015 - DAVE BAUTISTA COMO KRATOS + NOVO ROBOCOP + LIVE-ACTION DE NARUTO
AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do MICHEL AROUCA, do DAVI ROCHA e do GUSTAVO KAMUZ, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Já o Vilela tem uma coleção de Fofoletes.
- Dave Bautista como Kratos na série de God of WarDave Bautista·Kratos·God of War·Ryan Hurst·porte físico
- The Witcher 3 e a política de remasters gratuitos da CD Projekt RedThe Witcher 3: Wild Hunt·CD Projekt Red·remasterização·pirataria·Gabe Newell
- O retorno de Robocop com Dan Stevens e a produção da Atomic MonsterRobocop·Dan Stevens·Atomic Monster·James Wan·Prime Video
- Novidades sobre Naruto na Comic-Con de Nova YorkNaruto·Comic-Con de Nova York·remake·anime·Boruto
- A importância do físico e atuação para o papel de KratosDave Bautista·Kratos·porte físico·atuação·Blade Runner 2049
- A adaptação de God of War e a escolha do período da históriaGod of War·Prime Video·Kratos·Atreus·Grécia Antiga
- A crítica política e a essência do Robocop originalRobocop·crítica política·Paul Verhoeven·humanidade·Detroit
- A adaptação de Naruto para live-action e o uso de fanserviceNaruto·live-action·fanservice·One Piece·Destin Daniel Cretton
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Already hard to beat. That first too-hot bite of fries you couldn't wait for, followed by ice-cold Pepsi. Now that hits different. Suddenly, the energy kicks back in, the night goes longer, and the laughs don't stop. Because Pepsi brings out more flavor, more fun, and more of the moment. Food deserves Pepsi. Grab a Pepsi Zero Sugar today. Um tanto quanto masco, mas com P maiúsculo. Sim, está começando mais um Plantão Nerd aqui no Inteligência Limitada. Eu sou Afonso, tentando os meus músculos aqui ao lado do meu queridíssimo.
Eu sou o Rex, o exemplo de masculinidade tóxica que esse programa tem para te trazer.
Uma dose, uma dosezinha.
Hoje iremos falar de níveis de testosterona, iremos falar de God of War, iremos falar de Witcher.
Excelente.
Iremos falar também de Robocop. Estamos indo muito bem, mas também iremos falar de Naruto. Tá faltando uma testosterona ali, mas tudo bem. Temos 3 grandes ícones da testosterona para se falar nesse programa.
Exato, diversos convidados testosterônicos também.
Exatamente, excelentes convidados testosterônicos. E vamos elevar esse nível de testosterona hoje no Plantão Nerd com você.
Muito bom. O nosso deus da guerra tem um novo rosto e um bíceps ainda maior. Dave Bautista está substituindo o lesionado Ryan Hurst-Hertz. É isso mesmo?
Ou como você mesmo disse agora há pouco, Ryan Hurt.
Ah, ele se machucou, para quem fala a língua do Mr. Bean aí, né?
Pois é, não tava preparado para isso, mas Será que Dave Bautista vai conseguir trazer o peso do personagem, emoção e ação que o nosso Kratos merece? Porque Dave Bautista também não tem mais peso.
Ele tá fraco no suco. A gente vai falar isso tudo.
Com quem? Com quem vamos falar? Com o nosso querido convidado, Davi Rocha, do The Byte. Por favor, Davi, adentre ao nosso panteão.
Vou fazer pra você, ó. Davi. Ele que tem nome de— Eu não tenho essa envergadura.
Vocal para isso.
Mas vem falar de envergadura para gente não aqui.
Olha ele!
Obrigado, pessoal, prazer. Ah, que isso! Seja muito bem-vindo aqui ao Plantão Nerd, meu caro. Vamos lá então começar a falar dessa assim. Quando começou, né, Davi, a gente a escutar sobre o God of War, adaptação tal, muita gente foi direto no Dave Bautista. Que para quem é gamer tava mais associado ao Gears of War, não é isso? A galera queria que ele fosse lá um dos grandalhões lá e tal, quem sabe. Ele tem, né, Davi, ele tem essa genética meio Tartaruga Ninja assim, o cara meio ombros largos, cabeça um pouquinho pequena, né?
Ele é realmente feito assim quase que no mesmo molde do Marcus Fenix, né, que é o personagem principal aí da franquia Gears of War. E que ele próprio publicamente várias vezes falou que era um dos sonhos dele. Da mesma maneira que o Jason Momoa vivia falando que ele queria ser o Lobo, o Batista do outro lado falava que queria muito, muito, muito ser o Marcus Fenix. E aí acabou que não rolou o papel de Marcus Fenix, mas pelo visto rolou o de Kratos.
E olha, o Luciano tá botando aí o Bautista de Marcus Fenix. Luciano, ele é rápido no gatilho. Não, ele não é.
Exato.
O que eu gosto muito do universo Gears of War. Eu sei que a gente vai falar de um nome parecido, que é God of War, né? Mas o Gears of War que eu gosto, Rex, é que ninguém bota capacete.
Para quê?
Os caras não têm. Se eu for morrer, eu vou morrer como homem, porra. Morrer com um tiro na têmpora.
Vamos lá, vamos ser honesto, a bala que atravessou a porta de aço, o que que um capacete vai impedir?
Não vai fazer diferença nenhuma. Mas quem sabe Bautista— você acha, Davi, que o Bautista, ele será um melhor Kratos, um deus da guerra, um semideus da guerra, do que o Ryan teria sido?
Cara, então é difícil dizer porque a gente precisa ver, né, pelo menos alguma cena, pelo menos a caracterização assim. Não dá para confiar só no que a gente vê por aí de montagem de IA e Photoshop que a galera tem feito. Mas assim, do ponto de vista de atuação, eu honestamente achei legal essa troca entre o Ryan Hurst e o Dave Bautista, apesar do Bautista ser mais velho que o Hurst, né, e muita gente associar aí o Kratos, há esse lance da virilidade, do cara ser parrudo, gigante.
Realmente os músculos do Bautista ficaram talvez na década passada. Não que quem sabe ele não possa construir novos músculos aí, né? Não sou especialista nessa área, mas eu acredito que dê para dar um jeito. Mas o que mais me deixa assim empolgado com relação ao Bautista como Kratos não é necessariamente o porte físico, mas realmente a capacidade dele como ator, né? Tem um papel especificamente que ele fez ali para o Blade Runner 2049 onde ele faz um representante meio recluso, meio assim eremita, né, meio para dentro e tal, cara, que é muito parecido com como o Kratos foi representado nessa nova fase, digamos assim, da franquia God of War, né.
É uma bela referência, né, Rex. Ali ele tava introspectivo, solitário, soturno, triste, melancólico. O Kratos, ele, para quem não tá sabendo, é pai, né.
Aí o pai, a gente falou, é a boa alegria, né, o pai cansado. Pais solos, entendeu?
Exato, ainda tem isso, pai solteiro.
Difícil você ter alguma alegria, né?
Ah não, mas é que a esposa do Cris, ela faleceu, tadinha. Porra, Nilma, que tá vendo o jogo aí, que ela tá em alta, vivendo altas aventuras lá depois da morte, tá lá. Pessoal tá achando que ela tava feliz, cheia de dores.
Aqui que uma mulher não faz quando ela não quer criar criança, meu irmão.
Mulher tá lá viajando nas espadas e tal. Mas vamos lá, Thiago, aproveitando aqui que o Davi já puxou essa questão, não tem como. A gente tem um quadro aqui muito solto, muito orgânico, querido Davi, muito natural, chamado— eu vou precisar que o Rex flexione— Hora do Suco. Para ajudar o Luciano, eu tô fazendo as vinhetas com a boca e eu tô fazendo no ritmo da música, sintonizando, né?
Tô no ar profissional.
Ele tem uma outra, um controle.
Você que é o nosso Fast Man, coloca uma foto do David Bautista hoje sem o suco.
Aí ele vai. Então, enquanto ele tá botando, enquanto o Luciano coloca, eu quero saber, Thiagão, o Bautista, acho que tem mais ou menos um ano atrás, Davi, ele anunciou, exato, que ele ia dar, que ele deu uma reduzida e começou a aparecer nos festivais, o quê, uns 20 kg? Talvez não tem 20, 15 quilinhos abaixo do peso que a gente tá acostumado a vê-lo.
Uns 20, cara, 20 quilinhos, deu uma perda de peso muito significativa.
E ele falou que tinha a ver com saúde.
Fala sobre isso. Ele abordou duas coisas. Ele falou que uma era a questão da saúde, que ele exigia muito condicionamento físico para fazer os personagens, os papéis. Ele só era visto dessa forma.
E ele tem 57 anos.
Sim, mas você perde peso para que ele possa caber em outros personagens, outros papéis, fugir do Brutamonte grandão. Aí, o que que eu te falo? Hipocrisia. Porque deram dinheiro para ele fazer o Kratos. Agora, você acha que ele vai chegar assim mago, idoso, cansado, ou ele vai querer chegar com volume, com uma presença física, que o corpo também é uma arma do Kratos, que é um grego. Exato, entendeu? E a gente quer ver esse cara fisicamente bem.
Davi, você acha necessário, além da hipocrisia, enfim, a hipocrisia, você acha necessário que o Bautista volte a ter o físico que ele tinha, ou mais uns 5, 6 quilinhos aí tá legal, porque a gente quer outras coisas?
Cara, como fã da franquia, eu acho que assim, a representação mais próxima do Kratos que ele puder chegar vai ser o ideal, né? E eu particularmente não sou muito favorável aí a opção do bodysuit, né, que o pessoal usa. Inclusive o Momo, né, agora aí no filme da Superior tava com bodysuit para produzir os tanquinhos aí. E eu acho que não agradou muita gente não, pelo menos não agradou a minha pessoa, né? Eu olhei assim e achei estranho, é esquisito, Porque você consegue perceber que aquilo ali não é algo natural, né, da física mesmo da própria pessoa.
Fora que a própria vestimenta tenta esconder um pouco para não ficar muito na cara, já que a gente tá falando hoje em dia de produções que são exibidas em 4K. Então se o Batista quiser botar alguma coisa que não seja realmente músculo para o corpo dele, vai, vai aparentar, né. E o Kratos, mesmo no nórdico lá mesmo, né, nos cantos hiper mega frios e tudo, ele exibe o toquinho, ele exibe pelo menos uma parte aí do peitoral dele.
Então eu acho que o ideal seria ele pegar um pouquinho de peso, mas tem que ver realmente essa questão da saúde, porque o Batista não é nenhum novinho mais não, né? O cara tá na casa dos 60 já aí, né?
Tá chegando lá.
Hoje em dia, hoje em dia, hoje em dia, a qualidade da medicina moderna, né? A medicina moderna, os peptídeos, tá tudo melhorando muito aí, os resultados, né?
Tá morrendo mais gente por causa disso?
Sim, mas Concordo com o Davi, que tipo assim, é um personagem que ele foi escolhido pela idade, pela aparência, pela altura, e ele já teve um porte físico. Então a galera consegue chegar, olhar para ele e falar assim, porra, vamos lá, cara, é importante você trazer isso para o fã. Porque realmente, cara, o que foi feito no Lobo ficou muito escondido. Vocês, para caramba, engraçado para mim, não é aquela pessoa que vocês não, talvez não conheça tão bem esse mundo da estética quanto eu, mas tem pessoas É muito comum os homens que não tem abdômen fazerem uma abdominoplastia.
É comum?
É, tem muito homem fazendo aí, sabe? E tem uns que colocavam, chegaram até a colocar películas de silicone para simular o abdômen.
Pera lá um pouquinho.
Sério? Só que o que acontece quando essa pessoa fica acima do peso? Ela fica pançuda e com aqueles gomos artificiais meio que projetados. Foi a mesma sensação que eu tive quando eu vi o Momoa Boris Sult ali, cara.
É porque existe, existe, o Thiago vai saber explicar melhor para gente, Davi. Existe um efeito colateral do fisiculturismo que o próprio Schwarzenegger, ele foi muito crítico quando isso começou a se tornar quase que padrão, que é aquela Palombo Guts, como é que era o nome? Tinha um fisiculturista que foi o primeiro a aparecer isso, que ele, não sei se Bubblegum, as pessoas chamavam de palumbo, porque um fisiculturista, não sei o quê, palumbo, palombo, paloma, ele tinha um barrigão meio de gorila, mas é de músculo, só que ele incha.
Aí o pessoal da fisiologia talvez possa ajudar o Thiago aqui a explicar, mas é um efeito que dá às vezes, os cara fica com um barrigão perfeito.
Na verdade, altas doses de GH podem forçar essa dilatação do abdômen, tanto que eles treinam muito a coisa do vácuo, né, para você meio que quebrar isso, né, você fizer aquela entrada de abdômen para dentro, você que faz aquele exercício de vácuo Quando você faz a pose, você projetar. Mas quando eles estão relaxados, você vê ali, ó.
Exatamente. Olha, olha só, meu Deus do céu, meu Deus do céu, são dois cavalos marinhos, homens grandes. Caramba, olha só. Assim, de forma grotesca, o nerd que gosta de monstro, de super-heróis ridiculamente fortes, olha para uma parada dessa e acha maneiro. Mas medicamente é um negócio bizarro, né?
Tipo, mas a gente não tá aqui pelo médico, a gente tá aqui pelo físico, pela arte, tá?
Mas você viu a foto do Hearst que ele postou depois que ele foi demitido, né, por conta do ferimento lá? Que ele tirou uma foto em frente lá ao espelho, ele tava saradinho.
Primeiro que eu acho que Eu acho que feriu muito, eu acho que a produção como um todo, aquela primeira imagem que eles divulgaram, imagem oficial do Hirst, inclusive caracterizado de Kratos, junto do Callum Davidson, acho que é o carinha que vai fazer o Atreus, né? O Atreus, é porque eu achei que não ficou muito legal. Muita gente reclamou inclusive do porte físico do próprio Ryan Hirst, que não tava muito, a barba por exemplo tava muito falha, né?
E o Kratos ele tem a barba bem cheia e E aquela outra foto, depois que o cara foi anunciado para fora da série, para mim vende muito mais ele como Kratos do que a foto oficial, né, que o pessoal da Prime Video fez. Tudo bem que iluminação ajuda muito, né, o pessoal fala, mas olha a foto dele aí, ó, tá bem, tá bem.
Acho que ficou com físico bem melhor do que apareceu na primeira foto inicial. É verdade, ficou bem. Eu não achei ruim não. É, se o Bautista chegar num físico próximo a isso atualmente que o Bautista, ele é bem, ele tá muito mais seco hoje, sequinho. Ele entregaria bem assim se for para esse ritmo. Eu assumo que eu não gostei, não achei ruim nem a foto quando saiu e nem o ator.
Achei que a foto não deveria ter sido a primeira. Eles deveriam ter mostrado uma foto que mostrasse ele justamente fisicamente mais imponente do que aquela.
Mas a reclamação que eu vi, não sei se o Davi vai concordar comigo, foi assim, ficou muito igual ao jogo, mas Porra, é o que eu quero ver, entendeu? Eu vi uma reclamação assim, aí ficou muito parecido com o jogo. Poxa, cara, pelo amor de Deus, eu achei excelente. Davi, você chegou a ver algum comentário sobre esse também, a respeito dessa crítica da aparência, por estar similar a uma coisa que a gente quer ver?
Isso é muito estranho.
Você consegue achar essa foto, por favor?
Qual a foto que ele tá, Luciano? Que o Ryan Hurst, ele tá de Kratos agachado assim. Com o Atreus, né? Como se ele tá ensinando ele a pegar o cervo lá, né? Isso, Davi, nessa parte do jogo ali.
Novamente, eu acho que daria para ter escolhido uma foto melhor e daria para ter escolhido uma foto que valorizasse mais inclusive o próprio personagem do Kratos, que é realmente o protagonista, né? A própria Sony, quando começou a vazar ou a anunciar esse reboot, esse, na verdade, reboot não, esse soft reboot, né, do God of War, as imagens que a gente via era muito mais do Kratos inicialmente e depois do Atreus, né? O Atreus inclusive, ele até no começo ali do jogo, ele é visto muito mais como coadjuvante, como realmente um dos personagens principais que ele acaba se tornando ao longo do primeiro jogo e consequentemente no segundo jogo.
Então essa foto aí, eu acho que essa foto chama muito mais atenção a dinâmica entre os dois do que necessariamente o personagem do Kratos. Fora que ele tá numa pose que eu acho que é uma pose bem pouco favorável.
Eles não, que eles focaram no que eu acho que é 50% da experiência do jogo, que é a relação pai-filho. A outra 50% é, meu irmão, músculo suado, porradaria, soco na cara, Deus se porrando. Mas você é importante isso também, talvez alguma coisa que trouxesse um pouco dos dois. E tem muita manipulação aí digital, teve gente que falou que achava que era AI. Não foi uma foto que ajudou.
Cara, eu não achei essa foto ruim. Para mim, assim, concordo que talvez a posição não seja boa, mas assim, deu uma ideia do que a gente vai esperar, assim, que a gente espera ver. E tipo assim, visualmente falando, eu gostei.
Eu fiquei com muita pena do Ryan Hurst, assim, tipo, imagina, galera, agora imagina você, cara, ser convidado para fazer um papel de um dos personagens mais importantes de uma indústria que faz mais dinheiro que cinema, que é videogame. Aí você se prepara, fala, cara, é agora, é minha grande chance. Eu sei que ele já fazia lá umas séries, pô, ele fez aquela série dos motoqueiros lá, Sons of Anarchy, né? Acho que tá lá.
Ele também não é a voz do Thor do jogo? Parece que ele tem alguma relação de ligação.
Ele é, ele é, ele é, ele é, ele faz a voz do Thor do God of War.
Que parece muito a voz do Ron Perlman, inclusive. Sim, sim, sim, muito parecido com o Ron Perlman.
Cara, eu acho que é o seguinte, ele pode ter perdido o papel de Kratos. Mas eu acho muito difícil que vão fechar a porta para ele não voltar na série.
Porra, ele podia ser o Thor, ele poderia voltar como o próprio Thor, né?
Mas aí tudo bem, bota uma barriga falsa nele, que porra, o Thor ali ele é um gigante, ou se ele continuar secando ele podia fazer até aquele que cai na porrada com Thor, que é outro, que é o imortal, que é, que tem um, que é um, só que ele é bem mais É, só que o Baldo, ele é muito mais seco e mais definido, né? Ele não é tão grande quanto o Kratos.
Parece um irlandês zangado.
Isso. Mas acho que nada impede ele de voltar na série com outro papel. Agora, Luciano, procura para mim, por favor, uma foto que saiu, uma imagem.
Hoje eu tô, hoje eu tô.
Já tô brigado com o Luciano e agora ele tem que me ressarcir de alguma forma. Existe uma foto do Kratos sem barba que eles lançaram na época, desse, dessa nova série do Kratos velho. E eu queria ver se o Luciano acha essa foto, eu queria pedir opinião sincera de vocês. Kratos velho sem barba, eles fizeram um teste de saiu assim umas imagens do Kratos sem barba.
É porque na verdade teve um, o segundo jogo do God of War, God of War Ragnarok, ele tem um DLC, né, um conteúdo extra que é o chamado Valhalla. E nesse Valhalla Você viaja no tempo de certo modo e conhece a versão, a versão nova do Kratos conversa com a versão passada do Kratos, digamos assim. E aí essa versão passada é uma versão toda shapeada, sem barba, né, mas com o visual dos dias atuais, né. Então realmente é uma visão bem peculiar assim.
Deve ser sorrindo, que é a primeira imagem que você vê do Kratos sem barba, sorrindo, é ele conversando com a versão dele, como o Davi falou.
É, eu achei um caminho muito esquisito vocês quererem fazer a adaptação do God of War já velho, né? Tipo, eu não digo esquisito, não necessariamente ruim. Eu gosto de coisas esquisitas, eu gosto de coisa esquisita. Mas você, Davi, se você tivesse o poder da decisão, o dedo mágico dos executivos lá da É da Prime, né? Vai ser pela Prime. Isso, isso, isso. Você, entre fazer ele velho e ficar fazendo— eu imagino que eles vão fazer de verdade, diferente do jogo, eles vão focar bastante no passado, tipo ele lembrando de quem ele foi.
Os outros, os deuses vão falar: ah, ele era um cara, tava lá na Grécia, ele era um espartano e tal. Ou você teria ido— olha ele aí, a versão dele.
Parece com alguém que você conhece?
Caramba, engraçado, parece. Sabe com quem você parece?
Eu poderia ser do Crash.
Não, é você.
Olha só, eu poderia ser do Crash.
Carequinha, fortinho. Olha para a tela ali, olha para a tela, faz sua cara de peitos mal, vai.
É que o Luciano não achou a foto dele sorrindo. Ele sorrindo é mais parecido comigo ainda.
Que é tudo Luciano. Mas Davi, você preferia a adaptação contando os dias dele recém-transformado em Deus da Guerra, ou você gosta desse caminho da Prime?
Cara, pensando como executivo pensa, né, que é como fazer o máximo de dinheiro possível em cima da propriedade intelectual, eu acho que você começar com o reboot da franquia pegando aí 2 jogos, né, de 2018 para cá, e esquecer de 2018 para trás, porque o primeiro God of War é de 2005, você tá deixando muita, muita história, né, muito enredo aí em cima da mesa, né. Claro, vai ter flashback, eu concordo com você, Afonso, você falou que vai ter ele lembrando da época e tal que ele era guerreiro lá em Esparta contra o Zeus e tal.
Mas eu acho que se eles tivessem começado a série realmente pelo começo, né, pegando ali quem sabe até inclusive um ator mais jovem para poder ter mais gás, né, na franquia, talvez se geraria mais dinheiro para os estúdios, né, tanto para Sony quanto para Prime Video. Mas aí novamente tem a visão do Davi tentando simular que eu sou um executivo da Sony e da Prime Video, tem um Davi fã. Eu particularmente gosto mais dessa versão mais adulta, mais madura, né, mais assim, digamos assim, para dentro ali do nosso querido Kratos.
Então eu tô satisfeito. Apesar disso, eu tenho uma opinião pessoal de que todas essas adaptações de games para cinemas e séries, eu sempre me preocupo um pouco de você pegar a história do jogo e copiar ela para série, sabe? Eu particularmente gosto mais de você trazer de uma mídia para outra o mundo, o universo. E aí você teria o Kratos, você teria o Atreus, todos os personagens Mas eles estariam como personagens coadjuvantes ao invés de serem os protagonistas.
Porque aí você não corre o risco de acontecer o que vai com certeza acontecer, que a galera comparando cada cena, cada parte, beat by beat, né, que a gente chama, do enredo do jogo com relação ao enredo da série, cara. Porque, pô, tem cenas no jogo, e esse jogo é um jogo muito cinematográfico, né, o de 2018, né, que é esse que a gente tá falando, que, cara, vai ser complicado eles traduzirem isso de uma maneira que não fique esquisito, que não fique muito AI, muito CGI, entendeu?
Porque dá para você fazer dentro do videogame, né? Total. Thiago, você preferia que eles tivessem ido para Grécia Antiga ou esse caminho que eles estão fazendo aí norte?
Então, faz sentido eles fazerem agora, porque se você pega o original, que era só o Kratos, e se você pega o primeiro jogo, ele é sozinho, é só ele, desafios, e os outros personagens que aparecem são só os bosses finais. Ele não tem interação com ninguém, monstros e chefes. Exato. Mas no máximo uma cena, ele fica muito Atena. Exato, Atena.
Você tem ali no máximo, já quer desvendar, é pouco, tá aí de bobeira, né?
Afrodite aparece de vez em quando, pode ser o Opinião inclusive. Você, você, Pedro Pascal, porque é como Atena, o Zeus. Enfim, você ainda não tem ele interagindo com outras pessoas. E no God of War Ragnarok você tem ali uma relação que você consegue abranger um pouco mais, fazer até coisa meio minimalista.
Sem dúvida, ele é mais Intimista, mais profundo, em vez do cara tipo: eu quero minha vingança!
Porque na primeira série do God of War original, por mais que a gente queira ver esse universo, acho que não vamos conseguir, é muito—
ele era raso, era raso, era um—
exatamente, mataram minha mulher e meu filho, agora vou destruir o mundo.
Ele é um arquétipo, né? E olha só, senhores, mantendo aqui nas espadas, nos homens suados com as testas franzidas, É até o calor e bons rostos. Vamos falar um pouquinho de Witcher, porque, Davi, vamos embora. Rolou uma novidade meio que velha nova aí com o universo Witcher 3, não é isso?
É verdade, engraçado. The Witcher, mais especificamente The Witcher 3, é tipo assim a franquia que keeps on giving and giving, sabe? Porque é bizarro que um jogo de 10 anos já de vida continue aparecendo nas matérias, aparecendo nas notícias com algum tipo de novidade bacana, seja conteúdo novo, como é o caso de uma DLC que foi anunciada esse ano, que vai sair, né, e que traz uma novidade, né, traz novas histórias, novos enredos, personagens, chefões.
Mas também, mais recentemente, a notícia de que o The Witcher 3: Wild Hunt, né, o jogo principal base, e as duas primeiras DLCs que já foram lançadas, eles vão estar ganhando aí um pacote remasterizado, né. E um pacote remasterizado gratuito, que é mais interessante ainda até para quem comprou o jogo 10 anos atrás, né? O que é tipo assim até meio, meio raro da gente encontrar na indústria dos games hoje em dia, essa indústria tão gananciosa como essa que a gente tá vivenciando nos dias de hoje, né, cara?
Tava vendo o Gabe Newell, criador lá do Half-Life, da Steam, etc., né? Ele tava, um clipe dele, antivalve, ele inventou a Valve. Junto com a galera. E é um clipe dele antigo, Rex, onde ele tá falando sobre pirataria. Ah, o problema da pirataria nos jogos é muito grande. Falei assim, cara, a gente na Valve chegou a uma conclusão de que o motivo real da pirataria não é nem a questão da grana, porque a galera que pirateia, boa parte, e a galera pode concordar ou discordar aqui nos comentários inclusive, mas o Gabe falou isso, essa galera tem PCs de alto desempenho, PCs caros para caceta, que tem que ter sempre essa manutenção, etc.
O motivo maior da pirataria não é grana, é o serviço bosta. Quando a pessoa sente que aquela empresa tá te oferecendo, ela tá sendo gananciosa demais, todo mundo quer o lucro para poder continuar fazendo as coisas que a gente gosta. Mas, né, Davi, essa coisa do, meu irmão, virou um bagulho quase cyberpunk assim, a empresa tá querendo tudo e, sabe, me dando muito pouco, não tá justo. E aí que a pirataria ela floresce. Então ele falou, a gente entendeu Se você entregar um serviço justo, a comunidade se cria a partir dessa troca honesta de eu tô te dando um serviço que é foda e você me paga por isso.
A pirataria ela cai vertiginosamente, cara. Então acho que a CD Projekt Red ela entra um pouco nisso, né não, Davi?
Sem dúvida nenhuma. Inclusive essa questão da pirataria, né Afonso, olhando para a indústria do cinema, das séries, com o surgimento da Netflix, Netflix lá atrás, a pirataria caiu muito porque o Netflix ele oferecia um cardápio gigantesco, né, de séries e filmes e tal, a um preço muito baixo, que só vem crescendo ao longo do tempo, é verdade, e que fez as pessoas meio que olharem assim, né, meio que fez as pessoas olharem assim, cara, para que que eu vou gastar tempo indo atrás de baixar o torrent, de correr o risco do meu computador pegar um vírus e tal, se eu tenho isso aqui na minha mão de maneira fácil, no celular, pagando pouco?
Então assim, realmente, como você falou, a pirataria ela às vezes é hoje em dia principalmente, ela é a única saída daquela pessoa que não tem ou a condição de manter aquele hobby que é uma parada que ele gosta, como videogame por exemplo, ou não quer entrar dentro dessa rodinha de hamster onde a gente sabe que vai dar o quê? Vai dar sempre a empresa querendo puxar mais e mais e mais e mais e mais e não dando as coisas em troca, né?
Tu vê, o jogo, a gente comprou o jogo tem 10 anos atrás, a empresa continua fazendo melhorias, vai lançar agora, vai dar um, esse DLC vai ser comprado, o upgrade vai ser de graça.
Vai ser pago. O DLC é pago, mas o remaster é gratuito.
Pois é, olha que foda!
Porque entendeu, já tem um jogo, eles vão— remaster é de graça, é de graça, tá aqui, ó, melhoria. Não é só o visual, mas é só para quem tem o jogo, o 3. Sim, claro, você tem um jogo 3, então você tem um jogo 3 e os DLCs, inclusive, você não tem que comprar o 3 agora antes de lançar o remaster, vale muito, para quando o remaster chegar você instalar o jogo, aí você tem o DLC. Isso aí você pode pegar.
O jogo 3 já tem, o jogo 3 ele já tem 2 DLCs incríveis, incríveis. E agora vem um terceiro DLC, o Songs of the Past.
Acho que você já me deixou mais animado porque eu tava pensando o seguinte: que galera preguiçosa, né? Vamos pegar um jogo de 10 anos atrás, vamos botar ele em high definition, trocar uns 3 combos, botar 2 criaturas a mais, uma historinha aqui, vamos lançar ele mais caro. Só como você falou que quem já tem o 3 vai pegar de graça, já mostra aí. Opa, vou ser feito de otário? Vou. Mas eu acho que o otário, justamente isso, porque foi preguiça de fazer jogo novo.
Eles estão fazendo, eles estão fazendo isso direto agora, virou moda, né? Vamos pegar um jogo antigo que fez sucesso e vamos remasterizar. E vamos, acontece também, tá acontecendo direto.
Mas é, e já estão fazendo um jogo novo, né, Davi?
Exatamente. The Witcher 4, que é a continuação, tá em desenvolvimento e tá com tudo para lançar em 2028. A CD Projekt Red, ela é muito parecida com, nesse aspecto específico, tá, que eu vou falar, é muito parecida com a Rockstar, com outras empresas que tem aquela história de só vão lançar o jogo quando o jogo tiver pronto. E às vezes até quando o jogo tá pronto ele ainda lança com alguns problemas, porque são jogos de mundo aberto, é uma parada muito complexa, tem questões de jogo de AI.
É difícil, não são jogos fáceis de lançar com muita frequência, mas daqui a 2 anos a gente vai ter um The Witcher novo para jogar e tal, com todo um enredo novo e tal, jogo de 100 horas e papapá. E enquanto isso a gente tá aí vendo essa parada da remaster. E é interessante, Rex, essa parte do remaster aí que a gente tava comentando, que se você tiver comprado o jogo em outra plataforma, você pode receber o remaster para jogar na sua plataforma atual.
Então, por exemplo, The Witcher 3 agora tem para o Switch 2. Se você comprou The Witcher 3 para o PC, existe uma maneira de você conseguir o remaster de graça para o seu Switch 2. Tem essa parada muito doida, tipo assim, nem a Nintendo faz isso. A própria dona do Switch 2, se ela quer que você troque de plataforma para outra, às vezes tem que pagar por um upgrade. E o pessoal da CD Projekt não, tá aí, fica à vontade.
Olha o macete: vê qual é a versão mais barata do Witcher 3, compra, e aí tu ganha o remaster.
Gente, é isso, se você não tá pensando na maldade, eu tô. Mas não é maldade, é o mercado se regulando.
Você só tem que dizer, o Davi me lembrou uma história triste da minha vida. Você me lembrou a história triste, Davi. Conta aí, porque eu era o cara do torrent, eu fui o cara do torrent por muito tempo. Olha essa vida aí, esse garoto corsário, sabe? Só que a minha vida acabou porque, tipo assim, não era confiável os torrents, né? Eles tinham os nomes dos filmes, quando você baixava não era o filme que você queria ver. E eu lembro que uma vez foi baixar Alien vs Predador.
Opa, um clássico, né? Bosta, mas clássico.
Felizão, né? Aí na época minha mãe, fui tentar ensinar minha mãe como baixar Filma, queria ver séries antigas, coisa e tal. Eu falei, mãe, esse filme aqui acabou de baixar, vou botar para você ver. Aí quando eu dei o play no filme, era uma imagem meio de tela assim, meio esquisita. Eu falei, mãe, isso é comum, que às vezes as pessoas gravam do cinema, né, pega uma cam e bota. Aí eu adiantei metade do filme para ela ver. E aí entrou uma cena onde tinham dois rapazes se degradeando nus no mato, sério, sabe?
É, com armas em riste, sem armas. Aí minha mãe, o que que é isso? Eu falei, eu também não sei. E aí eu cancelei rápido. Eu falei, ah, mas às vezes acontece isso, às vezes eles colocam um filme de entretenimento adulto com outro nome no meio de um filme. Desse dia em diante eu deletei tudo que foi modo de baixar.
Uma inspiração, tá? E o Rex forte para caceta. Quem sabe isso aí, Freud, né, freudicamente ficou ali para ele brincadeando com homens. Mas o mais bonito dessa história é um filho querendo assistir Aliens vs Predador com sua mãe, Davi.
Tem coisa mais Bonito, coisa linda, coisa tenra, né? Não tem história que combine mais, inclusive, né? Coisa que vem realmente do coração, né? O monstro saindo de dentro do peito da pessoa.
E olha, sabe uma coisa que combina também com a gente? É o nosso amigo Davi, que esteve aqui no Plantão Nerd. Davi, como é que o pessoal te encontra aí, pô, depois que sai daqui?
Galera, primeiramente, muito obrigado aí por vocês terem me recebido. Foi muito massa o papo, tá? Gostei demais de conversar com vocês. E quem quiser me acompanhar nas interwebs aí Vai lá no canal do YouTube do Debate, youtube.com/debatepodcast, ou no Spotify também, porque a gente tanto publica numa plataforma quanto na outra. O Debate, ele sai toda segunda-feira ao meio-dia, e a gente sempre pega as principais notícias da semana passada e comenta, tanto eu quanto Bruno Van Deppe, também o nosso querido aí BRKS Edu.
Obrigado mesmo pela oportunidade, foi muito legal conversar com vocês sobre God of War e sobre The Witcher, galera.
Davi, vote sempre, meu queridão!
Davi, eu achei um crate aqui, queria opinião de vocês.
Vou falar agora.
E aí?
Caramba, olha, não tem como não, tá vendo? Olha só esse nosso brasileirinho grande, másculo.
Caramba, armadura feita, tá vendo?
Temos um candidato, viu?
Olha o peitoral, peito tão grande que tá fazendo sombra, ô Davi. Já pensou o nosso peito fazer sombra?
Olha essa geometria, nossa, seria interessante, seria legal.
E alta definição, entendeu?
Finalmente 4K, Thiago, você aqui.
Não, eu digo definição muscular.
Ah, ele fez a piadinha.
Davi, antes que ele continue, uma beijaca para você.
Valeu, Davi.
Valeu, pessoal, obrigado.
Vivo ou morto, você vem comigo. Tentei fazer a dança do robô, o Rex fez melhor do que eu.
Eu fiz ele sofrendo.
Ah, faz ele sofrer exatamente enquanto isso, porque sim, Robocop está retornando das franquias semi-mortas, mas vivas no nosso coração. Porque sim, senhor Rexos, o homem de lata está retornando e parece que já sabemos quem vai vestir a armadura.
Sim, quem está por trás disso é Dan Stevens, que vem da série Legião. Gosto. Dr. Nabe.
Dr. Nabe.
It's tea time.
Você gosta da chá?
Godzilla e Kong, ele veio diretamente para interpretar o novo Alex Murphy na série do Robocop que tá para ser lançada. E para falar com a gente sobre isso, alô, senhor Michiarouka! Você pagaria $1 por isso?
Eu pagaria $1 por isso, eu quero ver isso aí.
Todos nós eu acho que queremos. Eu tô com meu bonequinho aqui, tadinho, deixa eu entregar.
Pois é, mas ele não sobreviveu.
Ele tem um morfinho, só que caiu, ele perdeu o sapato aqui, tá vendo?
Que fofura!
Depois eu vou colar aqui. Todo mundo que tem action figure, tem bonequinho, estátua, uma hora ou outra é inevitável, você, ele cai no chão, aquela coisa, é uma triste dor, ele se perde. Mas eu posso, mas eu posso botar o Edge 209 aqui, cabe aqui, Luciano? Ó, vê se fica bonito ele aqui, ó.
Temos um fã aqui, hein?
Pô, não, eu adoro. Ele não cabe aqui. Ah, é tão bonito, só para fazer inveja para quem não tem.
Ah, eu tenho, você não tem, lembra?
Esse aqui tinha um, ele tinha um, eu tenho, ele tem um botãozinho em algum lugar que eu não sei mais, que ele falava, como é que é? É, pois é, vamos lá, muito boa, maravilhoso.
É 209, o berrinho de elefante que ele dá quando ele cai da escada, né, que ele ficava berrando.
Vamos lá, Aroquinha, vamos embora, nós temos Robocop 1, de acho que 87, 87, sucesso absoluto. O povo louco gritando no set, aquela coisa que a gente viu na sessão da tarde, pessoas sendo explodidas, derretidas, torturadas, revividas, ciberneticamente alteradas.
Eu acho que era muito violento, eu acho que era aquele que passa a tela máxima, né?
Passava à noite, era de noite?
Não, chegou só na tarde, mas eles editavam as cenas, cortavam a parte da morte do Robocop chegou a passar na tela quente, mas quando foi para sessão da tarde eles tiraram a cena da mão explodindo.
Você gosta do, Michel, você gosta do segundo Robocop, Robocop 2?
Eu gosto, cara. Eu gostava muito, né? Eu acho que nós, milênios, geração X, nós temos esse apego ao Robocop. Eu acho que era uma coisa que chamava muita atenção. Eu me lembro quando eu era criança e vi aquilo, eu falei, caraca, isso aqui é violentíssimo para caramba, tô doido para ver mais. Então existiu interesse, né? Hoje a gente analisando, talvez tenha envelhecido mal. Eu acho que o 1 ainda é mais legal, mas o 2 tem seus méritos, sim.
Você gosta, Rex, do 2?
Eu acho incrível. Eu ainda acho 2 um pouco melhor do que o 1.
Ah, não, não. Aí eu não sei por quê, eu não sei porque que eu insisto com Rex. Eu dou uma chance e o cara me fala que Lanterna Verde, o filme do Ryan Reynolds, é sensacional.
Veja hoje Veja hoje e me diga se não se compara, né, Michel?
Não, não morre nessa batalha não, cara. Deixa isso para lá, vamos para a próxima.
Eu sou um cara que eu sou convicto dos meus erros, os meus erros e das minhas vontades.
Não, eu tenho uma certa honestidade aí, né? Tenho honestidade. Não, mas olha, tem o seu valor. Acho que é um filme, inclusive ele foi o roteiro a princípio foi do Frank Miller, né? Só que ele era infilmável segundo os produtores. Aí mexeram para caramba, mas ele tem uma cara, né, mexer muito mais de quadrinho, ele é muito mais escalafobético do que o primeiro, essa coisa mais assim, né, robô gigante, o robô que tem um, porra, um cérebro, uma coluna vertebral dentro dele, os olhinhos, os olhinhos pontuando.
O que me chamava atenção é que a pistola dele era uma metralhadora.
Caraca, que loucura isso!
É muito bom.
Outro dia eu vi um cara, não vou lembrar o canal dele, era estrangeiro. Ele tava analisando que, na opinião dele, a introdução do personagem Robocop no primeiro Robocop— hein, Arouca, nós que somos cinéfilos, né? Vou botar meu óculos de cinéfilo aqui. Ele tá falando, cara, a introdução do Robocop no primeiro Robocop— ó, óculos de arrogância. Ela é uma das melhores introduções de personagens. Não estamos falando só de sci-fi, em termos de cinematografia.
Você tem ele acordando em primeira transformação, a morte, a ressurreição dele, ele levantando, as pessoas batendo palma, você vendo ele renascendo só do ponto de vista. Aí você vê a televisãozinha, lembra, Michel? Tem televisãozinha, né, Rex, no cantinho, que você vê ele de relance. A pessoa não sabe como é o Robocop ainda. E aí ele chegando na delegacia, o barulho, né, aqueles no fundo. E você só vê a reação da galera. E ele passa atrás de um vidro, foi mal, tô empolgado para caralho.
É aquele vidro de fumaça, aquele vidro leitoso.
Aí depois a arma que o Michel falou, você só, é só no som e no relance. Quando você finalmente vê o Robocop, meu irmão, que build-up, hein, Michel?
Vou te falar, demais.
Você sabe que tem uma outra obra da franquia Robocop que eu gostava bastante quando era criança, que era animação, cara. O desenho do Robocop, eu era amadão.
Cada um tem o seu defeito, Aruta.
Vocês não gostam, cara? Porra, desculpa.
Se o desenho do Robocop fosse feito nos anos 80 por japonês, Ia ser incrível, ia ser um massacre. Se fosse anime, ia ser incrível.
Eu lembro da minha mãe falando: Afonso, você não gosta do desenho do Robocop? Que que eu falei? Não, mãe, ele não mata ninguém. Devia ter 11 anos. É, mas sim, ele conversava com algo que tava dentro de nós. E quem sabe— ô, Michel, tu chegou a jogar esse? Você primeiro chegou a jogar esse jogo novo do Robocop aí, o Rogue City?
Não, eu joguei o jogo de Super Nintendo do Robocop e foi incrível. Era um jogo muito bom, cara.
O do Super Nintendo era bacana. Tinha alguns, né? Tinha alguns. Tinha até o Robocop versus Exterminador do Futuro, era excelente, era divertidíssimo. Mas, cara, o jogo novo, Michel e Rex, é esse aí, ó, Robocop Rogue City. Ele foi feito por uma galera que ama o Robocop que nem a gente. O nível de recriação, galera, vou ter que comprar esse jogo direto. Detalhe, cara, é muito maneiro. O próprio Peter Weller dubla ainda o Murphy.
É, mas não é um jogo meio assim, não quero fazer zoeira com o próprio natureza do personagem, mas é um jogo meio, meio robótico, é meio travadão e tal. Perfeito.
É, você tá jogando com Robocop, você queria o quê?
É todo ágil, né?
Não sei, parece que o 2, não queria, eles dão agilidade para o Robocop, né? Ele é todo ágil.
Então ficou péssimo o filme, uma porcaria.
Não sei se vocês com certeza sabem disso, mas para audiência que não conhece, o Robocop inicialmente ele foi esse primeiro concept art dessa primeira armadura. Eles acharam muito pesado, desenvolveram uma segunda, testaram, não gostaram, voltaram para a primeira.
Tanto que o Peter Weller chegou a testar movimentos mais rápidos, ia ser uma coisa mais ágil, porque ele foi treinado com o primeiro figurino.
Aí não, tá muito ruim, vamos fazer uma outra. Aí na segunda não ficou adaptável, não ficou bom, voltaram para o projeto original. E aí, cara, toda movimentação do Pitbull é incrível, cara.
Ele fala quando chegou a roupa final que ele ficou muito desconectado, muito dissonante, porque ele tinha treinado fazer uma coisa rápida e a roupa era truncada. Aí ele teve que fazer esse, isso que você falou, esse retreino com um dançarino, não lembro, um artista, para ele fazer essa coisa que era plástica, mas limitada por essa. Mas vamos lá, Arouca, quem é esse rapazote britânico que será o novo Robocop?
Cara, o Dan Stevens, ele é um ator muito talentoso e ele tem um histórico, né, nas suas séries, nos seus filmes, onde ele cobre muitas vertentes que hoje a gente consegue ver e falar, putz, cara, ele foi uma escolha acertada para esse papel do Robocop. Ele em Dalton Way, como Crowler, ele mostra o lado dramático dele. Então, um cara que mandou muito bem. Ele em Legion, ele mostra um personagem com aquela mente fragmentada, com a personalidade quebrada, tentando lutar para não perder a sua humanidade.
E isso conversa muito com Robocop. E ele também tá nesses blockbusters popzão aí do Monstroverso, aí do King Kong e tudo mais. Então ele tem um um range muito vasto para, puta, esse cara é uma boa escolha. O que a gente tem que pensar muito é quem está por trás disso, né? Quem vai produzir a série para o Prime Video? Então quem vai produzir a série para o Prime Video é a Atomic Monster, que é a produtora do James Wan. James Wan é um cara muito conhecido de terror e também pelo Aquaman.
Ele fez lá toda a franquia sobrenatural, fez o Aquaman. Então também é um cara que está acostumado a lidar com grandes orçamentos, como no filme do Aquaman. É um cara que tá ligado, tá acostumado a lidar com produções de baixo orçamento e trazer muito resultado. E essa divisão Atomic Monster é divisão de TV ali da Blumhouse, que é um estúdio muito focado em terror. Então isso nos dá pista de que muito provavelmente a série vai tentar manter aquele lado mais gore, mais violento, que é clássico do Robocop, né?
Outra coisa que a gente já sabe também é um pouco da trama. Eles vão mudar o Robocop original, a segurança é terceirizada por um grande conglomerado porque o governo não tá dando conta de manter os moradores seguros de Detroit. Então eles vão lá e terceirizam isso também.
Lembra um lugar que eu conheço? Mas fala, é ficção, eu posso estar errado.
Aí eles terceirizam isso, aí tem robozão gigante, tem Robocop e tudo mais. Aí tem muita coisa que acaba dando errado. Na série eles vão transformar o conglomerado na verdade numa big tech, é uma grande empresa de tecnologia. Então isso já nos dá algumas pistas de alguns tropes muito contemporâneos que os roteiristas adoram colocar nas suas séries hoje em dia, que é inteligência artificial, bilionário malvadão e tudo mais. Então muito provavelmente a gente vai para esse lado aqui da trama, que não tem problema.
Eu acho que quando você vai adaptar uma coisa, trazer assuntos contemporâneos fazem parte do assunto. Aí agora a pergunta que fica é: será que eles vão manter a história se passando em Detroit? Será que eles vão tentar adaptar isso para alguma outra cidade onde a violência—
naquela época Detroit era a cidade do futuro, né? Teve aquela questão toda da decadência industrial ali, da gente, automobilismo.
Meu medo é que quando eles tentam pegar uma série como Robocop que tinha uma, era uma crítica, né, ao que acontecia nos anos 80 e tudo mais, e tentar adaptar para hoje, meu medo é que tire a essência da série. Porque até a própria série do Robocop era um futuro distópico, né, nos anos 80, e tinha uma crise, né, era uma coisa um pouco mais avançada. Você tinha androide, robôs de combate, coisas que a gente tá vendo hoje, certo?
Né, 21 hoje, em 2026. Não sei se tem vídeo que já mostra aí que a polícia da China tá andando com robôs juntos para policiar a cidade. Então a gente tá vivendo isso agora, porrada nas crianças também, você viu?
Deu uma voadora na criança chinesa lá.
Eu não tiro a razão do robô, vai trabalhar.
Exatamente, tem muito PlayStation para ser montado, você tá te queimando, entendeu?
Mas meu medo, quando eles tentam trazer uma coisa muito moderna, muito atual, isso acaba tirando a essência, porque na verdade a história é basicamente um homem máquina tentando se descobrir, a sua identidade de volta, e combatendo o crime.
O core do bagulho é a luta do cara, da consciência do cara, para tentar. Mas é um jogo isso que você botou para o Michel. Você acha que a própria— beleza, o setting vai ser atualizado, mas a gente tá torcendo que ele mantenha um pouquinho dessa, dessa futurologia aí, nesse sentido distópico. Mas você acha que essa esse dilema do homem perdido dentro da máquina, principalmente depois do primeiro filme, que isso foi resolvido. Ele desperta no final.
Qual o seu nome, garoto? Bom tiro, Murphy. Você acha que isso vai permanecer? É legal permanecer? Tem umas— eu vi uma parada, não sei se é verdade, Michel, que vai ter um novo Robocop. Talvez o velho Robocop tenha que meio que treinar ele. Como é que tá isso aí?
É, isso é ruim, né? Essa passagem de bastão, mas eu acho que a trama, né, da luta pela humanidade, você manter a sua humanidade enquanto tem uma grande corporação que quer transformar você em produto, isso é legal, isso dá para desenvolver, tem várias camadas interessantes para você trabalhar o roteiro. Eu acho que existe um nome que está nessa produção que vai trazer um certo alívio para nós que queremos que sabe, se mantém uma certa autenticidade com o material original.
Que lá na linha 87, um dos criadores do Robocop se chamava Neil Mayer. Na época era um jovem rapaz de 25 anos. Hoje, com seus 70 anos, ele está envolvido na série, ele tá lá como crédito de produtor. Então nós temos o cocriador de Robocop trabalhando nessa série. Então não é como eles tivessem jogado isso aí na mão do James Wan e fala: fala o que você quiser. Então nós temos uma pessoa que conhece, que criou que sabe exatamente como é que é esse personagem, esse universo, trabalhando na série.
Isso então traz um certo alívio. Isso traz uma certa responsabilidade a mais também para o Prime Video, que sabe, ele gosta muito dessa, de fazer adaptações, e na maioria das vezes é muito criticado, né? Então existe essa preocupação legítima. Então vamos lá, uma das coisas que o Padilha fez, todo mundo odiou, foi aquela armadura completamente diferente do original.
Então Será que eles vão manter a historinha em Detroit?
Seria legal colocar bilionário malvadão, inteligência artificial. Ok, acho que é jogo limpo, faz parte, tem a ver com as questões que a gente pode trabalhar na série. Então existe aí uma gama narrativa com potencial gigantesco em que envolve muito essa questão aí da manutenção da humanidade, sem dúvida nenhuma.
Mas olha só, A gente tá vendo, mas a gente já viu muita série por aí que tinha produtor original e muita coisa foi ruim. Então isso não me traz um alívio, porque o meu medo é que a gente acaba criando sempre uma expectativa muito maior, a gente dá muito crédito para essa galera e no final a gente não recebe nada disso.
Não me venha puxar de Spielberg aqui, hein, que meu vovô me decepcionou extremamente.
Se a gente começar a puxar assim, a galera que tava lá desde o começo, não é uma certeza, não é uma certeza de garantia. E outra coisa que, tipo assim, a gente tá vivendo um momento onde tudo acaba se tornando algo extremamente político, né? Ideais políticos. E vocês querem sempre colocar isso. Então The Boss fez isso o tempo inteiro. Vendo Robocop agora, vai, pode trazer de novo isso. É uma preocupação como fã minha nessa história, entendeu?
Deixa eu botar um pouquinho, jogar para o Arouca, hein, Arouca? Porque Beleza, a gente sabe o que que o Verhoeven queria colocar, como a gente falou, de pano de fundo. Ele já falou em diversas entrevistas. A questão é que isso não é um momento, não há um momento palestrinha que às vezes a gente fala. O filme, ele não para para quebrar a quarta parede e olhar para sua cara, praticamente, como tem gente reclamando do Lanterna Verde, né, onde o filme, o plot, ele para te dar uma lição de moral, ou ele para para ele criticar uma pessoa específica, como The Boys fez.
Eu também não vou ficar defendendo o Trump, longe de mim, mas, cara, no final do The Boys, o Homelander só faltava botar uma peruca e I'm Gonna Fly. Tava muito descarado, tipo, né? A militância do showrunner começou a sangrar sobre a arte. Então esse equilíbrio é importante, né, Michel? Que a gente torce para não— Robocop faz uma mensagem, coloca a sua, você quer fazer, tem que ter crítica, claro que tem que ter crítica, mas cara, tem que estar, né, entrelaçado com a obra.
Sem dúvida, o Robocop ele nasceu com uma crítica política, né? Isso é muito claro ali. Inclusive depois eles, o diretor e o Ed, eles foram trabalhar no Starship Troopers, no Tropas Estrelares também. É uma série de ficção violenta, mas também com muita crítica política. Eu acho que você falou, é quando é muito importante, né? Porque às vezes o showrunner ele tá tão obcecado, mas tão obcecado que atrapalha, sabe?
Que era o que aconteceu com Eric Kripke.
O cara tava obcecado com Trump, aí só sonhava com Trump.
Então depois virou Trump, Trump, Trump.
Então assim, realmente, sabe, vamos fazer crítica política, entuba, quer falar de Trump, vai falar. Mas cara, não pode ser obsessão da Sabe? Tem que— eu acho que às vezes as pessoas esquecem que o negócio é para ser uma parada de entretenimento, sabe?
Você tem que assistir algo, tem que ser entretido.
E o Rex falou muito da expectativa, né, cara? Eu acho que o nosso dever como fã é criar expectativa. Cabe a eles preencher. A nossa obrigação como fã é criar expectativa, é ter esperança de que aquilo vai dar bom, sabe? A gente não pode ser negativo o tempo todo. A gente tem que ter essa um pouco desse altruísmo inocente de acreditar, puta, vai dar bom, eu gostava do original, vamos torcer para ser bom. Então nós estamos no nosso papel aqui de fã nerd, sabe? Agora cabe James Wan e galera entregar o que a gente quer também.
É porque a gente apoiou tanto, Arouca, tanto, é que a gente para para imaginar uma série, alguma coisa, como é que ela vai desvendar. E quando a gente bate, debate entre a gente, às vezes as nossas teorias são melhor do que a entregue. E aí tu fica pensando assim, porra, pera lá, cara, Pô, tem tanta base, tanto material bom, tanta história boa. Você pegasse esses elementos aqui que a gente fica, né, conversando entre a gente para chegar no Google, e aí entrega uma coisa que vai totalmente fora e mal feito.
Às vezes assim, pô, pera lá, cara, não teve alguém naquela mesa de reunião para falar, cara, isso aqui tá ruim, isso aqui tá errado, isso aqui não vai dar certo?
E é engraçado, entendeu?
Por isso que a gente apoiou tanto, porque é difícil, é difícil você não—
é gato escaldado, né, como se fala. Eu lembro assim, a gente era moleque, a gente tá contando aqui, pode ter muita gente mais nova do que nós, né? A gente viu o primeiro Robocop e tal, mudou a nossa visão. Aí Robocop 2, a gente era criança, a gente era moleque, adolescente, né, indo para adolescência ali mais ou menos. E a gente, tirando o Rex, que achou o segundo filme até melhor do que o primeiro, a maioria de nós, eu diria que olhou Robocop 2 tipo assim Pô, maneiro.
A gente não tinha um conhecimento de cinema, não tinha um repertório, mas a gente falou assim, é maneiro, mas assim, é, tem alguma coisa que não clica tanto quanto o primeiro, mas pô, muito foda. A gente falava no colégio, porra, brincava de bonequinho. Quando veio o terceiro filme do Robocop, eu não sei se vocês lembram, mas cara, ele é tão merda que ele tem um fã. Eu acho que é no terceiro, me corrijam nos comentários, ou Michel e Rex.
Ele tem um fantasma, acho que da esposa do Murphy, que fala com ele. Que depois acho que isso foi para série de televisão.
Tinha um fantasma, teve a série de televisão aí do Robocop.
E eu lembro de—
não, mas o terceiro não era com o Peter Weller?
Não, então mudou o ator. O terceiro, e o terceiro ele voa, tinha um foguete.
Eu lembro de ver, mas sabia que o foguete do Robocop já tava para ser colocado no segundo filme? Mas por questão de orçamento não era viável fazer, tá? Mas ele já ia ter o foguete, porque acho que não odeio storyboard, também não, acho que combina. Mas ia ter uma cena de jetpack dele com o Kano, o vilão, né? Eles iam ter uma porrada no ar, os dois. E aí ficou muito caro para fazer, tiraram e botaram no terceiro jetpack. E aí fica maneiro o jetpack no terceiro. Tem elementos bons no terceiro?
Tem, tem uma porra. Eu lembro de não ter a noção do porquê que era ruim exatamente, mas adolescente eu sabia que não tava maneiro, sabe?
Não, era muito cara de home video. O terceiro tem muita cara de home video assim.
Depois você fica mais velho, você começa a entender essa parte.
Ela morre, a parceira dele morre.
O fantasma, lembra, Rocco? O fantasma é da esposa dele ou é da Louise?
Porque a Louise ia morrer no terceiro e parece que ela ia trazer a Louise como Robocop também. Caramba, é, é, tinha esse briefing, entendeu?
Eu acho engraçado que se Robocop 1 saísse hoje em dia, a gente zoa aqui, a gente zoa a galera esquerda e direita, né? A galera da direita ia reclamar para cacete da Louise, porra. A galera ia falar que era lacração, porque a mulher abre o filme, meu irmão, dando porrada num cara 2 vezes o tamanho dela.
Tu lembra disso?
Quando já entregando o cara na delegacia, ela já chega assim, ela já chega, meu irmão, e o cara se liberta, ela dá porrada. A galera, meu irmão, mas é construção, construção é construção, não tem.
Não, mas por exemplo, ela não chega a tempo de salvar o Murphy, lembra? Tem uma cena que o Murphy salva ela no começo.
Todo mundo salva todo mundo.
Exato, é muito bom, cara, é um filme maravilhoso.
E os dois têm os méritos, porque o Rex tá falando, né, tem umas porradarias maneiríssimas.
Você não concorda?
Quem?
Não, vamos lá.
Tem os seus méritos. Mas aí a gente podia trazer outra coisa interessante, que é o histórico do Prime Video com produções de ação, que eles fazem muito bem. Então Prime Video é a casa de Richard, de Jack Ryan, de A Lista Terminal. São ótimas séries de ação, mas são séries de ação militares baseadas em livro, né? É um pouco diferente, mas é uma coisa, mas é um nicho que eles pegaram e eles fazem muito bem, né? Hoje Richard, depois The Boys acabou, é a série número 1 do Prime Video, sabia?
Uma série de baixo orçamento, uma série de ação. Baseado em livros. Então isso eles fazem bem, série de ação. Então nós temos mais esse resquício de esperança de que temos potencial de algo bom vindo aí sim.
Perfeito. Agora última pergunta, absolutamente superficial, absolutamente superficial, mas às vezes um pouco de superficialidade, maravilhosa, um pouco de confeito, um pouco de confeito ali em cima. Eu quero saber da boca do Dan Stevens. Por favor, Luciano, se você puder colocar o nosso novo Robocop na tela, porque é importante que o Robocop tem uma boquinha marcante, né? Não, ele, o Peter Weller, ele tinha uma bela boca, ele tem uma boquinha, tinha um belo bocão, ele tinha um bocão maneiro.
Eu acho que é no lips, no lips.
Bota aí, Luciano, a boquinha magra.
Aí, ó, mas não tem nenhuma foto dele, Luciano, sem bigode, sem esse charmoso bigode.
Vai dar trabalho para o Luciano mais uma vez.
Poxa, eu estou brigado com Luciano, eu estou no meu direito.
Ah, é? Vocês têm um lance acontecendo no backstage, né? Uma zoeira.
Estou me vingando dele parcialmente, já que ele não tem tempo, agora vou fazer ele não ter tempo.
Essa coisa, essa coisa da beça, eu brinquei aqui que é superficial, mas é uma assinatura, né? É importante, é a única coisa que você vê do ator.
E eu lembro, cara, que quando eu vi o filme eu pensava assim Cara, é só dar um tiro na boca do Robocop. Só que aí quando você vê que ele tira o capacete, você vê que é uma pele esticada, grampeada. Então dá para entender que pegaram só o rosto dele e colaram numa estrutura metálica, sabe? E aí você pensa, caramba, você podia atirar onde você quisesse que o cara ainda era uma máquina. Isso é muito bom.
Nós temos uma preocupação também moderna que é a vaidade do talento. Né? Os atores não gostam de não aparecer. Então essa armadura hoje no Dan Stevens mostrando só a boquinha, isso seria tecnicamente um problema, sabe? A Jennifer Lawrence de Mística, que a gente quer buscar e botar Jennifer Lawrence. É o Master Chief sem o capacete na série para mostrar o ator.
Sim.
Então é o Mandaloriano, mais Mandaloriano é Ahsoka.
O Mandalorian, a gente sabe que é só a voz do Pascal, sabemos, mas ele ficou no meio do caminho, né?
O Pascal de máscara o tempo inteiro.
É, o Dredd também, né, fez isso.
Ele tira, sim, sim, mas ele tira duas vezes na série, três episódios em três temporadas. É, ele tira muito pouco, mas também nunca, né? É, pois é. Mas a gente, como você falou também agora, você deu um exemplo bom agora, o Dredd com o Cauã. Ele fica o tempo todo.
É, o próprio primeiro filme do Robocop não era muito famoso, né?
O cara faz muita franquia nerd, né?
Sim, sim. E eu acho que ele ama tanto o personagem, você vê ele falando, ele também falou, não, meu compromisso é não tirar a parada. É que assim, o próprio Robocop no segundo, no primeiro filme, quando ele vai recuperando ali humanidade, ele fica sem capacete até o final do filme, né? Da metade final, terceiro ato, na verdade, ele é sem capacete. A questão é que tem que ter um porquê. Mais uma vez, a não ser que o personagem—
eu consigo imaginar aquele capacete de nanotecnologia meio Tony Stark, sabe?
Ah não, tomara que não, tomara que não seja. Eu acho que eles vão por esse caminho, mas eu não duvido, porque tira aquela cena emblemática dele tirando capacete com aquela porafudeira Parafuseira. Como é que é o nome do aparelho que você falou?
Parafuseira.
Você fez um outro negócio aí que deixa para lá, tá com a cabeça, e depois de meio horário não pega medida. Não, você sabe, não sei se já ouviram essa história que um dos atores, parafusadeira, é, não, beleza, todo mundo já esqueceu, não precisa. Essa cena, Luciano, deixa essa cena aí. Olha a boquinha dele, deixa essa cena na tela porque Uma curiosidade, uns atores, eu não sei se o Michel e o Rex sabem disso, um dos atores que leu para esse papel, que tava competindo, era o Armand Assante, um grande ator latino.
Odisseu, ele fez uma versão do Odisseu e fez a primeira versão do Juiz Dredd. Não sei se vocês lembram.
Não, não, ele fez a primeira versão, ele faz um outro Dredd que é o clone do original.
Ele é o vilão, é o Rico. Rico. Exato. O Armand Assante, ele leu, né, para o diretor para interpretar o Murphy. E aí era a cena, era exatamente uma das cenas que os atores estavam lendo, é essa cena que ele tira o capacete e vê o horror que ele é por debaixo da máquina, né, é o que sobrou dele. E aí o Paul Verhoeven, ele fala que o Armand Assante, na hora dessa cena, quando ele tira o capacete, Ele interpretou um homem horrorizado com que ele é visto.
Oh my God, look at me, I am a monster! Não, do not look at me, sabe? Meio que fantasma da ópera. Don't look at me, Louis, no! Oh my family! E aí nego tipo: Não então, cara, você tem que diminuir ele, as emoções dele tão mortas. Ah, um pouco menos sim. O cara não conseguiu, o problema fala que ele não conseguia. Aí aquele tipo, pô, obrigado. E aí eles falam, ó, Armando Assante é um ator incrível, mas ele não conseguia fazer um homem que tá com uma tristeza profunda, mas ele não consegue se expressar porque os nervos dele estão literalmente cortados.
Ele não tem nervos, né?
Não tem mais agora, é tudo, é uma pele colada. É, eu achei essa história engraçada para Dedé. Será, hein? Será, Michel, que o Dan Stevens vai com esse ego aí se permitir se conter?
Não, ele dá conta, o cara é excelente ator. Isso aí eu acho que não tem problema, nisso eu não estou preocupado.
Eu quero trazer uma cena, uma lembrança. Essa cena sempre me incomodou no filme.
Ah, Rex, lá vem você mais uma vez.
Porque ele tirava o capacete, automaticamente quando ele tirava o capacete saía o queixo e o pescoço. Era um erro de corte absurdo. Não, porque o pescoço do Robocop é preto, é uma estrutura preta.
Aqui tem um maxilar preto.
Não era, não. É o maxilar preto e o capacete. Quando você tira o capacete, automaticamente sumiu o queixo e o pescoço.
Mas você dá a entender de que ele tirou também esses anexos, pô.
Mas por que ele tiraria se só mostra ele tirando o capacete?
Porque você quer tirar tudo junto, você quer mostrar tudo.
Quer tirar cada pecinha só para tirar o capacete, manter a queixeira, entendi, pescoço preto. Então essa cena me incomodava, ficava faltando alguma coisa. Cadê as outras partes? Eu vendo a cena do filme, eu fico assim, tá faltando coisa aí. Então Robocop 2 não tem esse erro.
Robocop 2 tem seu valor, tá? Parece que a gente não falou, é, mas o Robocop 2 tem vilão criança. Qual filme hoje, Michel, que tem uma criança como vilã traficante de drogas? Fala para mim. Cidade de Deus tem 20 anos, o filme.
Quanto tempo depois?
Pois é, vocês acham mais crianças? O Luciano fez um gráfico para mostrar exato.
Obrigado, Luciano. Levou no pente, fez a sexta-feira no programa para mostrar que eu estou certo.
Mas olha só, é óbvio que na hora que ele tá tirando o capacete ficou de fora da edição ele tirando esses outros pedaços, pô. Precisava tirar, era só tirar o capacete para mostrar que a garganta dele é toda, meu irmão, mecanizada. Eu vou te falar, a única parte boa que eu acho do novo filme do Robocop do Padilha é quando ele é desmontado na frente do Gary Oldman, hein, ô Michel? Quando ele vê que só o que sobrou dele é um pulmão, acho, e uma mão, uma mão direita.
A mão direita, cara, é aquilo ali Deu, eu tô no cinema, eu olho assim, ok, eu vou embora. Não faz sentido.
A mão era uma coisa política social ali para ele apertar a mão das pessoas.
O cara é um bicho feito de titânio. Bate comigo aqui, ó, concorda comigo aqui, por favor. O bicho é todo um robô de titânio, entendeu? Feito para segurar bala. Aquela mãozinha com o topo que sobrou para segurar aquela arma de fogo dele é para apertar a mão. No primeiro tiro, a mão voava porque não tem estrutura para segurar a mão, entendeu? Ele ia dar um soco com aquela mão, ele ia quebrar a mão porque tem todo um braço mecânico por fora, quando a mão encostasse alguma coisa, a mão ia pulverizar. Não faz lógica aquela mão.
Eu acho que aquilo teria ficado melhor, falando sério, se mostrasse uma cena em que algum senador, alguém influente ali, chegasse assim: não, mas ele tem que ter— eu acho que até eles mencionam isso no filme— ele tem que ter uma mão para apertar a mão do presidente, sabe? Essas coisas idiotas assim, sabe? Que é uma coisa política, sabe? Extremamente Não, é para ele apertar a mão das senhoras na hora da campanha política, dizendo que eu que aprovei esse projeto Robocop.
Ele tem que ter uma mão humana, vai apertar a mão do robô? Mas acho que não valorizaram muito esse esquema. Então você tá otimista, Michel?
Eu tô otimista. Eu acho que a gente tem aí uma série que ela pode trazer muita ação, pode trazer esses debates filosóficos sobre o que é a humanidade. É o seu corpo? É a sua a sua mente, a sua alma? Será que, beleza, você sobrou quase nada, mas você ainda é um humano? Você tem uma corporação tentando comprar essa alma para lucrar. Então, cara, tem muita coisa boa, tem muito potencial de história, filosófico, político, de ação, ótimo ator.
Então vamos torcer, né? Eu acho que o benefício da dúvida está dado. Mas é isso, né? Eu acho que A vantagem de nós que temos esperança é que se der ruim, nós estamos também com a liberdade para descer a lenha, porque também ninguém é trouxa, né?
E você vai descer a lenha exatamente aonde que a galera continua aqui depois que terminar o Plantão Nerd?
Me encontre no Série Maníacos, estou à disposição para quem gosta de séries. Todas as semanas vídeos, entrevistas, tier list, análise. Estou fazendo a cobertura da temporada da série dos Lanternas, tô gostando bastante. E no Instagram, Série Maníacos TV.
Excelente, Michel. Beijoca, meu queridão.
Valeu, Michel.
Obrigado.
Até mais.
Beijo.
Como uma sorrateira raposa oculta pela neve à espreita da sua caça, sim, a Comic Con de Nova York se aproxima prometendo notícias bombásticas sobre Naruto, meus queridos. Só que para saber o que que vai acontecer, a gente tem que chamar alguém que entende.
Alguém entende muito mais do que a gente. Então Para falar desse universo de ninjas escondidos na floresta, nós temos aqui Gustavo Campos, que irá contar essas novidades desse universo deste menino louro do Oriente.
Chegou!
Fala, galera! Muito bom dia, boa tarde, boa noite!
Olá! Excelente, meu caro! Que bigodeira bonita essa aí, hein? Ostenta para gente, mostra um pouquinho. Você deu uma penteada de manhã? Olha que legal como é que ela tá!
Tem jeito! Imagina, ninguém tem bigode.
Tem esse dia, tava pensando, tem. Sabe quem tem bigode, Naruto? Pai do Gai é um dos únicos que tem bigode. Sabe o que Naruto tem poucos? Curiosidade, curiosidade, curiosidade. Sabe o que tem bem pouco em Naruto? Carecas.
Bem pouco.
Que bullying!
Bem pouca coisa.
Só tem um cara chamado Chiriko que era amigo do Asuma Sarutobi, que é um monge. Aí tem uns amigos monge dele, mas só que tipo assim, só tem Caraca, esse aí é rápido, hein?
Mas o mestre do Naruto não era careca? Ele só tem aquele cabelo caindo na lateral aqui.
Ah, você diz com aquela coisa meio de cabelo de monge, assim?
O primeiro mestre do Naruto, que ali que ensina ele, que tem aquele chapeuzinho de palha.
Não, olha, esse inclusive serve para a gente ilustrar a nossa ignorância, meu querido Gustavo e audiência.
A gente manja de muitos outros animes.
Por acaso esse, o Naruto, mangá de Naruto, cara, não é um mangá que capturou a gente na época. Eu quero perguntar para o Gustavo, já que você é a primeira vez que você tá aqui com a gente, cara, você, por que que Naruto te capturou?
Pô, vou te falar uma parada. Eu venho do rap, né? Eu já fazia um rap na juventude, fui um adolescente que só queria dançar cabelo black e o tênis All Star. E aí o que acontece? Os rap que tinha Naruto, eu achava muito legal o conceito, estilo da Katsuki e tal. Eu falei, pô, esse negócio deve ser muito maneiro. Aí esquece, o anime me pegou. Eu que curto o conceito filosófico de vida, Naruto tem muito, tá ligado? A questão do exemplo, a questão da fé, a questão de você ser movido muitas vezes pelos seus traumas e justifique as suas ações baseada nisso.
Pô, Naruto me pegou muito nessa questão de filosofia. E aí eu fazia lá as músicas, aí gostava de colocar referência de Naruto, tá, naquele, na questão de estilo. E aí tipo assim, eu falei, pô, tá maluco, vou falar de Naruto, vou fazer vídeo. E o público também de Naruto, um beijo para o público de Naruto, vocês são top, me abraçou. E aí esquece, é minha vida, mano, é, acho que é a coisa que eu mais gosto de falar e mais sei falar aí no mundo.
Esse é um famoso, é um naruteiro esse Gustavo. De fato, meu querido. Então vamos lá, vou mencionar aqui a Comic-Con de Nova York, que já tive oportunidade de ir, é muito divertida. Mas alguns argumentam que ela tem o que a Comic-Con de San Diego perdeu. San Diego ficou mais para os filmes, essa coisa meio hollywoodesca, e a Comic-Con de Nova York ainda tem a raiz dos quadrinhos, do mangá, aquela coisa que você poder andar aí, Gustavo, pelos corredores e encontrar lá um mangaká, um artista de quadrinho e tal.
Mas a galera tá prometendo então novidades aí, tem uma turma falando reboot do desenho? Como é que é isso aí?
Tem muita especulação saindo, tem bastante coisa interessante. Finalmente eu vou falar para vocês uma curiosidade: desde que eu comecei a falar de Naruto na internet, nunca aconteceu nada de, de, faz uns 5 anos que não rola nada, porque veio a franquia de Boruto muito na frente também, trazendo algumas novidades. Mas desde que eu comecei, tá um marasmo. Por isso que eu tô empolgado, porque Porque vai rolar a Comic-Con de Nova York no dia 10 de outubro, e por volta das 6 às 7 horas do horário de Brasília estão prometendo um grande anúncio.
Anúncio esse que quem vai fazer é simplesmente o dublador oficial do Naruto— a dubladora, desculpa, oficial do Naruto, e também o dublador oficial do Sasuke. E aí ainda tá um mistério sobre o que vai ser anunciado. Já tem algumas especulações bem interessantes, sobre o que pode ser. E aí tá entre o quê? Um possível retorno do anime como remake. Isso é o que de primeira instância todo mundo quer, e eu também quero.
Na real, qualquer coisa eu quero.
Para quem não tem nada, qualquer coisa tá bom. Então o que anunciarem eu vou ficar feliz. Só que aí entra essa linha do remake. Inclusive até quero saber a opinião de vocês sobre remake, se vocês acham que remake é válido ou se vocês acham que as obras têm que se reinventar e não refazer o que remake fez, cara.
Então a gente gosta de remake. Às vezes o nerd se esquece de que muitas obras que ele elogia hoje ou ontem ali são obras originais de outrora, na verdade, né? The Thing, O Enigma do Outro Mundo, que eu adoro, é um remake de um filme velhaço ali. Os Infiltrados, os Infiltrados. Agora o último É óbvio, é um remake, muito bem lembrado.
Consegui entregar um bom. Vocês estavam mandando vários, eu falar solta um bom aí.
Agora, o último remake de anime que eu tava animado e me decepcionei foi de uma das minhas séries favoritas de mangá, anime, que é o Berserk, cara. Muito bom. Que é, Berserk é incrível, mas esse remake, hein, Camus, você Chegou a assistir?
Então, Berserk me pegou. Eu assisti primeiro o de 97, o anime, me pegou demais. O nome dele é Guts, o meu nome é Gustavo, já rola aquela proximidade, né? E aí, tipo assim, achei muito maneiro. Só que tem um ponto daquele anime clássico que fica de— porque acho que sai outro remake, sai outro que é em formato de filme, se eu não me engano, porque é um negócio assim Isso porque engloba a magia, né? O primeiro anime não tem a fadinha, o conceito da fadinha, essas coisas assim, né?
Aí inclusive, é, mas ela não tá, esse conceito, esse conceito não tá no primeiro. Aí depois eu acho que lançam um compilado que envolve, e depois vem esse remake que prometeram, e é bem ruim. Eu não acho que tem que é tão ruim assim quanto a galera fala, mas talvez seja porque eu gosto, tipo assim, eu Qualquer coisa tá bom também. Melhor ter ruim do que ter nada, mas é bem fraco.
É fraquinho. O original tinha uma coisa visceral ali que era maravilhosa.
A animação era muito boa também.
Adolescentes deprimidos, a gente não sabia o que era nesses sentimentos, mas o Guts estava nos ensinando.
A gente descobriu que era depressão com Guts.
Com Guts.
E uma coisa interessante sobre a espada dele, né, que ele consegue ficar com essa espada grandona porque ele luta com espada de adulto desde criança. Então conforme ele foi crescendo, ele foi fazendo a espada dele lá crescer também para ele poder, né, lutar maneiro e etc. Isso é legal para caramba. O Guts é um cara muito resiliente.
Podemos definir uma série que eu fui tentar ver e não me pegou também, porque eu venho do filme original que é o Ghost in the Shell. Eu tentei ver esse remake que eles fizeram do Ghost in the Shell agora.
A Gabi até veio falar com a gente aqui.
Apesar do remake ser descarado um mangá, que é muito mais, o estilo de desenho é muito próximo inclusive do mangá, o desenho desse remake novo eu não me pegou, cara. Eu assisti e não foi.
Tô para ver ainda.
Ainda o Ghost in the Shell tem uma beleza nos 90 de animação, mas isso que eu ia falar, eu acho que os animes dos anos 90 Os animes dos anos 90, e vai muito em Evangelion, isso entra muito em Evangelion. Eu nunca entendi o que se passa em Evangelion, mas a vibe do anime, mas é loucura. Aí tem a lança de Longinus no final, que aí é uma parada de que é mó loucura.
Mas quem diz, quem diz que entendeu o final de Evangelion tá mentindo, seja para os outros ou para si mesmo. Nenhum ator falou que o bagulho faz sentido, ele admitiu.
Evangelion, eu vou falar isso que vou falar sempre, eu não me importo com a sua opinião, o que importa são os meus músculos. Evangelho é chato para caralho.
Meu Deus do céu, foi uma animação que me colocou meu sono em dia.
Eu tentei ver, porque olha só, eu sou de uma geração, final é chato, confusa, eu sou uma geração que conhecia o Evangelho. Evangelho, Evangelho, ótimo. Pela cultura oriental. Muitos amigos meus traziam revista do Japão, tinham estatuazinha dos robôs, mas nunca ninguém teve acesso à animação, que era uma coisa muito restrita nos anos 90. Gostava da estética visual, mas não tinha a estética e não tinha cultura do desenho.
E quem não sabia qual era a história, né?
VHS com legenda em inglês, então você não entendia, só tinha cenas de combate. Aí quando a Netflix colocou todos os desenhos, eu falei, caraca, vou ver Vou tirar esse peso da minha consciência de saber o que é evangelho.
Deixa eu ver se é bom mesmo, né?
Quando eu fui ver, foi uma decepção tão grande, mas tão— pô, eu vi velho, cara, não vi mais moleque.
Mas eles têm uma versão, né, Gustavo? Uma versão que é meio que como—
não, eles tiraram remake agora, lançaram, tem várias coisas lançadas.
Isso, agora mais atual, faz mais sentido.
É muito muito ruim, cara.
Então sabe o que que eu tenho com Evangelho? Eu tenho com Evangelho uma parada que a história ela é esquisita. Eu não acho nem que é ruim. Muitas vezes eu me sinto burro por tipo assim, ah, eu não entendi porque eu não tô nesse nível, tá ligado, de entender. Porque é uma referência muito casca grossa mesmo, umas parada de outra, de planetas, e de aí tem umas referência bíblica, sei lá, é várias metáforas que eu confesso para eles que eu não tenho.
Mas qual que é o ponto para mim de Evangelho? Você falou que você colocou o seu sono em dia. Isso é um elogio, tá? Evangelion é um anime top para você pôr e só deixar rolando até o sono pegar, tá ligado? Porque é um clima, fica um barulho de grilo em vários momentos e uma história lenta. O protagonista é bunda, o protagonista é bem lerdão, é bem lerdão, só que é uma vibe muito da hora. Esse anime dos anos 90, ele tem alguma coisa, sei lá se a textura, sei lá qual que é. Inclusive isso é uma coisa a ser estudada, velho.
É muito bom, mano. Não, na época eu sei que a gente tem que voltar para o Naruto, mas é porque na época a gente tem que conhecer o que veio antes para poder produzir ou apreciar as coisas novas. Mas a gente tem que entender o ontem também. Ele tinha, Rex, uma— é foda mesmo, você vê uma coisa muito fora de época. Eu acho que ele é um produto daquilo ali e ele tinha uma textura, cara, tanto de— tanto da arte quanto do som que o Gustavo tá falando.
E o plot era uma coisa que ninguém tinha visto. O final realmente é muito confuso. Eu falei, não foi de sacanagem, o próprio criador, ele falou que ele não estava bem quando ele foi, ele tava escrevendo o final da série, bem emocionalmente. Acabou a grana do bagulho, por isso que eles fizeram outras versões para poder consertar o final. Depois tem esse remake, mas mesmo assim o original, eu arrisco dizer, a galera pode opinar aqui com a gente ao vivo, nos comentários, ele era uma coisa muito diferente de todos os outros animes.
Era tudo, gera sensação, gera sensações, pô. É estranho isso, gera uma sensação. O clima ele gera uma sensação meio que tipo, caraca, que estranho, sei lá, me gera sentimentos.
É aquela coisa do impending doom que se fala em inglês. Existe uma, uma algo, algo atmosférico, atmosfera de algo horroroso que está prestes a acontecer, mas que a gente não sabe quando, mas é logo ali e tal. E o protagonista, ao contrário da maioria O asiático, ele tem essa coisa assim de fazer um personagem que visualmente, fisicamente, ele é abaixo até daqueles que o cercam, mas que ele em algum momento ele se sobressai, ele vai brilhar, ele vai brilhar.
Então o Seiya tem sempre alguém que fala: Seiya, por nós você consegue, eu confio em você, eu confio em você, Seiya e tal. O Shinji, né, é o protagonista do Evangelion. Acho que é Shinji. Ele é um loser, é punheteiro, literalmente, que não é incel do cacete.
Ele é meio, ele é meio Rajesh Koothrappali, tá ligado? Tem medo de mulher.
O que me irrita no desenho, e só para finalizar o Evangelho, é porque tipo assim, normalmente você tem uma história de um personagem fraco Mas as adversidades transformam ele, e aí ele supera isso. O filme inteiro ele questionando o pai dele, o amor não correspondido, as meninas que ignoram ele. E assim, então ele não tem nenhuma, nenhum momento da série você consegue. Então quando ele vai chegar assim, aí agora eu vou, aí não, não vou, não vai.
É um cara ruim de se inspirar, é um cara ruim de se inspirar. Ele vai ser leitão se tu se inspirar nele.
E aí nada na série te inspira em nada. Então tipo assim, é uma série para baixo o o tempo inteiro. Mas os robôs são foda, mas tem uns robôs que são foda demais. Para mim, se pegasse todos os desenhos da Evangelion e botasse só as cenas de robô, daria uma puta anime.
O que que você gostaria do remake de Naruto, se é o que eles vão anunciar?
Posso trazer só um gancho aqui desse conceito que a gente tá falando de animes clássicos legais?
10 para tudo.
Porque o que acontece, Naruto clássico tem essa vibe que a gente tá falando, dessa parada um pouco mais antiga, da clássica, da visceral, que até foi citado em Berserk. Naruto clássico é 10 de 10. Eu admito que o Shippuden ele vai para algo mais megalomaníaco, poderes muito grandes, e Susanoo e modo Kurama. O clássico ele tem um tom de simplicidade que ele faz um jutsu de fogo, isso é muito maneiro. Se vem um remake, talvez esse tom clássico ele possa ser ofuscado, e aí seria um grande problema.
Porém, o que que seria perfeito se a gente— é claro que tem várias coisas podem ser anunciadas, e aí a gente vai abordando. Se for anunciado um remake, que seja um remake mantendo tudo que foi bom, tira todos os fillers, mas agrega com informações que não foram contadas no anime. Se for para deixar filler, porque, né, não dá para refazer o mangá e não dá para fazer remake de mangá, Até onde eu sei também, não sei. Mas enfim, se for fazer remake, seria muito da hora se fizesse um remake mantendo tudo que tá original, com animação melhor, ainda assim visceral, começando pelo clássico e agregando com informações.
Porque o universo de Naruto, ele é muito, muito rico e tem muitas lendas, tem muitos ninjas de lugares que foi mencionado que ele enfrentou tal ninja. Então se agrega colocando essas informações, pô, seria perfeito. Mas corre o risco de perder esse tom clássico que o próprio Naruto clássico tem, que é muito bom.
Perfeito, cara. E no meio da sua fala eu fiquei pensando, cara, como é que existe remake de mangá? Eu fiquei ali, pensei comigo, existe, dá para fazer remake de mangá, basta colorir. Manda luz.
Inclusive tá aí uma tese, tá? Por que que não colorem mangá sendo que é muito mais legal se fosse colorido?
Hoje em dia pode, né, cara? Hoje é mais fácil colorir um magazinho, pô.
Acho que tem que deixar em clássico preto e branco, que é assim que a gente conhece.
Será?
É porque é mais fácil produzir, né?
Mas você pintar, hoje é mais rápido. Tá faltando árvore, gente. É porque o plantão nerd tem o ícone ali, ó.
Tá faltando árvore. Agora vem cá, vem cá. Vamos lá, senhor Campos.
Sim?
Você não acha que Naruto é um desenho recente, né? Tem uma história completa já. Merece um reboot? Não é mais fácil focar em você talvez fazer umas ovas, fazer talvez ali uns filmes, né, uns filmes, né, de Naruto?
Igual Dragon Ball faz, que é top pegar e fazer um filme.
Porque você mexendo num negócio que já foi feito, porque Boruto, eu ouvi muita reclamação dos fãs falando que Boruto é ruim, não pegou a galera. Sabe, não sei se melhoraram depois com o tempo para voltar, mas assim, mas a galera que viu Boruto meio que largou mão, falou assim, cara, não é bom, nem quis ver as outras temporadas por conta disso. Talvez focar nisso, Camos, tipo assim, vamos esquecer o que já foi feito, que tá bom, galera gostou, tem os fillers como todo anime tem, e focar numa coisa mais para frente.
Eu entendo o seu ponto, mas aí é uma questão estratégica que é o seguinte: Eles fizeram a obra, a obra acabou e tentaram dar mais um passo, que no caso é— opa, alguma coisa?
Não, tô apontando a mão que nem o, que nem o— olha lá.
E aí o que acontece? A história foi feita, a história foi feita e é isso. Só que quando tentaram dar seguimento na história, que foi a criação de Boruto, o feedback foi muito negativo. Aí o que acontece, mano? Mas tipo assim, foi muito negativo. Foi equivalente a você torcer por um time e o seu time cair para segunda divisão, tá ligado? Foi realmente, não funcionou o Boruto Next Generation. É, o Boruto Next Generation, tipo assim, além de não conseguir manter o legado de Naruto, ele chegou até a dar uma ofuscada no legado de Naruto.
E olha que todo mundo que foi ver Boruto, todo mundo que foi ver Boruto foi ver Boruto sendo viúva de Naruto, tá ligado? Tipo assim, eu vou ver, eu mesmo sou total viúva de Naruto, então meio que eu aturo o Boruto porque Melhor ter algo ruim do que não ter nada. Melhor, tipo, tá ligado? Ô porra, sei lá, melhor tu ter um braço que não funciona muito bem do que não ter braço, tá ligado?
Foi mal essa piada, talvez. Claro, claro.
Não, quer que o pior é tipo ter um padrasto que bebe. Ora, melhor do que nenhum. É, dá para piorar.
Eu acho que esse é o defeito.
Obrigado, Afonso.
É o nosso defeito como nerd, sabia? Como fã, a gente não aceita que acabou, que acabou. A gente não aceita que teve fim.
Mas Batman nunca acaba, Superman nunca acaba.
Mas olha só, Batman e Super-Homem, eles têm uma mitologia que funciona em qualquer lugar. Para o Batman é um exemplo de qualquer jeito. É, você coloca Batman Lego, faz sucesso. Você coloca Batman medieval, Faz sucesso. Você coloca Batman no futuro, faz sucesso. O Batman já é ruim, é uma merda.
Aquele que ele no Japão fez, é zoado, não precisava.
O que que aconteceu?
No geral funcionaria, funciona porque ele consegue ter todos os planos.
Você acha que é uma parte do mito?
É que a gente não aceita que uma coisa boa tem que ter fim, porque começa a se reapresentar. Mas olha só, Naruto bom, o Naruto terminou. Acabou, né? Enfim, contou uma história. Quer contar outra história do Naruto? Conta o Naruto velho, não conta a história do filho, do neto, do pastinho todo, entendeu? A gente tá indo para um lado assim, Ramos, que eu preciso da sua opinião, certo? Vamos lá, aceita ou não aceita o fim?
O primeiro ponto, eu sou uma pessoa como personalidade mesmo, tenho problema com finais, tá? Eu tenho até que em vez de fazer isso aí terapia, eu não Final de filme, eu fico super tranquilo de não ver. Sei lá por quê. Último episódio de série, eu sou super tranquilo de não ver, porque eu acho assim, deixa eu viver isso, tá bom?
Deixa esse universo continuar a existir. Eu não quero saber, continuar aqui.
Você quer continuar sempre com aquele saborzinho, o gostinho da janta na boca, né?
Mas aí o que acontece, eles tentaram, e eu digo mais, o Kishimoto, ele tem culhão para caramba, porque ele aceitou o final de Naruto e falou, beleza, eu vou continuar a obra, só que agora com o filho do Naruto. Qual que é o problema? Ele fez isso que você prefere, Rex, que é vamos para frente, vamos seguir com a obra, etc.
Deu errado.
Que tal então voltar ao plano A, tá ligado?
Aí tem que abrir o baú.
Mas não precisava ter história do filho. Ninguém quer saber a história do filho do Naruto.
Como não?
Você quer saber?
Se a história fosse bem contada, iam querer saber, pô.
É, o problema é que não foi bem contado. Eu acho que o lance é esse.
Se Jesus tivesse um filho, você não ia querer saber a Bíblia do filho de Jesus? Não ia ser muito maneiro?
Todo respeito, não ia ser muito foda? Olha aí, é um assunto, é uma ideia, é uma ideia.
O Terceiro Testamento, se o cara acertou no Naruto, por que ele errou no filho, tá vendo? Isso é o quê? É um péssimo pai.
Você acha que ele como pai da obra falhou?
Como pai da obra falhou.
E o Naruto como pai falha também, tá Porque o Kishimoto, ele foi tão casca grossa que inclusive até uma pauta interessante que é sobre o seguinte: um dos maiores problemas que a continuação de Naruto, que no caso é Boruto, tem é de algo que o Kishimoto teve muito culhão de não fazer. A galera critica, eu adoro, que é o fanservice. Eu acho fanservice muito maneiro. E Dragon Ball, os filmes de Dragon Ball e Dragon Ball Super, sempre que dá certo É quando é fanservice.
Sempre quando arrepia é fanservice. Então eu acho assim, se quiser fazer um remake, se quiser fazer continuação, que nem aí, aí depois de Boruto Next Generation que deu errado, teve um hiato e iniciou o filho do Naruto, Boruto, agora mais adolescente, mais casca grossa, que é o Boruto: Chugun Vortex, que já tá com feedback muito top. E aí qual que é o motivo do feedback muito top? Que o Kishimoto falou, pô, quer saber de uma coisa?
Eu vou pôr nesse moleque tudo que deu certo. Então ele pôs a cicatriz no olho do Kakashi, ele pôs a bandana do Itachi, ele colocou o cabelo do Naruto. Ele aí, o Boruto, filho do Naruto, ele é treinado pelo Sasuke. Aí ele tem o estilo, a roupa do Sasuke, e ficou perfeito. Aí você pergunta, por que que teve esse grande upgrade no personagem? Porque não pesaram, porque pesaram a mão de fanservice. E é o seguinte, eu acho que tem que pegar, pesar a mão de fanservice. E queria saber a opinião de vocês, o que vocês acham de fanservice?
Fanservice.
Eu acho que fanservice muitas vezes salva uma obra que tá indo mal, tá? Ainda mais se for continuar assim.
Eu vou refrasear meu querido amigo Borgão, Borgão, né? E dizer assim: eu sou fã e quero fanservice. Eu quero, eu quero fanservice. Eu sou o cara que compra o fanservice. E vocês, fanservice bem feito, bem feito, ruim.
O fanservice, ele precisa, eu concordo Mas se ele ficar demais como um tempero, ele é igual aquela receita da vovó. Ninguém sabia, ninguém sabia como é que a vovó fazia aquele, aquela lasanha especial da vovó. E a gente descobriu que ela botava um pouquinho de café. Eu falei, caramba, café? Ah é, olha, Dona Fulana botava café na lasanha. Cara, nunca imaginar que o café Mas aí tu vai tentar fazer, aí tu enche aquela porra de café, aí fica um gosto de café.
Então, um exemplo, eu acho que é isso, sabe? Eu lembrei aqui o filme, não tem nada a ver com o tema que a gente tá falando, tá? Mas, por exemplo, a série Alien da Sigourney Weaver, Alien 1, Alien 2: O Resgate, Alien 3, Alien 4, eles, eles, eu acho que eles ficam tentando recriar esses momentos para fazer um fan service, essas frases famosas, sabe? Então assim, no segundo Alien fica meio cafona.
Existe o risco de ficar cafona, cafona e fora de lugar.
Existe um porquê a Ripley, quando chega lá com o robô amarelo, né, a empilhadeira amarela, quando ela chega para enfrentar a rainha alien e a rainha alien vai matar a Newt, a Ripley fala para ela, cara, fique longe dela, soca dela. Uma grande fase do cinema. São duas mães, porra, se porrando e tal, querendo um, querendo salvar a filha do outro. Aí chega no novo Alien: Romulus, que é um bom filme. Aí a menina tá lá, o bicho vai matar ela, e chega o robozinho androide num contexto completamente diferente.
Ele fala: fique longe dela, sua cadela. Tipo, ah não, cara, o fanservice tem que estar no lugar correto.
Exato, Gustavo.
Agora, um ponto então interessante para trazer, então, para a gente ver se o fanservice bom, talvez o melhor fanservice seja quando é feito pelo mesmo personagem. Isso, tipo assim, em vez de ser, vamos supor, em vez de ser o Boruto parafraseando uma frase do Naruto, o Naruto velho nesse novo Boruto parafraseando suas próprias frases. Porque entendendo o seu ponto Talvez o grande problema é quando o personagem novo tenta imitar o antigo, aí fica cafona, aí fica até antiquado.
Imitação, muito bom. Ele não pode ser como uma imitação, ele tem que ser construído para ser uma passada de tocha. Se for assim, é legal.
Agora calma, bate comigo uma coisa aqui, ó. Vamos falar então do que a gente espera do filme, do live action.
Filme do Naruto.
Como é que vai ser o elenco? Todos os meninos dos campos de arroz orientais com seus olhinhos puxados ou não? Vai ser puxou campo de arroz?
Você acha que eles vão buscar os atores orientais ali, né?
Vai ser uns antigos, vai ser antepassado de samurai, tá ligado, que vai estrelar o elenco.
No campo de arroz, né, pegando os carinhas ali, aquela cultura oriental japonesa tradicional de pescadores, plantação de arroz. Então vai pegar uma galera mais oriental para fazer. Qual é a do diretor? Qual é do possível alinhamento? Conta aí para a gente essa novidade aí, Gustavo.
Então, referente, referente ao live action, já vamos começar aqui com o ponto que é o seguinte: eu tenho um pouquinho de receio de primeira instância, porque normalmente live action de anime não dá certo. Aí é que tá, é esquisito, é esquisito. A imagem tem na tela, é esquisito, pô. Já por ontem, senti, mas todo respeito, mas tipo assim, não pega para o Ocidente, tá ligado? E aí o que acontece, eu não lembro, eu não lembro. Teve um dia Attack on Titan, que não é lá essas coisas. Parece que o de Death Note é mais ou menos bom, né?
Eu gostei, é muito merda.
William Dafoe narrando, puta, eu gostei.
Aí o que acontece, Normalmente os live action feito lá no Japão não pega aqui no Ocidente, e eu duvido que pegue no próprio Japão, tá ligado? Mas ok, o grande ponto que traz a grande esperança dentre isso é a série de One Piece.
Por quê?
Porque a série de One Piece ela consegue misturar, ela consegue— não vou falar americanizar, porque aí vai parecer que, ah, se for do estilo americano é bom, e também não é isso. Mas é mais nesse conceito de conseguir deixar a parada um pouco mais comercial globalmente, entende? E até o nosso costume com o conceito de Hollywood, etc., tem isso. A série de One Piece me dá muita esperança, baseado no fato do diretor, que eu sempre confundo se é do filme Um Novo, como o nome do filme do Homem-Aranha, que o cara é diretor, é Um Novo Dia de Novo, Outra Vez, Outra Vez, quase todo dia, mas um dia depois.
Homem-Aranha outro dia, Aranha um novo dia.
Só para eu trazer o novo, o nome dele aqui certinho, é o Destin Daniel Cretton. E esse cara, tipo assim, ele mandou bem, filme novo do Homem-Aranha, mandou bem e já tá numa grande indústria. Ele já pegou Homem-Aranha, então tem moral, tem experiência ali hollywoodiana, etc. Acho que vai ser maneiro. Já estavam especulando quem seria o ator do Kakashi. Eu, e eu acho que vai ser nessa pegada do One Piece, tá? Eu acho que vai ser nesse estilo, vai misturar muito, tipo assim, atores globalmente.
O Naruto, ele tem personagens, isso, Naruto tem personagens com características de vários lugares, que nem a galera da Vila da Nuvem tem um estilo, a galera da névoa tem outro estilo. Então eu acho que dá para fazer essa mesma coisa que One Piece fez, que é pegar atores do mundo inteiro Para mim vai ser top se não centralizar, né, o elenco. Isso vai ser show. Esse diretor é bom, tá caminhando, tá caminhando para surpreender, tá?
E aí, ó, esse aí que é o ator que estão escolhendo para ser o Kakashi. Parece que vai ser interessante, é, tendo em vista assim essas novas notícias, elas são motivadoras.
É para fazer um Kakashi, qualquer cara com máscara.
Só que aí tem um ponto que é interessante, porque Vamos fazer um filme. Inclusive, eu quero até saber, queria até saber a opinião de vocês. Um filme, ele vai ter que cobrir uma história fechada com começo e meio e fim. Eu acho que série daria mais longevidade, daria mais chance para testar coisas igual One Piece, que eu acho que é o seguinte: Naruto, vocês têm que copiar mais One Piece, que tá dando certo para os cara.
Copia a estratégia dele. A gente deve pegar o filme, dá um briefing de 5 minutos para ambientar você na história, não vai perder muito tempo com os personagens, ele já vai colocar os personagens que a galera já conhece em ação, entendeu? Porque a galera do— é um filme do Naruto, é um filme que pega uma audiência muito fã de Naruto. É muito difícil você pegar alguém que nunca viu Naruto para ir no cinema e ver.
O público é muito difícil.
De fora e for assistir, ele deve dar um briefing de 10 minutinhos da história, entendo, e te jogar uma situação com os personagens que a galera conhece visualmente.
Mas você tem que chamar— eu sei que Naruto é gigantesco, mas você precisa atrair a galera que não viu o anime, que não conhece o mangá. Você tem que fazer uma obra que ela funcione por si só. É muito difícil, mas eu arrisco dizer que o Naruto— eu assisti pouco, li pouco do mangá, tá? É, ele não me capturou, mas a gente pode não ser atraído pela obra, mas respeitar, enxergar a construção de mundo que tem ali. Inegavelmente a parada, olha aí, o Roland de Naruto ia ser perfeito, eu acho.
Não seria maluquice, né? É o Jack, é o Rio Jackman, é o Rio Jackman. Maravilhoso. Poderia ser o Pedro Pascal também.
Não, temos que achar um elenco, não vai ser desse nível, tá?
Tipo assim, eu acho que americanizado, se for, vai muito top, mas eu acho que não vai ser desse nível não.
Tipo assim, de atuação, Dragon Ball, nem fala. Mas eu ia falar o seguinte, eu acho que o universo do Naruto, talvez eu me interesse pelo live action, porque, por exemplo, o universo, eu não gosto muito de One Piece, não me atrai o desenho, tá? Tamo junto. Quando rolou, né, não me puxa, não me cabe.
2000 episódios de desenho.
É, tá ligado? É mais fácil. Em vez de ler o mangá de One Piece, zera a Bíblia, pô. Muito mais rico a longo prazo. Mas tudo bem, fica aí minha crítica.
Dá para debater nos jantares com a família, se você—
aprendizado de vida.
Mas o setting do, do, do, do, caralho, dos piratas lá, caceta, do One Piece. Isso, obrigado. Tá aí ele aí, ó. Não me atrai, eu não gosto, não gosto da arte, não me interessa cabelo colorido, não gosto de cabelo colorido.
Eu acho meio pastelão no começo, sabia?
O que não me pega no começo é que é muito pastelão. Pois é, não é o meu estilo, assim, não é o meu estilo, não tem nada a ver com a qualidade da obra, entendeu? A galera tem que separar essas paradas. Não é meu estilo, mas eu consigo enxergar que a parada é bem construída. Já o mundo Naruto, eu acho a construção do mundo me encanta. Porra, As lições me encantam. Talvez tem uma, não sei, não sei porque que não me capturou. Então eu acho que ele tem o potencial para se tornar realmente uma franquia de filmes que vai atrair pessoas que não ficam, não foram puxadas pelo anime, pelo desenho, entende o que eu quero dizer?
Ainda mais que se o filme, tipo assim, tiver um bom feedback, o boca a boca vai falar, pô, vou ver isso aí.
E aí já era, pô.
Eu acho, mas eu acho que seria melhor se fosse uma série, tá?
Eu acho que seria melhor se fosse uma Boa!
Eu acho que tem problemas, porque, por exemplo, quando eles tentam fazer também uma adaptação que é muito certa, dá problema. Por exemplo, Cowboy Bebop.
Puts, que tristeza!
A animação em si é legal. Vai, não, vamos lá. Eu vi recentemente, eu vi antes da série estrear.
Espera lá um pouquinho.
Eu vi a animação, é uma animação chata.
Ah, lá vem você!
É um desenho no ar, é a mesma parada do Evangelho, pô. Aí vai, vizinha, tranquila. A história é chatinha, os personagens são chatinhos. E aí, quando eles fizeram a adaptação da Netflix, eles fizeram igual a série, é igual, é a mesma pegada. Então tu disse que é ruim também, todo mundo te perguntando. Dependendo de como você vai adaptar, se você faz muito igual, às vezes pode ficar ruim, porque o Cowboy Bebop é chato. A série ficou chata, mas ficou chato quanto a série, entendeu?
Mas tu não acha que fazer mudanças aumenta o risco de piorar?
É claro, sempre.
A não ser que seja uma mudança para que a tradução— a gente brincou agora do negócio do cabelo colorido, por exemplo. Os cabelos coloridos no anime e o cabelo maluco em mangá, na arte japonesa, ele tem um contexto, ele tem um porquê aquela coisa ter se estabelecido daquela forma. Você joga isso para o mundo real, você vê uma pessoa com cabelo do Goku, é difícil você engolir. O seu cérebro, ele está o tempo todo lutando contra a fantasia e a realidade, aquela coisa.
Entra no vale da estranheza, tu acha que entra no vale da estranheza.
Então você tem que mexer. Eu adoro Dragon Ball, você tem que mexer, brother, no cabelo, você tem que trabalhar aquele cabelo. Tô dando exemplo Dragon Ball, mas uma coisa que me incomoda no One Piece é isso, entendeu, meu irmão? Quem que tá parando para tingir o cabelo em alto mar?
Aquele sal, mas não tingiu, nasce com o cabelo colorido. É, o personagem já nasce com o cabelo colorido.
Ah, eles nascem assim, justo, maneiro.
Se você ver rentais, por exemplo, as meninas de cabelo colorido acompanham o cabelo, né? A cortina acompanha o carpete.
É, quando você vê, fica aí.
Isso é uma forma de a moldura, a moldura do teto acompanha a moldura do chão.
Exato.
Eu gosto que a gente mantém sempre o bom gosto no Plantão, né? Que é uma coisa que o Vilela ele sempre preza aqui. Meu querido Gustavo, você trouxe aqui um nível que a gente precisava para poder falar um pouquinho mais sobre o Narutinho. Como é que a galera— poxa, a gente já se conhece aqui, mas a galera que por acaso não conhece ainda o Gustavo tem que resolver esse problema. Como é que encontra você?
Quem não me conhece não tá pelas ruas, pô.
Qual é?
Eu sou Gustavo Camos, Camos com K e com Z, certo? Me sigam lá nas plataformas. Qualquer lugar que você colocar Camos com K e com Z, especificamente isso, você vai ver eu, que eu tô lá em todas as plataformas tumultuando no mundão, falando de Naruto e afins, ok? Cultura pop no geral e etc. Então, Gustavo Camos, meu canal principal é o Radar Anime, mas também tem meu outro canal que é o Camos Play. E mais alguns outros canais. É o que eu falei, Camos com K e com Z, eu estarei lá quando estiver tomando banho, eu estarei lá.
Ele estiver lá escondido que nem o Shiryu.
Só para finalizar aqui o ponto, porque não é a notícia lá da Comic-Con e ainda tá em aberto que vai ser. Eu espero que seja o remake, mas pode ser mais algumas coisas, tá? Só para finalizar. O trazer o catadão aqui do que tem de Naruto, só para fechar.
Valeu.
Primeiro, a possibilidade do remake, que seria top, é a melhor coisa. Time que tá ganhando não se mete. Time que ganhou dá para voltar a escalação e tá bom, mantém. Tem que finalizar o anime de Boruto, que, ó, você que assistiu Boruto achou macaca, vai lá nos últimos episódios, finaliza a saga, tá bom a animação. E falta mais alguns episódios para terminar o Boruto Next Generation todo, que é o Boruto ruim, que é o Boruto criança.
Finalizou ali. Tem também, futuramente pode estar chegando um anime de Boruto: Sublime Vortex, que aí é a fase top do Boruto, que é o Boruto casca grossa, mais adulto, com fanservice.
É show!
Eles prometeram 4 episódios especiais que tá pronto há 4 anos, mas ainda não lançaram desde o aniversário. Tem um mangá do Minato one-shot, que o Rex até comentou sobre o one-shot. É quando o Naruto fez o aniversário de 20 anos, fez uma pesquisa de popularidade, e o personagem que mais ganhou que mais ganhou, né? Só um mais ganha. O personagem que ganhou a pesquisa ganhou uma one-shot, que é o Minato. Então tem uma one-shot do Minato muito legal e pode ter especulação de trazer um filme ou um anime dessa one-shot, que também vai ser bem legal.
Esses 4 episódios que eles ficaram devendo e o futuro anime aí de Double Vortex. Então tem live action, possível remake, episódio especial, finalização do anime de Boruto Next Generation e também o início do anime de Boruto: Two Blue Vortex e também um card game e alguns jogos. Então Naruto está vivo e vamos para cima, que bom também!
Haja Naruto aí! Two Blue Vortex, eu gostei do nome.
Eu tirei tanto leite de pedra com Naruto sem lançar nada que eu tô achando que essa pedra é uma vaca, tá ligado? Não é uma pedra.
Queridão, um beijo para você aqui, a gente espera de volta, tá?
Valeu, Cambo!
Tchau, valeu, valeu, até mais.
Hex, assim como o policial Murphy, que não tem descanso, cara, foi, foi, sofreu, foi furado ali que nem um queijo suíço, mas ele é carregado, lembra disso?
Ele é carregado de volta para o hospital, aquele banquinho para ele carregar, lembra que ele tem que meio que ter uma bateriazinha? Ele precisa ser recarregado assim depois que ele é Robocop, tá ligado?
Que ele é um funcionário que não tem descanso, ele mesmo morto eles resgatam ele para voltar para trabalhar segunda-feira. E de fato, quando ele perde a energia, tem que ser plugado. Exato, né? Plugado igual os robôs do Evangelion. Olha aí, isso aí. Faz aí enquanto ele continua fazendo aí, faz a sua atuação do Robocop Dodói, porque o Plantão Nerd ele também é assim, ele acaba, mas ele começa de novo na semana que vem, toda sexta-feira aqui.
Obrigado você que tá aqui com a gente ao vivo ou posteriormente dando seu like. E a gente termina esse programa sempre fazendo recomendação de ações, de coisa para poder continuar seu consumo. É isso que tem que fazer, tem que consumir, consumir mais, como já dizia lá as corporações do Robocop. Como é que o pessoal faz aí para consumir mais coisa? Que você recomenda, Rex?
Olha, o que eu recomendo é assim: já tá um pouquinho saturado de GTA 6, né?
Essas notícias todas estão falando, rolou na Netflix aí ontem, Netflix agora e tudo mais.
Esqueça isso e pense no seu futuro. Investe no Witcher 3, compra baratinho para tu ganhar tua versão remasterizada.
Boa lembrança!
E pronto, tá aí, ó. Aí eu vou pegar um jogão para se divertir depois. Compre, deixa e espera remasterizado para você se divertir depois.
E você tem coisa para jogar para caramba, muitas horas, até chegar o maldito GTA.
Exato, acho que é a promessa que vem, que tá vindo, que tá chegando. Estão enrolando a gente, então se diverte com Witcher até lá.
Excelente, falamos tudo hoje aqui.
Então, Sônia, e você? O que você recomenda para nossa audiência poder gastar e desfrutar do seu tempo?
Ah, eu recomendo o futuro fascistóide de Robocop no seu videogame. Olha só, falei um pouquinho de Robocop Rogue City, mas eu especificamente recomendo se você é fã do filme original, do primeiro, do segundo, terceiro passa também. Eu, Thiago, passo a pano para o terceiro. Se você é fã do filme original, eu acho que você vai se divertir bastante. Como eu mencionei, é um jogo que ele recria a ambientação de um jeito que raramente você vê em adaptações para videogame.
É um pouco de galeria de tiro, porque o Robocop tem aquela coisa realmente muito limitada, etc. Mas ele é divertido, é bacana você dar tiro em vagabundo como um policial furado também faria. Toda essa crítica distópica. Robocop Rogue City. E falando em pessoas que gostam de se furar, Thiago, quem quiser ficar grande Como você, como é que pode fazer?
Bom, vamos lá, eu recomendo que vocês comprem os seus suplementos, seu whey, sua creatina e qualquer outro suplemento que você precise para aumentar a sua qualidade de massa magra muscular sem ter que passar por transplantes ou cibernéticos. Eu recomendo que você vá na Growth Supplements, use o meu cupom OREX que você vai ganhar um desconto, inclusive nesse mês de agosto, até o final de mês de agosto, né? A gente tá com uma promoção para primeira pessoa que comprar no site da Growth, tem desconto dobrado usando o meu cupom, que é o HEX10.
Então aproveite isso aí. E você também pode comprar os seus multivitamínicos ou os seus manipulados na Oficial Farma com o meu cupom HEX. Você me encontra nas minhas redes sociais, o HEX, perto, HEX2099, né, 299 no Instagram e tudo mais. E lá também tô com um canal de cortes agora, tá muito legal, que eu estou botando mais muito da minha, do que eu já já fiz por aí, tanto como ator, seus podcasts, internet, com outra galera famosa por aí também.
Vai lá, acompanha e me vejam e dê esse apoio para gente aqui, para a gente continuar crescendo junto com vocês.
Não merece muito. Hoje eu vou recomendar, bom, fala-nos um pouquinho do Matando Robôs Gigantes, que o Gustavo é fã também, vou convidar ele para lá. E o Banca X, galera, tô até com a camisa do Banca X aqui. Não sei se dá para ver, ó, muita coisa bacana lá no seu, na sua fonte de verdades conspiratórias mais verdadeiras dessa internet que é cheia de fake news. O único canal de conspiração, de ufologia, de assombração real com alienígena de verdade é o Bunker X. É isso, galerinha, até semana que vem. Então, aonde, meu querido?
No Plantão As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal.
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