1934 - CRISE NO STF: ANDRÉ MARSIGLIA, FELIPE SESTARO E MADELEINE LACSKO
ANDRÉ MARSIGLIA é advogado e FELIPE SESTARO é médico, pastor e apresentador. Eles vão bater um papo sobre a atual crise no Supremo Tribunal Federal. O Vilela acha que STF é palavrão em inglês.
- Análise do julgamento do STF e a crise institucionalSupremo Tribunal Federal·Alexandre de Moraes·André Mendonça·Daniel Vorcaro·Crise no Judiciário
- Impacto da polarização política na percepção da justiçaPolarização política·Operação Lava Jato·Inquérito das Fake News·Relativização do certo e errado
- A importância da ética e dos valores individuais na sociedadeMoralidade na população·Rui Barbosa·Valores cristãos·Resiliência
- O papel da cultura e da comunicação na política brasileiraHegemonia cultural da esquerda·Financiamento da cultura·Brasil Paralelo·Tropa de Elite
- Cenários políticos futuros e a sucessão presidencialEleições 2026·Luiz Inácio Lula da Silva·Flávio Bolsonaro·Flávio Dino·Tarcísio de Freitas
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes, com a vida muito mais politizada do que a minha, do que a sua.
Com certeza, hein?
Hoje tem assunto para dar com pau.
Pois é.
E a gente vai entender isso agora?
Espero que sim, cara.
Você tá entendendo o que tá acontecendo?
Olha, eu tô entendendo, mas não da maneira como eu gostaria que entendesse.
E o pessoal que está em casa e quer pedir vistas? Bom, já começa. Pedir vista ou pedir vistas?
Já começa já deixando o seu like, se inscreve no canal, torne-se membro, compartilha essa live.
Live bem informativa com toda essa potatinha.
Lembrando que hoje é uma live especial que é dedicada para pessoas especiais, que são seus membros. Vão mandar perguntas, então eles passam na fila do chat, envia as perguntas com antecipação.
Exato. Então já dá aquele like, compartilha, porque hoje a noite promete.
Pois é, não é? Vai ser longa.
Então vamos lá, apresentações. Madá, que já tá com a gente há muito tempo, é, tá aqui há mais tempo, você tem que se apresentar primeiro. Então vamos lá. Você lembra a primeira vez que você veio? Quando foi? Não vai lembrar.
Foi em 2022. 2022, quando eu tinha, tava escrevendo aquele livro Cancelando Cancelamentos.
Verdade, verdade, verdade.
Então, que foi quando eu vim aqui e a minha família teve que ir até a polícia, que eles acharam que eu tinha sido sequestrada.
É, a primeira vez que a pessoa vem aqui ela é meio que sequestrada, né?
Eu vim dar uma entrevista, eu fiquei 6 horas e meia Sério?
Esse é o Velho Testamento, né?
Que é o Velho Testamento.
O pessoal já não deixa eu fazer essas lives longas.
Já não?
Não, teve um dia aqui. Qual foi? Cadê o diretor? Tava aí, não é? Que dia que foi que tava bom o papo? Tinha dado acho que 4 horas. Aí alguém falou: por mim eu fico mais 4. Os cara, a equipe já falou: não, pelo amor de Deus!
Eu sei que o papo tá bom, mas Mas enfim, me procurem aí nas redes, @madelenelasco. Eu sou jornalista há um tempão, resolvi sair candidata a deputada estadual aqui por São Paulo. Sou candidata e tô aqui dando entrevista. Por quê? Porque eu já trabalhei no STF, eu dou aula há muitos anos nas escolas judiciais, circulo nesse meio. Então aí eu vi, Laila me trouxe aqui para me entrevistar junto com esses expertos. No barulho.
Pela ordem, então, agora o Marcília.
Pela ordem, você gosta de questão de ordem, não é uma boa ideia.
Questão de ordem, depois você vai ter que explicar esses termos todos que o pessoal usa aí, que a gente fica questão de ordem.
Questão de ordem é a última vez que levantaram, você vai ficar o dia inteiro. Então, verdade, 6 horas só com essa ordem. Mas eu sou André Marcília, sou advogado, enfim, também hoje, hoje eu até me considero um comunicador também, em razão, né, de de meu canal no YouTube, explicador também, né? Explicador. Eu, você sabe que eu acho que essa função, eu tenho dito, verdade, ela que é a mais importante, a tradução, verdade, verdade, tradução.
Porque, mas eu fiquei assim, eu assistindo ontem tudo que tava acontecendo, eu falei assim, pô, não vejo a hora de falar contigo para você tirar umas dúvidas aí, porque, cara, parece tudo muito aquela linguagem, né?
Tudo muito arrepiado.
A gente vive um país que esconde as coisas da gente, né? Então tem um lance assim de uma casta que fica, ora, ou não sei o quê, E não é só no direito, regimento, e cita não sei o quê.
Cara, é sim ou não, fala logo aí.
E quando o Dino, ele resolveu dar uma popularizada, ele citou o Fábio Porchat no julgamento, pode crer, o Chico César. Então aí também podia nos poupar dessa. Mas de qualquer maneira, a gente tem uma casta mesmo, uma elite. Isso tá no STF, isso tá nas academias, etc., não de ginástica, claro, mas na academia universitárias. E famoso, você sabe com quem está falando, você sabe o que está falando e tira o título, etc. Então isso necessita sempre de uma tradução para que a gente entenda até por onde estão nos ferrando, porque sempre estão nos ferrando de maneiras diferentes. Por isso estou aqui.
E o Sestário, que é o caçula aqui, foi o último a vir aqui, mas já tá se acostumando já, figurinha carimbada. Então você apresenta aqui para o pessoal.
Felipe Sestário, apresentador do Arão Talks. Sou médico de formação, fui missionário 17 anos da minha vida, e apresentando o Iron Talks, curtindo demais e realizando.
Teve alguma treta lá, alguma briga ultimamente? Como que era?
Não, não brigo com ninguém, pô, sou bonzinho.
Eu sei, eu sei, mas teve.
Mas você lembra que eu te falei quando eu fui lá a primeira vez, que eu falei, Vilela, o cara é boa gente?
Porque a gente vê às vezes umas tretas, acontece.
Ele é gente boa, fala aí com ele, que ele é boa gente.
É, cara, eu ficava assim, só chegava os cortes para mim, né? E qual foi o último assim de ter um programaço que gravei?
Foi hoje inclusive um deles, ontem e hoje, é o ministro do Lula. Foi muito bom conhecer ele, é Paulo Pereira. Inclusive recomendo, se você quer uma sugestão, bela conversa, um cara jovem, um advogado de formação brilhante. É muito inteligente e eu ouvi como alguém muito bem-intencionado.
Mas é advogado ou é bem-intencionado? Advogado.
Ele é fora da regra, fora, exceção, exceção.
As duas coisas não dá para ser, né, Marcílio? Você sabe que tem, por isso eu não esperava, tem história do cara que falou advogado, podia ter falado petista também, né?
Também, também.
Mas o que, o cara morreu, falou assim, aqui colocou Aqui já um advogado, gente boa. O cara falou assim, puta, estão enterrando duas pessoas no mesmo túmulo?
Advogado e gente boa.
Mas é isso, o Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo no governo Lula, gostei dele, mesmo tendo visão ideológica diferente. Eu fiz bastante contraponto com ele ontem, com a Madá inclusive, e ele respondeu de maneira muito sóbria, muito equilibrado. E uma pessoa que eu vi assim muito bem-intencionada. E à noite com a Madá também, com Cabo Daciolo. Cabo Daciolo é muito legal, cara.
Que encontro esse, hein?
Ele e o Thiago Lima também.
Eu conheci o Thiago Lima ao vivo, porque o Thiago Lima eu só conhecia daqui, né? A primeira vez que eu falei com o Thiago foi aqui, mas eu não conhecia pessoalmente, conheci no cestário. E o Cabo Daciolo, que eu não via pessoalmente há 8 anos. Eu falava mais com a Cris, com a mulher dele que faleceu. Até porque o Daciolo tinha, na época, ele tinha aquele celular Nokia de cobrinha, cara. Todo mundo tinha smartphone, ele tinha Nokia e não atendia.
Então, para falar com ele, você tinha que ligar para mulher dele. E eu não via ele, mas eu adoro Daciolo, cara.
Gente boa para caramba.
Eu vou te falar, um cara muito inteligente. É, já teve aqui, seguro do que fala, cita os números, os nomes, as questões. Ele é muito preparado, é impressionante. Pô, tem que ver ele falando do Amazonas, cara, ontem. Então eu fiquei olhando assim, eu falei, meu irmão, subestimam demais esse cara, ele é impressionante. Me impressionou porque eu entrevistei já muitas pessoas no Iron Talks. Ele foi um cara que me marcou pela capacidade dele, ele tem clareza no que fala.
No pensamento dele. Pessoal pode ter aquela caricatura, né, como alguém caricato, mas é porque ele tá fora daquilo que é comum a muitos brasileiros. Ele é um típico evangélico das antigas, raiz pentecostal, cara. Esse é esse cara.
E qual o problema?
Ele é uma pessoa maravilhosa, cara, uma pessoa sem brincadeira, uma pessoa maravilhosa. Dá para ver no olhar da pessoa, pô. Ele ficou do lado da esposa até a esposa morrer, pô. Tratamento de câncer. Quantos homens não abandonam a própria mulher? Ele ficou do lado da mulher dele, pô, excelente pai. Aí você conhece as pessoas dessa forma. Filha dele tava lá no estúdio, tinha que ver a filha dele falando dele, não é verdade, Amanda?
A mãe dele, que eu conheço também, a mãe dele falando dele. E assim, uma coisa que impressionou é que ele agora é candidato a governador do Amazonas, cara. Ele já sabe o nome de todos os rios, todo problema de ponte, quanto que desviou, ou não sei o quê da mobilidade urbana, melhor cidade para fazer a ponte. Ele é, e ele é um cara do Rio de Janeiro, ele já dominou o repertório técnico de uma forma que às vezes a gente não vê nos debates as pessoas que são do local dominando o repertório técnico.
Que eu acho também que o povo hoje fica muito no ideológico ou nesse tecnicismo que o André tava falando, de usar a palavra difícil porque ele não sabe do que ele tá falando. Então ele usa um termo técnico, uma palavra difícil, porque ele não sabe. O Daciolo não, ele fala assim, ó, É o seguinte, sabe essa ponte que vocês queriam do não sei onde para não sei onde? Fizeram para cá, desperdiçaram, tem que fazer para cá, porque não sei. Ele vai falando, ele já sabe tudo da política local de lá. Impressionante.
Eu achei ele um cara fora da curva. Eu entrevistei muitas pessoas, cara, ele foi dos últimos assim o que mais me impressionou.
Realmente, eu tô impressionado também. Pode falar o que aconteceu ontem. Vamos entrar no assunto. Que o pessoal do chat já tá reclamando, falou, tá, vocês estão falando.
Eu tava pensando como é que você ia fazer pra gente sair de Daciolo pro julgamento.
Exatamente, já achei uma dica.
Nós estamos ensaiando aqui que ninguém quer ir preso.
É.
Mas o André é o primeiro advogado do inquérito das fake news.
É verdade.
Então se der BO vai ser um pró-bono aqui, é isso?
Vai ser um pró-bono.
Tudo aqui é supostamente então já.
Tudo supostamente.
Eu achei até que você ia fazer um gancho do Cabo Daciolo dizendo, falando em cabo, ontem teve um cabo que nos foi colocado, foi introduzido, né?
Foi introduzido.
Mas o que que vocês acham? Vamos fazer uma avaliação do que aconteceu ontem, explicar para galera aquele empate que deu e o que que isso significa, se dia 23 vai acontecer mesmo alguma coisa ou vai ser tudo adiado. O que que a gente pode falar? Olha, você prefere voltar no tempo, explicar?
Não, vamos, podemos começar por aí. Eu acho que tem Talvez começar por essa votação, esses números da votação.
É um clima de Copa do Mundo, né? Todo mundo parado assistindo, Uber ouvindo, galera tava ligada.
Pessoal tava ligado e isso mostra como havia uma expectativa. A gente fala, o brasileiro não tá nem aí. Muita gente, a gente vê a pessoa falando, ah, isso aí não vai dar em nada. Mas o cara não sai dali, né? Não vai dar em nada, mas ele tá assistindo.
Mas a esperança é que dê, né?
Vai dar em pizza. Dá em pizza, então por que você tá aí? Né? Então vai fazer outra coisa, sabe? Que vai dar emprego.
No fundo, acho que ele tem um pouquinho de esperança de que dê certo, mas ele não acredita. É aquela velha história, entendeu? Tipo, irmão, vamos ver.
Mas tudo bem, tudo bem. O importante é a pessoa tá interessada, participando, porque o ruim é indiferença. Não tô nem aí, tô indiferente. Não, mas as pessoas estão interessadas.
Existe um clima de cansaço, né?
Claro.
Ai, cara, já vi esse filme, será que é a mesma coisa? É aquele que ele disse, pô, tomara que aconteça.
Esse filme ninguém viu ainda, é mesmo?
É diferente dessa vez?
Tomara, cara. Não, então não sei o resultado. O resultado do tipo vai dar em nada pode ser o mesmo, mas a forma onde tá acontecendo nunca foi igual, porque a gente tá falando de uma soberania, cara.
Não, o Glenn veio aqui, você repara, não tem um contrapeso.
O Glenn veio aqui semana passada e eu perguntei, né, se acontecesse isso nos Estados Unidos. Ele falou, cara, não aconteceria nos Estados Unidos. Não tem a menor possibilidade do que tá acontecendo aqui acontecer em qualquer país sério. Não tem como.
O problema no Brasil é que quando tu tá vendo aquilo ali, beleza, você não tem a quem recorrer. Você não espera nada de outro lugar. É eles por eles mesmos decidindo o futuro deles mesmos. Então eu digo assim, cara, que loucura que a gente tá vendo. Parece uma realidade paralela.
A gente chegou no momento em que Talvez vejamos o Moraes votando sobre se ele deve mesmo ser investigado. Quer dizer, eu fico imaginando o voto dele.
O Moraes decide se ele deve ser investigado ou não. O que você acha, Moraes? Ah, eu acho que não. Eu acho que ele vai dar esse voto, eu acho.
Imagina ele chegando e falando assim: olha, estavam aqui meus colegas pensando bem e esse contrato de R$130 milhões realmente é esquisito, né? Esse contrato da minha esposa realmente é esquisito, talvez seja melhor me investigarem. Ou talvez essas mensagens que eu recebi do Vorcaro, que será que eu respondi? Bom a gente investigar para saber. Quer dizer, isso é ridículo, mas é nesse lugar que nós estamos, né? Então, claro, tudo isso cria um cansaço e gera uma percepção de distopia, de que a gente vive uma realidade paralela, etc.
Mas nós também estamos puxando o cabo da Ciolo. Já, olha, chegamos, pelo menos estamos puxando, não tá introduzido. Acho que a gente está esticando a corda, é isso que eu queria dizer, no sentido de que se a gente olhar para o que a gente viveu, a Madá mencionou o início do inquérito das fake news. Nós estávamos ali em 2019 quando houve o caso da censura à revista Crusoé, por isso que eu me tornei o primeiro advogado dos inquéritos das fake news.
E em 2019 a gente vive essa situação, em 2022 a gente teve censura abessa. Durante o período eleitoral em 2024. Veja, faz 2 anos, nós nesse momento há 2 anos estávamos com o Twitter fora do ar e cada um de nós que ousasse usar o VPN tomava uma multa de 50 pau na cabeça. Eu acho que a gente andou, você entendeu? Então se a gente olhar para o que tá acontecendo como um processo histórico, sabe, tivemos uma evolução. Em algum momento a ala de ministros, do qual o Moraes faz parte, é porta-voz, porque ele não é o líder.
Os líderes ali são Gilmar, Dino, a turma é Gilmar, Dino, Zanin e Moraes. Essa é a turma fixa. Aí tem os membros honorários, mas o Moraes é porta-voz deles. Se o Gilmar e o Dino, que ontem foram os mais ativos na defesa do Moraes foram praticamente advogados do Moraes. Se esses ministros soltarem a mão do Moraes, aí ele certamente é rifado, ele cai. Isso vai em algum momento acabar acontecendo, porque ninguém suporta. Porque vamos lá, se esse julgamento não der em nada, pizza total, maravilha, pois é.
Aí no ano que vem vai surgir de novo outra coisa, e ele vai ser presidente, mas ele vai ser o presidente da corte, vai ser presidente, vai ser lenda.
Então tudo bem, mas tudo bem. Aí vai aparecer mais um escândalo, quero dizer, esqueçam esse, esqueçam o Vorcaro, surge um outro Vorcaro, surge mais, tem, não tem jeito. Se você faz um, você faz dois, você faz três, você faz mil. Se você acha que você pode passar pano nesse escândalo, imagina o que você não deve achar sobre o futuro. Então são ministros que ainda têm muito tempo pela frente no STF e que vão acabar fazendo de novo, fazendo outras.
Então me parece que em algum momento Isso não vai ser mais tolerável. Os caras vão olhar e falar assim: não dá mais, esse cara aqui já— e aí soltam a mão. E nós estamos talvez no meio de um processo histórico que possa, pode não acabar agora, mas que sem dúvida começou.
Talvez seja lembrado esse julgamento como início de algo grande.
Se você olhar, vai, para o regime militar olhar para 78, você vai falar assim, ah, 78 era ditadura, 77 era ditadura, 79 era ditadura. Se você olhar como processo histórico, você vai olhar 77 de um jeito, 78 de outro, 79 de outro, e aí até chegar numa abertura, etc. Tô lendo até o livro do Alexandre Garcia, que foi até, participou do do governo Figueiredo, e tem lá uns bastidores ótimos. Então mostra como havia ali já uma abertura.
Mas se você olhar chapado, era ditadura ainda. Não existe agora ditadura, agora democracia, agora democracia, esse cara é corrupto, esse cara é inocente. As coisas são sempre mais difíceis de se enxergar. Eu acho que nós estamos caminhando para um amadurecimento em que ministros vão acabar Não tô dizendo quem, não estou dizendo quando. Ministros vão acabar sendo impeachmados do STF, ministros vão acabar sendo expulsos, expurgados, e vão acabar presos.
Vai acontecer um dia, vai acontecer, não tem como. Do jeito que nós estamos vendo a realidade se construir, em algum momento, sei lá quem, sei lá por qual razão, isso vai acabar acontecendo. E a gente acha que tá no caminho disso.
Eu vejo uma justificativa dele, gente, que a justificativa dele foi desesperada, né? Que aquela mensagem que ele— você viu a mensagem dele escrevendo WhatsApp errado? Que aí ele fala, não, e assim, quando você— essas sentenças assim não é qualquer jeito de escrever, tá? Tem um jeito, tem uma norma específica, até a letra que você usa, o espaçamento, as palavras. Eu fiz o curso, isso aqui se você mostrar para qualquer pessoa Você sabe, André, isso aqui que ele escreveu, isso aqui não é nem permitido num papel do Supremo timbrado.
Mas enfim, parece, a mim me dá a impressão que escreveu de madrugada nervoso, porque ele fala: o mais grave, em maiúscula, as ilações absurdas que foram divulgadas como supostos diálogos entre Forcário e Alexandre de Moraes simplesmente não existiram, não foram localizadas em conversação alguma no WhatsApp, não existe nenhuma correspondência efetiva com mensagem realmente achadas no WhatsApp, algo bizarro. E assim, é claro que não tem a mensagem do WhatsApp.
É isso aqui e acabou.
É, mas tipo, por que que não tem as mensagens completas do WhatsApp? Porque ele não deu o celular dele. Se ele deu o celular dele, a gente acha. Então assim, ele vai e ele argumenta falando do Ministro Alexandre de Moraes em terceira pessoa.
Que não, que não, Pelé.
Então assim, eu acho que ficou uma coisa, eu acho que assim, para quem viu, mesmo uma pessoa que não entende nada do que aconteceu lá, eu tive uma leitura que eles estão em desespero.
Eu não vejo isso, sinceramente, para você, não vejo.
Não, o que que você vê?
Eu acho o seguinte, tem um caminho aberto para mudança, isso eu vou concordar contigo. Não vejo cadeia desses caras, não vejo, porque o escárnio Ele já tá acontecendo há muito tempo e paulatinamente foi colocado na mente do brasileiro a relativização. E isso ganhou força com a polarização. A polarização, ela não é negativa. Ontem até falamos sobre isso. Eu acho a polarização positiva para a gente entender como olhamos a política, ideologias, né?
A parte econômica é um pouco mais complicada, mas você consegue pelo menos entender. Para o povo foi bom acordar um pouco. Só que a polarização, ela tá sendo instrumentalizada pelos políticos como objeto de relativização do certo e do errado. Então o político entendeu a polarização rapidamente e já instrumentalizou ela contra o povo. A seu próprio benefício. Então o que que acontece? O STF, ele vem desse processo de início de polarização do Brasil, da Lava Jato.
Por isso que eu falo, é bom voltar a história, é bom voltar a história, porque quando a gente fala da Lava Jato, parte da população que foi, foi o despertar. Nós começamos a revolta nas ruas, com a queda da Dilma. Todo mundo começou a abrir os olhos e dizer: opa, a gente não tem direita, né? Ou tem uma direita que a gente não tem voz, é tudo esquerda. Teatro das Tesouras, Olavo de Carvalho, muito importante na abertura dessa cegueira que nós tínhamos.
E aí, como a Lava Jato tava perseguindo um grupo político que tava todo mundo cansado de tanta corrupção, escândalo, Todo mundo aplaudiu, só que não olhou os detalhes da própria Operação Lava Jato, que foram perniciosos contra o Brasil. Porque tem aquele ditado, né? Você perde o anel, mas tem que preservar o dedo. A Lava Jato perdeu seus dedos e os anéis, porque as empresas foram todas destruídas. Então você tem que preservar as empresas e condenar os corruptos.
Só que nós estávamos aplaudindo todo aquele processo feito de maneira assodada. Ao mesmo tempo, não tô julgando o mérito, tá tudo certo o mérito, tanto que o mérito nunca foi questionado. Primeira instância, segunda instância, com agravamento de pena, tô falando por causa do Lula, né? STJ, tudo confirmou, tá tudo certo, mas No Brasil, quem tem bons advogados normalmente sai impune, porque a lei tem muitas questões subjetivas ali.
Por uma questão processual, ele conseguiu sair, mas nós aplaudíamos. E lembra quando o Moro caiu, vem aquelas mensagens, o Moro da Vaza Jato, as mensagens que o hacker pegou, ele conversando com Deltan, e aquele, aquela troca? Todo mundo no mundo jurídico pensou: pode ou não pode? Acontece ou não acontece? Mas é para acontecer? E aí a gente via essa relativização já acontecendo.
Mas é totalmente diferente. Não, não, calma, eu não tô comparando, que é que nem equivalência do Mendonça com Moraes, como se fosse assim.
Calma, você entendeu? Não, não tô fazendo equiparação e equivalência, eu tô explicando a construção do pensamento social. Porque tudo tem um início. O bolo, você começa a fazer, tem uma forma, ele vai ficar pronto, tem todo um processo. Eu tô falando do início dessa construção. É tudo junto: polarização do Brasil, vingança, revanchismo, a construção de um sentimento do tipo: agora vai, não é justiça, justiçamento, porque tem um jeito certo.
Carlos Andreazza, eu sempre falo isso, Que à época estava na Jovem Pan, ele dizia: o devido processo legal não está sendo respeitado. E ele era criticado para caramba por causa disso. Cuidado, quantas ordens de prisão preventiva e plá plá que não precisava. Muita gente inocente foi presa, depois foi solta. Tava acontecendo. Beleza. Aí você tem que entender que o país se divide. Na sequência vem quem? O Bolsonaro. Depois, eleição de 2018, Bolsonaro vem.
E dali para frente mudou. O STF, que em tese tava quieto, silenciado, mas o sistema judiciário, digamos assim, perseguindo um lado, todo mundo aplaudiu. Agora o judiciário tá perseguindo o outro lado, a esquerda calada. Tá tudo certo, deixa rolar. E o povo foi entrando nessa atmosfera de torcida. Esse é o problema, que inclusive é o de hoje, é o problema de hoje. Tudo tem um jeito certo, tudo tem uma forma certa. Então, para concluir, eu não acho, eu não tenho muita esperança do que tá rolando.
Por quê? Porque, de novo, é torcida. É torcida, virou torcida. Vou dizer o que abre-se, na minha opinião, como uma esperança, uma expectativa. Vou dizer qual que é. Olha, vou falar uma coisa, que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro vão ter ambos, qualquer um dos dois ganhando, ambos terão o mesmo sentimento, que é fazer uma nova Constituição. A gente tá dando um salto aí, eu não sei, não, porque a única solução, eu sei, é que eu queria, eu queria, a única solução, eu enxergo, eu enxergo a saída para reforma política necessária, a reforma judiciária necessária, e ambos vão ter, inclusive o próprio Lula.
Pode parecer loucura, porque se ele ganha, pode perguntar para qualquer político isso aí, ou é fechar com chave de ouro os 4 mandatos dele.
Mas deixa eu só fazer um parênteses, é o seguinte: eu acho que tem muita torcida, isso tem, normal. Até porque, veja, tem torcida de tudo. Se você, assim como tem público para tudo, tem torcida para tudo. E tem gente que não consegue compreender a realidade e torce. A torcida também às vezes é uma incompreensão, quer dizer, aquilo, eu não sei muito bem o que tá acontecendo ali, então eu vou torcer. Mas isso não significa que quem está fazendo, se há uma torcida, não significa que quem está jogando está na torcida.
Então tem a torcida na arquibancada, mas você pode ter os profissionais dentro de campo que não estão torcendo, estão fazendo seu trabalho. Eu não vejo e não vi, por exemplo, na Lava Jato, é uma, uma construção por parte nem de juízes nem de procuradores de estou indo para cima desse espectro político. Estava-se ali investigando corrupção. A corrupção era de quem estava no poder. Quem estava no poder era o PT. Então assim, uma coisa levou a outra.
Né? Corrupção levou ao PT e não PT levou à corrupção. O problema é que muitas vezes corrupção leva ao PT, na maior parte das vezes acontece. Mas isso não significa que estava se buscando o PT. Eu, por mais que tenha torcida que tenha entendido assim ou agido assim, mas tudo o que se encontrou na Lava Jato pelos profissionais Eu, e por mais até que depois os profissionais tenham ido, o próprio Moro foi para o governo Bolsonaro e tal, mas eu acho que as decisões ali foram técnicas.
Podem ter se excedido aqui ou ali, mas foram técnicas. E eu sempre gosto de não comparar a Lava Jato com o que tá acontecendo agora, porque nós tivemos por exemplo, na Lava Jato, casos de corrupção, confissão de dinheiro entregue, devolvido, etc. E o momento que a gente teve agora, a gente tá falando de corrupção de novo dentro do STF, ou de possível corrupção. Mas até antes do Vôrcaro, o que acontecia, já acontecia um excesso dentro do STF, não era um caso de corrupção nenhuma, eram questões aí sim apenas políticas.
Mas é o que eu tô te falando, você entendeu?
A polarização, a gente tá esquecendo uma equação aí uma perna da equação que é o seguinte, essa história do golpe, por exemplo, de Estado, desculpa, Amanda, mas hoje, por exemplo, nessa defesa, nessas informações que o Moraes prestou ontem, um texto que tava esse do WhatsApp escrito errado, por 3 vezes ele escreve WhatsApp, cada hora errado de um jeito, o último parágrafo dos 121 tópicos das 44 páginas das informações que ele presta O último tópico dizia exatamente o seguinte: o golpe de Estado que começou no dia 8 de janeiro de 23 ainda está em curso, diz o Moraes, só que mudou o modus operandi.
Então ele está querendo comunicar que ele ser investigado por uma relação faz parte de um golpe de Estado.
Cara, que golpe louco!
E um golpe que dura já 6 anos. Já viu um golpe de Estado de 6 anos? Mas é isso que ele tá tentando comunicar.
E o Gilmar, ao se manifestar, mas eu já vi isso em rede social também antes dele falar, já estavam com essa teoria.
Mas esse grupo político que agora a gente está relacionando com a esquerda, a gente tá esquecendo uma coisa: a Lava Jato, eu conversei isso com Deltan, com Moro, conversa ainda 500 vezes. Qual é o problema da Lava Jato? É justamente não ter sido partidária. Porque nós esquecemos que o PSDB existia, lembra que tinha uma coisa chamada PSDB? E isso eu acompanhei de perto, porque enquanto eles investigavam o PT, eu ouço os ministros falando de Lava Jato assim, pelo amor de Deus, tem internet, é só o pessoal ver.
Todos esses ministros de hoje que falam que a Lava Jato como se fosse o demônio, eles todos elogiavam. Quando eu trabalhei no próprio Gilmar Mendes, e sim, quando eu trabalhei no STF, eles tinham tinha horror ao PT, horror, horror. Chamavam de ladrão quando dava entrevista, que a gente tinha que sair policiando, porque naquela época STF não era essa várzea, então eles não saíam falando esses absurdos que fala hoje. Então assim, eles tinham horror ao PT e eles achavam que investigar só o PT.
Quando a Lava Jato, que não tava investigando partidos, estava investigando corrupção, chega no PSDB, aí, meu filho, aí é a debandada. Tem aquele áudio do Romero Jucá Temos que fazer um acordo com o Supremo, com tudo. Sei que o Renan é a favor da Lava Jato, mas ele vai ver onde vão chegar, ele vai ficar contra. Aí a gente tem na Suprema Corte o Ministro Toffoli, foi tão duro e tão a favor da Lava Jato que não deixou o Lula no enterro do irmão.
Tudo que a Lava Jato fez, a grande zanga do Lula, Tudo que a Lava Jato fez, quem foi para cadeia, foi referendado por duas instâncias, foi referendado pelo STF. O que acontece quando chega no PSDB? Aí todo mundo vira a casaca, inclusive jornalistas.
É verdade.
Aí viram a casaca porque assim, eles estavam imaginando que o Deltan e o Moro estavam fazendo aquilo para ir atrás do PT. Por isso que eu tô falando da torcida, que aí eles começam a falar que o cara, aí eles começam a implicar com o Deltan. Porque o Deltan é crente. Porque aí que eles vêm, eles falam: meu Deus, os caras são doidos, eles estavam investigando mesmo! Aí todo mundo assusta, porque eles acharam que os caras eram agentes políticos.
Até aí sei com que eu tô lidando. Aí viram que os caras investigavam, mudou o negócio. Agora nós estamos diante do oposto. Não é o cara que era agente político e descobriram que ele julgava certo. É o oposto, é o cara que fingia que era técnico e nós estamos descobrindo que era agente político.
Só que aí tem um detalhe, que nesse processo, nessa cronologia, preciso te falar, avalia a Lava Jato, porque você tem que olhar a imprensa, como ela criticava, ela olhava as questões, os adversários políticos. Por exemplo, quando o Toffoli não deixou o Lula ir no enterro do irmão dele, Nós aplaudimos ou dissemos que ele errou?
Eu disse que ele errou e apanhei feito um cachorro. Apanhei feito um cachorro.
Mas eu tenho certeza que a maioria falou: tá certo, falou, ele tem que estar preso mesmo. Eu lembro que hoje com Bolsonaro, o que que aconteceria? O pessoal da direita tá dizendo: coitado do Bolsonaro. E a esquerda tá dizendo o quê? Como muitos falam: tem que pagar, ele tem que se ferrar mesmo.
Porque a torcida, a imprensa faz torcida por incapacidade de compreender. O problema que não pode ter torcida é no juiz, é no ministro. E a gente tem gente hoje dentro do STF fazendo torcida, mas você, mais do que qualquer outra coisa, quando não é uma torcida, é interesse pessoal e ambições financeiras.
Mas é que quando você faz a torcida A torcida, ela é instrumentalizada para dar força para quem tá comandando a questão. A torcida é só uma marionete. Por isso que eu falei que o político, ele se aproveitou da polarização para manipular o próprio povo. Então, por exemplo, eu tô cometendo um erro, não, não, ó, o outro lado é pior. A polarização faz isso. Ninguém vai olhar o meu erro, eu me escondo por causa do outro lado. E quando isso vai para um juízo É pior ainda, porque eles vão, eles vão se sentindo o quê?
Referendados nas atitudes deles. E vou te dizer quando foi, e você participou, pô, você já falou sobre isso aqui, onde começa a casa a cair. E foi aplaudida também pela imprensa, o inquérito da fake news 4781. Ali, meu amigo, a peça não se sustenta do começo, não se sustenta. Você sabe disso, o Toffoli, presidente da corte, ele nomeia o relator. Aquilo tinha que ter sido por sorteio.
Eu só acho que a gente está avançando e era legal, o pessoal está aqui para entender o que aconteceu ontem. Então essa parte aí eu ia deixar mais para o final, da gente avaliar o que foi passado, o que pode ser daqui para frente. Eu queria que o Marcílio desse um overview e traduzisse para a gente.
Então vamos lá, o que aconteceu no julgamento de ontem foi o seguinte: a gente esperava, né, que os ministros chegassem e votassem se o Ministro Moraes—
a votação era sobre se abre ou não abre uma investigação sobre Moraes.
Então o que que tava acontecendo? Nós tínhamos— vamos voltar um passo. O ministro—
a gente tem que até explicar que era para ser 11, né?
Mas tem um lá que foi o Messias, que não entrou. Barroso saiu. O Messias foi rejeitado.
Toffoli tá impedido.
Toffoli tá impedido, tava impedido e se mantém. É, e aí o Nunes, cobraram 10 pau.
E agora o ministro Cássio, com K, também.
Mas a gente, o que que você achou dele se declarar impedido?
Porque assim, na minha, na minha cabeça não entrou O Toffoli tá impedido, ele se dizer sob suspeição e o Ministro Alexandre votar? Que palhaçada é essa?
Não faz sentido nenhum.
Mas você achou errado?
Eu achei errado. Isso é errado porque ele se deu por impedido em razão de ser presidente do TSE. Isso não faz sentido nenhum. Foi balela, né? Isso é loucura. Porque é o seguinte, só que veja só, Vilela, como essa balela— é lógico que foi balela, só que isso tem um impacto imenso. Porque, bom, se ele é presidente do TSE, então ele não pode votar no STF. Então a gente não pode ter mais ministro no TSE e no STF. Podia então ter que acabar, os ministros seriam os mesmos, né?
Ele, se isso é certo. E outra, e pior, se ele não podia votar nesse julgamento de hoje, então ele também não podia votar naquele que ele julgou, que ele deu voto para afastar a cúpula da Polícia Federal. Quando Mendonça votou. E digo mais, talvez ele não pudesse votar na prisão do Vorcário. Por que que ele pôde então votar na prisão do Vorcário? Então, se eu sou o advogado do— quero dar ideia para ninguém, mas se eu sou advogado do Vorcário, cara, agora nesse momento eu faço, ó, se ele é impedido para esse, ele é impedido para os outros.
Então retroage o impedimento dele, deve. E aí a gente tem um perigo danado que o Nunes Marques então deve ter valido muito a pena ele sair fora desse julgamento. Aliás, incrível que ele tenha não só não não votado, como ele foi embora. Ele foi embora, ele foi embora da sessão. Ele falou assim, olha, eu não vou votar.
Ele saiu, só faltou ele falar assim, ó, meu Uber já chegou.
Ele não queria entrar na questão de ordem, ele não queria que cogitassem o nome dele, ele queria que esquecessem dele. Alguma coisa muito séria ali aconteceu, que eu acho que é maior do que a moça de R$10 mil que saiu a matéria. A matéria que saiu e tal. E outra, nenhum fato aconteceu.
A gente não sabe os bastidores do final de semana, quem ameaçou quem, quem.
Mas a gente tinha um bastidor que circulou de que os ministros da ala ligada ao Moraes iam soltar podres de ministros. Sim. E mais, esse celular, cogita-se que esse celular que eles queriam, que a ala ligada ao Moraes que queria o celular do Vorcaro E no final de semana foi tudo, foi essa questão: queremos o celular do Vôrcaro. Aí manda ofício para o chefe da Polícia Federal, o Zanin queria até às 24 horas do dia, não sei o quê.
Porque o que se cogita é que eles queriam o celular do Vôrcaro não para saber o que tava lá, até porque se eles quisessem saber o que tava no celular do Vôrcaro era só pegar o do Moraes ou ligar para o Léo Dias. Pega o celular do Moraes E vai estar lá, ué, pede para o colega. Imagina só o Moraes querendo saber o que tá no celular do Forcaro sobre ele, não faz sentido. O que se cogita é que eles queriam saber o que tinha de outros ministros no celular do Forcaro, porque o que tinha do Moraes eles sabem, pô, é só perguntar para o Moraes.
Eles queriam saber o que tinha de outros ministros, como por exemplo Nunes Marques, para poder botar o cara na parede. E provavelmente ele sabendo que tinha mais coisa. E essa, o que é a mais coisa, eu não sei. Em algum momento talvez a gente descubra. Mas foi, deve ter sido tamanha o receio, tamanho receio do Nunes Marques de que aquilo aparecesse durante a sessão, que o cara não só se deu por impedido como saiu correndo, ou saiu corrido e não ficou lá. Tchau para vocês!
Sabe quem tá feliz? Barroso.
Ai, do que eu me livrei na hora certa!
Ex-dono de Maré, o Barroso, ele tá naquela felicidade. Mostrei para o Vilela uma foto que eu recebi dele inaugurando escritório novo em Brasília, o cara feliz, a pele boa. Ele tá— e tem agora esse julgamento todo ali dele se declarando impedido, Ministro Moraes não se declarando impedido. Eles estão numa situação que assim Incrível, eles não conseguiram julgar se investiga o cara.
É, e outra, ainda tem isso, conseguiram. Precisamos de todas as informações sobre o caso todo. Veja, se você vai decidir se o cara pode ou não ser investigado, não faz sentido você querer todas as informações, porque investigar alguém é descobrir as informações, ir atrás. Então como é que eu quero? Ele não tava sendo julgado se ele é inocente ou não. Então não precisa de todas as informações, porque o que se faria seria abrir uma investigação para ir atrás das informações.
Como é que eu quero, antes de ser investigado, as informações, investigar e buscar informações? É uma loucura. Não tô aqui falando nada jurídico, é uma questão lógica. A gente tá diante do óbvio, né?
Mas é mentira dele, porque você lembra das notas dele oficiais do STF? Porque eu acho que isso justificaria mais do que tudo o STF abrir. Quando sai a primeira matéria do Metrópoles, que era do Sampaio ainda com a Andresa Matais e tudo, falando que ele tinha se encontrado com o Vorkaro, ele fez uma nota do STF dizendo que era mentira, que ele não conhecia o cara, que ele fez uma nota usando o nome do STF mentindo, mentindo.
Depois ele não falou que não tinha contrato também?
Aí depois falou que era mentira, que não tinha contrato, com a nota do STF.
Porque ele tinha contrato de confidencialidade.
Aí aparece, aí aparece, aí aparece que ele revisou o contrato com a senha dele, que se bobear do STF. Esta sequência de mentiras usando o nome da corte já justificaria abrir a investigação.
A mulher dele assumiu, confessou que ele editou o contrato. E olha, sabe qual o pior?
Que contrato que não existia.
Então ele diz, a mulher diz assim: não, ele editou o contrato Mas ele ditou para descobrir se ele era ou não impedido para julgar. Então ele mexeu no contrato de honorários para descobrir se ele era ou não impedido. Eu nunca vi um negócio desse. Então assim, você é um juiz, você é um juiz, veja, se você mexe no contrato, isso já é um trabalho, é um trabalho de advogado. Então isso em si, só por isso, já poderia ser enquadrado dentro do crime de advocacia administrativa.
Que é o artigo 312, salvo engano, do Código Penal. Eu não sei porque, quem sabe, artigo de cor é bandido, como diz as más línguas. Mas a advocacia administrativa é você patrocinar interesses privados de alguém sendo um funcionário público. Pô, exatamente isso, você tá patrocinando os interesses privados da tua mulher.
E uma, quem é de fora só entende isso, editando o contrato. A desculpa que ele deu foi que ele olhou o contrato para ver que tinha algum impedimento. Para quem é de fora parece ok, mas não é assim que funciona, né?
É o seguinte, você não precisa mexer no contrato, trabalhar no caso para saber se é impedido.
Quando chega um processo para você, e assim, ali nada faz lógica, porque a mulher dele pegar ou não o contrato não tem nada a ver com nenhum impedimento que ele tenha. Como é que acontece? Sua mulher, seu filho, não sei o quê, tem os contratos deles que você não tem nada a ver com isso porque você é funcionário público, você não tem que olhar esses contratos. Aí quando cai um processo para você julgar, aí você verifica: existe um contrato de alguém que é parente meu de primeiro grau com esta empresa? Existe.
Acabou.
É aí que você decide sim ou não. Não existe isso de a mulher pegou essa história que eles contaram Para quem é do ramo não faz nenhum sentido.
Todos eles têm, todos eles têm, praticamente todos.
O Fux, o Cássio Nunes, o escritóriozinho, o Dino, é de família.
Todos eles têm e julga lá no STF.
E não só no STF, e não só no STF, todos eles têm.
O CRF também é, pô, que ele, como é que chama isso? Advocacia democracia de relacionamentos, que é o seguinte: você é todo mundo, isso se fala no Brasil inteiro, determinada causa, ó, filho, não adianta, pode ser o melhor advogado do mundo, você tem que contratar o filho do fulano. Toda empresa sabe disso. Por que que aí você fala é o gênio da causa? Por que que os filhos cobram a mesma fee de um cara que já foi ministro do Supremo E todo mundo fala para você: não, isso aqui é preço de mercado. Porque a influência custa a mesma coisa, custa mais caro até do que a técnica.
Inclusive o Nunes Marques, né?
Só falta ter o slogan assim: especialista em causas do STF.
Mas a mulher do Morais se apresenta assim.
Tem noção disso? Escritório dela especializada em causas do STF, em tribunais superiores.
Tem vários que é, não, Põe no site, Vilela, especialista em tribunais superiores.
Eu me lembro que o escritório colocava, era, tinha muito negócio de lavar dinheiro, e o escritório colocava assim: especialista em branqueamento de capitais. Era lavagem de dinheiro. Branqueamento de capitais.
Portugal fala branqueamento de capitais. Acho que ele viu, falou: bom, isso aqui ninguém vai falar. Dá um eufemismo bonito.
Eu falei assim: sensacional. Agora, hoje em dia, talvez fosse entendido como, não sei, talvez branqueamento fosse racista. Com certeza.
Sabe o que é o mais impressionante do julgamento? Rapidamente, tu não viu uma única vez o Morais se declarar inocente.
Verdade.
Não se falou em Morais no julgamento, não se falou.
Mas não tem uma fala dele até hoje.
Não tem, não tem.
É verdade.
Isso é impressionante, não é? Agora, ele só tá com a forma.
Ele não se preocupou em defender a honra, né? Nenhum momento.
Vamos puxar aqui um passo atrás ainda do julgamento, que é o seguinte: o Mendonça, então, ele tá, depois que o Toffoli sai do caso Master, naquela reunião secreta em que o Dino disse que era STF Futebol Clube, aquela história, o Toffoli sai. Por isso que ele tá inclusive até hoje se dizendo suspeito, porque o combinado foi: olha, você, a gente vai meio que tentar te poupar, mas você fica suspeito para tudo que é Banco Master, beleza?
Esse foi o combinado, ele manteve hoje. A palavra. Dentro do STF isso é raro, enfim, então tem que registrar-se. Ele sai do caso Máster, eles decidem que isso vai para quem? Para o Mendonça. Vai para o Mendonça, ele começa a investigar o Vôrcaro. No meio do caminho há uma pedra, né? Qual é a pedra? Ele encontra as mensagens do Vôrcaro para o Moraes. Que que faz o Mendonça? Que é o que aconteceu nas últimas semanas. O Mendonça pega a parte do Vôrcaro que tem a ver com Moraes puxa, coloca num novo procedimento, porque ele é ministro do STF, então ele não pode seguir investigando Moraes sem que a corte decida.
Então o Mendonça faz o certo, ele pega o que diz respeito ao Moraes, coloca num novo processo. Não podia, porque o ministro ele tá blindado pela lei. Só há possibilidade de você investigar o ministro se o plenário topar. Então por isso que ele Ele não segue investigando, ele para, tira o Moraes dali, põe um novo procedimento, entrega para o Fachin, que é o presidente do STF, e fala: marque uma sessão presidencial para a gente avaliar o Moraes.
Que é isso que aconteceu ontem, o que era para ter acontecido ontem. Nesse momento acontece, no dia seguinte, do Moraes sair para cima do Mendonça e colocá-lo no inquérito das fake news.
Depois que vazaram as conversas, todo mundo começou a falar.
E aí vem o Mendonça e descobre a espionagem clandestina da cúpula da Polícia Federal, afasta o Andrei e o número 2, Almada, da Polícia Federal. E aí começa aquela— e aí começa também a imprensa a criar uma equivalência entre Mendonça e Moraes para dizer assim: é tudo farinha do mesmo saco. Você sabe, Vilela, aqui no meu caso, do meu pai é do interior, e lá diziam em brotas o seguinte: casa de doido todo mundo é são. É, então assim, um pouco que tentaram, e a imprensa tentou fazer junto, foi dizer o seguinte: como aqui tá todo mundo errado, tá tudo certo, então tá tudo bem, não aconteceu nada, né?
O Mendonça tá errado, o Moraes tá errado. Você deve ter assistido isso na imprensa nos últimos dias. Só que veja, o que que tinha errado do Mendonça? No máximo se podia acusar o Mendonça de ter errado no procedimento, alguma coisa assim. Aí falaram do paletó, ele mostrou lá a nota fiscal da mulher, comprou 10 vezes na Casbahia lá o paletó, e R$4.000 e não sei quantas vezes. E falaram que ele recebeu também o advogado do Vuorcaro.
Você, juiz, é obrigado a receber todo mundo, você inclusive bandido, aliás, sobretudo bandido, você precisa, é obrigatório. E inclusive nesse caso que ele recebeu o advogado do Vuorcaro, ele votou contra os interesses do Vuorcaro. E o Moraes pediu vista nesse caso. Enfim, seja como for, criaram essa equivalência. E aí tem o julgamento do dia 23, que é sobre o Mendonça. Então o que que acontece? O Moraes vai, vamos dizer, julgar, para simplificar, o Mendonça no dia 23.
E hoje, ontem, o Mendonça iria julgar o Moraes, né? O Fachin, no meio do fim de semana, chega e fala assim: putz, aqui tá uma confusão danada, eu vou puxar esses processos todos para mim, inclusive o inquérito das fake news.
E agora a bola, presidente pode fazer, o presidente, a bola tá comigo.
E aí no julgamento abre-se essa questão de ordem para dar uma esfriada. Olha, a minha leitura disso foi a seguinte, muita gente falou um monte de coisa, a minha leitura é que o Fachin puxou tudo para ele para poder ficar com a bola. Então ele ele, porque o que que o Fachin provavelmente receava? Se esse julgamento der merda, deu um tiroteio danado, sangrento, todo mundo falava que ia ser uma loucura e tal, provavelmente no dia seguinte, se o Mendonça não conseguir o que quer, ele pode ir para cima com o processo na mão, ele pode ir para cima do Moraes, e o Moraes com inquérito das fake news na mão pode ir para cima do Mendonça.
Então eu não vou conseguir botar controle nesse troço. Como eu não sou, eu, Fachin, não sou uma pessoa firme, e não é.
Pô, a gente viu logo no começo, cara, o que fizeram com ele lá, e ele deixou. Eu apartei, eu que não, eu apartei.
Não, não, o Fachin, o cara cagou para ele, e depois foi irônico, né? O Fachin é aquele vô, sabe aquele vô que a criançada, aquele vô que você muda de lugar.
Ô vô, sai daqui, o pessoal vai querer assistir televisão, vem aqui para o quarto. Ah, tá bom, tá bom, tá bom.
Os netos vão passar férias na casa do vô, cara, ele tinha que se impor no começo, não se impõe. Ele não se impõe. Ele só fez isso porque ele não tinha mais como não fazer.
Eu nem sei se eu tô certo, né? Eu vou consultar.
Marido mandado.
Ele é marido mandado. Eu fico imaginando você, Jaiminho, chamar ele de Jaiminho.
Imagina o Ministro Gilmar presidindo.
Quando eu trabalhei lá, o Ministro Gilmar era o presidente, mas meu filho nem respirar errado, nem ninguém respirava para ele, não não existia isso. Ministro Marco Aurélio presidindo.
E é por isso, porque agora eu perdi o fio da meada, provavelmente porque o Fachin é assim, que o Ministro Dino e o Gilmar sentiram confortáveis de tomar o palco, as rédeas. Eles fizeram daquilo um palanque, né? E aí eu estranhei até que o Mendonça foi muito quieto.
Eu também, eu achei que ele tava quieto, tava hesitante.
E essa questão de ordem que eles levantaram era a seguinte: você, questão de ordem, é como se fosse uma preliminar. Aí eu faço direto, mas demora tanto?
Questão de ordem, questão de ordem.
Mas demora esse tanto?
Caramba, hein? 3 horas de questão de ordem, pô.
Mas e aí, se fosse traduzir para outro termo assim mais coloquial, é mais ou menos assim: olha, tem aqui uma pendência antes da gente abrir o julgamento, tem uma pendência que nós não podemos começar a julgar sem resolvê-la. É isso, é uma pendência. E a pendência foi: você, Fachin, não poderia ter puxado esses inquéritos para você. E aí o que é curioso é que o Fachin, muito sutilmente, no meio do caminho, ele diz assim: poxa, mas foi o Gilmar que me sugeriu que eu puxasse.
Ele chega a dizer. Então o Gilmar provavelmente sugeriu para esculachar ele. Os caras plantaram armadilha no Fachin. Ô Fachin, Puxa para você que tá uma zona isso aqui. Foi lá, o Fachin puxou, e aí no dia seguinte falou: você não podia ter puxado. E aí começa a questão de ordem, você entendeu?
Porque a questão de ordem é do Ministro Gilmar.
É do Gilmar. O Dino fez um ofício e o Gilmar suscita.
É ele que veio com a bola para o outro.
E aí a questão de ordem começa, começa, começa, e eles vão nisso porque eles estavam dizendo: você não podia, Fachin, puxar para você. E ao puxar, essa é uma questão. E a outra questão é: se você, se você puxou para você, acho que tinha uma questão ali embutida que ainda era assim: se você puxou para você, você não pode votar porque você saiu da sua.
Não falaram isso, né?
Não falaram, deixaram implícito. Você saiu da sua imparcialidade ao puxar para você. Eles não quiseram agredir o Fachin ao dizer isso, mas tava implícito. E aí tinha uma terceira questão que era a seguinte: Se vai no dia 23 julgar o Mendonça, vamos botar nesses termos, e hoje vai julgar o Moraes, por que não julgar todo mundo junto? Então essas eram as questões que eles passaram o dia inteiro.
E qual é a vantagem para eles de julgar todo mundo junto?
É equiparar? Nenhuma vantagem. É enrolar, só enrolar, é enrolar, é enrolar.
E aí a gente teve um, na opinião pública, se julga os dois junto, eu acho que eles contaminam muito mais a imprensa com esse sentimento de que são duas coisas equivalentes. E assim, para pessoa ter uma ideia, o que tá acontecendo assim lá é o seguinte: o cara chega e fala, você matou esses 4 bebês esfaqueados? Pera aí, você que chutou um poodle tá me falando isso? É essa a magnitude, a diferença. Do negócio. Não tem nem comparação uma coisa com a outra.
E eu acho que eles estão fazendo o máximo para que— é exatamente o que você estava falando da polarização— para que aproveitando a polarização se diga que é tudo a mesma coisa, para não precisar apurar nem o Ministro Alexandre e nem, nem o Ministófoli e nem quem mais Eles têm a mensagem ali, porque assim, atitude do ministro Cássio eu achei bem suspeita. Rapidamente, o Toffoli peitou muito mais do que ele, porque assim, o ministro Toffoli pode ter, pode falar o que for, mas ele ficou, ele peitou, ele não— eu fiquei pensando, foi assim, sequestraram a família dele, sequestraram a família dele, é só vão devolver se ele sair.
O cara não é possível, é um negócio esquisito, bem esquisito.
Isso que a Madá falou, isso é perfeito, é instrumentalização que eu falei da polarização, porque aí você chama atenção e você inflaciona aquilo que é pequeno. Você tá tentando colocar na mesma base, olha, mas aquele, aquele, e ninguém olha o mérito, a proporcionalidade das coisas. Só que, Vilela, eu tinha falado do inquérito 4781, que é o das fake news, Porque todo esse processo do STF, como tá acontecendo hoje, só tá acontecendo desse jeito, dessa forma maluca, por causa, claro, ali abriu a caixa de Pandora.
Agora tem um lance interessante na votação, que é o seguinte: eu pelo menos esperava o seguinte. Então a gente tem lá 10, um não tem, o Toffoli eu sabia que ia sair fora, o Moraes não falou o que ele ia fazer com o próprio voto, ficou no ar. Então, qual era a conta que tava se fazendo no final de semana? Bom, tem que estar um 3 a 3, né? Então é Fux, era Fux, o Mendonça e o Cássio Nunes, porque o Cássio Nunes, o Fux e o Mendonça já tinham votado para afastar a cúpula da Polícia Federal.
Então esses 3, ninguém tinha imaginado que tinha dado calote, ninguém, a gente não dá dever, não se faz. E de outro lado você tinha o Gilmar, o Dino, o Zanin, pelo menos. Então tinha 3 a 3. Esses 3 a 3 faltavam, tinha o Toffoli e o Moraes, que a gente imaginava que ia ficar fora, dava 8. E aí você tinha a Carmen Lúcia e o Fachin como votos que ninguém sabia para onde ia. A suspeita é de que eles iriam votar, Carmen Lúcia e Fachin, e ainda acho que a suspeita é essa hoje, de que eles iriam votar para investigar.
Por quê? Porque a Cármen Lúcia disse na imprensa uma, que dessa vez ela tinha estudado o processo. Ela falou, dessa vez eu estudei o processo.
Não, pô, dessa vez eu achei que foi um ato de inédito. Ela colou.
Acho que ela se arrependeu com aquela história da censura do Brasil Paralelo. Eu acho que ela se arrependeu, cara, porque ela não precisava a biografia dela. Ela é uma pessoa lá no meio jurídico, ela é uma pessoa querida assim, ela é uma pessoa querida pelos funcionários, advogados, as pessoas gostam. E aquilo da censura do Brasil Paralelo, que ela vai e fala que é um absurdo a censura, que não sei o quê, mas só dessa vez, aquilo marcou a biografia dela total, de um jeito que não precisava ter marcado, né?
Ela podia, que não precisava ter marcado. Não tô falando que a culpa é dos outros, a culpa é dela, que não devia ter votado dessa forma de maneira alguma.
E esses dois votos eram muito importantes porque se a Carmen e o Fachin votassem para investigar o Moraes, a gente tinha um 5 a 3. E mesmo que— e aí eu até cogitei no final de semana, falei assim, porra, para empatar, porque se empatar o investigado se beneficia, o empate favorece o réu, lembra? Indúbio pro réu.
Ontem no programa levantaram que não, é o seguinte, eles estão adotando, também tem isso, eles adotaram o CPP, que é o Código de Processo Penal, para o trâmite, quando na verdade não precisava ser porque não tem nenhuma investigação aberta. Você, eles inventaram uma regra que é o seguinte, vai ter que valer o Código de Processo Penal. E aí eles querem alegar que no Código de Processo Penal tem uma um princípio que é in dubio pro reo.
Só que in dubio pro reo é no julgamento final, para você condenar ou não. Para você iniciar uma investigação, é in dubio pro societate. Você inicia na dúvida, é pró-sociedade. Então assim, será que eu devo investigar isso daqui meio esquisito? Deve. Interessa à sociedade que investigue? Deve. Para começar processar, na dúvida é pró-sociedade. Para condenar, na dúvida é pró-réu. Mas nós já estamos vendo a imprensa inteira falando—
mas é o que eu falei do inquérito das fake news. Eu vou bater nessa tecla aqui o tempo todo, porque o inquérito das fake news, como ele se inicia, é a quebra de todo o padrão normativo jurídico brasileiro.
Acabou.
Então eles decidem, a partir de se vai ser pró-réu, pré-sociedade, não importa, eles vão decidir, tá decidido.
Mas eu pessoalmente, nesse específico caso, entendo que o investigado, no caso de empate, devia ser favorecido, porque a gente não tá num procedimento.
Mas aí ele tá votando, André, como é que faz essa conta? É, então esse que para mim é o problema, entendeu? Como é que o cara, você vai dizer que ele é favorecido no caso de empate se ele tá votando?
Pois é, é, não, então, então, mas por isso que eu falei, a gente tem um 3 a 3, a gente tinha, né, essa possibilidade, um 3 a 3, 2 fora, Moraes e Toffoli, e 2 que seriam decisivos, Carmelúcia e Fachin.
Por que não foi o Ministério Público?
E aí, se o Fachin e a Carmelúcia votasse para investigar, teria um 5 a 3. E aí o Toffoli e o Moraes talvez cogitassem, essa era meu raciocínio, Vou lá e para empatar o 5 a 5. O que aconteceu na prática foi que começou já o Nunes Marques saindo fora, e aí misturou tudo, aí bagunçou, bagunçou tudo.
Você acha que mudou o voto da Carmen por causa disso?
Não, eu acho que a Carmen ela vai votar para investigar ainda.
Ela não tá votando para condenar também. Eu acho que tem isso, que eles estão fazendo um salseiro danado, mas é para investigar, pelo amor de Deus, cara.
É, o que aconteceu hoje, o que aconteceu no julgamento é o seguinte: nessa questão de ordem ia dar um 4 a 4, né? Só não deu um 4 a 4 porque o Dino pediu vista. Quando o Dino pediu vista, ele—
então não deu 4 a 4, deu 4 a 3.
Porque o do Dino ainda, na verdade, não, mas é que assim, para 90 dias ainda, hein?
A Carmen Lúcia também não votou, ela adiantou o voto, mas Na contabilidade ainda não tá o voto nem dela nem do Dino, mas ela já votou.
Só que o do Dino não, porque ele não votou ainda, porque o Dino pediu vista. É que assim, vamos lá, eu tô avaliando uma questão de ordem. Aí eu, Dino, vou lá e peço vista. Bom, se eu peço vista, eu não posso votar. Se eu votar, não tem por que eu pedir vista. Então quando ele pede vista, ele antecipou já o que ele votar, seria o 4 a 4. Mas no momento em que— aí o Fachin fala: você quer que eu anote aqui o seu voto ou vai à sua vista antes do voto?
E o Dino fala: não, tudo bem, pode botar à vista antes. E assim eles se resolvem. Então vai à vista, mas fica— e fica 4 a 3. Mas se ele votasse, ficaria 4 a 4. Se ficasse 4 a 4 naquele momento, era o que que aconteceria? O voto do Faquim seria um voto qualificado, ou seja, é o de Minerva. É mesmo? Então quem decidiria a questão de ordem seria o Faquim, ou seja, ele decidiria para que não misturasse, tirassem, não, que continuasse a votação. Por isso que o Dino pediu vista.
Então o Dino pede vista porque ia dar, falando todo mundo antes, se eles não conseguirem tratorar, ele, alguém vai pedir vista ali. Ninguém sabia quem era, era isso.
Ele, o Dino ou Gilmar, o Dino ou Gilmar. Eu até achei que era o Gilmar que ia pedir, porque o Dino ele falou, não, daqui a pouco eu vou votar, não sei o que eu faço. Quer ver? Vai ser o Gilmar. Mas foi o Dino. O que, o que acontece então? A gente tem um 4 a 4. Esse 4 a 4 iria para o Fachin decidir, e aí o Fachin ia decidir para questão de ordem ser afastada, o julgamento continuaria. O Dino não deixou chegar nesse ponto para não ficar ridículo a ponto de dizer: eu não quero que o julgamento ocorra.
E aí ele pede avista antes dele saber o que acontecer. Se o julgamento fosse adiante, o que que iria ocorrer? E aí é interessante, porque a gente já consegue antecipar aqui, muito provavelmente, Gilmar Dino, Gilmar, Zanin iriam votar para não investigar, certo? O Toffoli já tava fora. O Moraes a gente não sabe o que vai fazer porque ele não falou, ele não se manifestou sobre isso. Então a gente tinha o Gilmar, Dino, Zanin de um lado, a gente tinha o Nunes Marques fora, e aí do outro você tinha Mendonça e Então você tinha um 3 a 2, vamos dizer assim.
Se é isso, né, o 3 a 2. Se você tivesse a Carmen Lúcia e o Fachin votando para investigar, você teria um 4 a 3. Aí o voto do Moraes é decisivo. Por isso que ele não se manifestou, porque se chegasse nesse lugar, o Moraes ia ter que usar o voto dele. E aí a vista do Dino, na minha leitura, é o seguinte: eles vão tentar trabalhar.
Pode votar, não tem nada que impeça ele de votar.
Tem, tem. Então, se o Moraes falasse: não, eu vou votar, e algum colega falasse: não, meu querido, você é um investigado, você não pode votar, o que que aconteceria? E é por isso que também houve a vista. Aconteceria que o Fachin seria obrigado a colocar em votação se o Moraes pode votar. E aí o Moraes fora dessa votação, pronto. E aí ele ia perder, e aí o voto dele não ia contar e ele ia acabar investigado. Então o Dino pede vista porque eles iam perder.
Mas tem um detalhe, Marcílio, se isso acontece, isso o quê? De não deixarem o Moraes votar, vem aqui, eu vou bater nessa tecla de vez em quando, volta para porcaria do inquérito da fake news.
Por quê?
Porque é um superpoder que foi dado para o Supremo decidir sobre questões do próprio Supremo. Sem nenhum tipo de impedimento ou de dúvida. É o caso da fake news. Mas é sobre isso. Quando tu volta lá para o inquérito da fake news, qual que é o grande problema? É da origem do processo. Porque o quê?
É crime contra o teu ponto.
Porque ali todo é um crime contra o STF.
Não, mas você acha que é um problema ter uma votação para saber se ele pode votar?
É porque, veja bem, por que que o Moraes não pode votar? Porque ele é impedido ali, porque ele é parte da causa.
Causa.
Sim. E por que que o STF poderia investigar se ele também é parte da causa? Entende a correlação?
Então, sim, tudo bem, mas não sei nem se deixaram lá.
Por que que não vão deixar aqui? Não, não, mas se deixaram lá, por que que não vão impedir agora?
Coerência não é o forte deles.
Eu sei, mas é sobre isso. Veja, eu dei um superpoder para corte dizer o seguinte: olha, estão me caluniando ali, estão me difamando lá, nos ameaçando. E não é o Ministério Público, foram eles que decidiram investigar, fazer todo o processo, julgar. Foram isso eles que fizeram isso e permitiram ele fazer isso. Só que eles não poderiam fazer. Agora vai impedir? É isso que está diante deles também.
Ah, mas eles não estão nem aí. Eu acho que eles não têm nenhum receio de possíveis vossos.
Porque o negócio é o seguinte, eles não querem que se crie a ideia de que pode haver um limite para isso.
Exatamente. Mas eles querem continuar operando sem limite. Não estão preocupados. Tanto que o Moraes hoje passou, ontem passou o tempo inteiro dizendo o seguinte: olha, meus caros, não dá para um juiz— hoje ele chegou a mencionar o seguinte: o Ministério Público, esse procedimento não passou pelo Ministério faz 7 anos que nada passa, nada passa.
Mas começa no inquérito da fake news.
Mas ele com a maior tranquilidade passou o dia de ontem inteiro dizendo que deveria o Ministério Público.
Mas é óbvio que agora eles vão querer mudar, só que ainda assim para se autopreservar. É sempre essa autopreservação, seja no ataque, seja na defesa. E o Moraes, ele não pode se declarar nem impedido e nem a própria corte dizer que ele não pode. Porque seria uma contradição absoluta do que vem acontecendo na corte nos últimos 7 anos.
O cara joga com a camisa do Corinthians no primeiro tempo e vota no segundo com a do Palmeiras.
E a frase do Gilmar Mendes, que eu acho que foi a mais citada, né? Não se pode expor um colega mesmo que ele esteja envolvido. Até a máfia tem mais ética.
Pois é, essa frase já explica o que a gente tá vivendo, né? Ou seja, o corporativismo deles é maior do que a lei. Parece claro, quer dizer, o que eles ali decidem. Por isso que eu não acho que eles têm nem aí para coerência, precedente.
Nós dois estamos dizendo o seguinte: você abriu um precedente, agora eles vão fazer o que eles quiserem e ninguém vai ficar nem vermelho de vergonha.
Depois que teve inquérito das fake news, tudo é possível, tudo é possível. Eles inventam coisa, o outro volta aquele mesmo, não podem investigar.
Mas eu não tô nem dizendo que é certo ou errado, tô dizendo o seguinte: na votação. Tô dizendo que a votação provavelmente aconteceria dessa maneira por interesses políticos e pessoais envolvidos, e não porque a lei leva a isso, aquilo.
Não, não, não, nem também.
O que aconteceu no julgamento é que quando eles sentiram que a questão de ordem eles iam perder, eles pediram vista. Quando eles sentiram que no julgamento da investigação eles iam perder, eles pediram vista. Então a gente tá aqui falando de questões jurídicas apenas como envelopamento de interesses políticos.
É que eu acho que eles não querem perder diante da imprensa, da opinião pública, quão superpoderosos, intocáveis eles são.
Não, mas hoje eles põem limite em A, amanhã eles tiram o limite do A e põe no B.
O único momento que eles fizeram isso foi quando tiraram o Toffoli do caso.
Mas aí assim, quando o primeiro recuo que eles fizeram, um começa a ficar tóxico, se começar a ficar tóxico demais, sim, é por isso que eu falo do processo histórico, fica muito tóxico.
Acho que vai chegar o momento em que eles largam a mão do Morai.
Eu não acredito, sabe por quê, Marcilia? Tu expurgar o Morai Moraes. Tu acha que o Moraes não sabe o podre de todo mundo ali? Aí ele cai sozinho.
Não, não, não é cai sozinho, mas é que nós, veja, em algum momento, em algum momento o Moraes, é verdade, se o Moraes cai hoje, o Moraes revela muita coisa. Mas se o Moraes fica do jeito que ele tá, ele também revela. Hoje, por exemplo, os ministros Gilmar Até, sei lá, um ano atrás ninguém falava desses ministros do jeito que hoje se fala. Hoje você fala do Gilmar, o Gilmar era um, você sabe, mas as pessoas têm receio, né, de falar do Gilmar muito mais do que do Moraes.
É verdade, porque o Gilmar é o ministro de bastidores, é o ministro que vai lá, homem poderoso, e é um homem que tecnicamente, o domínio técnico dele da matéria, a forma como ele estabelece relações com as pessoas, a inteligência estratégica dele, assim, não tem comparação.
Ministro Gilmar com ministro circula na política, no Brasil, no exterior.
Ele é, ele é muito respeitado na Alemanha. Eu circulei com ele por cortes de toda América Latina, ele era muito respeitado. E ele não é um cara— o que ele fala no plenário nunca é 1% do negócio. Ele é muito estratégico.
E o Joaquim Barbosa falou que ele tem capangas. Só que hoje é uma coisa um pouco mais perigosa.
É que o Joaquim Barbosa é, como dizia o Roberto Jefferson, Joaquim Barbosa gosta de ser aplaudido em boteco da Lapa. Ele foi preconceituoso, ele foi opressor, porque o ministro Gilmar é do Mato Grosso. E ele fala que todo mundo do Centro-Oeste tem capanga. Ele é da cidade chamada Diamantina.
E o Gilmar Mendes gosta muito de futebol. É verdade, muito de futebol.
Só que hoje o Gilmar, ele tá mais exposto. Hoje todo mundo fala do Gilmar. Hoje as pessoas falam sem respeito nenhum do Gilmar.
E não é bom ficar chamando essa atenção.
Exato.
Vou falar de uma notícia que saiu, que passou despercebida, que é o seguinte: Você conhece Doutora Guilmar Feitosa, ex-mulher do Ministro Gilmar? Compara ela em termos de técnica advocatícia com Viviane Bárcia de Moraes. Não dá para comparar, é muito acima. Tem uma notícia de que Vôrcaro colou na Doutora Guilmar, ela não quis, né? E que, e o que ela falou, eu já vi ela fazendo, porque assim, ela é de uma família muito importante ele acho que é o quarto, quinto marido dela.
Ela tem, ela sempre foi advogada top, então ela sabe quando alguém tá querendo o seu serviço de advogado ou influência. Aí ela falou que chegou, que o cara é do banco, que quer falar com a senhora. Tá bom, qual que é o número do processo? Saiu isso, qual que é o número do processo? Ela falou, ele não sabia número de processo, não sei o quê, ele não queria nada do escritório, ele queria é aproximar do ministro. Olha só, isso eu vi várias.
Quando eu convivi lá, tinha muito isso, todo mundo sabia. Porque assim, quando você convive com ministro do Supremo em Brasília, você não pode sair para almoçar, cara, é um inferno. Senta a gente na sua mesa porque tem o processo tal, porque não sei o quê. Quem é da família, não raro a pessoa tá apaixonada, o cara, menino tá apaixonado por uma menina, quando vê a menina tá com o processo só que é para ele levar para o pai. Então assim, é muito pesado isso.
E ela fez questão, porque assim, ela podia não ter falado com o jornal, correto? Um dia antes do julgamento aparece a ex-mulher do Ministro Gilmar afiançando: não, aqui não teve essa palhaçada, foi lá com eles. É uma coisa que é sintomática, que assim, na hora H A gente tem que ver o quanto que é cômodo ele tá e o quanto é incômodo. Se num momento ficar mais incômodo ele na corte do que ele cair atirando, eles tinham.
É nesse sentido que eu digo, eu acho que o Gilmar hoje tá muito exposto. Se ele tiver exposto, então assim, ele, claro que é um risco o Moraes sair, porque se Moraes sai, ele sai atirando e expõe Gilmar e Dino, por exemplo. Mas também, se ele ficar do jeito que o Moura está, ele expõe também, ou talvez exponha mais. Então é nesse lugar que talvez as placas tectônicas comecem a se mexer.
Eu acho, minha leitura, eles vão preferir manter a corte como tá, esperar as eleições, a próxima legislatura, para avaliar o Senado que vai se se eleger. E aí, o que vai pacificar o país? E todo mundo fala da anistia, que é importante, então não é isso. O que vai pacificar é a reforma política ou judiciária, que é necessária no Brasil. E o presidente eleito, se for o Flávio Bolsonaro, ele teria muita dificuldade em aprovar qualquer coisa pela resistência da esquerda, que é sempre Mas se o presidente Lula ganha e ele propõe isso, a direita vai apoiar, porque a parte interessada.
Por isso eu te falei, na leitura que eu faço, esse é o cenário que eu enxergo. A direita quer uma reforma, só que a esquerda não vocaliza isso, pode reparar. Mas estrategicamente para esquerda, caso eleita a esquerda, É a coroação, pô. E a direita apoiaria, sabe? Porque é interesse da direita.
Tem a questão da reforma, mas por que que eu acho que eles jogaram para o dia 23? Dia 23 não vai acontecer nada. Também vai, não vai. Porque o que que você, o próprio Moraes ontem falou: olha, vamos jogar para o dia 23 porque eu tenho, ele falou esse negócio do golpe, que o golpe tá em continuidade. Ele falou: eu tenho advogado que vão testemunhar que você, Ministro Mendonça, está agindo a favor de um grupo político. Aí o Mendonça fala: você é mentiroso e tal.
Então nesse, nesse advogado vai estar mentindo, tá mentindo. Ou seja, eles pretendem fazer um circo ainda maior no dia 23, e aí não vai nunca no dia 23. Se não aconteceu hoje, dia 23 não vai acontecer. E outra com a— se o Dino pediu vista do julgamento do Moraes, por que que então ele julgaria o Mendonça antes? Não faz sentido você julgar o Mendonça sem julgar o Moraes. Se eles queriam que acontecesse os dois ao mesmo tempo e o Dino pediu vista, ele não vai devolver a vista antes do dia 23, por que que no dia 23 eles topariam julgar o Moraes? Seria aí sim uma contradição.
Se ele tá na mão dele, para quando essa vista entregue, mínimo 90 dias.
Mas no mínimo é na mão dele. Pedido de vista tem em tese no regimento 90 dias.
Tem pedido de vista, prazo impróprio, o juiz tem prazo impróprio. Ou seja, se não cumprir, começa nada. Mas o CNJ te dá um pito, um bombom, e fala assim: olha, não faça mais isso, sabe? Bronca de mãe.
Quem vai fazer isso comigo?
Imagina, imagina.
Tem processo que o cara pediu vista, que não é, se não é assim de clamor público, tem coisa que o cara pediu vista faz 20 anos, ninguém nem lembra, entendeu? Não devolve, acabou. É tanto processo que nem liga.
Pode ou não investigar o Moraes, tá sob vista, não vai investigar. O que tem, o que não tem, não tem. A gente não vai saber mais nada, provavelmente.
Aí não acontecendo no dia 23, a gente tem recesso do Judiciário, o STF volta a trabalhar em março do ano que vem.
Aí até setembro, você vai muito tempo, não é? Porque também tem férias de meio do ano, também tem muita coisa.
E aí entra um ponto político interessante, porque no ano que vem os processos, lembra, o Fachin pegou e levou não para ele, para presidência do STF. Quem vai ser o presidente do STF ano que vem? O Moraes. Então no ano que vem o Moraes ainda recebe se o Fachin não devolver a cada um o seu processo, o Moraes passa a ser o dono do processo que investiga ele mesmo. E o Mendonça, e o Mendonça, e o das fake news que o Fachin tomou do Moraes volta para o Moraes, você entendeu?
E o das fake news, a minha dúvida é: como é que alguém vai pegar aquele processo se na real ele nunca entrou no PJE, no processo judicial? Eletrônico. Você sabe que o processo das fake news, a rigor, ele não existe, porque era um papelório lá que quando te enfiavam no inquérito você tinha que arrumar um advogado que fosse amigo de alguém que trabalhava no gabinete do ministro. Não tem nada eletrônico para você consultar, eles te dão o que eles querem que você olhe.
Às vezes chega negócio da Polícia Federal, o próprio delegado da Polícia Federal não sabe nem do que se trata. É uma bagunça aquilo.
Recebia decisão pelo WhatsApp.
Agora ainda tem um ponto, tem que falar muitas coisas.
E aí assim, essa decisão por WhatsApp, tipo, onde que ela tá no processo? Você não sabe onde que tá o processo, precisa consultar.
Tem que falar sobre esse inquérito 499.
São quantos inquéritos já de fake news? São 8?
Ah, são. Bom, em termos, tem petições que são ainda únicas, né, como fala, petições individualizadas. Isso passa de mil petições, que são mini inquéritos dentro das fake news, tem dos atos antidemocráticos, milícias digitais, o do golpe que também brota dali. Agora tem um ponto ainda que é o seguinte, do ponto de vista político, é preciso que a gente faça a seguinte contabilidade: se o Lula ganha E talvez eles estejam também fazendo essa conta.
Primeiro, se o Moraes sai do noticiário, isso é bom ou ruim? É, para o PT eu acho que é bom. Para o PT é bom, porque o Moraes hoje tá— o Lula tá sangrando junto com o Moraes. Tanto que saiu já novas pesquisas em que, para projeção para o segundo turno, por conta da chamada crise do STF, tem levado Flávio para frente do Lula. Ou seja, as pessoas estão grudando. Aliás, o Flávio tem dito isso, Lula é Flávio. Lula é Moraes, Moraes é Lula.
Ou seja, isso tem— e o Lula se emparcerou mesmo com o STF nesses últimos tempos, inclusive disse que a governabilidade dele dependia do STF. Olha, tanto que o Gilmar foi cobrar nas semanas retrasadas o Lula um apoio ao STF. Pô, então tá declarado. Mas o ponto é o seguinte: se sai o Moraes do noticiário Flávio, a campanha do Lula talvez possa focar em outras coisas. Claro que amanhã pode aparecer o escândalo do Lulinha e volta, mas aí já não é culpa do Moraes.
Esse é um ponto. E no ano que vem, se o Flávio ganha, pode ser que tenha um componente que é o seguinte: se o Flávio ganha e tem, ou a direita ganha, talvez o Alcolumbre não seja o presidente do Senado.
É isso.
Se o Alcolumbre, se o Rogério Marinho—
quando é decidido isso no Senado?
Ah, isso depois, logo depois da presidência ocupar, ele começar a jogar.
O ano começa depois de março.
Mas se você tem, por exemplo, alguém diferente do Alcolumbre na presidência do Senado, talvez você tenha uma abertura de impeachment, uma abertura de impeachment. E aí esses 4 nomes que hoje estarão nas mãos do próximo presidente podem ser 6, porque falou o quê sobre impeachment?
Pode ter que, pode, ele já tinha feito, né? Mas ele voltou atrás, ele voltou atrás, vai voltar para frente de novo.
Mas espera, gente, espera. É, mas se você tiver um Senado forte com uma presidência diferente, talvez nós estamos elegendo em São Paulo Marina Silva e Simone Tebet, dá para esperar muito Não, não, eu não sou, será que eu sou pessimista ou eu só tô olhando as coisas?
Mas por outro lado, repetindo, por outro lado, só para compor o cenário, se você pensar no Lula reeleito, e aí o STF talvez esteja fazendo essa conta também, você vai ter certeza o Alcolumbre na presidência do Senado, porque Alcolumbre estava no dia 4 de agosto reunido com o Lula e com o Moraes na casa do Moraes.
Isso é importante.
Então os três estavam ali brincando se blindarem. Se você tiver o Alcolumbre na presidência do Senado de novo e o Lula colocando mais 4 nomes, e 2 deles vão ser provavelmente o Messias e o Pacheco, um para levar o outro, você tem no mínimo 2 ministros que vão acabar indo rápido para o STF, talvez até entre ali, votem no caso do Moraes, se o caso demorar muito. Então Ou seja, o que eu quero dizer é que pode ser que levar para o ano que vem, para essa ala ligada ao Ministro Moraes, tem uma estratégia política não apenas de não impactar nas eleições agora em desfavor da esquerda, mas tem uma estratégia política de conseguir adeptos no próximo, na próxima composição do STF.
É isso que eu enxergo também, é isso que eu enxergo.
Então esse pode ser por isso que eles tentaram buscar jogar, pelo E o negócio do Ministro Cássio que me ficou na cabeça, porque é o seguinte, você sabe como é que faz esse vazamento quando é só um pedacinho e que geralmente a coisa— aí tinha um negócio da garota de programa, aí em outros casos que a gente só a cabecinha sofrida, sofrida, uma menina sofrida. Você sabe por que que é R$10 mil, né, o programa? Porque ele não paga indeniza.
É, não, mas a questão é, todas as vezes que eu vi vazamento assim, eu assessorando, o cara não vazou para aparecer o negócio da prostituta. Ele vaza porque assim, o cara lembra o dia que ele teve aquela conversa. No dia que ele teve aquela conversa, ele falou mais do quê? Aí ele fala, putz, os cara tem um negócio. Vou te falar, essas meninas devem ser Depois que inventaram o Tadalafil, eu tava falando isso aqui ontem, Govilela, que eu falei assim: o problema de Brasília é ter inventado Viagra.
Porque antes os velhos queriam menina para sentar no colo, ia pagar pouco porque não era tanto. Se bobear, se ele ficasse em casa vendo DVD de filme antigo, não enche o saco, cara.
Tirar as prostitutas de Brasília acaba Acaba, os caras não vão mais. A República é incrível, cara, é impressionante. Não, impressionante.
É, e elas ainda usam capacete de astronauta às vezes. O povo ali é muito imaginativo.
Eu tava falando com a Janaína Pascoal outro dia, que é minha amiga, e nós temos cá para nós que assim, quando é muita elaboração, tipo enfiar capacete de astronauta, em mulher. Homem não repara porcaria nenhuma. Você chegar para um homem que é homem, que não seja cirurgião plástico, ele não sabe o que que é estria, o que que é celulite. Ele não tem essa ideia de capacete. Homem é meio assim, ele tem um tipo físico lá que ele gosta e é isso.
Tem homem que ama muito a criatividade, tem mulher de tromba, mulher capacete, tem mulher de turbo.
Homem que é muito criativo, mas quando é a criatividade termina com a tromba, é ou não é?
Quando é muita criatividade, é um discurso.
Porque na verdade assim, eles fazem aquela festa que não sei quantas mulheres peladas para ficar tudo homem junto. Quando você olha a foto deles tudo na banheira de sunga, muito pertinho um do outro, ela falou, amiga, isso aí é muita desculpa para um cara que só quer comer mulher. Os cara que só quer comer mulher não tem essa elaboração toda, eles pega e pronto, já era.
Aliás, esse ponto eu fico pensando assim, outra coisa para se mudar fora Viagra e tal, é Tadala.
Não sei o quê, não tomei. Tirou o negócio assim, para câmera não mente não.
Eu pego metade de um, metade de outro, bata no liquidificador, Se tu não fizer efeito, tu faz.
O cara mete essa assim do nada, né? Seco.
Eu não duvido.
Tá falando de STF, veio o Felipe. Ah, então você já tomou Viagra?
Ainda não, ainda não, mas a gente nunca sabe. Nunca diga nunca. Mas eu acho que se a gente tivesse, né, eu fico sempre achando, se Brasília não existisse, não com nada contra quem mora Brasil. Mas se nós tivéssemos o centro do poder, né, aqui na Paulista, eles não faziam isso. Nossa, imagina como tava a cidade, que nem Buenos Aires, tava aquele panelaço, os caras montando. Então teve aquela caminhada, tem caminhada de não sei quem, caminhada, o cara vai que nem peregrino, 15 dias, chega lá cansado, cansado.
Então é um, e arquitetura de lá no favorito não merece, porque assim, para qualquer coisa ali para aparecer você precisa levar uma montanha, é tudo longe.
Você viu a pessoa que entrou no lugar do STF? Um cara entrou com cartaz, aparece um megafone: você tá no lugar restrito. Porra, não.
E hoje eu achei tão estranho porque assim, não deixaram jornalistas entrar onde entram os jornalistas, não pôde circular.
Aí puseram ontem o povo lá, deputado deputado foi barrado, eu não sei o que foi.
Botaram todo mundo na marquise, aí fizeram uma tenda lá para os jornalistas, deu um vento do caramba. Você não viu que a tenda saiu voando?
Gritaria do caramba voando.
Quem não devia entrar lá são os ministros, né? Acho que é isso que devia começar a gente a entender, né?
Você está dando uma visão extremamente pessimista. Você tá pessimista pessimista assim também?
Não, não tô pessimista.
Eu vi lá, já falou assim, desencana, é isso daí, vai ser isso daí.
Nem tá na PhilToma, ele é muito otimista.
É por isso que você perguntou.
Eu não sou pessimista.
Olha a confiança que ele tem nele, né? Do Brasil.
Você fica deprimido, olha só o resultado. Mas e aí, olha, se você olha para hoje você fica pessimista. Mas eu tendo, e por isso que eu gosto muito de história, enxergar o processo de uma forma ampla, dá dois passos e vê de longe. Aí eu olho para 2019, 2022, e falo, pô, as coisas mudaram, né? Algumas coisas mudaram. Se você olha para o STF hoje, o STF, queira ou não, ele está nas cordas. Pode não acontecer porra nenhuma, mas ele está nas cordas.
Cordas. Os ministros, eles estão nas cordas. A manifestação do Moraes, não que ele escreva bem, porque ele viola às vezes muito mais regras gramaticais do que constitucionais, mas a forma dele escrever é de um cara desesperado. Eu fico imaginando o cara de noite ali, agora é vingança e não sei o quê e tal. E aí que foi ele que escreveu.
A solidão, porque assim, apresenta um documento daquele assim, os caras dizem que ele vai aqui no Clube Pinheiros, afasta a rodinha, o ministro afasta a rodinha. Ninguém quer falar com ele. É no Pinheiros. Pierros, tem gente que, tem gente que xinga, tem gente que sai de perto. Tipo, se ele senta para almoçar no restaurante do clube, quem tá em volta levanta, não fica. É, não, assim, é uma, é uma situação, e é uma situação assim completa.
O que eu vi no negócio ali é que é completamente solitário aquele processo, porque não tem ninguém para virar para o cara e falar assim Amigo, não leva essa porcaria para lá.
Não, ele queria fazer um pronunciamento ainda, né?
Não sei, que cancelou.
Só uma coisa, o que que você acha que ele ia falar nesse pronunciamento e desistiu?
Ia fazer esse discurso de eu estou sofrendo um golpe, eu sou perseguido, eu salvei a democracia, eu continuo salvando.
Mas eles é só um bloco de notas, não tem mensagem, não tem prova, não entra nisso.
Não, mas ele falou no alguma coisa sobre o bloco de notas, que ele falou que na verdade não tem nenhuma conexão, que era mensagem de terceiro, que ele nunca mandou mensagem para o Vorcaro.
Agora, claro, as dele estavam visualização única, então não é que ele não mandou, é que a gente não viu. É que é óbvio. Mas imagina só, o Vorcaro, ele manda— nós temos um ministro hoje, o que tem contra ele é um ministro que tem uma mulher com contrato de R$130 milhões que a gente até agora não entendeu por quê, os cartões do filho. Tem os cartões do filho, pedaço de aeronave que agora chegou quase 50 milhões, e você tem 52 mensagens, 600 pau no pulso, relógio, e você tem 52 mensagens do Vorcaro enviadas para ele sem resposta.
Agora, Vilela, vamos lá, vai. Você chega na tua casa e fala assim para tua mulher: olha, tem um cara aqui, ou vamos, uma mulher, vou inverter. Deixa eu falar, tem uma mulher aqui que me mandou 52 mensagens. Mas meu amor, fique tranquila porque eu não respondi nenhuma. Sério mesmo, você vai para o sofá ou não? Pô, é óbvio. 52 mensagens, amor, me mandaram aqui 52 mensagens. Uma delas é como, uma delas é conseguiu bloquear, a outra é devo fugir do país na segunda, e a outra é e aí, tudo bem?
Você vai lá amanhã, a gente vai, você vai segunda ou deixa para semana que vem? E eu não respondi nenhuma, eu não tenho mensagem nenhuma nisso.
Mensagem dá para desconfiar, mas se fosse ligação, a Claro me liga umas 30 vezes no dia. Se fosse SMS, SMS não, essa mensagem dá para desconfiar.
Mas pô, então assim, me parece óbvio que nós temos um ministro que é suspeito e basta está suspeito para se investigar. É simples assim, né? Mas então ele não entra nessa questão.
Então alguma coisa contra ou a favor dele apareça, explique, né?
Ele podia ter explicado até hoje.
Eu lembro quando eu falei em nenhum momento sobre nada, ninguém falou.
O julgamento de ontem foi um julgamento, eles julgaram Fachin, eles julgaram todas as questões menos o Moraes. O Moraes não, o nome Alexandre de Moraes não apareceu no julgamento.
É por isso que eu não tenho tanta esperança. A minha visão, eu vou repetir, só tem uma forma. Eu falei isso, foi aqui, eu acho que eu falei da última vez, tá? Mas eu não vou recordar. Da minha visão, só tem uma forma disso mudar.
Tadala?
Não, é o povo tomar tadala e ir para rua.
Não, mas o que que é? É isso, povo na rua protestar, guerra civil.
Nossa, que isso, cara?
Não, o cara quer derrubar o povo.
Não, não, vocês não estão entendendo, não é derrubar, é uma força de expressão.
Nepal.
Não, não, mas vem cá, é porque vocês não— vocês têm que entender uma coisa: aquela revolta dos 20 centavos era um sentimento de cansaço coletivo, só que aquilo teve uma organização. Hoje não tem organização. Se estourar, se estourar, a gente não tem noção das consequências que pode ter. Eu não tô brincando, mas é a única forma de mudar, é o povo ir para rua para pressionar.
E o povo tá indo para rua agora só organizado e instrumentalizado para candidato político, um puta de um absurdo.
É igual a Parada do 7 de Setembro virou discurso, carreata política.
Então, mas virou ou foi assim noticiado?
Não, virou. Até para, por exemplo, eu não podia ir subir porque eu era vetada lá, porque eu não tenho acordo político, não apoio o cara que alugou o trio elétrico. Eu não podia subir, eu fui vetada.
Virou.
Eu não pude fazer parte. Então assim, não é qualquer um. Eu sendo candidata, como eu não tô apoiando o cara, eu não podia ir. Foi bem assim, é vetado, é escolhido até por acordo. Eu tive lá, o Zema quase apanhou na rua. É isso aí, o Zema quase apanhou na rua. Eles, o Novo foi, o Novo foi de manhã, isso. E o pessoal do Novo que ficou depois do meio-dia foi hostilizado. E quem sobe nesses caminhões, eu não sabia isso antes, tá, quando eu era imprensa.
Agora, como candidata, você foi lá como imprensa, deve ter observado porque você não é repórter, você tem um outro olhar. Mas assim, é escolhido por acordo político quem vai, quem não. Eu já fui em passeata que eu cheguei, que eu estava com acordo para subir no caminhão, cheguei lá, a pessoa falou: olha, eu não vou te dar pulseira porque agora eu dobrei com o coronel fulano, que ele é estadual, e você vai ofuscar ele. É assim que tá acontecendo as passeatas.
Você acha que o povo se anima? O povo pode não perceber isso, mas ele percebe que não tem nada, já não é uma passeata do tipo Você já teve em momentos daquela não é pelos 13 centavos, que era até organizado, mas que todo mundo ia. Um exemplo clássico, Direta Já, subia todo mundo. Quem tiver a favor da causa sobe. Num determinado momento do impeachment da Dilma, eu já tive em caminhões que era assim, tinha gente que era inimiga e tava no mesmo caminhão porque tinha uma causa em comum.
Essas de agora não. Essas de agora você faz o acordo político, tem a pulseira de quem sobe, tem a pulseira de quem fica no gargarejo ali embaixo para poder tirar foto, e tem a pulseira de quem tá na linha de lá. É tudo com pulseira dada por partido e o partido reserva. É assim que acontece.
É por isso que não tá tendo impacto. Se o povo acordar, entender que isso é suprapartidário, pode pressionar. Aí pode pressionar. Agora, se o povo não for, vai pedir vista, vai esperar eleição, vai esperar o ano passar, vai esperar passar o tempo e não vai mudar.
E a gente tá falando sobre isso e ninguém fala nos candidatos, né?
Os candidatos, nada, zero.
Um exemplo, a gente não sabe o que tá acontecendo assim. O pessoal sabia que o Tarcísio suspendeu a campanha?
Como assim?
Tô aqui, ó, Secretaria de Governo, faz uma semana, uma semana não, faz 3 dias, ó. Vou te mostrar, velho. Aqui, ó, é isso aqui o que me mandaram, que ainda vai sair. Não, por que que ele suspendeu a campanha? Eu não sei se vocês sabem, São Paulo passou por uma tempestade com deslizamentos horrorosos. Onde eu moro, que é a região de Cotia, a minha rua, por exemplo, tá interditada. Pergunta para as meninas da produção. Fabi, André tiveram dificuldade do Uber chegar lá porque tem um pedaço que desbarrancou e eles têm que ir por trás. A minha rua tá inacreditada.
É topo de morro, chover tanto assim, não parar de chover.
A região de Registro, que é quase divisa lá com o Paraná, aqui já é uma região pobre do nosso estado e foi devastador. O governador Tarcísio, desde a última segunda-feira, desde a última segunda-feira não, desde o último sábado, ele interrompeu a agenda de campanha para atuar como governador. Ele acabou as agendas de campanha, Tarcísio, ele tá fazendo agenda de governador. E a zona é tanta que o povo de São Paulo não percebeu que o Tarcísio interrompeu a campanha para se prender emergência.
As pessoas não sabem. Se te perguntar o que que o Lula e o Flávio fizeram nos últimos 10 dias, é, ninguém sabe, ninguém sabe decorar. A gente tem que olhar porque eles monopolizaram a eleição, cara.
O STF monopolizou a eleição, é satisfação de nada, ninguém sabe nada. Mas é sobre isso, Madá, a gente tá momento, que é o que eu falei, o STF pegou todo o poder da República para ele. Ó, o Executivo não executa, quem executa é o Legislativo. O Legislativo não legisla, quem legisla é o Judiciário. E Judiciário está promiscuído com Executivo. Esse é o Brasil. Não há república aqui, não há democracia aqui, ela já acabou. Só que o povo não entendeu. Por causa da polarização. É o começo da nossa conversa.
Vamos tentar fazer uma ideia. Acabou a eleição, o que acontece com tudo? A galera se desinteressa?
Depende de quem ganhar.
Se Lula ganhar, se Lula ganhar, fufu.
Não, não, falando, não, não, não tô falando.
Se Lula ganhar, vamos guardar as fotos.
Eu tô falando ao povo.
Não, não, eu vou te explicar.
Se Lula ganhar, a gente gente guarda as fotos, que pode ter sido a última eleição. É bom guardar as fotos, né, propaganda eleitoral, para a gente mostrar para as crianças como é que era.
De verdade, se o Lula ganhar, há uma questão muito séria no Brasil. Bolsonarismo, ele entra num declínio absurdo, porque a chance do Bolsonaro sair da cadeia é zero, ponto. E aí mostra um fracasso, uma fraqueza da família, certo? Isso é temerário.
E aí vai estar o Flávio sem mandato, Eduardo sem mandato, com chance de ser preso, Eduardo sem mandato, fora do país, e o Carlos muito provavelmente sem mandato. Ele vai perder eleição, é porque no fim ele foi se meter lá em Santa Catarina.
Mas pode ser que o Super Sayajin, o Renan Bolsonaro, ganhe e salve. Não, tô brincando, rapaz, não tem condição, não é inapto.
Não, não fala que ele não tem condição porque ele tá aprendendo a falar português. Ah, é verdade, é verdade, ele vai aprender a falar português, ele já tá falando duas frases uma em seguida da outra. Gente, nossa, demais! A cobra vai fumar! O filho do— gente, o filho, o Jair Renan, vocês viram a briga dele com a prefeita de Balneário Camboriú? Chegaram para ela na televisão e falaram assim: então, prefeita, o que que a senhora acha do quê?
Aí ela falou assim: olha, eu vou te falar uma coisa, eu não tenho briga nenhuma com ele porque eu não consigo entender o que é que ele fala. Eu nem sei o que que ele tá falando, mas beleza. Aí, se ele falou que brigou, brigado está. Esse é um que— mas aí, o que que vai acontecer? Os filhos que têm experiência política, que são o Carlos, Eduardo e Flávio, ficariam fora se o Flávio perder.
E a chance de ser preso é grande, cara.
E eles não vão soltar o— não vão soltar o Bolsonaro de jeito nenhum.
Mas Mas o PT não fez um sucessor, né? Aí o Tarcísio voltaria, não voltaria?
Tá fazendo um belo sucessor.
Quem?
O maior sucessor de todos, Flávio Dino. Esse, se Cacifa passar, o próximo presidente da República com a mão nas costas.
Ah, não é?
Opa, pelo que ele tá fazendo no STF, se prepara.
E você, o que que você acha?
Ele pode não querer sair mais. O Flávio Dino, ele sairia para ser presidente da República. Da República.
Sim, mas não ganha.
E você não ganha?
Não, Tarcísio viria, né, no próximo, do lado do Bolsonaro.
Eu confio no Tarcísio. Se o Tarcísio vier, meu filho.
E você, o que você acha?
Eu acho que a esquerda tá muito pior do que a direita nos cenários, independente de quem ganha, inclusive. Porque o Flávio Dino, ele, todo mundo da esquerda gosta dele, ele seria Então ele seria um possível sucessor, mas ele é muito mais útil dentro do STF para a esquerda.
Não, porque vai colocar 4 nomes novos. Eu tô falando do cenário do Lula ganhando, aí não precisa dele lá, ele pode sair para ser presidente, cara.
Mas é o seguinte, e o Dino, eu não sei se as pessoas sabem, ele também, o Dino tem uma coisa historicamente analisando, ele é o poder antigo. Você sabe que a família do Dino manda há mais tempo no Maranhão do que o Sarney, já foi governador na época do Império, o trisavô, tetravô, não sei o quê, do Dino já mandava no Maranhão. Vem de lá, vem daí do nome.
O Dino, ele não é um ministro comum. A gente precisa entender o seguinte: como é que o poder dentro do STF é construído? Você tem o Gilmar, que é a cabeça ali dessa ala, e você tem o Moraes, que é a execução, né? Ele é o cérebro e o outro é a mão, tá, né? E o Gilmar vai, se ele não conseguir, se o Gilmar não conseguir emplacar uma PEC que aumente a idade máxima, porque eu já ouvi inclusive de senador que não é maluco, ao contrário, dizer que o desejo dele é de passar para de 75 para 80 anos para ele ficar mais tempo.
Se ele não conseguir, né, André, lembra? Eles já conseguiram passar uma vez quando eu trabalhava lá. E assim, sempre que tem um avanço da medicina, ah, inventaram, não sei, Ozempic, olha lá, pode fazer uma PEC para aumentar para 80. Quando aumentar para 80, ah, inventaram não sei o que lá, olha lá, vamos fazer uma PEC para aumentar para 85.
E o Gilmar, ele apareceu de cabelo novo, tá com uma namorada nova, né?
Então quem sabe aí prolonga estadia no STF.
Eles trocaram de mulher os dois ao mesmo tempo, Ministro Toffoli, Ministro Gilmar.
Não foi um com a outra?
Não, não, não, não, não, não, gente, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus.
O que, o que eu, se você for ver o Dino, ele está sendo, vamos assim, preparado para ser o sucessor do Gilmar. Para o Gilmar, o grande perigo que está por vir é ele sair, deixar o espólio dele, deixar a herança dele sem ninguém resguardar. O que a gente deve ter de informação, arquivo e coisas esquisitas ali? Eu não sei o que é pior, se é abrir o inquérito das fake news ou se o Gilmar sair desse esse poder que ele vem exercendo há décadas dentro do STF.
Se ele sai, entra um ministro no lugar dele que fala: quer saber, eu vou contar tudo que acontecia aqui. A coisa pode ferver. Então, se ele entrega esse bastão do comando do STF para o Dino, o Dino eu acho que é pior ainda, porque o Dino, ele é esse cara que tem conhecimento jurídico. O Gilmar tem conhecimento jurídico, nem sempre Mas ele tem. O Dino, ele tem conhecimento jurídico. E o Dino, ele faz a mesma coisa que o Gilmar, que é pegar o conhecimento jurídico dele e politicamente estender todos os seus braços por onde for possível para nos bastidores fazer política.
Eu já enxergo o Dino presidente da República sucedendo o Lula. E falo por quê, porque ele, ele ele não tem rejeição na esquerda, ele agrega a esquerda inteira. É diferente do Boulos, é diferente do Boulos. Ele tá tentando vir se cacifar para substituir o Lula naturalmente, mas o Boulos vai ter que combinar com a galera.
Uma liderança política da esquerda no executivo você constrói, pode ser difícil, tem nomes ruins. Você tem o Boulos que ninguém tem aderência, é um cara, é um cara O Haddad, que o Haddad ele não consegue ter popularidade, ele não consegue ter muito, ele não tem uma personalidade convincente. Ele fala sempre, parece que ele tá meio cansado, né?
Quando o Haddad fala, derrubou o império do Sarney de uma maneira, mas o Dino, o Dino, ele é o estereótipo para substituir o Lula com aquela imponência de um governante. Ele tem, ele tem intelecto para isso. E ele, porra, e ele transita em todos os lugares.
Eu tô falando, eu tô cantando uma bola, eu tô cantando uma bola, mas o que eu tô dizendo é o seguinte: tudo bem, pode ser, acontece, pode ser o escolhido, mas o ponto é o seguinte: onde que o Dino é mais útil para a esquerda? Aí é nesse ponto que eu tô colocando 4 nomes.
Se eles colocarem 4 nomes do STF. O Zanin tá lá para fazer isso, qualquer um tava fazendo.
Se o Zanin tivesse aqui, ele estaria com vergonha de sustentar um ponto. Ele não consegue sustentar uma conversa.
Qualquer um ele coloca lá para substituir.
Qualquer um. O papel do Gilmar dentro do STF só o Dino pode segurar. E se o Dino segura, é um papel que é muito difícil encontrar um cara desse. É muito difícil encontrar alguém que tenha conhecimento. Olha, hoje o Dino, ele faz um papel dentro do STF parecido com o do Gilmar.
Quer fazer uma aposta comigo? 4 anos, hein? 4 anos para frente, juros e correção.
No julgamento que aconteceu ontem, o Dino, ele ficou com a palavra umas 2 horas falando e falava e falava e falava. Eles tinham, eles tinham a expectativa de que eles iam convencer no argumento O Dino tinha real expectativa, e vou dizer, e vou dizer que era capaz de convencer a gente ali. A Carmen, o Zanin foi convencido, sei lá se foi no argumento, mas o Fux hesitava. Você vê, ele não foi apartado por ninguém. O cara vai para cima com conhecimento jurídico, só que aí para fazer política.
Então o cara usa para isso. Esse perfil não tem quem substitua. Você pode botar 4 caras ali dentro, mas se você não botar alguém com esse perfil, o Gilmar não tem para quem passar o bastão. Tudo bem, na política é importante ter. Eu concordo que se o Dino tivesse na política, ele poderia substituir o Lula, mas você pode ter— é, na política eu digo no Executivo, mas você pode— o Lula consegue, ou pode conseguir, um outro nome que não seja o do Dino.
Não tem popular amado pela esquerda, respeitado.
Agora, a forma como estão falando dele nas redes, cara, os influencers todos do PT ficam assim: não pode, porque você não se apaixonou.
Eles faziam isso com o Moraes.
Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não Porrada na direita.
Olha só, eu conversei com Jabur, Jabur, eu conversei com Breno Altman e hoje com o próprio ministro do Lula. E eu provoquei falando do Dino presidente, pois todos os três mudavam até afeição.
Eles adoram.
Eu tô te falando que o cara é um substituto natural. Se ele vai ou não É uma outra questão.
Aí bota o Doutor Nicolau, irmão dele, no STF.
Até porque, se a esquerda não ganhar e o Dino sai para fazer, ele não vai sair agora. Se a esquerda perde e o Flávio, aí não, aí não, não.
Ele falou não, a hipótese dele, do Dino poder sair, é só se o Lula ganhar e puser os outros 4.
Dali 4 anos ele é o sucessor natural Até porque ele vai continuar fazendo um trabalho no STF, vai continuar levantando a imagem dele como um cara de justiça, com discurso forte. Meu irmão, ele foi governador e ministro do STF. Esse cara, ele naturalmente se classifica, eu sou mais preparado para ser presidente, concorde ou não, aceite ou não. E a esquerda vai dizer, tu é o cara que representa a gente. E ele é comunista, ele não é um socialista de sapatênis.
Se eu estivesse no papel ali esquerda. Eu pensaria, o Dino, ele faz um papel único dentro do STF para esquerda, e é possível a gente pensar em uma outra liderança aqui. Eu faria, eu pensaria assim, mas enfim, não sei.
Em 2030, a janela do hiato do vazio para direita, agora, a não ser o Tarcísio. Só que o Tarcísio já tá queimado pelo grupo bolsonarista desde já. Então eu não acho, eu não acho, imagina a mudança de mentalidade que vai ter que fazer para levantar o nome do Tarcísio. Os cara não irem para cima porque bolsonarista, cara, o Tarcísio tá sendo queimado desde outubro.
Eles afastam todo mundo que pode ajudar.
É que a gente chama, é isso, é isso, eu não concordo. Eu acho o seguinte, a gente chama de bolsonarista qualquer coisa. Então hoje o que que é?
A gente, você, eu não chamo de bolsonarista qualquer coisa.
Eu não, eu não sabia, abstrato, que não é necessariamente bolsonarista. Capitalismo. Então hoje tá, que hoje acaba se colando no Bolsonaro.
Não, que a gente tá falando é de uma coisa, a gente define, mas eu não defino assim não, André. Eu defino esse grupo que é o mesmo que o Cestaro, o mesmo que você está identificando, que é um grupo ligado sobretudo ao Eduardo Del Carlos, organizado, prestigiado pelo Flávio, não era prestigiado pelo Jair, mas o Jair deixou rolar, e que ataca qualquer um que se sobressaia indiscriminadamente, inclusive o Tarcísio, a Michelle, o Nicolas.
É desse grupo que nós estamos falando especificamente. Não estamos falando de não sei quem que vota no Bolsonaro, nem de massa amorfa que você falou. A gente fala qualquer coisa, eu não falo, nunca falei.
Tem direcionamento, é que ela é o clã. É o clã que domina a narrativa, que tem 15% do eleitorado.
Só que porque dominam a narrativa, sobe para 30 e bate em quem pode ajudar. Que eu acho que isso é uma coisa que vai ter que ser trabalhada, vai ter que ser trabalhada, porque muitas pessoas que poderiam ter crescido, que poderiam ter ajudado o campo político do Bolsonaro, se desligaram. Porque essa galera não é só que ataca e fala mal, é ameaçar de morte, é arrumar maluco para ir atrás dos seus filhos na rua, e eles fazem isso e o resto passa pano.
Então muita gente que poderia ajudar a causa do Flávio, por exemplo, não entrou porque esse grupo existe e porque a maioria finge que ele não existe, ou porque é incômodo, ou porque não vamos mexer com isso agora.
E assim, sincero, a maioria tá só tolerando, e os políticos estão tolerando o que tá acontecendo e não vê a hora de alguma coisa acontecer para mudar isso, que ninguém aguenta mais, entre eles.
Tá, mas a gente deu o cenário da vitória do Lula e o cenário da vitória do Flávio.
Então, o cenário da vitória do Flávio é guerra.
Guerra como?
Guerra é guerra, vai ser guerra.
Você tá falando da oposição contra ele?
É, é.
Você acha que é isso também?
Porque o STF não vai querer deixar ele governar. Aí tu vai ter que combinar com o Senado. Vai ter maioria ou não? Mudou os dois terços mais à direita, consegue compor alguma coisa para impeachment ministro? Só que a Suprema Corte não deixou o pai dele governar. É guerra. E a esquerda vai babar para cima disso daí, porque vai pegar um país zoado, quebrado, dificuldade, reforma fiscal que ninguém sabe o que vai acontecer na prática.
Ou seja, ele vai estar, meu irmão, numa situação, ele não tem jogo fácil aqui para direita, não tem. Só tem uma coisa, a chance dele tirar o pai dele da cadeia. Aí eu vou fazer esse ponto aqui: se ele tira o Jair Bolsonaro da cadeia, Jair Bolsonaro não tem saúde para mais um mandato. Mas é igual Lula, na ausência de um nome. E aí o pai chega e fala: Tarcísio, vem cá, agora é você. Sim, todos referendam na hora, ou ele mesmo ou ele apoiando um outro nome.
Aí a direita teria chance de tentar continuar, mas vai ser um governo de guerra. E a chance do governo não ser bem-sucedido midiaticamente, sobretudo porque você tem o apoio da mídia, e na parte governamental É o risco que eu falo já há muito tempo, porque se o Flávio ele ganha e faz um mau governo, aí, meu irmão, aí tu jogou o Brasil no buraco de vez. E é difícil, vai ser difícil para ele governar, porque não vão querer deixar ele governar, como não deixaram o pai dele governar.
É a realidade do nosso Brasil. Infelizmente a gente tá entre a cruz e a espada e não sabe o que vai acontecer.
E ele tem imprensa contra, é sobre isso, e o Lula tem imprensa a favor, é sobre isso. Esse é o problema. A imprensa, tudo que o Lula faz é não é bem assim porque foi uma gafe. Você imagina o Flávio, é, despiora.
O Flávio não vai ser melhor, despiora, entendeu?
Aí vão cavar o Dark Horse até o nonagésimo capítulo e vão esquecer o— ele teria dificuldades sérias. Agora, o Bolsonaro fora da cadeia reorganizaria o campo político. O campo político, porque isso ele sabe fazer.
Só que é o que eu falei do bom governo e mau governo.
Eu acho que assim, eu posso falar da experiência que eu tenho, né? Então assim, experiência com a família Bolsonaro, eu não conheço, eu nunca estive e nunca também tive nenhuma experiência ruim, entendeu? De saber que foi feito isso, foi feito aquilo. Então eu posso analisar não o que foi cometido ou não cometido, e sim como abstratamente, como esse campo político pode se comportar. E eu, e é isso que eu tava aquela hora tentando falar, o bolsonarismo ele não está, quando eu disse a gente, a gente analistas, nós analistas chamamos de bolsonarismo não necessariamente aquilo que é o bolsonarismo.
Então tem muita gente que pega a etiqueta bolsonarista ou bolsonarismo e cola, porque isso favorece voto, dá voto. É assim que é, e assim que é há um bom tempo, desde quando bolsonarismo virou sinônimo de direita, a partir de 2019, etc., enfim, nas redes sociais. Esse, então a gente olha às vezes para a família Bolsonaro, a família Bolsonaro não é o bolsonarismo, não é só isso o bolsonarismo, né? E também não acho que todo mundo que se chama bolsonarista é bolsonarista.
Aliás, nem sei se existe um, como peronismo, getulismo, gosta do Bolsonaro pai, ponto. Não, tudo bem, tem um culto, uma questão da personalidade, mas em termos de ideias, o que seria o bolsonarismo não é um negócio extremamente claro, e muitas vezes se confunde com o que é direita.
A eleição da prefeitura provou isso. Pois é, Bolsonaro tava indicando um caminho e a galera que era bolsonarista tava querendo um Marçal.
Então, e aí, o que eu vejo, aquilo que ali era muito descrachado, bicho. O que eu vejo é que aquilo que a gente chama hoje, coloca debaixo do guarda-chuva de bolsonarismo, é um monte de ramificações de direita que nós não estamos talvez enxergando que sejam ramificações diferentes, independentes Então, ah, isso aqui é bolsonarismo. Aí você vai ver, né, uma direita não sei o quê, é isso aqui é bolsonarismo. E essa direita, ela está mesmo em, entre aspas, guerra.
E acho que é bom que esteja, eu acho muito bom que esteja. Eu acho péssimo porque é assim que é feita a política. A política é feita de, olha, você não é do meu campo. Se você vai para a esquerda, isso já aconteceu há muitas décadas. Você tinha a esquerda, eu sou trotskista, outro é comunista, outro sustenta não sei o quê, outro não sei o quê lá.
E agora virou todo mundo, tá todo mundo no guarda-chuva do Lula, acabou isso na esquerda.
Houve por parte da esquerda uma depuração em que eles falaram assim: eu estou tranquilo com aquilo que é a minha identidade dentro da esquerda, e agora eu posso, então, já que eu sou um, eu sou esquerdista trotskista, mas eu me sinto confortável de apoiar esse cara aqui em nome de um projeto de poder de esquerda. E a direita ainda não está nesse momento, ela está no momento de chegar e falar: não, você é diferente de mim, então sou melhor que você, não sei o quê, tá, tá, tá, você não é o puro, você não sei o quê lá.
Eu creio que a gente tá numa depuração da direita, por isso que eu tô dizendo, eu acredito que a direita ela está no momento melhor do que a esquerda, porque a esquerda ela já chegou no lugar de depuração e hoje tá em termos de identidade muito perdida, muito perdida. Hoje você tem a esquerda, o Aldo Rebelo, que é um cara de esquerda, que você não sabe se ele é de esquerda porque ele é uma esquerda que era nacionalista, que hoje tá com ele.
Pois é. O Doutor Enéas, ele é de esquerda, de direita?
Direita. E é nacionalista.
Então o Aldo Rebelo tem a mesma, mesma filosofia e modo de ver a política que o Doutor Enéas Canedo. Então não pode ser de esquerda.
Então Mas por isso que eu tô dizendo, então, mas ou a esquerda é que foi o Aldo Rebelo que mudou, ou foi a esquerda que mudou? A esquerda como um todo, mas os próprios debates, a esquerda se perdeu na sua identidade. E então, então, se a esquerda se perdeu na sua identidade e a direita ela se ramificou, está em confronto para que a sua identidade se firme, quem que tem mais futuro? Me parece que a direita. Me parece que é direita.
É desse lugar que eu— aí você fala assim, ah, mas a família briga com não sei o quê, ou não sei o que lá. Tudo bem, às vezes erra, acerta. Mas se a gente olhar, eu sempre faço esse exercício de dar um zoom out nas coisas, porque senão a gente entra num negócio que é assim, comigo foi assim. Bom, mas e daí?
Mas sobre isso, olha só, a direita, a gente pensou que tinha alguns lances.
Hoje eu acho isso, tá, mas aí fica muito, mas a gente tem uma hegemonia cultural da esquerda, e esse é um problema, porque a questão é você ganha a política.
Eles chegaram nesse momento de depuração a ponto de entrar nas ONGs, de entrar nas universidades, de entrar nas redações de jornalismo, e prejudica e estrangula qualquer governo de direita.
Esse é um problema grande da direita, que é o seguinte: a direita, não, eu acho que a direita tá começando mundo a perceber a questão da ocupação cultural. Mas, por exemplo, nós temos governos de direita no mundo que relegam a questão da cultura a um segundo plano. Já não era mais para ser assim. A gestão que a gente teve no Teatro Municipal aqui de São Paulo, que só conseguiu mudar agora a muito custo, é uma gestão mais ideológica e mais de esquerda do que da era Haddad.
A gente elege pessoas de direita no Brasil inteiro que pegam a cultura e entregam para radicais de esquerda, que nem o Lula entrega as coisas para esses caras.
Você tem o empresário de direita que põe dinheiro na emissora de esquerda, você tem uma, às vezes, uma TV Cultura que é gerida pela, pela direita, mas que enfim faz programas de esquerda.
Mas não só isso, os ideológicos mais predatórios. Porque, por exemplo, você pega o Teatro Municipal na era Haddad, funcionava a cultura e devia ter gente de esquerda lá, mas era um maestro do caramba com 12 óperas por ano, com isso, com aquilo. Na gestão que a direita elegeu, Nunes, a direita elegeu Nunes, ele bota um pessoal da lacração que nem o Haddad botou. Assim, o que a direita tem pouca consideração pela área da cultura, que é uma área muito importante. Você tem iniciativas que são muito louváveis.
Se o Dias Teófilo tivesse aqui, ele ia ficar puto da vida contigo.
Isso ia nada. Vamos ligar para ele agora.
Eu entrevistei ele, eu ligo para ele, fala a mesma coisa que eu falo.
Ele fala a mesma coisa que eu falo. A decepção dele com a direita é essa. Porque, por exemplo, o que que explica um governo do Bolsonaro não ter tido a maior festa do bicentenário da nossa independência que todas as crianças iam levar para sempre?
Como é que você vai ter, Mário Frias?
Rapidamente, o Mário Frias, já falou, Mário Frias economizou 2 bi na cultura, ele não usou o dinheiro. Quem usou?
O Congresso.
Aí teve um parlamentar, libera aí, mas ele direcionar, ele perdeu.
Como é que você vai ter a direita Vamos lá, se a gente olhar e reconhecer que a direita é um fenômeno recente no país, você pega o Enéas que você mencionou, Enéas era visto como um cara caricato e ridículo. A gente chamava de direita o PSDB, o Fernando Henrique, um cara que era professor de história da USP.
Ele falava que ele era de esquerda, ele falava, gente, eu sempre fui de esquerda, eu não sei o que que vocês falam que eu sou de direita. Mas existe, tô falando culturalmente na direita, a direita é da esquerda.
Agora precisava, quer dizer, tudo que a esquerda passou 100 anos fazendo dentro do país, a gente cobra que a direita, o que eu cobro é mudança de consciência.
A direita esteve no governo e poderia pelo menos mudar a consciência.
Não vai acontecer rápido.
Por exemplo, como é que você forma uma cultura de esquerda? Esquerda, botando, por exemplo, cara dentro de uma universidade. Eu, por exemplo, não consigo mais dar aula.
É verdade, eu não consigo.
Eu, as aulas que eu dava, eu fui simplesmente tirado. Por quê? Porque eu me posiciono num espectro mais conservador. Mas vem cá, você entendeu?
Vem cá, o Brasil, o Brasil como um todo é de direita ou de esquerda?
É de direita.
O Brasil é de direita ou de esquerda?
É de direita.
É conservador, o Brasil é conservador. A questão não é essa, tem até pesquisa que já fizeram na área cultural, tô falando na área cultural, só que você precisa saber dividir. É isso que eu sempre falo, o debate é um pouco estranho, mas você tem que dividir área econômica. Aqui tem um diapasão enorme. Por exemplo, eu sou desenvolvimentista, tá, mas eu também sou a favor de um mercado, tentando ser estratégico, Estado forte, não inchado.
Beleza, essa conversa ela é outra, outra coisa. E eu sou de direita, pô, só que eu tenho uma visão de construção de Brasil diferente talvez de um neoliberal que se diz de direita também. Pois é, mas quer entregar o Brasil privatizando tudo. Eu já sou contra, você entende o lance? Só que eu tô falando da parte econômica, e na parte econômica você vai ter cara de esquerda que é desenvolvimentista também. E você pode ter uns liberais.
Então a parte econômica a gente não pode levar a ferro e fogo. Por isso eu falei do Aldo Rebelo, que é desenvolvimentista, mas não significa que ele é de esquerda, como o Enéas.
Aí você vai para a parte da cultura, você perguntar, ele vai te dizer que ele é de esquerda.
Eu perguntei para ele, não, não, ele não falou que era de esquerda. Ele falou a mesma coisa que o Enéas, conceitos atrasados. E pode pegar, conversar com ele, porque na parte da cultura, que é valores, o que que é um cara de direita, pelo amor de Deus, pô? Ou o que que é um cara de esquerda? A coisa ficou bizarra, porque também fica caricato discutir sobre isso. A esquerda se tornou caricata e a direita tá ficando também, porque virou de esquerda o quê? Eu sou a favor de banheiro, eu sou a favor é o aborto. Pronome neutro, cara.
Brasil Paralelo vive de fazer cultura dentro do espectro da direita.
Não é, deixa eu só explicar. O lance todo é que o Brasil Paralelo é uma cultura. Não, Marcelino, não é sobre isso. A questão é a seguinte: o cara da comunidade nem sabe que existe pronome neutro, não tá nem nessa discussão. Banheiro trans, mas é sobre isso que a gente tá conversando aqui. O Brasil é de direita, o Brasil é de direita na parte da cultura, o povo brasileiro é conservador via de regra, são por obviedade. Mas por que que vota na esquerda?
Porque ele identifica a esquerda como aquele que, o Lula no caso, como aquele que mudou a história social do Brasil, porque ele inclui uma parcela da população que não era incluída, sempre esteve excluída, e o povo se sentiu representado. Então toda vez que o povo pensa melhora social, é esquerda. E foi criada a narrativa de que a direita não se importa e a direita não sabe se comunicar com esse povo aqui.
Mas o que que tem cultura com isso?
Porque pela cultura que você consegue se comunicar com as pessoas.
E a direita não consegue fazer esse trabalho e não valoriza internamente.
Eu acho que não, não é pela cultura que a gente se comunica, gente. A gente se comunica pela política.
Nós vivemos inclusive todos nós, a política é o discurso, ou de cultura é você mudar a consciência, ou de estrutura política. Opa, e política é cultura.
Ninguém aqui, questão de ordem aqui, ninguém aqui é questão de ordem.
Ou a política, e aqui dança balé para se comunicar com a direita.
Mas isso não é só isso que é cultura, pelo amor de Deus.
Então, mas é exatamente desse tipo de visão que eu tô falando. Quando uma pessoa fala ninguém dança balé para se comunicar, você disse essa frase, ninguém dança balé para se comunicar. Isso é o menosprezo da cultura que eu critico na direita.
Tem, tá errado. Então, mas é exatamente desse tipo de visão que eu tô falando. Quando uma pessoa fala ninguém dança balé para se comunicar, você disse essa frase, ninguém dança balé para se comunicar. Isso é o menosprezo da cultura que eu critico na direita, que a direita tem. Tá errado.
Quando eu tô falando cultura, você fala ninguém dança balé.
Embora eu ache chatérrimo.
Então, mas é disso, é precisamente disso que eu tô falando.
Eu quero dizer o seguinte, que ninguém hoje usa o que eu quis dizer. Ninguém usa hoje o balé na direita para se comunicar, mas não quer dizer que não se comunica.
Mas usa universidade, você, você se comunica, cinema, o filme, a música, a televisão, usa o tempo todo.
A gente tá usando, mas se a direita, por exemplo, veja só, se você tivesse— eu tenho diversos colegas dentro das universidades que diz assim: eu não posso falar que eu sou de direita dentro da universidade ou dentro de uma sala de aula, senão saio. E eu sei disso. Então esse é o problema. Então não é que não tem, tem muita gente dentro das artes que é de direita e não pode dizer. Você vai na OZESP, por exemplo, a maior parte daqueles músicos todos é direita, mas não pode falar, você entendeu?
Mas o Brasil é de direita, a cultura não passa pelo convencimento, não convencimento, eu tô falando, é de produção cultural com essa mentalidade. A direita menospreza esse processo de você criar alegorias, de criar imaginário. Você não concorda, mas a gente acabou de falar isso. Você falou ninguém dança balé para se comunicar. Você personificou o que a gente disse.
Vou dar um exemplo aqui, vou dar um exemplo. Tropa de elite não é importante? É isso para esse campo da direita? Pelo menos parece.
Claro que sim.
Sim, claro que sim, que o policial foi despertou, foi pela primeira vez colocado não como vilão, como herói, mas como herói. Eu pelo menos acho que foi uma, foi uma mudança que o público falou, olha isso daí, é isso que eu queria.
É, mas não que tenha sido intencional, e até, mas tanto que isso foi tão importante que a esquerda caiu matando no cara e ele teve que fazer aquele volume 2, que foi um saco, foi horrível.
É isso mesmo.
Mas veja só, Hoje, se você tem a política, se você tem o jornalismo para se comunicar com a direita, você fala assim: o que que é mais importante, se comunicar por essas vias ou fazer um balé de direita? É isso que eu quis dizer.
É por isso que a direita perde eleição, por essa mentalidade. Não, o que eu— isso é o que eu penso. Esse tipo de mentalidade é o que torna a direita uma coisa que não consegue se manter no poder, porque não tem um balé.
Não, Marcílio, é porque a direita não consegue, é porque a direita não consegue solidificar a letra tal.
É ignorante, menospreza a cultura. Você falando, ah, vamos fazer um balé, isso é uma coisa que desanima. Você é um homem inteligente, como você fala uma coisa errada assim? Não, você tá bancando ignorância aqui.
Eu tô tentando entender aí qual que é o problema.
Assim, há um menosprezo, há um menosprezo da cultura porque assim Você vai falar e falar, ai, vou dançar um balé. A direita precisa investir, por exemplo, mais coisas como tropa de elite.
Você não ouviu? Aí falaram sobre o que você não ouviu, te leva a conclusões.
Então o que que você falou?
Que eu disse é que você tem um, de novo, a questão do processo. Se você tem hoje, por exemplo, lugares a serem ocupados dentro das universidades, tá, por professores que se assumam de direita e que dentro da sala de aula falem, expliquem o que é direito, que é liberalismo, que é não sei o quê, tá? Se você tem dentro das redações a possibilidade, a necessidade de colocar jornalistas ali que sintam confortáveis de dizer que eles são de direita, entendi a visão dos dois e concordo com os dois, entendeu?
O que ela fala que tem que ter, mas isso daí é uma coisa que é espontânea. As pessoas que produzem balé são hoje em dia de esquerda porque foram Foram criados uma mentalidade. Essas pessoas, para um Baleia ser de direita, não é você forçar o Baleia. É isso, vai ser uma consequência disso que tá acontecendo, consequência de uma criação lá de trás, da escola, do jornalismo. Então eu sei, eu sei, mas não é imposto, né?
A cultura de direita vai ser consequência.
Mas eu entendo o ponto deles, que quem chega na posição de poder despreza que isso tem que ser feito.
Não sei se despreza ou se não vê como uma prioridade.
Mário Frias desprezava. A gente teve um exemplo, por exemplo, aí eu tô falando assim, tem que ter uma outra mentalidade, mas eu entendo que você tá falando, que eu quero dizer o seguinte, enfim, aquela história, a pessoa tá com fome, você dá comida ou você dá cultura?
Um livro de ensinar e pescar, você entendeu?
É nesse lugar, não tô dizendo que a cultura merece desprezo, as duas coisas, tô dizendo que você tem que priorizar, não é uma escolha de Sofia, as duas coisas tem que em paralelo. Caso contrário, não tem fundamento. A cultura, ela garante a sustentabilidade do processo.
Mas o que eu tô falando é assim, nós, se você injetar dinheiro, as mesmas pessoas vão fazer as mesmas coisas espontaneamente. Assim, vamos dar mais dinheiro para cinema. As pessoas que produzem cinema, na maioria das vezes, foram criadas com um tipo de mentalidade, e não vai de uma hora para outra, eu vou criar outra mentalidade. E você, se você fizer uma escolha pontual, aí vão te acusar de falar: você só dá dinheiro para produtores de direita.
Se você botar dentro das redações de jornais e revistas e emissoras pessoas de direita, elas vão naturalmente gostar de uma arte mais de direita, divulgar uma arte mais de direita, fomentar uma arte mais direita. Então, senão a gente vai ter que falar assim: não, vamos botar dinheiro forçadamente para que a direita que você faça arte.
Não, eu só acho que pode parar de privilegiar a esquerda quando a direita entra no poder. Você já viu os editais? Que era uma preocupação, que os editais já tem uma chance maior. Ele tem uma triagem que, por exemplo, se você tiver não sei o quê na composição societária da empresa, ou se a sua temática for tal, você é escolhido para edital. Isso permaneceu nos governos de direita. Não precisava privilegiar a direita, era só tirar a ideologia de esquerda.
Era simples. É isso que o Josias reclama, que o Ricardo Fadel reclama, que tantos reclamam. Ninguém pediu para privilegiar a direita quando a direita chegou ao poder. Só pediu para parar de privilegiar produções ideológicas de esquerda. Só, só. Porque o que acontece quando você privilegia isso? Muita gente que nem é de esquerda começa a fazer esse tipo de material para ser competitiva.
É, eu lembro que nos editais, já participei de alguns, cara, você tinha que às vezes torcer o negócio para provar que aquilo vai ter alguma função social, sendo que é um filme e ele é sobre astronauta, por exemplo. Mas você tinha que colocar lá, não, os astronautas são importantes para criação da mentalidade. Você tinha que desenvolver todo— eu entendo o que você tá falando, você tinha que agradar esse tipo de público.
Aí você vai em qualquer museu aqui, o Museu do Não Sei O Quê tem um recorte racial, o Museu do Ipiranga que é para contar o descobrimento do Brasil, tem uma seção falando dos coletivos trans de São Paulo. Por quê? Porque nos editais, com esse aparelhamento da esquerda que a gente teve praticamente esse século, só a esquerda governou. Eles fazem cada pequena coisa de cultura uma seleção que quem entra— não é que a pessoa que entra ela é de esquerda também, que a maioria não.
Para você ter um lugar, você tem que torcer a sua obra para agradar o cara de esquerda ideologicamente senão você não entra. E o que que aconteceu no governo de direita que muita gente ficou p da vida? E acontece em vários governos estaduais, só pediram o seguinte: só para de privilegiar coisa ideológica de esquerda. E acharam que era firula. Ah, porque sei o quê, peça de teatro, quem é que vê peça de teatro? Aí isso aí é ópera, é meia dúzia que vê.
É de achar que isso não vai mudar, entendeu?
Ah, para filme, esses filmes ninguém vê, filme lá. Então assim, o que precisa é uma mentalidade assim: a direita não vai querer privilegiar alguém numa escolha. Mas essa questão ideológica da esquerda na cultura, que é uma coisa que vem desde o Gramsci, Escola de Frankfurt, para se infiltrar pela cultura, eles aparelharam isso politicamente.
Qualquer coisa que você for fazer, você for fazer um quadrinho, uma revista em quadrinho, duas ou três, acho que três vezes o Prêmio PROAC, que é um, é do governo de estado, se eu não me engano, que você ganha uma grana para desenvolver o quadrinho em um ano. Tinha já essas questões de uma contrapartida, a parte ia para as bibliotecas.
E quantos reitores que foram ali colocados tomando conta das universidades públicas foram pressionados e cobrados para uma isonomia da sua gestão. Então, mas quem coloca os reitores?
Mas essa pressão determina os reitores, essa pressão para que seja— eu nem sei se isso é o quê, essa pressão desses editais, que é uma loucura. Até você vai encontrar provavelmente artistas de esquerda achando um saco isso tudo também, porque assim, porque aí o cara tem que ser reitor o ponto de vista tem que ter o afrocentrismo do não sei o que lá, aí precisa ser também ligado a qualquer minoria, né?
E por exemplo, o cara pode ser super de esquerda e ele tava querendo fazer só uma valsa, ele não consegue mais, porque se a valsa não falar do oprimido, do não sei o que lá, ela não vai aparecer no— isso eles cercaram e aparelharam de uma maneira que é assustadora, porque assim, não é nem que, não é nenhuma reclamação só da direita, nem a pessoa que é de esquerda. Você vê, eu tenho apoio de muito artista que era de esquerda antes, porque se a pessoa não ficar falando de política em vez de fazer arte, ela é cortada.
E isso é uma oportunidade que onde surge, onde quer que surja um governo de esquerda, existe oportunidade de começar desmontar isso.
Mas isso tem a ver com a educação. Eu, por exemplo, olha, eu tenho uma enteada de 15 anos, né? Então ela hoje escuta coisas, vamos dizer assim, ela se acha, ela não sabe nada, mas ela se entende como uma pessoa de esquerda porque na escola é isso aí que é legal. É legal.
Eles falam que é de esquerda. Esquerda é você respeitar os direitos humanos, é respeitar as minorias, é ser a favor da justiça social. Quando isso não tem nada a ver com esquerda e direita, mas é o que eles ouvem, domina a narrativa, eles dominam.
Mas isso acho que os três estão concordando.
Isso sim, claro.
É só no ponto onde colocar atenção e priorizar.
É prioritário, é porque na verdade, se você colocar prioritário na comunicação, consequentemente a arte vai surgir, é porque a conversa aqui sem grana, né? Essa é essa questão de prioridade, ela é, ela não é necessária, não é. Até porque, porra, você não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo.
Então, já que eu tenho, não consegue, não, eu acho que sim.
Então eu não vou tomar conta da segurança pública, eu não consigo.
Essas duas coisas, mas, gente, questão de ordem aqui, eu acho que a gente não vai avançar. Eu já vi a opinião de Vocês acreditam que não vai avançar? É, vamos agora voltar para o assunto do STF, o julgamento. O que mais a gente pode fazer de futurologia que pode acontecer então dia 23 ou daqui? Acho que já demos uma, pelo que me parece, é um cenário que vai se arrastar mesmo. Não tem nada que alguém possa fazer lá dentro mesmo para que isso não aconteça. Não existe regras para isso.
Pode acontecer uma surpresa, o julgamento do Mendoza.
Pode acontecer o julgamento?
Não, ele vai passar.
Eu acho que o Mendoza vai, à vista do Dino, vai alcançar esse julgamento dia 23.
Mas já pensou se não alcança? Podia ter uma surpresa.
O que quer dizer alcançar?
Porque se eles declaram impedido nesse, por que que não vai se declarar impedido no outro? Não, não, perdi vista. Como é que ele vai, não vai pelo outro?
É, se pediu vista justamente porque queria que o julgamento fosse em conjunto e ele não vai devolver a vista no dia 23, então faz sentido julgar em gênero.
Ele vai ter que pedir vista de novo. Agora, se ele não pedir, isso para o ano que vem seria uma baita de uma surpresa.
O quê?
Se ele não pede vista, mas isso aí alguém vai pedir, mas aí tem que ver a ordem lá dos embargos.
Pode chegar e falar assim, não, vocês não queriam que julgasse conjunto, também não quero Então também não quero agora e peço vista.
Mas seria muito interessante ver isso, né?
Acho muito difícil que aconteça agora, dia 23, colado na reunião.
Será que ele não cancela, gente? Porque eu acho que fica muito freestyle, muito exposto. Já pensou mais uma sessão dessa deles passando vergonha? Não pegou bem a discussão.
No final, vocês acham que foi vergonhoso para eles? A população vê como vergonha, foi mal, ou eles estão bonito na fita? Não, tá polarizado, tá polarizado. Uns acham que ninguém tá olhando com bom senso. Eu tô tentando medir a temperatura disso e perguntando para as pessoas.
Eu vejo, eu tenho visto inclusive na imprensa, os vazamentos do André Mendonça, o que que você acha deles?
Não, mas só para saber o que que você tem visto na imprensa.
Eu tenho visto uma posição de que o STF se degradou por completo.
Depende, mas estão escolhendo culpados ou não?
Ah não, mas o Reinaldo Azevedo, a visão dele, se você botar o Moraes, ele tem o direito, e disser que ele tá vestido, ele vai dizer que tá vestido.
Mas e agora? É boa parte da imprensa pensa como ele?
Não sei. Eu, ó, por exemplo, hoje a capa do boa parte dos jornais foi vergonhosa. A frase, né, da frase do UOL, aliás, para mim que foi a que melhor resolveu. A capa do UOL tava lá: nada resolvido. É isso, amor, resumo: nada resolvido. Quer dizer, você passar depois de um dia de julgamento uma capa com nada resolvido, é o quê?
Tô em cima do muro, não quero emitir opinião, porque o certo é absurdo acontecendo no Brasil.
Ah, mas enfim, você não vai botar uma capa absurda acontecendo, não é opinião, né?
Mas assim, não, pera aí, isso não é uma opinião, isso é constatação da realidade.
Isso não é opinião, mas antes desse julgamento, é o que eu acho. Antes do julgamento, a realidade é outra coisa. Antes do julgamento, estavam batendo muito no Alexandre e parte batendo no Mendonça e Alexandre, mas tava todo mundo batendo no Alexandre, não tava não?
Mesmo aí na esquerda, mas a imprensa colocar como eles sendo rivais e equivalentes é uma coisa que me incomoda muito.
É, também rolou isso, né?
É uma coisa que me incomoda muito porque assim, é muito uau É por isso que eu perguntei dos vazamentos.
O que que você acha dos vazamentos?
Que vazamento?
É o fato dele tornar pública as questões do Moraes. Tá investigando, você tá ali analisando o processo. Por que tornar público?
Mas ele tornou público, aí não é vazamento.
Não, mas tornou público.
Mas por que não é vazamento? Ele levantou o sigilo. Isso, o sigilo foi levantado a pedido do Fachin. E é normal levantar o sigilo quando vai haver um julgamento no plenário. Então, quer dizer, veja só, senão como é que os colegas vão saber do que eles vão julgar? Então você levanta o sigilo do julgamento para que os ministros tenham acesso e para que a sessão possa ser pública.
Mas todo mundo teve acesso, né, às mensagens dele com o Porcaro, acesso a ele mexer no contrato da mulher lá.
Mas é porque era um material que encontrou. É isso que ele tá explicando. A gente teve essa notícia como se ele tivesse, como se tivesse vazado algo, mas é sobre isso que não ocorreu. É tipo, ele pegou o que era, o que que é só do Moraes, que portanto não pode prosseguir na investigação. Eu tenho que separar e mandar para o Fachin.
Mas aí foi para imprensa, era para imprensa, aí tira o sigilo, levantou o sigilo para todo mundo, levantou o sigilo.
Porque como é que vai julgar? Não existe julgamento sigiloso no plenário.
Sigilo só para ele?
Não, não tem isso. Se vai para o plenário, não. Ou tira ou põe sigilo.
Ou tem ou não tem acesso, é público, é público, tá lá no site.
Você vai lá e faz o download. Por isso que foi aquela correria, porque a hora que— porque assim, travou o site do STF, caiu o site. Porque é o seguinte, quando você podia só liberar para corte, né?
Você pode, em tese, liberar para— ó, tô entregando tudo para esse ministro, para aquele, mas audição ia ser pública. Então como é que você ia assistir o julgamento sobre um documento sem saber que você não sabe que documento é? Eles não iam poder falar. Eles vão falar: o documento que tem, que fala aquele negócio que vocês sabem, mas ninguém aí que tá vendo pode saber, que é sobre aquela pessoa que eu não posso falar quem é.
Mas tem a questão da desmoralização da pessoa antes de qualquer julgamento, que é isso que os caras estão virados. Eu acho que o Moraes tem que pagar por tudo que fez. Para mim era um cara abjeto. Mas o que que o Dino— o Dino não, Gilmar Mendes, a galera— o que que eles bateram no André Mendonça? Na forma, pela astúcia dele. Quando ele tira o sigilo, ele desmoraliza. É o Fachin que ele passou, tem que tirar.
Mas os ministros, como é que eu quero dizer, a desmoralização do ministro, o Fachin, o Gilmar, o Gonê e o Zanin, eles pediram que ele levantasse até outras coisas, entendeu?
Mas já tava exposto, né?
Pois é, que o Moraes já tava exposto.
E aí, inclusive, isso foi errado, porque o sigilo você levanta e diz assim: olha, eu tô levantando sigilo e preservo duas coisas. Dados sensíveis, então tipo conta bancária e investigações que ainda, diligências em curso, vamos dizer assim. Que que isso quer dizer? Pô, semana que vem, Vilela, eu tenho uma busca e apreensão aqui já autorizada, esquece. E aí você entra lá e fala assim, olha só, o cara vem aqui, vou sair fora. Então isso é preservar, tanto que no despacho do Fachin de quinta-feira da feira, aparece lá: peço, peço, ele solicita, ele não determina, solicito o levantamento do sigilo, preservados os dados sensíveis, resguardados ou ressalvados.
Quer dizer, o próprio Fachin diz: não é para entregar tudo. O que impede para entregar tudo é o Gilmar Zanin e essa turma. Aí assim, tem a coisa tipo desmoralizou, não entregaram tudo, ele abriu, ele abriu, ele entregou tudo.
E assim, não, essa coisa de diligências programadas e coisas, não.
Número de conta bancária, o celular, as mensagens, liberaram tudo, mas a imprensa não teve acesso. Já a galera tá vendo. E se tem mais coisa, então vai aparecer mais coisa com certeza nesses dias.
É que boa parte das coisas que apareceu agora já tinham aparecido, porque aí sim houve um vazamento lá atrás, quando a Polícia Federal começou a vai chegar.
É disso que eu tô falando.
Agora é o seguinte, aí sobre vazamento, eu não sou favorável a vazamentos, óbvio, mas tem um lugar em que a Polícia Federal, parte da polícia, porque a gente tem duas Polícias Federais, vamos dizer assim, tem a cúpula da Polícia Federal que é atrelada ao governo, que é aqui o Andrei, o mandão se afastou, o Andrei, etc. E você tem a base da Polícia Federal Que é a base que fez a Lava Jato, que é a base que agora tá a fim de investigar, que o cara quer trabalhar.
Então essa base da Polícia Federal muito provavelmente foi quem em algum momento vazou.
Falou assim, eu não vazar isso, esse negócio não vai para frente.
É porque é isso, porque aí ele é retalhado, você entendeu? É, não tem jeito. E aí também aconteceu, porque senão a cúpula não deixa investigar. Aí Agora, quando tá essa história do Andrei, que afasta, não afasta, mano, o cara tava tomando uísque com Vorcaro, ele é o chefe da PF. Isso não é uma quebra de confiança para o Lula? O Lula tinha que ter afastado ele. O escândalo é o Lula não ter afastado ele.
No caso do STF, o Lula ia ganhar bastante com isso, não ia?
Tem alguma condição de ser procurador-geral da República? Não tem. Ele tinha que ter sido afastado. O próprio ministro Alexandre, se tivesse um Senado forte, nada disso estaria acontecendo. Se assim deu o primeiro B.O., ele próprio se afasta.
E na época do Ramagem, não foi também? Eu me preocupo só com uma coisa: Ramagem foi afastado.
É verdade, o Ramagem foi afastado sem nem começar o negócio.
Pois é, pois é.
E aí valeu, aí valeu. E não era tão grave o negócio do Ramagem.
Vazamento é seletivo. É isso que preocupa.
E quando o Mendonça pediu os dados para Polícia Federal nesse caso do Master, a Polícia Federal, a cúpula, disse: isso é uma invasão de autonomia do trabalho da Polícia Federal. O Andrei respondeu assim: agora, quando o Zanin pediu no domingo tudo, celular do Forcaro, aí a Polícia Federal achou que era normal. Então a gente tem, infelizmente, Hoje foi dito, ontem foi dito no julgamento, o Mendonça falou: tem uma Polícia Federal paralela dentro do Brasil.
Sim, sim. Então, desconfiando que tinha esse documento que o Ministro Alexandre colocou lá, apócrifo, da PF, o que há uma desconfiança grande ali é que o Ministro Alexandre, de alguma forma, tem acesso a uma ala da PF que monitora os demais ministros.
Eu queria, eu queria, eu queria uma máquina no tempo para estar estudando o que tá acontecendo agora, já sabendo de tudo, porque muita coisa que pode ser revelado, o que a gente nunca vai saber, ou que vai demorar tempo para saber, né?
Vai.
Deixa eu ver o que que o povo quer saber para a gente encaminhar o papo aqui.
Então vamos lá, primeira pergunta aqui do Renato Moraes. Ele perguntou, Renato Moraes, é quem fiscaliza o fiscal quando o problema envolve o próprio STF?
Eu achei que ele era, lembra, Ronaldo, brilhar muito no Corinthians.
Usina, quem fiscaliza o fiscal?
É quem é o Watchman, quem vigia os vigilantes.
Esse é um problema que só uma reforma do Judiciário hoje vai resolver, porque não tem quem fiscaliza os ministros, nem o CNJ fiscaliza.
Quem faz essa reforma?
O Congresso, se existir Congresso ainda. O Congresso, o que é incrível, mas a Constituição Constituição de 88, ela pensou, como ela vinha de um regime militar, ela fez o seguinte raciocínio: bom, o regime militar vinha do Executivo, a força era do Executivo. Então ela pensou assim, como o meu medo é o Executivo e o Legislativo é uma força que nós entendemos ser bacana, a gente precisa controlar o Executivo para que ele não dê um golpe.
O constituinte pensou Vamos controlar o Executivo e o Judiciário e Legislativo deixa solto. Não imaginaram que isso pudesse ser um problema para o Judiciário, que o Judiciário pudesse ser aquele que se atrelaria ao Executivo para eventualmente tomar o poder. Então a gente precisa de uma reforma em que a gente crie, assim, bem em resumo, outro dia até me perguntaram assim, você acha que é se é possível, que mecanismos para fiscalizar os ministros do STF seria necessário numa reforma.
Eu respondo o seguinte: não acho que é por aí. Eu acho que não é de mecanismos de fiscalização, porque não tem como fiscalizar alguém que tem tanto poder hoje como os ministros do STF. Então eu acho que uma reforma é tirar poder dos ministros, tirar essa concentração de poder que hoje existe nas mãos dos ministros, fora funciona isso? Como que é? Por exemplo, a Suprema Corte dos Estados Unidos, ela não julga casos criminais. Ela não chega lá, o João aqui, o João bateu o carro, matou.
É, você tem uma corte constitucional, julga teses abstratas e ponto final, e ponto final.
Mas acho que assim, no mundo democrático inteiro, a corte constitucional é só constitucional, e são poucos casos específicos políticos pontuais.
Mas também aqui começou a vir privilegiado, essa história, porque vai julgar o cara que tem prerrogativa de foro, aí vai julgar se o cara brigou com a irmãzinha, e aí vai julgar o outro que tava no aeroporto, brigou com o ministro, vai na casa.
Aí virou, é que concentra coisa, e os políticos também têm a parcela de culpa nisso.
Mandato de 8 anos já resolveria bastante coisa, sabe o que que eu ouvi?
Não, mas sabe o que que eu ouvi? Que idade mínima 60.
Eu ouvi uma idade mínima 60. Do jeito que tá a evolução aí na medicina, os cara chega a 200.
Acho que podia ser idade mínima mental, passar a fazer uma idade mínima mental, seja qual for, fazer um teste de alguma idade mínima.
É verdade, não tem que ter passado da adolescência, não pode ser um adolescente de 50 anos.
Tem que ser pelo menos juiz de carreira.
Não, juiz de carreira não sei, hein.
A passada em concurso para juiz, pelo menos, o Dino é juiz de carreira. O Toffoli tentou passar, nunca passou para juiz, cara.
Não, olha, a minha experiência com juiz de carreira dá vontade da gente chorar.
É mesmo?
E outra, o juiz de carreira eu sou contra também, porque hoje você tem, como você tem um chamado juiz, é o que passou no concurso. Só que muitas vezes você vai ter um juiz de carreira que entrou pelo 5º constitucional e advogado. Então, cara, advogado porque tem o 5º constitucional. Então, 5º constitucional, se você tem uma lista tríplice que vem do Ministério Público, da OAB, não sei o quê, tá, tá, e aí você escolhe um, ele vira desembargador.
Aí ele é juiz de carreira, ele é desembargador. Então, como é que faz com esse cara? Esse cara tá fora?
Então os desembargadores podem concorrer e ele não tem mais crédito do que um cara que nunca passou num concurso para juiz e dizer que tem notório saber jurídico, como o caso do Toffoli.
Não, mas o Toffoli não tem nem notório, ele não tem saber, nem sei se é jurídico, saber.
Mas o problema dele não é porque ele passou num concurso, tudo bem, mas quando você tem isso, você pelo menos sabe que o cara em algum momento da vida dele ele se esforçou, ele estudou, ele passou num concurso difícil, porra, mérito do cara Já teve, pô.
Não precisa criar alguma barreira, porque a gente tem uma barreira aí, tem que ter alguma barreira.
Se for bem no ENEM, faz um psicotécnico.
Olha, o psicotécnico já resolve. Psicotécnico, eu acho uma ideia.
Se tivesse prova escrita, moragem, prova escrita, eu também sou a favor.
Prova escrita e psicotécnico.
Vamos lá, próxima pergunta aqui da Ariane Peixoto. Ela perguntou se um juiz comum tivesse uma relação com alguém investigado Isso não seria questionado imediatamente? Juiz, se um juiz comum tivesse uma relação com alguém investigado, isso não seria questionado imediatamente?
Depende de em quem o juiz votou.
Relação aqui eu tô entendendo porque depende, né? Que relação?
Não, eu acho que ela tá fazendo uma equiparação entre o caso do Ministro Moraes e o do Forcaro. Qualquer juiz que tá julgando, sei lá, um caso, é uma briga entre duas empresas, uma briga de vizinho, e ele amigo de um lado, tem 500 mil coisas, ele pode ficar?
Eu acho que não, não, não pode. Não é só do Supremo, né? Isso qualquer instância. E se ele não se declarar suspeito, no caso, por exemplo, como do Moraes, acabaria sendo inclusive punido. Doído.
É que no Supremo não tem quem puna o cara por causa do inquérito das fake news que eu falei desde o começo. Eu digo o seguinte, o inquérito das fake news abriu precedente para um juiz do STF julgar em causa própria.
Você sabe que a lei de impeachment, que é a 1079/50, ela fala que uma das causas de crime de responsabilidade, considera como um dos crimes de responsabilidade ministro do STF do STF você julgar um caso de que você é suspeito. Então, se você julgou um caso e você é suspeito, você pode estar cometendo crime de responsabilidade, resultar em impeachment. Pô, não sobrava um, sobrava um. Se quiser lá impeachment, dá para ir todos.
A gente não falou muito, queria saber sua opinião sobre a Cármen Lúcia, ela, o discurso que ela fez, o voto.
Eu não gosto da Carmen Lúcia, não. Eu acho que é uma ministra, eu acho que se o Moraes fosse mulher, ela teria votado a favor dele. Ela tem esse discurso feminista de woke, identitário, não sei o quê. Toda vez tem que dar uma lacradinha, não sei o que lá, de que a mulher tá abaixo, ficam me aparteando porque eu sou mulher. Ela tem essa coisa, esse coitadismo, que a mim enche o bastante o saco. Ela tem um baita de um poder e fica ali dizendo que ela está abaixo dos outros.
Eu acho um papo furado, sobretudo para ela que tem tanto poder, independente de ser mulher ou não. E ela vai sempre nos votos dela por aí. Agora, a Carmen é historicamente uma ministra que vota mais ou menos como o Gilmar vota. Quando ela tá em dúvida, ela sabe, você cola na prova do colega Quando ela tá em dúvida, ela dá uma olhada ali no voto do Gilmar. Essa é a minha impressão sempre. Nesse caso específico, acho que ela não quis chegar tanto, ou não chegará a tanto, mas comumente é por aí que ela vai. Fala, Romar!
E a pergunta da Rosana Antônia Pires, ela tá perguntando como que o brasileiro comum pode ser afetado diretamente pela briga entre os ministros do Supremo.
É, e aí isso é difícil, hein?
Puts, eu acho que eu não entendi a pergunta.
Acho que a primeira coisa é qualquer esse problema que a gente tem no Supremo de falta absoluta de noção de regra, de não seguir regra nenhuma, não se declarar suspeito, ele é contagioso.
O que tá acontecendo lá afeta a gente, é isso?
É a primeira coisa, que ele é contagioso no Poder Judiciário. Eu ouvi dizer isso, a primeira qualquer coisa.
Eu ouvi dizer pessoas assim, fala assim, cara, se a galera sair ilesa, vale qualquer coisa.
Exato.
Por que que eu vou punir isso aqui ou aquele se, pô, se os caras lá estão fazendo isso? Então o país virou vale qualquer coisa.
Qual político vai aceitar hoje uma, vamos dizer, um governador vai aceitar ser apeado do poder como foi o Zé Roberto Arruda em Brasília por esses ministros do Supremo. E aí eu acho que nas instâncias inferiores a gente já vê uma bagunça e uma legislação freestyle, que a gente chama. Você vê muito isso, é a coisa do cara decidir porque alguém se sentiu oprimido na Justiça do Trabalho, virou uma coisa completa A bagunça que a gente vê lá em cima, ela vai se desdobrando para baixo.
A Justiça do Trabalho hoje, você tem esse fenômeno, você tem os cursos, né, os cursos do povo ideológico, tá tudo dando curso lá todo dia de quem é oprimido, quem é o opressor, quem não sei o quê. Na Justiça do Trabalho, se o cara, o cara não, ele nunca sofreu nada da empresa, a empresa não fez nada com ele, foi tudo correto, se ele entrar, como ele é o coitado, vai querer que faça um acordo. E se não fizer um acordo, vai ganhar. Então assim, vai degringolando tudo para baixo e você não tem mais controle.
Importante, eu fui casado com a juíza, e por isso que tu não gosta de juízes de carreira também.
Eu até falo pouco isso porque, enfim, mas do jeito que eu me posiciono, tô até receio de Mas ela dizia sempre o seguinte, quando eu me lembro que era uma época em que tacava um ovo no, tacaram ovo no tomate no carro do Gilmar Mendes, um negócio assim. E ela falava, quando fazem coisas como essas com os ministros do STF, o cara entra, ela dizendo, na minha vara e acha que pode subir na mesa. Você entendeu? Então o juiz de primeira instância, ele sofre as consequências disso, porque o cara entra, fala assim: isso aqui é uma merda, o Judiciário não serve para porra nenhuma, e assim por diante.
Então é complicado o trabalho. Mesma coisa acontece com o Ministério Público, etc. Ele acha: isso aqui não é sério, vocês são todos, sabe aquela história?
Eu já enxergo na outra ponta, o povo.
O quê? Então Eu tô falando, a pessoa que me falou tá falando do povo.
Nós caminhamos por referenciais, símbolos. A partir do momento que você tem uma esfera de poder como Judiciário, pô, estamos falando Supremo, não respeitando ética, e a ética não é de direita ou de esquerda, ela é, o povo olha para aquilo e desacredita dos valores. Então o que a gente vai ver é uma crescente falta de moralidade na população, infelizmente, né? A relativização da verdade, da justiça, é mais ou menos sobre isso. Isso é uma consequência.
Por isso o símbolo é importante. Por exemplo, quando o Lula numa fala ele relativiza o ladrão que rouba um celular para comprar uma o povo caminha, qual é a sinalização que ele dá? O povo caminha por referenciais, a relativização do próprio roubo. O homem então ele perde o referencial, ele quebra o valor moral dele, ele diminui o padrão dele e ele passa a não acreditar mais que a virtude é possível ou que a virtude é necessária.
E aí ele joga a régua dele lá embaixo E o que que a gente vai ver na sociedade? Barbárie. E é o que a gente tá vendo hoje.
E a frase do Rui Barbosa que tá escrita lá no Supremo, que eu vou pegar aqui, vai fazer um negócio aí que eu vou falar, que é exatamente o que o Cestaro falou.
Vamos lá, Rui Barbosa, que não é aquela atriz, né, Mariana?
Não sabemos, pode ser que seja, ou que seja Larissa Lispector.
Também não é o Arnaldo Jabor, que tem uma frase.
Eu não sei se é essa mesma frase que tá lá, mas tem alguma, algum lugar lá. De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se dá honra, a ter vergonha de ser honesto.
Está lá na parede.
Quem que falou isso aí? O Rui Barbosa?
É, o Rui Barbosa pegou 14 anos depois de escrever essa frase na parede.
Entrou no inquérito de fake news.
Ele tá na fake news hoje.
Retroativo ainda.
Tá ele, tá Clarice Lispector, que tudo que fala na internet foi clareado.
O Enéas hoje, hein? Ia fazer sucesso.
Ele ia estar preso. Ele ia estar preso?
Eu tenho dúvida.
Esse negócio da bomba atômica e tal.
E preso, né?
E preso. E por consequência?
E por consequência preso.
Meu Deus, entendi. Vamos lá, ô.
Aliás, não como presidente, mas já governo, ganharia muito dinheiro.
Você acha que pegava um governo?
Hoje pegaria.
E a Vanir? Pegaria.
A Vanir?
Lembra da Vanir?
Ele já foi para o extremo. O Enéas era um cara capacitado. Coitado, pô. A gente era um gênio, seu colega, gênio, porra. O cara é brilhante, rapaz. Ele tem técnicas que ele inventou, cara. O cara é brilhante e veio de uma família— o cara é o perfeito case de sucesso. Veio de uma família humilde, a mãe dele. História dele, cara, é de superação. Meu Deus do céu, o cara pegou 3 segundos, 5 segundos de televisão e conseguiu transformar sem internet, bicho.
É que era um meme, ele era um meme antes do meme, né? Mas ele entendeu a parada.
Isso, por isso que ele é tão genial.
15 segundos, tinha 15 segundos para falar.
E meu nome é Néssio. Eu nem lembro o que ele fala. Eu lembro da bomba atômica, lembro do— ele já falava do Brasil forte, Soros, as ONGs, George Soros, do metal, do nióbio. Ele falava do nióbio, eu falo, eu entendia, ela fala O que que é biógrafo?
Falava do Brasil ser submisso às nações centrais.
Pô, vou buscar os discursos dele, vou atrás do que ele fala.
O Doutor Enéas foi um homem à frente do seu tempo e a gente tá olhando para o discurso dele hoje e falando, pô, como faz sentido.
Não, ele era só uma caricatura para a maioria das pessoas. Vamos lá, Romero. Eu sou uma caricatura para você também, hein?
Claro que é.
Eu sabia, eu sabia.
Manda. Meu nome é Vilela.
Meu nome é Vilela. Pô, eu posso encerrar todo programa. Meu nome é Vilela.
Ele bateu na mesa. Meu nome é Neias, 50. E depois era 56, 50, deputado federal. Esse era bom, esse jingle, que qualquer coisa que ele vai concorrer, adaptava de síndico de prédio a papa.
Para síndico do seu prédio. O Democrata Cristão. E o Aerotrein, né, do nosso famoso, era o Fidelis.
Puta, adorava!
Mas o Fidelis ficou famoso não por isso, não faz amor.
Como é que é?
Para Luciana Geigo, sistema excretor não reproduz. E é legal que ela fala, né, ela faz a pergunta e ele sabe que ele vai falar aquilo, aí ele já começa a se preparar. Olha, Não devia ter falado nesse assunto. Ele já se segura, ele é sensacional.
Cara, ele era sensacional. Você sabe que o meu primeiro emprego foi em substituição ao Levi, né?
Sério? Com aquele bigode maravilhoso?
Eu fui assistente do Ferreira Neto, que era o Levi antes.
Olha o bigode dele, Ferreira Neto.
É, eu tenho um vídeo eu me maquiando com o Levi e perguntando se ele pintava o bigode.
E ele pintava.
Não, e ele ficava para mim, não, não pinta, eu levi, deixa de ser louco, atento.
Cara, aquele preto absoluto aqui, cara, que horror.
Aí chega uma hora, ele fala assim, não é que pinta, a minha senhora faz um retoque.
Olha lá, olha esse bigode, se não é pintado, o cabelo também. Respingava na testa lá.
É que é a mulher dele.
Escorrendo tinta.
Escorrendo tinta.
Não, você tá vendo, você, aí ele falou, você não entende.
Se ele mostrar a língua, tá preta.
Levi Fidelix engoliu uma, como que é que fala, andorinha, né?
É, comeu andorinha, né, galera?
Ficou só. Manda aí, Romero, a última pergunta.
Então vamos lá, tem a pergunta aqui da Karina Roncoli e ela perguntou o seguinte. Roncoli, Roncoli, Roncoli, Roncoli é outro. Ela perguntou: existe um mecanismo eficaz para responsabilizar o ministro do STF que cometa irregularidades? Não, para o cidadão comum, na lei tem, né?
É, sim, na lei tem, a lei tem.
É que é o Senado, né?
É o que é o Senado e que são essas investigações. Em tese, o ministro pode condenar, outra prisão ou impeachment pode ser feito pelo Senado.
Na prática, segundo o Eduardo Bolsonaro, bastava um cabo do Senado, era fácil para caramba, mó fácil.
Cabo Daciolo, voltamos ao Insider.
Cabo aí. Esse cabo tá sendo colocado.
Lembra aquela história que eu falei? Eu tinha uma época no meu programa na Gazeta do Povo uma bandeira que eu deixava atrás depois de uma hora. Eu não tenho culpa, eu votei no Daciolo.
Eu lembro disso daí.
Quem que me deu? Você tá com o negócio do Que Te Assombra? O Thiago do Que Te Assombra que me deu a bandeira do Daciolo. É o Thiago que me deu a bandeira do Daciolo.
É isso, o Romero. Aqui foi, rendeu o papo, hein? Eu acho que agora é conclusões, alguma coisa que faltou, e depois redes sociais. Fiquem à vontade aí para concluir.
Mas não vamos deixar o Cestário concluir, que é pessimista. Ele vai, as pessoas vão.
Não, você por final, pelo amor de Deus, cara. Cenário é apocalíptico. Fala você primeiro, que eu quero o povo, o povo vai ter ética. Não adianta nada.
É uma guerra civil, é uma guerra civil.
Então já começa. Ó, eu quero uma versão, eu quero uma versão otimista sua no final.
Os cara não consegue montar um gaveteiro. Se a gente precisa levar para uma guerra civil a juventude, que não é capaz de fazer uma salada de fruta, cara.
Não, o STF vai falar: guerra civil é inconstitucional, não permite fazer.
A guerra civil só foi uma forma de falar.
Mas uma, uma, você tem uma pitada de otimismo aí para o final ou não?
Tá dada, mas tá ferrado, velho.
Não tem, você não vê luz no final do túnel sem ser um trem?
Olha o Brasil hoje, trem, vamos ser sinceros.
Não, não, eu vou falar como eu vejo, vou falar como eu vejo.
Vamos olhar para o Brasil hoje, tá? Vamos olhar para o Brasil hoje, tá? A democracia no Brasil, não. Ninguém pode dizer que tem. A ordem institucional tá completamente corrompida. As eleições estão próximas. Algum candidato, os candidatos com força, não participam de um debate, não trazem nenhuma proposta real, real e factível de governo, porque ambos não sabem o que vai ser 2027. Essa é a grande verdade.
Ou sabem, não pode contar.
Não, não sabem. Porque tudo como tá montado é uma bomba-relógio para explodir o ano que vem, porque depende do Senado, depende da atualização do Congresso, porque não há democracia, não há democracia. Então quanto mais calados e menos promessas fizerem, para eles é mais seguro, porque verdade é que eles não sabem o que vai acontecer. E o povo tá fodido, desculpe, mas tá fodido. Isso é que me dói. Não é isso que me dói, porque fica essa palhaçada de polarização esquerda-direita, discurso de merda, e quem se fode é o povo.
Eu falo para todo mundo isso: a ética não é de esquerda nem direita, assim como a fome não é de esquerda ou de direita. Quando teu filho fica doente, ninguém quer saber se tá de direita ou de esquerda. Só que o povo tá sendo enganado por políticos mentirosos, canastrões, corruptos, miseráveis, que prometem um discurso e não cumprem. Todo ano é o ano da colheita, toda hora é uma mentira, toda hora é uma indecência. Nenhum deles são claros, transparentes, honestos, verdadeiros.
E aí a gente tá tendo que olhar para isso e falar, bom, Escolhe o menos pior. É a desgraça do nosso país. Eu quero ter esperança, Vilela, juro que eu quero. Mas a minha esperança, vou te dizer qual é, não é a da mudança política. Eu não falo no meu programa sobre política, eu já falei isso várias vezes. Sobre vida. Que mudança é sobre vida? É o povo, é cada um de nós acordar para a realidade de que eu posso ser a diferença Pelo menos, e começando na vida da minha família, eu não relativizando, eu não relativizando o que é certo do que é errado, eu não ficar defendendo marmanjo barbado político de merda, mas eu olhar com verdade.
Como eu cobro meu filho por verdade, eu cobro aquele político por verdade. E se ele errar, vou apontar o dedo e dizer que ele errou. E aí eu passo a querer viver e ser a pessoa que eu devo. Aí o povo começa a mudar, e aí já não é mais sobre direita ou esquerda, é sobre ser brasileiro. Porque eu posso te respeitar se você for de esquerda, qual é o problema? Eu sendo de direita, não tem problema. O que importa é a nossa integridade e as nossas diferenças nas ideias.
Isso a gente senta, dialoga, com, como adultos, para um Brasil melhor. A minha esperança não tá no macro. A minha esperança, ela começa por cada uma dessas pessoas que estão vendo esse programa.
Sim, por isso que eu faço sobre isso, por isso que eu faço esse podcast há 6 anos, tentando que seja um palco que a galera desenvolva as ideias. Por mais que as pessoas voltem e me falem, você não devia dar palco para essa pessoa, você não Tá bom, mas eu dou palco para todo mundo, você ouve e escolhe. Você tá ouvindo essa pessoa durante 3 horas, é diferente de ver um corte ou ver uma frase na internet.
Você me perguntou se eu tava otimista, eu tô, tá? Porque meu Senhor fala que uma alma vale mais que o mundo inteiro. Se desse programa uma alma acordar e despertar para a verdade, já ganhamos. Exato, pensa assim, acabou, entendeu? É isso, é fazer a diferença.
E você, mandar Olha, tá tentando fazer a diferença também?
Eu tô tentando, né? Eu resolvi lançar meu nome como candidata a deputada estadual porque, primeiro, o jornalismo se inviabilizou. Isso é uma outra conversa. Eu sempre gostei de fazer a diferença.
Se inviabilizou por quê?
Porque a gente só responde processo.
Tá, entendi.
Aí eu pensei, é isso mesmo, eu pensei uma profissão. Ele vive disso, a Tília vive disso. Para ele o jogo virou, filho. O dinheiro que entra aqui cai lá, é assim. Aí eu pensei uma profissão de menor risco, tipo menor risco jurídico, já caiu político. Aí decidi já de menor risco, traficante de drogas, sicário ou matador, ou louco. É que dá, não dá problema jurídico. Mas sem brincadeira, eu já trabalhei no setor público várias vezes e eu vi que no jornalismo eu não conseguia mais fazer a diferença. Porque você não tem mais liberdade de expressão.
Você não pode ser perigoso hoje em dia.
Às vezes até o fato, você divulgar o fato, só divulgar o fato. Porque no fim, o Marcílio sabe disso melhor do que todo mundo, ele é um grande advogado.
O Sam lá do Metrópole, ele só dá o fato e a galera: sabia que você, cara, ele só tá comunicando. Estive hoje, ele só tá relatando e a galera xingando ele.
E quando não processa. E aí assim, por exemplo, se você só deu o fato, te processam, você ganha, mas você tem que constituir advogado. Muitas vezes você tem que ir lá responder, você tem que responder em outro estado. Aí tem, aí assim, tem a lei lá, o STF tem as decisões, tem duas súmulas que você não precisa mais viajar a outro estado se você for jornalista. Eu já viajei, fiz o tour depois da súmula. Então assim, você não consegue fazer a diferença pelo pelo jornalismo.
Mas se vocês decidiram contra a fonte aí, agora tem essa ainda, decidiram contra a fonte, o que que vai acontecer?
A minha questão não é nem o medo do processo em si, de ir atrás, é que se inviabiliza. Porque quem é que vai falar comigo?
Eu tô sabendo de um negócio aí.
Quem é que vai me contar as coisas que estão acontecendo? Então assim, eu trabalhei já no serviço público, trabalhei na FAESP. Eu tenho experiência nisso. Eu fiz um trabalho grande que as pessoas nem sabem no Unicef em Angola. Eu fiz parte da equipe que erradicou a pólio em Angola. Eu sei fazer isso no serviço público. Eu tenho propostas claras na área de liberdade de expressão, proteção dos espaços femininos e combate ao antissemitismo.
E o que eu me pego na questão é a mesma que o Cestário. Eu já falei isso para ele. Eu me pego essa questão dos valores cristãos, da fé. E eu acho que isso o cidadão brasileiro precisa acreditar e resgatar. É um país de valores, é um país de valores cristãos, de criação cristã, em que a gente sempre cresceu acreditando que o errado não vai ser certo e o certo não vai ser errado. Não é porque todo mundo tá fazendo que o errado vai ser certo.
As pessoas são assim, não para de acreditar nisso. Não fica naquela coisa de como eu vou ensinar o meu filho que ele tem que fazer o certo se o cara que tá lá em cima não tá. O seu filho vai ser o cara que vai fazer o certo e o amigo dele também. A gente não consegue mudar esses caras agora, talvez.
Eu vou te falar que dá muito certo você fazer o certo também. Essa história de se você fizer o certo você vai se ferrar, não. Você fazer o certo, você dorme tranquilo e não vai ter problema também. É que a gente é mais inteligente fazer fazer o certo do que fazer o errado. Porque veja aí, a galera, você tem dinheiro, mas você vai ter um problema.
Não, você dorme bem?
Exato. Ele consegue para qualquer lugar? Não consegue.
Então eu pus meu nome à disposição porque eu acredito que eu consigo fazer a diferença, inclusive nisso da questão de liberdade de expressão, de criar no Estado de São Paulo modelos para monitorar em que medida o poder público tá interferindo no discurso público. Ninguém sabe quantas vezes o Ministério Público pediu para tirar um tweet de alguém esse mês.
Não sei.
Cadê essa estatística? Quantas vezes um órgão público entrou e pediu? Cadê essa estatística? Eu pretendo trabalhar nesse tipo de coisa. Com relação a espaços exclusivos femininos, como que tá sendo esse debate? Que estudos estão sendo feitos? Eu acredito que eu posso colaborar mais aí do que eu tava fazendo só falando no jornalismo. E com a diferença que tem no gabinete, eu não preciso tirar do meu bolso para pagar o André. Vai ter alguém, eu posso meter a boca em quem eu quiser com imunidade parlamentar, que aí eu consigo.
Então eu resolvi fazer essa mudança. Mas assim, eu tinha duas mudanças que eu podia fazer: de profissão ou de país. E que eu já saí do país, já trabalhei fora do país, já tive carreira. Eu posso fazer essa mudança a hora o que eu quiser, mas eu ainda acredito que aqui é o meu país e as pessoas são boas, Vilela. A gente fica, claro que são, a gente fica vendo esses caras lá, a grande maioria das pessoas são boas. Então, falando para vocês, Taro, teve campanha acontece de tudo, né?
Teve uma inundação na minha casa, vazou para dentro do meu estúdio, não sei o quê.
Também tá vazando tudo quanto é lugar na minha casa.
Enfim, eu tenho uma vizinha, Dona Zezé, ela me deu a chave da casa dela e falou, vai tomar banho lá na minha casa, tem um banheiro, não aluga nada, vai lá.
Você vê a bondade das pessoas, né?
Sem nada em troca, cara. A pessoa sem pedir nada em troca. Na campanha, é claro que caem as máscaras, né? Você vê as pessoas que você achava que eram seus amigos vão te trair. Mas isso eu tava preparada. O que que eu não tava preparada? O tanto de pessoas que estão sendo boas, generosas e corretas comigo. Gente que aparece e fala assim, eu vou te ajudar porque em 1990 e tanto você fez tal coisa para mim, que eu nem lembrava mais que eu tinha feito, tá?
Sem pedir nada em troca. E essas pessoas aparecem diariamente. Eu falei para vocês, tá? Aparece diariamente na minha vida. E eu converso com outras pessoas e com outras pessoas acontece o mesmo. Então assim, conte suas bênçãos, conte suas bênçãos, porque sempre essas bênçãos chegam. Não perca a esperança. Eu acredito que um país que tem um povo bom como o nosso, que tem tanta riqueza quanto o nosso, ele não vai ser eternamente refém dessa escumalha que tá lá.
E eles já estão numa transição. Eu acho que a gente tem que focar que essa transição é um processo, que não é do dia para noite que vai lá, vai tirar todo mundo e vai sanear todo mundo. Mas para fazer isso, a gente tem que tá firme é aqui, entre as pessoas que têm valores, entre as pessoas que são corretas. E contar suas bênçãos, parar de ter ilusão que o fulano é o melhor, que o fulano vai me salvar. Salva sua casa, as pessoas boas que estão com você, as pessoas com quem você pode contar.
Eu acredito muito nisso. Valorize as pessoas boas que entram no seu caminho. E a gente tem sim uma chance de renovar o Legislativo, de renovar o Congresso. Tem muita gente boa que se lançou ao Senado disposta a fazer uma mudança grande. Então assim, não perca a esperança, não perca a esperança. E 2800, e 2800 é o meu, é o meu número, é 2800, candidata estadual. 2800, é 2800, é 2800.
Eu tenho que repetir, velho, é 2800, tá guardado.
Meu nome é Nélio, eu devia ter gravado horário eleitoral Assim, gravei sério.
Puta que pariu, cara, você perdeu a chance de gravar Meu Nome é Madá.
Mas assim, eu acredito, eu senão não teria saído para isso. Eu acredito demais na possibilidade de mudança e tenho visto muita gente boa que acredita, muita gente boa que tava lá no seu escritório fazendo as suas coisas e tá agora no debate público, tá falando, tá dando a cara a tapa. 28 de setembro, quanta gente saiu subliminar?
Tô jogando aqui, pode não ter não ainda, tô jogando aqui.
Eu vou falando e você vai jogando. Mas eu acredito muito nisso. Eu tô vendo muita gente que não ganha nada fazendo parte do debate público e que saiu e que tá falando, que tá se posicionando, que tá se arriscando. Então acho que essas pessoas têm que ser valorizadas e que elas são sinal que assim tudo pode mudar, tudo pode mudar. Eu acho que a gente confiando, a gente tendo fé em Deus, a gente se pegando nas boas pessoas, contando as nossas essas bênçãos, acredite, as coisas mudam.
Glória a Deus!
Glória a Deus, cara!
Daciolo, vote Daciolo, você do Amazonas aí! O cara é sangue bom, rapaz!
Eu não conheço o cartão eleitoral do Daciolo, eu nem sei se ele se inscreveu em idade partidária.
Você não vê?
Vote 33 para um governo bom no Amazonas!
No que que você acredita?
Olha, eu, eu na verdade eu tenho uma visão muito parecida com vocês. Eu acho que a gente tem um pouco assim, do ponto de vista político, o Brasil ele tem uma grande vantagem, que assim, a gente sobrevive e tem sobrevivido a esses tiranetes, né? E por que que a gente sobrevive? Eu pensei muito nisso esses tiranetes, porque a gente é grande. Se o Brasil fosse do tamanho, sei lá, do estado, é, do Uruguai, pode ter certeza que nesse momento a gente tinha um imperador com cetro e uma cauda vermelha longa dentro do país.
Mas é difícil, porque assim, então você tem o STF faz isso hoje, aí o cara de Rondônia, você entendeu, como é que ele vai alcançar o cara, é difícil. Hoje eu chego aí, você ainda nada contra Rondônia, nem sei onde fica. Brincadeira, brincadeira, brincadeira.
Nem sei se existe mesmo.
Tem Osasco, depois de Osasco é Rondônia.
Brincadeira, adoro Rondônia, um beijo para Rondônia. Mas o ponto é o seguinte, a gente tem um país tão grande, tão diferente, né, tão diverso. Então hoje você diz uma coisa O cara, para você conseguir alcançar a possibilidade de você criar um regime fechado como você tinha na Venezuela com Maduro, dentro de um país como o Brasil é muito difícil. Nunca, nunca eles conseguiram exatamente fazer isso. Tanto que quando houve o regime militar, eles desde o início falavam, não, vai ter abertura, vai ter.
Passaram o tempo inteiro falando que vai ter abertura até alguém realmente fazer, porque senão é muito complicado isso acontecer. A gente falou de Brasília, que eles se distanciaram, etc., do poder, mas mesmo assim eu acho que a gente tem essa— isso é uma vantagem nossa, o tamanho. Então o poder aqui, por mais que ele se concentre às vezes, como acaba acontecendo no STF, nós sempre conseguimos ir lá e dar uma cutucada e mexendo e arrancando e tirando do eixo.
E eu acho que a gente tá no meio mesmo de um processo. E como é que a gente lida com isso? Aí eu acredito no que vocês estavam dizendo muito. Eu acho que cada um tem que fazer o seu, a sua voz. Então você é na política, Madá, vai na política. E maravilha, o Cestaro é no podcast, no podcast, o vilão pode— eu, da minha forma. Cada um tem a sua voz, tem a sua voz. E eu acredito numa coisa que o meu pai sempre falou para mim, que é o seguinte, cara, vai e faz.
Lá na frente você vai entender porque você tava fazendo. Ele sempre disse isso para mim, não fique se perguntando.
Então é o tal do ligue os pontos, né, aquele discurso lá que você vai ligando os pontos, parece que não faz sentido, mas no final forma uma figura, né?
Exatamente. Então hoje, por exemplo, eu tô, eu sou advogado, mas eu tô muito próximo do jornalismo, inclusive mandando muito bem, que assisto lá. E isso é um negócio que há 2 anos eu dizia assim, jamais. Eu me lembro que eu falava assim, eu tava escrevendo artigos e tal, e aí alguém, eu me lembro, minha mulher falou para mim assim, você, né, o cara casado várias vezes, mano. Ela falava, você não pensa em fazer vídeo, né, de comentário?
Imagina, jamais vou migrar para comentarista vídeo. Aí falava canal do YouTube, jamais vou ter um canal. E tudo isso eu acabei fazendo.
Como diz um amigo meu, a gente faz planejamento, como que é, a gente planeja a vida, a mulher é que manda no final.
É isso que é verdade.
Você faz o castelo de areia, ele fala assim, a vida não tá nem aí para o seu planejamento.
Aliás, tem uma música do John Lennon, do Beautiful Boy, que ele fala exatamente isso, né? A vida é o que acontece enquanto você faz planos.
Putz, que bonito!
É uma frase, é uma música que ele fez para o filho dele. Olha só, ele tá dando recomendações. Lindo essa música.
Não que a gente não tem que fazer planos, mas não adianta, não tem controle.
Então assim, vai, faz, faz o que você acha que é a tua voz. Eu tenho feito isso e dormi tranquilo. Então se a gente tiver valores e ouvir qual é a voz que você tem, E todo mundo, você que tá aí ouvindo a gente, às vezes a tua voz, o cara fala, pô, eu queria, às vezes eu não tenho voz. Vocês devem escutar isso, eu queria, eu queria ter, ter, ou poxa, vocês fazem um trabalho tão importante, eu aqui, cara, você faz um trabalho, influencia na tua casa, influencia no trabalho, no teu filho, educando a tua família.
Pô, isso do cacete. Então acho que é isso. Se a gente fizer, acho que a gente tem um futuro melhor.
Isso, né? Achei bonito, porque a pessoa às vezes ela acha que ela é muito pequena. Eu ouço a gente falar assim, eu sou muito pequeno, porque a gente tirou o valor de conquistas que são muito grandes. Por exemplo, ser um bom pai é uma grande coisa, é um legado que você vai fazer que vai durar uma geração. Você ali na sua vizinhança, por exemplo, é o vizinho que organiza a vizinhança, ou a vizinha que organiza a vizinhança. Às vezes a pessoa acha que ela é pequena, mas ela tem o valor dela ali.
Uma pessoa, uma moça que de repente tá cuidando do pai enfermo ou da mãe enferma, é o cara que é um pai provedor, que provê para família, a mãe que que cuida do filho, as pessoas, o cara que tem um comércio, que ele tem orgulho daquele comércio naquela região dele que ele montou.
Eu acho legal países que valorizam para caramba isso, que já é cultural, né, como China, Japão.
É exatamente, você sabe que vocês estavam falando de cristão, Bíblia, tem uma interpretação que é judaica sobre a passagem da abertura do Mar Vermelho, Mar Vermelho, que é a seguinte, essa interpretação, ele disse, porque a gente, a gente escuta que enfim chegou, o povo foi eleito e o mar se abriu. E a interpretação judaica é o seguinte, tava todo mundo, os acampamentos ali, não sabia o que fazer. Um pensava em voltar, o outro jogar, começou aquela conversinha.
Aí um fulano lá, ele ouviu o comando divino que era: diga a Israel que marche. E ele não pestanejou, é assim, Israel que marcha, então eu vou. E ele foi andando, e quando a água— e aí vem a interpretação— quando a água estava já subindo quase no nariz, Deus, comovido com a dedicação, a perseverança do cara, abriu o mar. Então não é que o mar abriu para o povo eleito, o povo se tornou eleito Porque acreditou, pela perseverança do cara que teve fé e foi.
Isso serve muito, por exemplo, cara, vai, faz o teu, uma hora a gente consegue, né? Nem sempre os caras vencem, uma hora a gente vence.
Eu tenho o exemplo da minha vida e eu sei que funciona. Então eu tô com 55 e posso dizer que sempre foi assim, eu acreditei numa parada, eu fui, mesmo que a vida jogou para outro lado, e as coisas aconteceram. E as pessoas não sabem como a palavra tem uma força absurda, metaforicamente. E a palavra que a gente fala mesmo: se você deseja coisas boas, você vai conseguir coisas boas. Se você passa coisas boas, vai voltar para você.
Mesmo que pareça que só quem faz coisa ruim tá se dando bem, porque eu já tive essa fase revoltado, falo: não adianta, é só vagabundo, só a gente. E aí eu continuei fazendo, falei: não, cara. Depois de um tempo você vê que aquela pessoa lá se deu mal, que era parente, o que não sei o quê, que você tá no seu caminho. Então é assim, aparência é uma coisa, a vida real é outra, e dá certo. E cuidado com o que você deseja, hein?
E tudo que o homem planta, ele colhe.
É.
E para Deus tu não pergunta por quê. Para Deus tu não pergunta por quê. Maior erro é perguntar por quê para Deus.
Uma vez eu, o que eu faço com isso? Eu tava numa missa, eu, eu gosto muito de judaísmo, etc., mas mas eu sou católico e eu tava na missa e o padre citou uma passagem que até agora, até hoje eu não encontrei. Não sei se ele inventou, mas inventou. É muito bom porque parece da Bíblia, porque ele falou assim, que eu não lembro exatamente a passagem, mas alguém chegou para Jesus e falou assim, eu aguento mais, não aguento mais, não aguento mais.
E aí Jesus falou assim, olha, quando você não aguentar mais, eu tenho uma recomendação Qual? Tenha paciência.
Aí ele inventou, mas é bom, é bom aguentar mais.
Tenha paciência, espera mais um pouquinho.
A resiliência, o nome disso é resiliência. Para Deus tu não pergunta por quê, só o que fazer com aquilo.
É isso. E conte suas bênçãos, né, diariamente conte suas bênçãos.
Se teus olhos forem bons, tudo é luz.
Nos seus momentos de desespero, lembra que você tem dentro da sua casa tá ao alcance da sua mão, coisa que tem gente que daria a vida para ter. Às vezes eu tô no banho quente, eu falo, olha, já não é um banho.
Eu perdi um dia aqui de água fria porque o meu é aquecimento, que não sei o quê, e quando tem 3 dias sem sol, o negócio, a chuveiro não esquenta aqui a maioria do negócio. Aí eu já tomei um banho meio morno para o frio. Aí no outro dia eu falei, cara, olha que o banho, a gente não dá valor num banho quente gostoso, né?
Claro que tem que enfrentar os problemas, mas conta as bênçãos, tipo, sabe? Eu falo para o Romeu assim, agradece, cara, agradece.
Tô brincando, mas é verdade.
A gente tá focado tanto no problema. A gente tá vendo isso de STF, não sei o quê, uma desesperança do caramba. Cara, não vale nada mesmo. Mas a gente tem um país maravilhoso, cara. A gente tem um país maravilhoso. E a gente tem que lembrar disso também.
O Homer aqui, cara, é só bênção. Tirando o Bigoda, é só bênção. Pensa bem, se não fosse o Bigoda aqui, era só bênção.
Um cara que com certeza colocaria um tomate numa salada de frutas, né? Exatamente.
É o nosso geração, que que ele é?
Geração Alfa Z, tá nessa geração 2010, 2001, que ano?
Geração Z acabar, né? Exatamente, é um problema isso.
Isso eu acho que é o mundo, não sei o que vai acontecer com o mundo, né?
Morais a gente resolve, mas geração Z não tem jeito.
Se precisar de um médico, nossa, geração Z, né?
Mas até aí a máquina já dominou, eu acho. Tomara, né? Ô, Romer, é contigo, amigo.
Bom, agradecer demais para você que chegou no final desse papo.
Falando em agradecer, né?
É, se você ainda deixou deixar seu like.
Você tá panguando, então deixa aí o like, se inscreve no canal, torne-se membro, compartilha essa live informativa com toda sua patotinha.
E o Romero, é hora de você brilhar! O que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final?
Para provar que você chegou no final desse papo, conta aí.
Saiu muita coisa pornográfica aí. O que que você vai colocar? Tome tadala, tome tadala, tome tadala! Achei que era meu nome, amada.
Tome tadala!
Fala nos comentários e prove que você chegou até o final. Mas vocês não passaram redes sociais também, hein? Onde o pessoal encontra?
@madelenelasko. Gente, me ajuda!
Como é difícil o nome também, né?
Vê como tá escrito aqui no título e vai ver como tá escrito no título. Vai lá, me dá essa força, porque o TSE reduziu o alcance da rede social de todo candidato.
Você me falou hoje, cara.
Então assim, não é só para toda campanha que a gente se prejudica. Tudo que eu vendi não sai mais nada.
Milhares, agora dá 2, 3.
É assim que nós estamos.
De canais que também tratam de política também diminuiu.
Também diminuiu?
Não tanto, não tanto. É, não tanto, porque o nosso foi diminuído para 2% do meu alcance, tá?
Caramba!
Então preciso muito. Aí eu tô, eu falo assim, não tô mais contando com algoritmo, eu tô contando com Jesus. O povo e os amigos. 2800.
Cestaro, qual é a tua periodicidade lá no podcast?
Ou não tem?
Os cara 7 por 0.
É mesmo?
5 podcasts por dia, 7 por 0.
Isso aqui é tirar o meu, meu posto de cara que trabalha mais no podcast?
É, ontem eu gravei 4, hoje 3.
Tá no meu, tá no meu feed.
Todo dia, todo dia, graças a Deus.
Mas sábado e domingo não, né? Às vezes também, rapaz.
Ah, mas é porque para mim ali é o ministério, cara, é minha realização.
Qual é o podcast? Fala aí para o pessoal.
Você que tá acompanhando, prestigia lá, eu agradeço. Se puder se inscrever no canal, por favor, se inscreve, cara, né? Por favor aí. E assim, Girella, é uma delícia.
Pô, não é bom?
Delícia.
Pessoal fala, você faz 10 por semana?
Fala, faço e faço de boa, eu gosto. Eu gosto, me sinto realizado todos os dias que eu tô lá.
Quanto tempo?
Quanto tempo do quê?
Do podcast?
É o que eu tô, canal? É 1 ano e 3 meses. Mas ali para mim é extensão do meu ministério na Rússia.
É mesmo?
Como eu fui missionário muito tempo, ali eu encontrei a porta para eu continuar comunicando sem barreira geográfica. E aí, legal demais, cara, quando você recebe os testemunhos, né?
Mas não trazendo aquele presente que você trouxe para mim, né?
Ali foi, tá ligado, né? É para ser inútil, hein? Tu se liga, é para ser inútil, hein?
Tem gente aqui que não, não, não, não, pior, você não tem ideia. Corta para ele não, eu já não mostrei no dia, você não caiu o canal. A galera já entendeu, o Cestário é o cara que explica a piada, o pessoal já sabe o que você trouxe, agora já entendeu.
Ele explica, gesticula, mostra Não, no dia eu não, né?
Eu tava com medo da câmera pegar. Não, não podia mostrar. Quando eu abri, eu falei, não, cara, não é para ser inútil. Não, mas aí que tá. Quando eu falei, olha como eu falei, o presente tem que ser inútil e você tem que ter uma história com ele. Ele falou, essa parte não me contaram.
Eu não encontrei o presente no cenário. Eu espero que esteja sendo inútil.
Já tem até nome. Não tem nome?
Já tem até, não, já deram nome.
Como chama?
Já virou um pet já.
Como chama? Madeira?
Como que é o nome? Dimas.
Dimas virou Dimas.
Não, não, não é esse foguete, não é esse foguete, é pior que esse foguete. Você não tem noção, ele não brincou isso. É, você não tem noção, não tem noção.
Só não pode acoplar na cadeira. Ó, aí não tá o que lá, pessoal.
Aí não tá.
Sextário era assim, era Jesus não sei o quê, e depois olha aqui o presépio.
Não é a mesma pessoa, acabou de falar Jesus, então podemos perder a piada, pô.
Pera aí, vai de 0 a 100, né?
Sabe quem me lembrou aqui? Você dava no dia da Andressa Urach, que ela colocou cu e Jesus na mesma frase.
É verdade que ela tava querendo abrir uma igreja.
Ela queria sobre uma igreja.
É, mas é outra história.
E o cu tem a ver com o quê? Com isso?
Ah, eu não lembro a frase, mas ela falou alguma coisa que uniu as duas coisas. Começava com cu e no final tinha Jesus. Eu falei, caramba, como foi?
Ela tipo usou 8 palavras, das 8 uma era Jesus, uma era cu.
Tinha mais coisa no meio, mas era isso. Eu fiquei assim, falei, nossa. Então o que que o pessoal escreve?
Tome, tadala!
Tome, tadala! É isso aí, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau! E que bom que vocês vieram, valeu, fui! As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes.
Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.