1932 - MUMUZINHO E RICK BONADIO
MUMUZINHO é cantor, compositor e ator. Ele vai bater um papo com o Vilela e com o co-host ROCK BONADIO, produtor musical, sobre sua carreira e contar histórias sobre os bastidores da música, da TV e do cinema. O Vilela sempre teve o sonho de ser cantor, mas ainda bem que não temos que ouvi-lo cantar.
- A importância da maturidade e gestão na carreira artísticaEducação financeira·Pessoa física e jurídica·Rick Bonadio·Mamonas Assassinas
- O impacto da inteligência artificial na indústria musical e na arteSpotify·Merlin·Universal Music·BMG·Suno·Direito autoral
- A transição de Mumuzinho do teatro para a música e o sucessoNó do Morro·Cidade de Deus·Tropa de Elite·Cidade dos Homens·Regina Casé·Esquenta
- A visão de Mumuzinho sobre o futuro da carreira e o papel do artistaDjavan·Gestão de carreira·Comercial·Thiaguinho·Anitta·Jay-Z
- A trajetória pessoal de Mumuzinho e suas aspirações futurasImitações·Alcione·Louis Armstrong·Grammy Latino·Reconhecimento
- A importância do estúdio e da dedicação para a qualidade musicalProdutor musical·Voz·Carisma·Hit·Pagode
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, aquele programa que você já sabe, a limitação acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e mais musicais do que eu e do que você. É verdade. Mais do que eu, com certeza. Você é musical.
É, eu tenho um pezinho ali na música também, mas os caras com certeza ganham de mim de lavada, né?
Tipo, o Lenny fala, dá um, dá um, dá um.
Ó, eu vou cantar um pedacinho da música do Mumuzinho, que eu tava tentando lembrar aqui, que ele fala assim, aí você veio, me deu proteção, baixou minha guarda, mexeu com emoção, tirou fulminante no meu coração, já era, já era. É que de manhã, é assim, agora eu tô com a voz um pouquinho ainda, acabei de acordar, mas foi na emoção, foi na emoção.
É porque minha voz tá certeza, todos, produtor sabe, produtor sabe.
O que que você deve escutar, né?
Era muito talentoso, com a voz muito bonita, aí vai cantar aquele negócio, fala instrumental também.
O cara, putz, minha mão tá meio dura hoje, acabei de treinar e tal, tá doendo o músculo. Acontece o ar-condicionado.
Lenny, para quem tá em casa e quer também dar uma cantada junto com a gente, eu vou explicar, porque às vezes o pessoal fala assim que é uma live dedicada aos membros. Não é que é dedicada aos membros, é que os membros, exato, eles têm a prioridade nas perguntas, né? E eles ficam sabendo também com antecedência do episódio.
Melhor a gente mudar o jeito de falar, senão os cara, exato, ah, não sou membro, não posso assistir.
Então é isso aí, ó. Então já aproveita, já deixa seu like aí, se inscreve no canal, já se torna membro, que aí você fica sabendo antecipado dos convidados. E pode mandar sua pergunta antes, né, que a gente coloca na frente da fila aí.
Tá certo, então já manda seu like, se inscreve no canal e torna-se membro. E dá um oi aqui para o pessoal. Quem já veio aqui começa, né? Você, como você se apresenta para quem não te conhece, quem nunca ouviu falar de você? Como você se apresentaria?
Eu sou essencialmente um produtor musical, né, Vilela? Eu sou o Creuzebec, que aí o cara já se liga, né? Ah, o cara dos Mamonas. Eu acho que aí já, já tá apresentado. Porra, foi isso, foi uma piada interna que surgiu na gravação do disco dos Mamonas, que eu tava na época, eu tava gravando uma banda de forró que o sanfoneiro chama Brezequeba. Aí na hora que a gente tava gravando Uma Linda Mulher, no final o Dinho ia me sacanear, que ele começou a improvisar, ele ia falar assim, ó, aí o Brezequeba tá ali abaixando os volumes. Mas em vez de falar Brezequeba, ele falou Creuzébeque.
Ele errou.
E aí no disco tá lá a gravação, ele dá risada assim, né? E a gente ri para caramba. E aí os caras começaram a me chamar de Crozebec assim meio de zoeira. E aí pegou, eles puseram na ficha técnica.
Eu achei que era a partir de algum termo de gravação, de croze, de close, de câmera.
Não, foi alguma coisa assim, meu. A gente era muito quinta série assim mesmo, era zoeirinha.
Que maneiro.
E, Muzinho, sua primeira vez aqui. Quem vem primeira vez tem que se apresentar, me dar presente. Você tá sabendo, vai deixar aqui, né?
Pera aí.
Primeiro se apresenta, depois me dá o presente e conta a história desse presente aí.
Vou contar a história do presente, mas eu preciso aqui só, pera aí. Fazer uma colada. Não, vamos lá. Primeiro, o maior prazer tá aqui no programa bater um papo, ainda mais com esse fera, um cara que eu admiro muito na música, um grande visionário, produtor musical, descobriu vários talentos. E sobretudo, acho que o trabalho do produtor é um trabalho que tem que ter muita sensibilidade, né, cara? Eu acho que você tá lidando com sonhos, né?
Então eu acho que esse sonho, ele acaba vivendo esse sonho. Então eu admiro muito o Rick, já comentei várias coisas no post no Instagram dele. E eu trouxe aqui, cara, é um artista chamado Antônio Guerra. E eu sou um cara que eu costumo dizer que eu acho que o meu maior legado que eu vou deixar na minha vida, eu acho que são, foram as oportunidades que eu aproveitei e as oportunidades que eu vou deixar. Então eu deixo uma oportunidade do Brasil conhecer o Antônio Guerra, que é um grande, uma câmera aqui, ó, aqui em cima, que é um grande artista plástico, um cara maravilhoso, um cara Sobretudo batalhador, um cara que faz as obras dele dentro da casa dele, e ele com essas obras ele ajuda muita gente também.
Então eu sou um cara que eu vim de oportunidade, cara, então eu logo deixo esse presente para que ele possa ficar mais conhecido.
Tem o Instagram dele, Antônio Guerra, e vamos deixar, né, todas as informações num comentário fixado.
Beleza.
Às vezes eu peço, vocês esquecem, cara.
É verdade, é verdade.
Coloca aí, tá?
Eu acho que é isso, cara, e deixar a obra dele aí. Eu acho que é o que a gente, é o que O Rick faz, é o que a gente faz.
Sou artista também, então eu valorizo esse tipo de coisa. Pinto também.
Que legal! Eu acho que é isso que a gente faz, é deixar nossas obras, né, cara?
Então até ver qual tinta que ele usou, se foi um pastel seco, mas aí é quem conhece, né? Eu acho isso daí foi muito legal mesmo.
É isso, cara, é um prazer também estar aqui com vocês.
E como você se apresenta para quem não te conhece, cara?
Eu sou o Márcio, sou Márcio, sou músico. Né? Eu tô de camisa preta agora, um boné preto, uso óculos, eu tô de tênis preto agora no momento, cueca preta também. Eu sou um cara que eu vivo para arte, sou da arte desde quando eu me descobri para arte, né? Então sou músico, sou ator, sou cantor, sou diretor um pouquinho de vez em quando. Hoje eu faço a gestão da minha carreira junto com a minha equipe. Eu entendi o game, eu entendi como é que funciona.
Então posso dizer que eu sou um cara hoje focado no meu propósito, que é o propósito da música, da arte.
A gente tá falando muito de arte, né? A gente mostrou aqui uma arte.
Exato.
Eu acho que a gente, nós três, a gente é abençoado, né, cara? Conseguir trabalhar com arte no Brasil é muito difícil. E é uma bênção e uma maldição, né? Porque você adora fazer arte, só que você não vê o tempo passar e trabalha mais do que a maioria das pessoas, porque você ama fazer aquilo. Você trabalha até quando não tá, quando você deveria estar se divertindo, você tá ligado em produzir coisa, em pensar coisa. Como que é para você? Quando você descobriu que um lado artístico em você?
Isso é muito delicado e é muito importante você falar sobre isso, porque no início, Rick pode falar, trabalhou com Mamonas, né? Você viu, Mamonas era uma publicidade, uma explosão. E aí você vê como que isso se confunde um pouco. No início é tudo maravilha, diversão, é alegria, putz, é novidade, é o protagonismo. Daqui a pouquinho vai virando responsabilidade, rotina, horários, obrigações, cansaço. Aí cansaço. E aí que entra uma coisa muito importante que você falou, que é o artista, ele precisa entender que tudo bem, é tudo isso, mas chega um momento que precisa ter uma, uma, um pensamento maduro de poder aproveitar essas coisas que a gente tem de oportunidades, de que a gente ganha.
Eu tô falando até em relação à grana mesmo, para que a gente não dependa da estrada, não dependa de viver em função de ter que fazer um show para levar comida dentro de casa. Eu acho que isso de fato é um pouco do que a gente não aprendeu nas escolas, né? Porque a educação financeira ela entra aí, eu te dou uma agonia, né? Falar, putz, eu tenho que trabalhar, é, se eu ficar doente, exatamente. E eu acho que isso de fato é quando você fala desse início, eu, eu eu falo no lugar de tipo, cara, no início foi bacana, foi muito maravilhoso, pô, me descobri quando apareci na televisão, é a primeira vez em 2011 com a Regina Casé me colocando no programa, e todos os domingos na Globo minha cara estampada, todos os domingos você ia almoçar, você via o Esquenta e você me assistia.
Então aquilo, aquilo no início era tipo, caraca, eu tô famoso. Então você começa a viver aquilo, mas você demora um pouco a entender a pessoa física da pessoa jurídica. Você começa, você tem que separar o CNPJ da pessoa física. Então a pessoa física ela começa, né, e a pessoa, e aí você começa a ser o PJ, você consegue, aí você começa a ser o protagonista. Então isso aí que começa, você tem que ter um pouco de maturidade, né. E tem momentos que a maturidade ela pode vir, pode demorar ou pode também vir rápido.
Mas aí por isso que a gente precisa ter boas referências, né? Que as boas referências perto, eu acho que a gente descobre mais rápido para o erro, a gente descobre mais rápido o erro. Fala, cara, putz, fulano ali se ferrou, não, opa, não vou, então vou para cá. Então é muito delicado, por isso você falou, eu na hora eu lembrei do meu início, né? E das pessoas que tiveram no meu caminho para que eu não errasse.
Mas qual foi a primeira lembrança que você tem de falar, putz, pode ser que isso seja uma coisa legal de fazer, eu acho que eu tenho jeito para isso?
Cara, a primeira lembrança foi quando eu fui para o teatro. Eu comecei no teatro. É? Eu comecei no teatro, comecei no Nó do Morro. Na verdade, eu não comecei no Nó do Morro, eu comecei num teatro próximo de casa, um projeto do governo na época, aonde eu tinha um teatro ali próximo. E não tinha grana e eu queria aprender a falar, eu queria aprender a me comunicar.
Mas você era tímido, você era?
Nem sonhava, eu era tímido. Eu queria conviver com pessoas, eu queria poder, eu queria estar numa roda e falar um pouco de mim e sem essa coisa do medo ali, aquela coisa de falar baixinho. Então o teatro, opa, o teatro me deu essa coisa de poder me colocar. Eu fui gostando, fui indo, fui fazendo.
Mas você se imaginava seguindo isso?
Cara, sempre me imaginei. É? É, porque Era uma coisa, a arte, ela é, ela quando ela tá dentro de você, cara, ela tá, ela tá enraizada e você só tem que botar para fora aquilo. Então eu era um cara, eu era um cara que morava num bairro humilde, minha mãe professora, meu pai motorista, meu irmão também moleque mais velho. E eu falei, pô, eu acordava e falava, cara, um dia eu vou, eu vou melhorar a vida de todo mundo aqui, eu vou melhorar com a arte, eu vou melhorar, a gente vai comprar uma casa, a gente vai ter algo para comer.
Eu já sonhava aquilo, só que eu não sabia como que era o caminho, o trajeto, porque não tinha. Olhava na minha janela, aí via lá embaixo o nego assaltando. Aí olhava mais lá no fundão, nego com fuzil. Eu falava, opa, putz, não, eu preciso de boas referências. Então eu acho que o que faz a diferença nas nossas vidas são as boas referências que a gente encontra, cara. E aí o teatro foi me colocando, me colocando. Parei no Nóis do Morro, porque o Nóis do Morro Eu morava em Realengo, o Nó do Morro era no Vidigal.
Então lá eu fui acolhido pelo Nó do Morro, um grupo de teatro. Guti Fraga, um puta diretor de teatro que revelou Jonathan Hankson, Douglas Silva, Roberta Rodrigues, Negeba, uma galera assim, Marcelinho Melo, uma galera fera de teatro que hoje, nossa, tá voando aí. Teatro, cinema, televisão, tudo.
Projeto filantrópico assim lá no Vidigal que prepara a molecadinha.
Era praticamente um preparador de elenco de atores. Então eu fui parar lá e fui bem acolhido. E aí eu descobri que tem um teste com Cidade de Deus na época. E aí eu falei, putz, Cidade de Deus na época? É, cara, vou fazer o teste. Aí fiz o teste, passei. Aí eu fiz o filme, depois fiz Tropa de Elite, depois fez Cidade dos Homens, fui indo, fui indo, fui indo, fui indo. Me apaixonei pela dramaturgia, pelo cinema, pela aquela coisa de gravando ação e e luz e câmera e lente.
Aí eu fui falar, cara, é isso que eu quero para minha vida. Aí depois foi que a minha vida foi, eu fui entrando na música através do Esquenta, mas eu já tinha um grupinho de pagode, eu queria cantar numa esquina, eu ia para o teatro. Cara, vou te falar, eu vi Emílio Santiago, eu na época eu vi Emílio Acho que um dos melhores vocalistas, cantores, intérpretes que teve no Brasil. No samba eu ouvia, pô, Exalta Samba, Só para Contrariar, putz, Alexandre Pires cantando.
Já ouvi um pouquinho de Alcione, cara. Eu acho que eu fui me enchendo de música, mas música com interpretação, entendeu? E aí foi indo, cara. A música foi me levando, foi me levando, me levando. Parei no Esquenta, Como vocês chegaram, cara? Regina Casé, eu faço um episódio com ela no programa, eu faço um episódio com ela no Cidade dos Homens, ela dirige o Cidade dos Homens. E aí num belo dia ela chegou a dirigir um episódio, chegou a dirigir um episódio.
E aí no Cidade de Deus eu já comecei a dar umas canjinhas com Seu Jorge, dava umas canjinhas com ele. E aí a pessoa, pô, esse moleque tem uma voz boa, ele canta. Mas eu nem sonhava em cantar.
Mas você Nessa época você já cantava bem mesmo?
Não, não, não, eu era ator ali. Essa época era meu preparo ator, eu dava uma canjinha e eu era afinado, sabe? Aquela, você vê uma pessoa porque era, não te ensinaram, porque o meu pai também é cantor gospel. Então era uma coisa normal, então era uma coisa muito normal quando eu comecei a cantar. Então de fato, quando eu entro, quando a Regina Casé vai na Lona Cultural com a Mônica Almeida e a Fernanda Abreu, me assistir. Ela fala, cara, eu quero esse cara para o programa Esquenta.
Quando surge o Esquenta, eu paro no Esquenta. Aí eu começo a ver todo mundo no programa, todo mundo assim, tipo Caetano, Gil, é artista começando para caramba, muito artista começando que hoje tá aí trabalhando na cena. Então eu comecei a ver aquilo, eu falei, cara, eu acho que é isso, é isso, lugar certo. Só que, claro, as oportunidades foram surgindo. Grupo de pagode no bairro, um produtor musical que era o Bira Vai na época. Porra, Bira Vai, cara!
Bira Vai é um produtor que nos anos 90 ele praticamente era o produtor e o empresário de todos os grupos de pagode, cara. O Catinguelê, eu acho que até o Arte Popular chegou a ser dele.
Ele gravou todo mundo, produziu todo mundo, todo mundo. Soweto, todo mundo.
Ele gravava muito no meu estúdio. Eu conheço bem o Bira, cara.
Esse cara gravou, esse cara me dirigiu, e cara, e me botou no estúdio. O filho dele, Bigode, também me colocou para cantar com o grupo. Aí, cara, aí eu falei, cara, aí eu fiquei meio dividido, teatro, música. Falei, cara, sabe de uma parada? Cidade de Deus, eu fiz esse filme tudo, eu morri em todos esses filmes, cara. Falei, vou te falar, mano, não quero mais ver essa cara. Morri cedo nesses filmes todos, cara. Bira, é ele mesmo, Birão, cara.
Eu falei, morri nesses filmes todo, cara, sabe o que eu vou fazer? Eu vou para música, vira lá, vou para música, vou viver na música. Aí esse cara me colocou, aí esse cara foi me colocando, me apresentando. Aí comecei a cantar com um grupinho da região, fui estudando, fui entendendo. E aí, putz, montei um grupo de pagode que esse Kubira montou, cara. Grupo de pagode é meio complicado ali. Comecei a viver aquilo, eu já tinha o pezinho já pensava um pouco diferente, cada um pensava do seu jeito.
Cara, cada um vai para o seu lado e eu vou fazer minha carreira. Cara, montei minha bandinha e aí, putz, batia na porta para cantar e fechava show sábado, depois fechava domingo. E aí já tava com agendinha, já tava ganhando um dinheirinho legal assim por semana, né, um dinheirinho. Cacheira R$300, então já ganhava um dinheirinho, juntava tudo ali, cara. E aí eu comecei a entender do game, eu falei, caralho, Opa, esse dinheirinho aqui que eu vou fazer, cara?
Eu já queria comprar um microfone, eu queria tipo investir em mim, eu queria investir na minha carreira, eu queria investir no meu preparo, no que eu poderia, o que eu poderia ter de mudanças daquele Mumu lá atrás, né, de bem de sem saber o que fazer, para o Mumuzinho que tava começando a carreira. E aí foi indo, cara, e nunca parei. Então posso dizer que acho que a música, a arte mudou minha vida.
Mas você gosta mais hoje de cantar, de ser um artista da música, ou ser um ator?
Eu tenho, ó, tem 3 anos, vai fazer 3 anos que eu mudei meu pensamento assim. Não é que eu mudei o pensamento, eu acho que eu me realizei na televisão. Eu acho que na televisão eu fiz tudo que eu queria fazer. Eu fiz teatro, eu fiz o filme, série, Apresentei programa, fiz o Mussum do Estrapalhões nos 40 anos do Mussum. Eu fui o Mussum no remake do Estrapalhões com Renata Aragão, todo mundo. Apresentei um programa de samba, de samba, na Globo, horário nobre, com a Ludmilla.
Fiz novela, me desafiei também, que é porque a arte tem essa coisa de você se desafiar sempre. Não, mas eu não vou fazer isso não, porque isso tá Eu não sei fazer isso não. Como é que é? Tem que sair da zona de conforto, você tem que cantar o Stevie Wonder, você tem que cantar Louis Armstrong, você tem que cantar Cartola, e ao vivo no programa, no Faustão. E aí que veio o Show dos Famosos, cara. Fui, fui lá e, putz, e ganhei o programa.
Então, tipo, esses desafios ao vivo, música, né, numa época que, tipo, a gente hoje não mais, eu não sei muito pouco, mas eu gostava muito de ver os programas com banda ao vivo, sabe? Com certeza, para você cantar, para você, porra, cantar.
E era uma época que todo mundo assistia a mesma coisa.
O Mion tá fazendo muito isso agora com a banda fera do Lúcio, do Lucim. Eu gosto de ir em programa, até falei para o Dudu, me leva em programa que tem banda ao vivo, é outra coisa. Pô, não me leva para o bagulho de fazer playback. Não é nada contra quem faz playback, mas pô, mano, eu quero sentir a energia.
Ninguém quer dar música, gosta Puts, eu quero sentir energia, vai lá para dublar, né?
Você vai lá, é, eu quero cantar, mano, quero fazer. Exato. Então, então, cara, eu acho que eu fui muito feliz nesse lugar. Então tem 3 anos que eu, eu, é claro que eu embalei vários hits, né, de sucesso no pagode. E aí, cara, já errei, já acertei, já errei, já acertei e já errei de novo. Aí cheguei meus 40, falei, cara, cheguei meus 30 e poucos anos, a galera só vê os acertos, né?
É, ninguém muitos erros.
Nossa, que sorte que você tem, né?
Só faz sucesso.
Já errei muito, já errei, já errei muito. E graças a Deus eu posso dizer que tem 5 anos aí que eu entendi a vida, amadureci, tirei as coisas que me deixavam vulneráveis, as coisas que oscilava a minha cabeça e tomava decisões ruins, que impactava na minha família, impactava na minha equipe, impactava nos meus fãs. Eu comecei a mudar as atitudes, mudei a postura, mudei o pensamento, colei com gente inteligente, colei com pessoas que de fato, pessoas de sucesso.
Porque eu acho que, cara, você quer ser, você quer ser um homem de sucesso, você tem que colar com pessoas de sucesso. Se você colar com treva, se você colar com pessoas que não estão, não tá na mesma vibe, não tá no mesmo pensamento, cara, começa a entender as atitudes dessas pessoas. O que que ela faz? Por onde ela anda? Quem são os amigos dela? O que que ela faz, cara? Opa, essa pessoa não é para mim. Você vai ouvir muita coisa.
Ah, fulano tá metido. O Rick, pô, Rick agora não cola mais com a gente. O Rick agora, o Mumuzinho, o Vilela agora, depois do sucesso dele do podcast que se tornou mundial, ele não cola. Mas não é, porque é normal. As pessoas que não entende, o que não entende o processo e não estão preparadas para o progresso vão ficar para trás. Então eu comecei a mudar meu foco, cara. E hoje a minha vida ela é totalmente diferente. Hoje eu faço a gestão da minha carreira junto com o meu sócio, tenho meu escritório próprio, tenho minha equipe própria.
E então hoje eu saio um pouco do protagonismo, do Mumuzinho, e às vezes eu tenho que tomar atitude como Márcio. Então eu acho que o maior erro do artista é quando ele vive protagonismo 24 horas, cara. Ele é o artista.
Qual é o perigo disso?
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Total, pô, porque quando eu falo assim, quando o cara acredita, sabe quando o cara acredita que ele é aquele cara do Paulo? Você acreditar que você é o Vielela daqui do Pod, você sair na rua achando que forte que você é esse cara. A chance de tirar um xerox, vou pegar um livro, porque na música o cara faz sucesso, Mumuzinho sabe muito, aparece um monte de baba-ovo. É tipo aquilo, você é o maior, você é incrível, você é sensacional.
Só que a nossa vida na música é cheia de altos e baixos. Uma hora vai ter o alto e uma hora vai ter o baixo, que vai ter sempre. Eu já passei por isso muitas vezes. E se você não é forte da cabeça, aí você Aí vem depressão, ansiedade, desespero. Porque a pior coisa é você tá buscando fazer o sucesso achando que você precisa a qualquer custo fazer sucesso. O Muzinho, tem muitos anos que eu acompanho a sua carreira e vejo que você tá, meu, super em alta, vamos dizer isso.
Mas a gente sabe que, como você falou, já acertei, já errei, já acertei, já errei. Eu sei que não é tudo isso. Mas eu convivo, né, depois de tantos anos, eu convivo com muitos artistas que não estão mais nessa fase. E esse momento de você entender que tem o CPF, o CNPJ que ele falou, é o que vai segurar ele quando não tiver mais nessa fase. Esse é o ponto. A gente sempre tem que ter essa preocupação, tanto financeira, mas eu me preocupo muito com psicológico dos artistas também, porque todo mundo vai estar no baixo, entendeu?
Todo mundo vai ter um mumuzinho, não vai ser mumuzinho para sempre. Pode ser que ele seja o cara cultuado, que era, olha, o Mumuzinho, mas não é mais o cara do momento. A gente não é o cara do momento para sempre.
Exatamente.
Esse aí é o ponto, que se você acreditou que você era aquele cara, desaba tudo. E eu vi muita gente, amigos meus assim próximos, que eu falava, vai acontecer. E na hora que acontece, o cara não se liga, cara. E aí um monte fica lá no caminho, né?
Eu queria te perguntar uma coisa, desculpa.
Não, aqui é um papo, você pode perguntar.
Quando, quando assim, todas as vezes que eu te vejo, que eu te vi, todas as entrevistas suas assim, eu acho que você viveu um momento, você participou de um momento da música muito importante, cara. Você foi um, você é um cara muito importante para música brasileira e num papel tão importante e tão sensível que eu via você com as mamonas e aquilo era sucesso, aquilo era sucesso. E aí as pessoas confundem muito o sucesso com o sucesso ali regional, aquela coisa tipo no bairro, aquela coisa na cidade, aí uma cidade aqui, a outra ali.
As pessoas confundem, né, que é o Brasil, cara. Eu tenho 20 anos de carreira, até hoje eu tô descobrindo o Brasil. Tem lugares que eu falo, cara, e todo show eu faço, eu faço um exercício, eu faço exercício. Eu acho que você deveria, você que tem uma banda, você tá começando, você deveria fazer também esse exercício. Quem aí tá me assistindo pela primeira vez? Isso é um exercício. Porque quando todo mundo levanta a mão é porque, opa, tem alguma coisa que você não fez ainda.
Então quando eu vejo, e sempre tem, então o que eu queria te perguntar era tipo assim, cara, quando eu vi o Mamonas, qualquer lugar que os caras iam, irmão, os cara não podia andar na rua. Televisão direto, sucesso, avião para cá, avião para lá, e vai para cá e vai para casa do país. E só, e cara, que momento que você via esses caras? Porque o Brasil conheceu um pouquinho os caras fora do protagonismo. Pô, eu vi os caras no Gugu direto, pô.
E aí, tipo, já emendava em outro show. Você presenciou os caras, Mamonas Assassinas, fora, tipo, fora, os caras assim, eles tratavam— eu tenho curiosidade, como é que eles eram com as pessoas? Como é que ele era com a menina aqui que que fazia o cafezinho.
Como é que eles eram com história de vida?
Eu queria que você falasse, pô, isso aí, cara, como é que esses caras eram fora da TV? A vida normal dos caras era aquilo?
Era a mesma coisa, eram uns caras assim, meu, eu vou falar assim, era muito próximo até do teu jeito assim. O cara, os caras eram muito verdadeiros. Talvez se tivesse aquilo por muitos anos, aí a gente ia começar a ver que o cara talvez ia se reservar e tal, mas não deu tempo, cara. A gente era muito jovem, inclusive eu era jovem, eu tinha a idade deles, né? 95, 96.
95, olhando aqui, quanto tempo, cara!
Eu nem lembro o que eu tava fazendo.
Eu falo 2000, não é 95.
O tempo passa rápido, cara. Esse é uma coisa doida, cara. Eu, porque hoje eu tenho olhado essas coisas coisas de uma maneira muito diferente, né? Porque você, a gente vai ficando mais velho e você vai vendo várias situações acontecerem, né? E eu sempre lutei para permanecer no mercado, no game, como você falou, do mesmo jeito que você. Você tá lutando para ficar no game, né? Você também. A gente luta para ficar no game. E quanto mais tempo passa, você não só vai entendendo como funciona, mas você vai aceitando que não é necessário estar sempre no game.
Assim, essa é a realidade, né? E é uma coisa difícil de aceitar se você acreditou naquele momento.
Quem fica nessa loucura de não tentar sair do game, o cara pira.
Então esse é o que mais depressão, mas é o que mais tem.
Mas ninguém se prepara, mas ninguém se prepara, ninguém se prepara para uns 60 anos, cara. Eu tenho, cara, eu vejo a carreira do Djavan e eu falo, ele vai para o estúdio prepara o disco dentro do estúdio. Porque também, como eu falei, eu já errei. A minha vida, eu pensava totalmente diferente há 5 anos atrás, eu pensava totalmente diferente. Hoje eu pego história de vida, eu pego pessoas de sucesso, eu não perco tempo. O meu tempo, ele é muito precioso, cara.
Eu não perco tempo com coisas que vai me levar para um lugar que não é o meu lugar. Então eu vejo, eu estudo, eu fico vendo a carreira do Djavan, eu falo, cara, esse cara vai para o estúdio, Ele se prepara, faz um disco foda, e aí ele lança, ele lança a turnê. Aí lança a turnê, acabou a turnê, acabou. Viu o Djavan?
Viu, viu, acabou.
E aí ele vira o Djavan, pai dos meninos, casa, viaja. É o que eu penso, é o que eu almejo a minha carreira. É o quê? É meus 60 anos ou menos, eu quero poder fazer o seguinte, ó, abrir uma agenda, hein? Vou estar em tal, esses lugares aí. E aí, quer me assistir? Você se prepare. Mas isso, 6 meses antes, 6 meses antes, abrir agenda. Vai começar, mas vamos curtindo meu disco aí. Primeiro lanço, primeiro lanço disco. Sonho do Mumuzinho, qual o meu sonho de vida, de carreira?
Gravei meu disco no estúdio, lancei o disco, 4 meses de disco. Vai aprendendo. Quando acabou os 4 meses, galera, turnê vem aí, hein? Vem aí, 4 meses de turnê, 4 meses, 1 mês, acabou, tomei minha casa, volto. Aí ano sabático, meu velho, aí descanso, aí de novo trabalhar nesse formato. Por quê? Porque eu acho que aí quando você, até para ter respiro para criar coisa nova, exato, para criar coisa nova e também para você entender, cara, o que que envolve na sua carreira, que o que envolve na carreira é muita coisa.
É porque o artista chega um ponto que você tá trabalhando tanto que você não tem tempo de viver para escrever sobre o que você tá vivendo, não é? Sabe aquela coisa? É só escada.
Você sabe onde é o coração de uma carreira? Não vou dizer que é o coração, mas eu acho que o coração é muito forte. O coração é do artista, não vou mexer nisso aí não. Coração do artista. Mas além do coração, sabe um órgão muito, muito importante numa carreira que todo artista tem que cuidar? Ele tem que cuidar dessa parte, é o comercial. Porque o comercial, comercial são as vendas, é a venda de show, é venda de show, é a venda de show.
É a grana que você ganha. Porque eu acho que o papel do vendedor é um papel importantíssimo, que eu acho que todo artista tem que estar ali junto. E é um trabalho em conjunto. Por quê? Porque o artista não é um robô, não é uma máquina. Tem, às vezes a voz não tá boa, às vezes o corpo não tá bem, às vezes é um problema pessoal. Então se você jogar junto ali, por exemplo, hoje o meu trabalho, o meu trabalho hoje eu trabalho com a minha agenda, que é o Ricão, É o trabalho em conjunto.
Ele não pode, ele tem, ele tem, ele saiba onde ele pode ir. Ele não pode botar uma dobra de um show aonde eu não vou entregar. Eu entrego no primeiro, mas aí no segundo eu tô cansado, e aí 4 da manhã. Então tem que existir um consenso. Existiu uma dobra, uma oportunidade de você dobrar, você quer fazer, cara? Que horas que é? Acaba 4 da manhã, 3 da manhã. Não, eu não vou fazer essa dobra porque eu não vou deixar o público me esperando, eu vou estar cansado, eu não vou entregar da mesma maneira que eu entreguei no primeiro.
Então quando você tem um cuidado ali, e não é questão de precificação não, de valor, de quanto vale o artista não, é do cuidado, cara, é no cuidado, numa logística, é saber qual avião que eu vou pegar, entendeu? Porque aí é comercial que tem a ver com a logística, qual avião que eu vou pegar, E que avião é esse? E que hora que vai sair? E esses pilotos dormiu, descansou? E é um ônibus que eu vou pegar? E de que empresa é? O artista, ele tem que se preocupar, é, cara, o artista só tem que cantar.
Isso em outro país talvez, mas aqui não, cara.
Isso foi até uma certa época. O artista, ele tem, claro, com ajuda de um gestor, de, por exemplo, Dudu tá aqui, Dudu tem anos na Universal Music, experiência. 12 anos, aniversário meu, 12. Que que eu fiz? Eu comecei, eu falei, eu vou contratar os melhores, pô. Falei, ó, vem para cá. Liguei para o Paulo Lima, na verdade nem liguei, contratei sem ligar. Aí contratei, falei, ó, contratei o Dudu e peguei os melhores. Para quê? Para ter esse entendimento que numa carreira não é só chegar ali e cantar, não é. Você tem que se preocupar com os 360 que existe numa carreira, entendeu?
Para ser uma carreira Eu te fazer uma pergunta, cara, porque assim, poucas vezes na minha carreira de quase 40 anos já eu conheci um artista tão objetivo, com uma visão profissional como você tem, e que eu tô conhecendo agora. Eu sempre soube que você é um cara muito profissional, muito bom de trabalho, tudo bem, mas com 42 anos que você tem, é assim, ou o cara vai ter essa cabeça ou o cara nunca vai ter. Isso não é uma coisa que você aprendeu, eu te digo.
Você já sabia tudo isso, mas você foi vendo e foi agregando dentro do seu, das suas caixinhas. É, mas você enxerga hoje. Mas aonde que foi? Qual foi a tua criação? Ou qual foi a tua inspiração? Da onde veio assim? Da onde veio esse mundo? Porque eu tô te fazendo essa pergunta porque deve ter muita gente assistindo a gente que quer que tem uma banda de pagode, uma dupla sertaneja, uma banda de rock, o que quer que seja. E eu vejo as pessoas preocupadas com a música, preocupadas com repertório, às vezes com visual, com um monte de coisa.
Mas o cara, é difícil ter um cara na banda que tenha a tua, eu acho que é uma clareza de vivência de artista e comercial que os artistas não têm. Então eu queria saber de onde veio isso.
Você sabe de onde veio? Assim, eu vou tentar te, cara, eu acho que assim Primeira coisa, eu acho que o que me faz— primeiro, eu acho que eu tenho que ter sensibilidade para observar as coisas. Quando você não tem sensibilidade e quando você não quer enxergar um detalhe, esse detalhe ele faz total diferença na sua vida. Quando eu comecei a ver pessoas, artistas que eram novos e com uma carreira bem, e com curto prazo bem-sucedida, eu falei, putz, eu perdi, tô perdendo tempo, porque eu tava errando.
E tem uma coisa importante, quem te treinou para ter essa visão foram as pessoas de sucesso.
Não foi teu pai, tua mãe?
Meu pai, minha mãe me deu educação.
Não, meu pai, minha mãe, o Rick, eu conheci o Sérgio Reis que é assim. Eu falo quem eu conheci. Chorão era assim, Chorão tinha isso daí. Tentando lembrar aqui quem mais tinha isso daí. O Bruno, né, teu parceiro Bruno Cardoso.
Bruno Cardoso, então tem aprendido muito com o Bruno, né? Exatamente, Bruno é assim, pessoas de sucesso, mas são poucos, cara. É, então aí que eu vou te falar, vamos lá, eu vou te falar uma coisa positiva e para os olhos das pessoas negativas. Positiva para quem é inteligente, positiva para quem é inteligente, positivo para quem tem a visão, para quem errou, acertou e amadureceu. Positiva. Negativa para quem não entendeu ainda, que nunca vai entender, que nunca vai entender.
Meus pais, é claro, meus pais são as minhas maiores referências de educação, de humildade. Mas, pô, tu pergunta, cara, que musiquinha foi? Tipo, quem você aprendeu? Foi com as pessoas de sucesso, foi com as pessoas que já faziam isso há muito tempo. O Thiago fazia isso, Thiaguinho fazia isso para caramba, sempre se dedicou. Vai ver o cara hoje, vai ver quanto o cara fatura no ano, vai ver quanto o cara gera de emprego, vai ver quanto o cara tem de projetos.
Então, Thiago fazia isso, a própria Anitta fez isso também. A Anitta criou o ecossistema dela, contratou pessoas ali.
Mas você antes da Anitta, né?
Não, Anitta não. Anitta começou antes um pouquinho. Eu acho que ela começou antes. Eu acho que ela fez sucesso porque eu era, eu era um menino de bairro ali. Então pode ser que de repente a mesma época, mas eu acho que ela veio na frente. Ela foi mais inteligente que eu. Eu acho que ela entendeu o game mais rápido. Então acho que pessoas de sucesso, eu citei o Thiago e Anitta aqui, mas tem vários. O Bruno. Eu acho que eu comecei a entender e ver cases de sucesso e eu falei, cara, não vou ficar para trás, eu não vou ficar para trás.
Esse é o lado positivo. O lado negativo, quando as pessoas falam assim, ah, você tá copiando o Tiaguinho, você tá copiando. Tô, eu tô copiando. Sabe por que que eu tô copiando? Porque eu tô copiando algo que deu certo, que é sucesso, que é boa referência. O Dudu, eu copio ele também. Se ele me trouxer uma boa ideia juntando caminho, eu vou pegar. Não importa se a minha ideia, se eu acho que é melhor, não. A ideia do Dudu é melhor que a minha, então eu vou pegar. Então as pessoas de sucesso, ela precisa se atentar a ouvir a verdade.
Até porque as coisas estão mudando muito rápido, as coisas estão mudando muito rápido.
E em 3 anos, mano, ouvir a verdade, 3 anos, irmão, 3 anos.
Que não é só a gente falando que você quer ouvir, né?
Eu só colei com gente que me fala assim, ó, esse show aí que você fez, cara, não foi legal.
É mesmo? Nada a ver o que você falou.
Aconteceu isso, pô, eu fazer um show.
Então eu contratei as pessoas certas, porque os caras só me criticam aqui, cara.
Ô louco, isso tá dando certo!
É, exatamente.
Olha, tem um cara, eu tenho vários gestores que no pagode hoje que eu observo muito assim, e eu vejo, cara, que faz a diferença na vida do artista. Um é o Andrés Moraes, que foi meu sócio. Andrés Moraes, que foi meu sócio.
Gênio!
Só que na época, na época eu não queria aprender, que eu te falei que eu errei na época. Na época eu tava vivendo Eu tava vivendo uma outra coisa. E ele, cara, foca aqui. E aí, cara, o Pablo Linhares, que é meu sócio hoje, que é um cara gigante do empreendedorismo, que é um cara que saca. Serginho da Gold é um cara bom também, que é gestor do Ferrugem. Tem o Gordinho daqui de São Paulo, que, cara, hoje o pagode ele vive um momento muito legal, muito bacana, de grandes gestores que estão pensando Cara, é fora da caixa.
E por isso que eu falo, o artista ele tem que estar sempre linkado ali com empresário, com gestor, para que ele possa entender. O artista sozinho, esquece, ele não anda. Mas se ele tiver um gestor, se ele tiver com a cabeça de empresário, se ele tiver ali, ali junto, ali entendendo o game, sabendo as dores e colando com pessoas que falam a verdade, cara, faz total diferença.
Isso aconteceu no rap, no hip-hop nos Estados Unidos. Você tá vivenciando e praticando o que aconteceu. Por isso o rap nos Estados Unidos se tornou o maior gênero, o mais comercial, mais vendável, mais que produz artistas. Exatamente isso. É muito legal de ver.
E agora, e minha cara, minha cabeça agora, eu tenho um cara que eu observo o trabalho dele, que é o Jay-Z, que é algo que o cara se tornou o rap Tipo, cara, assim, um dos caras mais importantes em tudo, né?
Ele é uma visão de entretenimento e business muito clara.
Eu quero ser igual esse cara. Ah, mas o Mumuzinho tá copiando o Jay-Z. Porra, quer que eu copie quem, hein, ô Vilela? Eu vou copiar o Jay-Z. Seja inteligente.
Mas é que não é copiar, é que a galera coloca cópia, mas, cara, todo artista é assim, você influenciado por um monte de gente, você pega aquilo, coloca no liquidificador e tenta colocar a tua parte pessoal e transforma em outra coisa.
Todo artista é assim. Mas tem gente que não entendeu ainda não.
Você vai no museu do Picasso, você viu no começo, cara, ele não era o Picasso, ele era um cara que imitava um cara que ele gostava. Aí ele foi achando o caminho dele, o caminho dele, ele virou o Picasso.
Ô Vilela, tenho certeza que teu podcast é referência mundial e eu tenho certeza que você já tirou muita molecada da depressão. Eu tenho certeza que você já impactou, já potencializou, já mudou a vida de muita gente. Isso é empreender, isso é entretenimento, isso é cultura. Então isso precisa ser falado. Bobo, burro, é a pessoa que não entendeu que copiar, cara, copiar faz parte, mas que você não perca a sua identidade, que você não perca a sua credibilidade, o que você acredita.
Eu acredito no meu trabalho. O que que eu peguei de experiência. O que que eu peguei? Eu peguei a parte gestão, a parte gestão. Opa, isso aqui para mim eu vou pegar, hein?
O cara que vai começar um podcast, ele viu que deu certo aqui, ele fala: pô, eu não vou cometer um erro então, porque vocês já tá dando certo, isso que eu vou pegar e tentar aplicar no meu e mudar em alguma coisa.
Exatamente. Tem um cara que eu tava falando, de um cara, um cara de sucesso assim. Eu comecei a minha vida, minha mente mudou muito, eu melhorei como como marido, melhorei como pai, melhorei como irmão, melhorei como gestor, melhorei em tudo quando eu comecei a fazer mentoria. Eu comecei a fazer mentoria com pessoas de sucesso. Então eu faço mentoria, eu, eu, eu, eu tô, cara, Flávio Augusto, Joel Jota, Caio Carneiro, essa galera, tipo Guilherme Bentimol, Galera de sucesso.
E eu sou muito amigo do Bentimol, e eu tenho o maior prazer de falar, cara, fico o maior orgulhoso de mim, sabe, quando eu falo que eu sou amigo do Bentimol, porque é um cara ao mesmo tempo distante das minhas origens, da onde eu vim, né, mas ao mesmo tempo é perto, próximo, porque ele é um cara que ele nunca se colocou distante de algo que ele pudesse ensinar. E acho que a maior dificuldade hoje do artista é educação financeira, quando o artista Começa, até tava agora começando com os meninos do Corolla Quebrada, que eu falei, ó, molequinho tudo de 16 anos, eu falei, vocês estão começando a ganhar dinheiro, hein?
Guarda dinheiro, hein, mano? Guarda dinheiro, beleza? Melhora a vida da tua família, mas guarda dinheiro, mano, porque eu já errei, mano. Eu já comprei carro, já troquei, já comprei carro, já troquei, e celular trocava toda hora, cara. E aí eu não tinha ninguém para falar comigo que eu tava errado, e teve um cara que falou para mim assim, ó, Cara, teu celular é de ouro, né? Eu falei, é, meu celular é de ouro. Ele falou, cara, a prosperidade não tá nesse celular, a prosperidade não tá aí, cara.
Celular, cara, esse celular de última geração— e foi o Guilherme Bentimol que me falou isso— ele falou, cara, você tem que se apegar nas coisas mais simples, cara. E de lá para cá eu comecei, eu me senti envergonhado que meu celular era de ouro. Então o que que ele quis me passar, cara? A prosperidade, ela se, ela se, como é que eu vou dizer, você se coloca no lugar mais simples, você vai estar feliz, não importa o celular. Você pode estar, você pode estar em qualquer lugar do planeta, mas irmão, você pode estar, não é porque é um celular, tá com teus filhos brincando numa praça, é normal, e você busca a felicidade naquilo que não quer dizer nada, é um celular, é legal, é ter Mas tem coisas na frente que a gente pode colocar.
Se a prosperidade fosse um carro, um celular, não tinha tanta gente com coleção de carro, com celular, triste e com depressão.
Isso é realização.
Tem uma pesquisa que fala que a galera que ganha na loteria, quem já era feliz continua feliz depois de um tempo, quem era triste depois de um tempo fica triste. Não é aquele dinheiro que vai mudar.
Cara, eu comecei, eu colei nesse cara e esse cara, E cara, ele é um cara que todas as vezes que eu ligo e falo, cara, preciso de ajuda. Mas qual é a ajuda? E quando você vê, às vezes, muitas das vezes, cara, quando você liga para alguém e fala, cara, eu preciso de ajuda, às vezes ajuda não é o dinheiro, às vezes é a vara para pescar. É só para você, cara, eu preciso só da vara e deixa que eu pesco aqui, deixa comigo. Porque às vezes também Foi o que eu falei, né?
Às vezes a gente no meio do caminho, do meio da caminhada, a gente quer criar atalhos e a gente erra, só que ninguém assume. Quantas vezes eu falei que eu errei aqui? Duas vezes, três vezes que eu falei que errei. As pessoas não falam que errou, as pessoas falam que não, mas o Rick não, mas que o Rick não, porque o Rick tentei fazer um disco com Rick, mas o Rick não sei o quê. O Vilela, fui lá no podcast dele Mas também, pô, não, porra, tu errou, foi você que errou.
Ninguém fala que errou, é difícil, ninguém fala eu errei. E tem uma, e tem uma, tem uma passagem, tem uma coisa que o Benchimol fala, que é o seguinte: fica com o carro enguiçado, um carro enguiçado na estrada, tá? E aí você fica dentro do carro, o carro tá enguiçado, fica dentro do carro esperando que alguém, esperando alguém para te ajudar.
Já vi, já vi.
Tu viu essa parada dele? Ninguém vai te ajudar, sabe?
Mas fizeram uma pesquisa, se você começa a empurrar o carro, isso é maravilhoso, a galera vem. Agora, se você empurrar, não, mesmo fora, se você tiver do lado de fora encostado no carro, ninguém para para ajudar.
Agora, se alguém vê que você tá tentando, eu vou parar o carro na hora, meu irmão. Mas sabe o que que é isso aí?
Você não tá fazendo nada, eu vou fazer, deixar esse cara que se der.
Mas sabe o que que é isso aí? É que as pessoas auto se culpam, auto não se culpa não. Pô, cara, meus amigos sumiram, né?
Falar, se alguém me ajudar.
As pessoas se vitimizam. Não é que ninguém, quando eu ligo, ninguém me ajuda. Ah, eu tô aqui, já mandei email para o Vilela, ele não me convida. Não convida para nada. Quando eu era, quando eu era, não. Vai buscar, pô. Pega esse carro, sai do carro e vai empurrar o carro para ver se você não vai ter gente. Que que a gente tá querendo dizer, cara? Se movimenta, cara. Se movimenta. É o que eu faço. É o que hoje eu vi, o que eu vejo Assim, porque assim, também parece que eu tomei um remédio. Relaxa, relaxa, tá tranquilo. Não, tô tomando, posso falar? Tu pode, né?
Pode.
Eu tô tomando Vivance, cara. Que é para quê, cara?
Vivance dá foco, né?
Foco, organiza a mente. É mesmo, cara? É muito bom, posso falar? Tá me ajudando muito.
Meu filho tá tomando isso. Meu filho tem um pouco de TDAH e ele tem me ajudado muito assim. Ajuda muito, mudou a vida dele, cara.
Eu Eu tinha pavor de estúdio, cara. Por quê, cara? Eu nem lembro como é que era esse mumuzinho.
Esse é um papo bom, hein?
Por quê?
Esse é um papo bom. Porque eu vou falar para tu, estúdio, cara, eu sou dentista, estúdio é o consultório do dentista.
Os cara fica maravilhado.
O cara entra lá, gela.
Por quê, cara?
Eu achei que era o parque de diversões. Porque, cara, é ali quando o cara vai fazer um show. Isso o Mumuzinho vai poder confirmar ou desmentir aqui. O cara vai fazer um show, tem um monte de coisa para ele se vender como artista. Tem a imagem, tem a luz, tem o som, tem o público, tem o rolê todo. Quando o cara tá no estúdio, tô eu e ele ali, ele entra lá para cantar, ele tá assim tipo, esse cara vai, ele tá pelado. Então ali a gente vê as fragilidades dos artistas.
É o único lugar. Eu te convidei, você foi lá no meu estúdio, né? Tava gravando os Titãs, eu vi lá, ela foi lá, cara. Os Titãs, 50 anos de carreira, eu gravo os caras, os caras entram no estúdio. Rick, esse papo aqui, ó, do Leme, foi o primeiro. Ó, minha voz hoje não tá tão boa, cara. Pô, dormi meio mal aí, vamos ver se sai hoje. Porque o estúdio, o cara não tem, ele não tem onde se escorar. Então precisa ter essa relação de confiança com o produtor, né?
E tipo assim, puta, eu vou dirigir o cara e pode ser quem for, cara, pode ser tipo quem for.
Fica tranquilo que eu vou te dar sustentação, se tiver bom não vai tirar, eu vou fazer o melhor.
Vou te dar uma segurança tal que eu vou te falar, tá bom, bicho, aqui parou, podemos ir embora, tá bom, ficou bom.
Porque é uma insegurança total ali, ali você não tem até o Michael Jackson, já viu comentário dele, não é?
Até ele fazia, refazia, será que tá bom, será que E assim, é praticamente impossível um artista— claro que com muitos anos e com experiência o cara começa a saber o que ele fez bem feito, o que ele não fez de bem feito. Mas ali no começo da carreira, quando o cara tá começando a estourar, como é que o cara vai saber se o que ele tá fazendo tá bom? E a primeira insegurança é: será que as pessoas vão gostar do que eu tô fazendo?
E só tem um cara lá, que geralmente é o produtor, que tá ali E é um cara que tem que ter sensibilidade para dar esse apoio. Mas estúdio é legal demais, cara. Isso é o que me move.
Eu acho assim, eu acho que tem, eu acho que quando o artista chega no estúdio, isso eu tô falando por mim, aonde eu errei, vou te falar o que eu errei e que eu vejo poucas pessoas assim. O Bruno é um cara do Sorriso Maroto muito dedicado, ama estúdio. Dilsinho é também, Ferrugem é, Pericão, Thiago, Rodrigo Belo. Aonde eu errava? Eu, eu, quando você nasce com esse dom do canto e você sabe que você, putz, caraca, Deus me deu esse dom, quando você é muito seguro tem um lado bom e lado ruim, que não é que você deixa de se preparar.
Aí eu me garanto, exato, eu era esse cara, tipo, não, eu tava no estúdio, eu vou botar voz, tal, tal. Bruno me dirigia, mas ele, por que que saía bonitão, a voz bonita? Porque eu tinha um produtor ali que melhorava, que cuidava, assim como o Rick. Quando você começa a ouvir tua música no rádio E quando você começa a tipo falar, cara, eu sou um cara que as pessoas me conhecem, as pessoas gostam da minha música, da minha voz, você começa a colocar outras prioridades na frente do que importa, do que te colocou no meio ali, o que te deu tudo.
Então, falando por mim, eu comecei, eu não gostava de ficar no estúdio, eu queria estúdio, mas eu já tava preocupado em outras um churrasco, uma cachaça, é como uma festa na época. Eu queria sair dali, fazer as coisas rápido. Por quê? Porque eu não tinha naquele momento, ou tinha e eu não queria enxergar, que aquilo era que foi o que mudou minha vida. Então a gente é igual quando eu falo do dinheiro. O dinheiro é nossa cita de desaforo.
Trata mal o dinheiro, pô. Ostenta, ah, você quer para tu ver se no final não é triste? Então é igual a música. A música, quanto mais o prateado fala isso, quanto mais você cuida, mais ela devolve. Quanto mais você cuida, mais ela devolve. Quanto mais você cuida dela, se dedica, mais ela te devolve. Então quando eu, quando eu vejo artistas se dedicando, eu gravei agora com Sorriso Maroto uma faixa, e no Sorriso do lado B. E eles falavam, pô, Mumuzinho não aprende letra, não se dedica.
Eu era esse cara, não, o cara que chega, eu chegava aí, o cara chega e pega o celular e fala, irmão, chegava, vamos gravar outro dia.
Aí o cara fica, não, mas vai cantar tua música, não sabe a letra, você vai botar sentimento se você tá lendo?
Eu já vi uma parada tua falando isso, cara, eu faço isso direto, irmão. Chegava, eu era esse cara. Aí o Bruno falou assim para mim, ó, falei, Bruno, aí eu fui gravar com ele agora, que aí depois de um tempo que passou, tomei ele mais sacudida. Eu fui nos dois ensaios deles, eu propus fazer umas melodias, fazer umas coisas. Ele falou, caraca, tu tá propondo coisa, bicho, você nunca propôs nada, né, meu?
Você tá mudado, você tá aqui nos estúdios, mano, você tá mudado, mano.
Que parada é essa? Eu falei, pô, mano, esse você precisa conhecer, prazer, Mumuzinho. Esse é o Mumuzinho. Aí ele, caraca. No dia da gravação fui lá, cantei lindamente, não repeti, não errei nada. Então essa coisa do estúdio, eu acho que precisa gostar e precisa dar prioridade. Então eu acho que quando você dá prioridade, quando você se dedica, tudo que tem dedicação Pode demorar, mas o resultado vem, entendeu?
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Tem uma coisa na música que eu acho que os artistas, alguns artistas, demoram para perceber, que é quando você tá no show, você tá ali cantando e se apresentando, tem muito artista fala assim: eu sou muito melhor no show que no estúdio. Você já falou isso? Porque eu falo direto isso, porque você pensa assim, no estúdio, quando a tua música sair, ninguém vai estar te vendo. Quando você for ouvir a música do Mumuzinho, você cantou para cacete lá dentro, a ponto de emocionar.
Porque você é um cara que tem carisma demais. Então ver você cantando já vende a sua e já encobre qualquer imperfeição do que você tiver cantando, se não for impecável. Mas quando eu escuto você, eu não sei se você tem carisma. Eu tô só escutando, entendi. Eu tô só escutando, eu não tô te vendo, entendi. A tua música tocar no rádio vai tocar junto com outros grandes artistas. Você acha que numa playlist vai tocar com outros grandes no Spotify?
Ô, Ruique, você acha que de uns 5 anos para cá, 10 anos para cá, existem artistas de estúdio? E de 10 anos para cá, só de estúdio, que vai lá, bota uma voz bonita.
Aí o que aconteceu? Aí o que aconteceu? Isso inverteu, né? Hoje tem muito artista que só funciona no estúdio, que você vai ver ao vivo é fraco. E aí, então, aí é o carreira curta, né? O cara não vende show, a carreira curta. Às vezes o cara até vende depois, porque quando você tem um hit, você acerta uma música, você vende show em qualquer lugar, você vende qualquer coisa, mas você só vende show de novo sem hit se o teu show foi muito bom.
Para você vender o show no outro ano Se o teu show foi muito bom e você não tem o hit, às vezes o cara compra. Não é sempre, mas às vezes o cara compra. Agora, se você falhar, adeus. Se o teu show é ruim e se você não tem o hit, tchau, a carreira acabou. É uma carreira curta. Mas tem muito artista hoje em dia que se preocupa em viralizar, em fazer uma música para o streaming, em fazer uma música para rede social ou até mesmo para plataforma, mas o cara não tá preocupado em construir uma carreira.
É, tô vendo muita gente preocupado de achar influenciador que transforme dancinha ou pegue aquele trechinho e vire hit na rede social.
A nossa música, não tanto no samba e no pagode, porque o samba e pagode é uma coisa que o próprio meio, ele meio que impede de o cara ruim entrar.
É? É, impede. Tem uma barreira de entrada?
Não, porque se o cara não canta bem no pagode, ele fica meio desconfortável ali no meio.
Eu vou, cara, você é produtor, você pode falar também. Eu acho que o pagode, cara, são músicas difíceis. Você cantar pagode, cara, não é fácil. Ah, mas canta, cara, porque o pagode, as nuances, as melodias, começa lá embaixo, vai lá em cima. A gente tem grandes sucessos, cara. E se você não se preparar, se você não tiver um trabalho ali de um fonoaudiólogo para se preparar para fazer aquele repertório de 1 hora e meia. Às vezes eu vejo blogueiros, influenciadores, não critico o trabalho deles não, eu acho que cada um tem que pensar em algo para se monetizar ou para se realizar, eu acho que cada um faz o que quer, mas eu acho que essa sensibilidade com os artistas que fazem show de 1 hora e meia.
Você é produtor, 1 hora e meia cantando ao vivo, vai chegar um momento que, putz, e vou te falar, eu sou o cara que mais, agora não muito, mas eles pegavam no meu pé, Mumuzinho, ah, deu uma rateada, cara. Sim, inclusive por causa deles que eu comecei a estudar e comecei a ver que eu tava com problema. Então eu, eu, o meu olhar é muito nesse lugar de, putz, eu preciso melhorar, eu preciso. Se eu cair lá na rede social dos cara que fala mal de cantor, pô, mas se falavam mal de você, eu tenho que melhorar.
Não, mas se falavam mal de você, tem mais gente para falar mal, mas tem muita gente.
O cara fala, o cara canta, tem essa voz, produzir conteúdo diário, vai chegar uma hora que eu vou falar mal.
O cara tem que falar mal de todo mundo, tem que falar Mas assim, eu não critico esses caras que fazem esse conteúdo, não critico. Eu já fiquei puto, mas não, cara, hoje eu tô muito vibes. Então tipo, eu, putz, opa, deu um molezinho aqui, então vamos reforçar sem quebrar o estúdio, sem forçar, sem perder o ritmo de treinamento, de cuidado. Mas eu acho que é isso, eu acho que eu sou muito a favor do ao vivo, eu sou muito artista do ao vivo.
Eu faço shows há 20 anos, é muito pelo ao vivo. Eu sou um cara que eu faço um show numa cidade, eu consigo vender um show para outra cidade e outra cidade. Eu sou um cara que eu falo assim, por isso que eu ando muito com meu comercial, porque eu sou eu que tô lá. E muitas das vezes o comercial nem vai no show, né? É uma coisa que eu cobro, uma coisa que que eu acho que o comercial ele tem que ir no show. Então se você tem um sacolão, né, se você tem um sacolão, você tem as frutas lá para você vender, e aí beleza, aí tem uma fruta podre lá, aí como é que você viu que tem uma fruta podre?
Você tem que ir lá no sacolão e ver. Opa, essa fruta não tá legal, vamos tirar, vamos trocar. Então o trabalho do vendedor é isso, o vendedor tem que ir no show, tem que olhar o público. Opa, o povo não cantou. É, o povo não cantou. É, não ficou cheio. É, o contratante vai— eu preciso ajudar esse contratante aqui. Mas se o comercial não aparecer no show, fica só o artista contando história. E aí às vezes o artista acha que tá, pô, tá lotadão, bota, cobra mais X.
E às vezes não tá tudo isso, não tá, porque a gente, a gente tá na adrenalina ali. E às vezes também é o contrário, às vezes tá bombado E às vezes quando eu te falar, putz, não foi legal o show, mas eu acho que aí entra um pouco da parte business, que o comercial tem que estar junto. Então eu sou um cara que eu me atento a tudo, entendeu? E tenho sensibilidade para se tiver que recuar, eu vou recuar. Se tiver que recalcular a rota, eu recalculo, não tem problema nenhum, entendeu?
É uma loucura esse negócio de— eu já fui durante muito tempo empresário e produtor dos artistas. Às vezes eu era a gravadora empresário Mas é desgastante, cara. Eu vou falar em favor do teu comercial. É difícil porque o estresse do cara, o cara do comercial, acho que é o cara que passa mais estresse na história toda, sabia? Você sabia disso?
É estresse porque o meu é o Henricão, que ele tá em qualquer— meu xará Henricão.
Então vou falar em defesa do Henricão, vou mandar uma ideia para você aqui, cara. Assim, o cara do comercial é um cara que é subestimado no nosso show business, porque o cara do comercial, cara, ele tá na berlinda o tempo todo, porque ele tem o artista na bota dele cobrando, né? Ele tem às vezes o empresário, que às vezes é o comercial, às vezes não é, e ele tem o contratante, que é o maior, é a relação mais difícil do mundo, colocando, porque o contratante é o cara que contrata o Mumuzinho, contrata um pouquinho, imagina o cara lá no interior de Manaus, o cara tá assumindo um puta risco.
Às vezes o cara vendeu tudo para fazer aquele show que ele tá apostando que se lotar ele vai fazer um milhão ali, que ele vai mudar a vida dele. Mas é uma loteria no Brasil. Então o cara tá ali na berlinda com essa situação e ele tá jogando toda a responsabilidade no vendedor, no Ricão. O Ricão tá assim: não pode ir que vai lotar, mano, tá lotando tudo. Então, isso que você falou é super verdade. O Ricão tem que ter essa sensibilidade do que tá acontecendo, mas às vezes o cara ele não quer estar lá de jeito nenhum, sabia?
Eu imagino o Ricão, às vezes o último lugar que ele quer estar é na frente do contratante, é nessa belinda toga, o artista olhando.
Ele chega, cara, mas aí existe, existe os dois lados, que eu acho que essa sensibilidade Como você falou, eu acho que graças a Deus eu tenho uma relação muito boa com meu comercial. Nada, nada pode sair do que foi o combinado. Então existe um combinado que esse combinado ele pode vender o show. E cara, e eu posso falar, acho que o Ricão foi um dos maiores vendedores que eu tive na minha carreira toda. Eu acho que foi o cara que mais me fez conhecer cada cantinho do Brasil.
E por isso que a gente tem uma relação saudável. E é o que eu acho que o artista tem que ter. O artista, ele tem que ter uma relação bacana, porque se desgasta. Tem que ter uma relação direta com empresário, porque como eu falei, às vezes o artista ele não assume o erro. E muitas das vezes, no final da relação, o artista O artista é problemático e o empresário é ladrão. É a frase que as pessoas, que muitas das vezes é por falta de maturidade, falta de assumir o erro, às vezes a gente não enxerga.
Então essa relação eu acho, e a gente no pagode a gente tem isso, a gente vê a relação, todo mundo juntinho ali, o Serginho da Gold com todos os seus artistas, o Andrés com todos os seus artistas, o Pablo com todos os seus artistas. Você vê o Gordinho também com todos os seus artistas. Você vê hoje o Pérez fechado com a esposa que vende. Você vê o Thiago agora com a Ellen fazendo uma gestão maravilhosa. Então, por quê? E com a Olívia também.
Então pode reparar, cara, pode reparar, todo case de sucesso, cara, tenha um chato. O Adriano também, que faz parte também junto lá com a Olivia, com a Ellen. Tem que ter um chato, tem que ter um chato das duas partes. Também acho. O comercial me cobra, ô, Momozinho, não, pô. Eu também cobro ele. E se essa relação foi saudável, acabou. É igual eu e Dudu, é o cara que eu tirei esse cara da Universal Music. Pô, contratei, uma contratação cara, Champions League. É, pô, por que tirei ele de lá, pá?
Eu acho, o cara trabalhava na Universal, resolveu.
Falei, não, vem para cá.
Chegou de helicóptero aqui?
Não, ele tá me sacaneando. Chegou de busão.
E aí, cara, e aí, cara, então Paulo Lima também não era dessa mão aberta.
Paulo Lima, solta, né, Paulo Lima? Alô, Paulo Lima!
Paulo Lima não é essa mão aberta.
Então assim, então, cara, eu acho que tem que ter uma cumplicidade, cara. Tem uma, pô, ele fala, Mumuzinho, hoje eu tenho, você vai gravar com a galera lá do Coral das Quebradas, lá na Zona Leste. Porra, aí a galera do funk: ah não, putz, eu não vou botar minha música, não sei o quê, funk. Por que não? Por que não? Eu fui o primeiro artista a gravar com os meninos, fui lá na Zona Leste, os meninos me viram, falou: caraca, Mumuzinho aqui!
Então, mas a ideia partiu dele junto com a minha equipe. Vamos lá! E quando eu falo vamos lá, ele fala: puta, é isso! Então eu sou um, eu sou combustível para as ideias dele. Então por isso que eu falo no modo geral, no marketing, no comercial, no artístico, na menina que faz o cafezinho. Convido a vocês para ir lá conhecer a minha empresa, que é a MMZ, que é no Rio de Janeiro, na Barra. E que que eu fiz há 3 anos atrás, que na época que as pessoas falavam que eu tava imitando o Thiaguinho, imitando não sei o quê, que que eu fiz, cara?
Eu 3 anos trabalhando, trabalhando, trabalhando, trabalhando, Eu peguei essa grana e investi na minha carreira. Eu coloquei um salário, um pró-labore para mim, né? Eu poderia ter pego esse dinheiro todo da minha carreira. Não, eu peguei, eu fiz, o Pablo fez um pró-labore para mim, um salário. E por exemplo, eu tenho 80% da carreira hoje, o Pablo tem 20% da carreira. Então o que que a gente fez? Cara, me dá um salário, tá? E a gente tem uma distribuição.
E a gente tem uma distribuição mensal, o que eu consigo viver aqui. Então o dinheiro total, essas porcentagens todas, eu coloquei para investir. Vamos investir na carreira. Então eu fiz um DVD maravilhoso que eu quero que você assista, que é o Conectado.
Não, esse último eu vi.
Você viu o Simples Assim?
Ouvi o Simples Assim.
Assiste o Conectado. É o interior? É o interior. O anterior dele. Fiz um DVD maravilhoso, chamei os meus amigos do Pagode, que é o Tiaguinho Ferreira.
Mas é engraçado a gente continuar chamando DVD, né? É DVD, nem tem mais aparelho DVD. Eu também falo, vou gravar o DVD e tal, mas não dá, ninguém mais tem aparelho DVD mais.
Não, é audiovisual.
Audiovisual, né?
Então quando eu gravo esse audiovisual, cara, porra, você que é o, porra, vários hits aí, Henrique. É para um projeto, para um audiovisual de sucesso, cara, claro que o hit é o que todo mundo quer ver. O hit, todo mundo quer ver esse hit, todo mundo quer ver. Mas as pessoas, elas não estão atentas ao que gira em volta, ao que esse projeto vai te levar. Às vezes ele não te dá um hit igual Conectado. O Conectado, ele não me deu um hit, mas ele me deu maturidade, ele me deu o entendimento dos meus erros, ele me fez recalcular a rota, ele me fez eu me reconectar com os meus fãs, ele me fez eu, os artistas que participaram, acreditar no meu trabalho, as pessoas que estavam envolvidas.
Eu criei propósito que todo o dinheirinho desse DVD eu ia investir. Por isso que hoje eu tenho meu escritório, eu tenho, se você for lá, eu tenho a minha mesa de marketing lotada com as meninas, que eu quero mandar um beijo para elas, meninas do MMZ, que estão lá trabalhando focado no Mumu. Então em pouco tempo, em curto tempo, eu dou uma alavanca, como é que eu vou dizer, eu ultrapasso um pouco aonde eu tava. E isso é o que te faz amadurecer.
Então assim, Tudo que eu, as escolhas que eu fiz de 5 anos para cá foram escolhas que eu precisei entender para onde eu queria chegar. E eu até vi num podcast o cara falando assim, putz, Mumuzinho gravou um DVD caríssimo, mas cadê a música? A música é importante, sim. A música ela tem um papel importantíssimo.
Cadê a música? Em que sentido?
Porque eu gastei um dinheirão, que não tinha um hit, não teve um hit.
Ah, por isso?
É, mas assim, sim, eu gostaria de ter, eu busquei o hit, claro. Só que o que eu ganhei de maturidade e de, e de, como é que eu vou dizer, maturidade e um trabalho sólido que me fez eu ter hoje a minha equipe, cara, Valeu, foi um combustível. E vou te falar, eu faria de novo. E aí depois, depois de um tempo, ele fez um DVD gigante, um DVD grandão, gigante também. Então igual que eu fiz, eu falei, opa, tá vendo? É isso aí. É porque eu aplaudi, eu falei, é isso aí, tem que fazer, tem que se colocar.
Eu acho que a carreira do artista ela não é feita somente de hits. E para você fazer um hit, às vezes você tem que ter uma experiência coisa, né?
Aí é o conceito.
É, você às vezes faz um álbum, você falou assim, eu vou assistir, mas eu digo assim, é um DVD grande que as pessoas vão te enxergar de uma outra maneira. É aquela coisa que a gente fala, às vezes a gente faz projetos para conceituar o artista, não necessariamente para ser mais um hit.
Tem muito artista que eu gosto que faz um hit e o disco inteiro ele tem uma história que eu gosto dele assim, né? Mas nenhuma música estourou muito, mas você fala, cara, Esse disco todo, ele tem valoriza o cara, né?
Exato. Ele mostra, eu aconselho, cara, eu aconselho, eu aconselho. Se você tiver agora, você me ouvindo, se você tiver uma banda, se você tiver um grupo de pagode, se você tiver um projeto, não importa a música, não importa, da sua maneira, do seu jeito de empreender, se você tem um negócio, cara, se dedica, investe, não tenha medo. Ah, mas eu vou ficar sem investe, porque aquilo vai, esse projeto vai te levar para lugares altos.
E quem pensa pequeno, cara, é determinado momento você não consegue chegar no fim da largada. Então investe, acredita, vai até o fim, se dedica, porque o resultado vai vir. E o resultado ele não é imediatista, o resultado ele é longo prazo. Tudo é longo prazo, tudo é com tempo. Eu fiz esse DVD agora, desculpa, fiz esse audiovisual, agora fiz o Simples Assim, e daqui a pouquinho vou fazer outros que vão me ajudar a chegar onde eu quero chegar, entendeu?
E é isso, o artista tem que estar sempre à frente. Esse negócio de só cantar, isso aí é, isso é passado.
Mas e hoje em dia com inteligência artificial, que a princípio, né, falei ontem, fiz um vídeo rolando agora, assim, esse é um assunto assunto polêmico. A gente nem sabe o que vai virar.
Eu tava pensando, eu falei, pô, eu quero fazer essa pergunta para o Mumuzinho sobre esse assunto, cara. É assim, ó, eu vou falar minha opinião só antes de vocês começarem aqui.
Inteligência artificial, ela só vai valorizar o artesanal e o show ao vivo, porque isso nunca vai ser copiado por uma inteligência artificial. A experiência, você tá vendo o cara em carne e osso, com certeza. Isso não rola.
Mas na gravação, nós estamos falando da gravação, E aí agora aconteceu uma coisa recentemente, anteontem. A Merlin, que é a associação dos selos independentes no mundo, a maior associação, que não é exatamente uma associação, mas é como se fosse a junção dos selos, assinou um contrato com o Spotify. A Universal já tinha assinado, já havia assinado, e a BMG também. O Spotify vai criar uma ferramenta dentro do próprio aplicativo É um add-on, quer dizer, uma coisa a mais que você pode assinar com dinheiro a mais.
E você pode pegar a música do Mumuzinho, qualquer pessoa em casa, e fazer um remix, mexer no arranjo do Mumuzinho, transformar ela num dance music, num axé, num forró, sem ele aprovar. Não, o ponto é, ele tem que aprovar se ele tem intenção de entrar ou não nesse game. Agora, a minha questão é Como que a gente tem força para dizer não se 80% dos artistas que estão surgindo hoje em dia estão desesperados pela viralização e vão entrar de cabeça?
Se a gente fala não, por exemplo, meu catálogo é bem grande, eu não vou entrar nesse jogo. Mas será que eu vou ser obrigado a entrar? Você deixaria mexer qualquer pessoa? Você aceitaria isso? Primeira coisa que eu ia fazer É, isso já vai acontecer, mas vão ganhar com isso. Só que o ponto, ele vai, ele ganharia com isso assim, ó, o Spotify paga bem a gente?
Não sei.
Não, não paga bem a gente Spotify, é porque é universal. Sim, mas tudo bem. Mas as plataformas de streaming, igual universal, não, sim, mas não pagam bem, tá? Eu posso falar, ele é o artista, ele tem uma situação contrato. Mas sim, as plataformas pagam muito mal, principalmente o Spotify, que é o maior, né? Agora, você acha que eles vão— aqui no Brasil eles estão falando de R$5,99 a mais na mensalidade do cara para você entrar nesse game.
A gente, a música vai virar um joguinho, cara. Você vai ver todo mundo ali, ó, os cara aqui, ó, pegando as músicas e fazendo versões e tocando no churrasco, engraçadinhas, sérias. O produtor dele, o Bira Vai, o Bruno Cardoso, o Lelê Prateado, Prateado grande, mestre prateado, os caras eles não vão, talvez não tem o arranjo deles ouvido pelas pessoas. E eles dizem assim, não, mas tudo que for feito pelas pessoas vão levar para o perfil original.
Mas a gente sabe que na prática a galera vai se divertir E talvez a música original se perca.
Algumas viralizem mais do que original.
E através da inteligência artificial, o cara vai poder manipular tua música do jeito que ele quer, segundo esse acordo. Já tá feito, não é uma coisa, se for, é, vai acontecer. Foi assinado, ninguém tá falando, mas é um absurdo. Na minha cabeça, é a forma que o Spotify tá contribuindo para destruir a música como ela é hoje e os artistas. Porque o trabalho dos produtores, dos arranjadores, dos músicos vai se perder nesse rolê todo.
Então assim, cara, isso é um papo para—
e aí, vamos lá, você entra nesse jogo ou não entra?
Isso é um papo para ser discutido, é um assunto importante que a gente escutou um lado e a gente precisa escutar um outro lado para entender. Eu sou contra, tá? Eu sou contra a violação das obras dos artistas. Eu tô sabendo agora esse assunto, é que esse assunto, que essa ferramenta, que essa plataforma venha respeitando a obra do compositor, do arranjador, do intérprete, de todo ecossistema de uma canção. Se ele respeitar e se tiver de acordo esse ecossistema sobre essa plataforma, eu vou acabar sendo, como você falou, eu vou acabar sendo obrigado. Se houver respeito, eu sou contra a falta de respeito com essas pessoas.
A minha expectativa e a minha esperança, não tem entendimento, sim, mas a minha esperança para falar que para encontrar um, eu quero encontrar outra imagem, mas não vai resolver. Eu vou te falar assim, não vai respeitar. É a minha esperança, a minha esperança é que o movimento dos artistas impeça que isso aconteça.
Entendi.
Hoje tá tudo definido que vai acontecer, e não, assim, não existe o respeito no momento que você pega a música do cara. Se você é um joguinho que qualquer um pode fazer, eu quiser, não precisa pedir autorização.
Mas você acha que o Spotify faria algo para acabar com a Spotify? Quer dinheiro. Todo mundo quer dinheiro, não é só Spotify.
Não, todo mundo, mas o Spotify, eu tô falando isso, mas você quer dinheiro através da música.
Spotify faria algo, porra, vamos fazer uma parada só para a gente ganhar dinheiro e vai ultrapassar e vai, e vai, não vai respeitar?
Aí eu preciso entender. Eu tenho certeza.
Você tem certeza? Então a gente precisa bater um papo com Spotify.
Vamos já pular, vamos para o cinema. Mas a gente não quer conversar com Vamos falar sério, Netflix libera que você pegue qualquer filme lá e faça um remix também, misturar De Volta para o Futuro com um par de dinossauros e não sei o quê, você tem a ferramenta.
E aí, caraca, velho, não é bizarro? É bizarro. Eu vou te mandar para você, para o Dudu aí, para vocês lerem a matéria que eu li no site do Spotify. Eu não me ouvi, me contaram, não é uma fofoca, eu li no site do Spotify. A contrapartida que eles dão é assim: as músicas deixam de ser o que o Spotify diz. A música deixa de ser um arquivo estático e passa a ser um arquivo interativo. Esse é o futuro e nós vamos remunerar por isso.
Ponto final. Só que o problema todo, o problema não é o Spotify, não são as pessoas, né? Porque a gente tem que separar isso muito claramente. Eu tenho grandes amigos e ex-funcionários do Spotify que são gênios e que saíram do Spotify.
Isso não vem daqui.
Isso não vem daqui. Que a coisa se distorceu e E que de repente aqui não pode fazer, não pode fazer nada. Não estamos falando assim, e nem das pessoas que trabalham no Spotify nos Estados Unidos. Tem muita gente que ama música, mas o cara é funcionário de uma empresa e tem um board e tem a galera que desenvolve tecnologia. E o cara deu uma ideia, todo mundo aprovou lá no board, taca o pau. Então assim, nós não estamos falando das pessoas do Spotify, nós estamos falando da entidade Spotify.
Que é uma plataforma que em um momento ajudou muito a indústria, porque a gente tava na pirataria do Napster.
Chegou a ajudar então?
Chegou, porque você lembra do MP3?
Sim, sim.
Quando tava dentro dos iPods, aquilo acabou com a indústria. Eu trabalhava na Virgin Records naquela época, em 2000, e a gravadora, assim, eu tinha um faturamento que caiu para 10% do faturamento, que ninguém comprava mais música porque baixava no Napster e colocava dentro de uma De um aparelhinho qualquer. Mas nesse momento que surgiu o Spotify, o Spotify remunerando, por pior que fosse, ele remunerava, não era pirata. Então ajudou.
Aí a indústria cresceu de novo do jeito que nós estamos hoje. Só que agora a tecnologia avançou tanto e a inteligência artificial tanto que eles estão brincando com coisa séria, na minha opinião. Isso é também deixar claro que isso é minha opinião. Eu tô te fazendo uma pergunta, você nem sabe da real. Mas eu tô, eu tô dando a minha opinião. Eu acho que a tecnologia, quando ela começa a alterar a arte que nós fazemos, ela tem que ter um bloqueio, ela tem que ter uma brecha.
E eu não acredito em lei que vai fazer isso. Eu acho que lei não vai resolver, porque política a gente esquece que nunca vai ajudar a gente.
Isso é violar o direito dos compositores, sabe, do arranjador, do produtor? Isso é violar?
Não é exatamente violar, é enfiar uma goela abaixo dessa turma toda uma coisa que a gente talvez não quiser, porque ele vai pagar por isso. Ele paga, mas ele vai deturpar a sua obra.
Entendi. E só para entender, aí você pode escolher, se eu quiser não aceitar, você não entra nesse jogo. Mas o que eu tô dizendo é, não tô falando, pera aí, você pode não aceitar, tô falando ecossistema.
Sim.
Aí você não vai falar assim, cara, eu sou intérprete, vamos supor, eu gravei Fulminante, você pode não concordar, e aí não vamos usar tua música.
Você pode, você pode, o compositor pode não aceitar O compositor pode não querer participar disso e o artista pode não querer participar disso, certo? Agora pensa assim, é o Spotify fazendo um add-on e o Spotify tem todo aquele poder com suas playlists, etc. Você vai dizer não para o Spotify? Você vai ficar de fora desse lugar? É a realidade, é a realidade. O que eu tô te falando não é uma suposição, é a realidade. Se imagina o seguinte, Vamos imaginar que isso fosse uma hipótese.
O Spotify hoje faz um aplicativo de inteligência artificial no qual você tem uma sua playlist. O que tem na tua playlist, ó, que você gosta de ouvir?
Tenho vergonha.
Fala aí, fala o que você tem vergonha. Falar do Lenz.
Mente, mente.
Maroon 5, Engenheiros do Havaí, Fighters.
Fighters você tem vergonha?
Fighters não, eu tô misturando. Que mais, Lenny?
Vai lá, Lenny.
Lady Gaga. O Lenny tá ouvindo Maroon 5.
Lady Gaga.
Numuzinho, olha que mistura.
Aí você pega lá, vamos falar aqui do Foo Fighters. Você pega lá um Foo Fighters, certo? Aí você resolve que o Foo Fighters vai virar um axé. Caraca, você fez uma versão que foi demais, você começa a compartilhar com seus amigos.
Tem um perfil agora no Instagram que é parecido com isso, eles pegam, por exemplo, uma banda de pagode, já tem inteligência artificial fazendo isso em playlist.
Tem uns cantando Black Sabbath.
Mas agora imagina o seguinte, Pera aí, deixa eu só ir um pouco mais fundo nessa ideia.
Vai virar um axé.
Você fez isso, todo mundo compartilhou, todo mundo compartilhou, mas você teve um filho hoje. Olha a minha viagem aqui. Você teve um filho hoje, seu filho nasceu hoje. Daqui 7, 8 anos ele começa a ouvir músicas, ele vai conhecer o Foo Fighters axé. Ele não sabe que o Foo Fighters é aquele, nem que o Muzinho é aquilo. Ele vai ouvir alguma coisa que por acaso viralizou mais do que a original. Não é sério isso? É algo que eu, que eu, por outro lado, cara, você pode dar um Google.
Sim, dá um Google Spotify, inteligência artificial, coloca aí e bota aí na tela para galera ver essa tela.
Eu imagino, já tem gente escrevendo letra por inteligência artificial, você não vai nem saber o que você fala.
Dá uma mexida no Eu tô tentando. O que você falou, eu falei para dar uma mexida, porque, porra, porque foi na calada da noite, cara. Eu tenho uma amiga que é Bruna Campos, ela é uma advogada de direito autoral, fala muito na internet também, uma menina muito bacana e tal. Quer ver? Eu mandei para ela isso aqui, ó.
Caramba, você achou, Lenny?
Olha a resposta dela, ó. A resposta dela é a seguinte, ela repostou o que eu pus, ela falou o seguinte, ó: mais um vídeo que estou repostando para eu não precisar gastar minha saúde gravando vídeo sobre isso. Só uma observação, Rick: as autorizações já estão dadas nos termos de uso dos agregadores. Já tá dada a autorização. Ela tá dizendo isso para mim, ela é advogada, diretora, uma das maiores do Brasil, que alteram seus textos na calada da noite.
Mas isso tá pegando para todo mundo, porque o cara hoje, qual é o estímulo que ele vai ter para estudar arte, estudar, aprender a mexer com tinta acrílica, tinta a óleo, apresenta tudo, se você consegue fazer rapidamente uma imagem maravilhosa no IA, né, cara? É fogo. Eu passei por todo esse negócio e hoje eu posso fazer uma imagem no IA com todo o meu conhecimento. Mas e um cara que tá começando agora? Ele pula todo esse conhecimento que ele teria que ter, colocando a mão na massa, e vai direto para inteligência artificial. Mesma coisa na música, né?
A gente vê o trabalho de um grande astropático que é o Cobra, né?
Aí você tá em São Paulo, tem um tempo, tava em Nova York, tem um negócio do lado dele, eu fiquei felizão.
E agora, tipo assim, assim, para você fazer algo parecido, você vai lá na IA, estilo impressora, eu quero algo parecido, impressora 3D, pum, pum.
Cara, esse assunto é uma mudança, é uma polêmica complicada, é uma coisa de verdade.
Eu não achei que ia chegar na arte não, cara, tão rápido assim, né?
A gente pensava que eu, eu, quando o Dudu falou sobre o lance da IA, é uma coisa que eu acho que com certeza Você deve ficar muito triste quando você tem um aplicativo que esse aplicativo ele já te dá o arranjo da música.
Pois é, cara, ele já te dá o arranjo, que é o Suno.
Como o Suno? Você, o Suno, o cara faz uma música ali. Vou te mandar uma música aí.
Música, mandar uma música significa o quê? Cantarolar?
Eu vou te mandar lá e faz o arranjo completo.
Vou te mandar a música no WhatsApp aí, Vilela.
Escuta aí.
Aí você vai escutar a música, o cara acabou de fazer, só que ele acabou de fazer e ele acabou de tirar do aplicativo. Ao mesmo tempo ele acabou de produzir no aplicativo, num clique ele produziu. E lá tem voz, você pode escolher o estilo de voz que você quer, você pode colocar a sua voz lá também, e já ele já entrega o arranjo pronto. Caramba! Então você escuta com arranjo, é bom, mas é não Não, não é bom, são meio clichês, meio clichê, o som meio horrível. Não, não é horrível, não é horrível.
Vamos dizer assim, é bom, é bom, não é ótimo, mas é bom para quem não entende falar. Para quem não entende, passa.
Não tenho, não tem aqueles, aquele, aquela alma, aquela sensação de estar no estúdio, não tem. Mas resolve, resolve, resolve para um cara que tá começando, resolve. Então quando a gente se depara com o aplicativo desse Quando você falou isso, eu fiquei realmente algo que eu preciso ouvir e entender mais para eu ter poder de fala. Mas quando você tem um aplicativo desse, o que você falou, irmão, é tipo, irmão, não tem fim, não tem fim, não tem fim.
Eu só quero que não viole, não atrapalhe e não desrespeite o trabalho do artista, porque é um trabalho que ainda sim as pessoas precisam parar e respeitar e ter sensibilidade e valorizar esses artistas.
Porque olha quanto tempo aí, pô, você tem uma vida para fazer a música que você faz hoje, né? O Mumuzinho tem uma vida, ele contou aqui uma história legal, né? Começou lá no teatro, ele tem uma vida para chegar na música que ele está fazendo hoje. É triste você saber que agora Todo esse, eu tenho uma vida. Sim, sim, tem uma vida. Eu tenho muita gente que ficou pelo caminho. Spotify anuncia licenciamento, o acordo de licenciamento para fan-made, feito por fã, covers e remixes.
Então o fã pode fazer com inteligência artificial cover e remix das músicas. Olha lá, baixa um pouquinho.
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Eu acho o seguinte assim, eu tô na torcida, o que eu penso assim, nem todo aplicativo e joguinho dá certo, né? Sim, tem muitos que não pegam, sabe aquela coisa não pega? Eu tô na torcida que essa desgraça não pegue. Mas é altamente, é, preocupante, violativo aos nossos trabalhos. O próprio Suno já é, porque ele tá claramente usando as nossas músicas. Ele foi treinado por nós. Quando eu digo todos nós, que somos músicos, arranjadores, cantores, sim, todos nós treinamos aquela desgraça.
E eu tenho amigos, por exemplo, eu tenho um genro DJ, o Bruno Martini é meu genro DJ, fez vários sucessos internacionais e tal. E ele às vezes ele fala, pô, tô fazendo uma demo aqui, Rick, vou usar o Suno para botar uma voz aqui para mim, para eu chamar. Eu falei, Bruno, não faz isso, cara, não faz isso.
Mas como que é assim? Deixa eu entender, porque eu sou bem leigo. Ele vai fazer, ele fez toda a base e ele quer que o Suno, o programa, coloca uma voz para ele, põe a letra, o computador canta, mas não baseado num cantor que já existe, uma voz X.
Então o problema é esse, a voz X, mas essa voz foi treinada porque algum cantor que a gente não sabe quem foi. Isso é a grande briga que existe hoje, porque o Suno não revela como eles treinaram aquele equipamento, entendeu? E precisou de alguém, de várias pessoas para ele entender como, porque é um algoritmo de aproximação, né? Eu já vi um cara explicando aqui isso, acho que foi o Sacani, né?
E o perigo que a gente corre, que a galera já falou aqui, é que a gente, a inteligência artificial trabalha com a média das coisas, né? Sempre com a média. E depois de anos e anos, a gente vai ter uma grande média de tudo. A referência é aquilo lá. Ele falou: é ruim, não é ruim, mas também não é muito bom.
Mas esse vai ser o bom.
Mas esse vai ser o bom daqui a pouco, porque vai ter tanta coisa mediana que um é um pouquinho melhor, mas foi feito.
Eu acho, eu acho um pouco triste porque vai perder um pouco a essência do ser humano. É isso, né? Encontrei o Rick que, pô, maior admiração. Nunca troquei ideia com ele.
Recíproco.
Imagina se isso se perder. Imagina se eu tenho que, eu tenho que dar uma moral para o Suno. E aí, Suno, não tem como racionar ele. Caraca, Suno, eu fiz aquela música, aquele disco, foi foda.
Pô, mas me responde aí, Suno.
Tu consegue me responder? Tipo, compre mais crédito. Será que o Suno, porra, vou ter que gastar um dinheiro, né, para você me responder?
Queria gravar com você, Suno.
Suno, tem disponibilidade de gravar comigo, ou som dá para a gente trocar. Eu acho que isso se perde, pô. Tipo, eu assim, eu ver o Rick, ver o Prateado, ver o Lelê e o Bruno, Jorge Cardoso, esses grandes produtores, o Nélio, cara, isso não pode se perder. Então é isso, isso, isso para mim é violar, é isso, é violar a obra do artista, entendeu? É o cara tá lá se dedicando, fazendo um arranjo, acho tão bonito, Jota Moraes, cara, eu tô muito O Jotinha, Jota Moraes, é um senhorzinho de quantos anos? Que é 70 e poucos anos.
Eu sou quase da idade dele, cara.
Não, Jotinha, porra, um cara cheio de vida fazendo os arranjos. É o que o aplicativo faz, cara, é um maestro que ele vai tocar um piano. E assim, eu sou contra coisas que violem a obra do artista. Então todos os artistas que estão me ouvindo, eu sou contra essa coisa aqui do dublador tá sofrendo já, né?
Dublador, estúdios que produzem jingle para publicidade, todos estão acabando. Não existe mais trilha para propaganda na televisão e no rádio, não existe mais. É tudo feito na inteligência artificial. Arranjadores como eu, eu já não sou mais arranjador. Eu, tudo bem, eu acho que é um arranjador, o cara que faz o que o Jota faz. A gente faz, você ouve uma música na voz e violão, e aí você fala, ah, o ritmo vai arranjo vai ser esse, as cordas, a bateria vai tocar isso, baixo aquilo.
É o cara que escreve o arranjo. Só que o que tá acontecendo é que isso já foi. Eu entendo que, tipo assim, daqui para frente, eu como produtor, e nem é um problema meu porque eu já tive o meu momento, já resolvi as coisas, mas daqui para frente eu posso ser o cara que vai ser meio que um consultor do conceito, né? Tipo, mentoria mais especificamente, mais para aquele tal. Essa música funciona mais esse tipo de, até para fazer coisas que o Suno, eu sou concorrente do Suno, ou Suno é meu concorrente, você não faz isso não, que isso aí o Suno faz, vamos mais para cá, vamos ser mais diferente nisso aqui.
Mas assim, o problema é isso, as próximas gerações, entendeu? Eu tenho uma filha de 6 anos, fiquei imaginando, a minha filha, cara, ela não conhece os grandes artistas do samba, do pagode, do rock, Talvez ela venha conhecer de uma maneira muito deturpada. Aí o bom para ela vai ser o que eu vi lá, ela falou.
É, mas vai ser o que acontece hoje. Meu filho, meu filho tem 9 anos, de repente eu tô escutando Tears for Fears, ele começa a cantar junto. Mas por quê? Porque no joguinho tem a versão original do Everybody Wants to Rule the World, e aí ele canta. Mas se fosse uma versãozinha diferente, eu quando tivesse escutando, ele talvez nem cantaria junto comigo.
E ele joga Roblox.
Joga.
Então, dentro do Roblox tem vários jogos que usam música sem autorização.
É mesmo?
É várias, várias. E que são regravações ruins, muito ruins. Nossa, eu sei porque a minha filhinha joga Roblox. Aí você ouve lá, eu falo, cara, tem plágio. Assim, a internet como conceito, ela é meio terra de ninguém.
Você acha que é sem fim, né?
E você vai controlando e uma parte vai descontrolando, vai, é rápido. Não consegue, é muito livre.
E aí foi que ele falou, né, cara, para o artista é complicado você dar opinião e você falar, porque algo que eu dependo do Spotify.
Pois é, muito delicado.
Eu sou um cara que eu sou grato ao Spotify, tô falando Spotify, as pessoas, as pessoas.
E realmente eu conheço as pessoas que estão lá e não necessariamente as pessoas estão concordando com isso. Aliás, provavelmente não estão, e também não podem falar nada, mas são pessoas legais. A Michelle, Michelle tem um lafa lá que fazia lá. Michelle saiu já faz um tempo, ela sai de lá.
A Carolzinha, tem a Carol, a Carol que é maravilhosa.
Tem um monte de gente incrível lá. Não são as pessoas, quando eu falo Spotify é a tecnologia, é a tecnologia Spotify, não são as pessoas, né, cara?
Eu acho assim, eu acho muito bacana E acho que tem esse entendimento, é por isso que eu falei, né, eu sempre comecei a entrevista falando que o artista ele tem que se inteirar e entender o que tá acontecendo, né. E eu acho que quando a gente tá ligado e tá atento essas mudanças, né, eu acho que a gente consegue, opa, se posicionar, opa, isso aqui isso aqui não é bacana, isso aqui vai fazer mal para música, isso vai fazer mal para o cenário, para o segmento do pagode.
Então acho que por isso que eu costumo dizer que tudo a gente precisa ter um olhar e ouvir de aprendizado. Então tipo, ouvindo isso de você aqui é algo que eu vou sair daqui, vou estudar.
Você já botou uma coisa na minha cabeça, eu só resolvi falar sobre o assunto e colocar essas questões por um motivo simples: eu posso.
Você pode, eu sou o único cara que pode falar, cara.
Tipo, os artistas não podem falar, outros produtores como eu não podem falar, porque você vai falar contra a Universal, você vai falar contra a Sony, contra a BMG, que fechou o acordo lá. Eu vou, eu sou amigo dos caras e vou falar, mas porque eu posso falar. Mas eu sou um privilegiado, tipo assim, eu consegui uma posição que eu não dependo, beleza? E não existe, eu entendi, o mais importante é isso, eu entendi que o nosso game não existe esse tipo de retaliação.
Ah, o Rick falou, então nós não vamos colocar mais uma música dele na playlist. Não tem nada a ver, porque eu consigo diferenciar as pessoas e atingir o entendimento do do business, que tipo assim, existem as pessoas, existem as corporações. O cara que trabalha no Spotify hoje pode vir trabalhar comigo amanhã.
Você não acha que isso poderia ser uma pauta para ser discutido? Imagina, tipo, você, o Spotify, e numa pauta aberta assim.
É o que eu sinto.
Não sei se você vai falar, mas eu gostaria, mas eu não acho que eles estão nem aí para gente.
Sério?
E o escritório do Brasil de Spotify e YouTube, cara, os cara tem pouco, pouco poder, é pouco poder, cara.
Mas mesmo que fosse nos Estados Unidos ou na Europa, eu não acho que os cara tão ligando para gente, cara, de verdade. Porque talvez, talvez eu nem tenha um entendimento de que isso vai acontecer de um jeito ou de outro. Eles estão na frente só para ganhar o dinheiro, porque alguém vai ganhar, entendeu? Talvez vem um chinês aí, faz e vai dar no mesmo, entendeu? Então assim, é, o buraco é mais embaixo. Mas eu acho que eu posso por algum momento conscientizar, por isso eu falo Não é para prejudicar o Spotify, não é ir contra o Spotify, é para tentar conscientizar, para que pelo menos as pessoas entendam o valor e possam escolher sabendo o que estão escolhendo, não no automático.
Baixei o joguinho, tô fazendo isso com as músicas. O cara que vai baixar o joguinho, se ele me ouvir falar, ele vai falar: puta, isso não é tão legal não. Eu vi o Mumuzinho Rick lá e o Vilela falando sobre esse assunto. Pô, cara, tem lá o Jotinha lá que é um Velhinho lá, o cara tem uma vida nisso. O Rick, porra, o cara tem uma vida difícil lá, passou uns perrengues. Então talvez é mais nesse sentido que eu tô falando. Não é uma— um cara me mandou uma mensagem falando, pô, vamos fazer uma associação.
Eu falei, esquece associação, é uma bobagem. Associação política, lei, esquece isso, cara. A única coisa que funciona Eu acho que é você mostrar a verdade para as pessoas. Sim, para— ainda confio nisso aí. O ser humano vai olhar ali, vai ouvir, que nem você tá já meio preocupado, né, que vai estudar sobre isso, vai tentar ver. Pô, se a gente numa boa a gente conversar, talvez tenha um meio do caminho.
Exato, exato.
E talvez tenha alguma coisa que alguém vai me falar que vai me fazer entender alguma coisa um pouco melhor, e eu vou colocar um contraponto. O que não pode é a gente ficar aceitando tudo quieto e E vai acontecendo e a gente tá se ferrando. Isso é que é ruim.
Eu acho que sou da opinião do Rick, que, cara, os grandes vão se mexer. E aí que vai acontecer alguma coisa. É um monovox, é o cara de alguma banda grande. Porque a gente vai falar e não vai acontecer nada. Só se esses caras começarem a falar e repercutir, ou falar, eu vou tirar meu trabalho do— Também não sei se adianta, né?
Mas adianta. O maior problema tá numa outra coisa. Todos esses caras venderam seus catálogos, a grande maioria venderam seus catálogos para empresas de investimento.
Ah, é?
É.
Que que significa isso?
Significa que eles não têm mais poder de decisão sobre as músicas. O Gilberto Gil acabou de vender o catálogo dele. E quanto se vende um catálogo? É muito dinheiro.
É muito dinheiro.
É muito dinheiro.
Assim, eu já negociei catálogo, já comprei, já vendi.
Eu não sou mais dono da minha música?
No momento que você vende, você não é mais dono.
Se eu quiser usar, eu vou ter que pagar por essa?
É, talvez sim.
É mesmo, é um bom dia.
Por isso que as pessoas, é que nem Michael Jackson tinha comprado Beatles, é isso, e depois vendeu.
É isso, exatamente isso. E aqui no Brasil todo mundo negociou. Bom, todo mundo assim, 90% dos independentes negociaram, inclusive eu comprei, vendi, já fiz muita coisa nesse negócio. Trade, é, e tem coisas que você não é mais dono. E quem é dono? Uma empresa de investimento que tá a fim de lucrar. Você acha que o cara do investimento tá ligando para o Jotinha ou para o Rick Bonadio, arranjador? Não tá. Então é nesse ponto assim, o nosso buraco é bem mais embaixo, cara.
Eu fico vendo o panorama todo, eu fico, pô, primeiro veio a história do Spotify, depois virou um catálogo grande, rendeu dinheiro, depois vieram os investidores e compraram esses catálogos, e agora os cara vão fazer o que quiser com esse conteúdo. O tempo todo. E a gente só vai poder ficar olhando.
Então é, mas hoje eu sei que não é o caso de vocês, mas como hoje quem quer viver de música é mais fácil ou mais difícil do que antes? Porque antes você tinha um funil, né? Você tinha que ser aceito por uma gravadora, tinha que ser escolhido. Hoje, a princípio, qualquer um pode da sua casa fazer. Mas isso ficou mais fácil ou ficou mais difícil por causa disso?
Ficou mais fácil fazer É mais difícil se destacar.
É porque tem muita concorrência, porque toda sexta-feira tem um lançamento. E como o espaço ficou curto, ficou pequeno, e aí o consumo é um consumo que você fala, cara, você se dedica, você faz um camp, você junta uma galera numa casa, leva os compositores, E aí você investe nisso, aí, bom, puta investimento. E aí você vai lá, acha, acha, cara, isso aqui é hit. Mas às vezes, para o olhar de outras pessoas, o olhar do ecossistema ali, essa música ela não é uma música que interessa.
Então, de repente, a música B interessa mais. Então Vamos trabalhar essa música aqui, vamos olhar essa música. E aí se perdeu esse trabalho, se perdeu essa música. Por isso que hoje tá muito difícil de você, de uma música virar hit. Não é igual como era antigamente, que antigamente, putz, era um trabalho que tipo as pessoas esperavam o lançamento daquele artista. Tipo, porra, o Titãs vai lançar um disco, tá sabendo? Aí começava, cara, o Exalta vai lançar um disco Cara, só para contrariar, vai lançar um disco, tô louco, tô ansioso, cara.
Aí lançou, aí tu corria lá na loja, na loja, e comprava. Cara, comprei, comprei, comprei! Como é que é a capa? Lembra? Tinha curiosidade para saber como é que era a capa, tinha curiosidade, a felicidade. Então hoje em dia aí você se mistura muito, porque como eu falei, né, tipo Às vezes um projeto maravilhoso, às vezes não, ele não tem um hit porque toda semana lança as músicas, vai lançando música.
Eu sinto isso com tudo, né, cara? Aquela coisa de você ir na banca de jornal comprar uma revista ou comprar uma coisa, ir na livraria comprar. Agora tudo virou um arquivo, então você tem milhões de arquivos.
Ninguém dá valor, né?
Eu não dou valor para um filme porque eu posso assistir a qualquer momento que eu quiser. Eu não tinha que comprar e ter ele em casa. Eu não tenho que ler um livro que a qualquer momento eu posso baixar no meu Kindle, minha música.
Vindo para cá, eu não vi uma banca de jornal, pô.
É, não tem mais.
Eu não vi uma banca, não vi.
E as bancas hoje vendem tudo menos revista.
Vendem tudo menos jornal.
Vendem tudo menos jornal, é muito bom isso.
É, mas é mesmo.
Mas acho que é isso, eu acho que realmente, acho que a gente tá numa mudança de paradigma e não dá para saber o que vai acontecer.
E tá mudando de 6 em 6 meses. 6 meses, assim, daqui 6 meses a gente tivesse a conversa, é outra conversa, é uma loucura, né? É muito rápido.
Isso tudo não afeta tanto artistas como Mumuzinho, não afeta produtores como eu, né? A gente já tem uma história longa, né? Quantos anos tem de carreira? 20 anos de carreira, já é consolidado. Então assim, as pessoas sempre vão no show do Mumu, o público vai envelhecendo junto e vai te acompanhando, e aquele que era mais jovenzinho não tinha possibilidade no show. Quando ele tiver 18, 19 anos, vai querer ir no show teu pela primeira vez para ver.
Então esses artistas não tem problema. O ponto que eu tô, que eu sempre coloco nessa discussão, é o futuro da música, né? O futuro das novas canções, o que é qualidade, as referências, e de que maneira a gente consegue manter a nossa arte ainda sobrevivendo. E eu tô vendo que, cara, é triste, mas tá se deturpando, né? Então talvez seja mais a questão daquela história: aceita que dói menos.
Pois é.
Quero saber o que o povo quer saber.
Bora lá, ó, tem uma pergunta do Eduardo. Ele falou o seguinte, eu, eu, você, é para o Mumuzinho, tá? Ele falou assim: você ficou conhecido também pelas imitações de outros artistas. Quando você imita alguém como Alcione ou Alexandre Pires, você está fazendo humor ou também tá estudando o jeito que aquele artista canta?
Pô, boa pergunta, hein, cara.
Eu acho diversão também é um estudo e faz um pouquinho para gente, né?
Claro, cara. Muitas das vezes eu, muitas vezes eu usava, eu usava o humor para ser um cara mais forte com os preconceitos, com as dificuldades que eu tinha. Isso na vida, né? Porque então eu cantava Alcione e sempre, sempre foi muito— se você pegar os vídeos antigos, né, se você fechar os olhos, fica, caraca, sempre foi muito no tom da Alcione, né? Isso foi um dom, uma coisa que eu comecei, comecei, tipo, caraca, imita Alcione, a voz é Mas tinha momentos que eu imitava que era algo que eu vi.
Eu frequentava lugares que eram lugares distantes da onde eu vim, e muitas vezes eu usava isso. E é uma pergunta muito boa, porque do humor que era engraçado tinha uma dor ali, tinha uma dor, tinha uma dor de, putz, caramba, eu preciso imitar o Sione para que as pessoas possam me enxergar como aceito, para ter acesso.
Ah, é?
Para ter acesso, não para ser aceito, para ter acesso, para eu conviver e para as pessoas enxergarem. Quando eu faço isso na televisão, quando as pessoas, cara, para escutar, que cara fera, que maneiro isso. Então aquilo era meu amuleto, entendi, em momentos que eu, tipo, uma carta na manga, uma carta na manga. Quando eu fazia, ele é muito bom, ele é muito engraçado, né? Ele imita Alcione. Mas aquilo ali tinha, tinha resiliência, coragem, tinha força.
E daquilo ali eu queria transformar minha carreira. Eu queria pegar aquilo e falar, putz, cara, ele é um intérprete, cara, ele canta Alcione. Não é engraçado, né? Só engraçado. Existe um cara ali que tá emprestando, que tá colocando o corpo, a alma, a voz, homenageando uma cantora que viveu também lá atrás preconceito por ser mulher, por sair do Maranhão. Uma mulher que venceu as barreiras, as dificuldades. Então um pouco de humor no início, Mas depois se tornou um algo forte de resiliência para que eu pudesse também encorajar outras pessoas a fazer o que gosta.
E quando a Alcione me viu fazendo aquilo, ela falou, cara, como assim ele faz a minha voz? É tipo, bate outra vez a esperança no meu coração, já vai terminando o verão, enfim. Enfim, volta ao jardim com as redentoras aqui dentro chorando. Isso tudo era algo que eu falo, era engraçado, que você fala, cara, como é que os cara— mas você fala, putz, mano.
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Até engraçado, não dá para imitar o Sione. É, tem que ter um produtor, tem que ter alguém, um olhar. E eu transformei disso, eu transformei essa brincadeira, essa coisa, em algo sério na minha carreira. Hoje eu não posso subir num palco sem imitar o Sione.
É mesmo?
Que nego me saco preto! Ô irmão, posso falar? Cantou a Fuminete, cantou a Melita, mas agora canta o Sione. É assim, tipo, ah, não vai embora sem cantar. É assim, cara, eu tenho que cantar o Sione. Alcione. Então, e hoje é muito legal porque a Alcione, ela é uma pessoa que, cara, a gente tem vários vídeos juntos cantando. E quem de fato me aproximou da Alcione foi a Isabel Filardi, uma atriz maravilhosa. Mandar um beijo para Isabel da família Filardi, que me aproximou da Marrom.
E daí, cara, teve vários números, teve vários encontros. E eu posso dizer que eu sou, eu vou ser Alcione para o resto da minha vida, quase a minha vida. Muito legal, porque cantar Alcione não é fácil, porque ela é uma cantora maravilhosa, afinadíssima. Pô, tem um vídeo ela cantando francês, cara, que é a coisa mais linda, ela cantando em francês. Então é isso aí, você vai se aprimorando, você vai. Agora eu tô tentando aprender a cantar em francês para ver se eu consigo cantar igual ela, entendeu?
Mas quem mais que você imita?
Claro, eu imito o Louis Armstrong.
Imito, mas tudo pelo lance do desafio, ou porque você escutava muito?
E não, eu acho que eu conheço, na época morava lá em Realengo, eu nem sabia nem quem era.
Então como foi?
Eu sabia que era, mas por exemplo, o Louis Armstrong, por quê?
Porque é o desafio mesmo, pelo desafio, pela voz.
E agora nem tanto, mas no programa do Faustão eu homenageei ele, eu ganhei o programa. Mas na época que eu imitava, e quando eu passei a ter a minha carreira, eu falei, agora não, agora eu do limão fiz uma limonada, entendeu? Aí hoje eu brinco de imitar, mas não é algo que eu se dedico assim. Não, eu imitava o Alexandre Pires também. Eu imitava uma série de artistas, mas não deixo de fazer.
Mas só artista bom, né? Você viu, é, deixa ruim, não imita não.
Alexandre Sendalenga lá atrás, é um pouco, é. Era lindo o nosso amor, a história de nós dois chegou ao seu final. Não me leve a mal, valeu doeu, mas tudo bem. Quem sabe um dia eu gostar de outra alguém. Porque o Alistair é assim, ele vai cantar, aí a voz, aí a voz vai.
Mas se eu sou artista que sou imitado, eu fico, pô, eu fico feliz.
Desse jeito, com certeza.
Eu imitava o Antônio Nardo também. Você tá bom demais, muito bom! Que saudade de Riqui Bonadio. Riqui Bonadio, cara, isso tudo é Se você parar para pensar, é timbre. E eu estudava o timbre.
O que que é timbre?
É o registro vocal, é o som da voz.
O meu timbre é o quê?
Seu timbre é um timbre grave.
Ah, é isso, é uma voz, é um barítono, é um barítono.
E tem uma roquidãozinha aí.
Aí você tem que estudar isso e ver se você chega nisso.
É, você fica estudando.
Eu adoro escutar Vozes, porque eu sou um cara que essa frase é perigosa, né?
Qual? Adoro escutar vozes, né?
Só isso solto, né?
Eu escuto vozes, adoro escutar vozes.
Eu sou aquele cara que se brincar comigo de quem que tá falando, que voz é essa, eu acho que eu acerto.
É só de, putz, eu sou ruim para isso, eu acerto.
E eu, cara, eu tenho uma coisa que eu não toco violão, né? Comprei até um violão agora para aprender a tocar. E eu tenho uma coisa de ouvido, né? Tipo, eu peço o tom, eu vou certinho no tom. Eu sou aquele cara que eu decoro muito fácil, é intuitivo. Tipo, faz um lá, eu vou cantar lá. Se a música é em lá e tu faz em sol, opa, não é lá. Às vezes eu nem sei nem o tom, mas eu falo, não, não é esse tom não, é esse tom aqui. Então acho que a música ela foi me ensinando a entender sobre vozes, né?
Acho que, acho que eu também tinha, sempre tive boas harmonias, né, perto de mim.
Então meu ouvido, isso nasceu, né? Depois você vai agregando informações ao que você já sabe, mas isso não se aprende.
Que é bom, né, mano?
Isso não se aprende, sabia? Porque esse dom de entender as harmonias, saber o tom.
Não dava aprender na escola?
Não, você pode se esforçar muito e saber um pouco, mas esse ouvido musical, que é o que a gente faz, existe ouvido absoluto, que é o cara sabe até a nota que o cara tá tocando, e um ouvido musical. Um ouvido musical, coisa que a gente nasce, cara. Tem muita gente tem ouvido musical e muita gente que tenta e não tem. Às vezes o cara estudou muito e executa coisas muito incríveis, mas ele não tem um ouvido musical. O cara aqui já tá, né?
O Henrique, já teve alguma música que tu trouxe assim e o artista falar, não vou gravar isso aqui, não vou gravar não, isso aqui não combina comigo, e tu gravar? Eu vou gravar assim mesmo, muitas vezes eu vou gravar, e a música explodir? É, muitas vezes, pô, muitas vezes aconteceu isso comigo, com o Lelê e com o Bruno. Fulminante, eu não gostava do, do, do, do, pô, Fulminante, do papo da palavra. Tira o Fulminante, cara, tira o Fulminante, pô.
Pô, tiro fulminante não, pô. Imagina, Deus me livre, tipo, tiro fulminante. Qualquer pessoa que morria de tiro fulminante, eu falava não, pô.
Nego vai falar, contar isso aí não, porra.
Não, minha música é ocupada. Não, eu tinha essa coisa de tiro fulminante. Não vou gravar. Ele faz o seguinte, então só bota a voz, cara, que eu vou te ajudar. Cara, botei a voz, a música não estourou, cara. A música virou sucesso. E eu falo, tiro fulminante no meu coração. Ainda fala de coração, ainda fala de onde que é o tiro. Fulminante no coração. Aí, cara, eu tinha essa coisa, por isso que eu te perguntei sobre música, né, cara?
Muito. Eu acho que o artista tem uma dificuldade. Às vezes você sabe o que você gosta, mas você não tem certeza ou não sabe o que é bom para você. Isso é normal, é normal, porque você faz milhões de coisas, né?
Exato.
E milhões de coisas muito boas. Aí você tem que ter o cara que é teu parceiro, teu produtor, o cara que te ajuda falar, mas isso aqui para você é o que vai dar certo. E é uma coisa assim que cada um tem uma função, né? Hoje em dia eu acho que isso tá um pouco menos, porque a gente, a gente tá com dificuldade de repertório, não tá? Dificuldade de músicas boas, porque também tudo já foi feito, tem muita coisa, muita coisa já no mundo em termos de melodia, de harmonia, de letra.
Né, cara? É que o Mumu, ele acaba que ele, ele tá num segmento muito musical. O samba, o pagode é muito musical. Você vê uma gravação de base de um disco dele, você fica: eu sou os puta músicos, os cara é um puta piano ali, tem o piano, os naipes são os melhores, o baixão, entendeu? Você vai na música pop, é o cara na frente no computador. É um pouco mais restrito, mais pobre mesmo. No final pode ficar incrível também, mas o ponto dele é que você não sabe, mas você tá num oásis que eu vou te falar a verdade, eu gostaria de estar nesse oásis.
Às vezes eu passo por ele, você está e é respeitado.
Sim, mas às vezes eu digo no meu dia a dia, às vezes eu passo por ele, faço coisas mais musicais coisas menos, coisas, enfim. Mas eu já fiz muito, não tô reclamando de nada não. Mas eu digo assim, é para você ter essa consciência de que no pagode, no samba, é uma coisa que tem uma resistência que vai durar muito. Inclusive esse papo de inteligência artificial que a gente teve aqui, no teu departamento, no teu nicho, nem passa, vai afetar menos, bem menos. Vai chegar, mas vai demorar mais.
Sim, sim.
No pop é que é o primeiro, no pop, no rock, no pagode exige muito. Foi o que ele falou, cara, o pagode A gente pega o Jota Moraes aí, que é um dos maiores arranjadores, é uma concepção musical absurda. O Prateado, você é louco, os cara toca muito. Que a gente fala que o Prateado é o nosso Quincy Jones, então é do pagode, é um cara respeitadíssimo. Você vê o Bruno Lelê, o Nélio Júnior, que é um produtor maravilhoso, e o novo agora que é o Thiago Testa, que é um menino novo também que tá produzindo.
Então assim, você vê uma, você vê um time aí de produtor, Bira Vai, né, que você vê grandes produtores, cara, que não tem como, não tem como, não é tão simples chegar ali e, cara, vamos lá, pega aí, pega o instrumento aí, vai, base começou gravando. Tem o Raul que agora que é o meu produtor, é um cara também que é, cara, é da Orla do Prateado e é um cara maravilhoso, extremamente cauteloso, extremamente cuidadoso com as obras, cara.
Você vê que a música Pera aí, não é tão simples você juntar os músicos lá e gravando, não é.
Nem muito menos pegar um computador e sair.
Exatamente, é todo mundo estudou, é todo mundo estudou muito, né, a galera da música.
Pois é. Fala, Lenny, você também estudou, não estudou?
Eu estudei, estudei.
O que que você estudou?
Eu fiz percussão erudita na antiga Universidade Livre de Música, que virou a atual Tom Jobim, né, o LM. Aí depois eu fui fazer, estudei bateria o Tio Magno, que foi baterista da Elis Regina e tal. Cheguei a tocar um tempo no gospel aí, fiz um som no gospel. A gente chegou a gravar no teu estúdio lá atrás, no Midas.
Qual banda?
É a banda Patmos. Não sei se você lembra do Jadão.
Claro que eu lembro, gravei muito Jadão, saudoso Jadão, lá no 2000 e alguma coisa. Tocava no Catesbané.
Exatamente. Aí depois eu saí do gospel e aí ando tocando por aí, mas Não, não, nada profissionalmente agora, né, mais por prazer mesmo.
Legal demais.
Ó, tem uma pergunta aqui do Bruno que é para você, Rick, mas se o Mumuzinho também quiser dar opinião. Ele tá falando o seguinte, ó: hoje o artista precisa pensar em música, vídeo, streaming, TikTok, show, relacionamento com o público. Na sua visão, isso tá deixando os artistas mais completos ou tá fazendo com que eles pensem demais em estratégia e pense de menos em música, ou precisa ter pessoas que pensem para eles por isso, que às vezes não é.
Os artistas, de fato, os artistas mais novos já estão pensando, já eu vejo um lado bom nisso, que o cara já tá mais empreendedor, o cara já tá ligado no marketing. Eu acho que não é nem melhor nem pior, né, falando para o Bruno. Eu não acho que é nem só bom e só ruim, tem os dois lados. É claro que o cara acaba pensando um pouco menos na música, Mas por outro lado, a gente saiu daquela época que o cara só ficava lá fumando maconha e fazendo música, e era um cara que, sabe, tipo assim, não tinha muito essa coisa da gestão e tal.
Então acho que o equilíbrio é sempre a sabedoria em todos os pontos, né? Se o cara tem a musicalidade, mas ele também tem a visão do marketing, eu acho que esse é o cara que vai se destacar, inclusive.
É, eu vejo por esse lado também. Claro que no início o artista ele não tem uma equipe, ele não tem condições de manter uma equipe, né? Ele faz tudo, ele grava vídeo. E você vê hoje agora os artistas novos, como que estão começando, gravam bastante vídeo. E você vê os artistas consagrados também gravando vídeo, e artistas de nome, artista assim, de mais de 40 anos de sucesso, pegando as referências dos novos também, de gravar, de fazer esses conteúdos.
Eu acho importantíssimo. Mas eu acho também que é bacana o artista, ele, ele se atentar a tudo. Ele não precisa entender, ele não precisa, mas ele precisa estar perto de pessoas que sabem, sabe, para ele aprender um pouquinho. Ele pega um pouquinho, ele vai Se a gente aprender um pouquinho de cada, um pouquinho de marketing, um pouquinho de comercial, um pouquinho de repertório, a parte musical, estúdio, eu confio total na mão do produtor.
Ali é o cara tá pilotando um avião. Para mim, o produtor musical, eu posso até dar uma opinião, posso mudar alguma coisinha, mas ali quem tá com boing ali é o produtor musical. Então é um respeito máximo. Quando sai dali, não, aí eu entro, porque eu pego a minha equipe e falo, ó, vamos lançar assim, vamos fazer isso aqui. Não, mas isso aqui não tem nada a ver comigo, isso é mentira. Eu vou falar para o povo, eu vou fazer isso aqui, mas o povo não vai identificar que sou eu.
Então você começa a participar de tudo. E é claro, a música, quando você contrata um puta produtor, né, aí o produto, o papel do produtor é isso, concurso, é você trazer música. Como eu falei, tem muitas vezes, muitas das vezes o artista, o artista não tem a sensibilidade para gravar aquela música e o produtor tem, e aí você perde um hit. Então, então isso tem que ter, isso tem que ser bem, como é que eu vou dizer, balanceado para que as duas pontas ali se entendam.
Então, e que a gente consiga fazer o trabalho andar e observando cada ponta, entendeu?
Fala, Lery.
Ó, tem uma pergunta do Renato aqui, ele tá falando o seguinte, ele fez para o Mumuzinho, mas eu vou estender para o Rick também. Ele tá falando assim: você percebe que hoje o público quer muito mais acesso ao artista, não só a música? Essa proximidade virou uma obrigação para quem vive da música?
Não, cara, para mim, para mim é muito de boa, para mim não tem essa coisa de obrigação não. Eu tenho meus, eu tenho, eu eu vivo protagonismo de sexta, sábado, domingo, protagonismo é o Mumuzinho. É de segunda a quinta eu sou o Márcio. Então de segunda a quinta, se eu tiver aqui no mercado fazer compra com a minha esposa, eu sou o Márcio ali. E eu não tenho essa coisa tipo, ah, putz, caramba, tá chato, putz. Não, cara, eu posso estar cansado, mas eu Eu faço de um jeito que as pessoas entendam o meu cansaço, a minha, a minha, a minha, o tempo que eu vivi naquele momento de final de semana de show.
Mas eu não nesse lugar de tipo, caramba, será que tipo eu tô incomodando ele? Eu não vou falar com ele, cara. Muito pelo contrário, eu amo, nunca me incomodou. E eu amo essa coisa do fã se aproximar do artista. Eu tenho até sósia, cara. Cara, eu tenho sósia, porra! Eu tenho um sósia, pai! Não, vocês estão rindo? Eu tenho um sósia e sou eu, pô!
Como assim? Se o pessoal te encontra, você fala: não, eu sou sósia.
Não, eu tenho um sósia que é eu, pô, que é IA, porra! Eu tenho um sósia que é IA, ele é minha IA, pô!
Eu entendi, ele é igual a você.
É igual, é, ele é a cópia. Eu tenho um sósia que é, que é, não sei, de repente meu pai é arisco.
É ele que tá aqui ou é você?
Não, agora sou eu, tá? Então assim, eu tenho, não sou eu, agora sou eu, mas eu tenho sócio. Então assim, eu até falo para ele, ó, show 4 da manhã você que vai, cara, que eu não vou. Show 4 da manhã, ó, não vou nunca, né? Dobra, dobra, dobrar, fazer 2 chorando. Já fui muito.
Não, eu vou num.
Não, você vai. 4 da manhã show você vai, eu não vou não. Por quê? Porque é isso. Cara, eu conheci ele, a gente bateu um papo, cara, isso é legal. Olha lá, não, isso aí tem vários aí, ó.
Isso aí, olha, pô, tem um monte de sozinho, cara.
Esse aí, deixa eu te falar, esse daí é o que tá espalhado, tem, tem, tá espalhado. Qual eu sou? Quem é o Mumuzinho ali? Ali você consegue descobrir. Eu sou aqui, ali, ó, nem eu que sei qual.
Primeiro pela roupa.
Eu tô com a roupa laranja, mas assim, o Sósia mesmo não tá ali. Qual o nome dele? Nenego. Procura o Nenego aí. O Nenego, ele é o porra, ele sou eu. Tu vai ver ele, Henrique, vai falar: Mumuzinho, que papo bacana que a gente bateu, meu irmão! Só falar: Porra, que papo bacana, que prazer! É ele e não sou eu. Então assim, eu, cara, eu amo esse cara.
Resolve muito problema também, né?
Eu só falei para ele: não chega perto Porra, já pensou minha mulher falar, mô, olha lá!
Olha, nossa, não, parece muito. E ele é de onde? O cara deve ser da peste do Rio, porra.
Tinha que morar em outro país ainda, do Rio. Mas ele é um querido, adoro ele assim, e é um menino que assim, cara, ele tá fazendo, olha que legal, Olha que legal, eu falei para ele assim, cara, você vive o Mumuzinho, né, na rua, né? Você vive. Imagina se eu fosse um cara mala, se eu fosse um cara odiado, se eu fosse um cara— e é o maior legado que a gente deixar para os nossos filhos, não é o bens, não é, cara, é o caráter, é o que que eu fui aqui, o que que eu sou aqui, mano, o que que eu chego, cumprimento, cheguei atrasado um pouquinho, pedir desculpa.
Quem é? Eu quero ser, eu quero que meus filhos seja esse cara. Ele falou, Muzinho, eu vou, eu ando na rua, todo mundo tem o maior carinho por você, cara. Sabe o que ele tá fazendo agora, Vilela? Ô, Rick, sabe como é que ele tá ganhando dinheiro? E eu divulgo ele, ele tá fazendo comercial de remédio genérico, cara.
Porra, que legal!
Porque ele é o genérico, ele tá vendendo os remédios genéricos. Porra, aí é sacanagem. Aí é o Smith, porra. Aí é o Smith, gente.
Eu achei um sócio famoso.
Não vai botar, não vai colocar o Vini Júnior também não. Aí é foda. Se botar o Vini Júnior, eu vou embora. Se botar o Vini, eu vou embora. Então, cara, isso é legal para caramba. Então, te respondendo a pergunta do, qual o nome dele?
Pera aí que eu, pera aí, deixa eu achar aqui. É o Matheus.
Respondendo a sua pergunta, Matheus, eu acho que é isso. Cara, eu tenho um Sósia, então tá respondido a sua pergunta, porque eu adoro, eu amo, cara, me amarro. E tem vários Sósia por aí.
Ó, tem uma pergunta do Henrique aqui, ele fala o seguinte: depois de tantos anos de carreira, tantos discos, programas, filmes e shows, o que que o Mumu de 2026 ainda quer conquistar, ou que o Mumu de 2007 não imaginava que seria possível?
Cara, eu cheguei perto, cheguei perto, mas eu quero ele.
Eu sei, esse eu sei o que ele quer.
Eu cheguei pertinho, eu quero Grammy, ó, eu quero Grammy Latino, é meu sonho. Eu acho que se eu ganhar um Grammy, eu vou estar realizado de tudo que eu já fiz. Eu, graças a Deus, eu sou um cara realizado, cara, sou um cara que eu Como eu já falei, eu já errei, mas de todos os meus erros, o meu maior acerto que eu tive foi melhorar um pouco a qualidade de vida da minha família, de poder minha mãe ter a casinha dela, meus filhos também, de eu conseguir dar uma boa educação para os meus filhos.
Eu acho que foi o meu maior acerto assim, e tudo que eu fiz na televisão Eu não sou aquele cara que tem essas coisas de essa loucura. Ah, eu preciso ter isso aqui. Não, eu preciso. Não, eu acho que essa coisa já passou. E eu acho que agora, para esses anos que eu tenho me dedicado, eu acho que vai ser o tipo assim, putz, você merece, você se dedicou. E agora eu tô concorrendo, concorrendo não, fui nomeado. Nem sei, Dudu, foi nomeado?
Ainda não saiu dos indicados, mas eu, é um sonho poder ganhar um Grammy com uma música séria, uma música consistente, uma música boa, com qualidade, com pessoas sérias trabalhando, sem ia, na mão mesmo, a mão na mão mesmo ali, tocado, cantado. Então eu quero ganhar um Grammy com música de verdade e sem mentira. E sem atalhos.
Exato.
A gente vai colocar umas imagens aqui do DVD do Mumuzinho.
Ah, boa! Aí bota esse começo aí, ó, o DVD que foi criticado, DVD que o pessoal falou assim: ah, você é maluco, você gravou um DVD desse? Olha só, olha a abertura aí, ó, lindo demais!
Onde você gravou?
Eu gravei aonde? No Vibra. Sabe onde eu fui? Eu fui assistir um show do Usher em Paris. Aí minha esposa, e aí eu vi, eu vi mais ou menos essa ideia assim de luz, telão, luz, a banda para ti trocando. Olha lá, você vai ver agora, chique, cara. É um, esse DVD é incrível assim, a concepção musical dele. Ó, Castilhau tocando piano, os maiores tecladistas, arranjadores. É isso, cara, eu acho que O Rick perguntou, cara, da onde você tirou?
Da onde foi? Daí foi dessa maturidade. Olha essa entrada aí agora, olha essa entrada. Eu não sou apaixonado nesse audiovisual, DVD, meu DVD, DVD, DVD.
Ó lá, olha agora, olha esse palco lindo demais, palco, né, com logo.
Olha lá, cheguei!
Nossa, ainda com estilo Michael Jackson!
Cheguei, cara!
Como que eu me arrependo de fazer algo? Não tem como.
Que que é isso?
É um drone?
É um, é um que foi passando aqui?
Isso é a Broadway, Nova York. Eu quis pegar elementos internacional, fui para a Broadway e ele vai passando, ele vai contando uma história. Ele começa em Nova York, que é um lugar que eu vou muito, que eu vou que eu aprendo muito e vejo as maiores referências, Nova York.
E aí, lá musicalmente, né?
Olha isso aí, como que eu não gravo um projeto desse? E esse projeto me levou para lugares que eu consegui fazer um caixa para que eu conseguisse hoje ter a minha própria equipe. Então ele me deu muito maior do que um hit, ele me deu maturidade, ele me aproximou de pessoas, me colocou no outro nível, me aproximou de pessoas maravilhosas.
E conceitual, né?
É conceitual. E é isso, cara.
Dança, você vê lá, tem duas sessões para fazer um desse, ou é um diretão?
Diretão, diretão. É muito ensaio, dança, coreografia.
Fazer um, dois, aí pegava o melhor de—
não, não, não. Thiago TS assinou a direção. A Mari lá, a Mari, é ela mesmo, a Mari. Thiago TS, Prateado na produção musical. E é isso, cara. Assim, esse projeto com a Universal, eu tô 12 anos na Universal, né, cara? 15, na verdade, 15. É praticamente uma vida, né? Então é o maior prazer, faria de novo 10 vezes esse DVD aí. E é isso, é o Mumuzinho Conectado, que hoje é o Mumuzinho Simples Assim, que é um DVD, um DVD simples, mas que tem muita musicalidade.
Tá lindo, lindo, entendeu? Você que é um produtor sério, um cara conceituado, é, dá um respeito, é, você conversa de música, você conversa de música com o cara que entende, e cara que, pô, que já viveu todos os processos da música, aí você fala, putz, mano, olha aí, ó, esse é meu trabalho. Pois é, é um cartão de visita. Eu sou esse cara aqui, ó, quer ver meu trabalho? Eu sou esse cara aqui. Então eu acho que É um, eu não me arrependo. E Conectado para mim foi o combustível para eu ser o que eu sou hoje.
Eu vou agradecer demais aos dois. Vou terminar com Mumuzinho aqui, Rick, porque você já veio aqui na primeira vez, você sabe que tem as 3 perguntas finais.
Claro.
Então vou fazer com você aqui, ó.
Eu queria mais ajuda do Rick aqui pelo convite.
Cara, prazer, obrigado.
Não vai embora não, fica aí. Ah tá, é para você escutar daquele jeito.
Obrigado por você, prazer te conhecer também.
Obrigado demais.
Já assisti várias entrevistas, já assisti entrevista de boa, quebra-pau, já assisti de tudo aqui, já assisti de tudo aqui, o pessoal discutindo em inglês até. Caralho, inglês, você viu? Eu já vi. E poder trocar ideia com o Rick aqui, que é um cara que eu acho que ele nem tem noção do quanto eu admiro ele e do quanto eu sou um cara, eu sou muito muito feliz porque Deus me colocou pessoas boas. Eu acho que por isso que eu vivo e eu aprendo, e eu sempre vou estar em órbita de conhecimento.
Porque como eu falei, eu não perco meu tempo com coisas que não vai me agregar, entendeu? Hoje o meu tempo ele é muito sagrado. Então eu vim aqui hoje, eu não perdi, eu ganhei aqui, eu ganhei para caramba. Então uma coisa que acho que eu, um conselho que eu dou para as pessoas, os jovens, tipos novos, né? Não perca o seu tempo com coisas que, que vai te levar a lugares que não vai agregar, entendeu? Então, então hoje o meu tempo ele é muito precioso.
Então hoje meu tempo ele foi de aprendizado, de conhecimento, de trocar ideia aqui. Obrigado, viu? Obrigado mesmo.
Obrigado demais, meu irmão.
Mas calma, calma que tem 3 perguntas aí. A primeira é o seguinte, Mumuzinho, queria saber aí qual foi o momento mais momento mais difícil da tua vida ou da tua carreira?
Momento mais difícil da minha carreira ou da tua vida? Cara, eu acho que o momento mais difícil é o início, cara, da carreira. Eu acho que é o início. O início é algo, é algo que você, você sonha, eu acho que você almeja, e às vezes você se depara com ninguém assim. Você tá muito distante, você tá muito distante da oportunidade, né? Então Eu acho que o início foi algo que eu precisei, eu precisei me abdicar e fazer escolhas. Eu até falo para os meus filhos: as escolhas que vocês fizerem hoje, ela vai impactar daqui a alguns anos.
Então acho que o início foi difícil. Então, e logo depois foi consequência de foco, de determinação, de erro, de acertos. E de pessoas que eu comecei a ouvir e comecei a ficar perto de pessoas que me falavam coisas que eu não queria ouvir. E aquela pessoa que falava mil coisas maravilhosas, eu me afastei delas.
E da tua vida, momento mais difícil?
Minha vida mais difícil, cara, momento mais difícil eu acho que foi quando, caramba, eu acho que o momento mais difícil foi quando Eu, cara, momento mais difícil, cara, caramba. Ah, cara, a gente vive, a gente vive, caraca, momento mais difícil na minha vida pessoal, cara, eu acho que foi a transição de garoto para virar um homem assim, porque eu acho que o momento mais difícil no início que eu comecei a ver coisas próximas de mim que me levaria para um lugar triste hoje, sabe?
Então eu não tinha, como eu falei, não tinha oportunidade ali. Então eu acho que esse, na vida pessoal, acho que foi o momento que eu busquei a ir pelo certo, a aprender com as pessoas de sucesso, e que no momento difícil, momento da minha vida pessoal. Eu, assim, minha mãe e meu pai se separaram cedo. Acho que também foi esse momento. E chegou o momento que eu virei o homem da casa e eu falei, não, o trabalho, a minha voz, a minha arte vai mudar, a gente vai mudar essa história aqui.
Eu acho que foi o momento. E acho que eu não sou o salvador da pátria, mas eu acho que o pouco que Deus me honrou, me abençoou, eu acho que eu eu consegui melhorar um pouco, eu consegui melhorar um pouco a vida de cada um da minha família, minha mãe, meu pai, meu irmão, meus filhos. Eu acho que se não fosse a música, não sei, eu acho que de repente eu poderia estar no lugar que eu fui criado, eu não ia conseguir também abençoar tantas pessoas que eu abençoo. Eu acho que foi o momento mais difícil foi essa.
Segunda pergunta é a seguinte: não sei se te avisaram, hein, Mumuzinho, se for eu a dar essa notícia, me desculpa, mas a gente vai morrer um dia. Não sei se você tá sabendo dessa parada.
Total.
Então, menos mal. Só que vai demorar muito tempo e você tem um tempo aí para dar uma mensagem para quem tá assistindo esse vídeo aqui há 300 anos no futuro. Quais seriam suas últimas palavras, teu epitáfio?
Bom, você que tá me assistindo aí, eu tenho certeza que você É, não tem nem noção do que eu fui e do que, do que foi difícil chegar até aqui nesse podcast para poder falar, conversar com você que tá aí. Mas a minha vida foi muito difícil, mas eu nunca desisti. E se eu puder te dar um conselho, você que tá aí, valoriza as pequenas coisas, valoriza sua família, Valorize a sua avó, seu avô, que na época que eu vivia aí muitas pessoas não tinham paciência para conversar com vó, com vô.
Eu acho que até acabou isso, não vejo mais uma praça, um jovem e um senhor. Na minha época Acho que não tinha. Então, se você encontrar um jovem e um senhor, analisa, para, presta atenção, porque esse é um momento raro. Então, desses momentos que você viveu, de você ver um jovem, um senhor, eu me tornei um cara super querido aí, um cara de caráter, De uma educação ímpar, de honrar os seus compromissos, de ter palavra, muitas das vezes sem papel.
Então eu fui esse cara e eu deixei algumas músicas aí que de repente você até canta até hoje, mas são músicas que eu fiz muita gente sorrir, mas também fiz muita gente chorar. Mas chorar de alegria, não chorar de tristeza. Eu cantei muitas músicas de alegria. Bate no peito, grita bem alto, abre o sorriso, canta e diz: eu mereço ser feliz, eu mereço ser feliz. Então o que eu fiz de melhor aí na sua vida foi deixar a mensagem. Procurem saber quem eu fui, aí vocês vão entender. Acho que é isso.
Que legal, cara.
Acho que é isso, né, Dudu?
Tem a terceira pergunta, que é sua dúvida atual.
Ficou grande, né? Ficou monólogo.
Não, mas é para isso mesmo. A dúvida que você pega pensando, a pergunta que você se faz antes de dormir, tomando banho, o que que é que você tem dúvida hoje em dia?
Cara, às vezes eu tenho dúvidas Eu tenho dúvidas sobre, como é que eu vou dizer, são existenciais ou não? Eu acho que a dúvida que eu tenho hoje é o que vai ser dos meus filhos, o que que vai ser quando eu não tiver mais aqui assim, em relação ao mundo. O que que vai ser em relação ao mundo? É, eu também tenho essa, eu tenho, porque eu espero que as pessoas cuidam, cuidem dos meus filhos. Como eu já cuidei de muita gente. Mas eu também espero que eles entendam que a vida não é, não é um morango, e eu quero que eles sejam fortes.
Então isso eu sempre, eu sempre converso com os meus filhos, que cuidado com atalho, porque as coisas ruins da vida às vezes é o atalho, cara. Às vezes é o atalhozinho. Não, vamos por aqui, aqui a gente chega mais rápido. Conhecimento. O atalho é algo que a gente precisa, sabe? Então eu fico pensando assim e fico pensando sobre sucesso. O sucesso muitas das vezes ele é traiçoeiro, porque as pessoas às vezes confiam muito no sucesso, e o sucesso ele tem validade.
Sucesso tem validade, o reconhecimento não. Reconhecimento é para sempre. Então é um entendimento que eu fico pensando assim. Graças a Deus, hoje eu não tenho mais sucesso. Sucesso tive quando, em 2014, quando meu DVD, lancei meu DVD, estourou. 15, 16, 17, 18, aí a carreira começa. Aí às vezes a carreira dá uma queda, mas eu continuei, a carreira subiu. Então isso é reconhecimento. Então Eu acho que eu sempre, antes de dormir, eu falo: obrigado, Deus, pelo reconhecimento.
Hoje não tem idade, é criança, é adolescente, 40 mais, 50, 60, 70, 80, 90 anos, uma senhorinha vai no meu show e dança. Então isso é reconhecimento, isso não é sucesso. Eu não quero sucesso, não gosto do sucesso, eu gosto do reconhecimento. Sucesso, sucesso te deixa loucão, te deixa aí, meu velho. Aí, escuta aí, meu velho, sucesso é isso. Tem aquele sucesso que você controla e tem um sucesso que você fala, putz, até quando? Até quando?
Eu não, eu sempre controlei o sucesso, nunca deixei o sucesso ser maior do que o reconhecimento. Por isso que se você procurar aí, uma pessoa que não gosta para mim, pessoa que, ó, tive como um mozinho, me tratou mal. Difícil, hein, cara, mas tem gente. Mas então eu hoje, é o maior legado que eu deixo para os meus filhos, não é o, não é os bens que eu construí, é o que eu fui, cara, entendeu? O que a gente é, é o que eu fiz agora aqui.
Cheguei para o Rick, falei, putz, pô, minha Marlon, em todas as obras que você fez, pô, imagina se eu chegar para a filha dele com 18, 19 anos tá com 6 anos, né? Putz, encontrar com ela, já vou estar mais velhinho, né? Vou estar já um senhorzinho. Aí, seu pai, porra, sou fã do seu pai. Seu pai, porra, fez parte da carreira de um monte de artista, um monte de cantor. Isso é legal, isso é reconhecimento, pô, que muitas das vezes pessoas não tem nem noção.
E as pessoas buscam sucesso, mano. A pessoa quer sucesso, quer o número lá, o número ranqueando. Não, porque eu sou top top 50. Não, porque tudo mentira, pô. Tudo, tudo mentira, pô. Eu não quero ser top de nada não, mano. Eu quero ser top nada não. Eu quero o quê? Eu quero é permanecer no coração das pessoas. Não tô nem preocupado com top.
É o legal.
Eu sou top dentro de casa. Eu sou top 1 para minha esposa. Sou top 1 para os meus filhos. Eu tento ser para os meus filhos porque eu viajo muito, então às vezes eu não consigo dar tempo, mas não falta nada para eles. O top 1, o top 1. Eu sou dentro de casa, é dentro de casa que eu sou top 1. Agora, música no mundo de hoje, de um monte de mentira, então vai no meu show para tu ver. Meu show é um sanhaço, filho, vai! Aí o couro come.
Então é verdade, entendeu? O meu show é verdade, o que eu faço é verdade, não tem mentira, não tem brincadeira. A música não é brincadeira, mano. Música não é brincadeira não, cara. Música é sério, cara. Música é dedicação, pô. Música não é brincadeirinha de botar um negócio ali não, irmão. Eu faço festival, eu pego, eu pego, eu pego Sorriso Maroto no festival, pego Tiaguinho, eu pego o Péricles, eu pego um monte de— é salseiro, filho.
É salseiro, salseiro. Bom, tem prateado. Aí eu falo, caralho, eu vou ter que ensaiar. Marca Inside, o nosso tá ruim. É isso, é isso que me move, entendeu, velho? É isso que me move, pô. Então quando o cara fala que tá ruim, ou o cara que tá, pô, ele tá copiando, tô copiando porque eu quero o melhor, pô. Eu quero copiar o melhor, eu não quero copiar gente fracassada, pô. Gente fracassada, eu não, eu não, eu, eu, muito pelo contrário, eu quero mostrar para ele, para ele levantar, para ele parar sair do carro e ficar esperando ajuda para ele meter a mão e empurrar o carro, pô.
É isso, para ver se não vai aparecer gente para ajudar, entendeu? Mas também não tem gente que não quer não, tá?
Não, tem gente que não quer.
É, a maioria não quer. É, a gente quer ficar aí. Eu, eu com 60, eu quero parar. 60, 50 e pouco.
Eu já tô 57, mas 60 não vou parar não.
57, 60, não, não vou parar, mas 60 eu quero eu já reduzi. Quero ficar igual o Rick e o Bonadinho.
Eu não sei não, hein?
Não, eu quero ficar igual o Rick.
Cuidado com o que você deseja.
Mas isso é propósito, isso é planejamento, isso é dedicação, isso é se atentar aos erros, pô. Isso não é, não é que não é uma, não é uma prepotência. Não entenda como prepotência. É algo que se eu não pensar agora, eu vou viver, eu vou Eu vou ser refém disso, pô. Eu não quero ser refém, pô. Eu quero cuidar dos meus netos, quero ser, quero viajar com a minha esposa, quero curtir também, pô. Boa, farás!
Ô Lenim, você, o que você tem que fazer agora?
É isso aí, se você chegou até aqui e não deixou o seu like ainda, você tá sambando. Então deixa o seu like aí, se inscreva no canal, já aproveita, já se torna membro também, né?
E para provar que você chegou até aqui, essa roupa tá parecendo aquelas malhas medievais, né, que o cara colocava debaixo da armadura.
Figura, né, para não cortar, né? Exato. Lembra um pouco mesmo, até a toquinha também.
A toquinha parece um pouco.
Só fazer uma coisa, passaram redes sociais, sites, onde que o pessoal acha vocês?
Cara, o meu é Mumuzinho, é que não, por favor, que não seja genérico. É Mumuzinho, é Mumuzinho, só coloca lá Mumuzinho, vai achar.
É, o meu é fácil, é Rick Bonadio, todo lugar. Galera tá fácil de achar.
Eleni, pessoal já Clicou no like, já compartilhou, e que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final desse papo.
Ó, hoje tem duas palavras. Se você não conseguir digitar a primeira, você tenta a segunda. A primeira é Brezequeba e a segunda é Creuzebec.
Tenta aí, Brezequeba ou Creuzebec.
Boa sorte aí, sensacional, muito bom, boa sorte aí, muito boa, boa sorte.
Valeu, gente, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau. E que bom que vocês vieram. Valeu, fui!
Caraca, as opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
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