquilo. Sério? Não tem como. Não, o dos 6 bancos principais não tem como quebrar. Os bancos pequenininhos pode quebrar tudo, mas Itaú não tem como quebrar. Porque se você quebrar, o dinheiro— é porque você imagina o seguinte: quantas empresas mantêm conta PJ no Itaú?
Pô, um monte. Aí quebrou. Aí essas empresas, como é que elas vão pagar? Se o Itaú quebrou e não tem o dinheiro dela, como é que ela vai honrar o salário dos funcionários? Aí se ela não vai honrar o salário dos funcionários nem dos fornecedores, como é que os fornecedores vão honrar o salário dos funcionários? Então você vai chegar num efeito cascata que, sei lá, 70% da população brasileira vai ser atingida. Não tem como. Aí tem que ir lá e tem que injetar dinheiro, tem que salvar, obrigar um banco a comprar, entendeu?
Você pegar, se o Itaú falar que não dá conta, você pega outro banco e fala, ó, compra lá, porque não pode quebrar, não pode quebrar. O Banco do Brasil tem que assumir, a Caixa, alguém tem que assumir. Mas aí o Master aí começou a fazer tudo isso, foi fazendo isso e foi alavancando, aumentando o tamanho Não tem problema. E aí, para não, para como o sistema, o Banco Central, etc., os reguladores, ele foi dando aquelas festinhas e gravando as pessoas em situações indecorosas e tal, porque aí ninguém tinha coragem de mexer com ele, né?
Então aí ele foi sustentando. Mas você vê que é um negócio, é um, é a curto prazo funcionou, mas não é sofisticado, entende? É uma coisa, é porque eu tô falando como se ele fosse um grande gênio do crime, mas é um negócio tão, é chulo, não é uma grande estratégia, um cara, porra, puta, genial.
É um maluco bom de lábia e bom de conversa, bom de puta.
E é isso, não tem, é, não é puta e bebida, puta e bebida, cara. O homem é fácil, né? Homem é fácil ser subornado.
É muito fácil de subornar esse pessoal, né?
Qualquer viagem, não precisa subornar muitas vezes. É porque assim, ó, sei lá, eu te chamo para minha casa, você tá lá bebendo uma cerveja, tem 50 rapariga perto, você vai querer esse vídeo na internet? Não vai. Então pronto, não precisa te subornar mais. A gente é amigo agora por uma questão de conveniência, entendeu?
Entendeu?
Tipo assim, não tem como a gente virar inimigo, né? É chumbo trocado demais, não compensa. Então é muito nessa lógica. Você chamou o cara para dentro do lugar que ele—
você vê a quantidade, né, de gente que tá envolvida de todos os aspectos políticos, né? Ele foi para todos os lados, ele não escolheu um lado.
Tudo, eu tenho de tudo, né? Tem de tudo. Então assim, é muito difícil que esse escândalo ele realmente seja investigado da maneira como se deve, deveria ser, né? Muito a sério, deveria ser tratado muito a sério. Esse cara não que ele não saísse da cadeia nunca mais. Mas é muito difícil, porque assim, quantas pessoas vão ter coragem de levar isso a sério, né, cara? De deixar ele preso mesmo, porque é um perigo, né? Esse cara pode começar a falar o que ele sabe, né?
Você vê que o outro cara dele lá já sumiram com o cara, sei lá, falar que ele morreu, não sei nem do que que ele morreu. Fala que se matou, né? É estranho, né? No mínimo atípico, um cara que é quase psicopata fazer serviço sujo, não aguentar 2 horas de cadeia. Eu achei Pois é, achei estranho assim, mas sei lá, essas coisas que acontecem no Brasil, né? Me falaram que isso aí pode ser que ele se matou, mas eu acho bem difícil, né?
Acho bem estranho. Mas é isso. E aí o pessoal fala, e é o crime sofisticado, o cara era um gênio do crime.
Mas daí envolver os juízes, né, do Supremo Tribunal, são pessoas, né, cara?
Juízes do Supremo Tribunal, essa palavra é muito ampla. Os homens com rola que caga Tudo normal.
A diferença só são de valores, né? São valores maiores.
A diferença é que ele tá de vestido e capa.
Não tem outro falando assim. Para comprar os caras, os valores são mais altos, né? E mais sofisticados.
Nem sei se são, porque olha o tanto que é barato. É um salário de um Luiz, é quanto do Supremo? R$40 mil para um banco?
Isso não é nada, né?
É uma instituição financeira, um Zé Ruela qualquer. Porra, eu tenho funcionário mais bem pago que isso.
Então você imagina O Borcaro tava pagando para um corredor correr com o relógio dele para ele pegar uma mina.
Você viu isso aí? Será? Eu achei isso aí, acho que é zoeira, cara.
Será que é zoeira?
Porque a galera começa a botar tudo na conta do cara também, porque vira meme, né, cara?
Você já não sabe o que que é.
Eu vi meme de tudo. Borcaro pagava para tudo quanto é coisa já, pagava para limpar o sapato, pagava para pombinha, pagava para tudo. Eu sei que ele era gastador mesmo.
Pô, as festas que o cara fazia chamava Coldplay.
Cara, e pior que no mercado financeiro nunca tinha ouvido falar dele assim, né? Não era nem um cara conhecido assim. Pessoal fala que ele tava dentro, tudo assim, mas eu acho que ele era mais dentro do sistema mesmo assim, do banco.
Seu nome não vai aparecer em nenhuma, não.
Ah não, não vai.
Não tô do jatinho dele.
Não, eu não. Eu já tinha falado muitas vezes na quem fez a escola, né, que estudou a gente já tinha falado muitas vezes do risco do Banco Master ali, mas como tem o FGC compensava para caralho. Porque as pessoas querem falar hoje em dia, né, ah, mas os bancos todos distribuíram, né, títulos do Banco Master e tal. Só o Itaú que falou, ah, eu nunca distribuí um título do Banco Master. Porque ele não distribui título de ninguém, o Itaú só distribui título dele mesmo, que é porque é fechado.
Mas todo mundo distribuía porque contando no FGC, né, porque você seguinte, ah, até quebrar, é porque antes era o Banco Máximo. Então, ah, o Vilela, você vai ficar ganhando 20% aí até quebrar. Depois paga o FGC.
Mas pode surgir outro banco master daqui para frente?
Já surgiu, né? É um negócio. Agora o Banco Central está mais atento um pouco, mas assim, segundo palavras do Gabriel Galípolo, que é o atual presidente do Banco Central, ele falou que hoje ele não tem condição de garantir que não tem outra coisa acontecendo.
É mesmo?
Ele falou que está sucateado, que ele não tem profissionais suficientes para poder estar investigando, que ele está precisando de dinheiro mesmo para contratar pessoas para poder garantir, porque hoje não tem a garantia. Segundo o próprio Gabriel Galípolo, pode estar acontecendo alguma coisa nesse momento que o Brasil não está vendo.
O Homer, eu não tinha percebido isso no vídeo, mas perto dele aqui ele parece o Pedro Pascal ou não?
Parece o Pedro Pascal.
Olha, um pouco, hein?
Coloca a foto do Pedro Pascal do lado dele. Já te falaram isso ou não, cara?
Já, já.
Mas no vídeo não parece. Eu tô achando mais ao vivo parecendo do que no vídeo.
Não tinha, cara. Pior que teve uma época que quando o Pedro Pascal ficou famoso, que era isso. Mas eu acho que é homenzinho latino genérico, né? É eu, Pedro Pascal, Wagner Moura, o Luan Santana, é tudo a mesma coisa, na verdade.
Os caras vão lá no catálogo e fala assim, cara, me vê 10 desse aqui.
Aí foi essa da vez, é homenzinho genérico latino, é o padrão aí, é todo mundo igual dependendo do corte de cabelo que tiver e da barba.
Todo mundo viu uma época, agora nem tanto mais, que o Pedro Pascal tá fazendo tudo, né, cara? Tudo que você assistia de série e filme tava o Pedro Pascal.
Cara, é uma doideira isso, né? Ele é um ator meio engraçado, parece um pouco mesmo, mas tá mais carcomido.
Aí você pegou uma dele já zoada, né?
Porra, aqui foi sacanagem comigo.
Olha, o branco do olho tá igual.
Ah, para, homem!
É a barba rala e o cabelinho liso, né? O negócio meio genérico assim, eu acho.
Pedro Pascal, quem dera, deve estar rico o Pedro Pascal, deve ter uns R$30 aí, porque o cara, Last of Us, Star Wars, no universo Star Wars, tudo, tudo, tudo fez.
Você tem, você abrir essa geladeira da General Electric aí, você corre risco dele estar lá dentro. Sabe que essa empresa tem uma história interessante, cara? General Electric é uma das maiores empresas assim de energia e etc. E aí ela começou a fazer alguns investimentos meio torto, acabou dividindo em 3 empresas diferentes, tá na bolsa as 3 até hoje. Virou uma empresa aeroespacial, a empresa principal virou empresa de coisa do espaço e tal.
Cara, história mais doida, eu tava estudando lá em SEADES, usaram o exemplo da General Electric. Tava lá na França estudando com o cara, o professor usou o exemplo da General Electric. Essa geladeira, eu nem sabia que eles faziam geladeira, cara, descobri agora. Deve ter feito em algum momento, em algum momento aqui, anos 40. Você que pintou aqui os trem?
Tudo. Eu e meu filho pintamos essa mesa aqui, eu e meu pai penduramos as coisas. E agora a gente vai jogando só as coisas aí, né?
Caramba, cara, é muito bonito o estúdio aqui. O pessoal que tá em casa não tem noção, mas o lugar, a gente precisa fazer um tour aqui, né? É uma puta infraestrutura, cara, não imaginava não.
E tem coisa que você não viu, né? Tem duas cabines de tradução simultânea.
Era patrocínio do Banco Master para fazer o investimento?
Eu não vou responder isso aí para os meus advogados.
Não digo que sim nem que não, não digo que fracassei.
Gostaria, né, homem, de ser convidado para alguma coisa, mas nunca convidaram a gente.
Ele gastou bem o dinheiro da FGC, né? O problema é que não convidou a gente, né?
É, o problema é esse, cara.
Nem o Baile da Estrelinha rolou.
A gente indo para o Rio com ônibus leito ainda, né, fazer vídeo lá.
Quando vai gravar, tivesse dado um patrocínio legal aqui, porra, que pegasse assim 20, 30 milhões por ano. Pois é, 20, 30 milhões por ano, pô. Não, tá bom, deixar logozinho ali. Você já viu que a logo é do Banco? Mas bota a logo aí, ela é um Ela é uma promessa do que vai acontecer, né?
Essa queda assim, parece um gráfico de queda.
É o gráfico de queda, já tinha no logo, já tinha. Tem um pessoal falando, nossa, ninguém suspeitou, a logo do miserável.
É tipo, é muito bom isso.
É isso, é sério mesmo, é um gráfico de queda, é um pico, um topo e uma queda.
O cara é um gênio, ele já, ele já, olha lá, o pico e depois a queda.
É um pico, topo, é a queda de Cara, a logo ser isso para mim é uma das coisas mais maravilhosas assim da semiótica do planeta, né? Você vê que o mundo ele tem um roteirista, ele tem um roteirista e com muito senso de humor, né, cara? O senso de humor maravilhoso. Absurdo, cara. Não, e o pior para mim, a pessoa mais prejudicada naqueles vazamentos é a moça que namorava com ele. Eu não vou falar o nome dela, eu não quero levar problema para ela de novo. Coitada, cara. Pois é, não tinha nada a ver com a história, né?
E aí vazava, sai, peneleca.
Nossa, que vergonha, cara.
Porra, cara, se vazar meu celular, só as coisas que a gente troca, hein, o homem, a gente ia ser preso. Eu, você e o Fábio, cara, os memes que a gente troca, que a gente tem, não é desse mundo, né, cara.
Mas todo mundo acha que se vazar o celular é constrangedor, claro, não tem como não. Eu tava de um jeito ou de outro, eu tava ferrado, minha vida particular, todo mundo é idiota, né. Porque assim, falar besteira, um negócio, uma coisa que tipo assim, cara, não é uma coisa que é para todo mundo ver.
Com seus amigos, você não vai mandar e falar assim, gente, isso é brincadeira, hein, eu não penso assim.
A galera te conhece, sabe que às vezes ele tá com 5 juízes brother também.
Imagina os juízes mandando rolo um para o outro.
Olha isso aqui, isso aí é muito complicado, né?
Nossa, mas você acha que vai dar o quê essa crise que tá tendo lá? Agora a gente tá meio uma guerra civil, né?
Aquele roubou dinheiro de banqueiro, né? Não vai ver, não vai sair fácil dessa não.
O Alexandre?
Não, o Alvorcaro.
O Alvorcaro, mas e o Alexandre, o André, Toffoli?
Ali é muito complicado.
A gente descobriu também que o Nunes, aquele apavorado, fugiu lá do Cássio Nunes.
Cara, é muito difícil.
Porque os caras devem ter alguma coisa muito grande para soltar dele, para ele sair do negócio falando, não, não, eu estou impedido.
Não vou votar.
Não só isso, ele saiu.
Mas sabe o que eu fico imaginando? O seguinte, a grande chance de não dar nada.
Ah não, esse é o nosso grande morrendo de medo, que não vai dar nada mesmo.
Mas acho que esse é o mais provável. Porque você imagina o seguinte, se a gente tiver aqui, ó, você vai abrir um precedente. Pô, tamo aqui, tamo aqui, todo mundo nunca mexeram com a gente, sempre de boa. Aí eu vou lá, eu ajudo a te ferrar e te tiro do negócio porque você fez besteira, vamos supor. Só que ao mesmo tempo, quem com ferro fere será ferido, né? Com ferro será ferido. Quando for minha vez, eu vou também, né? Agora, se ninguém tira ninguém, todo mundo tamo junto, ninguém solta a mão de Ninguém solta a mão de ninguém, fica no cenário.
Vamos ficar aqui, gente, ó, pelo amor de Deus, deixa isso aí. Tem esse negócio, sei que você tem aquilo lá também, você quer que isso vá? Não, eu não quero.
Que aí, velho, se atirar, é aquele negócio, sabe aquela cena do Bastardos Inglórios? Tem uma arma aqui, uma arma aqui, uma arma aqui.
Não, todo mundo apontando para todo mundo.
Primeiro que eu atiro, eu não sei se é Bastardos Inglórios, tá na bola do cara aqui com copo de uísque, ele tá na mão, e aí eles atiram tudo e todo mundo se fode, né? Então é aquilo, é, tá todo, é aquela cena, só que tá acontecendo em tempo real. Se eu atiro, eu tomo tiro também, né?
Então, pois é, ninguém vai cair e ninguém vai cair, ficar quieto.
Mas eu acho muito triste que a gente tenha arrastado a Suprema Corte. É muito vergonhoso como brasileiro, eu fico muito envergonhado, cara, da gente ver. Claro, é muito ruim, né, você perceber assim que, cara, Suprema Corte foi feita para ser guardiã da Constituição, que teoricamente é a coisa mais preciosa para a gente, que o Brasil mais que a gente lutou para ter, né, uma Constituição que fosse—
e o recado que passa para toda a população de que, cara, vale a pena, não vale a pena você ser— é tudo sujo, vale a pena você enganar, vale a pena você passar a perna, é tudo sujo, não acontece nada.
Os deputados aí, a gente já tinha, né, os senadores, deputados, a Presidência da República já foi aviltada muitas vezes. Aí agora a Suprema Corte de um país, que é o lugar que, pô, tem os juízes ali que julgam, que deveriam ser, né, são os guardiões da moral, teoricamente. Né? Só de, só vamos supor que não tenha nada, só de parecer é um prejuízo inestimável. O Brasil, a gente tem um problema agora que a gente tá vendo morrer a democracia do Brasil.
Isso que eu tô falando, as pessoas estão levando muito na brincadeira isso, né? Mas assim, a gente tá vendo ela morrer na nossa frente, porque se a gente não tem mais confiança que os juízes são isentos, como é que joga, né? Pois é, é assim, ó, chegou no ponto que eu não sei se fizeram Não vi investigação, mas se tem uma suspeição sobre um juiz que tá arbitrando sua partida na Copa do Mundo, não tem como jogar, né? Não tem como jogar.
Se eu vou, como é que eu vou jogar qualquer coisa se o juiz ele pode estar enviesado, né? Ou pensando em causa própria? Não tem jogo, acabou o jogo. Então para a gente acabou o jogo, tá? A gente vai ter que pensar, esses caras eu acho que eles deveriam puxar para a própria consciência. Eu acho que não precisa, não dá para exigir deles que, ah, vamos mandar para Não, mas pede para sair. Os que tiver feito coisa errada, pede para sair, vai embora, aposenta e larga a mão disso.
Esqueceram, seria o cenário mais bonito, né? Aposentou, pelo menos perder com dignidade.
Não, e o cara vai ficar com os milhões dele, não vai perder.
Isso, vamos perder com dignidade. Vamos lá, só fazer assim, gente, ó, galera, me pegaram aqui, tô indo embora. Não que eu seja desonesto, mas assim, só de vocês estarem duvidando de mim, eu vou embora para minha casa, sabe? Daquela dar de ofendido, vai embora para casa, fala, acabou.
Quem deve estar rindo agora é o Barroso, né? Né? Barroso falando, cara, saí na hora certa.
Eu não sei se ninguém tá rindo, cara. Eu sinceramente eu fico pensando assim, eu acho que os cara pensaram, porra, que ponto chegamos? Porque isso aí também não volta, não volta essa imagem. A reputação do STF ela não volta, ela tá por muito tempo com suspeição. É um estigma, né, muito grande assim. Então é o que eu tô falando, eu como aposentadoria de ministro do STF, se aposenta integral, você fica com tudo bonitinho, pode viver de dar palestra ainda, ficar dando opinião por aí.
Então aquela coisa, né, fala, galera, ó, é só de duvidarem de mim eu não tenho mais tranquilidade com essa corte, não tenho mais clima, tô indo embora para casa.
Porque acaba, eu não vejo eles fazendo isso também não, eu também não vejo.
Mas assim, eu penso que essa seria a saída, a melhor saída para o país, né? Porque, porra, e para eles também, para eles é mais bonito, mais bonito para todo mundo. Galera, ó, tô saindo aqui, faz aquela coisa meio que os ingleses fazem, né? Já viu os ingleses quando eles são pegos fazendo merda no Congresso, etc.? Pede para sair.
Ah, tá.
Não, mas não, tô aqui, sou presidente da Câmara, aí descobriram que eu tô fazendo merda, vai lá e vaza, entendeu? Falou, galera, vocês duvidarem de mim dessa maneira, para mim é inaceitável, tô indo embora para minha casa.
Não precisa fazer nada, é só sair.
Não fala nada, só sai.
E essa quebradeira de empresa, Casas Bahia, que queima com mais Carrefour, Americanas, bancárias, Habibs. Por que que tá acontecendo isso?
A gente tem algumas coisas aí, né? Imagina que lá na taxa de juros que a gente tava antes, a gente chegou na taxa de juros de 2%, então um clima muito bom para tomar empréstimo, né? Poxa, pegar empréstimo a 2%, até você pega aqui, ó, para mexer nisso tudo aí e tal. 2%, comprar umas câmeras novas, todo mundo pegou esse 2% ali, tava muito bom o clima. E aí, por conta da pandemia, né, que abaixar os juros. O Paulo Guedes teve que abaixar ali para salvar.
E com Paulo Guedes, não, Banco Central independente já, mas baixou a taxa de juros. E aí todo mundo tomou empréstimo. Você imagina que você pegou um empréstimo quando a taxa tava 2%, se fosse 200% CDI tava 4%, 200% CDI. Mas agora a taxa de juros do Brasil tá 13,75%, então isso ali virou 27%, 28%. Aí fica difícil. Você tomou um empréstimo a 4%, se o seu negócio tinha 12% de margem, você tava conseguindo pagar o empréstimo e lucrar.
Agora com 28%, aí derramou o café da véia, né? Aí complicou. Então isso aí é o principal, um dos principais motivos, né? A taxa de juros alta, ela é inviável para maior parte dos negócios brasileiros. As pessoas acham que—
mas não sei se isso atrapalha seu raciocínio, mas por que que não se abaixa então?
Então é porque é o seguinte: a taxa de juros, ela mantém a inflação sob controle.
É para isso?
É, a taxa de juros brasileira é o principal mecanismo de controle da inflação, para controlar o consumo. As pessoas dizem isso, mas é muito é muito mais na prática para frear o ambiente de negócio, controlar o consumo, controlar o acesso a crédito, para os bancos ficarem mais receosos de emprestar. E aí você esfria a economia. Não é uma maneira que você pode fazer isso sem limites, né? Assim que você chega no momento que você põe a taxa de juros tão alta que você não tem economia para salvar, porque a gente tá tentando salvar a economia, mas você põe ela alta por muito tempo, você não salva a economia, mas ela arrefece, ela mantém a inflação sob controle.
Se você abaixa ela de uma vez sem lidar com aquilo que a gente entende que é o caminho certo. O Brasil tem o tripé macroeconômico para controlar a inflação. Esse tripé já é meio capenga, porque teoricamente a gente deveria ter superávit primário, né, controlar a inflação e tal, para manter a Selic alta e o câmbio flutuante ali.
Então, Selic, o que que é?
É a taxa de juros. Essa taxa de juros, então você mantém assim. Se só como ela tá alta muito tempo, as empresas vão quebrando, porque o varejo no Brasil não tem margem. A gente pensa assim, sei lá, é porque mudou o presidente.
O Haddad pelo menos veio aqui reclamar, né, que agora vai abaixar, e não baixou, né?
Não, não vai baixar, é, não tem como. Assim, na canetada tá baixando de 0,25%, 0,50%, mas assim, mas não vai baixar para 0,8%. Como uma pessoa que entende economia, como economista que ele é, ele tá lá, ele olhou para aquilo, se eu baixar essa porra na canetada vai quebrar, não vai, vai dar merda, porque vou estourar a inflação. Você quer inflação no meio, o que que deve ter falado para o Lula? Falou: basta porra aí falar. Você quer disputar eleição com inflação, com a carne custando R$90 o quilo?
Tá interessado, lindão? Ah não, tô pouco interessado. Então deixa desse jeito, né, meu amigo? É isso aí, entendeu?
É aquela, pô, não tem como, cara.
Se baixar, aumenta, você baixar na canetada de uma vez, sem, sem, tipo assim, sem fazer superávit, sem controlar os gastos públicos, etc., vai começar o preço a aumentar. É porque assim, não tem como. É porque você precisa ter um aumento de produtividade, a quantidade de produto. Se eu der dinheiro para todo mundo, o número de copos não aumenta no mercado, correto? Não. Então eu preciso aumentar a produtividade.
E como faz isso?
A taxa de juros alta não permite que a produtividade suba também. Então você tem que achar o ponto.
Isso aqui é o complicado.
Mas tem que achar o meio do caminho, entendeu? Ó, água quente demais queima a pele, fria demais não é gostoso. Como é que a gente acha o gostosinho?
Que é complicado.
Esse é o complicado, aquele negócio, você ficar aqui, ó. Só que demora meses para você sentir o efeito.
Eu abaixei a taxa agora, quando é que eu vou sentir?
Porra, atividade econômica, quando é que ela vai me responder isso? É que é, por exemplo, a gente tá com uma, chegou na deflação aqui específica, né? Chegamos na deflação agora, mês passado a gente teve uma deflação, ou seja, o contrário, baixou os preços, que para uma economia não é o ideal. Então a meta de inflação, então, ou seja, economia paralisou demais, exagerei na taxa, então vamos cortando, entendeu? Então você tem que ter esse equilíbrio.
Mas aí com a taxa de juros desse jeito, para leigo é muito difícil entender essas coisas, né, cara? Por que que o juro é alto, cara? É só baixar. Mas para todo mundo tem mais gente consumindo. Para num pensamento raso assim é isso, né? Fala, pô, se baixar a taxa de juros é bom para todo mundo.
Mas aí tem o que você tá falando, mas não tem consenso para ninguém não. Se você perguntar assim para os economistas também, ninguém tem consenso de onde a taxa deveria estar exata. Exata não.
Você acha que deveria estar como a taxa?
Eu acho que ela tem que cair Eu tô nesse ritmo, ela tem que cair. Eu não sou dos que fala que não tem que cair, porque tem um grupo que fala, não, tem que manter a taxa de juros alta.
Aí tem gente que acha que tem que dar canetada.
Tem gente que já tem cortado uma vez, que não vai acontecer nada. Tem gente que fala, não, não vai dar nada.
A gente já teve essa experiência?
Já, a gente tá na décima moeda, né?
A gente já fez isso várias vezes.
O Brasil já fez isso várias vezes, 2% foi na época do Paulo Guedes lá, mas aí a gente colheu no outro ano 10% de inflação. Mas é porque precisava, porque aí não adianta você estar no meio de uma pandemia, você manter a taxa de juros juros em 10% ali, 7%, você não consegue sobreviver a economia. É porque você tem que tomar muito cuidado para o remédio não matar o paciente, entendeu? Então é o seguinte, não adianta nada também a Selic brasileira ir para 20%, aí você falar, não, a gente salvou a inflação.
Mas aí salvou a inflação, só quebrou as empresas tudo, daí não tem o que salvar.
Então aí a gente volta para essas empresas quebrando, juro alto, que mais?
Juro alto é o primeiro cenário. Teve uma mudança na lei de recuperação judicial, a lei ela Ela dizia antes que tinha algumas características. Quando você faz uma recuperação judicial, você congela a dívida. Por exemplo, assim, ó, você tá me devendo, aí eu não posso te cobrar para não te quebrar, entendeu? Você entra em recuperação judicial, você vai combinar com os credores todos juntos, você vai negociar com todo mundo.
Por quê?
Porque se eu quebrar, você fica sem receber, todo mundo fica sem receber. Eu devo, quero te pagar, mas a gente precisa combinar aqui com todo mundo, porque se eu te pagar—
É isso que tá acontecendo?
É, as empresas não quebraram, então elas estão falando assim, ó, tô devendo, Eu não vou conseguir pagar. Ela vai lá, levanta a mão e fala: me salva. Aí a recuperação judicial entra e ela negocia com os credores.
Mas o governo não dá dinheiro para elas?
Não, mas ele negocia, ele ajuda a negociar as dívidas, entendeu? Aí vamos lá, ó, gente, vamos negociar aqui, ó, eu vou ganhar mais tanto tempo para pagar, você não pode me tirar aquilo que eu uso para produzir, né? Então, por exemplo, ó, isso aqui eu não posso pegar sua câmera, porque no processo de alienação eu não posso pegar sua câmera, posso pegar seu prédio, senão não tem como me pagar. Se eu fizer isso, vai quebrar. E aí você quebrou, vou fazer o quê?
A gente vai ter dois, vai receber porque vai pegar a venda do prédio, mas o resto não recebe, entendeu? Então aí tem essa estruturação. Aí o que acontece? Antigamente, para pedir recuperação judicial era muito mais difícil, ficou muito mais fácil. Então na prática, que tem no meio disso, tem empresas que de fato estão quebrando, tem empresa que simplesmente tava com a dívida muito grande, que falou, porra, se eu vai me dar um respiro agora, eu melhorar um cenário ruim Melhor para mim pegar essa recuperação judicial aqui, que eu pago de um jeito melhor.
Não é que ela vai quebrar, ela só tá falando, opa, deixa eu dar uma organizada aqui na casa, aproveitar que tem essa lei.
Isso é bom ou não, cara?
Eu vou te explicar e você avalia. É porque realmente não sei a resposta. É porque assim, ó, salvar as empresas é bom, claro, cara, bom para caralho. Salvar os empregos é bom, bom para caralho. Mas você concorda comigo que se elas começam a pedir recuperação judicial da torta e a direita, Você vai querer emprestar dinheiro para ela depois, os bancos? Porque se para de pagar, não, na hora que entra em recuperação judicial já fica.
E os fornecedores dessa empresa que agora vão ficar sem receber, como é que eles vão pagar os funcionários deles? Como é que eles vão pagar as contas deles se agora ele não pode cobrar? Aí ele também vai pedir recuperação judicial. Será que isso não vai criar um climão de todo mundo pedindo recuperação judicial? É porque assim, às vezes a intenção da mudança da lei foi boa, Eu não tô falando que fizeram de sacanagem. Às vezes a intenção da mudança da lei foi boa, só que muitas vezes o político brasileiro parlamentar, ele não tem noção do que que ele tá legislando, cara.
Isso é um negócio muito sério. Eles legislam sobre coisas sem pensar, eles tomam as decisões assim meio que— e isso é um problema. Essas coisas têm que ser mais debatidas. Tipo assim, se for lá, fizeram a reforma tributária igual agora, aí fizeram reforma tributária, você vai se foder nisso aí, inclusive.
Sério?
Prestar atenção, porque você é do aqui, é prestação de serviço, né? Seu setor não é produto, é serviço.
Porque o que que vai mudar?
Mudou tudo. Mas assim, principalmente o que mudou é que agora a nota fiscal, você não emite a nota e vai lá e paga o imposto. Por exemplo, você vai, fez aqui o, você vende uma publicidade, o dinheiro ficava no seu caixa, você ia lá e pagava imposto, não era isso? Tem um split payment, vai direto para o governo, a parte dele. Então, por exemplo, 30% você paga de imposto, é mídia, né? É por aí, 27, 30. Deve pagar por ele. Aí a mídia, você vai na hora, 27% já vai sair direto do seu caixa, vai para o governo.
Então você não vai receber o dinheiro, ficar com ele para pagar. Então seu fluxo de caixa fica meio afetado, entendeu? Porque vai faltar esse dinheiro ali que você usava para pagar a nota no final. Mas aí você podia, enquanto isso, você podia ir pagando as coisas aqui, energia, sei lá o quê tal, e lá no final você pagava seu tributo.
Por que que eu tenho a sensação de toda mudança é para pegar dinheiro?
E além de tudo aumentou o seu imposto. Você está no setor de serviço, vai aumentar o seu imposto agora. Aumentou para o seu imposto, aumentou da indústria, diminuiu, ganhou competitividade, mas o setor de serviço também fez. E a gente vai pagar muito mais imposto que pagava, né? É uma coisa meio complicada assim. Já tava foda, né? Mas agora ficou mais foda. Então eles foram lá e mexeram. A reforma não é ruim, não é errada, que ela— a gente precisa realmente favorecer a indústria e tal.
Mas assim, cara, a gente já paga uma das maiores alíquotas do mundo. Os cara passou ao mesmo tempo imposto de 10% a mais em cima do dividendo. Aí junto com esse imposto de 10% a mais em cima do que já veio para quebrar a gente, já ferrar. Ainda colocou esse tributo a mais dentro das empresas prestadoras de serviço também. Então não ficou legal não. Eles podiam ter somado os impostos tudo, né, que é o IVF, produzir o nosso IVA, o imposto único ali.
Eu concordo, fazer alíquota do CBS, CBS, para simplificar. Vai ficar muito mais fácil, não vai ter mais que 30 contadores não. Um orelha seca resolve, você mesmo resolve, porque agora só já tá pago, né, só apurar. Mas em vez de só simplificar, eles aproveitou para aumentar a alíquota. Mas a gente já descobriu agora na análise, eu acho que isso aqui, por isso que eu falo, o Brasil vai melhorar, cara. Porque olha só, você pensa tudo isso é ruim, é muito ruim, calma.
Mas aí vem um ponto, na hora que hoje em dia tem um monte de gente tá só negando imposto, sim, aí você que nós estamos pagando, aí tem um monte de cara reclamando, você aí que é empresário tá só negando imposto, não, cada um com seus problemas. Mas é que o negócio é o seguinte, se um paga, o outro não paga, não fica fair, porque aí o cara que não tá pagando ele não costuma reclamar. É, ué, se eu tô sonegando, você acha que ele vai lá se preocupar?
Aí nós estamos aqui reclamando do tributo, aí tem 40%, 50% das empresas brasileiras que não tá pagando tributo.
Mas é um número real?
Por aí, deve ser mais que sonega algum tipo de imposto no Brasil, cara. Eu diria que quase todo mundo. Se você pegar, que dia que o Uber te deu nota fiscal? Você acha que o Uber gira quanto por mês? Que dia que o táxi te deu? Não tô falando que são criminosos, mas assim, mas existe posto de gasolina, sei lá o quê, prestador de serviço, cabeleireiro, que dia que te deu da nota fiscal. Ninguém dá nota fiscal nessa porra não, cara.
Ninguém tá pagando. Aí esse cara não reclama de imposto, ele fica levantando a mão.
Eu acho que você tá me chamando, cara, eu vou ver se você tá coçando a cabeça.
Porque ele faz tudo na conta dele pessoal. Às vezes o cara vai lá, te vende o produto na conta pessoal. Então esse cara não tá pagando tributo nenhum, né? E não deveria pagar mesmo, mas deveria não pagar dentro da lei. Deveria ter uma lei que fala que não deve pagar, mas deveria. Só que aí, na hora que vai passar uma lei dessa que fala que tem imposto para todo mundo, que agora é o split payment direto, agora esses empresários que não fazia coro junto com a gente falando, porra, tá foda, Agora ele vai falar que tá foda, porque se não tava foda para ele, agora ficou.
Aí na hora que todo mundo viu lá que a gente tá pagando o maior imposto sobre valor agregado do planeta Terra, aí agora eu acho que a gente vai mudar, porque eu acho que o imposto vai baixar no Brasil pela primeira vez. Porque vai baixar, ué. Na hora que você aprovar uma merda dessa daqui, rapaz, você pegar essas empresas tudo, o cara não vai quebrar, ele vai matar o governo antes de quebrar. É maluco, ele mata o governo, ele vai fazer alguma coisa.
Então todo mundo agora tá preocupado com tributo para o ano que vem. É porque antes a gente era 10% dos empresários reclamando, 90% sonegando. Eu achava que o número era esse, eu tô chutando de orelhada, mas eu acho que tá bem próximo da realidade. Agora, quando você pega todo mundo pagando, aí o cara vai falar, não, pô, vamos discutir isso aí.
Parou.
Acho que esse lobby é forte então lá.
É forte, cara. É porque assim, o que emprega todo mundo no Brasil é pequena e média empresa. A maioria, a gente que gera os empregos, não são as grandes empresas.
E essas empresas Então no final você acha que não quebram essas grandes? Não, não, não, são muito grandes.
Algumas vão quebrar de fato, porque porra, tem coisa também que tá todo mundo botando a conta na economia. Mas assim, qual foi a última vez que você comprou coisa em loja física? Loja física da Casas Bahia? Qual foi a última vez que você pediu uma esfirra no Habib's? É difícil, mudou a dinâmica, né? Antigamente o cara para ter um restaurante tinha que investir R$500 mil e botar um ponto dentro do shopping. Habib's é especialista Pensa nisso.
Aí hoje em dia o cara tá pedindo comida no iFood, e aí eu posso estar cozinhando aqui no quintal da minha casa, entregando. Mas, Fihra, aí qual que é meu custo e qual que é o custo do Habib de operação? Aí o imposto de empresa no lucro real grandão, o do Simples Nacional pequenininho aqui. Eu tô aqui vendendo hambúrguer, sou nego para caralho. Então é isso, é competição também do setor, né? Ele não tá enfrentando somente a mudança na economia.
Não tô dizendo que a economia tá boa, mas ele não tá enfrentando somente a mudança econômica. Ele tá enfrentando a mudança, é um shift que deu. Minha avó, porra, pede comida no iFood. Não pedia em 2020.
Sério?
Pede, pede, compra no TikTok.
Que legal!
Acho que todo mundo hoje, cara.
Não, eu sim, mas minha mãe ainda tem dificuldade.
Mas no TikTok Shop ela compra, compra não? Que é fácil.
Sei lá, a véia tá— não, ela já tá pedindo comida no iFood, ensinei, ela tá pedindo.
Mas antes da pandemia não pedia, na pandemia acelerou a digitalização.
Porque aí, como eu lembro que eu ia para comprar coisa, eu ia pesquisar preço de coisa. Hoje em dia você não quer mais sair de casa.
E o Pix, né, velho?
Porque aí no iFood, por exemplo, facilitou demais.
Uai, não tinha como, o brasileiro é desbancarizado, o cara tem o nome sujo, ele não tinha um cartão de crédito, como é que ele usa iFood? Aí o iFood não pagava boleto, em dinheiro é uma merda, usabilidade comprometida. Agora você pega ali, pagou no Pix, tá na sua porta, cara, maravilhoso. Então assim, O que acontece, essas mudanças, os restaurantes, cara, vão ter um desafio, né? Os restaurantes que não tinham uma boa experiência de mesa, que era só para comer mesmo, eles se fuderam. Porque assim, cara, quem é que vai sentar na mesa do Habib's por prazer?
É, não tem. Você ia para comer, fazer um programa, né?
Vou comer a minha gata ali. Deve ter, mas porra, é minoria.
Não, lá atrás era, quando eu era moleque, ir no Habib's era uma coisa porque não tinha concorrência e era uma coisa nova.
Mas é porque você gostava. Agora você prefere pedir um negócio no iFood no meio de uma praça para comer com a sua mina lá ou ir no Habib's? Com certeza aquelas mesas tudo apinhada, desconfortável, não é um negócio. Você vê que os restaurantes que são restaurantes mais confortáveis, que é de passar tempo mesmo, de beber e tal, porque não foi afetado, né? Porque não era, porque você ia pela experiência, não ia para comer.
Os rodízios japoneses, né, você sabe, tá sempre lotado, cara, os bons, né?
Tá sempre lotado, porque é outra experiência. Tá indo lá porque você quer mesmo participar daquilo, quer ter rolê.
Pedro Pascal, um tema agora que é mais assim, eu já vi uns cortes muito bons, que são os programas de incentivo do governo. O que fazer, né? É desse jeito mesmo? É manter, ampliar, achar um jeito do pessoal sair dele? Como que funciona? Porque é um assunto bem, bem complexo, né?
Cara, isso é um tema no Brasil muito complicado, né?
Porque quando a gente fala do Bolsa Família, por exemplo, ele tem alguma coisa parecida em outro lugar?
Tem, tem. O Brasil seguiu uma agenda econômica, cara. É quando o Brasil fala, o Lula fala, inventei o Bolsa Família. Não, não, agenda econômica liberal. Essa é uma agenda econômica liberal, por incrível que pareça.
É, cara, liberal.
É liberal, por incrível que pareça. A ideia de uma renda universal para todo mundo é uma ideia bem liberal, bem liberal.
E os grandes aí da—
porque da onde que vem esse princípio? Tipo, em vez de eu presumir o que que você precisa, eu te dou dinheiro, você compra. Então, por exemplo, o auxílio gás, o tanto que a ideia é idiota. Vamos supor que, pô, acabou meu frango, mas aí eu recebi um auxílio que só serve para comprar gás, porra, naquele dia específico. Eu preciso de frango, não preciso de gás. Se eu te dou o dinheiro, você fomenta o comércio local, o tanto que é lindo, você fomenta o comércio local, você gasta aqui e tal.
Hoje tá ferrado porque o cara tá gastando em bet, né?
Mas é assim, mas assim, o princípio do programa não foi feito bolsa bet, né?
Ele aparece quando?
Ele aparece quando o Brasil tava, cara, muita gente que não tinha esse dinheiro e tava, a gente tinha um problema de uma população passando fome, né, um problema de fome real. E aí você cria ali um dinheirinho que esse cara vai fazer toda a economia. Mas esse dinheiro, ele é tipo assim, se você pegar as pessoas que são beneficiadas pelo Bolsa Família, muitas vezes são quem reclama dele, porque é lógico, se você pegar quem é contra o Bolsa Família, muitas vezes é o pequeno, médio Ah tá, que é beneficiado com que vem dele que você tá falando.
Ah tá, o cara não enxerga isso.
O pequeno e médio empresário, ele acha que se parar o Bolsa Família, ele vai, ele vai conseguir contratar melhor porque o Bolsa Família compete com ele e tal. Na prática, para quem que vai o dinheiro do Bolsa Família? O cara recebe o Bolsa Família, ele vai lá no mercadinho de barra e compra, ele vai lá na corrida de táxi e compra, vai lá comprar cerveja, vai lá, ele vai lá, pega uma coisa objetiva perto dele, do universo dele, compra.
Esse dinheiro adensa na classe média, ele adensa, ele começa na classe mais pobre e adensa na classe média, porque o consumo é isso. Tanto é que se você pergunta, né, eu gosto sempre de fazer esse exercício com alguns empresários amigos meus, que odeiam Bolsa Família. Eu pego e faço um exemplo muito simples, eu falo assim, cara, qual foi o ano que você mais ganhou dinheiro ali? Você pega esses empresários todos, aí eles vão te explicar imediatamente, todos eles vão responder o mais rápido, aqueles que não quebrou, que não era empresa de mídia, etc., eles vão te responder: no período da pandemia.
É mesmo?
É. E aí você vai perguntar para ele por quê. Por causa do auxílio emergencial. Pegaram, deram R$1.000, mil e poucos reais todo mundo. O cara foi lá e comprou. É que ele faz, consome. Quem, para onde que vai o dinheiro? Para as empresas, o dinheiro do consumo. Então ele acaba servindo para estimular as empresas, principalmente as pequenas e médias empresas, porque é onde o cara vai lá e chucha tudo o dinheiro dele e compra.
Então como fazer isso não ser uma coisa para sempre, né? Então, mas aí é um projeto ou sempre vai ter que ter, você acha? Não, eu acho que porque os grandes, as big techs, os grandes da big tech fala que um dia vai ter que ter um, eles fala, eles promete que vai acabar com o mundo, vai acabar com os empregos, é papo de doido, vai ter que ter uma grana que o governo vai ter que dar.
As empresas tudo fizeram foi contratar gente para mexer com IA, não teve, não acontece, né? A promessa dos cara da big tech é sempre uma coisa muito grandiosa e eles entregam sempre O Elon Musk me disse que eu ia estar morando em Marte essa hora. Tô aqui conversando com você, né?
Mas é o ano que vem, né? Não é agora.
Mas ele promete uma vez por ano, ele muda o prazo.
Parece que ele parou de falar disso, né?
Aí ele fala de outra coisa. Ah, quer ter robô limpando minha casa. Mas aí era só um cara vestido de manequim fazendo assim. E eu gosto do Elon Musk, ele entregou muita coisa. Foguete que dá ré e tal. Mas assim, ele é um cara que— ele é o Romário, promete demais, entrega demais também. Mas promete muito, né? Exagero gigante. Mas aí, se você pensar, na verdade, a gente deveria pensar na lógica seria diferente, né? Porque hoje a gente faz o seguinte, olha o tanto que a política é burra.
É o seguinte, ó, todas as políticas públicas elas são estúpidas na minha visão. O que que eu falo para você? Então eu digo o seguinte: se você não tiver nada, eu te dou o Bolsa Família, tá? Deveria ser o contrário. É assim, ó, meu lindo, você começou a ganhar um salário mínimo, seu Bolsa Família era R$600, ele agora é R$1.000. Mas você estimular o emprego, ah tá, tem que ter vontade de agregar para a sociedade. Eu tô fazendo ao contrário. Se você arruma um emprego, eu paro de te pagar. É, não tô estimulando.
Você conseguiu um emprego, você tem um bônus aqui, cara.
É a mesma coisa com empresário. Eu tenho que chegar para o cara aqui: você tá aqui com empresa, quantos funcionários você tem aqui?
23, sei lá.
Eu tenho que gamificar. O que que faz hoje? Se você contratar 50, você paga mais carga tributária. Deveria fazer regressiva. Se você contratar 50, eu reduzo o seu imposto de funcionário. Você contratar 1.000, eu reduzo mais ainda. Se você contratar 5.000, reduzo mais ainda. Porque você estimula o cara a crescer. Aí lá na frente você pode falar, não, mas isso aqui vai adensar, as grandes empresas vão pagar menos imposto. É verdade, elas vão pagar cada vez menos imposto nessa esteira.
Mas aí eu corrijo lá na frente, eu corrijo no lucro, falo, na hora que você for distribuir lucro eu te pego. Enquanto você tiver reinvestindo no seu negócio eu não te pego. Então assim, ó, se você levar para 5 mil funcionários, você nunca lucrar um centavo, fica sem tributo, você não pegou. Agora o dia que você quiser comprar Ferrari, lindão, é justo, é isso. Porque eu mudo a esteira. Quanto mais você crescer investindo no país, mais dinheiro eu te dou.
Você vai ganhando. Pode ganhar, meu lindo. Ganha, ganha, ganha, ganha. O dia que você for sacar para comprar sua mansão, dá-me. Tira o imposto de tudo, coloca só no lucro.
Entendi.
Toda vez que você vai crescer, você não tem problema nenhum. Mas o Bolsa Família é a mesma coisa. Então o cara pode ir lá e a gente poderia vincular. Por exemplo, você pode pegar e falar o seguinte: olha só, para você receber o Bolsa Família, ele vai ser mais caro do que ele é hoje.
Alguém propôs isso? Dos candidatos?
O Bolsa Família hoje você vai receber aqui é de R$700. Se você, ó, todo, toda prefeitura, estado, etc., todos eles precisam de funcionário. Se você arrumar um emprego de garimpo na prefeitura, se quiser ir lá voluntário, ele vai para R$1.700, você ganha um salário, pronto. Ele emprega todo mundo, porque aí o cara vai começar a competir com a iniciativa privada. A iniciativa privada vai começar a pagar salários também. Você estipula o salário mínimo não a partir de uma correção, você estipula o salário mínimo com o governo pagando ele.
Você pode tirar a lei de salário mínimo se fizer isso, porque aí você fala, ó, o mínimo que você consegue ganhar trabalhando para o governo é R$1.600, por exemplo. Então esse é o mínimo agora. E aí eu tiro a lei de salário mínimo. Se o cara conseguir convencer o outro a trabalhar por menos que isso, é porque o cara é bobo, né? Porque na prática eu tirei. E aí eu coloco, ó, mas você tem que trabalhar para o estado. Então é assim, você não vai ficar em casa sem nada para fazer.
Você tá aqui tranquilo, pô, tem uma escola aqui que tá precisando de zelador, pô. Você não sabe, você não é um cara que mecânico, sei lá o quê, você vai arrumar os portão da escola, vai fazer uma pintura. Não era bom? Porque dá uma ocupação para esse cara para não ficar em casa sem fazer nada. E você deixa de deixar um dinheiro com o cara não fazer nada, porque se aliena, né? A pessoa fica muito tempo depois, trabalha sem trabalhar, fica difícil voltar para o mercado de trabalho.
Então você manter o cara com compromisso de sair de casa todo dia e tal para ganhar esse dinheiro era bom, não era isso? Você coloca o cara ali para, pô, você vai ganhar o benefício, você não vai ficar desempregado, você não vai passar fome nem nada, mas você tem que ter contribuição para a sociedade. Porque é muito ruim você dar um dinheiro sem nenhuma contribuição até para cabeça da pessoa, né? Você viver encostado, mesmo que seja 3 meses rapidinho, você viver encostado é muito ruim, né?
Então assim, pedir alguma coisa, ó, o que que você tem para fazer aí? Eu sou aqui, eu vou fazer meu cadastro.
Para dona de casa que cuida de 3 filhos não tem como, né, ela ter um incentivo para trabalhar fora ainda.
Mas tem, tem que ter algum tipo de incentivo, mas para outra coisa, mas alguma coisa ela pode fazer.
Você comprar alguma coisa em casa, alguma coisa posso fazer, pô.
Não posso costurar um negócio em casa e levar para usar na escola? Não Eu não posso, porra, não é possível que não dá para fazer nada. Alguma coisa dá para fazer. Ela não pode fazer um bolo, levar para escola? Não é possível que não pode. O governo entrega lá para ela os ingredientes, ela bate um bolo e leva lá e ganha mais dinheiro. É, se ela quiser. Se ela não quiser, fica com 600. Ah, não tem como fazer nada, fica com 600. Agora, tem como fazer alguma coisa, ganha mil a mais.
Você não quer? Você não acha que é um, pelo menos um estímulo? Porque assim, você deixar a pessoa no ostracismo, eu não sei se ninguém quer ficar também no ostracismo. Depois de ficar muito tempo assim, talvez você não queira mais, né? Porque aí você ficou encostado muito tempo, depois é difícil retomar. Mas se desde sempre tivesse esse modelo, cara, até para pessoa que tá recebendo seguro-desemprego, por exemplo, poderia botar a pessoa para trabalhar.
Não tem para quê a pessoa ficar encostada em casa. Ninguém quer, cara, porque você fica até preocupado, né?
Não, não, cara, o que eu vejo que a pessoa quer, as pessoas querem trabalhar. É uma ideia errada falar que brasileiro é vagabundo.
Não, não acho que é vagabundo. Ao contrário, se tivesse a oportunidade de trabalho, é outra coisa. Às vezes pessoa pode até descobrir um trabalho novo.
Meu pai, cara, que não consegue trabalhar, fica mal por não conseguir trabalhar, que tá com Parkinson. A vida inteira ele trabalhou, ele fica arranjando coisa para fazer que ele consiga fazer ainda com Parkinson.
Mas é isso, a maioria das pessoas são assim, cara. O ser humano busca ocupação, ele não busca ficar vagabundo. Esses papos é muito simplista, entendeu? Eu não gosto dessas conversas que as pessoas, ah não, o cara não quer fazer nada, ele quer ficar o dia inteiro encostado. Isso é uma bobagem.
E assim, aí a pessoa sempre vem com exemplo, não quer fazer o que você quer que ele faça, né?
Vai vir sempre dar um exemplo que é uma exceção. Você vai falar assim, ah, mas tem, eu conheço fulano que ele é vagabundo. Assim, mas tem, lógico que tem, é lógico.
Aqui a gente tem um bigoda, por exemplo, não é?
Não é? Você pegou a população de 220 milhões de habitantes, porra, lógico que tem, né? Deve ter 100 mil vagabundo, vai, tem bandido, tem de tudo. Mas assim, não é a maioria. A maioria da população ela quer fazer uma coisa legal, ter um emprego legal, chegar em casa e trabalhar bacana, usar o dinheiro que ganhou para comer, para viver bem, né, cuidar dos filhos e tal. Eu acho que, pô, tanta, tanta gente precisando de creche e tanta pessoa que tá às vezes ganhando um Bolsa Família que poderia ganhar um salário maior para ficar ali numa crechezinha vigiando as outras crianças.
Trabalho de comunidade mesmo, sabe? Pô, vamos aqui, ó, tem 10 mães em casa sem fazer nada, tem uma mulher que precisa ir trabalhar, que ela tem um emprego. Essas 10 mães ali, ela fica ali cuidando das outras, cria uma creche comunitária, dá o dinheiro para ela, recebe Bolsa Família, tá ali cuidando das crianças, todo mundo junto. Pensar em civilidade. Se você pensa numa coisa civilizatória, porque senão o crime entra nesse vácuo, né? Sempre entra, cara.
Sempre crime, ele vê essa necessidade e começa a pagar para galera fazer.
Mas o tanto que é isso, cara, porque aí, porra, tem um menino ali, ele tá querendo arrumar um emprego, que ele precisa arrumar emprego, tem 16 anos. Aí o menor aprendiz tem que fazer um cadastro, sei lá o quê, morro ali para você poder ganhar um dinheirinho, né? Para poder ganhar o seu salário ali, R$800, sei lá. Você vai ali, o menino, o cara fala para ele, ó, só você ficar aqui, ó, na hora que aparecer um policial ali, você solta um foguete para cima.
R$1.000 para você por mês.
É foda, cara. Tem que fazer nada, fica sentado aqui, tem R$1.000. Pô, a mesma coisa, a mesma coisa o governo poderia oferecer para ele, a mesma vigília.
Ó, aprenda com crime organizado.
Você fica aqui quietinho aqui, ó, se aparecer alguém, você chama o guarda. A mesma coisa, dá para você oferecer o mesmo emprego.
Pois é, né?
É porque assim, é que às vezes a gente pensa, a gente quer competir com as coisas, né, no mundo ideal. Mundo ideal não existe, não existe mundo ideal, entende? O Brasil, ele tem que entender que não existe mundo ideal. É que o empresário fica: não, mas aí se o cara ganha lá o salário X, é por isso que tá difícil de achar gente para eu trabalhar, né? E aí, olha que doidura, cara. Nossa, é muito pensamento errado. É assim, ó, o cara fica aqui: eu não tô conseguindo arrumar uma mulher para ficar no caixa do meu supermercado porque eu tô pagando R$1.600 para trabalhar 8 horas por dia.
Isso aqui tá acontecendo por causa do Bolsa Família, é a conclusão dele. Esses dias eu tenho muito, muito cliente empresário. Eu falei para um amigo, tava conversando com ele, ele falou, cara, Raul, é isso aí, eu tenho certeza e tal. Ele falou isso, ele falou, perdi funcionário para o Bolsa Família. Eu falei, vamos ligar e descobrir se isso aconteceu. Ele falou, bora. Eu comecei a ligar para os ex-funcionários, falei, liga aí.
A gente tardão ligando para galera, perguntou o que que você tá fazendo, cara, realmente de madrugada.
É um exercício empírico Eu queria mostrar para ele, perguntei, você vai perguntar para o cara como é que ele tá e o que que ele tá fazendo?
Exato.
Pô, tô ligando, fulano era seu patrão, você trabalhava aqui no meu supermercado, queria entender o que que você tá fazendo, tal. E aí, zero Bolsa Família. Para onde que os cara tinha ido? Todo mundo Uber. Aí, food Uber, sério? É motoqueiro de iFood. Aí, por quê?
Controla o horário dele.
O cara, quanto que o iFood paga para um motoqueiro?
Não faço ideia, nada.
O número da corrida que ele fizer.
Ah, tá.
Aí ele não paga porra nenhuma, não tem um direito trabalhista, não tem um caralho nenhum. Só que o dinheiro que cai na conta do cara é R$3.000 ou R$2.500. O patrão tava pagando o mesmo valor, ele tá pagando R$3.000. Só cai quanto na conta do cara? Porque, pô, tem a CLT, etc., tem os direitos trabalhistas. O iFood não tem direito trabalhista nenhum, o cara tá desamparado ali pela CLT, né? Desamparado entre aspas, que a CLT ela dá garantias ali, cara, sei lá, de férias, de alguma coisa.
O iFood não tem férias, não oferece nada, ele não emprega ninguém. Só que aí esse cara vai lá, ele vê R$3.000 caindo na conta dele, e no outro cenário ele vê R$1.600 caindo na conta dele. Na cabeça dele, foda-se esse negócio de direito do trabalho, etc., etc., ninguém mais quer CLT. Você vê que as crianças de escola pública, meu irmão trabalha dando aula, eles chamam o outro, ô seu CLT, palavrão.
É mesmo palavrão?
É, seu CLT fodido. E aí é palavrão, virou palavrão, porque a pessoa, a lei brasileira ela não evoluiu. E aí o cara acha que o inimigo inimigo dele é o Bolsa Família. E pô, o inimigo dele é o aplicativo. Só que o detalhe é, ele defende, para todo mundo que ligou era isso, e ele defende o quê? O aplicativo. Ele defende que a gente tenha menos leis ainda para o aplicativo. Se você falar que vai colocar o iFood para competir de igual para igual com empresário pequeno, ele fica puto.
É uma doideira, porque na cabeça dele ele acha que o iFood tá ajudando de alguma forma. Não tô falando que o iFood é culpado de nada não, só que a gente não pode num ambiente onde tem duas regras, dois pesos, duas medidas. Você empresário, você tem que assinar CLT, etc. Esse papo, se eu faço um aplicativo, não precisa? Que papo de doido é esse, cara? Então assim, ó, ok, tem que existir alguma coisa que nós todos possamos usar.
Cria uma legislação trabalhista nova então. Ah, pode ser assim? Beleza, então pode PJtização. Vamos criar uma lei, é criar lá o PJtinha. Tem um CLT e o PJtinha. Inventa a lei e fala, ó, a gente vai recolher tanto de INSS aposentadoria, vai recolher tanto, e você pode uberizar. Todo mundo pode, você pode falar que é aplicativo agora e todo mundo pode. Porque essas coisas que só algumas empresas podem, no meu ver, isso não é liberdade econômica.
Se eu não posso contratar igual a iFood pode, se eu não posso contratar igual a Uber pode, eu acho que tá errado. Ah não, mas esse cara é empresário. Motorista de carro de transporte é empresário, gente? Porra, isso é metição de louco, né? Entende? Eu não gosto é disso. Liberalismo às vezes ele entra umas burrices para defender um trem que não faz sentido. Eu como liberal, eu olho para isso e falo, cara, eu quero a mesma regra, porra, eu quero competir de igual para igual, meu lindo.
Eu não quero que o iFood tem uma regra e eu tenho outra. Se nós somos empresários os dois iguais no mesmo país, eu quero ter a mesma regra do iFood. Não tô dizendo que ele tenha que ser CLT todo mundo, mas se ele pode não ser CLT, então também não posso. Eu tenho que ser a mesma coisa. Por que que eu tenho 200 funcionários CLT, ele tem nenhum?
Putz, mas isso é difícil de passar, né, um negócio desse.
Mas aí, então, mas aí como é que você nem começa? Não, ela nem começa, porque é o próprio empresário que tá sendo prejudicado por uma concorrência desleal, ele não acredita que tá. Ele acha que isso aqui é o certo. Ok, aí é o certo só um poder, porra? Ou pode todo mundo ou não pode ninguém. Eu acho que é esse negócio. Problema do Brasil é essas exceções, porra. Quanto que é o imposto? Depende de que setor que você é. Mas que porra de pergunta é essa, cara?
Quanto que é a porra do imposto? Se para fazer jujuba é 10%, para fazer máquina tem que ser 10% também. Porque senão cria silos. E daí eu começo a defender aquilo que é meu, que é o que eu falo. O agronegócio tá com uma legislação muito boa. Não tô falando que o agronegócio tem que ser tributado, mas porra, zero imposto para o agronegócio para produzir soja, vender soja para a China, zero imposto para vender carne, zero imposto para tudo isso.
E aí, porque é commodity e tal, e aí se eu fizer um óleo de soja que eu gero mais emprego no país, etc., eu tenho que pagar tributo? É foda, é foda até para o agronegócio. Ele não percebe isso porque aí ninguém quer produzir soja aqui, ninguém quer comprar soja dele agro poderia ter um valor maior e ele poderia ter uma logística menor. Mas assim, aí falar isso, vou pensar se eu odeio o agro, não tô falando isso, eu tô falando que, porra, então põe zero também na indústria, porque aí pelo menos a gente gera emprego de qualidade aqui dentro.
Por que que eu tenho que mandar para China soja para fazer óleo? Não tem. Ou por que que tem que, entendeu, manda o café para voltar? Tá errado essa porra, cara. Tem que estar errado, não é possível que a gente não percebe que isso tem que estar errado. Esse negócio de o Brasil foi criando tanto dois pesos duas medidas que a gente normalizou coisa que não tá normal isso aí. Se todo mundo empresa, todo mundo tem que ter a mesma regra.
Como é que eu tenho? Ah não, você pode pegar empréstimo, o setor imobiliário muito bom, cara, não tô falando que tá errado, mas o setor imobiliário para pegar empréstimo, ele vai lá, emite um CRI, aí ele paga zero imposto para emitir o CRI. Aí a taxa Selic do Brasil é 14%, ele pode pegar empréstimo a 88% da taxa de juros, cara. Por quê? Porque é zerado de imposto, aí fica mais competitivo, entendeu? Fica 22% mais competitivo. Então assim, porque imposto é de 22% em cima de qualquer outro produto que você vai tomar um empréstimo.
Então vai criando um negócio que, cara, é injusto isso, é injusto. Porque aí eu tô empreendendo em outro setor, às vezes tem a margem até menor, porque ok, agronegócio é difícil mesmo, a margem é pequena, tem ano que dá seca e tal, produtor se fode, né, tá, vários estão endividados. Aí setor imobiliário é foda, às vezes você vai fazer uma construção, aumenta o preço do cimento, etc., é foda. Mas que setor que não é foda? É, aí pô, fica uma coisa diferente.
Aí esse cara não briga Pelas mesmas pautas que eu. Aí perdi toda a força do agronegócio brigando lá, porque eu tenho certeza, se ele tivesse pagando o mesmo tributo que eu, a bancada do agro ela era minha, ela tava me ajudando. Hora dessa eu não tinha passado meu imposto. Se ele pagasse o imposto igual nós dois, ele tinha lutado. Se os cara dono das construtoras gigantesca bilionária tivesse no mesmo nabo que eu, ele tinha resolvido essa pica.
Agora, como ele não tem nada a ver com a história, passou para mim, entende? Que fica complicado, que eu coloco ele para defender só o dele. Pois é, eu queria ser defendido por ele também, cara. Eu queria todo mundo mesmo lobby, empresas mesmo lobby, a gente tá todo mundo junto. Se passar para um, passa para todos.
E não é, né?
Não é, mas é foda. E o 6 por 1 é uma merda, né, cara? Tragédia brasileira. Agora você pensa o seguinte, olha o que que estão fazendo, estão transformando a discussão do 6 por 1 numa coisa que ela não é. É assim, ó, a gente tem hoje um trabalhador precarizado O cara gasta 4 horas de transporte para ir e voltar do trabalho e trabalha na escala 6 por 1. O maluco não tem descanso nenhum. Então o cara teria descanso, você fala, não, ele tem um dia de descanso, mas não tem, porque ele chega em casa, pô, tem que limpar a casa, tem que fazer as marmitas da semana, tem que sei lá o quê.
Esse maluco tá zerado, ele só tem trabalho de vida. Cara, problema grave isso, problema grave. Tem um monte de gente que não tá vivendo. Só que aí, num ambiente onde você tem empresas que nem carteira estão assinando, que não dá direito nenhum, que é o caso Uber, iFood, sei lá o quê. A nossa maior preocupação agora é o cara que tá coberto pela CLT, que porra, se ele machucar ele tem segurança, se ele ficar doido ele tem aposentadoria, se ele tiver, perdeu um braço, tem uns direitos, tem aposentadoria.
Tem outro cara que tá sem direito nenhum, ele usa o próprio, ele tem que comprar o próprio material de trabalho. Tem que comprar moto para trabalhar, etc. e tal. Aí a gente tá falando, esse cara é precarizado, dá 6 por 1. Eu concordo, mas esse outro não é mais? Qualquer discussão que tá mais urgente aqui, será que no momento que a gente tá tendo quebra de empresa, com a maior taxa de juros de todas, esse cara que hoje gera emprego na escala 6 por 1 ali, que já tá fodido porque ele tá competindo com iFood, tá competindo com gente que tá sem regular, será que se a gente aplicar essa medida agora a gente não vai gerar um desemprego?
Não vai gerar um problema maior? Será que não tem chance desse cara quebrar? Fizeram esses estudos? Estudos, porque até onde eu vi não fizeram. Então só discutindo assim, tem que tirar 6 por 1, concordo, tem que tirar 6 por 1, beleza. É assim que faz, do dia para noite você dá uma canetada nesse negócio? Eu não sei as consequências, eu não consegui ter noção das consequências. Eu penso em algumas positivas, porque o cara vai ter um dia a mais de descanso, pode até melhorar o consumo, né, setor de lazer, etc., pode até melhorar o consumo, vai vender mais alguns lojistas, etc.
Mas agora esse cara que tem que manter a loja lá aberta, né, 7 dias por mês, porque, pô, você não quer ir no shopping, a loja tá fechada, né? Você tem que ir lá, ela tem que estar aberta. E antes era, é garantido pela escala 6 por 1. Como é que vai fazer agora? Poderia ter várias, várias e várias e vários jeitos de resolver essa merda. Você poderia chegar lá para o cara, né, vamos fazer uma rodada para as empresas agora. Gente, vocês viram que a IA existe?
Vamos falar de digitalização e ganho de produtividade. Ó, que interessante. Então todas as empresas que se inscreverem no programa de digitalização e ganho de produtividade, o governo vai ajudar você investindo X reais para você poder contratar um IA. Ao mesmo tempo, você não pode ter ninguém na escala 6 por 1 para você entrar no programa. Opa, eu pego o cara, coloco talvez 2 totens dentro da loja dele, ele precisa de 2 funcionários a menos, eu jogo na 5 por 0, gera mais emprego, que esses funcionários vão ter que contratar em outro lugar. Ó que maravilha!
Eles pensam?
Não, sai dando canetada.
Por quê?
Porque dá canetada é populismo. Falar, eu sou contra você trabalhar no sábado. E quem que é a favor, gente, de trabalhar? Fala, sei lá, você perguntar na enquete quem que é a favor de trabalhar. Nossa, empresário deve estar feliz para caralho que tem que ir na empresa dele todo dia. Quem que é a favor dessa porra dessa escala?
Ninguém.
Você perguntar a favor, ninguém é a favor, cara. Você perguntar para o empresário, também não é a favor, cara. Você acha normal ter que trabalhar 6 dias na semana? Não. Mas se não for assim, eu vou ter a margem negativa porque o juro é 14% do meu país. Como é que eu vou fazer? Eu tenho a antecipação da maquininha de cartão de crédito, meu irmão. Cartão, o cara tá pagando, você passa um negócio, qualquer coisa, 13% do dinheiro dele ficou com a maquininha de cartão, que tem que antecipar.
Ele tá pagando 13% de juros. Vocês concordam que você der esse dinheiro para ele, ele resolve o problema? Tira, corta juros, dá para ele 3% só de antecipação, que ele fica com 10%, ele contrata mais 2 funcionários ainda, dá 5 para você. Só que eles não pensam, não tem uma contrapartida de porra nenhuma, sai fazendo na canetada sem contrapartida de todo mundo. Ao mesmo tempo que tá passando a reforma administrativa, que mexeu no fluxo de caixa do cara.
Olha o tanto que são irresponsáveis. Aí agora você tem um fluxo de caixa que tá comprometido, você teve um aumento de tributo e tira a escala 6x1 ao mesmo tempo. Tão pensando? O cara que pensou nessa merda é um babuíno, cara, entende? Assim, não tem uma estruturação. E não tô dizendo que tá errado, tem que passar, tem que diminuir a escala. Mas você pode diminuir a escala protegendo os negócios, você pode diminuir a escala quebrando os negócios.
Dá para chegar mesmo resultado. O governo tem como ir lá e falar, cara, vamos oferecer uma contrapartida primeiro, vamos fazer as empresas quererem eliminar a 6 por 1. Você oferece X contrapartidas ali, fala, vamos eliminar 6 por 1. Você oferece uma contrapartida de diminuição no custo de folha. Pô, tem empresa que é bilionária e tem diminuição no custo de folha. Não dá para fazer uma lei de incentivo para esse cara? Ó, vamos fazer 5 anos de preparatório aqui, você tem a diminuição no custo de folha, que aí você pode contratar um cara a mais e ao mesmo tempo te diminui.
A escala, vai aumentar a produtividade, vai aumentar o emprego, vai tirar a gente do Bolsa Família, vai colocar a gente na idade produtiva. Olha que coisa massa, pô! Vamos fazer aqui, ó, vai tirar agora essa escala, mas a gente vai partir para mecanização, vamos partir para digitalização do seu negócio, cara. Tanto negócio aí, por exemplo, escala 6 para 1, cara, não tem um aplicativo. Você cria lá uma loja do governo, lança o marketplace do caralho lá, bota para vender pelo marketplace, bota competitivo, faz a lei de propaganda valer.
Não tem lei de propaganda aí que eles têm uso de pode dar para os pequenos negócios locais. Tem um monte de coisa que eles poderiam fazer. Quer fazer nada, quer simplesmente ir lá e dar uma canetada e fazer a qualquer custo. Não tem estudo. Quem que eles chamaram para discutir isso aí? Chamou o dono de pequena empresa para discutir essa porra? Botou na sala 50 donos de empresa para falar: gente, vamos conversar sobre isso aqui, quais são os estímulos que vocês precisam para eliminar 6 por 1?
É porque no Brasil esse negócio de representantes, né, os deputados ali, eles se sentem aptos a discutir qualquer tema, cara. Qualquer tema eles querem discutir. Você põe o cara, discute na mesma semana, ele discute educação, saúde, aí sem ser médico, sem ser professor, ele discute empresa sem nunca ter empreendido. E aí, cara, discute mídia, eles vão lá e legisla sobre as redes sociais. Que loucura, cara! Não tem um tema. Eles são especialistas em tudo quanto é tema, é isso?
Não é possível que são. E não tem uma coisa, eu tipo assim, ó, se ele aprovar a lei e quebrar 200 empresas, que que ele responde por isso? Nada. Não tem responsabilidade fiduciária. Então, ou seja, ele pode aplicar qualquer lei e foda-se o resultado da lei, porque não tem isso. Ah não, se eu fiz uma lei que eu escrevi o projeto de lei, ela foi aplicada e ela piorou, eu deveria ficar inelegível. Ué, não tem skin in the game. Eu posso fazer a merda que eu quiser, não tem a minha pele em risco.
Olha que loucura! Posso legislar amanhã, falar, não, eu vou distribuir uma pedra de crack para cada cidadão. Vamos mudar agora, vamos fazer uma emenda constitucional para permitir pedra de crack. Depois a gente faz um, é isso. Aí depois que eu passar pedra de crack, eu vou colocar uma pedra de crack em cada cesta básica. Obviamente isso daí vai dar errado. E aí, mas se eles fizerem isso hoje, tô falando um exemplo hipotético, vai dar trabalho para passar, o STF vai barrar, ou não sei se vai, depende se o Boccaccio tiver envolvido na negociação, sai mais fácil.
E aí, se o Monark fosse ter ideias, né?
Aí vai lá e passa, e aí pronto. Ah não, deu errado, tem agora a população 40% viciado. Qual que é a punição para isso aí, cara?
Nenhuma.
Qual que foi a punição por legalizar bet, cara? Os cara que assinou essa merda, eles deveriam estar respondendo agora, não acha não? Olha a merda que eles fizeram, os suicídios, essa merda toda. Não tem que responder por nada isso aí? Os cara legalizou um negócio que não tinha no Brasil, não existia, a gente não tinha esse problema, criou um problema sem precedentes ali, é nosso, lá com as pessoas, deixou um monte de gente doente.
Fudeu o futebol, fudeu com tudo, ferrou o Bolsa Família. Não tem uma punição, nada. Os cara desceu a caneta nessa merda.
Muita gente ganhou com isso, né, por aprovar isso, cara.
Eles assinou essa merda, legalizou essa bosta, e ninguém vai pagar. Ninguém paga nada, só a gente que paga. Aí você tá lá vendendo menos no seu comércio por causa dessa bosta. Aí você tá com a violência maior na rua por causa dessa bosta. Aí você tá com, você não consegue nem ver um futebol mais para se distrair, que tá cheio dessa merda, vai sobrecarregar e tudo fodido.
E os cara com cassino estão lá no Congresso e ninguém deve receber muita coisa de gente perdido dinheiro, perdi dinheiro na bet, por favor me ajuda, me dá não sei quanto.
Agora não tem um projeto de lei no Brasil que fala de responsabilidade do Congresso, cara. Eles não têm responsabilidade, eles não pagam por nada. Você deveria ficar inelegível se você fez uma desgraça de uma lei que tá provado que ela gerou impacto negativo para a sociedade, você deveria ficar inelegível pelo menos 8 anos para a gente— porra, você continuar votando é uma desgraça. Os cara que estão votando essas coisas, vocês continuar votando, a gente tá fodido.
O cara que fez uma merda dessa, ele não leu nada, cara, ele não leu nada para fazer o trabalho dele. Já tinha dado merda no mundo inteiro, a gente foi o último a fazer, o último a fazer. Do mesmo jeito que deveria ter um prêmio, né? O cara deveria receber mais tempo televisão se ele consegue fazer uma lei que melhorou a vida das pessoas, que a percepção geral é que melhorou. Sei lá, faz um plebiscito perguntando se melhorou ou piorou.
Mas porque alguma coisa a gente tem que fazer para penalizar essas ideias merda, cara. É umas ideias que o povo tem que você fala assim, cara, que loucura.
Sem contar as ideias malucas, né, que o pessoal tem sobre ar, sobre videogame, sobre criptomoeda.
Olha o que que os cara fizeram. O Brasil tava na vanguarda de tecnologia, a gente é o país que mais tem desenvolvedora, etc., quanta coisa. Ou seja, a gente tem um solo fértil aqui para produzir grandes empresas de criptomoeda. A legislação hoje do Brasil, ela fez o mercado Bitcoin, as empresas brasileiras— eu tô defendendo meus concorrentes aqui, eu não tenho nada a ver com isso— fez essa legislação, deixou eles menos competitivos.
Os cara não consegue competir no cenário nacional. Vieram duas empresas estrangeiras agora e competem aqui dentro, que a gente inventou o problema. Agora tem Binance, tem sei lá o quê aqui dentro. Não mudou nada, que eles não têm que cumprir nossa legislação. E aí a gente tem, olha aqui. E aí ninguém paga, eles vão legislando e ninguém paga, e ninguém paga, ninguém paga. Aí continua desse jeito. Se não colocar uma punição para isso aí, não tem como, cara. Não precisa ser prisão, né, mas é um trem, porra, trem sério.
Perdeu um dinheiro, não dá para entender porque ninguém ganha, cara. Nem a conta de imposto não fecha porque o gasto é maior do governo do que o problema.
Os influenciadores tudo ganhando dinheiro, ganhando muito dinheiro. Os donos das bets tudo ganhando dinheiro, e tudo fora, né? É biqueira, né, cara?
Sem contar o quanto deve estar a quantidade de que tá relacionada com facção também, né?
Com tudo, lavagem de dinheiro, essas porra tudo, cara. Isso aí é tudo rolo. Mas o que eu falo, e aí eles legislam, legislam, faz lei, faz lei, faz lei, não não tem que lidar com nada. Quem paga é a gente, quem se fode é a gente. É isso.
Ou perguntas aí do pessoal, vamos lá.
A primeira pergunta aqui do Cido Queiroz, ele tá perguntando o seguinte: hoje, com a desvalorização do real e a crise financeira dos Estados Unidos, qual é a forma mais segura de investir em nosso cenário atual?
A forma mais segura de investir sempre foi a mesma, né? A forma mais segura é diversificando em tudo, cara. Normalmente, se você tem uma posição 100% Brasil, né, você fica exposto a somente o Brasil. Você tem uma exposição 100% americana, você fica exposto somente aos Estados Unidos, que muda de lei também toda hora e tal. Você tem que ter uma diversificação entre Brasil, Estados Unidos, China, renda fixa, renda variável. Quanto mais camadas você coloca dentro da sua carteira, mais você tem um portfólio sofisticado.
E pô, enquanto uma coisa tá subindo, outra tá caindo, você vai tendo um equilíbrio ali, consegue diversificar melhor. Hoje, um grande mecanismo, né, são os ETFs, cara. São muito bons assim para quem tá começando, porque você pega uma cesta com tudo já e já coloca ali, tá muito bacana.
Tem a pergunta aqui também da Amanda Octávia, ela mandou o seguinte: existe uma possibilidade do real quebrar como as moedas anteriores por conta do excesso de gastos do governo e a alta inflação dos produtos?
Ah, não diria que não existe nenhuma possibilidade, mas o real ele é uma moeda É lógico, então, moeda inflacionária. Se você pegar o real, já foi 1 para 1 dólar, e o dólar também inflacionou nesse período. Então a gente perdeu o poder de compra. Mas quando você compara ele com as outras moedas, o real tem algumas características, né? O Brasil hoje usa câmbio flutuante. O Brasil hoje, ele querendo ou não, ele tenta pelo menos se preocupar com a dívida pública.
Então você tem algumas questões, você tem a taxa Selic. Então você tem algumas questões que fazem do real a nossa melhor tentativa, né? Eu acho improvável no cenário atual a gente vê substituição de uma moeda. Mas assim, para quem é investidor, isso aí é bem pouco relevante, porque a única coisa, você acorda, trocou o código lá e cortou 3 zeros, que é o padrão do Brasil desde sempre. Se você pegar, eu vivi muito isso, o Ibovespa aí já cortou 14 quadrilhões de reais aí do Ibovespa.
O Murilo, ele mandou aqui, ó: eu vejo uma ação despencando e fico com vontade de vender na hora. Como eu controlo esse concurso?
Acho que é entender como é que é feito, né? Quando você entende o que que faz uma ação subir ou cair, você percebe que não é meio, é meio boba essa ideia. Imagina o seguinte, né? Você tem, só para você compreender aqui, você tem uma empresa, um Lava Jato, que ele lucra R$1 milhão por ano. Você tem ali então uma ação dele tá custando R$100 mil e representa 10% da empresa. Então tem aqui R$100 mil, você tá comprando 10% do Lava Jato, que lucra 1 milhão.
Amanhã alguém pegou essa, esse 10% da empresa, uma única ação, e vendeu por R$50 mil. Aí você vai lá e vender sua ação de uma empresa que tá gerando lucro a troco de nada. Quando você, primeira coisa que abrir o broker e olhar a cotação, já é um indício que você não sabe o que está fazendo. Todo mundo que começa o dia olhando cotação de coisa não sabe o que tá fazendo, porque a empresa não mudou nada de um dia para o outro, né?
Não tem cenário possível, a não ser que tem alguma notícia muito relevante, mas o geral, se você acompanhar somente os relatórios trimestrais, você vai ter uma tranquilidade bem maior. É a mesma coisa que seu apartamento. Se o seu vizinho, né, ele vende o apartamento por metade do que você pagou, no outro dia você vende o seu desesperado? Não faz nenhum sentido. Você tem um apartamento, vale R$300 mil. Seu vizinho, ele passou a noite cheirando pó, acordou de manhã e vendeu por R$150 mil.
Aí você acorda e fala: nossa, já sei, vou dar a call do vizinho, vou vender meu apartamento também por R$150 mil. Vou morar onde? Não sei, eu só quero vender também. A ideia estúpida, ninguém faz isso com nada no mundo. Só com ações. Você percebe que o ser humano é burro quando você olha para o mercado acionário.
E tem a pergunta também do Tomás Montalvão. Ele perguntou o seguinte, ó: eu tenho R$100 mil e não sei se eu compro imóvel, invisto em renda fixa ou entro na bolsa. Como eu penso sobre essa decisão?
R$100 mil para comprar imóvel é complicado. Você deve estar falando de financiar um imóvel. Olha, eu acho o seguinte: se você tem família, a prioridade da sua vida, você tem um filho, etc., não é comprar ação, não é comprar fundo imobiliário. Isso aí querem te convencer na internet, mas é loucura, né? Se você tem uma família, principal objetivo tem que ter uma casa para oferecer segurança, etc., que não você vai falar, porra, você tá ali numa situação difícil, né, sem um imóvel, aí seu filho te olha e fala, pai, o que que foi que a gente vai ter que ir embora e morar na rua?
Não, é porque papai comprou fundo imobiliário, não dá para morar na laje corporativa do fundo imobiliário, né? Não é viável. Então a primeira coisa é Se você tem família e imóveis, um primeiro imóvel para você viver é muito bom. E o Brasil tá num momento muito estratégico para isso, porque ano que vem financiamento vai aumentar de custo. Você vai lembrar de mim, né? Você vai lembrar de mim com toda certeza. Então lembra que vai aumentar de custo.
Então um dos melhores momentos para fazer um financiamento, você financia abaixo da taxa de juros, e se a taxa cair no futuro, você consegue refinanciar, porque o Brasil tem a lei da portabilidade disso aí. Isso é interessantíssimo. Então para comprar um imóvel, se você tiver família, eu acho que é o adequado. Aí Como investimento depois, aí você tem que ter renda fixa, tem que ter imóvel, tem que ter fundo imobiliário, tem que ter ações, tem que ter tudo, né?
Tem que ter essa cesta inteira bem diversificada. Dependendo da sua idade, você vai ter mais uma coisa, mais em outra, dependendo do seu perfil de segurança também. Mas o imóvel eu acho que ele é fundamental. Não houve gente que te fala para não ter casa própria não, que todo mundo que te dá conselho para não ter casa própria na internet tem casa própria.
Exato. Eu sempre ouvi esse papo, nunca me influenciou, porque eu, meu pai sempre falava assim, assim que puder tem uma casa. Mas é isso, a primeira coisa, e era meu hiperfoco, era ter um lugar que— e foi quando eu comprei, paguei minha primeira, meu primeiro apartamento, meu, foi a melhor coisa da minha vida. Sabe quando dá uma tranquilidade? Fala assim, pode dar errado as coisas, eu tenho onde morar, cara. É uma tranquilidade muito boa.
Você conhece a história do cara que faliu comprando imóveis?
Só um minutinho, o que que foi? Ah tá, não entendi nada que você falou. De perguntas, falou. Ah, desculpa, desculpa.
Conhece a história do cara que faliu comprando imóveis? Não, é porque não existe.
O quê? Ah, tá, não existe.
Não faliu comprando imóvel, pelo menos preserva o valor, né, ao longo dos anos. Pois é, muito difícil você falir comprando imóveis.
Agora entendi o sinal que você me fez, é que não tem mais perguntas dos membros. É isso que você fez assim para mim, falei, é para encerrar o podcast.
Cala a boca dele agora, tu!
O maluco chegou a Polícia Federal, o cara tá aqui, o cara tá falando coisa que eu não devia falar. Vilela, corta aqui, corta, corta, corta! O cara assim, né?
Corta que a gente foi de flow, chegou 2 cancelamentos de patrocínio aqui.
Ele só fazendo assim, né? E aqui no fonezinho, você me assustou agora.
Eu tenho medo disso. Nossa, matrioska ali, ó.
Tem algum outro assunto que você acha importante, pessoal?
Acho que a gente falou de tudo, né?
Mas alguma coisa que você fala nos seus vídeos ou que o pessoal pede muito para você?
Não, acho que você falou de tudo.
E para primeira conversa tá bom, né? Você vai voltar, né?
Vou voltar aqui agora. Agora que eu aprendi o caminho, agora você não se livra de mim não. Um dia você tá aqui entrevistando alguém, apareça aqui.
Mas você não está livre, porque como é sua primeira entrevista aqui, tem 3 perguntas finais. Pode ser? Pode. Primeira, a primeira é o seguinte, Raul. Pessoal te chama de Raul ou de Senna?
Tanto faz. Os amigos do meu pai me chamam de Senna por causa dele, eu acho. E a minha família chama de Raul e os amigos também.
Então, Raul, toca, Raul. Primeiro é o seguinte, Raul, qual foi o momento mais difícil da tua carreira ou da tua vida?
Cara, da carreira eu nunca tive um momento difícil na carreira, nunca tive.
Então, e da vida?
Da vida, porra, acho que o dia que minha mãe faleceu foi ruim, um período ruim, uma época ruim. Mas assim, foi em 2012. 2012, tinha 18 anos, tava mais novinho. Minha família toda já morreu, meu pai morreu, é o caralho. Fiquei órfão muito cedo. Engraçado que os pais deles são os vivos ainda, as duas avós deles. Eu tenho avós, mas não tenho pai, é loucura.
E tem irmão?
Tem, tem muitos.
É?
Quantos, cara? Do mesmo pai, 4. Daí do mesmo pai, da mesma mãe, são meus Meus dois irmãos, né, eu e mais dois. E meu pai, ele tem alguns filhos adotivos assim, meio perdido.
Então tem bastante gente e nenhum faz o que você faz.
Que era quebrado, imagina, né? Ou se fosse rico, então até hoje meu pai, eu falo para ele, o pessoal pergunta se meu pai deixou herança, né, porque no canal é que eu era muito novinho, investia muito dinheiro quando eu criei o canal. Daí eu falo, meu pai deixou herança, duas pensões para eu pagar.
E a segunda pergunta é o seguinte, cara, não sei se vou ser eu a dar essa notícia, mas a gente vai morrer dia. Acho que te falaram já isso.
Eu fiquei sabendo.
É, tem esse boato.
Eu duvido um pouco.
É, então também duvido, mas tem esse boato aí. Mas esse vídeo vai ficar mais tempo na internet do que nós.
Não, o Vilela não vai morrer, porque eu descobri uma coisa. Ele tem mais de 50 anos. Caralho, eu tenho certeza, você é imortal, maluco. Não tá com uma ruga, mas também todo acabado no Botox. Acho que pediu 50.
Toda hora tem o teu médico daqui a pouco vai entrar aí com as agulhas.
Como é que é o nome daquele negócio da teoria da conspiração.
É adenocromo, como que chama? Eu acho muito bobó. Não, é que às vezes eu falo errado. É adenocromo ou é adenocromo? Acho que é bem aí o nome.
Eu também não sei, não sou familiarizado com isso. Eu não, só isso aí é só depois do primeiro bilhão em dólar.
É adenocromo.
Adenocromo, que é tirado de, Deus me livre, de criança.
Fala que o monstro do S.A. é inspirado nesses caras. Eu não sei, às vezes eu fico com medo porque várias coisas que eu achava antes que era conspiração Depois virou, aí eu falei, caralho, eu não duvido mais de nada.
Talvez exista.
Cara, eu não duvido mais de porra nenhuma depois dessas maluquices que o mundo me botou recentemente, não duvido mais de nada.
Festa com mulher vestida de astronauta.
Mas isso aí foi incrível, achei legal.
Eu também achei muito bom.
Porra, é legal, o cara é criativo, usava bem o dia do FGC.
Mas digamos que a gente morra e esse vídeo fica mais tempo na internet do que a gente. Manda um recado para 200 anos no futuro, quais seriam suas últimas palavras, teu epitáfio? Caralho, 200 anos no futuro, pessoal tá assistindo aqui, quer saber quais foram suas últimas palavras.
É para posteridade, para eles. Deixa eu pensar, para 200 anos. Bom, eu garanto para você, olha o tanto que eu sou profeta do futuro, eu garanto que a IA não mudou os meios de vida de maneira significativa, não mudou porra nenhuma, que o ser humano continua se matando guerra, que não teve nenhum tipo de solução, o conflito não se resolveu no Oriente Médio, e que você ainda precisa trabalhar para viver.
É, não vai, não vai ter esse cenário de não precisar trabalhar, apocalipse, nada.
Tudo que fala que vai matar a gente, o ser humano é uma praga. Então nada, ele acha um jeito, a gente sobrevive. Esse é isso que a gente faz.
O ser humano nunca acaba, a gente cria o problema e depois vai atrás da solução.
É tipo a erva daninha, a gente entrou no mundo, penetrou no planeta e nunca mais vamos sair. Matrix, que fala que a gente é uma sarna.
E a terceira pergunta é: qual é a pergunta que você se faz? Que dúvida você tem? Aquela antes de dormir, você se pega pensando nisso.
Cara, eu sou uma pessoa que eu leio muita coisa religiosa, e a principal dúvida que eu sempre fico sempre é que, onde todas as religiões, é interessado em, é tudo a mesma coisa quando você vai estudar estudando vai vir, vai chegar, vai chegar na mesma dúvida, vai chegar no mesmo ponto, que é o ponto mais complexo de responder, que é sobre a permissão divina para o mal, para existência do mal.
É muito complexo, né? Se Deus é bom.
E aí eu olho para isso, eu acredito em Deus, sou uma pessoa que eu tenho fé, mas eu não consigo arrumar um argumento justificável para ter criança morrendo de fome. Para mim nada justifica, independente da resposta religiosa que você me dê. Ela, ela não, ela não é satisfatória.
Essa resposta, ela faz sentido?
Para mim não faz sentido nenhum, nenhuma resposta faz sentido como teoria.
Ela fecha, mas não faz sentido.
Não faz sentido material. Eu nasci, eu não tinha feito nada de errado com ninguém, e eu tenho certeza que as outras crianças também não.
Então eu nasci com os dois pés tortos para dentro. E por que que eu nasci assim e eu consegui operar?
O pé torto eu ainda aceito. O problema para mim é, porra, morrer de fome antes de ter a chance de ser mau.
Mas aí que tá, eu era criança, eu poderia sofrer com isso como sofri na época, de dor e não sei o quê, e poderia ter piorado isso. Mas eu dei uma escala de uma coisa que é infinita, né?
É isso. Mas é isso, a pessoa tem criança que come no barro Ah, é responsabilidade do ser humano. Não é. Na prática, nasceu assim, né?
Foi uma condição no país onde ele vai sofrer.
É uma condição inerente às espécies de modo geral, aos mamíferos, a todos assim.
Então é uma luta na natureza, né?
Mas o sofrimento, ele é parte necessária, ele é obrigatório para vida. É isso que eu acho chocante, como a pergunta que me tira o sossego é: para que o sofrimento como matéria-prima? Da vida, porque é um sofrimento necessário. Um leão não consegue sobreviver sem causar dor, sem matar. Uma loucura, né? Como matéria fundamental da vida, a vida só se alimentar de vida é uma coisa muito, muito louca. Para que que eu tenho que matar outra criatura para sobreviver?
E assim para um tubarão, é assim para um leão, é assim para todas as formas naturais de vida.
Não só para isso, para ideias, para projetos. Alguém sempre tá perdendo.
Alguém tá Não me tira a fé, mas me tira o sono.
É, não me tira a fé não, mas já perdi muito tempo pensando.
Não me tira a fé, mas me tira o sono.
É isso. Tem promessa de voltar então? Você volte algum dia? Sempre tiver aqui então.
Foi bacana, ganhou aqui até um boné aqui.
Ó só, esse aqui ele dá problema.
Isso aqui é impossível de você manter no cenário, você sabe, né? Porque se você deixar isso aqui, você vai arrumar um problema por episódio, porque vão achar várias coisas aí que eu posso ter problema? Tipo, vários.
Não, não, eu vou achar. Mas tem coisas comunistas, coisas que possam, podem ser para isso, para aquilo.
A máscara do Mr. M ali, cara, dele mesmo.
Ele veio aqui.
Ah, você tá zoando?
É, ele fez essa mão na época da pandemia porque ele não podia voltar para o país dele e tinha que fazer alguma coisa. Aí ele fez a mão, uma aqui que ele tava preso aqui no Brasil.
Caralho, ele mesmo pintando. Mister M, porra, Cid Moreira tinha uma voz boa, né, cara?
O Mister M, como que é que ele chamava? Não sei o quê do mal, Mister M Sortilégio, não sei o quê, cara.
Ele fazia cada hora, ele tinha um nome para ele, cara.
Era muito bom. Eu gosto dele falando, os mágicos odeiam ele, né?
É muito absurdo o nome dessa bola, cara. Nunca sai da minha cabeça. É o jeito você vê se alguém é velho, é falar jabulani, a pessoa não entender.
Foi da África do Sul, da África. E o negócio de tocar lá, como chamava? Vuvuzela. Vuvuzela também é dessa época também, né?
Cara, até hoje eu tenho raiva.
Como diria eu, instrumento amaldiçoado, é que nem punheta, é só bom para quem toca, né? É melhor Definição, não é, cara?
Instrumento satânico, né, cara?
É muito boa essa piada.
O Bigode não entendeu.
É sério que você não entendeu?
Eu não entendi, mas eu não sei o que é vuvuzela.
Que susto!
Eu achei que ele falava, não sei o que é punheta. É uma corneta de plástico com barulho único que faz só isso, cara. É uma merda.
Chamam de corneta assim. Ah, tá, hoje. Mas que na época colocaram o nome de vuvuzela.
Você respeita a vuvuzela, que é um grande patrimônio cultural brasileiro. Exato, tem que ter algum nível de respeito aqui, cara.
É muito legal, né, cara? Alguma coisa ele não entende sempre de piada, né?
Pois é, é muito legal.
Tem aquelas gemas ali e o Axios Rose.
E tem aquele rabinho, depois você vê o que tem na outra ponta, você deve imaginar.
Eu tenho, eu tive um sex shop, então eu sei exatamente o que tá na outra Ainda bem que ele não falou, eu tinha igual.
É, eu achei que ele ia falar. Eu inclusive estou com um agora, né?
Eu tô nesse momento, nesse momento. Mas eu tive um sex shop, cara. Eu não me assusto com nada mais na vida. O ser humano não me surpreende, não tem capacidade de me surpreender. Perdeu essa capacidade tem uns anos já.
Pô, obrigado demais. Passa redes sociais, canais, o que você quiser. Seja bem-vindo sempre.
Ó, então primeiro muito obrigado. Pô, foi legal, hein? Você passou quanto tempo?
2 horas e meia. Tá zoando?
É, cara, você roubou minha vida, minha alma.
É assim que ele sobrevive há tantos anos.
Eu me sinto—
mas você tem sorte, você tá na fase nova. Se tivesse no Velho Testamento, era 5 horas, não é? 5 horas de programa? Antigamente era tudo 5, 6 horas.
Que isso, cara?
Já tivemos programa aqui mais de 11 horas já.
11 horas?
Não existe lá no debate, um debate que não acabava nunca. Criacionista versus evolucionista.
Mas 11 horas?
É, a galera não queria ir embora, cara.
Não tem o que fazer, pô. 11 horas, cara.
Não, os caras saíram, mas tava tomando uma cerveja pelo menos. A gente bebeu, comeu, trocava de gente na mesa. A gente saiu, tava o sol raiando já.
Caralho, que terrível.
Quando o Pirula vinha aqui tinha duas equipes, né? Uma até meia-noite e uma depois da meia-noite, porque a gente sabia que o Pirula não fazia episódio menos de 6 horas e não sabia quando ia acabar.
Eu não dou conta de falar 6 horas, eu não tenho o que falar. 2 horas. Mas tem mesmo, passou 2, eu nem percebi.
Se eu quisesse, tinha assunto para caramba. É que a gente agora, a gente não quer assustar o pessoal que vem pela primeira vez.
Pois é, o cara é bom de conversa mesmo, tá vendo? Ó, então Instagram @orraucena, no YouTube Raul Sena, pode pôr lá, Raul Sena, pode pôr. Vai estar Investidor Sardinha na frente também, que é legal. Você me encontra lá. E me encontra, todas as outras redes, etc., tá na auvp.com.br.
Tá certo. Assisto muito seu canal, então eu recomendo também que o pessoal assista para ficar sempre em cima da notícia, o que tá acontecendo. As análises são muito boas lá.
Eu já tinha visto muito episódio, mas 6 horas não. Eu acho que eu vejo muito corte, aparece muito corte do aqui. Teve esses dias agora, teve um que você tava, você fez um monte de debate com o pessoal do Atu.
Tales e o Brigadeiro, Tales e o Brigadeiro do MBL, é isso mesmo.
Tem muitos desses assim de política que eu vi, vi uns seus com os comunistas, parece, vi um que era a galera, cara. A gente fez mais de 70 debates aqui, tem muito debate com Jones, não foi que você fez?
Fiz, Kim Jones.
Pô, sabe quem que você devia chamar depois? O Tamir, cara, menino.
Já veio, claro. Tamir Felipe veio, veio vários episódios, ele é muito bom trabalhista. Ele veio no episódio de Trabalhista, vem em debate.
Ele é muito bom, esse menino, é bom mesmo, bom para caralho. Tem muita gente boa, tá? Candidato a deputado agora. Eu não concordo com quase nada dele, mas eu acho ele uma boa pessoa, entendeu? Porque é raro você achar gente que você discorda que tem bons argumentos, né?
Eu gosto do episódio de Trabalhista, tá bem legal, tá bem legal, cara. Tem muita coisa que eles falaram que eu concordo assim, que eu curti.
É isso, é isso.
Obrigado demais, obrigado vocês que vieram aqui, obrigado aos patrocinadores, não é, Romero?
É isso aí, Airbnb, Contabilizei, e também o G4 patrocinando o episódio de hoje.
Exato, link na descrição, QR code na tela, queima tudo. E o pessoal já deu like, já compartilhou? Dá like, cara, e se inscreve no canal para a gente chegar em 10 milhões rápido, né?
É isso aí.
Que que o pessoal tem que escrever nos comentários para provar que chegou até o final?
Para você provar que você chegou ao final desse papo maravilhoso, coloca aí querosene com cigarro.
Querosene com cigarro, cara, que absurdo! Vou buscar lá longe, hein? É mistura explosiva para pintar um quadro, né, cara?
Cheirinho de infância, cheirinho de infância para mim, cara. Querosene com cigarro.
Vamos preparar da próxima vez que ele vier aqui um cheirinho de querosene e alguém acende o cigarro.
Meu cigarro que meu pai fumava não existe mais, mudou de marca, que era o Free e agora é Quente, o nome dele.
Free eu lembro, eu lembro até da embalagem. Meu pai fumava Marlboro, não é Marlboro, Marlboro Light. Não, era um branco, azul, e tinha uma faixa azul.
A Derby, Derby azul, pô.
É, mas não é esse Hollywood, não. Puts, cara, você não é da época, né?
Eu lembro do Hicks, cara.
Agora pera aí, cara, você vai ficar preocupado. Esse aí, cara, esse aí é tema de máxima importância. Cigarro embalagem azul antigo, vai.
Branca com a faixa azul.
O Marlboro tinha o Hollywood.
Era Marlboro, é verdade. Agora que eu vi a caixinha, eu achei que era o Ministro. Ministro, Ministro, meu pai usava. Vai ver que não é nem nada a ver com essas cores, né?
Ministro é galera trazer do Paraguai, cara.
Não, eu tô falando lá de trás, anos 80, anos 70.
É o Ministro, porra, ele é do jeito que você tá falando sim, cara.
Ministro é branco e azul.
Olha aqui, ó, branco e azul, cara. Tava certo aí, o Ministro.
É porque a galera era fiel a uma marca, né? Minha mãe Eu fui fumar, fumava ela talvez, eu acho que tinha um, ou é free ou é ela, tô confundindo, mas eu lembro da embalagem, tinha uma florais assim para enganar, né, para morrer de câncer. Os cara fumava no avião, cara.
E aí tem um episódio clássico de São Paulo que é o Roda Viva clássico, é o Paulo Maluf defendendo, e aí não, não, e aí todos os outros jornalistas falando, parece que você tem prazer em proibir. Aí você pensa, deve ter proibido alguma coisa muito absurda. Ele proibiu fumar em lugar fechado, fumar dentro de elevador.
E a nossa liberdade de fumar, cara?
E o cara falando, eu particularmente, quando eu vou voar de avião, prefiro voar do lado de um fumante, que eu acho que são pessoas muito mais legais.
Vem, que absurdo!
É uma tira Suzuki, né?
Você nunca viu um político envelhecer tão bem quanto o Maluf, porque ele sendo a voz da razão. O pessoal não tem o mínimo bom senso. Parece que você tem prazer em proibir. Abraço para o Paulo Maluf.
Abraço, Paulo Maluf. Paulo Maluf, é isso, né? Fiquem com Deus, beijo no cotovelo, tchau, e que bom que vocês vieram. Valeu, fui!
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