039 - MORAES NO JATINHO DO VORCARO + CONTEÚDO EXPLÍCITO DO VORCARO + CRISE NO STF
FERNANDA COMORA é jornalista e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., MADELEINE LACSKO e GABRIEL WAINER . Já o Vilela é da época do Jornal Ontem.
O Estratégia Concursos disponibilizou um mapa interativo, com todos os concursos abertos, previstos e autorizados em todo o país. Acesse o link para conhecer o Mapa dos Concursos e encontrar o concurso mais próximo de você. https://estr.at/4vWKPcS
- Crise no Supremo Tribunal Federal e o caso Banco Masterembate Alexandre de Moraes e André Mendonça·julgamento adiado·questão de ordem de Flávio Dino·relatório da Polícia Federal
- Corrida eleitoral e o cenário político atual no Brasilpesquisas e disputa acirrada·voto útil e vantagem de Flávio Bolsonaro·mulheres decidindo a eleição·Lula e Bolsonaro não vão ao debate da Globo
- Derrubada do site Master Watts e suspensão da campanha de Deltan Dallagnolsite Master Watts e Recomenda Memes·Jax Wagner e a autoacusação·Polymarket do Brasil tirado do ar·cassação do Deltan e vontade popular
- Impacto das revelações do celular de Daniel Vorcaro nas eleiçõesMinistro Nunes Marques e a turma do KN·benefícios contratados por Daniel Vorcaro·impacto na condução das eleições·eleitor pensando no bolso e endividamento
- Alerta da ABIN sobre interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileirasdisposição do governo Trump em interferir·tarifaço e concessão política·exigência de não prender dissidentes políticos·Escudo das Américas e soberania brasileira
- Conteúdo explícito do celular de Daniel Vorcaro e suas implicações5 mil itens classificados como nudez·material bruto da Polícia Federal·Vorcaro pagou influenciadores·Nunes Marques e o desconto em diária de hotel
- Decisão do TSE sobre voto de presos provisórios nas eleições de 2026suspensão da regra do novo marco legal·presos condenados não votam·polêmica irrelevante·polarização e tamanho da polêmica
- Crônica da semana: influência e responsabilidade de figuras públicasGustavo Scarpa e o livro de Tolstói·clube de leitura Galeitura·ídolos e sites de aposta·influência para entregar valor
- Moda e tendências inusitadas: pelos decorados e All Blackpelos das pernas decorados com maquiagem·vídeo viralizou e aprovado·moda All Black para homens·homens usando bolsa
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Oi gente, muito boa noite para vocês! Tá no ar mais uma vez o nosso Notícia Ilimitada, esse jornal que, olha, depende da sua participação. Para quem me conhece, Sou Fernanda Conroy, como diz Vilela, para quem não conhece, continuo sendo Fernanda Conroy.
Boa noite, boa noite, gente! Eu sou Gabriel Weiner. Eu tenho que fazer alguma coisa, ler uma escalada?
Ainda não, só apresentar, só dar um oi.
Boa noite a todos vocês! Desculpa, tava muito focado aqui na pauta, pauta extensa nessa noite, mas estamos aí para comentar o noticiário.
Fala aí, gente! Ricardo, Ricardo Marcílio, professor de Geografia, Geopolítica e de Atualidades. Também comentando as principais notícias da semana com vocês aí.
E eu sou o Rogério Vilela, me sigam no Instagram que é @vilela, e tenho um recado para você. Eu acho que todo mundo aí, né, já pensou em algum momento em prestar o concurso público, mas se você chegou nesse momento de pensar sobre isso, ficou meio paralisado sem saber onde escolher, o que fazer. A pessoa acorda um dia decidida assim, ó, quero mudar de vida, quero estabilidade, quero salário decente, e aí Abre o navegador e fica perdido, porque tem 20 editais, tudo ao mesmo tempo, e vai abrindo um monte de aba e chega a travar o seu computador.
Se é concurso federal, estadual, municipal, tribunal, polícia, banco, cargo de nível médio, nível superior, eu sei, eu sei, você fica confuso. Cada um desses pede um tipo de estudo, cada um tem um jeito diferente para estudar, tem uma banca diferente, eles cobram de uma maneira diferente, e no meio de tanta opção, a decisão fica travada. E aí o tempo vai passando, né? Bom, você tá nesse ponto de indefinição, eu tenho uma dica para você, que é o nosso parceiro Estratégia Concursos, o líder de aprovações do Brasil.
E ele criou uma ferramenta gratuita para te ajudar e é muito, muito inteligente essa ferramenta. Chama Mapa dos Concursos e é basicamente um mapa vivo do Brasil inteiro com todos os concursos abertos, os previstos e os autorizados, do federal ao municipal, do norte ao sul. Você entra, dá aquela filtrada bacana por estado, por área ou por nível de escolaridade e o mapa te mostra o que combina com seu perfil. Em vez de ficar trocando de aba 20 vezes olhando editar solto, você consegue ver o cenário completo em um lugar só e decide sabendo o que tem, onde tem e quando tem.
Então é só acessar o link que já tá na descrição ou o QR code que tá na tela agora.
Você promete que tá na tela? Eu não tô vendo aqui.
Pois é, é por isso que eu prometo.
Você promete?
Prometo.
E o que você promete você cumpre?
Eu cumpro.
Tá bom então. Ô, Bigoda, O que que o pessoal pode fazer agora? Não sei se vai dar tempo da gente responder, mas pode mandar pergunta, não pode?
Pode mandar pergunta, mas a pergunta for muito boa, né?
Eu vou ler aqui, vou dar uma chance.
Tá certo, cara.
São agora exatamente 19:30, então é hora do quê? Hora da vinheta.
Manda!
Começa mais uma edição do Notícia Ilimitada com tudo de mais importante que aconteceu aconteceu no Brasil e no mundo, né, Gabriel?
É isso. A gente abre o programa com crise no Supremo Tribunal Federal, o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso do Banco Master, que era para ter sido hoje e não foi. E também não tem uma nova data.
Era terça-feira, dia 23, ontem.
Então é isso, é hoje, quarta.
É, era para ser ontem.
Não, era para ser quarta-feira, 23, que é hoje.
Era quarta, é, eu fiquei com 23 na cabeça, não sei. Mas era 23, é isso mesmo.
O que importa é que não foi. É, comentaremos com o professor Marco Antônio Vila.
Na política brasileira, a Madá vai estar com a gente trazendo a derrubada do site Masterwatts e a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol. E o Marcelo Renó vai falar com a gente sobre a decisão do TSE sobre o voto de presos provisórios nas eleições de 2026.
E no cenário internacional, tem um grande Marcílio aqui que sabe tudo, e Uriã também. Vamos falar sobre o alerta da ABIN sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições, o discurso do Lula na Bueno, ele falou umas coisas lá que eu quero saber o que vocês acham. A tensão entre Trump e a imprensa e a situação na Groenlândia. Parece que ele conseguiu, Trump conseguiu o que queria. Quero saber aí do Marcílio se é isso mesmo. A política francesa e as eleições regionais na Alemanha.
E olha, eu vou trazer muita coisa nesse giro hoje, hein? É, o pessoal tá pedindo, você sabia? Tem mandado aí algumas ideias. Então hoje eu trouxe aqui Moda para as mulheres e para os homens.
E é sempre o convidado que vai sofrer com as perguntas, né, Fernanda?
E ainda tem a crônica da semana com vereador Carlos Bezerra Júnior. Então fiquem conosco que o Notícia Ilimitada vai começar.
É isso aí.
E aí, Fernanda, começamos?
Olha, a gente vai começar falando exatamente sobre os ministros do Supremo que decidiram deixar a crise interna da corte para depois. A sessão dessa quarta-feira, como o Gabriel disse, que deveria analisar as acusações de Alexandre de Moraes contra André Mendonça no caso Banco Master, teve a pauta alterada e vai tratar de outros processos.
É porque os caras não julgaram o Alexandre, que era para ser antes. Aí também eu acho que o pessoal falou, não faz sentido, não faz sentido, e o André antes.
Então exatamente, né?
Fica para depois da eleição. Então vamos entender isso daí. Quem que vai analisar?
Quem vai conversar com a gente é o professor Vila. É o Marco Antônio Vila, que acho que já tá conectado aqui. Oi, professor, boa noite!
Boa noite, boa noite a todos aí.
Tá sem áudio, não tô conseguindo ouvir aqui o professor.
Estamos vendo, porém não ouvindo.
Cadê o áudio, diretor? Ele tem que fazer alguma coisa lá.
Problemas técnicos estamos resolvendo.
Só um minuto, tá certo. Enquanto isso, Gabriel, o que que tá acontecendo aí?
O julgamento parou, né, na semana passada. Na verdade, o julgamento eram dois julgamentos diferentes. O julgamento da semana passada era para ver se podia abrir ou não investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, mas o julgamento foi completamente desvirtuado. Começou ali uma questão de ordem redigida pelo ministro Flávio Dino mas lida pelo Gilmar Mendes. E no final, a sessão inteira foi sobre essa questão de ordem que pedia para que ambos os casos fossem investigados no mesmo dia.
Então, o pedido dessa ala do Supremo era para que hoje a gente visse um julgamento sobre os dois. Então, tanto sobre o que André Mendonça revelou a respeito de Alexandre de Moraes e a possibilidade de investigá-lo, quanto o que Alexandre de Moraes, na sequência, em reação a esse primeiro movimento, revelou teoricamente ali sobre o ministro André Mendonça com um relatório da polícia, da inteligência da Polícia Federal, que era um pouco, pouco ortodoxo assim.
No próprio relatório dizia que não tinha valor probatório, que nada daquilo era uma conclusão de nada. Então o ministro Alexandre de Moraes nitidamente usou aquele material em reação, né, ao que o André Mendonça já tinha apresentado.
Agora acho que vai dar certo. Vamos lá. Oi, professor, boa noite.
Oi, estão me ouvindo agora? Sim, vou cantar o hino do Santos, vou cantar o hino do Santos aí.
Professor, queria pedir gentilmente para que o senhor desse um parecer sobre isso. Primeiro, como é que tá a situação hoje? Porque todos os brasileiros estavam aguardando uma resposta que a gente sabe que foi postergada e nem Nem sabemos ainda para quando.
Olha, essa é a questão, como diziam no passado, de 1 milhão de dólares. Ou seja, é necessário chegar a um tipo de acordo, de conciliação entre os 10 ministros, né? Eu acho que o papel do Ministro Fachin, que preside a corte no momento, é fundamental. A tranquilidade é essencial, quer dizer, não é jogar mais lenha na fogueira. Pela perspectiva que nós temos, tudo indica que essas questões não serão resolvidas antes do segundo turno da eleição, que tudo indica ocorrerá presidencial a 25 de outubro, né?
É, isso deva se estender. E aí temos de lembrar que depois o mês de novembro é um pouco curto, Natal. Olha, sendo realista, é possível que essas questões no interior do Supremo só fiquem para serem plenamente resolvidas no ano que vem.
Professor, a gente viu, né, eu tenho dito por aí que o celular do Daniel Forcaro é a instituição mais transparente e imparcial da República Brasileira nesse momento. Para além do que a gente já viu sobre o Ministro Alexandre de Moraes, sobre o Ministro André Mendonça, sobre o Ministro Fux, sobre o Ministro Gilmar Mendes, a gente teve informação agora de que o ministro Nunes Marques teria, né, as mensagens aquelas que mencionam a turma do KN, que seria o Cássio Nunes Marques, ele teria ali uma série de benefícios que foram contratados por Daniel Vorcaro a partir do escritório da mulher de um desembargador.
O ministro Nunes Marques também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral, né. O senhor acha que tem algum tipo de impacto na condução das eleições essas revelações?
Eu sinceramente acho que não, né? Eu não creio que o ministro que agora preside o Tribunal Superior Eleitoral, que é uma presidência rotatória, né, e sempre a presidência do TSE tem de ser de um ministro do Supremo, é o que determina a lei. O TSE é composto, vale recordar, por 7 ministros, né, 3 do STF, 2 do STJ, por 2 advogados indicados pelo STF de uma lista. Então sempre a presidência de um ministro do STF. Eu não creio que vai interferir não.
Até agora é importante ressaltar, para dizer a verdade, né, ele tem desempenhado de forma mais transparente possível a direção do Tribunal Superior Eleitoral, né, discutindo a questão das urnas eletrônicas, esclarecendo os fatos, as propagandas em rádio e TV esclarecendo as eleições. Eu não vi até agora qualquer tipo de interferência negativa do presidente do TSE no processo eleitoral.
Professor, a Amada falou aqui semana passada que o alcance das redes sociais dos candidatos foram reduzidos, né? Isso é uma coisa recente? Foi avisado? É desse ano só? Da última eleição aconteceu alguma coisa parecida?
Já teve. O que falta, Vilela, é uma legislação que deixe tudo isso esclarecido. A legislação não pode mudar a cada 2 anos, a legislação eleitoral. Essa é uma coisa que eu defendo. Legislação eleitoral, ela tem que ser permanente. Evidentemente, quando for o caso, com algumas alterações para frente às transformações que ocorrem no país. Mas isso já ocorreu. Agora, é necessário ver que nós vivemos um momento de muita tensão política, né?
Então todas as decisões judiciais muitas vezes são questionadas. E vale lembrar, nem sempre por motivos corretos. Porque a impressão que dá que os 215 aproximadamente milhões de brasileiros e brasileiras, todo mundo é jurista hoje no Brasil, né? É como se fosse entendedores de futebol, né? Dizem que antigamente o Brasil tinha 215 milhões de técnicos de futebol.
Ou médicos, né, professor?
Todo mundo entende, né? E a gente vê que de futebol não estamos lá muito bem na Copa do Mundo, faz algumas décadas que não ganhamos nada, né? E então eu acho que a questão toda é uma questão complexa. Há um envolvimento emocional, político, partidário. Há muita gente falando coisa que não sabe, que não está no ordenamento legal, na Constituição ou nos códigos. É necessário prudência e pensar aí sim, Vilela, em formas construtivas.
Ou seja, a OAB São Paulo, por exemplo, propõe uma suma, um encaminhamento novo para o STF. Um mandato de ministro, ao invés de uma forma atual que vai até os 75 anos, o mandato de 12 anos, tal qual, por exemplo, na Alemanha, não renovável, né? E que o ministro tenha a idade mínima de 50 anos. É uma proposta boa. Você faz uma, começa a discutir o STF, quer dizer, não fica só discutindo o problema, mas apresenta a solução, né? E essa, e o mandato de 12 anos garante uma jurisprudência, que é algo muito importante no campo do direito.
Você não pode ter uma alternância na lei a toda hora. E com 50 anos de idade, como idade mínima, você já tem uma experiência no mundo jurídico, que também é muito, também é muito importante. Então, se a gente garantirmos uma última questão: o STF tem de ser um tribunal constitucional, ou seja, só discutir questões constitucionais. Aí você pode me falar assim, por fim eu termino: e as questões criminais, que virou um tribunal, para onde elas vão?
Aí é uma discussão construtiva boa. Ou elas vão para o STJ, Superior Tribunal de Justiça, ou eventualmente para os tribunais regionais federais, ou para uma instância que possa ser criada. O que não pode ocorrer é manter o modelo atual, que o STF passa a se transformar de julgar milhares de ações por ano. É impossível fazer isso. Compare com a Suprema Corte americana, né, que é um tribunal estritamente constitucional. Eu acho que nós temos de seguir esse bom exemplo.
Aqui o STF ser estritamente um tribunal só constitucional. Mas para isso é preciso alterar a Constituição, e para alterar a Constituição o Congresso é que precisa aprovar. Por isso que é tão importante, na minha leitura, a eleição de 4 de outubro. Tanto a Câmara como o Senado reunidos formando o Congresso Nacional é que pode, através de uma proposta de emenda à Constituição, ficar claro essas questões. STF, Tribunal Constitucional, mandato de ministro.
Porque agora você vai me perguntar como é que é. Ele precisa ter mais que 35 anos, né, e menos que 70, além da reputação ilibada, notável saber jurídico e tal. Mas se você faz um mandato de 12 anos e com 50 anos de idade, alguém já tem bastante experiência. O exemplo alemão é muito bom. Eu acho que a gente tem de copiar, entre aspas, os bons exemplos. Temos de sair dessa crise, e para sair é com bons exemplos. E não colocando mais lenha na fogueira.
O que que é mais fácil na nova legislatura? É unir o Congresso para construir essa emenda à Constituição ou fazer o impeachment de um ministro do Supremo?
Bem, o impeachment é absolutamente constitucional, ele está na Constituição e é uma tarefa exclusiva do Senado. Nunca ocorreu na história da República, porque os episódios do Floriano Peixoto é outra história no início da República, na Constituição de 1891, porque não estava claro o que que era o notável saber, não tinha o jurídico. Então ele indicou médico, que é o Barata Ribeiro. Barata Ribeiro, a rua de Copacabana, era médico e foi ministro supremo.
Dois generais, assim por diante. Isso depois foi esclarecido no governo Floriano Peixoto. Então nunca ocorreu impedimento. Agora, o impedimento, é importante lembrar, só pode ser por crime de responsabilidade. Infração penal comum, quem julga o ministro do Supremo são seus próprios pares. Então, por crime de responsabilidade. Agora, o crime de responsabilidade é definido legalmente, e aí a questão cabe só ao Senado. Precisa abrir um processo, ter o quórum, desenvolver a comissão todos, claro, o devido processo legal, a defesa, e até, nunca ocorreu, né, só para lembrar, até o julgamento final por parte do Senado, tendo o quórum constitucional.
Lembrando, por fim, é crime de responsabilidade não é discordar de uma decisão de um ministro, como a gente discorde uma decisão do juiz e pede chamar o VAR quando a gente tá assistindo o jogo. É diferente no campo jurídico. Por isso que eu falo que muitas vezes eu converso com muitos juristas e aprendo com ele, é diferente. Então precisa definir se o ministro X qualquer cometeu um crime de responsabilidade e fundamentar esse crime de responsabilidade e apresentar a denúncia ao Senado, que é o órgão adequado para tal.
Eu gostaria que a crise fosse resolvida de outra forma, né, a que a gente encontrasse uma solução que é difícil de encontrar porque Nós precisamos restabelecer a legalidade e isso é essencial ao país. O país tem de confiar nas suas instituições: Executivo, Legislativo e Judiciário. É fundamental, não pode haver desconfiança. Isso tá muito claro na cabeça do artigo 37, me permita citá-lo, né, no caput, como falam os advogados. É a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e eficiência.
Quando o Weiner, vamos citá-lo pelo sobrenome, afinal tem um avô O que o Forcaro fez foi a publicidade. Ele esqueceu da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e deficiência. Agora, publicidade, isso era com ele, viu?
E professor, como que você julga aqui o impacto nas eleições, principalmente nível federal, executivo, né, para presidente? Você acha que os escândalos relacionados aos ministros do STF, ou até mesmo as mensagens do Forcaro impacta mais na imagem do Lula ou do Flávio Bolsonaro, que são os dois principais candidatos?
Olha, por incrível que essa é uma questão importante, né, é interessante a gente analisar as pesquisas e tentar entender o eleitorado brasileiro, né. É difícil entender, o Brasil não faz fácil, não é um país para principiantes, né. Já dizia o Tom Jobim, um grande analista do Brasil. Então a gente entender o que acontece, porque até o momento efetivamente Não houve uma relação direta entre as denúncias, as acusações. Nós estamos no campo de denúncia e acusações, hein?
Vale lembrar, nem tem nem inquérito concluído, muito menos recebido, e muito menos uma ação penal. Só tem denúncias. E nós já passamos por fases no passado, não tão distante do Brasil, por denúncias que não se configuraram depois que eram verdadeiras, né? Então a gente precisa sempre tomar um cuidado, porque começa— nós somos a república do vazamento. Agora, nessa, nesse, nessa estrutura toda, não houve até agora, parece, até o momento, pelas denúncias que apareceram, uma interferência no processo eleitoral.
Mas infelizmente uma coisa acaba contaminando a outra. Mas para o eleitor, eu não vi até agora um elemento realmente significativo que o eleitor diga o seguinte: olha, eu vou votar no Lula por causa das denúncias que atingiram o filme Dark Horse, ou eu vou votar no Flávio Bolsonaro por denúncias que teriam vinculado supostamente o Lulinha com as ações criminosas. Ninguém falou isso, os eleitores, até agora de forma significativa.
Então nós estamos numa situação que é curiosa também. O eleitor tá pensando é no bolso, tá pensando é no endividamento, e você tem quase 100 milhões endividados, e tá pensando na inflação de alimentos. Que quem vai ao supermercado, eu vou, eu gosto de supermercado, tem uma mania desde pequeno de ir ao supermercado. E eu vejo toda vez, eu acho que a conta tá errada quando sai da máquina. Vou olhar, agora tá certa. Claro que a nota tá certa, porque eu falo, não é possível, você pegou 3, 4 coisinhas, R$150, R$120, caramba, é umas 3, 4 coisinhas que dá numa sacolinha.
Então o eleitor tá pensando nisso, inflação né, de alimentos, e tá pensando na questão de endividamento. O curioso é que os dados macroeconômicos do país são bons. A taxa de desemprego é a mais baixa da série histórica desde 2012, tem as reservas de mais de 360 bilhões de dólares. Aí o crescimento deve ser de 2%, que não é grande coisa, mas o Brasil tá crescendo há muito tempo com taxa baixa, mas a 2%. A inflação assim geral está relativamente sob controle, não a de Mas quando você olha esses dados assim, mas quando você desce para a vida real das pessoas, da maior parte da população, da população pobre, aí eles estão, eles estão sofrendo sim.
E nós estamos sofrendo porque todo mundo, né? Eu ontem paguei uma conta por um negócio banal que custava R$42, custou R$52. Alguém vai falar assim: quer dizer que você é muquirana? Parece aqueles personagens do Balzac, as figuras ali. Não, E aí que eu falei, mas por que aumentou R$10? Parece que R$10, mas R$10 nesse caso era um aumento de 25% em relação ao preço original. Eu falei, nada explica isso. Não vai pôr a culpa no Golfo Pérsico, no Irã, né, no Estreito de Ormuz, que não tem relação nenhuma.
Então eu acho que essa é uma questão que a gente muitas vezes no Brasil, nós que também estamos na universidade, no mundo acadêmico sempre, né, mas a decisão do eleitor brasileiro nessa conjuntura, eu acho que passa por, volta a dizer, endividamento, inflação de alimentos. E há um certo cansaço com a figura do Lula, mas o Flávio Bolsonaro também não é novidade, não é algo novo, né? Porque convenhamos, há quanto tempo ele tá na política?
E o pai tem a minha idade, né? Então também não representa novidade. A grande questão é que não há novidade na política brasileira, ela é o mesmo Eu acho que isso tem uma insatisfação no eleitor. Ele tá insatisfeito, mas só tem duas opções: ou Lula 4 ou Bolsonaro 2. Triste Brasil, né?
É isso. Alguém quer perguntar alguma coisa? Não, não, professor. Professor, queria agradecer demais a sua participação aqui. E olha, já deixar avisado que a gente sabe que a história vem mudando a cada dia, ou melhor, a cada hora. Então pode ser que a gente entre em contato para que o senhor faça a gentileza de participar mais uma vez conosco.
Claro, com o maior prazer. E você tem toda razão, a história ela muda muito rapidamente. Veja o Santos, tava para cair, agora pode ir para Libertadores.
Veja o Corinthians, estava para ir para Libertadores e agora tá para cair.
É cíclica.
Tá bom, obrigado, professor.
Valeu, abraço, até mais, tchau tchau.
Fernanda, vamos, vamos do quê agora?
Olha, agora a gente já tá com ele conectado aqui, que vai também tem a ver com a nossa política, mas de uma suposta interferência internacional, já que a Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN, alerta para o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. Marcílio tá muito por dentro desse assunto. Mas quem vai participar com a gente aqui junto com o Marcílio é o Uriã. Oi, Uriã, boa noite!
Tudo bem, Fernanda? Boa noite, boa noite a todos, um prazer estar aqui com vocês.
Tudo bem também, obrigada, prazer é todo nosso. Bom, Marcílio tá aqui, tava ansioso para falar com você, né, Marcílio?
Claro. Ô, Uriã, boa noite primeiro, né? Prazer estar aqui com você, com a gente aqui de novo. Primeiro eu queria saber sobre o que que você pensa sobre essa, esse relatório da BIM que foi enviado para alguns representantes do nosso governo federal, de um nível crítico de uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Você acha que isso realmente é factível, que pode ter alguma interferência?
É, eu acredito que esse relatório ele apenas institucionaliza tudo aquilo que a gente tinha observado desde o ano passado. O primeiro ponto que eu chamaria atenção é que o governo Trump ele nunca escondeu a disposição que ele tem interferir em processos eleitorais de outros países do mundo. Tanto é que quando a gente olha, por exemplo, da Hungria, onde o Viktor Orbán, que era ali a grande inspiração do Donald Trump, que se vangloriava de ser o primeiro representante de uma democracia iliberal do planeta, ele mandou o JD Vance ali logo no final, 2 dias antes das eleições na Hungria.
Não adiantou nada, o Orbán perdeu. De lavada. É naquele documento também dos Estados Unidos ali, foi publicado em janeiro, a estratégia de defesa de segurança nacional. Ele fala claramente, isso tá com todas as letras para quem leu, documento de 30 páginas, fala que o plano para os Estados Unidos na Europa ele é esse, de ajudar a fomentar partidos e lideranças que tenham o alinhamento mais próximo daqueles valores que são os valores do trumpismo.
O próprio J.D. Vance, no ano passado, em um discurso na Conferência de Segurança de Munique, que acontece todos os anos na Alemanha, é talvez o evento mais importante internacionalmente para discutir questões de segurança militar também, ele chegou a falar em determinado momento que a grande ameaça à Europa não era a Rússia, não era a China, não era nenhum desses países, mas eram os movimentos woke que vêm ali de dentro desses países liberais.
Ou seja, existe sim uma tentativa declarada, explícita de intervenção nas eleições. E aí a gente traz isso para a questão do Brasil, né? Quando vem o tarifaço no ano passado, e esse tarifaço ele é justificado não por argumentos econômicos ou comerciais— e eu faço sim muitas críticas à maneira como o Brasil ele é uma economia fechada, como ele não não consegue colocar em prática aquele liberalismo econômico, né, que a gente se inspirou na década de 90.
Aquilo não foi para frente, aquele projeto. E a condição para remoção das tarifas naquele contexto era o julgamento do Jair Bolsonaro. Ou seja, era uma— o que ele tava querendo naquele momento era uma concessão política do Judiciário brasileiro. Se isso não pode ser interpretado como uma maneira de interferir diretamente nas eleições, e aí várias outras ofensivas vieram desde então, eu não sei o que é. Então a ABIN apenas escreveu aquilo que tava todo mundo observando.
É, na semana passada mesmo a gente soube, né, do que o governo americano tinha mandado um documento para governo Lula, aqui exigindo que dissidentes políticos no Brasil não fossem presos, detidos ou impedidos de participar das eleições de 2026. Essa mensagem, claro, tem um endereço que todo mundo sabe qual é, que é a família Bolsonaro, principalmente os membros que estão exilados nos Estados Unidos, autoexilados.
Gabriel, boa noite para você também. A gente tem intimidade, né, para ser educado um com o outro.
Ei, olha só, é que você deu boa noite geral. Eu respondi na hora, não me escutou. É, ele gosta de me constranger, porque na outra vez eu disse que ele era o terror das velhinhas, ele ficou chateado comigo.
Ó, não, mas é porque assim, se eu não falar por cima dele agora, eu vou esquecer de falar isso. Mas é bastante curioso, Gabriel, esse ponto que você traz dele exigindo que os dissidentes políticos participassem das eleições, né? Só que se a gente olha para essa questão da dissidência política, é porque que no caso da Venezuela, por exemplo, ele não postou hoje uma foto com a Maria Corina Machado. Ele postou uma foto com a Delcy Rodríguez, que era a vice do Nicolás Maduro, a maior representante do chavismo que tem na Venezuela.
E aí eu bato nessa tecla que eu tenho dito desde janeiro desse ano, desde quando Maduro é capturado. Ele quer submissão, ele não quer extrema-direita, ele não quer direita. Se vier direita para ele, é lucro, mas o que ele quer é submissão. E a Venezuela tá oferecendo isso para ele. A Marina, Maria Corina Machado, tentou convencer, conquistar o Trump entregando o Prêmio Nobel da Paz para ele. Não foi o suficiente, né? Se existe hoje uma dissidente no mundo, essa dissidente na América do Sul é principalmente a figura da Maria Corina Machado, que foi basicamente escanteada por ele.
E aí, mais uma vez, essa questão da dissidência é isso, são pretextos políticos que são criados para tentar virar a massa a favor daquele que hoje oferece um projeto claro de submissão, que é o Flávio. O Flávio oferece isso para ele, o irmão dele tá lá fazendo lobby oferecendo isso, oferecendo o Brasil em troca do apoio.
Inclusive, no documento, né, que o Gabriel citou, dos 21 pontos, a questão dos dissidentes era um dos pontos. Né? Falava da compra também de peças da Boeing, por exemplo, para o Brasil. Obrigava o Brasil a se submeter ao Escudo das Américas, da preferência de exploração dos minerais terras raras para os Estados Unidos sem repasse de tecnologia. E aparentemente o nosso Itamaraty se negou, né, a ter esses 20 pontos, 21 pontos aí exigidos pelos Estados Unidos.
Outra curiosidade, pode falar, não, desculpa, mas Marcílio se negou, e eu dou razão para isso, mas não porque eu não acho que tem que negociar, mas é porque quando a gente olha— eu sei que você acompanha tudo isso, eu te acompanho nas redes sociais, eu vejo que você comenta sobre isso também— mas quando a gente olha para a maneira como outras lideranças têm lidado com Trump, aí o exemplo que eu tenho usado é esse, por exemplo, do Mark Carney, que é o primeiro-ministro do Canadá.
Que que ele fez com Trump? Ele resolveu bater de frente. Dólar por dólar, tarifa por tarifa. O Xi Jinping da China, a mesma coisa. E assim, ó, no caso do Canadá, 70% de tudo que eles exportam tem como destino os Estados Unidos. A Europa, ela foi muito mansa, ela não conseguiu bater de frente. E aí aceitou ser tarifada em 15%, engavetou todas as contramedidas que tava avaliando colocar contra os Estados Unidos. E qual foi a resposta?
O que ela conseguiu fazendo isso? Apenas ser alvo de novas ameaças. Tanto é que quando Mark Carney vai para Estrasburgo na semana passada, na reunião do Parlamento Europeu na França, o Trump ameaça dizendo que se o Canadá se tornasse um membro associado da União Europeia, ele iria cortar, que o Trump iria cortar o comércio com a Europa, que é de 1,5 trilhão de dólares por ano. Então assim, o bloco que aceita ele é ameaçado. Então é por isso que eu vejo que a maneira como às vezes o Itamaraty e o presidente Lula— e de novo, eu critico muito a política externa do Lula, se a gente for falar do discurso dele na ONU eu vou criticar o que ele falou— mas a maneira é firme, ela é válida, a maneira como ele tem lidado com a administração norte-americana.
E só mais um comentário, uma pergunta também, é a respeito da Maria Corina Machado. Quando a Delcy Rodrigues foi fazer o pronunciamento da reunião, houve protestos tanto em Nova York como também em Caracas pela não legitimidade do que representa hoje a Delcy Rodríguez. A Maria Corina Machado hoje anunciou, a partir do seu assessor, que ela tentou pela sétima vez entrar na Venezuela e foi barrada pelos Estados Unidos. E os Estados Unidos, como você bem falou, né, oficialmente não reconhece a chapa Maduro e Delcy Rodríguez como uma chapa legítima.
Eles reconheceram Edmundo González como real presidente. Então fazer uma reunião que negocia petróleo com uma chefe de Estado que eles mesmos consideram ilegítimo só prova o ponto que não é busca pela democracia, é busca pelos interesses norte-americanos ali, né?
Normalmente quando os Estados Unidos estão indo atrás de petróleo, eles dizem que é de democracia, direitos humanos. Isso, isso.
Só pergunta, Uriã. Além disso, a gente teve também um anúncio por parte do Trump, ele se reuniu com vários países americanos e a partir do Escudo das Américas, são 19 países, 15 aceitaram colocar sanções mais pesadas, bloqueios contra empresas e indivíduos, incluindo que estejam relacionados com o Comando Vermelho e o PCC, né, além de outros 22 cartéis e organizações na América. Você acha que isso representa algum tipo de perigo para a soberania brasileira também?
Acredito que o precedente que isso gera, ele é extremamente perigoso porque ele começa a normalizar a ideia de militarização, principalmente ali por parte dos Estados Unidos nessa região. Nessa declaração, de fato, eles se comprometeram a agir juntos contra essas 24 organizações criminosas que eles chamam de narcoterroristas. E aí na lista estão vários cartéis mexicanos, gangues da América Central, tem guerrilha colombiana, PCC, Comando Vermelho.
E aí, em uma primeira fase, quais medidas estão previstas? Congelar bens, barrar visto, punir quem der qualquer tipo de apoio a esses grupos. E por enquanto é só uma carta de intenção, não é nada mais que isso. Cada país vai aplicar do seu jeito e dentro da sua lei, e quem não assinou não tem obrigação nenhuma. Isso muda, e isso se torna mais preocupante se o plano seguinte der certo, né? Se a fase seguinte der certo. E como que é essa fase?
É de levar o assunto à OEA para assinar um tratado antigo, que é o TIAR, que é o tratado que é conhecido como Tratado do Rio de Janeiro, foi assinado em 47, e ele é uma espécie ali de avô da OTAN, com a mesma lógica de que uma ameaça contra um seria uma ameaça contra todos também. O TIAR, ele tem uma cláusula elástica que ela permite agir diante de qualquer situação que ameace a paz no continente. E é por aí que eles querem encaixar o crime organizado.
Só que a diferença para declaração, né, é enorme. Se 2/3 dos países do TIAR aprovam uma medida, aí a decisão ela passa a valer para todos os membros do tratado, ali como a única exceção a de que nenhum país é obrigado a usar força armada sem concordar. O Brasil tá nesse grupo junto com o Uruguai, com Haiti, mesmo sem fazer parte do Escudo das Américas, né? Então a situação, eu diria que ela se tornaria um pouco mais preocupante se essa segunda fase for adiante, houver, se houver uma votação na OEA, e aí eles conseguirem a maioria.
Hoje eles não têm essa maioria, hoje eles têm cerca de 12 países, precisariam de pelo menos 13. Algo que é fácil de conseguir ali dentro, para acionar essa próxima fase e começar a cercar, de certa maneira, esses países que fazem parte do TRIAD a agirem de maneira que muitas vezes eles não, não consideram que seja a melhor maneira de agir contra essas organizações criminosas.
E só lembrando, né, Uriã, que essa organização ela perdeu muita relevância Porque durante a Guerra Fria houve acusação que tanto a OEA como principalmente o TIAR eram praticamente máquinas dos Estados Unidos para fazer interferência nos países latino-americanos. Porque como você bem falou, idealmente o organismo ele foi criado contra ameaças externas, só que os Estados Unidos passou a utilizar para boicotar, por exemplo, possíveis guerrilhas socialistas, grupos socialistas, alegando que isso colocava em risco também a soberania dos países.
Além de tudo, os Estados Unidos em 82, em meio à pedida da Argentina para que o TRIAD apoiasse os argentinos na Guerra das Malvinas, os americanos: não, a gente vai apoiar os britânicos. Aí os argentinos: pô, mas como assim, né? A gente tem um organismo aqui para defesa das Américas, eu Argentina tô precisando de vocês Estados Unidos e vocês apoiam os britânicos? Então meio que perdeu um pouco a credibilidade, principalmente pós-década de 80, década de 90.
Mas de fato, né, pode ser utilizada aí futuro próximo contra os cartéis, contra as organizações terroristas.
Isso, Marcílio. E tem uma coisa que pelo menos eu não escutei muito ser discutida aqui na imprensa brasileira, que é extremamente importante. Porque assim, como que a galera tá noticiando? Coloca lá na manchete, né? Estados Unidos e mais não sei quantos países apoiam medida para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Só que a gente precisa levar em conta que alguns países que fazem parte do das Américas, e que assinaram essa declaração, eles classificaram, ou seja, eles aceitaram classificar organizações dos próprios países, dos próprios territórios, como organizações terroristas.
E aí, quando um governo ele chama um grupo interno de terrorista, né, dentro de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, ele faz duas coisas ao mesmo tempo. Acho que uma para dentro e uma para fora. Para dentro, ele tira o problema da esfera policial comum e coloca no terreno da exceção, né? É a chamada securitização. É porque com rótulo de terrorismo fica muito mais fácil você justificar exército na rua, prisão em massa, menos controle judicial.
Então é você conseguir, de certa maneira, internacionalizar aquele modelo do Bukele. E para fora, é, e mais preocupante na minha visão até mesmo, é que isso dá consentimento, dá consentimento no direito internacional. A forma mais segura de um país estrangeiro usar força no território de outro é ter o convite do dono da casa. E aí, quando o Pete Hegseth, que é o secretário de guerra, ele diz com todas as letras que grupos designados como terroristas com governos parceiros serão alvos legítimos dos Estados Unidos, isso foi, enfim, até atividade militar conjunta já foi feita com a Colômbia, com Equador também, né?
Isso começa a normalizar aquilo que eu disse no começo: operações militares dos Estados Unidos na nossa região. E aí quem não compactua, quem não participa, começa a ser visto como a exceção e não como a regra.
Eu sei que esse é o tema da sua vida, né? Geopolítica, relações internacionais. Mas você acha que esse tipo de discussão tem impacto na eleição, por exemplo? Você acha que o brasileiro médio tá prestando atenção nessas questões de soberania? Eu tava ouvindo, não vou lembrar agora qual foi o analista que falou, mas que eu achei muito interessante. Para quem tava lá na plateia do discurso da ONU, o discurso do Lula pareceu muito de palanque, muito dirigido para o Brasil.
E para quem tava aqui no Brasil, pareceu que tava sendo muito direcionado mesmo para as relações internacionais. Você acha que o brasileiro tá se importando com essas questões na hora de escolher o voto também?
Eu diria que para uma parte da população pode ser que sim. Cada pessoa vai priorizar algo diferente, né? Tem gente que vai priorizar a saúde, tem gente que vai priorizar educação. Mas por outro lado, e aí a própria Quest foi divulgada em agosto do ano passado, logo depois do Tarifácio, ela já mostrou Que ela foi, acho que de maio a agosto, ela já mostrou que em um primeiro momento o discurso da soberania rendeu dividendos políticos para o Lula.
Só que depois do tarifação, as pessoas não passaram mais a perguntar quem causou isso, mas passaram a perguntar o que quem tá no poder tá fazendo para resolver isso, porque as pessoas querem uma solução. Então eu diria que falar de soberania hoje, não acho que que rende voto, até mesmo porque a palavra que está sendo usada pelo outro lado é terrorismo. Terrorismo, todo mundo sabe o que é. Eu acho que é muito mais apelativo no momento de você conseguir converter um voto do que falar de soberania.
Eu concordo que o discurso— será que você não ouviu de mim? Não falando que eu achei o discurso deles horroroso?
Pode ser, pode ser, pode ser.
Porque ele começou dando a própria biografia. Ele falou: eu que lutei contra a ditadura militar. Eu que impedi o país, ajudei a impedir o Brasil de levar um golpe de Estado em 2022. Ou seja, era muito mais um discurso, é uma biografia de campanha eleitoral do que um discurso de um estadista que tava ali para falar das reformas das instituições internacionais, das guerras. E assim, quando a gente leva, né, o meio, eu acho que foi bastante pulverizado, tá?
Não acho que teve um começo falando de internacional, o meio de soberania, e para o final foi eleitoral. Eu acho que foi tudo escrito ali para ser de uma maneira bastante discreta. Tanto é que ele falava de guerra e do nada vinha um fim da escala 6 por 1 logo em seguida.
Falava de bet, né?
Voltava para defesa do Pix. Então tentaram maquiar, não acho que deu certo, até porque no final principalmente E de novo, eu acho que o momento pode até ser que ele justifique, tá, o tom do discurso, porque tem de fato uma ameaça interna, você tem uma ameaça externa. Então assim, é isso, vai ter gente que vai concordar, tem gente que vai discordar. Eu não achei de bom tom, para falar bem a verdade, mas no final, quando ele diz que faltam 18 12 dias para as eleições e que o Brasil vai ter que escolher entre democracia e negacionismo.
E de novo, Gabriel sabe, ó, vou até fazer propaganda, escrever esse livro aqui, ó, Populismo e Negacionismo.
Eu juro que eu li.
Eu falo dos dois lados, de esquerda, de direita, de Lula, de Bolsonaro, de todo mundo. E o populismo, ele acontece dos dois lados. Quando o Lula se coloca como ele, o único representante legítimo da democracia contra o negacionismo do outro lado. Essa é a mais pura definição de um discurso populista, que o populista ele faz isso, ele se coloca como o único com legitimidade para governar. Ninguém tem legitimidade, só ele.
E é curioso como os dois lados usam esse mesmo discurso, né? Porque os bolsonaristas também apoiam fervorosamente a candidatura do Flávio, porque a do Lula representaria teoricamente uma venezuelização do país. Enfim, os dois lados usam esse mesmo artifício, né?
É, e hoje se tornar Venezuela basicamente significa que você vai conseguir um privilégio de acesso à Casa Branca que talvez uma direita tradicional não tenha.
É verdade.
E pegando o discurso então que o Lula, eu sei que já falou um pouquinho, né, mas qual é que você coloca como pontos positivos e pontos negativos aí do discurso do discurso do Lula na Assembleia da ONU?
Pontos positivos, Marcílio, eu colocaria a defesa do multilateralismo, a reforma da ONU. Eu acho que foi o terreno mais firme do discurso, é o que dá coerência histórica à diplomacia brasileira, que critica o poder do veto desde 1946. Então dizer que as concessões ao mais forte já passaram dos limites e que isso é realismo, não é idealismo, É um argumento bastante sólido. Acontece que assim, na prática, eu acho que a maior incoerência do discurso dele veio quando ele falou das guerras, na questão da Ucrânia, por exemplo, porque ele fez todo um discurso falando de Israel.
A gente sabe do posicionamento dele contra Israel, contra o Hamas. Ele usou o termo, esse me chamou bastante atenção, porque ele falou o grupo grupo radical, Hamas, que fez ataques terroristas.
Ou seja, uma força para não chamar do que é, né? Muito impressionante.
É, não consegue chamar o Hamas de terrorista, vai ser sempre um grupo de resistência. E aí fala que foi um ataque terrorista. Então você já vê que ali o peso começa a ser diferente. Quando ele, quando ele passa também o discurso inteiro, que eu diria que até peguei a transcrição dele e meio que fiz uma conta meio de olho, Eu diria que foi 50% discurso eleitoreiro, os outros 50% a gente divide metade multilateralismo e metade contra o Trump.
Basicamente todas as críticas que ele fez veladas ao Trump ali de não seguir as regras do direito internacional, violar a carta da ONU, agir com o uso da força, não respeitar a soberania dos outros estados, Tudo isso quem faz também na Ucrânia é a Rússia, só que ele não é capaz de mandar recados para o Putin também, né? Então eu vejo que esses padrões duplos, esses dois pesos, duas medidas por parte do presidente Lula, que consegue sempre relevar tudo, toda ação que um autoritário do seu campo político, que um autoritário anti-ocidental faz, isso tudo ele joga para debaixo do tapete, é, ele perde a legitimidade, ele perde a densidade da fala quando ele vai criticar corretamente as ações dos Estados Unidos.
E algumas pessoas até me consideram um pouco idealista em dizer isso, mas eu sei que os países eles são incoerentes, né? Quando a gente criticava até então a relação que os Estados Unidos tinham com a Arábia Saudita, que era uma ditadura, era uma crítica completamente válida. Mas eu vejo que se tem um país no mundo que teria o potencial de fazer críticas, seja à direita, à esquerda, autoritarismo, seja de quem é que seja, que for, esse país é o Brasil.
E o Brasil, ele desperdiça essa oportunidade com a seletividade. É uma seletividade que ela não é, não é restrita à esquerda brasileira, porque a direita brasileira também tem essa mesma seletividade. Lula releva muito as ações do Putin, justifica, passa pano, tava na Rússia em maio do ano passado, na data mais importante para Rússia, assim como Bolsonaro também tava no Kremlin há uma semana da invasão em larga escala em 2022, quando a maior parte dos países ocidentais tinham tirado seus corpos diplomáticos da Ucrânia porque já sabiam que haveria uma invasão.
Então eu vejo que a nossa incoerência, ela, ela talvez seja o principal motivo para, para nossa pequenez.
E assim, eu não sei se você concorda, para mim assistir bastante, né, dos discursos quase que ponto comum, como se fosse, ah, o que que você não gosta de guerra, não gosta, né, ponto senso comum. Foi falada a necessidade de reforma da ONU, queria que se você avaliasse, você acha que isso vai acontecer? E outra coisa que me chamou muita atenção também foi porque assim, Irã fazer críticas a Israel todo mundo já esperava, a Palestina fazer, todo mundo já esperava, mas a gente começou a ver o Brasil, por exemplo, que também tem uma posição mais pró-palestina, é mais falando de genocídio.
Mas países como França, a Giorgia Meloni, por exemplo, da Itália, também tá falando que vai adotar sanções contra Israel. Você percebe, você acha que o mundo ele tá se tornando um pouco mais contrário a esse governo israelense? Então duas perguntas, né? Primeiro, se você acha que é possível uma reforma da ONU, porque os países estão pedindo. E como que você analisa o atual momento de Israel frente à comunidade internacional?
Eu vejo que Primeiro, em relação à reforma da ONU, se houver disposição, principalmente por parte das grandes potências, com certeza sim. Mas isso a gente teria que esperar uma boa vontade deles, não é o que tá acontecendo. Tanto é que Xi Jinping, ele vai até os Estados Unidos para uma reunião bilateral com Donald Trump, vai fazer uma visita de Estado, mas sequer se dá o trabalho também de participar da, né, da Assembleia Geral da ONU e fazer um discurso por lá.
E isso é extremamente simbólico, no sentido de que são Estados Unidos e China juntos dizendo que eles não precisam, por mais que a China ela tenha tentado ocupar esse vácuo deixado pelos Estados Unidos nessas instituições internacionais. Isso de fato a gente não pode ignorar. Mas quando esse encontro acontece, às margens da ONU são os Estados Unidos e a China dizendo para o restante do mundo que aquilo que realmente importa vai ser decidido apenas entre os dois, que só eles têm o poder disso.
Em relação a Israel, eu vejo que as críticas são sim válidas, tá? Não vou ignorar isso, principalmente quando elas são direcionadas ao governo do Benjamin Netanyahu. Por outro lado, eu, eu me preocupo muito com a questão do antissemitismo, que acaba sendo muitas vezes disfarçado de críticas ao Estado de Israel, porque o nível hoje de antissemitismo, que inclusive a gente consegue observar com ascensão de movimentos extremistas de extrema-direita e de extrema-esquerda na Europa— eu tava lendo um estudo na semana passada para um comentário que eu faço semanalmente na CBN, que foi feito pelo Center for Strategic International Studies, e que disse que no ano passado nos Estados Unidos, de 2025 até 2026, foram registrados mais ataques da extrema esquerda do que da extrema direita.
Eu não tô minimizando o risco e os problemas da extrema direita, O que eu tô dizendo é que esse discurso ele tá aumentando. Então a gente tem que separar. Eu acho que o discurso da Giorgia Meloni ele foi bastante sensato, tá? E ela consegue fazer essa divisão sobre aquilo que é uma crítica ao governo de Israel, mas que ainda defende o direito do Estado de Israel de existir, faz uma crítica ao governo do Netanyahu. Ela, ela tira ela retira a Itália de uma posição de ajudar ativamente na perpetuação desses crimes de guerra que são sim cometidos, mas ao mesmo tempo ela tem um equilíbrio que ela não minimiza a barbárie e o terrorismo do Hamas. Então eu vejo que é uma postura sensata.
É isso, meninos.
Perfeito, perfeito.
Brian, queria agradecer demais a sua participação. Aqui, que sempre nos atende com muito carinho. Já sabe que a gente pode te acionar aí nas próximas semanas. Obrigada, viu?
E boa noite, Táuria. Dorme com os anjos.
Eu que agradeço. Boa noite a todos, é um prazer estar sempre com vocês.
Obrigada, tchau tchau tchau. E olha, a gente ainda vai continuar falando de um assunto muito polêmico. Que aliás pegou muita gente de surpresa, já que os presos provisórios poderão votar nas eleições de 2026. O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu a aplicação da regra do novo marco legal do combate ao crime organizado, que proibiria aí o alistamento eleitoral de pessoas presas sem condenação definitiva. Quem vai conversar com a gente sobre esse assunto É o Marcelo Renó. Oi, Marcelo, boa noite!
Oi, Fernanda, boa noite! Boa noite, Vilela! Boa noite, Gabriel! E boa noite, meu amigo Marcília, também prazer estar com vocês aí de novo no Inteligência Limitada. Aí, no caso, Inteligência Notícias Limitadas, é notícia ilimitada aqui, notícia não para.
Renó, queria pedir para que você explicasse aqui desse embrólio todo aí, que vota, não vota, era proibido, agora foi liberado?
Nada melhor do que o estudo, né? Quando a gente vai estudar, aprofundar nas coisas, a gente percebe que muita bobagem nisso. É, houve, as pessoas têm que dividir as coisas. Uma coisa foi os presídios comemorarem a vitória do Lula na última eleição, e outra coisa que realmente quem vota, muita gente falar é um absurdo preso votar. Preso condenado, com condenação, com trânsito em julgado não vota. Isso é muito claro. O que teve uma mudança em março desse ano, que colocaram que presos temporários e provisórios poderiam votar.
Só que agora a justiça mais uma vez atropelou o Congresso, né? Sempre tem essa disputa aí. O Congresso decide uma coisa, justiça vai lá, fala não, isso é irregular, não pode. Então tá liberado para que presos provisórios e temporários possam votar. É isso, não tem polêmica. Eu achei muito polêmico quando saiu isso também, mas quando eu fui me aproximar das informações, eu vi que é uma polêmica tanto quanto irrelevante.
Eu acho até que se cria uma polêmica, né, meninos, porque a gente vive num momento muito frágil, né, onde a gente não tem mais confiança nas instituições. Então tudo aquilo que chega de notícia eu acho que vai deixando o brasileiro mais preocupado, e eu acho que com aquela sensação de que a gente não tem mais para onde correr. Então tudo isso vai enfraquecendo ainda mais.
Eu acho o seguinte, tem que deixar bem claro que o Lula na última eleição dentro dos presídios ele teve 80% dos votos, ele teve 80% dos votos, só que vai olhar em números, deu 8 mil votos. Então é muito pouco. Só esse ano a diferença entre ele e o Flávio Bolsonaro foi de 8 mil votos. Aí a polêmica Tá pronta, tá armado. O que não deve acontecer deve ser pau a pau ali, mas não deve acontecer nesse sentido. Mas isso toma um tamanho muito grande porque estamos no meio de uma polarização e a eleição mais polarizada da história do Brasil.
Então tudo vai tomar um tamanho muito grande. E muita gente critica essa polarização, esse momento. Eu acho que isso é cíclico e eu acho que isso é importantíssimo para nossa sociedade, esse momento, porque há pouco tempo atrás as pessoas nem se preocupavam com eleição direito, lembravam da eleição nos últimos dias, nas vésperas. Hoje não. Hoje você vê aí crianças sabendo o nome de ministro do Supremo, sabendo os candidatos, tudo.
Isso eu acho muito importantíssimo para a gente chegar a uma tal democracia no Brasil que talvez nunca tenha existido.
E a gente sabe que você acompanha de perto também todo cenário político, né? Você faz muito vídeo, corre atrás, é internacional.
Oriane, eu fiquei apaixonado, Oriane, você é impressionante, sabe? É internacional, eu sei pouquíssimo. Tive lá em Israel recentemente e tal, a minha opinião é muito diferente porque o que eu vi lá é um pouco diferente que se falam aqui. Mas tudo bem, vamos para o novo, vamos entrar nesse ponto. Mas nacionalmente eu gosto bastante de acompanhar.
Agora, justamente por estar tão próximo, tão perto, a gente viu que as novas pesquisas, é aquilo que se tinha um pouco de vantagem para o Flávio, acabou ficando ali meio a meio. Parece que Lula voltou a um certo crescimento. Como é que você tá acompanhando essa corrida eleitoral, Marcelo?
Se as pesquisas estiverem certas, como dificilmente estão, nós teremos uma disputa muito acirrada, igual foi 2022. Só que é o seguinte, eu fiz uma análise na semana passada, eu tava olhando alguns números. A diferença do Lula, quase todas as pesquisas, pelo menos as mais, vamos dizer assim, mais que tem mais credibilidade, é mais conhecidas, né, vamos dizer assim, dava uma diferença ali de 14 pontos no primeiro turno, e a diferença não foi, foi bem menor, foi de 4 pontos, se eu não me engano.
Então pode haver um efeito aí, e isso a gente tava conversando até um pouco antes, do voto útil colocar o Flávio Bolsonaro com a vantagem no primeiro turno. Eu começo a sentir, eu sou, a política, gente, ela é de sentimento, a política não tem racionalidade, uma eleição não tem racionalidade, na verdade. Então é o momento ali, aquele momento tá muito bom, o momento hoje diante tudo que tá acontecendo dentro do Supremo, dentro da questão do INSS, favorece o Flávio Bolsonaro, que tá implicado na questão do Banco Master, tá, mas o caso dele é muito mais leve porque vem ser a narrativa de patrocínio.
Mas se a gente for sincero, desculpa, mas ele nunca explicou direito esse patrocínio tão grande nesse ponto. Mas do outro lado nós temos um Alexandre de Moraes extremamente complicado, Zanin com uma situação ali complicada, o Toffoli com uma situação complicada, o Dino complicado, e pessoas ligadas à figura do Lula. Então hoje a tendência é que o Lula caia um pouco mais nas pesquisas, mas essa subida do Flávio pode dar uma vantagem no primeiro turno, e isso conta muito para o segundo turno.
Então no momento o sentimento é de uma possível virada do Flávio. Nós estamos aí há poucos dias aí, há um pouco mais de 10 dias da eleição. Depende muito, tem um debate da Globo também, você não sei se eles vão também, eles estão em debate nenhum, mas não sei se foi confirmado da Globo. Vocês têm essa informação ou não? Que eu acho absurdo eles não estarem.
Só a Record que já caiu, já desmarcou, porque o Flávio e o Lula não iam. E a Globo, não sei se vocês acham que a Globo faz mesmo sem ele.
Eu acho que faz, mas é isso, não tem registro histórico dos candidatos que lideram as pesquisas não irem ao último, pelo menos.
Mas se eu fosse apostar minhas fichas, eu ia falar que eles não vão.
Eu também acho que não.
Também aposto que não. Também aposto que não. Nós temos, é porque tá muito polarizado, tá muito polarizado. Ninguém, se tivesse algum candidato, por exemplo, se a gente tivesse Augusto Cury ali com 17, 18 pontos ameaçando, sim. Mas o Augusto Cury caiu muito aí, tá na base de 6 pontos. Então ele tá muito bravo, mas infelizmente a situação do drone virou piada, né, dentro do Brasil. Onde você vai, o pessoal faz piada com a situação do drone.
Isso numa campanha política, eu avisei em abril, em abril eu gravei um vídeo avisando Augusto Cury para tomar cuidado com isso. E as pessoas não levam muito a sério as coisas. Eu até entendo as boas intenções dele, mas tudo vira piada para o brasileiro. Então tá muito polarizado. Eu acredito que Flávio e Lula não vão no último debate, e podemos ter uma surpresa aí com o voto útil no primeiro turno aí. Não para ganhar no primeiro turno, de maneira alguma, mas os outros candidatos assim dissolvendo bastante.
A última Quest mostrou um segundo turno praticamente empatado entre os dois, com Flávio um ponto na frente no cenário geral. Mas na questão do voto feminino, o Lula avançou. Ele tinha 3 pontos de vantagem e agora está com 7 pontos de vantagem em relação ao Flávio quando a gente faz o recorte das mulheres eleitoras. Você acha que tem alguma chance das mulheres decidirem essa eleição?
Acredito muito, acredito muito que as mulheres sim. Pode ser um peso O Flávio fez alguns acenos aí para as mulheres, muito pouco diante do que precisava para tirar toda a rejeição. Porque o Flávio, gente, vamos ser sinceros, ele é um candidato desconhecido. As pessoas estão votando em Jair Bolsonaro. Tem muita essa consciência. Jair Bolsonaro carrega toda uma rejeição, principalmente entre as mulheres. Pode haver esse risco sim, principalmente no segundo turno, Gabriel.
A tua visão é correta. O Flávio vai ter que no segundo turno remar muito porque Nunca subestime a capacidade do PT numa reta final de campanha. O PT faz muito bem, eles colocam a militância para trabalhar, eles fazem barulho muito forte. Eu não sei se esse ano vai ser igual aos outros. Se for igual aos outros, aí dá um certo trabalho, principalmente no segundo turno.
É dito pela própria ex-presidente Dilma, né, que falou que no segundo turno de 2014 nós fizemos o diabo para vencer a eleição, e venceram.
A palavra é essa. Eles fazem— eu não quis usar essa palavra, mas você alusou, eu vou usar. Eles fazem o diabo, vai tudo aí. Ontem mesmo saiu um vídeo do Porchat que saiu com certo sucesso, um vídeo ali que tá incriminando ali diretamente o Flávio, Nicolas, ali pela questão do Zé Téo, do Vorcaro. Um vídeo assim, particularmente eu tenho minha opinião, todo mundo sabe minha opinião sobre isso, mas o vídeo ficou muito convincente.
Agora, Renan, eu queria pedir para você comentar sobre a fala do Lula na ONU. Queria que você também desse o seu parecer, e principalmente sobre essa crise no STF, se isso ainda não pode ser um motivo talvez decisivo aí nesse, nessa reta final das eleições, já que grande parte dos brasileiros ainda associa toda essa, essa crise, enfim, estaria ligada totalmente ao presidente Lula.
É, eu vou ser imparcial aqui. O discurso do Lula foi bom, foi um discurso bom para candidato, em si. Mas se eu não me engano, também na última eleição o Bolsonaro não pôde usar o discurso dele na ONU, né, na campanha, né. Não sei se o Lula vai usar o discurso dele, mas o discurso dele foi muito, foi um discurso de campanha, foi um discurso equilibrado ali na questão do Hamas também. Eu achei que ele só ia falar da parte de Israel, mas também ele fala da parte do Hamas, mesmo não chamando de grupo terrorista.
É, o Lula ali, na verdade, ponto para ele, sendo muito sincero, ponto para ele no discurso da ONU. Agora, sobre essa crise do Supremo, Fernando, a gente tem que ficar de olho Porque nós estamos vendo a República ser implodida a cada dia. A gente tá vendo a República ser implodida a cada momento. É nessa reta final, pode pesar muito aí novas denúncias, principalmente quando o André Mendonça tá um pouco mais blindado, né? Pelo jeito ele tá fazendo o trabalho dele, nada o incrimina diretamente, né?
Apesar de um encontro que ele teve com o Vercário, mas que foi um encontro ali de um pedido do Vercário que não foi atendido. Então ele também teve um encontro desse com outros ministros, também parece Julmar também foi da mesma forma. Mas eu acredito que a gente tá assistindo a República ser implodida. A situação do Alexandre de Moraes se complica a cada dia mais, e Alexandre de Moraes se complicando complica Lula. Lula ficou muitos anos, muito tempo, linkando a imagem dele ao Alexandre de Moraes.
Por mais que ele, que eles faça de bom sonso, de boi sonso, e desligue agora, tenta mostrar que não tem relação, é muito próximo.
E, Renan, só uma pergunta O Cássio Nunes, né, aparentemente, supostamente envolvido também em escândalo.
Esse tá complicado, mas esse tá complicado.
É porque deixa os R$130 milhões do Alexandre no chinelo.
Agora é R$400 milhões, se eu não me engano, né?
Faz o Alexandre ficar com inveja.
R$8,5 bilhões em precatórios. R$8,5 bilhões em precatórios. Eu levei um susto na hora que eu ouvi do Cássio. Não tá tendo o mesmo efeito com Alexandre de Moraes, porque o Alexandre de Moraes é muito odiado por uma grande parte da população. O Cássio Nunes ainda, mas me assusta muito, apesar de ser uma pessoa muito alinhada à direita, que é um ministro da direita que veio indicado pelo Bolsonaro. Então teria que ser um homem muito mais preocupado com essa, com essa imagem.
E o cara tava metido em tudo aí, aceitando. A gente não é muito estranho, o ministro do Supremo, cargo mais alto do Judiciário, tá aceitando casa em Alagoas, no Nordeste, para passar a temporada vindo de banqueiro, gente, isso não é muito ralé? Eu acho tão baixo.
Eu comentei isso hoje de manhã, é constrangedor. Ele pede desconto em diária de hotel, é muito baixo, é chinelão, como a gente diz no Rio Grande do Sul. É uma coisa horrorosa.
A gente precisa fazer essa limpeza. A minha mãe fala duas frases que eu gosto muito: todo império tem um dia que cai, e não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Uma hora isso acontecer. E a gente tá assistindo agora novamente que não se aconteça o que aconteceu na Lava Jato, né? Apesar que dessa vez tá muito difícil porque a gente tá vendo cobra comendo cobra. Então na hora que isso sair, tá perto dessa bomba estourar, vai sobrar para muita gente, não tenha dúvida. Já tá sobrando e vai sobrar para muita gente.
É isso, meninos, é isso, é isso. Marcelo, queria agradecer demais a sua participação. E você sabe que a gente pode te acionar novamente aí, porque não para, né? Só que tá parecendo coxa de retalho.
Desculpa o bug no começo aí com inteligência limitada, mas o dia foi cansativo hoje. Mas é um grande prazer estar com vocês aí sempre, pode contar comigo.
Obrigada, viu, Marcelo? Obrigado, até a próxima então. Beijão, tchau tchau! É isso aí, né, Marcílio? Isso aí, coisa tá fervendo, pegando fogo.
Eu só sou menos otimista que o Renan. Eu acho que como tá todo mundo envolvido, não vai dar em nada.
Você acha que não, Gabriel?
A gente esquece, vai passar eleição. Eu, eu tô bem pouco esperançoso por enquanto.
Quais são os ministros que não foram citados? Nenhum tipo de relação com o Vorkar. Acho que é a Carmelúcia, né?
Só, né?
O Cristiano Zanin também, verdade seja dita, pelo menos eu não acho que ele recusou, não foi uma reunião, não foi, se não me engano. Mas pois é, tá citado, né?
É, tá assim, na verdade.
Mas é isso, eu acho que é só Faquinha e Cármen Lúcia mesmo.
Queria aproveitar a presença do Gabriel aqui para a gente falar um pouquinho dessa, desses novos nomes atrelados hoje a Roberta. Como é que é o sobrenome dela?
Roberta Luxinger. A lobista, né?
O que que é um lobista?
Lobista, em primeiro lugar, é uma profissão que é regulamentada no Brasil. Muita gente diz que o lobby é crime, não é crime. Isso mudou realmente, não faz muito tempo.
Super normal, você vê série.
Inclusive tem agências de lobby, né, que só contratam lobistas. E o lobista nada mais é do que uma pessoa que é paga por outras empresas ou por outras pessoas para defender interesses dessas instituições ou dessas pessoas dentro do poder. Isso é bom que seja regulamentado, né, porque pelo menos a gente sabe que essas pessoas existem, essas pressões existem também lá no Congresso, tanto no Senado quanto na Câmara. A gente tem o cafezinho, né, que eles chamam.
O cafezinho é cheio de lobista, são pessoas que estão lá o tempo todo defendendo interesse de corporações e Incentivando, entregando estudos para que senadores pautem ou aprovem projetos, etc. Essa é a versão legal e republicana do lobby, que existe, ninguém nega. O que ela faz, e é por isso eu acho que existe essa confusão em relação ao termo, né, a fazer lobby, o que essa mulher aparentemente fez é outra coisa, é advocacia administrativa, né, Quando tráfico de influência, basicamente, ela, ela, pelo que tá saindo aí nas informações da Polícia Federal, ela vendia uma proximidade com o poder que ela tinha.
E isso na verdade até não importa, porque de acordo com a lei, o crime de tráfico de influência não depende da entrega do resultado ou não. Se você cobrou alguém para te aproximar de um político ou de alguém que toma uma decisão ou de um ministro, não importa se esse ministro de fato fez o que você disse para o seu cliente que ele faria. Se você vendeu essa influência, você já tá incorrendo em crime. O que ela fazia aparentemente é isso, é usar a proximidade que ela tinha com o poder, especificamente com o presidente da República através do filho dele, Lulinha, para conseguir negócios para terceiros, entre eles o careca do INSS, né?
E aí saíram as informações hoje. Parece que ela guardava no closet da casa dela malas com mais de R$500 mil em dinheiro. É uma pessoa que já tem um envolvimento há algum tempo com o PT. Eu lembro que em 2018, quando o Lula tava preso, ela tentou dar para ele um Rolex e uma doação de R$60 mil, alguma coisa assim, e a justiça barrou essa doação porque ela tinha dívidas a pagar, então não podia estar dando um Rolex para um candidato sem pagar antes as suas dívidas.
E ela foi casada também com o Protógenes Queiroz, que é o delegado responsável pela Operação Satyagraha, que foi mais ou menos ali, ele foi alçado a herói durante a vigência da operação, mas depois descobriram as irregularidades que havia cometido e tal, e a operação foi por água abaixo. Tem uma mulher que tem um relacionamento próximo mesmo com o PT, principalmente, e ao que tudo indica tava vendendo essa proximidade. O que estão investigando mais a fundo é se o Lulinha recebia também alguma coisa para marcar reuniões, né, que basicamente é isso que a gente viu como potencial escândalo até aqui.
É um dinheiro um homem grande, né? O careca do INSS era um homem que tinha bastante recurso.
Então Lulinha seria o intermediário do lobista, é isso?
É, as mensagens indicam que sim, por enquanto, né? Então ela fala com ele, ah, precisamos marcar uma reunião do fulano com o ministro tal. E aí ele também passava orientações, ao que tudo indica, né? Tem que fazer sempre a ressalva porque não há julgamento ainda.
O avião da que tem uma mala de dinheiro.
Aí o careca paga viagem para Lisboa. Tem um, tem bastante indício.
E vai para frente essas coisas? Alguém pode barrar? Quem pode barrar?
Olha, sempre pode. No Brasil tudo pode acontecer, inclusive nada, né? O tempo inteiro é isso assim. Se houver pressão pública, que eu acho que é a mesma coisa com essa história do Supremo, enquanto a imprensa continuar batendo, enquanto as pessoas continuarem mostrando que estão interessadas em descobrir quem cometeu ou não crimes, talvez a gente consiga ver alguém sendo investigado. Eu acho que só uma investigação, mesmo que ela fosse concluída sem nenhum indiciamento, sem nada do tipo, já seria muito proveitosa para o Brasil, né? Seria um sinal positivo assim para o brasileiro.
Tenho poucas esperanças, mas acho que hoje saiu uns nomes, saíram uns nomes também de pessoas que teriam ido até o Congresso, né? Vivi Barsi, é o próprio Daniel Vorcaro, o Careca inclusive.
E a gente tem um vereador de Curitiba, esqueci o nome dele, Guilherme Kilter, eu acho, se eu não me engano. Ele faz um pedido, né, fez um pedido semana passada para que, pela Lei de Acesso à Informação, para que essas informações de quando entrou, que horas entrou, em qual gabinete que foi, fossem divulgadas. Ele pediu primeiro pediu para o Senado. O Senado Federal negou esse pedido dizendo que são questões de foro íntimo, são questões particulares.
É meio surreal, né? Quem entra no Congresso, quer dizer, não é uma questão de privacidade, não deveria ser. Pelo menos você tá indo ao Congresso, não deveria ser escondido, né? E ele pediu, o Senado negou, e aí ele leva esse pedido ao Supremo para que o Supremo permita. Então quem eram os alvos do pedido: Viviane Barsi de Moraes, o careca do INSS, o próprio Daniel Vorcaro e o Lulinha. E aí o sistema de sorteio do Supremo, ele é muito curioso, né?
E ele é inauditável. Inclusive tentaram auditar, se eu não me engano foi em 2021, na presidência ainda do Ministro Luiz Roberto Barroso. Ele chegou a autorizar Ia ser o UOL que ia junto com, claro, com um técnico, né, que veio da Dinamarca, tava na metade do oceano chegando aqui já tudo confirmado para ver essa auditoria. De repente o Supremo percebeu que não era uma boa porque ia expor o código-fonte do sorteio. Quer dizer, é uma coisa muito pequena, a gente não tá falando de urna eletrônica, né, a gente tá falando de um sistema interno do Supremo Tribunal Federal de sorteio de ministros, e é uma coisa que é inauditável.
E aí esse pedido então de informação sobre essas pessoas que entraram no Senado chega no Supremo Tribunal Federal e é sorteado quem? Alexandre de Moraes.
Ele tem muita sorte, né?
É uma coisa impressionante, impressionante. Mas a coisa tá tão grave que não foi possível, né? O sorteio aconteceu de manhã, todo mundo começou a bater nisso, e aí no fim do dia ele se declarou impedido O que foi um movimento muito raro. Alexandre de Moraes não costuma fazer isso, né? Se declarou impedido e o processo então passou para o Luiz Fux, que até onde me consta não tinha liberado ainda. Mas vamos ver aqui, porque, né, eles gostam muito de trabalhar depois do horário comercial também, né?
Eles têm umas coisas bem diferentes, né?
Exatamente. Ó, Fux manda ao Columbre informar de Viviane Barsi ao Senado. Mais um, mais uma querosene aí na fogueira do Supremo, né? É uma disputa e tanta.
Quando a gente pensa que já viu o pior, ele ainda tá chegando.
Sempre, o fundo do poço no Brasil sempre tem um alçapão.
O que é ruim, né? Porque uma coisa vai apagando a outra, né?
Isso, a gente não dá conta de tanto escândalo, né?
Exatamente.
É só pensar até a questão do Alexandre de Moraes, se a gente comparar com há duas semanas, quando você veio, parecia que tava muito mais incendiado do que hoje, não parece?
Totalmente.
As pessoas duas semanas depois já meio que foram se acostumando com aquilo, a não ter solução e explicação, né?
Eu acho que aquele riso do Alexandre de Moraes no final da sessão foi muito isso, tipo, não foi hoje, então beleza, agora vai passar tempo, o pessoal vai esquecer, tem a eleição final da semana que vem, e aí é tudo sobre o resultado do primeiro turno.
E assim vai, e assim vai facilmente. A gente já tá falando de fevereiro, né?
Ah, fácil! É isso, é a turma do KN e nós somos a turma do KY, né? Porque tudo entra, tudo vem, com perdão, o horário permite, o horário permite.
Mas não é só no Brasil que tem confusão, né, Marcílio?
Exatamente, na geopolítica também muita coisa acontecendo. Separei aqui algumas notícias, né, para a gente discutir. Primeiro ponto importante, que os Estados Unidos tá bem no epicentro aí dos acontecimentos geopolíticos, até porque tá sendo a sede da Assembleia da ONU. E também o Trump, ele vetou, ele na verdade censurou o acesso a 3 mídias super importantes dos Estados Unidos: CNN, quem mais? CNN, o MSNBC e o O Político. Ele alegou que é porque essas empresas elas ficam produzindo fake news sobre a Casa Branca.
Só que assim, É, quando se de fato produz uma fake news, existem mecanismos legais para você impedir que essa matéria vá para frente. Você fala, por exemplo, vai, o Brasil, que nem o professor Vila comentou no comecinho, vai crescer 2% do PIB. Algumas mídias vão falar assim, olha, o Brasil cresceu 2%, que é sensacional porque representa um crescimento acima dos outros países. Outra, não, não, mas cresceu 2%, mas se comparar com os membros da OCDE, é um crescimento ruim.
Ou seja, você pode ter várias interpretações mesmo dado. E eu acho sensacional que isso exista, né, porque existem pessoas que vão querer entender um pensamento mais conservador, mais progressista, enfim. Então essas mídias não é exatamente que elas criticavam, produziam fake news sobre o Trump. Elas com certeza tinham um pensamento mais crítico em relação ao governo Trump, o que é totalmente legítimo.
Fake news você pode dizer sobre fatos, né, não sobre opiniões, sobre análises.
E aí existem mecanismos legais caso as fake news News sejam reproduzidas. E eu achei bem interessante porque você tem, existem várias mídias importantes, às vezes o fotógrafo fazer as fotos oficiais distribuem para as outras mídias também. E tem um pool de mídias nos Estados Unidos que inclusive tem a Fox News, que é muito ligada ao Partido Republicano, bastante, enfim, gosta do Trump, né, das declarações do Trump. Que também aderiu ao boicote do boicote do Trump.
Ou seja, a Fox News também não tá mais tendo acesso à Casa Branca. Falou, não, se a CNN, o político não vai participar, eu também me compadeço aqui dessa censura promovida pelo governo americano e não vou participar também da cobertura. Teve uma declaração que o Trump deu antes de começar a Assembleia da ONU, que ele tava falando por público sem nenhum microfone de mídia. Então ninguém sabia exatamente o que ele tava falando.
Sensacional!
Porque aí tem um barulhão de rua.
E ele lá falando, ninguém sabendo o que ele tá falando.
Não dá para entender o que ele diz, mano. O que é, vai bem na linha do que o Uriel tava falando, né? Não é democrático você barrar a imprensa, ainda que seja sua inimiga.
Não, ele declarou inclusive que, porque começaram a cobrar, claro, ele falou hoje que é por conta de uma questão de segurança nacional. Não é por conta de divulgar notícias ruins sobre o governo não, né? Imagina, inacreditável. Outra notícia importante também sobre as eleições francesas, que estão, aliás, várias eleições no continente europeu devem seguir no futuro próximo. E na França, assim como em vários países europeus, o movimento que mais cresce é o que a mídia coloca hoje como a extrema-direita, né?
Eu diria que é, talvez taxar todos os partidos como a mídia coloca de extrema-direita seja um pouco radical demais, né?
Eu não ouço a palavra direita, é sempre extrema-direita. Eu não fico, eu fico pensando, cadê a direita?
Problemaço, porque quando você esvazia um conceito, a hora que você se depara com ele, você não consegue identificar. Foi a mesma coisa que a militância esquerdista fez com golpe a partir de 2016. E aí, quando a gente esteve de fato diante de uma articulação, não vou nem dizer tentativa, mas diante de uma articulação para que houvesse um golpe, ninguém consegue entender que aquilo se tratava de um golpe. A gente perdeu o valor da palavra.
Tem que ser um mega, um extremo golpe, é isso, é um mega golpe, é o mega golpe.
Por que que precisa ter na rua, não, né?
Mas, e no caso da França, o partido que se coloca hoje, né, como na liderança, é o Reagrupamento Nacional, que é o da Marine Le Pen, que acho que depois de várias eleições que ela vem sendo derrotada, finalmente deve ser eleita enquanto presidente da França, com Jordan Bardella, que é um político novo ali, super relevante, e de tornozeleira, né? É verdade, bem lembrado, tá?
Não é uma exclusividade brasileira isso. A França deve eleger uma presidente com tornozelheiro.
E do partido do Macron existe uma dúvida ainda, quem vai ser o candidato? Possivelmente vai perder, né? Mas enfim, quem vai ser o candidato? E o Gabriel Attal, que é o primeiro-ministro, o ex-primeiro-ministro da França, é um dos favoritos para ser o sucessor do Macron pelo partido do Macron. E ele colocou uma proposta que é muito interessante. Ele fala que existe já uma ressonância em vários outros países europeus, que é o Estados Unidos da Europa.
Proposta dele, porque esses partidos que a mídia coloca como extrema-direita, talvez uma das características mais importantes que unam eles é a questão do eurocetismo. Ou seja, eles alegam que a União Europeia é muito poderosa, que o Conselho Europeu, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, a burocracia, as fronteiras, enfim, né, todos esses acordos e mecanismos que a União Europeia criou tiram poder dos estados nacionais. Então são partidos bastante nacionalistas.
O Gabriel Attal, que é esse ex-primeiro-ministro e possivelmente o sucessor aí do Macron nas eleições, ele pretende fazer o contrário. Ele falou que enquanto na Europa cresce esse pensamento ultranacionalista, a resposta tem que ser uma união dos países europeus. Ele defende que a União Europeia tem que fazer uma integração ainda maior, ou seja, definição, por exemplo, de nível de endividamento, decisões conjuntas, uma integração ainda maior dos países europeus.
Na minha visão, isso só joga ainda mais contra o partido do Macron, porque com certeza não é isso que a população europeia tá pedindo no continente europeu.
Coloca um alemão para conversar com espanhol, não funciona. As cabeças são diferentes, né?
Já é difícil a gente pensar, por exemplo, no, sei lá, nos Estados Unidos, porque existem estados que pensam muito diferentes. Com o Brasil mesmo, o Brasil também existem necessidades diferentes. Poxa, na Europa que existem uma série de validades, movimentos separatistas, culturas, línguas diferentes, você pensar numa integração maior nesse momento que o nacionalismo ganha corpo, para mim assim é um pensamento muito infeliz e que possivelmente não vai para frente na França.
Talvez o movimento político mais importante do continente europeu aconteceu nesse final de semana, porque a gente discutiu aqui a questão de 3 semanas nas eleições regionais na Saxônia-Anhal. Que é um estado ali do leste da Alemanha, que a AFD, a extrema-direita, né, alemã— esse eu considero que é meio extrema-direita mesmo, tá? Esse realmente é mais extrema-direita mesmo, tá? Mas ele tinha vencido as eleições ali em Saxônia-Anhalt.
E nesse final de semana a gente teve dois processos eleitorais, um que aconteceu no estado de Mecklenburg-Pomerânia, que a AFD saiu vencedora, e outra eleição regional em Berlim. E olha que interessante, em Berlim quem saiu vencedor foi um partido chamado de A Esquerda. Ou seja, o que dá para perceber é que tanto os extremos, né, porque esse A Esquerda, se eu fosse fazer algum tipo de comparação, talvez seria equivalente ao PSOL, vai, era meio que um PSOL da Alemanha.
Não é um partido de uma esquerda mais tradicional, não é o PT, vai, entre aspas, da Alemanha, seria a SPD, que é um partido mais de esquerda.
Né?
Enquanto a CDU seria esse mais de centro-direita. O que a gente percebe é que essa política tradicional vem perdendo força hoje no continente europeu, e acho que isso diz muito sobre a crise econômica, estagnação econômica que os países atravessam. Os partidos tradicionais, eles não estão conseguindo responder aos anseios sociais do continente europeu.
O sonho acabou, né? Eu acho que é aquela ideia da Europa integrada, uma moeda única, cada país produzindo aquilo que sabe produzir, todos nós juntos somos mais fortes. Acho que isso começa mesmo a acabar a partir do Brexit, né, que a gente tem um movimento ali bem forte. Mas é, se você for conversar, até os europeus menos conservadores, eles estão um pouco de saco cheio, né. Você vê, você vê em Portugal, a grande discussão é justamente sobre como ficou caro para o português morar no centro de Lisboa.
E eles reclamam, não é do brasileiro que tá indo, foi o que tem de inglês aqui, holandês que vem trabalhar aqui, e a gente que é daqui não consegue morar aqui. Então tá tendo uma resistência contra os próprios vizinhos, inclusive, né?
Por exemplo, o partido à esquerda que venceu, a principal reivindicação deles era a questão da moradia, inclusive com propostas ultra radicais. Eles ameaçam nacionalizar as maiores imobiliárias alemãs. Imagina a Alemanha, um país que se destaca, né, pelo liberalismo, a pujança econômica tal, tendo um partido que vence as eleições regionais, que propõe congelamento de preço de aluguel, propõe voltar com uma tarifa popular para utilização de transporte público, a nacionalização e construção de mais de 200 mil moradias populares, com intervencionismo tão forte do Estado em Berlim.
O que é uma loucura, porque você vai para o outro lado, né, pro outro extremo, que são políticas que também não funcionam.
Exato.
É desesperador.
No caso da Saxônia em Alta, muito possivelmente a AFD, ela teve uma vitória mais contundente, ela vai conseguir formar um governo. Mas no caso da Mecklenburg-Pomerânia, a AFD conseguiu só mais ou menos ali uns 37%, 38%. Como eles sofrem com o chamado cordão sanitário, eles não vão conseguir possivelmente formar um governo. Mas no caso de Berlim, muito possivelmente, a esquerda vai formar governo. Claro que para conseguir fazer o governo vai ter que se juntar com o Partido Verde, com a SPD, que deve dar uma moderada um pouco no discurso, né?
Porque eu sempre brinco, o partido político não vai apoiar uma coalizão só porque gosta dos belos olhos do representante, né? Vai querer alguns favores políticos, a indicação de alguns ministérios. Inclusive, essa é até uma reclamação do Friedrich Merz, que é o atual chanceler. Porque hoje o que governa a Alemanha é uma coalizão da CDU, que tem um pensamento um pouco mais liberal, ao mesmo tempo da SPD, que tem um pensamento mais social-democrata.
Então Friedrich Merz, ele tenta aprovar uma série de reformas liberais, mas o ministro das Finanças é um representante de um partido progressista, de um partido social-democrata. Então a Alemanha não vai para frente ali, né? Talvez por isso também a ideia da população que, bom, já que essa política tradicional vem dando certo, a gente vai para os extremos, seja mais para extrema esquerda ou para extrema direita. Em relação à Groenlândia, acho que finalmente, né, o Trump ele conseguiu o seu objetivo, mas não exatamente todo objetivo que ele queria.
A Groenlândia é uma história interessante porque a Groenlândia não é de hoje, né, que ela é benquista aí pelos Estados Unidos. Logo depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos perceberam a importância da ilha A gente costuma ver o mundo através de um planisfério e acha que você tem de um lado Estados Unidos, de um lado Rússia, ou na época União Soviética, e que um eventual ataque entre os dois se daria ou pelo Atlântico ou pelo Pacífico.
Não, um eventual ataque estaria pelo Ártico, que é muito mais próximo, principalmente das regiões mais povoadas. Então você ter algum tipo de controle no Canadá, por exemplo, na Groenlândia, na Islândia, foi essencial inclusive para defesa dos Estados Unidos. Na época, o presidente dos Estados Unidos fez uma proposta de compra da Groenlândia. A proposta foi rejeitada pela Dinamarca, mas a Dinamarca aceitou construir bases militares, que inclusive existem até hoje no território da Groenlândia.
Agora esse papo voltou à tona muito porque a Groenlândia tem vários minerais metálicos estratégicos no seu território, tem combustíveis fósseis no litoral, É uma região que com aquecimento global e com as rotas que a China vem desenvolvendo vai se tornar cada vez mais estratégico para a questão comercial e principalmente para instalação de sistemas de defesa, escudo antimísseis. Lembre-se que o Trump tem aquela proposta do chamado Domo de Ouro, que é uma proposta de instalação de todo um sistema de defesa em escalas, né, tanto nível terrestre, marítimo, até espacial, para defender os Estados Unidos de mísseis mísseis balísticos intercontinentais.
E a ideia é que a Groenlândia faça parte dessa defesa. Esse acordo, como eu falei, ele foi o que o Trump queria, mas também não exatamente o que o Trump queria. Porque a Groenlândia continua pertencendo à Dinamarca. Lembrando que a Groenlândia desde os anos 2000 conseguiu bastante autonomia, era uma reivindicação da própria Groenlândia. Então hoje a Groenlândia escolhe um governo local, mas questões de polícia, de segurança, quem controla ainda é a Dinamarca e vai continuar sendo assim.
O que os Estados Unidos conquistaram foi o direito de colocar duas bases militares no território da Groenlândia, a mais, né, duas novas bases militares na Groenlândia, o direito de instalar um sistema de defesas antimísseis, caso assim seja necessário. E aí talvez o que o Trump gostaria também, conseguir um quezinho ali a mais, que é a ideia de poder negociar com quem a Groenlândia e a Dinamarca farão acordos comerciais ou acordos militares.
Assim, sendo bem direto, na prática, né, se a China vier com uma proposta, porque é interessante para a China também explorar a região do Ártico, os Estados Unidos vai ter o direito de vetar essa resolução, vai ter o direito de negar uma possível instalação de uma base. Muita gente pergunta também se esse acordo ele prevê algum tipo de entendimento econômico. Não, tá? Inclusive, a Groenlândia, ela é bem restrita em relação à exploração econômica.
Quando a gente fala de combustíveis fósseis, é proibido na Groenlândia, pelo menos pela legislação atual, fazer exploração de combustíveis fósseis pelos impactos econômicos. E mesmo a exploração de minerais metálicos mexe com uma questão que é muito sensível na Groenlândia. A Groenlândia tem 50 mil habitantes, sendo que grande parte são povos originários, e grande parte dessas estratégicas de minerais metálicos, dessas terras raras, estão em territórios indígenas, em que também não é permitida a exploração pela legislação socioambiental, que é muito forte na Groenlândia e na Dinamarca.
Ou seja, economicamente, claro que leis foram criadas por seres humanos e podem ser modificadas por seres humanos também, mas pelo menos a fotografia do momento é que o Trump conseguiu acesso militar à Groenlândia e também de impedir possíveis negócios com rivais geopolíticos. Mas economicamente e do ponto de vista de governo, autodeterminação, Groenlândia e Dinamarca continuam se mantendo ali como governos ou regiões autônomas.
É, a coisa tá complicada no mundo inteiro, né, Gabriel?
Completamente. Imagina Terceira Guerra Mundial por causa da Dinamarca. Não dá, não dá.
Daqui a pouquinho a Madá vai entrar com a gente, né? Madá ainda Ela não tá aí, né? Já tá conectada? Não, né? Daqui a pouquinho ela vai entrar aqui, continuar falando. Inclusive ela vai falar dessa derrubada aí do Master Watts. É isso? É isso.
Não, teve a derrubada, mas teve também, saiu uma matéria no, eu até anotei aqui alguns highlights, no Lauro Jardim do Globo sobre a parte 18+ do celular do Daniel Forcaro também.
Pois é, imagens, vídeos explícitos, né?
Não só imagens, mas cerca do material bruto que a Polícia Federal extraiu dos celulares de Forcaro, cerca de 5 mil itens aparecem classificados como score nudez. Segundo as reportagens, o conteúdo iria de nudes a cenas de sexo muito explícito. Esse volume faz parte de um conjunto maior de dados. O total extraído soma cerca de 500 GB e a perícia usou ferramentas para recuperar arquivos apagados ou protegidos por senha. A gente já sabe que o Forcaro gostava de fazer festas bastante animadas, né?
Talvez tenha um registro, mas 5 mil imagens, será que essas imagens são somente dele?
Não, com certeza não, não, né? Eu acho que não. Eu acho que inclusive é uma garantia assim, porque a gente tem visto um movimento muito forte para abafar tudo, para esconder tudo. É que é tudo tão flagrantemente absurdo que não, né? Essa operação abafa não tá dando conta. Mas o próprio Vorcaro pagou um monte de influenciador, inclusive, né? Foi um dos primeiros escândalos que vieram à tona, que era para vendeu o Banco Master. Então eu acho que tem material de gente muito graúda aí. Não tô falando dos corpos, mas da relevância.
Imagina você, Gabriel, tendo estudado um monte para passar no concurso da Polícia Federal, para na sua carreira tá lá vendo figuras. Quem será que essa pessoa aqui? Aí vamos tentar identificar por esse vídeo aqui.
É que a gente tava falando antes do— inclusive o pessoal no chat tava perguntando quem é o KN. KN é o ministro Cássio Nunes Marques, que aparece ali nas conversas do Vôrcaro como a turma do KN, né, se referindo à advogada essa que é próxima dele, para quem o Banco Master pagou R$470 milhões por—
é muito milhão, gente, é muito dinheiro, né?
É isso, você pega a pessoa mais rica que você conhece, provavelmente ela acha muito dinheiro.
Com certeza, com certeza. Inclusive realidade.
Um suposto envolvimento também do próprio KN, né, do Cássio Nunes, com a questão dos R$10 mil, né, que o amigo do Borrachário teria pago ali para garota de programa, né.
O que também é muito impressionante, que alguém cobre R$10 mil por uma noite.
Como diz a Madá, ela falou que tem até uma— como é que ela falou, explicou para gente? Que a situação é tão crítica, então elas chegam nesses valores porque realmente elas pedem uma indemnização, né?
Certíssimo.
Agora, a gente até lembra que recentemente, agora poucos dias, inclusive o Vorcaro se manifestou dizendo que o pai tava muito doente e que se não atendessem ao pedido desse pai conseguir a liberdade para enfim se tratar tal, ele ia jogar mais coisa no ventilador. Provavelmente pode até ter a ver com alguma ligação com essas imagens, né?
A gente Logo no começo dessa história, quando saíram as informações sobre a noite das astronautas, né, exato, onde se falou que poderia ver uma imagem do Flávio Bolsonaro. Até agora ninguém falou nada. Teve alguns políticos que disseram inclusive, não, eu já vi. Me parece que é mentira. Pelo menos não saiu nada até aqui.
Não falou que tinha alguém que viu?
E o Garotinho também, Antônio Baratinho, uma pessoa cuja palavra a gente não deve exatamente considerar sempre, mas ele disse que tinha visto coisas gravíssimas ali também.
Então, e você acha, Gabriel, que caso seja verdade, né, esse vídeo, que assim, não é um escândalo de corrupção, né, eventualmente se o Flávio Bolsonaro tiver traído a esposa, mas é uma coisa que pega muito mal, né, principalmente para— você acha que não?
Do ponto de vista da lógica, pensando pessoas razoáveis, com certeza. Mas eu acho, inclusive tava vindo para cá com o Thiago Vidal, que dirige o Vivanews, e a gente tava falando disso: a corrupção e as pautas, né, de corrupção e as pautas morais, elas deixaram de ser critérios muito relevantes, eu acho, para eleitorado. Acho que o brasileiro é tão maltratado que todo mundo é corrupto, entendeu? Então eu vou escolher aqui o corrupto.
Que pensa mais próximo de mim. E aí a gente até brinquei falando para ele, falei, cara, a coisa é tão grave que se aparece um vídeo do Flávio Bolsonaro numa orgia, os eleitores mais convictos vão dar um jeito de justificar aquilo de alguma maneira. Assim como se aparecer um vídeo do Lula dando uma raquetada na cara da Janja, que nem o Dan Stuback fazia na novela, também vão achar um jeito de dizer que ele Não, ele é velho, ele está em desconstrução, é horrível agredir uma mulher, mas é o Lula.
Então eu acho que esse tipo de coisa não vai mais nesse momento, nessa eleição não tá sendo muito relevante não.
É só o candidato falar: não, desculpa, eu errei, me indiquem livros para eu aprender. E já supera, né?
Um homem em desconstrução, são dois homens em desconstrução.
Mas acho que você falou uma coisa muito importante, Gente, o brasileiro tá tão machucado, tá tão descrente de tudo que ele tenta até analisar assim aquilo que não é tão grave e aquilo que de fato pode trazer uma solução, né? A gente tá falando de inúmeras pessoas hoje endividadas, pessoas que estão acompanhando essa novela que, né, a gente até falava antes quando era criança, novela mexicana. A gente hoje já tá mais para filme de terror mesmo, que tudo que tá acontecendo.
E aí o brasileiro é obrigado a ir engolindo isso, né, dia após dia, né, Marcílio? Essas pedradas todas aí, esses é mais um paralelepípedo, né? Não é nenhuma pedra, é obrigado a digerir isso. Então eu acho que ele acaba se prendendo no pouco que tem.
É isso assim, pensa muito no bolso, como disse o professor Vila. Acredito muito nisso também, é o que costuma definir eleição. Não à toa, o presidente Lula, todos os anúncios recentes de medidas que evidentemente são eleitoreiras, né, tem a coisa das canetas emagrecedoras no SUS, o reajuste do Bolsa Família, tudo isso em alguma medida são medidas eleitoreiras e que dialogam muito principalmente com as mulheres, que hoje são a maior parte das chefes de família, né, são Olha, 52% dos lares brasileiros são chefiados financeiramente por mulheres.
Então quando você aumenta o Bolsa Família, você tá ajudando essas mulheres principalmente. A questão das bets, que agora resolveu que é absolutamente contra, teve 4 anos para se movimentar a respeito, não é uma coisa nova, mas agora também se colocou contra. E também tem vários estudos que indicam que os homens se endividam mais em bets. E boa parte desses lares que são chefiados por mulheres, as mulheres estão vivendo também esse problema com seus maridos, que às vezes nem põe a renda dentro de casa, mas estão usando a renda da família para apostar.
E a questão das canetas emagrecedoras também, que óbvio elas têm esse apelo estético, mas a gente tem um problema crônico de obesidade no Brasil, de diabetes no Brasil. E são essas canetas originalmente foram feitas para isso, né? E também dialoga muito com as pessoas.
Só precisa lembrar se isso de fato vai acontecer, porque para dengue não teve, teve verba para vacinação.
A única coisa concreta que tá nessas promessas todas foi o reajuste do Bolsa Família. A questão das bets ele não tem como prometer nada, até porque qualquer coisa que ele vai decidir precisa ser submetido ao Congresso, que tende a ser ainda mais conservador do que o Congresso atual. E as canetas emagrecedoras, imagina, em alguns lugares do Brasil você vai no posto de saúde, não tem uma dipirona. Isso só vai acontecer se a gente no Brasil desenvolver uma caneta, se ela for brasileira.
Enquanto as canetas forem todas importadas, não tem a menor chance disso estar no SUS de modo geral e restrito.
E assim, Gabriel, eu vi que o Flávio Bolsonaro ele se pronunciou também sobre do Bolsa Família e defendeu. Eu falei assim, né, porque existe uma ação, né, se não me engano, contra o reajuste, falando que a medida, falando, não, eu concordo, acho que tem que realmente ter um reajuste do Bolsa Família. E talvez sobre as bets seja uma pequena diferença entre os dois, pelo menos o discurso, que nem você falou, uma coisa é a prática, né.
Mas o Lula, ele se mostra contrário a todas as bets. O Flávio Bolsonaro falou que ele é contra o jogo do tigrinho, que é o cassino online, mas que as bets podem ser regulamentadas, né, ou seja, as apostas esportivas podem ser regulamentadas.
Que é um jeito diferente de dizer vamos deixar tudo como tá, porque já é mais ou menos assim, né? O tigrinho já não é exatamente uma coisa totalmente permitida no Brasil. As bets, em contrapartida, estão em qualquer camisa de time de futebol hoje em dia, né? Inclusive a gente viu um movimento forte dos maiores clubes do Brasil dizendo que acabar com as bets é acabar com o futebol. Um pouco complicado. Porque o futebol sobreviveu até aqui sem betes.
É verdade, né? É verdade. Mas olha, acho que agora ela já deve estar conectada aqui. A Madá já tá com a gente? Não, acho que chegou aqui, né? Chegou aqui. Deixa eu ver, vamos testar, que eu tenho certeza que ela já tá, olha, eufórica para entrar aqui com a gente. Tem muita coisa para falar. Madá, você já tá me ouvindo? Boa noite!
Oi, boa noite! Como é que tá todo mundo aí?
Estamos bem melhor agora com a sua companhia, menina.
Tanto babado acontecendo e essa história eu apurei a fundo e estou estarrecida.
Qual delas, minha amiga amada? Qual delas? Porque olha, o cenário tá fervendo sempre, né?
Gente, vocês sabem que eu faço a coisa do jornalismo, da política, mas o que eu gosto mesmo é a fofoca, vocês sabem.
Tem gente dizendo já que você já tá se tornando uma fofoqueira profissional, viu, Madá?
Nossa, meu sonho, meu sonho, meu sonho! Imagina utilizar 30 anos de jornalismo investigativo para fuçar a vida alheia e maldizer.
Olha aí, você pode fazer um canal só sobre fofoca do Planalto Central, imaginou?
Vai ter que, ela vai ter que ficar no endereço que ninguém saiba, né?
Exatamente, sumida.
Eu só não faço isso que eu tenho medo de morrer, eu tenho filho para criar, mas eu sei dessas fofocas.
A gente sabe que você sabe.
Sei, sei, o povo me conhece. Quem trabalha comigo, Rodrigo, que trabalha comigo da minha assessoria, tá aqui. Minha filha, eu sento com a pessoa da política, eles contam tudo da vida, é ou não é? Eles contam a vida pessoal, vidas passadas, eu sei tudo. Amante, amante, sei toda. Eu adoro amante, ex-mulher, adoro.
O meu avô dizia, Madá, que ex-mulher é cargo de confiança. Você não se separa de qualquer uma. Se você não confia na sua mulher, não se separe dela.
Fica com ela, né?
Não, eu tô na história do Masterwatch. Vocês já viram esse site?
O Gabriel tava falando um pouco aqui com a gente, mas eu quero que você explique direitinho para a gente como é que funciona? O que que aconteceu nessa história?
Eu mandei até um filminho aí para o pessoal do Master Watts quando tava fora do ar, porque eu tava— ele tava fora do ar, mas todos os arquivos dele estavam salvos em um outro lugar que não era o site. Então eu conseguia navegar. Ele é um site que tem todas as mensagens do Vorcaro que já foram tornadas públicas, ou pela imprensa ou pela PF, tá? Só que em vez de ser aquele mundaréu de arquivo que você tem que entrar, até jornalista investigador dá um trabalho danado, a pessoa organizou visualmente como se fosse um WhatsApp.
Então você entra ou pelo seu computador ou pelo celular e ele parece ou WhatsApp Web ou WhatsApp do seu computador, e você olha como se você fosse um porcaro.
Ó, ela, eles colocaram aqui na tela, meninos. Ó, esse é o site maravilhoso.
Isso dá até um gatinho. Eu fiz uma busca por Peleleca.
Ai, meu Deus!
Olá!
Ai, que coisa! Olha lá, fiz a busca.
Que coisa maravilhosa!
Enfim, prioridades, e tá lá o Peleleca. Ele tinha, tem 65 mil mensagens. Não sei lá. Olha, esse aí, ele fazia o impossível. Mas assim, mesmo quando faz o impossível, o homem é Forrest Gump, né? É contador de história. O que ele contava de história para essa mulher? Enfim. Aí, Jacques Wagner, primeiro assim, esse site cai e cai um outro site que é do mesmo dono que chama Recomenda Memes. Ele recebeu um aviso que ia cair o Recomenda Meme por ordem judicial, mas ele não sabia nem qual o processo, que nem notificado ele foi.
Só que caiu junto o outro site também. Aí eu fui investigar, o Master Watts, ele tava hospedado dentro desse site Recomenda Meme, que é um site que esse rapaz tem de filmes e séries. Como ele tava hospedado dentro, a justiça mandou derrubar tudo. O Jax Wagner entrou no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia dizendo que havia desinformação e fake news colocando ele em conversas com o Vorkaro. Eu não sei se vocês repararam, mas ali eu passei todas as conversas. Eu entrei no site, não tinha nenhuma conversa de Jax Wagner ali, não tem.
Então é uma autoacusação.
Então, no processo tem esse print. Eu mandei um print no processo, tinha um print mostrando o que que era o site, tá, que era uma coisa de WhatsApp mesmo, em que aparecia o Jax Wagner. Só que a conversa do Jax Wagner que tá ali é uma conversa de um outro site da época da Lava Jato, e que é uma conversa, data de 2016, olha lá. Olha aí, essas pessoas aí não estão no outro que eu te mostrei, tá vendo? Sim, não estão no outro, é outro site.
Ah, ele, ele, ele processou, ele fez o pedido então em cima desse site que você mostrou antes, mas essa montagem específica é referente a outro lugar.
E ao contrário do que ele diz na peça que ele entrou na justiça, Não fala nada dele, de Vorcário. Isso aí é da Lava Jato, é coisa antiga, é coisa de quando Vorcário era menino de igreja, apresentava TV gospel.
Mas é isso que dá botar véio na net, né? Já que entendeu de onde era.
Agora, e o juiz?
É outro, né?
Eu tô com a sentença. O juiz vai argumentando assim, que você não tira nada do ar A não ser que ele seja recalcitrante em negar decisões. Ou seja, você só manda tirar uma coisa do ar se você perguntou para a pessoa o que tá errado, informou o que tá errado, a pessoa não corrigiu. Você pediu para tirar do ar uma vez, pediu para tirar duas, pediu para tirar três, não corrigiu nem tirou. Aí, numa excepcionalidade, a justiça, em tese, que eu já sou contra, mas em tese poderia dar uma ordem para tirar do ar.
Tirar do ar Vai lá no NIC.br, que é onde gera a internet, e esse endereço não funciona mais. Não houve nada disso, nem notificada a pessoa foi, e nem checar que site que era a justiça fez e mandou tirar do ar, mandou tirar do ar. E o NIC.br não tem como fazer, o NIC.br recebe a ordem para tirar do ar. A justiça não manda nem comunicar o dono, tá, que eu li o processo, não manda comunicar. É primeira instância, porque o NIC.br, que controla a internet, não é um órgão governamental.
A governança da internet brasileira é democrática. Ela tem instituições da sociedade civil, ela tem várias coisas aí que, enfim, é um grupo grande. E aí eles avisam a pessoa que caiu o site. Esse aqui é o outro que tiraram do ar, que eu ainda não sei qual é o processo, mas esse é um caso diferente porque é o seguinte: site. Isso é rede social que foi tirada do ar. O Polymarket do Brasil, o oficial em português, foi tirado do ar, como vocês podem ver, por ordem judicial.
E aí que a diferença: quando é numa rede social que tira o perfil, a rede social diz esse perfil foi tirado do ar devido a uma ordem judicial do Brasil. Quando o governo manda tirar o site Ninguém fica sabendo que tirou. Eu apurei que tem já centenas de milhares de sites tirados do ar, muitas vezes com ordem desse, com ordem sigilosa pelo poder público no Brasil. Poder público que eu tô falando é todas as instâncias. Isso virou uma festa do caqui, que dá para ver no que aconteceu nesse site.
Aí, bom, o Jax Wagner viu um site, mandou tirar do ar O juiz mandou tirar sem nem notificar o cara, deu o maior fuá. Aí o PT desistiu da ação, Jax Wagner desistiu da ação, e aí mandaram o site voltar. O site já está de volta para você que quer fuçar as conversas do Borracharo. Mas as perguntas que não querem calar: o que que vai acontecer com o prejuízo que esse rapaz teve? Porque ele teve que ir atrás de advogado, outro site dele caiu do ar, etc.
Como é que a defesa do seu Jax Wagner explica ter visto um site, mandado tirar do ar outro? Como é que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia explica ter feito isso, ter tomado uma medida tão drástica, tão autoritária, que interdita o debate público sem nem ter notificado a pessoa do site? Sem nem ter clicado para ver o que tinha no site. Então assim, é algo que preocupa muito. Tem um técnico que é muito sério, que inclusive é da Free Speech Union, o Thiago Ayub, que ele é o cara que tá há anos falando desses sites que são tirados do ar.
Houve uma série de mudanças na legislação brasileira com relação ao marco civil da internet. E hoje se consegue tirar não só perfil de internet, mas tirar site do ar, e muito. O perfil da internet a gente pelo menos fica sabendo que derrubou, os sites não. E esse caso ficou evidente porque no meio da eleição o Polymarket do Brasil, não sei quem tirou do ar, ninguém sabe até agora, muitas dessas ordens são sigilosas. Agora, coincidentemente, ele é tirado do ar Logo depois que a bolsa de apostas muda.
Não sei se todo mundo sabe o que que é Polymarket. Polymarket é uma bolsa de apostas que você pode apostar em qualquer coisa. Então tem uma aposta de quem é que vai ganhar a eleição para presidente do Brasil, e o Lula vinha liderando desde sempre. De um mês para cá começou a cair, começou a cair, e o Flávio a subir. Hoje tá 60 e pouco Flávio, 40 Lula. Não é quem diz que vai votar, é quem botou uma aposta que o cara ganha. Logo em seguida dos perfis deles fazerem o post com isso, os perfis são tirados do ar.
Pode ser uma coincidência, pode ser. Enfim, eu também não quero que derruba meus perfis, então vou falar que deve ser uma coincidência.
Mas então deixa na minha conta aqui, ó, Madá, sem maiores explicações. Conta da Polymarket Brasil amanheceu nesta quarta-feira com a mensagem que a gente mostrou agora: conta indisponível no Brasil. E de acordo com uma nota da Advocacia-Geral da União, que responde por Jorge Messias, que também tá ali no enrosco todo com o Supremo, com tudo, de acordo com a AGU, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda atuou para retirar as referidas postagens do ar.
A AGU afirma ainda que no caso de futuras postagens sobre esses conteúdos por candidatos, a decisão cabe à Justiça Eleitoral.
Então, a AGU é uma festa do Caqui. Você lembra quando eles me censuraram?
Claro, claro, porque naquele episódio, né?
É tirar o meu post do ar, um post em que eu falava contra o PL da misoginia E não vou nem entrar no âmbito, você não tem lugar de fala. Não, eu não tenho lugar de fala, nem de fala nem de falo. Você veja o que que é, é só me ferro. Aí fui lá falar que, olha lá, foi travado. Que susto!
Você tá aí?
Que susto! Censurada de novo.
É, a gente nunca sabe, né, o que que vai acontecer. Mas enfim, eu falei contra o PL da misoginia, fizeram uma falsa denúncia dizendo que eu tava desinformando porque eu critiquei um projeto que a turma do amor ama, mesmo sendo o mais mal feito do mundo. A AGU foi lá e mandou derrubar minha postagem. Agora nós estamos vendo que a Secretaria de Apostas mandou derrubar uma conta. Mas por que que não manda derrubar então conta de todas as, tudo que é aposta?
Por que que não manda? Por que que manda derrubar só uma e não as outras? Essa que é a questão.
E mais, né, Madá, se enquanto o Polymarket tava dando o presidente Lula na frente, aí tava liberado, aí o perfil podia funcionar. Quando o cenário inverte, não pode. É curioso, né?
E foi muito curioso, eu fiz uma live no meu canal anteontem mostrando essa inversão da Polimarket. Muita gente mostrou no meio político assim. Acho que fora do meio político as pessoas não viram, mas no meio político muita gente viu. Aí eu fui atrás, Gabriel, você sabe que nas últimas eleições de Portugal, eles mandaram também tirar a Polymarket do ar. Que curioso, é, mandaram tirar a Polymarket do ar.
É porque é um indicador que é importante assim do ponto de vista de quem analisa, principalmente é uma coisa que nos Estados Unidos é muito grande, muito famosa há muito tempo, mas é possível você em alguma medida conseguir extrair sinais do caminho das eleições, né?
É, ele não diz quem vai votar em quem, mas o que que isso diz? É uma pesquisa, é uma coisa diferente assim. Em quem que o pessoal tá pondo dinheiro que acha que a pessoa ganha?
Isso, porque pode até ter gente que vote em alguém, mas acredite que o outro vai ganhar. Então ali dentro do Polimarket E por isso que a dispensa inclusive é maior, né?
Sim, porque assim, o mesmo cara, o cara que vota num e acredita que o outro ganha, ele coloca lá que ele acredita que é o outro que vai ganhar, ele quer ganhar aposta. E assim, qual é a regra? Porque a grande coisa dessas eleições todas, eu pergunto, qual é a regra para internet? Qual é a regra? Porque a redução de alcance dos perfis dos candidatos, os candidatos ficaram sabendo como funcionava depois que começou a eleição.
Bom, só depois o conceito de deepfake foi determinado outro dia, né?
Exato.
É, e assim, e o que eu vejo, eu já trabalhei no Judiciário, inclusive você sabe que o despacho que colocou colocou o STF nas redes sociais foi meu.
Você tá em todas as buchas, né, Madeleine?
Todas as buchas. Eu fiz o despacho que colocou eles nas redes sociais. E na época havia contato com as empresas de redes sociais, mas assim, havia um contato visto de forma crítica, porque o poder público serve o público. E as empresas são grandes empresas, mas elas não são o público, elas são uma fatia que tem os seus interesses, como todas as outras têm interesses legítimos. Então assim, a eleição desse ano é o quê? Se você não puser dinheiro na rede social, a sua rede social cai assim para 2% do alcance.
Isso foi o TSE que decidiu. Se fosse a Meta que tivesse decidido isso, eu entenderia. Mas qual é o interesse do poder público em botar dinheiro na meta. A gente não pode pedir dinheiro para empresa, empresa não pode contribuir para campanha, o dinheiro vem desse fundo eleitoral que eles criaram. Aí você pega dinheiro público e obriga o candidato a pôr na meta para ele não sofrer shadowban?
É, parece que falta algo no meio do caminho, né?
Aí, ó, ela tá travando.
Eu ia dizer, Madeleine não botou dinheiro na meta.
Não botei dinheiro na meta, gente. Mas enfim, é essa que eu acho que é a questão. Se faz um monte de regra sem o conhecimento sobre. Então o que que aconteceu com internet nessa eleição? A internet privilegiou quem já está no poder e quem tem campanhas multimilionárias e quem tá fazendo impulsionamento ilegal de fora do Brasil. Quem não é nenhum desses 3 casos se deu mal. Era isso que a Justiça Eleitoral queria? Ou a Justiça Eleitoral quis uma coisa e, por imperícia e excesso de confiança combinados, conseguiu o exato oposto?
É o que eu me pergunto. A gente não sabe as regras, né? Eu acho que esse é o maior problema. Esse é o maior problema. E aqui, no caso da Polimarket sair do ar e do pobre do rapaz do Master Watts, é isso. Agora o Master Watts voltou e eu quero recomendar a todos vocês que fuçam o site como se vocês fossem um Vorcaro. Gente, é sensacional, é sensacional! E vocês, meninas, entra nas mensagens de Vorcaro com a ex e lembra todas as festinhas que ele tava e o conversei que ele tava junto.
Ela tá querendo Não, ela tá querendo causar discórdia com comentário desse. Mas dá, você tá doida? Tem gente que vai julgar. Só que lembrem que os jurandires da vida não são forcados, né?
Uma coisa é cota de jato, outra é cota de Celta, né?
Exato. Então, exato.
Mas às vezes, às vezes o caô é o mesmo, né?
É verdade.
A lábia mesmo, você andar de céu, tem que passar vergonha depois. Essa aí pode ter ficado p da vida e passou vergonha, mas com noivado de não sei quantos milhões, andando de Ferrari, ganhando apartamento. Pensem nisso, meninas.
Mas ó, por falar em suspender, a gente tem que falar do Deltan também, né?
Absurdo, absurdo. Assim, é uma coisa completamente absurda. A cassação do Deltan foi a coisa mais absurda que eu já vi na minha vida. É indecente que os outros parlamentares tenham aceitado de uma forma tão passiva, porque a pessoa pode odiar o Deltan. Qual foi a justificativa para caçar o Deltan? Que ele teria renunciado ao cargo de promotor para escapar de um processo administrativo. Qual é este processo administrativo? Não havia nenhum processo administrativo.
Como é que pode se aceitar que a vontade de tantas dezenas de milhares de eleitores seja cassada por um sofisma desse? E agora é esse mesmo sofisma que vem para se chegar numa decisão completamente esdrúxula que ninguém entende. Porque assim, o Deltan é candidato, o nome do Deltan tá na urna, vai estar na urna. O nono número do Deltan, ele é candidato, mas ele não pode fazer campanha.
É, e é gravíssimo, né, Madá? Porque o registro foi concedido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, mas ainda não foi definitivamente negado pelo TSE. Então a gente corre o risco aqui do número do Deltan estar na urna, foto dele estar na urna, milhares de pessoas votarem nesse candidato e descobrirem depois que os votos delas todos serão anulados, né? Porque se descobrirem depois que a candidatura, né, se decidirem, não é descobrirem, se decidirem que a candidatura não é válida, não é que esses votos vão para o partido, esses votos vão ser utilizados, eles são completamente descartados, né, Madá?
E existe uma questão que eu considero que é mais pesada, que é o seguinte: é a vontade popular. Foi uma cassação do mandato de deputado sem nenhuma justificativa. Isso que fizeram agora é um arranjo esdrúxulo, porque que história é essa do cara ser candidato mas não poder fazer campanha? É uma coisa completamente louca. E na reta final da campanha. E aí me fala, quem tá decidindo isso é quem era brother do Forcaro? É os cara que era amigo do Forcaro que estão num escândalo milionário com o maior gangster do Brasil, então eles mandando na vida dos políticos.
O caso do Deltan ainda tem o seguinte: um dos ministros que votou contra ele, ele na época da Lava Jato apontou um ministro como um dos proprietários do resort no interior do Paraná. E foi dito que era mentira. Ministro já se declarou suspeito em outras ações envolvendo Deltan por causa dessa briga dos dois lá atrás. A gente tá agora vendo decisões sobre candidaturas, candidaturas que o povo quer. O Deltan é primeiro colocado no Senado, é o primeiro colocado.
Não é que eles estão tirando um candidato da rabeira, estão tirando o primeiro. O povo o povo quer, o povo tá decidindo. Aí pega esse cara justo na hora que fala, putz, o cara vai ganhar, impede o cara de fazer campanha, sendo que os dias finais são os mais importantes de qualquer campanha. E as pessoas são as que estão convivendo com uma situação em que os juízes mais importantes que julgam os políticos têm relações concúrias com o maior gângster do Brasil, que é o Daniel Vorcaro, já comprovadas.
E eles não conseguem decidir nem se eles vão investigar essas relações. Isso eles não conseguem decidir, mas tirar o candidato mais cotado para vencer o Senado por um estado, eles conseguem decidir?
E essa decisão de 5 a 2, né, que contou com o voto do ministro Dias Toffoli. Ela é muito parecida com aquela decisão monocrática que o Toffoli havia tomado em relação à campanha do Renan Santos, né, Madá? E que também foi amplamente rechaçada, inclusive pelos grandes juristas eleitorais do Brasil. Não, não havia previsão para aquilo diante de uma falha de cadastro, né, que era isso que o Renan tava respondendo.
E uma falha de cadastro que foi corrigida. Quando ele corrigiu Não, e aí ficou aquela coisa esdrúxula, porque a falha de cadastro é que ele não declarou as redes sociais dele. Aí foram lá a Sâmia Bonfim, a Tabata, falar: é isso mesmo, não declarou, tem que se ferrar, usando a rede social que elas não declararam também. Tirar elas do ar?
Não.
É isso que eu falo, ninguém sabe qual é a regra. Qual que é a regra? Ninguém sabe qual é a regra. A regra é o quê? O que esses ministros decidem, esses mesmos ministros que estão ou envolvidos com o Forcaro ou convivendo com gente que tá envolvida com Forcaro, decidindo junto, e ninguém investiga eles. Essa, esse excesso de interferência da justiça nas eleições é inversamente proporcional à interferência que a justiça precisa fazer em si mesma diante do caso Márcio.
Ali era a primeira coisa que precisavam ter mexido, porque a interferência da justiça nessas eleições tá sendo maior do que nas anteriores.
E o pessoal preocupado com interferência estrangeira, né, Madá? Interferência tá aqui doméstica.
Aqui, exato.
Não, essa coisa de interferência estrangeira, Gabriel, eu tenho para mim o seguinte: você sabe, na minha igreja, Paróquia Santa Cruz, de Cotia tá tendo um grupo de oração, tá fazendo toda semana oração pelas eleições, pelas eleições. Tem que ter mesmo, porque assim é uma coisa que, olha, te falar, é isso de falar de interferência externa, eu tenho muito medo, porque é o seguinte, eu tenho medo que comece com essa conversa e queira adiar a eleição depois. Eu tenho muito medo.
A gente até falou disso da última vez, na última semana. Você acha que realmente corre esse risco, Madá?
Eu acho que corre o risco de tentar, de conseguir é outra coisa. Eu acho que o mundo político não aceita. Assim, eu quero crer que o mundo político não aceitaria, mas aí eu fico pensando, quem já tá no poder, se falar você fica mais um tempo, a pessoa vai ficar feliz ou triste? Ela vai ficar triste porque não vai ter eleição, vai ficar feliz porque vai ficar a mais. Então isso é algo que eu temo. Agora, essa conversa de interferência estrangeira em eleição, isso não me cheira nada bem.
Isso assim não me cheira nada bem. Os países que vêm com essa história são todos países que começam com conversa torta depois. E assim, só percebeu a tal da interferência agora? Que tá perdendo? Quando tava ganhando não tinha interferência? É uma eleição muito, é uma eleição assim muito, muito, muito esquisita e que o STF roubou a cena, né? Ninguém fala dos candidatos, é uma eleição que ninguém fala dos candidatos, nem debate os candidatos, nem para presidente estão indo.
Ninguém fala de candidato, de proposta, de nada. Querem saber só de STF, roubou a cena já.
Exato.
E esse excesso de regras, gente, a Justiça Eleitoral assim tem uma maluquice. Saiu uma regra essa semana, você sabe o que que é o wind banner, né? Que aquele banner que geralmente comércio tem, que agora vocês estão vendo todo lugar com a cara do candidato. Wind banner é uma peça cara. Existe uma regra do TSE, você usar o wind banner é que nem se adotar um filho novo. Porque o wind banner, ele tem horário para ficar ali, ele não pode ficar o dia inteiro.
Você não larga um wind banner ali, você tem a hora que você tem que pôr, tem que ter gente vigiando que esses wind banner não pode sumir pela cidade, tem que botar um vídeo. Então aí tem que tirar de noite, isso, levar para guardar no lugar seguro e devolver de manhã, ok? Então já criaram essa regra que para você ter um wind banner é praticamente você cuidar de uma criança. Cada wind banner é na criança que você está cuidando.
Beleza. E a Justiça Eleitoral, num processo nada a ver, decidiu essa semana que em 3 municípios de São Paulo, Aparecida, Roseira e um outro, não pode mais usar o wind banner. Aí eu te pergunto, um candidato que já contratou, já gastou e já pagou a equipe para botar o wind banner, e o público dele é de Aparecida, Esse dinheiro foi gasto à toa, ele podia ter gasto com outra coisa, correto? Quem que paga o prejuízo? Do candidato e dos cofres públicos, porque esse dinheiro saiu do fundão eleitoral, que é dinheiro público, né? Entende?
Claro, claro.
Então eleições, eleições assim, e essa é uma decisão regional de São Paulo. Aí você tem uma outra decisão regional na Bahia que tirou outro site do ar. As decisões judiciais estão interferindo muito nas eleições esse ano, e essa que é a questão. Um judiciário que pede hoje não mandar o Zema tirar os intocáveis do ar. Vocês viram isso?
Não, essa eu perdi também.
Hoje, final da tarde, saiu uma decisão do TSE, do Ministro Cássio, com K Nunes Marques, Precisa tirar aquela série Os Intocáveis do ar, que aquela série que ele faz os bonequinhos, que tem dos ministros do Supremo, tem adversário político, daí sabe, é dos bonequinhos, que fez um sucesso do caramba. Aí o ministro Nunes Marques falou que, como é que é, isso provoca os vídeos dele, corroem confiança que o brasileiro tem nas instituições.
É muito bom, né? Porque o que corrói a confiança, credibilidade, é sempre a reação das instituições ou da sociedade em relação ao que eles fazem, e nunca o que eles fazem. É enlouquecedor.
Olha, se eu quisesse ser censurada, eu questionaria o que corrói a confiança no TSE, Ministro É o vídeo do Zema, ou é se hipoteticamente um ministro do TSE tivesse saído com uma garota de programa, dado um calote de R$10 mil e tivesse sobrado porcaro pagar, e isso tivesse ficado famoso no Brasil inteiro? Eu diria isso se eu quisesse ser censurada, mas não estou dizendo isso.
Não está dizendo, vamos deixar claro. É, vamos deixar claro que a Magá não— isso é hipoteticamente.
Poderiam fazer esse raciocínio que eu não estou fazendo.
Já pensou se eventualmente o presidente do Tribunal Superior Eleitoral aparecesse ali mensagens pedindo desconto em diária de hotel para um gangster? Seria ruim para o processo também.
Seria nós, hein? Cá entre nós, é miserê, né?
Eu falei, é rastaquera, é uma baixaria. Matar. É, olha que ódio! Nem para roubar, para fazer algo, né, com nobreza.
Olha, com toda sinceridade, o Zema podia abrir uma produtora de cinema e ficar fazendo vídeo o dia inteiro. Os vídeos dele não causariam corrosão da confiança de 1% do que a vida dos ocupantes de cargo nessas instituições têm feito. Verdade, você não podia morrer de fazer vídeo, não tem como, gente. E mandaram ele tirar isso aí do ar.
Mas é aquilo que a gente já falou sempre, é dois pesos, né? Duas medidas, dois pesos. A lei, ela tem que ser aplicada dependendo para quem.
É cada vez mais, né? Vocês veem assim, eu trabalhei na STF em 2008. Faz 15 anos. Isso que eu tô vendo aqui, eu te juro, eu nunca imaginei. Se alguém naquela época tivesse me dito metade do que tá acontecendo hoje, eu diria que a pessoa é louca. Eu nunca imaginei. E vocês vejam que foi muito rápido. É algo que acontece assim em menos de 10 anos. Em menos de 10 anos nós estamos aceitando coisas que 15 anos atrás eram completamente inaceitáveis.
Inaceitáveis.
Imagina, imagina quando julgaram o Mensalão. Vocês lembram que quando julgavam o Mensalão teve o julgamento? Mensalão começa com o ministro que passou uma tapioca no cartão corporativo que não podia passar. Vocês lembram disso?
É verdade, era outro Brasil, né?
Vivemos, né, no outro Brasil. E a minha questão é: até que ponto as pessoas vão aceitar isso? Porque a corrupção dos políticos, a gente sempre teve o Judiciário para equacionar, correto?
Isso é, esse é o ineditismo do momento atual, né?
Que assim, com maus políticos uma nação sobrevive, porque políticos precisam ser trocados com a mesma frequência que as fraldas. E suas mães entendem muito bem a razão. Agora, os juízes não são trocados, os juízes são vitalícios, todos concursados ou não.
É verdade.
Então assim, o padrão moral que a gente espera deles— não tô falando de padrão técnico nem da questão de se cometeu crime ou não, porque aí é questão de cadeia— tô falando até para além disso. O padrão ético e moral que é necessário para preservar a instituição quando os cargos são vitalícios é muito mais elevado, porque o do deputado, do senador, até do presidente da República, o povo vai lá e troca, cansa e troca. Vai falar, mas o Lula tá não sei quantos mandatos.
O Lula, que tá 8 mil mandatos, se pudesse ficava mais 10 mil, Ele vai ficar menos tempo do que a maioria dos ministros do Supremo que tá aí.
Isso é muito importante de você falar, Madá, porque uma das coisas que, uma das cobranças que eu mais recebo nas redes é justamente essa assim: ai, mas você tá obcecado falando de Supremo, a gente tem uma eleição batendo na porta, você não para de falar do Supremo. É mais relevante, com certeza, é mais importante para o futuro do país que a gente discuta essas pessoas que só saem do cargo quando estão perto da morte. Importante do que quem de fato daqui 4 anos pode ser trocado novamente.
Com certeza.
Agora, os ministros, a grande questão, olha, pode ser polêmico, enfim, vou falar, é o que se diz no mundo político: nós só vamos ter eleições tranquilas se o povo que fez contrato milionário com o Vô Caro e ficava trocando o zapzinho de oi, meu brother, meu amigo, meu amigo de fé, irmão camarada, se afastar. Se afasta. Se tiver um pingo de amor pelo Brasil, se afasta. Deixa esse restinho de campanha eleitoral os candidatos fazerem campanha. Mas enfim, não creio que isso acontecerá, infelizmente.
E, Madá, olha, eu vi lá, ela passou uma informação agora importante, que o Renan não foi convidado aí para o debate da Globo.
Eu acho que a Globo só convida se tá acima de 5% na pesquisa, não é?
Não sei, não tem informação aqui.
É isso também, não, pela legislação não precisaria, né?
Mas eu não sei, eu não sei qual é a regra deles, tá? Eu não sei qual é a regra deles e o que é que eles disseram para o Renan. É, gente, o debate da Globo vai ser o primeiro debate, né? O Flávio e o Lula vão?
Você acha que eles vão?
Não, o Lula não vai. Ele acabou de anunciar também que não vai. Não vai participar não.
Que democrático, né? Realmente.
Olha só.
E aqui, só para a gente deixar clara a regra, né, que a Justiça Eleitoral manda seguir, é que devem ser garantidos os convites apenas para partidos federações que elegeram pelo menos 5 parlamentares na última eleição. A partir disso, eles podem decidir se chamam mais ou não. Aparentemente optaram por não.
Ah, então é isso, então é isso. Porque, e o parlamentares que a gente fala é deputado federal, né? Tudo a conta é por deputado federal. Se juntar, eu acho que tem mais gente de omissão eleita. Enfim, é muito triste, né, gente? Agora o Lula, eu acho que ele não vai. O Collor ganhou assim, para que que ele vai?
Eu não sei nem se o Flávio vai agora com essa confirmação aí que o Marcílio leu, que o Lula disse que não. Provavelmente, acredito que não teremos Flávio também, né?
Ele não precisa.
Se o Lula não for, ele não precisa ir, porque aquilo que a gente já falou, ele vira o alvo, né?
Sim, para ele não, para ele não vale a pena ir se o Lula não for. Para ele vale a pena se fosse todo mundo batendo no Lula, né, que é o que iria acontecer ali. Agora, enfim, gente, é uma, é uma eleição muito esquisita, é uma eleição que tá muito esquisita. Eu tenho falado para as pessoas o seguinte: muita gente já tava de saco cheio da política, não é de agora, né. Não foi votar na última, não foi votar na penúltima, não faz nenhuma questão. Nessa, saia de casa e vá votar.
É muito importante.
Ah, mas o presidente, eu não quero. Gente, pelo amor de Deus, me escolhe gente que presta no Legislativo. Tem 4 no Legislativo para você votar: 2 senadores, 1 deputado estadual, 1 deputado federal. Escolhe essas pessoas porque a gente tá diante dessa zona toda por causa do quê? Porque o Legislativo não é forte. Sabe quantos votos o Davi Alcolumbre teve para ser o grande todo-poderoso do Senado?
10 mil, não foi? 10 mil votos?
Não, são 160 mil votos que ele teve.
Isso, isso, isso.
Sabe quantas pessoas deixaram de votar nas últimas eleições? Na última eleição presidencial 31 milhões. Olha só, sabe quantos deputados bons e senadores bons 31 milhões de votos fazem?
É, não. E a diferença, né, Madá, isso é uma coisa que também deveria ser discutida eventualmente no Congresso Nacional, uma reforma geral da maneira como a gente convencionou escolher os nossos políticos e o valor do voto de cada um, né? Porque Davi Alcolumbre se torna presidente do Senado Federal, tendo sido eleito com 160 mil votos, mas tem gente em São Paulo que recebeu 2 milhões e não conseguiu se eleger. A quem cada um representa mais, né?
Não é assim, você imagina que o Davi Alcolumbre, presidente do Senado, teve 160 mil votos, e aqui em São Paulo Janaína Pascoal, 2 milhões e cacetada, deputada estadual.
Entende?
Então assim, também tem a questão de quantos deputados cada estado tem, porque ainda no Senado você pode falar que representa os estados, papapá, é uma outra discussão. Mas para deputado federal é muito desigual. Os estados mais fortes da federação economicamente, culturalmente e com mais população, o meu voto, o nosso voto aqui vale a metade que o voto de muitos estados. Claro, eu voto meio, entende? Para o Legislativo a gente vota meio.
Isso é algo que precisa ser discutido e que parece que não tem interesse nenhum em fazer essa discussão. Por isso que eu digo às pessoas: vão dessa vez, olhem direito. Deputado, tem muita gente que escolhe quando tá na porta do colégio lá para votar, cata os papel no chão. Ah, olha esse aqui, gostei desse aqui, vou votar nesse aqui, gente, não é? Ou fala assim, vou fazer um churrasco hoje. Meu amigo que foi comandante, foi corregedor da PM, Coronel Marcelino, tava me falando o seguinte, eu não sabia disso, as organizações criminosas estão dando salve, todo mundo é obrigado a ir votar.
Mandar a família votar. Então quem tá me vendo e falar, aí, vou fazer churrasco, saiba o seguinte: você não vai votar, quem é relacionado com crime organizado vai, e vai eleger os candidatos deles para o Legislativo. Espero que esses candidatos você considere bons para decidir o destino da sua família. Se você considera que esses candidatos não são bons, então vai você e bota o seu votinho lá. Essa é uma eleição que precisa ir.
Os presos provisórios que não iam mais votar caiu, vão votar agora. Então assim, você vai fazer churrasco, não vai votar, o preso provisório vai votar e ele vai escolher quem vai ficar lá. Então é uma eleição em que as pessoas precisam acordar para o fato de que, ah, mas já tava ruim. Já, já não tiro a razão de quem não tem mais paciência, para nada, porque a paciência do país está esgotada. Mas é o seguinte, só com um Legislativo forte a gente tem a chance de ter alguma mudança.
Você pode falar, mas eu não acredito em mudança. O que que é 100% certo? Se nada muda, se deixa como é que tá, vai ficar igual que tá. A nossa única chance de mudança é tentar alguma coisa. Tenta alguma coisa, gente. Então queria que o pessoal acordasse. Eleição não é esse fim de semana, é o Vai lá, gente, vai lá! Não desanimem. No Brasil inteiro, no Brasil inteiro tem gente boa se candidatando, que achou que era hora de colocar o nome nas eleições.
Tem gente boa na direita, tem gente boa na esquerda, tem gente boa no centro, tem gente boa de causa animal, tem gente boa de causa da mulher, tem gente boa de todo canto que saiu. Dá uma olhada com carinho, pô. Dá uma olhada com carinho. É isso.
Nesse momento, acho que mais do que nunca, isso que a Madá falou é extremamente necessário. Madá, queria agradecer demais a sua presença mais uma vez aqui com a gente, né? E você sabe que semana que vem a gente tá aqui, precisa aí que você tá por dentro de tudo que acontece na política, da sua companhia.
Um beijo para todos, pessoal que tá aí estúdio, nos bastidores, a Fernanda, o Marcílio, meu amigo querido Gabriel Weiner. E queria deixar por final o meu parabéns para a equipe, a forma como conduziu o debate presidencial. Eu tava lá, é uma eleição muito desafiadora, já é uma tensão no ar, mas assim, foi uma coisa em um outro local com uma transmissão de excelência. Gente, foi muito legal! Vocês não têm noção do que que precisa ter atrás das câmeras para você conseguir ver um debate com candidatos à presidência da República numa eleição tão esquisita quanto essa está.
É uma situação de tensão enorme que exige muita técnica, e a equipe do Inteligência entregou tudo. Bastidores maravilhosos. Beijo e parabéns a todo mundo!
É verdade. Ó, um beijo, minha querida, obrigada, viu?
Tchau, tchau.
Bom, é isso aí, né, gente? Brasil pegando fogo. A gente não sabe, é o que a gente tava dizendo, a cada minuto tudo muda, né? Mas vamos dar uma aliviada nesse assunto, hein? Vamos, Marcílio.
Eu tô com medo de notícias, eu vi coisas que eu não queria ter visto.
A vítima é o Gabriel sempre, tá?
Tinha esquecido esse detalhe para ele então, né? Então, meninos, roda a nossa vinheta. Olha, hoje eu trouxe um para cada, para ninguém ficar chateado. Um para as meninas, outro para os meninos, certo? E eu vou começar falando com você, minha amiga, que tá ligadinha aqui até esse horário. Moda muda constantemente, todos os dias. Agora, essa moda, eu não sei, depois vocês me contem aqui se vocês têm coragem de aderir, porque eu— é o seguinte, meninos, um vídeo que ensina a decorar os pelos das pernas com maquiagem acabou viralizando e promete ser tendência.
E aí eu queria pedir, convidá-los para assistir comigo, porque não é qualquer pelo. Pelo, tá? Ah, meu Deus, você tem que ter um pelo considerável ali. A gente tem o vídeo, não tem? Olha lá, vamos acompanhar. Minha nossa, é uma perna aí de uma garota, ó, e ela vai ensinando passo a passo como é que você faz essa decoração. Tudo bem, gosto não se discute, mas a surpresa foi que esse vídeo viralizou e os comentários são incríveis.
A grande maioria Aprovou. Não é possível, tô te falando. Aprovou e diz o seguinte, que gostaria de tentar a técnica. A gente vai ver ela aí. Tem finalizado ela, né, meninos? A gente tem finalizado. Ela vai fazendo ali o coração um a um, vai explicando que você tem que usar um rímel incolor tal. Só que o que chama atenção é a quantidade de pelos, né? Ó, e aí você vai decorando conforme o gosto aí do freguês.
Faz com rímel, é isso?
Ela vai maquiando, ela faz primeiro os desenhos com rímel e aí ela faz essa maquiagem aí, que inclusive você pode usar as suas cores da sua preferência, né?
Eu, olha, as coisas estão tão tortas na vida que eu tô feliz que é na perna.
É, podia ser, a gente podia estar vendo uma outra coisa, na verdade, né?
Nos 80. Que bom que é perna, é perna. Ufa, não foi tão ruim.
Não aprovei, achei isso aí horrível.
Não vou curtir.
Mas agora a moda é para os meninos. Aquele que de repente tá solteiro, tá encalhado, tá querendo arrumar aqui uma companhia, precisa entrar agora na nova onda. Sabe qual é? Tá de preto.
Aliás, só uso preto praticamente. Então, será que você não vai achar que deve ser para mim isso aqui, ó?
Já tá na moda.
Esse All Black é literalmente dos pés à cabeça, né, meninas? Vamos ver se o Bigoda gosta. Vamos lá. Olá, você vê aí o modelo, ó, você entendeu? É com muito estilo. Diz que isso é irresistível, ó.
E ele lembra um pouco O Marcílio.
Não lembro o Marcílio Bigoda, você acha? Olá! Ó, e aí, Marcílio, você falou que adora preto. Bigoda já achou parecido com você. Inclusive tem um detalhe da bolsa, tá? Isso é muito importante, os homens agora estão usando bolsa.
E aquela cuequinha, você dá aquele jeito mesmo, é preto, diz que é um tchan, é um tchan.
E aí, olha lá, você se torna irresistível. Tem um movimento.
Uma viradinha de cabeça.
Tem.
O que que vocês acharam, meninos?
Eu particularmente não usaria, Fih.
Eu deixaria para o Marcílio.
Você achou que combinou mais com o estilo do Marcílio? O que que você acha, Marcílio?
Achei que assim, a camiseta e a calça tá legal. Acho que o resto, né, aquele sapato, a bolsa, cuequinha, acho que eu passo.
Você passa? O que que você achou, Gabriel?
Me parece que ele tá com fome, o rapaz, né? Uma coisa muito Ele tá magro, né? Ficou, você chama atenção mais para outras coisas ali do que, do que para o All Black.
Bom, gente, a gente tá chegando aqui ao final do nosso Notícia Ilimitada. Gabriel, queria agradecer demais, demais a sua presença, que é assim muito legal. Gosto muito do jeito que você fala, todo mundo gosta, e com certeza você vai estar aqui mais vezes.
Obrigado pelo convite, sempre um prazer estar aqui com vocês. Me segue no Instagram, @gabrielsweiner.
Agradeceu o Marcílio também.
Bom, gente, foi um prazer aqui ter a companhia de vocês essa noite. Quem quiser, minha principal rede é o YouTube, Professor Ricardo Marcílio, mas também o Instagram, posto algumas notícias lá, @prof_ricardomarcilio. E até semana que vem.
É isso aí, gente. Olha, mas antes de me despedir, Bigodão, o que que as pessoas têm que escrever para mostrar que ficaram até o final aqui ligadinhos com a gente?
Coloca aí: boa noite, Uriã.
Olha, boa noite, Uriã, ganhando os fãs aqui, hein? Agradecer o Bigode e o Lu aqui também, e agradecer a sua companhia que é sempre muito preciosa. Ó, se você ainda não me segue, entra lá nas minhas redes, é Fernanda Cômora. Um beijo, como diria o Vilela, um beijo no cotovelo, né?
Exatamente.
Ele correu para o McDonald's antes hoje.
É verdade, é que você fala, me procura no McDonald's.
Bateu a fome, tá lá, gente, lá no Mac esperando vocês. Ó, um beijo, até semana que vem. E agora vocês vão ficar com uma, com a crônica imperdível do nosso querido Carlos Bezerra Júnior. Ó, beijo, até semana que vem.
Dois jogadores de futebol, o mesmo alcance, a mesma multidão escutando. Um colocou um livro russo de 140 anos no topo das vendas do Amazon aqui no Brasil. O outro colocou o logo de um site de aposta no peito e ensinou o pai de família a jogar dinheiro do mercado às 2 da manhã. O megafone é o mesmo, gente. Mas eu quero te contar as duas histórias, começando por aquela que não tinha ninguém pagando. O Gustavo Scarpa, que é jogador do Atlético Mineiro, Ele gravou 10 minutos, gravou um vídeo de 10 minutos falando sobre a morte do Ivan Illich, um livro do Tolstói.
Meio milhão de pessoas assistiram. O livro conta a história de um homem que passou a vida inteira atrás de cargo, de dinheiro, de aparência, e aí ele descobre que vai morrer, e quando ele olha para trás, ele não encontra nada. O Scarpa leu isso e aí disse com todas as letras: viver só por status, gente, é caminho vazio. Sem patrocínio, sem link na bio, sem cupom de desconto, nada disso. Ele inclusive pegou um livro, deu de presente para o Coelho, que é atacante do time.
Aí uma torcedora de 22 anos criou um clube de leitura chamado Galeitura. Gente, menos de um dia tinha 400 pessoas no grupo. Torcida de futebol lendo Tolstói. Agora, segunda história, essa que você lamentavelmente vê todo dia e já nem estranha mais. Um ídolo com a marca de bet no uniforme, um story dizendo, ele contando, ganhou fácil. Promessa de que dá para resolver a vida no celular. Gente, a criança não sabe diferenciar ídolo de vendedor, ela copia, e o pai dela é que acaba pagando a conta.
É uma indústria que fatura em cima do desespero das pessoas, do desespero de quem chega no fim do mês sem nada ou quase nada, e usa o rosto de quem a criança admira para fazer, para tentar vender a ilusão de que a conta vai fechar. Tolstói escreveu sobre um homem que percebeu tarde demais que gastou a vida inteira com aquilo que não valia nada. Um jogador de futebol leu isso, teve coragem de dizer em voz alta, e milhares de brasileiros foram atrás do livro por causa dele.
E eu fico aqui pensando: influência serve para isso, para entregar alguma coisa de valor para quem te escuta. 50 seguidores ou 5 milhões, pouco importa, que a pergunta é a mesma: o que é que você tá deixando na mão das pessoas que confiam em você?
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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