037 - IMPEACHMENT DE MORAES + CRISE NO STF + FLÁVIO À FRENTE DE LULA NO 2º TURNO?
FERNANDA COMORA e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, MADELEINE LACSKO, FIRMINO CORTADA, URIÃ FANCELLI e JULIANA DAL PIVA. O Vilela usa jornal pra amadurecer banana.
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Fernanda Cômora
Ricardo Marcílio
CARLOS BEZERRA JR.
Firmino Cortada
JULIANA DAL PIVA
Madeleine Lacsko
- Crise no STF com embate entre Alexandre de Moraes e André MendonçaAlexandre de Moraes·André Mendonça·Supremo Tribunal Federal·Inquérito das fake news·Daniel Vorcaro·Andrei Rodrigues
- Retratação de André Janones a Nicolas Ferreira e a polêmica da 'pegadinha'André Janones·Nicolas Ferreira·Fake news·Redes sociais
- Ascensão da extrema-direita na Alemanha e suas implicações para a EuropaAlemanha·AfD·Extrema-direita·União Europeia·Ulrich Sigmund
- Tentativas de encerrar a guerra Rússia-Ucrânia com negociações de Trump e PutinGuerra Rússia-Ucrânia·Donald Trump·Vladimir Putin·Volodymyr Zelensky·Estados Unidos
- Crise em Gaza e a rejeição dos EUA à expulsão de palestinos por IsraelFaixa de Gaza·Estados Unidos·Israel·Palestinos·Benjamin Netanyahu·Itamar Ben-Gvir
- Censura de reportagens sobre Nicolas Ferreira e Daniel Vorcaro pela Justiça EleitoralNicolas Ferreira·Daniel Vorcaro·ICL Notícias·Justiça Eleitoral de Minas Gerais·Censura
- Disputa pelas Ilhas Malvinas e sanções de Javier Milei contra empresas de petróleoIlhas Malvinas·Javier Milei·Reino Unido·Exploração de petróleo·Argentina
- Morte de executiva na Times Square e teorias de controle mentalTimes Square·Nova York·Pamela Cisneros·Erin Piacente·Bank of America·Controle mental·MK Ultra
- Adoção de novo mapamundi pela ONU e a polêmica da projeção de MercatorONU·Mapamundi·Projeção de Mercator·União Africana
- Crônica sobre a nostalgia dos anos 80 e a importância da presença na vida realAnos 80·Anemoia·Tecnologia·Vida real
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Oi gente, muito boa noite! Olha, tá no ar mais uma vez o meu, seu, o nosso Notícia Ilimitada. Para quem já me conhece, eu sou Fernanda Cômora, e para quem não me conhece, como diz o Vilela, continuo sendo Fernanda Cômora. E hoje tem visita aqui, ó. Deixa eu mostrar para vocês.
Que honra! Muito obrigado pelo convite, gente. Boa noite.
Tua câmera é essa aqui, se apresenta para o povo.
Boa noite, sou Gabriel Weiner, sou jornalista do Rivotalks, da Rádio Gaúcha, da Zero Hora, vários lugares. Hoje aqui com todo mundo.
Fala aí, gente! Ricardo Marcílio, professor de Geografia, Geopolítica e Atualidades, também comentando as principais notícias da semana com vocês.
E eu sou Rogério Vilela. Putz, eu sou um cara que É esse cara, né? O que que eu sou?
Indescritível.
Comediante, stand-up.
Bom, de bosta eu não posso chamar mais.
É, não, mas eu sou desenhista, é porque o pessoal entende errado.
Entende errado.
Fala assim: bosta, cala a boca, bosta, não sei o quê. Aí a galera fala: é, entendeu? Mas deixa eu passar um recado, pessoal, terráqueos e terráqueas. Mal acabou um feriadão, eu já vim avisar vocês do próximo. É isso mesmo, dia 12 de outubro cai numa segunda-feira, anota aí. Ou seja, são 3 dias perfeitos para sair da rotina, mudar de ares e aproveitar um feriadão de verdade. E como também é Dia das Crianças, essa pode ser a oportunidade de reunir a família e trocar mais um presente por uma viagem cheia de histórias para contar.
Então não deixa para última hora não, já entra no Airbnb, coloca as datas do feriado e filtra do seu jeito. No Airbnb você reserva uma estadia inteira com espaço para todo o grupo, em vez de ficar reservar, reservando as coisas picadas. Então tem casa com piscina para criançada, cozinha completa, churrasqueira, quintalzão e espaço para família toda. Também tem cabana no meio da natureza, essa é minha acomodação preferida. Ó, tem perto da praia também, cidade histórica, montanha, tem opção para tudo quanto é gosto e bolso.
Dá uma olhada também nos preferidos dos hóspedes, que são as acomodações mais bem avaliadas pelos próprios hóspedes. Aí é só avaliar, salvar as suas acomodações favoritas, mandar no grupo da família e começar aquela votação que todo mundo conhece: piscina ou praia, sossego ou passeio, quem vai ficar responsável pelo churrasco. No meu caso é sempre meu cunhado. E para facilitar ainda mais, no Airbnb dá para pagar no Pix ou parcelar em até 6 vezes sem juros no cartão.
Assim fica bom para todo mundo. Então já se organiza, porque o feriadão de 12 de outubro tá logo ali, feriado liberado. É no Airbnb, não é, ô Homer?
É isso aí.
Você nunca tá no nosso grupo porque você é casado e o nosso grupo é solteiro.
Pois é, aí não dá, né?
Tá certo, senão vai virar bagunça. Vira bagunça. Ó, agora deixa eu perguntar uma coisa aqui para vocês, galera. Alguém já pensou em emprestar concurso público, mas ficou paralisado sem saber em quais, qual que Escolhe. Eu vou dar um toque para vocês, é mais comum do que parece. A pessoa acorda um dia, decidia: quero mudar de vida, quero estabilidade, quero salário decente. Aí abre o navegador, olha 20 editais diferentes ao mesmo tempo e trava.
Concurso federal, estadual, municipal, tribunal, polícia, banco, cargo de nível médio, nível superior. Cada um pede um tipo de estudo, cada um tem uma banca diferente, cada um tem o seu jeito de cobrar. E no meio de tanta opção, a decisão fica travada e o tempo vai passando. Bom, você tá nesse ponto de indefinição? O nosso parceiro, que é o Estratégia Concursos, que é líder em aprovações do Brasil, criou uma ferramenta gratuita para te ajudar a decidir de forma inteligente. Chama Mapa dos Concursos, não é, Romero?
É isso aí.
Então é basicamente o mapa vivo do Brasil inteiro com todos os concursos abertos, previstos e autorizados, do federal ao municipal, do norte ao sul. Você entra, filtra por estado, por área, por nível de escolaridade, e o mapa te mostra o que combina com o teu perfil. Ó, em vez de ficar trocando de aba 20 vezes olhando edital solto, você vê o cenário completo em um lugar só e decide sabendo o que tem, onde tem e quando tem. Acessa o link, acessa agora o link da descrição. Já tá, já tá na descrição, e o QR code também.
Então fechou.
E aí você vai conhecer o mapa dos concursos e encontrar o concurso mais próximo de você, beleza?
É isso aí.
Vamos falar de conforto agora, cara?
Vamos.
A galera aqui, a Fernanda já estava até achando, estava regulando. Você viu que ela ficou regulando, parecia piloto de caça. Aqui embaixo, aqui no ombro, na lombar. E é o seguinte, você já parou para pensar, Terráqueo, que parte da sua vida que está faltando foco? Porque o pessoal acha que o problema dos caras é a falta de foco e às vezes o lance é físico, né?
É verdade.
Então é o seguinte, A sua falta de foco pode ser física, não é fraqueza mental não, é o corpo mandando sinal. Quando você está desconfortável, uma parte do seu sistema nervoso está ocupada com isso. É sutil, mas é constante. Eu mudei de cadeira e percebi isso na prática. Não tem ninguém no Brasil com mais tempo de cadeira do que eu.
Fala aí, Hero.
Já fizemos live de 12 horas.
12 horas, cara, é loucura.
Já fizemos 3 lives seguidas.
É verdade.
Vocês ainda trocam aí, sai um, entra outro, eu fico aqui direto. Então eu entendo de cadeira. E a cadeira da Elements que eu escolhi para usar no meu dia a dia, por exemplo, tem um nível de ajuste que você raramente vê. Lombar, braços em 4 dimensões, apoio de cabeça e reclinação. Tudo é ajustável para o seu corpo do jeito que você precisa. Quando o físico tá suportado, o mental tem mais espaço para trabalhar. Tem o cupom INTELIGÊNCIA no link da descrição. Vai lá, a cadeira é Elements. É isso aí. Sabe o que você tem que fazer agora?
Só rodar a vinheta.
Isso, roda a vinheta. Bom, então vamos dar início no nosso jornal, que mais uma vez vai pegar fogo, viu, gente? Porque olha, começa mais uma edição do Notícias Limitadas com tudo de mais importante que aconteceu no Brasil e no mundo.
E a gente abre o programa com uma retratação que movimentou a política nas redes sociais. O deputado André Janones admitiu ter divulgado informações inverídicas sobre Nicolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro.
A Justiça Eleitoral de Minas Gerais liberou o ICL Notícias para republicar reportagens sobre o Nicolas e o Vorcaro, mas o Juízo do TRE de Minas Gerais manteve a restrição. A palavra lindão continua proibida e a Juliana da Lapiva explica essa decisão pra gente. Lindão não pode, né?
Brasil é de office.
Eu não falei lindão, você falou sim. É muito bom. E a crise dentro do Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo. Alexandre de Moraes e André Mendonça entraram em rota de colisão em meio às investigações envolvendo Daniel Vorcaro. Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do STF, Edson Fachin— é Fachin ou Fachin? Fachin. Precisou intervir para tentar conter a crise.
E o Uriã, o Uriã que vai analisar para gente, vai conversar com a gente também, e o Gabriel também nessa disputa dentro da corte. E eu indico também o programa que a gente fez ontem, muito especial, com Glenn e Cuquim, sobre essa guerra civil no STF. Eu não sei quem é o, quem que é o Capitão América, quem é o Homem de Ferro nessas discussões. Tá difícil escolher um lado aí, né?
Gente, a política brasileira já tá de olho nas eleições de 2026. Flávio Bolsonaro reuniu apoiadores na Avenida Paulista no ato de 7 de setembro e fez o quê? Atacou o ministro Alexandre de Moraes.
E a nova pesquisa Quest mostra um cenário de empate no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os dois aparecem com 41% das intenções de voto.
Uma história chocante também nos Estados Unidos chama atenção, já que uma executiva de 32 anos foi morta na Times Square, em Nova York, logo após voltar da licença-maternidade. O Erin Piacet, né, era vice-presidente do Banco of America e mãe de uma bebê de 5 meses. Thiago Lima que vai analisar o caso no E se for verdade.
E a extrema-direita conquistou uma vitória histórica na Alemanha. A AfD foi a mais votada em uma eleição regional. O resultado é inédito desde o fim da Segunda Guerra e acende o alerta sobre o avanço da extrema-direita na Europa. Quero saber tudo, hein, Marcílio.
Tem polêmica, polêmica.
E a disputa pelas Ilhas Malvinas voltou a ganhar força. Javier Milei anunciou novas sanções contra empresas envolvidas na exploração de petróleo na região e reforçou a reivindicação argentina sobre o arquipélago. O Reino Unido reafirmou a soberania britânica sobre as ilhas.
E uma proposta de novo mapamundi provocou uma disputa na ONU. Uma resolução recebeu 164 votos favoráveis, mas os Estados Unidos foram o único do país a votar contra. A mudança tenta reduzir as distorções da projeção de Mercator.
Fala também sobre as negociações para tentar encerrar a guerra. O Zelensky se reunindo com o Jared Kushner, também com o Steve Kofod, e o Putin. Hoje teve ligação Putin-Trump. E fala aí sobre as tentativas de acabar com essa guerra Rússia-Ucrânia.
Vamos lá, Fernando, que mais?
E ainda tem a guerra em Gaza, também está no centro das atenções. Os Estados Unidos rejeitaram uma proposta do governo de Israel para expulsão de palestinos na Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, imagens de prisioneiros palestinos em condições de fome voltaram a provocar reação internacional.
E a crise migratória voltou a provocar protestos na Europa. Manifestantes foram às ruas da Espanha contra a presença de migrantes em Ceuta, território espanhol no norte da África. A questão migratória aumenta a tensão política no continente.
E claro que sempre, por favor, tem a polêmica no Notícias Limitadas, já que a gente vai ter o giro de notícias com os assuntos que estão movimentando o Brasil e o mundo, além os principais destaques da semana na política do Brasil.
E a gente sempre termina a edição com a crônica da semana com Carlos Bezerra Júnior. E Fernanda, começamos com qual notícia? Tem tanta notícia que eu quero saber hoje. Putz, geopolítica e política estão agitando muito, fervendo. A gente começa com quem? Quem que tá na linha aí?
Olha, hoje a gente vai falar de uma briga, vou falar que já é, ela já tem assim capítulos, né? Ela não é, ela não é nova não, entre Janones e Nicolas.
Puts, esses dois aí, eles estão—
tá um caso, é um caso sério aí. Exato. O deputado André Janones publicou um vídeo se retratando, de retratação ao deputado Nicolas Ferreira. Vocês viram esse vídeo?
E o próprio Nicolas repostou um monte. Aí o Janones falou que era pegadinha, que era um— eu não entendi nada.
Eu também não entendi. Você entendeu, Gabriel, essa pegadinha dele?
Eu acho que pegou mal e ele resolveu dizer que era um bait.
Né?
Mas ele tá com essa história, né?
Que tá, né? Diz que era mentira. E é, né? Porque afinal de contas não tinha também nada que ele tivesse. O Nicolas não pediu, quer dizer, não teve decisão judicial, não houve nenhuma, nenhum processo estranha dele, cara.
Eu também não entendi.
Ele falou, agora peguei todo mundo que é bolsonarista, que é de direita. Não entendi onde ele pegou.
Quem que vai explicar para gente?
É o Firmino Cortado, com certeza. Já tá aí o Firmino? Vamos falar com ele aqui. Oi, Firmino, boa noite!
Boa noite, tudo bem com vocês?
Tudo bom. Era bait, não era bait? Quem saiu ganhando nessa história? Eu sei que, cara, todo mundo retuitou, todo mundo repassou esse vídeo. Esse vídeo foi visto por milhares, milhões de pessoas. Não entendi nada, cara.
Eu acho assim, o Janones, ele quis hypar em cima do Nicolas, fazer uma brincadeira, só que o Nicolas endossou. O que aconteceu? Ele fez uma retratação, tá, falsa, tá, como uma forma de hypar, né, sei lá, o nome do Nicolas e tal. E o Nicolas entrou na brincadeira e repostou no perfil dele. Eu, quando fui reagir, eu não entendi nada. O que que eu fiz?
Eu liguei para o Nicolas e falei, o que tá acontecendo?
E aí o Nicolas falou, não, eu tipo, ele quis entrar, agora ele vai ter que se explicar. E aí eu peguei e reagi, mas eu já sabia que brincadeira, mas eu reagi como se eu não soubesse, tá? Eu reagi como se eu não soubesse, cara. E o negócio ali torando, tipo, vídeo passando de 10, 20 mil comentários assim, e a galera ali se matando. E aí depois o Janones, quando o negócio saiu de controle, o Janones veio dizer que pregou uma peça na direita porque a direita é burra.
Só que eu falei assim, gente, uma boa ideia você não precisa explicar, concorda? Quando uma ideia é boa Um marketing, ele é bem feito, bem executado, bem elaborado, ele atinge o seu objetivo. Se para mim você faz um, né, tipo um projeto de marketing e você tem que falar, não, gente, isso aqui não é uma caneta, isso aqui, sei lá, uma tigela, porque quem tá do outro lado não pegou tua mensagem.
Você acha que ele confiou na capacidade das pessoas de compreenderem ironia, Firmino?
Foi isso primeiro, e de assistir o vídeo inteiro. Pouca gente assiste já o vídeo inteiro, né?
Segundo ele, era uma técnica das artes marciais de usar, era uma técnica das artes marciais de usar um golpe forte do seu inimigo contra ele. Então a direita se comunica melhor que a esquerda nas redes sociais. Então vou implementar uma fake news na direita para mostrar para a esquerda que a gente pode usar isso nas eleições a favor do presidente Lula, usando a comunicação da direita contra ela. Só que ninguém entendeu, nem a direita nem esquerda.
Para mim, gente, ele ele tem uma paixão incumbida pelo Nicolas. Eu acho que ele é apaixonado.
Os dois, um não vive sem o outro.
É a dinâmica da polarização, né? Mas então o objetivo do Janones teoricamente era mostrar que ele consegue manipular.
Eu acho que assim, as pessoas compartilham se assistiu. Eu acho que era isso, não era?
Mas o que que ele prova? O que que ele ganha com isso? O que que ele prova com isso?
Porque para mim, eu vou ser sincero, eu não assisti o vídeo inteiro, Eu só olhei e falei, ih, deu ruim pro Janones, ele tá tendo que se explicar.
É prejudicial pra ele.
E pra mim, a maior parte das pessoas não viu isso.
Deixa eu falar uma coisa, vocês têm conta profissional no Instagram?
Tenho.
Se você ir ali nos insights do vídeo, o vídeo começa com 100% e ele vai caindo, porque as pessoas não assistem até o final. Quando o vídeo é bom, você tem um crescimento, né? A queda ela vai assim, tá?
É menor.
Quando o vídeo dá ruim, o negócio faz assim, tá?
Isso, exato.
Então a probabilidade de que o seu vídeo chegue até o final com 100% de visualizações é tipo quase nula, porque as pessoas baixam o dedo, né? Quando meu vídeo é muito bom, sei lá, tem 25 segundos de retenção, tem 35 segundos.
É a mesma coisa aqui no YouTube também. Por exemplo, a live tem 2 horas, tem o tempo, a maior parte das pessoas E tá a porcentagem, né? 30%, assistiu em partes.
Assim, eu já tive vídeo que passou de 1 minuto no Instagram, já. Mas, cara, isso é tipo, nossa, você arrebentou! Você manter uma média de 1 minuto de retenção no Instagram, tipo, cara, eu mandei muito bem, eu arrebentei nesse vídeo, entendeu? Agora, assim, é óbvio, eu não sei o que que ele pensou.
Não faz sentido, não faz nenhum sentido, porque é um vídeo inteiro endossando uma pessoa que teoricamente ela abomina, né?
Aí fica a galera da bolha da esquerda assim, nossa, olha o que ele fez com a direita, ele fez eles de bobo. Mas, cara, se tivesse feito o pessoal de bobo, você não tinha que vir para tua bolha explicar. Uma coisa é você vir para bolha da direita e falar, nossa, haha, enganei vocês. Mas não, ele teve que explicar para as duas bolhas, ficou confuso para as duas.
Mas, Firmino, será que ele entende de fato o que ele fez?
Mas tem mais um ponto que eu fiz no segundo vídeo.
Outra coisa que eu falei, cara, você acha que se ele tivesse enganado o Nicolas, o Nicolas não saberia que ele tava repostando uma retratação na qual ele não pediu?
Claro que o Nicolas sabia, é óbvio que ele sabia, gente.
Ele entrou na brincadeira. Como que você vai comemorar um processo que você ganhou que você nem sabia que você tinha entrado? Não tem nem A não ser que ele, a equipe dele tivesse uma procuração e a equipe dele entrou com a procuração sem avisar para ele que entrou. Caso contrário, você não comemora um processo no qual você não entrou com ele. Isso é papo de maluco.
É, é por isso que é difícil de analisar, porque não tem sentido.
É pelo que eu entendi, ele queria mostrar todas as possíveis ligações do Nicolas com o Janones, usou uma tática que nem a base nem a oposição entendeu direito. O Nicolas percebendo que talvez a comunicação não tenha sido eficiente. Compartilhou nas suas redes, meio que pra... Ó, o que o Janones fez aqui, né.
É positivo pro Nicolas, né, claro.
Ele deu um presente, né.
Isso!
O Janones, ele é maluco, gente. Deixa eu falar, tem pessoas...
Eu sou de direita, tá?
É você que tá falando! Cara, eu sou de direita, tá? Eu sou de direita. Tem pessoas de esquerda que você discorda do posicionamento, mas a pessoa tá ali, no discurso dela linear. Você pode discordar dos motivos, discordar do objetivo, discordar da finalidade. Mas tá ali. Ele não, gente. Ele, o Tico, não conversa com o Teco. Você vê que o negócio não tá bem ali.
O ex-ministro Luiz Roberto Barroso, goste ou não dele, ele tem uma frase que eu acho muito boa, que não dá pra gente discutir com quem não vive no mesmo universo fático que a gente. A pessoa não tá vivendo no mesmo mundo que eu. Uma pessoa que eu não consigo conceber, ainda não consegui entender qual era a intenção do Janones, realmente.
Gente, ele é sempre assim. Aí, tipo assim, ele sai do Congresso, um segurando perna, outro segurando braço, amarrado. É sempre uma notícia, ele não, você não vê uma notícia habitual, comum, normal dele. É sempre tipo assim um negócio que um surto coletivo, ninguém entende, faz sentido só na cabeça dele. Eu não consigo levar ele a sério. Tem pessoas de esquerda que eu detesto, mas dentro do discurso, né, da progressão narrativa dela, ela faz sentido.
Ele não, tipo, ah, não conversa com B, as coisas não. Não se encaixam. Fala, gente, o Tico ali não conversa com o Teco.
Mas se a gente fosse colocar uma revista em quadrinho, arqui-inimigos, você acha que o arqui-inimigo do Nicolas é ele ou é a Erika Hilton? Quem tá mais para arqui-inimigo? Porque ele também trava altas brigas também com a Erika.
Quem que, cara, vamos lá.
Se eu fosse fazer um debate, qual que bombaria mais? Nicolas versus Érica ou Nicolas versus Janones?
Né, Érica, gente, com certeza Janones é extremamente relevante. O Nicolas é inimigo do Janones, agora o Janones não é inimigo do Nicolas. Eu acho que ele é irrelevante. Então tentaremos fazer totalmente irrelevante. Mas o Nicolas, falando nisso, o Nicolas falou hoje no Pânico, que eu vi um corte, né, que ele foi no Pânico hoje, que é uma construção de internet assim, que nesses 4 anos ele deve ter exposto a Érica 5 vezes, que assim, ele é o deputado mais relevante da direita, ela é a deputada mais relevante da esquerda em redes sociais.
Então que a internet construiu essa dualidade assim, mas que eles nunca tiveram um embate público, que eles nunca tiveram um embate em rede social, em nada. Então que assim, que isso é uma coisa construída em rede social porque eles discordam, e a Érica fala muito do nome dele, mas você não vê ele falando dela. E realmente, aí eu passado, eu não lembro de um momento em que eu vi a palavra Érica Hilton na boca do Nicolas. Já Érica Hilton, tira ele da boca.
Aquele episódio da peruca, ele não tava se referindo a ela?
Não citou, não citou. É aquele episódio, ele foi, ele tá, cara, e isso foi uma coisa que veio depois, porque no início do mandato dele não tinha essa coisa de trans em esporte como tem hoje, essa coisa de banheiro, né? E a gente tava numa questão de disputa de direito feminino, né, de que a mulher estaria perdendo direitos para as mulheres trans. E aquilo ali foi um recorte daquilo que ele falou. Se eu então colocar uma peruca, começar a me chamar Nicole, quer dizer então que eu posso isso, eu posso aquilo?
Aquilo foi uma coisa totalmente descontextualizada. Pois é, mas não, não era, não era.
E ele falou lindão ou não falou lindão? Essa é a grande questão. Brasil é uma, é uma, a gente tá discutindo se ele falou lindão para o Dani Dani ou não falou?
Cara, a justiça reconheceu que não, né? Segundo a justiça, não.
É brigadão? O que que é que ele falou?
É brigadani.
Ah, assim, brigadani.
Isso. E aí dá para, então, com boa vontade dá para ouvir lindão.
Tem que ter boa vontade.
Eu vou tomar cuidado com os áudios de comando.
Não, gente, eles ficaram bravos que tiveram que apagar a matéria, mas eu acho que você tem verdade, não é censura, concorda?
Não, claro.
Uma coisa é que tudo é verídico e mandaram apagar. Outra coisa é que entre as coisas verídicas tem uma inverdade, só que tá tudo na mesma matéria. Eu acho correto apagar.
Firmino, semana que vem contamos com você então, porque Brasília está uma loucura, tá uma loucura, né? Eu nem sei o que você vai comentar, mas eu tenho certeza que vai ter alguma coisa muito louca para você comentar.
Vamos, estaremos aí, tá? Tá bom, então abraço, viu?
Abração, tchau tchau tchau tchau tchau.
E falando em ICL, a gente tem um vídeo da Juliana, não é isso? Sobre, sobre o que o ICL chamou de censura. E a gente vai comentar isso também. Solta o vídeo então, diretor.
Alô, pessoal do Inteligência Limitada! Deixar para vocês aqui um resumo do que foram os meus últimos dias. Fiz uma reportagem mostrando com exclusividade um áudio que o Nicolas Ferreira, deputado por Minas Gerais do PL, enviou para o banqueiro Daniel Vorcaro em março de 2025. O que ele dizia nesse áudio? Além de chamar o Vorcaro de Dani e também de Lindão, ele não gostou muito do Lindão, depois já vou contar o problema do Lindão.
Mas ele pediu pra que o Vorcaro intercedesse pelo advogado Thiago Faria, que é assessor do Nicolas. Para resolver um ativo minerário que tava barrado, parado. O advogado assessorava empresas que depois foram flagradas, meses depois, em setembro do ano passado, na Operação Rejeito, que é uma operação que apurava extração ilegal de minério. Prendeu 22 pessoas, inclusive parte das pessoas dessas empresas, inclusive, que o assessor do Nicolas tava assessorando ali para ajudar a liberar o tal do ativo.
Ativo minerário. E ali no áudio tem alguns constrangimentos para Nicolas Ferreira. Diz respeito a dizer que queria mais proximidade com o Daniel Vorcaro e se desculpando mais uma vez por posts que ele tinha feito criticando o Master um ano antes, porque o Master tinha financiado um evento em Londres e o Daniel Vorcaro pediu que o Nicolas apagasse e o Nicolas apagou, porque o pastor André Valadão pediu também. E aí deu nisso. E eu publiquei essas matérias, mostrei os áudios, o Nicolas não ficou feliz, não gostou muito.
Aí ele pediu— o que que ele fez? Em vez de ele explicar o que que é esse ativo minerário, explicar por que que o Daniel Vorcari tava falando que bancou todos os voos, que ele não disse até hoje quantos são, de que período que foi, fica só pela história de que teria sido na campanha, o que não tá claro naquelas mensagens. O Nicolas foi lá e pediu censura da minha reportagem porque ele disse que não ouviu o lindão no áudio. Note que o lindão é só uma expressão, é uma palavra num áudio que tem 1 minuto e 21 segundos.
E aí um juiz em Minas decidiu isso, mesmo liberando um laudo falso que o Nicolas espalhou quando a minha matéria veio à tona para dizer que era inocente.
Usou um documento falso.
E aí, isso aí tudo bem, extinguiram a ação porque tava faltando alguns dados na petição, mas a minha matéria mandaram censurar. A gente entrou com pedido de recurso, né, com os advogados André Mateus e Lucas Mourão, e derrubamos a censura. Só que o juiz ainda mandou censurar o Lindão, não gostou. Lindão não pode, tá, gente? Não pode falar Lindão, mas eu falo igual.
Então é isso.
Um beijo para vocês.
Beijo, obrigada.
A gente tem grupos de WhatsApp, pode me chamar de Lindão. Inclusive, eu sinto falta, viu, homem? Sinto falta.
Mas não dá para ficar mentindo assim, né?
Mas não é mentir, é ser reconhecido.
Uma interpretação, é só uma interpretação.
É que vocês não são da época que tinha, quem não era de Lindão, quem o Puts, como que ele me chamava, o cara? Agora eu tô, olha minha memória, cara, eu não lembro do que ele chama, não era lindão, era feioso, feião, sei que seja, eu não lembro qual apelido, mas era tão bom que, mas podem, podem me chamar. Mas estamos tentando também marcar com o Nicolas, né? A André tá tentando marcar com o Nicolas aqui para a gente saber disso, do envolvimento, porque é o O problema não é só lindão, né? Saber envolvimento, né?
Exato, esse é o mais importante, né?
É uma das coisas que o Nicolas pede na ação também, é a derrubada do conteúdo completo, porque tem a interpretação de que ele pediu ajuda para liberar um ativo minerário de um amigo.
Ah, é?
E o juiz entendeu que isso não deve ser retirado, porque de fato o áudio permite essa interpretação. Ele não crava, né, que isso aconteceu de de fato, mas o áudio permite essa interpretação. Então isso não caiu. Mas realmente assim, acho que derrubar uma matéria inteira é um pouco demais, né, para justiça. Mas a correção precisa ser feita. Se não falou Lindão como entendeu a justiça, não pode ter Lindão na matéria.
Pois é, claro, claro.
É porque isso na verdade muitas pessoas entenderam com um grau de proximidade muito maior, né?
Tem time, claro, é uma proximidade exposição, né?
Outra coisa também que precisa ser esclarecida é André Valadão, né? Sim, que pouca gente tá falando, né?
Exato.
E André Valadão, que também tem, tá envolvido até as tampas com o Daniel Vorcaro, né?
Não, mas é isso que eu tô falando.
E aparentemente também influência muito grande com o Nicolas, né?
Também, também, também. Todos do cenário evangélico ali de Minas Gerais.
Vamos então, vamos entrar de cabeça então em política.
Pois é, falando em estar feio, né? De lindão para bem feioso.
Nosso convidado é feio? Não, você falou, falando em feio, eu ia chamar o convidado agora.
Agora eu não sei como você vai chamar, porque ele é o terror das velhinhas.
É mesmo?
É, vocês não têm ideia do sucesso que eles fazem, principalmente entre o público 50+.
Então agora eu vou ter que mudar a voz. Exato, para falar sobre essa tão terrível e feia crise no STF, a gente tem a contrapartida Certo. Ele que é o terror das velhinhas, como diz Gabriel.
Ele é que nem o Homer. É que nem o Homer, né? Não, o Homer não, o Lenny, né? O Lenny Radar. Passou de 60, ele tá pegando.
Com certeza.
Então, boa. Vamos embora.
O nosso querido Uriam Fancelli vai conversar com a gente já já, né?
A gente vai bater bola com o Gabriel então e tentar— Eu acho que o importante é o que eu tentei fazer ontem também, é explicar para o público em geral, porque é muito complicado.
Muito.
Porque senão vira só política. Um apoia o Flávio, o outro apoia o Lula. E não é isso.
Não é isso.
Tem tanta coisa envolvida. Aí o pessoal escuta PGR, é fake news, é o diretor da Polícia Federal. Vamos tentar então explicar de maneira simples pro pessoal.
Põe ali, ó. Cadê o Uriã? Olha ele aí.
Ah, olha ele aí.
Boa noite, Uriã, seja bem-vindo.
Boa noite. A Gabriela já começou, né, me colocando aí nessa situação.
Eu tava demorando, não falo mais nada.
Ele tá se vingando das coisas que eu faço conversa com ele.
É isso mesmo, é exatamente isso. Boa noite, querido.
E aí, boa noite, prazer estar aqui com vocês.
Começamos por onde, hein, Gabriel e Uriã? O que que a gente pode falar para a galera? Tá ouvindo tudo. Começamos por onde?
Eu não sei. O Uriã fez um post no Instagram que eu achei muito pertinente, apanhou horrores. Isso torna o post ainda mais pertinente sobre o envolvimento de todo mundo nesse esquema, né?
Não é mais uma briga de direita e esquerda, né, Eu nem lembro qual post que foi esse, eu faço tanto post diferente, mas é um negócio que tá batendo principalmente naquilo que talvez sobrava de democracia brasileira. Eu entendo que o STF, ele já é há bastante tempo questionado por uma politização, algo que a cada dia que passa vai se tornando cada vez mais evidente. A própria maneira como ele entrou agora no centro de qualquer eleição.
E enfim, é o que vai decidir, eu diria agora assim, o resultado dessas eleições é o STF e o que que vai sair dali de todos os lados. Mas assim, por outro lado, eu vejo que também a gente teria no mundo ideal, e eu sou bastante idealista, o Gabriel que convive um pouco comigo ele sabe disso, eu acredito na força das instituições. Eu acredito que milagres acontecem, mas no cenário ideal, eu acho que se o STF conseguisse superar os seus próprios desafios, e nós sabemos já da divisão interna que existe entre um grupo, entre o outro, acho que seria uma, uma, algo importante mostrar que ele consegue tanto deixar claro que o que aconteceu, o julgamento da tentativa de golpe, foi algo que foi feito para proteger de fato as instituições.
E seria uma mensagem importante para fora também nesse momento, porque o que tá acontecendo é essa ofensiva norte-americana do governo do Trump para cima do Brasil, que lá atrás dizia que o STF era politizado, que o STF servia para perseguir a direita brasileira. Se o Fachin conseguir responsabilizar todos os envolvidos, aí eu digo todos sem exceção, seja de um lado, seja do outro, a mensagem é muito forte. A mensagem de que de fato as instituições funcionam. Mas não acho que seja o caso.
Isso é muito bom, né? Se o presidente Fachin conseguir mandar a mensagem de que as instituições funcionam, elas funcionam. Mas ele não vai conseguir.
Vamos explicar quem são esses personagens, Gabriel.
O que aconteceu hoje, tá? A gente tá tendo aí todo esse escândalo das mensagens do Daniel Conká. Acontecendo o quê, Vero?
Antes de começar aqui, já teve novidade, né?
A AGU tomou agora uma decisão de questionar o ministro André Mendonça a respeito da... Da suspensão, né, liminar do diretor da Polícia Federal, André Rodrigues, e do seu vice no comando, Leandro Almada. O que que aconteceu hoje de manhã? Na verdade, a gente tem que recuperar um pouquinho, né, para semana passada. Semana passada foi aquele caos absoluto, Brasília foi incendiada pela liberação, pelo levantamento do sigilo de uma parte ali das investigações sobre Daniel Vorcaro.
Que envolvia diretamente mensagens trocadas entre o banqueiro, ex-banqueiro e atual gangster, com o ministro Alexandre de Moraes, principalmente com o ministro Alexandre de Moraes. Tinha várias outras autoridades envolvidas, mas das 200 e poucas páginas, 180 e tantas eram especificamente sobre o ministro Alexandre de Moraes. Isso aconteceu na terça. Na quinta-feira, Alexandre de Moraes reage incluindo André Mendonça no inquérito das fake news, que aquele inquérito surreal começou há 7 anos.
É uma coisa que nenhum professor de direito consegue explicar sem pedir desculpa, né, porque não tem uma explicação plausível. E ele inclui o ministro André Mendonça nesse inquérito dizendo que, o que é muito curioso, a acusação é que o ministro André Mendonça tava fazendo uma investigação por uma via que ele não poderia fazer porque não compete ao Supremo Tribunal Federal fazer, que é exatamente a crítica que se faz ao inquérito das fake news.
Então assim, é quase que é um espelho, né? Ele tá acusando o André Mendonça de fazer com ele o que ele faz com qualquer um que ele coloca dentro desse inquérito das fake news. A partir disso, Ministro Fachin resolveu, presidente da corte resolveu colocar a bola no centro e dizer: Vamos tirar isso aqui das fake news. Cada um dos citados tem 5 dias para me responder. Que porcaria que está acontecendo aqui! O ministro André Mendonça resolve então hoje fazer um movimento também muito intenso, que é tirar do cargo, pelo menos momentaneamente, o diretor da Polícia Federal, porque ele entende que, como, porque o que que o Moraes utilizou na quinta-feira para incluir o ministro André Mendonça no inquérito das fake news.
Um relatório feito por pedido dele, preliminar de inteligência, não é uma investigação. É importante também fazer essa diferenciação, né? Uma investigação ela tem processos a cumprir. Um relatório de inteligência ele é uma anotação ali que a Polícia Federal tá fazendo, tá pegando informações de modo geral e tal. E aí ele utiliza um relatório feito às pressas, aparentemente, que acusava, que acusa o ministro André Mendonça de fazer exatamente o que o inquérito das fake news tá fazendo. Aí hoje então o ministro André Mendonça tira do cargo.
Mas aí haveria suspeitas do Alexandre de Moraes ou alguém estar grampeando ou estar, não tem esse fato?
O vazamento ele é uma realidade, né?
Aconteceu.
A Polícia Federal tá dividida em facções. Você tem uma facção que tá—
alguém vazou para o Alexandre de Moraes, ele tava sabendo antes.
Exatamente, exatamente. E aí, a partir disso, inclui então o André Mendonça nesse inquérito, o que é uma loucura. Nunca aconteceu uma coisa de ministro acusar o outro, né?
Mas só uma dúvida: esse é um erro do chefe da Polícia Federal, que errou em fazer essa apuração da inteligência? É uma coisa recorrente? Ou o erro foi o Alexandre de Moraes utilizar esse dado da inteligência para colocar o André Mendonça na—
fazer o relatório não é um problema, é parte inclusive do jogo. O problema é que aparentemente, ao que tudo indica, e essa é a posição do ministro André Mendonça, esse relatório foi feito a pedido do ministro Alexandre de Moraes. Então seria um ministro investigando outro ministro, que é acusação que o Alexandre de Moraes faz contra ele também, né?
Pelo que eu entendo, deveria ser autorizado pelo Fachin, não é isso? Qualquer investigação contra o ministro tem que ter autorização prévia do presidente do STF, né?
Teoricamente do plenário da casa toda, né? Mas o presidente da corte pode ele suspender, por exemplo, um ministro por tempo indeterminado até que as coisas sejam resolvidas. Aí hoje então ele tira o diretor da Polícia Federal do cargo por entender que ele vazou essas informações para o ministro Alexandre de Moraes. E o nome dele também aparece, o nome dele já aparece nas Tem uma mensagem clara do Vôrcaro pedindo ajuda do Alexandre de Moraes com o Paulo e o Andrei.
Paulo é Paulo Gonê, Procurador-Geral da República, e Andrei, Andrei Rodrigues, que é o diretor da PF. E aí a gente amanheceu hoje com essa bomba então de que o diretor da PF não era mais diretor da PF. Eu tenho para mim que o André Mendonça fez isso para provocar o Fachin a tomar uma decisão rápida. Porque na semana passada o Fachin também falou, estou cuidando de tudo, mas faremos tudo sem pressa.
O André ou o André Mendonça? Vocês falam que fez isso para tomar uma decisão.
O André Mendonça fez esse movimento hoje. Não, é isso, André Mendonça fez de propósito para movimentar o Fachin, porque o Fachin tava dizendo que ia fazer no tempo certo.
O tempo certo pode ser depois das eleições, que é o que estão achando que ele vai fazer, né?
Mas que é Eu acho que isso vai depender, é aí que tá, né? Muita gente tá descrente de que isso vai dar em alguma coisa. Eu acho que a posição mais correta, mais coerente, mas ao mesmo tempo, como diria, eu já falei várias vezes isso ao longo dos últimos dias, como diria a ex-presidente Dilma Rousseff, depois que a pasta sai do dentifrício ela não volta para dentro do dentifrício. O Brasil inteiro já viu essas mensagens, então eu acho que muito provavelmente vai continuar uma pressão pública muito muito forte, inclusive da imprensa, para que algo seja feito.
Eu não sei o que algo vai ser esse, não sei se o Uriah tem algum palpite. Uriah, você acha que alguma coisa pode acontecer de fato ou é muito otimismo da minha parte?
É muito difícil, por exemplo, a gente falar da possibilidade de um impeachment, né, porque o Alexandre de Moraes, ele é muito próximo do Davi Alcolumbre, que é o presidente do Senado. Tanto é que ele o Lula e o Alcolumbre, eles reatam em um jantar com o próprio Alexandre de Moraes. Então existe essa proximidade, portanto deve ser algo que a gente não deve sequer considerar. Mas existe, né, quando a gente fala de uma saída honrosa, aquela possibilidade— isso foi o caso também em outros momentos— de uma aposentadoria compulsória.
Talvez esse seria o melhor dos cenários para todo mundo, mas eu duvido que qualquer coisa aconteça também antes das eleições esse ano. Lembrando também que tem a possibilidade de mais indicações para o próximo presidente. Não há— ou até o próprio bolsonarismo nesse momento agora fala que o Alexandre de Moraes deveria renunciar, mas eu não acho que eles de fato queiram isso, porque imagina só, dá ao presidente Lula a possibilidade de indicar mais um ministro para Suprema Corte ainda esse ano, sendo que se o Flávio ganhar, no próximo, na próxima administração, ele vai ter a possibilidade de indicar mais um, se essa história continuar a piorar do jeito que ela tem piorado, né?
Eu diria que se não houver algum tipo de de seletividade do que que vai ser investigado, do que que vai ser enterrado, do que que vai ser engavetado, que é algo provável, talvez a possibilidade mais drástica seja eventualmente, né, se resolverem dar continuidade, de uma aposentadoria compulsória. Agora, qualquer tipo de punição eu acredito que não, até mesmo porque por essas facções que existem hoje Dentro do próprio Supremo, ele está muito blindado ali dentro, Alexandre de Moraes.
Punição, estamos falando em prisão?
Ou uma saída compulsória, a qual o Urias refere. Acho que é mais naquela linha do em comum acordo, né, Urias?
É isso, mantém os benefícios, mantém— Não que ele precise depois encontrar, mas mantém a biografia formal continua limpa, né? Então é uma maneira de conseguir ainda manter aquilo que ele construiu. E aí eu acho que o fator que mais complica tudo isso é aqueles processos que ele já julgou, como é o caso, por exemplo, da tentativa de golpe com Jair Bolsonaro. O que tá acontecendo agora nesse momento são todas as, aliás, defesas de todos os acusados dos processos que foram, que foram relatados pelo Alexandre de Moraes já querendo questionar tudo isso, porque ele muito provavelmente se complicou. E aí eu tô tendo muito cuidado com cada palavra que eu escolho aqui também.
Tenha cuidado, tenha cuidado.
Olha quem é, eu tô com cuidado aqui, mas assim, eu diria que a saída honrosa ali, que talvez seria minimamente bom para todo mundo, seria essa de uma aposentadoria compulsória. Porque é como Gabriel mencionou, são 218 páginas. Você pode até dizer que, né, não tem como colocar o demônio de volta na garrafa, porque ele já saiu. Então todo mundo já leu, todo mundo sabe o que aconteceu, todo mundo sabe da proximidade que havia entre ele e o Alexandre de Moraes. O nome dele está naquele documento.
Então é isso.
Alcolumbre está sentado em cima dos pedidos e não vai levantar.
O Rogério Marinho, que é líder do PL da oposição, também falou que não vai assinar o impeachment do... Falou, eu não assino. O líder da oposição falou que não assina.
Agora, ontem a gente fez uma contagem aqui, estaria empatado e seria o voto de Minerva, seria... A dúvida da gente era se o presidente vota ou ele só vota para desempatar.
Ele vota para desempatar.
Então tem 3 e 3, 3 a favor do Alexandre, 3 contra.
E a Carmen Lúcia seria a Minerva, né? É isso mesmo?
Vocês fazem essa avaliação? E ela tá pendendo mais para o quê?
A Carmen Lúcia, não tem, ela fala uma coisa às vezes e vota outra. Porque ela fala muito, né, a diferença do mineiro e do geralizeiro. Ela é quietinha, ela fica na dela. Ela na semana passada fez um gesto que muita gente interpretou como um gesto favorável ao Moraes, né, que foi procurá-lo para prestar solidariedade. Mas ela fez isso no privado, então não sei também até que ponto de fato era um sinal que ela queria passar ou foi algo que as pessoas, a imprensa, vamos falar de cada um então.
Quem estaria do lado do André?
Do lado do André Mendonça, a gente tem o ministro Nunes Marques, o ministro Luiz Fux e o Edson Fachin, teoricamente tá nessa conta. Do lado do Alexandre de Moraes tem o Gilmar Mendes, o Toffoli tá impedido, teoricamente, né, porque era sócio do Daniel Vorcaro, apesar de não declarar isso no primeiro momento.
Também pararam de falar também nisso, né, que bom que é, porque o escândalo maior no Brasil é assim, Tem uns que é normal a gente falar, ufa, agora é outro.
É isso, todos os dias. E quem é que tá faltando? Toffoli, Zé Faquinho.
Julián, ajuda a gente.
André Mendonça.
Tô pensando aqui.
É porque a gente tá com 10 inscritos também, né? Fux do lado do Mendonça, assim.
Mas cai para 8 por causa do Toffoli que não pode e o Flávio Dino.
Flávio Dino, Flávio Dino. Tava faltando o Flávio Dino que evidentemente também é né, pro Alexandre de Moraes. Inclusive foi o Dino que chamou de lixo jurídico aquelas informações todas que saíram a respeito do ministro Dias Toffoli antes do Toffoli se declarar suspeito.
E a mídia, Uriã e Gabriel, a mídia meio que tá se dividindo também, né, politicamente. Então politizando isso como, gente, vocês estão ajudando o Flávio a se eleger. É esse o discurso. E eu já vi, eu já vi esse filme aí, tipo, vamos passar pano para algumas coisas por um bem maior. Isso é muito perigoso.
A famosa democracia, coitada, no caso desse discurso deles, né? Maioria.
Eu, eu acho que qualquer tipo de movimentação, e aí até trazendo para minha área de populismo, né, qualquer tipo de movimentação que acontece para tentar endeusar alguém, a gente já sabe o resultado disso. Tanto é que Moro, Lava Jato, tudo aquilo deu o que deu. Alexandre de Moraes novamente deu o que deu, porque ninguém podia criticar, ninguém podia fazer nada.
Teve um pouco de Joaquim Barbosa também na figura dele, de tentar transformar no herói, lembra? Na época também. Então é muito perigoso.
É isso. E até quando a gente olha para a própria Presidência da República hoje, tá todo mundo tratando com a maior normalidade do mundo o fato de que a gente tem um presidente de 80 anos que tá indo para o quarto mandato, se vencer as eleições agora, num país democrático em que deveria ter constantemente alternância de poder. E aí quem hoje impede a ameaça golpista de voltar, que é representada na figura do filho fantoche do pai condenado a 27 anos de prisão, é alguém que representa apenas o passado uma história que tem uma rejeição altíssima e que não consegue apresentar qualquer tipo de proposta que leve para frente.
Eu acho que tudo isso acaba sendo resultado dessa característica entranhada na política e na sociedade brasileira de sempre ficar procurando um herói, um salvador, alguém para ser, para ser endeusado constantemente e não conseguir fazer crítica. Se as críticas fossem feitas como deveriam nesse momento estar sendo feitas por toda a sociedade, seja de direita e de esquerda, que deveriam nesse momento, nesse 7 de outubro, de 7 de setembro, não era para ter tido ontem, por exemplo, a Paulista, uma manifestação com bolsonarista, na minha opinião.
Era para ter uma manifestação de Dia da Independência com todo mundo protestando contra Alexandre de Moraes contra também as atitudes do Mendonça no STF, porque o erro ele tá muito mais, mais embaixo, tá na maneira estrutural como ocorreu uma politização do Judiciário, que era sim talvez a última, a última, o que deveria ser a última barreira contra ameaças golpistas, ameaças autoritárias, algo tão comum na nossa região.
É, eu acho que o grande drama dessa história toda é que tudo isso, todos esses fatos nos levam a uma pergunta que é, para mim, a mais importante de todas, que é: quem tem autoridade moral para julgar qualquer coisa que tem relação com Daniel Vorcaro?
Aí é o Watchmen, né? Quem vigia os vigilantes?
Porque não, todo mundo tá envolvido de alguma maneira. Você tem, por uma sorte nossa, o presidente da corte, Edson Fachin, ainda não teve nenhum tipo de associação, pelo menos publicada, né, dele com Daniel Alvorcar. É o que ainda tá segurando o Supremo Tribunal Federal.
Mas deixa eu falar a verdade, cara, os caras só fazem isso porque não são punidos. Claro, os candidatos não vão ao debate porque não ir a debate não são punidos. Porque se eles fossem punidos nas pesquisas, no voto, ele vai no debate. Se um ministro da Justiça fosse punido de alguma forma, com prisão, não sei o quê, ele parava de fazer. E o cara, isso vale para tudo, não são punidos.
A sensação que a gente tem é que todo mundo perdeu o comando. É isso, né? E ninguém sabe o que fazer, para onde correr.
Eu acho até o que o Gabriel falou, pô, o Uriã também, era para estar todo mundo na Paulista, era para todo mundo estar nas ruas. A galera já tá assim, fala, ah, cara, não vai dar em nada, eu vou sair na rua para quê? É uma sensação que é ruim. Eu acho que ela não vai ser para sempre. Vai chegar um ponto que realmente a galera vai para rua, porque se não acontecer nada é um absurdo. E a indignação tá aumentando, eu tô vendo essa indignação aumentando.
Então o pessoal tá achando que não vai dar em nada, mas pode ser que a população vá para rua mesmo.
Você falou, você perguntou da mídia, né, Vilela? Uma coisa que eu senti muito forte foi que a conversa sobre o impeachment impeachment de um ministro supremo, ainda que só a conversa, ela passou a ser pautada pelos grandes veículos do Brasil. Antes era tratada como até como uma coisa de extremistas, né? Você menciona a possibilidade do impeachment de ministro supremo, você era tratado imediatamente como um grande extremista de direita.
Agora os jornais, os grandes jornais do país fizeram editoriais pedindo a saída do Moraes. Tem essa mudança aí.
Gabriel, um comentário também sobre isso que o Vilela falou. Eu concordo que as pessoas, elas estão cansadas mesmo. E eu acho que até isso acaba explicando toda essa ascensão do Augusto Cury.
Por quê?
Claro, porque a gente pega, por exemplo, como eu já falei do Flávio e do Lula, vou falar dos outros para atrair mais haters também. Mas a gente olha, a gente olha, por exemplo, assim, para o Renan Santos. Como que o Renan, ele tenta se apresentar nessa eleição agora? Como aquele que quer capitalizar em cima do ódio, da raiva da população brasileira. Só que as pessoas, eu não acho que elas sequer estão com raiva mais. Por isso que o discurso dele acabou não colando também.
E Augusto Cury falou para ele naquele debate da Band, né, dizendo: olha, você é muito irritado. Então o voto no Augusto, que tava lá de 10%, aí a Quest de ontem mostra que caiu para 8%, É um voto do cansaço, é um voto do vamos nesse tiozinho que pelo menos ele não quer briga, ele quer de alguma forma apaziguar. E eu acho que é isso assim, e sem força mesmo assim as pessoas não vão para rua para protestar.
Para mim o fenômeno Augusto Cury é muito sintomático assim sobre o que é o Brasil, porque se vocês pararem para analisar É o país escolhendo como terceiro avião escritor de autoajuda, né? É o que a gente precisa.
A eleição da prefeitura já foi um recado, cara.
É claro que foi eleito.
Claro, claro. Tinha PT e tinha bolsonarismo, que o cara que mais representava era o Marçal, e quem foi, quem ganhou foi o atual prefeito. Ele foi eleito, entendeu? Então eu acho que isso vai, eu não sei, vai afetar a eleição. É a preocupação de todo mundo, já tá afetando, né, as pesquisas. E tem muita coisa para ser vazada ainda.
Isso, isso é o mais importante, né, que é a grande reclamação. Cada notícia que você dá, pois é, o outro lado— o que já é um absurdo a gente ficar falando em lado de ministro do Supremo, né? Mas tudo bem. A outra pessoa vem perguntar, mas o André Mendonça também cometeu irregularidade. Tá bom, então vamos expor todas, né?
Acho que eu ia perguntar tanto para o Ian quanto para você, Gabriel, vocês acham que a atitude do André Mendonça Tanto divulgar o relatório do Alexandre de Moraes quanto também a questão de afastar o diretor da PF. Vocês acham que tem um tom político?
Só uma coisa, a gente falando em tirar polarização, que o Cury é o mais— aí o cara mete aqui: Cury é meu ovo. Como que é a galera polarizada? Não, Cury é o cara que não quer violência, é o cara que quer o diálogo, é o cara Curiabelô. Isso reflete total esse debate aqui.
Ai, que tristeza. Desculpa, desculpa. Eu acho que hoje não tem como a gente falar que nada não é político envolvendo primeiro o Supremo Tribunal Federal e nesse período que a gente tá, né? O Merval Pereira falou na GloboNews hoje que, claro que não envolve eleição, mas está acontecendo agora por acaso. Eu tenho dificuldade de acreditar que é por acaso, mas eu sou do time que acha que a motivação vale menos do que a revelação das informações, que é muito importante.
Agora, você não acha que esse silêncio por parte da presidência, isso não pode enfraquecer o Lula agora nessa reta final?
Já aconteceu.
O que que ele falou?
Ele fez um vídeo genérico nas redes sociais, tem que apurar tudo, você doa a quem doer. Você vê o candidato que vai concorrer com ele no segundo turno dando nome aos bois. Claro que o Lula na presidente, na posição de presidente da República, tem certos limites que ele não pode cruzar, porque afinal de contas, né, ele tem uma relação direta com o Supremo Tribunal Federal como presidente da República. Mas para mim, o efeito da Quest, que a gente vai falar daqui a pouco, daqui a pouco é esse.
Urião, sobre a politização, eu acho que tem uma diferença, né, entre o que que o Moraes fez em relação ao que que o Mendonça fez. Porque a primeira é o contexto, né, porque o Moraes, quando ele afasta, por exemplo, o Ibanez no meio de uma tentativa de golpe em andamento, com os prédios dos três poderes depredados, aquilo lá, né, era uma emergência nacional, era algo assim extremamente urgente que tava acontecendo. E o Mendonça, ele agiu no meio de uma guerra interna que leva em conta outros elementos, como é o caso da vaidade, da sobrevivência sem uma multidão na rua, né?
Então talvez do ponto de vista dele isso acaba tornando a situação um pouco mais difícil de justificar. Outra questão também aí é que o Ibanez, ele não tava investigando o Alexandre de Moraes. Já o Andrei, ele comanda a PF, que produziu tanto relatório que expõe Moraes quanto os relatórios que miram Mendonça, né? Então eu acho que esses fatores, eles têm que ser, eles têm que ser levados em conta na hora da gente fazer esse tipo de avaliação.
E tem uma diferença também, né, inclusive no conteúdo dos relatórios, porque o relatório que o Moraes usa para colocar o Mendonça no inquérito das fake news fala de coisas muito abstratas, fala sobre uma proximidade do Mendonça com o advogado-geral da União, o Jorge Messias, por motivos religiosos. É um relatório que fala de coisas que não são exatamente, ainda que fossem verdade, que não são exatamente crime. O relatório do André Mendonça sobre Moraes traz ali prints de conversas, né? É bem diferente a materialidade dos casos, é verdade.
Uriam, queria agradecer tua presença porque a gente vai falar agora de atos da Paulista e de pesquisa. Obrigado demais, espero contar com você nas próximas semanas aí, se as senhoras permitirem, se as senhoras permitirem.
E nem falamos dos meus temas, né, que são os temas internacionais. Então Eu basicamente vim hoje para dar pitaco, mas que venham as próximas vezes.
Se você tiver de boa aí, quando a gente voltar em geopolítica, a gente chama.
É, pode ser.
Eu tenho uma entrada, eu tenho um veículo de fora, são as velhinhas portuguesas.
Tá bom, então semana que vem a gente fala de política externa então e de geopolítica, beleza?
Fechou, fechou. Valeu, obrigado, até mais.
Vamos então, que a Madá tá no link também, né?
Já tá aí conectada com a gente, né? Assunto também para falar com ela. Deixa eu ver, tá conectando aí. Cadê a Madá? Cadê a Madá para falar inclusive do ato, né, do Flávio ontem?
Mas você estava na Paulista ontem, no palanque, no comício?
Como que era?
Tava em comício nenhum ontem não.
Onde você estava no 7 de setembro? Fala para a gente.
É um comício do PL aquilo. 7 de setembro eu estava com o povo independente deste país. Tá certo, tava vendo aí os comentários de vocês. Uriã, querido amigo, tô muito feliz que o Gabriel tá aí com vocês.
Segunda vez na semana, hein, Madá?
Fernando, com Marcílio.
Boa noite, boa noite, Madá!
Boa noite! Explica esse país para nós, Madá!
Gente, olha, vocês sabem que eu já trabalhei no Supremo, tô abordando aí os bastidores, e eu acho que a gente tem que abrir muito olho com relação à eleição. Eu tô vendo uma cobertura de imprensa bastante covarde. É, a cobertura de imprensa sempre foi covarde com relação ao STF. Eu posso dizer isso porque eu trabalhei na assessoria da presidência. Muita gente se deslumbra porque acha que tem proximidade com algum ministro. Muita gente tem medo porque é muita autoridade, são os únicos cargos vitalícios que existem na nossa democracia, todos os demais são renovados.
E eu tenho visto uma tentativa burra de equiparar ou de fazer timinho, de equiparar o que se tem do Ministro Moraes, que até agora não explicou, ele vem mentindo em série. Ele disse que ele não conhecia o Boccaro, disse que era mentirosa a matéria do jornal Metrópoles que dizia que ele se encontrou com o Boccaro. Ele não falou nada até agora sobre aquele mundaréu de mensagem dele com criminoso sobre ter feito a correção do contrato de R$130 milhões.
E tem parte da imprensa querendo comparar isso a um terno que no fim foi o Mendonça que pagou parcelado, que ele mostrou as notas, inclusive. É falta de senso de sobrevivência ou é excesso de burrice? Porque assim, a pessoa não vai ser poupada porque ela tá fazendo essa falsa equivalência agora. Quem incomodar vai ser tirado da frente. É isso que as pessoas não estão entendendo. Tô ouvindo agora uma, uma conversa de vamos convocar o Conselho da pública, porque é um golpe, porque é isso, porque aquilo.
Muito me assusta. Já teve uma interferência nas eleições do TSE, decisão monocrática da ministra Estela Aranha, como nunca houve antes. Nunca houve. A ministra paralisou a distribuição do fundo eleitoral a todos os candidatos do Brasil, o que favorece quem tá no poder E quem é milionário, com base no quê, Magá? Nunca houve uma interferência dessa nas eleições. Aí vão dizer o quê, que a decisão do Mendonça que tá interferindo? O Mendonça mandou investigar o Boccaro.
Com quem que o Boccaro falava na mensagenzinha que aparecia lá? Mandava print, né, do bloco de nota e depois tirava. Ele não tem culpa, tava falando com outro ministro do STF. É isso que aconteceu. Qual é a solução para a crise no momento?
A solução—
muita gente fala em impeachment de ministro do Supremo. Eu falei semana passada e repito, eu considero isso muito perigoso, porque vão empichar agora ministro Alexandre com razão. Semana que vem vão empichar o Mendonça, que tá com inquérito de um mundo de corrupto na mão dele, com outra desculpa. A melhor solução para todos seria o próprio Ministro Alexandre se afastar.
Mas qual é a chance?
Essa seria a melhor solução, cara.
Eu não vejo ele fazendo isso, é muito vaidoso, é muito vaidoso.
Seria um sinal de derrota para ele, claro, claro. Depois de tudo isso, né, depois de ter sobrevivido tanto tempo, mesmo com decisões muito questionáveis, né, nos últimos anos, ele sempre dobra resposta, né?
É verdade, é uma característica. Hoje inclusive ele tirou, viu, uma da Débora do Batom. Apresentaram que ela tinha cursos, ele reduziu a pena em 2 dias, né?
Então, para quê? Será que isso não tá incomodando os outros também? Porque eu tô vendo aqui as pessoas falando, a gente tem mais ou menos na cabeça, né, quem tá de um lado e quem tá de outro. Eu já trabalhei lá e eu sei que isso é volátil, não existe Existe preservação da corte. Ali é um colegiado. Quando um coloca em risco o colegiado, os outros vão se virar contra ele, porque eles vão preservar o colegiado primeiro.
Inclusive os ministros que já estão se colocando do lado do ministro, porque hoje a gente teve, por exemplo, aquela votação relâmpago, né, de manhã, sobre a decisão de afastar o André Rodrigues. E mesmo com o Ministro Gilmar pedindo vistas com 5 minutos de julgamento, o Ministro Luiz Fux e o Ministro Nunes Marques já votaram pelo afastamento, né?
E se eu não me engano, ele pode ficar 90 dias com vista, né? Ou seja, depois das eleições.
Quem?
O Gilmar Mendes.
Porque ele pediu vista, só que a vista dura 90 dias, né?
Ou seja, É, e vista pode durar para sempre. Na verdade, eles iam ter que, eles têm que dar uma solução para isso, porque assim, um ministro que tá nessa situação vai julgar caso de político no TSE, os políticos vão aceitar, os eleitores vão aceitar. Esse é o ponto, porque muita gente tá falando do cara com os políticos, perfeito, tá? E que é um problema, mas a classe política sempre foi um problema. Sempre teve esse problema e sempre o Judiciário equacionou.
Agora quem tá julgando a classe política é um cara que também tá aí, não tem, porque o que a gente tá vendo, essa disputa entre os dois, ela é só para a gente contextualizar também. André Mendonça é vice-presidente do TSE e o Alexandre de Moraes é vice-presidente do STF. Então a gente tem aí o número 2 dos 2 tribunais que vão referendar basicamente a eleição impede guerra, né?
Mas eu acho que Mendonça não tá em guerra com ninguém. Não, não, ele tá com o processo na mão. Ele tem lá culpa que o outro caiu no colo dele, que não dá satisfação de nada e que não pede para sair? Ele não tem culpa, não tem guerra com ele, caiu no colo dele. Ele foi com quem que o Boccaro tá falando? Ele tem culpa que o Boccaro tá falando com outro ministro da corte e que aí o outro ministro da corte vai lá Que isso é a coisa mais bizarra que eu já vi.
Capa um relatório apócrifo da PF, muito certo, no inquérito das fake news, e a única coisa que esse relatório apócrifo prova é que tinha gente na PF vigilando o Ministro Mendonça. Isso, eu não entro em avião com o Ministro Mendonça. Gosto muito do senhor, ministro, tô rezando pelo senhor inclusive, mas não entro em avião o senhor nem por nada desse mundo.
O próprio relatório, né, Madá, que o ministro Alexandre de Moraes usa, ele no início, no cabeçalho, ele fala: isso aqui não são provas, isso aqui não tem valor probatório nenhum. O relatório utilizado para incluir o ministro no inquérito do fim do mundo.
E aí depois isso foi retirado de lá, porque assim, aí a explicação que queremos De onde veio esse relatório? Como que o ministro teve acesso a ele se ele é apócrifo? Quem estava vigiando o ministro Mendonça e a pedido de quem? Qual a extensão dessa vigilância? Qual o risco dessa vigilância? É isso que os outros ministros também ficaram a favor, porque e se estão vigiando eles também e ninguém sabe?
E a decisão do Mendonça transcreve inclusive uma fala da jornalista Mônica Waldvogel da GloboNews, né? Como se, como se a partir da apuração jornalística da Mônica Waldvogel o ministro Alexandre de Moraes soubesse que o ministro André Mendonça tava pedindo. Quer dizer, ele usa como base uma reportagem jornalística, né? Não faz nenhum sentido.
O Ministério Público costuma fazer muito isso, né, para abrir inquérito, botar reforma.
Mas ministro do Supremo, o Ministério Público é quem abre inquérito, né?
É, então essa situação, gente, assim, eu tô vendo o Ministro Barroso, né? Ministro Barroso, ele tá mais feliz que ex-dono de Maré, né, cara?
O que eu me livrei, sair na hora certa. O Alexandre até fala dele, não fala? Teve ministro aí que saiu, eu não vou fazer isso. Eu não tava se referindo a ele, ele não deu uma cutucada? Eu não, Alexandre de Moraes não teve isso. Eu acho que teve uma cutucada no Barroso, inclusive tomou uma de graça.
O Barroso tá feliz, né, cara? Barroso saiu na hora certa. E o Ministro Gilmar pediu vista, mas o Ministro Gilmar tá na Itália também, né, num casamento. Ele não tá aqui no Brasil.
Opa, é por isso que ele pediu vista, não tinha tempo para analisar, vai parar o casamento para analisar o Brasil, imagina.
E assim, eu tô com o pedido de vista dele aqui, e no pedido de vista é interessante falar que ele fala, ele não fala nada que o Mendonça tá errado, ele não chega no mérito. Ele fala que primeiro que é uma coisa que acabou de chegar na mão dele, que ele precisa ver. E uma outra coisa que ele diz, que isso tem que ser levado para o pleno, ou seja, para todos os ministros, que é também o que pedem naquela carta os 13 ministros aposentados do STF, o que não inclui o Barroso, só para deixar bem claro, né? Não inclui Barroso nem Marco Aurélio, que eu não entendi.
O Marco Aurélio se justificou, eu achei até, me compadeci com o ministro. Ele disse, ah, eu vou fazer isso para quê, né?
Vou assinar esse negócio?
Não. E assim, ele vem dando entrevistas muito boas e criticando muito, de modo muito contundente, o ministro Alexandre de Moraes. Mas é assim, é uma descrença de que pode levar a qualquer lugar, entendeu? Ele falou, eu, o presidente Fachin sabe o que ele precisa fazer, não vai ser minha assinatura no documento que vai mudar nada.
Tem um ingrediente mais louco ainda, né?
Quem vai ser o próximo presidente é o Alexandre de Moraes, próximo chefe da Suprema Corte brasileira.
Isso vai tomar proporção internacional, né, gente? Porque é muito, é muito uau assim, é muita loucura. E assim, eu fico, eu vou te confessar que assim, a covardia de boa parte da imprensa tem me assustado, porque quando eu trabalhei no Supremo, o Supremo tava em alta e a galera tinha medo. Vocês estão vendo agora, gente, não dá, é melhor sair, arruma outra profissão, não é obrigado a trabalhar de jornalista.
O Glenn teve ontem aqui, eu falei, pô, se fosse nos Estados Unidos, falou, cara, é impensável acontecer uma coisa dessa, não só nos Estados Unidos, em outro lugar no mundo, é impensável, não dá para não ter Não chegava o fim de semana, não chegava o fim de semana no cargo.
Você sabe um escândalo que eu lembrei, gente, que é ótimo, da Suprema Corte da Espanha? Eu ainda trabalhava no Judiciário aqui essa época. A Suprema Corte da Espanha, eles descobriram que o presidente da Suprema Corte, que era um senhorzinho já velhinho, casado, super conservador, tinha usado dinheiro público para fazer viagens de peregrinação a Lourdes com o amante dele, que era um dos nossos históricos.
Realmente, que mistura!
É um escândalo.
E eu conhecia quem assinou, tá, os negócios da viagem, que assinou os recibos. Gente, assim, era uma viagem, eu acho que a viagem na época colocar. Não deu 30 mil euros, acho que foi coisa de 20 mil euros. Cara, caiu o presidente da Suprema Corte na hora, foi escândalo nacional. Eu sempre lembro uma data tão pequena, entendeu? Perto do que a gente vive. O que a gente tá vivendo é uma coisa completamente aberrante, é aberrante, é uma aberração.
O cara não sabia o preço do arroz e pediu e saiu porque ele passou vergonha.
Eu sempre trago o exemplo, acho que era um senador na Suécia que tava voltando do trabalho, voltando do parlamento, indo para casa, e ele no trem ele paga um amendoim e uma taça de vinho com o cartão corporativo. E no dia seguinte ele renuncia dizendo que foi a maior vergonha da vida dele.
Não deu 15 euros, cara.
Eu dava tudo para ter esse tipo de escândalo no Brasil, sério. Mas também ia ter que escolher outra profissão, né?
Ô, Madá, ir para os próximos passeios.
Que a gente teve um desse que eu acho que isso é o que desencadeou toda a série de escândalos, que era tapioca do Orlando Silva.
É verdade, ele é o nosso caso aí.
Aí trouxe uma maldição uma lição para nós. A tapioca de vida, eu tô quase eu comprando a tapioca mandando por Orlando Silva, porque eu acho que foi ali, é ali. E o celular da mulher do Temer também, a tapioca e o celular da Marcela mudaram o Brasil.
Existe uma linha temporal onde essas coisas não aconteceram e o Brasil tá voando.
Virou Wakanda.
É, existe.
Nossa, e para os próximos passos aí? Porque com afastamento agora o diretor da PF, eu vi que a AGU também entrou com recurso, né, para fazer. Muito possivelmente o Lula, enfim, né, o Poder Executivo vai reclamar alegando que é uma designação do presidente, indicação. Você acha que pode até alguma briga aí entre os três poderes, uma intervenção do presidente nessa questão? Porque como essa é uma coisa perigosa somente às vésperas da eleição, né?
Então a grande questão é: o Lula vai fazer uma defesa frontal do André Rodrigues? Que vamos lembrar, agora a história do André Rodrigues, essa fase, esse afastamento tá na história do Mendonça, o que ele fez, que ele não fez. Ele tomava o tal do uísque, o Macallan, famoso entre os rappers brasileiros como Macalã. O cara tomava whisky com o Forcado em Londres. Por que que o Lula não afastou o cara também? Que é outro negócio que eu não entendi.
O Lula tinha que ter afastado esse cara no primeiro dia do rolo do whisky. Por que que não afastou? Para arrumar para cabeça? Ele vai estar ali defendendo.
E aqui entre nós, claro que não tem que ser essa motivação, mas eleitora na eleição ele ganha— ganharia ponto, né?
Claro, por isso que eu não sei você, mas inclusive quero te perguntar, essa aproximação do Flávio com o presidente Lula no segundo turno pela Quest, que saiu ontem, ela pega, né, o período da pesquisa justamente a partir da revelação do escândalo até o dia 6 de setembro. Você acha que esse empate técnico Flávio é uma consequência disso, desse posicionamento?
Entendo que sim. Entendo que se o Alexandre de Moraes não sair, o Flávio cresce muito. As pessoas vão entrar em desespero porque vão achar, ah, é um conluio, porque isso, porque aquilo. O PT passou 4 anos defendendo qualquer coisa que o ministro Alexandre de Moraes fizesse, de certo ou de errado, duvidoso, depois de passar vários anos chamando ele de fascista, né?
Perdão, desculpa te interromper, mas lembrando que quando ele foi indicado pelo Temer era um grande fascista para o PT, né?
Então, mas até o Alckmin, que é vice do Lula, era nazista.
É verdade, né?
Então assim, ele era fascista porque ele era ligado ao Alckmin, não era isso? E o Alckmin é vice do Lula. Então não adianta agora eles tentarem jogar o Alexandre de Moraes no colo dos outros. Porque é o seguinte, ele veio, ah, foi o Temer que indicou. E quem que botou o Temer lá foi o PT. Bolsonarismo votou no Temer. Quem votou no Temer é quem votou na Dilma, é a mesma turma. Na cabeça das pessoas, depois de 4 anos falando vigiar e punir é gostoso demais, Xandão eu autorizo e não sei o quê, não tem como essa conta cair no colo de outra pessoa.
E aí as pessoas entram em desespero, porque assim, os fatos são aberrantes. O ministro não deu uma explicação até agora, sabe por quê? Porque não precisa. Se precisasse, teria dado. O Mendonça teve de dar explicação de um terno de R$16 mil que ele parcelou em 4 vezes no cartão. Ele mostrou a fatura do cartão, gente. O outro não falou um A. Para a percepção geral, o que é que fica? A gente tem que tirar o PT de vez. É isso que tá acontecendo agora.
As pessoas entraram: não, tem alguma coisa muito esquisita que a gente não tá entendendo, precisamos qualquer coisa para tirar o PT, vamos tampar o nariz, votar no Flávio. Esse movimento nós vamos ver cada vez mais se o STF não resolver essa questão. Eu entendo que o STF acho que vê como o Mendonça, né? Como se as ações do Mendonça beneficiassem. Vi isso na mídia, uma leitura. Mas não são as ações do Mendonça que beneficiam o Flávio.
O que beneficia o Flávio é a falta de explicação. É isso que beneficia o Flávio. As pessoas entram em surto, fala: bom, o cara não tá tendo que explicar, ele que mantém o Lula no poder. Você não vê o Lula falando nada, as pessoas estão vendo nas redes sociais os robôs do PT tentando falar que o Alexandre de Moraes não é petista e que, como é que é, que o Mendonça está dando um golpe de Estado.
É, o discurso hoje foi golpe de Estado. Eu vi todo mundo falando sobre o outro, o próximo golpe agora.
E tem aquilo que o Felipe Moura Brasil chama de a trinca dos assessores de na imprensa do governo, na mídia oficial, não vou mencionar aqui, mas o elemento masculino dessa trinca tava falando agora há pouco que é a terceira etapa do golpe de Estado. A primeira etapa seria o governo inteiro de Jair Bolsonaro, aí a segunda etapa seria o 8 de janeiro, né, a tentativa de impedir uma posse que já havia sido efetivada. E a terceira etapa tá sendo agora feita pelo ministro André Mendonça.
Eu vi esse vídeo também, sei quem está falando.
Tem um certo delírio aí, mas enfim.
Falando em Flávio, uma metade política bem elaborada, porque tem um fenômeno que o Gabriel conhece, que eu conheço. Eu nunca aceitei, Gabriel eu sei que nunca aceitou, a maioria dos colegas não aceitou e jamais aceitaria, que é ficar na mídia sendo comentarista de veículo, fingindo que tem compromisso com o público, quando na verdade recebe o briefing de algum poderoso ou de alguma campanha, né? Eu acho isso a coisa mais desonesta que existe.
Ou fica no veículo ou sai para fazer campanha, vai assessorar alguém se candidata, quer entrar para política, entre pela porta da frente como gente honesta. Agora, isso de aceitar dinheiro dos outros ou aceitar favores ou aceitar não sei o quê para ficar repetindo briefing que vem de política de poderoso é indecente. E nas redações todo mundo sabe quem é. Não sei por que que os veículos mantêm essas pessoas. Eu acho mais honesto a pessoa sair e fazer assessoria de imprensa do político.
Pelo menos não engana ninguém, né?
Não, é muito lícito a pessoa ter uma luta política, sair, assumir um lado. Ótimo, é direito de todo cidadão. Sai, vai ser assessor do cara, vai fazer a campanha do cara, vai falar. É assim, eu conheço gente, todos nós conhecemos, que saiu para fazer campanha do Flávio, que saiu para fazer campanha do Lula. Muita gente torce o nariz Mas beleza, eles são honestos, tá direito deles. O que não dá é para manter nas redações gente que a redação inteira, inclusive a chefia sabe, que não tem opinião própria, que é caixa de ressonância de algum poderoso.
Não dá para manter isso. Isso inclusive é o que coloca muito a opinião pública contra o jornalismo e desconfiando da gente, porque determinadas personalidades dão top, os veículos aceitam isso e não podem aceitar, não podem, porque isso mata o jornalismo. Então essas conversas que a gente vê, todo mundo tem a mesma opinião, todo mundo fala as mesmas palavras-chave por coincidência. No começo das redes sociais isso até dava certo, hoje em dia fica muito escancarado.
Isso é um problema que o jornalismo precisa resolver. Eu, olha, teve uma coisa que aconteceu na primeira eleição do Lula, que o Milo Carta, que era o dono da Carta Capital, declarou que eles estavam fazendo campanha para o Lula. E muita gente ficou muito brava que ele declarou isso. Pensando em perspectiva, é muito honesto, cara, é honesto. Porque, claro, ó, o veículo tá fazendo propaganda do fulano. E dane-se, acabou, e é isso. E o público já sabe do que se trata.
A mídia americana faz isso, né? O New York Times sempre declara voto no editorial, Wall Street Journal também. Este jornal é um jornal progressista, esse é um jornal republicano. Eu acho que é isso, né? Tem esse mito da busca pela imparcialidade. Não sei se a gente tem que buscar imparcialidade, a gente tem que ser transparente. E aí o ouvinte escolhe se quer ouvir ouvir a nossa opinião ou não, né?
Verdade.
Ou até quer ouvir, vamos dizer, muita gente. As pessoas não ouvem só o que elas concordam, né? Quer dizer, deveriam ouvir só o que elas concordam para ficar cada vez mais burra. Mas as pessoas inteligentes procuram ouvir um pouco de tudo. Essas pessoas inteligentes, elas gostam de saber exatamente qual que é a de cada Né? E assim, é honesto isso, não tem nada demais. Eu não entendo por que no jornalismo a pessoa dizer qual é o lado dela é um tabu, e a pessoa ser um mentiroso vendido que trabalha para política enganando o público é uma super personalidade, jornalista influencer, não sei o que lá, sei lá.
É porque o país, assim, é cultura do cultura do safado, né? Eu não lembro de quem que era aquele poema da semana dos modernistas, que quem rouba pouco é ladrão, quem rouba muito é barão, quem rouba muito esconde, vai de barão a visconde. Então essa cultura, né?
Muito bom.
É isso.
E sobre os atos Ontem do Flávio, o que aconteceu em 7 de setembro. Como que você viu isso, Madá?
Olha, eu entendo que o frio e a garoa prejudicaram bastante, e tava gelado, tava muito gelado. Encheu a Paulista, foi bastante gente. É um tom dos discursos, não sei se vocês repararam, então diminuiu bastante. Mesmo sendo uns discursos fora morais, é um tom que diminuiu, né? Tinha muita gente, muita gente mesmo, mas não sei se a ponto de provocar alguma mudança no Supremo Tribunal Federal. As pessoas têm medo, né, de sair para rua.
As pessoas têm medo de falar de qualquer coisa de política. A gente tá numa cultura do silêncio, a pessoa não quer falar, não relaciona meu nome, não quer entrar em grupo de WhatsApp, porque efetivamente tivemos prisões arbitrárias por causa disso. Não teve o cara lá, o senhorzinho que doou R$500 para não sei o quê do 8 de janeiro, 14 anos de cana? Ele nem sabia para que que ele tava doando R$500 lá. Nem sabia direito, pediram no grupo, ele mandou.
Então as pessoas estão com medo de sair às ruas. Juntando o medo com o frio, eu considero que foi uma manifestação muito expressiva e que deve ser levada em conta por quem tá no poder.
E eu acho que se não tivesse— o Uriel falou um pouco isso, né? Foi você, Gabriel? Se não tivesse essa marca de Flávio, se fosse uma coisa mais geral, ia mais gente, né?
Com certeza, com certeza.
Não é para espalhar o mato, né?
É lógico, contra os árbitros, pela volta da ordem, né? Tem muita gente chamando esse momento de distopia, né? O próprio Mendonça comparou com 1984. Mas distopia prevê uma ordem, né, uma autoridade. Eu falei hoje de manhã na rádio, acho que a gente tá vivendo uma, com perdão, com a devida vênia, uma surubotopia. Porque é uma coisa de um comendo o outro, ninguém sabe quem tá comendo quem, tá uma coisa muito louca, né? Tá sem ordem nenhuma, é o caos, cara.
É muito estranho porque a gente tá em meio a uma eleição, tá? Eu nunca vi isso, é um clima, um clima muito estranho, muito hostil, né? Então, clima muito estranho.
Agora eu quero perguntar para você, se não tivesse Estou, oi, querida, se ouve aí alguma conversa de bastidor falando que talvez pudessem até tentar prorrogar, postergar essa eleição?
Será?
Você ouviu alguma coisa a respeito disso, Madá?
Ouvi, e ouvi com muito temor. Se vier com essa conversa, não vai mais ter eleição nenhuma. Não pode deixar prosperar isso de chamar Conselho da República e não sei o quê para ver melhor, porque tá muito na boca da eleição, que pipipi, popopó. Isso aí é conversa. Já teve essa coisa inexplicável do TSE de, numa decisão monocrática da ministra Estela Aranha, atrasar o repasse de fundo de todos os candidatos. Que foi a maior interferência em eleição que nós já vimos na história.
Primeiro tira o financiamento privado, só pode o público, e bloqueia o público. A eleição prosseguiu mesmo assim. Agora vai dizer que é interferência? Se houver qualquer tentativa de adiamento, as pessoas não podem cair nisso. Não caiam nessa conversa. A eleição tem que ser no dia marcado Ponto é que, cara, esse é um cenário que eu não consigo imaginar de bagunça, né?
Porque, pô, se adiar não vai ter, vai se empurrar.
E vai ter imposto, foi assim, né? Disseram, não, ano que vem a gente vai fazer. E aí, 21 anos depois, eles fizeram.
Puxa, boa, né? Foi isso, é isso. Eu acho que a gente tem de ter as eleições eleições. E as pessoas, assim, de qualquer lado que elas estejam, tem de lutar para que tenha a eleição. A eleição tem que ter. Não tem Conselho da República, não tem isso, tem aquilo, mas tem que ter a eleição.
Qual leitura que você vê, Amada? Parecia, quando eu entrevistei o Lula, a sensação que eu senti entre eles e de muita gente que eu, que eu respeito faz análise que tava ganho para o Lula. O Lula tava muito confiante nisso, e a equipe, todos os trackings e não sei o quê. Muda isso com essa, com essa, esse viés de subida do Flávio, ou isso é só agora e depois volta ao normal? Porque parecia que essa eleição já meio era os dois no segundo turno, e por causa dos escândalos o Lula já, já tinha ganho essa. Tá definido ou não?
Não tá nada definido. A questão é como é que o Lula vai se virar com esse povo todo que caiu no colo dele. Que assim, não tem como, gente. O procurador-geral da República que ele indicou e o chefe da PF que ele indicou tomava um uísque com o maior ladrão do Brasil. Ele não afastou nenhum nem outro. Ele podia afastar de ofício o cara da PF. Porque assim, se ele não afastou de ofício quando saiu a notícia de que o cara tomava uísque com o cara em Londres, é porque ele não considera isso uma quebra de confiança.
Ele considera que tava ok, não é? Se ele achasse que tava errado, ele tinha tirado o cara. Só que assim, isso ficou no reboque do noticiário político. Agora que afastaram o cara, porque além de tomar uísque Borcato, ele investigava e rastreava ministro do Supremo ilegalmente. Quem mais que ele rastreava? O que aconteceu hoje é o fim da nova BIN paralela que tinham criado. A gente já teve uma BIN paralela, desmontaram outra, tinha outra funcionando.
E o que comprova isso é o documento apócrifo que o ministro Alexandre de Moraes apresentou. Uma BIN paralela tão perigosa que dessa vez até ministro do Supremo tava sendo vigiado. Então assim, um presidente Lula, como é que ele vai se virar agora com esse cara? Que que ele vai falar? Como é que vai ficar? O procurador-geral da República, aquela mensagem: ah, então vai ter whisky. Gente, não dá, não dá.
O procurador-geral da República se colocou de joelhos, chamou o cara: você é o cara, estou fico com saudade de você. É humilhante até, é uma coisa de frouxo, é horrível, é horrível, é constrangedor. Para mim, a pior parte, não tô falando aqui no nível de relevância, mas a parte mais constrangedora é essa parte do Godet, um cara se colocando assim, se prostrando a um gangster por whisky e uma viagem para Londres. Ainda é fubango, entendeu? Ainda é, sabe, é bagaceiro. Olha, Desculpa, perdão.
Agora, você sabe que tem uma coisa que eu— uma coisa muito curiosa. Vocês sabem que o Macallan, ou Macallan, é tido entre os conhecedores de whisky como o Porsche dos whiskies? Sim, é um grande whisky. Sim, ele é caro, mas sim, ele é preferência da galera do rap, do trap, do funk.
Não é um Rolls-Royce, né, Madalena?
Ah, tá, é meio de emergência.
Não é um Bentley, não é um Rolls-Royce. Vocês sabem que existe o funk do Macalã?
Não sabia disso.
Eu preferia dormir sem saber, Madalena.
Temos um Macalã aí para servir para os convidados, ô Homer?
Talvez tenha.
Que chama, né? Ou talvez, ou Funk do Macalã é um sucesso do campo, lançado em janeiro de 23 pelo DJ GM em parceria com os MCs Leozinho ZS, MC Tuto, MC Lelê JP e MC Liro, com produção da Love Funk. Daí você vê O nível, o nível! Isso aqui é o que os cara tavam se matando para tomar com o boy caro, né? Eles estão. E assim, a letra do funk é um negócio: kika kika, bandida balança, bandida não sei o que lá. E não tem só essa, tá? Esse é o funk do Macalã, tem vários.
Não falem astronauta.
É, você sabe por que que era da— você sabe por que que é festa do astronauta, né? Porque tá de capacete com a estrelinha de fora.
Que bárbaridade, mano, mano, mano!
É por isso, ela não se conforma ainda com essa festa.
Ela já falou aqui alguma— ela não se conforma. Ela disse que nunca recebeu, Gabriel, nenhum tipo de convite desse.
Nem na suíte dos macacos você se hospedou em Trancoso, Madeleine?
Nada, nada. Não recebi um saco de pipoca, nada. Inferno, entendeu? Inferno. Tava todo mundo lá, o negócio lá de Trancoso tinha atriz da Globo, tinha isso, aquilo. E assim, o que eu fico olhando, eu sei que o nosso subdesenvolvimento É uma coisa que tá no padrão cultural dessa gente, né? Tudo isso para quê? Para tomar whisky de funkeiro?
Pois é.
Olha, te falar, hoje saiu o resultado do PISA, né? De novo, 76% das nossas crianças, nossos jovens de 15 anos não sabem o básico de matemática, que são as 4 operações. E essa gente que essa grana aí pausar coisa brega, tomar coisa brega. Eu fico olhando o terno que esses cara compram, aí eu falo: roubou tanto dinheiro para não saber fazer uma barra de calça? Tem até, não, vocês já viram? Tem uma coisa que chama Barra Brasília.
Quando eu moro em Brasília, a Barra Brasília é o defunto era maior, né? Eles deixam a tonelada de barra que fica tudo engruvinhado em cima do sapato. Você O cara me rouba cento e não sei quantos milhões para usar essa porcaria de terno. Faça-me o favor, entendeu?
Por isso que ele, por isso que o operador do Voo Cara levava as pessoas no Vasco Vasconcelos, né? Que é o alfaiate que faz os bons ternos. Claro, claro.
É uma turma que se veste no escuro, né, Gabriel? Eu fico olhando as fotos, as pessoas se vestiam no claro. Não é possível que é pão com farofa no Claro. É verdade.
Olha, uma pergunta meio polêmica, mas queria saber sua opinião, que acho que assim, o Lula não vai ser o cara para combater os abusos do STF. Acho que tá bastante claro, seja pelos quase 12 anos aí de poder, né, pela indicação do diretor da Polícia Federal, enfim, você acha que o Flávio Bolsonaro é esse cara ou ele tá subindo nas pesquisas pela falta de outra opção? Por que que eu falo isso para você? Porque quando a gente pega as relações, por exemplo, do Gilmar Mendes arquivando, por exemplo, a questão das rachadinhas, quando a gente pega, por exemplo, o Bolsonaro mesmo enquanto presidente, né, vetando o fim das decisões monocráticas, quando a gente vê, por exemplo, o Bolsonaro apoiando o pré-prefeito, o irmão do Gilmar Mendes.
Quando a gente vê, por exemplo, a questão do, enfim, todas as ligações que o Flávio Bolsonaro já teve como possibilidade, inclusive quanto senador, para exigir algum tipo de impeachment. Ele inclusive lutou para que não fosse para frente a CPI da Lava Toga. Se eu não me engano, faltava uma assinatura que poderia ser a dele. Ele ligou para fazer, não, não, pelo amor de Deus, não vamos fazer a CPI da Lava Toga para não criar uma crise institucional no país.
Você acha que o Bolsonaro, ele tá subindo nas pesquisas porque ele pode ser o cara a realmente combater os abusos da STF enquanto presidente, ou simplesmente por uma falta de opção?
Eu entendo que as pessoas querem tirar o esquema que está orquestrado, só isso. É falta de opção. Eu não entendo que ninguém que tá na política desde a época da ditadura militar consiga efetivamente combater dos abusos do STF. A grande questão que eu acho que as pessoas veem é qual abuso, entende? Qual abuso? A coisa chegou no ponto que está, não foi no governo Bolsonaro, foi no governo do PT. No governo do Bolsonaro, essa galera toda que, por exemplo, fala que defende liberdade de expressão, é mentira, ficava entrando no STF para tentar derrubar canal da gente, só que não ganhava.
Do STF não dava. E eu falava para os caras, vocês estão sendo burros, vocês vão fazer isso, vai virar moda, o PT vai entrar e vai conseguir. Que foi o que aconteceu. As pessoas veem o PT junto com essa configuração atual do STF. O próximo presidente tem uma questão que é o seguinte: vai indicar 4 ministros para STF. O próximo presidente da República muda completamente a configuração da corte toda. Então assim, ele, não sei se ele consegue fazer frente e nem se terá o próximo presidente interesse em brigar com o STF.
Eu entendo que não, entendo que qualquer que seja o eleito, ele terá um interesse de pacificar a situação, porque senão o país não anda, gente. É a maior crise que nós já tivemos na democracia brasileira. Essa é que a gente tá em casa, tá no nosso corre, né? A pessoa às vezes não percebe, estamos na maior crise da democracia brasileira. O próximo presidente, ele não tem jeito, ele vai ter que pacificar, ele não vai poder peitar o STF.
E ele vai modificar o STF com as indicações que ele vai fazer. A grande questão é que ninguém tem garantia do que o outro faz quando chega no poder. A pessoa pode se eleger fazendo um discurso e chegar lá, tá com a caneta na mão, pode indicar 4 ministros do STF e faz outra coisa. Você não sabe o que vai fazer, mas as pessoas sabem o que que o Lula faz no STF. O Lula indica o advogado dele, o Lula indica pela primeira vez na história um político de carreira para o STF.
Quando o ministro Ayres Brito foi indicado, se questionou porque lá atrás ele tinha sido filiado ao PT um pouquinho. Ministro Fachin por causa de algumas defesas que o escritório dele fez, foi criticado como uma pessoa de envolvimento político. Vários, Ministro Marco Aurélio, por ser primo do Fernando Collor, sendo que nunca atuou na política, recebeu um pau do caramba quando foi indicado. Ministro Gilmar, que era advogado-geral da União do Fernando Henrique, por isso era tido como partidário.
Ministro Flávio Dino é uma pessoa que só atuou na política a vida inteira. A pessoa tá vendo o que o Lula faz. Então a gente já sabe o que o Lula faz. Na cabeça das pessoas é isso: sabemos o que o Lula faz e não queremos mais. O que os outros vão fazer, eu não tenho a menor ideia. Eu não tenho a menor ideia. O que eu sei é que o próximo presidente tem sim a possibilidade de mudar completamente o STF, e de uma forma como nunca houve nesse período democrático, porque muita troca, é muita troca.
Então o próximo presidente vai dar a cara que o STF vai ter por muitos anos. E entendo que aí há outras decisões que precisam ser tomadas pelo Senado. O saudável seria que o próximo, o próprio STF tomasse essas decisões. A questão, por exemplo, do quanto tempo alguém fica no cargo, da idade para ser ministro do STF. Eu já tô entrando numas que me falaram outro dia que eu já tô aceitando, que ministro do STF tinha que ser mais de 60. Eu acho que o cara já viveu tudo, indica para lá, e aí ele fica.
Acho que o Augusto Cury fez uma proposta nesse sentido, justamente de manter a idade limite de 75, mas aí você institui uma idade mínima. Então você garante aí no máximo 15 anos.
É, mas eu vi isso no almoço dos ex-alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, tá? Que tinha aliás 2 ministros do Supremo lá. Não era na mesa dos ministros, era em outras mesas. Outras mesas estavam falando, gente, se a gente botasse só os velhinhos lá, o cara que já viveu tudo, já viu tudo, já passou por tudo num país como o nosso, a experiência, né, com uísque, com uma viagem.
Tá até cansado, né?
Passa a vez.
Imagina que o cara vai em festa de astronauta e começa 10 da noite, 9:30, ele já tá O bom é que na festa do astronauta não tem o problema da gravidade.
Exato.
Ah, é verdade.
Eu acho que vai ter que ter solução alternativa, porque assim, agora estão falando não, porque o código de conduta, gente, código de conduta já ficou para trás. Nem o código penal mais o povo tá obedecendo.
É verdade, mas dá Queria agradecer você demais, mais uma vez, veio aqui trazer riqueza para o nosso debate, para nossa conversa de hoje. Você já sabe que a gente vai te acionar daqui a pouquinho, porque o que não para de acontecer é pegar fogo aí na política.
Exato. Obrigado demais, Madá.
Valeu, todo mundo aí na bancada. Vilela, Fê, beijão. Marcílio, Gabriel, bom te ver aí.
Valeu, Madá.
Beijo.
É, a gente vai para geopolítica, mas eu queria saber só sua opinião, Gabriel, sobre os outros candidatos, né? Se tem alguma chance ainda para Cury ou Renan, que estão um pouquinho melhores.
Eu acho que não.
Alguma coisa acontecer com Flávio, Lula não, porque ele não tiraria voto, mas com Flávio que eu possa ir a ponto de virar. Eu acho que eles irem turno.
A campanha foi muito menor esse ano, está sendo muito menor, né? Falta muito de tempo mesmo, falta muito pouco, faltam 27 dias para as eleições. Então assim, ou alguma coisa nível facada de 2018 acontece para mudar o cenário de vez, ou a gente vai ter esse segundo turno mesmo que já tá previsto.
Possibilidade também de alguém vencer no primeiro é pequena também.
Acho que não existe. Acho que o Lula bateu o teto dele de votos de primeiro turno, né, desconsiderando quem já vota no Flávio e os outros votos mais simbólicos.
Tá certo. É que nem a Madá fala, né, que falou que a eleição, geralmente segundo turno, é decidido pela rejeição mais do que pela aprovação, né. Eu acho que essa questão do STF tende a aumentar ainda mais a rejeição do Lula, né.
É isso, essa é a sorte do Flávio Bolsonaro, né, porque até semana passada a rejeição dos dois era empatado. Pois é.
Então agora, e geopolítica agora? Bom, vamos lá, essa loucura que tá acontecendo no Brasil e o mundo não deixou de ter coisa maluca também, né?
Exatamente. Acho que o que mais chama atenção nessa semana, dentre outros pontos aí, a gente teve uma eleição, não foi uma eleição nacional na Alemanha, mas foi uma eleição regional em um dos estados chamado de Saxônia-Anhalt, que é um estado que pertence ao leste alemão, ou seja, Alemanha Oriental, Alemanha Socialista. É um estado relativamente pobre, pobre assim nível Alemanha de ser pobre, claro, né, comparativamente às outras regiões.
É uma região que não conta com tantos imigrantes como as outras regiões. Por exemplo, a Saxônia-Anhalt, se eu não me engano, tem 9% de imigrantes, sendo que a média da Alemanha é 17%. Então tem menos imigrantes, mas é uma região que depois da queda do Muro de Berlim ela empobreceu demais, porque claramente durante a Guerra Fria você teve a Alemanha socialista ficando muito aquém da Alemanha capitalista, que se desenvolveu muito mais.
E aí quando teve a queda, a unificação da Alemanha, várias indústrias, empresas que tinham no Leste Alemão foram para Alemanha Ocidental, que era muito mais desenvolvida. Isso fez com que os jovens também fossem para lá, mão de obra qualificada, tal. Então hoje o Leste Alemão, embora não seja uma região pobre, é mais pobre do que a Alemanha Ocidental. E geralmente a população vê nisso a culpa também nos políticos. Então os políticos tradicionais, a gente tem dois partidos principais na Alemanha, né, que é a CDU, que é um partido de uma centro-direita, e o SPD, que é um partido de centro-esquerda, ou pelo menos tinha, né, pelo menos até então.
Nessas eleições regionais quem venceu foi a AfD, conhecida também como Alternativa para Alemanha. Não sou eu que estou falando, isso é a própria Alemanha. Né? A Alemanha coloca que a AFD, principalmente em alguns diretórios, e da Saxônia-Anhalt é um deles, é um grupo de extrema-direita, é um grupo extremista de direita por conta das propostas, por conta das pessoas que são partidárias, por conta das ligações, enfim, averiguações que já existiram no país.
A AFD, ela surge nos anos 2010 como um grupo mais eurocético, ou seja, que saída da Alemanha da União Europeia, e que por incrível que pareça era um grupo liberal. Então defendia propostas mais liberais, tal, totalmente diferente da FD de hoje. Ela começa a mudar de posicionamento depois que a Angela Merkel, histórica chanceler da Alemanha, fez aquela política de atração de imigrantes, imigrantes sírios, por conta da crise da Síria, tal.
Ela alegava que a Alemanha e Europa tinha uma responsabilidade histórica sobre os refugiados e aceitou cerca de 800 mil a 1 milhão de refugiados. Isso deixou parte da população meio p da vida. Não, mas a Alemanha não tem que compartilhar, o dinheiro do povo alemão tem que ficar para Alemanha. E principalmente nas regiões mais rurais da Alemanha Oriental, a AFD começa a ganhar atração, ganhar força com esse tipo de pensamento de anti-imigração, pensamento muito mais nacionalista, alegando que a cultura woke, o progressismo estava estragando a Alemanha e tal.
Isso se confirma hoje na AfD já sendo o partido mais popular da Alemanha isoladamente. Acho eu que nível federal é difícil eles conseguirem ganhar, porque nas regiões mais cosmopolitas, né, então em Frankfurt, Berlim e tal, é difícil eles terem tanta atração assim. Mas ele já tem ali pelo menos a nível federal uns 30% dos votos. Os outros partidos rejeitavam tanto a AfD que colocava a AfD no que a gente chama de cordão parlamentário.
Então tudo que a AFD propunha, eles não votavam. Não, esses caras falaram, então a gente não vota contra eles, a gente não indica para ministérios. Isso funcionava quando a AFD tinha 10% dos votos, 15%. Agora com 30%, 35%, vencendo uma eleição regional em um estado relevante, claro, da Alemanha, né? Portanto, assim, a mudança bem importante para Europa. O Ulrich Sigmund, que é o cara que foi eleito, ele é, ele muito nascer, ele, como que ele se tornou popular, né?
Ele era um vendedor na Alemanha e ele foi muito prejudicado pelas políticas restritivas que o governo alemão pôs por conta da COVID-19. Teve que fechar o seu comércio. Ele falou, tá vendo, o Estado é autoritário, a gente tem que lutar pela liberdade, tudo tal. Ele começou a fazer muitos vídeos no TikTok, tal, aumentou de popularidade. E ele é um cara de fato bastante carismático. Quando você vê os discursos assim, ele é um cara que se comunica muito bem, Brutal.
Ele vencendo representa uma decadência da política tradicional na Alemanha. E por que que eu falo que é sintomático? A Alemanha é o país mais rico da União Europeia, né? A gente tá falando da referência da União Europeia em relação à riqueza, produção industrial. O Friedrich Merz, que é o atual chanceler, que é da CDU, ele tá com 13% de popularidade.
13%.
A SPD, que era o partido de esquerda Era quase pior, tava lá o Olaf Scholz, tinha cerca de 20% também das intenções. Então assim, isso é um sintoma de como que a política tradicional na Europa tá em decadência para ascensão desses governos mais nacionalistas. Quais são as pautas e por que que chamam de extrema-direita, né? Eles alegam que eles são contra a imigração islâmica principalmente, então tem um certo caráter étnico, por isso que eles são investigados.
Que existe uma questão de raça, de etnia, para definir quem deve ou não ficar na Alemanha. Isso é contra a própria Constituição da Alemanha, até pelo que aconteceu na Segunda Guerra Mundial, convenhamos, né? Eles defendem o fim da política do progressismo. Então eles falam que eles vão mudar completamente o conteúdo programático das escolas. Claro que ele, enquanto governador, não consegue fazer isso, mas isso em eleições nacionais.
Ele está até um slogan que eles falam menos Hitler, mais Otto von Bismarck. Ou seja, vamos resgatar o nacionalismo alemão, vamos resgatar o nacionalismo alemão ao invés de ficar falando mal de figuras da Alemanha.
A gente tem que exaltar a nossa história.
Exatamente, a gente tem que exaltar o que foi destaque. Então, a unificação da Alemanha e o período glorioso de ascensão durante a Segunda Revolução Industrial. Eles pedem também, inclusive, esse esse líder, né, Ulrich Sigmund, ele foi visto numa reunião pedindo a reemigração, então fazer política de deslocamento forçado das pessoas que estão na Alemanha. Isso é contra também a carta da ONU. Mas claro, assim, na minha opinião, né, é muita prepotência e é muito, muita soberba os políticos, os políticos tradicionais.
Não sabe o que acontece? As população que tá votando é tudo ignorante, né, burro, não o que estão fazendo. Eu acho que isso só afasta cada vez mais do eleitorado, porque se a população da Alemanha, com tudo que passou na Segunda Guerra Mundial, tá escolhendo votar em pessoas que têm propostas tão radicais, é porque algo não tá bom. É porque de fato a política migratória pode ter sido muito exagerada e ter aberto as portas para as pessoas que possam ter antecedentes criminais.
Pode ter um custo social que tá sendo causado. Um dos pontos, por exemplo, que a AFD prega, a alternativa para Alemanha, e aliás a Rússia tá adorando isso. A geopolítica é interessante porque o Trump comemorou e o Putin comemorou a vitória.
Por quê?
Porque a AFD ela prega que o dinheiro do contribuinte da Alemanha tem que ficar para Alemanha. Então, por exemplo, a Alemanha aprovando, por exemplo, sanções contra a Rússia significa que a Alemanha vai ter que comprar energia de lugares mais caros Ao invés de comprar o gás natural barato para os alemães. Para quê? Para apoiar a Ucrânia, que não tá nem na OTAN nem na União Europeia. Então o Putin adorou, até porque o Putin também é bastante conservador no sentido dos costumes, bem como a FD também é.
E o Trump também exaltou, né, colocou a pesquisa ali e tal, colocando que a FD representa uma mudança para Alemanha. E esse movimento ele tende a se se expandir. Porque no próximo ano a gente vai ter eleição na França. A Marine Le Pen, a própria Marine Le Pen do Reagrupamento Nacional, eles se dissociaram no Parlamento Europeu da FD porque eles julgam que a FD é muito radical. Ou seja, Marine Le Pen acha muito radical para fazer uma associação no Parlamento Europeu.
Ela que vai concorrer de tornozeleira, inclusive, né? Não é uma questão só nossa aqui. Aqui no Brasil. Os franceses também vão ter que lidar com isso.
Vamos ter eleições na Itália também. A Giorgia Meloni, ela era vista como a precursora dessa extrema-direita nacionalista, só que com o passar do tempo, inclusive a Giorgia Meloni tá bastante tempo num país tão instável como a Itália, é raríssimo isso.
É a mais longeva, exatamente, desde o primeiro ministro.
A Giorgia Meloni hoje ela tá sendo vista como a centro-direita. Tem o Roberto Vanatti, que é de uma, é um ex-general, que ele tá dizendo, ele sim é a verdadeira direita, e vem aumentando de popularidade na Espanha. Por exemplo, o Vox também vai ter eleições na Espanha, o Vox também cresce de popularidade. Até na Polônia, na Polônia, por que que eu falo até na Polônia? É porque a Polônia colocar um grupo que se mostra contrário ao apoio à Ucrânia para os russos é porque a coisa tá ruim mesmo.
Isso é um sintoma de uma crise social. E na minha visão, né, da falta assim de como que os governos deles estão deslocados da realidade dos anseios populares. Eu sei porque eu pesquisei bastante sobre esse assunto, né. Eu vi algumas pesquisas que a DW, que é uma mídia alemã bem importante, tava colocando que até os eleitores que não votam na AfD, eles julgam, 76%, que a FD é aquele que tem propostas que mais combinam com os anseios sociais, ou seja, é quem mais consegue entender anseio do povo.
Então a gente tá aqui com SPD, SDUC revezando no poder há décadas e eles não conseguem resolver o aumento do poder de compra, questão imigratória, tudo tal. Então acho que é um sintoma do que pode acontecer nos próximos anos para a União Europeia. Outro ponto importante, tivemos também a Mais uma vez as Malvinas, né, no centro das atenções aí.
Que ano é hoje, né?
Exatamente, cara.
O cara que tá congelado e acorda, ele não entende nada, né?
O Lula tá no presidente de novo, todos os chefões do Congresso Nacional estavam chefões há 30 anos. Só Malvinas, guerra das Malvinas, extrema-direita na Alemanha. Nossa, cara.
Por que que voltou as atenções, né? O Javier Milei, ele fez um decreto anunciando a construção de uma base militar na Terra do Fogo, ou seja, no extremo sul, bem próximo ali das Malvinas. E também anunciou sanções contra empresas que estão negociando ou explorando petróleo nas ilhas. Porque geralmente a ONU recomenda, e isso é o que o Milei ele garante, que empresas ou territórios que são disputados entre dois países não devem ter nenhum tipo de exploração econômica até que haja um consenso entre os países.
Então, por exemplo, o território de Essequibo é disputado entre Venezuela e Guiana, não pode ter nenhum tipo de exploração. Não que não tenha, tem, tá? Mas não deveria ter nenhum tipo de exploração até que haja um consenso. O Milei pegou essa situação. Hoje as Malvinas ou as Falklands, né, são territórios que contêm bastante petróleo também. E o Reino Unido tá atraindo essas empresas, inclusive empresas israelenses que estão explorando o petróleo ali na região.
O Milei anunciou sanções contra essas empresas e a construção de uma base militar. E entra um tempero especial porque o Trump hoje, muito mais próximo de Javier Milei do que do Andy Barnier, que é o atual primeiro-ministro britânico, anunciou que ele está revendo suas posições. Que ele vai dar uma analisada, vai dar uma estudada na história. Duvido muito, né? Mas enfim, tá, que ele vai dar uma estudada na história para ver exatamente, enfim.
Mas que os Estados Unidos podem rever suas posições sobre a soberania das Malvinas, colocar para a Argentina. Outra notícia que pegou também, que a gente teve uma polêmica ligada aí, e aí entra bastante na minha área, né, eu como geógrafo, que foi a adoção de um novo mapamundi pela ONU. O único país que votou, alguns países se abstiveram, mas o único país que votou contra foi os Estados Unidos. Porque o antigo mapamundi era um mapamundi chamado de mapamundi de Mercator.
Não sei se vai ter o tradicional, que é o tradicional, né, galera, na escola, que é o que é exatamente os Estados Unidos e a Europa acima e a gente abaixo. Agora assim, o novo mapa ele continua assim também, né, esse novo mapa apresentado que é o chamado de Equal Map, né? Equal World. Esse é o novo, exatamente.
Eu lembro que na minha época os cara vendia no farol esse mapa aí.
Esse é o Equal World, que é o novo já. Esse é o novo?
É.
Se você adicionar, olha, Rússia, a China aumentou.
Sempre usa a Groenlândia como comparação. No mapa de Mercator, que é o mapa que geralmente utilizava, a Groenlândia ela fica quase maior do que a América do Sul.
Dá uma olhada, tem esse antigo para comparar com esse?
Mercator, mapa de Mercator.
Agora, a ONU é uma coisa impressionante, né? O mundo desabando e nós estamos trocando de mapa.
Vamos pensar no mapa-mundi, né? Esse é o grande problema, né?
Falta de problema.
Não, mas é de fato, talvez o timing não tenha sido o melhor mesmo, né?
Verdade.
E esse mapa, ele foi um pedido da União Africana, que a União Africana ela julgou que quando a gente pega o mapa de Mercator Mercator, como ele valoriza muito as formas e poucas áreas, a África, que é um território gigantesco, mas tá no meio do mapa, ela fica muito sub-representada, tá vendo? No mapa de Mercator, olha o tamanho que a África tem.
Olha a Groenlândia, porque fosse do tamanho da África.
Exatamente. O mapa de Mercator, ele deixa as áreas próximas da linha do Equador do seu tamanho real e ele super exagera as altas latitudes. Então a Rússia já é gigante, claro, Mas no mapa de Mercator parece ainda maior. A Groenlândia é grande, mas no mapa parece ainda maior, né? E querendo ou não, isso representa uma visão de mundo. Ah, foi sem querer? Não. É uma visão de mundo que destaca os países do hemisfério norte, que coloca eles como a referência, como centro do planeta e tal.
Não tem escolha dele estar em cima e a gente embaixo também é uma escolha?
Também. Muita gente questiona isso.
Não tem espaço, né? Tanto faz qual que é.
A gente é uma bola de magma resfriado jogada no nada. Não tem teto e chão no universo. Então até representarem a gente dessa maneira é uma visão também que valoriza os países do hemisfério norte. Então assim, é uma nota interessante. Acho que talvez o Time, né, tem outras coisas importantes que poderiam ser discutidas, claro, mas eu confesso que eu como geógrafo achei legal, achei interessante.
Mas não teve uma tentativa também de inverter, colocar o que era em cima e embaixo?
Não, isso quem fez foi o Márcio Pockmann do IBGE, que virou o mapa oficial agora, o Brasil que o mapa do Brasil ele coloca, porque era o ano, foi no ano passado, né, que o Brasil ele tava na liderança dos BRICS. E aí a gente colocou o Brasil no centro do mapa e colocou o Brasil de cabeça para baixo, entre aspas, né. Entendi.
Vontade de morrer, cara.
Me acostumar com esse novo mapa de ponta-cabeça ia ser muito engraçado, com a perninha para cima, né.
Imagina, faz sentido nenhum, mas tudo bem.
É bom. E a gente teve também uma cúpula que aconteceu, uma uma cúpula trilateral, o que pode ser um indicativo bom para paz. Aqui é trilateral, é trilateral, que pode ser indicativo bom para paz, mas o indicativo ruim para a Ucrânia.
Por quê?
Porque o Trump, ele mandou o Steve Cohen e o Kushner, que é o seu genro, para fazer uma reunião primeiro com o Putin. Foi uma reunião de 4 horas. Dizem que o Putin é um pouco prolixo nas suas reuniões, nas suas ligações. E depois ele fez uma ligação também junto com, foi uma visita ao Zelensky, foi ali para Kiev. Não tá muito claro o que que o Steve Kof e o Kushner colocaram como proposta dos Estados Unidos. Os dois lados falaram que foi uma reunião muito proveitosa, muito legal, mas a mídia que mais se aproximou de trazer algum tipo de especulação foi a Financial Times, que colocou que os dois representantes eles exigiram que o Zelensky reconheça que Dombás como um todo, lembrando que a Rússia não conseguiu dominar Dombás como um todo, mas que Dombás inteiro seja dos russos e que a Ucrânia se comprometa a não entrar para OTAN.
Aí, em troca disso, os Estados Unidos criariam uma espécie de zona de segurança com exército europeu, tudo tal. O Zelensky falou que não aceita esse tipo de proposta. Ele pediu inclusive mais sistemas de defesa, sistemas Patriots, né, para conseguir se defender. E hoje a gente teve uma ligação entre entre Putin e Trump, uma ligação de 1 hora e meia, e que os dois lados colocaram que eles vão tentar fazer de tudo para retomar as relações diplomáticas entre Estados Unidos e Rússia.
Por que que eu acho que o Trump ele tá querendo fazer isso? É muito importante para os Estados Unidos afastar a China e Rússia. Os americanos já fizeram isso durante a Guerra Fria, só que no caso se aproximando da República Popular da China para se afastar da União Soviética, e agora tentam fazer isso com Rússia e China na fazem, só que se aproximando dos russos para se afastar dos chineses. A Rússia tem muitos combustíveis fósseis, e por mais que os americanos não negociem diretamente, como gasolina, né, como combustível, como petróleo e gás é uma commodity, é regulado pelo preço do mercado internacional.
E hoje a gente teve a informação que o galão lá em alguns territórios dos Estados Unidos tá $7. Para eles é um absurdo isso, porque tem inflação, aumento dos juros, redução do do poder de compra, tudo tal. Então pode fazer com que a Rússia volte a ofertar petróleo no mercado. E também porque o Trump precisa apresentar algum tipo de resultado, porque a popularidade dele tá em 35%, é a pior dos seus dois mandatos. É mesmo? É, tá muito mal.
E tá às vésperas das eleições de meio de mandato. Os democratas, eles estão sendo colocados como favoritos, apesar de todos os erros do Biden na Câmara, hein, que também fez um governo péssimo ali em relação à inflação, à imigração. Mas estão sendo colocados como favoritos não só para Câmara, mas para o Senado. Isso porque o Senado vai reeleger uma pequena minoria. Mesmo assim, os democratas estão sendo apontados como favoritos.
E tem uma notícia que preocupa o Zelensky também, que é a questão desses eurocéticos entrando no poder. Que eu falei, essa direita nacionalista que tá emergindo na Europa, praticamente todos não é que são favoráveis à Rússia, mas são contrários a ter esse aumento dos gastos militares mais em prol da Ucrânia. Ou seja, traduzindo, né, ruim para o Zelensky. Outro ponto importante que inclusive eu tava lendo antes, breaking news aí, né, antes da gente chegar aqui, sai uma notícia no Haaretz, que é uma mídia super importante de Israel, que vazaram algumas investigações que os Emirados Árabes Unidos avisaram Benjamin Netanyahu 10 dias antes que ia ter o atentado do dia 7 de outubro.
Ou seja, o Benjamin Netanyahu sabia, segundo o Haaretz, o Benjamin Netanyahu sabia e aparentemente não fez nada. Se é verdade ou não, claro, né? Nesse momento, né, Israel, lembrando que também Israel tá às vésperas de uma eleição, isso é bem importante, né? Sempre desconfie de notícias políticas e tal quando tá às vésperas do processo eleitoral.
Apesar de ser uma, uma, um veículo sério e importante, é mais progressista, né, oposição ao governo.
Exatamente. Então tudo vai ser averiguado, claro, mas se de fato isso for confirmado, né, claro que é uma péssima notícia aí para o Benjamin Netanyahu. Essa semana a gente teve vários pontos bem polêmicos em relação, eu vou falar governo de Israel, não foi exatamente o Benjamin Netanyahu, mas foi um dos seus ministros, que é o Itamar Ben-Gvir. O Itamar Ben-Gvir é uma figura objeta ali, né, que a gente tem dentro da política israelense.
E que julgo eu muito mais é que tem toda uma coalizão política também do Benjamin Netanyahu que tem que se apoiar nesses grupos para se manter no poder. Mas a presença, sempre que você vê críticas da comunidade internacional em relação a Israel, eu diria que 80% são por atitudes do Itamar Ben-Gvir ou do Smotrich, que é o ministro das Finanças. Sempre os dois. O Itamar Ben-Gvir nessa semana ele compartilhou um vídeo de inteligência artificial em que ele coloca palestinos entrando numa prisão, e aí os palestinos com sonhos, tem lá, ah, uma casa própria, quero ter dinheiro, tudo tal.
Entra na prisão e eles saindo magros, fazendo referência que ele vai fazer, e ele é o responsável pelas prisões palestinas, né, que ele ia fazer com que os palestinos passem fome. Ele visitou uma prisão feminina, uma mulher reclamou que ela tava 3 dias sem comer. Ele compartilhou isso nas redes sociais dando risada disso.
É o maior propagandista de Israel que tem. É uma coisa inacreditável que esse cara faz.
Então assim, essas medidas, de novo, às vésperas de um processo eleitoral, é claro que comprometem. E por quê? Ah, mas não foi o Benjamin Netanyahu. Poxa, mas foi um cara que o Benjamin Netanyahu insiste em manter como ministro, querendo ou não. É que nem, sei lá, A Haddad não é mais ministra, mas qualquer ministro aí do Lula falar uma besteira, a culpa é do Lula também. O Lula que indicou o ministro e continua ele como representante, entende?
Então pegou muito mal. A gente teve hoje também o anúncio de 12 países aplicando sanções contra Israel porque Israel tá expandindo a política de assentamento judeus na Cisjordânia. Então a gente teve Reino Unido, inclusive Israel fechou o consulado do Reino Unido em Jerusalém. Aliás, Israel é mais um país que falou e também vai rever as suas posições, porque como Israel hoje tá aliado do Milei e tá brigando com o— minha nossa, pode fazer com que reconheça a soberania das Malvinas, né? Então mais um país aí que pode reconhecer a Argentina como dona das Malvinas.
Eu não sei vocês, mas eu não aguento mais ser testemunha da história.
Estudava e achava, calma, entendeu?
Uma coisa leve. Não, agora toda semana, duas décadas eu fiquei tranquilo na minha vida.
Pois é, parece que são todos os acontecimentos assim que vão ficar marcados para história acontecendo, é um nada, exatamente, na sequência do outro.
Desde 11 de setembro, exato, que você falou, ixi, isso aqui mudou a história. E aí não parou mais, não parou mais.
E eu Então é quinta, né?
É verdade, é verdade.
Então toda essa questão envolvendo, né, Israel, que acho que é um ponto polêmico, e isso faz com que a— lembrando, tá, hoje não é, são só todos os israelenses que apoiam a construção desses assentamentos. Mas hoje o partido que chama o partido O Democrata, né, que é um dos partidos que são contra a política de assentamento, é um partido muito pequenininho. E aí você tem aquela clara divisão. Porque por mais que seja considerado legal a construção de assentamentos na Cisjordânia, aumentou bastante de popularidade, principalmente frente à direita israelense, depois do atentado do 7 de outubro.
Inclusive, os 12 países que anunciaram as sanções reforçaram isso. A gente deixa muito claro que a gente respeita o direito da existência do Estado de Israel, a gente defende o direito de defesa do Estado de Israel, mas somos contra políticas de construção de assentamentos deslocamentos forçados da população. Mais uma do Itamar Ben-Gvir, né? Ele divulgou um documento que é uma proposta para fazer com que a Faixa de Gaza não seja ocupada mais por palestinos.
Ele fala que no primeiro ano vai ter o deslocamento de 600 mil ali, e depois nos próximos anos os outros 2 milhões.
Ele diz para onde?
Ele fala que ele tem acordo com o Sudão, com a Turquia. Não sei da onde a Turquia aceitaria, porque a Turquia é um grande inimiga de— mas falou Turquia e de mais um estado de um país africano. Lembra exatamente qual? Não, não era o Egito não. Enfim, mas ele falou que ele faria uma espécie de convênio pagando para as pessoas saírem, pagando para algum tipo de formação acadêmica, pagando tudo. Era um projeto de 15 bilhões de dólares para fazer com que os palestinos abandonassem.
Aí fala assim, ah, mas é uma questão de escolha, o palestino pode ficar lá. Pode, mas hoje a Faixa de Gaza tá sobre escombros. Então não é muita opção, porque ou você fica numa região onde você não tem atividade econômica, moradia, ou o Estado de Israel paga para você sair de lá e depois reconstruir aquele território. E aí, claro, eu particularmente, na minha opinião, super defendo. Acho que o Estado de Israel, ele de fato tem que existir, né?
Sou totalmente contra o antissemitismo, que infelizmente vem aumentando na Europa, mas essas políticas do Itamar Ben-Gvir e do Benjamin Netanyahu, para mim, jogam muito mais contra E são os países europeus falando isso do que a favor, né, da consolidação do Estado de Israel.
Por falar em IA, você viu que a Casa Branca publicou do Lanterna Verde?
Ah, vi, vi, cara.
Eu achei que era zoeira aquilo, cara.
Aliás, é do oficial mesmo, é oficial. O Trump, ele tava todo animado nesse feriado, ele publicou como que vai ser.
Só para falar, eu não me lembro direito, mas é ele de Lanterna Verde. Aí eu tenho um muro, né, vai criando a realidade própria, né? Aí corta para indústria, não sei o quê, tudo meio verde, né?
Ele, nossa, cara, ele fez uma, uma IA também colocando que várias, colocando que o estado do Novo México vai chamar Nova América agora também. E ele fez o uniforme das novas forças armadas. Você chegou a ver isso? Que parece duas coisas, ou do Império do Star Wars, ou que ele tá voltando para Segunda Guerra Mundial do lado do eixo. Exatamente.
Ó, esse é do, da IA aqui, a lanterna da Casa Branca soltou, cara.
Eu acho que o Trump parece aquelas pessoas que descobriram o ChatGPT faz pouco tempo, né?
Tem gosto de ficar fazendo, e acabou de ver a série, né? Deve estar empolgadaço. Exato.
E acho que era mais isso, geopolítica, né, que tinha aí. Só, só mais isso aí.
Tá certo.
Se achar o uniforme, depois você mostra. Vamos falar com o Thiago então do E Se For Verdade. Roda a vinheta e vamos de Thiago.
Thiago, boa noite! Nós estávamos com saudade de você.
Oi, tudo bom? Boa noite, Vilela. Boa noite, Marcílio, Gabriel. Eu tava com saudade de vocês.
Seja bem-vindo de volta. Tava viajando, o homem tá viajando, né?
Viajando, passeando.
Tava, tirei uns dias para dar uma descansada aí, Vilela.
Que que temos essa semana, Vilela?
Nesse início de mês de setembro, o mês começou bem conturbado, né? Logo no dia 1º nós tivemos um caso que chamou atenção do mundo todo, que foi o caso de Pamela Cisneros. Provavelmente você deve ter visto aí uma mulher ali na Times Square em Nova York com duas facas na mão, né, rodando essas facas, e a polícia ali indo para cima dela naquele momento, né. Essa situação acabou chamando atenção do mundo, principalmente porque foi uma cena bem chocante, né.
Ela reagiu ali, a polícia dos Estados Unidos, ela não é como a polícia brasileira, né, E como ela foi para cima de um dos policiais, eles acabaram disparando e tiraram a vida dela. Mas a situação, ela ficou mais chocante ainda quando a gente se atenta a alguns detalhes. Porque, né, essa Pamela Cisneros, que era uma equatoriana de 42, 43 anos mais ou menos, ela havia feito algumas postagens alguns meses atrás estranhas nas suas redes sociais, postagens que falavam sobre religião, do fim dos tempos.
Em certo momento ela chegou a falar sobre alguns versículos bíblicos que envolvem o que tá acontecendo nos tempos atuais, né, terremotos, guerras, rumores de guerras. E ela fala a respeito do amor se esfriando e que chegaria um momento em que pessoas começariam a esfaquear outras na rua sem motivo. Até aí, aparentemente, uma pessoa lunática, uma pessoa talvez esquizofrênica, né. Então, um belo dia, foi no dia 1º de setembro, ela saiu pelas ruas, pegou duas facas e resolveu atacar duas pessoas: um senhor de mais de 60 anos que acabou indo para o hospital e se recuperou depois disso, e uma outra mulher que é uma mulher de peso.
Ela era vice-presidente do Bank of America, um dos maiores bancos que existem no mundo, e que perdeu sua vida após voltar ali de um período de licença-maternidade de mais ou menos 5 meses. Uma pena, né? Ela tava nos primeiros dias de trabalho após a licença e foi esfaqueada por essa senhora aí, que no caso é a Pâmela Cisneiros, que depois a polícia pegou ela e acabou tirando a vida dela. Mas o que que acontece nisso? Pessoal começou a levantar várias teorias, né, e teorias conspiratórias em cima dessa situação.
Como eu Falo bastante sobre teoria da conspiração, então eu venho trazer agora a teoria, né. Nós já falamos muito sobre a capa da revista The Economist e provavelmente você lembra da capa onde a gente dividiu ali nas fatias do relógio ali, né. Já falamos diversas vezes ao longo desse ano porque é uma das revistas mais importantes que quando a gente fala de finanças temos no mundo, né. É uma revista que é controlada por uma das maiores famílias que existem hoje, que são os Rothschild.
E é uma capa curiosa porque todos os anos eles colocam essas imagens aí, que são imagens com mensagens subliminares, aparentemente, né, com mensagens preditivas. E nesse ano, por incrível que pareça, é um dos anos que essas imagens aparentemente estão mais se cumprindo do que o normal. E quando você olha para o centro dessa imagem você vê que existem ali duas espadas ou duas lâminas, uma referência às duas facas que curiosamente a Pamela Cisneros, um pouco antes dela ser abatida ali pela polícia, ela gira as facas, né, cruza as facas assim em frente ao seu rosto e ataca os policiais.
Na capa nós temos as facas cruzadas com duas moedas próximas a essas facas aí, né, essas espadas que representam as duas vítimas que ela tentou fazer. E essas lâminas aí estão em cima de um gráfico financeiro, que é um gráfico que tá em queda, que é uma alusão subliminar à morte da vice-presidente do Bank of America, que no caso é Erin Piacente, né, que foi a moça de 30 e poucos anos aí que perdeu sua vida pelo ataque dela. Outro detalhe interessante é que essas facas, elas estão passando próximas ali a um cabo, a um cordão que liga um controle, como se fosse um controle de videogame, e um cérebro.
E aí as pessoas começaram a falar sobre controle mental, que é algo que aparentemente pode estar acontecendo nos tempos atuais. Falaram sobre controle mental há um ano atrás, exatamente um ano antes, quando um homem atacou uma mulher ucraniana no metrô. Não sei se vocês lembram disso também, né? Uma moça que se chamava Irina Zarustka, ela estava no metrô e veio um cara encapuzado por trás dela e disparou diversos golpes de faca no pescoço dela, e ela perdeu a vida ali.
Esse cara, quando a polícia pegou ele lá nos Estados Unidos, ele disse que implantaram uma espécie de chip no cérebro dele e que ele só ouvia vozes que diziam para ele atacar ela, né? E aí a polícia perguntou inclusive se isso tinha a ver com a guerra na Ucrânia e tal, e ele disse que não sabia, não sabia, só sabia que as vozes falavam para ele tirar a vida dela, que ele não tinha nada contra ela e que fizeram isso com ele implantando algo no corpo dele, né?
Lá o pessoal começou a falar ou suspeitar, principalmente os americanos, sobre uma espécie de controle mental que estaria por trás disso tudo, né, como uma espécie de conspiração mesmo. E como agora a gente teve a morte da vice-presidente do Bank of America, o pessoal levantou essas hipóteses de controle mental em cima dessa mulher que tava com as facas. E por que isso, né? Porque a gente tem um caso curioso, né, nos arquivos Epstein.
E eu tô ligando um monte de informação aqui, se você quiser me interromper aí, ouviu, ela pode interromper, tá? Manda bala. Nos arquivos Epstein nós tivemos o caso de Britney Spears, que foi citada 115 vezes, onde lá eles falavam sobre uma espécie de estudos neurológicos que haviam feito na cantora. E que todo mundo sabe que Britney Spears, né, ao longo dos anos aí perdeu a sanidade de alguma forma, e inclusive posta alguns vídeos bem estranhos de vez em quando, né.
E Esse estudo neurológico citado nos arquivos Epstein é uma referência a um controle mental que eles fizeram com ela. E curiosamente, há algum tempo atrás, Britney Spears postou também um vídeo dançando com duas facas, cruzando as facas, e de uma forma bem estranha, como a gente tá vendo na imagem aí. Pessoal lembrou disso no caso da Pamela nesse momento, quando a gente fala sobre controle mental, interligando isso com a capa da revista The Economist.
E uma outra cantora também, que agora a gente pode tirar essa parte de loucura ou problema neurológico, problema psiquiátrico assim, que no caso é Shakira, que curiosamente faz parte da indústria musical e que se apresentou há um tempo atrás também, né, durante um eclipse, numa espécie de ritual que ela havia feito, também fazendo uma dança com facas, cruzando as facas dessa forma. E que pode ser que tenha alguma ligação entre tudo isso quando a gente fala de uma espécie de controle mental, que é uma das teorias da conspiração.
Mas que algum tempo atrás a CIA também afirmou que existe um protocolo de controle mental real, que no caso é o MK Ultra, que era, né, algo considerado uma grande teoria da conspiração, mas que depois eles assumiram que é um protocolo existente que existe mesmo esse processo de controlar mentalmente outras pessoas e que deixou de ser uma teoria para se tornar uma realidade, né? Isso é algo muito estranho. A teoria tá em envolver, né, esse controle mental com celebridades da indústria, seja de Hollywood ou da indústria da música, ou até mesmo agora de pessoas comuns, para que eles pudessem cumprir missões, como no caso de Pamela Cisneiros, né, de tirar a vida, por exemplo, de uma vice-presidente do Bank of America por algum motivo específico, né, que até então a gente não sabe qual foi. Mas que é uma história bem estranha, é uma teoria bem complexa assim.
É, vou falar várias coisas. Primeiro, que quinta-feira tem um especial sobre 11 de setembro, né, todas as teorias da conspiração possíveis sobre, sobre o que aconteceu no 11 de setembro. Então quero ver esse programa demais. Segundo, não sei se você viu, enquanto você tava viajando, veio Salomé aqui, que é, que é um vidente que foi contratado. Ele foi para Rússia porque lá eles têm uma pesquisa muito grande com relação a poderes mentais, controles à distância e tudo mais.
Então os caras lá são ligados nessas paradas para caramba. Você tá ali, você sabe, né, de treinar soldados.
Excelente, vilão!
Depois assiste a entrevista do cara.
É, eu comecei a assistir a entrevista dele, não consegui assistir ela completa, mas eu vou agora que você falou isso, eu vou assistir ela inteira.
Ele teve lá na Rússia, não sei o quê, uns 2 anos atrás, para—
e será que isso tem a ver com, será que isso tem a ver com tal MK Ultra que a gente fala, ou é um outro tipo de controle mental?
Não, na verdade os cara estavam estudando ele, fazendo testes com ele, até que ponto esse controle mental, que ele acerta com ele mesmo, porque ele acerta coisa para caramba e tal. Sim, sim, bem, bem famoso, excelente nesse sentido. Então fica aí a dica, quinta-feira então às 11 horas tem o programa sobre 11 de setembro.
Valeu, Thiagão! Tá excelente o episódio, Vilela. 11 horas da manhã, não será que é verdade?
A gente fala sobre isso. Nada vai ser mais absurdo e mais louco do que o que tá acontecendo na política. Então lá vai ser leve, entendeu? Obrigado demais aí.
Obrigado, obrigado, pessoal.
Valeu, Vilela.
Valeu, gente.
Tchau, tchau, valeu, tchau, tchau, Fernanda.
Agora é para você brilhar e trazer seus absurdos aí.
Você viu que hoje eu fiquei quietinha porque eu tô meio anestesiada com tudo.
É, quem nunca?
Não, é demais.
Quem não está?
Então vamos trazer leveza aqui.
Vamos, vamos lá, vamos lá. Gabriel não tá acostumado ainda, não tá.
Agora ele vai ficar surpreso.
Ovos do saco.
Acho que as perguntas têm que ser para ele hoje.
Você quer jogar ele na fogueira?
Olha só, aquele vaso lá, tem uma coisa bem interessante, tem uma coisa bem interessante. Então roda a nossa vinheta, vamos lá, vamos lá, Fernanda, vamos lá. Primeiro, eu acho que o Gabriel é um cara super moderno, atualizado, entende de de tudo. Você viu que até de geopolítica ele tava ali participativo.
Dito isso, dito isso, sempre começa bem, começa elogiando.
Olha, a gente falou disso há pouco tempo atrás e agora é febre.
O quê?
Pode esperar, próxima vez que você for para praia você vai ver alguém assim.
Que medo!
Olha aí, isso é moda, tendência dentre os homens.
Meus olhos, meus olhos!
Seus olhos ou seus ovos?
Meus ovos.
Tentando entender, tipo, é um crochê masculino, só que aí eles estão chamando de sunga. Eu achei um pouco pequeno para sunga.
Se a mulher tem fio dental, o homem tem o cordão cheiroso.
Parece aquelas malhas de—
é um crochê, né?
É um crochê parecendo um crochê em formato de sunga, calcinha.
Eu consigo ver o bigode usando isso. Ah, eu também não usaria.
Mas você usaria, Vilela?
Eu não, claro que não, né?
Porque não tá me pagando bem.
Tem essa também, né?
O que você achou, Marcílio?
Acho que eu não gostei muito do estilo não, né? Acho que a cor não favoreceu ainda.
E crochê também, não é todo mundo que gosta de crochê, né?
Vai entrar na água, vai molhar, fica ruim.
Bom, enfim, isso é só para mostrar que realmente já virou tendência. Então agora no próximo verão, nas praias brasileiras A gente tinha dito da Europa, agora é no Brasil mesmo. Agora, gente, devido a esse momento de estresse, técnicas de massagem. A gente tinha uma vez, a gente trouxe aqui a parte 1, essa é a parte 2, bem melhor, bem mais aprimorada, todo tipo de massagem. Eu sei que você gosta, né? Você vai ver que vai ter uma técnica aí para você diante de todas essas entrevistas que você tem feito durante a semana. Tenho certeza que você tá precisando de uma dessas.
Preciso.
Então vamos lá, vou mostrar técnicas inusitadas. A gente tem da lixa, a lixa, esse outro aí, como é que chama aquilo lá? De ventosas. Ó, se você quiser uma coisa mais agressiva, é um pau no pescoço, é um pau no pescoço intitulado de massagem. Ó, eu pensei numa piada que eu não vou fazer, melhor não. Nossa, isso é No olho, é no olho, é no olho, é no olho, ó. Mas tem outras também, aquela do poder da mente, as cobras aí, ovo, é um hidratante.
Agora essa é bem interessante, ó, porque você tá vendo que é um campeonato, é o campeonato de massagem. Nossa, ó, você já testa cabelo, mega hair, pescoço.
Olha isso, olha essa.
Ó, essa daí tem até coreografia.
Dá lixa, realmente dá lixa.
Já vai lixar essa daí, a gente pode mandar lá para o Supremo essa da lixa, né? Nossa, essa do pau no pescoço realmente é muito preocupante, preocupante, porque ela é quase assassina.
Ultrapassa o limite ali.
Parem por aí, porque a gente daí vai para— melhor não continuar, senão vai sair piada. É isso, é isso. Obrigado demais então aos envolvidos aqui hoje. Tivemos muito assunto e eu tenho certeza que semana que vem vai ser pior.
Com certeza.
Posso deixar um breve recado?
Claro.
Porque quem quiser saber mais informações, sexta-feira tem resumo semanal de notícias.
Como que é? Como que é a periodicidade de vocês? O que que vocês—
toda sexta a gente faz um resumão do noticiário. É um resumão porque Você sabe, conversamos do quê, de 15 horas?
Exato, né?
A gente tenta mirar em 3, 3 horas e meia, mas ultimamente tem chegado um pouco mais longe. Semana passada foram quase 4 horas e meia, né, de programa. E aí a gente fala de tudo, bem parecido aqui com vocês. A gente fala de política, claro, geopolítica e tal. Toda sexta, toda sexta, meio-dia e 30, aqui no YouTube, Rivot News.
E aí no mesmo canal, às terças, a gente solta do Rivotalks, que é o nosso programa de entrevistas também, que o Vilela inclusive fez uma das melhores entrevistas que eu dei foi lá nesse canal, que os caras realmente, você vai dar entrevista, o cara nem pesquisa de você. Aí você fala, aí no meio do papo, não, Mundo Canibal, você tem Mundo Canibal? Tipo, o cara não tem trabalho, é o básico. Então eu fiquei feliz que os caras pesquisaram para caramba, foi uma entrevista boa para caramba. Então vejam lá, é demais, cara.
E quarta-feira temos um produto novo no ar, que é o Rivo 18+, que sou eu e a Manuela Musitano falando de notícias pesadas demais para irem para o Rivo News. Então a gente achou um lugar novo para 18+, 18+, sempre 18+.
Tá, então recomendo demais, é divertido. Vamos deixar no comentário fixado os links para o canal e tudo mais. Então saiu daqui, já se inscreva no canal, certo?
É isso aí.
Então a gente vai pedir para vocês agora fazer o quê, né?
Bom, já deixa aí o seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilha o nosso jornal com toda a sua patotinha. Agradecer também os nossos patrocinadores.
Nós temos a Elements e também o Estratégia Concursos, né, patrocinando o episódio de hoje.
Airbnb também. E que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final?
Olha, tinha algumas coisas aqui, cuidado, que são bem emblemáticas, mas coloca aí: suga de crochê.
Xunga de coxinha nos comentários. E o programa não acabou. Por quê, Fernando? O que que temos agora?
Nós ainda temos uma crônica maravilhosa de quem, Vilela?
Carlos Bezerra. Não é sempre maravilhoso? Sempre tem vinheta, tem a crônica. E antes disso, Marcílio ainda continua fazendo vídeo todo dia, tá nessa ainda?
Tô nessa, né? Tô nessa. É cansado, eu gosto, eu gosto, eu gosto, eu gosto. Agradeço, agradeço.
Inclusive, sempre tem notícia também.
Exatamente, galera. Quem quiser acompanhar lá o canal Professor Ricardo Marcílio no Instagram, @prof_ricardomarcilio. Tamo junto e até semana que vem.
E você, Fernanda?
E eu, gente, olha, de segunda a sexta nós tá com tudo na Record Campinas a partir das 12:45, e sábado a partir do meio-dia o nosso Balanço Geral.
Quem quiser me encontrar saindo daqui, eu tô no McDonald's aqui perto. Então roda a vinheta e vamos de crônica. Valeu, gente! Suga de crochê, hein?
Você deve estar vendo por aí e aqui nas redes todo mundo agora voltando para os anos 80. Cabelão, roupa colorida, foto envelhecida, aquele relógio no pulso ali que só mostrava as horas. E tem uma coisa muito curiosa nisso tudo que eu fiquei pensando, a gente, porque A gente tá usando uma das tecnologias mais avançadas que a gente já criou para imaginar como é que seria viver numa época em que essa tecnologia na verdade nem existia.
E essa trend tá dizendo uma coisa sobre nós, porque muita gente tá sentindo saudade de um tempo, de um tempo que nem viveu, inclusive. Tem até uma palavra para descrever isso: anemoia. A nostalgia por uma época que você Nunca viveu. E eu diria que tem uma camada aí, tem algo mais profundo, porque a gente sente saudade de coisas que deixou para trás agora, no presente. Uma mesa cheia, uma conversa olhando no olho, a sabedoria, as histórias dos mais velhos, criança brincando sem nem pensar em postar, despretensiosa, tempo sem notificação, presença ali sem distração.
Gente, a gente nunca teve tão conectado, e tanta gente tá cansada de estar ali, tá disponível o tempo inteiro. Você pode conversar com mil pessoas durante o dia, não sei se você já teve essa sensação, e terminar a noite sem ter de verdade ali realmente conversado com ninguém. E aí que essa imagem dos anos 80 para mim começa a fazer mais sentido, porque ela desperta uma memória de uma vida mais lenta, mais próxima, Mas presente.
Aquela época, lógico, aquela época também teve seus problemas, inflação, dificuldades econômicas, limitações que a gente não quer de volta. Mas tem uma imagem afetiva daquele período que permanece: gente reunida, tempo compartilhado, família por perto. E eu tô falando disso justamente por causa de uma imagem que foi produzida por inteligência artificial. Olha isso, a tecnologia consegue recriar uma época ali em segundos Mas tem uma coisa que nenhuma tecnologia consegue produzir: um abraço, uma conversa sem pressa, uma mesa com gente que você ama, presença.
Gente, tem uma oração, tem o Salmo 90, que parece que foi feita para os nossos dias: ensina-nos a contar os dias para que alcancemos corações sábios. Então a pergunta que eu quero deixar é: o que é que eu tô fazendo com a época em que Deus me colocou para viver aqui, com o meu presente? Porque a gente não pode voltar para os anos 80, mas a gente pode trazer algumas coisas de volta. A gente pode trazer mais presença, mais conversa, mais tempo para quem importa, mais vida real, mais abraço, mais afeto.
Porque seria uma ironia enorme passar tanto tempo usando tecnologia Para recriar o passado, e recriando o passado, esquecer de viver o presente.
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal.
O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes.
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