017 - STREET FIGHTER E RESIDENT EVIL LUTAM POR FIDELIDADE + QUEM MATOU O HERÓI DE AÇÃO?
AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do EDUARDO SPOHR, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Já o Vilela é tão nerd que já dormiu na fila pra conhecer o Bozo.
- A ascensão e queda do herói de ação musculoso no cinemaHard Body·Bruce Lee·Arnold Schwarzenegger·Sylvester Stallone·Jean-Claude Van Damme·Bruce Willis
- A fidelidade das adaptações de Street Fighter e Resident EvilStreet Fighter (filme de 1994)·Resident Evil (filmes de Milla Jovovich)·Street Fighter (novo filme)·Resident Evil (novo filme de Zach Cregger)·Zach Cregger
- A representação do físico dos super-heróis no cinema atualHugh Jackman·Robert Pattinson·Henry Cavill·Dwayne Johnson·Reacher
- A evolução das heroínas de ação e sua representação físicaSigourney Weaver·Sarah Connor·Milla Jovovich·Michelle Yeoh·Lucy Lawless·Gal Gadot
- A adaptação de obras para outras mídias e a manutenção da essênciaO Senhor dos Anéis·Constantine·Batalha do Apocalipse·Peter Jackson·Keanu Reeves
- A influência dos animes e mangás na cultura pop brasileiraCavaleiros do Zodíaco·Dragon Ball·Rede Manchete·SBT
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Pegue o óleo de bebê, flexione os seus músculos, pois está começando mais um plantão nerd aqui no Inteligência Limitada. Eu sou Afonso Já fui mais forte, Solano.
Eu sou o Rex e pretendo ficar mais forte ainda neste programa e futuramente na sua televisão também.
Quem sabe, Rex, você hoje ficará um pouco mais forte, pois a testosterona está no ar. Falaremos sobre para onde ela foi, na verdade, por isso que ela tá evaporando.
É, gente, o assunto de hoje, o programa de hoje vai ser exatamente sobre isso, descobrir o que aconteceu com os nossos heróis másculos, testosterônicos, gigantes, suados, besuntados em baby oil. Que nós vimos na televisão. Será que o mundo de hoje não merece mais eles?
Vamos fazer uma viagem testosterônica desde os anos 70 até os anos 2026 aqui no Plantão Nerd com vocês. Tiagão, como tem muita gente forte na pauta, a gente vai precisar de um reforço. Depois que eu virei papai, eu dei uma churreada. Daqui a pouco eu vou crescer de volta, eu tô torcendo para isso. Daqui a pouco eu volto, tá tudo aqui, tá tudo guardado, tá tudo na gaveta, tá tudo na gaveta, tá bom? E se tem um cara que entende tirar coisas da gaveta, da mente aqui, colocar no papel, ele também é malhador, é forte para caramba, faixa preta, faixa preta, e manja dos assuntos que vamos debater. Eu quero ele aqui, invoque-o, invoque-o.
Eu vou invocar para esse programa uma pessoa que eu tenho muito respeito, muito carinho, hoje eu sou um cara grande e forte foi porque ele foi a minha primeira inspiração. Que isso! Contar isso nesse programa, vamos contar. Então, por favor, adentre ao nosso Plantão Nerd Eduardo Spohr.
Gostei da música, gostei da música. Poderia ser essa a marcha imperial do Vader.
Não, não, Vader é fraco perto do Conan.
Eu acho que o Vader ali dentro daquela armadura, ele é meio magrinho.
Tu acha?
Eu acho que deu.
Mas olha só, eu já vou puxar o seguinte: o ator que fazia o Vader, já que a gente quer começar dos anos 70, David Prowse, era um famoso fisiculturista dessa época, né? Inclusive foi ele que ensinou, não foi o Arnold que ensinou, ia falar do, ia falar do Super-Homem, do Christopher Reeve, me confundi. O Arnold malhou com a série, não, não, o Arnold malhou o Christopher Reeve, Christopher Reeve malhou com a série que foi dada a ele pelo Arnold, certo?
Mas eu lembrei do David Prowse, cara, que era impressionante para ser o corpo do Vader, né? Porque a voz é do James Earl Jones.
Sim, sim.
Ele era um cara grande para caramba. Quem quiser conhecer e ver o David Prowse sem o outfit, sem a roupa do Vader, pode assistir Laranja Mecânica.
É isso que eu ia falar agora.
Caraca, ele tá lá, gente!
É, lembra aquela casa que o personagem do Laranja Mecânica invade uma casa, ele faz atrocidade com um casal?
Galera tá vendo ele aí, ó, na tela aí, que bonitão!
Mas ele já tava um senhor aí, já no Império Contra-Ataque. Mas acho que aí já era Retorno do Jedi. Será? Mas não, sim, grande. Mas é no filme do Laranja Mecânica, quando eles invadem a casa de um cara e fazem atrocidade com o casal, ele volta depois naquela casa anos mais tarde, e aí o cara tá numa cadeira de rodas, ele tem tipo um cara gigante, cuidador dele, né? E o cuidador dele é o David Prowse, e o cara realmente era gigante, tinha mais de 2 metros, ele era bem grande.
Então tá, aquele foi soldado dele, né?
É porque para o próprio Lucas ele falava que como a roupa era muito preta se não fosse um cara grande para você destacar a estrutura, ele ia sumir. Sim, figurino. Então tinha que botar um cara grande.
E o próprio estava procurando um papel em que ele não aparecesse, ele não queria ser famoso, ele queria sair na rua. Ele tava procurando um papel desse que não— e aí foi perfeito, encaixou, né, dentro da mascarinha.
Mas olha, vocês mencionaram aí, o Thiago tava— olha ele aí no auge aí, ó.
É, realmente, talvez você já tá no Laranja Mecânica.
Cruza os braços aí, o Rex, faz aí, ó. Rex tá mais, tá mais vascularizado, eu diria, mais baixo. Não, você tá sempre— mas olha só, a gente citou aqui o Retorno de Jedi, né? Talvez por causa daquela primeira imagem lá. Quando eu vi Retorno de Jedi, acho que Thiago também, Dudu era um pouquinho mais velho, a gente era criança.
É, não, eu peguei só o Retorno de Jedi mesmo, que foi 83.
Isso, crianças impressionadas.
Eu assisti O Império Contra-Ataca no cinema com 4 anos.
Isso dá, pode entrar com criança 4 anos para ver isso. Claro, Star Wars, lógico, pode. É mesmo, anos 80. Meu pai trouxe o nosso macaco de picape do Pantanal, por que que não vai entrar com pequeno Dudu? Mas é o seguinte, ali migrando para os anos 90, mais especificamente em 90, acho que 91, 93, temos Street Fighter 2.
Nossa, eu acho que foi 94.
Você não vai descobrir daqui a pouquinho, mas é por aí. Street Fighter 2, ele foi o primeiro jogo a me causar a semitendinite quando era criança, por causa do chute da Chun-Li que eu usava. Eu apertava esse dedinho aqui, ó. Não, não, o jogo, jogo do Street Fighter 2 foi o primeiro jogo que me causou uma lesão de tanto que eu joguei, que era o chute forte no Super Nintendo, que dava aquele—
não jogava aquele Olimpíada?
Esse era famoso em queimar a mão, né?
Levantou, estourava a bolha dele. Fazia assim e tal. O Street Fighter foi o que eu realmente tive o nome assim, né?
Tinha um Poliposista, uma coisa assim.
Não, Poliposista de carro. É o Decathlon, que era isso da corrida, tipo assim.
Mas o Street Fighter era do Super Nintendo.
Super Nintendo ou do Nintendo primeiro, teve o Street Fighter 1.
Não, não tinha como ter Street Fighter.
Ele tinha, existia assim.
Super Nintendo teve o Street Fighter 2, aí depois de 2 Turbo, aí foi. Eu não entendi, não Eu acho que tem algum, tanto que o primeiro Street Fighter era muito ruinzinho, ele era fraquinho, tinha 6 ou 8 personagens para jogar, menos. Não sei se era Super Angulo, agora você pegou tudo.
Mas foi o Street Fighter 2 que trouxe, mudou na verdade, o programador, nós especialmente sobre videogame, a gente gosta para caramba, mas ele mudou o paradigma de uma série de coisas que viram em seguida, aquela coisa toda de como é que os jogos competitivos foram. Daí, galera, o seguinte, a gente teve uma adaptação de Street Fighter, é um pouco mais para frente, né?
Eu vi no cinema.
Exatamente, eu vi no cinema Street Fighter, Jean-Claude Van Damme interpretando, ele era o ator principal interpretando o Guile, né?
O Guile. É, na verdade assim, eu me lembro que esse filme eu fui ver no cinema, eu fiz muita propaganda desse filme. Caraca, vai ser maneiro para caramba porque eu sou muito fã do Street Fighter e tal. Quando chega lá, o filme era uma merda, mas eu continuei defendendo porque eu não quis dar o braço a torcer.
Pois é.
E tinha o Raul Júlio, né, fazendo o Vega.
Não, Bison.
Bison e Vega.
Acho que Vega era no Japão, era no Japão.
Mas é esse personagem, o do chapeuzinho, né, do Capitão, que era o grande vilão.
Tá na tela aí, ó. Esse era o nosso elenco, que ele era o líder da Pichar da Lu, pichar da Lu, exato. O Rex, olha, o Vega tá fazendo uma pose meio de palco de fisiculturismo aqui.
Não, esse Vega foi uma—
o Sagat tinha um sagat, ó, o Sagat, que é um bom ator esse cara. O ator é bom, é, pois é. Mas é o que a gente tinha, galera, é o que a gente tinha nos anos 90.
Eu confesso que já falei isso antes e o meu favorito sempre foi o Vega, tá?
É mesmo? Da garra, o espoelador, velho, era maneiro. Eu detestava, ele subia na grade, eu ficava puto esperando ele descer. Com a voadora na minha cara.
Eu não gostava, não era meu favorito, mas eu aprendi a jogar com Honda. Porque o Honda ele tinha um golpe que fazia, aí você ficava com aquele golpe, ninguém conseguia chegar perto de você. E com esse golpe você derrotava o rival e a máquina.
Perfeito. Eu tô puxando Street Fighter porque é o seguinte, nós somos um programa comprometido com os fatos, com a notícia, Rex, né? Chegou aí há pouco tempo, Dudu, o trailer do novo filme adaptação de Street Fighter chamado Street Fighter. Esse é o nome do filme, é só isso. Começa bem, pelo menos é o nome da franquia, né? E, meu irmão, os caras, o Luciano e o Bigoda vão colocar algumas imagens aí, eles estão aparentemente abraçando a galhofa, a galhofa no bom sentido.
Tipo, cara, é um, é uma propriedade intelectual mega colorida japonesa, os personagens são são extremamente musculosas, exageradas. A coxa da Chun-Li são dois braços juntos aqui.
Calma lá, não exagere no musculoso.
Não, tô falando do jogo. Não, calma, a gente vai chegar lá. O jogo é assim, o jogo é assim: os caras são imensos, as mulheres, como eu falei, Cami linda, maravilhosa, glúteos de ouro. E aí os cara tão fazendo a coisa meio mágica também. Você tem o Hadouken, você falou agora do golpe do Honda, né, meu irmão? Parece lá no trailer, umas imagens aí, ó.
Tem o Dhalsim esticando Esticando, comparando muito com o Dalcinho. Tem várias fotos que Dalcinho parece comigo mesmo, cara.
Achei o Dalcinho um pouco musculoso demais, achei que tinha que ser mais bruxelizinho assim.
É tipo um Gandhi, né?
Tinha que ser tipo um iogue, aqueles mestres de iogue e tal. Mas beleza, então a gente não pode reclamar do que, né, de musculatura aqui no programa de hoje. E assim, porra, tem magia, cara. É uma coisa que tá lembrando muito, Thiago, o desenho animado do Street Fighter, que era maneiro, hein?
Muito bom, é bem feito, a história era boa, a história era boa.
E cara, tem uma das melhores cenas de luta desse desenho, que é a Chun-Li versus o Vega, porra, que ele vai tentar matar ela no quarto de hotel. E os dois caem na cara. Que desenho bem feito!
E naquela época que os desenhos japoneses não eram tão comuns assim, né? Tinha vários ainda, mas tava mainstream.
É, porra, aí você vê isso aí, foi a resposta. Porque acontece, o Brasil não tinha nenhuma assim Assim, a gente tinha pequenos animes que passavam no desenho, na televisão. Tinha do Rei Arthur, tinha do cachorro que era tipo D'Artagnan, mas eram mais infantis. Mas infantis, tinha Kimba, né?
Que é maneiro, mas não era o que a gente tava imaginando.
Vampiro também, o Draco, é o Conde, esqueci, Conde Draco.
Era um vampiro engraçado.
É, tinha o Gênio Maluco, tinha essas coisas assim, animes, mas bem infantis.
Aí a Manchete começou com Cavaleiro do Zodíaco. Depois que começou com Cavaleiros do Zodíaco, isso abriu, porque eu lembro que tipo assim, quando eles trouxeram Cavaleiros do Zodíaco, eles tentaram vender para SBT e para Globo e não quiseram. A Globo achou violento demais e a SBT também não quis. Não, não, eles tentaram, eles chegaram no Brasil para trazer a proposta, porque a ideia de que a Bandai queria distribuir os brinquedos no Brasil, ofereceu o desenho, propaganda, exato, mas para trazer os brinquedos. A Globo recusou, o SBT recusou, a Manchete falou, abraçou a ideia.
Não quero, porque o seguinte, a Manchete tava para fechar. Sim. A Manchete tava realmente, ia fechar. Então chegou a Bandai, falou para eles, olha só, nós temos aqui um desenho, a gente não pode pagar nada, mas vocês também não precisam pagar. O nosso contraparte é a gente vender os bonecos da Bandai, né? Isso.
E aí a Manchete, sem nada a perder, para quem não tem nada, metade é o dobro, né? Vamos embora. Só que, cara, foi um boom, foi um sucesso absurdo.
Isso é bacana de falar mesmo.
Isso que abriu portas para o anime no Brasil, porque quando eles fizeram isso, aí a Manchete foi à loucura, né? Fez aquele US Mangá, que traz uns desenhos violentos para Caramba, para televisão, um monte de ova. Aí o SBT fez isso, cara, o Silvio Santos falou assim, meu irmão, não podemos ficar atrás. Qual o principal desenho que tem no Japão? Liga para o Japão aí agora, liga para o Japão, liga para o Japão e pede.
Olha só, bizarro, né?
Trouxeram Dragon Ball, SBT trouxe Dragon Ball e trouxe o cara, o Street Fighter. E aí começou a passar na televisão e o desenho Street Fighter, esse que eles trouxeram, era muito bom, cara.
Tinha dois desenhos Street Fighter, um com traço barra estúdio ocidental que era mais tosquinho, era fraquinho. E tinha esse aí que a galera tá olhando, exatamente. Olha o traço, meu irmão, isso era muito— olha esse traço! O Dalsinha era fortão também, era tamar passagache. Não, mas era foda. Apesar deles demorarem uns 3 episódios para soltar um Hadouken, que era um, né, ele ficava carregando e tal, era maravilhoso. Traço era foda.
Olha o sombreamento, cara, do desenho. Galera que gosta de animação, era maneiro.
Eles viajavam o mundo, né, que é justamente a proposta do Street Fighter, né?
E tinha esse plot aí, essa coisa dessa organização Chá da Lua aí, é para tentar criar um fio condutor narrativo.
Dudu, que é escritor também, é que talvez seja até muito inspirado na história do Enter the Dragon, né, Operação Dragão, do Bruce Lee, que a gente volta aí os anos 70, né.
Vou falar daqui a pouco dele.
Então deixa que ele fala.
Não, mas o ponto era exatamente essa comparação, né, de que tinha essa organização criminosa por trás, mas Cara, saiu esse trailer, então os cara tão aparentemente abraçando a ideia de fazer uma parada semelhante assim. Não vamos fazer realistão.
Sim, e acho que isso tudo vai entender isso muito bem também, porque a ideia dos Street Fighter, quando eles lançaram em 90, o filme ele tinha uma pegada séria. Existia uma coisa de você querer pegar um conceito infantil e tentar adaptar para uma coisa mais séria. Então o Guile, ele era um militar mesmo, com uma organização militar por trás, e aí tinha toda uma história que não fazia sentido, né? O Ryu e o Ken não eram os principais do filme.
É para conversar com o mercado americano.
Exato. Então qual foi o erro? Tentar fazer uma coisa séria que ficou ruim. Agora, quando veio o He-Man, que os caras abraçaram a infantilidade, abraçaram a piada, abraçaram o colorido—
você tá falando do filme do filme do recente, saiu agora, o novo.
Porque o antigo, ele é um bom exemplo disso, tentar pegar uma história infantil e tentar fazer ela ser séria.
É como era da época, né?
É da época. Então, se assim não funcionava, por isso que não funcionou. Então o novo He-Man abraçou a galhofa, Então acho que pensou o seguinte, cara, vamos fazer igual. A galhofa do He-Man funcionou, deu público, vendeu bem, vamos fazer um Street Fighter, essa mesma pegada.
Que talvez seja uma fórmula que veio da Marvel, eu acho, recentemente, né? Você vê que muitos filmes da Marvel, eles, é Marvel, o MCU, né, ele tem essa coisa, alguns filmes mais sérios, outros bem mais galhofas, né? É o caso, por exemplo, de muitos filmes do Thor. O Thor que nasceu, foi ficando galhofa, foi ficando galhofa. Eu acho que eles entenderam ali que o Thor tinha essa veia cômica tal, E aí viu que dava audiência, tudo.
E, cara, as piadocas do MCU, assim, claro que tem filmes bons, filmes ruins, mas acaba tendo sucesso. E são filmes para toda a família, né, na maior parte das vezes.
Eu acho que alguns deram mais certo do que outros nesse sentido. Que se vocês acham, por exemplo, Thor: Ragnarok, meio que a maioria gosta, mas o Thor: Amor e Trovão a turma já falou, porra, foi demais, perdeu um pouco a mão.
Não, isso, mas ficou muito galhofa. Ter essa galhofa no meio de alguns filmes é importante, acabou funcionando para Marvel. Coisa que a DC, por exemplo, nem é pauta de hoje. A DC não consegue, não consegue fazer essa, essa, essa, é mais sério. Então acho que isso deu uma puta, falando isso, porque aí entenderam que esses filmes mais descontraídos são filmes que agradam a família inteira, vai agradar né, o papai e o filhinho lá, e também, né, e tudo mais. Então é aí que deu, por isso que deu certo, eu acho, como esses universos.
Galera tá otimista para o filme do Street Fighter 2. Tem um comediante que eu gosto bastante, que é o Schulz, esqueci o primeiro nome dele, que ele faz um programa Flagrant. Sim, ele é muito bom, tem um bigodinho e tal. Esqueci o primeiro nome dele, perdão, deu um branco. Ele tem um podcast bacana chamado Flagrant. Então assim, tem indicadores de que a pegada vai ser. E o trailer é engraçado, o Gui tá se zoando, Gui tá lá com cabelão ridículo dele, zoando o cabelo do outro cara.
Pô, o cara tem um cabelo ridículo e tal. E aí é o seguinte, para além dessa nossa esquenta do programa principal de hoje, eu tô falando dessa questão de você abraçar o exagero do seu material original porque temos uma outra propriedade intelectual de videogame sendo adaptada chamada Resident Evil.
Isso aí vai ser uma vergonha.
Resident Evil, que é um jogo que você já não conhece tanto, Dudu.
Eu cheguei a jogar Resident Evil, jogou os primeiros, jogou no PlayStation 2 já, Dudu.
Que foda, verdade. Tinha inclusive, eu lembro que tinha o negócio das balas, que você tinha que segurar as balas, né?
Ele é um jogo de sobrevivência, de terror, justamente você tem que economizar a parada.
Dando um exemplo, é o nome do cara, você falou, é Andrew Shue.
Andrew Shue, ele faz o Dan Hibiki. É um personagem novo, é novo, novo, é um pouco que Monrosa, ele não é dos anos 90 não, não, não. Mas o jogo do Resident Evil, Dudu, a partir ali, eu diria que do que você jogou, né, jogou só o primeiro, ele muita gente considera que ele é uma visão, nas palavras dos criadores, né, ele é uma visão do pão dos filmes de terror e ação do Ocidente. Então eles têm essa coisa do herói e da heroína exagerado para caramba, o herói que sabe karatê, sabe, nunca morre, se pendura no último momento no penhasco.
E outros clichês clássicos do Ocidente, eles são aplicados ali nos jogos do Resident Evil de uma maneira que fica Num limite entre a galhofa e o maneiro para caceta, entendeu? Estão falando em segredo o quê? Fala na minha frente, ora bola! Isso aqui é aguinha? Isso aqui é um guardanapinho? Quer dizer, pô, que nervoso! Quero que fique para vocês verem, irmãozinho. Bota o irmão na mesa, os códigozinhos.
Eu tô me entendendo, tudo é péssimo isso, para falar a verdade, né?
Não tem, decepcionante. Mas o lance é o seguinte, o Resident Evil ele tem essa dose de ridículo, ele tem aquela parada do tipo assim que eu vivo falando, o vilão não tem mais para onde ir. Meu Deus, você está preso! Pare, Doutor Valenzuela, pare, os seus planos acabaram! E aí ele tipo, não, vocês vão conhecer o verdadeiro poder. Aí ele pega a ampola Não tem nada a ver com o Thiago. Ele pega uma ampola com um produto químico que foi pouco testado e tipo se injeta, né? E se injeta. Aí ele vira um monstro gigante escroto com um olho no ombro.
E o outro espera ele virar antes de atirar.
A galera espera. Não, às vezes começa a atirar no meio da transformação, só que ele vai virando. Então tem esse todo, todo jogo do Resident Evil alguém faz isso. Não tem opção. Em vez de pegar o telefone, ligar para um advogado, Se injeta e transforma no monstro gigante e tal. E aí, cara, a gente teve uma porrada de adaptação merda do Resident Evil com a nossa Angelina— Angelina não, Milla Jovovich, com a Milla, né, que não tem— o primeiro e o segundo filmes tem a ver com os jogos Resident Evil.
A partir do terceiro mesmo, pô, o primeiro é muito bom. Ah, muito bom para lá, tá vendo? Você começou, alerta, Opinião do Thiago, muito bom do Thiago. Ó, filme, vamos lá, Luciano, filmes muito bons segundo o Thiago. É Lanterna Verde, o primeiro. Se bem que com essa série aí a galera tá olhando com carinho para o Ryan Reynolds, né?
Esse filme do Lanterna Verde é um filme merecidíssimo, cara.
Caramba, a Milla Jovovich fez aí essa sequência de filmes de Resident Evil que foi se afastando. Por mais que você gosta do primeiro, Thiago, Eles foram se afastando dos jogos, ficou um negócio, uma história própria, sabe?
Ficou uma história própria, se afastou muito do que o jogo era, mas é dentro do universo do Resident Evil.
Não é dentro do universo, só tem o nome.
Você tem a Umbrella ali, você tem alguns personagens que parecem no jogo fazendo parte da história.
Pelo menos tem os personagens.
Ok, tô contigo, concordo com você. Os laboratórios, as criaturas, os monstros É que acontece, é a mesma coisa que eles fizeram com o filme que eu também gosto muito, vai entrar na categoria de filmes que eu gosto. Lá vai, filmes do Rex, que é o Assassin's Creed.
Ai, Rex, puta que pariu!
O filme do Assassin's Creed, vou explicar, são filmes que eles fazem o seguinte: existe uma mitologia, tem um só, aquela mitologia é muito grande, é, o universo é muito grande. Então por que eu vou pegar meu tempo e fazer uma coisa fechada, narrativa, de personagens específicos, quando eu posso explorar aquele mundo com outras pessoas em volta daquilo. Então eles criaram um personagem para entrar naquela história e contar aquele mundo dizendo que ele é maior do que o jogo mostra.
Então eu acho que o Resident Evil ele fez isso, ele pegou o conceito do existe os laboratórios, existe as criaturas, existe os monstros, existem personagens principais, principalmente os vilões, e você coloca um outro personagem ali que também tá combatendo ele, só que de um outro lado. Ou seja, numa grande guerra você tem a frente e você tem outros personagens secundários, que é como um jogo de RPG. Quantas vezes a gente jogou RPG baseado em Guerra das Estrelas que a gente não é o Luke, não é a Leia, não é o Han Solo, mas a gente cria um personagem que também está lutando contra o Império, que a gente acaba enfrentando Vader num determinado momento?
Eu não tenho problema algum com essa premissa de você ser um personagem paralelo. Só que no Resident Evil não é a questão, primeiro que é ruim o plot, não é, não é, o problema não é o personagem separado, mas o lance é o seguinte, pelo menos o que eu concordo com o Rex, O diretor, o Paul W. Anderson.
Paul Anderson, inclusive, do filme maravilhoso que eu recomendo, entra nos meus favoritos, que é Mortal Kombat.
Mortal Kombat é bom, o primeiro é legal, primeiro é maneirinho, que tem o Raiden, que é o Christopher Lambert, aquele era muito—
eu não vi, cara.
Você não viu o Mortal Kombat? Ah, tem seu valor, tá na ideia de bio. Veja, por favor.
Mas por que que eu tô puxando rapidinho? Por que que eu tô puxando esses dois? Botei o Street Fighter e o Resident Evil porque tem um novo filme do Resident Evil chegando que não é essa pegada da Angelina, da Angelina, maluco, da Milla Jovovich.
Eu entrevistei ela uma vez, eu adoro, eu acho ela maravilhosa.
Exatamente.
Mas a Milla também é um bom filme.
A gente vai chegar nele aqui, infelizmente. Eu vou botar um X do lado aqui da Lara Croft. Porque é o seguinte, esse diretor novo, quando a galera falou assim, porra, finalmente vai vir um filme agora do Resident Evil, que é do Zach, como é que é o nome dele? Zach Cregger. Zach Cregger, que ele fez dois filmes que eu gosto. Um é o Noites Brutais. Temos imagens aí? Temos imagens?
Noites, Luciano, imagens. É, Capitão Luciano, imagens, por favor.
Noites Brutais e Hora do Mal são dois filmes recentes do Zach Cregger. De terror. Eu questiono um pouco o final de cada um, mas é gosto, né, de cada pessoa. Mas é um cara que sabe conduzir terror, ele sabe construir aquela tensão, aquela coisa toda. Gosta, ele gosta de monstro, ele gosta de efeitos práticos. Esse filme Barbarian, ele tem, sem dar spoiler do final, quem quiser assistir em português, em português é o Noites Brutais, tá, pessoal?
Ele tem efeitos práticos, cara, tem boneco, tem tripa. Aí, galera, esse cara virou, fala assim, ó, Eu adoro Resident Evil, eu sou fã de Resident Evil, jogo desde que eu era criança e vou adaptar Resident Evil. Aí todo mundo, aí todo mundo animado. Aí saiu o primeiro trailer e é um filme sobre um outro cara.
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Tá vendo que tá correndo pela cidade numa invasão zumbi? Aí a gente tá, tá, o clima tá legal, mas cadê o Leon? Cadê a Claire? Cadê os Lickers, os monstros do Resident Evil? Aí ele tipo começou a dar entrevista, né?
Não tem o Adil, não tem o Adil.
Aí ele começou a dar entrevista, falou assim, não, assim, é porque essa aqui é uma história paralela ao que acontece nos jogos. Aí, nego, tá, tá bom. E eu criei outro tipo, outros tipos de zumbis que não aparecem nos jogos.
Dudu, te fazer a pergunta aqui.
E não tem exatamente. Aí ele começou a falar mal dos monstros que tem. Tem um dos monstros mais famosos dos jogos, Dudu, são tipo uns zumbizões assim de látex, é tipo imensos, usando um chapéu e um sobretudo, como se fossem armas biológicas, como se fossem Exterminador do Futuro, que os cara lança ali e tal. Aí ele começou a falar assim, ah, porque não tem como você botar, né, um porra, um zumbizão de de couro, não sei o quê. Aí, nego, tipo, ué, mas o jogo é isso, o jogo é uma coisa.
E no filme da Vila Jojovica esse personagem aparece, ele aparece, pelo menos ele tá lá, tá vendo?
E aí tá dando. Aí a galera falou assim, pô, esse cara tá com vergonha do que ele vai adaptar. Se tu não vai botar o que tem no jogo porque você diz que é ridículo, pô, então não faz, não chama de Resident Evil, chama de The Zombie Night.
Mas aí que vai entrar o ponto que eu quero falar com o Dudu. Dudu, o senhor viu a série nova do Aliens? Aliens?
Não vi, cara. Eu comecei a ver, eu comecei a ver, achei fraca para caramba.
Pera aí, sério?
Eu acho que eu larguei na segunda temporada, no segundo episódio.
Então você chegou a ver ao menos alguma parte do Aliens, né? Você acha que aquilo ali é Aliens?
Não vi nenhuma. Assim, eu sei que existe um mundo cyberpunk na Terra, né?
Sim, mas não era Aliens para você. Esse é meu ponto, que o Solano tá falando. Eu acho que às vezes o cara quer contar uma história, ele quer falar sobre um determinado assunto. Eu acho que ele não consegue achar uma brecha ali para poder introduzir esse assunto na história. E aí o que ele faz? Ele pega uma franquia de nome e transforma aquela franquia em uma forma de poder contar a história que ele quer. Quando você vê o Aliens, a série do Aliens, exatamente isso, tem tudo ali.
É uma outra história. O cara fala de robôs, de androides, de criações de laboratório, mas o Alien em si É só um pano de fundo. A criatura em si não faz parte da mitologia, não faz parte, não é um grande terror.
Poderia ser um filme separado.
Eu parei de ver quando na série, quando cai aquela nave na cidade. Pois é, porque aquela porra, como é que cai uma nave na cidade? Você não tem nenhum sistema de defesa no futuro ainda, no futuro, impossível isso.
Ali é onde não, ironicamente, realmente a série começa a mergulhar para o—
mas na verdade o que me pegou mais nem foi isso, foi assim, eu até daria crédito, mas Tem coisas até como escritor, roteirista, que são inaceitáveis, né?
Tira você dali, né?
Tirando, exatamente.
Vou te falar aqui, depois você entende, não dá o benefício da dúvida, que o bilionário, trilionário, né, no fim, ele queria que a nave caísse. Eles explicam como se ele tivesse: não, deixa entrar, deixa cair, eu quero que aqui— mas pô, podia, você podia ter alguém falado assim: como é que essa nave cai aqui? Cadê o nosso sistema de segurança?
Ninguém fala Então concordo contigo em termos de escrita, que você tem como adereçar para que a pessoa não fique, pô, porque o Dudu como instrutor, e você também, você sabe que às vezes para uma série você não precisa mostrar, você não precisa gastar dinheiro, mas assim, são 3 diálogos, você tem que sugerir pelo menos, porque aí o espectador ele conclui. Exato, às vezes uma linha de fala, às vezes o cara numa sala de computador falou assim, mas meu Deus, os sistemas não estavam ligados de segurança?
Pronto, você já explica, deixa depois você explica melhor, depois você conclui. Você tá achando que o cara do Zé, que é meu ponto, eu acho que Queria fazer uma história de zumbi, queria contar uma história. Ele gostou da franquia, ele gostou dos jogos, mas ele se incomodava com esses detalhes que são muito orientais. A cultura dele, a mentalidade dele é uma mentalidade ocidental, ocidental, sobre criaturas, sobre laboratórios, sobre coisas militares.
Não é uma coisa oriental que os caras têm essa visão meio mangá de tudo, sabe, de robôs gigantes, alienígenas gigantes, coisa e tal. Então ele vê a criatura, ele vê exatamente um bicho de com uma armadura, ele vê muito mais um cenobita gigante do que ele vai ver uma mistura de uma criatura oriental, né? Essa visão oriental. Então ele quer contar uma história, o ponto de vista dele. Então ele só tá se aproveitando da franquia, que foi a mesma coisa que a série do Alien fez.
O cara conta uma história que o Alien é pano de fundo total, assim, você quase não percebe o Alien na história. O Alien não faz sentido. Se você tirar o Alien da série, ele nem conversa com a série. Mas aí eu acho que ele faz a mesma coisa, quer contar uma história.
Eu gosto dessa sua argumentação e joga agora a bola para o Dudu no sentido seguinte. Beleza, a gente entende, no entanto, que tem uma máquina ali. Qualquer adaptação tem uma máquina rolando por trás. Aproveitando, fazer um jabá contextual. Dudu está— Dudu acabou de anunciar na Bienal do Livro em São Paulo, estava lá com você, ele me convidou, foi muito bacana. Beijoca para Record, que finalmente A Batalha do Apocalipse está sendo adaptada para quadrinhos. Será uma graphic novel, Dudu? É isso mesmo. Fala rapidamente aí.
Não, é depois, para comemorar os 20 anos do Batalha do Apocalipse, né, que lancei em 2007, né. E agora em 2027 já tá escrevendo quadrinho para lançar em 2027. Vai ter uma adaptação muito bacana aí em gráfico, quadrinho, mas a gente chama de graphic novel, que realmente a capa dura, papel fino, aumenta pelo menos uns R$30. É, exatamente, totalmente colorida e tal. E vamos fazer pela primeira vez essa adaptação aí, alguma adaptação do Batalha que todo mundo pede, né.
E aí, aí você tem que adaptar.
Sim, estou orgulhoso porque eu vi as ilustrações do Baturiel.
Tá bonito o teu pai, meu anjo, meu personagem na história.
E ele está másculo, forte, rústico, como tem que ser.
Ainda bem que o Thiago não ficou tipo, não, tem que ser mais fosca, muito pouquinho ali, então aumentar um pouquinho as bíceps.
Não, é, mas cara, você tem que fazer algumas concessões, sem dúvida.
Até você mesmo que tá escrevendo o roteiro, né, parte que talvez tenha que ficar de fora, às vezes mudar alguma coisa para que a linguagem seja mais rápida, né. Você quer dar um recado e você muda uma cena, adapta a cena para que a mensagem seja, mas a mensagem tem que ser a mesma, né?
E a mídia, por ser visual, ela vai contar coisas que você já não precisa colocar muitas vezes na palavra, na boca de um personagem, tá falando uma parada. Então assim, claro que a gente tem que fazer concessões, mas o quanto de concessão, Dudu, você acha? A gente pode pensar em alguns exemplos que dá para você tirar de uma obra antes que ela deixe de ser reconhecida, né, como aquela obra?
Cara, eu acho que a resposta é muito rápida e simples, é você manter.
Tem mais 2 horas de programa, você pode dar uma alongada.
Tem que manter a essência original da obra, né? Um excelente exemplo foi O Senhor dos Anéis, né, adaptação do Peter Jackson. Esqueçam O Hobbit, não tô falando disso. Quem leu, né, a trilogia dos livros, né, Você vê claramente ali o carinho que o Peter Jackson teve. Aí tem muitas coisas que são diferentes, né? Por exemplo, juntou 3 personagens num só, eliminou personagem e tal. Mas você vê que a atmosfera da Terra-média tá ali.
Eu me lembro que quando eu lia tinha esse clima de outono, sabe, cara? Porque a Terceira Era é uma era que você teve a Era dos Deuses, né? A Era dos Valar e tal, aquelas, a Segunda Era, as grandes batalhas. E agora é uma era que é o final, os elfos estão indo para o exílio e tal, né? Só para dar um exemplo. Então tem atmosfera da Terra-média, os personagens têm aquela energia dos personagens, etc., e tudo, né? Então é basicamente isso, é manter essência. E depois até quero entrar aí num mais polêmico, que é o Constantine, né?
Boa!
Que por mais que tenha sido diferente do Constantine, não é em Londres, Não é com um cara louro, né, londrino, tal, em Los Angeles. E eu fui o primeiro cara que, quando eu vi o trailer do Constantino, eu sou muito fã de Hellblazer, ele tudo, né? E aí eu falei assim, cara, isso aí vai ficar horrível, tal. Mas eu gostei do filme, cara. Pois é, porque o filme tem essência do Constantino.
Ele é um bom filme, mas uma adaptação ruim. Exato.
Mas acho que tem essência do Constantino, cara.
Mas é uma coisa que o Dudu falou que eu concordo. Tem a essência da história. Foi um filme também que eu bati, a minha crítica foi, porra, dava para ser em Londres, dava para se pegar o Keanu Reeves, pintava o cabelo de louro, sabe?
Não sei se combina, mas você gosta.
Não, ele é baseado, mas assim, deixa pelo menos o cara ter uma lembrança do personagem, que você veja que é um cara louro.
Mas o Keanu Reeves mandou bem, tem a essência do filme, a história mesmo, né? Os anjos ali, Lúcifer, Lucifer ali, né?
Mas eu concordo que o Lucifer foi a única parte que eu não gostei.
Ah, pera aí, todo mundo gosta daquele Lucifer.
Não gostei porque quando você lê o Hellblazer, o Lucifer não é daquele jeito.
Não, mas é de novo, aí cai na mesma parada, ele não é uma boa adaptação, não é fisicamente, ele é um bom filme, nem naquele aspecto de personagem ele não é.
Até porque ele não é nojento, ele não é aquela visão que ele mostra, um cara meio contorcido.
Pelo contrário, pelo contrário, o perfeito Lucifer seria o Brad Pitt.
Exato. Se você for pegar o Lucifer do Vertigo, é isso que o Thiago tá falando, tá?
Esse ator, a única parte que me quebrou ali da história foi o Lúcifer.
Mas tem a coisa da espiritualidade, né, cara, do sobrenatural.
Esse ator é maravilhoso, excelente, cara.
Mas assim, mas ele é muito diferente do Lúcifer do Constantine. Esse é o ponto, tipo, você foi desbastando, você foi tirando ali. Não, isso aqui não precisa, aqui corta, bota nos Estados Unidos, tira não sei o quê. É Constantine? É uma versão do Constantine. A gente perdoa um pouco mais porque o ator é bom. Filme é bom, inclusive ainda está ali, eu concordo.
Agora inclusive dizem que até o Keanu Reeves já falou que tem aí um roteiro para um segundo Constantine com ele. Mas assim, com essa coisa de Warner mudança, a Hellblazer, né, da DC, então tipo assim, não sabe se vai acontecer mais.
Até os detalhezinhos do roteiro são muito bons. No final de quando ele pega, pode falar o final, acho que pode, pode, aquela questão do cigarro, né. Que aí, porque essa é a história do Constantino, né? O cara tá com câncer de pulmão, fumava para caramba, vai morrer. Ele fez um pacto no inferno, inferno vai entrar em guerra porque todo mundo disputa a alma dele, né?
Ele vendeu para todo mundo a alma dele, ele vendeu para 3. Se ele morrer, eles vão brigar e tal.
E aí tem essa coisa, aí enfim, depois tiram o câncer dele, ele sobrevive e tal. E aí no final tem ele, a última cena, ele pegando alguma coisa, né, batendo que você fala, pô, o cara voltou a fumar, aprendeu nada, aprendeu nada. Aquela coisa que a gente fala de histórias, são histórias de transformação, né? Quando o cara puxa aqueles, é um chiclete, né? Chiclete de nicotina e tal. Porra, perfeito.
Constantino, só uma rápida trivia aqui, ele é o primeiro ou um dos primeiros filmes a ter uma cena pós-créditos.
É mesmo? Olha, eu não lembro qual é a cena.
Era porque, lembra do personagem do Shia Leboeuf.
É, ele volta como o filho Leboeuf na história, tipo o cara que ajuda ele, né, que nos quadrinhos era o motorista dele, lembra?
Aí ele morre no filme, ele morre, aí ele volta como anjo. No final mostra o Constantine, vai ver a lápide dele, vai se despedir. Quando ele vira de costas, o Leboeuf aparece com a asa e acende. E aí dá, aí tem até uma discussão, a galera falando assim, tem gente que fala que ele já era um anjo, né? É o taxista, tem gente que fala assim Ah, ele era um anjo o tempo todo, mano, escondido do lado. Pode ser.
E tem gente que fala ele morreu e virou um anjo, que ele tá com a mesma roupa inclusive do Miguel.
Sim, ele tá aí. Olha o final, tá vendo? Mostra ele com o olho brilhante e tal, como se ele tivesse sido transformado.
Então teve uma teoria que fala que ele até surge o Arcanjo Miguel.
Mas assim, por exemplo, aquela coisa que tinha na Vertigo, né, que é utilizar esses rituais mágicos mais adaptados para modernidade. Isso, porra, era irado que tinha, né? Tinha um negócio do gato, você pegar o gato, você vê o mundo espiritual. Lembra disso? Pô, lance da cadeira elétrica do Papa Dead lá, né? I need the chair. Essa coisa era bacana para ir para o inferno e voltar, né?
Que eu gosto do Keanu Reeves. É que ele pode falar qualquer frase e ela fica legal. Por exemplo, Thiago pediu para você pegar o guardanapo, né? É, ele fala tipo, I need a napkin. Ele sempre dá uma entrega meio tipo, uou!
E o Arnold falando, I need a napkin now!
Ele já é um pouco mais trampo, né? I don't need a napkin because I'm always clean.
I don't need it.
Mas olha só, a gente puxou aqui então o Arnold Schwarzenegger, que porra, não tem como, né, a gente, a gente não então fazer o gancho. Porque, senhores, Street Fighter, ele talvez esteja resgatando uma, um gênero, a gente pode chamar de um subgênero de ação ou uma estética que originalmente eu descobri na pesquisa que o pessoal chamava de hard body. Thiago, o que que é um hard body?
Pô, precisa explicar?
Tem gente que não fala inglês, pô.
Duro, corpo duro, másculo trabalhado. É o que a gente chama, que a gente já falou aqui uma vez, que é o physique de rôle. Physique de rôle é o personagem que você olha para ele, exatamente isso. É o cara que você olha para ele e você tem que aceitar Esse não se explica muito. Você olha aquele físico e fala, ok, isso comporta o personagem. Exato. Você olha, por exemplo, um cara que vai fazer o homem forte do circo, você não vai pegar um garoto, né, que canta e dança K-pop.
Não, você vai pegar um cara que seja justamente grande, forte, para representar aquela personagem.
Usou K-pop não, que o fandom de K-pop—
eu vim aqui para provocar o fandom.
Não, eu quero ver um fandom de K-pop de todos eles somarombados. Não existe, não existe uma banda de K-pop fortinhos.
Não existe ainda não, não existe ainda não. Então fica a sugestão, exatamente, de físico e de rolê.
Mas falaremos disso.
Então é isso, né?
O cara tem um físico para o papel, deu para o papel, deu para esperar a 5ª série dos irmãos aqui acabar. Não que eu não gosto, mas o lance é que é o seguinte: houve essa época de Hollywood em que para você resolver um problema Bastava você ser do tamanho do Rex, você não precisava, né, ser necessariamente o melhor agente secreto de todos. Bastava você arrancar a camisa, perfeito, você era capaz de invadir um pequeno país. Sim, como Arnold Schwarzenegger fez em Comando para Matar, ele e o Freddie Mercury lá num filme meio amoroso.
Matrix, vem cá, Matrix e tal. Eu quero ver essa foto de você, Matrix. Você sabia que aquela roupa dele, que era uma cota de malha que ele usava, na verdade aquilo ali era de crochê? Não era, era um crochê metalizado. Eles não tinham dinheiro, não era não para ficar pesado e ficar fazendo barulho durante a cena. Então eles fizeram uma cota de malha de crochê metalizada e botaram para ele vestir. Aquilo ali era porque senão ficava fazendo barulho na câmera.
Comando para matar. Tem uma arte de—
lembra que eu falei que ia matar você por último? Eu menti, cara.
Dá para fazer um programa inteiro aqui no Vilela só sobre Comando para Matar. Mas a gente, o tempo que nós temos aqui justamente, senhores, é para a gente fazer uma viagem lá para os anos 70, que eu acho que foi quando começou essa estética do hard body, né, que a gente tá aqui, cara. É porque é o seguinte, nos anos 60 você teve um boom, principalmente na China, de filmes de ação onde as mulheres eram as super-heroínas. Tinha uns heróis, sim, tinha uns heróis também, mas houve essa, esse, eu até volto e meio recomendo um documentário chamado Luzes, Câmera e Kung Fu, bem legal, acho que tem na Netflix, que ele conta um pouco sobre essa explosão desses filmes asiáticos, isso pré-chegar aqui, pré-chegar.
A gente vai falar do Jackie Chan, Michelle Yeoh e tal, o próprio Bruce Lee. Mas foi falando de Ocidente, o que elas não eram fortonas, não, entendeu? Elas usavam a roupa característica da época tal. O Bruce Lee, quando ele trouxe, quando ele chegou no Ocidente, foi quando ele começou a lapidar essa estética do cara sem camisa resolvendo a situação. Sim, porque você tinha o Charles Bronson, que também era um homem resolvendo a parada na porrada, um pouco depois, um pouco antes.
A gente não, não, não, começou nos anos 70.
71, 70.
Mas o Bruce Lee, quando ele começou Ele começou primeiro fazendo filmes na China, né?
Sim.
E depois veio para o Ocidente. Já existia isso sim com Kirk Douglas, já existia isso.
Mas eu não acho que sai disso. Não, mas isso é diferente também.
Calma, eu tô dando exemplo de pessoas que tinham um corpo que eram trabalhadas.
Não é o gênero que a gente tá falando. Você tem Jazão e os Argonautas, os força.
Vamos lá, o que havia é o seguinte, o que aconteceu foi que aqui não é história dos homens musculosos, Rex. Eu sei que você quer fazer um filme, a gente tem que falar que assim, o hiato que o Bruce Lee pegou, ele é bem próprio da decadência do faroeste, né? Porque o faroeste, ele veio, né, ele era um gênero desde os anos 40 e tal, foi crescendo. Nos anos 70, o faroeste já estava em decadência, tanto é que o Clint Eastwood pegou esses últimos anos do faroeste O Faroeste teve uma sobrevida com o Faroeste a Espaguete, que ninguém mais queria produzir nos Estados Unidos.
Eles foram para Itália para produzir no Cinecittà, né, que é um estúdio que é em Roma e parece desértico e tal, etc. Foram produzir lá.
Era Uma Vez em Hollywood brinca um pouco com isso, com Leonardo DiCaprio sendo esse ator que foi para lá fazer, que já era decadência do Faroeste.
Então são os Faroeste a Espaguete. E mais, né, e aí já tava em decadência. Aí a decadência do faroeste abriu espaço para os filmes de tira, né? Tanto é que o próprio Clint foi fazer Dirty Harry, né? Perseguidor Implacável, lembra? E aí a gente começou, claro, e os anos 70 também iniciaram a era do drama urbano, com sobretudo Operação França, né, que foi um filme que foi Oscar em 71, 72, se eu não me engano. Agora não lembro o ano exatamente.
Então começamos a era do drama urbano E aí, como é que a ação entrou aí? A ação entrou justamente pelos filmes de tira, que aí começaram a crescer nos anos 70. E também começamos a ter, com essa vinda do Oriente, né, muito interesse no Ocidente do Oriente, né. Tem um, eu sempre falo desse livro, de um romance, cara, que, né, chamado Shogun: A Gloriosa Saga do Japão. Eu falo isso em todo podcast que eu participo. Floripa, um livro que aliás tem série hoje em dia, né?
Esse livro ajudou a abrir nos anos 70 os olhos do Ocidente para o Oriente e começaram a vir tudo isso, né? E o Bruce Lee, ele entra justamente nesse hiato. As pessoas estão querendo ali um drama urbano, estão querendo tira e também luta, né? Já estamos interessados. O que que é essa coisa? Eu me lembro, eu moleque, olha só essa história, vendo um seriado na televisão E alguém falou assim, tinha um cara com kimono, lutava karatê.
E aí o cara, enfim, o outro, né, sei lá, o mocinho, esse era o vilão, o karateca, jogava uma mesa assim e o cara com aquela mão assim quebrava a mesa. E eu ficava olhando aquele cara, falei assim, esse cara é invencível, um karateca naquela coisa, naquela mítica do herói.
Agora apareceu adaptação da Disney, do monge Shaolin.
Que podia fazer qualquer coisa, era quase que um super-herói. E aí chegamos finalmente no Bruce Lee.
É porque eu tô tentando, Dudu tinha um quadro do Bruce Lee, você tinha um quadro do Bruce Lee, você é quase o—
hoje isso em algum lugar, né?
Qual é aquele outro, aquele filme que é meio de comédia assim, meio black exploitation, meio Asia?
Não é o Black Dynamite, esse filme é incrível, é um chamado—
é foda que bota nós três aqui, Luciano e Bigode, a gente vai inventando as paradas. É um filme chamado, que é o Bruce Leroy Ah, é o último dragão, último dragão.
Quem é o mestre?
Quem é o mestre?
Quem é o melhor dos melhores em tudo isso, Sidog?
Mas isso é mais para frente, né?
Claro que ele faz homenagem a essa coisa do Bruce Lee. Ele tem o pôster do Bruce Lee.
Ajoelhe-se e beije meu tênis.
E tem a música, né? Super 80ista.
E ela vai te ensinar o jeitinho, cara.
Então assim, balas com os dentes.
O Bruce Lee, ele é o proto, ele é o, ele é assim, ele é metade dessa moeda do herói de ação musculoso, porque ele ainda não tem arma de fogo. Ele é uma arma, o corpo dele é uma arma, ele não tem arma de fogo. O Chuck Norris, que entra caindo na porrada com o Bruce Lee no Voo do Dragão, no Voo do Dragão também tira a camisa, o cara cabeludão, aquela coisa, você faz a transição. Do oriental que tende a ser, olha ele aí caindo na porrada, o oriental, esse peito peludo, cara, até no ombro, cara, uma sequência, parece um Sasquatch lutando contra o Bruce Lee, um body armor assim, né?
E aí, brother, os cara é meio que essa fusão. Alguns estudiosos dessa nossa arte aqui dos brucutus dizem que alguns estudiosos, acadêmicos, quais são suas fontes? John Biceps, Tríceps Moranis, fontes, e doutora Calves. Ela é uma especialista em homens olhados e mulheres flexionando. Mas a partir daí, cara, que você começou essa mescla, essa busca pelos homens e mulheres cujos corpos eram as armas.
Mas eu acho que isso acontece foi o seguinte: quando você começa que o Dudu falou. O padrão das pessoas era um padrão muito normal. E aí você pega um cara que é extremamente atlético, um corpo definido, isso passa. E você pega as referências da Marvel, de quadrinhos, que tudo é baseado em anatomia humana. Então se você pega, por exemplo, mangá, que os corpos são mais finos, mais longilíneos, quando você vê o cara forte no mangá ainda é até um cara meio lean, né, um cara definido, porque o asiático é isso aí, é o outro padrão de Então eu acho que quando a gente vê essa construção que a gente tem de anos de quadrinhos, de mitologia grega, de musculatura, anatomia, você acaba retratando aquela imagem, aquele cara forte, ele é capaz de fazer alguma coisa que a outra pessoa não consegue.
Exatamente.
Então isso representa muito, como eu te falei, no corpo da pessoa e o que ela passa quando a gente olha. Pô, esse cara é forte para caramba. Então Bruce Lee é um cara extremamente definido, definido, que ele era fora da curva, né? Ele é muito definido para um lutador.
Sim.
Aí você, o Chuck Norris não era tão grande, não era, não era, não era tão definido.
Mas quando você vê os personagens que são extremamente atléticos e fortes, você tende a crer que eles vão ser realmente pessoas mais físicas.
Você tá até de certa maneira aproximando, como o Thiago falou, dos quadrinhos, porque os quadrinhos por sua vez fazem um resgate muito, muito grego, né, da perfeição do corpo físico.
Eu acho que não, né? Era maior outro desenho, né, outro tipo de desenho na época, os quadrinhos, né? Antigos, anos 70, não era herói grego. Isso vem um pouco do Jim Lee, né?
Hoje, os anos 90 foi mais, não, os anos 90 foi muito mais. Mas os anos 70, 80, você via os personagens, já tinha um músculo, já tinha, era um pouco. O Ciclope sempre foi desenhado como um cara magro, então ele era magrão, amarelo, mas assim, não, mas o Thor era muito forte, o Wolverine era muito forte, Capitão América era muito forte, eles tinham anatomia diferente. John Buscema fazia isso muito. Então você pegava os desenhos do John Buscema, tinha um livro de ilustração do John Buscema.
Se você pegava o Conan, o Capitão América, o Wolverine, todos tinham o mesmo corpo. Sim, tá, todos eram musculosos iguais. Então ele retratava isso bem.
E eu coloquei na pauta também a Pam Grier, cara. A gente mencionou filmes de black exploitation aí, que o Black Dynamite ele faz piada. O Luciano vai botar a Pam Grier também, que ela também foi meio que essa proto-heroína que dava porrada, meu irmão. Olha que depois inclusive fez aquele filme do Tarantino que não é, acho que não é nem escrito por ele, mas ele dirigiu, que é o Jack Brown. Eu acho que ela tá no Jack Brown, ela tem uma porrada de fama.
A Pam Grier é muito clássica, mas ela fez alguns filmes de porrada também, de mulher dando porrada, né? Eu lembrei do Coffee, e o mais famoso é a Foxy Brown. Foxy Brown, olha aí, exatamente, é isso aí. Então já tinha essa coisa, mas lentamente construindo o que nos anos 80—
pera aí, mas você falou só, quero falar do Bruce Lee antes de você seguir. Que você falou dos homens como armas, né? As pessoas como armas, o corpo como arma. O filme talvez mais famoso do—
é assim, né? A vozinha desse—
Operação Dragão, né?
Enter the Dragon.
Entre o Dragão.
Elas têm uma música lá que é famosa, uma música assim.
E aí, como é que é?
Uau, uau, uau!
Parecia um Pokémon falando agora.
Tem um, aparece um cara falando uau, uau! O Enter the Dragon, mas porque eu tô falando isso? Porque o plot é muito interessante. A gente vem na esteira daquela famosa episódio do Tim Tones, né? Você sabe desse episódio? Tim Tones é um líder espiritual, né, que foi para uma—
ah, Jim Jones! Jim Jones, que todo mundo se— no acampamento dele horrível.
Tim Tones não era do— era o Jim Jones. Que ele fazia.
Isso é confundido. O Jim Jones fez essa, fez essa, é um líder de culto, líder de culto. E no final foram lá e se mataram, todo mundo se matou. Então qual é o plot lá do Operação Dragão? É, tem uma ilha, né, que tá fechada e tal, e eles querem mandar a gente do FBI para lá, só que ninguém pode andar, entrar armado. Então para entrar infiltrado nessa, nesse culto, né, que um culto muito baseado nesse que o Jim Jones, é mandar, tinha que mandar uns caras que eram armas por si só.
Porra, maneiro!
E aí que entra o, não só o Bruce Lee, né, mas outros personagens ali que eram ocidentais, que também lutavam e tal, que eram alunos do Bruce Lee inclusive. Depois viraram alunos do Jackie Chan.
No trailer o cara falava, né, nesse que ele enfrenta um touro, né, um negão muito alto Sim, roupa amarela.
Esse cara era aluno do Bruce Lee, que é eterno. Tem um filme que conta a história do Bruce Lee, tem um filme que conta a história do Bruce Lee, e o filme é bem legal. Nos anos 90 e poucos, 2000, fizeram um filme que conta a história do Bruce Lee. E aí conta que ele foi para faculdade e os Estados Unidos tava passando pelaquela pós-guerra do Vietnã, não foi Vietnã, não, aquela que teve Tanta guerra que os Estados Unidos foi, os Estados Unidos, Guerra da Coreia.
E aí teve a guerra, tava logo depois da Guerra da Coreia, o Bruce Lee foi morar nos Estados Unidos porque, se eu não me engano, o pai dele tinha feito a documentação dele que ele era americano, ele não era chinês.
Não, ele era, ele era inglês por causa da Hong Kong.
Isso, então ele conseguiu pegar a documentação, então ele foi morar nos Estados Unidos. E nisso tem uma cena aqui no filme que conta, que mostra ali que tem um cara que vai brigar com ele, fala assim, ah, meu irmão, vocês coreanos, aquele cara, eu não sou coreano, eu lamento pela morte do seu pai na guerra, mas eu não sou coreano, tá querendo bater num cara que não tem nada a ver com isso. E o cara vai para cima dele, mais uns 3 caras também que eram de wrestling, coisa e tal, e ele mete a porrada nos 4, sabe?
E aí esse cara, esse grandão aí, ele chega, meu irmão, que luta é essa que tu fez? Tu deu porrada em todo mundo. Ele fala, cara, eu aprendi kung fu, tô desenvolvendo uma linha minha de de luta, porque eu quero aprender. E ele foi aprender e ele se tornou o melhor amigo do Bruce Lee nessa história. E aí participa nos filmes, maneira, por causa disso. Até por isso que ele tá no filme, entendeu? Que além de ser aluno, era amigo do Bruce Lee.
Era mensalidade mais cara de academia, né? E só os atores de Hollywood faziam jiu-jitsu kundô com ele, com Bruce Lee, que ele dava aula com o Bruce Lee, né?
Agora, enquanto essa fase inicial dos anos 70, a gente eu coloquei aqui como se o corpo fosse uma arma. Quando a gente entra para os anos 80, eu visualizei uma coisa como se o corpo ele passa a ser quase que um efeito especial, porque os caras vão começar a crescer de uma forma que a maioria da audiência nunca tinha visto uma pessoa daquele tamanho. As pessoas do tamanho do Rex, se você voltar até nos filmes que eu brinquei uma hora aqui, falei do Jasão e os Argonautas, ou Qual é aquele que tem o Hércules, que ele faz parte do navio?
Jasão.
É o próprio Jasão, cara.
É a Liga da Justiça dos gregos, tá?
Todos eles ali tinha uma porrada de campeão ali no navio.
Era o Jasão, era o Hércules, tinha acho que o Perseu, Velocidade de Ouro também.
É, então os caras que eram fortes, eles eram fortes não fisiculturistas, eles tinham o corpo mais do strongman. Né? Era um cara que tinha uma massa muscular muito grande, mas uma capa de gordura mais tradicional e tal. Quando você entra nos anos 80, meu irmão, aí o negócio fica realmente— você pega uma pessoa que nunca ninguém viu antes, do tamanho de um Schwarzenegger, uma pessoa lapidada, que o cara parece uma estátua de um museu.
Era um pouco, você tinha o Arnold, você tinha o Lou Ferrigno, que até fez o Hércules, né?
Sim.
Você tinha o Frank Columbo que fazia algumas participações também, que são fisiculturistas.
Mas foi o Arnold, o Stallone. Eu até marquei o Stallone, mas no Rocky III. Não, o Rocky III é que ele tá, meu irmão.
Na verdade, ele tá, ele— eu não sei agora qual é a época dos filmes, tá? Tem aqui, ó, mas tem Rambo.
Então o Rocky III é 82, o Rambo II é O Rambo 2 é 85.
E quando foi o Rocky 3?
82.
Ah, 82.
Desculpa.
É, no Rocky 2, 82 não.
O Rocky 3 não. Confere aí para mim, será que eu me enganei? Vê se o Rocky 3— por isso que eu tô achando estranho, eu tô até mais para frente, porque o Rocky 1 é 70 ainda. Descobre aí Rocky, a ordem dos filmes Rocky aí, bota no Google aí.
Rock 3 foi lançado em 22 de maio de 82.
Vocês estão duvidando aqui do pauteiro?
Duvido não, é 92. Rock 3 inclusive é o do Clubber Lang, é o melhor rock de todos. E eu peço para vocês verem dublado.
Foi o maior inimigo do rock, tanto é que em Balboa, no Rock Balboa, no Rock 5, né, o Rock 6, ele quando começa a tomar porrada no final da batalha, na luta, né, ele tem uns flashbacks do Clubber Lang, que foi o pior vilão de todos, né. Exato, é pior do que o Apolo, com certeza, né.
Pior do que o Apolo nunca foi um inimigo do Rocky, não, né. O primeiro filme do Rocky, porque as pessoas confundem um pouco, mas o primeiro filme do Rocky era uma ação promocional, era pegar um lutador de bairro para lutar com um campeão para promover uma ação, para dar uma chance. É, exatamente. E aí o Rocky perde, né? Aí tem o Rocky perde o primeiro filme.
Empatam?
Não, não, eles empatam, mas a vitória vai para o outro, vai para o campeão, vai para o campeão, que é o Apollo Creed, o Doutrinador. Aí veio o segundo filme, que é Revanche, e aí o Rocky ganha.
Sim.
Aí o terceiro é com Clubber Lang. Sim, ali que é realmente um desafio, que o Clubber Lang quer destruir a imagem do Rock.
É muito um drama pessoal, o segundo também, né?
Mas esse problema não é sobre o Rock Balboa.
Eu adoraria falar assim, a gente ainda tá nos anos 80, no segundo filme do Rock, ele já tá forte, ele já tá bem seco.
Sim, mas é no terceiro que ele tá trincadaço. Por que que eu cito o terceiro Rock Balboa? Porque junto com o Rocky Balboa, na mesma data, a gente tem o Conan. O Conan, o bárbaro, ele estreia onde é, onde a galera— porque o Schwarzenegger fez o filme lá do Hércules em Nova York, que ninguém viu aquela merda.
Eu vi.
Não é ruim, vai dizer que é bom também? Vai entrar na sua lista?
É o filme da época, o cantinho da locadora, escolhas do Rex.
Sabe, Dinho, só querendo me rebelando aí contra o seu corte, só quero lembrar, como a gente tá no Plantão Nerd aqui, argumento nenhum nesse filme, notícias quentes, tem nenhuma autoridade, só quero citar o I Played Rocky, né, que é um filme que vai entrar agora em cartaz. Maravilhoso, que é sobre a história do Stallone fazendo. Vejam o trailer, tá incrível, cara. Igual, tá igual. E a porta mais parecida ainda.
É, é, porra, cara, ficou muito bom.
O casting desse filme tá batendo com o casting da série Dark.
Estávamos no Arnold, né?
Então, aí, exato, o Arnold. Só que assim, tanto o Conan quanto o Rocky Balboa, olha aí, ó, o filme do Rocky aí que o Dudu puxou.
Pô, tem que ver se não tá igual, cara.
Igual, brother.
E o jeito ele falar igual, né?
Mas o Rocky e o Conan, eles ainda não são esse herói de ação que a gente tá buscando ainda. Você é porque assim, primeiro você apresentou, tô tentando criar essa timeline, né, de que Bruce Lee, Chuck Norris, tal, os caras da arte marcial Sem camisa. Quando entra o Schwarzenegger, e eu botei o Rocky no texto porque ele tava, porra, lapidadasso, mas o Schwarzenegger é tipo assim, cara, o nível de massa muscular entrou para um lugar meio super-heróico. Esse cara é um deus.
Eles eram até um pouco freak, né, na visão de muita gente ali em Hollywood, né. O Rocky foi escolhido, é justamente o Rocky, né, o Arnold foi escolhido numa Os caras que faziam, né, a produção foram no campeonato desse de fisiculturismo, viram Arnold, falou: a gente tem que encontrar um papel para esse cara. Qual é o papel que a gente vai encontrar? É Conan o Bárbaro.
Tem que ser o Conan. Agora, o Rambo, que é de 85, primeiro Rambo de 85, e o Comando para Matar, aí sim nós estamos, é onde eu acho que o negócio Começa o gênero, começa o gênero.
Mas é porque aqui começa o gênero, aí começa o desafio, porque eram os atores da época com maior porte físico, né? O Arnold tem 1,83, 1,84, o Stallone tem 1,80. Então não era muito grande de proporção, mas o Arnold era um cavalo. Na televisão você não sabe exatamente, não, pois é, eles botavam uma proporção muito maior e o Stallone, ele tava muito, muito seco, tanto que eles eram da mesma época, da Goldie Hawn e tudo mais. Eles eram grandes concorrentes, inclusive de filmes e contratos.
Lembrando que Stallone tinha um desafio entre eles, que assim, não podia ter os dois do mesmo filme, que eles tentaram juntar os dois várias vezes e os caras nunca topavam. Eles tinham uma rivalidade entre eles. Então, na época, eles eram os maiores atores de ação.
Sim, ainda que o Stallone ele não fosse fisiculturista.
Não, nunca foi.
Ele realmente no Rocky 3 ali, né, e no Rambo, acho que o Rambo 2 para 3, ele também tá imenso. Esse cara correu atrás, mas em termos de volume, né, Rex, nunca teve muito volume. Mas você concorda comigo, com Dudu, que o Comando para Matar e o Rambo é onde a gente tem essa união das coisas que a gente tá trazendo? O corpo é uma arma, sim, o corpo é um efeito especial, é importante tu mostrar o cara Cara, meu irmão, segurando a metralhadora sem camisa, o negócio é absolutamente insalubre.
E era um desafio até, porque isso foi crescendo ao longo dos anos, porque como existia esse desafio entre eles, por exemplo, o Rambo usava uma metralhadora que você usava em base de helicóptero, em tripé, e o cara segurava com o braço e com outras balas. Aí o Arnold Schwarzenegger então foi, cara, então eu quero um canhão de braço. Aí aquele canhão 4 bocas, entendeu? E os caras escalando.
Quem leva?
Olha essa matraca que o Stallone tá segurando. Eu tenho certeza, olha como ele era extremamente trincado, tá vendo? Não, é, cara, o corpo dele nesse filme tá sensacional, mas não tem como você dar um tiro nessa arma sem ficar de boa. Não, cara, não tem condição, sabe? Não tem que ser um negócio.
Então os caras vão cada vez mais natural. Aí qual foi? Aí Exterminador do Futuro, que que eles fizeram? Pegam o Arnold, bota uma mini Uzi, uma Uzi também que é uma arma de tripé de apoio, uma mão só. Então os caras estão sempre valorizando essa coisa de aumentar a arma, aumentar o desafio.
Bota de novo o Schwarzenegger segurando lá no Comando para Matar, ele segura aquele, segurando aquele canhão, aquela bazuca de 4, inclusive do Helldivers. Aí, ó, não tem um jogo que eu e o Rexente gosta de jogar, o Dudu, que tem um conjunto de armas e roupas que homenageia os heróis dos anos 80?
E tem essa, aí tem esse trabuco, ele não deixar Comando, é aquela cena clássica dele se preparando para grande batalha, porra, na praia, os dois, né, os dois se armando, né, se equipando.
Mas é o John Matrix na praia, quando ele vai botar a roupa, o colete, o Rambo também tem uma coisa parecida, vai transformar aqui, apertar a bolsa, não sei o quê, coloca as faixas e tal, tudo, né. Os dois copiavam muito o estilo do outro, uma zoeira assim.
Schwarzenegger remando naquele bote minúsculo de sumo, ele carregando o tronco no ombro, lembra do começo do filme? Pois é, então isso que eu tô falando, eles nos filmes antigos que eu citei, que você tinha literalmente semideuses no navio do Jasão, você aceita um cara que ergue uma tora de madeira, derruba uma pedra, essa coisa toda. Agora, quando você vai pesquisar nos 80, Schwarzenegger e Stallone começam a fazer essas paradas que beiram o sobre-humano.
Schwarzenegger no Predador, Predador já é 87, o Schwarzenegger no Predador, lembra, ele Levanta a caminhonete, ela tá apoiada num tronco sem roda para girar o negócio assim.
Aí você tá me desvalorizando.
Não, mas eu tô falando, eu já levantei também. Então é por isso, traz agora a caminhonete. Fabinho vai trazer a caminhonete agora para a gente.
Eu tenho uma história parecida com essa, porque no filme, olha só, era na verdade, era parte de trás de uma picape sustentada por pitocos de madeira que ele meio que empurra o negócio, era mais um deslocamento do negócio, não era uma coisa, não tava reguendo para jogar, valorizando. Não é incrível, porque uma vez eu fiz isso com aquele Corsa com uma parte para ter um rack atrás e pediu a saída do meu carro, tive que levantar e ficar puxando para poder sair com o meu da vaga.
Mas ainda assim, Thiago, exatamente, hoje é uma coisa relativamente comum comum vermos pessoas como você, pessoas que se dedicam ao crescimento muscular anormal, certo? Naquela época, um cara do tamanho de Schwarzenegger fazendo uma parada dessa era, concordam, é uma coisa tipo assim, caralho, brother, não é um bagulho normal, né, levantar caminhonete desse tamanho. Então assim, ali realmente, quando a gente começa com o Rambo, o Comando para Matar, agora o Predador.
O Predador inclusive, ele é uma galeria de heróis musculosos armados, né? Ali é meio que todo.
Tem um cara que não é, né?
Aquele Jaclyn, né?
Sim, tem dois. O Pancho lá, o Pancho, o índio.
Não, não, índio é fortão.
O índio era forte. Você tinha o Dylan, que era o Carl Weathers de novo. Você tinha aquele Ace, que era o, que era o que ele também virou governador depois de outro estado, Jesse Ventura, que era o tiranossauro, como é que é, tiranossauro sexual. Ele fala.
Aí você tinha o Mac, que não era forte, é um cara grande, vai, mas não era forte, que tá no comando para matar. Sim, fala, eu, como é que é, eu como Green Berets no café da manhã.
Aí você tinha o que era o único que era o latino do grupo, que é o que morre com um tronco no peito.
Ah sim, ele morre logo no começo também.
É que ele tá junto com o que tem aquela frase: seu braço tá sangrando, eu não tenho tempo para sangrar.
Esse é o Jesse Ventura.
E tem o magrinho do computador, que é o cara que entende lá de comunicação, que eu falo assim: ei, eu estava com a minha menina.
Não precisa contar essa piada, Luciano. Segurei agora antes da piada. Olha a galera ali, ó.
Olha, português, ele fala assim: eu falei que você tem um sexo grande, você tem um sexo grande. Porque você falou duas vezes, é porque fez eco. Tiago, ele não consegue, cara. Mas sabe o que é engraçado? É que quando eu vi Predador dublado a primeira vez, eu não entendi as piadas.
É claro, porque a tradução dessa piada é muito mal feita.
Mas não entendi as piadas. E aí quando eu vi em inglês, depois de anos, é que eu fui entender a piada. E aí eu comecei a rir muito, muito. Eu me senti um índio rindo da piada.
Eu tô aqui zoando com medo do algoritmo, eu e Luciano, né? Já fica suando já com as piadas do Rex. Mas é porque o lance do Predador é justamente, é um bando de homem, né, cara, com a porra da testosterona lá no alto.
E os caras, era proposital, porque a ideia, a proposta era, eles pegaram caras que eram máquinas de combate, que eram capazes de dizimar uma vila inteira se eles quisessem.
É o que eles fazem, inclusive.
Exatamente o que eles fazem. E o que acontece, eles não conseguem enfrentar uma criatura que vem do espaço. Ali eles se tornam as presas, na verdade.
Esse índio é maneiríssimo, cara.
Esse filme tem, esse filme daria um programa, cara.
Dá um programa, não se empolga.
E é um pouco da mesma premissa do, parecido com a premissa do Aliens 2, né?
Do Aliens 2, que vou chegar nele também. Perfeito, perfeito. Eu tenho que lembrar que na verdade vamos resgatar o próprio Chuck Norris, né, cara? Porque nessa época também a gente tinha o Braddock, que também cai nesse gênero aí, né?
É um pouco mais galhofa, né?
É Mark Galeoff, Comando Delta também, mas ainda é um cara forte resolvendo a parada. Ele não chega a ser um Schwarzenegger, mas ele resolve o problema com o corpo ou com a metralhadora.
Sim, eu não sei, eu acho que ele entra nesse nível dos filmes do Chuck Norris. Ele sai da delegacia assim, vai enfrentar sozinho E aí alguém falando assim, John, você não é um exército. O cara ignorando e indo embora assim. Cena clássica, né?
Perfeito.
Já materializada pelo diálogo.
Perfeito. Tá aí uma linha de diálogo que de certa maneira faz uma, faz uma quarta parede ali, né? Assim, não quarta parede, mas uma autocrítica, né? Assim, o cara tá dizendo que é uma coisa ridícula e tal. Não podemos esquecer do Dolph, pô.
Dolph Lundgren.
O Dolph Lundgren, apesar de não ser classe A, né, não fala assim, não é classe A, não fala assim.
Ele tem aquele filme com Brandon Lee que é muito bom. Ele surgiu justamente no Rocky IV, foi, foi. A história dele no Rocky IV é muito boa. Para quem não conhece a história, vocês com certeza sabem, mas para grande audiência que não conhece a história, eles estavam procurando um ator que tivesse o perfil do Draco. E aí uma das meninas da produção falou, olha, meu namorado é exatamente assim. Como é que é seu namorado? Ah, ele é campeão de karatê, ele é decatlon, ele faz vários esportes, ele tá estudando no MIT aqui do lado, física, alguma coisa. Ele é, ele tem essa formação inclusive, né?
Foi a Grace Jones que sugeriu?
Não, não, foi a namorada dele, que era uma das produtoras do Rock 4, que depois namorou a Grace Jones, que é uma mulher de ação também, no Coronel E aí, traz ele para a gente conhecer. Aí o Dolph Lundgren chegou lá, o Arnold começou a conversar com o cara, o cara sabia lutar, o cara era campeão de nado e tudo mais. Pô, você não quer entrar no filme? Ele topou. E aí ele terminou a faculdade, depois foi estudar atuação e tudo mais.
E depois veio He-Man, veio outros papéis e tudo mais. Mas ele começou assim, tipo assim, indicação da namorada, cara. Meu namorado é exatamente o perfil do parceiro.
Fez o Soviético, né, na época perfeita ali do fim da Guerra Fria, né?
E dá isso.
Ele morreu, ele morre, né?
Ele faz, se nós viramos amigos, vocês também podem ser amigos.
Final do filme, né? América e União Soviética juntos e tal. Sim. Então o Dolph, ele fez o rock, mas ele fez o He-Man também, que, né, a gente vai dar um salto posteriormente para o He-Man atual, que tá resgatando não somente a propriedade intelectual, mas essa coisa, só não resgatou os músculos É, vamos chegar, calma, calma.
Body painting, body painting.
Mas ele no He-Man, ele tava, meu irmão, de camisa daço, loucura total.
Mas tem que ser, cara, é o He-Man. Você vai botar o He-Man de roupa?
Não, não, nisso, nesse quesito, ele serve ao papel.
Esse filme do He-Man me decepcionou muito numa coisa. Eu senti falta de um elemento importantíssimo do He-Man, tá, que não são os corpos másculos, não são os peixes desnudos. Não são baby oil, são a tanga de pelo. Faltou a tanga de pelo, cara.
Isso não tem uma tanga de pelo?
Não, é de couro, parece uma tanga romana, sabe? Várias tiras de couro assim. Todos os bonecos do He-Man tinha uma tanga de pelo. É, tanga de pelo faz parte.
Você acha imprescindível a tanga de pelo?
Pelúcia, né?
Pelúcia, mas tinha que ter.
Olha aí para você avaliar. Vale então?
Não, ali não tem nenhum nem outro, pelo menos um tá de sunga, tá vendo? Menos mal. Mas o outro tá com umas tiras de couro ali na perna, tá vendo?
Não gosto de couro, não gosto de couro.
Agora realmente, Dolph Lundgren tinha um corpo, né, maluco? Olha esse cara.
Não, o cara era um monstro, só não tinha atuação ou carisma, por exemplo, do Arnold, né? Isso aí não deu.
E os mullets, né, cara?
Olha o mullet do cara com body paint. Olha essa vergonha.
Não, deixa o menino, deixa nosso menino He-Man, o He-Man 2026. A gente já mencionou aqui o Alien. Vamos falar de mais do que Alien 1. Eu sinto que o salto de heroína do Alien 1 para o Aliens: O Resgate, ele é muito semelhante do Exterminador do Futuro 1 para o Exterminador do Futuro 2 com a Sarah Connor, porque as duas mulheres têm uma transformação, uma mais óbvia do que a outra, né, para— porque a necessidade pede isso, isso aí, não é?
Então a Sigourney Weaver no segundo filme, meu irmão, no final ela tá também com a camisa rasgada, tá salvando a cria, tá lutando com a outra mãe, tá com a arma na mão e entrou para o rol também de heroína.
É um filme de maternidade, é um filme sobre maternidade, é um filme sobre maternidade. Aliás, você tem ali duas mães que estão lutando pela sobrevivência dos seus filhos.
E convenhamos, a Ripley trai o acordo. Traiu o acordo. Ela só falou assim, eu não vou tocar nas tuas crias, deixa eu—
não, não, não, não, não, que isso, vocês vão ver o filme, pô. Não, é um filme, Trair a Aliens Rainha, que ela aponta a arma.
Aí é o ponto de vista de cada um.
Não, não, não, o acordo foi o seguinte, ela aponta a arma, fala, eu vou entrar, você vai deixar a gente sair. Isso, esse foi o acordo. Então, aí quando eles estavam saindo, abre um ovo.
Não, mas aí não é culpa da rainha, pô.
É, claro que é, porque não, claro que não. Você tá maluco, cara?
Não, não, meu pai tem trocentas mil galinhas naquela casa.
Tanto é, cara, tanto é, tanto é que antes dela apertar o gatilho, antes da Ripley apertar o gatilho, ela olha para a rainha e fala assim: porra, você me traiu.
Aí aperta o gatilho e queima.
Claro não, cara, vocês não viram o filme?
Vimos, Dudu, vimos milhões de vezes. A cena é o seguinte, aqueles ovos, ele acha que o ovo—
eu entendo o argumento— ele acha que discussão nerd. Ele acha que o ovo foi aberto a comando da rainha. Acho que é um argumento válido, vale, vale, mas não é certeza.
Aí no filme sugere isso.
Não, não, mas olha só, eu acho que ela pode ter feito isso.
Olha para rainha, fala assim: não, o que eu entendo é lá, tipo assim, foi mal, não vai dar.
É, eu acho que foi tipo assim. Logo, elas fizeram uma porra, mas o ovo não fez.
O ovo não fez.
O ovo não fez.
Por que o ovo não abriu antes?
Porque a galinha, porque a mãe rainha lá, Rainha Alyssa, ela não escolhe. A galinha escolhe quando é que o ovo vai eclodir?
Não, mas ele supõe que quando o pai—
vamos dizer, vamos dizer que o Dudu tem um ponto.
Alô, pai, bota a galinha aí.
A questão aqui do vídeo, da história, É, por mais que as pessoas, é da mesma forma que Die Hard, né, Duro de Matar, é um filme de Natal.
O Aliens é um filme das mães, nisso podemos concordar, é um filme de Dia das Mães.
Esse é seguro de ver, mas engraçado, eu acho que, eu acho que o 3, desculpa te interromper, é, eu não gosto do 3 porque no início, viu junto, lembra? No início do 3 a menina morre, né?
É isso horrível. James Cameron Tá louco, se foi uma porcaria, foi por nada.
Mas não precisamos falar de Alien 3 porque eu ainda gosto de Alien 3, é maneiro.
Eu gosto também, mas é muito feio.
Eu gosto, vai entrar na minha videolocadora, hein?
Eu aceito, cantinho do Rex da locadora, escolhas do Rex. Mas é que é o seguinte, no Alien 2 não podemos esquecer, ela é a heroína de ação que de certa maneira combina até mais.
A Vasquez, a Vasquez é um personagem muito bom.
Eu sei que vocês têm a Vasquez aí, ó. A Vázquez, ela, porra, já abre a sequência malhando lá, fazendo barra com outro carinha.
Piada clássica, né? Já te confundiram com homem? Ela pergunta: e você?
Não, e a Vázquez, para quem não lembra, ela também é a mãe do John Connor.
É atriz que faz.
Nossa, bem adotiva. Já aparece como, como temeu, né?
Ela aparece no começo e depois como temeu, como temeu.
É, mas a Vasquez, ela morre muito maneiro também, ela e um dos comandantes lá, né, o frouxão lá.
Eles seguram, ele tá machucado, eles estão atirando, né, acabou a munição. Aí viram para o outro assim, quer saber, vou morrer, vamos morrer bonito, pega as granadas e bomba.
Isso é muito foda, hein? E as armas, né, aqueles fuzis de pulso lá São armas absolutamente desnecessárias, gigantes. E o legal do Arifage é uma arma tão pesada que ela precisa de um cavalete, né, para você segurar a arma no seu— é que nem câmera-man, que ela parece aqui, ó, ela parece essa parada aqui, ela precisa de um sustentador.
É igual câmera, isso, que eles vão gravar, que eles têm que ter aquela mochila para segurar, ou com aquele braço mecânico, perfeito, aguentar o peso. Mas o que é legal do filme é que ela tem uma atitude muito legal no filme, que assim, eles colocam numa situação que eles estão extremamente bem preparados, mas eles não podem usar as armas porque eles estão no lugar que tem muito gás. Então você pode explodir todo lugar de um certo momento do filme, né?
Quando eles vão invadir ali, né, o covil. E aí eles estão preparados. Inclusive aquela arma, ela tem mira automática, ela vai automático no bicho, sabe? A própria, eles só vão segurando a arma, ela vai procurando o alvo para atirar. E aí ele fala assim, vocês não podem usar esse tipo de munição. Aí ela vira para o cara parceiro dela assim, você tá com munição aí?
Não tô.
Vamos embora. Elas encaixam a arma. Isso é uma grande parte do filme.
Usam também, né?
Chega uma hora que eles chutam balde.
Então, bacana do Aliens 2 é que o Alien 1, quer dizer, o Alien no caso, é ter aquela situação que eles não têm arma a bordo da nave, né?
Então, outro gênero de terror.
Então não tem arma a bordo da nave e ninguém ali é marinha, ninguém é treinado e tal. Então isso seria um papo bem nerd, né?
Tipo lixeiros espaciais, né? Isso.
O cara fala assim, pô, a gente fez filme bacana, imagina o que aconteceria se a gente colocasse vários soldados armados até os dentes para enfrentar esses caras. A gente pensava isso antes de ter o Alien 2, entendeu? A gente ficava especulando como nerd. E aí vai o cara e faz exatamente isso.
Tem um meme na internet que é muito bom, que é tipo esses sites assim de avaliação de filme. Aí tem assim Alien 1, aí tem o cara botou tipo assim 3 estrelas. Aí a resenha dele: achei maneiro, mas tem pouco Alien. É logo embaixo, tem tipo assim Alien 2, aí o mesmo cara assim, caralho, é tudo que ele sonhava, né?
O 2, cara, ele te deixa muito mais apreensivo do que o 1, porque aí eu não sei, não vou dizer porque, porque na minha opinião, porque no 1 você tem uma criatura só, uma criatura só na nave. Então nada impedia eles, cara, desculpa, de ir para algum lugar e se isolar, porque já tem uma coisa andando pela nave, galera. Foda-se!
Mas como é que tu vai pilotar a nave?
Não, olha só, eles estão dormindo, piloto automático, isola um compartimento, porque o bicho para entrar, cara, ele entra pelo tubo. Não, mas olha só, não é todo, igual John McClane, cara, não é toda tubulação que dá acesso a certa coisa.
Tu trabalhou na Nostromo?
Não, puxa aí, Luciano, puxa aí a arquitetura da nave, programação do filme, porque que tava levando nos troncos, porque eles conversavam com uma base e a base tem que trazer essa amostra viva para cá. Beleza, mas a partir do momento que começou a matar a gente do negócio, foda-se a missão, Eduardo, tu pode ser a próxima vez.
Eu entendo que o lance ali, não, calma, calma, no primeiro filme eu entendo que o seguinte, primeiro que não podemos esquecer, quando eles começam a tentar caçar o alien, é um androide boicota, né? Antes dele boicotar Eles acham que o alien é um bichinho desse tamanho.
Mas depois que o bicho começa a matar gente—
calma, calma, você lembra disso? Eles acham que o Dallas entra no tubo achando que ele vai encontrar um bicho desse tamanho. E a audiência também. Isso que é bom da narrativa, você acha que o bicho é pequeno. Quando o bicho cresce, porra, como é que os cara vão se isolar se eles precisam entrar em hipersono? É difícil, cara. Não vai dar, não vai dar.
Desliga o primeiro negócio que eu vou fazer, desliga todo o negócio de gravidade da nave. O bicho vai ficar lá, tu vai foder tudo que anda, tá louco. Olha só, olha só, não, coisa de roteiro. Não, não, não, desculpa, olha só, coisa de nerd, que é assunto de nerd.
Desculpa, tá bom.
Olha só, segundo filme é mais aterrorante do meu ponto de vista porque tem muitos, muitos. Eles vão pegar aqueles sensores, o negócio pisca, o negócio quer ficar branco, você não tem para onde você correr.
Não, e o plot irado, né, porque é um planeta em terraformação, né, e pô, e tem uns colônias e tal. Então os cara vão lá, recebe um chamado de socorro. Pô, o plot é muito irado.
Pelo número de colonos, que era o número de infectados, cara, você tá lidando ali com mais de 3 mil criaturas. É muita criatura, não tem como você sobreviver.
Então aquela caverna embaixo que tinha todos eles pendurados, pois é, gente para caralho.
Então tipo assim, não tinha como. Ali é muito mais aterrorizante do que o primeiro.
Entendi. Mas o plot, ele fez com que a Ripley acendesse, ganhasse massa muscular para poder se transformar figurativamente, o querido Drax. Olha só, é literal, entendeu?
Para mim, uma Sarah Connor dá porrada em 50 Ripleys.
A Sarah Connor, convenhamos, não, de frente sim, né?
De frente, de cabeça, de corpo, é mais inteligente. A Ripley, ela é Gente, mas a Ripley era o quê no primeiro filme? Técnica, técnica. Você fez curso de formação em técnica de enfermagem?
Ela é tenente. Não, ela não é tenente.
Eles deram patente para ela, ela é filme 2, entendeu?
É aquela pessoa, cara, eles têm treinamento militar.
Não, cara, eles pilotavam uma nave que era uma nave comercial de mineração. Normalmente ela não sabe, ela tinha que seguir ordens. Ela não era comandante de uma aeronave de mineração, ela tinha aquela patente ali, tanto que ela não mexia com arma, entendeu?
Nem tem por que ter arma. Exato, eles não têm arma no Alien 1.
Não, não tem.
O cara tem uma sashama, por exemplo, quando a galera pega arma e tudo mais, ele ensina para ela, ele tem que ensinar para ela.
Agora a Sarah Connor não tem uma sashama, mas ela tem uma visão lá.
Armas, que ele entra no tubo com lança-chamas.
Agora, no Exterminador do Futuro, a Sarah Connor, depois que ela descobre que o filho dela vai ser o futuro da humanidade, a mulher vai treinar com guerrilheiro, ela aprende a mexer com arma, ela mesmo monta um galpão de armas, para, deixa um cara encarregado para isso. A mulher é uma militar, ela vai matar o, ela vai tentar matar o cara lá da, que era o técnico, o segundo em comando lá. Ela invade a casa do O cara com fuzil, arma de distância, silenciador, barulhinho, lembra?
Olha ela aí, olha ela aí, cara.
Eu tô lançando a clássica, né?
Ele tá com a bomba na mão, ele morre.
Eu não sei quanto tempo vou segurar.
Isso é que virou vídeo de animação para nós. Você vê, né? Eu tento fazer uma piada, olha a diferença de piada. Eu tentei fazer uma piada elegante, Luciano. Eu não sei quanto a frase do filme era. Eu não vou analisar a piada. Eu não sei quanto tempo eu posso segurar. Essa é a frase do filme. Aí venho eu tentando fazer uma piada que passe no crivo do Luciano e falo assim: já ouvi muito isso à noite.
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Ela, ejaculação precoce.
Viu? Minha piada foi precoce.
Isso é uma condição médica, isso não é uma piada.
Sutileza de um elefante.
Exato. É, mas também, né? Falando em sutileza, senhores, olha só, se o Bruce Lee, avançando na timeline, perdemos o Luciano. Se nos anos 70 o Bruce Lee tinha o seu corpo como uma arma, assim como o Chuck Norris, mas era um cara magrinho. E nos anos 80 os caras ficaram gigantescos, mas se apoiaram muito mais— eu sei que tinha um Van Damme, mas ele se apoiava muito mais nas armas do que no kung fu, né? Ali, 85 para 95, a gente começa a trazer talvez um meio do caminho, né?
E você tem o Jean-Claude Van Damme, que é meio que isso, cara. Ele era um cara mais forte em termos de massa muscular do que o Bruce Lee, sim, e do que os heróis, né, asiáticos. Mas era um cara que sabia brigar, ele sabia brigar de verdade, né, sabia lutar. E aí fez uns filmes bons.
Sim, ele começa como vilão no Retroceder Nunca, Render-se Jamais. É um excelente filme, quer dizer, na verdade muito ruim, mas bom para gente que gosta desses portarias.
Excelente filme, Dudu falou bem, na verdade, né.
E aí ele começa nesse filme. Aí vai acendendo, né? E o grande filme dele, vocês sabem, é O Grande Dragão Branco, Frank Dux, O Grande Dragão Branco de 88, supostamente baseado numa história real, que ninguém sabe se é real mesmo, que já provaram que não é.
Pois é, O Grande Dragão Branco é bem, é bem essa coisa.
E o plot é bacana, isso, o plot é maneiro, que é essa coisa do Street Fighter, né? Quer dizer, uma luta de rua fechada, um vale tudo, em que cada um com seu estilo, né, vai mostrar o seu estilo.
Eu acho muito bom, mas tijolo não revivido. Olha, Olha esse frame, olha o físico, olha a coxa.
Esse frame é foda. Ele usa o cara, o juiz de apoio, né, para escalar e dá um chute no— esqueci o nome desse cara. Esse cara é famosasso. Isso, Oloyang. Ele tinha os maiores peitos de Hollywood, sabe? Até ele fica, eu fico lembrando, é muito bom. Não, é sensacional.
E o clássico, né, quando joga o pó no olho dele, né, que ele fica É, inclusive eu acho que eles chegaram a fazer uma estátua dessa cena e era uma das poucas coisas que eu queria ter muito na minha vida.
Mas o engraçado, o Grande Dragão Branco, ele é uma, ele tá muito próximo ali do Bruce Lee. Depois é que ele foi pegando em arma, né, o Van Damme, né, Soldado Universal, Dolph Lundgren, que sem o Dolph Lundgren, esse bó é E aí o cara foi meio que fazendo kickboxing também, mas aí também ainda é aquele que tem um estádio que ele fica preso dentro de um estádio, uma coisa meio Bruce Willis. Não, é um que é tipo não sei o quê mortal, que os terroristas invadem um estádio que tá rolando hóquei, algum filme assim, e ele fica, ele é um policial que tem que resolver a situação ali.
Eu lembro muito do Soldado Universal, galera, da cadeia também, né? Né, que ele fica preso, que ele vai preso também, que eu esqueci o nome. Ele fez muito do Duplo Impacto, Duplo Impacto, que era ele, tinha um irmão gêmeo, Time Cop. Time Cop era muito bom, é legal e tal. O Steven Seagal, apesar de hoje tá um pouco rechonchudo, nunca foi forte. Ele era um cara ok, Rex, vai. Ele não era musculosão, ele era um cara da arte marcial.
Não, mas não acho que cabe aqui, não cabe ali sempre com roupa, sempre com casaco. Ele usava uns kimonos, sempre uma coisa assim muito para disfarçar o seu peso extra.
Força em Alerta, pô.
Não, não, excelente filme.
Eu Sou Apenas Um Cozinheiro, pô, muito bom.
O filme é bom, mas não é um filme que valorize a força que a gente tem.
Não, ele não é muito ousado.
Aquele que ele matava com cartão de crédito, que tinha, você viu? Lembra desse? Que o cartão de crédito tinha uma lâmina?
Não lembra disso não?
Cortava o cara.
Eu gosto muito, difícil demais. Eu gosto muito, que é com o Dudu, vai se lembrar talvez, que é com o Rutger Hauer, que ele faz um cara que ficou cego na guerra.
Justiça Cega.
Justiça Cega. Esse filme é muito bom, cara.
É bonito. É no Vietnã, ele é pego pelos vietnamitas e acaba descobrindo o poder da amizade com eles. Eles perdoam ele, só que ele ficou cego por causa da explosão. E aí eles ensinam a ele uma arte marcial lá local que eu esqueci o nome, que o mestre dele também era cego, com espada. O mestre dele era cego, uma coisa meio Zaitoshi, só que ocidental, do samurai cego e tal. E aí ele volta para o Ocidente, ele é liberado, ele é resgatado.
E aí ele é isso, ele é um cara que sabe arte marcial, mas adaptou essa arte para a cegueira dele. Então ele tem uma, ele usa uma bengalinha e tal e vai resolvendo as tretas.
É divertido, só que ele tira da bengala uma espada. Isso que era isso.
E ninguém desconfia do cara, né? Então essa parada. Agora mencionei aqui o Zaitoshi, a gente tá falando também, alternando aqui entre Ocidente e Ásia. O Jackie Chan, vocês consideram dentro desse nosso? Eu considero que ele era forte, tá? Não, o Jackie Chan era fortinho.
Eu acho que vai para o lado mais da comédia, né?
Depois, quando ele vem para o Ocidente, na hora do Rush, sempre foi assim. Pô, cara, olha só, eu trouxe aqui, ó, tem o Police Story que é dele. É, mas assim, ele lutava com o Bruce Lee. Bigoda e Luciano, cata o Jackie Chan.
Ele tem uma história engraçada, interessante. Primeiro filme que ele fez, é uma participação, ele fez vilão. E ele falou que ele não queria nunca mais fazer vilão, que ele falou que ele queria ser uma coisa que representasse, que fosse uma coisa que as crianças se inspirassem. Então ele fez uma participação como vilão em um filme, não era nem um dos principais. E aí depois ele falou assim, cara, nunca mais. Ele nunca fez um filme que ele fez vilão depois.
Mas ele interpretou, olha ele aí, porra, ele era forte, cara, sempre esteve em forma.
Não, cara, mas a luta dele já tinha aquela coisa meio de gag, sabe?
E o Kung Fu do Macaco, aquela coisa de você fazer os movimentos.
Ele era da ópera de Pequena, isso, ele era do teatro, do teatro e do circo, né?
Tem muita gente polêmica, tem muita gente que argumenta que Jackie Chan é o maior astro de ação de todos Não, ele pode ser uma atração grande assim, mas não é um bruto, não é um testosterona, uma coisa assim. Ele tem testosterona, mas não é gigantesco.
Apesar dele ter um filme com Arnold, ele tem um filme com Arnold, negócio da volta ao mundo, volta ao mundo em 80 dias.
Caraca, nem lembrava. E interpretou Chun-Li. Luciano vai encontrar para gente ele de Chun-Li. Olha, ele fez até a cara, tipo um desafio para o Luciano. Bota aí Jackie Chan Xun Li, que vocês vão descobrir que ele era um artista extremamente versátil. E uma amiguinha dele que eu acho que vale também aqui para nossa— claro, a gente tá temperando aqui a testosterona. Claro, quando a gente joga, né, homens e mulheres, os caras vão ser maiores.
Mas, cara, eu gosto muito da Michelle Yeoh. Olha ele aí, de Xun Li, é um clássico. O nosso queridíssimo, ele abraçou a zoeira.
Eu gosto disso.
Então, abraçou a zoeira, exatamente.
Faz comédia, comédia.
Então, Michelle Yeoh, vocês gostam da Michelle Yeoh? Ela aqui no Ocidente ficou mais famosa com O Tigre e o Dragão. Aliás, um filme bacana, filmação, filmação. E ela fez recentemente o Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Ela é uma das protagonistas.
Faz o Street Fighter antigo? Ela não faz? Ela não é a Chun-Li do primeiro Street Fighter?
Cara, é uma atriz que inclusive virou diretora.
Ela fez agora recentemente o Mandalorian, fazia Que elas são muito parecidas, eu sempre confundo as duas.
É, parece que tipo filha e mãe assim, elas têm alguma coisa semelhante, elas são parecidas em alguns aspectos, eu confundo muito as duas. Essa é a Michelle Yeoh, ela fez 007 também, não sei se você lembra. Ela foi uma Bond girl também, dava porrada para caceta.
Era ainda o Pierce Brosnan, se eu não me engano, é aquele filme que eles vão enfrentar um cara de comunicação, de mídia que é num navio, o cara tem tipo um navio stealth e ele é um cara de comunicações.
O filme não é tão bom, mas ela manda bem. A Michelle Yeoh, ela tem uma história legal, contei uma vez no Matando Robôs Gigantes, que ela tinha feito— eu não sei se ela se machucou durante uma filmagem, porque ela é, cara, a gente tá falando de alguns filmes ocidentais, mas ela tá junto do Jackie Chan fazendo filme de porrada lá na China há muito tempo, né? Ela é uma, uma estrela lá. E aí ela conta numa entrevista que ela foi fazer um, não sei se ela se acidentou durante um filme ou ela fez uma cirurgia, eu sei que ela tava debilitada em casa e tava meio para baixo, como todo mundo fica quando tá se recuperando.
Pessoas, nós gostamos de fazer exercício e tal, você, né, precisa ficar parado muito tempo, dá aquela baixada, né? Tu fala, caramba, e tal. E ela já tava com uma certa idade, já tava chegando ali, acho que na época da entrevista ela falou que já tava ali chegando, sei lá, quase 50, uma parada assim. Ela falou, pô, talvez seja a hora de eu diminuir o ritmo, pô, talvez me aposentar, ir para um outro caminho e tal. E aí a agente dela virou e falou assim, pô, tu não sabe quem tá na cidade, tá implorando para te conhecer, Quentin Tarantino.
Adoro Quentin Tarantino. Pô, ele falou que é mega fã e tal. E ela falou, mas não tô muito bem, tô aqui, né, meio recuperando. Aí eu falei, não, por favor. Ele pediu, por favor, por favor, chama o Quentin Tarantino. Ela falou que entra o Quentin Tarantino, meu irmão, com um olho parecia um anime, com um sorriso. Aí falou, cara, ele passou a tarde inteira, parecia uma criança conhecendo o Godzilla, sacou? Tipo assim, a Michelle olhou para o Tarantino, que adora filme de porrada e principalmente de asiático, cara, e falou que ele sabia todos os filmes da mulher.
É, ele sabia todas, que nem a gente ficou falando aqui, ele sabia todas as minhas cenas de ação, ele sabia as falas do filme dubladas em inglês, né, o cara não fala chinês. E ela falou que, cara, quando ele foi embora, se despediu, agradeceu oportunidade de conhecer a heroína dele e tal, ele falou, quando ele foi embora, falou assim, não posso me aposentar, não posso me aposentar, caralho, esse cara me encheu de autoestima. Eu não lembro se, não sei se nessa época foi do Tigre e o Dragão, Eu não consigo precisar o tempo disso aconteceu, mas ela continua fazendo filme.
E agora foi para quando ela fez o Tudo a Todo Lugar em Todo Tempo, esqueci o nome, meio que tipo ela retomou essa parada de incrível e tal.
Uma Turma do Kill Bill também é uma heroína de ação?
Eu acho que é pontual, né?
Pontual.
Ela fez ali e nunca mais fez mais nenhum outro filme, mas mandou bem, mandou bem, mandou bem, mandou bem para caceta.
Na verdade, o elenco inteiro é muito bom, né? As cenas de luta são bem coreografias de kung fu dos anos 70. A pegada de você pegar aquele ator que fazia o vilão do filme, que era o Bill, David Carradine, né? Para trazer esse personagem que também tava apagadaço na história, sabe? Trazer ele de volta.
Tarantino faz isso, ele resgata os atores e atrizes assim que estão meio apagados e não, mas ele resgata trabalhos, cara.
Ele resgata uma galera que ele gosta, né, que ele conheceu, que ele gosta. Tem aqui o Michael Madsen também, que sempre usa nos filmes dele.
Então é legal que ele trouxe toda essa galera e ele faz um filme bem, eu acho, que o Kill Bill 1 e 2 são para mim os melhores favoritos, na verdade são os meus filmes favoritos do Tarantino. Eu amo Kill Bill, eu acho foda, foda demais, cara. Tem uma mina que eu queria saber se vocês lembram dela, Porque quando eu vi o nome, falei, porra, essa mina, o nome não me chama atenção. Mas quando eu vi a cara dela, falei, ah, essa mina era foda!
Que a Cynthia Rothrock, não, Ronda Rousey, não é a Ronda Rousey. Bota a Cynthia Rothrock aí, o Luciano e Bigoda, para gente. Uma lourinha badass, motherfucker para caceta. Vê se vocês têm aí Cara, tem que ser uma foto de físico, Luciano. Mas não precisa todo mundo ficar, olha só, pega foto do Einstein então, foto de físico, porque só tá trazendo as mulheres meio magra, entendeu? Mas não vão ficar do tamanho do, porra, do Ronda Rousey.
Nem a Ronda, Ronda é round, Ronda é round, aquela Carano, Juna Carano.
Vamos, enquanto vocês estão catando a Cynthia Rothrock aí, ó, já achou? Vai botar na tela?
Vamos ver, vamos ver.
Luciana, tá ligado nessa mulher, cara?
Quando ela apareceu, eu falei, ela lutava bem para caramba, para caralho, para caralho, né?
Os filmes eram muito bons dela, isso era umas porradas. E cara, ela metia porrada, não era um negócio desse, não era forte, não era forte, mas ela é uma mulher, cara, é uma outra categoria.
É porradeira, é forte.
Essa mulher é uma maneira que é porradeira, é forte. Gina Carano e a Ronda Rousey não tem carisma, mas tem filme de ação. Não tem ruins?
Tem filme, tá nos Mercenários, tem outros Mercenários.
O filme que a Ronda Rousey tá, dos Mercenários, é o pior. Não é por causa dela, evidentemente, mas ela não se destaca como mulher de ação. Desculpa. Michelle Rodrigues é uma puta mulher de ação.
Michelle Rodrigues é uma mulher forte de ação.
Michelle Rodrigues é. Eu sei que avançamos um pouco no tempo.
Já tive o prazer de Conhecer ela.
A Michelle Rodrigues é uma gente boa, engraçada.
Fale mais, fale mais.
Pô, foi para o Velozes e Furiosos 5, eu acho. Não, ela falou 6. Aí eu fui entrevistar o Dwayne e a Michelle Rodrigues, cara. As perguntas, entrevistas, sabe quando ela só participa?
Ela ri, legal, maneiro, sabe? Ela interage, ela é o oposto dos personagens.
Exato, cara.
Os personagens já tá sempre saco cheio, sempre estourou com a Ana Lucídia, eu acho, né? Sim, no Lost.
Você acha que foi no Lost que ela—
primeiramente pareceu, né? E ela também era uma mulher revoltada, porradeira.
Nunca faz uma pessoa feliz a Michelle Rodrigues, ela tá sempre de saco cheio.
Uma mulher militar, ela tava tão feliz que até eu me surpreendi, cara. Maneiro, entendeu? Eu achei muito bacana assim. Ela só deu um personagem para ela assim. Ela também tá no Resident Evil, tá?
Então, como uma mulher de ação, de saco cheio, mas de porradeira, grande. Não, a Michelle Rodrigues, eu acho maneiro.
Representa a feminilidade que a gente quer ver no cinema, tá?
Então você acha que tem que— mas ela não é tão forte, você tá caindo no seu papel.
Ela é mais forte que a mulher que a gente mostrou.
É, cara, tá louco, você tá louco.
Luciano, me acha uma foto da Michelle Rodrigues forte.
A mulher, a Michelle Rodrigues, é uma mulher na cara do— não vai, não vai conseguir, cara, não vale. A Rothrock lá, ela era fortinha, cara, ela era maneira. Olha a Michelle Rodrigues, esse braço aí de macarrão, nada a ver. Não duvido. Olha, olha, pô, mas também elas estão de roupa, né?
Luciano não tá ajudando, Luciano.
Não, não, essa mulher era muito boa, cara. É que o Thiago não viu as lutas, né, da época dele. Não é, menino, tava brincando de remém.
Não tô desvalorizando, é muito rápido, né, cara?
Isso, eu tava aquele varão ali mesmo, ia na testa dos caras, era foda demais. Agora tá falando de gente que aí que Pequeno Mestre vai pular, Pequeno Mestre, porque senão a gente tivesse conhecido. Fale do Pequeno mestre.
Não vai.
Fala do garoto.
O cara rezava lá para o Babo Sam, né, que era o mestre dele lá. Ele abria lá uma fotinho lá e enfrentava os inimigos lá. E ele era adotado por um cara que era do FBI ou um policial, coisa assim, né.
O Pequeno Mestre.
Pequeno Mestre, isso aí, cara.
Eu vi também. Mas a criança vale?
Ah, vale, pô.
Criança vale como herói de ação musculoso?
Criança forte, para mim, eu só conheço O Tarzan não é criança, porra. Mogli foi criado por gorilas, cara, na selva.
Mas ele era uma criança, adolescente, porra. Criança não tem testosterona. Então só queria pontuar o Pequeno Mestre, o pequenininho. Eu gostava também do Pequeno Mestre assim, mas aqui é alta testosterona. Só que aqui não, vai começar a cair, vai começar. Eu vou começar a te riscar para você seguir A testosterona começa a cair, senhoras e senhores, em 1988 com Duro de Matar. Calma, calma, calma. Excelente filme. Alguns argumentam que é o melhor filme de ação de todos os tempos.
Alguns argumentam. Duro de Matar. Mas o Bruce Willis, ele quebrou esse paradigma, esse estereótipo, herói de ação fortão, né? Exatamente. Ele era um cara em forma, mas alcançável. A pessoa comum batiu o olho.
Mas o comum é o medíocre. Não, todo mundo alcança o medíocre fácil.
Medíocre é mediano.
Então, mas o Bruce Willis, ele é mediano, ele não é um cara forte, não era um cara forte. Luciano, por favor, ajude a gente aí.
Olha aí, porra, você tem um desenho de ombro ali, não é possível. Seu padrão é ridículo.
Não, olha o braço do cara.
Não, desculpa, isso aí, o tamanho do seu braço, olha só, você parece um boneco, entendeu?
Isso aí é mediano, cara.
Olha bem, eu tenho dois olhos, eu consigo.
Isso é um cara que, olha só, para mim é um cara que tá—
Dudu, você acha que é um cara que tá em forma?
Tá em forma, mas é um cara, ele é um policial normal, nada demais, tentando salvar o casamento dele.
Luciano, por favor, Luciano, entra aqui na jogada, por favor. Bruce Willis tá ou não tá em forma em Duro Tá em forma, tá em forma. Igual a Dasha aqui não?
Tá vendo? Olha só, temos dois.
Fala aí, fala. Não, eu acho um corpo normal. Normal?
Normal.
Vocês não, você não tá forte. Vai, vai, Dudu, vamos lá. Vai à praia no Rio de Janeiro, olha em volta, vocês vão ver que são pessoas normais.
Gente com esse corpo? Não, vai sim.
Isso aí é um cara que, cara, ele tem uma massa muscular de alguém que se cuida.
Não tem barriga. Quando foi a última vez que você foi na praia.
Eu não gosto de praia, eu admito, tá vendo? Eu admito que eu não gosto de praia.
Hoje em dia todo mundo tá fazendo crossfit, tá fazendo musculação, tá todo mundo, a maioria das pessoas. Você vai nas marcas, tá sempre lotado.
O Thiago, ele baseia o mundo ao redor dele, o mundo dele, o mundo da academia, do mundo dele, né? Olha aí o ombro dele, olha que cara forte, meu Deus, olha isso, tá bem para caramba, Bruce, cara. Ele não poderia estar usando regata, isso é uma ofensa para regata branca do Bruce. Do Bruce Willis não, tá? Mas convenhamos que ele foi um cara que ele manteve a coisa da pessoa de ação, da pessoa em forma, tá? Tiago discorda que ele tá em forma, mas ele meio que começou a mudar esse paradigma, né?
Tipo assim, tá, o cara não precisa ser um efeito especial, é o herói de ação mais galã, né? Tinha essa coisa do charme, é essa coisa do charme.
Então até que o primeiro, primeiro pôster que saiu veio sem ele. E aí não deu muito certo, botaram ele, a mulherada adorou para caramba, tal. E também as mulheres também gostaram do filme por causa dele, porque ele já era o astro do Gato e Rato, né? Não pode esquecer também, era uma série super, aqueles detetives e tal, bem engraçado, bem engraçado. Ele era o charmoso, né, cara? Tinha essa tensão sexual entre ele e a parceira dele lá de trabalho, que esqueci o nome, uma loira, né?
E ele abre uma série muito boa, cara. Ele abre caminho para esses heróis que ainda estão obviamente em forma, que ninguém é difícil. É exatamente no Moonlight aí, ó, Gato e o Rato.
Era Moonlight em inglês?
Era Moonlight em inglês, é a série. Esqueci o nome dessa moça, era muito engraçada também. Mas, cara, você começa a abrir caminho para astros de ação mais normais, tipo o próprio Keanu Reeves ali no Velocidade Máxima. Eu peguei uma listinha aqui, ó, para a gente lembrar. O Nicolas Cage, O Nicolas Cage na Rocha, sacou?
Mas ele já no quê, 90 isso aí, né?
Conair.
Aí, ó, ó, ó, ó, Nicolas Cage tá forte para caralho.
Então, história do Nicolas Cage no Conair, que a gente tá falando de quando que era Conair? 97. Eu devia ter talvez uns 17 anos, sei lá, por aí, né?
Você é de 80?
Eu sou de 81.
Então você tinha 16 anos.
Anos. Aí tem aquela cena que ele tá fazendo flexão de cabeça para baixo na cela dele, lembra? Enquanto ele tá narrando, tá usando, vão passando. Ó, o sorrisinho dele aí, olha o grande Nicolau. E aí eu falei, eu li fazendo flexão de cabeça para baixo, falei, puta que pariu, eu vou fazer essa porra dessa flexão. Aí eu desci para o play, aí tava as meninas lá andando de bicicleta, falei, agora, meu irmão, agora que eu vou impressionar, meu irmão.
Tinha o cabelo comprido igual o Nicolau. E aí fiquei de cabeça para baixo e Me masquei, masquei, bati com a cabeça no concreto.
Sublinhou uma triste história da minha infância também.
Tentei, né? Importante tentar. Mas aí uma veio também: ai, você se machucou? Você tá?
Eu não tive essa sorte porque eu era escondido. Eu no segundo grau assim, no primeiro grau assim, na oitava série lá, quando comecei a fazer exercício, musculação, aí eu ia para o banheiro do colégio, aí ficava fazendo flexão.
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Ah, isso aí é suado. O cara falou que porra é essa?
Exatamente. Passando mal direto.
O cara tá fazendo coisa no banheiro, só vê assim. Aí o inspetor abriu a porta assim, tava fazendo flexão. Deixa eu ver o que tá fazendo, porra. Falei flexão. Ele falando educação física. Mas é uma vez na semana, porra. Sai daqui, moleque!
Você vê que o desejo, senhores, foi para Londres uma vez, a gente ficou no, a gente ficou no, olha aí, ó, olha a flexão de pessoa abaixo que eu tentei fazer e me ferrei. Puta merda! Valeu, Luciano, valeu!
Essa história é boa. A gente ficou no albergue que o quarto era tipo embaixo do nível do solo, né? Tinha aquelas, aquelas grades assim em cima, tal, isso aqui. Aí não pode ficar sem malhar, aí já juntou as duas camas, já fez aquela, né, como é que é o negócio aqui? Barra, né?
Paralela.
Aí eu fui tomar banho, quando eu vejo, cara, tava o cara pendurado lá em cima, cara, fazendo barra. Não posso ficar sem molhar, não posso ficar sem molhar.
É, você vê que nesse seu exemplo, no exemplo anterior, o Thiago ele fica tão desesperado em malhar que ele está disposto a botar as mãos no chão de um banheiro público, coisa que ninguém vai fazer um negócio desse. Parabéns! Mas então o resultado tá aí, tá maior do que o Bruce Willis, pelo menos maior do que o Bruce Willis.
Ele deve ser maior que o Bruce Willis, é fácil.
Vou parar de, ó, então assim, o Nicolas Queijo, concordamos que é um astro de ação musculoso, tá aí, fez a parada.
Eu vi, eu acho não, sabe por quê? Porque ele se mantém, ele não é um cara que se manteve forte, não consegue, né? Ele não consegue não. Olha só, você falou que ele é um cara forte, não foi, não foi, ele foi pontual.
Vocês acham? Pô, pera aí, pera aí, pera aí, pera lá um pouquinho. A Rocha, Conner na Rocha, a outra face, Motoqueiro Fantasma, ele tá sem camisa.
Não, Motoqueiro Fantasma também foi pontual porque ele falou que, pô, Ele falou, era um filme, mas esses filmes, o único que ele foi forte foi o Conner e o Motoqueiro Fantasma. Ele mesmo fala que ele queria, ele pediu a cena sem camisa porque ele malhou para caramba, porque ele queria ter um corpo de super-herói.
E depois ele falou que ele ficou puto que todo mundo falou que era efeito especial. Isso. E que nunca mais vai ficar forte.
Ele foi fazer agora o Homem-Aranha no ar e ele tá um cara pançudinho.
Ah, porque ele tem 70 anos, né? Olha aí, porra, vai dizer que o cara não é a faixa de ação também?
Não, ele se preparou para esse filme, é diferente. É que nem o Arnold, que você pegava ele para qualquer filme, ele tava pronto. Mas o Arnold, que você pegava ele para qualquer filme, ele tava pronto.
Mais uma vez, Thiago acha que todo mundo é fisiculturista. O Thiago, ele vive na Eternia dos anos 80, onde todo mundo é forte. O Thiago, ele vive nas revistas do Jim Lee, todo mundo é forte. O atendente do McDonald's é forte, entendeu? As pessoas usam a roupa colada no corpo. No hospital, não sei. Bom, mas tá bom, então temos divergência. Will Smith, senhores?
Não, nunca foi.
Will Smith acha ação é—
porra, vocês estão loucos, vocês estão falando de filme de ação? Audiência, por favor, sabe qual a conclusão que eu chego? A minha conclusão é essa, tá? Eu acho que a gente começou bad boys grandes e hoje estamos pequenos.
Mas é isso que eu tô falando, houve um fim. Isso ninguém tá negando. É porque tá preso nos anos 80. Você tá entendendo que tem uma narrativa acontecendo aqui?
O senhor Solano entende que tem uma narrativa, só que essa narrativa está decrescendo, e muito.
Claro, porque é uma ascensão e queda, é o título do programa.
Eu sei, mas é uma queda muito triste. Ah, mas é uma queda muito triste. A gente tinha Lou Ferrigno, Franco Colombo, Arnold Schwarzenegger, Stallone, Van Damme, e aí Dolph Lundgren. E agora a gente tem o quê? Will Smith.
Mas o ponto é esse, o ponto é que houve uma mudança mudança nesse pensamento coletivo.
Deixa eu falar uma coisa, eu acho que não era mais necessário. Eu os quero como astro de ação, né? Mas Will Smith não.
Engraçado, né? Ó, Bad Boys, Independence Day, Bad Boys 2.
Mas ele não tem—
ele fez Hancock, ele é um cara físico. Então, mas o Will Smith também, Will Smith fez muito mais filme de ação. Will Smith é astro de ação?
Acho Acho que o único filme, ele é conhecido por ser acho que o único filme do Will Smith que ele teve que ficar volumoso, dependeu do corpo, foi quando ele fez Ali, que é o Muhammad Ali, que ele faz a história do Ali. É um filme sobre o tiroteio, foi o único filme que ele teve que ganhar peso, ser um cara de contato físico. O Keanu Reeves nesse aspecto ele foi muito mais.
Vocês também são filhos da puta para caralho, parabéns, parabéns.
Ele foi muito mais um cara, como concordo com o Dudu, de combate físico, de ser arma e mão.
O que ano?
Matrix era muito kung fu, John Wick é muito tipo, treinou duro, né?
Treinou para lutar mesmo, de verdade, armamento.
Até hoje é um estagiário de ação, pô.
Vale mencionar do Matrix, Carrie-Anne Moss, a Trinity, mas foi pontual também. Ela fez uma atriz de ação e depois O que eu tô, o que eu tô tentando construir aqui com vocês, não tô discordando, tá desconstruindo, é que houve uma ascensão do herói hipermusculoso nos anos 80. Com certeza chegou no final dos anos 80, como a gente falou aqui com o Bruce Willis, a coisa começou a se transformar. O Thiago chama de, de, como é que é, de ladeira abaixo, mas há quem discuta que é uma transformação.
E quem sabe estamos, estamos rumando o final do programa, Numa ascensão de novo. Calma, vamos chegar lá. Mas Will Smith, pelo visto, divide opiniões.
Eu não acho que seja associação, cara. Também fez muito mais coisa também que o Keanu Reeves. Também fez muito filme cabeça também, mas é muito romântico.
É verdade, tá bom, beleza. Bom, nos anos 90 para 2000, não tem como a gente abrir. Luciano, eu sei que você é fã. Luciano já, ele se arrumou para a gente falar dela. Lucy Lawless foi Xena. A princesa guerreira.
Kevin Sorbo.
Kevin Sorbo como Hércules.
Inclusive, a Xena só existiu— e aí vem o machismo e o patriarcado.
O patriarcado venceu.
A Xena só existe porque existiu Hércules, tá? Porque a série que ela ganhou foi um spin-off. Ela ia morrer na série. Aí o diretor gostou muito. O diretor era o Sam Raimi, se eu não me engano. Gostou muito da Xena e falou assim, pô, acho que não vale a pena vale a pena matar a personagem não, e ela mandou bem, vamos segurar ela. E aí na sequência vem a Xena. Mas se existe Xena é porque existiu Hércules antes.
Então convenhamos, a Xena era muito melhor do que o Hércules, porra. A controvérsia, olha só essa arminha dela aí voadora, porra. A Xena era foda demais, que é uma arma de combate chinesa, né? É tipo asiática, não sei se é chinesa não, pode ser, sei lá, ou indiana, não sei, é um treco desse aí. Mas era um negócio diferente, a gente não tá acostumado a ver Alguém com arma dessa aí.
Essa mulher foi o crush de muitos também.
Ela esmagava, esmagava cabeças. Então temos a Lully.
Então ela passa, ela sim, sem dúvida.
Tá, beleza. Apesar de ser, fiquei pensando aqui, é um resgate ao Conan, a capa espada, não é metralhadora.
Não, não.
Então é meio que esse fica em bituízo, espada e feitiçaria, espada e feitiçaria, sword and sorcery. Aí. Milla Jovovich, como mencionamos, ela fez também o—
ela não fez também o Joan of Arc?
Ela fez Joan of Arc, ela fez o Resident Evil que a gente mencionou. Merda, ela fez o Quinto Elemento, ela fez, que ela tá usando o corpo. Ela é uma mulher bonita também de corpo, cara. Quinto Elemento é brabo.
E ela também fez aquele do Zoolander.
Nossa, mas aí não é ação, ela é vilã física do Chocolândia, né?
Ela é a protetora guardiã assassina do Mugato, lembra?
Mugato, muito bom, que é o Will Ferrell. Ele é maravilhoso, um dos meus filmes favoritos, você sei. Concordo. Esse aí, o Quinto Elemento, é um negócio de louco, super moebius, né? Uma, é um filmaço, cara, um negócio muito foda. E então ela passa, ela dá Viro. Ó, Milla Jovovich no Quinto Elemento. Usa arma? Usa arma, check. Mostra o corpo? Mostra o corpo. Tá em forma? Tá em forma. Tá em forma.
Bate para caramba?
Dá soco? Dá soco.
Ela luta com os alienígenas, pô.
Ela dá soco nos alienígenas. Então Milla tá aprovada?
Tá aprovada.
Tá beleza. Angelina Jolie. Angelina Jolie, eu diria que com Lara Croft é onde ela entra para essa discussão.
É, mas não fica muito, né?
Zé, são duas Lara Croft que existem?
Ela fez dois filmes de ação bem conhecidos, Lara Croft 1 e 2, e ela fez também Os Senhores e Senhoras Smith. Os Senhores e Senhoras Smith é um ponto que também é um filme assim, mas eu acho que ela é pontual.
Eu não gosto nem dos filmes Lara Croft nem dos Senhores e Senhoras Smith, mas são filmes pontuais assim de mulher de combate, de arma. Mas para muita gente, eu acho que até gente mais nova— Luciano Bigode, vocês puderem mais uma vez contribuir— eu tenho impressão que pessoas que não nasceram nos anos 80 como Nossa, tem um carinho especial pela Jovovich no Lara Croft, ou não?
Jolie.
Caralho, eu tô trocando, né, cara? O que que acontece com a minha cabeça?
Não sei. As Milas, para você, todas as mulheres são iguais?
São, porque elas merecem direitos iguais. Quero transformar no discurso de vocês. Acham, queridos, que a Jolie— olha que agora eu peguei certo— na Lara Croft Ela é uma, é para vocês, é especial. Não só na Lara Croft, mas como eu tava falando no começo do programa aqui com Bigode, Senhor e Senhor Smith foi um filme da minha infância. Aí eu ficava maluco, viu só, galera trocando tiro, bazuca, maravilhoso. Para eles é um marco, cara, é mais Senhor e Senhor Smith do que— e você também, Bigode?
Compartilho da mesma opinião.
É, obrigado.
Aí ela também tem um outro filme que ela faz, que ela também é uma tipo um agente que é, ela pinta o cabelo, não é Atômica não, Atômica é com a Charlize Theron, é maneira. Esse é outro, esse que a Julie faz, é tipo um Jason Bourne de mulher.
Pô, não lembro desse filme não, Jason Bourne de mulher, caramba. Bom, Luciano vai achar aí para gente, passou na nossa, passou na nossa, na nossa parada aqui, senhores.
Jason Statham Esse cara tá em tudo, esse cara merece.
Jason, é só porque careca agora.
Não, não, não, não é isso não, porque ele é um cara físico, ele seria comparado talvez ao Stallone. Ele não é um cara volumoso, mas o cara extremamente definido, é um cara de luta, é um cara de artes marciais, ele é um cara de mergulho.
Mergulho?
É aqueles diving, sabe aqueles mergulhos que o cara pula lá de cima?
Ele era daí, ele veio daí, ele é desse esporte. Será que a careca ajuda para Piscina, né? Não fazer splash.
Não, não, é óbvio.
Carga Explosiva, né? Carga Explosiva, grande filme dele aí que lançou.
Ele explodiu em Carga Explosiva.
Acho que é Salt, o nome do filme.
Isso mesmo, Salt. É isso mesmo, é um filme que— mas o Jason Statham, como o Dudu falou, ele explodiu na Carga Explosiva.
Exatamente, foi ver junto no cinema, lembra?
Maneiro.
Tem aquela cena que joga um míssil, ele pega a bandeja e viu o Mício Camaleão, pelo menos ele foi ficando mais ridículo, né?
Não é nesse que ele— porque tiveram alguns filmes com ele, né, do Cartucho, mas era o primeiro que ele se bezunta de bicho, de bicicleta.
É legal essa cena, ele enfia o pé no pedal da bicicleta para não escorregar e dá porrada nos caras. Essa cena é bem, bem maneira, né? Esse filme é aí que acho que meio que abriu um pouco esse leque para ele fazer filme de É, a gente tá falando aí já tipo entre 99 ali com Matrix e 2010, onde tem o Jason Statham, a gente tem o Vin Diesel. Aí começa o Vin Diesel a surgir também lá no Eclipse Imortal e a coisa do Veloz e Furioso.
Eu acho que esse final de 2000, logo depois do Matrix, voltou a trazer esse espírito de luta para os filmes.
Foi uma revolução, né, cara? Foi um divisor de águas mesmo, né?
Sim, 99, e abriu esse caminho de volta.
Filmes de ação como Missão Impossível, por exemplo, levaram o duelo, a luta, para um outro nível, né? Se tornaram mais—
os heróis de ação aprenderam a voar depois do John Woo, que foi diretor do segundo Missão Impossível 2. Aí o John Woo trouxe aquele, a outra face, que era o Clube que a gente falou, né? Isso, são todos filhos do Matrix. Foi quando eu acho que foi quando de novo os Estados Unidos chegou e começou a ver, né, o cinema americano começou a ver a volta do Oriente para o cinema, tá? Porque teve isso nos anos 70 quando Bruce Lee veio, e depois quando veio Matrix, que trouxe tudo isso de novo, despertou isso e trouxe de volta. E aí começou a vir esses tipos de filmes para cá de novo.
Aquele Primeiro X-Men, eu vi uma entrevista falando sobre isso, que eles ficaram na dúvida como é que colocaria os uniformes dos heróis, tal, de Wolverine, se esse é um negócio tipo super-herói, né? Esse negócio do couro também muito da influência, foi literalmente influência do Matrix.
Dark City também, pessoal fala muito Dark City, essa puxada oriental que vocês puxaram.
Eu já nem vejo tanto oriental.
Não, não falei oriental, falei do couro, essa coisa das pessoas de preto.
É, mas é mais os vilões, né?
É porque no Dark City eles tinham a coisa do látex ou do couro, né? Eram sobretudo os pretos, uns caboclos, parece mais uns Nosferatu, mas os vilões realmente não. Assim, as criaturas das sombrias, eles eram caras que eles pareciam muito mais Nosferatu, eles eram tipo careca, realmente eram alienígenas.
Eram estranhos porque eram alienígenas tentando simular a forma humana.
É isso, essa era Isso mesmo, é maneiro. Mas agora, se você reparar, a gente tem nesse gráfico, né, justamente ali o período que o Thiago menos gostou da nossa viagem foi quando os horários dela encolhida, né, pós-Duro de Matar. Aqui a coisa começa a voltar, a massa muscular. Eu citei o Jason Statham, o Vin Diesel e Dwayne The Rock Johnson, amigão teu, pô, teu amigo, pô, meu amigo, meu amigo, amigo do programa, amigo do programa.
O que você pode falar do Dwayne Johnson?
Que eu estou torcendo para ele recuperar a massa magra que ele perdeu. Ele dispensou uma massa magra porque depois do filme que ele faz, o Mark Kerr, filme fraco, hein, que ele ganhou muito volume, muito, muito grande para fazer o personagem. Acho que hoje acho que foi a forma física mais forte, maior mesmo. Ele ficou realmente absurdamente grande para fazer esse filme. Depois disso ele deu uma uma secada braba assim.
Você acha que foi por questão de saúde ou de paciência?
Cara, eu acho que foi questão de saúde, muito, porque para você chegar naquele nível que ele chegou, o padrão de alimentação, treino e outras coisas exigem muito do corpo. E ele já não é um garotinho, e ele já tá na casa dos seus quase 60. Ele tem 3 filhos pequenos, 2 filhas pequenas, existe outras preocupações. Sim, sim, ele já atingiu o que ele queria fazer, que ele fez um filme de drama de um cara forte, que é a história do Marqués.
Mas ele ainda tá preso, por exemplo, a personagens que exigem o porte físico dele, que como o Jumanji.
Eu acho que esse filme que vocês não gostaram, eu vou pensar por outro ângulo aqui. Eu acho que foi muito importante para o Dwayne, para o The Rock, né? Porque para ele, sim, para ele, no sentido de ser um filme que saía daquela coisa da que eu não tenho problema nenhum de ser o herói de ação, de ser o herói da família, né, cara? Isso é coisa da sessão da tarde. Mas acho que um filme autobiografia, cinebiografia, né, acho que ele esperava isso para projetar assim, esse cara é um ator sério.
Apesar de que eu acho que não tem nada a ver uma coisa com outra. Acho que ator sério não pode fazer filme de ação. Mas eu acho que isso é um filme, foi um filme importante para ele. Aí acho que, né, ele chegou nesse patamar aí.
Mas aí existe uma coisa que eu acho que eu tô dizendo é porque ali, no caso do Marqués, é uma linha fora da curva, porque você tá contando a história de um cara que teve uma vida problemática, drama, mas era um cara gigantesco. E não existe hoje nenhuma história que você possa contar que esse perfil físico entre para você contar uma história. Entendi, entendeu? Você olha um cara como o Dwayne, como o Dave Bautista, como Vin Diesel, você olha esses caras grandes, né, e você pensa assim, cara, esses caras vão ser filmes de ação.
Então muito difícil você chegar, unir os dois de uma forma incrível, é você unir, pegar um cara desse e contar a história de um cara, por exemplo, que tá enfrentando um divórcio com a família ou numa situação triste. Não tem, você não espera isso, você não espera ver o Dwayne Johnson no filme desse. Então esse filme é um dos poucos que você consegue contar essa história, que é uma história de drama de um lutador.
Aí eu acho que ele fez as coisas— eu não gosto muito do filme, não achei particularmente ruim, só achei um filme que não tem, quando a gente fala de arco, Dudu, é tipo assim, não tem um grande aprendizado, não tem alguém da volta por cima, nada é muito intenso na cara. Ele não é um dos maiores lutadores do gênero dele, ele não é uma das maiores. Nunca foi assim, tipo, meu Deus, esse cara é a grande referência.
É, foi numa época, uma determinada época foi.
Não morreu, não é uma grande tragédia, sabe? Você pega grandes, eu acho assim, você pega grandes biografias de pessoas, não precisa ser lutador, vai pegar a biografia lá do Rey, porra, o peso dramático acho que é muito maior, sabe? O cara fez muito mais merda ali, né?
Talvez aquele filme O Lutador Sim, com o Mickey Rourke, ficou grande para o papel.
Porra, é um filmaço!
Mas esse filme também não aprende nada, o final também é a mesma coisa, ele volta para a arena.
Mas o objetivo do filme é mostrar que ele não aprendeu nada.
É assim, não, eu gosto muito desse filme, é do Aronofsky, eu acho até.
É, mas assim, claro, não é um filme aí cada um acha, mas você entende que eu digo que assim, você não consegue contar histórias que vão para o drama, entendi, de um cara fortão, é mais difícil da estética, entendeu? Até porque eu acho que distrai Distrai, distrai. E até outros determinados preconceitos.
Eu acho que o maior preconceito é com o cara forte. Ou seja, o cara forte não pode viver um drama. O cara forte, ele não pode ter um problema de família, enfrentando uma doença, ele não pode estar tentando salvar um relacionamento. Não, homem forte, ele tem que ser forte em tudo, né, cara?
Mas você tá fazendo isso, brincadeira, mas é real. As pessoas olham para o cara que é muito forte e você não compra de que ele tem esses problemas. Algumas, tipo assim, ah, esse cara aí, meu irmão, ele é super disciplinado, é um cara que tá bem, é um cara que a mulherada gosta, que os cara gostam, e por aí vai assim. Então você distrai a pessoa. Qualquer exagero, ele distrai. E se você vai usar isso a favor da sua obra, né, literatura, quadrinho que seja, ok.
Mas se você vai, é tipo, se o Thiago, Thiago é diretor. Aí eu sou, Dudu é roteirista do meu filme, eu sou diretor. A gente vai botar o Thiago no nosso filme, aí o Thiago vai ser o pediatra, tá vendo, do casal do filme. Não vai dar para prestar atenção na hora que tiver.
Você tá vendo como é que isso é sofrido? Só me resta fazer papel como eles. A gente só serve para filiação.
Imagina ter um filme, entendeu? Se não for uma comédia que entre o pediatra, e o pediatra tipo, caralho, pelo amor de Deus, o que que esse cara come? As crianças que ele trata, né? Né? Não, cara, tipo, se for um filme sério, um drama que a mulher não tá, o casal não tá conseguindo engravidar, nossa, vamos ver agora o maior especialista em fertilidade, aí entra o Thiago, o pessoal vai achar que é um filme pornô. Eu vou conseguir engravidar sua esposa.
Pô, tá vendo? Se não é comédia ou ação, você não consegue usar esse personagem de forma dramática. Por isso que eu acho que o Duane mandou bem, mandou bem nesse Perfeito, entendeu? Porque ele conseguiu quebrar esse paradigma com um filme desse, da mesma forma que o Mickey Rourke conseguiu também com O Lutador.
Exatamente.
Agora, por exemplo, eu, eu antes de ser ator, eu era figurinista, trabalhava desenhando roupa, fazendo figurinha. Então eu lembro que uma vez o daquele, do Moscovici, ele me viu quando eu tava fazendo uma gravação com ele, tava fazendo figurino dele lá no estúdio. Ele, pô, cara, isso é muito erro de casting, entendeu? Eu tinha escolhido um figurinista ser um cara grande.
Exato, desperdício, né, cara?
E olha que legal, isso faz a volta com que vocês citaram do physique de rôle. É o físico do ator ou da atriz que cabe aquela percepção genérica da obra, né? Então você fala, cara, então eu vou justamente botar uma pessoa que combine com o papel. Pode ter um pediatra forte para caralho? Claro que pode, né? Mas é uma coisa que vai distrair da obra. Então é engraçado porque você falou Eu concordo para caralho. O The Rock teve que escolher um papel que ele pudesse demonstrar os atributos dramáticos, mas ao mesmo tempo, porra, eu sou um cara forte.
Sim, eu acho que ele mandou bem para caramba, bem para caramba. E muita gente falou na época que ele era o substituto do Schwarzenegger, né? Mas nunca foi, foi?
Até porque Schwarzenegger nunca foi fazer filme de drama, né? Você não tem um grande filme de drama, pelo que eu não me lembro.
Fez o Fim dos Dias, pô. Fez o Fim dos Dias, chora no Fim dos Dias.
Mas o Fim dos Dias é um filme ainda de ação. Não, eu concordo assim, mas não, não, é que tem esse lado religioso, né? É um filme que ele faz que tem uma pegada religiosa, porque ele chora com a caixinha de música. Ridículo.
Manda mal para casa.
Gostei desse filme, mas tudo bem.
Mas a cena dele chorando, eu gostei, eu gostei, eu gostei.
Até eu quase chorei na cena.
Ele soca o diabo, é muito bom.
Mas outro filme que ele faz também, um que ele, que a filha morre no atentado terrorista, ele vai atrás dos caras, é maneirinho, também é legal.
Mag, tem um filme que a filha dele tá se transformando em zumbi, que é o primeiro filme que ele fez depois que saiu lá da política, né, governador.
Mas é também um filme meio que tenta pegar um drama ali, mas o foco dele sempre foi filme de ação. Eu acho que ele nunca fez um filme dramático como o Dwayne acabou fazendo com nesse nível de cabeça agora.
Realmente eu acho que ele nem se arrisca nesse, né, não nesse ponto assim.
Mas enfim, acho que o Dwayne meio que tentou resgatar nesse aspecto, nem Stallone Stallone. Apesar do Rocky ser um filme de drama, não, Stallone segura assim, segura assim. Quando você vê o Rocky, você vê outros filmes que ele fez, é realmente, ele segura bem.
O Rocky sim, o Rocky Balboa na verdade não, filmação de drama, o primeiro filme mesmo é drama, né?
Agora, em 2008 foi quando os homens musculosos colocaram capa. Você viu que elegantemente eu o intervalo para o Thiago tossir.
Quer refazer?
Quer beber uma aguinha? Que refazer, Thiago? Aqui, aqui, meu irmão, aqui é quem sabe faz ouvir, entendeu? Mas é, os heróis botaram capa, né, cara? Foi quando o MCU resolveu que o cinema ia ser só isso, né? Agora super-herói, 2008, é isso, era dos super-heróis, era super-heróis.
Já tava vindo, né, obviamente os X-Men, né? Na verdade, antes, né, teve o Homem-Aranha, Sim, começou a abrir a série, mas assim, não era, eles não eram, não tinha essa ênfase.
Tô tentando construir assim no físico.
Olha só, calma, calma, vamos lá, vamos bater aqui, porque em 2000, quando começaram com os X-Men, né, veio X-Men 2, ele tá voltando todo, e vocês concordam que o Hugh Jackman apareceu forte, né? Ele apareceu forte, apareceu Jack, Hugh Jackman.
No 2 ele deu uma parada.
Primeiro filme ele fala que o casting do primeiro filme foi muito de supetão do Hugh Jackman, era um outro ator que era inclusive o vilão do Missão Impossível 2. Ele tava cotado para ser o Wolverine, só que teve um problema de agenda, que o filme do Missão Impossível demorou muito para terminar, ele não ia conseguir estar nas gravações do X-Men. E aí os caras chamaram o Hugh Jackman, que era segundo para tentar fazer o papel. E chamaram em cima da hora, tanto é que ele teve 3 meses para se preparar e ele não conseguiu.
Bota aí, Luciano, Hugh Jackman, X-Men 1. Esse é o 2, o 2 ele tá bem para caramba.
Quando chamaram, quando ele já acertou o papel do primeiro, chamaram ele para o 2. Aí, pô, o Hugh Jackman, para quem não sabe, ele era professor de educação física, ou seja, ele sabe treinar, ele sabe malhar. Ele na época chegou a pedir conselhos para o Dwayne consultor para fazer o físico. Então ele conversou com Dwayne, Dwayne conversou com ele sobre musculação e tudo mais. Ele começou a se preparar fisicamente melhor, fez aí o segundo Wolverine já mais forte.
Foi aí que o pessoal começou a falar assim, olha só, super-herói tem que ser sarado.
É que no primeiro X-Men, daqui a pouco Luciano Bigodão vai botar aí, ele até fala, né, ele fala, pô, tem mó vergonha de assistir o primeiro X-Men porque naquela hora que eu tô sem camisa, ele não tá mal, mas ó, não, ele tá normal, ele tá normal, ele tá um cara mediano, Tá vendo?
É um cara que já fez atividade física, joga uma bola no final de semana, ele faz uma flexão às vezes de bobeira, entendeu? Bruce Willis, Bruce Willis. Falar isso, ele tá melhor que o Bruce Willis, tá melhor que o Bruce Willis, né? É um cara que assim malhou um pouquinho. Tem uma cena quando ele tá também sem camisa na sala de alguma coisa.
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Isso, pois é. Mas é, Severiano, o cara é tão bom ator que isso não distrai.
Ah, distrai.
Ah, você que é obcecado com essa porra, então distrai sim.
Eu olhei, ele falou assim, porra, esse Wolverine tá regenerando ainda.
Mas hoje em dia, na época eu acho que não distraía não, na época a gente não tinha essa, tinha assim.
Mas de fato o negócio teve que upar, como a gente viu. O Wolverine no segundo filme, ele tá grande para caceta, tá? E aí, cara, a Marvel Ela começou a meter lá o Thor, Thor forte para caceta, brother. Ficou, ficou fortão. Olha ele aí, olha isso aí, quando ele tá, quando ele tá no primeiro X-Men, tá vendo? É um cara em forma, mas não é um físico de super-herói em forma de nada, né? Não, tá fortinho, cara, pelo amor de Deus. Valorizou.
Só tem uma coisa que valoriza esse Wolverine aí, o peito peludo. Wolverine tem que ser peludo.
Eu recebo sovaco peludo.
Tá de respeito.
Eu recebo mensagens, isso é maneiro até falar, para caramba lá, principalmente no Instagram, dos nerds que malham. Porra, cara, maneiro ver você falando de exercício tal que nem o Rex, pô, vou treinar e tal. Nem todo mundo vai ter tempo, objetivos, alimentação e químicos para chegar no nível super-heróico do Rex.
Claro.
Aí o Thiago vem aqui O que é comparar?
Olha só, se você é um ator de Hollywood, que você teve tempo, dinheiro e preparo para crescer, e você não cresceu, a falha é sua.
Porque, mano, era o caso dele, cara. Ele não era ator de Hollywood.
Acabou de falar essa história, mas quando você chama a galera para baixo, chamaram, por exemplo, o Robert Pattinson para fazer o baixo, né? Tudo bem, o filme tava sendo gravado na época que teve a pandemia, os caras Mas tem isso dizendo que eles deram para o cara, olha, a gente vai montar uma academia na sua casa e mesmo assim vamos te dar os suplementos.
Ele não quis.
Você tem que chegar com um corpo legal. E ele chegou normal e o diretor falou, não tá legal, volta aí. Deram mais 3 meses para ele voltar.
Olha ele aí, olha lá. Mas ele tá ruim, galera, não tá ruim. A gente tem que ser realista.
Isso não é o Batman, são duas coisas.
Não é o Batman, não é o Batman.
Batman é especialmente forte.
Inclusive eu já apanhei para caralho porque eu falei que esse aí É o pior Batman que tem. E a galera, tem muita gente que gosta dele, tem muita gente que gosta. Mas enfim, o filme é bom, eu acho o filme bom, mas o físico dele, desculpa, é um bom físico, um cara tá bem para caramba, mas porra, não é o Batman.
Eu concordo com você.
No nosso episódio do Plantão Nerd que a gente levantou essa enquete do melhor Batman, a gente fez também a enquete no chat e ficou em segundo lugar. Tá vendo, cara? A galera gosta.
Eu não achei o filme ruim e não achei— o filme é bom, não achei a visão de Batman ruim. Tipo assim, o que eu não gostei do filme, que tipo assim, se você não quer botar que ele seja um cara muito forte porque ele tá começando, mas um ninja seja um cara atlético, ele tinha que ter pelo menos um corpo de um cara que faz um decathlon, um cara que faz um crossfit, que é um treinamento militar de bootcamp. Ele tinha que ter um corpo proporcional para as coisas que o Batman faz, escalar, correr, pular.
Você olha para aquele corpo ali, você vê que é um cara normal, é um cara que malha na academia, as batifitas. Treina de segunda a sexta no Smart Fit, toma um choppinho no seu final de semana, entendeu? Deixa de treinar para ir num date, entendeu? Ah, pô, eu vou malhar, eu vou para aquele encontrinho. Pô, vou para encontrinho.
Tu deixa, dá para ver que tinha que estar solteiro até hoje.
Deixa de treinar para ir num date.
Já cheguei muito atrasado em date por causa do treino.
Já cheguei muito atrasado, ponto. Convemos, né? Hein, Fabinho? Fabinho tá ali no fundo, olha só. Mas vamos lá, vamos avançando então. Tira o vampiro brilhante aí, coitado, que é um ótimo Eu fico usando, mas ele é um bom ator, ele é ótimo e tal. Mas convenhamos, MCU, ó, Chris Evans, toma lá a bomba do soro do super-soldado, fica bem gordo, forte, filmes que ele não tá tão forte, né? O Henry Cavill, forte para caralho.
Henry Cavill foi um caralho, não, porra, não foi super-homem, cara?
Não achou não?
Para caralho para mim é Arnold, porra. Não, mas é porque ele tá bem, tá forte, tá forte, tá forte.
Assim, tem que ter qualidade, cara.
É porque quando você olha, quando ele fez os filmes, por exemplo, você compara o Henry Vill hoje, quando ele fez Super-Homem, e quando o Henry Cavill fez Os Imortais, ele tava mais sequinho. Diferença é muito grande. Ele tá muito— eu até prefiro que ele fosse um Super-Homem com o físico dos Imortais.
Vai entrar na tela aí, ó. Tudo bem que tem iluminação, é um pouquinho melhor.
Eu preferia que ele fosse o Super-Homem assim, porque é um cara meio—
isso aí é o Batman para mim. Isso aí tinha que ser o Batman.
Mas é porque que acontece, o Super-Homem, para pensar, o Super-Homem, o Batman chega a ter esse corpo, é justificado. Batman treinou para ser isso, ou seja, ele tem que desafiar a musculatura dele o tempo inteiro para crescer nessa forma. O Super-Homem não, o Superman é um cara naturalmente forte.
Você quer dizer que ele precisa ser um barrigudão?
Não, o Superman, por exemplo, o Christopher Reeve, Suzão forte para caralho, pelo amor de Deus, era um cara que ele inclusive ele treinou com o Arnold, Christopher Reeve, quando ele foi escolhido para ser o Super-Homem. Ele era um cara modelo, ele era modelo de cueca. Ele era magro e seco. Ele ganhou acho que 15 ou 20 quilos para fazer o Super-Homem. E aquele corpo que a gente conhece do Christopher Reeves. E o Super-Homem é um bom corpo, porque é um cara com corpo saudável.
Tu não acha que o Super-Homem tem que ser grandão?
Não tem como treinar.
Eu queria o Bruce Willis para ser o Super-Homem.
Mas seria mais, olha só, o Super-Homem não tem como treinar, entendeu? Que que ele vai levantar?
Um planeta. Ele treina no espaço, certamente. Ele vai para um planeta lá. Qual planeta que tem a maior gravidade aí que tem?
Ele vai para lá pegar uma pedra e fica A academia dele tem que ser essa, porque imagina o Super-Homem. Você olha o Super-Homem hoje, imagina, o Super-Homem é grande para caramba, né? Henrique Cavill, tá? Você olha o cara daquele tamanho, forte para caramba, esse cara ele tem que dizer que ele é forte, dizer, ele tem que explicar porque ele é forte. Ninguém olha para o Henrique Cavill como Clark Kent, fala assim: caralho, Clark, tu tá grande para caramba, o que tu tá fazendo?
Nada.
Ele tem que fingir. Mas esse Clark Kent, ele tem que todo dia numa academia fingir que tá, fingir que está treinando durante uma hora, porque ele tem que criar uma identidade que as pessoas vão olhar para ele assim, caralho, o cara é forte, que o cara treina todo dia.
Isso é uma coisa que fica acabando, ele vendo no noticiário, né, ele ficava no meio do caminho, né.
Mas ainda assim, mas ainda assim, o Richard Donner, Richard Donner, né, o diretor do primeiro Super-Homem, e o James Gunn, diretor do novo Super-Homem, eles têm uma atenção muito boa boa, ao Super-Homem se escondendo, escondendo o físico dentro de roupas largas. O Zack Snyder, ele cagou o Clark Kent porque ele bota uma camisa apertadaça no Henry Cavill. Aí justamente o nego vai falar assim, caralho, Clark, pega leve aí no Deposteron porque o negócio tá complicado e tal.
Esse pessoal da fazenda levantando, tá claro que não é para ser Não é para ser um cara gigante, é um nerd e tal.
Por isso que quando você vê, por exemplo, uma revista, eu gosto muito de comparar isso, é quando você pega aquela série de quadrinhos do Alex Ross, porra, quando ele faz assim, aí ele faz Guerra ao Crime do Batman, que aí você tem lá o Bruce Wayne chegando na caverna e treinando e malhando e levantando peso, e você depois vê o Super-Homem do País da Terra. Quando mostra o Clark no Guerra, ele é um cara grande, um cara de fazenda, o cara que tratou, ele é um cara naturalmente tronco, mas ele não tem definição muscular, ele não é um cara trincado, porque ele não tem necessidade de treinar, porque não precisa treinar, ele é o Super-Homem.
Sim.
Então esse é o problema.
Eu não concordo, eu acho que é, de novo, a gente tá tentando dar realidade para uma parada que é fantástica, é ridículo, né?
Falou o escritor.
Exato. A fantasia tem que ser mais real, né, Dudu, do que a realidade. Então assim, a brincadeira acho que ali é que assim, o sol é o anabolizante do Super-Homem, né? Então ele vai ficar o maior, mais forte que a forma humana pode, porque senão ele ia virar tipo o tamanho do Hulk, aí começa a ficar esquisito. Mas fato é que sim, a MCU meio que resgatou um pouco dessa importância dos homens e mulheres fortes. Teve na época muita, muita crítica.
Eu gosto do filme da Mulher-Maravilha, da Gal Gadot, eu acho um bom filme. Oh não, Clark! Clark!
Clark! A Neto Kelly!
Mas ela não tá forte. Ela tem um corpo bonito, ela é modelo, sem dúvida, mas ela não tá uma mulher musculosa como a Mulher Maravilha poderia ser.
Mas ela tava mais forte do que ela é. Você viu que quando ela assistiu Velozes e Furiosos e ela era magricinha, e ela malhou para fazer a Mulher Maravilha, ficou uma mulher com corpo atlético, ficou aceitável, incrível.
É, mas tu não acha que ficou bem no papel, cara? Assim, sim, ele é carismático.
Isso é uma coisa interessante de falar também, né? O próprio Hugh Jackman não tem nada a ver com Wolverine de verdade, do Wolverine dos quadrinhos, não tem nada a ver.
Sim, sim.
E aí ele acabou se tornando um cânone, né, do universo, porque se encaixou muito bem no papel. É o próprio Christopher Reeves, né? Ele não era o Super-Homem que a gente ama, esse Super-Homem perfeito. Acabou se criando, né? Depois começaram a escrever, desenhar histórias, é, a partir do rosto do Christopher Reeve.
Sim, sim.
Então eu acho que a Gal Gadot foi nesse mesmo sentido.
Tá bom, entendi. É um bom argumento.
Eu sei que a tua concepção, né, de Mulher Maravilha talvez fosse uma mulher mais forte, né?
Tipo que o Alex Ross desenha. Mas isso tá mudando, hein?
Isso tá mudando, porque pelos rumores que estão saindo aí, não sei agora como vai ser o futuro da DC, DC, né? DC aí tá mal das pernas, dando uma patinada. Pois é, estão vendo se vai ser vendido ou não para Paramount, tudo mais, tá? Essas negociações todas, a gente não sabe o que que vai acontecer com o universo DC. Mas a escolha da atriz que saiu recentemente, estão divulgando aí que ela vai ser a Máxima no filme do Super-Homem 2, mas que na verdade pode ser a Mulher-Maravilha, estão mantendo sigilo, é uma mulher que tá ficando bem fortinha.
Eu acho que eles estão querendo trazer esses elementos de personagens atléticos e forte de volta. E eu acho que a gente vai estar começando a ver isso de novo, não musculosos como Arnold e tudo mais, mas com a coisa do físico que o herói tem que ter, cara.
Eu espero que sim, eu espero que ela represente essa parada. E eu acho que, indo aqui para os finalmentes do nosso programa, talvez o representante atual desse herói de ação que a gente construiu aí ele esteja sendo resgatado com a série do Reacher. Dudu, você é um fã da série?
Eu gostei muito da primeira temporada. A segunda já comecei a achar meio chata, muito intrincada e tal. Achei que os plots não levavam muito a lugar nenhum e tal. Mas a primeira temporada do Reacher é muito boa, eu achei excelente, que é basicamente uma história de uma série, a primeira temporada inteira quase que um filme de ação clássico, né? Muito parecido até com Matador de Aluguel, tá? Ele me lembra muito Matador de Aluguel.
Teve uma refilmagem legalzinha, é um outro filme que o Patrick Swayze não é exatamente um ator de ação, mas esse é um tipo de filme de ação clássico daquela época, tá?
Bem lembrado.
E a primeira temporada do Richard me lembra muito muito esses filmes assim, né, que na verdade é o herói de ação que não tem um vilão que o alcance. Existe essa coisa também de heróis. Isso é uma crítica que se faz muito a primeira temporada, né?
É a primeira, sim.
Mas que é que também copia a coisa do Comando para Matar. Comando para Matar não tem o vilão do final, tá na cara que ele vai apanhar do Arnold, né?
Deram mal.
Não, mas é o estilo de narrativa. E o Richard resgata isso na primeira temporada.
É que o Richard depois ele ganha um vilão imenso, né, que é aquele ator gigantesco lá. Eu esqueci o nome desse cara, Luciano, não sei se você consegue.
Bota assim: Richard é bad guy, segunda temporada, terceira temporada, que a terceira é essa, né? Porra, a segunda temporada, a segunda temporada o vilão é o Exterminador do Futuro, o T-1000, não é? E a terceira é outro cara.
Eu acho que é na terceira temporada que tem a família de um garoto rico, é um cara, galera, da É um cara, esse inimigo do Richard aí é um ator da terceira temporada, deve ter uns 2,30m quase. Não, ele é gigante. E ele é tipo esse malandro aí, ó. É claro, tem ângulo de câmera. E ele é tipo aqueles cara lá do, como é que é o nome daquele maluco lá dos Países Baixos, porra, que é o gigante lá do Game of Thrones. Ele não é de lá?
Não, deixa eu ver. Montanha, né?
Montanha. De onde ele é?
Noruega.
Noruega.
Então Não, país nórdico.
Países nórdicos, obrigado. Ele é dos países nórdicos, meu irmão. Eles têm, eles têm a cena de porrada no Richard. Quem não assistiu, dá até para catar no YouTube, uma cena de porrada longa, tipo, tipo eles vivem.
O Richard nessa cena, ele chega, olha para o cara, faz assim, ó, ele dá uma desanimada, ele dá uma desanimada que ele consegue derrubar o cara.
E aí eles falam isso na produção, tipo assim, cara, a gente, esse que o Dudu falou, porra, talvez seja hora da gente chamar um cara que possa enfrentar o Richard. Oliver Richardson, alguma coisa assim, é uma coisa bem nórdica mesmo. É, esse cara é gigante. Eu não sei o que que tem nesse óleo de peixe que esses cara come a vida inteira, eles ficam desse tamanho. Mas sim, eu acho que o Richard, vocês concordam que ele meio que pode ser?
Olha a diferença, brother, tá para porra, é o tamanho do maluco. De novo, não pode ser pediatra no filme, Não pode ser um pediatra no filme, né?
Eu acho isso injustíssimo, cara. Existe pediatra. Se você conhece algum pediatra musculoso, algum enfermeiro musculoso, sabe, algum psicólogo, por favor marque ele aqui, entendeu? Para que ele possa representar essa classe tão perdida, esquecida, que são as pessoas grandes que tratam do tipo de coisas felizes da vida.
Dá whey protein para as crianças, né? Todo mundo vai crescer comigo, meu irmão, vai todo mundo ficar grandinho. Mandei um frota aqui, tá bom. Mas enfim, galera, a gente tá vendo aí o Dave Bautista também, já falou aqui no Plantão Nerd. Ele tá se preparando, perdeu massa muscular.
Eu vi ele perder bastante e agora tá recuperando para o God of War.
Tu conhece um pouco God of War?
Eu conheço pouco, mas é a mitologia por trás do God of War, é bem maneiro, né? Mitologia grega, mitologia nórdica, que depois, né, merecia um programa talvez inteiro sobre isso.
A gente fala da mitologia nórdica, da mitologia grega, depois a nórdica, né, fala sobre fazer um plantão, né, especificamente sobre a mitologia do God of War.
Assim, a crítica grega tá muito em voga hoje por causa da Odisseia, né, já fala dos dois e tal.
Então, Dudu, vamos lá. Não sei se você tá por dentro da fofoca, eu vou te adiantar aqui. Fofoquinha, Livre Bautista, para fechar agora, treta final, treta final. Todo mundo sabe sabe que foi um cara de filme de ação, né? Ele veio do wrestling, né? E aí ele fez um filme de kung fu que ele fazia até um cara para ficar pele dourada. Me esqueci do filme agora, é, acho que é O Homem dos Punhos de Ferro, uma coisa assim. Ele faz um dos vilões.
E aí ele começou a fazer filmes de ação por ser grande, por ser forte. Fez o Drax, ficou super conhecido por isso e tudo mais. Tem uma coisa de comédia nele, consegue fazer até um certo trabalho. Um bom ator, ele é um bom ator. Só que ele falou, cara, não aguento mais fazer papel onde eu só sou chamado porque eu sou o cara grande, então vou dar uma diminuída aqui e para poder ser chamado para outras coisas. Aí chamou um cara para fazer o quê?
God of War. Que que ele fala? Agora tem que voltar a crescer. Aí ele postou uma foto, um videozinho miserável, miserável, tirando a camisa, dizendo que ele tá forte. Aquilo ali é uma ofensa.
Você acha que ele não tá forte?
Não tá forte o suficiente. Ele falou, ah, tem que ganhar mais 10 kg para voltar para ser o personagem. Ele mostrou o físico dele, eu olhei aquilo Fiquei com pena.
É mesmo?
Se você é fã da série, você sabe que eu tô certo.
Já que tá com autoestima lá no alto.
Não, não, porque você viu isso. Eu acho que para fazer o Drax, ou para fazer o Kratos, ele vai ter que ganhar mais que aquilo ali, tem que mostrar mais que aquilo ali.
Eu concordo em partes, apesar de eu achar que com a fotografia, com a fotografia você consegue dar uma enganada, fazer o cara ficar maior, ele vai ter ter ombreira, vai ter cinto.
Ele tá bem definido, ele tá bem seco, mas ele não tá com volume.
Mas ele emagreceu para fazer o quê?
Outro filme?
Não, ele falou que ele tinha que perder peso, emagrecer um pouco para que ele pudesse ser chamado para outros papéis, que não fosse só a parte física dele.
Olha aí, ó, ali, tá vendo?
Caralho, tá trincado, tá seco, tá definido, ele não tá volumoso.
Você quer ver?
Por favor, senhor Luciano, para a gente se despedir aqui, pega uma foto do David Bautista novo, na época que fazia o wrestling, para tu ver a diferença.
Ele era maçudão, sem dúvida, sem dúvida maçudão. É, no primeiro Drax ele tá muito grande, é, ele tá fortão, não tá tão seco, mas sim. Mas ainda assim é uma, uma, um olho de Hollywood com um novo carinho para os homens e mulheres fortes, eu diria, né? Homens e mulheres fortes estão, estão de volta. Ele fez vários, fez o próprio Blade Runner, né, que era mais dramático ali e tal. A questão é que então o homem, o homem e a mulher forte de ação, para vocês, eles evoluíram ou eles morreram?
Não, não morreram, nunca vão morrer, né? E também não evoluíram, são fases, né, cara? Isso a gente é ali, ó.
É isso aí, realmente tava um negócio, a barriga dele parece um gorila, né?
Deve ter pegado na parte que tava soltando diafragma do ar para respirar, aí fica E essa tatuagem de sol aí no umbigo, hein?
Vamos falar sobre ela ou não?
Eu respeito ele porque ele é um colecionador. Ele é um colecionador. Sabe que ele coleciona lancheiras?
Eu acho que ele coleciona veias e estrias, porque aquele braço ali, amigão, tá prestes. Se ele bater na quina da geladeira, vai voar sangue mais do que no filme do Tarantino. Mas eu concordo contigo, ele tá forte para dedéu aí. Mas não vai chegar de volta isso?
Não, difícil.
Ele era novo também aí, é muito novo. De novo. Mas você acha que transformou, né, Dudu?
Fórmula se desgasta, né? A gente começou aqui para fazer, né, a nossa narrativa, voltar o início do programa. Eu lembro que a gente começou a falar do faroeste, né, da decadência do faroeste, que a fórmula se desgastou. A gente foi para os filmes de tira, vamos para os filmes de kung fu e tal, os filmes de super-herói, né? Então assim, a fórmula, né, vamos dar uma suavizada nisso com Duro de Matar, né? Então, quer dizer, a fórmula se se desgasta.
Tem uma boa frase que as virtudes de ontem são os vícios de hoje. Quer dizer, o cara cria uma coisa muito bacana e vão, vai se copiando, se copiando, se copiando, e vira um vício até que alguém precisa dar um passo adiante, fazer algo diferente. Mas a ação continua, né? A ação não morre, né? O gênero, a ação continua. Mas como é que isso vai se transformar? E a gente vai, né? É um exercício de futurologia.
Palavras bonitas, palavras bonitas do seu irmão, meu querido Alex, porque ele escreve, ele é um artista das palavras, usa ponto de interrogação, e foi um cara grande também, é um cara fortão também, é papai também que nem eu. Então a gente dá uma churrinhada, né, depois a gente volta. We're coming back, baby, we're coming back. Dudu, como é que o pessoal encontra seus livros aí, sua literatura? Como é que a gente vai acessar?
Só procurar aí pelos meus livros, né, Eduardo do Espor, Procura Batalha no Apocalipse, a trilogia Filhos do Éder, a trilogia Santo Guerreiro. Fizemos aqui vários programas, inclusive aqui quiser, não tem limite, procurar pelo meu nome no canal, vai encontrar vários, vários filmes, né? É no Instagram, é @duduexpor, na Twitter e Facebook, Eduardo Expor. Meu site, eduardoexpor.com.br. E por aí você vai me encontrando na internet.
Excelente! Fizemos uma Bienal do Livro sensacional agora.
Excelente! Você recomenda alguma coisa, viu, assim, de tudo que a gente falou aqui, para as pessoas poderem entender?
Recomendo GH.
Mas você recomenda algum filme, algum livro, alguma série, alguma coisa sobre pessoas fortes assim? Alguma coisa que você olhou, que você falou assim, caraca, gostei muito desse filme, gostei muito disso, tem esse elemento de tudo que a gente falou aqui dessa força testosterônica aí? Pode ser, pode ser velho, pode ser velho.
Um filme que é o meu irmão participou, né, que é o The Expendables. The Expendables.
Boa, porra!
Já que a gente tá falando sobre isso hoje, a conversa sobre isso, The Expendables, né, Os Mercenários, Os Mercenários em Português, ele é uma homenagem, sobretudo o primeiro, né, é uma homenagem a esses heróis de ação, né, homenagem a essa época antiga tal. Então é um filme divertido de assistir, né? E aí seria um filme simbólico da nossa conversa aqui.
Perfeito, boa escolha. Foi meio que uma celebração dessa época.
Do Rex, né?
Exato. Pô, Terry Crews também.
Assistam o filme, assistam o filme, assistam o filme procurando pelo Rex, que ele aparece no filme. Você faz o quê?
Eu faço o mercenário do vilão lá dos Buenas Vermelhas, o Velasco.
Você morre em tela?
Não morro, cara, eu sobrevivo.
Então pode ter um spin-off só sobre o Velasco.
Pô, vamos contar. Olha, eu já adoro contar a história daquele soldadinho.
Ele virou tirano lá da republiqueta lá.
Isso, eu virei um pediatra, olha só, me arrependi dos meus crimes e resolvi cuidar das crianças.
Olha só, seria mais fácil um veterinário, né?
Tiagão, vamos fazer, vamos lá, suas mídias, sua despedida aí da galera.
Bom, vamos lá, a gente falou muito de força física aqui nesse programa, então se você também quer melhorar a sua força física, eu recomendo que primeiro vocês vão lá na Growth e compre seus suplementos usando o meu cupom REX. Se você tiver procurando outros tipos de suplementos, outros tipos de medicamentos também, tem a Oficial Farma, que você também pode me encontrar lá com o meu cupom REX. E você me encontra nas redes sociais como REX2099, tanto no Instagram quanto no X.
Eu também tô com um canal de cortes bem legal, bem legal, que eu botei o link lá no meu Instagram, que mostra um pouco todos os trabalhos que eu já fiz, uma pontinha de cada. Então tem bastante coisa gravada lá. E a minha recomendação para hoje, senhor Solano, estamos falando de coisas fortes, eu recomendo que você vocês se apeguem aos filmes do passado. Então vejam Conan o Bárbaro, o primeirão, o primeirão, excelente, que é um filme que conta uma história bem dramática, é um filme até dramático.
Se você tem uns cortes bem bacanas no YouTube das cenas cortadas do filme, The Riddle of Steel, isso é um filme bem legal para ver. E essa minha recomendação. E agora você, senhor Solano, onde que as pessoas encontram toda a sua sabedoria? Só tem esse bigode másculo.
Esse bigode figura no Matando Rua Gigante toda semana. No Spotify, no Matando o Robô Gigante no YouTube também, vocês podem encontrar. Estou no Bunker X, a sua, a minha, a deles, dose semanal de verdade no Bunker X vocês encontram. Eu faço convite especial ao meu Instagram, @afonsofaca, que eu coloquei lá um teaser essa semana da estátua colecionável do Espadachim de Carvão, da minha série de livros. Eu ainda estou in between editoras, né, Dudu Sábio.
Eu tô ainda negociando e descobrindo para onde que os meus livros vão. Mas a história não para, Dudu. Então o Espadachim de Carvão estará se materializando aí em forma de uma estátua colecionável, na verdade duas estátuas colecionáveis. Já tô entregando aqui. A gente vai dar um pulinho na CCXP em 2026, agora em dezembro, e aí vai ter lá a estátua no estande da Ford Geek, nosso amigo da Ford Geek. Então dá uma olhadinha lá no meu @afonsoolampo para vocês verem um pedacinho da estátua e a gente já se preparar para se encontrar Em dezembro. Thiago, faça as honras aí, encerre o programa, encerre o Plantão Nerd de hoje.
Começa a fazer junto com meu irmão aqui, com Afonso Orlando. Nos despedimos mais uma vez e vemos vocês semana que vem para mais um Plantão Nerd, onde iremos trazer a sua dose semanal de cultura nerd e músculos.
Dose semanal? Achei que com tanta testosterona o negócio ia ficar—
é, pois é, começar a fazer que nem cavalo, né?
Vender. Acaba, acaba, Lucelmo! Cava, Lucina, cava, cava.
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
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