1793 - LÉO STRONDA
LÉO STRONDA é fisiculturista e YouTuber. Ele vai bater um papo sobre sua carreira como fisiculturista, cantor e patrimônio nacional. Já o Vilela acha que patrimônio é do pai e matrimônio é da mãe.
- O Papel da Fé e EspiritualidadeInfância em lar cristão (mãe pastora) · Afastamento durante vida de artista · Retorno à fé durante internação · Estudos bíblicos profundos · Experiências espirituais e revelações · Abandono do Bom Dia Estronda por conflito de valores · Apoio de Diego na conversão · Propósitos: maior, coletivo e individual
- Canal Fábrica de Monstros e conteúdo digitalCriação do primeiro canal fitness do Brasil · Quadros fixos: Convidado Monstro, Monstro na Cozinha, Pergunte ao Monstro · Viral do Masterchef com Cid · Conflito com agência sobre propriedade do canal · Saída e criação de canal próprio · Recompra do canal após conversão religiosa
- Acidente com queimadura de gás (2021)Acidente com queimadura de gás (2021) · Acidente com queimaduras e recuperação · Internação de 3 meses com cirurgias diárias · Uso de tecnologia Endoform · Recuperação sem cicatrizes significativas · Saúde Mental e Suicídio
- Fabrica CTConceito de academia temática com design de fábrica industrial · Primeira rede de CT da América Latina · Professores com uniforme de fábrica · Equipamento profissional de última geração · Modalidades: Fábrica CT (fluxo aberto) e Fábrica Premium · Expansão acelerada (28 inauguradas, 20 em obra em 1,5 anos) · Modelo de franquia com presença VIP · Reinvestimento total (sem lucro nos primeiros 1,5 anos)
- Carreira como fisiculturista e influenciador fitnessInício do treinamento de musculação aos 14 anos · Influência do mentor Dalton · Patrocínios com marcas de suplemento (Integral Médica) · Estratégia de reinvestimento em marketing · Evolução de contratado para sócio · Retorno à Integral Médica em 2024
- Trajetoria MusicalInício na cidade do interior de Maricá · Formação do grupo com Diego · Primeiros vídeos no YouTube em 2006 · Evolução de beats pirateados para beats autorais · Tema de abertura da novela Malhação · Pico de popularidade com 30 shows por mês · Transição e queda gradual da carreira musical
- Educação Infantil e ViolênciaSequestro do pai por traficantes no Morro Tavares Bastos · Perda da casa para invasão do tráfico · Mudança para Tijuca e depois para Maricá · Crise existencial na adolescência · Impacto emocional na formação pessoal
- Novos projetos: música mensal e desafios de performanceLançamento de música 'Segue o Líder' (dia 1 de cada mês) · Videoclipe temático sobre Integral Médica · Desafios de performance física (Bodybuilders vs Militares) · Parceria com Black Force Strategy · Provas em centro de treinamento operacional tático · Expansão para outros nichos (crossfit, futebol, MMA, jiu-jitsu)
- Relação com Toguro e conflitos no mundo fitnessDesentendimento inicial e perseguição · Período de anos sem comunicação · Pedido de desculpas pós-pandemia · Reconciliação após conversão religiosa de Léo · Atual amizade e suporte mútuo · Convite para frequentar a igreja
- Emancipação legal e carreira precoceBloqueio do tutelar para shows noturnos · Emancipação aos 16 anos · Mudança para Barra com cobertura e piscina · Vida de rockstar na adolescência · Gestão de carreira e renda desde jovem
- Evolução do mercado de suplementos e fitnessMudança de status de Integral Médica (top 2 ou top 3 do Brasil) · ROI e margens de lucro · Estratégia de diversificação (além do nicho maromba) · Investimento em crossfit, futebol, MMA e jiu-jitsu · Inclusão de novos atletas (Big Jeff, Dorão, Maestro Leões, Jabba)
- Rompimento Tendao PeitoralLesão durante treino de supino · Cirurgia de ancoragem com titânio · Um ano de fisioterapia progressiva · Retorno ao treinamento normal · Impacto estético residual em competidores
- Perspectivas espirituais sobre fim dos temposProfecias bíblicas de 400+ ainda a se cumprir · Rio Eufrates secando (profecia cumprida) · Mar Morto voltando a ter vida (profecia em andamento) · Aproximação entre ciência e Bíblia · Recado de buscar a Jesus enquanto há tempo · Menção a especialistas (Tássio, Rodrigo Silva)
- Negócio de bebida energética com Toguro (Mansão Maromba)Criação espontânea do conceito 'sabor energético' · Viral em talk show do Fábrica · Massificação do produto · Toguro como sócio · Sucesso comercial · Posição crítica de Léo sobre álcool (conversão religiosa)
- Relação com Carioni e conflitos de marcaExpulsão de evento enquanto Léo era de marca concorrente · Mal entendido inicial sobre responsabilidade · Conversa pessoal para resolver tensões · Reconhecimento de Carioni como maior nome do fitness · Superação de rixa de marcas
Pô, terráqueos, como é que vocês estão? O Sol de Arvelera tá começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais bombada do que a minha e do que a sua, cara. Olha, cara, é verdade, viu? E olha que eu já tomei os veneninhos do Chernobyl, viu, cara? Mas esse daí...
Eu tô entrando no shape, mas faz daqui um tempo ainda, vai demorar o quê? Um século? Eu tô com inveja, cara, que o bíceps dele, cara,
do tamanho da minha coxa. Isso é melhor do que ouvir o Eu Te Amo hoje em dia. Você viu? Cara grande, bicho. Exato. O Romer, como vai ser a participação do pessoal nessa live especial? Hoje é uma live especial dedicada para pessoas especiais que são os nossos membros. Se você ainda não é membro... Tem Mike Baguncinha, tem Naldo Bene, tem Henrique Cristo, tem uma par de gente aí que faz parte do nosso corpo de membro. Então, se você não faz parte do nosso corpo de membro, tá pambando, cara, que os membros aqui passam na fila.
do chat e já mandam perguntas sabendo quem vai vir com antecedência. Exato, exato, exato. E antes de falar com o nosso convidado, eu quero falar com você, galera. Deixa eu dar um recado pra quem carrega o piano nesse país, que é o empresário. Muita gente acha que ser dono de empresa é só glamour, mas a gente sabe que na vida real o cara tá muitas vezes sozinho, tomando decisão no escuro e arriscando tudo o que tem. É um isolamento que ninguém conta, não é?
O cara não sabe o que quer. E o G4 tá com a gente porque eles entenderam exatamente essa dor.
Eles deixaram de ser apenas uma escola de negócios para se tornarem a plataforma completa de quem lidera no Brasil. O G4 agora é a bússola que te dá o norte quando o mercado parece um caos. Eles criaram um ecossistema que une método e conhecimento aplicado para dar direção, voz e poder aos empresários que fazem o Brasil avançar. Mas ó, o papo lá é reto. O G4 é para quem quer mais. Se você está satisfeito com mais ou menos, nem clica. Já te dou essa dica aí.
Quer direção real para crescer. Os caras são a autoridade máxima. Chega de tentar inventar a roda sozinho. Escaneia o QR Code que está aqui na tela ou clica no link na descrição. Conheça o novo G4 e alinhe sua rota com quem entende de execução no mundo real. G4, para quem quer mais, vamos para cima, Homer. É isso aí. Também quero falar com você. Você já parou para pensar se concurso público faz sentido para você? Olha, tem muita gente aí com burro na sombra.
tem um salário bem mais interessante do que a maioria que está aí no mercado de trabalho. E tem uma coisa que o trabalhador comum não tem, estabilidade. Isso quer dizer que, na prática, ele não pode ser demitido. E o Estratégia Concursos me contou que esse ano teremos vários concursos muito bons. Olha, Banco do Brasil, Petrobras, INSS, Polícia Rodoviária Federal. Mas a grande verdade é a seguinte, sempre tem um concurso acontecendo mais perto do que você imagina. Às vezes é na sua cidade, às vezes é no seu estado,
concurso que você nem sabia que existia, mas que combina exatamente com o seu perfil. Por isso, presta atenção, no QR Code que está aparecendo aqui na tela ou no link da descrição, tem uma página que o Estratégia Concurso preparou. Lá você consegue ver quais concursos estão mais próximos de você, quais estão previstos, quais já estão com o edital aberto ou prestes a sair. Muito legal isso, hein, Homer? Tem como colocar isso na tela? Fiquei curioso aí. Põe na tela, olha lá. Esse é o primeiro passo
para você buscar uma carreira no serviço público que realmente tem a ver com você. Então faz o seguinte, clica no link, dá uma olhada nas oportunidades mais perto de você, escolhe onde faz sentido apostar suas fichas em 2026, porque oportunidade tem e o Estratégia Concurso está aqui para te ajudar e não deixar nenhuma passar. Não é isso, Romero? É isso. E agradecer também a nossa parcerona de Logadata, que é Insider. Se você ainda não decidiu, ainda dá tempo. A Semana do Consumidor da Insider continua com descontos de até quanto?
Até 50% de desconto. Repita! Até 50% de desconto. Usa o nosso cupom, não é? É isso aí. Link na descrição, quer recordar a tela. Exatamente. Léo. Yes. Tudo bem? Bom, oportunidade não vai faltar, né? É. Você deu o recado para o empresário, para o CLT, para o concursado. Quem não quiser trabalhar... Não tem desculpa mais. Não tem desculpa mais. Finalmente conseguimos marcar você, cara. Finalmente, é. Bater uma agenda. Quase que não deu certo.
Exato. Porque o senhor está debilitado hoje. Estou debilitado. Fiz aí a minha cirurgia, mas estou aqui.
Você é um guerreiro, parabéns. A Fabi não me deixa descansar, cara. Ela fala assim, dois dias, três dias é o suficiente, já pode estar em pé e tal, mas estamos aí. Dessa vez não foi tão boa. Você também passou já por umas cirurgias aí, né? Passei, cara. O que foi? Você rasgou o tórax? O que foi? A primeira cirurgia, inclusive a tua foi hérnia, né? É, quatro hérnias. Aí uma delas deu a tela, deu um problema lá, juntou um líquido, um negócio, eu tive que tirar.
A minha primeira cirurgia, quando eu era criança, devia ter uns 4, 5 anos, foi hérnia também.
Nossa. Porque eu morava no Catete, no Rio de Janeiro lá, e naquela época, né, porra, a nossa época era bola na rua, o tempo inteiro, rua, rua. E eu entrava pra casa pra cagar, rápido, porque eu queria voltar pra rua. E fazia tanta força, criança, não tem noção, que eu estourei várias hernias de força de cagar, olha que loucura. Nossa, velho. Eu operei umas três hernias, inguinal, umbilical, não sei o que, é uma porrada. Então foi isso, inguinal, umbilical, aquela escrotal, sei lá. Mas aí depois de adulto, eu...
rompi primeiramente o peito, o músculo do peitoral, na verdade o tendão do peitoral. Como que rompe isso? O músculo é como se fosse um leque. O ventre muscular é um leque que vai afunilando as fibras musculares. No final que ela afunila aqui pra inserção no osso, número, ele vai saindo o tendão do meio e depois não tem mais músculo e apenas o tendão gruda no osso. Falando bem a grosso modo, simplesmente entender. Então, na hora que eu fiz um movimento no
supino, que é o movimento da insuficiência, onde você alonga ele o máximo, estica, vamos dizer, na hora que volta, a força do músculo era tão forte, porque eu estava voltando a treinar de uma época que eu estava parado, o músculo recupera a força mais rápido que o tendão, o tendão demora. Então é como se fosse o motor do guindaste muito bom e o cabo é um cabo velho, ruim ainda, não está bom ainda. Então o motor, o músculo puxou muito forte e o tendão descolou do úmero.
Totalmente. Então, o músculo, pum, fica uma bolinha pequenininha, assim, porque ele contrai muito, né? E aí, quanto antes você operar, melhor. Porque depois aí o músculo vai enrijecendo. Faz um barulho quando estoura, assim? Faz, faz um barulho meio interno no teu corpo. Nossa, cara. Como se fosse uma estilingada. Poc! Sabe? Duro? Duro. Na hora, não. Na hora que você tá quente... Ah, é? É porque o meu foi no tendão. Se eu tivesse estourado o ventre mesmo, o músculo rasgado, aí ia doerir um pouco mais na hora. Na hora que você tá quente, você não sente, né?
Depois que eu fui pro hospital, que começou a arder e dar aquela latejada. O problema mesmo é a recuperação, porque o médico precisa fazer logo, porque senão enrijece, dá fibrose. Então tem que puxar, puxar, puxar, puxar, voltar lá pro úmero. Aí o úmero sofre uma furação com furadeira cirúrgica, passa uns fios lá de algum material muito sinistro, um pedacinho de titânio, alguma coisa assim, pra amarrar o tendão.
é o que o médico sugere para a recuperação total. Muitos atletas tentam voltar antes disso. Uns se dão bem, conseguem. Outros não. E oferecer cirurgia de novo. Já aconteceu. A gente já viu acontecer. Mas eu preferi seguir o que o médico falou assim. Léo, fica um ano no tratamento parado. Fisioterapia. Eu tenho certeza que depois de um ano você vai voltar tão forte quanto e não vai se preocupar mais. Tenta entender que é importante. Fica zerado mesmo? Fica zerado. Hoje em dia eu treino normal.
De boa. Ainda tem aquele receio. Hoje em dia eu respeito mais o meu corpo. Não tento botar quando eu sinto que já tá no limite ali pro dia. Porque é muito do dia, né? Musculação. Nem todo dia você tá forte pra caramba. Então você tem que se conhecer bem. Não deixar se levar pela emoção ali. É um pouco difícil. Às vezes tu tá empolgado com os amigos que tu quer treinar. Mas eu dou uma respeitada melhor aí pra não acabar rompendo, entendeu? Mas normal. 100% agora. De boa. Eu fiquei um ano parado.
lá pro sexto mês eu comecei uma fisioterapia só de alongamento, aí lá pro sétimo ou oitavo mês ali uma fisioterapia com bolinha, com elástico, aí no nono mês pro décimo eu comecei a fisioterapia com aparelhos de musculação e no décimo segundo mês eu tava liberado. O médico falou, quando você conseguir fazer um supino com 30 a cada lado aí, sem dor, sem nada, você tava liberado. Aí no décimo segundo mês eu tava conseguindo. Fica a diferença de tamanho ou não? Cara, se não fizer, logo fica. A minha sempre perde um pouco,
nunca vai ficar 100% perfeito a estética do rompimento. A minha ficou 95% perfeita, assim. Ficou uma brechinha, se você olhar bem. De repente, quando eu secar muito, vai aparentar um pouco mais. Um cara que compete fisiculturismo, então ferrou ou não? Ferra, ferra o cara. Porque é visual, né? Fica com a simetria. Tem que ser muito perfeito. A cirurgia, mesmo assim, vai ficar um pouco. Vai ter que tentar achar um jeito de esconder na hora da pose ali.
E eu acabei esquecendo o meu presente. Você trouxe o meu presente inútil pra deixar no cenário?
O meu presente é isso aqui. Primeiro, um bonezinho do Fábrica CT. Que hoje é a maior rede de centros de treinamento de alta performance do Brasil. Existem outros centros de treinamentos, mas não é rede. A minha é a primeira rede de CT do Brasil. É diferente de uma academia normal. É só equipamento profissional de última geração, bodybuilding, com serviço de professor acompanhando o tempo inteiro full time. Na verdade, são duas redes.
O Fábrica CT é um centro de treinamento de fluxo aberto, como você se matricula e vai treinar. E tem o Fábrica Premium, que você tem um personal treino exclusivo para você, com hora marcada. Aí tem banheira de gelo, massagem, fisioterapia, nutricionista, tudo incluso no pacote. É um negócio bem premium mesmo. Então tem essas duas vertentes. Aqui em São Paulo tem hoje? Tem. Aqui tem Alphaville e Vila Olímpia. A Premium é Alphaville e Vila Olímpia.
Mais perto daqui, qual que é? Eu não conheço muito São Paulo para saber o que é perto aqui. Tem o CT da Interlagos, Guarulhos.
agora no Tatuapé. A gente tem mais de 65 academias. Na atividade hoje deve ter umas 28. Aí deve ter umas 20, 20 e pouco em obra. É novo, né? Tem um ano e meio só que eu comecei o projeto. Então foi um recorde de franchises, de franquias. Foi muito, muito sucesso. Muito mais do que eu esperava, na verdade. Eu esperava um sucesso muito bom. E esse daqui é um presente um pouco mais sentimental. Vamos lá. Reconhece esse cara aqui? Olha só. Isso daí é o Shenlong, né?
é um espírito guerreiro invocador do Dragon Ball Z, que é um anime que eu mais gosto na minha vida. Assustia pra caramba. É. Todos os dias, repetidamente, várias vezes. Na época que a gente tinha que esperar a televisão passar, né? Exato. Cinco e meia da tarde, todo dia eu tava lá. E quando eu era criança, meu pai sempre foi um cara muito ativo de esportes. Sempre foi um cara que fazia polo aquático, fazia musculação.
Musculação, meu padrinho era um cara envolvido com musculação. Tinha a primeira academia do Rio de Janeiro, chama Academia Azteca. A família que abriu essa academia é a família Calabria, que são meus padrinhos. E eles foram a família que trouxe o alterofilismo para o Brasil. A primeira competição de alterofilismo no Brasil foi com eles na década de 50. E quando eu tive um problema na casa que eu morava na comunidade lá na Tavares, que a gente perdeu a casa para o tráfico lá,
que houve uma invasão e tal, a gente saiu na mesma hora e esse padrinho acolheu a gente num kitnet, parede com parede com academia. Então ali eu, bem novinho, sei lá, sete, oito anos ali, nove no máximo, já tinha aquele envolvimento bem próximo, diário com a academia, todo dia ali vendo eles treinando e tal, ajudando a limpar as coisas e tal, tentando brincar ali com a parede de academia, então pra mim foi muito natural e o exemplo, né, de ver meu pai, meu padrinho, todo mundo treinando, e eu queria treinar, então às vezes meu pai não deixava eu treinar na academia,
eu ia na pracinha lá fazer umas barras paralelas. Sempre gostei. E aí, quando eu descobri o Dragon Ball, bem novo, eu olhava pro Goku, pro Vegeta e falava, cara, fica igual esses caras, velho. Pai, como é que faz? Aí, meu pai, tem que malhar, tem que malhar pra ficar, ó, olha quanto ele treina, olha quanto ele treinou e tal. E aí, sempre que eu ficava esperando aparecer o Shenlong pra quando for fazer o pedido, eu queria fazer o pedido primeiro que o Goku pra falar pra eu ficar forte, entendeu?
Shenlong, eu quero ficar forte antes do Goku. Aí, então, tem... Ó, perdão. Tire, talvez.
E aí eu ficava esperando o Shenlong aparecer pra eu fazer o pedido. Shenlong, eu quero ficar forte. E aí, então, o Shenlong marcou bem a minha vida aí de Dragon Ball, né? Como um todo. Foi um precursor aí pra eu realmente querer ter um tamanho fora do comum e começar a sua jornada da musculação. Na minha época também, vários desenhos e filmes, essas coisas moldavam a gente, né? Eu lembro que na minha época era Speed Racer, né, cara?
Você era viciado em Speed Racer. Tinha fantomas e tal. Porque Dragon Ball é mais...
É depois, né? Já era velho, né? É. Tu tem quantos anos? Tem 55. 55, é. Então eu não acompanhei Dragon Ball. Você acompanhou, cara? Ou não é da sua época também? Eu acompanhei bastante. Sério? Esse daí é o Goku, o cara que ele queria ficar forte igual. Isso. Olha esse cara aí. É isso aí, ó. É isso aí. Tô tentando fazer meu filho gostar de Dragon Ball. Tô tentando até hoje ficar com esse shape aí. Essa simetria. É quase impossível.
O cabelo é mais fácil, né? Não. Lógico que não. O cabelo é a parte mais difícil. É o mais difícil o cabelo. O cabelo é o mais difícil.
Mas então, cara, você cresceu brincando na rua, jogando futebol? É, porque eu era numa... Eu nasci... Os meus pais, eles nasceram numa família... Meu pai, na verdade, de família Mouro, família portuguesa. E eles tinham uma casa no alto de um morro, não favela, morro. Uma ladeira, que chama Tavares Bastos, no Rio. E na época que meu pai foi morar lá com a família dele, não era favela ainda. Era só um morro com casas familiares.
Então, meu pai acompanhou esse processo da, vamos dizer assim, da favelização daquele morro, de chegar a gente para construir casas ilegais e tudo mais. E não tinha tráfico nem nada. Então, mais ou menos ali na minha infância, começou a ter o tráfico. Então, quando começa a ter tráfico, começa a ter muita briga de território e tal. Rio de Janeiro sabe como é que é complicado. E, num determinado momento, não sei, por cargas d'água, os traficantes acharam que a minha casa era um ponto muito bom estratégico para esconder
visualizar a ladeira. E começaram a usar o terreno da minha casa pra guardar coisas e tal. Num porão que tinha mais afastado. Porque como era íngreme, né? Então tinha uma parte do terreno que a gente quase não ia, né? Tinha uns bananás, um negócio assim. E ali tinha um porãozinho, um casebrezinho. Eles começavam a usar aquilo ali como QG. E aí, quando meu pai desconfiou, desceu pra ver o que era, viu que eram eles e tal. Tirou os caras, não conhecia esses caras. E aí, quando ele retirou, falando, cara, eu sou morador da casa e tal.
só que meu pai tinha uma arma na época e tal, então os caras acharam que meu pai era polícia e voltaram com mais uns 15 malucos lá e sequestraram meu pai pra matar ele achando que era polícia, que era alguma investigação, alguma coisa. Aí por algum milagre, que só pode ser, ele ouviu falar o nome, na verdade ele disse que um cara passou por trás e falou o nome no ouvido dele perto assim, do dono do morro da época. E ele recordou o nome do cara, que era filho de um amigo dele que morava lá. Ele falou, pô, eu conheço o fulano.
Conhece nada, eu conheço, pode ligar pra ele aí. Foi o que salvou ele, porque já tava com umas 5 armas na cara dele pra matar. E aí o cara ligou e falou, não, se for ele mesmo, eu vou aí conferir se é ele. Porque se for, eu conheço. Aí quando chegou, era realmente o filho do amigo do meu pai. Já tinha se envolvido, já tinha entrado pro esquema. E aí, pô, liberou meu pai, voltou pra casa. Aí dentro da casa lá tinha outros traficantes também, segurando a gente, fazendo umas besteiras, que eu não vou nem comentar aqui. E aí, não, falou pro meu pai, ó, fica tranquilo, vou tirar as drogas.
E aí, como é que vai ser?
que males que vêm pro bem, né? Coisa que não dá pra explicar, só dá pra viver, só dá pra experimentar. Hoje é uma... Hoje é uma lembrança, uma memória, mas hoje quando você traça, né? Tudo faz sentido, né? Faz tudo muito sentido, assim. Tudo mudou, minha irmã. Porque meu pai teve que correr atrás de mais coisas. A gente foi morar na Tijuca logo depois disso, de aluguel. E na Tijuca também tava um caos, por mais que a gente morava no início do Morro do Turano ali. Não tava no Morro
dessa vez, estava na área mais urbana ali, mas ainda estava no início. Então, tipo, na nossa rua, toda hora salto, toda hora coisa e tal. E aí meu pai começou a juntar uma grana em uns três ou quatro aninhos ali. Ele comprou uma casa no interior do Rio, cidade chamada Maricá. E, cara, foi a pior fase da minha vida. Por quê? Minha, de crise existencial, vamos dizer. Porque, pensa bem, se coloca num ambiente de que você é um moleque de, sei lá, 12, 13, 14 anos.
uma comunidade, você tinha aquela vivência ali de bola e tal, de malícia e tudo mais. Aí você vai pra Tijuca, meu pai entrou no terceiro emprego pra poder bancar uma escola particular pra gente, que ele não queria mais a gente enfurnado em nada errado. E quase não via mais meu pai, de tanto que ele trabalhava pra pagar uma escola, não cara, uma escola particular, mas a mais baratinha que tinha no bairro. Então, eu já era taxado ali como um meio excluído.
Então, eu consegui reverter isso e me tornei um cara maneiro na escola, um cara popular, vamos dizer.
Chegava de skate, jogava bola pra caramba, porque o futebol da favela é outro futebol, não tem como. Então, pô, chegava um cara bem descolado, aí reconstruía a vida ali, 13, 14 anos, pum, troca de novo, vai pro interior. E no interior, quando você é um cara que é da cidade grande, vai morar no interior, não importa o seu momento financeiro, você é o cara da cidade grande, entendeu? Então, ou há aquela segregação ali de início, que é difícil você se enturmar.
A cidade do interior é muito pequena, panelinha, já está todo mundo formado e tal. Mas foi ali que eu conheci o Diego, que é o cara que criou o Bom Dia Estrada junto comigo. E naquela cidade pacata, monótona, onde eu me perguntei várias vezes por que aquilo estava acontecendo. Eu não vou falar que eu entrei em depressão, porque depressão é um assunto muito sério. Eu acho que o ser humano às vezes até confunde um pouco depressão com um momento depressivo.
É o mesmo momento de reflexão de que você não está entendendo o que está acontecendo.
pessoas que se deixam levar e acabam caindo em depressão. Então eu fiquei num momento muito mal, porque assim, eu morava numa rua, onde a rua era de lama, barro vermelho, então eu ia pra escola botando um saco plástico no pé, porque vergonha, né, nessa idade. Hoje em dia tu fala, pô, suave, mas quando tu adolescente fala, cara, não vou chegar sujo de barro na escola. E aí, e mesmo assim lá, tu não tinha amigo, não criava laço com ninguém, não tinha onde andar de skate, cidade é tudo terra, interior. Então, assim, tudo que eu gostava de fazer,
conseguia. Meu pai secou totalmente as reservas pra fazer essa mudança. Então a gente não tinha dinheiro. Muitas vezes eu via meu pai fingindo que não tava com fome pra gente poder comer uma parada melhor, entendeu? Na época a gente não se liga, mas hoje a gente entende como era. Então eu vi o esforço dos meus pais e da minha mãe de cuidar da gente, de largar o emprego pra ficar em casa, pra poder cuidar da gente naquele momento.
Só que em um determinado momento eu falei, cara, não posso deixar isso acontecer. Eu preciso me enturmar de novo. Pô, eu sempre fui um cara legal.
comecei a criar planos ali de me enturmar com a galera, de frequentar o açaí da galera, que todo mundo ia e tal, não sei o quê. E teve um dia que eu percebi que, ah, teve uma divulgação de uma matinê que ia abrir na cidade, nunca tinha tido. Eu falei, pô, vou lá nessa matinê. Lá é um bom lugar pra você se enturmar, né? Aí eu fui de bike, marrei a bike na frente da baladinha, então eu entrei, aí era o primeiro dia da matinê, era domingo, né? Tinham, sei lá, seis pessoas, não deu certo. E aí eu saí chateado da
sem ter ele perto da bike ali. Fiquei meio esperando o tempo passar, pensando nas coisas. E aí vem o Diego, que na época eu não conhecia ele. E ele sai também chateado. E eu lembrei que ele namorava uma menina da minha escola. Ele não era da minha escola. E aí eu puxei o assunto com ele. Falei, pô, tu não é o namorado daquela menina lá e tal? Ele, ah, não, terminamos, não sei o que e tal. E a gente foi conversando, andando, desamarreia a bike, a gente ficou andando e a gente ficou amigo pra caramba.
E ele tinha uma história parecida com a minha. Também tinha vindo de Copacabana, fugindo da violência do Rio de Janeiro pra cidade do interior. E a gente se identificou muito com isso.
já tava lá há mais tempo que eu, então acabou se enturmando melhor. É isso aí, o Diego. E logo depois a gente, não sei porquê também, eu inventei de fazer umas músicas. Eu ouvi na época o MC Fox, o Mac e o Man, que eram uns caras lá do Rio que faziam uns raps usando beats e instrumentais de artistas gringos, de hip hop, falando umas rimas muito engraçadas, com muita sapiência, muita inteligência, assim, de fazer umas sacadas muito boas que na época não existia. Na época,
O rap no Brasil era muito fechado, era Racionais MCs e acabou, assim, aquela coisa meio institucional, meio antissistema, meio periferia. E eu, ao mesmo tempo, via o hip hop internacional crescendo de uma maneira exorbitante, entrando num caminho, não só periferia, mas falando de cotidiano, de lifestyle, de roupa, de marca, de balada, de festa e tal. E tudo que um adolescente quer na vida é farrear e curtir a vida, né?
é muito maneiro, velho. Olha o que o Fox e o Mãe estão fazendo e tal, não sei o que. E aí eu comecei a escrever umas letras naquele ócio ali de morar na cidade pequena e mostrei pro Diego. Falei, ó, o que eu escrevi aqui? Aí gravei num gravadorzinho que meu pai tinha desses aqui. Cassete? É, cassetezinho. Mostrei pro Diego e eu, caramba, que já não sei o que vão fazer. Aí o Diego era mais sagaz de computador que eu na época. Ele era muito bom nessas paradas, que ele já jogava, já tinha uma condição um pouco melhor que a minha na época. Começou a pesquisar como baixar
os beats e tal, a gente começou a baixar beat gringo, instrumental de hip hop gringo, e a gente começou a gravar a voz em cima desse instrumental com as rimas de acordo com o que a gente tava vivendo ali, né? A sua vivência de 14, 15, 16 anos. E na época não tinha Instagram, não tinha Orkut, era o início do Orkut, então a gente divulgava as paradas em Fotolog, Flogão, MSN, ICQ, era outra época, né? Pra história da... Pra história da coisa. Porque a internet veio pro Brasil em 94,
discada. A banda larga começou ali em 2000, 2004, 2002, ali que começou a popularizar a banda larga, né? E você poder contratar uma internet boa pra sua casa, não discar a internet. Quem é menos 30 nem sabe o que é discar a internet. Não faz ideia do que seja isso. Então, só pra você que é novinho... Isso, é. Você tinha uma linha telefônica e você usava a sua linha telefônica, o cabo, que era da linha telefônica, no modem de internet pra você discar.
E aquilo ali contava igual uma ligação. Então tinha um tempo pra você ficar ali na internet, senão você ia pagar caríssimo. Depois que veio esse lance de wireless, de Wi-Fi, de banda larga, de uma provedora de internet, então eu meio que peguei essa mudança, né? Você também pegou essa mudança do mundo, né? Porque a internet mudou muito, muito. Acho que foi uma maior mudança dos últimos tempos, foi a internet mudou tudo na vida do ser humano.
essa mudança durante a carreira, né? Isso foi legal. Então, o YouTube veio pro Brasil em 2005 ou 2006, se eu não me engano. Ah, é? É. E a gente teve o primeiro clipe, primeiros posts em 2006, logo no início do YouTube. A gente viu aquilo ali e falou, pô, uma plataforma que dá pra upar vídeo toda hora, sem restrição. Legal. Na época nem monetizava nem nada. Então a gente gravava as músicas, fazia um visualizer, vamos dizer assim, ou gravava um clipe com uma câmera digital bem da época mesmo, tosco.
e postava. A gente foi o primeiro videoclipe de hip-hop do Brasil, eu acho, até no YouTube. E aí, cara, foi escalolando de uma maneira absurda. Então, tipo, é a saída pro interior, que parecia ser o fim da minha vida, na minha mente juvenil. Foi o início de uma carreira astronômica fenomenal e partir dali daquelas músicas... Hoje eu falo tranquilo que eram ruins, gravação ruim. A gente gravava com aquele microfone de abicão, que era uma valetinha assim. Que a vontade era tão grande, né? Cara, a vontade era tão grande.
divertir, né, cara? A gente queria se divertir. A gente nem pensava em dinheiro, em show. Só tava fazendo pra se divertir. Pra se achar também, né? Fazer alguma coisa aqui. Tirar a mãozinha, se achar. E, cara, do nada, gente ligando, pedindo show, não sei o quê, papapá, e pum, programa de TV. Fantástico, Eliana, Xuxa, não sei o quê, papapá. Não sei se tem foto disso aí, não. É, vê se acha alguma coisa. Eu não mandei pra vocês, mas deve ter na internet, com certeza. E aí, música, tema da Malhação, que na época, novela Malhação,
o auge da molecada. Como foi isso? Então, na época, olha que legal, a gente estava começando a fazer muito show, muita matinê. A gente era menor de idade, então a maioria, 99% dos shows era matinê. Logo depois, a gente começou a querer ser contratado para show de madrugada e aí teve um pessoal do tutelar que bloqueou o show porque eu era menor, a gente era menor e não podia fazer show. Menor de idade, não pode fazer show em casa noturna.
Você tem que estar acompanhado do pai ou ser emancipado. E como eu viajava muito, meu pai trabalhava muito, meus pais tiveram que me emancipar pra poder fazer show. Então eu fui emancipado com 16 anos pra poder responder por mim legalmente, né? E poder fazer show de madrugada. Ou fora do Brasil. E logo depois disso, a gente começou a fazer tanto show, tanto show, tanto show, que a gente foi fazer uma matina no Rio de Janeiro e na época tava no auge da Furacão 2000 e o Danny DJ. O Danny já veio aqui? Não. Não?
Chama que o Dennis tem muita história. O Dennis é um dos maiores precursores do funk do Brasil. Se não fosse ele, a carreira dele, o funk não seria o que é hoje. Ele foi um dos maiores gravadores de artistas e MCs de funk da década de 2000. Ele tem muita história. Muito artista que você estourou naquela época, de repente a gente nem sabe, mas foi ele que gravou, ele que gerenciou a carreira. E aí a gente estava fazendo esse show na matinê e a gente ia abrir o show do Dennis.
e aí ele chegou no meio do nosso show. Ele viu a gritaria do cacete, não sei o quê, foi lá no backstage, abriu a cortininha, olhou, todo mundo com a mão pra cima cantando nossa música com beat gringo, né? Ele falou, que esses moleques, velho? Em quantos anos tem esses moleques? Aí o dono da festa falou, cara, também não sei.
pediu pra caramba a gente trazer esses moleques. Era baratinho, eu trouxe e olha isso aí. Bombou, explodiu. Não dava pra entrar mais gente, explodiu. Era uma matina que tinha num shopping no Jacarepaguá. Explodiu o shopping. Fechava o shopping domingo. O cachê era baratinho mesmo. Baratinho. Nessa época a gente começou a 500 reais pra cantar. Máximo mil. Na época mil era mil também, né? Mil tu fazia muita coisa. E cara, ele ficou indignado.
Quando a gente saiu do palco, ele falou assim, pô, vocês já vão embora? A gente falou, não, também. Ele falou,
espera meu show acabar, eu quero conversar com vocês. E a gente ficou. E aí, quando acabou o show dele, ele foi no camarim lá e conversou com a gente. Falou, cara, você já tem empresário? Como é que é? Como é que é a história de vocês? A gente contou um pouco e tal. Ele falou, cara, passa lá no meu estúdio tal dia. Amarcou. A gente foi. Aí, um puta de um estúdio, né, cara? Muito maneiro. Pô, uma sala de mix, master, um aquário de gravação, uma coisa que a gente, caramba, a gente tá gravando na webcam.
Aí ele falou, vocês gravam na webcam? Essa música? Tá bom. Pro que é, tá bom. É. Mas,
Aí ele fez a proposta, ó, eu não sabia de vocês, eu fui pesquisar, realmente é uma rampa aí que vocês estão seguindo, vai estourar, se vocês quiserem eu posso ser o empresário de vocês, gravar vocês, profissionalizar o trabalho de vocês, transformar essas músicas com um beat autoral pra que vocês possam monetizar em cima, porque a gente não ia monetizar nunca, né, com beats de outras pessoas em cima. E aí a gente pegou todas essas músicas, regravou todas elas com beats que ele mesmo produziu e fomos lançando disco após disco, após disco, após disco. E ele era DJ,
Nessa época era o que? MP3? Você lançava como? Na época, olha que loucura, a gente fazia a postagem do Flogão Fotolog, as músicas a gente chupava no LimeWire, no Torrent, no For Shared, e avisava, tipo assim, aí ó o Denis, isso aí já tava mais pra frente, isso aí a gente já fez um show no DVD do Denis, acho que na Big Field, ou em algum lugar lá no Rio. Esse aí é o Diego que tá na foto, o Denis tá logo atrás ali. E o que aconteceu?
na época não tinha como divulgar link, a música está no LimeWire, a música está no For Shared, então você entrava lá, pesquisava e às vezes tu baixava a música que não era nossa, como é nosso nome. Sim, acontecia muito isso. Então, e uma das formas da gente divulgar também era a gente comprava aqueles pinos de CD virgem, gravava uma porrada de CD virgem e botava uma galera pra ir na porta das escolas distribuir, entendeu? Ou então aqueles MP3zinho,
a bisnaguinha, lembra? Tinha um negocinho assim que você tirava. A gente gravava um manto de MP3 daquele e distribuía nas escolas. Era a forma de divulgar. Era o boca a boca. Não tinha internet direito assim pra você divulgar as coisas. E aí, tipo, em seis meses, cara, todo o MSN, todo o MSN tinha lá ouvindo a música, lembra? Porque você botava a música, você tava ouvindo do lado do seu nick. E aí todo mundo usando nossas músicas. E aí o Denis, já nosso empresário na época, ele era o principal de uma rádio,
muito famosa no Rio, que era a Beat 98 na época. Ele botava nossas músicas pra tocar na rádio, fez contatos, botou pra tocar FM o Dia e tudo quanto é mais. E aí um dia a Malhação, a novela da Malhação da Globo, ela teve um tema que era bandas novas, jovens, regravando o sucesso dos anos 80. Então ela deu uma lista de músicas, que seriam temas de alguns personagens na novela, e mandou os artistas escolherem. E só contratou artistas da nova geração.
da gente, era Cat Side, de Bob, Scratch, NX Zero, essas bandinhas da época, né? A gente era o único de rap, vamos dizer, na época. Na época, a música jovem era o rock, né? Era o emo, o rockzinho. Não era rap ainda. Hoje é o rap, mas não era. E aí a gente acabou ficando com a música Tic Tic Nervoso do... Magazine. É, não, do... Que Divinil. Que Divinil, exatamente. É, mas a banda dele chamava Magazine, é verdade, é verdade.
E aí a gente... Cara, essa música tocou pra caramba. Pra caramba, né? O que você acha a foto do Kid Vinil aí? Kid Vinil. Que manjava pra caramba de música. Não, é o cara. É um gênio da música. A música é muito boa. Só que quando a gente tinha 15 anos, 14, 16 no máximo, a gente ouviu o Kid Vinil. Isso me dá tic-tic. Eu falei, nossa, que música merda. Kid Vinil. Como é que eu vou gravar isso e tal? A gente falou, Denis, dá um jeito da gente poder mudar um pouquinho a letra.
Manter a intenção, a parada, mas vamos trazer um pouquinho mais a nossa cara. Aí o Kid Vinil liberou.
a galera liberou pra gente dar uma mudadinha, a gente mudou um pouco a letra, mas mantendo o sentido, regravou ela, fez um clipe bem engraçado ao Kid aí. Kid Vinil, esse cara foi maneiro pra caramba com a gente, liberou a música pra gente gravar, muito maneiro. A gente regravou e aí foi tema de um personagem da novela, Malhação, e logo depois de ser tão maneiro, tão engraçada a música que ficou, acabou se tornando tema da intro, né, da Malhação. E aí, puf, aí não teve mais. Aí foi um foguete.
Aí começou a fazer programa de TV pra caramba e não parou mais. E a grana começou a entrar aí ou ainda não? Sim, sim. Aí a gente começou a ganhar... Na verdade, naquela época a gente ganhava dinheiro com show, né? Não monetizava YouTube, não tinha streaming ainda, Spotify, essas coisas não existiam. Era show. Então era show. E CD, ninguém mais comprava CD. Você distribuía, você dava de graça. Fazendo muito show. Isso. E show. Então a parada era show. Então a gente fazia... Como a gente era quase um MC de funk,
que era DJ e microfone. Então a gente conseguia fazer cinco shows no fim de semana. Ia pra uma cidade e na outra, rapidão, de van. Alugava, né? Porque a gente até tinha... O Denis alugava avião pra gente, aviãozinho, jatinho particular. Caramba, a gente ia... Cara, a gente fez muito show. A gente ficou na carreira uns 15, 16 anos, em alta uns 10 anos. Tipo, 30 shows por mês, tranquilo, durante 10 anos. A gente imaginava que era isso a vida? Nunca, você é louco, nunca. É? Tipo, num ano eu tava...
botando saco plástico no pé pra ir pra escola, pra não chegar sujo de barro. No outro ano, eu tava entrando numa loja, comprando o que eu queria e viajando de jato pra fazer show, pô. Que toiteia. É muita loucura, velho. Mas chegou a subir a cabeça ou não? Não, não. Tipo, você cria uma aura, uma marra ali, mas assim, nunca destratei ninguém, nunca fui um cara da droga, da bebida. Experimentei, não vou dizer que não, não vou ser hipócrita, as pessoas me conhecem, mas nunca fui o cara viciado, sabe? Tava numa festinha, eu tomava um drink com a galera,
Teve uma fase ali que eu falei, vou experimentar essas drogas aí. Experimentei, não gostei, não era a minha parada. Fiquei uns meses aí conhecendo essa galera meio de festa e tal. E vi que não era a minha parada. Minha parada era mulher. Mulher que foi o meu... O seu vício. O meu calcanhar de Aquiles. Foi o meu vício. A gente falava sobre isso, né? O Bom de Astrono era sobre isso. Sobre pegação, sobre como ser o cara do momento, né?
A palavra estronda vem disso. Quem que criou isso? Quem criou foi o pessoal do...
Bangs, Amix Fox, Mac Mãe, Barruja, que tinha uma gíria no Rio de Janeiro que era, hoje a gente vai estrondar, que vem da palavra estrondo, né? Quando você tem um estrondo, é um barulho tão grande que chama a atenção, não é isso? Então, vamos estrondar, vamos estrondar, e a gente pegou esse bonde da Estronda, o bonde que chega e, na época, era muito comum o grupo de amigos ter bonde ou não sei o que. O mundo vai mudando, hoje é tropa, né?
Tropa e não sei o que. Então, na época, era bonde. E como não era só eu e o Diego, na época, tinha um grupo de amigos que ia pra essas festas e tal,
encontros, então a gente deixou o nome de bonde da história. Então foi um momento muito épico, assim, na minha vida mesmo. Mas você imaginava o que daí pra frente? Viver disso? Fazer outros planos? Qual que era a tua cabeça na época? Não, eu achei que eu ia viver como artista pro resto da vida. Eu falei, não me vejo de fazer outra coisa. E nessa época que você tava morando onde? No início eu morava na cidade do interior, com 16 meus pais me emanciparam, né?
Então eu comecei a fazer muito show, e aí começou a ganhar dinheiro mesmo, de verdade, ali pros 16, 17, realmente a gente ganhava dinheiro.
Então, com 17 para 18, eu já fui morar sozinho na Barra. Na Barra? É. Aí, cara, rockstar. Imagina, o cara com 17 anos. Tem uma casa. Não, casa não. Era cobertura. Ah, é? Piscina, jacuzzi, sauna na casa. Nossa, velho. Às vezes eu chegava de show, por exemplo. Chegava domingo, segunda de show, eu entrava em casa, tinha gente que eu nem conhecia lá dentro. O que vocês estão fazendo? O que são vocês? Sai fora e tal. Já estava rolando festa lá, me esperando. Era uma vida meio doida. Cara. Rockstar mesmo.
do que esses caras hoje cantam no rap aí, eu já vivi isso em 2012. E isso durou quanto tempo? Foram 10 anos, você falou? 10 anos em alta. Aí depois do décimo ano começou a dar uma quedinha, de leve. E por quê? Porque apareceu outra coisa? É, eu não sei, acho que muda a geração, né? Muda a geração, a gente já não tinha mais 16 anos, né? Cantar aquilo, você vê um cara adolescente cantando essas besteiras, super comum, super normal você, né?
25, 26, já tá uma cara de homem e tal, tipo, o público envelhece junto, né? Também amadureceu, então a galera não pensava mais daquele jeito, talvez. Todo mundo trabalhando, sem tempo de ir pra show, fim de semana, gastar dinheiro. Não sei, foi um conjunto de coisas. E quando eu comecei a perceber esse movimento, eu comecei a querer achar plano B, plano C, mas nunca pensei em abandonar o monstro. Eu sempre falei, vou manter até a última gota, porque eu prometi pro Diego que a gente ia ser
pra sempre. E aí eu já treinava, como eu te falei, né? Desde criancinha eu sempre gostei. Comecei a entrar na musculação forte mesmo. Nunca parou. Nunca parei. Quando eu fui pra essa mudança da minha vida pro interior, eu entrei numa academia. Falei, pai, eu era pequenininho, magrinho, ninguém me conhecia na cidade, eu era um bosta. Não posso andar de skate, minha bicicleta é um lixo. Falei, pai, eu vou treinar. Não, vai lá. A gente foi no médico, o médico liberou pra ir treinar.
Comecei a treinar. Igual um louco. Me apaixonei. Primeira vez que eu pisei na academia,
sem ser lá do meu padrinho, né? Que foi realmente uma academia que eu fui pra treinar. Me apaixonei, porque eu vi uns caras fortes treinando. Falei, cara, fica igual a esse carro. Aí na época foi até engraçado, porque tinha um cara que foi treinar lá. Ele era brasileiro, mas morava há muito tempo na América. E ele era bodybuilder, competidor. E ele chegava de motão, de óculos, falava com ninguém. O maluco era super fechado, super fechado.
Eu falei, cara, esse maluco é muito maneiro, eu quero ser igual a ele. Porque eu também ninguém falava com ninguém, mas eu era um idiota.
E ele era muito foda, e eu não. Aí eu ficava imitando tudo que ele fazia na academia, mas ele se irritava comigo pra caramba, porque ele era muito old school, fechadão. E um dia eu tomei coragem e falei, pô, posso treinar com você? Tu me treina? Ele, não. Ele saiu, foda-se. Aí eu falei, cara, muito foda-se. Eu quero ser igual esse cara. E aí de tanto imitar ele, teve uma época que ele falou, vamos lá, eu vou te treinar. Resumindo bem isso, tá?
Se tu estiver aqui, depois do carnaval do ano que vem, eu te treino. Vamos ver se tu não é só um entusiasta.
Aí que eu dei a vida. Treinei, treinei, treinei. Depois do carnaval eu tava lá e começou a me treinar. E a gente ficou melhores amigos assim na cidade. Ele era bem mais velho, né? Eu tinha meus 15, ele tinha uns 29, 30. E ele começou a me cuidar como se fosse um filho mesmo, assim. Me ensinou a treinar, me ensinou a comer. Primeira vez que eu fui treinar com ele, que eu falei, vamos treinar? Ele, não, então você passou do carnaval, vamos treinar.
Cheguei empolgadão no dia seguinte pra treinar, né? Fiquei lá esperando ele. Aí ele chegou com as sacolas de mercado. Eu falei, vamos treinar o que hoje?
Ah, não, hoje eu vou te ensinar a primeira lição do bodybuilding. Aí o que que é? Comer. Ah, é? Se você não comer, você não vai crescer. Aí eu, tá, mas vamos treinar. Eu acho que você não vai conseguir treinar depois que você tem que comer o que eu vou te dar pra você comer. Aí eu falei, o que que é? Ele trouxe lá, era um cacho de banana, dois litros de leite e um pão plus vita, aqueles pão de forma. Ele falou, tem que comer essa porra toda aí.
Você vai fazer agora o alargamento de estômago, pra você aprender a comer bastante. Cara... Aí passei mal, não consegui comer tudo, óbvio. Passei mal pra caramba.
no dia seguinte você vai fazer de novo, até você conseguir. Eu fiquei lá, não consegui nenhum dia, mas pelo menos eu entendi o que ele quis dizer. A gente começou a treinar e, cara, eu ia buscar às vezes na escola de moto, preparava minhas marmitas, levava a marmita para a escola, ia lá na escola me dar marmita. Pô, era muito maneiro. O Dalton, agora ele mora na América de novo. Foi um grande amigo, o cara que foi o meu primeiro mentor, assim, que realmente me abraçou.
Ele também era, como eu falei, ele era dos Estados Unidos, foi para essa cidade do interior, não tinha amigo nenhum, era um cara,
muito fechado. Então, eu e ele era um amigo ali naquele momento, né? Tanto eu pra ele quanto ele pra mim. Então, foi um cara que foi realmente, assim, o divisor de águas ali pra eu entender o que é o bodybuilding e me apaixonar pelo bodybuilding, né? Você é a média das pessoas que você anda, né? Quando você começa a conviver muito, você vai entendendo, você vai se apaixonando ou negando, né, aquilo. Então, foi muito importante. Então, quando eu tinha meus 19 anos ali, 20, 21,
Não lembro a data exata. Ou a minha idade exata. Que a gente começou a fazer menos shows. E eu já treinava desde os 14. Eu já tinha um físico interessante. E aí as marcas de suplemento começaram a me contratar pra fazer presença VIP. Tipo em loja de suplemento não. Em feira. As primeiras feiras do Brasil. Dormi 12, dormi 13 ali. E aí a primeira marca que me contratou foi a Integral Médica. Que é a pioneira do Brasil. É a primeira marca de suplemento do Brasil desde 1983. Isso. E quando meu pai lá...
Atrás, quando eu tinha 14, 15 anos, quando eu comecei a treinar, ele me levava pra comprar um suplementozinho. E a gente comprava... Aí, ó. Isso aí. Isso aí, o meu antes e depois. No antes... O antes, tá com quantos anos? O antes ali, eu tinha uns 15. Eu já treinava há um ano, um aninho e pouco. E o depois foi quando eu fiz um show numa feira, junto com a Integral Médica, de músicas do Bom Gastrona e músicas minhas sobre maroma, né?
Que eu sempre fiz umas músicas sobre maroma, sobre minha vida. O rap sempre foi...
pediu isso do artista, de você cantar o que você vive. Então, já que eu vivia maroma, treino musculação, fiz muitas músicas voltadas pra esse tema. E foi muito interessante porque eu visitava as feiras fitness, como consumidor. Então eu via lá os fisiculturistas, os caras, as marcas de suplementos. E aí eu fui num ano que eu falei, um dia eu vou ser esse cara aqui. Eu tinha um bodybuilder que ele ficava num palco ali pra galera se assustar com ele e bater foto como se ele fosse um...
Alienígena, e era realmente, né? Ainda mais naquela época. Um dia eu quero ser esse cara aí e tal. Aí passou um ano, as marcas começaram a entrar em contato comigo, eu fiz uma pesquisa de mercado, né? Facilmente, na época, você já descobria que a Integral Magic era a pioneira, a melhor qualidade e tal. Tinha pouca concorrência na época, tinha poucas marcas. E eles me chamaram pra fazer um teste numa feira, porque eles também não sabiam, né?
Nunca tinham contratado um artista, nem existia a palavra influenciador na época. E aí eu fui numa feira, divulguei, cara, lotou, assim,
pra caramba, filho e tal, porque eu já tinha o Bom Gastrona já andando muito. E eles gostaram muito e aí a gente sentou pra conversar, pra negociar. Um patrocínio, uma parceria. E aí foi engraçado porque eu falei pro dono, o Felipe, falei, cara, eu faço show pra caramba, eu não preciso de um patrocínio pra viver, sobreviver, graças a Deus. Eu não sei o que eu vou fazer aqui dentro, não sei o que vocês esperam de mim, não sei nem como cobrar ou como redigir um contrato de um patrocínio de suplemento. Vocês vão me dizer o que vocês querem.
Aí ele falou a mesma coisa. Ele falou, eu também nunca contratei um artista. Nunca contratei, não existia influenciador esse termo, então a gente nem usou isso na reunião. Eu também não sei. A gente vai pensar junto. Aí eu falei, beleza. Então como eu já estava percebendo essa queda nos shows, e eu já ficando mais velho, não querendo mais cantar aquele tipo de música, eu falei com ele, não, beleza. Eu estou com alguns planos aqui, e quanto que ganha o seu atleta aqui dentro? Ah, ganha X. Falei, então tá bom, é isso que eu vou ganhar também.
A mesma coisa que o atleta. Aí ele falou, eu achei que como artista, eu seria cobrar bem mais. Eu falei, não, é o seguinte, eu vou ganhar dinheiro ainda com vocês, mas não agora. Eu quero que você pegue esse valor aí que você dá para o seu atleta, em vez de você me dar isso em dinheiro, eu quero que você invista na minha carreira, que eu quero me tornar um ícone do fitness. Eu vou me dedicar para isso. Gostei muito de fazer feira, de treinar, de filmar treinando.
E ele falou, interessante, maneiro, né? Nunca pensei que um artista do teu nível, da época, ia não querer ganhar nada.
ainda, mas calma, eu estou com os planos aqui, deixa eu elaborar. Vamos fazer isso do jeito que a gente está falando. Beleza, para ele foi ótimo. Então, todo o dinheiro que eu iria receber, a gente foi investindo em marketing. Banner, folder, eu falei para ele, as lojas de suplementos que vocês vendem, eu quero um banner meu na porta ali, tudo. Eu quero que alguém entre e veja a minha cara como fitness. E foi dito e feito. No segundo ano, a gente foi renovar o contrato. E aí, Léo, pô, foi muito bom, sei o que, beleza, um ano foi incrível.
E agora, quanto é que a gente renova? Falei, quanto você acha que eu valho hoje? 2X. Falei, então é isso aí, 2X. Só que eu não quero dinheiro. Agora eu quero que você intensifique isso daí. Eu quero outdoor meu na estrada. Onde passar, eu quero me ver. Aí, tá bom. Aí, pum. Terceiro ano, a mesma coisa. Foi incrível, foi incrível. Vamos renovar? Vamos. 3X. Então, 3X. Agora explode, irmão. Agora eu quero... O YouTube já estava começando em alta.
Falei, eu quero propaganda minha no YouTube. Aonde eu olhar, eu quero ver foto minha.
de produto o tempo inteiro. Acho que lá pro quarto ano foi o ano que eu consegui, como eu fazia muito show na época, eu não tinha tanto tempo de resolver as coisas. Então no quarto ano já deu uma média menor de show. Eu bolei o plano de abrir o Fábrica de Monstros, que é o primeiro canal fitness do Brasil. Qual foi a ideia? Tinha algum gringo que já fazia isso? Não, não tinha. Na verdade, eu vi o Scarpelli fazendo uns vídeos bem amadores, falando sobre a experiência dele com o Mundo Amarão,
com suplementos e tal. E daquele jeito do personagem do marombeiro chucrão, burrão, só pensa em comer, treinar e agressivo e tal. Eu acho muito maneiro esse humor, esse personagem intensificado assim. Eu falei, cara, se tivesse um programa, que como eu fazia muito programa de TV, né, Xuxa, não sei o que, Eliana, eu falei, cara, se tivesse um programa de TV voltado pro esporte, pra saúde, pra suplementação, pra maroma. Aí eu comecei a bolar isso, entendeu?
dois ali bolando isso, pensando, gravando vídeos pro meu canal de YouTube pessoal. Porra, na época, um milhão de viu num vídeo treinando braço. Ah, era assim? É, bizarro. Qualquer coisinha eu explorava. Mano, dá muito certo. Se eu fizer uma parada bem feita, com estrutura, esquece, não tem como, vai ser muito maneiro. Aí a gente criou o primeiro canal oficial, né? Um canal, vamos dizer, de... Não um vlogger, um canal. Que aí tinha um monstro na cozinha, onde eu ensinava receitas fitness. Tinha um pergunte ao monstro,
onde mandavam perguntas pra mim pra eu responder as perguntas e tirar dúvidas, só que de um jeito totalmente. Mas aí você montou uma equipe? Sim, montei uma equipe. Encontrei um amigo meu que já trabalhava com isso, que é o Blazer, que é o diretor dos meus canais até hoje, que eu conheci porque ele contratou um show meu pra Cabo Frio, que ele era de Cabo Frio, e ele amava câmera, era fotógrafo, e dali ele começou a viajar com a gente pra tudo quanto é show, pra ser o nosso cameraman, nosso fotógrafo, e como ele sacava muito dessas paradas,
ele pra participar e mais uma agência de um amigo meu que fazia a parte burocrática ali, a parte física, né? E aí quando a gente lançou o canal, cara, foi muito explosivo. Igualzinho, parecido com o que aconteceu do Bonastona. Foi tão inovador, tão no time certo, na época certa, que tipo, em um ano a gente se tornou o maior canal do mundo no segmento. Foi muito rápido. Só que o YouTube não monetizava ainda. Só monetizou em 2014, eu acho. 2015. Nossa. Então, no meio do processo do canal, começou a monetizar.
meio ali já começaram a ganhar dinheiro com isso. E aí foi uma explosão, velho. Aí voltei a fazer programa de TV de novo. Mais do que eu fazia com o Morningstone. Porque o assunto tava muito... Tava muito enraizado no mundo. Da busca de academia. Tava o início. Tava todo mundo querendo saber. Era um negócio novo. Novo e era global. A minha música era muito voltada pro nicho jovem que gostava de festa. Então era um nicho. Era um bom nicho, mas era um nicho
restrito. A musculação, saúde, academia, ela já abriu uma bolha maior. Então, pessoas que desde uma adolescente a um senhor de idade... Por mais que você acreditasse, você não imaginava também que ia acreditar? Também não, pô. Também não. Foi realmente... Vamos fazer pra ver o que dá. Vamos se divertir e deu certo. Aí a gente foi profissionalizando cada vez mais. Mas o canal já começou com o intuito de ser grande. Já começou com a estrutura...
Profissional. Estúdio mesmo. Não era gravado em casa. Tudo cenográfico. E aí surgiu outros canais?
ou demorou pra ser? Sim, aí começou a vir uma porrada, né? Igual na Bonastrona. Quando a gente começou a cantar, logo depois veio uma porrada de grupo de rap também parecido com a gente. Depois que eu comecei o Fábrica de Monstros, aí todo mundo veio. Aí começou a ter vlog, maromba, aí começou. E o nome Fábrica de Monstros era seu? Meu. E o que que tinha além do programa? O que que vocês faziam? Já tinha ideia de fazer academia ou não nessa época?
Não, não tinha. Sempre foi um sonho, né? Do marombeiro médio. Mas era longe, né? Bem longe. Pra mim, a academia era uma coisa muito cara
mandava muita atenção. E é, realmente. É, né? Então, eu falei, não preciso disso agora. Na época, eu fazia show ainda. Então, eu faço show e tal. E aí, quando eu abri o Fábrica, foi quando eu conversei com a Integral Médica. Eu falei, agora a gente vai ganhar dinheiro. Como é que a gente vai ganhar dinheiro? Qualquer ideia. Qualquer ideia. Eu vou abrir o canal, X. Ali, eu tenho certeza que vai dar certo. A gente vai explodir de vender.
O canal vai ser patrocinado pela Integral. E eu criei um esquema aqui de eu ganhar dinheiro pra caramba. Você me paga X,
20 vezes X isso aí. Ele, não, Léo, não consigo pagar isso pra você não. Eu falei, não, peraí, olha só. Aqui tá minha agenda de shows. Eu fiz até um PowerPoint, presentei pra ele. Aqui tá minha agenda de shows. Eu vou te mandar todo mês a agenda de show. Se tiver show marcado pro ano todo, já te mando do ano todo. Você entra em contato com os lojistas e fala, o Léo vai estar na cidade X. Quem comprar, vamos supor, uma repose, 100 mil de produto da Integral Médica, ganha a presença VIP dele grátis.
Vamos já botar lá mesmo? É. E aí eu fico com, sei lá, 5% da venda. Aí ele, cara,
Genial. Porra, vamos fazer isso aí. Meu irmão, na hora que disparou o mailing pros lojistas, tava dando briga. Não, porque a minha cidade vai vir e o cara vende, a minha também. Aí começou, tipo assim, na cidade X. Léo tá indo. Os três lojistas queriam. Quem comprar, mais leva. Os caras comprando igual água. Os caras ganharam dinheiro pra caramba. Ali a gente mudou o cenário mesmo, assim, da suplementação e da empresa. A empresa ali, a gente vendeu.
A gente vendeu muito. Até depois, no quinto, sexto ano de empresa, que foi quase antes de eu sair da integral, teve uma conferência lá, uma confraternização. E o dono, o fundador, o pai, o doutor Bragança, me elogiou pra caramba. Me reconheceu como realmente um pilar da empresa que fez a diferença. Não sozinho, nem faz nada sozinho. Mas um cara que entrou pra somar e somou de verdade. Não foi só uma contratação simples. E ali eu identifiquei.
caramba, tipo, que os caras que tão, né, nessa jornada aí, batalhando a vida inteira, dedicou a vida, me reconheceu como alguém, tipo, igual a eles, tão bom ou importante no mundo deles, ali me deu uma segurança, falando, caramba, tipo, isso aqui é uma profissão mesmo, entendeu? Isso aqui é um... Mas nessa época, os shows eram com o que ainda? Eram outras músicas nessa época? Eram as músicas boas de show, né? A gente lançava música o tempo inteiro.
Ah, sempre lançando. Sempre lançando. Todo ano tinha um álbum novo e single durante o ano.
máquina. A gente tem mais de 500 músicas. Nossa. É muita música. E aí, tudo bem. Aí você começou a investir mais no canal e via que isso era um... Isso. Aí eu comecei a criar os quadros fixos do canal, né? Era o Convidado Monstro, que era uma espécie de podcast, né? Onde eu convidava atletas. Treinava e falava. Só conversava. Só conversava. Conversava com ele, porque o que eu percebi? Eu falei, cara, o esporte no qual eu me apaixonei não é visto como eu vejo.
o mundo tinha muito preconceito com o fisiculturista. É verdade, tinha mesmo. Era o cara burro que toma bomba. E eu tava inserido nesse meio, eu via os caras, eles tinham uma vida normal por trás. A maioria trabalhava com coisas comuns, entregador, pizzaiolo, garçom, e o cara dedicava o tempo que sobrava pro bodybuild e conseguia colocar um físico daquele absurdo, entendeu? E eu falei, cara, por que a galera... Ninguém enxerga isso, ninguém mostra isso, esse lado.
E eu sempre enxerguei o bodybuilding, o fisiculturismo, como uma arte. Eu acho arte, eu vejo beleza artística num cara que conseguiu esculpir o próprio corpo e acertou durante anos a simetria do corpo. É muito bizarro pra você pensar nisso, né? Existe um abismo entre o marombeiro, eu, e um fisiculturista. Por mais que você olha pra mim e você acha que eu sou um cara forte, quando a gente chega num nível de um fisiculturista competidor, ele tá em muitos degraus acima, é muito difícil.
não é só treinar, comer, treinar e dormir e tomar bomba. É um estudo, é uma dedicação tão ímpeta, assim, o dia inteiro fazendo aquilo ali, pensando naquilo o dia inteiro. O cara erra uma refeição do dia, ele cagou a semana, entendeu? Se tu errar uma refeição do teu dia, tu cagou a semana. Tem que ser muito... A mais alta performance dos esportes é o fisiculturismo. E o fisiculturismo, a competição não é esporte, se você parar pra ver legal. É um concurso.
físico. Não tem performance atlética no palco. Mas a preparação... Só que o esporte do fisiculturismo é a preparação dele. Até chegar lá. Então, eu costumo dizer que o fisiculturismo, o esporte dele, é todo o caminho até subir no palco. Enquanto a performance de um futebol dura 90 minutos de um jogo, ou de um atleta de tênis, sei lá, 4, 5, 7, o fisiculturismo não. O fisiculturismo é 4 anos de performance pra ele subir no palco 5 minutos e ver quem é o melhor. É muito bizarro.
Então eu vi aquilo e falei, cara, mano, isso é muito maneiro. Mas isso nunca foi ir à tua praia. Sempre quis, mas como eu era artista e tinha muitos compromissos que me davam muita grana e eu ficava muito feliz em trabalhar divulgando o esporte e não competindo, eu falei, cara, a gente tem que entender às vezes qual que é o nosso lugar, né? Se não for eu pra divulgar esses caras, eu queria ser um deles, quem que vai divulgar eles?
Então eu falei, pô, vou me dedicar pra divulgar esses caras que já estão no caminho aí, entendeu? E continuo fazendo meus shows, minhas coisas e tal.
voltei minha vida
vida toda pra divulgar o esporte. E aí tinha o quadro Pergunte ao Monstro, que era... Eu sempre peguei esse personagem do Marombeiro Chucro e intensifiquei ela pra ser o ponto cômico, que é o que traz audiência, né? Não adianta, sempre tem isso. O Monstro na Cozinha, onde eu fazia receitas de verdade, né? Eu estudei gastronomia pra entender o básico, né? O básico do básico. E fazia centenas de receitas fitness mostrando que fazer dieta não era tão ruim, tão difícil.
assim, então eu pegava um frango e eu fazia 20 formas de fazer um frango, pra você não acostumar a comer frango o tempo inteiro, que enjoa, não adianta, até filé mignon se tu comer todo dia vai enjoar. Então eu pegava várias receitas, sorvete fitness, cocada fitness, pudim fitness, tudo com proteína pra cacete, entendeu? Sempre voltado pra esse lance do marombeiro. E na época não tinha isso, né? A nossa receita era Ana Maria Braga, né?
Receitas comuns, assim, pra qualquer uma alimentação normal, não tinha fitness. E aí teve um
canal que é o Não Salvo, do Cid. Conhece o Cid? Sim, claro. Ele fez aquela montagem minha como se eu estivesse dentro do Masterchef. Quebrando tudo, xingando gordo. Aquilo ali foi um divisor de águas também. É mesmo? Porque foi o primeiro viral monstro da internet. Foi esse. Mais uma vez eu te falo. O timing. Não sei porquê. Eu sempre fiz coisas num timing certo. Muito bom. E, cara, viralizou de uma maneira e muita gente realmente achou que eu estava lá no Masterchef. Porque o cenário
era muito parecido, tijolinho, mesma coisa, entendeu? Se tiver a chá aí, você põe. Parecia que eu tava lá. E ele combinava as minhas falas com as falas dos apresentadores, né? Do Fogaça, da Paola e do Jacquin. Parecia realmente que eu tava conversando com eles. Não era, era um programa meio gravado, o único e o outro mais leve. Mas parecia exatamente que eu tava lá. Então o nego achou que eu tava lá, xingando eles. Então eu meio que fui o vingador, né?
Que ele sempre sacaneou quem tá cozinhando e eu fui o marombeiro que sacaneou eles.
meio que eu vinguei o público, né? Queria ver alguém esculachando eles. E aquilo viralizou de uma maneira absurda. Foi muito maneiro também. Achou, Homer? Ah, ele vai colocar aí. É isso aí mesmo. Tá vendo os tijolinhos atrás? E o tijolinho atrás de mim não é a mesma luz, mas parece que tá lá. Parece que é o mesmo ambiente, cara. A direção do olhar, né? Da câmera, tá muito... E o Cláudio não falou o que ia fazer pra você. Não, ele fez e postou.
Eu nem sabia o que que era ele. Quando eu vi esse vídeo, tava viralizado. Quando eu vi a primeira vez, eu falei, caramba, mano.
que eu já fui lá nesse programa. Até você duvidou. Olha como é que faz, prepara a comida. Porrada. Olha como é que deixa o frango mais molinho. Vai tacando, porrando. O ritual da porrada lá. Isso viralizou pra caramba. Incrível, foi muito viral. E aí ali, cara, começou a ter uma crescente absurda. E o Fábrica de Monstros, ele dura quanto tempo? Ele ficou em alta ali uns 4, 4 a 5 anos.
momento em que no segundo ano, aliás, no final do primeiro ano, eu entendi que eu tinha sido passado pra trás, né? Que o pessoal que ia cuidar da parte burocrática registrou tudo no nome deles e me tirou de fora e me deu um contrato de apresentador. E a ideia era toda minha, tudo eu tinha que ir bolado. E aí eu me senti muito traído, mas meus advogados falaram... Era sócio? Então, eu achei que seríamos, mas eles registraram tudo no nome deles.
Como eu te falei, eu fazia tanto show, tanta coisa, que eu falei, cara, resolve a parte burocrática, deixa a parte criativa
comigo. Então, quando eu fui sentar pra resolver o contrato, eles já tinham registrado tudo no nome deles. NPI e tal. E aí eu falei, caramba, velho. Que loucura, né? Tipo, perdi o negócio, velho. Tua sensação ruim, né? Horrível, né? Tipo, o nome, Fábrica de Monte, eu já tinha registrado NPI no meu nome, mas a empresa, o canal, tudo era o nome deles. E aí eu falei, brother, que loucura, velho. Então, eu empurrei com a barriga os três anos, porque o canal tava muito em alta, então eu tava tendo uma visibilidade que eu nunca tinha, nunca tive. E meu advogado falou, olha, ou a gente
vai processar e tal. Ou continua aí, a gente vai negociando. Contratos mudam, a gente pode acrescentar, mudar coisas e tal. E a gente foi tentando negociar. Foi negociação de três anos com essa agência e não arregaram. Sempre me prometendo, me prometendo, nunca entregavam nada. Aí começaram a criar um e-commerce e tal. Muito dinheiro entrando e eu ganhando nada, quase mil reais. Aí teve um dia que eu, cara, dei no pé. Falei, ah, mano, dane-se.
Quando foi renovar meu contrato de apresentador, falei, ah, tô fora. Aí tinha um no-compete,
de seis meses. Fiquei seis meses estruturando meu canal novo. O canal lá no segundo mês já faliu. Já pararam de postar. Claro, né? Os caras não se ligavam. Tentaram botar os apresentadores novos lá, mas não rolou. Aí eu lancei meu canal. Meu canal, pô, explodiu. Passou até o fábrica de seguidores e tal, de número de views. E aí seis anos depois, velho, um cara comprou o canal falido como investimento. Tentou bolar alguns planos pra levantar o canal. Me ligou,
comprei o canal, quer voltar? Eu falei, não, não quero agora, já era. Vou voltar de novo pra ser funcionário do mesmo canal, não quero. E aí passou mais dois anos. Nesses dois anos, foi em 2021, mais ou menos, quando eu sofri o acidente da queimadura, da explosão de gás. Então eu tava num momento ali da minha vida, agora falando mais pessoal, mais intimamente, mais espiritualmente falando, eu tava num momento um pouco de amadurecimento comum do ser humano, perto dos 30 anos ali. Aquela crise de...
crise existencial, o que eu vou fazer, será que é isso que eu vou poder pro resto da minha vida e tal. Eu comecei a voltar a frequentar a igreja, que minha mãe era pastora, eu nasci num lar, um cristão, e aí a foto do dia quando eu fui internado. O que foi isso? E eu tava em cima do muro, né, cara? Eu tava... Tem um versículo na Bíblia que diz que ou você é quente ou você é frio, morno eu te vomitarei da minha boca. Então Deus não gosta muito de cara que é morno, né? Porque você diz que é de Deus e dá um exemplo horrível na rua pros irmãos, né?
Isso é muito ruim. E eu tava ali. Comecei a voltar a ir pra igreja, mas não abandonei algumas práticas e tal. Então ficava aí no domingo pra bater ponto. Pagava aquele falso moralismo, aquela hipocrisia imbuída ali. Um pé lá, um pé cá. E aí eu me mudei pra uma casa nova. Muito maneira, grande. E eu ia fazer uma festinha pra comemorar um open house. Não ia ser nada extravagante, mas ia ser uma festinha, né? E aí eu comecei a preparar a festinha. Fui preparar um botijão de gás pra um fogareiro.
fogão externo que eu ia botar na área gourmet ali, na área externa, e não faço ideia porque aquele negócio explodiu na minha mão. Até o último só. Não sei. E, cara, foi uma labareda de fogo gigante que tava vazando o gás. Eu percebi que tava vazando, tava tentando consertar. E na hora que explodiu, aquele gás lambeu todo em volta de mim. Então queimou nas costas, queimou na frente, o gás tava em volta, né? Então eu queimei meu braço, os dois braços, o rosto, o pescoço.
Eu tava com uma camisa, então não sei se tu consegue perceber que tem realmente uma linha,
aqui, ó, que daqui pra baixo queimou e daqui não, que ficou pegando fogo na camisa, eu apaguei e rolei no chão. E eu queimei um pouco mais de 40% do corpo, queimaduras de segundo, terceiro grau, meu rosto pingava igual vela no chão, assim, foi horrível, horrível. E eu fui, internei na mesma hora e tal, cheguei em casa, tipo, a médica lá falou, não, passa a pomada, não sei o que, vai pra casa, depois tu vê o que dá, totalmente irresponsável.
Cheguei em casa no dia seguinte, mandei foto pra minha mãe, ela falou, você é louco, cara,
Isso é cirurgia plástica. Esquece. Chorou pra caramba. Aí a gente ligou. Olha que loucura. Eu tinha um... Isso é a história que eu estou te contando. Vai se conectar com o Fábrica de Monstros. Eu tinha uma campanha pra fazer nos Estados Unidos. De uma roupa aquática. Pra esportes aquáticos. Com um amigo meu, Zeca. Ele morava lá nos Estados Unidos já. E aí no dia seguinte desse acidente ele me ligou. Ele mandou uma mensagem. Falou, e aí tudo certo e tal. Que a viagem é tipo na semana seguinte. Aí eu falei, cara, vamos cancelar tudo.
eu isso, isso, isso, sofri um acidente e tal, mandei as fotos pra ele e ele falou, caramba, meu irmão, que merda, beleza, vou cancelar aqui. E esse amigo meu, o Zeca, ele é tipo um manager, ele junta ideias, pessoas, investidores. E ele falou, cara, por coincidência, no mês passado, eu conectei um grupo de médicos, especialistas em queimaduras do Brasil, que está trazendo uma tecnologia nova da Inglaterra, que chama Endoform. É uma tecnologia que é uma membrana retirada do estômago e do intestino da alveia,
que parece que você coloca na queimadura e a queimadura absorve aquela película. Essa foto é o meu braço já de alta, né? Depois de ter alta em casa. O braço fica igual o Deadpool, né? O negócio meio avermelhadão mesmo, tipo carne viva. Mas aí era a parte boa. Acho que a gente nem pode colocar as fotos da queimadura porque senão vai derrubar o vídeo. É muito sinistro. Da mão principalmente, porque o estourou aqui e a minha mão perdeu esse tampão aqui. Dá pra ver.
A fibra muscular, o osso mexendo aqui, era horrível. E ele falou, cara, tem essa tecnologia. Eu conectei essa empresa da Inglaterra com esses empresários e médicos aí do Brasil. Vou fazer uns contatos aqui. Ele conseguiu falar com o cara na mesma hora. O cara me conhecia, né? O médico, doutor Tiago Bon. O nome dele é Tiago Bon. Ele é especialista em queimadura. Ele falou, Léo, vem pro hospital agora. Pegou meu plano lá, conseguiu me colocar num quarto e tal. Fui na mesma hora pro hospital.
falou, é, cirurgia plástica. Ele falou, é o seguinte, eu ficava indagando, e aí, como é que eu vou ficar? Porque tecnicamente eu achei que eu ia ficar todo engrovinhado, igual uma queimadura. E ele falou, Léo, eu não posso te prometer nada, porque eu não sei. Vai depender da sua recuperação, das cirurgias e tal. Então eu fiquei mais ou menos três meses internado fazendo cirurgia dia sim de anão, que é o debridamento, que é a raspagem da pele. Então dia sim de anão eu raspava a pele de novo, com bucha, só que
Internado, dopado, né? Dia sim, dia não, eu ia pro centro cirúrgico, dopava. Isso aí em casa, já recuperando. Eu ia pra casa, perdão, eu ia pro centro cirúrgico, dopado. É bom, né? Dopar, né? Só que eu tava dia sim, dia não, dopando. Então eu já nem sabia se eu tava vivo ou não. Eu já acordava, já no dia seguinte, já... Vambora, mais uma cirurgia. Eu já ia de novo. E no quarto que você fica de queimados desse nível, não tem espelho. Você não pode se ver, porque você tá ridículo, né? Você parece um...
Um ser. Ele parece um ser humano. E eu ficava nessa guerra espiritual, crise existencial do que ia ser a minha vida ali. E eu não podia ver no espelho, então eu não sabia como estava. Ficava perguntando pra ele, grog, que ia, doutor? E ele, pô, não posso te falar ainda, não posso te falar ainda. E eu falei, cara, todo dia ele fala, não posso te falar ainda. Eu falei, mano, doutor, esquece, acabou minha vida. Se pra qualquer um já seria horrível, imagina pro cara que trabalha com a imagem, com o físico. Falei, acabou. Não tem mais sentido algum na minha vida.
Entrando realmente num estado depressivo absurdo. Sem celular. Não tinha nem celular. Fiquei com tablet só pra ver filme. Chegou um momento ali que eu realmente tentei, pensei, arquitetei algumas coisas pra tirar a minha vida, que eu não via mais sentido na vida nenhum. E no dia que eu tentei fazer essa besteira, e eu não consegui, é que ele tentou meio voltando atrás, né? Tipo, cara, é um conflito muito louco. Que grogue, né?
Então você não sabe muito bem o que você tá fazendo. No dia seguinte eu fui pro centro cirúrgico, voltei, e aí ele falou assim, ó, quando eu voltar,
vou falar com você, é uma parada. Só que nesse meio tempo, cara, eu ficava xingando Deus, né? Porque eu falava, cara, por que isso tá acontecendo comigo? Por que eu? O que eu fiz pra merecer? Não entendi. Aquelas perguntas que permeiam a vida humana. Se eu morresse, pra onde eu vou? Existe mesmo o céu e o inferno? Se existe pra onde eu vou? E xingava Deus, era uma rebeldia muito grande, notória, normal, comum. E aí nesse dia que eu voltei do centro cirúrgico pra essa reunião com ele lá no quarto, ele desenrolou a minha mão no coração
ativo. E quando ele terminou de desenrolar a minha mão, ele falou a seguinte frase. Ele falou, Léo, a sua mão era a pior parte. Era a parte que a gente tinha total certeza que ia ter que fazer enxerto. A gente ia tirar de outra parte do seu corpo pra enxertar. Você ia perder um pouco a mobilidade da sua mão. Só que nessa manhã, nessa cirurgia dessa manhã, a gente não sabe o que aconteceu. Se você acredita em Deus, pode agradecer, porque a medicina não explica.
Sua mão já tá curada. Seu corpo ainda não, mas sua mão, que era o pior, já tá bom. Aí, caramba, me deu um baque, sabe?
Falei, caramba, que loucura. Pra bem. Pra bem. Falei, caramba. E ele falou, ó, se você seguir tudo que a gente te falar e você aguentar firme mais um ou dois meses de debridamento, eu te dou 99% de chance que tu vai sair daqui perfeito. Nossa. Você respondeu muito bem. Ele falou, seu metabolismo é muito acelerado. Isso é muito bom pra recuperação da pele. Eu tinha que comer oito, nove vezes por dia e com sonda ainda. Aquele negocinho era uma sonda que passava no nariz, entrava no estômago, que ficava mandando
suplemento o dia inteiro. Porque o gasto calórico de recuperação disso é muito alto. Bom, você está em cirurgia aí. Olha como você fica cansado, né? E você não faz nada, né? Você está o dia inteiro parado, sentado e está cansado. Por quê? O seu corpo está exigindo um gasto calórico, uma energia para recuperar. Isso é absurdo. Imagina a pele, 40%. A pele é o maior órgão do corpo humano. Então ele falou, se você comer nove vezes por dia e liberar a dieta. Comer tudo. Vinha gordura, tudo.
Mesmo assim, você vai perder uns 40 quilos. Você tem muita massa muscular, a gente estima uns 40 quilos. Eu perdi 26 a 28 quilos. Ele falou, cara, foi incrível. Você não perdeu o que a gente achou que ia perder. E aí eu saí de lá com a pele vermelha assim, mas lisa. E eu andei muito tempo tampado com uma roupa de compressão, tipo um neopreme, não sei exatamente o que é aquilo, pra poder a pele não abrir. Porque a pele é muito sensível, então qualquer movimento ela abre e causa quiloide. Então por isso que eu não tenho quiloide nenhuma por causa dessa roupa.
roupa. Fiquei um ano usando essa roupa. Sem poder pegar um pingo de sol. E o rosto, como você fez? O rosto, como ele é muito mais irrigado, tem muito mais vaso, muito mais sangue, ele foi rapidinho. Logo depois que eu ali pro segundo mês, já tava bem... Ele é um pouco mais sensível, qualquer luz, qualquer sol que pega já vermelha, mas ele foi rápido até o rosto. E quando eu saí dali do hospital, perfeito, sem marcas, você vê uma diferença na textura da minha pele,
ali, mas passa desapercebido, não ficou feio. Tem uma pequena diferença, mas assim, pro que era pra ser, tá lindo. Eu, no hospital, na verdade, depois desse incidente de ver que eu tava bem, que o médico me deu uma positiva ali, eu comecei a estudar muito a Bíblia ali, trancafiado, comecei a ter muita experiência espiritual. Depois a gente conversou sobre isso, porque aí vai longe. Pô, imagino. E quando eu saí do hospital, tive a alta,
Eu saí na quinta, no domingo eu fui pra igreja. Cheguei lá, me cadastrei no curso de maturidade espiritual que tinha e o pastor veio falar comigo. Ele falou, Léo, pô, a gente soube o que aconteceu e tal. Vai pra casa, cara, você recupera, depois você faz esse curso e tal. Aí eu falei, pastor, se você soubesse o que aconteceu comigo naquele hospital, você ia saber que o lugar que eu tenho que estar é aqui. Aí o pastor falou, agora você me deu uma aula.
Pô, você tá totalmente certo. Eu tava enganado. Aí entra aí. Cara, aí eu comecei a engolir Bíblia. Estudei muito.
da igreja, você ia me aprofundar mais, fui me apaixonando cada vez mais. E aí parece, cara, é muito doido esse lance de religião, espiritualidade, porque é muito difícil explicar. É uma experiência muito única, muito própria, muito individual, não tem como você explicar, é um sentimento. Então parece que a vida começou a se encaixar, sabe? Os propósitos, os porquês, como se tivesse realmente escamas nos meus olhos que foram caindo.
Eu até senti essa sensação numa aula que eu tive, uma experiência espiritual muito forte, uma queimação por
dentro, um calor, comecei a ver uma névoa, uns negócios muito doidos. Eu comecei a entender a Bíblia de uma forma que eu nunca tinha entendido. Como eu te falei, minha mãe era pastora, já tinha visto aquelas histórias da Bíblia várias vezes e nunca tinha entendido como eu entendi naquele dia. Parece que tudo fez sentido, aquela revelação mesmo da sua conversão genuína com o Espírito Santo. E aí eu prometi pra mim, cara, agora eu vou mudar radical.
Aí foi quando eu comecei a mudar a minha vida total. Aí eu tive que abandonar o bom gestor. Você sentiu isso? Sentiu. É, porque eu não conversava mais com o que eu acreditava.
E mesmo assim eu protelei um pouco pra falar com o Diego. Na época foi ali na pandemia, né? Então a gente tava sem show mesmo. E eu fiquei com muito medo de falar isso pro Diego, né? Porque era um cara que... Meu melhor amigo, meu amigo mais antigo. Era o cara que a gente prometeu que ia ser até o fim. E aí eu fiquei protelando, protelando, protelando. E aí um dia eu falei, não, vou falar, vou falar pra ele. Tive um sonho, já sonhei várias vezes que eu tinha que falar com ele e tal.
Ouvi uma voz me falando, e aí vai resolver isso? Eu olhei pro lado, não tinha ninguém, meu irmão tava dormindo. Eu falei, caramba, doideira. Vou lá falar com esse cara, mano. Não é possível.
E aí quando eu fui, né, falando com ele ali, só eu e ele jogando aquilo pra fora, foi me dando uma angústia, uma vontade até de vomitar de falar assim, porque eu achei que ele ia ficar muito chateado comigo. E aí quando eu terminei de falar, ele me apoiou. Eu falei, ah, eu te entendo perfeitamente. Pô, você já não vive isso aqui há muito tempo. Pô, você teve uma experiência com Deus. Pô, eu sou teu amigo antes de tudo. Vou te apoiar, mano, é isso aí, cara.
Eu entendo perfeitamente. Fica tranquilo. Porra, aquilo me deu um alívio, velho. Porra. Falei, caramba, cara.
Ele era meu amigo, mas ali ele se mostrou realmente um amigo assim, descomunal, de outro nível. A gente não conversa, nosso estilo de vida não conversa, ele ainda é o cara do Bonestrona, mais maduro, mas ainda é. E a partir daquele momento ali assim, eu meio que já abandonei qualquer tipo de festa, farra, bebida, tudo que me afastava de Deus, eu me afastei. E aí minha vida foi começando a andar devagarinho. Quando você se converte, você tem mudanças que são radicais, porque você entende que aquilo é errado e tem que acabar.
tem mudanças que são graduais, né? Você vai entendendo. Tem erros que você comete que pro mundo é tão natural, né? Não são erros tão graves, mas quando você começa a falar, pô, isso aqui eu não posso mais fazer. E é isso, até hoje, né? A gente é um eterno andarilho aprendiz aí, então toda hora eu vou consertando. Tipo, palavrão, ainda falo, mas eu falava muito mais antes. Carioca, né, cara? A gente fala palavrão pra caramba. Então tem muita coisa que eu ainda tenho que consertar, mas assim, hoje o pecado,
se torna um erro, um deslize, um perro. Caramba, puta, errei. Tu vê na hora que tu errou. Então tu tenta consertar. A gente nunca vai se livrar do pecado, mas o pecado se torna mais sensível. Você sente mais quando você está errando. Deus te fala com você. Você sente no coração que você fez alguma coisa errada. Pô, falei errado com essa pessoa. Vou lá me perguntar. Não, dane-se. Ele que se cuide. Ele que se vire. É isso mesmo.
Eu sou assim. Tem que me aceitar. Não, pô, mano. Hoje eu sou um outro cara totalmente. E aí por que isso conecta com fábrica de monstros?
demorei ali um ano, dois, pra externalizar o público a minha conversão, porque pra mim era muito novo. Eu fiquei com meu pastor, Deus, eu senti isso no meu coração, tipo assim, não fala sobre isso agora. Claro, você tem que entender primeiro. Se nem você entende, como é que você vai explicar uma coisa que você não entende? Então eu demorei ali, quando eu externalizei minha conversão, já tinha dois anos que eu tava convertido. Quando eu externalizei, eu falei, cara, vou perder um público absurdo,
O público espera que eu seja aquele cara loucão. Pelo contrário, eu alcancei um novo público que eu nem esperava. Aí passou um ano, dois assim, eu já com essa facilidade de externalizar isso. Sempre falando sobre Deus, sobre a minha experiência. E sempre tentando trazer um pouco da metodologia que eu entendi que Jesus Cristo levou para o mundo. Que não era a metodologia agressiva de você condenar a pessoa porque ela não acredita no que você está falando.
entender, e o Espírito Santo convence ela, não é você, que depois de uns dois anos, falando sobre isso, o cara que comprou o Fábrica de Monstros, o cara que comprou, ele é um investidor, e não é, não era o cara que tava lá. Ele me ligou e falou, olha, resumindo bem, né, vamos se encontrar, a gente se encontrou, ele falou, olha, a minha esposa era cristã, né, evangélica, eu nunca fui, a gente era uma guerra no casamento por causa disso, porque eu era um cara desviadaço, fazia muita besteira, e ela orou por mim,
vida inteira pra eu poder me converter. E a sua conversão foi uma das principais coisas que me fez me converter também. Hoje eu me converti porque eu pensei, se o Léo Stron não conseguiu, né? Quem não consegue? O cara que era o artista, que vivia e foi lá nisso. Porque uma coisa você tá na merda, vamos dizer assim, sem nada, emprego ferrado, sem dinheiro, não sei o que e tal, e você acha em Jesus ali. Muito bom, é um caminho. Outra coisa é um cara que tem tudo e abandona isso tudo. Cara, se você abandonou, eu também consigo.
Então ele conseguiu se converter. E ele falou, Léo, orando com a minha esposa, eu vi que esse canal, essa marca que eu comprei, não é minha. É sua, você que criou. E eu não vou conseguir lançar ela sem você. Então aqui, o contrato que eu assinei lá sete anos atrás está aqui. Eu paguei X. Se você quiser me pagar o que eu paguei, ou se você só quiser, não tiver dinheiro, eu te dou o canal. Aí na hora eu até falei, cara, é uma maneira, mas nem sei o que eu vou fazer com esse canal ainda agora. Vou pensar. Mas obrigado. Vou querer sim, mas vou pensar o que eu vou fazer.
semana seguinte eu tive uma reunião com um sócio, um investidor, que falou, ó, eu tô afim de abrir uma rede de academia, um CT, ter a primeira rede de CT do Brasil, e aí como estratégia do empreendimento, a gente vai ser uma, vai imitar uma fábrica industrial antiga, porque a gente economiza muito na obra. Ah, sim, deixa tudo bem externo, bem esternizado. Se tiver tijolinho, deixa o tijolinho em pó, se tiver um duto passando, deixa o duto exposto. A gente só estiliza, pinta. Uma das estratégias, né,
era essa da empresa. E eu queria você pra divulgar. Eu falei, tá, e qual que é o nome da parada? Ah, acho que é Fábrica CT. Aí eu, porra, olhei pra cima e falei, meu Deus. Semana passada o cara me oferece Fábrica de Monstros. Agora eu vejo esse cara falando sobre isso. Aí eu falei pra ele, ó, e se a gente então usar o nome Fábrica de Monstros e eu, em vez de ser um contratado, eu vou ser um dono também. Vou fazer a parada junto contigo.
Aí o cara, porra, melhor dos mundos. Eu achei que você nem ia querer, ia só te contratar. Aí eu falei, então fechou.
Falei, ó, vou querer o nome do Fábrica de Monsinho. A gente fez a negociação, pum, passou. Pagou o que ele tinha pagado? Paguei só o que ele tinha pagado, o valor irrisório, porque ele comprou o canal muito... Falido, né? Falido. E quando eu comecei a fazer o Fábrica, eu queria ter uma academia pra mim. Uma. E quando a gente divulgou o projeto, antes de inaugurar a primeira, a gente já tinha vendido várias. Como assim? Também não sei.
Aconteceu. Foi tão rápido que eu nem sei como que aconteceu isso. A galera já demonstrou interesse... É, tipo, toda a minha história, né? Minha credibilidade.
mal ou bem. Eu nunca fui um cara de polêmica ruim. Nunca me envolvi com nada errado. Sempre fui um cara, apesar de viver no mundo muito tempo, a ética do homem ali eu nunca perdi. Sempre tive a hombridade, a cara de palavra ali. Então, acho que isso, todo o amor, todo o meu pioneirismo no fitness, na musculação, acho que trouxe uma credibilidade maneira. E a gente construiu um CT maravilhoso. A temática, a primeira academia temática,
da América Latina, ele simula essa fábrica industrial, tem pórtico rolante, tem empilhadeira, às vezes tem umas coisas ali no meio da academia acontecendo, fingindo que está tendo uma fábrica. Muito legal. Os professores usam aquele jalequinho, aquela coletinha de fábrica, capacete, tudo bem temático mesmo. E o serviço é muito bom. Até hoje eu ainda estou aprimorando a franquia, a franqueadora, para cada vez ser melhor. Ainda não ganhei um real. Tem um ano e meio.
que entra é para reinvestir. Não é um projeto rápido de fazer. Uma academia, quando você compra uma franquia, ela demora seis meses para ela ficar pronta e começar a girar. Então, não é tão rápido. E é caro. Uma obra, um milhão, dois milhões. Mais três, quatro milhões de equipamento. Mais marketing, mais não sei o que. Então, gasta um dinheiro. É qualquer um que tem esse dinheiro para investir. Apesar de que até essa teoria caiu por terra, porque tem tanta academia abrindo ainda. Os caras estão se juntando, os sócios, para abrirem a academia.
E aí foi um sucesso, velho. Hoje eu faço presença VIP todo fim de semana numa inauguração nova de uma academia minha. Minha vida agora voltou a fazer presença VIP e agora na minha academia. E hoje eu volto pra Integral Médica. Esse mês eu voltei pra Integral Médica. Fiquei oito anos na outra empresa e mudou a gestão. Mudou a gestão da empresa lá, né? Os donos venderam a empresa. Mudou a gestão, entrou um grupo financeiro.
que comprou a empresa, então entrou a agência, não é mais os donos liderando, então mudou o modus operandi. E aí não me agradou muito, tive umas negociações com eles de renovação de contrato que também não foi legal, não sentia aquela firmeza que eu sentia nos gestores, nos donos que eram. E o Felipe Bragança, que é o dono da Integral Médica, que já tem uma história com ele, como te contei aqui no início, sempre foi muito maneiro comigo, foi uma empresa que me abraçou no início, me chamou para conversar, me deu essa,
liberdade, essa autonomia de ser quem eu quero ser dentro da empresa de suplementos. E aí quando eu comparei, eu falei, cara, aqui não vai ser mais como era antes. Aí eu voltei para a integral. Então eu volto para a integral com esse sentimento de mais família, mais pertencimento. Eu me sinto em casa, não me sinto um contratado. E como você encontra hoje esse mercado de suplementos? Porque você começou lá no... Era mato. Hoje em dia é outra parada. Hoje está diferente. Hoje está bem concorrido. A integral de faturamento
se não me engano, é a top 2 do Brasil. Ah, é? Ou da América Latina, se não me engano, acho que é da América Latina. Mas a gente está fazendo um trabalho para a gente voltar para o top 1 de faturamento. O ROI da Integral é maior do que das outras, porque é para logista. O que é ROI? É o retorno sobre investimento. A margem de lucro sendo bem grosso falando. E o nosso trabalho é alavancar a mídia, porque a mídia da Integral estava um pouco mais baixa nesses últimos períodos.
A minha função ali dentro é levantar a mídia como um todo dela, né? Canal de YouTube, Instagram, trazer novos projetos. Com a minha entrada, abre os olhos dos outros atletas e influenciadores a querer estar na marca também. Então, já trouxemos uns cinco atletas bons pra ir na marca. Eu entrei no início do mês, já trouxemos cinco pra compor o time. Veio o Big Jeff, Dorão, veio o Maestro Leões, o Jabba, e tem mais uns dez nomes aí pra entrar daqui pra frente.
vai abrir um pouco a bolha da marombo, vamos investir em outros esportes. A gente vai investir em crossfit, vai investir em futebol, vai investir na luta, MMA e jiu-jitsu. Então a gente vai amaranjar um pouco o nosso time aí pra romper a bolha novamente. Isso é uma boa. Muito bom. Agora parece que o mundo começou a entender que musculação não é só pra marombeiro. Não, você vê jogador. É pra você cuidar da saúde. E a suplementação também. Qualquer atleta usa o suplemento.
demagogia que tinha antes. Então, acho que é um momento bom pra gente poder investir em outros esportes. Só que primeiro vou movimentar o mundo da marombo, que é a minha praia, né? Então, eu lancei uma música recentemente que chama o Segue o Líder no dia 1, que é um videoclipe muito maneiro pra tentar restaurar esse espírito marombeiro, ou, desculpa, no YouTube já. A gente até hoje deve ter passado de... Dentro dos posts, né? Das plataformas, a gente já passou de uns 20 milhões de views, assim. Foi um estudo, foi muito bacana. E tá numa
crescente. Eu me empolguei tanto que agora eu vou lançar uma música todo mês, todo dia 1. Semana que vem eu já vou gravar mais uns dois clipes. E é uma música que fala um pouco sobre a minha vida e sobre a minha entrada na Integral Médica. É uma música bem específica. A todas que vão vir abranger outros temas. Eu tô com um quadro no Fábrica de Monstros novo, que são desafios de performance física. Acabou de sair a primeira temporada, que foi Bodybuilders vs Militares.
Bom pra caramba, deu mais de um milhão de views. A gente criou provas num centro de treinamento de operacional tático, de polícia, de militares. Lá no Rio tem o Rodrigo Cobra, que ele é dono do Black Force Strategy, que ele dá curso pra civis ou ex-militares ou militares de curso operacional que ele aprendeu nos Estados Unidos com SWAT, na IBC, outras coisas. É um negócio muito de filme, é bizarro. É tipo 20 hectares com tirolesa, simulacro de arma.
Esse é o clipe. O nome da música é Segue o Líder. Líder de mercado. A Integral Médica sempre foi a líder, a primeira do Brasil. Então tem todo esse lance aí. Eu como fui o primeiro do Amaromba também, como influenciador, a gente fica brincando que é 01 na 01. E é um clipe bem voltado pra Amaromba, musculação e mais sobre minha vida também. Então meu shape tá voltando a encaixar de novo. Tô dando um gás extra agora. Eu tô com sangue no olho.
Tem essa ainda, né? Além de tudo que você faz como empresário, ainda tem que treinar.
Hoje a minha vida é 80% offline. É mesmo? Eu trabalho mais offline do que online. O que vocês veem de mim na internet é 20% hoje na minha vida. E te agrada isso? Sim, mas eu quero mudar um pouco, quero voltar um pouco mais para o online. Fazer uma presença maior. Não que o online tenha diminuído. O online até aumentou, só que o offline aumentou muito. Reuniões, eu tenho reunião diária. É franqueada, é empresa, é fornecedor, é academia, é obra.
ideia. Nem faz ideia. O Vini tá ali, meu primo, a gente faz o meu dia-a-dia. Eu até tentei filmar meu dia-a-dia, mas não dá. É muita coisa sigilosa, a imagem de outras pessoas. Tô tentando achar um jeito de mostrar pro público um pouco isso. Mas tá difícil a gente achar um meio termo. E aí, com a minha volta na integral, eu vou lançar uma música e tem esse projeto que eu tava falando. Que deu muito certo. É tipo, eu pego dois grupos de pessoas, de nichos, e boto pra disputar provas. Entendeu?
local tático. Então lá tem tudo pra você fazer. Tem tanque tático. O cara te amarra dentro de um tanque tático de 3 metros, dentro de uma gaiola de ferro. Tu tem que fazer uma conta pra destravar a chave e abrir um cadeado e sair com o fuzil de 10 quilos na mão. Tipo isso. Tem corda, tem escalada. Tem tudo lá. Muito maneiro. O Rodrigo é muito maneiro fornecer lá a gente fazer essa parada. E aí eu vou começar a usar agora vários nichos.
Tipo, vai ter agora Bodybuild vs. militar fase 2, que a galera gostou muito. Vai ter mais uma.
a gente vai ter, tipo, crossfiteiros versus empregador médica. É? É. Entendeu? Pelo menos eu conheço a minha empregada, a menina que trabalha lá em casa, mano, a menina é sinistra. Pô, tem que ser, né, cara? Braba, braba. Ela vai dar uma coça nesses caras ali. Muito maneiro. E tem muita... Muitos outros nichos, né? Tipo, jogador de tênis versus... Jogador de futebol. Jogador de basquete. Jogador de futebol versus marombeiro. Pô, com certeza. E as provas são bem mistas pra dar...
vazão pra todos, né? A gente tá até pensando em fazer um Toguro versus Enzo. Toguro versus Listeiros. O Toguro vê esse bottle shape de uma vez por todas. Pode crer, cara. E o Toguro, qual que é a tua... Como vocês se conheceram? Como foi essa relação? O Toguro é engraçado porque a gente era muito tretado. Muito. Eu não suportava ver esse moleque. Desde sempre. A gente nunca foi amigo. Mas ele surge quando? Eu não sei. Você tá fazendo show? Eu tô fazendo show lá.
Bom dia de tronda. Eu lembro da galera me mandar vídeos dele ouvindo minha música, cantando a música, fã, assim. E depois mensagens no WhatsApp ou alguns vídeos dele me falando mal de mim. Ah, é? Aí eu falei, ah, mano, que moleque otário, não sei o quê. Aí ele foi na minha academia atrás de mim pra bater uma foto comigo. Aí ele ficou com vergonha, não sei o quê. Aí depois eu terminei com uma menina, ele se envolveu com a menina lá.
Nem sei se ficou ou não, mas ele foi lá fazer casinha com ela e tal. Eu falei, caramba, que moleque chato, o cara me perseguindo.
rolou aquela... Mas eu nunca nem falei oi pra ele, entendeu? Sim. Aí o tempo passou, passou, passou. Quando eu entrei na empresa antiga, na Growth, ele já era, já estava lá, ficamos trabalhando junto na mesma empresa há anos, a gente se encontrava nos eventos, não se falava. Ah, só... No máximo, opa... Teve um dia que ele falou umas merras de mim, eu me estressei, eu descasquei, fiz um vídeo, eu falei, ó, o primeiro e último vídeo que eu vou fazer pra você.
Mas falando o quê? Coisa de treinamento, coisa de... Cara, nem lembro direito, assim. Do nada. Me zoando. Aí eu fui e desci o... Descasquei.
Comecei a falar, primeiramente, vai tomar. Já comecei assim o vídeo, entendeu? E a gente ficou anos sem se falar. A gente nunca se falou, a gente nunca foi amigo. E meio que eu acompanhei o amadurecimento dele também, né? Mal bem, eu acompanhei de longe o amadurecimento dele como pessoa. E depois que eu me converti, eu tive outra visão no mundo. Claro. Falei, cara... Pra quê, né? Quando eu olhava pra situação minha e dele, eu falava, cara, eu nem lembro por que eu não gosto desse moleque.
É duro isso, né? Por que a gente não se... Por que eu não falo com ele? É. Falei que eu nem lembro, velho.
Eu lembro que eu fiz um vídeo esculachando ele, mas por que eu fiz mesmo? Nem lembro, nem lembrava. E aí, cara, conversa vem, conversa vai, e ele se prontificou em querer conversar comigo, resolver as coisas, me chamou. Cara, fiz quando? Foi há uns dois, três anos atrás. Depois da pandemia. Isso, depois da pandemia. E ele pediu desculpa por tudo que ele tinha feito, falou, cara, eu viajei, não sei o quê, eu sempre fui teu fã, não sei por que eu fiz isso contigo, pá, pá, pá, viajei, viajei. Aí eu falei, ah, mano, suave, então, suave, vambora. Morreu.
Não sei nada, vamos embora. Aí ele tava numa fase muito ruim da vida dele, né? Porque ele me pediu desculpa. Ele tava sem patrocínio, sem nada e tal. Aí eu falei, Pedro, inclusive a tua ajuda vai vir de onde você menos espera. Eu vou te ajudar. Vamos embora. Vamos entrar comigo aqui. Aí botei ele na empresa de novo. Ajudei ele um pouco. Mal ou bem? Mal ou bem? Até hoje, às vezes ele me liga e me fala, Leo, você... Se você não fosse contra o álcool, eu te dava uma porcentagem da empresa.
Porque fui eu que ajudei a explodir esse lance do sabor energético. É mesmo? Foi no meu canal lá no...
Eu tenho um talk show. Sim, você já viu. Que é o Fala Monstro Talk Show no fábrica. Foi lá, né? Lá, ele nem se ligou nisso na hora. Não foi pensado, né? Não foi pensado. Eu percebi isso que não foi pensado. Tu lembra desse vídeo, né? Lembro, lembro. Ah, que isso aqui é um sabor energético. Só que eu falei, você acabou de dizer que não pode ter alcoólico com energético junto e você fez o negócio ali. Não, não, Léo, é sabor energético.
Falei, tá, mas não tem taurine? Não, não tem. Falei, e onde tá o energético aqui? Aí ele ficou, sabor energético. Foi no meu programa que começou isso. Que doide...
E não foi combinado, né? Não, esse vídeo pegou uns 20 milhões de views desse corte. Totalmente espontâneo. E ele é muito bom de sacar. Ele é muito esperto. Aí virou isso pra tudo. Aí virou pra... Ele massificou esse negócio. Total, né? E aí ele entrou de sócio na empresa, né? Da Mansão Maromba. E tá vendendo muito, né? Onde eu vou tem esse negócio de sabor maromba, cara? De Mansão Maromba e sabor energético. Eu não bebo. Eu fui contra, né? A parada ali. Eu tava meio que sendo o advogado ali.
O diabo tentando não... Na verdade, o advogado de Deus, né? Eu tava ali, ele que era do diabo. Boa, boa. Eu falei, cara, não é legal, bebida alcoólica. Ah, mas na Bíblia tá escrito que fez vinho. Eu falei, eu sei, mas assim, é bem diferente. O vinho da época é bem diferente. Ali foi uma comemoração. A ceia é um negócio que é um... Jesus não ficava bêbado. Deus realmente fala sobre, na Bíblia, sobre a embriaguez e não sobre
o álcool em si, o álcool não tem problema nenhum. Só que é a intenção do álcool. Qual que é a intenção do álcool aqui? É comemorar um casamento? Não. A intenção do teu drink é... Ficar louco. Loucura, pô. Então eu não vou compactuar, mas beleza, você acha que tá bom? Claro. E hoje tá aí, né? Um sucesso. Não compactuo, mas não tem o que falar. Não dá pra tirar o valor do cara. É. Ele é um gênio. Ele é um gênio. Porra. Ele sabe muito bem.
A própria Mansão Maromba, ele mirou numa coisa e acertou em outra, né? Porque ele mirou numa casa onde ia... Um reality. Um reality.
pra descobrir atletas. E realmente descobriu muitos atletas. Ele foi um dos maiores divulgadores e apoiadores do movimento do fisiculturismo enorme no Brasil. É indiscutível isso. Ramondino, Guinomo, o próprio Carianes. Foi ele que lançou. É sério? Ele é muito gênio. Mas ele acabou indo pra um lado de doideira, de putaria lá, de negócio de agrupões meninas do job. Tinha anão, não sei o que. Virou um circo o negócio lá.
E é isso que eu não compactuava muito também. Mas hoje ele entendeu. Hoje ele fala comigo e conversa. Mas é um cara que também eu acho que uma hora vai virar essa chave. Vai, vai, vai. Ele tá quase, ele tá quase. Eu também acho que uma hora vira essa chave. Não dá pra ficar a vida inteira nessa. É mesmo? Vamos ajudar o cara nisso. Vamos, vamos. Quando eu fiz as pazes com ele... Você falou sobre isso? Eu falei, ó, tem uma condição que eu vou impor pra você pra gente voltar não, virar amigo, né?
É você se permitir conhecer um pouco do que eu tô falando e ir pra igreja comigo.
não foi ainda. Mas vai, cara, questão de oportunidade. Tô tentando achar a oportunidade certa pra levar ele. Mas assim, volta e meia ele me liga, a gente tem umas conversas profundas de amigo, de conselho. Ele é mais velho que eu. Sério? É, acho que ele tem uns 35, 36, eu tenho 33. Mas ele me tem como um cara que ajuda muito a aconselhar ele em todas as decisões que ele tá tomando agora, a maioria ele me liga pra perguntar o que que eu acho.
CIMED, essas coisas. É, me ligou pra falar sobre CIMED, sobre integral médica, sobre tudo.
Então, cara, aqui eu tô vendo que ele tá na busca, sabe? É mais importante do que qualquer coisa. Você tá na busca. Você busca isso aí. Não, cada um tem seu tempo, cara. Também não tem mais essa pressa. Antigamente eu tinha pressa também com alguns amigos. E às vezes o grande achado dele nem vai ser o mesmo que o meu, pô. Claro, vai ser diferente. Vai ser em outro lugar. Eu espero que não aconteça nada ruim, né? Como aconteceu comigo.
É, não precisar alguma coisa ruim pra... Não precisar alguma coisa tão ruim. Mas um baque vai ter que ter. Sim. E ele já sentiu alguns baques já pessoais, sim.
umas experiências espirituais fortes. Sério, cara? Já. Algumas ele põe na internet, ele já falou sobre elas. Não, e outra, cara, na idade de vocês, na minha idade, é impossível você não ter passado algum baque de amigo, gente que te passa pra trás, coisa que você fala, cara, é eu e Deus mesmo, porque se você for confiar nos homens, na galera aqui, você perde a fé mesmo, perde a confiança. Então, eu tô vendo ele pra um caminho maneiro, cara. E eu não gosto muito dessa rixa, né, cara? Eu não gosto mais de entrar em
Eu deixei pra trás todos os meus conflitos. Mas existe ainda rixas dentro do mundo maromba? Então, não. Parece que é uma grande turma agora, né? Pra mim, não. Eu tive dois problemas. O primeiro foi esse com o Toguro, que foi totalmente resolvido. E nem foi, de fato, uma amizade restaurada. É uma amizade que não existia. Era mal entendido dos dois lados. E eu tive um problema quando eu era da marca antiga. E o Cariano era de uma outra marca, da Max, que a gente era concorrente.
um evento lá e tal, que eu fui expulso. E pelo que eu juntei as pecinhas, eu tinha certeza que ele tinha participado da parada. E não, ele não tinha participado. Ele só era da outra marca. Então ele falou, beleza, se o Léo não vai estar, melhor pra mim. Mas a gente era conhecido, né? Então eu fiquei um pouco chateado com a situação. E tinha pra mim que ele tinha participado disso. E quando ele foi entrar na marca que a gente trabalhava, a gente foi começar a trabalhar junto, eu já tava nessa fase de, pô, cara, vamos entender antes de brigar e tal. Não quero ficar em conflito com ninguém.
Eu falei, vou conversar com o Cariani pessoalmente, então, pra tirar a prova. Papo de homem, vai sentar eu e ele. Então a gente sentou, cuspi tudo que eu tinha pra cuspir, ele cuspiu na cara também, olha ele, ó, porra. Que merda. Corta isso. Não tem como. Lavamos roupa suja. É, lavamos roupa suja. Isso é a melhor coisa, né? Cara, de boa. Falei, mano, a partir de agora, passamos uma borracha. Eu realmente não me importo mais com o que disse e me disse. É porque tem muito isso, né? É, então.
Quando eu saio da empresa e venho pra Integral, alguns influenciadores meio que compraram essa briga e começaram a tentar levantar um conflito. E não existe. Se eu falei que eu passei a borracha pra trás, passou. Você não vai voltar essa história ativa, meu irmão. Não vai. Gosto muito do Cariani. Qualquer um que esteja vendo aí... A importância dele, né? Concorde ou não concorde com o que ele faz. Ele é top no que faz. Ele é um cara que movimenta. Hoje é o maior nome do fitness no Brasil. Com certeza.
o Toguro também é um dos maiores percursores do mundo maromba, do fisiculturismo no Brasil. Eu tenho muito orgulho de falar que eu consegui resolver essas duas coisas com eles e hoje a gente não tem nada. E é mais essa rixa de marcas, de concorrência, que eu fico tentando levantar uma bandeira e tal, que não precisa. Fiquei muito chateado porque eram muitos que tentaram levantar essa bandeira de conflito, eram amigos. Então foram oito, dez anos meu amigo, só porque eu troquei de marca e veio falar de mal de mim, do nada. Por quê, né? Eu falo, mano, por quê, velho?
Sério. Aí tentaram levantar essa pauta que eu tava saindo por causa de dinheiro. Aí no final dos contos, quem que tá fazendo por dinheiro? O cara deixou de ser meu amigo por causa de salário. Resolveu falar mal de mim por causa de um salário. Então quem que tá fazendo por dinheiro? Eu recebi propostas muito maiores de outras marcas. Recusei porque na integral eu me sinto muito mais confiante, muito mais feliz de trabalhar. É uma história lá também.
É uma história. Ali é meu lugar. Mas tá tudo bem. Foi só aquele ruído ali de transição que a galera não entende muito bem.
leva muito pro pessoal. Eu aprendi uma coisa com os donos da Growth, o Edu e o Fernando. E fui aprendendo ao decorrer dessa minha nova fase mais empresário, né? Ah, ele aí, meu sócio. Tranquilo. Só botar no modo avião aqui. E fui aprendendo mais coisas sobre essa parte mais empresarial aqui. Quando você leva pro pessoal, você destrói o pessoal. Como assim? Tá falando da parte de negócios? Tudo. Tudo? Tudo na sua vida. Quando você não pensa no outro lado, entende? Por exemplo,
eu e o Cariani, nós íamos cobrir o mesmo evento. Ele era de uma marca concorrente. Não ter eu no evento cobrindo para a marca concorrente é bom para a marca dele. Simples assim. Então, tudo bem. Ele fala, pô, legal. Agora eu vou cobrir sozinho. A gente, como amigo, é ruim pensar isso um do outro? É, mas ele não tinha poder sobre isso. Não era ele que estava me expulsando. Entende? Tem vários exemplos. Agora é difícil lembrar. Eu sei, mas entendi.
Quando você leva muito para o pessoal, você acaba deixando de trabalhar. Negócio é negócio. Negócio é negócio. Entendeu? Lógico, tem o limite da ética.
Tem a ética, você não vai passar a perna. Tem as quatro linhas ali, entendeu? E eu comecei a pensar nisso. Falei, cara, eu não vou ficar levando pro pessoal, sabe? Cara, você não gostou desse projeto? Bacana. Você não gostou do projeto. Não é que você me odeia. Entende? Ah, achei meio chato esse vídeo do Léo. Você não gostou do vídeo. Não é que você não gostou de mim. A pessoa pega isso aqui e eu não gostei do vídeo do fulano.
Pô, me odeia. Por que tá falando mal do meu vídeo? Não, eu só não gostei do vídeo. Você é legal. Entende? Tipo, eu comecei a pensar nisso. Falei, cara, vamos trabalhar, mano. É isso aí, pô. É difícil falar.
é difícil porque são várias experiências que te moldam, né? Mas é mais ou menos isso. É, quando apareceu o Rodrigo Góes também, teve uma certa treta, né? Teve, galera. É natural. Até hoje o galera não gosta dele, porque ele fica nessa pauta de que tomar hormônio é ruim e realmente tem pessoas que fazem errado mesmo. Mas, cara, até o natural, se ele quiser... Sendo natural, ele vai se ferrar, pô. Também dá pra se ferrar. Vai treinar forte pra caramba, vai romper o músculo. Ele tentar suprir uma necessidade de que um...
tem a rixa, né? Do Gunley e do Dudu Fitch. Os dois nomes aí da juventude. O Dudu é natural e o Gunley hormoniza os esteroides. E aí tá uma disputa que eles vão competir agora em julho, pra ver quem que vai ganhar. Então, tipo, o Gunley tem uma pressão de que ele tem que ganhar, porque ele usa hormônio. Então, se ele perde, vai ser horrível, porque o natural ganhou dele. Ao mesmo tempo, tem do outro lado o natural, que será que é natural mesmo? Porque o moleque é gigante, tem um físico incrível. E se ele perder normal,
O cara toma bomba, então, tipo assim, tá uma guerra isso daí, tá ligado? E o Gunner é da Integral, então eu defendo a sua bandeira aqui da Integral junto com o Gunner. Vamos ver se você acha a foto dos dois aí pra gente. E a gente vai ver quem que vai ganhar agora em julho aí, o hormonizado ou o natural. Olha só. Vai ser interessante. Mas do nível que o Gunner tá evoluindo, vai ser difícil. É. Porque o Gunner evoluiu muito, ele ganhou mais de 12 quilos em, sei lá, 6 meses. Porra. De músculo, né? É diferente do que... Como faz isso, cara?
É, muita comida, muitos suplementos e bomba. Treino pra cara. E treino. Treino não tem como fugir. É, não tem como. Porque o pessoal acha que bomba é assim, né? É mágico. Você não treina e fica forte. Se você tomar o esteroide e não treinar e não comer, ele vai reter líquido só. Não crê músculo. Não é um milagre. Vamos supor que... Vamos fazer uma analogia. A bomba, ela amplifica uma performance. Se essa performance não existe, não tem que amplificar.
É, vai amplificar o quê? É a mesma coisa que você colocar a gasolina aditivada num fusca. Ele não vai andar mais. É.
motor preparado pra receber uma gasolina ativada. Ele não vai andar mais. Agora, se você põe uma gasolina normal numa Ferrari, ela anda menos. Ela precisa de algo a mais. Esse é o Gunley. Essa foto é mais antiga dele. Não é atual. Ele tá bem grande agora. E é um moleque novo, né? De 22, 23 anos. Com esse shape aí, com esse físico. Muito top. O Romer, manda uma pergunta aí. Vamos lá. Tem uma pergunta aqui que o Carlos Menezes, ele
enviou o seguinte, ó. Léo, quando eu ouvi que traficantes invadiram a sua casa e sequestraram o seu pai quando você era criança, eu fiquei pensando, como o moleque processa um trauma desses? O que aquilo mudou na sua forma de enxergar o mundo hoje? Ah, não processa, né, velho? A criança não processa isso aí, não. Eu criei uma resistência a esse tipo de coisa muito grande. Eu tenho uma raiva, uma ira dentro de mim contra essas injustiças absurdas. Eu até hoje, né, mais sábio,
Eu tento não me manifestar e não comentar sobre quando eu vejo isso, porque se eu começar eu vou perder a linha. Você sabe, né? Eu fico muito injuriado com essas coisas, velho. Muito. Não gosto mesmo. E, cara, desde aquele momento eu comecei a criar a minha guerra pessoal de não passar mais por isso. De não deixar minha família mais passar por isso. Então eu comecei a viver e trabalhar pra que ninguém mais precise passar pelo que eu passei.
Então, fale o que quiser, ache o que quiser de mim, mas eu sou um cara que trabalha desde meus 14 anos.
anos, full time, eu vivo pra trabalhar. É um trabalho legal, um trabalho divertido, um trabalho que eu amo fazer, então fica leve pra mim. Nem sempre, igual você, tu grava dois por dia. Tá aí, pô, todo ferrado. Tu precisa gravar pra tu deixar tuas paradas prontas. A bolsinha dela. Sangue, dreno. Tu precisa tá gravando, tu vai fazer uma viagem, tu precisa deixar conteúdo gravado. O público só assiste o que tá gravado, não assiste a
que é o que acontece por trás. E eu sou artista, tô acostumado com isso. Então eu vou pro estúdio, gravo a minha música aí seis meses, lanço no ano seguinte o meu álbum. Eu tenho esse costume. O YouTube pede mais imediatismo. Então eu me acostumei a trabalhar e ser forte o tempo inteiro. Mas você nunca passou por mais nenhuma experiência de violência ou de assalto, essas coisas depois? Ah, já. Já teve? É mesmo? Já, já me livrei de algumas coisinhas já. Puts. Assalto, essas coisas. Quando eu era bem novo,
A gente foi assaltado, a gente tava gravando um clipe com umas músicas, uns equipamentos novos que a gente tinha acabado de comprar no Botafogo. A gente foi assaltado, junto com o Denis, inclusive. O Denis tentou falar, cara, eu sou o Denis e tal, da Furacão. Dane-se. Eu tava com um celular e tal, e com 5 mil reais no bolso, consegui sentar em cima do dinheiro, assim, na pedra que a gente tava ali. Não me roubaram o dia, mas levaram o celular. Teve tentativa de assalto ali na Voltão de São Paulo pro Rio, ali no carro.
Eu não tava com carro blindado no dia, então eu consegui dar uma fuga. Hoje eu sou ano de blindado, porque Rio de Janeiro tá cada vez pior. Não passo por lugares ruins, mas toda hora eu tô indo em São Paulo e voltando, né? Então a gente acaba tendo que fazer essa migração de estrada. E que São Paulo é pior, né? De assalto de carro, aqui é sinistro. É que lá no Rio, quando assalto é de fuzil, né? Então não tem muito o que fazer.
Aqui não. Aqui é de pistola, então os escracudos que vêm tentar quebrar vidro. Cada lugar tem sua peculiaridade. Vamos lá.
o Bruno Farias, ele mandou aqui, ó. Eu treino e sempre fico com a sensação de que nunca estou grande o suficiente. Essa pressão de corpo perfeito também pega em você quando você está sendo referência no fisiculturismo? Primeiro que o fisiculturista, ele já é assim. Todos os fisiculturistas bons, grandes, que a gente conhece, que eu conheço, eles nem gostam de mostrar o físico quando está em off. Eles acham que eles estão uma droga horrível quando eles estão em off. O cara é gigante, cheio de veia seco,
acho bom, porque ele está acostumado muito com aqueles prime do palco. Então, se ele não está perto do físico que ele apresentou no palco, ele acha que ele está ruim. Então, no fisicoturismo já rola isso. Os caras estão sempre tampados. Gigante com camisa larga. E eu percebo que essa moda que a gente criou do fitness, do corpo bombado, inflacionou muito. Quando eu comecei, 40 de braço, tu já era um marombeiro gigantesco. O cara que tinha 100 quilos de músculo na academia era um deus.
Hoje não, hoje um cara de 40 de braço é magro. É um cara maneiro, mas nada impressionante. Então hoje pra tu ser um cara impressionante, tu tem que ser muito forte, tem que ser um giga da vida, tem que ser um brandão, um pó, um bodybuilder pró pra tu ser um cara realmente, um Leandro Pérez, um Chicória, um cara muito sinistro. Então realmente, inflacionou. Essa pressão já existe quando tu entra no mundo do bodybuilding. E aí se você ainda se deixar levar pela moda,
hoje em dia? Esquece. Vigorexia, né? É o oposto da anorexia. É quando você tem uma disformia corporal, quando você é forte e acha que tá pouco. Chama vigorexia. O cara que tá sempre buscando o mais físico mais avantajado. O Diego Martins, ele mandou aqui, ó. Você virou símbolo da maromba no Brasil. Teve algum momento em que você sentiu que as pessoas enxergavam só um corpo e não um ser humano por trás do personagem? Sim, sim.
Hoje, com a popularização dos vlogs e você poder estar mais por dentro da vida do artista no Instagram e tal, você acaba conseguindo se humanizar mais. Mas sempre vai ter, e antigamente
era bem mais. Você era tido realmente como um símbolo sexual, um símbolo de desejo, um símbolo de fetiche. Normal, mas isso daí não é só para o fisiculturismo. Acho que sempre existiu, sempre vai existir. Em outras áreas, modelos, atletas. Uma simples menina bonita no Instagram já vai passar por isso. Normal. A Fernanda Ribeiro, ela perguntou como é lidar com erros pessoais sendo julgado por milhões de pessoas.
Hoje, mais difícil ainda, né? Porque a comunidade evangélica, comunidade católica, tem o famoso fiscal de fé, né? Qualquer coisa que tu faz, meu irmão, tem que tomar muito cuidado. Então, hoje ainda é mais difícil. Porque quando você tá no mundo, quando você já tá sujo, né? Um pouquinho mais de sujeira, não faz muita diferença. Agora, se você tá tentando se limpar, qualquer coisinha já sobressai, né? Então, hoje, se não tivesse a maturidade que eu tenho hoje, seria difícil lidar com esse público. Que é um público que fica no teu pé legal.
Fica te julgando qualquer ação que você faz, qualquer coisa que você faz. E assim, às vezes eles têm razão. Você errou mesmo. Mas você sabe que você errou. Você não acha legal também você estar fazendo aquilo ou ter feito aquilo. Você vai consertar. Mas o público é cruel. O público de igreja é... Não todos, sem te analisar, mas assim... É, eu vejo às vezes que o pessoal não tem ideia do que está falando. É, tipo, ele acabou de...
Não sabe que o teu papel é diferente do dele, né? Não, ele errou o dia inteiro, mas ele está ali te julgando, te condenando e tal.
Tá apontando o cisco no olho dos outros e tá patrado. É complicado. Fala, Romero. Vamos lá. O Renato Tavares, ele tá perguntando aqui se em alguma polêmica que você já se envolveu, se em algum momento você já pensou que isso acabou com a sua carreira. Polêmica não. Porque eu nunca me envolvi em polêmica tão grave. Mas os acidentes. O rompimento do peitoral e o explosão de gás. Naquele momento eu tinha certeza que acabou a minha carreira.
E aí, qual é a sensação, cara? Sensação de bosta, né, cara? Você quer sumir, você quer...
a pensar o que eu vou fazer agora, o que eu daria certo agora pra fazer outra profissão. Aí tu não se vê em lugar nenhum, né? Sente muito perdido, sem chão nenhum. Só Deus mesmo. É complicado. Tem que analisar bem o mercado. Pena minha experiência, na época eu fico muito perdido, né? Mas assim, agora vendo de longe do que passou, quando você foca em se entender como ser humano, parece que as coisas dão uma clareada. Quando você se concentra em si.
Porque mal bem a gente tá trabalhando full time, a gente meio que trabalha pros outros. Não tem como ser hipócrita.
trabalha, o que os outros vão pensar, o cenário aqui vai ficar assim, assim, pra galera ver, a gente trabalha pros outros. Quando a gente começa a se internalizar, é o melhor caminho, é se entender como ser humano, porque tinha muito tempo ali, durante minha vida de show, de batida assim, que às vezes eu passava na frente do espelho, em casa, e eu falava, caramba, quem é esse maluco? Falou, sou eu, mano, caralho, mano, começava um turbilhão de sentimentos ali, caralho, mano, eu mudei, quem sou eu? Tava umas crises assim, uma crise de pânico,
É complicado. Então tem que se entender, cara. O ser humano precisa de um momento dele. E a igreja é um bom lugar pra você ter esse momento. Concordo. O André Nascimento, ele perguntou o seguinte, ó. Muita gente fala que Deus, depois de passar por algo externo, no seu caso, o que realmente mudou dentro de você depois daquele acidente? É, então, é aquilo que a gente tava conversando. Eu entendi um propósito maior. A gente vê, né, na religião, na espiritualidade,
que existem níveis de propósito. O propósito mor é aquele que rege a vida. Tem o propósito restrito, que é o propósito do povo de Deus. E tem o propósito individual. Então tem o propósito mor. O propósito mor é muito difícil da gente entender de fato. Todo mundo fala sobre ele, mas ninguém entende de fato. Que é o como viver a vida, o porquê que a gente está aqui. Entender o erro das pessoas. Amar o seu inimigo. Muito difícil. E amar não significa
caso que eu vou te dar um chá, uma água, não. É amar, é se colocar no lugar dele e entender que você poderia estar ali fazendo essa cagada ali, que você acha que é cagada. E dissertar internamente sobre isso. Esse propósito mora, é o sentido da vida. E você se pergunta. 80 anos, 90 anos, 100 anos, se eu tiver sorte. O mundo já tem 2 mil e cacetada anos. Antes da gente, tem até negócio aí de dinossauro. Quando você estuda a Bíblia, você vê que pra Deus,
Um dia é um piscar de olhos. Minto. Um milênio é um piscar de olhos. Aí você fala, caramba, velho. Qual que é o sentido? Qual que é a importância da vida? Realmente estamos num teste aqui? Eu não consigo hoje pensar de que a vida vai ser só isso. É um sopro. Que quando eu morrer eu viro um pó, os bichos da terra me comem e acabou. Não tem mais nada depois? Porque se Deus não existe, então não tem problema eu passar a perna em alguém aqui.
não tem uma punição por isso. O primeiro caminho é você realmente entender a vida por recompensa. Tu fala, pô, então peraí, vou fazer o bagulho certo aqui porque tem uma recompensa no fim. E quando você entende o propósito da igreja, que é o segundo propósito, você se apaixona por Jesus, por Deus, você se apaixona pela vida e você entende a vida eterna, aí você já não faz as escolhas certas por recompensa, você faz por amor. E depois tem um propósito individual, que é o propósito do vilela,
que não é o mesmo que o meu, não é o mesmo do Homer, não é o mesmo do Vini, não é o mesmo de você que está assistindo aí. Aí tem um propósito individual. Eu nunca vou conseguir falar com um público YZ, mas eu consigo falar com você que talvez sofreu uma queimadura, igual a minha, parecida com a minha. Eu vou conseguir falar com você que foi da gandaia, da farra e que hoje está sem sentido isso. E aí eu consigo me conectar com você. Esse é o propósito individual.
vai conseguir falar com pessoas que trabalharam na mesma área que você, que estão passando por uma cirurgia como essa, alguma complicação que você teve na sua vida, você vai se conectar. Então Deus levanta as pessoas e dá dons a elas para se conectarem com determinadas pessoas. E aí você começa a entender o teu propósito individual. Eu agora vou abandonar toda a minha filosofia de vida, a minha essência, marombe e tal, e me dedicar a outra coisa? Se Deus me chamar para isso, ok. Mas às vezes Deus te usa justamente
pra você ir naquele lugar que você tá indo, mudar a postura e a intenção das coisas. Não necessariamente agora eu uso o fisiculturismo ao meu bel prazer. Eu uso pra mudar a vida das pessoas. Hoje a minha vida é baseada nisso. É mudar e ajudar as pessoas. Tanto os atletas quanto o público que me assiste. Então, quando você entende esses níveis de propósito, a vida começa a fazer mais sentido. E aí você começa a se conhecer. E conhecer o que Deus quer pra você. Meio filme Matrix, né? Meio Matrix.
começa a ver os códigos. É isso mesmo. O Eduardo Barros, ele perguntou qual foi o momento mais humilhante da sua vida e da sua carreira? Humilhante? Caramba, velho. Cara, eu nunca me senti humilhado na carreira, não. Eu acho que, de novo, eu vou bater na tecla do acidente, sabe? É um momento em que você, se for levar pela etimologia da palavra humilhar, né? Não que alguém me humilhou, né? No público, assim. Na etimologia da palavra humilhar,
eu mais fui humilhado, onde eu percebi que a minha vida é insignificante mesmo e eu me deparei com a grande ambiguidade da vida, que a vida ela te traz essa ambiguidade, né, de que você é um grão de areia insignificante, que se você morrer hoje o mundo continua girando igual, nada vai mudar mas ao mesmo tempo você tem uma importância absurda e Deus te deu uma vida pra você viver um universo, uma vida no planeta Terra que é incrível aí você fala, caramba, meu irmão eu tenho dois polos
muito fortes. A minha vida é tão especial e ao mesmo tempo não vale nada. É frágil como um grão de areia, ao mesmo tempo eu tenho a capacidade de mudar mundos, mudar vidas se eu quiser. Essa ambiguidade te deixa num estado muito caramba, para que lado eu vou seguir? Então você obviamente vai seguir para o lado de ser um cara especial, mas você nunca pode esquecer que você é frágil como qualquer outra pessoa. Então quando você está num momento desse de acidente,
de debilitada, você vê o quanto você é frágil, né? Verdade. Então, Deus... Quando você precisa de outras pessoas, né? Deus te humilha pra você entender a sua real significância, o quanto você é especial. Acho que essa é a parte humilhante da minha vida que mais me tocou. Faz sentido. A gente tem a pergunta aqui também do Matheus Vieira. Ele perguntou, hoje você fala muito de fé, disciplina, propósito. O que o estronda de hoje diria, olhando nos olhos daquele moleque,
do bom e da estronda? Essa pergunta é muito difícil pra mim ainda. Muitas pessoas me fazem essa pergunta e eu não sei responder direito. Porque também é uma reflexão muito ambígua. Tem dois lados. Primeiro, se eu não tivesse feito tanta cagada e feito o que eu fiz, eu não poderia estar aqui hoje falando com propriedade. Errei nisso, errei naquilo. Então não seria o que eu sou hoje. Mas ao mesmo tempo, se eu pudesse voltar atrás, eu falaria pra ele não fazer algumas coisas.
Então, valeria a pena? Se eu pudesse ter uma máquina do tempo, voltar atrás e falar, não faz isso, irmão.
podendo não se tornar quem você é hoje. Exato. Então é muito difícil. Eu sempre costumo dizer que eu sou grato a tudo que eu vivi, mas não me orgulho de tudo que eu fiz. Faz sentido. Aqui foi. Léo, quem veio aqui em dezembro também falar com a gente e que também rolou uma coisa muito estranha depois foi o Tadala Fellas, né, cara? Sim. Ele veio aqui ainda falar da carreira dele, veio com a namorada e depois todo esse negócio dos vídeos dele e tal. Também teve vídeo seu falando. Como que você vê a fase
dele que ele tá vivendo agora. Ele veio aqui antes dessa fase de vídeos? Sim, sim. Ele veio em dezembro, né, Rom? Tava noutra fase e também tava numa procura de interior e tal. Por isso que a gente se assustou quando aconteceu tudo isso. Falou, cara, ele tava com um discurso totalmente diferente. É, eu vou ser bem sincero pra você. Eu não vou me estender muito nisso porque eu não quero arrumar nenhum problema com ele. Ele é um cara que eu tentei ajudar bastante e fico muito triste, né, de ver o caminho que ele tá tomando. Não concordo.
não acho legal. A gente sabe o quanto vai custar pra ele, né? Já tá custando, né? Já. Sinto muita empatia, porque se fosse um filho meu, uma coisinha, esse caminho que ele tá triando não é legal. Eu sinto que ele é um pouco perdido, né? Eu tentei falar de Deus pra ele várias vezes, não consegui. Eu só, eu costumo, eu tenho uma oração minha na semana que ela é bem longa. E nessa oração eu sempre lembro dele, tento pedir pra Deus encontrar o coração dele em algum momento.
no fundo ele não é um cara ruim. Também acho que não. É um cara bom. Sinto ele perdido também. E às vezes vai atrás de atalhos. O mundo corrompe muito. Você sem Deus, sem aquilo que a gente estava falando, sem a perspectiva de realmente existe algo depois, você não acredita nisso. Tu fica suscetível a tudo ser válido, na verdade. Porque tem uns caminhos mais curtos, não tem jeito. Léo, obrigado demais pelo papo. Desculpa aí de eu estar um pouco no ritmo mais ciente.
estar aqui nesse momento seu. Mas eu não sabia. Não, momento totalmente especial. A gente nem fala isso porque senão a pessoa nem vem. Não, deixa ele se recuperar. Mas obrigado demais. Também estou num momento especial também e muita coisa que você falou bate com muita coisa que eu vivi, apesar de você ser mais novo do que eu. Tem uma sabedoria muito, muito grande. Fico feliz. E a gente tem que marcar outro papo só pra falar do lado espiritual. Tem muita coisa pra falar. A gente chama um pastor,
um padre, alguma coisa, e a gente vai fundo nisso. Eu sempre termino o papo com três perguntas e contigo não vai ser diferente. A primeira, acho que você já respondeu qual foi o momento mais difícil da tua vida, mas se não respondeu, fica à vontade, cara, da tua vida ou da tua carreira. É, foi realmente, foi os acidentes. Imagino. Não tem como comparar nada da que aconteceu. Quanto tempo entre o acidente e você voltar ativa? Uns dois anos.
Cara, dois anos de angústia. Não parei de produzir conteúdo, mas confesso que era
com uma máscara. Vingindo tá legal, mas por dentro tava acabado. A segunda pergunta é o seguinte, a gente falou um pouco disso, que a nossa vida ao mesmo tempo é maravilhosa e insignificante e a gente vai morrer um dia. Esse vídeo vai ficar muito mais tempo do que a gente aqui, então manda um recado pro futuro, quem tá assistindo a esse podcast, 200 anos do futuro, quais seriam suas últimas palavras, seu epitaf? Bom, por tudo que eu acredito, o mundo tá caminhando por uns momentos estranhos, né?
Tá, bem estranho. E tiveram alguns caras que há mais de 2 mil anos atrás escreveram
num pergaminho sobre isso. E seria muita coincidência. Se fosse uma coincidência, seria muita. E eu acredito que não seja. Eu costumo falar que é a Jesuscidência. Se não me engano, se tiver algum pastor ou alguém que conhece mais da Bíblia, me corrija. Não estou sendo dono da verdade, mas se não me engano, tem mais de 400 profecias para se cumprir até a vinda de Jesus. A volta. A volta de Jesus. Para o fim dos tempos. E se não me engano, faltam poucas. Papo de cinco.
É a reconstrução do templo. Exato. Vou citar uma profecia que aconteceu recentemente que é muito interessante e eu queria até um dia te pedir esse favor. Um dia que você chamar um convidado que seja especialista nisso, um pastor especialista em fim dos tempos, um Tássio da vida, um cara que eu sou muito fã, o Tássio e o Rodrigo, o arqueólogo Rodrigo Silva. Também está marcado. Me chama que eu quero participar desse papo. Tem uma profecia que é do Rio Frates,
que o rio Eufrates é um rio muito famoso, que a cabeça dele é uma nascente. Então, dentro da ciência, da geografia ali, era um rio que nunca ia secar e secou. E estava escrito na Bíblia que esse rio um dia ia secar. E quando secasse, iam ser levantados quatro potestades no mundo. Potestades são anjos demoníacos, né? Poderosos. Poderosos. E que cada anjo, cada potestade dessa era uma especialista em alguma coisa.
de catástrofe, de mazelas para o mundo. Juntamente a essa profecia, também tinha a profecia de que o mar, o mar vermelho, o mar morto, era o mar morto, ia voltar a ter vida. E era impossível ter vida com um nível de salinidade. E agora tem até pesca. Já voltou a ter peixe na parada. Isso a gente falou sobre isso. Você já teve lá? Não, nunca fui. Agora está um pouco complicado. Tem que esperar, mas tem que ir logo. Então cada vez mais a Bíblia se aproxima
a ciência. Ou melhor, a ciência se aproxima da Bíblia, né? Ao contrário. Quanto mais a ciência tenta provar a inexistência de um criador, mais ela se aproxima disso. E isso é inegável. Você já teve vários caras aqui que... Cientistas, né? Que explicaram por A, B, quanto isso é. Então, assim, o meu recado pro mundo é busque a Deus enquanto há tempo. O tempo da Terra tá no fim, mas esse fim não é nosso. É um fim que pode demorar 5, 10, 20, 40 ou um milênio. É.
Não fazemos ideia. Assim como a gente não faz ideia quando é que o nosso coração vai parar. Posso sair daqui, dar um piripaque ali na porta e cai duro. Não sei quando vai ser o teu momento de ir pro juízo final. Não sei quando é o meu, mas uma coisa eu sei. Existe um caminho. E se existe esse caminho, eu não falar sobre ele seria uma imprudência, uma negligência minha tremenda. Eu ia me culpar pro resto da vida. Então, se existe um caminho e você é um cara bom, um cara com uma boa índole,
você merece ir para o melhor lugar. Assim como eu estou buscando ir para esse lugar também. Então busque a Jesus. Busque a entender esse propósito espiritual da vida antes. Sempre. Ainda dá tempo. Enquanto ainda dá tempo. Enquanto ainda dá tempo. E dá tempo. Dá. E propague isso aí. Quando você descobrir, começa a falar para todo mundo. É igual um mendigo quando acha comida grátis no lugar. Ele vai correndo atrás dos outros para avisar.
Vem cá, vem comer. Vamos lá, vamos lá. Está dando comida grátis. Eu sou só um mendigo mostrando para você. Existe.
comida que nunca mais vai cessar de te saciar, que é Jesus. Então, é esse o recado. Amém. E a terceira pergunta é qual é a sua dúvida atual? No que você se pega pensando se de dormir? Minha dúvida atual é se eu vendo tudo e começo um negócio totalmente novo. Sério? Que te passa isso pela cabeça? Cara, que doideira. Por quê? Por causa do desafio? Muito desafio. O mundo está cada vez mais estranho. Você lidar com pessoas. Eu fui
moldado a ser forte o tempo inteiro. E ser forte também é desgastante. Na minha família eu sou assim, com os meus amigos eu sou assim, nos meus trabalhos eu sou assim, com minhas empresas eu sou assim. Eu não posso demonstrar franqueza. O homem não tem que demonstrar franqueza, isso é verdade. Mas, às vezes eu me pergunto se eu realmente estou conseguindo seguir o que Deus quer que eu siga. Então, às vezes eu vejo assim, será que eu vendo tudo e vou criar um propósito mais missionário na minha vida?
Será que eu estou perdendo tempo? Ou será que eu tenho que continuar aqui martelando para angariar essas pessoas do meu mundo?
Não sei. Acho que hoje a minha maior batalha mais pessoal mesmo é essa. Deixar na mão de Deus, isso aí acaba... Vai acontecendo. Acontece fácil. É inevitável pensar sobre isso. Exato. Obrigado demais, Léo. Obrigado pelo papo. Amém. Assim que você voltar a treinar, me avisa pra gente dar um treino. Vou querer ir lá no seu CT, hein, cara? A gente vai fazer uns videozinhos lá, porque a gente vai fazer uma série só de treinamento e trocando ideia. Então vamos lá. Você vai também, hein, Homer? Eu tô precisando, né, cara?
mal pra treinar também. Você sabe que eu tô em forma, né? É Homer, seu nome é Homer ou é por causa do Simpson? Não, é um vulgo. É. Você tá em forma? Tô em forma. Forma de coxinha. Forma de Homer. Eu também. Mas vamos lá, né? Eu também, minha barriga é negativa. Ela se nega a diminuir, né? A minha também, viu, cara? Sempre negando. É. Manda aí, o que você tem que falar, cara? Bom, agradeci demais para você que chegou no final desse papo.
Se você ainda não deu o seu like, tá mostrando, né? Merece muito. Merece muito. Então,
já deixa o like, se inscreva no canal, torne-se membro. Obrigado também pra você que deixou o seu superchat, por mais que hoje foi uma live para os nossos membros. Obrigado também por ter deixado o seu superchat. Agradecer os nossos patrocinadores, né? Exatamente. Temos a Insider G4 e também o Estratégia Concursos que estão patrocinando esse episódio especial. Todos com um link na descrição. E agora é a hora de você brilhar, Romil.
O que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou até o final desse papo maravilhoso? Pra provar que chegou no final desse papo.
Coloca aí, advogado de Deus. Advogado de Deus. Tem advogado de Deus. Escreva advogado de Deus nos comentários. Então, rede social, Léo. Que levantem-se cada vez mais advogados de Deus. Exato. Rede social, canal, tudo que você quiser divulgar agora. Minhas redes sociais, Léo Stronda, S Mudo. Se você colocou esse nome, você já vai me achar. No canal do YouTube, Léo Stronda também. E o Fábrica de Monstros. E agora o canal da Integral Médica, onde a gente está trazendo conteúdos mais voltados para o esporte. Então, tudo que você precisa saber.
sobre esporte, sobre treinamento, sobre dieta, você vai encontrar nesses três canais. E clips? Videoclipes vai também nesses canais, um por mês, dia um. Sai onde? No meu canal, o Leo Stronda. Eu estou a fim de criar um canal novo só para música. É uma boa. Para a gente segmentar. Hoje o algoritmo segmenta muito, então talvez eu vá fazer isso em breve. E convidar vocês a conhecer o Fábrica de Monstros. É realmente um projeto da minha vida, onde eu trouxe o melhor do mundo.
É uma academia muito diferente do que você já viu. Eu peguei as três melhores marcas de equipamento do mundo e trouxe para o Brasil e botei nelas. É muito diferente mesmo. Vou testar na prática. Vou testar na prática. Convido vocês a experimentar. Vai ser muito legal. Fechou. Obrigado demais, Léo. Obrigado vocês. Escrevam o advogado de Deus nos comentários. E é isso, né, Homer? É isso aí. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau. Que bom que vocês vieram. Valeu. Fui.
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Estratégia Concursos
Preparação para concursos públicosG4
Plataforma de educação e suporte para empresários/líderesInsider
Plataforma de conteúdo/comunidade (Semana do Consumidor)