1940 - RELÓGIOS: ALLAN 7X7, MAURO (WATCH TIME) E LEANDRO AMORIM (GMT)
JOSÉ MAURO RACOSKI, LEANDRO AMORIM e ALLAN 7X7 são especialistas em relógios. Eles vão bater um papo da hora sobre relógios de luxo. Já o Vilela presenciou a invenção do tempo.Redes sociais dos convidados:https://www.instagram.com/gmtmenos3/https://www.instagram.com/7x7allan/https://www.instagram.com/watchtime.assistenciatecnica/
- A evolução histórica dos relógios e a medição do temponecessidade de medição para plantio e caça·relógios de sol e torres·desenvolvimento do escapamento·surgimento dos relógios de bolso·invenção do sistema turbilhão
- A crise do quartzo e a revolução da indústria relojoeira suíçarelógio a quartzo e sua funcionalidade·barateamento do custo do relógio·colapso da indústria relojoeira em 1980·Swatch como salvadora da indústria suíça·popularização dos relógios de plástico
- O crescimento do mercado de relógios mecânicos e a paixão por relojoariaincentivo das marcas ao consumo·cansaço das pessoas com telas digitais·smartwatches como porta de entrada para o hobby·mercado brasileiro com grande potencial de crescimento·relojoaria como hobby e conexão social
- A questão da falsificação de relógios e a segurança do mercadorelógios falsificados muito parecidos com os originais·dificuldade em identificar falsificações·riscos de comprar relógios falsos·necessidade de união das marcas contra falsificações·plataformas para compra e venda segura de relógios
- A importância das complicações e a usabilidade dos relógiosdefinição de complicação em relógios·relógios ultra complexos e seu valor·função GMT para espeleologistas·cronógrafo como complicação preferida·repetição por minuto e sua utilidade histórica
- A conexão emocional com os relógios e a paixão pelo hobbyrelógio como herança familiar·terapia de escolher o relógio do dia·conexão pessoal com a peça·relógio como símbolo de conquista·alegria em compartilhar o hobby
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais pontual do que a minha, do que a sua.
Muito mais, meu querido, muito mais.
Você chegou atrasado hoje?
Hoje não, cheguei atrasado ao contrário, cheguei mais cedo.
É, mas então tá errado, não é pontual. Chegar antes do horário também não é ser pontual. Complicado isso daí, cara. Mas você costuma ser pontual?
Cara, costumo.
Você usa relógio?
Uso.
Para ver hora ou só para fazer uma graça?
Eu não sei ver hora, o meu é analógico, eu não consigo ver hora no analógico.
Você tá brincando.
Mentira, eu sei isso, tô fazendo uma brincadeirinha. Mas eu demorei para chegar.
Mas quando a pessoa te pergunta rápido, você fica meio, entra em pânico?
Depende, se for na rua eu vejo num relógio, se for aqui eu vejo no celular. Na rua não dá para tirar o celular do bolso, né, cara?
É verdade. E dependendo do relógio também não dá para mostrar.
O meu é baratinho, né, cara?
Baratinho quanto?
Uns duzentinhos aí.
E o seu celular vale mais?
Vale bem mais, então é melhor olhar no relógio mesmo.
Aí se o cara falar, não, mas eu quero saber a hora precisa do celular, quero ver se está certo, puxa o relógio.
Aí você sai correndo.
É isso aí. E o pessoal que está em casa que quer saber da hora, como faz?
Você pode começar deixando aí o seu like, tá bom? A sua inscrição. A gente tá se aproximando agora dos 6 milhões de inscritos, então ajuda a gente aí se inscrevendo no canal. E hoje é uma live especial porque ela é dedicada à galera que é membro aí do canal, né? Membro, membro, membro é membrana, né? Eu lembrei da escola agora. O grupo de membros aí do canal, que eles têm uma série de benefícios, né? Eles mandam perguntas antes, eles ficam sabendo da agenda de forma antecipada também, tem uma série de benefícios. Então já se torna membro aí do canal.
Seja membro e saiba da agenda antes. E além de ser membro, sabe o que é legal? Sim, é uma dica que eu vou dar agora. Senhores e senhoras, terráqueos e terráqueas, dia 12 de outubro tá chegando, hein? E com esse ano, o feriado cai na segunda-feira e já dá para planejar 3 dias longe da rotina com pessoas que você gosta, com muita liberdade. Ó, como também é Dia das Crianças, fica aqui uma ideia: se além do presente a família ganhasse uma lembrança daquelas que ficam para sempre na memória ser bacana, não é não?
Pode ser um feriadão em algum lugar incrível no Nordeste, pode ser João Pessoa com praia, passeio e café da manhã sem ninguém olhando para o relógio, pode ser em Natal reunindo pais, filhos, avós e quem mais couber no grupo da família. E quem já mora nessas cidades ou na região também pode aproveitar, não precisa ir longe para viver dias diferentes. Às vezes basta reunir todo mundo num novo espaço para rotina ganhar outra cara.
No Airbnb dá para procurar uma casa com piscina para criançada, cozinha completa para preparar as refeições juntos e uma sala grande para todo mundo ficar reunido. Também tem apartamento espaçoso perto da praia ou acomodação mais tranquila para quem só quer descansar. E esse é o melhor: em vez de ter que reservar vários quartos separados para família, vocês podem reservar uma acomodação inteira com espaço para viver o feriado todo junto.
Aí fica até mais em conta. E café da manhã sem hora marcada, hein? Sem pressa para começar o dia e com liberdade para criar a programação de vocês. Dá uma olhada no seu site ou no aplicativo do Airbnb para você, que você vai encontrar o lugar ideal, eu te garanto. O pagamento pode ser feito em Pix ou parcelado em 6 vezes sem juros no cartão. Feriado liberado é no Airbnb.
É isso daí.
Eu já fiz um grupo de WhatsApp só para esse feriado aí de 12 de outubro, que eu não quero saber, eu não vou trabalhar. Fabinho vai me marcar podcast.
Eu também não vou trabalhar não, então a gente vai junto.
E aí, vai ficar sem podcast?
Coloca o Lene.
O Lene apresentando.
É.
Fechou. O Lene vai dar uma desculpa de dor de barriga e tal. Ele já tá no meu grupo de WhatsApp, cara. Vai viajar comigo. É ele que vai fazer o churrasco. Espero que ele saiba fazer. Ô Lene, sabe fazer churrasco?
Mais ou menos.
Mais ou menos? Já serve.
Sabe fazer um miojo de churrasco.
Eu quero saber se o pessoal aqui sabe fazer churrasco. Alan, o homem mais animado do mundo. Eu nunca vi ele triste, nunca vi ele desanimado. Cara, ele e o Ninja. Conhece o Ninja, o Poderoso Ninja? Juntar os dois aí, cara, é empolgação, hein, pessoal? Aqui, Alan, tem que respeitar, né? Tem que respeitar, cara. É o cara que sabe tudo em Brasília. Quando eu vou em Brasília, é o cara que me leva nos melhores lugares. Ele perguntou, falar melhores lugares é restaurante, antes que o pessoal pensa que lá tá rolando Forcaro e a Suíça. Os cara vão pensar que a gente não, né?
Restaurante. Mas é isso, velho, tô felizão de estar aqui. Segunda vez, né, eu tô aqui no, aqui com a galera, e hoje com a galera da relojoaria para bater um papo sobre relógio, né?
Aí ferrou!
A comunidade relojoeira vai em peso deixar o like nesse vídeo. Exato, tem obrigação, obrigação, porque hoje tá com a galera.
Mas se apresenta para quem não te conhece.
Então, sou Alan Lopes, canal 7x7, canal todo focado em relojoaria. A gente só fala sobre relógio de todos os preços, de todos os tipos. A gente vai falar de relojoaria e focar nisso, e é o foco do canal, e de uma forma mais divertida, descontraída, né? Então é isso, é a vibe do Canal 7x7.
Quem você quer apresentar aí para o povo? Você que montou a mesa, apresente para o povo então aí.
Então eu trouxe o papa da relojaria aqui, ó, Professor Leandro Amorim aqui, o professor que é o grande, foi o cara que começou essa parada da relojaria no YouTube, né? Um cara que chegou, montou o YouTube ali e começou a falar de relógio. É mesmo?
É verdade, 2016.
Isso, caramba, quando era tudo era mato, tudo era mato.
Ele começou a falar de relógio, acompanhava o canal dele, sou um grande fã, e hoje tá aqui com ele. Para mim é incrível.
Ô, meu irmão, aquela tua câmera, se apresenta para o povo.
Alegria toda minha, honra toda minha tá com pessoas tão queridas, você, Alan, o grande Vilela aqui, o Maurão. Eu sou Leandro Amorim, sou do GMT -3. A gente começou a falar sobre relojoaria em 2016, a gente já tá aí há 10 anos nessa caminhada, e graças a Deus colecionando bons amigos que valem. É isso que é o mais importante na história da relojoaria, né, é amizade, as conexões, e a gente tem, para quem não entende, explica porque GMT -3, né?
É porque é o fuso horário do Brasil, né? Quando eu comecei o canal, eu pensei, falei, poxa, como é um canal focado para o público brasileiro, vou colocar o fuso principal do Brasil, né? Confesso que deveria ter escolhido um nome depois mais fácil, mas já colou, né? 10 anos já falando sobre relógio, né? Todo mundo já conhece, que curte a relojoaria, conhece o GMT -3, né?
GMT Greenwich lá, que é o zero, né? Aí para esquerda é menos, para direita é mais.
Exato. E o fuso horário de Brasília é o -3, né?
E hoje no YouTube é o maior, né, canal de relojoaria do Brasil, maior número de língua portuguesa.
Graças a Deus. Atualmente eu tô com hiperfoco, então assisto muito vídeo aí do seu canal.
Mosquitinho da relojaria mordeu.
É, rapaz, infelizmente.
Eu tô vendo aqui que o nível— e foi um mosquito chique, hein, cara, que mordeu, hein? A máquina.
É que eu tenho os amigos, né?
Ele tá entusiasta, ele tá indo todos os valores, não tem isso não, né?
Tem o Kill Bill que eu ganhei também, tem Tem um da minha idade, acharam um relógio do meu mês e do meu ano de 76, de 70, né?
Eu não tenho um de fevereiro de 76.
Tem um de novembro de 70, tem vários relógios que o pessoal tá me mandando. A gente lá na feira, né, conheceu bastante.
Legal, legal. Brasil Watch Show, né?
Tá lá, trabalha com a galera.
Eu tô até usando um da Ypê aqui, o astronauta.
Eu peguei, os cara me deram aquele do Kurtz, né?
O Kurtz, aquele relógio aí maluco, apocalíptico.
Apocalipsinal, isso. Caramba.
Cara, e Mauro, e apresenta o Mauro.
Isso, e o grande Mauro aqui, que é o cara da Watch Time, o cara da assistência, o cara que saca muito de relojoaria também, um cara que é referência. Então, quando você falou um programa sobre relógio, eu imaginei essas duas pessoas aqui junto comigo. Eu tô aqui praticamente que sou fã dos dois. Grande Mauro, fala um pouco aí sobre você agora. E o Mauro continua aí.
Obrigado, obrigado, me sinto honrado. Gratidão, Vilela, pelo convite. Alan, que fez a ponte aí, é uma honra estar aqui.
Esse sotaque de onde é?
Eu brinco, eu sou caipira do Paraná, né?
Paraná, mas fala daí.
Tudo ainda, o sotaque, não sei o quê daí.
Leite quente.
Não, porque lá até o cachorro fala uau, uau, uau daí. Eu sei porque conheço muita gente lá, então esse sotaque eu gosto para caramba. Eu já, mas que interior, onde?
Eu nasci em Guaraniassu, ao lado de Cascavel. Então Guaraniassu interior, 429.
Minha ex é de Coronel Vivida, conhece?
Conheço Coronel Vivida, perto de Pato Branco, né? Conheço, conheço muito. Eu tenho um trabalho junto com a bocha e a Federação de Bocha é sediada em Coronel Vivido. Então já fui a Coronel diversas vezes.
A que fatiou o marido, ela aberta lá do shopping. É perigosa aquela região.
O GPS tem que mudar a rota.
E ela assistiu o documentário e falou, ah, cara, eu até entendo ela. Eu falei, como assim você entende ela, cara? Era só ter separado, não precisava ter fatiado o cara.
Exato, exato. Então, gratidão pelo convite, é uma honra estar aqui. Estou, sou fundador e hoje CEO da Watch Time, a maior assistência técnica do Brasil e da América Latina. Trabalhamos com mais de 27 marcas autorizadas. Sou relojoeiro desde a minha infância, comecei na relojoaria aos 9 anos de idade e até hoje não saí. Então já há 40 anos, e a Watch Time está há 25 anos no mercado brasileiro já.
Então a gente vai falar sobre o quê hoje?
Eu acho que relógio, né? Acho melhor, né?
Eu ia propor a gente falar sobre STF, mas é melhor, não é?
Vamos deixar que eles votem lá.
Vamos falar sobre relógio, relógio, a história do relógio, né? Alguém pode falar porque o relógio, como ele surge na humanidade? Ele, e como ele foi evoluindo, como que a gente chega até hoje. É, vamos fazer uma linha do tempo aí, né?
A medição do tempo, ela começou há milhares de anos atrás com as necessidades das pessoas de fazerem aquelas medições, principalmente de plantio.
É quando o homem começa a se fixar no lugar, né? Deixa de ser coletor e caçador e precisa saber a hora do dia, tentar marcar os meses.
Exato, né? A hora que sai, qual é a melhor hora de caça, qual o melhor momento para sair, para voltar. Enfim, nascia ali a necessidade de você começar a partir o tempo em etapas para que você, para que aquilo ali dê conta, né?
Tinha o dia e a noite, né? Então já tinha o sol e a lua e os caras já falaram, já tem uma medida aí, né?
Exato, exato.
Ou é de dia ou é à noite.
E aí ao longo da humanidade foi se necessitando cada vez mais de que essas divisões de tempo fossem mais precisas, né? Porque aí veio a Revolução Industrial, veio a necessidade, né, de você ter um maior controle do tempo. E aí entrou o relógio nessa, nessa conversa toda, né?
O relógio, acho que vamos pegar o gancho aqui. Então, ele, primeiro relógio basicamente foi o relógio de sol, né?
Exato.
Então, que era através da sombra que você sabia a hora, né? E o relógio ele veio acompanhando a evolução da humanidade, isso há de eterno. Então, depois disso, começaram a surgir os relógios de torres, né, os relógios de igreja. Depois, relógios de igreja, eles acabaram mudando, já eram precisos ou não?
Não, não, não, rudimentar.
Eu posso tentar fazer uma timeline do tempo aí?
Pelo amor de Deus, é isso que a gente quer.
Então, os primeiros relógios de Torres, o Flavinho, Flavinho Mais seria um cara bem interessante para bater papo desse nível também, tá?
Ele fez uma palestra no Brasil Watch Show sensacional.
Então os relógios de Torres, aí eles mudaram o escapamento para o relógio ser um pouco mais preciso.
Mas o que que é o escapamento?
Escapamento é onde faz o tic-tac do relógio, né? Aonde ele escapa energia para o relógio fazer o pêndulo balanço. E aí os relógios tinham mais ou menos em média mais de horas minutos de diferença por dia. Mas mesmo assim, mesmo assim, já era uma referência.
E a galera ia acertando.
Exato. Então se imagine isso lá em 1700, né, relógio de torre. Daí foi melhorando um pouco mais, e aí começaram a tentar desenvolver relógios menores. Então que veio os relógios de mesa, os clockwatches, aí veio o relógio de navio, enfim. E até que vieram os relógios de bolso.
E os mecanismos eram mais ou menos iguais, A lógica do mecanismo, sim.
A lógica do mecanismo, sim. E aí, no final do século 18, 1798, o Breguet desenvolveu um sistema. Então já tinha bastante relógio de bolso na época. Então só quem tinha relógio era a monarquia, porque era muito caro. Quando existiam-se os Grand Prix, né, os prêmios de relojaria. A monarquia, ela, as famílias mais ricas contratavam o relojoeiro para ser relojoeiro dedicado para a monarquia, porque um relógio levava ano para ser desenvolvido, não era?
Que, entendeu, era tudo manual, não tinha, ele tinha que fazer cada peça individualmente, as engrenagens.
Exatamente. E aí, em 1798, se eu não tiver enganado o ano exato, mas é para ser, Breguet desenvolveu o sistema turbilhão que é um sistema onde ele elimina a força da gravidade, porque o relógio de bolso ficava trabalhando só nesse sentido, e os eixos do balanço, que era metal com metal, ele dava um atrito muito grande. E o relógio de bolso, mesmo assim, na época fazia mais de 1 hora de diferença por dia. Quando ele desenvolveu o sistema turbilhão, o relógio veio para uma variação de menos de 10 minutos por dia. Então foi uma evolução, mais ou menos isso. 1798.
1700 já.
Ele foi patenteado em 1801, né, professor?
Se eu não estiver enganado, comecinho 19 ele patenteou.
E enfim, e aí daí para frente os relojoeiros começaram a ficar mais disputados ainda pelas famílias reais e pela monarquia. E até 1900 teve muita dificuldade porque a produção era muito pequena de relógio. E aí em 1900 começou aí já meio na era industrial algumas marcas tentarem fazer o relógio para os operários em si.
Então aí o relógio, eu chego nisso que a gente hoje aqui não aguenta ficar sem, né? A gente fica comprando um monte, fica assim com a mesa cheia, aí parece que um bichinho morre, a gente quer ter vários, né? Então chegou nisso aqui, né? Toda essa confusão para chegar nisso.
Exato, exato.
Mas aí tem um monte de modelo, tem automático, tem automático, tem Quais são essas diferenças assim básicas?
É praticamente o relógio a quartzo vai usar um cristal de quartzo ali que emite a vibração e faz o relógio funcionar. Mas é uma coisa mais moderna, né? Tanto é que teve a crise do quartzo por causa disso, né? O relógio inicialmente era uma coisa totalmente mecânica.
Quando ele foi criado, ele era bem caro, né? Existia uma corrida para se chegar ao relógio quartzo, tanto que isso daí é discutado até os dias de hoje, né, quem foi o primeiro. Porque a gente tinha algumas marcas no Japão correndo para ter esse modelo quartz, algumas marcas na Suíça. Existiam a união de grandes empresas para se chegar, né, esse mecanismo quartz. E ele barateou imensamente o custo do relógio, né, porque você substituía todas as partes móveis que eram na época, e ainda são, né, muito caras para você se fazer, para você manufaturar. E você substituía por um circuito elétrico, uma bateria.
Imagina na cabeça da galera, né, o cara pensar, pô, é um negócio mecânico que tem que fazer manutenção, que não é preciso. Aí o cara de repente vai lá, aparece com que é preciso, não precisa de muita manutenção, só trocar a bateria. Tipo, aí é a famosa crise do quartz.
Exato, exato.
Mercado suíço, como era mecânico, né, todo mundo ficou naquela.
Quando foi isso?
O ano exato agora, até agora eu nem lembrei.
A crise do quartz, ela Ela assim foi o auge da crise em 1980, aonde a indústria relojeira entrou em colapso e quase muitas companhias fecharam. Então não é o presente inútil, mas é útil. Mas eu trouxe aqui, verdade, eu não pedi presente inútil para os dois, verdade.
Eu já tô isento, esse é o último, vou te sinalizar antes, Mauro. Eu tô isento e meu Casio F91W eu procurei ali, não achei.
Eu falei, eu acho que roubou o bigode, acho que foi bigode.
O Bigode, cadê o meu Cássio, velho?
Bonitinho, cara. Eu tinha um prato, eu queria o preto.
Então esse aqui, cadê a câmera? Aí, esse aqui é um relógio Swatch.
Esse é o do Papa?
Não, não é o do Papa, é parecido, né? É parecido. Que foi a marca relojeira, que é um relógio quartz, foi a marca que ajudou a salvar a indústria relojeira suíça.
Por quê?
Porque, vamos lá, o porquê. Então, o relógio quartz, ele começou a ser desenvolvido basicamente nos anos 70. Então, tanto Estados Unidos quanto a Suíça quanto o Japão, eles focaram muito a buloba americana, né, tentando desenvolver o desaparção e tal. E aí existe uma, isso é para você, e apresentou. Enfim, quando deu a crise do quartz, que muitas fábricas começaram a ter problema porque já não se vendia o relógio quartz. Assim, a Seiko já tinha popularizado o relógio quartz, se tinha muito relógio com preço muito mais em conta, muito mais barato.
Tá com problema o Pininho? Não, tô tentando acertar aqui. Aí a Suíça quebrou, muitas fábricas suíças fecharam.
Tá?
Tanto que a Blancpain, que é a fábrica mais antiga, de 1752, na crise do quartzo ela fechou e ela perde o reconhecimento de fábrica mais antiga no mundo para Vacheron de 1755. Então 3 anos ela perdeu. Por quê? Porque ela foi fechada em 1980. E aí o Nicolas Hayek, que era um um cara do mercado financeiro. Ele tinha morado no Brasil na década de 70, ele trabalhou aqui pela Volkswagen, e ele tava trabalhando no mercado financeiro e ele cuidava de um fundo.
Ele falou, cara, a antiga Swatch Group da época tava sendo vendida por preço de banana. E aí ele fez um pool lá, arranjou o pessoal Comprou, era SH, né? SMH, SH, SH, SH, Societé Internationale Horlogère. Exato. Então comprou a SH e aí eles falaram, cara, nós precisamos fazer alguma coisa. Cara, vamos fazer um relógio de plástico. Eles não sabiam o nome. Então tanto que você lê, até hoje tem a Mística, ó. Se você tira o S da frente é Watch, Watch de relógio.
Mas qual que é o significado do S? Até hoje ninguém fala, nem a própria Swatch conta. Pode ser SwissWatch ou Second Watch, entendeu? E aí eles, eles lançaram, desenvolveram, que é nesse modelo aí, um relógio plástico e tal, só que ele não tinha escrito, não tinha logo. O que que eles fizeram? Eles produziram 800 relógios e colocaram nos quiosques daquelas lojinhas para vender jornal e cafezinho ali. Vamos ver o que que dá, cara.
Em 2 dias vendeu tudo, pode vendendo a $50, né, 50 francos. E aí ele falou, cara, eu acho que tem produto. Eles começaram a produzir um pouquinho, enfim, eles ficaram 6 meses produzindo sem marca, só o relógio de plástico, e o relógio pegou. E aí eles conseguiram desenvolver as coleções alegres, coloridas, porque ele é um relógio alegre.
Então esquecemos de falar, o suporte Qual aquele que trocava de pulseira quando era criança?
Os Tecno, era os Tecno, Champion também, Champion, Tecno.
Isso aí que ele falou da Swatch é interessante, você vê que a marca até hoje faz isso, né? Agora parceria com, por exemplo, a própria Omega, que é um bom Swatch, eles vieram com essa ideia colorida. Agora fizeram com a Audemars Piguet também essa pulseira.
Eu ganhei um desse Piguet também, todo de plástico, né? O cara coloca a pulseira nele.
Exato.
Então isso acabou salvando o mercado suíço, salvando o mercado suíço.
Aí o que que eles compraram? A SH, e aí eles começaram a comprar, compra mais uma marca comprar mais outra e tal. Surgiu o Swatch Group, que hoje é o maior grupo relogeiro do mundo.
O que trocava pulseira.
Exato, exato.
Então teve Champion, teve Tecnos também. A Tecnos também teve o troca pulseira, que eu lembro.
É, vários, vários relógios acabaram indo para essa vibe de trocar pulseira, que é bem legal.
Foi febre, né, nos anos 80, né?
Colocava a pulseira de cima amarela, debaixo verde, o miolo da caixa preto, coloria tudo.
Para você ver, teve essa crise lá nos anos 80 que você falou que foi ali a crise do quartzo, mas mesmo assim a gente vê que vieram relógios dessa década, né, de 80 ali para 90, que são ícones, né. Então a gente vai ver, interessante isso até falar, né, porque foi ali na década de 80, teve essa crise, ao mesmo tempo vem relógios icônicos. Mas o ponto que eu achei interessante é saber, eu não sabia o lance do S da Swatch, eu não sabia disso aí, foi legal.
E passar para galera essa ideia que você passou, Mauro, de que a Swatch foi a grande no fundo, a Swatch é a marca que salvou a indústria suíça.
Se não fosse a Swatch, muitas marcas talvez a gente não viria hoje.
Então popularizou mesmo.
E uma coisa que eu queria ver na visão de vocês assim, até uma ideia que eu tinha, uma dúvida que eu tenho também: o que é que vocês veem para o mercado de relógio mecânico suíço tá tão em alta assim? A galera tá tão gostando tanto. Eu sou um apaixonado desde pequeno, então para mim eu vejo de uma forma, vocês também são, mas mecânico é tudo que não é tudo que não é quadro, porque tá tão em alta, cara. Hoje em dia o relógio tá tão— e o Mauro até tava conversando comigo que é uma fatia pequena ainda do Brasil, tem um mercado enorme para crescer ainda, né, mano?
E aí eu fico de cara quando eu vejo essa paixão chegando nas pessoas às vezes que não sabem nada de relógio. Como era o caso até, a gente pode citar até o Vilela, que agora tá apaixonado pelo joalharia, a gente tá vendo, tá com coleção já e tá mergulhando nesse mundo. Como é que você enxerga isso, Mauro? Você também, professor, como é que vocês veem isso aí? Tá crescendo tanto O que que você acha que tá acontecendo com a galera para o relógio mecânico? A geração Z tá usando relógio mecânico.
E eu acho que as marcas elas têm incentivado bastante o consumo das pessoas por vários motivos. Acho que a gente tá vivendo um momento muito bom na relojoaria e as marcas estão migrando muito para essa parte de relojoaria mecânica. Eu acho que as pessoas hoje em dia elas estão um pouco cansadas de telas, né, de ficar o tempo todo com tela.
Quando eu tive um celular aí, você vê, pegar um relógio também que é tela, né, tela, tela, tela.
Tanto que quando o quarto chegou, todo mundo decretou o fim dos mecânicos, né? Pronto, agora não vai existir mais. E a gente ouviu essa conversa também alguns anos atrás com os smartwatches, né? Pronto, acabou o relógio mecânico, né?
Mas eu acho que você tem uma, uma, mas afetou os smartwatches, chegou a afetar um pouco também a indústria, né?
Afetou, né? Afetou tanto que a resposta da Swatch com o MoonSwatch foi colocar, quando apresentou, né? Colocou, apresentou E na verdade, por um outro lado, o smartwatch fez com que a geração mais nova passasse a ter o hábito de usar relógio. Ah, pô, não usava, não usava, pô. Aí agora começou a usar. Aí começa a pesquisar marca, começa a pesquisar modelo. Quando você entra na relojoaria, você sempre vai encontrar uma marca, porque tem pessoa que não usava relógio e voltou a usar por causa do—
é o meu caso também, né? Parei de usar relógio tempo voltei a usar o da Apple e depois migrei para cá, né?
Ele tava de Apple Watch, o meu programa que eu ouvi.
A gente brigou aqui, quem que saía com o Apple Watch?
Quem ganhou sorte foi o comando dele, o diretor ganhou.
O Luciano ganhou, fez aniversário agora, ganhou um Apple Watch aí.
Ele veio hoje, veio me agradecer. Eu falei, pô, é o Vilela isso. Agora o Vilela tá no mundo de relógio, foi para foi para Brasil Watch Show acompanhar.
Legal, legal. Obrigado, não tenho ido lá, cara.
Foi muito legal.
Curtiu? Você achou legal?
Curti, curti.
Falaram para mim, pô, o Alan tá com o Vilela. Falei, cara, onde? Não, estão aí.
Aí na feira, galera.
Queria pedir perdão porque não te encontrei lá, cara. O Joaquim, o CEO da Tecnos, né, chegou para mim e falou, Leandro, vamos almoçar junto. Eu falei, pô, cara, tá corrido, tá corrido. Aí uma hora ele falou a palavra mágica, não, eu pago. Falei, não, então beleza, vamos embora. Aí fiquei uma hora lá com ele. Aí quando eu tô subindo lá para o pro Ballroom lá e falar, pô, Vilela tá aí com a Lan. Falei, pô, vamos procurar eles.
Foi muito legal, muito legal.
Curtiu, né? Foi bacana, né? Foram 2 dias intensos lá, né?
E isso voltando até porque a gente falou, você vê que a feira tava cheia, as pessoas estão procurando saber sobre relógio, cara. Eu costumo até falar assim que eu acho que a relojaria é tipo o que eu vi no mundo fitness. Você vê que explodiu a bolha maromba assim, era todo mundo falando de fitness, malhando e treinando.
Ela começa numa bolha e depois ela expande, né?
Expande. Eu vejo isso na relojaria, Mauro. Eu achei que É que acaba virando uma bolha ali, que a galera tá ali naquela, ah, você gosta de relógio? Quando vai ver, porque, cara, é tão viciante. O cara vê um Speedmaster, o cara quer ter um.
Eu conheci de gente por causa do relógio, cara, o que ainda tem um lance da conexão, velho.
Só para complementar aqui, o que eu acho é que até o Brasil viver com intensidade tudo isso, e aí nós temos aqui agradecer sempre ao Leandro, eu falo, ele que difundiu isso no Brasil, que começou a trazer Só desculpa, mas quando você começou era para pouca gente, né, comparado com hoje.
É, não, eu para ter 1000 inscritos no canal foram mais de 2 anos.
O quê?
É, mais de 2 anos produzindo conteúdo. Pensei em parar um monte de vezes e tal.
O maior canal dele hoje tem quantos inscritos?
O seu, 172 mil.
O maior canal de horlogeria do Brasil, 172 mil. O meu tá com agora, bateu 90, né, André? Tá quanto? 90, eu acho, né? 86 mil.
Ou seja, interrompeu. Então continue aí.
É até para a galera se inscrever.
Se inscreve no canal, a gente vai deixar dos canais e redes sociais num comentário fixado. Você vai, né, bigode? Você esquece, vai deixar.
O bigode já tá inscrito já na relojoaria, nos canais aqui?
Não mente.
VMT-3, são 3 contra 1 aqui, tá, meu irmão?
Agora fica aí do lado, fica trocando as câmeras aí. Ele tá se inscrevendo e a câmera fica parada aqui.
Daqui a pouco a gente encosta ele e fala, vai, se inscreve aí na minha frente para eu ver.
E no Watch Time também, tá? É pequenininho, mas tá lá, 18 Enfim, e essa, vamos pegar o começo que me fugiu.
Tava falando sobre o fantasma, foi o que falou mesmo, a chegada do smartwatch.
O que nós estamos vivendo hoje era vivendo esse momento do mercado de crescimento. Eu acho que lá fora isso já tá muito acentuado. Os Estados Unidos vive isso já há 30, 40 anos. A Europa, eles têm uma cultura relojoeira que nós não tínhamos. Então a tecnologia, a globalização, e aí queiram ou não, o celular dá muito acesso. Então hoje jogador de futebol, rapper, piloto de Fórmula 1, atriz, ator, funkeiro, o que for, todo mundo tá usando, tá postando, ostentando, tá fazendo a nova geração consumir relógio muito mais cedo.
O que no meu tempo, na minha época, o cara estudava, tinha que formar, aí geralmente casava, ia ter filho, ele ia pensar num bom relógio, num bom relógio mais para frente. E hoje não. Hoje a molecada com 16, 18 anos, pai, não quero carro, quero um relógio. Então eu já começo a escutar muito isso. Porém, o Brasil Falar um dado, o Brasil hoje consome 10% do que o México consome. 10%, só 10%.
Então você imagine o nosso PIB, o nosso tamanho, é o mercado que não tem, né?
O que nós temos ainda para surfar. Então claro que o México acaba tendo o benefício do turismo, eles têm muito mais turismo que a gente. O turismo também ajuda a consumir isso, mas eles consome muito mais relógio que nós. Se nós estamos falando que nós temos 10% do que o México consome, cara, nós temos ainda 1000% para crescer tranquilamente.
Então, e aí você vê o que a galera fica falando, né? Cada dia surge mais, mais gente falando sobre relógio, mais marcas. Outro dia o cara me falou, aí, mas uma marca brasileira. Eu falei, cara, mas isso é bom. O cara acha que isso é bom? E quanto mais, melhor, porque isso aí fomenta o mercado, traz mais gente, as pessoas compram. Quanto mais relógio vender, melhor. Geração de emprego, fomenta o mercado que a gente gosta, e o nosso hobby, que é a nossa paixão, né, professor?
A gente gosta de relógio. Então tá ali a galera, quanto mais marcas de relógio, mais pessoas comprando relógio, falando sobre esse assunto, que é um hobby para a gente, que é a nossa paixão, uma coisa que faz parte da nossa vida, acho que é melhor. Então fico felizão quando surge marcas novas, como a própria YP aí, que chegou agora e chegou bem para caramba.
Com certeza. E aí, se nós pegarmos há 15 anos atrás, 20 anos atrás, só tinha acesso à relojoaria quem morava nas grandes cidades. Porque o interior era carente das, você só ia até as marcas nacionais, você tinha Seiko, Orient, Citizen, Magno e deu. Então você não tinha vitrine para o pessoal conhecer Tissot, Mido, Omega, Rolex, Cartier, não existia, era só nas capitais e nem todas as capitais ainda. Então você tinha o quê, 20 pontos de venda no Brasil, 30?
Hoje não, hoje o cara pode estar do Iapoque ao Chuí no telefone, ele sabe quando a Rolex lançou o relógio. No outro dia ele já tá imaginando ter aquele relógio no pulso, ou qualquer outra marca, entendeu?
Engraçado você falar de Rolex, que eu vi outro dia uma matéria que falava isso, que na década de 80, 90 ali, Rolex era o símbolo máximo de status, né? O cara chegava, era o Rolex. A gente falava que era tipo aquela: fiz sucesso na vida, comprar Rolex. Aí hoje a galera tava, a matéria tava falando sobre a comparação, que hoje já tem o quê? Patek Philippe, até o Richard Mille em si acaba virando era um símbolo de status ali. Ou seja, era um mercado que era só da Rolex antigamente.
Eu não sei, quer dizer, dentro da nossa bolha ali de apaixonados pela horlogeria, não, mas eu acho que na grande massa Rolex era, era um símbolo disso, né?
E hoje sim mudou, né? Eu acho que a Rolex vive por mais 30, 40 anos tranquilamente sendo a número 1 do mundo e sendo a marca mais desejada. O que eles criaram é fantástico. Então tem um desejo, e não é o desejo só do brasileiro, é mundial. Ah, vai, cara, eu posso ter Omega, posso ter isso, posso ter aquilo, mas ele quer ter um Rolex junto. Rolex é impressionante, e como eles trabalham bem a escassez, né? Então não tem produto para todo mundo, assim, todo mundo tem que ficar, não digo mendigando, o cara tem que ficar indo atrás. Ou, cara, você faz o favor de me vender uma peça?
Mas cada luxo é meio que É assim, né? O mercado de luxo, ele tem essa parada da escassez da peça. Mas que você falou sobre a Rolex é interessante, porque antes eu via Rolex como um símbolo assim. Uma coisa que é interessante também, Mauro, que eu lembrei aqui agora sobre a falsificação, disse que eu vi um cara falando num vídeo que a Rolex ia colocar um chip nos relógios, algo assim. Isso procede, Mauro?
Procede. Isso ventilou. Agora eu não sei quando que eles vão realmente lançar isso, mas é o que o mercado tá tá buscando, né? Eu há duas semanas até conversei com o dono de uma distribuidora de uma grande marca aqui no Brasil. Falei, cara, eu acho que a relojoaria de uma maneira geral ela tem que se unir e padronizar. E para mim tá tão, eu acho que é tão claro e tão fácil de você resolver o problema Principalmente contra roubo, porque hoje o roubo não é só no Brasil, nós estamos falando Londres, Paris, Milão, já nos Estados Unidos já está acontecendo também.
Cara, coloca um documento de transferência, pode ser por um blockchain, alguma coisa, o relógio tem que ser transferido de posse, como carro. Cara, você não compra um carro nos Estados Unidos, na Europa e quer trazer, você não transfere o direito de posse desse carro. O cara faz para o relógio, você mata o problema do roubo no Brasil, você acaba. Exato. Rouba um Richard Mille, pode custar $300 mil. Cara, foi denunciado o roubo, o cara não tem direito, não vai comprar.
Você vai restringir o mercado, o mercado informal. Pronto. Mas é o quê? É as marcas se unirem. Aqui é quando a Patek, a Vacheron, a AP, a Rolex, eles entenderem que tem isso, tem que acontecer, cara, vai favorecer principalmente nos mercados subdesenvolvidos, né, os países de segundo, terceiro mundo, que existe muita possibilidade de consumo e que não tem por conta disso. Porque quantos mil brasileiros hoje, quantos milhões de brasileiros hoje não usam relógio que teriam condições de ter por medo de ser assaltado, principalmente aqui em São Paulo?
É isso.
E a gente pensa muito quando fala assim, até falar para a galera que tá assistindo, Pensa muito que a gente tá falando de relógios caros como Rolex e tal, mas não, às vezes o cara tem um relógio ali que custa, é caro também, né, mas vamos falar assim, um relógio de R$5.000, sei lá, um relógio, a gente pega ali, por exemplo, esse ícone aqui, qualquer marca, fica com medo de usar, medo de ser roubado. Então, independente do valor assim, a pessoa fica com aquela coisa.
Então é um bem, né, você investiu uma boa parte da tua energia para ter aquele bem. Então eu costumo dizer que a gente nasceu no pior país do mundo para gostar de relógio, né? Você tem uma altíssima carga de imposto, certo, né? Você tem a insegurança de transitar com ele na rua, né? Mas enfim, a gente segue com essa paixão, esperando dias melhores, né? Sim.
Uma coisa, agora eu lembrei o que que eu tava, era o gancho lá de trás, que até 10, 15 anos atrás a gente, quem gostava de relógio, o cara era taxado meio de louco, doido. Que que você, que que você vai pagar 30, 50, 100 mil no relógio? Era muito, era extremamente nichado.
Eu pensava isso assim, para que gastar com relógios?
Tem o celular, então era extremamente nichado e era uma galera muito fechada que eles conversavam entre eles. E aí você não expandia. Por quê? Porque o cara tinha até vergonha de falar, porque, puta, o que que o meu parente vai falar? O que?
Ah, meu primo xinga, não sei o quê, meu irmão, para quê gastar tanto dinheiro? Para quê tanto relógio?
Hoje a relojaria, como o Brasil Watch Show foi, é um encontro de apaixonados, cara. Hoje é legal, hoje tem que comprar de jovem, né?
O tanto de jovem que a gente viu na feira, pai levando filho.
Exato, exato. Então, cara, o movimento tá maravilhoso e hoje já não é mais aquela vergonha, aquela preocupação de você falar, cara, é um hobby, como colecionar carro, como colecionar caneta, como colecionismo.
E eu acabo pegando quando morde o pai o bichinho da relojaria, por exemplo, tu mesmo que é pai, eu aposto que futuramente tu já tá pensando em dar um relógio para o seu filho.
Eu já dei, né?
Aí, ó, já deu um relógio para o seu filho, nem sabia, tá vendo?
Mas tá vendo que tem Minecraft, por exemplo?
Quantos anos ele tem, filhão?
9.
9. Então, mas tá vendo, já gera essa conexão.
Então, tava falando que não sabia, não sabia ver hora em relógios analógicos. Tem uma marca que é a prima da Swatch, que é o Flik Flak. Que é um relógio na verdade educacional para criança, para molecada de 3, 4, 5 anos para aprender a ver a hora nos conteúdos. Então se chama Flick Flack. Depois pega, pega o—
sempre quando precisa do bigode você vê que ele levanta, né? Exato, exato.
Pesquisa aí Flick Flack depois.
Flick Flack, F-L-A-K.
Conteúdo de horas de aula para enganar a gente.
Ô, meu presente inútil! Isso aqui é o útil, obrigado, vou usar. Agora quero o inútil para deixar no cenário dos dois aí.
Qual é, professor?
Você lembra do que na feira ele ganhou lá um? É que eu nunca ganhei um daquele.
Vamos lá, depois eu vou trazer.
Ele ganhou um lindão lá do Paulo, foi adiantado que ele ia dar aqui.
Eu falei, caramba, velho, arrumei um pacotinho de rosinha. Olha só, eu peguei, foi, é um chaveiro, tá? É um chaveiro. E eu falei, pô, um chaveiro desse tamanho é inútil, né?
Não, chaveiro desse é nada, cara, vai pôr na chave do carro, aquele chaveiro de hotel para você não perder a chave do hotel.
E esse chaveiro aí, cara, ele tem uma conexão com a relojaria. Esse carinha aí é o Buzz Lightyear, né, do Toy Story.
Cara, não tinha me ligado que era Buzz Lightyear.
Ele tá um pouquinho mais gordo ainda.
É o Buzz Lightyear antes Monjaro. E o Buzz Lightyear é uma homenagem ao Buzz Aldrin. Sim, né? E o Buzz Aldrin foi o primeiro relógio que pisou na Lua, tava com Buzz Aldrin, né? Porque o Neil Armstrong deixou o dele no módulo. Aí quem pisou na Lua em primeiro lugar com o Omega, o Speedmaster, foi o Buzz.
E essa história é legal, você sabia? Ele deixou o primeiro homem a pisar na Lua, ele não tava usando relógio, porque foi o segundo homem. Ele deixou o que ele usou no temporizador, ele deixou na máquina.
Ele não tava, ele—
o relógio naquela época tinha uma função essencial na, na, na—
os caras usavam para valer, né?
Tanto é que ele usou para calcular o tempo de queima, né? Por isso que esse relógio é icônico. E aí foi o segundo homem que pisou, que foi, que foi o Buzz Aldrin. É boa, professor, aí fica botando com o relógio. Inclusive esse relógio sumiu, tem uma história interessante sobre esse relógio que foi para a Lua, que ele ficou com o piloto com Buzz, né? E ele acabou voltando. O Buzz ficou com esse relógio, depois a NASA foi pegar, aí misteriosamente esse relógio foi roubado. Não sei se foi na hora que foi levar de um lugar para o outro.
Eles iam expor no museu e foi roubado.
Tanto é que uma das maiores perdas da relojaria assim mundial, se a gente for pensar, é o relógio foi para a lua, que ninguém tem mais, velho.
O do Santos Dumont também sumiu, ninguém sabe onde tá. Tem casos aí de relógios emblemáticos que nem sabe onde foi parar.
Provavelmente tá com a poeira funcionar ainda lá em Peru. Aí, esse aí, ó, esse aí, esse é o que não foi, né? Eu acho que essa é a maior perda da, da, da história.
E o que ele pediu, você achou?
Achei aqui, não sei se é isso, eu vou jogar aqui.
Ah, que medo! Não é pornografia não, né? Porque esse nome aí faz um flic-flac.
Aí, é isso mesmo, são desse modelo. Dessa, mas você pode pegar outras, você pode ver, ó, que estão aqui, os ponteiros estão, não estão nítidos, né? Mas não, não dá para ver, são todos relógios. E aí eles têm várias maneiras de contar, então às vezes é com, fazendo desenhos e tal para criançada aprender a pôr o dedo aqui.
Parece que é fácil ver as horas, mas tem gente que fica dizendo desesperado com relógio de ponteiro. Isso é verdade, cara.
Eu vi um vídeo, cara, ensinando a ver horas, crianças a ver horas em relógio analógico, o que tinha de adulto, cara. Cara, não sei, não sei, não sei, não sei. Falei, cara, tá aí, ó, nesse papelzinho.
Ele é muito lúdico, o que a Flick Flack tenta trazer, uma maneira lúdica de ensinar as horas para as crianças.
Legal. E esse presente é o presente inútil, então?
Esse é um presente inútil. Que talvez possa se tornar útil se daqui a pouco você quiser virar relojeiro, consertar algum relógio aí e tal.
Já pode deixar o currículo já com o Mauro.
Inclusive na Watch Time tem lá uma que o Mauro faz, que eu ainda não fiz, tá? Eu tô devendo essa aí de que você monta o relógio, né?
Já me falaram disso, que é muito legal.
Como é que chama esse projeto?
É uma masterclass para você. Isso aí é uma ferramenta de relojeiro para você, quando você desmonta o teu relógio, você coloca as peças aqui dentro e tal, e aí tampa para não ter poeira.
Então, melhor marca que tem, a Bergeon.
Aqui, tá pensando que isso aqui era para servir comida?
Aperitivozinho para quem tá de regime, né?
E aqui, já que nós estamos falando de lua, que é umas alusões aos brasões da NASA. Vilela, se você quiser colorir aí, são todos pins das missões espaciais que a NASA teve.
Dá para ver aí, diretor? Que legal, cara! Isso é uma coleção legal, cara.
Olha, e coloca aqui para roupa normal mesmo, pode ser para roupa, mas se você se você quiser pendurar aqui para ajudar no coração.
Na Watch Wonders lá em Genebra tem um cara que eu acho que eu vou roubar, viu? Não vou deixar no cenário não, é tão legal isso daqui.
Tem um cara na Watch Wonders que ele sempre ia com terno cheio de relógios, né, cara?
É o cara, como é que é o nome daquele cara?
É um barão dele, né?
O tailandês, né?
Eu não lembro o nome dele.
Ele pegava o relógio tipo assim, galera, pega esse relógio aqui, colocar na roupa mesmo. Aí a roupa dele ficava cheia de relógio, relógios originais. É, o cara ia, eles, cara, virou uma sensação lá no New Watch Wonders. Todo mundo queria ver ele, tirar uma foto e tal.
Cara, que legal!
Esses Speed me lembraram isso.
Maneiro, né? E para fechar a história do Omega com a lua, você tá precisando ganhar um desses da lua aí, né?
Só tem a versão, só tem a versão daquela da Swatch lá.
Eu vou comprar dois aqui. E que se segure, porque é uma paixão. Moro mesmo, é um deles.
Eu vou colocar numa caixa de metal. O Felipe do Sotão tá vendo alguém para desmontar um e colocar numa caixa de metal.
Eu tenho dois, mas não faz isso.
Ah, eu quero ficar legal, caramba, quero! Me deixa, deixa eu sonhar, né?
Já fiz, né? Esse aqui que ele tá aqui é um Speedmaster.
Por que que eu vou ter dois iguais?
Não, esse aqui é um Speedmaster.
Esse é um Speedmaster.
Tem vários, não sei quantos Speedmaster, mano. Te entregar logo aqui no podcast, vai.
Mais 50.
Hoje em dia a gente não tem medo de falar não.
Esse é um Speedmaster Apollo 17, em homenagem ao último homem que pisou na Lua.
Olha que legal!
Então ele tem a escrita atrás.
O que que tá escrito?
Deixa eu ver.
Fui! Tá escrito fui!
E uma coisa legal, né?
72 ele foi.
Exato. Aí tem a data também.
Que legal!
E uma coisa legal do cronômetro mecânico, comecei, que até você vai sentir isso, é a coisa tátil, cara. Aperta os botões para você ver. Só tem o cronômetro, ó, aperta, tá vendo essa coisa? Essa coisinha a gente só vê isso em cronógrafo mecânico, cara. Então é super interessante porque isso aí é um cronógrafo, marcar o tempo todo mecânico.
Igual o meu, é 18, 18:30.
Sentiu em direto, sentiu em direto, né?
Não preciso nem ajustar.
Então esse aqui especificamente, daí ele faz essa cara, ele aparece uma—
tem que mais perto pegar o foco aqui. Não, aí, aí, aí foi muito.
Aí, aí, aí, aí, aí, boa, legal.
O que que você ia falar do—
ele faz alusão a uma caricatura, né, uma, um busto, né? E por que que a ômega foi a Lua? Porque nessa época a NASA acabou fazendo abriu a possibilidade de quem quisesse levar sua marca. Exato. E todo mundo foi, levou seus relógios, muitos automáticos, porque o automático era o movimento inovador na época.
Automático, o que que é automático?
Que ele funciona com o movimento do pulso, o próprio pulso faz isso.
Tem um rotor atrás dele, esse rotor, a medida, esse esse rotor aí. Pode mostrar até aqui na câmera também.
Esse meu tem, esse tem, mas tá escondido, não é aparente.
É esse rotorzinho, ele vai, à medida que seu pulso vai movimentando, ele vai girando e vai dando corda no relógio.
Olha só.
E já esse aqui é um Omega que você tem que dar corda manual.
E por quê? Porque daí não, não, a força da gravidade não traria problema para o mecanismo. E outra coisa que a Omega fez, ela foi com o vidro, né, aqui em exalite, que é plástico. E todo mundo levou em safira ou mineral. E aí, quando eles começavam a fazer as experiências, ia para o espaço, qualquer micropartícula de pó, alguma coisa, dava no vidro, o vidro despedaçava. E aí o exalite, ele trabalha, ele batia, ele afundava, mexia, mas não quebria.
Não quebrava. E aí por isso que a Omega foi a única marca homologada para compor as tripulações.
Não tem um papo que teve outro relógio também que o cara acabou usando e descobriu?
Teve também, mas no futuro, né?
É no futuro.
Mas o primeiro homologado foi o Speed. E isso que o Mauro falou é uma história muito legal, cara, porque teve lá Rolex com Daytona. A NASA queria um cronógrafo, né? Aí ela fez tipo uma licitação, não é bem uma licitação, ela convidou as marcas para enviarem seus modelos. Acho que a Longines enviou, Longines, acho que a Walton também.
Todos eles não foram aprovados.
Também, né, Seiko, não tenho certeza, mas deve ter.
Eu não acho que eles iam deixar uma marca de— não, se bem que, pô, eles queriam, eles, a Bulova também tentou, né?
Todo mundo foi corrida espacial, era loucura, né? Todo mundo queria, mas aí acabou que o Omega ganhou o Speedmaster e foi o relógio Lunar e virou. Tanto é que até hoje a NASA usa como oficial o Omega, né?
Então hoje o Omega, o X-33 agora, né?
Mas claro que os astronautas, isso que você falou do Seiko, por exemplo, tem essa história legal do Seiko, o POG, que é uma história legal. O professor pode até contar. Conta essa história, professor.
Existia uma corrida para saber qual seria o primeiro cronógrafo automático aí para o espaço. E aí todo mundo achava que era o que tinha sido um determinado modelo, mas aí um cara achou uma uma foto de um coronel que tava usando o Pogue, que era um Sequinho 6139, com, ele tem um mostrador amarelo. Aí esse apelido Pogue veio depois, né, porque era o Coronel William Pogue. E aí esse cara falou, pô, esse cara tá usando um cronógrafo no espaço antes do suposto modelo original.
E ele mandou uma carta para esse, para o coronel, ele falou, não, esse daqui era o meu mesmo, 6139, que eu usei no espaço, cara. Pô, Então você foi o primeiro a usar no espaço um cronógrafo automático, que foi o 6139, o mostradorzinho amarelo. Esse mesmo, esse mesmo.
Eu tenho um desse, até que eu procuro um desse em bom estado até hoje, nunca achei.
Se alguém tiver um bom estado aí, não vai te dar não, não adianta brincar choradeira aí.
Quando acha, é o preço de um rim, de um fígado.
Eu vi um cara vendendo por R$15 mil.
É difícil. A galera, quando acha em bom estado, dial ali com a pátina, já a pátina, velho, ela é quando o dial envelhece, ele fica com esse aspecto, sabe? Isso aí, para quem gosta de relógio vintage, acaba sendo um diferencial, é um diferencial que a galera gosta. Quer ver uma coisa legal também de falar para a galera que tá assistindo sobre a cerâmica, né? Eu particularmente eu prefiro relógio com alumínio. Alumínio estava nesse aro aqui.
Sobre isso aqui, cara, o fato de ser em alumínio, tá, isso é muito legal porque o alumínio ele envelhece. Eu sou um cara que gosta de relógio. Você fala o que que é ele, a cerâmica, que hoje em dia estão usando cerâmica. É, eles estão usando cerâmica hoje em dia. A cerâmica é beleza, ela é bonita, mas ela é imaculada, ela fica imaculada, ela não arranha, ela não envelhece. Então o relógio, você pega um Submariner desses novos, que a gente ainda não tem um Submariner desses novos bem envelhecido, né?
Mas quando tiver, você vai ver que o Submariner vai estar todo arranhado e a cerâmica vai estar ali brilhante e imaculada. Então como colecionador e como apaixonado. Eu prefiro quando o relógio tem alumínio, porque ele dá um envelhecido, o sol bate. Eu acho que até as marcas, Vila, ela de arranhão, arranhões, eu não gosto de polir relógio, porque as marcas que ele vai fazendo, acho que são parte da história comigo, sabe? Tipo, eu vou usando um relógio, ele vai arranhando, vai criando isso aqui, aí depois eu olho e falo, cara, isso aqui foi quando eu viajei, isso aqui teve isso, um dia eu tava na praia.
Tanto é que tem um Rolex que é o Rolex com o bezel dele, chamou de temperado, não sei se lembram desse Rolex, foi porque o cara ficou na praia, o sol bateu, queimou O Rolex valorizou, cara.
É o Tropical, né?
Ou seja, o relógio vai contando história, essa história faz parte do relógio com você. Então eu gosto quando o relógio envelhece, eu gosto quando o relógio tem marcas, eu gosto quando o relógio tem coisas que vão evoluir com ele. Então tipo, mas hoje em dia tá se usando muito cerâmica, é legal, mas eu, como eu costumo dizer, que eu prefiro os relógios ainda com alumínio. Você viu, Speedmaster mesmo agora tá vindo novo, veio com cerâmica.
Né?
Então esse bezel temperado ali acabou virando uma sensação, né? Virou, virou uma coisa que um relógio que bombou, né? Foi até várias pessoas que compravam esse Rolex queriam que fossem, que ficasse assim, né? Ficava no sol.
Então uma característica engraçada, né? É que o defeito valoriza o relógio, né? É impressionante.
Por causa disso o bezel foi queimando ali, ficou o bezel queimado. Tanto é que a Rolex disse que isso foi um erro, né?
Uma empresa que fornece, né?
Bota o Bezel Tropical aí, cara, depois pesquisa para a galera ver. Bigode, acabou.
Bezel, não Brasil Tropical. Colocar Brasil Tropical, acho maneiro.
Bezel Tropical, né? Ghost Bezel.
Tropical é o mostrador, né? Quando a laca, né, ficava com aquela cor de chocolate.
Aí isso vai valorizar.
Inclusive alguém tem um Speed com dial de chocolate, né?
Eu tenho um tropical, um Omega Speedmaster de 1969.
Aí, ó, o Gold. Não, mas tá vendo aquele?
Esse é o mostrador, é o mostrador que tá com o tropical. Tá vendo que ele tem um tom mais amarronzado?
Não era assim, não.
A empresa que fornecia a laca para— era uma empresa que fornecia para todas as empresas de relojaria na Suíça. E aí algum lote deu defeito, e aí com o passo, com a exposição do relógio ao sol, daí o nome tropical, né? Por isso que locais que as pessoas usavam onde tinha muito sol, ele dava esse defeito e ficava marrom. Então esses relógios passaram a ficar mais valorizados ainda por ter esse defeito. É o chamado mostrador tropical.
Então agora que é cheio de defeito, então a gente tem que valorizar mais.
Vai valer muito no futuro, uns R$10 a mais, né, cara?
Isso aí me liga até com uma coisa que o Mauro tava falando aqui sobre relógio que não que não saiu da sua coleção, né, Mota?
Exato, exato.
Você tem algum que não saiu da sua coleção? Eu tenho um que acabou de entrar agora.
É, eu tenho dois assim que são bem especiais. Um é esse que eu tava comentando, que é um Speedmaster de 69, que o mostrador virou um chocolate, ele virou um Tropical Dial também. Ele tá assim lindo, lindo, lindo. Então, para colecionador, é raríssimo, né? E eu tenho um outro que é um pré-Edge White, que é o 2998, que ele é de 62. Então, que também é bigode.
Coloca aí, pode pesquisar.
É esse, esse é um ótimo, mas ele é o tradicional, mas aqui ele tá com mostrador preto. O chocolate, ele tá todo marrom, cara, ele ficou lindo, lindo, lindo, lindo. Virou um chocolate. Sabe? E coloca Omega 2998, que ele é um—
aí acabou valorizando o relógio.
Relojaria é assim, tá? É só número que fala. Ah, eu tenho um 1675. Ah, o meu, o movimento 321. Vai chegar nessa fase de loucura.
É 321.
Do jeito que ele tá apaixonado pela coisa, daqui a pouco ele tá mesmo.
Isso é como carro, é igual o cara colecionador de carro. Ah, eu tenho Porsche e tal, eu tenho Passat 1986. É, esse é o 2998, que é o que o comandante Ed White foi para a Lua com ele.
Então você vê os detalhes do bezel ali, ó, como ele tá, tá vendo? Isso aí para mim, isso é bonito, eu acho bonito. Vai de gosto cada um, né?
É coisa de relojaria, coisa de maluco.
Eu acho que isso aí, principalmente se ele for ficando assim comigo, né? Eu fui usando, foi ficando assim. Aí eu acho mais legal ainda.
Esse mostrador ele já tá tá começando a ficar marrom, ó. Ele já tá perdendo o preto.
Esses dois Speed aí que você falou acabam sendo que você não sai.
Esse não sai.
E você, professor, qual que não sai da sua coleção hoje aí?
Olha, cara, eu graças a Deus tenho vários. Alguns eu ganhei, né, outros eu comprei. Mas eu acho que um que não vai sair da minha coleção entrou na minha coleção ontem, que foi um Polar, um Rolex Explorer II Polar. Meu primeiro Rolex.
Que joia!
Aí, o que você acha aí?
Rolex Explorer II.
Que ano, professor?
Ele é, eu acho que ele é 2019.
Ah, já da geração nova, é o 42mm. É o que eu adoro.
Eu acho lindo, lindo, lindo, lindo. Eu falei, pô, 10 anos de canal, tô fazendo 50 anos, Brasil Watch Show, graças a Deus, foi um sucesso. Então pegar um Explorer II. Parabéns! Você ter, olha que bonito esse aí, esse aí é o meu meninão.
E ele tem a função GMT, que é o GMT, tem a função lá, aquele ponteiro laranja.
Depois vamos falar das complicações também.
Vamos falar das complicações também.
Esse relógio foi criado para espeleologistas.
Eterna.
Mas é uma boa complicação.
Bolento é uma boa complicação.
Esse relógio foi criado para espeleologistas, para o cara que está lá dentro de uma caverna saber se é dia ou noite. E aquele ponteirozinho laranja informa se é dia ou noite.
O Alex criou para esses caras que aquele ponteiro laranja ele vai fazer uma volta a cada 24 horas, ele não faz a cada 12, ó, o laranja. Então aqui seria 10 horas da manhã, não 10 horas da noite, entendeu? Então ele sabe que quando o ponteiro laranja tiver para frente das 6 horas é de tarde e antes das 6 horas ele é pela manhã.
Que legal, cara! Então o cara acaba vendo um desse aí, ó.
Mas o meu eu não te vendo, tá? Não se preocupa.
Então só esse que não sai ou tem mais algum outro?
Ah, tem vários. Tem o Stova, tem o primeiro que eu ganhei, né, que foi um Phoibos chinês. Inclusive a gente pode até falar sobre relojoaria chinesa, que os cara tão vindo com tudo aí. A galera da China tá, tá.
E o meu também acaba que o meu também são dois divers, né, que é um é o Sub. Eu peguei um Sub No Date agora, foi até lá com os meninos lá da Montiel, Felipe e o Rafa. Peguei com eles um Sub No Date, cara, que tinha duas linhas só. Quando tem duas linhas não tem o COSC. Então o Submariner, se você puder botar uma foto, um Rolex Submariner aí, você vê que ele tem quatro nomes. Bota isso aí que isso é legal, o bigode. Ele tem quatro linhas, você vê que fala que é Superlative Cronômetro e fala ali que é 1000 metros e tal, ou 300 metros e tal.
Esse que eu peguei, ele é de 2002, ele só tem duas linhas, que é só Submariner ali e a profundidade. Então acabei achando um 2002, cara, em excelente estado. O cara que que era o dono anterior, o cara não usava o relógio. Eu olhei se ele guardou para mim, né, porque eu vou usar. Aí quando eu vi, eu falei, eu vou comprar. Aí eu peguei com os meninos lá, eu falei, vou comprar esse relógio, cara, porque é um relógio que eu subi, que eu acho mais bonito, duas linhas, o dial sem data.
Então acabei vendo esse relógio e ele é um que entrou na minha coleção e eu disse que ele não sai mais. E o outro que não sai de jeito nenhum é um que é uma paixão minha também, que é o SKX007, né.
Nossa, legal!
Eu gosto muito, cara, então Aí, ó, tá vendo que ele tem 4 linhas ali, Vila? Ó lá, Submariner 1300m, Superlativo Cronômetro e oficialmente certificado, tá vendo ali? São 4 linhas. Agora bota aí Submariner 2 linhas, botando assim no Google, acho que vai aparecer. Submariner com 2 linhas, você vai ver que ele não tem a— em vez de ter essas 4 linhas, ele vai ter 2. E aí o fato de ter 2 linhas, ó lá, ó lá, e não ter a data, deixa o dial completamente harmônico.
Olha lá, não tem muita informação, ele só tem o que eu necessito, o mergulhador necessitaria. Então ele vai estar ali, só tem ali, ó, sem data e duas linhas. Então eu encontrei um desse, cara, em perfeito estado, tá com plástico. Cara, é difícil, eu não sei. A caixa tinha aquela, a Rolex ela vinha com a âncora antigamente, que vinha no relógio uma âncora. Esse relógio tava com a âncora lá lacrada. Olha assim, eu falei, o cara comprou para você, deixou no cofre, foi, comprei em Las Vegas, o cara com a tudo.
Ele comprou e deixou no cofre. Aí quando eu vi, eu falei, cara, deixou no cofre para eu usar. Então tirei o plástico, falei, eu, eu vou usar esse relógio.
Legal demais.
Então esses dois relógios, o outro é um SKX. Você bota SKX007, cara, é um ícone da relojoaria para quem gosta de Seiko, né, que é um Seiko que vendeu muito.
Esse aqui é a caixa do Submariner, né, que tem um—
ah, tem. É, não, essa é a caixa dos modelos novos. A dele ainda é o modelo antigo, cara. Depois, depois na edição dá uma procurada botar para galera. Mas enfim, e o SKX007 da Seiko, cara, que é um relógio que eu gosto muito, que eu sou fã de Seiko, e eu tenho esse relógio que é outro que saiu de linha também, é difícil de achar. Então acaba que os dois relógios que eu não venderia são dois relógios que não tem mais, né? Tipo o seu, não, do professor ainda é um que vai ter, mas é mais uma questão de paixão pela, pelo seu primeiro Rolex, como você falou assim, né? Então essa coisa acho que é.
E Vilela, tem algum na sua coleção que não sairia? Que hoje você tem um apego maior?
Boa.
Ah, cara, eu acho que é o Grand Seiko, né?
Agora sei qual é aquele vermelho lindo.
Ele tava com ele no Brasil.
Hoje em dia é ele, cara.
Ele tava viajando, ele mandou uns relógios para mim assim.
Tem um que eu vou trocar, né? O pessoal da Monty vai trocar um para mim por outro. Então não tem esse apego, porque eu uso mais ele. Eu acho que o Bill também eu tenho um apego, mas mais esse vermelho aí, porque eu comprei na Copa, tava com meu pai junto. Então tem toda uma história, né?
Aí, olha lá, o SKX.
É o SKX007. Então esse relógio da Seiko, ele é icônico. Quem é da década de 90, né, pessoa ali, 90, 2000, porque era um relógio que era barato, movimento simples, mas é um relógio bonito, harmônico, um diver puro. Aí vendeu muito e era um relógio que era barato demais. Hoje em dia é caro para caramba quem tem, vende caro.
Quem vende, né? É difícil você encontrar quem venda em bom estado. Aquele ali, o Diver 200, ainda tá meio mais parecido, que o universo da relojoaria, assim, quem não tá muito ligado nesse mundo, cada modelo, por exemplo, você pode pegar um modelo de uma marca, aí determinado ano ele produziu com esse tipo de fonte, com esse tipo de grafia, e saiu uma série de tantas unidades desse tipo de modelo. Isso vai fazendo com que o mercado reaja de maneiras diferentes.
Ah não, esse daqui, como por exemplo aquele Tropical que a gente viu, o Submariner tá escrito em vermelho. Ele é conhecido como Red Sub. Então assim, só por causa disso. Então os cara vai se pirando, né, em cada detalhezinho, né. O Speed do Mauro, o nome Speedmaster tá com a grafia antiga, né. O logotipo da letra grega ômega é metal, né. Então cada detalhezinho vai alterando e vai fazendo a peça ficar única.
Você vê que até o seu nome, peça única, tem uma uma peça única aqui que eu ganhei, né? Olha aqui, morra de inveja, bigoda! Olha aqui, ó.
E esse aí foi customizado, né?
Esse aí só tem totalmente.
Ele ainda botou o símbolo do Inteligência Limitada, não foi mal? Você colocou?
Tem meu nome aqui.
Olha que legal!
Então isso aí é um projeto que a gente tá fazendo, uma experiência que é o que a gente tinha comentado antes, que são os masterclass. E esse relógio, basicamente, você customiza ele por inteiro, do início ao fim, né? Você escolhe a cor do mostrador.
É mó difícil de acertar, eu tenho dificuldade. O André, quando tá gravando meus vídeos lá, bota aqui.
Eu falei, você customiza a cor do mostrador, você pode colocar o nome, o nome da família, o logo da empresa, nome de filho, como você quiser. Aí a gente disponibiliza 3 pulseiras para ele na experiência, que é uma em couro, uma em borracha e uma em metal. O fecho, essas pulseiras em borracha, elas são da The Lugs, que são de Singapura. O fecho a gente personaliza o nome. E esse aqui do Vilela especificamente, no fundo a gente gravou também a granadinha.
É o cérebro, não é granada.
Exato, que é a marca oficial do programa, né?
Vamos acertar ele. Ó, vício de relojoeiro, tá vendo? Ele sempre acerta o relógio.
Também tem que acertar.
Isso aqui leva para um gancho, Vilela, que até serve para a gente também. Aí é uma curiosidade minha até de ver com vocês, tá? E até com Vilela também, que já tá com a coleção até considerável, um cara que já tá, já dá para ver isso. É como que você vê essa evolução? O que é que evoluiu na sua coleção? No começo tinha um tipo de relógio que você gostava, evolução da coleção assim, a maturidade da sua coleção. Você vê isso hoje em dia? Vai mudando ainda? Como é que tá? Tá a mesma coisa?
Ah não, vai, né? Você, eu acho que a gente vai evoluindo e tem coisas que você, eu sou assim pelo menos, que eu compro, curto, eu gosto, e daqui a pouco eu já não tô mais usando. Você não faz mais sentido, não faz mais sentido. Então a única coisa que eu não me desfaço são os speeds, entendeu? Que falar, esses são difíceis sair. Então é um que o outro que às vezes alguém vem lá, vai, puta, mano, me vende, me vende, me vende, me vende.
E aí eu acabo às vezes cedendo porque é uma pressão muito, mas senão os speeds eu não vendo. E aí o resto não, cara. Eu tinha um Taqui calibre 36, que é o calibre Zenith, que adoro. Usei ele eu acho uns 2, 3 anos.
Depois, cara, tava lá fazia 1, 2 anos Tu teve algum, Vila, assim de maturidade? Você sentiu nessa coleção como você foi aumentando? Você diz assim, antes eu gostava de relógio assim, agora eu tô gostando mais de relógio colorido, não sei, tô gostando mais, mais com, até pode chegar até nisso de com mais funções e tal.
Não, eu vou, tem marcas que eu tô curtindo mais, é que nem no perfume também, aí eu vou pegando dentro da marca outros modelos assim. Breitling é uma marca que eu tô curtindo, legal.
Muito curto, curto para caramba.
E o Omega ainda não, eu queria, eu queria mais algumas coisas de Omega assim, porque eu sou fã mesmo da marca.
Tem que achar um Speed 70 a hora que aparecer.
Então eu tenho, eu tenho um Mark II, né?
Mark II 70, mas um Speed tradicional. Mark II, mas Mark II 70, ele deve ser aquele que é, não, eu sei, a caixa dele é diferente, parece um UFO, mais grandinho com acetinado na caixa, o escovado lateral assim.
Vixe, agora ferrou.
Esse é o nosso linguajar, qual que é o estilo, para onde que vai.
Ele fala, pega Mark II, coloca aí, vamos ver.
É que nem falar é complicação, né? Inclusive o bordão do professor, né? O meu é bora falar de relógio, do professor é saudações e complicações. Complicação, nome aí, complicação. Exato, eu queria falar até disso, professor. Aí está bonito, hein? É bonito, mas não é isso, né?
É um MIGA Mark II, né?
Mark II, MARK.
É uma coisa que até era legal tu falar, você falar, professor, o que é complicação. Que uma das coisas que é para a gente da relojaria parece comum, a gente fala complicação, mas a pessoa que não é, tá chegando agora, isso no Apple Watch, e não faz sentido no Apple Watch, é uma complicação.
Eu chamo de função quando o relógio é eletrônico, eu chamo de função.
O que seria chamam de complicação.
Parecido com essa caixa aqui, só que preto. Daí, com esse aqui, já é o Mark II novo, foi lançado em 16.
Eu gosto dessa caixa, tem duas complicações, né? Complicação de data e de cronógrafo. Cada função que o relógio tem, além de informar as horas e os minutos, é chamado de complicação porque é mais complicado fazê-lo, né? Então aí tem complicação de fase da lua, GMT, DT, cronógrafo, né?
Tudo a mais sobre a hora é uma complicação.
É o mais completo.
Você tem ideia?
A data é uma complicação. Você não vê que um relógio, aí só tem esse aqui, ó, por exemplo, um relógio da Terra Nova, até uma marca nacional. Você vê, tem a data, é uma complicação essa data, por incrível que pareça. Então a galera pergunta o que é complicação, seria basicamente isso, galera, uma complicação.
E o perpétuo, como funciona?
Aí são relógios ultra complexos, né, que você tem informação de data, dia e mês.
Desculpa, é muito parecido tudo com esse daí, viu?
É que esse mostrador também tá bem apagado já, já, já.
Mas é preto assim igual, é caixa, a pulseira.
Mas é bonito esse danadão, hein?
Se eu não tiver enganado, aqui foi lançado depois de 75, é anos 70, não sei qual que é.
E o Perpetual é o mais caro para fazer ou não necessariamente?
Na relojoaria de pulso, acho que são. Aí você tem relógio com engenharia, né? Aí você tem turbilhão também, turbilhão. Aí você tem aquele valor que é intangível no relógio, né? Que é tipo assim, ah, eu faço esse relógio, é meu preço que eu quero vender ele, né?
Se tem alguém que paga, é, se tem alguém que pague.
Foi o que aconteceu com Richard Mille, né? Pois é, o cara explodiu os preços, a marca novíssima.
Eu posso mudar de ideia, mas eu acho ele feio hoje. Daqui um tempo fala, nossa, tá usando Richard Mille e achava feio. É, hoje em dia Hoje em dia eu acho feio.
Tem uns que eu gosto, é porque eu não posso comprar também, talvez. É, mas tem uns tipo 6701 que é bonitinho, tipo que é mais fininho. É porque o formato da Richard Mille, aquele formato que chama tourneau, né, esse formato assim que a própria Franck Miller também usava, é um formato clássico da relojoaria, cara. É porque o Richard Mille ele ficou aquela coisa mais robusta, mas ele agora tá trabalhando uns tipo 6701. Quer ver? Bota aí Richard Mille ali, olha. Esse 6701, a caixa fininha, cara.
Esse é o mais, acho que é o mais usável, né, dos RM. Acho que esse cara aí tem a versão também do Alex Peterhouse.
Por que alguém paga?
É isso mesmo? Eu acho que é mercado, né?
Coloca no pulso de um piloto de Fórmula 1 e fala, agora é 1 milhão.
É o lance do mercado. Eu acho que todo mercado é assim. A raridade acaba fazendo— chegou a hora que não é mais pelo que tem o relógio, é mais pela raridade, pelo marketing, pela própria publicidade, né? Acaba que chega nisso, né?
É. E ela estourou mesmo depois do do acidente do Nadal na Fórmula 1, do Felipe Massa na Fórmula 1, né? Porque quando ele se acidentou, que a mola deu no capacete dele, ele tava com ERM no pulso e eles fotografaram ele lá com a cabeça caída de lado, né, com um pouquinho de sangue. E viram o relógio, o relógio tava na hora funcionando.
E a história dele é incrível, né? Ele conta essa história que acho que o senhor ouviu, que ele conta que ele queria um patrocínio de relógio, aí ele ligou para o o empresário dele ligou para o Richard Mille e falou assim, cara, eu não tenho dinheiro para te dar, mas eu vou te dar um relógio, você guia com ele. Quanto é o relógio? É tipo $10.000. Ele fala, tá, manda aí para mim, vou mandar 2, mas eu quero que você guie com o relógio.
Hoje eu acho que nem pode mais guiar, né, que eu não tô vendo ninguém guiar com relógio mais.
Aí te colocam no final.
Eu acho que tiraram, mas antigamente guiava. E aquele volante trepida, né, na Fórmula 1. Então o cara guiava, o relógio tava funcionando e tal. Então acabou que a história do Felipe Massa é legal. Hoje ele é embaixador da marca, tá com a marca muitos anos. E essa história é muito legal. Nadal também, Nadal, cara, quem viu o Nadal jogando, ele dá aquela porrada que ele gira a mão, ele jogava de G1000 e o relógio funciona, puxa alguns dias ali naquela lapada, né?
Movimento, né? Então o relógio não é ruim. É, a gente pode dizer que é superfaturado, na minha concepção sim, porque às vezes tem relógio que não vale o preço, né? Mas a gente for olhar assim, cara, a gente vai ficar até com Rolex, a gente vai sentir isso às vezes, vai dizer, pô, esse diver Alex vale 80 mil. Então acaba que eu vejo que isso é mercado e vai sempre acontecer. É tipo, a galera que for brincar com isso é tipo dar murro em ponta de faca. Você vai ficar ali brincando, mas não vai mudar nada.
Aí você entra, você entra, se você entrar na comparação, é a mesma coisa um imóvel, cara. Você na Vila Nova Conceição, você vai pagar 30, 40, 50 mil metro quadrado. Você lá em você vai pagar R$1.000 o metro quadrado, cara. E aí, então o mercado é soberano, né?
E aí entra até no negócio que o professor falou sobre complicações, a usabilidade das complicações. Por exemplo, tem complicação que a gente nem vai usar, né, cara? A gente fala da fase da lua, é inútil. A fase da lua, para mim, eu não sei você, mas eu acho a complicação inútil do caramba. É bonito, mas é Deixa eu ver se a lua hoje é minguante, vou pescar. Rapaz, a lua hoje tá como? Deixa eu ver, calma aí que é importante eu saber.
Deixa eu pegar meu calendário perpétuo.
Eu, para mim, com meu viés relojoeiro, eu gosto da complicação do cronógrafo porque eu vejo o mecanismo. Então eu gosto porque tem um monte de rodinha. É que esse aqui é fechado, não dá para ver. Põe calibre Omega 861. Aí põe uma foto do calibre. Então aí é bonito, eu gosto da mecânica, então a mecânica me atrai. Então é o que a minha complicação preferida, né? Ah, tira crono, talvez o minuto repeater, né, o repetição por minuto.
Por quê? Porque quando ela foi concebida, ela é uma complicação que ela era interessante e usável porque não existia energia, senão existia tudo que você falou.
Parece uma cidade, né?
Porque você tem, você tem peça ali dentro, para mim me chama atenção. Isso é legal para mim, entendeu?
Parece um mapinha, uma mini cidadezinha.
As pessoas gostam tanto que decidiu viver disso, né?
E a repetição de minuto, quando ela foi concebida, é porque não existia energia. Então a monarquia, o cara acordava de madrugada, ele queria saber que horas era. Então geralmente, então, estamos falando que poderia ser das 9 da noite até às 4, 5 da manhã, quando começava a clarear o dia. A pensar que era 2:30, pam pam, tam tam. Então, porque ele faz as batidas no gongo, né, horas e minutos. Então, e aí você tem já a repetição por minuto que conta até os minutos.
Então, 2 horas e 33, né? Então dá 2 gongos mais fortes, bam bam, 2 gongos mais finos, que é o quarto de ouro, então 2 quartos, bim bim, e aí 3 pequenininhos que vai ser os 3 bim bim bim.
O relógio do Morro, bim bim bim. Esse que é legal na relojoaria, Vilela, sempre vai ter um relógio legal dentro de uma faixa de preço para quem curte. Se você, por exemplo, gosta daquela pegada militar, vai ter uma infinidade de modelos militares para você usar.
Aqui, ó, vamos mostrar esse esse aqui, esse que é um super relógio.
Esse é um Hamilton, tá? Esse carinha aqui foi inspirado nos relógios da Primeira Guerra Mundial. Aí depois vieram os que foram inspirados ali na Guerra do Vietnã. E são relógios baratos, você consegue encontrar. E aí tem vários fabricantes, né? Você tem Timex, você tem Hamilton, você tem a Benrus, você tem Marathon. E sempre vai guiar você nessa faixa de modelo. Ah, eu não curto, quero relógio mais carregado. Aí você vai ter outros modelos que vão ter régua de cálculo de voo.
Cada paixão tua vai ter um relógio que vai te acompanhar naquela paixão. Pode ser carro, pode ser avião, pode ser mergulho, pode ser a natação, pode ser um esporte que você queira praticar. Sempre vai ter um estilo de relógio que vão ter ali inúmeras marcas com várias faixas de preço que vão acompanhar você nessa jornada, né?
Isso que eu acho bacana na E pegando o gancho de complicação, até o outro dia eu vou pegar um gancho aí, o cara me perguntou, Alan, é, Watch Winder vale a pena? Até o Vilela tava pensando em pegar um Watch Winder, sabe aquele negócio que vai girando para o relógio ficar sempre dando corda? O cara me perguntar, Alan, você teria não sei o quê? Eu falei para ele, cara, eu só teria se eu tivesse um relógio de calendário perpétuo, e ainda assim eu usaria com cautela.
É até bom pegar o Mauro aqui que é relojeiro. Eu queria perguntar, até falar isso para a galera que tá assistindo, às vezes que tá na dúvida, compra o Watch Winder ou não? Aquele negócio que gira o relógio, que até o Vilela também ficou interessado comprar um que ficava girando. Acho que você conversou comigo outro dia, não foi não?
O quê?
Um que fica girando o relógio, movimentador de relógio, movimentador.
Então, uma caixa, isso, que fica girando.
Comprou?
Ainda não tô usando, mas preciso usar.
Eu particularmente, professor, o Mauro, eu não gosto. Você acha viável?
Como é que tá sua relação com isso aí, Mauro?
É legal, é muito bom, mas porém É a mesma coisa. O paralelo que eu falo é você deixar o teu carro na garagem parado com o motor ligado. Você quer deixar o teu carro, ah, eu não vou usar meu carro 30 dias, mas eu quero deixar o carro funcionando. Então é a mesma coisa, você vai ter o teu relógio funcionando 24 horas por dia, 7 dias na semana, 365 dias no mês. O que, o que vai acontecer? Você precisa levar esse relógio para manutenção.
Então você vai ter que precisar trazer para Watch Time para fazer uma manutenção antecipada, 3, 4 anos no máximo, porque senão ele vai dar desgaste. Então esse é o ônus. Eu tenho benefício que ele vai estar na hora, vai estar certinho, vai estar funcionando tudo beleza, mas ele tá funcionando.
Que eu particularmente acho que faz parte do hobby, essa coisa de pegar ele, dar corda, ajustar a hora.
Não é a data só, a data você Principalmente você tem que ficar passando por hora para passar 15 dias, aí ninguém faz isso, né? Até chegar na data certa.
Vilela, eu vou te falar o seguinte, eu sou um cara também, eu gosto de calendário, adoro a data, tá? Mas eu, relógio, eu gosto de ter a hora certa, a data eu já não me preocupo mais.
Eu também não, eu nem gosto de relógio com data.
E quando que mudou essa chave em mim foi no começo da pandemia. Que a Teresa e a Débora, a Teresa até trabalhava na Fratina na época, fizeram uma live com colecionador, um grande colecionador brasileiro que tem apartamento, ele é carioca, mas tem apartamento em Nova York, e ele estava em Nova York, ele pegou alguns relógios para fazer, enfim, e aí ele foi, levou vários calendários perpétuos com alguns turbilhões, e aí ele Ela falou, ah, e o teu relógio fica no banco?
Não, fica no cofre, no banco, tal, enfim. Tá, mas e o calendário? Eu falei, não, eu gosto do relógio pela complicação, mas eu não uso a complicação. Eu pego, só acerto a hora, eu não tô nem aí. Eu falei, cara, sabe que ele tem lógica na história? Eu gosto da complicação, mas é igual o cronógrafo. Eu adoro cronógrafo, mas eu não uso, entendeu?
Já eu tenho uma paixão, sempre falo isso no meu canal, eu gosto de relógio que não tem nada. Tipo esse Hamilton aqui, ó, ele só tem a hora e ainda é corda manual. Cara, eu acho maravilhoso. Nunca gosto de Speed. Speed não tem data, cara. Eu não gosto de data.
Então hoje a data para mim, até porque para perto eu já preciso do óculos, por muitas vezes eu não enxergo sem o óculos a data. Então já não faz mais, estando na hora certa, eu tô trabalhando, né?
É o que faz que nem o bigode, quando quer ver a data puxa o celular, né, meu bigode?
Se não tiver na rua, né, bigode?
Puxa o celular e fala que data é hoje. Calma aí que eu vou olhar do celular, não vou olhar do relógio. O relógio eu não confio 100%. Então vamos nessa.
O Alan, conta a história da tua coleção de caixa que você tá fazendo aí.
É legal isso, falar isso. Então eu coleciono 6900, eu chamo, né? Como é que você falou? O DW-6900 é o meu G-Shock preferido, cara. Esse G-Shock aqui bitolão é o DW-6900. Então esse relógio, cara, é o meu G-Shock preferido. E aí eu coleciono 6900, né? Então toda vez que eu vejo, antes eu comprava todos 6900 que eu achava bonito. Agora, para coleção ficar, eu vi que começou a encher, eu falei, não, vou pegar só os que forem japoneses.
Esse aqui então é até uma versão lançamento japonesa, né? E é o meu choque preferido. Tem gente que não gosta, e eu vejo muito filme de, de, eles usam muito esses 6900. Um vídeo que você fez muito antigo que você falava sobre isso, né? Esse relógio, esse botão central dele, é, ele dá uma—
esse relógio ele tem uma característica muito marcante nele, é que ele foi desenvolvido para ser extremamente resistente, né? Na década de 80, que o Kuhui lá no Japão criou, ele queria que o relógio ele fosse resistente a 10 metros de impacto, 100 metros de 10 atmosferas, e tivesse 10 anos de bateria, né? Era o chamado triplo 10. E aí ele, quando ele foi desenvolver os protótipos do G-Shock, vivia quebrando, quebrando, quebrando.
Aí tava numa praça, viu uma menina quicando uma bola, e aí ele falou, poxa, matei a charada, vou pegar o módulo e vou colocar dentro de um colchão de ar. E aí nasceu o G-Shock, o 5600. É uma ideia maluca, o cara viu uma criança quicando uma bola. Já engenheiro japonês é fogo, né, cara? Vê bingo é letra para ele, né? Aí viu, teve a ideia e falou, pô, vou fazer o mesmo processo que a menina lá quicando, vou criar um colchão de ar para proteger o relógio.
E nasceu o G-Shock. Primeiro foi o 5600, aí depois veio o 6900, que acabou virando um ícone, né? Exato, exato. Até hoje, né, são mais de 170 milhões de relógios vendidos. Tem vídeo de caminhão passando por cima dele.
E o criador tá vivo ainda, tá? Ele até veio no Brasil aí recentemente, né? O Kiko Tô doido para conhecer.
Quando ele vem no Brasil, eu também tô doido para levar ele para o Brasil, a show, cara.
Nossa, você precisa conhecer.
Um amigo meu ganhou um autógrafo dele. Esse amigo inclusive está aqui na plateia. E esse, não posso xingar, a vontade é xingar, mas ele vendeu o relógio.
Ah, não acredito!
Tem peças que são invendáveis, como eu digo. Eu acabei de autografar o meu do GMT-3 ali, ó. Eu não vendo por nada, tá? O meu GMT do Nelson Piquet também autografia, a galera: eu quero, cara. Não vai ter não, tá lá em casa, não vendo não. Já me ofereceram as propostas assentadoras aí, eu falei: não vendo não. Mas pegando esse gancho, outra pergunta que eu queria fazer, aproveitando que estão vocês dois aqui também, sobre esse lance.
Eu fiz até um vídeo falando sobre a relogioaria chinesa que tá ficando mais forte, com preços competitivos, e ao mesmo tempo não tá fazendo mais— algumas marcas não estão fazendo mais cópias, né? Estão fazendo relógios mais autorais, né? O que é que vocês pensam sobre isso? Você gosta de relógio chinês?
Olha, como é que é Eu gosto, cara. Eu acho que tudo aquilo que populariza uma paixão é legal, tem o seu lado bom, né? A China, ela foi muito criticada ao longo dos anos, por criticar, e com toda razão, né? Porque ela ao longo dos anos ela foi permissiva, foi extremamente permissiva em permitir que as falsificações tomassem o rumo que tomou, né? Em parte culpa dos suíços, né? Que palavras que o Mauro falou para mim que eu nunca esqueci, falou: a Suíça ensinou, ensinou os chineses a fazer relógio, né?
Os caras aprenderam a elevar o nível dos relógios. E aí a gente tem um mercado que foi criado muita falsificação, ainda existe ainda, mas é mais combatido hoje em dia. Mas aí os caras começaram a descobrir, fala: pô, por que que a gente não começa a fazer aquilo que é nosso, né? E aí a gente tem marcas populares, né? E também temos marcas aí que têm, tem um, estão traçando sua caminho, seus caminhos na alta relojoaria, e estão fazendo um trabalho muito bonito com a relojoaria, né?
É, eu fiquei de cara, Vidal, não sei se você já viu alguns relógios chineses, mas não tem uns caras que são aqui de microband, trouxeram um chinês aqui. E isso tem uns, tem uns caras que eu vi recentemente, a galera até no meu canal, quando eu fiz um vídeo falando sobre homagem, a galera falou assim, ah, eu não gosto de relógio chinês. Eu falei, não, eu gosto de relógio chinês. Eu não gosto quando é aquela cópia um para um.
Pede para ele colocar algum aí.
É, pode botar uma marca que tá bem famosa. Uma marca famosa é a Seagull, né? Aí, um relógio chinês interessante. Seagull tem uns pilots, tem uns cronos, né, professor, que são originais deles. Então a minha birra com relógio chinês não era com o relógio chinês, era com o fato de ser ou falsificação ou a cópia um para um ali, quando só muda logo. É, quando só muda logo, né? Aí pronto, é exato. Aí eu falava isso, a galera, o cara não gosta de relógio chinês.
Não, cara, eu gosto de relógio, cara, relógio eu tô dentro. Mas aí, por exemplo, esse aí é um relógio chinês que eu acho legal.
Exato, esse relógio foi criado para Força Aérea Chinesa em 1963. Essa versão aí não, é a versão com 19 joias. Essa daí é de 21 joias, mas ele é uma cópia do primeiro relógio criado para Força Aérea Chinesa.
Em 63, é o Segume 1963, é um relógio autoral chinês e bonito, cara, e barato.
É um crono que você encontra aí na casa dos seus R$2.000, R$3.000, que para um cronógrafo mecânico, né, é um preço bem acessível.
E com roda de coluna ainda. Exato, com roda de coluna.
Explica o que é roda de coluna para a galera.
Roda de coluna é uma complicação.
O Bigoda vai explicar. Explica para a gente o que é roda de coluna.
Roda de coluna foi baseada numa roda chinesa coluna antiga. É muito histórico isso, né? Coluna, coluna, é porque eles pegavam as rodas de carros e faziam colunas gigantes, né? E aí tinha uma estética assim de redondinho assim. O Alan vai complementar aí, mas é nessa linha.
O Alan não vai me deixar mentir sozinho.
A roda de coluna, ela faz você alterar a suavidade do acionamento e a parada do crono, porque ela, esse mecanismo esse mesmo aqui, que é, ele não tem roda de coluna, ele tem um sistema de came. Então, que ela só gira de um lado para o outro e tem uma mola que faz a flexão para ela soltar daqui para cá. E a roda de coluna, ela gira um dente de cada vez, ela é mais suave. Então, porque ela gira solta, gira livre, entendeu?
Então, resumindo, é um relógio chinês com uma certa, bem feito, né?
Bem feito, bem feito. Hoje a roda de coluna na indústria relojoeira é algo muito considerável, aonde cada marca coloca, adiciona um valor agregado no relógio consideravelmente por ter roda de coluna.
Então o cara acaba de ter um relógio chinês ali autoral, é com a máquina in-house feita para o próprio seguro. Inclusive a Segur, essa marca, ela faz maquinário para outras empresas. Então tem muito relógio que você vai ver com maquinário chinês e usando máquina segura.
Tem grandes complicações.
Shanghai, outro dia eu vi um, fiz um vídeo, eu conheci uma marca também chamada Shanghai, pesquisei depois, cara, relógio de Shanghai. Eu achei os relógios bonitos, autorais. Então tipo assim, eu vejo a China chegando. O meu problema com a China é que tinha muita, como o professor falou, muita falsificação. Mas eu acho que se eles começarem, ainda tem, né?
Ainda tem, mas tem Era mais, era imoral o negócio.
O governo chinês começou a ir atrás?
Não, eles não respeitavam as regras mundiais de patente.
Aquele Siga Design, ele ganhou um prêmio na Suíça de design.
Outra marca legal.
Tiveram com a gente no Brasil Watch Show, foi, foi, estarão na Watch Time Experience.
Você foi no Brasil Watch Show, agora vai ter o Watch Time Experience também, né? Essa feira da relojaria vai ser na mesma pegada daquela outra, vai ser um encontro de entusiastas, né, Mauro?
Como é que é, mano? Exato.
Qual a diferença?
25 anos da Watch Time, então é uma feira para comemorar os 25 anos, onde estará o Siga Design, esse é o Siga Design, estará presente também junto com—
a Siga vai estar lá também?
Vai estar lá junto com Terra Nova, Ypê IACTO, as 3 brasileiras, e mais a CIGA. E aí mais 20 dealers de usados, começando a vender relógios usados, como a loja. Então é uma feira de vintage, uma feira de usados no Brasil que não tem, e tem todo mundo. Você tem em Xangai, você tem em Hong Kong, você tem em Zurique, em Paris, em Milão, em Londres, nos Estados Unidos você tem Miami, tem 3 feiras no ano grandes de vintage, tem Las Vegas, tem Los Angeles, tem São Francisco.
Então nessa diferença dessa feira que a gente vai ter, como vai ter esse, como Mauro, como vai ter esses dealers que vendem seminovos, então o cara vai estar nessa feira, vai poder ver Patek, vai poder ver Richard Mille, às vezes seminovo que o cara tá ali vendendo. Então vai ter esse encontro, os entusiastas se encontram ali, eu vou encontrar pessoas que gostam de relógio. Você viu que foi lá, fez um sucesso danado na Brasil Ótica.
Todo mundo ficou conhecendo, a galera gosta, celebridade, né? Então vai ter essa aí, essa vai ser. Então considera isso aí um encontro de entusiastas. E vai ter, já tem presença confirmada, né? O Renato Cariani, Thiago Negro, quem mais?
Joel Jota, Joel Jota, amigo Cariani, Eric Bata, Vilão também.
Não sei quando é, não me chamaram.
Semana que vem, mas O convite, o convite é para você.
Semana que vem a gente tá lá em Imagine Land, lá na Paraíba, né?
Que quando você vai, quando volta?
Vou nascer, se volto na segunda. Se nasce semana que vem já?
Exatamente.
Então vai ser bem legal, que a gente entrevista os gringos lá, os atores e tal.
Vai no Brasil Watch Show então, no ano que vem.
Então é isso. O que que é essa feira? O Mauro tá fazendo essa feira e eu achei a proposta legal, até que eu vou estar lá também.
Exato, o Alan vai estar como palestrante também, uma honra para gente.
Eu tô felizão de estar.
Então vira lá, aí vem a sua felicidade agora. A única, o único momento que ele tinha que mostrar empolgação é falar: tô mó felizão de estar. Não, não, refaz, não, não, refaz com empolgação.
Caraca, tô mó felizão!
Esse é o Alan, rapaz!
Olha isso, agora sim, viu?
O cara empolgado, o cara empolgado chega aqui, a jujuba para ele. Nossa, eu acho que é jujubim, cara. Aumenta tua glicemia, tá baixando, sabe?
O cu da glicemia, sabores diferentes.
Mas que legal, cara, essas feiras. E tava lotado lá, você vê que a galera tá— que tipo de pessoa vai para essa feira?
Todo apaixonado, apaixonado, quem compra, todo tipo de gente, de quem tem, quem vai lá com Richard Mille de milhões até o cara que vai lá com aquele Orange 3 estrelas do voo dele, que, ah, cara, esse relógio, toda vez que meu pai tivesse guardado, né? Ah, cara, que legal!
Então essa ideia é reunir os apaixonados, aquela loucura que a gente vivia no passado, reprimido.
Tinder do relógio.
Exatamente, exatamente. E é legal, você encontra nessa feira pessoas que têm o mesmo pensamento que você. Você vê que a galera até comercializa relógio. Pô, tem isso aqui, tava querendo vender, eu levo isso aqui.
O cara compra muito e vende. É a primeira, é a primeira, é a primeira.
Não, mas isso acontecia até na Watch Show, encontrava entusiasta, o outro, pô, tem um tal relógio, pô, sou louco nesse relógio. Aí o cara começa a ler. É o encontro, você tem oportunidade de encontrar pessoas que têm o mesmo hobby que você. Eu acho isso muito legal, vale. Eu penso, Vilela, que tudo que vai somar para relojaria nacional, que vai gerar mais emprego, vai gerar mais coisa para o nosso hobby, mais para nossa paixão aqui, eu penso que é bom, cara.
Mais marcas de relógio, mais pessoas falando sobre relojaria. Como eu falei, volto a falar, eu Eu falo muito da bolha maromba, que eu vi que foi uma bolha que eu vi explodir ali. E eu vejo que a Relojaria tem muito ainda para alcançar. O quanto mais gente falando desse, dessa coisa que a gente gosta, mais pessoas.
Tem mais mulher interessada? Porque eu vi que é muito um público masculino, né?
O relógio é, mas terá uma rodada de bate-papo só com mulher, com mulheres também. Então a Bárbara Gância e a estão confirmados. Eu tô aguardando a confirmação da terceira pessoa, que é uma menina de expressão aqui no Brasil, mas ela tá aguardando o ok da marca que ela trabalha. Então a ideia seria trazer elas três. O universo relojoeiro, eu acho que hoje existe muito mais mulher que antigamente, mas eu digo que o relógio é um universo não machista, Mas ele é muito masculino, talvez 95% é masculino e 5% feminino.
Por que será, hein?
Mas o que acontece, não é que a mulher não gosta, tem mulher que gosta e adoram e consome muito, mas geralmente é o homem que ele compra um relógio para ele, comprar 2, comprar 3 para ele, daí ele dá um para mulher para quê? Para validar a loucura dele. Ele comprou 3 para ele, daqui a pouco, esse aqui para mim.
Mulher compra um monte de salto E não dá um salto tão grande.
Então vai na bolsa, ainda bem, né?
Mas hoje eu perguntei, mulher prefere gastar em sapato e bolsa, né?
Mas tá mudando esse número. Nossa, no Brasil Watch hoje a gente teve o espaço feminino lá, né? A minha esposa ficou à frente dessa parte. E nossa, a gente vê um público, e olha, a mulherada chegando com tudo na relojaria, então conhecendo mais modelos.
Exato, muito legal.
E eu acho que foi muito legal, e parabéns, Anne, pelo teu trabalho também. Porque ela também, depois dela criar o perfil dela, a Senhora GMT, trouxe o desejo de mais mulheres falarem sobre relógio. Inclusive a Cláudia, minha esposa, beijo, te amo. Mas ela também falou, ah, vou começar a postar alguma coisinha sobre relógio. Porque até então não, ela já deve ter uns 10, 12 relógios, que todos que eu dei, mas é muito mais para validar minha loucura com o bom meu, né?
E então é isso, mas Tá aumentando, tá aumentando, e as mulheres estão se conectando também.
Mas já um amigo meu falava que o homem, né, tipo assim, ele brincava, né, ele falava sempre: homem quando ganha dinheiro ele vai comprar 3 coisas, é 2 coisas, né, um carro e um relógio. Aí tem um filme até do Rocky que eu não sei se eu comentei da outra vez aqui, o Rocky, você deve assistir o Rocky 1. O Rocky 1, quando ele usa o Rolex de ouro, ganhou a luta, né, a primeira coisa que ele pega o dinheiro, o Rocky Balboa, ele vai lá na loja compra um relógio, compra um carro, você nem sabe dirigir direito aquele carro clássico, e ele compra dois Rolex, compra um para ele ainda.
Não vou gastar com isso não, ele compra, paga você. Ou seja, é uma coisa que é do homem, é a conquista, né? Acaba que carro e relógio. Aí eu fiquei com isso na cabeça quando esse meu amigo me falou, falei, caraca, faz sentido. O cara ganha dinheiro, vai lá, o jogador de futebol, ele vai lá, compra um carro e um relógio maneiro, bota, fala assim. Então tem esse misticismo com essa coisa também, que é bem legal, né? Vamos fechar aqui uma coisa, já que a gente de chinês que eu queria te perguntar também, cara, que na Watch Time eu vi que você pega muitos casos.
O Alan já tá fechando o programa, você viu? Você viu ele?
Eu fechei, eu fechei.
Você falou para fechar e para fechar. Ah tá, que susto! Eu achei que ele já tava finalizando o programa aqui.
Eu quero falar, ficar aqui.
Ah tá, só que não pareceu que era assim? Ah, para ir fechando.
Bigode, corta aí, bigode! Corta aí, corta aí, bigode!
Então vou refazer.
Então vai fechar o raciocínio.
Muito bem, garoto. Então, para fechar o raciocínio sobre o relógio chinês que a gente falou e falsificação, a Watch Time, eu vi que você tem um aumento crescente assim de pegar relógio que são falsificados. Então acho que isso é só uma coisa legal para você falar, ou o pessoal vai lá para você avaliar e você descobre que é falsificado?
Para avaliar, para fazer essas autenticações.
São muito, muito parecidos?
São muito parecidos. Tem coisas que tem que abrir. Nós tivemos aí dois casos agora recentemente de dois Richard dele, inclusive, Nadal 3501, onde esses relógios batiam tanto a numeração de série do relógio quanto o número do movimento. E, cara, tudo batia.
Como você pegou, cara?
Detalhe, nós verificamos com a marca. A marca falou, o relógio tá legal. E o relógio era montado, tinha peças originais, tinha peça que não era.
Então, cara, isso já caracteriza que ele não é original, né?
Não é original.
Um relógio, ele foi vendido como original, o preço era—
a pessoa veio para a gente ver, entendeu? Então Richard Mille hoje, inclusive, eu, se não for cliente da Watch Time, que já seja um cliente de— você nem tá pegando, eu não tô mais pegando, cara. Leva direto para Richard Mille, porque se eu falar que é, daqui a pouco não é, eu vou ter que responder por alguma coisa que eu não, eu não preciso me comprometer com isso.
E a Richard tinha falado que era e não era.
O número de série, tudo batia, tudo batia, entendeu?
Caramba, isso rolava muito com Rolex, né? Antes Rolex era mais, ainda é, né, mais falsificado. Mas eu digo assim, o Richard Mille agora também, acho que tudo que tem hype às vezes acaba sendo falsificado, porque principalmente o 3501, o mecanismo base é um mecanismo.
Coloca aí para gente, o Richard Mille 3501. Por quê?
Porque o mecanismo base dele é um mecanismo Voucher. Esse mecanismo Voucher é um fabricante de mecanismos independentes que ele fabrica para a Parmigiani, para Girard-Perregaux, para Cartier, para várias marcas, entendeu? Então se você daqui a pouco— eu tenho uma platina original, vamos supor aqui que aconteça que um lote seja desviado ou que extraviou no correio Alguém pega uma platina, eu consigo montar o resto do mecanismo com peça da Volkswagen, entendeu?
E aí você monta um Frankenstein, cara, quem vai pegar? Pois é, como que você vai saber? Então hoje a RM eu tô mandando levar direto para as boutiques da marca, leva para Nova York, Miami, enfim, deixa lá. Porque esses relógios, nós estamos falando relógios de R$1,5 milhão. Pô, daqui a pouco dá um problema, eu tenho que me comprometer com um troço que eu cobrava uma avaliação, um valor ínfimo.
Então prefiro, não vale a pena o risco, não vale a pena o risco.
Exato, tem que comprar no revendedor oficial. Ou se for pegar seminovo, olha procedência do relógio, pega com um cara que tá vendendo, vê se esse cara tem histórico, registro, o cara.
Porque, e aí possivelmente é onde a Watch Time vai definir agora que esse tipo de avaliação a gente não vai mais fazer essa avaliação assim. É só mediante revisão completa. Você quer fazer, cara, esse relógio, você vai pagar R$20 para uma revisão. Aí eu vou desmontar o relógio inteiro, vou ver peça a peça. Aí, mas aí não vai ser na hora, entendeu? Como o pessoal queria. Não faz, eu vejo que eu tô comprando. Não, você vai deixar o relógio aqui, vai demorar 20, 30 dias para fazer revisão.
Desmontar e montar de novo não deixa de ser original?
Não, não, isso não. Mas eu vou conseguir pegar algum erro, algum problema, ou alguma peça que não seja relógio original na desmontagem completa. Então vou usar no Tissot.
No passado teve um modelo, coloca aí, Bigode, já ia levantando na hora o Bigode.
Tissot PRS 200. Esse relógio teve muita falsificação no passado, principalmente na, quando a gente teve o Pan-Americano aqui em 2007, esse PRS 200 era uma febre. Então tinha falsificação, a gente pegava mecanismo, bate número de série, batia tudo, batia. E quando você ia fazer a manutenção, a parte do tubo do ponçoário, o tubo da caixa, não eram compatíveis. E a gente só conseguia pegar isso. E aí só quando tava fazendo a manutenção. Não, não é esse, ele é um PRS 200, não PSX.
PRS tem empresas chinesas que tem tem os chineses que criam empresas de fachada para conseguir ter acesso às peças originais e colocarem relógio falsificado. É pesado.
Então esse aqui teve uma falsificação mais gigantesca. E como agora tem vários tags também, que é só desmontando, é só quando você vai fazer.
Mas o Tesoura não é tão caro, né? E mesmo assim o pessoal falsifica.
Eles falsificam o F91W, que é um relógio de $10 no caixa. É aquele que eu trouxe aqui de presente, foi Inclusive, o que ele deu é falso, tal, que eu imaginei.
Os cara falsifica relógio barato, pode isso, né, irmão?
O cara falsifica relógio, não tem escrúpulo não, cara.
Relógio de 50 conto, até o da parceria do Swatch com a Omega.
Nossa, teve um monte.
Então, o reloginho bem mais barato, né?
250 $250, é, 250 francos, né, $280.
E teve falsificação um monte, teve caso de chegar primeiro falsificado no mercado do que o original. Lembra do Louis Vuitton tambor? Você conseguia o fake mais rápido do que o original.
Mas na Altitude já teve relógio então assim que você pegou? Eu lembro que você falou de um Rolex assim, já pegou assim vários, Mauro?
Acontece muito isso, cara, Rolex, tudo, toda semana a gente recebe relógios falsos toda semana. É difícil passar, às vezes tem semana que todo dia a gente recebe alguma coisa errada. Então, por isso que nós estamos criando o clube agora, estamos lançando o clube Watch Time. Para quê? Para a gente conseguir fazer essas verificações e dar tranquilidade para quem estiver dentro, entendeu?
É porque qualquer mercado. Isso é a parte ruim, né, do risco de comprar um falso, né? O cara tem que se importar com isso.
É aquele ditado, né? Compre sempre o vendedor, né? Saiba de quem você tá comprando. Aí o professor tá lançando uma plataforma também que parece isso, classificados, né, que são só com vendedores que eu conheço, que sei que fazem um bom trabalho. Aí só essa turma vai colocar, expor seus relógios. Então a gente já tá aí na iminência de vir com isso daí no mercado, né?
Então, e tem mais duas plataformas que estão nascendo também, que uma é a Valore, que é o pessoal da CIX e todos eles do Coco Bambu que estão desenvolvendo um super projeto aí, artes, luxo, barco, aviação, enfim, é um troço bem legal também, é para ser um marketplace. E um pessoal do Rio Grande do Sul também que vão também um outro marketplace. Então o mercado tá vindo para isso, né? Como o mercado tá crescendo, cada vez mais o pessoal tá tentando deixar cada vez mais seguro.
Mas aí vem o que eu falei lá no começo, que para mim eu acho que é tão simples. A partir do momento que você tenha um documento, que você tem uma transferência e depósito do teu relógio, isso vai ajudar muito mais e fica o mercado muito mais formal e seguro.
E seguro, que o cara que vai gastar R$1 milhão no relógio, sei lá, R$500 mil, esse cara quer segurança.
R$20 mil, é, pode ser R$20, pode ser R$30 mil para uma pessoa, mesma coisa que R$1 milhão para a pessoa que compra relógio de R$1 milhão.
Exato.
Então, exato. Mas isso aí vai ser legal, porque o cara quer segurança, cara. Dá medo comprar um relógio lá, que o cara tá começando no hobby, vai lá e fala, pô, vou comprar isso aqui, depois já era e tal, cara. É assustador, né?
Exato.
É isso aí.
Perguntas, vamos lá. A primeira pergunta que a gente tem aqui é do Maicon. Oi, o Jackson, só o Maicon mesmo. Smartwatch é tipo calça skinny, acham bonito, mas é horroroso, matou a graça dos relógios tradicionais. Concordam? Calça skinny é aquela apertada, aquela coladinha.
Não fala assim.
E aí, e aí, qual a opinião de vocês?
Eu acho que um vem para complementar o outro. Acho que traz o desejo da molecada, começa com smartwatch para depois entrar na relojaria tradicional. Eu acho que um alimenta o outro, é a cadeia, né?
Você jogar ele na gaveta, esquecer ele lá pela eternidade, você compra um relógio mecânico, um relógio quartz.
Eu uso o Apple Watch para treino, mas uso para atividade física. Né? Mas eu gosto de usar para atividade física.
É bom, é bom até para nadar, nadar, corrida, tipo.
Mesmo assim, há quanto tempo tu tem o teu Apple?
Vamos lá, é porque eu já troquei.
Vamos lá, quanto tempo tu tem o teu novo Apple?
O meu novo Apple? Aí eu peguei, é porque eu peguei o novo, esse de titânio preto. Então tem um ano.
Qual que é a alusão que eu quero fazer? O Apple Watch, o o smartwatch é a mesma coisa que o celular, ele tem um prazo de validade, com 3, 4 anos tem que trocar. Quanto que um relógio mecânico, aqui eu vou ter 40, 50, 100 anos, 200 anos, e eu só fazendo manutenção esse relógio vai perpetuar pela minha família, pelos meus filhos, pelos meus netos, bisnetos.
E como vinha, né, Mauro, quanto mais velho melhor fica, né? Tipo assim, você vê que a gente comentou aqui, relógios saíram de linha e só você tem, o relógio tá ali com você Então, tipo, quanto mais velho vai ficando, melhor. Às vezes sair de linha aqui é uma coisa que te deixa feliz. No Apple Watch, sair de linha é uma coisa que te deixa triste. Caraca, saiu de linha. Esse aqui não, saiu de linha eu fico, caraca, saiu de linha.
E Laila, você tem um papai vivo? Sim. Tem o vovô vivo ainda ou não? Não. Então, se você tivesse um relógio do teu vô hoje, como que você tá gostando do relógio? Ele iria sair da tua coleção?
Claro que não.
Então, é isso aí. O smartwatch você não tem como transferir esse amor, essa paixão e deixar para os teus bisnetos. Olha isso aqui, o teu vô usou, mas, cara, vai estar quebrado, parado. E o relógio mecânico não, você tem como perpetuar, rememorar.
Acho que o lema deles é esse, né?
Tipo assim, você não é dono, você guarda para próximas gerações.
É o lema da Patek Philippe.
Isso eu acho triste, lembra que você vai morrer, né?
É finitude da vida, né? O momento morre, né?
O relógio do Ben 10 fala Você tem um relógio Band-Aid?
Eu tive já, não tenho mais não. A próxima pergunta aqui é do Nando e ele pergunta: quais detalhes levar em consideração para diferenciar um relógio original de uma cópia muito bem feita?
Cada caso é um caso.
Cada caso é um caso. Leve para um relojoeiro, para um bom relojoeiro, para ele verificar. E por mais que às vezes seja um bom relojoeiro, se ele não tiver experiência com aquela marca e com aquele mecanismo específico, por muitas vezes ele ainda pode passar batido, tá? Já tive vários relógios. Eu dou um exemplo: em 2020, quando a gente começou a trabalhar com o Grupo Richemont, nós recebemos um relógio da marca, veio de Brasília, enfim, era um carbono, não sei o quê.
E o cara falou: meu primo ganhou não sei de quem e tal, mas perdeu o documento e tal. E ele tava comprando, acho que R$60, R$70 mil na época. O relógio chegou, eu olhei, eu matei, falei, mas eu passei por 7 relojoeiros e a gente não tinha conhecimento com a marca até então. E dos 7, só um falou, olha, eu acho que é falso. O resto, todos os outros 6 falaram que era original e o relógio era falso. Então, se você não tiver experiência com aquele mecanismo com aquele, com aquela marca, às vezes o relógio vai passar.
E a gente vê muito isso até com Rolex, né? Tem Rolex aí que eu vi um vídeo até seu mesmo, acho que você comentou que tem um Rolex que até abrindo o cara fica na dúvida, né? A cópia tá tão perfeita.
Hoje você tem um mecanismo chinês do 3135 e o 1570 que são, se o relogeiro não tiver experiência, ele passa batido.
Tá vendo isso aí? Tem Rolex, cara, que nem abrindo. Olha aí que surreal, cara. Se o lojista não tiver experiência, o cara abre e fala, não, é original. Aí quando ele vai ver, então é o lance do vendedor mesmo.
Eu pareço, né?
Mas às vezes até o vendedor ele não vai ter má-fé, entendeu? Ele às vezes ele comprou como original, tudo certo. Então é um risco.
Grande.
Tem uma pergunta aqui do nosso querido Lene.
Fala, Lene.
Não, é que na década de 80, mais ou menos, surgiu um relógio da Citizen chamado Aqualung. É o clássico. Eu queria que vocês falassem sobre ele assim. Eu tive um, infelizmente foi roubado. Bota a foto, é o clássico, pô.
É o clássico. Primeiro relógio a ter um sensor de mergulho eletrônico.
Primeiro, ele aí, ó. Profundímetro.
É o profundímetro eletrônico.
Segundo os mergulhadores que fazem mergulho com oxigênio até 50, 100 metros, diz que é o melhor profundímetro que tem para você usar. É melhor do que até os digitais próprios para isso. Diz que sim.
E eu ainda acho bonito, eu acho um relógio clássico, ele é legal.
Lindo, lindo. Meu irmão é louco para roubarem de mim.
Mas esse aqui é a versão prata, tinha versão ouro que o bisel e os ponçoares eram dourados. Então você tinha as duas versões, né, o clássico e o dourado.
O original era um papa bateria danado, né?
Mas agora tinha 3 baterias, mas ele revolucionou, né, o mergulho nos anos 80. Eu lembro que quando eu era mais novo tinha revistas que saía, se a gente tiver um relógio na revista revista, né? Tinha propaganda com a Aqualand na revista assim, uma página inteira com ele, o mergulhador. Falava, caraca, que relógio top, eu quero ter esse! Tinha essa coisa em volta.
Vinha no domingo nas contracapas dos jornais, era ele estampado também.
E quem fez a pergunta mesmo foi o Léo. Pois é, tem ele aí para venda ainda, a nova versão dele, cara. Se você tinha e gostava, ainda tem.
Pega ele de novo, cara.
Eu trabalhava com o Aqueciboy, eu lembro que eu vendi um rim para comprar esse relógio. Não, era uma greve de ônibus, me roubaram o relógio, eu nunca mais achei ele para comprar. E aí apareceu novamente um. Será que vale a pena no dia de hoje?
Vale, vale, vale, vale.
É um relógio incrível, a marca boa.
De R$4.000, R$5.000 você encontra um. Vilela te paga bem, cara, você pega um para você.
Quando é seu aniversário? Quando é seu aniversário, Bigoda? Vamos dar esse relógio para ele um dia depois do seu, né?
O Leide falou que tá aqui com você, tá todo mundo canibal, né? Ele falou ali com a gente, eu fiquei chocado.
Então é o seguinte, Bigoda, você já sabe o presente dele e no dia seguinte é um relógio para mim. Aí dele você já sabe, o meu depois eu falo qual que eu quero.
Tá, mas aí você me dá seu cartão que eu te dou presente.
Olha só, cartão corporativo, faço cartão inteligência, cartão da empresa, inteligência limitada.
É claro, vamos lá.
Joga como despesa na empresa.
A próxima pergunta aqui é do Henrico e ele pergunta: por que tem gente disposta a pagar uma fortuna num relógio para no final ver as horas no celular?
Essa é a grande pergunta.
Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares.
Quem não gosta de relógio sempre faz, né?
Essa é aquela que só vai entender quando você for colecionar.
É que nem o cara fala assim: para que assistir esse filme no cinema se daqui a pouco ele vai estar no streaming?
Boa analogia, boa analogia, exatamente.
Não tem nada a ver uma coisa com outra.
E a paixão de ter a peça, a conexão que fica com a peça. Por exemplo, o Lenny acabou de falar de uma peça que conectou com ele, né? Ele falou que teve esse relógio, então ele tem conexão com a Aqualand. Isso não tá ligado nem a valor não, pode ser um Rolex, pode ser um Casio, né? Ele tem uma conexão com, afinalmente, tem um dado, porque foi o meu primeiro relógio, foi por onde minha paixão começou. Então eu acho que acredito que a resposta para essa pergunta seja isso mesmo, a conexão que você tem com a peça ali, E com hobby, né, com relojoaria, você quer ter várias peças.
Eu faço alusão ao Speedmaster, o da corda. Eu, para mim, é uma conexão que eu tô ali fazendo um carinho no relógio e tal, para dar uma atenção. Enfim, tem gente que odeia, né? Por que que eu vou ficar dando corda em relógio, cara? Cada um tá certo, cada um tem a sua opinião e foi.
Um digital, o Apple Watch, você tem que ficar baixando atualização, botando para carregar, botando para carregar. Cada um tem seu seus problemas, né?
É que nem o cara falou agora, ajustar o relógio faz parte do hobby, né? Você vê que você ajustou, acho que dá corda ajustar, é pegar o relógio, escolher. Outra coisa que eu parei para soltar, tava até com um amigo meu, foi até o Gustavo Mioto, né? Ele tem uma coleção de perfumes, né? Aí ele ia sair, ele tava parado olhando para os perfumes dele, né? Aí eu perguntei para ele, vem cá, velho, essa parte é indecisão? Chega a dar ansiedade, né?
Ele falou, não, cara, pior que isso aí faz parte do hobby, é a terapia do hobby, você escolher qual Aí eu pensei isso, cara, na relojaria é a mesma coisa. Às vezes abre uma caixinha de relógio, cara, hoje eu vou com esse.
Aí você escolhe a roupa em cima do relógio.
Às vezes isso é terapia de quem curte ter vários relógios, né? Pô, hoje eu vou usar esses Speed aqui, tô com vontade. Aí você vai lá e escolhe, então faz parte do hobby. Então isso é bem legal.
Qual foi o nome da pessoa mesmo?
Foi o Henrico.
Henrico, Henrico, você nunca vai ver o Vilela aqui fazer um podcast para donos de iPhone. Ah, o meu é 13. Ah, o meu é 11. Ah, o meu é 17, né? Nunca vai ver. E a relojoaria, cara, abre portas, traz pessoas, conexões. A relojoaria mudou a minha vida, né? Eu não tinha nada a ver, gostava de relógio. Em 2016 comecei a falar de relógio e hoje ela é a minha vida, né?
Aqui eu também sinto isso, a minha também, né? Em 2024 tem 2 anos que eu falo e mudou completamente. E aí eu sou fã desses caras aqui, hoje eu tô aqui com eles gravando podcast, querendo acabar encerrar logo o papo, né, para concluir a nossa conversa, já indo para o final do programa.
Mas eu vou além, eu digo que a relojoaria ela é tão louca e tão fascinante ao todo que você se aproxima de pessoas e você cria conexões tão verdadeiras em tão pouco espaço de tempo onde as pessoas ficam tão próximas, tão ou mais às vezes do que familiares ou que amigos que você tem há muitos anos, tá? E aí eu posso dizer vocês dois, entendeu?
Então eu não só as pessoas, vocês também. Você é um cara que hoje virou meu amigo, Mauro. Eu tô aqui com o Mauro, troquei 10 vezes, eu ligo para o Mauro para falar: e aí, vamos, vamos tomar um ali, vamos fazer um negócio. Ou seja, a conexão ficou de cara, tudo por causa do remédio.
Exato. Então professor mesmo, cara, É até engraçado, se vale a pena pontuar como a gente se aproximou. Ele mandou uma mensagem lá atrás e depois se conta, e eu demorei para responder e tal. Mas quando a gente conversou, cara, isso aqui é um sangue bom, uma pessoa de um coração maravilhoso. Falei, cara, Mauro, vamos fazer isso junto, vamos fazer isso aqui, vamos, vamos, porque é bom, porque sabe, é um cara de Deus. De família, com valores, enfim, tudo que ele, tudo que ele fizer vai ser um troço legal. Então, professor, você é nota mil, tamo junto, tamo junto.
Vamos lá, a próxima agora é do Kaique. Ele pergunta: falem sobre relógios ideais para cada profissão, médico, advogado, jogador.
Essa aqui da Ibope, essa eu aprendi com o professor.
Falou: vamos, faz esse quadro de perguntas e profissões que te dá um sucesso Quando eu abro essa caixinha de pergunta no Instagram, cara, é mais de 1000 interações no mínimo. E a minha conta não é esse absurdo todo não, é impressionante, né? Acho legal, cada profissão, né, vai ter uma fase, cada relógio. Se você, por exemplo, médico, tá começando agora, começa que eu acho que a primeira coisa que o cara precisa fazer é terminar de pagar o fiéis dele, né?
Então começa com relógio tampa, começa com algo factível, algo dentro da sua realidade. Começa ali com Seiko, né? Depois você vai subir. O legal de toda profissão é essa: começa com algo que você compra por paixão, depois você vai começar a descobrir marcas, descobrir modelos. Aí você começa a dar ali passos ligeiramente mais ousados e vai gerando as conexões, as paixões. E uma coisa que eu sempre digo os medidores de tempo, né?
Uma das grandes lições que o relógio me ensinou é que a gente precisa ter muita paciência, né? Então se você começa a gostar de relógio agora, ah, eu daqui a 6 meses eu quero ter um Vacheron, quero ter um Patek, quero— não é legal isso. Legal é, cara, pô, você vai namorar, né? Exato, é a caminhada, os amigos, a interação, aquela paixão. Aí aos poucos você vai realizando esses sonhos Isso aí com qualquer profissão. Claro que tem profissão que você vai buscar, por exemplo, relógios mais robustos, relógios mais factíveis para aquela atividade que você exerce, né?
Mas sempre buscando esse caminho, né, de ir realizando aos poucos, começar de pouquinho.
Dentro de todos os bolsos vai ter relógios excelentes que vão atender. Às vezes o cara fala assim, ah, eu preciso— eu não gosto de falar de relógio porque quando fala de relógio eu só vejo relógio de R$50 mil, R$30 mil, R$100 mil, R$1 milhão. Digo, não, cara, tem um papo, vai ter relógio de R$1.000 aí que vai ser excelente, automático, bem feito. Então tem para todos os bolsos. Exatamente.
E Bigode, só para fazer um argumento aqui, é que isso são sugestões, é o que a gente pensa, que a gente imagina. A gente já teve no passado, uma vez eu fiz isso, um cara mais desceu de pau na minha cara. Vocês estão ficando louco, eu não gosto disso, eu não gosto daquilo. Cara, é o que a gente acha. Entendeu? Então nada que isso aqui não é uma ciência exata, né?
Isso rola muito quando eu faço um vídeo lá sobre sugestões, 5 relógios aqui que eu acho legal, a galera, ah, essa coisa, aquele vídeo acaba sendo como você falou, é uma opinião, uma sugestão, ninguém é dono da verdade, né? Ninguém tá.
Mas então vamos fazer o seguinte, vamos fazer, fala a profissão e cada um chuta um relógio, cada um dá um palpite. É jogador de futebol, jogador de futebol, vai lá, Vilela.
Ah, não faço ideia, não tenho conhecimento, cara.
Jacob Bencu, sei lá, o Blô, o Blô, o Blô, você foi boa.
Então vamos, Jacobzão. Frank Miller, pronto. Frank Miller, advogado, terninho.
Piaget. Eu vou de Breguet.
Porra, caraca, é o nível Nelson Higa, rapaziada, tô falando.
Eu peguei uma bobagem da classe, eu ia falar Gigi Lacouture, mas eu falei não, é péssimo, cara.
Vamos, vamos, Hamilton, Hamilton, né, o cara começando ali, né.
Médico com certeza é Rolex, né, que eu só vejo médico de Rolex.
Rolex vai para fugir do Rolex, não, para fugir de Rolex, por exemplo.
O nome é totalmente equivocado, devia ser PulseX, né? Que você usa no pulso.
Sabe como ele pensou nesse nome? Dizem, né, que ele falou que ouviu a voz de um anjo.
É muito, muito caô.
O Hans falou isso aí, rei do marketing. Qual outro cara funciona?
É coveiro agora.
Coveiro?
Jesus amado!
Deixa eu ver, o coveiro vai de choquezão. Aí é na hora que tiver lá, qualquer coisa bateu, arranhou, Timex, Timex.
Sério, médico, o que que vocês acham aí?
Para fugir do Rolex no médico, eu ia de, sei lá, porque ele não vai usar operando, né? Ele vai usar na consulta, né? Então bora.
Todo dealer fala que os cara adora Rolex.
Eu ia falar um IWC aí, calendário perpétuo, para o médico bater com elegância mesmo.
Eu acho que ele tá no plantão, ele precisa ter um cronógrafo para medir a pulsação.
Então Relógio com pulsômetro e tal.
Agora fazendeiro, né, mais rural assim.
Não, político, político.
Aí o Cássio para disfarçar, né?
Você viu os presidenciais tudo com reloginho?
Político antes da eleição ou depois da eleição?
Antes da eleição, porque durante a eleição os cara fica usando os relógios baratos para se pagar de pobre, né? Qual que é de político? Político, fora da eleição, fora da eleição.
Vamos lá, Tag Heuer.
Eu pensei que ele ia falar Piaget, nenhum também.
Não quero polêmica para o meu lado não.
Deixa eu ver, cara, para político, cara, não sei. Eu acho que eu ia de Casio mesmo, de choque. Eu falei de choque, acho que fica legal, fica neutro. O cara não vai nem passar luxo, nem vai passar, vai passar funcionalidade ali, sei lá.
Acho que todo político devia, antes de mais nada, usar um relógio moral, né?
Esse é o principal, né?
Voto pelo relógio moral.
Então, boa.
Vamos lá, agora a próxima pergunta é do Luiz Fernando e ele pergunta: onde dá para comprar relógio mais barato para revender aqui no Brasil?
Para revender?
Para revender?
Que relógio também?
É como ele quer comprar relógio para revender, comprar para revender, né?
Comprar em outro país mais barato e vender aqui.
China, né? Quer comprar?
Que aí você tem um problema da importação, do descaminho, né?
Vamos dizer, você tem que ter uma empresa formalizada, radar.
Tem muitas empresas querendo vir para o Brasil legalmente, ou você teoricamente vira um sacoleiro correndo risco de ir e vir e ser parado, mas daí você tá omitindo a tributação. Você pode comprar nos Estados Unidos, comprar na Europa e tal, mas não tem um caminho oficial que se diga para fazer isso. Então não indico, não indico. Ou monte uma empresa, faça uma importadora, compre, importe, recolha direitinho, que aí é o mais indicado.
E tem, tem mercado para isso, tem muita gente fazendo isso. O mercado brasileiro vem vivendo um momento muito bacana, muita marca querendo vir para cá. A gente tá aí com excelentes perspectivas, né, tanto com aquele tratado, né, do Mercosul lá, né, com União Europeia.
Enfim, falou, né, 10% do México, né, que você falou.
Imagina aí, a gente tem um mercado enorme para crescer ainda no consumo de relógio suíço. A América do Sul, eu acho que ela pega, não é nem 3% do consumo de relógio suíço, né? Toda América do Sul, cara. Então tem um potencial gigantesco para crescer aqui, né? Então tem muito campo.
E agora o Nicolas: quais relógios vocês já viram e pensaram que não valia o dinheiro?
Olha, cara, sendo sincero, às vezes eu vejo um Richard Mille de 1 milhão 1,5, eu assusto, falo, pô, isso não vale. Um jeito convencou. Mas aí entra aquela coisa que a gente fala de mercado, né? Às vezes a gente acha que não vale, mas é mercado. Então, mas para mim, 1 milhão já é um preço que qualquer relógio que o cara me mostra 1 milhão, já fica assim, cara, vale 1 milhão?
Qualquer relógio de 1 milhão, na minha opinião, sendo sincero, olha, pô, 1 milhão, você pega um relógio em ouro, o relógio em ouro, vamos lá, R$300 mil, se você for se você colocar o peso do ouro, esse relógio vai valer R$120 mil. O resto é branding. Então eu não consigo pagar muito em relógios que para mim não faz sentido, entendeu?
Acho que o caminho é sempre olhar o que faz sentido para você.
Exato, exato.
Então no final a grande estrela é você, né?
Então para mim um Speedmaster, que se você for colocar um pelo outro, normal é loja aí de 30, 40, 50, tirando as peças mais icônicas, eu acho que é um preço legal para mim transitar, entendeu? Agora, para muita gente não serve. Ah, é muito simples, é muito barato. Para uma outra proporção é um pulo muito alto que o cara ainda não tem acesso. Então isso é muito particular de pessoa para pessoa.
Tem cara que vai falar que um Seiko não vale 5 mil. Outro dia eu recebi uma pergunta, cara, Seiko não vale 5 mil? Vai ter um cara que vai falar, esse Richard Mille não vale 1 milhão? Eu acho que isso é muito, muito mercado mesmo.
Então, por que, por que que eu falo, por que que eu gosto do Speedmaster? Porque o Speedmaster é um mecanismo fabricado desde a década de 60 até hoje, é o mesmo mecanismo com 2 ou 3 peças que foram modificadas. Só tem mais 2 marcas no mundo que produzem o mesmo o mesmo mecanismo desde a década de 60 até hoje, que é Vacheron e Patek. Porém, Omega entrega esse relógio zero por $7.000. A Vacheron e a Patek entregam basicamente o mesmo mecanismo por $80.000, $90.000 cada. E aí, então, cada louco com a sua mania, cada louco com a sua—
carro acontece a mesma coisa.
Exato, exato.
Então, apesar que que você vê mais a diferença de grana você dirigindo ele, né? Você consegue ver essa diferença. Você pega um carro muito caro, tem, claro que não vale talvez aquele preço, mas você vê embarcado muita tecnologia, muito conforto.
Você vê isso agora até nos carros chineses, né? A gente pega um carro chinês lá, às vezes eu tava vendo outro dia, o cara com um, tem um chinês lá que ia bater de frente com aquele cara Rolls-Royce, que o carro fazia até café. O cara chegava Café expresso, aí saiu o café do carro. É, não é zoeira, é verdade. Eu fiquei de cara com isso, eu falei, cara, tá de sacanagem. Ou seja, o carro entrega mais que um Rolls-Royce lá em luxo, em tudo, e metade do preço.
Então vai dizer, um Rolls-Royce vale o que tá pedindo? Não, é isso, é mercado. Eu acho que eu não fico muito batendo nisso, que eu chugo a gelo quando o cara fica assim, aí esse relógio vale, não vale?
Eu falei, irmão, acho que tudo é objetivo, né?
A Apple acabou de lançar um telefone dobrável que outras marcas já tinham feito, e a galera vai preferir esse da Apple, será?
Será?
Eu também tô na dúvida. Preferir por quê?
Porque é Apple. Exato, exato. E com relógio a mesma coisa. Acho que quando você quer comprar um relógio para outras pessoas, ah, eu vou comprar esse relógio porque eu quero que todo mundo veja que eu tenho dinheiro, que eu sou rico, aí já não tá, já é um dinheiro que você vai gastar à toa.
Tem muita gente faz isso, né?
Para impressionar os outros. É que nem, é que nem um relógio falso. O cara me pergunta assim, ah, eu posso comprar um Rolex falso, faz o mesmo efeito? Eu falei, velho, se a sua intenção foi enganar os outros e ficar mentindo lá para os outros que é melhor, beleza, se foi esse efeito sim. Mas a partir do momento que você quer comprar para você, porque você se conecta com aquela peça, porque você não quer enganar, é você, você e você, você tá comprando porque você gosta daquela peça.
Essa peça aqui eu gosto dela, cara. Eu olho para o meu pulso e falo, pô, que relógio maneiro, cara. Tipo assim, nem para ver as horas. Às vezes eu me pego olhando para o meu relógio Fala, cara, que legal, velho, que bonito, que legal, que peça conectada.
Tá na rua, para e faz isso?
Não, na rua não, mas eu queria ver essa cena, né? Não, na rua não.
Eu acho que ele faz, eu acho que ele faz, acho que ele para, vai no banheiro, já viu aquele desenho dos pinguins lá que o cara fica com aqueles troféus lá, né?
My precious.
Nós estávamos conversando aqui, teve vários momentos que eu botei isso aqui do Mauro e fiquei, caraca, você faz também, cara?
Todo mundo faz, claro que faz, né? Óbvio que a gente faz.
Eu também faço, mas na hora da escolha, principalmente pegar de manhã.
Será que eu vou com esse?
Eu quando vou pegar, eu olho, caralho, será que esse?
Hoje, por exemplo, eu não tô escolhendo aqui, eu já olhei.
Às vezes eu fico olhando para peça e falo, pô, que peça legal. Mas enfim, eu acho que o cara comprar o falso, para o cara que usa um falso, na minha opinião, é para enganar os outros, né?
Porque não tem aquele papo que o cara que tem um original tem um falso para não ser roubado também?
Isso aí é mó lorota, é a maior mentira que já ouviu. Quando me perguntam Qual a maior mentira da relojoaria? Eu só lembro dessa resposta. É o cara que diz que tem o falso do original no cofre, usa o falso. Vai, sai daí! Quem tem original quer usar original.
Para mim isso não faz sentido, porque você com o falso no pulso, o ladrão não vai saber, é, ele vai te roubar do mesmo jeito. Na verdade, você tá correndo risco de levar um tiro. Então se você não tiver blindado, então vamos pensar que eu vou usar um falso e eu não tenho blindado, Cara, eu tô correndo o risco desnecessário de levar um tiro, daqui a pouco poder morrer por conta de um relógio falso. Então não usa, entendeu, cara?
O ladrão não vai saber se é original, se é falso. Ele pode vir, te apontar a arma e te dar o tiro do mesmo jeito.
E aí o cara, já vi gente falando isso, não, eu uso falso porque eu não tenho medo de ser roubado, eu posso usar o carro sem ser blindado, posso andar com vidro aberto. Eu digo, velho, é pior, tu tá chamando atenção.
O ato da violência de você colocar sua família, né, sob ameaça de risco com arma de fogo É tolice isso, né?
Toda vez que eu vejo o cara usando um falso, eu pergunto: mas por que você tá usando esse falso? É para mostrar para os outros que é original? Se for por isso, já tá errado. E você mesmo tá se enganando. Não é que você tá enganando os outros. Eu tô aqui com relógio falso com vocês aqui, eu não tô enganando vocês, eu tô me enganando a mim mesmo, entendeu? Eu tô olhando assim, falando: caraca, outra coisa, tava vendo o vídeo de um cara que fala sobre relógio, né, que até um cara legal ali sempre pergunta: qual relógio você tá usando?
O cara tem certo, Charles, né? O Charles, o cara na praça É um abraço para ele, cara legal. Aí ele perguntou, ele falou, cara, quando o cara tá com relógio falso, o cara fica com vergonha de mostrar. É um Rolex assim, o cara fica com vergonha de mostrar. Já a gente, quando tá com relógio, alguém me pede, eu mesmo que estou aí. A gente adora fazer isso, né? Pô, esse aí dá uma olhada aí, é mó maneiro.
Não, não, não tira não, não precisa tirar, medo de derrubar.
Pega aí, cara. Você quer compartilhar o massa do rolê? Relógio. Você tá com relógio legal, às vezes eu tô com relógio aqui, o Vilela vem e fala, pô, esse é legal, hein, gostei. Qual é? Aí você dá, o cara vê essa aí, o cara às vezes compra um relógio igual ou compra outro. Eu acho que isso é legal. Então a falsificação, cara, eu acho que é, tá enganando você mesmo.
E você alimenta um mercado. Eu digo assim, o cara que fabrica um relógio falsificado, ele tá no mesmo mercado daquele que fabrica um remédio falso para câncer. É a mesma coisa, mãe. É, exato, é a mesma coisa, é o mesmo público, é a mesma pessoa.
Aliás, os cara tão roubando farmácia direto por causa do Monjay, né?
É mesmo, cara?
É aqui a farmácia do lado, os cara já foram assaltar 3 vezes para roubar Monjay.
Eu não duvido não. Eu vi que na Bahia os cara tão roubando energia para carregar o BioID do Porsche, para carregar o carro elétrico do Porsche.
Aliás, Rafael Portugal mandou um abraço abraço para o Mauro, que falou: manda meu abraço para o Papa da Relojaria.
Valeu, valeu!
E o Hélder que tá na plateia, que também é meu amor. Aí, olha lá, olha só, Rafael Portugal.
É, valeu, valeu!
O Papa é ele, o Papa é tu.
Na hora que eu apresentei, eu falei: o Papa é o professor.
Vamos lá, por aqui foi, viado.
Você não tem dúvidas, hein, bigoda?
Eu não tenho nenhuma, cara. Na verdade, eu tenho uma. Se alguém quiser trocar o meu Cássio por um desses que tá na mesa aí, eu—
Por um desses que tá na mesa? Ele nem nomeou.
Aqui tanto faz, né, velho?
É tanto faz mesmo. Senhores, é por vocês aí fechar o assunto, alguma ponta solta, e depois passar redes sociais, canais e etc. Faltou alguma coisa que vocês acham importante falar?
Vamos deixar um assunto para um próximo bate-papo, levantar uma bola aqui. Qual que é? Na crise do quartzo em 1980, quando a Zenith foi comprada por um grupo americano, eles vieram pedindo para que fosse parada a linha de produção do principal calibre mecânico cronógrafo do mundo, que é o calibre Zenith, é o primeiro. E é uma história bem legal, é bem legal.
O cara guardou tudo na garagem.
É uma história bem legal que dá, mas esse calibre foi o que equipou o Rolex Daytona por muitos anos, até 2000 e acho que foi 2001, 2001, 2001. Então foi esse calibre da Zenith que equipou os Rolex Daytona.
Se o cara não tivesse guardado, tinha perdido.
Você vê, a gente vai descer de histórias legais, né, velho? A gente tem bastante passado.
Volta e meia eu vejo um documentário assim sobre Rolex, sobre os Patek.
É, mas eu achei esse papo da gente Achei bem legal, cara. Pô, a gente abordou história, o Vilela começou perguntando história do relógio, a gente passou por falsificação, passou por marcas que são novidades. Eu achei bem legal esse papo, fiquei feliz de estar aqui.
Na próxima a gente traz a nossa coleção aqui, já deixando o gancho para a próxima.
Vilela, qual a marca do coração? Já tem alguma assim que se identifica ou não?
É Omega, mas aí eu vou falar que Omega eu só tenho—
é para falar Grand Seiko?
Não, Grand Seiko com certeza, mas Omega, eu acho que essa coisa, essa ligação com espaço, tem o pin da Omega aí também, tá?
E é a minha marca do coração também, tá?
Fico orgulhoso para caramba de ver que ele entrou na relojoaria. As pessoas que eu fiz de amizade na relojoaria, tem muitos que eu fiz que os caras não vão só para o luxo assim, ah, eu só quero se for relógio caro. Não, eu fico feliz quando eu vejo o cara dizendo, não, eu vou comprar esse Seiko, o Elmo, aquela marca que eu achei lá em Orlando que você falou que era legal. Me lembrei, me lembrei. Foi tanta marca, a gente fala de Orlando, foi qual?
Deixa eu ver.
É porque eu falo, ah, foi Longines, não foi não?
Não, não, Longines tinha lá, era uma outra que eu não achei. Eu lembro que a gente viu Longines, falou pede para ele tal marca e eu não achei, cara.
Foi, foi. Mas o que eu quero dizer é isso assim, é ver marcas, pô, um bom exemplo, Longines. Vê o Vilela comprando marcas como Longines. Quando até eu vou citar outro amigo que a Ludmila me fez aqui, o Gustavo do cantor, ele também, cara, ele compra. Ele outro dia comprando um Spinnaker, comprando relógios, indo, indo no viés do hobby, naquele viés da paixão pela peça, sabe? Sabe, professor? Ah, o Citizen Aqualand. Sem desmerecer os relógios mais simples, um Oriente.
Então eu fico feliz quando eu vejo a pessoa na relojaria indo mais para esse viés, não ficando só naquela de que, ai, tem que ser um relógio caro, tem que ser um relógio, sabe? Eu acho que isso fomenta mais o hobby e a paixão da gente faz as pessoas verem que—
mas para mim ainda é o visual, cara, que é o importante. Tem problema isso? Eu gosto muito de relógio bonito. E bonito, claro que para cada um é diferente.
Não, mas não é, não é.
Eu também sou assim.
Pessoal do Terra Nova me falou, pô, escolhe um relógio, cara. Eu escolhi pelo visual.
Esse aqui é deles, ó, até bem bonito. Esse aqui eu gosto bastante. É o Copacabana, achei a ideia bem legal.
E qual a tua marca do coração?
Eu tenho 3, né?
Eu falei até 3, ó, aqui, tá louco, hein?
Omega, a Seiko, né, que não dá para negar, eu sou seiqueiro, e a Vacheron, né. E aí a Casio também eu botaria ali, que eu, Casio me patrocina um dia aí, que eu sou fã da marca. Mas eu já, pô, sou muito fã da Casio, cara, pô, onde começou minha paixão.
Quando eu for para o Japão quero fazer uma visita legal, né.
Tem uns relógios, os JDM, né, Japan Domestic Market, são relógios que só tem lá no Japão, tem marcas lá também.
Seiko no Japão é surreal, nossa, eu sou muito fã da Seiko, cara.
Tem umas marcas muito legais, a marca do meu coração, Seiko.
Assim, quando alguém vai começar, me desculpe as outras, Orient, Citizen, amo vocês também, mas a Seiko assim é uma marca que eu gosto muito, tem um carinho muito grande, porque tem uma coleção, né? Hoje eu tenho uns 8 Seikos, queria ter mais.
E a história da marca é muito legal, né? Ela foi concebida para ser os relógios para os operários japoneses, né? Então essa é o propósito dela de criação, né?
As marcas têm as divisões, isso é uma coisa de marca japonesa, Você vê até em carro, né? Você vê que tem um Lexus e o Toyota, né? Tem uma cura. Aí você vê essa divisão na Seiko também. Você vê, ela tem um Seiko, tem um Grand Seiko, tem o Credor também, que muita gente—
tirar uma foto aqui da gente para marcar esse momento aqui. Vou mandar nos meus grupos de relógio.
Pode mandar que você tá com as feras, viu?
Olha só, não tá aparecendo o meu ainda, cara.
O Lenny, onde você acha essas pessoas aí?
Hélder, faz uma aqui também. Eu vou mandar no grupo lá do Joel, ele vai.
É, mas essa é do Joel que eu vou mandar. Eu tô nesse grupo aí também, o Legacy, né?
É o Joel Jota, né? Eu vou até ver ele quinta-feira.
Legal demais.
Ah, bigode não tá aparecendo, hein, cara?
Depois eu coloco no edição.
Metade do Chaves da foto foi embora.
Fazer IA esse daí.
Vocês falaram do Frank Miller, vai colocar o Frank Frank Miller é maravilhoso, eu gosto para caramba. Formar turma.
Pô, já agradecendo vocês demais, canais, redes sociais.
Então, meu canal 7x7 tá no YouTube, ajuda a gente aí a bater 100 mil, já chega aí, estamos quase nos 100 mil inscritos aí para a gente ganhar plaquinha, né?
Plaquinha é bonitinha.
Aí, garoto. Então, galera, se inscreve lá, canal 7x7 no YouTube, no Instagram também você bota @alan7x7. 7x7 é o meu número da sorte, é o 7. Quando eu criei o canal, eu queria algo que não fosse meu nome, Aí eu brinquei com a minha mãe, falei com ela assim, minha mãe, eu queria botar algo que tivesse 7. Minha mãe, por quê? Eu falei, para dar sorte. Então multiplica o 7 por 7, dá sorte ao quadrado. Aí ficou 777. Se inscreve lá, tamo junto, Vilela. Tô felizão de estar aqui hoje, top demais.
Agora esse é o cara.
Então eu já tô animado, você vê, né? Então agora bora para o Maurão aí.
Já tá empolgado, querendo tomar uma, né?
Por isso. Quer beber alguma coisa? Vamos beber aí, né?
Uma bosta.
Valeu, valeu.
Vilela, eu tô super feliz também. O papo nota mil com vocês, só pessoas do bem. Obrigado, Vilela. Instagram: watchtime.assistenciatecnica e o canal no YouTube também é Watchtime Assistência Técnica. Enfim, o que precisar, tô aqui à disposição para ajudar, aconselhar, fazer a manutenção dos relógios de vocês. Ó, se tiverem relógios guardados, parados, leva para Watchtime que a gente cuida para vocês com toda excelência.
Maurão, Bom, quero agradecer, Vilela, sua equipe, né? Não é só o Vilela, tem uma galera.
É essa mão gelada aqui.
Ah, é, pô, porque a gente fica do lado das pessoas que a gente gosta, né?
Tem que ver o batimento para ver se tá vivo aí. Não, não, é gelado num ponto que eu não sei se ele tá vivo, cara.
Não, mas tamo, graças a Deus.
Obrigado por terem vindo aí.
Obrigado pela sua equipe, tem uma galera sensacional.
Obrigado pela minha equipe, menos o bigode, né?
O bigode, não já falou para ele?
Exceto o bigode.
Que é bom, vale ressaltar, a equipe do Vila daqui é massa.
Todo mundo elogia, todo mundo elogia a equipe. Legal demais.
Ele tá falando de mim, tá?
Agora, ah, claro, sempre de você.
Vou entregar aqui agora um mimozinho para os três aqui, mas antes agradecer a vocês aí por estarem conosco. Se inscrever no nosso canal, né, que é o GMT-3.
E tem periodicidade dos vídeos?
Tem. Olha, eu quero A minha ideia era jogar vídeo aí de 3, a minha média de 3 a 4 vídeos por semana. Olha só, né? Mas eu pergunto se eu consigo, né? GMT -3. Peguei um carro hoje, saí de casa 5:30 da manhã junto com a minha esposa. Poxa, para dizer a você que Deus tem um plano para sua vida. Se você tá afastado dos caminhos dele, volte. Jesus está voltando, fica firme com ele. Essa galera aqui é do bem, demais, né, irmão? Volte para ele que vai ter um plano para sua vida e vai ser bom demais. Vim aqui para isso e falar com esses caras maravilhosos aqui.
E por acaso falou de relógio também.
E por acaso falar de relógio, isso aí.
Até porque os relógios ficam, né? A gente vai nessa vida eterna. Será que a gente leva algum relógio para vida eterna? Obrigado.
Olha só, não é relógio, tá? Eu sei que vocês já estão com altas ansiedades, mas tá, me enganou. Vai uma canequinha.
Obrigado.
Essa é a nossa marca de pulseira. Sobrou até uma para o Helder. O Helder ficou vendo. Ah, o Helder já tem, já ganhou.
Eu também. Quando eu criei, quando eu criei meu canal, cara, 2 anos atrás aí, quando eu comecei a falar de relógio, eu nunca imaginei que eu ia estar aqui no maior podcast do Brasil hoje. Imagina você, que é uma fera, que é um cara que é minha referência também, um cara que eu assisti com mal.
E o nosso programa aí, Alan, tá enrolado aí de sair, hein?
Pois é, tem um, tô esperando.
Vamos fazer um programa sobre Perfume, moda e relógio.
Cadê o Catunda? Tá, viu?
Catunda já tá confirmado.
Então espera no Balbi também.
Aí, ó, viu?
É dentro, né?
Que legal! Depois eu vou abrir aqui.
Muito, muito obrigado demais, gente!
Café também.
Há um café real?
Aí falou minha língua!
Aí, ó, Drip Bosses.
Eu também, eu gravo tomando café no meu carro, fica elétrico.
Ah, então é o café, cara!
O segredo é o café.
Como diz Bem legal isso aí, ó.
Acontece aqui no meu cenário, Paulo.
Sobrou um, a gente faz um sorteio aqui, né, para a gente ver quem que leva aqui, né.
Pois é. Não, tem que ser bigode. Tanto que ele encheu o saco, você tem que dar alguma coisa para ele, senão ele vai ficar me enchendo o saco. Bigode. Gente, obrigado demais pela presença aí. O Lenny também se puder. Valeu a pena, Bigodão! Chorou tanto que ganhou, tá vendo? Quem não chora não mama.
Ah, e um adesivo ainda, vou colocar na garrafa térmica do Bernardo, que adora tererê. É legal, legal, legal. Tem 200.
Contigo aí, mano, trabalho, pessoal.
Agradecer a você que chegou até o final. Se você não deixou o seu like, vai acontecer algo muito triste com seu relógio, ele vai cair do seu impulso, vai entrar no bueiro, cara. Então dê like, dá o seu like, se inscreve no canal. Agradecer também ao nosso parceiro, né, Airbnb, que tá patrocinando o episódio de hoje.
Exato, Airbnb. Já a gente tá se programando aí para o feriadão aí, né? Então Airbnb, você já faz o grupo de WhatsApp, tem os preferidos dos hóspedes que você já sabe lá qual que tá melhor pontuado, escolhe as melhores acomodações. Dessa vez eu vou para montanha, hein? Olha só, e você tá feriado, vai fazer o vai fazer o quê? Não minta.
Airbnb, cara.
Airbnb, vou para um Airbnb lá no Rio. Ana Júlia escolheu a sorte grande aí, você viu, cara? Só que não. Obrigado demais. O que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final?
Coloca aí calça skinny, calça skinny do Alan.
Calça skinny, calça skinny, tá certo.
A última vez foi de Ozan Obama. Eu lembro disso.
Agora é calça skinny do Alan.
Exatamente.
Faço minhas palavras de todos aqui, fiquem com Deus aí. E é isso que ele falou aqui, hein? Não fica marcando aí, hein? Você não sabe a hora que vai acabar esse negócio, tá? E tem muitos sinais aí, hein? O negócio tá brabo. Então não espera para se aproximar de Deus não, hein? Pode ser que seja amanhã seu último dia, pode ser agora.
A hora é já, a hora é já.
Fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau. Que bom que vocês vieram, valeu, fui!
Valeu, valeu, valeu!
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal.
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