1920 - MAU MEIRELLES E IGORFINA
MAURÍCIO MEIRELLES e IGOR GUEDES são humoristas. Eles vão bater um papo caótico e sem pé nem cabeça. O Vilela diz que, em episódios como este, ele se sente em casa.Conheça o único aparador que não corta seu saco! + de 400 mil bolas salvas! Cupom INTELIGENCIA https://neresbrasil.com.br
- O impacto da tecnologia e a aceleração do ritmo de vida na sociedadeAnsiedade·Algoritmo·Inteligência Artificial·Redes sociais
- A percepção do sucesso e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoalFracasso·Burnout·Felicidade·Whindersson Nunes
- A busca por poder e status na sociedade impulsionada pelo sexoGuerra de Troia·Neymar·Homens da caverna·Invenções
- A performance constante e a busca por atenção na era digitalIRL·Copa do Mundo·Algoritmo·Redes sociais
- A experiência de trabalhar na Globo e os desafios da comédia na TV abertaCQC·Web Bullying·Audiência·Cancelamento
- A dificuldade de interação social e o isolamento na juventude atualGeração Z·Low profile·Teatro·Web Bullying
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou Rogério Vilela, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais comédia do que a nossa, cara. Caoticamente, caoticamente, comédica, comediante, é engraçada. Eu vou te falar uma coisa, a vida de comediante nem sempre é engraçada. É verdade, nem sempre é verdade.
Nem tudo.
E vida imitadora é imitante? É imitadora? É mais ou menos. Temos aqui um imitador e um comediante. Os dois são comediantes porque o imitador também faz show de comédia. E o pessoal que tá em casa, que é rico, que que tem que fazer?
Bom, já começa já deixando o seu like, se inscreve no canal, torne-se seja membro. Lembrando que hoje é uma live especial que é dedicada para pessoas especiais.
E as pessoas em casa se acharem especiais, como que elas fazem para ficar mais, elas ficarem mais especiais?
Bom, primeiramente se inscreve aí no canal, né, torna-se membro, que você vai ter chance de mandar sua pergunta com antecipação e furar a fila do chat.
Ele já sabe quem vem aqui na agenda antes da gente lançar no domingo, ele já tá sabendo e manda as perguntas, não é isso? Mas antes de começar o papo, o querido Homer, eu tenho que dar um recado aqui para o pessoal.
Olha aí, isso é bom, hein?
Aqui, ó, posso falar? Opa, todo mundo brigando por isso aqui, aqui todo mundo quer. Ó, então é o seguinte, você que tá em casa, vou falar isso mesmo para os cara logo de cara assim, você de casa tá com saco peludo? É porque assim, tem muita gente que tem medo de raspar as bolas e tomar aquele beliscão e acaba deixando o amigão todo cortado. Mas com a Nerys não tem esse risco. Essa daqui é a maquininha mais segura do mercado para raspar o saco.
Ela tem lâminas de cerâmica e tecnologia anticorte para não machucar lá embaixo. Você sabe do que eu tô falando. Fora que ela é à prova d'água, então dá para tomar aquele banho e se raspar debaixo do chuveiro. Essa cena, ô, Homer, não gostaria de imaginar você fazendo, por favor, não. E não tem chance de deixar algum pentelho passar despercebido, até porque ela tem uma lanterna para os lugares mais obscuros e um visorzão de LCD para tu não ficar na mão no meio do caminho, meu amigo.
Com a Nerys não tem risco, pode confiar. Use o cupom INTELIGÊNCIA e raspa esse teu saco feio sem medo. Tem brinde para os convidados também?
Tem, né? Para não deixar o amigão aí que nem o Capitão Caverna, né, cara?
Tá beleza. E quem tem barba, tem pelo nas costas, tem pelo no negócio, e tem pelo lá nas bolas. Ó, para vocês darem aquele trato no kiwi aí, ó. É muito bom, mano.
Não tem como começar o assunto se não for de saco. Fudeu todo o projeto. Você vai fazer isso com o Haddad também?
Já pensou chegar pro Lula? Falou, Lula, e aí? Mas vou te falar que depois que terminou a entrevista com o Lula, você não imagina os assuntos que rolaram lá.
Quero saber, vamos falar disso.
Você não quer corte?
Você não quer bombar? Fala o que aconteceu. O que o Lula falou? Vou pegar o dinheiro do INSS.
Aí o Daniel fazendo assim, ó. Não pode falar? Não, falamos de Viagra, falamos de sexo, falamos de várias coisas.
Mentira!
Com o Lula você acredita? Não posso dar detalhes.
Mas o Lula falou, você tá comendo quem? Rotou o seu tomaco com parada dessa? Não, não.
Mais do que isso, cara.
Ele te mostrou, olha quem eu tô comendo. Imagina o Lula.
Já pensou assim?
Olha quem eu tô comendo. Não, não, não posso. A Gleize.
Mas depois que ele desligou a câmera, sim, ficou soltinho, falando várias coisas assim.
Não, pô, dá uma, vai, uma. Dá uma.
Sobre sexo e sobre Viagra, na verdade.
Ah, sobre sexo, às vezes fala, ah, ele tá tomando Viagra.
Não, eu perguntei se ele tomava, né?
Por que você perguntou?
Por causa das coisas que ele contava, né, cara?
Não, acabou a entrevista.
Aí ele contou que ele come todo mundo. Então pode ter sido isso que foi a pergunta que você fez.
É muito louco.
Aí vocês imaginam aí.
Você tem informação incrível e você tá guardando.
A Andréia não sabe, ela falando assim.
Mas por que que a Andréia manda em você agora?
É porque ela que conseguiu a entrevista lá, né, basicamente. Mas é assim, ele falando que ele é viril, que ele ainda está.
Mano, ele já falou isso na—
Mais uma mentira.
Eu perguntei se ele toma Viagra, falou que não tomava não, cara, que era natural.
Que é a Janja então?
Natural.
Ela sozinha provoca ereção dele.
Vocês falam, não pode falar misoginia, preso misoginia.
Falou que a Janja é boa, não pode falar que ela é ruim então.
Então não é a Janja, é outra, com essa dá merda.
Mas até aí o Bolsonaro também falava, não falava?
Que ele é embroxável.
Embroxável.
Caraca, no final é mesmo, né, cara?
É sobre isso que é o que é a eleição, é sobre quem tem o maior pau. Não, quem consegue mais, quem consegue mais.
Mas a sociedade é meio sobre isso, você acha? Lógico, todo mundo tá fazendo tudo.
Guerra de Troia, por que que foi? Roubaram lá, pegaram a Helena e os cara foram atrás.
Que mais enchiam o saco do Neymar?
Por causa de mulher.
Pelo quanto ele transa.
Tá aí um ponto pra gente começar a discussão. O mundo inteiro, não é dinheiro.
O que que eu vejo? Olha só, há muito tempo atrás tinha os homens da caverna, certo?
Neandertais versus—
Não, não, eles estavam de boa. Todo mundo tinha sua mulher.
Você acha que cada um tinha sua mulher?
Claro, acho que sim.
Acho que no começo não.
Vou te falar por que não.
Por que não?
Porque um deles, quando viu o raio bater num negócio de madeira, ele falou: me pegar fogo? Fogo. Aí esse cara que fez o fogo, ele começou a comer a mulher dos outros.
Pera aí, pera aí, pera aí. Antigamente tudo era igual, tudo igual, tudo bosta.
Aí o cara que tem o poder do fogo falou: aí a mulher, a Laura, eu quero o cara do fogo lá. A Laura, não foi o cara que falou: galera, a Laura olhou e falou: tinha um Neandertal chamado Não, Laura, impossível. A Laura, talvez Laura, não. A Laura olhou e falou, Cláudio tem fogo, tá lá, é mais quente aqui, tá frio. Começou a ir para lá. A Laura chamou Sara, foi indo. Aí GB Dias, que ficou sozinho, agora tá mais jacu, falou, eu preciso fazer algo, tá? Roda. Pá, fez a roda.
Primeira chinera aí.
Aí ele começou a pegar as mulher que queria chegar mais rápido. Aí os cara falou, bom, não vou comer ninguém mais aqui. O cara fala, barco, foi para outro lugar. É isso que a sociedade vai gerando, as invenções todas, invenções todas para ver quem é maior do que o outro.
Coloca a foto do Einstein com aquele linguão, para que que ele tá mostrando aquela língua?
É isso daí, de alguma maneira todo mundo tá competindo pela vida.
Não sobe, mas ó, eu me garanto aqui, ó, inventa as paradas, eu descubro as paradas. Mas a minha dúvida é, mas até quem quer poder não quer poder para transar? Que o poder, você viu o negócio do Vorcaro, cara, Epstein, todo mundo é que é transar, velho.
Então, mas eu tô casado, tá? Será que isso na verdade é por isso que vai atrás de dinheiro? Não, deveria não ir atrás de dinheiro, deveria atrás de tempo. Porque se eu já tenho a mulher, por que que eu tô indo atrás de dinheiro?
Verdade.
Porque o cara que vai atrás de dinheiro é para ele conseguir alguma coisa para conquistar a mulher. Se eu já tenho um casamento, então por que você está trabalhando tanto.
Acho que no fundo ele nem sabe a resposta.
É isso que a resposta é: estou diminuindo meu ritmo.
Porque você quer tomar aqui agenda, dia 22, diminuindo meu ritmo.
Uma cartolina, fase da sua vida. Ele tá solteiro, tá solteiro. Sim. Então tudo gira em torno de mulher, vaginas, dinheiro. Exatamente. O que que você acha desse pensamento, cara?
Eu, a gente começou esse papo por causa do negócio do Lito, né? Que a gente tava pensando, refletindo em torno de aproveitar o tempo, trabalhar.
A gente falou de saco, a gente falou do Lito, mas antes ninguém ouviu.
Tava falando antes, ninguém ouviu, foi antes de começar o programa.
Ah tá, entendi.
Mas a gente tava falando do Lito porque assim, não, a gente tá falando do Lito e do Pirula, né, que eu fui visitar o Pirula, que não compensa você se matar para caralho de trabalhar.
Não, não, caso Lito tem nada a ver com isso, o dele foi uma questão que aconteceu, nem do pirula também, né? Mas é tudo sobre, caralho, a vida é muito breve, breve.
Isso é.
E às vezes a gente perde muito tempo com a vida, sei lá, buscando coisas que às vezes tá aqui.
E a gente às vezes nem sabe para que que tá buscando também.
Eu já pensei, eu já pensei, passou por muito cancelamento, tentativa de cancelamento. Ah, mas não, mas o que eu tô te falando é, quando você pensa nessas coisas, cara, não é nada, né? É, mas é por isso, passa uma semana, ninguém lembra. Tipo, o que que é isso diante de uma existência ou diante do de tudo.
É, só irrita, porque você sabe que tem alguém querendo de maldade fazer o mal para você. Então acho que a irritação do cancelamento é sobre maldade, não é sobre perder o poder.
Mas quando você pensa em o que tem de pior, né, que pode vir, né, cara?
É, na verdade é aquela coisa que a gente tava conversando, né? Tem que filmar antes, velho. Você tem que fazer uma câmera aqui para ver se vai pegar muito mais. Igual o Lula, você pegou as melhores informações do Lula depois. Mas assim, O que acontece muito comigo, acho que com a gente, é quando você trabalha muito, muito, muito, a gente faz muita coisa e depois você pisca. Aí você fala, caralho, mano, já passou 5 anos.
Estamos em setembro ou agosto? Já estou meio bagunçado. Agosto ainda, né?
Quase acabando já.
Mas é muito rápido, cara.
Então aí eu comecei, por exemplo, fui para a Copa.
A gente estava até pensando, cara, qual foi a última vez que a gente se viu na Copa?
Foi o que a gente falou.
Faz um tempo já.
E a Copa já acabou há quase 2 meses.
E a gente mora meia hora um do outro.
É.
É?
É.
Aí eu falei isso pra... Eu falei assim, caralho, mano, a Copa me bugou, porque parece que...
E na Copa o que aconteceu? A gente passou uma noite bebendo, falando merda pra caramba, se divertindo. Tem que fazer mais isso, mais isso. E não faz, cara.
E não faz. Então, eu acho que tudo tá muito rápido, tudo muito não sei o quê. Eu acho que talvez a próxima solução da sociedade, eu acho, é diminuir. A gente...
É porque... Mas só vem aumentando o ritmo, cara.
Mas eu acho que vai diminuir, porque tudo é pendular.
Eu também acho, porque, cara... Ah, você também, né? Mas pô, na minha época, cara, meu trabalho que era desenho, eu tinha que desenhar em casa, eu tinha que mandar, eu tinha que ir até a agência, o cara tinha que ver o desenho, aprovar o layout, eu tinha que voltar para casa, finalizar, levar para lá o original, eles fotografarem, depois eu ia lá pegar de volta. Hoje você manda, o cara tá te enchendo o saco no dia seguinte para você mandar o desenho final, ele vê, já pede alteração, já quer no outro dia.
E cara, é tudo instantâneo, tudo instantâneo, é uma merda.
E aí você perde noção de tempo.
Por isso que às vezes eu falo assim, tipo, negócio de ligar logo em seguida não existia, né? Tipo, cara, você tá demorando para me responder. Pô, antigamente quantos dias a gente demorava para ver um recado?
A gente demorava para ligar porque o telefone era disco, só para fazer a volta. 9090, você falava, mano, é 3 horas e meia para ligar. Não, mas Acho que nada no passado assim era mais ágil do que agora. Agora tá tudo muito ágil.
Carta.
Só que a nossa cabeça não aguenta. Então por isso que a gente tá tendo crise de ansiedade. Porque a nossa cabeça não tá preparada pra quantidade de informação que a gente tá absorvendo. Então por isso que eu acredito que como tudo é pendular, esquerda, direita.
Não, é impossível aumentar mais, não tem como.
Eu acho que a gente vai ir pro caminho do... Daqui a pouco você vai ver. Eu fui na SXSW.
Na?
SXSW, que é o maior evento de... Futurismo.
Vamos botar assim, cara. O que que você viu lá?
Fiquei puto.
Onde é isso?
Austin. Tipo robô? Não, eu fiquei puto porque todo mundo ficava 10 anos fazendo essa porra, falou assim: ah, o futuro é o robô, o futuro é o robô, o futuro é o robô, não sei o quê. Aí todo mundo: robô, robô. Aí esse ano é: galera, o futuro é não robô. Parabéns. Porque é, porque tudo é, tudo vai para cá, vem para cá. Então o que que tá rolando? Falando isso é porque tá falando que se a gente ficar deixando a nossa vida na mão do robô, os prejuízos que a gente vai ter, já tem, né, para caralho.
Galera não sabe mais escrever, né?
E aí mostraram, por exemplo, assim, que tem uma porrada de empresa que tá ganhando muito dinheiro, sei lá, fazendo cartas manuscritas para os seus clientes, porque as pessoas valorizam manuscrito. E a gente valorizava o tecnológico porque a gente era manuscrito.
Vocês fazem é isso, vocês fazem show, o cara vai até lá ver vocês.
Isso não vai ser substituído por um robô, Hoje eu vi uma postagem do Rick Bonadio que tava falando mais ou menos sobre isso. Ele falando, é, não aprecio e não escuto composições feitas por IA porque eu sempre valorizei e sempre preconizei a emoção do artista em cima da obra que ele tá compondo. Então não me mandem isso porque eu não vou escutar. Eu penso assim também, né?
E a gente tá dando dados para caralho e a gente tá ficando maluco porque o robô ele tá fazendo a gente trabalhar mais. Na verdade, não melhorou a nossa vida, o robô ele piorou. Você tá com mais tempo para trabalhar cada vez mais, ou com mais tempo para não fazer nada também, para ver o meu inútil, entendeu? Então você vai ficando maluco. Então se você não dá uma— eu tô falando por mim, eu sei que tem a sociedade, eu já tenho os cara escrevendo, a sociedade, todo mundo tá fodido, eu sei, mas perde 2 horas no ônibus para ir, 2 horas e meia.
Eu tô falando eu, Maurício, eu tomei uma decisão, falei, cara, se eu ficar seguindo loucamente o que o algoritmo quer que eu faça, eu tô muito fodido. Então eu vou diminuir meu ritmo e ficar mais tempo.
Mas a gente que trabalha, vocês trabalham com humor, trabalha com notícia e tal, você também trabalha com notícia também, né, cara? Como que faz? Porque tem que ficar por dentro das coisas, só que eu não quero ficar por dentro das coisas.
Você ficava antes por dentro das coisas sem ficar que nem louco vendo a cada 10 minutos tudo. Por exemplo, eu já acordo e não pego o celular.
Por exemplo, teve debate no domingo, eu tenho que saber do debate.
Não, mas aí tudo bem, mas seu pai também tinha que saber do debate.
Ah, mas, cara, isso quiser saber do debate.
Tudo bem, mas é uma decisão.
Mas eu não posso.
Por quê? Porque você trabalha com isso.
Exatamente.
Não, tudo bem, mas assim, uma coisa é eu preciso ver o debate, outra coisa é eu preciso ficar o dia inteiro na internet vendo tudo sobre o debate, sobre tudo.
Ah não, sobre tudo não.
E aí você tem que determinar uns momentos para você entrar no celular.
Assim, uma hora fala, pode parar.
Eu pego, eu falo assim, às vezes eu falo, caralho, eu preciso largar essa merda, eu largo no sofá e vou andar na rua. Eu faço, eu saio na rua, parece que eu tô no mito da caverna de Platão. Falo, caralho, mano, que merda de mundo é esse? Parece que eu não conheço as coisas. É muito esquisito.
E é muito foda porque aqui sempre é mais legal do que a vida real. É interessante porque aqui já tá editado, aqui já tá colorido, colorido, com filtro, já tá com filtro e organizado. A vida real é uma senhora atravessando a rua, ela perde, puta rabo, dançando, ou uma senhora caindo, né? Mas é a vida real. Se você parar para pensar, se você pegar seu algoritmo da vida real, você fica passando ele toda hora, mano. Fala, puta, essa senhora é chata.
Já fizeram esse filme, né, que é o Clique. É isso, é isso. O cara começa a falar chato, chato, chato, chato. Aí quando ele vê, ele perdeu tudo da vida dele, né, cara.
Só que você tá viciado em dopamina, e aí você fica louco com essa merda. Então você vai ficando ansioso. Então eu tive que tirar.
É tão curioso que, tipo assim, a tecnologia que a gente, que eu tinha quando era criança, que os pais obrigavam a gente a largar era o videogame. Tipo, hoje em dia o videogame é uma coisa que me ajuda a ficar longe do celular. Caramba, tô lá no Red Dead Redemption matando coelho e o celular tá longe assim, entendeu?
Pra não ver a Virgínia, a tela tá mais longe, entendeu?
É diferente. Tem coisas que, tem coisas que hoje em dia eu gosto, eu sempre gostei de fazer, e que hoje em dia eu reconheço como se fosse uma terapia pra largar o celular. Tipo jogar basquete, andar de moto.
Pra mim é pegar o carro numa estrada ficar horas dirigindo, fazendo live. Mas aí eu penso, pode fazer o IRL lá, tem que transmitir essa merda para gerar dinheiro.
É, mas aí que é foda, porque você fica refém do algoritmo, e aí você não sabe o que os caras querem que você faça, não sabe se—
Acabei, já começa aqui terror, né? Acabei de ver que o YouTube vai mudar o algoritmo.
Vai, vai. Puta, chato, hein?
Fudeu. Toda hora isso.
Agora é 8 segundos para o cara entrar, ele vai precisar do dobro de horas para começar a monetizar. Começar. Parece que você, se você fizer menos do que não sei quantos milhões de views por mês durante 2 meses, você não recebe, sabe? Começar, porque ele falou, já tá todo mundo aqui mesmo, dane-se, entendeu?
Esse é o problema. Então quem tá manipulando é nosso, né? Então quem cuida de você é alguém que você não sabe o que que ele quer.
Ele pode mudar amanhã. Agora podcast não dá mais, não vou mais pagar.
Agora nova regra é ficar pelado, aí todo mundo tem que fazer o flow, todo mundo.
É o Dark Mirror, né, cara?
É o Black Mirror.
Black Mirror.
É, mas esse é o problema, porque você começa a, preciso ganhar dinheiro, aí você começa a falar, não tô reclamando, porque é foda que sempre tem uns cara que fica, porra, não sei.
Não, os caras criaram uma forma legal de dar um acesso, a gente não ia ganhar dinheiro na televisão, tem que esperar ser convidado por uma TV, ver se a gente fica um tempo suficiente.
O problema para mim não é quem é produtor de conteúdo, o problema para mim é quem é consumidor, e todos nós somos consumidores de conteúdo, e por a gente ser consumidor de conteúdo—
Mas hoje em dia todo mundo que é consumidor também é produtor, Não é louco isso?
Tá, de certa forma sabe a coisa que tá mais incomodando.
Todo mundo tá produzindo conteúdo no Instagram.
Sabe o que tá me incomodando? Preciso falar um bagulho, que agora você falou do IRL, que é a nova tendência, que é a coisa que a pessoa tá filmando tempo real sem parar. E aí você vai no almoço, Copa, a gente foi para Copa, certo? As pessoas não estão mais normais porque a Copa o cara tem que estar rendendo. Então você tá no almoço, tá você, o Toguro, o Cariani e o Vilela. O Vilela tem um câmera, o Toguro tem outro câmera, o TK tem outro câmera.
Só isso não. Na delegação que eu fui tinha médicos, tinha advogado, e todo mundo com um videomaker.
Jogador leva fotógrafo.
É, velho. E aí você tá rendendo para câmera, não para vida real. Então você vai almoçar, o Toguro que antigamente falava: e aí, tudo bem? Ele fala: Bolsonaro ou Lula? Já tá querendo render. Aí você fica meio, você fica: pegaria virgem, né, pai?
No meio do almoço.
Exato. Pegaria virgem, né, pai? No meio do almoço. Aí chega o cara empinando uma moto, aí você fala: mano, que Caralho, que loucura!
Espirrando um perfume novo em vocês aqui, falando que Porsche é carro de emergência.
Do nada todo mundo tá rendendo. Daqui a pouco você vai para o médico, vai estar o cara lá, realidade, expectativa, no meio da operação. Que loucura!
A gente tá virando, todo mundo performando, cara.
Todo mundo tá performando. Isso daqui, por exemplo, tudo bem, é um papo de um conteúdo que a gente tá de alguma maneira performando. Isso daqui talvez 24 horas É loucura.
Aí então assim, mas vamos falar, velho, se a gente tivesse no bar, a gente tá falando a mesma coisa, cara, sem ter câmera.
Depende, tem umas piadas que eu ia falar mais. Ah tá, você me conhece.
É claro, o limite não estaria aqui, estaria lá em cima, né?
Às vezes eu faço um negócio lá com o Batista e com o Paul, né?
Até porque a gente gravou umas coisas lá que eu não coloquei, lembra? A gente falou tanta merda no bar lá que a gente foi filmando.
Ah, é verdade, você tava filmando.
Tava filmando e ele já tava meio bêbado, né? Eu cheguei lá, eu comecei a beber, mas ele já tava bebendo.
Eu tava bêbado.
Então não vou colocar as coisas aqui.
Já tava no grau, né?
E é assim que eu faço o cara. Aliás, a boa dica: você quer foder a IRL do outro, começa a soltar preconceito, que você vai foder o algoritmo do cara.
Puta, é mesmo, né? Aí ele para de filmar.
É a melhor forma de acabar.
Ele vai falar: tá bom, Maurício, vou desligar, vamos conversar normal.
O cara tá filmando: o que que você acha de flor preta? Fodeu. Corta, aí você vai. Agora podemos ter uma conversa sincera.
Esse negócio de IRL, né, cara? Já tá dando, né, negócio do Meta? Os cara gravando sexo pra caramba, sabe? O cara transando com óculos.
Não, mas quem transa de óculos escuros? Desculpa, essas mulher também.
Steve Wonder.
Pô, não, mas tem aquele que não é.
Porra, aí não. Por que o Steve Wonder ia transar de óculos escuros?
Ele tá sempre de óculos, faz tudo de óculos escuros.
Aí tem um ponto, tem um ponto.
Não, mas pera aí, é, o cego transa de óculos escuros?
Não. O Steve Wonder eu chutaria que sim.
Eu só vejo, não, mas quando ele tá, aparição pública.
Pode ser.
Eu acho que ele não tava de óculos. Mas é foda porque, mas dá para ver, né, a bolinha, né?
Tem um adesivinho que os cara coloca. É, se tu pintar de preto ali, não, mas tem adesivinho que os cara coloca para não parecer.
Você não tá agora com essa porra também?
Tá, não dá.
Poderia, poderia, poderia estar com relógio com câmera.
A tendência é que microfone, câmera, tudo.
Mas tá falando do YouTube, eu vi tuas placas ali dos números de inscritos e tal. Corobati, 100 mil inscritos.
De especialidade da casa, ela que ganha mais. Porque também tem um, ah, você não viu o outro?
Quando eu bati 100 mil inscritos no YouTube, eu tava tomando uma punição do YouTube e eu não ganhei placa.
Ah, para!
Juro, pega do milhão.
Não acho que foi ideia, acho que não é por causa disso não, hein, cara.
Só, cara, eu acho que foi.
Eu não recebi agora, você, porque uma vez mandaram endereço errado, deu algum problema, pedi, eles mandaram de novo aí.
E como solicita?
Com a gerente. Você não tem gerente?
Não. Eu te dou um toque Pô, valeu, porque do nada o YouTube me deu uma punição assim: o seu canal tá sendo acusado de replicar conteúdo dos outros. Tipo, o que que era a réplica do conteúdo? Eu pegava, sei lá, um vídeo do Cariani treinando com o Balestrin fulano de tal, e aí eu tirava o áudio, eu redublava o vídeo inteiro, tá ligado? Só que como não tinha minha cara no bagulho, só que não teve um aviso, foi do nada, cortamos a monetização.
Você pegar os jogos da FIFA e renarrar Porque o conteúdo não é teu, o conteúdo é o cara.
Mas não teve aviso, tá ligado? Foi do nada assim, do nada perdeu a monetização. Aí eu fiz um vídeo apelando lá, pedindo para voltar, e tipo 3 meses depois do nada voltou, do nada.
São 3 meses, você fica de punição. Já pegou punição, mas sem tirar a monetização, só avisou você, infringiu diretrizes, não sei o quê, coisa que falaram aqui assim.
A minha tiraram, jura?
O que que foi que falaram?
Imagina, o cara pede de novo, brincadeira de aquele Não vou repetir mais brincadeira que era cunho sexual assim, coisa boba, cara.
Jura?
Se a gente falar um negócio do saco, se a gente falar—
Não, não era isso, era porque o cara da edição colocou os cara fazendo, entendeu?
Ah, tá.
É foda que você só descobre que não pode depois de fazer.
Aí demora 3 meses para cair.
Exato. Eu fiquei 3 meses sem falar do óculos.
Não, é que assim, você tem uma punição, você não pode ter 3. Então você tem uma, tem que esperar 3 meses.
É muito fácil de conseguir, 3 é um número muito fácil.
Ainda mais trabalhando, que é difícil não tomar 3 multas em São Paulo. É, e uma dividida.
Exatamente.
Hoje aqui pode ser que a gente tome uma.
Ele é muito risco porque o Vilela tá 48 horas no ar. É, o Vilela, ele transa a galera achando que é podcast. A mulher, cara, vai fazer a Virgínia com óculos escutando.
Que eu mais escuto, cara, eu só durmo ouvindo você, não sei o quê, almoço. A galera escuta fazendo qualquer coisa, cara.
É porque você tá muito tempo de watch time e você tem muito risco porque cada vez que você abre o teu microfone, você pode estar, porque eu não sei, fingindo uma Alexa.
Eu não sei o que a pessoa vai falar, né?
Exato. E tá ao vivo. Então talvez concorrentes vão começar a vir aqui para ficar fodendo o seu canal. Ó só, vai vir eu, o Igor do Flow, o Carioca e o Pod de Pá. A gente vai ficar aqui falando: Gordo é foda.
Eu tava semana passada lá no Carioca e no Bola, a gente falou de fazer um negócio do Natal, cara. Vamos fazer juntos podcast.
Aí, mas a gente não vai ter família.
Não, grava antes e solta. Ah tá, não, para com isso. Eu quero diminuir a galera, cara. Todo mundo é Gabriel.
Papai Noel não existe, vou para o Vilela.
Seu filho ainda acredita em Papai Noel ou não? Caralho, o meu até o ano passado acreditava, não sei se mudou agora.
Então eu fico puto porque ele acredita e ao mesmo tempo meu filho ele é viciado em física. Física, física, física.
Meu filho é viciado, meu filho, meu filho assiste, ele sabe tudo de foguete, mas ele acha que Papai Noel voa num trenó, entendeu?
É isso que Ele fica calculando.
Meu filho, ele sabe a parábola de como a gente foi para a NASA em Houston lá na Copa. Meu filho pirando, mas ele acredita que é um velho com barba que entrega presente, roupa.
Que nem meu filho, ainda anda com ursinho de pelúcia e também assiste umas.
Ou talvez eles fazem isso para receber presente. Na verdade, eles são mais inteligentes que a gente. Mas qual é a idade? É uma pergunta: qual é a idade que é meu filho é fofo e meu filho tem um problema de cognição para descobrir o Papai Noel.
Coelhinho da Páscoa também, eu acho, né?
É a mesma coisa.
Acho que Coelhinho da Páscoa é mais foda. Qual que é a idade assim, tipo, com 12 anos a menina tá menstruando e o coelhinho vem?
Tipo, tem uma idade que você fala, esse é o último ano aí, 10 anos.
Ele tá com 9?
Tá com 9, acho que 10 já chega, né?
Porra, 10 é foda também, acho, hein?
Daí tem que chegar para ele tem que ter uma conversa.
Eu não confio no futuro de uma criança que com 10 anos ainda acha que um coelho faz um ovo de chocolate. Eu tô com medo do meu filho chegar nesse nível, porque se ele chegar nesse nível, acabou. O que que eu faço?
E gostando de foguete, né?
Mas vou falar, dependendo se com 10 anos ele achar isso, a faculdade, eu já replanejo minha vida. Ele não vai morar fora em Toronto para estudar, ele vai ficar aqui, porque ele não vai ser um menino engenheiro, ele vai ser um, não sei, Michael Jackson foi longe pensando assim, né? Pode ser, mas muito cinto, né?
É, apanhou para caramba. É, tem que bater mais.
É errado o que aconteceu com ele, errado, mas olha as músicas.
Exatamente, se não fosse aquela surra lá, com certeza não teríamos Michael Jackson.
Aquela surra gerou vários musicais, várias, várias canções.
Sofrimento, né? Se não fosse a cornice, não tinha música sertaneja, não teria o Facebook. É mesmo, né, cara? O Facebook, não, Facebook foi para pegar mulher ou foi por causa de corno?
Porque ele ficou com dor de corno, foi isso. Eu não lembro do filme lá, ele, o Mark Zuckerberg, ele queria saber quem tava namorando. Eu não sei se foi corno, então acho que não, mas ele terminou um relacionamento.
Eu acho que foi, começa lá no bar, a mina dá o fora nele, é um pé na bunda.
Esse pé na bunda gerou o Facebook.
Voltamos ao mesmo assunto, sempre é isso daí, é isso aí, sexo.
Então homens que estão casados seus casamentos, é difícil deles progredirem porque eles não estão em busca de um sexo. A meta, então, você parar para virar—
são fiéis, né? Porque os que não são fiéis continuam nessa meta ainda de ter mais mulheres, mais não sei o quê.
Mas aí tem essa questão, né?
Então, mulher, seu marido está com muita vontade de trabalhar, muita vontade de ganhar dinheiro, provavelmente está te traindo.
Caralho, é sério isso daí, né?
Não é?
É verdade.
Porque se ele tá quietão, acomodado, ele é fiel.
Nossa, eu quero comprar uma casa em Jundiaí, esse cara tá muito fiel. A minha tese do Corolla, eu, eu, eu, quem tem Corolla não trai.
Por quê?
Porque quem tem Corolla não gosta de aventura, não é vida de putão, não é vida de putão, é um Corolla.
Cara, do nada troca o Corolla por um Mustang, do nada.
É, cara, tem Corolla há 3 anos. Eu fiz essa piada no Varanda Gourmet, essa história é maravilhosa. Eu fiz essa piada no Varanda Gourmet, falei, quem tem Corolla não trai. Por quê? Porque o cara não gosta de aventura, tal, não sei o quê. Beleza. Aí no dia seguinte, acho que tem um grupo assim no Instagram, tipo Coroleiros do Brasil, essas porra. Aí o cara pegou meu vídeo, botou lá, e a galera me xingando, filha da puta, xingando, xingando.
Claro que a gente trai, é óbvio que a gente trai.
Aí o cara escreveu isso: eu traio sim, babaca. Caralho, mano, a vontade de ter razão, vai tomar no cu, já traí minha mulher para Caralho, cuzão!
Aí tá bom, a foto do cara é o farol.
É, eu falei, caralho, o cara para ter razão ele se fode com casamento, briga com a mulher, briga com a mulher.
Ó, ó que o cara tá falando de mim, mulher!
Aqui, amor, amor, que você acha que eu nunca te traí? Vai tomar no cu! 3:30 da tarde, você acha que eu vou?
Aquele vídeo constrangedor, você não sei se é no encontro com a Fátima lá, que você já viu aquele caminhoneiro maravilhoso, velhinho com a velhinha, 90 anos juntos, tanto tempo junto aí nesse amor. Você fala, ah não, mas A gente sempre tá fora, né? Claro que já deu uma escapada aqui e lá. É, como assim? Que história é essa? Depois a gente conversa, amor.
Caralho, climão, velho, climaça!
É foda, é foda. Não, mas assim, faz sentido o que eu tô falando. Você consegue perceber através do comportamento?
Você tem, homem?
Eu tenho aquele carro importado da Estrela que tem nome de mulher. Sabe qual que é?
Não, não.
Jaque, fezes.
Pera aí, vamos tentar ver se o cara atrai através do carro. Qual carro? Jaque? Já que não trai também, acho que não. Já que tá triste o cara que tem um Jaque, né? Não tá muito, não sei, é carro, é tipo sedã. Qual que é? Vai tomar no cu, ninguém mete sedã. Nenhuma mulher: nossa, chegou um sedã!
Chegou um Jaque!
Nem o dono da Jaque anda de Jaque, mano. Ele anda de Toyota.
Quantas porta-malas ele vai colocar. Uau, quantos litros tem seu porta-malas? Nossa, que tesouro!
A Fabi tá aí?
Fabi, ah, para saber o carro feminino?
Não, do marido dela, né?
Fabi, qual o carro do seu marido?
Honda Fit.
Conservador, gosta de economia, faz 30 com ele.
Traz ou não traz?
Não traz. Honda Fit não traz.
Não trai, né?
É japonês, japonês não sabe trair. Aí, a Elise Matsunaga.
Mas aí o cara, o cara tem um Porsche e é casado.
O cara que tem um Porsche, ele tá fodido, porque ele, o Porsche custa metade do patrimônio dele, porque ele vai separar. Então ele vai comprar o Porsche. Quanto custou o Porsche? Tudo que eu e a mulher tivemos E a gente separa.
Eu tô a um divórcio de ficar pobre.
Eu falava isso, eu não tô rico porque essa é minha cabeça. As pessoas falam isso para mim, Maurício, você tava rico. Não, tô a um divórcio de ficar pobre. Essa era minha noção de riqueza. Se eu divorcio assim, eu tô bem, mas se divorciar, se eu botar o pau no lugar errado, metade do meu patrimônio eu perco. É um game show que a minha vida leva.
E aí é tentador, mas tem um carro também, é carro de família também, né? Um carro grande, não é um carro esportivo.
Meu carro, se é o que eu tô pensando ainda, é o mesmo, né? É o grande, meu carro, porque tudo bem, o Igor, ele fica de olho. Não, mas é meu carro, meu carro de boa, tá de boa, tá de boa, tá de boa. Já foi, ou agora que você separou, qual que é o teu carro?
É uma Defender.
E aí, tá, tu tá maluco? Você tá comendo mundo, tá comendo Defender, tá comendo o cara.
O carinha nem me zoou, falou Defender, Vilela, Defender.
Benders. Mas o Cariani zoa todo mundo. Qual carro do dele?
Você não tem um avião ainda? Exato, é isso que ele zoa. Vive num universo paralelo totalmente.
Como assim você não anda de helicóptero fretado? O Igor tava me ensinando a fazer o Cariani, eu tava bem, eu não vou mentir. Você é você, ele tem uma coisa, vai.
Cariani, helicóptero fretado. Toda palavra que eu desse você troca por por T. Fretato. Isso, exatamente. O J você troca por X. Júlio.
Júlio.
Exatamente.
Aula de comitó, eu gostaria de fazer o bíceps.
Aí já fica meio assustador aí o negócio.
Mas tá muito, o teu tá muito hétero. Aí é mais descambado para o feminino.
É sério?
Sim.
A imitação do carinha. Júlio. Júlio.
Não, não, aí foi muito.
Júlio.
Tá legal. É legal esse moleque, é o fenômeno. É muito boa minha imitação.
Maurício.
Então tem a minha tese.
O que que você pegou dele?
Gabriel gosta de foguete, vê Xuxa e os Duendes.
Ele faz a minha língua também, a mãozinha também, né?
Gabriel gosta de foguete, é fã do Super Xandão.
Ele pegou uma língua apenas e a mão também, cara. Você faz a mão igualzinho dele.
Pior que é uma merda, porque quando eu tô fazendo o meu stand-up, às vezes eu tô fazendo uma piada sem imitar ninguém, só que eu percebo que eu tô começando a falar igual a ele. Por causa da convivência.
Na verdade, seguinte, ele, o Igor, mais uma vez tá trazendo um cara com Tourette aqui. O Igor, ele tem Tourette.
Tem?
Eu acho que tem, com imitação.
Tem, cara, porque você conversou com Igor normalmente?
Já, eu não percebi. Não, não, ele faz umas imitações no meio.
É do nada, não é, né? Para qualquer pessoa. Tá minha mãe conversando com Igor. Ah, que legal que você faz ele fezes. Ele usa um vinheteiro.
Ele não é sério.
O personagem invade o Igor, fala e vai embora e fode o Igor.
É porque tem palavras ou assuntos que me remetem muito a uma pessoa, eu não consigo controlar e eu acabo falando igual a pessoa falaria naquela situação, entendeu? Que é o que eu uso no meu show de stand-up, quando eu tô contando as histórias, aparece uma situação que eu penso, caralho, Bolsonaro falaria muito isso. Aí entra o Bolsonaro falando.
Na verdade, o que eu percebi, o seu padrão é o seguinte, sempre quando você tem alguma coisa, sei lá, baseada em alguma característica Tem uma pessoa que é muito dessa característica. Você vai falar de carro, entra o Tecar. Você vai falar de treino, entra o Cariani.
Pode ser.
Não, mas Tecar você limita.
Não, Tecar não.
Não, tô dando exemplo.
Tá, tá.
Sei lá, você tá falando o Vinheteiro, quando ele não gosta de alguma coisa, ele usa o Vinheteiro. E aí, é legal lá o restaurante? Faz. Ele entra. Não é o Igor que responde, é o Vinheteiro. Tem um Tourette na tua cabeça?
Sim, para caralho.
Será, mano?
Para caralho. E a galera, e agora que eu tô começando a conviver com Dileira, Pode perguntar a minha avó, mano. Eu fico em casa às vezes soltando aquele rojão invisível que ele solta, tá ligado? Às vezes do nada eu tô lá, Gugu. Eu fico falando essa porra, tá ligado? O Gugu que ele faz por causa do Rodrigo Faro. Quando o Gugu morreu, que ele falou Gugu.
E é louco que ninguém nunca me imitou. Eu nem sabia o que que é uma imitação.
Acho que você é o primeiro que faz o Maurício, né?
Que ele me vê muito.
Eu imito mó galera que ninguém nunca fez, tá ligado?
Já vi Murilo Couto dele.
É bom pra caralho.
Eu quase vim com a peruca dele, mano. Piruca. É que eu comprei o Murilo em 2023, me chamou para abrir um show dele lá no Rio. Eu falei, pô, vou comprar uma peruca dele no Mercado Livre e vou abrir o show imitando ele. E aí foi maneiro, porque tipo, ele, eu anunciei de trás do palco imitando ele, a galera achou que era ele. E aí acendeu a luz assim e eu entrei de cabeça baixa, a galera tava meio felizona, me viu descalço com a peruca, tá?
E foi maneiro para caralho. Peruca tá lá em casa. Outro dia minha avó botou porque ela achou a peruca jogada. Ela apareceu na sala, parecia o Casagrande, mano.
É bom esse moleque, é foda, velho.
Mas o Murilo Couto tem mais gente que imita, não tem? Não, só você?
Pô, nunca vi, mano.
É que na verdade o Igor, ele começa a fazer a imitação, acho que tem gente começa a imitar a imitação do cara, entendeu? Então tem muita, por exemplo, Vinheteiro é um cara fácil de imitar e todo mundo tá imitando, mas você imitou o Cariano pela primeira vez.
Ninguém nunca fez. Eu comecei a imitar o Pimentel, ele tinha 200 mil seguidores, tá com 2 milhões. E é igual palestra dele, é R$70 mil. Meu stand-up eu ganho mil conto. É uma merda. É uma merda.
Do lado ele tem o Bolsonaro, entendeu?
Olha lá, olha lá, foi nesse dia aí. Parece ele de longe, vai.
Igualzinho, todo mundo acha que era Murilo. Idêntico.
Nossa, igual.
VBet, VBet, Bad Bunny. Ele fica me imitando. É bom, eu faço isso mesmo. E ele Sabe o que é foda do Igor? Ele não pega só imitação, ele pega um trejeito de raciocínio. Ele raciocina como eu. Tipo, que é você pegar um— eu não vou falar sorvete, eu vou falar Tablito.
É isso, ele sempre fazendo do Tablito quando ele conta isso.
É, eu faço, sei lá, Cláudio. Eu sempre faço um nome. Ele, ele, esse moleque é foda, velho, é bom para caralho.
Me sinto sem personalidade. Muitas vezes, não é merda.
É tudo nada, tá?
É do nada, tô falando igual alguém, mano. Tipo, meu show direto eu tô falando igual você, daqui a pouco entrou uma piada, eu faço Murilo Couto, aí na outra é o Porchat. Uma merda.
Porchat eu nunca vi. Fezes.
Porchat, acho que eu não vi também.
Tem uma piada que eu conto, outra porra. Esse fim de semana eu tava com um amigo meu e aí ele tava mandando um áudio para uma mina que ele tá pegando do Rio de Janeiro, que ela mora em Vila Valqueire. E aí ele tava no carro comigo mandando um áudio para ela E aí eu falei assim, ó, fala para ela que Vila Valqueira é uma merda, o Rio de Janeiro todo é um cu. Eu já morei no Rio a vida toda, é uma merda, só é legal a parte da praia e o resto é um cu.
Aí eu lembrei do Pochá no vídeo A Vida Como Ela É, aí eu comecei a falar, aí eu comecei a falar, a vida é um cu preto que um dia foi sem as pregas e hoje só toma estocada de caralho murcho. Já viu esse vídeo? Eu comecei a imitar, gente, eu sou vivido.
Mas sabe o que é louco, cara? Tem um poxá que é o Milton Cunha, tá no mesmo lugar ali. Faz o poxá: gente, eu sou vivido! Faz o Milton Cunha: gente, eu sou vivido! Tá quase ali.
Tem um Andy, é um cigarro, é um maço de cigarro a mais aí, uma piroca. Está uma piroca esquerdista de distância.
Aí entra eu, mano, é uma loucura, mano.
Fudida do Wolf Maya.
Aí ele faz a minha piada do jeito que eu faria piada, mano. Ele é o primeiro ChatGPT. Ele é uma IA.
E por que que ele, para coçar aqui, ele faz toda essa volta, né, cara?
Essa mão não chega.
Essa mão não tava aqui, ele vai.
Essa não chega porque tá coceira. Tá aqui.
Sabe por que que essa mão não chega? Porque na cavidade glenoidal do ombro esquerdo é uma loucura, velho.
Cara, ele fica muito zen, né, cara?
O Muzy puto.
Semana passada eu tive umas ziqueziras nas costas, eu mandei mensagem para o Muzy, falou: você consegue me socorrer? Não sei o quê. Ele: cara, o que que deu na tua ressonância? Eu tive que mandar um áudio para ele falando como se ele falasse: tô com uma extrusão na minha, no meu disco intervertebral, entre a vértebra sacral número 6 e a lombar número 1, cara.
Ele te respondeu?
Aí a gente Oi, vou marcar para você vir aqui e tal.
Ele é o maior, mano.
Pô, me imita, cara, ninguém consegue fazer mesmo. É que eu não tenho nada.
Pois é, mas eu achava que eu também, talvez um dia apareça você também. Eu não imaginava que alguém ia fazer.
É que nem o Jô Soares, ninguém imitava até alguém imitar, né?
Exato.
Hoje parece, pô, é óbvio que era imitável.
O Sacane também ninguém fazia, eu comecei a fazer, começaram a fazer também. Às vezes um cara que não é imitação, por exemplo, sabe como que é complicado isso aí, né, cara? Um abraço para o Igor do Flow, hein? Quando quiser me pagar, tô aí.
E agora ele assumiu. Ó, que legal, ele assumiu o canal do Lito, cara.
É verdade que ele também imita o Lito. Sim, com certeza. Inclusive, eu falei lá no dia da Insider, lembra? Eu conheci ele naquele dia, mano.
Tá brincando?
Eu conheci naquele dia, eu fiquei muito puto. Eu fiz um story agora falando, caralho, eu tô muito puto com esse bagulho do Lito, que eu conheci o cara tem 5 meses, mano. É verdade, conheci ontem.
Ele tava na nossa mesa. É, eu, você, o Lito e o Igor.
É verdade, eu lembro que eu zoei o Lito lá no palco falando que eu acho o Lito muito foda porque ele tem certeza. É, eu sei que ele passa a semana inteira pensando assim, putz, bem que podia cair um 7,67 hoje cheio de gente, né? Pô, a minha audiência e tal, uma bosta. Tem tempo que eu não vou no Danilo Gentili. E ele faz a publi na sequência da desgraça, tipo, caiu nessa manhã Um Airbus A320 na Índia deixando 8 mil pessoas carbonizadas.
Já imaginou se o piloto tivesse usando uma tech t-shirt da Insider? Poxa, pô, Lito, nem esfriou o corpo ainda.
Calma, era foda, velho.
Ele morava em Guarulhos, vinha para cá, aqui a gente ficava horas e horas, e depois do programa a gente ficava mais horas conversando, cara.
Que gente boa!
Eu vi no quadro ali que ele tá no top de audiência ali.
E eu dou valor para gente que veio aqui, cara, quando o programa não era nada. Você sabe, né? Quando você tá começando, tem 120 mil, 30 mil, tem uma galera que não vem, cara. E ele veio desde o começo. Sacane veio, o Danilo Gentili, é os amigos e o pessoal que acredita. Eu dou valor para você.
E o Lito é uma parada que assim, eu preciso falar uma coisa positiva na parte ruim que tá acontecendo na vida do cara, que a quantidade, a gente tá vivendo uma era de ódio, né? O rage bait é o que bomba hoje, cara. E foi uma parada assim, todo mundo ama o cara e tá se juntando para, pô, todo mundo tá mal com isso, todo mundo tem um carinho pelo cara que ninguém odeia. Tem gente, obviamente deve ter 3 caras que deve estar enchendo o saco porque vai, enfim, geral, mas ele é um cara tão foda, mas tão foda, que todo mundo meio que se juntou para ajudar o cara.
Mas eu percebo isso assim, cara, a gente vive uma era de ódio, todo mundo vive uma era de ódio maluca tal, onde eu acredito real que Acho que no futuro, inclusive, as propagandas vai ser sobre ódio daqui a pouco. É tipo, sei lá, você odeia ciclista, compra um novo Renault Kwid que abre a porta rápido. Você vai comprar as coisas para matar seu filho, compra essa Havaiana. É tipo isso, o Tinder vai ser: você também odeia a Renata?
Porra, vamos transar! Eu odeio a Renata também. É meio que isso. Então nessa coisa de ódio, quando eu vi, quando vi uma parada com meu pai, que aquele período que você tava lá comigo e tal, Cara, você olha e fala, mas o humano é legal, mano, porque a internet deixa a gente bugado para ser odioso, mas a vida real é muito mais legal do que a internet faz a gente acreditar. Porque na hora H você fala assim, cara, quantidade de gente que tava do meu lado, pô, me apoiando em situações ruins.
Mas sabe o que eu percebo, cara? Muito louco. Vou dar um exemplo da menina com câncer que veio aqui. O negócio às vezes dá a volta 360 e depois 360 de novo. Você é foda, você trouxe a menina, olha que coitadinha, não sei o quê. Aí ela não morreu no prazo que ela morreu. Vilela aproveitadora, a mina enganou todo mundo, aí ela morre. Porra, a gente tava tudo meio errado, quem falou era o filho da puta. Pô, Vilela, você foi foda, coitada da mina. Cara, a galera vai mudando, tipo assim, é um mundo muito louco.
Você não precisa desse exemplo extremo.
Mas não é louco isso, cara?
Se a minha esposa aparecer amanhã reclamando que eu, sei lá, xinguei ela, ninguém vai querer saber minha versão. E aí tá todo mundo, se alguém chegar, escroto, escroto, escroto, punição.
Tipo, é, eu já peguei Uber com ele, ele me tratou mal também.
Começa a aparecer as pessoas que já não gosta de mim. Aí passa uma semana, vão descobrir que na verdade, sei lá, ela se enganou. Aí o ódio fica nela. Aí tu já se fudeu, eu já me fodi, ela já se fudeu, e todo mundo quer odiar. Então tá muito baseado em ódio a porra da sociedade. E é quase que isso, você vai ver agora o debate política, eu acho muito louco, né? Porque os cara não tem mais proposta.
A proposta do cara é destruir, virar uma fritada com 5 pessoas que vão comandar o país.
Exato, é uma fritada, é uma fritada, cara, é uma fritada.
Eu posso falar dele, exatamente, levar uma fralda.
Exato, porque a parada não é mais assim, cara, eu quero fazer uma parada para salvar a educação. Não, é tipo, o que que você, público, odeia em comum comigo? Eu odeio banheiro trans, você também odeia banheiro trans, então vota em mim.
Mas fala, tá bom.
Então vou votar por identificação de ódio. Então você tá votando nas pessoas por identificação de ódio, acho bizarro. Então a sociedade está indo para esse maluquice.
Tanto que a possibilidade do Marçal entrar no debate, você viu o que aconteceu. Eu publiquei o nosso debate, que é dia 18. Cadê o Marçal? Cadê o Marçal? Cara, eu nem sei se ele vai poder ir, mas todo mundo querendo o Marçal, porque sabe se ele for...
É audiência, né?
Mas ele subiu um sarrafo muito que fodeu, velho.
Não tem como, né?
Porque agora a galera tá— e aí, não vai ter espancamento?
Vai ter cadeirada?
Não, no último debate teve cadeirada. O que que vai ter esse proposta? Vai tomar no cu!
O quê?
Os caras vão falar de proposta?
Que água no Nordeste!
Eu fiz um vídeo hoje que botei, não sei se já tá, já tá correndo, que eu acho que o debate, o Marçal, ele elevou tanto nível de dopamina do debate De que tudo pode acontecer, né?
Que agora era isso.
Mas o debate tem que ser tipo Kings League de dopamina, sabe assim? Tem que ter regras muito loucas, regras muito loucas.
O cara falou isso, você falou, as cartinhas chegam de drone, parece. Ele falou peixe, a palavra peixe não podia, hein?
Exato.
Aí entra um monte de dançarina, tem um dado, o cara tem que dançar junto com a dançarina, tem um dado, o que responde é uma prostituta, uma puta para responder.
Errou a resposta, toma fuzilamento.
É assim que vai salvar os debates.
Vamos ter que cortar o braço dele, errou.
O mediador tem que ficar assim. Nossa, batalha de rima agora! Bateu agora o Zema contra o Caiado. Tem que ter batalha de rima, tem que ter umas paradas, velho. Senão a gente vai falar proposta, vai tomar no cu. Não quero ver proposta, quero ver porradaria. Tem que ter joca em pô, sei lá, tem que ter campeonato de flexão. É momento, não sei, momento corte, banheiro trans. Cada um tem que responder no banheiro trans e já faz o corte, vê quem ganhou mais corte, ganha meio ponto no Datafolha. Tem que ter umas coisas novas.
Não tem como vencer aqueles debates.
Então aí fudeu, porque ao mesmo tempo tem um lado nosso que a gente tá assim, porra, que absurdo isso. Mas tem um lado nosso que é maior, que tá que nem quando tem briga de futebol, ninguém quer ver.
Cenas lamentáveis, a galera toda porrada. Então, cenas lamentáveis, hein? Não, isso daí não pode acontecer mais. Futebol.
Olha que absurdo, mano. A gente quer ver.
Aí, acidente em corrida.
É, o Big Brother tava mega violento. Aí todo mundo: que absurdo, 80 pontos de Bob! Aí levaram o Thiago Abravanel. O cara fez um bagulho mó legal. Galera, vamos rezar, vai tomar no cu, Thiago Abravanel! Filho da puta! Porra, ninguém tá transando, ninguém tá papai, ninguém vai se foder. Abravanel, cuzão! Galera ia se matar. Tipo, a gente quer ver porrada, velho. Que loucura! É a parada lá de Roma antiga agora, a gente tá vendo o caos.
Eu nem lembro o último vídeo longo que eu vi no Instagram assim, tirando do latino xingando a mulher dele dentro do carro que eu vi semana passada. Foi o último vídeo longo que eu realmente assisti, porque é merda, caralho.
Isso espalha que nem louco. É aquele negócio, né? Um cachorro mordeu um cara não é notícia, agora o cara mordeu o cachorro é isso.
Mas a gente tá virando, tá tudo, cara, tá ficando loucura.
A gente vai cada vez mais, e a gente não tá fora disso, a gente tá falando que o povo aí não afeta. Não, a gente tá nisso, porque você vai chegar e falar assim, caralho, eu mandei lá para vocês agora, eu mandei um cara que foi, como que é, ele foi para o céu, não tem a palavra certa, arrebatado, arrebatado ao vivo. Você viu isso?
Esse eu não vi ainda.
Acabei de mandar para vocês lá, vê lá, tá o pastor assim falando, começa assim e tá escrito assim, ele foi arrebatado.
Então estou falando É uma porrada de gente que vai ficar querendo performar para chamar atenção. A gente já fazia isso com conteúdo, mas era comediante. Era comediante, agora é urologista, sacou?
A gente tinha esse dedo aqui, é mão sem luva, hein?
É, acabei de enfiar o dedo no cu de um trans, vai tomar no cu. Começa a xingar, sou contra o banheiro trans. Fala, mano, caralho, é urologista. O cara começa a virar um bagulho. Então assim, a gente tá falando assim, a gente é idiota, Beleza, só que agora estão roubando nosso emprego, esses idiotas, velho. Só a gente de idiota.
Não, não, mas depois na internet ficou muito mais difícil fazer humor mesmo.
Agora eu quero fazer coisa séria, eu quero falar sobre—
eu lembro quando a galera ficava fazendo teste de piada, cara, você tinha que já passar trocentos memes que já tinham feito antes daquele assunto. Como você vai passar por isso?
Mas não é nem isso. Por que que a comédia para mim começou a ficar ruim de alguma maneira? Porque o cara já pensa: eu não posso subir no palco e fazer uma análise curiosa sobre jujuba. Jujuba não dá audiência, eu já tenho que subir de nazismo. Você começa no nazismo a piada.
Vamos por esse lado mesmo?
Não, eu não vou fazer, eu sou contra.
Ele faz totalmente contra.
Você não, mas assim, mas entende, mas o cara que tá começando, é, ele vai querer, ele fala assim, cara, o que que dá audiência na internet? Se eu falar câncer, Nazismo, Epstein. Ele vai começar igual música. Para para pensar, a música top 1 do Spotify é Pega na Minha Buceta e Arrebenta. Você chega na balada, qual que é o primeiro papo que você vai ter com a mina? Você já começou em Pega na Minha Buceta e Arrebenta? Você vai falar: Oi, você mora onde? Não tem como. Você começa daqui, você fala: E aí, mano, que horas?
Você não vai encontrar o amor da sua vida.
A dopamina já tá aqui em cima.
Hoje em dia, onde encontra o amor da vida? É na internet aí?
Como que a molecada é? Como que, porra, meu show é sério, os moleque para subir no palco, você nunca viu?
Não, como que é essa parada?
Direto eu pego uns moleque da geração, mulher e homem, mulher, homem, e aí põe eles para bater papo. Tem um momento que é bata um papo e eles não conseguem.
Último show do Maurício, último show do Maurício que eu fui, subiu uma menina que ela tinha meia dúzia de seguidores no Instagram, foi sozinha, não tinha amigo nenhum. A Maurício criou um grupo no WhatsApp e botou, mandou todo mundo do teatro entrar, tinha 600 pessoas no grupo para garota ter amigo.
Que doidinho!
A galera tá, tem uma, você acha que é isso? Pô, o que acha que é isso? As pessoas não estão interagindo.
Tipo minha sobrinha, cara, isolamento. Minha sobrinha também super isolada, ela foi num show, olha que doido, é uma cantora ou sul-coreana ou chinesa, sei lá, Que a cantora ela não aparece, ela fica dentro de uma caixa e você acredita que ela tá lá dentro cantando. Eu falei assim, tem algum momento que ela sai?
Falou não.
E se não for ela? Não, mas é ela. Por que que ela não seria ela?
Vamos falar um negócio, entendeu?
Pior do que isso, eu paguei, tô vendo uma caixa, tá saindo lá de dentro o som, eu acredito que a cantora tá lá dentro e todo mundo acredita na mesma coisa. Ela pode estar lá na Coreia, velho.
E o pior não é esse, beleza, isso daí é a cantora. Pessoas, já viu que viralizou na internet um dia que pessoas, por exemplo, você tá no show dessa menina, o show é em, sei lá, Hong Kong. Eu do Brasil pago uma menina que está nesse show assistindo para ela postar com meu Instagram, como se fosse eu assistindo, como se eu tivesse lá.
É, que lixo!
Tipo, o meu Instagram está ali com eles, tipo assim, que merda!
Só para todo mundo ver que você pertence.
Então é isso, que merda! Mas aí você tá dentro de um quarto, ou seja, você tá tendo— eu faço muito isso no esporte. Preciso falar do show, fudeu. Mas o meu show chama Surto Coletivo por conta disso. O que que eu fiz no show? Só para—
eu acho legal, é stand-up, é stand-up, e tem uma parte que você leva uma galera lá em cima, ou são dois shows diferentes?
Não, é um show só. Meu show, ele tem um QR code, certo? As pessoas entram no show, todo mundo põe, todo mundo lê o QR code, e a partir do momento que ela lê o QR code, tem um questionário, sei lá, de 10 perguntas. A partir das respostas das pessoas eu modulo o show. Dá um exemplo: quem é que já foi preso? Sim, não. Você já foi preso? Sim, não.
Se tiver muita gente foi preso, aí, puta, o show vira outro.
Quem odeia Luísa Sonza?
Tem isso, tem da Virgínia, que odeia a Virgínia, que não odeia a Virgínia, que não sei o quê. Eu vou modulando de acordo com o que vai acontecendo. E de acordo com essas respostas eu pego 3, 4 jovens que estão na plateia, levo eles do palco e faça a gente interagir sobre os assuntos que foram comentados. Eles não conseguem falar.
Como não consegue falar?
Porque o jovem, o jovem, ele não desenvolve, o cérebro é vazio, mano.
Dá um exemplo, você pergunta alguma coisa, você fala: e aí, tudo bem?
Ele goza, ele não sabe falar, ele não sabe. O jovem, a maioria dos jovens de hoje, eles estão tão acostumados com isso daqui que quando chega para interagir com outras pessoas, eles não conseguem.
Nossa, tá tendo nos Estados Unidos, teve uma pesquisa Não esquece que você vai falar, tá? Não, não, mas eu tô vendo que muito jovem tendo com a mãe para entrevista de emprego.
Exato, porque não sabe interagir. E a minha função de verdade, não, porque nos Estados Unidos tem uma pesquisa que saiu que não sei, sei lá, acho que 70%, né, nem jovem, de população consegue encontrar o amigo assim uma vez por ano, porque as pessoas elas estão ficando sozinhas, cara.
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Eu não sei exatamente a estatística, mas assim, não era assim quando era moleque.
Tá tendo um nível grudado com seus amigos.
Então, mas agora uma brincadeira que eu faço no meu show, por exemplo, é quem é que veio sozinho? E eu descubro que tem uma massa gigantesca de pessoas que foram sozinhas para o teatro. Não acho ruim, não, mas é, mas ao mesmo tempo é triste, é triste, porra. Antigamente você ia para Uberlândia e ia dez caras junto. Hoje vai uma mina para o show, um cara solto. Então os caras, eles estão indo porque às vezes São Paulo, principalmente porque São Paulo é uma cidade que vem todo mundo do Brasil inteiro, às vezes o cara não conseguiu fazer amigo aqui, ele fica indo em lugares.
Ainda vai de turma, né?
Ou mesmo assim, acho que um pouco mais, né? Eu acho que interior ele tem uma sociabilidade maior do que grandes cidades, cara. É observação que eu tenho. Por exemplo, negócio da internet é ruim, negócio do Airbnb. Cheguei uma época que eu parei de fazer. Às vezes, dependendo do show, eu faço. Tem show que eu faço, tem show que eu não faço. Você quer fazer?
Você me chamou uma época depois, aí não marcamos.
Vamos fazer.
Mas eu sabia que você fazia ainda.
É, tem temporadas que eu faço, tem temporadas que eu não faço, que eu gosto também de senão ficar muito fazendo isso. Mas assim, tem gente que manda para caralho mensagem para mim, cara. Tipo, manda: eu quero fazer amigos. O cara manda assim: Eu quero participar do Web Bullying porque eu quero fazer amigos, ficar meio popular. O cara manda para mim.
O lance da galera hoje, você tá indo, acho que o lance da galera hoje é ser popular, ou é o contrário? Não, eu quero ficar na minha e tal.
Eu quero ficar na minha.
Não, a molecada.
Então eu quero ficar na minha, a molecada quer talvez ser popular. Talvez eu acho que todo mundo virou de alguma maneira popular, não sei. Todo mundo agora tem uma câmera, não sei, não sei. Eu acredito que, sei lá, tô falando merda aqui. Eu acho que as pessoas, cada vez, pelo menos que eu tô estudando, cada vez mais o jovem, o novo jovem, não o jovem da geração Z, mas o jovem que tá surgindo agora, que ele tá com 17 anos, 16, não sei se ele é geração Z ainda, talvez.
O Bigoda tem 20, né, que trabalha com a gente.
Tem 20, ele é geração Z.
É geração Z, enfim.
Mas não a galera de geração Z, 25 anos, mas geração Z, que tem 16, é uma geração comportamental nada, né? Então, mas essa geração de 16 anos tá surgindo agora, é uma galera que tem um Instagram com cadeado.
Mas ele já deletou o Instagram dele umas 3 vezes, né? Tira e volta, tira e volta.
Porque a última geração se expôs demais, é o que eu li sobre low profile, né?
É low profile, porque o legal hoje, o cool, é você ficar na sua, farma aura e se esconder.
Então, mas isso, farmar aura, é outro tipo tipo de pessoa é o mesmo? Eu acho que não é, não é o bigode, o Farma Aura, não é esse cara.
Ah, não sei, esses dias eu cheguei aí, viu ele fazendo 5-7, aí eu falei, o que você tá fazendo aí, moleque?
Aí você tá zoando, mas não é, não é, não é a dele não.
É, mas tá tendo uma parada que é aquela do pendular, né? Eu acho que teve uma geração inteira que apareceu demais, teve muita exposição, aí a oposta você fala, velho, a geração do Phil, que é o que que é geração do Phil, que eu acho que o Filho, que deve ter o quê, uns 30 anos?
Vê aí, vê aí.
Ele é milênio então, né?
Deve ter uns 32, 33, que é mais velho que eu, acho.
Que foi a geração que quis aparecer para caralho. A nossa geração quis aparecer. É, é porque a nossa geração foi a que iniciou a internet.
Mas eu sou da mesma geração seu, eu tenho 55.
É verdade, você tem.
Mas tá falando um bagulho de show da cantora lá, eu lembrei. Tipo, eu fui num show agora, tipo, em volta de mim o ingresso foi $1.000, em volta de mim tinham 4 pessoas que não assistiram uma música da porra do show. Filmaram o show inteiro. E tem gente que não filma o palco, se filma cantando, mano. O que? Não tá nem olhando para o artista, tá ligado? Nem através da tela.
Cara, me dá muita raiva isso, mano.
Ah, na Copa, puta, na Copa me dá muita raiva isso. A galera assim de lado, o campo aqui, a galera de lado filmando.
A Copa a gente viu isso. Caralho, é muito foda isso, porra. Tá lá Brasil e Noruega na tua frente acontecendo, as pessoas elas ficam assim, aí depois fica meia hora escrevendo uma legenda. Já teve 2 gols, 3 gols, e o golaço, hein, gol do Haaland. E a pessoa não viu o gol, cara.
Eu fiquei feliz que eu fui num comedy club agora lá em Nova York, os cara cata um celular de todo mundo. Caralho, que legal, velho.
Todo lugar nos Estados Unidos faz isso para aproveitar o bagulho, não é para não pegar piada aí, publicar.
Que legal que eu posso aproveitar sem estar vibrando, sem acender, publicar a parada.
É mais por essa, eu acho que tem um marketing por trás disso também.
Sim, porque gera toda uma mística.
O cara vai falar, né? Nossa, o que que eles vão falar que eu não posso filmar? Mas uma porrada de artista tá fazendo isso, não só da comédia.
Tem falado com Rafinha muito. E aí, como que tá? O que que ele fala do mercado lá?
Como que tá a carreira dele?
Pelo que eu entendi, o Rafinha tá saindo de Nova York, ou ele já saiu, ele tava saindo.
Eu vi esse vídeo. É assim, ultimamente que eu conversei com ele foi na Copa. Aliás, a Copa, encontrei todo mundo na Copa, né?
E engraçado que você não combinava, você encontrava.
A Copa parecia uma série. Primeira temporada Nova York, segunda temporada Miami, morre todo mundo da primeira temporada, encontra todo mundo na segunda, outras pessoas, sabe? Aí a oitava temporada voltava o Toguro, sabe assim? O que aconteceu?
Vai embora.
Isso aí, você foi na minha sexta temporada que você apareceu. A primeira temporada foi o Lula, Zuccolo, tu teve um filho uma mulher, do nada, minha mulher. Caralho, tipo, encontrei contra a Escócia, purgatório. Não, mas enfim, é que eu tava falando do— me perdi. Caralho, a gente tá muito louco.
Você tá falando da loucura que foi a Copa, que você encontrava todo mundo?
Não, mas antes, porra, ninguém tá prestando atenção.
Eu falei, a gente tá falando da carreira do Rafinha.
Encontrei o Rafinha em Miami. E o Rafinha, ele tava falando para mim que ele tava saindo de Nova York, porque pelo que eu entendi os impostos lá são muito altos e não sobra dinheiro.
E aí o aluguel lá deve ser caro para caramba também.
É porque deu uma merda lá com o prefeito de Nova York, né? Que o prefeito de Nova York parece que ele criou um teto de aluguel. E aí depois que acabou essa coisa, o aluguel explodiu assim, tá muito caro você morar em Nova York.
Ele ficava rodando para caramba também, não ficava?
Aí ele falou, pô, aí O Rafinha hoje tá nômade, cara. Ele, eu acho que vai para Miami, não sei. Ele tava vendo se ele faria textos em espanhol.
Ele tá grande para caralho nos Estados Unidos, faz show para fora dos Estados Unidos.
Mas ele não é esse cara dessa bolha do não pode entrar com celular. O Rafinha é um cara que ele tá, eu acho que um passo antes desse cara. Ele é o headliner, né, o principal de clubes assim, que ele faz teatro americano. Puta, não vou saber, é melhor falar com nome brasileiro. Acho que o Rafinha, ele tá lá, ele seria quem aqui? É o Murilo Couto, tá, que é um cara que faz tipo— Murilo Couto não tá na TV, Murilo saiu, né, tá fazendo show.
O Murilo Couto tá arrebentando de show, tá fazendo coisa para caramba. Não, acho que o Bibigle é muito gigante lá, né? Mas acho que o Rafinha, ele tipo, ele é um cara bem consolidado. Ah, igual o Rafinha sou eu aqui, pronto. Não só, então também, cara, enche. Ele é um dos principais assim de festival. Ele já tá— o mais legal do Rafinha é quando você vai fazer um show e ele me apresenta os comediantes, que eu já fui muito com ele, né, dar rolê.
Aí ele apresenta o comediante, comediante chega para mim e fala, pô, esse cara é bom para caralho. Os cara gosta do Rafinha, humor do Rafinha é muito bom assim para os cara, os cara gosta muito dele. E ele arrebenta, cara, ele vai, ele Ele, galera rica, tem 20 anos de carreira aqui no Brasil, entendeu? Galera rica pra caralho, cara. Só que é muito louco, né? Porque vamos lá, uma coisa que eu percebo da comédia: quando você tá muito tempo como comediante e muito consolidado, a sua tendência é ir para o ego, falar sobre você.
Você vai ver muito comediante em lugares, sei lá, você vai fazer show aqui no Brasil, O cara, ele só, ele fala muito sobre, vocês viram aquela situação que aconteceu comigo? Vocês viram aquilo que aconteceu comigo? É muito isso.
Os Estados Unidos já tem isso, não sei o quê.
O Dave Chappelle já tá 3 solos seguidos falando do problema que ele teve com trans.
E às vezes ele fala do que aconteceu no show anterior, aquela piada que eu dei no show anterior, deu problema.
Aí o Rick Gervais também é autorreferente. Então o Rafinha, ele tava um pouco aqui no Brasil só falando do processo, do CQC.
O que aconteceu com ele lá?
Aí lá ele conseguiu voltar a ser um comediante que tá falando sobre coisas mundanas, e é a parte que ele é mais engraçado. Então tá do caralho assistir ele assim, é um cara que eu acompanho bastante.
Você vai seguir esse caminho, você acha?
De ir para lá? Não consigo, velho. Eu tentei, né?
Mas tem muita coisa aqui, né?
Na verdade, eu fui lá, foi muito bom. Eu cheguei a conversar com você sobre isso. Eu fiquei lá 3 meses, eu cheguei a fazer, pô, cheguei a abrir o show do Abriu show do Neil Brennan, que é um cara que fazia os Chapéus de Chumbo. Foi muito legal para mim, mas eu não tenho— vou te falar que eu não tenho saco, talvez assim. Tem que ter alguma motivação que faça eu largar tudo aqui para ir para lá. Acho que o Rafinha teve a coisa disso, sei lá, ele separou, ele tava—
a gente quer falar é sexo, né?
Tipo Gabriel, tipo Gabriel, Gabriel ganha bolsa em Iowa.
Não, ele tem que separar e querer comer muita mulher, aí ele vai.
É tipo, não, mas primeiro vou comer em Goiânia. Verdade, vou para lá me fuder no Tennessee. Sem o sotaque dos cara, mas é, mas é mais fácil para ele, né? Mas acho que não é isso. O que motivou o Rafinha foi as portas terem se fechado aqui para ele, verdade? Porque ele tava aqui sem, porra, muita oportunidade, cara, sendo cancelado, sem patrocínio. Separou, sonho do cara ir para os Estados Unidos, ele foi. Aí ele foi lá, arrebentou, foi muito bem e tal.
Eu, quando eu fui, eu tava estabilizado aqui, programa aqui, tudo bem aqui. Aí eu olhei e falei, puta, eu preciso voltar.
Então se eu tiver meu mundo grandão assim, mas ele tá no começo assim ainda, eu acho que vale, né?
Ele tem que ir.
E fala inglês para caramba. A gente tá fazendo um projeto, então eu vi o projeto, aquele projeto passado, foi agora que você foi lá para lá.
O que eu fiz, uma participação, o que eu fiz uma participação no festival da Netflix foi agora, foi maio.
Isso aí, não é ficar indo lá voltando e tal, fazendo um show?
Minha ideia é tirar o visto para poder ir de vez, né?
Aí ele Eu já falo aqui, cara, Rabin tá bem também. Fui assistir o Rabin agora, assisti o Rabin em Nova York, ele fez uma participação, foi legal, segura bem no inglês e tal. É bom, Rabin já fala inglês, morou na Austrália, alguma coisa assim.
Eu vi um show do Rabin em inglês aqui em São Paulo, é muito engraçado.
A gente foi, a gente fazia uma noite aqui, eu lembro, eu fui assistir o Rabin, o Diogo, eu lembro. Você fez também?
Não, fui assistir só.
É, eu, Rabin e Diogo, a gente fazia para treinar. Segundo eu vou aos Estados Unidos, Eu vou lá, faço um showzinho para treinar inglês. O dele, cara, eu acho que ele é um cara que ele já tem a comédia americana. Esse moleque é americano, ele já tá querendo ir para lá, americano, não tem por que ficar aqui. Vai ter eleição agora, vai embora, larga sua avó, larga sua avó, foda-se, leva a avó, faz um bolinho diferente para ela. E é isso.
Não, mas assim, eu acho que tem muito potencial de comediantes brasileiros irem para lá com um tempo.
Eu tive aqui com o Matheus e o Albani falando que não tá legal para quem tá começando agora.
Matheus Ceará, fizeram juntos os dois?
É, os dois. E tá difícil para quem tá começando hoje, né?
Aqui tá difícil para quem tá consolidado também. Sério, cara? O poder de compra tá uma bosta.
Ninguém tem dinheiro para porra nenhuma.
Vamos jogar real, poder de compra tá uma bosta.
Depende, hoje em dia eu não faço nem ideia.
Tem seguidor que me manda pedindo link de desconto no ingresso que já tá R$30, tá ligado?
Se você parar para pensar assim, depende do teu público, mas em média eu acho que todo mundo perdeu uns 40% de público pós-Copa. Porque assim, todo mundo gastou para Copa, todo mundo, o Brasil já não tá legal de grana, né? Já tá uma situação meio de inflação para caralho e tal. A galera tá com medo de tomar decisões de gasto porque quem vai ser o presidente? Então a galera fica retida. Mas eu não tô falando como a minha classe de comediante no geral, mano.
A gente faz evento. Eu tenho a Dromedário, que é minha produtora, no geral, assim, cara.
Eu tenho muita galera esperando.
Eu tenho muito produto lá que tá indo muito bem, mas tem produto que é tipo evento. A gente tem um produto que é o Kids House, que é o tipo— você foi? Acho que foi.
Não, o que que é?
É que é tipo um Rock in Rio infantil que a gente faz. É?
Como assim?
É um produto que a gente tem, já fez 4 anos já. É o Kids House. A gente faz um— tem um lineup. É o Felipe O Lucas Neto, depois toca Beatles para criança, Kiss para criança, a gente vai fazendo. Tocou Patrulha Canina num festival, no outro, sei lá, o Gato Galáctico, essas porra, essas porra, ele curte para caralho, Renaldinho. Enfim, é esse público, cara. A gente esgotou todos esse ano por conta de patrocínio da Copa, foi muito difícil, cara, para fazer, porque a grana tá tá foda, tá curta.
Aí o ingresso começa a ficar escasso, tá baixo, tá muito alto o valor. Aí já começa a não compensar a produção, porque a produção para levar o cara também gasta. Aí o cara que tá no meio do caminho tá fodido.
Eu acho que muito dessa queda do cenário da comédia também tem a ver com o quanto a pessoa gasta fora o ingresso, tá ligado? Porque para pessoa ir assistir o show, vamos supor, vai o cara e a mulher, aí 2 ingressos, sei lá, R$150. Aí é R$150 de ingresso, aí tem estacionamento, aí tem a gasolina, aí tem o jantar. Aqui é um desconto para ver um show, mano.
Para mim tá bom ainda.
Cinema também, você vai, tá tudo vazio, né, mano?
Nem lembro a última vez que eu fui no cinema.
Fui levar meu filho agora.
Por isso eu falo, tem coisas, são coisas pontuais, mas bem pontual. Eu tô lá, eu tô no Shopping Eldorado já 6 anos, no, e aí onde Tá bom, graças a Deus.
A galera já virou um lugar que é que a gente tá no maior mercado também, mas não é só isso.
Tem uma coisa também de Renascença, como tá? Não faço ideia.
Ah, você não tá mais lá?
Não, eu tô no Shopping Eldorado.
Não, mas você tinha uns shows lá também, eu lembro.
Eu fazia só com, de vez em quando, uma participação com os meninos.
Faz 3 anos tinha uns shows lá, não tinha?
Faz muito tempo.
Faz tempo, né?
Maurício hoje em dia é quase dono do Eldorado, ele tá lá todo fim de semana.
Eu tô no Shopping Eldorado, cara, é É muito difícil isso. Eu fico muito feliz, eu tô há 6 anos quase no Shopping Eldorado, todo sábado, 10:30 da noite. Agora é um novo show, tal, que é o Chute Coletivo, que eu vendi aqui, mas já é o 4º show que eu faço no Shopping Eldorado. Então assim, já tem uma parada do público falar, pô, tô em São Paulo, vai no Maurício. Porque eu virei um cara que recebe muito turista sábado, virou âncora de lá da comédia, âncora de comédia.
Como se fosse a programação do seu canal, né? Todo mundo sabe que sábado, 10 horas.
Todo mundo sabe. Agora, o cara que tá nessa coisa do tipo assim, porra, vai ter uma, sei lá, o Igor tá indo para Goiânia. Aliás, eu vou estar lá, tem que falar aqui, ó, Goiânia, dia 2 de outubro, dia 1 Anápolis. Igor tá indo para Goiânia. O cara que tá em Goiânia, ele pensa, eu gosto muito do Igor, mas eu também gosto do Vilela, que tá vindo, e gosto do Porchat.
4 Amigos.
E 4 Amigos, qual que eu escolho? Antigamente ele ia no shopping. Agora tem que escolher.
Mas concorre? Você acha que a comédia tá concorrendo com show sertanejo, por exemplo? Tem um sertanejo, tem o cara escolhe um ou outro.
Porque uma cidade, não uma cidade como Goiânia, mas uma cidade carente, sei lá, uma cidade mais interior que tem menos de 500 mil habitantes, divide, né, o público? Divide, cara. O cara ele vai falar, porra, para onde que eu vou? Tá tendo dois eventos na cidade, qual que é o meu dinheiro? Vai, né? Tá foda, cara, tá foda.
O cara gosta de comédia, de música, ele tem que escolher, né?
Tem que escolher. E mas geralmente o que faz a pessoa ir é o nicho da coisa. Por isso que a galera tá se nichando o tempo todo, porque o cara fala assim: ah, eu sou de esquerda. O cara vai no comediante de esquerda. Ah, eu sou judeu.
Comediante de judeu.
Show isso, né? E show de elenco acabou, né?
Infelizmente, porque que era o que mantinha a comédia viva, né, no começo. É que na verdade os comedy clubs vão acabando. O Minhoca acabou de fechar, né? De novo?
Ele tinha fechado, abriu outro lugar.
Eu tenho uma tese que ele vai reabrir, tipo Exalta Samba na final. Mas se reabriu, eu não faço mais, porque eu vou falar, porque o Patrick toda hora me chama, velho, eu preciso de você, é o último.
Mas fechou mesmo?
Tavam falando que ia fechar.
Maurício, nesse novo nem cheguei aí onde era.
Muito legal, é Santa Cecília, tá? Mas vai fechar pelo que entendi por quê. Caro para manter uma estrutura, né? O Barbixas tá bem ali, mas obviamente que é um comédia e tal. Mas sei lá, onde botava R$350 tá botando R$200. Mas, cara, mas a gente pegou esse auge da comédia, era louco, né, cara?
Porra, era legal, era cidade inteira, qualquer bar explodia de gente, cara.
Teve dois auges da comédia. Primeiro auge da comédia foi quando a gente iniciou, e o segundo auge foi E pós-pandemia?
Pós-pandemia eu já não peguei.
Teve um auge também, caralho, que o cara tava o dia inteiro em casa, não aguentava mais, ele quer sair, quer interagir. A gente pegou, eu acho que os melhores anos da minha vida de show.
Eu achei que ainda ia demorar para engatar.
Não, mano, 2022 e 23 e 24 eu fiz assim, cara, graças a Deus, o meu pé de meia, cara. Aí 2025 foi ano passado, eu já comecei a sentir meio É, tá começando o que era 3 sessões, 2 sessões, já vira uma. Não tô reclamando, tá muito bom, graças a Deus. Eu tô bem, só uma observação do cenário, tá muito bom, tô muito feliz. Mas eu tô diminuindo viagem, já falo, pô, tem viagem que não compensa ir porque vou lá, tem que levar equipe.
Quem que são os maiores hoje de público ou de receita?
É porque receita não dá para saber, né?
De público, cara, acho que o Albani.
Ah, Albani tá fazendo para caramba. Não, Sarro não, não, Sarro tá meio igual a galera.
Eu acho que o Gannen, o Albani, eu acho que vai, o Diogo, Léo Lins, Léo Lins, e desse pessoal que é mais influencer e faz comédia também, tipo aquela mina, acho que você produz ela também, a Luana.
Puta, Luana tá estourada, velho, ela tá enchendo todos os lugares, o show dela é bom para caralho. E ela que escreveu, ela pediu ajuda, a peça é da Luana com Andromedaio, da minha empresa, né? A gente ajudou a construir o espetáculo e ela fazia muito corporativo.
É tipo monólogo, ela fala as paradas dela. Eu quero ver.
Você já viu ela no Thales Gomes sacaneando na fritada?
Não, não vi.
É bom para caralho, é meio isso, é com PowerPoint que ela faz uma brincadeira. Então o show dela, sempre quando você abre, esgota em horas assim. Mas por quê? Porque é nicho.
Qual que é o nicho dela?
Ela é a galera CLT empresarial. Tudo bem, ela abriu, a Luana foi ficando maior porque muita mulher gosta da Luana, porque vê ela no Instagram falando as paradas dela. Mas ela, ela é muito focada no começo, a peça dela é sobre empresa. O show dela é sobre CLT, show dela não é sobre tal que tá acontecendo no mundo, CLT. O meu show, ele não, eu não lixei ele. Eu acho que eu sou mais genérico, mas eu tô indo para esse caminho de, puta, as pessoas não estão conseguindo mais interagir.
Então tem um tema. O Albani já é mais genérico, mas o Albani ele ficou muito conhecido também por conta de vídeos semanais que ele falava as fofocas. Então cada um tem uma parada. O Padilha genérico também, fala de tudo. Quatro Amigos, Quatro Amigos tá bom também, mas já foi maior.
Pô, foi gigante, né?
Mas é normal, cara. Eu sempre vejo assim, cara, primeiro que eu não tenho que reclamar, porque graças a Deus eu sou bem-sucedido nessa porra.
Depois que chega num nome, você estaciona de um jeito, você dá um platô, você não vai, é um platô, você não vai, tá pica.
Eu sempre falo assim, cara, de verdade, time de futebol, né?
Juro, cara, não tem como tu lotar o Allianz todo fim de semana.
Não, time de futebol, um dia você tá disputando os primeiros lugares, outro dia você tá no meio da tabela, outro dia—
Mas é por isso que eu pirei no que o Abel Ferreira falou.
Que que ele falou?
Poxa, do caralho, agora, né? Achei foda, de verdade, achei Cara, acho que foi uma das coisas mais fodas que eu vi recente. Que o, qual o nome daquele cara que é o nigeriano da NBA? Antetokounmpo.
Antetokounmpo, ele é grego.
Você não vai depilar agora, né?
Eu quero ver se, como é que é.
Caralho, que grego, né?
Levanta mais o braço aí.
Eu falei nigeriano, o maluco é Antetokounmpo.
Mais, mais, mais, mais.
Ele é grego?
Mais, levanta mais o braço aí.
Vou pelar o bisão aqui.
É, não tá pegando.
Não tá pegando, você só tá fodendo o áudio do podcast. Podcast inteiro, não tá entendendo nada.
Então achando que eu tô com vibrador no cu.
Eu vou fazer isso daí também. Então esse cara, ele falou uma vez, alguém entrevista ele numa coletiva e fala: ah, é, como é que foi ter fracassado esse ano?
Puta, caramba, essa entrevista, cara! Tipo, vocês perderam, e aí vocês falharam? Ele falou: velho, there is no failure in sports.
Irmão, a gente ganhou 2 anos seguidos. Perder. Você não está perdendo. Ano que vem talvez a gente perca de novo. Por que que vocês acham que ganhar é sempre ser o ápice, mano? Tem uma jornada. O Michael Jordan, sei lá, jogou quantas NBAs e quantas temporadas e quantas ele ganhou? Ele perdeu mais do que ganhou.
Quantos arremessos ele deu e quantas ele acertou?
Você vai indo. E aí o Abel Ferreira, ele tava falando disso. Ele falou, porra, eu fico puto porque a imprensa ela é baseada totalmente no ódio, nessas merda que a gente tá falando. E tá todo mundo falando, ah, porque o Palmeiras é um fracasso. Ele fala, caralho, Palmeiras é um fracasso. Toda hora a gente tá chegando na final, a gente perde e a gente ganha a final. Só que o brasileiro, sei lá que porra, o Brasil em geral, o mundo, as pessoas, elas acreditam que se você não tá estourado, você fracassou.
Não é que mais isso aí, perdeu o hype, hein? É isso, não é mais que você tá bem, tá pagando as suas contas, esse caralho, maluco sumiu. Deve estar muito fodido, caralho. Vilela, faz tempo que eu não recebo coisa do Vilela. Vilela deve estar na merda. Não, Vilela só não tá fazendo, cara. Veja o Marçal aí bombando.
Veja o Messi, se ele ganha essa Copa, ele é o cara mais fodido do mundo, porque o hype tava todo em cima dele, né? Os cara ganhando no final, ele fazendo o jogo, não sei o quê. Bastou perder, ninguém mais falou no Messi, cara.
Mas é assim tudo.
Então, quando você vê, e pelo contrário, começaram a meter o pau. Olha, o Messi não sabe perder. Olha o time de Argentina. E virou para o outro lado, cara.
Por isso que eu falo, às vezes eu olho assim, falo assim, como é que tá o teu teatro? Sei lá, eu obviamente não tenho o que reclamar, mas outros colegas meus que às vezes estão frustrados, eu já vi o cara sentado comigo falando assim, porra, tá foda, velho, tá foda. Por que que tá foda? Ah, sei lá, dava duas sessões, agora tô dando uma, mano, você tá enchendo um teatro de 600 lugares, velho. Eu mesmo já me peguei isso às vezes.
Eu pegava, eu já parei. Acho que tem uma coisa que é saudável, que é perguntar como é que tá. Puta, diminuiu? Ah, então é o mercado. Para você aumentou? O que que você fez? Ah, legal, você fez uma estratégia. Só que eu tô sentindo que as pessoas estão tão sentindo pressionadas em performar tanto, performar tanto, que o básico já não agrada mais.
Então assim, eu sou um cara que eu falo assim, eu sou um cara difícil essa linha, né, entre não ficar acomodado e ao mesmo tempo não ficar em um silêncio.
Mas eu acho que tem que ser saudável e sustentável, mano.
Qual que é a parada? Porque eu faço essa análise aqui para mim. É, mas cuidado quanto eu tenho que me preocupar com o número e o quanto eu não me preocupo e a coisa pode degringolar.
Depende da sua felicidade, cara. Acho que você não pode— se você é feliz buscando melhorias o tempo todo, tudo bem, vai atrás. Agora, isso não significa que eu, porque eu tô mais—
eu não me sinto preocupado às vezes de estar de manhã vendo o número e falar, ah, que legal, isso aqui foi legal.
Você tá feliz com isso?
É uma análise que eu tô entendendo.
Te faz mal?
Já me fez mal no passado, quando eu tava crescendo. Quando eu atingi o que atingi agora, agora para mim é só diversão.
Eu sou totalmente— eu mudei totalmente minha vida, totalmente assim.
É que é uma certa obsessão que eu tenho por cada coisa que eu faço, que eu não consigo não ser obsessivo.
Mas daí é você. Mas te faz mal? Essa eu vou voltar a fazer a pergunta.
É claro que às vezes faz mal, que você não consegue dormir.
Então você conserta quando se você tá mal, se você tá ansioso, tremendo, não adianta nada você pensar no futuro, você vai morrer daqui a 2 dias. Então eu fiz essa análise, eu olhei e falei assim, cara, vale a pena eu ficar viajando que nem um animal todo dia?
Chegou um ponto que você falou, cara, chegou, que que eu tô fazendo aqui? Essa parede aqui, eu não sei onde eu tô.
Patinga, né?
Você me contou, eu contei para ele. Nada contra Ipatinga, amo Ipatinga, saudades de Ipatinga. Calhou de selar, calhou de selar, mano, porque Você teve uma autorreflexão em Ipatinga. Eu tive uma autorreflexão, vou ficar com o saco zoado. Não foi Ipatinga em si, eu vim esse ano, graças a Deus as coisas estão muito boas para mim de trabalho, o Axismo está grande, o Três Continentes aconteceu. O show também, é mais do que tudo, sério, tá show.
Três Continentes lota, show do Maurício é muito foda. Inclusive queria falar um negócio Posso falar? Eu não conhecia nada do teu trabalho até, sei lá, 2 anos e meio, 3 anos atrás. Não sabia. Via você, tipo, sabia que tu tinha trabalhado no CQC e o caralho, não sabia. E aí, porra, virei amigo do Maurício, me aproximei dele, fui no Axis, o caralho, mano, é um dos shows mais foda que eu já vi, velho. Curto para caralho mesmo. Não, o dele, os Três Continentes eu não vi ainda, mas o teu stand-up, já vi o show dele só 6 vezes, toda vez eu dou risada.
Na Netflix sua.
Todas as vezes eu dou risadinha.
Aproveitar o corte, todo sábado, 10:30 da noite, Chapéu Dourado. Vai lá, seja igual o Igor, venha curtir.
Surte coletivo, vem abrir o show, vem abrir o show, 600 no palco.
Ele é bom para caralho. Aí, o que que acontece? Eu tava no momento muito bom, tava legal, show para caralho e tal. E a gente tem uma coisa meio de classe média mental de eu ter que aproveitar.
Ah, eu tenho isso direto.
Medo de virar mendigo, cara, que é só um divórcio, de ficar na merda, só uma Defender. Aí você começa a topar tudo porque você tem meio medo. Você fala, agora eu tô bem, mas daqui a 6 meses— só que você vai topando e aí você vai fazendo uma— você, o Maurício de daqui a 6 meses que vai pegar o show que você há 6 meses atrás fechou. E quando você vê, você vai acumulando e Cara, eu tava maluco, tava trabalhando para caralho de fazer, eu tava fazendo podcast, 4 podcasts, cuidando da empresa, porque eu tenho reunião, tem uma porra de coisa, e 5 shows por semana.
Chegou um momento que eu fui, aí eu fui para Angola esse ano, eu fui, a gente foi fazer um documentário do Três Continentes lá, caralho, foi animal.
Mas porra, tu teve quase todos os continentes já esse ano, né?
É, eu vivi os 3 Aí eu voltei de Angola, eu lembro que eu fui para o México fazer uma entrevista com o elenco do Todo Mundo em Pânico novo, tá? Foi um job lá que eu fiz. Aí eu voltei e eu ia para Copa daqui a 10 dias daqui, é. Só que no intervalo teve um show em BH e em Patinga. Aí eu saí, então assim, cheguei de Angola meio Caralho, cadê meu filho? Meio calma, entra num carro e vai para BH. Foi do caralho, show. Aí quando eu tava em Patinga, eu cheguei em Patinga, eu falei, mano, velho, pera aí, deixa eu tentar entender onde eu tô.
Aí eu olhei e falei, mano, sábado, tava sábado. Eu falei, cara, sábado em Patinga, pô, podia ter aproveitado esse sábado para ter ficado um pouco com meu filho, já que eu vou para Copa. Então tem nada a ver com a cidade, tem a ver com aquele meu momento de olhar e falei, mano, não faz o menor sentido, eu tô topando fazer coisas aqui que não faz, não podia ser Dubai.
Tem uma história do Carlos Alberto, tava aqui essa semana mesmo, foi nessa semana aí, é ele contando história parecido com isso que você falou, ele e o Golias, aquela fase de show também, topando tudo, qualquer lugar e tal, e eles capotaram, acho que um Fusca, não sei, capotaram, aí tipo os dois do lado de fora sangrando. É muita ganância. Ou Golias, ele falando assim: é muita ganância, cara. É muita ganância.
E eles rindo.
E é isso, cara.
Sabe qual é o meu?
Os cara que caíram no voo lá, do banda, cara, que caiu. Mamonas, cara.
É aquele negócio de pega show, pega qualquer avião.
Não, não é ganância.
É ganância e tem insegurança, porque você fica assim.
É que ganância, ele tava falando de um jeito engraçado, que não é ganância mesmo.
Você vai pegando. Tem ganância, já tive, eu já tive, eu já fiz coisas que eu falei assim, eu vou fazer porque esse dinheiro aqui vai ser legal.
Mas é o medo também de faltar lá na frente, cara.
O maior medo é esse, o maior medo é você olhar para o Brasil.
Não é para você comprar um carro novo, não é só para falar, pô, eu não sei até quando vai durar.
Não, você fica meio com medo, você fala assim, caralho.
É o que a gente tá falando aqui, se mudar tudo aqui, eu não sei se daqui 5 anos eu vou estar conseguindo fazer a mesma coisa aqui.
Aí eu, por isso que eu diminuí meus custos, eu diminuí, fica assim, cara, você fez isso? Para caralho, para caralho, cara.
Cada empresa ou pessoal?
Não, empresa tem um custo, pessoal tem outro.
Meu pessoal, tudo quase assim, um diminuir carro, demitiu empregado, botou o Gabriel para limpar a casa.
Pai, eu tô com fome, vai lá, limpa primeiro.
Sabe, aí foi pedindo comida toda hora, ficar indo em restaurante. Aí eu olhei e falei assim, mano, quando eu percebi que eu fui, cara, o restaurante a gente tá vindo aqui, tá gastando 300 pau, 300 pau, mano, 300 pau.
Vai juntando, vai juntando, 300 pau.
Sei que na realidade todo mundo, mas por que que tá pagando 300 pau? Porque a gente tá pagando pela mesa que não tá vindo, porque é isso que os restaurantes estão fazendo, porque não é todo mundo que tá conseguindo ir no restaurante. O cara precisa pagar a conta, quem vai ele aumenta o preço para suprir dos outros. Aí eu olhei e falei, mano, mas espera aí, eu tenho comida em casa, não preciso. Aí eu comecei a modular minha vida, não preciso viajar toda hora.
Aí eu comecei a olhar e falar assim, cara, porra, eu tô tomando, eu tava com uma nóia, até te liguei um dia. Olha que louco, um dia eu tava numa região montanhosa, sim, aqui perto de São Paulo, São Paulo, que eu tava disposto a Ah, mano, eu vou investir lá, quero comprar uma casa lá para fugir da cidade. Dá essas aspirações, você fala, cara, eu tenho que ter um lugar no meio do mato, eu preciso ir para lá, mano, porque tá foda a vida, a tecnologia, essas merda.
Sabe o que eu descobri que era na verdade? Não é que eu preciso estar lá, eu preciso diminuir o meu ritmo e ficar bem aqui, porque na verdade eu tava fugindo. Porque qualquer momento você pode pegar um Airbnb para lá também, você não precisa ter uma casa Mas você tá tão estressado com tanta coisa, com tanto trabalho, com tanta loucura, que você acha que a projeção que você faz daquele cara sentado olhando para varanda vai te fazer bem.
Só que você chega lá, fica surtado também.
Mas vou te falar, cara, homem não funciona assim, cara. Eu vejo meu pai, meu pai, ele fica procurando coisa para fazer, cara. Eu tô ligado, não consegue não fazer nada, cara.
Precisa de problema. Eu sei disso. Tem a história do amigo meu maravilhosa, um amigo meu amigo me contou isso, que o pai dele se aposentou, é a primeira coisa que aconteceu, ele surtou.
É, meu pai surtou.
Aí sabe o que ele fez para o pai? Ele comprou um Jeep de 1970, tudo fodido, para ficar consertando e se sentir útil.
Arranjei um sítio por isso, meu pai fica plantando, fica cuidando das galinhas.
Tudo bem.
Ele acorda de manhãzinha e, cara, ele vai dormir todo dia reclamando do trabalho que ele não precisava fazer, porque tem gente para fazer.
Não existe problema em ter problema, tá tudo bem.
É difícil, né? O que é uma pessoa Não, não, filho, não, é coisa minha e tal. E ele vai lá.
Mas a questão, Vilela, é, por exemplo, por que que eu tô tentando comprar, sei lá, uma casa para ficar relaxado, não sei o quê? Porque no fundo, no fundo, eu resolveria meu problema se eu tivesse mais tempo de qualidade.
Aquela história do pescador, né, do cara que é ricão e fala assim: sabia que se você contratasse não sei quantas pessoas, não sei o quê, daqui um tempo você tem uma empresa, não sei o quê? Ele fala: para quê? Para quê? Para quê?
Para pegar o peixe?
Não, para depois ter uma casa na praia. Eu já tenho isso, né?
Já tem uma casa aqui Eu perguntei o Maurício semana passada assim, mano, qual um hobby assim que você curte fazer?
Eu não sei, eu não sei, eu não sei.
Eu agora eu sei, agora eu tô descobrindo.
Mas porque eu fiquei tempo livre, ah, puta, cara, agora eu vou conseguir fazer isso.
Eu toco, toco, pego uma guitarra, fico tentando tirar os solos que eu não consigo nunca, porque eu preciso achar problema. Eu fico lá tentando, eu não vou conseguir tirar, cara.
Eu gosto de jogar basquete, eu gosto de andar de moto. Gosto de dirigir, pegar estrada.
Cara, durante 20 anos eu vendo clipe de música.
E agora que eu comecei a viajar, eu falei, como eu sinto falta de viajar.
Então, durante 20 anos eu não tive hobby, mano, real assim, não tive meu hobby. Porque eu sempre, eu tenho, eu sou muito de alta performance assim, de puta, preciso escrever, vou, escrevo para caralho. O Afonso é meio parecido comigo. O Afonso é aquele cara que você dá um texto, ele fica o dia inteiro. O prazer nosso é na Manufatura da parada, trabalhar no negócio. Já leu aquele Flow? Sim, é isso do Mihaly, né?
É de você atingir aquele estado. Isso é um vídeo do cara que eu vi esses dias do Ciência Todo Dia, como chama lá, o Humberto Gessing lá, o loirinho.
Pô, ah, sei quem é, sei quem é, bom para caramba.
Já vi aqui, Pedro Losso, Pedro Losso, cara, explicando isso. É bom para caramba, porque tem uma coisa que Tem um livro que ficou muito famoso aí recente assim, que fala, recente não, mas é o estado de flow, que é quando você não vê o tempo passar, que você chega num negócio que, cara, depois que termina, você fala, cara, como que eu produzi isso e tal?
É o cara que pinta, quando ele descobre, ficou 9 horas pintando, ele não percebeu.
Quando eu desenhava, cara, absurdo.
Eu tenho isso escrevendo. Então às vezes eu tenho uma ideia assim, caralho, tive uma ideia de um texto, vou escrever, quando eu vejo passar 4 horas.
É por isso que eu sinto uma das épocas mais felizes da minha vida quando eu tava escrevendo meu livro, e ao mesmo tempo que era um difícil, era um negócio, fala, cara, como que eu vou sair aquilo? Mas era muito prazeroso.
Só que o problema que eu tô percebendo cada vez mais é os nossos prazeres, eles estão ficando monetizáveis tudo. É, se eu resolvo, eu e o Igor, a gente tá querendo se juntar para fazer uma banda, mas para a gente se divertir. Porque eu tô, pensa, daqui a pouco a gente vai estar assim, cara, vamos fazer Manaus 3 sessões? E a graça é não ter Manaus, a graça é a gente se divertir. O Varanda Gourmet que eu faço com o Zuckerman, ele começou como Cara, vamos botar trabalho na agenda para a gente se obrigar a se encontrar, porque a gente se gosta tanto.
Se não tivesse trabalho na agenda, a gente não ia se encontrar, porque a vida vai deixando. Então a gente criou uma obrigação.
Ainda é legal, me dá muito prazer.
Por quê? Porque ele não é um trabalho que dá muito dinheiro, ele é só um trabalho, é só uma obrigação que a gente vai lá, faz, se diverte, tem uma monetização que a gente troca por cerveja, é isso. Mas deixa eu contar uma parada que eu acho que foi o que modulou minha vida, que mudou muito. Eu tava em, pô, tava na Copa, né? Foi muito legal trabalhar na Copa. Você já fez?
Foi a primeira vez para mim.
Foi a primeira vez, cara?
Foi uma experiência absurda. Eu não tinha ideia que era tão legal.
É muito pica, mas é muita, mas é muita energia.
É, é muito, mas é uma coisa que tá o mundo inteiro lá e uma coisa de festa, é muito louco.
Mas é muito masculino, então é muito, é muito para caralho. Quando você vê, você, porra, você tá com mil de texto. Aí eu tava, eu gosto para caralho, só que teve um dia, a gente tava em Miami, acho que já era tipo assim, sei lá, terceira fase, não sei, quarto jogo, sei lá, já tava meio consolidado assim, o Brasil tava indo para as oitavas. E teve um dia de folga, e aí um brother meu, Jean, que mora em Miami, ele me ligou assim e falou, Mau, ele é americano, americano, ele mora nos Estados Unidos, ele tem grana.
Ganhando dólar. Aí ele falou, maluco, porra, tava à toa aqui, aluguei um iate. Ô louco, porque lá é barato para os cara que ganha em dólar. Para mim eu vou ter que dar um fígado. Aí a gente vem aí, fui eu, Dilopes, uns amigos.
Ah, encontrei com Dilopes lá também.
Aí quando vejo, a gente tá, mano, olha isso.
Como que você encontra com Dilopes no estádio de 60 mil, numa saída, você encontra com ele do nada?
Não é louco isso, cara? É porque é o mesmo lugar, né, onde tá a manhã do Brasil. Encontrei o rabinho, o rabinho não consegui encontrar, o rabinho andando na praia, tava algemado, fumando nicorete. Aí eu tava num iate, mano, pô, iate em Miami já é foda. Aí meus amigos ali, uns brother, comendo open food, open bar. Aí tava assistindo o jogo da Inglaterra assim, Inglaterra e Uzbequistão, sei lá pô, que tava passando. Aí eu falei, mano, tá do caralho isso daqui, mas muito legal.
Mas não é tão legal quando eu vou com meu filho comer uma pizza. Sim, é outra coisa. Do lado, eu agradecia a Deus, eu falei, cara, ainda bem que eu não acho isso tão foda quanto isso, porque senão vou ficar buscando mais isso. Isso daqui é insustentável de buscar. Aí eu olhei e falei, mano, Tá tudo certo.
Imagina como é uma pizza com Gabriel no iate.
Pois é, mas eu comprei um iate.
A gente tem que fazer esse ônibus. É, faz vontade mesmo.
Eu tive a mesma experiência lá nessa viagem. Teve uma hora que uns empresários me pegaram. Eu, cara, eu nunca vi isso. Me pegaram num jato, tava o jato do Neymar do lado, um jato que eu nunca tinha visto. E a gente chegou, sei lá, muito rápido de Nova York a Orlando, assim, com tudo esquema. Já tinha um carro preparado e tal, e fomos num melhor restaurante e tal, mas isso não me pega, cara. Então não me pega assim, tipo, eu quero ter isso.
Eu achei que me pegaria em algum momento quando eu tivesse isso. Aí quando eu tive, o Jim Carrey fala isso.
Não, eu acho do caralho ter essa experiência, do caralho. E o legal, teu amigo, eu tava com meu pai, eu falei, olha que meu pai tá vivendo isso, eu tô vivendo isso, eu acho do caralho.
Eu acho tudo do caralho, eu acho ambição algo do caralho, mas se você não tem ambição em algumas coisas, não force ter, porque às vezes você troca aquilo que você é por uma ambição projetada para você.
Tem uma galera às vezes que coloca uma ambição por causa dos outros nela, que não tem a ver nada com ela.
Assim, tem nada a ver com ela.
Então o cara, eu tenho que ter um Porsche, mas você gosta de carro? Não, não gosto, mas eu tenho que ter um Porsche.
Então aí fodeu.
Eu escutei isso de um cara aqui, ele tinha um carro assim tipo McLaren, não sei, existe McLaren para andar na rua? É, por que que você tem? Ah, porque é foda, porque não sei quem tem.
Por isso, cara, se ele quer ter, do caralho, ele construiu.
Por exemplo, a Defender era meu sonho ter uma Defender assim, tipo, cara, eu acho do caralho, é o carro. Tanto que eu tinha antes uma BMW que até era mais caro que essa, eu não curtia, cara.
Então, mas o papo aqui não é uma ódia ao fracasso, é uma ódia à sua essência, que você tem que olhar e falar assim: se o cara gosta de videogame, ele vai gastar toda a grana dele em videogame.
Eu com guitarra, você tem muito mais guitarra do que você precisa.
Achei que tocasse baixo.
Tenho também. Minha casa é lotada.
Eu gasto uma grana, cara, com mochila, com mala, sabe? Eu tenho uma obsessão de deixar a mala perfeita, mochila perfeita, o negócio de guardar equipamento perfeito.
Meu rolê é esse, cara. Eu gosto de ficar aí. Aí eu descobri assim, porra, às vezes eu tô me matando aqui para buscar uma parada que nem é meu. Aí eu falei, caralho, mano, o que eu tô fazendo?
Tem que tomar cuidado, cara. Tem que tomar cuidado.
Foi isso que mudou minha cabeça.
Porque no mundo do relógio, a gente tem no mundo perfume, eu ganho mais do que eu compro, cara, mas muito mais, porque senão você fica pobre, cara.
Então você gosta de relógio?
Gosto.
Então beleza, então você gosta de relógio, você tem uma parada com relógio, você compra um relógio.
Eu achei esse gosto esse ano, cara.
Olha isso que eu comprei.
Eu também cagava até esse ponto. Aí isso aqui, por exemplo, eu comprei esse Tissot lá na Copa, cara.
Eu não tenho pira em relógio, mas eu comprei esse porque esse aqui Tem um significado muito especial para mim. Maneiro, né? Caralho, isso aqui é o do Bizão.
Eu vi esse relógio.
Então eu tenho isso aí. Aí os cara sabe que eu gosto de relógio, fui numa feira de relógio agora, cara, que me deu um do Bob Esponja, aquele brilhando escuro. Outro me deu um que é baseado no Apocalipse Now, tá atrás, tá como se fosse uma faca, que nem—
Então tem gente que tem pira em tênis e coleciona.
Tênis já não me pega muito.
Não tem problema você ter sua pira, não tem problema você ter sua ambição. Eu acho que seu problema é quando você tá sem propósito de fazer alguma coisa e você faz porque você precisa ter, você fica meio maluco e perdido.
Mas tem muita gente que—
mas eu tava assim, eu tava só trabalhando. Não posso deixar de trabalhar, não posso deixar de ganhar, não posso deixar de fazer. Olha, mas por que que eu tô fazendo? Qual o meu objetivo, cara? Dinheiro, que bom, tô bem, mano.
Mas você coloca alguns limites assim de grana? Se eu ganhar tanto, enquanto eu ganhar tanto, cara, boa.
Eu mudei minha cabeça agora para eu Eu preciso de tempo de qualidade.
Como você faz isso?
Tirando algumas coisas.
Sábado e domingo você não consegue?
Domingo eu não faço show.
Sábado você faz?
Faço.
Mas já teve época de fazer, né, Maurício?
Fiz muito. Mas tu há 20 anos fazia de segunda a segunda.
Mas eu faço mais porque era segunda a segunda, não era?
Tá falando com Afonso esses dias, eu fui jantar com ele, é um puta cara legal, né? Aí eu fui jantar com ele, a gente tava falando assim, cara, para pensar, a gente tá 20 anos sem parar de viajar. Eu tô a 20, o Afonso deve estar 16, mas sem parar, assim, 20 anos sem parar de todo fim de semana e tal. Eu fico olhando para os Titãs, esses cara, mano.
Até comentei com Maurício na semana passada que a gente se encontrou, que eu vi que o Taylor Hawkins, que foi o baterista do Foo Fighters, eu acho que ele morreu por causa de overdose, né, por conta de estar extasiado de fazer um show atrás do outro, que eles tinham feito, eles estavam fazendo uma turnê muito longa, e aí até acho 20 dias de um gap assim. Aí o Dave Grohl falou, show na Austrália. Aí o cara, não, pô. Aí morreu no hotel, tá ligado?
Você não entende, né?
Porque não falta dinheiro, não falta fama, não falta nada, tá ligado?
Nada, cara.
É assim, negócio do Ipatinga, né? O que, o que, o que, Ipatinga? Não, o que fodeu não foi nem, não foi nem fazer show.
Eu tô ligado, cara.
Sabe o que é foda? Eu vou te falar o que é foda.
Eu já peguei exatamente no Ipatinga baratinho, mas numa cidade assim, num quarto— o problema é o quarto do hotel, que é parecido com tantos outros quartos que você acorda à noite, você erra a porta do banheiro.
O problema é o quarto do hotel, que pode ser em qualquer cidade do mundo, que você tá lá, porque assim, às vezes você faz show, você acorda numa cidade, aí você fala assim, caralho, o voo é só 3 da tarde no dia seguinte. Não é white people problem, tô falando assim, como é que a vida da gente Eu sei que muita gente adoraria ter sonho, eu tenho, eu amo, eu sou muito grato ao que eu tenho, mas tem um momento que você olha e fala assim, caralho, velho, eu não voltei para casa faz 70 dias. E eu só—
filho tá barbado quando você vê.
70 dias fora, é isso mesmo, a conta é 70 dias fora de casa.
Os cara que iam na guerra e voltava depois.
Aí de repente você tá 70 dias fora de casa e fala assim, mas caralho, eu só quero voltar para casa, não importa onde eu esteja. Aí você tá num quarto de hotel que tá, mano, você tem uma— assistiu Odisseia, mano? Eu tretei, eu quase saí na mão. Essa história é muito engraçada, não é engraçada, mas é uma história que eu já contei, eu acho que para você, do dia que eu quase saí na mão na Lego em Nova York.
Como assim, cara?
Eu não te contei essa história?
Que aleatório, mano.
Eu tava, porra, 50 dias, pensa assim, eu já tava 50 dias de Copa, certo? Pós-Angola, pós-show. Pós-de-patinho. Eu já tava 70 dias fora de casa, esse era o período, tá? Aí eu tava na Copa, tava tudo muito legal e tal, e o Brasil foi eliminado. Aí já começa, e é muito louco, o Brasil é eliminado, todos seus amigos vão embora. Eu tive que ficar porque eu tava com a Record, então eu tive que ficar mais 2 semanas. Não tem mais brasileiro, você anda, Brasil, não tem, não tem, todo mundo foi embora.
Argentino para caralho.
E o pior de tudo é, você tá na Copa, só que você entra na internet, ninguém mais tá falando da Copa. Galera tá falando do Neymar tá jogando no Santos, eleição, eleição. O Neymar não tá na Copa e eu tô, tá ligado? Aí eu tava lá meio caralho, que que eu vou fazer aqui?
Todo mundo foi embora.
Aí eu tava na Nova York, era, mano, tava quase naquela Lego de Nova York, se é que eu tô pensando.
É Times Square, grande. E a Times Square, para quem não sabe assim, nunca foi, eu sei que tu não tem a vontade de ir para lá, mas é meio um Largo da Lago da Batata.
Coloca aí o Lago da Batata, que é o Times Square.
É um Lago da Batata premium, com telão de LED.
Tem os bichinhos lá, os cara fantasiado pra caramba, andando.
É um policial que tá puto com você, sirene tá tocando, Pikachu enchendo o saco, os cara fazendo desenho. O cara te encostando e tava vendendo CD de rap, CD de rap, chamando para o stand-up, né? O cara cheirando uma cubana vomitando. É isso, é isso mesmo, é uma loucura. O Homem-Aranha botando a cabeça, é isso.
Não, eu fui de truck do Halal, Nova York, eu pedi o Times Square, o cara me coloca o Lago da Batata.
Não, mas é o Lago da Batata no sentido de não de estrutura, mas no sentido de movimentação. É uma 25 de Março, vou botar assim, é uma galera para caralho e tal. Eu já tava ali, acho que era meu 40º dia ali. Aí tava calor de 45 graus, tava um calor lá, mano. Rio, só a gente pegou 45, eu acho, calor do caralho. E é um calor de recorde de calor lá, calor do caralho, diferente.
Parece que o sol tá mais perto.
E eu com a roupa da Record, que a Record ela não faz aquelas roupa de, é roupa de repórter, que aquela roupa tergal, sei lá, polo e calça. Eu tava muito estressado assim, virou o Regis Rezin da Times Square andando para cá procurando um brasileiro. Enfim, a galera me conta, pô, ó, para os 58 foi pegar essas porra, você vê que tava sem brasileiro. Aí minha família tava comigo esse momento assim, foi um momento assim tipo últimos 2 dias da minha família ali comigo.
Aí eu tava andando ali pela Times Square assim, e aquela coisa, meu amor, o Gabriel quer almoçar. Eu, caralho, tem que ainda escolher o almoço, tem que gravar com a porra do Sósia do Haaland, e o Gabriel quer almoçar. Sabe, você toma MM, come, não coma MM verde, puta que pariu! Sabe, você tá estressado, dia de fúria, saquinho, a maioria verde. É, papai não come verde. Filha da puta! Aí ele quer $80, o caralho. Eu tô andando aí para eu me desestressar, eu entrei na Lego para desistir.
O nível, o cara desestressa, viu, do corpo a caralho e muito estímulo, criança pulando, porque ela tava com ar-condicionado, é, bombando, torando. Eu entrei na Lego assim, eu falei, mano, caralho, preciso dar uma relaxada aqui porque tá foda, estressado e tal. Aí a Emily, mal, ela tava bebendo um um café. Ela falou, joga fora para mim. Sei lá, que tava estressado. Peguei o café, fui jogar fora. Onde é que tem lixeira? Não sei onde é que tem lixeira nessa porra.
Eu peguei e joguei no lixo ali. Aí eu fui embora. Aí no que eu tô voltando, eu olho para frente assim, tem uma mexicana apontando o dedo para mim assim. Aí eu, perdão? Ela falou, você furou a fila.
Furou a fila do quê?
Aí eu falei, furei a fila do quê? Ela, a fila que eu estava. Eu falei, mas essa fila é para comprar. Não fui comprar, eu entrei para jogar fora ali no lixo. Aí ela olhou para mim e falou assim, é, mas você não me pediu permissão para passar na minha frente. Eu não sei se a cultura deles é diferente da minha, só sei que eu fiquei meio estressado com aquilo e tal. Aí o marido dela, até então tava um papo legal, tava meio, você é um merda.
E eu, tá, sou, sou, sorry. Aí do lado chegou o marido dela, mano, mexicano. Mexicano não é alto, vamos lembrar disso. Fosse um sueco, eu ia falar sorry, cara.
Você viu? Você sabia que era sueco ou sueca pelo tamanho, sacou? Os cara andando tudo assim.
Norueguês eu já peço desculpa. Norueguês eu peço desculpa antes de começar. Sorry, sir, desculpa, como lixo, sei lá. Mexicano do meu tamanho, ele olhou para mim e falou Tipo assim, estás enfermo? Eu deduzo que enfermo é ruim. Ele não tá falando você tá precisando de ajuda. Ele falou meio tipo você é mongo. Por isso que ele quis dizer você é doente. Aí eu, como é que é? Ele, enfermo.
E você falou em português ou em portunhol?
Ah, meu irmão, não sei.
Meteu, mano.
Eu olhei e falei, como é que é, mano? Aí virou Libertadores, cara mexicano, México contra Liga pro Ice, ameaça aí.
Quer que eu ligue aqui?
Pera aí, vamos ver se você consegue.
Engraçado, né, ela falando que tu ultrapassou uma fronteira, né? Engraçado isso.
Não, só sei que eu cheguei na hora, mano, juro. Acho que foi o cúmulo da vez que eu fiz.
Foi um dia de fúria, tá ligado?
Como é que é, seu filho da puta, vai tomar no seu cu, seu mexicano do caralho. Comecei a falar assim, mano, puto, olhando pro mexicano assim, puto. E eu percebi que eu passei do tom, porque quem me separou da briga. Não, foi um boneco da Lego. Sabe, Vilela?
Foi um homem de ferro. Juro por Deus. Não, não.
Ai, eu queria ter visto um boneco azul da Lego me separando para eu não bater no mexicano.
O Sonic.
E aí É maravilhosa essa cena, mano, ele separando assim. E aí ele chegou no meu ouvido e falou, calma, irmão. Ele era o outro latino e ele percebeu assim, mano, latino quando se junta, mano, os cara vão se matar na Lego, mano. Eu vou ajudar, mano. O cara do— aí o boneco da Lego, calma, irmão, calma, irmão. Aí eu olhei e falei, mano, passei do limite aqui, velho.
Você vê, está rolando e as peças do Lego Tudo voando.
Aí eu falei, eu falei para você, aí eu falei, cara, tipo, americano ele provoca a ira dos latino, mano, todo o entorno. Por isso que os mexicanos tão puto, mano. Foi foda, eu ia brigar na Lego, mano, se não fosse o boneco da Lego. Que merda!
Mas é uma coisa da Record, né? Que você tava preso na Copa da Record.
Tem uma amiga minha, a Japa, mano, ela sabe dessa história, ela tava lá. Me separou. Eu falei, caralho, que doideira, velho! Nunca fiz isso, cara. Mas é porque era mexicano.
E aí pediu desculpa, saiu?
Que desculpa?
Só saiu, mano.
O cara me separou. Eu ainda, aí com moleque na Lego, ainda cresci mais.
Ah, vai tomar no seu cu, te deixo em pedaços!
Aí ele desceu assim, ainda bem que você tá indo embora. Me senti foda. Aí ele foi embora. Aí a Emily olhou para mim Ele falou, precisa disso. Eu falei, a culpa é sua que você mandou jogar fora essa porra desse café. Brigamos de novo, veio uma merda.
Mas cara, Copa é isso, velho.
Aí você parou você aí, né?
Copa é isso. É porque você tá na testosterona do porrada, ei, Noruega vai tomar no cu! E ele também tava no, ei, Uzbequistão! Os dois estão com testosterona alta, os dois estão putos, se encontrou é porrada, mano. Ficamos loucos, você viu, você viu lá. É foda, é muito massa. A Copa é muito massa.
Eu fui capaz, cara, de deixar as malas com uma desconhecida lá, velho.
Caralho!
Uma mina que da internet falou assim, cara, você tá vindo pra cá? Queria te conhecer, minha família te adora, não sei o quê. Eu falei assim, então você vai me ajudar, porque eu perdi o voo, vou chegar em cima da hora, não dá tempo de chegar no estádio. Você vai, consegue ir no aeroporto, você fica com minhas malas, me leva até o estádio. Eu falo, mas eu não sei dirigir direito e tal. Fala, então pega o Uber e não sei o quê. Ela ficou com minhas malas, eu peguei depois a mala com ela. E à noite eu tava lá no bar lá.
Tava no bar comigo, mano.
Maneiro.
Mas é, a Copa, ela— eu fiz um vídeo também na Copa que muita gente compartilhou, porque é verdade. É que você tava no esquema muito patrão. É, mas a Copa na verdade é muito louco, é uma união de brother.
Mas é.
E aí você vai para lá, tipo assim, do nada você tá, você volta 30 anos, os cara mais rico do Brasil estão lá mochilão, dormindo. Eu até fiz a piada, o cara tá dormindo com com a mochila, com uma IPA, todo mundo fodido. E o cara volta para 30 anos atrás e não tem uma mulher falando, nossa, a gente vai tomar banho. Tipo, é um bando de cara, velho.
Parece que o que a política separa é a Copa une, né?
Não, única, muito incrível.
É muito legal esse sentido.
Entrada do jogo de futebol é a coisa mais legal do mundo, cara. Você vai encontrando a galera e todo mundo bebendo, festejando e tal.
O entorno E é por isso que eu acho que o futebol feminino ele não bombou ainda no Brasil, porque eu acho que as mulheres não se permitem, entendo os motivos, mas as mulheres não se permitem ser tão idiotas quanto os homens são. Porque a gente é muito idiota. A Copa masculina é um bando de idiota que pinta a barriga com a bandeira do Japão, é um bando de idiota.
A gente zoa nos escoceses saia e levantava a saia, umas coisas Não tem umas mina fazendo na Times Square?
As mina tão falando porque a Marta ganha menos que o Neymar. É chato.
Ninguém quer ouvir isso.
Ninguém quer ouvir isso. Falta ser idiota para melhorar o futebol feminino. Falta idiotice no futebol feminino. As mina tem que fazer, e os cara sabe fazer espetáculo lá, cara.
Antes do jogo, as músicas, toda apresentação, contagem regressiva.
É que você não foi na Copa do Catar, mano.
Putz, eu queria ter ido.
A Copa do Catar foi a melhor Copa. Do lado, mano. Você atravessava a rua, via quarta de final.
Falou que você conseguia assistir 2 jogos no mesmo dia, né?
Teve um cara lá, acho que o— não sei quem é que fez, viu todos os jogos.
Ah, eu ouvi falar isso aí.
Ele viu todos porque era do lado. Lá não, lá você tinha que ir para Dallas para ver um outro jogo.
Agora, uma coisa que é louca é no de Miami que tem ar-condicionado. Não, de Houston, né, cara? Calor absurdo lá fora. Eu falei, meu, vai ser horrível assistir essa partida. 2 da tarde não vai aguentar, cara. Lá dentro parecia Tava dentro de um escritório adorando o ar.
Las Vegas tem um estádio da NFL que tem também, mas acho que lá não teve jogo da Copa. Teve jogo em Las Vegas?
Não, né?
Não, Las Vegas não.
Foi esse de Houston que era ar-condicionado?
Brasil-Japão, mano.
Do Dallas Cowboys acho que é climatizado também.
Mas climatizado você pensa que é um ventinho, não é gelado, é friozinho, mano.
Mas fora tava um calor do caralho assim, mano. Tava, você pegou também aí? Houston é muito quente, né?
Muito, muito quente.
Parecendo papo de 3 bilionários, assim, à tarde.
Nossa, eu vou falar para você, você precisa falar com a mãe. Mas China também tava.
China vocês não foram ainda?
China eu quero ir. Eu vou fazer com 3 continentes, estão buscando patrocínio. Se tiver um, porque a gente foi para Angola, mas tu detonou. Porra, velho. Não, falei que já que é carro de cara que é de família.
Esse é o outro também. Que carro que você tem, diretor?
Sandeiro, fezes, carro de pobre, Uber.
Quem Sandero trai?
Sandero não trai, não trai, né? Sandero não trai. Sandero é carro de Uber, mano.
O cara não consegue nem chegar na casa da mulher.
É, não, coitado do cara.
O cara perfurou o pulmão, cara.
Quem?
Perfurou o pulmão, quebrou a costela.
Quer ver carro de quem trai? Vamos lá, vamos pensar aqui. Moto, moto, tipo a dele é de moto. Você tem moto de quem trai?
Harley-Davidson. É, eu vendi, né?
Não, Harley-Davidson na verdade é o cara que tá triste, o cara tá broxa, cabelo começou a cair, cabelo, eu preciso liberdade, essas merda.
O que cai é o que trai, esportiva, né?
Moto esportiva, BMW. BMW é moto de quem trai. Carro de quem trai, vamos lá, eu acho que qualquer Porsche. Porsche é bacana, mano. Depende, viu?
Tem umas BMW mais de tiozão.
Eu acho que é esportiva assim, tipo uma M5, uma M2, que ela tá comendo todo mundo.
É carro que, aliás, é uma merda isso, né? Porque os Estados Unidos, né, que pô, a gente tava lá, os carros lá tá muito barato, né? Então assim, a gente pegou uma Cybertruck lá. Então você era o bosta, galera olha para mim, não, nem normal, galera, você fala, chegou Chegou o latino, chegou o latino. É isso que acontece. Então assim, os cara lá não pega a gente, mas quem é impressionado, cara, é muito foda.
Já peguei negócio de ir sozinho, você fala, não é nesse nível.
Você não viu o vídeo que eu fiz do cemitério da Tesla?
Então, mas o seu não era Cybertruck, era outro. Não, mas poderia fazer no Cybertruck porque ele também tem sensor, ele dirigia sozinho também.
Animal, velho, é bizarro. Você pode ir lá, coloca, vai tomar Você pega o carro e você pode fazer o seguinte: você tá saindo do restaurante, pede para ele te buscar, o carro vem te buscar, você entra no carro e vai embora.
Não, para abastecer ele estaciona até na vaguinha que tá livre, ele procura qual que não tá lá, estaciona, é só você pegar lá e colocar o cabo nele.
E o carro que eu tava, ele tinha modos, tipo assim, também, tipo, só que era, devia ser outros nomes, porque eu dirigia só no modo Mad Max. Mad Max tinha também, que é o modo Mad Max, que é Ele é esperto, ele vai, ele atropela imigrante, ele vai batendo. O cara vai seguir. É isso aí, tio.
Quero, você tava com mais pressa. O normal, não lembro como era o normal.
Talvez uma puta loucura, né?
Você tá dirigindo, meu pai, meu pai, filho, segura. Eu falei, cara, relaxa, eu confio mais nele do que em mim. Você fica lá, só não pode ficar olhando muito para o lado que ele fica pedindo para você ter atenção no negócio.
Esse ano em maio eu peguei a estrada de Los Angeles para San Francisco. Aí tô dirigindo aqui, tava numa picape, né? E aí eu olhei para o lado, mano, tinha um Tesla também. O motorista tava assim, ó.
Mas ele colocou então uma cabecinha lá para enganar.
O cara tava assim. Aí eu fiquei olhando, falei, caralho, mano, eu vou avisar alguma polícia, não é possível, esse cara vai bater, velho. E o cara foi, mano, maior tempo. Aí uma vez ou outra ele fazia assim, ó.
É, então, mas tem um sensor que não deixa fazer isso. Só que os cara tá colocando uma cabecinha que simula a tua cabeça aqui, aí você pode fazer o que quiser que o carro não vai bater.
Que é interessante assim, eu acho uma merda. Tem coisa de tecnologia que eu sou muito contra, tá ligado? Eu não gosto. Mas por exemplo, isso, tipo sensor de auxiliar de faixa, vai tomar no cu, a gente não faz nada. Anda de ônibus então, já que você não quer fazer porra nenhuma, pô, vai se foder. Às vezes tu quer cortar alguém sem dar certo, o carro fica volante voltando. Vai tomar no cu, tem que dar certo toda hora.
Isso é uma coisa que no futuro a galera vai achar estranho, que a gente dirigir, vocês dirigir, vocês mesmo dirigir um carro de uma tonelada, não sei o quê, que absurdo isso.
Eu não curto não, mano, muita tecnologia em excesso eu acho fez.
Eu chegava lá, eu colocava lá, vai para o shopping, ele ia sozinho.
Você gosta de tecnologia? Eu tenho meio medinho. Assim, eu fico meio noiado assim. Sabe uma coisa que eu fico noiado assim?
A gente fica jogando todas as informações para o ChatGPT, a ponto daqui a pouco, na guerra contra os robôs, eu acho que eu vou ser um traidor, cara.
Você vai fazer o quê?
Tá do lado dos robôs, cara.
Tá louco!
Se você mandar para o ChatGPT agora assim, para o teu chat assim, dependendo das coisas que você já perguntou ele aí, tipo, caminhei meia hora hoje em jejum, quantas calorias eu gastei? Pô, ele sabe o teu peso, sabe a tua altura, é uma merda, mano.
E outra, você acha que ele não faz uma leitura? Sei lá, ele fica meio pensando assim, não que ele fica pensando, mas tipo assim, você perguntou qual dica de balada você tem, aí passa 2 dias, você fala me fala de remédio para gravidez, ele já começa a entender.
Então assim, mano, esse filho da puta tá engravidando já, já começa a parecer o Boston Medical Group no teu feed do Instagram.
Como é que eu faço pão? Aí ele fala, ó, antes use sozinha. Ele vai entendendo para onde você tá indo e ele sabe tudo seu. E quer ver, me empresta o seu ChatGPT, deixa eu ver se dá para fazer um negócio.
Caralho, deixa eu ligar o celular aqui.
Desliguei. É, eu vou, posso fazer um teste?
Claro, deixa eu só ligar.
Você tem noção que eu posso saber tudo da vida do Igor através do ChatGPT? Eu perguntar as coisas que ele, o ChatGPT vai me confidenciar coisas suas.
Será?
Você acha que não?
Acho que sim.
E não é uma merda isso? Uma merda, porque é muito— eu vou roubar o Igor, cara, o cara que rouba o celular, ele fica ouvindo pelo ChatGPT quanto o cara tá ganhando. Qual que é a senha dele?
Qual é a rotina dele? Que hora que ele sai? Que hora que ele volta? A senha ele vai saber? Vai, né?
Não, dependendo, sei lá, senha não, mas dependendo da rotina. Eu sei onde ele estuda, sei se ele tem depressão, eu sei se ele tem depressão, mas Ele fica conversando com ChatGPT sobre isso.
Qual o nome dessa música do Alice in Chains? Assim, depressão, certeza que tem.
Exato. Deixa eu ver se sai alguma coisa. Testar. De acordo com as nossas interações aqui, como é que tá minha vida sexual?
Deixa eu pensar. Eu não tenho informação suficiente para dizer confiavelmente Como tá a sua vida sexual? O que eu lembro é que teve algo com a—
Cala a boca!
Fica quieto, Jota! Eu lembro o que aconteceu com a pé, cara.
Maravilhoso isso, velho! Ó as ideias do show dele já agora.
Esse é meu show, surto coletivo. Esportivo todo sábado, ó, setembro 12, 19, 26 de setembro.
Caralho, que medo, velho!
Eu fico buscando, porque pode perguntar qualquer coisa.
Exato.
Quando foi a última vez que ele broxou?
Vamos lá, posso ver aqui mais coisa sua?
Eu nunca broxei, nunca broxei, juro por Deus, nunca broxei.
De acordo com as nossas interações aqui, qual que é o meu maior medo?
Olhando o que você já trouxe aqui Parece menos uma coisa específica e mais um pano de fundo. Perder relevância de não ser visto ou valorizado, seja na carreira, nos relacionamentos, ou até na sua própria autoimagem. Isso aparece meio que em camadas, não como uma coisa só.
O chat é muito genérico também, né? Parece horóscopo essa porra.
Não, mas percebemos aí que o Igor tá Você acha que as minhas imitações têm me confundido?
Pode ser que você esteja usando as imitações meio como um escudo, sabe? Tipo, se divertir, performar, mas também evitando ficar vulnerável como você mesmo. Isso não é ruim por si só, mas pode confundir entendi quando o personagem começa a engolir o Igor.
Tipo, quando o cara tá me dizendo como tem que viver só como personagem.
Qual imitação, qual imitação você acha que eu mais fiquei obsessivo para melhorar, para, né, render bem?
Eu não cravaria uma única imitação. Mas o padrão é claro, aquela que te dá aplauso mais rápido, porque essa tende a sugar mais energia.
Nunca falei com o Shark sobre imitação.
Não, ela tá procurando, será?
A gente pode explorar o que cada imitação te dá, tipo em termos de sensação.
Tá bom, tá bom, vai tomar no seu cu. Ah, ok, ok.
Tomou no cu já.
Mas é muito louco isso, né? Imagina que você tem um acesso a tudo seu, velho. Tudo, tudo, tudo. Então assim, se eu sou uma mulher manipuladora que estou namorando você, eu não quero mais ver o Instagram. Eu quero saber o que que eu tenho que falar para você para convencer você ir no Réveillon para Orlando comigo. Que que eu tenho que falar, sabe assim? Você vai descobrir. Foda. Aí, pronto, buguei o mundo. Valeu, gente, tchau. E com essa a gente encerra.
Fala, Romero, que que o povo quer saber?
Vamos lá, a primeira pergunta aqui é do Lucas Andrade. Ele pergunta para o Maurício: olhando para o começo da sua carreira e para o profissional que você se tornou hoje, em que momento você percebeu que o humor deixou de ser uma tentativa e passou a ser uma profissão?
Eu acho que quando você Vou te mijar rápido.
Vai lá, vai lá.
Caralho, ninguém quer ver menstruação. Ele vai embora, tudo. Vai lá, vai lá, vai lá. O cara vai ligar para mina. Eu acho que ele vira uma profissão quando você começa a estabelecer métodos de uma profissão. Acho que você vai entender porque você também já foi comediante. Eu acho que as pessoas elas confundem muito assim, ah, é só subir no palco e contar umas gracinhas, seu trabalho é fácil. Quando as pessoas começam a entender que é um trabalho, né, eu acho que a comédia é um trabalho de alta performance, como é outro trabalho de alta performance.
Quando você começa a criar método para fazer a coisa acontecer, eu acho que você liga teu cérebro nesse lugar de profissão mesmo, e não um lugar de, ah, vou lá me divertir. Então, por exemplo, quando eu vou encontrar você para tomar uma cerveja, eu não tô pensando em render, eu tô pensando em encontrar você para tomar uma cerveja. Agora, se eu tô pensando em encontrar você e tenho a disciplina de te encontrar, o caralho. Eu tô formulando na minha cabeça que isso daí é uma coisa mais importante ou mais burocrática do que simplesmente encontrar.
Então, onde eu quero chegar com isso? Eu acho que quando eu comecei a fazer stand-up, a primeira vez que você faz stand-up, você faz meio que: será que eu sei fazer? Aí você faz, aí você olha e fala: puta, tem coisas boas e tem coisas ruins na minha performance. 2, vou vou aprimorar. Aí você faz. Aí quando você fala, puta que pariu, agora eu criei um método. Eu sento, eu escrevo, eu faço show, eu mudo. Eu sento, eu escrevo, eu faço show e mudo.
Eu acho que ali você começa a ligar na sua cabeça que aquilo começa a ser uma profissão. Não é porque muita gente poderia responder assim, ah, quando começa a ganhar o meu primeiro dinheiro. Não acho que é isso. Você pode ganhar dinheiro com uma coisa empírica, aleatória. Agora, quando você modula tua cabeça para é isso que eu quero acertar, isso que eu quero resolver, isso que eu quero ter disciplina. Eu acho que quando você transforma isso em profissão, que é igual eu tava entrevistando hoje, entrevistei aquele Três Irmãos Podcast, os meninos, gente boa, né?
Tava entrevistando eles, eles falaram assim, pô, eu me divertia mais quando o podcast era tipo uma bosta, que não tinha 3 pessoas vendo. É porque não é um trabalho, é só diversão. Então a primeira vez que você subiu no palco, você não pensou em fazer como profissão stand-up, você pensou em, cara, será que sei fazer isso? A segunda vez foi, cara, quero melhorar algumas coisas. De repente você tá pensando assim, cara, eu quero que isso vire algo na minha vida sério.
Eu acho que esse é o momento que você liga a chave, que é quando você fala, cara, talvez se eu tiver bons resultados aqui eu possa me tornar profissional disso.
Acho que para mim Engraçado que você falou isso, que eles tenham respondido isso, porque para mim eu já virei várias chaves, várias profissões, né? E para mim o começo nunca era prazeroso pelo começo, porque o legal era imaginar onde eu podia chegar. O sonho do que eu imaginava quando eu tava fazendo aquilo no começo, eu lembro até agora, era uma coisa tão legal.
Falar, cara, mas você pensava já em fazer o seu primeiro cenário pensando que você viveria disso? Eu nunca pensei Eu nunca pensei. Eu subi para fazer meu primeiro stand-up pensando assim.
É porque quando eu comecei já tinha uma, já tinha uma, uma, você começou antes do que eu.
Não, o meu comecei era um bando de ator, era todo mundo ator, eu não era ator. Então eu falei assim, cara, acho tão legal.
E mas eu não tô falando nem só da comédia, tô falando de desenho mesmo. Falei, cara, imagina um dia eu desenhar o Batman. E eu, e cara, isso eu viajava, e o lance de eu pensar em desenhar o Batman era o que me movia. Imagina eu lotar um teatro.
Jura? Eu não tinha isso.
Eu tinha, cara. Eu ia nos lugares assim e fala, cara, um dia eu quero fazer show aqui. Não, imagina, eu fui assistir, sei lá, um show do Danilo no Renascença, aquele lugar, Frey Caneca. Pô, imagina fazer um show aqui um dia. Isso me movia.
Nossa, para mim não chegava nem perto de eu pensar nessa possibilidade.
E quando eu comecei a fazer o podcast, a mesma coisa. Pô, imagina um dia que eu tiver fazendo podcast e ter muita gente assistindo, e é legal, e discutir.
Você projetou então?
Eu sempre projeto.
O meu é o contrário, eu acho, eu projeto.
Então esse projeto é mais legal do que quando acontece, porque você projeta tanto, quando acontece você tá também no negócio de, pô, já tô fazendo.
O meu é o contrário, o meu é eu sempre começo no prazer, e aí quando eu projeto para fazer um negócio legal, que aí eu ligo o meu cérebro para fazer a coisa.
Para mim o começo nunca é prazeroso, é muito trabalho, é muito, fica prazeroso agora que tipo Tipo, cara, tá tudo dando certo e não sei o quê.
O meu começo sempre é prazeroso.
E se eu descubro prazer naquilo que eu falo, cara, não é prazeroso, mas tem muita dor, né, cara? Você não consegue ganhar dinheiro, é difícil, certo?
Mas aí eu já liguei o meu cérebro que eu quero fazer isso da minha vida. Então pensa assim, pensa assim, eu tô trabalhando como publicitário, essa é a minha vida, esse é meu trabalho das 9 às 6, tô lá todo dia. Aí de repente eu olho e falo assim, cara, eu tenho uns textos aqui que eu acho que é engraçado. Vou tentar, vou subir no palco, vou subir no palco para ver qual que é.
É divertido para caralho, divertido para caralho.
Não é meu, não tenho nada para perder. Errado, se der errado foi uma experiência, porque eu não vou falar não por uma experiência. Aí você vai encher a cara de cachaça, sobe no palco a primeira vez, você fica nervoso, você vai, a galera ri. Aí você fala: legal isso, legal isso daqui, quero fazer de novo. Mas não pensando: quero fazer de novo porque em 6 meses eu tenho que pagar aluguel. Não, eu quero vai fazer de novo. Aí você vai de novo, porra, legal isso daqui.
Aí terceira vez você já fala assim, cara, o que que eu posso melhorar do primeiro que eu fiz, que agora eu não tô executando bem? Vou tentar desse jeito aqui. Deu bom de novo. Aí você começa a pensar, será que eu consigo viver disso? Aí você começa a ligar. Mas a primeira vez, segunda vez, terceira vez foi só tipo divertido.
Essas primeiras você nem sabe se vai conseguir.
É o que eu tô falando, mas para mim foi Eu acho que quando doeu para caramba, a primeira vez que eu descobri que eu poderia viver disso foi quando me ofereceram um cachê. Foi isso, agora que veio a resposta. Quando me ofereceram um cachê para fazer show em Jundiaí, que tinha uma, acho que o Tortorelli fazia uma noite em Jundiaí, alguma coisa assim.
Pode ser.
E eu só me divertia fazendo stand-up. Aí um cara falou, acho que foi Tortorelli, falou, velho, você topa ir lá abrir o show para gente? Tem um cachê. Eu falei, caralho, cachê, vou ganhar dinheiro fazer essa merda. Outra cidade, aí fui lá, fiz, galera riu também. Eu falei, mano, se essa merda virar uma rotina, será que dá? Só que eu nunca imaginei chegar onde eu cheguei, nunca, nunca. Eu nunca imaginei chegar onde eu poderia chegar e tal.
Aí conforme você vai evoluindo, você vai abrindo as portas para, por exemplo, nesse momento eu nem imagino que eu vou ser o maior sucesso dos Estados Unidos. Pode ser que eu seja, pode ser que não, mas nesse momento eu não imagino isso, eu não botei minha cabeça ligada nisso. Aí eu começo a ir para os Estados Unidos, começa a fazer, as pessoas começam a gostar, inevitavelmente você começa a criar isso daí. Mas na minha cabeça não tá que eu vou lotar o Madison Square Garden, nem tem isso na minha cabeça.
Que doido! É, eu, você já tem na tua cabeça que você vai lotar o Madison Square Garden?
Eu, por exemplo, quando falei, quando eu comecei a fazer podcast, falei, um dia eu vou ser o maior podcast do Brasil e vou trabalhar para isso obsessivamente.
Na minha cabeça, tá, curte o momento, vai lá, se diverte, vai fazendo. Uma hora você vai gostar e uma hora você vai transformar isso em alguma coisa.
De tudo que eu fiz, cara, eu acho que a comédia é o que é mais ingrata assim nesse sentido de dias bons, dias ruins, dias bons, dias ruins. Porque aqui é difícil ter dia ruim assim, pô, você que escolhe o convidado. Não, mas mesmo assim, cara, a história é para contar, tipo, o stand-up Foda, cara. É o livro lá do Steve Martin, Steve Martin, cara. O cara saía, fazia um show, arrebentava, fazia na mesma rua, no outro lugar, e ninguém dava risada. E fala, cara, por que essa merda?
Por isso que não faz sentido.
Você nunca tá satisfeito, cara. Você tá sempre perseguindo uma coisa.
Comediante ser egocêntrico não faz o menor sentido, porque você lida com frustração um tempão.
Na semana seguinte você é frustrado. Fala, caralho, essa piada eu tinha certeza que ia funcionar, olha que bosta. Mas eu acho que Ou então você vai, acha que vai arrebentar, você vê o show do outro cara, fala, meu, isso, olha o que o cara fez, velho.
O que eu faço na minha cabeça, para não falar que eu tenho uma projeção, eu coloco metas, mas eu não coloco destino final.
Dá um exemplo de uma meta, não é em relação a—
vou lotar um teatro.
Ah, tá, é o que fazia.
Aí você lota o teatro, você fala assim, caralho, vou agora, meu próximo objetivo é fazer duas sessões. Você faz duas sessões.
Mas você não tinha objetivo de falar, vou escrever um show a cada 2 anos, um show a cada um?
Não, você vai, eu vou indo conforme eu vou sentindo aonde eu tô pisando. Porque senão eu ia pensar assim, primeiro show, caralho, vou mudar a história da comédia. Caralho, daqui para cá, nossa, é quase como você se perde nesse caminho. Então eu preferi, em vez de fazer daqui para cá, pontinho por pontinho, pontinho por pontinho. Meu primeiro objetivo, por exemplo, eu sei ganhar o Oscar. A questão é, será que eu quero? Porque eu sei ganhar o Oscar, você também sabe, tu não sabe.
Primeira coisa, eu tenho que ir para os Estados Unidos. Segunda coisa, tem que fazer um curso. Não tô falando que eu vou ganhar, eu sei como ganha, certo? Caminho, caminho não é esse, sei lá, tem que emprestar o Lulu para algum diretor, porque senão eu sei o caminho, óbvio. Que o cara do Brasil pode ganhar, mas eu quero ser um cara que ganhou Oscar, eu sei que eu preciso ir para os Estados Unidos. E nos Estados Unidos eu preciso fazer um curso, sei lá, nesse curso, todo caminho que você já faz, talvez eu vou conhecer pessoas que eu vou sentar para criar coisa junto.
Criando coisa junto, eu vou me foder em 10, 3 filmes, 15 filmes, até eu ficar amigo de não sei quem que vai me levar para não sei aonde. Você vai criando um caminho. Quanto tempo vai durar isso? 48 anos. Aí eu tô disposto a isso, aí você vai descobrindo. Mas você sabe o caminho que você vai fazer. Só que eu não ponho assim, ah, se escrever vou ganhar um Oscar.
Por exemplo, CQC na tua vida era um objetivo, virou, virou em algum momento.
Em algum momento sim, era um dos objetivos que eu tinha, era uma das metas.
Os cara tão CQC, tão enchendo show. Se eu for no CQC, eu consigo levar mais gente para o show. É isso aí, é o que eu pensava também.
Então, mas eu não comecei fazendo o show de stand-up pensando em, caralho, vou ter um programa na Globo Globo. Não, fazer, vou fazer o stand-up, que isso daqui é muito divertido, isso daqui vai me levar para um lugar.
Outra coisa, a gente não falou sobre isso, experiência de ter um programa na Globo, como que é?
Do caralho!
Como que é o convite? Como é fácil?
Tipo assim, que é um sonho, tipo, você parabenizar.
Mas como que é?
Eu acho que tem uma parada que tem muito mais expectativa do lado de pessoas que não estão fazendo parte do bagulho do que quem de fato tá na história.
Você, qual que era a tua expectativa aqui?
Eu tinha Porque quando me chamam para ir para Globo, não é que me chamaram, Maurício, você vai ter um contrato com a Globo, fica aqui na grade. Não, foi bem simples. Foi por isso que eu acho que o projeto da Globo, ele foi muito maior do que foi a nossa expectativa com ele. As pessoas fizeram uma expectativa muito maior do que a gente, os elementos que estavam envolvidos na história, porque chamaram a gente para fazer um programa de férias só.
Então, para mim, tudo foi uma grande conquista. Porque primeiro que me ligaram assim, acho que foi em novembro, não, setembro, para fazer um piloto para botar, para estar pronto em novembro. Então um dia a Patrícia, que é a diretora de núcleo da Globo, me ligou, que é setembro, final de setembro. Porra, caralho, a gente quer fazer um programa de comédia com comediante stand-up que não seja stand-up. Tinha essa condição, mas com coisas de interação e tal.
E como eu sou um cara, Maurício, eu faço muita coisa de interação para tentar juntar uma galera para a gente fazer uma parada.
Topa?
Lógico, a ligação da minha vida, porra! Quem não sonhava em trabalhar na Globo? Eu falei topo. E a gente montou em um mês o programa assim para fazer o piloto. A gente levou para o piloto, né, grava o piloto e leva para eles. Eles bancam o piloto, levam para pesquisa. A gente tirou nota máxima na pesquisa. Ali já foi minha conquista.
Essa pesquisa é o quê, com público da rua?
É com público, é, eles pegam tipo público de, não da rua, mas assim, amostra deles, né, de tipo eles têm um padrão lá que eles devem selecionar uma galera para assistir o programa e dar suas, achei isso bom, achei isso ruim e tal, avaliando. Eles deram uma avaliada. Então a minha primeira conquista foi, caralho, eu aprovei o programa. É o green light, né? Tive um sinal verde. Aí dali ela me ligou e falou, cara, adoraram o projeto, vai ser 4 episódios em julho, que era as férias.
Beleza, beleza, fizemos. Aí dali ligaram de novo e falou assim, cara, você topa fazer mais 8 episódios. Então, para mim, foi a primeira conquista, foi tocar meu telefone. A segunda conquista foi aprovarem. A terceira conquista foi fazer uma temporada. A quarta conquista foi fazer uma segunda temporada de uma coisa que nem era para ser uma temporada, e uma segunda mais longa ainda, né?
Mais longa.
Aí você, aí a gente já sabia de antemão tudo o que ia rolar, porque assim, a gente já sabia que esse ano Ia ter Copa, investimento é difícil para época de Copa, eleição. Então a grade desse ano já tava espremida, preenchida. A gente fazer a segunda temporada, para mim, já foi ir além do que a gente esperava. A gente só ia fazer 4 episódios, virou 12. Aí, porque não tem a terceira temporada, que nem era previsto ter a segunda, a galera fala fracassou.
Eu falo, caralho, mano, Quem disse que tinha que ser eterno, tá ligado?
Caralho, é isso que eu preciso.
E a parte de aprovação, como que é? Você grava, grava, grava, e aí ele seleciona? Você seleciona?
Como assim?
De quem que manda no programa assim, tipo, que vai para o ar?
Eu acho que é meio que todo mundo assim. Assim, tem muita coisa que é uma TV aberta. A gente gravava, sei lá, 6 horas de gravação.
Caramba, porque 6 horas?
Não, até menos. Assim, é 6 horas porque eram 2 programas no dia.
Ah tá, gravava no Rio.
Vamos fazer assim, não, aqui em São Paulo cada episódio a gente gravava 3 horas, era uma peça valendo, tá? 3 horas de gravação uma, almoçava, 3 horas de gravação outra. E aí a gente gravava valendo, mano, e era muito engraçado porque a plateia tá rindo. A gente tem a plateia rindo, a gente tem a gente feliz, só que chega na hora que você vai colocar no programa, você vai espremer isso para vir 45 minutos de arte. Nossa, então tem várias questões.
Tem questões de o que é possível ir para Globo, que não é possível ir. Então tem muita coisa que vai ser cortada, é óbvio que vai ser cortado. Tanto que a gente queria fazer até um proibidão, mostrar como é que foi, porque porra, tem coisa que é engraçada, deve ter muita coisa engraçada que saiu que não pode botar na TV. Por que que não pode botar na TV? Palavrão, marca, porque a marca, cara, a nossa maior dificuldade para talvez ter feito uma outra temporada, tal.
Chegamos até a discutir se poderia ter, mas não fazia sentido porque a gente não tem contrato com a Globo, é para o projeto. Então, sei lá, o Thiago tem as coisas dele, tem as minhas, o Murilo tinha as coisas dele. A gente tava programando para fazer 4 episódios só. Então assim, na hora que teve o programa aí para o ar, tal, a gente recebeu mensuração. O programa ele foi muito bem de audiência, só que ele foi detonado em Twitter, essas porra.
É a expectativa versus a galera achou que era uma galera de prestígio que acha um absurdo. Nossa, o humor nem começou o programa, a galera já tava batendo absurdo, que coisa horrorosa. E eu acho que as pessoas têm direito de não gostar e pode ter sido ruim para muita gente, mas eu falo para você, cara, a gente tava na gravação, a gente adorou gravar aquilo, a plateia adorou participar daquilo, qualquer pessoa que tava na plateia riu para caralho, tava muito divertido.
Só que tem gente que gosta, tem gente que não gosta. E aí quando você coloca isso para comercial, comédia, aí começou a ficar uma parada que não tem, não tem a marca, não quer entrar, vamos esperar ter mais, não sei se vai dar tempo de a galera gostar. E coisa normal, morre. Eu acho Inclusive, para responder essa coisa da Globo, eu acho que durou mais do que a gente mesmo tinha planejado.
Talvez teria mais cara de Multishow, alguma outra coisa assim, TV fechada.
Cara, eu acho que a gente ganhou. A gente fez no domingo à noite, a nossa audiência foi muito boa, foi muito legal de resposta de público mesmo, não de Zé do Twitter, jornalista chato. Público gostou. Aí foi para segunda temporada, a gente pegou a Fazenda. A gente ganhou da Fazenda. Só que ao mesmo tempo é uma obrigação ganhar da Fazenda. Aí teve, aí teve uma porrada de fofoca de gente que não tava envolvida no projeto. Por exemplo, a gente fechou, acho que foram 8 programas, né, na segunda temporada.
A gente já sabia de antemão que um dos programas ia ser adiado ou cancelado. Por quê? Porque tava no meio da reta final do Brasileirão, tá? E aí você não sabe a agenda do Brasileirão. E aí do nada o Palmeiras foi jogar numa terça, que era o dia do programa. Aí o programa não entrou no ar, mas a gente já sabia que não ia entrar. Só que colocam na imprensa assim: porque perdeu da Fazenda, tiraram do ar. Aí você fica, fala: mano, não foi por isso, não foi por isso.
Aí a galera cria um negócio, aí o cara ri, fica. Aí você vê muita gente torcendo para que a coisa dê errado, muita gente, muito colega comediante torcendo para que a coisa dê errado. Aí você olha para aquilo e fala, caralho, que loucura, mano, que doideira. Então assim, resumindo, foi legal para caralho pela experiência que a gente viveu, mas eu acho que fazer comédia hoje em dia na Globo, pô, é muito difícil.
Tanto que não tem, né?
Deu uma voltada agora com o programa da Tatá, do Sterblich, né?
Não é na Globo, que aliás é bom para caramba, é muito bom, mas era muito show. Naquilo na Globo eu não veria, na Globo eu acho que não rolaria.
Tanto numa expectativa de que a coisa aconteça, comédia na Globo, ou não aconteça, que a galera vai avaliar com outra percepção de ser simplesmente legal ou não. Eu acho que parece que é, parece que é um lugar, parece que a camisa 10 da seleção, de alguma maneira, não mal comparando, mas é, porra, é um olhar diferente, tipo assim, Meu Deus, é a volta do humor da Globo! Não, mano, é só um programa imbecil.
Eu acho que vem muito aquela questão do pêndulo que o Maurício falou também, que às vezes a gente vai muito para um extremo, aí depois volta. Tipo, chegou no extremo da cultura woke, por exemplo, e talvez um dia volte ter programas na Globo de forma normal, tá ligado?
Eu acho difícil.
Sabe por que que eu acho difícil? Uma coisa que eu percebi quando a gente tava fazendo programa na Globo, o drama, a dramaturgia, ele incomoda menos do que a comédia.
Sim, comédia é feita para incomodar.
Aí a comédia incomodando, dependendo do nicho que ela incomoda, a gente fez uma piada, sei lá, não sei qual que foi o nicho que a gente fez. Eu fiz uma, eu fiz o web bullying com a Débora Secco, tá? E eu fiz alguma piada com Atibaia, que ela tava fazendo um tobogã, ela tava fazendo um parque aquático em Atibaia. Aí teve uma associação de moradores de Atibaia que reclamou porque desmereceu. Aí você fala, mano, e aí isso já é o suficiente para o cara ficar meio com medo de investir.
Aconteceu isso com a GE, com a Globo Esporte, né, concorrendo com a Casé TV. Aí os caras quiseram ser mais engraçadinhos, fizeram uma piada com o Palmeiras não ter mundial, tiveram que fazer uma carta de retratação depois. Que, ó, meu Deus, velho, meu Deus, meu Deus, ou vocês são engraçados, quer ser engraçadinho ou não.
Aí eu vejo umas colunistas assim, nossa, adoro, sei lá. E tem muita, eu vou falar da colunista assim especial, é que tem muita coisinha que você fala assim, é meu time, não é meu time, sabe? Aí quando a gente faz um programa, aí sei lá, a mulher vai detonar a gente falando assim, nossa, fizeram piadas bobas, piadas rasas. Aí o outro vai, faz a mesma coisa, fala assim, até que enfim um humor que é bobo, isso, fala, caralho, mas aqui é problema que depende de quem faz.
Se a gente que faz, a gente não é bem quisto. Se é o cara da Globo que já é de uma patota, é do caralho.
Então assim, eu vejo isso com react, né, cara? Você vê a mesma coisa que aconteceu, ou no podcast, uma notícia, tem um react de esquerda, o react de direita, com a mesma coisa, e um achando o cara destruiu o outro, olha o que ele falou, e outro, nossa, que babaca.
Sabe outra coisa que tem uma percepção que dá atrapalhado. Por exemplo, webbullying. A webbullying é um projeto de sucesso, eu considero.
Com certeza.
No Pânico explodia. Eu fiz a mesma coisa na Globo, mesma coisa. É falso, fake. Ah, isso daí tá enganado, combinado. Não era. Aí, cara, eu me lembro que passou assim, sei lá, um mês assim do programa, a Virgínia me chamou para ir no programa dela no SBT. Ela pediu para fazer um webbullying com ela, fiz sacaneando a mãe dela e tal. Aí você vai ver as pessoas, haha, o Web Bull é muito engraçado. Aí você fala, caralho, mas aqui é a mesma porra.
Mas eu acho que tem uma coisa do crachá da Globo, de Globo lixo, as pessoas já querem bater, mano, independente. Então o humor na Globo não tem graça. O humor em outros lugares vai ser engraçado porque não tá. Então a comédia ela tá muito baseada em como você lida com a pessoa que você tá vendo. Se eu não gosto de você, eu não vou rir de você. Desculpa, Vilela, eu não gosto de você, o que você falar eu acho você um idiota. Agora, só gosto daquele cara, se ele falar, eu vou ler qualquer coisa.
Então eu senti que tinha mais gente tacando pedra para o projeto dar errado antes mesmo dele começar, torcendo contra do que torcendo, ou simplesmente deixando de merda. Era só um programa de férias da Globo e vira uma parada tipo uma uma vontade de você querer destruir o negócio. Mas tá tudo certo assim, tipo, para a gente foi do caralho, né?
Tipo, não é isso?
Para mim foi assim, mano, do caralho. Eu não tenho que falar da Globo, eu não tenho que falar da Globo, é que foram do caralho o tempo todo. Eu poderia chegar aqui e falar mal dos caras, não vou fazer isso. Eles foram muito legais, especialmente é o Amaury, a Patrícia, que são os diretores gerais. Nunca eles mandaram para a gente assim, nossa, que tá ruim o programa, pelo contrário, só elogio. Só que, cara, tem grade, tem patrocínio, tem várias coisas.
Então, é, cada um tinha uma proposta. Eu fui para Record depois, no Canibal a gente fez duas temporadas no Multishow.
E aí, fez sucesso ou fracasso? Fizemos duas temporadas, era para fazer uma, fizemos duas. Eu fiquei feliz para caramba.
Nem para a gente fazer temporada, mano, quer dizer, não era nem fazer grade, não era nem para ser toda, era assim, todo domingo no final do do Fantástico vai ter o bagulho de férias deles. A gente fez. Ah, vamos fazer mais 8, tá, fizemos. Aí tem gente que considera isso fracasso, eu não considero, eu considero isso uma experiência do caralho.
Porra, fala, ô, Rômer, com seu boné de caveira.
Vamos lá, a Mariana Lopes, ela perguntou para o Igor: antes de existir o Igor Fina que o público conhece, quem era o Igor estava tentando encontrar o caminho profissional.
Pergunta para o ChatGPT.
Aí ela continuou, né? O que você precisou abandonar para construir a sua carreira?
Vai abandonar a avó?
Não, ela tá me devendo o dinheiro da minha moto que eu vendi.
Ah, então eu ferrou o aborto, o Maurício, cara.
Foi mijar no teu sofá, cara. É Amber Heard. Do teu podcast. Eu, cara, no ano que eu comecei a postar coisa no Instagram, eu era professor de Pilates, né? Trabalhei como professor de Pilates uns 7 meses mais ou menos. Durante a faculdade de educação física eu trabalhei como estagiário na musculação numa academia também. E acho que meio que pegando um gancho da pergunta que foi feita ao Maurício, eu acho que eu me dei conta de que aquilo se tornaria uma profissão quando eu larguei o Pilates para me dedicar 100% a a comédia inicialmente somente no Instagram, e de 2023, 24 para cá com stand-up em si.
Então acho que foi isso, acho que esse é o Igor assim. Na época da faculdade também eu tinha projeto de música, eu fazia, tinha um projeto de voz e violão com um amigo meu, sempre tentei fazer coisas para que eu me divertisse, conseguisse ganhar uma grana, né, ajudar minha avó em casa e tal.
Manda, Rômer.
Tem a pergunta do Rodrigo Alves, né? Ele perguntou: depois de construir uma carreira tão consolidada, o que hoje vale mais para vocês, né? O reconhecimento, dinheiro, liberdade artística, ou simplesmente ter o prazer no que está fazendo?
Pô, acho que é um pouco de cada, mano. Acho que não dá para abrir mão 100%.
Dinheiro, ele colocou reconhecimento, dinheiro, liberdade artística, ou prazer no o que faz?
Acho que todos se complementam um pouco, né? Não tem como você ter muito de um e zero do outro. Você ganhar muito dinheiro e não fazer o que você gosta, você vai ficar frustrado. Você ganhar muito dinheiro, fazer o que você gosta, não ter tempo para curtir, que é a bandeira que o Maurício tava levantando, também é uma merda, que é a liberdade, né? Então acho que é um pouco de cada, cara. Não tem como excluir nenhum. Acho que o ideal seria um equilíbrio, né?
Tudo na vida a gente tá sempre buscando um equilíbrio. Acho que é 50% de cada um, diria.
E essa é a liberdade do quê que ele falou isso?
Liberdade de liberdade artística.
Você escutou aí que que é melhor? Que você tem uma privada que ela levanta sozinha.
Eu sei tudo, eu sei fazer sushi na privada, mas eu não sei onde dá descarga.
Ela dá sozinha.
Ela dá sozinha?
Agora vai dar. É Tesla.
Fala aí.
Eu vou repetir aqui a pergunta, né? Depois de construir uma carreira tão consolidada, o que hoje vale mais para você?
Vou repetir aqui a pergunta, né? Meio putinho, né?
Escala 6 por 1, é isso.
O que hoje vale mais para vocês? O reconhecimento, dinheiro, liberdade artística ou prazer no que faz?
Ainda tem prazer? Tem tudo que você faz?
Eu acho que tenho, mas você tem que saber controlar as coisas para subir num palco e não queria estar naquele de palco já.
E para ti, que é foda, né?
Eu fiz bem, foi legal. Mas teve show que eu fiz que eu falava, mano, eu não quero estar aqui, porque você tá estressado, você tá preocupado com outra coisa. Podcast que eu já fui que eu não tava a fim, já fiz gravações que eu não tava a fim. Por isso que eu acho que você tem que ter um equilíbrio. O final da história é, todo mundo tá buscando felicidade. O cara que tá trabalhando no posto de gasolina e você também, todo mundo tá Não é porque o cara tá trabalhando com uma coisa que não é o sonho dele que ele não consegue ser feliz naquilo, ou ter sucesso, ou ter sucesso.
Só que até mesmo nas coisas que você trabalha, que você ama fazer, você vai encontrar um lugar ali que vai começar a te tirar o prazer daquilo que você faz. E aí fodeu, porque o cara que trabalha no cartório, ele não tem prazer, até faz sentido, não foi o que ele escolheu da vida. Agora imagina você escolher um bagulho da tua vida, você não tem prazer feliz nisso.
Aconteceu isso com desenho, cara. Chegou um ponto, o Lenny lembra, cara, não aguentava mais ver desenho.
Então é isso que mata a pessoa, porque o cara fala assim, mano, cheguei numa coisa que eu mais amo fazer, eu escolhi viver disso e eu tô infeliz com isso, o que que eu faço agora da vida?
Até tem uma frase que diz, trabalhe com o que você ama e passe a odiar o que você amava.
É tipo isso. Então você tem que Eu corto ela, cara.
Mano, o ator pornô deve ser muito saco cheio do trabalho. Porra, imagina, o cara de novo tem que comer, de novo comer Andressa. O cara fica de saco cheio.
Mas eu acho que é por isso que os jogadores de futebol eles fazem bosta, tá ligado? Porque eu posso escolher, o jogador de futebol não pode, porque ele tem que jogar quarta e quinta e domingo. E não quer ir para Maceió jogar, fazer. Ele tem que ir. Eu posso escolher. Então, se eu posso escolher, eu tenho que fazer minimamente um equilíbrio entre prazer e liberdade, grana, liberdade, grana. Então eu acho que quando você tá perdido, e já aconteceu comigo algumas vezes, foi onde eu perdi o prazer em fazer.
Hoje eu olhei e falei, mano, se eu tirar um pouco da agenda alguns shows, se eu tirar um pouco da agenda Alguns não sei o quê. Se eu ficar um pouco mais com meu filho, se eu ficar um pouco mais com Igor batendo papo, eu vou ter prazer em fazer o trabalho como eu tinha antes.
Porque você já conversou com Whindersson, a gente pode citar o exemplo do Whindersson. Chegou no topo da comédia, conseguiu tudo de grana, de fama e de tudo, e teve que fazer tratamento, né?
Sim, porque, mas ele também tem uma outra questão, né? Ele tem a coisa, tipo, eu também tenho, né, o negócio de a nossa cabeça, a gente é meio neurodivergente assim, meio foda, a gente é neurodivergente.
Então as intensidades das coisas para gente são diferentes, tanto para cima quanto para baixo.
Exato. O Whindersson, eu conversei muito com ele, eu acho que ele entrou no lugar, ainda mais que ele, sei lá, eu acho que ele usa muita maconha, na minha visão, pelo menos usava, né? Eu acho que junta isso com muita informação, caralho a quatro, você dá uma bugada.
Muita gente em volta também, muita gente em volta, muita energia, muita loucura.
Eu, eu O meu foi mais tranquilo porque eu tenho um casamento, tá? Eu tenho uma vida mais pacata do que a do Whindersson. Eu com a minha vida pacata eu buguei. Imagina o Whindersson que não tem a vida pacata. Você mesmo, cara, a gente já conversou que você já teve burnout da vida, já crise de ansiedade. Como é que você vai ter crise de ansiedade? Você tá no teu podcast, você ama. Mas não é sobre a função que você faz, é meio que sobre o desequilíbrio.
Quando você tem muita gente dependendo de você, começa a dar uma pirada às vezes, né? E se eu passar mal, se eu ficar doente, e se eu não sei o quê? Começa a vir um monte de pergunta.
Você fala, caralho, tem uma coisa que a gente quer ser foda, mas quando a gente fica foda, a gente não sabe o que fazer quando a gente tá foda também. Às vezes você fala assim, cara, eu quero isso. Aí você chega aqui e fala, e agora, o que que eu faço?
Tu sabe, vocês estão ligados quem é o Travis Pastrana, piloto de motocross? Ele é dono, ele é dono de um show que rola no mundo inteiro chamado Nitro Circus, que é tipo um X Games. Ele foi campeão dos X Games 200 vezes, foi o primeiro cara a completar um double backflip nos X Games com a moto de Moto X freestyle, né, que é de manobra. Ele pilou de rally e tal, ele conquistou tudo no meio, patrocinado pela Red Bull e tudo, enfim.
Ele, eu vi uma entrevista dele no podcast, ele falou, cara, eu posso ser o CEO de todas as minhas empresas, eu tenho condição de ser o dono, de mandar em todo mundo, mas eu não quero mandar porque minha cabeça não funciona para isso. Eu não quero mexer com dinheiro, eu não quero nada. Eu quero estar em todas as reuniões. E o meu pai me falava uma frase que eu vou levar para minha vida inteira: numa sala de reunião, eu quero ser o mais burro, tá ligado?
Ele falou isso, ele falou: todas as criações dos eventos do Nitro Circus e tal, eu quero participar, eu sugiro as manobras para os dublês e tal, mas eu não quero ser responsável por cuidar de fato dessa galera.
Então eu tenho a grana, a empresa é minha, mas não sou eu que tem uma coisa que você fica assim, que quando você busca fazer o que a gente faz assim que é tudo, é muito, tem que tomar muito cuidado com o que a gente joga para o universo. É, cara, porque o que você joga para o universo vai acontecer. Só que você nunca deseja a parte ruim do que você tá pensando.
Sempre um ônus, né?
Você sempre pensa assim, caralho, Neymar, ele falou, cara, você é o maior jogador do Brasil. Ele não pensou que ia ter o Casagrande falando dele. O cara não põe no planejamento a Mili Lacombe falando que ele foi machista a cada 3 minutos, o Neto. Então, por exemplo, O cara que foi assim, pô, meu sonho é, sei lá, ter o maior podcast do Brasil. Não tá dentro do teu, tá dentro do seu sonho. A Jujuba, o Igor vem aqui dar risada, ver o Lula e você bombar.
Não tá dentro do teu sonho, caralho, mano, sei lá, tô sem ver esse meu filho, tá? Então é nisso você se perde. Então, e aí é esse é o lugar que você tem que começar a ir para segunda etapa do sucesso, na minha visão. Primeira etapa é chegar no sucesso, segunda de rodas de tapete, tirar o que você não gostou de sucesso e repetir o que você gosta. E aí você consegue equilibrar. Nisso você vai perder algumas coisas, talvez menos dinheiro, talvez menos relevância, mas você vai ganhar mais tempo, mais maturidade.
E no fim das contas isso vai te ajudar, vai me ajudar, porque eu percebi que o meu show ele fica muito melhor quando eu tô com mais tempo para pensar no meu show. Claro, só executar meu show meu show ele vai ficar ruim, ele vai ficar automático. Web Bullying eu parei uma época por causa disso. Por isso que eu volto em meio, volto, termino, continuo. Porque chega um momento que assim, as pessoas querem muito ver o Web Bullying, mas eu quero fazer? Não tava querendo fazer, então por que que eu tô fazendo?
É que nem um cara de banda, o cara precisa viver para escrever. Se o cara só tá na estrada e fazendo show, que que ele vai viver de experiência nova para escrever música nova?
Uns 10 dias seguidos fazendo um show assim, tipo no terceiro ou quarto tu já vai para o show falando, caralho, mano, falar de mesma merda. Aí tu fica um tempo sem fazer, você sente falta.
Fazer com vontade.
Semana agora eu fiz 2 shows, pô, para mim foi do caralho.
Aí você tem que estar mais escassezinho, né? Aqui foi, caralho, só 2 perguntas, hein?
Inclusive vou fazer 3 shows, posso falar aqui? Manda! Dia 10 de setembro estarei em Jaraguá do Sul. Então, galera de Jaraguá, estarei lá no Tobata Comedy. Fui lá uma vez, vocês lotaram, compareço de novo. Tobata Comedy é mó maneiro lá. Dia 11, 11 de setembro, what a terrible day. Estarei em Blumenau, lá no Porão, mais uma vez. Cara, eu fiquei muito feliz que eu fiz o lugar que eu mais fiz sessão dupla, foi no Porão em Blumenau.
Porão mesmo, porão. Puts, na minha época eu já tinha.
E a primeira vez que eu fiz show lá, eu fiz sessão dupla num dia de Oktoberfest. Então fiquei muito feliz que a galera compareceu mesmo, galera lá compareceu mesmo. E dia 12 estarei em Balneário Camboriú, ó, no Porão também.
Galera quiser comparecer aí, o Homer deixar o link dos dois no comentário fixado, para onde tem agenda deles.
Eu só vou falar que o meu sábado, Eldorado, todo sábado tô no Shopping Eldorado até novembro. E aí eu vou ter, além do Shopping Eldorado, vou estar dia 3 de setembro em Niterói, dia 1º a Nápoles, dia 2 de outubro em Goiânia. Rio de Janeiro eu vou fazer temporada, 23 de outubro, 25 de novembro, 5 de dezembro, é lá no É no Clara Nunes? Não vou saber, não vou saber. Eu acho que é no Clara Nunes, acho que é no Clara Nunes. Mas não, não, vai ser no Vila de Mau. E aí tô lá com o Axismos TV.
Shopping de onde tá a agenda inteira de vocês?
Minha agenda tá no mauriciomerelles.com.br.
A minha tá no meu Instagram, tá lá na bio, você pode clicar lá, comprar o ingresso.
E virou TV também seu canal, né? Ver um monte de coisa.
A gente fez isso, esse movimento faz 3 anos, cara. Eu já tava vendo esse movimento porque já tava sacando, né? Ah, porra, porque— mas eu tenho uma diferença, que você tá fazendo tudo, né? Você faz tudo no teu canal?
Não, tem programa que eu não faço.
Ah, é?
Já faz um tempo já.
Porque essa foi minha visão, eu falei, cara, como é que eu vou fazer? Não, já tô fazendo isso para diversificar, para diversificar. O Igor tem um programa lá, o Três Continentes a gente tá fazendo spin-off, cada um tá fazendo uma uma parada.
Esse é o caminho, né?
É o caminho, cara. E eu tô mó feliz lá porque eu gosto de fazer as paradas lá do Axios e gosto para caralho, realmente. O Três Coisas é um projeto que eu amo, Varanda é outro que eu amo. Então é privilégio trabalhar com isso, além da minha produtora que eu tenho que cuidar de tudo também, que é o que você faz. Todas não, cara, mas eu tô nas criativas.
O cara mais burro da mesa às vezes?
90% dos casos, cara. Mas eu tenho Tem reunião que eu faço muito bem, que é reunião de publicidade. Por exemplo, eu cuido de contas também. Além de, eu tenho uma parte da Dromedário que faz trabalhos publicitários, não para canal nem nada, para trabalhos publicitários mesmo. Tem empresas que eu faço consultorias, criação, e ali eu acabo sendo não mais burro, mas o cara que mais entende desse assunto, que eu vim de publicidade, né?
Então, falando isso, porque o que ele falou é verdade, cara. Tem muita reunião que já não participo, já fico felizão, cara.
Puta, reunião é muito chato, puta que pariu. Ainda mais reunião online, você não conversa com as pessoas. Eu fico vendo a galera que eu conheço lá da minha empresa, que é muito criativa. Você olha e fala, coitado ali, mano, o cara tá ali 3 horas sendo um bosta, só falando, claro, Natália. Essa é a função do cara, ficar, claro, Natália. Faz sentido, o cara perde Criativo, né?
Obrigado, Natália. Obrigado a todos vocês. O Romer, faz o que você tem que fazer, né, cara?
Então vamos lá. Se você chegou até o final desse vídeo, ainda não deixou seu like, você é um mocorongo. Então deixa aí o like agora, se inscreve no canal, torne-se membro, compartilha esse vídeo aí, vale a pena, toda sua patotinha. Agradecer a Nerys aí também, que tá patrocinando o episódio de hoje com esses produtos maravilhosos aí para cuidar do seu amigão, seu QIzão.
E o que o pessoal escreve nos comentários? Tem muita coisa para escrever, para provar que chegou até o final desse papo.
Para você provar que chegou ao final desse papo, coloca aí boneco da Lego.
Boneco da Lego. Essa daí. Boneco da Lego nos comentários. Fiquem com Deus, beijo no cotovelo, tchau e que bom que vocês vieram. Valeu, fui! As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes.
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