Episódios de Inteligência Ltda.

032 - COVID CRIADA EM LABORATÓRIO? FALAS DO RENAN SANTOS - CASO FAUCI e MAIS

05 de agosto de 20262h23min
0:00 / 2:23:29

FERNANDA COMORA e MADELEINE LACSKO são jornalistas e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, DR. ROBERTO ZEBALLOS, MELLANIE FONTES-DUTRA, EMÍLIO GARCIA, BIÓLOGO HENRIQUE e DANUZIO NETO. O Vilela ainda compra jornal mas é pra amadurecer bananas.

Operação Lucro 2x: Acompanhe a live no dia 11/08, às 20h, e acompanhe o plano por trás do crescimento do G4 e Grupo Primo. https://on.g40.co/inteligencia_marcilio_fernandaO Estratégia Concursos disponibilizou um mapa interativo, com todos os concursos abertos, previstos e autorizados em todo o país. Acesse o link para conhecer o Mapa dos Concursos e encontrar o concurso mais próximo de você. https://estr.at/4vWKPcS

Participantes neste episódio10
R

Rogério Vilela

HostApresentador
F

Fernanda Cômora

Co-hostJornalista
R

Ricardo Marcílio

Co-hostEspecialista em geopolítica
B

BIÓLOGO HENRIQUE

ConvidadoBiólogo
D

Danuzio Neto

ConvidadoAnalista geopolítico
D

Dr. Roberto Zeballos

ConvidadoMédico imunologista
E

Emílio Garcia

ConvidadoBiólogo
M

Mellanie Fontes-Dutra

ConvidadoNeurocientista
R

Renan Santos

ConvidadoFundador e presidente do Partido Missão
T

Thiago Lima

ConvidadoEspecialista
Assuntos12
  • Vacinas na pandemia de COVID-19Uso de máscaras · Distanciamento social · Ivermectina · Hidroxicloroquina · Desenvolvimento de Novas Vacinas e Biotecnologia · Tratamento precoce · Cortisol e hormônios
  • Pandemia de COVID-19· SaudeAnthony Fauci · Investigação do Congresso Americano · Diários de Anthony Fauci · Hipótese de laboratório · Origem em animais · Investimento em biotecnologia em Wuhan
  • Candidatura de Renan SantosFormação do Partido Missão · Discurso radical de direita · Combate ao crime · Programas sociais · Superávit primário · MBL
  • Crise diplomática EUA-BrasilVisto de embaixador · Daniel Pérez · Maria Luísa Ribeiro Viotti · Processo eleitoral brasileiro · Sanções comerciais
  • Crise migratória em Ceuta· InternacionalEspanha · Marrocos · União Europeia · Pedro Sánchez · Saara Ocidental · Crise diplomática
  • Previsão climática El Niño· Meio AmbienteAquecimento global · Eventos climáticos extremos · Secas no Nordeste · Enchentes no Sul · Desmatamento Amazonia
  • Fundamentalismo religioso e algoritmos· ReligiaoU2 · Bono · Salmo 121 · Simone Weil · A Retórica de Jesus
  • Lenda do Chiquinho em Borda da MataCentro de Quimbanda · Baphomet · Maçonaria · Mãe Rainha das Trevas · Mensagens subliminares
  • Antissemitismo e conflito Israel-Palestina· InternacionalNegociações de Paz · Hamas · Faixa de Gaza · Benjamin Netanyahu e seus processos · Donald Trump · Conselho da Paz
  • Crise diplomática Brasil-Paraguai· InternacionalGuerra do Paraguai e seu Legado · Investimento em defesa · Crise diplomática Brasil-Paraguai · Imperialismo brasileiro
  • Guerra comercial EUA-China· InternacionalInteligência artificial · Diversificação na fabricação de chips · ASML · Empresa chinesa · Engenharia reversa
  • Conflito Rússia-Ucrânia· InternacionalConflito Rússia-Ucrânia · Provocação russa · Mercenários russos · OTAN
Transcrição301 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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RVRogério Vilela

Olá, terráqueos! Como é que vocês estão? Sou Rogério Vileira. Tá começando mais um Inteligência Limitada hoje com aquele programa semanal diário jornalístico. Diário não, né? Semanal jornalístico chamado Notícia Ilimitada. Tá certo isso?

?Voz B

Tá certo.

RVRogério Vilela

E a gente hoje tem muitas notícias, muitas coisas, inclusive notícias de última hora, acabou de acontecer, a gente comenta aqui, certo?

?Voz B

É isso aí.

RVRogério Vilela

Antes de falar com vocês, deixa eu te contar uma coisa que muita gente não sabe, Terráqueos. Você provavelmente já ouviu falar dos grandes concursos, aqueles que aparecem toda hora nas notícias. Tem Polícia Federal, Receita Federal, INSS, Banco do Brasil. Mas aqui vai um dado que quase ninguém para para pensar, que enquanto você espera esses editais grandes saírem, dezenas de outros concursos estão abrindo no Brasil todo mês. Prefeituras, câmaras municipais, tribunais estaduais, secretarias, autarquias, muitos deles pagando bem, com número bem razoável de vagas e com muito menos concorrência do que os grandes que a gente vê na TV.

E olha só, é bem provável que tenha um concurso na sua cidade, no seu estado, na sua área de interesse, acontecendo agora ou previsto para os próximos meses, que passou completamente desapercebido. Você não ficou sabendo, sabe por quê? Porque você— porque não tem propaganda, você não vê essas propagandas por aí em rede nacional, porque é edital regional, pode ter vários motivos, ou então porque não baixa manchete. Claro, o nosso parceiro Estratégia Concursos, que é líder em aprovações no Brasil, criou uma ferramenta gratuita que ajuda você a encontrar oportunidades como essas.

O Mapa dos Concursos é um mapa interativo com todos os concursos abertos, previstos e autorizados em todo o país. Você filtra por região, por área, por nível de escolaridade e descobre o que tá rolando pertinho de você, sem propaganda no meio, sem clickbait. Só o cenário real de concursos disponíveis, não é, Romero?

?Voz G

É isso aí.

RVRogério Vilela

Talvez a vaga do pessoal esteja logo ali na sua cidade, né? Tá pertinho e você nem sabia. Tem o link na descrição, QR code na tela para conhecer o mapa dos concursos, encontrar o concurso mais próximo de você. Beleza?

?Voz B

É isso aí.

RVRogério Vilela

Ó, hoje eu tive lá na sabatina, você ficou sabendo? Sabatina com os candidatos.

?Voz B

Eu fiquei sabendo.

RVRogério Vilela

Só o Lula não apareceu e o Flávio foi remoto, tá acompanhando. Isso foi um evento organizado pelo Antagonista e o G4. Por que que eu tô falando isso? Porque tem recado deles aqui também, ó. Um recado para você que tem uma empresa. Todo empresário foca em faturar mais, né? Mas para onde vai o lucro depois que ele entra no caixa? O CNPJ rala, mas o CPF não cresce, porque a maioria não sabe transformar. O que que eles não sabem transformar?

?Voz B

O caixa em patrimônio.

RVRogério Vilela

Você tem certeza disso? Eu tenho certeza absoluta. Então, para resolver isso, G4 e o grupo Primo se uniram e vão lançar o Lucro 2X. De um lado, Thales Alfredo e Nardon, com gestão e eficiência. Do outro, Thiago Nigro e Bruno Perini. É, grandes amigos da gente. Já estive lá, eles já estiveram aqui. E olha o timing: no dia 11 de agosto, às 20 horas, também conhecido como às 20 horas, 8 da noite. Eu achei que você ia falar 20 horas, 8 da noite.

Você só repetiu o que eu falei. Você deu uma de Lênin agora, né? Eu dei uma de eco, né?

?Voz H

Isso.

RVRogério Vilela

Eles Eles vão realizar então no dia 11 de agosto às 20 horas a live no YouTube para entregar o plano exato para multiplicar o seu lucro. E quem estiver ao vivo terá, vai ter acesso a uma oferta e bônus exclusivos, mas só daquele momento. Quer ver o resultado da empresa refletir no seu bolso? Então aproveita essa oportunidade, né, homem? Escaneia o QR code que tá na tela e clica no link na descrição que vai direto para se inscrever nessa live.

É um encontro só, G4, não é? É isso aí, para quem quer mais, para quem quer mais, muito mais, bora então de vinheta.

?Voz C

Roda aí na tela.

RVRogério Vilela

Estamos de volta aqui com notícia ilimitada, várias notícias, várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, e eu entrego a bola aqui para Fernanda.

FCFernanda Cômora

Oi, gente, boa noite mais uma vez. Esse é o nosso Notícia Limitada, que aliás hoje tá mais, mais fervente, eu diria, do que nunca, porque tem até breaking news, notícia que acabou de chegar pra gente.

RVRogério Vilela

Ok, ok, ok, ok, ok.

FCFernanda Cômora

Hoje a gente tá melhor do que Nelson Rubens aqui em fofocas internacionais. É que aliás é internacional, mas tem a ver com a gente, sim, sim, com o Brasil. Daqui a pouquinho a gente vai falar.

?Voz D

Trump tá na linha?

RVRogério Vilela

Tá tentando?

FCFernanda Cômora

Tá tentando.

RVRogério Vilela

Estamos tentando, estamos tentando falar com Trump até o final do jornal. A gente tenta.

FCFernanda Cômora

A gente tenta, espero que a gente tenha tempo para isso.

RVRogério Vilela

Mas antes, não se apresentou, né, Fernanda? Se apresenta para o povo.

FCFernanda Cômora

É, olha, eu sou a Fernanda Cômora, para quem me conhece, como diz o Vilela, para quem não conhece, continuo sendo a Fernanda Cômora e faço parte da bancada aqui do nosso Notícias Limitadas.

?Voz B

Fala aí, gente, boa noite! Professor Ricardo Marcílio, professor de Geografia, Geopolítica e Atualidades também, né, bancada do Notícias Limitadas, trazendo as principais atualizações da semana aí para vocês.

RVRogério Vilela

Eu sou o Rogério Vilela, vocês me conhecem daqui É, e daqui, né? E me sigam no Instagram, @vilela. É com você, Fernanda.

FCFernanda Cômora

Bom, gente, começa mais um Notícia Limitada com tudo de mais importante que aconteceu na última semana no Brasil e no mundo. E a COVID-19 volta aos holofotes após a audiência do médico Anthony Fauci em comitê liderado por republicanos. Nós vamos debater o tema com a Melanie Fontes Dutra, com o Danúzio Neto e com o Lucas Zanandres.

?Voz B

Vamos falar também com o Dr. Zeballos sobre o aumento dos casos de sarampo no estado de São Paulo e também sobre a queda de vacinação.

RVRogério Vilela

Tem as falas polêmicas de Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão, que mira ataques a Flávio Bolsonaro e defende matar quem roubar. É o matou, roubou.

FCFernanda Cômora

Forte isso, né? E olha, no nosso quadro E se for Verdade, o Thiago Lima vai trazer um caso que tá estremecendo Fortaleza. Uma estátua do diabo, viu, Vilela? Eu vi essa estátua aí de 11 metros de altura que foi instalada em um centro do templo de Quimbanda. Mas você chegou a ver?

RVRogério Vilela

Não, vi foto só, vi umas imagens.

FCFernanda Cômora

E geopolítica, o que que a gente tem em geopolítica?

?Voz B

Eu vou falar um pouquinho sobre a breaking news que a Fê tava falando com a gente. Para variar, mais uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. E falar também sobre o caso da embaixadora, conflito entre Brasil e Paraguai, e vários outros temas bem importantes que rolaram na semana.

RVRogério Vilela

E para aliviar a noite, você já sabe que no final tem o giro de notícias com a Fernanda e a gente tem dica de moda para o Vilela. Eu não vejo essas pautas porque sempre tem surpresa. Tá imperdível, segundo ela, né?

FCFernanda Cômora

Tá sim, você vai curtir.

RVRogério Vilela

Quero ver.

FCFernanda Cômora

E depois, para finalizar, mais uma vez a gente tem a crônica imperdível da semana com o nosso querido Carlos Bezerra.

RVRogério Vilela

Vamos lá então, que a gente começa falando do quê, Fernanda? Vamos de É Fauci? Como que é o nome do povo?

FCFernanda Cômora

Tem gente que fala que é Fauci, Fauci. Como que você diz?

?Voz B

Anthony Fauci.

RVRogério Vilela

Eu não sei vocês se é meu algoritmo, mas só me mandaram isso. Vilela, vê isso, vocês vão falar disso, tem que falar disso na semana antes de lançar agenda. Todo mundo falando, tem que colocar.

FCFernanda Cômora

Inclusive acompanhei ontem aqui, vocês estavam falando sobre isso, né? A gente trouxe duas pessoas, muita gente acompanhando. Mas eu acho que é muito importante até a gente abordar esse assunto assunto mais uma vez, porque as pessoas têm focado muito na história da vacinação. Eu tenho desde ontem, acho que desde domingo, eu tô lendo muito sobre o assunto também. E não é só vacinação que tá em questão aqui. A gente tá falando de uma pessoa que teve essa informação em primeira mão e que tinha que trazer isso para o mundo todo.

RVRogério Vilela

A gente falou da maior, tem muitas questões, tem a questão de se foi fabricado, se não foi fabricado, quem é o culpado, tá? E agora tá todo mundo falando um monte de coisa que tá parecendo o começo lá do caso do Epstein, né?

FCFernanda Cômora

Exatamente.

RVRogério Vilela

Começa a surgir alguns boatos e todo mundo fala que quem tá envolvido, quem não tá.

?Voz B

E as pessoas começam a misturar também questões políticas com a parte científica, politicamente, né?

RVRogério Vilela

É que a gente vai falar com especialistas e eu sinto nas redes sociais que a galera tem muita vontade de falar: eu tava certo. Tá vendo? Eu tava certo. Então qualquer coisinha, eu, tá vendo? Eu tava certo. Porque eles brigaram com a família, com os amigos, e agora tem que justificar essas brigas com eu tava certo. E aí fica essa briga aí.

FCFernanda Cômora

Exatamente.

RVRogério Vilela

Vamos ver quem tava certo?

FCFernanda Cômora

Vamos. E olha, antes da gente conversar com a primeira pessoa, eu acho que a gente tem um vídeo já aqui disponível, porque a gente vai conversar, vai conversar exatamente com as pessoas que pensam de formas diferentes. Né? Porque a gente tem aqui quem acha que— primeiro, o Emílio mandou um vídeo para gente, bastante vezes aqui com a gente, falando o ponto de vista dele para gente, o que que ele acha de tudo isso desde que começou essa história.

A gente vai acompanhar agora e depois a gente vai conversar com a Melanie, que é neurocientista, e o Emílio Garcia, biólogo. Vamos acompanhar, vamos lá.

?Voz D

Fala, gente, tudo bem com vocês? Eu sou Emílio Garcia, do BlaBlaLogia e do Três Elementos, e eu vou, tô aqui para falar um pouquinho para vocês sobre a convocação do Anthony Fauci, ex-secretário de Saúde dos Estados Unidos, para um depoimento e o início de investigação no Congresso americano, principalmente no Senado americano. E essa convocação liderada por senadores republicanos. É super importante a gente separar, entender as coisas.

A primeira coisa que a gente precisa entender é que, apesar dessa, desses questionamentos acontecerem, nenhuma nova evidência foi apresentada. O que que eu quero dizer com isso? Eu quero dizer que essa convocação surge a partir da publicação pelo atual secretário de Saúde, Robert Francis Kennedy Jr., um negacionista científico e negacionista de vacina super conhecido, de prováveis ou de potenciais diários que o Anthony Fauci escrevia durante a pandemia no computador de trabalho.

Então ele usaria esse computador para escrever esses diários, e essas informações foram buscadas, foram retomadas pela secretaria de agora. E a gente tem que entender o contexto disso, porque existe uma promessa de perseguição do Anthony Fauci desde antes, desde 2024. Então lá em 2024 os republicanos diziam que iriam atrás dele a qualquer custo, como o Steve Bannon inclusive falando que ele tinha que ter um julgamento romano em relação às atitudes dele com a COVID.

E aí o que o Robert Kennedy Jr., Francis Kennedy Jr., diz é que nesses diários fica claro que ele mentiu, nesses diários fica claro que Ele sabia coisas que ele omitiu e que ele tomou decisões sem base científica nenhuma. A partir daí ele é chamado para o Senado americano e, ao ser questionado, ele invoca a 5ª Emenda. E usando essa 5ª Emenda, ele se reserva o direito de não responder às perguntas. Ele fica 3 horas lá sendo questionado e não responde pergunta nenhuma.

E aí surge um monte de questionamento em relação a isso. Então Esses questionamentos, eles tiveram 3 bases principais. A primeira base em relação à origem do vírus. Então existem documentos que mostram que o Anthony Fauci, na figura de secretário do governo americano, investiu em empresas de biotecnologia em Wuhan, e que sabe-se com certeza de que a hipótese de que o vírus tenha fugido de um laboratório é a melhor hipótese. Mas isso não, não se corrobora com o que a ciência diz.

É mais uma hipótese, é uma hipótese possível, mas hoje em dia as evidências nos mostram que a hipótese mais robusta é a hipótese de que o vírus estava em morcegos e passou para gente, tava em animais e passou para gente. Não seria a primeira vez que isso aconteceria, não seria a última. Então, dentre as hipóteses possíveis, as evidências mais robustas que a gente tem são evidências de que o vírus teve origem em animais e não no laboratório.

Aí, menino, mas essa evidência ainda tá em aberto. Não, essa evidência ainda tá em aberto. Existem investigações da CIA e do FBI que apontam nessa direção para laboratórios diferentes. Então a CIA diz que foi um laboratório, FBI diz que foi o outro, e os dados científicos nos mostram que a hipótese mais válida é a hipótese de que o salto foi direto do animal pro homem. A gente tem N trabalhos, N coisas mostrando que isso já aconteceu outras vezes, tá bom?

A segunda coisa que se discute é muito sobre o uso de máscara, o distanciamento social e o uso de vacinas, principalmente as vacinas com novas tecnologias. Hoje em dia a gente sabe que o uso de máscaras foi fundamental e salvou milhares, se não milhões de vidas. As máscaras impediam a principal forma de contaminação de COVID, principalmente quando usadas por duas pessoas. Isso diminuía o caminho do vírus, o vírus ficava mais restrito, e isso diminuía a chance de contaminação.

Uma coisa que se discute muito, e aí o Anthony Fauci ele entra como uma pessoa importante, que é o distanciamento na fila, por exemplo, aquele distanciamento que não era um distanciamento real de isolamento. O que a gente sabe hoje é que locais em que o lockdown aconteceu em que o isolamento social realmente aconteceu. O problema com COVID foi muito menor. Então a gente tem exemplos muito claros de como isso aconteceu. Exemplos na Itália de controle de pandemia com lockdown, exemplos na Nova Zelândia de controle de pandemia com lockdown, exemplos na China de controle de pandemia com lockdown.

E a gente sabe que países como a Suécia, o Brasil, Estados Unidos, em que o lockdown não foi respeitado com tanto rigor, o número de mortes explodiu, tá? Então é muito importante a gente lembrar que o isolamento funcionou. Existe um questionamento se esse isolamento de 6 pés que o, que o, que o Antony Fauci falava era realmente significativo, mas o isolamento por si só ele, ele não, não deveria ser criticado. O terceiro ponto é em relação a— o segundo ponto em relação à ivermectina.

E eu acho que é super importante a gente dizer que as evidências que a gente tem científicas mostram que ivermectina não funciona contra COVID. Aí, Emílio, mas tem um trabalho igual o senhor Kim Katagi. Aí, Emílio, mas tem um trabalho igual o senhor Nicolas Ferreira falou, mostrando que ivermectina em células criadas em tubo de ensaio funcionam contra COVID. Você que tá assistindo esse vídeo não é um tubo de ensaio. Os estudos com pessoas, inclusive feitos de maneira irregular no Brasil, mostram que ivermectina não reduz nem a taxa de contaminação, nem a taxa de internação, e nem a mortalidade de pessoas que tomaram esse remédio, certo?

O tratamento precoce nunca funcionou, e a gente sabe isso desde a pandemia, certo? E o terceiro ponto em relação a vacinas: volta-se o questionamento em relação a vacinas. Principalmente com a ideia de que vacinas de DNA e RNA foram feitas muito rápido. A primeira coisa é que a tecnologia vacinal de DNA e RNA demorou 30 anos para ser feita. Segunda coisa é que quando essa base tava pronta, a gente usou aquilo para desenvolver a vacina contra COVID.

A terceira coisa é: os estudos foram feitos respeitando todo o rito científico do uso e do desenvolvimento e da aprovação das vacinas. Então não existe procedimento melhor. Mas, Emílio, foi rápido, tá? Muito dinheiro, muita gente contaminada, e todos os passos foram determinados. Beleza. Mas existem reações adversas à vacina? Existem a qualquer vacina, não há só essas. Mas os dados não mostram, nos mostram, por exemplo, que a chance de você ter uma inflamação no coração tomando vacina para COVID é muito menor do que tendo COVID.

Então as vacinas salvaram milhões de pessoas. Um estudo saído em 2005 fala que as vacinas salvaram entre 2 milhões e meio e 5 milhões de pessoas nos últimos anos. O estudo da época da vacinação fala em números maiores, até 20 milhões. Então o negacionismo científico de vacina tá sendo retomado a partir de nada. Não existem novas informações acrescentadas científicas. O que existe é o requentamento do velho discurso, como se a pandemia tivesse acabado do nada e não a partir de descobertas científicas, tá bom?

Então é isso. Se informem muito bem, entendam por que que está acontecendo agora, qual é a situação política dos Estados Unidos para estar acontecendo agora, qual é a situação política do Brasil para que essas informações sejam requentadas e para que em 2026 a gente, a gente tenha que defender vacina. O negacionismo científico e de vacina mata. A gente tá voltando a ter sarampo em São Paulo por causa dessa onda de negar a vacinação, que salvou bilhões de pessoas na história, não só com COVID, tá bom?

Era isso que eu tinha para dizer. Espero que vocês tenham entendido. Vilela, quando precisar me chama de novo. Pena que eu não posso estar ao vivo para ter um papo com vocês. Mas tá aí o vídeo para tentar esclarecer as coisas. Qualquer coisa me procura no Blá Blá aí nos 3 elementos e pode me procurar no Instagram também, Emílio Blá Blá Logia, que eu tiro as dúvidas por lá.

?Voz B

Beleza?

?Voz D

Se vacina, vacina os seus filhos que vai ser bem melhor, eu tenho certeza.

?Voz J

Falou, valeu e tchau!

RVRogério Vilela

Saudades, Emílio! Tive com Emílio, o Romero, lá visitando Pirula também, meu grande amigo Pirula. Fomos lá, comemos um bolo de laranja, se não me engano, um bolo muito bom. Saudades! Vamos fazer isso mais vezes assim. Ô Fernanda, com quem a gente vai falar agora ainda sobre esse assunto?

FCFernanda Cômora

Com a Melanie Fontes Dutra. Ela que é neurocientista e ela também acabou usando as redes sociais para falar um pouquinho mais sobre esse assunto. É porque na verdade, desde que essa notícia saiu, as redes sociais estão fervendo, cada um expondo a sua opinião. E aí ela também tem uma visão muito parecida com a do Emílio e ela vai conversar com a gente agora. Boa noite, Melanie. Você já tá aí?

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?Voz B

Sem áudio.

FCFernanda Cômora

Oi, agora sim, agora tô te ouvindo. Boa noite.

MFMellanie Fontes-Dutra

Boa noite, prazer imenso estar aqui com vocês.

FCFernanda Cômora

Prazer é todo nosso, Melanie. Seja bem-vinda. Eu queria pedir para que você começasse conversando com a gente. Como é que se isso te surpreendeu desde o momento que começou o depoimento aí do Fauci, que iria de fato repercutir no mundo todo e que as pessoas reagiriam dessa forma, com essa desconfiança mais uma vez em relação à pandemia da COVID-19, principalmente que todos os procedimentos que aconteceram naquela época caíssem mais uma vez em descredibilidade.

As pessoas começaram a duvidar e falar, olha, não sei se o que, se as providências que foram tomadas realmente foram as corretas, já que acabaram vazando informações que deixaram as pessoas muito na dúvida.

MFMellanie Fontes-Dutra

Perfeito. Eu acho que é bem importante a gente fazer essa revisitação e principalmente discutir o que tá acontecendo lá, porque eu até percebi isso na própria postagem que eu fiz, tem muita gente com muita dúvida até agora. Então é muito justo da gente esclarecer essas coisas.

?Voz H

Coisas.

MFMellanie Fontes-Dutra

Primeiro, uma das principais dúvidas que eu vejo que tá aparecendo é quanto à natureza do que tá acontecendo lá. Muita gente tem compartilhado, e até no primeiro momento foi como eu entendi, que era uma espécie de julgamento, mas não é um julgamento, né? Ele tá participando de uma, de um processo que lembra muito o que foi a nossa CPI da COVID, para esclarecer pontos específicos sobre a questão da origem do vírus, como o próprio Emílio trouxe, vocês também trouxeram ali no início.

E alguns conteúdos desse diário, onde ele mantinha anotações e de contatos que ele teve com outros especialistas, acabou sendo utilizado durante esses inquéritos. E isso é o que causou essa reverberação nas redes sociais, essas dúvidas. E é importante a gente esclarecer Uma coisa que passa a ser fundamental aqui é que muitas das medidas que foram adotadas, como por exemplo a recomendação das vacinas, as análises sobre os dados dos estudos clínicos que estavam sendo conduzidos na época, as medidas sobre uso de máscaras e medidas não farmacológicas, é importante deixar claro que isso tudo foi analisado por um grupo de especialistas, de comitês que estão dentro dessas agências reguladoras, do que seria a nossa Anvisa, mas lá nos Estados Unidos, entre outros centros de análise por esses especialistas.

Então essas decisões, elas se basearam em dados, em estudos científicos, na melhor informação que nós tínhamos disponível na época e que se mantém hoje. A gente vê, especialmente no caso das vacinas, que após esses estudos e a sua conclusão e análise e aprovação pela agência reguladora, nessa fase pós-comercialização, elas vão seguir sendo monitoradas lá, aqui, em cada lugar do mundo em que elas estiverem sendo usadas, conferindo ainda mais essa segurança, ainda mais essa importância no nosso dia a dia.

E desde Então não se observou sinais preocupantes quanto à segurança desse uso. E a gente tá falando aí de 5 anos para cá, um pouco mais, e pilhares de doses que foram aplicadas em diferentes pessoas. Então acho que é isso que a gente tava comentando no início, é importante revisitar e esclarecer dúvidas, mas é importante também separar o que que nós temos de evidência o que que a ciência fala, os especialistas discutem, daquilo que está sendo utilizado muitas vezes dentro desse contexto político para outros fins, outros fins que daqui a pouco talvez nem científicos sejam, né?

?Voz B

Doutora, com as informações que foram vazadas a partir do António Fauci, você acha que tem algum tipo de mudança na recomendação em relação a medicamentos como a hidroxicloroquina, ivermectina, tem algum novo dado que muda a maneira como a gente tem que lidar com uma eventual nova doença à COVID-19?

MFMellanie Fontes-Dutra

Essa também foi uma pergunta que eu recebi bastante e não, nós não temos nenhuma mudança no entendimento do uso dessas medicações para o contexto da COVID-19. Não tivemos um estudo grande ou algum outro um grau grande, robusto de evidência que demonstrou que esses medicamentos são efetivos ou são indicados para COVID-19. As recomendações se mantêm de não haver esse uso para esse fim, apenas utilizá-los para os fins que já estão aprovados e recomendados.

E infelizmente a COVID não é esse caso. Então acho que isso também é importante de deixar bem claro, que não houve mudança nesse entendimento. O que houve foi o vazamento de discussões que na época o Anthony Fauci teve com outros especialistas, e até mesmo nesses documentos ele coloca que ele não, não via como possível ser recomendado, ou que as evidências não estavam suportando isso. Então não teve nenhuma mudança de lá para cá em relação a esse entendimento.

?Voz B

Doutora, outro ponto importante também que acho que é sobre a questão das vacinas, porque mostra ali no suposto diário, né, fala o suposto porque ele mesmo não confirmou a veracidade, mas que ele teve alguns problemas decorrente da vacinação, algo no seu pulmão, enfim, né. E muita gente tá, exatamente, muita gente tá colocando então que essas vacinas, como elas são de RNA mensageiro, uma tecnologia que foi muito rápido, do teste, enfim, que pode causar trombose.

Eu vi algumas teorias falando de uma tal de proteína spike, que eu confesso nem imagino o que é, né, mas que supostamente teria na vacina. Realmente existe esse perigo para essa vacina?

MFMellanie Fontes-Dutra

Também vi bastante isso ser perguntado. E na verdade, esse infarto pulmonar que o Anthony Fauci teve naquele momento, ele não tem nenhuma relação estabelecida com a vacina até o momento. Foi, se não me engano, acho que 6 meses depois de uma dose que ele tomou e não houve, não há nenhuma confirmação, nenhum tipo de evidência apontando que a vacina foi a causadora. É importante que a gente também coloque uma comparação entre riscos.

Acho que isso, quando a gente fala de estratégia de saúde pública, é muito importante porque a gente avalia custo-benefício a partir desse tipo de dado. Então, se a gente for botar, por exemplo, um comparativo entre o risco que o vírus da COVID traz para desencadear trombose e outros efeitos graves comparado ao risco que uma dose da vacina poderia trazer, o risco da infecção é muito maior, muito, muito, muito maior do que qualquer risco que poderia estar relacionado com a vacinação.

Então não podemos fazer esse link, não é possível estabelecer essa relação nesse momento, e não houve essa confirmação nem no diário nem em lugar nenhum. E é importante que as pessoas saibam o quanto esses mesmos riscos são muito maiores para o vírus. A infecção pode trazer esses desfechos, pode levar a trombose, pode levar a problemas cardiovasculares, vasculares, em diferentes tecidos, não só enquanto a pessoa tá com o vírus no seu organismo, mas também no pós-infecção, como a gente já viu com algumas sequelas pós-COVID.

Então é errado fazer essa, com essa confirmação que tá sendo feito por muitas pessoas nas redes sociais, quando não há evidência de que o infarto pulmonar do Anthony Fauci teve relação com vacinação.

FCFernanda Cômora

Doutora, eu queria fazer uma pergunta porque eu venho acompanhando desde que as notícias começaram a tomar conta, principalmente das redes sociais, e acompanhando um pouco desse depoimento, no caso, como você disse, dessa CPI. Muitos médicos se uniram na ocasião para levar para Anthony Fauci essa mais de 200 casos que estariam sendo testados com tanto com a hidrocloroquina como a ivermectina. E eles, eles atestam ali que houve melhora e que seria um remédio de um custo muito baixo, que estaria disponível para naquele momento para a população.

E assim, a vacina, no meu ponto de vista, é inquestionável, mas naquele momento onde os hospitais estariam superlotados, onde os aparelhos necessários para que pudessem manter aquelas pessoas já estavam todos comprometidos. Por que que não houve uma atenção, no seu ponto de vista? Ele simplesmente ignorou o estudo de mais de 200 profissionais, já que a gente estava falando de uma pandemia que afetava o mundo todo. Num caso como esse, não seria assim?

São mais de 200 profissionais reunidos dizendo: olha, eu acho que aqui existe uma chance. Acho que aqui talvez a gente precise de fato prestar atenção. Pode ser uma, né, uma luz no fim do túnel, já que tem tantas pessoas morrendo.

MFMellanie Fontes-Dutra

Essa tua pergunta é muito boa, ela acha ela muito provocadora, e eu gosto muito disso, porque se a gente for olhar por esse ponto de vista, poderia ser uma oportunidade para alguma alternativa. Mas eu devolvo junto com uma outra pergunta. A gente estava ali vendo um contexto muito sensível e especialmente de grande agravamento. Se a gente fizesse essa manobra e encurtasse ainda mais, se realmente fosse, por exemplo, algo que prejudicasse a recuperação dessas pessoas, que pudesse nos colocar num lugar ainda de maior risco e colocar uma sobrecarga ainda maior no sistema de saúde, onde deliberadamente as pessoas começassem consumir essa medicação sem ter noção de segurança, sem ter noção de dose, sem ter noção das principais consequências dessa exposição, o quanto isso daqui a pouco, olhando por esse outro lado, também não poderia agregar risco e tornar a situação também ainda mais complicada.

Então eu entendo esse lugar de dúvida, mas é justamente nesses momentos de emergência, nesses momentos tensos, onde as decisões precisam ser ainda mais acertadas, ainda mais pautadas no que a gente chama de melhor evidência possível. E muitos desses estudos que surgiram em relação a esses medicamentos, como hidroxicloroquina, ivermectina, a própria azitromicina dentro do contexto da COVID-19, eram estudos que faltava robustez, que o desenho experimental muitas vezes não era condizente com o tamanho das conclusões que eram tiradas por esses estudos ou o que tava sendo também concluído nas redes sociais a partir deles.

Alguns estudos foram retratados, obviamente não foi o caso de todos, mas é importante destacar que essa validação pós-publicação pela comunidade científica também é um ponto muito importante desse processo. Então, à medida que a gente também foi entendendo com estudos maiores e robustos que de fato as evidências apontam que não há benefício do uso desses medicamentos para COVID-19, a gente consegue também olhar retrospectivamente que ter essa cautela e se basear nas melhores evidências disponíveis e naquilo que a gente sabia que o risco era muito pequeno, custo-benefício era muito alto para o benefício, realmente é a saída mais indicada para uma situação tão sensível, tão grave, e que precisa de medidas assertivas e rápidas nesse momento.

Então esse seria meu ponto de vista enquanto cientista também, né, enquanto profissional, para uma situação assim.

FCFernanda Cômora

É isso então, doutor. Eu queria agradecer muito a sua participação, sua consideração em parar aí o que você tava fazendo para entrar aqui ao vivo e conversar com a gente, viu?

RVRogério Vilela

É, e provavelmente, e provavelmente a gente vai precisar mais falar com você nas próximas semanas porque só começou, né?

FCFernanda Cômora

Exatamente.

?Voz B

Tudo esse, mais coisa vai ser divulgada, né?

RVRogério Vilela

Mais coisa vai ser divulgada. E a gente só tá fazendo isso, né? A cada momento a gente fala o que a gente sabe, o que é hipótese e o que pode ser. Então obrigado demais. E até a próxima semana, talvez, tá bom?

MFMellanie Fontes-Dutra

Até a próxima, eu fico aguardando vocês, então fico à disposição. Obrigada, gente, tá legal.

?Voz J

Obrigado.

RVRogério Vilela

Agora a gente temos também uma outra visão, né?

FCFernanda Cômora

Exatamente. E aí, que acho que é importante a gente colocar na balança aqui.

RVRogério Vilela

Eu quero, eu quero, eu sei que o chat, né, o chat, ele tá, é o chat da zoeira, ele tá pegando fogo aqui, ele tá pegando fogo, é o chat da zoeira. Eu entendo vocês, e se for brincadeira, então releve o que eu tô falando. Mas o pessoal, dependendo da opinião, eles desacreditam do profissional ou não, só porque eles têm outra opinião. Então fala: esse é um médico, um biólogo PT, esse é bolsominion. Gente, escutem o que a pessoa tá falando e acredite que essa pessoa acredita no que ela tá falando porque ela tem experiência e tem estudo para isso.

Você pode não concordar, tanto que a gente tá trazendo opiniões diversas aqui. Então vamos lá, Fernando. Com quem a gente vai falar aqui agora?

FCFernanda Cômora

A gente vai conversar com Danuzio Neto, isso, que sem dúvida também é um grande leitor.

RVRogério Vilela

Aquilo que ele fez, várias, várias publicações, né, no Instagram. Eu aprecio muita coisa dele.

FCFernanda Cômora

E para uma pessoa, quando ela divulga uma informação, é sinal que ela já leu muito antes de fazer isso. E acho que ele já tá ao vivo aí com a gente, né? Oi, Danuzio, boa noite!

?Voz E

Boa noite, Fernanda, tudo bem? Tudo bem, agora, Fernanda, mas eu achei você muito perspicaz, porque eu iria me apresentar como uma pessoa que não é da área de saúde. Não sou médico, não sou cientista, mas eu sou alfabetizado, eu leio, eu gosto de ler. E você foi na ferida do motivo pelo qual estou aqui. O Vilela, ele puxou um gancho muito bom. Obrigado, Vilela, pelo convite. Obrigado, Fernanda, mais uma vez pela apresentação. Marcília, todos que estão nos acompanhando, prazer estar com vocês nesta noite.

RVRogério Vilela

Dano, eu vi que você fuçou, tá interessado, e você pode esclarecer para gente o que temos agora. Fale tudo que você sabe e o que pode vir também, né?

?Voz E

É tudo, é bastante coisa, precisaria de um outro programa, mas vamos lá, vamos lá. Primeiro lugar, né, gente, precisamos aqui de fato tentar separar o máximo possível a questão emocional, política, do que os dados, os fatos, eles mostram para gente. Eu creio que esse rótulo, ser cientista ou ser médico, ele não tira a possibilidade da pessoa ter um viés político também. Tanto é que tem vários políticos que são médicos. Vide o caso do governador, ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e tantos outros.

Então a pessoa falar, olha, eu sou aqui um cientista, eu sou um médico, eu não tô falando aqui com viés político, isso daí mesma coisa que nada, tá? A gente pode invalidar essa tentativa de colar uma isenção ou imparcialidade que existiria na ciência. Se existisse uma imparcialidade na ciência, uma imparcialidade também no setor de saúde, todos os países que se diziam científicos, os melhores métodos possíveis naquela ocasião da pandemia, todos eles fariam as mesmas coisas, como é, por exemplo, o sistema de avião.

Os aeroportos, eles têm ali protocolos, são muito parecidos. Os aeroportos são parecidos e nos voos em si o protocolo ele precisa ser igual ao redor do mundo. Existia um protocolo igual ao redor do mundo? Não. Argentina teve a maior, maior lockdown do planeta. A China tratou de um jeito, a Suécia tratou de outro, Brasil de um jeito, Estados Unidos, enfim. Então dizer, querer colocar isso daqui tinha todo um aparato científico por trás não significa muita coisa também.

Mas vamos lá para o Fauci, que é o que nos trouxe nesta noite. O Fauci, ele reconhece sim que o diário era dele, tá? É bom a gente colocar esse esclarecimento aqui. Inclusive, lá no Congresso dos Estados Unidos, ele deu esse depoimento para uma comissão, não foi para todos os senadores. Ele disse: o meu diário, né, as minhas redações Então ele reconhece que ele escrevia. Ele escrevia ali de maneira rotineira desde 1984 até 2022.

Daí foi o tempo que ele passou nesse cargo, que ganhou relevância ao longo da pandemia. E o que a lei diz? O que que é a análise interessante daí? Mostra que em privado ele falava uma coisa e para o público ele falava outra. Um exemplo: As máscaras e até as vacinas também, tá? É, as máscaras, no começo da pandemia ele falou, assim como tivemos também médicos aqui no Brasil que falaram, olha, essa máscara aí ela não resolve, ela não vai lidar com essa situação, com a pandemia, a pessoa não vai ter como evitar ser contaminada por causa da máscara que tá sendo colocada aí para o grande público, tá?

E depois isso daí ele falou o finalzinho ali de eu acho que final de fevereiro, começo de março, inclusive para televisão americana em um programa ele falou sobre isso também. E depois em abril teve uma, uma, não foi uma determinação, tá, mas do governo americano, a parte da saúde, que as pessoas precisavam usar máscaras. E ele passou a endossar também essa visão, ou seja, isso daí mudava de acordo com a ocasião. Tivemos também em relação à vacina.

A vacina, em determinados momentos, ele fazia crer que não confiava 100%, mas em público tinha ali os mandamentos, né, da vacina, porque as pessoas deveriam se vacinar. Quanto à defesa, o que ele dizia: olha, eu não tenho poder para definir se escolas vão ficar abertas ou fechadas, se bares e restaurantes vão ficar abertos ou fechados. E de fato isso daí é verdade. E o cargo dele não era sequer o equivalente ao ministro da Saúde aqui do Brasil, ele não tinha poder para isso.

Mas as suas anotações privadas demonstram que ele interferia nos bastidores para que governadores, pelo menos 2, e prefeitos, pelo menos 2 também, mantivessem fechados restaurantes, escolas, bares. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, Teve caso de profissionais, pequenos profissionais, que foram presos porque estavam trabalhando. Em Dallas teve uma cabeleireira, sempre uma cabeleireira, né? Em Dallas, uma cabeleireira, ela foi presa por estar trabalhando.

E quem aqui também que tá nos assistindo? Eu não, né? Eu cumpro tudo que a lei determina. Mas quem aqui não cortou o cabelo e se sentiu o pior criminoso do mundo na época da COVID? Tinha que bater na porta, dizer ali uma palavra senha, fazer tudo muito escondido, fechava o portão porque o cabeleireiro ele tinha medo de ser multado. Isso daí é a situação que tinha no Brasil. Eu sou vacinado, tá? A minha esposa é vacinada, os meus filhos são vacinados.

Não em relação a COVID, nem sei se eles têm obrigatoriedade hoje, mas o Brasil curiosamente foi o único país a ter obrigatoriedade de vacina para bebês. Podem procurar no Google à vontade, podem procurar em qualquer lugar que vocês quiserem, perguntem para Cloud, ChatGPT, que é onde o pessoal pesquisa hoje em dia. Não teve nenhum outro país no planeta que uma criança, um bebê de 6 meses, foi obrigado a se vacinar contra a COVID-19.

Isso só aconteceu no nosso querido país. E aí teve mais uns 2, 3 países países que tiveram obrigatoriedade de vacina contra COVID para crianças. E esses países depois eles revisitaram o seu posicionamento, seja por meio da Suprema Corte, a justiça comum, os próprios órgãos executivos depois eles revisitaram. É aquela que tá passando aí, pessoal. Então qual é o meu principal ponto em relação a tudo isso, tá? E que ficou muito claro também aí com o depoimento do Fauci e a publicação do seu diário.

Não é uma questão de o que era o certo, o que era errado, mas de naquele momento de grandes incertezas, as pessoas que não tinham convicção de nada e que não tinham certeza de nada, elas levaram algumas pessoas a serem multadas, perderam seus empregos e eventualmente até prisão de algo que ninguém tinha certeza. A doutora aqui, parabéns para todo o currículo dela, tá? Invejo de verdade. Mas quando ela— eu não sou nenhum fã da cloroquina, nunca tomei cloroquina, mas é curioso a gente ver o peso das coisas.

Quando ela fala de cloroquina, ah, os estudos foram muito rápidos, não tinha como ver naquele momento, eles tinham que tomar uma decisão mais que fosse mais segura, que fosse mais certa. Ao mesmo tempo, quando fala de vacina, é como se toda essa certeza, todo esse tempo que não teve a cloroquina, tivesse para vacina. Então é como se tivesse dois pesos e duas medidas para essas situações. E naquela ocasião era uma união de grandes forças para calar vozes dissonantes.

Eu não sofri isso daí porque, como eu tô falando para vocês, eu não sou da área médica, eu não falando sobre nada disso, mas eu vi inúmeras pessoas perderem suas redes sociais porque estavam colocando ali uma opinião. A imprensa chegou a criar o consórcio, o consórcio da imprensa para fazer a cobertura da pandemia de COVID-19. É como se durante as eleições o Vilela, o Flow, o Podpah que são personalidades diferentes, com pensamentos diferentes, tivesse de falar a mesma coisa, com a mesma perspectiva, e não cada um com a sua visão fazer perguntas diferentes para cada candidato.

O Vilela fez lá uma entrevista excelente com o Lula. Tem um trecho dele, inclusive, eu coloquei lá no meu perfil, viralizou, né, em vários perfis, sobre a questão lá do sigilo dos documentos oficiais. E o Vilela, ele fala por todos os podcasts?

?Voz G

Não.

?Voz E

Talvez o Igor, talvez o Igão lá, eles vão falar de outra maneira, e ótimo, né? É bom a gente ter essas outras perspectivas. Essas outras perspectivas inclusive elas devem existir na saúde, porque um pilar da ciência é que a verdade ela vai durar um tempo. Vamos imaginar que a Grécia, tá, milhares de anos atrás, a Grécia antiga, você poderia ser a pessoa mais iluminada daquela sociedade, que era uma sociedade instruída. Você poderia ser a pessoa mais respeitada de lá.

E aí junta todas aquelas pessoas ali, aqueles anciãos, pergunta para eles: existe vida? Sei lá, existe outros países, outras comunidades além-mar? Indicando aqui para América, por exemplo, e todos eles falassem não, eles teriam a verdade por causa disso? Não, eles não tinham todos os instrumentos naquele momento para afirmar alguma coisa, que é o que aconteceu na pandemia. E aí tá se revelando. Eu não vou entrar aqui no mérito da questão das vacinas, né?

Tem o Dr. Roberto que vai entrar daqui a pouco e é muito mais capacitado que eu nesse sentido. E aí ele vai poder falar Isso para vocês, mas o que me incomodava e ainda incomoda é achar o que é verdade e o que é mentira, sendo que você não tem tempo sequer para analisar aquilo e dando um verniz de ciência, sendo que a ciência precisaria de muito mais tempo para poder bater o martelo em relação a qualquer coisa.

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?Voz B

O Danuso, primeiro, sobre a questão dos diários, né, eu concordo que ele reconheceu, mas quando eu disse sobre a não veracidade total é porque, como ele não respondeu às perguntas, é difícil saber se alguém como Robert Kennedy Jr., que com certeza é um cara muito interessado nas questões políticas e percebe hoje que o Trump tá perdendo popularidade, enfim, talvez ele possa ter alterado alguma coisa, colocado, enfim, ter feito uma interpretação diferente, né, ou ter feito algum tipo de alteração.

Você acha que com o que foi divulgado deveria ter sido mudado a forma como a gente lidou com a hidroxicloroquina, com a ivermectina também no Brasil? Porque segundo os dados apontados, né, pelo que foi divulgado ali, pelo menos pelo Congresso tá falando, ele mentiu. Sobre os resultados iniciais, talvez porque ele tivesse algum interesse mercadológico nisso. Você acha que isso trouxe impacto também para o Brasil?

?Voz E

Vou deixar o Dr. Roberto falar sobre a cloroquina especificamente, pessoal, mas eu nunca parei para estudar, tá, sobre isso daí. Não é da minha área de interesse.

RVRogério Vilela

Vamos falar só, antes de falar com o doutor, uma parte que a gente não abordou muito aqui, que é essa suspensão de que pode ter saído, vazado de laboratório, que era um experimento, que a culpa é dos Estados Unidos, né? A gente até teve essa discussão ontem aqui. O Daniel falou que na China tem uma narrativa que é os Estados Unidos que trouxe o vírus, os Estados Unidos diz que saiu de lá. Então tem essa guerra de narrativas. Em relação a isso, tem alguma coisa?

?Voz E

Tá. Eu vou te responder, tá? Mas vou só responder também o Marcílio, que eu não ia deixá-lo sem resposta também. O Marcílio é um cara aí que eu respeito muito, tá? Pessoal que tem uma carreira também na internet, tem um público aí que ele criou ao passar do tempo. Uma criação de comunidade na internet é um negócio difícil, né? Então se ele conseguiu chegar onde chegou, tem grande mérito nisso. Marcílio, apesar de eu não falar especificamente sobre a cloroquina, porque nunca foi da minha área de interesse, tá?

Por isso, então, nunca me debrucei sobre o assunto. Mas o que me incomoda, e me incomodava também à época, é essa censura que existia em todas as rodas dissonantes. Então, por que existia subcategorias de profissionais? Quem era de acordo com determinado tratamento tinha ali 5 estrelas, e quem não tinha era considerado um hostel, por exemplo, era um albergue, era uma pessoa de uma categoria pior. Essa marginalização, a pessoa era considerada uma negacionista.

Então são esses rótulos para algo tão rápido, é que me incomoda bastante, porque você aí já traz um autoritarismo em cima. Sobre a pergunta do Vilela, isso daí é muito curioso, muito curioso. Tinha um YouTuber gordinho que ele fazia umas lives, né? Eu assistia. Para poder me informar, saber o que que tava acontecendo. E nessas lives ele descartava, como cientista, mestre, pós-doutor, sei lá o que mais, ele descartava categoricamente que o vírus ele pudesse ser mexido em laboratório, pudesse ser manipulado, e que tinha uma literatura tal que quando queria usar mais biológicas usava, na verdade, não sei o quê e tal, as bactérias, mas nunca Beleza.

O que que se descobriu agora com a revelação do Diário de Walt? É que os Estados Unidos, ao contrário do que se dizia, investiu sim dinheiro no laboratório de Wuhan, inclusive para ganho de função. O que seria esse ganho de função? Não, e aí vale a gente fazer esse esclarecimento: não governo americano diretamente, O governo americano investiu 8 milhões de dólares numa intermediária. Essa intermediária investiu cerca de 900 mil dólares, se não tô enganado, no laboratório de virologia de Wuhan, que tinha dentre os seus experimentos ganho de função.

Ganho de função era fazer o vírus ter uma capacidade muito maior de infectar humanos e precisaria comunicar aos Estados Unidos se passasse de 10 vezes, de 10 vezes essa capacidade. Ultrapassou entre 100 a 1000 vezes e o governo dos Estados Unidos não foi informado. Só foi informado depois, até que o contrato já tinha acabado. Essa intermediária inclusive foi suspensa de receber recursos do governo dos Estados Unidos. Hoje essa teoria que ela era amaldiçoada por parte desses cientistas, YouTubers e influenciadores ela começa a ser levada em consideração.

Inclusive, isso daqui eu lembro muito bem, lembro como se fosse hoje. Quando o Donald Trump, ele falava sobre esse tema, sobre a possibilidade de o vírus ter vazado de um laboratório, ele era considerado louco, ele era o negacionista. Depois, o próprio Joe Biden, ele reconheceu essa possibilidade. Então essa possibilidade, ela é reconhecida de maneira bipartidária nos Estados Unidos. Claro que com muito mais força pelos republicanos, porque os republicanos, além de falarem que talvez tenha saído de um laboratório, eles falam que esse vírus pode ter sido manipulado.

E essa manipulação, ela de fato houve, né? Está documentado que o laboratório de virologia de Wuhan, ele deu ali ganho de função nas suas pesquisas. Agora, o grande, a grande incógnita que vai ter é saiu de lá ou não? E outra, se saiu, se foi de maneira proposital, aí para isso daí não tem resposta. E o fato de não ter resposta e de ninguém saber, ninguém saber como essa pandemia começou, é que não faz sentido algum chamar de louco, negacionista, o que quer que seja, quem considera a possibilidade de ter saído de um laboratório, porque ninguém sabe também se foi pelo mercado. Existe vestígios tanto de um lado quanto do outro.

RVRogério Vilela

A distância do mercado para o laboratório, se eu não me engano, são 11 km, né? É perto, não é?

?Voz E

É isso, é relativamente perto. Então, como existe dúvida, por que que eu vou cravar? Eu não vou cravar quem acredita que saiu lá do mercado como negacionista, como louco, quer que seja. Assim como não deveria, a princípio, enquanto não existe essa resposta fechada, chamar de quem acredita em outra hipótese também, de maluco, de negacionista, teoria da conspiração, do que quer que seja. Na hora que tivermos uma resposta fechada, aí sim estaremos todos de acordo que tá aqui, foi descoberto por esse motivo, então aqui as provas e tudo isso daqui pode ser refutado. Enquanto isso, a questão ela está em aberto.

RVRogério Vilela

Obrigado demais. Vamos falar com o doutor então, e qualquer novidade, se você tiver disponível tem o nosso convite, tá certo?

?Voz E

Certeza, galera, pode sempre contar comigo. Abração, boa noite a todos. Boa noite, boa noite, obrigada.

RVRogério Vilela

Só completando a informação que ele deu, eu fiz a entrevista com o Lula, né, na semana passada. Completamos a primeira fase aqui, não sei se vocês acompanharam tudo. A primeira fase com todos os pré-candidatos terminou com Caiado aqui na segunda-feira, e vamos ter a segunda rodada. Espero que vocês participem também agora com sabatina de jornalistas e especialistas. Então vai ter assunto de geopolítica, assunto de educação e tudo mais.

E quero ajuda de vocês aqui. A segunda rodada, os convites já vão ser feitos e todos eles vão ter que vir porque eles prometeram ao vivo, né? Eles não vão furar. E político, quando promete ao vivo, você sabe que o político, quando promete, ele faz, né?

?Voz B

Sim, os políticos sempre cumprem as promessas. Exatamente, exatamente. É para responder? Não, não, melhor não.

RVRogério Vilela

Agora é contigo então, Fernanda. Com quem a gente vai falar?

?Voz C

Ele tá no ponto já?

FCFernanda Cômora

Eu acredito que ele já tá aí conectado com a gente. Tô super ansiosa por esse bate-papo, porque a gente vai conversar agora com o Dr. Roberto Zeballos. Na verdade, já tá aí, Dr. Roberto. Boa noite, seja bem-vindo aqui ao nosso Notícias Limitadas. Tá ouvindo a gente?

RVRogério Vilela

Ele tá sem áudio, tá sem áudio.

FCFernanda Cômora

Não estamos ouvindo o doutor.

?Voz C

E agora vocês devem estar ouvindo.

FCFernanda Cômora

Estão ouvindo agora? Sim, doutor. Boa noite, seja bem-vindo.

?Voz C

O que a gente puder ajudar vai ser com o maior carinho, maior coração que a gente faz. Agora tem que sair um pouco da casinha, porque tem muitos fatos pontuais e que não explicam o que realmente tava por trás disso.

FCFernanda Cômora

Na verdade, na verdade, a gente convidou hoje o Dr. Roberto Zeballos para Sarampo, mas a gente queria aproveitar a sua participação, doutor, que é é um grande médico imunologista, não dá para fugir desse assunto.

?Voz C

Então, eu sou clínico geral e tenho doutorado e mestrado em imunologia, porque senão o pessoal reclama quando eu falo. Tenho esse background.

FCFernanda Cômora

Se o senhor permitir, eu queria aproveitar então sua participação, já que a gente, o senhor também tem discutido isso nas redes sociais, para o senhor falar um pouquinho sobre esse assunto com a gente também, pode ser? Claro. Então eu queria que o senhor começasse falando, dando o seu ponto de vista sobre esse assunto.

?Voz C

Bom, então vamos, vamos começar do começo. Quando eu entrei em contato com a pandemia lá em 2020, eu rapidamente entendi o mecanismo da doença. E sem conhecer o italiano de Bérgamo, ele também entendeu. Sem conhecer ainda hoje a minha amiga Marina Bucaro na Espanha, o protocolo de Madri, a gente entendeu que o que matava o nosso paciente, a gente nem se conhecia, mas tomamos a mesma decisão, era a inflamação gerada pelo vírus e não o vírus por si só.

Então eu comecei a dar corticoide, tinha até um estudinho do JAMA, mas eu comecei a dar corticoide para diminuir essa resposta. Quando eu diminuí a resposta imunológica, o paciente não ia para o tubo, tanto que em 2020 eu não intubei ninguém. Então o que que acontece? A partir daí, gente, eu quis botar a boca no trombone e falar: olha, gente, tem esse tratamento O pessoal reclamava que não tinha evidência científica, mas poxa vida, como é que vai ter evidência científica de uma doença que eu vi em março, que acabou de chegar no Brasil?

Não tem como. Você tem que usar a técnica da arte da medicina, que é observação, desejar com coração, observação, raciocínio e conclusão. E os meus casos era tão óbvio, os resultados dos casos era tão óbvio que eu sabia que mais cedo ou mais tarde ia ter um estudo mostrando isso. Tentei fazer um estudo aqui, mas O inglês soltou mais cedo lá o recovery, só que eles, não sei se eles entenderam ou não, se eles não era interessante evitar a intubação do paciente, mas eles só davam corticoide depois que o paciente era intubado.

E não precisa, porque se você controla a inflamação antes de ela ficar violenta a ponto de necessitar uma intubação, é muito mais fácil. Então, mas eu entendi que talvez tivesse, o que aconteceu, isso é fato, Uma indústria do pânico, uma indústria do pânico. Porque quando as pessoas estão em pânico, elas liberam cortisol, diminui a cognição, não raciocinam e são facilmente manipuladas, até pessoas inteligentes. Então o que que acontece?

Eu tava achando esquisito, na ingenuidade, poxa, eu tô com esse resultado aqui, ninguém tá vendo. A ponto de culminou com o trabalho, um estudo maravilhoso no Pará, que o pessoal tava com congestão de hospital, não tinha hospital. Eu passei uma ideia que a gente teve do corticoide via oral na hora certa, e de 503 pessoas com pulmão inflamado morreram apenas 3. E a partir daí espalhamos esse protocolo para o Brasil inteiro e fomos nadando de braçada.

Então, o que eu quero dizer é que foi suprimida a informação de que tinha tratamento, tinha tratamento, sempre teve. Eu nem tô falando ainda nem de ivermectina nem de cloroquina, Porque na primeira variante, na primeira cepa selvagem, era só você esperar dar sintomáticos. A hora que começa a inflamar, você dá o corticoide e a pessoa vai bem, obrigado. Aí depois, quando saiu um estudo que mostra que a ivermectina em tubo de ensaio bloqueava o vírus, a gente tem anos de experiência de ivermectina, a gente sabe o grau de toxicidade dela, que é baixíssimo, mas baixíssimo mesmo.

Então, pela ética médica do não malefício, e consentimento do seu paciente, a gente dava, a gente dava a ivermectina. Mas eu dava, nem sabia se ela funcionava ainda. Eu sabia que não fazia mal e tinha uma evidência que sugeria. Que que aconteceu? Eu mantive o paciente próspero, não perdi ninguém. Então eu digo, o maior erro dessa pandemia foi suprimirem a existência de um tratamento. Agora eu quero que vocês pensem um pouquinho maior agora e entendam que desde 1967, quando começaram na Guerra Fria com os russos, tinham aqueles trabalhos de guerra biológica.

Então o speech do Dr. David Martin no Parlamento Europeu em 2023, ele relata que o coronavírus foi escolhido uma plataforma de bioweapon, de arma biológica. E aí eles deram para os cachorros. E aí o que que aconteceu? Os cachorros começaram a ter diarreia, Isso em 1967. Aí as indústrias de ração começaram a ser culpadas, eles pararam com esse tipo de empreendimento. Mas é bom que vocês saibam que em 1997, eu tô relatando fatos, a conclusão é de vocês, em 1997 já tinha criado a Moderna uma vacina contra proteína spike, isso já existia.

Em 2004 tinham uma série de vírus, sendo que um deles era o SARS-CoV-2, que falaram que apareceu só em em Wuhan, e que não adiantava os anticorpos contra a spike. Então esses fatos, aí você pega, você tem que entender que tem uma minoria poderosa que, dependendo do que eles querem, eles manipulam. Então, por exemplo, você vê que na época lá do trocando email Bill Gates e Jeffrey Epstein, o Bill Gates, não sei se ele aplicou isso ou não, mas eles tinham a crítica que tinha muita gente no mundo Se eles fizeram isso por conta disso, eu não sei, não tem nem como a gente afirmar.

Mas eles falaram, trocavam emails que precisavam diminuir um pouco a população do mundo, que talvez lançasse uma pandemia. E você vê essas minorias poderosas em conexão com Organização Mundial de Saúde, que fez todo mundo de bobo dizendo que tinha passaporte vacinal, que na época eu batizei de passaporte de disseminação de vírus, porque ele não controlava a transmissão. E o pessoal andando máscara, entra no avião, põe a máscara, tira a máscara.

Aí você vê que foi da cabeça do Fauci, que na minha opinião ele é um fantoche desses poderosos. Então você vê a Organização Mundial de Saúde, você vê o Fórum Econômico, você vê essas ideias de enganarem a população, porque a população foi enganada. Agora, quem pensou não foi enganado. E na época eu não me importei de o pessoal falar mal de mim, porque quando você tá vendo, você tá salvando um monte de gente na linha de frente, aquilo dá uma satisfação tão grande.

Quem não quiser acreditar, não acredita, mas dava uma satisfação. E quem seguiu o nosso protocolo salvou muita gente. Então você tem que seguir o seu caminho, sem dar bola para crítica e sem dar bola para os elogios, mas seguir as suas convicções. Mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso ia aparecer. Agora, o que você precisa entender é que tem uma minoria que ela manipula, tanto faz a parte política, direita ou esquerda.

Agora eu tô vendo que tem uma onda de direita na América Latina inteira. E antigamente, talvez essas mesmas pessoas que eram, que estavam manipulando para criar, vamos dizer, atrito entre as classes, entre as raças, entre homem e mulher, eles criam esses atritos todos para promover uma desunião. E a gente vê tudo isso como um experimento social. E a pandemia foi um experimento de controle social. Como é que a gente— eu não aceitava, mas como é que as pessoas aceitavam usar máscara ao ar livre ou ser tirado da praia sozinho porque você estava cometendo algum risco?

Então, só que vocês terem uma ideia, as atrocidades que ocorreram a partir daí, você vê que é um projeto, sim, tinha um projeto de controle social, mas agora mudou. A mesma turma, por exemplo, da cultura woke. A Disney agora mudou, agora não quer mais saber de woke. O Zuckerberg, ele foi, entregou o Biden dizendo que o Biden não queria que postasse, que ele ia apagar todos os posts que falasse, que questionassem as medidas e as vacinas.

Aí você vê toda essa turma agora indo do lado do, do lado do Trump numa mesa de jantar. Então o que acontece é que às vezes as pessoas fazem papel de bobo. Qual é a grande lição hoje que eu dou para vocês? Primeiro é cuidado com a informação que você recebe, cuidado com o pânico, cuidado com a informação que você recebe e compara se isso é com a realidade. Por exemplo, eu tava atendendo aqui, pessoal falou que a vacina continha transmissão.

Poxa, lotando de gente vacinada, passando uma Ômicron para o outro, como é que uma Delta para o outro, como é que contém transmissão? Como é que vai conter transmissão? Eu tô vendo que não está contendo a transmissão. Então, a hora que você vê esses fatos, você compara. Isso vale para qualquer situação, até política. Você vai, se o que estão falando ele é de acordo com aquilo que você tá observando. Porque se as pessoas ficam só nas evidências científicas, que são maravilhosas quando não existe um viés, só que o John Ioannidis, que é um dos maiores epidemiologistas do mundo, Ele foi fazer um levantamento das evidências científicas, várias, acho que chegou a mais de 1000 evidências científicas, e ele checou os estudos e viu que 90% dos estudos desses periódicos conhecidíssimos não eram replicáveis.

Traduzindo, não correspondiam às conclusões, não era verdade. E ele explica ainda que isso ocorre porque depende, está fazendo o estudo e quem tá patrocinando para defender interesses de algumas minorias. Então não interessava o propósito final de você fazer um estudo que funcionasse. E outros estudos também, eles não deixaram publicar estudos perfeitos, foram retratados, mostrando o quê? Que tinha sim, houve um planejamento, lógico, e que tinha sim uma medida autoritária global nos meios de comunicação meio de comunicação lá nos Estados Unidos tinha: there is no evidence, there is no scientific evidence.

Aqui: não tem evidência científica. Ou seja, isso foi algo muito bem arquitetado para gerar pânico e controle social. E a gente não sabe se foi a vacina para COVID ou a COVID para vacina. Então tem muitas coisas que nós vamos descobrir, vai aparecer aí. E agora, gente, se você for ingênuo vestiu a camisa e falava: eu sigo a ciência. E o Dr. Antony Fauci falava que ele era ciência. Uma vaidade absurda, mas eu não vou julgar ele por causa disso.

E aí, na hora que ele tem a oportunidade de rebater lá os profissionais, os congressistas foram muito bem assessorados, inclusive por alguns médicos americanos amigos meus. Aí o que que acontece, amigos meus? Aí o que que acontece? Se ele tem toda a oportunidade do mundo de rebater dizendo que a ivermectina não funciona, ou dizendo que a máscara não funciona, funciona, etc., se ele tivesse esses argumentos científicos, ele não teria ficado calado com medo de ser preso.

Então, desculpa, esse cara fez tudo menos ciência. Agora, a lição que fica, primeiro quero deixar um alerta aqui: quem tomou vacina Não quer dizer que vai sofrer grandes consequências. É só olhar, tá certo? Nem todo mundo, os lotes não eram tão claros. Você tinha que conservar uma vacina lá em Manaus a -70 graus. Então não quer dizer quem tomou a vacina vai sofrer as consequências que estão na bula, talvez com uma maneira mais comedida na bula do que os estudos estão observando.

Mas não quero que a pessoa fique com medo, eu quero que as pessoas olhem para dentro de si Cuidado com as redes sociais, não deixa a inteligência artificial pensar por você. Use a inteligência artificial para ajudar em algo que você criou com seu raciocínio. Então, quer dizer, e olhar para dentro de si, fazer meditação. Acredito muito nisso, botar o pé na grama, porque nós estamos sendo manipulados. Eu só vejo dois caminhos para a humanidade hoje: ou vocês vão crescer, como é no meu livro A Era do Semideus, uma evolução da espécie voltando para dentro de si, meditando, controlando o pensamento, e que até tem estudos mostrando que você tem uma influência na sua realidade, ou nós vamos ficar comunidades facilmente manipuláveis de uma, de um baixo nível intelectual e cognitivo, porque não tá tendo mais estímulo para raciocínio, para tudo isso.

Então a minha visão do geral é o seguinte: o que que podia ser feito, por exemplo, no lockdown? Quando eles alegaram que iam fazer lockdown, eu entendi que a grande quantidade, o número de pessoas que podiam ficar doentes, podiam congestionar o hospital. Então eles precisariam de 3 meses para criar uma estrutura hospitalar, hospitais de campanha, para depois liberar. Agora, por quê? Para liberar os hospitais, os hospitais que a gente tem de rotina, não só os campanha.

O que que aconteceu? Passa um mês, passa dois meses, passa três meses, os cara não liberam as pessoas. Que o certo seria liberar as pessoas de baixo risco e não fechar nada. O certo seria fazer isso. E sabe por quê? É fácil fazer uma conta. Quantas pessoas se mataram porque ficaram presas? Quantas pessoas deixaram de fazer exames e ficaram com câncer, morreram de câncer? Quantas pessoas com dor no peito morreram de infarto depois de três dias?

Sem contar as consequências das mortes. Por uma, por quebrar uma economia. Então, a hora que você vê o lockdown, eu falei, tem alguma coisa errada. Porque qualquer um que entende um pouquinho de epidemiologia sabe que se você deixar todo mundo trancado, que nem deu muito certo isso, para ir deixar o vírus de braços cruzados esperando, a hora que sair vai pegar todo mundo, não tem essa. Então a gente tem que garantir a imunidade de rebanho.

FCFernanda Cômora

Pois não. Então eu queria te perguntar exatamente isso, Doutor, já que você tocou nesse ponto, o que é que de fato então fez conter a pandemia? Foi a vacinação ou foi porque a gente acabou, o nosso organismo aprendeu a reagir o vírus, ou foi porque grande parte da população já tinha sido contaminada?

?Voz C

Bom, é muito simples você observar, e aí eu vou dar fatos para vocês, para pensarem, raciocinarem, concluírem. Em 2020 teve vacina? Não, não teve. Começo, meio e fim dessa curva. Toda vez que tem um fator que a gente usa, o fator de intervenção que tem um resultado, ele não faz isso. Ele faz isso, entrou o fator, ele cai abruptamente. Bom, quando tinha vacina e tava aquela variante super agressiva que contaminou menos do que as outras, muito menos que a Ômicron, mas ela era muito grave.

Os casos começaram a cair obedecendo uma curva epidemiológica quando tinham apenas 20% de pacientes vacinados. Existe a tese: ah, mas deixou mais fraco. Aí vamos ver os números. Será que deixou mais fraco? Você vê o número de mortes na época das pessoas vacinadas talvez em função da agressividade da amazonense, foi muito maior do que na primeira onda. Então eu não vejo algo de intervenção que possa ter funcionado. A gente não vê isso.

A gente vê são curvas de começo, meio e fim, curvas de começo, meio e fim. Você não viu uma queda depois que entrou intervenção, senão todo mundo vacinou, em 2022 não era para ter mais nenhuma, nenhuma COVID. Porque já tinha passado, só que veio a Delta, que não deu bola para vacina, que tava super desatualizada. Veio a Ômicron, que não deu bola. E eu falei numa entrevista uma vez, e o Bill Gates concordou comigo, eu falei: olha, essa Ômicron, ela é leve, tem que, lógico, ficar de olho nos pacientes mais vulneráveis.

Ela é leve, mas ela vai imunizar todo mundo. O Bill Gates falou que a Ômicron estava fazendo a better job than the shots. Tava fazendo um trabalho melhor do que o shots. Então a gente não acredita, precisa ter muito mais evidências. Mas acho que isso, do jeito que eles estão destrinchando tudo, isso vai acontecer. Porque a gente já vê, tem o pessoal do World Cancer Health que me convidaram para fazer parte, que são aqueles médicos da linha de frente que começaram a tratar, que ignoraram essa história que não tinha tratamento, que foi suprimido.

Eles fizeram levantamento da Pfizer, Pfizer que ia ficar 75 anos para não poder ser analisado. Eles fizeram esse levantamento e viram que as vacinas— e pronto, tá acontecendo isso no Congresso— as vacinas foram liberadas sem os estudos de eficácia. E aí eles estão levantando a hipótese de que se eles tivessem um tratamento que funcionasse, eles não poderiam usar em tipo emergencial. Então Tem muita coisa que está acontecendo, mas acho que os poderosos eles estão mudando um pouco a linha que coincide com valores conservadores.

E agora o que eu acho que foi um crime foi a medicina ser politizada, porque o médico que mistura política com medicina, eu tratei gente de tudo quanto é lado, A, B ou C, mas o médico que estuda medicina.

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?Voz C

Que faz uma medicina correta, ele não pode misturar política. Ele tem que perder o CRM se ele fizer isso, porque ele está botando em risco o paciente dele se ele faz isso. Agora não dá para a gente criticar. Eu não fico apontando o dedo nem criticando, porque se as pessoas acreditaram. Em algo diferente, porque ou não pensaram, não raciocinaram, ou foi por ingenuidade, ou foi porque acreditaram muito nos líderes das sociedades.

E aí não dá para a gente acreditar. E agora tem outros também que talvez tenham tido incentivo para fazer uma promoção nessa linha. O que eu sei é que o SAID, ele patrocinou todos esses checadores de fato, botou muito dinheiro aqui no Brasil, aqui no Brasil, para realmente manter isso. Para realmente manter isso. Então eu não gosto de ficar falando com especulação. Hoje saiu que um professor aqui do Brasil pediu para o Antony Fauci controlar o nosso presidente anterior.

Então eu posso falar, isso tudo para mim não importa. O que importa é o que a gente aprendeu. Se eles quiserem impor totalitarismo, se quiserem impor terrorismo, não caio. Eu tenho que explicar antivírus, eu tenho que explicar o ébola, toda hora eu tenho que falar sobre isso. É uma coisa que tá longe, longe da gente. Eu explico por que que não é um problema para pandemia, porque o vírus não tem capacidade biológica para criar uma pandemia.

Tem que ser uma virose respiratória de alta transmissão. Mesmo assim, eles ficam botando medo. Aí vai lá o cara daquele Tedros, da Organização Mundial de Saúde, vai lá. Aí os caras põem aquela roupa de astronauta, tiram os caras do navio quando tá vírus. A hora que entra no ônibus, tá o motorista tranquilo de camisetinha levando. Quer dizer, que história é essa? É uma encenação. Então, gente, quem quiser acordar, é só observar, raciocinar, concluir.

Veja se o que estão falando tá batendo. Agora, que a gente não pode permitir jamais é o totalitarismo. Agora, eu quero dizer, o controle social do jeito que foi feito, gente, mulher que foi estrangulada numa praça porque tava sozinha e queriam tirar ela da praça porque tava ao ar livre. E então, quer dizer, tiveram atrocidades. Então, o que a gente tem que ver é nunca mais permitir esse tipo de controle social que foi executado.

Agora, sim, teve a pandemia. Eu atendi mais de 11 mil casos, perdi muito pouca gente, graças a Deus. Quando eu falo eu, eu e minha equipe. Tinha época que eu tinha que botar, época da Ômicron, que ela não era tão grave, mas as pessoas ficavam assustadas porque era COVID. A gente atendia 80 por dia, 70 por dia, com 7 médicos trabalhando comigo. E a pandemia existiu, algumas pessoas foram graves, tinha inflamação do pulmão, sim senhor.

Mas o que explicaram é: o índice de fatalidade era muito menor do que o Fauci colocou e tinha tratamento. Isso foi um crime. Agora, mais criminoso é aquelas pessoas que eram papagaios de imitação E nas redes de televisão falavam: não tem tratamento. Ou seja, e taxavam quem questionava de negacionista. Eu tô numa situação muito confortável que na época eu tava tão empolgado tratando meus pacientes, meu consultório graças a Deus é sempre muito cheio, então podiam falar o que for, mas eu não era vinculado a nenhuma faculdade, eu não sou vinculado a nenhum hospital, apesar de usar os hospitais de ponta aqui em São Paulo.

Eu não era vinculado à faculdade nem à indústria farmacêutica nenhuma. Então quer dizer, eu podia falar o que for que era difícil das pessoas atingirem, a não ser os secadores de fato quiserem queimar minha reputação. Mas mesmo assim não conseguiram, apesar de ter algumas pessoas que odeiam a gente. Mas isso tudo é, não me ofendeu. Agora teve pessoas que dependiam de emprego público, pessoas que dependiam de faculdades. Essas pessoas sim, nessas sofreram Porque eles tinham aonde punir essas pessoas.

Mas foi melhor do que lá na Austrália, que eles prenderam quem prescreveu cloroquina. Eu nunca dei a cloroquina porque a cloroquina, ou ela é dada muito no começo e a gente tem que fazer um estudinho do coração, apesar de ser rara, é uma droga extremamente segura. E naquela época já tinha gente em cima da cloroquina, e se acontecesse do cara ter um infarto que não tem nada a ver com a cloroquina, iam dizer que você que deu a cloroquina que matou.

E ela não tem um poder anti-inflamatório que nem o poder do corticoide naquela tempestade de citoquinas. Ela não ia controlar. Então eu dava ivermectina. E agora o tempo passou, tem uma série de estudos mostrando que a ivermectina tinha uma ação importante, a cloroquina também, mas na observação a Raíssa já tratava mesmo antes desses estudos serem todos bloqueados. Então como é que eles fizeram? Para resumir, Suprimiram tratamento que existe, indústria de pânico, superfaturaram os casos.

Você não via mais um cara morrer de infarto, nem de pneumonia normal, nem de nada. Era só COVID, COVID, COVID. Como é que pode? Curamos todos os outros problemas, nem dengue morreu mais. Como é que pode? Então, o que que acontece? Superfaturaram os casos. Aquele teste rápido, dependendo de quantos ciclos você põe, ele dá falso positivo. E aí eu vi no speech do David Martin, inclusive tem o QR code, o livro que eu escrevi, A Era dos Semideuses: Uma Evolução na Espécie, que tem um capítulo: a COVID que eu vivi é muito diferente da que te contaram.

E aí o que que acontece? Ele conta que quando eles queriam gerar pânico, eles faziam o exame com mais ciclo para dar um monte de número de casos. Aí eu pensei: será que isso é verdade? Aí eu me lembrei de um pessoal que veio de Trancoso, e o pessoal vem de Trancoso, tem os paulistas, a elite paulistana, ela vem de Trancoso, fica um pouquinho aqui, vai esquiar na Europa, nos Estados Unidos. Aí chegou esse pessoal, eles iam, tinham que fazer um teste para viajar, um monte de gente positivo.

O cara chegava na minha sala, ele ou ela, com uma saúde espetacular, com uma saúde boa, e eu não via aquele, aquele, a doença nele, mas ele era positivo. Então, só para você ter uma ideia como é fácil de manipular o pânico das pessoas. Então eles fizeram tudo isso, suprimiram tratamento. E só que tem uma coisa: a hora que viram, a hora que as pessoas começaram a ver que não tava contendo transmissão, não tava contendo infecção, e as pessoas morriam do mesmo jeito vacinadas ou não, e as pessoas contraíam do mesmo jeito ficando em casa ou não, Tá certo?

Então eles faziam do mesmo jeito. Então a hora que eles faziam, a gente via que não fazia diferença, as pessoas começaram a ficar espertas. Quando vem 1, 2, 3, 4 doses, 5 doses, e aí tem umas especulações que tem algumas associações positivas associadas a alguns eventos depois de 21, quando teve a vacina. Mas não é causalidade, você não pode culpar vacina se você não tiver um dado muito concreto. Então tô falando do número de câncer.

Agora tem outros vários fatores que aumentou mesmo o número de câncer, mas tem outros vários fatores que podem ter aumentado muito, desde o estresse da COVID, desde os hábitos. Então a gente tem que tomar cuidado antes de afirmar o que tá acontecendo. Mas que o mundo e a medicina mudou depois dessa pandemia, mudou sim. Eu vejo doenças que tinham determinado modelo, doenças autoimunes, que hoje tem um modelo diferente, mas que eles taxam do mesmo diagnóstico porque a causa é outra.

A gente tem uma tese do reservatório intestinal que eu publiquei um estudo, por questões ideológicas, 5 meses depois tiraram, onde eu citei 5 casos que apoiam a tese do reservatório intestinal para COVID longa, que esse sim é um problema atual que a gente tá tratando e observando resultados excelentes. Então daqui a pouco vai sair, já tem alguns estudos mostrando que a COVID longa é porque fica um reservatório no intestino, que não é só o meu que eu levantei essa hipótese, outros colegas do mundo inteiro, inclusive a minha amiga Sabine Reiser, o Peter McCollum lá nos Estados Unidos.

Então, gente, o que eu quero dizer para vocês, a grande lição é: observem os fatos que eu falei, a conclusão é de vocês, mas vamos, vamos manter a calma, senão não vai ter raciocínio e a chance de você ser manipulado é muito grande. O medo é uma arma poderosíssima para manipulação. Já o amor, pensar no próximo, saber que nós estamos ligados, é outra arma que se defende desse tipo de sentimento.

?Voz B

Doutor, só para a gente finalizar bem rapidinho, é então, porque quando eu vou pesquisar, né, não sou médico como o senhor, que tem muito mais conhecimento sobre o fato, né, experiência e vivência, porque às vezes o cara lê e não viu o paciente.

?Voz C

Eu falo da experiência que eu tive, isso ninguém emitia.

?Voz B

Não, quando eu vou pesquisar, eu vejo as recomendações da OMS, de outros institutos, eles ainda colocam a ivermectina como medicamento que não é eficaz contra a COVID. As universidades brasileiras, por exemplo, os pesquisadores brasileiros, por que que existem outros pesquisadores que também partem do mesmo princípio que o seu, que a ivermectina é um tratamento eficiente? E por que que você acha que esses—

?Voz C

primeiro é o seguinte, eu vi na observação 11 mil casos, perdi 17 que já vieram avançados. Então eu tenho que suspeitar que a ivermectina ajudou, mas o que controlou mesmo foi o corticoide. Depois saiu uma coletânea de estudos depois mostrando que ela pode ter uma ação, não é que ele pode ter uma ação de 60 a 70%, como foi exposto no Congresso americano, Quem que patrocina a Organização Mundial de Saúde? Você sabe? É o Bill Gates.

É Bill Gates, o americano, saiu de lá. Por que que, por que que isso? Eles vão defender o interesse de quem? Você acha que era interessante se existisse um remédio? Que eu controlei com corticoide, por isso que eu fiquei conhecido e tô aqui com vocês hoje. Foi uma ideia que foi bem, foi legal. Eu tratava, evitava intubação. Mas lá em Londres, quando eles provavam que provaram que o corticoide funcionava, eles só davam depois que o paciente entubava.

Eu falei, ué, eles não entenderam que se dá um pouquinho antes não precisa entubar? Aí eu entendi, é porque se não entuba não gera pânico. Por que que o Trump saiu do— não tô falando da parte política do Trump, porque que ele saiu da Organização Mundial de Saúde? Porque ele via onde estavam indo os patrocínios. Por que que a Organização Mundial de Saúde quer gerar pânico com ébola? Com antivírus, é para controlar. Eles não estão defendendo os interesses da humanidade.

Então você usar o OMS como referência, já em começo de 21 eu já não acreditei mais neles, em começo de 21, porque eu via que não batia com o que eu estava vendo. Porque tem muita gente que fica atrás do balcão lendo estudos, mas eles não têm a experiência de ver. Gente, se você dá Viagra para 10 velhinhos Eles usam Viagra, depois pergunta se eles precisam de evidências para dizer que funciona, porque as coisas, as coisas são óbvias na observação, como foi o corticoide.

A ivermectina é discutível, tem alguns estudos que mostram que não, tem outros que mostram que sim. Agora, uma coisa eu digo para vocês: quando eu falei que o remedinho do piolho era inofensivo, Foi a primeira vez que o Zuckerberg ainda não tinha ido para o lado conservador, foi a primeira vez que tiraram um post meu. Eu nem falei ivermectina, eu falei remedinho para piolho. Por que que não podia falar sobre remedinho para piolho?

É uma droga tão segura que a gente prescreve há mais de 40 anos. Por que que não podia falar? Porque talvez diminuísse o pânico, talvez ela resolvesse. Tudo era especulação, talvez. Agora, falaram da vitamina D, que a vitamina D cura, ajuda a COVID, etc. Eu vou contar uma coisa para vocês. Eu peguei gente com comida com vitamina D no pé e que me deu muito trabalho, quase foi— não, que não me deu trabalho nenhum, foi um quadro leve.

E na mesma época, um cara com vitamina D de 70 que quase foi para o tubo. Então eu tô vendo que a vitamina D, ela é ótima, ela ajuda sob vários aspectos, mas na COVID ela não foi determinante. Aí eu pergunto, por que que não incriminaram a vitamina D de dado? Porque a vitamina D de dados, se eles quiserem fazer um compilado, vão mostrar todas as intoxicações de vitamina D, quais são os sintomas, se eles quiserem acabar com a COVID.

Então é isso, não tô defendendo assim, você tem que ver os estudos. E eu não posso ignorar, eu não posso ignorar a experiência que a gente tem, pô. É só olhar os meus números.

FCFernanda Cômora

Doutor, eu queria agradecer demais. A gente já estourou o nosso tempo, já abusou bastante bastante aqui da sua, de toda a sua experiência. Quero agradecer demais a sua participação, que foi preciosa para gente. Muito obrigada, viu?

?Voz C

Imagina, foi um prazer poder ajudar. Então eu quero que as pessoas pensem e tirem as suas conclusões.

RVRogério Vilela

E olha, essa ideia, essa ideia. Obrigado, doutor. Imagina, um abraço. Abraço. Lembrando isso, que a gente trouxe aqui 4 opiniões aí para você ficar por dentro E dizendo que isso tá só no começo. A gente vai fazer um programa, um podcast só sobre isso assim que a gente tiver informação e que ache necessário, porque ainda é muito cedo, né, Marcílio e Fernanda, para a gente fazer um podcast só sobre isso. Por isso a gente colocou no jornal hoje opiniões completamente diferentes.

Exatamente. Vamos esperar que uma semana, duas semanas, a gente possa fazer um podcast muito mais completo e com coisas mais objetivas. Por enquanto, você viu que os quatro falaram que se sabe isso. Pode ser isso, pode ser isso, tá se falando disso. Então a gente ainda tá nessa dúvida, né? Não dá para cravar muita coisa. Só dá para cravar que vai ter muita coisa nova ainda desses depoimentos e que vai ser usado politicamente, vai ser usado de todas as formas também, infelizmente, né?

FCFernanda Cômora

A nossa função é correr atrás da informação e trazer aqui para quem nos acompanha, né? Exato. Que a gente vai falar agora, Fernanda, Agora a gente vai falar de mais uma polêmica. Exato, você já teve com ele diversas vezes, né?

RVRogério Vilela

Sim, ele teve aqui como pré-candidato, teve aqui em outras, outras vezes falando sobre, sobre temas, e agora como, como candidato oficializado, né? Teve a convenção do Partido Missão. Frases polêmicas, né? O Missão, ele, ele se posiciona à direita não bolsonarista. E ele disse também que não é a terceira via. Eu, na próxima vez que eu tiver com ele, eu quero entender por que que ele não quer ser considerado terceira via. Mas a declaração não é sobre isso, né? Não é sobre isso.

FCFernanda Cômora

Na verdade, ele tava ali falando no momento bem acalorado. E aí o empresário Renan Santos foi apresentado no último sábado, como você tava falando, pelo partido Missão como candidato à presidência da República, com ataques ao presidente Lula e principalmente ao senador Flávio Bolsonaro, chamando ambos de vagabundos. Assim, assim, meteu essa. Exatamente. E dizendo que os rivais têm que falar na cara.

RVRogério Vilela

E vai deixar, lembra quando era criança? Chamou o pai coxinha, a mãe de empada, e comeu os dois.

FCFernanda Cômora

Bom, ele falou muitas coisas. Ele disse que os rivais têm que parar na lata do lixo. Nossa! É, e também falou que, falou um monte de coisa. Ela tava nervosa e falou que o presidenciável também adotou xingamentos com discurso radical de direita, dizendo que vai matar quem roubar. E falou isso que você disse aí, garantiu que não é uma terceira via. Só que aí as pessoas começaram a argumentar: que discurso é esse?

RVRogério Vilela

Como assim matou, roubou? Prendeu, matou? É isso?

?Voz B

É porque eu acho que esse discurso, essa— porque querendo ou não, o MBL é um grupo político há bastante tempo.

RVRogério Vilela

Eu vi a explicação dele hoje na Sabatina.

?Voz B

Quer que eu fale? Pode falar.

RVRogério Vilela

Perguntaram para ele: o que que é esse tal de prendeu, matou? Ele falou que nasceu da, como chama, da base dele, dos seguidores. E que é que eu acho é mal feito, na verdade, porque o que quer dizer é resistiu, matou. E prendeu, matou, dá a impressão que prende e mata dentro da prisão. Pelo menos é o que passa isso daí, mas não é. Pelo que ele explicou, é, cara, você quer ser preso, você vai ser preso. Você quer resistir, você vai ser morto. É mais ou menos isso, não é?

?Voz B

Eu acho que o MBL tá tentando fazer o que vem essa onda azul na América Latina, né? Seja com Abelardo de la Espejo na Colômbia, o Nayib Bukele, que talvez tenha começado com isso, o Kast no Chile. Pois é, eles viram essa onda. E como Flávio Bolsonaro, pelo menos na minha visão, ele tá tentando caminhar meio que para um lado mais moderado, falando de programas sociais, de celular para mulheres, algumas coisas assim.

RVRogério Vilela

Está tentando ser mais bolsonarista que os bolsonaristas.

?Voz B

Aliás, eu vi uma entrevista dele, se eu não me engano foi com Maurício Meirelles, se eu não me engano, no Axios, aí que ele falou que ele é mais à direita do que o Bolsonaro, porque ele considera o Bolsonaro como um cara de centrão.

FCFernanda Cômora

Então, como Bolsonaro traz o pensamento, as pessoas comparam muito ele com Pablo Marçal e ele disse que não gosta.

RVRogério Vilela

Exatamente, fiz essa pergunta. Nos debates você vai se portar como Pablo Marçal? O Kim falou que não, não, mas ele não respondeu. Respondeu pelo— o Kim respondeu porque o Kim tava na mesa, entendeu? Então não respondeu ainda. Ele é polêmico. Eu acho que ele vai aprontar algumas coisas no debate.

FCFernanda Cômora

Sabe qual foi a resposta dele? Não. Eu não gosto de ser comparado com Pablo Marçal.

RVRogério Vilela

De qualquer maneira, eu vou fazer um debate e vou parafusar as cadeiras para não ter, não é?

FCFernanda Cômora

Para que a gente vai arriscar? E quando perguntaram por que, você viu a resposta dele? Não. No quê?

RVRogério Vilela

Agora perguntaram por que que ele não gosta de ser comparado com Pablo Marçal? Isso eu não vi, porque eu perguntei para o Quinha aqui, eu não perguntei para ele, não tava.

FCFernanda Cômora

Porque o Pablo Marçal não é boa pessoa. Ah, entendi.

RVRogério Vilela

Mas vamos saber dele, né? A gente fez essas perguntas mais cedo, ele não pôde estar aqui ao vivo, mas mais cedo ele respondeu para gente.

FCFernanda Cômora

Fernanda e Marcílio mandaram questionamentos e aí exatamente a gente encaminhou essas perguntas para ele, replicaram as perguntas e ele respondeu para gente.

RVRogério Vilela

Então vamos lá, solta o vídeo, ô Rômulo.

?Voz B

Renan, você declarou que mataria quem roubasse. O que exatamente você quis dizer com essa frase? Foi uma figura de linguagem ou uma resposta literal? Acredita que uma declaração como essa pode ser interpretada um incentivo à violência?

?Voz H

De maneira clara, a maior preocupação dos brasileiros hoje é ser roubado no meio da rua. Por mais que alguns lugares os homicídios diminuam, no caso de São Paulo, o número de assaltos, assaltos à mão armada, estão estourando. As pessoas estão com medo. Então um policial, quando está de frente a um assalto à mão armada, ele pode atirar, inclusive atirar de maneira letal. E eu defendo que a polícia esteja muito presente para que quando você vai sofrer esse ato de violência em que uma pessoa se torna juiz da tua vida, ela aponta uma arma contra você e decide se você vive ou morre, e muitas vezes decide que você morre, como foi no caso de um ciclista na frente do Parque do Povo, a polícia atire e atire e leve a óbito, se for o caso.

É assim que tem que ser. O que eu tô falando é que a justiça tem que ser feita com quem tá praticando a maldade no momento da maldade. Foi esse elemento do discurso.

?Voz B

Como você responde às críticas de que esse tipo de discurso é incompatível com o Estado Democrático de Direito? Não é. E caso eleito, sua posição sobre o combate ao crime seria baseada no endereçamento das leis ou realmente acredita que eliminação física de criminosos é uma solução?

?Voz H

Não apenas é compatível com o Estado Democrático de Direito, como já é contemplado com a nossa legislação. Não precisa nem alterar a legislação. Tô falando, se você tiver uma cobertura policial, tiver um sistema de câmeras na cidade e tiver uma polícia tranquila para trabalhar, por exemplo, eu der uma assistência jurídica para o policial que eventualmente venha a ser processado pelo Ministério Público após agir de maneira correta no cumprimento da lei, abatendo um bandido, Sim, isso é bom, faz bem para democracia, não representa nenhum tipo de alteração no nosso regime, tá tudo tranquilo.

?Voz B

Na sua avaliação, onde termina a legítima defesa e começa a execução extrajudicial? Você teme que essa fala possa ser usada para justificar atos de violência por apoiadores?

?Voz H

Não, porque eu estou falando basicamente da polícia, e todos os meus atos que envolvem segurança pública, nenhum envolve criação de milícias, nenhum envolve a população pegando armas. Não, estou falando o uso das forças policiais e outorgar poder para que elas ajam no estrito cumprimento da lei, estrito cumprimento da lei, e alterar a lei de modo a ter punições ainda mais duras para pessoas que cometem crimes violentos. Até porque a violência ela não é originada pela polícia, a violência é originada pelo ente que comete o crime.

Você tem algumas arbitrariedades? Tem, mas arbitrariedades são pequeno percentual dentro de um outro pequeno percentual que são as mortes geradas por polícia. Por exemplo, Num rol, eu não sei se foi 24 ou 25, tem que checar isso, num rol de 40 mil homicídios que nós tivemos no ano, 6 mil eram homicídios tocados por policiais. Mas não é que eram execuções, foram homicídios na maior parte do tempo em combate, em troca de tiro. Desses 6 mil, ou seja, que dá coisa de 15% do total, há um pequeno percentual que pode ser sim arbitrário, que pode ser crimes cometidos pelos policiais e que tem que ser muito, mas muito punidos com rigor pesadíssimo da lei. É isso que eu defendo, é o básico.

?Voz B

Durante suas falas, você alega que seu governo não dará gás ou não dará celular, fazendo referências críticas a eventuais programas sociais de Lula e Flávio. Em seu governo, você manterá algum programa social ou buscará o superávit primário, independente de possíveis consequências sociais negativas de corte desses programas?

?Voz H

Eu vou manter, eu vou criar o superávit e vou manter programas sociais para pessoas que precisam de programas sociais. Eu não sou maluco de sair cortando à toa. Não tem sentido. Até porque, o que que aconteceria hoje sem uma melhora econômica estruturada? Eu cortar um Bolsa Família, as pessoas migrariam desesperadamente para cidade, você teria um êxodo rural enorme, você teria pessoas que iam voltar para o mapa da fome. Não é o que nós pretendemos fazer e nunca foi. O nosso projeto não contempla isso, não é sobre isso.

RVRogério Vilela

Eu quero primeiramente mandar um recado para o pessoal aí do social media do Renan. Parece que ele tá com hepatite. Coloca a imagem, por favor, coloca, cara. Colocaram uma luz amarela fundo amarelo, o rosto dele amarelo, parecendo Simpsons. Ridículo aí. Eu vou falar para vocês, a pessoa que escolheu essa iluminação aí não foi legal, não foi legal. Parece que tá com hepatite, né?

?Voz B

Parece, né? O fígado foi embora.

RVRogério Vilela

Então, recado aí para o pessoal que, né, que não ficou boa, não ficou legal. Mas a explicação do Renan então, e conto com ele também. A gente já, a partir da semana que vem, vai entrar em contato para bater as datas aí estamos com força total na corrida presidencial. Vocês acham que essa aqui é no improviso, hein? Quero saber agora a opinião de vocês. Vocês acham que essa, essa corrida ela tem espaço para alguém sem ser Flávio e Lula no segundo turno?

Ainda pode ter uma surpresa, acontecer alguma coisa absurda que um dos dois não vão?

?Voz B

Eu acho que vai ser Flávio e Lula, mas eu acho que o Renan cresce bastante ainda, passa dos 15, por aí, na minha visão, né? Porque quando as pessoas começarem a ver esse discurso e vê que o Flávio Bolsonaro tá mais moderado e o Renan vem com esse discurso mais forte. E na minha visão, o Renan ele vai muito mais bater no Flávio Bolsonaro do que no Lula, porque querendo ou não ele não vai tirar voto do Lula, né? O Lula já tá no segundo turno porque ele é o único candidato de esquerda, então ele vai ter que tirar foto do Flávio. É verdade. E acho que ele chega aí num 13%, 15%, mas acho que o Flávio vai.

RVRogério Vilela

E você, Fernando, pode acontecer alguma coisa, algum escândalo, alguma coisa do lado do do lado do Lula ou do lado— é que eu acho que do lado do Lula a esquerda não tem quem votar, então vai votar nele independente do que acontecer.

FCFernanda Cômora

Mas acho que o segundo turno é Lula e Cássio.

?Voz B

Chega na frente de Caiado, por exemplo? Acho que sim. Ele fala, né?

FCFernanda Cômora

Eu acho que isso faz muita diferença. Ele vem com uma— ele é mais combativo, ele tem uma energia. E acho que o brasileiro sente falta disso. A gente percebeu quando Pablo Marçal se candidatou. Verdade, né? Essa necessidade que o brasileiro tem de expor um sofrimento muito grande. Brasileiro vem se sentindo oprimido, o povo brasileiro vem se sentindo oprimido.

RVRogério Vilela

Era mais conhecido que ele, né? O Renan, o problema do Renan é desconhecimento.

FCFernanda Cômora

Ninguém sabe quem é ele, mas ele tá aparecendo agora, tá aparecendo, tá se expondo, tá falando.

RVRogério Vilela

Dentro do partido ele é o menos conhecido, né?

?Voz B

E a gente vem num processo agora, né, nas redes sociais e tal.

FCFernanda Cômora

Mas a gente vem num processo já tem um tempo, Vilela, onde a gente é obrigado muitas vezes a se calar. E aí quando a gente tem um candidato que coloca a cara para bater, que faz, se coloca no papel—

RVRogério Vilela

mas lembrar também que tá bem perto, hein? Parece que não, mas tá muito perto, pouquíssimo tempo, né? Mas a gente já viu que pesquisa muito quando é assim na pré-candidatura e tal, muda muito, muda muito, muda bastante. Temperatura vai estar boa lá final de setembro. Né, para a gente saber como vai estar. E a gente vai estar no centro do furacão então. Exatamente. Isso que vai ser interessante aqui, porque a gente vai ver a mudança acontecendo de dentro aqui, a gente vai ver esses números, como vai estar. E vamos, eu vou fazer essa pergunta depois para vocês.

FCFernanda Cômora

Mas é um menino, pelo que eu tenho acompanhado, é um menino, esse menino 40 já, né, que se dá muito bem nas respostas, né?

RVRogério Vilela

Ah, ele é, o Missão é preparado para isso, né, do confronto e o lance da rua. Pergunta, tréplica, eles são mestres nisso. Por isso que talvez o Flávio e o Lula estejam receosos de irem para o debate, porque ele seria a faixa do Marçal, o efeito surpresa que pode crescer em cima desses dois por causa dos debates, né, que aconteceu aqui em São Paulo.

?Voz B

E eu acho que na família Bolsonaro, o Eduardo Bolsonaro não pode concorrer, claro, né, tá nos Estados Unidos, mas ele seria um candidato muito mais— para mim ele fala muito melhor do que o Flávio, por exemplo. Expressa muito melhor, né? Sim.

RVRogério Vilela

Bom, vamos ver, Fernanda, que temos agora a próxima notícia.

FCFernanda Cômora

Olha, agora é o seguinte, o super El Niño tá aparecendo aí, né? Ah, é? É, efeitos pelo mundo.

RVRogério Vilela

Exatamente. Eu vou para um lugar aí que tá sendo afetado lá, né? Incêndios lá na Espanha. Será que é El Niño também?

FCFernanda Cômora

Deve ser, né?

?Voz B

Eu acredito que sim, né? Muda, na verdade, é recorde de temperatura, né? Pode ser. O El Niño, ele, a gente sabe muito bem os efeitos dele na região do Sudeste Asiático e na América. As consequências do mundo são muito variáveis, então pode ter relação ou não, tá? Não é, não é certo, não é certeza.

FCFernanda Cômora

Mas olha, a verdade é que o super El Niño deve aumentar o risco de eventos climáticos extremos aqui no Brasil nos próximos meses e permanecer, gente, até 2027. O fenômeno provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, na costa do Peru, já começou a influenciar o clima e tende a favorecer tempestades severas e enchentes, especialmente na região sul. A previsão ocorre em um momento em que diferentes partes do mundo enfrentam uma sequência de desastres relacionados ao clima.

E aí o biólogo Henrique mandou um vídeo para gente explicando por que que deve se intensificar nos próximos dias. Vamos acompanhar.

BHBIÓLOGO HENRIQUE

Fala, Vilela! Ao que tudo indica, o Super El Niño está mesmo decretada, hein? Bom, pelo menos eu vi lá o chefão da ONU se manifestando, dizendo que o Super Oninho estava batendo na porta, que ele estava falando e ninguém estava ouvindo. Olha, então a gente já pode meio que decretar que o Super Oninho tá aí? Eu não sou climatologista, sou biólogo. Eu vou te falar das consequências disso aí. Aí fica para os climatologistas. Mas ao que tudo indica, por todas as notícias que a gente tá vendo, parece que sim, já podemos dizer que o Super El Niño está aí, e mais do que 2 graus.

Eu quero lembrar que o El Niño é um fenômeno de aquecimento das águas do Pacífico a mais de meio grau, e se chegasse a 2 graus, bom, aí você já tava falando em um Super El Niño. E a última vez que a gente teve um Super El Niño, há mais de 100 anos atrás, teve grandes mortes no planeta inteiro, porque você aumentou a escassez de comida e etc., justamente por conta das secas. Bom, só que tá indicando que talvez a gente ultrapasse 2 graus e possa chegar a 3 graus de temperatura de diferença.

Vilela, a gente tá falando de um aumento de temperatura muito alto. E a gente tem que entender que o clima vai mudar bastante ao longo do ano, pois você vai ter um aumento de temperatura. Mas quando a gente tá falando de aumento de temperatura, a gente tá falando de variações climáticas. Então isso significa que em determinados locais você vai ter uma temperatura mais baixa, só que por mais tempo. Em determinados locais, uma temperatura mais alta por mais tempo.

Em determinados locais você vai ter mais chuva, mais inundações por mais tempo. Em outros, mais seca por mais tempo. Ou seja, no norte do país, aqui no Brasil, mais seca para o norte por mais tempo. Para o sul, mais chuva por mais tempo, ampliando as inundações, ampliando a seca. Nota: nós temos inundações todos os anos, nós temos seca todos os anos. Mas tu imagina isso por um período mais prolongado, você vai ampliar o problema.

Então as pessoas precisam se, sabe, se agilizar. As pessoas precisam de chegar a conversar com seus colegas do bairro, falar para não deixar o lixo nas ruas porque isso pode ir para o bueiro e vai entupir e pode ter alagamento. Dizer para as pessoas que, olha, precisamos nos reunir aqui limpar as cisternas, porque provavelmente vai faltar água. É, meu irmão, fornecimento de água já não tá adequado. De luz nem preciso falar do que as empresas fazem, né?

Então, se você pode ter um sistema off-grid, pô, beleza. Dá uma olhada no seu telhado, porque vai vazar água. Dá uma, confere, faça grupos do WhatsApp aí no seu bairro para poder se comunicar, sabe, caso tenha uma catástrofe. Ou algo parecido. Converse com os vereadores, converse com o prefeito, e por aí vai. Porque vai ter problemas. Ah, Henrique, mas sei lá, fazer um estoque de comida? Não precisa se desesperar, mas se tu puder ter uns vasilhames de água sobrando, você guarda um pouquinho para caso, né, você tenha um problema de desabastecimento, e por aí vai.

Agora, a gente tem que lembrar que o Brasil é um país rico, sim, E tem como se preparar, só que o que acontece é que geralmente a gente se une depois das catástrofes e a gente tem que se unir antes. A gente tem que ir lá e testar os sistemas de alarme, como por exemplo na cidade de Petrópolis, onde esse sistema foi instalado. Se eu não me engano, parece que Friburgo também. Então cobrar os vereadores: olha, o sistema tá funcionando?

Se tiver uma chuva intensa, a gente vai, vai ouvir? Ou seja, se organizar. Você começa se organizando no seu bairro, mas vai exigindo do prefeito para que todos os bairros estejam preparados para secas mais intensas. Água, será que vai faltar? Como é que tá o abastecimento de água? Tá tudo indo bem? Como é que estão as companhias elétricas? Pois é, o Super El Niño indica a vinda, e aí a gente vai ter problema na agricultura. Sim, determinadas agriculturas Vão ter superprodução, outras vão ter escassez total, pode ampliar a fome no mundo.

O Brasil pode se preparar, mas o problema é muito sério, Vilela. Pessoal tem que ficar de olho. Superoninho parece que está aí na nossa porta.

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?Voz B

É, realmente eu concordo bastante, né, com que o Biola Henrique tava conversando com a gente. O El Niño, ele é um fenômeno que ele não é periódico, não dá para prever exatamente como que ele vai acontecer e nem exatamente quais são as consequências prováveis. Geralmente quando ele acontece, pegando no caso do Brasil, as principais consequências são seca no Nordeste, principalmente no sertão nordestino, o que agrava ainda mais a situação de estresse hídrico e tal.

Também tem secas na região norte do país e isso traz muito prejuízo para o Brasil como um todo, porque a gente sabe que a Amazônia não é o pulmão do mundo, né? Isso há muito tempo já, mas eu gosto de falar que a Amazônia é uma espécie de climatizador do Brasil.

RVRogério Vilela

É, o pessoal fala isso, né, climatizador e não pulmão, né? Não é pulmão, climatizador.

?Voz B

Porque principalmente durante o verão tem uma massa que chama massa equatorial continental, que leva umidade, enfim, para quase todo o território brasileiro. Se a Amazônia fica mais seca, consequentemente o Centro-Oeste tende a ficar mais seco, o que agrava também incêndio no Pantanal, incêndio no Cerrado. O sul do país talvez seja como o Henrique falou também, né, a região que vai sofrer mais, porque a tendência é que massas que vêm do sul se intensifiquem causando mais chuvas frontais.

A gente teve, por exemplo, o ano que a gente teve as enchentes no Rio Grande do Sul foi o ano de El Niño, é que foi agravado por um sistema de alta pressão em cima de São Paulo que impedia que essas massas úmidas saíssem do sul do país. Então vinha massa úmida e ficava parada ali em cima do sul. Inclusive para o Sudeste é o mais imprevisível. Geralmente El Niño causa mais chuvas e aí deslizamento de terras, tudo tal, mas pode ser também que forme um novo sistema de alta pressão atmosférica.

Fato é que a gente não tem relação alguma com aquecimento global, não dá para confirmar isso 100% porque a gente nem sabe exatamente por que que o El Niño é causado. A gente sabe que é o aquecimento das águas do Pacífico que enfraquece o vento alísio. Agora, por que que isso acontece mistérios da climatologia. Fato é que vamos ter que, enfim, né, medidas governamentais para tentar minimizar os impactos.

FCFernanda Cômora

E por falar em mistérios, vamos ao homem dos mistérios, homem dos mistérios que desvenda os mistérios e traz aqui para gente, né, o estudante do desconhecido.

RVRogério Vilela

Mande aí, podia ter uma apresentação tipo o Mr. M, né? Esse legal é você, tia É, gosto disso. O que você traz hoje, Thiago, mestre do, como que é, do Sortilégios? Eu acho que ele que fazia aquela dublagem.

FCFernanda Cômora

É, eu achei de Moreira que falava assim, mas tá igual, você viu?

RVRogério Vilela

Cadê ele? Fala, Thiago.

?Voz J

E aí, Vilela, boa noite, tudo bom? Boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcílio.

RVRogério Vilela

Quais que vocês estão bem? Estamos bem, eu estou bem. E você está bem?

?Voz J

Eu também tô bem, que bom. O que que você trouxe? Uma notícia no mínimo estranha, eu vi nela. Uma estátua do diabo foi erguida em São Gonçalo do Amarante, uma região metropolitana do Ceará. Exatamente, Cramulhão, ele mesmo, cara. Um centro de Quimbanda, eles ergueram uma estátua de 11 metros de uma entidade realmente assustadora, a gente pode falar assim, né? E tem uma imagem, olha aí, ó, tá flicando a imagem aí, diretor. Olha, eu ia perguntar se era aqui ou é aí, né? Mas eu tô vendo que parece que o bicho tá pegando aí, né, Vilela?

RVRogério Vilela

Eu, hein, não sei não, cara. Agora, para o pessoal tá flicando, é só para gente aqui? Não, tá também, tá também. Para mim tá aqui também. Então vamos lá, esse é a imagem.

?Voz J

Você vê que já trouxe uma energia pesada aí no negócio, né, Vilela?

RVRogério Vilela

Pois é, pois é. A gente tá tão, a gente tá tão, tão, tanto, tá com pouquíssimo problema aqui no Brasil. Vamos, vamos. Aí ficou cegado.

?Voz D

Eu não tô conseguindo falar, eu tô com cagaço.

RVRogério Vilela

Fala aí você aí, fala aí.

?Voz C

Deixa com o Thiago piscando, cara.

RVRogério Vilela

Diretor, para com isso. Não, cara, não tava piscando, agora tá piscando. Resolve isso daí.

?Voz C

Foi só chamar o Sete Peles aí que vamos.

?Voz D

O Thiago, gente, tá piscando, cara.

RVRogério Vilela

Vamos falar de tech pics, sei lá.

FCFernanda Cômora

Tá piscando para Todo mundo tá piscando aí para vocês também, tá?

?Voz J

Você vê, nunca aconteceu isso, né, Vilela? Só foi a gente colocar essa imagem aí que os cara paga para internet.

RVRogério Vilela

Olha, a gente paga internet, não é internet não, cara. Tá piscando aqui, não é o padrão. Não, não é dele porque tá piscando a tela inteira, né? Não é a tela dele. Mas vamos lá, vamos seguir logo aí.

?Voz J

Esse centro de Quimbanda aí, eles deixaram claro que Eles gastaram R$100 mil na construção dessa estátua, porém eles disseram que não foi dinheiro público, foi dinheiro de recursos próprios deles, né? Inclusive a mãe Rainha das Trevas, que é responsável aí pelo local, ela também reforçou que, né, quando a gente fala sobre religião e críticas religiosas nesse sentido, né, a gente tem que tomar cuidado porque isso pode ser considerado crime aqui no Brasil.

Mas a questão, Vilela, Não é nem criticar isso, cada um faz o que quiser com o dinheiro que tem, né? A questão é que eles ergueram esse monumento como monumento de gratidão. E quando a gente olha isso, você vê que não é uma estátua simples do diabo, a gente tá falando de uma estátua de forma até camuflada do próprio Baphomet, né? Uma das coisas que eu falo muito nos meus vídeos quando eu falo sobre Maçonaria ou adoração ao bode, que é algo que ocorre no mundo hoje, né?

Eu ia falar no Brasil, mas é no mundo todo, né? A gente falou bastante da Copa do Mundo recentemente, que a gente tem lá o termo GOAT, né, que é o Greatest of All Time, seria o maior de todos os tempos. Não só para jogadores de futebol, como foi um caso que chamou bastante atenção nesse ano com o Lionel Messi, né? Mas quando a gente fala de outros esportes também, eles sempre colocam ali o GOAT, né, que seria o melhor de cada esporte.

E é uma mensagem subliminar a uma veneração ao bode. Se você olhar essa imagem aí que foi colocada na tela da estátua que foi erguida lá no Ceará. Você vê que ele tá apontando uma mão para cima, apontando outra para baixo. Você vê que ele tem dois chifres ali. Então não é simplesmente o diabo, eles colocaram uma estátua de Baphomet como um monumento de gratidão, como se estivesse agradecendo por tudo, né?

RVRogério Vilela

Essa posição das mãos é meio característica. A gente mostrou aqui, até se o Homer achar, né, a figura de Baphomet tem essa essa posição das mãos, né? É uma imagem curiosa.

?Voz J

Se ele puder colocar, a gente tem a comparação de Baphomet juntamente com a estátua de George Washington, que foi o primeiro presidente dos Estados Unidos. Porque isso de erguer estátuas para Baphomet é algo muito mais comum do que a gente imagina, e não é só na religião da Quimbanda. A gente tá falando de outras sociedades, como por exemplo uma sociedade que tem dentro da sua adoração o bode, que é algo que incomoda muita gente quando eu falo, mas é a própria Maçonaria, né?

Então olha que interessante, os Estados Unidos é um país que é fundado nas bases maçônicas. Se você olha a planta da cidade de Washington, você vê ali elementos como o pentagrama, que é essa estrela de 5 pontas, que tá na testa de Bafomé e tá na testa lá dessa estátua que foi erguida no Ceará. E você vê também símbolos como esquadro um compasso interligando os principais pontos turísticos. Aqui na estátua de Baphomet, comparada à estátua de George Washington, você tem também a mesma situação, né?

George Washington ali é apontando uma mão para cima, outra mão ele tá com a espada apontando para baixo, sentado também num trono, assim como o próprio Baphomet. Porque isso daí foi uma base maçônica. Conforme os Estados Unidos foram crescendo, eles foram colocando, né? Eles foram criados, os pais fundadores ali eram maçons, muitos dos presidentes são maçons. Né? Inclusive, o número 11, a estátua tem 11 metros, essa que foi erguida no Brasil, aqui no Ceará, é um número corriqueiro do próprio Baphomet.

Porque Deus é o Alfa e o Ômega, é o 1 e o 0, né? Se você colocar em uma ordem assim, é o número 10. Eles querem ser acima de Deus, por isso o número 11, né? Algumas sociedades ainda trazem o número 9 antes, né? O número 911, que seria uma referência aí ao próprio Baphomet, aquele que vem antes e vem depois também do criador. Então é algo bem curioso. E já que eu falei de Copa do Mundo, eu vou trazer uma curiosidade a mais aí, ô Vilela, já que a gente falou do golte, do bode, né?

Você percebe que na estátua de Baphomet, na estátua original de Baphomet, né, que foi criada por Eliphas Lévy no ano de 1845, 1850 mais ou menos, você vê que tem duas crianças ao redor dele, né? Se Se o Homer puder colocar aí para nós novamente essa imagem aí do Baphomet, você vê que ao lado dele existem duas crianças, né? É algo curioso quando a gente fala do gol de Copa do Mundo. E eu sei que a galera vai ficar nervosa comigo agora, né?

Quando você olha um dos estilos de comemoração de Cristiano Ronaldo, você vê que isso lembra muito, né, aquela criança que está ali venerando Baphomet com a mão no peito, né? Eu mandei essa imagem aí, se der para ele colocar também vai ser muito interessante para que a galera possa ver. Ó, a gente tem aí as crianças ao lado de Baphomet. Tem mais uma imagem, o Homer, que a gente, que aí eu coloquei o Cristiano Ronaldo. Se você quiser colocar a próxima aí, você vai ver que ela lembra bastante, né, a veneração feita por Baphomet, por um dos maiores jogadores que existem no mundo, né?

Ele já foi o melhor jogador do mundo. E é conhecido como golpe também. Então você vê que a posição de um dos tipos de comemoração quando ele faz gol é dessa criança que tá ali venerando a estátua do bode, venerando a estátua de Baphomet. E por mais que muitas pessoas fiquem com raiva, isso é algo que ocorre de uma forma muito mais normal do que a gente imagina, seja de forma disfarçada, subliminar, como ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, seja no mundo dos esportes, até mesmo dentro do sistema religioso, né, por mais que isso choque as pessoas.

Mas também ocorre de forma descarada, como o centro de Quimbanda aí, que construiu essa estátua gastando R$100 mil, colocando ela com 11 metros de altura e representando Baphomet aí para ser um monumento de gratidão para eles.

RVRogério Vilela

Gente, eu quero acabar logo com esse assunto e Porque tá piscando a luz, tão mandando, sei lá, ó, tão mandando você colocar água benta aqui.

?Voz J

Não, tem objetos estranhos aqui, tá quase derrubando a live, né, vilão? É, a energia tá pesada, velho.

RVRogério Vilela

E você sabe que objeto que tem aqui na live que eu ganhei hoje à tarde, que eu te contei? Então ele está aqui na mesa olhando para mim agora. Ah, ele tá aí, te devolveram ele? Não, o Homer deixou aqui para ficar me lembrando sempre. Assustador esse objeto aí, exatamente. O pessoal vai saber depois. Obrigado demais, Thiago. E o tema de quinta-feira, qual vai ser do Será Que É Verdade?

?Voz J

Nós vamos falar sobre Anthony Fauci, que é o caso que tá bombando aí nos Estados Unidos.

RVRogério Vilela

Falamos bastante, é, hoje a gente falou bastante também sobre isso, e até quinta vai aparecer mais coisa também, né?

?Voz J

Aí lá eu vou destrinchar o máximo possível, tentando trazer alguma informação que ainda não foi dita. Tá ficando excelente esse episódio de quinta-feira do Será Que É Verdade.

RVRogério Vilela

Pô, quero assistir. Então quinta-feira, a gente mudou o horário, vamos fazer depois do podcast. Então terminou o podcast de quinta-feira, entra direto aí.

?Voz J

Eu acho que vai ser quinta, né?

RVRogério Vilela

Quinta. Então vai ser quinta-feira depois do podcast, tá bom? Obrigado, Thiago. Obrigado, Vilela.

?Voz J

Valeu, Fernanda. Valeu, Marcelo. Valeu, tchau, tchau.

RVRogério Vilela

E vamos de geopolítica agora com Marcílio. Tem muita coisa acontecendo no mundo ou só é pouquinho mesmo.

?Voz B

Não, bastante coisa.

RVRogério Vilela

As guerras acabaram tudo, né? Tá tranquilo, né? Tá bem tranquilo.

?Voz B

Bom, acho que a gente pode começar com a— eu vou deixar o caso do embaixador brasileiro para finalizar, tá? Vamos começar com a crise que aconteceu na semana passada na região de Ceuta, né? Para quem não sabe, quando a gente pega o continente africano, principalmente na região do Marrocos, existem duas cidades uma chamada de Ceuta, outra chamada de Melilla, que na verdade, apesar de estarem no continente africano, elas pertencem à Espanha.

RVRogério Vilela

Eu aprendi que é enclave que chama, ou não?

?Voz B

Esclave, né? É um esclave para Espanha e é um enclave no Marrocos.

RVRogério Vilela

Então para o Marrocos é um enclave, para a Espanha é esclave. Olha só que bacana!

?Voz B

E esse território, ele tá lá muito por conta assim do passado, né, que a gente pega colonial, até antes, quando a gente pega, por exemplo, os mouros, quando eles foram fazer a invasão ao do continente europeu. Depois os cristãos foram reconquistando a Península Ibérica. A gente fala que essa guerra, as guerras de reconquista acabaram quando a Espanha conquista a região de Granada. Mas antes disso, os portugueses já tinham conquistado a região de Ceuta, que é muito importante porque é uma região estratégica ali no Estreito de Gibraltar.

E também a Espanha tinha dominado Melilla. Quando a gente tem a União Ibérica, Portugal e Espanha, a região de Ceuta passa a ser da Espanha também. Depois de 1640, o fim da União Ibérica, Ceuta e Melilla acabam pertencendo finalmente aos espanhóis. É fato que essa região hoje é uma região murada, é uma região cercada, Ceuta e Melilla, que pertence ao território europeu, ou seja, tá dentro das regras da Espanha, pertence à União Europeia, utiliza o euro, enfim, né, como moeda e tal.

De repente nós tivemos uma migração, os números eles não batem, depende muito da fonte que você pega, mas a gente fala de 50 até 100 mil imigrantes marroquinos e também de outros países do continente, do continente africano, que resolveu fazer uma migração, migração em direção à Ceuta, ou passando pela fronteira terrestre mesmo, mas principalmente vindo pelo oceano. Por mais que constantemente a gente tenha migrações acontecendo dentro daquele espaço, É muito estranho, parece que foi uma ação muito coordenada, que de uma hora para outra 50 mil pessoas teriam querido entrar nesse espaço.

Existem algumas motivações, o porquê que isso pode ter acontecido. A primeira motivação, que é o que tá sendo levado mais oficialmente falando, o Pedro Sánchez, que é o atual chefe de governo da Espanha, ele vem fazendo uma política de portas abertas na Espanha. Por exemplo, ele fez uma política de regularização de quase 1 milhão de imigrantes indocumentados no país, alegando que a Espanha precisa recuperar mão de obra, tá envelhecendo a população, precisa ter mais gente pagando imposto, tal.

E isso é muito criticado pelos outros países, já que hoje uma direita mais nacionalista, mais anti-imigração, é crescente no continente europeu. Recentemente, a Espanha tinha mudado a sua interpretação sobre os imigrantes que chegam pelo mar. O próprio Pedro Sánchez falou que a mudança na interpretação não quer dizer que qualquer imigrante que chega pelo mar vai ser recebido na Espanha. Mas foi assim que alguns grupos de tráfico humano, enfim, entenderam, e por isso houve essa ação coordenada.

A gente pode, né, até fazendo uma aqui de Thiago, fazendo uma teoria da conspiração aqui por trás, porque são coisas não oficiais. Mas quando a gente pega a relação do Marrocos com a Espanha, é uma relação que recentemente está abalada. Por quê? Existe uma região abaixo do Marrocos chamado de Saara Ocidental que pertence 80% aos espanhóis e 20% a movimentos separatistas locais. O Saara Ocidental, ele já foi inclusive ex-colônia da Espanha.

Recentemente, o Pedro Sánchez estava querendo conceder de maneira mais facilitada cidadania para o Saara Ocidental, ou seja, os espanhóis estavam reconhecendo a existência daqueles povos, o que desagrada o Marrocos. O Marrocos tem uma crise diplomática muito grave com a Argélia. A Argélia também apoia esse movimento separatista do Saara Ocidental, até para conseguir ter acesso ao Mar Mediterrâneo. Como a Argélia tava se aproximando da Espanha, pode ser teorias da conspiração que o Marrocos tenha feito pelo menos uma certa vista grossa para esses imigrantes que estavam querendo invadir a região de Ceuta para desestabilizar o governo espanhol.

Independente se isso é verdade ou não, é fato que deu certo. Hoje a gente teve uma reunião, uma cúpula da União Europeia, que a Giorgia Meloni, chefe de governo da Itália, que é bastante anti-imigração também, convocou. E basicamente a reunião foi feita para os países tentarem fazer algum tipo de reforço das suas fronteiras e para criticar as medidas de Pedro Sanches. Ou seja, Pedro Sanches que é um cara que se posiciona fortemente a favor da imigração para o continente europeu, é com certeza o principal inimigo de Donald Trump na Europa, não deixou os Estados Unidos utilizarem as bases americanas para atacar o Irã, tudo tal, e é totalmente favorável à criação do Estado Palestino, ou seja, também mexe com Israel, já falou que o Benjamin Netanyahu não poderia pisar no território espanhol, tudo tal, teve essa ação.

Não é nada confirmado, Eu estaria sendo altamente responsável se eu falasse isso, claro. Mas isso na mídia espanhola, na mídia ocidental, que talvez essa ação coordenada de alguns países europeus com o Trump, principalmente para desestabilizar o governo de Pedro Sánchez. Fato é que hoje já praticamente voltou à normalidade. Ainda existem alguns imigrantes, né, que tá na região de Ceuta, mas serviu ainda para questionar o Espaço Schengen, a livre circulação de pessoas, e causar uma crise no governo do socialista aí Pedro Sanches.

Outro ponto importante é que a gente teve um acordo que foi feito bem legal. A gente entra na segunda fase agora do acordo de paz na região da Palestina, em que Israel, segundo o acordo que foi feito pelo Trump e pelo Hamas, Israel progressivamente vai tirar suas tropas do território da Faixa de Gaza, e o Hamas que já tinha deixado de lado o governo na Faixa de Gaza, promete que também vai se desarmar. Só que aí entra aquele dilema: o Hamas fala que só se desarma se Israel tirar suas tropas da Faixa de Gaza.

Israel fala que só tira as tropas da Faixa de Gaza se o Hamas se desarmar primeiro. Então, nesse momento, Estados Unidos, Catar, Turquia e Egito estão atuando como os principais mediadores para ir garantindo a segurança dos dois lados. Então progressivamente o Hamas vai abrindo mão da sua luta armada e Israel progressivamente vai retirando as suas tropas. Eu, Ricardo, não quero ser pessimista, mas já sendo um pouquinho, não acho que vá dar certo, porque para Israel existe hoje um movimento que apoia muito o governo do Benjamin Netanyahu, com figuras como Itamar Ben-Gvir, como Smotrich, que não são favoráveis a Israel tirar suas tropas do território da Faixa de Gaza, alegando que enquanto não houver uma desradicalização do território, mesmo que o Hamas se desarme, Israel não pode tirar suas tropas, alegando até com certa razão, convenhamos, né, a segurança ali do território de Israel.

Então, muito possivelmente, como Israel vai querer um compromisso muito sério do Hamas e dos Estados Unidos para tirar suas tropas, O Trump vai começar a pressionar o Benjamin Netanyahu e vamos ver quem vai conseguir falar mais alto, se é o governo israelense ou se é o governo norte-americano. Outra coisa que levanta suspeita também é porque assim que o Hamas abre mão do governo e se desmilitariza, entra em jogo o tal do Conselho de Paz feito pelo Trump.

Só que o Conselho de Paz é um órgão no mínimo egocêntrico. O Conselho de Paz, ele tem o Trump enquanto presidente vitalício, Ele se colocou nesse cargo, ele define quais países vão poder participar. E se, por exemplo, ele tinha convidado o Canadá, depois houve alguns problemas diplomáticos, ele desconvidou o Canadá. Não, Canadá, você não pode mais participar porque eu não quero. Os países que forem participar têm que pagar valor de 1 bilhão de dólares para poder participar.

E ele que escolheu o conselho com Marco Rubio, ele escolheu o conselho com Tony Blair, por exemplo, com figuras que não são reconhecidas pelos palestinos. Além do que, o plano que ele apresentou para Gaza é um plano que foi feito pelo seu genro, o Jared Kushner, que é o grande empresário do setor imobiliário. Então ele fala da construção de grandes arranha-céus, de edifícios, casas. Aquilo vai ser acessível para a população palestina?

Então tá muito assim nebuloso ainda o que vai ser o futuro da Faixa de Gaza. Outro ponto importante, crise diplomática, para variar, né? Já fala também da crise entre Brasil e Estados Unidos. Mas a crise que estabeleceu entre Brasil e Paraguai. E aí é o que eu sempre falo, às vezes você pode até ter uma certa razão no seu argumento, mas é muito desnecessário falar nas questões geopolíticas. O Lula estava fazendo, né, um pronunciamento alegando que ele vai investir, ou ele vai colocar no seu programa investimentos em defesa, porque é essencial o Brasil se defender nesse atual momento geopolítico.

Político, de uma corrida armamentista. Eu acho que isso é um consenso tanto para esquerda quanto para direita também. Só que daí o exemplo que ele utilizou, na minha visão, completamente desnecessário. Ele falou, por exemplo, no século 19 ninguém esperava que o Paraguai fosse decidir invadir o Brasil, invadir a Argentina, e a gente teve uma guerra que durou 5 anos, que foi a Guerra do Paraguai. No mérito da questão, lógico que o Lula ele simplificou demais, né?

Não vai falar que o Solano López do nada quis invadir o Brasil. A gente teve só um breve resuminho, né? Naquele contexto de disputas territoriais e rivalidades, o Brasil ele interviu no Uruguai apoiando o Partido Colorado, e o Paraguai viu isso como uma tentativa de fazer o Brasil aumentar sua influência na região. Como o Paraguai é um país que não tinha saída para o mar, temia também perder o acesso à Bacia da Prata, o Paraguai decide invadir Corumbá, território brasileiro, compra briga com o Brasil, confisca os nossos, um dos nossos navios inclusive, depois invade o território da Argentina para atentar também contra o Brasil, comprando uma guerra com a Argentina, e depois abre a guerra também contra o Uruguai.

A gente tá falando de uma guerra de 400 mil paraguaios contra a Tríplice Aliança ali, né, Brasil, Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai, com quase 11 milhões de pessoas. Os paraguaios perderam quase metade da sua população, sendo que perderam 90% da população masculina. Isso trouxe uma crise econômica, uma crise demográfica. O Paraguai até hoje ele vê o Brasil como um país imperialista. O Paraguai, ele recentemente, tá, o parlamento paraguaio exigiu do Brasil uma medida indenizatória, alegando que o Paraguai poderia estar muito mais evoluído se o Brasil não tivesse derrotado paraguaios na Guerra do Paraguai.

Imaginou que a gente ia exigir dos portugueses? É verdade. Mas entende, independente do mérito da questão, ah, o Lula tá certo, o Lula tá errado, pô, briga de historiador isso aí, né? Para que que vai tocar nesse assunto? Para que que vai provocar o Paraguai nesse momento? Aí o Paraguai foi lá, convocou embaixador, falou que o Lula simplificou demais, mexeu com feridas do passado, gerou um breve atrito diplomático. Mas o Paraguai falou também que não vai escalar o problema.

Eu vejo também isso uma espécie de provocação do Lula, porque o Paraguai recentemente ele fechou um acordo militar com os Estados Unidos em que os americanos vão poder atuar livremente no território paraguaio sem responder à legislação paraguaia. Então, por exemplo, um militar norte-americano atuando no Paraguai age, por exemplo, contra um grupo de narcotraficantes. Só que além das ações daquele grupo, ele mata acidentalmente um civil paraguaio, por exemplo.

O militar norte-americano não pode ser responsabilizado pelas leis paraguaias. Como com certeza o Brasil teme que isso possa ser usado, né, para que os Estados Unidos façam algum tipo de intervenção contra o PCC, o Comando Vermelho, o Brasil vê nessa parceria Paraguai-Estados Unidos algum tipo de falta de soberania, enfim, né, possível ingerência no território brasileiro. Tivemos também durante a semana passada um míssil russo que caiu no território polonês, um míssil de cruzeiro russo.

E esse míssil, a própria Polônia confirmou que foi da Rússia, enfim, né, a Rússia não admitiu, mas não trouxe grandes consequências, não trouxe nenhuma morte, caiu no espaço que era um espaço rural, sem um espaço desabitado. Mas levanta o questionamento se foi um acidente de fato ou se foi uma provocação dos russos, porque os relatórios de inteligência da Alemanha, dos Países Bálticos, da Polônia, fala que a Rússia nos próximos meses ou até nos próximos anos vai aumentar esse tipo de provocação.

Em que sentido? A Rússia vai lá, joga um drone acidentalmente no espaço da Letônia, A Letônia não responde, a Rússia começa a aprofundar um pouco mais esses acidentes. A previsão que algumas tropas russas não oficiais, mas grupos de mercenários, possam começar a atuar. A Rússia vai falar que ela não teve participação, foram somente mercenários russos que atuaram naquelas posições, entende? Então a Polônia, que é um país que se militarizou demais depois da guerra Rússia-Ucrânia, temendo essa intervenção da Rússia, vê nisso uma dificuldade de qual resposta vai dar.

Se vai ser somente uma resposta diplomática que pode incentivar que os russos atuem mais contra os países do leste europeu ou contra os países bálticos, ou se vai deixar ou fazer algum tipo de resposta, né, militar. Artigo 5º, com certeza não, que é o artigo que convocaria os outros exércitos para lutarem contra aquele que atacou, porque não foi um ataque. Mas talvez o artigo 4º, para convocar algum tipo de reunião, enfim, entre os países membros.

E por fim, antes da gente falar da questão da embaixada brasileira, da briga diplomática, a gente teve o caso da China, bem interessante do ponto de vista tecnológico para você que curte aí tecnologias, enfim. Porque hoje a gente tem uma guerra de vários setores entre China e Estados Unidos, uma guerra comercial, uma guerra política, e também uma guerra tecnológica na inteligência artificial e no desenvolvimento de chips semicondutores.

Só que os Estados Unidos, eles conseguem levar muita vantagem porque nós temos hoje uma única grande empresa que tem as chamadas máquinas de litografia avançada, EUV, que conseguem fazer a impressão nos chips pequenininhos, né, de 2 nanômetros aí. Os Estados Unidos, para impedir que a Huawei ou outras empresas chinesas desse setor se desenvolvam, fez uma espécie de boicote, sanções. A ASML, você dos Países Baixos, se você negociar com a China, a gente aplica sanções à sua empresa e também aos Países Baixos.

Que que a China começou a fazer? Engenharia reversa. Então contratou engenheiros aposentados da ASML para fazer pesquisas dessa máquina de litografia no próprio país e começou também pegar os maquinários de litografia avançada e tentar fazer algum tipo de mecanismo parecido. A China não conseguiu ainda copiar as máquinas EUV, mas conseguiu fazer uma espécie de, não é exatamente, mas similar, que ela consegue também fazer impressão nesses chips, né, nesses semicondutores pequenininhos, só que com grau de precisão muito menor, com muito mais erro, com muito mais custo, mas já mostra um certo avanço.

Ou seja, a China hoje, que controla praticamente toda a matéria-prima da produção de chips semicondutores, os minerais terra-raras, tem empresas de alta capacidade. Se conseguir coordenar também e desenvolver essas máquinas de litografia avançada EUV, com certeza vai avançar muito no desenvolvimento inclusive da inteligência artificial. E para finalizar, nós tivemos aí o caso do visto da embaixadora, né?

RVRogério Vilela

Então, que rolo foi esse daí, Marcinho?

?Voz B

Então, na verdade, assim, o clima entre Brasil e Estados Unidos já tá um pouco complicado há um tempo significativo aí, né? Desde ano passado a gente teve, por exemplo, ações do governo norte-americano contra figuras como Alexandre de Moraes, figuras como Alexandre Padilha, por exemplo, por conta do programa Mais Médicos, algumas sanções contra autoridades brasileiras. Apesar as tarifas, né, que foram aplicadas inclusive contra o Brasil, de repente na cúpula da ONU, às margens, acho que vocês se lembram que o Lula foi lá Conversou com o Trump e aparentemente, segundo o Trump, rolou uma química entre os dois.

Aparentemente as negociações iam avançar, só que tudo começou a recrudescer novamente. Mais recentemente nós tivemos o envio, ou pelo menos iam ser enviados, dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos para, segundo os Estados Unidos, fazer uma vistoria do nosso processo eleitoral. E então iam conversar com autoridades eleitorais, com membros de partidos políticos, membros da sociedade civil, para saber se as eleições iam ser, enfim, né, conferíveis, se iam ser eleições fiéis ou não.

Só que a mídia americana e alguns diplomatas brasileiros alegaram que esses dois representantes enviados pelos Estados Unidos, eles não estavam dispostos a ver a se as urnas não eram fraudadas ou não. Eles estavam dispostos a se reunir com membros da oposição do Brasil para fazer uma espécie de relatório para falar que as urnas eram fraudadas, para falar mal das urnas brasileiras. Essa realmente era a intenção desses dois diplomatas que viriam visitar o Brasil?

Eu confesso que eu não sei. Os Estados Unidos falam que não, o Brasil fala que sim. Fato é que o Brasil recusou a entrada dessas pessoas. Tanto que o Lula falou que se os Estados Unidos ou qualquer país acha que pode interferir no processo eleitoral brasileiro, isso não vai ser feito, que vai dar, enfim, né, que vai fechar a porta na cara dos representantes norte-americanos. E algum tipo de resposta os Estados Unidos iam dar, com toda certeza.

Desde que o Trump ele foi eleito, ou seja, no comecinho do ano passado, a gente não tem um representante norte-americano na embaixada aqui, né? Os Estados Unidos tinha enviado representante recentemente. Os Estados Unidos, ele colocou um senhor chamado de Daniel Pérez, que é um deputado pela Flórida. Ele é um cara bastante MAGA, bastante America First. Ele é considerado como se fosse uma espécie de discípulo do Marco Rubio, que é o secretário de Estado.

Ou seja, tem uma pauta muito forte de combate à esquerda latino-americana. Ele foi indicado pelo Trump. Nem passou por todo o processo de sabatina do Senado, não foi referendado. Só que qual que é o problema? O Brasil ainda não autorizou o Daniel Pérez a ser o embaixador aqui no Brasil. Por quê? Segundo a Convenção de Viena, que rege as relações internacionais, as relações diplomáticas, o que é de bom tom um país fazer com outro?

Os Estados Unidos, por exemplo, considera que o Daniel Pérez Pérez seria um bom representante. Ele avisa o Brasil: ó, Brasil, a gente quer colocar essa pessoa, essa figura, vocês concordam com ele? Se o Brasil falar que sim, aí sim os Estados Unidos vão lá e fazem todos os ritos de passar pelo Congresso, sabatina, tudo tal, para ele ser enviado como embaixador para o território brasileiro. E o Daniel Pérez, segundo o Itamaraty, não foi refreendado, ele não foi, não teve nenhum tipo de consulta dos Estados Unidos para saber se ele poderia ser colocado como embaixador ou não.

Ou seja, o Brasil não autorizou, o Brasil não deu o seu aval para que ele fosse colocado como embaixador aqui no território brasileiro. Os Estados Unidos colocou uma nota hoje alegando uma medida de reciprocidade em relação ao Brasil, alegando que se o Brasil não autoriza que o Daniel Pérez seja colocado como embaixador, então a Maria Luísa Ribeiro Viotti, que é a embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Não é que ela vai ser expulsa, que ela vai ser deportada, mas ela perde o visto.

Ela também não vai cumprir as suas premissas enquanto representante do Brasil nos Estados Unidos. Ou seja, os Estados Unidos falam que a única coisa que eles estão fazendo é aplicando uma medida de reciprocidade. O Brasil, enquanto a gente tava aqui no nosso jornal, né, eu só vi a manchete, ele soltou uma nota oficial respondendo, colocando os argumentos. Que na verdade não, que os Estados Unidos que não fez a consulta prévia, que isso é mais uma tentativa de interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral do Brasil.

E acho eu que isso tende a escalar e deve ser mais uma justificativa para as próximas semanas, para esse conflito entre Brasil e Estados Unidos. E lembrando que o Brasil já tem tarifas agora de 12,5% por conta de trabalho análogo à escravidão, 25,5% por conta da Seção 301 da questão comercial, questão do Pix, propriedade intelectual, desmatamento, tudo tal. E pode vir em um futuro próximo uma tarifa de 100% contra produtos brasileiros, porque o Lindsey Graham, senador norte-americano que morreu recentemente, ele apoiava muito as chamadas sanções secundárias contra a Rússia, ou seja, países que negociam combustíveis com os russos, e o Brasil é o principal.

Aliás, o Lula até telefonou para o Putin hoje, teve ligação entre os dois. O Brasil é um país que compra muito diesel dos russos. Qualquer país que compre da Rússia vai ser sancionado em 100%. Isso já vem avançando no Congresso norte-americano. Ou seja, além das brigas diplomáticas Brasil-Estados Unidos, a gente pode ser tarifado em 137 mil por cento ainda. Tem isso. Só piorar. Exatamente. Só piora.

RVRogério Vilela

Fernanda, é contigo.

FCFernanda Cômora

Bom, hoje eu tô muito suave, eu só trouxe um girinho. Sabia? Sim. Então pode rodar a vinheta. Did you know Sam's Club isn't a store?

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FCFernanda Cômora

See terms. Olha, meu amigo, você sabe que está muito viajante.

RVRogério Vilela

Tô, e vou viajar de novo.

FCFernanda Cômora

Então a gente já fica, não dá tempo nem de aquecer assim, já vai de novo, né? Verdade, pegou gosto.

?Voz B

Gostei, mas já dá um gosto legal, né?

RVRogério Vilela

Eu tenho mais milhas que muita gente aí, que muita gente, porque você não tá parando. E aí andei dando uma olhada nas suas fotos e isso me dá calafrios aí, porque a Fabi falou a mesma coisa hoje.

FCFernanda Cômora

Tá, é outra coisa, é outra coisa, são outras fotos, são as que eu vejo na internet. Tá bom, graças a Deus não são fotos privadas.

RVRogério Vilela

Não, nem Nem são para fotos privadas, são IA, é tudo IA, tá?

FCFernanda Cômora

Sei. Mas olha, e aí eu quis trazer uma dica de moda para você, apesar que o Marcílio pode embarcar nessa também, tá? Tô precisando mesmo. Tá precisando? Gostei disso, porque olha, você vai para onde? Você vai para Europa agora? Então disse que isso tá super usando lá, é alta moda qualificada. Fechou. Então são roupas que você vai arrasar. Comprarei. Você vai para praia? Vou. Ah, então tá pronto, pode soltar as imagens. É aí, ó, obrigado pela dica. Ó, você vai fazer sucesso na piscina.

RVRogério Vilela

Olha aí, chama bunda do Homer isso.

FCFernanda Cômora

Eu já vi ele de sunga com elegância.

RVRogério Vilela

Eu chego um dia em casa, ele tá tomando sol aqui na minha piscina, ele tava com essa.

FCFernanda Cômora

Não, mas tem look para academia.

?Voz B

Mas a sunga do Homer é assim?

RVRogério Vilela

É, tem look para academia e tem para tudo. Eu gostei, eu gostei.

FCFernanda Cômora

A hora que você tiver malhando, o do cachorrinho, você quiser que a gata preste atenção, ó, você acha que não tá chamando atenção na academia?

RVRogério Vilela

Primeira dica que você mandou aqui que eu vou seguir, viu?

FCFernanda Cômora

Olha lá, ó, no movimento, só no movimento. De repente você acha que a gata tá desligada, você vai colocar ele.

RVRogério Vilela

Tem que ser um chihuahua.

FCFernanda Cômora

Olha esse, tem a ver com o presente que você Tem hoje. Olha eu dando sinais.

?Voz B

Olá, cara, que maravilhoso, gente! Você vai arrasar, ó.

FCFernanda Cômora

Ninguém vai— você não vai passar despercebido de jeito nenhum.

RVRogério Vilela

Tá aí uma dica que eu vou usar, vou atrás para usar na Espanha.

FCFernanda Cômora

É isso, será um brasileiro antenado em terras europeias.

RVRogério Vilela

Fechou, obrigado, companheiros de bancada. Foi Foi mais um programa, mais um. Semana que vem, terça-feira, mesmo horário, né?

FCFernanda Cômora

Mesmo horário, 7 horas. Estaremos aqui às 19 horas.

RVRogério Vilela

Exato. Então sigam a Fernanda nas redes sociais, por favor. Você tá como? @fernandacomora. E você?

?Voz B

@prof_ricardomarcillo. E no YouTube, Professor Ricardo Marcillo.

RVRogério Vilela

E me sigam no Instagram, @vilela, que eu prometo colocar essas fotos com essa nova vestimenta lá. Eu, se eu achar, que eu vou procurar, você sabe, eu gostei. Traz uma para mim também.

FCFernanda Cômora

É óbvio, você achar, você faz o vídeo para gente.

RVRogério Vilela

Não, para ele é colocar um saco de plástico transparente, fica igual, né? Então, o que que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou ao final do jornal?

?Voz B

Primeiramente, agradecer aos nossos patrocinadores.

?Voz C

Aí temos o Estratégia, o G4 patrocinando o episódio de hoje.

?Voz B

E para provar que você chegou ao final desse papo maravilhoso.

RVRogério Vilela

Coloca aí bermuda da moda, bermuda da moda, e já roda a vinheta porque tem crônica aí do Carlos Bezerra e tá demais. Segue, valeu, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau.

FCFernanda Cômora

Que bom, gente, tchau tchau!

?Voz G

A nova música do U2 faz uma pergunta que deveria incomodar qualquer cristão. Quem é que está discipulando a sua mente? Deus, Jesus de Nazaré ou o algoritmo? Quem me acompanha sabe o quanto eu curto o Uhuu. O Bono faz uma coisa rara: ele fala de fé sem transformar a fé em propaganda. E esse ano o Uhuu lançou um novo ciclo. 2 EPs e agora o primeiro single do novo álbum, Street of Dreams. E quando ele apresentou esse ciclo, o Bono fez uma pergunta que ficou aqui Ficou ecoando na minha cabeça.

Ele perguntou se a nossa fé consegue sobreviver ao tipo de significado que os algoritmos recompensam. Quem é que tá formando o nosso coração? Porque hoje os algoritmos premiam o que prende a nossa atenção: indignação, confronto, escândalo, polarização. A Simone Weil inclusive escreveu que, eu me lembro, que a atenção no seu grau mais alto é a própria oração. O algoritmo disputa exatamente aquilo que a oração pede: sua atenção.

E a alma humana sempre acaba parecida, parecida com aquilo que ela contempla, que ela adora. A Bíblia já dizia isso. O Salmo fala dos ídolos: os que fabricam se tornam como eles. E Paulo escreve que contemplando a glória do Senhor, nós somos transformados na sua mesma imagem. Você vira aquilo que você olha, para o bem ou para o mal, aquilo que você ama. Esse novo single, Street of Dreams, começa de um jeito totalmente inesperado, porque ao invés de um refrão explosivo, o Bono se refere ao Salmo 61, uma oração: Ó Deus, ouve o meu clamor, atende a minha oração, do fim da terra eu clamo a ti.

Ao invés dele responder ao barulho com mais barulho, Eles responderam com um salmo. A oração não afasta a gente da realidade, ela nos devolve à realidade com esperança, gente. Uma espiritualidade que caminha pelas ruas, que encontra quem sofre, que caminha na direção de quem sofre injustiça. E é nesse tipo de fé que eu acredito, uma fé discipulada por Jesus de Nazaré e não pelo FIDE. Eu costumo dizer que eu sou um discípulo de Jesus disfarçado de político.

Eu também sou um discípulo de Jesus disfarçado de médico. A política e a medicina são onde Deus me chamou para servir. Eu não acredito em usar política para impor uma religião a quem quer que seja. Eu acredito em expressar os valores do evangelho também na política: justiça, compaixão, humanidade, verdade. Basta olhar para Jesus. Quanto mais íntimo do do Pai ele era, mais próximo das pessoas ele se tornava. A espiritualidade de Jesus nunca o afastou da dor humana.

Foi ela que o levou aos doentes, aos excluídos, aos que tinham fome e sede de justiça. E é essa espiritualidade que eu escolhi, que eu quero viver, a que forma a gente mais parecida com Jesus, discípulo de Jesus, forma humanidade. Tem uma faixa que fecha um desses EPs, ela pega lá o Salmo 34: Bendirei ao Senhor em todo tempo, e termina, termina com ponto de interrogação. Um louvor que virou uma pergunta. Eu gosto disso. A fé honesta é a que ainda pergunta, é a que tem perguntas.

E a pergunta do Bono continua ecoando, gente: quem é que tá discipulando a sua mente? Deus, Jesus de Nazaré ou o algoritmo?

?Voz B

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo. Não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor entre em contato conosco para esclarecimentos.

Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos. Hey, it's Ryan Reynolds here from Mint Mobile. Now, I was looking for fun ways to tell you that Mint's offer of unlimited premium wireless. For $15 a month is back. So I thought it would be fun if we made $15 bills, but it turns out that's very illegal.

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