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018 - REVIEW DE MARVEL’S WOLVERINE + GODZILLA MINUS ZERO + NOVO AVATAR

20 de setembro de 20261h49min
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AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do BRUNO MICALI, do GUSTAVO CUNHA e do BRUNO BANDEIRA, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Já o Vilela tem trauma de nunca ter completado um álbum da Copa.

Participantes neste episódio5
A

Affonso Solano

Host
T

Tiago Rex

Co-hostDiretor de arte
B

Bruno Bandeira

Convidado
B

Bruno Micali

Convidado
G

GUSTAVO CUNHA

Convidado
Assuntos8
  • Análise do jogo Marvel's Wolverine e suas característicaslinearidade do jogo·combate brutal e sem filtro·duração e preço do jogo·adaptação do personagem Wolverine
  • A nova série animada Avatar: Os Sete Refúgios e sua cronologiapassagem de 220 anos no tempo·mistério da lacuna temporal·possibilidade de Avatar congelado·ruptura na sequência de reencarnação
  • O filme Godzilla Minus One e sua abordagem humana e políticabaixo custo de produção e qualidade·personagens humanos bem construídos·contexto pós-guerra no Japão·mobilização da população sem apoio governamental
  • Discussão sobre a representação do Wolverine nos quadrinhos e no jogoorigem do personagem·aspecto físico e personalidade·feromônio irresistível·adaptação do ator Liam McIntyre
  • Remake de Zelda: Ocarina of Time e sua importância para os fãslançamento e pré-venda·maior nota no Metacritic·influências cristãs na franquia·nostalgia e público-alvo
  • Teorias sobre o novo filme de Godzilla e a identidade do monstropossível aparição do King Ghidorah·duas versões do Godzilla no filme·teoria do Godzilla clonado·Godzilla como metáfora de terror
  • Análise da estética visual e inspirações culturais da nova Avatardesign mais jovem e anime·influências indianas e do Oriente Médio·paralelos com o mundo real·evolução do espírito Avatar
  • A fascinação humana por monstros gigantes e o gênero kaijusentimento ancestral no DNA humano·medo e destruição como entidades vivas·conexão com a infância e dinossauros·superação da metáfora da bomba atômica
Transcrição489 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Corra pelo mato, de preferência pelado, porque está começando mais um Plantão Nerd junto com o Carcaju correndo pela floresta. Sim, falaremos de Wolverine, o jogo que está dividindo aí, dividindo a galera. Tem gente que acha que é uma porcaria, tem gente que acha que é muito bacana, que gosta de fatiar outros. Você, Thiago, gosta de ficar sem camisa também? Hoje tem monstro aqui além do Wolverine.

?Voz C

Hoje, meu querido Solano, nós temos muita coisa e muito diverso para falar.

?Voz B

Também legal.

?Voz C

Queremos falar também do mundo selvagem sem graça de Zelda.

?Voz B

Ah, não faz isso, cara! O Zeldinha.

?Voz C

Nós também vamos falar aqui do gigante dos gigantes, que é Godzilla, o novo filme que tá vindo aí.

?Voz B

Isso. E também vamos puxar um pouco para Meu Deus do céu, ele está dobrando o ar!

?Voz C

Dobradores dos elementos! Vamos falar também da nova temporada que tá vindo aí de Avatar.

?Voz B

Exatamente, fica ligado que está começando mais um Plantão Nerd aqui no Inteligência Limitada. No mar digital dos videogames, nós estamos acostumados a esta maré, meu querido Rex, de sequências e sequências e sequências, as mesmas propriedades intelectuais sendo refeitas, os mesmos personagens. Agora tem um novo jogo daquele velho personagem e tal, é coisa que o gamer tá acostumado, correto?

?Voz C

Sim, a nostalgia dos jogos.

?Voz B

Exato, nostalgia tá aí, é o nosso combustível principal. E aí a gente vê dois jogos aí Um já chegou, o outro tá chegando. Falei, caramba, estão trazendo um frescor novo aí nesse ar salgado das repetições, duas propriedades intelectuais que são novas: Zelda e Wolverine.

?Voz C

Pois é, entendeu? Minha dúvida nessa história toda, senhor, é que assim, desses todos aí eu só vejo um como novidade, porque é um jogo novo, mas tá pegando a rebarba do Homem-Aranha.

?Voz B

Isso.

?Voz C

E para poder falar disso melhor com a gente no programa, nós estamos trazendo um especialista no assunto dos jogos. Aí sim, é o Bruno Bicali. Olha aí, Bruno, e venha trazer um pouco dessa novidade, dessa maré de jogos que estão vindo aí, é super novos, né?

?Voz B

Zelda e Zé Verinha.

?Voz C

Eu não entendi mais.

ASAffonso Solano

Muito boa noite, bom dia, boa tarde, dependendo do momento quem tiver assistindo. Prazer enorme tá aqui com vocês, Rex e Afonso. Realmente a gente tá no momento muita coisa diferente, importante, grande acontecendo ao mesmo tempo, né? Então, a todos que estão acompanhando, um prazer enorme tá aqui para a gente falar um pouquinho sobre isso, porque acho que o videogame tá no seu momento mais robusto possível em termos de opção para todo mundo.

Zelda e Wolverine, vocês foram perfeitos aí, que são completamente diferentes e super relevantes, né? Muito legal mesmo.

?Voz B

Diferentes, ainda que similares no sentido que são. Beleza, o Wolverine já não tem um jogo tem mais de 10 anos. Sim, não é aquele último dele? O jogo Wolverine teve alguns jogos, né, desde os anos 90 que a gente tem jogos, mas também muita coisa misturada com X-Men.

?Voz C

Isso, eu acho que o jogo Wolverine mesmo foi aquele que eles lançaram uns 10 anos atrás, que era mais a cara do Hugh Jackman, né, tem uma pegada ali bem próxima do filme.

?Voz B

E que ele é, não é isso, Bruno? Ele, você tomar porrada e ficar todo ensanguentado, você viu o esqueletinho dele, mas ele ia reconstruindo.

ASAffonso Solano

Esse é o X-Men Origins: Wolverine, né, um jogo do final da década de 2000, né, na transição 2009 para 2010, da geração retrasada, né, PlayStation 3 e 360, e com a identidade do Hugh Jackman, né, perfeitamente como vocês falaram. Um jogo brutal assim, um jogo visceral, né, e um jogo muito objetivo para mostrar o Wolverine, que é um cara, um brutamontes, né. Mas por trás desse Brutamontes tem um cara com um bom coração. A gente sabe que ele é brucutu, mal-humorado, tem aquele jeitão dele, mas eu acho que eles adaptaram muito bem aí nas versões de videogames esse jeito dele também amoroso, né?

E tem os jogos mais antigos deles, né? Fliperama, como vocês falaram muito bem, tem jogo na verdade de todos, muitos personagens da Marvel. Capitão América tem jogo próprio, é o Bionic Commando, jogo próprio, o Wolverine tem jogo próprio, Spider-Man tem um jogo Fantástico dos fliperamas, que é o Carnificina, inclusive, é o Maximum Carnage. Vocês se lembram desse? Apesar de você encontrar lá o Carnificina, né?

?Voz B

Então, ficar um pouco puto desse jogo Carnificina. Isso acontece alguns beat 'em ups assim de personagem grande que chegava um cara, tava jogando com— você podia jogar com Venom também, tinha uma história dessa.

ASAffonso Solano

O Venom também, é.

?Voz B

E aí vinha um skatista e te dava uma porrada. Aí eu falo, pô, cara, pera aí, nós somos os caras, né?

ASAffonso Solano

É tipo, eles até botam uma historinha ali nesses jogos para tentar criar uma licença poética das fraquezas desses personagens. Mas pô, você falou muito bait.

?Voz C

Esquentista, não, mas o esquentista vindo bater e o Venom, Bruno, tem aquele jogo de beat 'em up que é um cara que te carca.

?Voz B

Que me carca?

ASAffonso Solano

É, ele fez.

?Voz C

Depois eu não sei se botar na edição aí.

?Voz B

Que te carca, ele faz essas jogadinhas com Luciano.

?Voz C

Não, é sério, é o jogo que você tá botando na rua. A história do jogo é a sua namorada é raptada e você tem que ir atrás de uma gangue para salvar ela. Não sei se é o Final Fight, tem o prefeito, né? Não, não é isso não, é baseado nesses. E aí o cara tá lá com algum grupo deles para salvar a namorada, eles têm que entrar numa parte, tem umas boates que não sei o quê, aí vem uns caras de sadomaso Ah, que foda!

ASAffonso Solano

É muito bom isso. Tem um jogo que vocês devem conhecer, total, um beat 'em up muito clássico que tem inimigos parecidos com esse, que é o Streets of Rage.

?Voz B

Também concordo, as melhores trilhas sonoras da história.

ASAffonso Solano

Principalmente, né? Mas no 2 tem uma parte que você entra numa, num clube, né, como se fosse uma boate, e aí coisas pecaminosas acontecem lá. Bem interessante. Essa época tinha muita, tinha muita assim, como é que se diz, é muita licença para que esse tipo de coisa acontecesse sem gerar tanta polêmica, né? Nos dias atuais tem que ter bastante aí cuidado, tal, que a gente sabe o que que acontece, né, nas redes sociais. Mas nessa época não tinha filtro, né? Não tinha filtro.

?Voz B

Ó, isso aí que o Luciano tá colocando é o— eu achei excelente remake do Streets of Rage.

ASAffonso Solano

Esse daí deve ser o Streets of Rage 4.

?Voz B

Desculpa, eu falei remake, você tem toda razão, não é remake.

ASAffonso Solano

Ele é uma continuação, mas que foi uma releitura, viu, foi uma grande releitura, um grande revival da franquia. E tem realmente partes, você vê pelas roupas, a caracterização dos personagens, que o filtro é bem aberto, né, digamos assim.

?Voz B

Eu adoro essa pegada, é maneiríssima essa pegada, é ocidental mas com uma puxadinha para o anime. É, cara, eu achei um jogo muito bom, muito fluido, muito bonitão. Mas no caso não falaremos de uma pessoa bonita, apesar do Hugh Jackman ser um gato. O Wolverine em si, ele não deveria ser gato, ele é um cara baixinho. Não que homens baixinhos não possam ser bonitos, todos estamos aqui, um abraço para os homens baixinhos, um abraço de cima, né, da cabeça.

Mas Wolverine, ele nas HQs, o Rex, ele é um homem feio formal, feio forte formal.

?Voz C

Wolverine nunca foi um cara Inicialmente, Wolverine tem uma história bem interessante para quem conhece os quadrinhos, né? Ele foi criado para ser um herói da tropa canadense. Ele não chegava a mostrar o rosto. Então, a primeira vez que o Wolverine mostrou o rosto dele sem a máscara nos quadrinhos foi num especial do X-Men, que era uma história de Natal. E aí o desenhista na época fez o Wolverine com costeletão, cabelo grande, é um cara mais velho, tá?

Mas ele não era o criador do Wolverine, era o ilustrador daquela edição daquela revista do X-Men. Tá. E aí o criador do Wolverine falou, porra, cara, eu nunca imaginei o Wolverine um cara velho, mas um cara na cara dos seus 30, tá, no máximo, padrão herói ali, e não com esse aspecto animal, né? Foi a primeira vez que a gente viu o rosto do Wolverine sem a máscara.

?Voz B

Quando ele lutou com o Hulk, ele não tira a máscara.

?Voz C

Na verdade, o Hulk tá caindo na porrada com o Indigo. Isso, eles invadem o Canadá, que já estão no Canadá, né? Hulk invade o Canadá, cai na porrada com o Indigo, e aí eles mandam um teste, manda a Arma X para derrotar o Hulk. Que era o Wolverine. Então não era Wolverine, era Arma X. Então você tem esse personagem que depois foi sendo conhecido, tendo uma caracterização, mas ele sempre foi aquele baixinho, invocado, peludo, feio, testosterônico, né, assassino.

E eu acho que a escolha do ator para o jogo e como ele foi representado, pelo menos visualmente falando, eu gostei.

?Voz B

Tu gostou, Bruno? Tu gostou? Porque antes de sair o jogo, a galera começou a vazar o rosto do Wolverine do jogo. E eu concordo que ele tá meio ursinho carinhoso. Ele tá meio ursinho carinhoso. Ah, cara, ele é um carcaju. Carcaju é um urso do inferno. Ele é um bicho nervoso. Eu não sei se é um ursinho carinhoso.

ASAffonso Solano

Vocês trouxeram umas ótimas lembranças. Muito legal essa lembrança aqui, o que o Rex trouxe para falar um pouquinho da origem do Wolverine, porque acho que é importante para a gente entender a responsabilidade que um jogo, né, precisa ter ao fazer uma adaptação. Inclusive, até uma espécie de exigência que a Sony faz para a gente usar o termo Marvel's Wolverine, como você até falou no começo, não só Wolverine. Porque a gente sabe que Wolverine tem, digamos, clones por aí, né, ou tentativas de clone, mas ninguém é como ele.

Ele é muito único, realmente, ele é um personagem extremamente único. É a carinha dele, dá para ver, tá bem legal aqui a caracterização dele. Esse é um ponto, esse jogo tem pontos positivos e negativos, mas esse é um ponto que eu acho que é positivo e vocês descreveram com exatidão, porque o ator que fez esse Wolverine, né, que é um ator australiano chamado Liam McIntyre, ele tá super feliz nas redes sociais. Ele é o cara que fez o trabalho de mocap, né, que a gente chama, fez a captura facial, fez as animações, fez a voz dele americana.

E ele é um ator que faz, já fez esses trabalhos antes, então é um ator veterano no que diz respeito à captura de movimento, captura de movimento, exatamente, trabalho de voz. Então o cara que, digamos, não tava num território estranho e tava com essa enorme responsabilidade de, pô, caiu no colo de um ator especializado nisso fazer o Wolverine, o cara tá super feliz. Então assim, muito, muito, sabe? E se você olha ele no Instagram, ele é parecido mesmo assim, ele tem a barba ali deixou a barba no jeito, sabe?

A barba que é meio de rosto ali, o cabelo tá tudo muito bem caracterizado, os uniformes, os trajes que o Wolverine usa ao longo do jogo tem várias assim referências ao passado, né? Maneiro. Tem a versão com máscara, tem a versão sem máscara, tem aquela versão que ele fica com topete que parece um chifre assim, ó, que é uma versão muito icônica, sabe? Parece um chifre de touro.

?Voz B

É do Cleiton e me lembra o cabelo do Ace Ventura também. Isso, Ace Ventura 2.

?Voz C

Que é um Wolverine que até aparece no filme do Wolverine Deadpool, quando ele tá na crucifixo, que é aquele costeletão gigante.

?Voz B

Eu gosto desse cabelo.

ASAffonso Solano

Inclusive tem uniforme no jogo do Wolverine do Deadpool, do filme, porque esse uniforme amarelo é muito icônico dele, né, desde sempre praticamente. Mas no filme do Deadpool tem uma versão desse uniforme, e no jogo tem uma versão específica do uniforme que ele usa no filme do Deadpool. Então eles fizeram algumas coisas bem legais.

?Voz B

Eu concordo. Eu só, eu sinto falta aqui no jogo, assim como sempre senti falta no Hugh Jackman, do capim.

ASAffonso Solano

Ó, o cara aí, o ator, ó, legal. Aí, ó, mais parecido.

?Voz C

Não, ficou bem, ficou ele mesmo.

?Voz A

Ele parece.

?Voz B

Eu achei, eu caí bem em cima dessa zoeira da cara dele e tal. É, mas eu achei a carinha dele meio esquisita, mas eu acho que é porque a minha, eu presumo que a galera quis dar uma humanizada no cara, não fazer ele ser uma besta desvairada que simplesmente sabe falar frases de efeito e sai cortando sentinelas. Ele tem um peso, ele é um personagem trágico, estamos falando, né? A gente sabe disso até pelos próprios personagens. Trágico, ele não é só, ele é apresentado como essa parada que o Rex resgatou como uma arma, mas depois evoluiu isso para tipo assim, caralho, brother, arrancaram esse maluco aí do lugar.

Foi até mudada também ao longo do filme, galera foi lapidando, mas ele é um bicho Né, os caras tratam ele como um bicho. Você é um animal, então você tem que ser domado, você vai ser nossa arma. É o equivalente a você botar um raio laser na cabeça do golfinho, assim, ó, a maldade, né?

?Voz C

Só porque golfinho é um bicho mau, a gente já falou sobre isso.

?Voz B

Faremos um dia um quadro só sobre golfinho, das maldades feitas por golfinhos ao longo da história. Tudo bem, Rex, um dia essa sua pauta favorita brilhará no Plantão Nerd. Mas o que eu ia comentar é o seguinte, cara, o cabelo do Wolverine Ele nunca se manifestou como deveria se manifestar. Eu acho que o cabelo do Wolverine tinha que ser aquela parada fora de controle, brother. É como se o cara, o cabelo dele cresce muito, ele nunca dá tempo de cortar.

?Voz C

Eu tenho uma teoria aqui, eu vou falar uma coisa para vocês, e eu sei que vai soar um pouco baixo. Eu sei que a gente tá tentando manter um padrão no nível assim do programa, tá? Então tô tentando. Luciano sabe que eu me esforço bastante para isso.

?Voz B

São os nossos guias espirituais.

?Voz C

Mas pensa comigo uma coisa aqui, Bruno. O Wolverine regenera tudo, não regenera? É, então ele perde sangue, ele regenera sangue. Ele perde tecido, ele regenera tecido.

?Voz B

Tu resolveu o problema agora.

?Voz C

Ele já concorda, né? Só que pensa numa coisa que já parou para pensar, que se o Wolverine regenera tudo tão rápido assim, é claro, ele é uma máquina de fecundação humana.

?Voz B

Ah, droga, eu achei que você fosse falar só do cabelo. Desculpa, tá, Mikael?

?Voz C

Vamos lá, quero pedir desculpa. Por favor, que é horrível de velocidade muito grande. Não é à toa que ele pega todo mundo na Marvel. Ele pega, cara, é uma máquina de fazer filhote.

?Voz B

Mas tu acha que ele tem filhos? Ele só tem um filho, né, conhecido, que ele sabe.

ASAffonso Solano

Conhecido, é, mas ele é galanteador, ele é galanteador, velho.

?Voz C

É porque ele tem uma coisa nos quadrinhos que fala que ele exala um feromônio que é muito irresistível.

?Voz B

Sim, sim, faz todo sentido, ele tá sempre Ele tá sempre bem.

ASAffonso Solano

E assim, não vou dar nenhum spoiler, até porque isso está na sinopse oficial do jogo, para quem não jogou e tiver acompanhando aqui. Mas a gente sabe historicamente que a Jean Grey é muito importante para o personagem Wolverine, né, e vice-versa. Então isso que essa descrição foi impecável, porque isso leva exatamente ao ponto dele não ser um, digamos, um encantador, mas ele encanta naturalmente, né. Ele é um cara que tem, ele é muito feral, né.

Esse é um termo que a gente usa muito, ele é feral. Ele é feral, ele é uma fera. E o jogo retrata isso ali no início, que mostra ele na natureza. Ele é um cara que viaja o tempo, né? E ele é um cara, o Wolverine, que carrega muita culpa, muito trauma. Ele é um grande autoconhecimento, né? Acho que uma grande lição que a Marvel, que os autores, tivemos vários, né, ao longo da história, querem deixar sobre Wolverine é sobre autoconhecimento, porque ele se autodescobre E ele descobre que ele é essa máquina, ele não necessariamente queria ser, né?

E isso também caracterizou esse jeito feral dele. E no jogo isso tem os seus momentos, né? Exatamente nesse ponto que vocês falaram, o jogo traz essas nuances, essas camadinhas de, olha, ele é assim, mas não porque ele exatamente quer, e sim porque ele exala, né? E aí você vê que ela vai se encantando com isso, como efeito sereia assim, né? Ele é a sereia. Ele que é a sereia, tá ligado?

?Voz B

Não ela. Tem um apelo no Wolverine também em termos metafóricos do homem em sua forma feral, como você falou. Ele é pura masculinidade, né?

ASAffonso Solano

Então ele é um cafado, né?

?Voz B

Testosterona ambulante. Eu lembro uma frase muito legal do filme dos X-Men, do Bryan Singer ainda, que eu não sei se é das HQs ou se é original ali, mas que eu não sei se a própria Jean Grey vira prota e falou assim: o Wolverine é o cara que as mulheres dormem. Com quem as mulheres dormem. O Ciclope é o cara com quem as mulheres casam. Que isso, brother? Ele é uma aventura, entendeu? Mas ele não é um cara que vai prover aquela segurança, aquela parceria. É o cara louco que tá cagando na floresta. Cadê teu pai?

?Voz C

Pelo menos as bolinhas vão estar provendo, tá regenerando.

?Voz B

As bolinhas estão sempre oferecendo. Mas não é só fazer filho, é cuidar da criança, é estar presente na hora que a criança tá com Olha o Trisal, olha que legal, ó, um triângulo amoroso. Exato, meu casal. Então tem essa conexão. É muito legal porque isso ainda é bem trabalhado.

ASAffonso Solano

É, exatamente, e tem que ser bem trabalhado, perfeito. E assim, o Ciclope, além disso, né, um contraste legal é que o Ciclope ele é um cara certinho, né, ele é o cara mais certinho em relação ao que é o Wolverine. Porque o Wolverine, isso é ilustrado logo no início do jogo, pô, ele é um cara que fica na natureza. Em sua forma feral, ele chega a andar como um quadrúpede. A gente até chega a ver uma nuancezinha disso lá no primeiro filme, no primeirão que você acabou de descrever. Você lembra quando ele encontra com o Dente de Sabre?

?Voz B

Sim, aquela parte ali, ele é bem legal essa parte, né?

ASAffonso Solano

No jogo tem isso assim, a gente vê o Dente de Sabre, que inclusive é formidável, é fantástico. O Dente de Sabre é muito legal no jogo do Wolverine, a dublagem dele tá fenomenal. E logo no comecinho do filme a gente vê essa forma, digamos, feral do Wolverine andando como um quadrúpede, não como um humano, né? Então, né, andando pela selva como um quadrúpede, até mesmo fazendo sons que animais fazem, né, e não que humanos fazem.

Até que ele é encontrado e é levado para escola, né, enfim. E aí tudo acontece. E no jogo também tem um arco que é parecido com isso, entendeu, cara?

?Voz B

Então vamos falar aqui diretamente do jogo então, cara, porque eu tô Olha ele aí, muito legal, Dente de Sabre. Não, Dente de Sabre tá maneiro. O que eu tenho a impressão de que o jogo, eu tô falando impressão para ser educado, de que o jogo não é uma unanimidade. O jogo ele está dividindo as pessoas por uma série de fatores.

ASAffonso Solano

Eu quero saber primeiro, está dividindo a gente, cortando a gente, cortando a gente, ó, torce, dividam aí, né?

?Voz B

Em dois, exato, deveria ser em três, né, por causa das 3G, mas vamos lá. Mikali, qual o seu, sua opinião do jogo até agora? Você já zerou? Já, já.

ASAffonso Solano

Inclusive peguei recentemente agora o troféu de platina, né? E esse, ó, perfeito essa pergunta, porque, porque eu acho que é, poderia ser, né? Eu acho que isso já pega muito bem o principal, ou um dos principais pontos negativos desse jogo, ou divisivos, que é a duração dele, né? Ele é um jogo linear extremamente linear. E esse não é o problema dele, porque ele não precisa ser um Spider-Man, que foi o jogo anterior desse estúdio da Insomniac.

E as pessoas vão inevitavelmente fazer essa comparação: ah, o jogo anterior foi Spider-Man. Beleza, mas o Spider-Man, você tá em Nova York e você é o Homem-Aranha, você quer balançar pelos prédios, você precisa de espaço, né? O Wolverine não precisa disso. Ele já nasceu como uma proposta de um jogo contido. Só que o problema dele não é ser linear, problema é o que ele não faz nessa linearidade. Então não tem riqueza na exploração, nos recursos que você coleta, não tem riqueza na forma como você explora os cantos.

As coisas que você encontra, as recompensas, é só uma recompensa quando você abre o baú, que se chama materiais. Não tem nem assim recursos diferentes para você pegar. Tem um nome genérico que é literalmente materiais. Então você tem pouca coisa para encontrar, pouca coisa que enriqueça a experiência além do combate. E o combate, né, costurando aqui para um ponto positivo, ele é o maior ponto positivo desse jogo. O combate desse jogo, ele é muito bom, muito maneiro, bruto, sabe?

Ele não tem filtro assim, tem desmembramento, e que é uma coisa que a gente ficou em dúvida até a última hora. A gente falou, pô, olha, legal, vamos colocar desmembramento. E tem, tem desmembramento. Então assim, tá sem filtro. É sem filtro mesmo.

?Voz C

Vou ser bem honesto contigo, tá? Você descreveu para mim o jogo perfeito. Vou dizer por quê. Porque eu assumo que assim, quando você para para entender o personagem Wolverine, ele é um caçador, ele é um cara de objetivo, sabe? Ele tá com uma missão. E normalmente as missões, as histórias Wolverine são uma coisa tipo assim, demanda tempo e é uma questão de vida ou morte. Então tipo assim, você tem um jogo em que você tem essa situação de tensão, que você tem que perseguir um objetivo para concluir, E você tem que seguir um caminho linear porque esse é um caminho que você faz. Porque quando você lê uma história em quadrinhos, ela é um caminho linear.

ASAffonso Solano

Quando você lê um conto, perfeito, bom ponto, ótimo ponto.

?Voz C

Então, tipo assim, o Wolverine, primeira coisa, não é um jogo de exploração, porque realmente eu acho que Wolverine não se entrega esse tipo de jogo. Não, mas Wolverine é um cara que ele não precisa buscar equipamentos para encontrar coisas porque ele já é uma arma, ele já é uma arma, entendeu? Não vai ter nenhuma arma melhor no mundo que seja capaz do que ele tem, que é o Adamante.

?Voz B

Mas eu tenho uma dúvida sobre isso que o Rex tá falando.

?Voz C

Então, o que eu vejo é o seguinte, cara, é personagem, para um jogo que se fez, que ele tem esse objetivo. Então, tipo assim, tudo que você descreveu para mim é o que eu quero no jogo, porque eu detesto perder tempo em jogo procurando coisinha, abrindo caixinha, achando papelzinho no chão. Não, amigo, eu quero matar a galera, eu quero cumprir meu objetivo e eu quero sair vivo, entendeu?

?Voz B

Com isso que o Rex tá falando, uma dúvida então para eu poder formar minha opinião junto com vocês e com audiência aqui. Ele é linear até onde? Ele é tipo, por exemplo, Tomb Raider novos, tipo o último Uncharted, no sentido de que você tem um cenário que é limitado. Você tá ali numa vila e você tem que— ah, eu posso ir ali naquela caverna fazer essa parada, daqui a pouco eu posso explorar esse negócio, essa catacumba aqui também, ou subir esse lugar, e aqui tem a fase principal.

Ele não é tipo um Homem-Aranha, que é Nova York inteira, mas ele tem um mínimo de manobra. Ou ele é um jogo tipo linha reta mesmo, não pode sair muito.

ASAffonso Solano

Cara, excelente! As colocações foram fantásticas. Primeiro queria falar disso aí, que o Rex me elogia a gente para caramba.

?Voz C

Você recebeu?

?Voz B

Caramba, a gente vai— eu sou seguidor, eu acho. Imagina, Luciano! Olha aí, ele elogia o tempo todo.

ASAffonso Solano

Eu gosto, mas é que você tem um concorrente Não, que vocês estão— esse comentário que você fez, Alex, foi muito da hora. Eu nunca tinha parado para pensar sobre a linearidade de um quadrinho e como isso foi transposto para um jogo. Eu não, de tudo que eu li, eu vi sobre esse jogo, não ouvi nada como isso. E foi, e faz bastante sentido, porque o quadrinho é linear, e quadrinho é linear, o jogo é linear. Muito legal, é, até me gerou aqui novas ideias.

Mas sobre o jogo em si, vamos, vamos pegar alguns exemplos sim de jogos lineares que exploram um pouco melhor a ideia da linearidade. Então, Afonso, você falou aí de excelentes jogos, o Uncharted 4, o Uncharted Lost Legacy, são ótimos exemplos para a gente entender jogos que são jogos lineares, mas que em algum ponto do jogo eles conseguem pegar esse aspecto linear e expandir. Então quem terminou Uncharted 4 vai se lembrar do trecho do Jeep, por exemplo, O trecho do Jeep, que é ali na segunda metade do jogo, o que que acontece?

É um jogo em linha reta. Então você vai, atira nos inimigos, pega os tesourinhos escondidos, e tem uma história muito legal acontecendo. É uma grande caça ao tesouro. Mas em determinado trecho da aventura, a gente chega na savana africana, e ali você usa um Jeep. Nesse Jeep você tem um mapa para ser explorado, e você pode ser linear se você quiser, que o seu objetivo tá escancarado na sua frente. Mas se você quiser explorar um pouco mais o que o jogo quer te oferecer, você consegue fazer ele pelo menos durar mais.

E essa experiência enriquece muito, te devolve narrativa, te devolve recompensa. Não é só explorar por explorar, entendeu?

?Voz B

Isso, porque o Rex, as recompensas, elas não precisam ser em termos de melhorias do personagem. Elas podem ser recompensas de história. Então você, eu não sei se tem isso no jogo, mas você desbloquear informações acerca da história do próprio Logan ou de outros personagens, da galera que ele tá contra, sabe? É esse tipo de recompensa também ajuda você a querer explorar jogos que tem esse meio do caminho de entre mundo aberto e um jogo muito linear, né?

?Voz C

Concordo com você, Solano, concordo com você, Bruno. Mas é o seguinte, é um jogo que a aposta dele não é essa.

?Voz B

É isso que eu quero saber, se é ou não é. O Bruno acabou não dizendo onde ele fica nisso. É, onde que ele fica nisso?

ASAffonso Solano

É, não, então ele fica super linear, ele fica no 200% linear. Ele tem uma linearidade que eu não via desde a geração talvez retrasada. Porque vamos pegar alguns outros jogos lineares para a gente imaginar aqui, para quem tá acompanhando aqui. Se você pega o God of War 2018 ou God of War Ragnarok, Eles são jogos lineares. Se você me pergunta, é mundo aberto, mas eles abrem. Exato, eles abrem essa área. Olha que legal isso, ó.

?Voz B

Você vai e volta, você vai naquela bagulho que gira para você escolher para onde você vai, você muda de mundo.

ASAffonso Solano

Muita liberdade de jogador.

?Voz B

Um outro jogo, talvez com as mesmas iniciais, Gears of War, é um jogo linear para caceta.

?Voz C

E é ruim?

?Voz B

Não, é ótimo.

?Voz C

Qual o problema?

?Voz B

Não, nenhum problema.

ASAffonso Solano

Então aí a gente vai, tem uns outros pontos bem legais, né? Tá ficando bem legal mesmo esse papo, porque o que que acontece? O God of War, olha só, o Rex, pelo que eu senti, ele enxerga o God of War como um jogo linear, e eu enxergo assim também, mas ele expande, ele tem até um mapa para você consultar, mas não é mundo aberto, ele é um mundo que a gente pode chamar talvez de semiaberto. Ou como alguns estão chamando mais recentemente de open bairro, que é o que a franquia, a franquia Like a Dragon faz, a franquia Yakuza. É open bairro, é excelente.

?Voz B

A Lara Croft faz isso, como eu citei, o que eu gosto muito, Tomb Raider recente. Não são os recentes lá, trilogia é assim, claro, a trilogia que saiu.

ASAffonso Solano

E assim, é um jogo assim, Onimusha que acabou de sair, o jogo fenomenal. Só que assim, o que que acontece com esses jogos? Se você quiser seguir na linha reta, vai embora, você segue o jogo, você segue, você não precisa ficar aquilo que o Rex trouxe agora há pouco, não precisa ficar caçando recurso, não precisa. Mas se você caçar, você vai descobrir muito mais do jogo. O Wolverine não tem essa opção descoberta, e quando você zera, acabou total.

O Gears of War, puxando para o Gears que vocês trouxeram, ele tem um componente multiplayer muito pesado. Tá, por exemplo. Então quando você termina a campanha do Gears, que dura ali só 8 horinhas, 7 horinhas mais ou menos, de qualquer Gears, você vai para o modo horda, você vai para o modo vida longa, repetitivo, você tem uma cauda longa de conteúdo, você tem DLC, entendeu? Pode até ser que futuramente Wolverine tenha. Wolverine é um jogo muito finito, finito até demais.

?Voz B

E o problema, precisam disso, todos os jogos precisam ser online.

?Voz C

Você, Bruno, já pergunto que eu jogo para você, Bruno. Vamos lá, o jogo pelo menos deixa essa opção aberta. Por exemplo, o jogo termina e acaba, ou o jogo termina e tem ali um potencial para você talvez jogar um duo com Dente de Sabre, ou você poder jogar com Wolverine e, sei lá, Lady Leto ali no meio. Porque Wolverine, apesar de ter inimigos muito próximos, esses inimigos em algum momento já foram aliados. Então tipo assim, você desembelice Não, não, em continuações.

Acho que DLC seria mais indicado, que o jogo já tá pronto. Você fazer um novo jogo é mais um processo de anos. Então assim, já pega o que tem e solta uns DLCs.

?Voz B

Então eu tenho uma informação, Bruno, ele deixa essa porta aberta.

ASAffonso Solano

Não dando spoiler, ele deixa essa porta aberta?

?Voz B

Não, melhor não, melhor não.

ASAffonso Solano

A galera tá aqui, eu não vou, eu vou falar de um jeito que não vai dar spoiler. Eu vou ser bem, eu vou ser bem respeitoso de não dar spoiler, mas dar informação que você perguntou antes. Eu vou conseguir, porque todo filme da Marvel tem ceninha pós-créditos, não tem? E os jogos da Marvel também tem isso. Então Wolverine, ele vai seguir essa mesma regrinha.

?Voz B

É, ele vai ter um espaço, né?

ASAffonso Solano

Vamos deixar um espaço.

?Voz C

Isso a gente aprende com audiovisual, sempre deixar uma ponta para segunda temporada.

ASAffonso Solano

E se você quiser, agora, se ele quiser ser só esse um jogo, ele também pode querer, né? Agora, o problema é quando o jogo termina, e não tem problema falar isso porque não é nenhum spoiler, você libera o famoso novo jogo mais, né? Só que no novo jogo mais não tem nada do que você já não tenha visto. Então ele nada mais é do que uma repetição com todos os itens que você carrega da sua jornada anterior. Não libera, por exemplo, modo novo.

Poderia ter, por exemplo, modo de arena de combate com os inimigos, ou para você revisitar algumas coisas. Você até pode revisitar, mas não te dá nenhuma recompensa. Então o jogo é muito finito e ele tem um grande problema que acho que vai ser um norte importante aqui dessa conversa, e as pessoas devem concordar: o preço dele de R$400 versus o que ele oferece de duração e de escopo em relação a outros jogos saindo nesse mês de setembro que tem o mesmo preço ou menos. Esse ponto pesa muito.

?Voz B

Pois é, pois é, cara. Tem jogo, fui ver o preço, acho que do Control Resonant, que eu sou muito fã, R$200 e alguma coisa, cara. R$200 prata vai, entendeu? Porque a galera comenta, ah, mas filme dura 2 horas e você pagou R$50, nem é R$50 mais, sei lá quanto tá um filme, R$70 prata, sei lá, R$60, R$70 aí, viu? Mas Pensou proposta diferente, aquela coisa toda. E é porque assim, eu não tenho problema de pagar 200 pratas hoje nesse Brasil bosta.

Não, não, tô falando o seguinte, no Brasil bosta que vivemos, e para que não politizem, sempre acho que vida de escritor é outro glamour, cara. Para que não politizem, sempre achei bosta, tá? Sempre achei bosta.

ASAffonso Solano

Não especificamente a questão de preço imposto aqui, é qualquer governo é a mesma coisa, né?

?Voz B

Assim, piorou, para ser realista, piorou, mas É, não, não, não, estou vendendo o livro como água no deserto. Não, não, quer dizer o seguinte, essa questão do imposto é realmente ridícula, mas no final das contas a pessoa vai passar, vai pagar R$400 para um jogo de 8 horas. Eu acho, se fosse um jogo de 8 horas, mas um jogo é porque agora ela não tá obrigatoriamente conectada importada com a qualidade. Acho que esse é o ponto. Tem jogos que duram 8, 10 horas que entram para história.

ASAffonso Solano

Pelo que eu tô entendendo, Wolverine tem o parâmetro, o parâmetro tempo, ele não é o único parâmetro, mas não é total, não é o único parâmetro, não é só isso. Pois é, todo mundo concorda, mas é quando a gente olha o que saiu esse ano e os preços de outros jogos Alguns deles são similares, mas o Wolverine é único, isso ninguém discute. Se você quiser ser o Wolverine, vai jogar o Wolverine e você vai se divertir, que o combate dele é brutal.

E o jogo não suaviza o que é o Wolverine, isso é muito bom. Mas em termos de— isso é legal, o jogo não suaviza o que ele é, até na linguagem. Dá, tem uma roupa, tem uma opção lá para tirar, sim, tem, tem.

?Voz B

E se eu não encontro essa imagem do Wolverine sem camisa, a gente tem aqui uma coisa no Plantão Nerd, é bem legal, que é de preferência um homem e uma mulher seminu. Vou te falar que os homens aparecem mais, lamentavelmente. A gente tenta ser democrático, né? Eu tentei, eu trouxe lá a mina que ia ser a vampira na segunda semana, Chun-Li, porra, Chun-Li maravilhosa.

?Voz C

Como é que ficou o shape do Wolverine?

?Voz B

O shape do Wolverine.

?Voz C

Mas enquanto você não acha, eu vou te perguntar uma coisa. A gente falou muito sobre Wolverine aqui, agora eu quero pegar esse espacinho que nos resta para perguntar de Zelda. Vamos lá. E aí vem as minhas seguintes perguntas. Por que pagar por um jogo que é mais do mesmo sempre? É sempre a mesma história do elfo que reencarna, que já descobriram, ou fada, não sei, tem orelhas pontudas, ou seria elfo. Enfim, seria um elfo mesmo que já descobriram que ele é cristão, entendeu?

?Voz B

Olha ele aí, ó, olha os pelos de Tony Ramos, ó.

ASAffonso Solano

Tony Ramos sentiu inveja aí, pô.

?Voz B

Não, ele tem que ser isso, ele tem que ser esse cara fortinho.

ASAffonso Solano

Ele tá no shape, tá no shape.

?Voz C

Foram usados dois atores aí, a gente sabe, porque esse ator não tem esse físico. Não, o cara dublador lá, o captura de movimentos, esse ator de captura de movimento, ele fez aquela série Spartacus.

?Voz B

Ah, ele fez?

?Voz C

Ele fez a segunda versão porque o primeiro ator morreu. Ah, ele assumiu depois. Então ele é um pouco esperto para produzir. Então assim, ele fisicamente não tem esse shape, tá?

?Voz B

Porque na Spartacus não aparece.

?Voz C

É igual dublador, usou ali um body E o dedo no lugar ali para valorizar. Obrigado, Luciano, você sempre mantendo o nível desse programa belíssimo estado.

ASAffonso Solano

Ótimo comparativo, ótimo comparativo.

?Voz C

Agora vamos lá, Bruno. Então vamos lá, então a gente tem essa história do Zelda, do elfo cristão, e aí a princesa que vai resumir o Zelda como elfo cristão. Mas é, tem uma foto famosa que é o Zelda rezando e descobri que essa foto é real porque parece que os produtores são cristãos.

ASAffonso Solano

Os primeiros Zeldas começaram com influência cristã.

?Voz B

Tem sim, é verdade, é real. E tem a Trindade.

?Voz C

Eu não erro, rapaz, eu não erro.

?Voz B

A Triforce também não deixa de fazer.

?Voz C

O livro mágico é, na verdade, é uma menção à Bíblia. Então você tem toda uma coisa ali do Zelda que tem essa pegada, mas assim, é mais do mesmo, gente. Então, por favor, me convença de que dessa vez vai ser melhor do que foi todo igual aos outros.

ASAffonso Solano

Olha, esse Zelda, qual que foi a comoção que rolou hoje? Inclusive, por isso que eu tô adorando tá aqui para para falar com vocês. Hoje abriu a pré-venda, né, e agora já tá aberto no momento aqui do programa, do Zelda: Ocarina of Time do remake. Esse jogo que vai sair no dia 5 de novembro, ele é um remake de uma das maiores obras-primas dos videogames, que é o Ocarina of Time, que foi lançado em 1998. Exatamente, Ocarina of Time, Ocarina do Tempo.

Exatamente, ele é o herói do tempo, né? E esse jogo foi lançado em 1990. Esse é o herói do tempo também, tá?

?Voz B

Mas cada geração tem o seu herói do tempo, cada geração tem o seu.

ASAffonso Solano

O Link, ele é um— ele— esse jogo, o Ocarina of Time, por que que ele é tão importante? Ele foi o primeiro jogo da franquia aí para o 3D, que essa franquia nasceu lá em 1986 no Nintendinho, né, do Shigeru Miyamoto. Nasceu como um jogo 2D, como qualquer jogo daquela época, e foi para o 3D em 1998. Até hoje ele é o jogo que tem a maior nota no Metacritic. Metacritic é como se fosse um Rotten Tomatoes, tá, que é do cinema, só que para jogos.

Ele é muito forte como termômetro de nota. Ele tem 99, basicamente quase todo mundo deu nota máxima. Ele é o jogo com a maior nota, a maior avaliação da história.

?Voz B

Então esse jogo, por causa daquela fada lá da água, que tipo, ai, a fada Ela aparece no trailer do jogo. Eu fiquei confuso, era adolescente, eu ficava um pouco confuso quando ela aparece.

ASAffonso Solano

Porque ela tem um visual bem caliente, né? Ela tem um visual muito latindo, robusto. Tem, tem. Inclusive, esse jogo, ele tem a sonorização dele, tem muitas inspirações. Ele é um jogo muito, muito difícil de A gente sabe, os japoneses sabem o que fazem, né? Mas esse jogo é muito único porque ele é um remake pedido pelos fãs há muitos anos, há muito tempo.

?Voz B

Era do Nintendo 64, você falou a data, ele é do 64.

ASAffonso Solano

Então ele tá muitas gerações atrás, não é um remake de um jogo de, sei lá, uma década atrás, pois é um jogo de quase 3 décadas atrás. Então muito forte esse jogo pelo fator nostalgia, ele tá girando Você vê, é a realidade, né? Expectativa é uma criança indo comprar. Realidade, só nós de 40 anos indo lá comprar o jogo. Mas essa é a realidade desse jogo.

?Voz B

Só nós sabemos. Queremos revisitar aquela. Será que quem vai dublar ela vai ser a Sydney Sweeney? Tá em alta aí a Sydney, né?

ASAffonso Solano

Inclusive, bom ponto, ele vai ser dublado em português brasileiro, viu?

?Voz B

Que foda!

?Voz C

Quem vai dublar o Zelda?

ASAffonso Solano

O Zelda? Então eles estão divulgando, ainda não divulgaram o Zelda, né? A gente falava, né? Eles ainda vão divulgar o elenco completo, mas A gente vai, a gente vai, vai precisar. Inclusive ela apareceu no trailer aí, tá bem. A dublagem brasileira é bem legal, né, galera?

?Voz B

É muito boa, muito boa.

ASAffonso Solano

Dá essa moral aí, né? E o Briggs?

?Voz B

O Briggs, quem o Briggs vai dublar? Tem que botar ele de Ganondorf, pô, de, né?

?Voz A

Tinha que ser.

ASAffonso Solano

O Ganondorf aparece no trailer. Isso aí foi monstro, tá? O Jota, se vocês quiserem ter uma viagem no tempo, esse é um jogo que transporta muita gente até que não viveu. Exatamente.

?Voz B

Tem serviço, ele é você.

ASAffonso Solano

Vocês assistam esse vídeo, assistam aí, porque vocês vão adorar. Quem tiver acompanhando aqui, não tiver assistido, tá muito bonito, tá bonito. E você vai, é aquela famosa nostalgia pelo que a gente viveu e pelo que a gente não viveu, porque existe essa nostalgia, né, que é o Vale da Estranheza um pouco, né. Aquilo que você sabe que é nostálgico, fica hypado por aquilo, mas você não viveu aquilo na sua infância, mas você tem a nostalgia.

Então esse sentimento até cientificamente difícil de explicar é o que um jogo como Zelda provoca em muitas pessoas. Por isso que vale a pena esse barulho todo aí, eu acho, meu querido Rex, que olha, é que ele é um remake, né, de um jogo famoso. Mas se tinha um remake para ser feito, tinha que ser desse jogo aí. Eu sou dessa vez, eu sou contra, do Nintendo, Super Nintendo lá em modo, em modo, que é fantástico.

?Voz C

Vai jogar, não tem que perder tempo com isso.

?Voz B

Tem que ver jogo, acha que é só olhar para frente.

?Voz C

Olha para frente, entendeu?

ASAffonso Solano

Meu tempo é indo nessa toada, indo nessa toada. Os últimos Zeldas que saíram foram impecáveis, novos eu quero dizer, né? Eu digo que não são remakes, pô, eles foram impecáveis. Tem uma galera assim que não tá curtindo tanto a ideia desse remake, e mais os jogos, o último grande, né, foi o Tears of the Kingdom, que é um baita Zelda. Um baita Zelda. Ele mudou a fórmula, mudou de ideia. Então assim, é realmente, para quem quiser ir no novo Zelda, vale muito a pena, muito a pena.

?Voz B

Vocês acham que ele pode atrair então a galera mais nova que não viveu o que a gente viveu no 64?

ASAffonso Solano

Eu acho que é, a meta é essa, vai atrair. Mas sem dúvida alguma, a maior fatia vai ser a galera da nossa idade. É para nós, é para nós, é para quem tem dinheiro para comprar.

?Voz C

Quem é escritor, famoso, que vence, quem não se importa com taxas, não, com valores, preço da gasolina, pode comprar rindo, entendeu?

?Voz B

Tipo R$500, R$800 versão deluxe que vem com o chapéu do Zelda. Isso, do Zelda, do Zelda, exato, vem ele. Olha, ele não precisa de chapéu para se apresentar, o nosso queridíssimo Mikael. Salve de palmas aí, bate palminha para o Bicalha aí.

ASAffonso Solano

Olha aí, obrigado, gente, obrigado, gente, foi um prazer estar aqui com vocês. Obrigado, gente. Olha, eu tô, para quem quiser me seguir, tem o meu canal no YouTube que é o Fala Mica. Recentemente ele passou de 100 mil inscritos, então tô bem feliz com essa marca que é sempre muito icônica, né? Mas é um canal que é mais ou menos recente, tá? Então ele chegou aí aos 100 mil muito por conta do Flow Games, que é onde também vocês encontram, né?

A gente tá lá com o Dave, o Fênix, a galera o Croizão, tá todo mundo lá no Flow Games, nas redes sociais.

?Voz B

Manda um abraço para todos lá, cara.

ASAffonso Solano

Lógico. E no Instagram, para quem não me seguir, é o @micalibruno. E muito feliz de estar aqui com vocês, sempre, sempre vai ser um prazer.

?Voz B

Espero que você, fazer um trocadilho ruim com seu nome, nunca pare de falar de games.

ASAffonso Solano

Olha, o pessoal brinca, eu tinha um professor de inglês que ele falava assim: Bruno, shut me up, shut me up.

?Voz B

Queridão, um beijoca para você, até mais, valeu, gente, até mais.

ASAffonso Solano

Obrigado, pessoal, tamo junto, valeu!

?Voz B

Para a tristeza de James Cameron, um novo Avatar está chegando. Na verdade, na verdade, uma nova Avatar. Sim, temos aqui chegando, Rex, Avatar: Os Sete Refúgios, em inglês The Seven Heavens. Heavens, os Sete Paraísos chegando aqui com uma nova Avatar, né? No caso, a Pavi, que é a sucessora da Korra. Para quem é super fã, a gente vai descobrir se você trouxer o nosso convidado aí super cheiroso.

?Voz C

Vamos, vamos trazer nesse programa um cara que é especialista no assunto para discutir com a gente sobre espíritos, magias, elementos, né? Falar um pouco do que aconteceu com Aang, com a Korra. Ela foi, ela voltou, o que aconteceu com ela e o que vem nessa nova geração de Avatar aí. Então, com a gente, Bruno Bandeira.

?Voz A

Prazer, galera. Ó, prazer enorme estar com vocês aqui, agora sim no ar oficialmente.

?Voz B

Exato.

?Voz A

Mais uma vez, prazer enorme estar falando de Avatar. Como eu falei para vocês no off, assim, é ver Avatar vivo nesse ano de 2026 dessa forma, com essa força toda, com série, com filme, com uma nova sequência da animação, é simplesmente incrível. Principalmente, eu acredito que a gente esteja mais ou menos na mesma faixa etária, quem sabe ali entre os 30, 40 anos. Então a gente teve uma experiência meio parecida quando era criança.

?Voz C

Claro, fala mais ou menos.

?Voz A

E hoje a gente tá aqui com vocês, podendo ter oportunidade de bater um papinho sobre Avatar, que com certeza tem muita coisa legal para comentar.

?Voz B

Excelente, meu caro. Vamos lá, a gente tá aqui com a seguinte dificuldade: quando você tem uma obra tão amada quanto Avatar Verdade, né, que conseguiu construir ali com o Aang algo tão especial, tanto em termos do personagem em si, né, super amado, quanto no que diz respeito a uma construção de mundo e mitologia originais, as influências maravilhosas que ele tem, né. Ele estabeleceu uma nova propriedade intelectual, porra, que tá aí do jeito que tá, no coração de todo mundo.

Aí depois veio a Korra, veio em seguida também. Aqui o Avatar vem aí, é isso. E saiu de Portugal assim, saiu Portugal Bandeira, não sei se você sabe. É isso aí. E aí, cara, beleza. É difícil você, né, vestir os sapatos ali do Aang ou roupão dele. A Korra abalou também, faz parte aí do cânone carinhoso da série. E agora tem a P'Vi, cara. O que que você acha que, o que que você acha que uma protagonista de uma série como Avatar precisa trazer para conquistar de novo a gente, cara?

?Voz A

É começar essa tudo que a gente viu de Avatar até hoje, seja a Lenda de Korra, o universo expandido nos quadrinhos, em light novels também, e agora com a série em live action, e agora também com a sequência da animação, né, da série animada saindo com a Lenda de Pave, tudo isso só existe por causa da Lenda de Aang. E por que a Lenda de Aang foi tão perfeita? Então, foi tão perfeita que gerou toda essa sequência do universo continuando vivo até hoje.

Então é sempre muito difícil, na verdade, assim, eu diria que talvez seja praticamente impossível. Eu acho que de tudo que a gente teve até agora em questão de audiovisual, o mais próximo talvez tenha sido o próprio filme que a gente teve agora recentemente, que conta a história do Aang adulto, né, da equipe Avatar enfrentando um novo desafio.

?Voz B

Então acho que desenho, não, você não tá falando da série live action não, né?

?Voz A

Não, a série animada. Nem do live action, o filme longa-metragem, animação 2D, que a gente viu agora no mês passado sendo lançado pela Paramount. Inclusive teve diversos problemas de adiamento, 2, 3 adiamentos, teve o vazamento. Depois que vazou, né, eles decidiram adiantar o lançamento, e aí foi sucesso que foi, sabe? Tudo aparentemente deu certo no final, e por incrível que pareça, sim, de tudo que a gente teve até agora, eu acho que o universo de Avatar conseguiu se manter muito lá em cima, cada um à sua maneira.

Primeiro, em relação ao que a série, por exemplo, live action, consegue fazer ou é limitada, não consegue fazer, em questão de duração, de quantidade de episódios, etc., efeitos especiais. E agora, por exemplo, nesse filme longa-metragem 2D, que foi um ápice de animação que a gente teve de Avatar até hoje. Agora, com a Lenda de Pave, com Avatar: Os Sete Refúgios, a gente vai ter que esperar para ver, né? Por enquanto, a série, ou digo, o trailer da série animada, ela não apresentou nada tão grandioso assim, além do próprio universo ter sofrido todo esse cataclisma, pois é, tido uma passagem de 220 anos no tempo, né, desde a série passada.

Mas se tratando da Avatar em si, a gente não tem tanta coisa ainda para poder dizer o que que vai ser bom, o que que vai ser ruim. Tem que esperar realmente para ver os 26 episódios serem lançados.

?Voz E

Justo.

?Voz C

Bruno, uma dúvida. É, pelo que eu entendi, eles seguem uma cronologia de tempo no desenho do Avatar. Então, tipo assim, essa história se passa depois da destruição de tudo, mas assim, ignorando todo o passado, ou vai ser um recontar uma nova história?

?Voz B

Não tá ignorando, é o futuro que a gente viu, que a gente conhece, como Muang, a cor, entendeu? Acho que morreu geral, né?

?Voz C

Não sei, mas não sei, os caras são, os caras desdobram os elementos, pode desdobrar o tempo, entendeu?

?Voz B

Então pode desdobrar a pele. Em tese é um trocadilho que acaba funcionando. Infelizmente funcionou o que eu fiz, né? Porque a pele não enrola.

?Voz A

Fazer um trocadilho, né, da PAV ser uma série para ver, ou só uma série para ver.

?Voz B

Eu achei que não tava, eu tava na esperança de não chegar esse trocadilho.

?Voz C

Eu quis segurar. Total, eu quis segurar, mas eu te pergunto o seguinte, é porque transformaram o Avatar em salvador, né, e depois em um grande destruidor.

?Voz B

É, agora tem essa pegada, né?

?Voz C

E agora essa é a maior, pelo que a gente viu aqui, essa é a maior ruptura que existe dentro da série. Então é isso que vai ser explorado com esse novo, né, dobrador?

?Voz A

Olha assim, em relação à sequência cronológica da série, ainda tudo segue sendo dentro do mesmo universo, dentro da mesma linha do tempo. O fato de terem se passado mais de 200 anos, ao mesmo tempo, é uma forma dessa nova série conseguir se desprender, conseguir se distanciar e não ter que resgatar tantos elementos das séries passadas e conseguir trazer algo mais novo de uma forma mais original, trabalhar algo mais isolado. Mas ao mesmo tempo se conecta com os eventos anteriores.

Mas como é que você imagina 225 anos tendo se passado para o início dessa nova série sem um Avatar durante esse período todo, né? O que que aconteceu? Na verdade, um dos grandes mistérios é justamente esse, né? O que que aconteceu durante essa lacuna de tempo? Muito mais do que vai se passar na nova série é o mistério do que aconteceu entre a segunda série A Lenda de Korra, e o que acontece agora no Avatar: Os Sete Refúgios. Eu tenho algumas possibilidades do que pode ser que tenha acontecido.

?Voz B

Então vamos trabalhar assim.

?Voz A

A primeira delas seria um repeteco do que a gente viu em A Lenda de Aang. Ou seja, ao invés da gente não ter tido um Avatar durante esses mais de 200 anos, o Avatar ele continuaria, ele continuaria existindo Ele teria continuado existindo durante todo esse período, só que ele permaneceu no estado de criogenia, entre aspas, né, de paralisação temporal, da mesma forma que aconteceu com Aang. Às vezes o pessoal não associa muito porque talvez fosse um repeteco muito grande, né?

Não, não vão repetir a história. Então talvez essa ideia nem passe muito na cabeça das pessoas, mas eu acho que é o primeiro pensamento que deveria vir, mesmo que seja um pouco repetido. Né, com a primeira série, o Aang ele ter permanecido 100 anos congelado no tempo, entre aspas, que eu falei aquelas do tempo, poderia ter sido a mesma coisa aqui.

?Voz B

Agora eu entendi. É, mas assim, eu e o Rex, a gente gosta, mas não é tão conversado quanto você, Bandeira. Posso chamar de Bandeira? Eu gosto tanto do seu sobrenome, Bandeira, né?

?Voz A

Imagina, com certeza. Inclusive era o meu apelido de infância, Bandeira.

?Voz B

E ele é cheiroso, a gente já sabe, já estabeleceu aqui no backstage. É, sou tio grande Antônio. Que vende perfume também, vende perfumes. Eu já não sei quais são as piadas que vieram do backstage, que ninguém que tá assistindo ficou sabendo. Então a gente tá falando de coisas que ninguém sabe. Não é, pois é. Mas é porque para a gente, você manja mais, tá? Eu vi a primeira temporada só por uma série de razões, tempo e tal, idade e tal, mas sempre admirei para cacete.

Como eu falei, eu acho um uma das propriedades intelectuais modernas, entre aspas, né, que não é Star Wars, entendeu, que não é Senhor dos Anéis, que não é Duna, que não são essas coisas clássicas, continua a repetição, uma das propriedades intelectuais que eu mais admiro de coração. Mas eu não lembro o seguinte, a ideia é que o Avatar ele vem, ele morre e reencarna, né, uma coisa budista. Ele morreu, assim que puder ele reencarna.

No caso do Aang, ele ficou congelado lá com o Appa, né. Foi por causa disso. Mas em tese, se morreu, ele tá procurando uma pessoinha para nascer de novo.

?Voz A

Confere isso, show de bola, isso aí, tá?

?Voz B

Então assim, nesse intervalo de 200 anos, quer dizer, faltou no mínimo um avatar em bituim aí, né? Vamos dizer que se o cara vive, sei lá, 90 anos, a mina vive, porque ele falou que pode ser a pegada dessa pessoa congelada.

?Voz C

Como ele ficou congelado, ele não reencarnou.

?Voz B

E se ele tivesse sido nascido ou ela, a menina antes da Pavi. Mas ele só não ganhou, não ficou famoso, sei lá, ele ficou na vila dele lá para sempre, muito longe, né?

?Voz C

A gente não sabe. Na verdade, vai que tem um Avatar, sei lá, jungle, né? Exato, Avatar, sei lá, primal assim, outro lugar, região montanhosa, não sei, aquelas, sei lá, Alpes suíços.

?Voz B

Ele queria ficar na moral, pô. Casou, arrumou a mulher lá, ou arrumou o cara e ficou lá.

?Voz A

Não quero dizer, todas essas possibilidades, todas essas possibilidades ainda são, ainda estão de pé, né? Eu trouxe aqui a principal delas porque é a que a gente tá mais acostumado, né? Voltando à história original, o Aang, ele permaneceu 100 anos congelado, então nenhum Avatar nasceu durante esse período, já que ele teoricamente continuava vivo. Então 100 anos sem Avatar, ele continuava existindo no mundo físico O espírito dele de Avatar continuava, digamos que, preso no corpo dele, né?

Então depois que ele foi descongelado, voltou, continuou a envelhecer normalmente. Beleza. Veio depois a lenda de Korra. Aí vem o grande mistério: o que que aconteceu com ela? Novamente, a primeira possibilidade é que ela tenha permanecido congelada no tempo também e passado esses 200 anos até que ela foi descongelada por algum outro motivo, envelheceu, enfim, faleceu. E aí logo depois nasceu essa nova Avatar chamada Pavi, né?

Na verdade, as Avatares gêmeas, né? Já podemos depois, logo depois, entrar nessa questão. Ou pode ter acontecido alguma outra coisa. Pode ser realmente que com tudo que aconteceu durante os eventos da Lenda de Korra, com toda a morte do espírito do Avatar, do encerramento do ciclo Avatar que aconteceu durante essa segunda série animada, isso tenha perturbado, digamos assim, né, a sequência de reencarnação do espírito Avatar. Como o espírito Avatar, ele passou por um certo reset, né, ou seja, o Avatar ele não tem mais a conexão que ele tinha com os espíritos passados, isso pode ter feito com que tudo isso tenha ficado bagunçado.

E por conta dessa bagunça, desse caos, né, esse caos espiritual que aconteceu isso tenha feito com que um avatar só fosse renascer mais de 200 anos depois.

?Voz B

Ó, e ficou o aviso aqui, ó, depois desse quadro o Bandeira vai fazer uns passes aí de graça para equipe toda, né? Porque tá super kardecista, né, o quadro agora. Estamos aqui no, né, Allan Kardec, Chico Xavier, negócio tá espiritista para caramba, espírita para caramba. Agora pouco de link católico, agora estamos aí, agora estamos no espírita meio budista, né? Tem Tem uma coisa do budismo aqui muito forte no Avatar. Eu acho muito maneiro essa parada de você avançar uma quantidade, no caso 2 séculos, o suficiente para você primeiro deixar claro para audiência, tipo assim, galera, o que aconteceu aconteceu, não fica esperando que a gente vai trazer gente de volta. É o contrato que Star Wars faz.

?Voz C

Exato.

?Voz B

Ah, eu quero ver o Darth Vader de novo. Ah, eu quero ver o Luke. Não tem Luke, não tem ninguém. Tudo que você amava não existe, morreu, exato, não existe, no melhor dos sentidos. Então é a coragem que poucos criadores de arte têm, brother. Vamos seguir em frente, é isso aí.

?Voz C

Eu concordo com você e passo isso para o Bruno, porque é o seguinte, né, para o senhor Bandeira, porque, por exemplo, você constrói uma história, aquela história tem um fim, você é ousado o suficiente para contar uma nova história Não impediu de você fazer um filme resgatando o personagem da primeira, sabe, que foi o filme atual que saiu. Ou seja, ainda é um universo muito vivo, como o Bruno falou. E agora você tá explorando uma terceira geração que vai pegar a galera que curtiu a primeira e a segunda, e quem vê a terceira, como é um novo início, uma nova história sendo recontada, é uma nova forma de você reabrir isso para novas pessoas que estão assistindo, fazer, pô, então tem uma história anterior, quero ir lá ver.

?Voz B

Interessante. Se a pessoa pode começar, que a pessoa vai poder começar a assistir a partir da Pavi, porque rimar, é, no meu ponto de vista, sim.

?Voz C

E aí vamos que eu jogo para o Bruno, porque, por exemplo, se a história tá contando uma história um pouco diferente, apesar de ela ter uma irmã gêmea, ou seja, é nova, pois é, mas não é uma irmã gêmea, logo será que o espírito do, né, tá dividido em dois? Essa divisão é uma coisa como todos os espíritos têm um lado positivo e um negativo, um lado bom, um lado mau, isso gera um conflito. Ou então foi tanta coisa que aconteceu nesses 200 anos que o espírito do Avatar ficou tão saturado e pode até ter enlouquecido. Então isso foi um jeito dele se partir em dois.

?Voz B

Caramba, quantas teorias! Mas é, mas é, tá pegando fogo aqui, bandeira.

?Voz C

Você vê essa terceira temporada nova, né, essa nova temporada, você vê essa história sendo apresentada com um novo personagem, você passa a conhecer um novo mundo, mas ele te mostra que existe um mundo anterior, e aí você corre atrás para saber. Então, o que você acha que disso funciona, Bruno?

?Voz A

Cara, funciona muito, porque eles não trouxeram essa série animada de forma isolada. Eu tô aqui, eu tô me referindo de maneira comercial. Sim, a série animada ela vem de maneira isolada, encerrando de vez, até onde sabemos, toda a história, todo o legado dos personagens anteriores. Show de bola, isso realmente foi muito corajoso. Só que eles não perderam oportunidade de trazer um filme animado que trouxesse toda a equipe Avatar adulta, que era o que a gente sempre quis assistir.

Então eles entregaram o máximo do fanservice que a gente queria ver, o fã quer service, então eles entregaram isso. Só que ao mesmo tempo usaram isso como ponte para também divulgar essa nova série animada. Então o universo de Avatar, ele acende, né, no gosto do público com esse novo filme da equipe Avatar adulta. E aí aproveita que esse gancho tá quente, né, o gancho tá muito forte, e puxa a galera para essa nova série animada.

Assim, já seguindo praticamente, né, um lançamento seguido do outro, né. Num mês a gente teve o lançamento do filme, no mês seguinte praticamente a gente tem o lançamento da nova série animada. Agora, sobre as teorias que foram trazidas Algumas coisas ela já, a gente já pode ter alguma noção, não 100%, mas a gente já consegue ter uma ideia. Por exemplo, nessa nova série, essa nova série vai trazer a proposta de existirem duas avatares gêmeas.

Isso é algo completamente inédito, né? Não é a primeira vez que um avatar nasce tendo um irmão gêmeo. Esse é um detalhe curioso, né? Quem assistiu a série original sabe que o Avatar ele também tinha um irmão gêmeo que nem aparece na animação, na verdade aparece só em quadrinho, né? Mas o pessoal pode se prender essa ideia: nossa, mas Avatar nasceu com uma irmã gêmea, então quer dizer que é por isso que o espírito do Avatar se dividiu.

Mais ou menos, como eu disse, já existiu um Avatar que teve irmão gêmeo, o irmão gêmeo dele não tinha nada de Avatar dentro dele.

?Voz B

Tem irmão gêmeo que fica puto com essa parada, tem gêmeo que fica puto que você falar que é o mesmo espírito, que é Tipo igual, a personalidade igual. São sério, né? Quem tem amigo gêmeo, eu, quem é gêmeo tá assistindo, fica puto às vezes. Tipo, não, não quero vestir igual meu irmão, os pais vestem, né?

ASAffonso Solano

Eu fico puto porque eu tenho um irmão gêmeo, ele tem olho azul e eu não.

?Voz B

Olha aí, o seu irmão tem olho azul e é forte, é forte.

ASAffonso Solano

E você, do irmão do Roco, tá?

?Voz B

Ah, o irmão que é deixado de lado. Olha aí, ó, o irmão sem poderes.

ASAffonso Solano

Especiais.

?Voz C

Mas Luciano, não se preocupe, porque apesar do irmão ter olhos claros, músculos largos, ser forte, ser praticamente um super-herói, você tem o maior poder de todos, que é o coração.

?Voz B

O poder do coração, que no Capitão Planeta era do brasileiro, do índiozinho, o índio, nosso querido índio, o indígena, ou então é povo originário. É povos originários, exatamente. Como se alguém fosse originário de algum lugar no planeta. Tá todo mundo migrando. Mas olha só, vamos migrar para a imagem. Luciano, bota na tela, por favor. Eu queria comentar sobre a estética visual da nossa nova temporada de Avatar. O Avatar, ele caminha nessa estrada semi-ocidental, semi-oriental, que algumas séries animadas brincam, né?

Por exemplo, Castlevania, que eu sou muito fã, ela é muito também nessa pegada, né? Não, Bandeira, é ocidental, mas tem uma puxadinha ali, tem um olhinho puxado, né?

?Voz A

Um estilo visual assim que a gente consegue perceber que foi inspirado em animação japonesa.

?Voz B

Assim, isso tem, tem. E o Avatar tem um pouquinho disso também, tanto que tem uma galera que não é hardcore fã de mangá, anime e tal, que chama de anime também, que tipo, tudo bem que anime é animação japonesa, mas aí foda-se, tá? Não vamos ser técnicos nesse ponto. Mas assim, tem gente que acha que é feito no Japão, né, a série. Eu tive a impressão de que essa agora tá com uma puxada um pouquinho, primeiro a estética tá um pouquinho diferente.

O Luciano em off aqui até perguntou, falou, cara, ela é mais novinha mesmo? A Pavi, elas são mais novas do que, por exemplo, Aang, ou é a estética que tá puxando ainda mais para o anime, que tem essa coisa meio de infantilizar os protagonistas? O que que você acha, Bandeira?

?Voz A

Eu acho que talvez seja um pouquinho mais jovens, ou talvez no máximo na mesma idade ali do Aang, da Katara, do grupinho principal. Eles tinham ali seus 12 anos de idade, né? Então talvez eles tivessem, talvez a Pavi, a Nisha agora tenham seus 10 anos de idade. Assim, se a gente for considerar praticamente a mesma idade, essa impressão delas serem um pouco mais novas talvez seja justamente essa que você comentou, talvez uma certa infantilizaçãozinha de leve em relação ao design dos personagens.

?Voz B

Sim, e o olho tá mais anime. Olha o olhinho delas aí, ó. Então eu acho que tá mais animezinho.

?Voz C

Assim, para quem trabalha com ilustração, você e eu, Solange, a gente sabe quando a gente quer fazer criança, a gente faz rostos mais arredondados, olhos maiores, expressivos. É, pelo que eu deu a entender, parece que elas são crianças aí da mesma faixa de idade lá, dos 10.

?Voz B

Do Aang, eu acho que elas são mais, parece mais novas do que o Aang, mais assim seus 8, né?

?Voz A

Aí que o Aang no final da série ele já era um pouquinho mais velho, já dava para ver uma diferença no físico dele, mas no começo ele era bem magricela, muito parecido com essas duas avatares, não é?

?Voz C

Tá. Agora, tipo assim, é o Aang, ele tem uma pegada bem chinesa, né, oriental, né, você budista, né. A Kore já vai um pouco mais para, vai um pouco mais para também um pouco indiano, indiano. Elas também estão indo mais para o indiano, até pelo nome, né, Pavi.

?Voz B

Elas estão indo muito mais para o lado indiano.

?Voz C

Ou seja, dá para ver que o avatar, o espírito, ele vai realmente nascendo em lugares, apesar do que ali não é a Terra, né.

?Voz B

O mundo do Avatar, ele é um mundo que tem uma outra organização, é influenciado pelo nosso, tem os povos, mas ele não é o nosso planeta. Sim, não é exatamente a Ásia, a nossa Ásia, né?

?Voz A

O Bandeira é inspirado em vários lugares aqui, né? Por exemplo, os nômades do ar que a gente conhece, eles foram inspirados claramente, né, em monges budistas lá do Tibete, né, que viviam lá no alto das montanhas. Já na lenda Korra já é uma pegada um pouquinho diferente, né? Já são justamente isso que vocês comentaram, né? Povos indígenas ali, só que do Ártico, lá do gelo mesmo, né? Porque eles viviam literalmente no gelo. E assim por diante, né? Tem o Japão, por exemplo. O Japão, ele serviu.

?Voz B

Eu não vi a Korra. A Korra então é uma puxada mais para Inui, né?

?Voz C

Que são aqueles que são tipo o que seriam os esquimós japoneses.

?Voz B

É meio que para esse caminho. Então eu não vi a cor, por isso que eu fui só pelo visual dela, e ela não é uma pegada indiana, né? É mais para esse caminho.

?Voz A

É uma pegada levemente inspirado sim, né, indígenas do Ártico, mas referente no caso a tribo da água dela, né? Não todos os personagens que aparecem, porque depois que eles vão para a cidade república, tem gente de tudo quanto é canto do mundo.

?Voz B

E agora uma puxadinha mais, a Pavie acho que puxa mais na inspiração indiana mesmo, né, paquistanesa.

?Voz A

Eu acho que puxa assim, puxa assim mais uma pegada mais Oriente Médio mesmo, né. Apesar de ser um universo fantasioso, a gente consegue ver uns elementos assim, questão de Índia também, talvez assim um pouco mesclado, mais ou menos nessa região.

?Voz B

Tá tudo misturado, perfeito. Exato.

?Voz A

A gente vê na roupa delas, né? A gente vê no visual. Apesar de ser um universo fantasioso, a gente consegue ver um cenário um pouco mais deserto.

?Voz B

Ô Bandeira e Rex, isso é bom porque aí não vem nego encher o saco politizando a parada, né? Se o personagem é de tal lugar, ah, mas a religião dela é isso, ah, mas é de esquerda, ah, mas é direita. Tipo, não, não tem nada disso, galera.

?Voz C

Porra, esse é o jeito mais fácil. É bonzão você meio que criar uma mitologia própria, porque se lembra muito o que o Robert Howard fez com Conan. É parecido, é a mesma coisa. O Conan, se for para ver, ele é um cara dos lados da Dinamarca, um pouco da Grã-Bretanha ali, que seria assim moreno, mas ele é moreno, região.

?Voz B

Aí você tem a galera nórdica, então são inspirados africanos, é, são inspirados, são os vestígios.

?Voz C

Você tem várias misturas ali que assim, você entende a origem, a nossa geografia de hoje. Você entende a origem daquela, daquele povo, mas eles não são de um povo que a gente conhece. Mas você tem essa, a interpretação, sabe? Pô, isso aqui é mais oriental, isso aqui é mais japonês, isso aqui é mais indiano.

?Voz B

Muito legal, isso é bem legal, muito foda.

?Voz A

Você consegue trazer alguns paralelos, né, do mundo real, mas assim, é sempre até certo ponto. Não consegue, nunca vai conseguir espelhar exatamente do mundo real, dentro do universo de Avatar, por exemplo. Você pode traçar alguns paralelos. Por exemplo, a Nação do Fogo foi inspirada no Japão Imperial. Japão Imperial fazia o quê? Tentava tomar um monte de território: Coreia, China, etc., assim como a Nação do Fogo. Então eles espelham um pouco dessa cultura.

?Voz B

Isso aí.

?Voz A

Mas é claro, é sempre até certo ponto, né? Toda referência vai parar em algum lugar, né? Todo paralelo ele vai parar até certo ponto.

?Voz C

Perfeito. Agora vem cá, Bruno, o senhor Bandeira.

?Voz B

Esfregou a mão, é polêmica que tá vindo, é polêmica.

?Voz C

A gente sabe que teve animação, teve filme de desenho, né, teve série live action, filme live action. Inclusive é muito bom o filme do M. Night Shyamalan.

?Voz B

Eu gosto, eu gostei. Aí, Luciano, mais uma fita para o cantinho da locadora do Rex.

?Voz C

Inclusive, quando eu vi o filme do M. Night Shyamalan, eu fui lá ver o desenho, porque me levou ao desenho, entendeu? Então eu gosto. Mas a pergunta é, Bruno, será que isso não vai chegar num ponto que vai saturar esse universo e a gente vai ver isso acabando tipo assim, voamos perto demais do sol, vai virar Marvel?

?Voz A

Cara, é assim, Avatar: A Lenda de Aang terminou lá por 2000 e 99, se eu não me engano. A gente tá em 2026, 15 anos, mais ou menos, né, uns 15 anos depois.

?Voz B

Ninguém é bom de matemática.

?Voz A

17 anos depois, é por aí. Ninguém é bom de matemática aqui, né? Então por aí. Então a gente tá vendo um novo ápice do universo de Avatar com esse, principalmente com o novo filme de animação de longa-metragem que a gente teve no mês passado. Assim, é, dá para eles fazerem mais coisa, dá, mas para eles conseguirem superar o que foi, por exemplo, esse filme, talvez vá mais algum tempo aí. Claro, o universo é muito rico, dá para você trabalhar ele sem você precisar saturar uma mesma mídia.

E eu acho que é nisso que eles estão conseguindo ser inteligentes, estão conseguindo explorar de diversas formas para várias diferentes, né? Tanto que as primeiras tentativas de expandir o universo foram através de livro, quadrinho, etc. Então já foi um acréscimo muito bom, até que veio realmente A Lenda de Korra, vieram mais quadrinhos. Então dessa forma eu acho que é uma solução para eles não saturarem o universo, né? Eles conseguem trazer mídias diferentes e isso vai sempre de certa forma trazendo um ar novo para esse universo que a gente precisa.

?Voz B

Olha quem fez Um ar novo, um ar novo, um ar novo, uma dobra de ar nova, né? É, ele é muito bom, queridos.

ASAffonso Solano

Queria trazer uma curiosidade aqui. Pois não, ganhou em 2011 3 framboesas de ouro como pior filme, pior diretor e pior roteiro. Essa é a figura do—

?Voz B

o que que você tem a dizer sobre isso?

?Voz C

Em minha defesa, Bruno, cinema é uma coisa interpretativa. No momento da sua vida que você tá, que aquele filme faz alguma mudança para você.

?Voz A

Existe certo e errado, né?

ASAffonso Solano

Exato.

?Voz C

Na arte não existe certo e errado, bom ou ruim. Existe o seu gosto pessoal, e o meu é muito peculiar. E eu sou um cara que eu bato na tecla e defendo.

?Voz B

Isso eu acho louvável. E eu vou— deixa eu falar bem desse filme do Shyamalan. Tem coisas que eu gosto. Que que eu gosto? Não sei se o Bandeira concorda.

?Voz C

Eu sempre abro essa porta porque eu sempre acabo concordando.

?Voz B

Tem sempre alguma coisa legal. Claro, claro. Eu acho assim, o moleque é bom. Eu achei o molequinho que fez o Aang no filme do Shyamalan, se o Luciano puder botar, eu achei ele muito fofinho. Ele não é um grande ator, nem todo moleque, né, pequeno é o moleque do Sexto Sentido também, né? Tem o garoto do Pequeno Mestre, o Pequeno Mestre, um clássico, Pequeno Mestre da nossa idade. Ou então igual a da Quarta Fênix também, esses atores mirins, né, atrizes mirins que são fora de série.

Mas eu achava ele muito fofinho, o menininho que fez o Aang. E outra coisa que eu achei muito legal no filme Shyamalan é que eles deram uma espécie de custo plástico artístico, olha ele aí, para os dobradores usarem seus poderes. Porque não é aquela coisa tipo assim, o cara estica o braço igual a Força e aí vai à terra. No filme, não sei se vocês lembram, tem uma coisa meio de kung fu, de catar, de catir. Ele tem que fazer todo um bagulho estranho um pouco isso para poder aí soltar o poder.

Isso eu achei muito legal, isso é muito maneiro. Mas te dei duas coisas só, tá? O resto é fraco, o resto eu não conheço.

?Voz C

Se o Bruno pesquisar na mente dele, no coração dele, também vai achar coisas boas.

?Voz B

Ah, tem sempre coisas bacanas. E a série, ô Bandeira, você gosta? Você gosta da série?

?Voz A

Primeiro vamos lá do filme, né? Do filme, vamos escapar disso, né?

?Voz B

Não, não vai deixar.

?Voz A

Não, olha assim, é isso que você comentou como elogio assim, eu me desculpo, eu vou precisar discordar, porque apesar de eu ter assistido só uma vez o filme, que foi na época que lançou mesmo, até poderia rever, né, para relembrar e trazer quem sabe, né, uma nova releitura, mas assim Era muito movimento para pouca dobra, mas era muito movimento, né? Não acontecia, o negócio não acontecia. Tem uma cena inclusive que viralizou muito assim, que é o pessoal, dobrador de terra, fazendo lá tal, tal, um monte de movimento duro, rígido, tá?

Eu vi um cocôzinho de pedra assim voando de repente, câmera lenta ainda por cima.

?Voz C

Mas você não sabe se isso foi difícil de perdoar, se depende da fibra das Que você coisa, fala, fala.

?Voz B

Se eu estiver errado, mas eu lembro dos dobradores de fogo precisarem de ter um fogo aceso já para eles dobrarem. Tinha, eu acho que tinha essa parada.

?Voz A

De cabeça eu não tô lembrado, mas assim, que eu posso trazer de curiosidade em relação a esse filme é que ele passou a existir numa certa disputa do que que seria a nova frente do universo de Avatar. Avatar terminou com o terceiro livro, né? Livro 1, água. Livro 2, terra. Livro 3, fogo. E existiam projetos, existia um projeto e ideias de trazer um livro 4, que como sequência de fato da lenda de Aang, trazendo a equipe Avatar adulta, mais ou menos como aconteceu nesse filme, só que em formato de série animada, um novo livro mesmo.

Ao mesmo tempo, surgiu a oportunidade de fazer um filme live action. E aí, comercialmente falando, o que que será que o pessoal pensou? Vamos seguir com uma série animada sendo que a gente meio que já fechou o universo, ou vamos expandir para ir para realmente Hollywood e abrir realmente a fronteira desse universo para algo muito maior? Fizeram isso, deu no que deu. Depois eles decidiram voltar para animação. Mas foi uma tentativa, pelo menos eles tentaram, tá vendo?

?Voz B

Pelo menos eles tentaram. Olha que resenha! Eu valorizo os que tentam, eu também valorizo. Exatamente. E hoje a gente valoriza especialmente não ele que tentou, mas ele que chegou e fez, ele entregou. Bruno Bandeira aqui no Plantão Nerd, muito obrigado, queridão! Como é que a galera continua a encontrar a sua flâmula?

?Voz A

Flâmula, que foi essa dobra de vídeos, né? Olha, tem muito vídeo de avatar para ser encontrado no meu canal no YouTube, @brunobandeira. Só pesquisar lá que vocês vão encontrar. E se vocês me permitirem, eu tô usando a camisetinha aqui da minha loja. Mostra para a gente a loja Zenkai. Como é que a galera da frente aqui mostra?

?Voz B

Sobe mais, sobe mais.

?Voz A

Essa é a parte da frente ainda, essa é a miniatura. Tem a versão, tem a estampa oficial mesmo.

?Voz B

Deixa eu mostrar para vocês. Tá bonito, hein, cara? Pô, tá bem, tá bem bonito, cara. É legal, show de bola.

?Voz A

A gente lançou essa estampa aqui, ó, no mês passado, se eu não me engano.

?Voz B

E aí, como é que a galera acessa sua loja?

?Voz A

No Instagram, @lojazenkai. Vai encontrar mais camisetas como essa.

?Voz B

Zenkai, um homem que sabe se vestir, é um homem que sabe se performar. E dobra bem as roupas e o ar. Meu queridão, beijoca para você, Brunão. Obrigado, cara.

?Voz C

Valeu, Bruno. Obrigado aí.

?Voz A

Um abraço novamente. Obrigado pela participação. Obrigado pelo convite, por ter participado aqui com vocês novamente. Falar de Avatar é sempre maravilhoso. Sempre que tiver oportunidade, a gente vai estar aqui. Beleza?

?Voz B

Um abraço, querido.

?Voz A

Tamo junto.

?Voz B

Finalmente, algo maior do que o meu coapresentador aqui no Plantão Nerd. Sim, Godzilla está de volta, mas não aquele que começou com o Bryan Cranston. Não, esse aqui é original de fábrica. Sim, Godzilla está de volta fazendo o que ele faz melhor: pisando em creches, pisando em conventos, pisando nas pessoas do Japão. A galera que viu pouca desgraça, né, Rex? Esse pessoal é made in Japan, made in Japan, né? Godzilla Minus Zero, é Minus Zero, Minus One. Agora ficou, ficou Minus Zero, é isso mesmo.

?Voz C

É porque o nome é esquisito para caramba, como é Godzilla Minus Zero, ou seja, é menor Zero.

?Voz B

Esse é o lance, né? Eles falam que é por conta da guerra, né? O título, galera, tem gente que não sabe, o título é por causa disso, que tipo depois da bomba nuclear, aquela treta toda, que eles ficaram abaixo do mínimo. Tinha tudo uma explicação dessa que o diretor, mínimo, mínimo para sobreviver, para sobreviver.

?Voz C

Mas saiu um trailer novo de Godzilla Minus Zero, isso, e supostamente aí um grande vilão do Godzilla está de volta. De volta. Mas iremos ver um pouco mais daquele período de tempo. E para conversar sobre criaturas gigantescas, monstrengas, dantescas, temos aqui o maior de todos conosco. Venha, Gustavo Cunha!

?Voz E

Ô Gustavo, aí, gente, tudo certo? Prazer tá aqui de novo para conversar sobre esse filme fantástico que eu adoro de coração. Até tava, quando me convidaram para fazer, até eu acho que eu vou assistir ele de novo. Agora, Godzilla mais ou menos, tanto que eu gosto.

?Voz B

Falar sobre o maior dos cajuzinhos, né? Tamo aqui com—

ASAffonso Solano

dá para mostrar na câmera aqui o bonequinho que tá segurando no teu celular?

?Voz B

Olha só, tu curte Gipsy Danger?

?Voz E

Adoro! Foi o primeiro filme, né?

?Voz C

Foi, foi o primeiro, o único.

?Voz E

Só existe um filme, só existe um filme, é isso aí, só existe um filme.

?Voz B

Convenhamos, mas não existe só um filme de Godzilla, tem trocentos mil filmes do Godzilla.

?Voz C

Então eu perdi a conta, cara.

?Voz B

Não dá mais, né não, Cunha? Você lembra do primeiro que você viu, Cunha?

?Voz E

O primeiro que eu vi, cara, eu me lembro que eu vi um spin-off que tava dando do Godzilla, que não é do Godzilla exatamente, é um daqueles, é tipo da Biollante ou de alguma outra coisa, que eu vi numa sessão da tarde assim e fiquei fascinado assim com aquela, aqueles monstros japoneses coisas assim. Foi a primeira, primeiro contato que eu tive com o Godzilla.

?Voz C

Agora, Solano, e o Bocuinha já deu a dele. Agora, só qual foi o seu primeiro contato com Godzilla?

?Voz B

Godzilla, cara, foi algum desses assim também que passava de tarde, sei lá, no SBT. Eu tenho impressão que era no SBT ou na Band que passava esses filmes do Godzilla originais.

?Voz C

De vocês, foi o contato com Godzilla e Gojizuki? Meu primeiro desenho animado, desenho, bem, uma embarcação da empresa lá, e eles tinham um Gojizuki, né? E aí toda vez que eles apareciam uma criatura gigante, eles invocavam um Godzilla que saía do mar. Ele tava sempre perto deles, né?

?Voz B

Tava sempre circulando ali, tava sempre perto deles.

?Voz C

E aí o Godzilla surgia, enfrentava a criatura e voltava.

?Voz B

É que o Skaju, para mim, não sei como é que foi para o Cunha. Eu, cara, sempre curti Ultraman, Spectreman, essas paradas, né? Ultraman, Ultra Seven, Ultra Seven. Esses são, vai voltando muito, né?

?Voz C

Mas assim, para mim começou Godzilla e Gojizuki.

?Voz B

O desenho também era bacaninha para a gente que era criança, mas eu gostava mesmo dos monstros de borracha ali, os cara vestidos. O Violante é um dos melhores, inclusive um dos melhores designs de monstro. Ele tá agora nessa série do Godzilla que eu gosto para caramba, a Monarch.

?Voz C

Eu acho bem maneiro.

?Voz B

Eu nem sei se é o Biollante que tá ali, é parecido porque é meio planta, não é o Biollante não, tem uns tentáculos e tal. Mas cara, é esse, todo esse gênero aí, você acha que, você acha que o Minus da série, a gente vai chamar esses japoneses agora de Minus, de São o quê, o Minusverse?

?Voz C

Vai diminuir o Godzilla?

?Voz B

É, mas é o, né, Minusverso. Como é que você acha que ele compete, que ele coexiste com o Godzilla do Ocidente, né?

?Voz E

Esse do King Kong aqui, cara, eu acho que agora, nesse exato instante, ele amassa qualquer filme de Godzilla que exista, né? Depois de Godzilla: Rei dos Monstros, né, principalmente os últimos filmes foram terríveis. Aquele Godzilla, esse último, eu nem lembro o nome dele, que tava falso, né, correndo. Terrível, terrível, terrível.

?Voz B

Quando eu vi o trailer, ele tava correndo assim, ó, com os braços humanos.

?Voz C

Aí eu, e Cunha não vai gostar de mim porque eu sou conhecido ter gostos particulares e peculiares. E aí eu vou confessar para você uma coisa, por favor não me julgue, mas eu gostei muito do filme do Godzilla com o Matthew Broderick, aquele de 2000. Sim, eu gostei também, que foi um remake do Godzilla mais reptiliano, mais réptil, né? Pô, adorei aquele filme.

?Voz B

Eu também gosto, acho que os três aqui sincronizam. Ufa!

?Voz E

É legal, eu gosto dele também.

?Voz C

Tá trazendo cada vez mais pessoas para o meu mundinho de filmes ruins assim.

?Voz B

Apesar dele mudar de tamanho constantemente no filme, né, como é esse brother lá.

?Voz C

Mas ele tá crescendo no filme, ele começa pequeno, ele vai expandindo no filme.

?Voz B

Não vai, é só erro mesmo, é só erro, só uma parada de— mas vamos lá, esse Minus aí, ô Cunha, você acha que na época que ele estourou, todo mundo falando, né, Spielberg falando, aquela coisa toda. Você acha que ele vive por esse hype ou foi uma coisa que impressionou mais porque os efeitos especiais são muito bons e um filme barato comparado a Hollywood?

?Voz E

É, esse filme é inacreditável, né? Ele custou 15 milhões de dólares, que não paga nem o cafezinho de um filme da Marvel, e o cara conseguiu fazer um filme que é absurdamente legal, os efeitos especiais. Esse cara, ele é o diretor, roteirista e o cara dos efeitos especiais, né? Então o cara, ele é multitarefa total.

?Voz B

No quarto dele, ele tem 17 anos, no quarto dele.

?Voz E

Exatamente, é fantástico. Mas qual foi a pergunta mesmo?

?Voz B

Desculpa que eu fiquei tão emocionado com—

?Voz E

eu adoro esse filme, cara.

?Voz B

Sim, perfeito. Se você acha que ele, o hype todo foi só por causa dos efeitos especiais? Aí sim.

?Voz E

Não, não, não, não, não. Até porque ele tem uma dimensão humana muito grande, né, que uma coisa que os filmes do Ocidente, eles nunca conseguiram trazer direito. Isso, pelo menos na minha opinião, os personagens humanos dos filmes do Godzilla do Ocidente nunca conseguiram ser bem trabalhados.

?Voz B

Nunca, jamais.

?Voz E

E aqui nesse Godzilla, nesse Godzilla Minus One, a gente tem a passagem de tempo de 2 anos, né, com a família Shikishima e os caras tentando se reestruturar no Japão, e esse bicho aparecendo a primeira vez no no finalzinho da guerra, né, nos últimos dias da guerra. Depois ele aparece de novo, depois aparece de novo e acaba com a cidade deles quando eles estavam tentando se reerguer. E a parte humana é muito bem construída, é uma história que deixa a gente investido naqueles personagens, não apenas em ver o Godzilla, né.

E agora nesse próximo filme a gente tem umas, o desdobramento do que aconteceu com essa família. E a mãe, né, a esposa do herói lá, ela deixou o último filme com uma marca no pescoço, provavelmente resultado da exposição aos raios lá, do ataque do Godzilla. E agora isso vai se desenvolver também. Eles têm uma filhinha adotiva e agora esse bicho tá voltando para acabar de novo com o Japão. Então tem várias coisas. E também tem a parte política, porque no primeiro filme é muito legal porque 2 anos se passam, né?

E aí o Japão já tá em 1947, ainda ocupado pelos aliados, pelos Estados Unidos. E quando o Godzilla ataca, os Estados Unidos, eles vão embora, eles largam de mão, eles saem. Não, não, isso aí não é problema nosso, a gente tem que combater os soviéticos que estão se organizando lá.

?Voz B

Já voltamos aí, boa sorte aí para vocês, tá? Com esse lá.

?Voz E

E aí, e ao mesmo tempo, o governo japonês também não faz nada. Então a população tá completamente sozinha, né? Não tem nem os americanos que chegaram invadindo e estavam tentando, estavam comandando as coisas. E o próprio governo japonês, ele tá de mãos atadas, tá acabado, ele não faz nada. Então quem se mobiliza são as pessoas, né? Os cientistas, os professores, os soldados, eles vão e vão fazendo as coisas por eles, né? Então isso a gente nunca tinha visto também no filme de Godzilla, né?

Porque a gente sempre tem os generais, né, o presidente que vai lá e faz, e manda acontecer. E aqui não.

?Voz B

Tem um outro filme de Godzilla que eu gosto muito, que é o Shin Godzilla. Esse aí é muito bom, é muito bom. Inclusive é o Godzilla mais assustador que tem. Se o Luciano, você já viu esse Shin Godzilla?

?Voz C

Você conseguir botar no nível de Godzilla, porque eu te falei, o Godzilla ele tem uma franquia de filmes muito grande. Tem, é, a gente teve uma produção independente ou diferente por trás do Godzilla, então você não consegue traçar uma linha temporal dos filmes e eles se conectarem.

?Voz B

Não, porque tem os filmes ocidentais, tem os filmes orientais, tem várias linhas, tem várias linhas de Brasília, várias produtoras independentes ou não.

?Voz C

Eu não sei se é uma franquia aberta porque ele é muito antigo, né?

?Voz B

Acho que não chega, entendeu?

?Voz C

Não sei se funciona.

?Voz B

Olha, olha, é da Torro.

?Voz C

É, então tipo assim, você tá vendo, eles não fogem muito dessa estética também. Então a minha dúvida é essa, tipo assim, como você tem vários filmes e cada um às vezes com tempos e períodos de história, é difícil você traçar uma linha do que é uma sequência de filme do Godzilla, né? Que nem Guerra das Estrelas, que você tem um 4, 5 e 6, mas depois lançaram 1, 2 e 3.

?Voz B

Você tem razão, entendi melhor. Esse Shin Godzilla eu puxei por duas razões. Uma, que ele vai para um caminho mais burocrático japonês, né, Cunha? Do Godzilla, ele além de ameaçar vidas, ele ameaça a infraestrutura da porra do lugar. Então a galera do departamento de gás, departamento de água, entendeu? E ele ali é tratado, né, como um problema, como um problema ambiental quase, sabe? E ele é muito assustador, ele é uma coisa assim meio de terror, saca?

Mas sim, esse ponto que o Cunha puxou sobre serem pessoas tentando resolver o Godzilla é diferente, né?

?Voz E

E é uma abordagem bem japonesa, né? Porque tem isso, acontece no Shin Godzilla, isso acontece no Minus One, e não é uma coisa que a gente vê nos filmes americanos, que para mim agora perderam completamente a noção de americano lá do Monsterverse.

?Voz B

Eu gosto do primeiro Godzilla, ele contra aqueles dois insetões lá, que tem o Bryan Cranston, que morre no começo da porra do filme. Tem nada a ver ele morrer naquela hora.

?Voz C

Olha só, olha só, ele morre do filme, porque se chama o quê? Só temos orçamento para essa parte do filme com você.

?Voz B

É verdade, é isso, é muito rápido. E aí entra o filho dele, que é um cara super desinteressante, tem nada a ver aquele cara, ninguém se importa com aquele cara e tal. O segundo eu gosto muito, segundo eu gosto bastante.

?Voz C

O segundo é qual?

?Voz B

Pô, também tem o Piro, o Rei dos Monstros, que tem o Rodan, tem o Rei das Criaturas, e o Ghidorah. E o terceiro é a moto. Isso, a moto. Terceiro é o do King Kong. Aí o quarto é esse que vocês estão falando, né, que ele fica rosa, parece uma pessoa.

?Voz E

Esses dois últimos aí, para mim, eu nem conto, cara.

?Voz B

Assim, porque eu achei que ia ser ofensivo.

?Voz C

Ainda pararam com Godzilla, cara. Começo, cara.

?Voz E

Pois é, mas aí é tipo, eu pago R$40 para ir no cinema para ver 3 minutos, 2 minutos disso. E sendo que uma parte desses 2 minutos já tava no trailer também, né?

?Voz B

Então tem essa observação.

?Voz C

Você tem um ponto importante.

?Voz B

A série Monark eu acho bacana, com o Kurt Russell, tem bastante monstro. É, tem bastante monstro, acho bem legal. É.

?Voz E

E agora teve o Godzilla da Netflix também, que é uma coisa completamente à parte de tudo isso.

?Voz B

É completamente. Eu Cara, é o que o Thiago acabou de falar, aquele desenho, anime, tem várias versões.

?Voz C

É porque tem muita versão da criatura e fica difícil, porque eu te falei, traçar uma linha não tem. Então, tipo assim, ou você seguir a produtora, você seguir a produtora muito, mas assim, você tem a versão oriental e a ocidental, as orientais, e a ocidental, porque você vê que são também formas diferentes de ver a mesma criatura. É como se cada um tivesse a sua interpretação interpretação do Godzilla. Sim, ele virou o raio rosa, virou rosa para essa produção, porque talvez o cara achou que o efeito visual fosse melhor, mas nunca foi rosa.

?Voz B

Não, ele é meio azulado, sempre foi meio azulado.

?Voz C

Então, tipo assim, é uma, sabe, cada releitura, uma releitura, mas todo mundo tem a sua visão do Godzilla. Então nunca dá para entender se ele é uma criatura só, porque é sempre no final, é uma coisa só, pode ser várias, né? Entendeu?

?Voz B

Acho que é só uma reinterpretação E falando em interpretação, estão indicando que vai ter um grande inimigo do Godzilla. É hora dele chegar. Você acha que é o King Ghidorah?

?Voz E

Olha, cara, pelo trailer, uma coisa que eu acho bacana é que os trailers desses caras nunca revelam muitas coisas, né? Aparecem algumas imagens que dão a entender que o Ghidorah vai aparecer, porque uma das imagens mais fortes desse trailer é o Godzilla despencando do céu como se fosse uma saca de cimento. Muito, né, cara? Jogaram, cara, parece no chão. E não existe nenhum equipamento humano naquela época que fosse capaz de erguer um bicho daquele tamanho.

Além disso, a gente tem uma outra sequência nesse trailer que aparecem umas casas, né, que elas estão levantando assim no ar. Elas estão— a gravidade está sendo interrompida. E a gente sabe que o Ghidorah, em algumas das encarnações dele, tem essa faculdade, né, de ter os raios gravitacionais, os disparos gravitacionais, que dispara e as coisas, e a gravidade começa a se desfazer.

?Voz B

Mas ia ser o Rodin ou a Mothra, né, os mais famosinhos. Até rolava, mas acho que eles vão trazer um cara grande aí, tipo que você tá puxando.

?Voz E

E outra coisa, né, é engraçado. E outra coisa engraçada nesse trailer é que se a gente junta com o trailer passado, nós temos duas versões do Godzilla nesse filme. Uma que é com aquelas, aqueles espinhos saltando das costas e aqui dos ombros. E eu não sei se vocês vão se lembrar, no trailer passado, quando ele aparece ali na Estátua da Liberdade, né, que o Godzilla vai para os Estados Unidos nesse segundo filme, ele não tá com essas, com esses espinhos dorsais, nada disso.

Ele tá com o visual parecido com o visual que ele tinha no primeiro filme, Minus One.

?Voz B

Então, verdade, ou são dois Godzillas, ou são dois Godzillas, ou são dois Godzillas.

?Voz E

Porque um cara nesse, nesse, pode falar, pode falar, porque um cara, não, um cara nesse, nesse novo trailer, que é um cientista novo, um personagem novo que aparece, ele fala num determinado momento: nós precisamos combater fogo com fogo, né? Então, fogo com fogo, né? A gente chega à conclusão que talvez os caras tenham conseguido clonar o Godzilla de alguma forma.

?Voz B

Cara de americano, we're gonna have another Godzilla.

?Voz C

Ou vem uma coisa que todo mundo tá esquecendo, mano, vai ser o Gojizuki. Olha aí, ah, o filhotinho. Minha teoria do Godzilla é essa: eu acho que a gente nunca viu o mesmo Godzilla nos filmes. Eu acho que é uma coisa que ele Aquela coisa que o primeiro filme do Matthew Broderick mostra, que o Godzilla era fêmea, botava ovos, entendeu?

?Voz B

Ali era uma visão mais realista.

?Voz E

Pois é, eu acho inclusive isso é cânone, porque o segundo filme do Godzilla que foi feito depois de 54, o diretor disse, já deixou, tinha deixado claro que não era o mesmo Godzilla, era outro.

?Voz B

Pois é, olha aí, o primeiro Godzilla morreu.

?Voz C

Pode ser ali que tem algum lugar da onde que eles saem.

?Voz B

Mas vem cá, vocês então gostam mais do Godzilla como uma metáfora de terror do que de pancadaria?

?Voz C

Então nunca foi terror para mim, nunca.

?Voz B

Porque isso, cara, nunca foi japonês, pô.

?Voz C

Nunca foi terror para mim, porque olha só, é uma criatura que você não tem como derrotar, ponto. Ela cria um caminho e sai destruindo tudo naquele caminho que ela passa. Entendeu? Não é um terror, não é uma coisa apavorante. Como não?

?Voz B

É uma metáfora para bomba atômica, cara.

?Voz C

Essa coisa de metáfora, vamos parar com essa coisa de metáfora. Maníacos trazem metáfora para tudo. Chega de metáfora, acabou. Não tem metáfora nesse problema. A criatura vem, destrói tudo no caminho. O terror sim é tipo assim, você lidar com uma catástrofe que você não tem controle, tá? A bomba nuclear teve controle, alguém criou, desenvolveu e resolveu lançar algum lugar. O Godzilla não. Godzilla é um bicho inconsequente, é uma criatura que ela vai passar e ela vai se importar com uma creche ali, um hospital cuidando de crianças com câncer.

?Voz B

Não vai, não vai.

?Voz C

O pé dela vai pegar e vai passar, não vai ser delicado. Então é mais você lidar com isso assim: caraca, não somos nada.

?Voz B

Você acha que ele superou a metáfora do, do, da bomba atômica e agora ele virou mais esse monstro que não é a puxada do Shin Godzilla, é terror. Ficou a recomendação mesmo que eu falei. Esse aqui é mais o monstro mesmo, monstro contra monstro.

?Voz C

Para mim foi isso, tá? Você é apenas um observador no caos, no caos desses monstros primordiais. Não é diferente de um filme de maremoto, de terremoto, não tem o que fazer, de catástrofe.

?Voz B

Exato, não tem o que fazer, que é outra coisa que o Japão tá acostumado, né? Ruim, a catástrofe.

?Voz E

Exatamente. Nossa, os caras sofreram todos os tipos de catástrofe possíveis, né? E eu vou, e eu acho até que uma coisa não exclui a outra, porque para mim o Godzilla é realmente isso que vocês estão falando. É, ele é a soma de tanto medo e de tanta maldade que foi feita naquele momento ali da nossa história, né, da Segunda Guerra. Aquilo ali chegou, se tornou uma entidade viva de tanto medo, tanto pavor, tanto horror, aquilo ali se transformou uma coisa viva e saiu destruindo tudo.

Porque é isso que o medo faz no final das contas, né? O medo acaba com a gente, nos destrói, ele acaba com a esperança, que é a pior coisa que pode acontecer. E é isso que a gente vê nesse filme. Então eu acho muito legal essa abordagem. Acho que uma não anula a outra.

?Voz C

Eu acho que filme de terror mesmo, que esse quando eu vi me pegou, e tem uma pegada um pouco de Godzilla, foi aquele Cloverfield, o primeiro.

?Voz B

O Cloverfield é um bom filme, ajude, terror.

?Voz C

Ele traz um elemento que você não sabe o que tá acontecendo mesmo, você mal vê o bicho, você mal vê a criatura, as pessoas estão num pânico de estar correndo, de serem atropeladas, você quer resgatar uma pessoa que tá presa no lugar. E aí você tem uns entornos da criatura que o primeiro Cloverfield traz que é muito bom, quando a criatura, quando ela ela passa, ela tem tipo umas coisas que são umas pragas, não, mas os parasitas que caem, né?

?Voz B

Exato.

?Voz C

E aí a menina é mordida por um piolho, a cabeça ela explode, sabe? Esse filme em si me dá uma visão de terror que talvez isso tinha que ser um novo filme de Godzilla para mim, entendeu? Mas assim, os entornos da criatura, radiação, A doença que tem de, entendeu?

?Voz B

Isso é maneiro.

?Voz C

Falta explorar isso, não só uma coisa de destruição, de catástrofe.

?Voz B

Por que que vocês acham que o Godzilla ele não cansa?

?Voz E

Cunha, por que que ele não cansa?

?Voz B

Tipo, tem sempre essa porra, tá chegando aqui desde os anos 50, né? Final dos anos 50, que é o primeiro Godzilla. Acho que é por aí, né?

?Voz C

Eu acho que o Cunha tá na minha. Olha, Não, não, o Godzilla não cansa, não cansa, é verdade, né?

?Voz E

Porque sempre andando. Não, não, para mim, eu vou te dizer, depois do último filme do Ocidente ali, que é Godzilla vs Kong 2, sei lá, no mundo subterrâneo da Terra Oca, para mim cansou, cara. Para mim assim, eu não tinha mais saco de olhar Até que eu vi esse trailer desse Godzilla, vi que era um trailer do cara japonês, o cara que tinha feito o filme da Patrulha Estelar, que é fantástico, né, cara, esse diretor. E aí eu acho que pode ser legal.

E aí fui no cinema, fiquei de queixo caído. Então, mas eu tinha cansado. E eu acho que cansa realmente filmes quando pega um gênero e começa a sair muito filme mal feito, ele cansa. É a mesma coisa que os caras falam da famosa fadiga de super-heróis, né? Não é fadiga de super-heróis, fadiga de filmes super-heróis ruins.

?Voz B

Os caras estão despejando, mas o gênero, então, o gênero, o gênero kaiju, ele, ele tá sempre rolando, né? Eu tenho impressão de que ele se conecta com uma coisa de, o que que é o kaiju? Monstro gigante, né? Eu tô falando kaiju, vai que nem todo mundo sabe o que que é, né? Mas assim, eu acho que eles, o filme de monstro gigante, para além da metáfora que o Rex falou, que a gente tem que esquecer, esquece esse negócio de bomba, acabou, chega já. Foi, superou. Tem que superar essa bomba atômica aí que vocês, né?

?Voz C

Já até acabou a radiação do lugar.

?Voz B

Pois é, já expirou a minha vida. Mas é, eu acho que ele traz uma parada para gente e talvez um resgate de todos nós que fomos crianças e ficávamos fascinados com a coisa do dinossauro, né? Daquela coisa do tipo, porra, antes da gente, brother, teve um mundo muito louco. De bichos. Tô falando de uma forma bem infantil mesmo, sabe? Eu acho que ele se conecta com esse lugar, tipo assim, caraca, brother, quando a gente não tava aqui, esses bichos estavam se porrando, se comendo, se dilacerando.

E o Godzilla e os monstros do Monsterverse, né, digamos, do Japão, do Ocidente, é como se, tipo assim, caralho, brother, se essas porra voltasse— eu sei que eles não são dinossauros, claro, mas assim, e se na cadeia alimentar Tem várias obras que brincam com isso, tipo assim, brother, tu foi agora para lava abaixo na cadeia alimentar, agora tu não é nenhum, tu é uma formiga no pé desses bichos. Eu acho que ele mexe com isso, sabe?

?Voz E

Eu acho que é um, é um, sim, eu acho que isso é um sentimento ancestral que tá no DNA do ser humano, acho que desde que a pessoa é pessoa. Então sempre vai nos fascinar, né? Esse é o estofo dos nossos pesadelos. Monstro esse que ele não é, a gente não consegue parar, né? A gente sempre vai ser fascinado por isso.

?Voz B

Ó, vou embarcar na poesia aqui. É quase que nós somos na escala, na escala do tempo da Terra, na escala, na linha do tempo. Você falou, já sabia, escritor. Nós somos, nós chegamos agora na festa, a gente, nós somos visitantes, a gente acabou de chegar, a gente errou, nós herdamos um planeta, chegamos na melhor hora da festa de bestas, a melhor hora, sem dúvida é a melhor hora. Mas nós herdamos um planeta que ele não gosta muito de vida não.

Ele de vez em quando falou: acabou, acabou essa porra, vou fazer aqui trocentos mil vulcões vomitarem fumaça e vai acabar com todo mundo. Acabou, vai chover durante alguns milhões de anos aí para vocês morrerem tudo. Acabou, agora o meteoro Então acho que tem também isso que a gente tá brincando, sabe? Tipo, caraca, foi ontem, outro dia, tinha uns bichos gigantescos. E se essas coisas voltassem? Acho que brinca com isso, né, na nossa cabeça.

?Voz C

Acho, eu quero entender, como um grande entendedor de Godzilla, quais são os poderes do Godzilla? Porque eu tô tentando entender até hoje qual o nível de flutuação que ele tem para todos. Que ele tá na superfície dos lugares, a quilômetros de distância ele tá lá andando em cima das águas. Eu preciso entender qual o nível. Tem que explicar esse poder dele, cara.

?Voz B

Tem algumas, vocês nunca viram.

?Voz E

Eu vi uma coisa, eu vi uma coisa uma vez que achei muito fantástica, um meme que aparece ele assim, aí embaixo d'água ele tá com um salto alto assim, os tamancão daqueles do Kiss, sabe? Ele fica andando com aquele salto alto.

?Voz C

O Goiânia.

?Voz E

Não tem como, entendeu?

?Voz B

Quando ele tá lá no fundão, inclusive o final do Godzilla Minus One era— cara, eu tô muito confuso. O anterior é o Minus One, agora é o Minus Zero, porque tá subindo, né? Isso, eles matam ele afundando eles, você lembra?

?Voz E

Eles explodem a cabeça dele e aí afundam ele até a pressão acabar com ele, né? Só que aí lá no finalzinho, a gente vê que um pedaço—

?Voz C

olha aí, ó, viu?

?Voz B

Ó o meme aí, é isso aí.

?Voz C

Ai, Luciano, você não decepciona já nunca.

?Voz B

Um saltão, eles afundam ele com uma boia. É uma solução diferente de todas as outras, né, que é ficar atirando no bicho.

?Voz E

Sim, é, eu acho muito, muito legal, muito engenhosa essa solução.

?Voz C

Por isso que minha teoria agora é essa, eu acho que Toda vez que o Godzilla aparece, ele é morto, ou ele regenera e volta, ou é um novo Godzilla, ou ele morre e aí nasce um hatch, nasce outro, entendeu? Porque não tem explicação de tantos Godzillas diferentes com poderes diferentes, com biotipos diferentes, com forma, com formas físicas diferentes.

?Voz B

É só outra versão, cara.

?Voz C

Não, por exemplo, a continuação do Super-Homem que a gente falou agora, o Miles Morales, ele tem uma forma no no Zero, ele vai ter uma outra forma.

?Voz B

Mas aí é especulação, pode até ser que seja outro Godzilla, ok.

?Voz C

Mas o diretor já falou, né, tem que ser um outro Godzilla, que ele morreu, aquele morreu, entendeu?

?Voz B

Inclusive nos filmes originais, U-1, olha, eu me perdendo. Eu lembro dele explicar isso, ele resgatou o negócio original e fala que o Godzilla do Minus One, ele era um dinossauro que de alguma forma— isso eu não gostei no filme. Que de alguma forma sobreviveu, e aí quando caiu a bomba é que ele se transformou e evoluiu para essa parada horrorosa. Eles têm essa, ele tem essa puxada, é um Pokémon.

?Voz C

Eu quero entender porque todo mundo, acho que as pessoas que trabalham com radiação, as pessoas que trabalham com radiação, é médico, cientista e afins, eles tinham que participar na reunião de roteiro para dar um, toda vez que radiação tá envolvida você ganha força, superpoderes, ser muitas criaturas, mas não morre. Não, é impressionante.

?Voz B

E a radiação é verde, é importante. A radiação, ela tem que ser verde, ela tem que ter uma luz, sabe?

?Voz C

Ninguém morre de câncer, né? Mas não, criaturas gigantes, poderosas, né? Chernobyl, não, ninguém, não vi nenhum super-herói russo até hoje desde Chernobyl.

?Voz E

Aliás, deixa uma dica aqui, né?

?Voz B

Fala direito.

?Voz E

A série Chernobyl é da Amazon, acho, eu não sei. Vocês já viram essa série?

?Voz B

Vocês viram?

?Voz E

Horrível, é inacreditável.

?Voz C

O episódio que as pessoas deixam os bichinhos para fora, eu chorei naquela cena.

?Voz B

Horrível, tadinho. E o livro é muito bom, tá? O livro que ela se baseia, bem legal também. Eu não sabia que tinha um livro meio jornalístico assim. Inclusive é mais horroroso ainda a descrição lá dos caras que estão que foram irradiados e tal.

?Voz C

Aí eu te pergunto, cadê o Chernobyl para aparecer?

?Voz E

É o Chernobyl, cadê?

?Voz C

Não tem, não tem ali não. Ninguém morreu de câncer. Exatamente. Não, a pessoa tem que entender que radiação não faz isso, gente.

?Voz B

Não, não faz dinossauros, superpoderes. Quem sabe um dia? O homem pode sonhar, não é? O homem pode sonhar. E ele que habita os nossos sonhos mais selvagens Nosso querido Cunha, obrigado mais uma vez, queridão. Lembra como é que a galera te encontra aqui, poxa? Sempre falam aí para a gente.

?Voz E

É só me procurar aqui, é Gustavo Cunha nas redes sociais, né? Só achar aqui no YouTube, procurar aí que eu tô aí fazendo vídeo. Vou cobrir bastante esse espaço aí do Godzilla porque acho muito legal. E brigadão, gente, brigadão! Estamos sempre aí, né? Sempre que precisarem, estamos aqui para bater papo, que é a melhor coisa do mundo.

?Voz B

Você é um queridão aqui do programa, cara.

?Voz A

É isso aí.

?Voz B

Beijoca, meu cara.

?Voz C

Obrigado, obrigado.

?Voz B

Chega aonde das nossas recomendações? Hoje tem uma recomendação excelente para os metaleiros, mas eu quero que você diga para a galera que quer ficar fortinho igual Godzilla, ficar com aquelas coxas grossas, né, que flutuam. Como é que eles podem fazer isso com a sua ajuda?

?Voz C

Bom, vamos lá. Você não precisa tomar sua dose de radiação nem esperar algo do tipo para você virar um monstrinho na sua vida. Então, se você tá procurando um jeito de crescer de forma saudável, eu recomendo que vocês vão no site da Growth Suplementos e compre os seus suplementos lá, seu whey, sua creatina, seus multivitamínicos. Enfim, a Growth tem uma opção enorme, mas sempre consulte o seu médico antes, tá bom? O seu nutricionista.

E chegando lá, usa o meu cupom OHEX. Ou se você também tiver procurando seus manipulados, eu recomendo a Oficial Farma. Eu também sou atleta deles lá, e o cupom que você pode usar é Rex. Eu e você, senhor Solano, aonde as pessoas te encontram?

?Voz B

Tô até com a blusa aqui, ó. É blusa ou camisa? Camisa.

?Voz C

Eu chamo de camisa.

?Voz B

A camisa do Bunker X.

?Voz C

Gostei muito dessa arte bonita.

?Voz B

Essa arte aqui ela emula os quadrinhos ali dos anos 70, né?

?Voz A

50 para—

?Voz B

não, eu diria que 60, 60, 60, né? Estou eu e meu xarafão 3D aqui. Se você não conhece o Bunker X, a sua dose semanal de verdade falando sobre teorias da conspiração mais malucas que existem. Algumas não tão malucas assim. Ufologia, Sasquatch, Trump fazendo as birutices dele lá. Todo mundo é zoado, mas às vezes a gente fica meio nervoso no Bunker X. Se quiser uma camisa dessa, você pode entrar, por exemplo, no camisadealien.com.br, meu querido Rex.

E você vai lá conversar com a gente. Vamos lá então, vamos recomendar para galera continuar a gastar dinheiro. No fim de semana. Hoje é domingo já, esse programa tá indo no ar no domingo.

?Voz C

Sim.

?Voz B

Então chegou segunda-feira, a galera vai comprar o quê? Vai assistir o quê?

?Voz C

Eu recomendo, já que a gente falou do assunto aqui, né, a gente falou de mutação, a gente falou de Godzilla, a gente falou de heróis que não existiram por causa da radiação. Então vamos lá, eu recomendo para vocês uma saga da DC Comics que é Liga da Justiça versus Godzilla versus King Kong. Eles fizeram esse crossover, é divertido. Vale a pena ler, recomendo para vocês. Então, se vocês estiverem procurando por elas, essa é minha recomendação.

E você, meu querido, o que você vai recomendar dessa vez? Você me recomende algo.

?Voz B

Eu vou recomendar hoje, eu tô devendo, né, tô devendo recomendações. Eu tô melindrado, eu vou trazer um pouco de backstage para galera, porque eu recomendei aqui o Windows Base. Chamamos as minhas aqui, a Paula, né, e a Dani. A gente falou de Windows Base para caramba, ganhou Emmy recentemente. E a Luciana, Luciana tá na linha aí. Luciano decidiu assistir com a sua amada, e aí aparentemente ela não gostou.

?Voz C

Ela achou que não era uma comédia e era mais terror do que comédia.

?Voz B

Solano prometeu um alívio cômico que ela não sentiu. Ela não sentiu um alívio cômico? Ela sentiu mais medo do que— tá, é, entendi.

ASAffonso Solano

Justo uma fala, Solano. Sua que falou que era uma mistura de terror com The Office.

?Voz B

Ela muito fã de The Office criou uma iniciativa. Entendi, mas é da criadora, da escritora do Parks and Recreation, que é uma série excelente, que é muito boa. Mas eu entendo que sim, ela pende mais para o terror do que para o humor. Mas eu vou trazer, além de Withersby, Não existindo, tá bom? Trazer uma coisa diferente. Eu que sou metaleiro aqui, vou começar a trazer umas musiquinhas de metal para galera. É porque acabou de sair um álbum novo deles, Triosphere.

Triosphere. Depois o Luciano vai colocar na tela aí. Não pode botar música porque senão cai, né, cai o canal. Mas galera, banda de heavy metal. Eu gosto de metal melódico, né? Sou dessa linha do metal. Exatamente. Tem um vocal feminino maravilhoso. A mulher vai de uma voz de um anjo para a voz de um capeta furioso. E as letras são muito bonitas, os refrões maravilhosos. Fica a dica para você que é roqueiro, metaleiro, ou quem sabe quer conhecer uma coisa diferente.

Não é gutural não. Muita gente ouve metal e acha que é tipo, é um estilo de metal, não é muito a minha vibe. Eu gosto de metal mais melódico, Triosphere, para vocês escutarem aí indo para o trabalho. Enquanto o Brasil tá indo para o buraco, você vai ali, você vai para um outro mundo com Triosphere. Tá bacana? E a gente vai para casa também, tá na hora de ir para casa, tá na hora, não é isso? Beijo, até semana que vem. Aqui aonde, Rê?

?Voz C

Aqui no Plantão Nerd. Até semana que vem, galera, até mais!

?Voz B

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.

Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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