1886 - A VERDADE SOBRE MORAR NA CHINA: ALEXIA EVELLYN, MAURÍCIO E THE
ALEXIA EVELLYN é cantora, e MAURÍCIO DA CRUZ e THEO SANTANA são YouTubers. Eles vão bater um papo sobre como é realmente morar na China e contar as vantagens e desvantagens desse país que é uma potência. O Vilela voltou recentemente de lá e disse que não gostou do cachorro-quente.Acesse A Bússola, o curso gratuito de gestão e inteligência artificial do G4. https://on.g40.co/inteligencia_jabbour_kobori_
- Estratégia Chinesa e BRICSExperiências de brasileiros · Adaptação cultural · Segurança · Tecnologia · Língua mandarim
- Mobilidade e infraestrutura na ChinaTrens de alta velocidade · Carros autônomos · Frota elétrica · Delivery por drone
- Crescimento do turismo chinês no BrasilNatureza impressionante · Guilin · Zhangjiajie · Lijiang · Xinjiang · Muralha da China · Teleférico de vidro
- Gastronomia Angolana e ChinesaHot Pot · Pato de Pequim · Cogumelos venenosos · Arroz e feijão · Comida de rua · Histórico de fome
- Legislacao e RegulacaoControle de redes sociais · Proibição de ostentação · Crédito social · Restrições a jogos de azar · Restrições a criptomoedas · Restrições a conteúdo pornográfico
- Isenção de visto Brasil-ChinaEstereótipos · Futebol · Churrasco brasileiro · Hospitalidade com estrangeiros · Cultura de pagar a conta
- Infancia e PobrezaAusência de mendigos · Trabalhadores dormindo na rua · Programas de assistência social · Diferenças em relação ao Brasil
- Ano Cultural Brasil-ChinaDificuldade em abandonar hábitos · Falta de tempo livre · Saudade de café da manhã · Saudade de arroz e feijão
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Sou o Rogério Vilela e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais chinesa. Querido Bigoda, você é um cara que não foi para a China, provavelmente. Eu fui para a China agora, conheci um pessoal, conheci pessoas, conheci lugares, conheci comidas, conheci a cultura.
Olha só.
E fiquei fascinado. E tem muitas dúvidas ainda depois que eu voltei, que as pessoas me perguntam e eu não sei responder. Por isso eu trouxe 3 pessoas que entendem muito da China, além de você que também entende muito da China. A capital da China você sabe?
Não é Taiwan?
Não, não é.
Não é Taiwan?
Não, não é. Também não é Hong Kong? É, o diretor tá soprando para você, cara. Ele soprou para você.
Eu tava brincando, claramente.
Você sabe, claramente você sabe, né? Você sabe. Então vamos falar com esse pessoal, mas antes eu queria que você falasse com o pessoal que tá em casa, como eles participam hoje, porque é uma live muito especial, porque eu conheci duas dessas pessoas lá na China, troquei muita ideia, até gravei com eles. E agora tem mais um integrante e eu quero saber como as pessoas perguntam para elas.
É isso aí, hoje uma live muito especial, né, porque ela é destinada para os nossos membros, né?
Sim, pessoas muito especiais.
Exatamente, eles têm acesso a vários benefícios, né? O primeiro deles é que eles ficam sabendo da nossa agenda de forma antecipada.
Isso.
E o outro é que eles mandam perguntas antes mesmo da live começar, né?
Isso.
Então a gente já vai começar aqui, já tem aqui 20 perguntas separadas lá do grupo do Telegram, né, de membros.
Então é isso aí, vai ser uma live muito especial e vamos aprender algumas palavras em chinês. E no final eu quero que você termine O programa em chinês. Perfeito, né? Ô, Bigoda, deixa eu dar um recado aí que é muito importante antes de começar o episódio para o pessoal que tá em casa. Ó, você que tá assistindo e tem uma empresa, é para você. O que mais trava o crescimento de um negócio hoje no Brasil não é a falta de vontade ou de mercado, é a falta de método, de processo redondo.
Deixa eu fazer uma pergunta para o Bigoda aqui. Bigoda, se a nossa audiência cair pela metade amanhã e o caixa apertar aqui, qual é o plano de ação exato que você acha que que eu executaria no primeiro minuto?
Cara, não sei, mas eu demitiria alguém que não fosse eu, claramente.
Você acha que isso é solução?
Pois é.
Você tem...
Corta de verbas, mas eu em último caso.
Tá certo.
Não eu.
Tá certo. Tá vendo? É difícil. E não é porque você é ruim. Na verdade você é, mas não é porque você é ruim.
Não sou tão ruim assim não.
É porque ninguém te deu o processo. E a maioria dos donos de empresa vive assim, no improviso, apagando incêndio todo santo dia. E aí que entra o G4. E o que eu mais gosto é que eles não te jogam mais um monte de curso na cara. Não, não, não. Eles pegam a tua empresa, fazem um diagnóstico e falam exatamente onde apertar o parafuso. Tem monitoria mensal com gente que constrói empresa de verdade do outro lado te dando direção. E é isso que muda o jogo.
E olha o timing, hein? O G4 está disponibilizando a Bússola, um curso gratuito de gestão e inteligência artificial aplicada e focada para donos de empresa. Para de operar no amadorismo, cara. Escaneia o QR code que tá na tela agora ou clica no link na descrição e garanta o seu acesso. G4, para quem quer mais, muito mais, né, bigoda?
É isso aí.
Bora para o papo?
Vamos lá.
Então vamos, vamos lá. Então com quem que a gente vai falar primeiro? Vamos, vamos ver quem tá na tela aí, diretor. Coloca aí para mim. Dá para colocar todo mundo? Ó, Téo, é você? Opa, não te conheço pessoalmente, então você se apresente para mim e para o povo.
Legal, meu nome é Téo Santana, moro na China desde 2010. Sou do Brasil, de Santa Catarina, aí Barão, Santa Catarina, mas acabei vindo para a China em 2010 por decisão própria. Motivo que eu vim para cá na época, trabalhava na indústria aí no Brasil, já tinha morado nos Estados Unidos, já tinha morado na Rússia, e aí em 2010 eu decidi para ir para um outro país, e esse país era a China. A China tava crescendo bastante, 10% ao ano o PIB deles, e eu falei, cara, por que não ir para a China, né?
Então eu vim para cá, vim como estudante na época, Estudei aqui durante um ano aprendendo a língua mandarim, peguei fluência no mandarim e aí fui criando raiz aqui, né? Então desde 2010 até 2026 fico nessa China que a gente conhece aí, que eu mostro no nosso Instagram que chama Destino China e estamos aí firme e forte seguindo, atendendo, vivendo e mostrando um pouco do que a China tem de novidade aí, né? Mas fiz mestrado aqui também, fiz doutorado e tenho a vida aqui Casado com chinesa e segue firme e forte.
Manda uma saudação aqui para o Brasil em mandarim então.
Você decorou já, né, Bigode?
Não, Bigode, vamos lá, agora fala o que ele falou. Não precisa falar tudo, mas pelo menos uma parte do que ele falou.
Vou falar a primeira palavra, que foi a única que eu consegui anotar, que é Ruaim.
Como?
Ruaim, parece.
Mandou bem ou não?
Mandou bem, mandou. Ruaim significa bem-vindo. Então eu falei: bem-vindo ao podcast número 1 do Brasil, que é Inteligência Limitada.
Olha só, mandou bem, hein? Mandou bem. Mandou bem. Vamos então, Alexia. Me ouve, Alexia?
Sim, te ouço.
Essa garota é talentosíssima. Vamos aí, diretor, deixar separado uns trechos aí de músicas, de clipes, de coisas que ela fez para o pessoal quem não conhece saber. Mas se apresenta para o povo, Alexia.
Obrigada, tô muito feliz de estar aqui. Você é um amor, realmente conhecer, e tô muito feliz de estar aqui finalmente conhecendo o seu trabalho mais de pertinho agora, frente a frente. Eu sou Alexia Evelyn, sou cantora e compositora, sou nômade, mas ultimamente tô morando muito mais tempo na China do que qualquer outro lugar do mundo esses últimos anos aí. Acho que passei pelo menos metade do ano, alguns anos um pouquinho mais na China, e tô muito feliz de estar aqui conversando com vocês desse país que eu amo muito, que eu amo tanto.
Quer mandar algum recado em mandarim? Se sente à vontade já.
Meu Deus, tem muito que aprender ainda, mas com esses dois caras aqui—
Não, tente alguma coisa, vai ter que sair alguma coisa aí.
Vou falar uma coisa bem simples. Ni hao, wuxiu, xiao ai, wuxiu, Alexia, Emily.
Você viu, né? Já aprendeu mais uma coisa, né? E agora vamos, Maurício, que é o favelado aqui da turma, né, Maurício? Favelado, maloqueiro. Como que a gente te apresenta? Se apresenta para o povo aí. Te conheci lá, foi um papo muito legal, muito legal mesmo, cara.
É, meu nome é Maurício, eu moro na China há 14 anos, né? Aí eu perdi o trabalho para inteligência artificial e vim morar aqui na favela chinesa, né? E daí eu viralizei, um mês ganhei 400 mil, 300 mil seguidores. Agora estamos com quase 1 milhão aí só em uma plataforma, né? Fora as outras, tem mais. E por isso aí conheci, consegui conhecer você, né? A gente tava esses tempos aí juntos aqui em Pequim, né, que eu moro na capital da China, né.
É, acompanhei você no Instagram, achei muito interessante. Você encontrou lá no hotel, você conseguiu uma camisa, uma camisa de um time, né, da China para mim. Foi muito legal, cara.
E a gente vai comprar aí pessoalmente, peguei ali, né.
Exato.
E era verde, né, teve esse problema, né, corinthianos, a verde.
Mas é por um motivo especial. Então Então a gente vai querer saber de vários detalhes aí dessa tua vida, tá? E manda alguma coisa também em mandarim para gente aí.
Dà jiàn hǎo, lái ra Páxi.
The wo de yi zi lái Trung Quốc是零零年。欢迎中国人在Páxi的中国人观看我们这个podcast。 Ô, ô, ô, bigode, você tá ligado que se eles quiserem tá enganando a gente? Eles estão enganando muito, né? Se eles quiserem tá falando qualquer coisa que não é mandarim, a gente tá acreditando.
Ou até xingar a gente.
Até xingar, ele pode estar xingando a gente.
Gente, né? O que que você falou aí? Traduz aí para gente.
Ah, eu falei no começo, eu falei que eu tô aqui 14 anos e dei também boas-vindas aos chineses que moram no Brasil aí para estar também prestigiando aí o podcast.
Como que é morar na China? Quero a experiência dos dois aí. Vamos lá.
Beleza, quem começa?
Ah, eu posso? Vamos lá, cara. Morar na China, eu acho que é tipo viver no lugar que a gente tá mudando o tempo inteiro. A gente sempre tá aprendendo, a gente sempre tá vendo novidade. Quando eu cheguei em 2010, eu tinha 22 anos, né? Então acompanha um pouco dessa transformação, que é uma transformação grande na China. A China que eu conhecia provavelmente naquela época era completamente diferente do que os estrangeiros, do que as pessoas conhecem, né?
Então Maurício também pode complementar isso, mas muitas das coisas que hoje parece normal, por exemplo, como pagar com celular ou pedir comida por um aplicativo ou chamar um carro ou receber qualquer produto às vezes no mesmo dia, Isso já não existia, né? Então eu lembro que quando eu vim para China eu usava o famoso tijolão, aqueles celulares da Nokia, né, que não tinha como pedir um Uber, não tinha como pagar. Então era tudo no dinheiro e era tipo na vida realmente como era para a gente no passado, né?
Hoje você consegue resolver praticamente tudo via o celular. Então você pega o WeChat, pega o Alipay, quem já foi para China sabe o que eu tô falando, e você consegue pagar a conta, chamar um carro. Você pode chamar um carro sem passageiro, Você pode comprar uma passagem, tudo com o único aplicativo que se chama o Alipay, ou até às vezes o WeChat, que é o mais comum utilizado, né? Mas tirando essa questão de tecnologia, desenvolvimento, velocidade que a gente é, que a China é, a China acaba deixando você muito mal acostumado, né, principalmente com essa velocidade.
Porque quando você volta para outro país, que alguém, você faz uma comparação que você, ah, eu fiz uma compra, demorou 7 dias para chegar, eu penso, tá, Mas o produto ele tá vindo da onde? Ele tá vindo da Lua? Ele tá vindo da muralha da China? Porque hoje na China você consegue comprar qualquer coisa no mesmo dia ou até no dia seguinte, o entregador já tá ligando, né? Fora a questão da velocidade. Então essas são as grandes diferenças que eu vejo assim.
É uma sensação diferente quando a gente vê qualquer outro país, independente se é Europa, Estados Unidos, Brasil, ainda essa velocidade ainda não consegue superar a velocidade da China, né? E também tem a questão muito grande da questão da segurança, né? Então Provavelmente, Laila já veio para cá, Maurício também pode comentar daqui a pouco, que a segurança é algo que não tem o seu valor, né? É comum você ver mulheres andando na rua com o celular na noite sem problema algum, independente a rua se ela tem uma iluminação ou não.
Essa preocupação constante que a gente tem, principalmente nós brasileiros, de ficar colocando a mão no bolso toda hora para ver se a carteira tá ali, infelizmente na China isso não precisa nem ser feito, né? Mas mesmo assim, eu por ter nascido no Brasil, sempre coloco a mão na minha calça para ver se minha carteira tá ali. Por estar acostumado com isso no Brasil, né? Então, mas não existe nenhum lugar perfeito, né? Então a gente sabe que a China também tem seus problemas, não é só a beleza que hoje a internet mostra, não.
Tem também problemas que a gente sabe, principalmente questão de acesso à internet, que para mim é um dos maiores problemas que a gente vê, mas é um país bom, né? Então hoje os metrôs são enormes, estações de trem são enormes, existem cidades modernas gigantes com trens de alta velocidade, Então tudo se conecta entre uma cidade a outra. Às vezes você quer sair de Xangai para Pequim, em 3 horas você tá em Pequim, enquanto você pega um voo, o voo é de 1 hora e meia, mas você tem que ir para o aeroporto antes.
Então essas velocidades às vezes você não consegue encontrar em lugar nenhum do mundo, né? Mas morar também existe, na China existe também a questão da adaptação, né? Hoje a língua é uma das barreiras muito grande. Eu me dei bem porque quando eu cheguei eu aprendi já o mandarim, foi a primeira coisa que eu fiz, enquanto alguns amigos davam aula de inglês. Eu falei não, Eu vou aprender essa língua porque se eu aprender isso aqui ninguém tira de mim, né?
Então eu fui para a universidade, estudei para aprender um pouco, né? Então a gente sabe que nem todo mundo fala inglês na China. No começo até as coisas elas parecem mais simples assim, mas em geral ninguém fala. Quem fala normalmente são estudantes mais jovens, mas as pessoas do dia a dia, como abrir uma conta no banco ou até comprar alguma coisa no supermercado, se você não tiver uma base de mandarim para pedir ou explicar alguma coisa fica realmente difícil, né?
Mas é isso. Quando eu cheguei, essa é uma das dificuldades, né? Para mim, vou dar um pouco de espaço para o Maurício continuar aqui, mas eu poderia ficar falando por horas aqui como que é realmente morar nesse país.
Vamos lá, Maurício. Eu deixei a Alexia depois porque ela tá há menos tempo na China, então a experiência é diferente. Então quero, é, eu quero saber de vocês, porque você tem experiência da tua família também, né? Conta aquilo que você me contou do teu pai, toda essa história aí.
Morar na China para mim é essa, é se sentir em casa, né? Porque desde a primeira vez que eu vim aqui, cara, foi no ano 2000, eu vim com meus pais e eu me apaixonei pela vida da China. E naquela época não tinha nada disso, né, dessa tecnologia ainda. Era a China, tava o dragão, tava se levantando, né? Mas sabe, aquele tempo do ano 2000 Meu pai, né, militar, então ele tava aqui. Ele depois casou com uma chinesa, eu gostei muito.
Meus pais são separados, né, ele casado com a chinesa, e sempre fiquei com esse sonho de voltar, né. Como ele tava aqui ainda, depois ele voltou para casar com a chinesa, né, ficou mais de 10 anos. Eu sempre fiquei nisso de querer voltar e sentir de novo aquilo que eu senti naquela vez, né, que realmente foi uma experiência para mim que me marcou muito. Aí eu já tinha aquela decisão mesmo de dentro de mim que eu queria me mudar para cá, né?
Aí isso antes da universidade, né? Lá por 2006, mais ou menos 2005, eu já tinha decidido. Aí eu fiz a universidade, né, Comércio Exterior, já pensando em me mudar para cá, né? Para reviver isso e morar para China para sempre. Eu tinha essa ideia, vou, eu vou fazer comércio exterior, vou para China para se mudar mesmo, né? Aí eu vim e a minha ideia, vou também para casar com uma chinesa. Cheguei aqui na China, os 2 primeiros anos foi dedicado ao estudo, e foi aí que eu conheci a minha esposa, né, que era minha professora, professora de mandarim, e Ah, cara, daí para mim aqui a China é, eu não sei, parece que eu tô sempre viajando, sabe?
Aquela sensação, sabe, que a sensação que você tem de estar viajando, que é super gostosa? Essa sensação para mim de morar na China, parece que você sempre tá vendo, porque é muita cultura, é muito diferente, né? As coisas são diferentes, muito diferente da gente lá. Parece que mesmo há 14 anos aqui, fora os outros 2 que eu morei, essa sensação ela não vai embora, não sei por quê, mas ela fica. E, cara, eu vejo os caracteres que eu sei ler e tal, dá aquela dopamina gostosa, aquela coisa que, caramba, tô vivendo isso.
Para mim realmente é muito legal essa parte assim. E eu sou um cara que eu até falo nos meus vídeos para mostrar para o pessoal que é de direita, né? Eu cheguei aqui na China como de direita, tipo, eu era Então eu mostrei, eu gosto de mostrar isso também para o pessoal, porque muita gente tem preconceito, né? Pessoal extrema-direita, não sei, alguns de direita aceitam legal, outros— então o meu papel no meu canal é mostrar isso, que a China não é questão de briga política, mostrar a China realmente, é porque o que eu vivo aqui tem muita coisa boa.
Daí o pessoal começa a falar, você é comunista, tá sendo pago pelo presidente. Mas faz parte, né? O povo é muito politizado no Brasil. Eu sou um cara mais de boa, então eu vim com a cabeça aberta. E realmente gosto muito de estar morando aqui por tudo que o Theo já falou ali dessa questão toda aí da tecnologia também, que é impressionante, a segurança. Eu fiz um vídeo que viralizou que eu mostro aqui na China com a minha motinha elétrica.
Eu só coloco ela ali no— tô passando no rio ali. Eu fiz um vídeo, eu mostrei que sem trancar ela, né, deixei ela ligada e pulei no rio junto com a minha câmera. Eu falei, vou fazer esse vídeo aqui, eu faço, gosto de fazer vídeo bem natural assim, na hora, espontâneo. Aí eu pulei no rio, deu mais de 5 milhões de visualização mostrando essa parte, né, até reagindo ao comentário de um seguidor falando ditadura, que falta de liberdade.
Mas para mim isso é liberdade, né, eu comento bastante essa parte, né, mostrando essa parte da China, né, é uma liberdade E algumas pessoas acham que não é, né, porque tem esse preconceito que não pode xingar o presidente, não sei o quê. É China incrível. Eu recomendo que todos venham, né, deixa o preconceito de lado, venha conhecer aqui, né. Hoje não precisa nem de visto, então todo mundo pode vir. E é isso, eu mesmo tô lançando aí viagens para China a partir do ano que vem, e todo mundo que quiser vem, venha.
Deixa o preconceito de lado e tenha a conhecer. E é isso, cara. Essa motinha elétrica aí também que vocês vão mostrar depois ali do Minha Motinho, né, por exemplo, é a bateria dela. A gente paga tipo R$170, pode, por mês eu pago mais ou menos isso, e você troca a bateria a hora que quiser, sem limite. Então você, eu ando pela cidade inteira, vou mostrando sem preocupação com gasto a mais assim, tá fixo ali. Então essa parte da China realmente também para mim é muito impressionante e fico muito feliz assim de estar nessa.
Eles até tecnologia número 1 hoje é a China, né? Então a gente tá, eu sou um cara que gosta muito de tecnologia também, como o Theo, né? E gosta muito de estar, acho que para a gente é muito bom estar aqui assim.
Vamos colocar então a Alexia no papo porque ela tem uma experiência diferente, né? Ela tá pouco tempo na China e foi a trabalho e parece que não vai voltar mais, né, Alexia? Como que é? Não volta mais para o Brasil?
Você é nômade e deixou ser nômade?
Qual que é a tua história?
Então, eu, minha primeira vez que eu fui convidada para trabalhar na China foi em 2024, né? E desde então eu fico muito mais tempo na China do que qualquer outro lugar do mundo, né? Às vezes, esse último ano fiquei 7 meses morando na China. E é muito interessante para mim ouvir os dois falando. Tem uma experiência, tem várias coisas que a gente se conversa, né? Acho que a primeira coisa que eu quero falar, que eu acho que eu comecei a dar risada quando o Maurício tava falando, que é cada coisa louca que a gente escuta assim na internet, né, sobre esse preconceito realmente ainda, e toda uma mística em volta da China, né?
Gente, até que tá falando, uma vez eu caí num vídeo que eu dei muita risada das pessoas falando que as senhoras e senhores eram pagos para estar dançando nas praças e sorrindo, que elas eram pagas pelo governo. Fiquei, gente, realmente pessoas, elas têm uma ideia muito, muito louca assim, né, desse país.
E também, Alexia, eu fui acusado disso. Eu voltei falando bem da China, o pessoal falou: claro, você foi, sua viagem foi paga pela China, você foi lá. Meu, a China não me pagou nada, muito pelo contrário, eu gastei meu dinheiro lá na China. Adoraria que ele tivesse pagado minha viagem. Pô, você não pode falar bem da China que a galera acha que você tá sendo pago pela China. Incrível, cara.
Não, eu acho que é isso ainda, é que é isso, né? A propaganda que os Estados Unidos fez em torno, né, desse país, falando de forma clara, né, e objetiva, é tão profunda e é tão longo, né, esse processo, né, que a gente tem, que de fato a gente tem muito preconceito. Eu mesma também me identifico muito com o que o Maurício falou. Desde a primeira vez que eu vou para China, e isso não para assim Eu não consigo não me emocionar de ver aquela forma, né, escrita, os ideogramas ali na parede.
É tudo muito mágico porque eu cresci muito apaixonada pela cultura asiática, mas mesmo muito apaixonada pela cultura asiática, eu percebi que eu tinha muitos preconceitos pela forma como a gente é criado e tudo que a gente escuta sobre esse país, né, durante toda a nossa vida, assim. Por conta dessa questão política que é muito forte, né? E pra mim tá sendo uma experiência assim mágica, cada vez mais. Acho que a coisa mais especial pra mim, que eu posso acrescentar, que é algo que não foi falado, é o quanto a natureza da China também é impressionante, é absurdamente linda.
E a gente, né, quando a gente tá vendo sobre turismo também e sobre lugares pra gente visitar, nunca me falaram sobre a China como um lugar, nossa, é um lugar extremamente lindo e maravilhoso se você gosta de natureza, se você quer ver coisas impressionantes, né. Então todo esse tempo também acho que tem uma experiência pura, por conta do meu trabalho eu viajei muito, né, dentro da China nesses lugares que são lugares lindos, né.
Tive essa honra, esse privilégio de conhecer muitos lugares, até porque a TV chinesa, né, os programas que eu gostei, me carregaram para muitos desses lugares que são bizarros de lindos. De, é, eu cantei com o Jack Sheeran.
Isso daí você tem que contar para a gente, é impressionante. Conta para a gente como foi esse encontro aí e quem é esse cara na China.
É, eu acho que não, no mundo ele já é, né, uma das pessoas mais famosas, e acredito que uma das pessoas que mais coleciona, né, fãs. E acho que muito raro ter hate, né, desse cara. Mas na China ele é um deus, né? E eu e o Anderson, né, meu namorado, que é quem trabalha comigo, a gente sempre foi muito fã, né, desse ator, dessa pessoa. E era apresentado pra gente como uma coisa completamente impossível. De acontecer, né, de conhecer. A gente só queria conhecer.
Eu achei que ele nem existia, na verdade.
Como assim?
Como assim? Achei que era um personagem daquele desenho que a gente tinha quando era pequena. Não, só brincadeira.
E foi muito, foi muito legal, porque desde a primeira vez que a gente foi, principalmente o Anderson, que é muito fã, né, Meu namorado, ele sempre falou tipo, cara, eu só quero conhecer, eu quero aparecer, quero respirar o mesmo ar que ele. Todo mundo falava, meu, os chineses falavam, não, impossível, ele não aparece. E aí agora nessa última vez que a gente tava morando aí, a minha agência chegou para mim e falou, cara, tem um evento, é possível que você cante com o Jack Chan nesse evento que que é da Trip, né?
E a China tá abrindo agora os portões para ter mais turismo. E acho que agora a gente vai começar a conhecer esses lugares lindos de natureza aqui que a gente nunca vê, a gente nunca ouve falar, né? O que que lugares, por exemplo, que, cara, o que que é Guilin, né? Esse lugar é Guilin. Então não sei se dá para alguém da produção procurar assim uma foto desse lugar, mas é completamente impressionante. Impressionante. E foi muito especial poder cantar com ele porque é uma pessoa incrível, assim, um ser humano incrível que ele nem gosta muito de qualquer pessoa que chega fazendo muito estardalhaço, porque o dia que chega ele já fica tipo, calma, respira.
É muito, é muito, então foi uma experiência muito legal de estar ali, de cantar com ele, criar essa música, né? Eu criei essa música A gente cantou ali, tinha uns 13 minutos, então a gente acabou ficando ali curtindo e vendo, né? Também minha primeira vez vendo um show de drones, foi muito legal, foi uma experiência muito, muito, muito interessante assim.
Tem foto da cidade? Olha lá, essa foto é da cidade, não é a clássica, essa daí, exatamente. Ah, é? Então vamos lá. Ah, olha que que é isso!
É lindo demais!
Esse lugar existe? Existe esse lugar? Não é uma— não sei nada. Eu tô falando, tem que voltar para China com tempo aí, para esses lugares aí. Tem um lugar que tem um Buda gigante também, que é bonito para caramba, não tem? Eu vi numa animação uma vez.
É por isso que eu coloquei— eu tenho, eu fundei uma agência de turismo, eu coloquei o nome China Sem Fim. Porque a China não cabe num só roteiro, porque você pode vir inúmeras vezes, cara, e nunca vai acabar. É muita coisa para ver.
Explica esse lugar aí, o que que é? É uma vila? Tem montanhas? O que que tem para ver lá?
Eu acho que as coisas mais impressionantes de Guilin, acho que a coisa mais impressionante da China é porque geralmente esses lugares de natureza muito impressionante são lugares muito isolados no mundo, né? Lugares muito difíceis de chegar. E acho que o que é mais legal da China é que todos esses lugares muito lindos são muito fáceis de chegar. Quando eu que amo muito, muito natureza, fácil, acessível, você chega de trem, chega de carro, chega de carro, você chega geralmente quando você chega na porta desses lugares tem uma super estrutura para receber, ou geralmente é um parque.
Florestal, que é fechado, então tem água, tem banheiro, né? No Brasil, se a gente for nesses lugares, tem lugares impressionantemente lindos também, mas você vai ter que ser bem aventureiro para poder chegar lá, né? Agora a China não. A China é um lugar que esses lugares impressionantes, né? Tem até meus amigos que falam chinês, vão me ajudar agora a falar, porque talvez eu fale errado, né?
Essa imagem, essa imagem da nota, gente, vocês falaram isso?
Essa imagem tá na nota de Airbnb.
Olha que bonito!
E dá para você pegar esses barquinhos e andar no meio dessas montanhas. É muito, muito— dá para você voar de balão em cima das coisas.
Um ponto interessante para complementar a ideia que ela falou, que é muito fácil. O que aconteceu? Só para explicar também, dar um contexto que eu acho que é importante, né? Por exemplo, depois da pandemia, o turismo na China ele mudou muito assim. Maurício pode falar, porque durante muitos anos chineses focavam por viagens internacionais, né? Então, e com a pandemia, essas viagens internacionais, elas ficaram extremamente limitadas.
Se você olhar ali 2020, 2021, os chineses, eles iam para Paris e as filas da Louis Vuitton, dessas grandes marcas de luxo, era chinês, porque eles não exploravam o turismo interno, exploravam mais o turismo externo quando eles tiravam férias. Então, essa questão do desenvolvimento de hoje, a China tem praia, tem de chegar fácil, acesso, Isso mudou muito depois da pandemia, porque até 2018, 2020, o acesso a essas grandes cidades não era tão fácil, era realmente bem difícil, mas com essa mudança de hábito do povo chinês para utilizar o turismo interno e sair um pouco dessa visão que eles viajavam demais, isso mudou muito toda a parte de infraestrutura e também da parte de crescimento do país, né?
Mas esse é um ponto que a gente tem que deixar bem claro, que essa mudança aconteceu pós-pandemia.
É uma coisa que, só uma coisa, Maurício, cara, eu viajava, eu parei de viajar durante um tempo, mas antigamente eu viajava, tô falando de 10, 15 anos atrás, cara, era chinês para todo quanto é canto. Você ia para Veneza, muito chinês. Você ia para Paris, muito chinês. E agora, e eu fiquei impressionado, eu não sei o que vocês têm para falar sobre isso, vocês têm uma explicação para isso? Eu não lembro de ter perguntado para o Maurício.
Cara, você sai à noite em qualquer cidade, principalmente as cidades mais ao interior, tá todo mundo na rua à noite, cara, nas praças, nas ruas, andando, famílias, tem música tocando nas praças, tem coisas culturais, gente declamando poesia. É uma coisa que você fica arrepiado, cara, porque você sente seguro, tipo, ninguém tá lá olhando para bolsa. Eu fiz um teste lá, eu fiz um teste, tava com meu equipamento de câmera, filmadora, tudo, eu deixei no meio daquelas ruas, aquelas calçadas que passam muita gente, né?
E fiquei olhando da loja lá, falei, vamos ver se alguém vai mexer, vai dar uma olhada. Claro que eu não ia também dar muito mole, que eu sou brasileiro, mas fiquei olhando, cara, ninguém, ninguém, ninguém olhava. Claramente tinha muito equipamento valioso lá e ninguém deu a mínima. Que que é essa vida noturna aí? A galera não fica em casa? Ou é porque é muita gente, então tem muita gente em casa e muita gente na rua? Eu achei muito legal esse clima, era dia de semana. E o pessoal nas ruas comendo, se divertindo, esse aspecto cultural.
É, cara, a segurança, se a gente fosse, tivesse essa segurança no Brasil, eu acho que seria parecida, porque o nosso povo, né, cara, ele gosta disso. Mas muita gente, pô, chega de noite ali, você já não se sente bem, né, para você fazer algo assim, uma atividade ao ar livre, se encontrar na praça, né. A praça no Brasil ali, infelizmente vai ter ali o pessoal ali, sei lá, talvez não é seguro, né? Você não se sente seguro. Eu acho que tem muito disso, da segurança, que permite.
Vai ter muita gente também, claro, daí você vai ter uma impressão ainda mais gigantesca desse choque, né? E realmente é impressionante.
Eu sempre brinco que na China, né, academia ela nunca fecha. Ela fecha academia, mas as praças na rua nunca fecham. Então essa música Ela normalmente não costuma estar baixinha, né? É um som bem alto. Quem foi pra China sabe do que eu tô falando. E eles chamam isso de guanchanyu, que aí, que as pessoas que vão pras praças dançar, né? E é legal que sempre existe esses 2 ou 3 grupos na mesma praça assim. Então não é só um grupo, tem vários, né?
E cada um vai tocando uma música diferente. Então esse grupo ele vai dançando, mostrando toda essa música tradicional. E o que acontece é como se fosse, é um exercício, é uma cultura Você passa pelo meio, parece que o algoritmo do TikTok ele ganhou vida, né? Então parece que você entra dentro do TikTok ao vivo nessas praças que foi comentado. É uma loucura assim. Eu acho que isso quem vem para China é uma primeira impressão assim que fala, cara, será que é assim mesmo?
Esse negócio das senhorinhas dançar e essa parte, cara, a minha esposa, né, ela que ela que falou uma vez para mim que tem muito do do Partido Comunismo mesmo. É desde pequeno, né? Eles são, eles têm essa parte, eu acho que mais de cantar junto, dançar. Eles parece que incentivam muito essa parte do coletivo. Aí eles, as senhorinhas vão lá, cantam junto, parece que é diferente, sabe? Eu não sei se até que ponto, mas minha esposa me falou uma vez assim que eles fazem muito, é incentivado desse partido mesmo, do essa cultura assim também.
É porque no Brasil, se você leva, se você leva uma caixa de som com microfone no parque em São Paulo, as pessoas podem pensar que tá um evento, eles vão até, às vezes pode acontecer alguma coisa, né? Mas na China pode ser só uma terça-feira, um dia normal, a senhorinha aposentada vai na rua e tá dançando ali, ou fazendo tai chi chuan, ou dançando.
Acredito que é muito diferente do Japão, né? Você vai para o Japão bastante, essa cultura, né, o chinês com japonês, né. O chinês faz barulho, faz ali na praça dessa coisa de, né. Acho que o japonês já é mais, né, fechadão assim nessa questão, né. Mas não, não vai, o barulho vai atrapalhar o cara que tá ali do lado, né.
Eu queria continuar ainda falando da China que ninguém conhece, porque eu quero saber desses lugares também, porque eu queria depois fazer um turismo mais tranquilo, mais devagar por lá e conhecer o interior. Que outros lugares tem Téo, não sei se o Maurício já tá sabendo se ele viajou por lá, se ele rodou. Alexia, por causa dos shows, deve ter rodado bastante. Que lugares que vocês sugerem assim?
Eu acho que pode, né, Téo?
Você já foi no Jiu-Jitsu?
É um seriado, você tá inventando o nome de seriado que os cara lutam, né? Parece Jiu-Jitsu, né? Onde é isso?
É, o Jiujia Guo é perto, fica próximo de Chengdu, fica em Sichuan.
Na verdade é um paraíso assim com águas azuis e cristalinas que ficam com águas termais assim que eles criam. E eles têm tipo, é um parque nacional que fica no norte de Chengdu, né? Mas o que a gente falar de lugar de viagem, eu acho que para quem olha principalmente para China de fora pensa, existe apenas alguns lugares que a gente conhece, né? Normalmente o brasileiro conhece Pequim, por causa da Muralha da China, Xangai pelos prédios icônicos no centro financeiro, tem Shenzhen também que pela questão da tecnologia e tem Guangzhou que é onde acontece a Feira de Cantão, né?
Mas isso representa, eu acho que uma parte muito pequena do país inteiro, né? A China ela tem cidades, povos, culinárias, línguas e paisagens completamente diferentes dessa mencionada, né? Então eu costumo dizer que realmente a China ela aparece no noticiário, que a China que aparece no noticiário, né? É a China das grandes cidades, a China que surpreende realmente você, aquela que quase nunca aparece. Então são essas cidades, como foi mencionado hoje, Guilin, Yangshuo, que é um dos grandes exemplos, essa que o Maurício mencionou também.
Então tem aquelas montanhas que parece que elas foram desenhadas, e essa que é a de Zhangjiajie também, que é algo lindo, que até o Avatar, o filme do Avatar foi inspirado nessas montanhas. Maurício foi lá recentemente, ele também pode comentar com isso. E também navegar pelos rios ali, também fazer toda essa parte. Então a China é muito grande, né? A gente tem que pensar, por exemplo, ah, se me perguntar, Téo, você conhece o Brasil?
Eu falo, cara, conheço Santa Catarina, São Paulo, as grandes cidades, mas não dá para dizer que realmente você conhece o Brasil, né? Então a China é a mesma coisa. Por exemplo, essa Zhangjiajie que Maurício foi, que fica na província de Hunan, eles têm milhares de pilares de pedras coberto com essas vegetação que realmente é quando a gente vê um filme do Avatar, a gente consegue imaginar aquela neblina chegando. Então você chega, às vezes tá tudo fechado e do nada abre.
Então essa surpresa que dá para o turista realmente é algo que é muito incrível. Então é isso. Então tem muitas outras regiões que eu poderia ficar falando por horas, por estar tanto tempo aqui, conhecer quase todas as províncias e todas essas capitais das províncias da China. Eu já passei por um bom tempo por tudo. Tem aí a Inner Mongólia, tem a província de Xinjiang, tem, cara, é muita coisa. Então tem Tibete também, que é um local que eu acho que eu recomendo bastante Pra quem quer explorar um pouco dessas montanhas do Himalaia, tem o Yunnan também, que tem Dali, tem Lijiang, tem Shangri-La, que são essas montanhas.
Shangri-La, que é uma música aí que a gente conhece no Brasil também, que é uma região da China que é muito explorada. Pode falar de Yunnan, Maurício.
Yunnan é a minha preferida, não sei qual que é a sua preferida, a minha é Yunnan.
É que Yunnan mostra um pouquinho dessa China, digamos, tropical, montanhosa.
É, e ela é mais rica em minorias étnicas, né, cara? Tem, é a província que mais tem, que a China tem 56 etnias. Então lá não sei se é 23, alguma coisa assim, tipo, o número é o maior, onde tem mais variedade étnicas. Então você tem variedade gastronômica, tem as vilas que eu achei, pô, muito lindo. E aquela coisa do que a gente falou também do trem-bala, né? Hoje na China o trem-bala chega no pé da vila, cara, você tem 45 mil quilômetros de trem-bala.
Então é como se fosse Porto Alegre a Manaus 5 vezes ida e volta. Imagina isso, galera, 5 vezes ida e volta é o que a China tem de trem-bala hoje. E parece que 2030, se eu não me falho a memória, só vai ser para de 45, vai ser já para 60. Daí eles querem chegar tipo até 70 mil, 75 já. Então é uma coisa muito louca e e o trem-bala chegando na porta da vila, cara, o turismo ele dá o trabalho ali, pessoal que tá ali que antes trabalhava só no campo e tal, agora já tá trabalhando com turismo também.
Então isso desenvolve a China por inteiro, né? E o mercado consumidor da China, muita gente, eles viajando agora como nunca, né, do mercado interno. Eu acho que tem muito também o incentivo do governo para economia, então eles mostram muito, né, que é A China tá bom, lá fora tá, mostra assim, às vezes eu não sei se é impressão, mas que lá tá pior, né? Lá fora tem, e realmente, né, no mundo aí tá difícil muitos lugares aí. Então isso até o chinês, ele fica com essa ideia, pô, por que que eu vou para fora se eu posso estar aqui na China, aqui conveniente, seguro?
E acho que tem uma certa tendência também até do governo mostrar que realmente é isso, é assim, né? O cara realmente também Eu não sei, é verdade também, eu concordo. E ao mesmo tempo é um interesse também, eu acho, de mostrar isso para a população, né, que aqui realmente tá melhor do que lá fora. E vamos, não vamos, vamos aproveitar e viajar aqui dentro e estimular a economia aqui local.
Tem um filme, tem um filme, pode falar.
Eu ia falar depois do trem-bala para a gente explicar o que que é o trem-bala, porque eu viajei de trem-bala e é muito louco experiência. Mas fala.
Não, eu ia falar de uma forma interessante de entender toda essa questão de diversidade na China pelo desenho que se chama O Rei do Macaco, que em chinês chama Sun Wukong, que é a história que tem um filme que fala, que é A Jornada ao Oeste, que é um dos filmes mais famosos hoje para cultura chinesa. Minha filha se inspira nele, todo mundo hoje. Minha filha dorme, ela tem uma filha de 3 anos, ela dorme abraçado com Sun Wukong, que é um personagem que mistura um pouco herói nacional também uma figura mitológica, né?
E o que que essa viagem, jornada ao oeste, né? Uma jornada que ele faz passando pela China inteira. Esse exatamente é o personagem, e ele vai atravessando toda a China e mostrando diversidades culturais, diferentes locais, paisagens. E é uma história que muitas vezes não é explorada na cultura brasileira, mas os chineses, te perguntar o Sun Wukong, aquele macaco extremamente poderoso, todo mundo vai achar vai conhecer. Então ele literalmente nasce, ele nasce de uma pedra, na verdade, a história dele, né?
Então ele aprende habilidades mágicas que ele consegue se transformar, então de voar sobre as nuvens. Ele possui um bastão mágico então que muda de tamanho, e isso também influencia muito a questão da cultura, principalmente de viagens da China, né? Então essa é uma das histórias mais importantes que o Maurício também pode comentar, sabe? Que fala quem que é o Sun Wukong. Todo mundo conhece. E o legal desse desenho, que são, eles passam por 81 provocações ao longo de toda essa jornada, né?
Então eles aparecem monstro, espírito, deserto, montanha. Eles conseguem mostrar toda essa diversidade cultural e locais na China, né? Então para quem vem para China e quer aprender algum personagem, o Sun Wukong, ele é um dos personagens mais icônicos que deve ser explorado para entender também um pouco dessa parte cultural e de viagem e de locais aonde explorar na China, como Durante a jornada, eles têm o caminho de Xuanzang, que saiu da China, então ele atravessou a Ásia Central inteira e ele vai viajando, ele vai passando por lugares e esses lugares realmente existem.
Então você vai viajar para províncias como Xinjiang, você vai no local e fala, aqui foi onde esse personagem passou na viagem, né? Então é muito legal essa questão da China e principalmente pela questão da Rota da Seda, que a gente vai, que ele vai passando por essa Rota da Seda e vai mostrando os lugares, por exemplo, Xi'an, que é a capital antiga da China, ela também é uma cidade histórica muito linda para ser explorada. E ele começa por ali e aí vai mostrando.
Então eu acho que a China é muito disso, né? Então as pessoas têm que entender toda essa cultura, toda essa viagem que acontece dentro do país.
E você, Alexia, o que você sugere aí? Vamos depois falar, porque a gente tá falando também de natureza, mas tem o, acho que é o principal que todo mundo conhece, essa, essa cidades enormes cheias de neon, cheias de de luzes misturadas com cultura ancestral e esse choque cultural que a gente vê nessas grandes cidades. Mas o que mais que você sugere para o pessoal conhecer também?
Olha, acho que os meus lugares preferidos com certeza é Lijiang. E um dos lugares mais lindos assim, que eu acho que mais vai chocar as pessoas, é que tem uma Patagônia linda na China, que é o Blue Moon Valley, que é a água mais azul que eu já vi na minha vida, é lindo. Tem Xinjiang também, que já foi falado aqui, que são montanhas maravilhosas. Lijiang propriamente, né, a cidade, a cidade antiga de Lijiang é muito linda, porque para quem ama cultura asiática, acho que é uma coisa que vai ficar completamente emocionado, porque é uma cidade toda de pedra e ancestral, com muita, muita cultura, como o Maurício que você falou, você encontra as minorias na rua às vezes cantando, e as comidas são muito impressionantes.
Acho que é um dos lugares mais lindos assim para a gente também brasileiro que gosta muito de café, é um dos lugares mais impressionantes assim de café. E parece não só, como chama aquele lugar da Europa que também falam que, ai, que essa coisa que tem os riozinhos que passam, que passa Veneza, exato. É, seria, seria a Veneza dentro da China. É um dos lugares mais lindos que eu já vi assim na minha vida, Lídia, por conta de ter essa cidade antiga e ao mesmo tempo você tá dentro da natureza, né?
Então tem a cidade, tem a cidade com tudo de pedrinha, ao mesmo tempo a montanha de gelo atrás, assim, é completamente lindo. E como você falou também, tem essa coisa impressionante para nós, né, vermos ali pessoalmente, que é as cidades também que tem na China, por exemplo, com os trens passando dentro de prédio.
O diretor consegue essa imagem, cara? Eu queria nessa cidade. É muito louco isso, parece inteligência artificial. Isso existe de verdade?
Juntinho, né? Juntinho. Eu tive graça esses dias aí. Realmente existe.
Qual dele que ele tá falando?
Porque não, já em Chongqing, né, a cidade que tem o trem, que metrô, né, que passa dentro do prédio.
Olha isso, cara, parece um anime, parece um desenho daqueles japoneses, chineses, sei lá, que você vê uma distopia, né, no futuro, mas não. Isso acontece. Que maravilha, né? Você tá na cozinha e vê o trem passando, tá cozinhando, fazendo barulho, né? O barulho, né? Que louco, cara.
A Chontinha é considerada a cidade que ela parece ter sido construída sem respeitar as regras da realidade, né? Então você olha os vídeos na internet, pensa, pô, será que isso é inteligência artificial ou não? Então, ou é um cenário, é uma montagem, o que é aquilo, né? Então é exatamente esse trem passando aí. E aí é uma da—
falei, Maurício, eu tava, eu tava agora, né, lá na Intuntim. Então eu cumprimentando que você falou assim, é muito louco, eu tava na rua assim, né, do Intuntim, aí na própria rua tem uma pontezinha assim só para pedestre, e essa ponte liga a um prédio no 13º andar. Então o cara, ele, ele entra dessa rua e vai direto para o 13º andar do prédio dele. Então é muito louco, né, você imaginar isso. É engraçado essa cidade, às vezes tem outro no 5º andar, as pontezinhas.
Então, que ela tá nas montanhas, né, e os prédios constroem nessas montanhas e dá essa—
é legal que às vezes o GPS ele mostra que você chegou no destino, na cidade de Chongqing, mas o lugar você tá 20 andares acima ou abaixo de você, né. Então você não chegou ainda. Então o GPS, ele não tá errado, você que provavelmente deve estar na altura errada da cidade.
É difícil navegar por GPS lá.
Sim, e tem também, é muito lindo, né?
Que cidade que é essa que tem praças em cima de prédios? Você tem essa dificuldade de entender qual altura que você tá? Sabem qual que é a mesma cidade do trem ali, é a mesma cidade, é a mesma cidade. Vê como você consegue umas imagens, parece que as pessoas estão na altura da rua e elas estão em cima. Por que que tem isso? A cidade ela é muito de montanha, muito de alto e baixo. Qual que é a explicação?
É construída nas montanhas, né, nos montes. Então você tem o prédio na montanha, como se fosse, você pega ali o Rio de Janeiro e bota os prédios nas montanhas, onde tem a rocinha ali, é tudo prédio. É loucura, muito louco, muito louco.
E o trem-bala, como que funciona? Que vocês já andaram muito. Eu fiz uma viagem até Pequim de trem-bala, foi, cara, já fui de executiva de avião, é uma experiência melhor do que uma executiva de avião. Você vai deitado, serviço de bordo, cara, você nem, para mim, eu falei assim, tava quebrado o trem, ele não foi, não foi tão rápido, ele foi devagarzinho porque ele não balançou. Não via uma aceleração muito forte. E depois falou, não, ele tava, sei lá, 300, não sei que velocidade que ele vai. Ele foi na velocidade máxima, você não sente nada, cara.
Não dá para sentir nada.
Tem um teste que você coloca uma moeda no trem, na janela do trem. Quando vocês forem a próxima vez para China, você pega uma moeda, que é difícil hoje encontrar, todo pagamento é digital. Você coloca na janela e ela fica estável, a moeda. Tem algumas imagens na internet. Depois vocês podem mostrar. Você coloca a moeda literalmente e ela fica parada ali durante um bom tempo enquanto o trem tá andando a 300 km/h.
Isso mesmo. E outra coisa que é legal do trem-bala, cara, é que você pode— tem um serviço de delivery, né? Você pode pedir no aplicativo do trem: ah, eu quero uma comida do restaurante tal, né, que tá da cidade. Então quando parar o trem naquela estação— eu não sei se você já fez, alguém de vocês já fez pedido, mas aí você pega lá, eles entregam, né? Eu nunca cheguei a fazer, mas isso é incrível, né? Você consegue pedir ali um hambúrguer que tem na cidade ali, eles te entregam no vagão, você pega.
Isso mesmo também no aeroporto aqui em Pequim, não são em todos, mas aqui em Pequim é, você consegue também pedir o delivery dentro do aeroporto, dos restaurantes que tem no aeroportão. Aí eu tô no portão 17, aí o cara tem outra, sei lá, Burger King lá tá no outro, no outro lugar, que no outro terminal. Aí vem o negócio para você, é incrível. Daí vem o carinha entregar assim, cara, que absurdo, que absurdo.
E chega a que velocidade, e as distâncias elas ficam mais curtas, né? É pelo fato de não ter todo aquele trâmite de aeroporto, acaba sendo mais rápido as viagens de trem, né? Porque você entra, já embarca e tal. Não tem toda aquela coisa de passar pelo raio-X e tal, né?
Tem um fato interessante que normalmente esse trem-bala ele liga Pequim e Xangai, leva em média mais ou menos 5 horas essa viagem de Pequim e Xangai. Se você for para o aeroporto 2 horas antes e 2 horas depois, normalmente os aeroportos eles ficam longe da cidade, na parte central, né? Então você tem que ir 1 hora para ir, chegar 2 horas antes, não faz sentido. As estações geral da China elas ficam nas partes centrais da cidade.
Então você em 10 minutos você tá na Estação Central e você consegue para Pequim. Hoje ninguém, pouca gente pega o voo Pequim-Xangai porque a distância, o tempo vai ser basicamente o mesmo. Mas agora eles estão tentando ligar Xangai com Hong Kong, porém com velocidade de 800 km/h, porque hoje Hong Kong para Xangai a distância é muito longa, leva 10 horas de viagem, então acaba sendo cansativa. Mas eles querem reduzir essas 5 horas para fazer a mesma distância entre Pequim e Xangai se tornar a mesma Xangai com Hong Kong.
Esse é o novo projeto que a China tá criando com trens de 800 km/h, que aí iria encurtar, né? Mas tá em fase de teste ainda. Hoje você consegue pegar trens, já consegue pegar trens, por exemplo, do aeroporto de Pudong em Xangai até a parte central. Tem um projeto que é o maglev, ele já tá rodando há um bom tempo na China, quase uns 10 anos. Pessoal acha que é novidade, mas já tá rodando há um bom tempo. E ele já pega a velocidade de 450 km/h atravessando a cidade de Xangai.
Mas esse projeto agora eles querem linkar entre Xangai e Hong Kong, que é uma distância muito grande, que deve dar uns 3.000 km mais ou menos.
E outra coisa muito legal que eles têm nesses trens, né, que é incrível, é que às vezes mesmo essa distância sendo curta entre cidades, eles fazem umas viagens de trem à noite, aonde eles fazem o trem que anda muito rápido, que poderia chegar em 4, 5 horas, aí, sei lá, em 7, 8, para você poder dormir. Então tem várias cabines com camas para você poder dormir e não pagar o hotel que você pagaria na cidade. Ou para, sei lá, você tem que pegar um voo de manhã, e aí para você, por conta disso, do aeroporto às vezes ser longe, né, de ser uma hora, muitas pessoas ou dormem, tem umas cápsulas dentro dos aeroportos que é muito legal, e a gente inclusive Inclusive adorou ficar lá.
Ou até essas cadeiras de massagem que são muito baratas, é tipo uns 20 yuan. Então você fica lá, sei lá, 1 hora, é tipo, sei lá, R$10, R$15, você vai pagar para ficar lá 2 horas, sei lá, ficar descansando até seu próximo voo. Mas eles criaram essa coisa que a gente achou genial, principalmente para a gente que viaja bastante entre as cidades, e que é muito, muito legal, esgota muito rápido, que é esse trem à noite. Então você vai com as suas malas num negócio que é, sei lá, umas, depende do que você pode comprar, uma cabine de 8 camas ou de 4 camas.
É aquele trem verde, será?
Alexia, comenta também a experiência, a experiência que você tem com os locais, né? Imagina, vai ser ruim.
Só uma coisa, Téo, eu peço desculpa às pessoas que estão em casa que tem equipamentos aí que estão sendo acionados toda vez que a gente fala Alexia aqui. Não é a nossa intenção atrapalhar vocês aqui, mas é o nome dela, gente. A gente não tem essa intenção de bagunçar a casa de vocês aí.
Evelyn, fala um pouco da experiência com os locais aí. Então, dentro desses trens, como é que é, por exemplo, o cheiro, a comida? Não criticando, mas tipo, a experiência que é nessas cabines, entendeu? Quando você tá ali, principalmente como estrangeira entrando, provavelmente o chinês ele olha para trás e fala lauai. Provavelmente deve ser uma experiência boa assim essa parte de comunicação. Acho que é legal, o pessoal de casa também gostaria de entender um pouco como é que é isso.
É muito, acho que para todo mundo que vai estrangeiro para China, você já tem que esperar que você vai ser famoso, já começa aí, porque eles constantemente vão tirar foto com a gente. Principalmente se você tem alguma característica que não, que não é muito comum, por exemplo, para eles, por exemplo, cabelo cacheado, se você tem cabelo cacheado, ou por exemplo, amigas minhas que são negras vão ser paradas a cada passo, né? Ou por exemplo, você, Maurício, imagina se você tem cabelo loiro também e olho claro, as pessoas vão te parar sem parar.
Principalmente no meu caso, como eu participei de programas que são muito grandes também, né, e uma exposição de um episódio é 200 milhões de pessoas. Então ou você vai ser parada pela questão do programa ou você vai ser parada pela questão do cabelo. E eles são muito fofos, acho que essa é a coisa. Até amei um vídeo que Maurício fez sobre isso, chorando e emocionado, falando se sente em casa. E é muito falação, porque é muito real, é muito real para nós, deles, entre, para nós brasileiros, e que somos um povo muito gentil e muito amoroso, essa coisa da gentileza e da forma como eles são muito, muito queridos é algo muito emocionante para a gente, porque acredito que não haja nenhum país no mundo onde eu me senti mais em casa assim também, como imagino para você, por essa questão da cultura e da forma como eles se comunicam com as pessoas, principalmente estrangeiros.
Então acho que foi o primeiro país no mundo onde eu não senti xenofobia, muito pelo contrário, mas uma questão de admiração extrema pela diferença, né? Isso inclusive não só para mim, que sou cantora e sei que tô ali numa posição sensação de prestígio, né, por estar ali na TV, por estar ali em coisas grandes. Mas até para amigos meus que vão à viagem, que vão como turista, e às vezes estão muito acostumados a ter um lugar de xenofobia muito forte, muito clara logo do início, não existe isso.
Então eles vão te parar o tempo todo para tirar foto e falar, pia, olha, pia, olha, o tempo todo te chamando. De linda. E amigas minhas que falam, nossa, me sinto a Beyoncé quando vou para a China.
Acho que você é a brasileira mais famosa na China, né? Eu acho que você é a brasileira mais famosa da China. Eu não conheço assim outra que tem assim cantora assim. Não sei se você, você tá no ramo, tem outras brasileiras, não sei, e realmente fizeram show que nem você faz assim, incrível.
Explica isso daí que a gente tá vendo. Coloca de novo a imagem.
Esse é o festival de animação da China, Festival Internacional de Animação, e foi muito especial, né? A forma como tudo começou assim na China foi muito, foi muito, foi muito doido, foi muito, muito louco, né? Porque eu nunca esperava ser chamada para cantar e para estar tanto tempo, né? Tantos, tantos programas nesses últimos anos tem sido muito, muito especial assim. E aconteceu de uma forma muito, muito louca, porque eles mandaram um email assim para mim um dia.
A gente tava lá no Brasil, tinha acabado de lançar minha primeira música, e eles mandaram um email falando, ah, a gente gostaria que você viesse aqui cantar daqui 2 semanas no Singer. E a gente achava que era, que era uma coisa falsa, né, para quem quem não sabe, o Singer é o maior, talvez um dos maiores programas da China, não só de música, mas no geral de maior audiência assim na China. E eu achava que era um golpe total, porque a gente recebe muitos emails diariamente sobre essas coisas, né, esses convites.
E tem uma história muito engraçada sobre isso, porque eu não sabia, né, quando eu não tinha conhecimento, por exemplo, que era tudo bloqueado na China. E quando a gente viu isso, que todas as redes sociais Instagram, TikTok, até o TikTok que é deles, eles têm o TikTok deles, né, eles têm o Douyin que é o TikTok deles, eles não têm acesso ao TikTok, né. Então apesar, eu achava primeiro que era por conta das minhas redes, né, então tem 1 milhão e meio no Instagram e 4 milhões no TikTok, falei, ah, beleza, é por conta do TikTok.
Não era porque eles não têm TikTok, eu falei assim, então como que eles me conhecem? Acabei de lançar minha primeira música, mas de qualquer forma Eles não têm Spotify, então como que eles sabem quem eu sou? E a gente só descobriu o que era quando a gente chegou lá realmente no aeroporto, aonde a gente teve acesso às redes sociais deles. E a gente abriu a rede social e os fãs tinham baixado meus vídeos com VPN e postado nas redes deles.
E tava, tinha fã clube de 300, 400 mil pessoas. E a gente ficou tipo, quê? Como assim? Tipo, muito impressionado. E a primeira, a música que mais viralizou lá em 2024 é uma música em português. Então a primeira música que eu cantei na China nesse programa foi uma música em português chamada Varanda. E tive a sorte e a honra de ganhar o primeiro lugar. Nesse dia. E aí, desde aí foi acontecendo várias coisas mágicas e maravilhosas assim nesse período.
E eles são pessoas maravilhosas assim, é como eles estão falando, é um lugar que faz não só por eu ser cantora e por eu ter, né, esse amor tão lindo dos fãs, mas mesmo quando eles não te conhecem, eles te tratam como um irmão, assim, um amigo, uma pessoa que— e isso acho que é uma coisa que nós brasileiros, que é muito importante para nós brasileiros, porque a gente também tem isso em vários lugares do Brasil, como por exemplo em Minas, né, saiu vários desses memes de estrangeiros chegando e falando, e a família trazendo as pessoas para sentar na mesa com eles.
Então acho que não é por acaso que a relação, né, do Brasil com a China é tão forte, né.
Pois é, eu tive a experiência, eu tive essa experiência também, Alexia, quando a gente tava cidades mais ao interior e o Léo Lins, que é loiro, né, olho claro, a galera parava para tirar foto com ele, não porque conhecia o trabalho dele, simplesmente porque ele era muito diferente assim. É muito engraçado isso. Comigo também, mas em menor quantidade, mas o Léo, que é mais diferentão, a galera parava mesmo para tirar foto com ele.
Muito.
Aí quanto mais em cidade do interior que você vai, que eu tive agora também em cidades do interior, cara, é mais receptivos eles são, claro, e mais foto você vai tirar, né? Eu acho muito legal assim viajar para o interior.
Sim, é, imagino você loiro do olho claro, a galera fica—
eu fui em locais do interior que os chineses nunca viu, teve chinês que nunca viu um estrangeiro, então eles ficam assim, parece que é um ET lá.
O Maurício, vamos falar então de como que a favela— vê se o diretor arranja umas fotos, uns vídeos aí— o que que é a favela na China? Porque a gente tem a visão da favela aqui, a gente tem uma visão na Índia, né, do que é uma de bairros pobres. Como que é na China?
Então, cara, esse onde eu moro, né, eu chamei de favela chinesa. Boto sempre entre aspas assim, né, porque eu gosto de, eu dou uns detalhes, mostro e deixo para o pessoal, né, avaliar, né, o que que eles acham. Porque, por exemplo, por que que eu tive essa ideia de chamar de favela? É porque a esposa do meu irmão, né, ela veio para visitar a gente aqui na época, não morava aqui. Aí ela falou, aí essa aqui é a favelinha dos chineses.
Então essa ideia que dá, né, para quem tá aqui às vezes nessa onde eu moro, né, para muita gente que tá aqui, ele vê, pô, não tem banheiro em casa, Você vê o pessoal fazendo a reciclagem ali, meus vizinhos eles fazem a reciclagem, pega. Eu já tenho todas as compras que eu faço na internet, que tudo que a gente compra aqui é na internet, né? Eu já dou para o meu vizinho, eu dou para o meu vizinho, aí ele vai lá e vai fazer as recicláveis, ganha o dinheirinho dele.
Aí como ele aqui na China, você dá uma coisa para ele, nem que seja essa, o reciclável ali, ele quer te dar uma coisinha de volta, né? Coisa de chinês. Você ou dá um cigarrinho ali, e não fumo mais, às vezes eu socialmente, porque eles fumam muito, eu até aceito para conversar com ele, fazer o social, mas daí dá às vezes um sabão em pó, um negócio assim, um negócio, e a gente tem muito dessa, esses elementos que lembram, né? A gente aqui tem, aqui no meu lado aqui é cozinha e é um puxadinho, então é mais uma questão que é uma construção irregular, né?
Na terra do governo, então não tá na escritura do local, né? Então tem esses elementos do puxadinho que vai lembrar como tem na favela do Brasil, mas claro, não tem esgoto, céu aberto, não tem essas coisas assim. Mas essa questão de não ter o banheiro, de ter super pequeno, tem o menor que eu vi foi de 2 metros e poucos quadrados, uma casinha assim que eu não moro quase a pessoa assim. Por que que E isso aqui nunca não era favela antes, né?
Nunca. E também não é favela hoje, entre aspas, assim como eu falei, né? E antes ele era uma moradia de nobres, né? Onde a gente mora aqui são pátios que morava só uma família do nobre, né? A família do nobre inteira morava aqui. Aí depois, com a Revolução, Revolução Comunista e tal, houve a divisão das terras, né, desses pátios que você tá vendo aí na foto. Então E você vai ter esses pátios que foi dividido então para várias famílias.
Então o que era do nobre foi dividido e depois foi formando essas puxadinhas, porque foi muito pequeno, né? Cada um ganhou um cômodozinho, então foi aumentando. E houve assim que eu digo assim uma favelização entre aspas assim, né? Da forma, depende da forma que você vê, porque daí é bastante gente. Tem pátios desse que tem tipo 70 famílias. E antes era só o cara nobre, o nobre que tinha um condomíniozinho, né, ele tinha para ele.
Então foi dividido. E esse pessoal ainda tem muitos pobres, como esse meu vizinho, que são pessoas mais pobres de Pequim, são pessoas que moram aí. Mas não, não é, não necessariamente, mas é porque eles, como a minha sogra, eles têm esse direito de morar. É, eu sempre também fiz um vídeo, né, que eu pago R$30 de aluguel por mês no que seguidores chamaram de barraco, né, que é onde eu moro aqui hoje. Então esse pessoal tem esse direito de morar, e como a economia cresceu muito, esse pessoal teve esse direito já na época da China que era pobre, e algumas pessoas não evoluíram junto com a economia, né, no sentido economicamente.
Então você vê esse pessoal que vive de área de reciclável, né, quer dizer, vive de reciclável, uma área que onde eu moro, por exemplo, é mais de R$70 mil o metro quadrado. Então é um local extremamente caro, mas eles têm esse direito de morar já adquirido, como a minha sogra, né, paga R$30 por mês de aluguel. Aí você tá vendo nessa foto, é uma área perto do mar, é bem clássica, né, ali do Gulou, ali do Torre do Tambor, a Torre do Relógio, que é uma área bem valiosa.
Mas você vai ter também pessoas que são de classe mais baixa e também tem pessoas Então é misturado, tem pessoas mais ricas que também moram nesse local e essas mais de classe mais baixa. Mas de qualquer forma é super seguro qualquer lugar da China, mesmo o local que como a gente mora aqui. Quando eu cheguei aqui em 2012, eu tinha medo de entrar nesse local. Eu fui com a minha esposa assim, eu falei, é seguro entrar ali? Era escurinho assim de noite.
Eu ainda não tinha, eu tinha um pouco do preconceito ainda, não tinha tanta segurança assim, né? Depois que eu fui vendo que realmente é tudo seguro a China, né? Então quem vier viajar, quem vier para China viajar, pode estar em qualquer lugar mais feio que pareça ou velho, você vai estar seguro, né?
É, mas é só para complementar, eu tive com Maurício há um tempo atrás ali, ele me mostrou tudo, e uma coisa surpreendente é o valor dessas casas que ficam ali, que são chamados hutong, né? A pessoa olha para aquela ali e fala, ouvi ela estreita, pequena, mas é uma construção antiga, acaba se assustando. Quando Maurício falou Você vê normalmente a bicicletinha parada na porta ali e acha que é uma área barata, que realmente é uma favela, né?
Só que algum desses imóveis, ele tá literalmente no coração histórico de Pequim. Então tá perto da Cidade Proibida, tá perto de Houhai, tá onde realmente o centro de poder da China tá localizado. Então em alguma dessas regiões, umas casas ali restauradas, bem cuidadas, ela pode custar até dezenas de milhões de renminbi. Então não é nada muito barato, né?
Então, se a gente converter isso, R$100 milhões, já escutei, que deve ser de um pátio inteiro, né? Isso é o pátio. Aí vocês dão um pátio inteiro, que daí fica realmente super caro.
Então, o imóvel ali, ele chega a R$10 milhões de renminbi, que dá uns R$7, R$8 milhões mais ou menos, né?
Então, esses que eles chamam de sihaiyuan, que é isso, isso dá mais do que isso, tem R$100 milhões de renminbi, pode pesquisar.
Um sihaiyuan, que é o conjunto, né? Isso, ele custa R$30 milhões de renminbi, que dá mais ou menos dos R$20 milhões mais ou menos. E existe propriedades ali, dependendo da localização, o quanto perto fica da Cidade Proibida. E às vezes eu e Maurício, a gente viu ali, eles anunciam a R$100 milhões de Airbnb, R$80 milhões. Então algo muito caro, na verdade, né? Então se você entra às vezes numa vila, via linha simples ali que a gente olha, a gente às vezes tá passando, tem uma história gigantesca por trás.
Pô, é a Cidade Proibida, é onde realmente o Xi Jinping fica ali, né? Então é uma região altamente protegida e segura, né?
Isso. E esses locais é a alma de Pequim. Então, porque tem o povo que mora ali, você vê esse pessoal vivendo ali, e é pessoal, tá, às vezes, às vezes não tem, os que não tem banheiro, ele tá lavando o cabelo assim na rua ali, né? Tem uma baciazinha e você vê aquela coisa por causa de você viajar e ver a vida local, né? Eu espero que isso continue assim, porque o meu medo—
Maurício, hoje tu mora ali, né? Mas é bom deixar claro que se meus amigos que moram perto de Hutong, um aluguel custa entre R$20.000 a R$50.000, dependendo do tamanho, né? Então realmente é uma região bem cara assim. Tipo, um aluguel de 100 metros quadrados em Pequim vai custar hoje em volta de R$30.000 a R$70.000, mais ou menos.
Isso, isso. E então tem aluguel caro e tem onde eu moro aqui, eles têm também o pessoal do delivery, eles alugam porque é barato. Mas é porque daí você tá num cômodozinho que é dentro desse pátio, e se não tivesse todos esses cômodos seria caríssimo, né? Porque daí é uma área grande, como eu falei, né? Tem pátios com 70 famílias. Então você vê como é que é, né?
Vamos falar também de uma notícia que repercutiu muito aqui, a gente falou sobre ela também. Sobre o lance da ostentação, né, que o governo chinês estaria derrubando perfis de influenciadores ou pessoas, de chineses que estariam ostentando, que isso não é legal. Vocês sabem, isso é verdade? O porquê de estar fazendo isso? O que que tem de controle das redes sociais? A gente também tem essa notícia de que é uma preocupação com a masculinidade, né, de reforçar a masculinidade.
Masculinidade nos homens, de não ter aquela coisa do K-pop, de uma coisa mais andrógina. Isso, o que que tem de verdade nessas coisas?
Isso é verdade, isso é verdade, na verdade, né? Mas eu acho que ele precisa ser explicado direito, né? Porque às vezes a gente acaba olhando essa citação e acabando tendo uma ideia completamente diferente. Mas não é que a pessoa esteja proibida de ser rica ou de mostrar realmente um carro de luxo, um relógio de luxo. Não, pelo contrário. Que as plataformas chinesas, elas tentam, elas passaram a combater um pouco mais com força, que é ostentação usada como conteúdo, né?
Ou seja, perfis construídos aí para exibir dinheiro, consumo exagerado, mostrar relógio, carro, essas coisas que a gente vê na internet hoje, principalmente no Brasil, o governo de certa forma ele quer controlar. Então em 2024, né, teve plataformas como Douyin, Weibo, o Xiaohongshu, que é o Red Note, que hoje querendo ou não é uma das plataformas mais utilizadas na China comparado com o Instagram, eles removeram realmente algumas publicações e eles derrubaram ali, restringiram contas conhecidas por esse tipo de conteúdo, né?
Então algumas elas mostravam mansões, carros, joias, bolsas, e criavam todo esse personagem de eu sou milionário e essa é a minha vida perfeita, que não tem problema nenhum, né? Então é uma informação verdadeira, tá? Esse perfil de ostentação realmente eles desapareceram. Mas a regra é que não é ficou rico perdeu a conta, não. A gente tem que deixar isso bem claro. O alvo realmente é transformar a exibição de riqueza e o culto ao dinheiro no centro do conteúdo em si, né?
Então a diferença é essa, mais ou menos, é mostrar que um carro de luxo ele pode ser um conteúdo sobre automóvel, mas você mostrar 20 carros e dizer que nenhum é um fracassado, então realmente vira uma mensagem de um culto ao dinheiro. É isso que realmente o governo ele quer restringir, né? Então essa informação.
Que eu acho que eu vejo como uma coisa extremamente positiva, porque, né, até a gente que trabalha com a internet, e todo mundo que tá aqui, né, trabalha com a internet, e todo mundo que tá assistindo também, que consome a internet, a gente tá o tempo todo falando sobre a saúde mental do que a gente tá consumindo na internet, o quanto isso tá deixando a gente doente em vários quesitos, né, não só nisso que a gente tá falando agora, mas também até das fake news, e também tem uma outra Outra medida que eles fizeram que eu também achei genial, né, que você precisa ser especialista para falar sobre ciência, por exemplo, para falar sobre coisas que são, né, ciência, você precisa ter um diploma para falar sobre aquilo.
E eu acho isso importantíssimo, importantíssimo, porque é isso, como seres humanos agora nessa era aonde estamos no mundo inteiro cada vez mais crescendo esse lugar dessa ansiedade, principalmente quando a gente olha para outros países, como, né, talvez não seja bom citar aqui, né, mas onde o suicídio de jovens é tão grande por conta dessa comparação sobre dinheiro, sobre aparência, né. Então para mim é uma medida muito interessante que eles colocaram, que exatamente como foi falado aqui, né, não é nem um pouco, até porque eu sinto que é um dos países onde eles mais amam esse lugar da prosperidade, e da riqueza, esse lugar de ter coisas boas e bonitas, né?
Então por isso é tão importante a beleza, né, nas cidades, nos parques. Então a beleza é algo extremamente importante para cultura chinesa, né? Em todos os lugares. Até vocês devem ter feito vários, já vi vários vídeos, né, inclusive sobre isso de vocês falando sobre esse lugar, de quando tem uma coisa quebrada, se você denuncia em um dia eles vão lá arrumar. Então a beleza é extremamente importante, a prosperidade é extremamente importante, mas eu acho que é extremamente essencial que essa medida criada seja seguida por outros lugares do mundo, né? Porque senão a gente—
é isso, a gente vai ver cada vez— é um tema que eu achei bem polêmico, pelos meus seguidores até falando, né, opinião pessoal, né, que porque isso aí mexe com essa questão de regularização das redes. Aí pessoal, é, tem pessoal que fala que é censura e aí joga nessa parte política e o pessoal briga. Pessoal pode colocar aí nos comentários o que que você acha, né, se o Brasil seguisse algo assim, né, de você ter um certo esse controle.
Cara, tu vai falar de medicina, só pode ser médico. O que que vocês acham? Coloca aí nos comentários, porque isso é bem polêmico. E a China, eles fazem assim, né, eles têm esse cuidado, né, e para construção dessa parte da criança, né, porque eles consomem muito conteúdo, eles comem muito mais do que acho que a gente ainda. Mídias sociais estão sempre no celular na mão, né, ainda mais que é seguro, então você pode acessar em qualquer lugar.
Então esse consumo assim é realmente muito grande na parte deles assim, e para o governo faz sentido, né, você ter um certo aí para— e é um tema polêmico aí, gostaria de ver o que que o pessoal acha.
Principalmente o que as pessoas também têm que entender, eu acho, é que a China tá numa ascensão econômica muito grande. Então muitas pessoas têm muito dinheiro de uma forma que a gente não entende assim. Para mim, pelo menos, não sei como é para vocês, até gostaria de ver vocês, mas é um nível de de dinheiro que é impressionante, assim, é uma, é um dinheiro que você nunca viu, é um, parece que não acaba essa quantidade de dinheiro.
Então imagina que, que para um país que tá buscando cada vez mais trazer esse lugar dessa justiça e não capitalizar isso, é importante ter essa regularização, que eu acho extremamente importante para todos nós, assim, porque a internet virou uma terra de ninguém. Aonde essas big techs podem chegar e promover o que elas bem entenderem. A gente acha que é livre, mas por trás existe toda uma propaganda, uma propaganda ali sendo feita para coisas específicas que a gente acha que a gente gosta, ou que a gente acha que a gente tá livre, mas na verdade a gente tá sendo vendido o tempo todo um monte de coisas, né?
Então eu, na minha opinião, também gostaria de ouvir muito o que as pessoas acham, mas na minha opinião, pela saúde emocional e mental de todos nós, assim, não só para a gente que tá trabalhando com isso, porque muitas, muitos influencers também não, não, ou músicos, pessoas não concordam com essas regularizações, né? Mas eu acho uma medida muito interessante assim pela saúde mental de todos nós, assim. E é isso, você pode ser rico e eles vão amar que você é rico. Eles na verdade querem, o governo quer mais que você seja rico mesmo.
Na verdade, a China Ela não acabou com os milionários, né? Então ela começou a cancelar os milionários de aluguel, que é o cara que vai ali, aluga uma Ferrari, o cara vai ali, aluga um carro em Miami, sai dirigindo para mentir. E além disso, utilizar isso como estratégia de venda para tentar vender algo que às vezes não existe, né? Porque é muito desse perfil aí, eles vendem essa vida de luxo, mas essa ficção aí não existe. Então a regra é simples: proíbe ostentação excessivo, né?
Então ele não vai simplesmente porque você tá usando Rolex, um Patek Philippe, ele vai te cancelar por causa disso. Não, pelo contrário, é mais realmente para controlar, é para controlar essa ostentação em massa, que hoje também é um grande problema no Brasil e em outros países do mundo também, né?
O que mais tem de proibição, regulação que vocês podem falar? Isso que eu falei, isso que eu falei sobre, sobre o público masculino, é verdade. O que que tem de verdade disso e outras coisas que vocês sentem que pode isso, não pode. Vocês já falaram que não pode falar mal do partido ou do líder. Que mais que não pode?
Eu derrubei uma live se eu falasse uma palavra. Se eu tivesse na China agora, falasse essa palavra agora, a live ia cair em alguns segundos. É o nome, o nome.
Cuidado, cuidado, cuidado aí, cuidado, cuidado.
Não quero que ninguém vai preso aí.
Eu não sabia, né, que era proibido. Aí a gente tava com um amigo, que amigo também é o Nando, né? A gente tava numa cidadezinha do interior, aí tinha os chineses fazendo live, né?
Ele tá fazendo uma live porque aqui no Brasil, dependendo da palavra, também cai, viu? Palmeiras, por exemplo, já caiu duas vezes. Perdemos aí alguns, perdemos alguns inscritos agora, diretor. Mas o que que foi que você falou?
É, então, então esses chineses estavam fazendo a live, a gente começou a participar, né, porque os chineses também estavam felizes que a gente participasse, porque eles ganham dinheirinho na live, tem mais gente e tal, era estrangeiro, eu tava numa cidade pequena. Aí eu comecei a falar o meu nome, né, aí eu, como eu falei para eles, o meu nome é Maurício, né, Maurício. Aí na China é muito comum falar que mal, a gente, para dizer qual que é o carácter, né, Porque tem vários Mao.
Aí eu botei Mao, que é o Mao do Mao Tsé-Tung, que é o líder da, né, da Revolução Comunista. Daí quando eu falei esse nome, que era Mao Tsé-Tung, o nome dele, aí deu alguns segundos, a live caiu. Aí não pode, tá contra as regras. Então ninguém pode mencionar, pelo que eu entendi assim.
Mesmo falando bem dele não pode falar?
Não pode mencionar, é uma palavra proibida.
Aquele que não pode ser, aquele que não pode ser mencionado.
Então, na live, aí não sei, talvez fora de live, daí eu não sei se, o que que acontece, mas na live caiu na hora bem, e eu não falei nada de mal assim, só falei o nome, e o chinês que me falou isso. Então, outra coisa que ele deu, não pode falar esse nome.
Nossa, outra coisa que rolou que é muito, que é muito muito interessante assim, e muito doida, que aconteceu na China. Eu acho que até o Maurício fez um vídeo sobre isso, né, falando sobre a moça que era cega e que fez um vídeo fake falando como se tivesse sido atropelada, e a polícia foi atrás dela. Isso, isso, isso, você não pode, você não pode fazer essas coisas, você não pode vender na internet.
Ela simulou uma história, né, na internet, uma, fez uma filmagem simulando. Eu acho que no Brasil agora teve um caso recente, não sei o que que foi, mas foi também uma simulação assim, né. E então essa mulher ali, ela foi presa, não sei se foi por alguns dias, mas também foi banida. Não sei se vai ser para sempre ou não, mas ela é uma deficiente visual. Aí, como o vídeo dela cresceu muito e ela tinha Ela tava na faixa de, como é que chama, onde as pessoas caminham, né? É onde a pessoa caminha assim, eu esqueci o nome da palavra. Daí calçada, isso.
Aí a minha cabeça tá em chinês.
Aí o cara do delivery esbarrou nela e tal. Daí ela, muita gente não gosta porque na China muita gente, né, muitos, existe muita motinha que vai na calçada, né? Então isso gera uma raiva, né, social. Então ela fez, ela mexeu com isso que o povo não gosta, né, que o pessoal anda na calçada com a moto, e é que acontece muito. Então ela fez esse vídeo, aí o pessoal falou, ah, vamos atrás desse cara, né. Os pessoal que viu o vídeo, pô, polícia, marcou a polícia lá, vai lá buscar, né, vai atrás do cara.
Daí a polícia foi, foi atrás, e daí a menina, ah não, já tá resolvido, não sei o quê, ela pagou. Mas daí não teve jeito. Por isso foi atrás. Eu posso comentar também, não deixou claro que era só uma verdade, ela jogou como verdade. Se ela falasse que é uma simulação, aí beleza, não aconteceu nada.
Mas ela, eu posso comentar 3 que eu acho importante, relevante para a gente levantar aqui. A gente sabe que agora tá acontecendo a Copa ali, né? E uma das grandes repercussões que aconteceu na internet são esses jogos de azar. Então, cassino hoje na China é literalmente proibido, né? Então, grande exceção aí dessa questão de Macau, que hoje você pode ir lá e jogar, mas na China hoje isso é bem proibido. Então não tem essa questão.
Hoje você não pode fazer nenhum tipo de jogatina, essas coisas. Até existe loteria oficial, existe, mas essas apostas na China é algo que não pode, né? Não funciona. Então esse é um tópico que eu acho legal a gente tá levantando. E também tem a questão da criptomoeda, né? Então a gente sempre sabe que hoje tem bastante Bitcoin, bastante gente compra isso. Ou seja, a China restringiu bastante essa negociação de criptomoedas, principalmente proibiu a atividade de mineração em grande escala.
Então o objetivo deles não é realmente utilizar isso, mas eles querem, não como um risco financeiro, né, ou fuga de capital, não, mas eles querem ao mesmo tempo tempo, eles querem trabalhar na moeda própria. Então criptomoeda também é algo que legalmente não funciona na China, né? E outro terceiro que eu acho legal para levantar também é a questão da pornografia, né? Então produzir ou distribuir conteúdo pornográfico na China hoje é ilegal.
Eu lembro que para você conseguir pegar isso, na verdade, você vai até Hong Kong, que é liberal. Então se você hoje caminhar pelas ruas de Hong Kong, você pode comprar revista pornográfica lá. Mas na China hoje todos os sites eles são bloqueados, né? Então esses são 3 assim que eu acho que é bem relevante, e quem mora na China sabe que não pode isso, né?
Em relação a isso que saiu sobre masculinidade, o pessoal preocupado com o exército, dos homens terem um visual mais masculino, isso é verdade ou apenas fofoca?
Do meu ponto de vista, eu acho que é mais fofoca da internet criando mitos aí, verdades sobre a China. Eu acho que não tem nenhum problema. Maurício pode comentar um pouco, mas acho que a China proibir homens afeminados, acho que não tem nada de campanha real do governo ou algo desse tipo. Eu sei que tem alguma coisa na questão da masculinidade, mas nada de a China proibir homens afeminados. Pelo ao contrário. Acho que em 2021 teve algumas emissoras que falaram sobre isso, mas eu não vejo assim um problema, nunca vejo.
Vejo homens andados de mãos dadas na rua. É mais a questão cultural mesmo de o chinês aceitar a questão da masculinidade perante a família, né? Porque hoje uma barreira na questão cultural chinesa é como você vai apresentar um homem para sua para sua mãe, no caso, né? Esse que eu acho que é a barreira principal. Mas não acredito que seja algum problema assim. E a masculinidade hoje tem uma campanha que não pode, essas coisas. Talvez Maurício possa comentar também.
Se for na mídia social, não vai ter um monte de gente assim, né? E não tem problema. Talvez, cara, não sei. Eu acho que pode ter assim, mas fazer um seriado, uma coisa mais grandes filmes.
Então, o que eu tava pensando é isso, é um incentivo a produções culturais e artísticas que enalteçam a virilidade, de repente, o heroísmo.
Eu acho que nesse sentido pode ter, quando é algo muito grande, se é um filme grande, uma coisa assim, aí eles vão, vai ter uma promoção mais do que os valores que eles gostariam de promover assim, essa parte. Mas não existe nenhuma discriminação assim. Eu acho que nesse ponto a China tá realmente muito à frente dos outros países. Eu vejo muitos casais aqui de dois homens, duas mulheres, né, e ninguém é tipo, olha, ninguém fala nada, né.
Então isso aqui eu acho que realmente é muito bom assim nessa parte do social, né. Eu acho que o que existe mais assim, se for ter um preconceito, é do próprio pai, né, que porque aqui tem essa questão de ter o filho, então ele que vai ficar mais ali pelo, pô, a gente quer ter o netinho ali, não sei o quê, dá aquela pressão para o filho ver mais de casa mesmo, mas não é da sociedade, sociedade acho que não tá nem aí para isso assim.
Não, não, é como eu comentei, é mais dentro de casa mesmo, como que os pais e as mães vão aceitar isso. Inclusive eu vi um vídeo na internet aí também do brasileiro comentando sobre isso, como é que é essa questão de ser gay hoje na China e tudo mais. E ele explica literalmente isso, que o como é difícil você conseguir explicar para sua família como que você vai casar com uma mulher ou com um homem, ou com uma mulher vice-versa, independente, né?
Então é mais a questão social da família mesmo, não que o governo— não acredito que não exista nenhuma regulamentação assim explícita dizendo que não possa andar de mão dada dois homens na rua, algo desse tipo.
Não tem.
E como mulher Acho que essas fake news, essas coisas que se espalham pela internet, é muito porque a China oferece uma segurança que eu como mulher nunca senti em nenhum outro lugar do mundo.
É, Alexia, fala sobre isso. A gente conversou sobre isso quando a gente se conheceu aí, de você falar que é um lugar que você anda sozinha de madrugada e não se sente ameaçada em nenhum momento, né? Não tem nem olhar, nem aquele olhar, nem assovio, né?
Nada. Nunca, nunca. A única vez que eu fui cantada e me senti desconfortável na China foi um estrangeiro.
Fala, fala a nacionalidade do safado.
Ele era francês, tá vendo? Não, ele era francês, ele era francês.
É cultural isso? Vocês acham que é cultural isso?
Para mim, essa, essa é a coisa Que como mulher assim é o que eu mais— e eu já conversei inclusive com outros homens que têm, que são pais brasileiros lá, que são pais de meninas, e foi um motivo pelo qual eles também escolheram não tirar as filhas, não sair do país, que é algo que de verdade foi a primeira vez na minha vida que eu saí na rua às 3 da manhã e eu decidi fazer uma caminhada porque eu não conseguia dormir e eu chorava, eu chorava na rua porque eu não Eu literalmente chorava, eu não consigo explicar a felicidade que eu sentia de saber que eu não tinha nenhum risco de voltar para casa.
Então, né, aqui a gente falou muito sobre essa coisa da segurança de celular, né, as pessoas podem falar, ah, mas isso é só porque é homem e tal, se você for mulher ou se você for gay. Cara, é a segurança assim, acho que é a coisa mais especial da China. E como mulher assim, e isso não é só comigo, eu conversei com várias, eu tenho várias amigas chinesas E a coisa mais, porque eu achei que, cara, tô ficando louca, talvez eu seja, talvez eu esteja romantizando tal, mas eu conversei com uma amiga minha chinesa e ela constantemente gosta de beber, ela vai para o bar.
Então a gente tem que saber que hoje a China ela tem câmeras por todos os lugares, né? Então, por exemplo, dentro do transporte público ele é monitorado, tem identificação digital hoje Você pode fazer denúncias. Então a gente sabe que é tudo monitorado, né? Então isso gera, querendo ou não, uma segurança dentro do país. Então a câmera ela não vai ensinar o respeito, eu acho que não, mas ela vai ensinar a limitar aí quem não aprendeu em casa, né?
Então eu acho que isso que é o ponto principal assim. Eu não, para mim, a câmera e as consequências disso.
Então se você for pego para fazendo isso, atualmente inclusive até sobre pedofilia, né? Se se você for pego, você pode inclusive aí sofrer uma pena de morte, uma consequência muito séria.
Tem até uma história que eu trabalhava numa multinacional alemã, e aí veio um alemão para China, e ele, eu tava com ele no bar, e eu levei ele para entrar num táxi para ir para o hotel. Porém, esse hotel trocou a rota, e desde ele para o hotel ele foi para um karaokê. E ele, quando ele chegou nesse karaokê, passaram o cartão de crédito dele, e ele acabou gastando, sei lá, R$20.000, R$30.000. E ele chegou na empresa, ele falou, ah, eu fui assaltado.
A mulher do RH olhou e falou assim, cara, você não foi assaltado. Ele falou, até, ó, ela já sabia da resposta. Ela me mandou dentro da delegacia na China. Eu fui até na polícia, a gente entrou dentro de uma sala, e eu juro que eu vi umas 100 câmeras ligadas. E o policial me perguntou, que horas que você deixou ele no táxi? Aí eu falei, ah, deixei ele por volta das 11 horas da noite. E daí a gente foi até a esquina, e ele foi acompanhando, foi acompanhando e levando ele até o local que ele tinha sido roubado, né?
E na verdade ele tinha ido se divertir num karaokê e acabou tentando utilizar isso para ganhar, para pegar, mandar essa prova e pegar descontado e ganhar o desconto do cartão de crédito dele, não cobrar essa fatura, né? Então às vezes as pessoas vêm, tem câmera?
Tem.
Ela serve para alguma coisa? Cara, não vão ficar te olhando como se fosse um Big Brother, pelo contrário. Ele, mas se acontecer alguma coisa onde nessa situação onde o cidadão quis tentar enganar de certa alguma forma para burlar uma lei, aí eles conseguem acabar encontrando você, né?
Mas acho que não só isso, como mulher vai muito além dessa questão, né, de câmera, porque realmente eles não olham, eles não olham, eles não olham, eles não mexem com você, eles não falam com você. Você pode estar vestida como você bem entender, né, que eu acho que é isso que é uma coisa muito chocante para para nós mulheres, né? Então essas minhas amigas, por exemplo, eu cheguei a conversar com elas e falar, cara, elas gostam de ir para o bar, ficar bêbadas.
Elas falam, eu constantemente volto bêbada para casa e já dormi na praça, e o máximo que vai acontecer é o cara de manhã falar tipo, ô, ô, ô, acorda! Ela já teve várias experiências desse tipo, e várias mulheres amam sair à noite e beber e se divertir e ir para casa com qualquer outro homem faria. E esse é um lugar que, viajando por todos os lugares, inclusive da Europa, tá, não tô falando só de Brasil ou países latinos, eu tô falando da Europa, eu nunca me sinto segura como mulher.
E a China é o primeiro país aonde eu tenho assim, não é só pelas consequências, mas culturalmente acho que isso é muito chocante. Inclusive é o que as pessoas criam muitos, muito, muito, muita fake news em volta disso, né, falando que os homens não são homens, porque os homens são homens, eles têm valores, e isso é ensinado em casa, né. E os que não têm em casa vão ser punidos de forma muito séria. Então há muito medo em torno disso, né, não só com relação ao abuso de mulheres, mas com abuso de criança é tolerância zero.
Então isso acho que é uma das coisas com certeza mais especiais assim da China, que acho que mulheres que estiverem assistindo, homens pais de meninas e que querem assim conhecer a China e sentir que podem ter total segurança com suas filhas. Acho que é um país muito especial assim para se conhecer.
E é uma visão completamente hoje, se a gente parar com os Estados Unidos, principalmente fazer uma comparação assim, cara, Estados Unidos tá cada vez mais inseguro, né? Então se a gente vai para alguma cidade, por exemplo, vai para vai para parte da Califórnia, vai para grandes cidades assim, cara, o perigo é constante até para a própria mulher, né? Então na China hoje, cara, a segurança é algo que não deve nem ser comentado, eu acho, porque é tão seguro.
Eu conheço mais de 120 países no mundo, já viajei para todos os cantos que você imaginar aí, e não existe nenhum país próximo da China. Eu acho que não existe em lugar nenhum do mundo assim, não existe. A insegurança ela existe na Europa, nos Estados Unidos, coisas no Brasil, em qualquer lugar do mundo, né? Mas como a China, infelizmente é difícil. Acho que só vindo para China, quem não veio ainda, vem, porque vocês vão se surpreender.
E é incrível como mudou essa questão da segurança, porque a China não foi sempre assim 100% segura como é hoje, assim, né? Eu morei no ano 2000 e em 2012 também, né? Então, em 2012, cara, acontecia o roubo ainda de motinho, roubo de bicicleta. Não, nunca foi assim de assalto à mão armada, mas eu conheci um brasileiro que trabalhava na embaixada, ele perdeu a moto, né, em 2012. Então é incrível isso, como que de 2012 até agora, 2026, esse salto enorme, né.
E já era seguro 2012, não era que não era, não era inseguro, mas acontecia roubo de motinho. Eu tinha um colega japonês que que foi roubado no metrô, o iPhone dele tava com a música ligada, do nada parou de tocar a música e pegou. Então é incrível. E o pessoal pergunta, né, por que que será que aconteceu isso, né? Eu acho, claro, a câmera— eu perguntei até para o chinês também a opinião dele. A câmera é uma, o pessoal fala bastante.
E tem também a questão do próprio trabalho, que hoje em dia você consegue por mil e poucos reais já ter uma moto elétrica Eu mesmo, eu comprei uma moto elétrica por R$600 usada, sem a bateria, mas a bateria era mais R$200, R$200 e o ano, tipo, mais R$170, então R$700 e pouco você conseguiria comprar uma motinho elétrica já, né? E eu comprei, então isso, ele consegue então muito barato já conseguir trabalhar no delivery, né? E já consegue ganhar dinheiro.
E não precisa daí a carteira. Então você não tem esse investimento também. Então qualquer um consegue hoje fazer dinheiro. Você não tá assim, tipo, pega, compra essa motinha, começa a entregar, você não precisa também roubar. Então tem essa parte também das câmeras que conta muito. E acho que do acesso nessa parte de uma tecnologia que aumentou nessa parte, tudo muito dinâmico assim hoje, né? Eu acho que também é outro muito importante essa parte do trabalho Vamos falar, justiça, né?
As pessoas têm melhores trabalhos, elas não vão querer sofrer as consequências disso, né?
Desculpa, eu queria saber sobre religião aí. Que que, como que é o chinês em relação à religião? Se são ateus, se tem religião, como são, como é o convívio com outras religiões? De estrangeiros.
Esse aqui, ó, eu não sou assim religioso assim, sabe, de ir para igreja, mas uma seguidora ela me deu, né, é uma Bíblia. Ela me deu o dinheiro para mim comprar, aí eu comprei, né. Eu fui numa lojinha que tinha Bíblia, mas essa loja tava dentro da igreja. Você não pode ter uma loja fora da igreja que vende Bíblia, tu não pode ter um cara na rua vendendo itens religiosos, ou ela até mesmo distribuindo os folhetes, né, como chama, aqueles propagandas assim.
Você não pode pregar, mas você pode comprar, comprar essa Bíblia aqui. Eu comprei, mostrei. Aí eu perguntei para ela, na hora de comprar a Bíblia, né, eu falei um pouco da questão de se pode ter criança na igreja para ir na missa. Não pode, até 18 anos você não pode trazer. Ah, teve gente já que contestou isso, brasileiros, falando, ah, eu levei meu filho na igreja e tal. Mas eles não— eu já vi muitas placas assim mostrando, menores de 18 não pode participar de atividades religiosas.
Ele pode acreditar, o pai pode contar as histórias tudo para ele dentro de casa, educar, mas não pode trazer na igreja. E eu já fiz vídeos assim mostrando essas placas. E inclusive tem esse ainda que eu comprei a Bíblia mostrando, perguntando para chinesa né? A chinesa me respondeu, ela é uma chinesa que trabalha nessa questão para vender ali, né? Uma católica, né? Então a Igreja Católica tem, tem o budismo, taoísmo, os muçulmanos, né? Aí a quinta é qual que é? Protestante, né? Protestante também.
Muita gente acha que, imagina que religião ela seja completamente proibida na China, né? Mas isso não é uma verdade. Então existe bastante templo budista, existe bastante templo taoísta, existe bastante mesquita, bastante igreja. Então o que existe mesmo na China é um controle muito forte do Estado sobre a organização religiosa, né? Então a gente tem que saber disso. Então a melhor forma que é o quê? Por exemplo, a China, na China, a fé ela pode existir, que o governo não quer aceitar mesmo é facilmente essa organização crescendo fora de um controle, né?
Então, por exemplo, o Partido Comunista Chinês, ele até é oficialmente ele é ateu, né? Então seus membros, eles devem seguir essas orientações, mas não significa que toda a população chinesa seja ateia. Ou existe uma diversidade, e existe uma diversidade enorme, principalmente na prática religiosa espiritual. Então oficialmente o governo da China, ele reconhece 5 grandes religiões, como Maurício falou. Então é o budismo, é o taoísmo, é o islamismo, e é o protestantismo e o catolicismo.
Então, mas na vida cotidiana ainda Existe ainda, você vai, você vê igrejas, tem uma igreja linda em Guangzhou, tem uma igreja linda em Wangfudin, Pequim. Você pode visitar esses templos, não quer dizer que você não é budista, você não pode dentro de um templo e não pode acender um incenso. Não tem isso, tem toda essa questão. E o chinês, ele pode dizer que não tem religião, em 5 minutos depois ele acende um incenso e pede uma prosperidade no templo para escolher a data do casamento dele e quando que ele vai casar, acho que ele vai encontrar o amor da vida dele.
Então Entendeu? Então, de uma certa forma, ele não tem religião, mas ele acende um incenso pedindo alguma coisa para Buda. Então, cara, realmente isso acontece porque eles são espirituais, entendeu?
Sim, o próprio chinês que fala que é ateu, aí você pensa, ele é ateu, ele realmente não acredita nada depois da morte. Na verdade, ele acende incenso, ele queima. Se você for na rua, tem época eles queimam, por exemplo, notas de dinheiro falsas, né, que imitam o dinheiro. Eles queimam para enviar para o falecido, meu parente dele. Então eles fazem esse ritual para enviar. No inverno queimam uma roupa em papel assim, que simboliza a roupa, para fazer esse despacho, né.
Eles fazem um despacho, até faz um círculo assim bem interessante, cara. Eu mostrei para os meus seguidores, eles falaram, tá fazendo macumba aqui, que nem isso aí. Não, é com todo respeito, né, religião brasileira, mas é o que eles falaram, né. Aí faz o despacho, ele enviou, né, o seu, mas ele se diz ateu porque ele não tem talvez uma religião, ele coloca isso como ateu.
Mas então muitos desses ateus não são realmente ateus que não acreditam que existe, é o famoso antepassado chinês, ele pode já ter partido há 100 anos, né, mas a família já mandou um iPhone de papel para ele. Então é uma maneira, você for para Hong Kong, se for para grandes coisas, você vai ver tipo bolsas da Gucci, iPhone, cachaça, conhaque. E são isso que eles acreditam, né? É uma maneira carinhosa e simbólica que os chineses utilizam para manter esse vínculo com quem morreu, né?
Então para quem olha de fora acha que pode até parecer estranho, mas é uma, tem uma cultura que possui aí rituais que eles que eles fazem para realmente, parecem estranhos, mas na verdade já tá dentro da cultura chinesa. Isso é bem divertido. Quem foi para Hong Kong, observem se você vê uma camiseta da Louis Vuitton, uma bolsa da Gucci com logo dentro da bolsa em formato de papel, é que eles queimam para mandar para as pessoas que partiram.
Eu vi isso bem legal no Yunnan mesmo, nas vilas, cara, é muito forte isso. Tem lojas só de objetos de papel para você queimar, só para você fazer esse despacho e enviar. É muito interessante, eu fiz vídeo lá. Bem legal isso aí.
Nossa, que legal! Não tinha, não sabia dessas informações.
iPhone, bolsas, o que você quiser. Se você for nesses mercadinhos públicos que tem em Hong Kong, onde você compra carne, frutas, normalmente sempre tem uma vendinha, e é onde você compra também as caixas de papel para queimar, para mandar para os mortos.
É muito legal. E isso da religião também é outra coisa que eu me choco na internet, das pessoas, essa mística, né, e essa fake news em torno disso, porque isso é uma coisa que nem é falado, né. Tenho muitos amigos chineses, e sim, amigos chineses inclusive que são cristãos, que acreditam em Maria Aparecida, pessoas que de alguma forma se conectaram com deusa do Brasil e que usa todo dia o colar, né? Eu tenho uma amiga que é inclusive, inclusive uma amiga que tem uma história bem, bem linda sobre isso.
Amigo meu que fala que não tem religião, mas vai todo mês, viaja todo mês para o Tibete para rezar, para fazer a reza deles. Ah, eu preciso pedir pela prosperidade, pela saúde da minha mãe. Eles são um povo extremamente espiritual, extremamente espiritual, e um povo extremamente aberto, né? Algo que que é também muito incomum, não sei como é para vocês, mas pelo menos na minha experiência com o meu círculo de amigos, não há assim qualquer preconceito também com religiões diferentes, ou, ah, eu não gosto disso, eu não quero isso.
Muito pelo contrário, assim, mesmo dentro dos shows que eu faço. Tem uma história bem engraçada assim, um show que eu fiz agora há pouco tempo atrás, que choveu muito assim, uma chuva torrencial e a equipe começou a falar que o diretor não tinha feito uma oferenda para os deuses, por isso que tinha chovido tanto. E são pessoas que falam que não tem religião, né? Então é algo extremamente natural e comum na China. Todas as pessoas que eu conheço, até hoje eu não conheci uma pessoa chinesa que não seja extremamente espiritual e que não tenha esses rituais muito interessantes para a gente também, como brasileiros, né?
Como por exemplo a gente, sei lá, no Ano Novo pular as 7 ondinhas, coisas que são extremamente de essa intersecção, né, entre religiões. Então isso é na verdade muito parecido com o Brasil mesmo. Pessoas, né, cristãs no Brasil fazem vários rituais que são rituais de outras religiões e não sabem. A mesma coisa acontece na China, pessoas falam que não tem religião, mas são tempo todo com várias práticas espirituais e são pessoas extremamente com muita fé, né, e com muito respeito sobre isso, sobre os templos, né, e tão constantemente indo nesses templos.
Então isso não é uma coisa nem falada, o que não pode mesmo, e isso é muito inclusive muito sério na TV, o que não pode é você, porque isso é uma coisa que eles checam o tempo todo, as coisas que eles ficam mais preocupados. O que você não pode é vender uma, uma qualquer coisa, comercializar em cima de uma religião. Então eu considero, na verdade, que é o Estado laico de fato, né, o Estado que de fato é laico e que não, não se deixa, não deixa realmente que as religiões sejam vendidas como uma estratégia.
E eu Na verdade, você pode seguir e ter a religião que você quiser assim, e você pode ter uma fé muito grande. Isso vai ser—
eu tava em um parque na China, aqui em Pequim, aí eu vi uma mulher ajoelhada, né? E o que me impressionou foi que ela tava com uma Bíblia rezando assim, sabe, sozinha. Aí eu fiz um vídeo e botei também no meu canal lá para mostrar, né, que pode você— então você pode estar rezando, não vem nenhuma polícia, alguém falar com ela. O que não poderia, ela tá pregando para outros, tentando fazer os outros ir na religião dela, né? Tipo, chegar falando, falando cada com cada um e tal.
Aí não poderia. Mas nesse sentido, você pode estar com a Bíblia, que muita gente acha que não pode, né? Você não pode andar com uma Bíblia na mão. Pode. Não pode tentar convencer outros, né? Você tem que respeitar o espaço do outro.
Então isso realmente Resumindo então, a China é oficialmente governada por um partido ateu, mas ela continua sendo aí uma sociedade profundamente cheia de ritos, né, rituais, como a Alexa falou. Então o governo, ele pode controlar as instituições, pode controlar completamente todos os locais, mas acreditar, mas é isso. Então é isso, eu acho que não é proibida. Então a gente tem que tirar esse mito aí que não pode religião na China.
Aí eu acho que é algo interessante Uma coisa interessante também, que você vai numa igreja, você pode reparar que vai ter sempre uma bandeira da China dentro de uma igreja, onde um templo tal. Se você reparar, quem viajar para esses locais, né, você vai ter a igreja, a bandeira, e vai ter também dizeres do Partido Comunista. Então o governo, ele sempre coloca ali, tipo, para não esquecer, né. Ele dá uma mensagem assim, né, tipo, é interessante ver se você já reparou até.
Uma mensagem do quê? O que que tá escrito?
Ele coloca assim, tipo, falando bem também do próprio partido, que a gente tá junto e tal, meio união. Ele não quer que dá a entender que, tipo, união com essa religião, não quer deixar, tipo, deixar a religião acima e ele abaixo, sabe?
Acho que eu vi, mas não é só dentro das igrejas que isso acontece. É uma campanha política chinesa que elas são espalhadas pelas cidades, né? Então você não vê somente essa mensagem dentro, é uma mensagem de patriotismo, a igual, que eles colocam, espalham pelo país inteiro, inclusive, tá? É claro que dentro das igrejas, né? Então não quer dizer que algo seja focado, essas mensagens do governo para igreja, não é nada disso.
Isso, isso você vê muito fora nas ruas. Aí tem os 12 valores, os 12 valores do partido. Aí eu já fiz um vídeo demonstrando, o pessoal até começa a brigar, né? Porque daí eu falei, tem a democracia, já começa aí, né? Democracia, pessoal começa a brigar. Uns que fala que a democracia não é liberdade. Aí tem várias, tipo estado de direito, justiça, tem os 12 valores completos ali. Aí eles dão essa mensagem sempre, né? Tipo Ou de você.
E acho interessante, vários locais assim nas ruas, tudo, todos os lugares lindos e especiais para eles que tem grande valor, né? Como você falou, né, Téo?
Todos eles, toda esquina. Se tu for, isso é exatamente, quanto mais importante o lugar para eles, mais eles vão ter bandeira ali. É, com certeza. Se eu pegar uma uma vilareja no meio de uma província de Xinjiang que eu andei, tu vai encontrar uma mensagem dessa. Então é algo que tá espalhado pelo país inteiro. E as mensagens em geral são mensagens boas, não é uma mensagem negativa ou forçando seguir aquela ideia, cara. São imagens, são mensagens culturais que são valores humanos, entendeu?
Que as pessoas precisam, na verdade. E é isso que normalmente eles colocam nessas faixas. Então não é nada tipo, venha seguir e se tornar como comunista. Não tem nada disso, entendeu? São só valores, na verdade.
Eu acho bem legal essa parte assim.
São coisas, são coisas geralmente de ser uma família, né, de amor.
Isso, amor. É isso, exatamente.
Pelo que eu já vi, né, de patriotismo, nada a ver com algo político em si ou com de medo ou qualquer coisa do tipo assim. E nas cidades também tem tem isso, né? Em Xangai, quando você vai nas ruas mais famosas, onde as pessoas mais tiram foto, é onde você vai ver em todos os edifícios a bandeira em cima.
Se tu chegar em Lujiazui, ali no lado de Puxi, onde fica o Band, primeira coisa é uma bandeira gigante do Partido Comunista escrito ali, né?
Acho que principalmente também nos lugares também onde eu vejo mais, não sei se também vocês que conhecem mais vão concordar, são lugares também às vezes que parecem muito, sei lá, em Xangai, por exemplo, eu achei que tinha uma quantidade até maior, umas ruas que são muito tecnológicas ou que tem uma influência muito grande europeia, né, por conta da colonização europeia, né, cara, é onde mais tem, eu acho que é para as pessoas tirarem foto e saberem que não, que é a China, né, que estão, porque lugares muito turísticos assim, eu fiquei imaginando que era por conta disso, das pessoas saberem, tipo, não, isso não é Europa, isso é mesmo.
E a outra coisa também que eu queria perguntar para você sobre essa coisa da masculinidade, que é uma coisa que também foi muito, muito especial para mim assim como mulher, é o quanto a China— e queria saber como é para vocês como homens, como é a vivência para vocês como homens, é o quanto a China também oferece um outro modelo de ser homem, né, também no sentido de coisas que são fofas, que são consideradas fofas ou são consideradas coisas de menina, né, coisas de mulher, como por exemplo, é, ursinho, principalmente acho que o La Bubu, acho que é a mais extrema assim.
É extremamente ok, lindas e aceitáveis, e não é nada tipo, ai, eu acho que um dos, umas coisas mais interessantes que para mim foi muito difícil de aceitar essa questão da masculinidade é levar bolsa para minha esposa. Então hoje, se você for nas grandes cidades da China hoje, você vai ver um homem carregando uma bolsa para uma mulher, isso é uma coisa muito normal. Então, ou segurando guarda-chuva, buscando comida, acompanhando a mulher nas compras.
Ou quando tem os filhos ali. Então essa questão da bolsa para mim foi algo que eu não consegui me adaptar. A minha esposa no início me dava bolsa e eu ficava carregando a bolsa dela.
Isso daí acontece aqui. Já fui casado e eu era o carregador de bolsa também. Ficava lá no shopping tudo miolando e eu com aquela cara: não, querido, não é minha essa bolsa. Claramente não é. Você tá vendo que eu tô com a camisa do Corinthians e tô com uma bolsa da Hermès? Não combina, né?
Eu achei que era chinesa porque a minha vida adulta foi lá, né?
Então, cara, primeira namorada me dava a bolsa, cara, isso já era, já é um mito.
Olha, o Téo, né, dá a bolsa debaixo do braço, né? Mas aqui na China eles carregam que nem uma mulher, bota assim, tipo, muitas vezes, né? Igual uma mulher, sabe? No Brasil a gente tem essa coisa de ser o machão e tal, você não pode ter tem que carregar como assim, né?
Tá incômodo, né? Tá incômodo essa bolsa.
Não, mas é isso. Mas esse foi um choque cultural assim. Eu acho que para mim foi uma das coisas que— ou, mas é uma questão de respeito também, acho, né? E depois tu vai acabando— não é uma questão, ah, machismo, nada disso. Eu acho que é uma questão de respeito. Depois você entende que aquilo ali é uma questão carinhosa que a mulher pede, e aí você acaba aceitando.
Tá mudando, né?
Mas é isso, eu acho que mudou muito essa questão da masculinidade hoje.
Tem os ursinhos, né, até nos capacetes dos caras.
Isso, mas é isso.
Eu vi um cara com delivery, ele tava com uma bolsa de ursinho, de um gatinho. Então ele tava carregando assim uma bolsa de gatinho. Até perguntei para a galera No Brasil, o que que acontecesse se o cara do delivery tivesse um homem assim com uma bolsa bem fofinha, né?
Pois é. E outra coisa também que é muito, que é muito, que é muito louco, que foi a primeira vez na minha vida que eu passei, que é muito comum na China, muito comum, que é essa coisa que os homens, né, eu vou voltar o que eu tinha falado, eles olham, mas eles olham de uma forma curiosa e de admiração para beleza. Das mulheres. Não sei se vocês também têm essa experiência, mas na China foi a primeira vez que eu vi. Eu, muitas vezes um casal me parava e o cara falava comigo, ô, Piaulia!
E a menina olhava, oh yeah, Piaulia! Tinha junto com o cara, extremamente fofos, num lugar totalmente não sexualizado, só é bonito.
E até o homem, o que é interessante assim, no Brasil o cara não vai te falar, você é lindo, Téo. Mas aqui na China, cara, várias vezes o homem mesmo fala, tipo, cara, você é bonita, lindo, tipo. Mas ele não tá querendo, tipo, chegar em você nem nada, é só um elogio que a gente não faz no Brasil.
E tu pode explicar, Maurício, a forma de carinho na China hoje não é falar eu te amo, não é nada disso, é você perguntar se você já comeu. Em chinês a gente fala, então se você chega em casa e quer perguntar para sua esposa se falar, expressar que você ama ela, você não dá um beijo no pescoço, fala eu te amo, eu te amo, eu te amo. Normalmente eu falo muito isso para minha filha, né, eu te amo e tal. Mas na China, a linguagem de expressar o amor é perguntar se você tá satisfeito e se você tá com a barriga cheia, né.
Então, porque eu vou dar um toque para mulherada, é uma forma de me agradar também. Me pergunta se eu já comi, se eu tô satisfeito, eu vou ficar muito feliz aqui, aqui nesse podcast. Inclusive ninguém me pergunta que eu tô com fome, oferece comida para os convidados e nunca para mim. Hoje tive que pedir pizza aqui enquanto vocês estavam falando, comi uma pizza aqui. Agora outra coisa, vamos falar de comida. Comida, tem uma coisa que quem não vai, quem não foi para China vai achar muito estranho, que é o barulho que o pessoal faz quando come, não é?
O pessoal mastiga alto, boca aberta, é pigarreia, faz aqueles barulhos estranhos quando come, e você fica Não é?
Essa é uma diferença cultural bem engraçada, né? Ou seja, o barulho na hora de comer ali. O Brasil, a gente pode, desde pequeno, a minha mãe não mastiga com boca aberta, não faz barulho com a sopa, não arrotar na mesa. Na China, principalmente nesses restaurantes populares aí que você falou que são mais informais, a refeição ela pode ser mais barulhenta. Eu lembro que a primeira vez que eu voltei para o Brasil da China, eu fui num restaurante com a minha mãe e tinha um monte de farelo em cima da mesa.
Eu peguei, comecei a colocar no chão assim. Aí minha mãe ficou olhando: tu não tá na China, tá? Aqui é Brasil, não esquece as tuas origens. E aí isso foi uma coisa que me marcou assim, que eu peguei literalmente, comecei a jogar farinha no chão assim. Tipo, imagina que sobra um monte de pão na padaria, comecei a jogar no chão assim, porque é bem normal isso na China, né? Depois de morar naquela época, morando 1, 2 anos assim, eu cheguei no Brasil e ela: cara, isso aí não se faz no Brasil, tá?
E essas outras coisas que você vai pegando costume na China, quando você chega para o Brasil você acaba se adaptando, né? Então esse macarrão, essa sopa que a gente conhece, ou chamar o garçom, que é algo muito— no Brasil a gente meio que olha assim e fala: vem cá, vem cá. Na China, tipo, você berra com a pessoa, mas não é uma questão de impor respeito, pelo contrário, são mais maneiras que você faz para chamar as pessoas, entendeu?
Por exemplo, você pode vir aqui, pode vir aqui. Claro que no Brasil isso gera respeito, mas na China você pode berrar de certa forma.
Até que tem também assim, né? Eu acho que é parecido com a China. Se você for na Europa, já não é mal educado. No Brasil eu acho que é aceito, até dependendo do tipo de restaurante, até você chama: aí, chefe, vem aqui e tal, né?
Na Europa você tem que servir, na Europa você tem que servir o garçom e não o garçom te servir. Essa é a regra da Europa. Você tem que servir o garçom, respeitar ele para ele te servir. Caso contrário, ele não vai te servir.
E aqui você pode também, muitas vezes você vai na mesa que você quer. Na Europa você tem que esperar ele te dizer qual a mesa que você vai comer, né? E aqui é mais parecido com o Brasil nesse sentido também, né? Eu acho que você vai na mesa lá que tá livre, escolhe e tal.
Mas esse lance do barulho é porque é para mostrar que tá satisfeito, o arroto, ou esse lance de— porque quem tem misofonia vai sofrer muito, porque eles fazem não só chupar a sopa, de fazer o negócio, mas o cara tá falando com você, você tá olhando ele e a comida dele dentro da boca dele, e ele tá falando normal assim. Isso é cultural? É para mostrar que a comida é boa? O que que é?
Não, eu acho que é mais a questão de nunca ser ensinado pela família a maneira correta de você se respeitar dentro de uma mesa. Por exemplo, essas lições que a gente aprende em casa de não fazer barulho, de não botar as coisas no chão, deixar a mesa limpa, não deixar comida no prato, essas coisas não foram ensinadas na base para o chinês. Então eles não aprenderam isso e não tem informação nenhuma. Eu tenho um cara que trabalhava comigo que ele ficava o dia inteiro mascando chiclete, ele ficava, e aí ficava o dia inteiro naquele repetitivo.
Era 8 horas de trabalho por dia no escritório, ele, eu falei, cara, mas não tem como ensinar. Esse é um dos problemas de você morar na China, você quer ensinar e você acaba não podendo porque você é o estrangeiro ali e não o chinês em si, né?
Você tem que dar uma saída, já se despede do pessoal, passa redes sociais E a gente continua mais um pouquinho aqui.
Téo Santana, Destino China, procura aí no Instagram tudo que vocês precisarem de China, estamos à disposição aí. Coloco bastante conteúdo ali falando sobre China, sobre importação, sobre exportação, negócios, cultura, tudo que realmente o brasileiro quer saber sobre China vai encontrar ali no meu Instagram. YouTube também, se quiserem me seguir, Destino China.
Ô Téo, me leva para China e faz um roteiro legal para mim aí, cara.
Sim, vamos fazer um roteiro diferente.
Vamos embora junto, bora criar conteúdo.
Outubro, abril, a gente traz, faz um conteúdo legal, levar, mostrar a China obscura, que é aquela China que sai um pouco do ponto turístico. Exato. E vai explorar um pouco as raízes de verdade, né? Botar uma mochila nas costas e sair para explorar mesmo.
Fechou.
A verdade, local onde você encontra carne de cachorro. Mas eu vou deixar esse tópico para o Maurício, eu tenho que me despedir.
Putz, tem essa ainda? O cara solta essa bomba e vai embora, cara. Valeu, tchau.
Valeu, pessoal, um abraço.
Seguinte, vamos, vamos te usar mais vezes aqui, hein? Vamos chamar mais vezes aí, fechou?
Pode me chamar que vamos conversar, falar um pouco mais assunto aí de números, dados e informações mais técnicas. Fechou, valeu, pessoal, um abraço. Obrigado pelo carinho.
O Dupla, ele falou de carne de cachorro. Isso é uma lenda, eu não vi ninguém comendo carne de cachorro. Se comeu no passado, se come hoje? Vocês sabem essa informação?
Carne, cara, eu viajei assim para o interior, para Yunnan, eu cheguei a ver assim, mas é um percentual muito pequeno dos chineses que faz esse uso, né, da carne de cachorro. Mas existe, não é que não existe. O pessoal ainda bate muito nessa questão que tem o tal do Festival de Yulin, né, que tem daí lá carne de cachorro, mas tem muito chinês que é contra. Eles Eles querem proibir e tal, governo também não promove, mas também não baniu ainda.
Então é uma luta aí contra os muitos, muita gente quer banir essa questão, que é uma parte muito pequena da população, mas que acaba às vezes manchando, né, essa parte aí do— e a maioria a gente é contra isso aí, mas realmente existe, mas é uma porção muito, muito pequena dos chineses, mas com uma população da China enorme, né. Que você vai ver, você mesmo sendo pequena, tem uma galera aqui, pessoa que come, pessoal que come ainda.
Mas é mais regional assim, dependendo da região. Aqui em Pequim já você nem pode ter restaurante assim. Então algumas cidades são proibido, mas existe se você for no interior.
E em relação a coisas estranhas, a gente procurou até para comer, para fazer conteúdo, que lance de comer barata. Tem um café com pomba barata em cima que a gente procurou, não achou. Grilo, escorpião, não achamos isso daí. Não tem mais ou tá mais difícil agora?
Isso aí, cara, você encontra se você for alguns lugares também no sul da China, mas você não vai, não vê chinês. É bem raro assim de ver comendo, né, o chinês. Muitos lugares tem cidade grande, quando você vê, é mais o turista que come, porque ele tem essa ideia, né, que a gente tira foto e tal, mas Lá no Yunnan, o que que eu vi assim, que são as etnias comem assim umas larvinhas assim, né? Eu vi formiga e tal, eles comem lá, mas é também mais as minorias étnicas, não é algo assim da alimentação padrão assim do chinês, sabe?
Isso vem de um momento histórico, né, muito triste, né, que as pessoas infelizmente não vou saber falar exatamente tudo, né, o que aconteceu historicamente. Mas pelo que eu me lembro, que eu estudei, que muitas pessoas vieram perguntar uma vez, isso vem de um período histórico onde a China tava passando muita fome e as pessoas começaram a comer o que tinha disponível. Então não era, não é uma coisa como a gente imagina, né, tipo, ai, é algo cultural e que eles fazem porque eles são estranhos, porque eles gostam de comer isso.
Muito pelo contrário, veio de um período de, imagina, um país muito grande com muitas pessoas onde não tinha comida disponível, e as pessoas foram atrás de comer o que tinha ali. E o que tinha ali às vezes eram coisas que não eram boas. Eles comiam tudo que era vivo e que podia ser comido, né? As pessoas vieram a passar necessidade, vieram a entender como sobreviver. E por isso a gente tem essa história, né, esse imaginário ali do que— e muitas dessas coisas ficaram.
Então, por exemplo, né, diferente do Brasil ou de outros lugares do mundo onde a gente escolhe partes de animais específicas e outras a gente joga fora, a China até hoje tem esse lugar de aproveitar todo aquele animal, né? Então comer coisas que para a gente é muito estranho, perna, pé, né? Para a gente é tudo isso, é muito estranho e nojento. Né? Mas isso, o que as vísceras, coisas nesse sentido, né, órgãos, coisas nesse sentido.
E isso na verdade vem de um passado histórico de muita fome, aí aonde tudo era, todo esse, todo esse animal e tudo que podia ser comido as pessoas comiam. Então é uma coisa também que é, que é bem triste assim, porque é criado um meme, uma coisa engraçada, e como se fosse algo, algo, né, uma coisa nojenta, um meme dentro disso. Mas na verdade vem de uma, de uma, de um passado histórico onde as pessoas passaram muita fome, e por isso elas tiveram a comer isso.
E hoje elas não precisam mais. Então muito dessas coisas são só para turista, como, como Alice tá falando, insetos, coisas nesse sentido. Mas ainda tem coisas que permaneceram por essa, por essa, por esse lugar da história das pessoas terem nunca passado fome, né? E ficou. E a comida é algo extremamente cultural, né? Então eles ainda estão pouco a pouco entendendo como, ah, o que a gente não precisa mais comer, né? Então por isso que tem essas pessoas que já não concordam em comer essas coisas, já não querem mais comer essas coisas, acham errado, querem regularizar a maioria, né?
E outras coisas que ainda para a gente é muito estranho, mas que vem desse lugar histórico mesmo.
E hoje eles gostam muito, né, de restaurante, comer em fartura, né. Então quando o chinês te convida, ele vai fazer uma mesa cheia de comida e sobra, né, daquela coisa que é para a gente dar pena, né, o tanto de comida que vai, se você não levar, né, vai fora.
Então não, pois é, uma das coisas que eu fiquei esperando, Alexia e Maurício, uma coisa que eu fiquei impressionado aí Foi o lance da comida, cara. Como a comida é boa! Não sei se só me levaram em restaurante bom, mas, cara, aquele, aquela comida que é o hot pot, é isso? Não, como chama?
Hot pot.
Explica para o pessoal o que é. Vamos ver se vocês conseguem achar foto aí, que vem dos mongóis.
É uma, uma, o hot pot, eu não sei se você comeu em qual região, existe hot pot e estilos diferentes.
É, eu comi em dois lugares diferentes, acho que no Cantão Em outro lugar também, não tô lembrado.
Tem uns que tem só aquela sopa vermelha que é super apimentado. Aqui em Pequim, por exemplo, não é apimentado, é uma sopa, é uma água quente mesmo, né? Tipo esse aí, é esse.
Só explicar, né? É isso daí, tá fervendo, você vai colocando legumes e carnes aí e vai pegando com o hashi, não é?
É isso aí, dá tipo Algumas carnezinhas são super finas, então tipo 4 segundos, 5 segundos você coloca na água fervendo ali. Aí geralmente tem um outro tigelinha que vai ter um molho. Aqui em Pequim é um molho à base de amendoim, acho que gergelim, é um molho. Aí você coloca nesse molho e come. Aí já o de Sichuan é muito apimentado, já é diferente. E bota ali segundos e já come.
Então é a história que me contaram de carne. A história que me contaram é que essa comida vem dessa época, né, que o pessoal era mais nômade e não tinha muito tempo de comer, tinha o perigo, né, de ser atacado. Então chegava, esquentava, parada, já comia super rápido e seguia a viagem, né.
É isso mesmo, isso mesmo.
Tem o famoso pato de Pequim, também é famoso, né.
É, o pato de Pequim é engraçado, que é o pato de Pequim, é super famoso aqui Só que ele não é uma comida que você vai comer no dia a dia, é tipo uma comida de uma ocasião super especial, como se fosse um peru de Natal assim, né?
É caro, é caro e é difícil de fazer, ou porque eles não têm esse costume?
Não é porque é caro, é mais especial mesmo. Não é super caro não, é uma comida mais tipo para ocasiões, tipo um convidado e tal. Eles não têm o costume de fazer em casa, sabe? É mais de fazer queria ir no restaurante comer. Aí você vai no restaurante e come assim.
E ele é, para explicar, você já comeu? Ele é crocante, né, em cima. Como tem alguma preparação? Ele é agridoce, né?
Ele é agridoce, é crocante. Aí esse aí, cara, eu acho que é o, não sei se esse parece ser, e tem dois patos. Tem um pato que a gente come que é de Cantão e tem o de É o de Pequim. Aí o de Pequim ele tem essa, esse molho um pouco diferente, tem uma panquequinha.
Ah, é verdade, você monta, né?
Você monta e come assim com a mão. Aí o de Cantão já é diferente um pouco assim.
Eu comi esse de Pequim, você monta mesmo nessa massinha assim, coloca, coloca o molho doce, né?
Meio doce, tem uns pepininho, tem uns negocinho, é muito gostoso. E a comida da China, cara, é muito variada. Eu inclusive hoje, depois de morar tanto tempo aqui, a minha preferida é a chinesa, comida chinesa, cara.
Acho que o mais doido assim também, que é muito legal para a gente brasileiro, é quando eu fui para Yunnan, para Kunming, eu provei esse hot pot, que também é comida preferida também na China, acho que de muitos estrangeiros que vão para lá é comer os cogumelos venenosos, né?
Como?
Isso aí eu não experimentei não. Cogumelos venenosos? Como que explica essa história?
É muito legal, é muito, é porque eles têm todo ano, né? Tem uma época, acho que agosto, junho, julho, tem uma época desses cogumelos, né? E isso é muito cultural também, muito cultural deles, porque o país inteiro geralmente vai para— muita gente viaja para essas regiões para poder caçar cogumelo nas florestas mesmo. E o Né é muito famoso por conta desses cogumelos. E aí eu achei que era brincadeira, eu fui para falar— eu não escolhi comer nesse lugar, na verdade eu achei que era zoeira, que era uma coisa tipo, ah, estamos aqui fakeando como era.
Eu só entendi que o negócio era sério porque vem Vem a moça no meio assim, quando você— primeiro que você escolhe os cogumelos que você quer e é lindo, porque os cogumelos são lindos, ficam assim numa geladeira aberta, lindos, e parece que eles acabaram de ser tirados assim da natureza e são todos maravilhosos. E você pode escolher, né, ali qual cogumelo você quer provar. E vem a moça com um timer que é uma, são sempre muito bonitinhos, eles são uns cogumelinhos assim que você gira e tem que ficar 20, 25 minutos mais ou menos fervendo aquele cogumelo ali.
E eu só entendi o quanto era sério porque quando termina ali aquele tempo, antes e depois de, então antes de dar os 20 minutos e depois de terminar os 20 minutos, vem a moça com um potinho que vai ficar ali dentro do do restaurante durante 7 dias. E esse potinho tá escrito qual é o dia que você tá ali, o seu nome, e você tem que assinar que você tá comendo aqui.
Eu tô fora, Alexia, pô!
Você tem que assinar. Eu só entendi que era sério quando a moça mandou assinar.
Aqui devia ter um termo desse nesses botecos que a gente come aí, né, diretor? Aqueles bolovos, aqueles ovo colorido, ovo colorido que a gente come. Tem que ter um termo também, né?
É, rapaz, porque qual que é que eles fazem isso? Por que que eles guardam isso? É porque se nesse período você passar mal, o hospital vai ligar para o restaurante e ele vai saber exatamente qual o mel que você comeu, entendeu? Para eles te darem uma tira certa.
Que maravilha!
É muito, foi assim, com certeza, coisa, umas experiências mais legais assim que eu já tive de comida na China e diferente assim. Vale muito a pena porque é delicioso, é muito, muito bom. E tem muita gente que tem medo, mas é extremamente seguro, é feito, feito esses restaurantes que são muito sérios, né? Tem restaurantes muito famosos aonde é muito mais caro você comer porque geralmente é isso, São restaurantes extremamente preocupados com isso, né?
Então o Anderson até fez uma brincadeira uma hora de parar o timer. A moça veio super brava e voltou no zero. Então a gente teve que ficar mais 20 minutos do começo simplesmente porque ele mexeu no timer e ela não sabia quanto tempo tinha ficado de fato.
Poxa, gente, vamos falar de outra coisa aí que tá faltando, que é É o que todo mundo que volta da China fala, pô, a China tá em 2030. Tecnologia, avanços, coisas que vocês viram que vocês ficaram impressionados, mas hoje acham normal e que não chegou para aqui ainda, que o que chegou aí primeiro e tá vindo para cá agora. O que que vocês podem falar?
Então, cara, uma que eu falei já, que aquela da bateria, eu acho incrível, né, da minha motinho. Que você tem isso, esses, vamos complementar, né, são armários que têm as baterias e eles não estão assim, eles estão, eles estão espalhados por toda a cidade, sabe? Então a cada, tipo, cada quilômetro você vai ter um dele. Então você consegue andar à vontade assim na cidade inteira, uma cidade enorme como Pequim, e tá na China inteira também.
Então isso facilita muito, né, para o pessoal que que faz entrega e eles só pagam uma taxa mensal e pode andar quanto você quiser. Então quanto mais você anda, mais barato fica no quilômetro rodado, né? Porque você só paga uma taxa fixa, pode andar sem limites. Isso é incrível, eu acho realmente bem interessante essa parte assim, cara. Tem tanta coisa. Eu moro aqui há muito tempo e às vezes tem coisas que eu já acho talvez comum, tá normal, né, para você.
Acho que os robôs do delivery é chocante para a gente que é brasileiro, porque isso, eles são muito fofinhos, muito bonitinhos, e o delivery é muito rápido. Às vezes você pede um negócio, é 20 minutos para chegar, e o robô vai na na sua porta. Acho que isso é extremamente muito, muito doido, muito doido.
Ele pega, né?
Eu mostrei até nos stories quando eu fui à China, aquele que tem um quiosquezinho no meio de uma praça famosona na cidade. Não sei se foi em Guangzhou, não sei qual cidade que era, que vinha o café, né? Vinha o cafezinho. Eu acho que é. E aí eu fiquei pensando, imagina aqui, cara, os cara roubaria o café roubaria um drone, os cara iam meter um estilingue no drone. É isso daí, tipo essas, é exatamente isso, é muito legal isso, cara.
Eu pedi um delivery de drone na Muralha da China, cara. Então você na muralha, na Muralha da China, aí eu gravei também, o drone veio que nem esse, ele veio, me trouxe um Aquele sabão, né, aquele sanduíche, mais um café.
Tá, mas tinha um quiosque desse também, ou foi onde você tava?
Ele tem um tipo de um L ponto, não era que era, não era quiosque assim, tipo um L pontozinho. Você deveria, o drone chega ali, aí tem um funcionário lá que recebe a caixa, que tem várias delivery lá, e aí você pega.
Fora, fora, acho que também tem uma coisa muito legal, né, esse Isso que a gente tava falando agora, esse lugar de, esse lugar da natureza, tipo do Avatar, esse de Anjaji, né? Você olha assim por cima, você fala, ah, beleza, isso é uma foto que você tá em cima de alguma coisa. Mas você passa, é completamente impressionante, você passa de teleférico em cima dessas montanhas. É assim, é surreal, é surreal, porque é um teleférico completamente de vidro.
E você tá, sei lá, quilômetros de distância do chão. Assim, eu chorava e a TV até parou de filmar, porque eles acharam que eu tava com medo de tão, tipo, impressionada que eu fiquei. É extremamente normal para eles fazer essas coisas, porque você fala, cara, como que eles fizeram esse teleférico aqui no meio de quilômetros de montanha? Então, tipo, você imagina aquele quilômetro de montanha.
Se não me engano, é o maior teleférico do mundo em extensão, assim, são mais de 7 km. É muito louco isso assim, essa infraestrutura, essa coisa que eles colocam, né? Realmente é incrível.
É uma das experiências mais lindas da minha vida, mais especiais da minha vida, porque você tá naquele lugar lindo que é assim uma das maiores. Esse acho que não é o que eu tô falando não, é Jeanne d'Arc. Como escreve, Maurício? Você vai saber.
Olha isso, que absurdo! E tem mais de um, deixa eu ver. De onde é? Z-H-A-N-G-J-I-A. Aí, J-I-E. Tem esse teleférico, eu me lembro que lá tem também, tem uma rua que parece a Serra da Canastra, né, que chama.
E a outra experiência que é muito da hora, desculpa, mas não pode falar. E a outra experiência que é muito legal é estar na Muralha da China, né, fazendo essa mesma coisa com teleférico e depois descer de escorregador.
Eu não sabia dessa, não sabia dessa daí, senão teria feito também.
Muito legal, sério, todo mundo tem que passar por aqui um dia.
Isso foi uma coisa que eu fiquei meio decepcionado, no ponto que eu fui, tava tão lotado, mas tão lotado que a experiência não foi muito boa não. Você não conseguia nenhum lugar para tirar foto.
Tem que cuidar o dia, época do ano que você tá indo. E tem várias muralhas aqui em Pequim, então você tem que ver uma que tem menos gente. Daí você tem que escolher a certinha, a melhor assim. Tem que ter um conhecimento aí para você não passar esses perrengues aí.
Mas, cara, tem muita final de semana, porque também é legal às vezes ir dia de semana, né, Maurício? Para você conseguir dia de semana. Outra coisa que é doido é os carros de Uber sem motorista.
Isso vocês andaram já? Eu não cheguei a andar. Como que é o esquema?
O que que você acha?
Foto aí para gente.
Já andei aqui em Pequim, cara, muito, muito louco. Isso tem Wuhan, parece que a cidade que tá mais avançada com esses carros é de Wuhan. Onde deu, onde o pessoal fala que foi o início do COVID lá, é muito avançado essa parte dos carros também sem motorista, autônomos, né? Tá muito desenvolvido isso, cada vez mais assim. Hoje você compra um carro por R$70 mil, é o vídeo mais simples aqui, já vem com, você consegue estacionar sozinho, sabe?
Tipo o carro assim, pensa, já tem essa Então você, esses carros mais simples chineses, você já tem essa tecnologia, né? Então a mulher ou o homem que tá lá, você sai do carro, o carro vai sozinho, estaciona. Carro de entrada, né? E eles estão muito fortes nessa. Aqui em Pequim tem uma zona desses carros autônomos de testes. Então você, se você for lá, que é no sul de Pequim, você vai ver muito, muito carro autônomo. E lá você pode andar.
Quem vier para Pequim quiser, você coloca lá BDA, né, aí é o nome desse bairro que você vai poder andar de carro autônomo.
Aí não tenho, ainda não tenho coragem de andar nesses negócios.
Ah, eu andaria tranquilo, só mais isso que é o Uber, um Uber que dirige mal, sei lá. E é tudo elétrico, a maior parte da frota elétrica. Prática já? Como que tá esse lance na China?
Elétrico, o carro autônomo que a gente vê é tudo elétrico, e os carros cada vez mais estão sendo elétricos. Até porque, por exemplo, aqui onde eu moro, né, Pequim, cidades grandes, o governo praticamente te obriga a comprar elétrico, entre aspas, né? Porque, por exemplo, agora a gente conseguiu o direito, depois de tantos anos aqui em Pequim, e eu e minha esposa, a gente conseguiu o direito de comprar um carro. Mas o direito é para comprar um carro elétrico, porque para comprar um carro elétrico você entra numa fila, aí você aguarda um tempo, conforme o número de pessoas da sua família você consegue ter mais pontos, aí você tem o direito de comprar.
Aí o de gasolina, né, combustão, cara, é praticamente impossível. Daí é um sistema diferente, é por uma loteria. Então o governo também cria formas de você não tem outra escolha. E isso ajuda a economia dos carros chineses, né, que são, que dominam hoje o elétrico, né. O governo dá muito incentivo, então cada vez mais de carros táxi elétrico, ônibus elétrico, as motos são todas elétricas.
Eu só vi, só vi. E uma coisa que eu achei estranho, não sei se você é desses motorista louco também, os cara vem na calçada que nem louco, cara, vem buzinando e você que sai da frente. É Mas não tô falando de uma, tô falando de 30 vindo das duas direções, né?
E realmente fazem muito disso, muito acidente. Eu sempre vejo uns acidentezinhos, nada grave, mas eu vejo bastante assim, porque realmente eles abusam. Porque sabe o que é o problema disso, cara? Os aplicativos de delivery, né? Que é o Meituan e o Alama, tem dois, eles forçam esses caras a correr, tá contra o tempo. O cara mais rápido ele tem preferência para conseguir novos pedidos, então gera uma competição entre eles mesmos, né?
Então os caras, eles, para eles conseguirem ter mais pedidos, ganhar mais dinheiro, eles ficam nessa corrida aí que obriga eles às vezes fura o sinal, tal. E eu acho que precisa ainda mais de uma parte do governo ser mais forte para travar essa parte aí do deixar mudar esse sistema dessas plataformas aí, e realmente obrigam esses caras a tá arriscando a vida. Eu acho que é um problema isso aí.
Isso é o mais doido, porque eles fazem essas coisas às vezes do lado da polícia, né? Passa passa sinal vermelho, cara, a gente já viu cada coisa que passa sinal vermelho, anda na calçada e a polícia, tipo, não, não, a polícia tá lá só, só para estar lá assim, é coisa mais normal do mundo. É a coisa mais doida, porque você fala, não, é uma, é extremamente controlado, todo mundo fala extremamente controlado, mundo de lei, mas eles estão fazendo assim, social, os cara acha que tira o crédito social.
Ah, vamos falar de crédito social. Existe, existe crédito social? Não existe. Esse é um tema também que Muita gente perguntou para mim.
Não existe, não existe. Até o pessoal aí que quiser, pessoal quer acreditar nisso e tal, e tem internet fake news. Se você pergunta até no GPT lá, você vai ver que não é assim, né? Bota, faz uma pesquisa, faz uma investigação aí para mim, não tem.
Existe alguma coisa parecida, alguma coisa que se confunda, que o pessoal confunda, ou não? Nem isso?
Não. O que eles falam, tem um sistema como se fosse o Serasa, né, nosso ali, uma coisa assim, sabe, do cara que fez, tá devendo dinheiro, não sei o quê, muita coisa. Ele não pode, ele tem algumas restrições assim de viagem dependendo do que, do que que ele cometeu assim, é algum crime, alguma coisa assim, sabe. Mas não tem nada a ver com essa parte de você se comportar, né? Não é nada de comportamento assim nesse sentido, assim, são coisas graves que às vezes podem fazer impedir a pessoa de fazer viagens, utilizar o transporte tipo do trem e tal, cara. Mas é crimes mais graves assim, coisa assim.
É outra coisa muito doida é sobre isso, né? Mesmo coisa de trânsito, essas coisas mesmo a gente acha vários momentos como brasileiro, fala assim, não, agora eles vão tretar, agora eles vão brigar. Não acontece nada, ele sai andando como se nada. Tipo, você fala assim, cara, meu, como que ele não botou e não mandou o outro para aquele lugar? E eles, o máximo que vai acontecer é umas coisas, um vídeo bizarro assim que eu já vi, porque eu nunca vi eles tretando na rua em trânsito. Isso não, tipo assim, não existe essa possibilidade.
Mas bem pertinho do outro, xingo e tal, mas começa a cuspir. É, acho que vai dar o soco. Eu vi um vídeo assim, eu vi um vídeo assim, e eles não levantam a mão porque aqui é muito grave, né? Se tiver a briga, né? Eu vou falar uma coisa aí que é incrível, né? Vê, pessoal pode comentar se queria que fosse assim no Brasil ou não. Aqui na China, se um cara desse que é funcionário público, ele dá um soco ou um empurrão no mão num chinês, numa outra pessoa, ele perde o cargo na hora.
Então imagina você ter um cargo, um cargo no Brasil de funcionário público, de você é vitalício, né? Você tá ali. Aqui na China, se o cara levantar a mão, ele não pode nunca mais, ele perde por justa causa. Você pode ser concursado, tudo, você perde.
Então mesmo, imagina no Brasil se fosse assim, mesmo se a pessoa tiver fazendo algo errado. Ou ela tiver fazendo algum mal para outra pessoa.
É, se o cara te xingou e você revidou com físico, como vai chamar, com um soco assim, você perde, não pode.
Eu acho que os brasileiros também quero saber o que eles vão falar, mas acho que na maioria a gente vai concordar, né? Porque o tanto de abuso de poder que tem, né?
Por isso que tem um aplicativo aqui na China Eu fiz um vídeo muito polêmico que é de fazer, você, eu falei assim, né, na China aqui todo mundo pode multar, né. É um aplicativo que você, se tem uma infração assim de um carro que tá estacionado no local errado, você consegue puxar o WeChat, entrar no mini app do aplicativo, você carrega lá, tira foto da imagem, né, que mostra ali a infração. Aí o cara será multado, né, vai ter alguém que vai verificar, né, se realmente tá certo e tal.
Daí ele vai ser multado, né. Aí o cara, os caras pensam, o cara vai, se o cara tiver você fazendo isso, vai te bater. Não vai, né, porque aqui na China não tem essa agressão física, né. Muita, isso eu chamo, foi muito polêmico porque eu tava mostrando o aplicativo, aí no Brasil muita gente foi contra, né, um tipo de aplicativo assim que é X9 e não sei o quê, que o pessoal tá ajudando o Estado, mas aqui na China existe, mas não esse tipo de aplicativo.
Mas não é algo que eu também, o chinês fica usando assim no dia a dia, mas é uma coisa, é um instrumento que o pessoal tem aí que pode estar usando para, né, colocar, digamos, ordem assim, porque eles acionam muito errado, faz muita coisa assim no trânsito assim de pegar a faixa de emergência, não sei o quê. Então é realmente, tem esse aplicativo aí que gera muita polêmica, mostrei lá.
O Bigoda, oi, quero saber o que o pessoal quer saber.
Vamos lá, a primeira aqui do grupo do Telegram que eu separei é do Renan. Ele pergunta o seguinte: é o que um brasileiro não pode fazer na China que no Brasil é super comum?
E aí, gente, xingar o presidente. Essa é clássica. Aqui na China não pode xingar o presidente.
Aqui no Brasil Monark xingou um cara aí e quase se deu mal, hein?
Essa parte aqui com certeza tem essa parte mais, né, da, essas é uma censura maior nessa parte da internet, né? Você, o que que não pode fazer aqui? O cara não pode, eu não tenho as mídias sociais, né, estrangeiras aí, mas eles fazem Eu inclusive também já falei com chinês, eles têm, eles conseguem ter o VPN que daí desbloqueia nesses sites e eles não são presos por isso assim, né? É muito comum na verdade o pessoal ter, muitos chineses têm esse VPN que consegue burlar, digamos assim, até o acesso.
O que não pode ter é empresa que fornece esse serviço, mas geralmente eles são, eles não vão atrás de vocês se você tem o VPN, porque senão, a não ser que você esteja usando VPN para cometer algum crime ou algo contra o governo, né, uma ameaça contra o governo, aí eles podem te responsabilizar, né. Então tudo que é contra o governo assim, todo mundo, muita gente usa, né, todo mundo.
É uma coisa que a gente usa para alguma coisa, nem que seja para trabalho, né, justamente para trabalhar com outras, com outros países.
É, principalmente pessoal de trabalho, assim, é bem comum. A empresa mesmo ela dá para gente o VPN, para os chineses, empresas que eu sempre trabalhei, empresas que tem negócio com o Brasil, né? Eu fiz muita tradução de jogos de celular e tal. Então eles já fornecem o VPN para você. Essa pergunta é difícil de você achar o que que não, que mais que não pode, né? É mais essa parte mesmo da internet e tal. Porque aqui tem mais coisa que você pode, do Brasil não pode, do que ao contrário, né?
Por causa da segurança, né? Toda essa outra questão que tem. Então a gente fica pensando que mais será que tem, né? Que eu não sei se você consegue pensar em algo que não pode fazer.
Eu não consigo pensar em nada.
Por exemplo, não pode, não pode em certos lugares assim sem autorização. Praça da Paz, por exemplo, Magalu, a gente teve, são várias barreiras que você vai. Não sei se, eu não lembro se precisou de autorização especial.
Não, na praça, na praça tranquilo. Você só precisa ter o seu passaporte ou um documento, aí você mostra, né? Você, eles vão te cadastrar lá, tipo, mas você passa, não são 4 pontos, né, de fiscalização assim. Isso, isso. E o que que não pode que que eu lembrei agora são pessoas que trabalham no governo. Eles não podem, dependendo do cargo, é viajar sem permissão para fora da China. Então passaporte dele fica com o departamento lá.
Aí se ele quer viajar, tem que pedir uma permissão. Então para nós seria uma falta assim de liberdade, mas para o chinês é pro governo é proteção dos interesses chineses, assim, dessa questão, algum sigilo, alguma coisa assim. Mas até não é, às vezes não são cargos tão altos, mas às vezes um militar e tal, de até de cargo mais baixo, mas essa parte é mais restrita assim, para se você tiver nesse cargo, né, você aceitou, tá ali nas condições, e aí tem isso.
Fala, Bigoda.
O Léo perguntou o que mais chama chama atenção na educação das crianças chinesas e por que elas são líderes na educação mundial?
O que mais chama atenção, né, cara? Eles estudam o dia inteiro, cara. Você pega assim, eu acho que vem muito disso, né, da cobrança, da competição. Os pais, eles forçam muito para a gente Aí eu vou contar, eu vou contar o caso do meu, do filho da esposa do meu pai. Não é filho do meu pai, da esposa. Aqui na China ele era rabeira de turma, né? Vamos dar esse exemplo, tipo o cara que tá lá nas últimas notas assim, né? Aí ele foi para o Brasil, né, no ensino médio, cara.
Aí no colégio particular um melhor colégio da cidade lá onde ele foi. Ele foi o primeiro, o primeiro colocado do tipo notas mais altas, passou na Federal do Paraná. Então ele tirou a vaga de uma pessoa, o cara que era o último aqui, os piores da sala, né? Ele tirou a vaga de alguém aí do Brasil, da Federal, porque ele conseguiu passar, né, na Federal do Paraná. Então é muita, mesmo o cara que tá nessa rabeira de turma, eles são de alto nível.
Então você, para ser, para você tá no top da China, né, uma concorrência muito grande, você tá nessa, você não pode só inteligente, não adianta, né, só esforçado não adianta, você tem que ser gênio e esforçado. Aí você tá no top dessas áreas, por isso que é muito competição. Então, o que eu diria, essa competição, o incentivo e muita gente, né? Até o governo queria fazer, proibir alguns cursos extracurriculares, assim, teve uma coisa assim, né, de para tentar dar uma aliviada até o pessoal ter mais vida, fazer mais filho, porque a China também tem essa dificuldade agora da envelhecimento da população e Só que os próprios pais, eles dão um jeitinho de contratar alguém ali, eles sempre estão querendo que seu filho esteja na frente e eles não estão dispostos a deixar o estudo de lado.
Então é o dia inteiro mesmo em função do estudo e até nas férias aí, o nosso amigo meu aí, o Nando, né, tá agora no Brasil, mas cheio de tarefa também de casa, dos filhos, que mesmo nas férias eles fazem. Então é muita, muita atenção à educação.
Sim, acho que essa coisa da China é muita pressão, né, nos estudantes. Inclusive eu, eu como cantora, né, muito, é muito forte, porque quando chega esse período das provas, que acabou de ser, né, um tempinho atrás, eles passam mal, os estudantes, eles ficam muito, muito nervosos, muito nervosos mesmo. Então é uma pressão muito grande para eles, né? E isso que o Maurício falou também é uma coisa que eu sinto muito com as minhas amigas, meus amigos mais novos assim.
Eles falam que é muito, muito sério mesmo, porque acho que não é só nem só no estudo somente, né? Tem esse lugar da lealdade chinesa e do lugar da responsabilidade, tudo isso que a gente vê muitos filmes disso, de tipo, ah, esse é o meu dever, isso é o que eu devo fazer, isso é a minha responsabilidade. Isso é muito comum, é intrínseco da cultura deles, né? Então se você é um estudante, você é um estudante, você tem que dar tudo de si.
E é uma pressão muito, muito, muito grande em cima dos estudantes, né? Então até isso passa, passam, passa um pouco, né, do que é saudável, né, atualmente totalmente para ele, porque realmente é, não é, é aquilo que a gente vê realmente de tipo gente estudando 15 horas, 20 horas, é realmente muito, muito forte assim, é uma, é um foco assim. Então por isso que eles são líderes, porque existe uma, uma, é algo exacerbado de um foco nisso.
E isso com tudo, então por exemplo pessoas que até no trabalho. Então, se você é uma cantora, se você é qualquer coisa nesse sentido, é um lugar muito extremo de honra, sabe, com relação àquilo. Então é bem forte, né?
O Renan, ele perguntou qual que é a imagem que os chineses têm do Brasil e dos estrangeiros que vão morar aí.
Vou completar a pergunta também, principalmente para você que tá mais tempo aí, Maurício. A gente encontrou um cara que trabalhava numa churrascaria brasileira lá e ele tava, sei lá, 18 anos ou 28 anos, não sei. E o que ele falou é que ele tem um sentimento de que ele nunca se sente chinês, nunca se sente pertencendo. O chinês não trata o estrangeiro nunca como um cara pertencente. Não é que nem aqui, que a pessoa se adapta, vira brasileira de alguma forma, mesmo vindo de outro país lá, você sempre tem que renovar.
Você nunca— não é que nem em outros lugares que você pode ser, ter a nacionalidade, ser um cara que vota, que vive, que tem todos os direitos. Como que funciona isso lá? Somando a pergunta que ele fez, né?
É outra coisa para acreditar também, dessa coisa do estudo depois.
Tá, tá, cara, eu não posso dizer nada que eu me sinto um chinês. Eu tenho o Green Card chinês, né, residência permanente. Eu acho, cara, que realmente você nunca vai ser 100%, né, por causa da, sei lá, fisionomia e tal. Mas você consegue se aproximar muito se você conhecer bem o idioma e realmente fazer muitos amigos chineses, né, tal. Mas realmente existe isso de você, ele sempre vai te tratar melhor até do que o próprio chinês.
Assim, tem essa coisa, eu viajo na China, eles ainda acham que você é um visitante, vão te pagar comida, não sei o quê, te tratam assim, né, muito bem, assim como se fosse um visitante mesmo, mesmo você morando muito tempo. E como é que eles veem? Então, esse documento que eu consegui por casamento, né? Para conseguir realmente a cidadania é muito mais difícil. Eu conheço o jogador Serginho, que joga no time aqui da cidade, daí ele tem a cidadania, mas é porque ele é jogador de futebol para jogar na seleção da China, né?
Fora isso, só se você fizer alguma contribuição, lutar uma guerra, uma coisa muito muito fora da curva, o cara tem uma cidadania assim. E como que eles veem o brasileiro, cara? Eu acho que, na minha opinião, tem ainda o estereótipo, estereótipo, né, da muita gente fala: ah, nossa, você não tem cara de brasileiro, né? Eles acham às vezes que é negro, que: ah, não, mas lá não são todos negros, né? Claro que não é todos que falam isso, mas muita gente fala assim.
Tem gente que até tem conhecimento maior, sabe que fala português, mas tem gente que às vezes fala, pensa que é espanhol, né? Então você vai encontrar bastante coisas assim, essa parte de futebol, né? Primeira coisa que eles falam sempre, que lembra, é futebol. Alguns lembram de samba, tem um outro que lembra de samba, mas é muito, ainda é raso assim Sabe, não é muito, tem uns que sabe que tem muito chinês que gosta de política, dele sabe que o Lula é presidente, aí só, Lula, não sei o quê.
Tem chinês que gosta, o homem assim gosta de política, deles que sabe alguma coisa assim, eles sabem daí da parte da economia, algum sabe da soja, né, que importação de soja, de churrasco nosso é muito famoso aqui, eles chamam, né, o churrasco brasileiro e tal, eles conhecem também, mas fica assim, né. É café, mas fica nessa parte, não sabe tanto assim, vai depender muito do chinês. Deixa eu ver, tem, falei tudo, se quiser complementar.
É, mas no geral acho que, acho que são extremamente queridos, né, com estrangeiro, assim, muito, muito queridos. E acho que tem isso de, além dessa coisa de oferecerem, né, muitas coisas como você falou, né, de eu querer oferecer jantar e tudo mais, eles têm isso até com eles próprios mesmo, né, quando o mais velho tem que pagar a conta do restaurante, né. E eles não vão, eles realmente vão ficar muito ofendidos se você sair, se eles te convidarem.
Eles têm uma regra lá cultural que eu tô tentando tirar dos meus amigos, que é toda vez você que tá lá visitando o país deles, eles têm que pagar tudo para você. Por isso que acontece tudo isso, é, pagam tudo, eles têm tudo, absolutamente todos os restaurantes. Se você sair com eles, eles vão querer pagar. E isso é uma coisa que eles vão ficar bravos se você não deixar eles pagarem, porque para eles é uma questão cultural muito forte, muito forte mesmo.
E além disso, eles têm isso com eles mesmos. Então os mais velhos Se o mais velho sai com você, ele tem que pagar a conta também entre os próprios chineses também. Então isso é, isso é bem forte. E sobre, e sobre o gau, né, dos estudos— desculpa, você quer falar sobre isso? Pode falar.
Eu quero comentar também que a gente vê muito aqui é chineses entre si, né, quando eles vão comer, amigos, eles brigando para pagar a conta, para ver quem que paga a conta. Então não é que nem no Brasil, às vezes dividir, cada um divide. Eles são muito assim, tipo, nessa parte de ter que ser generoso, tem que— já tem vídeo na internet que os caras foi para o hospital, cara. Os cara brigaram mesmo, amigos, para pagar a conta. Os cara tá bêbado, eu acho. O quê?
Eu pago! Não, não, eu que vou pagar! Não, aí saíram no soco.
Pô, aqui nunca aconteceria isso, mas ia ser preso, né?
Mas é muito louco. Se você reparar, quem for para China começa a reparar quando tiver esses, a hora de pagar naqueles balcão, né, no guichê ali, você vai ver às vezes chinês discutindo. É que eles querem pagar a conta, né, um com o outro ali fica brigando, tem que fazer isso porque para eles é má sorte.
Se ele te chama e ele não te— ele não paga, é má sorte para ele. É que essa coisa que a gente tava falando antes da questão da espiritualidade, deles serem muito espirituais. Então coisas muito básicas para a gente no dia a dia representam coisas espirituais para eles. Então é isso, se ele te chamou ou se ele é o mais velho da mesa e ele não pagar, isso significa má sorte para ele e uma péssima prosperidade para ele. Então eles Por isso que eles brigam, porque para eles isso tem uma energia ruim, uma energia ruim. É muito, é muito interessante isso.
Vai lá, bigodada. Ah, desculpa, desculpa, você ia falar, Alexia?
Imagina, imagina. O Gaokao, sobre a coisa dos estudos, né, vestibular, né?
É tipo vestibular, né?
É tipo um ENEM, né, no Brasil. Também tem um outro ponto que é muito, que é muito lindo, é que o governo ele até proíbe barulhos e coisas nesse sentido para os estudantes conseguirem estudar e dormir antes das provas. Então tem uma coisa muito interessante também em massa na internet, né? Então, por exemplo, muitos influencers ou cantores, pessoas É muito comum a gente postar coisas para os estudantes, eles ficam muito felizes e muito gratos de você postar coisas dando força para eles nesses períodos, porque realmente eles ficam muito, muito nervosos.
Então isso também é algo bem legal assim, porque tem uma, eu sinto que tem uma, vem crescendo, né, não sei como é para você que tá há muito tempo aí, tá vendo esse movimento muito mais tempo do que eu, vêm crescendo esse carinho e esse entendimento de que todo mundo tem que cuidar da saúde mental desses estudantes, né, para não acontecer o que acontece em outros países.
É um desafio porque tem muita pressão dos pais, né, ao mesmo tempo. E realmente eu não vejo muita solução porque é muita competição, né, cara. Ninguém quer deixar o filho, tipo, ele pensa, você pensa Se eu aliviar aqui, ele vai ficar para trás. Então é uma cultura forte já nisso aí, né?
O Cauê, ele perguntou o seguinte: e a comida? Vocês têm arroz e feijão por aí ou não?
Olha a preocupação do cara! Eu vou para China, mas eu quero comer arroz e feijão, hein?
Tem arroz, claro, né?
E o feijão é a base, né, da culinária.
É, só que o feijão aqui, o feijão aqui é doce. Então você vai ver um pãozinho com um pretinho ali, você acha que é chocolate, não, é pasta de feijão, não sei o quê, feijão. É tudo doce. Eu já tomei um suco uma vez, a minha sogra me deu, como se fosse um chá, era de feijão. Feijão é um caldo de feijão gelado. É um chá. Então é diferente, né?
Não, para mim essa é uma das únicas coisas ruins da China, não ter o arroz e feijão, porque chega uma hora que—
mas você consegue comprar. Eu, os brasileiros que não conseguem viver sem, eles conseguem fazer em casa. Daí, como achar o feijão, e tem aquele, às vezes você compra o feijão, tem na feira, tem que ter um parece o nosso, mas daí é verdinho por dentro. Tem que ser o branco, né, o nosso, né? Então, mas daí você encontra, mas tem que cuidar. Aqui é mais doce, então, do feijão. Então é mais para pratos doces. Eu tenho uma história interessante de uma brasileira que tinha uma empregada que fazia comida para elas.
Aí entre a brasileira, ela trouxe, ela queria preparar o feijão, né? Ela, feijão, arroz, ela falava muito bem assim o idioma ali. Aí a chinesa fez, mas em vez de, conforme, né, ela ensinou, mas em vez de colocar sal ela colocou açúcar. Então ficou com essa aparência do Brasil, mas porque a ideia deles, o feijão é doce.
Mas é isso, os brasileiros que quiserem, tiverem em Xangai, quiserem aí o arroz e feijão, eu tenho, eu tenho meus contatos, posso passar gente que tem feijoada. Que, cara, essa é a parte mais que eu acho que a gente mais sente falta ficando muito tempo assim.
Manda, manda aí, ô bigoda. Você sente falta de arroz e feijão?
Você é desses?
Eu fico 2, 3 dias sem comer feijão, me sinto mais fraco assim, sabia?
Ah, você tem ausência de ferro em você?
Exatamente, tem que ter um ferro.
Quer levar ferro então, você?
Feijão, né?
Lá ele, né? Manda, manda aí.
Ah, manda perguntou o seguinte: existe pobreza na China como existe no Brasil? O dinheiro sobra no fim do mês?
É, vou acrescentar também mendigo, morador de rua. Como que é, cara?
Então, existe pobreza que nem o Brasil aqui na China, cara? Existe pessoas pobres, né? Mas não tem aquela pobreza extrema assim. Eu viajei muito pela China Cara, você não encontra praticamente mendigo. Eu vou contar um caso de uma pessoa que você diria que seria um mendigo, que eu encontrei em Pequim, que tava, me pediu dinheiro. É como eu falo mandarim, eu fui conversar com ele. Então, o que que ele, esse cara, era, né? Ele tava morando, dormindo na rua, né?
Mas ele é um cara que tem casa, ele tem uma casa no campo, só que no campo lá ganha muito pouco e veio para Pequim para que para trabalhar, achar trabalho. Então ele tá, ele ficou na rua ali, só que ele tem uma casa. Então é um mendigo com casa, sabe? Não, e também não tem, como aqui não tem drogas assim, é super raro. Então você não tem essa parte que gera, que a gente vê no Ocidente, né? São pessoas que estão marginalizadas, né, pela droga, né, muitas vezes, né?
Não é nem pela questão. Então aqui é muito, é super raro. Você encontra pedintes, como eu falei, e você encontra em outras cidades também às vezes. Mas uma vez eu perguntei para um outro pedinte aqui em Pequim, ele era deficiente. Aí eu perguntei para ele, mas você não tem nenhum dinheiro por mês? Você pede assim? Aí ele falou, eu tenho, o governo me dá, mas não é, ele falou, não é o suficiente para mim. Ele ganha assim mais de R$1.000, um pouquinho mais de R$1.000 do governo, só que ele quer complementar a renda e fica pedindo para, principalmente para estrangeiro, ele fica no lugar onde tem bastante estrangeiro, fica pedindo dinheiro.
Mas é super raro assim essa parte de você encontrar. Muitas vezes o pessoal filma, acha que é mendigo, mas é um, são trabalhadores mesmo. Eles dormem deita na rua, que é seguro e tal. Ele tá deitadão na rua parecendo até um mendigo, mas é o cara que trabalha ali na construção, é o cara que tá deitado dormindo ali, mas não é um mendigo, entendeu? Então você não vê assim esse pessoal como a gente vê assim nos Estados Unidos, que é muito afetado por questão da droga, né, e super assim extrema pobreza.
Mas você vê pobres, com certeza pessoas que ganham realmente menos de R$1.000 até, E pessoas que também não têm aposentadoria, pessoas que são do campo, aí vivem com talvez um tipo do Bolsa Família, tinha uns R$300, R$400 apenas. Aí os filhos trabalham e ajudam para dar, complementar na renda. Então esse pessoal ele não contribuiu para— então você vê bastante gente assim que não tem essa aposentadoria porque ele não contribuiu.
É E no passado era assim, né, o filho, eles já tinham esse filho especial do campo porque o filho que ia sustentar, né. Mas isso tá mudando.
Eu também tenho passado por 20 cidades assim na China, eu não, quase não vi assim, e nunca é parecido com que a gente vê no Brasil, de pessoas em extrema pobreza. E essa situação realmente de abandono assim social. São sempre pessoas, como a Lili falou também, pessoas que geralmente têm casa, mudaram de cidade, não queriam morar naquela cidade. Mas assim, é muito raro, assim, dá para contar nos dedos quantas vezes. E geralmente é isso, são pessoas que estão muito bem vestidas, que estão agasalhadas, que estão assim, estão com comida ali.
Não tem nada a ver com que a gente vê no Brasil. E acho que Isso também é uma das coisas mais chocantes quando, quando eu saio da China e vou para outro país. Quando eu vou para outro país cantar para um trabalho e a primeira coisa que você vê são pessoas em situações de drogas muito intensas ou de muita pobreza, é algo que você de fato não vai ver na China, não, você não vai encontrar.
E o Ricardo, ele perguntou qual foi o hábito brasileiro mais difícil de abandonar depois de morar na China?
Mais difícil, cara, deixa eu pensar, cara. Mais difícil de abandonar, cara, que hábito que a gente tem? É tanto tempo aqui que eu não sei mais, não sei nem mais usar. Que a gente tem. Cara, o que que é difícil? Talvez essa parte de curtir, digamos, a vida com mais tempo, porque aqui o trabalho é realmente é mais trabalho. E eu, por exemplo, eu vou contar que as minhas férias que eu tinha numa empresa, 2 dias no ano. Então essa parte de você ter mais tempo que realmente é só seu, né?
Aqui, por exemplo, você volta da empresa, não sei se isso conta como um hábito de você curtir, não sei se conta, né? Mas eu botei para interessante essa parte, né, de você curtir, né, de você, essa parte de você esquecer que o trabalho, você trabalha lá, né? Aqui na China você sai do trabalho E o trabalho às vezes não sai de você, principalmente para quem é chinês, né? Você, o cara manda uma mensagem, você tem que responder muitas vezes.
Então você tá sempre conectado assim, sabe? Então esse hábito de curtir a vida, a moda brasileira, né? Mas eu curto muito aqui e gosto, não trocaria no sentido que eu já tô acostumado com a vida aqui, das coisas boas que tem aqui. Mas é uma coisa que o brasileiro acho que pode sentir.
Fala, por aqui foi, foi, foi.
E vocês, acho que faltou alguma coisa que vocês acham que é legal falar, ou fazemos uma outra live inteira para falar de tudo que ficou faltando?
Acho que também falando sobre a pergunta aqui, acho que vai, brasileiro também sente muita falta é café da manhã.
Por quê?
Porque não é muito comum, né, o café da manhã aqui. Aqui é geralmente as mesmas coisas que a gente comeria no almoço, tipo arroz, noodle, ovo, coisas que são de que a gente fica tipo, beleza, cadê o café, a besteirinha aí? Pãozinho não vai, você não vai, você vai achar esses restaurantes mais nas cidades grandes, né, essas coisas de brunch assim, mas vai ser muito, muito mais caro. Então você vai pagar, sei lá, uma uma coisa extremamente barata, tipo R$21, às vezes R$10 o ano um prato, e comer muito bem, muito bem mesmo, comer muito bem mesmo.
Para você comer uma coisa assim, tipo à la moda brasileira, você vai gastar uns R$70, R$91. Não sei como é a sua experiência, Maurício, mas pelo menos para mim, vivendo, essa é uma coisa que eu senti muita falta. E que também aí é melhor você ter uma casa que você possa cozinhar. Vai gastar bastante.
Poxa, obrigado demais! Eu sei que daria para fazer outro podcast e talvez faremos, hein, com vocês, com outros assuntos ou coisas que faltaram. Pô, demais! Espero encontrar vocês aí na China em breve, estou com vontade de voltar já. E agora é a hora de vocês falarem de redes sociais, shows, livros, excursões, convites para almoço, qualquer coisa, manda bala.
Então, galera, minha rede social, né, para quem não me conhece, né, e provavelmente você pode até não me conhecer porque muitos estão no YouTube aí, né, e o meu canal foi mais, eu fiquei mais conhecido no Instagram, né, tenho quase 1 milhão de seguidores lá, é China em 360. Eu também reposto meus vídeos no YouTube. Quero fazer no futuro mais vídeos compridos, mas agora tá mais short, né? Então é China em 360, em 360. Por que que é China em 360?
China em 360 graus, né? A China entre, em todos os ângulos. Eu mostro de tudo, né, na minha vida, tecnologia, dia a dia, interações com chineses. Geralmente eu faço meio que sem roteiro, assim, meio que natural, assim. Que acontece, eu vejo a coisa interessante, pego a câmera e gravo. Aí meu outro, eu fiquei esse ano inteiro aí só focado muito em conteúdo, né, sem ganhar dinheiro praticamente. E agora eu tenho a empresa de turismo, quero lançar viagens aí para trazer brasileiros à China.
Então seria minha empresa China Sem Fim, que você consegue também encontrar no Instagram lá, e E provavelmente em abril aí já vai ter grupos, é focado mais em grupos, né, expedição mesmo. Então quero fazer bastante aí durante o ano que vem aí. Então a China Sem Fim e o China 360. China 360 você vai encontrar também no YouTube.
Alexa, cadê seu namorado?
Ele tá aí?
Ele tá aqui.
Cadê ele?
Aparece aí, aparece aí! E aí, rapaz, ó, vou te encher o saco um dia aí para— porque eu tô assim como você me falou, eu estou fazendo todas as minhas filmagens em iPhone, hein? Só falta usar o Moment lá, o aplicativo. Eu preciso aprender aquele negócio. Vou te ligar para encher o saco aí.
Pode encher o saco, mas você tem que começar para ontem, porque esse aplicativo é muito, muito fácil. Pois é, fica com uma imagem, uma qualidade muito boa.
Pois é. E também quero dicas aí da China.
Oi, pode perguntar o que você quiser de dicas e também até nessa questão fotográfica, né? Enfim, aonde você pode ir aqui na China em lugares que é fantástico também você fotografar, fazer vídeo. Para quem ama fotografia e vídeo também, a China é um paraíso.
Quando voltar aí, quero encontrar com vocês de novo e de repente faz uma parte da viagem junto aí. Faz uns conteúdos. Aproveita, casal, e se apresentem, passem as redes sociais.
Sim, antes de eu me apresentar, eu queria te perguntar o que você mais gostou da China na sua viagem, porque eu senti falta de te ouvir também, queria perguntar um monte de coisa. Qual foi a coisa que você mais gostou, mais curiosa da sua viagem?
É que você fala que o conjunto é legal, né? É toda a experiência cultural, comida, visual. É uma coisa tão absurda que eu não— eu só tive noção quando eu tava voltando no avião do que eu tinha passado assim, porque eu não costumo ficar pensando muito enquanto eu tô vivendo, né? Eu tô prestando atenção nas coisas, mas quando você volta para o Brasil, que você começa a lembrar e pensar nas coisas, você fala, cara, não deu para eu entender ainda a China, eu preciso voltar lá com mais calma.
A segunda ida eu acho que vai ser muito mais legal para mim, porque eu já não vou ter esse impacto, esse susto. E aí eu vou, vou estar preparado para uma experiência mais profunda ainda, porque foi muito rápido. A gente ficava numa cidade, ia para outra, ia para outra, e não dava para aproveitar muito. Mas, cara, eu acho que se fosse colocar uma coisa, acho que a comida. Comida me impressionou muito, como eu comi bem lá.
Eu também sou fã da comida, e a comida melhor para mim no mundo é a chinesa. Pois é, muito brasileiro acha estranho, né?
É porque a gente fica com cheiro em the box e liga e liga na cabeça, não é isso?
E até mesmo o recado para os brasileiros que vêm à China: não pare de comer comida só porque você comeu uma ou duas ou três vezes que você não gostou, porque a comida é muito, muito rica, cara. São vários países dentro, muitas são 56 etnias, então imagina, muitas regiões sempre dá uma, dê uma chance cada cidade que você for.
Eu acho que você pode dar uma dica em relação à comida, né, falando disso. É só sempre lembrar para os brasileiros pedir um pouco menos de pimenta e um pouco menos de óleo, porque aí, porque aí você consegue sentir mais o sabor da comida chinesa, porque acho que isso também atrapalha muito a gente. Assim, né, do que eu acho como brasileiro no início, esse tanto de óleo e tanto de pimenta acaba afastando um pouco a gente. E se a gente falar já desde o início, olha, é aqui menos óleo, menos pimenta, dá para você ter mais essa experiência do que é o sabor chinês, sem tanto essa coisa que te afasta, né.
Mas para quem não gosta, né, porque tem muitos Adorar comida, mas a pimenta, até para o nordestino ali, meu Deus, Maurício sabe, né?
Eu tô acostumado. Eu sou o cara assim que eu não gosto de mexer em nada assim. Se a comida é daquele jeito, vai ser daquele jeito. Então até, por exemplo, eu tô no Sichuan, mas é meu estilo. Eu gosto de provar. Você pode mudar, mas eu acho que você tem que provar como é que é. Ah, beleza, você provou uma vez, realmente é muito apimentado para você, mas dá uma tentada. É pelo menos o meu estilo de comer, né? Não importa o lugar que eu vou, eu sempre experimento pelo menos uma vez para ver como é que é o jeito que o cara faz, né?
Eu acho que eu não sei que tipo de viajante você é que você está me assistindo agora, mas por mais fresco que você seja, eu só como comida na minha só em casa, só não sei o quê, eu gosto de comida brasileira. O grande lance de viajar e conhecer outro país é você se infiltrar na cultura desse país. Aí essa experiência te traz uma cultura e uma bagagem que não tem preço. Tente, experimenta, tenta não ir só nos restaurantes que estão nos guias de turismo, conversa com alguém local, vai comer onde os caras comem no dia a dia, vai num lugar onde, numa praça que não é aquela praça famosa, onde tá a galera conversando.
Conversa com os locais, vê o que eles gostam, que eles não gostam. Fala sobre política, sobre futebol, sobre qualquer coisa. Não fica só no Instagram. Ah, vou em lugar onde vai ficar legal no Instagram. Esquece um pouco o celular, cara, se diverte. É uma experiência que eu recomendo muito. Eu postei muito pouco porque eu tava me divertindo lá. Se eu for da outra vez, eu consigo fazer muito mais conteúdo, porque era tanta coisa para ver, tanta coisa para para falar, para conversar e perguntar e tudo com os guias, com o pessoal que acompanhou a gente, que dava, era difícil ficar fazendo foto no celular e outras coisas, porque você perde um bom tempo com isso.
Então eu recomendo a todo mundo, principalmente China, cara. Eu vi não sei quem falando que não vai para China se você nunca saiu do país, não vai para China ou Japão logo de cara, porque senão os outros lugares vão ficar menos interessantes. Então vai para Europa primeiro, vai para os Estados Unidos primeiro, vai para América do Sul e deixa a China, o Oriente, para depois. Porque depois que você for, tudo vai ficar meio, não é, vou falar, não é tão legal assim, né?
E eu acho que principalmente para brasileiros, porque tem também um recorte do quão acolhedor é a cultura chinesa para para os estrangeiros e para os brasileiros, pelo menos a gente assim, em especial, é muito assim, né, de acolhimento. E aí é isso, né, tipo, em todos os outros países a gente tem uma dificuldade também meio complexa de, né, enfim, xenofobia, que isso são coisas complexas, né. E aí você chega na China e é tão, né, aquele lugar de acolhimento, é isso, né, você não quer mais ir para outros lugares, né.
Você não quer ir embora e quer sair.
E eu mostro, né, muita coisa boa que tem da China aqui, que realmente tem muita coisa. E o pessoal, né, tem gente que, ah, você é pago pelo, né, pelo Xi Jinping, não sei o quê. Mas então deixa, o que eu falo assim, ó, deixa o preconceito de lado, ser de direita. Minha família é de direita, eles vieram. Deixa o preconceito de lado, não acredita em mim, não acredita em Não, não vi nela. Venha, venha ver, porque não precisa de visto, né?
Você pode vir e ver com seus próprios olhos e você vai realmente mudar de opinião. Eu acho que a melhor forma é você ver e vivenciar realmente.
Tá certo. É, passaram as redes sociais, casal? Eu não lembro se vocês passaram.
Alexia Evelyn, sou cantora e compositora, tenho meu trabalho autoral que eu canto aí, em todos os lugares do mundo. Tenho também para os chineses, também podem me seguir nas redes sociais chinesas, é Alexia Evelyn também no Instagram e TikTok, é @AlexiaEvelyn. YouTube também, então também aqui no YouTube.
Vamos deixar, o Bigodes tem uma missão, colocar um comentário fixado as redes sociais das pessoas, certo? Perfeito. Agradecer demais a vocês, espero que a gente se fale de novo. Não é uma despedida, é um até breve. Agradecer a todo mundo que esteve aqui, inclusive a Leia, que está de bermuda aqui, né? É permitido vir de bermuda ao programa?
Pensou que era dia de piscina, né?
É, pensou que é piscina aqui, ela tá achando que é piscina. Tá frio hoje para estar de bermuda, né? Então é isso aí. O Bigoda, oi, manda, cara.
Agradecer a todos que chegaram até o final, né? Não esquece de deixar aí o seu like, a sua inscrição, Agradecer também a G4 Educação, né, nosso parceiro.
Pois é, a gente tem link e QR code na tela, né?
Exatamente, QR code na tela e link na descrição.
Fechou. E o que o pessoal escreve nos comentários, querido Bigoda, para provar que chegou até o final dessa live? Que eu me diverti, aprendi bastante, cara.
Eu escolhi uma palavra muito especial para mim porque foi a primeira palavra que eu aprendi em mandarim, tá, que é huanyin.
Huanyin significa bem-vindo, tá?
Escrevam, não sei se pronúncia tá certa ainda.
Ah, com certeza tá errada, é óbvio que tá errada. Com certeza a gente tá passando vergonha. Escrevam Juanin, não escreva Juanê, não, é Juanin com H, tá bom? Juanin nos comentários. Agradecer demais o pessoal aí e se despede em chinês. Se não souber, inventa.
Gui na, que é Juanin ao contrário.
Tá bom, tá bom. Até mais então, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau, tchau, tchau. Valeu, gente, se despede aí também. Cadê ele? Manda, manda aí, manda aí.
Valeu, valeu, galera!
Valeu, gente, obrigado demais! Valeu, fui!
Valeu, tamo junto!
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