1788 - EUA X IRÃ: HAVERÁ UM VENCEDOR? - JOSÉ KOBORI E ROBINSON FARINAZZO
JOSÉ KOBORI é economista e ROBINSON FARINAZZO é comandante da Marinha. Eles vão bater um papo sobre a guerra EUA x Irã e se ela vai ter um vencedor. O Vilela tem tanto medo de guerras que tem caganeira só de pensar em jogar Call Of Duty
- Conflito Irã-EUAMonarquias do Golfo · Estreito de Hormuz · Importância estratégica · Fluxo de petróleo 20% · Bases militares americanas · Credibilidade americana em questão
- Petroleo Economia GlobalAcordo petrodólar 1973 · Dependência de petróleo · Preço do barril subindo · Derivativos de petróleo · Bolha econômica americana · Sistema euro-dólar
- Alianca China-RussiaFornecimento de informações ao Irã · Acesso satelital · Corredor norte-sul logístico · Venda de petróleo em outras moedas · Diplomacia futura · Contenção de escalada
- Governo TrumpFalta de capacidade mental · Cercado por fanáticos · Marco Rubio secretário de Estado · Pete Hegseth secretário de Defesa · Scott Bessent secretário do Tesouro · Pressão do Netanyahu
- Guerras Americanas HistoricasVietnã bombardeio · Afeganistão fracasso · Iraque invasão · Coreia guerra · Síria derrubada Assad · Falta conhecimento cultural
- Conflito EUA-IrãTecnologia balística · Precisão aprimorada · Hipersônicos · Armazenamento estratégico · Comparação com armamento americano · Eficácia vs eficiência
- Deep State americanoPoder oculto · Agências de inteligência · Complexo militar-industrial · Poder além do presidente · Transgressão de leis · Teoria conspiração
- Radares bases americanasDestruição NPS 132 · Cegueira tecnológica · Perda de alerta antecipado · Satélites militares · Sistemas AEGIS · Reposição impossível
- Núcleo iranianoPrograma nuclear Kamenei era contra · Fatua islâmica 2003 · Possibilidade bomba atômica · Enriquecimento urânio · Dissuasão nuclear · Direito soberania
- Economia europeiaVassalagem americana · Falta soberania monetária · Falta soberania fiscal · Falta soberania militar · Dependência energética · Declínio geopolítico
- Expansao OTANPromessa quebrada 1991 · Inclusão países Leste · Cerco Mar Negro · Ucrânia intenção · Rompimento Gorbachev · Visão russa segurança
- História imperialismo ocidentalColonialismo europeu · Riqueza acumulada século XI-XIV · Revolução Industrial · Mercados privados · Ciclo Britânico · Ciclo Americano
- Arte da Guerra chinesaSun Tzu estratégia · Harmonia conceito · Confucionismo influência · Visão longo prazo · Ciclos hegemônicos · Pensamento estratégico
- Índia dependência energética90% petróleo Hormuz · Estreito Malaca · Traição ao Irã navio · Vulnerabilidade geopolítica · Diplomacia iraniana · Posição entre potências
- Turquia posição geopolíticaOTAN membro · Cruzamento continentes · Rota da Seda · Conflito Kurdistão · Medo independência curda · Oscilação diplomática
Começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais geopoliticamente correta do que a minha e do que a sua. É verdade. Você não sabe nem onde fica o Afeganistão. Eu tenho... América do Sul, América Central... Eu acho que fica ali... Oceania. Eu acho que fica perto da Ásia ali, né?
É, lá, né? É, lá, ali, perto da África ali, né? África, Ásia, lá, aqueles lados lá.
fica no meio, aí tem a União Soviética também. É por ali. É por ali, né, cara? Ele chutou pra tudo quanto é lado, né? Não tem como errar, né? Entre a África, União Soviética e... Estados Unidos e o Brasil. Tá certo. Ô, Lenny, como o pessoal vai participar dessa live, então, mandando perguntas? É isso aí, ó. Primeiro, deixa o seu like, né? Pedir pra você deixar seu like. Aproveita e já se inscreve no canal, já se torna membro também.
Aproveita e ativa o sininho pra você receber a notificação, né, de quando a live começa. E eu vou pedir pra você mandar aqui, através do seu super
chat, uma pergunta pra gente. Então, corre, já vai separando suas perguntas e mandando, porque o papo de hoje promete. Preciso da ajuda de vocês, porque eu estou aqui, ó, com o meu dreno. É verdade. Olha só. Então, eu pedi pros dois senhores aqui me ajudarem. Você também, Lenny, me ajuda. Pode deixar. O diretor aí me ajuda e o pessoal com as perguntas aí. Fechou. Que eu estou com uma energia mais baixa aqui. Quero falar com você, Terraci, antes da gente começar o programa.
Ó, quem quer ser milionário, Lenny? Quer ser milionário? Eu quero. Ó, agora você tem a sua chance toda semana com um novo parceiro
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que eu venho. Ou mais. E hoje eu tenho, assim, um partner muito especial, uma pessoa que eu tenho um respeito, uma admiração, um carinho muito grande, que eu conheço a família dele, que é o Zé Cobori, que tem um fã enorme aqui no Brasil, acho que não precisa da apresentação. Então, Vilela, obrigado pelo convite. Cobori, honrado de fazer um podcast contigo, acho que hoje a gente vai aprender muito e se divertir também, que ninguém é de ferro.
E Cobori, um corintiano que esteve lá comigo na final da Supercopa. Farinazo, talvez... Não, seja corintiano. Talvez seja outro
time, talvez. Mas eu era um relis mortal na arquibancada vendo o meu amigo Vilela passando pelo campo com um coletinho de staff. Pô, foi demais. Você pode, pode, né? Você pode, pode. Mas fiquei feliz porque... Invadimos aquele lugar, hein? Invadimos aquele lugar. E da outra vez que eu vim aqui com você, Vilela, era na semana do jogo. O jogo seria no domingo. E eu nem sabia se eu ia ainda, né? E eu falei, pô, Vilela, aparece lá e tive a satisfação de ver você passando pelo campo.
Pô, e no estado daquele tamanho é muita coincidência, hein, cara? Tá bem perto lá. E é um prazer
aqui com o meu amigo, o comandante Farinado. Até brinquei que eu nem roupa tinha pra vir, eu sempre venho, mas hoje eu preciso ir. Tá sempre elegante. Prestar um paletó pra poder fazer frente aqui à personalidade do comandante que, nesse tempo de guerra, tá sendo muito demandado pelo seu profundo conhecimento e vai ser um prazer poder trocar essa ideia aqui junto com ele. Prazer e uma honra pra gente aqui, o Kobori, sempre bom estar contigo.
E o Vilelo, então não preciso nem dizer, né? Obrigado, gente. Isso aqui é uma família. Eu ia falar isso, é uma família mesmo.
Se vocês já são de casa aí, sempre quando vem aqui, o pessoal adora também. A Fabri, principalmente, fala, ah, vem o Farinazo. Ela é mais fã do Farinazo. Ó, Fabri, tem o pessoal do Arte da Guerra que tem o maior ciúme de você. O pessoal tem ciúme de você. Pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus. Pessoal me malha depois, me apanha na rua. Se você fizer podcast, você leva ela facinho. Exatamente. Mas como que a gente começa esse conflito? Porque é tanta coisa acontecendo no mundo,
e a gente está vendo todo dia, tem informação falsa. Eu imagino, Farinas, o quanto você tem que peneirar para não ficar pegando informação falsa e vídeo falso. Porque o que mais tem hoje em dia é você saber que fonte que você vai atrás. Então eu vou nos canais que eu conheço, o seu e alguns outros, para saber realmente o que está acontecendo. Mas em que pé que a gente está na guerra? O Trump falou que ele tinha ganho a guerra, mas parece que não ganhou. O Trump é um mitômano recalcitrante.
no primeiro mandato dele, acho que foi o New York Times ou o Washington Post, eu não lembro bem, fez um apanhar de quantas mentiras ele já contou. Você não pode acreditar, o Trump não é parâmetro. Agora, eu acho o seguinte, na minha opinião, e aí o Kobori coloca a visão dele que eu acho muito importante, eu acho que o Trump foi enganado pelo Netanyahu. Eu acho que o exército americano, as forças armadas americanas não queriam ir para essa aventura militar, porque você não tem como gerenciar o risco quando você bate de força com o Leviatã como o Irã.
Eu estive aqui várias vezes, a gente conversou muito, eu sempre te falei, o Irã tem o melhor
programa de mísseis do Oriente Médio. Então, assim, como militar, você olha praquilo e fala, ó, não vai dar. É uma bronca, né? Isso aqui é do tamanho do estado do Amazonas, cara. Você esconde armas. Olha, você para pra pensar o seguinte. Israel tá em guerra com Gaza, que é do tamanho da cidade de São Paulo. Ficou quase três anos aqui e não conseguiu dominar o Hamas. Precisou entrar os Estados Unidos. Agora, você imagina o que é um país que é 70 vezes maior que Israel.
Então, eu não tô, gente, colocando aqui. É bom que a audiência entenda. Ninguém tá
sendo por um lado ou por outro. A gente está descrevendo uma situação estratégica para vocês, que para um militar isso aqui é um pesadelo. Vamos falar das características do Irã. Falam muito das montanhas, falam que ele é muito difícil de invadir por terra. Por quê? Porque aqui você tem, nessa região aqui, você tem montanha. Aqui mais ao sul você tem muito Pantanal. Então fica difícil, cara. É uma geografia que favorece bastante o defensor e ao mesmo tempo que é um clima horrível, cara.
80 graus. Isso dito por uma pessoa que esteve lá. E locais que são neve, que é bastante neve. É um clima bastante seco. Essa é a verdade. Outra é um país de 90 milhões de habitantes. Olha a reserva estratégica que você consegue tirar de um país de 90 milhões de habitantes. O Saddam, entre 80 e 81, o Saddam Hussein aqui, ele tinha o quinto maior exército do mundo. Ele ficou lutando oito anos contra o Irã. Foi a maior guerra entre estados do século XX e não conseguiu nada.
os Estados Unidos tem poder militar? Tem. Mas ele conseguiria envolver 500 mil, meio milhão de soldados pra fazer uma guerra contra o Irã por sabe-se Deus quanto tempo. Porque eu vejo o pessoal falar, aquelas mesmas conversas, o Irã tá ficando sem munição. Falava a mesma coisa da Rússia. Ela continuou lutando. Aí a economia do Irã tá ruim, tá? A da Ucrânia também tá ruim, tá lutando faz quatro anos. Então a gente, assim, aquela frase, eu vou falar, eu vou devolver o microfone pra vocês pra não monopolizar. Mas é aquela frase, né?
Começar uma guerra é que nem abrir a porta do quarto escuro. Você não sabe o que vai sair dali. E parece que está saindo um bicho meio complicado. Quando começar é fácil, difícil eternizar. Mas qual é o motivo da guerra, Kobori? Na realidade, eu sempre brinco que a gente não pode olhar a sua cena. A gente tem que sair e olhar o filme todo. Na realidade, a guerra é inerente desde que se formaram os primeiros sistemas de poder. O normal é guerra. Quando não tem guerra é que é estranho para a história da humanidade.
A primeira ordem internacional foi formada, inclusive, não por coincidência, pela expansão muçulmana no século VII. Assim caído o Império Romano e o Império Persa durante o século V e VI, no século VII até o século XI, foi que se formou o que a gente conhece como a primeira ordem internacional, que foi a cultura islâmica capaz de integrar rotas de comércio que unia desde o mundo arábico, o mundo asiático, passando pelo Mediterrâneo,
e integrando que, naquela época, a gente não tinha se descoberto as Américas ainda, que eles se conheciam por mundo. Que foi, inclusive, depois, no século XI, reativar a Roda da Seda, que tinha sido criada no século II a.C. Então, a primeira ordem internacional foi formada nesse cenário, que depois veio, no século XI, com o Império Seujúcida, com a invasão turca, e depois, no século XIV, com o Império Otomano, que se levou até o que a gente conhece, que se formou os primeiros,
estados, sistemas interestatais europeus. Então, naquela época, até esse ponto da história não existia, se formou primeiro o sistema interestatal europeu, foi a riqueza que foi acumulada entre o século XI e XIV na Península Europeia, apesar da ordem internacional fazer parte do mundo todo. E aí se iniciou uma constante e permanente guerra de conquistas dentro da Europa, depois formou-se os estados nacionais, as economias estados nacionais na Europa,
da Revolução Industrial, com a subida e a formação dos primeiros sistemas capitalistas de acumulação de riqueza, que houve essa união entre os Estados e os mercados para fazer novas conquistas. Então, na realidade, os mercados privados, toda essa riqueza acumulada nesse período, se uniu ao poder militar do Estado para conquistar novos territórios. Novos territórios, a gente vê sempre em filmes,
mais súditos, mais escravos e mais impostos você conseguisse cobrar daqueles territórios que você conquistou, isso ajudaria a acelerar a acumulação de riqueza nesses sistemas. Então, é por isso que a Europa depois se expandiu e colonizou praticamente o mundo todo. A África, a Ásia, inclusive a América, que os Estados Unidos eram uma colônia da Inglaterra. A América do Sul toda, colônia de Portugal, nós aqui, e o resto da América, colônias da Espanha, passaram a colonizar o mundo todo.
As terras de conquista sempre foram uma certeza nesse sistema de poder que a gente vê nos últimos 500 anos. Isso está em todas as literaturas, quando se analisa a ascensão e queda dos impérios. E o Irã, na realidade, sempre foi uma pedra no sapato do sistema imperialista americano. Acho que, da outra vez, até comentei que, em 2001, o ex-comandante da OTAN, que era um general americano, Wesley Clark, divulgou um plano que o Pentágono tinha, ele tinha acesso a um plano do Pentágono, em que eles precisavam,
derrubar sete regimes em cinco anos. E o único que falta ainda é o Irã. Dos sete regimes, ia do norte da África. Já foram derrubados? Do norte da África até o Oriente Médio. Então, era Líbia, Sudão, Somália, na África. Depois, subindo, Líbano, Iraque, Kuwait e o Irã. Síria e Irã. Então, eles derrubaram a Síria há pouco tempo. Inclusive, o cara que era um terrorista, foi terrorista da Al-Qaeda, foi terrorista do Al-Shara. Ele ascendeu ao poder no dia seguinte, os Estados Unidos tirou.
da lista de terroristas e recebeu ele na Casa Branca. Al-Qaeda recebido na Casa Branca. A hipocrisia do sistema internacional. Então só faltava o Irã. Então assim, quando você olha a história, não é uma surpresa. Os Estados Unidos em algum momento ia querer entrar nisso aí. Não era um momento estratégico, como disse o comandante Farinazo, até os especialistas militares dos Estados Unidos. Porque a liderança, eles querem trocar quando a liderança não está alinhada com os interesses deles, é isso? Só isso? Tem a ver com o regime? Nada. As seis monarquias que, inclusive,
o Irã está retaliando as bases dessas seis monarquias, que é o CCG, que é o Conselho de Cooperação do Golfo, são ditaduras. Só que são aliadas deles. A ditadura da Arábia Saudita é muito, em vários aspectos, muito pior do que o Irã. Mas é meio aliado. Você pode ser ditador, de que você seja meio aliado. Então, assim, é uma guerra que já era previsível que em algum momento os Estados Unidos iam entrar nessa guerra. E por que agora? Segundo os estrategistas militares dos Estados Unidos,
Estados Unidos, eles acreditavam que não deveria entrar agora e seria um erro. Só que aí... Você acha que Israel deu a acelerada? Na realidade, o Netanyahu fez seis visitas lá para o Donald Trump. Na realidade, ele estava pressionando para que... O Netanyahu usou o charme dele em cima do Trump. O charme genocida e psicopata dele. Por que essa pressa do Netanyahu? É para se manter no poder ou tem coisas a mais? Cara, na realidade, Israel é um Estado colonizador do Oriente Médio.
que está aqui dentro, que não é de lá, é Israel. Israel é uma colônia que foi implantada ali no pós-guerra, até com uma forma de reparação do que ocorreu na Segunda Guerra Mundial com os judeus. Então eles fizeram, obviamente, isso aconteceu. Olha, tem vários historiadores britânicos e americanos que falam que existiu o interesse na Europa de criar o Estado de Israel, não só pela reparação, mas porque as comunidades judaicas, isso aí, inclusive, comprovado com o Rothschild, que é um dos judeus mais ricos
da história da humanidade, um dos judeus mais ricos era o Rothschild. Eles tinham um cruzamento de interesses que era, pô, vamos atender o que o Estado sionista de Israel quer, que é um território para formar seu Estado, mas isso será bom para nós porque os judeus vão sair dos nossos países. Na Europa sempre teve preconceito contra os judeus, em todos os países, não foi só na Alemanha nazista. Todos os países sempre tiveram esse preconceito contra a comunidade judaica.
Então, para eles também era uma solução. Se a gente criar um Estado, o pessoal vai para lá.
essa colônia de Israel, que eles estão em guerra constante com o Oriente Médio. Eles já chegaram fazendo guerra, Guerra dos Seis Dias, Guerra de Yom Kippur, que inclusive provocou o primeiro choque do petróleo. Então, Israel tem o interesse de ser a hegemonia no Oriente Médio e também, o Farinazo deve saber bem disso, existe um componente religioso muito forte por trás disso, um fanatismo de uma profecia bíblica da grande Israel, de várias coisas que também conduzem eles, principalmente o pessoal da extrema direita. Israel,
Os sionistas têm isso muito forte, que eles querem chegar nesse ponto da Grande Israel, que vai do Nilo ao Eufrates, que é formar um grande estado ali que vai pegar da metade do Egito até aqui, na metade da Síria. Seria mais ou menos aqui. É, na metade do Iraque aqui até a metade do Egito, que é do Rio Nilo ao Rio Eufrates. Aqui, o Rio Eufrates. Então, a Grande Israel, na realidade, é uma profecia bíblica, que Israel tem que ser,
Do Eufrates até o Rio Nilo, que vai até... Mas a gente teve aquela Guerra dos Doze Dias, né? E aí não se esperava que ia ter um novo ataque, uma nova guerra. Naquela Guerra dos Doze Dias, o que ficou comprovado? Ah, aquilo foi só uma pausa, né? Na verdade, o Irã esperava, né? Ela sabia que isso ia acontecer. Assim, o que me surpreende, né? Eu, particularmente, vou ser sincero, não esperava isso. Se você apostasse um dinheiro comigo há uns meses atrás, você ia ganhar. O que o Irã e o Hezbollah,
Iam se recuperar tão rápido em oito meses. Pelo amor de Deus, oito meses não é nada. Oito meses não é nada. Foi em junho, acabou aquela guerra. Oito meses depois os caras estão com tudo. O Hezbollah, principalmente, a gente não esperava que fosse isso. Então, tem algumas coisas na equação que não estão fechando. Como é que os caras conseguiram se recuperar tão rápido? Acho que nem o Netanyahu esperava isso. Na minha opinião, nem ele esperava isso.
Por que houve o ataque americano na Guerra dos Doze Dias? Israel estava numa situação difícil.
banda a munição de defesa. O Trump entrou, fez aquele teatro todo aqui em cima dos depósitos iranianos e a guerra parou. O Netanyahu aproveitou esse tempo todo para se rearmar, mas eu acho que eles não contavam ninguém, talvez o exército americano soubesse, que o poderio militar do Irã era muito maior do que se esperava. Eu, particularmente, eu acho o seguinte, eu sempre falei para vocês que eu acho que o programa militar de
Mísseis do Irã é um programa excepcional. Mas eu não esperava que a reação do Irã fosse tão bem desenhada e tão agressiva. Eles mandaram muito bem. Em termos estratégicos, gente. Isso aqui não é torcida. Em termos estratégicos. O ataque que o Irã fez a essas bases aqui. Então vamos falar de estratégia. Foi muito bem feito. Desde o dia zero até agora. Qual foi a estratégia dos Estados Unidos e Israel? Estratégia do Irã? Os Estados Unidos só tem uma estratégia.
uma variável que é bombe, bombe, bombe. O que eles fizeram no Vietnã? Só bombardearam. O que eles fizeram no Afeganistão? Só bombardearam. Tem uma piada da Segunda Guerra Mundial que é interessante. Uma vez um americano capturou um soldado japonês na selva. Então, naquilo, o cara falava japonês. Aí começaram a dar um cigarro para o japonês, começaram a trocar ideia. Aí ele falou assim, ô japonês, quem para você é o melhor combatente de selva do mundo? Ele falou assim, em primeiro lugar, está o Malayo. Depois vem o Filipino.
acho que está o neozelandês e depois o inglês. Eu falei assim, mas e o americano? Não, o americano luta na selva, o americano destrói a selva. É verdade. Derruba as árvores. Mas a tática é essa, bomba, bomba, bomba. Ô, Villela, já está aprovado, o Cobori sabe disso, que só o bombardeio não resolve o problema. Então eles estão bombardeando. O bombardeio é usado para quê? Para abrir a frente? Não, eles veem tudo o que eles acham ali, eles bombardeiam. Só que o problema é o seguinte, cara, você não é um país de um...
do tamanho do nosso estado do Amazonas, como é que você vai destruir tudo? Você esconde muitas armas aqui dentro. Ao passo que o Irã fez um ataque mais seletivo. O que ele sabia? O exército americano é um exército altamente tecnológico, que tinha uma dependência muito grande de todos os radares de alta frequência que estão localizados nessas bases aqui. Esses radares davam alerta antecipado para Israel com relação aos mísseis que eram lançados do Irã.
explosão de calor do míssil e o radar conseguia trecar a trajetória dele. Esse radar jogava uma espécie de um funil, um funil direcional para cá, dizendo qual a direção que os mísseis estavam vindo. Então, os radares de Israel tinham condições de fazer a direção de tiro. Quando o Irã destruiu esses radares caríssimos, Israel agora só conta com esses radares e com os satélites. Então, ele sabe, lançaram foguete, ele não sabe para onde vai.
anúncio hoje é mais ou menos um, dois minutos. Só? Então não está dando tempo a mais nada. Eles tinham radares poderosos, caríssimos. Tinha um radar americano, não sei se o NPS 132, qual que era. Só tem sete ou oito no mundo. Um estava aqui. Eles destruíram, então você não tem quase alerta. Mesmo as fragatas, os destroyers classe Early Burke que estão posicionados aqui com sistemas AEGIS, eles não têm condições de fazer uma plotagem que dê tempo. Qual é o problema da plotagem? Você está aqui.
você precisa de tempo pra sair daqui e correr pra um abrigo, cara. Se eu te dou só um minuto, você não vai conseguir fazer nada. Porque você é uma mulher que tem três, quatro filhos. Como é que ela vai pegar todas essas crianças aí, cara? É difícil. Então, assim, foi um golpe estrategicamente magistral do Irã. Os Estados Unidos não esperavam por isso, né? E eles agora estão numa situação difícil. Agora, nós achamos o seguinte, né?
Pra não ficar muito longa, o Koboli falar. Nós achamos o seguinte, eu vou deixar subentendido.
A pontaria do Irã melhorou pra caramba em oito meses, né? E tem... Alguém ajudou. Ah, sem dúvida. É que, na realidade, inclusive os próprios especialistas, que são contra a guerra, né? Você pega até um canal muito bom, acho que o Farnasco conhece, do Glenn Dizem. Ah, ele é muito bom. Ele leva lá os ex-agentes da CIA, os ex-especialistas das Forças Armadas, e eles falam... Os Estados Unidos sabem que a Rússia e a China estão fornecendo informações, fornecendo acesso a satélite, tudo, né? Não tem como, né? Não tem como.
Até porque a China se preparou para isso também. A China é muito improvável porque ela não quer entrar diretamente com esforço militar no negócio, mas obviamente ela vai apoiar porque é interessa para ela. Ela sabe que, na verdade, o objetivo final depois que derrubar o Irã é a China. E a Rússia também. E a Rússia é meio que uma forma de dar o troco. Vocês não estão aqui até descaradamente ajudando a Ucrânia a me ferrar,
por que eu não vou ajudar o Irã? O próprio Lavrov falou isso, chamando a atenção das monarquias do Golfo. Jogam dois nesse jogo. O Lavrov é o ministro das relações exteriores lá da Rússia. Ele falou aqui, como é que vocês vão na ONU falar que o Irã que está atacando os Estados Unidos e Israel? Vocês estão loucos, né? Vocês mesmo antes falaram que vocês não iriam participar, vocês não iriam deixar ser usados por Estados Unidos e Israel para atacar.
fecharam, aí vocês estão sofrendo retalização e acham que a culpa é do Irã. Então a Rússia já deu um recado forte para as monarquias do Golfo. E essas monarquias do Golfo, acho que isso vai mudar muito o cenário que a gente conhece como Oriente Médio. E as sombras artificiais também. As seis monarquias do Golfo são mantidas pelo poder militar americano, que foi lá para, na realidade, dar um suporte, não só militar com interesse geopolítico no Oriente Médio, mas para ajudar essas ditaduras a se manterem no poder. Se não tivesse base americana nessas seis monarquias do Golfo,
tido revoluções em vários países desses aí, teria derrubado essas monarquias. Então, o privilégio desses monarcas é mantido pelos Estados Unidos. E agora está numa situação que, para o próprio povo e para eles, vai ficar muito claro. A gente entrou nessa porque a gente achou que estaria sob a proteção dos Estados Unidos. Isso está se mostrando frágil. A gente não pode contar com isso. E a Rússia vai utilizar, já tem utilizado, eu acho, essas informações até para pressionar essas monarquias. Quando o Irã bombardeia, por exemplo, o aeroporto de Dubai.
hoje ou ontem, né? Qual que é o intuito? É jogar o pessoal pra guerra mesmo? Fazer pressão. Gera insegurança. Esse país não tem condição de entrar em guerra. Dubai é uma ilha da fantasia, tá? Dubai é o Balneário Camboriú lá do Oriente Médio. É onde vai todos os expatriados, onde o pessoal vai lá pra lavar dinheiro, onde não se paga imposto. Então, as elites aí que tem dinheiro e pode viver foram pra lá. Aquilo lá foi construído em cima do nada, né? Só que com a falsa ilusão de que era um lugar seguro.
está mostrando para eles, os emiliados, não é um lugar seguro. Tanto que tem muita gente já saindo de lá. Depois que a guerra terminar, isso pode demorar muito tempo, mas nunca mais será a mesma. Dubai nunca mais será. Mostrou que muita gente está tirando dinheiro colocando na Suíça. Está uma corrida muito grande para a Suíça. É complicado, porque esses países aí, se somar todos os exércitos, é capaz de não dar um. Exército que presta aí mesmo,
dos Emirados. O resto praticamente nem tem. E não são exércitos muito dispostos a lutar. É uma verdade. A coesão desse exército é bastante duvidosa. A Arábia Saudita, Kuwait, mesmo dos Emirados. E o Irã sabe onde ele está amarrando o burro dele. Então, assim, eu vou dizer para você, dá para fazer uma previsão? É difícil, né, Kobori? O que vai depender... Olha, eu acho que essa... Eu falei agora no short. Essa live aqui, que vocês estão assistindo, ela tem muito mais a ver
tema dos ecobody do que com o meu. Porque o que vai acontecer com os militares americanos é o seguinte, a hora que o Wall Street pisar no calo do Trump, ele vai ter que parar essa guerra. Até quanto que a gente aguenta petróleo, não sei. Está quanto agora? Ele já passou de 100 dólares hoje. E na realidade existe previsão que se prolongar muito, isso vai passar de 200. Que aí é um terror para a economia. É um terror. O petróleo, infelizmente, o petróleo ainda é um combustível fóssil, mas ainda é a base da energia de toda
da indústria, do mundo inteiro, né? Não é só pra carro, né? Não é só pra carro. O que movimenta a indústria é o petróleo, né? Então, por isso que os Estados Unidos, sob certo ponto de vista, acha que isso prejudica a China, né? Tem o componente geopolítico aí contra a China, que a China tem a maior potência industrial do mundo, seria prejudicada. Só que a China se preparou pra esse momento também, né? Eu até brinquei outro dia que falei assim, o russo joga xadrez, o chinês joga gol, não sei se sabe o gol, né? E o americano joga pôquer, né? Então,
A China está se preparando para esse momento. Ela não foi pega de surpresa. Sabia que isso poderia acontecer. Eles têm, se me engano, um estoque para 200 dias de petróleo. O Japão também se preparou. O Japão parece ter um estoque para 250 dias. Quem vai se ferrar muito nisso é a Índia. 90% do petróleo que vai para a Índia passa pelo Estreio de Hormuz. Mas o Irã, por que pareça, está sendo diplomático com a Índia. Porque aquele navio iraniano que foi derrubado na costa do Sri Lanka, ele tinha ido, se me engano, para fazer exercícios com a Índia. Com a Maria da Índia.
ação provavelmente partiu dali de alguém então a Índia traiu fortemente o Irã e mesmo assim o Irã parece que foi ontem hoje me tinha uma declaração mantendo mais diplomática né mas a gente sabe que foi traído pela Índia sabe é porque o que acontece né agora aqui nessa história aí é Irã e Rússia vão ganhar a Rússia principalmente dinheiro né a verdade é essa enquanto essa guerra tiver durando a Rússia está ganhando dinheiro e agora com o petróleo precisando mais do petróleo da Rússia né o pessoal tá pagando petróleo russa preço descontado
Agora vai pagar preço de mercado. A Rússia vai ganhar muito dinheiro com isso. E a pedido, inclusive, dos Estados Unidos. Está fechado ali. Ele meio que liberou. Pode comprar petróleo da Rússia. Vai ser feito colateral nos Estados Unidos? Eu acho assim... É difícil a gente imaginar uma grande potência com os Estados Unidos. Gente muito capaz lá. A gente critica os Estados Unidos, mas tem gente muito capaz. Tem intelectuais muito capazes para tomar boas decisões.
dos Estados Unidos, tem o que a gente chama do Deep State. O que é o Deep State? O Estado profundo é o Estado que sempre está lá. Quem está às claras, não está nesse Estado profundo, é os que a gente conhece. É o presidente, é o Congresso e tal. Mas tem um poder muito forte nas sombras que dita os rumos do negócio. O que os especialistas sabem é que o Donald Trump não tem capacidade mental nenhuma para ser presidente dos Estados Unidos, nem para tomar esse tipo de decisão. Ele é dummy mesmo. E existe
isso que o Faridazo falou. Ele está sendo movido por alguma coisa. Existe essa teoria da conspiração da classe Epstein, que ele fala no sindicato Epstein, que o Donald Trump teria sido pressionado. Porque o Epstein é uma cria do Mossad. O Mossad criou o cara justamente para ele fazer tudo isso e Israel ter todo mundo na mão.
Agente secreto? Um cara pra chantagear? Como que é? É a mesma coisa. Eu te contrato aqui e falo... Todo o país faz isso, tá? Contrata aqui. Vilelo, você é um cara legal, todo mundo te conhece. Você tá sendo pago agora pelo serviço secreto aqui. O que você vai fazer é o seguinte. Você vai fazer o máximo relacionamento possível e comprometer todo mundo com tudo que você faz. Você vai fazer umas festinhas aqui, vai fazer um negócio ali.
Documenta tudo. Uma hora eu vou usar. Uma hora eu vou precisar. Então, o Estado de Israel e o Mossad tem informação de muita gente lá.
e dinheiro. Ele tem uma influência política muito grande no Congresso americano, porque ele financia praticamente a campanha de todos os parlamentares, não só os democratas, como os republicanos. Então ele tem essa ascensão econômica, porque ele financia muito o país dos Estados Unidos, mas também tem o lado obscuro. Não quer me ajudar, Evelyn? Estou financiando a sua campanha? Não quer? Mostra umas fotinhas que eu tenho de você aqui. E agora? Existe essa teoria que ainda me parece,
que todo mundo fala, mas é cada vez mais. Tem cada vez mais gente que conhece o assunto falando que é bem possível que o Netanyahu tenha pressionado o Donald Trump com esse tipo de informação, pra ele tomar a decisão que interessaria a Israel. E quem defende isso é porque fala que quem realmente tinha informação oficial pra subsidiar o Donald Trump pra tomar uma decisão, subsidiava com a decisão de ele não atacar, e ele atacou, entendeu? Por que o cara foi contra toda
Vista de inteligência americana, os especialistas militares, o Pentágono, todo mundo falou um risco muito grande e ele vai lá e faz um negócio contrário. Mas o movimento que o Trump fez na Venezuela indicava que o Irã ia ser o próximo alvo ou era o contrário? Se ele já fez na Venezuela, era um pouco para estrangular a China e não iria para o Irã? Sob o ponto de vista econômico, eu acho que era indicado. Até quando ele atacou a Venezuela, eu falei.
Eu falei, o negócio é o petróleo. Tanto que ele atacou no mesmo dia e falou, o negócio era o petróleo.
o próximo alvo é o Irã. Eu lembro pra você falando isso e ele assumiu, realmente. Ele assumiu, porque tem uma coisa aí que a gente chama de tentar proteger a hegemonia do dólar. O que depois que os Estados Unidos abandonou o padrão dólar em 1971, o que deu estabilidade de novo pra moeda americana foi o acordo petrodólar. Por quê? O padrão ouro o Nixon abandonou em 71. O que aconteceu de 71 a 73? Você não precisava mais ter o ouro...
As guerras que Israel implementou. O que gerou o choque do petróleo foi a guerra do Yom Kippur, que aí o mundo árabe se revoltou,
A Arábia Saudita liderava a OPEP, a Organização dos Países Exportáveis do Petróleo, e aí eles promoveram o choque do petróleo. Isso ferrou o mundo inteiro. Que foi colocar um preço e falou que quem quiser paga. Colocaram o preço, vocês dependem da gente, o petróleo é nosso. E aí o que os Estados Unidos fez? Os Estados Unidos foi lá e derrubou o líder da Arábia Saudita, colocou um monarca alinhado a ele e fez o chamado acordo petrodólar.
Que é, você como líder da OPEP, não só o seu petróleo, mas de todos os países que são ligados à OPEP,
tudo em dólar. Em troca, eu dou proteção para todas essas monarquias do Oriente Médio. Foi quando ele começou a instalar a base no Oriente Médio inteiro. Em troca, eu dou a proteção militar para todas as monarquias aqui que aderirem a esse plano. E aí, com todos os dólares que vocês comprarem, que vocês venderem o petróleo para nós, vocês vão comprar título do Tesouro Americano. Porque você está com um monte de dólar, tem que investir.
Então, aí o Estados Unidos, nesse momento que ele criou o sistema do petrodólar, ele deu a estabilidade que o dólar
e que tinha perdido em 71 com o abandono do padrão ouro. E aí, obviamente, o petróleo, como você vê até hoje, é uma fonte de energia muito válida, mas imagina naquela época, que nem se falava em energia renovável, era energia combustível fóssil. Isso, na realidade, irrigou o mundo inteiro com o petróleo e permitiu que os Estados Unidos continuassem imprimindo dólares e colocando na economia mundial, que criou o que a gente chama do sistema euro-dólar, que é todos os dólares que circulam fora dos Estados Unidos. É um mercado à parte,
independente, mas que é muito benéfico para os Estados Unidos, porque é um mercado gigantesco para ele emitir dívida. E o que os Estados Unidos estão tentando defender isso? É isso. Então, o tiro sai sempre pela culatra. Eles fizeram as sanções contra a Rússia, no caso da Ucrânia, aí a Rússia precisa continuar vendendo petróleo, não pode mais usar o SWIFT, não vai vender em dólar, vai vender em outra moeda. Eles só vendem em outra moeda.
Eles fizeram o embargo e as sanções econômicas contra a Venezuela em 2014. O que a Venezuela fez? Começou a vender petróleo e outra moeda.
em Wuhan. Desde 79, quando foi a Revolução Islâmica no Irã, que o Irã sofre embarga econômica, vende petróleo em outra moeda. Então isso, na realidade, foi um tiro no pé dos Estados Unidos. O que ele está tentando retomar é isso, o que retomou a Venezuela. Ele falou, não, ela pode vender, daí seja em dólar. Está tentando fazer um novo choque do petróleo. A intenção dele no Irã era se tivesse sucesso, seria isso. Mas pensando nesse plano hoje em dia, teria que fazer o quê?
Teria que derrubar o regime mesmo? Teria que fazer o quê para voltar a dominar o
o consumo e a venda de dólares. Eu concordo com o Farinadas que não tem estratégia nenhuma. Eles mesmos já deram três, quatro objetivos diferentes. Não sei se você lembra, acho que o Marco Rubio foi e falou que era uma coisa. Aí depois o Trump falou que não era aquilo, era outra. Aí veio o Pete Hegset e falou que era outra. E nisso o vice-presidente sumiu, você já notou. Ele está se guardando. Mas só para lembrar, qual foi o primeiro objetivo que falaram?
Mas olha só, Vilela, você quer ver uma coisa? Vamos retroagir uma coisa aqui. 2021,
Não sei se vocês lembram. Pós pandemia. É. O Biden faz aquela retirada desastrosa do Afeganistão. Há quem diga que ele já estava, ele saiu do Afeganistão porque eles já estavam prevendo a Ucrânia. Aí de fato aconteceu. Seis meses, quatro meses, cinco meses depois aconteceu a Ucrânia. Agora, quer dizer, eles saem de uma guerra para começar outra na Ucrânia. Agora estão praticamente liberando as mãos da Rússia para vender petróleo para começar outra guerra no Irã.
Se a gente não tem uma estratégia contínua, uma estratégia definida. O problema todo é esse daí.
Porque você quer ver uma coisa? O objetivo de derrubar o governo do Irã é muito difícil. Eles cometeram um erro, na minha opinião, muito grande, que é o seguinte. Foi eliminar o Kamenei. Eu não acho que o Kamenei... O Kamenei não era um grande estrategista. Era contra a bomba atômica. Errou bastante. E a morte dele foi o grande feito do Kamenei, porque ele uniu os iranianos. O Irã não é um país de uma única nacionalidade. Aqui você tem Pérsamo, você tem Azeri, você tem Balouk, você tem Curdo, você tem Árabe, você tem até Judeu.
aqui dentro, você tem diversas nacionalidades aqui dentro, ele conseguiu unir todo mundo então acho que foi uma estupidez muito grande, eu lembro quando mataram o Kamenei, eu estava até na TV o pessoal, aí a gente viu no chat o pessoal comemorando, mas vocês estão comemorando a morte de um homem, de um ancião de 86 anos que ia morrer talvez até amanhã, essa é que é a verdade e que não vai mexer na situação estratégica favoravelmente aos Estados Unidos a saída do Kamenei, na minha opinião soltou as mãos do Irã o Kamenei era radicalmente contra a bomba
atômica. Ele emitiu uma fatua. Ele era. Ele emitiu uma fatua, que é um édito islâmico, em 2003 contra a bomba. Então, assim, gente, é um pessoal. O problema todo do americano é que ele não conhece outros povos. Você sabe disso. É, eles não conseguem. Eles não conseguem entender. Eu sempre advoguei a ideia, que um Estado maior geral, um Estado maior conjunto, ele precisava ter um coronel ou um general especializado em sociologia. O conhecimento de outros
povos. Porque senão você faz bobo. Não pensa igual os americanos. É, eles... Olha, você quer ver uma coisa? Tem uma série de vídeos do Steven Pressfield que são maravilhosos. Eu vou te mandar depois. Ele fala que a questão do Afeganistão é uma questão tribal. Que o americano tinha que ter investido nas tribos. E eles hostilizaram alguns chefes tribais. É uma verdade. Hostilizaram chefes tribais. O Afeganistão é um país tribal.
Então, no Vietnã é a mesma coisa. Você quer ver um negócio que eles fizeram no Vietnã? Uma loucura. Isso é uma loucura que não tem tamanho. Dá até pra fazer um corte.
Eles fizeram uma estratégia de tirar, porque qual era a ideia? Olha, se a gente tirar os vietnamitas daquela região, o Vietcong não vai ter apoio logístico. Ele não vai ter arroz, ele não vai ter onde se esconder, ele não vai ter onde tratar os filhos. Então vamos tirar esse cara e levar para outras aldeias. Aí criaram algumas aldeias artificiais. Só que o vietnamita oriental, você sabe disso, ele é muito ligado na terra dele porque os mortos estão sepultados ali.
O cemitério está ali. Ali que ele vai honrar os ancestrais dele. Ali que ele vai fazer o culto dele.
Cara, não deu certo. Não funcionou. Será que alguém em Washington teria certeza de falar que não vai rolar porque os caras têm um apego muito grande à terra? Então, assim, é um negócio que vem se repetindo há mais de 60 anos. Eles não conseguem fazer um diálogo que nem nós estamos fazendo aqui de analisar as diferenças características de povos que não são americanos. E aí deu no que deu. Tiraram o cara do caminho. Não vai adiantar nada porque... Foi feito o inverso. Exatamente. O Coboré, o Irã tem 57 distritos.
exército está espalhado por esses 57 distritos, é um comando descentralizado. Então, mesmo que você matar, vai, vamos supor, matou o Vilela, o Lênin assume. É assim que está funcionando a coisa no Irã. E continuam os lançamentos, porque os alvos já estão pré-determinados. E eles, e na realidade a reação foi rápida, porque o cabinei já tinha deixado toda a cadeia de substituição e tinha dado poder, né? Que a hora que, se isso viesse a acontecer, que era bem provável, tanto que ele não fugiu, ele ficou, porque aquilo que falou, ele sabia que o efeito seria o inverso.
falou que ia promover a decapitação, que o povo ia se aproveitar para se insurgir contra, aconteceu o inverso. Quem era contra ele passou a ir na rua a favor agora. Se uniu em torno da bandeira do Irã, né? Então, assim, isso que o Farnaso fala é muito importante, esse preconceito e arrogância do americano de não respeitar as outras culturas e nem querer entender. Não que não tenha, tá? Você vai às melhores universidades ainda, muitas estão nos Estados Unidos, tanto que se pegar vários especialistas, eu dei muita literatura
que eles conhecem a história, eles conhecem a cultura, eles conhecem tudo e eles respeitam. Só que quem chega no poder nos Estados Unidos não tem isso. Quem que está no poder nos Estados Unidos? Donald Trump. Ele não tem a menor noção de como funciona qualquer outra cultura que não seja nos Estados Unidos. O Scott Bessent, que é o secretário do Tesouro, trabalhou junto com o George Soros para quebrar o Banco da Inglaterra, na época, que apostou contra a Libra Sterlina.
É um financista que só sabe ver dinheiro e só entende de Wall Street. Nem do sistema euro-dólar ele entende, porque ele,
Na primeira ação, quando eles entraram, ele fez besteira, né? Tanto que os Estados Unidos teve que recuar. Aí o Pete Hegset, era apresentador da Fox News, virou secretário de defesa. O cara é autor de um livro que chama American Crusade, que é a cruzada americana. Na introdução do livro dele, é um livro de maluco, de fanático. Na introdução do livro, ele fala que os Estados Unidos tem que travar uma guerra santa contra a China.
O cara que tem tatuagem daquela estrela das cruzadas de Jerusalém. O cara é fanático. E o cara é o secretário de defesa.
para secretário da guerra. Marco Rubio é um imigrante cubano, ressentido, que fala que foi expulso, mas é mentira. Ele saiu de Cuba antes da Revolução Cubana. Ele fazia parte daquela elite. Na realidade, Cuba era mais ou menos a Dubai. Era o quintal dos americanos para jogatina, prostituição. Para tudo que era ilegal, eles usavam a ilha de Cuba para isso. Férias de verão da máfia. Férias de verão da máfia. Aí veio a Revolução Cubana para acabar com aquilo. E a família dele, que era dessa elite econômica, fugiu para os Estados Unidos.
antes. Ele é um ressentido. Tanto que, infelizmente, eu acho que o próximo ao vai ser Cuba. Ele tá de olho em Cuba. Então você pega o borde do cara, quem manda. Esses caras não conhecem nada de mundo, de cultura, de nada. Entendeu? E é os caras que estão ali do lado dele ajudando e dando apoio pra ele. Na verdade, isso é pro bem ou pro mal. Obviamente pro mal, o Donald Trump fez bem, né? Porque no primeiro mandato ele não se cercou dos fanáticos que puxam o saco dele e não deixaram ele fazer tudo que ele queria. No segundo mandato ele se cercou dessa gente. Que baixa a cabeça.
baixa a cabeça, puxa saco, faz tudo o que ele quer. Então, você com um comitê executivo desse, um board desse, te ajudando, não vai sair coisa boa. Eles vão fazer coisa boa. Você vê que o vice está se afastando. Ele sumiu. Ele sumiu. Eu acho assim, o J. Divan é um cara jovem. Ele tem uns 40 anos. E tem pretensões. Tem pretensões. Tem um futuro pela frente. Mesmo o Marco Rubio, você vê que está mais falando de Cuba do que do Irã. Ele está percebendo.
a gente já percebeu que aquilo ali não vai acabar bem. Agora, o Vance, ele tem todo um futuro pela frente. Ele deve ter pensado, pô, caramba, eu vou afundar com essa turma aqui. Eu vou afundar com esse negócio. O Jade Vance, ele faz parte desse deep state, sabia, né? Ele é uma cria do Peter Thiel. Peter Thiel é o fundador da Palantir. Ele foi sócio do Peter Thiel no passado, depois trabalhou pro Peter Thiel. E ele teve todo um caminho preparado pra ele chegar na presidência dos Estados Unidos. Você lembra muito aquele filme, A Suma de Todos os Medos, lembra? Sim.
E aí esse Jade Vance entrou lá pra ser o vice dele, colocado por esse pessoal, por esse grupo. Então ele tá lá por causa disso. Agora ele sumiu disso, porque tem uma grande parcela desse Deep State que acha que seria um erro atacar o Irá. Eles não são, não é monolítico. Só pra dar um toque, o pessoal fala, não tem como comparar Cuba com Dubai. O pessoal tá pensando em Cuba agora, falando de Cuba lá atrás. Não é de agora. A gente tá falando de história e o pessoal não...
Não, era um negócio, o Cuba era uma coisa simplesmente fantástica. O Frank Sinatra vivia ali, toda a elite da máfia vivia lá. Passava... Toda a elite, a elite política ia passar férias em Cuba ali. Os melhores, desculpa dizer, os melhores puteiros dos Estados Unidos estavam em Cuba. Essa aqui é a verdade. E isso é interessante porque essa imagem que a gente tem de Cuba lá, que é o que a extrema-direita utiliza, vai falar, o país era próspero e tal, aí veio os comunistas e acabaram com o país. Não, o país era próspero para 1% da população que se aproveitava disso.
passava fome, por isso que teve uma revolução. Por isso teve uma revolução, porque o povo foi e se revoltou contra isso. Eles não queriam mais ser o quintal dos americanos. Só para vocês terem uma base, se o pessoal gosta de cinema, naquele filme O Poderoso Chefão, segunda parte, tem o Michael Corleone, ele está em Cuba no último dia, no dia que cai o regime do Fulgencio Batista. Aquela cena que eles entregam o telefone de ouro é o Fulgencio Batista. A máfia perdeu grandes cassinos em Cuba, grandes investimentos,
A máfia ajudou a invasão da Baía dos Porcos e dizem que participou do assassinato do Kennedy justamente por causa disso. Porque eles contavam que o Kennedy ia derrubar o Castro em Cuba e a máfia ia recuperar os investimentos deles aí. É assim, a história do assassinato do Kennedy, pessoal, não estou dizendo que foi a máfia que matou. Mas tem essa teoria, sim, eu já vi. Pô, máfia e CIA, eles andavam sempre... Você não faz um bom serviço.
Na verdade, a CIA é muito mais que um serviço de inteligência, um serviço de desestabilização.
o crime organizado. Eu acho que, assim, tem a teoria, e eu acho que tem muita gente que corrobora com isso, que foi a CIA que matou o Kennedy, né? E justamente porque o Kennedy... Você assiste aquele filme JFK, né? JFK, lembra? Do Oliver Stone. Não, mas sempre tem muito livro de especialistas que eu já li que ele colocava todas essas teorias. Porque é o seguinte, o Kennedy, se você pegar todos os presidentes desde o pós-guerra pra cá, ele foi o único presidente mesmo que peitou o Deep State.
Ele ia contra o interesse do... Porque ele era muito popular, né? Do complexo militar americano. Ele era contra a guerra, realmente. Ele era...
queria que os Estados Unidos respeitassem as outras nações. Ele era um cara que ia meio contra o interesse das agências de inteligência, do complexo militar e industrial. Então, tem muito historiador, muito antropólogo que acredita piamente que foi a CIA que matou ele. Cara, não duvido não. De tudo que eu já li, me parece mais provável. Queria saber a Turquia como fica nisso. A Turquia é o Oriente Médio? Ela é mais Ásia? Qual é a posição da Turquia nessa confusão toda?
perto também da guerra da Ucrânia e agora está perto da guerra do Irã, né? E é um país grande também. Literalmente o Farinazo sabe bem a importância. Mas a Turquia, ela é considerada Europa, tanto que ela está na OTAN. Só que ela está exatamente na interseção da Europa, com o Oriente Médio e com o Norte da África. Está exatamente ali. Inclusive a Rota da Seda passa lá, né? Estratégico, né? Para caramba. A Rota da Seda passa no meio do Irã, que sai da Ásia Central, passa no meio do Irã, passa na Turquia aqui e sobe.
Faz essa ligação para a Europa. Vai até Moscou e desce até o Reino Unido depois, né?
Então, também tem esse interesse geoestratégico dos Estados Unidos. Eu sempre brinco, não é ter acesso. Os Estados Unidos é autossuficiente de petróleo. Na verdade, os Estados Unidos quer controlar o acesso dos outros. Então, é sobre bloquear o acesso. Não basta ter suficiência no petróleo, quer que os outros não tenham. E a Turquia, acho que ela não entrou em umas provocações também no início, não é, Farinado? Qual é a posição dela histórica?
Eles têm medo de, se o Irã se fracionar, você pode ter um Kurdistão independente aqui,
problema dos turcos. Por quê? Porque, olha só, cara, o Kurdistão pega isso aqui, ó. Norte do Irã, norte do Iraque, oeste da Síria, sul da Turquia. Tudo isso aqui é o Kurdistão. Tudo isso. E não é assim que, ah, os caras são os pobres coitados que não tem terra. É um dos melhores exércitos irregulares do mundo são os kurdos. Então, qual é o medo da Turquia? Se o Irã se desmilinguir, esses caras vão aprontar o diabo. Vão pegar um monte de arma aqui, porque essa aqui é uma
E a gente vai bagunçar tudo. Então há quem diga que o Serviço de Inteligência da Turquia, quando houve o levante do Irã no Irã em fevereiro, que aquilo foi provocado principalmente pelo MI6, Serviço de Inteligência Britânico, e Israel, dizem que a Turquia ajudou bastante os iranianos porque eles têm medo de um Kurdistão independente aqui. Porque os Kurdos, na realidade, o objetivo final deles é formar o Estado do Kurdistão. Exatamente. Então eles gostariam de formar o Estado.
bem para os outros. Isso seria bom ou ruim para os Estados Unidos? Ou tanto faz? Tanto faz. Os Estados Unidos, na realidade, usa todos esses povos. Assim como usou o Iraque contra o Irã na guerra do Iraque. Como ele agora derrubou, obviamente, a Síria, o Bashar al-Assad. Ele estava tentando incentivar via CMSX os curdos para fazer um frente a desestabilizar o regime do Irã. Eles, quando querem também, eles incentivam aqui para desestabilizar a Turquia. Então, assim, os Estados Unidos...
deles é o caos. O americano precisa do caos. Não à toa, o apelido deles é o império do caos. É o império do caos. Eles precisam do caos porque aí você consegue... É aquilo, é dividir para governar. Quando você joga um contra o outro, você consegue fazer as coisas. Não sei se você vai concordar, mas a aventura do Irã é uma aventura tão louca, que nem os curdos estão entrando nessa. Do Irã. É uma aventura tão doida. Começar uma guerra aí com esses...
Que nem os curdos embarcaram nessa daí. Uma situação muito difícil. Militarmente, um pesadelo.
você nota nos militares americanos, a gente vê aí as declarações, é lógico, você vai ter o cara que, o carreirista e típico, você tem toda a Força Armada do mundo, que não se importa, mas o cara profissional mesmo, ele olha isso como um grande problema, é um grande problema, porque esses radares que foram perdidos aqui, eles não atendiam apenas a Força Espacial Americana, atendiam a NSA também, diversas agências, esse pessoal não deve estar muito contente no Pentágono com o Trump, porque eles sabem que além do custo, que é o de menos, que ele vai pagar o contribuinte,
Você não vai repor um radar desse que pesa toneladas e toneladas da noite para o dia. A empresa não vai fabricar um radar. Esse radar é customizado. São radares enormes. Eu não estou te falando, cara, de um radarzinho de uma antena que você vê na estrada, não. É praticamente um prédio de 30 andares. É um negócio gigantesco. Tem fotos aí. Depois você procura. Eu acho que a NPS 132. Coloca radares destruídos. Catar e Bahrein. Você vai achar. É um radar enorme.
deve ter uns 30 andares. Então, não vai repor isso aí da noite por dia. Isso dava alerta. Os alertas de mísseis que esses radar dava, provavelmente, cobriam até a região sul da Ucrânia e Crimeia, etc. Então, eu acho que eles ficaram um pouco cegos nos Estados Unidos e essa turma não deve estar nada contente com o Trump, não. E a Rússia? Parece que a Rússia tinha essa informação e a Rússia forneceu a... Ah, foi encomenda, né? Forneceu a localização exata, porque a Rússia sabia que esses radar... É esse daí. É enorme.
Olha a antena lá em cima dele. Essa coisa é enorme. Porque a Rússia sabia que esses radares estavam ajudando a Ucrânia. Foi encomenda. Vai lá, faz para a gente. Está aqui as coordenadas do GPS. Kobori, a gente fica olhando. Eu vejo, às vezes, a gente vê nesse fórum, não precisa comprar o tanque de guerra. Cara, hoje em dia é muito mais importante em termos militares. Você tem uma constelação de satélite tua trabalhando para você do que, às vezes,
aviões de caça. O Irã quase não tem força aérea. É uma força aérea dos anos 80. E eles estão fazendo a lenha. Por quê? Eles contam com o apoio de satélite da Rússia e da China e tem uma boa força de foguetes estratégicos. Então é uma guerra nova. É uma guerra, assim, economicamente também assimétrica. Exatamente. Porque, na realidade, todo esse poderio militar do sistema imperialista americano, ele foi construído com tecnologia extremamente avançada durante a Guerra Fria e eram, estava falando
equipamentos construídos muito mais para mostrar poder, mostrar tecnologia. Não necessariamente eles são eficazes. Então, acho que essa guerra simétrica tem uma diferença aí, que eu sempre brincava quando era executivo de uma guerra nacional, a diferença de eficiência e eficácia. Os armamentos deles podem ser eficientes, mas o do Irã é mais eficaz. E aí, de vez em quando, as pessoas perguntavam qual a diferença de eficiência e eficiência.
Eficiência é fazer as coisas certas. E eficácia é fazer certo as coisas. Não. Eficiência é fazer certo as coisas.
E eficácia é fazer as coisas certas. Os caras lançam dois mísseis de defesa antiaérea e cada um custa 4 milhões de dólares para derrubar um drone de 30 mil dólares. Não fecha a conta. Tem dezenas de milhares desses drones. Tem 8 mil mísseis de curto alcance. Ninguém sabe o que tem ali. Esse é o grande problema. Nada impede. Nada impede. Isso é uma hipótese minha. Não comprem como verdade. É uma ilação.
chinês chegar, fazer um drone, colocar lá letras e caracteres arábicos ali e dizer que é iraniano entregar. Vocês não sabem. Por que não, né? A gente não sabe. Então, assim, a dúvida que a gente tinha antes desse negócio começar é China e Rússia vão rifar o Irã. Parece que não rifaram. Não vai e nem precisa se envolver diretamente, né? Exatamente. Porque tinha esse medo deles abandonarem e deixar a própria sorte. Mas você quer ver um negócio, Vilela? O Kobori sabe disso que eu vou falar agora. Todas as vezes que Rússia e
China se uniram, deu ruim pros Estados Unidos. Coreia e Vietnã. Todas as vezes que esses dois jogaram junto, os Estados Unidos tomou na cabeça. O apoio, muita gente fala do apoio soviético aos vietnamitas, mas a China ajudou pra caramba, cara, reparando ferrovias, enviando arroz, enviando armas. Os chineses ajudaram muito os vietnamitas. Então, assim, e é pouco falado a ajuda chinesa, pouco falado. Algumas coisas estão aparecendo agora. Então, eu acho assim, o Trump começou, ele, sabe quando o gato sobe na árvore,
o bombeiro? Eu acho que é isso. Por falar em chamar o bombeiro, agora vamos falar do Estreito de Hormuz aqui, né? Que agora o Trump está pedindo ajuda da Europa e os caras estão falando o quê? Vamos primeiro entender qual a importância disso economicamente, Kobori. Por que essa área aqui é tão importante? Na verdade, 20% do petróleo do mundo passa por aí, né? 20% da produção do petróleo. Só que existe um desequilíbrio aqui de quem depende dele. Quem mais depende do Estreito de Hormuz é a Índia. 90% do petróleo
que vai para a Índia e passa por aqui, porque a Índia está logo aqui. Você desceu aqui, contornou ali, está lá perto do Sri Lanka, no Estreito de Malac, que é outro ponto de gargalo, que é estratégia também, que um dia, se o mundo continuar em guerra, você vai ouvir falar muito do Estreito de Malac, que é mais ou menos uma coisa parecida com o Estreito de Ormão, por onde passa o petróleo que vai para o Sudeste Asiático, o Leste Asiático.
Então, quem mais depende do petróleo é a Índia, com 90%. Depois, se não me engano, é o Japão, 65%, a China, 40%. Então, a China, dessas,
três potências é que menos depende. Só que a China já fez uma reserva para 200 dias, o Japão já tinha feito uma reserva para 250, e quem está com sérios problemas é a Índia. Tanto que mesmo depois dessa traição com o Irã, o próprio Irã, acho que foi um alto que falou, não, o petróleo que vai para a Índia eu vou deixar passar. E o gás natural? O gás natural é do Catar, 90% do... Quem vai se dar mal também é a Europa. Vai se dar mal para a Europa porque lá antes da guerra da Ucrânia, o que os Estados Unidos fez?
o Nord Stream 2, que era todo o gás que ia para a Alemanha. Então, o gás que sai do Qatar estava abastecendo a Europa. E agora, na realidade, eles não destruíram nada. O Qatar que fechou a torneira. Estava com risco de ser bombardeado. Falou, não, não vou fechar a torneira aqui. Fechou. Então, a Europa está em sérios problemas com o fornecimento de energia. Não só de petróleo, como de gás. Então, qual que é o grande problema do petróleo não passar por aí?
Porque 20% é um quinto. Se tirar um quinto da produção, é um choque do petróleo, como foi em 70%.
A demanda continua a mesma. Você tem a mesma oferta. Você tem a mesma oferta, então você gera um grande problema. No sistema, esses bombardeios e essa insegurança que vai gerar agora no CCG, que é essa cooperação dos países do Golfo, das seis monarquias do Golfo, elas não vão mais contar com essa proteção americana. Os Estados Unidos, na realidade, o grande problema é que ele perdeu a credibilidade no Oriente Médio. Ele não vai ter mais essa credibilidade que ele vai oferecer proteção militar para todo mundo.
Então, qual que é o grande problema do sistema petrodólar aqui? É que todo esse dólar, esses dólares que são utilizados no sistema petrodólar do Oriente Médio, eles são reciclados na economia americana. Esses dólares, eles entram como investimento nos Estados Unidos. Acho que da outra vez a gente estava com o Nicolás falando da bolha de ar. O que está mantendo... Porque a bolha é uma pirâmide, né? Tem que ter mais dinheiro entrando que saindo.
Esse mais dinheiro entrando na bolha de ar que está entrando é do Oriente Médio. É dinheiro de petróleo dessas monarquias que esses caras...
O Monarca, né? Tem dinheiro pra caramba. Todo dinheiro que entra lá, eles mandam pros Estados Unidos. Tá nesses fundos, tá na... Acho que tem um fundo lá do... Se não me engano da Arábia Saudita, que era do... Sim, é o fundo soberano que eles... Não, era um fundo privado lá, do fundo soberano, que eles botaram não sei quantos bilhões lá, tudo a pedido do filho do Donald Trump. E daquele outro cara que são os negociadores dos Estados Unidos.
Que é o... Whitcoff. Whitcoff e o filho do Trump, que fica indo fazer essa negociação. Esses dois caras têm fundo. E nessas negociações, eles pegam o privado pra eles também. Tem bilhões de dólares. É, porque tem gente que acha
os Estados Unidos não tem corrupção, né? Quase não tem. Então, o grande problema aí que você vai gerar um grande desequilíbrio no mercado financeiro, um maior volume. Se não me engano, chega até 220 trilhões de dólares de derivativos de petróleo. Então, inclusive, quando atacaram aquela refinaria logo no início de Rastanoura, na Arábia Saudita, tinha gente da inteligência falando que não foi o Irã, que tinha americano interessado em bombardear aqui
para gerar um desequilíbrio no mercado de petróleo, para ganhar dinheiro com o derivativo. Então, assim, o derivativo, como diria o Warren Buffett, é uma arma de destruição em massa, como foi no Subprime. Então, se você gerar um desequilíbrio no mercado de petróleo, o problema não é o petróleo à vista, quem está vendo passar aí, para abastecer o problema, é o tamanho do mercado de derivativos que roda em cima disso. E não só o mercado de derivativos...
Vai demoronar, então, até a indústria de A vai ser afetada. Porque se parar de sair dólar do Oriente Médio,
mercado americano, o mercado de inteligência artificial, de investimento, esse negócio pode ser o risco de ser o gatilho dessa bolha. Está todo mundo falando que tem a bolha, tem a bolha. Esse pode ser o gatilho. Então, voltando ao que o Fernando falou, eu acho que vai ter tanta pressão econômica para não gerar uma catástrofe na economia mundial. Esses caras não estão preocupados com catástrofe, estão preocupados em perder dinheiro.
Então, vai chegar um momento que vai ter muita gente que vai perder dinheiro, que tem poder nos Estados Unidos e fala, cara, esse negócio...
que vão dar um jeito que... Ou tirar ele do poder ou... Passar alguma coisa no Congresso. Eu sempre brinquei lá no início.
Ele falou assim, o presidente americano, vai ter um impeachment? Eu falei, cara, é mais fácil matar, né? Porque lá eles têm uma maneira de matar. É, nunca tiverem impeachment, mas assassinados teve um monte. Teve um monte. Cara, para parecer um doido lá. E ele está mexendo com essa ala radical, né? Está mexendo com essa ala dos fanáticos, né? Pois é. Que aquela, uma boa parte da base eleitoral dele, do MAGA lá, está revoltadíssima com ele.
Que esse negócio dele, dele estarem fazendo essa guerra por Israel. Como assim, né? Make America Great Again, American First.
A gente está se envolvendo em um negócio que não interessa para os Estados Unidos. É óbvio que interessa para os Estados Unidos. Por uma parte dos Estados Unidos. O que o grande público da base eleitoral dele está vendo, e é uma base radicalizada, está vendo como uma grande catástrofe para eles. Ele pareceu um cara doido desse aí, como sempre aparece nos Estados Unidos. Não deram um tiro na orelha dele na campanha? Era um maluco lá.
O que mais tem nos Estados Unidos é maluco. Para continuar. Hoje ainda vi, o Petróleo ainda fechou na faixa dos 100.
Parece um desastre controlado no momento. Mas eu não sei quanto tempo isso vai durar. O que eles estão contando, o que essa gente louca conta, é que vai acabar a munição do Irã. Pô, cara, eu não iria por aí. Mas a aposta deles é essa. O mercado financeiro, eu acho assim, tem um ditado que a gente fala no mercado financeiro, que o mercado financeiro tem uma habilidade de fingir que não está vendo as coisas por um bom tempo. Todo mundo achou que ia ter uma reação imediata, no segundo dia que ele atacou,
o mercado e tal. Mas o mercado, ele vai protelando porque o grande movimento desestabilizador, quem mais perde dinheiro é o cara que tem mais dinheiro. Porque ele está muito alavancado, já está tudo posicionado. Então, pode estar havendo aí uma pressão para os Estados Unidos saírem da guerra e aí não gerar essa catástrofe. Estabiliza tudo de novo e ninguém perde dinheiro. Estamos tudo bem. Ou chegar no limite, os caras falam, cara, se o negócio não acabar agora, muita gente vai perder dinheiro. O que a gente vai fazer? Vai deixar o troço explodir? Cara, porque se
se virar um cataclisma econômico esse negócio aí, bicho, pelo menos do seu ponto de vista econômico, acho que o mundo inteiro vai sofrer muito. Eu lembro, a gente é da mesma geração, você lembra na época do choque do petróleo, todo mundo andava com galão de gasolina no carro, os postos não abriam de domingo, lembra? Você lembra? Os postos não abriam de domingo, era complicado. Essa era a nossa geração. Eu falava em 70. Você está bem, né?
Você está bem, né? Olha aí. Ele pinta o cabelo. A diferença é que a gente não pinta o cabelo.
Exato. É que não é aquela piada pintura e preta. É que a gente se diverte pra caramba. Pois é, pois é. Mas então, e esse estreito que... Como que a gente está hoje? Está reduzido a passagem lá? E essa ajuda que o Trump pediu pra Europa? Por que isso daí agora? Meio cara de pau. Ele pediu ajuda até pra China. Cara, na realidade, assim, você não precisa fechar, né? Só as pessoas têm medo de passar. O preço já subiu. Então, assim, mesmo que continue passando, já está mais
caro, porque o seguro ficou mais caro. Qual a seguradora que vai se envolver com isso aí não vai cobrar um prêmio grande pra segurar uma carga? Não precisa afundar todo mundo. Se afundar dois, quem vai ser o próximo? Vai querer passar? Não vai. Então, a própria situação de medo, de ameaça, já fecha o negócio. É a mesma coisa. Tá tendo um tiroteio aqui perto. Você vai passar com a família. Não vai. Ah, a polícia tá garantindo. Pô, cara.
Agora é o seguinte. O Irã, ele tá... Tanto o Irã quanto o Israel, tá? Eu acho que ele tá numa situação existencial. Depois que eles mataram o
e o troço descentralizou. Eles sabem que eles não podem capturar. Eles não têm alternativa. É existencial. E acho que eu falei lá no início, talvez, cara, o Strait de Hormuz seja um gargalo que você consegue controlar e medir. Eu não sei se seria interessante tirar essa opção do Irã. Porque quando você fala na escalada que você pode, nos seus próximos passos, né? Os Estados Especiais chamam de escada de escalada. Se você tirar a opção do Strait de Hormuz de Irã, qual vai ser a próxima opção dele? É.
atacar processamento e produção, cara. Ele tá atacando a logística. Se amanhã acabar a guerra, abrir, beleza, tudo volta ao normal, não volta? Agora, se você tirar essa opção dele, que é uma opção que ele tem de pressão econômica, inclusive, militar e econômica. Se ele não tem mais essa opção, se eu sou um iraniano, eu vou fazer o quê? Eu começo a bombardear a refinaria. Aí você vai ter um estreito na tua mão, mas é inútil, né?
O americano vai ter um estreito na mão dele, mas é inútil. Aí ele vai atacar processamento e produção, cara. Aí pro mundo é muito pior, porque a guerra acaba, mas acabou as refinaria. Vai ter construído de novo.
Você acaba afetando realmente a produção de petróleo. Então, sei lá, acho que, estrategicamente, se eu sou Estados Unidos, aí eu controlo, deixo essa opção ainda na mão dele e vou controlando. Se eu fechar essa opção dele, cara, a próxima é pior. Isso que você falou faz sentido, porque se você for ver mesmo esse ataque que o Trump fez à ilha de carga aí, ele só atingiu alvos militares, né? Ele evitou o terminal. Então, acho que eles sabem bem.
O raciocínio acho que é por aí mesmo. Olha, deixa uma opção porque... É, porque se ele atacasse as...
a produção de petróleo do Irã, o Irã, obviamente, ia retaliar na produção de petróleo de todo mundo. Sabe por quê? Eu tenho que falar uma coisa para vocês. Aqui, o mapa está mostrando, ele é meio impreciso nesse ponto. O estreito é bem menor. O Hormuz é bem menor do que está aparecendo aqui no mapa. Você controla isso aqui com muita facilidade. Então, assim, eu não sei se o Trump achava, aí eu quero até ouvir a opinião do Cobori, que é muito importante.
Mas eu já ouvi gente falando aí, Cobori, que diz que ele fez esse ataque na sexta para sábado, achando o seguinte, o ataque vai ser
fulminante. O Irã vai capitular, segunda-feira os mercados abrem tranquilos. Na ilha você está falando? Não, quando ele atacou geral no Irã. Aquele sábado, quase três semanas atrás. Mas é o que você falou, não respeita a cultura dos outros. Se ele estudasse minimamente ou escutasse quem estuda, que tem muita gente no Estados Unidos, a cultura do povo, saberia que isso não ia acontecer. Você não vai decapitar o cara e o regime vai cair.
Eu vou provar que aconteceu o inverso, que é o que aconteceu. Na verdade, o caminhoneiro foi até inteligente. Parece que ele estava com câncer.
Estou com 86 anos. Ele escolheu ser martirizado. Mesmo que eu estivesse saudável, eu já estou próximo da morte. Estou com câncer. Estou com oportunidade, cara. Se os caras me matarem na religião chita um martírio, eu vou me tornar um mártir aqui e a minha morte vai acabar unindo o povo. E foi o que ele fez, cara. Eu acho que ele escolheu voluntariamente o martírio. Eu penso assim, que ele escolheu voluntariamente. E você vê a estupidez do Trump, né? Porque se achar que você está tendo uma vitória contra um povo que...
Olha, vê o mundo dessa forma, vê a vida dessa forma. Então é uma estupidez muito grande. Mas agora está feito. Vamos ver como é que eles vão trabalhar isso. É uma civilização de milhares de anos. 2.500 anos. A gente lutou com Alexandre. Guerra contra os russos. Foram 170 anos de guerra contra a Rússia. Então, deveria ter. Mas o Trapp é um playboyzão. Ele não lê nada.
para a biblioteca metro na mansão dele e agora está feito. Eu vejo, gente, como uma tragédia muito grande nos Estados Unidos. Por isso que teve um Franklin Delano Roosevelt que olhava para o andar de baixo, olhava para os pobres, levantou os Estados Unidos, praticamente ficou do lado certo da Segunda Guerra Mundial, ajudou a criar a classe média. E é um cara que, depois do pós-guerra, é um cara que realmente tinha interesses de ter paz com os outros países. Exatamente. Infelizmente, com a morte dele veio o Truman,
isso mudou. Você vê, um país que teve um Roosevelt e agora chega no Trump, é a decadência. Não é um bom sinal. Não é um bom sinal. É como um time que teve um grande jogador de futebol e agora está fazendo jogo de várzea. É bem deprimente o que está acontecendo com a política dos Estados Unidos. Porque, vamos ser sinceros, não dá para olhar um Trump na vida como isso é disso. Mas, infelizmente, é um fenômeno mundial. Você pega quase
Todos os líderes de todos os países estão com esse perfil. Macron, aquele da Alemanha, o MERS, você vê as bobagens que ele falou aqui no Brasil. O próprio Kiel Starmer também. Exatamente, no Reino Unido. Uma geração de líderes péssimos. Péssimas lideranças. A Europa perdeu o protagonismo mundial, então? Ela não apita muito nessa guerra ou em qualquer decisão? Ou ainda é importante? A Europa é vassala, né? A Europa, assim, depois do pós-guerra, a Europa e o Japão ficou sob o protetorado americano, militar americano. Então, tem um livro que eu estou terminando de ler do professor
José Luiz Fiore, lançou agora em 2004, chama Uma Teoria do Poder Global. É muito bom. Ele já tinha escrito outras coisas nesse sentido de geopolítica com, sob o ponto de vista econômico, a própria Maria da Conceição Tavares. Tem um livro dele, O Poder e Dinheiro. Tem até uns capítulos que é do Beluso, que me tornei amigo do Beluso, graças a Deus. Palmeirense também. A gente janta uma vez por mês junto. Então, assim, você vê quem estuda, principalmente nessa obra dele, o poder, o que seria o poder global.
O poder global, na realidade, é você ter o direito de transgredir a lei. É o que os Estados Unidos estão fazendo. Porque quem tem o poder realmente, ele não precisa seguir a lei. Ele cria as leis e as regras para os outros. Como ele é o detentor do poder, ele tem o direito de transgredir a lei. Que é o que os Estados Unidos estão fazendo. Ele está transgredindo todas as regras que ele criou no pós-guerra, com esses organismos multilaterais.
Durante boa parte do tempo, tentando pela diplomacia, ou pelo menos escondendo o verdadeiro interesse,
Trump, deixando as claras qual realmente é o interesse deles. Como diria, nessa governança, deveria existir um caminho que se vê nessas literaturas de buscar o que eles chamam de uma governança global. Porque o mundo é roubesiano. O Thomas Hobbes, lá com o Leviathan, é assim, o homem é o lobo do homem, então no limite vai prevalecer a lei do mais forte. Você tem que ter um terceiro que intervenha para regular essa relação, que na realidade é a função do Estado. Então o Estado é
aquele que detém o monopólio do uso da força, do uso da violência, para fazer cumprir esse equilíbrio entre as partes. Senão, iria prevalecer a lei de mais forte. Mas, quando você olha globalmente, que a gente chamava de governança global, como é que você vai ter um terceiro que regule uma relação desigual entre países? Era o objetivo do pós-guerra da criação dos organismos multilaterais. Mas, de novo, citando o Stalin, quando questionado lá do Vaticano, que o Vaticano estava dando muitas opiniões lá,
questões entre os países. Eu falei assim, quantas divisões tem o Papa? Quantas divisões tem a ONU? Divisões militares. Não tem. Então, quem vai fazer os Estados Unidos cumprir a lei? Ninguém. Por isso que ele nunca cumpriu. Ele invadiu o Iraque. A ONU era contra. Ele fez tudo contra o organismo que ele criou para regular. Só que ele criou para regular a relação dos outros, não a dele. Entendeu? Então, o exercício do poder, segundo essa teoria, o poder não é estoque.
O poder é fluxo. Para você exercer o seu poder, você tem que estar sempre utilizando
ele. Por isso que os Estados Unidos se metem em guerra o tempo todo. Até por uma certa lógica. Para que adiante você ter esse poderio militar, 800 bases. É uma burocracia que começa a viver sozinha, que é o que ele fala do complexo militar. Se você tem tudo isso e você não utiliza, para que você tem? Então ele passa a ter uma vida própria. Você tem que estar sempre exercendo. Então o poder é fluxo. Ele está sempre tendo que ser exercido para ser validado, para ser ampliado.
E a história aconteceu há uns 500 anos de todos os impérios. O que derrubou todos os impérios foi o expansionismo.
militar. Foi o desejo de estar sempre querendo mandar no mundo pela força. Só que a teoria do poder é exatamente essa, né? Pra que você tem o poder se você tem que seguir regra? Você tem o poder pra não seguir regra. É pra transgredir a lei, pra ter o direito de invadir, de matar, de iniciar guerras, né? Então, no pós-guerra ele colocou o Japão e a Europa, porque eles precisavam ser construídos, sobre o guarda-chuva militar, né?
A criação da própria OTAN, né? Protegeu esses países. Então, esses países, na verdade, desde o pós-guerra, eles nunca tiveram poder. Porque pra você exercer o
tem três variáveis que você precisa ter. Soberania monetária, soberania fiscal e soberania militar. Soberania monetária, a Europa tem uma moeda única, mas não tem soberania fiscal. Os países não têm soberania fiscal. Eles fizeram uma união monetária, mas não tem uma união fiscal. Foi o que gerou a crise da Europa. Os países podem emitir dívida, mas não podem emitir moeda. A teoria econômica é por que a nossa dívida é considerada livre de risco?
Porque o mesmo cara que emite a dívida é o mesmo cara que imprime a moeda. E os países europeus da comunidade europeia, eles podem emitir dívida, mas não podem imprimir moeda.
Quem imprimo é o Banco Central Europeu. Então, eles não têm nem soberania fiscal e nem soberania militar. E uma soberania monetária é meia boca. Então, eles não têm como fazer valer o poder. Eles não têm poder para nada. A Europa nunca teve. Por isso que está sempre baixando a cabeça para os Estados Unidos. É sempre o que os Estados Unidos quer. Até vergonhoso, né? O comandante Daltan chegou e chamou o Trump de papai, né? Foi numa reunião...
É, está evidente agora isso que você está falando. É um continente vassalo e economicamente...
na realidade, quando você olha, no início eu falei dessa história do sistema interestatal europeu, eles cresceram, acumularam riqueza, viraram impérios, porque eles colonizaram a África e a Ásia, depois a própria América. Mas eles se tornaram potências militares com o sistema capitalista, onde o acúmulo de capital serviu para fazer eles terem um poder bélico maior e uma expansão, principalmente marítima na época, para acumular mais capital. Só que para acumular mais capital, eles precisaram invadir um monte de países.
colonizar um monte de países. Na Ásia, na África, a Europa colonizou todo mundo. E no pós-guerra, quando acabou a Segunda Guerra Mundial, a Europa fez um movimento inverso. Ele descolonizou o resto do mundo para tentar reconstruir a si próprio. Foi o que aconteceu com todos os países da Europa. Não à toa, o discurso foi do Marco Rubio, na Conferência de Segurança de Munique. Qual foi o discurso dele? Coincidentemente, ele falou que não podemos ter vergonha da colonização.
uma coisa boa. Ele já dando um discurso, tipo, se a gente quiser colonizar todo mundo, é uma coisa boa. Você não precisa ter vergonha disso. Esse foi o recado do Marco Rubio. Então, porque eles sabem que a Europa, do jeito que está, primeiro, ele não tem como fazer o mesmo movimento que ele fez no século XI. Esse movimento do século XI colonizou, se expandiu os seus territórios para ter mais súbito, mais terra, mais tributo, conseguir saquear recursos naturais de outros territórios de outros países para conseguir virar uma potência. A Europa não tem mais como fazer isso, porque ele não
tem potência militar para fazer isso. Se ele não tem potência militar para fazer isso, para onde ele vai extrair essa riqueza? Ele não tem como fazer isso. Então, eles vivem baixando a cabeça do que os Estados Unidos querem. Então, assim, a Europa no cenário geopolítico é meio que uma... Na minha opinião, se eu estiver errado, você me fala. Eu acho que é uma carta fora do baralho. E a Rússia sabe disso. E eles ficam com a russofobia de a Rússia, a Rússia, a Rússia, porque eles precisam do inimigo para tentar convencer o povo europeu que eles precisam fazer mais investimentos militares. Mas,
Eles estão na toleira, né? Isso mesmo que você colocou estão na toleira. E assim, um problema muito sério que a gente vê na Europa é a questão da energia. Eles abandonaram, boa parte dos países abandonaram a energia nuclear. Isso está gerando consequências nefastas agora. E a própria falta dessas matérias-primas estratégicas. Então, o futuro da Europa é bastante discutível para a gente. Aproveita para ver enquanto existe aí, porque é bem discutível.
É o que ele falou, você vai recolonizar como agora? Você vai invadir uma África? Não tem mais como.
Não tem poder para isso. Estão tentando a Groenlândia, pegar o Canadá. Estão tentando. O erro estratégico é porque para quem estuda bem a Europa sabe que a Europa tem o que eles chamam de russofobia. Eles têm esse negócio, esse preconceito com a Rússia. Eles acham que a Rússia não é a Europa. Preconceito ou medo? A Rússia tem uma parte que é na Europa e uma parte que é na Ásia. Mas eles nunca aceitaram que a Rússia fosse a Europa.
Nunca. Entendi. Todas as guerras que tiveram contra a Rússia no passado foi isso. Eles nunca consideraram a Rússia a Europa.
têm essa russofobia. No livro do Emmanuel Todd, chamado A Derrota do Ocidente, ele fala que o mais viável para a Europa era se unir à Rússia. Só que eles não fazem isso porque os Estados Unidos não deixam. A guerra da Ucrânia foi provocada pelos Estados Unidos ao permitir a expansão, permitir não, incentivar a expansão da OTAN. Porque quando caiu o bloco soviético em 91, Gorbachev, na realidade, tinha feito um acordo até para reunificar a Alemanha e um dos acordos era que, dito nessas palavras,
na época, que a OTAN não se expandiria nem um centímetro para o leste europeu. A Rússia queria entrar na OTAN? A Rússia quis entrar na OTAN. Na realidade, teve um período da Rússia com a Perestroika e a Grasnost, na época da queda do bloco soviético, que a Rússia na realidade queria ser capitalista. Hoje lá é meio que um capitalista do Estado, não é um país comunista, não. A Rússia queria ser capitalista nessa transição. Por isso, o Gorbachev fez vários acordos. Eles tinham um desejo de entrar,
na OTAN. E aí um desses acordos lá pra reunificar a Alemanha é os Estados Unidos, né? Você pode se desfazer o pacto de Varsóvia, que a OTAN não vai se expandir. Porque o pacto de Varsóvia era a OTAN da União Soviética. Era o acordo, o guarda-chuva militar da União Soviética no leste europeu. Como o bloco soviético caiu por problemas econômicos, eles não tinham mais como manter. Então interessava pra Rússia dissolver o pacto de Varsóvia, só que eles tinham medo que a OTAN fosse...
Aí os Estados Unidos prometeu que não. Aí em 94, Clinton foi lá e expandiu. Expandiu ali, foi
pra Tchecoslováquia, Polônia e Hungria. Botou esses três. Só que ainda não tá na fronteira da Rússia. É. Protesto da Rússia, tudo mais, não adiantou. Continuou, como agora, né? Protesta, mas vai fazer o quê? Vai entrar em confronto? Não vai. Aí, se me engano, em 2001, aí botaram a Eslovênia, a Eslováquia, a Romênia, a Bulgária e já lá na fronteira com a Rússia, Estônia, Letônia e Lituânia. Acho que só a Lituânia não... Tá bem pertinho, mas não tem fronteira, mas Estônia e Letônia tem fronteira com a Rússia. Aí a Rússia deu
o soco na mesa e tal. Ficou isso também, só o protesto. Só que o que a Rússia já tinha notado? Tá o Mar Negro, né? Ele pegou a Romênia e a Bulgária, já tá no Mar Negro. A Turquia já tá no OTAN. Aí botou Romênia e Bulgária no Mar Negro. Aí pra cá tá a Geórgia. Aí pra cá tá a Ucrânia. Aí em 2008 eles convidaram a Geórgia e a Ucrânia pra entrar na OTAN. Aí a Rússia falou, aí não. Porque aí, ó o lance, eles iam cercar
o Mar Negro. A Altanha ia cercar o Mar Negro. E a maior base naval da Rússia está aqui em Sebastopol, né? Que está naquele pedaço depois que ele tomou da Cremeia. A maior base naval da Rússia está lá em Sebastopol. Aí a Rússia falou, não, aí não. A Rússia até entrou no confronto aqui, né? Tomaram dois pedaços. O Sétia e a Bicasia, eles tomaram aí. Aí eles entraram aqui e já teve um recado, ó. Daqui não, né? Daqui não passa. E a Europa não leu direito esse recado, né? E aí ficou
2008 até agora, 2022 começou, eles tentando, primeiro, derrubando o governo da Ucrânia para ficar um governo favorável aos Estados Unidos, fazendo todo o tipo de que ele faz em todos os países para tentar colocar a Ucrânia no... E a Rússia sempre falou, não, não quero problema, é só ficar neutro, declarou neutralidade, está tudo bem. Aí entra um comediante, vira presidente do país e... E assim, ele entra com a promessa de fazer a paz, né?
OTAN para... Aí foi uma jogada, pelo menos do meu ponto de vista geopolítico, importante. A Rússia, nesse momento, quebrou o monopólio da guerra. Até então, todas as guerras eram começadas pelos Estados Unidos. A Rússia se envolvia em alguma coisa na Afeganistão, fornecendo, mas não era ela que iniciava a guerra. Tanto que a Rússia não chama de guerra. É uma operação militar especial. A Rússia quebrou esse monopólio. Então, se pensar do ponto de vista da psicologia militar, é tipo invadir. Você vai fazer o quê?
reativo, agora é proativo. Quem tá tomando a decisão sou eu. Então ela fez. Só que, cara, essa estratégia aqui não é nova. Essa estratégia foi do Império Britânico, quando quis cercar a Rússia no século XVIII. O grande jogo. Era exatamente o que o Império Britânico queria fazer com a Rússia, cercar o Mar Negro pra fechar a saída da Rússia. Como a maior base naval deles tá aqui, a saída deles daqui pro Mediterrâneo é pelo Mar Negro. Era cercar a Rússia. Busca de portos quentes, né? Então,
esses movimentos que foram feitos, e aí os Estados Unidos não conseguindo manter... Quando o Donald Trump começa a se afastar da Ucrânia e fala, oh, Europa, o problema é seu, é porque os Estados Unidos, já que primeiro queria se focar em outro negócio, ele não consegue manter um esforço de guerra, os Estados Unidos se desindustrializou. É, a indústria deles é financiarizada, eles não conseguem dar... Eu lembro quando estourou a guerra da Ucrânia, teve um congresso, acho que em Los Angeles, e o Jim Tyclet, que era CEO, acho que da Rayton,
Ele falou que eles iam levar pelo menos de 3 a 5 anos para repor alguns estoques de munição, que é praticamente impossível. Até hoje eles não conseguem emular a produção de granada de 155 milímetros da Rússia. Porque a indústria americana é exatamente isso que ele falou. No papel é a coisa mais linda do mundo. E olha que interessante. Quando o Donald Trump assumiu, o primeiro lance dele da guerra tarifária foi contra a China. Não sei se você lembra.
Antes dele fazer aquele geral, ele falou que a China estava 10% ou 20%. Uma coisa assim. A China levou uma semana para responder. Eu até brinquei lá.
que a China estava com medo e tal. A China levou uma semana para responder. Quando ela respondeu, ela primeiro, ela colocou uma taxa, não foi sobre tudo, foi só sobre os produtos que afetavam, estrategicamente, setores econômicos dos Estados Unidos. Se fosse resumir assim, a China taxou produtos que iam afetar muito mais os Estados Unidos do que ela. Porque quando você põe a tarifa, na realidade, você está com a tarifa em cima do que você compra, do que você vende.
Então, assim, eu estou taxando uma coisa que eu preciso. Então, ela escolheu os setores que iam afetar estrategicamente,
economicamente muito mais Estados Unidos que ela. E você lembra o que foi a segunda resposta da China? Não. Parou de vender terras raras. Ah, sim, sim. Lá no início do governo Trump. Você acha que a China já não sabia disso? Porque ele sabe que as terras raras é utilizada para construir míssel. Exatamente. Para fabricar míssel. Você acha que ela já não pegou e falou, vou fechar essa torneria que eu vou minar sua capacidade de produzir míssel? 90% das terras raras é produzido pela China, cara. Um jato F-35, ele leva em média 400 quilos de terra rara de equipamento.
que é feito com terras raras. Então, ele é extremamente estratégico. Um jato. Em milhares. Então, assim, o chinês, ele foi no cangote mesmo. Então, agora, ele não tem capacidade industrial para repor os equipamentos que ele está utilizando, munição, míssil, tudo. Ele não tem capacidade industrial para isso. E mesmo que ele tivesse, ele não tem acesso a quantidade de terras raras que ele precisaria para produzir na velocidade que a guerra exige.
Porque, imagina, o Irã vai continuar mandando. Agora, parece que eles guardaram os melhores. É, agora eles estão começando a usar a geração mais...
começa a mandar mais eficiente, míssel hipersônico, justamente quando já está saturada a capacidade de defesa das bases americanas. Aí está saturado por quê? Porque não tem. Ele tem que produzir. E agora? Entendeu? E é uma produção complexa, demorada, cara, né? Sinceramente, eu não sei como é que o Trump vai fazer para sair disso aí, não. Eu vejo assim, é um dilema estratégico bastante difícil da gente tratar um... Parece que isso é uma guerra, me parecendo agora, de propaganda. Desde o segundo dia, né?
O Trump sempre dando a entender que eles estão ganhando a guerra, que o Irã está se ferrando e tal, mas é o inverso. No teatro da guerra, é o inverso que está acontecendo. Mas é um discurso, uma narrativa que eu sinto, pelo menos do meu ponto de vista, ele está meio que já preparando uma saída honrosa dele acabar com a guerra e falar que ele ganhou. Ganhei, tchau. Ganhei. Deixa eu aproveitar e te fazer uma pergunta que eu estava querendo fazer faz tempo.
E a economia americana, como é que fica? Na bomba de combustível, como é que vai ficar isso daí?
americano médio, para o redneck ali, o cara que dirige caminhão, como é que vai ficar esse negócio? A economia americana, aqui a gente tentou um tempo com a paridade do poder de importação, lembra? Que a Petrobras colocou no Michel Temer, na época do Temer, colocou esse negócio da paridade do poder, paridade do preço de importação. Então, era uma lógica o seguinte, era imediato, né? Subiu o peso do petróleo e sobe o preço na bomba.
E aí, depois que o Lula sumiu, a Petrobras reviu isso aí e não está fazendo isso dessa forma automática.
Estados Unidos, isso aí é elevado a décima potência. Apesar deles serem altos clientes de petróleo, o petróleo é todo privado. Lá são empresas privadas, são monopólios privados de petróleo. Você acha que eles estão preocupados? E é um lobby poderosíssimo. Tanto que é um lobby que fez com que os Estados Unidos, o Donald Trump, tirasse todos os subsídios de investimento em energia renovável. A primeira coisa que o Trump fez foi tirar.
Porque o secretário de comércio dele é da indústria do petróleo. Ele é da indústria do petróleo.
E a primeira coisa que o Donald Trump fez foi tirar os subsídios todos para desenvolvimento e investimento em energia renovável. Tanto que a frase dele foi drill baby drill. Perfure. Perfure. O negócio dele é petróleo. Então, esses monopólios do petróleo, eles têm um domínio completo em toda a cadeia. É tudo privado. Nos Estados Unidos, nessa área, é tudo privado. Assim como todas as outras. Apesar de utilizar o poder do Estado, o dinheiro do Estado, os lucros são todos privados. O prejuízo é socializado.
o preço do petróleo está subindo, o preço da bomba está subindo imediatamente, como a gente estava fazendo aqui no passado. Eles têm lá um cálculo, não sei se eu ouvi um economista fazendo um cálculo, que isso já está gerando um problema econômico para quem ganha pouco. Porque, na verdade, até antes da guerra, tinha muito americano ali que estava vivendo no limite. O cara não podia ficar resfriado, porque lá não tem nada público, é tudo privado.
O cara ficou resfriado, precisou ir no médico, se ferra. Devia ter que tirar dinheiro. O Jamil Shad, não sei se chegou,
ver o vídeo que ele fez, ele teve uma pedra no rim, ficou 48 mil dólares. A sorte dele é que o seguro acabou pagando. Mas fala aí, desculpa aí te interromper. Não, eu vi um vídeo um tempo atrás, vários vídeos um tempo atrás de americanos de classe média reclamando. A mulher era professora universitária, se não me engano, não sei se de Yale ou de Harvard, era uma americana que ia sempre, que eles têm muito serviço filantrópico lá também, né?
Nas comunidades, ajudar a distribuir alimentos para as pessoas que tinham dificuldades, né?
de alimentação. E ela fazendo um depoimento até emocionado, que ela sendo de classe média, sendo professora universitária, na atual situação, era ela que estava indo agora lá para pegar alimento. Porque teve um problema de saúde, o marido já estava com dificuldade, trocou de emprego e tal. Então, a classe média americana, ela vive no limite, cara. É aquele limite que você não... Está tudo contadinho ali, não pode gastar um pouquinho a mais ali, você tem que gastar menos no outro lugar. E o combustível,
Por isso que os Estados Unidos fazem muita guerra por causa de petróleo, apesar de ser autossuficiente, o combustível tem um impacto muito grande na vida do americano. Porque os Estados Unidos não tem transporte público. A infraestrutura de transporte lá é muito precária, pública. Então lá você não faz nada sem carro. E carro americano, você sabe que tipo de carro que o americano gosta. Gosta. Gosta de carro que gasta. E proibiu a BID de entrar nos Estados Unidos.
O Elon Musk no início fazia piada com a BID, não sei se você lembra. Tem uns vídeos famosos na internet que ele está até
mais novinho que uma repórter pergunta para ele o que ele achava da concorrência dos carros da BYD, ele começa a rir, tipo, essa merda aí, não sei o que. Pouco tempo depois, o que ele fez o Donald Trump fazer? Acho que na época do Biden ainda, fez botar uma taxa de 100% nos carros da BYD para ele não... Porque não ia conseguir vencer a concorrência. Porque não ia conseguir concorrer com ela lá. Mas tirando os carros da Tesla nos Estados Unidos, o carro nos Estados Unidos é
combustível fóssil. Eles gostam de barulho, de carro que gasta, que é esse carro gigante. Então, o preço do combustível na economia americana, principalmente para as classes mais baixas, as classes médias e mais baixas, ela tem um impacto muito grande no orçamento da família. E é uma das fontes lá que eles estão dizendo que vão derrubar o Donald Trump. Se essa guerra se prolongar, é porque o impacto que está tendo na vida do americano é gigantesco.
E o americano é tipo assim, ele pensa com o bolso. Ele não está preocupado com o povo iraniano.
Se perguntar, tem um livro do... Acho que é do Emmanuel Todd mesmo, ele mostra... Não, é do Paul Kennedy. Ele mostra uma pesquisa que eles fizeram durante a guerra do Golfo lá, em 1991, 1992. 75% do povo americano não sabe onde ficou o Golfo Pérsico nessa pesquisa que eles fizeram. Os Estados Unidos estavam em guerra com o Golfo Pérsico e eles não sabiam onde era. Não sabiam apontar no mapa onde era o Golfo Pérsico. Então, assim, só lembrei disso, brincando assim, eles no limite, eles não estão muito preocupados com isso.
nos Estados Unidos é econômica. Então, eles só vão sentir e fazer pressão quando sentir no bolso. E eles já começaram a sentir. Já começaram a sentir, até porque até nas guerras eles já estavam com esse problema. Da classe média e classe baixa já está vivendo no limite. Então, o impacto econômico, eu acho que, desde o início eu falo, quem pode resolver o problema nos Estados Unidos é o próprio Estados Unidos. É o próprio povo americano.
A tendência, talvez, no curto prazo, no médio e longo prazo, seja aumentar a concentração de renda. Porque, na prática, os Estados Unidos
no patriciado. É aquela meia dúzia que é eleita e governa de costas para o país. Na verdade, desde a Revolução Neoliberal de 1980, os Estados Unidos vem cada vez mais concentrando riqueza. Então hoje, se não me engano, os seis caras mais ricos têm a mesma riqueza que a outra metade inferior da população. Seis pessoas. Muita concentração. Muita concentração de riqueza. Por isso que eu falo, o problema deles é distribuir. Se eles distribuíssem a riqueza, eles são ricos o suficiente para ter uma sociedade próspera para todo mundo.
Isso não reverte. Você falou que, na realidade, não só os Estados Unidos, vários países capitalistas, hoje eles vivem o que eles chamam da oligarquia liberal. Não é uma democracia liberal. É uma oligarquia liberal. São os grandes oligarcas que... Isso contamina toda a política. Ditam o rumo da política e da política externa americana. Não à toa, na pós-Donald Trump, estavam esses oligarcas que estavam ali com ele. Eles que ditam para onde o Estado tem que ir. Que está no livro do Giovanni Arrigui,
O longo século XX, que ele fala que esses ciclos hegemônicos funcionam. Esse ciclo começou com o genovês, que é uma união do Estado com o mercado. Um Estado com o capital privado. Só o primeiro ciclo genovês que geograficamente não era o mesmo Estado e o mesmo mercado. O ciclo genovês era os mercadores genoveses apoiados pelas monarquias ibéricas. Espanha e Portugal. Estranho até, né? É, que acabou com a guerra, né? Depois veio o ciclo holandês.
que também acabou com a Guerra dos Trinta Anos, as Guerras Napoleônicas. Aí depois veio o ciclo britânico, que acabou com a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Ah, é? E ele escreveu esse livro de 88 e ele acha que o ciclo americano ia acabar com a Terceira Guerra Mundial. Ele não escreve isso, mas dá a entender. Mas qual seria esse ciclo americano? O ciclo americano começou com o final da Segunda Guerra Mundial. Eu já ouvi alguém falar aqui que diz que os Estados Unidos seriam o país mais poderoso do mundo, mas por menos tempo.
Eu já ouvi isso aí, uma frase, eu não me lembro quem era, se era do Berzinski, se era do Kissinger.
para cair. Precisou de duas guerras mundiais. Duas guerras mundiais. O problema é o seguinte, a gente estava conversando sobre o caso do fim do padrão ouro, mas o que arrebentou com o padrão ouro foi a guerra do Vietnã. Porque no governo Johnson, 9.67% do PIB americano gastou a guerra. Ninguém aguenta isso. Ninguém aguenta. Chegou num ponto que não tinha mais condições, não tinha como segurar. Eles precisavam imprimir dólar e não tinha como ouro para garantir tudo aquilo.
ali. Aí precisaram sair. Assim, se a gente for olhar bem mesmo, é sempre um cachorro correndo atrás do rabo. E é sempre essa necessidade de expansão. O que a humanidade tinha que chegar à conclusão? E você sabe, eu estava falando da governança global. Governança global é a gente chegar num ponto de estabelecer normas de governança, de que todos os países possam conviver bem e seguirem regras. Só que todos, nenhum império segue a regra.
A regra é só para os outros. A teoria do poder. Se você tem poder, você não precisa seguir regra.
Se o poder é seu, né? A única fase que a humanidade chegou próximo disso foi no século VI, quando os persas proporam para os bizantinos que os impérios se respeitassem e respeitassem cada um a sua cultura e a sua religião. E os persas. Que estão por aí ainda. Que são os que estão sendo atacados hoje. Então, apesar de toda a propaganda que os americanos fazem contra o Irã, o Irã nunca tentou invadir o país dos outros também.
Tudo bem que eles têm o problema interno dos tiítas, os sunitas, os curdos aqui mais no norte, mas eles nunca tentaram impor a cultura persa em outras... Como eu disse, só no século VI, que tinha o problema dos persas com os bizantinos, que eles, para chegar a o que seria essa paz mundial, paz perpétua, nessa época, foi essa proposta que os persas fizeram para os bizantinos. E eles não aceitaram? Não. Só que os bizantinos, na realidade, é o Império Romano do Oriente.
Quando o Império Romano começou a se fragmentar, eles separaram o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente, que depois virou o Império Bizantino. Então, eles não aceitaram porque os bizantinos já tinham uma grande influência do Império Romano. Mas só lembrei essa curiosidade porque os persas estão aí. Eu acho que o mundo vai ter uma governança quando os povos e as civilizações respeitarem a cultura, a religião dos outros, não querem impor a sua.
dominante? O mundo não existe sem ter alguém vendo as cartas? Que falam que o próximo é a China, né? Esses livros de geopolítica, de poder que você lê, eles dão a entender que não existe, né? Que isso é uma coisa que sempre vai existir, sempre vai existir guerra, que sempre quem tá no poder vai querer ter mais poder, sempre vai ser expansionista pra tentar manter, mas eu, como eu sou um humanista, eu acredito que o ser humano tem que chegar em algum momento. Por isso que eu lembrei, né, desse momento da paz perpétua e
proposta pelos persas, porque até a própria filosofia, que a filosofia é o amante do saber, que a paz perpétua que foi proposta pelo Kant, pelo Emmanuel Kant, na realidade era uma paz perpétua através da guerra, onde a Europa conseguisse impor seus valores da sociedade cristã. Como que um filósofo acha que a paz vai ser você impor a sua religião, seus valores, sua cultura nos outros? Acho que a humanidade tem que chegar à conclusão que cada cultura, cada país, cada povo, cada civilização,
sua cultura, tem a sua religião e tem que aprender a conviver com isso. Porque você tem que impor a sua para o outro. Mas aí o componente religioso é... O ocidente em geral ele se acha melhor. Eu costumo brincar que a gente começou a ter problema quando a gente... Quando o homem criou Deus a sua imagem e semelhança. A gente virou monoteísta. Enquanto a gente era... A gente achava que aí é espinosa, que Deus era a natureza. Então, quando as religiões eram politeístas, você sabe que Deus era a natureza.
Era o deus trovão, o deus chuva. Tinha até os deus ruins, o deus das trevas. Porque era uma harmonia entre os deuses da natureza. O Espinoza defende muito isso. O deus de Espinoza é esse. E depois que a gente criou um deus único, e não é o inverso. Não foi Deus que criou o homem a sua imagem semelhança. Foi o homem que criou Deus a sua imagem semelhança. Então imagina, eu crio um deus que é a minha imagem semelhança. Eu sou Deus. Desde então está aí o judaísmo, o islamismo, o cristianismo.
se engalfinhando um querendo impor o seu Deus para o outro. Eu acho que a gente vai ter que chegar à conclusão que Deus é a natureza mesmo, não é a nossa imagem e semelhança. Mas essas coisas que a gente tem visto aí no Irã, na Ucrânia, elas provam que essa luta simétrica, ela está colocando os impérios em xeque, Kubori. Eu acho que pode acontecer isso daí. Por exemplo, se os Estados Unidos precisarem se retirar, sem uma desculpa plausível do Irã, porque hoje em dia o Trump deve passar o tempo todo,
buscando uma desculpa. Eu acho que muita gente vai colocar as barbas de molho. É a prova de que uma intervenção hoje em dia não funciona mais. Talvez a gente tenha algum arremedo de paz. Por exemplo, você colocou o caso da ONU aí. Ou ela se reforma, ela acaba. É inútil. Ou ela se reforma, ela acaba. Ela está no mesmo caminho da sociedade das nações. Eu não sei. Sinceramente, eu não estou vendo grandes saídas, não. Acho que a gente vai ter que ir para um mundo diferente.
disso aí, acho que os Estados Unidos perderem para o Irã, a gente não sabe, é precoce para dizer ainda, só acaba sobrando Cuba e América Latina. E aí a gente vai ter dias difíceis. Você sabe que, pelo menos sobre minha análise, os Estados Unidos está fazendo mais ou menos o movimento que ele fez no Oriente Médio, ele está fazendo aqui na América do Sul, com esse acordo com o Paraguai, que ele cercou o Irã com as monarquias do petróleo.
O Donald Trump está fazendo isso com o Brasil. Está cercando o Brasil com bases militares para, em algum momento,
Ele exerceu esse poder sobre o Brasil. O Brasil, na verdade, é o grande potencial adversário dos Estados Unidos. É o Brasil. E está no ministério dele, que ele considera dele. Exatamente. É um país com toda a condição de fazer concorrência. Tem tamanho, tem recursos naturais, tem uma população grande, um potencial muito grande. Achar que os Estados Unidos querem o bem... Você que está me assistindo e achar que os Estados Unidos querem o bem do Brasil, olha, tem que ter muito rivotril para se conversar disso. E o Netanyahu?
Morton, tem o vídeo aí? Lançaram até o vídeo de ele tomando café. Aí falaram, e esse vídeo está mais com cara de iado que... Eu não me aprofundei muito, mas coincidentemente eu vi um vídeo hoje, até um vídeo americano, os caras mostrando algumas coisas que ele estava com 6D, que tinha umas falhas. Esse é o vídeo que, a princípio, colocaram para provar que ele está vivo. Ele está sumido, não está aparecendo em algumas reuniões. E tem esse papo de que ele...
ele tá vivo e ele não vai em Israel, né? Eu acho que esses caras têm um pouco de medo da geolocalização das fotos, né? É mesmo? Você bate uma foto, você sabe mais ou menos de onde ela veio, né? E aí vai isso em cima, né? Tá vivo ou não? E aí, Lenin? Olha, não sei, tá meio estranho. Faz uma enquete aí. Tá meio estranho aqui. Morreu, mas pra saber. Lenin, manda umas perguntas aí. Eu queria saber também se o Irã pode usar reservatório de água como arma.
bombardear, ou os Estados Unidos, ou alguém, porque seria um problema também, né? É assim, se for uma questão existencial e não tiver mais opção, vai fazendo. Vai fazendo. Porque eu acho que mantém o Stradio Hormuz ali. Não vai nem fica. Para o mundo, acho que é melhor. Uma queda de braço, né? A gente não sabe aí quem vai aguentar mais tempo nessa queda de braço. A gente não sabe. O grande medo é Israel utilizar o armamento nuclear. Eu também penso assim. Eu acho que isso é muito... Você acha que tem?
possibilidade. 73 estiveram próximo. Porque, ó, Israel, pelo menos assim, aí o Farinazo conhece muito mais de estratégia militar e os recursos que os países têm do que eu. Mas, na minha avaliação, o Irã já ganhou essa guerra, cara. E se prosseguir, eles não tiveram cessar fogo e acabar a guerra e o Irã continuar bombardeando Israel, ele vai acabar com Israel. E se Israel se sentir acabado numa questão existencial e ele só tem arma nuclear pra usar, ele vai usar, cara. Concorda? Se ele chegar nessa situação, ele vai usar. Mesmo os Estados Unidos,
Não querendo. Tipo, já destruíram tudo. Já cabeu, acabou. O que eu vou fazer? É porque o problema também que a gente tem que olhar para Israel, gente, é a questão da confiabilidade, né? Chegar num ponto que o pessoal sempre vai abandonar Israel e ir embora. Já teve um êxodo grande aí nos últimos anos aí. Não sei como é que vai ficar agora aí. Porque se parar para pensar, você é um casal jovem com quatro filhos aí na região norte de Israel. Pô, que ambiente você vai criar para as crianças? Medo constante. É difícil.
A gente tem que olhar para todas essas coisas aí, né? É, eu acho que, assim, nesse ponto de vista mais psicológico, acho que Israel acabou também, cara. Israel, em muito pouco tempo, cara, ele conseguiu colocar o mundo inteiro contra ele. Destruiu o soft power, né? Destruiu a credibilidade. O que é o soft power de Israel? Qual que é? Você vê aí, todo mundo via Israel como herói do Oriente Médio, né? Eles se vitimizavam em função da situação do Holocausto. Mas agora a situação não está dessa forma, né, Villela? Não.
essa forma o pessoal está... Assim, eu vejo... Olha, gente, eu quero colocar primeiro minha posição. Aí, como ele coloca dele, a gente... Cada um vê a coisa de uma forma. Mas eu acho o seguinte, eu acho que precisava ter uma solução de dois estados, uma solução diplomática. Acho que todo mundo tem... Não pode também, não sou daquele cara que acho que vão pegar nove milhões de israelenses e vai repulmar. Não é assim, gente. Não é assim que a banda toca.
Eu acho que precisava ter dois estados ali. Na situação atual, principalmente depois do que Netanyahu fez em Gaza, isso é impossível. É uma realidade, é impossível.
Mas eu acho que a gente vai sair dessa situação toda com Israel execrado internacionalmente. Execrado. É uma situação muito difícil. Na verdade, quem é mais contra a solução dos dois estados é o próprio Israel. Sim. Tanto que quando a ONU definiu no pós-guerra que o Estado de Israel foi criado em 1948, metade, praticamente, 52% era Israel e 48% era o Estado da Palestina. E o passo seguinte era formar o Estado da Palestina.
então Israel não deixa que isso aconteça. Utilizando a própria ONU pra isso. E os Estados Unidos. Quem sempre vota contra é Israel e os Estados Unidos. Então, assim, a solução de dois estados, eu também acho que era mais viável. Quem sempre foi contra foi Israel, né? Porra. Cara, Jesus Cristo é palestino, cara. Você quer café? Eu pedi um cafezinho lá. Mas ele manda a pergunta antes aí. Ó, vamos lá. O Marcos Aurélio, ele perguntou o seguinte. As usinas de dessalinização de água
podem ser alvos legítimos para o Irã? Acabei de perguntar isso. Acabei de perguntar. Então vamos lá de novo. Na guerra não é só aquilo que... Se tiver uma questão de vida ou morte... Se tiver como atingir também, vamos fazer. Assim, o Kobori colocou agora há pouco a situação da escalada. A gente pode ter uma escalada para ir nessa direção. Por enquanto, eu acho que o Irã tem dosado bastante os ataques.
osado ficar em cima de coisas estratégicas. Por exemplo, você quer ver o negócio? Esse ataque às bases aqui foi estratégico. A marinha americana está fora. A grande força dos Estados Unidos que é a marinha está fora. Não consegue, não vai passar em Hormuz, é muito difícil, não pode usar as bases. E a marinha precisa de bases, gente. Navio não pode ficar indefinidamente no mar. Você tem que receber óleo diesel, você tem que receber óleo, você tem que receber munição, você tem que receber comida.
Eles estão tendo que abastecer um em Diego Garcia, que fica a 3.500 quilômetros daqui, ou na Índia.
Então, eu acho que o Irã tem feito um ataque dosado em cima daquilo que... Estratégico. Exatamente, estratégico. Se você olhar bem mesmo, o Irã conseguiu, nesses ataques, fazer o que o Japão não fez em Pearl Harbor em 1941. O Japão não colocou a base fora. O Irã colocou essas bases praticamente fora. Precisa ter uma base. Tem avião americano operando na Bulgária e na Grécia. O Cobor é longe para caramba. O rendimento da aviação americana deve ter caído muito em função da distância.
do desgaste da aeronave. É o plano do piloto também, cara. Uma missão dessa é oito horas, às vezes, seis, oito horas de missão. Você chega esgotado, porque quando são duas horas antes de você embarcar, que você recebe briefing, briefing meteorológico, briefing de inteligência, que você prepara, inspeciona avião, coloca traje anti-G, coloca capacete de dois quilos na tua cabeça, e depois acabou a missão, tem o debriefing, você vai conversar com o oficial de inteligência, né? É uma série de coisas aí que você vai fazer.
arrebenta com os pilotos. Não tá uma situação muito fácil pra aviação. Ao passo que você pega o Irã aí, o cara que disparou o míssil, acabou, meu amigo. Você disparou esse míssil, você vai tomar teu café, você vai fazer o que for ali. Você vai sair da área só. É o que você tem que fazer. Pega teu caminhão e vaza dali. Então, assim, é um tipo de guerra. Eu coloquei um vídeo hoje no Arte da Guerra, gente, que eu falei exatamente disso.
Eu sei que esse vídeo vai dar uma polêmica, porque eu falei que é uma guerra da geração Z lutada por generais boomers. Generais que nasceram entre 45 e 64.
de guerra antiga. E tem uma ideia de guerra antiga e estão enfrentando, isso não é só no Irã, na Ucrânia também, o exército da Ucrânia, na minha opinião, é o primeiro exército Z, apesar que o russo é que usa o Z lá. Primeiro exército da geração Z da guerra moderna. Eles estão fazendo uso magistral dos drones. Então, assim, eu acho que o Irã dosou até então, só para voltar a vaca fria. O Irã dosou a resposta até o momento, mas se precisar atacar as usinas, eles vão atacar. O Páscoa Israel também pode prejudicar bastante.
experimento de água do Irã. Não esperem sair coelho bonitinho dessa cartola. É, não vai ser bonito, não. Não. Eu vi alguma notícia de movimento em Taiwan, militar, da China, ou não está comprovado isso? Está sabendo? Não, parece que a China tinha diminuído a pressão e agora eles voam, porque a China sempre deixou Taiwan em sobrealerta. Então, os aviões sobrevoam o litoral ali
Você tem que decolar e por aí vai. Qual que é o intuito disso? Eu acho que é mais gerar desgaste só. Manter pressão. Manter pressão, exatamente. Você acha que a China tem intenção de invadir Taiwan? Como é que você enxerga isso? Eu acho que não. Eu acho que no planejamento da China, a China acredita que Taiwan naturalmente vai voltar para a China. Eu também penso assim. Eu acho que eles não têm. E o oriental não tem pressa. O planejamento dele é de longo prazo.
sempre falo, Taiwan é, sempre foi da China. Em algum momento alguém tomou da gente, né? Mas é a China. É aquilo que eu brinquei. A mesma coisa, alguém tem uma guerra aqui, toma o Fernando de Noronha aqui e deixa de ser do Brasil. Não, é do Brasil. Um dia vai voltar pra nós. Que Taiwan, na verdade, foi formado quando o Chiang Kai-shek fugiu pra lá depois da Revolução Comunista, né? E aí, o Mao Tse-Tung não quis invadir lá e gerar uma carnificina, que todo mundo era chinês.
Falei, deixa eles lá na ilha lá. Uma hora isso aí vai voltar pra nós. Aí ele tinha uma visão, uma ótima visão, assim, bem
Bem de longo prazo mesmo. Agora, o que a China sempre alerta é não se metam nesse assunto. Esse é um assunto da China. A China já falou para o próprio governo taionês. Cara, você pode continuar autônomo, você só não pode declarar independência. E outra, Taiwan depende da China economicamente. Exatamente. São bem entrelaçadas as economias. Você vai notar uma coisa na China agora. A bandeira deles está em tudo quanto é parte. O nacionalismo deles é uma coisa impressionante.
Eu tenho um problema no pé aí. E aí eu, Rodrigão, Robertinho... A gente foi numa casa lá, numa clínica lá que só fazia massagem do pé. O cara arrebenta teu pé. Muito legal. Maravilhoso. Você vai adorar a medicina chinesa. Você vai adorar. Dentro da casa de massagem do pé, você viu uma porrada de bandeira chinesa. Uma porrada. Tinha uma passarela que ligava duas ruas lá.
Você atravessava dentro da passarela, tinha uma porrada de bandeiras chinesas. Então, assim, não dá pra você brincar com esse povo aí, gente. Eles sabem o que eles querem. Você pega a muralha da China, isso um chinês me contou, ele achou uma coisa impressionante. A gente foi visitar a muralha da China, né? E ele falou, ó, eu falei, como é que foi a filosofia? Porque eu adoro temas militares, é a minha vida, né? Eu falei, como é que foi isso?
Ele, não, cara, é o seguinte, ao norte da muralha, são 400 milímetros de chuva por ano. Ao sul, muito mais. Quer dizer, eles separaram as terras férteis.
desse cara, o Kobore, eu tô falando de 2.500 anos atrás. E por que a muralha era daquele jeito? A muralha ia deter os mongóis? Não, não ia, porque você tem condição de escalar. Mas a muralha ia tirar a força do mongóis, que era a cavalaria. Eu achei isso daí, eu falei, mas esses caras, pra ter essa cabeça, 2.500 anos atrás, pelo amor de Deus, você vai brigar com isso. É com essa turma que os Estados Unidos quer brigar? Boa sorte. Boa sorte, então. Olha a cabeça, cara. Você olha aquilo lá,
Você fala, pô, a força do mongol estava em quê? No cavalo. Você vê aquela horda de cavalo ali é mongol, varria qualquer posição de infantaria. O que eles pensaram? Pô, cara, se a gente criar uma muralha, tudo bem que os caras vão escalar, mas quem vai escalar é o infante, o cavalo não vai. Olha a cabeça desses caras. É difícil lidar com isso daí. É uma gente com uma visão estratégica, com um entendimento muito grande da geografia, da natureza. É uma roda assim, impressionante, né? Ah, é maravilhoso aquilo.
16 graus abaixo de zero. E um degrau... Tem um cara lá que foi com a gente. Ele era muito engraçado. Ele falou, é. Eles inventaram primeiro a escada pra depois inventar a régua. Ele achava dois degraus iguais. Era legal pra caramba. Muito bacana. Você conhece? Você esteve lá? Vai. Se puder, vai. Mas assim, vai conhecer uma clínica de medicina chinesa, o Vilela.
comida é mais saudável, eu perdi uns 5 quilos. Pô, eu acabo ganhando tudo de volta aqui no Brasil. Mas é maravilhoso. Assim, olha, vale a pena, vale a pena você ver a cabeça dos caras. Você vai gostar muito. Assim, você quer ver um negócio? Você começa a ver a diferença do chinês para o ocidental quando você sai de uma cidade chinesa e entra em Hong Kong. Você passa de uma cidade chinesa, 10 graus da base de dinheiro, aquela porrada de bicicleta na rua, uma do lado da outra, às vezes caído, porque não tem onde pôr, tá tudo caído na rua, um cadeado. Você não vê
cadeado. Eu não vi um cadeado na China continental. Você entra em Hong Kong, todas as bicicletas vão cadeado. No Japão é assim também. Sem cadeado? Ou com cadeado? Sem. Você vai em bicicleta até a estação de trem, larga a bicicleta lá, vai trabalhar. Ninguém vai mexer. Impressionante. É um estágio de civilização. Vilela, você sabe disso. Eu vi outro dia um cara falando que aquilo é uma ditadura. A ditadura vive você, que você não pode sair de casa de noite. A gente que vive numa ditadura,
se você for olhar bem mesmo. Você não sai de casa. Você pode sair. Você está segura. Em São Paulo? Não está. No Rio de Janeiro? Não está. Então, assim, gente. Você que está me assistindo, a gente tem que começar a pensar o que a gente quer. O que é melhor para a gente? Não estou dizendo que o sistema chinês vai funcionar para o Brasil. Não vai. De forma alguma. É outra cultura. Agora, você achar que você está vivendo melhor...
Aprender com eles algumas coisas. Algumas coisas eu acho que a gente tem que aprender. Que deu certo tem que replicar. Fala, Lenin.
Ele está falando que a China e a Rússia mostram-se interessados em ajudar o Brasil a evoluir militarmente. O que vocês acham disso? Vocês acreditam que o Brasil deve aceitar a oferta e focar no desenvolvimento nuclear? E base secreta? O que é uma base secreta da China? Da Bahia. Logo na Bahia. Na Bahia. Eu adoro a Bahia. Vocês podem inventar o presidente Trump. Inventa em qualquer lugar. Menos na Bahia. Por favor. Arranjar para a cabeça. É arrumar para a cabeça.
seguinte, né? Você quer falar essa? Não, você vê que já é uma narrativa que eles estão construindo. Lá na frente falar que tem um possível para intervir aqui. Eles querem demonizar o Brasil. Eu acho assim, deveria aceitar, mas como? Mas existe essa vontade? Como você faz isso sem receber imediatamente uma retaliação, uma pressão dos Estados Unidos? Mas o Brasil está mudando nesse aspecto, né? Por exemplo, agora já tem dois oficiais generais brasileiros na China. É mesmo? Agora tem, mas já são dois generais. Eu acho que o Brasil tinha
desenvolver primeiro o seu armamento nuclear. Depois ele faz o acordo que ele quiser. Consegue sentar na mesa com os adultos. Cara, a gente já tem programa nuclear, tem a vinda de arma. Eu acho assim, não conheço bem... Eu também penso assim. Mas eu acho que o Brasil, primeiro, tem bons cientistas, tem bons militares e se quiser desenvolver, desenvolve. Não sei se consegue desenvolver sem que os Estados Unidos descubra. Mas se tivesse como, eu desenvolveria o armamento nuclear primeiro. Eu também penso dessa forma. Depois se tiver a bomba atômica... Que foi o erro
eu caminei. Se o Irã tivesse a bomba, ele não tava passando esse perrengue agora. Porque é, de novo, dentro do negócio que a Coreia do Norte fez, né? Como que a Coreia do Norte fez? Na escada descalada aí. Você primeiro tem que ter a bomba nuclear, cara. Se você começar a investir em armamento convencional, em melhorar seu exército, melhorar suas forças armadas, ter avião, ter não sei o que, você não consegue. Você vai levar muito tempo e não vão deixar.
Vão deixar se tornar uma potência militar convencional. Então faz primeiro a bomba atômica. Depois que você tiver a bomba atômica, você faz o que você quiser.
Porque na escada descalada você não tem opção. O Mal tinha essa frase. Ele chamava de dois foguetes e uma bomba. O que era isso? Dois foguetes. Um foguete para lançar o satélite. A China ter capacidade satelital, que ela tem hoje. Um foguete intercontinental, com capacidade de lançar bombas atômicas e a bomba nuclear. Eles conseguiram. A Revolução Chinês é vitória em 1949, em 1964 ele já tem a bomba. Então ele tinha essa visão estratégica.
nos outros podcasts que eu fui, antes da guerra. Só falar, você acha que o chinês vai intervir no Irã? Eu falava, você tem que olhar uma coisa. Tudo vai ter perdido do chinês entender que isso aqui é o entorno estratégico dele é vital. Porque, por exemplo, pega a guerra da Coreia. A China não queria invadir e entrar de jeito nenhum. Tem uma série da CCTV chinesa, é maravilhosa, você que está me assistindo, chama-se Going Across the Yellow River, através do rio Yalu. São 48 episódios, tem no YouTube gratuito.
arquitetura de decisão dos chineses para intervir na Coreia. E ele não queria de jeito nenhum, o próprio Mao, que ninguém queria, o Lim Bial, que era o ministro de defesa, foi contra, só que chegou uma hora que ele falou, não tem jeito. Ou a gente entra na Coreia, ou esses caras vão vir para cima da Manchur e acabou a revolução. Aí eles precisaram entrar com grandes sacrifícios e colocaram os Estados Unidos assim, no corner do ringue.
Então, eu acho que eles estão olhando para o Irã da mesma forma que eles olharam para a Coreia. Fala, Aline.
Ele está perguntando como uma eventual queda do Irã prejudicaria a Rússia. A Rússia mesmo não tem fronteira com o Irã. Aqui você tem o Azerbaijão, Armênia, Georgia. A Rússia começa aqui. Aqui você tem Tadjikistão, Turquemenistão, Tadjikistão. Essas coisas todas aí. Aliás, deixa eu te contar uma coisa engraçada. Eu nunca tinha contado de podcast. Eu estava na Rússia. Eu fui dar entrevista na RT. E aí depois, quando acabou a entrevista, foi no dia da parada. Um negócio bacana pra caramba. Foi na muralha.
do Kremlin. Quando acabou a entrevista, a moça chamou um táxi para eu ir para o hotel, para me levar para o hotel. E eu acho que a porra do motorista ficou morena do Quirguistão. Eu fui da Praça Vermelha até o hotel ouvindo música caipira do Quirguistão, cara. Como que é essa? Olha, é inimaginável. Você quer comida do Quirguistão? É uma delícia. Cara, música caipira do Quirguistão. É isso. O motorista, ele era o melhor.
era do Kirguistão, depois dessa história toda, era até legal a música. Eu acho que eu salvei no celular. Aí eu falei, cara, que mundo louco. Eu tô na Rússia, eu vim pra ver a parada, aí eu vou dar uma entrevista e na volta eu tenho que ouvir música caipira do Kirguistão. Mas assim, voltando à Vaca Fria, o que acontece é o seguinte, aqui você tem uma porrada de repúblicas ao sul da Rússia, que não são russas, mas que tem uma dependência muito grande da Rússia e uma
Um pouco de imigrantes muito grande. Eu lembro que o atentado do Crocos em Moscou, que traumatizou a sociedade russa, eu estive lá logo depois desse atentado. O atentado do Crocos foi feito por tajiks. Então, assim, qual é o medo da Rússia? Um Irã desestabilizado poderia inflamar todas essas populações islâmicas aqui. E eu preciso lembrar que na época do Shah, o Irã foi um dos países que mais hostilizou a União Soviética nessa região. Eles chegaram a ter batalhas aéreas aqui.
Estados Unidos tinha em termos de equipamento aeronáutico, exatamente para conter a União Soviética. Então, assim, gente, achar que seria confortável uma situação do Irã desestabilizado, eu acho que não interessa para a Turquia, não interessa para a Rússia, não interessa para muita gente o Irã desestabilizado. É, e o principal corredor logístico que liga a Rússia e a China passa no Irã, né? Exatamente. É o corredor norte-sul, então o Irã é extremamente importante para a Rússia, porque a Rússia está sobrevivendo às sanções por causa desse corredor, né?
Eles destruíram o Nord Stream 2, mas eles começaram a construir o poder da Sibéria 2, que vai levar gás para a China, da Rússia para a China. Passando pelo Irã? Tudo passa pelo Irã. O que liga a Rússia com a China é o Irã, passa pelo Irã. Então, o Irã é estratégico para a Rússia. Sempre foi. Sempre foi, né? Sempre foi. Você vê, na Segunda Guerra Mundial, um dos corredores de abastecimento da União Soviética passava pelo Irã. Eles ocuparam, os soviéticos e os britânicos ocuparam o Irã. Então, assim, gente, nós estamos enfrentando uma situação,
que, estrategicamente, há interesse de conflitos aqui. Turcos e russos vêm de uma forma, americanos e sauditas vêm de outra. E o próprio iraniano sabe disso. O PL Horácio perguntou, mestres, acreditam na possibilidade dos ianques utilizarem uma bomba atômica estratégica para dar uma resposta final ao Irã? Falaram de Israel, os Estados Unidos não. Os Estados Unidos foi a única potência militar que já usou. E não só a bomba atômica.
A palma, a gente laranja. Ele soltou mais bomba no Vietnã do que em toda a Segunda Guerra Mundial. Então, assim, é aquilo que o Farinaz falou. Está muito mais ligado à credibilidade, à moralidade. Não sei se os Estados Unidos chegaria nesse ponto. Acho que é mais fácil Israel fazer isso do que os Estados Unidos. Eu também acho que Israel, se ele for colocado numa situação limite, talvez até o Irã saiba disso. Aí a coisa pode... É uma coisa certa.
A guerra foi um erro e a gente não sabe quais as consequências que podem. Pode adivir isso aí. Eu não descarto a possibilidade de bomba atômica não, mas eu vou na linha que o Kobori colocou. Acho mais provável Israel. Eu acho assim, geopoliticamente e estrategicamente, eu acho que a China e a Rússia não vão deixar chegar nesse ponto. Eu também acho. Eu acho que a China e a Rússia, nesse momento, tem um grande poder para resolver tudo isso.
Diplomático, não é militar não. Até porque eles não querem se envolver militarmente.
se envolve fornecendo todas as informações que é preciso. Eu acho que a China e a Rússia vai deixar esse conflito prolongar até o máximo que o Irã conseguir saturar Israel e Estados Unidos. Quando eu chegar nessa situação limite, eu acho que a China e a Rússia entram no meio para arrumar uma saída diplomática. Eu também penso. Achar uma saída honrosa para os Estados Unidos. Eu também penso essa forma. Mas uma bomba nuclear significaria o que para o mundo? Porque naquela época do Japão teve um efeito. E agora?
naquela época nem tinha, né? Só os americanos tinham, né? Eu acho que a primeira coisa é que todo mundo vai começar a correr atrás de bomba, né? Se você fosse iraniano, você faria o quê? Amanhã. Meus cientistas já estavam lá fazendo. Atacou, já o Poco começava a fazer. O armamento nuclear, na verdade, ele foi feito pra você não usar, né, cara? É um poder de dissuação. É um poder pra você fazer valer o que a diplomacia não deixa você fazer, né?
Depois que você tiver a bomba nuclear, você fala o que você quiser, né? Você tem um poder de...
de ditar os rumos e tomar as decisões que são melhores para o seu país. No limite é isso, que é uma arma nuclear. Ele não foi feito para ser utilizado, porque se você utilizar, primeiro, você pode deflagrar, destruir a humanidade, você deflagra uma guerra nuclear e destrói o planeta inteiro, ou você não destrói o planeta inteiro e você vira um páreo para o resto da vida que você usou, entendeu? Então, assim, no limite eu acho que isso vai acontecer.
Para a China e para a Rússia, eu ainda acho que é interessante esse conflito se prolongar um pouco. Porque quanto mais o Irã conseguir desgastar os equipamentos,
entre os americanos e israelenses, para a China e para a Rússia é ótimo. E fora a destruição da credibilidade americana também. Então acho que eles vão deixar ir até o limite. Chegar no limite de alguém chegar nesse ponto de poder ousar e eles vão entrar no meio e fazer a guerra acabar. Eu também acho assim. É bem sensacional. É bem da cabeça deles. Eles são bem o adulto da sala. Você quer ver um negócio que tem um precedente no que você falou? Em 1954, quando acaba, tem a batalha de MBM.
a França é obrigada a sair do Vietnã. Só que os chineses e os soviéticos traíram os vietnamitas, porque aceitaram a divisão do país. Não era para ter aceitado, porque o Ho ganhou, o Ho Chi Minh ganhou, ele tirou os franceses de lá. Mas o pessoal, para evitar um problema maior, para não se dispor com os Estados Unidos, eles aceitaram a divisão do Vietnã em dois. Então, não duvido que eles partam para uma solução pragmática, mas é exatamente, visando já o longo prazo.
Os chineses sabem, olha, eu faço a paz agora, mas lá para frente os Estados Unidos vão errar de novo.
Eles têm essa visão estratégica. Eu acho bem provável. É um cenário bastante plausível. O Fala Sério Total mandou aqui. Rússia e Estados Unidos agora vão disputar isso na diplomacia. E a Rússia tem interesse no alinhamento com os países do Golfo, mais o Mediterrâneo. Como vocês veem essa disputa agora? Em primeiro lugar, eu preciso falar uma coisa aqui para vocês. É bom o Cobori saber, vocês dois saber, que são duas personalidades muito influentes aqui no Brasil. A gente quer ver se vocês dão um gás nessa luta.
O canal Fala Sério, ele fez uma proposta para a gente, para o governo premiar os sindicatos metalúrgicos lá de São José, com uma medalha militar. Porque esse sindicato foi essencial para que a Vibrais não fosse a falência. Fizeram uma luta muito grande, de três anos aí. Então a gente está organizando uma baixa assinada. Depois eu queria, se você puder, colocar na descrição aí depois. Para o pessoal apoiar aí, tá gente? Nós estamos com quase 4 mil assinaturas. Começamos ontem com o Fala Sério que criou.
mil assinaturas e eu acho que a gente, nós precisamos, gente, não podemos perder a Vibrais. No mundo hoje que a guerra é de mísseis e foguetes, a gente perdeu uma empresa que é a única fabricante, a maior fabricante de mísseis e foguetes do hemisfério sul do planeta. A gente não pode perder isso aí de forma alguma. Então, em primeiro lugar, eu quero dar um abraço na turma do Fala Sério aí, mas a pergunta final é Mediterrâneo. Olha, eu vejo a coisa da seguinte maneira. As bases mais estratégicas dos Estados Unidos eram aqui. Aqui no Mediterrâneo,
eles têm um porta-aviões inafundável que é Israel. Como é que essa coisa vai ficar daqui para frente, eu não sei. Se Israel vai perder, porque é o que nós colocamos, a situação de margem de Israel não é muito boa, não. Agora, gente, se houver um desequilíbrio total, o Irã sair hegemônico, o que eu acho difícil, acho que vai na linha do Cobor e Rússia e China devem conter aí, eles não vão querer ver os Estados Unidos humilhados aí, tá? As potências, eles se respeitam um pouco aí.
não ser humilhado? Eu acho que o chinês joga mais no longo prazo. Vai ser humilhado, mas não vai ser tanto. Porque eles têm medo da reação americana também, que pode... O canal do Farinazo, qual que é o nome do canal dele? A Arte da Guerra, né? Quem escreveu A Arte da Guerra? O chinês, não foi? E uma das passagens da Arte da Guerra, você não pode ecoar o inimigo. Não pode deixar ele sem saída. Porque aí o cara faz qualquer coisa.
Ele faz qualquer coisa, que é o medo com Israel. Se Israel ficar sem saída... Foi o que aconteceu de primeira guerra com...
Alemanha. Exatamente. Fizeram tanta pressão na Alemanha que depois veio o Rio e fez essa coisa toda. Quando você encurrala o seu inimigo no canto, você tem que deixar uma porquinha pra ele conseguir sair. Senão, é uma questão existencial. Não tem nada a perder. Então, eu acho que a China e a Rússia tem essa visão. Mas acho que a pergunta dele era mais do... É porque é o seguinte. As seis monarquias do Golfo, elas... O que vai ficar claro depois dessa guerra é que os Estados Unidos não é capaz de proteger eles, cara. Sim, já ficou, né? E aí não existe vácuo de
acho que a dúvida do Fala Séria é a China e a Rússia vai ser agora a potência que vai proteger essa região ou será Israel? Porque na realidade Israel tem esse desejo de se tornar a hegemonia no Oriente Médio. Inclusive tem teorias aí que falam que Israel gostaria que os Estados Unidos perdesse para eles se tornar, para eles assumirem esse papel no Oriente Médio e tomar essas... Aquele acordo que estava sendo assinado antes do 7 de outubro. Diabrão. Era sobre isso ou não?
é bom, eu não sei se o mundo árabe aceitaria Israel ser o protetor deles. E agora tudo mudou, né? É, mudou tudo. Mas assim, não existe vacância em poder, né? Alguém vai ter que assumir, né? Agora tem, já que é o que você falou, não tem a vacância, mas ó, isso aqui também tá bem mal intencionado. É? Turquia? Bem mal intencionado. Inclusive, o discurso deles com Israel não tá muito bacana, né? É difícil saber, né, Kobori? Porque tem diferença entre discurso e agenda, né?
O discurso é uma coisa, a agenda é outra. Agora, a Turquia não vai ficar de braço cruzado não se ela vier uma oportunidade aí. O Diogo Torino perguntou o que vocês acham dos Estados Unidos denominar o PCC e o Comando Vermelho como grupo terrorista. O que está por trás disso? Bastante óbvio, né? Faz parte do plano. Isso é para criar a narrativa que eles criam em todos os lugares que eles querem fazer uma intervenção. Então, eles começam criando essa narrativa. Até porque os próprios especialistas americanos falam
não tem nada a ver, não é terrorismo, e mesmo aquilo que é combatido como terrorismo não é eficaz, né? Da forma que os Estados Unidos fazem. É, fora o fato do seguinte, se você olhar bem mesmo, isso não sou eu que estou falando, não. Tem levantamentos da Polícia Federal Brasileira e da Polícia Nacional Mexicana. A maior parte das armas de grosso calibre que são apreendidas com essas entidades aí vem dos Estados Unidos, cara. Tem aquele escândalo do HSBC alguns anos atrás, que eles estavam guardando dinheiro do cartel de Sinaloa, a SEC americana foi em cima, deram uma multinha lá,
amendoins pra ele passar a mão na cabeça. Não existe crime organizado sem banco, gente. Não tem crime. O ladrão não guarda dinheiro no colchão. Ele precisa lavar o dinheiro dele. Então, se os Estados Unidos querem combater o crime organizado, tem que começar por Wall Street, né? Tem uma pergunta aqui do Ramon Júnior. Ele tá perguntando pro Farinazo. Eu vou ler o que ele... Tá escrito aqui, tá? Ele fala aqui o seguinte. Comandante Paçoquinha, o senhor acha que o regime iraniano já está fissurado por dentro? Ou seja, o núcleo político separou-se do núcleo militar, que ainda
resistindo, tá? Não, eu acho que a pessoa que faz uma pergunta dessa aí não sabe como é que o Irã funciona, né? Não sabe como é que o Irã funciona. Porque o que acontece é o seguinte, gente. Primeiro que o Irã não é um Estado monolítico. Outra coisa também que não é uma ditadura como o pessoal acha. A firma vota lá. É uma verdade. A firma vota. A diferença do Irã é que eles não têm a máquina de propaganda que tem no Brasil. E outra coisa também.
Você não vai pegar certas figurinhas que a gente vê na política brasileira e vão ascender no poder dentro do Irã. Não vão.
uma assembleia de especialistas vai barrar essas figuras que só estão aí para atrapalhar na política. Então, achar que o Irã é a bagunça que há no Brasil não é, pessoal. É uma coisa completamente diferente. O pessoal achar que o Kamenei era o ditador. Não era. O Kamenei era muito mais uma entidade simbólica, como se fosse um papa dos chiítas, do que um dirigente político. E outra coisa, se havia uma divisão no Irã, e não havia uma divisão, havia uma insatisfação em função de uma situação
econômica ruim, criada por pressões norte-americanas. Isso havia. Isso acabou agora com esses ataques americanos. Acabou, gente. Essa gente foi atacada duas vezes, duas não, três. Uma com a derrubada do Mossadegh em 1953, depois com o ataque do Saddam, que foi devastador em 1980, e agora de novo. Esse pessoal já entendeu qual é dos Estados Unidos. Ele já entendeu que o negócio é predação. Então, tinha uma insatisfação na sociedade iraniana, que agora está todo mundo unido em torno da sobrevivência do país.
Então não adianta achar. O pessoal, o problema todo é que a turma não sabe o que é o Irã. Não sabe o que é. Não sabe o que é o Irã, não sabe o que é a China, não sabe o que é a Rússia. O cara acha que é moço. Não, na verdade, cara, quem está vivendo mal mesmo é você. Mesmo a Turquia. Eu estive lá, cara. A Turquia é muito diferente de tudo que você vê. Porque lá tem o islamismo, mas ao mesmo tempo é mais aberto. Você vê gente com todo tipo de roupa, mas ao mesmo tempo você ouve as orações. Então o que a Turquia é atualmente?
Pra quem não sabe, Istambul era Constantinopla. Foi a maior cidade do mundo. O centro de tudo. E que cidade, viu, cara? Vilela, olha, eu tava com uns policiais chineses, foi em novembro do ano passado, em um congresso que teve na Aracaju, organizado pela DEPO, quer mandar um abraço do doutor Rodolfo Laterza. E a gente saiu pra jantar com umas autoridades policiais da China. Vamos jantar lá em Aracaju. E assim, não entra na cabeça deles. A China tem dois milhões de policiais. O que você menos vê na China é polícia.
Que nem a gente tem na rua, policiais tem... Sim, mas você não vê o policial na rua. Onde eles estão? Não, você não vê. Não é ostensivo, você fala. Não é ostensivo. Eu vi uma vez em Shanghai, eu vi uma cabine policial muito bem iluminada, muito bem montada, né? E aí você até vê, mas é raro. A não ser local turístico, você vê policial com arma antidrone. Você vê. Mas por que você quase não tem esse policiamento ostensivo? Porque a cidade é toda vigiada por câmeras e não existe, cara.
É inimaginável essa violência como nós temos aqui. Então, esse país Irã, eu falo sempre, Irã, Rússia, China, eles arrumaram um jeito de viver bem. Eles estão vivendo bem. Eu acho engraçado a extrema-direita brasileira, ela não consegue resolver o problema do bairro dela e ela acha que vai resolver o problema do Irã. Ela não consegue resolver o problema do bairro dela. É uma verdade. Não consegue resolver o problema de roubo de telefone na rua dele. Ele acha que vai dar jeito no Irã. Boa sorte. Agora, se vocês quiserem,
vão estudar o Irã, gente. Vão estudar o Irã. Tem algum livro bom, cara, pra entender o Irã? Aquela coleção dos iranianos é boa, né? Cara, eu gosto... O filme, documentário... Você tem que estudar história, né, cara? Eu leio muito sobre história, né? História das civilizações. Uma das civilizações mais admiráveis que tem é a civilização persa, né, cara? Que história rica, né? Você tava falando de filme, eu lembrei, aquele filme O Físico.
Não vi. O Físico? O Físico, que eles destroem lá, fazem uma perseguição às universidades e tal,
Para onde é que eles vão formar a academia? Na Pérsia. Sim. Lá era o centro de todo o conhecimento do mundo naquela época. A cultura islâmica é uma coisa fantástica, gente. É, como eu falei, a primeira ordem internacional existente mesmo foi a expansão muçulmana, né? A cultura islâmica, com a sua força, conseguiu unir o comércio no mundo inteiro, né? Da Ásia até a Península Europeia, né? Olha, você deve ter assistido, você gosta muito de história, aquele filme Lawrence da Arábia. Esse filme é bonito, cara. Você assistiu? Qual?
Vou atrás, vou atrás. Acho que está na Netflix também. Esse filme é muito bonito. Tem uma hora que o... Lawrence Darabé. Lawrence Darabé. Que ele conversa com o rei Faisal, né? E o Lawrence, apesar de ser orientalista, tinha aquela arrogância do ocidental, né? Aí o Faisal... O Faisal era uma pessoa sofisticadíssima, né? Como todo oriental vira pra ele e fala assim... Acaso nos julga bárbaros, Mr. Lawrence? Saiba que a nossa Córdoba tinha iluminação
pública quando a sua Londres era apenas uma vila. Nossa! Fantástico! É o Alequines, que faz ou faz sal. É maravilhoso, cara. É o encontro do Alequines com o Peter O'Toole. Recomendo aqui para o pessoal do Inteligência Limitada, também para a turma do canal do Coborê, Laurence da Arábia. Maravilhoso. Filmaço. Filmaço. Filmaço. E hoje, assim, só fazendo uma adenda, acho que o erro do mundo ocidental, desses últimos 500 anos dominado pelo hemisfério ocidental,
objugar e não entender a cultura dos outros países. Exatamente. E ter preconceito. A China só chegou na ascensão econômica que chegou por causa do preconceito americano. Eles acharam que o chinês nunca seria capaz de se tornar uma economia e um povo desenvolvido. Os caras sabem só copiar e copiar mal. Eles acharam, porque se eles, digamos assim, estrategicamente, obviamente não tem como você olhar para o passado e achar que pudesse ser diferente.
Mas se eles acreditassem que o chinês teria capacidade de se industrializar, de virar uma tecnologia,
levado a inúcia para lá. Mas você conhece aquela piada da ONU, da pesquisa da ONU? Qual? Você não conhece, não? Não, não. Fizeram uma pesquisa entre os países do mundo. A pesquisa era assim. Por favor, me dê a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do planeta. Então era, por favor, me dê a sua... Perguntaram para os delegados da Assembleia da ONU. Por favor, me dê a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do planeta.
A Argentina não sabia o que era por favor. A Europa Oriental não sabia o que era opinião. A Europa Ocidental não sabia o que era escassez. A África não sabia o que era alimento. Os Estados Unidos não sabia o que era o resto do mundo. Que maravilhoso. Melhor eu não sabia o por favor. Desculpa os argentinos. A gente tem que contar a piada. Mas eu vejo a coisa assim. Eles não entendem o que é o resto do mundo.
O Império Britânico, não obstante toda a arrogância, durou um bom tempo porque esses caras entendiam as culturas locais. Entendiam. Eles conseguiam. Você viu o que eles fizeram na Índia. Jogavam um contra o outro. Eles jogavam bem. O Britânico sabia. Os Estados Unidos não sabem. Eles não sabem. E essa situação no Irã estão perdendo também pelo preconceito. Porque eles acham que o povo iraniano, antiga Pérsia, eles acham que eles não são capazes de ter uma estratégia, de pensar. Será que pensam isso mesmo? Estão sendo surpreendidos.
Não, isso é arrogância, cara. Se eles tivessem... E o que eu falo, tem muito americano que é preparado, eles sabem. Mas não estão numa escala de poder. Estão nas posições de tomar decisão. Quer ver um negócio? Vou te dar um exemplo. Tem esse livro que eu falei, Os Iranianos, é de uma coleção... São vários, você já deve ter visto. Os Iranianos, os italianos, os japoneses, tem vários. E nesse livro fala, que eu comprei, que os iranianos se orgulham
o ar-condicionado, acho que uns dois mil anos atrás. Ele já tinha um sistema de ar-condicionado que funcionava. Quando não existia ainda. Quando a gente não. O ar-condicionado é coisa recente, coisa de uns 100 anos no ocidente. E ele já tinha um sistema de ar-condicionado porque a variação de temperatura na Persia é muito grande. Você tem todos os tipos de clima nesse país aqui. Eles já tinham um sistema. Eles são orgulhosos da sua capacidade de engenharia.
Você vê, a frota de F-14 do Irã tem quase 50 anos e está voando. Não dá para subestimar esses caras.
O Ricardo Afonso mandou aqui o seguinte. Cobori e Farinazo. Como fazer o brasileiro que cresceu vendo o Rambo ganhando guerra sozinho ver a realidade de como ela é? Parabéns pelo trabalho de vocês. São sensacionais. Anos 80, né? É uma boa pergunta. Eu estava lá no Flow. Eu gosto desse filme, mas eu lembrei que eu estava no Flow. Eu acho que eu devia ter. É adolescente que era a época desses filmes. 20 anos, 20 e pouco. Eu lembro que eu estava no Flow.
lá, e eu fui logo em seguida do... Acho que até por causa da guerra do ataque na Venezuela. Logo em seguida do outro lá, que fala de geopolítica. E aí eu brinquei. Pra ele ter essa visão, é só ele selecionar o que... Ler. Eu acho que ler é muito importante, né? Mas se for selecionar pra aprender em canais no YouTube, selecionar canais sérios, né? Porque tem os canais que fazem mais sucesso no YouTube falando de geopolítica. Eu costumo brincar, que eu falei lá no... É geopolítica da Marvel, né? O pessoal que... Boa essa, vou incorporar.
Mas como que é essa geopolítica da Marvel? Que tem salvadores? A noção geopolítica dele ele pegou no filme da Marvel. Na história da Marvel. Que nem esse que é meu negócio. Olha uma dessa daí. O sucesso da operação da Venezuela se deu a arma sônica americana. Então tá, usa arma sônica no Irã agora. Pelo amor de Deus, né, gente? Pelo amor de Deus, né? Eu trabalhei com arma sônica. A Marinha usa isso aí. Qual que é o lance da arma sônica? É Red, chama Red.
O que ela faz? Long Range Acoustic Device. O que é isso? É um equipamento que a ONU exige, quando você vai operar em missão de paz, exige que se tenha nos navios, que você emite um ultrassom, som muito, e você consegue dispersar as multidões. Mas não é uma arma alienígena. A gente bota, porque a ONU pede, você vai operar, porque é uma arma não letal. Então você vai usar nos navios, se houver um problema qualquer, vocês acionam, isso aí vai dispersar. É isso que faz, é isso. Não é coisa de alienígena.
Você que está me assistindo, que vê canal de moleque, geopolítica da Marvel, como diz meu amigo Cobor aqui. Não existe... Cara, não é coisa do outro mundo. Olha, eu saí da Marinha tem 10 anos agora. 12, 13 anos atrás a gente já sabia disso aí porque era exigência da ONU. Vinha na carta lá de aceitação de navio que ia para a Unifil aqui no Líbano. Olha, tem que ter o sistema Red porque é arma não letal. Ninguém quer que o navio a serviço da ONU atire civis. Então para, né, gente? Para de acreditar nessas coisas.
Na Venezuela foi S-U-B-O-R-N-O. Suborno. É isso que acontece. A maior arma dos Estados Unidos chama-se suborno. Por que estão quebrando a cara no Irã? Porque não tem quem comprar. O livro Os Iranianos é do Sami Adgirmi. É legal pra caramba. Quem quiser ir atrás. E tem essa briga realmente, não só na internet, mas de visões de geopolítica muito diferente. Visão mais ocidental, visão mais oriental e visão que combina as duas.
Eu faço questão de sempre falar igual o Farinari. Eu não torço pra ninguém, eu torço pro Brasil. Eu também. Eu sou brasileiro, eu torço pro Brasil. Eu acho que o Brasil precisa se posicionar de uma forma... Mas por que tem uma torcida nas pessoas que assistem? Elas querem que você fale ou que elas querem ouvir? Não tem isso daí? Tem. Ah, é mentira. Como assim? Israel tá perdendo? Como o Irã tá perdendo? É claro que não. É porque assim, geopolítica...
Dá a impressão que os caras sabem alguma coisa que vocês não sabem ou que eu não sei. É que esse negócio tá entrando na moda de geopolítica. Geopolítica, na realidade, sei lá, onde eu aprendo,
Geopolítica é história, geografia, antropologia, filosofia e economia política internacional. O que move tudo são interesses econômicos. Então você tem que, de alguma forma, entender um pouquinho dessas áreas do estudo, para você formar sua opinião imparcial. Você tem sempre a torcida. Eu tento olhar de uma forma imparcial como teve a evolução histórica, quais os interesses materiais envolvidos nessa evolução.
histórica, qual que são as culturas, os valores, antropologicamente, como esses povos foram formados, o que faz todo sentido, como que é a geografia do mundo, como que evoluiu todas essas guerras, esses impérios, pra você chegar e falar, pô, o que tá acontecendo é isso, você tem essa visão. Quando eu falei aqui, eu brinco, geografia geopolítica da Marvel é que os caras não estudam história, assistem um filme da Marvel e acham que vai resolver o problema do mundo, é o Capitão América. Mas em algum momento foi assim ou nunca foi assim?
filme de Hollywood que os americanos fazem, que eles são o herói de tudo. Já notou? O Último Samurai... Quem que é o Último Samurai? O Último Samurai é um americano. Mesmo quando é ataque alienígena, quem que lidera? Mas você quer ver o negócio? Os Estados Unidos lideram. Você já notou que quase não tem filme sobre a guerra da Coreia? Pouquíssimos. Raríssimo. Porque a Coreia é o grande trauma dos Estados Unidos. Foi horrível o que aconteceu lá.
O cacete que o exército mal deu nos americanos. Tem aqueles dois filmes do Clint Eastwood.
o Gran Torino, ele fala e o... E cartas... Não, cartas de Vojima e no passivo. E o outro é o destemido senhor da guerra, o máximo. É bom? É, maravilhoso, maravilhoso. É meio patriotada, mas assim, você sente, porque o que eu me identifiquei? Porque o cara era um sargento, os fuselos navais, que ele era desajustado, alcoólatra, lutou na Coreia, no Vietnã, cheio de trauma, brigou com a esposa, o kit, a gente chama de kit nas Forças Armadas, né? Tem o kit completo.
PS, problema disciplinar no quartel, largou da esposa e é alcoólatra, né? E é difícil, mas assim, o filme é lindo, chama-se O Dessemiro, Senhor da Guerra, o título em inglês é Heartbreak Ridge, que é uma batalha da guerra da Coreia. Mas assim, só o Clint mesmo, com a sensibilidade dele pra tocar nesse assunto, que é um cara fantástico. Mas eles quase não falam, porque a Coreia é o grande trauma dos Estados Unidos e não tem história vencedora pra você contar da Coreia.
Não tem, eles não falam. Ah, a Coreia é um trauma, gente, vocês não tem ideia do
trauma que é a guerra da Coreia nos Estados Unidos. Eu acho que... Dá pra fazer um programa sobre isso. Tem um pessoal que veio aqui uma vez falar do Vietnã. Esses caras são muito bons. Eu queria levar esses caras no Arte da Guerra. Me passa. Eu queria levar eles no Arte da Guerra. É porque a gente junta. Juntou dois ou três canais. O melhor filme do Vietnã é o Platão. O Platão é o Apocalipse. O Platão é muito bom. Mas assim, por que é bom? Ele mostra a realidade. O que o cara faz na guerra. Depois da primeira leva
patriótica, que eram os filmes mais mostrando outros lados. Oliver Stone. O Platon é dele. Você ainda vai entrevistar o Stone. A gente falou do JFK é dele também. Ele é maravilhoso. Aliás, está sumido. Quando o Platon fez sucesso, os americanos queriam matar o Oliver Stone. Por ter dado essa visão da guerra. Mas você sabe de uma coisa? Tinha um diretor americano, ele lutou na Segunda Guerra, o Samuel Fuller, e ele falava uma coisa assim, foi a coisa mais genial que eu já ouvi sobre guerra até hoje.
um bom filme de guerra é um filme que fale contra a guerra. E é verdade que o Palatom é um filme antipelicista, né? É um negócio assim. Mas assim, Kobori, você colocou bem a história da geopolítica da Marvel. Aliás, a pessoa assistiu esses filmes, faz tanto tempo que eu vi, não lembro direito. O melhor que eu assisti até hoje é o Cruz de Ferro. Cruz de Brasil, Cruz de Ferro. Não, você acha a capa? Sam Pequimpa acha a capa? É com James Coburn.
É antigão. É antigão, de 70 e pouco. E assim, foi filmado na Iugoslávia, e a Iugoslávia
ainda tinha tanques da Segunda Guerra Mundial. Então foi muito realista. Você vê um T-34 russo avançando. De verdade. De verdade, que eles pegaram dois reais abusados. Mas é um filme, eu acho, na minha opinião, foi o melhor filme de guerra que eu vi até hoje. Chama-se Cruz de Ferro. É uma história verdadeira que aconteceu, inclusive foi na Ucrânia, na retirada da cabeça de ponte de Cubã, aqui, esse estreito aqui, Stade Kersh, na Ucrânia.
É maravilhoso, mas é um filme pesado, cara. Pesado. Muito pesado. Vou até reassistir o Platão. O Platão é um clássico. Olha lá, Cruz de Ferro.
isso, James Mason, o Maximilian Schell e o James Coburn. É maravilhoso esse filme. Assim, já vou aconselhar, é um filme pesado. Aliás, Willian, hoje 18 mil pessoas, hein? Você vê, cara, e não arredaram o pé, cara. Não, bateu 20 de pico, né? Caralho, cara. Caralho.
que você é popular, eu te falei, não é você. Os três, cara. É a gente e vocês dois, não é um... É uma soma de tudo. Exatamente. Exato. Muito maravilhoso. Vou assistir, você vai assistir. Eu falei do Platon aqui. Esse você já viu? Esse eu não vi, não. Esse eu vou assistir. Cara, e é uma conexão muito grande com o meu pai, a gente assistia muito filme de guerra. Cara, aquele Platon, pra mim, foi uma virada de chave. Foi assim. Mudou tudo, né?
Não, porque o americano é um filme de guerra, é herói, né? Lá ele mostra quantos degenerados são as pessoas. E os atores não eram tão famosos, eu lembro. Não, é o William Dafoe,
Charles Tee e o Tom Berenger. Putz, é verdade. Agora, Apocalipse Now é um soco, né, cara? É, o Coppola, né, gente? Os caras surfando. Eu não lembro nem o que a gente estava falando, cara. Eu não lembro nem o que a gente estava falando. Por que a gente entrou nesse assunto dos filmes? É, é. Não, mas é legal. Por causa do Rambo, ele falou. Dá pra fazer só através de filme e falar sobre isso. É legal, é fantástico. Eu falo assim, porque Live Boa é essa daí. Quando você perde o...
Você vai viajando e tal, e o público vai junto. Eu costumo brincar assim, a gente cresceu vendo esse filme americano e tal, e você cria uma imagem deles. Aí eu costumo brincar, gente, tem coisa que é só no filme. Teve, acho que ano retrasado, teve uma notícia lá que três Seals, Davy Seals, morreram afogados, que no treinamento conseguiram voltar para o barco. Foi engraçado mesmo, nos filmes eles vão sozinhos. Os caras vão mergulhando até um submarino, plantam uma bomba e voltam. Agora está acontecendo, navio que quebra privado.
A vida real é outra parada. Quebra privada, fogo na lavanderia. Problema do dia a dia que num filme ia ficar muito chato. As privadas estão sem funcionar. Nossa, cara. Mas falaram que as privadas foram eles mesmo que fizeram. Eu não duvido. Que não queriam ir para a guerra. Sabotaram. Não duvido. Esse tempo todo de mar, acho que é oito meses. Arrebenta com a vida do cara, meu camarada. Oito meses. E oito meses não é oito.
meses de boa, né? Ô, Vilela, esses comandantes antigos, o cara, como é que é? A gente chama o nome aí, fragateiro, né? O cara que passou o tempo todo nas fragatas, às vezes 10 mil. Quem que é esse cara? É um cara carreirista. É, assim, você vai chamar o cara, o cara gosta do que tá fazendo, o cara é um puta do profissional. Eu conheci gente, quatro âncoras. É. Quatro âncoras, mais de mil dias de marca. Mas, cara, muita gente que eu conheci, e se tirar o chapéu pro cara, o cara tá no terceiro casamento, cara, que a mulher não aguenta. É, não aguenta, cara.
porque o cara fica fora. Ela vai embora. Não tem família que aguente isso daí. Porque, cara, você tá no mar, mas os pés estão acontecendo. Teu filho continua, fica doente. Boleto que tá chegando. Dona Maria tem que se virar, cara. Dona Maria tem que se virar. Então, assim, é muito difícil essa situação toda. Assim, por exemplo, divórcio. O cara tá no mar e chega um telex lá, chega um radiograma lá, sei lá o que é coisa, que a esposa tá pedindo divórcio.
Pô, o cara pira, malandro. O cara pira. Como é que você vai segurar esse cara na tua divisão?
tem que chegar num porto e desembarcar o cara. Ou morre um parente. Então, assim, morre parente. Você não vai no enterro. Eu já vi gente que... Eu fui conhecer o meu sobrinho com três meses de idade. Estava o tempo todo em serviço aí no Rio de Janeiro. Fui conhecer ele tinha três meses de idade já. Meu sobrinho nasceu. Eu lembro que eu estava de serviço um sábado. Meu irmão me ligou. Eu estava de serviço. Era tenente. Nasceu teu sobrinho.
Pô, bacana. Fui conhecer o menino com três meses de idade. E, assim, eu nem era tão sacrificado porque era fuzileiro naval. Você fica mais tempo em terra. Mas esses caras antigos, esses caras
mesmo, cara que é porrada mesmo, que tá ali no mar direto, você tem que tirar o chapéu pra esses lobos do mar aí. Cara, a família não aguenta. Então, eu vejo nesse caso do Porto Avanjo, eu não duvido que eles tenham, que a tripulação tenha sabotagem, né? Eu não duvido. Bom, aqui foi, eu queria só passar o resultado da enquete. Ah, é? A multa tá vivo, Bibi. Então, com mais de 5 mil votos, 63% das pessoas acham que ele tá vivo. Cara, eu tô na dúvida, sinceramente.
Porque era só ele aparecer em algum lugar, cara. Pois é. Por que que não aparece?
E uns vídeos muito com cara de inteligência artificial. Aí já começaram a zoeira, né? Começou vídeo com ele com seis dedos, sete dedos. Aí os caras já começam a exagerar. Ele contando assim, enquanto você vai ver tem seis dedos. Fazendo dancinha. Tem um desse do café que ele dá uma pirueta. Você vai fazer essa enquete logo com o brasileiro. A gente vai abacalhar essa porra mesmo, cara. A gente vai abacalhar. Esse país é maravilhoso, cara. A gente abacalha tudo.
Não tem como namar o brasileiro. A gente vai casar tudo. É isso. Eu acho que agora é só se tiver alguma ponta solta. Alguma coisa que faltou sobre o conflito. Sobre o que pode acontecer nos próximos dias. Se é que dá para prever. Mas não é algo que até o final de semana, por exemplo, se resolve. Não tem essa perspectiva. Cara, eu acho que não. Mas não me estranharia se até o final de semana os Estados Unidos arrumasse uma saída honrosa para isso. Porque o tempo joga a favor do Irã. Quanto mais tempo durar, é melhor.
poder. Melhor poder. Na mesa de negociação ele está cada vez ganhando mais poder. Por isso que o Donald Trump fica botando na rede social dele e tudo, sempre põe o Irã meio que fala assim, está falando sozinho. Estava querendo me negociar, me ligou, não. Falei nada, boots on the ground, nem pensar. Eu acho difícil, estou mandando para você o negócio da Vibras aqui, eu acho difícil, eu vou te explicar porquê. Porque você precisaria, então mandei para você, você precisaria de um efetivo muito grande,
porque o que acontece, eles iam usar os curtos mesmo. Eles iam usar os curtos pra fazer uma proxy. Os curtos falaram, não dá. Não vamos entrar nessa. Não compraram ideia. Não compraram ideia. Então, assim... Teram essa tentativa, então? Eles tentaram. Foi uma das primeiras, né? É, uma das primeiras. Depois que eles decapitaram, eles já... Mas os caras não... Não compraram. Não compraram ideia. Até porque eles devem ter percebido qual era a magnitude da tarefa.
Então, você precisaria de 200, meio milhão de homens. Como é que você vai arrumar isso aí, cara? E outra... Tudo isso que eu tô te falando não é garantido.
A Rússia tem, acho que, 700 mil homens na Ucrânia. Não é só colocar um exército absurdo. E outra, você vai ter caixão, cara, voltando para os Estados Unidos. Você vai ter caixão. Então, eu acho essa coisa toda assim... Eu até quero fazer uma confissão aqui, gente. Estou entre amigos aqui. Assim, eu queria dizer para vocês, gente, o quanto é desgastante, apesar do bom humor, a gente está sempre disposto a trabalhar sempre de bom humor, mas vocês não têm a ideia do desgaste espiritual que é você analisar a guerra o dia inteiro.
É o lado bom do ser humano. A gente só vê tragédia. É só tragédia. Porque isso chega o dia inteiro. Eu sento na máquina 8 horas da manhã e vou até as 2. Até as 2 da manhã. O que você faz? Sua rotina? Você vai ver a mídia internacional? Tudo. Principalmente a mídia internacional. Eu quero saber o que eles estão falando. E aí, em virtude de cada mídia, tem um peso para mim. Eu vejo, por exemplo, o Cobore que ele está falando, a gente vai dar uma geral. Vejo a chamada. Às vezes vou olhar um vídeo teu aí.
A gente quer saber da economia. Altazira vai ver... Sim, eu vejo muitas mídias do Irã, vejo mídias da Índia, da Indonésia. O cara da Índia também. Da Índia está muito boa. Os jornais da Índia, o Industrial Times, o Times of India, tem vários jornais aí. Mídias da Rússia também. Porque eles mentem menos, né? Todo mundo mente. Todo mundo mente. E aí você vai tendo... Um panorama geral. Um panorama geral do que está acontecendo. Mas não é nada bom. Espiritualmente é desgastante, Vilela.
com um amigo meu que eu não via faz tempo, o Ricardo Raus, quero mandar um abraço pra ele aí. Falei, Ricardo, eu precisava ver um amigo meu hoje, cara. Eu tava chateado. Falar de outra coisa que não seja... Que não seja guerra. Sabe? E você relaxar um pouco. Porque espiritualmente é desgastante. E eu acho que a pessoa que glorifica a guerra, que vê na guerra uma coisa boa, ela tem algo errado. Claro que tem. É horrível. É um negócio horroroso.
Espiritualmente é muito desgastante esse trabalho. Esse conflito que tá rolando lá perto,
começou antes dessa guerra no Irã. Qual é o motivo de Paquistão e qual é a treta? O Azerbaijão, eu sinceramente não sei. Eu sei que é uma rixa antiga. Eles têm muita diferença étnica dentro de todos esses países do Oriente Médio. A grande maioria no Irã é persa, mas no entorno ali tem outras etnias. A mãe do Cameneiro é a Azeri. A mãe do Cameneiro. E aqui, essa região... Tem a região curda. Também tem curdos no Azerbaijão.
Shiita, Sunita, tem tudo, né? O Oriente Médio é todo. O que você falou é do Paquistão. Ali é o seguinte, cara. O Talibã é criado o serviço secreto do Paquistão, do ISI, que por um acaso tem vida própria. Gente, deixa eu falar uma coisa pra vocês. Vocês acham que serviço de inteligência tem coisa que tem a ver com o Estado? Não tem. Eu duvido, sinceramente, que o Mossad seja um serviço de inteligência, assim, propriamente de Israel. Eu não acho.
muito longos para ser de um país pequeno como Israel. Eu acho que ele está mais sob interesse de outros poderes. Eu acho que Israel é a sede, é o nome de fantasia, mas eu acho que atende a outros interesses. E o serviço do Paquistão não é exceção. Eles têm vida própria, criaram o Talibã, é uma verdade, ajudaram muito os Estados Unidos na guerra contra a União Soviética, criaram o Talibã e agora o Talibã apoia,
virou um monstro, toda criatura. Frankenstein sempre se volta para o Dr. Victor. E o Talibã tem ideia de, não, a gente fez isso aqui no Afeganistão, vamos fazer no Paquistão também. Vamos transformar o Paquistão num califado. A ideia é dominar também o... É, eles apoiam grupos lá dentro. Então fica essa coisa. E eu acho também que pode ter sido... Quem tem a bomba nuclear? O Paquistão. Mas eu acho que pode ter havido também pressões ou de britânicos no sentido de inviabilizar
o Afeganistão ou o Paquistão como apoio ao Irã, ou de indianos assodando o Paquistão via Afeganistão, porque tem isso também. Então é muito difícil. Eu acho que, na verdade, a gente vai cair naquilo que o Kobori falou. Quem vai mediar, quem vai acabar mediando essa porra é a China. Pois é. Eu acho que é uma possibilidade muito grande do chinês chegar, porque ele tem interesse. A China não quer bagunça ali. Pra eles é jogo, porque tem os corredores aí. Inclusive, durante a Guerra dos Doze
dias, em junho do ano passado, a China... O dia que Israel atacou o Irã, a China estava fechando um acordo com os cinco países da Ásia Central. Tinha fechado um acordo com os cinco países da Ásia Central. A China não interessa em estabilidade na região. Ao contrário, ela quer que a região seja estável. É aquilo que o pessoal precisa saber. A palavra harmonia para o chinês tem um valor muito grande. Eu estava dando uma palestra para a polícia chinesa no ano passado. Quando eu falei, foi a palestra em inglês, quando eu
a palavra harmonia. É a base do confucionismo. É a base do confucionismo. Eles vibraram, os caras gostaram. Então, a gente tem que estudar esses povos. A gente cresce muito. Com certeza. Obrigado demais. Canais, redes sociais. Tem viagens planejadas já? Vocês dois? Eu quero ir para a China, mas eu estou meio... Eu até estava tentando programar em abril, mas acho que eu vou só setembro ou outubro. Na época da guerra? Você está de ano ou nada a ver? Não. Eu estou com uma agenda meio complicada.
Se eu for, eu quero ficar tipo um mês. Eu morei no Japão dois anos, mas quando eu levei minha família para conhecer, eu fiquei um mês. Tirei 30 dias e fui para o Japão. Primeiro, a viagem é muito longa. É uma cultura completamente para os ocidentais densa e desconhecida e instigante. Não tem como você chegar lá em uma semana e voltar. Você vai voltar com um gostinho de não vir nada. Tem algum tipo de preconceito com o japonês lá ou não de você visitar a China? Você sabe disso? Eu acho que não.
Tem historicamente, né? O Japão, até como descendente japonês, eu faço minha meia-culpa, o Japão imperialista cometeu muitas atrocidades na China, né? Então tem uma rixa, assim, coreano e chinês não gostam de japonês. Mas... Mas é aberto pra visitação? É aberto e tal, eles não tem, não sei, acho que não deve rolar nada, né? Aí você tá pensando em setembro? Tá pensando em setembro ou outubro no máximo. É que outubro já começa a eleição aqui, né? Perto da eleição. É, eu até falei pra minha esposa, que é ela que tava
tentando ver a minha agenda. Eu falei, não, mas aí tem eleição. Você tem que estar aqui, né? E você tem alguma viagem programada? Nós estamos pensando em ir para o Vietnã em outubro. O quê? Falaram como um dos lugares mais lindos do mundo, né? Mas se for a Faria, eu vou lá fazer campo de batalha, né? Então a ideia é Dien Bien Phu, Hanoi, Hué, Danang e Ho Chi Minh. A gente está planejando, começamos o planejamento já tem algumas semanas aí, mas a gente não definiu ainda o roteiro. Eu também tenho vontade com isso.
Que absurdo. Uma potencial parceria. A gente está vendo aí, mas deve sair uma viagem para o Vietnã e vai ser muito legal, porque a gente queria andar nas colinas de ambiente fogo. O caso do Japão, por exemplo. Eu sei que muita gente na Ásia evangeliza pelo Japão por o que aconteceu na ocupação japonesa. Mas tem que olhar uma coisa. Se não fosse o Japão, muitos países da Ásia não seriam independentes. E o Japão arrebentou. É uma verdade. Eles arrebentaram.
com o Império Britânico na Ásia, com os holandeses e com os próprios franceses. Então, quando o Japão impõe todas essas humilhações a esses impérios, os países da Ásia começam a ver isso. A gente pode se levantar. Tem que olhar por esse lado também. A gente sabe das atrocidades do Japão, mas o Japão foi o primeiro país asiático a humilhar o Ocidente. Mas sabe que a forte influência imperialista no Japão foi por causa dos Estados Unidos.
quando o Maitre Perry cercou o Japão e obrigou o Japão a fazer comércio com o Ocidente. O Japão até então era fechado, não queria. E aí o Japão acaba fazendo esse intercâmbio com os Estados Unidos e aprende com os Estados Unidos o lado ruim, de ser imperialista. Mas também teve o lado bom, porque o Japão se industrializa justamente por isso. Você assistiu aquele Príncipes do Yen? Não. Assiste. Mostra como os Estados Unidos
Unidos agirem em cima do Banco Central japonês pra criar uma crise permanente e tirar o Japão da corrida. Muito legal esse filme. Muito legal. É um documentário chamado Príncipes do Iene. Eu vou te mandar pra vocês. Deve ter alguma... Tem no YouTube. Eu já vi em inglês, espanhol, português Príncipes do Iene. Eles contam assim, que chegou uma hora que o terreno do Palácio do Imperador, a valorização imobiliária japonesa, a bolha imobiliária, o terreno do Imperador do Japão valia mais, do Palácio do Imperador
que a Califórnia aí você já sabe quando chega nesse ponto você sabe o que que é agradecer demais por essa aula por esse programa muito especial é aconselho vocês a seguir o canal canal dos dois estão sempre produzindo muito conteúdo tanto com bode quanto o arte da guerra e a gente podia também dá para fazer um especial só sobre o livro arte da guerra né que eu acho que tem muito conhecimento lá né cara acho que logo que eu acho que eu fui na vez que eu fui eu citei
lá no seu canal. Não, foi um sucesso. A pessoa pede pra você voltar até hoje, mas eu não fico te enchendo o saco, porque eu conheço a tua agenda. Eu não perturbo os amigos. Não, não é, cara. O cara tem uma agenda de doido. Tem que cuidar da família. Não é brincadeira, não. Mas eu já falei que a casa pra você está aberta, como vocês quiserem. É um prazer receber. É legal, porque eu fui no canal do Farinazo e eu separei alguns trechos.
Se você ler o trecho, parece que é pra agora. É pra hoje. Não ficou velho. As cagadas, principalmente as cagadas que o Donald Trump faz, tem umas trechos.
versão do Arte da Guerra ocidental, não tem? Um tipo manual de guerra mais ocidental. Isso acontece, quando você vai pra China, você começa a entender, vê o que é a cabeça do chinês. O Arte da Guerra, pouca gente fala, mas é um livro sobre a guerra civil. Tem poucas menções, poucas lutas de um chinês contra os bárbaros. É só chinês contra chinês. É a época dos reinos combatentes. E quando você lê o Arte da Guerra uma, duas, três vezes, eu tenho uma versão maravilhosa que eu ganhei do embaixador chinês no Brasil. Uma versão maravilhosa do Arte da Guerra.
feito com seda, essa é a coisa linda. Que é a visão deles de harmonia. Porque o Sun Tzu, se é que ele foi um homem só, podem ter sido vários generais que a gente não sabe. Pode ser um compilado? Pode ser um compilado. A gente não sabe mais. Até porque você não consegue ler no chinês original. Aquilo é a tradução da tradução. Essa tradução que a gente vê aqui nos redes é do James Clavel. Então eu acho assim, você começa a entender o medo que o chinês tem da perda da harmonia, do caos.
Porque o Arte da Guerra é basicamente um livro sobre guerra civil. Você vê que é um reino combatendo o outro. E a outra coisa que você nota também nas obras na arquitetura chinesa é que vem um reino, uma dinastia, ela cresce, tem o templo de esplendor, depois ela cai. O imperador perde o mandato divino e ela cai. E aí vem o outro. Então o chinês sabe que isso é cíclico. E eu penso que o chinês olha o Partido Comunista com mais uma dinastia.
se tiver afinado com a prosperidade do povo, ele vai ter aceitação daquelas pessoas. Quando ele perder isso daí, a China mergulha no caos. A visão que eles têm é essa. Eles são muito... É o que o Kobori coloca. O confucionismo, o taoísmo, essas coisas todas influenciam muito o chinês. O chinês é marxista. O buraco é mais embaixo. Não vai olhando o chinês. Como é que é o comunismo?
Eu vi mais Ferrari lá em Xangai do que em São Paulo. Então, olha gente, cuidado com preconceito. Você que tem preconceito com a China, você não sabe o que você está perdendo por não se aprofundar na cultura chinesa, na cultura iraniana, na cultura russa. São povos maravilhosos, a cultura japonesa. E aconselho demais aí, não sei se já leram, vou sair um pouco do tema, mas é o problema dos três corpos. O livro chinês, uma trilogia, apesar de ser ficção científica, tem muito a ver com o que a gente está passando.
são alienígenas vindo pra cá e o grande lance deles, como eles demoram 400 anos pra chegar aqui, é parar a nossa ciência pra não ultrapassar eles. Você imagina? Eles saem de lá. Eles estão mais avançados do que a gente. Só o tempo deles chegarem aqui, a gente pode suplantar a tecnologia dos caras. Então, o grande lance deles é parar a tecnologia do mundo pra gente não suplantar eles. Olha a ideia do cara. Então, os caras têm altas ideias aqui pra não deixar a gente evoluir. Evoluir. É. Criando.
essas divisões, essas coisas internas e tudo mais. Parece muito geopolítica. Obrigado demais, então. Obrigado a vocês que estiveram aqui. Obrigado, Lênin. É isso aí. Rolou, né? Mesmo eu aqui doente, foi, né? Foi bem, foi bem. Parece que está pós-cirúrgico. Agora, vamos lá. Cuidar dos pontos aí, trocar. Tomei o remédio já aqui. Tinha seringa aqui para tirar o dedo. Não ia fazer isso ao vivo, né? Tirar o dedo.
lá depois. Lenny, é contigo aí. É isso aí, deixa o seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, né? E eu quero agradecer também os nossos parceiros, né? Estratégia Concurso, se você quer prestar concurso aí, corre lá na Estratégia, link na descrição, o QR Code na tela, também o Pix do Milhão, se você quer ficar milionário, né? Exato, e a Insider, hoje até meia-noite, né? Exatamente, corre lá. Termina a Semana do Consumidor com até 50% de desconto e mais 10% se for a primeira compra. Exatamente, é isso aí.
Apoiar Vibraise, hein, pessoal. Eu mandei o link pra você aí. Eu vou colocar depois, vou fixar aqui no comentário e já mandei ali pra galera do chat também algumas vezes o link. Deixa no comentário fixado. E o que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou até o final dessa live maravilhosa, Lenny? Escreve aí filme da Marvel. Aí, só quem assistiu vai saber. Vai ter que assistir o programa inteiro. Então, Geopolítica não é filme da Marvel.
Escreva um filme da Marvel e prove que chegou até o final. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau.
vieram, eu vou pra... vou viajar com o Farinaz. Nem me convidou, mas eu vou junto. Não, vamos. Já estão com todos convidados. Outubro, vamos pro Vietnã. Até mais. Valeu, valeu. Um abraço.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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