1923 - SABATINA: ROMEU ZEMA
ROMEU ZEMA é candidato à presidência do Brasil. Ele vai participar de uma sabatina, respondendo perguntas de jornalistas, especialistas e, claro, do Vilela e do chat. O Vilela disse que não vai ser candidato à presidência por falta de vontade.
Homer
Camila Xavier
Emílio Garcia
Gustavo Zucchi
Kobori
Pimentel
Ricardo Varsílio
Sacani
- Críticas à atuação de Alexandre de Moraes e o caso Banco MasterAlexandre de Moraes·Banco Master·Daniel Vorcaro·Supremo Tribunal Federal·corrupção
- Combate ao crime organizado e tráfico de drogas na Rota dos Solimõescrime organizado·tráfico de drogas·Rota dos Solimões·Forças Armadas·El Salvador
- Plano para terras raras no Brasil e o sucesso do nióbioterras raras·nióbio·tecnologia·Vale do Lítio·meio ambiente
- Defesa das privatizações de estatais como Petrobras e Correiosprivatizações·Petrobras·Correios·Copasa·Centrão
- Melhorias na saúde brasileira, desde a formação médica ao atendimentosaúde pública·faculdade de medicina·residência médica·UBS·SUS
- Combate às bets e o problema do endividamento das famíliasbets·endividamento·ludopatia·medida provisória
- Anistia e julgamento dos envolvidos no 8 de janeiro8 de janeiro·anistia·Supremo Tribunal Federal·impeachment
- Geopolítica: Pix, desdolarização e cooperação militar com EUAPix·desdolarização·cooperação militar·Estados Unidos·crime organizado
- Redução da Selic e combate à corrupção para credibilidade econômicaSelic·inflação·credibilidade·corrupção·reforma administrativa
- Críticas à escala 6 por 1 e defesa da modernização trabalhistaescala 6 por 1·CLT·jovem aprendiz·trabalho por hora
- Benefícios fiscais para empresas e a reforma tributáriabenefícios fiscais·reforma tributária·custo Brasil·Zona Franca de Manaus
- Posicionamento sobre o Acordo de Paris e a imagem ambiental do BrasilAcordo de Paris·legislação ambiental·desenvolvimento sustentável·ONGs
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vilela, tá começando mais um Inteligência Limitada na eleição, não é, Homer?
É isso aí.
E começando os trabalhos com o Zema hoje, a nossa sabatina, que é uma entrevista com participação de especialistas e jornalistas fazendo perguntas também, além das nossas e do pessoal do chat, certo?
É verdade.
Então você que tá em casa já manda sua pergunta, é muito importante. Terceiro bloco só com suas perguntas, se forem boas também. Se não forem, a gente vai ignorar.
Sim, manda perguntas boas, mas participem aí. Precisamos da participação de vocês.
Antes que eu vou começar esse papo, cara, deixa eu dar um recado rápido para quem está assistindo e tem uma empresa. O que mais trava o crescimento de um negócio hoje no Brasil não é a falta de vontade ou de mercado, é a falta de método, de processo redondo. Vou perguntar para você, Rômulo. Deixa eu fazer uma pergunta. Se a nossa audiência, sei lá, de amanhã, Deus me livre, mas cai pela metade, qual é o plano de ação exato que a gente tem que fazer aqui?
Rapaz, não faço ideia.
Você e quase ninguém, né? É difícil. E não é porque você é ruim, não. É porque ninguém te deu o processo. E a maioria dos donos de empresa vive assim, no improviso, apagando incêndio todo santo dia. É exatamente aí que o G4 entra. E o que eu gosto neles é que eles não te jogam aquele monte de curso na cara. Eles pegam na tua A tua empresa pega na mão, faz um diagnóstico e te falam exatamente onde apertar o parafuso. Tem monitoria mensal com gente que constrói empresa de verdade do outro lado te dando direção.
É assim que muda o jogo. E olha o timing, o G4 tá disponibilizando a Bússola, um curso gratuito de gestão inteligência artificial aplicada e focada para donos de empresas. Para de operar no amadorismo, cara. Escaneia o QR code que tá na tela ou clica no link na descrição. Descrição.
Espero que esteja na tela.
Tá na tela.
G4, para quem quer mais, muito mais. Ensina isso para o Santas, viu? É, não tá treinado ainda.
Não, não tá afiado.
Ó, deixa eu perguntar um negócio para o pessoal que tá em casa também, ó, para vocês. Quem já pensou em prestar concurso público, mas ficou paralisado sem saber qual escolher? É mais comum do que parece. A pessoa acorda um dia decidida, ó, quero mudar de vida, quero estabilidade, quero salário decente. Aí abre o navegador, olha 20 editais diferentes ao mesmo tempo, e trava. Concurso federal, estadual, municipal, tribunal, polícia, banco, cargo de nível médio, nível superior, cada um pede um tipo de estudo, cada um tem uma banca diferente, cada um tem seu jeito de cobrar.
E no meio de tanta opção, a decisão fica travada e o tempo vai passando. Bom, você tá nesse ponto de indefinição. O nosso parceiro Estratégia Concursos, que é líder em aprovações do Brasil, criou uma ferramenta gratuita excelente para te ajudar a decidir de forma inteligente. Chama Mapa dos Concursos. É basicamente um mapa vivo do Brasil inteiro, com todos os concursos abertos, previstos e autorizados, do federal ao municipal, do norte ao sul.
Você entra, filtra por estado, por área, por nível de escolaridade, e o mapa te mostra o que combina com o seu perfil. Em vez de ficar trocando aba 20 vezes, olhando edital solto, tentando entender o cenário completo, é, você vê isso em um lugar só e decide sabendo onde tem, o que tem e quando.
Acesse o link na descrição ou Ou então acessa aí, né, através do nosso QR code que tá na tela. QR code, é só apontar o celular aí.
Exato, quase que eu te pego de surpresa aí, né, rapaz. Então assim, ó, conheça o mapa dos concursos e encontre o concurso mais próximo de você. Outra coisa que eu aprendi também agora, vou dar um toque para o pessoal, que a gente aqui tá equipado com novas cadeiras. Acho que o Zema veio aqui com a cadeira antiga ainda, já era essa, era outra essa daqui. Você viu o nível aqui, ó. Uma coisa que eu aprendi, seja de atleta, de músico, de profissional de alta performance, é que o ambiente físico importa mais do que a gente admite.
A gente quer acreditar que força de vontade resolve tudo, mas o corpo tem limite, e cadeira ruim é um limitador silencioso. As cadeiras da Element foram projetadas para quem leva o tempo sentado a sério. Olha ele, hein? Ajustes completos de altura, inclinação lombar, braços e cabeça. É o tipo de equipamento que você coloca na vida e depois não entende como funcionava R$100. E se você tocar no link agora que você tá vendo esse programa, usar o cupom INTELIGÊNCIA, é o tipo de investimento que você sente no mesmo dia.
Cadeira Elemis, não tem ninguém no Brasil que entenda mais de ficar sentado numa cadeira do que eu. Já fiz lives de 12 horas, já fiz 3 lives no mesmo dia. E hoje vamos ficar com o Zé Mau 10 horas, ele combinou, combinamos aqui, já combinou. Não é 10 horas? Não, é um pouco menos, 11 horas, 11 horas aqui. Então é o seguinte, reforça o pessoal para mandar perguntas aí, vamos começar.
Isso aí, então já deixa aí seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilha esse vídeo com toda a sua patoxinha e já prepara as perguntas.
Fechou, galera?
É isso aí, Zema, seja bem-vindo, se apresenta para quem não te conhece e que precisa conhecer essa tua câmera. Vende o teu peixe.
Boa noite, Vilela, boa noite para quem está aí nos acompanhando. Um prazer muito grande estar aqui de volta ao Inteligência. Eu sou um brasileiro comum, nasci no interior de Minas, numa cidade pequena que se chama Araxá. Nunca dependi do Estado como a grande maioria dos brasileiros, pouco forneci para o Estado, praticamente só para o cliente, para o seu Zé, para Dona Maria, e a minha carreira foi no setor privado. Eu me considero um empreendedor.
Tive sim ajuda do meu pai, que me emprestou um recurso, mas em 30 anos eu abri 470 lojas. A empresa está lá funcionando, gerando mais de 5 mil empregos diretos num setor que infelizmente a grande maioria das empresas está sumindo no Brasil. E fui para a política por indignação, por inconformismo com PT, o Fernando Pimentel do PT, que destruiu o meu estado, Minas Gerais. Assumi um estado quebrado, falido, arruinado, que pagava salário e aposentadoria em 3 pagamentos.
E há 5 meses atrás entreguei um estado arrumadinho para o meu sucessor. Com as contas em dia. O que era um cemitério de obras abandonadas, inacabadas, hoje é um grande canteiro de obras em andamento. E uma das coisas que mais me dá orgulho é o quanto nós melhoramos a saúde em Minas. Mais de 400 UBS, unidades básicas de saúde. O estado, Vilela, tinha regiões que as pessoas precisavam viajar para fazer uma consulta, para fazer coisas simples.
Hoje isso é passado, graças a Deus. Melhoramos a educação, a merenda, e é lógico os indicadores de segurança. Minas, que sempre foi um estado que exportou mineiros para todo o Brasil, o IBGE apontou que durante o governo Zema o fluxo foi o contrário, brasileiros indo para Minas Gerais. Então isso me dá muito orgulho. Ganhamos participação no PIB do Brasil, ou seja, a economia de Minas tem crescido mais do que a do Brasil. E é isso que eu quero para o Brasil.
Temos 5 milhões de brasileiros morando fora, e na hora que a gente tiver aqui um país funcionando direito, boa parte deles vão voltar Porque vão ver que as oportunidades estão aqui.
Não tem como começar o papo com outro assunto que não o que tá agitando desde ontem o Brasil inteiro, que é esse possível— eu não sei se a gente fala possível mais— o envolvimento do Alexandre de Moraes de uma maneira tão clara e absurda no caso Master, com mensagens sendo abertas agora para todo o público. O que que você tem a dizer sobre isso? Eu sei que você tá sendo bem combativo em relação a eles e muito candidato tá quieto. Dá um cenário geral antes da gente começar as perguntas aí.
Vilela, quem me acompanha sabe que já deve ter um ano que eu tenho combatido esses intocáveis, esses que estão lá em Brasília e que se consideram acima da lei, acima da Constituição, que se consideram brasileiros de uma classe acima dos demais. Pelo que eu sei, lei vale para todo mundo, lei é igual para todos. Se um juiz de primeira instância tivesse feito o que esse senhor Alexandre de Moraes fez, esse juiz nunca poderia continuar exercendo a sua função.
Agora, um ministro da Suprema Corte fazer o que ele está fazendo é muito mais grave. Se um padre faz algo errado, um abuso de criança, é gravíssimo. Agora, se o Papa faz, você já imaginou? É como se o Papa tivesse abusando de criança, o que esse ministro tá fazendo. A mais alta corte do Brasil historicamente sempre foi visto como o lugar aonde as crises eram tratadas diminuíam de tamanho. E agora quem era bombeiro no passado está se transformando em incendiário.
Para mim, isso não é caso só de expulsá-lo, não, é caso de prendê-lo. Ele usou a função para a qual ele já é muito bem remunerado, tem segurança, tem uma série de privilégios, de penduricalhos, E não ficou satisfeito não, ainda quis fazer um contrato para a esposa só por causa do cargo dele, porque ninguém consegue esse tipo de contrato no Brasil, no valor de R$129 milhões. E há uns meses atrás ele mentiu, vamos deixar claro, além de tudo é um mentiroso de cara lavada, falou que não tinha nada a ver.
Agora o que que foi que saiu ontem? Que foi no computador dele que o contrato foi editado, teve algumas alterações, né? Ligações do maior banqueiro bandido da história, Daniel Vorkaro.
Orientação se sai do país ou não.
Ele é consultor jurídico de bandido, tem que ficar claro, consultor jurídico de bandido que tá detido e não se não se considera suspeito, nem ele, nem Toffoli, nem Gilmar Mendes. Que país que é esse? Qualquer leigo que nunca estudou direito sabe que tá errado alguém que está envolvido até o pescoço num crime ser alguém que conduz o processo, que julga.
E a PGR?
A PGR é a mesma coisa, tá todo mundo comprado, são os intocáveis. E o presidente, o que que o presidente falou? Alguém viu o presidente Lula?
Não falou nada até agora.
Falou: eu quero que apure tudo, eu quero que tudo seja investigado, eu quero que caso alguém seja culpado seja punido de acordo com a lei. Ele falou alguma coisa? Não falou isso, não falou nada.
Tá devendo então, presidente, tem que se posicionar.
Não falou nada. E o que eu fiz em Minas foi isso. O que eu fiz em Minas desde o dia que eu assumi, 1º de janeiro de 19, Vilela, foi falar: a minha principal bandeira aqui é combater a corrupção. Tanto é que o banqueiro bandido Vó Caro, não sei se você sabe, ele nasceu em Belo Horizonte, cresceu lá, estudou Casou, formou, teve filho, tem residência. Eu, governador do estado onde ele reside. Eu em Belo Horizonte, a mesma cidade onde ele reside.
Então eu nunca encontrei com ele. Tava naquela foto lá da piscina lá? Não, nunca, nunca encontrei com ele. Nunca voei no jatinho dele. Adivinha quantas audiências Ele pediu para encontrar eu, governador de Minas.
Pediu?
Nunca pediu, nunca. Ele sabia da minha postura. Agora lá em Brasília, por esses intocáveis, Vilela, ele foi recebido de tapete vermelho, foi recebido com toda pompa lá. Tanto é que se tornaram amiguinhos, né? Eu não fui convidado para degustação Como é que chama o uiscão lá? Eu não sou Macallan, né? Eu não fui convidado para o Macallan. Eu sou chique, tá?
Eu bebo Macallan todo dia, que eu esqueci o nome aqui.
É, eu não fui, e tem certeza que quem tá nos acompanhando não foi. Mas o consultor jurídico de luxo, o consultor jurídico mais caro do Brasil, que em vez de tirar a nota dele tirou da esposa Foi, né? Os colegas dele lá de Supremo que voaram nos jatinhos do banqueiro bandido foram também. Quem mais foi? Presidente da Câmara, presidente do Senado, que não querem votar.
Exatamente isso que eu tô falando. Ele não quer nem ouvir, não viu, não sabe. E cara, como que é tanto poder num cara sendo que o Senado deveria decidir, não? Tá na mão de uma pessoa só, né?
Nós temos de mudar essa governança. Se a maioria dos senadores—
mas se o povo fizer pressão, eu acho que ele muda de opinião, porque esse pessoal só tem medo do povo.
Precisa mudar. E eu tô torcendo para esse presidente não ser reeleito. Não pode não, nem como senador e nem como presidente do Senado. Não pode. É um sujeito comprado, político vendido, como a maioria que tá lá.
E não tem outro caminho senão o Senado.
Para impeachment pela Constituição atual? Não, precisa ir para o Senado. E tô confiante que nós vamos ter uma boa renovação no Senado no dia 4 de outubro. Vamos levar senadores mais corajosos do que esses que estão lá, principalmente o presidente da casa, que é o mais vendido deles. O fundo de pensão do estado dele foi um dos que fez negócio com o Banco Master. Talvez aí o motivo dele tá querendo deixar tudo, quer que eu, tudo como está, sem que as investigações avancem.
E lembrando aqui, Vilela, que Banco Master só teve negócios com estatais que tiveram prejuízo: BRB, fundos de pensões de diversos estados, municípios, Nenhum ente privado colocou dinheiro lá, mas os políticos vendidos que nomeiam conselho de administração, esses lucraram alguma coisa para colocar o seu dinheiro, o meu e o de quem tá nos acompanhando aqui lá, né? Só do BRB, qual que é o rombo lá? R$12 bilhões.
A sensação que a gente tem é que nada vai acontecer. Você acha que pode acontecer alguma coisa mesmo, que o sistema vai proteger o sistema, que todo mundo vai fazer um grande acordo. Outras pessoas falando que isso é só para desviar e alterar o resultado da eleição. Hoje já vazaram coisas do André também tentando colocar no mesmo nível. André Mendonça já explicou. O que você acha que pode acontecer?
Não vai acontecer. Não dá para ficar como está. Ou então quem é brasileiro vai falar, eu vou desistir desse país aqui. Alguém Alguém vai na Igreja Católica se descobrir que o Papa tá abusando de criancinha, hein? E ele continua como Papa? Eu acho que não existe essa possibilidade. O Supremo já perdeu, tá perdendo. E lembrando que temos bons ministros lá. E aí pegam, né, a questão do Ministro André Mendonça, que eu tenho respeito e admiro.
Ele não é ministro estrelinha igual os outros, não. Você já viu a postura dele, não é ministro sério.
Tá comprando uma briga muito grande aí, tá?
E que Deus o ilumine.
E peço para todo mundo aqui que olhe por ele ao pegar avião também, né? Que a gente sabe nesse país que coisas estranhas acontecem aí.
Exatamente. E aí ele atendeu institucionalmente o banqueiro bandido né, só agenda pública marcada, não foi nada secreta como a do Lula, a dos outros ministros lá. E aí agora estão querendo equipará-lo aos outros ministros, não tem nada a ver. André Mendonça é outro nível, muito superior a esses aí que pegaram carona. Tem certeza que ele nunca pegaria carona num jatinho de ninguém.
Zema, vamos começar pelos assuntos aí. Vamos de sacane primeiro então sobre terras raras. Vamos ver teu conhecimento. Te peço, coloca o fone, vamos colocar a vinheta e o sacane aí, por favor.
Muito boa noite, Vilela. Muito boa noite, Zema. Espero que esteja tudo bem com vocês aí. Bem, né, eu tenho provocado aí a turma nas redes sociais para poder falar, né, sobre terras raras. E você, né, Zema, foi, é o cara que foi governador do estado que é a maior reserva de terras raras do Brasil, uma das maiores do mundo, né. E primeiro, se eu puder fazer duas perguntas, né, queria que você contasse um pouco como que foi toda essa toda essa administração que você fez com relação a isso, voltada para isso.
O que que na sua administração você fez voltado para as terras raras? E no caso de você se tornar presidente do Brasil, a minha pergunta é muito simples, é uma pergunta que eu gostaria de fazer para todos: quais são os planos de curto, médio e longo prazo com relação às terras raras no Brasil? Eu sei, eu conheço bem essa área, Eu sei que você não pode fazer tudo de uma vez, que você precisa ter uma coisa para agora, uma coisa de médio prazo, uma coisa de longo prazo.
Se uma coisa de longo prazo mesmo, a gente sabe que saindo fora de um mandato, porque é algo que demora muito mais que um mandato, mas muito mais que 4 anos, se isso interessa para quem for presidente, no caso se você for presidente, entendeu? E mas basicamente é isso, é os planos de curto, médio, longo prazo. É como lidar com a questão ambiental e como, né, lidar com o processamento, que a gente sabe que é um dos grandes problemas das terras raras hoje.
É principalmente 90% do processamento de terras raras hoje é da China. Então como que você vai fazer isso para produção dos óxidos, que já é uma grande vantagem, e para produção do resultado final ali, que tem aplicações médicas, aplicações no que inteligência artificial bastante por causa dos chips e tudo mais. Então, desse panorama para gente aí do seu governo, quais são os seus planos para as terras raras do Brasil, dividido aí nessas, nessas etapas?
Um grande abraço, ótima noite a todos aí, ótima noite a todo mundo que tá, que tá ouvindo. E como eu falo em todos os lugares que eu tô palestrando, em todos os lugares que eu tô falando, pergunte para o seu político. Tem que ter um plano. O que não pode é não ter plano. Pode ser que você não concorde com o plano dele, mas tem que ter um plano. Grande abraço.
Qual é o teu plano, Zema? Então não pode ser plano secreto.
Assim, não é secreto não, Vilela. Eu sempre gosto de dizer que as terras raras aqui no Brasil precisam seguir um caminho semelhante ao que o Brasil seguiu e foi muito bem-sucedido, que é o caso do nióbio. Não sei se você conhece o caso do nióbio.
Não.
A maior mina de nióbio do Brasil está na cidade de Araxá. Há cerca de 80 anos, 70 anos, foi descoberta essa jazida em Araxá, e uma empresa brasileira que fez uma joint venture, uma associação com uma empresa americana desenvolveu toda a tecnologia para separar o nióbio da terra, da lama, da argila onde ele se encontra lá na cidade de Araxá. Isso foi desenvolvido aqui no Brasil, teve participação de empresas estrangeiras, mas capital brasileiro, que fique bem claro, que sempre foi majoritário.
Desenvolveram também o método de industrializar esse nióbio. Tiraram nióbio e agora ele pode virar metal, ele pode virar um químico para indústria farmacêutica, ele pode virar um componente para indústria óptica, ele pode virar o quê? E além disso, desenvolveram Aplicação. Eu nasci nessa cidade, então posso falar que eu acompanhei durante toda a minha vida. Eu vi sendo realizado lá congressos de metalurgia, que é a principal aplicação do ferro-nióbio ou do nióbio, com participação de engenheiros metalúrgicos da Europa, da Ásia, da América do Norte, do mundo todo.
Ficavam lá uma semana mostrando seus estudos, conhecendo o processo de produção da empresa. E hoje essa empresa que está lá é uma empresa brasileira, tem capital estrangeiro, mas ela, mais de 70% dela é brasileira, e ela detém toda essa tecnologia que é registrada por ela. É uma tecnologia do Brasil e ela é uma empresa extremamente rentável. É uma das empresas talvez mais valiosas do Brasil. Só que como ela atua no nicho que ninguém conhece, porque não é bens de consumo, ninguém nunca comprou nióbio puro.
Mas tem nióbio talvez no nosso celular, no avião que a gente voa, para todo lugar tem nióbio. Mas a indústria aeronáutica que colocou, ou foi a indústria eletrônica que colocou? Então essa empresa faz toda a diferença na cidade de Araxá, em Minas Gerais e no Brasil. Em Minas ela está sempre entre as maiores exportadoras do estado. Então eu falo que dominar a tecnologia é fundamental, porque o Brasil não pode continuar cometendo os mesmos erros do passado, como ainda acontece com a mineração, que eu fico triste de ver, do minério de ferro.
Minério de ferro em Minas, ele sofre um beneficiamento e é exportado com pouco valor, e o Brasil depois importa aço. Principalmente da China, para onde ele vendeu o minério de ferro. Então isso para mim não é o caminho. O caminho é nós darmos toda a segurança jurídica para quem estiver extraindo, para quem estiver beneficiando, industrializando as terras raras aqui no Brasil, colocar as universidades federais para ajudarem nas pesquisas.
Isso foi feito no caso do Oniobi. Universidades federais também participaram. E além disso, nós termos aqui financiamento. Muitas empresas que querem criar empregos no Brasil, que vão pagar impostos, precisam de financiamento. Se for um projeto bonito que fica de pé, o governo tem de entrar como agente financiador. É lógico que tomando todas as garantias, etc. Então eu falo que o caminho que as terras raras vão seguir, que é o mesmo que o lítio também tem seguido em Minas Gerais— para quem não sabe, durante a minha gestão como governador, nós criamos o Vale do Lítio no norte de Minas, Vilela.
Nós tínhamos uma das regiões menos desenvolvidas do estado Que é o Vale do Jequitinhonha, que inclusive era conhecido como a região das viúvas de maridos vivos, porque a maioria dos homens iam embora para outros estados, principalmente São Paulo, sul de Minas, para trabalhar, e mandavam lá um dinheirinho para as esposas que ficavam lá cuidando dos filhos. Uma realidade muito triste. Durante a minha gestão, nós levamos diversas empresas de lítio para essa região, para o Vale do Jequitinhonha, que criaram milhares de empregos diretos e indiretos.
E essa região, que era a menos desenvolvida de Minas, foi a que mais cresceu em abertura de empregos, em geração de empregos, proporcionalmente a população nos últimos 5, 6 anos, exatamente por esse motivo. Quem tinha lá um restaurante pequeno hoje tem vários restaurantes grandes. Conheci lá um empreendedor que tinha 30 carros para alugar, hoje ele tem 400 carros para estar alugando para essas empresas que se instalaram lá. Os hotéis se multiplicaram porque agora A demanda é grande, sempre tem lá pessoas dando manutenção, construindo, etc.
Então é isso que eu quero, e agregar valor. As empresas que estão lá no Vale do Lítio, no Vale do Jequitinhonha, têm o compromisso de, ao longo do tempo, ir agregando valor até nós chegarmos a uma bateria, que é o produto com maior valor agregado, no caso do lítio. E no caso de terras raras, a questão dos ímãs para os quais eles são necessários. E lembrando que todo cuidado com o meio ambiente tem sido tomado. As empresas são submetidas ao mesmo escrutínio.
Lembrando que eu fui o governador, Vilela, que enfrentei o último grande desastre ambiental de Minas, que foi a tragédia de Brumadinho, que aconteceu no meu primeiro mês de governo. E eu falei: Minas Gerais nunca mais vai enfrentar isso. E de lá para cá, o estado só ficou mais seguro. E com essas empresas, que inclusive têm adotado a tecnologia de mineração por filtragem, que não usa mais reservatórios, barragens, o risco é infinitamente menor, entende?
Então, cuidado com o meio ambiente sendo exercido. E nós temos de lembrar que o Brasil, devido aos eco-xiitas, já tomou muitas decisões equivocadas que prejudicaram o desenvolvimento econômico e também o meio ambiente, por incrível que pareça. 20, 30 anos atrás, grandes hidrelétricas foram construídas na região norte. Belo Monte, Santo Antônio. Essas duas foram construídas a fio d'água porque não podia colocar água num reservatório porque ia inundar floresta.
O plano para as terras raras, hein? Que que a gente vai fazer?
Mas aí eu quero só fazer uma equivalência aí. Aí foi construída por fio d'água e hoje, Vilela, estão construindo usinas termoelétricas no Brasil para suprir, entendeu? Não deixaram construir um lago. Hoje nós estamos queimando combustível fóssil. Então nós temos de lembrar que o lítio, que os eletroímãs são fundamentais nessa transição energética que o globo tá passando, que a humanidade tá passando. Então se Minas Gerais tem lá uma mina hoje, essa mina vai contribuir para que muito combustível fóssil não seja emitido no futuro.
Que são motores elétricos, são motores para energia eólica, são equipamentos que serão utilizados nas células fotovoltaicas e por aí vai. Então nós temos de lembrar, o que está se extraindo hoje, tem gente falando, ah, tá fazendo buraco aqui, mas é para evitar queima de combustível fóssil. Então nesse momento de transição energética, a demanda por cobre, por diversos minerais aumenta muito. E o Brasil precisa participar e chamar os seus parceiros comerciais e até negociar bem e falar: eu te vendo, mas eu quero te vender é o produto industrializado, mas eu quero que para você comprar isso aqui você compre carne de mim, você compre grãos de mim.
Colocar isso na balança para poder barganhar melhor. É a hora que nós temos. Se você tem um produto excepcional, você pode estar fazendo ali um combo para que o seu cliente leve o combo sem afetar interesses comerciais, uma relação ganha-ganha. Mas o Brasil precisa aproveitar isso da mesma maneira que vários países árabes, Vilela, aproveitaram o boom do petróleo. Quem já foi lá nos Emirados, etc., sabe o que eles fizeram. Tem outros, né, como a Venezuela, que andaram para trás, né.
Hoje a Venezuela é um país arruinado e tá sentado numa das maiores reservas de petróleo do mundo. Aonde chegam as ideias socialistas acontece isso.
Vamos para segurança pública, não é, meu querido Homer?
Vamos lá.
Vamos de Pimentel. Solta o vídeo, por favor, diretor.
Ele é lá.
Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui contigo nesse evento especial, e uma honra fazer perguntas aí aos candidatos à presidência. Logicamente, perguntas sobre segurança pública. Eu gostaria de perguntar ao candidato Zema sobre algo que não impacta muito a vida do brasileiro, tá?
Brasileiro verdadeiramente, ele tá mais preocupado com roubo de celular.
Mas algo que não impacta a vida do cidadão, mas impacta muito a imagem do Brasil no exterior: o Brasil hoje, candidato Zema, é o maior hub de cocaína do mundo. É toda cocaína produzida na América do Sul, né, atravessa a Rota dos Solimões e busca os portos brasileiros para chegar na Itália, na Espanha, em Portugal, na Inglaterra, também na França.
Existe alguma ideia do senhor, no seu plano implacável, de utilizar as Forças Armadas, Exército, Marinha, Força Aérea, na atuação do combate ao tráfico na Rota dos Solimões?
Porque verdadeiramente a Polícia Federal e a Polícia Militar do Amazonas e a do Pará não possuem recursos, capacidade logística para atuar naquela dimensão territorial, que é a região amazônica. Então, pergunto para o senhor sobre ações de combate efetivo à Rota dos Solimões, a maior rampa de cocaína do mundo. Grande Pimentel, temos um plano sim, Vilela. O meu plano, que é esse plano implacável que ele comentou, é Logo que eu assumir a presidência, junto com os países vizinhos que estão envolvidos, aí eu estou falando de Bolívia, Colômbia, Peru, esses 3 países são aí os produtores, o caminho da droga.
Nós, juntamente com os Estados Unidos, vamos monitorar essa região como nunca aconteceu. E eu vou colocar as Forças Armadas para estar ajudando nessa questão. Nós temos Marinha, temos Aeronáutica, temos Exército que podem estar contribuindo com a Polícia Federal. E eu quero decretar, eu falo que o Brasil hoje é um país que já não é soberano mais. Tanta gente fala soberania, soberania, O Brasil hoje é controlado pelo crime organizado.
Diversas estatísticas, estudos apontam que 60 milhões de brasileiros vivem em área que não é o Estado brasileiro que controla mais, é sim o crime organizado, organizado. E é a ditadura da extorsão. Esses 60 milhões de brasileiros são vítimas de extorsão, pagam mais pela água, pela energia, pela internet. Se alguém lá tem um comércio, também tem de pagar uma mesada. E esse pessoal é que comanda tudo, arrecadam bilhões. E além de controlar território, eles fazem o tráfico de droga.
Ambas as atividades extremamente lucrativas. Não sei se você sabe, no Rio de Janeiro tem uma companhia de energia elétrica que se chama Light. Sim, teve aqui também no São Paulo quando era criança, era Light, era Light, né?
Quando a gente deixava a luz acesa, falava: você acha que eu sou sócio da Light? Exato, ouvia isso também.
E você sabe que a Light tá quebrando, tá quebrando, tá numa situação falimentar. E você sabe por quê? Eu encontrei outro dia com executivo, é notícia pública aí, 52%, mais da metade do que ela fornece de energia, Vilela, é roubado. Ela não recebe, alguém tá recebendo, e é o crime organizado que recebe. Então eu vou colocar todo o aparato do Estado para combater o crime organizado. E lá em cima as cabeças são a mesma. Quem controla território é quem aluga jato, navio, lancha para poder levar a droga.
E na hora que você começa a cortar as cabeças, a colocar esse pessoal atrás das grades, você começa a desestruturar essas organizações e também fazer o combate de inteligência, que é através da Receita Federal, do COAF, da ABIN, e decretar essas instituições, facções, organizações criminosas como terroristas. O ano passado eu tive a oportunidade de ir e ver pessoalmente o trabalho que foi feito em El Salvador, que foi nessa linha: se é facção, se é organização criminosa, é terrorista.
Se é terrorista, é no mínimo 25 anos de reclusão sem nenhum tipo de benefício, inclusive sem visita íntima, sem advogado em reunião privada. Tudo gravado, tudo acompanhado, é tratar criminoso como criminoso e não como vítima da sociedade, como o nosso presidente diz. Tem jeito sim. E uma colaboração dos Estados Unidos não significa de forma alguma perda de soberania. Significa sim satélites ajudando a monitorar essa região que nós sabemos é de difícil acesso.
Mais tecnologia, treinamento para os nossos homens aqui poder operar melhor os nossos equipamentos ou outros que poderão vir. Porque os Estados Unidos, Europa, aonde se concentra o consumo dos entorpecentes, da cocaína, tem o maior interesse em acabar com essa rota da droga aqui. Então é necessário nós termos essa postura de combatermos o crime como nunca aconteceu no Brasil. Nós temos aí um governo frouxo, um presidente que fala, como eu disse agora, que traficante é vítima da sociedade. Aonde alguém é vítima, você vai ajudá-lo e não puni-lo. Eu quero é punição.
Vamos então agora com o próximo vídeo aí, Kobori, né? Vamos falar de economia, por favor.
Vamos lá.
Boa noite, Vilela.
Boa noite, candidato Romeu Zema. Vamos lá ao assunto de economia. Nos conflitos geopolíticos mundiais atuais pelo qual atravessamos e assistimos, fica clara a disputa por rotas comerciais, logísticas e de energia. Ou seja, a maior economia capitalista do mundo declarou literalmente guerra às outras nações para defender o que ele considera estratégico. Por que, diante desse cenário tão claro na disputa da economia mundial e da soberania dos países, o senhor defende essa agenda ultraliberal de privatização de empresas estatais, principalmente da Petrobras e dos Correios?
O senhor sabia que o correio estatal dos Estados Unidos, a USPS, acumula um déficit de mais de 120 bilhões de dólares nos últimos 18 anos e que só em 2025 teve um déficit fiscal de 9 bilhões de dólares, e a sociedade americana, os economistas e os políticos nem consideram privatizar a sua empresa estatal por considerá-la exatamente estratégica para defender a soberania do país, e que nas guerras declaradas pelos Estados Unidos ele literalmente disse que o interesse final dele é o petróleo, Por que, diante de um cenário geopolítico tão claro na defesa da soberania e de um projeto de país, o senhor defende a privatização de empresas como a Petrobras e os Correios?
Qual base teórica o senhor está utilizando e por que o senhor acredita que isso realmente é relevante para desenvolver a economia do país? Um forte abraço e um abraço, meu amigo Vilela. Obrigado, Kobori. Muito interessante, Vilela. O que que é mais estratégico para o ser humano? Eu acho que nós não conseguimos ficar sem ar, sim, né? 10 minutos nós vamos morrer sem ar.
Depois água e depois comida.
Depois água e depois comida. Então o ar tá disponível aí na natureza, Por enquanto de graça, por enquanto de graça, né? Não temos de preocupar com ele. Pelo que eu sei, nenhum país do mundo ainda cobra pelo ar. A água tá ficando mais escassa, mas ainda temos ela em quantidade. O Brasil é um país nesse caso muito abençoado. E nós temos no Brasil o caso de maior sucesso talvez da história da humanidade em produção de alimentos. Principalmente nos últimos 40, 50 anos.
Nós temos de lembrar que houve pesquisa com recurso do Estado, que é importantíssimo. A pesquisa é importantíssima. Temos universidades federais que, na minha opinião, deveria focar muito mais em pesquisa prática aplicada do que às vezes em outras coisas aí que não trazem benefício para a sociedade. E o caso do agro é claríssimo. E nós não temos no Brasil a Alimentobras. Nós temos a Petrobras, nós temos a Eletrobras, mas Alimentobras nós não temos.
O sucesso do Brasil no agro foi feito pela iniciativa privada. Milhares, ou talvez até milhões, de produtores de todos os postes, pequeno, médio, grande. Produzem soja, produzem leite, produz o queijo mineiro artesanal que eu adoro e recomendo também. E a minha visão é que as estatais— eu tive dos dois lados do balcão, eu tive no setor privado e depois pulei para o outro lado— as estatais são utilizadas para fazer politicagem.
Eu já comentei aqui hoje na hora que eu cheguei quem é que envolveu com o Banco Master. BRB, que é um banco estatal, e fundos de pensões estatais. Não teve banco privado que colocou dinheiro no Master, nem fundo de pensão privado. Mas os políticos comprados, aí é que tá o problema. Os políticos comprados usam as estatais para suas negociatas. Todo mundo aqui vai lembrar de Mensalão, de Petrolão, de mala de dinheiro, das grandes empreiteiras, etc., dos Correios, aliás, do INSS agora com desconto dos velhinhos.
Os Correios já teve envolvido também. Então o que eu quero é que o Estado— nós temos de lembrar, o Estado já tem uma missão gigante na área da segurança pública, na área da saúde, na área da educação, da infraestrutura, e o Estado ainda vai ficar administrando empresa. Eu falo que eu não conheço ninguém que formou engenharia, medicina e direito e exerce bem as três profissões. Eu não conheço, não. O Estado brasileiro já tem coisa demais para fazer se ele falar: eu vou fazer bem educação, segurança pública, saúde e infraestrutura.
E a empresa, o setor privado, toca muito melhor. E as empresas federais estão subavaliadas. Eu, como governador de Minas, que levei gente capacitada para administrar a empresa de energia, que é a CEMIG, e a empresa de saneamento, que é a Copasa. Ambas valorizaram mais de 300%, e dá para fazer o mesmo. E na hora que nós pegarmos aquilo que uma Petrobras vale, um Banco do Brasil vale, um Correio vale, e investir em infraestrutura, em ferrovia, em hidrovia, em portos, em aeroportos, o que esse país vai crescer é muito mais do que o que ele tá crescendo.
Aliás, o Brasil tem ficado para trás. Quando eu comecei lá a minha empresa, o Brasil representava 4% da economia do mundo. Hoje representa 2%, daqui a pouco vai representar 1%. Será que esse modelo nosso tá dando certo? As empresas que os políticos falam que são estratégicas são. Eles só não falam que é para eles, para dar emprego, para fazer corrupção, para distribuir favores. Eu vi isso como governador de Minas na empresa de energia elétrica do estado.
Até eu assumir, só conseguia construir usina fotovoltaica em Minas quem era amigo do rei, quem tinha contato político. É um negócio muito rentável. E quem conseguia, Vilela, em vez de fazer o investimento, saía no mercado vendendo autorização. Será que é desse jeito que esse país tem que funcionar? Quando eu cheguei, eu falei: eu quero um mapa de Minas com todos os locais de conexão para quem quiser investir aqui, investir. Que que aconteceu?
Foram só de energia fotovoltaica para Minas Gerais mais de R$80 bilhões de investimentos, milhares de empregos criados. E hoje Minas é o líder disparado desse tipo de energia no Brasil. E o efeito colateral disso recuperação do nível dos reservatórios de Três Marias, de Furnas, de Nova Ponte, que estavam lá embaixo. Então eu falo que estatal serve muito bem para os políticos vendidos fazerem os seus esquemas, e o que nós precisamos são de empresas bem geridas.
E terminando aqui, Vilela, lembrando que estatal é engessada. A Copasa, que é a empresa de saneamento, foi privatizada. Antes dela ser privatizada, para fazer uma obra você levava 2 anos. Agora em 6 meses faz, porque você contrata quem você já conhece, sabe que tem qualidade, que tem preço e que vai te entregar no prazo. Antes você fazia uma licitação, o segundo colocado entrava na justiça: não, primeiro não pode por causa disso, daquilo.
E então Eu falo que o Brasil tá jogando fora uma oportunidade de desenvolver tendo capital que é escasso em empresa estatal. O governo não tem recurso para investir em infraestrutura e o que o brasileiro quer é melhoria nos hospitais, nos postos de saúde, nas estradas. E é isso que eu vou fazer com dinheiro das estatais. Alguém aqui já recebeu dividendo da Petrobras? Tenho certeza que nunca recebeu. Eu nunca recebi, mas eu quero estrada boa, aeroporto bom, hidrovia para os nossos produtos, ferrovia.
Tá certo. Vamos então agora de saúde com música. E tem, tá no ponto aí? Vamos, vamos lá.
Candidato, boa noite. Meu nome é Paulo Muzi, eu sou médico ortopedista traumatologista, também sou médico do esporte, exerço medicina no Estado de São Paulo. E a minha pergunta para o senhor é acerca da saúde brasileira, desde a entrada na faculdade de medicina até o atendimento ao público. Eu fiz uma faculdade federal, eu trabalhei no SUS durante 12 anos, e esse, esse tema é muito caro para mim. Primeiro lugar, a entrada na faculdade de medicina, uma série de medidas fizeram que a gente tivesse uma divisão grande da população e da sociedade, tornando praticamente uma vitória impossível para um oriundo da classe média como eu entrar na faculdade de medicina pública hoje.
O senhor vai olhar isso com mais cuidado para agora? Segundo, acerca da formação médica. Por mais que falte vaga na faculdade pública gratuita e de qualidade para todo mundo, a gente vê um monte de faculdade de medicina sendo aberta por aí sem as devidas justificativas sociais. Haja visto que a gente tem mais faculdade de medicina que a própria China, que tem uma população imensamente muito maior que a nossa. E isso acaba tendo, sendo um problema não pela quantidade de faculdade de medicina, mas que a maioria dessas faculdades de medicina elas chegam para os alunos sem ter um hospital escola, sem ter um serviço coordenado para que os alunos eles tenham acesso a uma boa formação, que praticamente é uma máquina de cobrar de aluno, enganar aluno, né?
Isso me deixa bastante preocupado. Terceira coisa, esses milhares de alunos eles têm que a praticar medicina, a prática que leva a melhor, a melhores médicos. Isso acontece na especialização, na residência. Mas na minha época já tinha pouca vaga de residência. Estamos falando de 2004, quando eu me formei. Eu servi exército e depois eu fui para residência. E na época a gente prestou uma prova que da minha sala tinha 22 médicos para 3 vagas.
Isso não melhorou com o tempo, isso piorou. E eu quero saber se o senhor vai olhar para isso também. E finalmente, se a gente tá falando de prática médica, o senhor vai devolver e parar de deixar a política se intrometer no meio da medicina e vai entregar de fato o que é a responsabilidade médica, a profissão médica, o ensino médico para os conselhos regionais, para o Conselho Federal de Medicina, que são as pessoas que têm não só a capacitação para cuidar da carreira médica mas de formar melhores médicos e de cuidar da prática médica no país.
E eu chamando ele a vida inteira de Muse e descobri hoje que é Muzi.
Também descobri. Por que nunca falou isso para gente? Falou Muse, Muse, e era Muzi.
Vamos lá, resposta então.
É muito boa a posição dele. Primeiro, Vilela, é política e saúde, medicina, nunca deveriam se misturar. Eu fico muito indignado quando alguém é político e não é da área da saúde começar a opinar, a aconselhar, a orientar. Até entre os profissionais de saúde às vezes já tem divergências. Quem estudou a vida toda, quem fez uma carreira na área. E muitas vezes populistas usam aí a área da saúde para poder falar: vacine, não vacine, faça isso, faça aquilo.
Eu não sou da área da saúde. Eu gosto é de ter um ótimo secretário e terei um ótimo ministro da saúde para fazer aquilo que for melhor. E o Brasil precisa avançar na saúde. Ele falou aqui uma série de problemas. Olha só, estudante de medicina querendo fazer residência, trabalhar, especializar, podia estar consultando, podia estar assistindo os médicos, e tá lá parado, e gente na fila para operar e para consultar. Você vê a ineficiência do Brasil.
Estudante querendo Eu quero praticar e não consegue. E tem gente que tá aí na fila para fazer um exame, uma consulta, uma operação. Ele falou de entrar primeiro nas escolas. Eu sou favorável às cotas sociais, eu acho que tem de ter cota, mas para quem vem de escola pública. No Brasil nós criamos cota de tudo quanto é jeito, menos eu acho que é importante Quer falar quem vem de uma família mais humilde, que a renda é menor, esse precisa.
Aqui criou de questão de transexual, de não sei mais o quê, de indígena, cotas, né? Então sou contrário, temos de corrigir isso. Precisa de cota quem vem de uma situação que não é tão boa quanto uma família que tem condição de pagar escola privada. As escolas, como ele falou, aumentaram muito, e muitas vezes é a faculdade da esquina que não preza por qualidade. Eu sou favorável, da mesma maneira que já existe para a área de direito, a nós termos um exame de proficiência.
E na minha opinião, quem lida com vida humana, que é o caso de médico, Vilela, não sei se você concorda comigo, piloto de avião, a cada 3 anos ele precisa passar por um check-up completo, porque se ele sentir mal enquanto ele tiver pilotando um avião, ele pode matar 100, 200 pessoas. Na minha opinião, o médico tinha de passar por avaliações periódicas também. Para saber se ele está a par de uma substância nova que cura uma doença, que às vezes ele não estuda e continua receitando uma velha que não tem às vezes o mesmo efeito bom de algo mais moderno.
Então, para mim, médico tinha de ser submetido a esse escrutínio sempre. Sei que a OAB já faz isso com advogado, mas acho que é uma vez só. Mas na minha opinião, para quem lida com vida, tinha de ser continuamente. Outro ponto: eu quero no Brasil acabar com aquelas áreas que não têm assistência. Eu vi isso no meu estado. Eu construí mais de 400 unidades básicas de saúde no estado aonde as pessoas muitas vezes precisavam viajar 2, 3 horas para fazer um exame, para fazer uma consulta.
Isso, graças a Deus, hoje é passado. Nós temos no Brasil de valorizarmos muito levar para todos assistência primária, que é o posto de saúde. É ali que a mãe, a futura mãe, tem condição de fazer o natal, detectar qualquer complicação na gravidez. Se ela tiver de viajar horas, talvez ela já não vai animar mais. É ali que você tem condição, Vilela, de detectar alguém que tá com a insulina alterada e já recomendar mudanças na alimentação para aquilo não se transforme numa diabetes, que é um problema seríssimo hoje, que só aumentado a proporção na nossa população.
É ali que você tem condição de detectar que uma mancha na pele, se operada agora, é fácil, em vez de se transformar num tumor que fique complexo. Então essa atenção primária, que no Brasil nunca se recebeu a devida atenção, é o principal. É você ter no seu bairro, é você ter próximo da sua a casa esse atendimento que, graças a Deus, eu levei para os mineiros. E eu recebi, Vilela, um grande cemitério de obras abandonadas. Eram 90 UBS, concluímos todas, 5 hospitais regionais de grande porte, todos SUS, levando atendimento para essas regiões aonde as pessoas não tinham essa dignidade.
E para encerrar aqui essa pergunta, Vilela, eu quero comentar aqui o caso do seu Francisco, que às vezes tem caso que nos deixam emocionado. Nós temos uma cidade no Vale do Jequitinhonha, que eu falei, a região menos desenvolvida do estado, que se chama Minas Novas, é o nome da cidade, uma cidade aí de 15, 20 mil habitantes. E fui lá conhecer a unidade de hemodiálise que nós levamos para Minas Novas. E lá eu conheci o Seu Francisco.
Ele me viu lá na unidade de hemodiálise, me reconheceu e falou: Zema, prazer em conhecê-lo, você não sabe como você mudou a minha vida. E eu falei, o que que foi, Seu Francisco? Ele falou, antes eu precisava pegar aqui a van da prefeitura, ficar na estrada 5 horas até Diamantina, que era a unidade de hemodiálise mais próxima, ficava lá o dia inteiro fazendo hemodiálise ou aguardando os meus colegas fazerem, e depois mais 5 horas de volta.
De volta.
Depois que a unidade de hemodiálise foi colocada aqui na minha cidade, no caso Minas Novas, a minha vida mudou, porque antes era um dia na estrada e o dia seguinte prostrado na cama. Lembrando que quem faz hemodiálise muitas vezes não tem uma condição de saúde muito boa devido ao próprio tratamento. Aí o corpo vai enfraquecendo. Então ele falou, agora eu voltei a viver, eu ajudo o meu filho no comércio dele, eu tenho ânimo, eu voltei a ter vontade.
Então essa saúde próxima da casa de cada brasileiro é que faz toda a diferença, e é isso que nós temos de priorizar no Brasil, é mais a saúde preventiva do que a saúde corretiva. Você consegue evitar muito tratamentos caros e até curar doenças quando estão no início.
Tá certo, vamos chamar então. A gente tem dois jornalistas no ponto aí, Camila Xavier e Gustavo Zucchi, que são do Metrópoles, que aliás é nossa parceira no debate. E tenho que fazer uma crítica aqui, Zema, você não foi ao debate. Quero saber por quê. Saiu perdendo, porque quem foi ao debate Ganhou, hein? Cury subindo, Renan subiu. Por que você não foi ao debate? Eu estranhei.
Eu não fui, primeiro, porque o principal candidato que iria questionar, o Lula, já tinha dito que não iria. E segundo, Vilela, você deve ter acompanhado, eu fui o primeiro sabatinado da Globo no Jornal Nacional, na segunda, na segunda. E o debate foi no domingo. Então a equipe nossa mudaram a data também, né, desse debate, né?
Era para ser uma data e depois mudou para outra.
Teve uma, foi, teve uma mudança.
Tô te ajudando aí, Zema, na explicação.
Tá me ajudando, exato.
Só que no nosso debate você vai dia 18, você confirmou com a gente, já tá confirmado pela equipe, não tá? Tá, né? Olha lá, olha o sorriso da Fabi, olha o susto, olha o sorriso da Fabi agora. Agora você assustou, hein, Fabi?
Vai ser aonde?
Vai ser no espaço do G4, né, na Vila Olímpia. O G4 lá onde você foi ser batizado pelo antagonista, se eu não me engano.
Eu tava lá, eu tava lá assistindo, tava lá assistindo todos os dias. Assistiu todos lá? Então todos lá.
O Flávio não foi, ele mandou um home office.
Eu vi que eu estava saindo, o Caiado tava chegando.
É, depois foi o Renan e o Flávio foi por último, mas via vídeo.
Achei, achei, perde-se, né?
Perde-se, claro, porque lá você não sabe se ele tá lendo alguma coisa, se ele tá sendo ajudado por alguém lá.
Lá é você, exatamente, exatamente.
Tem que ser ao vivo, tem que ser lá no negócio. E no nosso vai ser ao vivo, não pode ser remoto, né? Então vamos aí, pessoal, tá no ponto? Manda lá então. Agradecer demais, Camila Xavier, Gustavo Zucchi. Estão me ouvindo?
Tô ouvindo também.
Fiquem à vontade de se apresentar, fazer perguntas aí, a ordem de vocês, vocês mandam. Agora é com vocês aí.
Vamos lá então. Eu queria perguntar para o candidato, muito boa noite, obrigado também por estar aqui conversando com a gente. Esclarecendo aí a posição do senhor sobre um tema atual, né? A CCJ do Senado, a Comissão de Constituição e Justiça, aprovou hoje o fim da escala 6 por 1 sem alterações no texto. Só para contextualizar quem nos acompanha, né, ainda é preciso que esse texto passe pelo plenário do Senado, aprovação aí pela totalidade, discussão pela totalidade dos senadores.
Mas hoje é fato é que essa essa comissão aprovou o fim da escala 6 por 1 e na forma do texto original. Eu queria entender do senhor qual a posição então do senhor sobre essa decisão aí dos senadores. O senhor vinha se manifestando contrário a esse modelo do fim da escala 6 por 1, mas hoje os senadores aprovaram esse modelo. Então qual a posição do senhor?
Vamos lá, Camila.
Isso.
Boa noite, Camila. Obrigado aí pela pergunta, Camila. Eu sou favorável à modernização das relações trabalhistas no Brasil porque nós temos uma CLT que já tá aí com quase 90 anos de existência. Ela não prevê aquilo que é praticado em todo o país que deu certo, que prosperou no mundo, que é trabalho por hora. Essa falta de nós termos esse tipo de previsão aqui no Brasil, ou essa opção, faz com que milhões de brasileiros migrem para o mercado informal.
Eu venho do setor varejista, fui presidente de uma empresa que tem 5 mil funcionários diretos, sem considerar os indiretos. Então eu vivi isso a minha vida toda. Vou te dar aqui alguns exemplos. Primeiro, jovens aprendiz. O jovem aprendiz hoje ele só existe em cidades maiores, aonde há unidades do SENAC, do SESI, que privilegiam por questão de escala cidades que geralmente têm acima de 50, 40 mil habitantes. Já a grande maioria dos municípios brasileiros que tem 5, 10, 20 mil habitantes, nunca um jovem vai conseguir se inscrever no Jovem Aprendiz, porque ele só é permitido onde o sistema é, se uma escola homologada opere.
Eu quero levar isso para o Brasil todo. Então, primeiro, vamos formalizar mais jovens. O que que acontece hoje com esse jovem, Camila? Ele vai trabalhar informalmente. Geralmente quem dá emprego informal é uma empresa de menor porte, pouco estruturada, que não segue a lei. As empresas mais sérias, estruturadas, com processos bons, geralmente não fazem isso. Então o jovem sai perdendo, a sociedade sai perdendo. Isso quando o jovem não é recrutado pelas organizações e facções criminosas que têm propostas as mais sedutoras possíveis.
Então eu quero essa formalização para esses jovens e quero o emprego por hora que eu estava dizendo, porque nós temos uma quantidade gigantesca de brasileiros que já têm uma atividade profissional ou que estudam e que querem ter um ganho extra, e que poderiam estar fazendo uma atividade no horário que eles têm disponível, já que na maioria das vezes são pessoas novas que têm energia ainda e estão querendo construir uma casa, estão querendo melhorar de vida, e acabam só indo para o bico, porque com a nossa CLT hoje é praticamente impossível você falar: eu quero trabalhar só no sábado das 8 horas da manhã às 6 horas da tarde.
A CLT praticamente proíbe, proíbe esse tipo de contrato de trabalho. Então o que eu quero é uma legislação que se adeque à realidade do brasileiro. E o que nós estamos vendo na véspera de uma eleição é um populismo sem tamanho. Por que que isso não foi discutido muito antes ou não fica para depois da eleição? É um governo que tá aí desesperado atrás de votos, que é mal avaliado e que fica falando que vai melhorar a vida do brasileiro com decreto.
E a vida de um povo só melhora com governo sério, que é a última coisa que esse governo não tem. Tá aí o caso do Banco Master e um presidente que tá caladinho.
É tanto a Camila como Gustavo, não precisa, não preciso chamar, tá? Vocês podem entrar, fazer novas perguntas, fazerem réplicas, comentarem, fica à vontade, tá?
Claro, Vilela. Obrigado, governador candidato. Obrigado por estar participando. Obrigado pela oportunidade. De falar com a gente aqui também do Metrópoles. Queria voltar um pouquinho a um tema que o senhor abordou há pouco, que é a questão das privatizações. Um dos exemplos que o senhor citou na sua fala foi a Copasa, né, a companhia que cuida do saneamento ali em Minas Gerais. Só que a Copasa tá enfrentando sérios problemas ali, especialmente na região de Belo Horizonte, né.
A gente tem gente em Belo Horizonte há 15 dias sem água ali por causa de problemas da Copasa. A gente teve hoje, decisão de hoje do Tribunal de Justiça de Minas Gerais obrigando a Copasa a pagar R$300 milhões ali por causa de problemas em obras na cidade. A gente pode citar outros exemplos também de privatizações que não estão funcionando. Por exemplo, lá em São Paulo, a questão da Enel, né, a companhia que cuida da eletricidade em São Paulo, sendo criticada ali há vários anos ali por serviços que não estão sendo prestados para as pessoas.
Pessoas às vezes passando 2, 3 semanas sem energia elétrica. Como o senhor convence o eleitorado de que uma privatização da Petrobras, uma privatização dos Correios, vai dar mais certo do que essas privatizações em saneamento, eletricidade, que muitas pessoas estão reclamando? Como ter a certeza de que a Petrobras, a gasolina, não vai disparar no Brasil? Como ter certeza que os Correios privatizados não vão prestar um serviço pior do que acontece hoje?
Não é mais fácil melhorar esses serviços? A Petrobras é uma empresa que é considerada um patrimônio brasileiro. E só para completar, fazer uma segunda pergunta que é sobre o mesmo assunto: as privatizações sempre foram tema do seu governo em Minas Gerais, mas o senhor enfrentou muita resistência na Assembleia Legislativa, né? Teve privatizações que o senhor tentou ainda no primeiro mandato e que só conseguiu andar no segundo mandato.
Aqui em Brasília, com certeza, se o senhor vier presidente da República, não será diferente. A gente sabe que para fazer uma privatização dessas, o senhor vai precisar compor com o Centrão. Até onde o senhor tá disposto a compor com o Centrão para que essas privatizações que o senhor prometa, caso eleito presidente, saiam do papel?
Obrigado, Gustavo. Bom, Gustavo, eu acredito em privatizações. Primeiro, a Copasa foi privatizada tem aí coisa de 90, 120 dias. Então nós podemos dizer que a Copasa que ainda está operando hoje é uma Copasa que 99,9% do tempo de existência foi uma estatal. E eu posso dizer que na minha gestão todos os indicadores de qualidade melhoraram. Mas quem era, Gustavo, o acionista controlador da Copasa? Um estado que não tinha sequer recursos quando eu assumi para pagar a folha de pagamento.
Esse estado nunca iria ter recursos para aportar capital na empresa que precisa universalizar o saneamento no estado de Minas. E o novo controlador agora tem compromisso de fazer essa universalização. O processo foi todo feito com a maior transparência possível, aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado, pelos deputados que acompanharam. E eu tenho certeza que a Copasa, agora privatizada, vai avançar muito mais na questão do saneamento básico no estado.
E te digo aqui por um motivo muito simples que eu comentei com Vilela aqui agora há pouco: a Copasa estatal, para fazer uma obra simples, às vezes levava 2 anos. A Copasa agora privada talvez faça em menos de 6 meses, porque uma estatal, você sabe, quem tá aqui nos acompanhando talvez não, precisa fazer uma licitação, publicar um edital. Isso é demorado. Quem ganha muitas vezes é impugnado porque não tem todos os pré-requisitos.
Quem fica em segundo lugar entra na justiça falando que o primeiro não pode porque não atende tal critério. E vira uma guerra judicial aquilo que deveria ser uma obra. E isso acontece com Petrobras, isso ainda acontece com a CEMIG, acontece em todas as estatais no Brasil. Eu falo que quando você tem gestão privada, você tem essa agilidade que o estatal não pode ter, até por uma questão de compliance, de controle. E nós brasileiros vivemos aí uma transição que não tem tanto tempo assim.
As operadoras de telefonia celular, acho que ninguém tem saudade da época que era estatal. Hoje todo mundo tem oferta desse serviço. E o que eu quero é aumentar a concorrência. Eu não vou vender a Petrobras num bloco só, eu fatiala, cada refinaria uma empresa, até para aumentar a concorrência. É concorrência que faz o preço cair. E nós temos hoje um governo federal gastão. A última coisa que ele pode fazer é investir nas estatais.
Pelo contrário, elas estão sangrando mandando recursos para esse governo gastão. O brasileiro, para quem os políticos falam que são os donos dessas estatais, nunca receberam nenhum benefício. Agora os políticos, esses têm lucrado muito. Tivemos o Petrolão, estamos aí com o Banco Master. Quem que ganhou dinheiro lá no BRB? É alguém que era empregado do banco estatal. Teve algum ente privado que se envolveu com Master? Não teve.
Teve sim fundos de pensão estatais e um banco estatal que deu, só esses fundos e o banco, prejuízo aí de R$15, R$18 bilhões, sem considerar o Fundo Garantidor de Crédito. E na minha gestão em Minas eu vendi participação e privatizei 118 empresas. À medida que o governo avançou, nós fomos vendendo as participações. Esse ano privatizamos a Copasa e ficou de fora somente a companhia de energia, que eu tenho certeza também será questão de tempo.
Quando a privatização é bem feita, quem ganha é o consumidor, porque uma empresa privada tem muito mais agilidade. E problemas que ocorrem ocasionalmente servem de alerta. Na minha opinião, essas empresas precisam sim ser multadas se deixaram o nível de serviço aquém do que deveria, ou até mesmo perder a concessão. Agora, quando é o Estado que presta serviço, eu nunca vi uma estatal perder a concessão. Agora, quando é privado, você pode ir lá e falar: não é você mais, porque o seu serviço tá muito ruim.
Então é disso que o Brasil precisa. Nós temos um governo que não tem dinheiro para dar serviço bom na saúde, um governo que não tem dinheiro para reformar as estradas. Esse governo vai ter dinheiro para investir nessas empresas que demandam bilhões em investimentos?
Não vai, governador. Não, só, só a questão, acho que a segunda pergunta, a questão sobre, o senhor fala que planeja planejar privatizar a Petrobras, os Correios, uma série de empresas grandes aqui a nível federal, mas para isso o senhor precisa de aprovação do Congresso Nacional. A pergunta era até onde o senhor tá disposto a negociar com o Centrão. O senhor vai ser ministérios, o senhor vai ceder cargos para que o Centrão venha no seu governo e assim te dê o apoio necessário no Congresso Nacional para que essas privatizações saiam?
Perfeito, Gustavo. Gustavo, como governador de Minas, eu governei junto com diversos partidos políticos sem abrir mão de valores republicanos, dos meus princípios. Se algum partido político caminhar comigo e tiver nomes competentes, esses nomes serão muito bem-vindos, vão passar por um processo seletivo. E eu já vou deixar avisado desde já, como deixei como governador: eu quero gente competente no meu governo, gente da área. Muitas vezes alguém que está na política tem essa bagagem.
Eu vi isso lá em Minas. Agora, se não tiver bom desempenho ou se fizer algo errado, aí para mim é inadmissível. É uma questão de você levar para esse lado. Agora, o que nós temos hoje lá em Brasília me parece que é diferente, é um loteamento. Ó, esse ministério é seu e você vai fazer aqui o que você bem entender, comigo Não foi assim não. O secretário se reunia comigo no mínimo a cada 15 dias para prestar conta de tudo que tava acontecendo na pasta dele.
Então isso para mim não é loteamento, não é o toma lá dá cá que tem prevalecido no Brasil. E um presidente eleito com 60 milhões de votos chega lá com cacife para fazer muitas mudanças. Principalmente se ele tem um histórico de ter consertado um estado que foi arruinado pelo PT, que é a mesma coisa que está acontecendo em Brasília hoje.
Camila, governador, queria tratar na verdade agora de um tema que o senhor mesmo já falou, né, a questão das bets, porque o governo federal tá estudando uma medida para aplicar talvez essa medida antes das eleições, uma medida contrária às bets. Ainda não tem nada definido, né, então ainda tá sendo desenhado se isso vai ser só voltado à publicidade principalmente, ou se vai também tratar de um certo tipo de restrição a essas bets e jogos, principalmente como o Tigrinho, né, esses cassinos online.
O senhor já falou que a primeira medida do senhor seria restringir as bets, né? Como que o senhor enxerga essa iniciativa do governo? E inclusive, pensando que é uma medida que tá sendo desenhada, qual é o formato ideal, na opinião do senhor, para combater esse problema?
Camila, a minha opinião é que nós precisamos acabar com as bets o quanto antes. Vários países já fizeram isso. Isso é quase que uma cocaína digital. Eu me reuni com mães, com pessoas que estão tendo esse tipo de problema, e o algoritmo ali, a estrutura do joguinho, foi feita para deixar a pessoa viciada mesmo. Alguém que tá desistindo ali, o algoritmo percebe isso e manda lá pagar não sei quantos reais para pessoa continuar jogando.
Isso é um terror para nossa sociedade. Nós temos hoje um endividamento recorde das famílias brasileiras. Muito eu atribuo às bets. Eu sempre fui gestor chão de fábrica, sempre fui nas ruas para conversar com cliente, quando empresário, e como governador para conversar com todo mundo para como as coisas estão. E eu tenho visto, já conversei com pessoas que me falaram, eu conheci a vizinha minha que deixou faltar comida para bebês para poder estar julgando.
Esse é o país que nós estamos hoje. E um governo que só pensa em arrecadar, em aumentar impostos. E eu não conheço política pública para estar tratando desses dependentes de jogo. É ludopatas, é ludo, esqueci o nome aqui, é ludo alguma coisa, ludopatia. Obrigado.
Agora, governador, falando especificamente da medida, porque o senhor tá falando disso, né, que desconhece uma medida para poder combater esse problema do vício em jogos, mas é isso, o governo tem estudado essa medida. Como que o senhor encara O senhor acredita que o ideal para isso ser— a intenção do governo é aplicar isso antes das eleições. O senhor acredita que uma medida provisória seria positiva, pensando que um próximo governo herdaria aí essa medida, teria que tentar aprovar essa medida no Congresso Nacional?
O ideal seria judicializar essa questão ou um projeto de lei mesmo para isso ser debatido de forma concreta? E também quais as medidas, né, restringir publicidade, restringir as próprias plataformas. Como que o senhor enxerga nesse sentido mais concreto?
Eu, como presidente, faria medida provisória no primeiro dia, como eu já falei, e pelo menos você já corta o mal pela raiz. E depois você vê como conduzir a votação, etc., mas pelo menos você já dá um grande alívio para milhões de brasileiros que estão ficando aí viciados, dependentes. E mais uma vez, esse governo foi quem aprovou as bets. Esse governo tem culpa no cartório. Hoje, quem está dependente, quem tá gastando dinheiro que tem e que não tem, é por causa desse governo irresponsável, que além de aumentar impostos tem feito esse tipo de, nem sei como classificar, né, de ação contra a sociedade, que é quase que distribuir droga enquanto ele tá ganhando.
E aqui fica o meu repúdio também aos influencers que têm ganhado milhões de reais. Diz que tem empresa de bets, que quanto mais alguém joga e perde mais o influencer que o algoritmo diz, tem um ganho em cima de perdas, é ganhar em cima da desgraça alheia. Isso é inadmissível, é o plantador de cocaína, ele tá ganhando rios de dinheiro e o outro na desgraça pagando por isso.
Governador, candidato, candidato Zema, ficou tanto tempo no governo que a gente costuma chamar de governador, né? Eu queria falar, sempre que o senhor dá uma entrevista, sempre que o senhor participa de uma sabatina, o senhor é perguntado sobre o programa Bolsa Família, né? E o senhor defende muito a questão da porta de saída para o Bolsa Família. Eu queria falar desse tema, mas aplicando a uma outra lógica, um outro tipo de benefício, que são os benefícios fiscais que são concedidos pelo governo federal a diversas empresas.
Hoje a gente tem cerca de R$540 bilhões de reais em benefícios fiscais para empresas. E durante o seu governo em Minas Gerais também houve diversos benefícios fiscais, como por exemplo créditos presumidos, regimes especiais, o programa Refis. E teve até aquele caso da Eletrozema, né, que recebeu descontos na casa dos R$2,2 milhões, empresa da sua família ali, descontos no ICMS. Eu queria perguntar para o senhor como no eventual governo Zema Vai ser essa questão dos benefícios fiscais.
Novamente repito, R$540 bilhões em benefícios fiscais. A gente vai ter uma porta de saída para esses empresários que hoje só sobrevivem sem produtividade, é com benefício fiscal do governo, ou a gente vai ter o pobre deixando o Bolsa Família quando melhora de vida, mas empresário mamando no governo sem ter fim?
Gustavo, ótima pergunta. Primeiro, todo benefício do Estado de Minas que eu governei é para setores. Se a empresa que eu administrei, que eu sou sócio, teve algum benefício, centenas de outras que atuam na mesma atividade tiveram. Se você quiser montar lá, você vai ter o mesmo benefício. Então é um benefício que o Estado de Minas dá para empresas de e-commerce, e isso levou muitos investimentos para o estado e fez, Gustavo, arrecadação subir.
Vou dar um exemplo aqui. Durante a minha gestão, nós implantamos lá diversas fábricas de cervejas em Minas. Essas fábricas têm o incentivo que já existia. Outro ponto importantíssimo aqui: todo incentivo já existia antes de eu assumir. Eu nunca criei um incentivo durante a minha gestão, já existiam. Agora vamos pegar o raciocínio aqui, que vale para um estado e vale também para um país. Foi para Minas fábricas de cerveja. Você pode estar falando: elas foram por causa do incentivo fiscal.
Tudo bem, o Estado deu um incentivo para elas. Agora, Gustavo, elas estão pagando R$100, R$200 milhões de ICMS por ano. Aí eu pergunto: o Estado perdeu ou tá ganhando? Se você falar o Estado tinha de receber R$300 e só tá recebendo R$200, aí você tá que tá pensando que tá perdendo. Agora eu falo, se a fábrica não tivesse vindo, nós não estaríamos recebendo nada, nós estaríamos no zero. Estamos recebendo R$200. Se muitas indústrias que estão aqui no Brasil forem para Argentina, forem para o Peru, para Colômbia, vai ser bom para o Brasil?
Eu sou totalmente contrário à bolsa ineficiência. Isso eu sou, empresa que só quer mamar no governo. Agora, se você tem um incentivo inteligente que é temporário para atrair e tem o desmame ao longo do tempo, talvez seja um incentivo inteligente que a maioria dos países do do mundo fazem uso. Então, que nós não podemos só—
para eu entender, candidato, é só para eu entender. Então o senhor defende que realmente exista uma porta de saída para essas empresas, para esses benefícios fiscais? Até tratando não apenas da questão de Minas, onde o senhor já deixou de ser governador, mas pensando na questão federal ali, que o senhor planeja ser presidente da República, é necessário que exista uma porta de saída para esses empresários para que não apenas eles fiquem no Brasil sendo produtivos, mas também pagando os impostos, mas também que o governo consiga arrecadar o que hoje abre mão com os benefícios fiscais. É mais ou menos isso?
É isso. Vamos pegar o caso da Zona Franca de Manaus. Ela já existe há 70 anos. Será que ela vai precisar existir por mais 200, né? 70 anos já deu tempo de consolidar alguma coisa. Será que nós vamos ter de continuar com esse incentivo nesse tamanho, na minha opinião, tinha de ter um desmame ao longo do tempo, e me parece que não há essa previsão. Então, por esse lado, é muito ruim. Eu falo que incentivo fiscal tem que ser igual mesada para filho.
Enquanto é criança, é adolescente, tá estudando, tudo bem. Agora, uma hora vai ficar adulto, então temos de acabar com isso. Agora, Gustavo, um ponto importantíssimo aqui: quem opera no Brasil, Gustavo, você sabe muito bem que você acompanha, tem o custo Brasil. Aqui no Brasil nós temos a maior taxa de juros do mundo. Quem tá aqui produzindo no Brasil, se vai num banco pegar dinheiro hoje, Gustavo, paga 20% ao ano. Se tiver na Europa, na Ásia, na América do Norte, vai pagar talvez 6%.
Aqui no Brasil nós temos uma insegurança jurídica gigantesca. Tá aí o caso do Supremo: o banqueiro bandido tem decisão favorável, quem trabalha sério às vezes não, porque não tem acesso a esses juízes bandidos que nós estamos vendo. Aqui no Brasil nós temos uma legislação tributária que é um manicômio, precisa de um exército de gente para Em outro país precisa de 5. Então eu acho que nós temos de corrigir na causa, que é o custo Brasil.
E aí não precisa de incentivo nenhum, porque aqui no Brasil a gente fica muitas vezes tampando o sol com a peneira, pois não?
O senhor mudaria alguma coisa da reforma tributária aprovada no Congresso Nacional recentemente? O senhor falou, por exemplo, essa questão do custo Brasil, né, quanto que cada empresa gasta, por exemplo, para pagar os seus próprios tributos. O senhor iria propor uma nova reforma tributária? Quais seriam os termos dessa nova reforma?
A reforma tributária, Gustavo, ela simplifica para o setor produtivo. Eu fiquei lá 30 anos quebrando a cabeça para entender impostos e sair com muitas dúvidas ainda, né? Ninguém consegue entender Até porque um tribunal muda a sua forma de interpretar ali e acaba que para o contribuinte vem uma surpresa aí, ou ele tem um crédito ou um débito que ele nunca imaginou que teria. Então essa insegurança vai reduzir em muito com a reforma tributária.
Agora, reforma para mim tem um ponto que ficou ruim. Rico vai comprar comida sem pagar imposto. Na minha opinião, deveria ter imposto e quem é de baixa renda ter a restituição, entendeu? Ficaria muito mais justo do que as exceções que foram abertas. Quem é de uma renda mais baixa não pode pagar imposto sobre medicamento, sobre alimentos. E nós estamos dando isenção para rico. O rico, com a reforma tributária, vai comprar arroz, feijão sem pagar imposto.
Para mim, deveria ser só a classe menos favorecida. Então, por esse lado aí, a reforma não foi boa. E a alíquota que estão falando, altíssima também. Eu inclusive, Gustavo, tenho no meu plano de governo a proposta de melhorar a eficiência da máquina pública em 1% ao ano ao longo das próximas décadas e fazer com que isso seja repassado como redução de carga tributária. O que que o Brasil tem assistido nos últimos 30 anos? Só aumento da carga tributária.
Nunca tivemos uma inflexão. Nós temos a maior carga tributária da América Latina, nós temos a maior carga tributária para qualquer país que tem o mesmo nível de desenvolvimento nosso. Tá errado. E estamos vendo aí com esse governo de políticos vendidos para onde que esse dinheiro tá indo. É para qualquer lugar menos para melhorar o serviço de quem é pagador os impostos. Então é necessário um governo mais enxuto. Hoje tem tecnologia, tem digitalização, tem inteligência artificial que podem fazer com que o governo fique muito mais eficiente.
Foi o que eu fiz a minha vida toda como empreendedor, é o que todo empreendedor, empresário no Brasil faz, porque se ele não melhorar a eficiência, ele tá fora do E aqui nós temos um governo que só vai acumulando gordura e ineficiência ao longo das décadas. É necessário darmos um basta, e eu darei.
Candidato, eu queria retomar também um tema que o senhor, logo no começo da entrevista, porque o senhor utilizou um termo, o eco-xiitas, né, para se referir a defensores ambientais, a a gente ligada à defesa do meio ambiente. Eu queria perguntar ao senhor, como presidente, o senhor tiraria o Brasil do Acordo de Paris? E como que isso refletiria, por exemplo, nos acordos internacionais que o Brasil tá fazendo, por exemplo, com a União Europeia, que a gente já enfrenta muito problema nas nossas exportações da agropecuária brasileira, justamente por críticas de como nós cuidamos do meio ambiente?
O senhor tiraria o Brasil do Acordo de Paris? E como se tirar? Como reagir à consequência que vem, por exemplo, da União Europeia?
Gustavo, eu não tiraria o Brasil do Acordo de Paris. Na minha opinião, nós temos uma legislação ambiental adequada. Ela precisa ser mais objetiva, e eu fiz isso no meu governo, porque hoje você, para levar um projeto médio adiante, não precisa nem ser grande, você vai ter de contratar uma consultoria ambiental e às vezes pagar milhões. Me parece que está sendo bom só para despachantes, vamos dizer assim. Nós temos casos de sucesso no mundo de desenvolvimento sustentável, social com econômico: Austrália, Canadá.
E o Brasil tem essa legislação que precisa é ser interpretada, analisada com maior objetividade, corrigida em alguns pontos, e nós mostrarmos para o mundo todo que os produtos aqui do nosso agro são produzidos com responsabilidade ambiental. Eu vi isso com café. Participei ativamente. Mais de 99% dos produtores do meu estado tem o café certificado de que ele é produzido de maneira ambientalmente sustentável e não via desmatamento.
Inclusive recebem delegações do mundo todo para provar que esse café que é exportado é responsável em termos ambientais. Então o Brasil precisa se vender melhor. Me parece que nós temos aqui uma preservação como nenhum outro país do mundo tem, e o que sai de notícias muitas vezes é só aquilo que é negativo e pouco se mostra o positivo. É plenamente possível caminhar desenvolvimento, agricultura pujante, indústria pujante e também preservação ambiental.
Um complementa o outro. Os países miseráveis são os países que mais estão destruindo o meio ambiente. A pessoa não tem nem acesso a um gás para fazer alimento, vai lá e corta a vegetação e polui a água água, porque não tem tratamento de esgoto. Então uma coisa caminha com a outra, e o Brasil não tem conseguido. Nós temos dado poderes a muitas ONGs que são totalmente incompatíveis com desenvolvimento social e econômico. É gente que quer colocar dinheiro no bolso, quer fazer ruído e não ver esse país dar certo, porque sobrevive da miséria.
Quando, quando o presidente Jair Bolsonaro, ele esteve na presidência, né, ele também falava muito essa questão das ONGs, criou ali um clima um pouco bélico com ONGs que atuavam, por exemplo, na região amazônica. Mas isso acabou criando internacionalmente uma imagem muito ruim para o Brasil e trouxe consequências. O senhor não tem esse receio? Vou comprar briga com ONG, vou querer que as ONGs saiam do país, e na sequência passar uma imagem de seu governo não é responsável ambientalmente?
Gustavo, eu não tenho nada contra ONG séria que presta contas, que tem gente competente, que faz um bom trabalho. Conheço várias. Então é separar o joio do trigo. Agora, o que nós vimos no Brasil foi uma proliferação de ONGs para receber recurso virou modo de vida, principalmente de algumas ligadas aí ao meio ambiente, a área social. É bom só para o gestor da ONG e não para quem deveria ser o atendido. Eu vi isso claramente na tragédia de Mariana.
Tragédia de Mariana, lembrando, aconteceu em 2015, foi antes do meu governo. O dinheiro que a empresa aplicou não chegou aos atingidos, foi só para consultorias, para análises técnicas, para ONGs. O fazendeiro que ficou lá sem produzir não recebeu nada, o pescador que ficou lá sem pescar não recebeu nada, mas as ONGs e consultorias colocaram milhões e milhões de dinheiro dinheiro em caixa. Tanto é que em Brumadinho eu fiz exatamente o contrário.
Eu falei: todo recurso vai ser investido em obras públicas, tudo carimbado para ninguém lucrar. E adivinha o que que aconteceu? As ONGs reclamando: ah, esse acordo foi ruim porque não foi dinheiro para ONG, mas foi dinheiro para o mineiro ter saúde melhor, ter escola melhor, ter estradas melhores. Então nós temos que separar o joio do trigo. A única coisa que eu temo na minha vida é generalizar. Até no Supremo tem gente boa, por incrível que pareça.
E por falar, por falar em Supremo Tribunal Federal, o senhor já me deu gancho para minha próxima pergunta, porque na sabatina do Jornal Nacional o senhor falou que gostaria de dar anistia aos envolvidos no 8 de ou se não conseguir dar anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, pelo menos dar a essas pessoas um julgamento justo, um julgamento que não seja político. Só que aí tem dois problemas. Sobre anistia, os ministros do Supremo Tribunal Federal já apontaram que considerariam anistia a crimes de golpe de Estado como inconstitucional, né, baseados nos incisos 43 e 44 ali do artigo 5º da Constituição.
Por outro lado, também um julgamento justo é decidir Quem vai julgar ou rejulgar os envolvidos no 8 de janeiro também não é uma prerrogativa presidencial. O presidente da República não pode virar e falar que agora esse julgamento não vale, eu quero um outro julgamento, julgamento, por exemplo, em primeira instância, que é uma das alegações de muitos dos advogados dos envolvidos no 8 de janeiro. Então eu queria perguntar para o senhor, qual que é a solução prática para esse impasse?
Com o Supremo já avisando que a anistia é inconstitucional, sem a Presidência da República conseguir, é como o senhor propôs, dar um julgamento justo a essas pessoas? Que solução prática? E para finalizar a pergunta, o senhor desobedeceria uma ordem do Supremo Tribunal Federal, como por exemplo o candidato Renan Santos Timição tem falado que faria?
O Gustavo, nós vamos ter uma renovação no Senado Senado, com certeza um Senado mais corajoso, um presidente do Senado que não seja vendido como esse atual, que é uma vergonha para o país também, que foi lá degustar, né, o uísque Macallan com o banqueiro bandido Vórcaro. E eu estou muito confiante nessa mudança. Agora, decisão judicial eu acato. Agora eu vou convocar como presidente manifestações para poder mostrar a insatisfação dos brasileiros com relação a esses ministros que estão lá também.
Será que é normal isso que nós assistimos ontem? Ministro da Suprema Corte dando consultoria jurídica para Tá faltando aí um pouco de vergonha na cara. Em qualquer país sério, esse ministro já até estaria expelido do sistema, ou muito provavelmente numa cela de prisão. E aqui ele tá ainda se achando dono do pedaço. São os intocáveis. Isso é uma aberração. Vai ser corrigido. Essa pedra no sapato tá incomodando todos os brasileiros, não dá para tolerar.
Eu até temo, né, não que eu seja, eu sou um democrata, sigo a lei, que isso em algum momento possa ter consequências mais sérias, porque a insatisfação do brasileiro está crescendo. E olha que o brasileiro é um povo pacífico. Mas nós vamos assistir aí manifestações. A indignação tá muito grande. Eu falo que só para morte que não tem solução. Eles deveriam fazer uma saída honrosa: devolva o dinheiro e mude de país. Acho que caberia uma anistia para ele sim, para esses ministros do Supremo que eu tô dizendo.
Né, para eles irem embora, porque eles são um câncer para nossa sociedade, uma vergonha para o Supremo, que tem gente séria, e também para o Brasil. O Brasil lá fora, você acompanha o ranking da transparência, da percepção de corrupção, só tem piorado, e muito em virtude desses intocáveis de Brasília.
Gustavo, queria agradecer demais tua participação, né? A Camila teve que sair mais cedo porque ela tinha um programa outro ao vivo para fazer na sequência. Se quiser fazer algum comentário final e agradecer demais aí.
Não, queria agradecer, agradecer ao candidato Zema, né, que tá nessa campanha aí, é pela, para tentar a presidência da República. Agradecer a Entregista Limitada, agradecer a você, Helena. E só para terminar, que eu só entendi, candidato Então, se o Supremo decidir que anistia não é válida, a solução é convocar manifestações. Mas a gente não tem como ter vista direita, os bolsonaristas convocando manifestações há anos e não fazendo efeito. Ainda não entendi qual que seria a solução prática para que a anistia valesse.
Assumindo, eu vou atrás de todos os senadores para fazermos o impeachment, que já é mais do que merecido, desses ministros. Eu não vou ficar quieto não, então, mas não vou desrespeitar a lei e o regime democrático. Mas a vida deles vai ficar um inferno. O que que o Lula fez de ontem para hoje? Você viu ele ir na televisão falar apure tudo, puna os culpados? Tá lá quietinho. É um dos envolvidos, um dos que se beneficiam desses intocáveis, desses corruptos que estão lá no Supremo Tribunal Federal.
Eu iria para TV, eu iria fazer tudo que é possível para punir. E hoje nós temos um clima de impunidade. Em Minas, no meu governo, nós não tivemos corrupção, não tivemos escândalo, porque eu deixei claríssimo: eu tô aqui para fazer o certo e para combater o errado. Que dia que nós tivemos Teve Operação Rejeito, né, candidato?
A Operação Rejeito foi talvez um dos escândalos de corrupção do seu governo ali, que o senhor até mandou as pessoas embora, demitiu, demitiu os envolvidos, né, combateu, né, quando chegou a sua informação. Mas não dá para falar que não houve nenhum escândalo de corrupção no governo do Zé de Minas.
Tive essa decepção e quero que os envolvidos que destruíram o meio ambiente, colocaram dinheiro no bolso, morrem na cadeia. Estou querendo e contribuindo com a investigação da maior forma possível. Já falei, se eu puder depor contra essa máfia que se instalou lá, inclusive tinha gente da Agência Nacional de Mineração, tô totalmente disponível. Postura exatamente oposta do Lula, que tá lá quietinho. Eu quero apuração de tudo que é errado e punição exemplar. Aí é que tá a diferença.
Obrigado demais, então.
Obrigado, Vilela. Obrigado, governador. E boa, bom resto de campanha aí, presidência da República.
Valeu, muito obrigado.
Vamos às perguntas do chat, Romer, e depois a gente tem mais duas perguntas especialistas para finalizar. A gente já tá com tempo já no limite.
Vamos lá, então vamos lá. Tem a primeira pergunta aqui do PH Souza, ele tá perguntando o seguinte: Zema, como você explica a dívida do Estado de Minas Gerais ter dado um salto de R$114 bi em 2019 para mais de R$200 bi em dívidas durante seu mandato? Bom, dívida se mede em capacidade de pagamento. O Brasil tem a Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o critério da Lei de Responsabilidade Fiscal, a dívida de Minas Gerais caiu 21% da receita corrente líquida.
Tá lá para todo mundo ver, caiu 21%, diferente da dívida da União, que no governo Lula já subiu 10%. Uma dívida que para Minas antes era impagável hoje é pagável. E no meu governo, 5 anos de superávit, ou seja, receita maior do que gasto. Esses 5 anos de contas equilibradas sucederam 6 anos de governo PT e PSDB que tinha déficit onde se gastava mais do que ganhava. Hoje tudo que Minas paga está rigorosamente em dia. Exemplo, é só perguntar para o funcionalismo.
Exemplo, é só perguntar para os 853 prefeitos que receberam aquilo que o PT não fez de repasse de maneira criminosa. Fornecedores Então hoje o estado está saneado. Aí tem gente que fala: a dívida aumentou. Aumentou nominalmente. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, hoje Minas é um estado que tem a saúde financeira muito melhor do que tinha há 8 anos atrás. Tanto é que aderiu ao PROPAG, e um dos critérios para ter o refinanciamento daquilo que estava vencido.
É exatamente esse saneamento financeiro que foi feito. A próxima pergunta aqui da Luciara Santana, ela mandou o seguinte: a gente ouve candidato falar em PIB, Selic, déficit, mas quem está na fila do SUS quer saber de médico, exame e agilidade no atendimento. O que o senhor faria para melhorar saúde? Ó, no Brasil, que nós precisamos é ter esse caminho de levar postos de saúde, unidades básicas de saúde para todas as cidades, para todos os bairros.
A saúde tem de estar perto da porta de cada brasileiro, e foi isso que eu fiz. Mais de 400 UBS, unidades básicas de saúde, para detectar precocemente qualquer doença. Uma gripe, se ficar mal curada, pode se transformar numa pneumonia. Uma mancha de pele que fica muitos anos pode se transformar num câncer de pele. Uma alteração na glicose, na glicemia, pode se transformar numa diabetes. E é com a unidade básica de saúde perto da casa, da casa de cada brasileiro, que a gente tem condição de estar dando essa dignidade.
Além disso, multiplicamos a tabela do SUS para todos os hospitais para acabar com a fila de cirurgias eletivas. O que era anos hoje se transformou em poucos meses, e dá para fazer o mesmo no Brasil. Antes ia dinheiro para hospitais de amigos de político. Na minha gestão foi dinheiro para hospitais de quem cura, de quem opera muito. O SAMU levei para todos os municípios do estado. Quero o mesmo no Brasil. O SAMU é importantíssimo.
Muitas vezes 30 minutos é a diferença entre a vida e a morte. Hoje no estado todos os municípios têm atendimento por helicóptero. Se teve um acidente grave, alguém precisa ser removido, em poucos minutos essa remoção é feita. Antes levava-se horas, ou alguém podia falecer ou ficava com sequelas gravíssimas. E é preciso ter o medicamento também. Antes não tinha nada. Assumi um estado arruinado, que não tinha dinheiro nem para folha de pagamento.
Hoje, mais de 95% dos medicamentos disponíveis. Então é esse o Brasil que eu quero para os brasileiros: o médico perto da sua casa, o medicamento disponível e não faltando, e um Brasil que trate com dignidade Quem no momento mais difícil precisa de um atendimento e muitas vezes fica aí esperando anos, meses. Então é possível sim, com gestão, com gente competente, a saúde do brasileiro pode melhorar muito e vai melhorar.
Vamos continuar nesse assunto de saúde falando sobre ciência. Tem um vídeo aí do Emílio também, nosso amigo Emílio mandou pergunta, mais uma pergunta de especialistas aqui, ó.
Eu sou Emílio Garcia, do Globalogia e dos Três Elementos, e vou mandar uma pergunta para o candidato Zema. A minha pergunta é ligada à área da saúde, principalmente ao problema de vacinação que a gente está tendo no Brasil e no mundo. A gente sabe que a onda de negacionismo fez com que a taxa de vacinação caísse a níveis preocupantes. Então a gente teve a volta de doenças como sarampo no estado de São Paulo, justamente porque a gente precisa de uma taxa de vacinação muito alta.
Para a gente voltar a esse patamar de taxa de vacinação, a gente precisa investir tanto na produção de vacina— e a gente deixou de ser um produtor de vacina relevante, voltou a ser nos últimos 4 anos— quanto fazer muita propaganda em relação a isso. Então a minha pergunta para o candidato é: qual é a expectativa de investimento para que a gente seja soberano em relação à produção de vacina? O que que ele planeja para o nosso país?
Como esse investimento vai acontecer dentro desse plano de austeridade que ele defende? E a segunda coisa é: a gente precisa vacinar mais de 95% das pessoas para sarampo, por exemplo. Como que a gente combina essa ideia de que vacinação é um ato coletivo com a defesa de individualidade que o candidato coloca? Então, a vacinação infantil, ela pode ser uma escolha? Escolha de quem? Escolha dos pais? Então, como que ele lida com essa história de escolha individual frente a algo que só tem efeito se a gente vacinar muita gente?
É isso.
Obrigado pelo convite e tô assistindo a resposta, hein. Obrigado, Emílio. Emílio, o Brasil precisa, acho que até por uma questão de segurança nacional, ter esse investimento em vacinas. Isso ficou muito visível durante a pandemia, quando aqueles países que tinham condição de ter alguma produção se colocaram numa situação bem mais confortável do que aqueles outros que dependem. Nós temos no Brasil algumas instituições, em São Paulo, no Rio, a Funed em Minas Gerais, que produz vacina, que no meu governo recebeu toda a atenção e inclusive, depois de 10 anos, conseguiu colocar em produção uma linha estava lá, que nunca ninguém tinha conseguido viabilizar.
Então, contribuindo para a saúde do Brasil todo com a produção de vacinas, de soros. Eu sou favorável à vacinação, vacinei contra COVID, meus filhos, recomendei. Sou favorável à campanha, sou favorável conscientização. Eu só não sou favorável a levar para prisão alguém que se negue a vacinar, mas todo esforço precisa ser feito. Mas eu sou alguém que respeita os direitos individuais e não é, na minha opinião, discriminando alguém que nós vamos ter uma melhoria na saúde.
Eu acho que vale aí conversação. Acho que vale esclarecimento. São campanhas, nós estamos numa democracia. Ou será que o que nós queremos aqui é o contrário de uma democracia, é obrigar alguém a fazer algo em que ele não acredita, que vai totalmente contra o credo dele? Então vou muito nessa linha, Emílio. E essa produção de vacina, concluindo aqui, na minha opinião, é estratégica para um país do tamanho do Brasil. Nós temos aqui uma população que viabiliza praticamente a produção de qualquer tipo de vacina.
Tá aí um ganho econômico que nós poderíamos ter, é trazer mais pesquisa. São as universidades federais estarem trabalhando junto com o setor farmacêutico, coisa que não ocorre hoje com a intensidade que poderia. Eu falo que no Brasil nós jogamos fora muitas grandes oportunidades. A faculdade hoje faz cara de nojo para o setor produtivo. A universidade, somente a federal, falou que é setor produtivo, tem nojo. Mas nós temos de lembrar, nós temos uma Embraer hoje que nasceu devido a essa maior proximidade de pesquisa acadêmica com setor produtivo.
Então acho que nós temos de quebrar esse tabu que existe aí. O setor produtivo visa lucro, mas é através de uma sociedade que lucra mais que a vida de todos vai melhorar.
Vamos agora falar de geopolítica. Manda aí com o nosso amigo que tá sempre aqui toda terça-feira no jornal, Marcílio. Manda aí a pergunta, por favor.
Zema, prazer! Meu nome é Ricardo, Ricardo Varsílio, e sou professor de Geografia e Geopolítica. Nesse momento a gente sabe que Estados Unidos e China são praticamente antagônicos em todos os pontos geopolíticos internacionais e que a América Latina tá no centro dessa disputa. Existem vários pontos de discordância entre os dois, mas para a gente não se perder muito aqui na pergunta, eu quero focar especificamente em dois, que é o setor financeiro e o setor militar.
Do ponto de vista financeiro, o Brasil, por exemplo, tem a ideia do Pix, do BRICS Pay, que são mecanismos de pagamento que os Estados Unidos com certeza não apoiam. Além do Brasil apoiar também uma desdolarização, colocando outras moedas como euro, o próprio yuan, como as nossas reservas internacionais. Você apoia que os Estados Unidos possam intervir no nosso Pix e apoia que o Brasil abandone essa ideia de desdolarização? Outro ponto importante: os Estados Unidos colocaram grupos como PCC e o CV como grupos terroristas.
Inclusive, em vários países existe a perspectiva de uma cooperação militar entre os Estados Unidos e o país, nem sempre com autonomia total do país que tá recebendo essa intervenção americana, para práticas militares contra essas organizações criminosas. Você apoia uma cooperação militar Brasil-Estados Unidos com militares americanos atuando em solo brasileiro? Para combate a essas organizações, ou seja, Pix, desdolarização e atuação de militares americanos.
Você concorda?
Obrigado, Ricardo. Ricardo, vamos pela sequência. Pix. Pix é uma conquista do Brasil. O brasileiro aprovou, gostou, e não tem país nenhum do mundo que vai vir tirar o Pix nosso aqui porque desagradou alguém. Porque tinha lá o cartão de débito ou de crédito. É algo que tá consolidado, que eu uso, que quem tá aqui nos acompanhando usa. E acho uma besteira dos Estados Unidos ficar questionando um avanço tecnológico. Acho que eles deveriam era copiar o Pix lá.
Tenho certeza que o americano ia gostar. E às vezes até o nosso Banco Central Brasil ter algum ganho com isso, já que é um sistema que nos dá muito orgulho, que veio para facilitar a nossa vida. Questionar o dólar. Eu tenho dito aqui, Ricardo, será que mudar o sistema métrico para o sistema por polegadas vai melhorar a nossa vida? O dólar já tá aí usado a ano serve como referência. Será que ter o yuan, será que ter o euro como medida melhora a vida nossa?
Na minha opinião, não. E tem servido para retaliações por parte dos Estados Unidos. Então eu questiono, acho que o Brasil tem de investir é naquelas moedas em que o retorno é maior aonde é mais seguro. Isso os técnicos do Banco Central que tem de analisar aonde as reservas ficam. Agora, o comércio internacional, ele é todo medido geralmente em dólar por uma questão histórica, da mesma maneira que nós usamos metro aqui e não polegadas.
Então, aquilo que tá funcionando para mim deve ser mantido. Vamos mudar a saúde que não funciona funciona bem. Vamos mudar educação, aonde nós estamos em últimos lugares. Por que que o Lula não fala em mudar isso? Porque eu acho que ele quer que todo mundo continue aonde está, com a saúde deficiente, com educação que não funciona. Fica falando em mudar dólar, que pouco faz diferença na vida nossa. E eu quero cooperação internacional para combater o crime organizado e as facções, que eu vou enquadrar, como os Estados Unidos, como grupos terroristas.
Eu quero militares do Brasil trabalhando em conjunto em operações na Amazônia toda, no Brasil, na Bolívia, na Colômbia, no Peru, contra o tráfico. Se vier ajuda da Europa, que tem interesse, se vier ajuda da América do Norte, serão muito bem-vindos. Isso não fere a soberania brasileira. O que está ferindo a soberania brasileira é o controle de território dessas facções criminosas que eu considero terroristas. Isso sim fere. Quem foi que mais aprovou aquela operação que teve no Rio de Janeiro em livro do ano passado?
Quem mora na comunidade, porque quem mora na comunidade é que é vítima de extorsão. Talvez não seja eu, talvez não seja você, mas quem mora lá paga mais caro pela energia, pela água, pela internet, tá sujeito a todo tipo de abuso por parte desses criminosos. O Brasil fala, aliás, o Brasil não, esses políticos vendidos Unidos falam tanto em soberania, só que eles esquecem que nós já perdemos a soberania para o crime organizado aqui.
Eu tive lá no Ceará, nas cidades mais violentas do Brasil, e coincidência ou não, os estados que têm maior taxa de homicídios, de criminalidade, são governados por quem? Pelo PT. Não sei se é coincidência, mas tá aí o caso da Bahia, o caso do Ceará, que são exemplares. Depois de governos PT, o crime praticamente saiu fora do controle. Então toda ajuda internacional será bem-vinda, e não vai ser só dos Estados Unidos não. Nós vamos fazer um grupo para combater essas organizações e facções que estão com tentáculos no mundo todo.
Zema, te agradecer demais. Acho que para finalizar a gente pode, uma questão que foi levantada, não sei se foi no debate ou na sabatina da Globo, como que se pretende reduzir a Selic para 6% ao ano sem gerar um novo salto inflacionário, considerando que a taxa básica de juros reflete também as expectativas fiscais e cambiais que fogem ao controle direto do Executivo?
Eu vou reduzir a Selic com credibilidade. O mercado precifica credibilidade. Qualquer um aí pode acompanhar, tá acompanhando a quebradeira aí, né? É acompanhar o que aconteceu. Eu fui eleito no dia 28 de outubro de 19, 18, aliás, 18. Aliás, eu ganhei o primeiro turno 3 semanas antes, então foi dia 7 de outubro de 2018. Eu não lembro se foi no dia que eu ganhei o primeiro turno, no dia que eu ganhei a eleição. As ações das empresas mineiras, antes de eu assumir, eu nem tinha assumido, só de eu ter sido eleito e o mercado já me conhecia, sabe que eu sou um sujeito, se agitou, as empresas de Minas valorizaram 40%, só de eu ter sido eleito.
Não fiz nenhuma medida, não tinha nomeado ninguém, faltava 90 dias ainda para eu assumir o governo do estado. Então, na hora que um presidente sério, que não tem o rabo preso, que vai combater os intocáveis, que vai falar: eu vou combater a corrupção, eu não vou deixar a gente incompetente, gente do mal ficar aqui nesse governo, o mercado já começa a precificar. É exatamente isso que ocorre. Agora eu vou tomar medidas. Eu como governador tomei muitas e como presidente vou tomar.
Nós temos aí hoje R$60 bilhões de emendas parlamentares que pouco se tem controle. Respeito às emendas parlamentares, mas elas precisam ser aplicadas em projetos bons e serem fiscalizadas. Corrupção, penduricalhos, supersalários, fraudes em todos os lugares. Isso aí, nada, nada, nada. Nós estamos falando aí dá mais de R$100 bilhões por ano. E aí tem gente que fala o orçamento engessado. Eu sei lidar com isso. Teve casos, porque a coisa funciona mais ou menos assim: alguém o ano passado gastou 10, esse ano teve uma inflação, ele fala: eu vou precisar gastar 11.
Teve mais um outro ano, mais uma inflação, ele fala: eu vou precisar gastar 12. E assim vai. Eu fiz diferente. Teve casos no meu governo que o gasto foi para zero, porque nós descobrimos que ele pouco servia. Vou dar aqui um exemplo que eu me lembro muito bem. Tinha um gasto grande lá com vigilância de prédio público. Nós colocamos CFTV monitoramento, acabou. Dezenas de milhões economizados no estado. Nós tínhamos contratos lá de manutenção de diversas que foram feitos para alguém ficar rico e não para dar manutenção.
A mesma coisa que você falar: eu quero que dá manutenção nesse estúdio, mas precisa ter o equipamento tal, o aspirador tal, e só uma empresa que tem no Brasil. Quem que vai ganhar? Essa empresa. Era o que acontecia lá. Na hora que nós fizemos outro contrato, o preço caiu 40%. Então, no setor público tem um manancial de oportunidades de economia. O setor público no Brasil, você que tá nos acompanhando aqui, foi feito para enriquecer amigo do rei.
E eu não levei um parente, ninguém da minha família fez contrato com o Estado ou se beneficiou como alguns ministros lá do do Supremo, nós estamos vendo, fazem. O que os ministros do Supremo fazem é feito lá em Brasília para todo canto, principalmente nesse governo do Lula e do PT, que não fala um pio a respeito disso. Aí vocês tirem ideia de quantos bilhões estão indo. E vou fazer uma reforma administrativa. O setor público no Brasil só fica cada vez mais inchado, mais gordo.
Comigo vai ter uma diferença. Essa reforma tá lá avançada, mas não tem um presidente que tem coragem. Eu vou ter, e vai economizar no mínimo R$2 trilhões nos próximos 20 anos só com essa reforma administrativa. E o que que o mercado vai fazer? Vai sinalizar que tem um presidente que agora tem responsabilidade e vai precificar os juros. Não é o presidente que precifica juros, é o mercado. Mas quem é competente, quem é sério, é precificado dessa forma, que foi o que aconteceu comigo.
Para finalizar, vamos falar de futurologias. Tá decepcionado com seus números nas pesquisas? Quanto você acha que avança? E não indo para o segundo turno, quem apoia ou prefere não se manifestar?
Eu já vivi essa situação em 2018, então tô tranquilo, andando, tendo muitos compromissos. O brasileiro vai decidir o voto dele só na véspera, ainda mais com essa investigação que tá em curso aí. Muita coisa vai acontecer, tudo tudo pode acontecer. E eu falo que eleição é igual cardápio, você decide na hora que chega a hora ali de fazer a escolha, quando bate a fome. E o brasileiro vai decidir essa eleição na véspera, tá?
Não tá?
Eu, muita coisa acontecendo em volta.
Ó, eu converso com muita gente. Semana passada mesmo encontrei com sujeito que tava numa obra, perguntando Para quem que você vai votar? Ele falou, nem sei quem é candidato, não tô sabendo de nada. O brasileiro tá preocupado em pagar dívida, em acertar a conta dele de energia da semana passada que ainda não foi quitada. Isso é que é a preocupação, tá preocupado em sobreviver. Segundo turno, segundo turno, estou confiante que eu estarei lá.
Se não tiver, se eu não tiver, quem tiver contra o Lula. Pode ser esse microfone aqui que eu voto no microfone. Voto no microfone.
Voto.
Tá certo, obrigado demais, Ema. Eu que agradeço. Compromisso de estar no nosso debate. Olha lá, hein, fala para o pessoal aqui, dá tchau, considerações finais. Obrigado demais pelo seu tempo.
Ó, quero agradecer você que me acompanhou aí. Quanto tempo deu?
Quase 2 horas e 10.
2 horas e 10, né? Acho que foi uma das entrevistas mais longas que eu dei. Eu não sou de fazer promessa, eu sou de fazer entrega. Foi o que eu fiz como governador e é o que eu vou fazer como presidente. O Brasil é um país rico, é um país que tem recurso. O problema do Brasil é que sobra ladrão. Esse é que é o problema. E chega aqui de Brasília vivendo no luxo E o resto do Brasil no lixo. Chega de político cada vez mais rico e de nós brasileiros de bem cada vez mais pobres, que é o que tem acontecido.
Fui governador por 7 anos e a vida do mineiro melhorou. As estradas, a saúde, a educação, a segurança pública. E se deu certo em Minas, dá certo no Brasil. Muito obrigado para você que nos acompanhou.
Obrigado demais. Esse é o flyer do nosso debate que acontece então dia 18 de setembro junto com o Metrópoles. A transmissão exclusiva aqui, o pré e o pós vocês veem lá no Metrópoles. É isso, o querido Romero?
É isso aí, pessoal.
Já deu like? Tá bom.
Se você ainda não deu seu like, cara, Pô, você é um mocorongo, então prova aí que você é um mocorongo.
E agradecer também aos nossos patrocinadores, né?
Isso, temos o G4, o Estratégia e também a Elements patrocinando o episódio junto.
Agora é hora de você brilhar. O que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final dessa primeira sabatina?
Para provar que você chegou ao final dessa sabatina, coloca aí: voto no microfone.
Voto no microfone. Só quem assistiu a live inteira vai entender. Não é? Obrigado demais, Emma. Obrigado vocês que estiveram aqui com a gente. Fique ligado, semana que vem tem Caiado. E aí, e assim que forem confirmando os outros, a gente vai falando. Beijo no cotovelo, tchau. Que bom que vocês vieram. Valeu, fui!
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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