Episódios de Inteligência Ltda.

008 - O MISTÉRIO DA AVILOOP E JEFFREY EPSTEIN - Arquivos Proibidos

21 de julho de 202613min
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Por trás do nome Aviloop existe uma das histórias mais controversas envolvendo Jeffrey Epstein. Neste episódio de “Arquivos Proibidos”, a ANITA BORGES e o FABIO JACQUES, do Muita Brisa, mergulham em documentos, conexões e teorias para investigar o que realmente se sabe sobre esse mistério. O Vilela não participou da gravação por medo de descobrirem que o nome dele estava na lista de passageiros.

Participantes neste episódio2
A

Anita Borges

Host
F

Fabio Jacques

Host
Assuntos4
  • Mistério AviLoop e EpsteinAviLoop · Jeffrey Epstein · Nadia Marcinko · Teorias da conspiração
  • Nadia Marcinko e sua ligação com EpsteinNadia Marcinko · Jeffrey Epstein · Jean-Luc Brunel · Lolita Express · Vítima ou cúmplice
  • Origem e natureza da AviLoopEmpresa de aviação · Vídeos promocionais · Modelo de negócio
  • Desaparecimento de Shannon Gilbert· SociedadeNadia Marcinko · Documentos do caso Epstein · Investigação do Congresso
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
ABAnita Borges

2011, a VILUP, uma empresa de aviação, cria um canal no YouTube e publica 4 vídeos. Moças vestidas de comissária de bordo, com frases cheias de segundas intenções e um clima estranho no ar. Por fora, parece só mais uma propaganda mal feita. Mas a verdade é que esse canal está ligado a um dos maiores escândalos criminais das últimas décadas. O caso Jeffrey Epstein. E no meio disso tudo surgiram 3 perguntas: que tipo de empresa de aviação faz vídeos assim?

Quem é a mulher por trás da AviLup? E qual era a real ligação dela com o Epstein? Nós do canal Muita Brisa investigamos e no vídeo de hoje vamos te contar tudo sobre esse caso do começo ao fim. Eu sou Anitta Borges e seja bem-vindo aos Arquivos Proibidos, o canal sombrio de Jeffrey Epstein. Recentemente, um canal antigo muito bizarro voltou a viralizar por um motivo perturbador. Chamado Avi Loop, o canal tem 4 vídeos de moças falando frases de duplo sentido.

Todos os vídeos desse canal Todos seguem uma mesma fórmula: uma mulher jovem, sozinha, num fundo claro e liso, vestida com uma fantasia de comissária de bordo azul. A teoria que corre pela internet é a seguinte: a Avi Lupi seria uma empresa de aviação criada por uma pilota eslovaca chamada Nadia Marcinko. E por trás da fachada dos vídeos estranhos, desses vídeos promocionais estranhos, Nadia supostamente teria uma ligação direta com Jeffrey Epstein.

Pesquisando mais a fundo, essa teoria, ela não é nova. Ela nasceu no Reddit, num fórum dedicado ao caso Epstein, em dezembro de 2019. Poucos meses depois da prisão e da morte do Jeffrey Epstein. Um usuário começou a vasculhar o site da Avilup e ficou chocado depois de ver uma das fotos. A Nádia de cabeça pra baixo, dentro de um avião. Segundo esse usuário, cada vez que ele tentava postar o print dessa imagem, o post era o que só aumentava a desconfiança dele.

Outras pessoas do fórum responderam que aquilo provavelmente era só um marketing. E explicaram que a foto era de um vídeo promocional gravado no próprio avião dela. Só que detalhe, esse vídeo teria sumido do YouTube logo depois que o Epstein foi preso. Mesmo com essas explicações, a sensação de que tinha algo errado ali nunca foi embora. E a teoria foi crescendo cada vez mais, até que ela voltou com força total hoje. Mas o que realmente tá acontecendo?

Esse canal e o site estão mesmo envolvidos com o caso Epstein? É isso que a gente vai descobrir. O canal Avi Lup foi criado no dia 5 de agosto de 2011 e tem só 4 vídeos. E praticamente todas as postagens aconteceram em 2 dias. Nesses vídeos, mulheres jovens aparecem vestidas de comissária, com uniforme azul, usando frases cheias de segundas intenções pra promover promover a empresa. Num deles, uma das garotas convida o público a assistir só para ver mais garotas como ela.

Tinha até uma mecânica de ganhar uma chamada de vídeo com uma das atendentes. No geral, o canal em si é muito estranho. Ele tem cara de abandonado e isso só alimenta cada vez mais as teorias. Na descrição só tem uma frase: conheça as atendentes de negócios da Avilup, e nenhum contato, nenhuma informação institucional. Eu achei tudo aquilo muito estranho e comecei a fazer uma investigação mais minuciosa dentro desse canal para pegar cada detalhe, porque tem muita coisa estranha.

Por exemplo, a foto do canal que tá com o logo cortado, não me parece ser um canal de uma empresa. E aí eu comecei a ficar na dúvida: será que esse canal foi mesmo criado pela Avilup de verdade, ou será que alguém montou esse perfil depois justamente para dar mais força pra essa teoria e fazer a história viralizar? Fica aí essa dúvida pra você. Daqui a pouco eu volto nisso. Mas antes, pra gente entender essa história direito, precisamos falar de onde que surgiu essa tal Avilup.

Nadia Marcinko, também conhecida como Nada Marcinkova, é a criadora da Avilup. Ela nasceu na Eslováquia em 1986. E a trajetória dela é É o ponto onde essa história começa a ficar sombria de verdade. Por quê? Antes da empresa, a Nádia já tinha a sua vida online. Ela postava vídeos sobre sua rotina como piloto e até ganhou um apelido na internet de Global Girl. Mas a aviação veio depois. Segundo o próprio site da Avilup, a carreira dela começou no marketing, passou pela alta moda como modelo.

E só depois foi pra aviação. Ela virou piloto de acrobacias, instrutora de voo licenciada e piloto de linha aérea. No papel, ela tem um currículo super impressionante. O problema é como ela chegou até ali. Registros judiciais e reportagens contam que a Nadia foi levada da Eslováquia pros Estados Unidos ainda muito jovem. E acabou entrando para o círculo mais próximo do Epson através de um associado dele chamado Jean-Luc Brunel.

Agora, sobre a idade dela, algumas fontes falam que ela chegou aos 18 anos em 2003. Já outras dizem que ela foi trazida ainda adolescente, com cerca de 15 anos, lá em 2001. Essa parte não tem nenhuma confirmação fechada ainda. Mas o que as fontes concordam é que ela entrou muito cedo na vida do cara. Numa petição da Justiça da Flórida, ela chegou a ser descrita como a escrava sexual que morava com o Epstein. E segundo a imprensa americana, o próprio Epstein se referia a ela desse jeito.

Por 7 anos, Nadia foi a namorada principal de Epstein, apontada como a companheira mais importante dele depois da Ghislaine Maxwell. Foi o próprio Epstein quem bancou o seu treinamento de piloto. E ela acabou virando um dos pilotos que voavam uma aeronave particular celular dele, aquela que ficou conhecida como Lolita Express. Nos arquivos do caso, o nome dela aparece em centenas de documentos e em mais de duas centenas de registros de voo.

Só que aqui tá o nó dessa história: a Nádia, ela é vista ao mesmo tempo como uma vítima e como uma possível cúmplice. De um lado, ela mesmo diz ter sido controlada e abusada física e psicologicamente por Epstein e se apresenta como uma das vítimas dele. Do outro, ela foi uma das 4 mulheres apontadas como possíveis cúmplices no polêmico acordo de 2008, na Flórida, que livrou o Epstein de uma condenação pesada. Investigadores repararam também que, durante a primeira prisão dele, a Nadia visitou o Epstein mais de 60 vezes. 60 vezes, gente! 60 vezes!

Mesmo com tudo isso, ela nunca foi acusada formalmente de crime nenhum. Existem emails que ajudam a mostrar o tamanho dessa ligação dos dois. Em mensagens atribuídas a ela, a Nadia cobra a Epstein por promessas de segurança financeira feita ao longo de 7 anos. Ela diz que confiou nele desde muito nova, que se sente traída, que queria ter formado uma família com ele. E sofre por ser chamada praticamente de abusadora de crianças.

E aqui vai um aviso importante: em boa parte desses documentos, os nomes estão censurados ou apagados. Então, quando dizem que um trecho é sobre a Nádia, isso é uma conclusão de quem investiga. E não algo confirmado de forma oficial. E é no meio dessa relação da Nádia com o Epstein que aparece a ave-lupe. A empresa foi registrada em Nova York como uma firma de consultoria em aviação. Com a Nadia como dona e chefe. No papel, era um negócio comum.

Mas na prática, quase ninguém consegue explicar o que ela realmente vendia. O modelo de negócio nunca fez muito sentido. A empresa oferecia ofertas de aviação com divisão de custos. E prometia devolver o dinheiro caso não juntasse o suficiente. Só que ninguém achou registro de pagamento de verdade entrando na empresa. Teve até um suposto acordo listado no site, com data de conclusão em 1969. O que é impossível e totalmente sem sentido.

A Nádia nem era nascida nessa época. Também tem um detalhe que a Avilup funcionava, segundo relatos, num imóvel ligado ao Mark Epstein, o irmão do Jeffrey Epstein. Pra muitos que estudam o caso, a Avi Lupi existia menos como negócio e mais como uma forma de justificar a permanência da Nadia nos Estados Unidos, tendo um endereço, um cargo e uma renda no papel. Agora, quando você olha de perto, boa parte dessa história de que a Avi Lupi estaria envolvida no tráfico de pessoas ainda é uma grande teoria, porque isso ainda não foi comprovado.

É verdade que a empresa tem tudo de estranho. Um modelo de negócio que não fecha, vídeos no mínimo esquisitos e uma dona ligada diretamente ao Epstein. Tudo isso é real. A ligação dela com o Epstein é documentada. O propósito realmente criminoso da empresa segue como suspeita e sem prova de que a Avilup era uma central de tráfico disfarçada. Agora, Você quer saber a parte mais sinistra de todas, que derreteu a mente dos teóricos?

Depois da liberação dos documentos do caso Epstein, a Nadia simplesmente sumiu. Ela não é vista em público desde o começo de 2024, sem localização confirmada e sem dar declarações. Em 2026, o nome dela voltou com força porque parlamentares nos Estados Unidos passaram a discutir convocar figuras próximas ao Epstein para depor no Congresso. E a Nadia foi uma delas. Surgiram também novos emails analisados publicamente. Incluindo um em que ela fala de promessas que o Epstein teria feito.

Como um bebê, um apartamento em Praga e oportunidades de negócio. E, curiosamente, apareceu uma mensagem de agosto de 2011. Bem na época que os vídeos desse canal foram publicados. Em que a Nádia se oferecia para conseguir pro Epson, através da Avilup, praticamente o que ele quisesse. De aviões, helicópteros a voo fretado. Infelizmente, continuamos sem saber onde a Nádia está. Tentei acessar todos os perfis dela nas redes sociais, mas todos estão desativados.

O que será que realmente aconteceu com ela? Será que em algum momento a gente vai ver o desfecho dessa história toda? No fim das contas, não existe nenhuma comprovação oficial que a Avilup era usada para o tráfico sexual do Epstein, como diz essa teoria. E isso segue sendo só mais uma suspeita da internet. Mas tem gente que acredita em uma outra possibilidade. Que a empresa nunca teria sido um negócio de verdade, e sim uma fachada.

Uma forma de justificar e manter a Nadia morando legalmente nos Estados Unidos. Mas ainda temos uma pergunta que eu não consegui responder. Esse canal é mesmo da Avi Lupe original? Ou foi criado por outra pessoa só pra alimentar a teoria? E é por isso que eu insisto pra vocês. Seja curioso, mas seja crítico, tá? Nem tudo que viraliza é verdade. Então fica esperto. Mas eu quero saber o que que você acha dessa teoria toda. Deixa aqui nos comentários junto com o seu like nesse vídeo e a gente se vê na semana que vem nos próximos Arquivos Proibidos.