1917 - DEBATE: O FUTURO DO BRASIL - ESQUERDA X DIREITA
FELIPE SESTARO é médico e pastor, ARTHUR DO VAL é político, e LEONARDO GRANDINI e NATALIA BOULOS são advogados. Eles vão debater sobre os papéis da direita e da esquerda no atual contexto político brasileiro. Já Vilela escreve com a direita e chuta com a esquerda.
Conheça o único aparador que não corta seu saco! + de 400 mil bolas salvas! Cupom INTELIGENCIA https://neresbrasil.com.brG4 e Grupo Primo se uniram! Conheça o Lucro em Dobro e tenha um plano personalizado que torna a sua empresa mais lucrativa. https://g40.co/inteligencia_o-futuro-do-brasil
- PL da MisoginiaCriminalização da misoginia·Liberdade de expressão·Violência contra a mulher·Renan Santos·Lula
- Direito Penal do InimigoTeoria alemã·Constituição brasileira·Cláusulas pétreas·Organizações criminosas·El Salvador
- 8 de Janeiro e Tentativa de GolpeCrime impossível·Julgamento coletivo·Anulação de processo·8 de Janeiro·Jair Bolsonaro
- Lei Maria da PenhaAjustes e aperfeiçoamentos·Violência doméstica·Falsas acusações·Educação e prevenção·Lei 7.716
- Voto Universal e DemocraciaVoto compulsório·Incentivo ao voto·Democracia·Bolsa Família·MBL
- Crítica ao CentrãoEmendas parlamentares·Chantagem política·Corrupção·Centrão·Ciro Nogueira
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e mais politizadas do que eu e você, Homer.
Com certeza.
Tá por dentro de tudo?
Ah, mais ou menos.
Por aqui já passaram todos os pré-candidatos, vão passar os candidatos. Você tá por dentro? Já tem seu voto? Já tem sua escolha? Não precisa falar.
Ainda tô me decidindo.
Tá decidindo?
É, falta tempo ainda.
O diretor já se decidiu?
Ainda não.
A gente sabe que tem uma produtora que já decidiu. É uma das produtoras. Sim. E tem um cara que trabalha de bigode também já decidiu.
Sim, é, esses caras são decididos antes de começar isso. É verdade.
Mas como que o pessoal que não está decidido pode ajudar a eles a decidirem essa eleição, para que lado que eles vão?
Bom, já começa já deixando o seu like, se inscreve no canal, torne-se membro, compartilha.
Eu tava mexendo o meu nariz, você pegou eu cutucando o nariz, cara? Era só tirar. Eu tava metendo o dedo, você achou que era na barba? Não, era um dedão no nariz aqui. É o bigode, é o bigode.
Desculpa, vamos lá.
Bom, começa já deixando o seu like, se inscreve no canal, torne-se membro, compartilha o nosso debate com toda a sua patotinha e já vai preparando as perguntas. Lembre-se que é importante você, você colocar aí para quem você quer que responda sua pergunta.
Vocês que estão vindo, você que tá vindo pela primeira vez, ele fala assim patotinha mesmo, parece que ele tem 80 anos, 90 anos de idade, mas é um jovem, tá? Então compartilha aí, já dá o like. E a gente tem um bloco só com perguntas do chat, então já começa a mandar a pergunta e para quem que é, tá? Você tem que mandar para quem que é a pergunta e a gente vai selecionar um número de perguntas para um lado e para o outro. E antes de falar com esse pessoal aqui, eu quero falar com vocês, ó, tem recado Pra você que tem uma empresa, todo empresário foca em faturar mais, né?
Mas pra onde vai o lucro depois que entra no caixa? O CNPJ rala, mas o CPF não cresce porque a maioria não sabe transformar caixa em patrimônio. Pra resolver isso, G4 e o Grupo Primo se uniram e lançaram o Lucro em Dobro. De um lado, Thales Alfredo e Nardon com gestão e eficiência. Do outro, Thiago Nigro e Bruno Perini com alocação de capital. E isso não é um programa de estudos, É o primeiro programa de acompanhamento do G4, Grupo Primo, criado para ajudar você, empresário, a implementar as decisões que tornam a sua empresa mais lucrativa.
Quer ver o resultado da empresa refletir no seu bolso? Então aproveita a oportunidade, escaneia o QR code que tá na tela ou clica no link da descrição para conhecer esse lançamento. G4, para quem quer mais, não é, Homer?
É isso aí, muito mais.
Ó, e agora é para você que tá em casa também aí. Eu não sei nem como falar esse assunto assim, É, né, que é um assunto meio cabeludo, né? É isso aí, você que tem o saco peludo, exatamente você. Porque assim, tem muita gente que tem medo de raspar as bolas e tomar aquele beliscão. Tô falando do kiwi mesmo, você tá ligado, né? E acaba deixando o amigão todo cortado. Mas com a Nerys aqui, ó, não tem esse risco. Essa daqui é a maquininha mais segura do mercado para raspar o teu amigão aí, ó.
Ela tem lâminas de cerâmica e tecnologia anticorte para não machucar lá embaixo. Fora que lá é à prova d'água, ela é à prova d'água, então dá para tomar aquele banho e raspar debaixo do chuveiro. Eu já testei e aprovei. E não tem chance de deixar aquele pentelho passar despercebido. Olha só, que eu sou obrigado a falar, cara, tem que contar a verdade aqui. Até porque tem uma lanterna para os lugares mais obscuros e um visorzão de LCD para você não ficar na mão no meio do caminho.
Meu amigo, com a Nerys não tem risco, pode confiar. Use o cupom INTELIGÊNCIA e raspa teu saco feio, sem medo. Tá falando com você, ô, ô, homem. Já sua mulher me mandou esse recado aí.
Vou te dar um desse daqui para você, para não ficar mais batendo o Dilex no azulejo, né?
Isso. E manda um para o Arthur, que ele tá me enchendo o saco também, que ele quer um desse.
Ele quer, ele tá doido para isso.
Então vamos lá, gente, apresentações pelo pessoal que veio mais vezes, para o pessoal que veio mais vezes. Começa por você, Arthur. Não te aguento mais nessa mesa aqui. Se apresenta nessa câmera aqui.
Fala, pessoal, boa noite. Acho que todo mundo me conhece, né? Mas por quê? Você tá furando tanta bolha assim, ó?
Para quem não te conhece, vai.
Para quem não me conhece, seguinte, eu fui o deputado mais combativo da história da Assembleia. Diminuir salário dos meus colegas, acabei com Auxílio-Peru, acabei com aumento de R$4.500 para os caras aumentarem ali a verba de alugar carrinho, uma série de coisas. E hoje estou aqui a convite do Cestaro, que me chamou de repente, falou, meu, quer ir para um debate contra a Natália Boulos e o Leonardo Grandini? E vamos embora, vamos embora.
Tô aqui. Então hoje eu sou coadjuvante porque eu O protagonista é esse cara aqui, ó.
Tô arrumado, posso me apresentar? É ali, ó. Bom, me chamo Felipe Sestaro, apresentador do Iron Talks, de direita. Não vem com papo de petista aqui. Não sou do MBL, não adianta querer me agremiar porque eu sou casado e tenho 3 filhos. Não dá para ser, tá ligado, né, Laila?
Tá ligado, tá ligado.
Acho que vai ser tristocão isso aqui, tá ligado?
Não é um adolescente Pera aí, pera aí, pera aí.
Troca de lugar aí, Guilherme.
Vocês estão juntos, é melhor.
Os caras já começam.
E tem um detalhe, tem um detalhe. Eu tô desconfiado que aqui vão ser 3 contra 1, porque até onde as más línguas falam, me chamam de petista, mas falam que eles são puxadinho do PT, tá ligado, né?
Tem azul, PSOL e tal coisa. Eu tô no PSOL e você tá no PT.
Não, não vai encarcerar, não vai encarcerar.
Mas aqui é direita contra esquerda. Vamos lá, o Grandini já vem para o nosso time no final do debate. Se prepara, Natália, que vai ficar sozinha.
Vai ser uma mulher contra 3 homens?
Não nos chame de misóginos, não vem com papo, hein?
Acho que não, acho que no fim vai ficar todo mundo lá de cá.
Grandini, tua câmera, aquela do meio, mais à direita lá.
Opa, essa aqui é a do meio, é dela, aquela mais para cá. Maravilha. Bom, gente, obrigado, obrigado, Vilela, obrigado pelo convite, obrigado, Fabi, obrigado.
Belo bigode.
Cestário, você gostou? Antigamente não tinha, na época da Pan não tinha.
Agora já, agora era só um código de barras.
Disseram para eu não tirar o bigode, então não vou tirar. Obrigado, Cestário. Obrigado, Natália, minha amiga querida, próxima deputada federal também. Obrigado aí por ter aceitado o convite. Bom, eu sou Leonardo Grandini, sou advogado, advogado criminalista, atuo em caso de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, né? Sou comentarista político, militante do Partido dos Trabalhadores, partido que tenho muito orgulho, partido do presidente Lula e partido que mudou a vida de milhões de pessoas, de brasileiros, especialmente de jovens.
E agora tô nessa missão de virar deputado estadual pelo PT aqui no Estado de São Paulo, mais jovem da chapa, aquele que mais combate extrema-direita, os bolsonaristas, o MBL, e toda essa gente. Tamo aí na luta para ir para Assembleia Legislativa e combater o projeto do Tarcísio aqui em São Paulo.
Natália, primeira vez com a câmera do meio, se apresenta para o pessoal.
Boa noite, boa noite, Vilela, boa noite a todos que nos assistem aí. Sabe, Vilela, eu tô com uma equipe, uma torcida. Vou dar um boa noite especial para minha turma que tava assistindo. Agradecer ao Grandini pelo convite, Cestaro, Arthur Duval, Mamãe Falei. Sou Natália Boulos, já tive contigo, Cestaro, num bom programa, num programa. Prometi que vou voltar, vamos ver como é que vai ser o dia de hoje aqui. Quem sabe, quem sabe.
Eu cumpro todas as minhas promessas, mas vamos ver. Agradecer pelo convite. A gente tá no meio de uma eleição, uma eleição que não é uma qualquer, uma eleição qualquer, uma eleição muito importante pro nosso país. Eu tô pela primeira vez candidata a deputada federal, mas a minha história não começa disputando a eleição. Eu tenho 21 anos de história e luta no MTST, sou cria do Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo, estudei a minha vida toda em escola pública, sou filha de trabalhadores, operário, peão.
E dediquei toda a minha vida, os melhores momentos da minha vida, a minha juventude inteira na construção de um instrumento coletivo, porque nisso que eu acredito. Eu acredito na transformação a partir do território, da luta coletiva. Sou casada com Guilherme Boulos, mas o que eu tenho de melhor na minha vida são as minhas filhas Laura e Sofia. Laura amanhã inclusive faz 15 anos, minha filha mais nova. E desejo um bom debate para nós.
Vamos lá, estamos aqui do lado de cá, eu e Grandini, à esquerda, sempre como se diz lá no meu bairro, na minha quebrada, direita ao contrário. Nunca, nunca a esquerda ao contrário, né? Mas estamos direita nunca, estamos aqui porque esse é o, essa é a razão que eu acredito não só da minha luta, mas a minha vida, do lugar que eu nasci. Ser de esquerda não foi uma opção, foi uma condição. Tá do lado dos mais pobres, tá do lado dos direitos humanos, tá do lado daqueles que sempre foram esquecidos e que a meritocracia nunca funcionou.
Espero que a gente tenha um bom confronto de ideias aqui e convença o público de que a esquerda é o melhor.
Vamos lá, é um confronto de ideias. A gente tem alguns temas pré-estabelecidos, mas a gente pode rodear para outros também. Então, o querido Homer, eu queria que você colocasse então o vídeo das regras do primeiro bloco. E presta atenção lá para quem não sabe ainda, principalmente Arthur. Olha as regras.
Primeiro bloco, tema livre, cada debatedor fazendo de 3 a 4 perguntas. Para cada pergunta, 1 minuto 30 segundos para perguntar, 5 minutos para responder, 3 minutos para réplica, 2 minutos para tréplica.
É o seguinte, lá é uma regra para cada lado, tá? Então vocês podem usar esse tempo um só falando, os dois falando, um completando o outro. Então fiquem à vontade. Alguém quer começar ou eu decido quem quer começar perguntando? Por favor, começa quem vem pela primeira vez. Primeira pergunta.
Tá bom, minha pergunta, grande, fica à vontade para complementar, vai para— eu preciso escolher ou pode ser os dois escolhem?
Você pode direcionar para uma pessoa ou para eles.
Por mim pode ser, se eles vão ter 5 minutos de resposta, então fiquem à vontade os dois para responder. Minha pergunta é bem óbvia, objetiva e direta: PL da misoginia, contra ou a favor? Já começou assim no Brasil. É, no Brasil a gente aqui no estado de São Paulo morre uma mulher a cada 25 horas. Nós vamos terminar o debate aqui, mais de 20 mulheres vão ter sido violentadas, sofrido violência enquanto a gente tá debatendo. E tem um PL que criminaliza a misoginia, que é a origem de toda violência.
A pergunta é bem objetiva: são a favor ou contra o PL da misoginia? E o que que tem a ver? Qual a relação disso para vocês em relação à liberdade de expressão, que é o debate que tá colocado hoje, projeto tá tramitando na casa. Espero que seja aprovado porque as mulheres merecem ter as suas vidas protegidas. E é isso. Grande, ele quer complementar.
Eu gostaria, Nath, ó, também eu acho importante direcionar, lógico, eu vi que o Cestário vai responder, que ele gosta desse tema. Já fui lá no Talks várias vezes e você fala muito sobre o Pé da Misoginia, mas eu acho importante também a gente ouvir a posição do Arthur. Né, especialmente como membro do MBL, alguém que foi membro do Missão, membro do MBL, alguém que foi cassado como deputado estadual aqui em São Paulo pelo motivo que todo mundo sabe qual foi, que tem como candidato a presidente o Renan Santos, que em 2021 foi denunciado por tentativa de estupro, não é?
E aí eu expus isso, eu expus isso publicamente, ele ainda me processou e perdeu. Eliminar na justiça para retirar os conteúdos em que eu falava isso na primeira e na segunda instância.
5 minutos para resposta. O tempo de vocês está em ação.
Bom, primeiro precisa definir o que é misoginia: ódio à mulher. Definir ódio, isso é muito complicado. Você conseguir definir o que é ódio à mulher, essa é a primeira coisa. Ninguém é contra, obviamente, em sã consciência, não proteger a mulher. Tá, então eu sou uma voz, é, sempre, eu sempre vocalizo a defesa da mulher. Pronto, sou um cara casado há 18 anos com a mesma mulher, sou pai de uma menina de 4 anos de idade. Então é impossível para mim olhar a realidade como tá posta hoje e não entender que existe sim violência contra a mulher.
Eu quero proteger a mulher, mas eu não posso criar uma lei injusta para isso. Essa é a primeira coisa, uma lei tão abrangente Então, e que de forma não objetiva ela não determina a que se propõe. Então o problema do PL da misoginia é como ele tá calcado. Primeiro, na lei do racismo, o que já é uma aberração em si. Segundo, a abrangência. O que é ódio? Quem vai definir isso? Isso é muito complicado. O Neymar deu uma declaração para um juiz homem que ele tava de chico, e dezenas de repórteres disseram que ele foi misógino.
Então, até que ponto essa lei vai realmente proteger a mulher e não apenas, ou também, prejudicar homens inocentes? Então, essa é uma questão séria, porque eu preciso proteger a mulher. O problema é que eu não posso protegê-la com uma lei mal elaborada, porque se eu faço isso, eu vou prejudicar homens inocentes e não vou proteger as mulheres que eu quero proteger, porque eu vou dar uma arma, uma lei, um dispositivo legal para que mulheres possam se utilizar dela para prejudicar homens inocentes, seja através de chantagem ou de processos legais.
E até esse cara ser realmente julgado, a vida dele vai ser escrutinada por 1, 2 anos. Ele vai ter a vida dele escorraçada, vai perder emprego, vai ter problemas de relacionamento. E detalhe é que ninguém fala sobre isso. Mas eu vou um passo além. O problema vai chegar aonde? Na liberdade de expressão. Você mesmo colocou isso aqui, é muito importante, porque quem vai definir o discurso? Por exemplo, se um pastor chegar e disser: mulheres, sede submissas aos vossos maridos.
Se você entender que isso é um ataque à mulher, à integridade da mulher, é misoginia, então você pode processar essa pessoa. Agora pensa, pior, essa lei é imprescritível. Como ela tá posta. Ou seja, pessoas que hoje começam um relacionamento, namoram 3, 4 anos, tem diversos diálogos no WhatsApp. Não estou falando de agressão, não estou falando de ataque, estou falando de conversas normais entre dois seres humanos que estão se conhecendo na vida.
E aí essa moça, por exemplo, ao término de um relacionamento dali 2, 3, 4 anos, por qualquer motivo, ela pode ou chantagear, que já seria um crime, mas ela pode denunciar o ex-namorado dela por qualquer mensagem que ela tenha fora de contexto, em outra época, para prejudicá-lo objetivamente, por qualquer motivo que seja. Então, de novo, eu não corrijo um erro com outro erro. Esse PL é um erro como ele está sendo colocado e tramitado no Congresso.
Até dou uma parte para o Grandinho para ele me responder o seguinte: você falou do Renan, né? Qual foi o resultado do processo?
Ele foi absolvido.
Então pronto, só para deixar bem claro.
Mas eu chamei ele de estuprador em algum momento?
Não, tudo bem, calma, não falei isso. Só tô falando que você citou um processo, o qual ele foi absolvido. Eu disse que o Renan Santos foi denunciado por tentativa estupro. Beleza. E aí a própria mina foi lá e falou, eu denunciei de forma falsa. Ela foi lá e falou, eu denunciei ele de forma falsa. Foi a própria mina. Então você tá desacreditando a palavra de uma mulher?
Não, mas por que será que aconteceu isso, né? Pois é, porque será que uma mulher denunciou um homem por estupro e depois ela—
Agora, falando do PL da misoginia, eu gostaria de saber de vocês o seguinte: se deveria ser criminalizada as seguintes falas: mulheres lésbicas têm grelo duro. Quem falou isso? Presidente Lula em março de 2016. A diretora do Instituto Lula, a Clara, é uma fraquejada.
Eu só acho que deveria ser criminalizado.
Eu só acho que ele foi um babaca. Não tenta anular as coisas do Lula com Bolsonaro. Não sou bolsonarista, você vai falhar nessa missão. Você veio para o debate, você tem que estudar. Não tente, eu vou repetir, ó, não tente anular as falas do Lula com as falas do Bolsonaro, porque eu não sou bolsonarista. Você vai falhar. Em, sei lá, me deixar em maus lençóis aqui. Vamos lá, ele falou que uma mulher diretora do instituto dele acordou feliz porque tinham 5 homens da PF no seu quarto.
Ele falou isso em março de 16 também. Ele falou que trabalho doméstico é coisa de mulher, setembro de 2022. Ele falou que feminismo é coisa de quem não tem o que fazer. Ele falou que mulher negra gosta mesmo é de um batuque. Eu pergunto para vocês de verdade se essas falas devem ou não devem ser criminalizadas.
Que corinthiano tem lugar para poder bater mulher? Ainda tá no nosso tempo ainda. Que corinthiano tem liberdade para bater na mulher? Se for corinthiano, não tem problema. O Lula tem falas misóginas, eu considero falas idiotas, mas eu não considero misoginia. Porque, de novo, ele falou isso porque o Lula odeia a mulher? Veja como é grave o que a gente tá conversando aqui. A gente tá trazendo um absurdo para vocês, e se vocês tentarem justificar esse absurdo, só prova que essa lei é imoral.
Vamos lá, 3 minutos para réplica.
Então, para começar, quem tem, quem aqui esconde crime ou tem criminoso de estimação não tá desse lado daqui, tá do lado de lá, né? Para começar a nossa conversa aqui. Segundo, que a pergunta foi muito objetiva, vinda de uma mulher, não me surpreende que a resposta de vocês seja preocupação com homens e não com mulheres. Não é? A pergunta foi muito objetiva, vinda de mulheres, vinda de mulher. Não, quem tá preocupado com mulher quer punir o homem que é agressor, ou que tenta ser agressor, ou que tem permissividade para ser agressor.
O Lula não foi agressor de mulheres?
Com todo respeito, com todo—
é o que eu tô perguntando.
Não, não, pera aí, pera aí, eu quero, eu gostaria de terminar de falar. Eu ouvi 3 homens falarem, gostaria de que os homens tivessem a capacidade de me ouvir também. Então a primeira, a primeira questão que chama muita atenção é essa: quem tá preocupado com a criminalização da misoginia tá preocupado com si mesmo. Acho que vocês têm que repensar, vocês têm que repensar, repensar o comportamento de vocês. Porque o PL que criminaliza a misoginia, primeiro, ele já passou por mudanças.
O PL que vai para votação é um PL que já foi debatido na casa e que tem uma modificação exatamente aonde você aponta, acessário, que é o ponto em relação a o que, como definir a misoginia. E tá lá, discriminação contra a mulher, é a mesma coisa. Não, não, não, não tô errado, meu caro. Você leu? Você leu o PL? Não, o relatório, o relatório da Tabata, final, o relatório dela, o relatório dela. Não, não preciso, eu conheço, é a minha luta. Discriminação Contra mulher.
Ô meu caro, peraí, peraí, peraí. Não deu tempo, nenhum Google.
Não é discriminação?
Não, não, peraí, peraí, peraí.
Não, não, não, eu quero que meu tempo esteja assim. Não, mas não assim, pelo amor de Jesus.
Veja, veja. Quanto tempo você precisa falar pra exato? Quer 5? Dá 5 pra ela.
Não, mas qual é o problema aí?
Não, eu não sou coitadinha aqui não, meu caro. Pode me tratar normalmente, eu não sou coitadinha aqui não. Não, não, eu quero que meu tempo esteja assim.
Dá pra continuar?
Você tá aqui no mesmo patamar que eu.
Vocês querem continuar?
Eu gostaria de concluir meu raciocínio e passar a palavra para o Grandini também poder falar. Então, já houve modificação no projeto, né, apresentado pela Tabata. Tem modificações que as comissões vão apresentar e ele vai para plenário ver se tem adendo ou não. Então, essa é a primeira questão. A segunda questão é que muito me espanta, muito me espanta com o momento que nós vivemos hoje. O Brasil reduziu o número de feminicídio graças ao presidente Lula, né?
O estado de São Paulo aumentou 10%, na contramão do Brasil, né, no aumento de feminicídio. E os homens insistirem ainda em querer discutir liberdade de expressão num país em que as mulheres são mortas, assassinadas, né? E que tenta-se aprovar uma lei que criminaliza a raiz do problema. A raiz do problema tá numa cultura do ódio. Essa é a raiz do nosso problema, do problema da violência. É a cultura do ódio, é a normalização da violência contra a mulher, que não começa no tapa, não começa.
Eu tenho uma luta de 21 anos, MTST, com mulheres que são mães solo, que buscam a moradia muitas vezes para sair de situação de violência. E eu já vivi tudo, tudo que vocês podem contar aqui, desde coisas que são reais ou não, né? Eu já escutei, né, de argumentos. A verdade é que as mulheres morrem E quando tem uma proposta para tentar resolver o problema, os homens estão preocupados se vão ser criminalizados ou não. Meu pressuposto, meu pressuposto aqui, com todo respeito aos homens que assistem e que discordam, e aos que estão aqui discordam, é que os homens que estão preocupados com a criminalização da misoginia são homens que são misóginos, que têm medo de serem criminalizados. Se não fossem, priorizariam a vida da mulher.
Seu discurso, você me desculpa, é muito raso, porque você tá chamando a gente de misógino. Isso seria, isso já é uma calúnia. Segundo, vamos de novo ao ponto que eu falei: você não corrige um erro com outro erro. Uma mulher chega e diz o seguinte: todo homem estuprador em potencial. Essa é uma frase abjeta. Eu posso dizer que toda mulher é uma puta em potencial? Não, eu tô perguntando porque as mulheres falam isso na internet.
Eu posso falar isso como homem? Seria misoginia? O que que é discriminação? As mulheres vão perder o emprego por causa dessa lei horrorosa como ela tá posta. Vocês não estão levando isso em consideração. Mães, vocês que estão vendo esse programa, você que tem um filho menino e uma filha menina, vocês vão prejudicar os filhos de vocês caso entendam que essa lei é boa, porque os filhos de vocês serão julgados por pessoas desonestas.
Uma lei que abre a brecha para uma mulher sem caráter perseguir um homem é injustiça e ponto. Nós queremos, Natália, defender as mulheres, mas precisamos agir dessa maneira correta. Como está posta, é uma aberração.
Tem quanto tempo? Um minuto? Ó, coisa rápida aqui. Primeiro lugar, o seguinte, com todo respeito, você ou você esqueceu, você não leu o PL. O PL, ele fala, por exemplo, que você não pode incentivar violência contra a mulher, você não pode bater na mulher, tá tudo certo. Ele tem um problema, ele fala o seguinte: você não pode ofender a dignidade da mulher. Isso é uma questão subjetiva, está no relatório da Tabata, não é minha opinião.
Isso não é, não está na Constituição, isso está na no relatório da Tabata. Por favor, não acreditem em mim, pesquisem. Segundo ponto, você falou bastante, né, do que, ah, os homens estão preocupados com os homens. Eu tô fazendo uma pergunta muito objetiva, eu estou trazendo frases do presidente que vocês vão votar esse ano. Isso mostra como na verdade vocês são hipócritas, porque vocês não estão preocupadas com as mulheres. Vocês estão preocupados com as mulheres?
Vocês estão preocupados em sinalizar virtude. Eu vou repetir aqui: feminismo é coisa de quem não tem o que fazer, trabalho doméstico é coisa de mulher, a diretora do Instituto Lula acordou feliz porque tinham 5 homens da PF no seu quarto, mulheres lésbicas têm o grelo duro. Se Se você for corinthiano, tudo bem bater na sua mulher? Eu pergunto mais uma vez, eu gostaria que vocês tivessem um pouco de honestidade com a pergunta. Essas são ou não são frases misóginas?
Acabou o tempo e agora vocês podem aproveitar que vocês têm a pergunta para eles. Pode ser essa pergunta e podem complementar com mais alguma coisa. Então vamos lá, 1 minuto e meio para pergunta.
Você quer fazer a pergunta? Posso fazer?
Cara, eu, eu fico à vontade. Não, que a minha pergunta é essa: eu quero saber se essas frases são misóginas. Mas essa é outra, vai responder.
Vai lá, tem essa pergunta. Então vamos lá, como criminalizar a misoginia sem transformar desprezo, opinião ofensiva ou críticas às mulheres em conceitos penais excessivamente subjetivos? E vou completar, já que eles têm esse tempo. Repito, Natália, não tente colocar a pecha em quem não concorda com esse PL como alguém misógino. Isso é desonestidade. Eu repito para você, eu sou um defensor das mulheres, mas eu também sou defensor dos homens.
Porque eu acho que nós devemos defender o ser humano. Esse papo de dividir as pessoas tá errado. Temos que olhar para o ser humano como tá posto. E não dá para eu criar leis subjetivas para tentar, para tentar corrigir um erro grave da nossa sociedade. Mas tem um detalhe: quantas mulheres também não cometem crimes contra homens? Quantas falsas acusações hoje não acontecem no nosso país e não há punição a essas mulheres? Cara, não vamos tapar o sol com a peneira.
Eu tô aqui, vamos resolver o Brasil, tá tudo certo. Só que a narrativa não pode ser imposta dessa forma, porque isso é errado. O cara não concordar com pele da misoginia não torna misógino, pelo contrário. Eu acho que eu tenho bom senso, tô tentando trazer isso na mesa.
Então vamos lá, vamos lá, 5 minutos para resposta. É, primeiro, Arthur, que de fato você não é bolsonarista, porque o MBL consegue ser ainda pior do que a quadrilha Bolsonaro, né? Você falou aqui várias frases do presidente Lula aí, frases de 30 anos atrás, por exemplo. Só que 2016, só que nenhumas conseguem se equiparar, por exemplo, ao fato do Renan Santos ter dito que ia estuprar uma membra do grupo de vocês, não é? Ai, não, mas isso é uma brincadeira. Bom, tá bom. E por que que do Lula não é e do Renan é?
Ao contrário.
Isso é muito engraçado. Então, amigão, quer dizer, você é uma pergunta, você gosta, eu tô te respondendo. Vamos partir do princípio. Você tem que parar. Não, não, pera aí, pera aí, pera aí. Não, não, não, não, não, não, pera aí.
Não te dou a palavra.
Não, não te dou a palavra. Você que tá com medo, você tá me interrompendo.
Mulher pobre é fácil também, é misógino, será? Mulher pobre é fácil?
Ô equipe, eu falei, eu falei. Não, vem mais ainda, calma.
Vem mais ainda aqui.
Além do Renan Santos, me deixa muito curioso alguém de um movimento como o teu que tem como candidato a presidente um cara que disse que ia estuprar uma tal de Bianca, que é membro do grupo de vocês. Bárbara, né? Bárbara, perdão, confundi o nome da que o Renan Santos disse que ia estuprar. Além disso, também foi denunciado em 2000—
Querem fazer o canal ser derrubado, né?
Ah, não pode falar?
Então evite ficar inundado. Beleza.
Bota um pi aí, Vilela.
Um cara que foi denunciado em 2021 por tentativa de estupro, né? E aí depois, algumas semanas depois, de fato a menina veio a público e disse que não aconteceu. E aí, por que será? O que motivou, né? Eu acho que é importante a gente questionar isso. E aí o Renan Santos me processou na justiça, né? Pediu danos morais, o processo tá correndo, porém ele perdeu, né, a liminar que queria retirar os conteúdos em que eu expunho o fato de que ele foi denunciado por por tentativa de estupro.
Ele perdeu na primeira instância e perdeu na segunda instância, porque isso viola a tal liberdade de expressão que eles tanto zelam, que eles tanto prezam. E sobre o PL da misoginia, vamos lá. Em relação a esse PL, ele altera uma lei que já existe, que é a Lei 7.716. Então já existe uma lei que engloba todas essas questões de combate ao racismo, Tem a discriminação pela cor, a discriminação religiosa, a discriminação pela procedência nacional, e apenas acrescenta-se a misoginia.
Ou seja, é um PL, é uma lei que já existe há diversos anos. E como vem sendo regulada essa lei? A partir da justiça brasileira, que é uma justiça inclusive recursal. Se tem uma decisão que você não concorda na primeira instância, você continua em liberdade, você pode recorrer a uma segunda opinião de um segundo tribunal ou de um segundo juiz. E aí esse segundo tribunal ou vai chancelar a decisão do primeiro tribunal ou vai negar, e aí você vai ganhar.
Então quer dizer, é um país recursal onde existe uma justiça que já julga essa mesma letra da lei há diversos anos dessa mesma maneira. Agora apenas acrescentou-se o crime de misoginia. Então veja, quem não tem problema com isso não precisa ficar preocupado Assim como uma pessoa pode fazer uma acusação falsa de racismo, uma acusação falsa que sofreu uma discriminação por procedência nacional, pode ser no caso de misoginia. Aí, a quem cabe julgar isso?
A justiça.
A justiça vai julgar, você tem direito à ampla defesa, você vai ter uma decisão na primeira instância, você pode recorrer a uma segunda instância se for desfavorável, a depender do caso, a outros tribunais recursais. Então veja, isso é inclusive algo no Brasil. Que garante uma garantia da liberdade, que entende a liberdade como um direito fundamental que não existe em outros países do mundo. Então é fundamental deixar isso muito claro.
E aí, terminando também, não é só o Renan quem tem problema com mulheres. O próprio ex-deputado Arthur Duval foi cassado por falas sexistas enquanto ele estava fazendo uma viagem para a Ucrânia, né? E ele viu aquelas meninas em situação de guerra com o pai morrendo, com a mãe morrendo, com a irmã morrendo, e a primeira coisa que ele pensou veio de uma fila de refugiados: olha como ela é gostosa. Foi a primeira coisa que esse cara aqui pensou quando ele viu um país em situação de guerra e olhou para aquelas mulheres.
Ou o Guto Zacarias, né, deputado estadual que agora vem para deputado federal, e um cara super conservador que é contra o aborto, que disse que o aborto deveria ser inclusive crime hediondo, e simplesmente instigou a ex-namorada abortar, né? Olha só como eles se dão bem, né, com mulheres. E é impressionante também. E aí é algo empírico que você consegue observar olhando a militância deles. Eu fui no lançamento do Renaissance no Largo de São Francisco no dia 16, tinha 95% de homens.
Por que que existe esse corte, né? Porque só um bando de moleques de classe média jovens, ficam angariando e gostando do discurso do MBL. Por que que as mulheres rechaçam tanto? Por que que o Renan Santos tem tanta rejeição diante das mulheres? Eu acho muito curioso alguém querer falar de combate à violência contra as mulheres e sendo do MBL, que é o movimento mais misógino e mais machista do Brasil.
Vamos então para vocês agora a réplica e depois a tréplica. Deixa ela falar também um pouco, ela não falou nada.
Vamos lá.
Obrigada, amigão.
Vou tentar ser rápido aqui para sobrar um tempo para você. Vamos lá, Geraldine. Primeiro lugar, o seguinte sobre o mérito do PL da misoginia. Novamente, existe um problema nessa expressão: ofender a dignidade da mulher. Isto é um critério necessariamente interpretativo. Isso daqui não está objetivo. Tanto que quando você pega, por exemplo, a matéria do Fantástico, ela abre a matéria do Fantástico falando: olha, se você falar que uma mulher está brava porque ela está de chico, ela está, isso é misoginia.
E pessoas que são a favor do projeto, não, isso não é misoginia. Ou seja, não há um entendimento ainda do que é ofender a dignidade da mulher. Esse é um problema objetivo do PL.
É por isso que ele não respondeu.
Mas aí tem a outra pergunta que ele também não respondeu. Ele falou de novo a mesma coisa. Ah, porque o Renan, ele foi acusado. Eu perguntei para ele, tá, o Renan foi acusado, e qual foi o resultado do processo?
Ele foi absolvido.
Aí ele cita a mesma coisa, ele grita, aí ele fala de novo a mesma coisa. E eu vou te dar uma dica, cara, não adianta Eu já te falei isso uma vez, não adianta você gritar e não adianta você repetir a mesma coisa 10 vezes. Você gritou, você não vai conseguir argumentar dessa forma. A minha pergunta é muito simples, ela jogou a minha frase delas são fáceis porque elas são pobres, você falou do meu áudio, tudo certo, você falou do Renan.
A minha pergunta é muito simples, vamos estabelecer um critério lógico, vamos estabelecer que as minhas frases foram machistas, foram misóginas, perdão, misóginas. Vamos estabelecer que a frase do Renan foi misógina também. Dito isso, eu sei que vocês não são muito bons com lógica, mas dito isso, a questão é simples. Estas frases proferidas pelo Lula, eu vou repetir aqui: mulheres lésbicas têm grelo duro, a diretora Clara do meu instituto acordou feliz porque tinham 5 homens da PF no seu quarto, trabalho doméstico é coisa de mulher, feminismo é coisa de quem não tem o que fazer, a mulher negra gosta mesmo de um batuque.
Estas frases são ou não são frases que seriam enquadradas como misoginia de acordo com o novo PL? É uma pergunta simples. Não tentem se escorar em outra sujeira. Ah, mas o Bolsonaro falou da fraquejada. Ah, mas o Arthur falou besteira no ar. Ou do Renan, que seja, cara. Tá vendo que vocês não têm problema com lógica? A questão é simples: um erro não justifica o outro. Eu estou assumindo então que todas essas frases que você citou, todas, a do Bolsonaro, a minha, do Renan, todas são frases misóginas.
A partir deste princípio Vamos lá, uma pergunta simples: as frases do Lula são ou não são misóginas?
Vai.
Outra coisa, não, deixa eu completar o tempo aqui.
Ok.
Você que, você deixou claro, e eu já tinha falado antes, que a lei é equiparada ao racismo. Só que o racismo você consegue objetivamente identificar. A misoginia, de novo, é subjetivo, que é ódio a uma mulher. Como é que eu determino isso num ato, numa fala? Porque isso vai caber a interpretação, essa subjetividade da lei Ela entrega um dispositivo legal para qualquer mulher. Aí você falou: ah não, mas aí você cabe a recurso. E todo o processo, bonitão?
Você tá dando, você tá dando um dispositivo legal para isso. O nosso judiciário já é uma imundície como tá sobrecarregado como é, e você vai dar um dispositivo legal para mulheres sem caráter prejudicarem homens inocentes, amigão? Esse é o problema. Não foge, defina para mim objetivamente o que é ódio à mulher.
Então vamos lá, a minha versão assim ou não?
Vai lá, Natália.
Eu vou primeiro, primeiro, eu acho o seguinte: quando a gente tem novas leis no Brasil, é normal as pessoas demorarem para compreendê-las, é normal o processo jurídico, às vezes as palavras, às vezes não entende o rito, é normal, tá? Só que a gente já tá há um tempo de debate, já tá muito claro o que que a misoginia quer criminalizar. Para começo de conversa, para começo, o maior, a maior quantidade de denúncias que existem não é de calúnia e difamação e nem de ameaça.
A maior quantidade de questões judiciais que existem no Brasil é de violência, violência física e de morte feminista. Para começar, sim, é a raiz do problema. Para começar, segunda coisa, O Mamãe Falei, Arthur Durval, não tem moral. Você não tem moral, meu caro. Eu vou te explicar o porquê que você não tem moral. Você não tem moral para vir falar de misoginia, meu caro. Você foi para Ucrânia. Não, foda-se a sua pergunta. A sua pergunta não faz sentido.
Sabe por quê? Porque você não cometeu um erro. Você não cometeu um erro. Você é mau caráter. Você é mau caráter. Você foi— não, foda-se. Não importa.
A fala é minha.
Meu tempo, por favor. Eu já fui prejudicada lá no final do bloco e você não voltou. Você não voltou. Não é a minha culpa.
Eu ia pedir para não falar foda-se.
Tudo bem, tudo bem, não falarei. Mas mau caráter eu falarei, porque ele se desculpou e essa desculpa ela não é possível, porque você foi até a Ucrânia com um dinheiro que você nunca explicou da onde veio, né? Você que explique, você vai ter seu tempo.
Você explica.
Eu não consigo terminar meu raciocínio, Vilela. Com dinheiro de doação que você não explicou de onde veio. Além disso, você foi para Ucrânia chamar mulheres, né, ucranianas em situação de guerra, que eram pobres e por isso não eram fáceis. Você não tem moral. E eu vou te dizer mais um motivo: eu sou neta de ucraniana refugiada de guerra. Refugiada de guerra. Você tá de brincadeira, meu irmão? Ô, filhela, o que que é isso? Apresenta para nós a minha avó.
Não, você tá de brincadeira.
Nossa, muito sério.
Pera aí, pera aí, pera aí.
Agora acabou. Vamos manter o nível, meu irmão.
Você vai para a Ucrânia? Não, você só que você merece.
Não, não, pera aí, pera aí. Calma aí, calma aí.
Ô Vilela, numa boa.
Ô Vilela, numa boa.
A minha avó—
eu quero um minuto para explicar.
A minha avó foi pega na Ucrânia aos 17 anos de idade, na Segunda Guerra Mundial, e ficou dentro de um preto.
Mas Arthur, não cabe isso. Deixa ela terminar, não cabe isso.
Não, não é sobre solidariedade, não é só solidariedade. Ele falou apresenta para nós. Isso é misoginia, isso é misoginia, você sabe, isso é misoginia, isso é misoginia. Arthur, quem não tá aguentando é você, meu caro. Eu não tirei ninguém, eu não tirei ninguém.
Você é desnecessário.
A minha filha tá assistindo, você tem a ver com isso?
Vamos lá, vamos lá.
Você não tem nada a ver com isso. Você tanto não tem nada a ver com isso que você perdeu o mandato, você foi cassado, cassado, porque você é mau caráter. Por isso que você foi cassado. Não, não vai falar, porque eu vou terminar de falar, eu vou terminar de falar, e você vai aprender a ouvir, meu caro. Você ouviu todo mundo, só a mim que você não consegue terminar de ouvir?
Pera aí, é óbvio, a gente não vai avançar assim, cara.
Superou todas, hein?
Superou todas. Não, eu vou explicar para vocês que estão me ouvindo, porque é o seguinte, o que— não, é, vamos lá, talvez você apanhou pouco, por isso que você tá assim, mas vamos lá.
Tem 23 mais 1 minuto, vamos lá.
Obrigada. Eu vou retomar porque o que o Mamãe Fala e Fez foi um grande exemplo. Vocês, especialmente mulheres que estão me ouvindo, esse é um grande exemplo, um grande exemplo do que a gente não deve considerar como liberdade de expressão. Isso não é liberdade de expressão. Isso é um grande absurdo, é um desrespeito. A minha avó foi presa na Ucrânia, foi levada para um campo de trabalho forçado aos 17 anos de idade. A minha avó era ucraniana e ela era loira assim, loira do olho azul, tá bom?
E ela foi presa. E esse cara aqui foi para Ucrânia fazer turismo, né, entre aspas, cometer crime, fazer turismo entre aspas sexual, e mandou um áudio dizendo que as ucranianas eram fáceis, né? Faz turismo de loira junto com seu amiguinho Renan. Pelo amor de Deus, dá um Google que você— todo mundo, todo mundo sabe desse áudio, dizer que as mulheres ucranianas eram fáceis porque eram pobres. Eu vou terminar te respondendo, Renan.
Eu vou terminar te respondendo, te fazendo uma pergunta, te fazendo uma pergunta. Você aqui ao vivo, né, olhando para mim, fala para mim, você acha que as mulheres pobres são fáceis? E você acha que pensar isso é normal? É liberdade de expressão? Você acha que tá tudo bem? É normal? Você acha que é normal os meninos crescerem, meninos no nosso país crescerem com pensamento como esse que você prega? Você acha que isso não é misoginia?
Você acha que isso é normal? Ah, pelo amor de Deus, eles ainda têm um minuto para completar a pergunta.
Além dessa pergunta que ela fez, é se você quiser completar com outras perguntas, porque já vai para o segundo bloco de pergunta.
Vamos lá. Que foi diretamente afetada. Eu tô realmente impressionado assim, e não é conversa, porque pô, já debati com todos os bolsonaristas, membros do MBL e tal, e o Arthur ele teve a cara, não é nem cara de pau assim, é de um nojo impressionante. Quando a Natália tá dizendo sobre a avó dela, que é uma refugiada de guerra ucraniana, né, que sofreu as máculas da guerra, o cara vai lá, a primeira coisa que ele pensa, isso é doentio, apresenta para nós, né?
Bom, é um cara que foi para Ucrânia e a primeira coisa que ele pensou, vendo uma fila de mulheres que perderam as mães, os pais, mulheres em situação de guerra—
esquece de fazer a pergunta—
a situação de guerra, a primeira coisa que ele fez foi pensar: olha que gostosa. É um cara doente, é um cara nojento, né? É um cara que precisa não de tratamento, mas de cadeia, né?
Já encaixa a pergunta.
O Arthur, e aí minha pergunta, vou deixar na tela também.
Não, ela tem a pergunta dela já também.
E mais pergunta. Mas o Arthur, você não tem vergonha de ser um cara assim? Você não tem vergonha de ter dito que você queria que uma senhora refugiada de guerra fosse tua? Nossa, não dá nem para ser uma coisa tão— Não, não, não, é que eu tô tão abismado, eu tô tão abismado Porque o correto seria te dar voz de prisão aqui, né? Te dar voz de prisão e você sair daqui preso, né? Em flagrante, em flagrante.
Aliás, a minha avó morreu. Se você quiser conhecê-la, você não tem vergonha na cara?
A minha pergunta é o seguinte: você não tem vergonha na cara?
Só fazer um tempo antes de você responder. Eu vou pedir, Arthur. Não, mas antes eu tenho que fazer uma coisa.
Mas é uma coisa, Arthur.
Talvez você não tenha entendido a gravidade da piada nessa hora. Cara, eu como host, pera só um pouquinho, eu como host tô pedindo, pedi quando ela também falou palavrão, eu achei que ela se excedeu. Você excedeu demais, porque ela tá falando de uma pessoa, não é uma pessoa imaginária, é uma pessoa que existe. Então assim, só um minutinho, só um minutinho. Quando fosse referir, ah, mas a avó dela, você só tem um pouco de respeito em relação a essa pessoa.
Tudo bem, mas eu tenho que fazer esse, porque senão, porque senão eu não vou poder continuar com o debate. Só isso.
É exatamente, é doente, é doente.
5 minutos.
Doente. Primeiro lugar, criminoso. Eu acho que ficou muito claro aqui para todo mundo como as pessoas funcionam aqui. As pessoas não conseguem entender ironia, hipérboles, extrapolações. Não adianta, é uma sinalização de virtude atrás da outra. Tanto que o maior sintoma disso foi no meio da pergunta dele, ele foi fazer a pergunta, ele falou, pera aí, eu tenho que sinalizar virtude. Ele quase nomeou alguma coisa, só que foge da minha sinalização de virtude.
Acho que tá muito claro aqui. Calma, cara, calma, deixa eu responder. Aí vamos lá, vamos lá. Olha só, eu vou te responder uma coisa muito objetiva que você me perguntou, e assim que você responde, eu vou ensinar vocês como é que você responde. Você falou o seguinte: explique de onde.
Ela tá mandando me foder, cara.
Eu não aguento mais resposta, cara.
Mas eu sei, eu tô falando de boa para você.
Tá tentando trazer de novo o tempo para nós.
Me dá um minuto, me dá um minuto.
Não, mas esse microfone, mas o microfone tá cortado.
Então cortar.
Não, ela me mandou me foder, cara. Eu só quero um minuto.
Tá bom, tá bom, me dá um minuto.
Pode ter um minuto.
Mais um minuto, mais um minuto. Mas vamos lá, naquele, eu vou repetir o que eu falei porque não tem nenhuma ofensa nisso. Eu falei o seguinte: eu vou ensinar para vocês como é que você responde uma pergunta objetivamente. Isso não tem nenhuma ofensa, eu não tô xingando ninguém, não tô falando de ninguém, é uma coisa simples. Eu vou ensinar vocês como você responde.
Você não acha que merece uma desculpa só o jeito que você falou?
Não merece.
Sério mesmo?
Deixa eu tentar minha resposta. Então tá bom, gente, eu não posso falar mais do mundo, mas faça, por favor, faça. Posso responder?
Pode, pode.
Vamos lá, mais um minuto. Vamos lá, você fez a seguinte pergunta: você tem que explicar, tá me controlando? Você tem que explicar de onde veio o dinheiro da Ucrânia. Saiu do meu bolso. Eu vou explicar para você uma coisa: eu comprei uma passagem com meu dinheiro, eu tirei licença do meu cargo e eu fui até a Ucrânia com meu dinheiro. Lá, depois de 4 dias, eu pedi uma doação que foi 100% averiguada, tá? A gente fez uma auditoria externa.
Eu mandei para Mônica Bergamo da Folha, jornalista de confiança de vocês, e ela auditou tudo e falou, realmente tudo, inclusive com autorização, autorização da embaixada, foi tudo para Ucrânia. Beleza, dito isso, eu vou voltar aqui, voltar aqui no que você me falou. Você falou o seguinte, que eu sou imoral, que eu não tenho moral para falar de misoginia, que eu sou um lixo, que eu tenho que me ferrar. E tá tudo certo, eu não vou ficar ofendido aqui, tá tudo certo.
Eu sou o pior cara do mundo, eu não sirvo, eu sou, sou um macho Dito isto, dito isto, a minha pergunta permanece. É a quarta ou quinta vez que eu tô fazendo a mesma pergunta, e é muito simples vocês saírem dessa situação. Vocês podem me atacar o quanto vocês quiserem, não tem problema, pode me xingar, eu sou tudo isso, eu sou um lixo, um merda. Dito isso, a pergunta objetiva é simples. Eu vou até abrir mão de uma parte do meu tempo para eles responderem.
Por favor, não complemente, eu vou deixar vocês responderem. As frases do Lula, eu vou repetir aqui: mulheres lésbicas do grelo duro, diretora gostou de acordar com 5 homens, feminismo é coisa que tem que fazer. Dito isto, as frases do Lula são ou não são misóginas? É muito simples essa pergunta e bem objetiva.
Vai lá, sim ou não?
Eu vou completar, eu quero completar.
Não é o tempo da nossa pergunta?
Não, agora é, agora é a réplica.
Então deixa eu completar, eu vou deixar Vou matar com a mesma pergunta, vou matar com a mesma pergunta. Primeiro, vamos entender uma coisa aqui, Natália, sobre o que aconteceu aqui. Vamos entender como é interessante esse processo. Você fez ofensas pessoais ao Arthur. Calma, calma. Você fez ofensas pessoais ao Arthur?
Sim, fiz.
Mandou ele se foder, várias coisas você falou aqui.
Calma, Natália, a gente não tá falando de níveis, não estamos comparando nada.
Foi depois, né?
A diferença é que dá no máximo, bom, segue lá.
Então, deixando claro, você fez essas ofensas pessoais. Na sequência, você conta a sua história. Pô, legal tua história. O Arthur, ele ali, ele faz, bom, da forma como ele se expressou, ele falou o que falou. E aí você entendeu isso como um ataque, por exemplo, misógino. Mas é, como eu defino isso? Veja, nem concordo com o que ele falou. Presta atenção, são coisas diferentes. Esse é o meu ponto com todo o problema que a gente tá tratando aqui, porque foi no seu pessoal, foi na sua intimidade, foi no seu sentimento, e para você isso foi grave, e você pode interpretar como misoginia.
Mas uma pessoa olhando de fora não vê dessa forma. Pode ter visto que, sei lá, ele fez uma piada babaca Mas não é misógino por causa disso. Então esse é o problema exato que eu tô trazendo da lei. É esse o problema. Essa lei vai abrir uma brecha para que qualquer mulher que se sinta ofendida, seja pelo que for, ela leve para o pessoal e processe um homem e destrua a vida dele nesse processo de investigação. De todo esse processo até o julgamento, porque é um ano, cara, 2 anos da vida daquele homem que vai ser escorraçado.
E você sabe disso, o cara pode perder o emprego dele. Se é um cara casado, ele vai ter problema no relacionamento dele. Se é um cara que tem filhos, vai ter problema para levar sustento para o lar. E aí, quando eu tô trazendo isso, e aí você pensa assim, pô, tá preocupado com o homem? Não, cara, tô preocupado com a esposa desse cara também, eu tô preocupado com a filha desse cara também. Porque o problema é eu entregar uma lei, uma lei que precisa existir a proteção da mulher, precisa, tá tudo certo.
Mas o problema é uma lei mal elaborada, porque eu entrego um dispositivo que vai dar poder para essa mulher. Então dou um outro exemplo. Por exemplo, você poderia, tá, mas vou te explicar. Você poderia, por exemplo, fazer uma medida protetiva a partir disso. Olha que loucura! E basta a palavra da mulher para o homem não poder se aproximar. Hoje a medida protetiva, isso tá acontecendo, e você sabe que agora, por exemplo, a Maria da Penha não se trata nem mais de ambiente doméstico.
A mulher pode dizer que o vizinho, por exemplo, a persegue, que o vizinho tem problema com ela, e ela abre uma medida protetiva de ofício.
Mas qual o problema?
O problema, o problema é o seguinte: não precisa de autorização judicial. Oficial, ou não precisa. Hoje delegados podem emitir, até escrivão pode emitir. Inclusive lá no governo do Goiás está dessa forma. O Caiado deu essa autorização no governo de Goiás. E digo mais, o cara poderia, por exemplo, como ele tem que estar 100 metros daquela mulher, nem na casa dele ele pode estar. Isso é uma aberração. E aí completo com o Arthur: falem, o Lula é ou não misógino por essas falas?
Eu queria falar uma única coisa. Peguei uma bala aqui bem na hora de falar. Queria falar só uma única coisa. Sabe por que que o Pélido da Misoginia é necessário? Vou te dar um exemplo que aconteceu aqui. Porque sem o Pélido da Misoginia, pessoas como esse cara aqui, esse cara que é caçado, caçado por ter ido na Ucrânia fazer turismo sexual, dizer que mulheres pobres são fáceis. Cala a boca, tô falando, meu caro, você não sabe ouvir. Poxa vida, vocês falou aqui o tempo dele, você não falou nada.
Vocês vão responder até agora sobre a fala da Luna?
Não, eu gostaria de saber a opinião de vocês. Aí não sei se o mediador tem direito à pergunta, mas não, eu tô, eu tô, mas aí assim, você tá exigindo uma resposta dele? Eu tô exigindo resposta nenhuma, eu tô dizendo para ele, não, eles fizeram 4 vezes a mesma pergunta. Porque sempre da misoginia, pessoas como o Renan, né, esse sujeito que chama aos 40 anos de idade, ou vai fazer, Mamãe Falei, para começar por aí, chamar Mamãe Falei aos 30 anos, vai fazer 40, é uma vergonha, né?
Não tem que— só o nome desse sujeito já nos, já nos dá indícios de quem é ele, né? Que foi para Ucrânia, que foi cassado, perdeu o mandato. Vão continuar existindo, Vilela. Pessoas como ele, né, cestaram. É por isso que a gente precisa criminalizar a misoginia, é exatamente por isso. Agora, honestamente, honestamente, honestamente, eu acho que vocês homens, e aí serve para todos, quem defende, quem não defende, deveriam baixar um pouco a crista de vocês e escutarem as mulheres, a opinião das mulheres.
Eu acho que isso é mais válido, é mais válido do que formar opinião própria enquanto homem. Porque eu acho que é isso que tá faltando, é isso que tá faltando, é os homens serem educados a terem mais empatia com as mulheres, é serem educados de uma forma diferente. Mas eu não tô falando só de respeito, porque eu sei que, eu sei que tem homens que respeitam mulheres. Eu não sou do tipo que sou contra homem, não, eu não sou desse tipo, entendeu?
Mas eu acho que falta ouvir mais o que as mulheres pensam, como elas se sentem, se elas vão se sentir mais seguras com o PL da misoginia, com a criminalização da misoginia, né? Eu acho que é isso que falta. E sem— e num discurso honesto, não no discurso distorcido, num país em que as redes sociais não são organizadas, não tem nenhuma regulamentação, cada um fala o que quer, abre a câmera. Até recentemente, né, cenas de porque não posso falar o nome aqui porque, né, caiu o programa, circularam, né, e vários adolescentes assistiram uma menina sendo violentada, né.
Então eu acho que é isso que tá em jogo aqui. Agora, honestamente, assim, vocês estão preocupados com o Lula, eu tô preocupada com as mulheres, eu tô preocupada com as mulheres. Eu defendo o PL da misoginia e a criminalização da misoginia, porque eu não quero mais enterrar nenhuma mulher. Eu não quero mais ter que acolher mulheres violentadas. Eu não quero mais ter que abraçar mulheres e chorar com mulheres amigas minhas, parentes minhas, pessoas que eu conheço na rua, ver cenas de violência na rua.
Eu não quero mais. E eu acho que começa— não resolve tudo, mas é uma parte importante— começa pela criminalização de comportamentos como desse sujeito aqui chamado Mamãe Falei aos 40 anos de idade.
Vamos lá, tréplica, e depois vocês têm a pergunta, a segunda pergunta para eles.
Olá, Natália, de novo. Eu ouço mulheres, eu gravo diversos programas lá e converso, dialogo, converso com a minha própria. Por exemplo, em um programa que eu gravei com a Silvia, uma vereadora do PSOL aqui de São Paulo, eu perguntei a ela: a mulher deve ser submissa ao seu marido, tá na Bíblia, minha fé cristã, tá na Bíblia, é um texto bíblico. Ela: você entende como misoginia? A Silvia falou: isso é misoginia. E eu fiz a pergunta, minha esposa estava no— minha esposa estava no estúdio, eu perguntei: Stephanie, você entende isso como misoginia?
A minha esposa falou: não. Porque a minha esposa sabe o que significa isso, a Silvia não sabe. Essa lei, ela abre um precedente para que essa mulher que não entende o que tá sendo dito possa perseguir quem está falando. Vai acontecer. Segundo, por exemplo, eu quero proteger a mulher, mas mulheres também são violentas. Isso tem que ser dito. Mulheres também fazem falsas denúncias. Isso está acontecendo aos montes. Eu não posso cobrir uma injustiça com outra injustiça, Natália.
Esse é o ponto em questão. Essa lei, ela é subjetiva. Foram duas perguntas que vocês não responderam. A primeira, vocês não definiram objetivamente o que é misoginia. Não definiram claramente Primeiro, como eu posso julgar, ou qualquer juiz, de maneira universal, ele pode chegar a uma mesma conclusão sobre o que é isso? E segundo, sobre as falas do Lula, porque isso aqui é emblemático, é emblemático, é sobre isso. Responda essas duas perguntas, aí fica mais fácil o diálogo. Mas ainda tem mais tempo.
Você quer completar?
Tem mais tempo.
A minha pergunta é simples, a gente já perguntou acho que 6 vezes. Vocês podem me xingar à vontade, gente. A questão é que a pergunta não está sendo respondida. Eu sou um lixo, eu devo sair daqui preso. Tá tudo certo. A questão é simples: o Lula foi ou não foi misógino com essas frases? É muito simples, é sim ou não.
Vai lá. Não, beleza.
Só uma coisa, vocês querem completar mais com outras perguntas? Não, é porque vocês têm um minuto para pergunta, para segunda pergunta.
Ah, tem, tem.
Não, não, porque eles vão ficar 5 minutos. Dá um minuto, eu dou 30 segundos para eles responderem. É sim ou não?
Não, a gente tá na segunda pergunta deles para vocês.
Tá vendo?
Ó o tempo que eles vão enrolando, eles vão pedindo. A questão é simples, é sim ou não? É 30 segundos. 30 segundos.
Não existe isso, não existe isso.
Eles vão ter 5 minutos para responder.
Por isso que já pode colocar mais perguntas.
Então vamos, vamos ratificar aqui o que tá sendo falado. Então, Grandini, vai lá. Quem estabelece objetivamente a fronteira entre misoginia, grosseria, crítica e liberdade de expressão? Então é isso, essa é uma pergunta. Segunda pergunta sobre as falas do Lula. E qual mulher E se essa lei ela abre, abre o precedente da mulher que fizer uma falsa acusação, como já acontece no caso da Lei Maria da Penha, ser ou não penalizada, porque se envolve o sentimento.
Não, não, não, não se envolve o sentimento e a subjetividade da mulher, tem ali, ela está passando naquele momento, ela não pode ser revitimizada, você sabe disso. E se é a impressão que ela tem, ela não pode ser acusada de falsa denúncia.
Tá, vamos lá, primeira pergunta do Lula, só porque para eles não perguntarem de novo, ou simplesmente não quero responder.
Não, não, não, eu vou responder, mas eu vou começar pelo final, já que é tão, já que é tão importante para vocês essa pergunta. Primeiro, não existe isso. Já existe um tipo penal de denunciação caluniosa, isso já existe, né? Então já existe um tipo penal para quem faz uma falsa denúncia. Não, para quem faz uma falsa denúncia, exatamente por isso, porque eu tô te dizendo o que acontece no dia a dia. Primeiro que diversas medidas protetivas são negadas pelo juiz.
Há várias mulheres que não conseguem uma medida protetiva que inclusive não é algo que penaliza o homem, simplesmente—
Foi recente, inclusive, né, que virou caso nacional. Foi preso o amordaçado, mas o protetivo não teve.
Diversas mulheres não conseguem. E segundo, que não é uma medida punitiva. O homem não é penalizado, simplesmente resguarda a mulher. Você não pode acessar a mulher, ponto. E quem somos nós para julgar se aquela mulher se sente ameaçada por uma medida que simplesmente não deixa o cara se aproximar dela? Nada além disso, nada além disso. Então, primeiro ponto: se ela faz uma falsa denúncia, você tem todo direito de processá-la, de fazer um boletim de ocorrência, e ela vai responder independente do caso.
Lei nenhuma impede que pessoas denunciem outras por denunciação caluniosa. Então, outra questão. Terceira questão: quem que vai julgar isso? Mais uma vez, vocês têm uma questão com compreensão. O Judiciário Brasileiro. Quem que vai ser? Vai ser o Cestário? Vai ser o Arthur? Vai ser a Natália? Vai ser eu?
Não.
Tem que ter um órgão. Ele é perfeito? Não, mas ele existe. Por isso que é um país recursal. Ah, mas é subjetivo. Todo crime que a gente fala de injúria, de calúnia, de difamação, de crimes que tá na própria Lei 7.716, que não aborda só misoginia, mas discriminação por procedência religiosa, procedência nacional, cor, raça, tudo isso é subjetivo. E aí existe um órgão chamado Judiciário que vai analisar o caso concreto e vai ver, olha, tem essa prova, tem essa prova, tem essa prova.
É muito simples, gente. Uma criança de 4 anos entende que existe um órgão que vai julgar não só no caso de racismo, que é sim subjetivo, porque existe um processo por trás, assim como misoginia, assim como procedência religiosa, procedência nacional, tudo. Então, respondendo em relação às falas do Lula, já que para vocês é tão importante, eu respondo: são falas infelizes, são falas infelizes. São falas infelizes, misóginas ou não?
Não, porque não incita ódio contra a mulher, uma coisa óbvia. São falas infelizes. Assim como, amigão, se você acha que eu vou estar aqui para proteger quem quer que seja, só que mesmo as falas do Lula fala, nossa, uma mulher de grelo duro, né? Não se compara ao Renan Santos que disse que é estuprar a barba.
A gente já não fala a palavra, a gente já sabe, né?
Foi denunciado por tentativa de estupro. Renan Santos foi denunciado por tentativa de estupro. É bom deixar claro, foi absolvido. É bom deixar, foi absolvido e foi absolvido. E aí, foi absolvido. A gente acabou de falar de falsa denunciação, a menina assumiu.
Vocês estão mutados, estão mutados, é só eles.
Só tô trazendo essa informação, ninguém chamou ele aqui, tanto é que ele me processou e perdeu a liminar para que eu retirasse o meu vídeo falando exatamente isso. Renan Santos foi denunciado por tentativa de estupro. E eu falo se quantas vezes for preciso, porque a justiça já negou liminar do Renan pedindo para retirar vídeo falando exatamente isso. Esse cara aqui, a primeira coisa que ele pensou quando a Natália Boulos falou sobre a vó dela, que é uma refugiada de guerra ucraniana, foi: apresenta para nós.
A primeira coisa que ele pensou quando ele estava na Ucrânia, um país em guerra, né, e pela primeira vez ele viu uma fila de refugiados em guerra, a primeira coisa que ele pensou foi: nossa, que gostosas! Deixa eu mandar um áudio para o meu grupo de Zap aqui com os amigos do futebol, né? A primeira coisa que essa gente pensa é nisso, né? É uma gente podre, nojenta e doentia.
Natália, quer completar?
Eu queria fazer minha pergunta.
É que agora é a resposta.
Então pode usar seu tempo aí.
Então vai, rápido.
Sabe o que define aqui, Grandini, qual o problema maior? A desonestidade intelectual. Você não respondeu a minha pergunta. Meu Deus, você não trouxe como de maneira objetiva eu consigo determinar essa fronteira entre crítica. Então não tem, né? E não tem. Ótimo. Então você acabou de mostrar, você acabou de mostrar que esta lei é uma merda como está posta, porque você não tem como definir cada cabeça sua, cada cabeça sua sentença. Cada cabeça a sua sentença. Eu acrescento, cada cabeça a sua sentença.
Ótimo, né?
Aí problema é do cara.
Você falou o seguinte, todos os crimes têm que ter investigação, amigão, processo.
Então tá, você falou o seguinte, ah, que vai definir se o cara tá com problema, se tem medida restritiva contra o homem, a vida dele, quem sou eu para julgar a mulher? É, foda-se o cara, dane-se o cara. Dane-se. Eu vou te contar um caso fácil. O cara trabalhava numa feira, uma marca de suplementação, estava trabalhando numa feira de suplemento. A ex dele, que fez uma medida protetiva contra ele, foi no evento de propósito e fez uma foto do lado do cara sem ele ver.
Esse cara ficou preso 3 meses. Você conhece ele, diabético, atleta de fisiculturismo, por uma falsa denunciação. A mulher quis prejudicar o cara intencionalmente, ela conseguiu. O problema é dele. Esse N1 não importa. Se você não se importa com uma vítima, só que essa lei dá essa bomba desse dispositivo para mulher fazer isso. Natália, nós queremos defender as mulheres, mas tem que ser direito. Não adianta colocar goela abaixo prejudicando homens, não adianta.
E você vai prejudicar de tabela mulheres também, porque terão medo de contratar essas mulheres. Os homens terão medo porque legalmente essa mulher pode estar no ambiente de trabalho e acusá-lo. Ah, mas ela não consegue provar, nem provar precisa.
Você não contrata mulheres?
Eu, eu hoje evitaria se essa lei for aprovada, mas eu não tenho funcionário, filho, no meu, no meu estúdio. Se essa lei for aprovada, eu evito, eu evito porque eu jogo no seguro. Eu não vou confiar numa pessoa que eu acabei de conhecer que pode fazer qualquer fala contra a minha pessoa desonesta e a minha vida ser escorraçada por ela.
Pode falar.
Vamos lá, já agora é a tréplica de vocês. Eu já acrescentei um tempo, depois tem o tempo do Arthur também.
Não pode falar, não é hora deles. Olha só, primeiro, toda lei, toda lei, o direito penal aliás, por essência, ele é também considera a subjetividade do crime. Isso é doutrina e é legislação. Tanto é que a motivação do crime, ela é fundamental para definição da pena. Então esse argumento, ele não para de pé, porque quando você define um crime, para você fazer a dosimetria da pena e decidir o que vai ser aplicado, você considera: teve intenção?
Qual foi a intenção? Certo? Isso todo mundo sabe, porque isso já é utilizado. Então dizer que a lei ela é subjetiva não cabe, porque toda lei do direito penal ela tem elementos de subjetividade. Esse é o primeiro ponto. Isso não sou eu que tô dizendo, isso são os maiores estudiosos do direito penal brasileiro dizem. Você pode discordar, tá? Mas é assim que funciona. Ela não se aplica só à misoginia, ela se aplica a todas as leis penais no Brasil.
A segunda coisa É que o que se estabelece na lei é muito claro no sentido da intenção objetiva do que se refere ao que se quer penalizar. O que se quer penalizar é o ódio e a violência contra a mulher. Ora, uma parte a gente assistiu aqui, uma parte a gente assistiu aqui, uma parte a gente assistiu aqui. Mas veja, você tá pedindo uma coisa que eu não tenho a condição de lhe entregar hoje. Primeiro, porque eu não sou juíza. Segundo, porque não tem nenhum caso julgado no Brasil.
Então vocês estão antecipando um debate que não existe jurisprudência, não existe nada ainda julgado para vocês se anteciparem assim. O que chama atenção é essa antecipação tão angustiante de vocês diante de uma lei que tem como intenção penalizar o ódio contra a mulher, né? Isso é a primeira coisa. Isso é a primeira coisa. É a segunda coisa, é que assim, as mulheres já não estão mais trabalhando. Não sei se você sabe, saiu um dado recente que parte importante das mulheres, se eu não me engano, quase 60% das mulheres hoje Não estão mais trabalhando por conta da violência contra a mulher.
Esse é o principal fator que tá tirando as mulheres do trabalho. Não é as mulheres não aceitarem a violência, não é as mulheres dizerem não, não é as mulheres se negarem. É o inverso. O que tá tirando as mulheres do mercado de trabalho hoje é a violência contra a mulher. Então eu queria propor um pouco de empatia e um pouco de se colocar no lugar. Não é não ouvir, tá? Não é não ouvir, é se colocar no lugar, se colocar no lugar, né, de uma mulher no Brasil, no momento que a gente vive hoje.
Se coloque no lugar e pensem, tentem pensar como uma cabeça de uma mulher. Qual seria a lei? Vou concluir então. Qual seria a lei cabível para tornar uma mulher mais segura e se sentir protegida? Entende? Então vamos lá, eu acho que acabou o nosso tempo de pergunta, depois volta para gente, é isso?
Só um minutinho, é, a gente vai mudar de tema, então vocês têm o tempo que o Arthur tinha. Então aproveita esse 1 minuto para finalizar esse tema tudo.
Mas é 1 minuto dele, 1 minuto meu, é isso?
Não, não, de vocês dois.
Você tirou meu minuto, você não me deu.
Então deixa ele falar então.
Não, não, eu deixo ele falar.
Você não me deu meu minuto, ele não tem.
Aí esse minuto, deixa eu te falar, não adianta, corta fora do tempo, não adianta você não, não Não conta meu tempo, eu não tô falando ainda, eu estou falando uma dica. Eu tô falando, então vou falar uma coisa para você, não adianta me xingar aqui, não adianta me ofender porque eu não vou ficar bravo.
Mas vamos direto para o assunto, vamos lá.
Bom, eu não tô bravo, cara, eu não tô bravo.
Você tá me xingando, cara.
Pera aí, pera aí, pera aí, a gente volta para aquele problema de ofensa pessoal mesmo, não vai levar em nada, mas não vai levar nada. Não, mas isso vai levar ele a outra ofensa.
E a gente vai ficar de volta. Eu não vou ofender ninguém, eu não quero ofender ninguém, eu não quero ofender ninguém.
Eu acho que sim, né? Pode ser para algumas pessoas.
Eu não tô ofendido, cara, eu não tô ofendido.
Mas ela pode te ofender quando você rebater essa ofensa, entendeu? É isso que eu não quero.
Ah, entendi. Então a métrica é ofensa pessoal. Então me sinto ofendido, quero 5 minutos.
Não, então tá vendo? Eu tô vendo, tá vendo? Quando vai para ofensa pessoal, a pessoa pode se sentir ofendida. Então vamos lá, 1 minuto para ele.
Você quer falar? Qual que é a tua pergunta? Isso, não é um minuto, tudo bem, deixa um minuto e meio, vai. Nossa Senhora, cara, assim, já que a gente vai mudar de tema, vamos encerrar aqui. Eu vou ser muito rápido para dar o seu, sua pergunta final aqui. O seguinte, a gente viu aqui a qualidade da argumentação, a de homem nem ia dar com pau, porque você é um lixo, que você é baixinho, porque beleza, pode me xingar. Argumento de autoridade, que eu falei com os maiores especialistas e não sei das quantas.
Espantalho, apelo à emoção. E no final do dia As perguntas objetivas não são respondidas. O Cestário perguntou 300 mil vezes qual é o critério, não apresentou critério. Eu perguntei 300 mil vezes, cara, essa frase— o Grandini esboçou uma— dá licença, o Frangini, põe um minuto para mim, por favor. O Grandini esboçou uma reação: não, porque as falas do Lula não incitam ódio. Então vamos lá, vamos lá, frase. A frase apresenta para nós misoginia, tem que sair daqui preso.
Ok, a frase: se for corintiano pode bater na mulher, não incita ódio. Tá muito claro aqui, tá muito claro aqui o padrão deles. Dito isso, vai lá, Natália.
Causa angústia porque a lei está mal elaborada. Você mesmo não conseguiu definir. Você falou, não sou uma especialista. Exatamente sobre isso que a gente tá tratando aqui. Não se cobre uma injustiça com outra injustiça. Vocês não definiram objetivamente, não responderam sobre a fala do Lula, apenas como uma frase infeliz, e acusa todo mundo. Cara, isso daí, desculpa, tá errado.
Grandini, agora é o quê? Agora é pergunta?
É a pergunta deles, a terceira pergunta. Eu sugiro mudar de tema, que a gente tá andando meio incerto. Quiser comentar alguma coisa, mas você não pode, pode, vai acontecer um novo debate.
Não, não vou mais. Eu acho que a gente comenta, é vocês dois, vem o que vocês querem. Já ficou abismado o suficiente. Mas assim, gente, é primeiro que essa lei já existe há anos, ela apenas acrescentou em relação à discriminação de cor, raça, Credo, procedência nacional, a Pátria e Minha Cidadania. Então ela já existe há anos e os critérios já são utilizados há anos. Existe um judiciário. Quase todas as leis, é que vocês não entendem de direito, mas quase todas as leis no Brasil são discricionárias.
Ou seja, o juiz ele decide de maneira geral e depois ele fundamenta numa lei já existente. Então isso é uma coisa óbvia. Então se a questão, há homens presos injustamente, há homens, há pessoas presas injustamente por homicídio, Há pessoas presas injustamente por tráfico de drogas, há pessoas presas injustamente por racismo. Então veja, qual é a questão? Então vamos liberar todos os crimes porque tudo é subjetivo? Então vamos liberar todos os crimes, né?
Porque há pessoas presas que podem ser pessoas inocentes que podem ser presas. Vamos lá, sobre a pergunta, vamos mudar para segurança pública, que também engloba essa temática, né? O Renan Santos, ele defende, por exemplo, o direito penal do inimigo, que é uma teoria alemã que é inconstitucional. E que não pode acontecer no Brasil porque viola o artigo 5º de que todos são perante, são iguais perante a lei, né? E vários outros populismos penais que já foram desmantelados por jornalistas, que quando perguntaram para o Renan o que que ele gostaria de copiar no modelo de El Salvador, ele não conseguiu listar absolutamente nada que ele copiaria igual.
Até porque pelo menos 10% de tudo que tá lá é totalmente inconstitucional, não tem assim nem discussão. Para a gente poder discutir. Ou seja, são projetos que são inviáveis de acontecer no Brasil, e tudo que ele prega é absurdamente também irreal do ponto de vista orçamentário. Ele não diz de onde vai sair, o que que vai fazer. Eu quero entender qual que é a ideia de vocês para a Segurança Pública.
Só uma questão de ordem, só entender. É a pergunta deles agora, a gente responde, aí depois tem mais uma pergunta nossa, é isso? Ah, tá, tá.
Então vou deixar isso, mas vou deixar você responder.
Então fica à vontade.
Primeiro, você falou fake news. Tá aqui, ó: se o cara é corintiano, tudo bem, entre aspas, diz Lula sobre pesquisa que aponta aumento da violência contra a mulher depois do jogo. Então não fala que é fake news, meu camarada. Ele falou isso, porque isso é desonesto da sua parte. Eu falei sobre desonestidade intelectual, você não pode fazer isso. Segundo: ah, já que tem cara preso injustamente, vamos liberar o criminoso. Eu não vou criar uma lei injusta, é sobre isso que estamos tratando aqui, ponto.
Meu irmão, de novo, sabe qual o grande problema de qualquer debate que eu vejo? Eu tô respondendo, não, eu tô respondendo porque ele citou sobre isso. Vira lá, sabe qual o problema de todo debate, pessoal? Todo mundo quer ter razão e não chegar a conclusões de bom senso e equilíbrio. Vocês não responderam o que eu perguntei de maneira objetiva, a definição da lei sobre a fala do Lula. Apenas trataram como infelizes. Mas se fosse o Bolsonaro ou qualquer cara de direita fazendo essas mesmas falas como essa que eu disse aqui, entre aspas, do Lula pós-jogo, achar que um corinthiano bater na mulher isso não incita ódio, se fosse qualquer pessoa de direita vocês estariam dizendo que era misoginia. Mas agora aqui, como você falou do MBL, vai embora.
Eu quero perguntar assim, questão de ordem, se a gente pode fazer um bate-bola, porque você falou que tem diversos pontos ilegais, desculpa, inconstitucionais. Você pode me listando e eu vou respondendo? Pode ser? Tudo bem, vai lá, me fala. Mas eu vou partir do princípio do direito penal, eu vou partir do princípio. Você vai ser honesto comigo e você vai não tomar meu tempo.
Aqui é tranquilo. Não, não, ele não vai ficar falando, ele vai falando, eu vou responder a parte, beleza?
Então vai lá, primeiro, primeiro ponto, que que é impressionante.
Primeira questão, que é o principal: direito penal do inimigo.
Vamos lá, o que que é o direito penal do inimigo? É você considerar um membro faccionado, tá? Não uma pessoa de plenos direitos. Não é uma pessoa que vai ter ali todas as prerrogativas legais de um brasileiro.
Não, começou errado.
Calma, a questão é: se você tiver que fazer PEC, você vai fazer. Declara guerra, você vai ter que fazer isso. A gente vai declarar uma guerra contra a facção criminosa. Exatamente, é assim que funciona, é assim que funciona. Eu vou dizer mais: quando você pega, por exemplo, El Salvador, você pega a lista da GloboNews. Ah, prisão sem mandato, fake news, não existe isso. Ah, julgamento coletivo, isso já está previsto inclusive na nossa Constituição.
Outra coisa, se você pegar, por exemplo, uma exceção, quando, por exemplo, um bandido aponta uma arma para um policial, ali você não precisa de mandado para o policial executar a pena. Ele vai lá e cumpre o estrito direito legal de matar e eliminar aquela pessoa. Então, o direito penal do inimigo não é o que vocês estão tentando vender, que o policial vai sair matando quem ele quer. Não é assim. Comprovada, comprovada, comprovado o vínculo dessa pessoa com uma facção criminosa, essa pessoa possa ter outro tipo de tratamento na justiça brasileira.
É isso, a gente vai tratar isso com PEC, acabou. Isso não é assim que funciona, não é.
Qual cláusula pétrea? Qual cláusula pétrea?
Vamos lá, qual cláusula? O que que diz o artigo?
Todos são iguais perante a lei. Aí só acaba com o direito penal.
Não, não, não, não, cara, você está fazendo uma interpretação. Todos são iguais perante a lei. Calma, não abraça todos. Calma, não abraça a possibilidade de uma pessoa ser julgada por um crime mais grave do que outro.
É isso, é funcional. Abraço todos, todos.
Você sabe que é todos, todo mundo é igual perante a lei, menos o homem e a mulher.
Uma criança entende.
O Grandini vai falar, você fala depois dele. Meu tempo, meu tempo. Então o Grandini espera.
Todo mundo é igual perante a lei. Eu vou te trazer uma interpretação aqui, eu vou te trazer uma interpretação. Se eu me faccionar, se eu me faccionar assim como você, assim como ela, assim como ele, Nós vamos estar iguais perante a lei, nós vamos ser tratados como faccionados. Isso não fere cláusula pétrea, ponto final, acabou. É isso, é desse jeito, é assim. Grandinho, deixa eu te falar uma coisa. Se uma pessoa vai, se uma pessoa vai, ó, eu vou, eu preciso de um mandado judicial para entrar na sua casa.
A partir do momento que eu faço um vínculo seu com uma facção criminosa, eu não preciso mais do mandato. Isso não é tratar você diferente, porque você se faccionou, pronto.
Então você que não tá conseguindo interpretar isso, é como nós estávamos falando do próprio PL da misoginia. Todo mundo é igual perante a lei, mas estão querendo criar alguma lei para proteger mais a mulher.
Outras constituições que abraçam o direito penal do inimigo não tem cláusulas pétreas que dizem que todos são iguais.
Um cara faccionado, vamos lá, vamos deixar claro, vamos lá, um faccionado, vamos lá, porra, tem que se foder, porra. O cara tá condenando toda uma comunidade à escravidão. Quem que é a favor disso? O cara subjuga todo um povo ali daquela comunidade, rapaz. Eu acho que todo faccionado tem que se foder mesmo, e dane-se. Quem em sã consciência é a favor de um cara de fuzil? Se fosse na porta da sua casa, você não aceitaria. Acha normal?
Não é apelo emocional, é verdade. Você aceitaria, Grandini? Você moraria numa comunidade liderada por faccionados ali? Simples assim.
50% da população masculina tá encarcerada.
É 50%. Olha o que você tá falando, 50% tá encarcerado. Então beleza, então quem que tá com os fuzis lá de fora na comunidade?
Lá onde ele defende, sabe quem que tá encarcerado?
Sabe quem tá encarcerado? Todos nós aqui. Pega teu telefone e vai andar na polícia, eu quero ver se tem coragem. Anda lá falando no telefone. Você compra uma casa, você tem que levantar o muro, botar cerca elétrica, tem que colocar câmera, cachorro, porque tem medo de alguém pular. Você não anda sozinha na rua porque tem medo. Você é uma prisioneira. E esses vagabundos não temem merda nenhuma. O Estado tem que ser forte, o Estado tem que ser forte e penalizar duramente uma pessoa que tenta contra o Estado.
Cadê o Estado Democrático de Direito? Esses caras ferem isso, são princípios que vocês dizem defender. Cadê penalidade? Tem que punir esse povo.
A gente defende, não somos nós que não é do nosso lado, que tem amigo miliciano, não é do nosso lado.
Então vamos lá.
Não é do nosso lado que tem amigo miliciano. Não é o nosso lado também que tem um governador que colocou no comando da Secretaria de Segurança Pública gente relacionada com crime organizado.
Mas calma, é porque tá no meu tempo.
Não, tudo bem.
Eu tô deixando você falar, mas tá no meu tempo.
Olha só, 25 segundos aí, vocês têm 3.
Eu não tenho partido político, eu não tenho candidato de estimação.
Mas você tá num campo, você tá no campo da direita, e essa turma tá no mesmo campo que você. Tá no mesmo campo que você, né?
Um pouquinho só.
Se eu falar com Rui Costa Pimenta, ele concorda comigo que ninguém leva a sério.
E ele é de esquerda e extrema esquerda. Deixa eu te falar uma coisa. Eu sempre respeito vocês, eu não corto.
É, deixa ele falar.
Você tá me colocando, você citou o seguinte: amigo de Miliciano. Quero que se foda quem é amigo de Miliciano, tem que se foder também. Não tá do meu lado porra nenhuma, não significa nada disso para mim. Eu tenho meus princípios, eu tenho meus valores, e eu quero que o povo brasileiro volte a viver com tranquilidade, o que nós não temos. Simples assim. E quem tem caráter e decência deveria defender a mesma coisa, que é o quê? Penas rigorosas e duras contra qualquer faccionado desse país.
Vamos lá, 3 minutos para réplica.
Somos nós? Não, é que eu acho assim, primeiro, que Ninguém é contra penas rigorosas e duras, pelo contrário. Vou voltar ao tema anterior. No Brasil, o feminicídio tem a maior pena, são 40 anos de prisão. Prisão. E o feminicídio aumentou. Então eu acho que, infelizmente, infelizmente, nós vivemos um momento de muita insegurança. A marca da nossa geração é uma marca de insegurança. Eu não tô falando só do celular não, tá? Porque o celular talvez seja insegurança para você.
Para mim, a insegurança é quando eu desço do ônibus, se eu tô com meu cabelo amarrado, com medo de sofrer violência. A insegurança é a marca da nossa geração. E aí vem gente desse tipinho, Mamãe Falei, Renan Santos, gente que se diz independente, não o seu caso, mas que tá sendo candidato. Não sou nem Bolsonaro nem Lula, sou contra tudo que tá aí. E vem fazendo propostas fáceis, encantando uma geração com coisa que não vai fazer, não vai fazer.
Porque isso aqui é um país sério, isso tem uma Constituição, isso aqui é um país que deveria privilegiar a educação. Sabe como que nós vamos combater a violência? A gente vai combater a violência quando a gente tiver não só penas duras, porque a cadeia do Brasil tá cheia. O Brasil não é um país que não prende, isso é mentira. A população, a população carcerária é altíssima do Brasil, pode dar um Google aí. Vocês estão gostando de dar Google?
Pode dar um Google e ver aí qual é a quantidade, a população carcerária no Brasil. E vejam também quantos estão encarcerados sem ter sido julgados, ou seja, talvez inocentes que vão sair de lá criminosos porque vão ficar anos dentro de uma prisão que não tá salvando ninguém. Esse é o problema. Então eu topo discutir segurança pública, não com quem quer vender falsa promessa e ilusão, com quem quer discutir segurança pública na raiz.
Vamos falar na raiz e vamos olhar quem tá do nosso lado também, quem tem moral para falar de política, de segurança pública, né? Porque quando não está no poder, né, ou está do lado de quem tá no poder, porque esse cidadão aqui é Mamãe Mudei já seu nome, é Mamãe Chorei, agora Mamãe Mudei, porque você já foi Bolsonaro, contra Bolsonaro, a favor do Bolsonaro, agora tá contra Bolsonaro de novo, muda toda hora de opinião, de partido político Então passou por vários.
Confiança nessa gente, não sei, não sei se você tem, tá aqui do lado dele, mas você tem posições aparentemente mais abertas e democráticas para o debate, né, aqui entre nós. Então nós temos total disposição de fazer um debate sério sobre segurança pública. Não vim vender falsas ilusões que nós vamos prender todo mundo e vai resolver o problema. Não vai, não vai. É falsa ilusão isso.
E sair do emocional, né, porque eles falaram tanto de emocionar. Agora você tá, porque Tudo bem, como que a gente vai resolver o assunto? Primeiro, para quem não entende, direito penal do inimigo é uma teoria alemã que é inconstitucional no Brasil, porque ela entende que você tem que dividir direitos entre dois grupos: aqueles que são cidadãos comuns e aqueles que são faccionados. Isso por si só viola a Constituição e o artigo 5º da Constituição de 88.
Então assim, eu defendo que milícia tem que se foder? Tenho, defendo, defendo. Só que isso é inconstitucional. Mas você respeita, rapaz.
Sabe qual o problema?
Você falou sobre Brasil prender muito. Não, o Brasil prende pouco. Se tem muito bandido solto ainda, talvez tenha que prender muito mais. Segundo, nós temos muitas regalias para o preso, progressão de regime. Se eu sair daqui agora e aleatoriamente matar uma pessoa na rua, eu sou réu primário, sabe quanto tempo eu fico preso no nosso país? 1 ano. Eu já vou para semiaberto, eu já vou para semiaberto. 6 anos de punição e vou para semiaberto.
Réu primário, crime aleatório, ponto. A nossa lei é uma merda. Segundo, você falou o seguinte, e é interessante, tudo isso é muito legal que a gente tá conversando. O Grandini tem uma história de vida muito, muito difícil. Eu acho que a pessoa que maltrata uma criança, que toca numa criança, tem que se foder. Castração química é o mínimo para esse, para esse, é o mínimo para esse indivíduo. Mas o que que a gente faz no nosso país?
É isso, é esse aleatório. O ponto todo aqui que a gente tá tratando, Natália, é o seguinte, de novo: punição resolve quando ela é bem feita. É só sobre isso. Teoria econômica do crime, querida. Todo bandido faz um cálculo antes de cometê-lo. Se ele entender que a recompensa é melhor no cálculo dele, ele vai cometer o crime. Teoria econômica do crime. É por isso que você vai, por exemplo, Arábia Saudita, e você pode deixar seu telefone em cima de um carro, sair para nadar, e não vai acontecer nada.
Ninguém vai pegar o seu telefone. Sabe por quê? Arranca a mão dele fora. A China, pena de morte, prisão perpétua. É sobre isso. Vamos lá, Arthur, desculpa.
Não era só isso. Aqui a Natália, assim, metade da fala dela foi só me xingando, né? Ela falou até que eu sou amigo de miliciano. Enfim, eu só vou chamar atenção para uma coisa, que sua resposta foi perfeita. Ela falou assim: ninguém é contra penas mais duras. É sim, o seu partido. O seu partido votou contra aumento de penas, inclusive para crimes hediondos, inclusive pena de estupro. Vocês votaram contra. Então, de um lado, vocês estão aqui sinalizando virtude, falando que estão preocupados com as mulheres, não conseguem conter falas misóginas do Lula, e na hora de votar vocês votam contra. Vocês votaram a favor de estuprador.
São 18 anos de governo do PT, qual é a moral? Moral é exatamente essa. O que que o PT fez com o nosso país, caralho? São 18 anos de governo, olha o Brasil como ficou. Olha toda a insegurança que o governo ficou. Não, não, mas peraí, peraí, peraí, peraí.
O tema é, o Brasil ficou, ao menos agora, é tempo deles, porque ela falou sobre quem tem que pagar.
Ela saiu do mapa da fome.
Vamos falar de violência. Vamos falar de violência.
Peraí, vamos falar.
Nossa, acabou o tempo agora, é a terceira e última pergunta desse bloco.
Já emenda aqui essa fala aí que o Jabo faz a pergunta. Ela falou sobre moral. Qual é a moral? Moral Eu que pergunto, qual é a moral do governo de esquerda desse país? São 16 anos no mínimo. Olha os índices de violência, só aumentaram. Feminicídio só aumentou ano a ano. Você tá falando que diminuiu agora, depois do quarto, do terceiro ano, do terceiro governo Lula? Pelo amor de Deus, vocês estão de brincadeira! Nosso país tá uma desgraça e foi a esquerda no governo.
Minha pergunta agora, vamos lá, deixa eu falar uma coisa. Eu sou o cara mais execrável dessa mesa. Mandei um áudio na Ucrânia. Eu sou um lixo, eu, cara, não adianta. Eu sou um lixo, eu sou um lixo, eu sou o pior cara Esquece, vamos objetivamente na pergunta. Vamos falar de áudio vazado? Olha só, tem um áudio de um cara chamado André Janones que falou essas aspas aqui, ó: por exemplo, tem algumas pessoas aqui que eu sei que eu vou confessar em particular depois, que vão receber um pouco de salário a mais e elas vão me ajudar a pagar as contas que ficaram da minha campanha de prefeito.
O lixo da política é que hoje eu sou deputado, aí eu ganho R$33 mil, mas eu perdi uma casa de R$30 mil, então tudo que foi da minha conta foi consumido. Então eu acho legítimo que eu ganhe esse dinheiro para poder pagar, para eu poder me reconstruir. Certo? Eu acho justo eu pagar para mim. O meu patrimônio foi dilapidado, eu ganhei eleição, mas eu vou gastar meu salário pagando dívida? Não. Então vou ganhar meu salário livre, vou comprar minha casa, vou comprar meu carro, fazer minha poupança, vou fazer minha previdência e vou gastar o dinheiro da assessoria para pagar as despesas que ficaram.
Aí esse cara ainda fala o seguinte: eu vou subir agora no plenário porque tá tendo uma sessão, eu preciso registrar a presença, daqui a pouco eu volto para a gente continuar. Uma pergunta objetiva, não adianta você me xingar, Natália, você pode me xingar o quanto o que você quiser, eu sou um lixo, eu sou, eu não presto. A minha pergunta é simples: por que que o Boulos, por que que o Boulos inocentou esse cara?
Eu posso responder?
Claro, fica à vontade.
Tô aqui, liga para ele, quem sabe ele não te responde.
Vai lá, quem quer?
Tá bom, pessoal, liga para o Boulos. Ele tá ministro, tá trabalhando para caramba, né? Vocês estão vendo aí, o Brasil tá melhorando.
Fugir de uma pergunta.
Mas quem está aqui é Natália Boulos e não Guilherme Boulos, né, Vilela? Aliás, o Boulos é super acessível, já veio aqui muitas vezes.
Mas a pergunta é só assim, quem sabe o Boulos te responda?
Tá respondido, Vilela, minha resposta. Mas é o cartão, ele liga para o Boulos e fala, se quiser saber a minha opinião, ele pergunta para mim. Se ele quiser perguntar do Boulos, ele fale com o Boulos. Você não perguntou porque o Boulos? Pergunte para ele, meu caro.
Pergunte para ele. Mais habilidoso que eu vi de você fugir do meu programa. Você tirou o cabelo do seu marido e me deu. Pô, eu deixo até o convite bolso. Um dia você quiser me responder, tô à vontade aí, meu. Vamos fazer um debate no lugar onde você quiser, responde aí nas tuas redes, sei lá.
Tá certo.
Ela não fala pelo bolso, pessoal.
Então tá bom.
Então ela não fala.
O Arthur, vamos lá.
Não, eu quero entrar agora nas questões técnicas, que eu acho importante, né?
Questões técnicas.
Vamos lá, primeiro, vocês criticaram tanto o apelo à emoção, então vamos parar com emoção, vamos falar de realidade, concretude. Primeiro, aumenta-se pena no Brasil objetivamente há quase 30 anos e só aumenta a criminalidade. Primeiro ponto, só fazendo uma correlação, tá? Aumenta-se pena no Brasil há quase 30 anos e só aumenta a criminalidade. Segundo ponto, aumento de pena, o presidente Lula sancionou aumento de pena, vocês sabiam disso?
Inclusive de um projeto do Kim Kataguiri. Perfeito. E o Lula foi lá e sancionou. Então, só deixando claro, né, porque é importante deixar claro que o Lula sancionou.
São duas coisas diferentes.
Não, mas espera aí, espera aí. O Lula sancionou aumento de pena. Vou te dar parte depois. Então, terceira questão: aumento de pena, poxa, Arábia Saudita tem penas muito firmes, a China tem realmente penas muito firmes. E eu defendo pena firme. Eu fui violentado sexualmente aos 6 e 7 anos de idade. Eu advogo para crianças vítimas de violência. Eu acho que essa gente tem que se lascar. Eu não tenho dó nenhuma. Quem não acha é quem é contra o PL da adultização, né?
Quem não acha é quem foi contra o Cadastro Nacional de Pedófilos, né? Eu acho que essa gente tem que se lascar. Então, primeiro ponto. Mas vamos falar de Arábia Saudita, de China e tal. Se a gente for pensar assim, a Noruega tem penas muito irrisórias do ponto de vista penal. A Suécia tem penas muito irrisórias do ponto de vista penal. Inclusive, as cadeias deles são super desenvolvidas, tecnológicas, Então veja, a questão da pena é importante, é importante, é um caráter punir as pessoas.
Eu acho que tem que punir mesmo, inclusive aqueles golpistas que vão ficar pouco tempo na cadeia, né? Na Alemanha, prisão perpétua. No Canadá, prisão perpétua. No Reino Unido, prisão perpétua. E no Brasil é no máximo 12 anos. Eu acho que tem que penalizar bandido, seja qual for, tem que ser penalizado. Miliciano, assassino, estuprar, né? Todo mundo tem que ser penalizado. Mas não é só essa questão, né? A questão são vários outros pontos.
É educação, é combater discurso de ódio desenvolvido e promovido por gente red pill, por gente que odeia mulher, por gente que coloca, né, em mulheres o resultado de tudo aquilo que é ruim na sociedade, coloca nos negros, nos nordestinos, enfim. Então são vários fatores que juntos vão acabar com essa criminalidade. Agora, não só aumento de pena, que sim é fundamental, mas a gente pode trazer que países que têm penas irrisórias países que têm penas muito grandes e países que têm índices de criminalidade muito pequenos.
Inclusive, esses países escandinavos têm índices de criminalidade muito menores que os países que você citou.
Minha vez?
Não, tem tempo, vocês têm 1 minuto e meio ainda.
Ah, eu vou dar parte. Não sei se a Natália quer falar, vou deixar ela à vontade também. Mas outra questão sobre direito penal do inimigo que o Arthur trouxe, né, que é uma teoria que não deu tempo de explicar, é uma teoria alemã de direito, que diz que a sociedade tem que ser dividida entre dois grupos detentores de direitos. Um grupo que é detentor daqueles dos direitos comuns, de todos os direitos, da amplitude dos direitos, que é quando você comete um delito comum.
E aqueles que têm que ser tratados como faccionados, organizações criminosas. Então, primeiro ponto, quem que vai— devolvendo a pergunta para o cestário— quem vai utilizar o critério? Quem vai decidir que aquele cara é faccionado ou não? Primeiro ponto. Porque para muita gente o Flávio é um faccionado, né? Quem que vai decidir se ele é ou não? Então, primeiro ponto: quais são os critérios utilizados objetivos para determinar se uma determinada organização é uma organização que poderia estar englobada nisso?
E terceiro, é uma PEC que não consegue mudar, teria que ter outra constituinte. E também você colocar estado de guerra, de sítio no Brasil, tem que ter aprovação do Congresso Nacional, primeiro ponto, depois de alguns dias, né? E não é assim que funciona. Então é uma cláusula pétrea que não pode ser violada. Ou seja, o Renan, em hipótese alguma, a não ser se ele desse um golpe de Estado, conseguiria estabelecer isso. Ou seja, ele engana você de casa com discurso fácil, com apelo emocional, com apelo sentimental, brincando com algo que inclusive é de competência dos estados.
Presidente Lula queria que as forças policiais se integrassem, os governadores do Sul e Sudeste foram contra, tá? Segurança pública é competência dos estados. Se o teu celular tá sendo levado por um moleque de bike, culpe e cobre o Tarcísio de Freitas e o prefeito de São Paulo.
Minha vez, tréplica.
Vamos lá, primeiro lugar é o seguinte, eu vou tentar responder rápido aqui. O Renan nunca falou de colocar o Brasil em estado de sítio. Outra coisa, ele mesmo falou que estado de sítio depende da aprovação do Congresso, ou seja, não é uma medida ditatorial. Você perguntou quais são os critérios objetivos e quem vai definir quem participa de uma organização criminosa. A justiça, né, como já é no Brasil, por exemplo, quando você é condenado por isso.
Ou seja, nós já temos esse mecanismo, né. Vou dar um exemplo de critério objetivo. Se você repassa dinheiro para uma facção criminosa, você é dessa facção criminosa. Ou seja, os caras do PCC lá da Faria Lima estariam todos enquadrados no direito penal do inimigo. Vamos pegar branco rico aqui da Faria Lima. Agora vou trazer uma coisa muito importante aqui sobre o Grandini, né? Não só a contradição dele, que ele fala lá do aumento de pena tal.
O aumento de pena por si só realmente não acaba com o crime, só que a certeza da punição sim. Não vem me dizer que o cara matar uma pessoa, cometer um latrocínio Em 11 meses o cara estar na rua, o cara está tendo uma pena decente. Agora vou mostrar uma coisa muito bacana aqui para vocês. Dá para mostrar aqui, Vidal, rapidinho? Isso aqui, ó, vai de acordo com o que você tá falando. Isso aqui é abolição de pena de morte, de pena capital, ao longo da história, tá vendo?
Ele só aumenta ao redor do mundo. Isso aqui é o número de execuções de pessoas que tiveram pena capital ao redor do globo ao longo da história, ou seja, ela só diminui. Ou seja, parece que você tem razão. Né, nas suas afirmações de que os países nórdicos estão tudo bem, estão abrandando penas. Só tem um problema, grande, né? Isso aqui é o gráfico de como se comportam os homicídios a cada 100 mil habitantes nesses países. Eles estão em queda desde pelo menos 1300.
Quando você pega, por exemplo, aqui, ó, a Inglaterra tá aqui, menos de 1 a cada 100 mil habitantes. O mundo em tendência de queda, os Estados Unidos tendência de queda. Sabe onde tá o Brasil? Isso aqui são 10, tá? O Brasil tá mais do que o dobro. O Brasil estaria nesse gráfico para cima deste outro gráfico aqui, aqui. Então entenda só, eu também quero penas brandas, eu também quero que as pessoas sejam menos encarceradas. Quando a gente tiver, exatamente, exatamente, quando a gente tiver, com licença, quando a gente tiver um homicídio a cada 100 habitantes, porque que eu não posso falar da Dinamarca?
Eu tô trazendo só da poluição, não comparei sociedade, eu tô trazendo de poluição, mas eu não comparei, eu falei de poluição.
Ah, entendi, né? Mas pode trazer, eu não posso fazer Dinamarca.
Só completar, completar aqui. Deixa eu terminar, mas eu vou te falar por que que no Brasil não se enrijece pena, tá? No Brasil não se enrijece pena porque o Brasil é pautado pelo Centrão, tá? E pelas esquerdas que são corruptas.
E eu vou te dizer um problema também.
E aí eu vou te dizer uma coisa, cara: como é que vocês falam tanto de moral e eu acabei de mostrar aqui um ministro do governo que você defende livrando um cara que claramente estava fazendo rachadinha? Então eu vou, eu vou, eu vou mais uma vez aqui mostrar para você as aspas desse cara. E já que você não fala pelo Boulos e nem você fala pelo Boulos, vou perguntar a opinião de vocês sobre um ministro de Estado que tomou tal atitude, porque esse é o jeito mais fácil de você— ah, mas o Renan não tá aqui, não vou falar dele.
Ah, mas e o Quinho? Quinho tá aqui. Não, cara, não fuja da raia. Esse é o jeito mais covarde que você tem de fugir de uma pergunta. Eu vou ler mais uma aspas aqui, ó. Vamos lá. Cada um dá R$100, R$200, R$300 ou R$50. A gente faz uma vaquinha e daqui um ano a gente tem R$200 mil para campanha, ou para minha, ou para de quem for candidato aqui. Isso tem definição, isso aqui tem tipificação penal, se chama rachadinha. A minha pergunta é: de acordo com a sua opinião, o ministro do governo Lula, Guilherme Boulos, acertou ou errou em inocentar o André Janones?
Vai lá, Natália. Eu vou trazer o gancho, que assim é fundamental. Primeiro, que a questão no Brasil é que pouco se investiga, né? Então assim, é também trazendo, esse é o ponto. Eu sou advogado criminalista, eu lido com isso todos os dias. Investiga-se em relação, por exemplo, ao homicídio, cerca de 5 1% dos casos. Isso é culpa objetiva do governador, primeiro ponto. Segundo ponto, o Cestado vem falar que, nossa, tá comparando a Dinamarca com o Brasil.
Você compara a Arábia Saudita com o Brasil? Então é interessante isso, né? Eu tô trazendo também outro paralelo, que é fundamental. Eu também falei sobre punição.
Então ninguém tem sociedade.
Não, não, peraí, peraí, peraí. Eu tô falando sobre punição.
Por que que na Dinamarca tem 2 sociedades?
Ah, então pronto, então isso serve para o Brasil, serve para Dinamarca. Dinamarca, para China.
Então tu tá comparando a sociedade brasileira com a dinamarquesa? Compara a violência.
Então beleza, então é isso. Então você trouxe a Arábia Saudita, eu trouxe a Dinamarca. São dois países que não tem nada a ver com o Brasil.
Que parece mais?
Beleza, a Dinamarca parece mais.
O nosso país é mais ou menos violento, o nosso povo, 40 mil homicídios por ano.
Você vai deixar eu falar? Qual é a questão? Eu tô dizendo o seguinte: você trouxe a Arábia Saudita, eu trouxe a Dinamarca. Só isso, que são países que não tem nada a ver com homicídios. Tudo bem, você vai ficar repetindo isso?
Qual que é a questão?
Repetir? Vamos lá, olha a incongruência. Não, deixa eu falar. Olha a incongruência, Arthur. Ah, quais serão os critérios? Quem que vai julgar? O Judiciário. Nossa, então agora é o Judiciário? Quando eu tava falando do crime de misoginia, não era. Então é a mesma coisa, gente, eles são incongruentes. Então quer dizer, agora o Judiciário é quem vai julgar aqueles que vão ser indicados como supostos membros de facções. Mas no caso de misoginia, aí não é judiciário, não é o suficiente a decisão de juízes para decidir isso, de uma lei que inclusive já existe e já julga denúncias de procedência nacional, racismo e outras denúncias que têm subjetividade nelas.
Então, outra coisa é sobre direito penal do inimigo. Mais uma vez, é algo inconstitucional que eles não vão conseguir aplicar no Brasil porque é algo que viola claramente a Constituição brasileira, porque a gente tá falando de dois grupos que seriam detentores de direitos, um mais amplamente e outro parcialmente. Isso por si só já é inconstitucional. Então jamais poderia acontecer isso se não fosse através de um golpe de Estado.
Sobre o Boulos, ah, sobre o Boulos também, uma coisa também, lei que vocês não gostam, mas é importante falar, é sobre a questão que foi decidida na Câmara dos Deputados de que parlamentares não poderiam ser julgados por crimes ou eventuais crimes cometidos na outra legislatura. Respondido. Isso valeu para o Janones e valeu para outros parlamentares.
Então é, calma, calma. Por que que ele falou que então vou subir agora para o plenário porque tá tendo uma sessão e eu preciso registrar presença? Daqui a pouco eu volto para a gente continuar. Isso faz parte do áudio dele, é uma aspa do áudio do Janones. Bom, aí eu não sei, você pergunta para ele.
Não, eu não sei. Olha o que você tá perguntando, o que que o Janones falou do áudio?
Não tem tempo ainda, né? Ou mamãe falei, acabou, acabou, acabou o tempo.
Vamos para o segundo bloco agora com perguntas do chat, entendeu?
Segundo bloco, as perguntas do chat. Serão feitas 4 perguntas do chat. Para cada pergunta, 5 minutos para resposta do debatedor, 3 minutos para comentários do outro debatedor.
Então vamos lá, primeira pergunta para eles aqui. Como eles começaram respondendo, agora eles começam respondendo do chat.
Então vamos lá, a primeira pergunta aqui é do Bruno Cardoso. Ele tá perguntando o seguinte: vocês dizem que a maioria das queixas não são falsas, mas admitem que uma minoria é tudo. Tudo bem, inocentes terem a vida destruída por falsas acusações? E como isso difere das críticas do Bukele ao prender inocentes?
Vou começar. Posso ir? Quanto tempo eu tenho mesmo? 3 minutos?
3 ou 5 minutos?
5.
Bruno, e 3 minutos para esse comentário, tá?
Bruno, vamos lá. Talvez aqui pelo bate-boca e as confusões não ficou claro. A gente não nega denúncias falsas para nada, tá? Para nada. É curioso só que a preocupação de denúncias falsas se apresente só quando que tá em jogo é uma lei que vai proteger as mulheres. É esse o debate que tá colocado aqui, porque denúncia falsa tem para tudo, tá? Tem de roubo, tem de, enfim, todos os tipos de crime. O Brasil é um país gigantesco, gigante.
Pelo menos 3% de gente vai fazer coisa errada nesse país, existe. Então todo tipo de crime com certeza deve ter alguém que fez alguma denúncia falsa, né? Não é sobre, não é isso que vai basear a existência ou não de uma lei que tem como objetivo uma coisa que é prioritária, que é importantíssima, que é defender a vida de uma mulher, né? É isso que a gente tá dizendo aqui, né? O que vale mais a pena, a gente aprovar uma lei que vai ser, depois de aprovada, vão ter casos, vão passar pelo juiz, vão ter jurisprudência, vão ter, vai ter análise, vai ter adaptação, e a gente vai poder salvar a vida de milhares de mulheres, ou a gente ficar num jogo, numa conversa, né, entre homens, né, porque essa preocupação está só entre homens enquanto as mulheres estão morrendo.
Então essa é a questão mais importante que tá em jogo. Realmente, a gente não nega, tem gente que falsifica assinatura, tem gente que faz rachadinha, né, tem gente que é acusado de lavagem de dinheiro, tem gente de tudo. E tem gente que é acusação verdadeira, tem gente que é acusação falsa. Mas não é isso que deve basear a aprovação de uma lei que é tão importante, ou melhor, o pressuposto de algo que é tão necessário no nosso país, que eu tenho certeza, Bruno, que você concorda, que é a gente ter condições de criminalizar o ódio contra as mulheres, que leva, né, em última instância, à morte de mulheres inocentes.
E que mulheres que simplesmente dizem não, né, que se posicionam, que tem autonomia, que cuidam da sua própria vida, que decidem não casar.
Enfim, ainda tem 2 minutos.
Não, veja, é a mesma coisa mais uma vez sobre quem vai utilizar critérios objetivos. Subjetivos. Mais uma vez, quase todas as leis no Brasil são discricionárias, ou seja, são subjetivas ou tem algum grau de subjetividade. Então tudo tem algum grau de subjetividade. Ah, mas e o cara que pode ser eventualmente condenado injustamente pelo crime de misoginia? Primeiro que ele tem uma pena que, se eu não me engano, é de 2 a 5 anos, ou seja, que não tem reclusão, né?
Isso especialmente se ele for réu primário, ele jamais será preso. Não tem como, é o mesmo grau de injúria, calúnia, o cara paga danos morais, mas ele não vai para cadeia. Então, primeiro ponto aqui que eles querem tentar alarmar, te assustar, eles falam sobre uma lei que já existe e já está em vigor há anos, julgando casos de eventuais discriminações contra cor, raça, religiosidade, procedência nacional. E funciona de que maneira?
Existe um órgão judiciário que é o responsável por julgar. Então é esse órgão, ele é perfeito? Evidentemente que não. Tanto é que é um órgão que é extremamente parcial para com meninos pretos e pobres, que estão em mais de 40% da população carcerária no Brasil, que o Cesário falou que tinha que prender mais. Mais de 40% são presos preventivos ou provisórios, ou seja, que não passaram sequer por uma condenação em primeira instância, e todos são jovens pretos periféricos.
Olha que coincidência, não é? Eu realmente acho Poder Judiciário no Brasil, ele tem questões muito graves que têm que ser avaliadas. Mas existe um órgão, e esse órgão, ele justamente por ser um órgão que não vai tomar decisões sempre corretas, é um órgão recursal. Ou seja, tem uma segunda instância, né, tribunais superiores, que assim deveria ser. Mas para meninos pretos e periféricos não existe justiça. O que existe é vai para cadeia de maneira preventiva.
Tem gente que fica preventivamente sem condenação por anos, anos e anos. Morrem na cadeia. Então assim, é questão principal, central. E outra coisa, condenados injustamente, pode ter condenado injustamente por homicídio. Nos Estados Unidos existe um percentual relativamente alto de pessoas que são executadas por pena capital e que eram depois descobertas inocentes. Olha, uma referência de democracia para eles e tal, de liberdade.
A mesma coisa em relação a outros tipos de crimes. Há preso injustamente por tráfico de drogas, né? Por homicídio, por vários outros crimes. Então, se a questão é essa, a gente libera todos os crimes, porque tudo tem subjetividade, tudo pode ter gente condenada injustamente. Agora, é preciso ter algum critério, e por isso que é importante que a gente tenha provas, que a gente tenha, analise caso, o caso concreto, e não pegue o todo de maneira genérica, né? Então é basicamente isso.
Vamos lá, comentários de vocês aí, 3 minutos.
De novo, a desonestidade intelectual beira o absurdo. Falou sobre o quê? Ah não, vamos liberar todo mundo já que tem gente presa injustamente. Mas qual é a lei que dá a força e o poder ou a condição daquela pessoa estar ali injustamente? Nenhuma. A questão é que a lei do PL da misoginia vai fazer isso contra homens inocentes. É um dispositivo legal que será dado à mulher para fazer falsas denunciações. Aí ele fala: não, mas é a investigação.
Não, a mulher não pode nem ser revitimizada. Um delegado hoje não pode ser específico e maximamente criterioso sobre o que aconteceu, não pode. Caso Mariana Ferrer é um bom exemplo disso. Tá aí, o cara tá ferrado porque decidiram que ele tem que ser o quê? Um baluarte sobre isso. Ele foi inocentado, as amigas dela disseram que nada aconteceu, mas isso foi revisitado Por quê? Como o caso do Egídio, marido da Maria da Penha, a mesma coisa.
São processos que hoje, hoje são tabu de serem comentados, tabu na nossa sociedade. É um absurdo. De novo, PL da misoginia é uma excrescência como ele está posto. Mulher tem que ser protegida, mas não protegerá as mulheres, prejudicará as mulheres e homens inocentes. Simples assim. Agora você falou, ah, tem muita gente presa no Brasil preventivamente. Por que será? Deve ter só gente boa lá, né, Arthur? Não, deve ter só gente boa preso preventivamente. É tudo pobre, preto, periférico.
É esse discurso, nesse discurso é dado, né?
Matemático, esse discurso. Bom, o que que eu pego? O que que eu faço com esse discurso?
Bom, vamos lá, estatística, amigão.
Ótimo. Então posso dizer que os maiores violentos do Brasil são pretos, periféricos? É isso que você tá falando?
É justamente o contrário. Que os critérios são arbitrários e prendem só essas pessoas.
Então a polícia é racista, o judiciário é racista, existe um racismo estrutural. Todo mundo, entendi, entendi essa tua fala.
O judiciário é racista, o judiciário brasileiro é racista.
Opa, é muito interessante isso, porque você quer justificar. Então, beleza, você tá dizendo que a maioria das pessoas que estão presas, pobre, preto, periférico.
Mas você defende isso sem condenação?
Sem condenação não, acho que todo mundo tem que passar pelo devido processo legal. Mas prisão preventiva, meu camarada, não é feita de qualquer jeito. Hoje um cara pega, ele rouba o celular. Qual é a grande queixa de todo e qualquer policial? Ele sai antes do policial. O policial fica ali explicando o que aconteceu, o criminoso sai pela porta da frente e o policial está enxugando o gelo. Se esse cara tá preso, está preso daquela forma porque cometeu algo, a mesma coisa, violento.
Pode ter certeza disso, a mesma coisa. Tem que ficar preso sem critério nenhum, sem condenação.
Não é o que você tá Pelo contrário, pelo contrário, porque a lei é subjetiva. Mas a lei de um assalto não é, a lei de um assassinato não é subjetiva, tem que ter investigação. Por que que tu acha que o cara tá preso?
Porque você acha que um cara pode ser preso?
Exatamente, cara.
A lei da misoginia é subjetiva.
O cara foi preso por um assalto também. Não, não, porque dá flagrante. Não é flagrante, cara. Nossa, aí é ignorância. Não é flagrante.
Bora falar por cima.
Não é flagrante.
Vou começar a falar por cima toda hora também. Eu vou falar por cima toda hora também. O cara, ele comete um crime, ele é pego no ato de um roubo, é claro, ele vai preso, ele vai preso. A projeto da lei da misoginia é outra coisa, é um dispositivo legal entregue à mulher que é subjetivo. A mulher não pode ser revitimizada nem numa investigação, cabe apenas o sentimento e o pensamento dela. Violência psicológica, É um bom exemplo disso. Porra, vamos ser verdadeiro aqui, pô.
O fato dele não ser preso em flagrante não significa que a investigação e o procedimento para sua prisão é necessariamente subjetivo. Lógico que não. Por exemplo, se eu te dou um tapa na cara, não posso te dar um tapa na cara. Está, está uma agressão. Não é uma agressão, está muito objetivo. Eu não posso te agredir, é muito claro. A partir do momento que você não define o ódio, como ele disse, ou a dignidade da mulher, Você parte de uma premissa subjetiva. Tá muito claro que vocês falaram aqui.
Vamos lá, pergunta do chat para a direita.
Não, vamos lá, isso é um argumento de autoridade.
Toda denúncia pode ser falsa, depende de investigação.
Sim, é óbvio que sim. A questão não é— a questão, deixa eu só esclarecer aqui, a gente não tá falando que a denúncia não pode ser falsa. A questão é o critério para aquela denúncia ser ou não falso, ele não pode ser subjetivo.
Exato.
E novamente, muitas vezes você me roubou.
Qual critério você utiliza?
Você me roubou.
Você tem que ter acontecido.
Você me roubou.
Você tem que ter acontecido.
Ótimo.
Se você está fazendo uma falsa denúncia por algo que sumiu, supostamente sumiu, e não tem acontecido, nós temos ali algo claro. Agora, por exemplo, estou sofrendo misoginia. Por quê? Porque você falou qualquer coisa.
Mas o que que é claro?
O que que é claro?
Sumiu meu celular. Você roubou, é o roubo, é o objetivo.
Não, mas deixa eu te perguntar uma coisa.
Quem roubou não, você tá misoginiano.
Calma, calma, eu queria tirar uma dúvida. Você também é contra a Lei Maria da Penha? Você acha que a Lei Maria da Penha, como ela tá posta hoje, ela precisa de ajuste?
Ela precisa de ajuste.
Foi feito vários ajustes agora recentemente, inclusive, que tornou ela mais eficaz.
Eu vou te falar uma coisa, ela precisa punir rigorosamente a mulher que faz falsa acusação.
Meu Deus do céu.
Ou não?
Não é que isso já tá previsto no direito penal, meu caro, já tá previsto. Não tá assim, o que não tá previsto, podemos seguir, podemos seguir.
Vamos lá, que a gente tem tempo aqui.
Vamos lá, você já conversou alguma matéria?
Então vamos lá, atenção, a pergunta aqui, pergunta do Rafael Moreira para o pessoal da direita. Perguntou assim: Felipe, você comprou briga com gente da própria direita, Ronaldo Caiado e mais recentemente Jeff Cicchini. Mas fala real, você acha que a direita hoje aceita menos ser contrariada do que a esquerda?
Vale também para o Arthur, que ele já comprou, briga com o pessoal da direita. Então para os dois aí.
Na verdade é o seguinte, como eu te falei, eu falei aqui com eles, né? Eu cobro, eu não tenho partido político, não tenho paixões políticas, eu tenho obviamente uma visão de mundo. Eu sou cristão, um cara de família, e tento olhar pelo bom senso, ponto. Economicamente falando, eu sou um cara desenvolvimentista.
Tá?
Por exemplo, Aldo Rebelo, eu acho que é um excelente candidato, mas ele não vem. Por exemplo, eu sou fã do Aldo Rebelo, olha que interessante, mas eu sou um cara de direita por convicção, por princípio, que eu acredito que está ali na palavra de Deus, que eu tento seguir e viver.
Ponto.
Dito isso, sim, a direita, assim como a esquerda, ela está agindo, digamos assim, relativizando erros. A esquerda, nós sempre criticamos por o quê? Relativizar os próprios erros. Ele falou sobre facção. Sabe o que eu acho que é uma facção criminosa? Por exemplo, quando um grupo governa, do governo político, ele rouba Petrobras de maneira sistemática. Uma quadrilha, uma quadrilha. Então, quando um grupo político ele faz isso para roubar, por exemplo, uma estatal de maneira sistemática, Para mim é uma facção criminosa dentro do governo.
Eu acho que é. Só que aí você perguntava para um esquerdista, ele vai relativizar. Hoje, infelizmente, você fala para um cara de direita e cobra coerência na direita, e a direita também relativiza. E sabe como é que é feito hoje? O cara aperta um botão e diz o seguinte: mas e o Lula? Aí você fala do Lula, aperta o botão e fala: e o Bolsonaro? E essa é a desgraça do nosso país político, é empregado do povo. Eu não quero saber. Político tem que prestar conta, tem que ser cobrado, porque ele tá ali para servir o povo.
O problema hoje é que os políticos são vaidosos, eles não querem ser cobrados, e aí eles se escondem na polarização porque colocam eles numa zona de conforto. E isso para mim é abjeto. Sobre o que aconteceu com Chiquini, é uma coisa que eu nem trato mais. Ele deu o showzinho dele, ele fez aquilo ali tudo de maneira intencional, porque Óbvio, eu estava cobrando o quê? Verdade da direita. Só que eles não ganham no argumento. E aí ele fez o show dele, me acusou de ser petista, falou com a plateia dele, hypou para o público dele, tentou me prejudicar objetivamente.
E aqui vai a minha crítica: eu já debati com muitas pessoas da esquerda, mas ninguém nunca pediu boicote do meu canal, ninguém nunca pediu para patrocinador deixar de me patrocinar. E isso eu vi sistematicamente acontecendo na internet contra mim. Mas só uma coisa, isso não, isso é importante ser dito. Só uma coisa, porque aqui, rapidamente, aqui mora um problema: estamos idolatrando políticos. Essa é a maior desgraça, porque quem sofre é o povo.
O brasileiro precisa acordar e cobrar verdade de tudo e de todos, seja de direita, de esquerda, de centro, do raio que o parta. É sobre isso, é sobre verdade.
Só falar uma coisa aqui, eu acho que não dá para ficar fazendo recortes ideológicos. Aí a esquerda é isso, a direita é aquilo. Cara, no final das contas, todos são indivíduos. O Cesar deu exemplo de um cara que se diz de direita, que é o Chiquini, que fez o que fez com ele, né? A gente sofreu muito na mão da família Bolsonaro. Agora você pega, por exemplo, Sleeping Giants. Sleeping Giants faz isso na esquerda. O Sleeping Giants é uma página profissional de cancelamentos.
Eles não concordam com você, eles vão lá falar para você não comprar aquela marca, para você fazer isso, fazer aquilo. Então Cancelamentos existem dos dois lados, né? Eu acho que é muito triste, inclusive, como você falou, que as pessoas se apoiem na polarização para justificar os próprios erros. Então eu vou dar um exemplo aqui. Enquanto eu tô debatendo com vocês aqui, eu tô vendo muito: meu Deus do céu, nossa, que que é isso?
Eles ficam abismados com as coisas que a gente fala. Nossa Senhora, meu Deus, que terrível! Aí eu trago exemplos de frase do Lula, não consegue responder. Porque não pode, porque tem que pagar o pedágio. Não, não posso falar que o Lula foi misógino. Imagina, meu Deus. Aí a gente fala aqui do Boulos, que livrou um rachador da consequência, né, legal e política do que ele fez. Não, veja bem, olha só, foi o relatório, foi dele.
Só um detalhe, só um detalhe rapidamente, só um detalhe, só um detalhe importante. O que você tentou fazer foi o que o Chiquini tentou fazer contra mim, que eu cometesse crime ao vivo. Eu não cometo crime. Eu nunca disse que Flávio Bolsonaro é corrupto. Nunca falei isso. Eu sempre disse que tem que ser investigado qualquer indício ao extremo, não importa. Eu não tenho político de estimação. A mesma coisa, Valdemar da Costa Neto, nunca disse que ele é corrupto.
Tem histórico, já foi preso, assim como o Lula. Os maiores escândalos de corrupção foram durante o governo Lula. Ele já foi preso e não foi inocentado, prescreveu o seu processo. Eu, é sobre isso. Ele me incitou a um crime, diga que ele é corrupto. Eu não posso falar isso porque estaria cometendo crime e poderia perder o meu canal. Essa imoralidade, a falta de honestidade intelectual das pessoas que se dizem de direita ou de esquerda, para mim é a mesma bosta. Eu quero verdade e justiça, simples assim.
3 minutos para comentário.
Natália, eu queria voltar um pouco mais no tema da Lei Maria da Penha, que eu fiquei realmente impressionada com essa posição. É a terceira lei mais elogiada no mundo. A Lei Maria da Penha é um exemplo no mundo. É uma lei que engloba não só punição, como é uma lei que engloba reeducação. É uma lei que olha para mulher, olha para o homem. É uma lei que tem outra perspectiva. É uma lei que infelizmente no governo anterior teve 90% de corte no investimento.
Isso é uma das razões para a gente tá com aumento da violência contra a mulher. Não existe criação de delegacia da mulher, não existe polícia especializada, né? Enfim, tem várias falhas. Inclusive foi aprovado a Lei Maria da Penha nas escolas para que isso seja um assunto não tabu, uma conversa, porque eu acho que isso é muito importante, né? Tem mulher que sofre violência e não sabe que tá sofrendo violência, e tem homem que vive num lar violento, vive com a naturalização da violência, ele precisa saber que isso é crime antes de cometê-lo.
Então isso é previsão da Lei Maria da Penha. A Lei Maria da Penha é isso, é educação, reeducação masculina e punição. E de uma forma inclusive que inaugurou no Brasil a nossa, o que a gente chama hoje de violência doméstica, porque não existia violência doméstica até a Lei Maria da Penha. Era uma lei exemplar. Então eu me espantei de verdade, porque eu quase nunca ouvi, com exceção do Brasil Paralelo, que foi punido inclusive por ter feito uma fake news, um vídeo que foi tirado do ar, né?
Nunca tinha escutado antes alguém ter assim coragem de fazer, dizer que é contra a Lei Maria da Penha. A gente pode pontuar questões ali ou acolá que podem ser aperfeiçoadas, melhoradas, afinal dá conta. Não, mas você quer assim como ela está hoje? Eu sou contra. Não, como ela está, pode precisar de correções, mas o fato dela precisar de aperfeiçoamento, como foi feito agora, foi feito vários aperfeiçoamentos nela agora, né? Foi feito, por exemplo, utilizar crianças na violência, parentes próximos não tava previsto na lei, agora tá, porque é uma realidade, é uma realidade, se constatou, diagnosticou que isso tava sendo utilizado na violência contra a mulher.
Então tem adaptações agora. Isso não significa que a lei é ruim, ela faz adaptações porque o mundo mudou. A violência, por exemplo, na internet não existia. A violência política hoje é muito mais clara, né? Então você vai fazendo adaptações na lei. Eu queria ouvir um pouco mais, eu fiquei um pouco—
foi o que eu te falei, né?
Gostaria de entender também, por exemplo, a questão da subjetividade das leis. Ah, o cestário. Ah, eu acho que você quis dizer o PT quando você falou, claro, é uma facção criminosa. É um achismo seu. Se o PT é uma facção criminosa, eu sou um faccionado, eu tenho que ser preso agora. Então veja, você entende como esses achismos é tudo subjetivo? Então toda denúncia pode ser subjetiva. Aliás, toda denúncia é potencialmente subjetiva e por isso demanda uma investigação, claro.
Acho que esse é o ponto. E outra coisa sobre facção: a legislação brasileira define o que é facção, que é um agrupamento, se eu não me engano, de 3 ou mais pessoas que tentem impor um controle territorial ou social, que ataca a infraestrutura do país e tal. Então a lei ela tenta evitar subjetividades. Porém, praticamente a totalidade das leis é discricionária, é subjetiva de alguma maneira. Por isso que é importante a gente ter um órgão recursal.
É isso.
Não, agora é o seguinte, como a gente perdeu muito tempo no primeiro bloco, vamos direto para o terceiro bloco. Em vez de 3 perguntas do chat, ficamos só uma para cada lado. Terceiro bloco, roda o vídeo, por favor.
Terceiro bloco, conclusão e encerramento. Cada debatedor terá um banco de tempo de 15 minutos para suas considerações finais e encerramento do debate.
Agora, como tá descrito aí, 15 minutos para vocês encerrarem. Não precisa dar o tchau e passar contatos, a gente depois fala só isso. Então é conclusão, tá? Não é um ou outro, pode começar um, outro pede a palavra. Vamos tentar ver se essa dinâmica dá certo aqui. Acho difícil, mas acho que vai dar certo. Alguém quer começar?
Começar?
Não tem, não tem, não, 15 para cada dupla.
Não tem, não teria, mas é porque a gente estourou o tempo.
Então vamos direto, porque é 15 minutos para cada um, vai mais meia hora para a gente terminar aqui. Então é um banco de minutos, ó, cada um tem 15 minutos, vai diminuindo lá e vocês gerenciam como quiser. Alguém quer começar?
Posso começar? Vamos lá, Natália. É o que eu te falei, eu acho que a mulher ela tem que ser protegida, só que não dá para você criar uma lei ou deixar uma lei como, por exemplo, a Maria da Penha está hoje, que dá um dispositivo, dá um superpoder para que a mulher possa prejudicar homens inocentes e não ter nenhuma contrapartida. Veja, de novo, a mulher não pode ser sequer revitimizada. Então investigar o caso já é difícil, e tem outras questões como violência psicológica, É muito, é muito complicado tudo isso.
A gente, na prática, quando você observa na sociedade, você vê que tá tudo errado, tá tudo errado. Eu tava vendo um vídeo hoje, até ia te mostrar aqui agora, de uma mãe que teve o filho preso por falsa acusação de estupro, porque ele terminou com a menina, a menina ficou irritada, o denunciou, e o cara tá preso como estuprador. A mãe tá com outras mulheres na porta da delegacia clamando por o filho. Imagina um cara inocente ser preso dessa forma.
Agora, há uma lei que dá esse dispositivo para mulher fazer isso. Isso é, de novo, é uma excrescência. A mulher, ela tem que ser protegida, ninguém discute isso. Agora, nós temos que sentar como adultos na sala para criarmos dispositivos que realmente protejam a mulher, que precisa, mas que puna a mulher que se utilizar dessa lei contra pessoas inocentes. É sobre isso. Então, sobre debate, para— eu já passo aqui, pô, são 15 minutos.
Sobre debate, eu até falei para o Vilela, é muito complicado. Eu não tô aqui para ter razão, eu tô aqui para fomentar o diálogo. Eu quero ouvir a outra parte, eu quero ouvir. Só que a gente precisa ter sinceridade para trazer os argumentos. Porque quem ganha é o público. Então nós temos problemas concretos no Brasil. E aí no debate, quando a pessoa só quer ter razão, não tá aqui para ganhar ou perder. Eu acho que é o público que precisa receber o que é certo.
Não é uma questão de só querer ter razão, é porque, veja, desde o começo do debate tem afirmações aqui de opiniões, de opiniões que são problemáticas. É muito difícil concordar eu concordar com um homem, no caso vocês, você talvez até menos, né, que diz que a Lei Maria da Penha tá errada. É muito difícil aqui a gente achar um ponto comum quando vocês repudiam uma lei que é a lei de criminalização da misoginia. Então não tem a ver com um debate honesto e sincero.
Eu acho ruim você nos acusar inclusive de desonestidade intelectual. Muito pelo contrário, muito pelo contrário. Aqui a gente tá fazendo um esforço de fazer uma conversa aqui e apresentar os argumentos. Eu não acredito que irei convencer alguém que não tem caráter, como é alguém que está nessa mesa aqui, né, de frente para mim. Não acredito que eu irei convencer alguém que não tem caráter.
Se você ofende ele pessoalmente, eu vai ter que dar o tempo para ele se defender.
Se você achar que tem que dar, Vilela, você dê. Mas comigo, Vilela, comigo eu não irei permitir que pessoas que têm comportamentos como esse teve aqui fiquem, terminem o debate de boa, numa boa, sorrindo. Vai ouvir, se ele quiser ter o tempo dele, você tire um minuto meu e dê para ele.
Não tem como.
Eu falei, e se ele achou que era ele, eu não nomeei.
Então eu pediria a vocês, no encerramento, senão a gente não termina esse debate, que não fossem para ofensas pessoais.
Eu estou explicando para vocês, tá, qual é a dificuldade aqui no nosso diálogo, mas deixa eu só explicar uma coisa para vocês. Quando a gente começa um debate com uma pessoa, quando a gente começa o debate com uma pessoa, só posso—
não, mas só para explicar para o pessoal, um debate, um debate, eu sei que só um minutinho, Arthur, só um minutinho. Um debate aqui, eu sei que todo mundo pensa que é para convencer um lado ou outro, não é. A gente já fez mais de 75 debates aqui, é para vocês exporem a ideia e o pessoal de casa entender um pouco mais. Então não fiquem preocupados, mas é isso, que não fique preocupado. Ah, eu não convenci, o outro lado não tá entendendo.
Não é para isso. Às vezes alguém se convence com uma coisa, como já aconteceu aqui, mas não é isso.
Natália, era exatamente isso que eu ia dizer. Olha ela aqui. Eu não vim num debate nem com a intenção de convencer. A gente poderia até encontrar pontos comuns, eu não tenho problema encontrar pontos comuns, mas é muito difícil encontrar pontos comuns quando a gente tá em posições— e aí eu não tô falando de polarização não, eu tô falando de visão de mundo. A minha visão de mundo é de uma menina do Campo Limpo que vivenciou no seu bairro violência doméstica, que viu o que a Lei Maria da Penha mudou e que sabe que o não funcionamento muitas vezes do que a lei diz não é por causa da lei, não é por causa da lei.
Às vezes é pela má aplicação dos Poder Judiciário, às vezes é por falta de estrutura no município, no estado, pela segurança pública que não funciona. Então é muito doído, é muito doído para uma mulher que tem uma lei que a protege hoje ouvir de um homem que essa lei não serve para nada. Então por isso eu quis retomar isso. Agora eu gostaria de mudar um pouco de assunto porque eu acho que a gente já falou.
Só deixa eu trazer uma parte sobre isso que você tá falando. A gente tá no diálogo aqui, certo? Olha só, Natália, Você concordou comigo? Veja bem, eu não falei que a lei não deve existir, eu falei que ela deve ser corrigida, e corrigida tantas vezes quantas forem necessárias para ela ficar melhor.
Nesses pontos vocês estão simples, porque você mesmo falou, olha, ela foi corrigida agora há pouco tempo atrás.
Mas você reagiu quando eu falei, você disse que ela era contra, você disse que como ela está do marido da Maria da Penha, que é uma tentativa de feminicídio, são outras coisas, nem vou entrar em detalhe aqui.
O ponto todo é outro, o ponto todo é outro. A lei como está posta, ela precisa de correções. Você mesmo disse que há pouco tempo ela sofreu correções e elogiou por causa disso. Ou seja, você mesmo sabe que a lei que era antes precisava de correções, porque ela recebeu e você elogiou. O que eu trato é que ela precisa de ainda mais aperfeiçoação, aperfeiçoamento. É disso que eu tô tratando aqui. Somos a favor de proteger a mulher. Simples. Agora, não com leis injustas. É sobre isso.
Não, deixa, vamos lá, gente, mais uma vez. Acho que tudo bem, acho que o debate acabou virando, acho que trocar de assunto mesmo. Não é, não é também importante, porque o debate acabou, acabou indo muito para esse lado, né? A gente tinha vários temas e tal, a gente se estendeu nessa temática até quando eu tentei mudar para segurança pública. Então eu acho importante pelo menos esse finzinho a gente trazer.
Quer que eu passe aqui os outros temas? É, não, trazer PL da misoginia, legalização do aborto, STF, melhor candidato à presidência, bets, privatizações, aumento da violência contra mulher feminista, Trump, Brasil, economia.
Acabou não passando por isso. Eu acho que é só estender, cara.
Vamos seguir o debate.
Não, acho que é importante a gente trazer Vamos trazer outras, vamos trazer outras temáticas, né? Então eu sei que o Arthur disse que tem a mesma opinião que a esquerda em relação aos anistiados políticos e tal, mas vamos entrar nesse tema porque eu sei que é um tema que o Cestário ele discorda veementemente e eu quero entender da tua parte. A minha avó, ela foi por parte de pai, a minha avó foi presa na ditadura Eu lhe garanto que ela não cometeu crime algum.
Artistas como Caetano Veloso, como diversos outros, tiveram músicas censuradas, não é? E o grupo político da família Bolsonaro simplesmente diz que não houve ditadura no Brasil e que hoje há uma ditadura, mesmo sendo um país recursal, com diversos juízes, diversos tribunais, com ampla defesa, onde a gente tá aqui no podcast, você pode falar o que você quiser, O Arthur pode falar o que ele quiser, todo mundo pode falar o que quiser, onde gente inclusive comete crime como Nicolas Ferreira e continua livre, leve e solta.
Então, primeiro, eu quero que você me dê a tua avaliação do porquê você acredita que aqueles que lá estavam no dia 8 de janeiro deveriam ser anistiados. Primeiro, porque o Brasil, comparativamente aos demais países do mundo, é um país muito brando em relação apenas por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito na Alemanha, ou simplesmente instigar, tem prisão perpétua no Reino Unido, no Canadá.
Países como os Estados Unidos, que é a terra da liberdade para o teu campo ideológico, também tem 20 anos aí de reclusão. O Brasil é de 4 a 12 anos. E vale lembrar, mais de 90% daqueles que foram pegos no 8 de janeiro não estão presos, simplesmente porque fizeram acordo, pegaram a pena mínima e hoje estão na rua. Só ficaram aqueles que de fato não quiseram fazer acordo, os doidinhos de bairro. Então eu quero entender por que que você defende que esses golpistas fiquem fora da cadeia, e se você tem a mesma avaliação sobre a tentativa de golpe de Estado do Jair Bolsonaro.
A minha resposta é simples. Eu conversei com alguns advogados que trataram e tratam das vítimas do 8 de janeiro presos, e aí tem uma questão muito simples: todo o processo de prisão ali feito em flagrante, ele foi feito de maneira errada. Essa é a primeira coisa. Segundo, eu vou só jogar por cima aqui até por causa do tempo. Por exemplo, no Código Penal, artigo 17, diz o seguinte: crime impossível. Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.
Então, duas hipóteses: ineficácia absoluta do meio, o meio utilizado jamais poderia produzir o resultado, e impropriedade absoluta do objeto. O objeto contra o qual a ação é dirigida torna impossível a sua consumação. Aquelas pessoas não tinham como cometer golpe de Estado, simples assim. Não tinham armas, não tinha apoio de forças armadas, não tinha apoio da própria imprensa. Eram pessoas que foram sim induzidas por influenciadores miseráveis malditos que ficaram milionários com Pix.
Esses sim deveriam ter sido punidos, e nenhum deles foi. Mas aquelas pessoas que estavam ali alienadas, acreditando que poderia mudar qualquer coisa no Brasil, elas foram conduzidas para aquele momento. Só que tem detalhes disso aqui que ninguém fala. 3 ônibus chegaram no dia do 8 de janeiro de pessoas que não estavam aquarteladas em frente aos quartéis. E levaram as pessoas para Esplanada, e essas pessoas começaram todo vandalismo.
Isso ninguém fala. E elas foram embora. Isso é uma das coisas. Outra, juiz que julga em causa própria, juiz que participou e tava ali obviamente julgando todas aquelas pessoas. A forma do julgamento, foram julgados em grupo, não teve a individualidade da pena. Então são muitas coisas. Nós temos outros exemplos históricos. Você pode dizer que não foi tentativa de golpe, mas quando o MST ele vira um carro em frente ali ao Congresso, machuca e fere quase à morte um segurança, ali eles quebraram tudo ali naquele momento, ninguém foi preso, ninguém foi preso.
Agora nós estamos falando de pessoas que foram condenadas Cara, o processo é tão absurdo. Eu não sei se você já ouviu falar disso, vira lá. Isso aqui é verdade, tá? Eu vou contar dois casos rápidos. Tinham 139 mulheres no mesmo espaço dividindo uma privada e uma pia. Elas revezavam calcinha porque não tinha absorvente. 139 mulheres. 139 mulheres, 139 mulheres. Então esse é o tipo de coisa que nós vimos acontecendo e ninguém vocalizou contra.
O que você fala como uma realidade, eu vocalizo contra. Tá errado, tá errado, mas tá errado aqui também. Outra questão, vou dar um outro exemplo para vocês. O Jean, Jean, Jean, isso é outra coisa. Eu quero que o preso tenha dignidade dentro da cadeia, mas que ele fique preso na cadeia. Jean, autista, preto, catador de lixo. Ele ficou preso, preso. Aí foi para o julgamento, a Doutora Sebrae cuidou dele. Antes do julgamento, ela pediu ao juiz: poxa, tira o gema dele durante o julgamento, audiência.
O juiz não autorizou. Ela pede novamente, ele ameaça sai do tribunal, chamam o Jean. Ela pede para o Jean levantar a mão, mostra que ele estava algemado. 6 meses depois ele é liberado. Ele ficou preso esse tempo. Quando o policial foi pegar o Jean dentro da cadeia, dentro da cela, o Jean autista, ele tava no fundo da cela se tremendo todo. O policial, quando entregou o Jean para Sebrae, chorou. Ele falou, doutor, eu nunca vi isso acontecendo.
Eu tô falando de pessoas que estavam ali, que não tem o menor cabimento de terem sido penalizadas, e foram porque foram julgadas coletivamente. Todo o processo está errado. Elas erraram estar lá no dia, eu não tô discutindo isso. Quem vandalizou tem que ser punido, não estou discutindo isso. Não é essa, não é essa questão. Só que nós não podemos acusá-los de terem tentado o golpe, porque isso é um crime possível, simples assim. Eles não tinham meios para consumar aquilo.
Tá, vamos lá. Primeiro, que mais importante do ponto de vista penal, mais importante ainda é o dolo, né, nesse tipo de tipo penal. Então houve a intenção ou não de ter uma tentativa de golpe de estado? Sim, houve.
Então sem perguntar para cada um, não.
Veja, veja, houve a tentativa. Inclusive eles mesmos produziram as próprias provas Inclusive o primo do Carlos Bolsonaro, o Léo Índio, lá estava. Segundo ponto, segundo critério: existe em alguns casos julgamento coletivo quando o crime é o mesmo, né? Então não é que é o julgamento coletivo, a pena é individualizada, porém o crime de todos que ali estavam era o mesmo, que era tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, que é um tipo penal, que inclusive foi sancionado em 2021 sob Jair Bolsonaro.
Se não fosse Jair Bolsonaro, não teria possível eles terem feito isso, não teria o tipo penal, não teria o tipo penal. Segundo, não, veja, segundo, eu te trouxe um artigo ali, mas segundo, não, não, isso não é critério para condenação do juiz. Não, não, primeiro ponto, não é, não é critério, né? Se é possível ou não, não é critério.
Claro que sim.
Não, não é critério. Primeiro porque, mais uma vez, vamos trazer para o debate que você já trouxe sobre a subjetividade. Bom, era um grupo de centenas de pessoas financiado por grandes empresários, que inclusive há comprovantes bancários que fizeram Pix para que aquelas pessoas pudessem ser transportadas até a Praça dos Três Poderes. Havia um então presidente da República que tinha saído do poder há uma semana e instigava que essas pessoas fizessem isso.
Inclusive, presidente esse que foi encontrado o punhal verde e amarelo que dizia que ia matar o Alexandre de Moraes, Geraldo Alckmin, Lula e Zé Dirceu. Na casa do então ministro da Segurança Pública do Bolsonaro, Anderson Torres. Foi encontrada uma cópia no Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo, e foi encontrada uma cópia na sede do Partido Liberal, partido do então presidente da República, lá em Brasília. E ouvi de gente doidinha que inclusive foi algum esquerdista que colocou essas provas aí na casa dessas pessoas.
Então, pera aí, a gente tá falando do apoio do então Jair Bolsonaro, que era o comandante em chefe das Forças Armadas, que um grupo político majoritário na direita brasileira, que tem empresários apoiando, que tem grandes políticos e influenciadores apoiando. Então é evidente que havia muito poder e possibilidade daquilo ser construído e de fato concretizar um golpe de Estado. Essa gente havia armas, era o comandante das Forças Armadas.
Como que não tinha armas? O cara era comandante das Forças Armadas, como que não tinha armas, gente? Tinha muita arma, não era pouca não. Empresários bilionários e multimilionários.
Nos quartéis, no lugar, manifestantes portavam armas.
Tinha sobrinho do então presidente da República, pelo amor de Deus, dos manifestantes, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus. Gente que foi lá, cagou na mesa do Alexandre de Moraes.
Você veja, sua avó foi presa no regime militar, não foi?
Uma ditadura, não?
Isso, acho que ditadura. Isso não foi triste?
Não é errado?
Eu acho muito triste.
Não é errado quando alguém é preso injustamente?
Justiça, justiça, justiça. Eu acho que Essas pessoas vão ficar pouco tempo presas. Na Alemanha apodreceriam na cadeia.
Na Argentina, que é um ditador, o ditador que prendeu a sua avó pensou o mesmo sobre ela.
Então eu vou aplaudir o ditador que pensou o mesmo sobre a sua avó?
Não é porque você não se importa com o outro, não, porque a gente, porque para você justiça é só para quem te importa. Você não quer justiça, você relativiza.
Ó, você que tá preso, você relativiza a justiça. Eu quero que você sofra muito, sofra de dor, sofra pensando, e que isso sirva de lição para que nenhum golpista, bandido, vagabundo tente contra a democracia brasileira de novo. Que as nossas instituições deem uma resposta clara e objetiva a qualquer vagabundo que tentar violar o Estado Democrático de Direito. Isso aqui não é um país de bananas, não. Gente assim tem que ficar na cadeia para sempre.
No Brasil é blando demais. Eu não citei China, Venezuela e Cuba. Eu citei países.
Vamos prender todos os do Partido Comunista do Brasil? Por que que você acha? Porque eles querem revolta no final das contas.
Quem que tentou golpe de Estado aí?
Ou não?
Ou não?
Não é revolta popular no final?
Objetivamente, quem tentou golpe de Estado?
Fala pra mim.
Quem tentou golpe de Estado?
Não é o que eles dizem?
Não, não. E outra coisa.
Não é o discurso do senhor Jones, entre outros?
Não é o discurso? Eu não sou o Jones, primeiro, né?
Eu tô te perguntando. Então vamos prender?
Não, não. Veja, vamos lá. Uma diferenciação clara. O Jones pegou em arma e ele Mas ele fala sobre isso, ele falou que ele tá dando um golpe de estado, ele foi lá, tentou invadir.
Quem pegou armas naquele dia? Eu te perguntei quem pegou em armas naquele dia.
Havia então comandantes das Forças Armadas.
Quem pegou em armas? Quantas armas estavam com os manifestantes?
Posso dar um pitaco aqui? Pitaco, vamos lá. Eu pessoalmente acho o seguinte, cara, a tentativa de golpe de estado ocorreu em 2022, tá? A tentativa por si só ela é crime, tá? O Bolsonaro tentou falar com as Forças Armadas, tentou cometer crime. Dito isso, o que aconteceu no 8 de janeiro de 2023 era um bando de doidinho que queria dar golpe de estado e não ia conseguir. Agora, o que me espanta aqui, mais uma vez, vocês, tá falando desde o começo aqui, é a desonestidade intelectual.
O nosso querido amigo aqui ficou macho, que eu quero que golpista se foda, e contrafaccionado é uma mocinha, cara, né? É impressionante, cara. Vocês não conseguem responder às vezes perguntas simples. Ele fez uma pergunta simples para você: o discurso do Jones, por ter dolo também, então não é é criminoso, cara, para de pagar pedágio, velho. Tem um pouco de ansiedade, fala: é verdade, pô, é, pô. O Lula, quando ele fala aquelas frases, ele não é misógino?
Pô, é. E sabe, é uma vontade, é um medo de falar alguma coisa que vai sofrer a própria boca. Não, você não respondeu, cara. Quando ele perguntou, por exemplo, cara, o crime era possível? Você poderia ter respondido: olha, não era possível. Calma, calma, calma, eu não tô falando que— calma, eu tô falando o seguinte, eu vou te falar, em 8 de janeiro eu não acho que o crime era possível. Dito isso, essas pessoas não tinham intenção?
Tinham. Então você pode ser honesto com argumento, mas eu fui honesto. Não, você não foi, cara. Então novamente, tá bom, então a gente passa aqui.
Calma, cara, não tem que ir assim não, rapidinho, que é muito pobre, que não foi encontrada arma de fogo. Primeiro, foram encontradas armas de fogo, grandes quantias de dinheiro em casas de envolvidos. Não precisa trazer naquela hora não, mas naquela hora, na casa, né?
Pessoas que podem ter a posse de armas.
Eu não defendo Eu sou contra isso, cara.
Eu sou contra isso pra caralho. Agora, o negócio é o seguinte, cara. Como é que você vem me dizer então que, nossa, cara, tinha arma na casa de um cara que se latifou dinheiro pro doidinho da— Até que seja, cara, que diversos caras que deram dinheiro lá pro doidinho lá pro 8 de Janeiro achar que ia dar um golpe de Estado invadindo o Congresso, foi cagar na mesa do Alexandre de Moraes. Nossa, esse cara tem que se foder, beleza.
E um cara que mete uma bala na cabeça de um cara que não tirou o celular, fica 11 meses preso, tá tudo bem. Então, novamente, Grandini, você está consumido. Você está consumido pela ideologia, cara. Você falou isso, o debate, tá tudo bem. O cara que dá uns carinho, eu falo várias vezes aqui de aumento de pena, o partido dela votou contra aumento de pena de crime hediondo. Não é blá blá blá, isso é um fato, cara.
Eu nunca falei que é alguém que dá, para mim tem que, cara, eu não sou contra pena. Eu não sei em que momento eu falei isso.
Fala, Natália.
Não, vamos lá, não vamos ter acordo aqui. Eu achei que o Mamãe falei ia fechar com realmente não vou ir todo janeiro, mas ele, do jeito que você ganhou, mesmo manteve ele aí do seu lado.
Ela tem nuances.
Eu queria mudar o assunto, eu queria dizer o seguinte: eu acho que ficou claro aqui no debate que o MBL, né, missão, sei lá, missão do quê, se é missão contra as mulheres e tal, tem uma posição muito clara de ódio às mulheres. Mas eu queria aproveitar esses últimos minutos também para trazer um outro tema, porque não é só as mulheres, é também as pessoas pobres. Eu queria saber, Mamãe Falei, a sua opinião. Você é contra o voto universal?
Vamos lá, se eu sou contra o voto universal, claro que não.
Ou você é a favor do voto universal? Explica para gente, porque o MBL, o MBL se posicionou contra o voto universal recentemente.
Dá um Google, tá? Agora você vai fazer sair do MBL, não é? Eu vou sair agora.
Ah, então vai ter que sair.
Me explica então. Então me explica aí, por favor, de onde você tirou isso?
Você não sabe, cara?
Não, por favor, me traga.
Você trouxe uma cola imensa aí, você não escreveu isso nessa cola?
Você tá falando que o MBL é contra o voto universal, por favor.
É isso, restrição de voto para Pessoas que recebem Bolsa Família, para mulheres. É isso que vocês têm defendido.
É só oportunidade, inclusive, só oportunidade de dizer sua opinião. Coisa rápida, a gente tem uma proposta que eu acho muito boa, que é o seguinte: já que a maioria do Congresso compra voto, e essa é verdade, os políticos centram, eles usam, por exemplo, shows em prefeituras lá na Bahia governada pelo PT, né, para fazer tudo mundo.
Isso eu concordo contigo. É quando falou do rachadinho do Janones, eu sou contra o rachadinho do Janones. Mas por que que você não fala da rachadinha do senador que agora é candidato a presidente da República e que também não perdeu o mandato?
Vamos falar de política. Quando você vier para um debate, você dá um minuto.
Agora ele vai me explicar como eu devo me comportar num debate.
Vai lá, tomando um interrupt aqui.
Vamos lá, vamos lá.
Isso, quando você vier para um debate, duas coisas você precisa fazer.
Número 1, ele é professor agora.
Pera aí, pera aí, quem vai falar Eu, tá?
Então você precisa fazer duas coisinhas. Número 1, o mínimo que você precisa fazer, o mínimo, é pesquisar sobre o cara que você tá debatendo. Ninguém no Brasil falou mais da rachadinha do Flávio.
Eu tô te falando do voto universal.
Ninguém falou mais da rachadinha do Flávio do que—
não, mas que você não falou agora.
Eu sou contra, eu sou contra. Para mim, o Flávio tem que estar preso, entendeu? O Nicolas, para mim, é um populista vagabundo. Eu não tenho problema em falar essas coisas. Se você for debater com uma pessoa, a primeira coisa você tem que fazer é pesquisar. Segunda coisa, não adianta se você é coisa infantil, que a pessoa tá falando, você é baixinho, né? Você tem inveja dele, né?
Você ficou mal mesmo com isso, né?
Não, eu não fiquei. Eu tô só tentando falar, você tá parecendo, com todo respeito, sobre o voto universal. Calma, calma, deixa eu chegar lá. Eu vou falar uma coisa antes que é mais importante. Com todo respeito, eu não te xinguei de nada. Esse debate. Eu não falei da sua altura, não falei do seu peso, não falei da sua beleza, não falei da sua história, não falei nada. Eu não te xinguei de absolutamente nada aqui. Você me xingou de um monte de coisas e você nem ouve o que eu tô falando.
Você tá, você tá, você tá envolta numa camada de ódio tão grande pela minha figura que você sequer ouve. Então aí você fica tentando dar essas lacradas, e existem maneiras melhores de você lacrar, entendeu? Às vezes você joga a pessoa numa armadilha, beleza, tá tudo certo. Nem isso você conseguiu fazer. Agora, respondendo a pergunta do voto, é o seguinte: a gente tem uma proposta que é o seguinte: a gente quer aumentar o valor do auxílio para quem não votar.
Eu vou comprar o não voto. Então você vai deixar as pessoas que estão verdadeiramente interessadas em votar, em votar. Agora, já que você fala dos mais pobres—
desculpa, eu não entendi. Vai comprar o voto?
Depois você pesquisa aí. Você, você, eu sei, eu sei que é devagarzinho. Vamos devagarzinho. Você, não todas. A minha mãe é bem inteligente, ela é mulher. Calma, deixa eu terminar, deixa eu terminar. A nossa proposta é o seguinte: se você não votar, tá, eu vou te dar um auxílio maior. O que que isso significa? Este cara que vira e mexe, ele vende o voto dele por uma cesta básica, por alguma coisa. O não voto dele fica muito caro.
Então o político do Centrão não consegue comprar aquele voto, ele não consegue competir com auxílio que o governo não vai dar para o cara. Você entendeu? Isso é uma proposta perfeitamente constitucional.
Calma, calma, calma, deixa eu terminar.
É o contrário de governo. Deixa eu terminar, por favor, gente. Deixa eu só terminar. Deixa eu até terminar.
Entendi a função.
Não, não, termina.
Tudo bem, gente, vocês podem tomar o tempo que vocês quiserem para tentar entender isso.
Vamos lá, vamos lá.
Agora, a minha pergunta para vocês é: já que vocês defendem tanto os pobres, eu gostaria de saber o posicionamento de vocês sobre, por exemplo, a taxa da blusinha. Porque o governo Lula aplicou e agora o governo Lula tá falando mal da taxa que o próprio governo aplicou.
Por favor, vamos lá rapidinho. Primeiro Eu sou contra taxa da blusinha, taxa de qualquer produto. Então é o primeiro ponto. Segundo ponto é o Centrão de fato.
Não é possível, porque não, às vezes cai.
Pera aí, senão ela já voltou.
Então posso falar? Então beleza, vamos lá. Eu sou contra emenda parlamentar e a existência de emenda parlamentar enquanto elas existem. Parlamentares petistas as utilizam, né? Eu sou contra a existência de emenda parlamentar. Por mim não haveria emenda parlamentar. Então, por que que a gente não combate isso? Por que que a gente não combate tudo aquilo que alimenta o Centrão? E de fato eu sou contra. Eu acho que o Centrão, ele é um, ele chantageia todos os governos.
Figuras como Rueda, presidente do União Brasil, que era o teu partido até recentemente, partido do Kim Kataguiri, mas que vocês escolheram para disputar eleições. Beleza. O presidente desse partido que disse que comprou 10 jatinhos e agora ia comprar mais 10 jatinhos com dinheiro público, né, que tá federado agora com Ciro Nogueira, que também recebia mesada do Volkswagen, né, do mundo, que recebia mesada do Vorkar e tal. Então veja, mas era o partido, era o partido de vocês, e que escolheram disputar eleição, que foi arquivado, aí não serve, né, que escolheu disputar eleições por esse partido.
Eu acredito que o Centrão, o Centrão tem que acabar, essa gente nojenta tem que acabar. Dito isso, esse é o grande, essa é a questão principal.
Agora, rodando o tempo, tava rodando os dois tempos.
Agora, agora, agora, um tempo, algum segundo só, quando ela intervir, rodou para caramba no meu tempo.
Enfim, mas agora, agora, agora, essa questão, essa questão precisa ser combatida. Então veja, agora a gente propor uma, algo extremamente populista que de fato vai contra o liberalismo lá, esse fair que vocês sempre defenderam, então vocês, vocês têm qual ideologia? De um Estado grande, né? Então eu preciso entender, eu preciso entender o que que vocês defendem.
Exatamente, você precisa entender Quando você vem no debate com uma pessoa, sabe o que você tem que fazer?
Você tem que mudar quem tá falando, cara. Inclusive, deixa eu falar, mas qual que é o antinomoso? Vocês são liberais? Não, vocês são liberais?
Posso responder então?
Vocês são liberais?
Posso responder? Posso responder? Eu fiz uma pergunta que te incomodou. Você falou das emendas parlamentares. A gente é contra as emendas. Inclusive, o Bolsonaro aumentou, o Temer aumentou, o Lula e a Dilma também. A gente está apontando. Aí isso te incomodou tanto?
Ah, porque—
vamos lá, eu vou dar um exemplo para você que não é liberal. E que é uma coisa que a gente acredita. Lei de responsabilidade gerencial. A gente escreveu uma proposta que prefeitos populistas que não atingirem metas de governabilidade, saneamento básico, não vão ter orçamento discricionário para contratar show populista, por exemplo. Isso não tem nada a ver com liberalismo, tem nada a ver.
Então qual é a tua ideologia?
Nós não temos ideologia. A nossa crítica é justamente essa: você está embebido em ideologia e ela é semideológica.
Eu tô, entendeu? É isso. Eu falo por mim, eu inclusive sou defensor de aumento de pena para estuprador, para pedófilo, eu sou contra emenda parlamentar. Então assim, comigo também não cola isso. Eu tenho um partido político que é o partido que eu entendo que mudou a vida de 3 milhões e 600 mil meninos que entraram universidades graças a políticas públicas do PT, que trouxe o leve-leite, que trouxe o Bolsa Família, um partido que isentou 90% da população brasileira de pagar imposto de renda, o partido que pautou efetivamente o fim da escola 6 por 1.
Por isso que eu tô no PT. Agora, ninguém é perfeito, e eu falo por mim, Leonardo Grandini. Agora, eu acredito que a gente tem que ter coerência, a gente tem que ter diretrizes, a gente tem que ter norte. Nesse sentido, a gente tem que acabar com o Centrão. Eu defendo isso. Acho que o Centrão é o grande responsável por todos os males do Brasil, quando a gente fala, por exemplo, da manutenção e perpetuação da pobreza, da miséria.
Não, só queria aproveitar para perguntar o seguinte: essa ideia que eu acho que, sei, Vilela, Não sei se você conseguiu entender, mas acho que ficou bem claro na sua explicação. Mamãe, falei que a intenção, né, você disse comprar o não voto, né? Na verdade você tá dizendo de ter um incentivo, bolsa, alguma coisa, aumentar o bolsa para as pessoas que não votam. Essa é a sua ideia? Essa é a ideia de democracia que vocês defendem?
Afastar a população das decisões do país ao invés de— não, deixa eu só terminar, aí você responde, ela completa. Ao invés de incentivar as pessoas a se apropriarem mais da política, opinarem mais na política para mudar a política. Porque eu acredito que a política muda quando as pessoas que sofrem lá na ponta ocupam a política. Mas a proposta de vocês é afastar essas pessoas. Vocês estão dizendo que o voto dessas pessoas deve ser comprado, o voto dessas pessoas não deve ser colocado na urna.
Não, você tá dizendo que não deve ser colocado na urna, é que não é compulsório. É vontade.
Entendi. É que você não explicou ela por completo.
Talvez você toma teu tempo aí, uma hora você entende.
Vai lá. Não, não, eu acabei de responder, eu entendi, eu entendi, eu entendi. Eu fiz uma pergunta.
Qual a pergunta?
A pergunta é se é assim que vocês veem a democracia. Esse é o jeito que vocês defendem democracia? Afastar o povo das decisões do país?
Afastar o povo é você que tá dizendo. Eu tô acabando de dizer, eu tenho um canal de política, eu faço de tudo para as pessoas falarem mais e mais política.
Deixa eu fazer uma pergunta para vocês dois, para a gente tá finalizando. Como é que vocês se sentem, aí o Grandini do PT, sendo de esquerda, quando no governo Lula e nos governos Lula, Dilma, estouraram os maiores escândalos de corrupção da história do país? Como é que vocês se sentiram quando o Lula não foi inocentado, mas a pena dele só prescreveu? Como é que vocês se sentem? Como é que vocês se sentem agora novamente com novos escândalos do INSS, com o irmão dele sendo investigado, o filho dele como lobista sendo investigado, e o próprio Lula sempre dizendo que nunca sabe de nada.
A minha pergunta é sincera, eu não tenho paixões políticas. Se vocês falarem de alguém da direita que tenha qualquer indício, eu quero que ele se foda e seja investigado até o fim. Eu queria saber como vocês se sentem sendo de esquerda e tendo visto isso em um partido barra líder político que prometeu ser diferente do que acontecia antes no Brasil?
Ó, eu vou ser bem rápida, eu vou passar para o Grandini. A primeira coisa, Cestaro, eu sou socialista. A corrupção, ela é originária do sistema capitalista. Primeiro porque a corrupção não tá no sistema público, tá? A corrupção existe porque o sistema privado é altamente corrupto e a gente tem que mudar a relação do público com privado. Essa primeira coisa. Então esse problema é um problema que eu concordo contigo, tem que— a corrupção é uma bandeira que sempre foi da esquerda, sempre foi nossa, sempre foi.
A gente segue contra a corrupção. E eu quero dizer uma coisa para você, você sabe o que que eu sinto? Eu sinto orgulho de ver o presidente Lula dizer que se o filho dele tiver envolvido com crime, vai ser punido, e qualquer pessoa tiver envolvida com crime vai ser punido, diferente do outro campo político. Porque a gente gosta ou não, o país tá polarizado. O Bolsonaro não, Bolsonaro afastou o Moro.
E até o Bolsonaro afastou, ó, meu tempo, o delegado da Polícia Federal o tempo todo.
O Bolsonaro afastou o Moro, acabou com a autonomia da Polícia Federal.
Foi isso que ele fez.
A mesma coisa, a Polícia tá investigando, a Polícia tá investigando.
Então eu quero dizer para vocês o seguinte: sinto orgulho de ter um presidente da República que não tira, não tenta tirar o ministro, não tenta acabar com a autonomia da Polícia Federal, que diz que se o filho tiver envolvido tem que ser investigado e punido, qualquer pessoa tem que ser investigada e punida. E tem muito orgulho de estar ao lado de um presidente da República que não, não foi o que você falou que aconteceu, não. O Lula, ele foi inocentado.
E veja rapidinho, essas investigações, elas estão ocorrendo justamente porque a polícia Federal nunca teve tanta liberdade. Segundo, ele foi inocentado porque o processo foi anulado. Isso é direito básico. Prescrição é de tempo, não tem nada a ver. Então vamos lá, e aí, foi, você precisa entender, você precisa estudar. Não, vamos lá, outra coisa, você precisa estudar de fato. Você tá falando até agora que foi prescrito. Prescrição é outro conceito jurídico. Não tem nada a ver.
Prescreveu?
Então, não prescreveu, não tem nada a ver. Então, primeiro ponto, o que aconteceu com o Lula foi o seguinte. Foi o seguinte, primeiro, houve uma questão territorial, porque de fato, se um crime, isso é básico, se um crime é cometido em São Paulo, um juiz na Bahia não pode me julgar? Isso é o primeiro ponto, evidente, isso é claro. Isso existe no Brasil e em qualquer país do mundo que existe esse mesmo modelo legal. Segundo ponto, depois o Moro foi julgado parcial pela justiça brasileira, por organismos internacionais, inclusive pelas Nações Unidas, porque simplesmente o cara que julgou o principal nome nas pesquisas presidenciais de 2018 virou ministro do principal beneficiado, que foi o Bolsonaro, saiu de lá dizendo que ele mandou aparelhar a Polícia Federal para proteger o filho bandido, o filho bandido dele. E por conta dessas questões que o Lula foi condenado.
Sabe o que me espanta? Advogado criminalista, mas é claro, anulação é diferente de absolvição de mérito. Mas a gente tem que estudar.
Não, você falou prescrição, né?
Prescreveu de abrir na Açaí. Mas tudo bem, é interessante isso você falar. Eu perguntei se como é que vocês se sentem. Vocês não foram objetivos na resposta porque são pessoas do próprio partido que assaltaram o Brasil de maneira, de maneira— é, o Jacques Wagner é centrão, o Palocci é centrão. Toda essa galera que devolveu o dinheiro e que agora a gente devolveu o dinheiro. É verdade, todo mundo é centrão. Não, não, é centrão, tudo é centrão.
Só que tem um detalhe importante que vocês— eu queria, era uma última pergunta que eu faria: como é que vocês se sentem quando— eu sei, uma pena— mas quando vocês percebem a instrumentalização política do Judiciário? O nosso país tá uma vergonha. Isso deveria ser crítica de todo mundo, não importa o espectro político. O nosso Brasil, nós estamos entrando no momento aonde nós perderemos as rédeas como nação e fica tudo numa polarização idiota.
Basta ser honesto intelectualmente, é uma vergonha o que a gente tá vivendo e o que a gente tá vendo quando a gente olha a corrupção por todo lado e ninguém se importando realmente, porque só aponta cada um para o seu inimigo e adversário.
Duas coisinhas, duas coisinhas. Hoje tá aqui comigo o Rafa Renato Batista, meu candidato a deputado estadual, 14777. Ele tem um projeto que é o Disque Ante Invasão, né? Já que a gente tá com o pessoal do MTST aqui, ele se compromete o seguinte: no gabinete dele, se tiver alguma propriedade sua invadida em São Paulo, você vai ligar para ele, em menos de 24 horas ele vai estar lá retirando os vagabundos e conseguindo reintegração de posse. Beleza? Ana Hennig, deputada federal, 1400. E Renato Batista, 14000.
Agora É, ó, vou ser claro agora, gente, é só para se despedir. Links, arrobas, não comece uma discussão, não comece um tema novo, que a gente já passou do horário, mais de 2 horas e meia.
Vamos lá, tu faz live aqui 10 horas, a gente veio para vir 10 horas aqui, Vila Lá.
Se todo mundo concordar, a gente dá mais meia hora.
O diretor lá, não dá não, não dá não.
Agora já foi, hoje já foi, mas é para voltar. Vou fazer, ó, ó, porra, gente, foi, foi.
É, começa você, vai.
Eu quero agradecer, obrigado, obrigado de verdade pelo prestígio de estar aqui. Eu acho que foi uma troca de ideias adulta. A gente tenta passar para o público coerência, bom senso. O público vai avaliar, eu espero que avaliem sem paixões, ouçam tudo que foi dito. E tenta encontrar o melhor caminho. Porque de novo estamos falando de Brasil, somos um só povo, somos seres humanos, e a gente precisa acordar para essa verdade. Não tenha políticos de estimação, cobre, não importa quem, não importa se você faça parte de um partido.
Aliás, muito mais rigorosamente você deveria cobrar se faz parte de um partido. Não aceite corrupção, não aceite a relativização da justiça, busque a verdade. Eu agradeço vocês. Se puderem, por favor, me siga na rede social, @dr.felipecestaro no Instagram, e o Iron Talks, programa que acontece diariamente no YouTube. Obrigado, Vilela, pelo espaço, pela oportunidade. Espero ter sido bom para você aí.
Bom, obrigado, Vilela, é um prazer estar aqui.
Belo bigode.
Obrigado, obrigado pelo elogio. Obrigado, companheira Natália. Obrigado ao Cestaro. Artur, a todo mundo que topou esse diálogo. Eu acho importante a gente discutir projeto de país, projeto de Brasil. Concordo que o Centrão é o grande mal do Brasil, concordo que a gente precisa combater efetivamente o crime organizado. Justamente por isso eu tô ao lado da campanha do presidente Lula, da campanha daqueles que mudaram a vida de milhões de meninos de periferia, que mudou a vida de milhões de vidas aqui em São Paulo, no Brasil inteiro, e combater o projeto do Flávio Bolsonaro, que é um miliciano e hoje vem liderando esse projeto de poder que é criminoso.
Então, deixando muito claro. E por isso também que eu sou candidato a deputado estadual pelo PT aqui em São Paulo, para acabar com a mamata da extrema-direita na Assembleia, para derrotar o projeto do Tarcísio efetivamente, o sucateamento da água, da educação, da mobilidade, trem explodindo depois de privatizações, Água cuja tarifa aumentou e a piora na entrega do serviço é evidente. Quando a gente fala de aumento da violência contra as mulheres, feminicídio, estupros aumentaram.
E por isso, dia 4 de outubro, vote 13.633. E tamo junto! E reeleger Lula no primeiro turno.
Arthur, pessoal, obrigado pela oportunidade. Hoje, como vocês puderam ver, nosso amigo Cestaro brilhou, cara, mandou bem para caramba. Hoje eu vim de coadjuvante aqui do homem. Que mandou bem, não falhou em nada. Eu deixar claro só uma coisa, não quero que ninguém me siga, não é isso não. Eu tô aqui prestando um serviço para pessoas, para amigos meus, tá? Que assim, eu de verdade eu quero que você conheça o trabalho. Novamente, eu vou falar pela segunda vez, Rafa Macris 14777.
A proposta dele é disque anti-invasão. Vocês viram que a Amanda tirou uma vagabunda de dentro de uma casa de uma senhora de 70 anos que estava habitada Ela foi lá e prendeu essa mulher, tá? Inclusive agora ela acabou de fazer uma denúncia, filmou e prendeu um cara que ofereceu R$200 mil para ela de propina, tá? O Rafa Macris vai ter um disqueante invasão. Algum vagabundo do MTST foi na tua casa, invadiu, foi na tua propriedade, fez alguma gracinha, você vai ligar no gabinete do Rafa Macris e vai alguém lá, tá, tirar o cara em menos de 24 horas.
Renato Batista, que é alguém combativo, que alguém bom para caramba, 14000, Renato Batista. Eu quero colocar o meu gordão lá. E ó, Ana Hering para deputada federal. Essa aqui, de verdade, se tem alguém do Brasil inteiro que eu quero que ganhe uma eleição, juro para vocês, mais do que o Renan, é a Ana Hering, tá? Eu coloquei ela até aqui, ó, do lado esquerdo do peito, porque ela largou uma carreira na iniciativa privada de advogada para trabalhar por um salário de miséria, para arrumar briga para caramba.
Tinha todos os estímulos para estar em todas as outras turmas maiores do que a nossa Esteve com a gente até agora. Conheça o trabalho da Ana Hennig, 1400. Valeu, Natália.
Boa noite a todos e todas. Agradecer, Vilela, pelo convite. Agradecer todo mundo aqui dos bastidores que faz esse programa acontecer. Agradecer você que ficou aqui até o fim, que teve paciência, que contribuiu no chat, que mandou pergunta, você que acompanhou o nosso debate. Grandini, enfim, todos aqui que fizeram o debate acontecer. Eu quero só deixar um recado bem— acho que muitas coisas foram ditas aqui nesse debate, e acho que a lição que fica é que nós precisamos urgentemente de mais mulheres no poder.
É nítido que nós só vamos mudar a situação que a gente vive hoje de violência, de cultura do ódio, de cultura do estupro, enfim, não posso falar essa palavra, desculpa, de cultura da violência contra a mulher, quando as mulheres, as mulheres que têm compromisso com a nossa pauta, tem compromisso com as crianças, tem compromisso com o cuidado das mulheres, estiverem no poder, no Congresso Nacional, no STF, no Judiciário, quando as mulheres, né, estiverem num lugar de decisão.
Por isso também que eu tô candidata a deputada federal 50 a 10 é o meu número. Tô candidata não só porque eu quero combater o bolsonarismo, o extremismo, como a gente pôde ver aqui, que não discute os problemas reais da vida das pessoas. É isso que tá acontecendo lá no Congresso Nacional, é uma gritaria entre um monte de macho e não discute os problemas reais da vida das pessoas. Por isso que eu quero estar lá também, não só para combater, mas para levar para o Congresso Nacional vida real das pessoas.
A gente precisa resolver os problemas concretos das mulheres especialmente, mas do povo brasileiro. E Vilela, espero poder voltar aqui, né, para mais debates. Ah, me sigam, me sigam nas minhas redes para vocês me conhecerem, @nati.boulos.
Já aquele esquema, né, colocar todas as redes sociais e links dos convidados no comentário fixado. Homer, vão reclamar de você se não colocarem, tá? Porque às vezes eu peço A galera já reclama, já reclama. Então vai colocar. Beleza, obrigado, grandinha. Obrigado, Natália. Obrigado, César. Obrigado, Arthur. Obrigado a vocês que estiveram aqui. Obrigado aos nossos patrocinadores, não é, Romero?
É isso aí.
Nós temos o G4 e também a Neres, né?
Exato. E agora é a hora do pessoal brilhar aí nos comentários. Que que o pessoal escreve?
Cuidado que você vai falar.
Que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final desse debate?
Para provar que você chegou até o final, coloca aí o que foi mais falado durante esse debate. Responde a pergunta.
Tá bom, foi boa. Achei que ia vir algum palavrão. Responde a pergunta foi o que eu mais ouvi aqui. Responde a pergunta, responde a pergunta. E você escreve a resposta, a pergunta nos comentários. Temos o debate marcado aqui dia 18. Vamos ver quem vai fugir, quem vai vir. A gente marcou, estamos convidando, galera tá confirmando. Faltam duas pessoas para confirmar. Venham, hein? Vocês prometeram para mim no ar, hein? Então venham, fiquem com Deus, beijo no cotovelo, tchau, que bom que vocês vieram. Fui, até mais!
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal.
O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
Brasil Paralelo
Aparador de pelosG4
Lucro em Dobro