1902 - TERRAS RARAS: O TESOURO BRASILEIRO QUE TODO MUNDO QUER: SACANI
SÉRGIO SACANI é geofísico. Ele vai bater um papo sobre as terras raras do Brasil e como explorar esses recursos maraviwonderful. Já o Vilela também é um espécime raro.O Estratégia Concursos disponibilizou um mapa interativo, com todos os concursos abertos, previstos e autorizados em todo o país. Acesse o link para conhecer o Mapa dos Concursos e encontrar o concurso mais próximo de você. https://estr.at/4vWKPcSRegularize seu trabalho. Abra seu CNPJ com a Contabilizei 💙Tudo 100% online: abertura de CNPJ, notas e impostos em um só lugar.Use o cupom INTELIGENCIA e ganhe 2 meses de mensalidade grátis.👉 Comece agora: https://bit.ly/inteligencia-ctbz-07082026Cadeira é Elements, e o desconto pra vocês tá liberado. Acesse e garanta a sua: https://loja.elements.com.br/?utm_source=youtube&utm_medium=legenda&utm_campaign=inteligencia
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou o Rogério Vileira, tá começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais rara do que a minha, do que a sua.
Isso aí, muito mais.
Você viu? Eu fiz um, você viu o gancho?
Gancho, belo gancho.
Mas na vida, vamos falar a verdade, toda vida é rara, raríssima, não é?
Toda vida é uma.
A probabilidade da gente estar aqui nesse momento, o Saquena é capaz de tentar calcular, dá para calcular a chance daquele espermatozoide ter atingido o óvulo naquele momento, ser você. Se fosse um milissegundo depois, já era outra pessoa.
Exatamente. Se fosse um outro espermatozoide, já era outra pessoa.
Isso é para pirar a cabeça, né, cara?
Isso é mesmo. Isso é pra pirar, né?
Seus pais tivessem transado outro dia, era outra pessoa.
É isso aí, outra hora era outra pessoa. Tivesse um outro morro, era outra pessoa.
Rapaz, vamos pensar uma coisa, ô bigode. A chance de não ser você é infinitamente maior de chance de ser você. E no entanto, é você.
Olha aí, cara.
Cara, o universo, eu não sei porque ele quis você aqui, cara. Não faz o menor sentido.
Deus é bom demais, cara.
Não, não faz sentido, cara.
Deus é bom demais.
Imagina, podia ser todo mundo menos você, ele escolheu você.
Eu menti a minha idade na entrevista, cara, pra me contratarem.
É verdade, eu sempre minto quando eu tô trocando ideia com mulher. Eu sou idiota, né? A mina não pode ir no Google e colocar meu nome. A última eu coloquei que eu tinha 50, ela falou, ó, eu acho que você tem 55, tá?
Eu falei, ah é?
Não, é verdade. Eu falei na faixa dos 50.
Mas aí se ela vai no Google e vai no Wikipedia, você fala, não, mas Wikipedia tá errado, você inventaram.
50 e 59.
É entre 50 e 75, 50 mais ou menos 10. Sabor Sabor 50. Boa, boa.
Lembrei da galera que mente e fala que é tipo da base de algum time grande, sabe?
Eu sou da base da—
não, é os gatos lá do Real Madrid, mas eu tô—
olha para quem eu menti, vem cá, vem cá. Quantos anos eu falei que eu tinha?
Ah lá, por volta, tá valendo, por volta de 50, tá. Vai dela, desculpa. Ah, foi atrás, puxou a capivara. Aí, deixa eu ver aqui. Puxou a capivara, tá vendo só?
Agora não dá mais para mentir com internet, cara. Antigamente você podia falar, eu sou astronauta.
E aí?
Ninguém questionava.
Como que ela vai checar que você não é astronauta?
Ninguém ia questionar.
Só um minutinho agora que eu quero falar com o Bigoda. Você sabe que eu tenho que passar um recado para o pessoal.
É isso aí, né?
Fala para os caras aí de casa. Porque eu estou felizão, você vê que eu estou com muita energia, cara. É por causa dessa cadeira aqui. Você aí de casa, você já parou para pensar que parte da sua falta de foco Pode ser física, não é fraqueza mental não, é o corpo mandando sinal. Quando você tá desconfortável, uma parte do seu sistema nervoso tá ocupada com isso. É sutil, mas é constante. Eu mudei de cadeira e percebi isso na prática.
A cadeira da Elements que eu escolhi para usar no meu dia a dia, por exemplo, qual que é? Essa daqui, ó. Tem um nível de ajuste que você raramente vê: lombar, braços em 4 dimensões, apoio de cabeça e reclinação. Tudo é ajustável para o seu corpo, do jeito que você precisa. Quando o físico tá suportado, o mental tem mais espaço para trabalhar. Cupom INTELIGÊNCIA no link da descrição. Vai lá, cadeira é Elements, não é?
Exatamente.
A sua tá chegando, não reclama não. Logo logo, os cara mandaram 4 aqui, mais 2 para você.
Eu não vejo a hora de dormir aqui na live com essa cadeira, cara.
Então você não vai pegar essa cadeira se for para dormir.
Eu vou, eu vou.
Ó, deixa eu perguntar uma coisa aqui para vocês que estão em casa. Você, você já pensou em prestar concurso público, mas ficou paralisado sem saber qual escolher? É mais comum do que parece. A pessoa acorda um dia decidida assim, ó: quero mudar de vida, quero estabilidade, quero salário decente. Aí abre o navegador, olha 20 editais diferentes ao mesmo tempo e trava. Eu entendo você. Concurso federal, estadual, municipal, tribunal, Polícia, banco, cargo de nível médio, nível superior, cada um pede um tipo de estudo, cada um tem uma banca diferente, cada um tem seu jeito de cobrar.
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Beleza, é isso aí, eu vou passar lá também, tá certo.
Ó, e terráqueos e terráqueas, a última dica aqui para vocês que eu vou passar hoje, boa para você que trabalha por conta, recebe no Pix, mas ainda não abriu um CNPJ. Porque enquanto tá tudo no boca a boca, beleza, mas imagina se aparece aquele cliente novo, aquele que você tá prospectando há um tempão, e ele pede nota fiscal. Aí já complica, né, meu irmão? Fica sempre aquele pensamento: putz, vou ter que mexer com contador, papelada, imposto.
Eu sei, só de ouvir essas palavras já dá vontade de fingir que nem viu. Só que hoje eu tô aqui para dizer que tem um jeito É muito mais simples de resolver isso, é só contratar a Contabilizei. A Contabilizei faz tudo online para você: abertura do CNPJ, ajuda a entender qual tipo de empresa faz mais sentido para o seu trabalho, emissão de nota fiscal e organização dos impostos num lugar só. E não é aquelas plataformas que te largam sozinho tentando entender burocracia, não.
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9 eu tô dormindo.
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R$195, meu amigo.
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Tá certíssimo.
Fechou.
Como que o pessoal vai participar, querido?
É isso, meu querido. Eu vou pedir para você que tá em casa primeiro deixar o seu like, tá bom? A sua inscrição, ativar o sininho aí, né? Porque às vezes tá inscrito, mas não recebe notificação de nenhuma live, nenhum vídeo. Então também ativa o sininho. E hoje vai ser uma live muito especial porque ela é dedicada lá para a galera do grupo do Telegram, que são os membros aqui do canal, e que ficou sabendo antes da agenda.
Manda pergunta.
Exatamente, tem uma série de benefícios, né?
É isso. Então é isso aí, manda pergunta. Mas as perguntas principais, manda comentário também, superchat, que ajuda o canal.
Exatamente, ajuda bastante. Eu vou mesclando aqui.
Eu preciso apresentar esse cara aqui?
Não precisa. Coisa, cara.
Mas vai que sempre tem alguém lá na Mugâmbia setentrional que tá assistindo esse negócio e não conhece o José. Sério, apresenta para quem não te conhece. Assim, uma pessoa não te conhece, você tem que se apresentar. É difícil a gente se apresentar.
É difícil, né, cara?
É o que você gosta. Como você se apresenta?
Cara, não, Sérgio Sacani aí, apaixonado por ciência, por astronomia. E mas hoje vamos falar da minha área aqui, que é geologia.
Pois é.
Olha aí que maravilha, ó, tá vendo?
Tem duas coisas que você gosta muito, que eu sei que é vulcão.
Exatamente.
E treta.
Mentira. Treta de vez em quando só.
Você tem entrada em treta, hein?
Cara, eu não, eu sou colocado nas tretas de verdade.
É verdade.
Olha, Sérgio caiu de paraquedas.
Claramente Sérgio não sei o quê. Eu falo, como claramente, cara? Ele não falou nada.
Eu não falo nada, mas sou colocado aí, mas não tem problema não.
É que você é um ícone da ciência e é usado para os dois lados, tanto pela esquerda quanto pela direita. Eu já percebi isso.
Todo mundo é essa ousada aí, um objeto.
Mas antes de mais nada, aceitaria um cargo público assim, ministro?
Cara, o pessoal fala, né? Pô, Sérgio, você tinha que ser ministro, não sei o quê.
Para ajudar a ciência.
Então, muita gente fala para ser ministro de ciência e tecnologia. Qual que é o problema do ministro da ciência e tecnologia no Brasil, cara? Eu acho que é a pasta que tem menos orçamento.
E hoje em dia deveria ter uma grana legal, com tudo aí, inclusive o assunto de hoje, terras raras.
Mas aí seria ministro das minas e energia.
Aí tem grana.
Aí tem grana. Pelo menos era para ter, né? Pelo menos era para ter. Mas o de ciência e tecnologia, cara, é a pasta mais—
Essa pasta faz o quê? Ou deveria fazer o quê, a ciência e tecnologia?
Cara, ciência e tecnologia deveria cuidar da ciência e tecnologia no Brasil, cuidar das universidades, cuidar de pesquisa, cuidar de como distribuir a grana para os pesquisadores, para doutorado, para mestrado, cuidar do que a gente chama de big science, né? Que no Brasil não tem tanta, né? Big Science. O que que são Big Science, né? Big Science são projetos assim que são enormes dentro da ciência. Por exemplo, exploração espacial é Big Science, energia alternativa, energia nuclear, por exemplo, entra em Big Science, acelerador de partículas entra em Big Science.
O Sirius, por exemplo, ali em Campinas, ele é um dos exemplos de Big Science no Brasil. São pouquíssimos. Então A ciência e tecnologia é isso aí, atrás de acordos, né, para melhorar a pesquisa, é mandar pesquisadores de um lugar para daqui para algum lugar, trazer pesquisadores de outros países aqui para o Brasil, fazer esse intercâmbio, fazer essa troca toda. Então é isso, né, e dependendo da situação intervir, né. O Marcos Pontes, né, que foi ministro de Ciência e Tecnologia, ele ficou famoso que ele pegou o Brasil na época da COVID e tal, não sei o quê, Então, mas agora quem é o ministro da Ciência e Tecnologia no Brasil?
Ninguém sabe.
Você não sabe?
Não.
Quem é? A Luciana. Que Luciana? É uma Luciana que é uma ministra do Lula hoje atual, entendeu? Boa, cara. Assim, faz ali o básico, né, cara? Faz o básico, porque também, como eu falei, às vezes a gente bate no ministro da Ciência e Tecnologia, mas ele, cara, ele tem muito pouco orçamento para lidar com as coisas. Então não é um negócio tão assim. Agora Por exemplo, quem é o ministro da Minas e Energia hoje no Brasil? Alguém sabe? Esse tinha que saber. Alexandre Vieira, entendeu? É o nome dele.
Então assim, importantíssimo.
Hoje é importantíssimo.
Então assim, são, são, você pode dizer que isso vai definir a geopolítica nos próximos anos?
Cara, isso já tá definindo, já tá, já tá.
Os acordos, onde as empresas estão se instalando, investimento, porque vem tudo, vem energia junto, né?
Cara, principalmente a energia, né? É energia em todos os, os, na, na, na, vamos dizer assim, é tudo que você tem energia. Então, por exemplo, todo carro elétrico, todos os carros elétricos, todos os data centers, todos, todas as placas de vídeo para rodar as IA. É o mundo, cara, é o mundo atual, é o mundo atual, é o mundo atual.
Não existe mundo atual se não passar por essa discussão, não tem.
Então, cara, não tem como.
E eu tô, eu vou fazer mais uma rodada com os presidenciáveis, vou bater muito.
Cara, tem que perguntar o que eu ia falar para você, para todo mundo.
Só um minuto, querido, você já tá convidado, você não vai falar não. A gente vai ter sabatina e vai ter um, pelo menos uma pergunta de você para todos os candidatos.
A minha pergunta vai ser essa, fechar disso. Minha pergunta é, cara, qual é o plano que você— para mim, eu vou te falar aqui sinceramente, Vilela, eu não tô nem aí, cara. Educação, não, educação, saúde, essas coisas, os cara vão falar Tudo sobre, não tô nem aí para isso, não quero nem saber. Qual o plano que você tem para as terras áridas do Brasil? Essa é a única pergunta que eu tenho. Qual o seu plano de curto, médio e longo prazo?
Porque tem que ter isso também, porque não é um negócio tão simples. Mas qual é o seu plano para o curto, médio e longo prazo para as terras áridas do Brasil? É entregar tudo? Show, isso é um plano. Entregar é um entreguismo, é um plano. Será que é bom, tal?
Não sei, pode se discutir de forma bruta, né?
Mas então essa, a minha pergunta básica é essa, é primeiro, né, na verdade são duas: você sabe o que são as terras áridas e a importância dela? E qual é o seu plano de curto, médio e longo prazo? Isso para mim, cara, é o fundamental, é o que pode posicionar hoje o Brasil como um grande player no mundo, é fazer a gente, o que eu brinco com o pessoal é o seguinte, Laila: quando você tem muita criança em casa e tem Natal, Aí o que que você faz?
Os adultos comem numa mesa e aí você põe uma mesinha ali, joga um pratinho para criançada.
Exato.
O Brasil hoje é isso, tá nessa mesinha, tá na mesinha, só que os restos, só que era para a gente sentar na mesa hoje.
Pô, que a gente tem com essa bacia hidrográfica, com terras raras, segundo em terras raras, segunda maior reserva do mundo em terras raras. Vamos começar o assunto então, vamos lá. O que que é terras raras, cara?
É legal a gente falar isso aí, né, porque o nome às vezes deixa a gente meio, né, sabe o que parece?
Para, eu já vi gente falando que terras raras é pelo fato de ter pouco só. Então, como tem muito pouco, qualquer coisa que tenha pouco é terra rara.
E não é isso, muito pelo contrário. Terra rara tem muita, então, mas muita, muita, muita, cara, entendeu? Então, o pessoal brinca e fala assim que terras raras não é nem terra e nem rara.
É que nem inteligência artificial.
Exatamente, nem inteligente nem artificial. Terras raras, a definição, vamos pegar a definição da sequência, um negócio chamado IUPAC.
Não.
E o PAC é o Tupac, né? Aí o PAC é o, vamos dizer assim, o órgão que comanda a química no mundo, né, que dá o nome para as coisas e tal. Então, na definição assim é bruta de terras raras, terras raras é um conjunto de 17 elementos químicos, 15 deles da família dos lantanídeos. Coloca lá a tabelinha que a gente separou, cara. 15 deles são da família dos lantanídeos, onde o lantânio é o principal. E dois outros elementos aqui que nós vamos, que ele vai colocar aí para gente, a gente vai ver.
Então esses são os elementos, tá vendo ali, ó? Tudo que tá aí, tudo que tá ali colorido são os elementos lantanídeos, tá vendo? O La lá é o primeiro, isso. E ali é o Ítrio, que é o Y, e o outro SC qualquer, hein, cara? Procura aí qual que é o SC, que agora eu não lembro o nome dele.
Tem terras raras leves e pesadas, qual a diferença?
Isso, até as terras raras leves e pesadas, isso aí é dependendo do número ali, de número molecular, né, o peso molecular de cada elemento. E aí vai variar da aplicação deles, tá? Uma coisa muito interessante: o Brasil, a maior parte das terras raras tá localizada em Minas Gerais. E por conta do lantânio, esses elementos, essa reserva no Brasil, durante muitos e muitos anos ela ficou conhecida como Lantanídeos de Minas.
Rapidinho, esse é escândio.
Escândio, isso aí. Escândio, ítrio, né, que são aqueles dois ali que estão fora. Só que tem outros elementos que a gente, que não são considerados oficialmente terras raras, mas são considerados como minerais críticos. E entra aí dois elementos, que é o lítio e o cobalto. O lítio todo mundo deve conhecer, bateria, né, basicamente. E o cobalto também faz bateria, faz ímã, faz um monte de coisa. Então esses são os elementos. Eles não são raros, eles têm muito na Terra, mas muito, muito mesmo.
Aí você vai falar, ué, por que que tem esse nome então? Porque tirar ele da onde ele tá é que é difícil. É muito complicado, ele tá misturado, ele vem misturado, ele vem muito misturado na terra.
Tá profundo?
Não, não, não tá profundo nada.
Não é esse o problema.
Tem uma terra rara basicamente que muita gente conhece, muita gente conhece. Você já foi em praia ali em Guarapari?
Já.
Você já foi na Praia de Areia Preta?
Ah, não lembro, devo ter ido.
Ou no Rio de Janeiro, no norte do Rio, tem areias que são pretas. Você já foi em alguma praia de areia preta? Que é isso aí, ó, chama-se areia monozítica. Isso é uma terra rara.
Isso aí é rico, deixa ela preta.
É o que deixa ela. Por que que deixa ela preta? São uns elementos que tem ali, principalmente sabe o quê?
Urânio.
O quê? É isso aí, essa areia monozítica ela é rica em urânio, é uma areia radioativa.
Mas não é perigoso?
Não é perigoso a ponto de fazer nada. Mas o pessoal passa isso no corpo e tal, não sei o quê. Por quê? Porque ela tem propriedades que ajudam a fazer lá qualquer coisa de pele e tudo mais. Só que é um, vamos dizer assim, é a primeira terra rara que qualquer pessoa pode ter contato é com areia monozítica. O Brasil tem bastante dela, foi explorado durante muito tempo para tirar urânio. E você não sabe das coisas interessantes, cara, que você começa a estudar e ler sobre terra rara.
Durante muitos e muitos anos, parte do resíduo dessa areia monozítica era guardada aqui em São Paulo, Interlagos, em Santo Amaro. A gente tinha um lixão radioativo.
Para quê?
Porque era resíduo.
Ah, para ser descartado?
Para ser descartado. Era guardado em Santo Amaro, Interlagos. Pouca gente sabe disso, cara. Com proteção zero, proteção zero, na maior cidade do Brasil. Exatamente. Exatamente, você tinha resíduo radioativo do lado da gente aqui. Depois isso aí foi mandado para— depois a gente pode até falar, foi mandado para Poços de Caldas, tem um porquê e tudo mais. Mas essa é a primeira terra rara que todo mundo tem contato. Então, seguinte, não é de agora, tá?
Terras raras a gente conhece ela obviamente há muito tempo, tem pelo menos 200 anos que a gente conhece terras raras.
Nossa, cara, e só agora tá se falando para caramba disso?
Mas por quê? Aí tem o lance da tecnologia, né? Durante muitos e muitos anos, terras raras ficou só no âmbito de laboratório, de estudos e tudo mais, até que na década de 50 teve um grande primeiro boom das terras raras nos Estados Unidos.
Por quê?
Por causa da televisão. Sabe as televisões antigas, cara? A gente falava televisão de fósforo. É, então, que ela—
você pegou nessa televisão? Peguei televisão. Eu não lembro, ela ia, ela ia Surgindo, não era?
Surgindo a imagem, exatamente. O que que fazia esse surgimento da imagem e esse elemento que ali? Terras raras. A terra rara é usada na TV há muito e muito tempo. Aquele de telas verde, fósforo verde, exatamente. Ali tinha muita terras raras e os Estados Unidos tinha uma mina ali no deserto.
Foi o primeiro boom atrás dessas coisas assim?
Foi década de 50, entendeu? Quando o pessoal começou a usar e tal, tinha uma mina ali nos Estados Unidos, no deserto de Mojave, Aonde eles tiravam esse elemento para fazer televisão, né? Porque até então, né, até a década de 50 não tinha TV direito, né? Depois dali começou a ter e as TVs começaram a ser produzidas. Durante muito, muito tempo, cara, isso é legal até da gente falar, quem liderou tudo nas terras raras no mundo foi os Estados Unidos, tá?
É, os Estados Unidos liderava. E a China, mas por quê? Porque o que ele precisava tava lá, porque ele precisava, tava ali, ele tinha essa mina ali no deserto de Mojave. E ele usava direto assim. A gente não tinha tanta tecnologia, não tinha tanto computador ainda nem nada disso. Então o que ele produzia de terra rara servia para ele e ele conseguia usar nas TVs e nas coisas ali. E a China, ela tava só estudando. Isso é que é legal de falar, cara.
A China tava quietinha no canto dela estudando as terras raras e tal, não sei o quê. E aí o que que acontece é essa briga total por energia e por tudo mais, e o pessoal descobre grandes propriedades nas terras raras. Por que elas são importantes, cara? Porque elas têm uma propriedade que a gente chama na química, né? Ela tem propriedade catalisadora. O que é um catalisador na química? Catalisador...
Não precisa explicar porque o Bigode sabe dessas paradas.
Sabe? Sabe de química?
Catalisador?
Ele catalisa o elemento.
O que é catalisar?
Não, tá indo bem. O que é catalisar?
Cara, é que eu não gosto de me exibir assim, o meu conhecimento assim.
Mas você sabe?
Sei.
Não, você sabe tudo?
Sei.
Mais ou menos assim o que seria, mais ou menos, catalisar, mais ou menos, só dá um, o que seria catalisar?
É manter no mesmo jeito ali, né?
Catalisar, deixar como tá, deixar como tá.
Muito pelo contrário, é o contrário disso. Não é que é o contrário, né? Catalisador é qualquer coisa que você coloca para acelerar um processo, entendeu? Então os elementos de terras raras, eles são muito importantes como catalisadores, ou seja, eles aceleram vários processos e eles são usados Nós, por exemplo, vamos pegar um exemplo aqui. Quando você pega o minério de ferro para transformar ele em aço, você joga o minério de ferro dentro de um alto forno, aquece aquilo a temperaturas elevadíssimas, e aí você transforma aquilo lá em aço, né, mistura com algumas outras coisas, transforma em aço.
Só que para você fazer isso, o alto forno tem que aguentar uma alta temperatura, senão o alto forno derrete.
Ele mesmo derrete.
Exatamente. Como que você faz para aumentar a temperatura de fusão do alto forno? Você coloca ali terras raras. Então algum daqueles elementos ali, quando você coloca ele junto com o alto forno, ele faz com que o alto forno—
Ele altera a propriedade a ponto de aguentar?
De aguentar 5, 6 mil graus.
A ciência é maravilhosa. Como que os caras chegam nessa...
Vão ter em laboratório, cara.
Vão testando no laboratório.
Vão testando em laboratório. Então a China foi muito importante nesse processo, porque ela ficou durante muitos e muitos anos trabalhando em laboratório para fazer isso. Entendeu?
E aí atualmente, cara, ainda eles fazendo isso sem saber onde usar.
Primeiro estudando propriedade, estudando ligas ou combinando propriedade, né, onde que elas poderiam ter tal. Eles começaram a descobrir, a China tem muita terra rara. Daqui a pouco a gente vai mostrar aí a tabelinha das reservas, né.
Descobrir essas reservas quando? Há muito tempo?
Há muito tempo, há muito tempo, é muito tempo. Ela começa a descobrir as reservas de terras raras, começa a testar, começa a estudar. Então até 1950 ali, até um pouquinho mais, até 1960, quem dominou muito terras raras no mundo, aplicação e tudo, foi os Estados Unidos. Depois entra a China, e aí a China, cara, ela vem arrasadora nisso aí e ela domina. E até hoje ela domina as terras raras. A China tem dois dados muito interessantes, cara.
Boa parte das terras raras está na China E praticamente 90% da produção das terras raras é chinesa.
Isso que eu quero entender, porque quando eu falei com os pré-candidatos aqui, uma coisa é você ter, outra coisa é saber fazer alguma coisa com elas. Então vamos lá, China tem 44 milhões do quê?
Reservas.
Quando fala de toneladas, é o que é sabido. Pode ter mais?
Isso aí é reserva, mas pode ter mais. Pode ter mais. O que acontece com as reservas é o seguinte: alguém que estiver ouvindo, assistindo a gente, pode falar assim: ah, mas o Vietnã tem mais que o Brasil. Não tem mais, tá? O Vietnã tinha 23 milhões de toneladas de reserva. O que acontece é o seguinte: de tempos em tempos, o pessoal vai nos países e reavalia aquelas reservas.
Mas como caiu para 3,5 milhões?
Caiu para 3,5, porque boa parte do que tem lá não é considerado terras raras.
Ah, foi errada a avaliação?
Foi errada a avaliação. Então ele caiu para 3,5 milhões de toneladas. Mesmo assim é muita terra rara. Olha os Estados Unidos comparado, olha o Vietnã, olha os Estados Unidos.
Estados Unidos tem 1,9 milhão de toneladas no território dos Estados Unidos e do Vietnã.
Exatamente. Então é China com 44 milhões, Brasil com 23 milhões, o Brasil com 21, 22, né?
E pode aumentar, né?
Pode aumentar, mas pode diminuir também, tá? Então isso aí é avaliado, mas o Brasil sempre manteve essa faixa aí. Agora olha que interessante, cara, a diferença O Brasil já é, vamos arredondando, metade da China. Agora olha a diferença do Brasil para Índia, cara. Então assim, o Brasil é muita terra rara, cara, é muita terra rara, que é muita, é muita, entendeu? E se você pegar a China e considerar que a China é algo isolado do mundo, porque eles têm lá a vida deles e tudo mais, a China, você teve lá, né?
Tive, é quase autossuficiente, né?
Ela pode se isolar do mundo que ela vive produzir perfeitamente. O país mais importante hoje para ter as áreas é o Brasil, entendeu? Então assim, é uma disparidade gigantesca. Agora, você falou muito bem, é isso: ter a terra rara não quer dizer nada. E aí a gente pode fazer um paralelo com petróleo. A Venezuela, por exemplo, a Venezuela é a maior reserva de petróleo do planeta, 303 bilhões de barris. Arábia tem perto da Venezuela, Arábia.
No entanto, qual que é a produção de petróleo na Venezuela? É baixa, né? É baixa, mais ou menos a do Brasil.
Que doido! Não adianta você ter a parada, né?
Tá lá, né, cara? Tá enterrado lá, né? Agora o problema é tirar dali, né?
E sempre foi nosso problema, né, de a gente ter muito minério, ter muita coisa e mandar esse minério puro para fora, né? O minério bruto, e alguém fazer essa, como chama, fazer o refino, manufaturar.
E a gente compra o quê? Compra o aço de volta, né?
É a mesma coisa de manda o grão do café e compra cápsula.
Exatamente, é uma coisa ridícula, né?
Não, a preço de nada.
Manda produz soja para caramba ali, manda soja para lá e depois compra o negócio. Cara, é uns negócio, é isso aí, não dá para entender, né, cara? Não dá. Então, mas aí você tá conversando com os caras aí, tenta ver se eles conseguem te explicar isso.
O Caiado é o mais que eu percebi, é o que mais manja dessa parada, né?
Ele mais manja e teria que manjar mesmo, né? Porque ele tá em Goiás, né? Goiás, para quem não sabe, é um dos estados tem mais terras raras. Aliás, em Goiás, agora teve aí na mídia, na parte de terras raras, por conta da empresa americana que veio aí, 2,8 bi para comprar a Serra Verde, né? Serra Verde é uma das maiores mineradoras de terras raras. O problema é que tudo isso aí tá meio embargado ainda, parece, lá pelo STF e tal, entendeu?
Mas ele era para manjar disso mesmo, ele tem que manjar porque tá lá na terra dele isso aí. Outro que tem que manjar muito é o Zema. Porque Minas Gerais, cara, é o lugar das terras raras, talvez no mundo, que é Poços de Caldas, Caldas, Andradas, as cidadezinhas aqui no sul de Minas, tá? Tem uma explicação, tem uma explicação geológica para isso, que é as terras raras normalmente acontecem em rochas vulcânicas, tá? Então por isso que aqui tem muita terra rara no sul de Minas, porque para quem não sabe, né, O que tem embaixo de Poços de Caldas, porque tem água tal, né, água termal, aquela parada toda.
É um vulcão, tem um vulcão extinto embaixo de Poços de Caldas, e aí tem muito urânio, e aí tem muitas terras raras. Aí alguém pode falar assim, caramba, você tá falando do urânio, mas o urânio não é terra rara. Realmente o urânio não é, só que olha que interessante, as terras raras elas acontecem normalmente quando você acha uma reserva, você acha todas elas juntas, tá? E o urânio, ele sempre tá associado com isso. Então assim, embora o urânio não seja terra rara, ele é um indicador. Ele é um indicador.
Ele tem urânio, vamos procurar mais, vamos procurar mais, que deve ter as outras.
Então ele tá associado.
Posso ter uma, pedir uma aula mais básica? Formação geológica. Como que essa formação da Terra, como que esses metais, como tudo vai ficando em camadas, como a gente— eu não sei como você poderia explicar isso para a gente, como que é a formação da Terra, por que que tem uma camada aqui, por que que o petróleo tá mais para baixo, às vezes tá mais para cima, o minério tá aqui, tá ali, a gente acha aqui no Brasil e não no Paraguai, por que que acontece essas coisas, cara?
Então vamos lá, né? Primeiro tem o primeiro, né, antes de mais nada, tá, galera? A Terra tem 5 bilhões de anos de idade. Bilhões, bilhões, 5 bi.
Ela começa Como?
Tem atmosfera? Ela começa sem nada, né? Ela começou como uma rocha, ela começou rocha derretida, rocha derretida.
Vamos lá, existia um movimento de um monte de pedaço de coisa se batendo. Isso, isso foi se batendo e criou meio que uma seleção natural.
Elas vão se batendo, as que vão ficando, elas vão se batendo e se grudando.
Aí se grudando, se grudando meio no calor, pelo calor, pelo calor, aí vai grudando, aí vai grudando, vira o que é. Mas vão sendo mandados embora.
Isso aí. Aí vira o que a gente chama de um planetesimal primeiro, que é um planeta pequenininho. Aí isso aí vai, continua crescendo, agregando mais coisa. E no momento que forma a Terra, ela é uma bolona de rocha derretida com centro líquido. O centro, o que tá lá no centro, aí o que que acontece é o seguinte: os elementos têm aquelas partes, como chama, tem estrutura da Terra, estrutura da Terra. O que que acontece é o seguinte: estão todos os elementos químicos misturados ali, certo?
O tempo vai passando, os elementos que são mais pesados eles vão descendo, decantando. Isso, exato, mesma coisa, isso aí mesmo, decantando mesmo e acumulando no centro. Por isso que o centro da Terra é formado de ferro e níquel, são os elementos mais pesados, entendeu? O ferro é o elemento mais pesado que a gente tem, entendeu?
E o lance do magma, o que que é?
O magma é rocha derretida, só isso. Então o que acontece, a partir do momento que o, que esse planeta que era todo rocha derretida, ele começa a esfriar, vai passando o tempo, ele vai esfriando. À medida que ele vai esfriando, esses elementos mais pesados vão decantando, igual você falou, vão se acumulando lá no centro, no que a gente chama de núcleo interno.
E acontece, você pega umas imagens de criança também, né?
Parece que tá legal, tá bem de criança mesmo. Bem livro infantil. Aí o que que acontece? Você tá vendo que a Terra tá toda divididinha? É isso aí. Na geologia a gente chama de diferenciação. A partir do momento que o planeta começa a esfriar, ele começa a se diferenciar. Por quê? Porque você tem acumulação de elementos diferentes em cada camada, ou em cada profundidade. Por enquanto não é camada ainda.
Ah, não?
Não, no começo não, né? No começo é profundidade. Aí quando começa a esfriar mais, aí vai dividindo em camadas. Aí beleza, entendeu? Uniforme, mais ou menos uniforme, não é que não é uniforme, é que esse desenho mostra como se fosse, mas a Terra não é. A Terra é totalmente heterogênea, tá? É muito heterogênea. E é graças a essa heterogeneidade que acontece todas essas, aparecer aqui ou ali uma coisa. Exatamente. Aí petróleo, como que se forma petróleo?
Há milhões e milhões de anos atrás, pequenos organismos, pequenas plantinhas que tinham no oceano, que a gente chama de plâncton, fitoplâncton e tudo mais, Aquilo lá vai morrendo e vai ficando acumulando embaixo do fundo do mar, entendeu? E vai acumulando. Vão passando os milhões de anos, a Terra é um planeta vivo. Então você tem no meio do Oceano Atlântico, você tá formando crosta terrestre, e nas bordas de placas tem crosta terrestre sendo destruída.
Por conta disso, vão passando os milhões e milhões de anos, aquela camadinha de de material orgânico que tinha morrido e tá no fundo do mar vai ficando para baixo, vem uma camada em cima, depois vem outra, vem outra, chega um determinado ponto bem específico que aquilo ali começa a ser cozido, porque ele vai entrando para baixo da terra e vai esquentando, até como se tivesse colocando num forno. Se você cozinhar o tempo certo, você tem o petróleo.
Se você cozinhar um pouquinho mais, você tem o gás, entendeu? É isso que acontece. Então o petróleo se forma desse jeito. Outros tipos de minerais, por exemplo, minerais de terras raras, eles surgem de maneira diferente. Eles surgem em rochas que são vulcânicas. Que que é uma rocha vulcânica? A rocha vulcânica é uma rocha que traz elementos lá do manto da Terra para crosta. E aí tem a erupção do vulcão, aquilo ali vira uma camada de elemento, depois aquilo lá vai também soterrando com os milhões de anos que vão passando.
E aquilo ali... Guarazilhas foram formadas assim.
Aí vai se formando desse jeito. Então, aonde tem ou teve no passado muito vulcanismo são os lugares onde a gente tem hoje as reservas de terras raras. Então, a China teve vulcão para caramba numa determinada região, não sei se você teve lá em... Como chama aquela cidade?
Qual?
É Xinjiang, como que é, onde tem aqueles soldados lá, a estátua dos soldados. Não, não é, caramba, Xinjiang, Xinjiang, Xinjiang. Qual cidade que você teve lá?
Há várias cidades, mas você quer que ele procure?
Eu acho que é Xinjiang, cara, que chama a cidade, que é a cidade das terras árabes chinesas, entendeu? Então essa região na China, a região na Índia é onde tem aquelas reservas de terras árabes, na Índia é onde chama as Trapas de Dekkan. Que é a região vulcânica. E no Brasil, o vulcanismo foi aqui no interior de Minas, é Xinjiang, né?
Isso, coloca aí depois.
Então essa é a cidade principal, que na China é muito interessante. Xinjiang não é só a cidade das terras áridas, mas a cidade do petróleo também.
Também.
Então na China, os recursos naturais estão todos no mesmo lugar. Ó, que interessante, né? Então basicamente a formação é essa.
Você descobre isso Com tipo de sonar, como que é?
Tipo de— aí entra a minha área, que é a parte da geofísica, né? A gente usa equipamentos e com esses equipamentos, esses elementos, eles mudam a característica da rocha, certo? E aí quando você passa um equipamento, ele dá uma anomalia.
Você pega aquela anomalia, o equipamento é onda, cara, aí depende.
Para terras raras a gente tem equipamento magnético, a gente tem equipamento de gravidade que chama gravímetro, a gente tem equipamento que emite onda também. Para poder registrar aí, é mais petróleo e tudo, mas é mudança de característica da água, né? Água é assim, água a gente acha com— o que que é, como que a gente acha água? Não sei se lá no seu sítio teve problema com água. Não, não, tá tranquilo para caramba. Então, nossa, porque normalmente o pessoal, o Petri veio falar comigo uma vez, entendeu? Falou, ah, pô, eu tô aqui, queria achar água, tal, não sei o quê.
Você tem— ele tava no campo assim, num lugar.
Isso. Então, quando a água tá na rocha, ela muda as propriedades da rocha. Você passa um equipamento em cima, você detecta aquela mudança. E aí com aquilo ali você sabe que ali tem água, entendeu? Então as terras raras é do mesmo jeito. Achar terra rara não é muito problema, é fácil até.
É mesmo?
É porque ela não tá profunda, entendeu? Ela não tá profunda igual petróleo. Petróleo tá 6 km de profundidade, o pré-sal aqui, ó.
6 km?
6 km de profundidade, entendeu? Então a Terras Raras não, Terras Raras as minas que a gente tem aí são, sei lá, 50, 100, 200 metros.
Chega a perfurar 6 km, eu não imagino um negócio perfurando 6 km.
Nossa, isso aí é a tecnologia das empresas, é isso aí.
Camada pós-sal, 2.000 metros, e a camada pré-sal, pré-sal 6 km.
É ali que tá o pré-sal brasileiro, os reservatórios do pré-sal são 6 km de profundidade, cara. Nossa, é isso aí que a Petrobras fura, entendeu? O problema todo é furar aquele sal ali, ó.
Por quê?
Porque o sal, qual que é o problema do sal? Imagina uma montanha de sal, ele é plástico, é que a gente chama. Então você vai furando ele e ele vai desmoronando, tá? Aí a Petrobras desenvolveu toda uma tecnologia para poder perfurar o pré-sal, entendeu? Ou perfurar o sal. Mas as terras raras não. As terras raras é 100, 200 metros.
Mas toda essa acumulação de coisas em cima de petróleo, desses metais ou terras raras, vem porque erupção, movimento de terra, movimentação de placa tectônica, erupção, erosão, tudo isso que tem na Terra. É porque a gente tá falando de 6 km, coisa para caramba, mas é tempo para caramba.
Isso aí é 200, 300 milhões de anos, cara. 400 milhões de anos, é coisa assim, entendeu?
Quando um, o que mais muda é um vulcão, o quê? Rapidamente o vulcão muda rapidamente em volta, rapidamente, né?
Rapidamente que ele vai colocando muita, muito, ele vai colocando muito daquele, aliás, o que que é, cara? A lava nada mais é do que rocha derretida e é uma rocha rica em elementos que vem lá do manto da Terra, que são elementos ricos em nutrientes.
Por isso que nasce uma floresta.
Por isso que, cara, você tem um derramamento vulcânico, poucos anos depois, talvez 40, 50 anos depois, já tem floresta e são os melhores lugares para plantar. Então, por exemplo, um exemplo que eu dou é o seguinte: muita gente fala que a melhor folha de charuto do mundo é cubano. Não é, é da Nicarágua. Por causa disso, por causa dos vulcões. Entendeu? E por isso é um problema seríssimo que ninguém— todo mundo que mora perto de vulcão, ninguém quer sair dali, porque ali é uma terra muito rica.
E aí a gente—
e aí a gente é só lembrar do Brasil, Bacia do Paraná. Por que que o Paraná, minha cidade lá, Londrina, liderou durante décadas a produção de café no mundo? Porque é uma terra vulcânica, a famosa terra roxa. Já ouviu falar na terra roxa? Terra roxa é isso.
Terra roxa é isso então, que é famosa terra roxa.
É a terra vulcânica da Bacia do Paraná. Por que que Minas ali tem muito café também? Por causa dos vulcões ali extintos que tem ali embaixo de Minas, entendeu? Então o material vulcânico, a lava, depois que ela solidifica e vira rocha, ela tem muito mineral, ela é muito rica em nutriente. E isso para você plantar coisa, melhor coisa que tem, entendeu? Isso é muito bom.
Não é muito louco, Sacane? A gente tá, é muito louco, cara, no centro de uma mudança absurda de tudo, de econômica, política, geopolítica. A gente tá vendo assim com nossos olhos o movimento, tudo isso que a gente acha besteira, o Trump falando coisas de outros países, arranjando treta, colocando taxa Tudo tem a ver com essa briga, né?
Tudo tem a ver com isso.
Assim, eu vou apertar o Brasil para chegar a um ponto que ele vai falar, tá bom, então me dá terra rara, ou vamos negociar.
É isso aí.
A China quer agradar a gente para ver se a gente não sei o quê. Cara, é um movimento que o pessoal não vê, o movimento político tipo war.
É isso aí, é o movimento mais importante hoje, cara.
Um monte de presidente ou governante brigando entre si ou falando não sei o quê, mas não, cara.
Cara, é o impacto na nossa vida hoje, cara. Isso é impacto.
Estamos falando de 100 anos para frente aqui, né?
Ah, estamos. É o impacto da nossa vida hoje.
E eu acho que a China é a nação que mais pensa de modo coerente e ao longo prazo, né?
É o plano. É o plano. Isso que eu te falei.
Dá para a gente saber mais ou menos qual é esse plano em relação a terras raras, em relação a qual vai ser a fonte de energia?
Claro.
Os planos dele com a Lua?
Lógico.
Qual que é o plano da China?
Cara, a China ela tem. Como mora muita gente na China e ela não quer depender de ninguém, Então ela foi atrás de tudo.
Qual que é o calcanhar de Aquiles? Porque eles têm muita coisa, mas tem coisa que falta. O que falta para eles?
Cara, assim, de alimentação, eles na verdade o que falta é assim, vamos dizer, petróleo não tem suficiente? Tem petróleo bastante, a China tem petróleo. O problema da China é o seguinte, é que ela tem bastante, só que ela tem muita gente também. Então aí isso acaba virando um gargalo, mas ela tá sabendo lidar. Por exemplo, vamos falar da energia no caso. A China acabou de descobrir há um ano e meio atrás a maior reserva de um elemento que não é terra rara também, mas ele— porque é o seguinte, só para fazer um parênteses aqui, a gente chama terras raras aquele grupo de elementos, mas tem um outro grupo de elementos que a gente chama hoje de minerais críticos, tá?
Que são minerais críticos para quê? Principalmente para energia, que é o cobalto, lítio, tório, entre outros, tá? Fazer bateria, para fazer bateria e várias outras coisas. Por exemplo, a China descobriu encontrou há pouco tempo a maior reserva de tório do mundo lá dentro, lá na China. Por que que isso é importante? Porque o tório, ele tem uma propriedade radioativa. Com o tório você consegue fazer um reator nuclear de tório melhor que o, melhor do que qualquer outro urânio, ou melhor do que urânio, melhor que qualquer outro.
É quase uma fusão por causa da característica do tório mesmo, entendeu? Ele tem essa característica.
Então tá se buscando a fusão nuclear, ainda não se conseguiu.
Ainda não, mas a China com um reator de tório, e essa mina da China pode fornecer energia para a China inteira para os próximos 60 mil anos.
Cara, não, a China passa para outro patamar, né?
É outro patamar, cara.
Não se preocupa com energia, não se preocupa com energia, entendeu?
Para os próximos 60 mil anos. Não é à toa da China ser o país mais desenvolvido em carros elétricos.
Por quê? Porque ela já percebeu lá atrás, ela percebeu lá atrás com a crise do petróleo lá atrás, Ela falou, eu vou ter que ir atrás de outra matriz.
Aí ela foi atrás do quê? Estudando as terras raras, eles descobriram que essas terras raras a gente usa para fazer bateria de carro eficiente. E aí eles investiram tudo isso em bateria de carro.
E sabe o que é doido? A gente podia estar nessa briga aí, né? O Gurgel lá atrás tinha um projeto de um carro elétrico, né?
Primeiro carro elétrico, acho que é, acho que 80, né? Nossa, cara, essa é a mina de tório, né?
Cadê?
Isso é mesmo. Então essa é a mina de tório, cara. Mina de tório da China é assim, né? Mina é tudo igual, né? É terra, né? Pessoal olha só terra, mas aí você pega essa terra e aí você encontra ali o tório. Aí você tira o tório, separa ele, joga ele num reator nuclear e ele produz energia para caramba. E aqui são 60 mil anos garantidos de energia para China.
É porque vamos falar das fontes de energia que a gente tem hoje. A gente tem, eu já conversei com você sobre isso, eu queria que você falasse para o pessoal, porque é muito interessante. Na minha cabeça, hidrelétrica é energia limpa, mas não é tanto assim, né, cara?
Não é, porque a área que você inunda, né? Exato, você inunda uma área, você muda toda uma fauna, uma flora da região, ecossistema inteiro para produzir energia. Pode ser que é uma maneira eficiente e que— porque o problema da produção de energia, para o pessoal entender, imagina que é uma equação, entendeu? Então é o tanto que você produz e o tanto que você gasta para produzir, trabalho para produzir.
Exatamente, é isso aí.
Agora, isso é uma coisa.
A outra, se eu fosse pensar assim, imagina um ar-condicionado que aquece, ele aquece o ambiente para fazer, para gelar esse ambiente. O quanto ele aquece, e aí ele tem que gelar mais para aquecer aquilo.
Essa conta pode ser negativo, né? Pode ser negativo. Então assim, qual é a conta da hidrelétrica? Não, a hidrelétrica é uma conta boa, só que se você passar para parte limpa da parada A energia hidrelétrica não é limpa por causa dessa área que ela inunda, né, cara? Ela muda tudo. Você tem que tirar gente, tem que mexer gente, mexer cidade, entendeu? De lugar e tudo. Então energia hidrelétrica tem esse problema. Energia eólica, pô, tranquilo, né?
Você não faz nada, o vento fica ali empurrando aquela pá e vai embora, entendeu? Tem contras, tem problema seríssimo, cara. Energia eólica, cara, você muda a rota de migração de aves.
Os pássaros falam: que merda, cara, eu tinha aqui um caminho retão, vou ter que dar a volta lá para o Diadema agora, passar por lá, fazer baldeação.
E o que que acontece com isso?
O que que acontece?
Pássaro, ele é muito importante para polinizar coisa.
Verdade.
Então tá deixando de ter floresta onde tinha que ter e tá nascendo floresta onde não era para nascer, por causa de um desses, por causa das pás eólicas, cara.
Coloca aí aquelas pás, sabe, aquelas pás gigantes, coloca aí. Os campos de avião transportando esses negócios gigantes, né?
E aí o pessoal, eu falei isso uma vez, o pessoal veio para cima de mim. Eu fui para Islândia e a Islândia venta para caramba. Aí eu cheguei para um cara daí, para um islandês, e perguntei para ele: por que que vocês não enchem aqui de pássaro? Por que que vocês não põe? O que que o cara me respondeu? Por causa das aves. Aí eu falei, eu até gravei isso lá um dia lá e tal. O cara falou: por causa das aves a gente não pode, porque isso altera a rota de migração altera a polinização, vai começar a nascer coisa onde não podia e morrer coisa onde não podia.
Cara, não é tão simples mexer com a natureza assim.
Não é, tá aí, ó, que parece que é uma coisa assim, ó, é só colocar umas pás aí e ela fica, o vento empurrando ela e vai gerando energia, né?
Tá aí. Vamos para solar, porque que a gente, aquela velha história, por que que não enche o deserto do Saara de placa solar?
Porque aí você acaba com a Amazônia. É simples, cara.
É muito louco isso, você mexe no deserto do Saara, vai Aí é o efeito borboleta, cara.
Não é efeito borboleta, né? Para quem não sabe, coloca assim, ó, cara: é pluma de areia do Saara na Amazônia. Pluma? É, o Saara manda para Amazônia por ano 22— como que é? 22 milhões de toneladas de um elemento muito importante para floresta, que é o fosfato, que é o fósforo, entendeu? Ah, mas a Amazônia não tem fosfato? Ela tem, só que como chove muito na Amazônia, esse fosfato é lavado. Se você não tivesse esses nutrientes vindo do Saara para Amazônia, a floresta amazônica iria morrer.
Se você encher, como consegue transportar isso?
Transporta, tem, você vai ver, tem as fotos de satélite, cara.
O vento, Atlântico, tudo pelo Atlântico.
Você tem a nuvem de poeira do Saara, atravessa o Atlântico E tem uma época do ano para isso. O pessoal da Amazônia sabe melhor do que a gente, porque o pessoal começa assim: caramba, o sol! Olha lá, isso aí é uma imagem satélite mostrando a nuvem de poeira que é levantada do Saara, ela atravessa o Oceano Atlântico e ela vem cair em cima da Amazônia. Isso aqui também equilibra a temperatura também, isso tem a ver com a temperatura, ajuda também, também.
E isso aqui tá trazendo muito nutriente para floresta, cara. Então a floresta, a floresta amazônica, pessoal, ela só se mantém por conta do Saara, cara.
Que doido!
Se não fosse Saara, não teria.
A gente influencia o Saara? Não.
Outra coisa, outras coisas, outras coisas influenciam. Mas a gente tá todo, cara, é tudo conectado. Esse é o problema daqueles, tem uns projetos mirabolantes, né?
O pessoal fala, né, derrete geleira, aumenta o nível do do oceano e não sei o quê e tal.
Mexe em tudo, cara, mexe em tudo. Agora, né, nós estamos passando aí por um El Niño que tem toda a tendência para ser um super El Niño.
Explica para gente o que que é o El Niño, como ele surge, por que esse vai ser diferente.
O El Niño, para quem não sabe, o El Niño é simplesmente, cara, é uma coisa bem simples, é o aquecimento da água do Pacífico Sul ali no litoral peruano A água ali tem, tem, ela fica aquecida. O problema é quanto que isso fica aquecido. Normalmente ela fica em torno de 1,5 grau a 2 graus mais quente do que o resto.
E aí, o que significa isso?
O que significa isso é o seguinte: quando a água fica mais quente, evapora mais água. Evapora mais água, essa água é levada para Amazônia e chove lá, chove não só lá, No caso, na hora que ela chega lá, Amazônia, aí ela pega um negócio chamado rios atmosféricos.
Que que é isso?
São as correntes de ar que cruzam a atmosfera da Terra.
Essas correntes, elas estão cruzando porque existe um movimento dela, tá? Exatamente, por causa da rotação e tal.
Só que os rios atmosféricos, eles— desculpa a ignorância, a rotação ela influencia tudo, movimento do vento, do vento, da atmosfera, tudo, cara. Ah, e não só isso, é a temperatura, a umidade, tudo isso influencia também. A Lua influencia pouco, né? É, a Lua é mais na maré. O que que acontece com os rios atmosféricos? Eles pegam a umidade da Amazônia e levam para o sul do país. Então muita gente, por exemplo, que mora em Cuiabá vai saber disso, que de vez em quando faz frio.
Como que faz frio em Cuiabá? Que é quente para caramba, porque às vezes entra uma massa de ar polar aqui e ela é levada por essa, por essa região aqui e faz um pouco de frio em Cuiabá. Os rios atmosféricos trazem essa umidade toda para o sul do país. Então qual é, vamos lá, a primeira consequência do El Niño? Muita chuva no sul do país, e já tá tendo, já tá rolando, já tá rolando. Se o El Niño—
mas a chuva no sul é porque esquentou, evaporou e não deu tempo de ir para longe?
Não, não, é porque esse rio ele traz direto para o sul. É um caminho, é um caminho, entendeu? Chove na Amazônia um pouco, mas parte dessa umidade vem para baixo, ela é trazida para o sul. Na hora que chega ali no sul, cai e chove tudo no sul, entendeu? O problema é o seguinte, pode ser que agora a temperatura do oceano ali, ela não suba 1,5 ou 2 graus.
Você falando do Atlântico?
Do Pacífico.
Pacífico.
É lá na frente do Peru. Tá. Ela talvez suba 3, 3,5, 4 graus, cara.
É muito, hein?
É muito. Por isso que o pessoal chama de Super El Niño. Ah, tá. Subiu muito mais, é muito mais vapor d'água. É muito mais vapor d'água, é muito mais umidade, é muito mais chuva no sul do país. Então O sul, isso aí, ó, o vermelho, isso aí, esse mapa aí tá mostrando a temperatura do oceano, do oceano. Aquele vermelho ali é uma temperatura mais alta do que o entorno dele, tá vendo? E ele chama, por que que ele chama El Niño? Por que que tem esse nome, né?
Porque os efeitos ali no Peru, eles vão acontecer mais ou menos em dezembro, que é o Natal, que é o Menino Jesus. É o Niño, é exatamente. Então é o Niño por causa disso.
Mas por que que forma ciclones e tudo na parte dos Estados Unidos e naquele Golfo do México e do outro lado?
Isso é outra coisa, isso é outra coisa, não tem a ver com El Niño. Não tem nada a ver com El Niño, tá? O El Niño, o que que ele vai acontecer? Ele vai aquecer aquela água, o vapor da água vai entrar aqui pela América do Sul, ali é Amazônia, ó, tá vendo os riozinho ali? Só que ele não vai ficar todo ali, ali ele pega os rios atmosféricos. Pega uma imagem dos rios atmosféricos, cara, que vai ser legal de mostrar. E aí ele desce aqui para o sul, chega no sul, chove tudo no sul.
Então a galera do sul aí se prepara. E você aí que é prefeito, qualquer coisa de utilidade, cara, faça alguma coisa, porque a tendência é de chover muito. Já tá chovendo muito no sul e a tendência é de chover mais ainda, porque o que estão mostrando aí os dados é que esse El Niño vai ser muito forte, vai ser muito forte. Talvez a água chegue a 3, 3,5 graus acima da temperatura. Isso é muita umidade sendo jogada na atmosfera, tá?
Então isso é uma consequência. Tem uma segunda consequência, é uma seca violenta na parte central da América do Sul.
Um lugar chove demais, outro chove menos, outro não chove, né? Não chove.
Isso quando foi em 1877, foi o último Super El Niño que a gente teve, uma grande seca, 50 milhões de pessoas morreram. Por causa disso, por causa disso, uma seca. E aí, sem seca não cresce nada, morre de fome, e os gado morre tudo. Então 50 milhões de pessoas morreram de fome em 1877 por conta de um super El Niño. Então tem que tomar muito— qual que é a vantagem hoje?
A gente tem informação, a gente pode antecipar.
Exatamente. Então só basta o quê? Ter alguém que manda na parada Dá ouvido para essa galera, eles não são malucos, tá? Porque tem muito dado, é dado de satélite o dia inteiro. É, o El Niño tá sendo monitorado todos os dias. Porque falam que o pico vai ser em setembro e não no final do ano, porque é assim mesmo, o pico ele acontece ali entre, na verdade, entre setembro, é de setembro para frente, né? Então que aí é quando a água, a temperatura chega no máximo.
Você teve lá em Nova York, tava tendo recorde de temperatura, tem a ver com o El Niño? Aquilo é outra coisa.
Aí o Rio Atmosférico, saiu o Rio Atmosférico, você tá vendo ali o caminho que faz, ó, em verde e azul. É, não, aí é a intensidade dele, mas você tá vendo que ele pega lá da Amazônia, ele traz aqui no sul. Olha aqui, e é o meião ali nosso, ó, como que fica. É onde não chove, é o meião, São Paulo, Minas, Paraná ali, ó, tá vendo? Pode ser uma seca gigantesca, cara. Então a gente tem que estar preparado para isso. Aí se não acontecer Porque o pessoal não sabe, não dá para bater o martelo.
Existe a tendência de que vai acontecer. E se não acontecer? Se não acontecer, não tem problema, pelo menos a gente tava preparado, entendeu? Então se preparem, vocês do Sul aí se preparem. Já tá chovendo muito. Essas chuvas que tiveram aqui há duas semanas atrás, eu acho, foi lá no Rio Grande do Sul e tudo, já foi por conta do El Niño, tá? Pessoal já falou que já foi por conta do El Niño.
Então se preparem porque pode agravar Pelo que eu vi, vai pegar também uma parte da Argentina.
Não, o que aconteceu só aconteceu essa semana, não, um observatório, o novo observatório Vera Rubin, foi fechado, cara.
Onde ele fica?
Ele fica ali no Chile.
Por quê?
Porque tava chovendo, chovendo no lugar que não chove, cara. Então isso muda tudo, cara, do mundo, que é o Deserto do Atacama. Isso muda tudo, isso muda tudo. Então assim, É um, tem que ficar de olho nisso aí, tem que ficar de olho. O planeta é isso, né, cara? O planeta tá todo conectado, né? Então aquelas, aqueles, existem algumas coisas bem malucas. O Bill Gates, por exemplo, queria jogar pó de giz na atmosfera.
Para quê?
Para reduzir a temperatura do planeta.
Baseado em quê?
Baseado no pó de giz, ele tem uma propriedade, se você jogar muito pó de giz, ele tem uma, ele funciona como se fosse um espelho. Então o sol ia bater, ia ser refletido e pouca parte ia passar. A temperatura ia reduzir.
O apagador da professora e subia aquele pó, e isso via os halos de luz.
Isso, exatamente, é isso aí, essa ideia.
Ele viu isso e falou, vamos fazer isso, vamos fazer isso para o planeta.
Agora imagina a consequência disso, efeito estufa. Não, cara, a gente nem sabe.
É, não tem como saber.
Imagina, parou de entrar, porque assim, tudo bem, a radiação solar muita ela causa problema, mas radiação solar é super importante. E aí para de entrar a radiação solar numa região do planeta que não é para estar tão frio, de repente parece congelada. E aí? E as pessoas que vivem ali que nunca tinham sentido frio na vida, entendeu? Imagina num caso assim hipotético, exagerado, imagina se começa a nevar no Nordeste. O que que o pessoal vai fazer?
Vai sair de lá? Vai para onde? Entendeu? Aí barraram a ideia dele, né? Barraram essa ideia. Então assim, essas ideias A gente chama isso de geoengenharia, que é mexer com o planeta, tá, cara? Nunca dê ouvido para essas coisas, porque ninguém sabe. Os pesquisadores falam, cara, ah, qual que é o problema? A gente não sabe, cara. Aquelas ideias de colocar espelho, a mesma coisa, colocar espelho não sei aonde, criar um sol não sei o quê, um sol artificial.
A China teve essa ideia quando a China era muito poluída. O pessoal pensou em colocar um espelho ali para aumentar a radiação, porque tava sendo barrada. É loucura também, porque você não sabe o que que você mexe, entendeu? Você mexeu numa coisa aqui, você pode alterar o planeta inteiro, cara. Você altera o planeta inteiro porque ele tá todo conectado.
A gente não tem informações suficientes para, ou capacidade de—
O problema é o seguinte: o sistema climático atmosférico do planeta, ele é um sistema caótico do ponto de vista matemático.
Teoria do caos.
Teoria do caos. O que que a teoria do caos diz? Que uma pequena— aí é o efeito borboleta que você falou lá no começo. Uma pequena mudança, ela vai acumulando ao longo do tempo, e aí ela pode causar uma grande mudança. O efeito borboleta, a frase clássica do cara que falou isso, é: uma borboleta bate asa aqui e causa um furacão lá no Japão. É isso aí.
Sabe de onde veio isso? Acho que eu já te contei, né? O efeito borboleta.
Fala aí, conta aí, já já.
Um conto do Ray Bradbury. Isso, vê se acha aí, chama O Som do Trovão. Vou resumir para o pessoal, não é spoiler porque é um conto dos anos 60, 50, sei lá. É assim, uma empresa cria uma máquina do tempo chamada Safari S.A. que leva os ricos para fazer safári na época dos dinossauros. Qual que é a ideia? Você vai, você vai ganhar uma arma, você pode dar um tiro, só que tem uma plataforma flutuante, você não pode de jeito nenhum sair dessa plataforma para não alterar o passado.
Então você não vai tocar em nada lá, é uma plataforma flutuante. Eles vão um dia anterior, eles sabem qual dinossauro já vai morrer por causas naturais, caiu um raio, sei lá, uma árvore na cabeça, ele já vai morrer. Eles chegam minutos antes, matam, depois retiram a munição desse negócio e voltam.
É essa coisa.
Foi lá, teve aventura e não foi. O que acontece, alguém faz merda, claro. Vai um cara lá, eles estão num grupo, o cara se assusta quando vê um tiranossauro, tiranossauro, né, que é o T-Rex enorme. Ele se assusta, cai da plataforma, o cara ficou puto, mas ele só pisa um pouquinho, já volta. Ah, tá bom, não alterou nada, beleza, beleza, não alterou nada, ok. Leva uma puta bronca, voltam, matam lá o dinossauro, né, que o dinossauro tá marcado com uma tinta até, né.
Aí o cara retira a bala e tal e volta voltam para o presente. Quando volta o presente, tudo tá diferente. Presidente, entra um outro presidente, o mundo mudou, não sei o quê, até o nome da empresa. Os cara, cara, que que foi? O cara vai ver na bota dele tem uma borboleta, ele pisou numa borboleta. Aí o cara explica, não é aquela borboleta, é toda geração de borboleta, de quem se alimenta borboleta. Só que aquilo é aquilo, você vai aumentando, aumentando, você mudou todo mundo, cara, por causa de uma borboleta milhões de anos atrás.
É exatamente isso, isso é isso, é a perfeição do efeito borboleta. Isso é o caos, isso é teoria do caos, é isso aí mesmo, que é uma pequena variação acumulada ao longo do tempo.
O caos tinha meio caído em desuso porque ela foi muito famosa, né, nos anos 90 se falava muito.
É porque foi quando os caras meio que, meio que descobriram, formularam, descobriram, tem aqueles, aquelas imagens espectrais bonitas, né, fractais, né, fractais.
Isso aí, o computador quântico ele vai ajudar demais, cara, de coisa muito absurda.
A computação quântica, eu falo isso aí direto para galera, a ciência que vai ser mais impactada pela computação quântica vai ser a meteorologia.
Você falou isso daí e faz todo sentido, porque ela vai conseguir lidar. Hoje em dia é absurdo como já estão prevendo bem melhor do que quando eu era criança, porque quando eu cresci era piada. Se a mulher na televisão falava que a chuva era o contrário, era o contrário, era certeza que eles erravam.
Hoje em dia tá muito mais, tá muito melhor, porque aí o que que acontece, a gente tem muito mais dados de satélite, a gente tem computadores muito mais avançados, supercomputadores, né? Então você vai aqui em Cachoeira Paulista, aqui no interior de São Paulo, ali tem um supercomputador rodando modelos muito, muito evoluídos, né, do clima. Só que mesmo assim ainda tem problema. Por quê? Porque é um sistema dinâmico, é um sistema caótico.
E aí a computação quântica vai ajudar demais, cara. Aí é quando nós vamos ter a verdadeira previsão do tempo com precisão.
O que que são essas imagens fractais, cara?
Eu não sei. Ele colocou, coloca aí o fractal de Mandelbrot, coloca aí que é o mais famoso. O que que é o fractal? Normalmente você tem coisas que tem, que que é um ponto, né? O que que é uma linha, né? Tem uma dimensão. Um quadrado, duas dimensões. Um cubo, três dimensões. O que que é o fractal? O fractal é uma dimensão intermediária. Então você tem figuras que tem 2,5 de dimensão. 1.5 dimensão, entendeu? Isso os caras vieram calculando, aí tem toda a matemática por trás disso aí.
Transforma imagem, vira isso, aí vira isso, aí vira o Mandelbrot, é o mais famoso. E qual que é o lance do fractal? Você vai dando zoom nele, ele vai se repetindo. Você vai dando zoom, então ele é formado por pequenos dessa grande estrutura, entendeu? Isso é o grande lance da geometria, isso aí a gente chama de geometria fractal.
Mas eu te interrompi, a gente tá começando a falar sobre então os computadores quânticos, quanto, quanto ele vai mudar tudo. Falam inclusive que o computador quântico vai quebrar Bitcoin, vai quebrar todas as, a criptografia vai ser abalada, porque coisa que você demorava 100 mil anos para quebrar, não é que ele vai quebrar, a gente já quebraria, já quebraria, demoraria 100 mil anos.
O que ele vai conseguir fazer é quebrar isso tipo em 15 minutos, entendeu?
Mas aí você tem que pensar o seguinte, tem a contraespionagem, espionagem contra espionagem, né? Se ele usa para o mal, tem alguém usando muito bem.
É isso aí. Tem o cara da cripto que vai fazer coisa mais, ele já sabe como funciona, ele faz um negócio que vai demorar. Isso aí vai acontecer, mas a meteorologia vai ser muito afetada, cara, para o bem, né?
Já pensou, cara, se a gente conseguir prever com 99%?
É isso a ideia dele. E não só prever com boa precisão agora, mas tipo para daqui um mês, dois meses.
Nossa, o que é muito bom para agricultura, é fundamental, cara. Que mais, cara?
Para bem assim, agricultura, tráfego aéreo também, entendeu?
Saber para pessoal que vive em zona de risco de furacão, verdade, verdade, já começa já evacuar.
Ou você, eventos extremos, entendeu? Tipo tempestade grande, essa que teve no interior de São Paulo agora. É possível prever maremoto? Não, maremoto ainda, terremoto. Mas por exemplo, agora a gente teve essa grande tempestade no interior de São Paulo aqui, Ribeirão Preto e tal. Poderia prever aquelas que a gente teve no começo do ano, há 2 anos atrás, aqui no litoral de São Paulo. Daria para aquela do litoral de São Paulo, você lembra aquela de São Sebastião e tudo?
Não sei se chegou a fazer campanha para arrecadar. Os ingleses tinham alertado o Brasil, eles tinham medido alguma coisa estranha. O melhor modelo de meteorologia hoje é da Inglaterra, é o melhor, o país que mais, que faz mais coisa mais precisa com a meteorologia, Inglaterra. E eles já tinham alertado o Brasil de que ia ter um evento, tinha uma grande probabilidade de ter um evento extremo no Brasil naquele começo de ano lá, e ninguém fez nada, entendeu?
Então esse aqui é o negócio. Então o político aí, ó, vocês aí candidatos aí, se eu puder fazer um pedido, só um, cara: dê ouvido para esses caras. Eles não estão ali mexendo com esses dados porque eles acham bonito não, entendeu? Aquilo ali tem importância para caramba. Então ouçam quando vier um alerta desses aí, porque é um alerta muito sério mesmo, entendeu? Podia ter salvado muitas vidas. Você sabendo com antecedência salva.
As chuvas no Rio Grande do Sul em 2024, aquilo era previsto, era previsto, cara, entendeu? Ninguém fez nada.
Tem uma frase sua que eu sei que ela é mais para causar impacto, que é para daí começar uma discussão. E vamos fazer essa discussão a partir de agora, que é o Brasil odeia ciência. Não é isso, claro, é que olhando tudo parece que o Brasil odeia ciência porque não se faz o que devia ser feito. Por que que o Brasil odeia ciência, cara?
Para mim, a resposta simples é que a ciência não dá voto, né, cara?
Ela não dá voto, não é nada imediato.
Exatamente. A ciência é um negócio, cara, que demora, demora para acontecer. Você tava falando muito bem que a China tem um plano de longo prazo, entendeu? Porque aí uma outra frase minha que o pessoal pega às vezes, eu falo o seguinte, cara, por isso que a democracia é uma porcaria, entendeu? Você fica alternando o poder, o cara que entrar agora vai querer destruir o que o outro fez, não quer dar o crédito para ele. Exatamente.
Tava indo bem isso, não, não, vai que é bom lembrar ele.
Exatamente. É o famoso, cara, plano de— tem que ser um plano de Estado. Então a parte científica ela tem que estar ligada a um plano de Estado, não a plano de governo, entendeu? Tem que chegar alguém e falar assim, ó, isso aqui não importa o que acontecer. Vamos pôr a NASA. Imagina se entra um presidente democrata e manda, não, vou destruir a NASA porque ela foi criada no governo republicano. Aí entra o republicano, traz a NASA de volta.
Aí entra outro, não, vou destruir. Então fica, não pode, entendeu? E você lembrou muito bem o que o grande avanço da China foi quando ela criou esses planos, são os planos quinquenais que eles chamam, né? Então eles têm planos para daqui 5 anos eles elegem.
A galera não entende que, cara, é uma coisa estrutural, né? Para você não adianta assim, vamos explorar terras raras, mas como a gente vai escoar isso? Tem que ter ferrovia. Então tem que ter uma malha ferroviária, a gente tem que ter os portos melhores, a gente tem que ter toda uma economia em volta desses lugares para o pessoal que vai trabalhar.
Tem que ter uma legislação, uma legislação, um negócio ambiental também.
Se quem tá lá não tem essa vontade, cara, não vai acontecer, velho, porque dá muito trabalho fazer isso, dá trabalho. E é muito mais fácil fazer um plano coisa existencial que é de, que tem que ser feito, claro, mas todo mundo tá vendo, é fazer alguma coisa que é a curto prazo, exato, que o impacto é daqui 2 anos, 3 anos, ele é reeleito. Formar a estrada que o cara tá vendo e tá andando por lá, cara, o cara vai começar a fazer ferrovia que vai ficar pronto aquilo daqui 15 anos, toda ela, o cara não vai fazer, eu vou estar aqui mesmo.
É isso aí.
Mas tinha que ter uma lei que não tem como a gente ter uma lei acima disso, que o cara é obrigado a fazer essas coisas?
Tinha que ter, né? Eu aí, eu já, aí tem que ver com os cara que você vai conversar, cara. Tem que falar, tem que ter coisa que tem que tirar, cara. Tem que ser do plano de Estado, entendeu? Política, a gente chama de política, é política de Estado e não de governo. Política de governo ela vai sofrer, entendeu? A China não sofre, cara, porque é ditadura, meu amigo. Nós vamos fazer isso aqui até dar certo, entendeu?
A gente começou com energia nuclear e parou. Um grande erro, um grande erro, foi um erro, né?
Porque a gente tava falando das energias A energia, a gente falou da hidrelétrica, da eólica e da solar, e tem a nuclear, a nuclear que é a mais limpa de todas.
Cara, é contrassenso isso, porque a gente tem ideia dos acidentes nucleares e pensa que é a pior, mas é a mais limpa.
Por quê, cara? Primeiro porque ela não, assim, ela gera um resíduo nuclear, ela gera, mas a gente trata ele, a gente sabe tratar ele muito bem, entendeu? E acidente, cara, tudo bem, acontece, é triste para caramba, E tal. Mas o problema da energia nuclear é que ela ficou muito a Chernobyl, aquilo lá marcou muito. E o que que acontece? Aí é o que você falou agora. Imagina que um cara vem, um presidente, o Enéas queria, né, cara?
O Enéas queria. O cara vem e fala assim: pô, não, nós vamos mexer com energia nuclear. O povo ia olhar para ele e falar: você tá maluco, cara? Acabou de ter o Chernobyl, você quer que destrua o Brasil? Por quê? Por que que a gente odeia ciência? Porque o cara não vem e explica, entendeu? Ó, aconteceu Chernobyl por causa disso, disso, disso, disso, disso. Isso aqui é a mesma coisa, pô, cai um avião e você não anda nunca mais de avião.
Não é assim, cara, porque aquilo ali gera mudanças para não acontecer de novo daquele jeito, entendeu? Só que a energia nuclear, cara, se o Brasil tivesse investido, continuado investindo em energia nuclear, a gente não teria muitos problemas que a gente teve por conta de guerras que foram acontecendo pelo mundo, entendeu? Daqui para frente, exatamente. Só que agora vai mexer com isso Como que tá Angra 1, Angra 2? Não, elas estão lá, elas funcionam, desliga, funciona, de vez em quando vaza alguma coisa e tal, mas fica o negócio meio abandonado, né? Mas é que o Brasil tinha que ter investido pesado em energia nuclear.
É uma tecnologia francesa?
Acho que aqui no Brasil é alemã, né? É alemã, se não me engano.
Mas se a gente quisesse, por exemplo, o que que—
Cara, se a gente quisesse hoje, eu nem sei o que teria que fazer. Tem França, França é muito desenvolvida em energia nuclear, Inglaterra, China, né? China, né, cara? A gente é do BRICS, cara, né? Pois então vai lá, aprende com os cara, traz para cá, entendeu? Faz alguma coisa. Mas aí eu não sei a parte aí de legislação, você pode, você não pode, aí já não, já foge da minha, da minha alçada. Mas aí tem que ver qual é o pessoal. Mas o Enéas era um cara que queria terras raras.
Tem a ver com defesa também?
Total. Por quê, cara? Porque é o seguinte, né? Vamos até falar das aplicações de terras raras para galera, né? Por que que a gente fala tanto? Então, bateria, Todas as baterias precisam de terras raras, todas.
Só de carro ou de computador?
Tudo, tudo, tudo. Chip de computador, todos eles, mano.
Nada funciona assim. Até geladeira hoje, tudo tem chip, cara.
É as placas de vídeo, todas elas, tá ali. Só o carro, tá? A gente achou uma figurinha só do carro. Aonde que vai terras raras do carro, cara? Então vai em tudo, tá? Vai em basicamente tudo. Vai na bateria, vai em tudo que é componente Todo componente eletrônico que tem no seu carro, ele tem terras raras. Todos, todos eles, tá? E aí, tudo bem, carro já é importante para caramba, né? Computador, computador também.
Mas a indústria bélica inteira, um avião, cara, por causa do chip, por causa de tudo.
Por exemplo, fazer a própria carcaça do avião, o F-35, cara, ele usa, se não me engano, acho que 2 toneladas de terras raras. Só no F-35. Um submarino nuclear usa toneladas de terras raras, toneladas de terras raras para você fazer um submarino nuclear, porque ele vai em tudo, os mísseis, drones. O que que é a guerra hoje? É drone, são mísseis. Então a quantidade de míssil lá, pô, o Irã jogou 2.000, cara, a quantidade de terras raras.
Se a gente pudesse ter um óculos para ver terras raras, eles estavam jogando Minas e Minas inteiras de terras áridas ali, entendeu? Então assim, a indústria e a indústria bélica é onde tá a maior parte da grana. Pois é. Só para a gente lembrar aqui, para comparar, o orçamento do Departamento de Guerra, agora que chama, né, nos Estados Unidos era o Departamento de Defesa, agora é Departamento de Guerra, né? O orçamento do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, eles anunciaram até quando a gente tava lá na Copa, 1,5 trilhão de dólares. 1,5 trilhão.
Nossa, esse é o orçamento para o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, entendeu? Então assim, o setor bélico, cara, é o maior consumidor de terras raras que tem mesmo. E as inteligências artificiais. Por que que teve toda essa treta aí do Trump com a China e tal? Quando o Trump entrou agora no segundo mandato, ele falou que ele ia criar o Projeto Stargate, ele ia colocar 500 bilhões de dólares em inteligência artificial, não só em modelos e tal, mas para fazer data center, para fazer servidor e para fazer tudo isso. Só que para fazer isso ele depende de quem? Da China.
Por quê?
Porque ele não tem terras áridas, ele compra da China. A China tem que vender para ele. Só que o Trump veio e fez o tarifação, lembra do tarifação?
Lembro.
Aumentou o valor dos produtos chineses. A China falou: não vendo mais terras áridas para você. Acabou com o programa Stargate dos Estados Unidos, acabou. O que que o Trump fez? Olha como que as coisas são conectadas. O que que o Trump fez? Ele foi na Austrália e fez um acordo com a Austrália.
Por quê?
Porque lá tem duas empresas, uma chamada Meteoric e a outra chamada— caramba, fugiu o nome dela aqui agora, cara. Virides, eu acho. Depois ele procurou para gente. Ele pagou 8,5 bilhões de dólares para essas duas empresas explorarem terras raras. Só que a Austrália não tem. Aonde que essas empresas vieram? No Brasil, Poços de Caldas. Olha como que é o mundo, cara. Olha como é o mundo, entendeu? Essas duas empresas vêm, a Meteórica já tá lá em Poços de Caldas, e a— procura aí, cara, Viridis, um negócio assim, é Viridis mesmo, né?
Então a Viridis e a Meteórica são duas empresas, estão lá em Poços de Caldas para explorar terras raras, para mandar para Austrália, para Austrália mandar para os Estados Unidos, para os Estados Unidos pagar esses 8,5 bilhões de dólares para eles. Porque sem isso o projeto Stargate, que é uma promessa do Trump no primeiro, no primeiro discurso dele, para, cara, como é complicado. E por trás dele tá quem? Meta, Anthropic, OpenAI, xAI.
Ou seja, só os cara mais rico do mundo: Zuckerberg, Elon Musk. É isso, cara, esse é o mundo hoje.
A inteligência artificial vai para onde agora, cara?
A gente nem sabe, né, Vilela? É um negócio assim, cara, que a gente, cara, daqui 2 meses, o que que vai ser?
Com certeza não chegamos à singularidade que nem falaram aí, né? Quem falou, ah, chegamos à singularidade.
Não, não chegamos a singularidade, que nós já chegamos singularidade? Não, não chegamos, né? Não estamos ainda. Não, não tá. Eu, eu particularmente acho que nós não vamos chegar também não, entendeu? Mas, cara, o desenvolvimento da IA tá gigantesco. Só que a IA precisa disso aí, né? Você precisa ter, para você ter modelos mais precisos, você precisa ter o quê? Muito mais GPU. GPU é placa de vídeo. Placa de vídeo depende do quê? De terras raras. Entendeu?
Não estão pesquisando outro caminho, cara?
O problema é que não, a gente não tem, né? Não, outro caminho o quê? Para produzir um chip?
Não, outro caminho de processamento ou de outra coisa, cara.
Não tem. O próprio computador quântico, né? Ele depende muito de ter as áreas também, muito, mas muito mesmo. Porque qual que é o grande gargalo da computação quântica? É você pegar o chip dele, levar ele para temperaturas criogênicas, entendeu? Muito frio, muito frio. Você gasta muito o quê? Energia, entendeu? Então todo o aparato eletrônico que vai ali é basicamente terras raras.
E data center, cara, os cara falam também que a quantidade e o tamanho dos data center pode alterar todo o ecossistema, pode alterar dependendo do capital.
Tem uns unidos, tem um barulho terrível, né? Tem um barulho terrível e estão construindo tudo que é lugar. Não sei se você já pegou estrada aqui pelo interior. A Bandeirantes ali, Castelo Branco, já tem uns negócios gigantescos, cara, gigantesco, entendeu? De data center. Data center pode, o pessoal tá querendo colocar na Lua. Por quê data center? Porque resolve vários problemas, né? Primeiro da energia, porque você mexe um painelzão solar ali, ó, energia direto, de graça.
E segundo, a temperatura, já fica um lugar mais resfriado, você não precisa gastar energia para resfriar. Tão querendo colocar no espaço pela mesma questão. O Elon Musk anunciou antes de ontem o resultado do quarto da SpaceX, e durante o anúncio desse resultado ele já anunciou o acordo dele com a NVIDIA de jogar servidores no espaço agora de maneira bem mais séria, entendeu? E tem um pessoal que tá querendo colocar os servidores e os data centers no fundo do mar por causa de temperatura, por causa de temperatura, e usar sabe o quê, cara? As ondas para gerar energia.
Olha que legal! Lá embaixo tem onda também, cara?
Tem as correntes, né? Mas eles colocam tipo uma boia aqui em cima, a boia mexe com a onda, aí mexe lá um negocinho e gera energia para o negócio tá embaixo.
Cara, que doideira!
Então eles têm, são as ideias para fazer isso aí funcionar, porque não tem como parar mais aí. E a briga dessas grandes empresas hoje, das big techs aí, OpenAI, Anthropic, Meta e tal, é uma fazer um modelo melhor que a outra. E o modelo melhor Você precisa treinar trilhões e trilhões de parâmetros. Para treinar isso, eu preciso do quê? De GPU, entendeu? Então, hoje o mundo, nós somos dependentes. Por isso que tem um pessoal tem que entender qual a importância do Brasil, cara, entendeu?
Qual a importância do Brasil hoje, em que mesa que a gente vai sentar, em que mesa que a gente quer sentar. Aí, ó, isso aí ele afirmou agora essa semana quando ele apresentou o resultado do quarter da da SpaceX para os investidores, né, que agora abriu para bolsa. Ele apresentou os resultados e aí ele falou isso aí, ó, de colocar os data centers no espaço.
Vamos falar da corrida espacial aí. Que que a gente tem aí para frente de homem à Lua, exploração do que tem lá?
Por que que a gente quer ir para Lua?
Porque tem alguma coisa lá.
Tem o quê lá? A Lua tem um terreno, hélio, tem o hélio-3, mas tem outra coisa.
O quê?
Tem um terreno na Lua chamado CRIP. Que é KREEP. O que que é RE em inglês? Elementos terra raras. Rare Earth Elements. Tem lá muito, muito, cara. A Lua tem muito tório, a Lua tem muito cobalto, a Lua tem muito.
Mas é muito a ponto de valer a pena gastar essa grana?
É muito a ponto de valer a pena. É muito a ponto de valer a pena. Ela tem muito disso, ela tem muito fósforo, que é o P, e ela tem muito potássio, que é o K. O fósforo, para quem não sabe, é o elemento principal que o nosso agro precisa, entendeu? Hoje a gente só consegue plantar no Mato Grosso graças ao fosfato, né, que a gente chama, que é para regular ali o terreno e tudo mais, porque nada nasce no Cerrado. É, você tem que mexer no terreno, revolução.
Só que ela depende do fertilizante. Fertilizante hoje é basicamente fosfato, entendeu? É fosfato. Então isso tem muito na lua também. Então a corrida na lua hoje tem o hélio-3 para fazer a fusão nuclear, mas tem as terras raras. E por quê? Aqui que tem um negócio importante. Terras raras, cara, é fundamental, é vital para nossa vida hoje, mas o problema dela é produzir ela. Por quê? Porque você imagina que a terra rara tá o seguinte, né?
Vou simplificar aqui, ó. Os geólogos me ouvindo, tampa o ouvido agora, hein? Então vamos lá, pega um monte, vai na praia, vamos pegar um exemplo da praia que vai ser bem fácil a galera entender. Vai na praia e pega um monte de areia assim, ó, uma pazinha de areia, tá? Ali tem um monte de terras raras, só que como que você faz para separar aquilo? Você tem que pegar aquele monte de areia e ficar jogando nela elementos químicos muito agressivos, que são ácidos muito agressivos.
O ácido vai destruir a terra e vai sobrar só as terras raras. E esse ácido, ele vai o quê? Para o solo. Então a contaminação— por isso tem um problema ambiental com terras raras que é terrível, tá? A contaminação que isso aí pode criar é muito grande. Nós separamos uma imagenzinha, coloca lá para nós o lago. Como que é feito hoje, pessoal, entender? A gente coloca as terras raras no negócio chamado lago de lixiviação. Que é isso aí, ó, a piscina, tá?
E aí a gente joga aí nesse lago aí, ó, um monte de produto químico pesadíssimo, tá? Ácidos e coisa e tal. Qual que é o problema disso? Pode ser que parte desses elementos aí infiltrem pela terra e atinjam lençol freático. Aí acabou, entendeu? Então o problema das terras raras é a produção. Por isso que o gargalo da produção dela é muito grande.
Entendeu?
Então ter é uma coisa, produzir é outra. E a produção de terras raras, ela tem uma questão que é o seguinte: ela tem produtos intermediários. Então vamos supor, ela tem um, vamos pensar que o chip é o produto final, ela tem coisas intermediárias que também são úteis para caramba, que são úteis para caramba. E aí vamos lá, tem um valor, coloca na tabelinha que a gente criou, cara.
Ficou muito legal que a tabela, que você aproveita tudo, você vai pegando até o casco e não sei o quê.
Então só o pessoal ter uma ideia, o Brasil, o que que o Brasil faz hoje? Ele pega, vai lá no comecinho da tabela, isso, desce ali para nós. O Brasil tá ali no começo, presta atenção, hein, galera. O Brasil pega a terra rara e vende para China, tá ali o valor, ó, uma 5%, isso? Não, ali, ó, $2 a $5 por quilo.
Cadê? Ah, tá aí, preço médio, tá.
Beleza. Então é o seguinte, ó, peguei a terra aqui, China, ó, tô aqui com a terra rara. A China paga para gente, vamos supor que ela pague o máximo, $5 por quilo, que é nada. Não, que é nada. E você vai ver o pior, que não é isso. Passamos para o segundo, para o segundo ponto ali, ó, segunda coluninha ali é quando a gente já começa a dar uma produzida na terra rara. Sobe. Só sobe agora um pouco, tá vendo aí, ó?
Aí a gente deu uma produzida, a gente fez o primeiro beneficiamento, que a gente chama, passa por processos mecânicos e físicos, tipo moagem, separação magnética ou gravimétrica, para remover impurezas. Pronto, vamos ver para quanto vai, para quanto que vai dessa embaixo.
Agora já passou para 30 por quilo, tá bom? Vai andando aí, ó, próximo. Agora a gente já começou a gerar, ó, a gente gera os óxidos, que a gente chama. Então isso aqui é muito legal. Você tem uma usina de terra rara, por isso que eu falei no começo que você tem que perguntar para os caras qual que é o plano para curto, médio e longo prazo. O curto é vender, o curto eu sei o que que eles vão falar, é vender a $5 o quilo, tá? Agora imagina o médio prazo, que é produzir os óxidos, que você nem precisa ter uma usina muito grande.
Desce lá para a gente ver o valor. Lembra o primeiro, hein? $5, $300 ou a mais de $1.000, tá ali, ó, $1.500 por quilo. A gente sai de $2 para $1.500, cara. Pessoal, você sabe o que que é isso agregar na nossa economia? Isso é muita coisa, é muita. Lembra que o Brasil é a segunda maior reserva de terrário do mundo? Olha o quanto que a gente pode agregar na nossa economia. Só que não para aí não. Imagina que a gente vem, instala uma fábrica aqui, entendeu?
Vamos fazer, vamos fazer uma liga metálica, vamos fazer alguma coisa. Desce lá para a gente ver quanto que vai. Ó, fica $100 a $250 por quilo para os elementos magnéticos principais. E vai lá para o último lá. Ah, é que ele montou a tabela, ele tirou este de ordem, cara. É, mas desce aí para a gente ver. Superíma, Superíma, Superíma, que vai ali dentro do chip, ó, $600 por quilo. E vai lá no último lá, que aí para produzir para as tecnologias e tudo mais.
Aí o pessoal nem, acho que nem calcula, né? Aí, ó, milhares de dólares, entendeu? Então qual que é o lance, cara? Presta atenção, hein, pessoal, para vocês cobrem do político de vocês. O Brasil, ele pode ficar nos $2 por quilo, ou vamos supor, ah, cara, não quero fazer todo o processo não, A gente pode pular para $500 por quilo rapidamente, entendeu? E quem sabe não para milhares de dólares, porque vai que entra um presidente ou mantém o mesmo e tal, sei lá o que que vai acontecer em outubro.
Por que que os cara não fazem um acordo, cara? Pô, vamos, pô, sei lá, NVIDIA não quer instalar uma fábrica aqui em Minas não, entendeu? E aí quando a gente fizer isso, a gente dá um desconto para você aqui Mas a gente ganha dali e faz, cara, dá para fazer muita coisa porque é muita grana, entenderam? É muita grana. Agora imagina um avião, um F-35, que usa toneladas de terras raras. Quanto que para fazer um F-35, toneladas, eles não pagariam para gente? É muita grana. Então, Vilela, é assim, não é só dinheiro, né?
Não, você falou, é sentar na mesa, é você das cartas. Fala, tá, vocês querem isso? Eu não sei se eu tô a fim, mas o que que eu tenho de troca? Eu tô, ó, eu tô precisando fazer um, eu queria instalar tal coisa, eu queria ajuda na malha ferroviária, eu quero escoar melhor meus grãos lá do Mato Grosso, você não pode ajudar com uma malha ferroviária para gente?
É assim que faz, é assim.
O pessoal não entende que é assim que funciona a economia, né, cara? Ninguém dá nada para você porque você é, ah, porque o Brasil é legal. Não, cara, Cara, tem que, eles têm que ter vantagem.
E isso que é a política, o cara político é o cara que consegue articular as coisas.
Não tá de olho em quem vai ganhar a eleição aqui para ver qual vai ser a política dele em relação a terras raras?
Claro que eles querem saber. Ué, ele tá porque o pessoal entendeu o seguinte, cara, os Estados Unidos não tá aqui direto, entenderam o ciclo, né? Eles foram lá na Austrália, investiram nas empresas, e as duas empresas australianas vieram para cá, entendeu? Porque os Estados Unidos já deu para Austrália 8,5 bi bilhões de dólares na economia australiana, cara. Por que que não é nossa essa grana? É isso aqui, deixa a gente revoltado, cara, entendeu?
E isso que aconteceu com o Caiado lá em Goiás, de ele pode fazer isso, é âmbito do presidente, o estado não pode vender alguma coisa relacionada à terra. Isso ficou complicado para a gente, até porque eu perguntei para o Caiado isso daí.
E o que que ele falou?
Ele falou que pode, cara.
O que ele fez não tá nada fora do, não tá nada fora da lei, né? Então, mas então, porque então tem alguém barrando, né?
Tem.
Então quem que tá barrando? Aí tem que ir atrás dessa pessoa, entender por que que ela tá barrando, o que que tá acontecendo, entendeu? Aí é o lance da política aí que entra nessa parada, entendeu? Então assim, e nós estamos numa, e o pessoal tinha que entender isso, cara, que nós estamos nesse momento crucial, entendeu? O cavalo A expressão é a seguinte: o cavalo está passando selado na nossa frente, e já passou várias vezes na história, ao longo da história passou, e nós deixamos ele passar.
Mas agora a gente não pode deixar, cara. Agora não pode deixar, entendeu? Porque senão, o que que vai acontecer? A gente aí corre o risco da gente virar uma Venezuela, que é sentar em cima. Pô, tenho 300 bilhões de barris de petróleo, Grande coisa, meu amigo. Você tá sentado em cima, pode criar. Já falei aqui, né? Existem os países que produzem, que tem muito petróleo, existe a maldição, que é a maldição do petróleo, né? O pessoal chama de, acho que é febre holandesa que eles chamam e tal, porque esse negócio surgiu lá, mas é a maldição do petróleo.
Então você pega todos os países que tem, que são, tem grande coisa com petróleo, sempre tem problema seríssimo, porque ganha tanto dinheiro com isso, ele não sabe o que fazer, né? Ou rouba, ou sei lá o que que acontece, entendeu? E as terras áridas pode virar isso, cara, entendeu? Tomara que não vire, entendeu? Então você vai ter a chance de conversar com essa galera toda aí, pressiona eles nisso, cara.
Vou colocar você para perguntar assim, quero saber, tem que pressionar eles nisso, cara.
Porque eu tava falando aqui com o Vilela antes, pessoal, saúde, educação, cara, eu sei que todo mundo tem plano para isso, para saúde, para educação, todo mundo tem saúde, educação, segurança pública, é reduzir taxa, todo mundo quer reduzir imposto. Todo mundo quer fazer reforma tributária, todo mundo quer fazer. Tá beleza, cara, isso aí show de bola. Eu quero saber isso que importa aqui, ó. Isso é que vai fazer o Brasil virar um país para sentar na mesona mesmo e trocar ideia com os caras.
Senão nós vamos continuar ali jogado, cara, no canto, entendeu? Então é, tem problemas para resolver? Tem, tem um problema ambiental, ele é sério. Por exemplo, essas duas empresas australianas, qual que é a crítica que é feita a ela? Entendeu? Por isso que é legal até conversar com o Zema. Você não conversou ainda não?
Conversei com todos.
Acho que conversou com o Zema já, mas ele volta, todos voltam. Porque o Zema seria legal para perguntar para ele como que ele tá lidando, ou como que ele lidou, né, quando a Viridis e a Meteórica entraram em Poços de Caldas, entendeu? Porque vamos lá, tem crítica a isso, tem até a galera que critica que eles estão acelerando a liberação de— porque tem um problema de licença ambiental nisso aí. Isso tem. Então a primeira reforma que teria que ser feita é na legislação ambiental.
Obviamente que a gente não quer destruir o país, mas também a gente não quer ficar sentado em cima do negócio. Tem que sentar todo mundo e tentar achar um meio termo, porque tem muita empresa que pode querer vir para o Brasil, só que ela foge, cara, porque ela olha para o Brasil e fala, caramba, cara, isso é uma bagunça, é uma incerteza gigantesca, o que que eu vou fazer lá? E aí ela vai para outro país, ela pode ir Que é uma coisa muito interessante, cara.
Pode ter um presidente que faz um acordo com ela e do presidente seguinte anula o negócio e pronto.
E aí, esse que é o problema. Agora, olha só, o Vietnã, lembra do Vietnã? O Vietnã, eu falei que ele tinha 20 e tantos milhões e reduziram para 3,5. O Vietnã, que é um país que foi destruído numa guerra, o Vietnã tem um plano de curto, médio e longo prazo para aterrissar as O Vietnã tem, a gente não tem, cara. Que absurdo! Isso que revolta a gente, entendeu? É muito foda, cara, porque é um negócio, cara, hoje é, vale mais que dinheiro.
Igual dizia o Silvio Santos, né? Lembra que ele falava? Ah, em barras de ouro, que vale mais que dinheiro. Terra rara vale mais que dinheiro, cara, vale mais que dinheiro. Então cobrem, você aí que tá ouvindo a gente, ó, cobre. Falta o quê? Menos de 2 meses para eleição. Cobre o seu político, cara, cobre ele. Ah, pô, vai ter sabatina. Eu até mandei mensagem lá para o Thales, entendeu? Eu falei, pô, cara, pergunta para os caras de testa.
Eu não tô nem aí, cara. Se o cara vai, cara, eu sinceramente, galera, eu não quero nem saber, porque eu sei que para o resto eles tudo vão arrumar um jeito. Eu quero saber isso aí, isso é o que importa, entendeu? Isso é o que importa hoje. Então pergunta para o seu político aí. Se vocês participarem de algum debate Na hora que você vê um cara em qualquer podcast que ele tiver dando entrevista, em qualquer canal no YouTube, manda um Super Chat lá, pergunta para ele, ó, pergunta aí qual que é o plano do cara.
Porque tem que ter, cara, tem que ter. Não dá para um cara hoje ganhar uma eleição e não ter um plano para isso. Não tem como, entendeu? Não tem como. Para mim, hoje é, para mim, a coisa mais importante que tem.
Entendeu?
Não tem nada mais importante que isso.
Deixa eu saber o que o povo quer saber, ô bigoda.
Vamos lá, meu querido. A primeira pergunta que eu separei aqui é do João. Ele fala assim: dá para dizer que o motivo da China pegar as terras raras dela e fazer algo com isso, diferente do Brasil que tem 22 milhões de toneladas, não faz nada, é um fator cultural de pensar no futuro, se preocupando com o país daqui 15, 20 anos?
Exatamente isso. Porque a China, cara, ela passou anos e anos, décadas, dependente, desenvolvendo as aplicações das terras raras.
Mas lá atrás ela era totalmente dependente?
Lá atrás ela era, né? Mas aí, mas qual foi a chave que mudou, cara? Ela nem era tão dependente não, porque como a gente falou, o grande, a grande dependência nossa das terras raras hoje é por causa da tecnologia que a gente tem, entendeu? Então, por exemplo, você quer ter um iPhone 17 que ia bater, o pessoal fala assim, pô, mas por que que o iPhone, cara, eu queria tanto a que a bateria durasse 2 dias, desenvolve terras áridas, meu amigo, que aí a sua bateria vai durar 2, 3 dias.
Enquanto tiver nesse nível que tá, não vai, entendeu? Então assim, obviamente que lá atrás a tecnologia, como eu falei no começo, não era tão— a gente não era tão dependente assim, né? A televisão era aquela televisão de tubo, era o monitor de fósforo verde e pá, não sei o quê. A partir do momento— só que a China ela foi visionária na parada, isso é que ela foi. O que os caras tiveram a visão de que nós vamos desenvolver a tecnologia, que nós vamos precisar disso para caramba, entendeu?
E aí eles passaram anos estudando e desenvolvendo, entendeu? Mas é isso aí que o cara falou, é a visão de longo prazo. O que falta para gente é visão de longo prazo, cara, que é isso que é o grande problema, né? É isso que é o grande problema.
A próxima do Thiago, e ele falou: além das terras raras, quais outros minerais podem virar protagonistas da economia mundial nos próximos anos?
Cara, são esses que eu falei, né? A gente, a gente chama, né, para o pessoal entender, todo esse grupo a gente chama de minerais críticos, tá? Então, junto com as terras raras, que são aqueles elementos ali, você coloca o cobalto, você coloca o tório, você coloca o lítio, você coloca o nióbio, por exemplo, entendeu? E aí você vai, esses elementos aí são os elementos críticos hoje porque a tecnologia depende deles.
A próxima da Carolina, e ela fala: o que a gente usa hoje que provavelmente não existiria sem as terras raras?
Simplesmente já começa seu celular, não existiria sem terras raras. Qualquer coisa hoje que você tem dependa de bateria, não, não usaria computador hoje, você não usaria sem terras raras. Não tem como você usar um computador sem ter terras raras, entendeu? Então hoje é basicamente tudo, transporte, tudo. Hoje é tudo, hoje é basicamente tudo, viu? Tudo que você— se não tivesse arrasado, você não teria seu celular aí, eu não teria o computador para você mandar mensagem para gente.
Que tem de pesquisa além de carro elétrico?
Cara, tem muita pesquisa, principalmente hoje as pesquisas são em melhorar as baterias, elas ficarem mais eficientes e produzirem menos lixo, né? Porque o grande problema da bateria é o descarte dela. Então, por exemplo, em Minas Gerais tem várias Aí vamos puxar também um pouco, né, o Brasil também a gente tem vários problemas, mas tem coisa muito boa acontecendo ali no interior de Minas. Tem várias startups que já trabalham no desenvolvimento de coisas com terras raras, principalmente baterias.
Então a gente chama de baterias de estado sólido, que a gente fala, que é pegar esses elementos aí e é modificar eles de modo que eles sejam mais eficientes e gerem menos resíduo, tá? Então isso é o que o pessoal foca muito hoje é nisso, e é produzir também o tal dos ímãs, né, que a gente fala. Onde que tá o ímã? O ímã tá dentro do seu computador ali na placa-mãe, tudo tem esses ímãs. Então você produzir uma GPU melhor, um chip melhor, entendeu, que não esquente tanto, né, que não dê tanto problema.
Isso para servidor de IA é muito importante, porque aí você gasta menos energia para resfriar. Então tudo isso aí tá dentro desse pacote aí.
É, a próxima aqui é do Lucas agora. Ele falou: como funciona para separar os elementos depois que são extraídos em grande quantidade? Dá para separar em casa e fazer uma graninha extra?
Não dá, cara, infelizmente não tem como. Você tem que ter uma usina de processamento, que a gente chama, tá? E você usa elementos, né, você usa ácidos muito agressivos para o meio ambiente para fazer a separação aí. Por isso que tem esse problema todo ambiental, tem a lagoa de lixiviação ali. Que aquilo ali pode gerar um problema. Em casa, infelizmente, não dá, cara. Podia dar, né, que a gente ia fazer, pô, a gente ia ali para posto de calças agora, sair da praia com uma graninha no bolso.
A pergunta foi sua, né? Você só mudou o nome, né? Manda aí.
A próxima do Rafael, ele perguntou: quais os benefícios que o brasileiro comum vai sentir se o país realmente explorar essas reservas de terras áridas?
Aí sua pergunta é bem difícil da gente responder, cara, Porque aí vai ser o que os governantes vão fazer com essa grana a mais que entra. A gente espera, né, a gente sempre vê pelo, tenta ver pelo lado bom, né, Vilela, que o cara vai ter e vai melhorar. Aí, aí sim a gente pode falar da saúde, educação e tudo, entendeu? Porque aí ele pode melhorar a saúde, meter mais grana em coisa, ele pode melhorar transporte público, ele pode melhorar escoamento de grãos igual você já falou, ele pode melhorar educação Porque junto com isso aqui você pode ter novas universidades, você pode ter mais cursos, você pode fazer uma troca com os outros países também.
Então você melhora a educação, melhora a saúde, melhora a segurança pública. Porque vamos supor que a gente faz um acordo com a China e fala assim: China, vamos fazer um bem bolado aqui, você me dá aqueles seus drones fodásticos que vocês têm para a gente ficar voando em cima da cidade aqui, ó, o tempo todo monitorando, por exemplo, assalto, monitorando crime. A China tem isso, cara.
Já tem?
Já tem.
Ou vai ter?
Não, ela tem, cara. Ela tem uns drones, ela tem drone que apaga fogo, ela tem uns drone bombeiro.
Eu fui, eu vi só o drone que entrega café.
Tendo, então tem drone que entrega, tem drone que apaga fogo, tem uns.
Já viu isso, né? Você tá numa, tá numa praça, tem um quiosque grande, você faz o pedido e vem um dronezinho, né? Aí eu pensei aqui, ah, que os caras roubava o seu pedido, roubava outro drone, roubava outros quiosques.
Ainda desmontava o drone e vendia as peças tudo separada, né? Então, mas olha lá, exatamente isso, né? Então segurei. Eu, cara, eu acho que por isso que eu acho que isso é o fundamental. Eu não ligo para o resto, cara, porque o resto pode melhorar a partir do momento que isso aí tiver funcionando bem.
Antes tem mais pergunta, né, sobre terra rara?
Sim.
Então manda que eu quero fazer um exercício de futurologia também, né?
A próxima é da Patrícia e ela fala: é, o Brasil forma bons cientistas e estudiosos da área, é porque a gente continua perdendo tantos talentos para os Estados Unidos e outros países?
Por que que a gente foge dos nossos cérebros? Porque, cara, o cara vai fazer aplicação aqui, né? Exato, o cara vai fazer um doutorado hoje para ganhar R$2.800 de bolsa, terminar o doutorado e fazer o quê da vida, entendeu? Então a gente não tem. Vamos falar até as áreas aí. Instala uma indústria dessa, você vai gerar, primeira coisa, cara, a quantidade de emprego que você vai gerar se você investir nisso aqui.
Vai vir gente de fora, né, cara?
Vai vir gente de fora. E aí tem o que você já falou, você desenvolve a economia periférica de um lugar. Não é só hotel, você vai ter que ter restaurante, você vai ter que ter tudo, escolas, padaria, cara. Exato. Então você desenvolve tudo, tá? Então assim, por que que foge o cérebro, cara? Porque não tem, cara. O cara vai ficar aqui fazendo o quê? Vai embora, cara. Cara, chega lá nos Estados Unidos, a China adora pesquisador brasileiro, tá bem, paga bem, paga bem, é respeitado para caramba.
Os Estados Unidos também não tem burocracia nenhuma. Pô, faltou isso aqui no meu laboratório, você pede agora, amanhã tá aqui. Aqui no Brasil, cara, você vai comprar, vai numa universidade e precisa de um HD externo para você guardar seus dados.
Nossa, papelada que deve ser, cara!
Você tem que fazer 3 orçamentos, isso demora uns de 3 a 4 meses. É mais fácil é aqui na Santa Efigênia e comprar você, conta própria. É isso mesmo.
E sobre isso de indústrias, né, o Diego ele perguntou: o que impede o Brasil de criar uma empresa do tamanho da SpaceX ou NVIDIA?
Cara, o que impede é ter— cadê? Tem alguém com interesse para fazer isso aí? Tinha que ter, cara.
Tinha o nosso Elon Musk aí que quebrou, né? O Eike Batista.
Então o Eike é um cara que poderia entrar nisso aí, que tá lá com a super cana dele, né? Que, ô, Eike, cara, muda aí de supercana, cara, explora terra rara, cara. Você já tem aí, ele tinha MMX, né, que é de mineração. E o Eike tem uma história na mineração, né, é famosa, né. O pai dele é da Vale e tudo, cara. Entra nas terras raras, cara, esquece essa supercana aí, deixa supercana para lá, cara.
Entra para história, cara.
É, ué, ele podia, ele podia, mas falta alguém vir e ter essa vontade, ter essa, tem que ser um pouco visionário.
Eu sei que o pessoal tem preconceito, bilionário é visionário. Não, o cara tem que ser, porque ele pode fazer um monte de coisa, inclusive só deixar o dinheiro no banco gerando.
Tem que ter vontade, tem que ter a vontade, né, ou sei lá o quê, de arriscar.
Não sei se é vontade que chama, mas deixar um legado, sei lá o que é, pode ser ego, pode ser o que for, mas o cara tem que ter uma vontade a mais, né?
Tem que ter, cara, tem que ter. E o Rick é um cara que ele mostrou isso ao longo do tempo, ele se arriscou e tudo mais. Ele é um dos 7 mais ricos do mundo, ele se arriscou ali na área de petróleo, tudo aí.
O Elon Musk pediu conselho para ele?
Então tira esse negócio super cana, cara, terras raras aí, que vai lá, cara, com tudo.
E tem a pergunta do Gustavo, que ele fala: como incentivar o brasileiro comum a entender a importância do investimento na ciência?
Cara, é entender que programas como esse, né? Exatamente, é entender, cara, basicamente o quê, cara? Que a sua vida ela só depende da ciência, não é uma coisa separada da vida, não é, cara.
Por exemplo, laboratório o cara com aquele jaleco branco, cara de louco, né, tipo o Albert Einstein. Não é isso mais, cara, nem nunca foi, né?
A ciência, ela é aplicada, cara. Pô, mas aqui na minha rua estoura o cano todo dia. Se tivesse cientista estudando um cano melhor e tudo mais— por que que a gente mudou ao longo dos anos de cano de cobre que enferruja e tal, e hoje é cano de PVC? Porque alguém foi lá e estudou essa porcaria. Não é que surgiu do nada, né, cara?
Tinha um problema, o cara foi lá e resolveu.
Então assim, cara, você tem que pôr na cabeça, cara, que a ciência está em tudo. Você adora tirar foto no Instagram, não gosta? Tirar fotinho, colocar o filtro. Você tira foto no Instagram por causa de quê, meu amigo? Por causa de ciência. Se não fosse os caras da astronomia, sabia disso?
Não.
O CCD, que é o sensor aqui da nossa câmera do celular, ele foi desenvolvido na astronomia para tirar foto do céu. Por isso que o sensor de celular, ele, quando você tira em determinada iluminação, ele via um pouco diferente e tal. Óbvio que hoje ele já tá, né, bem modificado, mas lá ele veio da astronomia. A base dele é o CCD, que é usado na câmera do telescópio. Então a ciência tá em tudo na sua vida, cara. É só você perceber isso.
Tudo que você vai fazer hoje, você vai andar de carro. Por que que o carro anda? Porque alguém foi lá e estudou o motor a combustão, porque eu tenho que misturar, colocar óleo, colocar o combustível. Ele vai, ah, mas que combustível? Alguém foi lá e estudou o tipo de combustível. Gasolina, tal. Aí o Brasil teve um problema, crise do petróleo na década de 70. Desenvolveram o quê? O álcool, Proálcool e tudo mais. Agora o álcool ficou— desenvolveram o quê? O etanol. O etanol, você acha que essas coisas surgiram da onde?
Biodiesel, cara.
Isso aí surge de estudos científicos, tá? É isso. Por isso que tem que ter esse investimento em ciência. Só que aí entra na ciência de base. Aí é o que a gente falou, às vezes uma coisa dessa vai demorar 5, 6 anos. 5, 6 anos não é mais aquele cara que tá na presidência, não é mais aquele cara que tá como deputado. E aí barra tudo, aí troca, e aí vira essa confusão, que infelizmente é assim.
Eu queria agora, a gente vai falar de eclipse solar, que semana que vem a gente tá lá, né, para cobrir o eclipse solar. Mas antes de fazer um exercício de futurologia, tem tanta coisa acontecendo, e para minha cabeça, olha que eu falo aqui com um monte de gente, você também tá falando com um monte de gente de várias áreas, vamos tentar colocar agora tudo que tá sendo pesquisado, tudo de ponta, o que já tem, o que pode ser, e viagem assim, cara, isso se acontecesse é muito louco.
Vamos assim, o que já tem que é, tamo no futuro assim, o que a gente tem de computadores, avanços e medicina, o que que se sabe que a gente tá atingindo e o que tá pronto para atingir?
Cara, vamos lá, então medicina, né? Para quem não sabe, inteligência artificial tem ajudado demais.
Em que área?
Na área de produzir medicamentos. Então o dono da Google DeepMind, que é o Habbas, né, que ele chama, né, o Habbas, que é o dono da DeepMind, ele falou agora 2, 3 semanas atrás que ele vai investir 2 bilhões de dólares para desenvolvimento de inteligência artificial para desenvolver medicamentos. E ele quer num curto espaço de tempo acabar com todas as doenças do mundo.
Para mim É difícil entender, porque a gente, pessoal, pensa inteligência artificial, ChatGPT.
Ah, tá.
Como que o ChatGPT vai curar uma doença? Então explica pra gente o que que é, como que é a aplicação.
Esse cara aí da Google DeepMind é Rabas mesmo, né?
Você foi mais rápido, hein? Você foi elogiado aqui um dia pela rapidez.
Que que é isso?
Você tá piscando o olho?
Caiu um fio aqui dentro do meu olho, um fio de cabelo.
Eu acho que o nome dele é Raba, ele vai consultar ali, mas é o Rabas. Ele foi o ganhador do Prêmio Nobel de Química em 2024, porque através da inteligência artificial ele conseguiu desdobrar uma molécula de proteína para poder fazer com que os medicamentos se ligassem no lugar certo ali, certo? Onde que entra inteligência artificial nisso? Não é o ChatGPT, mas é a inteligência artificial, a base dela, matemática dela, que entra aí.
Com a inteligência artificial a gente consegue simular as coisas. O que que o cara tinha que fazer antes? Ele tinha que pegar lá a proteína, levar ela no laboratório e fazer tudo ali no laboratório. Às vezes aquilo lá demorava, perdia, dava errado e tal. Hoje você não precisa. É esse cara aí, é o Habasys, né?
Exatamente.
Isso. Hoje o que que você faz? Você pega os modelos com inteligência artificial, eu consigo pegar aquela proteína e fazer tudo que eu fazia manualmente, fazer dentro do computador. Então o computador desdobra ela para mim e fica fazendo tentativa e erro, tentativa e erro, cara, milhões por segundo, até que ele pá, ele chega no negócio. Porque o lance é o seguinte: eu produzo um remédio, o remédio ele vem e se acopla com a proteína do vírus e tal, não sei o quê, e ali que ele destrói ela e tal.
Então eu tenho que fazer essa ligação. O problema é que a proteína ela é um negócio todo enrolado. Imagina que é uma uma fita toda enrolada. Para desenrolar isso e fazer essa ligação correta, a inteligência artificial ela é usada para isso.
Esse cara aí que apareceu, esse careca aí, por que que ela é melhor do que um computador que fazia?
Não é que ela é melhor, ela é o método que roda no computador, entendeu? Ela é o meio, é o meio, ela é o método, ela é o algoritmo, entendeu? Porque o algoritmo ele faz, o algoritmo inteligência artificial ele faz isso, tá melhorando a cada vez mais, ele tá melhorando a cada vez mais. E esse cara aí, ele falou que ele vai investir 2 bi de dólares para poder tentar sanar o mundo de doenças, cara.
E você acredita que é possível?
Porque ele resolveu essa proteína que ele ganhou o Prêmio Nobel em 2024. O pessoal tava tentando resolver ela 50 anos e ele resolveu usando IA, usando o departamento da Google chamado Google DeepMind, entendeu?
Que demais!
Então ele vai colocar muita grana nisso Para, porque ele falou, o sonho dele é ter um mundo sem doença.
Ele falou isso, acabar com Alzheimer, acabar com Parkinson, acaba com tudo.
A gente acompanha, né, os desenvolvimentos que você vê. Desenvolveram aquele colírio agora nos Estados Unidos para você, né, quem tem problema de vista para perto, a vista cansada, você pinga ele, ele dura X horas, né, que 10 horas. Você usou ele lá?
Eu usei um protótipo dele quando eu tava vindo da viagem de Israel, usei durante a viagem de volta, funcionou. Eu li o livro sem óculos, sem óculos, cara, é mágico a parada.
Então isso aí vem todo esse desenvolvimento, então as doenças e tal. E vamos lembrar aqui, né, que o Xi Jinping conversando com o Putin, pegaram a fala deles, né, falando que eles estão desenvolvendo tudo para que o ser humano viva 150 anos, cara, entendeu? Que eles estão buscando essa longevidade aí do ser humano e tudo mais.
Como que a gente consegue longevidade, é fazendo as células não morrerem.
Exatamente, né? É assim, é viver bem também, né, Vilela?
Claro, claro.
Você não quer ter 150 anos e viver mal numa cadeira de rodas. Exatamente. É ter a sua cabeça funcionando bem, sua vista funcionando bem.
Estão tentando descobrir o que faz o corpo ir morrendo.
Exatamente. E eles querem investir muita grana. A gente tá falando de China e Rússia investindo.
A gente tem um monte de bilionário que não quer morrer, né? A nossa sorte é que esse cara não quer morrer. Então, em benefício próprio, ele tá fazendo, mas vai vir para gente.
Vai, acaba sobrando spin-off, que a gente chama, né?
É capa de alguma revista que a gente mostrou aí, que se você conseguir sobreviver até 2030 ou 2045, né, você vai viver.
Ah, você vai viver. Tem esse negócio, vai viver muito tempo, né?
É isso, porque até lá o negócio muda, né?
Então eu acho, cara, que é isso aí, cara, é pegar um cara desse aí que tem muita grana o cara do Google, e ele tem essa vontade. É o que a gente falou agora, né? Por que que não tem um brasileiro que faz isso? Poderia ter. Esse cara da Google vai fazer isso, ele vai pegar 2 bi, que para ele não é nada, e vai enfiar em pesquisa para resolver isso.
E que vai gerar, e vai gerar dinheiro para ele, porque ele não tá fazendo também só por bondade.
Lógico que vai gerar muito dinheiro.
Não acha que o cara é um filantropo só, não é, gera dinheiro.
E mas ele tem a grana e ele entende do negócio, entendeu?
Tanto do lado, tem o dinheiro, né?
Ele entende tanto do lado técnico, né, não é, cara, que ele é ganhador do Prêmio Nobel, tá, pessoal, de Química de 2024, só isso. E ele entende do lado da grana, do negócio em si. Então ele vai despejar grana nisso aí. Então eu acho que isso aí é um negócio que a gente já tem hoje, cara, entendeu? Com esse cara fazendo isso, vai melhorar. Melhorou muito, né? Já com a própria IA mesmo.
Aí ela consegue ver padrões que o ser humano demora, consegue, porque ele vai ter É uma coisa tão rara que tem um livro, tem uma pesquisa lá, tá tudo isso arquivado nele.
Ele já nem é isso, cara, não é isso, é a combinação de— você já fez o exame, o exame do fundo do olho?
Não.
Que você vai numa máquina assim, vem um laserzinho e bate lá no fundo do seu olho. Tem esse exame aí para quando o laser bate lá, ele mede, sei lá, umas 50 variáveis do seu corpo. Pressão do olho, no fundo do olho, no fundo do olho. O Nicoletti, que é bom para explicar isso, tá bom. Ele bate lá, ele mente 50 variáveis. De novo, não é inteligência artificial ChatGPT, não. O que que a inteligência artificial ela faz? Ela consegue analisar 50 variáveis de uma vez usando um negócio chamado rede neural, e com isso ela descobre o tal dos padrões ocultos ali dentro.
Então às vezes tem uma variávelzinha aqui que você nem sabe que ela existe, mas aí ela detecta uma anomalia anomalia nela e ela vê que aquilo ali pode estar ligado, sei lá, a diabetes, a um problema de coração, a um problema, ou você pode ter um AVC ou qualquer outra doença que você pode ter, entendeu? Então o diagnóstico hoje já é muito mais preciso. O diagnóstico em hospital, a triagem em hospital hoje já é muito mais rápida.
Aí usando o ChatGPT da vida, é porque você chega lá, algumas perguntas para pessoa e já vai Tendo uma, o cara vai colocando ali, aí aquele modelo tá rodando com, imagina, um HC aqui em São Paulo, cara, porque é isso, é muita gente, muito, é o banco de dados absurdo, é absurdo. Aí o cara já sabe, pô, o cara chega aqui com isso, com isso, com isso, cara, é quase certeza que aquilo já manda o cara direto para fazer esse teste aqui.
Se esse teste, cara, é isso.
Então a triagem e tudo isso aí já tá muito desenvolvido por causa da inteligência artificial.
O maluco quando ele vai sem cinto num carro gaiola.
Aí não dá, ainda não dá.
Aí a gente tem que colocar um chip na cabeça dele.
Tô falando do nosso diretor aí. Falando, falando em chip, né, o Elon Musk falou também há umas 2 semanas atrás que o Neuralink agora vai dar um salto gigantesco, que ele vai— o Neuralink, ele tem feito algumas pessoas a ganhar o movimento de volta, e agora ele quer colocar em pessoas que têm problema de visão, cegueira. Então, mas que nasceram sem ver, nasceram sem ver. Vamos ver, temos que esperar, né? Ele falou, né? Agora vamos ver se isso é marketing dele ou se vai realmente acontecer, né?
Mas de qualquer forma tem uma pesquisa rolando aí, uma pesquisa gigantesca.
Mas é aí, ó, devolver a visão com implante cerebral, que é o Neuralink. Então isso aí, cara, já é a coisa assim do futuro chegando, é o futuro, é o presente barra futuro, né?
E a partir de próteses também que deve estar desenvolvendo para caramba, né?
Todas, né? Isso aí é importante também na parte de energia também, querendo ou não, né? Os carros elétricos vão ficando melhores, né? Então tudo isso aí também tá ajudando, ajuda o mundo aí, né?
Dependendo do lugar, experimentei uns exoesqueletos lá na China, essa coisa de aumentar a força, né? De você fazer um esforço, ele faz vezes 2, vezes 3.
Então a China, cara, o plano, a China divulgou esse ano o plano dela para os próximos 5 anos. É robótica, inteligência artificial para caramba, computação tal. E sabe o quê?
O que?
O exoesqueleto do Nicolelis, a pesquisa do Nicolelis. Olha só, pessoal, o Nicolelis, que é um pesquisador, ela, quem que foi o cara lá que perguntou, né? O Nicolelis, que é um pesquisador brasileiro, a China colocou no plano quinquenal dela toda a pesquisa dele. Por quê? Porque eles sabem que essa doença motora aí, que o negócio que o Nicolelis fez vai afetar não sei quantos milhões de pessoas na China.
Ah, é?
Já sabem, eles já sabem. E aí o negócio do Nicoletti vai entrar nisso aí. Procura aí, ó, Nicoletti, plano quinquenal chinês. Porra, não sabia disso não. O Nicoletti, pesquisador brasileiro lá na China, a pesquisa dele vai ser, vai ser, não é que ela vai ser usada, vai ser um dos focos da China nos próximos 5 anos, porque eles definem ali os principais Tipo, as principais áreas que eles vão atacar, né? Então é isso, isso aí é o pé.
Vamos parar de robótica então, que a gente já tem, ó, tecnologia desenvolvida por Nicolelis ganha prioridade estratégica na China, cara, na China, galera, entendeu? Na parte robótica, o que a gente já tem e o que que é, porque me falam que o que a gente vê é um cara, um cara programando aquela coisa, né?
Optimus, é, não é, ele não é autônomo.
Exato.
O Optimus, ele é, coloca para gente, o Optimus ele é. Mas você chegou a ver aquele robozinho ficou separando coisa, cara?
Será que eu vi um meio atividade doméstica?
Não, o robô que ficava, vinha uma caixa, ele colocava a caixa para um lado. Você não viu, cara? Isso aí fez um sucesso danado. Os cara ficaram transmitindo ao vivo no YouTube durante não sei quantas horas um robô que ficava vindo a caixa e ele separando caixa.
Mas separando, jogando para um lado só. Ah, só fazendo isso, só fazendo isso.
Ele meio que cansava ou ele começava a errar ali o processo, ele parava, vinha um outro robô e assumia a posição dele. O cara que desenvolveu esse robô, ele foi lá, ele passou a mão atrás do robô, na frente do robô e tudo mais, entendeu? Para mostrar que não tinha cabo, não tinha nada. E um cara ficou do lado do robô uma hora separando caixa. E aí o cara usou uma camiseta escrito humano e colocou uma camiseta no robô escrito robô e mostrou, cara, que em quanto tempo o ser humano começa a se confundir tudo.
É muito rápido, cara, porque o ser humano começa a cansar, né? Ah, tá. Então ele começa a cansar, ele, ele acho que é Helios 3, um negócio assim, o nome do robô, cara. Coloca assim, ó, robô separador de caixa e tal. Cara, essa live ficou no YouTube, cara, com milhões de pessoas assistindo, Vilela. Só o robozinho lá, cara. Ele ficou não sei quantas horas separando caixa em tempo real. Aí de vez em quando o cara ia lá, porque aí o pessoal no chat fala, ah, tem um cabo aí. O cara ia, passava a mão em cima, sabe, igual mágico faz.
Ele era autônomo.
Autônomo, autônomo.
Qual foi o prompt que deram para ele separar caixa, cara?
Não sei nem se aí tem uma coisa, né? O robô ser autônomo não quer dizer que ele roda com inteligência artificial. Não, não. Você põe só um comando para ele, né? Não, uma missão. A missão é separar a caixa e ele vai aí, usa uma área da IA que a gente chama de visão computacional, que é a mesma coisa que tem nos carros do Tesla, por exemplo. O Tesla tem uma visão computacional.
Andou de Tesla, cara?
É demais, né? Impressionante, cara.
Eu via na televisão, cara, você vê no vídeo, não é a mesma coisa.
Não é, é impressionante. Eu falo que todo mundo tem que andar um dia, cara.
É uma segurança que você sente lá que fala, eu nunca mais vou dirigir, porque, cara, Ele dirige muito melhor do que eu, ele toma decisão antes de acontecer a parada, ele vai mais rápido porque tem um modo, né? Tem um modo até Mad Max, o pessoal que eu tô junto.
Modo Fury? Fury?
É, lá do meu tava Mad Max.
Você andou em qual?
Naquele—
No Cybertruck? É, no Cybertruck. Ah, no seu chama Mad Max.
Então, porque era o Hurry e o Mad Max. Mad Max não é que ele vai andar acima da velocidade, mas ele vai no limite, ele vai tentando ultrapassar, vai aqui, Não, e ele não deixa os cara passar, né?
Aí, ó, isso aí é o robô separador de saco de caixa. Esse robô é totalmente autônomo. Ali, ó, quantas horas ele ficou?
199 horas fazendo uma tarefa enfadonha.
E ali tá o número de pacotes que ele tava separando, 249 mil.
Ah, mano, mas quando tiver um operador aqui de podcast em cima, pegar aquelas lives nossa do criacionista e coloca O cara aí vai dando sono, né? Deixa aí.
E lá atrás, ó, tá vendo? Tem um robô em pé lá atrás. Ali, na hora que esse aqui começa a errar ou cansa, aquele lá vinha e substituía ele. Ó, ele não consegue pegar. Ó, pegou, viu? Ficou fazendo isso, ó. E a galera assistindo, assistindo, cara. E muita gente ficou assistindo isso, cara.
Eu assistiria, né?
Pô. Muita gente, mas depois tem um, aí uma hora apareceu o humano ali do lado, tá vendo? Bob, Bob é o robô. Aí ele fica, ó, tá vendo? E tem hora que ele erra. Quando ele começa a dar muito, muito pau, aí ele para, ele mesmo, não ninguém pega. Aí o outro vem e substitui ele, aí ele volta lá para basezinha e recarrega. Mano, loucura, né, cara? Loucura isso aí. Então isso aí foi esse, isso aí é o que a gente tá hoje.
E o papo do Elon Musk de daqui não sei quantos anos vai ter milhões, milhões, vai ter mais o robô do que gente.
Cara, a ideia dele, né, o Optimus, que é o robô do Elon Musk, dizem que ele não é autônomo, né, que ele é teleoperado. Que que é o teleoperado? Que tem alguém operando ele ali. Pegar a caixa, ó, pega a caixa, abaixa a mão, faz isso, vira, anda, tal. Então tudo bem, é um robô, mas ele é teleoperado, não é um robô autônomo igual esse aqui.
É um passo que não é impossível de acontecer, como o carro, né, de tomar decisões locais. Né, analisar a situação.
Ele já tem, né, cara? Ele já tem o carro autônomo.
Eu tenho que separar essas jujubas por cores. Beleza, você separa por jujuba por cores, mas chega um ponto que acaba a jujuba. Aí tem a programação de quando acaba a jujuba. Então vai surgindo problema e vai ter na programação até ser completo tudo, né?
Exatamente. Mas se o carro já é assim, você andou, você viu como que ele é, né? Ele para, é assustador. E quando você para numa avenida que não tem visão para você Você já viu que ele anda um pouquinho para frente para ver, meio que para ver. E aí aquelas avenidonas nos Estados Unidos que ele vai até a metade e depois ele continua. Cara, aquilo lá é sensacional, cara.
É uma sensação muito de futuro, cara.
Você usou o Self Full lá, Drive, que ele totalmente total, total.
Você ficou só de dando bronca de vez em quando, que olhar para frente, que você fica trocando ideia.
Exatamente. E você sabe que aquilo lá tem uma bronca, e ele está broncando.
Ele estacionou no acostamento uma hora.
Ah, é?
É porque eu fiquei testando, falei, ah, vou testar.
Sabe o que que isso aí pode acontecer?
Chega uma hora que ele fala assim, ó, eu vou encostar e você assumir.
Mas você sabe que tem uma punição, né? Se você faz isso acho que 3 vezes, ele não deixa mais você usar o selfie full lá.
Não, então você tem uma punição? Não, a punição que eu recebi era por um tempo não poder usar e depois caía.
Então, mas aí, então, se você fizer, se acontecer 3 vezes, tem todas as regras lá.
Pô, legal isso, cara.
Todos macetos, cara, colocando bonequinho, a cabeça no retrovisor para simular que o cara tá— exatamente.
Já tem, cara, para comprar uma cabecinha que você coloca e você pode fazer o que quiser, que daqui para cima na câmera aparece uma cabeça de um cara sempre olhando para frente, cara.
E aí ele acha que você tá ali dirigindo, cara.
Mas ele acha essa foto, já chegou um brasileiro, já. Isso é coisa de brasileiro.
Isso é. Mas, cara, é sensacional que você nunca andou num— cara, um dia que você, qualquer um que for para os Estados Unidos, alugue um só para você pôr ele lá no modo e deixar, cara, porque é um negócio absurdo, cara.
Ele estaciona e no local de carregamento já ele acha uma vaga e estaciona.
Aí depois, se você tá lá na frente do shopping, por exemplo, você aperta o botão e ele vem te buscar.
Isso eu não consegui fazer, eu tenho que aprender a fazer. É fácil fazer isso?
É no aplicativo lá. É, não fiz, só que aí dá uns problemas. O seguinte, nós paramos um e aí tinha uma árvore no shopping É, a gente paramos perto de uma árvore e aí a gente tentava, ele andava para frente e voltava.
Por quê? Que que ele tava entendendo?
Eu acho que a árvore tava interferindo em alguma coisa ali no sensor dele, que ele não saía, entendeu? Mas é demais, cara. Então assim, cara, para ter um robô totalmente autônomo, no caso do Elon Musk lá, eu acho que não é tão difícil, né?
Tem um para atividades domésticas, tá falando?
É tirar lixo, Lavar louça.
Aí pensando em filmes de ficção científica, alguém hackear e usar esse robô para matar uma pessoa, aí vai ser foda, né? Porque sempre vai ser, vai ter o lado mau, né? Vai ter que ter travas e travas e travas.
As travas de segurança que eu não sei o que que eles vão fazer, mas vai ter que ter um monte mesmo.
Vamos para área de futurologia então. É o boneco, ó, aquela parte de cima é um boneco com a cara do Cristiano Ronaldo ainda. Imagina que lá sou eu dirigindo Aí tem um boneco e tá pendurado perto do teto, que parece que o cara tá olhando para frente. A orelha do cara real tá atrás aparecendo lá.
Isso, que doidinho!
Eu queria ter achado isso para comprar, para filmar e mostrar para o pessoal, testar, né? Mas demorava na Amazon, demorava para chegar. A gente falou, vamos falar de futurologia. O corrido espacial, para onde a gente vai? O que que tem de verdade?
O que, cara, corrido espacial é a Lua, né?
Até 2030.
Desencanaram, cara. Marte, até o Elon Musk parou de falar de Marte, sabia?
Então, por isso eu não vi mais.
Ele parou de falar de Marte, cara, porque na verdade, cara, tem que chegar na Lua, né? Tem que chegar na Lua, né? O Starship lá, vamos ver o próximo voo do Starship aí, promete, entendeu? Não sei quando que vai ser, mas tá muito legal, cara, porque o Starship ele tá flutuando, ele ficou, tá flutuando lá no Oceano Índico. É, você viu?
Chegou a ver?
Não, não. Coloca aí, cara, entrar no, aí você tem que entrar no X, coloca Starship, Starship 13, tudo junto. O Starship fez o voo aí lá no Oceano Índico, ele pousou, pousou na água, certo? E aí ele caiu na água, só que ele não explodiu, não explodiram ele, e ele ficou lá boiando. Porque agora, porque agora a SpaceX mandou para lá dois navios, estão rebocando ele para Austrália para poder analisar, estudar ele, por causa do escudo de calor dele.
Escudo de calor dele resistiu perfeitamente, cara. Então é impressionante o que os cara fizeram. Só que é isso aí, é 2000 até 2030, ou China ou Estados Unidos chegou na Lua. Eles estão muito acirrado aí.
Voltou aquela corrida da época da Guerra Fria.
Ó, isso aí é o pouso, isso aí ele pousando no oceano, tá? Isso é filmado por uma boia, cara. Olha que demais! Olha isso, olha isso, ele vai pousar.
Por que que ele vem em pé se ele ia depois boiar?
É assim, Não, porque aí o ideal é isso aí, só é que ele vai ser capturado e acabou. Só que ele tá no oceano, não tem, aí ele cai, tá? Ó, ele não explode, vai pegar um foguinho ali e tal. Agora procura aí a imagem dele boiando.
Aquele fogo é normal?
É, aquele fogo é normal, que é o resto de combustível ali, mas ele não explodiu, só pegou esse fogo aí, mas não explodiu, não aconteceu nada. E aí dias depois ele vai achar aí para gente Ele boiando, cara. Ele ficou boiando, ele tá boiando lá. Aí SpaceX tem um navio do lado, não deu para entender o tamanho disso. 50 metros de comprimento, prédio de 13 andares.
Nossa, parecia pequeno, né?
Olha aí, ó, a boinha ali, ó, tá vendo a boia que filmou ele? Aí ele ali, ó, e ele ficou lá filmando, lá boiando no Oceano Índico.
Aí vai ser rebocado então até Austrália, rebocado para Austrália agora já, entendeu?
Então a corrida espacial tá nesse pé aí. Temos que ver o que que vai acontecer, né, quem que vai voltar primeiro para lá, né.
Mas você faz uma aposta, cara?
Quando a gente vê aí o que que o Starship tá fazendo— e o problema da China é que a gente não sabe como que tá, né. A gente não sabe, pode ser que amanhã a China apareça com foguete pronto e tal.
E aí, mas sabe hoje, os caras estão na frente.
O que a gente sabe hoje que os Estados Unidos com certeza tá um passo na frente, entendeu, alguns passos. Agora a China é isso, né. Pode ser que daqui um mês a China apareça com a cápsula pronta, com foguete pronto.
E aí, e de satélite novo, tem alguma coisa para ser lançada?
Só rapidinho, o próximo voo do Starship vai ser em agosto ainda desse mês, desse ano, né?
É, eles falam que é, né? É, a gente tem que— a 14, né? Isso, a 14. É, eles estão falando em agosto, mas não sei não, tem que esperar. Satélite vai ter agora novo telescópio dia 30 de agosto chamado Nancy Grace Roman, um telescópio que tem um campo de de visão 100 vezes maior que o Hubble. O Hubble viu um pedacinho, você vai ver 100 vezes mais. Ele vai ser lançado lá da Flórida a bordo do Falcon Heavy, que é o foguete do Elon Musk.
Ele já foi fechado bonitinho. É um telescópio que ele tá 9 meses adiantado. Olha que coisa louca, o James Webb que atrasou 10 anos, esse tá 9 meses adiantado e ele ficou bem abaixo do orçamento. Olha que legal! Então, e vai descobrir muita coisa aí. A gente espera matéria escura, energia escura, muita coisa. Esse é o grande lançamento do ano aí, tá todo mundo aguardando, dia 30 de agosto.
Falamos de robótica, falamos de corrida espacial, medicina. Alguma outra área que tá, tem avanços aí que seja, que mereça ser falado da ciência?
Cara, acho que são essas, né? De energia nós falamos bastante, né?
Então vamos agora para nossa viagem para o eclipse. Eclipse, cara, eu sei que precisa para um cara que nem o Bigoda explicar o que é eclipse. Vamos lá, ele vai— se eu pedir um eclipse, ele vai colocar foto de um carro aí também. Você sabe o que é um eclipse?
É quando o sol fica na frente da lua.
O cara, já aconteceu isso? Sol ficar na frente da lua?
Aí é apocalipse, meu amigo. Amigo, aí é apocalipse.
Rapaz, não, essa eu quero ver, o sol sair de lá, vir na frente da lua.
Eu falei errado. Não, ele falou, ele falou, isso aí tem um nome, isso chama-se apocalipse, tá, pessoal? O dia que o sol ficar na frente da lua, aí ferrou, aí apocalipse.
O pessoal acha que ele faz isso para ser engraçado, mas não é, ele é assim mesmo, cara.
Solar é quando a lua fica entre o sol e a Terra, no caso.
Aí tem vários, né?
E o lunar?
O lunar é o contrário, né? Quando a lua fica entre o Sol e a Terra.
Não, quando a Terra fica entre.
Tem vários elementos.
Mas vamos lá ver se acha um gráfico.
Não, já tá ali, já tá tudo prontinho.
Só para falar, a gente vai para Espanha, eu vou com essa figura aqui, o Daniel Lopes. Vai ser uma, uma, uma, uma, uma, além de ser com a família que a gente vai se divertir, ainda tem esse evento que eu lembro de criança Cara, você tava comigo em João Pessoa, no Anelar, que já é legal, não é? Os pássaros começam a ficar louco.
Você vai ver agora, é agora é pior, agora é pior ainda.
Porque eu lembro quando era criança, o céu fica isso, cara, fica noite durante o dia. Isso é muito louco, fica noite. Então vamos lá, o que que é o eclipse, cara?
O eclipse é justamente isso, né? A Lua, né, passa na frente do Sol, tampa o Sol completamente por conta de uma coincidência incrível A Lua é 400 vezes menor que o Sol, só que ela tá 400 vezes mais perto.
Então dá uma compensada, né?
E aí, por isso que a Lua e o Sol no céu, eles têm o mesmo tamanho aparente, que a gente chama. E aí a Lua tampa inteiro o Sol. Quando ela tampa inteiro o Sol, a gente tem um eclipse total. Ele não acontece no planeta todo, ele acontece numa pequena faixa.
Por que que vocês têm que ir para Espanha para ver um eclipse?
Porque o eclipse total ele só acontece numa faixa, é uma, é uma, é uma, é uma faixa, tem uns 300 km mais ou menos. Não, que você tem que pensar que a Lua, a Lua tampou o Sol, isso gera um cone de sombra na Terra, certo?
Essa sombra não acha uma coisa para explicar isso, um gráfico?
Como que é o mapa lá? Tem mapa lá? Tem essa faixa da totalidade, ela tem mais ou menos uns 300 km de largura.
É porque tá a sombra daqui e ela projetada, ela projeta na Terra e ela vai fazendo um caminho, né?
É aquela, é aquele vermelho ali, ó, mais escuro ali, o tracejado, o tracejado.
Exatamente, tem a sombra onde é, os outros lugares não vai ser total, você vai ver um pouquinho só, vai ser parcial.
E ali ela vem. Então esse eclipse, ó, ele vem lá de cima, ou a gente via lá na Islândia, só um pedacinho vai ver no Carnal. Sei, o carnal tá indo assistir. Onde ele vai assistir? Num bar, no navio.
Ô louco, o carnal vai no navio lá para aquele lado, lá para aquele lado.
O carnal tá lá na Islândia hoje, hoje ele tá na Islândia. Ele vai pegar um navio e o navio vai descer ali, ó, entrar na faixa da totalidade. Ele vai ver um eclipse total no navio.
Olha lá, Reykjavík pega, vai pegar. Aí vai descendo, vamos descendo.
Aí ele vai descer, vai passar ali no mar, e aí ele vai entrar na Espanha. Que é onde nós vamos.
Vamos lá, ó, a gente vai estar em Valladolid, né?
Valladolid, que é a cidadezinha ali.
É, afasta um pouquinho, mas tem vários lugares, né?
Tem, tem várias cidades. A Coruña, que é a cidade lá na praia, Valladolid, toda essa faixa aí, ó, pessoal.
Quanto mais do centro, melhor, ou não tem nada?
Mais perto do centro, melhor para ver, obviamente.
A gente vai estar perto do centro, a gente vai estar ali, né, cara? Só que aí eu não tô achando lá.
Ah não, é que tá marcado. É porque tá marcado com a bolinha. Vamos chamar cocô bolinha. A questão é a seguinte, né, Vilela? Isso é uma coisa, a outra coisa é o tempo.
Putz, tem essa, tem que estar um tempo limpo.
Mas aí, ó, põe lá o videozinho para nós. Já estão fazendo a simulação de como que vai estar no dia do eclipse de nuvem, e você vai ver onde que a gente vai estar.
Tem o lance também que é no entardecer, né?
Vamos falar disso aí, o horário. Que que esse aí é uma simulação que o Serviço de Meteorologia da Espanha já fez. Olha a vaíada ali. Zero nuvem, meu amigo. Aí, ó, meu Deus, tá vendo só? Então olha aqui, cara, o tempo vai estar lindíssimo para gente. Esse eclipse, pessoal, ele vai acontecer, a totalidade dele, às 8:30 da noite lá. Mas lá ainda não tá, lá ainda não, né? Só que vai ser no pôr do sol, então vai ser lindíssimo, tá?
Vai ser no pôr do sol, o sol vai, o sol tá se pondo lá, 9 e pouquinho, 9 9:15, 9:20. Então ele vai ser bem perto do pôr do sol, mas vai ser nem o lá de João Pessoa, foi no pôr do sol também, lembra? O do anel, lembra? Foi em cima da universidade lá, né, que o cara cedeu para gente, aí que a gente viu ele no pôr do sol ali. Então esse é o eclipse, eclipse total do sol. Para o pessoal entender, acontecem por ano 4 eclipses, 2 do sol e 2 da lua.
Mas nem sempre são totais, às vezes é só parcial e tal. Mas todo ano tem pelo menos 4 eclipses. Não sabia disso não, né? Esse agora, olha que é um negócio interessante. Nós estamos hoje, né, no dia 12 de agosto, vai ter esse eclipse total.
É 12 de agosto, tá?
Dia 2 de agosto do ano que vem, Egito. Só que vai ter na Espanha de novo também.
Caramba, no Egito também falaram.
Vai passar em cima de mim. Esse aí nós vamos planejar para ir nesse aí também.
Quero muito estar lá.
Vamos, esse aí vai ser sensacional.
Eu nunca fui para Egito.
Eu nunca fui. Então é isso, nós fazemos isso aí de novo. Então tá lá a listinha de eclipses, ó, tá vendo? Então ali no Brasil tem 2, só que são 2 anulares igual o de João Pessoa, tá? Agora o 1 e o 3 são os 2 da Espanha, o 1 que a gente vai ver agora e o 3 ali, ó. É aquele que vai passar lá, ó. Ele vai pegar, pode clicar nele que ele vai para aquele mapinha lá, cara. Aí, aí, ó, desce aí, ó, clica no mapinha ali do lado. Aí, ó, esse aí é o do ano que vem, dia 2 de agosto. Aí é sul da Espanha e Marrocos e Egito ali, entendeu?
Olha, o Egito vai estar legalzão lá.
O Egito vai passar inteiro, meião do Egito ali.
Inteiro.
E aí você procurar ali no meio, vai estar Luxor, que é a cidade famosa lá onde ele vai passar.
É, putz, que demais!
Então é isso aí, estamos indo para lá, né, Vilela? Vai ser legal demais, cara.
Vai ser legal, vai ser legal demais, cara.
Eclipse é sensacional, cara.
O total do sol é o quê? É o primeiro, segundo, total?
Cara, eu já vi em 1994 aqui no Brasil, dia 3 de novembro, lá em Concórdia, pertinho de Chapecó.
Tinha quantos anos?
Não, tinha 19, né? 94 tinha 19. 94, cara, 94, 3 de novembro de 94.
Eu fui, acho que eu não vi esse, eu fui para Chapecó para assistir. Ah tá, porque não era em todo lugar que dava para ver.
Não, é só numa, é sempre numa faixa.
Ah, então não vi.
Eu fui lá para o sul para assistir.
Eu fui um em 96 na Venezuela, provavelmente que eu vi quando era criança, que deu para ver em São Paulo. Você não era nascido, que deve ser, tem como ver anos 70? Um eclipse total.
Mas foi eclipse total que você viu aqui?
Ah, eu posso estar falando besteira, mas para mim era, né, porque ficou escuro o céu. Às vezes era anelar, né?
Não, às vezes, às vezes era parcial, mas muito aqui foi muito, né, tipo 90%.
Era total, cara.
Coloca aí eclipse década de 70 São Paulo.
70, década de 70, devia ter uns 8, 9 anos.
Mas o, mas é legal, eclipse é uma coisa que todo mundo tem que ver também um dia na vida, tá? Porque muda o ambiente. Ela já sentiu um pouco de mudança lá aquele dia.
Por que que os pássaros ficam, cara?
Os pássaros ficam loucos porque na verdade escurece, né? E o pássaro, ele é ligado nessa coisa do, como chama, circadiano, né? Ciclo circadiano. Aí escurece, eles querem voltar para toca, só que aí de repente fica sol de novo, e aí eles ficam tudo meio perdido, entendeu? Verdade. Abelha dá problema com abelha, cara, é que muda o ambiente, né? Fica frio, venta mais, tudo.
Teve um lunar em 17 de agosto de 70.
Solar, tem que ser solar, solar total do sol.
E total do sol eu acho que não teve.
É, de qualquer forma falou aqui que não teve nenhum total, nem, nem lunar.
Mas agora procura só solar, mesmo que você é parcial, parcial do sol. Mas é isso, cara, vai ser legal demais.
E vamos transmitir, né?
Transmissão, a live nossa vai começar a 1 da tarde no horário daqui de Brasil. Local daqui, horário de Brasília, é uma terça, quarta, que dia que é?
Quarta-feira, quarta-feira, uma hora. Então fiquem ligados que a gente vai mostrar essa parada e vai trocar ideia lá, né?
Vamos trocar ideia, vamos trocar ideia vendo o eclipse.
Só que maravilha, ó, que demais, cara!
Que experiência! Totalidade, a gente tira tudo e mira lá a corona. Igual eu falo, que a minha frase famosa é olha a coroa, né? É, olha a coroa! Lá é a corona, lá é mira a corona. Já tô aprendendo español. Você fala espanhol? Falo. Você fala?
Falo, né?
Mais ou menos.
Mais ou menos. Faz o português, né? É, você vai falar o português.
Por favor, por favor, por favor. Aí eu sacava. Please, please, please.
O cara mistura tudo, velho. Cara, eu falava bem espanhol uma época.
Eu fui, sério mesmo?
Falava que eu lia muita coisa em espanhol por causa de arte assim, e fiquei vários tempos lá na Argentina rodando de carro e tal.
Ah, sim, tá tudo. Mas você falava o quê, espanhol, portunhol mesmo? Portunhol bem, bem, entendi. Mas lê, você lia bem?
Não, leu, eu leio até hoje.
Ah, é tranquilo, lê perfeito, é. Ó, que legal, cara.
Assisto filme em espanhol mesmo.
Sério? Entende direitinho?
Que eu gosto da língua espanhola. É mesmo? Quando eu vou lá, os cara quer falar em português comigo lá na Flórida, eu falei espanhol para os cara, tento falar, né?
Mas já teve na Espanha?
Já, já rodei a Espanha inteira de carro.
Rodou? Ah, então você falou bem espanhol lá.
Falei, na época falei, rodei tudo lá, cara. Como é legal! Rodei, foram 36 dias Portugal e Espanha.
Caramba, que legal!
Adoro aqueles lugares lá.
Que demais!
Comida lá é boa, hein?
Comida é boa.
Você gosta de paella ou nunca comeu?
É frutos do mar, né?
Gosto. Já Então vou comer uma paella de lá.
É bom?
O que que eu trago para o pessoal daqui de lá? Que eles vão querer. Os caras ficam pedindo presente.
Pedindo presente, cara?
Aquela camisa Steve em La Coruña.
Estive na Espanha, lembrei de você.
O que que você quer de presente, cara?
Cara, sei lá, acho que alguma comida típica assim.
Ah, claro, vou trazer uma paella de lá, um negocinho assim embaladinho.
Só acho que ele não falou uma espanhola, né? É, não, ele é Olha essa, sabe que tá namorando, né? Tá namorando na Júlia.
Aí, ó, você não traz ela aqui porque eu vou trazer, vou trazer.
Ela trabalha também, né?
Você tem medo do que a gente vai falar para ela?
Não tenho não.
Tem medo? Mentira, ela sabe o que a gente vai falar.
Exatamente.
De vocês eu não confio muita coisa.
Ela, da hora que ela pisar e sair daqui, é solteira. Coitada dela, cara.
Eu vou mostrar só para Fabián na portaria.
Depois a Fabi, a pior pessoa, é a pior pessoa para você mostrar a realidade.
Você confia na Fabi, cara?
Rapaz, eu tô—
você não sabe o que a Fabi é.
Tô sendo enganado então.
Ai, ai, mas legal. Tem alguma pergunta sobre Eclipse?
Minha não, do chat também já fui.
Então é isso, obrigado demais, Sergião, cara. Sempre é muito prazer falar contigo.
Na verdade, eu tenho uma, desculpa te Dá para ver alguma coisa aqui de São Paulo?
Nada, nada, cara. Nem parcial, nada. Aquela faixa lá, coloca lá o mapinha de novo, né? Você vai ver que ali o que que acontece, cada faixa daquela ali tá caindo 10% a visibilidade, né? Então você vê o Brasil dessa vez, cara, não vai dar para ver nada.
Sergião, você tá fazendo muita coisa nova, né? Como se você fizesse pouca coisa. Eu sei que você faz muita coisa. Você tá, deixa eu entender, você tem um podcast seu É com grupo primo, mas é seu e seu ideia, como que é?
É, cara, é uma sociedade, né? Legal para caramba, cenário legal, viu? Tem que ir lá, cara, tá convidadíssimo para ir lá. Você só fala, não, agora vai, você só fala. Eu tô vendo que você tá participando mais de podcast, então agora vai lá.
Qual que é a ideia? A mesma, a mesma do podcast que você tinha ou mudou?
Cara, é mais ou menos a mesma ideia assim, fala muito, só que lá eu falo muito de inteligência artificial, né? Então a gente tenta, a gente foca bastante, a gente fala muito muito mesmo. E até quando o pessoal manda pergunta para mim, eu uso a inteligência artificial para responder.
Você tá fazendo só entrevista ou você tá fazendo sozinho lá também? Faço dos dois, igual você fazia, igual fazia, que você responde.
Ah, legal, não mudou, não mudou.
Você curte aqui, você curte ainda fazer?
Cara, eu curto demais, cara, eu curto demais.
Eu gosto, né, cara?
É bom, cara, sempre é bom conversar, né, cara? Conversar é legal, você aprende sempre alguma coisa, né? Então é muito, é muito legal mesmo. Então tá legal.
Você tá rodando ainda o Brasil?
Cara, tô rodando o Brasil fazendo palestra, né?
Aquilo, aquele evento que eu fui, vai ter mais aquele evento lá?
Vamos ver, deve ter mais um, deve ter. Explica o pessoal o que que lá em Brasília, né? Nós fizemos o Space Experience, que foi legal para caramba. É juntar, a ideia é colocar muita coisa de ciência. Tinha lá o pessoal de química, tinha drone, tinha um monte de coisa, e levar pessoas aí que são meus amigos, que eu gosto, né, influenciadores e tudo, para trocar uma ideia com o pessoal, para conversar e tudo. Então é um evento sempre legal.
Tem outras capitais também, né?
Você já fez, cara? Não, só em Brasília.
Eu vou falar com um cara que tava querendo levar aí, tem um pessoal querendo levar. É o próprio pessoal do Corinthians quer fazer alguma coisa contigo?
Eu já falei com o cara lá antes de viajar, tem que voltar a falar com ele. Na Arena, vamos colocar, vamos fazer um evento lá na Arena. Que legal, ia ser legal lá em Brasília. Foi na Arena também, né?
Lá na Mané Garrincha.
Isso aí foi muito legal. Vilela teve lá, o pessoal do Ticaracatica teve lá, o Muca teve lá, teve uma galera lá.
Eu vou falar uma coisa, ao contrário do que muita gente brinca, eu sei que tem muita brincadeira na internet e muita gente que brinca nem sabe da história do Sergião, mas cara, tem poucos caras que trabalham mais do que você. Eu vou te falar, pergunta para Fabinho, para conseguir data com ele, porque é difícil, mas não é assim, aí data porque não quer trabalhar, é porque, e outra, como ele é amigo, ele faz um esforço e ele encaixa, né?
Por exemplo, para ele estar hoje aqui Assim, ele falou, eu posso aqui, aí logo depois você já tem outra coisa, né? E vai indo. Então assim, quando eu vejo a galera zoando, ah, o Serjão no trabalho, não sei o quê, vale como zoeira. Se o cara quer só zoar, mas saibam que, cara, esse cara trabalha mais do que eu, e eu trabalho para caramba, né? O Serjão, porque o Serjão, além do que eu trabalho, ainda viaja muito. Eu viajo pouco, né?
Você viaja muito, cara. Eu tô fazendo muita palestra, eu tô, eu tô, você rodou tudo, né? O negócio do agro, eu rodei o Mato Grosso inteiro. Eu tô muito ligado com o pessoal do agro, entendeu? Eu vou, eu vou lá, entendeu? Tive na Agroleite agora lá em Castro, no Paraná.
Você vai, você vai, mas só em capital? Você vai?
Não, é só nos cantinhos lá, cara. Tomei chuva para caramba.
É Brasil também, aí que você conhece o Brasil, né?
É isso que eu falo.
Vai para esses lugares, não tem ideia, cara.
Muita gente critica o agro, muita gente critica, mas porque, cara, criticar da sua casa aí no ar-condicionado é fácil, meu amigo.
Você não sabe o que os cara faz lá.
Vai lá para você ver, vai lá para você ver o que que tá acontecendo. Do mundo, cara, entendeu? Então assim, eu tô levando muito, tentando.
É isso que é engraçado, né? A gente tá falando o Brasil perde chance, mas nisso a gente é primeiro mundo.
Exato.
Em pesquisa, em avanço, os cara vem aqui aprender com a gente, né, cara?
Exatamente. E aí eu vou, eu tô tentando de todo jeito. Existe uma resistência muito grande da galera do agro de aceitar tecnologia nova, mas eu tô tentando, empurrando com força, igual o pessoal brinca, senão fica para trás, né? Para a gente colocar inteligência artificial e tudo mais. Tem gente que já tá usando, já tá tendo resultado, aumenta produtividade, faz um monte de coisa. Então assim, tem que ir. O negócio é que tem que sair daqui, tem que se meter no meio do Mato Grosso, tem que se meter lá no meio do Paranazão, velho, de guerra, entendeu?
Tem que sujar o pé de barro, tem que ir lá tomar chuva. Tomei chuva para caramba lá em Castro.
Que povo legal também, cara.
É muito legal, cara. Você conhece, é um, é um, é aquele negócio que a gente fala, é outro Brasil mesmo, cara. É outro Brasil. Os políticos não vão. Por que que eles não vão? Sabe por quê? Porque, cara, o Mato Grosso tem 3 milhões de pessoas só. Agora, se boi votasse, sabe quantas cabeças de gado tem no Mato Grosso? 30 milhões. O quê? É 3 milhões de pessoas e 30 milhões de cabeças de gado que alimentam o Brasil. Se boi votasse, eles estavam lá.
Agora eles não vão lá, cara, porque 3 milhões de votos não vai mudar nada. Então eles ficam lá, os cara fica. Mas tem uma coisa, tá? Eles não reclamam. Eu tô reclamando aqui, mas eles não reclamam. Cara, eles trabalham e eles não estão nem aí. Eles falam, cara, nós estamos aqui, deixa a gente quieto aqui, trabalha e trabalha. Sorriso, cara, todo mundo convido você aí para Sorriso, cara. Sorriso, Mato Grosso. Sorriso no Mato Grosso, a maior produção de soja do mundo.
A cidade que mais produz soja no mundo chama-se Sorriso, no Mato Grosso, cara, entendeu? Vai lá para você ver que cidade linda, cara, cidade bonita, limpinha, entendeu? Altíssima tecnologia, as colheitadeiras tudo ligado em GPS. Nossa, cara, é um negócio assim absurdo, cara.
Qual a tua ligação com inteligência artificial atualmente?
Você tá com alguma coisa, cara? Assim, não, eu, eu uso, né, aplico muito, né, e também, né, programei muito, né, em IA, né, na minha escola.
De projetos novos, o que que você tem? Você tá mirando alguma coisa ou a gente já falou de tudo?
Já falamos de tudo mesmo.
Tá pensando em alguma coisa diferente? Na parte educacional, você tem tempo de fazer alguma coisa?
Cara, eu tenho minha pós, né? Eu tenho minha pós lá, dou aula para os alunos aí queridos. Tem que ficar lembrando, tem que lembrar, tem que lembrar. Tem meus alunos queridos lá, dou aula para eles, cara.
Como que acha isso, cara?
Entra aí, academyspace.com.br. Lá a gente abre duas turmas por ano, entendeu? Tem aula praticamente toda semana, eu faço aula ao vivo com eles, entendeu? E vai ter um congressinho agora aí, eu vou tentar fazer um congresso com eles que eu faço todo ano também. Eles apresentam os trabalhos, é legal para caramba. Um salve para os meus alunos aí que assistem tudo aí.
Como você tá de saúde?
Saúde também, né?
Tá treinando de vez em quando? Não tô treinando, cara, tem que voltar, tem que voltar a treinar lá na Espanha. Vamos puxar uns ferro lá, vamos puxar.
Eu vou, eu vou, você vai, vou te puxar lá. É que você tá, você tá focado, você tá focado, né? Senão a gente morre, cara. Não, temos que, tem filho, a gente tem filho, tem que cuidar.
E a cabeça tá boa?
Tá boa.
Eu fico triste assim quando eu vejo, cara, não é cancelamento porque a galera não te cancela, porque quem tá tentando te cancelar não é o teu público, né?
Teu público conhece.
Você pensa isso também assim? Eu penso, cara, que eu vejo assim, cada vez você tá maior, tentam te cancelar e cada vez tá mais conhecido, tá maior, tá fazendo mais coisa.
A zoeira aí do pessoal tá tranquilo, que é igual que você falou, eles não conhecem, não sabe como é que funciona, fica zoando, mas tá tudo bem, cara. É isso aí.
E sempre aqui podemos contar com você?
Claro, é lógico, sempre aqui, ué.
Tava com saudade aí. Você vê quando a gente coloca na agenda, o pessoal fala até que enfim, o saco. Aí, ó, você faz parte da história desse espaço.
Tamo aí, né?
Tamo aí. Momentos não só da história do podcast como da história da internet. Aquele debate, sério, querer ou não, vai ser estudado 100 anos depois. O pessoal vai assistir.
O Eberlin queria fazer outro, só que o Eberlin agora foi para os Estados Unidos, cara. Não tem, não tem como repetir. É igual ET 2, não ia dar certo, né?
Aconteceu. Quem viu, viu. Quem não viu, aquilo aconteceu para ficar na história.
Aquilo lá foi mesmo, aquele dia lá foi sensacional.
Aquela não acabava nunca, né?
O Sérgio, tá doido, cara. Tem vários memes, né? Minha cara aqui, ó, aqui no cantinho, aqui o Jaime dormindo.
Aí vinha aqui, ficava puto, falava, voltava.
Considerações finais, 2 horas depois acaba.
O Pirula, a gente querendo terminar, o Pirula começa explicação da Eva mitocondrial, deu 1 hora e 40 minutos.
Na hora que falou da Eva mitocondrial, aí foi, né, cara?
Foi lá, vamos pegar comida.
É, não, Eva mitocondrial, você tá maluco, cara.
A gente acabou tudo. Aí o cara falou assim, aí eu só fico chateado quando vocês falam que a gente faz pseudociência.
Pronto, mais 2 horas, mais 2 horas de papo. Foi demais, cara, foi demais, foi demais.
Saudade daquela época, que não vai voltar mais, né?
Não vai, né?
Era uma época que todo mundo tava reconhecendo o podcast, todo mundo tava assistindo. A gente tinha 40 mil pessoas às 6 horas da manhã assistindo o negócio.
Aquele dia foi sensacional, que lá foi mesmo.
Mas obrigado por fazer parte aí.
Tamo junto aí, cara.
E vamos para Espanha então, acompanha nossa viagem para Espanha.
Depois você vai me visitar lá no Além da Ciência, que chama. Vou. Eu tô tentando fazer 2 episódios por semana.
Fabi, força para ir lá, porque ele tá, ele só fala, aí esquece. Aí vai passando os cara da ciência antes.
Não, mas agora que eu vi que o Vilela tá indo em podcast, eu até falei, falei, caramba, Vilela tem ido podcast, cara, porque antes você não ia, né? Eu lembro que antes você não ia, né?
Não, é porque eu só vou em amigo, porque tem umas pegadinhas, você sabe. Tem uns cara que só quer os cortes, né?
Ah, sim, eu vou nos amigos, entendeu? Vamos marcar lá que você vai lá.
Obrigado demais, obrigado vocês que tiveram aqui com a gente, não é, ô bigode?
Exatamente.
Agradecer os patrocinadores, né?
Exatamente. Elements, Estratégia e Contabilizei.
Isso, link na descrição, QR code na tela. Agora é só a hora de brilhar. Você que explicou muito bem o que é o O eclipse, que é que o sol, tanto lunar como solar, vem para frente da Lua, né, e fica entre a Lua e a Terra.
A Terra dá uma sambada assim, acaba ficando entre a Lua e várias—
faz uma imagem na inteligência artificial de como seria o sol entre a Lua.
Eu sei que a Terra tem que estar flambada, né, no mínimo. A minha definição de eclipse, eu vou fazer aqui, Terra flambada, porque que o sol entra, né, entre a Terra e a Lua, põe o sol.
Eu gosto que ele Ele fala isso assim com a naturalidade, cara. Acho muito bom. Então dá o like, se inscreve no canal. E o que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final?
Cara, eu tinha feito uma aqui, mas vou mudar. Coloca aí: terra aflambada.
Claro, né?
Agora tem que ser terra aflambada, né?
Terra aflambada, galera.
É muito bom.
Vamos lá, se inscreva no canal novo do Sacane, que é o Além da Ciência. Sai daqui, já escreve lá.
Beijo no cotovelo e tchau. Que bom que vocês vieram. Valeu, fui!
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