017 - CUBA PRÓXIMO ALVO? | NETANYAHU ESTÁ MORTO? E +
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, KIM KATAGUIRI, LUÍS PABLO, ANA HERING, ELENA AYALA, PAULO FIGUEIREDO, SILVIA FERRARO, TANGUY BAGHDADI e DANIEL SOUZA. O Vilela fez os quadrinhos do primeiro jornal impresso.
- Conflito Irã-EUAFechamento do Estreito de Hormuz · Impacto econômico global · Estratégia militar assimétrica · Pedido Trump por ajuda OTAN · Renúncia de assessor de contraterrorismo
- Erika Hilton TransfobiaPrimeira mulher trans presidindo comissão · Identidade de gênero vs biologia · Feminismo e representatividade · Direitos das mulheres cis · Proteção contra violência de gênero · Projetos legislativos sobre segurança · Educação sexual e machismo
- Denúncia contra Flávio DinoUso de veículos oficiais pela família · Busca e apreensão contra jornalista · Abuso de poder judicial · Liberdade de imprensa · Proteção de fontes jornalísticas
- Erika Hilton presidência da Comissão da MulherPrimeira mulher trans na presidência · Direitos LGBTQIA+ · Biologia versus identidade · Políticas públicas para mulheres · Debates sobre representatividade
- Crise energética em CubaBloqueio de petróleo · Apagões generalizados · Protestos populares · Abertura econômica · Possível intervenção americana
- Enfraquecimento OTANAmeaças Trump contra membros · Ameaça de invasão da Groenlândia · Pressão sobre Dinamarca e Canadá · Erosão de confiança histórica · Possível desmontagem da aliança
- Lei Magnitsky Sancoes EUASanções financeiras internacionais · Violação de direitos humanos · Diplomacia americana · Relações Brasil-EUA · Interferência eleitoral
- Queda da popularidade do TrumpPressão econômica da guerra · Aumento de combustíveis · Eleições midterms nos EUA · Descontentamento população americana · Impacto inflacionário
- Fim da aposentadoria compulsória como penalidade para juízesReforma disciplinar do judiciário · Privilégios corporativos · Responsabilidade de magistrados · Credibilidade institucional · Igualdade perante a lei
- Ilhas Karg como estratégia geopolíticaValor estratégico militar · Exportação de petróleo iraniano · Moeda de troca potencial · Ataques americanos direcionados · Hub econômico
- Vídeos supostamente deepfake de NetanyahuAnálise de inteligência artificial · Vídeos com erros técnicos · Supostos dedos extras · Aliança desaparecendo · Teoria sobre morte do PM
- Caso Vorcaro e arquivos apreendidosVídeos e arquivos sigilosos · Possível envolvimento de políticos · Acesso limitado à documentação · Análise de provas pela PF · Sigilo processual
- Robôs se rebelando contra humanosPrimeiro robô preso em Macau · Robô quebrando pratos em restaurante California · Comportamento agressivo de máquinas · Revolução das máquinas · IA adquirindo sentimentos
- Seleção BrasileiraImagem de demônio/Bafomé · Corvo de olhos vermelhos · Novo slogan 'Joga Sinistro' · Conspiração satânica · Design polêmico
- Carreira Atuacao InfantilMelhor amigo era ator mirim · Contratado pela tia · Desabafo em rede social · Dificuldade de socialização · Vida fictícia descoberta
Olá, terráqueos! Como é que vocês estão? Estamos aqui com mais um podcast Inteligência Limitada. E hoje é o dia de notícias, notícias da semana. Não é mesmo, bigoda? É isso aí, mais um jornal. Mais um jornal com vários convidados, notícias quentes, alarmantes. Exatamente, quentíssimas. Pô, tem gente aí que eu não imaginava que ia estar aqui hoje falando sobre o que está falando. Você viu, cara? Muita coragem, muita coisa que pode dar errado durante o programa.
Então, já vai assistindo, vai salvando o programa, porque pode ser que amanhã ele não esteja no ar. Exatamente. Não é?
Muita gente aí que vai falar coisas que eu não sei se podem, né? Sim, até 24 horas vai tomar ainda, hein? Então acompanha aí, vai gravando ao vivo, ajuda a gente a espalhar a palavra. Como que o pessoal vai participar? Se é que vai dar tempo, o pessoal é uma onda pergunta, mas sempre bom a gente ver o pessoal perguntando coisas que ajudam a gente a fazer perguntas para os convidados também, né? Exatamente, primeiro eu vou pedir para a galera deixar o like, tá certo?
Deixa aí o seu like, que ajuda bastante a gente. Se inscreve no canal, né? A gente está pertinho da marca dos 6 milhões,
ajuda a gente aí, envia sua pergunta via superchat que eu vou selecionar as melhores aqui, fechou? De verdade, então, a gente já pode fazer a apresentação e colocar aquela vinheta massa. Vamos lá? Vamos. Com certeza. Antes eu tenho que falar com o pessoal de casa, eu quero falar com você. Todo mundo tem um trabalho tranquilo, um bom salário e... Só porque eu estou doente aí, já estou acelerado, deixa eu falar mais devagar. Vamos lá. Você que está em casa, todo mundo quer um trabalho tranquilo, um bom salário,
mais qualidade de vida, não é mesmo? Mas poucos sabem que tudo isso pode estar a um concurso de distância, porque nos próximos meses, mais de 100 mil vagas devem ser abertas em concursos públicos para nível médio e superior em órgãos como Polícia Rodoviária Federal, INSS, Banco do Brasil, Receita Federal. Olha, tem muito concurso bom e com salário inicial de mais de 25 mil reais. A questão é, você vai continuar esperando ou vai agir agora?
contrário do que muita gente pensa, não é sorte, é estratégia. Isso porque o Estratégia Concursos escolhido por 70% dos aprovados está com até 42% de desconto, é isso mesmo? Exatamente isso aí. É, nos cursos para concursos. E esses descontos muito especiais estão acontecendo porque é Semana do Consumidor. Então estude com quem mais aprova no Brasil com uma metodologia que foca exatamente no que cai nas provas e encurte o seu caminho até sua estabilidade financeira.
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Quanto ano você tem? Eu tenho 20 aninhos. Passou raspando. Dois aninhos. Link na descrição, QR Code na tela. Exatamente. Então roda a vinheta e voltamos logo depois da vinheta. Vamos para o jornal. Estamos de volta aqui com Notícia Ilimitada. Eu sou o Rogério Villela e você já me conhece aqui do podcast. Eu não vou me apresentar. Quem tem que se apresentar aqui é Fernanda, que está aqui. Quanto tempo você está com a gente? Olha, alguns meses já.
Exato. Mas para quem não te conhece, dá um i. Para quem não me conhece, eu sou a Fernanda Comora. Boa noite, gente. Estou muito feliz de estar aqui com vocês.
Mais uma vez. E hoje, como o Vilela já antecipou, o negócio está pegando fogo. Exatamente. O Marcílio já teve com cabelo, sem cabelo. Ele te entregando, Marcílio. E eu aqui. Eu fiz três transplantes nesses seis anos quase já. O meu foram dois. Estou faltando o terceiro. Então o pessoal já me viu com cabelo pela metade. Eu raspei ao vivo aqui. A gente simulou uma treta e o pessoal raspou meu cabelo. O pessoal falou, nossa, que brincadeira sem graça. A galera acha que é assim.
e o cabelo. Não. Aí passaram uma máquina aqui. Tudo, tudo. Vejam esse episódio. Eu quero ver. Ficou bem engraçado. Marcílio. Bom, meu nome é Ricardo Marcílio, sou professor de Geografia, Geopolítica e Atualidades e toda semana aqui no Inteligência Limitada junto com o Vilano e com a Fernanda comentando as principais notícias da semana. E bomba é o que não falta, né? É. Geopolítica, literalmente, né? Bomba na política. Então começa agora mais um Notícia Limitada trazendo as notícias mais quentes da semana. A gente começa com polêmica. O jornalista maranhense Luiz Pablo
após denúncia contra Flávio Dino fala ao vivo com a gente. Paulo Figueiredo comenta a lei... Eu sempre me confundo, é Magnitsky. Magnitsky. Magnitsky. Fala aí. Magnitsky. Magnitsky. Magnitsky. Não, mas eu erro também. Vou te enganar não. Que volta a assombrar Alexandre de Moraes e Kim Kataguiri traz as últimas informações sobre o caso Vorcaro. Ele vai ou não vai delatar? É, eu não sei não, hein?
O debate de hoje, gente, também vai pegar fogo, hein? No quadro Dois Lados da Moeda, entre a advogada Ana Ehring e a vereadora do PSOL, Silvia Ferraro, sobre a Erika Hilton ser a primeira mulher trans a presidir a Comissão dos Direitos da Mulher. Em Cuba também a situação está bem complicada, possivelmente a queda do governo está acelerando e a gente vai trazer a cubana Helena Yala para comentar sobre as expectativas da população pela negociação entre o governo cubano e os Estados Unidos.
informações sobre a Guerra do Oriente Médio com a jornalista Desiré Rugani, espero que eu tenha falado certo o nome dela, e o especialista militar Marcelo Rios, que esteve aqui semana passada com a gente também. Tanguy e Daniel Souza do canal Petit Jornal, será que é isso? Petit Jornal? Jornal. Também comentam sobre o assunto. E no quadro, se for verdade, todo mundo quer saber. Olha, o especialista em conspiração, Tiago Lima, hoje fala sobre o suposto uso de inteligência artificial,
nos vídeos de Netanyahu, gente. Será que ele está morto? E Israel, de fato, está mentindo, hein, Marcílio? Esses vídeos estão meio estranhos. Seis dedos, tem vídeo que aparece aliança, depois some aliança. A cabeça do cara mudou de configuração. Sombra. Já manda uma enquete para o pessoal. Vocês acham que Bibi está vivo ou está morto? Vou mandar aqui. Desculpa, não me pareceu que ele vai colocar, né? Eu acho que não. Deixa o Bibi falar.
Ah, tá bom, tá bom. Deixa o baby dormir. Isso, desculpa. E ainda falando sobre geopolítica comigo mesmo, né? A gente vai falar um pouquinho sobre a importância das ilhas Karg, que possuamente o Trump vai invadir esse território. Falar também sobre a queda da popularidade do Trump, inclusive com um dos assessores ali do Departamento de Inteligência, renunciando e tacando coisa do ventilador. Por causa da guerra do Irã. Por conta da guerra do Irã.
Não era uma ameaça nenhuma, por que a gente entrou nessa guerra? Falou que Israel que convenceu o Trump, a coisa está tensa.
e falar também da possibilidade de sanções contra o Brasil. Por quê? Até porque a gente teve um assessor do Trump que teve o visto cancelado, porque aparentemente ele mentiu sobre a justificativa de entrar no território brasileiro. Só que o assessor do Trump tinha reunião marcada com Cássio Nunes, que é o ministro do STF e ano eleitoral. Ou seja, pode dar problema aí. E Fernanda vai trazer no nosso tradicional giro de notícias com a revolução dos robôs. E hoje nós queremos saber, vocês lembram dos amigos de infância? Vocês lembram?
quando eu vejo foto, eu não lembro quem é. Você lembra, Marcílio? Os caras estão tudo diferente, velho. É, não, mudaram bastante. Uma pergunta para ficar no ar. Será que eles eram, de fato, amigos de vocês? Pois é, né? Fica triste agora. Só vamos saber no final do programa. Pois é. E para encerrar, Carlos Bezerra traz a crônica da semana sobre o fim da aposentadoria compulsória como penalidade para os juízes. Então vamos lá, né, Fernanda? Como a gente vai começar? Vamos lá.
Olha, hoje a gente vai começar com esse caso que chamou a atenção do Brasil todo, e que como você disse agora há pouco, ele é bem corajoso. Pois é, né? Ele vai conversar com você. Eu sei que ele acompanha há um bom tempo já o seu trabalho, por isso aceitou prontamente o nosso convite. Ele não está dando entrevista para... Ele não está conversando com ninguém, ele conversou com um veículo de televisão só, mas aceitou o nosso convite para vir aqui falar. Porque, olha, a gente vai falar com o jornalista maranhense Luiz Pablo,
alvo, na semana passada, do mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em São Luís. Ele classificou, a defesa dele classificou a medida como abusiva, ilegal e uma tentativa de intimidação. Durante a ação da Polícia Federal foram apreendidos aí os computadores, celulares, o comunicador, ele perdeu assim os equipamentos essenciais para a sua atividade jornalística.
após uma matéria que denunciava o uso de veículos oficiais da família do ministro Flávio Dino. A família do ministro usava os veículos oficiais para uso próprio. E aí ele fez essa denúncia e essa apreensão acabou acontecendo logo na sequência. Estamos com ele no ar? Estamos na linha? Estamos com ele aqui. Vamos lá. Fernanda, pode começar também, Marcelo, fique à vontade. Olá, Luiz. Boa noite. Prazer.
Fernanda, jornalista também. Boa noite pra todos vocês. Quero agradecer pelo convite. Em especial, Vilela, que eu já acompanho. Sou um grande admirador. Alô? A conexão deu uma falhada. Alô? Luiz? Luiz? Acho que sumiu. Oi, Luiz. Tá nos ouvindo? Tá nos ouvindo? Agora sumiu. Tô ouvindo. Tô escutando a voz da produção. Isso. Agora voltou a sua voz. Vamos lá. Obrigado demais por ter aceitado o convite. Fernanda, vamos lá.
Luiz, primeiro eu queria dizer que você, eu como jornalista, fiquei muito tocada com a sua decisão de conversar, de expor essa situação. A gente sabe que quando a gente fala de judiciário, principalmente, a gente tem que ter dedos, tem que ter cuidado, mas pelo que eu pude acompanhar da situação dele, ele é um jornalista investigativo e toda vez que ele descobre algo, ele divide isso através do seu blog, das suas redes sociais,
todo bom jornalista sempre com o dever de proteger as suas fontes. Claro, assegurado inclusive por leis. Exatamente, por leis. E ele acabou, foi uma situação que mexeu com o Brasil todo, com o jornalismo de todos os veículos de imprensa, todo mundo ficou e apoiou, acho que ele conseguiu sentir esse apoio. Então assim, eu estou cheia de perguntas para ele, porque a gente sabe dos desafios, você também sabe como grande comunicador que você há tantos anos, jornalista também,
A gente sabe dos desafios da nossa profissão e eu queria te perguntar já de cara, posso já perguntar, Vilela? Pode, eu não sei se a sua pergunta, eu não sei se primeiro era legal, ele dá um contexto para quem não está sabendo de nada, né Luiz? Explica exatamente o que aconteceu, se puder fazer uma linha do tempo para a gente. Por volta do dia 10, exatamente há uma semana, policiais federais entraram na minha casa por volta de 6 horas.
Alexandre de Moraes, em razão de reportagens de denúncias sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça por familiares do ministro Flávio Dino. Alexandre de Moraes, enfim, eles usaram aí um pretexto de que o jornalista poderia estar sendo um stalker. Luiz Pablo poderia estar stalkeando e que isso feria, de qualquer forma, a função de fato da notícia.
E, por outro lado, a imprensa tomou as dores do Luiz Pablo dizendo que não, já que ele tem fontes, por conta disso ele foi apurar. Antes de mais nada, eu queria pedir para que você contasse para a gente como é que foi esse momento em que você... Você já trabalha com jornalismo há quanto tempo? Há 15 anos. 15 anos. Como é que foi, de repente, a sua casa sendo invadida pela Polícia Federal porque você havia publicado uma matéria?
sentimento, como é que você reagiu nesse momento? Eu confesso que diante de tantos comentários, principalmente nos bastidores, de pessoas ligadas politicamente ao ministro, que já governou o nosso Estado, comentavam que diante do que eu tinha feito, da reportagem, eu poderia ser preso, que tratava-se de um ministro do Supremo, muito poderoso. Algumas pessoas, até familiares meus, meu filho, minha mãe falando, meu filho, tu não teme pela tua vida.
Só que como eu já disse em outras entrevistas, o sangue do jornalismo investigativo fala mais alto e a gente não deve ter medo de expor a verdade. Luiz, como você ficou sabendo, houve alguma justificativa oficial, algum tipo de ordem judicial, algum esclarecimento sobre por que foi feito o processo de busca e apreensão? Na decisão que me chamou mais atenção, primeiramente da busca e apreensão, foram duas decisões, busca e apreensão e uma chamada busca pessoal.
que, por sinal, eu nunca tinha ouvido falar na minha vida. Essa busca pessoal diz que qualquer pessoa que estivesse comigo, em qualquer ambiente que eu estivesse, teria que ser levado os aparelhos de todas as pessoas. Inclusive, teve entrevista que eu dei, que o apresentador disse, Pablo, eu fiquei imaginando se tu estivesse no estádio de futebol, como é que seria? E, na busca e apreensão, o ministro deixou bem claro lá, em Negrito, inclusive,
E teria que ser com máxima cautela, sem expor, porque eu acho que eles queriam que ninguém soubesse, entendeu? Tanto é que veio um carro descaracterizado aqui na minha casa, com um delegado e três agentes. Na operação, eu falei para ele que eu estava disposto a colaborar fornecendo minhas senhas e a da minha esposa, porque ela está em ano de TCC para não levar o celular dela, o iPad.
Aí o delegado falou, não, eu vou ver se realmente for dela, já que tu tá colaborando, a gente vai deixar. Graças a Deus, pelo menos isso eles não levaram. Mas foi uma busca e apreensão que foi menos de uma hora, foi muito rápido. Eles não quiseram levar documento nem nada, foi diretamente nos meus eletrônicos. Nos dois celulares, no Macbook e no meu HD externo. O fato é só um, querem saber quem me passou a informação.
com alguém que me passou informação. Se descobrirem, por acaso, quem é minha fonte, qual é o crime que o jornalista cometeu? Nenhum. Não existe crime para isso. Porque qual é o papel do jornalista? É receber a informação como eu recebi. Aliás, esse crime de perseguição não existe, porque em momento algum eu persegui o ministro, não persegui sua família, não entrei em contato no número pessoal do ministro, não abordei ele em nenhum lugar. Eu simplesmente, com o papel do bom jornalismo,
Eu peguei, recebi a informação de fonte de informação, apurei, vi a veracidade dos fatos e entrei em contato através do e-mail institucional, do STF e do Tribunal de Justiça. Nenhum dos dois me responderam e fiz a publicação da reportagem. Você acredita, Pablo, que a gente está falando de uma investigação legítima a partir do momento que isso aconteceu? Estou falando o que você sente pelos seus 15 anos de experiência?
talvez, de silenciar o seu jornalismo investigativo. Aqui no Maranhão, principalmente, a mão da justiça pesa bastante. E eu falo isso em todas as esferas, na estadual principalmente, todas as decisões, inclusive você faz reportagem com documento, ainda assim, desembargadores aqui do Maranhão, juízes, ainda te condenam. É algo assim que não dá para acreditar.
uma instância para buscar justiça. A gente não entende o que acontece com essa justiça. Eu não falo no modo geral, mas grande parte dos membros do Judiciário do Maranhão cometem muita injustiça em relação a isso. É lamentável. Fazer o papel de jornalista no Maranhão não é fácil. Luiz, duas questões. Primeiro, você sabe se você foi incluído no inquérito das fake news? Eles forneceram isso para você? E outra questão, quais são os próximos passos agora? Porque eu imagino que vai ser judicializado o processo, claro,
e, obviamente, os ministros da STF têm muito mais poder financeiro do que você para conseguir levar essa batalha para frente. Quais são os próximos passos dessa investigação? Eu acredito que, diante da grande repercussão, quero, inclusive, agradecer a todas as entidades, principalmente a Brage, que me deram um grande suporte. Hoje, por exemplo, saiu uma reportagem internacional que eu fui procurado pela jornalista Cristiana,
do Comitê para a Proteção de Jornalistas da Organização Internacional, falando sobre o meu caso, diante dessa grande repercussão, principalmente negativa para o STF, eu acredito que houve um reculpo por parte desse inquérito, porque ficou muito claro lá, inclusive teve reportagens que desmentiu o ministro, o ministro Alexandre de Moraes. Ele emitiu uma nota dizendo que não estava no inquérito das fake news, mas está lá, está lá, conforme a imprensa divulgou,
Está bem claro que eu estava no inquérito, mas aí a nota disse que eu não estava, eu fiquei sem entender em relação a isso. Eu queria te perguntar se depois desse ocorrido, depois de você ter tido a tua casa invadida, depois de você ter tido que ficar em silêncio no depoimento que você deu para a Polícia Federal, para preservar as suas fontes, você tem medo de continuar no jornalismo investigativo, se você teme por algo que possa acontecer em relação,
a sua vida, a sua liberdade de expressão, como é que você se vê nesse cenário a partir do momento que aconteceu isso?
que está em grande proporção, porque trata-se de ministro do Supremo. E por esses dias eu sinto como se eu estivesse sendo perseguido, seguido, olho para o lado, parece que tem alguém me olhando. Hoje mesmo eu fui praticamente ameaçado. Eu coloquei ontem uma reportagem de uma pessoa entrando na casa do vice-governador do Maranhão, entrando com uma mochila e saindo sem a mochila.
sobre o que essa pessoa entrou com a mochila e saiu. O vice-governador não se intimidou em colocar na rede social dele. Eu vou ler aqui para vocês. Ele botou da seguinte forma. Vocês lembram daquele blogueiro do Maranhão que perseguiu a família do ministro do STF e ainda teve gente passando pano, ou seja, falando da imprensa, que me deu todo esse apoio. Pois agora a vítima fui eu. Postou fotos de espionagem em frente à residência que ocupo.
Então, é uma ameaça velada mesmo. Aliás, é uma ameaça pública. Porque o que um vice-governador vai entrar na Polícia Federal? Será que é porque ele já foi...
da equipe do governo Flávio Dino, será que ele está contando com esse apoio de novo da Polícia Federal invadir minha casa? Então, são essas ameaças que eu recebo. É como se eu não pudesse mais falar nada, não pudesse mais questionar ninguém. Obrigada. Eu queria agradecer a sua participação, mais uma vez reiterar a sua admiração pelo Vilela e por isso ter concordado em conversar com a gente ao vivo aqui. Obrigada. E desejar sorte para que tudo se resolva bem. Obrigado, Luiz. Obrigado. Eu que agradeço.
obrigado pelo apoio de vocês, de todos os brasileiros também que têm mandado mensagem de manifestação de apoio. Obrigado. Obrigada, viu? E agora vamos falar daquela lei cujo nome você vai falar agora. A Lei Magnitsky. Repete agora, Fernanda. Lei... É o trabalho língua. Lei Magnitsky. Isso. Eu vou ficar treinando em casa agora. Quem que vai explicar porque a gente está falando de STF, o que pode acontecer aí? Exatamente.
Olha, o que pode acontecer? A lei, gente, voltou a assombrar. É isso, né, Marcílio? Alexandre de Moraes. Alexandre de Moraes. Os Estados Unidos avaliam voltar a aplicar sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal após denúncias envolvendo o Banco Master. E para comentar isso, a gente tem Paulo Figueiredo direto dos Estados Unidos, né? Exatamente. Então vamos lá. O Bigoda, solta o vídeo para a gente, por favor. Vamos lá?
Vamos lá. Oi, pessoal. Legal estar aqui. Olha, a primeira coisa que precisa ficar clara é que a possibilidade de a Magnitsky voltar nunca deixou de existir. O Alexandre de Moraes continua designado, tecnicamente, como violador internacional de direitos humanos sob o Global Magnitsky Act. Essa designação não foi retirada. O que aconteceu foi outra coisa. As penalidades financeiras impostas pelo OFAC, que é o órgão do governo americano que lista as pessoas que estão sofrendo de sanções financeiras, essas foram suspensas
por conveniência da política externa americana. Isso está escrito na nota do próprio Departamento de Estado. Não porque eles mudaram de opinião ou porque o Alexandre se arrependeu e encontrou Jesus. Não. Por conveniência da política externa americana daquele momento, a designação foi mantida, mas as penalidades foram retiradas. Ou seja, juridicamente, o caso da Magnitsky continua aberto. A estrutura legal para a sanção está lá. Para que as sanções voltem a valer
a valer, basta uma decisão política de quem? Ou do secretário de Estado, ou do presidente dos Estados Unidos. Não é necessário abrir um novo processo, nem refazer toda a investigação que eles tiveram que fazer para sancioná-lo. Basta vontade política. Agora, vamos olhar o contexto. O governo Lula acabou de criar uma crise diplomática muito séria com Washington. Cancelar o visto da principal autoridade americana responsável pela política para o Brasil é algo praticamente sem precedentes. Acho que não tem precedentes. Não há registro de um governo
fazendo isso com um diplomata americano. E mesmo do lado do americano, os americanos nunca cancelaram o visto de nenhuma autoridade diplomática do governo Lula. Eles cancelaram a do Padilha, mas o Padilha não é autoridade diplomática e ainda assim o Padilha teve um visto diplomático para vir para os Estados Unidos e para a ONU. A justificativa dada pelo governo brasileiro é bem fraca. O governo brasileiro disse que o Darren Beatty, que é essa figura, o Senior Advisor for Brazilian Policy,
o Jair Bolsonaro na prisão. Mas simplesmente não corresponde com os fatos. Porque ele participaria de um evento da Embaixada Americana sobre Minerais Críticos e teria reuniões com autoridades dos três poderes, inclusive gente do próprio governo Lula. E eu sei de algumas dessas reuniões. Algo que é absolutamente normal no mundo diplomático. Nenhuma autoridade brasileira diplomática, não é dito a ela quem elas podem ou não visitar enquanto estão aqui nos Estados Unidos.
seus diplomatas, seus diplomatas fazem o que quiser e costuma ser assim em países livres. Essa postura de você só pode visitar quem você disser no seu visto é a postura do Partido Comunista Chinês para quem vai fazer visita lá na China. E tem um detalhe importante, mesmo a tentativa de visitar o Bolsonaro já estava proibida desde o dia anterior por decisão do Alexandre de Moraes, ou seja, o motivo alegado para a crise não se sustenta. Agora, tudo isso acontece em um momento
em que a relação entre o Trump e o Lula vinha já azedando. Houve sim uma tentativa de aproximação no ano passado, em um lobby patrocinado pelo Joesley Batista da JBS. Foi nesse contexto que as penalidades financeiras da Magnitsky em relação ao Alexandre foram suspensas, mas essa aproximação acabou nunca se consolidando entre Trump e Lula. O Lula fala há meses de uma reunião com o Trump, mas que já foi cancelada várias vezes e nunca aconteceu.
sobre os produtos brasileiros, elas só caíram por uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que não tinha nada a ver com a negociação com o Brasil. E dezenas de vistos de autoridades brasileiras e os familiares cancelados pelo governo Trump no ano passado nunca foram reestabelecidos para a tristeza do Barroso, o ex-presidente do STF, que vive choramingando a respeito desse tema. Agora, essa nova crise piora ainda mais o ambiente político entre os dois governos.
que pesa muito nessa equação. A promessa do Donald Trump de designar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas internacionais. Essa medida é extremamente séria dentro da política de segurança americana. O problema é que o governo Lula tem se oposto de forma ferrinha a essa designação. E a gente não está falando de uma oposição discreta, está em todos os jornais. O governo brasileiro tem feito um lobby ativo em Washington para impedir que as duas maiores organizações criminosas do Brasil sejam classificadas como grupos terroristas.
terroristas pelos Estados Unidos. Isso é bastante extraordinário do ponto de vista diplomático. A gente está falando de facções responsáveis pelos narcotráficos, assassinatos, dominam um quarto da população brasileira e sob o domínio dessas pessoas, conexões internacionais com crime organizado, até com resbolar, e mesmo assim o governo brasileiro tem atuado para bloquear, o governo Lula tem atuado para impedir essa designação. Quando você coloca isso no contexto da política americana, o impacto é grande.
Se antes não era conveniente para a administração Trump manter as sanções magníficas e ativas, agora o cálculo político pode começar a ser diferente. Porque você tem uma relação bilateral deteriorando, um Flávio Bolsonaro subindo nas pesquisas e ultrapassando Lula, e um governo estrangeiro que está fazendo lobby para impedir que organizações criminosas sejam tratadas como grupos terroristas e está expulsando os diplomatas americanos absolutamente sem nenhum motivo.
objetiva é, a Magnitsky pode voltar? Pode. Juridicamente é simples, não exige um novo processo, mas depende da decisão política, principalmente do presidente dos Estados Unidos. Por isso é importante a gente observar se a relação política entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente do Brasil não vai azedar de vez. Vamos observar nos próximos dias o que vai acontecer.
Pois é, são 8h09 aqui em São Paulo. Marcílio, quer comentar alguma coisa? Acho que só trazer um contexto, porque ele está falando que geopoliticamente realmente a relação entre Trump e Lula, que parecia, segundo os dois, ter rolado uma ótima quinta no ano passado, vem azidando bastante, vem complicando bastante. Várias acusações? Só nas últimas semanas, se a gente for pensar, a gente falou das acusações do Congresso americano de bases militares secretas chinesas,
de terras raras que foi criado pelo Trump para a América Latina. E convenhamos que o Trump fez esse grupo, eu diria que praticamente para forçar o Brasil a fazer parte dele, já que o Brasil é a segunda maior reserva do planeta. Se a gente for pensar, existem uma série de líderes hoje da direita latino-americana que vem se aproximando do governo americano. O Caste, por exemplo, no Chile. A gente tem o Paz, por exemplo, na Bolívia.
O Penha, por exemplo, no Paraguai. Recentemente foi feito um acordo militar entre Paraguai e Estados Unidos, em que militares americanos
americanos podem ficar no território paraguaio sem prestar os devidos esclarecimentos para o governo paraguaio e, querendo ou não, o Paraguai faz fronteira com o Brasil. E uma das coisas que os Estados Unidos colocaram como prioridade é combater o resbolar na triplice fronteira, ou seja, a gente tem militares americanos no território do Paraguai com total liberdade na fronteira do território brasileiro e a reunião que tem entre Lula e Trump, por exemplo, que é assim em março, aparentemente não tem mais data para acontecer.
E o governo brasileiro, ele viu essa questão dessa visita do assessor como a tentativa dos Estados Unidos de interferir nas eleições locais. Se é ou não, muito difícil a gente saber, claro, né? Mas qual foi a crítica do governo brasileiro? Que nem o Paulo Figueiredo falou. Que o assessor do Trump, aparentemente, ele só tinha falado para a diplomacia brasileira. Que ele faria uma visita a um fórum sobre terras raras, só que ele pediu para fazer uma visita para o Bolsonaro.
essa possibilidade de visita. E quando viu que ele tinha, entre aspas, mentido, segundo a interpretação do Brasil, tirou o visto de um assessor importante do Trump. Ainda mais, teve a informação, segundo a Folha de São Paulo, que além da visita ao Bolsonaro, ele tinha visita com o Cássio Nunes, que é o ministro do STF que foi colocado pelo Bolsonaro e que, na época das eleições, vai ser o presidente do TSE. Ou seja, o Brasil viu como uma possibilidade dos Estados Unidos tentar fazer algum tipo de interferência
no processo eleitoral. Lembrando que as ações militares americanas estão ficando mais fortes no Equador, a gente tem questões diplomáticas. Por exemplo, o Equador está com militares também americanos combatendo o narcotráfico. O Gustavo Petro, que é uma liderança da esquerda, falou que militares do Equador atacaram o território colombiano sem autorização da Colômbia e pediram por uma intervenção do Trump. Ou seja, está virando um caldeirão de pólvora América Latina e com certeza o Brasil, que é a maior economia e o país mais popular,
o principal representante do Sul Global, líder da Selac, o Trump aparentemente está querendo intervir um pouco mais. E claro que o Brasil tem preocupações. O Flávio Bolsonaro está disparando nas pesquisas, muitas vezes até superando o Lula no segundo turno. Então acho que o Brasil tem um certo medo de uma possibilidade de intervenção do Trump no processo eleitoral. Pois é. Vamos então agora para debate, não é, Fernanda? É. Olha, já que ele está falando de polêmica, a gente teve uma bem acentuada essa semana também.
Dominou a rede social esse assunto, né? Dominou esse assunto, que a deputada federal Erika Hilton é a primeira mulher trans a presidir a Comissão dos Direitos da Mulher. Nessa votação polêmica, Vilela, ela recebeu 11 votos a favor e 10 votos foram em branco. A escolha causou discussão, principalmente entre os opositores, e mobilizou protestos como um abaixo-assinado que já conta com mais de 100 mil assinaturas. Além disso, a deputada delegada Ione tenta aprovar um projeto de lei
gêneros, ou seja, do sexo feminino biológico, possam assumir a comissão. Então vamos deixar as convidadas no ponto e roda a vinheta, vamos lá. Queria aproveitar então da boa noite aqui para as nossas convidadas que vão participar do nosso debate. Hoje nós temos aqui a Ana Hering, ela que é advogada. Boa noite Ana, seja bem-vinda. Boa noite, boa noite Silvia, boa noite Vilela, boa noite pessoal, obrigada pelo convite. Obrigada você por estar aqui conosco e dá boa noite também para
que é vereadora aí do pessoal. Boa noite, Silvia, seja bem-vinda. Não estou te ouvindo, Silvia. E agora? Agora sim, boa noite. Boa noite, Fernanda, boa noite, Vilela, boa noite, Ana. Muito obrigada pelo convite de poder estar nesse debate quente aqui com vocês. Pois é, Fernanda, quem começa? Você escolhe aí. Olha, eu queria pedir, assim como você faz sempre, Vilela, para que cada uma fizesse aí a sua colocação, colocasse o seu ponto de vista.
A gente pode começar pela Silvia? Pode. Então vamos lá, Silvia. A Silvia que, na verdade, é a favor aí da Erika Hilton presidir a comissão. Por favor. Então, essa questão da comissão, da presidência da Comissão de Mulheres, ela ganhou um grande estardalhaço aí por parte da extrema-direita, dos partidos conservadores, colocando aí o partido Missão, que acho que é o partido da Ana,
também nesse bojo. E uma coisa que é, assim, intrigante é que estes partidos nunca se interessaram por debater o conteúdo dos debates dentro da Comissão da Mulher. Aliás, eles nem discutavam essa presidência da Comissão da Mulher. Anteriormente, a presidência era de uma mulher do pessoal, era da Célia Chacriabá, que é uma mulher indígena. Então, assim, o primeiro estranhamento é por que esse estardalhaço?
porque a presidente agora é uma mulher trans. Então, por quê? Porque esses partidos, na verdade, eles fazem uma grande cruzada, não é de hoje, contra que mulheres trans possam estar à frente como protagonistas nas situações representando mulheres. Há uma verdadeira cruzada contra a questão LGBTQIA+. E isso faz parte dessa estratégia desses partidos.
Do meu ponto de vista, a Érica, em primeiro lugar, ela é uma mulher. Veja, ela é uma mulher trans, assim como tem mulheres indígenas, mulheres quilombolas, mulheres negras, que a Érica também é, mulheres periféricas, mulheres PCDs, mas são mulheres, mulheres que têm adjetivos. Então, ela ser trans não tira o fato dela ser, em primeiro lugar, uma mulher, tanto é que vocês falaram, uma mulher trans.
E eles se apegam a essa questão da biologia. Só que a biologia que eles estão reivindicando é a biologia atrasada. A biologia avançou. A gente tem uma ciência moderna que não considera mais questões anatômicas ou questões genéticas isoladas. Hoje a biologia compreende que o sexo de uma pessoa é a questão genética, a questão de anatomia, a questão dos hormônios.
Não é porque ela nasce com uma anatomia de sexo biológico que ela é, para a vida inteira, a mesma coisa. Não, ela muda, ela mudou. E isso não é uma questão só de como ela se sente. Também é uma questão de como ela se sente. Mas a própria biologia avança quando vê casos de pessoas intersexos que têm mais de 40 variações.
Tem pessoas que nascem com cromossomos XX, pessoas que nascem com útero e com a genitália masculina. Então, assim, esses partidos, eles pararam no tempo, não enxergam os avanços da própria ciência, da própria biologia. E também falam que a Érica não tem a vivência de ser mulher. Vejam, a Érica, como mulher trans, ela sofre assédio sexual, ela sofre preconceito,
e desvalorização por ser mulher, desvalorização da sua fala, e ela sofre os preconceitos. E não necessariamente uma pessoa tem que passar por todas as vivências de uma mulher para representar as mulheres, porque senão a própria Ana não poderia ser presidente da Comissão da Mulher, porque afinal de contas era uma mulher jovem. Ela não representa as mulheres que têm mais idade, ela é uma mulher que acho que não tem filhos. Também não poderia falar sobre maternidade porque não tem filhos?
Ou uma mulher que não é estuprada não poderia falar sobre a proteção que as mulheres precisam ter para não terem violência sexual, não serem estupradas. A vivência, ela nunca é totalmente universal. Ela nunca é, não vai abarcar todos os aspectos de mulher. Porque, na verdade, tem muitos aspectos de mulher. Tem muitas vivências de mulher. Uma mulher periférica não vive da mesma forma que uma mulher de classe média,
uma mulher milionária. Então, tem muitas vivências de mulher. O que nós queremos é que haja uma presidente na Comissão de Mulheres que possa defender as mulheres. E a Érica tem mais de 26 projetos que defendem as mulheres. Então, ela tem a competência e ela representa, neste momento, essa necessidade urgente, inclusive, de ter à frente uma mulher que possa produzir legislação
para enfrentar essa onda de feminicídio, de estupros que a gente vive no nosso país. Silvia, obrigada. A Silvia falou por cinco minutos. Então, Ana, você tem cinco minutos aí para conversar com a gente. Legal. Eu quero começar, fiquei aqui mais ou menos na ordem que ela falou. Ela começou falando desses partidos, falou do Partido Missão. O Partido Missão é um partido recente, então não tinha como a gente pleitear nenhum tipo de presidência antes, porque a gente passou a existir no final do ano, de outubro,
para o início do ano de 2026. Então, não tinha como a gente pleitear, não tem como a gente entrar nesse bolo de esses partidos. De fato, a direita deixou a pauta da mulher de lado durante muito tempo e isso é algo que o Partido Missão vem para mudar. E aí, logo quando a gente chega, a primeira vez que uma mulher não biológica assume a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados é a primeira vez que uma mulher não biológica assume.
Os meus principais pontos contra a Erika Newton assumir essa posição não é nem por ela ser uma mulher trans, que é sim um ponto significativo, mas é por ela ser misógena. E para mim, uma pessoa misógena não pode assumir a presidência da Câmara dos Deputados, a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. Você mesma, Silvia, falou que uma pessoa que assume a presidência da comissão, ela precisa tratar sobre a sensação de importância para as mulheres. Por exemplo, o feminicídio, o estupro.
para aumentos da pena sobre feminicídio e estupro. E a Erika Hill tem a bancada toda do pessoal votaram contra. Para mim, muito mais importante do que você ficar discutindo essas pautas identitárias de quem é trans, quem não é, é a vida real das mulheres. Você mesma falou, as pessoas não sabem como é viver a realidade de uma mulher no dia a dia. Você não sabe se é você estar num ponto de ônibus e ser assaltada porque o bandido te vê como um ser humano mais frágil. Inclusive, outro PL que a bancada do pessoal Erika Hill votou contra,
aumento de pena pra furtos e roubos. Então, assim, eu vejo vocês contornando muito, fantasiando muito essa relação com a mulher trans, a mulher trans, mas acima de qualquer coisa, o que é realmente importante pra mulher, que é a segurança, eu não vejo vocês lutando a favor. Silvia, quer comentar? Quero. Veja bem, a tela meio que mudou de posição aí em relação a Érica poder, então, presidir a comissão, sendo ela uma mulher
trans. Não foi isso que eu tinha visto nos seus vídeos. Não, não. Não vou ter disposição, tá? Só pra deixar claro. Ela agora está falando sobre a questão da misoginia, o que eu acho uma coisa, assim, a Erika nunca foi misógina. A Erika sempre defendeu as mulheres. Inclusive, aquele tweet que vocês propagandearam, que inclusive entraram com o pedido de cassação contra a Erika por causa do... Ela não fala sobre mulheres. Ah, não. Você acha...
Você acha que chamar mulheres cis de indecis... Não, ela não chamou mulheres cis. Ela falou de pessoas transfóbicas. Ok. Indecis não está falando de pessoas transfóbicas. Indecis está falando de cis. Calma, Ana. Você deu o tempo de fala para a Silvia. Vamos deixar a Silvia responder agora. E depois você vai ter esse tempo adicional. Ok. Então, quando a Erika fez aquele tweet, ela estava falando sobre pessoas transfóbicas.
servido para você, para outras pessoas que acharam que era para vocês, porque vocês estão se achando pessoas transfóbicas. Mas a Érica falou para pessoas transfóbicas. Ela não xingou mulheres como vocês propagandearam uma fake news sobre isso. Sobre a questão da política, veja, para vocês só tem um jeito que é aumento de pena. Na verdade, isso é uma questão de segurança pública. A gente tem milhões de outros projetos para defender as mulheres,
Inclusive, vocês são contra. Então, por exemplo, vocês são contra que haja educação sexual nas escolas. Que isso, sim, coíbe a questão do machismo, a questão da violência sexual para meninas e para mulheres. Vocês são contra o fim da jornada e da escala de trabalho 6x1? E a maioria das que estão na escala de trabalho 6x1 são mulheres. São as mulheres da limpeza, são as mulheres da cozinha, que não têm tempo de cuidar dos seus filhos, que não têm tempo de cuidar da família.
Então, vocês são hipócritas, porque vocês dizem defender a família, mas, na verdade, quando vocês são contra que as mulheres tenham dois dias de descanso por semana, vocês não estão defendendo a família, porque essa mulher precisa estar presente com os filhos. Então, vocês não estão defendendo as mães, vocês não estão defendendo o direito das mulheres ao descanso. Então, assim, para vocês só tem um jeito de defender as mulheres, que é aumento de pena. Nós não concordamos. Por que a gente não concorda com a proposta de vocês?
Então eu vou falar do mesmo jeito. Porque vocês não concordam com o fim da escala 6. Por um, também vocês não defendem as mulheres. Aqui a gente teria que debater, então, projeto a projeto. E não vocês ficarem agitando que a Érica é uma pessoa misógina, porque não procede. Ana? Certo. Você acha que, assim, na primeira sessão dela como presidente da comissão, a primeira atitude que ela teve foi levantar e deixar uma mulher falando sozinha, uma mulher que discordava dela. Você acha que esse tipo de pessoa vai ouvir as mulheres?
Eu acho que não. Depois, você falou de transfobia, falou que a cara puta serviu. Eu, nos meus vídeos, eu não sei, você fica falando aí, vocês, vocês, vocês, eu não sei quem vocês você está falando. Você está falando de mim, do meu partido. Nós fomos a favor das pessoas trans lutarem pelos seus direitos, nos seus espaços. Assim como as mulheres biológicas vão lutar pelos seus direitos nos seus espaços. Sem um invadir o lugar do outro.
O que me parece, ultimamente, é que vocês estão tentando roubar o termo mulher, vocês aí da pauta identitária,
trans e todo o resto que envolve mulheres biológicas e mulheres trabalhadoras, passam a ser pessoas que gestam. Então, assim, uma pessoa que trata mulheres de nascença, promossomo XX, como pessoas que gestam, que deixa a gente falando sozinha, que fala que o cabelo de uma colega é um cabelo nocecado, que chama mulheres que discordam dela na internet de indecis, que fala que mulheres que discordam dela podem latir, pra mim, esse tipo de pessoa não representa mulher, independente se ela for uma mulher, se ela for uma mulher trans, se ela for um homem.
Esse tipo de pessoa não deveria estar presidindo a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres. Outra coisa, você enfiou aí um assunto de escala 6x1. Nós não somos contra a redução da escala 6x1, nós somos contra a redução da escala 6x1 como ela está sendo feita. Nós precisamos discutir outros assuntos como aumento de produtividade, aumento de produtividade no geral para que a gente possa, enfim, discutir a diminuição da jornada de trabalho.
falar sobre jornada de trabalho, falar que a gente é contra a mulher, você mostra que você realmente não sabe quais são as formas que o partido defende. E, inclusive, nesse ponto que você fala sobre vocês, vocês no geral. Agora, uma pergunta que eu deixo para você. Você falou assim, ah, não, a gente não votou no seu projeto, a gente não votou no seu projeto. Por que vocês não votaram no projeto que aumenta a pena para estuprador e feminicida?
Se vocês são a favor disso, porque se vocês são contra e vocês realmente se importam com a segurança
as mulheres não se deveriam ter votado a favor. Por que não devemos aumentar a pena para estuprador e assassino de mulher? Pode responder, Silvia. São várias coisas que ela colocou. Primeiro que a Erika não... A primeira atitude da Erika como presidente da comissão não foi levantar e deixar uma mulher falando sozinha. Já tinha terminado as votações da comissão e estava no tempo de liderança. Então ela já tinha feito toda a reunião. Então ela levantou em um momento.
Pode levantar e deixar uma mulher falando sozinha. Que atitude de presidente, hein? Não, veja bem, a primeira reunião... Toda a reunião, ela já tinha aprovado todos os projetos, todos os requerimentos. Então, assim, você falou uma coisa que não procede. Você falou assim, ela começou... Ok, a primeira atitude dela na primeira sessão... Olha, vamos deixar a Silvia falar agora, Ana, mais uma vez você está interrompendo ela, por favor, depois você faz a sua colocação. Então, veja bem,
você disse que a primeira coisa que a Érica fez foi sair da mesa e deixar a pessoa falando. Não, não foi isso que aconteceu. Então explica direitinho. Teve toda a reunião da comissão, teve todos os requerimentos aprovados, teve toda a pauta discutida e no tempo de liderança ela pediu para se ausentar. E isso acontece em qualquer casa legislativa. Segundo, sobre a questão de roubar o protagonismo das mulheres. Veja, a Érica é uma mulher.
que é uma mulher indígena, ia roubar o protagonismo das mulheres que não são indígenas? Ah, se tiver uma mulher negra, tá roubando o protagonismo. O que é uma mulher? Fala pra mim o que é uma mulher. Uma mulher é, acima de tudo, uma pessoa que se sente como mulher, que tem consciência de mulher, que sofre os dramas de ser mulher na nossa sociedade. Você consegue definir uma mulher? Você consegue definir uma mulher pra mim sem usar a palavra mulher, sem fazer uma referência circular? Porque eu não posso falar, por exemplo, te perguntar o que é um carro,
pra falar pra mim assim, ah, um carro é alguém que se sente um carro, é algo que parece com um carro. Defina a palavra mulher pra mim, sem falar a palavra mulher. Então, só por aí ver que você não entende o que é o ser humano, porque o ser humano não se compara a um carro, né? Um carro é um objeto inanimado. Silvia, você é inteligente, você é professora, você é vereadora, você entendeu o que eu quis dizer, por favor. Os seres humanos, primeiro, os seres humanos, eles são muito mais do que a biologia
simplificada que vocês dizem que é só o cromossomo. Sabe por quê? Porque nem isso vocês conseguem dar conta. Tem mais de 40 variações de combinações entre genética, hormônios, anatomia, e vocês não dão conta de explicar isso, porque a cabeça de vocês é limitada. Vocês pararam no tempo, vocês têm que avançar, vocês estão lá na Idade Média. Então, assim, vão pesquisar, pesquisem os avanços da ciência, pra vocês poderem falar com propriedade, porque vocês não
estão conseguindo sustentar os argumentos. E por último, acabou o tempo? Posso continuar falando? Olha, acho que a gente já está... Você ainda não me definiu o que é mulher. Olha, como a gente já está se encaminhando aqui para o final, e vocês estão falando bastante de estudo, se meu amigo Vilela me permite, acho importante, porque nós temos muitas mulheres acompanhando também, a gente falar de dados, que o direito da mulher ao voto, por exemplo, ele só começou em 1915,
assim como o direito de trabalhar em 1962, sem autorização do marido, porque até então ela precisava. Direito à educação e acesso à universidade em 1887, que foi representado por Rita Lobato Velho Lopes. Ela foi considerada uma revolucionária na época. A proteção contra a violência doméstica foi com a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006.
20% abaixo do salário dos homens. E acho que um dado muito importante que deve ser levantado é que as mulheres, muitas vezes, elas são dispensadas se elas estão em faixa etária de engravidar, de partirem para a maternidade, porque mais da metade são dispensadas com a criança antes de completar dois anos. E quando isso acontece, elas não são reiteradas ao mercado de trabalho. Então, eu acho que a avaliação,
Quando a gente fala de mulher, é muito importante a gente ter esses dados na mão e aí fica a reflexão para vocês. Independente se é uma mulher cis, se é uma mulher trans, na opinião de vocês, a Erika Hilton, ela estaria em condições de avaliar isso para poder presidir a Câmara? Quem começa? Posso falar? Pode, pode. Voltando à fala da Silvia, ela começou dizendo que a biologia é uma parte muito pequena.
eu discordo totalmente, porque assim, então eu posso me identificar como uma pessoa negra e me identificar de copas em faculdade federal? Porque que a biologia é uma coisa pequena quando se trata de mulher, mas quando se trata de outras pautas que vocês defendem, aí sim é uma coisa grande, é uma coisa central. Outra coisa, como que uma pessoa, novamente, repito, uma pessoa que nunca passou por isso, ok, entendo que você discorda desse ponto, mas assim, a pessoa nunca passou por um período menstrual, ela nunca teve uma fólica menstrual, ela não sabe o que é ser uma mulher, ela sabe o que é ser uma mulher trans, eu não sei o que é ser uma mulher trans,
sabe que é ser uma mulher sim. Como que uma pessoa dessa consegue discutir assuntos e se colocar no lugar de uma pessoa para discutir assuntos sobre violência obstétrica, pobreza menstrual, saúde reprodutiva, combate à mortalidade materna, uma pessoa que sequer respeita as mulheres. A Fernanda citou aí uma série de estudos mostrando quantas mulheres foram negligenciadas ao longo da história. E eu estou aqui para falar sobre a defesa das mulheres de verdade. Eu entendo que as pessoas trans têm os seus problemas, têm as suas
dificuldade, jamais vão me colocar no lugar de fala de tentar entender o que se passa ou o que ela sopra. Eu espero que o contrário também seja verdadeiro. Posso comentar? Por favor, Silvia. Veja, nem todas as mulheres menstruam, nem todas as mulheres têm filhos biológicos, nem todas as mulheres têm útero, nem todas as mulheres têm mamas e nem por isso elas deixam de ser mulher. As mulheres têm uma gama muito grande de vivências. Você está resumindo
As mulheres é uma máquina reprodutiva. Você até agora não me definiu que é uma mulher. Até o momento você não me definiu que é uma mulher. Mulheres não são resumidas só aos órgãos reprodutivos. Nós somos muito mais do que isso. Muito mais do que isso. Então, vejam bem, uma mulher que não tem filhos ou que tem filhos adotivos, que não são filhos biológicos, como vocês gostam de se apegar à biologia, não tem filhos biológicos. Ela não sabe o que é defender os seus filhos? Ela não sabe o que é ser mãe?
Ela sabe o que é ser mãe, mesmo aqueles filhos não saindo do seu ventre. Então, assim, a questão resumida, só a biologia, ela não explica a nossa sociedade nos dias de hoje. Ela não explica por que tem pessoas que nascem com o sexo biológico e que não se sentem inteiras naqueles séculos. Elas precisam transicionar e elas transicionam. E a Érica foi uma pessoa que transicionou e que é uma mulher trans, mas ela não deixa de ser mulher porque ela é uma mulher trans.
e ela sente sim, por ela ser mulher, ela é assediada, por ela ser mulher, a fala dela é desvalorizada, por ela ser mulher. Ela sofre... Ela tem 26 projetos, ela tem 26 projetos para defender as mulheres. Eu não estou dizendo que a Erika Hilton não sofre, ela sofre sim todas as dores de uma mulher trans, mas ela não sofre todas as dores de uma mulher, ponto. Porque esse negócio de mulher cis também não quero.
mulher sem sufico. Eu sou mulher. Eu não preciso de um sufico pra definição. Você é uma mulher jovem, branca e que não tem filhos, por exemplo. Meninas, eu quero agradecer. A gente tá se encaminhando aqui. A gente tá se encaminhando pro final. E ela passa neurologista. A gente tá se encaminhando aqui pro final, então eu queria agradecer demais a presença de vocês duas e pedir pra que vocês deixem aí o canal de vocês, a rede social, por favor. Começar pela Ana. Pessoal, Ana Erin em todos os assentos sociais.
H-E-R-I-N-G, Ana Hering. Assinem também o meu abaixo-assinado contra a presidência da Erika Hilton na Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. Obrigada, Ana. Obrigada por ter participado aqui conosco e agradecer também a Silvia. Muito obrigada aqui pelo convite de ter participado. A minha rede social é Silvia Ferraro, bancada feminista e também tem o abaixo-assinado da Erika Hilton em solidariedade à Erika e assinem aí para quem se sente representada por uma mulher
trans dirigindo a comissão de mulheres. Obrigado, obrigado. Obrigado as duas. Lembrando que essa discussão, claro, a gente encerra aqui, mas ela continua nas redes sociais e acompanha as duas para realmente ficar mais informado, porque o tempo aqui é reduzido e você vai ter muito mais chance acompanhando as redes sociais das duas. Obrigado as duas, tá bom? Obrigada, tchau, tchau. Obrigado, até mais. Vamos falar então agora de flor caro, não é, Bigoda? É isso aí, meu querido. Você está parando, Brasília?
Brasil há algumas semanas, né, Marcílio? É, realmente tá novas revelações surgindo, né? Acho que agora um arquivo novo do celular dele foi... É que ia sair, o André Mendonça foi lá e pegou de novo, né? As coisas são meio misteriosas. Algumas pessoas tiveram acesso. Kim Kataguiri sabe tudo, né? Kim Kataguiri teve acesso. Não sei se tem nude nisso daí, se ele tem foto. Olha, o que eu sei é que deve ter gente sem dormir, hein? Eu, se eu fosse um político de Brasília, eu estaria
preocupado esse momento agora. Eu também. Se tem um nome envolvido, foto ou vídeo. Como eu estou tranquilo, né, Bigoda? Eu não é. Vamos falar com o Kim. Então, o Kim também está agora em sessão, não pode participar, mandou um vídeo um pouco antes pra gente. Solta o vídeo do Kim, por favor. Vamos lá. Pessoal, sobre Salacosta e do Torcaro, tem muita gente indo, entrando e vendo coisas. Vamos lá. Primeira coisa, né? Uma das primeiras coisas e únicas coisas que saíram até agora é que sim, tem vídeo de suruba, tem político,
Enfim, não sabemos exatamente os nomes. Eu fiquei sabendo de algumas coisas, mas algumas coisas que eu não posso falar porque está em sigilo. Então só posso falar se depois tornar público por causa da Polícia Federal, por causa de algum vazamento. Não será por mim que ocorrerá esse vazamento. Mas tem algumas coisas, mas sim, coisas que só são interessantes e engraçadas envolvendo putaria. Só que a gente não consegue prender ninguém no Brasil envolvendo putaria literalmente. Apenas putaria no sentido figurado de roubo de dinheiro público.
Foi pouquíssimo tempo de acesso à sala COF, antes dessa decisão do André Mendonça, que a Polícia Federal retirou tudo para fazer um pente fino para depois devolver. E um outro ponto também é que os arquivos não estavam indexados. O que isso significa? A Polícia Federal tem um software que ela utiliza para facilitar a análise de provas, porque muitos dados e tal, ninguém vê tudo na unha. E a gente só conseguia ver aqui na unha, abrindo pasta, pasta, arquivo por arquivo, sem
sem saber se é WhatsApp, sem saber se é e-mail, sem saber se é transferência bancária, tudo perdido, tudo bagunçado, por isso que não vazou até agora na imprensa, e eu nem escutei de nenhum colega de CPI falando, de efetivamente ter, puta, transferência, que possa parecer muito com propina, de um para outro, etc. Porque é isso que interessa, que é isso que eu quero ver. A fofoca aí de quem tem putaria XYZ é engraçado, mas não é crime, a gente não consegue prender nada,
que é efetivamente o que eu quero fazer. Temos pouco tempo de CPMI sobrando, então tem pouco tempo para a gente analisar essa sala cópia, só que ela ainda precisa voltar a estar aberta depois desse garimpo da Polícia Federal que o ministro André Mendonça, na minha visão, indevidamente mandou colocar em mais uma intervenção indevida do Supremo Tribunal Federal aqui na Câmara, mas a coisa que mais corre aqui agora é vídeo de um, é deputado pelado, é, mano, 80 puta, isso é coisa que basicamente está rolando aqui até agora.
Realmente teremos um surubão de Brasília. Lembra do surubão de Noronha? De Noronha já virou fichinha. Agora o surubão de Brasília. O Epstein, se estivesse vivo ou se está vivo e está falando... Sou uma criança. Menos. Vocês estão exagerando. Eu espero muita coisa, porque são vários celulares e só um foi periciado. Agora imagina quanta gente poderosa vai tentar regular o acesso às informações. Com certeza. Eu, se fosse eles, também não queria que minha piroquinha aparecesse.
Se eu tivesse acesso, já pensou? Kim também, se tiver nessa daí, ele está preocupado. Deve estar preocupado. Por que o Kim quis tanto saber? Deixa eu ver primeiro. Kim, queremos saber mais sobre isso. Agora vamos de Brasil para Cuba. Exato. A gente sabe que o Trump, como eu falei, ele colocou no seu documento de estratégia nacional que a prioridade dos Estados Unidos para o século XXI, para o seu governo, é retomar o protagonismo na América Latina,
China, expulsando a influência chinesa, e eu diria que nem tão estrategicamente falando, já que Cuba não tem tantos recursos minerais, tem um pouco de níquel, cobalto ali, mas não é um país que tem muitas terras raras, muitos recursos, mas do ponto de vista simbólico, Cuba sempre representou, principalmente no século XX, uma resistência ao imperialismo americano, uma série de guerrilhas de esquerda, seja no Brasil, na Colômbia, enfim, se inspiraram na Revolução Cubana, a Revolução Sandinista, por exemplo, na Nicarágua, então,
simbolicamente por Trump conseguir derrubar o atual governo de Miguel Dias Canel e acabar com o socialismo em Cuba, eu acho que seria muito simbólico para essa retomada de protagonismo dos Estados Unidos na América Latina. E é fato que Cuba vem atravessando, não só de agora, mas principalmente desde 2021, a gente pode voltar um pouco mais na história, mas para não ficar tão longo. Desde 2021, durante a pandemia, quando grandes protestos aconteceram, a população começou a pedir por liberdade, apagões começaram a rolar na ilha,
falta de medicamentos em meio a uma pandemia ali acontecendo, protestos aconteceram. O governo cubano começou a reprimir de maneira violenta, mas já tinha desperdado uma certa fagulha de insatisfação. Com o atual governo Trump, ele promoveu um bloqueio de petróleo na ilha. Isso faz cerca de três meses aí. Como Cuba depende muito da importação de petróleo, principalmente da Venezuela, que agora não tem mais o Nicolás Maduro, tem a Delci Rodrigues, que não está vendendo petróleo para Cuba. E depende muito também
petróleo que vem do México e o Trump também pressionou a Claudia Sheinbaum para que ela não negocie petróleo com Cuba, Cuba não tem acesso mais a combustíveis fósseis, sendo que a maior parte da energia do país depende de termoelétricas, ou seja, que é maior petróleo. Ontem a gente teve o sexto apagão geral por mais de 11 bilhões de pessoas ali sem energia em pouco mais de um ano e meio. E claro que sistemas de distribuição de água dependem de energia elétrica, hospitais, comércio, enfim, toda a sociedade, claro, depende de
A insatisfação da população cubana aumenta bastante, a gente teve ataques a pontos de embaixadas, a representações do Partido Comunista Cubano, isso aconteceu essa semana, e o governo Trump percebe que há chance de trocar de governo, ou pelo menos fazer com que Cuba seja uma nova Cuba, talvez uma Cuba que se abra para o capitalismo, que afaste a influência chinesa, a influência russa, e é nesse pé que está a situação.
lideranças do território cubano, inclusive até com o neto do Raul Castro, Raul Castro que muita pouca gente sabe, mas ele está vivo ainda, com seus 94 anos, mas está vivo aí o Raul Castro, o neto dele estaria negociando com os Estados Unidos e promovendo uma abertura econômica do território cubano. A gente vai chamar aqui agora a Helena Ayala, que é cubana, para conversar um pouquinho com a gente sobre o que ela acha desses protestos e desse possível fim do socialismo cubano, ou talvez um novo socialismo cubano.
A Helena está aí na linha. Olá, boa noite. Tudo bem? Estão me escutando bem? Sim, sim. Helena, você pode primeiramente se apresentar, né? Contar rapidamente aí sua história, por favor. Bom, primeiramente eu queria agradecer a oportunidade de estar aqui. É um privilégio enorme para mim, sendo cubana, estar aqui nesse canal. E, bom, contando um pouco sobre mim, meu nome é Helena Yala Gonzalez, eu sou cubana, nasci em Nabana e tenho 22 anos.
Eu cheguei aqui no Brasil em 2019 com toda a minha família. Saímos fugindo, não foi uma trajetória fácil.
sair de Cuba, como é uma ditadura, um sistema que é bastante fechado, você precisa arriscar sua vida para sair de lá, porque o próprio governo já coloca várias limitações para isso. E, bom, eu cheguei aqui no Brasil com minha família, a gente começou nossa via do zero, e, graças a Deus, temos ido avançando, e eu começo a me posicionar mais em 2022, quando começam as eleições Lula, Bolsonaro e tudo, e eu percebo que aqui no Brasil ainda se desconhece um pouco sobre o que é uma ditadura,
o que é o comunismo de fato, muitas pessoas são ainda de esquerda, e eu me posiciono a partir de 2022 a falar o que eu vivi. E um dos motivos também pelos que estou aqui, para alertar mais brasileiros que entendam que as coisas que a gente fugiu, as coisas que a gente viveu, foi algo que marcou a gente e queremos que o mundo todo saiba. Eu vejo muitas pessoas defendendo a esquerda, defendendo o socialismo, usando a camiseta do Che Guevara,
e que nos magoaram, que nos machucaram, que mataram muitos de nós, que literalmente nos aniquilaram por simplesmente pensar diferente ou por querer uma mudança. Helena, você disse que saiu de Cuba em 2019, então foi antes dos grandes protestos de 2021, por conta da pandemia e tal. Isso. Quando você possivelmente saiu, estava na transição do governo Raul Castro para o Miguel Dias Canel, ele assume em 2018, se não me engano. Isso.
Percebeu algum tipo de diferença? Houve algum tipo de abertura maior para o capitalismo? Cuba já estava permitindo a iniciativa privada? Ou ainda tinha uma atuação muito forte do Estado?
a liberdade para você ter sua empresa. Há uma tolerância até certo ponto. Então, o governo, ele tem uma certa tolerância, ele deu uma pequena abertura. Uma coisa, por exemplo, que aconteceu quando eu morava em Cuba, eu não conhecia a Coca-Cola. Depois, eu morando aqui, depois das manifestações e tudo, o governo começou até a colocar alguns elementos, assim como Coca-Cola, McDonald's, coisas assim, tipo elementos, assim, para realmente acalmar as pessoas. Mas é claro que esses elementos estavam só,
em lugares turísticos, que a maioria das pessoas do povo cubano realmente não conhece. E a gente vê muito isso em Cuba, a fachada que o governo cria. Então, um turista trabalha em Cuba, acha que está tudo certo, ah, aqui tem Coca-Cola, que nem uma petista loira que eu reagi faz tempo, uns vídeos, ela foi para Cuba tentar desmentir o que os cubanos falam e tentar descredibilizar nossa história, falando, olha, mas aqui está tudo certo, olha, mas aqui eles podem fazer isso.
fachada que o governo cria pra nós. E em relação ao momento atual, você tem contato com alguém que mora em Cuba agora ou toda a sua família tem ainda contato? Tenho, tenho. Tenho muita família lá ainda, muita família. Tenho primos, tios, avós ainda que estão lá. Tenho vários amigos e eles vão, inclusive hoje, inclusive estive falando com o meu primo porque teve, por causa das manifestações que estão tendo, estão sendo mortas muitas pessoas. E essas pessoas são jovens, tipo, até menores de idade. Recentemente teve
incêndio lá em Ciego de Ávila, na sede do Partido Comunista, e infelizmente um dos jovens que estava fazendo a manifestação foi atingido por um dos policiais, outros foram presos. Quem é preso é torturado dentro da cadeia. Tem jovens que estão fazendo vídeos e que estão tentando se mobilizar também dessa forma, também estão sendo perseguidos, presos. Inclusive teve até um pastor que ele foi preso por causa de que ele estava lendo a Bíblia. Ele abriu uma live, conseguiu, com a pouca internet em Cuba que é limitada,
Abriu uma live e começou a falar da Bíblia. E aí, quando ele terminou, os oficiais já estavam esperando fora da casa dele para prender ele. Dois dias depois, conseguiram liberar, mas é claro que a gente já sabe. Eles foram lá, fizeram toda uma lavagem cerebral, falaram para ele, olha, se você fizer isso, isso, aquilo, a gente mata você, mata a tua família. Então, é claro que quando a pessoa vai e volta, essa pessoa, tipo, sofreu algum tipo de... alguma pressão psicológica, alguma coisa nesse sentido.
conversas com seus familiares, você acha que existe um clima, então, a população cubana está disposta à troca de governo? Como que as lideranças cubanas estão reagindo a isso? Falo isso porque as informações que chegam no Brasil é que até o Raulito, que é o neto do Raul Castro, estaria já coordenando com os Estados Unidos. A gente teve aprovação agora em março de uma lei que permite que o Estado possa investir na iniciativa privada.
Expatriados cubanos também podem investir no território cubano. Você acha que Cuba está disposto a fazer uma transformação
política, ou é só para não ter essa troca de governo? Então, quando eu falo de Cuba, eu me refiro ao povo, realmente, porque eu duvido muito que depois de 67 anos no poder, esse Dias Canel, ele queira dar seu braço a torcer. Sabe, se eles não com todas as pressões que tem tido durante todo esse tempo, se até agora ele continua lá, ele todas as manhã faz uns vídeos comunistas, vai de novo incentivando a população, ele até inclusive falou para os
que estão no serviço militar para ir lá para lutar contra os Estados Unidos. Sabe, coisa desse sentido. Ele realmente não quer dar seu braço a torcer. É muito orgulho, é muito sano sustentando aquele poder. Então, o que eu acredito que pode acontecer? Tudo o que aconteceu com o Donald Trump, com todas as falas dele, está realmente criando esperança em todos nós cubanos e coragem. Uma coisa que a gente não via há muitos, muitos, muitos anos. Quando morava em Cuba, a gente falava com medo.
Mas hoje eu vejo que os jovens não têm mais medo, isso já se perdeu. A geração dos nossos pais era uma geração medrosa, uma geração que nos ensinou, ensinou seus filhos a calar. Mas essa geração de agora é uma geração acordada, uma geração desperta, uma geração que está trazendo mudança e tem se levantado várias lideranças jovens incentivando mais manifestações, incentivando a fazer mais vídeos para que o mundo todo saiba o que está acontecendo. É claro que tem retaliação, é claro que o governo sempre vai dar um jeito de...
destruir isso. Mas é que a liberdade, ela custa caro. Mas nós, como cubanos, temos esperança de que alguma coisa vai acontecer. Não tenho muita certeza se realmente o Dias Canel vai dar seu braço a torcer, se vai ser algo que o Donald Trump vai ter que forçar. Eu realmente, como cubano, não confio tanto no filho de Fidel Castro, não confio nele, porque, querendo ou não, ele estava na cúpula lá, sabe? Ele foi criado nesse sistema. E durante tantos anos, o povo viveu na miséria e ele
vida de luxo. Então, eu realmente duvido muito de que esse tipo de pessoas possam realmente trazer a diferença. Eu, como cubana, e falo o nome de todos os cubanos, eu acredito que tem que ter uma limpa. Tem que ter uma limpa de todas essas pessoas que estão lá e fazer algo novo. E como você percebe a atuação dos militares em Cuba? Porque as informações que chegam aqui pra gente também do Brasil, é que por mais que tenha uma espécie de abertura econômica, a grande parte dos maiores empreendimentos, hotéis, turismo, enfim, ainda é controlado
pelo Estado cubano indiretamente, com os militares tendo acesso aos principais recursos vindo dessa abertura econômica. Os militares têm, de fato, muito poder, eles tomam as principais decisões. Queria que você explicasse um pouco para a gente a importância do Partido Comunista Cubano, a importância do Miguel Dias Canel e dos militares para o governo de Cuba. Olha, sinceramente, os militares e os policiais, eles não têm poder nenhum.
Eles são marionetes do Partido Comunista. Em um governo comunista, o Estado é que controla
Então, não existe militares, não existe povo, não existe nada disso. Existe o Partido Comunista e o presidente que está lá. Então, eu não vejo que realmente os militares possam, talvez, ajudar. Inclusive, são os próprios militares, os próprios policiais, que estão indo em contra da própria população. Porque é o governo que está forçando eles a ir em contra de nós. Então, por exemplo, quando tem uma manifestação nas ruas, os militares, o governo fala para os militares ir e jogar pedra, disparar, matar.
prender. Então, o governo já tem essa influência sobre eles e eu não vejo que eles tenham quebrado isso, sabe? Talvez seja algo que, quem sabe, daqui a alguns meses eles realmente acordem e falem, cara, eu não vou estar mais aqui desse lado porque realmente não está dando certo e eu tenho que estar do lado do meu povo. Mas, assim, eu acho, assim, algo bem difícil porque é o que eu falei. Essa geração, assim, mais antiga é uma geração que está completamente doutrinada. Ainda que sejam poucos, mas existe uma doutrinada
nação muito grande, existiu uma lavagem cerebral muito grande. Eu falo assim para você, meus pais, assim, eles eram comunistas, minha avó antes era comunista, assim, tipo, uma geração antes do que a minha. Então, esse acordar realmente aconteceu muito cedo. Então, para realmente acontecer uma mudança, assim, de fato, como a gente espera, eu acredito que não vai depender dos militares nem do governo, vai ser a partir do povo e de uma ação externa, que no caso,
ver que isso poderia ser os Estados Unidos. Então, só pelo processo eleitoral, você acredita que não? Se não me engano, o mandato do Miguel Dias Canel acaba daqui dois anos, né? É, mas realmente nunca existiu isso, porque a gente nunca escolheu nossos representantes. Eles fizeram uma fachada, né, de como, ah, sim, unanimemente escolhemos tal pessoa, mas ninguém votou. Eu não votei, meus pais não votaram, ninguém votou por ele.
Sabe? E o Fidel Castro, ele ficou lá até que morreu. Então, é uma ditadura. Então, ele, as pessoas,
que o representante, o presidente fica lá até que morre. E aí o sucessor é uma pessoa que é recomendada, totalmente avaliada, filtrada, tipo, não carece um cara comunista, ele vai representar o povo, ele não vai trair nossos princípios comunistas. Então, tipo, é uma pessoa muito selecionada por eles. Eles nunca vão correr o risco de que o povo vote em alguém que possa transformar o país num país capitalista e acabar com o comunismo.
Cuba, infelizmente. Só por vir de curiosidade, caso você, por exemplo, quisesse militar politicamente em Cuba, você teria chance, você conseguiria ser uma política de oposição, por exemplo? Você quer, na sua região, você pode participar de um processo eleitoral e ir crescendo dentro do Partido Comunista? Como que funciona o processo eleitoral e se existe chance de oposição chegar no poder? Então, isso é um processo bastante complexo, porque uma das coisas que impediriam eu poder ter algum cargo é que eu sou cristã. E eles não querem cristão,
dentro da política, sabe? Aí, vamos supor, se eu, inteligentemente, vou entrar lá no Partido Comunista, vou me infiltrar para trazer uma mudança e tentar fazer algo diferente no país, eles me matam. Se eles descobrem que eu tenho uma ideia contrária, eles já me matam, como sempre têm feito com todas as pessoas que são opostas a eles. Eles matam e eliminam toda oposição. Então, realmente, isso não existe em Cuba. Existe em Cuba muitos justiços nobres, né? Como vocês falam, são pessoas
que são do governo, treinadas, de inteligência castrista, para eles realmente ver quem está do lado deles e quem não. Se você fizer um movimento errado, acabou. Entendo. Acho que só a última pergunta aqui que eu tenho, para você falar um pouquinho sobre a questão humanitária, como que está a Cuba agora, os seus familiares, com essa falta de energia, quais são os problemas que a sociedade está enfrentando? Olha, os problemas sempre têm sido muito difíceis, mas agora realmente estão muito piores, estão realmente tristes.
alguns familiares meus têm conseguido vir aqui aos poucos e eles me contam, Helena, a culpa que você deixou atrás não é mais a mesma culpa de hoje. E foi difícil até conversar com a minha tia quando chegou e ela acabou até chorando porque é uma situação muito triste. Ela falou, você não sabe o que é você dormir com a barriga roncando de fome. Você ter o dinheiro, ter conseguido o dinheiro para comprar as coisas, mas simplesmente não ter arroz. Não ter nada, chegar no mercado e não ter nada.
em Cuba, com aquele calor lá, é super difícil, porque além de que você não tem comida, não tem água e não tem luz, é aquele calor também que é extremamente intenso, sabe? São os mosquitos, são as enfermidades, e aí todas essas coisas viram uma bola de neve e realmente a situação está realmente muito triste. Em Cuba, atualmente, não tem remédio, não tem nenhuma seringa para você fazer um exame de sangue. Não tem absolutamente nada, a comida está faltando. Às vezes você tem o dinheiro, mas não tem onde buscar.
Então, os cubanos têm que recorrer muitas vezes ao mercado ilegal, ao mercado negro, para ver se conseguem alguma coisa. E, claro, vai ser uns preços exorbitantes, preços super altos. E olha lá, às vezes também não conseguem lá. E a gente vem passando com esses problemas há muito tempo, agora estão realmente, tem se piorado. E eu acredito que também isso tem feito que muitos cubanos tenham fugido mais agora. Porque eu me lembro que quando eu vim em 2019, não tinha muitos cubanos aqui no Brasil.
E de um tempo para cá, tem vindo uma imigração em massa para cá também, por causa dessa situação que tem se agravado. A gente vai vendo que realmente isso parecia que não tinha solução, que não tinha mais esperança. Minha família estava um pouco triste com tudo o que está acontecendo, mas um pouco com esperança também de que realmente Cuba possa mudar e que a situação mude. E é claro que se Donald Trump interferir em Cuba, essa mudança não vai vir do dia para a noite. Vai ser um processo muito grande.
fez estragos muito grandes, tanto no ambiente físico como no ambiente moral, assim, das pessoas foram afetadas na mente das pessoas, teve muita doutrinação. Se você chegar agora em Cuba, você vai ver um monte de paredes com cartazes comunistas. Houve muita influência do comunismo, então vai ter que ter uma desintoxicação, assim, sabe? Em todos os sentidos. E só a última pergunta, perdão, que bateu a curiosidade aqui, né? E esse movimento que o Trump está fazendo,
Então, vamos lá na época de 60. Na verdade, esse bloqueio não afetou
Então, quando o governo quer estatizar tudo e quer controlar tudo e quer
distribuir as coisas, vamos dizer, igualitariamente. Isso realmente não funciona, é um sistema que faliu. Então eu digo que o que aconteceu em Cuba foi mais uma falha do próprio sistema socialista e não por causa de um embargo, digamos, um bloqueio que realmente não afetava Cuba tão assim. Inclusive, a lei Hales-Burton, é uma lei que se fez lá nos Estados Unidos, é uma lei que fala claramente para acabar os embargos em Cuba, que os embargos simplesmente é que empresas americanas,
podem fazer comércio com Cuba. Simplesmente isso é o que se resume com o embargo. Para esse embargo acabar e poder ter essas comercializações, o governo de Cuba, vamos dizer brevemente assim, teria que acabar. Então eles teriam que libertar preços políticos, eles teriam que liberar as votações livres, trocar o partido e é claro que o governo de Cuba não queria fazer isso. Então por isso que se manteve até agora e essa lei Hemsburton continua lá. Então até o governo de Cuba cumprir com as coisas
requisitos que os Estados Unidos falaram, aí que realmente pode acontecer uma mudança. Mas, vamos falar da atualidade, o que está acontecendo agora, toda essa pressão e as limitações que os Estados Unidos estão colocando na questão do petróleo e tudo em Cuba. A gente, como cubano, está apoiando isso. A gente está falando, é isso que faltava. A gente precisa que isso acontecesse para realmente tirá-los daqui. Porque o próprio governo está com medo. A gente, cubano, nunca vimos o Dias Canel com tanto medo.
Eles achavam super poderosos, que nunca ia acontecer nada com eles. Por primeira vez na vida, a gente está vendo que eles têm medo. Então, tudo que está acontecendo, é claro que a gente sofre e está afetado, mas, por outro lado, a gente vê, espera aí, ele está com medo. Em qualquer momento, isso aqui vai cair. A gente já vê um pouco de esperança, com essas pressões um pouco mais fortes. Perfeito, Helena. Muito obrigado, viu, pela sua contribuição.
Acho que elucidou bastante coisa aqui para a gente, né, sobre a situação de Cuba. E, claro, de desejar melhor, especialmente para a população cubana.
Obrigada. Obrigada pela oportunidade também. Boa noite para todos vocês. Obrigado. Boa noite. Obrigada. Marcílio, vamos voltar a falar de guerra Irã-Estados Unidos, né? Parece que não está perto de acabar, não. É, a gente entrou no 18º dia de guerra agora e com várias novidades importantes, né? Algumas declarações aí relacionadas ao Departamento de Inteligência dos Estados Unidos, que talvez a Israel e parte da mídia americana tenha enganado a população que era necessário
fazer um ataque. Os Estados Unidos pedindo ajuda para liberar o Estreito de Hormuz e os países europeus se recusando a fazer essa ajuda, a liberar o Estreito. O Trump, inclusive, falou que ele estava só testando os países europeus. Porque ele não precisa de ninguém. Eu consigo fazer tudo sozinho. Então, acho que essa guerra, além das questões econômicas, ela vem promovendo questões, mudanças geopolíticas bem importantes. A gente está com o Marcelo aí, né?
Estamos com o Marcelo, o Tanguy e o Daniel para falar sobre esse tema. Estamos com eles na linha
a bigoda? Vamos lá, primeiro o Marcelo, jogar ele aqui. Vamos lá, Marcelo. Seja bem-vindo novamente, Marcelo. Olá, Vilela. Muito obrigado pelo convite mais uma vez. É um prazer sempre estar aqui. Muito obrigado. Vamos dar uma atualização do que aconteceu da semana passada para agora? Aconteceu muita coisa, Vilela. Todos os dias acontecem muitas coisas para aqueles lados. Como o Marcelo disse mesmo agora, foi aquela questão, acho que é aquilo que atraiu mais a atenção nos últimos
dias, é a questão do pedido do Trump de ajuda para abrir o estreito de ônibus. É uma questão ali um bocado midiática e só que é muito delicada toda essa questão. Repara, vamos tentar aqui construir uma base. Acho que é importante que as pessoas entendam o que o Trump pediu, o que ele quer. Quando ele diz, olha, eu espero que os aliados venham e
Abram o estreito e garantam a abertura do estreito de Hormuz. É assim, isso não é um pedido trivial, é uma coisa normal, é uma coisa simples do que o Trump está pedindo. Ele está pedindo, basicamente, é que os países europeus, os aliados, entrem na guerra, que comecem realmente a trocar tiro com os iranianos e que entrem efetivamente na guerra. Isso não é um pedido trivial, é uma guerra. Assim que a primeira fragata entrar no estreito de Hormuz, ela vai ser atingida.
ela vai ser o alvo. E naquela zona, naquela área, estreita, rasa, não há ali muito pra onde correr, entendeu? Uma fragata, ou duas, ou mesmo uma pequena frota ali, ela vai ser o alvo de drones, de mísseis, de torpedos, de todos os lados. Eles podem até tentar se desviar das primeiras vagas, mas alguma coisa vai passar. Então, aquilo que o Trump está pedindo não é uma coisa trivial. Não é como ele...
Ele disse numa entrevista, ah, eu espero que eles se coloquem à frente e que apareçam lá no estreito e abram o estreito. Isso parece, né, que tá pedindo, olha, vai ali à esquina e compra meia dúzia de pão, de pães pra mim, né? Não, não é isso, é um pedido muito, muito sério. Quem se meter ali vai perder navios, vai perder marinheiros, não é uma situação fácil, não é algo que você pede assim, como o Trump pediu. Isso mostra,
Vilela, acho que é importante deixar isso bem claro aqui. Isso mostra, e muito provavelmente, a Casa Branca não contava com essa fase da guerra. Quando o Trump se lançou na guerra, quando começou a atacar o Irã, avançou com uma força avassaladora. Estados Unidos e Israel, juntando os dois, é uma potência militar incrível.
a maior do mundo, a mais especializada para esse tipo de guerra. Começando por Israel, claro, que tem uma experiência ali de décadas, e também pelos Estados Unidos. Tecnologia, experiência e tudo mais. Então, quando eles se lançaram contra o Irã, acho que o cálculo deles era, a gente vai entrar ali com tudo, a gente vai ali decapitar o regime, que efetivamente aconteceu, eles decapitaram o regime, afetaram profundamente a cadeia de comando do regime, cortaram,
as comunicações. Só que, acho que no cálculo deles, eu acho que eles achavam que isso seria o suficiente. Seria o suficiente, pelo menos, para forçar o regime remanescente a negociar, a sentar na mesa de negociações e a negociar com base nos termos impostos pela Casa Branca. Eu acredito que o cálculo inicial era esse. Só que, não foi isso que aconteceu. Estados Unidos e Israel, efetivamente,
conseguiram vencer, digamos assim, militarmente o Irã, arrasaram, e continuam arrasando com as estruturas, com as infraestruturas do regime, com as defesas aéreas, os avançadores, quando eles encontram, eles abatem logo, alcançaram a superioridade aérea completa sobre o espaço aéreo iraniano, sobre Teherã, caças voando sobre Teherã, acho que nunca ninguém podia imaginar isso há um ou dois anos atrás, e hoje é rotineiro.
Ou seja, essa primeira fase, ou seja, a fase que depende da inteligência e da força bruta, Estados Unidos e Israel concluíram com grande sucesso e continuam ainda a realizar as missões e continuam ainda focados nisso. Mas uma guerra no Oriente Médio nunca acaba só nessa fase. As guerras no Oriente Médio têm sempre uma segunda fase, que é o pós-conflito.
cena, né, do George W. Bush, né, no porta-aviões, com um cartaz gigante atrás, missão cumprida em 2003, né,
por causa do Iraque. Ele entrou no Iraque, efetivamente venceu o Iraque, derrubou o Saddam Hussein, missão cumprida. Ganhei a guerra, venci a guerra, agora vou para casa. Não, naquele momento começou uma guerra que dura praticamente até hoje, ou seja, até 2014 e 2015 estavam lá soldados americanos morrendo e lutando no Iraque. Em 2013, exatamente, essa famosa foto do George Bush, missão cumprida. Não, no Oriente
médio, as guerras nunca acabam nessa fase. Há sempre uma segunda fase, que é geralmente uma fase muito mais complexa e até mesmo muito mais sangrenta, até de modo, podemos dizer assim, do que essa fase inicial. Porque nessa primeira fase, como foi em 2003, os Estados Unidos arrasaram. Entraram por ali e ao fim de uns meses dominaram o Iraque, aquilo é tudo meu. Só que depois, essa segunda fase, geralmente mais complicada,
porque é a fase assimétrica, é a fase em que você não tem mais uma linha de frente definida. Você está lutando por um lado, você está disparando por um lado e de repente aparece um inimigo debaixo de uma pedra. Basicamente é isso que acontece no Oriente Médio. Essa fase assimétrica, essa fase de guerrilha, essa fase geralmente é muito mais extensa. No Irã, atenção, os Estados Unidos não entraram com soldados no Irã, pelo menos ainda,
de nada, mas espero que ele não faça isso, mas por enquanto ainda não entraram lá com os soldados só que teve início uma fase assimétrica nesse momento mais focada no mar no caso o Estrito de Hormuz o Irã sabe que numa guerra direta, pronto assim se entrarem lá soldados americanos eles perdem mesmo em pouco tempo está lá a bandeira americana hasteada em Teherã, isso é um fato eles sabem disso, mas tem essa fase assimétrica, que como eu falei
que aconteceu no Iraque, e com certeza aconteceria no Irã se houver uma fase terrestre, e está acontecendo agora no mar do Estreito de Hormuz. Por que é tão difícil assim, Vilela? Porque muita gente pensa, pô, a marinha dos Estados Unidos, a maior do mundo, os caras têm 11 porta-aviões, os caras têm dezenas de destroyers, cruzadores, submarinos nucleares, aviões, pô, por que eles não entram lá?
tem lá no Estreito de Ramos e pronto, ela está liberada. Porque não é assim tão fácil. Eles podem passar com alguns destroyers, eles podem entrar com alguns cruzadores, o Irã pode não fazer nada. A questão não é essa. A questão é que enquanto está passando um destroyer, eles não fazem nada. Mas e quando passar um navio de carga, um petroleiro ou alguma coisa assim, aí vão lá e atacam. Porque, repara, para você fechar um estreito, você não precisa encher aquilo de minas, você não precisa colocar lá lanchas
lado para o outro, basta você dizer quem passar aqui, eu afundo. Acabou, fechou. As seguradoras vão aumentar, que é efetivamente o que está acontecendo agora, as seguradoras vão aumentar os valores dos seguros, ou seja, ninguém mais vai passar por ali. Aí, pronto, passa lá um destroyer, passa um cruzador, está aberto, está aberto. Ele declara que está aberto. Não está aberto. Enquanto o regime iraniano estiver ali ameaçando,
o estreito vai estar fechado. E os Estados Unidos não tem como, não tem tantos navios ao ponto de colocar um navio ao lado de cada petroleiro que passa por ali. Não há essa quantidade toda de navios. Isso não é possível. Ou mesmo criar comboios. Também não é assim tão simples. Já houve tentativas nos anos 80 de fazer isso. Eles faziam grandes comboios e tal. Mas a coisa também não funcionou naquele momento e também não funcionaria agora.
Agora, poderia eventualmente passar um ou dois, mas não é a solução. Não é uma solução barata e não vai impedir ataques. Portanto, simplesmente você chegar ali com uma frota e passar com essa frota pelo Distrito de Hormuz, você não vai abrir o Distrito de Hormuz. O que o Trump está pedindo não é uma coisa trivial. Não é tipo, passa aqui com umas fragatas e está aberto. Não, não é assim que funciona. Enquanto o regime iraniano estiver ali ativo,
na sua guerra assimétrica, simplesmente ameaçando. Não é preciso nem atacar, basta continuar ameaçando. O estreito vai continuar fechado. Portanto, o que é preciso para abrir o estreito? Nesse momento, só há aqui duas soluções. A primeira é o Trump reconhecer que a coisa não correu bem e aceitar negociar com o Irã, não numa posição
de eu venci e você foi derrotado, mas numa posição mais igualitária, entendeu? Ou então, realmente, efetivamente, derrubar o regime de uma vez por todas. Nós até falamos disso na semana passada, como é que se derruba o regime do Irã. Para derrubar o regime do Irã tem que ter algum levantamento interno lá dentro, algum comandante tem que se levantar contra o regime. Enfim, também não é fácil. Ou seja, as soluções não são fáceis nesse momento. Não é, portanto, esse pedido do Trump.
mandem lá alguns navios e liberem o estreito. Não é assim tão trivial, mesmo. E depois aquele show todo, eu chamo aquilo de show. Aquele show todo que o Trump deu. Ah, eu já gastei trilhões e quando eu peço ajuda, ninguém me ajuda. Pronto, aquela coisa toda. Ele teve o dia todo falando sobre isso. Pronto, isso faz parte do Trump. É o estilo Trump. Porque ele sabe que não é trivial. E o Hegset, que está lá, também sabe que não é
trivial, o Marco Rubio sabe. Mas o que eles querem? Eles querem uma guerra mundial? Eles querem realmente que a Europa entre nessa guerra e comece a atacar mísseis no Irã? Provavelmente é isso. Mas enfim, a Europa não vai fazer isso, a OTAN não vai fazer isso, ele não tem como, por lei, digamos assim, ou pelos estatutos da OTAN, ele não tem como exigir, ele não tem como ativar nenhum mecanismo da OTAN, obrigando os membros a irem em seu auxílio, porque a OTAN,
é essencialmente uma aliança defensiva. Ela foi ativada só uma única vez, em 2001, justamente pelos Estados Unidos, mas ela também pode ser usada de forma ofensiva. E ela foi usada de forma ofensiva, por exemplo, na Iugoslávia, foi usada de forma ofensiva no Afeganistão. Todos os membros da OTAN se meteram no Afeganistão numa missão ofensiva liderada pelos Estados Unidos. Já agora, é importante também citar isso. Entrou lá a Dinamarca, entrou França, entrou Portugal,
os franceses enviaram 70 mil soldados para o Afeganistão, os britânicos também, ou seja, a OTAN, ela funciona de forma defensiva, que é um procedimento mais automático, um membro foi atacado, olha, fui atacado, me mandem aqui defesa, pronto, é algo mais automático, algo mais rápido, mas também de forma ofensiva, ou seja, é uma aliança que funciona, ela já deu provas de que funciona, quando o Trump diz que ninguém faz nada pelos Estados Unidos, é o Trump sendo o Trump, exagerando nas coisas,
É aquele estilo dele. Porque a aliança funciona e já deu provas disso. Poderia ter sido usada no Irã? Poderia. Era só o Trump ter negociado ou ter se coordenado melhor com pelo menos alguns dos membros da aliança, que é coisa que ele não fez. Basicamente, ele entrou na guerra, ele se lançou na guerra, partindo, imagino eu, desse princípio ou com esse cálculo em mente,
o poder que o regime desabaria e que seria obrigado, pelo menos, a negociar nos seus termos. Partindo desse princípio, ele avançou sem consultar ninguém, sem falar com ninguém, sem dizer, olha, meu amigo, eu estou aqui, eu vou avançar. Não, não, não, não. Ele foi. Os países europeus foram apanhados de surpresa tanto como eu e como você. E eles próprios reconhecem. A Alemanha mesmo reconheceu hoje, o governo alemão reconheceu que no início da guerra,
o governo dos Estados Unidos disse, de forma oficial, atenção, disse, olha, eu não preciso dos europeus e eu não quero os europeus no Irã. O Trump disse isso. O Trump, o governo americano, ou seja, eu trato de tudo, não se preocupe, está tudo controlado. E, de fato, nos primeiros dias da guerra, o Trump tinha aquele discurso, que a guerra é guerra, e a guerra acabou, já vencemos. Pronto.
uma meia-verdade. Como eu disse, eles venceram a fase militar, a fase em que os exércitos combatem, em que você está vendo ali uma defesa inimiga e você vai para cima dela e você destrói aquela defesa. Essa fase está vencida. O Irã hoje tem uma capacidade ofensiva e defensiva lá embaixo, mesmo, mesmo. Ou seja, o Irã hoje é uma fração daquilo que era há dois ou três anos atrás. Graças à guerra
dos 12 dias em 2025, e principalmente agora é essa fase mais ofensiva dos Estados Unidos e de Israel. Portanto, essa fase está ultrapassada, essa fase está vencida. Mas a guerra está longe de acabar. O Trump não pode dizer que a guerra está vencida, que a guerra acabou, enquanto o estreito de Hormuzes estiver fechado. E aí voltamos à questão, como é que se abre o estreito? Não é mandando para lá fragatas ou destroyers que você vai abrir aquilo, porque passa uma fragata, passa um destroyer, os iranianos estão quietinhos. Quando começam a passar os navios, eles atiram.
Está fechado o estreito. Então como é que se abre esse estreito? Não é pedindo ao domingo, no domingo à tarde, olha, venham cá e abram isso aqui. Não, não é assim que vai acontecer. Portanto, esse pedido que o Trump fez, não sei o que ele quer com isso, se ele realmente esperava que as nações europeias fossem criar uma coalizão, enfim, não sei o que se passa na cabeça dele, mas assim, não funcionou. Porque todos os países disseram, olha,
meu amigo, eu não vou entrar nessa guerra, porque assim, você primeiro nem falou comigo antes, você nem me disse, e depois, quando a guerra começou, você insistiu em dizer que nem me queria lá no meio, você nem me queria, que a guerra estava ganha, e agora você está exigindo que eu mande soldados, que eu mande navios para lá, navios que vão ser atacados, quer dizer, é uma situação muito complicada, Vilela, e não há uma solução fácil, não há uma solução mágica,
como o Trump tentou passar. Tipo, olha, só mandem para canavios e isso aqui fica aberto. Não, não é assim. O grande culpado do estreito estar fechado é o regime iraniano que ainda existe, que ainda funciona. Claro que muito mais enfraquecido do que era, infinitamente enfraquecido, mas ainda com capacidades assimétricas muito avançadas e operando armas e sistemas
desenhados exatamente para essa fase da guerra. Então, os iranianos estão bem preparados para essa fase assimétrica e não vão largar o osso assim tão fácil. Acho que a questão ali não vai se resolver assim de forma rápida e fácil. Não é através de ataques que se vai resolver isso. Porque é aquela questão da guerra assimétrica. É você tentar
moscas com uma bazuca, que era aquilo que os Estados Unidos tentaram fazer durante 20 anos no Afeganistão e não conseguiram. Uma coisa é você ver um tanque inimigo e disparar contra aquele tanque e detrói o tanque. Outra coisa é você olhar para uma costa rochosa, cheia de grutas e pequenas ilhas e você pensar, será que tem ali algum mini submarino? Será que tem ali alguma lancha à minha espera? Você não sabe. Ou será que tem alguma mina?
que eles lançaram aqui, eu não vi. Entendeu? Ou seja, é uma fase da guerra muito mais complexa. A fase dos bombardeios aéreos é fácil, entre aspas, em comparação com essa fase. É uma fase que os Estados Unidos já têm experiência no Iraque, no Afeganistão, e nunca tiveram vida fácil nesses lugares, como sabemos. Então, aquilo que o Trump quer, eventualmente é uma solução milagrosa,
uma grande coalizão internacional, mas ele não vai conseguir isso, porque os europeus sabem o quanto isso é complexo, os europeus estiveram no Afeganistão até a saída, até a rendição de Cabu, as últimas tropas que saíram de lá foram tropas americanas e tropas europeias, então eles estiveram lá durante aqueles anos todos, eles sabem que esse tipo de combate não é fácil, e sabem que no Irã não vai ser fácil. Então, na minha opinião,
é uma situação muito complicada e que deixa agora o Trump com um leque muito limitado de opções. Porque, como eu disse, ele tem agora a opção de tentar se aproximar do regime iraniano remanescente e tentar negociar. Tentar do tipo, olha, vocês estão agora enfraquecidos, muito enfraquecidos, mas eu aceito, digamos, um exemplo, eu aceito parar a guerra agora, mas vocês abrem aqui o estreito,
e seguimos adiante. Não é a solução ideal, porque daqui a 15 ou 20 anos o Irã vai estar novamente pronto e vai continuar desenvolvendo o seu programa de mísseis. Portanto, não é a solução ideal, o regime vai continuar lá, o regime vai continuar oprimindo a população, perseguindo, matando. Então, não é a solução ideal. Mas essa é uma das opções que o Trump tem para tentar reabrir o estreito. A outra opção é, ou você derruba mesmo o regime de alguma forma,
tentando coordenar com algum comandante, ou então você tenta invadir o Irã, pelo menos alguma parte do Irã, o Marcílio mesmo citou agora a Ilha de Carne, eu também já falei sobre isso no canal hoje mesmo, ou seja, nesse momento as opções são muito limitadas, entendeu? Então é complicado. E a gente vai precisar da sua participação então quase toda semana, porque quase toda semana muda, e eu queria incentivar o pessoal
que está assistindo a gente, acompanhar o Hoje no Mundo Militar, que é o canal do Marcelo, no X, porque ele não para de postar lá. É incrível como esse homem trabalha, né, Marcelo? Eu uso para me atualizar também, né, Marcelo? Obrigado, Marcelo. É muito rápido, é muita postagem, é muita coisa, confirmando, desmentindo outras postagens. Então, parabéns pelo trabalho, viu, Marcelo? Semana que vem, se continuar como tudo está, a gente vai ter que te chamar de novo para você dar a sua opinião e falar sobre o que está acontecendo. Obrigado demais.
Obrigado, galera. Eu que agradeço. E sim, precisando, olha, estou sempre por aqui. É um prazer sempre estar aqui com vocês. Tá certo, até mais. Vamos continuar com Guerra no Oriente Médio. E hoje dois estreantes aqui, Tanguy e Daniel, estão na linha aí? Estão aqui sim. Vamos lá. Vamos lá, porque o mundo está uma bagunça, Marcílio. Eu vou colocar umas coisas aqui. Eu quero que esses convidados expliquem o mundo, o que está acontecendo, hein?
unindo um muro para evitar a entrada de bolivianos. Venezuela perdeu o Maduro. Agora Cuba vai ser a próxima vítima. China está perto de Taiwan. E a Coreia do Norte está conduzindo o teste nuclear. Cara, tem conflito na África. O mundo está tranquilinho para a gente falar sobre isso. Sejam bem-vindos. Eles vão ter que comentar todos esses assuntos. E rápido. Sejam bem-vindos. Falei certo seu nome? Boa noite, boa noite, Vilela. Falou, falou certo.
Isso. É, tangui. Não, não é. Tangui. É. Tudo bem, Vilela? Prazer estar aqui com você. Ricardo Marcírio, sou seu fã. Que bom que deu certo a gente estar aqui junto. E, pô, se a gente tiver que falar sobre tudo isso aí, cara, eu acho que a gente vai precisar de três vezes mais tempo que o Marcelo falou aí. Então já estão convidados para um programa só com vocês e aí a gente fala sobre tudo. E aí eu vou cobrar tudo, hein? Pode cobrar.
Pode cobrar. Vai ser um prazer. Seja bem-vindo. E, Danilo, vamos começar, então, falando sobre... Continuando a falar sobre a guerra, né? Sobre o impacto da guerra no mundo.
o que está acontecendo? Primeiro, Tanguy, Daniel, eu, mentira, eu que sou fã de vocês, tá? Ah, agora vamos começar aqui. Ah, eu que sou fã. Não, eu que sou fã. Eu queria saber do que vocês, como vocês veem o impacto, principalmente da declaração do chefe, né, do contraterrorismo dos Estados Unidos, que falou, renunciou ao cargo. Abandonou o barco, né? Mandou uma carta colocando que ele concordava com a postura do governo americano em ações passadas,
que agora ele percebeu que o Trump se vendeu ao pensamento de Israel, que inclusive altos cargos de Israel e a mídia americana enganaram a população americana, achando que existia um risco iminente no Irã, sendo que esse risco não existe. Queria que vocês comentassem um pouco essa declaração e quais são os impactos políticos, inclusive, já que esse ano tem eleição o The Mid-Term Elections ali para o presidente americano. Daniel, eu vou começar essa, depois eu te passo a palavra. Quem fez isso foi o Joe Kent, que foi o chefe ali do contra-terrorismo.
dos Estados Unidos. Não é exatamente uma surpresa quando a gente vê alguém dizendo isso, dizendo que o Trump, na prática, tomou uma decisão que não era embasada no staff, quando a gente fala sobre o staff de contraterrorismo, ou do staff do pessoal mais técnico, que tem informações acerca do Departamento de Estado ou até do Pentágono. Uma coisa que a gente tem ouvido muito quando a gente fala sobre essa decisão dos Estados Unidos de entrar nessa guerra contra o Irã,
para portas fechadas com seus amigos empresários. A decisão foi tomada por ali. Tanto é que você tem uma subestimação muito importante do poder iraniano, uma coisa que a gente vem falando muito no Petit Jornal, é que quando você fala sobre esse ataque norte-americano ao Irã, é a guerra contra o país mais poderoso que os Estados Unidos entraram desde a Segunda Guerra Mundial. O Irã não é o Iraque, o Irã não é a Venezuela, o Irã não é o Afeganistão, é um país bem mais poderoso.
E, portanto, isso tudo leva exatamente a esse cenário no qual os Estados Unidos têm uma dificuldade horrenda de vencer a guerra, de avançar com essa guerra da maneira que eu imaginava. Hoje a gente teve, aliás, o Trump dizendo que surpreende muito com a reação iraniana ao atacar países do Golfo. Mas não é possível que você fique surpreso com isso. Não é possível que você fique surpreso ao ver que o Irã fechou o estreito de Hormuz.
Então, essa declaração do cara que está ali à frente do contraterrorismo é exatamente, olha,
o Irã não era uma ameaça iminente aos Estados Unidos e você ainda tem uma subestimação muito grande da capacidade iraniana de reagir. Então, dá para entender perfeitamente o cenário que leva a essa renúncia. Diferentemente do Trump, que se diz surpresa com isso tudo, eu, na prática, não me sinto nem um pouco surpreso com esse tipo de declaração vindo à tona. O Daniel vai comentar. É interessante observar que a gente consegue compreender. Aliás, tem que dar boa noite. Boa noite, Ricardo.
que nos assiste, mas quando a gente pensa no caso de Israel, existe uma racionalidade no enfrentamento ao Irã. O Estado de Israel considera o Irã, o regime dos Ayatollahs, um perigo existencial para o Estado de Israel e me parece que existe até algum ponto de muita verdade nesse aspecto. Agora, quando a gente pensa nos Estados Unidos, o questionamento que acontece internamente é o que, afinal, os Estados Unidos estão fazendo ali se o Irã não era uma ameaça iminente
aos Estados Unidos. Na prática, o Trump conseguiu que houvesse ali o fechamento do Estreito de Hormuz com todas as consequências econômicas que isso está trazendo para o planeta, não apenas para os Estados Unidos. Aliás, o Irã ameaça fechar o Estreito de Hormuz há muito tempo. Quer dizer, você considerar que é uma surpresa o fechamento é algo inacreditável, para dizer o mínimo. Você está falando de um Estreito de Hormuz onde passa aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo. Quando a gente pensa em petróleo
No Oriente Médio, ele é basicamente um petróleo concentrado ali no Golfo Pérsico. O Golfo Pérsico que tem como saída justamente o Estreito de Hormuz. Consequentemente, o preço do bairro de petróleo sobe. Você acaba tendo um impacto inflacionário no planeta todo. A gente já está sentindo isso no próprio Brasil. Acho que todo mundo deve ter observado como o preço dos combustíveis subiu por aqui. E também está tendo impacto nos Estados Unidos. Aliás, nos Estados Unidos, esses reajustes dos combustíveis
Então você tem um aumento do preço da energia com todos os efeitos colaterais que isso acarreta, diminuindo o poder de compra das pessoas, aumentando o custo das empresas e reduzindo a sua capacidade de investimento, fazendo com que na prática você tenha uma tendência a uma certa desaceleração da atividade econômica. É natural que os americanos perguntem o que nós estamos fazendo no Irã. Eu entendo o que Israel está fazendo no Irã.
o Irã um inimigo e, consequentemente, o enfraquecimento do poderio militar iraniano faz sentido do ponto de vista israelense. Mas, do ponto de vista americano, o Trump ainda não conseguiu explicar. O tempo todo ele fala, não, mas queremos destruir o poderio nuclear do Irã. Bom, o Trump havia prometido essa destruição no ano passado. No ano passado, quando ele bombardeceu ali pontualmente o Irã, ele havia prometido destruir o programa nuclear iraniano. Aliás, chegou a declarar que o programa nuclear iraniano tinha sido,
destruído. Mas isso não aconteceu, as semanas vão passando, aquela expectativa de uma solução inicial muito rápida não ocorreu, e o regime vai dando sinais ali de que tem força. E no atual momento, o tempo conta contra os Estados Unidos e a favor do Irã, porque afinal, quanto mais tempo você passa a ter ali as consequências econômicas, pior é para o Trump, ainda mais dentro de um contexto onde a gente tem eleições às midterms nos Estados Unidos.
Até complementando, me chama muita atenção, por exemplo, algumas declarações do Trump. Uma delas ele falou, não, porque se a gente não tivesse atacado, em menos de uma semana o Irã teria atacado as bases militares americanas do Oriente Médio, teria atacado Israel e está desenvolvendo mísseis que teriam capacidade de atingir o território continental americano. Aí nem muita inteligência, a mídia americana cumprou essa ideia. Eu queria saber... Não, pode falar.
essa história desde 2002, Ricardo. Desde 2002. Em 2002, o Irã se descobriu que o Irã tinha lá seu programa nuclear. E desde então, você tem George W. Bush falando que o Irã fazer uma bomba nuclear é uma questão de semanas, é uma questão de semanas, é uma questão de semanas. Mas vai semana aí. Então, eu queria dizer que, esse é o meu ponto aqui, que eu acho que ninguém acredita mais no potencial iraniano do que o Trump. Ninguém no Irã acredita nesse potencial todo. Se tem alguém que acredita que o Irã,
é capaz, é quase um incentivo, Irã, você consegue, você vai fazer bomba nuclear, vai ter míssil que vai atingir o território dos Estados Unidos, olha a distância, olha a dificuldade que é para fazer isso, mas me parece que os Estados Unidos, nesse sentido, eles têm realmente uma fé no Irã, que nem os próprios iranianos mesmo têm. E como que vocês acham que fica a situação dos países do Golfo, como Kuwait, os Emirados Árabes, por exemplo, que talvez viam a presença de bases americanas como algum tipo de segurança, estavam se aproximando dos Estados Unidos com investimentos bilionários,
Você acha que isso pode comprometer um pouco a influência dos Estados Unidos no Oriente Médio? Pode sim, Ricardo. A gente está falando, na prática, de países que apostaram num certo alinhamento com os Estados Unidos. Ou seja, nós queremos ter essas bases americanas porque os Estados Unidos também garantem a nossa proteção. Aliás, mais do que isso, a gente tem países ali, como é o caso do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos, que se ocidentalizaram bastante, fizeram um esforço ali realmente de diversificação econômica,
transformaram Doha e Dubai, por exemplo, hubs super importantes para o turismo internacional, passaram a fazer também esforços muito significativos no que diz respeito à diversificação econômica. E o que acaba acontecendo é que a gente está vivendo um momento onde as pessoas lembram que Dubai e Doha ficam muito perto do Irã. Se as pessoas olharem o mapa, inclusive, elas vão poder observar que o território dos Emirados Árabes Unidos é projetado,
em direção ao território iraniano, claro que tem um Golfo Pérsico entre os dois, mas os Emirados se aproximam muito do território iraniano. Algo semelhante acontece com o Qatar, que acaba tendo também o seu território projetado em direção ao Irã. E o que acaba acontecendo é que, inclusive, nesses últimos tempos, esses países vinham tentando aproveitar esse ambiente de uma certa tendência a congelamentos de ativos, a perseguições
de muitos milionários e bilionários ao redor do mundo para tentar se colocar como um porto seguro. E me parece que vai haver aí um arranhão importante, tanto no que diz respeito à reputação desses países em termos internacionais, no que tange à segurança que eles vendem, quanto também no seu relacionamento com os Estados Unidos. Afinal, eu estou aqui sendo bombardeado, eu, Catar, eu, Emirados Árabes Unidos, etc., por conta justamente de ter bases americanas.
por conta de possuir bases americanas. Isso é algo que vai trazer consequências para o relacionamento desses países com os Estados Unidos e me parece que esse é, inclusive, um dos objetivos do Irã quando realiza esse tipo de ataque. Quer comentar também, Tanguy? Na verdade, o meu ponto aqui, e vou muito na linha do Daniel também, é que esses países demoraram décadas para conseguir se consolidar como países seguros, como países que você pode confiar. A gente teve uma Copa do Mundo em 2022 no Catar
o pessoal que foi para o Qatar estava zero preocupado. Não era, será que vai ter guerra? Será que vai ter problemas? Você está tranquilo, você está realmente sereno. A gente já tem uma Copa do Mundo marcada para a Arábia Saudita. Então, o momento no qual esse tipo de ataque acontece joga uma sombra para o futuro, que é que dia, que ano, quando que agora as pessoas vão voltar a confiar de voarem, por exemplo, para lugares na Ásia ou lugares no Oriente Médio, via Dubai. O tempo que você demora, o Qatar,
o Qatar conseguiu também, no aeroporto de Doha, como sendo um hub internacional, um hub regional, você imagina o tempo, a demora que você vai ter agora para reconstruir essa confiança. Então essa é a aposta que o Irã tem também, que é, ninguém mandou eu me atacar, agora você vai me atacar? Agora aguento, você vai mexer com todo mundo da região, principalmente esses países que têm bases americanas. Outro ponto que eu queria que vocês comentassem também é em relação ao futuro da própria OTAN, porque a gente tem os Estados Unidos fazendo ameaças contra a América,
membros integrantes da organização, seja a Dinamarca, a Cogrenlândia, seja o próprio Canadá. E agora o Trump colocando que ele não precisa de nenhum membro da OTAN, que na verdade ele fez um teste. Ele convocou os países para saber quem iria participar e se eles não participassem, ele sabia que poderia sofrer algum tipo de retaliação. Vocês acham que isso é uma coisa mais conjuntural do governo Trump ou há um risco estrutural mesmo dos Estados Unidos perderem esse protagonismo militar com a aliança militar OTAN? Olha, quando o Trump perdeu a eleição para o Biden,
Eu lembro que teve uma declaração do John Bolton, que era o conselheiro de segurança nacional do Trump. E o John Bolton disse, naquele momento, que se o Trump tivesse sido reeleito, ele já tinha tomado a decisão de sair da OTAN. Na prática, agora, ele não está saindo da OTAN, mas a OTAN está sendo desmontada. A OTAN está sendo progressivamente desmontada. A OTAN sempre foi muito baseada numa ideia de confiança. Os outros países confiam nos Estados Unidos, os Estados Unidos confiam nos outros países.
entre a gente, os objetivos, eles vão ser mais ou menos comuns, vão ser mais ou menos compartilhados e nesse ano e mais um pouquinho, tem pouco mais de um ano e dois meses agora que o Trump voltou à presidência, ele deixou muito claro que ele não confia nisso, que ele não se importa com isso e que principalmente ele não quer carregar a segurança dos seus parceiros da OTAN nas costas. Então, por isso que ele se volta contra o Canadá, contra a Dinamarca, ele chama o Canadá de 51º estado americano. Imagina, você
Isso é uma ameaça intervencionista, uma ameaça expansionista das mais vis, das mais baixas. Dinamarca, ele faz duríssimas críticas, por exemplo, ao Reino Unido. O Reino Unido sempre foi o parceiro mais fiel, o aliado mais próximo dos Estados Unidos. Críticas muito duras, críticas à Alemanha, críticas à França. Então, na prática, eu não sei se os países da OTAN, nesse momento, já estão com a disposição de confiar nos Estados Unidos como no passado. Isso, para mim, é mais grave do que o fim formal da OTAN.
da OTAN, você coloca tudo em pratos limpos. No momento em que a confiança vai sendo erodida, você não sabe nem o que vai acontecer se algum país desse precisar do apoio dos Estados Unidos. Então, me parece que é algo que o Trump vai colocando como uma sombra para o futuro também. Acho que o termo aparece mais uma vez. Pelo fato de que, como é que os outros países da OTAN vão confiar que os Estados Unidos vão voltar a ser os Estados Unidos que eles conheciam, mesmo se o Trump não estiver na presidência? Eu acho que esse é um ponto importante. A confiança,
que você demora muito para construir e para você retomar essa confiança vai um longuíssimo caminho. É o caso lá dos países do Golfo, que dia que as pessoas vão voltar a confiar nos países do Golfo, me parece Coltão, raciocínio mais ou menos parecido. E claro que se a gente parte da premissa de que os Estados Unidos vão querer reconstruir essa confiança, isso vai demorar bastante tempo, como colocou o Tanguy. É sempre importante lembrar o nível de confiança que esses países tinham com os Estados Unidos até o passado recente. Se a gente pegar o caso da Dinamarca,
afrontada por conta da questão da Groenlândia, a Dinamarca mergulhou naquele atoleiro do Iraque com os Estados Unidos. A Dinamarca foi lá caçar as armas de destruição em massa que o Saddam Hussein teria naquele momento. Quer dizer, os Estados Unidos estão precisando da minha ajuda? Vou com os Estados Unidos para o Iraque, mesmo com a crítica da França, mesmo com a crítica de muitos países, mesmo sem a chancela da ONU. Algo semelhante é o Reino Unido.
Quer dizer, o Reino Unido mergulha em todos os atoleiros junto com os Estados Unidos.
foi para o Afeganistão, foi para o Iraque, onde os americanos vão, o Reino Unido vai junto. O Reino Unido que tem ali, inclusive, um relacionamento com os Estados Unidos de compartilhamento de informações de inteligência, de compartilhamento de informações até em relação aos seus arsenais nucleares. É o mesmo Reino Unido que agora, quando convocado pelo Donald Trump para ir para o Oriente Médio, acaba dizendo, veja bem.
um pouco mais segura, quem sabe, porque é perigoso, vou mandar lá os meus navios da marinha, da Royal Navy, vou mandar meus marinheiros, sei lá, não estou me sentindo confiante, ou seja, o Donald Trump conseguiu trazer para os Estados Unidos um certo isolamento, quer dizer, você adotou uma postura de confronto, de enfrentamento dos seus aliados históricos, aliados que você levou décadas para cultivar, e durante alguns meses você acabou despertando
dando ali uma enorme desconfiança em relação a eles. É importante a gente lembrar que nesse ano de 2026, eu não estou falando de 1926, em 2026, o Trump ameaçou invadir a Groenlândia, quer dizer, o Trump ameaçou invadir o território, formalmente, de um dos membros da OTAN. É um território autônomo, mas faz parte do reino da Dinamarca. Quer dizer, eu, ao longo da minha vida, sempre estive ao lado dos Estados Unidos, pensa a Dinamarca, eu entrei em todas as furadas porque sou aliado dos Estados Unidos,
os Estados Unidos ameaçam invadir o meu território? E agora que eles pedem minha ajuda? Meu amigo, boa sorte aí, Trump. Muito obrigado pelo apoio. Agora, você, Antônio Satoleiro, é contigo mesmo. Você não é o bonzão. Os Estados Unidos não precisam de ninguém, etc. Esse está sendo o posicionamento europeu. Aliás, o ministro da Defesa alemão essa semana até deu uma debochada em relação aos Estados Unidos, dizendo não, eu tenho certeza que as fragatas europeias não vão fazer nenhuma diferença diante
do poderoso, da poderosa marinha dos Estados Unidos que está presente no Oriente Médio. Na prática, você está tendo o discurso do Trump sendo utilizado contra ele mesmo. O Trump com uma lógica um pouco imperial, essa lógica de que, olha, eu não preciso de forma alguma perder tempo com os europeus. O Trump coloca a Europa sempre como sendo um bloco decadente, como sendo realmente uma região que não tem a mesma relevância que teve no passado. No momento em que ele precisa da ajuda dos europeus,
em que ele está numa situação um pouco mais complicada, porque o Streito de Hormuz continua bloqueado e você continua tendo ali os impactos econômicos cada vez aumentando, cada vez se tornando mais relevantes, é claro que esses aliados também não vão em socorro dos Estados Unidos. Não tem jeito, alianças são via de mão dupla. Você ajuda e é ajudado. E o Donald Trump o tempo todo mostrou que ele não estava disposto a ajudar, agora ele não vai ser ajudado. E já que a gente está conversando sobre governo Trump,
mudar um pouquinho de região vindo aqui para a América Latina, o próprio documento estratégico dos Estados Unidos coloca que é o objetivo principal, talvez até a nomeação do Marco Rubio como secretário de Estado também demonstra, que é retomar o protagonismo dos Estados Unidos na América Latina e afastar a influência chinesa. Quando a gente observa a configuração de países, talvez os três principais que se mostrem uma resistência a estação americana é o México, a Colômbia e o Brasil, até pela importância econômica e importância populacional.
dos Estados Unidos, também prometendo fazer intervenções. Na Colômbia a situação não está muito diferente. E no Brasil, parece que existem movimentações cada vez mais próximas também de uma intervenção dos Estados Unidos. Eu até esqueci de citar aqui quando a gente estava conversando sobre o assunto, que o cônsul dos Estados Unidos, não sei se vocês acompanharam, ele demonstrou preocupações com o leilão que vai acontecer no terminal do Porto de Santos, alegando que uma possível, se empresas chinesas vencessem, isso poderia representar
apresentar um risco à soberania brasileira, servir de ponto de espionagem para o território americano. Vocês julgam que algum tipo de chance dos Estados Unidos tentar intervir no processo eleitoral brasileiro? O Brasil está em risco, talvez até militar? Eu acho que interferir é uma palavra muito forte, mas influenciar me parece que é algo que o governo Trump tentará fazer de alguma forma para tentar ter no Brasil um governo um pouco mais afável. É interessante que você citou o caso
do México e da Colômbia, o Brasil é um país bem diferente do México e da Colômbia. Quer dizer, tanto o México quanto a Colômbia tem nos Estados Unidos o seu principal parceiro comercial. Não é o caso do Brasil. O Brasil tem na China o seu principal parceiro comercial. Aliás, os Estados Unidos perderam muita relevância ao longo dos últimos anos. O Brasil adotou uma estratégia de diversificação que acabou sendo muito bem sucedida.
E o que a gente acaba observando é que o Trump considera que os antecessores dele foram muito frouxos.
aqui na nossa região e que, consequentemente, isso abriu espaço para o aumento da influência chinesa. Dentro de uma lógica imperial que o Trump acaba tendo, ele enxerga o mundo em zonas de influência. Se a Ucrânia é problema da Rússia, a América Latina é meu problema. Então, na América Latina, ninguém vai influenciar de maneira determinante. O Brasil, nesse sentido, acaba ficando numa posição um pouco delicada, porque ao Brasil não interessa um alinhamento automático aos Estados Unidos, nem à China, nem a ninguém.
tenha canais abertos e possa negociar com o máximo número de países possível, nesse sentido o Brasil idealmente deveria ter uma política um pouco parecida com a Índia, a Índia que tem um governo de direita que está muito distante inclusive da visão do presidente Lula, mas tem ali uma postura realmente de uma independência e de uma autonomia em termos de sua política externa, porque países como o Brasil, como a Índia, enxergam que tem desafios de desenvolvimento muito fortes e consequentemente esses desafios devem estar em
primeiro lugar, e para alcançar realmente o enfrentamento desses desafios, você precisaria de ter canais abertos, com mais parceiros comerciais e com mais oportunidades de investimento. Então vamos fazer um acordo de livre comércio com a União Europeia, fizemos através do Mercosul, vamos ter uma ótima relação com os Estados Unidos, vamos ter uma ótima relação com a China, vamos ter uma ótima relação com a Índia, vamos ter uma ótima relação com todo mundo.
É diferente do México e da Colômbia, também é diferente da Argentina. A Argentina depende muito do financiamento americano.
A Argentina não tem dólares nas reservas do seu banco central, tem dólares em quantidade muito pequena, precisa de uma renovação do crédito dos Estados Unidos de maneira frequente e de maneira volumosa. O Brasil não. O Brasil não tem nos Estados Unidos o seu principal parceiro comercial, o Brasil tem um volume de reservas internacionais enorme, mais de 300 bilhões de dólares, consequentemente está credenciado a ter uma postura um pouco mais autônoma.
ruim com os Estados Unidos, significa manter alternativas abertas. Agora, claro que existem elementos de pressão, como é o caso do Trump, dizendo, olha, se empresas chinesas adquirirem concessões no Brasil, o nosso relacionamento pode dar uma estremecida. E sim, me parece que o Trump tende a tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro, mas não interferir. Interferir acho que é uma palavra muito forte, pelo menos até onde a vista alcança. Quer comentar, Tanguy?
Eu concordo com o Daniel. Você falou sobre a possibilidade militar. Realmente eu não vejo essa possibilidade. Eu acho que quando a gente fala sobre a América Latina, quem deve estar se preocupando demais com razão é Cuba. Porque quando você olha para a configuração da política externa americana, alguns países claramente eram prioridades em termos de preocupação. Então você tinha a Coreia do Norte. A Coreia do Norte tem bomba nuclear, está ali na esfera de influência chinesa. Então me parece que o Trump, inclusive, curiosamente,
com o Kim Jong-un, encontrou com o Kim Jong-un três vezes durante o seu primeiro mandato. Então, a Coreia do Norte parece que é meio fora dos limites do que os Estados Unidos querem agir. Tirando isso, você tinha o Irã e a gente está vendo o que está acontecendo agora. Você tinha o governo dos Assad, o governo do Bashar al-Assad, que caiu. Caiu em dezembro de 2024. Você tinha a Venezuela, os Estados Unidos foram lá e prenderam Maduro.
E você tem Cuba. Então, quando você pensa nos países que os Estados Unidos já caracterizaram, por exemplo, como financiadores do terrorismo,
Nem a Venezuela passou tanto tempo assim nessa lista, mas Cuba sempre esteve. Então, me parece que... Aliás, o Trump falou esses dias agora, falou ontem, hoje, não lembro agora. Eu adoraria ser a pessoa que vai tomar Cuba, que vai passar a governar Cuba, vai mandar em Cuba. Foi algo mais ou menos nesse sentido. Então, ele dá a entender que, olha, Cuba... Eu não sei se, de repente, durante esse governo dele, algo não vai acontecer. É claro que é influenciado também por aquilo que aconteceu no Irã.
no Irã. Está acontecendo há relativamente pouco tempo, tem pouco mais de duas semanas, mas se a coisa se estender, se houver um cansaço muito grande, pode ser que ele não tenha fôlego para atuar no Irã, em Cuba, mas é possível que Cuba seja um próximo alvo num futuro breve. É importante lembrar que Trump tem quase três anos de governo pela frente. Está certo, Tanguy. Está certo, Daniel. Obrigado pela presença de vocês. Para mim, falo aqui, o Vilar vai me criticar, mas é uma honra estar aqui com vocês. É uma honra nossa também. Obrigado demais.
Obrigado demais. E vocês ficaram devendo, então, todos aqueles outros tópicos aí. Fica para a próxima vez. Está tudo anotado, tá, Vilela? Anotei todos os pontos aqui. A gente está um tempo já para conseguir marcar essa visita na Inteligência Limitada. E vai acontecer. Vamos marcar. E até a data que vocês vierem, vão ter mais tópicos ainda, porque o mundo não para. Não é? Não para mesmo. Então, obrigado demais. Valeu. Tchau, tchau, gente. Tchau, tchau. Porque agora, Fernanda e Marcílio,
Vamos saber se o Bibi está morto ou não. Como que está a nossa enquete? O pessoal acha que ele está morto ou não? E deixa já o Tiago na linha aí. 67% das pessoas acham que não e disseram, acabei de tomar um coelho e 33% disse que ele foi de base. Eles estão falando isso porque ele postou aquele vídeo, né? Tomando um cafezinho. Café. Café. Mas vamos chamar o Tiago, que é o cara que analisa. Ah, os caras ficam fazendo.
Eu vou chamar a vinheta, calma. Mas deixa já o Thiago, então, na linha aí e roda a vinheta. Thiago, está aí com a gente? Boa noite, boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcílio. Como é que vocês estão? Beleza. E aí, será que o Netanyahu está vivo ou não? Ou já foi dessa para melhor? Então, vamos lá. Eu quero que você dê o contexto. Por que estão falando isso? Por que estão levantando essa dúvida? Então, tudo começou no dia 12 de março, quando o Netanyahu fez um discurso polêmico.
E o discurso era realmente polêmico, porque ele falou de diversas coisas, inclusive ele comentou a respeito do Messias judeu, que é algo que chama também bastante atenção. Ele vai remeter ao terceiro templo, ou pelo menos aos planos de construção do terceiro templo em Israel, só isso já chamou atenção. Mas aí o pessoal acaba percebendo algo diferente. Mais ou menos ali entre 33 segundos, 35 segundos do discurso, o Netanyahu fez um gesto com as mãos. E é aí que começa toda essa polêmica.
porque o primeiro gesto que ele fez acabou fazendo com que parecesse que em sua mão direita haviam seis dedos. Nossa, velho! Parece mesmo! E isso é uma falha gerada por vídeos de inteligência artificial generativa. Só que se a gente analisar bem, inclusive o Netanyahu postou no perfil oficial esse vídeo dele, e eu parei lá, pausei, dei zoom para entender melhor o que estava acontecendo,
a gente vê que esse gesto que ele fez com a mão, parece que esse sexto dedo é a almofada daqui da palma da mão dele, né? Só que aí, continuou. Mais pra frente, a outra mão dele, no mesmo discurso, parece que mostra todos os dedos tendo o mesmo tamanho. E ainda no mesmo discurso, estranho, estranho demais. E ainda no mesmo discurso, mais pra frente, os dentes dele sobrepõem a boca, em certo momento,
num zoom ali que a gente consegue dar, observando bem que em um dos lados está faltando dente na boca dele. Então, a galera ficou, assim, paranoica, imaginando que eles estariam utilizando inteligência artificial para esconder o possível falecimento de Netanyahu em meio a essa guerra que a gente está tendo entre Estados Unidos, Irã e Israel. Eu vi outro vídeo também, Tiago, que eles foram passando frame a frame e a aliança deles some em uma hora.
A gente vai chegar lá, Vilela. Porque é o seguinte, no dia seguinte disso, na verdade, dois dias depois, no sábado, Netanyahu postou um vídeo como uma prova de vida. E mostrando as mãos, né? Falando, ó, tem como vocês contarem meus dedos agora? Tem cinco dedos aqui, tem cinco dedos na outra mão. Só que aí o povo já tá agora com um olhar atento, né? Começaram a enxergar coisas ali no vídeo. O primeiro detalhe foi que, nesse vídeo do café, quando passa na frente da tela de um computador que tá ali na lanchonete,
nessa tela, é do ano 2024. Não é do ano 2026. É como se eles tivessem utilizado um vídeo antigo para fazer uma montagem com inteligência artificial ou um certo deepfake. E aí, nesse vídeo das mãos, a gente tem o café com uma plasticidade diferente na hora que ele pega o café. O copo ali, não é uma xícara, mas a galera está colocando na tela aí. Quando ele pega o café, a gente vê que o líquido está quase vazando
do copo ali, mas acaba não vazando, como se fosse um plástico, né? Então, isso ficou estranho. E depois, ele coloca a mão no bolso, e o bolso dele salta pra cima da mão. Isso fez com que as pessoas falassem, cara, isso é inteligência artificial. Beleza, no dia seguinte, Netanyahu aparece com um novo vídeo, onde ele tá em um campo, assim, aberto, cumprimentando pessoas que são do seu lado político, podemos dizer, né? E aí, é que a galera percebe.
alimentar uma pessoa, o anel que está em seu dedo, uma aliança, ela desaparece e depois aparece novamente. E aí fez com que as pessoas falassem, poxa, terceira vez que isso está acontecendo, eles estão escondendo alguma coisa. Porque, pensa comigo, Vilela, três erros em três dias quase que seguidos, faz com que a gente pense que existe algo estranho. Porque como é que pode um anel desaparecer? O pessoal colocou na tela aí o vídeo,
E realmente, eu olhei com muitos detalhes, com muita atenção, e a gente vê que realmente esse anel desaparece. Pois é, o Bigode é um cara que entende muito sobre anel desaparecendo. Você viu o vídeo, você acha que é inteligência artificial? Eu? Ó, eu tô mais pra que estão escondendo a morte dele do que... Cara, por que ele não aparece, então? Cara, eu concordo. Eu acho que tem alguma coisa aí que não contaram pra gente. E aí a internet ficou louca, fizeram vários memes. Ele tomando café, dando mortal de costas.
Colocaram vários líderes substituindo, vários líderes tomando o mesmo café. Exatamente. Aí começou uma enxurrada de... Olha, mas eu achei até que fosse bobagem, viu, Tiago? Mas olhando agora com essa análise... Você começa a avaliar as coisas? Não sei. Ô Fernanda, e tem mais. Hoje ele postou um vídeo algumas horas atrás com o embaixador dos Estados Unidos. E aí o que acontece nesse vídeo? A face do embaixador dos Estados Unidos se deforma de uma forma que...
Você percebe que é um vídeo criado por inteligência artificial, entendeu? Nossa, gente. Que loucura isso, hein? Mas existem pontos da gente raciocinar. Por quê? Israel é um país que tem uma alta tecnologia. A inteligência artificial, da forma que chegou para a galera, para a população hoje, é uma coisa. Aquilo que o governo de Israel, o exército de Israel, os Estados Unidos utilizam, é outra. Aí é que está a pergunta. Será que eles estão realmente escondendo algo sobre Netanyahu?
Nossa! Ô, ô, ô, bigoda! Você que fez isso ou já tava assim? Não fiou não, tava assim, já baixei assim. Que bizarro, né, Marcílio? Nossa, muito estranho, olha essa cara dele. Aquelas distorções de IA, né, quando ela dá uma pirata. É, exatamente. Os caras tão querendo provar que ele tá vivo com um vídeo muito estranho, né? É, então. E nessa publicação também, o Vilhela, onde ele aparece, tão dizendo aí que essa mesma roupa foi utilizada 30 semanas atrás, com a mesma gravata,
e, inclusive, o mesmo nó de gravata. Então, parece que estão utilizando coisa antiga para provar que ele está vivo. É, muito. Mas, assim, para finalizar um raciocínio, eu penso que Israel é um país muito forte em tecnologia e Estados Unidos também. Isso pode ser uma propaganda para que o mundo continue atento nas informações da guerra, que isso é muito interessante para eles. A gente pode ter também a ideia de que eles podem realmente estar controlando
uma narrativa de guerra, porque falar que o Netanyahu de repente perdeu a vida ali em uma espécie de bombardeio ou algo que possa ter acontecido, seria chocante para o mundo todo. Então eles podem estar escondendo no controle da narrativa de guerra. E, no final das contas, eu acredito que nos próximos dias a gente deva saber a verdade, porque até quando eles vão continuar com isso? Até quando vão continuar colocando vídeos que existem erros e erros bem pesados assim, que claramente são erros de inteligência artificial, né? Claramente, gente.
A gente não sabe o porquê ainda, mas que tá nítido aí, tá, né? Mas seria um golpe fatal, assim, na moral? Com certeza. Ou poderia também dar uma mudada na guerra, né? Pelo menos pro povo judeu. Você não acha, Marcílio, que uma provável morte dele seria um baque? Ah, com certeza, né? Porque, querendo ou não, o cara é o chefe de governo de Israel. E mostra aí uma fraqueza, né? Exatamente. Sempre se vendeu como a maior potência militar.
O Vilela está prometendo que nos próximos dias eles podem fazer uma nova chuva de mísseis e drones, caso não tenha algum tipo de solução, já que hoje as defesas aéreas ficaram sobrecarregadas, depois de quase duas semanas de guerra. Pois é. Uma das especulações... O Vilela, só para finalizar, uma das especulações que o pessoal fez também é que o Trump apareceu abatido nos últimos dias, enquanto o primeiro-ministro, o Benjamin Netanyahu, estava ali cumprimentando pessoas, na lanchonete tomando café, tudo isso em meio de uma guerra.
pulga atrás da orelha da população. Pois é. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos aí. Ele faltou em algumas reuniões, que era para ele estar e não estar, acho que seis ou sete também. Tudo isso vai aumentando essa questão, essa teoria. Mas, não sei se dura até semana que vem, mas eu quero saber de outra coisa depois de você, que é a nova camisa da seleção. O pessoal está vendo demônios nessa camisa.
É essa que eu não tô sabendo? É essa que eu não tô sabendo? Não. Os caras pegaram a imagem, tem uma imagem preta e uma imagem azul, selecionaram a imagem preta e forma um demônio lá, não é isso, Tiago? Exatamente isso ali. É praticamente a silhueta de bafomé, que a gente fala, né? Que tem a cabeça ali de um bode. Então isso chamou a atenção da galera como se fosse uma espécie de pacto, né? Outra coisa interessante também é que na propaganda em que fizeram da camiseta,
um corvo de olhos vermelhos. Então, isso reflete que eles estão puxando para um lado mais sombrio no mundo do futebol. Olha lá. E realmente aparece. E agora é joga sinistro? Como que é o lema agora? Joga sinistro. O pessoal do chat poder ajudar a gente aí? Eu não lembro qual que é o novo slogan agora. Os caras têm a foto do Trump na camisa do Brasil. É.
Mas essa é uma outra teoria que a gente vai analisar com mais calma depois, hein? Vamos analisar, porque é um negócio pesado. E vamos ver como é que vai ser essa Copa, né, Vilão? É. Já que eles estão fazendo esse tipo de pacto aí. Não, e se vai ter Copa, né? Do jeito que está o mundo... É, e se vai ter Copa. Porque o Irã já não vai. Estados Unidos estão envolvidos em guerra. O Canadá quase sendo invadido. É. O México com problema lá também.
Cara, estamos bem de Copa. Pois é, está feia. Está difícil. Pelo menos eu achei a camisa linda. Essa camisa azul vou comprar.
fazer uma oração antes. Não é, Tiago? Não custa nada fazer uma oração antes, né? Um exorcismo, né? Um exorcismo. E aí a gente usa. Mas que é bonita, é. É bem bonito. É verdade. Então, obrigado, Tiago. Obrigado demais aí. E estaremos aí também quinta-feira num assunto bem legal aí. Muito obrigado, Vilela, mais uma vez. Obrigado, Fernanda. Obrigado, Marcílio. Todo o pessoal aí do Inteligência. Pra mim é sempre um prazer e uma honra estar aqui com vocês. Então, até semana que vem com esse
quadro e se for verdade. Valeu! Obrigada, Tiago. Boa noite. Beijo. Marcílio, agora acho que é dar uma navegada no que faltou em geopolítica. Se é que faltou alguma coisa... Acho que existem só alguns pontos que a gente pode destacar aqui, que não foram comentados ainda. Tem um território que é muito estratégico que o Trump atacou essa semana, embora ele tenha atacado somente posições militares e não posições econômicas, que são as Ilhas Carg.
Ilhas Karg, elas são ilhas que ficam muito próximas do território do Irã, que eles servem como uma região de escoamento de petróleo. É perto lá do estreito? Mais ou menos, é um pouco mais em direção ao norte do Golfo. Essas ilhas Karg, elas são estratégicas, o Chahrazapaleve, inclusive, antes de ser deposto, que ele transformou aquele local numa espécie de hub de exportação de petróleo, porque o Irã tem uma dificuldade logística, porque o litoral dele é muito raso, então grandes petroleiros não conseguiram desembarcar nos portos.
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Talvez seja dominar as Ilhas Karg, porque se ele invade somente as Ilhas Karg, isso pode servir como uma espécie de moeda de troca pro Irã. Ó, eu libero aqui as Ilhas Karg de volta pra vocês, pra que vocês consigam exportar 90% do petróleo e financiar o seu próprio governo, mas, em troca, vocês pelo menos permitem alguns dos meus objetivos. Abrir mão do programa nuclear, abrir mão do programa de mísseis. Então, muito possivelmente, se o Trump encontrar maiores dificuldades na guerra, as Ilhas Karg, que já foram alvo de ataque,
militar, não econômico, mas pode ser um ponto importante para o futuro da guerra. Além disso, a gente discutiu já um pouquinho sobre isso, que é a questão da popularidade do governo americano. Está em queda. Somente um em cada quatro americanos apoiam essa guerra no Irã. Acho que a informação que vazou hoje do chefe do departamento, um dos assessores do departamento de inteligência, que inclusive foi indicado pelo Trump e era um grande aliado da Tulsi Gabbard, que aí sim é a chefe do departamento,
Essa renúncia, com os argumentos que ele utilizou, colocando que a população americana foi enganada, acho que isso pode ser um baque eleitoral muito grande para o governo americano. Lembrando, tem que liberar logo o Estreito de Hormuz, porque isso gera inflação, inflação gera aumento dos juros, aumento dos juros gera redução do poder de compra. E é ano eleitoral para os Estados Unidos. E a questão da OTAN, que a gente já falou um pouquinho também, e a questão dos assessores.
Acho que era mais isso, Vilala. A gente já tocou em todos os pontos mais importantes da geopolítica.
assuntos e ainda a gente tem esse quadro da Fernanda pra assuntos mais bizarros do que a gente já falou aí, né? Hoje eu tô leve, gente. Tô muito leve. A semana já tá muito pesada, né? Então vamos rolar a vinheta. Eles ficam fazendo sinal como se eu fosse esquecer a vinheta. Solta a vinheta aí. Fernanda, não surpreenda. Olha, eu acho que não é surpresa, até porque vocês já gostam disso há muito tempo, mas faz tempo que a gente vem falando da revolução das máquinas. Os robôs dominando tudo. É questão de tempo.
A gente vai perder pras máquinas, né? É bom ser amigo delas. Será? Dá bom dia pro seu micro-ondas, perde licença quando vai abrir a geladeira, não custa nada. E se eu dissesse que elas já estão assim, se rebelando contra os humanos? Tivemos o caso do primeiro robô preso. O que ele fez? É sério, gente. Esse robô, gente, ele foi importunar uma idosa em Macau, na China. Ele cismou com ela, parou ela,
no meio da rua, e aí foi o primeiro caso de prisão de um robô. A gente tem o vídeo, não tem? Já tem robô preso, cara. É sério, ele cismou com ela, ela ficou super ofendida, ficou magoadíssima, vamos ver. Olha aí, ó, ele passeava, na verdade é um idoso, ele passeava ali com o robô humanoide, quando uma mulher reagiu de forma agressiva a cena, após a confusão, a polícia acabou levando o robô embora, gente. Ele cismou com a mulher de toda forma, cismou com o idoso, olha lá.
A homofobia já está rolando, então. Então, mas só que não foi o único caso. Ah, não? Não, não foi o único caso. A gente tem mais um robô que acabou se rebelando, gente. E esse daí foi nos Estados Unidos. Outro robô humanoide. O que está acontecendo, hein? Acho que eles estão colocando sentimentos nos robôs. É, vou ter que colocar aquelas diretrizes lá. Lembra do filme O Robô? Olha, aconteceu na Califórnia. Esse robô, ele estava ali, ele trabalha num restaurante. E aí ele começou a quebrar pratos, começou a dançar e criou a maior confusão.
E uma pessoa que estava ali no restaurante... Ficou putão lá. Ele ficou muito doido. Eu acho que ele andou tomando umas biritas lá no restaurante também. Não, não é birita. Eu acho que no caso do robô é um choque. Uns parafusos. Um óleo estragado, né? É, um óleo estragado, alguma coisa, né? Mas a gente tem a cena dele aí. Olha lá. Ninguém conseguia segurar o robô, tá? Detalhe.
Ele acabou viralizando. É impressionante a força que ele tem. Ela vai precisar de ajuda aí pra conter o robô. Ele queria fazer a dancinha do TikTok. Aliás, ele acabou viralizando. É, total. Olha lá, quanta gente pra segurar o robô. Ele entrou e... Não confie robô. E aí, você teria um dentro da sua casa?
Se quer usar pra questões domésticas, tá? Imagina se deixasse seu filho com... Não, né? E ele começa... Olha lá! Sabe a dancinha? A dancinha da Virgínia saiu lá. Eu não confio. E, gente, olha, um outro assunto muito interessante. Você assistiu, com certeza, o show do Truman. Sim. Pois bem, será que isso tá tão distante, assim, da nossa realidade? Eu perguntei pra vocês no comecinho se vocês se lembram do melhor amigo de vocês. Porque, só pra relembrar, era um show...
Era um reality show. Onde todo mundo era autor. E o Truman não sabia. Ele foi criado como setor. Aquilo era a realidade dele. Até que um dia ele descobre que ele vive num mundo de fantasias. Olha, foi mais ou menos isso que aconteceu. Eu estou brincando aqui com o melhor amigo de infância. Mas e se vocês descobrissem que na verdade o melhor amigo de infância. Aquele garoto que cresceu do lado de vocês. Que compartilhou histórias. Se você descobrisse que o Tony era um ator.
mirim contratado pela sua tia. É um ator ruim, então. Bem ruim. Se foi um ator, podia ter colocado um ator melhor, porque... Ele não foi tão amigo assim? Não foi tão amigo assim, não. Ele pisava na bola direto, não jogava tão bem futebol e tal. Contratar um ator pra ser melhor amigo? Exatamente. De um garoto que acabou viralizando também no TikTok. Resolveu desabafar agora. Ele tinha já dificuldade de socialização e aí a tia viu, na época, uma saída, contratar um ator mirim que acabou
o melhor amigo dele. E os anos foram passando, eles se afastaram, ele começou a fuçar em rede social e viu que não era nada daquilo, que não era o mesmo nome. E aí ele fez o desabafo nas redes sociais e viralizou, tadinho. Fiquei morrendo de dó dele. Com certeza. Melhor ter amigo imaginário. Tem ele aí falando, chorando. Tem ele aí? Vamos lá. Olá.
Mas essa pessoa foi hired por meu avião. E eu nunca pensei Anjeka. E a coisa com a mãe e a mãe, e quando eu meia a mãe, eu não meia a mãe, eu não meia a mãe porque eu estava apenas meeting sua mãe. Tem duas mulheres, a mãe e a mãe. Ela estava tentando me, mas você não faz isso. Você não faz isso. Você não faz isso. Você não faz isso.
Então eu vou ter que fazer uma revelação aqui também, Bigoda. Aquela garota que tá dando em cima de você no Instagram. Sim.
contratou. A gente achava muito sozinho. A gente achava que precisava de um rumo. Eu não acredito, cara. Isso, a Larissa é contratada. Eu não acredito, cara. Ela não gostou de você. Tudo aquilo que ela escreveu, a gente pediu pra ela escrever. Eu não acredito em vocês, não. Que você é agradável e tudo aquilo. Cara, eu sei que ela me ama. Eu sei que ela me ama. Não ama, cara. Ela me ama? Não, a gente tá pagando pra ela, cara. Eu olhei no olho dela e ela disse que me ama, cara.
Você olhou como? Você era GPT? Ah, era errado. Ela fez a chamada de vídeo lá, cara. Parecia real. Eu não acredito, cara.
acredite, aquela garota do Olifã. Ela tinha cinco ou seis dedos. Tinha três olhos, né? Já pensou, cara? Gente, que tristeza, né? Mas o rosto do cara tá estranho. Ele tem procedimento na boca, não tem não? Eu não sei, ele é diferente. Ele já tinha dificuldade, talvez tenha algum problema. É, talvez tivesse uma dificuldade de socialização. A tia contratou pra... Sentiu o moleque muito sozinho e tal. Exatamente. Porque na minha época também tinha uma molecada que ficava mais sozinha, mas na nossa época a gente... Fazia o bullying mesmo, né? Fazia o bullying e ele acabava se enturmando.
Tadinho, enfim. Mas ele tenta explicar que acha que ele é filho de uma empresária muito grande, de uma vida muito privilegiada e tal. E aí acharam essa solução que era contratar esse ator Mirim aí pra ele. Pois é. Com essa história triste, a gente se despede do jornal de hoje. Ainda tem a crônica no final do vídeo. Então, hoje está especialíssimo do Carlos Bezerra. Juntos, fiquem aí na linha. Redes sociais, Fernanda. Bom, vou ficando por aqui.
Um beijo no coração de todo mundo e minha rede social é arrobafernandacomora. Ricardo Marcílio, professor de Geografia e Geopolítica Atualidades, arroba prof Andrani Ricardo Marcílio no Instagram e canal principal professor Ricardo Marcílio no YouTube com análises diárias de geopolítica. E me sigam no Instagram, estou quase no 1 milhão lá, falta muito pouco, é arroba vilela, olha que fácil. Eu entrei no Instagram na época que a gente passava as fotos por fax ainda, de tão antigo que eu sou lá.
Eu tenho arroba vilela, você imagina, fui um dos primeiros a entrar lá. Então é isso daí.
Você chegou até o final. O que o pessoal escreve nos comentários, querido Bigoda? Para você provar que chegou até aqui, digita aí. Surubão de Brasília. Surubão de Brasília nos comentários. E aí, roda a vinheta para a crônica do final do programa que tem toda semana e está muito bom. Falando real. Imagina você cometer um erro grave no trabalho. Qual seria a punição? Provavelmente, demissão. Agora, imagina um juiz cometer um erro gravíssimo no exercício da função. Sabe qual foi durante muito tempo a punição dele em muitos casos?
casa aposentado, um salário altíssimo, garantido para o resto da vida, sem trabalhar. Gente, parece absurdo, mas foi assim que funcionou durante anos, até hoje no Brasil. Tinha casos em que a sanção mais dura para um magistrado era justamente a aposentadoria compulsória com vencimentos, às vezes milionários. Ou seja, o juiz cometia uma falta grave e, em vez de perder o cargo, ele era afastado e continuava recebendo, às vezes até sem trabalhar.
Tremo Tribunal Federal. E a discussão é clara. Depois da reforma da Previdência de 2019, aposentadoria é benefício previdenciário. Não pode continuar funcionando como pena disciplinar máxima para juiz. E é aqui que está o ponto central. Punição não pode parecer recompensa. Sanção não pode virar abrigo corporativo. Justiça não pode proteger justamente quem tem o dever de protegê-la. Porque toga não pode ser escudo, gente. Toga tem que ser peso, responsabilidade, serviço.
Prestação de contas, transparência. E deixa eu ser claro, isso não é um ataque aos juízes. É uma crítica ao modelo que distorceu o próprio sentido da justiça. E isso quebra a credibilidade de qualquer instituição. Uma instituição séria não se enfraquece quando ela corrige privilégios. Ela se fortalece. O cidadão comum conhece outro Brasil. Um Brasil onde errar custa caro. Às vezes, inclusive, custa tudo. Emprego, renda, futuro.
Eu já vi isso de perto. Quando eu fui secretário de assistência social aqui em São Paulo,
Eu vi famílias lutando para sobreviver com muito pouco. Vi gente perder tudo por muito menos. E é por isso que privilégios assim, eles ferem tanto a confiança da sociedade. Não é só um problema jurídico, é um problema moral. Na tradição cristã existe uma ideia simples. Autoridade não é privilégio, é responsabilidade. Quanto maior o peso, essa decisão não resolve tudo. Mas ela toca no nervo de um velho vício nacional.
de cima com delicadeza e o resto do povo com dureza. E uma democracia começa a falhar exatamente quando o poder erra e não cai. E o cidadão cai mesmo tentando acertar. No fim, a pergunta é simples. Que país a gente quer ser? Um país onde a autoridade vem acompanhada de responsabilidade real ou um país onde as elites do Estado continuam encontrando formas elegantes de sustentar a própria queda? Se essa mudança abrir um novo padrão, ela entra para a história. Agora,
Se parar no meio do caminho, vai ser só mais um momento de lucidez que acabou sendo engolido pelo velho Brasil. Aquele Brasil do privilégio, aquele Brasil que protege os de cima e cobre os de baixo. E esse Brasil, sinceramente, gente, ninguém aguenta mais. O Brasil precisa de gente que leve a sério a justiça. De gente que ame esse país de verdade. De gente que entenda que mudar o Brasil começa justamente aqui. Quando a lei deixa de ser dura só para o povo.
Legenda por Sônia Ruberti
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