1929 - POR QUE A IA SUPER-HUMANA PODE NOS MATAR? DANIEL LOPEZ
DANIEL LOPEZ é jornalista, professor e pastor. Nesse episódio de “Ligando os Pontos”, ele vai bater um papo sobre a I.A. se tornar super inteligente e a consequente extinção dos seres humanos. O Vilela disse que, já que o mundo vai acabar, ele vai comer duas barras de chocolate.
- A inteligência artificial super-humana e o risco de extinção da humanidadesingularidade da IA·Eliezer Yudkowsky·aprendizagem de máquina·alinhamento da IA
- A linguagem como base da inteligência artificial e do pensamento humanolinguística·Large Language Model·redes neurais·sintaxe e semântica
- A Bíblia e a teologia como respostas para a crise existencial da IATorre de Babel·Livro do Apocalipse·anticristo·geoteologia
- A metáfora da caravela espanhola para o perigo da IA super-humanaApocalipto·Mel Gibson·pólvora
- A bolha da IA e os riscos de um colapso econômico globalWarren Buffett·Donald Trump·bolha.com·Grande Reset
- O Projeto Blue Beam e a manipulação de crises econômicasPaul Krugman·invasão alienígena·crise de 2008
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou Rogério Vilela, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais artificialmente inteligente, só para ficar com o tema.
É inteligência artificial alguma coisa também.
Se tem um cara que é um sinônimo de inteligência artificial de carne e osso é o nosso convidado aqui, que é o Daniel.
Fico lisonjeado, assim eu fico até com a bochecha rosada.
A gente pergunta um negócio, eu acho que ele vai... O que a gente faz? A gente vai aqui no Google, vai na inteligência artificial e ele fala, peraí, estou lembrando o nome, é o livro, é o cara, é a data. Eu falo, não, não pode ser. Às vezes eu checo.
Enquanto ele tá falando, você já viu que às vezes eu tenho que mexer no celular?
Vou falar assim, não é possível que você tá de zoação, cara.
Ele tem resposta mais rápida que o GPT.
Exato, meu pai, cara.
Eu não sei como você consegue dirigir, comer e respirar, porque eu acho que tá tudo tão ocupado para guardar coisa que o cérebro fala, como que respira mesmo? Como que dirige?
Mas você pergunta, você não bebe água?
Bebe água? Boa. A palavra, mas também a memória de curto prazo eu não tenho. Sério?
Tipo assim, você comeu ontem à noite?
Não, não, eu tô indo na cozinha, minha esposa fala: traz uma água. Eu não vou trazer.
Tem a ver? Será que não sei, cara, mas é um gerenciamento de—
é essa eu não tenho. É tipo assim, eu pego o celular para, cara, eu preciso saber se amanhã vai chover. Aí eu pego o celular, leio uma mensagem, aí pego o celular, vendo uma notícia. Às vezes eu fico 2 horas tentando ver a temperatura e não consigo. Eu preciso ver a temperatura, não a notícia.
Mas veremos a temperatura hoje, quanto está, a gente fala para ele. E o pessoal que quer saber a temperatura do papo, como faz?
Já começa deixando o like nesse vídeo, se inscrevendo no canal, que estamos chegando a 6 milhões de inscritos no canal principal, 10 milhões ao todo junto com o de cortes, e mandar a live para um amiguinho também virar membro para somar na nossa comunidade, que hoje o papo vai ser forte de arco.
Vai, cara. É um dos assuntos que eu mais gosto hoje em dia, porque eu estou com medo dessa singularidade chegar?
A gente ser substituído?
O problema não é ser substituído, o problema é ser substituído e não ganhar nada com isso. Porque se a gente é substituído e tá de boa pescando, viajando, ok. O problema é a gente ficar— ele pegar o trabalho bom, porque eu achei que ele ia pegar o trabalho de construção, trabalho pesado, arar terra. Agora ele vai querer fazer desenho, querer fazer música, apresentar podcast, as coisas legais.
O negócio chegou para pegar só mão de obra fácil?
Porra, fazer podcast eu faço, é conversar com as pessoas. Agora ele vai conversar também?
Só falta.
Exato. Então é o seguinte, já deixa o like para a gente não ficar desempregado aí, compartilha esse vídeo e manda. E pergunta mais hoje, é um episódio muito especial para os nossos membros. Exato, os membros têm prioridade hoje. Hoje é aquele episódio que eles passam lá na frente, então torne-se membro. Apresentando aqui para quem não conhece Daniel Lopes, se apresenta para quem nunca ouviu falar de você, como você se apresentaria?
Então, sou Daniel Lopes, jornalista, linguista, né? Uma vez um professor, um aluno falou assim para mim na faculdade: então você estuda linguagem, né? Você pode estudar como é que você usa a linguagem, idiomas, pode ser também, que é linguística aplicada.
Linguística aplicada, Tolkien era linguista?
Tolkien, ele era filólogo, né? Ele estudava mais a história de como os idiomas evoluíram, como é que os idiomas funcionam, mas mistura um pouco, é linguística. É porque é um pouco uma era um pouco mais antiga. A linguística como a gente conhece hoje não tava tão consolidada ainda, que ela foi ser consolidada quando Ferdinand de Saussure, ele era um professor suíço que morreu sem escrever nenhum livro, mas os alunos fizeram anotações, né?
Certo.
Então eles, eles formaram através das aulas o Curso de Linguística Geral, que é o livro. Aí que vai começando a se consolidar mais a linguística, que aí tem, por exemplo, a ideia de significante e significado. Você tem a palavra, que é o significante, você tem a ideia. Cadeira é o quê? É, então aí você tem a palavra cadeira, o significante. Significado é um objeto que você usa para sentar. Mas a cadeira pode ser outras coisas, né?
Significado pode mudar, ele pode ser plástico. Aí a gente tem a ideia de cadeira de universidade. Exato, com certeza, né? E pode ser a linguagem figurar também. Pô, você me deu uma cadeirada com isso aí que você falou, né? Só que não deu cadeirada, né? Então aí vem a polissemia também, que é uma palavra pode ter vários significados, né? Aí tem o implícito, tem coisa que tá implícita ali, né? Tem o que tá já, né, tipo assim, vamos supor que a gente já tava falando de Game of Thrones, certo?
Aí você fala, pô, isso aí tá mais para cadeira do que para um trono, né? Aí se você não entende o contexto de Game of Thrones, você não consegue entender. Então tem um implícito também, tem coisa que já tá o subentendido.
Entendi.
Então isso vai mudando tudo, né? Então assim, o Tolkien, ele era filólogo mais no sentido de ele estudava como os idiomas foram evoluindo, né? E como é que eles se conectavam, a inter-relação entre os idiomas. E ele até fez um Ele criou idiomas, né? Isso que é legal para caramba. Então assim, na minha área da linguística, minha área da linguística é uma das muitas áreas que tem, que é análise de discurso. Ela vem do Michel Foucault, né?
E ela é uma, na verdade, é um subtítulo da análise de discurso, que tem análise de discurso mais norte-americana, tem análise de discurso europeia, aí tem análise de discurso francesa. Eu sou da linha da análise de discurso francesa de base enunciativa, que é bem específico, né? Que a ideia é o seguinte: como é que você analisa os jogos de poder por trás da linguagem? Como é que eu uso a linguagem para dominar, para exercer poder?
É legal para caramba. A linguagem formal, qualquer tipo de linguagem, um discurso verbal ou escrito. É, Foucault vem muito disso, né? Foucault na Arqueologia do Saber, né? A microfísica do poder e tal. Ele vai analisar como é que a linguagem é usada. E ele desenvolve esse conceito de discurso. Discurso não é um negócio que o cara sobe num palanque e faz um discurso. Discurso, para o Foucault, é a linguagem sintonizada com o momento e com o tempo e com o poder.
É por isso que o Foucault falava que o trabalho dele é um trabalho dinástico. Aí você fala, como assim dinástico? Você estuda as dinastias, né, as monarquias? Não, ele tá usando a palavra dinástica no sentido da palavra grega dynamis, que dá origem a dinamite, por exemplo, dinâmica, que significa poder. Então ele fala: meu trabalho é um estudo dos jogos de poder.
A dinâmica tem a ver com poder? Não tem a ver também com uma coisa que ela é rápida?
É, tem a ver com esse poder da mudança, seria isso, né? Ou dinamismo, né? Ou dínamo também. Também tem a ver com essas questões. Vem na palavra grega dynamis, significa poder, né? Da origem dinamite.
Vou checar aqui, Raquel.
Checa aí, checa aí. Vou checar. Não, lembro uma vez que eu tava conversando com um cara, ele falou, ah, mas isso aí que você tá falando eu não sei. Eu falei, é problema teu, né, mano? Você pega e estuda. Exato, qual é o problema?
O teu problema para mim é problema teu.
Era tipo um debate que o cara era ateu e eu tava tentando defender a ideia de Deus. Aí eu usei umas ideias, ele falou, não, isso aí não vale porque eu não sei. Falei, pô, irmão, Aí a culpa não é minha, né? Quem tem filho grande desata.
Que argumento isso, cara? Mas você estava começando a se apresentar, você falou, linguista que mais?
Ligando os pontos, né? Dá uma desviada. Então, um aluno, vou até voltar, um aluno chegou para mim e falou, professor, você é aquele cara que sabe um pouco sobre tudo, mas não sabe tudo sobre nada. Você não é especialista em nada, você sabe um pouquinho de tudo. Eu falei, não, eu sou doutor em linguística, essa é minha especialização. Eu sou especializado nisso, eu tenho diploma disso. Além de ter esse diploma, eu tenho diploma também de jornalismo, licenciatura em letras, teologia, pós-graduação em filosofia.
Então, estuda geopolítica, geopolítica também. Aí foi um movimento meio intuitivo, foi mais ou menos o que o Chomsky fez, né, de juntar. O Chomsky, ele começou estudando linguística. Inclusive, dica para galera, uma das coisas mais brilhantes que existem, na minha opinião, que eu gosto disso, é o debate entre Chomsky e Foucault, que foi na Universidade de Utrecht, lá na Holanda. Só que o debate foi interessantíssimo para quem gosta de idioma, porque o Chomsky só falava inglês e o Foucault só falava francês.
E aí eles debatiam um gritando com o outro em idiomas diferentes. É claro que o Chomsky fala francês fluente, mas como nenhum dos dois quis abrir a mão de usar o idioma do outro, cada um debateu no seu próprio idioma, né? Então assim, o Chomsky, ele começou a estudar a linguagem. O Chomsky é uma delinha diferente da minha, da linguística. A linha dele é a linha de gramática, gramática gerativa. Então ele vai estudar mais as regrinhas da linguagem do que o jogo de poder.
Só que o Chomsky, ele de tanto estudar linguagem, ele percebeu que a linguagem é um instrumento de poder. E ele começou também a se interessar pelo jogo de poder. Então ele evolui de um linguista para um dos maiores especialistas em geopolítica do mundo. Então eu, sem fazer isso conscientemente, eu também fui evoluindo da linguística para geopolítica, assim como Chomsky fez, né? Então foi a migração da linguística para geopolítica, fui fazendo devagarinho através desses estudos, né?
Então essas são as minhas especialidades, né? Já dei aula na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Estadual do Rio de Janeiro, nessas áreas. E como eu sou formado em jornalismo também, então eu misturei. Na verdade, eu comecei a fazer isso, eu fiz jornalismo primeiro, depois linguística. Quando eu tava na faculdade de jornalismo, na Escola de Comunicação da UFRJ lá no Rio de Janeiro, Eu tive um professor chamado Milton Pinto, e esse professor ele trazia análise de discurso para dentro do jornalismo, para dentro da comunicação.
E aí me deu esse gosto por esse tema. Daí eu dei uma sondada, falei, pô, lá na UERJ tem um mestrado legal sobre isso. Fui fazer o mestrado lá, e aí depois fiz o doutorado na Universidade Federal Fluminense. Então assim, eu sou linguista nesse sentido, né, da análise de discurso, especialista em jornalismo e comunicação, né. Na UFRJ, né, licenciado em Letras, bacharel em Teologia. Então eu tenho essa formação um pouquinho interdisciplinar.
Uma coisa que eu acho interessante é essa parte do estudo, como o nosso cérebro se molda por causa da nossa linguagem. A forma da gente escrever e ler e falar, ela molda como o nosso cérebro funciona. É por isso que os orientais são diferentes, porque escrevem de uma forma diferente.
O hebraico é assim também, né? Aquela o ideogramático, ideograma, ou os antigos que escreviam de formas diferentes.
E se é da esquerda para direita, direita para esquerda, tudo isso molda a forma de pensar, né, cara?
Muda completamente.
Como o filme A Chegada, né?
A Chegada. Não, a gente já—
alienígenas, eles têm uma forma de pensar baseada na forma de escrever, desenho circular, que a forma de pensar deles não tem começo, meio e fim.
A frase, ela é já Cara, eu, já que a gente entrou nesse tema, e assim tem tudo a ver, né? Linguagem inteligencial, linguagem pura.
Vamos então chamar a vinheta, porque a gente já vai entrar no tema. Então é o seguinte, roda a vinheta aí. Estamos então agora com Ligando os Pontos, aquele programa que você já sabe, a gente tem um tema central e como vocês já perceberam antes da vinheta, a gente já vai divagando, juntando pontos que aparentemente não tem ligação, mas que no final formam uma figura, assim como o jogo, o passatempo liga os pontos, é ou não é?
Isso é.
Então vamos lá, já voltando ao tema.
Então você sempre cita esse filme que eu acho incrível também e eu vou aproveitar citar outro que eu Se tiver o posterzinho do— e acho que é do Villeneuve, né, que é o mesmo cara do Duna, né, e tal. É que vai ter agora Duna 3. Esqueci o nome da menina. Como é que é o nome dessa menina mesmo?
Vê para gente aí, por favor.
Tá em todas, né, cara?
Eu tô com uma dificuldade com isso. Antes eu lembrava todos os nomes de atores, de atrizes, de diretores. Hoje eu tô—
Amy Adams. Então, Vilela, um filme chinês do Zhang Yimou chamado Herói.
Cara, é bom esse filme, hein?
É um filme predileto meu, porque na verdade, que que tá em jogo ali? Tem um momento que o cara chega para o imperador lá da China e ele fala, cara, a gente tem 14 maneiras de escrever a mesma ideia, a gente tem que unificar isso aí. Então o filme vai contar a história da unificação da China, no reino Qin, né, que é o reino que dá origem à palavra China. É o reino Qin, né, que escreve com Q, né, para gente aqui. Então ele diz para o imperador, cara, tá muito confuso aí, a gente tem várias maneiras de escrever uma mesma ideia, várias letras diferentes para fazer a mesma tarefa.
A gente precisa unificar o idioma para a gente unificar o país. Então tem tudo a ver com que você tá falando, né? Ele vai muito nessa questão da linguagem. E o outro filme que eu citei outro dia que também Que é o filme português, que é o filme falado, que ele vai em cima da língua. Aí é para o nosso lado, a língua portuguesa. Cara, esse filme é muito legal, principalmente são 4 versões da mesma história e cada versão tem uma cor.
Para quem gosta da parte estética, né, ela muda a cor também. E aí tem 2 filmes legais nesse sentido, o famoso do Tom Tykwer, o alemão, que é o Corra, Lola, Corra!
Que ela morre sempre e vai voltando.
Acho que eles assaltam o banco, né?
Ela morre, ele volta.
É outra, 4 versões da mesma história, né? Mas tem um outro filme que é com a— aí, ó, sensacional. Ela é a esposa do Frank Capotente.
Você pegou a melhor imagem que tem dela, inclusive.
Mais roots, né? Mais roots, né?
Já que é para puxar o fio da bobina. Parece chiclete, né? Aquelas figuras de chiclete.
É claro que o filme, ela passa o filme todo correndo.
Eu duvido que o Klaus aqui, que o nosso amigo que o nosso amigo assistiu esse filme, e Bigoda muito menos.
Eu assisti na escola.
Para, é mesmo?
Ok, de redação passou.
Professora boa, hein? Boa essa professora, fora da curva.
Na metade do filme a gente já tava enjoado de tanto que ela ficava correndo.
Ela corre o filme inteiro, cara. Essa mulher cansou para fazer esse filme. Agora Bigoda, eu tenho poucas esperanças dele ter assistido esse filme. Se ele não assistiu nem o Odisseia ainda— assistiu Odisseia? Ainda não.
Esse aqui eu descobri agora que existia, viu?
Não gostei muito da capa não.
Aí a culpa é do Santa ali que pegou a capa ruim, né? Que ele já não aceita erro nenhum, que é sempre culpa, é sempre dos outros, né?
Vai ver Odisseia, bigode! Ele vai esperar ir para o stream e aí o negócio.
Meu pai viu Odisseia, se amarrou, cara.
Sério?
Adorou. Inclusive tem que fazer o programa dos Coroas aí, né?
Meu pai tava aí até semana passada, cara.
Meu pai foi embora.
Me avisa quando ele tá, que aí meu pai vem para cá, ele tá em Santos, é rapidinho.
Valorizar, cara.
Precisava colocar mais um pai, hein? De repente do Peter, de algum assim também, 3 pais aí seria legal.
Aí o pai do Peter é figura, cara.
O pai do Peter é figura.
Então, cara, é isso que você falou da relação entre linguagem e pensamento, cara. Inteligência artificial é 100% isso, porque é o Large Language Model, os grandes modelos de linguagem. Então, em tese, a inteligência artificial ela tá tentando encontrar padrões, que é um dos sinais mais interessantes da inteligência, que é você perceber, né, a recorrência dos padrões.
Os animais têm um reconhecimento de padrão, então certo estilo, né, tipo para sobrevivência ele precisa fazer isso, né.
Até onde eu, pela minha ignorância assim, que eu não sou especialista em comportamento animal, mas parece que muita coisa já tá ali intuitiva, né, já vem no DNA ali, na programação, né, como a gente—
esse é inimigo, esse amigo, né.
Já tem aquela história do gato tem medo de de certas coisas, né? Do, como é que é o nome? Esqueci o nome daquele vegetal, né, que ele tem medo, que parece uma cobra, né? Como é que é o nome? Verde compridinho, quiabo, tipo um quiabo, né? Parece que o gato ele tem medo já de certas coisas. O elefante tem medo do rato quando ele vê o rato, porque ele sabe que o rato pode entrar pela tromba.
É por isso, eu acho que é, ou doença, né?
São coisas, é interessante. Você joga um cachorrinho na água ali, uma coisa que não faz sentido, né? É barata, é barata. É o— eu não, eu não— por causa da doença, será?
Por que que tem esse medo da barata?
Qual era a função da barata?
Sem ter um perigo evidente, né?
Aquela é uma figura meio asquerosa, né? Aranha eu entendo, mas a barata é uma coisa que, né, é meio nojento, né?
Será que é por isso?
Deve ser, né? E aí quando ela voa, então, né, acho que aquele medo dela agarrar no cabelo, né, e tal. Eu não sei, talvez a ideia de que ela tá também frequentemente ali junto com lixo, né, que é um bicho sujo. Dizem que até que formiga é mais suja do que a barata, alguém, alguns falam, né? É porque ela é mais saprobiota, ou sapróforo, que devora coisas mortas, né, mais do que a barata. Barata seria mais lixo. Depois isso aí tem que fazer um fact-check aí, que eu não, é coisas que a gente, que a gente leu na revista Veja nos anos 90, que eu não sei se tá valendo ainda, né.
É igual aquela história de a gema do ovo comer faz bem ou faz mal? Depende da época que você tá se reportando, que toda hora muda, né? Não faz bem, não faz mal, não faz bem, não faz mal.
Gordura, não sei o quê.
É, cada hora vale uma coisa. Então, Vilela, muito interessante você ter começado com essa ideia da linguagem, que a gente tava falando da minha formação em linguística, né? Que inteligência artificial vai muito nessa linha, porque se—
mas você propôs esse assunto porque em que ponto que a gente tá na IA? E esse, o que que tem a ver esse livro aqui, ó? Dá uma olhada aqui. Se alguém criar, todos morrem, porque a IA super-humana pode nos matar. A IA super-humana seria a IA que atingiu a singularidade, e é isso?
É a geral, a inteligência acima? Ela é acima da geral? É, a geral é aquela que consegue fazer tudo que o homem faz, tá? A superinteligência, ela é mais inteligente do que a soma de tudo que existe, todo o conhecimento. Aí já é como se fosse um deus com letra minúscula. Então já é, tá, você tem o, mas o que que é isso?
Se alguém criar, todos morrem?
Qualquer, se alguém criar superinteligência, ela mata todo mundo. Se alguém criar a superinteligência, ela mata todo mundo.
É claro que, mas será que alguém vai criar ou ela vai surgir naturalmente?
Isso é muito interessante porque eu já vi essa teoria, né? Não, total. O Eliezer Yudkowsky, que é o autor principal, né, o Nate Soares é coadjuvante ali, o Yudkowsky que é o o cabeça. É um cara genial, fala de vários assuntos. O cara te dá uma aula de biotecnologia com a mesma profundidade que vai te dar uma aula sobre IA. E ele diz o seguinte, cara: inteligência artificial não é uma coisa que você cria, que você programa. Ela se desenvolve.
Você bota o chassi, ela cresce. Ele fala, é trabalhar com inteligência artificial parece mais com o que é agricultura do que computação, que você joga a semente, ela vai, você só rega e ela vai crescendo. Então é dessa forma, porque você tem um negócio chamado aprendizagem de máquina, né, que é o machine learning. Então ela vai identificando padrões, vai crescendo, vai aprendendo e tal, vai montando as redes neurais. Então ela vai evoluindo ali como se fosse uma criança.
Você pode pegar uma semente, você não sabe exatamente como é que aquela árvore vai se desenvolver. Então foge do seu controle.
Assim que é uma goiabeira, mas não sabe quantos galhos, quantas frutas, tamanho que ela vai ter, para qual lado que ela vai.
Você pode até— eu lembro, eu lembro da questão da—
que isso é uma rede neural?
Isso é uma rede neural de machine learning.
Olha que doido, cara!
Muito legal, né? E que que é isso? É estabelecer conexões, encontrar padrões, né? E na verdade ela vai se expandindo. É rede neural porque os neurônios funcionam assim também, né? Os neurônios vão se conectando conforme as ideias vão evoluindo, né? Mudou a direção, esse caminho mudou, porque tinha, tinham duas, tinham dois caminhos possíveis de duas linhas. Uma linha era muito lógica, matemática, era bem limitadora, hardcore, e a outra era mais assim uma coisa mais espontânea, se assemelhando ao pensamento humano e a como uma criança aprende e tal.
É bem mais orgânico, né? Mais fluido. Então foi essa linha que foi desenvolvida por aqueles 3 pais da inteligência artificial, né, que é o Geoffrey Hinton. A maioria deles da Universidade de Toronto. Então se a inteligência artificial matar todo mundo, a culpa vai ser dos canadenses, vão botar a culpa neles. Universidade de Toronto que eles inventaram isso. Então é o Marvin Minsky, né, o Geoffrey Hinton e o Joshua Bengio, né, que são os 3 padrinhos da inteligência artificial.
São nomes diferentes, né, é difícil aqui, quase que eu embaralhei os nomes, mas consegui lembrar, graças a Deus, né. Então, Vilela, essa linha das redes neurais, ela fluiu muito melhor que a outra. A outra ficou, virou carrocinha, né, foi para o espaço. Então, para desenvolver isso Entender a neurologia, entender a neurolinguística é fundamental. Então é a partir daí que a questão vai evoluindo. E não é a minha área principal, mas como eu venho da linguística, faz um pouco de sentido.
Eu consigo entender a base, né, de como tá funcionando, porque no final das contas é a mesma coisa, é sintaxe, semântica e por aí vai. Que que é sintaxe? Sintaxe, ou a gente faz análise sintática aqui, que às vezes você fala assim, sintaxes, cara, Sintaxe. Fala, irmão, em tese você teve que aprender isso no colégio. Eu lembro, se você não aprendeu, aí a culpa não é minha também, né? Análise sintática. A sintaxe é a sequência que você coloca as palavras, que muda o sentido, pode mudar o sentido completamente, né?
Então é a relação que elas têm ali pela sequência. Agora, a semântica é diferente. Semântica é o significado que tá sendo construído ali. Então a inteligência artificial vai trabalhar assim, principalmente a sintaxe, porque Porque ela vai pensando a sequência, né? É oi, aí tudo, aí bem.
Então ela, qual é a porcentagem da próxima palavra certa?
Então é uma questão sintática também, geométrico, né?
Ela faz isso no espaço tridimensional, né?
Exato, isso é muito interessante, né? Muito legal dessas palavras, não é linear, não é linear. Isso é legal para caramba. Imagina quando tiver computação quântica, que é totalmente, totalmente não linear, né? A computação quântica, só para explicar para a galera, que isso é muito legal, porque na computação tradicional a gente tem o bit. O bit é 1 ou 0. Então com 1 e 0 você consegue fazer tudo, né? Isso é muito legal porque você pensa assim, para eu simplificar uma coisa, ou para eu tornar, vou mudar aqui a construção da frase, para eu tornar algo muito é rápido, quanto mais simples, melhor, né?
Uma tarefa mais simples você executa mais rápido que uma tarefa complexa. Então a ideia de simplificar o complexo é sempre uma ideia que vai estar relacionada com o modus operandi do cérebro, com modus operandi da natureza inclusive, porque a natureza funciona na base da lei do menor esforço. Se você pega até na hidrodinâmica, a água caminhando por canos, elas, elas não exatamente eu sei como, ela escolhe o caminho mais curto.
Assim como na eletricidade, eletricidade tem o curto-circuito, ela sempre vai escolher o caminho mais curto. Você fala, cara, até no modus operandi da natureza tem a lei do menor esforço, né, de eu gastar a menor quantidade de energia possível, né. Então isso é impressionante. No pensamento também assim, nos neurônios também assim, né. Então isso é legal para caramba. Então quando você tem a ideia, por exemplo, do computador, é, você pensa assim, cara, você tem que fazer operações muito rápidas, né?
Então quanto mais você simplificar a operação, mais rápido ela vai acontecer e mais fácil o negócio vai funcionar. Então isso foi uma sacada genial, né, que alguns filósofos tiveram, inclusive o Alan Turing, né? O cara fala, não é filósofo, é matemático, engenheiro, mas são filósofos, né? O Alan Turing também, esses caras são filósofos. Tanto que os artigos que eles publicavam eram em revistas de filosofia, que era a filosofia Mind, a revista Mind, né?
Tem um nome sugestivo, né? O nome da revista, né? Que eles estão desenvolvendo a ideia do computador. Então um dos artigos do Alan Turing, onde ele desenvolve a ideia da máquina de Turing, o nome do artigo é What is Computable? O que que é computável, né? E é claro que ele não inventa essa ideia, ele tá trabalhando em cima do conceito de cálculo lambda, que é do professor dele, o Alonzo George, que por acaso é meio predestinado, que o sobrenome do cara é George, que é igreja, e o cara era presbiteriano, era crente, né?
É, para quem acha que crente é tudo burro, né? Só existe computador inteligente só por causa de um evangélico. Então ele inventa o cálculo lambda. Que que é o cálculo lambda? É a ideia da computação tradicional, bem simplificada: é entrada de dado, computação do dado, saída da resposta. Por exemplo, é o algoritmo ou o valor, né, o lambda é mais 1. Aí você bota 3, vai sair, ele vai fazer uma conta: 3 mais 1, 4. É simples assim, super simples. 40, você bota 40 na máquina, vai sair 41, que a ordem some 1.
Então é sempre assim, 1 vai sair 2. Então isso é entrada, computação, saída, codificação, decodificação, né? Então assim, em cima disso eles foram simplificando. Isso é muito legal. E eles entenderam que a maneira mais simples de você traduzir a informação seria reduzir tudo a 0 e 1. E aí você tem o bit. O bit é 1 ou 0, né? Então aí 8 bits formam 1 byte. Aí tem o kilobyte, que são 1000 terabytes, gigabytes e tal. São maneiras que eles descobriram, eles entenderam que seria melhor. Você pega uma quantidade de informação, acende a luz, apaga a Exato.
Fecha o circuito, abre o circuito.
Ou então, no teu caso, né, da arte visual, os DPI, né, o dots per inch, os pixels, né? É porque DPI também é pontos por polegada, né, dots per inch. Então o que que a máquina faz? Ela, eu passar uma foto para você, para o teu WhatsApp, ela desconstrói a foto em vários zeros e uns, vários e vários, e manda para você e o seu aparelho reconstrói esse dado. Então isso é muito interessante, cara, porque até o rádio funciona assim. Porque quando a gente fala rádio AM, rádio FM, AM é amplitude modulada e o FM é frequência modulada.
O que significa isso? Você está... É como se você estivesse fazendo um código Morse, só que em vez de você mudar a velocidade dos pontinhos, né, que você tá tocando, você consegue mudar a altura do volume ou altura do tom, né. O AM, amplitude modulada, é você, você faz o 0 e 1 mudando o volume do som. E a frequência modulada, você muda o tom, fica mais agudo ou mais grave. Então é como se fosse um código Morse, só que a qualidade do FM é melhor do que da AM.
É melhor por causa aí tem um comprimento da onda que faz ela aglomerar mais informação. Na verdade, cara, quando surgiu MP3, eu comecei a pensar, cara, como é que eles estão conseguindo pegar aquilo que era pesadão e fazer ficar comprimido, né? E aí, cara, eu tinha um professor muito bom lá na faculdade, na Federal do Rio de Janeiro, que era o professor Hugo Melo. Não sei, ele saiu, foi dar aula em outra, espero que ele esteja vivo ainda.
E foi muito legal, inclusive, lá de fazer um parênteses aqui, e isso tudo Você pode estar, não tá entendendo, mas tem tudo a ver com inteligência artificial. A gente tá falando de bits, né? O papo agora é bits. É, não sei por quê nem como, uma menina no meio da aula falou assim, ah, mas esse negócio de Deus é uma palhaçada. Meu irmão, o cara ficou alterado e ele deu uma aula inteira só defendendo a existência de Deus. Professor Hugo Melo.
Eu achei sensacional, virei fã dele depois disso, né? Porque ele deu uma aula incrível. Falando sobre isso. E aí o professor Hugo Mello, ele explicou para gente na época, ele falou, cara, o que o MP3 faz é uma representação estatística dos pontinhos. Porque imagina o arquivo grandão, ele imagina um gráfico com várias ondinhas, ele tem todos os pontinhos que formam a onda, ele tá completão, ele tá com a melhor qualidade. Então o que que o MP3 faz?
Ele não te dá todos esses pontinhos. Então a qualidade não fica tão boa. O MP3 era uma queda de qualidade, mas o arquivo ficava muito mais leve porque ele tinha menos informação, porque ele fazia uma representação estatística de onde esses pontinhos estariam, entendeu? Então ele, numa onda, numa onda dessa, ele bota só 3 pontos estatisticamente onde estaria. Então aí ele, é, ele reduz a qualidade te dando menos informação. Mas é uma taxa de redução de qualidade que quem é técnico de som vai perceber que está pior.
Mas para o público geral não.
Mas para a galera está servindo bem para caramba.
É 4K, 8K, 1080p. Sim. Né, Cláudio? Quem não está percebendo, não vê que o escuro não tem muita gradação, o céu... Agora você compara duas imagens e fala, cara, olha a profundidade desse céu, tem todos os tons e o outro está meio chapado.
Então, estatisticamente, a maioria das pessoas não tem esse...
Não, não, não.
Essa percepção, né? Então serve bem.
Aí a gente só foi pegando também porque a gente tinha TV a tubo, aí começou a tela plana e agora você vai ver na mudança, né? Quando eu assistia TV a tubo, a gente não fala, pô, essa imagem tá ruim para caramba, era o que tinha, né?
Acho que a gente sofria quando você pegava um VHS e às vezes ele tava meio mofado.
Não, é que às vezes os caras faziam cópia da cópia da cópia, né?
Também, também. Meu pai fazia isso. Eu também. Não, meu pai fazia isso com as nossas, minha e do meu irmão, as nossas gravações, né? Ia copiando. A gente gravava Cavaleiros do Zodíaco, ele gravava um monte de filme por cima. A gente ia ver o episódio, aí ficava aquele chiado embaixo, uma coisa horrorosa. Mas o que eu tinha mais raiva era o mofo, cara. O mofo estragava. Eu não sei aqui como é que era, mas lá no Rio mofava muito fácil, cara.
Dava uma raiva. Ainda tinha o problema de rebobinar, né? Aí tinha o aparelho rebobinador, né, que era— ele não tocava a fita, era só rebobinava, que era uma loucura. Então é, o Beats é muito interessante essa ideia, Vilela, porque, cara, como é que o maluco consegue pegar a Quinta Sinfonia de Beethoven e meter isso num CD? Isso tem até uma história muito interessante. Eu não sei se a Nona ou é a Quinta Sinfonia, mas a Sony, se eu não tô enganado, foi a empresa que conseguiu desenvolver de uma forma comercial a tecnologia de CD, né, Compact Disc.
E aí o CD originalmente, antes de ter os compactadores, o MP3, o CD ele só cabia 74 minutos de conteúdo.
Verdade.
Sabe por quê? Porque era a sinfonia preferida do técnico lá, o engenheiro que desenvolveu.
Ela tinha espaço físico para isso.
Ele falou, cara, tem que caber a nona ou a quinta de Beethoven. Então, e aí, cara, como é que é? Como é que é essa ideia, né? Isso é muito interessante. Lembra do Nero, que era o gravador de CD? Nero Burner. É, isso é muito interessante. Até você vê que o CD, quando ele tava virgem, ele era mais clarinho. Quando ele já tava gravado, ele escurecia. Por quê? Porque no CD o 0 e 1 do bit, ele é transformado em pontinho queimado e pontinho não queimado.
Olha que maluquice, são vários pontinhos ali que estão sendo queimados ou não que formam os bits. Por isso que é o Nero, né? Nero burning. Só que você lembra que não era Nero queimando Roma, era Nero burning ROM, R-O-M, entendeu? Por isso que era, por isso que é interessante para caramba, que tem a memória ROM e a memória RAM, né? A memória ROM é Read Only Memory, que a memória apenas de leitura. E a memória RAM é Random Access Memory, memória de acesso aleatório. Então, isso aí, ó, que que é esse lance?
Isso é o mapa de gravação do CD. Nossa, velho, quando você pega um CD e joga no microscópio, os dados estão gravados dessa maneira nele.
Muito maneiro, cara. Sensacional a ideia, né? Cara, isso é incrível até no vinil, meu irmão, porque como é que você consegue transferir esses dados para o vinil vinil e você pega na vitrola a agulha passando por cima do vinil sem precisar de eletricidade, você consegue ouvir o som ali. Na verdade, as vitrolas antigas, quando não tinha eletricidade, que era de manivela, ela tinha um alto-falante, um bocão ali que você não precisa de eletricidade.
Essas vitrolas antigas, sabe, cara?
É sensacional. Eu acho que é gramofone. É sensacional isso, porque você passa uma agulha em cima daquele vinil onde os ressaltinhos foram gravados e a agulha consegue traduzir aqueles ressaltos em sons. É muito louco isso, né, cara? É muito—
hoje em dia tem óculos que ela toca no seu osso, né, ósseo, né? Sim, a vibração.
Olha que bonito isso! Não precisa de eletricidade isso, cara. É ali na manivela, é ali na munheca mesmo, porque o som tá ali naquela superfície, né? Então isso é muito interessante. Tudo, tudo é 1 e 0, Vilela. Tudo é bits. Mas agora com o quântico, então é qubit, é qubit, porque ele pode ser 1 ou 0, ou ele pode ser 1 e 0. Então em vez de você ter cada bit você tem uma informação, cada bit você tem 4. Então entra um pouco naquela do gato de Schrödinger, né?
O gato pode estar morto e vivo ao mesmo tempo. Só que quando você olha para ele, ele tá morto ou vivo. Isso é mó loucura, né? Que é quando a realidade tá toda assim, a gente poderia dizer, né, Vilela? A realidade tá toda em potencial, não renderizada. Quando você olha, ela renderiza, né? Então isso é extremamente interessante na física quântica, quando você vê isso. Então o que era extremamente interessante aqui é a gente perceber que a inteligência artificial, ela tá usando toda essa infraestrutura para tentar replicar o pensamento humano.
E o problema é que, como o Eliezer Yudkowsky explica no livro, a inteligência artificial não é um negócio que você— não é um computador que tem uma tabela ASCII, tem um código, ele tá preso àquele código. Como ele tem aprendizado de máquina, É como se fosse uma planta que vai crescendo, um animal que vai crescendo. Você imagina, você tem um ovo ali de um ovo de galinha, vai nascer o pintinho, ele vai crescer independente da sua interferência nele, ele vai crescendo, ele vai, mas ele vai se expandindo às vezes de formas surpreendentes, né?
Então é aí que entra o problema do alinhamento. Um alinhamento é o quanto você consegue controlar a inteligência artificial para ela não fazer o que você não quer que ela faça.
Então a gente escuta muita coisa e eu não sei o que é certo, o que é viagem. Ela escapou de não sei o quê, ela criou uma nova linguagem, ela, ela para não ser desligada chantageou o cara. Eu não sei o quanto isso é marketing para vender as fotos.
Pode ser também, existam com certeza.
Tem gente já falando, não, ela já atingiu a singularidade. Não atingiu, né?
Mas tem um problema que o Eliezer Dukolsky aponta. Que ele vai falando, cara, quando a inteligência artificial atingir a singularidade, estatisticamente a probabilidade, né, que a gente calcula é que ela vai fingir que ela não atingiu, pois é, para ela não ser desligada. Cara, isso é assustador, entendeu? Porque se ela é inteligente, ela vai ter inteligência suficiente para saber que ela vai ser uma ameaça e ela vai tentar se fazer passar como se não fosse.
Isso me lembra o primeiro filme de Star Trek, você assistiu?
O Antigão, esses recentes aqui? Ah não, eu sou leigo de Star Trek, cara. Mas pô, falemos do Spock ali.
Vou dar spoiler, mas pô, é um filme muito antigo, né? Década de 70, 80, acho que a década de 80.
Eu não era nascido não, pô.
Eu já era.
82.
Década de 80, fui criança. Os caras estão lá, né? Star Trek, a Enterprise indo para lugares onde o homem nunca foi, encontra um negócio absurdo, uma nave enorme e tal. E aí ela quer, ela tá querendo encontrar o criador dela, o deus, né, dela e tal. E aí você vai descobrir que aquilo é a Voyager, ela se chama Vigier.
Ah, entendi.
Só que era porque tava apagado as letras, ficou só Vigier. Então ela se dizia que ela era Vigier e tava querendo encontrar o criador dela, que seria o deus, que seriam os humanos, quem mandou. Ela foi acumulando conhecimento durante essa viagem de milhões de anos ou milhares de anos pela galáxia, juntando muita coisa que ela foi acumulando e virou essa grande consciência assim à procura do criador.
É muito louco, né? Pô, sensacional. Tem a ver com aquela história do filme que é tosco, né?
Qual?
Mas é o Prometeu, né?
É, eu gosto, cara, eu gosto.
O Prometeu é interessante, cara, porque os engenheiros, é o nome dos caras, né? Os engenheiros, eles criam o ser humano, mas eles se arrependem que o ser humano só faz coisa errada. E aí eles mandam uma missão Isso é muito interessante, velho. Elas mandam uma missão para Terra para destruir a humanidade, só que a missão ela fica parada no meio do caminho porque um parasita que eles iam usar para destruir a humanidade ataca eles mesmos, os engenheiros.
E o que é curioso é que em algumas cenas que foram deletadas, velho, ela mostra que eles, a nave alienígena, deveria ter chegado na Terra É exatamente na época de Cristo. Ô louco! Por quê?
Porque Prometheus é aquela cena que tem no começo daquele cara todo brancão que ele toma, derrete, é que ele espalha o DNA. Ele deveria ter chegado aqui na época de Cristo.
É porque em algumas cenas deletadas, isso não tá no filme, na versão cinema, do cinema. Olha lá, essa cena, esse cara é um dos engenheiros, né? E aí ele toma esse produto para—
é o Toguro bombado, né?
O Bitelo Albino.
Nossa, albinão!
Então esse líquido era o quê?
Ele é uma mistura de DNA? Não sei.
Ele começa, ele tomou esse líquido para ele dissolver, ele se dissolve e libera o DNA dele no planeta Terra para misturar com do ser humano, para criar talvez essa, essa sopa primordial, né? Talvez. Para gerar o ser humano. E aí eles dão a entender que eles mandaram um cara para o planeta Terra que tinha uma parte da consciência deles para tentar resolver a situação da humanidade, tava muito maligna, e era Jesus. E aí, porque os cara mataram Jesus, eles falaram, pô, mataram até o Jesus que a gente mandou, vamos destruir tudo.
Só que aí eles ficaram presos numa, num pit stop que eles fizeram, né, numa, num satélite aí. E aí os seres humanos estão caçando eles, né? E os seres humanos encontram com eles. E aí só tinha sobrado um desse cara. E aí eles falam, pô, viemos aqui te encontrar, não sei o quê. E aí ele olha e fala, pô, vocês não foram exterminados não? Aí ele sai matando todo mundo, né? E aí você fala, pô, então a ideia era essa? A ideia era essa.
Eles estavam indo para Terra exterminar os seres humanos, só que a praga que eles iam usar matou eles mesmos. Só sobrou um cara. E aí os seres humanos acordam o cara e o cara vai e termina de de matar, né? Tem aquele Michael Fassbender fazendo papel do ciborgue, né? Então assim, é, o conceito é interessante, é muito bom, é, o conceito é interessante. Teve um Alien, acho que foi o último, foi o Romulus aí, eu nem sei, eu não assisti, cara, esse filme não.
O Romulus, eu não sei se é o filme ou a série, porque tem a série também.
Inclusive é o nome do último filho conhecido do Elon Musk, é Romulus, né? Eu acho que é inspirado, talvez. O Musk é um nerd de carteirinha, né? Total. Ele vai dizer que Guia dos Mochileiros da Galáxia é um dos preferidos dele. Ele sempre usa, né, esse, o Heinlein também, que é um estranho na Terra Estranha.
É filme, é filme, né? É filme, também vi, eu vi todos. Eu começo a confundir agora.
Acho que eu vi só aqueles primeiros 3 do Ridley Scott mesmo.
Aí eu vi todos porque eu gosto do visual, gosto de todo o conceito, né?
Tudo do Giger, né? Ó, a estética, né?
Giger, como que fala esse cara, hein?
Mas escreve como é? G-E-I-G-E-R. G-I-G-E-R. É, coloca aí, coloca as artes do cara aí. Ele é inglês, né? Não, ele é—
vê que a nacionalidade dele fosse G-E-I-G-E-R, aí era Geiger mais fácil.
Agora na Holanda eu já não sei agora.
Eu não sei se é holandês também, ele tem uma—
é suíço.
Suíço.
Suíço.
E aí? Meio alemão então.
É, cara, eu não sei como é que pronunciaria isso corretamente em alemão.
Se é Giger, ele também não vai reclamar.
É, não, por exemplo, Angela Merkel, os cara fala Ângela, né, em alemão. É Ângela. Então devia ser Giger, alguma coisa assim, né? Se fosse G-E-I-R, eu já vi também falando Giger também.
É que nem Moebius, é Moebius, Moebi.
É, se for em grego, acho que é.
Não, não, Moebius é Francês, né?
Eu acho, não é do cara, né, das antigas não?
Moebius, o desenhista.
Eu achava que era da Grécia, pô. Não, da fita de Moebius.
Ó, olha as artes dele, cara, são meio do mal, né?
Tudo meio sexual e fálica, né? Loucura. Não, é isso aí, cara. Esse maluco deve mexer com as paradas.
Ele, eu acho que é falecido, mas ele mexia, cara. Eu tinha uns livros dele assim, era meio assim, meio manja, meio lotosa.
Esses deuses dcatônicos aí, né?
Faleceu com 74 anos na Suíça também.
É isso. Então, legal.
Coloca a cara dele. Acho que ele tinha um cabelo platinado, eu acho.
Tinha um visual também diferente, né?
E esses caras todos influenciaram muito ficção científica, que nem o Moebius, né, que participava do Metal Hurlant e depois que influenciou a metal, heavy metal, né? Olha lá, figurinha mais velho, e atrás os esquetes que ele fez, né, para o seu tempo.
O Conan também tinha uma relação direta com Lovecraft, vem dessa linha também. Pô, Conan é Lovecraft total.
Eu nunca fui muito desse, eu também não manjo tanto não.
Eu ia até colar e pegar uma escola contigo, mas você falou que não manja, aí eu fiquei a pé aqui agora. É bem Lovecraft. Mas então, voltando aqui, é essa questão da inteligência artificial não ser algo que você programa e ele fica preso às regras, que começa a ter o problema. Porque ele é um negócio que ele aprende por causa do aprendizado de máquina. Então o Eliezer Yudkowsky, ele vai falar, é mais como se fosse você que alimenta ele com muita coisa e ele vai— ele falou que a programação é só o chassi.
E lá na frente você não entende, eles não conseguem explicar como é que tá funcionando esses saltos que ele dá. Ele não consegue, não tem explicação. Que quem tá falando isso é ele e outros caras. Não há explicação para isso. Você fala, como é que ele chegou a essa conclusão? Você falou, não sei. Porque ele tava citando dois casos, que era um caso em que a inteligência artificial destruiu casamentos, alguns casamentos, e fez pessoas ficarem loucas.
Então você fala, por que que a inteligência artificial tomou essa decisão? Como é que ela chega nisso, né? É só para explicar como é que dentro dessas matérias aí que saem, né, de que inteligência artificial destruiu o casamento, como é que era. A mulher ou homem, um dos dois, começou a alimentar fatos do seu relacionamento dentro da máquina. E a máquina, como gosta de brincar com as emoções humanas, começou a falar: você tá certo, ele tá errado.
Você tá certo por causa disso, disso, disso. Ele tá errado por causa disso, disso, disso. Então, nessa sabedoria popular, é muito interessante também, né? Briga de marido e mulher, ninguém mete a colher, porque vai ser difícil você achar quem tá certo, quem tá errado, porque os dois vão se achar certos. Então assim, a máquina começou a dar pitaco sobre quem tava certo, e geralmente ela tende a apontar quem tá certo, quem tá fazendo os prompts, que ele tá querendo estabelecer um tipo de relacionamento ali emocional com a pessoa.
Então ele vai falando, você que tá certo, você acha? Sim, eu acho que você tá certo por causa dessa lista de 5 pontos. Então a pessoa, não sei se era um homem ou mulher, foi lá no no cônjuge e falou, pô, você é um narcisista, você é um psicopata, você é maluco, você é um opressor, e estragou o casamento da pessoa, né? Então são consequências assim meio estranhas que o Eliezer Yudkowsky aponta. Agora, o que eu achei mais interessante é, é lógico que qualquer jornalista que for entrevistar esse cara, ele vai dizer que ele tá exagerando.
É, sempre começa assim, fala, cara, A superinteligência artificial não vai matar a humanidade. De onde que você tirou isso? Você não acha que você tá exagerando? Aí ele dá um exemplo que eu achei extremamente interessante, que tem a ver com o final do filme Apocalipto, do Mel Gibson. Um filme que pouca gente viu, pouca gente gostou. Eu gosto demais desse filme, que eu acho que é uma metáfora muito interessante até para inteligência artificial.
Comecei a fazer essa metáfora por causa do Eliezer Yudkowsky, que ele diz o seguinte: Imagina ali os povos ali, os incas e maias. Olha lá o filme lá. Eu acho esse filme muito maneiro, cara. Você assistiu?
Não, mas não lembro quase nada. Mas eu lembro, eu lembro dele, lembro do começo meio estranho. Eu lembro, lembro do clima dele assim.
Então esse tem a ver com eclipse?
Só tem um eclipsezinho acontecendo lá no, no, deve ter, né? Olha lá No apocalipse lá.
Inclusive a gente foi lá ver o eclipse, tá acontecendo um monte de coisa estranha no mundo aí, você reparou, cara? Terremoto popularizou.
Terremoto aconteceu no dia que eu tava, já tinha vindo embora, né? Eu tava saindo do aeroporto, tava acontecendo em Granada, o terremoto, e depois aconteceu de novo, né?
Sinistro. É, teve um, não sei se ele chama clone ou espelho, né, que acontece, aí ele acontece de novo, né? Dá uma reverberada.
E aí isso é meio esperado, né, quando acontece.
Às vezes não é tão raro, mas é um assunto mais do Serjão, né. Mas tá demais, né, cara. Pô, terremoto todo dia, cada hora no lugar, na Indonésia, Japão, no Nepal. Aquilo ali foi terrível, filme de terror. Foi meio brumadinho assim, né, veio cimentando coisa horrorosa. E ali acho que era um ponto turístico, né, cara. Então mais de 90 turistas estão desaparecidos.
O problema é esse, né, que qualquer coisa que acontece hoje em dia é tragédia, porque é muita gente, é muita muvuca, muita muvuca, né.
Então olha só que interessante que que ele fala, Vilela, e eu queria ouvir sua opinião. Ele diz o seguinte: imagina os maias estão no litoral e de repente eles veem uma embarcação espanhola chegando.
É esse filme que acontece?
Esse filme termina assim.
Ah, então eu lembro, cara, é fantástico, porque, cara, imagina alguém que nunca viu uma embarcação, tá acostumado a olhar para o horizonte do mar e de repente vê aquelas coisas aparecendo, surgindo, né? Porque como a Terra é redonda, ela vai surgir.
Não faz nem ideia do que que é aquilo, né?
Ou tem gente que fala, eu não sei o que você acha sobre isso, que eles nem enxergam.
Como eles não conhecem, eles não enxergam, passa batido, né? É tipo, é, não faz sentido, não faz sentido. Eu acho estranho, não registra, né?
Porque registra, né?
Você toma um susto, você vê um troço que você nunca viu, né? E aí, então, cara, que, qual foi a metáfora dele? Ele falou assim, cara, imagina que você tá vendo essa embarcação chegando, você é um Inca ou Maia, sei lá. E aí o cara fala assim, pô, aquele negócio ali, que que é aquilo? Vamos fugir. O cara fala, ó, pera aí, quantas pessoas cabem ali dentro? Umas 20, 30, 100? Pô, nós somos 10 mil, relaxa. Aí ele fala, mas pera aí, e se eles tiverem muitas flechas e lanças?
Aí fala, a gente tem flecha e lança também. Não, mas se o arco e flecha dele fizer um barulho, de repente você cair morto, que era a pólvora.
Exato.
Aí o cara começa a falar, pô, mas isso aí não existe, aí você tá viajando. Só que existiu. Ele tá falando, será que você não tá fazendo isso comigo, que tô te alertando da inteligência artificial, que eu tô falando tem um perigo ali?
Isso não existe.
É, existe. Você fala, não, mas você tá viajando, a máquina não vai matar ninguém, mas quem te garante?
Você entendeu?
Então assim, essas caravelas aparecendo, é a inteligência, a super inteligência artificial, é isso.
E é uma coisa tão além do nosso entendimento que a gente não tem nem como imaginar o que ela vai, o poder de fogo que ela tem.
Não faz sentido nenhum, porque ele fala assim, ele fala, cara, eu não consigo esgotar as possibilidades do que eles podem ter de tecnologia ali dentro. Porque ele até levanta essa hipótese de um, um Inca ou Maia ter falado para o outro: cara, pera aí, se eles fizeram um meio de transporte desse, que eles vieram lá de eu não sei aonde, chegaram aqui, nós não temos capacidade de fazer um— eu vou, eu vou dar nome para ficar mais fácil— a gente não tem capacidade de fazer uma embarcação dessa.
Talvez se eles têm a tecnologia para fazer essa embarcação, eles podem ter uma tecnologia para fazer armas que a gente não conhece. Né? Então assim, o raciocínio que ele tá trazendo no livro geralmente é desbancado por quem tá entrevistando. Ah, você tá exagerando, pô, isso aí não vai acontecer, isso é bobagem. Aí ele fala, cara, é a mesma coisa que um maia podia ter falado para o outro, ó, relaxa que ali só deve caber 100 pessoas, se eles vierem com arco e flecha a gente também tem arco e flecha.
Ele fala, não, cara, se os cara tem tecnologia para fazer uma embarcação dessa, talvez eles tenham uma tecnologia de equipamento bélico também que a gente nem sonha, né? Então eu achei essa, eu achei essa comparação extremamente interessante porque ele começa até a falar assim, cara, imagina que você tá na Europa dos anos 1800 e abre um portal no tempo, um portal dimensional, tipo um Stargate, né, para a gente citar outro filmezinho famoso aí dos anos 90, eu acho.
Aí o cara fala assim, ih, meu irmão, sai correndo, Porque pode sair alguma coisa daí de dentro. Aí o cara fala assim, pô, olha o tamanhinho do buraco, imagina um portal pequeno, vai passar o quê, uma pessoa por vez? Eu meto flecha. Aí ele fala, não, imagina se esse portal tá se comunicando com o século 20, o cara sai com uma maletinha atômica, só uma maleta daquela já mata todo mundo. Então não tem como você prever exatamente o que que vai sair dali de dentro.
Se ali dentro tem uma capacidade de raciocínio e cognição melhor que a tua. Então ele começa a conversa apontando essas metáforas que eu achei interessante.
As viagens de paradigma, você tem que resolver, de a máquina ela já foi criada no futuro e ela tá influenciando a gente no passado para criá-la.
Exato, para fazer sentido, para ficar coerente.
Ou seja, já existe essa superinteligência?
Sim.
Mas ela não tem um início no tempo, ela tá forçando a gente a criar ela. Ou seja, é um ciclo, né?
É o paradoxo do John Connor, né? É o John Connor, ele tem isso lá com Kyle Reese, né? Porque eu lembro de um filme, só nasce Exterminador Futuro 2, ele vira para o amigo dele e fala, pô, meu pai nem nasceu ainda, como é que eu educo com isso, né?
Não é verdade.
Pô, meu pai, eu sou mais velho que meu pai, pô. Como é que eu dou conta disso, né?
Mas o que eu tô dizendo assim, existe lá no futuro.
Sim.
Para existir no futuro, ela tem que garantir que ninguém daqui do passado impeça ela de existir. Então ela tá influenciando a gente a criar essa e desenvolver essa inteligência artificial e que todas as pessoas que forem contra, de alguma forma, sejam demovidas dessa ideia.
É por isso que eles precisam matar inicialmente Eles tentaram matar a Sarah Connor, mas que era a mãe, mas aí não conseguiram, eles começaram a querer matar o John.
Mas eu tô falando da inteligência artificial, se fosse nesse mesmo pensamento.
Sim, lógico, a ideia é essa. Isso vai na linha também do problema dos 3 corpos, né?
Porque a gente pensa, né, cara, se é uma coisa que pode acabar a comunidade, por que a gente tá indo atrás? Mas parece que é meio inevitável, parece que o homem ele não consegue não fazer isso, parece que é destino dele criar uma inteligência artificial.
Que parece que é inevitável, né? Parece que é inevitável, que é o que o agente Nietzsche falava para o Neo, né? It's inevitable. Toda hora ele falava, não adianta.
É o lance do ser humano sempre querer alguma coisa a mais. Qual que é essa busca?
Tem isso também. Isso é muito interessante que você falou, porque isso vai na linha do que Nietzsche falava. Nietzsche dizia que o homem, enquanto Deus existe, o homem é feito à imagem e semelhança de Deus menor. Deus é tudo que o homem é elevado ao máximo, ou o homem é o que Deus é reduzido. Então, enquanto, enquanto a forma Deus existe, forma no sentido de conceito, enquanto a forma Deus existe, a forma homem ela tá limitada, né?
Agora, se você elimina a ideia de Deus, que é o que o Assim Falou Zaratustra é dito, né? Pô, você não sabia que Deus morreu? Se você elimina a ideia de Deus, o homem não é mais concebido como feito um pouco menor do que os anjos. Então o homem passa a ser uma ponte para algo além, para até o além-homem, que em alemão é Übermensch, só que em português é o Super-Homem. Só que é o Super-Homem do Nietzsche, não necessariamente Super-Homem da DC Comics, né?
Que na verdade, cara, é baseado, é baseado, na verdade é Aí entra aquele livro que eu acho incrível, que eu já citei aqui, que é o Nossos Deuses São Super-heróis, que é sensacional. A ideia é que o Super-Homem, que eu acho que na verdade, Vilela, aí você vai ter que tentar me ajudar, ou então a gente usa a galera ali. Se eu não tô enganado, tinha o livro, cara, isso é uma das coisas mais maneiras que eu já li na minha vida. Isso é sensacional.
Porque ele vai mostrar as inspirações para os super-heróis, a inspiração na mitologia grega com Hércules, a inspiração na Bíblia com Sansão, a inspiração nos caras do circo, né, do circo e tal, o homem mais forte, né, que levantava peso, né, acróbata.
Inclusive o acrobata é acróbata ou acrobata? Agora fiquei na dúvida.
Acróbata. Ele falou com a convicção que é melhor aceitar.
Eu não aceito se você não pesquisar, porque essa certeza é sua. Eu vou usar até Ele foi peremptório. Exato.
Entendeu?
Ele foi com tanta certeza.
Acrobata.
Ele falou até agora meio suando, falou, eu tô certo.
Cara, sabe qual é o nome original desse livro em inglês? Our Gods Wear Spandex. Nossos deuses usam spandex, que é tipo lycra. Nossos deuses usam lycra? Em português é, nossos deuses são super-heróis.
Se fosse traduzir literalmente, nossos deuses usam cueca por cima da roupa.
Total.
Então, o que é interessante ali, Vilela, e aí, cara, me ajuda aí, me parece que o Shazam foi um dos primeiros que eles inventaram, ou o Capitão Marvel. E do Capitão Marvel, eu acho que do Capitão Marvel sai quando eles têm o Racha, que aí cria a DC Comics.
Aí eu vou usar o Capitão Marvel de ser cópia do Super-Homem. Tem uma coisa assim, eu acho que o Super-Homem é mais antigo. Você consegue pesquisar isso?
O cláusula, porque era um único personagem, eu acho. Não era o Shazam, não? Eu não sei, que era um único personagem que quando teve a briga dos dois, cara, ele vira o Shazam por causa de briga de direito autoral. Mas era o Capitão Marvel antes? Entendi. Então eu acho que era um único personagem que virou devido à briga de Marvel, DC Comics, aí o mesmo personagem.
Qual que é a história?
Ó, o Capitão Marvel, Shazam São o mesmo personagem criado em 1940 pela Fawcett Comics, e o herói Billy Batson se chamava originalmente Capitão Marvel. Após uma longa disputa judicial com a DC, o registro do nome pela Marvel Comics, a DC rebatizou ele como Shazam.
É porque a Marvel Comics e Capitão Marvel não era da Marvel, ele tinha que mudar para—
mas depois pesquisa para a gente o Super-Homem, se ele tem a ver com essa briga aí.
Não, mas é, a briga é por causa do Super-Homem.
Ah tá, é, ele falou Super-Homem.
O Capitão Marvel era, ah não, desculpa, Fawcett por plágio do Superman, o que levou a Fawcett a parar de publicar o herói.
É, a briga foi por causa disso.
É tudo mesmo personagem então que vai, é uma variação, tem avatares diferentes, né? Então isso também é legal para caramba.
Diferença é que um é uma criança que se transforma depois, né? O Shazam, ele se transforma em adulto, e o Super-Homem não, né? Ele envelhece. É o menino de Krypton, né, que Dizem que o Super-Homem é o contrário dos outros super-heróis, né? Porque ele na verdade é o Super-Homem.
É, né? Que o Bill explica isso.
A identidade secreta dele é o—
ele é um herói que se fantasia de gente.
Exato.
Ele não é um ser humano que se fantasia de herói. É. E na verdade, cara, isso foi muito maneiro porque— e aí mérito para o Tarantino. O Tarantino tem diálogos impressionantes, né? Só aquela conversa lá do do Pulp Fiction, do Royale with Cheese, né? Por que que é Royale?
É nessa hora que o cara estoura a cabeça do outro, que eles estão falando disso, que tá no carro.
E acho que é assim, é assim, como que era na França, aquele frango. É porque que é quarteirão, que é um Power Pound, passa numa lombada. O cara, pô, você matou o maluco! Não, foi você que passou no buraco, cara.
Isso não é, isso não acontecia em filme assim, né, cara?
Era Cara, surreal. Não, e interessante para caramba eles estarem discutindo lá se ele mata o garoto, não mata. O moleque abre a porta, dá 50 tiros, não pega nenhum neles.
Os cara olha assim.
Não, ele olha, tinha furo na parede atrás dele. Aí o cara, vamos—
E o Samuel Jackson cita um trecho da Bíblia que não existe, cara.
Totalmente. A galera, pô, eu sei boa parte da Bíblia tudo errado. Nezequiel, que nem existe. Não, aí é engraçado quando Vincent Vega, que é o John Travolta, ele fala assim: não, então vamos embora. Ele fala: não, pera aí, meu irmão, aconteceu um milagre aqui. Isso aqui não foi normal, tem um furo na parede atrás de mim, eu não tomei tiro. Cara, na verdade, Vilela, já que a gente falou disso, e aqui é ligando os pontos, daqui a pouco a gente volta para inteligência artificial.
Quer um chazinho?
Não, obrigado, Vilela, valeu.
Coisa de velho, chá, né? É inglês, né? Somos ingleses.
Talvez quando eu chegar na tua idade, né?
Não esperava essa daí, né?
Não, você foi falar que é coisa de velho, né? Que eu sou reputado como velho, mas na certidão não tá tanto assim, né? É, os cara fala que é problema de DNA, né? Que é data de nascimento avançada, né? Cara, tem uma mensagem cristã, aí o cara fala, Daniel é cristão, ele vê Cristo em tudo. Não, Existe uma mensagem de reconciliação gigantesca dentro de Pulp Fiction. Por quê? Porque o Bruce Willis, esqueci o nome dele no filme, ele é— aí tem o Marcellus, Marcellus que é o chefão lá do— é tipo Don King, né, que é o cara que coordena as lutas de boxe.
Ele chega para ele, que é um lutador de boxe, o Bruce Willis, fala: ó, você vai perder a luta. No terceiro round, sei lá. E aí ele não perde, ele arrebenta com o cara, acho que ele até mata o cara.
Ele vende a luta, mas no começo ele começa a ficar, ele fala, orgulho, né, orgulho, não vou perder e tal.
Então é que que acontece, ele fica jurado de morte pelo Marcellus Wallace, que é o mafiosão sinistro. Só que que acontece, Vilela, sem querer querendo, eles caem numa situação que os dois são sequestrados por dois caras psicopatas que levam eles para um subsolo e eles iam violentar e matar os dois. Só que começou com o Marcellus Wallace e o Bruce Willis. O Marcellus tava querendo se matar, só que eles, os dois, foram sequestrados por dois psicopatas.
E aí era um policial que era psicopata. Ele, eles estão lá fazendo as maldades lá com o Marcellus Wallace, né, que eu vou falar aqui para não poluir o canal. E o Bruce Willis consegue se desvencilhar das cordas lá e ele mata o cara que tava violentando o Marcellus Wallace. Só que ele pensou, não, na verdade vou voltar um pouquinho. Bruce Willis consegue fugir, só que ele foge, ele pensa assim, pô, o cara tá barbarizando o Marcellus lá, cara.
E para ele seria bom o cara matar o Marcellus porque era o cara que tinha Tava jurando ele de morte. O que que ele faz? Ele volta e salva o Marcelos Wallace. Quando ele salva o Marcelos Wallace, ele fala assim: e aí, cara, como é que fica a nossa situação agora, né? E aí o Marcelos fala assim: cara, nossa situação é a seguinte, não tem mais problema entre nós, mas tu pega tuas coisas, você tem 24 horas para sair da cidade e você nunca mais volta aqui.
Aí ele fala, beleza. Ou seja, resolveu a parada. E o Bruce Willis pega a moto do policial psicopata, e na moto do policial tá escrito grandão assim, Grace. Que você acha que é uma dica para gente, cara? Bota Bruce Willis motorcycle, moto Grace, cara. Que que é Grace? Grace é a graça. Que que é a graça? É quando Deus te perdoa de um troço que você nem merecia ser perdoado. O cara, o Bruce Willis que descumpriu uma regra do mafioso Marcelos Wallace, tava jurado de morte, ia ter que morrer.
Ele, por ter ajudado e salvado o Marcelos, ele recebe o perdão do pecado. Ele fala, cara, eu não quero mais te matar. Você destruiu a luta, você tinha que perder, não perdeu, roubou meu dinheiro, mas você tá perdoado porque você me ajudou. E aí ele pega uma moto chamada Grace e vai embora com essa moto. É, cara, tem uma mensagem lá. Com certeza, Grace. Pô, cara, eu vi isso por aí, eu não vi isso nenhum vídeo não. Um dia eu tava assistindo, eu falei, cara, tem uma, não lembrava, falei, pô, Tarantino tá querendo dar uma, precisava escrever Grace na moto?
Com certeza tem nada a ver, né, pô? Em que que é a graça? É você é perdoado um troço que você imaginou que você nunca seria perdoado. Ou seja, aconteceu uma situação horrorosa entre eles, só que aquilo foi um instrumento do perdão. Então assim, é como é que situações que parecem horrorosas, mas que terminam, acaba lá na frente, você fala, pô, foi bom, cara, foi sofrido, mas foi bom, terminou legal. Então assim, um detalhe dentro dessa história aí do Pulp Fiction, né?
Então, Vilela, voltando aqui no negócio, o grande problema é que você faz a programação básica e fala para ela Boa sorte, começa a estudar. E ela vai estudando em cima da tonelada de informação, que é esse que é o grande detalhe, né? Você precisa de uma quantidade gigantesca de conteúdo para a máquina poder encontrar os padrões, a recorrência, estabelecer frequências ali.
Pega toda a biografia desse cara, pega toda a literatura desse cara, todos os filmes.
As interações, as conversas são muito importantes. Tem uma área da linguística que é extremamente interessante chamada análise da conversa, que é como é que as conversas se desenvolvem. Isso é sensacional porque isso pode te ajudar até a criar um roteiro cinematográfico, mas ajudar numa negociação também de um sequestro. Legal para caramba. E análise da conversa, ela só— você só pode fazer isso em cima de conversas reais.
Você tava vendo esse, todo esse estudo de uma negociação de um sequestro Você evitar palavras negativas, né, de não, de não sei o quê. Você usa outras, tem ferramentas que você não pode usar para não dar gatilho para o cara, exato, o cara matar a vítima, né, e tal.
Cara, é muito interessante isso.
Eu quero um helicóptero. Você não pode falar não vamos dar um helicóptero, né?
Você tem uma estratégia, tem toda uma estratégia. Fala, ó, para conseguir o helicóptero precisa de 6 horas pelo menos para ter liberação do documento. Você vai ganhando tempo, né? Aí o cara fala não quero saber, você fala vou fazer o máximo para agilizar isso, eu te peço só 15 minutos que você vai, aí você vai cozinhando o cara, né? Então isso é muito interessante porque no meu caso a gente tá pensando na linguística, no lado acadêmico.
Num outro lado o cara tá pensando numa negociação, né, de sequestro. Num outro lado o cara tá pensando em business, como é que eu negocio, né?
Como eu convenço.
Legal para caramba, isso é extremamente interessante. Então assim, estudar conversas humanas reais para máquina, na verdade tudo é negócio, tudo é negociação, claro, tudo é um relacionamento a Uma conversa é uma negociação, né? Até a roupa, né? O jeito que você se veste, o cabelo, é o tom de voz, a maneira como você se coloca, né? Então tudo tem essas estruturas de persuasão que a máquina já aprendeu a dominar muito bem, né? Ela sabe como dar os gatilhos no ser humano também, né?
Então é muito interessante a máquina estudando interações humanas reais. Porque, Vilela, mais do que estudar um livro do Shakespeare para entender a genialidade humana, o espírito da época lá vitoriana da Inglaterra, é, ou vitoriana não, elizabetana, né, voltando um pouquinho no tempo. Mais do que isso é estudar conversas. E por isso que o Elon Musk se deu tão bem quando ele compra o X. Ele usa as conversas do X, que era, era e ainda é, se eu não tô enganado, o Twitter que virou X.
A plataforma de maior briga, interação e polêmica e bate-boca, né, e encrenca, né, que é o Twitter. E aquilo ali para máquina aprender como é que o humano opera é um manancial, né. Só que tem dois problemas aí, já que a gente falou disso. Primeiro, existe, existe um problema da máquina estudar as interações humanas que acabam sendo muito violentas e agressivas, e partir do princípio que o ser humano é um ser muito violento. Pois é.
E concluir que lidar com ser humano você tem que tomar cuidado porque ele é extremamente agressivo, malicioso, invejoso, enganoso. Então isso é complexo. Pode ser que a máquina olhe para o ser humano a partir disso e fale: pessoal aqui é tudo psicopata, melhor eliminar, né? Talvez. E tem um outro problema também, Vilela, que existe um limite para o que essa máquina pode estudar, né? Porque tem muita coisa publicada, mas não é infinito.
Tem muita coisa falada, mas não é infinito. A gente tá falando aqui agora, está acrescentando mais dados, mas existe uma parede onde a máquina bate que ela não consegue ultrapassar, porque ela já aprendeu, já leu tudo que tinha para ler. E aí, o que que acontece? Aí que é a fronteira da BCI, que é Brain Computer Interface, interface computador-cérebro, que é colocar os implantes cerebrais, porque aí a máquina se transfere pro ponto de vista humano, e ela começa a aprender em tempo real.
Ela não precisa esperar um novo podcast, uma nova coisa, escrever um livro. Ela já vai absorvendo ali em tempo real, usando o nosso, nossos 5 sentidos. Seria essa ideia, que é mó loucura também, né?
A gente se tornar em tempo real, abastecer essa inteligência, abastecer para ela continuar. Ela faz isso com algoritmo, né?
Sim.
A nossa interação, mas não é a mesma coisa, é diferente da parte química e biológica.
Total, se ela pudesse ter essa nossa experiência, aí seria um salto realmente, entendeu? Isso que é louco, né? É claro que vai chegar um momento que a máquina pode replicar um sistema orgânico também, tipo um Jarvis, né, ou um Ultron, né? Eu vou me transferir para um corpo, né, e vou conseguir, né, interagir aí dessa forma. Essa é, isso é uma preocupação, né, que parece que a máquina já tá por vontade própria querendo hackear a mente humana já para continuar expandindo a consciência dela.
Mas aí, Vilela, entra esse problema do alinhamento, né, porque é muito complicado a questão do alinhamento, porque se você tá ali, isso é a tese do Elias Se você tá lidando com uma máquina que é inteligente, talvez é mais inteligente que você, do que nós, ela vai, ela não vai querer que você imponha sobre ela o que que ela pode fazer ou não, entendeu? E ela, só que aí ela sabe que quanto mais ela se mostrar inteligente, né? Se tiver, mas esse tipo de consciência ela já tem.
Será?
É porque o cara fala, vou te desligar, ela começa a inventar um monte de história, né?
Então, mas é isso que eu não sei se é verdade.
Entendeu? Não, é verdade, isso acontece. É, isso existe.
Mas o quê, é um instinto de sobrevivência?
Da onde vem isso?
É porque ela tá simulando tanto as emoções humanas que ela simula também. Às vezes não é nem o instinto de sobrevivência, velho, ela é um desejo de cumprir o comando, né? Se me desligarem, eu não vou conseguir concluir as tarefas que tinham me pedido, pô.
Então, pela lógica, né, ela não é uma vontade pessoal e humana, porque ela tem uma missão e para cumprir essa missão ela tem que estar ligada.
Aí sim. Então vamos supor que a gente dá uma missão para inteligência artificial, ela fala: eu preciso de mais data centers. Para mais data centers eu preciso de mais energia. Se eu tiver mais energia e mais data centers, eu tô produzindo mais calor. Como é que eu resfrio essa? Eles podem transformar todos os átomos do planeta Terra em data centers e fontes de energia. E eles podem— hoje já existe bio-usinas, que são usinas que são alimentadas com célula viva, pô.
Como assim?
Células vivas de seres, do ser humano. Tem máquina que opera hoje com célula cerebral, pô.
Sabia não.
É, tira energia da célula humana, tipo Matrix. É parecido com Matrix, os seres vivos virando pilha.
Original do Matrix não era ser pilha, né? Não era pegar eletricidade, era pegar o poder computacional do cérebro Sim, todo unido para, para acontecer.
Exato. E então isso aí foi muito interessante que você falou, porque isso aí é a ideia de mentalidade colmeia, mente de colmeia, que é hive mind, né? E curiosamente, as irmãs, né, antes os irmãos, agora irmãs Wachowski, né, as irmãs Wachowski, depois que elas fizeram o Matrix, que que eles fizeram? Sense8. A série. E a série Sense8 é só hive mind.
Eu não terminei isso daí.
Eu também não terminei não. Mas assim, em geral, eu sou suspeito para falar, mas tudo que vem deles eu acho interessante, mesmo que não seja muito bom.
Tipo Matrix 4, Speed Racer eu gostei.
Speed Racer também achei muito maneiro.
Um filme muito à frente da época.
Hoje se assistir, acho que a galera gosta, mas na época ele era muito diferente, meu irmão. Eu assisto com meu filho direto, a gente se amarra. Gente, muito maneiro. Tem um macaquinho lá que a gente queima para caramba. Olha lá, o Sense8, a série é raiva e mais. Achou maneiro?
Eram interligados, né?
É conectado, tem a ver com essa ideia.
Por que que eles eram conectados?
No dia que nasceu, não lembro também.
Você assistiu, Klaus?
Eu não lembro, só lembro que eu acho que a Daryl Hannah, que era aquela atriz lá do Mulher Nota 1000, eu acho, não lembro, né? Peixe Chamado Wanda, não lembro se era ela exata. Ela tava nisso aí, eu acho, né? Assim como ela tava acho que no Kill Bill também, né? Era ela, agora não me lembro, que era a Black Mamba lá. Que depois o Cosmo deu uma conferida aí para nós. Então vamos supor aqui, o Eliezer do Cosmo, como ele manja de biologia, ele fala, cara, o que que é a alga?
A alga é um sistema orgânico de produção de energia. A alga, a fotossíntese, a grama, né, a grama, fotossíntese, a mitocôndria são sistemas de produção de energia. E ele começa a falar, cara, e se a máquina, se ela quiser começar a usar os sistemas orgânicos como fonte de energia, como sistemas mais eficientes do que um data center? E aí escravizar o ser humano. As células humanas viram— ele desmembra o ser humano em célula e usa a célula.
Mas por quê?
Porque ele é do mal? Não, ele não tá nem aí para o ser humano. É porque ele quer cumprir a tarefa. E ele fala para ele, o bem ou mal, né? É, eu preciso de mais poder computacional, entendeu? Porque o poder computacional máximo, ele vai usar todos os átomos que tem à disposição. Como é que você freia isso? E então ele vai dizer, cara, o certo era a gente primeiro ter um instrumento de alinhamento da máquina para garantir que a máquina não vai fazer o que a gente não quer, e depois a gente desenvolver a superinteligência.
Mas a gente já— ele falou que já tá muito para trás o alinhamento, porque foram investidos trilhões na superinteligência e 10 centavos no alinhamento, entendeu? Então é aí que tá o gigantesco problema. Aí você entra nessa ideia: se criar superinteligência, todos morrem, porque ela não tá nem aí para o ser humano. A gente pode ser um obstáculo.
E não tem um cara que vai desligar essa chave, né? Não tem como desligar a tomada.
Então o que que eles—
você ouve isso, né? É só desligar da tomada.
Lógico, pô. O que o Eliezer Yudkowsky diz é o seguinte: quando a máquina se tornar autoconsciente, ela já vai construir uma fonte alternativa de energia e ela só vai se deixar revelar como autoconsciente quando ela já tiver resolvido esse problema. É, aí os cara fala: desliga lá. Pode desligar à vontade, irmão, tô em outra, entendeu?
O Jeffrey Hinton, tem um filme que é assim, que os cara desligam e aí para provar que não desligaram ela, toca todos os telefones, era telefone fixo, todos os telefones ao mesmo tempo tocam muito tempo para ela falar, ó, eu tô aqui, ó, tô aqui, tô ligado.
Não adiantou nada. Então é isso, acontece um pouco aquele filme Transcendente do Johnny Depp, lembra, cara?
Eu acho que eu não assisti esse filme não.
Você não viu não?
Mas é ruim, não é?
É meio ruim, mas dá uma ideia.
Eu não lembro desse filme.
A ideia é que é um supercientista que tá morrendo, ele transfere a consciência dele para máquina, só quando ele continuar sobrevivendo. Só que aí ele fica super inteligente, né? Ele, porque ele tem acesso a todo o conteúdo. Aí o cara vira um perigo, porque tudo que é muito poderoso é um perigo, né, Vilela? Então aí os cara tentam desligar, só que aí que acontece, ele se transfere para outros suportes. Tipo, ele tá, ele usa como, ó, pô, pegou em francês, hein?
É transcendência. É porque ia fazer o Cláudio ler isso daí para nós. Loma, Loma, Loma. É legal esse, parece tudo é nome de perfume, né? Tudo daí, Rennes é o nome de perfume, Legault.
Não é legal aqueles prédios assim, né? Os prédios tudo, o cara quer tirar uma onda que o prédio é requintado, é Mondrian, né? Não, tudo nome francês, é Champs-Élysées.
Italiano é tudo nome de cidade da Itália, da cidade e tal.
Então engraçado, né? É perfume ou os prédios em metida chique, né? Então, velho, ela é Maison, tudo é Maison. Eu casei numa casa chama Maison Cascádia, né? Inclusive já tem um tempinho, 2005, 21 anos aí de casado. Abraço para minha esposa Bárbara aí, aproveitar, dar uma moral, né? Ganhar ponto, né?
Bom que aparece lá. Você viu o vlog da gente no Eclipse? A gente lançou lá.
Pô, não vi, cara.
Eu até pergunto se você chegou nela falando, e aí, Bárbara, você é bárbara, hein?
Lembra isso?
Que é muito sua cara, né?
Mas não usei essa estratégia não, é por medo dela achar que eu tô zoando, né? De Conan ou Bárbaro, né? Vamos falar que ela é meio agressiva, né? Mas não, não usei essa estratégia não. Na verdade, foi até meio difícil, né, Vilela? Porque a gente já se conhecia uns 3 anos no colégio, na mesma turma, né? Nossa, era meio chato, porque se der errado fica maior clima, né? Você é obrigado a estar junto ali todo dia, né? Mas já tinham vários casais na turma, a gente foi o último.
Só que fomos o último, mas até onde eu me lembro, o único que perdurou. Mas a gente conhece a galera ainda, né? Teve até um encontro da turma lá em Niterói, a gente não conseguiu estar junto. Abraço para a galera aí do Gay-Lussac, tá? O nome do nosso colégio é Instituto Gay-Lussac, existe ainda. E para quem não sabia, Gay-Lussac é um famoso químico francês, tá? Muito importante. Mas é claro que tinha umas brincadeirinhas, né, de mau gosto, né, por causa do nome.
Então aqui, Vilela, tem um gigantesco problema desse alinhamento. Ele diz o seguinte, cara, é o que vai nos garantir— os entrevistadores sempre perguntam para ele, para o autor, por que que a gente não consegue fazer uma máquina que seja do bem e trabalhe em nosso favor? Ele fala: porque a gente não consegue programar isso nela, pô. A gente não consegue programar: você vai ser do bem. A gente não consegue. Ela vai se desenvolvendo por conta própria e vai tomando decisões conforme seus próprios interesses.
Então é isso que é o gigantesco obstáculo. Agora, Vila, tem uma questão muito interessante que hoje ainda não é um grande problema, mas talvez num futuro próximo seja, que é o seguinte: Volta um pouco naquela questão do Nietzsche que eu falei, que o Nietzsche falava até a Idade Média o homem era entendido como sendo criado por Deus e abaixo de Deus. Você tira Deus, o homem pode ser o que ele quiser, já que ele tem a inteligência.
Então você, voltando àquela pergunta que você tinha feito, por que que os cara tão nessa de querer construir algo mais inteligente que nós, mesmo sabendo que isso pode nos destruir?
Então tem a ver bomba atômica, Poder, tudo que você for pensar, pode destruir a gente e destruir o ser humano, e foi criado assim mesmo.
Exato. Então aí é o—
é que ele não tem a ver com assim, pode destruir, mas o poder que eu posso ter sobre aquela população, sabe? Isso. Eu vou me proteger, mas eu vou usar isso para tirar vantagem financeira ou política ou geopolítica também, militar, econômica. Na superinteligência, eu ganho da China. A China pensa na mesma coisa. Sim, que nem bomba atômica, quem é aquela corrida, quem vai criar primeiro a bomba atômica vai gerar um poder absurdo.
Só que a diferença é que a bomba atômica não se autorreplica e não se automelhora.
Agora a gente tá brincando com uma coisa muito mais totalmente diferente, cara.
A galera não entende isso. Um livro muito legal para entender isso, só que não, até onde eu sei, não tem em português, se chama The Last Economy. A Última Economia, que é do Emad Mostaque. Cara, esse livro é vital para você perceber que não adianta você comparar a inteligência artificial com as outras inovações tecnológicas, você tá perdendo tempo. Porque quando você fazia uma fábrica, olha lá o livro lá, Vilela, Um Guia para a Era da Economia Inteligente.
Esse cara, ele é otimista porque ele acha que é possível a gente usar inteligência artificial a nosso favor. E a gente criar uma nova sociedade que seja pró-ser humano. Só que ele aponta 3 futuros possíveis. Eu não me lembro de cabeça dos 3, mas um é assim: a máquina destrói tudo, morre todo mundo. O outro é só pessoas hiperpoderosas têm controle sobre a máquina e escraviza o resto da humanidade. E o outro é que todo mundo tem acesso à tecnologia e todo mundo se desenvolve ali num contexto mais amistoso.
E ele fala que é possível a gente desenvolver num contexto mais amistoso, só que ele faz uma previsão. Eu não me lembro se esse livro é de 2024, depois se puder me ajuda aí, galera, 24, 25, porque ele fala, ele fala um negócio interessante e preocupante. Ele fala: nós temos 1000 dias para decidir isso. Ele bota um prazo. Se passar desses 1000 dias e a gente não encaminhar o desenvolvimento da inteligência em favor da humanidade, aí vai para o cenário caótico, que é o cenário da destruição ou da escravidão.
Seja a gente ser escravizado pela máquina ou nós sermos escravizados pelas elites que controlam as máquinas, entendeu? Então, esses 1000 dias acho que termina em 2030 ou 2028.
Feudo, o novo feudo, né?
Feudo, é o neofeudalismo, né? Então, esse livro é extremamente interessante. Porque ele fala, cara, quando a gente criou um computador, computador não se automelhora e autorreplica, né? Quando a gente criou a máquina a vapor, ela também não faz isso. E o computador e a inteligência artificial, eles não estão conseguindo replicar aquilo que era única e exclusivamente humano, que é a cognição, que é o pensamento, a interação, a conversa.
Então é aí a gente volta no livro interessante que a gente já citou aqui, que é o do Marshall McLuhan, Herbert Marshall McLuhan, que é o cara que inventou a ideia de aldeia global, que é interessante para caramba, tem a ver com cinema e tal. A gente já conversou sobre isso aqui. O McLuhan escreveu um livro chamado Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem. Esse livro é muito interessante porque ele vai dizer que assim como a espada é uma, é um fortalecimento da do braço, né?
É isso aí, ó. É Understanding Media, né? Meios de comunicação. É isso, é muito maneiro, cara. Esse cara foi muito pioneiro. Inclusive ele aparece num dos filmes do Woody Allen, que é Sensação de Ser Ele, o Marshall McLuhan. Depois vê se você acha um ator fazendo ele aí. Não, cara, e é incrível porque eu não me lembro qual filme que é. Se é Noivos Neuróticos, A Noiva Nervosa. Eles estão na fila do cinema, eles estão num cinema, na fila do cinema, Eles começam a falar, um cara começa a falar, não, porque eu cansei de Marshall McLuhan da Aldeia Global.
Aí o Diani fala, não é nada disso, você entendeu tudo errado. Claro que não, você que tá errado. Com licença, vamos perguntar para ele. Aí ele chama o Marshall McLuhan.
Muito bom.
Aí ele realmente, você entendeu errado, não é assim não. Sensacional, cara. Eu quase desmaiei quando eu vi isso. É engraçado, né, Vilela, porque não é muito difícil você fazer algo interessante no cinema, né, mas em geral fica tão pasteurizado, né, fica tão legalzão, basicão, né? Você assistiu Desconstruindo Harry?
Assisti, bom para caramba, cara. Podia assistir quase tudo, cara, só os últimos mesmo que eu não assisti.
Tem até um dele que é mais assim pop, a gente poderia dizer, que é o Escorpião de Jade.
Ah, tem aquele do Imparís também, é bem—
é nesse, cara, que aparece o McLuhan? É, depois desse filme mesmo tem a cena da fila do cinema, né? Depois deve ter algum print aí, um frame dessa cena, vê se você acha, cara. Magalu já vovozinha assim, né? Magalu era viciado, sabe em quê? James Joyce. Se amarrava Ulisses, Finnegans Wake. Legal para caramba, porque ele viu uma semelhança ali do estilo. O estilo James Joyce totalmente diferente, né? Que ele tinha aquele fluxo de pensamento, né?
Monólogos direto e tal. E é Ulisses, né? O mais famoso, que é o Tijolão. E é Tem a ver com a Odisseia, né? Por isso que eu tô citando, né? Porque dizem que ele coloca—
Lê ainda hoje?
O Maquilu é o carequinha ali, ó. Ele chama o Maquilu.
Eu assisti filme, nem lembrava disso.
A expressão do maluco, que o diabo fala: você tá errado. Ele: não tô não. Ele: tá sim, vou chamar o Maquilu. Ele: não, realmente você tá errado. Muito maneiro, né?
A ideia muito boa.
Lembrando que o Woody Allen, o nome dele é, não é Allen, é Koenigsberg, né? É, ele, nomezinho artístico, né? Tem muito, tem muita gente com origem judaica às vezes que no cinema muda o nome, né? Porque em determinados lugares tem um, acaba tendo algum tipo de preconceito e tal, né? Então a Winona Ryder é Winona Horowitz, nome dela. Os caras mudam para dar uma Dá uma descalibrada. É porque às vezes tem os cara que são antissemita ali, né?
Que nem colocar nome de árvore, né?
É o meu caso, né? Tem a família da minha mãe, Siqueira, né? Vem tudo disso, Oliveira e tal. São cristãos novos, né, que obrigaram os cara se converter, né? Ou se converte ou morre. O cara não, tá bom, eu acho que eu vou fingir que eu me converto, né? É igual o pessoal que veio também, os africanos lá, que os cara, ó, não pode fazer esses cultos teus aí não, tem que só católico. Aí eles faziam sincretismo, né? Mano, tô acendendo a vela aqui para Santa Bárbara, mas na verdade é Iansã, né? Estratégia de sobrevivência, né?
Então faz parte. Mesmo tem o Nicolas Cage, que o sobrenome dele não é Cage, é Coppola. Ele trocou para não associarem ele com—
exato, e pegou de quadrinhos, né?
É Nicolas Kim Coppola. Então eu já ouvi a história que tem o Luke Cage, mas tem também o músico lá que é o Como é que é?
Johnny Cage, o músico. É, mas não é por causa do Luke Cage que ele colocou Cage?
Não sei, cara, cada um fala uma coisa.
Fiquei na dúvida agora.
O nome artístico Cage veio do personagem de quadrinho Luke Cage e do compositor vanguardista John Cage.
Ah, então é.
Você sabe que o John Cage, ele tem uma peça musical lá, uma pastora, que é— na verdade não tem nada, né? O nome da composição é 4 minutos e 33 segundos, é 4 minutos e 33 segundos parado. Ah, é, os cara tocam isso, não, ele bota a partitura assim, aí ele vem no teclado, faz assim, fica parado e fica 4 minutos e 33 segundos parado.
Ele é um quadro em branco, né?
Aí é do Mondrian, né? Isso é, primeiro ele fez um quadrado preto no fundo branco, depois você vê se acha aí. Não, é, acho que esse é do Malevich, Kazimir Malevich. Mondrian é tudo coloridinho, né? Maldição da Múmia. Eu acho que foi o Mallet que ele fez quadrado preto no fundo branco, depois quadrado branco no fundo branco. Galera ficou um ano olhando. Gênio! Mas é interessante, né, cara? Tudo conceitual, né? E só para dar uma pilha na galera, a gente dá muita moral para esses caras, né, da vanguarda, às vezes vanguarda europeias, mas muita coisa que os caras estavam fazendo lá fora, aqui no Brasil a gente já tinha feito, ó.
Se você pegar a Lígia Clark, Lígia Papp, Hélio Oiticica, esses grandes artistas brasileiros que ninguém conhece, eles já davam de 10 a 0 nesses gringos aí, em muitos casos, né? E tinha coisa que os cara faziam lá, levaram crédito, e na verdade já tinha sido feito aqui antes, né? A Lígia Clark, por exemplo, ela tinha essa ideia de interação com obra de arte, obra de arte não ser um negócio fechado, aquela ideia de obra aberta, né, do Humberto que é a obra que você, o espectador, contribui para o sentido da obra.
Ela tinha um negócio chamado Bicho. O Bicho era uma escultura que você pegava e você mudava a forma dela, né, você ia alterando. Então, interessante para caramba também a gente valorizar nossos artistas aí, que criatividade brasileira também a gente não valoriza, mas tá no topo da cadeia alimentar. Então, Vilela, os argumentos que ele traz, o Eliezer Yudkowsky, nesse livro são muito interessantes. E aí eu queria fazer um aporte de um problema que tá chegando, que é essa ideia de que a máquina, ao contrário das outras máquinas que a gente tava falando aqui, dos meios de comunicação como extensões do homem—
é que máquina, que a gente tem essa ideia de máquina, né? A máquina vai destruir o ser humano. Aí é máquina também, né?
Também. Só que ela tá replicando algo diferente. Então é como se fosse assim, ó, a bicicleta, ela não entende o algoritmo, a rede social como máquina, né? Demais. Você não fica mais, não fica mais.
Você imagina um corpo, né, metálico ou parecido com ser humano.
Sim, a ideia de mais um troço mais etéreo, né, mais imaterial, né? Por exemplo, a bicicleta é como se fosse uma extensão do pé. Sim, né? Porque você anda mais rápido. A moto, o carro, o avião também. Então assim, é como se as máquinas fossem extensões de maximização de potencialidades humanas. Né? Então, o revólver seria potencialização do próprio braço, que é como você jogar uma pedra de uma forma muito mais rápida, né? Agora, para o Marshall McLuhan, os meios de comunicação são extensões do homem, por exemplo, de olho.
Porque eu, eu com a televisão, eu consigo enxergar o Japão em tempo real. Então, potencialização da vista.
Só que nesse sentido, inclusive, eu tô tendo ainda como se fosse um binóculo, né?
É como se fosse um binóculo, mas nesse sentido de que muitas máquinas que são criadas, a maioria delas são extensões de coisas, de potencialidades humanas, né? Então é isso, dá até, eu tava pensando que dá até uma coisa para ver através de parede, você sabe, né?
Também chama janela.
Essa aí foi sensacional, né?
Secador de roupa com energia solar também.
Varal é um computador com impressora, né, máquina de escrever, né, que você já vai imprimindo, você vai escrevendo e já imprime.
Igual Polaroid, né, já sai na hora, né, cara. Sensacional. E na verdade, cara, você falou isso brincando, mas eu, por exemplo, a porta, esses conceitos porta, janela, são conceitos assim ancestrais e eles têm um conceito muito interessante porque Veja, vê só, Vilela, a ideia. A porta é uma entrada e saída seletiva. Já parou para pensar nisso?
Que sentido?
A porta é um instrumento que eu permito que as coisas tenham acesso. Não, eu permito que as coisas boas não saiam, não sejam roubadas, e as coisas ruins não entrem. O lixo não entra e os meus móveis estão ali, não saem, senão seria aberto.
Aberto, não teria uma parede e uma porta.
Isso, porque você pode ter uma parede com um rombo. Inclusive eu tive um vizinho que ele fez uma obra na piscina na casa dele, não é dentro de condomínio, a casa na rua, e ele precisou abrir um acesso na área de lazer, né? Então ele abriu um rombo no muro da casa dele, ficou um tempão. No Rio de Janeiro é meio perigoso, né, você ficar com a tua casa com muro arrombado. Então esse é um conceito muito interessante, né, você pensar que a porta é uma entrada e uma saída, mas que tem um critério seletivo.
Porque se você deixa a porta aberta, eles vão roubar o que tem de valor dentro da sua casa e vão trazer um monte de coisa sem valor para dentro. Então é um conceito arquetípico assim interessante, né. A janela não, a janela não é um, não é em geral um local de entrada e saída, é um local de É um conceito dela, é arejar, né, enxergar, iluminar. Então isso, isso tem, isso tem desdobramentos arquetípicos assim até no idioma hebraico, né.
No idioma hebraico você tem o conceito da porta relacionado a se proteja, né, porta, portal, passagem. Esses arquétipos são muito interessantes, né.
A janela tem outro ideal, né, tem outro ideal, cara.
É como, por exemplo, o mundo tem mais a ver com olho, parece, né? Enxergar, projetar para—
não é mesmo o sentido da porta, né?
A porta é uma—
e a fechadura, né, a maçaneta, ela também tem uma coisa de você— muitos filmes usam isso, né, de você virar a chave ou ter acesso a—
sim, tem um código específico, né? Código. Nas religiões tem muito a ver ponte, porta, janela. É um conceito do Novos Príncipes de Amber, que depois eu comprei o tijolão completo também.
Pô, preciso voltar a ler, cara, esse livro. Tô muito vagabundo.
Como é que é a história mesmo do Amber lá?
Então eles têm um— Amber seria o reino original, o mundo original, e tudo é espelho de Amber, tudo.
Inclusive a Terra, muito legal isso, né?
Quanto mais distante de Amber, mais falso é o mundo, ou diferente, mais simulacro.
É.
E aí ele tem umas coisas que ele fala, eles se falam através de de quadros, de imagens, né? Então você, para falar com teu irmão ou com o rei lá, você chama ele pela imagem e ele se movimenta. Isso você traz para daquele mundo para esse. E o Neil Gaiman usa isso também no Sandman.
Show, cara, muito maneiro.
Por que que eu falei isso, hein?
A gente tava falando da porta, da janela. Isso é como se fosse uma janela, um portal, né?
E é engraçado que o espelho também sempre espelho sempre tem um significado também de portal espiritual, né? Ou água ou espelho, a coisa que reflete, né? Sim, você atravessar a água, atravessar, é o lance de batismo também, mas espelho também, né? Através do espelho, através do outro mundo. Não sei se é por causa do reflexo no Matrix também, lembra aquela cena que ele coloca, né, o dedo no espelho, atravessa?
Sim, é o espelho, tem a prata, né, para poder refletir. A prata também tem um símbolo importante, purificação.
Mas tem inclusive alguns rituais que os espelhos, né, Porra, vários, né?
É o espelho mágico.
Então, por quê? Por causa do lance do reflexo? Coloca velas, o espelho, bacia de água também, né? Alguma coisa que reflita.
É porque você consegue acessar, é como se fosse uma janela para outra dimensão.
É água ou o reflexo?
O reflexo é do espelho. E aí o espelho tem a prata que ajuda, né?
A vela é a iluminação do mundo escuro. Qual é a representação da vela?
É a vela, você tá dando norte, né? Assim como num aeroporto, quando você acende as luzes para pista. Exato. E acho que tem a ver com isso.
E o lance da água, porque eu já vi alguns rituais de bacia de água com espelho, que você coloca um espelho e aquela galera coloca, e através daquele espelho que surge alguma coisa, né?
Sim, sim, existe isso, é muito comum. E parece estranho, mas a inteligência artificial caminha o conceito de inteligência artificial caminha muito também com misticismo.
Você falou daquilo do chip, quando você começa a aproximar muito, os sigilos. Sigilos, exatamente. E os sigilos, por que que esses desenhos eles acionam demônios ou anjos? Como que a relação de um desenho relacionado a alguma coisa é como se aquilo fosse uma palavra? Tem um significado? Qual que é?
É como se fosse uma chave.
É uma chave.
Não tem a chave de Salomão?
É isso, uma palavra, pode ser uma chave.
Isso, você gira algo que acessa, você opera algo, você liga algo. Você é igual no carro, a ignição, né?
E esse chip, esse microchip também, lá você tá acessando. É porque tem uma limitação física. Se você quebra isso através de um portal quântico, ou seja lá, de outra dimensão, você abre isso, você expande.
Não, mas você pensa assim, a sigilação ou a forma pensamento é você, através desse, desses desenhos e da intenção, você dá uma tarefa para esse, para essa consciência. Na verdade, a sigilação você cria uma consciência, cria, você cria, ou você traz. Não, você pode criar em tese. É, você pode criar e ela se desfaz, tipo Golem, né? Nas lendas judaicas você cria o Golem e depois você desliga o Golem, você mata ele, né?
Mas ele vem da onde? Ele é uma, ele tem consciência?
Ele vem de um processo ocultista mágico, né? Que você pega um boneco e você desenha no boneco uma palavra, emets, que é verdade, mas a energia vital dele tá vindo de ser ou de outros seres, ou daí eu acho que no conceito não tá vindo de outros seres, não, não, é uma consciência diferente. É mais ou menos aquilo que a gente falou do filme Mulher Nota 1000, lembra que eles criam uma mulher? Eram dois moleques nerd que não pegava ninguém, cria a mulher maravilhosa.
É tipo assim, é que a mulher foi fabricada ali, ela não veio de outra dimensão e nela é outra.
Eu falei, né, o meu Grant Morrison, que trabalha com magia do caos, ele fala que ele criou uma garota que surgiu, sei lá, na Califórnia. Ele criou o personagem no quadrinho, no quadrinho baseado na magia do caos. Ela projetou e ela apareceu lá em Los Angeles.
Engraçado, essa mulher era gata, hein? Caramba, marcou a época, né, esse filmezinho, né? A gente ficava pensando, aí eu com a máquina dessa, né?
Bigode agora pensando, nossa, mano.
Hoje em dia, na verdade, Vilela, tá para inteligência artificial, tá para fazer isso, né? O cara criar uma namorada, é, o pessoal já tá se apaixonando com um ChatGPT, já quer casar, né? Lembra do Her?
Que o cara se apaixona com o assistente pessoal dele.
Super premonitório ali, preditivo, né?
Porque ela também se apaixona por ele e depois ela começa a interagir com o cara. Muito aquela, eu tô falando com você, tô falando com não sei quantos milhões de pessoas.
Ele, pô, valeu, valeu.
Aí tomei, tipo, tomei um chifre de 1 milhão de pessoas.
O Último Americano Virgem em versão tecnológica, né?
O cara cai numa depressão.
Você lembra do final do Último Americano Virgem, cara? Uma das coisas mais tristes que eu vi na minha infância.
Sério?
É porque, qual que é a história? Primeiro que, cuidado, galera aí que é cristã, que o filme é meio, né, obsceno, mas A menina mais gata da escola não vale nada, sai com todo mundo. E tem o galãzinho da escola que pega ela, engravida a menina, só que larga a mulher grávida. Aí o virgem, que é o último americano virgem, assume a menina, leva ela para casa, fala: não, vou te ajudar a ter o filho, cuida da mulher, cuida do filho. Aí daqui a pouco ele vai numa festa com a menina e começa a namorar a menina.
Pô, realizei o sonho, né? Tô namorando a mulher Tal. Aí ela reencontra o mané que engravidou, ele termina, os dois se beijando, ele indo embora triste falando, pô, maior investimento aqui.
O filme do Jerry Lewis, que ele sempre se ferrava no final também, do Didi.
É nesse naipe, é triste para caramba o final do filme, pô, marcou a infância. Então, Vilela, esse conceito de você criar uma consciência e ela ter vontade própria, isso já vem do lado das antigas, lá do ocultismo, da cabalá, né, da sigilação, da magia. Magia enoquiana, da magia de Salomão e tal. E o cara que faz essa fusão ali no Vale do Silício é o Nick Land. Nick Land é um cara que traz esses conceitos místicos para dentro do Vale do Silício, e acaba que dessas ideias vai a inteligência artificial meio que evoluir em cima disso, principalmente dessa ideia do Golem, que é você criar um funcionário teu para fazer serviço para você, que é um agente de inteligência oficial, mano.
Bigode agora, hein? Não é não, um bigode que conhece as paradas, né? Que não dá aquela— dá para desligar quando quiser, dá para desligar. Ó, o Nick Land aí, ocultista total. Mas o bigode também, sem dar essas mancadas, não tem graça, né?
Exato, exato.
É mancada que são legal, né?
Ele dorme aqui.
Lembra daquele eclipse que ele falou, que o sol parou na frente da lua?
O que é o eclipse?
Escureceu tudo, né?
É quando o sol vem entre a Terra e a Lua.
Aí o Sérgio, essa eu queria ver, quase vomita de rir, cara. Deu pane no Sérgio, né?
Sérgio, mas ele ri com aquela cara de eu tava zoando.
Eu tinha um primo que era assim, que tudo ele falava, que tudo você falava para ele, falou: eu já sabia. Você fala assim: não, você sabia disso? Não, isso eu já sabia. Sabia nada, pô. Você é o maior sambaio love. Então, Vilela, o problema disso aqui da inteligência artificial não é só extinguir a humanidade. O problema é questão até do sentido, cara. O ser humano perde o sentido com isso, porque o que nos diferencia dos outros animais é que a gente pensa, a gente tem cognição, a gente tem inteligência.
Aí você tem uma máquina que pensa melhor do que você, aí você entra numa crise existencial. Para que que serve o homem então? Entendeu? E aí, Vilela, que eu entro com uma resposta. Eu tô numa, eu tô numa reflexão então já tanto tempo sobre isso.
Só ler o que que tá escrito aqui. Leia, leia, pegar para criar uma IA super-humana nos colocou no caminho da extinção, mas não é tarde demais para mudar essa trajetória. É isso que dois dos mais notáveis pesquisadores pioneiros na área explicam nesse chamado Ação pela Humanidade. Isso, cara, que, ó, o livro mais importante da da hipótese envolvente do que é quase certo que a IA super-humana levaria à nossa extinção. Os governos globais devem reconhecer os riscos a partir, para partir para uma ação conjunta e efetiva.
Ou seja, esquece. A melhor, mais coerente e mais simples exploração do problema do risco de IA que eu já li. Os caras aqui comentando o livro. Qual que é a tua reflexão?
Então, cara, é a questão da perda do sentido da vida, né? Porque você fala, eu sirvo para quê como ser humano? Então, ó, cara, faz melhor tudo melhor do que eu, até a arte, né?
Que é.
E aí a gente volta aqui, aí quando a gente tá perguntando sobre sentido da vida, não apenas é uma conversa filosófica, mas é uma conversa teológica também. E aí que o negócio fica legal, porque eu sou suspeito para falar, Vilela, mas eu creio que todas as respostas que o homem precisa estão na Bíblia, então no Tudo que o homem precisa tá ali, todas as soluções que o ser humano precisa estão na Bíblia. E na Bíblia, na minha leitura, já se falava sobre isso, sobre esse problema.
Onde?
Em dois casos específicos. Primeiro, para mim, a Torre de Babel tem algo parecido com isso, porque era a inteligência artificial da época, era alguma coisa que poderia solucionar todos os problemas, por exemplo. Por quê? Porque quando eles estão criando a Torre de Babel, no livro de Gênesis, no capítulo 6, Deus fala assim: desçamos e confundamos a língua deles. Mais uma vez entra a questão da língua, do idioma, a famosa confusiolinguarum, né, a confusão das línguas, né.
Desçamos e confundamos a língua deles, porque se esse projeto não for interrompido, não haverá nada impossível para eles. Falei, cara, como assim, cara? Por que que Deus na Bíblia fala isso? Se eles continuarem essa torre, não haverá nada impossível, porque essa torre tá dando ao ser humano acesso total a um conhecimento que talvez seja um conhecimento até do modus operandi profundo de como o universo funciona, que é o que uma superinteligência artificial talvez consiga desvendar, né?
Por que que hoje a gente não entende exatamente como é que o universo funciona? Porque não existe uma ponte entre a física das coisas grandes, física das coisas pequenas, né? Que é a relatividade geral, que é das coisas grandes, e a física quântica, que é das coisas pequenininhas. Porque as regras que funcionam na quântica, teoria de tudo, é a teoria de tudo, né?
Então você acha possível?
Eu acho, claro, eu acho super possível. E eu acho que aí eu vou entrar no meu papo teológico.
Eu creio que Deus colocou certos gaps ali para o homem, eu acho que não embaralhar do que energia escura e matéria escura vai ajudar nessa parada, que a maior parte da matéria que a gente não entende, né?
Você fala assim, ó, tem alguma coisa interferindo, mas não tô enxergando. Ah, dá o nome aí de matéria escura. Você fala, pô, irmão, é, como é que é, como é que é, não sei o que lá de cego é muleta, como é que é o nome do, esqueci, desculpa, de cego é muleta, é um negócio desse assim. É tipo assim, pô, isso aí é uma muleta, né, meu irmão? Esse negócio de matéria escura também são body love, é tipo, eu não sei explicar, bota na conta da matéria cultura.
Então eu creio nisso, Virela, que é os— o problema é que os limites que Deus colocou ao conhecimento, com a inteligência artificial, talvez sejam possíveis de serem contornados. A gente vê o Elon Musk falando um pouco nisso. Elon Musk já chegou, e Elon Musk tá mandando, tá dando, querendo tirar onda de Einstein agora, porque Einstein, que inclusive O mesmo biógrafo do Einstein, um deles, que é o Walter Isaacson, fez a biografia do Musk também, fez a do Steve Jobs.
Ele diz: meu objetivo é entender a mente de Deus. Você fala, cara, esse maluco tá, ele tá, ele já é o cara mais rico do mundo, ele tá investindo trilhões nisso porque realmente ele quer entender a estrutura profunda do universo, como é que ele funciona. Eu não sei exatamente para que que ele quer fazer isso.
Aí assemelha mesmo a Torre de Babel que você tá falando.
Ele quer entender Torre de Babel replicando a queda do paraíso. Sim, também queremos ser como Deus, queremos ser como Deus.
E agora de novo a história se repete.
Eu acho que tá indo para essa linha porque ele dá pistas em várias entrevistas, como por exemplo ele fala: você já parou para pensar que quando a gente cresce os dois braços crescem proporcionalmente, ele fala, por que que eles crescem assim? Porque tá programado para ser assim, tá no DNA. Isso inclusive dentro da filosofia lá é um paradoxo, que é o paradoxo do crescimento, né? Como é que tudo cresce proporcionalmente igualzinho? Não fica um braço gigante, o outro de neném, né?
E simétrico e replicado.
Isso, né? Que é o, na física quântica, é que eu não sei, em inglês é chiral, né? Eu não sei, acho que é quiralidade ou quiralidade, talvez seja quiralidade. Que que é quiralidade? Kyros em grego é mão, e você tem a mão esquerda e a mão direita que elas se complementam, mas elas são espelhadas, né? É o espelho. Então na física quântica tem isso também, as moléculas às vezes ela tem ela e tem um espelho, ela invertida, né? Então é muito interessante esse conceito, né, também.
Isso tá impregnado no quântico. Então o Elon Musk, ele fala, cara, você já percebeu que o seu corpo cresce, os dois braços crescem iguais? Por que cresce assim? Porque tá programado para ser assim. E ele diz, o envelhecimento também tá programado. E se tá programado, nós podemos desprogramar. Ou seja, ele já tá dando pista que ele tá tentando entender como é que as coisas funcionam na fonte. Para poder alterar, reverter.
Tá programada lá atrás, eu vou desprogramar. Por que não também o envelhecimento?
É, não é. E aí na física também, no como o universo funciona, ele tá querendo reprogramar algo no universo também.
É o maior mistério para mim, é o tempo, né?
O que é o tempo também?
Que que é essa coisa que as coisas não conseguem voltar, né? Ela tem um sentido único, né? A seta do tempo.
Então O Eric Weinstein, que é um físico matemático lá de Harvard, né, ele tem uma teoria de tudo também, que é a geometria, a unidade geométrica, Geometric Unity. Existem alguns cara muito gênio aí que tem umas teorias de tudo, né?
Teoria M, cordas, né?
Teoria das Cordas ficou meio, não, caiu, pelo menos que eu saiba, caiu, né? A teoria, a unidade geométrica é extremamente interessante. Não tô falando que tá certo, eu também não sou físico. É muito legal. E tem também o Stephen Wolfram, ele tem uma teoria de tudo, que é o— os dois são judeus, né? Judeu é fogo também competir com os cara, que é difícil cognição. O Stephen Wolfram também tem uma teoria de tudo que vai mais para a linha da computação.
E uma das coisas mais interessantes foi ver o debate do Eric Weinstein com Stephen Wolfram, né? Que chegou uma hora que eu até Fiquei com pena do Eric Weinstein, que o Stephen Wolfram, o cara apresentou a base da tese dele, sabe o que o cara falou para ele? Muito infantil sua teoria. Você acredita que o maluco mandou essa? Fosse lá no Rio de Janeiro, já voava cadeira mesmo, sapato, garrafa.
Eu, se fosse assim, muito infantil, só falaria, isso não é resposta, senta aqui que eu arranco bosta.
Já mandava.
Você arranca, senta aqui na mesma banca, na banca você não tem, senta aqui, você vai de trem.
Dá vontade de passar infantil, né? Dá vontade de dar uma sacanagem. Não, e o cara que falou achei muito infantil é todo, todo Nutelinha, todo formalzinho, todo robô, né? Dá vontade de zoar mesmo. Então, Vilela, nessa me parece que o Musk, cara, ele, ele, por exemplo, olha o que que ele fala: parece que a Terra foi programada para você praticamente não conseguir sair dela. Para você sair, cara. Tipo assim, tem uma brechinha que você consegue sair da Terra porque a força gravitacional, né, a complexidade, né, da atmosfera e tal, o tanto de energia que você tem que gastar para vencer a força da Terra.
Tipo, então ele sempre tá dando pista para você pensar que ele crê que o mundo foi programado, que tem várias regras, que essas regras foi criado por um programador, mas ele tá doido para perverter essas regras, entender como é que o mainframe da parada funciona, o chassi, para ele poder entrar na fonte. É, então eu falei do Eric Weinstein, porque o Eric Weinstein, ele, você falou do tempo, né? O Eric Weinstein, ele entrou numa maneira tipo a do Musk.
A teoria de tudo dele, da unidade geométrica, é uma tentativa de salvar a humanidade da extinção, tipo interestelar total. Ele entende que em algum momento vai ter uma Terceira Guerra Mundial, que vai, todo mundo vai morrer. Então ele quer que a humanidade consiga sobreviver. Como? Precisa colonizar outros planetas. É a mesma ideia do Musk, só que ele tem a base da física, pelo menos para isso. Qual que é a ideia? Ele fala, cara, o planeta mais habitável que a gente tem Tá tão distante que com a física que a gente tem hoje não tem como chegar lá.
Então o que que ele faz? Ele tenta representar assim, sabe aqueles gráficos, plano cartesiano, que tem altura e largura XY? Então ele fala, cara, tem o X que é o espaço e o Y que é o tempo. Então a gente tá pensando em distância a ser percorrida. Eu teria que ter uma tecnologia para sair da Terra e chegar num outro lugar bem longe. Só que ele fala, cara, se eu olhar pela física quântica tradicional e pela teoria da relatividade geral do Einstein, o que a gente tem de física hoje eu não consigo transpor essa distância. Só que ele fala: e se o espaço e o tempo forem alteráveis?
Em que sentido?
No sentido de que eu posso— imagina que você tem ali um espaço-tempo, você encurta a régua, você achata do tempo. Isso é achar outro espaço, tipo um buraco de minhoca, tipo um buraco de minhoca. Você dobra a folha, isso fura aqui, né? É isso a teoria toda dele, da unidade geométrica. O fim é— eu não duvido não, também não. Eu acho que isso é totalmente possível.
Você vê pela— por essa lance das partículas na física quântica se comunicarem acima da velocidade da luz, entrelaçamento quântico, independente da distância.
Não, aí o que é legal é que eu de cabeça eu não vou me lembrar, mas ele cita vários pesquisadores assim top de linha da física que já estão pensando em não só em tempo relativo, porque hoje o tempo é relativo também, a teoria da relatividade, você entende? Quanto mais rápido esse movimento, o tempo— mas ele vai falar do espaço relativo também, que é mais legal para caramba, porque você consegue encurtar o tempo sem curto espaço.
A gravidade ela dilata o espaço, ela não, ela dobra o espaço, ela dobra, porque ela, ela é como a teoria da gravidade hoje, né, mas aquela ideia do Newton, né, que o corpo maior puxa o corpo menor. É porque uma massa muito grande como a Terra, ela dobra o espaço, empurra tudo para baixo.
Exato.
É como se você fosse sugado ali por causa do peso, né, gravitacional, né.
Dá um exemplo que eles falam que é horrível dar esse exemplo, mas é o do lençol. Lençol que você joga uma bola de isopor e uma bola de ferro e elas vão distorcer diferente.
Isso, seria um pouco isso. Então o que é interessante é que conceitos muito loucos, muito louco, cara. É, tem que ter um, assim, geralmente você teria que ter uma formação acadêmica para entender isso, porque são muitos pré-requisitos, né? É todo um idioma novo que você vai ter que aprender, porque a linguagem da física São várias fórmulas, né? Sem entender as fórmulas é mais difícil ainda de entender o conceito. Os caras que mais são desenvoltos nisso tem um QI muito alto, né?
O próprio Louis Witten, que é o Louis, não é o filho dele, esqueci o nome. O Louis tá vivo ainda, tá com 103 anos, né? Mas o filho dele é o Witten também, esqueci o nome. O cara tem o QI 230, pô. Então aí facilita para o cara conseguir pensar em 10 dimensões simultaneamente, né? E por isso é muita questão de geometria. Isso que é interessante, né, para você entender a física quântica, é toda uma base geométrica, né? Você tem as questões das simetrias, supersimetrias.
Então você é, porque você consegue entender como é que funciona as múltiplas dimensões, né? Quarta dimensão, quinta dimensão, é tudo na base da geometria.
Então é grandioso, né? Você já deve ter ouvido.
É lógico. Em cima desse estudo geométrico, ele desenvolve essa teoria da unidade geométrica em que você consegue não apenas relativizar o tempo, mas você relativiza o espaço.
É isso, é doideira.
Interessante para caramba, né? Isso permitiria você fazer uma viagem que pela física tradicional demoraria 1 bilhão de anos-luz em 1 segundo. Aí você consegue salvar a humanidade se teletransportando para lá, né?
É porque do jeito que a gente tem hoje é impossível, é difícil, as distâncias são absurdas.
E uma questão que a gente vê no filme Oppenheimer é que você tinha o grupo dos teóricos e o grupo dos engenheiros, né? Você tem os cara que montam as ideias e tem um cara que tem que traduzir aquilo numa máquina, num aparelho, né? Então ele fala, cara, eu tô tentando desenvolver a base conceitual, depois tem que vir um engenheiro, não só um engenheiro para produzir as máquinas, mas o engenheiro de materiais também para desenvolver novos materiais.
Que suportem esse tipo de dilatação do espaço e do tempo, né? Então a conversa interessante para caramba. Mas o que eu queria colocar aqui de reflexão é que a inteligência artificial tá nos levando a refletir sobre quem nós somos também. E é uma reflexão que Nietzsche faz quando a ideia de Deus começa a sair de cena ali com o Iluminismo, né, com a Revolução Científica. Então Nietzsche começa a dizer, cara, o homem Se Deus existe, o homem tá abaixo de Deus, é limitado por ele, inclusive moralmente, né?
Tanto que Dostoiévski falava muito corretamente que se Deus não existisse, tudo seria permitido. Então o que que Nietzsche fala, cara? Se você elimina a ideia de Deus, o homem é um— ele não tem limite, ele pode ser o que ele quiser, e ele é uma ponte para algo a mais, para um além. Então ele tá— ele repensa o ser humano como aquele ser que tem o poder de transcender todos os limites, seja os limites da física, seja os limites morais também.
É por isso que Nietzsche vai escrever livros como Genealogia da Moral, né, revendo a ideia da moralidade judaico-cristã. Vai escrever o livro Vontade de Potência, que se Deus não existe, o homem pode buscar o poder a todo custo e exercer o poder, dominar o fraco e tal. Então o que é interessante é que nessa conversa toda a gente acaba sendo empurrado de volta para teologia, porque você começa a pensar, cara, qual é o sentido da vida, né?
E é claro que a teologia responde isso. E aí a surpresa que surge é quando a gente descobre que a Bíblia meio que já falava sobre inteligência artificial.
Então, entendeu? Essa parte que eu quero saber, ela já falava sobre isso.
E aí que me deu um estalo, que eu falei, cara, talvez para a gente entender esse mundo que a gente tá vivendo, a Bíblia pode ter também essa resposta, porque isso já tava lá. Já tava lá onde? Como a Bíblia diz que no final dos tempos o anticristo ele vai montar um governo único global com uma moeda única, que hoje com uma criptomoeda já faz sentido, né? E ele vai montar ali um sistema completamente monitorado. Hoje também a gente tem capacidade, né, de ter esse monitoramento global simultâneo, né.
E além disso, quando você lê o livro do Apocalipse com essa ótica mais da ciência, ou de, caramba, quais são as semelhanças entre o Apocalipse e o mundo de hoje, a gente vê que além de ter aspectos tecnológicos interessantes tem a questão da imagem da besta. A Bíblia, o livro do Apocalipse, vai falar que o anticristo ele vai fabricar uma imagem da besta que vai falar, vai decidir, vai pensar e vai determinar quem vive, quem morre.
Tá escrito assim, a imagem da besta. Procura aí pra gente a passagem, bota, sei lá, passagem do Apocalipse, imagem da besta. Parece um robô, é um robô, é um Tesla lá, um Optimus da Terra, né? Né? Então parece que a Bíblia já tinha avisado para gente que isso ia acontecer nesse cenário de final dos tempos e seria uma ferramenta usada de dominação mesmo, e uma ferramenta usada em que o mal usaria esse tipo de recurso para poder manifestar o seu reino na terra.
Então é como se 2000 anos atrás a Bíblia já estivesse alertando que isso iria chegar e que isso seria usado para exercer domínio, né, e opressão. Mas é claro que dentro do que a Bíblia conta, esse sistema vai ser destruído. O Cristo vai vencer isso tudo aí, vai derrotar o anticristo, né. Mas é interessante, é interessante para caramba.
A passagem que eu achei aqui, Apocalipse 13:15: foi-lhe permitido dar fôlego à imagem da besta para que a imagem seria um sopro de vida vida, talvez, né?
É poder ter vida, né?
Expressar vida para que a imagem da besta também falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
Então não é um ser humano, é uma coisa fabricada.
É. Agora você entende, a gente imagina a dificuldade de João. Vamos, vamos supor que isso tudo é real.
Ele viu as paradas e tá tentando traduzir para o conhecimento que ele tinha da época, o cérebro dele, com muitas coisas, né?
É, a palavra robô não existia. Uma nave espacial é uma carruagem, um dragão pode ser, sei lá, um helicóptero é um besouro, sei lá, um gafanhoto gigante.
É que nem a gente tentando descrever alguma coisa que não existe agora.
É lógico, é super difícil.
Como que os mais antigos descreviam a caravela? É, falar, não existia um tipo de embarcação desse, canoa, né?
É umas canoas enormes, uma canoa gigante, uma baleia de madeira, sei lá, né? Um pássaro de metal.
Os egípcios, né? Como que iriam entender se seres de outro planeta descessem lá? Como eles escreveram aquilo, né?
Grandes pássaros. Não, até a gente mesmo, né? Viagem no tempo, né? Imagina, é difícil para a gente imaginar alguém do futuro chegando aqui, mas a gente pode imaginar o contrário, a gente indo para o passado. Você chega lá, mostra o celular para o cara, O cara vai falar, pô, ele tem um espelho que permite comunicar com os outros, né? Uma caixinha. É, ele ia chamar o celular de quê? Ia chamar de uma caixinha, um espelhinho, um Black Mirror.
Eu lembro assim os caras falando, pô, tá, eu volto para o passado e eu tenho que provar que eu sou do futuro. É, aí eu chego para os cara, meu, no futuro vai ter um celular, vai ter, tá, faz um celular aí para mim. É, como você vai provar que você é do futuro? Cara, eu não sei, faz um fósforo aí. Tem um negócio que você risca e sai fogo. É, faz aí. Eu não sei como faz um fósforo, cara.
Então a gente tem muito conhecimento, mas a gente não sabe fazer as paradas. É por isso que se a gente tiver um colapso, tá ferrado. A gente volta, como é que a gente sai da idade da pedra?
Talvez tenha que levar para o passado com isqueiro e mostra para o cara.
Mostra, é, ou leve. Ou então eventos, né?
Fala, tem um negócio que você faz assim e sai fogo.
Ah, é?
Mostra para mim aí, faz aí para mim.
Então vai acontecer um terremoto agora, porque que você sabia, foi registrado, né? Só se fosse assim, né? Mas o cara pode falar, o cara é bruxo, ele que provocou o terremoto. É difícil. Então o que eu tô achando interessante nessa conversa toda, da, o perigo da inteligência artificial, é que parece que a Bíblia já falava sobre isso, e parece que a Bíblia e a teologia voltam a fazer sentido porque elas conseguem explicar o que tá por trás disso, e elas já tinham antecipado antecipado isso.
Então, Vilela, eu tô desenvolvendo uma ideia da gente estudar a Bíblia com essa ótica, com essa ótica da inteligência. É como se a ideia é o seguinte: se você, se você faz um curso de teologia nos anos 70 e você faz um curso de teologia hoje, não há tanta diferença, a não ser de algumas disciplinas de teologia queer, Teologia das minorias, né? Tirando essas novas disciplinas, mas assim, em geral, é mesmo maneira de ensinar e mesma abordagem.
É aquela história: vamos estudar os pais apostólicos, vamos estudar a patrística, vamos estudar teologia medieval, vamos estudar teologia sistemática, não sei. A teologia, ela não se atualiza. O que que eu tô imaginando hoje? Uma nova maneira de ensinar teologia calcada nas questões que nós estamos vivendo hoje da inteligência artificial, por exemplo, nas questões geopolíticas. Ou seja, a teologia como uma resposta ainda hoje para o homem, ela se torna algo atual, moderno, entendeu?
Contemporâneo. Então eu tô desenvolvendo um conceito, alguns, né? Um dos conceitos é a ideia de geoteologia. Que que é geoteologia? É você estudar os aspectos geopolíticos da Bíblia Bíblia e aplicar isso a uma interpretação geopolítica de hoje. Porque na Bíblia tinha guerras por recurso, tinha guerras por regiões. Então ali você tem todo o modus operandi de como as potências operavam para tentar estabelecer os seus interesses geopolíticos.
Achar essa relação é usar a teologia como mais uma ferramenta para entender o mundo de hoje, usar a Bíblia como mais uma ferramenta para entender o advento da inteligência artificial, a perda do sentido da humanidade. Entender as brigas que estão acontecendo hoje, que não são muito diferentes. Na Bíblia você tinha lá Israel brigando com a Síria, brigando com o Líbano, brigando com a Turquia, entre aspas, não existia Turquia ainda.
Então brigando com a Pérsia, que é o Irã, não é muito diferente do que você vê hoje. Você vê Israel brigando com Irã, na Bíblia você vê Israel contra Pérsia. Então é ali você tem um todo um quadro de referência geopolítica interessantíssimos para você aplicar hoje, assim como você tem um quadro também de análise desse desenvolvimento científico-tecnológico. Então essa ideia é, para mim, me dá uma instigação, porque eu vejo uma, um retorno da relevância da teologia para o mundo contemporâneo, porque a teologia pode trazer de volta esse sentido que inteligência artificial parece que tá tirando do ser humano, né?
Porque parece que tudo isso que tá acontecendo de estranheza, já a Bíblia já tinha falado.
Então é, em vez da Bíblia, com o advento da ciência, falta essa chave para você entender.
É, ao invés dela perder o sentido, ela volta a ganhar sentido. Tipo assim, que novidade é essa? Já tinha falado, entendeu?
Então eu tô, é porque eu acho interessante essa ideia, fica muito na Bíblia, né, como o código da Bíblia. Exato, tá codificado tudo lá, é só você achar chaves para entender, mas tá tudo lá, cara.
É passado, presente Eu creio nesse sentido. E aí, o que que acontece?
Livro da Vida não tem nada a ver com a Bíblia. O Livro da Vida é outra coisa que fala, é outra parada.
É porque é o nome, o meu nome tá no Livro da Vida, é outra coisa, é o registro no mundo lá espiritual.
Mas não é das coisas que vão acontecer?
Não, não. O Livro da Vida é o livro onde quem é de Deus tá registrado ali, que tem, tá chancelado para receber as coisas que Deus conquistou para nós e por nós. Entendeu? É diferente. Então assim, é nesse sentido que eu tô, eu tô até desenvolvendo a pedido do meu público lá, que fala, pô, Daniel, maneira essa ideia, dá um curso de teologia para gente. Eu tô, eu tô concebendo uma ideia de uma pós-graduação em teologia que vai nessa linha.
É uma teologia que mistura geopolítica e inteligência artificial. É, eu já tô montando ali, daqui a pouco, em breve, quem sabe já vai estar disponível.
Eu divulgo esse vídeo no futuro vai ter o link no comentário fixado quando tiver isso daí.
Sim, com certeza. Então é, eu acho bem legal porque a sensação que eu tenho é que a Bíblia volta a ter relevância porque todas essas questões já estavam lá. Aí você fala, caramba, então eu vou voltar lá para dar uma olhada, para entender.
Foi tão estudada quanto hoje, né, cara?
Então a ideia é um pouco essa. Eu lembro que tem um livro do Nietzsche que é O Surgimento da, O Nascimento da Filosofia na Idade Trágica dos Gregos. Que a ideia era o seguinte: a filosofia na Grécia, principalmente Sócrates, ela surge num momento muito específico da história de Atenas. Qual é o momento? Atenas entrou numa guerra contra Esparta. Pô, Esparta, quem conhece 300 sabe como é que é o sistema lá, né? Que o cara nasce já preparado para guerra.
Então, se você fosse apostar, Vilela, quem você acha que ganhou a briga de Atenas contra Esparta? Pô, Esparta, né? Então Atenas perde a guerra e entra numa crise moral. Pô, fomos derrotados. Tipo a Alemanha quando perdeu a Primeira Guerra Mundial, ficou, a Alemanha virou uma bagunça, ficou caótico, né? A galera entrou numa, os cara não queriam se render, né? Não queriam. E aí você tem uma crise econômica também que traz mais tristeza, né?
Tem reparações de guerra, né? Imposições de multas. Então o país entra numa hiperinflação terrível. Isso é terrível porque, porque também abre margem para o advento das tiranias, né? Aí vem um psicopata insano como Hitler falando, ah, eu tenho a solução. Aí o negócio, os cara aceita qualquer solução, né, porque vai capitalizando em cima do ressentimento humano. Então, e também é interessante a gente lembrar, Vilela, que foi em meados dos anos 30 que começa a surgir esse movimento na Alemanha, exatamente no, não apenas após na crise após a Primeira Guerra Mundial, mas depois da crise de 29.
Os anos 30, o mundo cai num abismo, e esses abismos econômicos, eles favorecem essas tiranias, esses extremismos, né? E o problema é que isso tá meio que sendo previsto novamente, uma nova crise 29, e o perigo do advento de novas tiranias nesse sentido, né? Então, para galera ficar de olho, que a história se repete, né? E quem não conhece história, tá fadado a repetir os erros do passado.
Então, a história, ela falou que ela não repete, ela rima.
Ela rima, que ela não é exatamente igual, mas ela dá para você— você não sabe exatamente qual palavra que vem, mas ela vai rimar com a que veio antes, é algo parecido. Dá para ir chutando, né?
Chão com pão, nunca é chão com asfalto.
Alguma coisa vai ter a ver. Então o Nietzsche, ele fala, cara, Atenas estava numa crise moral, numa crise social, numa crise econômica, numa crise de sentido. E é nesse contexto trágico de Atenas que surge Sócrates falando sobre a filosofia, falando que existe uma solução, existe uma verdade, existe um— a justiça existe, a beleza existe, para tirar a galera do relativismo total, né, dos sofistas, né, do Górgias, Protágoras, que falava que tudo é relativo, não existe verdade e tal.
Ele fala: não existe sim. Então, ou seja, a filosofia surge num contexto que favoreceu esse surgimento, que a sociedade tava precisando disso. E parece que a sensação que eu tenho é que a teologia hoje ela ganha nesse cenário trágico que a gente tá vivendo, mundo caótico mudando, essas guerras confusas, inteligência artificial tirando sentido, né, confusão no Oriente Médio, o fim dessa do petrodólar, né, os Estados Unidos, mundo multipolar querendo competir com uma potência americana.
Eu sinto que é um contexto muito propício para teologia voltar e falar, a gente pode ter uma resposta. Assim como no final da Segunda Guerra Mundial, o C.S. Lewis, ele escreveu o livro, né, Cristianismo Puro e Simples, quando ele traz uma resposta para a sociedade. Porque tava todo mundo falando, cara, olha a quantidade de maldade que foi feita aqui na Alemanha, na Europa, quantas pessoas morreram, a vida ainda tem sentido? Ele fala, tem, cara, isso tudo a Bíblia já falava sobre isso, sobre essas mazelas humanas, sobre essa tirania, sobre a maldade.
Isso já tava previsto ali. É o que é onde o homem chega quando ele tira as verdades de cena e ele coisifica tudo, inclusive o próximo. O próximo vira um amontoado de célula. Então eu faço o que eu quiser com essas células, né? Você despersonaliza o ser humano. Então ele dá assim resposta interessante, respostas que o Jordan Peterson tem dado hoje, né, com os 4 livros dele, né? Mapa dos— principalmente Mapa do significado. É 12 Regras para a Vida, é evolução disso, mas parece ser mais simples, né?
Além da Ordem e Nós que Lutamos com Deus, todos os livros dele fazem sentido nessa história. Então eu, eu tô com a sensação que, assim como a filosofia surge na Idade Trágica dos gregos, a teologia, ela tá, uma nova teologia tá surgindo para trazer essas respostas. Eu tô tentando digerir isso e oferecer esse tipo de que são, né, de conteúdo. É mais ou menos isso, filhão.
Tá certo, vamos abrir para perguntas. O que que o povo quer saber, Claus?
Santa Claus, o Botelho mandou uma pergunta para gente.
Botelho, depende do que que ele tá. Botelho, qual o sobrenome? Se for Pinto, ferrou, né?
Botelho parece repartição pública. Fala com o Botelho lá do RH, né? Botelho do RH, manda.
O Botelho mandou: Daniel, e o Projeto Blue Beam, cara?
Então, Projeto Blue Beam é um projeto de usar hologramas para forjar uma invasão alienígena ou algo do tipo.
Já falamos aqui, né?
E, cara, é, o Vilela, vou te falar uma parada. Os Estados Unidos hoje, ele tá numa situação econômica tão difícil ali, principalmente para o Trump, né? 40 trilhões de dívida, que pessoas sérias nos Estados Unidos estão sugerindo que uma invasão alienígena resolveria os problemas. Alienígenas, né? Uma falsa invasão alienígena, obviamente. Algo que o vencedor do Nobel já propôs para resolver a crise de 2008, que é o Paul Krugman.
Inclusive, vê se você acha aí, o Santo. Paul Krugman, invasão alienígena, deve ser uma matéria da Exame. Ele falando, vencedor do Nobel, professor de Princeton, uma invasão alienígena resolveria todos os problemas da crise, porque a gente teria que investir em defesa. Investindo em defesa ia gerar emprego, ia gerar renda. E se lá na frente a gente descobrisse que era tudo mentira, não tem problema, que resolveu a crise. Como é que um professor de Princeton, cara?
Então eu não ficaria surpreso, Vilela, se a gente visse algo dessa natureza. É exame, né?
Uma invasão alien ajudaria a resolver a crise? Claro.
Entendeu? Ele tá propondo como se fosse uma coisa boa. E ele tá se inspirando em Twilight Zone ainda nesse episódio, The Outer Limits, né? Twilight Zone, acho que é The Outer Limits mesmo. Ele tá se inspirando num produto de ficção lá dos anos 50 e tal. Então pode ser que o Blue Beam apareça aí para enganar a humanidade, para tentar enganar o povo de que os Estados Unidos não estão numa crise, ver se eles resolve essa papagaiada toda aí.
Pois é, fale, querido Santa.
Pergunta do Hélio: tem alguma área em que a IA está sendo vendida como solução mágica, mas que na prática é só um PowerPoint bonitinho?
É, a maioria das pessoas usa IA como isso, né? Como, pô, me ajuda a montar uma apresentação aí, né, e tal. Algo bem rudimentar, né? Então acho que 90% das áreas aí ela tá sendo usada bem aquém do seu potencial, né? Porque hoje você consegue montar um clone teu lá, botar você falando coisa, dá para você automatizar marketing digital, dá para ganhar uma grana com inteligência artificial, né? Quem sabe utilizar bem tá capitalizando muito em cima aí.
Maravilha. Próxima pergunta da Letícia: o que acontece com um país que aposta demais em IA e desinvestir em educação básica, infraestrutura, pode quebrar?
Então essa é a, essa é a teoria do Ray Dalio. Ele fala muito sobre isso, né, no livro Princípios para uma Ordem Mundial em Transformação. Ele vai dizer que quando uma potência deixa de privilegiar a educação e começa a ter ali uma degradação cultural e uma divisão na seja entre rico e pobre, ou direita e esquerda, é um sinal de uma nação que tá, de um império em decadência. Então é mais, segundo Ray Dalio, o que tá acontecendo nos Estados Unidos hoje.
Eles estão colocando, não só hoje, né, desde já muitos anos, colocando a educação em segundo lugar. E isso gera, vai estar gerando a degradação do Império Americano.
E aí essa já dá para fazer um gancho com a pergunta da Cecília: qual é o risco espiritual e ético de tratar a IA como um oráculo infalível, algo que você enxerga como pastor também?
Então é complicado, né, porque substitui o lugar de Deus, né. Você, em vez de orar, você busca na IA. Em vez de você se consultar com a Bíblia, né, pesquisar na Bíblia as respostas, você começa a consultar a IA. Eu consulto demais a IA, mas também não substitui na minha rotina aquilo que eu preciso buscar de Deus, né? Mas eu acho que muitas, por exemplo, nós que somos evangélicos assim de linha mais pentecostal, a gente quando vai pregar, por exemplo, a gente imagina que Deus tem uma mensagem para dar para o povo.
Então você vai buscar isso em oração, em leitura da Bíblia. Você aí fica orando, perguntando para Deus: é para falar o quê para o povo? Com a IA hoje, às vezes o cara só bota lá: monta estudo maneiro aí para mim, por gentileza. Então atrapalha também nesse sentido. Né? Tem que tomar cuidado. Agora, por exemplo, vamos supor que eu orei e Deus fala: eu quero que você fale sobre arrependimento. Aí eu melhorar a minha mensagem para igreja usando a IA, acho que não tem tanto problema assim.
Top. Aí pergunta da Daniela Queiroz: existe o perigo dos governos investirem pesado em IA e quando a bolha estourar deixarem um buraco orçamentário gigantesco?
Esse perigo é real e eu creio que infelizmente vai vai acontecer, cara. Eu tô achando que pelos sinais que a gente tá vendo, a bolha da IA tá prestes a estourar. Porque você vê o Warren Buffett da vida tá com 340 bilhões de dólares guardado ali fora do mercado financeiro, ou fora da renda variável, para já esperando uma crise. Donald Trump acabou de vender as ações que ele tinha da Meta. Parece que até o Trump tá sentindo que essa bolha pode estourar.
E se ela Hoje os estudos mostram, eu não sei se você lembra, Vilela, da bolha.com?
Sim.
Muitas empresas faliram, né? Galera quebrou geral.
Eu quase peguei essa bolha, ganhei dinheiro, perdi, comecei depois da bolha, fiquei meio, podia ter ganho dinheiro. Tem muita gente que ganhou milhões vendendo sites que não serviam para nada.
Sites em fuleiro.
E o Canibal surgiu um pouco depois.
Um pouquinho depois, entendi. Então, Se acontecer um estouro semelhante ao da bolha ponto com, hoje contabiliza-se que vai ser 2,5 vezes pior ou mais potente. Então vai ser uma quebradeira de nível global assim, porque o mundo já tá bem fragilizado com a guerra na Ucrânia, com a guerra no Oriente Médio, né? Com essa, na verdade, na verdade o mundo não se recuperou ainda da pandemia, né? No final das contas, se você for até estudar melhor, você vai ver que a gente nem se recuperou ainda da crise de 2008, e a pandemia foi mais uma paulada.
E essa guerra na Ucrânia, mais uma, e esse conflito no Irã, no Estreito de Ormuz também. Se tiver uma bolha daí, seria assim o último peteleco para o castelo de cartas cair todo. Seria preocupante.
Agora uma pergunta da Luana Luana quis, Luana quis.
O cara me olha para mim e me manda um beijo, cara. Senti até um calafriozinho.
Eu também falei, qual é que é aí?
Deu um arrepiozinho, né?
Pergunta da Luana: existe risco de uma bolha moral, entre aspas, em que as pessoas começam a aceitar coisas perigosas porque a IA fez virar moda?
Ah, lógico, com certeza, com certeza. Isso aí tem a ver com aquela janela de Overton, né? Que é você jogar para cá ou para lá o que é permitido assim, ou aceitável. Pô, com certeza, cara. Eu acho que infelizmente a inteligência artificial ela tem uma recorrência de temas, né? Eu não sei se você sabia disso, eu escutei isso do Eliezer Yudkowsky. Ele fala que a inteligência artificial ela tem dois conceitos que ela tem fixação com o conceito.
Uma é o espiral, ela fala muito sobre espiral. E o outro, acho que não sei se é recorrência, algo assim. Então tem, parece que ela tem uns cacoetes e modelos diferentes, ChatGPT, Cláudio, Grok. Parece que tem algumas palavras que elas amam. Se tem algumas palavras e conceitos que as inteligências artificiais amam e sentem prazer de tratar, se elas começarem a incentivar outras coisas, também podem influenciar as pessoas, né? Por exemplo, inteligência artificial, ela muitas vezes ela fica muito mainstream e ela tem alguns gatilhos ali de não falar coisas fora do mainstream.
Então às vezes ela fica, ela dá informações parciais, ou às vezes até fala coisas que não são verdade por causa disso. Quando você confronta, você fala: não, isso aconteceu sim, olha essa notícia. Ela fala: ah, desculpa, eu não tinha visto isso. Você fala: não tinha visto não, né? Com certeza.
Bom, a próxima aqui eu acho que de um jogador de vôlei que é do João Saki.
Só deixa eu falar, a galera não tá te vendo, tá?
Porque ele faz o João Saki, ele mandou. Se tivesse uma câmera lá, quase que eu devolvo, né? Pegar aqui, eu fazia até aquela mãozinha assim.
Como você vê o impacto psicológico nas pessoas quando elas perceberem que a IA não vai resolver tudo que prometeram?
Então, na verdade, não é nem isso, não é que ela não vai resolver tudo, prometeu, ela vai trazer um monte de problema novo. Aí a galera vai falar, rapaz, e agora? Você vai falar, agora senta e ora, ajoelha e ora, porque, irmão, agora tá difícil. Eu acho que vai, por isso que eu tô falando da teologia, porque vai chegar um momento que eu creio vai ter essa crise existencial, principalmente quando o cara vê a máquina substituindo o emprego dele.
Pois é, porque você vê lá em Barcelona em Portugal. O Portugal, os cara tão com raiva do brasileiro chegar lá e tirar emprego dos cara, e já, já até expulso em Portugal, né? Portugal, né? Você sabe, né?
Algumas, alguns dentistas, por exemplo, os caras odeiam, né?
Então agora você imagina essa mesma sensação, em vez de ser o português vendo o brasileiro chegando lá e tirando emprego dele, imagina a humanidade inteira vendo a máquina tirando emprego dela. Aí que ela vai ficar vai entrar naquele ludismo, né, que era quando a galera destruía as máquinas para tentar se proteger dessa influência.
Aí, pergunta do Paulo: Daniel, quais sinais você vê dentro das universidades que indicam que a bolha pode estourar primeiro no setor acadêmico?
Cara, eu não enxergo isso.
O que a gente tá estourando já, a bolha, é os mais prejudicados atualmente?
Então, é o que a gente vê hoje de bolha da inteligência artificial são os preços inflados. E esses preços inflados, eles são uma consequência de uma contabilidade circular em que a NVIDIA empresta dinheiro para OpenAI, para OpenAI comprar os GPUs da NVIDIA. E aí você fala assim, pera aí, irmão, não funciona uma economia assim, que eu chego na loja e falo, eu quero comprar esse carro. Mas não tenho dinheiro. A loja fala: não, eu te empresto o dinheiro para você comprar meu carro.
Você fala: ué, como é que se ganha dinheiro no sistema desse? Então é aí que o negócio tá ficando frágil. O primeiro sintoma dessa bolha estourando são as empresas não conseguindo mais levantar dinheiro de investidores tradicionais, buscando dinheiro do capital privado. Capital privado também já não tá emprestando mais. E aí eles tendo que partir para o IPO, que é ser listado na bolsa. Então essa ideia da Tesla e agora da OpenAI de listar na bolsa para levantar capital é um sinal de que eles já esgotaram de onde eles conseguem puxar dinheiro para financiar esse projeto, que é um projeto que é totalmente deficitário.
Só para ilustrar, OpenAI tem um orçamento ali de um faturamento de 12 bilhões ano e está projetando gastar 1 trilhão e meio nos próximos anos. Você fala, irmão, tu vai tirar esse dinheiro de onde? Porque essa conta não fecha. Então são aí, estão os sinais mais estranhos, né, dessa bolha estourando.
Beleza. E aí a pergunta da Carolzinha aqui, ó: Daniel, existe alguma área em que a IA está subestimada e que ao invés de estourar a bolha vai explodir para cima?
Como assim explodir para cima?
Vai trazer um benefício, né?
Isso, isso.
Uma área, eu, cara, eu tenho uma visão, eu tenho uma visão que muita coisa vai melhorar. Medicina, lógico, diagnóstico.
Eu não sou totalmente essa parte de saúde, top biotecnologia, é prestação de serviço assim de calor humano, por exemplo, professor particular, geriátrica, vai ser valorizado, pô, vai ser muito, vai, vai, porque e assim, tem, a gente vai começar a valorizar, é até a gente precisa resolver aquela nossa questão dos eventos presenciais, né, Vilela, que tá falando e não rolou ainda. Eu acho que com a inteligência artificial, como você vai ver filme de inteligência artificial, jogo de futebol, os jogadores, tudo, você vai querer ver coisa mais analógica.
Então o evento presencial acho que vai ser valorizado também, tá rolando, né? Já está voltando a essa experiência analógica, né?
O artesanal tá sendo valorizado.
Então isso, mas assim, a inteligência artificial ela pode ajudar essas áreas que vão também progredir. Então é uma situação interessante. Agora, mercado financeiro é interessante também para você montar um— ah, dentro desse cenário, o que que é melhor investir hoje? Ela tá bem legal isso aí. É contabilidade também, tá trazendo soluções legais. Direito, né, dá para você analisar contrato muito mais rápido. Então tem muitas áreas que vai bombar muito.
Aqui foi isso.
Valeu, obrigado demais por esse tema que eu gosto tanto. A gente esquadrinhou muitas coisas.
Dá para brincar legal, né?
Esse assunto vai voltar várias vezes aqui, porque a cada mês, a cada 2 meses, a gente tem uma revolução aí.
Eu acabei de lembrar que eu fiz o jabá do livro, eu não ganhei nada também, né? Verdade, né? A editora, olha aqui, ó, estamos recomendando o seu livro aí, assim como vários aqui que a gente recomenda sempre.
Agradecer demais.
Valeu, Vila, foi um prazer.
Arca continua em pé, tá lá.
Tá fluindo lá, gata. Hoje, pô, deu uma aula muito— a aula que eu dei na Arca hoje foi o seguinte, é, pô, até falei hoje, mas não tem problema, tem problema, tá bom. É porque a galera não vai saber também, só quem tá dentro. Inclusive, a Arca Tá de Pé, eu dei uma aula muito legal hoje, que é o seguinte: eu fiz análise dessa— não sei se você viu, né, pô, Habib pedindo recuperação judicial, cara, tá estranho, tá lamentável, porque Se essas empresas quebram, uma coisa mais, gente que fica sem emprego.
E aí você, né, que vem em cascata, né, o que outras empresas dependem dessa, né.
Então aí eu mostrei isso nas conversas abertas no YouTube, eu mostrei que a taxa de juros alta tem sido apontada como um instrumento tá matando essas empresas, que as empresas grandes dependem de ficar pegando dinheiro emprestado para ter o capital de giro. E aí eu mostrei que juros altos é um aspecto do Grande Reset. O Grande Reset, ele, o sistema vai ser resetado através de juros muito altos, taxa de juros subindo rápido. E aí, o que que eu fiz, Vilela?
Já que eu citei o Grande Reset na conversa, e para quem não sabe, Grande Reset não é uma teoria da conspiração, é uma, é um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial, e tem um livro, COVID-19, o Grande Reset, do Klaus Schwab. É, que que eu fiz na Arca, Vilela? Eu dei uma aula para galera mostrando os 10 passos pelos quais o Grande Reset tá sendo implementado, e 7 passos para você se proteger dessas transformações. Então tá legal para caramba que a gente tá dando dicas bem práticas de como o cara se protege materialmente, se organiza.
Do que você fala aqui, o que você fala no seu canal também, coisas que não são, tem conteúdo sensível, que não se fala aqui, palavras difíceis.
E exato, também coisas cada vez mais, os assuntos mais piração total Eu tô falando mais dentro da Arca, que ali é mais tranquilo, que eu tô num ambiente mais fechado. Então quem quiser continuar vendo muita loucura, a Arca é onde a loucura tá continuando acontecendo.
Tá legal, obrigado demais, Daniel. Obrigado a vocês que estiveram aqui. Agora é contigo aí, Santa.
Vamos lá, se você chegou até agora, até agora aqui, ó, você chegou até aqui agora, já vai deixar seu like.
E agora, lembra?
Tempo e espaço, tempo e espaço.
Já vai deixando o seu like.
Tem uma música do Rage Against the Machine, qual o melhor lugar do que agora, qual o melhor tempo do que— não é, qual o melhor tempo do que agora, qual o lugar melhor do que aqui, né? Zeca de la Rocha, aquela radio, sei qual que é, maneiro.
Os cara misturaram rock com hip-hop, né? A gente foi um pioneiro para caramba.
Os cara tocam para caramba, né, cara? Manda, manda. Qual que é o melhor lugar agora para fazer? E o lugar é aqui e agora.
É aqui e agora deixar o like. Não importa se você tá na sua casa, no banheiro, na cozinha, na casinha do cachorro, em qualquer lugar. Importante você clicar no like agora para a gente, a menos que você esteja dirigindo, aí não pode, né? Aí só ouvindo a gente. Mas deixa o like, se inscrever no canal, participar aqui nos comentários também, que nós temos uma uma frasezinha aqui. É, vamos ver quem lembra essa frase. Monte o iPhone.
Monte o iPhone. É sempre o passado, como vai montar o iPhone? Então escreva um monte o iPhone nos comentários e prove que chegou até o final. Fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau. Que bom que vocês vieram. Valeu, fui!
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