1786 - BANCO MASTER: KIM KATAGUIRI, ACÁCIO MIRANDA E LUIZ FELIPE FRANÇA
KIM KATAGUIRI é deputado federal, ACACIO MIRANDA e LUIZ FELIPE FRANÇA são advogados. Eles vão bater um papo sobre o caso do Banco Master e o suposto envolvimento do STF e do alto escalão do governo. O Vilela ainda guarda o dinheiro no colchão.
- Crédito Sexta e empréstimos consignadosOrigem na Bahia PT · Expansão para 24 estados · Decreto exclusividade · Empréstimo consignado Auxílio Brasil · Juros abusivos
- Fraudes FinanceirasInflação de preços de ações · Empresas Ambipar e Gafisa · Aumento de 800 vezes · Debêntures da Copel Telecom · Nelson Tanuri como mentor
- Palacio do PlanaltoQuatro visitas de Vorcaro · Encontros via Marcola · Desligamento de câmeras · Reunião com Presidente Banco Central · Informação privilegiada
- Envolvimento do PT da BahiaAugusto Lima e Crédito Sexta · Jacques Wagner e Rui Costa · EBAU privatização · Governo Lula conexões · Decreto exclusividade
- Gilmar Mendes decisões absurdasHabeas corpus para CNPJ · Avocação de processo de ofício · Desbloqueio de investigações · Bloqueio de quebra de sigilo · Metodologia processual · Transformação de caso em HC
- Financiamento de CampanhasZetel para Bolsonaro · Zetel para Tarcísio · Investimento em candidatos · Interesse político · Caixa 2 possível
- Envolvimento de João Roma e PL da BahiaMinistro da Cidadania Bolsonaro · Liberação empréstimo consignado Auxílio Brasil · Braço direito em governo Lula · Banco Pleno · Doações políticas
- Envolvimento de Tayhaya e sóciosTerreno adquirido em 2015 · Incorporação de parte do terreno · EcoView sobrados de luxo · Saída de investidores · Paulo Humberto Barbosa advogado JBS
- André Mendonça como possível agente de mudançaLobo solitário no Supremo · Isolamento entre pares · Controle de investigações importantes · Possibilidade de história · Incógnita seu posicionamento
- Daniel VorcaroArquivo vivo de informações · Proteção em Penitenciária Federal · Estratégia processual · Implicações familiares · Negociação com PF
- Caso Vorcaro e LulinhaQuebra de sigilo vazada · Movimentação 19 milhões reais · Mesada do Careca · Viagem Portugal primeira classe · Empresa cannabis fachada
- Polícia FederalPF vaza para pressão popular · Falta de denúncia PGR · Relacionamento próxima PGR e STF · Paulo Gonet Procurador · Parecer contrário prisão
- Sigilo BancárioQuebra de sigilo da Maridit · Bloqueio pelo Gilmar Mendes · Impressão de notas visualização única · Acesso da imprensa · Perícia Polícia Federal
- Morte do sicário na Superintendência PFSuicídio questionado · Falta de câmeras · Similaridade com Epstein · Sala adaptada · Estrutura de segurança inadequada
- Influenciadores e ataque ao Banco CentralRoteiro de critica · Influenciadores pagos · TCU questionando Banco Central · Vídeos com informações falsas · Possível dano moral
Terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira, está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais pelelecada do que a minha, do que a sua. Pelelecada? Você já mandou essa peleleca? Peleleca. Na molada? Na molada. Você fala que nem criança com as suas namoradinhas? Putz, eu já falei já. Ah, é muito não.
Não, não faça isso, cara. Então, a live de hoje, vamos falar de pelelecas e muito Banco Master aqui. Exatamente, exatamente. Tem muita gente envolvida. Tem, tem, tem. De repente, até nós estaremos envolvidos, né? A gente não sabe. Eu comecei a ver umas imagens aqui que o Kim mandou pra gente e eu fiquei até assustado, assim. Falei, pô, tem uma conversa aqui que parece uma minha. Sério? Aquele negócio de mandar bom dia pra três ao mesmo tempo? Exatamente. Exatamente.
que existe alguma coisa em comum entre Arthur Duval e Vorcaro, hein? Os dois adoram loiras. Um gosta de loira rica e o outro de loira pobre. No caso, o Arthur gosta de Lola. Lola de rola, não vamos confundir, senão a pessoa vai achar que é Lolita, né? Leine, a diferença aqui, ó. Como chegar numa loira? Jeito errado, jeito certo. Aqui, ó.
Muita coisa hoje, cara. Bombástico esse episódio de hoje. E esse episódio pode ficar velho rapidinho se amanhã já saírem mais coisas aí. Do jeito que tá, né? Do jeito que tá. Todo dia tem novidade. Lênico, a gente precisa muito da participação do pessoal. Como vai ser? É isso aí. Você manda pra cá o seu super chat. Lembrando que como é uma live especial, a gente dá prioridade aos membros lá do nosso canal. Então se você não é membro ainda, já se torna membro.
Já deixa o like no vídeo. Já se inscreve no canal. E aproveita e compartilha essa live com alguém que você goste e com alguém que você não goste também. Amigos e inimigos.
É, manda para aquele cara que tem um investimento no Banco Master, né? Tinha, né? Tinha, né? Tá certo, então. Eu quero falar com você também de casa antes de começar esse papo super importante nesse momento que a gente está vivendo no Brasil. Galera, deixa eu dar um recado para quem carrega o piano nesse país, que é o empresário. Muita gente acha que ser dono de empresa é só glamour, mas a gente sabe que na vida real o cara está muitas vezes sozinho, tomando decisão no escuro e arriscando tudo que tem.
É o isolamento que ninguém conta, né, Lene? Eu sou empresário e vocês estão um pouco se ferrando comigo, né?
É, eu sei disso. E o G4 está com a gente porque eles entenderam exatamente essa dor. Eles deixaram de ser apenas uma escola de negócios para se tornarem a plataforma completa de quem lidera no Brasil. O G4 agora é a bússola que te dá o norte quando o mercado parece um caos. Eles criaram um ecossistema que une método e conhecimento aplicado para dar direção, voz e poder aos empresários que fazem o Brasil avançar. Mas, ó, o papo lá é reto.
quer mais. Entendeu o que eu tô falando? Se você tá satisfeito com mais ou menos, nem clica. Mas se você busca dominância e quer direção real pra crescer, os caras são a autoridade máxima. Chega de tentar inventar a roda sozinho. Escaneie o QR Code que tá aqui na tela ou clica no link na descrição, não é, Lênis? Exato. E conheça o novo G4 e alinhe sua rota com quem entende de execução no mundo real. G4, pra quem quer mais, vamos pra cima. Total. Não pra baixo. Exato. Certo? Também quero dar um recado
pra você, terráqueo. Todo mundo quer um trabalho tranquilo, um bom salário e mais qualidade de vida, não é, Lênin? Por isso tá aqui. O lugar tranquilo é aqui. O Lênin é o cara que tá mais tempo comigo, então sabe que é tranquilidade. Mas poucos sabem que tudo isso pode estar a um concurso de distância. Presta atenção, Lênin. Nos próximos meses, mais de 100 mil vagas devem ser abertas em concursos públicos, pra nível médio e superior.
Em órgãos como Polícia Rodoviária Federal e INSS, Banco do Brasil, Receita Federal, olha, tem
Muito concurso bom e com salário inicial de mais de 25 mil, Leni. É. Só gostei do... É. A questão é, você vai continuar esperando ou vai agir agora, Leni? Não aja agora, por favor. Termina o podcast, pelo menos. Tá bom, tá bom, tá bom. Ser aprovado em concursos públicos, ao contrário do que muita gente pensa, não é sorte, é estratégia. E o Estratégia Concursos, escolhido por 70% dos aprovados, está com até 42% de desconto nos cursos para concursos.
Conto muito especial, hein? Durante a Semana do Consumidor. Então estude com quem mais aprova no Brasil, com uma metodologia que foca exatamente no que cai nas provas e encurte seu caminho até a sua estabilidade financeira. Tem QR Code na tela, Lenin? Exatamente, e o link na descrição. Fechou, então aproveita antes que a promoção acabe. É isso aí. E por falar em acabar, estamos aqui com três senhores que não vão deixar o Brasil acabar, que a gente vai falar da situação aqui.
que o Brasil está acabando. É um escândalo atrás do outro. Kim, meu amigo de tanto tempo aqui, dispensa apresentações, mas sempre tem alguém que não te conhece. Se apresenta para o povo aqui. Vamos lá, Kim Cataguiri. Aliás, Vilela, essa aqui é a primeira semana em que eu já estou filiado, primeiro deputado federal do Partido Missão. Já filiado no Partido Missão, líder na Câmara dos Deputados da bancada do Partido Missão, hoje composta só por mim. É o mais bonito, o mais legal,
o melhor da bancada, né? De vez em quando tem divergência, né? Você sabe que... Com você mesmo. É, porque você sabe que o líder tem a orientação do partido. Em toda votação, ele orienta o partido. E aí, quando tem divergência na bancada, ele libera, né? Porque tem o sim e o não, a abstenção e libera. Bom, de vez em quando pode ser que tenha divergência. Quando que você libera? É... Vamos começar assim? Já começou? Não. Vai ser que tá sério mesmo. Vai ser nesses termos? Tudo bem. Hoje a gente vai falar de bolado em banco.
Porque hoje vai ter 1.500 páginas de conversa com a mamulada para a gente entrar nisso aí. Mas estão o deputado federal do Partido Missão, o coordenador nacional do Movimento Brasil Livre e amigo do Vilela. Tá certo. Você já esteve aqui, então. Você é o segundo de se apresentar àquela sua câmera. Dá um oi para o pessoal. Vilela, prazerzaço estar aqui mais uma vez. A Cássio Miranda, professor de Direito, palpiteiro profissional.
E estou aqui para ajudar meus amigos a conduzirem esse bate-papo e fazer a galera que nos acompanha entender.
essa confusão. É difícil a gente entender a confusão que é o Brasil, mas a gente vai tentar hoje aqui. Luiz Felipe França, advogado, área de pesquisa em análise econômica do direito, pré-candidato a governador do Paraná pelo Partido Missão, receber essa incumbência do nosso líder no Congresso e estamos aí para falar de Banco Master, que a gente tem se debruçado bastante sobre o assunto. Como é a primeira vez que vem aqui, tem que me dar presente para o meu cenário. O que você trouxe, Luiz? Quatro presentes.
O primeiro é um chaveiro. Chaveiro que eu recebi no primeiro podcast que eu participei há um ano atrás. Inclusive, os meninos estão aí. Um podcast pequenininho lá de Cianorte. Me deram a oportunidade. É da minha cidade. Caralho, o cara vem com um podcast divulgar o concorrente. Exatamente. Que engraçado, velho. Concorrente nada. Concorrente nada. Que cara de pau, velho. Eu tô divulgando o fã. O cara pegou o ônibus. E trouxe os caras pra vir aqui ainda aprender como que faz. Claro. E aí, mais três coisas do nosso...
Universo MBL. Sei que você está reativando sua vida espiritual. A revista Valete acabou de... O que tem a Valete a ver com isso? Ah, o... Olha só. O Renascimento do Catolicismo. Que bacana. É mensal a revista ou semanal? Mensal. Livrinho, Oswald Spengler, O Homem e a Técnica. Foi recentemente revisado e traduzido pelo Israel Russo.
nosso vereador lá em Minas Gerais, além de um grande intelectual. E também uma bolachinha pra você colocar o teu copo aí. Ah, já vou usar agora, inclusive. Valeu. Eu esqueci o presente inútil que eu ia trazer. É tão inútil que eu esqueci o presente. Daí eu passei no escritório do MBL e fui pegando um, pegando o outro, ó. Já fechou um kitzinho de presentes. Ó, dá pra pegar umas pessoas lá também, não dá não? Já que é presente inútil.
Ah, dá, né? Já tem o seu Arthur Duval. Eu pensei nele também, mas não falei, né? Mas tudo bem.
Tem muito assunto para falar hoje, mas eu gostaria de começar pelo Banco Master. Quando ele surge e como? Em que circunstância? As pessoas precisam entender que o esquema do Banco Master não é só um esquema de crime. São vários crimes que são combinados. Banco Master é a combinação da história dos seus três sócios. Primeiro, Daniel Vorcaro, mineiro. O pai dele sempre trabalhou com mercado imobiliário em BH.
até 2016, quando ele compra o Banco Máxima. E, inclusive, foi objeto de investigação, até foi expedido um pedido de prisão contra ele em 2019, nunca cumprido, por fraudes nesses fundos. Só que, naquele momento, o Banco Máxima operava de um lado e o Daniel Vorcaro operava do outro lado do balcão, digamos assim. O Banco Máxima é liquidado em 2016 por essas fraudes
Daniel Vorcaro compra... Liquidado ou é fechado? Exato, fechado de forma compulsória pelo Banco Central. O que faz com os ativos, com a grana que está lá? Os ativos são liquidados, são vendidos, são confrontados com os prejuízos. É quase uma falência, para você paga quem dá e o resto acabou, é prejuízo. Exatamente, o resto acabou. E em 2016 ele troca de balcão, então ele deixa de ser um operador de fundo imobiliário para ser o dono do banco,
que ele não tinha o capital necessário para abrir sozinho e ele vai atrás de sócios. Aí entra o segundo personagem desse assunto, que é Augusto Lima. Augusto Lima é um cara da Bahia, sempre foi vinculado ao cenário político da Bahia e, durante um dos governos do PT, eles colocam a EBAU, que é a empresa baiana de alimentação, que era responsável pela cesta do povo, que é uma empresa pública de supermercado,
da Bahia, que era só pra servidores públicos, né? Obviamente que ia dar errado. Eles tentam vender uma vez, tentam, a segunda não consegue. Posso adicionar um detalhe que poucas pessoas sabem disso aí? Por favor. A EBAU foi criada porque o ACM, o ACM avô, que era governador, ele briga com o dono do supermercado, aí ele cria um mercado estatal pra vender barato e quebrar o mercado privado do cara que ele brigou. Nossa! Aí, quando assume o PT, sai o ACM, eles quebram tudo, viram uma massa
lida lá e aí o nosso França sabe melhor do que eu. No terceiro leilão, o que eles fazem? Eles adicionam o cartão de benefício à privatização. E aí aparece o Augusto Lima comprando por 15 milhões de reais. O que acontece? Duas semanas depois da aquisição de toda essa empresa, inclusive do cartão benefício, o governo da Bahia edita um decreto falando que o Credicesta, que é essa empresa do Augusto Lima,
seria a única liberada para fazer empréstimos consignados através de cartão, seja cartão de crédito ou seja cartão benefício, para os funcionários públicos da Bahia. Isso é um grande filão. Por quê? Juros de cartão de crédito exorbitante, só que com garantia de recebimento. Se a pessoa não paga, o governo do Estado vai pagar. Então há uma cobrança de 30% do consignado dentro do limite do salário das pessoas. Então vem o Augusto Lima e eles fecham o terceiro braço,
O Maurício Quadrado foi um grande gestor nos anos 90, começo dos anos 2000. Ele cai criminalmente, inclusive, em algumas fraudes no começo dos anos 2000 e ele sai do sistema bancário institucional, digamos assim. Os grandes bancos nunca abriram espaço para ele. Mas ele encontrou um grande amigo chamado Nelson Tanuri, que é famosíssimo pelas suas peripécias pelo mercado de capitais.
quebra do sigilo do Vorcaro, uma das coisas que nós encontramos e que eu, Alexandre de Moraes, não estou vazando agora, a imprensa já vazou, então não me coloque no inquérito de vazamento, que já abriram o inquérito pra saber quem vazou as informações, não sou eu que estou vazando, já saiu na imprensa, eu tive acesso antes, mas não falei nada antes de sair na imprensa, que ele tem uma, o Vorcaro manda uma foto pro Tanuri com um relógio de um milhão de reais.
Tá com medo, Kim? Não, assim, né, quem tem... Tem medo, né? É, tá certo. E aí, ele manda uma
foto com um relógio de um milhão de reais para o Tanuri falando, já estou usando o seu presente. Qual que é a grande questão? Dos três, vamos lá, o Daniel Vorcaro, fraude em fundo imobiliário, todo tipo de fraude, Augusto Lima, fraude em empréstimo consignado e Maurício Quadrado, fraude em mercado de capitais. Qual que é a grande questão aqui? O Daniel Vorcaro e Augusto Lima são sócios de CPF. A pessoa física deles eram sócios
do Master. O Maurício Quadrado não, ele era sócio representante da Bancox. Quando você vai analisar a estrutura societária da Bancox, há um fundo que é o único proprietário dessa empresa e o único proprietário do fundo proprietário da parte é o Nelson Tanuri. Então, no final, o Maurício Quadrado não é um sócio de fato do Banco Master. Ele era ali o testa de ferro do Nelson Tanuri dentro do banco que corrobora até com
as informações que foram repassadas pelo Kim agora. Inclusive foram feitas, durante as investigações nesse período, várias menções ao fato do próprio Vorcaro ser uma espécie de laranja do Tanuri. As empresas onde ele fez os investimentos, aquelas empresas que tinham vários problemas que só o Banco Master achou prudente investir, elas tinham sempre algum tipo de vinculação, de ligação com o Nelson Tanuri. Então essa
essa possibilidade, inclusive, ainda é investigada, né? A investigação não chegou efetivamente ao Tanuri, mas essa possibilidade ainda é bastante apurada pela Polícia Federal. É tanto que o que se fala é que o Tanuri era o grande cérebro ali da operação, porque o Vorcaro, você olha as mensagens que ele trocava, claramente não é uma pessoa, digamos, intelectualmente sofisticada, né? É uma pessoa com o sistema cognitivo prejudicado, né? Com dificuldades de escrever, né?
conversas com a sua própria amante, que, aliás, é muito bom que ele trai a esposa dele. Você tá falando que é bom ter amante? Não. Não, como assim? Não falei nada disso. Inclusive, nas conversas com o amante, que é muito bom. Não. Não, não. Todo mundo, todo mundo viu isso. Ele valorizando o fato de o cara ter uma amante. Você não deixou eu terminar a frase? É óbvio. É óbvio que eu não deixei. O que é muito bom é que ele foi enganado pela própria amante. Por quê?
trocando mensagem enquanto ainda era casado com a... Ele era casado com a Fabiola e ele trocava mensagem com essa Marta Graef, né? Que essa... Alan T.I.? Alan T.I.? Essa modelo... Não, Alan T.I. é outra. É a Monique Alfredique. É muita confusão. É. É muito amor. Não, não. Porque na lista de transmissão dele, né? No famoso Bom Dia, Coraçãozinho, Solzinho, né? Tinha várias mulheres. E aí ele fica conversando com essa amante e tal, separa da mulher, né? Pede a amante em noivado, né? Faz uma festa bem...
telefona ali também. E não que eu seja uma das pessoas que mais, né, entende de estética nem nada, mas é um negócio tão tosco assim. Onde ele fez isso? Ah, não sei. Sei que tem vídeo já. Ah, tem? Tem o vídeo já dele. Assim, uma parafernália, claramente, de uma agência que vendeu alguma coisa tosca pra um rico otário e levou o dinheiro dele. É... E aí ele é traído pela amante. Nossa. Então, assim, puta, o cara, além de tudo, ele chifrava a mulher, ele chifrava
amante. Aí, quando ele foi chifrado pela amante, disse que precisou ir pro hospital, porque o coração tava palpitando muito, porque tava passando mal. Enfim, é uma história muito boa de um banqueiro que deu golpe, traiu a mulher e depois foi corno da amante. Nossa, que rolo, velho. Muito amor pra um banqueiro só, né? É, claro. O maior erro dele foi o Amar demais. Amou demais. E é um excelente meme, né? De que, pô, você não consegue dar atenção pra sua mulher.
O Vorcaro dava pra 10, né? De maneira muito competente. No único final de semana, também,
Ele gastava, literalmente, tá? Não é hipérbole, não é exagero, não é figura de linguagem. Num final de semana de festa, ele gastava 200 milhões de reais. O quê? 200 milhões de reais num final de semana de festa. A festa de noivado dele na Itália custou 200 milhões de reais. Eu mandei até o Coldplay. Coldplay. Deve ser barato contratar o Coldplay. Nossa. Imagina, pô, uma festinha ali para os seus amigos. Ah, chama o Coldplay aí.
A gente, no máximo, chama o Caneta Azul aqui para cantar. E ainda ele não vem, né? E não vem. Foi muito comentado.
aniversário da filha dele em Belo Horizonte. Coisa que ele gastou 15, 20 milhões no aniversário de 15 anos da filha. Aí agora saem as festas não publicadas, né? Que, pô, 200 milhões. Mas vamos lá. Eu já fui pra Grécia, já fui pra Mykonos. É o lugar que essa turma... Pra você sentar em um bangalô é 100 euros. Você sentou muito no bangalô. Olha lá! Olha lá! Você entrou numa guerra que você não pode vencer. Só quando...
Beleza, você pagou pra sentar no Bangalô e mico, você vai lá. E cara, imagina. Pô, levar a galera pra lá. Levar a galera pra lá, avião, taxa de aeroporto. Show do Coldplay. Show do Coldplay. Hotel, iate. E ele é o tipo de cara que, assim, eu não vou alugar um iate, eu vou comprar um iate pra essas ceras, entendeu? Então é um cara totalmente maluco, né? E deslumbrado, né? Há pessoas mais ricas,
que o Vorcaro no Brasil, com certeza, você não vê essas pessoas gastando o que ele gastava, entendeu? É, porque ele ganhou dinheiro com picaretagem, né? O cara que construiu o patrimônio honestamente, ele é um cara parcimonioso, né? Ele sabe o quanto foi difícil pra ele construir aquilo, ainda mais se ele tem uma origem mais pobre. O Vorcaro não, o Vorcaro foi com... Ah lá, as imagens do... Olha só. Olha que coisa... Mano. Olha que coisa tosca. Olha essas mulheres encenando. Mano.
com esse terno branco aberto. Olha, olha isso, meu. Puta que pá. Nem pra gastar o nosso dinheiro roubado direito, velho. Caralho. Mano. E o Lenin levando as minas pra Osasco pra comer cachorro quente. Itaquera mesmo. Itaquera mesmo. Nem vai pra Osasco, né? Que absurdo, velho. Que loucura. Depois coloca o antes e depois dele. Ele na cadeia agora e ele antes. Que virou outra pessoa, parece, né? Aí, ó, gente. Seu dinheiro tá indo pra ele. Primeiro, pra que colocar um piano suspenso, velho?
Coloca no chão, né, velho? Ah, porque é mais caro, né? Tudo que ele falou assim, não, tá muito barato, vamos encarecer isso. A estética é meio bizarra, né? Se você olhar os dois de branco, o fundo rosa, a estética da coisa é bizarra. É, toda vez que você acordar muito cedo pra trabalhar, chegar tarde, se fuder duas horas no ônibus, na CPTM ali, lembre-se que você tá pagando a festa tosca do Daniel Forcaro. Você da Crédito Sexta, que tinha aí um desconto indevido também na tua conta, você funcionário público,
do Crédito Sexta, saiba que esse dinheiro foi muito complicado. É importante dizer que o Crédito Sexta, que volta lá com o Augusto Lima, que o França falou, é o elo do PT no escândalo do Banco Master. Porque o decreto que possibilitou, digamos assim, o esquema do Crédito Sexta é Rui Costa e Jacques Wagner. Hoje, Jacques Wagner, líder do governo Lula, no Congresso, e Rui Costa, principal ministro do governo, que é a Casa Civil. E a gente já teve a informação de que o Vorcaro
teve pelo menos quatro vezes no Palácio do Planalto. O Palácio do Planalto, Vilela, só tem como você ir para três lugares dentro do Palácio. O que tem dentro do Palácio? Tem o Lula, tem a Secretaria de Relações Institucionais, que é a Glaze, e tem a Casa Civil, que é o Rui, é quem trabalha dentro do Palácio. O Rui, todos nós já sabemos, foi governador, foi responsável pela relação com Augusto Lima, junto com Jacques Wagner, e tem o próprio Lula. Nas mensagens vazadas na quebra de sigilo do Vorcaro,
Oficialmente o Lula admitiu que teve reunião e falou, não, na reunião eu disse que a gente não ia aliviar na investigação. Essa foi a versão oficial do Lula. Só que aí a gente vai ver a quebra do Vorcaro, ele fala, puta, foi do caralho a reunião, ele chamou o presidente do Banco Central, ele chamou o ministro, não sei o quê. Que cara que sai de uma reunião dizendo que foi do caralho a reunião com o presidente, que o presidente teria dito pra você, vou te investigar mesmo?
Óbvio que não. E outra coisa, o Lula admitiu uma, mas o Vorcaro teve outras três vezes no Palácio.
E nas outras três vezes, oficialmente, ele se encontrou com o Marcola. O Marcola é um assessor do Lula. Cuida da agenda. É, cuida da agenda e tal. E assim, o Marcola, ele... Todo mundo conhece em Brasília. Ele não trata de assuntos políticos. Ele é um despachante do Lula. Ele não tem reunião, ainda mais com um vorcaro de dezenas de bilhões de reais. Então, o que inclusive um deputado da base do governo já me confidenciou, que quando o Lula quer ter uma reunião com alguém sem que conste na agenda dele,
ele fala pra ter reunião com o Marcola. Inclusive, informação que eu não tenho confirmada, mas o que o Lula faria nesse tipo de reunião? Ele dizia pra marcar com o Marcola, ele diz pra marcar com o Marcola, aí ele desliga as câmeras do Palácio, faz o cara subir no elevador pra encontrar com ele, encontra com o cara, o cara vai embora, aí ele liga de novo as câmeras do Palácio. Nossa, que loucura. Cara, é coisa de filme de espionagem, né? Aquela coisa de o cara desligar a câmera durante um período e tal.
E a gente pode dizer que é um escândalo que está todo mundo envolvido, esquerda e direita, que estão empurrando aí, quem está no X, vê uma galera empurrando que é um escândalo da direita e da extrema direita. Você já viu isso, né? A gente pode fazer até por frentes dessas três possibilidades, dos três sócios, crédito sexta, primeiro de tudo. Nasce no PT, só que quando ela é liquidada... Vou fazer um parênteses, França. Inclusive, o Máxima só compra, só é comprado, né?
pois virar banco master por conta do crédito sexta. O principal ativo, o principal atrativo era o crédito sexta. Essa confusão só começou por causa do crédito sexta, senão ninguém teria comprado a massa falida desse banco, entre aspas. É, para você entender, ele compra por 15 milhões de reais. Mas qual é a vontade de comprar uma massa falida de um banco? Porque ele tinha esse, digamos assim, esse cartão, que não servia para nada, só que o cartão passa a ser hipervalioso, porque aí o governador diz,
exclusividade de conceder crédito consignado para todos os servidores da Bahia. Então, o que não era nada, de repente, com um decreto vira um monopólio. E aí ele pega esses 15 milhões de reais, troca por 30% da participação no banco, que são dezenas de bilhões de reais. Entendi. Vamos lá, Crédito Sexta. Ele nasce no PT da Bahia. Ele se espraia por todo o Brasil. São 24 estados que eram credenciados para operar o Crédito Sexta. Além disso, o Crédito Sexta
no governo federal, através do governo Bolsonaro, que tinha naquela época o ministro João Roma como ministro da cidadania, que é do PL da Bahia. Então vamos lá. 17 de março de 2022. Bolsonaro precisava jogar liquidez no mercado, colocar dinheiro na mão do povo, estava com restrição orçamentária, não tinha muito o que fazer. Eles tiveram uma ideia genial, uma ideia liberal que o Paulo Guedes deve ter aplaudido. Como nunca tiveram
essa ideia. Por que não criar empréstimo consignado para Auxílio Brasil? Olha que ideia maravilhosa. Só que o que eles fazem? Eles editam a medida provisória, liberando o empréstimo consignado para benefícios sociais, só que ao mesmo tempo eles aproveitam para credenciar o crédito sexta para pensionistas, aposentados e funcionários ativos da União Federal. E se a gente for analisar em questão de RH,
de número de pessoas, você pode colocar metade dos estados que não dá um terço dos funcionários da União Federal. Então, o grande filão é justamente o governo federal. E isso foi liberado através do governo Bolsonaro, sob a égide do ministro João Roma. O ministro João Roma, dia 31 de março, sai do governo Bolsonaro para ser pré-candato, na época, a governador da Bahia. No lugar dele, colocam o braço direito dele.
o secretário-geral da época vira o ministro interino. Secretário-executivo. Secretário-executivo. O que acontece? O João Roma não ganha, Bolsonaro não ganha e os caras ficam soltos na chuva. Ou o Banco Master não faria isso com amigos tão prezados que deram decisões legislativas tão maravilhosas para o banco. O ano passado, o Augusto Lima sai do Banco Master e abre um outro banco, o Banco Pleno, que foi parte da estratégia deles de você meio que deslocar os bons ativos,
Então, o que dá dinheiro? O crédito sexta, a gente tira do olho do furacão. Vamos abrir outro banco aqui, que é o Banco Pleno, no caso. Quem quer o diretor executivo do Banco Pleno? O braço direito do João Roma. Então, só começando pelo crédito sexta, ele nasce da Bahia, ele nasce do PT da Bahia, se empodera através do PL da Bahia e ganha o Brasil num acordo, sim, da esquerda à direita, ao extremo centro,
todo mundo está envolvido. Durante o governo Bolsonaro, né? É bom fazer assim. É, exatamente. Reiterar isso. Exatamente. Então, a porta de entrada dele foi através do governo Bolsonaro. E outra coisa, um dos principais elos políticos do Vorcaro, se não o principal, é o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, amigo de Flávio Bolsonaro, amigo de Daniel Vorcaro, inclusive, ele negava que era amigo do Vorcaro, dizia que era só um conhecido, e aí, mais uma vez, na quebra,
fala. Ciro, pô, fala pra Marta, a amante dele. Pô, preciso te apresentar o Ciro, ele é meu amigo da vida, né? Então, assim, a relação é muito próxima e por isso que o Flávio Bolsonaro não tem nenhuma condição de falar... Você nunca vai ver o Flávio Bolsonaro falando de Dias Toffoli. Falando de Tayhaya, falando do envolvimento de Dias Toffoli com o Banco Master. O Toffoli, ele foi quem deu a liminar suspendendo a investigação de rachadinha contra o Flávio durante o governo Bolsonaro. O Flávio Bolsonaro só vai falar sobre o Toffoli se ele combinar com o Toffoli.
que ir meio de leve, só para aliviar, mas por enquanto, zero. Sobre Ciro Nogueira, pior ainda. Eu duvido muito que o Flávio... Primeiro, ele não falou absolutamente nada. Ele está completamente calado sobre as mensagens falando das reuniões com o Ciro Nogueira, com o Daniel Vorcaro. Então, porque ele não tem nenhuma condição. Porque o Ciro é um dos seus principais aliados. Inclusive, o Ciro estava lutando para ser vice quando ainda tinha a possibilidade do Tarcísio sair candidato a presidente.
Estava utilizando a influência do Flávio para ser indicado como vice do Tarcísio. Agora, para...
reforçar isso que eu tô falando, Vilela, tem os prints aí da quebra. Primeira, ó, o Augusto é Augusto Lima, né? Ó, você não acredita nas frases, isso aí deve ver Daniel Vorcaro e a Marta, amante dele. Você não acredita nas frases que eu vi hoje. Levei Augusto pra ter uma testemunha. Pelo menos eu consegui dar risada depois, porque o Augusto é engraçado imitando. André, André Esteves, do BTG, disse que era o maior banqueiro do mundo e que era Deus que apareceu na nossa vida. Qual que é o contexto? O Vorcaro tava tentando salvar o banco,
fazendo uma negociação com o BRB, o Banco Estatal de Brasília, utilizando a influência política do Alexandre de Moraes. E vou explicar o elo aqui. Por que contratar a mulher do Alexandre de Moraes e querer ter a influência do Alexandre de Moraes? Porque o Alexandre de Moraes, ele prendeu o Ibanez, que é o governador do Distrito Federal, responsável pelo BRB, e o Ibanez foi solto e, digamos assim, entre aspas, deve a sua soltura, em razão ao Alexandre de Moraes.
de janeiro lá atrás.
de janeiro, exatamente. E aí, contrata a mulher do Alexandre pra ter a influência do Alexandre pra falar com o Ibanez. Aí, meio que começa a dar errado, né, essa operação pra salvar via BRB, e aí vem o André Esteves, né, e o Daniel Vorcaro vai ter uma reunião com o André Esteves pra tentar pedir ajuda, ó, pelo amor de Deus, já que o BRB não vai salvar, que o BTG salva. Aí o André Esteves fala isso, que é o maior banqueiro do mundo, e que era Deus aparecendo na vida do Daniel
vocário, que ele tinha que agradecer a Deus a proposta dele e esquecer o BRB. E aí ele fala que o Augusto Lima imitava o André Esteves, porque o André Esteves tem um sotaque carioca muito carregado, né? Imagino, gostaria muito de escutar a imitação do Augusto Lima e do André Esteves. Aí ele fala, fui lá porque Banco Central pediu, porque ele é ardiloso, entra na mente dos caras do Bacen, Banco Central, mas a turma tá pegando pesado demais.
Essa semana foi massacrado. Sim, total. Só os peixinhos da Faria Lima, blá, blá, blá, enfim. Aí mostra,
a relação de proximidade do Augusto, que ele inclusive vai fazer uma negociação com o André Esteves, e leva o Augusto Lima de, aspas, testemunha. Aí, ó, ela fala, amor, vou dormir, manda mensagem quando acabar, você tá com quem? Tá me ignorando de propósito? Aí o Daniel Vorcaro responde, tô sim, acabou chegando o Hugo e Ciro, Ciro Nogueira, pra falar com a Alexandra, Alexandre de Moraes. Não deve demorar, se você for dormir, eu só te chamo.
Então, essa aí é o primeiro registro que a gente tem de reunião, Ciro Nogueira, Alexandre de Moraes,
Moraes e Daniel Vorcaro. Aí eu vou pro próximo. Aí, outro registro. Tô em casa. Ciro e Alexandre. Ciro Nogueira e Alexandre de Moraes. Tanto Ciro como Alexandre dizendo que não tinha relação de amizade e tal. Já estamos no segundo encontro. Próximo. Ah, tava na Target, tava comprando roupa, blá, blá, blá. Acho que não, amor. Tô com Alexandre e tenho reunião depois. Com o Ciro. Terceiro registro. Alexandre de Moraes e Ciro Nogueira.
Próximo. Ah, amor, você não tem ideia. É o quê? Fala, amor. Tem um BO que o Augusto bateu na Flávia,
A Flávia Arruda, que é a casada com o Augusto Lima, né? E com o ex-governador do DF e o Arruda. E com o ex-governador Arruda, né? Ah, nossa, que ruim, amor. E a Flávia foi ministra do Bolsonaro, né? A Flávia Arruda foi ministra do Bolsonaro e aí casada com o Augusto Lima e aí teria apanhado o Augusto Lima. Olha lá. Nossa, que ruim, amor. Mas essa mulher enlouquece até o Buda. Então, assim, pra Marta Graef, já que a Flávia Arruda irritava demais, tomava umas bofetadas e tava de boa, né?
se ele ter perdido a cabeça. Enfim, ela deu queixa, não sei o quê. Aí ele fala que o governador Ibanez teria um B.O. de que o Augusto bateu na mulher. Então, próximo. Acredito que o presidente do Bacen já falou da nossa casa, do Banco Central. Como assim, amor? Da casa de Miami? Como ele sabe? Pois é. Falou para quem? Fala direito. Falou lá dentro do Banco Central. Nada demais. E aí, nesse período, eu não sei se ele está falando, porque acho que aí já era 24, final de 24. Aí, não dá para saber.
ele está falando do Roberto Campos Neto, que era o presidente, ou do Galípolo, que tinha acabado de ser nomeado presidente. E só fazer um parênteses aqui, Kim, as primeiras mensagens são de agosto e setembro de 25, já são depois do começo da confusão, né? E essas que ele faz menção ao presidente do Bacen, que você fala, são de 24. É bom fazer essa cronologia, porque quando ele está mais presente com o Alexandre, com o Ciro Nogueira, a confusão já estava posta e já estava na mídia, inclusive.
Porque esse é um ponto importante que você colocou. Uma coisa é você falar com o Daniel Vorcaro, ou ir em evento do Daniel Vorcaro, antes dessa confusão toda. Porque o Daniel Vorcaro fazia eventos igual o Lídio e o Dória. Juntava um monte de ministro supremo, juntava um monte de político e tal, e todo mundo participava abertamente. Não era reunião secreta, era eventos que ele patrocinava como um cara rico que patrocinava eventos de debate político, como o Lídio e o Dória, publicamente. Depois da confusão, isso aí são reuniões privadas,
inclusive de proximidade, inclusive em férias do Ciro Nogueira e do Alexandre de Moraes. Aí é outro ponto que está sendo bastante polêmico, né? Tem essa anotação, precatórios fundos, um, pegar lista Dino, 15 bilhões de reais. Aí seria o ministro Flávio Dino? Não sei. Estou fazendo uma pergunta, ministro Flávio Dino, não sei. Seria um dinossauro? Aí, quarta reunião com o Alexandre de Moraes. Estou indo encontrar... E aí uma coisa que às vezes colocaram em dúvida, né?
Todas as outras vezes ele se referiu como Alexandre. Dessa vez ele fala Alexandre Moraes. Aí fala, não, é um Alexandre que não era o Jim Moraes, era o Moraes. Qual que é a desculpa que vão dar aqui? Tô indo encontrar Alexandre Moraes perto de casa. Como assim? Ele tá em Campos, Campos do Jordão. Não, como assim? Amor. Um amor, um amor. Como assim? Tá bom, eu vou ler todas as partes, inclusive as românticas. Como assim, amor? Ele tá em Campos? Ou foi pra te ver? Aí ele.
ele tá passando o feriado. Então, assim, o Alexandre de Moraes tá passando o feriado em Campos do Jordão. Tipo assim, é amigo. É a Páscoa de 25 e o Alexandre tem apartamento em Campos. Que machismo é esse que ele não fala com a esposa do Alexandre, que é quem foi contratada e fala com o Alexandre? É verdade. É um machismo, né? Com certeza. Fala com ela. Ele contrata a mulher como advogada. Tem uma formação, um currículo. Veja o currículo da mulher do Alexandre de Moraes. Absolutamente
compatível com a sua remuneração. Que é de? Não, ela é... A remuneração. A remuneração é de 129 milhões de reais. Em três anos, né? Três milhoezinhas por mês. Então, o pessoal falando que é uma remuneração alta para isso. Estamos aqui com dois advogados aqui. Vamos falar de valores. Está compatível aí com o mercado? Eu acho que tem dois fatores aí. Só não perde a linha de raciocínio. Exato. Tem o doutorado, pós-doutorado, livros publicados e nunca tive um contrato de 129 milhões. Verdade seja de ter. Não conheço ninguém.
Já trabalhei com grandes advogados e ex-ministros que tenham tido um contrato de 129 milhões, primeiro ponto. E segundo ponto, alguém paga 129 milhões para sua advogada e nunca conversa com ela, não há um serviço, não há nada que você diga, olha, fundamentados esses 129 milhões de honorários porque ela fez isso, isso, isso ou aquilo. Não há um diálogo com ela, não há uma menção a ela e não há um serviço. Eles falaram lá no começo que ela foi contratada
o compliance do banco, não sei o que, que eu acho que é até a pior desculpa do mundo, porque a operação chama compliance zero. Se ela fez o compliance, puta que trabalho de merda que ela fez, porque tudo estava sendo roubado no banco. Exato. E outra coisa, ela não assinou um processo, né? Não, ela assinou um processo, que é uma denúncia criminal do Daniel Vorcaro contra o investidor de fundo aqui da Faria Lima, porque esse cara estava denunciando o Banco Master,
A pessoa da Faria Lima que estava denunciando no final foi condenada até por stalking. Não pode citar Nelson Tanuri, Daniel Vorcaro. Anda com segurança e carro blindado por onde vai. Então a vida do cara virou um inferno por ele fazer o correto, fazer o certo. Então essa é a turminha que nós estamos brincando. A gente vê na mensagem que ele está passando um feriado.
Não é tipo assim, ah, vou ter uma reunião de trabalho e tal. Assim, pelo menos eu falo por mim, tá? Se eu tô descansando num feriado, eu nunca vou encontrar uma pessoa pra ter uma discussão de trabalho. Já são poucos os momentos que eu vou descansar em feriado. Eu ainda vou, puta, vou passar com um contato profissional? Não, imagina, porra. Então, vamos lá. Quinta vez. Agora tô com o Alexandre. Louca pra saber de tudo. Estou aqui, amor.
Me ligo mais tarde. Foi cansativo hoje? Já terminou? Ficou só no shopping? Só fazer um adendo aí. O Kim estudou no Wolf Maia. Por isso que ele tem esse nível de interpretação aí. Exatamente. Sim, amor. Acabei de faz uma hora. Estou em casa com uma family. Cansativo porque estava sozinha sem modelos. Mas ficou uau. Que bom, amor. E aí, amor? Tô aqui, amor, assistindo TV. E você? Tô aqui, nossa casa. Videocall, videocall, blá, blá, blá, blá. Um mostrando as suas partes íntimas pro outro.
A Peleleca e a Lula. A moça Peleleca contra a moça Lula. Quem era o primeiro cara? Alexandre de Moraes. Pô, de novo. Eu falei de partes íntimas, mas na videocall ele tava mostrando que ele tava com o Alexandre de Moraes. Tá. Agora, um parênteses, ela vive num universo paralelo também, né? Não sabe quem é o Alexandre de Moraes nessa altura do campeonato. Exatamente, né? Assim, pra gente... Ou ela queria guardar coisas também pra usar contra também, né? Exatamente. A Peleleca não ia ter, sabe?
Nesse nível de... É, não, sim. Sinceramente, essa... É assim, a gente claramente está vendo o diálogo de duas pessoas com problemas cognitivos insanáveis, né? 24, né? Esse é um diálogo, chega certo, é uma experiência antropológica de você assistir como se estivesse no zoológico, vendo os dois animais mais burros do zoológico tendo um diálogo. Aí, ó. Aonde você quer encontrar... Já está errado. Aonde, tá? Aonde é movimento. É para onde, é. Onde você quer encontrar.
Eu posso te buscar no aero. Aí, não precisa, meu amorzinho. Longe demais. Vou chegar e ir pra uma reunião com Ciro. Ciro Nogueira. Aí, a gente vai conversar. Quem é esse outro com você? Não conheço, né? Ciro Nogueira. É um senador. Muito amigo meu. Quero te apresentar. Um dos grandes amigos de vida. E aí, o Ciro Nogueira publicamente, não. Porra, é o cara que eu conheci ali. Mal conheço. Aí, teve ali, acho que pelo menos três vezes já dele falando de Ciro Nogueira. E dessa vez, assim...
Prestem atenção. E aqui eu quero esse recorte dessa quebra. Mais uma vez, Ciro Nogueira é um senador muito amigo meu, um dos grandes amigos de vida. Pegue este recorte e confronte... Até vou fazer um desafio aí para os jornalistas, pessoal da imprensa. Pegue este recorte, coloque na frente do senador Flávio Bolsonaro e pergunte para ele a opinião sobre o Daniel Vorcaro, falando que Ciro Nogueira é um dos seus grandes amigos de vida.
pelo jornalismo brasileiro, se vocês dessem essa transparência do que o Flávio Bolsonaro tem a falar sobre isso. Tem mais algum aí? Cadê? Ah, não, esse aí é muito bom, porque ele chama Bolsonaro de burro. Aí, o Daniel Vorcaro. O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado. Recebi mais de mil mensagens no Instagram. Ai, você lida com tudo tão bem. Postou aonde? Aí, no Twitter dele. Idiota. Uau, não acredito. Depois, todos os amigos, o próprio Ciro ligou. Então, o Ciro, ele vai lá, fala com o Ciro Nogueira,
próximo do Bolsonaro, foi um dos principais ministros do Bolsonaro. E o Daniel Vorcaro entra em contato com o Ciro Nogueira pra explicar pro Bolsonaro que o que ele tá revelando de Banco Master e que ele postou não tem a ver com o PT. Atinge o próprio governo dele, né? Aí vai lá. Depois, todos os amigos, o próprio Ciro, ligou, mas não tinha como tirar. Cara, é um beócio. Alguém falou pra ele que era coisa do PT, ele foi lá e postou.
pra tirar, porque já tinha dado uma repercussão e tal, mas atingia os próprios amigos dele. Será que tem mais alguma coisa? Vamos ver. É o último. Inclusive, Lene, eu acabei de passar aí pra você pelo WhatsApp um videozinho, porque a mulher do Alexandre finalmente assumiu que tem esse contrato mesmo, até agora não tinham assumido, então assumiu. E o nosso querido Kim, em vez de ele ficar falando aqui o que ele acha, é melhor colocar esse vídeo dele que ele escolacha melhor. Coloca o vídeo do
Kim, Kim, fica quieto. Assista o vídeo. Coloca o vídeo aí. A esposa do ministro Alexandre de Moraes finalmente admitiu que tem contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master. Depois de ficar em silêncio todo esse tempo, esperando a poeira baixar, achando que a gente ia esquecer disso, nós não esquecemos, nós continuamos cobrando. Inclusive, convoquei o ministro Alexandre de Moraes na CPMI do INSS. E agora, com essa pressão, ela admitiu, mas disse que foram aí 96 reuniões desses 129 milhões de reais de três horas.
Eu fiz uma conta de padeiro aqui e considerando, vai, 8 horas de trabalho por dia, isso dá 35 dias trabalhados. 35 dias trabalhados por 129 milhões de reais. A gente está falando de mais de 3,5 milhões de reais por hora trabalhada. Você realmente quer fazer a gente acreditar, dona Vivi de Moraes, que você é uma advogada brilhante, você que não tem especialização nenhuma, não tem trajetória acadêmica nenhuma, não tem trajetória de advocacia nenhuma, né?
absolutamente medíocre, aliás, abaixo do medíocre, porque um advogado mediano possui uma produção judicial, uma atuação judicial muito maior do que a sua. Então você não tem formação, você não tem experiência e você quer nos fazer acreditar que, coincidentemente, sendo esposa do ministro Alexandre de Moraes, que teve reuniões, recebeu mensagens de Daniel Vorcaro e atuou em favor de Daniel Vorcaro, você realmente quer fazer a gente acreditar que você recebeu 3,5 milhões por hora do seu trabalho por causa da sua formação, da sua história, da sua atuação? Desculpa, na advocacia você é patética.
Você não é nada. E você quer dar essa justificativa? Dá um pouco de vergonha na cara. Bom, então essa foi... Não sei qual nota de 0 a 10 você dá. Foi boa. O que a gente vê aí, então, algumas coisas a gente pode deduzir daí. A proximidade... Relação muito próxima com o Alexandre de Moraes. Várias reuniões com o Alexandre de Moraes. E aí a gente entra num outro assunto, né? Que o Alexandre de Moraes negando... Porque essas conversas não é do Vorcaro com o Alexandre de Moraes. É o do Vorcaro com a mão bolada, né? Sim.
conversas do Daniel Vorcaro com o Alexandre de Moraes, né? E isso foi publicado pelo Globo. E ele afirma que não é o telefone dele, é outro telefone, certo? É, aí ele pensa qual que é a confusão. E só pra explicar, porque, me corrija se eu estiver errado, pelo que eu li, eles escreviam em blocos de notas, não é isso? É isso. O Vorcaro. Ah, só o Vorcaro. Porque, o que que acontece? Não, só pra explicar, ele escrevia então em bloco de nota, mandava com uma imagem, aquela que é de visualização única. Única, aí não tinha como a PF ver, só que ele é tão burro,
mas tão burro que ele deixou nas notas. Ah, não. É, ele manda, ele printa a nota. E não deleta na nota. Como visualização única pra ninguém ver, aí ele deixa a nota no bloco de notas dele. Por quê? Ele exclui a nota, só que ele deixa o print. Ah, é, o print. Ah, é, o print. Fica o print como foto. Como foto, né? Como foto. O que que acontece? O que que acontece? O que que a Polícia Federal não conseguiu quebrar? Se o cara tira uma foto da mesa aqui, por exemplo, e escreve na foto o que é possível e manda de visualização única,
consegue quebrar esse sigilo. Então está perdida essa conversa. O Daniel Vorcaro viu que adotavam essa metodologia, mas ele tirava print. Essa de visualização única, eu não vi em nenhuma operação eles recuperarem isso. O Celebrate, o sistema que eles usam. O Vorcaro ainda printava? Ele printava. Aí a dúvida, se ele printava ou se ele mantinha tudo no bloco de notas. Essa é a questão que a Polícia Federal não elucidou ainda e seja qual for a alternativa
nos derem... Ele é burro. É burro. Exatamente. E o que aconteceu foi? Foi o Jornal Nacional que desmentiu? Foi o Jornal da Globo. Foi o Jornal Nacional. Por quê? O Alexandre de Moraes, ele lança uma nota falando, olha, não tem como saber, não tem nenhuma pasta dizendo que aquelas notas foram mandadas como mensagem para o Alexandre de Moraes. Só que essas notas foram as que nós da CPMI e do INSS tivemos acesso e que vazaram para a imprensa.
o Alexandre de Moraes estava pensando que era isso, mas não era isso. O que a Globo teve acesso é o que nós não temos acesso e que a Polícia Federal tem de troca de mensagens do Vorcaro com o Alexandre de Moraes. Aí ele desmentiu pensando que a imprensa só tivesse a CPMI, mas a imprensa tinha coisa da Polícia Federal. Aí a imprensa vai lá e fala, puta, você mentiu, porque a gente tem o acesso aqui, tem a perícia da Polícia Federal e confirmando que foi você.
a comparação do próprio Alexandre de Moraes julgando Alexandre de Moraes. Como ele fez com a Débora do Batom, que ela apagou mensagem. O que ele falou? Obstrução de provas. Ele usou... E era um caso muito parecido. Ela apaga o celular, apaga o aparelho, dá um reinício lá e as mensagens são perdidas. Durante as investigações. Isso acontece, obviamente, para você burlar, para você atrapalhar as investigações.
E ele acaba, existe um crime no Código Penal que prevê essa possibilidade, quando há essa obstrução de provas. E ele também decreta a possibilidade no Código de Processo Penal de você decretar uma prisão preventiva de alguém que esteja atrapalhando a investigação através dessa obstrução. Então existem aí duas sanções, entre aspas. Primeiro, você responder o processo preso preventivamente, porque você está obstruindo aquela investigação,
investigação sem contarmos. Você prende para evitar que atrapalhe mais. Então, dentro da jurisprudência do próprio, ele já estaria preso preventivamente. Em segundo lugar, há um crime no Código Penal que também está relacionado a você atrapalhar o curso das investigações. Então, para além de ficar preso durante o processo, você teria mais um crime, mais uma quantidade de pena lá ao final, dentro da jurisprudência do próprio. Levando em consideração dois casos
o dele e o da Débora do Batom e tantos outros. Quem nos acompanha pode abrir stf.gov.br, .jus.br e jogá-la na jurisprudência obstrução de provas que sairão diversos acordos, diversas decisões nesse sentido. Não somos nós que estamos falando aqui, é a jurisprudência que está posta. Segundo o próprio Alexandre de Moraes, o Alexandre de Moraes deveria estar preso. Resumindo a história, eu inclusive, depois dessas mensagens,
O senado pode fazer isso.
Ele já respondeu sobre isso?
da sua decisão. Ele não vai prestar contas do teor das suas decisões. Mas nessa hipótese é diferente. A gente não está discutindo o teor da decisão de um ministro. A gente está discutindo as relações de um ministro com um investigado por milhares de fraudes Brasil afora. Então são situações diferentes. A gente não está falando, ministro, vem cá. Por que você votou assim, assim, assim? A gente está falando, ministro, por que esse cara falou que encontrou com você? Por que ele tinha seu contato?
Por que que essas mensagens foram apagadas? Por que que a sua esposa tinha um contrato de quase 130 milhões sem que comprovem serviços que sejam compatíveis com todos esses honorários? É uma situação diferente, né? Sim. Porque eu já vi o Congresso várias vezes falar, não dá, dá. Não dá seguindo o fundamento que estava sendo utilizado. É, falar assim, ah, e a sua decisão? Não é a sua decisão. O ministro Alexandre de Moraes não deu nenhuma decisão sobre o Banco Master.
É a sua conduta, né? A gente quer fazer a sua conduta, exatamente. Porque seria a mesma coisa, porque nesse ponto,
teor de decisão, né? Está correto não poder convocar ministro por teor de decisão, né? Porque aí você tem... Crime de hermenêutica chama. É, porque aí, ele tem a interpretação da lei que ele dá, ele dá a decisão com base na sua interpretação da lei, da mesma maneira como a gente, como parlamentar, não é obrigado a prestar contas na justiça falando, ah, por que você votou desse jeito? Ah, eu votei porque eu quis. Ah, porque eu tive fundamento...
Ah, teve fundamento técnico, mas se tiver, se não tiver, não interessa, eu voto do jeito que eu quiser, né?
Imunidade parlamentar. Imunidade material. Agora, se vai lá, puta, o Kim, a mulher do Kim tem 129 milhões de reais em contrato com o banqueiro, ele vai lá, encontra o banqueiro, o banqueiro pergunta se ele vai conseguir bloquear as ações contra ele. Aí é outra coisa. Não tem nada a ver com o meu voto. Foi no dia que deu a merda que ele perguntou. No dia que ele seria preso, acho que pela primeira vez. Quando ele estava indo para Dubai.
manda alguma coisa sobre bloquear, não especifica o que. É, conseguiu bloquear, ele pergunta, né? Pelo contexto, o que vocês acham? Se você lembrar os fatos, quando começou a discussão sobre o Banco Master, o Vorcaro foi preso a primeira vez lá atrás no aeroporto indo pra Dubai no seu próprio jato. Então ele sabia que algo aconteceria. Ele não saiu correndo pra pegar o seu próprio jato pra ir pra Dubai porque ele resolveu, teve um estalo que ele queria ir passear em Dubai.
Sabia que a operação aconteceria. Informação privilegiada. Exatamente. Neste mesmo contexto, nesse mesmo período, neste mesmo cronograma, há essa mensagem que ele pergunta. Olha, você conseguiu bloquear aquela situação ou não conseguiu? É óbvio que o bloquear a situação por si só é só um elemento, é um ponto de partida que a Polícia Federal precisa desenvolver. Mas para quem olha de fora, diante de todo o resto que nós acompanhamos, é muito estranho.
estava fugindo, que ele sabia que algo aconteceria, ele manda uma mensagem para o ministro perguntando se algo foi bloqueado. Pelo menos dúvidas bastante razoáveis todo mundo tem em relação a isso. E a gente, enquanto sociedade, precisa de uma resposta. Pô, ministro, o que é isso? Toda questão prévia ao pedido de prisão. A questão não é acusar o Alexandre de qualquer coisa. É só ter as explicações, tá? Você está envolvido em várias coisas, seu nome está citado, e aí? Qual é a tua versão? Porque ficar quieto não
Pode. Não dá, não tem condições. Exato. É o Vilela, você tá falando... Não, porque ficar quieto parece que é assim, vou deixar o negócio rolar, porque parece que não é com ele, né? Porque eu vou colocar dois pontos aqui. Primeiro, essa postura de ficar quieto foi o que o Toffoli fez, né? Aí depois ficou tão insustentável que ele falou, não, sou o sócio, né? Mas não tem nada de... Depois eu queria que a gente colocasse o Toffoli e explicasse também.
Eu ia até por uma pimenta sobre isso. E o outro ponto que você falou, não se trata de acusar o Alexandre de Moraes. Olha, eu vou falar por mim,
pelo Vilela, então o Alexandre de Moraes for prender alguém, me prenda, não prenda o Vilela. É de acusar sim, gente. Pelo amor de Deus. Alguém acha que o Alexandre de Moraes não tá envolvido no escândalo do Banco Master? O cara tem essas reuniões de feriado junto com o Daniel Vorcaro, tem a troca de mensagens que ele coloca de visualização. É muita evidência, né, cara? Ele tem um contrato injustificável da mulher dele com 129 milhões de reais.
E tem outro ponto. A quebra também mostrou o Vorcaro puto com o Diário do Centro do Mundo, que ele queria comprar por 100 mil reais e o Diário do Centro do Mundo
inclusive atacou o Banco Central a mando do Vorcaro. E aí teve uma matéria no DCM que ele não gostou. Aí ele fala, vou foder esses caras e colocar no inquérito das fake news. Quem que é o relator? Alexandre de Moraes. Ou seja, é o Vorcaro falando abertamente que ele tem influência no inquérito que o Alexandre usa para perseguir adversário político. Então assim, me desculpe. Da minha parte, estou acusando, sim, o ministro Alexandre de Moraes está envolvido no escândalo do Banco Massa.
E na minha avaliação, o Alexandre de Moraes tem que ser preso. Porque, assim, é tão evidente, é tão patente. É isso que eu ia falar. A acusação, porque tem tantas evidências,
coisas que apontam para ele que realmente tem que ser investigado. E no caso de ser investigado, quem investiga? Quem investiga a Polícia Federal, como ela está fazendo, e quem denuncia é a Procuradoria Geral da República. A minha avaliação, que tem uma briga institucional agora, a Polícia Federal... E no ano de eleição, né? A Polícia Federal está vazando coisas, por quê? Porque o único instrumento que ela tem para fazer a investigação sobreviver é ter pressão popular e repercussão na opinião pública. Porque se depender da PGR, não vai andar nada.
ao Columbre, não vai andar nada. Explica para o pessoal por que se depender da PGR não vai andar. Porque a Procuradoria Geral da República tem uma relação muito próxima com os ministros do Supremo. O Paulo Gonê, ele é um procurador muito próximo dos ministros do Supremo. Inclusive, ele deu um parecer contrário à decisão do André Mendonça, se não me engano, de prender o Vorcaro. Foi isso que a PGR deu um parecer contrário. Então, olha só, o órgão acusador, com tantas provas de que o Daniel, com mensagem do Daniel Vorcaro,
dizendo que tem capanga pra quebrar jornalista fingindo que é assalto. Com esse nível de prova de que ele é um gangster, a Procuradoria-Geral da República, que geralmente, e aí o Acácio vai saber dizer com muito mais propriedade do que eu, é o órgão que, às vezes, quer acusar quando nem deve. É o órgão mais, digamos assim, agressivo, no ponto quando é um banqueiro poderoso falando, não, pô, não tem que prender, ele só tá mandando arrebentar um jornalista. Cara, coisa de máfia. A desculpa é que o André Mendonça deu 72 horas,
para a PGR se manifestar. E eles falam, não, é muita coisa para ver aqui, 72 horas não dá tempo. Meu amigo, se você ver um, dois fragmentos de todo o contexto, eles olhariam ali e falaram, não, realmente é para prisão. Você não precisa olhar tudo e ter uma certeza maravilhosa. Não, são justamente os fatos que conduzem a isso. Então não tem como a PGR falar, não, 72 horas eu não consigo manifestar. Isso é uma loucura. Eu acho que são dois pontos aqui. Primeiro, a PGR. O Procurador-Geral,
da República é nomeado, apesar de ser um procurador federal de carreira, ele é nomeado pelo presidente da República, é submetido a uma sabatina no Senado, na mesma dinâmica, numa dinâmica muito parecida com os ministros do Supremo Tribunal Federal. E até, se a gente olha para a sessão plenária do Supremo, é algo visual, mas é muito simbólico, o procurador-geral da República fica sentado ao lado do presidente do Supremo, vestindo
uma toga muito parecida com a deles. Então, há um convívio próximo e diário do Procurador-Geral da República com os ministros do Supremo Tribunal Federal. Em segundo lugar, o Procurador-Geral da República e os promotores de justiça Brasil afora, o nome promotor de justiça, eles não deveriam ser promotores de acusação. Eles deveriam fazer uma análise do contexto judicial, jurídico, e tomarem um posicionamento a favor da sociedade ou a favor daquele que é investigado. Mas não é.
Quem vive o direito no dia a dia sabe isso. Eles são muito mais promotores de acusação do que promotores de justiça propriamente. E aí, de repente, aparece um caso como esse, com uma robustez de provas enorme. Ele vai lá e fala, não, mas talvez não seja o caso. Em 99% das hipóteses, se não fossem essas as partes envolvidas, ele teria pedido a prisão preventiva. É fato. E é fato pautado em jurisprudência do Supremo,
para a Procuradoria-Geral da República, então não condiz a posição dele com o que acontece no dia a dia. Em segundo lugar, se você me permite, Vilela, eu vou pôr uma pimenta aqui. Olhando para o Alexandre de Moraes e para o Dias Toffoli, eu acho que um dos grandes erros do Alexandre de Moraes nesse momento é exatamente a sua postura, porque contra o Toffoli, a quantidade de provas, pelo menos na minha visão, é muito maior. Eu acho que o Toffoli está muito mais enrolado no Banco Master que o Alexandre de Moraes.
em relação a Alexandre de Moraes, nesse momento, são só indícios. São pontos de partida a partir dos quais podem surgir outras provas. Então, para ele se defender, para ele mostrar que não tem nada, bastaria ele próprio vir a público e falar, não é isso por isso, não é isso por aquilo. Algo que o Toffoli não conseguiria. E me causa perplexidade que ele não tenha feito isso até agora. E aí, a dúvida aumenta ainda mais. Pô, ele pode fazer.
Tem conhecimento técnico para fazer. Por que ele não está fazendo nesse momento inicial? Então eu acho que esse é o ponto que o parlamento, a sociedade tem olhado para a situação dele com mais perplexidade. Fala, pô, o cara tem a faca e o queijo para mostrar que não
tem nada a ver com a história, mas mesmo assim ele fica soltando nota que pode ser desmentida, é muito estranho, é muito sem sentido. Falando sobre perspectiva defensiva, alguém que fosse defendê-lo. A minha avaliação em relação a isso pessoalmente sobre o Néstor Alexandre de Moraes é que ele se acostumou durante muito tempo a ter uma posição de poder confortável. A não ser confrontado. Exatamente. Ele exercia como bem entender.
imprensa protegia ele, qualquer discordância em relação à atitude dele era coisa antidemocrática, ele era abertamente defendido pela Globo, né? Inclusive, jornalistas da Globo atuavam como se fosse um braço de assessoria de imprensa do Supremo, porque a jornalista ao vivo lia, olha, acabei de receber de um ministro, mas peraí, você apurou antes, você confrontou outra pessoa antes? Não, você acabou de receber do ministro, você vai ler ao vivo, né?
Isso não é jornalismo. Agora, a própria rede Globo, o Bagabeira, falou na Globo News,
que tem que dissolver o Supremo todo. Se alguém falasse isso... Se alguém falasse isso, sei lá, três meses atrás, a Globo estava falando que esse cara tinha que ser preso por ser um golpista. Agora a própria Globo está dando espaço para um cara dizendo que tem que dissolver o Supremo todo. Por que você acha que teve essa mudança de rumo da Globo? 67 bilhões de razões. É o tamanho do rumo da FGC. 67 bilhões. Esse é um ponto fundamental. Não só a Globo, né? Muita gente...
Abandonou o barco. É, um ponto fundamental é, os bancos, eles levaram um grande prejuízo nessa operação do Vorcaro. Os bancos em geral. Os bancos, porque eles pagam um fundo garantidor que foi usado pra bancar o rombo do Vorcaro. Que zerou. E aí, os bancos chegam, né, em quem eles patrocinam, né, exemplo, a Rede Globo, tem propaganda de banco, e falam, e aí, meu, o cara me fodeu aqui. E vocês não vão fazer nada? Aí, tem até o Valdo Cruz, que ele fala o seguinte, olha, no inquérito ali do Gol,
Poupi, no processo, a gente defendeu e até falava, olha, de fato, críticas contra o Supremo estão sendo usadas para descredibilizar a instituição e atentar contra a democracia. Aí ele fala, agora não tem nada a ver com democracia, é roubo. Então tem essa mudança de postura que, na minha avaliação, faz com que o Alexandre de Moraes saia de uma posição de conforto, exercendo poder, para agora ser confrontado.
isso, minha opinião só. Minha opinião pessoal. O Alexandre de Moraes está todo cagado. E por isso ele está começando a errar. E por isso ele está começando a... Exemplo desse erro grotesco que o Acácio falou de dizer que é mentira. Aí, mano, a PF e a Globo... Porque a Globo deu o furo, né? Assim como de vez em quando a França também dá. E aí... Aí ele vai e desmente... A Globo deu o furo. A Polícia Federal vazou. Aí ele vai lá e desmente. A Polícia Federal vai pra cima. A Globo também. Então, assim,
de Moraes, nesse momento, encontra-se num mar de cocô, e por isso desesperado ali, tentando não se afogar ali nas fezes. Eu discordo das razões. Sabe o que eu acho? A gente começou falando sobre isso. O Banco Master, desculpa, Vilão, o Banco Master quebrou a polarização. O Banco Master, quando ele quebrou a polarização, quando os dois lados foram jogados pra confusão, primeiro, o Alexandre de Moraes, que era muito defendido pela Globo, pela esquerda, deixou de selo. Em segundo lugar,
direita também não tem como atacar exclusivamente o Alexandre de Moraes por isso. Então você quebra a polarização, é todo mundo jogado no mesmo liquidificador e a Globo viu ali uma oportunidade, porque a Globo era um pouco refém da polarização nos últimos tempos. Ela escolheu um lado. Se a gente for lembrar, o Kim é novo pra isso, mas a gente aqui tem idade pra lembrar, até 20 anos atrás a Globo era o centro do poder do país. Com a polarização a Globo perdeu
um pouco isso. Então, na minha cabeça, eles viram uma oportunidade de retomar isso. Para retomar esse protagonismo onde eu piloto do jeito que eu quero, eu preciso pôr todo mundo no liquidificador e jogar meus aliados e adversários aos leões. E eles estão fazendo e pronto. Eu acho que é um pouco isso. Eu acho que se casa muito. Se a gente volta 10 anos atrás, por que a Lava Jato aconteceu? Você tinha em Curitiba uma coincidência, confluência de forças entre o Judiciário, através do Moro.
MPF, você tinha Receita e você tinha PF. As quatro trabalhavam juntas. E apoio popular. E apoio popular. O que que acontece? Quando entra o Bolsonaro, o MP do Rio de Janeiro começa a investigar o Flávio, conseguem jogar isso pra Brasília. A Lava Jato também, ela já estava se esgotando em relação aos principais... Posso ensinar só um elemento importante? Pode. Na época era um grande rachadão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro inteira. E o presidente
era o siciliano, petista, que hoje é assessor da Glaze na Casa Civil, e nesse mesmo escândalo estava o Flávio Bolsonaro, que é deputado estadual. Então o André Siciliano estava na mesma rachadinha, o PT estava na mesma rachadinha do Flávio Bolsonaro. O que acontece ali? Quando a Lava Jato vai para Brasília, isso coincide com a questão do Flávio, eles têm que matar o COAF para livrar o Flávio, que a gente pode colocar o COAF e a Receita trabalhando junto ali
até de confluência de funções. E para acabar com a Lava Jato, eles fazem a diferenciação, Judiciário e MPF de um lado, então o Aras muito bem alinhado com o STF na época, e ele subjuga a PF e a Receita. O que a PF e a Receita fizeram desde então? Eles não tinham liberdade funcional. O que acontece agora? Com o enfraquecimento desse lado, a PF e a Receita voltam a crescer novamente.
só que não mais em acordo. Então hoje nós não temos aquela tempestade perfeita, digamos assim, da Lava Jato. Você tem o Judiciário favorável a fazer uma desforra, o MPF favorável a fazer uma desforra, até porque hoje o MPF e o Judiciário estão umbilicalmente implicados. Só que você tem uma coisa, quantos ministros do STF são realmente provenientes da magistratura? Muito poucos.
um descasamento. Qual que é o sinal que o STF passa quando o Alexandre de Moraes abre um inquérito contra o presidente do sindicato dos funcionários da Receita? Então, no final do dia, o STF é muito forte, mas ele era muito forte naquela época porque ele tinha toda a magistratura com medo do fim da democracia, ele tinha subjugado essas linhas da burocracia como a Receita e tinha ali um alinhamento
claro entre a imprensa, a esquerda e o STF. Isso se quebrou agora. E por que eu acho que todo mundo decidiu atuar? Primeiro, a magistratura está vendo que vai ficar feia até para ela. Ela que vai ter que pagar parcialmente essa conta e está pagando. E o cara que prestou concurso, que fez a estratégia concursos, passou no concurso para a magistratura, está tocando a carreira ali de forma honesta.
O cara olha para cima e vê o Alexandre de Moraes, sempre foi um cara político e tudo mais, se colocando como o supremo de algo que é parte da vida dele, não é legal. Aí adicionamos a questão dos bancos. Imagina o seguinte, você é dono do Itaú. Você tem 30 bilhões de lucro todo ano. E um terço do teu lucro esse ano vai ser para matar um rombo de um Zé Ruela, que o Daniel Vorcada... Um peleleca. Um peleleca da vida. Um peleleca da vida.
É, porque, assim, os grandes banqueiros é old money, né? São famílias que são ricas há muito tempo. Aí que vê, mano, o que é essa ralé? O que é esse plebeu? Tá com um banco de 60 bi e tá no mesmo status que eu. Pelo menos, minha família é rica há 500 anos. Que porra é essa? E criando o problema, né? E como que o cara chegou a isso? É uma série de acordos pra corrupção e pra evitar o combate à corrupção. Porque, assim, cara, se o peleleiro...
leco do Daniel Vorcaro chegou até aqui e ele está corroendo um terço do FGC, quase quebrando todo o nosso negócio, a gente tem que fazer alguma coisa, senão isso vai voltar. Imagina se o Dias Toffoli e o Alexandre de Moraes não caem. Daqui 10 anos a gente está com três bancos master. Se o Ciro Nogueira não cai... Vão surgir outros. Vão surgir outros. Então a elite que manda no Brasil de fato, que são os bancos, que são a alta burocracia, eles começam a olhar para o cenário e falar, meu amigo,
A partir daqui, a partir de agora, quem está pagando sou eu. Eu não vou pagar essa conta, não. Não vou pagar essa conta. Mas vamos colocar, então, como funcionava o esquema do Banco Master. Fechou. De uma maneira bem simples. Imagina assim, vamos lá. Nós temos aqui Daniel Vorcaro como o cara dos fundos. Nós temos o crédito sexta e nós temos o mercado de capitais. Qual que era o esquema do mercado de capitais? O Nelson Tanuri quer comprar a Copel Telecom. Ele realmente comprou a Copel Telecom.
fazer uma oferta, ele precisa dar garantia. Ele não tinha o valor em garantia. Então, o que eles faziam? Entre Tanuri, Reag, Banco Master e vários outros fundos que eles tinham em parceria. Eles criavam fraudes no mercado de capitais para inflar o preço das ações de algumas empresas que o Nelson Tanuri tinha controle, como a Ambipar, como a Gafisa. Então, o que eles fazem? É uma pirâmide.
o seguinte, o cara, parte dos investidores, eles só olham o gráfico. Ah, está crescendo, está uma trajetória legal, vou comprar. O que eles faziam? Ficavam vendendo entre si. Aumentava o volume de trocas e isso aumentava o preço. E a gente não está falando assim, aumentou uma, duas vezes o preço. A gente está falando tipo 800 vezes o preço. Esse é o nível de aumento. Com esse valor inflado, eles tinham duas coisas. Primeiro, eles tinham capital.
interno do banco, que eles conseguiam apresentar, ó, eu tenho aqui, antes eu tinha um milhão de ações da Ambipar, agora eu tenho 800 milhões. Pela regra da Basileia, a cada um real de ativo, eu posso emprestar 10. Caramba. Então, o Banco Master... Essa é a regra do mercado bancário internacional. Então, em 2019... Tanto que a BlackRock agora a galera está querendo tirar lá o dinheiro. Exatamente. Então, vamos lá. 2019, o Banco Master, ele
volta a operar ainda como máxima, ele tinha 600 milhões de patrimônio e 2,5 bi de CDB. Dois anos depois, eles já tinham 17 bi de CDB. Quando quebrou, eram 60 bilhões de CDB. Então, o que eles faziam? Faz o empréstimo, isso retorna, o dinheiro das pessoas vem, esse dinheiro eles jogam para fundos. Esses fundos ficam rodando dinheiro para aumentar o capital dessas empresas.
partir disso, eles compram outras empresas. A Copel Telecom, eles compraram por 2.5 bi. O Nelson Tanuri assume a Copel Telecom, ele emite 1 bilhão em debêntures. Debênture é o seguinte, eu posso estar na Bolsa de Valores, eu vou vender minhas ações. Se eu não estou na Bolsa de Valores, eu vendo um título de crédito, que é uma debênture. Então, eu chego para o mercado e falo assim, eu quero fazer um projeto de expansão aqui para a Copel Telecom, quero dominar todo o sul do país, vou precisar investir em
físico, eu preciso de dinheiro. Eu preciso de um bilhão, eu vou pagar isso aqui em 15 anos. A taxa é tal, se você quiser vem, se não quiser não vem. De um bilhão, ele devolveu 400 milhões para fundos do Banco Master. Hoje a Coppel Telecom tem um buraco de 400 milhões de debêntures que o senhor Nelson Tanuri emitiu no mercado, botou o dinheiro pra dentro e colocou no Banco Master. Então, esse era o jogo. Primeiro, você inflar ativos pra aumentar o teu capital
Você criava papéis, né? Exatamente. Primeiro nos capitais existentes. Vou fazer uma analogia bem porca e imprecisa, mas didática, né? É o seguinte, eu quero comprar uma inteligência limitada. Aí eu quero dar uma casa como garantia. Aí essa casa vira um milhão de reais. Aí eu pego França, eu falo França, faz uma oferta de dois milhões pela minha casa. Aí eu pego a casa, faz uma oferta de três milhões pela minha casa. Aí eu pego...
Beleza. Cheguei aqui... Minha casa vale três milhões. Minha casa vale 15 milhões. Olha o tanto de oferta que está tendo, todo mundo está querendo comprar. Vale pra caralho essa minha casa.
casa. Posso dar como garantia pra pegar a inteligência limitada? Aí você pode. Aí eu pego a inteligência limitada, quando você vai executar a garantia, a casa vale 15 vezes menos. Só que pega a inteligência limitada, usa isso aqui como garantia, roda o mercado falando, ó, inteligência limitada agora cresceu, vamos triplicar de tamanho, precisamos de investimento, quem confia no Vilela, tal, vem e compra esses títulos. Daí com esses títulos... Eu tô com inteligência limitada, agora eu quero contratar o Igão e o Iginho.
Então, cara, esse é o esquema. É uma bola de neve. Mas a galera já sabia que isso... O mercado já sabia que isso estourou há algum tempo. Já se falava disso? Vamos lá. A revista Piauí, que é uma revista vinculada ao Banco Itaú, já vem denunciando isso desde 2021. O Banco Central emitiu 18 alertas durante a gestão do Roberto Campos Neto para que o Banco Master parasse de fazer
esse tipo de operações. A CVM, a crise na CVM é histórico, histórico de cair presidente, comissão de valores imobiliários. É a autarquia que cuida o regramento dessas vendas de títulos, não só mercado de capitais, mas debêntures, como eu te disse. Então, esse é o grande problema. O problema do Banco Master não é porque ele não foi identificado,
identificado, assim... Tinha muito apoio político pra não cair. Exatamente. Tinha muito apoio no judiciário, mas o mercado inteiro já tava puto, denunciando e falando. E outra coisa, que era um dos grandes, um dos esquemas que mais chamou atenção no Banco Massa. O cara vendia, né, um CDB pra você, né, então você, pô, vou fazer um investimento seguro aqui, que ele tava prometendo um rendimento que ninguém dava. Nem outro banco. Um puta rendimento. E aí, a própria propaganda já te dizia, olha,
É um puta rendimento, você fica desconfiado. Mas até 250 mil, o fundo garantidor te paga. Os caras ainda jogam nas costas. É, 250 mil você está tranquilo. Ele usava como fiador uma coisa que é para crise. Não é para você ficar emprestando e lucrando e socializar o prejuízo e você privatizar o lucro. Não, era um negócio popular. Agora não dá para negar. Não sei se foi o Peleleco ou não, mas era um esquema muito bem estruturado.
para vender papel, para comprar essas empresas. Aí eles perceberam que dava para lucrar com isso. Além de inflarem as empresas nos próximos negócios, eles abriram para o mercado efetivamente, porque não sei se vocês concordam, mas na minha primeira leitura, o Banco Master não abriria esses títulos, esses CDBs para o mercado. Mas quando eles perceberam que tinha uma possibilidade, eles foram para o público em geral. Eles criaram uma segunda frente de fraude,
mais popular, uma frente mais rentável, inclusive. Tanto que eu tenho amigos que são servidores do Tesouro, gente que entende muito do assunto, e que falou, cara, eu comprei esse DB do Master, óbvio. Eu comprei até o nível. Não tem onde perder. Comprei até o teto. Eu vou ganhar acima e ainda tenho a garantia de... Comprei até o teto, dei uma grana pra minha mãe, dei uma grana pra minha prima, que é por CPF, comprou até o teto, comprou até o teto.
Esse esquema de pirâmide. E vamos falar de Malu Gaspar, que agora estão atacando
e parece que ela já estava denunciando antes da prisão, inclusive, dele. Ah, não. Ela foi uma das jornalistas que mais, se não a que mais, bateu nesse assunto. É uma jornalista influente, de peso, então eu acho que, de certa maneira, tem uma queda de braço aí. Tem gente muito poderosa querendo derrubar, mas ela é uma jornalista bem estabelecida, não à toa está tendo espaço na Globo agora, e aí o veículo no qual ela trabalha compra a briga dela. E ela, sem dúvida, fez um excelente trabalho, continua fazendo,
continua peitando, e eu não tenho a menor dúvida de que, assim, é comum em grandes veículos de comunicação, você receber ligação de ministro e falar, ó, meu, seu jornalista aí tá pesando a mão, né, ó, segura aí. Então, com certeza a Globo, a Globo e o Globo, tem recebido ligações ali em relação a Malu Gaspar. E ela tá peitando, e ela tá bancando. Então, eu acho que ela tá, digamos assim, alguns papéis, exercendo um dos papéis fundamentais
fundamentais para manter essa pauta viva, principalmente na grande imprensa. E ela já teve um papel parecido na Lava Jato, né? Sim, sim. Ela exerceu um papel muito parecido, né? Tem um livro sobre, inclusive, dela. Eu acho que isso tem que ficar claro, né? Eu acho que é um ponto até para a gente pontuar. Como a mídia está sendo importante para a resolução desse caso. Porque se não fosse a mídia, inclusive, vamos dizer assim, um pedacinho da linha editorial das manifestações da direita,
fazendo caminhada para qualquer outra coisa. Porque eles estão lá pelo like, não estão... Mas agora tem que colocar lá o Fora Toffoli, o Fora Moraes, em resposta à mídia. Em resposta à cobrança social que vem a partir da mídia. Tem muita gente que pede, não, o povo tem que ir para a rua. O mensalão aconteceu sem o povo ir para a rua. O Collor caiu com o povo na rua. Então, há convulsões sociais que acontecem sem a necessidade do povo ir para a rua. E as pessoas têm que ter noção disso. E para mim,
Hoje, a grande questão, o grande nó está na mídia, na mídia tradicional. Se eles conseguem desfazer esse nó, talvez a pressão baixasse. Porque não tem, sejamos sinceros, não há uma condição política para fazer isso. Não há, não há. A não ser que vire uma guerra aberta, um tentando matar o outro, o primeiro que matar o outro vai ganhar, beleza. Então todo mundo vai se machucar, mas pelo menos eu garanto minha prevalência.
acontecendo. Mas falando no Nicolás, ele usou o avião do Vorcaro e está sendo cobrado por isso e ele falou que não tem nada a ver. Não tem nada a ver mesmo ou é algo preocupante? Olha, eu acho o seguinte. Se, e aí agora estão levantando mais coisas sobre isso. Se ele utilizou o avião do Vorcaro durante a campanha, durante a sua campanha de deputado federal, sem declarar, é Caixa 2. Aí pode dar problema para ele. Hoje, legalmente, não existe nenhum problema do Nicolás utilizar aquele avião.
Agora, esse é outro ponto que os bolsonaristas não podem falar. Existe, inclusive está na quebra do Vorcaro, uma relação muito próxima do Vorcaro com a Lagoinha. Lagoinha, que é uma igreja muito próxima do Nicolas e de bolsonaristas. Então, a Lagoinha, que tem esse envolvimento umbilical com o Vorcaro, do Banco Master, é outro ponto que nem Nicolas, nem Flávio, nem nenhum bolsonarista tem coragem de falar. Porque eles têm uma ligação muito próxima. Tanto que na CPMI do INSS,
quando tentaram apresentar quebra da Lagoinha, convocação da Lagoinha, os bolsonaristas se posicionaram contra. Então, é uma situação que eles estão muito acuados, que eles não podem falar sobre isso por causa da sua proximidade. E aí, uma das únicas que tem falado, e eu preciso fazer justiça, é a senadora Damares, falando sobre a relação de igrejas corruptas vinculadas ao escândalo do INSS, que os próprios bolsonaristas
bolsonaristas não têm coragem de falar por causa da sua relação com essas igrejas e que agora estão batendo nada a mares. Os bolsonaristas estão batendo nada a mares por ela levantar isso. Então, que me entre em mais um ponto que eu sempre falo, né? O bolsonarismo não é um grupo de ideológico construído a partir de uma base sólida de ideias que eles defendem. É o grupo. Se o grupo roubar, estamos juntos, né? Se qualquer ataque que é feito contra o grupo, ainda que ataque justo, denúncia justa,
eles se blindam ali e muitas vezes utilizam uma militância cega para fazer essa defesa. Agora eu preciso falar de um ponto que o França colocou, de que às vezes tem resultado sem gente na rua, às vezes tem resultado com gente na rua. Eu sei que até para quem me acompanha é cansativo de eu repetir isso tantas vezes, mas em nenhum país sério, em nenhum país minimamente decente, um escândalo desse tamanho estaria acontecendo e o país não estaria parado. Isso, com certeza. E não teria manifestações...
maiores até do que da época do impeachment. Qualquer país minimamente decente... Gente, e aí, assim, mais uma vez sendo chato pra quem me acompanha, esse ano eu estive no Japão. Gente, no Japão, o ministro da Agricultura caiu porque dizia que não se importava com a inflação do arroz. Ele disse, ele não roubou, ele não tomou alguma medida ruim, ele disse que, ah, pô, e a inflação do arroz? Ah, nem sei quanto tá o arroz porque quando eu vou na minha base eleitoral, meus eleitores dão de presente. Foi essa a frase dele.
renunciou, pediu desculpas em rede nacional e saiu do seu cargo, porque disse isso. E, assim, se acontecesse um negócio desse no Japão, o político que fosse pego, envolvido nisso aí, ia chamar em rede nacional, pegar a espada e se suicidar. Falar, olha, eu sou uma vergonha para o meu país, eu sou uma vergonha para a minha família, eu não quero que essa vergonha entre para a história da minha família e do meu país, eu vou me matar para limpar a minha honra. E, assim, aqui tem coisas muito menores que o país deveria estar
parado por isso. Primeiro o INSS, né? O super salário de juiz e de promotor, também que assim, um negócio de 15 bilhões por ano e as pessoas agem como se fosse uma coisa normal. Se fosse, se as pessoas caíssem por coisas que falam no Brasil, né? Porque o paralelo que eu faria com essa fala do ministro da Agricultura do Japão é o se comprar, não compre se estiver caro. Se está caro, não compre do Lula. Assim, gente, num país minimamente decente, o povo não pensar
em mais nada e pararia até que isso se resolvesse. Mas nós não estamos em país decente. Sabe qual que eu acho que é o problema pra que isso não aconteça? Vou pôr os dois, Master e INSS. Polarização. Os fanáticos dos dois lados estão meio perdidos com isso. O cara não sabe. Pô, eu vou bater no outro, mas o meu tá vinculado com isso. O outro tá batendo em mim, mas o dele tá vinculado. Tá todo mundo perdido nessa história. Por isso que acho que o povo não foi azul, mas o povo não critica. Eu acho que várias máscaras estão caindo, porque você vê pessoas,
que se dizem feministas, batendo na Malu Gaspar e falando que ela tem que ser parada a qualquer momento. Parada como? O que está querendo dizer com isso? Feminista e democrata. Democrata, é. Desconfiando de jornalistas de mulheres, desconfiando de políticos que já foram da base ou simplesmente porque estão querendo que haja justiça. Mas eu queria colocar agora, falar um pouco do Dias Toffoli, a relação dele em todo esse escândalo. Tem também o Augusto de Arruda Botelho,
Jatinho dele também, pra Libertadores. Porque o que a gente tá vendo é, cara, Kim, não se meta nessas coisas aí, cara. É tudo meio misturado, né, cara? Jogo de poder, anda no jatinho de não sei quem. Pega o... Pô, anda no Celta do... Do Boulos, pelo menos, né? Mas não vai pegar o jatinho dos caras. Cara, o que é isso? Parece que tá tudo ligado lá em Brasília, cara. Um anda no jatinho do outro e tá... E aí fala, não, mas a gente não discutiu. Só pra... Então, pra explicar quem...
Jatinho do outro... É, mas não jogando jatinho do outro. Cuidado com o jatinho dos caras. Mas só pra falar... Pode acabar espurrado. Só pra falar porque que é um problema. Porque o Augusto é advogado do Master. E ele era do governo Lula. Muito próximo do Lewandowski. E pode viajar. Pode viajar no jatinho do... Não deveria, né? Num país.
Estou num país sério. Ah, mas não falamos sobre isso. É, não. Só falamos sobre futebol. Ah, puta que pariu. Que desculpinha esfarrapada, né? Olha lá. Eu sou advogado do France. O Acácio é o ministro que relata o caso que pode prender o France por 20 anos. Eu vou pegar um avião com ele e vou falar só de futebol? Pô, pelo amor de Deus. E demonstra uma amizade também, né? Não, é claro. E o outro dono do avião era o empresário, né?
Era um terceiro aí na confusão também. Que foi filmado chegando no Tayhaya com o André.
Exatamente. Então quem que é o Toffoli? Vamos colocar ele na conversa. Não, quem que não? O Toffoli? É o amigo do meu amigo. O Toffoli tem dois problemas já identificados, vinculados a esse grupo. O que acontece? Foi interceptado conversas do Daniel Vorcaro com o Fábio Faria, ex-ministro do Bolsonaro, tratando justamente de uma decisão sobre precatórios da época que houve uma intervenção do governo federal
de álcool, sucro alcooleiro no Brasil. E isso gerou um prejuízo desgraçado para essas empresas. E um dos negócios do Daniel Alvorcaro era comprar títulos de processos judiciais que ainda não foram julgados ou precatórios que já foram julgados. Já é um valor estabelecido, mas está na fila para receber. O pessoal lá tem 100 milhões para receber. O Daniel Alvorcaro compraria por 20 milhões, por exemplo. Só que o Daniel Alvorcaro fazia um negócio muito mais arriscado.
que ele comprava antes do término do processo. Então você tem mais um componente de risco. A conversa do Daniel Vercari com o Fábio Faria era sobre decisões relacionadas ao sucro alcooleiro, que o Dias Toffoli, numa decisão anterior sobre um caso parecido de outra empresa que envolvia algo 150 milhões, que era de propriedade do BTG, ele voltou contrário.
aproximação do Vorcaro com o Toffoli, a partir do Fábio Faria, e num passe de mágica, ou numa... Talvez o Toffoli tenha se debustado sobre a questão, mudou de opinião. Fato é que ele mudou de opinião e isso deu um ganho para o Vorcaro de 1,5 bi. Além disso, nós temos a questão da própria investigação. Então, você teve a primeira fase da carbono oculto, algumas pessoas foram presas. Na segunda fase, já foi na mão do Toffoli.
qual era a possibilidade de atingimento das pessoas envolvidas, ele avoca o processo para si com base em um contrato de compra e venda do imóvel entre o Daniel Vorcaro e um deputado. Um deputado da Bahia. Um deputado da Bahia, qualquer, do União Brasil, se não me engano. Então, um contrato regular, sem qualquer indício de corrupção, o Dias Toffoli usa isso para puxar a relatoria para ele e toma todas as decisões. Avocar o processo para o Supremo.
a relatoria pra ele. Exatamente. E aí, esses são os dois pontos que o Toffoli ainda não explicou em relação ao Daniel Vorcaro. Aí nós temos que ir para o Tayhaya. O Tayhaya foi fundado em 2005 por duas pessoas. Pelo Mário Degani, que é primo do Toffoli, e por Euclides Gava Jr. Esses caras compraram o terreno do Tayhaya nos anos 90. É margem, é beira de represa.
Então, quando construíram a represa, eles fizeram algumas projeções de alagamento que não se concretizaram e sobraram algumas ilhas, alguns locais de encosta, que a própria empresa de energia vendeu isso e o Mário Degani comprou. Duas ilhas, que ficam bem em frente ao Tayhaya, e aqui o Tayhaya. Em 2005, eles se fundam, correm tranquilamente até 2017,
sem qualquer alteração societária, sem nada diferente. Em 2019, aparece uma tal de Maridit, que, na minha opinião, se relaciona a Marília Dias Toffoli. Marília é a cidade da família, Dias Toffoli é o sobrenome da família. Boa sacada. Talvez não tenha sido só minha, mas se você aprendeu comigo aqui, que você vocaliza lá na frente através do França. O que acontece?
de 2019, a Maridit entra, vira sócia de 33% do Tayhaya, que é um colosso, é um colosso de um resort. Ali eu chuto baixo, vale mais de um bilhão de reais. O que acontece? Qual que é o grande problema? A Maridit recebe um terço e não paga nada por isso. Quando a gente analisa os contratos sociais, o interior do contrato social da DGEP, que é o CNPJ do Tayhaya, aparece que
a partir daquela data, a Maridite passa a ter 33% das cotas e que o pagamento seria por compensação de dívidas que o Tayhaya tem em relação à Maridite. Qual que é o grande problema? A Maridite tinha sido fundada dois meses atrás. Como que uma empresa recém-fundada teria, contra um resort, uma dívida que representa 33% da empresa? Não tem como. Não tem como.
lógico, racional, dentro da loja jurídica, econômica, para justificar isso. Ou surgiu antes e deram essa roupagem para parar de pé. É o único caminho que se tem. O que acontece? Em 2020, entra outro sócio, que é a Família Ferro. A Família Ferro é uma família de bandeirantes, que é próximo ao resort Tayayá. Há alguns termos ali em bandeirantes, eles trabalham com esse mercado. E a partir da entrada da Família Ferro, eles lançam o Tayayá Porto Rico.
No Tayayá, Porto Rico, outra cidade do Paraná, outra região do Paraná, outra represa, eram sócios Maridite, Família Ferro e Família Massa, Ratinho Júnior e Ratinho Pai. Paralelamente, no Tayayá Ribeirão Claro, no final de 2020, o fundo Arlim, que era mantido pela REAG, entra e compra 18%
das cotas da empresa. Então, eles tiram dos fundadores, o Euclides Gava, ele sai nesse momento, ficam na empresa. Mário Degani, Maridit, Família Ferro e o fundo Arlin. O que acontece nesse mesmo momento? Em 2015, o Mário Degani compra um terreno atrás do Tayhaya. Ele compra o terreno, o terreno fica ali, não mexe em nada. No momento que Arlin entra na sociedade,
de parte daquele terreno. Então, era um terreno quadradão. Imagine aqui... Vou até colocar aqui se quiser. Bom, imagina que aqui é o Tayayá. Era uma baía aqui. Aqui está o Tayayá e aqui tem duas ilhas. Eles compram um terreno aqui. Na incorporação, eles tiram um talho desse terreno e separam. São duas novas matrículas. Uma matrícula fica solta e a outra é incorporada ao resort Tayayá. Tá uma bosta.
Mas é o que eu posso fazer. Não tá dando pra entender biromba nenhuma na sua mão aí nesse terreno. Nesse terreno de mão que você fez. Em síntese, em síntese, parte desse terreno é incorporado ao Resort Tayaya e eles lançam o EcoView, que são 17 sobrados, construídos um pouco pra cima do resort, que tem uma visão de toda represa, e são os sobrados de alto luxo.
sobrados, segundo pesquisado pela mídia e visita no local, dois desses sobrados são de usos exclusivos do diastófilo. Então, na minha opinião, o que aconteceu ali? Esses sobrados são aqueles sobrados de cotas, que tem vários investidores, um grupo de pessoas pode comprar um mesmo sobrado. E não é nenhum preconceito, o pessoal do Paraná não vai me xingar por isso. Mas me causa perplexidade que
bilionários brasileiros, que antes tinham casas em Miami, em Aspen, de repente, depois da entrada da Maridit, resolveram comprar cotas destes sobrados em Ribeirão Claro, no Paraná, no Tayhaya, de repente, nesse intervalo. E como é compartilhado, um bilionário brasileiro que quisesse usar aquele sobrado ia ligar para o seu João, que cuida da gente, e falar, seu João, amanhã veja se eu posso ir
passar o final de semana no meu sobrado, porque eu não quero ir para Miami, não quero ir para Aspen, não quero ir para Nova York. Isso também, para mim, foge do normal. Por que tanta gente poderosa, de repente, quis comprar cotas destes sobrados de alto luxo? Sobre comprar cotas, eu não posso afirmar isso, porque nós tínhamos a matrícula mestre. Então, a gente tirou os registros no cartório de... Então, nós tínhamos todas as matrículas vinculadas a cada uma das cotas.
obviamente não conseguiríamos analisar todas porque seria papo de mais de um milhão de reais para tirar a certidão de todas. Mas nós levantamos por amostragem e na amostragem que nós levantamos não há nenhum bilionário comprando coisa lá. A grande questão ali é compra em relação à sociedade primeiro e em relação aos terrenos. Então, primeiro, entra Arlin com 35 milhões, que é um valor próximo ao valor que seria necessário para investir nessas novas casas.
que duas ficaram com o Dias Toffoli. Inclusive, é o valor que aparece e já foi demonstrado, primeiro um depósito de 10 milhões e depois um depósito de 15 milhões, de 25, que daria os 35 milhões que foram aportados. O estranho é que os caras fazem um aporte, eles constroem, eles vendem e depois eles simplesmente saem da sociedade. Então você, ah, tá tranquilo. Cara, fiquei feliz de te ajudar aqui, não precisa cobrar nada, eu te mandei 35 milhões, mas você é um grande amigo,
meu. Eu tô saindo da sociedade, fica pra você. Pode vender, que aí é a segunda etapa. Hoje, o Tayhaya não está vinculado ao CNPJ nem da família Dias Toffoli, nem do Banco Master e nem dos seus fundadores. Hoje, o resort Tayhaya tem um único dono, Paulo Humberto Barbosa. Paulo Humberto Barbosa é o advogado da JIF, Joesley e Wesley Batista. Então, logo depois do Dias Toffoli,
e dar uma decisão que desobrigava a JBS de pagar 10 bilhões em multas em relação à Operação Lava Jato. Pouco tempo depois, o advogado da JIF decide que quer investir na Grande Ribeirão Claro. Então, primeira coisa, ele compra o Taiaia inteiro, ele compra um terreno ao lado do Taiaia por 27 milhões, 17 hectares, 27 milhões. Se não me engano, dá 600 mil reais por hectare.
O Mário Degani, o primo do Toffoli, quando ele sai do Tayhaya, ele monta outro resort pra ele do lado do Tayhaya, que é o Praia de Cuca. Pra comprar o terreno desse novo resort, ele paga 100 mil pelo hectare. Como que o Mário Degani, no mesmo tempo, está comprando e construindo um outro resort ao lado do Tayhaya por 100 mil reais o hectare, eu, seu Paulo Humberto Barbosa, do outro lado do resort, está comprando um terreno. Eu estive no terreno, é um terreno vazio.
nenhuma benfeitoria, não tem nada. Eles só vão ampliar a marina por 27 milhões de reais. Isso é inexplicável. Isso é inexplicável. E assim, não é a ouvir falar, eu tenho a documentação, eu li a documentação. Inclusive, o último pagamento é agora dia 5 de maio. Talvez a família que vendeu, achou que estava fazendo negoção, devem estar meio desesperados para o que fazer com esse dinheiro, como sumir com esse dinheiro,
se virar aí, porque foram 20 milhões em dinheiro e 7 milhões em cotas do resort. E dos 20 milhões em dinheiro foram 4 pagamentos de 5 milhões, 2 foram feitos no ano passado, o terceiro foi feito dia 5 de fevereiro agora e o último está para 5 de maio. Então, em síntese, essa é toda a história do Tayhaya. Foi fundado por um primo do Toffoli, o Toffoli vira sócio do nada, sem aportar
nenhum tipo de capital por uma dívida que o resort tinha com ele. A partir da entrada dele, duas famílias bem estranhas passam a ser sócios e eles começam a ampliar o negócio, seja em Porto Rico, que é outra região do estado que está se construindo o Tayhaya, seja no próprio Ribeirão, claro, a partir da expansão do território. E esses investidores, de uma hora para outra, decidem que o negócio não é mais interessante, saem da sociedade com nenhuma comprovação que receberam
sobre isso, e hoje o resort é de propriedade do seu Paulo Humberto Barbosa, que é advogado justamente de uma empresa que foi beneficiada por uma decisão do Dias Toffoli que desobrigou a pagar 10 bilhões de reais em multa. Hoje... Só fazer um parênteses, 10 bilhões em multa do acordo da... O acordo que ela fez. O acordo que ela fez. Que ela admite, roubei mesmo. O que você tem em volta hoje do
Você tem esse terreno que eles compraram por 27 milhões. Você tem uma fazenda ao lado que eles compraram por 35. Você tem... Eles estavam construindo uma pista de pouso. Eles compraram a pista de pouso também. Estão terminando ali. Então toda aquela região eu passei a chamar de Tofolândia. Porque você tem o resort Taiaia. Do lado você tem o Praia de Cuca que é do primo. Na frente do Taiaia e do Praia de Cuca. Tofolândia é maravilhoso. Você tem mais duas ilhas.
Tem a Gilmarlândia no Mato Grosso, tem a Tofa Lândia no Pará. É verdade. Gilmarlândia. Exato. Que país! Esse país é maravilhoso. Não, eu adoro esse país. Não, e o cara felizão ainda, né, cara? Eu adoro. Mais uma vez, mais uma coisa brega, né? Eu adoro. Vilelândia fica aberto aí. A ideia é fazer um Vilelândia aí. Em frente ao resort, você tem duas ilhas que também são da família. O engraçado é que eu comecei a bater ilha por ilha, ver, analisar quem eram os proprietários.
até um CNPJ ativo dentro da ilha. É uma ilha que aluga para grupos fechados de 30, 40 pessoas. É uma mansão gigantesca. Você aluga para passar o final de semana lá. Tipo, ilha, passar o final de semana, convidados. Já, já, já. Entendi. O pior é que o CNPJ da empresa é de lavanderia. Cara, o CNPJ da empresa é de lavanderia. De lavanderia.
Até os escândalos do meu país eu amo. Que coisa boa. Não tem a menor chance de dar certo. Que coisa boa. Vamos falar de Vorcaro, porque o braço direito dele... Caralho, Vilela. A gente está falando de Vorcaro. Calma. Ô, porra, você não está ouvindo nada. Vai se fuder. Você deixou terminar de falar? É o pior host de podcast. Legal tudo isso aí, mas e o Vorcaro? Posso terminar de falar? Braço direito dele. Suicidou-se, né? Suicidaram ele.
o Vorcaro que não coloca aquela hora ele antes e depois da prisão, como muda, né? Vamos ver se o visual de hoje ele conseguiria tantas loiras ricas e famosas, olha só. Depois do esquadrão da poda aí. Aqui ele, ricão, fazendo festa de 200 milhões e aqui ele, trabalhando na feira, vendendo tomate, né? É, antes do Bolsa Família e depois do Bolsa Família. Exatamente. Tá, mas deixa eu colocar uma coisa nesse... Aqui não. Aqui não. Mas vamos falar.
Sabe que é sicário, né? Que fique registrado que eu perguntei se eu posso colocar uma coisa e ele disse que sim. Manda bala. Coloque, coloque. O Vorcaro, como todos nós já vimos, ele é um playboy, ele é fraco. Sim. Daí a minha crença de que existe uma possibilidade dele delatar. Então, é isso que eu queria chegar agora. Ele não vai aguentar cagar no chão, tomar banho frio. Ele é diferente de um político que tem estrada e tem várias conexões e tal. Ele é um cara que é um arquivo vivo. Por isso que eu ia falar.
o braço direito dele já aconteceu o que aconteceu na prisão. O que pode acontecer com ele? É um caso Epstein? Vai ser queima de arquivo? Tem alguma proteção em relação a ele? Ele tem alguma carta na manga, você acha? Porque se ele tiver coisa também na... Será que ele não tem alguma coisa? Se acontecer alguma coisa comigo, eu vazo isso. É, eu acho que ele vai ficar fazendo esse jogo. Mas carta na manga ele tem. E eu acho que ele tem proteção porque ele está no estabelecimento mais seguro possível. Penitenciária Federal, estabelecimento de segurança máxima.
quatro horas trancado numa sala de nove metros quadrados e tem câmera. Então nada que não seja monitorado vai acontecer ali. Porque se a gente for pensar... Não, mas é. Pode ser aí comida, essas coisas. Porque o sicário, ele tava na superintendência da Polícia Federal que não tem estrutura pra deixar ninguém preso. Quem é esse cara? O sicário... É o capanga do capanga deles, né? É o cara que mandava simular assalto, né? Ele sabia quem eram os alvos, né?
O cara é empreendedor do mundo do submundo. Desde 2006 ele tem passagem pela polícia. Só que ele tem um fato que a mídia tem levantado bastante. Ele ficou preso bastante tempo e ele sempre disse, desde que foi posto em liberdade, que se algo acontecesse com ele, ele não seria preso novamente. Ele faria o possível para não ser preso. Ele preferia a morte do que ser preso efetivamente. Então, o sicário. Então, há indícios, há elementos que ele pode ter
cometido o que ele, de fato, dizem que ele fez. Porque eu estava falando, a superintendência da Polícia Federal não tem estrutura. A superintendência da Polícia Federal é um espaço como esse que tem uma grade ali. Eles tiram o cadarço, tiram o cinto, mas ele supostamente cometeu com a camiseta, com a camisa. Então, naquele ambiente ele tinha condições de fazê-lo, é óbvio. Agora, deixa eu colocar uma dúvida. Vai lá. Lá tinha câmera ou não? Não tinha. Não tinha. Não tinha. Porque é uma sala, é uma adaptação
Se você olhar, todas as superintendências da Polícia Federal têm a mesma estrutura de engenharia. E era uma adaptação. Acho que tinham muitos presos ali. Eles fizeram uma adaptação numa sala que foi convertida numa cela. E ele ficou separado dos demais. Tem uma cela coletiva e eles ficaram separados dos demais, que é uma regra também. Todas as vezes que você cumpre o mandado e leva imediatamente ou para a delegacia ou para a superintendência da polícia,
federal, durante os primeiros momentos ali, durante a colheita de interrogatório, oitiva, essas coisas, você fica separado dos demais presos pra que essas coisas não aconteçam. Não deu certo, a gente tá vendo, mas isso, de fato... Como é que a roupa resistiu, assim? Tipo assim, sabe, eu fico pensando assim, o cara pegou uma camiseta, uma camisa... E o fato que noticiaram, e aí depois ele não tava morto, e depois tava, qual foi a sequência do...
Eu vi noticiado e depois falou, não, não, não. Ele não morreu, não. Acharam na cela. Provavelmente já estava morto na cela. E a imprensa estava ali na porta, viu saindo. Informações chegaram à imprensa. Mas mesmo que ele já tivesse, entre aspas, morto ali na cela, para que você diga morreu, é necessário uma autópsia. E o delegado, a Polícia Federal, não pôde fazê-lo antes da autópsia. Então ele foi levado ao hospital. Foram feitas as medidas de tentativa de reanimação.
não, reanimaram, já deve ter chegado morto, provavelmente, no hospital. Aí depois foi feita a autópsia, foi feito o laudo pra determinar a morte dele formalmente. Mas, no mínimo, estranho, né? É, eu acho. Tudo que acontece envolvendo isso, qualquer morte, qualquer suicídio, você já vê o Epstein aqui, que também falaram que ele se suicidou também. Eu advogo pra médico, né? Se a pessoa morre fora, você não bota pra dentro. Como assim? Se uma pessoa morre na rua, ela chega no hospital,
morta, você não recebe o paciente. Você não assina o óbito da pessoa. Tem que ir pra legista. Alguém quer café? Eu peguei café, todo mundo quer café. Olha, Fabi. Dançou, Fabi. Eu pedi quietinho aqui, né? A gente só viu o cheiro passar. Só viu não, só sentiu. É o seguinte, a gente tá trabalhando de graça aqui pra você. Você tá monetizando. Aí, cara, quando eu venho aqui, eu quero te causar o máximo de prejuízo possível. O máximo de jujuba que eu posso comer. O máximo de coca.
Eu falei bem até da estratégia de concurso. Ajudando na publi, né? Você não está nem levantando, pode estar levantando o patrocinador. Você já está em outro nível. Não, não. Cafézinho para todo mundo. E está bom o café, viu? Esse cafezinho aí daquele mais caro, cocô de jabuti aí que você toma. É, cara. Mas, ó, o que eu queria... Essa questão do WorkCard é isso. É a questão de ser um arquivo que ele pode ser queimado e falam de coisas que ele...
Vídeos e fotos que ele tem porque ele promovia essas festas, esses encontros de poderosos também.
Estou muito ansioso para ver vídeo em Trancoso. Eu adoraria que ele tivesse essas coisas. Porque eu acho que saiu, salvo engano, saiu notícia falando que o Alexandre de Moraes já foi numa festa em Trancoso. Ah, não. É. Teríamos esse plot twist? É. Saiu notícia essa semana que, além dos encontros em Brasília, também houveram encontros na Bahia. É. Aparentemente, ele mostrava só outra careca para a rapaziada. Será que teremos vídeos de Alexandre nu? É, não sei. Tipo... Espero que ele saia um tutar já.
É, coloca uma tarja. Vamos ver o tamanho da tarja também. Cara, é muita coisa. Que ponto que a gente poderia ir para agora? A gente fez uma linha do tempo, falou dos personagens principais. Está faltando algum outro personagem para a gente destrinchar aí? Eu acho que agora o grande ponto é no que a investigação vai dar e uma eventual delação do Vorcar. Uma eventual
Eu não acho que ele vá delatar agora. Estrategicamente, não tem sentido ele delatar agora. Ele está esperando o quê? Primeiro, ele está esperando para ver onde chega. Você é o advogado do Forcado. O que você chegaria para ele falar? Primeiro, eu queria um contrato de 140 milhões. Para começar. E ser chamado de advogado lindo. Exato. Pode me chamar até de Dona Vivi, com 140. A questão é, estrategicamente, não tem sentido.
sentido agora. Ele tem que esperar todas as provas que virão contra ele, que virão contra as outras pessoas, pra ele determinar se vai delatar ou não. Porque ele tem que buscar uma vantagem boa pra ele. Exato. Se só existirem provas contra ele, vai ficar muito nítido na cabeça dele, na cabeça da defesa dele e de toda a sociedade brasileira, que os amigos dele, que os irmãos dele vão ter uma forma de influir em tudo isso. Agora,
Se mais elementos em relação ao Ciro Nogueira, ao Toffoli, ao Alexandre de Moraes, se forem surgindo outros elementos em relação a essas pessoas, a delação do Toffoli, a delação do Vorcaro ganha importância, primeiro porque ele vai trazer elementos contra essas pessoas. Em segundo lugar, que essas pessoas não vão poder ajudá-lo. Eu acho que a métrica dele agora é saber se os parceiros podem ajudar ou não.
ele fica quietinho, segura uns aninhos de cadeia e ponto final. Se ele perceber que os parceiros vão cair... Eu não sei se ele aguenta o vídeo de pegar aninho de cadeia. Todos nós aqui já assistimos aqueles filmes da Lava Jato. Qual que é o momento, sob o ponto de vista simbólico, que todo mundo percebe que a Lava Jato vai longe? Quando o Marcelo Odebrecht é preso. Lembra que tem uma cena que mostra o clima na cela quando o Marcelo Odebrecht entra? Eu acho que é um pouco isso.
tá esperando pra ver quem será atingido. Quem será atingido. Porque ele já percebeu de verdade, de verdade, do jeito que tá, cinco anos de cadeia tá barato pra ele. Se ele perceber que é mais ou menos que vai condenar agora, ele paga o pato, eu acho que ele topa. Você acha que... Ele já salvou bilhões aí. Ah, eu não acho, cara. Cinco anos com esse cara. Não, pode ser. Ele não é o Marcelo Odebrecht, tá? O Marcelo Odebrecht, ele...
E eu não tô falando do ponto de vista simbólico. Do ponto de vista simbólico, eu concordo.
você. Mas o Marcelo Odebrecht, ele tinha, digamos assim, uma resiliência, né? Quando você vê os relatos deles na cadeia, o cara lê, o cara vai malhar. Então, o cara é analfabeto e toma bomba, sabe? Ele não tem a mesma resiliência. Ele gosta de pele elétrica. É, tipo o Dirceu no Mensalão. Pô, o Dirceu, ele é um, digamos assim, é um cara hiper resiliente no projeto dele. Ele, irmão, o que precisar fazer pelo projeto de poder do
partido, puxar a cana ele puxou na ditadura, puxaria de novo, não falou nada. O Lula colocou tudo na bunda dele e o Dirceu segurou, não, essa é minha missão, preservar o presidente pra cadeia. Fez alteração no rosto até, é um cara que vai até as últimas consequências. É, não, o cara fingiu durante anos pra mulher e pros filhos que ele era outra pessoa. Acabou a ditadura, ele avisou a mulher, falou, eu não sou quem você acha e tchau.
É, lá da minha região, inclusive. Cruzeiro do Oeste. Eu não acho que o Porcar aguenta um ano de cadeia, sinceramente, eu acho que...
Acho que ele não tem essa resiliência. Isso vai ser muito impactado por duas questões. Uma já foi muito bem colocada, que é saber quem vem depois. Então, assim, quem vai ser impactado. E aí é um jogo que a turma não fica parada esperando para ver o que vai acontecer. O que a PF vai fazer agora? Vai aumentar o número de processos e possíveis crimes contra o Vorcaro. Primeira questão.
de Previdência, vão começar a aumentar a pressão para que ele seja responsabilizado cada vez por mais coisas. Segundo ponto, grana. Quando o cara é preso, o que ele quer saber? Como eu estarei depois de preso? Então, se começam a bloquear muito o patrimônio dele, o que ele vai fazer? Qual é a questão do Vorcaro? Ele tem um dinheiro que está por fora, que ainda receita a Polícia Federal.
Então, se ele tem lá, bloquearam 2 bilhões agora, ele tem mais 3 bilhões fora, o que que ele... Vou ficar quieto. Vou ficar quieto, não me mexo e tal. Só que se esses 3 bilhões que estão para fora, a polícia começa a descobrir, colocar para dentro, bloquear bens e tal, o que que ele vai pensar? Falar, cara, com esse valor aqui eu não sobrevivo depois. É melhor eu apresentar uma proposta de acordo para a PF, que é a PF que vai tocar uma possível delação. Eu duvido que o Ministério Público se envolva numa...
no caso se envolva agora... Eu penso contrário, a depender do que for... Ah, agora não. É, agora não. Vamos lá, se tiver uma terra arrasada lá na frente, o MPF fala, vamos nos preservar e vamos tocar adiante, beleza, mas agora eu não vejo isso. Então é isso. Se patrimonialmente ele estiver implicado, ele vai correr para acordo. Esse na esfera penal também, quem vem e como vem, né? Então quais são os crimes que serão imputados ao Daniel por essas pessoas também?
E aí o jogo começa a ficar interessante. Por isso que eu acho que é preservação. Se ele perceber que os aliados fortes não forem implicados, ele já tem aí uma zona de conforto. Em segundo lugar, se a gente for lembrar, a estratégia da Lava Jato, que é a estratégia da delação. Você começa a pôr o pai por conta da lavagem, você começa a pôr a ex-esposa por conta da lavagem, você põe a mão. Aí começa a bater o desespero na pessoa.
Posso fazer um paralelo? Então, um paralelo é o careca do INSS, que ele está preso,
preso já há algum tempo, e a gente da CPMI viu que tinha, obviamente, um elo patrimonial da esposa e do filho. A partir do momento que a gente foi pra cima da esposa e do filho, ele começou a negociar a delação. Ele falou, puta, eu sou o líder da merda. Aí, coloquei o nome da minha esposa, coloquei o nome do meu filho. Tanto que, a gente teve um depoimento recentemente, que era a mulher, né, que era utilizada, assim, a tese é que era utilizada como laranja, né, do escândalo ali,
envolvendo o INSS, uma entidade chamada Conafé. Só que ela era administradora, assinava, tinha lá mais de 100 milhões em empresas no nome dela, fazia movimentação financeira ela própria. Então, eu pessoalmente não acredito que ela só era utilizada como laranja pelo marido. Mas não foi ela que teve a iniciativa de roubar. Foi o marido, colocou ela, ela topou. A gente escutou ela e ela teve que ir embora porque ela chorou. Ela literalmente começou a chorar no meio do depoimento, principalmente quando
ficou bem desmoralizada, que eu acho que ali deu um estalo na cabeça dela. Da mesma maneira que um aluno, sei lá, quando explode a privada da escola, ele é pego e aí fica naquela situação vexatória de ser pego. Quando o relator perguntou, não, mas você achava que seu marido estava ficando rico como? Ela prestando consultoria. Ele, pois bem, consultoria ele é formado em quê? Ela, não, ele não tem formação. Aí ele, tá, mas então ele prestava consultoria do quê?
Aí ela, consultoria da vida. Aí a gente começou a rachar na galera. A gente começou a gargalhar na galera.
dela. Aí ela começou a... Foi ali o início que ela começou a chorar. Com ridícula a situação. Mas hoje é muito fácil você implicar os familiares por conta do crime de lavagem de dinheiro. Ela não praticou a corrupção. Beleza. Não praticou as fraudes no caso do Banco Master. Beleza. Mas a partir do momento que você usou esse dinheiro pra comprar um carro junto com a sua esposa, pra você comprar a casa junto com a sua esposa, você jogou essa pessoa, a sua esposa, seja quem for, pra dentro do crime de lavagem de
dinheiro. E aí uma operação contra ela e até uma prisão contra essa pessoa é muito fácil. A Lava Jato criou essa história e hoje ela está consolidada no país. Então para você jogar os familiares e criar aquele desespero no criminoso principal, ali é muito fácil. E ali você tem família. Você tem o Fabiano Zettel, que é cunhado, é o grande operador do Daniel Vorcaro. Foi a pessoa que através do CPF doou 3 milhões para a companhia do Bolsonaro.
e dois milhões para a campanha do Tarcísio, mas você tem o pai também, o Henrique Vorcaro, o pai do Daniel Vorcaro, que é o grande artífice, digamos assim, ele é o cabeça da família, né? O Daniel é um bom vivã. Quem é o esquematizador de tudo é o pai dele. O pai dele doou um milhão para o Zema. Então, assim, você já tem toda uma teia ali que mostra que havia... Na seara política já havia uma unidade entre os três. Posso engatar, eu ia deixar mais para o final,
tá nesse tópico, então. O que esse escândalo vai influenciar nas eleições agora desse ano, no final do ano? É, eu acho que... Porque tá todo mundo empurrando pro outro lado, né? É, depende muito daquilo que vai sair, né? Daquilo que vai vazar. Hoje. Agora... O que tem hoje? Até hoje. Eu acho que o que tem hoje afeta mais o Supremo do que algum dos lados. É? É, afeta mais. Porque, assim, o que chama mais atenção é o Toffoli e o Alexandre de Moraes. Porque, assim, a relação ali tá muito exagerada.
escancarada, né? Por enquanto, o que a gente tem de classe política, né? Tem a comprovação de que o Ciro Nogueira é amigo do Forcaro, mas a gente não tem nenhum elo patrimonial ainda, não tem transferência de dinheiro, não tem sociedade. As doações, né? Teve doação do Zetel pro Bolsonaro, salvo engano, e pro Tarcísio, né? Que assim, gente, não precisa fazer um exercício de lógica muito sofisticado pra você saber que uma pessoa que faz uma doação de um milhão do
2 milhões, 3 milhões de reais, é uma pessoa que tem contato direto com o candidato que tem algum interesse. No mínimo interesse. No mínimo tem algum interesse. No nosso partido, se alguém chega falando que quer te doar 1 milhão de reais, a primeira coisa que eu vou querer entender é por quê. No meu caso, o cara doa 15 mil e eu já falo, e aí, meu? Você está doando 15 mil? Você acha que você vai ter um acesso privilegiado que você está doando 15 mil reais? Você não vai ter essa doação.
é igual às outras doações. Eu já deixo muito claro. Imagina um milhão de reais e eu ia puxar a capivara do cara, porque eu sei que qualquer coisa que surgir, ainda mais eu tendo a minha posição, combatendo da maneira como eu combato, qualquer mácula nesse sentido é fatal. Eu posso não ter nada a ver, mas o cara que doou um milhão de reais tem a ver, obviamente, o raciocínio vai ser, pô, tem alguma coisa errada ali com o Kim. Então, claro que eu vou verificar, e o Zé, eu não precisaria muito longe para verificar
relações dele e os negócios que ele estava envolvido. Então, se surgir mais coisas de influência dos Etel, do Vorcaro, no Palácio dos Bandeirantes, na presidência da República, na época do Bolsonaro, tem o caso do João Roma na Bahia, que é, assim, para ser muito sincero, na Bahia ali, os vínculos de bolsonaristas e de petista com o Augusto Lima, que é o sócio do Vorcaro, são muito próximos. E aí, durante o governo Bolsonaro, você teve essa doação dos Etel, ao mesmo tempo que você
digamos assim, não existe ainda esse elo, essa comprovação de que foi uma contrapartida, mas as atitudes do João Homem quanto ministro beneficiaram o Augusto Lima. Então, da maneira como está hoje, eu acho que não muda a eleição, mas acho que tem um potencial muito grande, eu diria até que é provável que com as coisas que devem sair no ritmo que estão saindo toda semana, vai dar uma pancadaria aí, pode atingir algum dos lados e pode ser que algum dos lados consiga,
digamos assim, fazer uma negociação com o Vorcaro para pegar mais o outro lado. Mas tudo que a gente está fazendo é conjectura. Mas tem um elemento que eu queria adicionar. Está saindo na imprensa e corre ali nos bastidores de Brasília um bafafá, um tititi, de que o governo Lula estaria promovendo vazamentos contra o Toffoli para abafar a participação do PT da Bahia e a ligação do Lula com o Vorcaro.
Esse é o medo. Então ele estaria vazando, o governo Lula teria vazado as coisas de tai-ai-ai, de envolvimento do Toffoli, enquanto o Toffoli era relator, pra abafar, porque existe uma relação, tem um ponto da relação do Lula com o Toffoli que machucou muito o Lula. O Toffoli, quando o Lula tava preso, não deixou o Lula ir no velório do irmão. Foi ele? Do irmão ou do Neto? Do irmão. Acho que era do irmão. Não, agora fiquei na dúvida. É do irmão? Eu acho que era do irmão.
Dá uma conferida pra gente, por favor. E aí demorou pra se reconstruir dessa relação, né? Por causa dos votos do Toffoli na Lava Jato, que o Toffoli não queria entrar na linha de fogo, e aí sempre votava contra o Lula, contra o PT. E aí o Lula falou, meu, você era advogado nosso, pô, você tá no Supremo por nossa causa. Você, meu, você imagina, nenhum, se a gente for pegar ministros do Supremo e reputação acadêmica, reputação jurídica, o Acácio tá aqui, nenhum advogado anda de mão dada no shopping com o Toffoli, né? Então, assim,
não é dos caras mais brilhantes. Então, o Lula fala, olha você e olha onde eu te coloquei. Aí agora o governo vira a bateria contra o Toffoli. E aí o que corre também é que o Toffoli quer se vingar. É que o Toffoli agora vai também voltar o canhão pro PT da Bahia como retaliação pra isso. Outro elemento que eu adicionaria é o Supremo, como praticamente toda instituição no Brasil, só que lá é mais fácil porque são só 11, é muito corporativista.
O vazamento daquela conversa do Flávio Dino falando, ó, eu sou o Supremo Futebol Clube, né? O que precisar fazer pra gente se proteger, a gente vai fazer. Só que a partir do momento que teve gravação de conversa numa reunião com o ministro do Supremo e supostamente teria sido o Toffoli que fez essa gravação, cria um mal-estar. Não dá pra você ser corporativista quando não existe confiança no seu colega de corporação. Então eu acho que aí existe um potencial de um querer entregar a cabeça do outro porque você fala, pô,
Supremo Super Poderoso. Como é que a gente atinge eles? Uma das únicas maneiras é se eles estiverem brigando entre eles. Eu acho que em algum momento, final do ano passado, havia um acordo informal, obviamente, de jogar o Toffoli aos leões. Vamos jogar o Toffoli aos leões, a gente vai ter alguém grande punido por essa história toda e acabou. A população em geral vai ficar satisfeita, porque a gente já disse inúmeras vezes, afeta os dois lados. Mas, de alguma forma, o Toffoli se esquivou disso.
E aí, de novo, respingou merda no ventilador. Hoje, ainda acho que o Supremo tá no rabo do foguete. Não acho que, por mais que afete Ciro Nogueira, Hugo Mota, que bata em grandes personalidades da política, eu acho que não afeta o resultado das eleições efetivamente nesse momento. Repito, acho que o Supremo é o grande alvo neste momento. Só que aí eu vou discordar de um ponto. Tem um livro, aquele Os Onze do Supremo.
na imprensa internacional sobre o que está acontecendo, o Supremo tem saído. Se ele conseguir achar, não sei. Saiu na Economist. Não é um negócio que eu quero fazer? Participar da festa. Isso aí também. Eu confesso que eu fiquei preocupado com essa ponderação. Não, não, não. O Gilmar Mendes, ele é muito, muito famoso na Alemanha. Traduzir as decisões mais esdrúxulas dele para o alemão e publicar lá. Sério? Porra.
Excelente ideia. Excelente ideia. Foi muito aleatório. Mano, eu queria traduzir as decisões do Gilmar para alemão. Porra, cara, mas imagine assim, o Barroso. Ele se acha, né? Pega as decisões mais escrotas dele, traduz para o francês, para o inglês, solta lá em Harvard, uma semana antes dele aparecer, fala, essa bosta aqui que vocês querem ouvir? Ah, o Gilmar Mendes, muito inteligente, escreveu excelentes coisas. Mas, cara, no final dele, o poder dele é isso.
as decisões do Gilmar e os Drucholas em relação a esse caso. Olha lá, o colapso do Banco Brasileiro que atinge... A liquidação do Banco Massa está ficando feia. Eu vi até outra, acho que é até outra matéria que fizeram. Tem uma que fala especificamente dos ministros, do Supremo. Se o Lenny achar, ele coloca aí depois. Mas vamos lá, decisões do Gilmar absurdas nesse caso. Qual que foi a...
Olha a boca, por favor. E aí, carambolas? Você quer traduzir? Teve uma que ele avocou agora, né? Em relação aos dias sofre, inclusive. Qual foi a decisão mais recente? Teve uma mesmo? Não, teve a da Maridit, que ele era relator de um processo já arquivado do Brasil Paralelo, que era pra quebra de registro bancário pela CPI. E aí, eles peticionaram nesse processo, ele desarquivou e deu a liminar. Isso, acho que ele...
Reverteu a quebra da CPMI, não foi isso? E o pior, ele transformou em habeas corpus para um CNPJ. De ofício, não é? De ofício. Ninguém pediu. Olha, Gilmar, estou com a minha liberdade. Olha só, Acácio. Veja só como eu aprendi bem. Estou com a minha liberdade ambulatorial ameaçada. Olha que beleza. Não, ninguém, ele mesmo... Por isso que eu acho que a situação do Supremo está ficando mais difícil a cada momento. Tiver que estourar primeiro, vai estourar nos ministros.
falar do livro lá, os 11 do Supremo. Eles são corporativistas, mas ao mesmo tempo os ministros são bem individualistas. Brincam que o Supremo são 11 ilhas que formam o arquipélago. A partir do momento que for afetar o coleguinha, eles vão tentar defender. Mas quando ficar nítido que não há muito o que fazer, barata voa. Barata voa e cada um salva o seu. Porque a instituição não vai, na visão dele, ser jogada nisso.
E tem um outro fator, a gente fala de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O Gilmar até colocou um pouco do DNA da digital dele nessa história, mas o Fachin está muito quieto, Carmen Lúcia, que tem muita força, está muito quieta, o André Mendonça é uma incógnita, porque ele tem raiva de todo mundo nessa história, porque ele é um pouco isolado no Supremo, o Alcolumbre que está envolvido expôs ele publicamente quando dá nomeação,
ministros aparentemente não chamam ele para o vinho, para o cafezinho. Então, o André Mendonça é ali um lobo solitário. Tem muitos elementos aí que, na minha visão, não vão permitir que esse corporativismo do Supremo surja. Se tiver que explodir primeiro em alguém, será nos ministros. Não sei em qual, não sei em qual contexto, mas eu acho que começa por eles. Você falou de André Mendonça, eu acho assim, hoje ele tem todos os meios, ele tem todos os meios para fazer história.
Assim, o André Mendonça, ele tá com o escândalo do INSS na mão, com o escândalo do Banco Master na mão. Se ele, de fato, quiser botar fogo na República, ele consegue. Se ele quiser mandar prender gente com foro privilegiado, ele manda prender. Segura, pelo menos constrange o Congresso a votar aquela prisão, porque se prende algum senador, algum deputado, a sua casa precisa votar se mantém ou não mantém a prisão. Mas já cria aquele constrangimento.
bizarras contra um deputado, ninguém vai querer colocar a digital ali para salvar. Então, ele hoje tem a possibilidade de, se ele tiver a ousadia e a vontade de se tornar o ministro mais poderoso do que o Alexandre de Moraes, porque está na mão dele as investigações mais importantes. E ele tem, dado o histórico dele, você acha que ele... É que tem pouco histórico dele. Ele foi nomeado faz pouco tempo e não relatou processos importantes, ou poucos processos importantes.
Então agora a gente vai saber, eu diria, nos próximos meses, qual vai ser a linha do André Mendonça. Tem três formas de você entender para qual caminho deve ir um ministro do Supremo. Primeiro, a história dele, a carreira dele acadêmica. O André Mendonça tem uma vida acadêmica, mas não é algo tão robusto assim. Diferentemente do Alexandre de Moraes, do Gilmar, que sempre venderam, tiveram livros best-sellers, o Fuchs também, o André Mendonça não tinha isso. Em segundo lugar,
Ele fez carreira na AGU e a AGU, Procurador Federal, é um advogado da União. Então ele tem um papel óbvio que jurídico, mas é um papel burocrático. Não dá para ele mostrar qual é a sua posição, porque antes de tudo ele precisa defender a União. Em terceiro lugar, para você saber formar uma jurisprudência do ministro, de um ministro, você precisa de um tempinho. Ele está lá há quatro, cinco anos, não é tempo suficiente para você ter essa jurisprudência toda. Não deu tempo de ninguém fazer um livro sobre ele ainda.
Então, esse contexto do André Mendonça, para mim, é incerto. Mas nós tivemos na história alguém muito parecido, guardadas as proporções e as características, que foi o Joaquim Barbosa. Se a gente pode comparar o André Mendonça com alguém, é com o Joaquim Barbosa. Sim. Eu acho o seguinte, nós estamos numa guerra que é no meio de um alagado. E algumas pessoas já foram dragadas por areias movediças.
Dino nem tanto. O Dino está querendo entrar com essas decisões esdrúxulas dele. O Rueda, o Ciro, o Daniel Vercaro. O Dino claramente está na missão de blindar o governo. Todas as decisões dele são para o PT, são para o governo. Que é impedir, reverter a quebra de sigilo do Lulinha, que a gente teve acesso, enfim, teve a movimentação de 19 milhões. Depois vamos falar disso. Eu sei que é um pouco fora do assunto, mas eu quero falar disso. Só estou vendo aqui que o Lauro Jardim, do jornal Globo,
Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, trocou o número do telefone celular no 9 de fevereiro de 2026, poucas semanas antes de se tornarem públicas as ligações e mensagens envolvendo o banqueiro Vorcaro. Que maravilha, hein? É, porque aí ele pode falar, sei lá, não era meu número, né? Tipo assim, ah, agora é da padaria X que o Vorcaro tava trocando. Pô, mas também, pelo amor de Deus, né, velho? Sim, sim. Isso não é, não, isso não cola. É tosco, é tosco. Meu Deus do céu. Então, cara, quem tá na areia movedista,
por exemplo, o Toffoli, quanto menos ele se movimentar, melhor. Se você está na areia, se movimenta, você vai afundar. O Alexandre de Moraes agora está no meio. A pior coisa que ele pode fazer é agir publicamente para evitar alguma coisa nesse sentido, porque ele está reforçando a situação. É o don't think an elephant. Se você não quer que um assunto não seja discutido, não toque nesse assunto. Então, se eu falar não pensa no elefante,
Como é que é? Saiu uma foto da mansão dela, alguma coisa, e ela processou e falou um monte, aí todo mundo foi atrás da casa dela. Quanto mais você quer que aquilo não apareça... O link da foto, antes dela entrar com o processo, haviam sete acessos e quatro eram delas ou do advogado dela. Então, três pessoas haviam visto a mansão dela. Depois disso, subiu, sim, para 30 milhões de visualizações. Então, é a mesma coisa da framerização. Se eu falar para você não pensar no Elefante Rosa,
Primeira coisa, você vai pensar no Elefante Rosa. Então, se o cara não quer se... O Toffoli agora, nessa semana, tem a questão se ele vai julgar ou não na segunda turma dele, né? Vai confirmar a prisão do Vorcaro. Ele tá dizendo que ele não tem nenhum impedimento, então ele pode votar. Os dois estão nessa turma, né? Então, assim, como que vai fazer? Como que vai fazer? Eles vão votar, o que vai impedir? Só que, beleza, vai votar. Eles vão jogar mais uma trolha no colo deles.
Eu acho que aí o presidente tem essa... Eu, se os presidentes, chamaria essa pauta para o plenário. Já que é para constranger, vamos constranger a instituição toda. E eu não acho que ele vai deixar na turma. Eu acho que... Porque aí tem cinco membros. Presidente... Dois estão implicados na situação. É muito estranho. Esse é o problema. Nenhuma ação para barrar é forte o suficiente para barrar. E não sendo forte o suficiente, toda ação para barrar fortalece o processo.
Acaba fortalecendo o processo no final do dia. Porque vamos lá. A Maridit e alguma coisa foram abrir a investigação bancária, abrir o sigilo bancário da Maridit. Vem o Gilmar Mendes e derruba. Vamos lá. Você acha que ninguém na PF olha e fala... Porra, irmão. Vai ser assim mesmo? Não vai poder? Então, beleza. Tem uma merda aqui que eu sei. Malu Gaspar. Entendeu? Sem querer alguém...
Ah, lembra de uma coisa também, que é interessante e mostra um pouco de modos operandi, né? Quem tá com Alzheimer hoje, né? Quinta-feira já, o cara, sessão a semana inteira. Você quer falar de enfermidades que afetam pessoas com idade avançada? Nossa, meteu essa mesmo? Você vai entrar... Ô, Lenny, é contigo também, cara, ele tá me parindo com a gente aí, cara, você viu? Você viu que tinha abaixado a cabeça aqui. É, já abaixamos a cabeça.
Você vai entrar numa guerra que você não pode vencer. Não vencerei. O França já começou a fazer piada de quinta série, ele parou já.
o que é que ele não sabia. Já parou. Então manda lá, manda lá. O Vorcaro, a defesa do Vorcaro, na primeira prisão dele, tava tudo em sigilo e tal, ele, né, teoricamente não sabia. Só que aí a defesa dele fez uma petição exatamente pro juiz que tava cuidando do caso. E não era pra ele saber o juiz que tava cuidando do caso. E aí, o que que ele fez? Ele falou, não, saiu numa matéria da imprensa, saiu no bastidor qual que era a vara, e aí eu fiquei sabendo pela imprensa e eu entrei.
Aí depois, na quebra aqui que a gente ficou sabendo, ele sabia a vara, ele passou pra imprensa,
pra esquentar a informação que ele não poderia utilizar. Entendeu? Porque ele ia falar, como que eu sei? Exato. E aí ele manda, inclusive tava pagando mesada. Inverteu a causa e... É, da mesma maneira, pro Diário do Centro do Mundo, ele tava pagando pra aquele veículo, aí depois ele fala, puta, fiquei sabendo pela imprensa. E nas conversas, o jornalista manda para o Vorcaro e para o advogado do Vorcaro a matéria. Então assim, porra...
E uma coisa aqui, porque é tanto escândalo que um vai abafando o outro. E também tem o escândalo dos influencers aí, principalmente de direita,
falar bem e atacar o Banco Central, não foi isso? Isso aí não deu em nada? É que assim, legalmente aí o Acácio ficou isso e estiver errado, né? É uma questão ética e moral de cada um. É, eu acho que é uma questão mais... Vem de opinião. Inicialmente é. Inicialmente é. São dois fatores, vamos lá. Pode não ter um crime de calúnia, difamação, injúria, é muito pouco provável. Primeiro porque era contra a instituição, isso torna complexo. Mas, mas,
Pode ter aí um dano moral, pode ter um monte de outras coisas. E a gente vai, acho que ninguém fez esse exercício ainda, a gente precisa aprofundar o conteúdo de cada um dos vídeos. Pois é. Porque se o cara trouxer um elemento falso, o cara trouxer um elemento mentiroso, começa a dar margem a qualquer tipo de discussão jurídica. Não é algo muito palpável, não é algo muito cristalino, mas existe a possibilidade.
interesse. A confusão é tão grande que isso é meio periférico. Eu acho que isso vai ser muito usado durante a eleição. Durante a eleição, ferre-se processo, ferre-se aspectos jurídicos. Quem foi atacado vai falar, olha, o adversário estava usando isso, não sei o que, mentiroso. É o único momento em que isso será bastante discutido. Do contrário, dada a confusão toda... Tinha um roteiro que eles passavam, que era um roteiro muito simples. Olha, o Tribunal
Contas da União questionou a atuação do Banco Central em relação ao Banco Master. O Banco Master foi liquidado de maneira precipitada. Não se liquida o banco tão rapidamente assim. Esse era o roteiro. Na minha opinião, todo influenciador que fez um vídeo falando que o Tribunal de Contas questionou a atuação do Banco Central estava seguindo o roteiro do Banco Master e possivelmente foi pago para isso. Primeiro porque essa não é uma informação eu acompanho muito. Então eu sabia dessa informação.
Agora, não é uma informação que esses influenciadores acompanham, tribunal de contas questionando a questão do Banco Central, mesmo porque muitas vezes ele nem sabe o que é o tribunal de contas e nem sabe qual é o papel do Banco Central. E faltou inteligência na seleção dos influenciadores, porque pegaram o influenciador de maquiagem para falar de Banco Central e TCU, pegaram o influenciador de futebol para falar disso, não tinha nem o gancho, e são pessoas que não têm
eu não vou falar capacidade porque fica estranho. Não tem familiaridade com o assunto, não trata disso. Você não vai pesquisar pra alguém que fale de maquiagem o que a tal pensa do Banco Central. Não faz sentido. Também não acabou surtindo um efeito prático muito contundente. É mais a contratação das pessoas do que a notícia em si. Basicamente o cara gastou dinheiro pra contratar gente que não teve impacto nenhum e ainda se lascou.
Quem não aceitou ele anunciou. Mas ele gastou dinheiro naquele terno branco, né? O que é contratar?
O que é o dinheirinho de pinga aí para pagar? Então, pô. Antes de falar de Lulinha, vamos ver as dúvidas em relação ao que já foi falado aqui dos membros, Lênio. Vamos lá. Tem uma pergunta aqui do Gustavo Nascimento. Ele fala assim o seguinte. O caso Banco Master revela apenas um possível esquema isolado ou pode indicar um padrão mais amplo de relações entre o sistema financeiro e o poder político? Eu acho o seguinte. Eu acho que tem um atrito ali entre os banqueiros tradicionais
e o Vorcaro. Porque os banqueiros tradicionais é o seguinte, olha, eu apoio ali parlamentares-chave, né, influentes dentro do Congresso, e aí esses parlamentares-chave, eles aprovam legislações que são boas pra gente, a gente mantém uma boa relação no Banco Central, a gente mantém nosso oligopólio e a gente fica lucrando com juros 300% ao ano no rotativo em cima do lombo do trabalhador. Aí vem o Vorcaro e meio assim, é um bandido não arrumado, né? Mano, o que esse pistoleiro, né,
vindo para cá e pegando nosso lucro. Então, isso mostra questões ali do mercado financeiro. O que vocês estão vendo aí? Mostra aí aqui na câmera aqui de cima. Tem uma câmera aqui em cima. Pode pôr peleleca? É, segura aqui. Sai o selo de peleleca calimbada. Aqui, ó. Aqui assim. Vai rodando. Vai rodando aí. Você tem que olhar a referência, mas você não vai perder totalmente. Você está vendo aí, né? Aí, vai passando.
craque do jogo aí, né? Cuidado que você vai girar. Cuidado, cuidado. Já foi. Ah, gente, posso falar? O único crime do Vorcaro foi amar demais. Exato. Olha, gente, vem dessa lista aí, o homem, né? Não dá pra negar que o homem tinha bom gosto. Tinha. Tinha um dinheiro pra ter bom gosto. Não adianta você ter bom gosto e não ter dinheiro também. Eu tenho um bom gosto e quero ter um iate. Não adianta. Todo homem é um Daniel Vorcaro em potencial. É.
o Daniel Vorkaro. Só não tem as postas do Daniel Vorkaro. Mas deixa eu fazer um parênteses aqui. O homem nasce bom, o Banco Master o gorrompe. A peleleca. Porra, o dono de banco e tal que aconteceu. Ah, peleleca. Pois é, o Lenny mandar bom dia pra três. Outra coisa, o Vorkaro. Exatamente. Não, acho que tem que fazer um parênteses. Ele tinha bom gosto pra mulher, que pra todo o resto. É. Não era o forte, né? Cara, mas é o que importa, né? É. Agora, respondendo essa mesma pergunta aí, eu acho que não é o Banco Master,
tem potencial porque é do nosso sistema político, é da nossa cultura. A gente ainda, durante a nossa vida útil, nós viveremos e acompanharemos diversos casos parecidos com esse. Eu acho que tem muito... O Brasil tem muito material para outros Daniels. Gente, vamos mudar com um exemplo muito prático. O Ciro Nogueira, vamos lá. O que foi o Petrolão? O Petrolão era MDB, PP e PT. 1% de propina para cada um. Um dos elos centrais,
chato? Era o Ciro Nogueira. Passou poucos anos, o Ciro Nogueira era ministro do Bolsonaro. O cara que estava na base do PT, no Petrolão, virou ministro do Bolsonaro e aí os bolsonaristas estavam comemorando a prisão dele e de repente comemora ele virar ministro da Casa Civil. É um negócio sistêmico. Coerência é uma coisa que não existe. Eu me coloco no lugar de alguém que é da Federação PP-União que está pensando no seu projeto político de
outubro. Ele vai até os dois presidentes, conversar com os dois presidentes. Primeira coisa, é qual o acordo que eu vou fechar com esses caras? E a segunda e mais importante, a hora que começar a eleição, esses caras estarão soltos pra cumprir esse acordo? Esse é um grande problema. Começa com a União Progressistas, mas tem capacidade também de atingir uma grande gama de partidos. Então, eu acho que o Banco Master, mesmo que
ele não gere uma movimentação de eleitores, digamos assim. Eu acho que o Kim vai crescer de voto, o Alessandro Vieira se reposicionou muito forte agora. Quem está participando ativamente das CPIs vai ter um diferencial político, mas é local. O Kim vai crescer de voto por causa da atuação dele. Isso não vai gerar um efeito sistêmico. Mas nas negociações de partido, eu, se eu estivesse em um desses partidos, eu tomaria muito cuidado com quem eu...
me filiaria para andar nesses próximos meses, porque as águas são bem turvas e o mar está bem agitado. Muito agitado. Explica para a gente como funciona o impeachment de um ministro. Estão falando que os senadores anunciam 41 assinaturas por pedido de impeachment de Alexandre Moraes. Como que funciona? Não muda nada. O primeiro ponto. Os bolsonaristas venderam a mentira durante muito tempo que se você tivesse as assinaturas de metade
mais um dos senadores. O presidente do Senado era obrigado a pautar o impeachment e aí durante muito tempo eles capitalizaram em cima de uma campanha para coletar essas assinaturas e eles conseguiram. Cadê o impeachment? Não tem porque é uma mentira. Por que? Como funciona? Não é assim. É o presidente do Senado que pauta quando quiser. Pode ter 80 assinaturas. Pode ser unânime. Se um senador que é o presidente não quiser, não vai.
E aqui eu acho importante expor a fraude de senadores que se dizem de direita bolsonaristas. Por quê?
eles defendem o impeachment do Alexandre de Moraes, supostamente, assinam listinha, fazem propaganda, dão discurso bravinho e votam no Davi Alcolumbre? Os bolsonaristas votaram no Davi Alcolumbre. Que é? Que falou em campanha que não pautaria impeachment de ministro, nem se tivesse apoio de 81, ou seja, nem se ele mesmo apoiasse, segundo ele, ele pautaria impeachment de ministro supremo. Ou seja, é só pra inglês ver o que eles estão fazendo.
É só, e aí por isso que eu digo, né? Nessa eleição, vai trocar dois terços do Senado. As pessoas precisam saber quem é fraude no discurso e quem não é.
o impeachment do ministro Alexandre de Moraes em discurso bravinho na tribuna e vota no Davi Alcolumbre, quer enganar o eleitor. Ponto. Ponto. É incompatível defender o impeachment do Alexandre de Moraes e votar no Davi Alcolumbre. Que sempre os bolsonaristas falaram, o Davi Alcolumbre é o Batoré, é o cara que dificulta o governo Bolsonaro. Os caras ficaram durante quatro anos, acho, falando isso. Aí, chega no governo Lula... Eles elegeram ele contra o... Renan Calheiros. Contra o Renan Calheiros.
Aí... Nesse ponto eu até defendo, porque contra o Renan Calheiros... Sim, sim, sim. Uma coisa eu quero ser melhor do que o Renan Calheiros. Outra coisa eu quero ser bom só porque ele é melhor do que o Renan Calheiros. Exatamente. E aí, puta, votam nele, aí é complicado. Então o impeachment do Supremo é basicamente lá o presidente do Senado pauta e aí precisa ter dois terços dos votos dos senadores para o ministro cair. No Brasil, Vilela, a gente tem parlamentares especiais, entre aspas, que são os presidentes das casas.
E não é só no Senado, não é só na Câmara dos Deputados. Assembleia Legislativa Brasil afora, na Câmara Municipal de Porangaba, na minha cidade, o presidente tem muita força porque ele tem o poder de pauta. É votado na casa, é pautado para votação na casa o que ele quer. Mas não é uma falha isso no sistema democrático da gente ou você acha que tem que ser assim mesmo? Não, nos países envolvidos é assim. O presidente tem o poder de pautar ou de não pautar. O problema é que aqui nós não elegemos presidentes decentes,
Muitas vezes não têm interesses republicanos. E aí, um sistema que, digamos assim, funciona no mundo desenvolvido, não funciona aqui por causa dos parlamentares que as pessoas elegem. Se eles tivessem uma atitude decente, o presidente teria uma atitude decente e acabou. Muitas vezes, não conheço nenhum presidente da Câmara, nesses sete anos de mandato, que não tenha desrespeitado o regimento. Que não tenha atropelado o processo para aprovar a vontade da maioria.
E aí, o que eu posso fazer como minoria, como oposição? Nada. Ele corta meu microfone e eu fico lá gritando, subo na mesa dele, bato na mesa e aí acabou, aprovou. Então, assim, num país decente, o presidente seguiria o rito. Por quê? Porque é o correto. Seguiu o rito e pronto, acabou. E porque ele tem a consciência de que hoje ele é maioria e amanhã ele pode ser minoria. Mas, qual que é o problema? O centrão sabe que ele sempre vai ser maioria.
Porque ele vai compor com o governo. Então, ele não tem essa preocupação de direito de oposição. Porque ele nunca vai ser oposição. Entendi. Fala, Lenin.
Tem uma pergunta da Camila Teixeira. Ela fala o seguinte, até que ponto o sistema de regulação bancária brasileiro falhou em detectar ou impedir as irregularidades atribuídas ao Banco Master? Eu queria acrescentar isso se nos Estados Unidos é diferente, se existe algum mecanismo de proteção, que parece que lá também é falho. Uma coisa é detectar, outra coisa é impedir. Eles foram tão bons em detectar que o próprio diretor de regulação bancária, de fiscalização do Banco Central,
Tchau.
Pelo Daniel Vorcaro, né? Então ele era tão bom em detectar que ele descobriu e virou sócio do negócio, né? Então esse é o problema. A gente sabe todos os esquemas, a grande maioria dos esquemas aí, quanta gente anda aí, solta, todo mundo sabe que esquema, mas infelizmente a gente não tem meios hoje, principalmente na nossa máquina judicial, para fazer isso ser combatido de fato e as pessoas serem penalizadas de fato, né? Camila, né? Camila tem uma frase que diz que o homem é bom e o sistema o corrompe.
O Acaso era o contrário. O sistema do Banco Central era bom. O problema é que ele era tocado por homens. Foram 19 alertas contra o Banco Master e mesmo assim aconteceu o que aconteceu. Então é até fácil responder. O sistema é bom, mas quem geria o sistema talvez não estivesse tão animado em agir. E o Vilela, eu acho que o Acaso está corretíssimo, e o Vilela perguntou sobre os Estados Unidos. Isso que o Acaso falou é verdade. O nosso sistema de regulamentação financeira
de fiscalização, ele é um sistema decente. O desenho do sistema é um sistema decente. O nosso desenho, inclusive, é superior ao desenho dos Estados Unidos. Nos Estados Unidos existe muita fraude financeira, muita fraude bancária. O sistema americano é um sistema falho em comparação com seus pares países desenvolvidos. Aí, aqui, um escândalo dessa magnitude só pôde acontecer porque tinha gente muito poderosa envolvida, porque tinha gente com...
muito poder político e muito poder no judiciário pra se blindar. Agora, você olha um paralelo com os Estados Unidos em relação à obra, aqui tem muita corrupção em obra, tem muito escândalo em obra. Nos Estados Unidos é muito difícil ter. E existe um mecanismo lá que eu defendo que exista aqui, que é o performance bond, né? Toda obra que é contratada nos Estados Unidos, boa parte delas, principalmente de grande porte, você contrata um seguro, né? E se a obra não é entregue no prazo,
se a obra não é entregue com aquela qualidade, o seguro ou tem que bancar ou tem que tocar a obra. E aí o interesse do seguro é fiscalizar, é uma espécie de Ministério Público Privado. É um fiscal particular. E aí ele tem um interesse econômico direto de que a obra ande, então na hora de participar da licitação ele vai querer que seja uma empresa decente e de qualquer jeito aquela obra vai sair ou no mínimo o Estado vai ser indenizado, porque tem uma seguradora. Tentei aprovar isso
Congresso e a resposta que eu tive é nós não temos seguradoras grandes o suficiente para fazer isso, para fazer esse seguro. Eu falei, então, gente, se a gente criar esse mercado, imediatamente vão surgir seguradoras interessadas. Não existe hoje porque não tem demanda. Eu vou fazer até uma provocação, Vilela. Se os nossos telespectadores tiverem curiosidade de jogarem no Diário Oficial ou até no Google, existem dezenas de liquidações de instituições financeiras no Brasil ao longo de um ano.
ano. São várias as liquidações. Por quê? E é uma prova que o sistema do Banco Central funciona. A operadora financeira está cometendo ali alguns deslizes, o banco vai lá e liquida e ponto final. Eles não têm dó. São casos bastante comuns, inclusive. É que a gente está acostumado com os grandes bancos e é óbvio que com os grandes bancos isso não vai acontecer. Diferentemente com os pequenininhos, porque os grandes bancos são mais sérios, têm mais aportes, têm mais estrutura.
Então liquidações existem e mostra que o nosso sistema é bom. É que o Banco Master foi um cisne negro nessa história toda aí. É, tanto que teve uma entrevista do Arminio Fraga falando o seguinte, no governo do Fernando Henrique, o Banco Central liquidou dois ou três grandes bancos de amigos do Presidente da República, de amigos do Fernando Henrique. E ninguém questionou a atuação do Banco Central como foi questionado agora. E não era autônomo, não tinha autonomia. Exatamente, não tinha autonomia.
presidente do Banco Central, a hora que ele quisesse, e mesmo sendo banco de amigo dele, não tirou. Dando um passo atrás e tratando da questão do impeachment, impeachment realmente, independente do número de assinaturas, o presidente tem o poder de pauta. Mas nós criamos um jabuti, digamos assim, que é a CPMI, mediante uma decisão do STF durante o governo do Bolsonaro, havendo as assinaturas mínimas, há obrigação de instauração na abertura
do Congresso Nacional, não da Câmara e não do Senado. Você poderia explicar isso pra rapaziada? Que aí eu acho que é um caminho legal que a gente vai acabar caminhando pra isso. Não, nós tomamos esse caminho, né? Nessa última terça-feira, a gente protocolou o mandado de segurança pra obrigar o presidente do Congresso Nacional a abrir, a instalar a CPMI do Banco Master, né? Porque CPI é direito de minoria, né? O governo não quer investigar, né? O governo geralmente é o investigado. Então,
correta a decisão do Supremo de que, se eu coleto lá, por exemplo, na Câmara, acho que são 171 assinaturas, o presidente da Câmara tem que abrir, mesmo que a maioria não queira, e mesmo que o presidente da Câmara sempre é eleito pela maioria, então ele é obrigado a abrir. Nesse sentido, essa é a razão pela qual a gente ingressou com o mandato de segurança para obrigar o presidente Davi Alcolumbre a abrir a CPMI do Banco Master.
Agora vamos ver qual que vai ser a decisão, se eles vão mudar a própria jurisprudência ou não.
Quer fazer uma aposta? Que maravilha. O Paulo César perguntou aqui, na prática, quais os mecanismos existem para investigar ministros do STF se surgirem suspeitas sérias e interferência ou favorecimento? Eu vou até fazer um parênteses. A gente discutiu muito há um tempo atrás a questão do código de conduta, que o Fachin, quando assumiu a presidência, disse que havia necessidade de um código de conduta. Eu discordo, porque hoje a gente tem a Constituição que dá meios para investigar
O Senado Federal tem o impeachment como mecanismo. E os próprios pares, os próprios ministros, têm a possibilidade de investigarem os seus pares. Então, nós temos aqui, chutando por alto, sem aprofundar muito, quatro mecanismos de investigação, fora os crimes que nós temos previstos no Código Penal, que são aplicados em relação aos ministros,
crimes de responsabilidade da Lei 1079 de 50, que também são aplicados em relação aos ministros. Então, mecanismos e fundamentos existem. O que falta, na minha visão, é vontade ou coragem. E aí é uma questão que entra na esfera da psique individual de cada um dos órgãos responsáveis por isso. Mas mecanismos existem muitos. Não, concordo plenamente. É isso.
Só seria necessário pra expor na cara, assim, ó, gente. Entendeu? É pra constranger, né? Comporta aí, rapaziada. Fica no cantinho da obediência, hein? É, porque grande parte ali das condições que estão previstas no Código de Conduta já estão previstas na lei orgânica da magistratura, né? E os caras cagam pra tudo. É, não teve uma interpretação que os ministros supremos deram de que a Lomã não se aplica pra eles? Não teve uma coisa dessas?
Não? Não. O CNJ não é competente pra... O CNJ, a Lomã não? A Lomã está vinculada a eles, mas não tem quem...
tem que ser os próprios ministros, os próprios pares. Então vamos lá, vamos pensar que, sei lá, num cenário hipotético descobrem que um ministro ele cobrou 130 milhões de propina, inventou alguns contratos para evitar o descobrimento de propina, mas acabaram vazando algumas coisas e descobriram. O que vai ter que ser feito? Uma provocação à PGR, a PGR abrir uma ação penal contra
essa pessoa e o pleno, né, do Supremo, os 10 hoje, né, são sempre 11, mas hoje só temos 10 e ficaremos com 10, eu acho, esse ano inteiro. Nossa, é verdade, a gente só tá com 10. É, ficaremos. Então eu não me toquei disso, porque saiu o Barroso e o Senado tá barrando o Messias. Não tinha lembrado disso. Exatamente. Então hoje só temos 10 e esses 10 vão analisar. Aliás, esse é um ponto importante. Tem alguns, uma facção ali do Bolsonaro,
que fala, não, a gente não pode fazer o impeachment do Alexandre de Moraes nem do Dias Toffoli, porque vai abrir vaga para o Lula indicar. Gente, o Lula indicou e o Senado está segurando. Então, assim, cair um, cair dois ministros supremos, não tem nenhuma garantia de que o Lula vai poder indicar. Ele pode indicar, o Senado pode negar e a indicação pode ficar para o próximo presidente da República. Então, esse papinho furado para blindar o Toffoli, para blindar o Alexandre, porque se for assim, sempre que tiver
um presidente que a gente não gosta, que seja corrupto, que seja canalha, a gente não vai derrubar ministro supremo? Então o ministro supremo pode roubar, tem licença pra roubar enquanto tiver um presidente que a gente não gosta? Sim. Na minha opinião, eu até apostaria que não há clima esse ano pra você aprovar qualquer indicação pro ministro da STF. Ó, e teremos mais novidades, porque eu tô vendo aqui que a PF apreendeu oito celulares de Vorcaro.
É muito celular pra uma pessoa só, né? E o material divulgado até agora é apenas 30% de um dos aparelhos.
skin, ou seja, um deve ser pra cada amante, será? É, oito celular e um pra cada peleleca. Fica a dica aí, Oleni. Ou não, eu tenho um celular e dois outros eu deixei aqui no estúdio, não sei como estão sendo utilizados. Eu pensei que você fosse falar, eu tenho um celular e dois peleleca. É uma boa isso aí. Quinta serelepe hoje, né? O que hoje tá todo, todo. Manda aí, Oleni. Pode falar.
O Antônio mandou o seguinte aqui. Se houver ligação com integrantes do governo, isso indicaria corrupção sistêmica ou apenas responsabilidade individual de alguns agentes? Acho que já é corrupção sistêmica. Não há dúvidas. São todos sistematicamente filhas da puta. Corrupção no Brasil é política de Estado. O João Paulo perguntou aqui o seguinte. Quais seriam as consequências jurídicas mais graves caso se comprove interferência política ou judicial?
em favor do Banco Master. Prisão, né? O resultado jurídico mais grave é prisão, obviamente. Só que aí são muitos os crimes, né? Tem aquele crime de gestão fraudulenta da lei dos crimes contra o sistema financeiro, tem o crime de organização criminosa, tem associação criminosa, tem lavagem de dinheiro, tem corrupção ativa, corrupção passiva. E é onde a criatividade for. São muitos os crimes, são muitas as penas. Eu acho que tem um efeito a mais,
completa deslegitimação do sistema. A gente vai ter que, assim, essa Constituição não dura mais 5, 10 anos e o certo seria nos anteciparmos e mudar algumas questões dela. Eu discordo porque a capacidade de reinvenção do nosso sistema político é muito grande. Basta lá. O mensalão era o fim, a Lava Jato era o fim. Esse aqui pode ser um capítulo igual que vai marcar a história do país, mas não acho que vai ter a capacidade, seja qual for o resultado,
de mudar o nosso sistema como um todo. Não estou falando que não tenha necessidade, estou falando que o efeito é exato. É aquela tradição do áudio do Romero Juca, um grande acordo nacional com o Supremo com tudo. Não sei se você se lembra desse áudio que fazia na época da Lava Jato, do Romero falar que precisava pacificar as coisas, um grande acordo aqui com o Supremo, com tudo. Mas eu acho que se eu tivesse o poder de fazer uma nova Constituição, esses caras do Banco Master,
vamos supor, vou fazer um exercício fictício aqui de imaginação. Numa nova Constituição, cara, um cara que, sei lá, os crimes acumulados, as penas acumuladas, elas somem mais do que 60 anos, esse cara tem que morrer. Tem que ir pra pena de morte. Pedrão, o cara cometeu o crime que dá mais de 60 anos de cadeia, cara, puta, vai embora, meu. Vai pro papai do chão. Chega, pô. O cara tá fazendo o que aqui? É, a punição dele não pode ser cumprir um sexto da pena,
numa cadeia qualquer, mandando mensagem pra Peleleca, né? Pra quando sair. E recebendo visita íntima, né? Tô vendo aqui que o Vorcaro também comprou um hotel em Campos de Jordão por 100 milhões. O cara gastou dinheiro aí, né? É, pra você ver. Ou seja, ele gastou... E 100 milhões pra ele é dinheiro de troco, né? É, sai do 13º dele. Fala, Lenin. Mano, imagina o quanto o Vorcaro, quando saiu do Banco Master, não sacou de FGTS. Ah, sim. Nossa senhora.
de comprimento. Mano, imagina. Acho que ele tirava uns 3 mil limpo, mas vale refeição. Ele tava gastando 50 milhões por mês em cartão. Eu fico imaginando um gestor de milha ali pra ele, velho. Nossa, velho. Nossa senhora. Nossa, caralho, mano. Uma viagem pra lua com a sua milha. Cara, eu pensando aqui, pra você gastar 50 milhões, tem que ser um esforço, cara. Não é fácil. Eu não tenho capacidade. Eu falo assim, velho, ela toma 50 milhões pra gastar. Eu falei, cara, como que eu vou gastar 50 milhões? Exato. Eu não tenho
capacidade. Se me deram, eu não ia ter capacidade. Pelo menos até agora, pra ganhar, eu não tive capacidade. Mas se alguém quiser me dar 50 milhões pra testar, gastar... 50 milhões eu não ganho em 3 meses. E eu prometo que não vou gastar com peleleca, que eu tô casado e vai ser... Ah! Já corrigiu aqui ficar mulher assistindo, né? Quer ficar rico pra quê? Agora vai ficar pobre. Eu prometo também que se eu ganhar 50 milhões, não vou gastar em peleleca. Tem coisa muito mais legal pra gastar.
O que envolve Peleleca. Peleleca vem com essas coisas. Ele vai comprar o iate, o jato. Também cai entre nós, né, Velela? Você não tá muito em condições. Fui tirado pra merda, velho. E outras palavras que não sobe mais. O Lucas tá perguntando o seguinte. O caso pode ter impacto político comparável a outros escândalos financeiros de histórias recentes do Brasil? Tipo qual? Lava jato.
nesse salão, eu acho que sejam as referências. Não, mas não foi financeiro, né? Ah, mas envolveu, financeiro também, indiretamente envolveu. É, financeiro, esteve o Naginarras, esteve o Caso Bambinindos, nem chegam perto desse aí. É que o Banco Master é coisa de quatro, cinco petrolões, entendeu? As pessoas não conseguem entender o nível, o nível, assim, nada chegou próximo. É o que eu falei antes, o André Mendonça, se quiser, faz história, faz história.
cria um grande rombo na República. Tem um ambiente para isso. O Sander perguntou aqui o seguinte, há sinais de que instituições de controle como o Ministério Público, Polícia Federal ou a TCU estejam enfrentando pressões políticas nesse caso? Se tem uma certeza que a gente tem é que está tendo pressão política na PF, no TCU. Não há nem necessidade de sinais. Outra coisa, TCU questionando a atuação do Banco Central não é papel. O Tribunal de Contas da União é para tratar de contas
da União, para tratar de recursos do governo federal, para ser um órgão auxiliar do parlamento na fiscalização do gasto de dinheiro público. Não tem nada a ver com fiscalização financeira. Não existe TCU questionar Banco Central. Isso claramente foi objeto de pressão política. E tem uma última pergunta do Jonas aqui. Ele está perguntando que reformas institucionais poderiam reduzir a influência política sobre investigações envolvendo bancos e autoridades públicas. Boa pergunta. E aí, doutor Acácio? O que você me diz?
longe, porque existem diversos caminhos. Eu acho que, primeiro, o Banco Central, o primeiro passo já foi dado. A autonomia do Banco Central é muito importante. Esse é um ponto importante ressaltar, né? O Banco Master foi liquidado. Exato. A gente não está vendo um cenário de completo abandono e desfuncionalidade das instituições. O Banco Master foi liquidado. E só foi liquidado porque o Banco Central fez o seu papel, por conta de pressão, por conta de vários fatores, e não permitiu que o BRB
o Banco Master. Se o BRB tivesse comprado o Banco Master, se o Banco Central tivesse permitido, talvez esse escândalo sequer tivesse vindo à tona, porque... Ia ter acomodação. Exato, ia ter acomodação, o prejuízo financeiro não seria tão grande, porque aí ia ser convertido em balancete, em prestação contábil, numa série de outras coisas, os crimes virariam prejuízo, e aí talvez tudo isso não tivesse acontecido.
Agora, eu acho que o grande problema e a grande dificuldade que eu tenho em responder isso é como acabar com a pressão política. Por quê? O Banco Central tem autonomia, mas o presidente é escolhido pelo presidente da República e passa por sabatina do Senado. Ministro do Supremo, presidente da República e passa sabatina no Senado. PGR, procurador-geral da República, passa por sabatina do Senado e é indicado pelo presidente. Delegado-geral de Polícia Federal, cargo de confiança do presidente dentro daqueles da carreira.
muito difícil nós dissociarmos. O Ministério Público talvez seja o mais independente, mas quem é independente é o promotor lá que está no dia a dia, o promotor, o procurador que atua nas instâncias mais baixas, que foi aprovado no concurso. Mas esse cara vai subir recurso, ele já perde poder. Então é difícil nós criarmos alternativas. Aí tem vários os caminhos, mas são difíceis. O nosso desenho institucional é um desenho institucional baseado
nos Estados Unidos, né? De indicação do presidente, sabatina, mas assim, mesmo nos regimes parlamentaristas europeus, na Coreia do Sul, do Japão, o gabinete do primeiro-ministro indica o ministro supremo e passa por uma sabatina no Congresso. Esse é o procedimento, digamos assim, padrão em países desenvolvidos. O problema são as pessoas que estão conduzindo esse processo, né? Porque, por exemplo, no Japão, quando indica o ministro supremo, passa pelo crivo da população.
Então, eu sou... O gabinete de primeiro-ministro indica, o parlamento aprova, o imperador nomeia. Na próxima eleição, subsequente à nomeação daquele ministro, a população escolhe se aquela nomeação permanece ou não permanece. E aí, de 10 em 10 anos, eles votam de novo. Cada ministro passou 10 anos, a população vota. Nunca nenhum ministro foi rejeitado. Por quê? O primeiro-ministro tem noção de indicar alguém decente, o parlamento tem noção de sabatinar alguém decente, o cara é nomeado...
tem 120 milhões de pessoas. Sabe quantos casos vão pro plenário do Supremo por ano? Chuta um número aí. Uns 15. Oito. Quase que é certo. Na Suíça, o ministro do Supremo, o juiz em geral, quando vai julgar alguma coisa, ele fica uma semana em retiro pra refletir. Aqui no Brasil, o cara ia viver em retiro, né? Não tem jeito. O cara já sabe que tem a conta no Tayhá. 180 dias em três anos no Tayhá. O cara sabe que tem uma jurisprudência consolidada e que ele tem certeza daquilo. Eu lembro de assistir
que era ministro da Suprema Corte Americana estava vivo, dele falar puta, eu não vou mudar essa jurisprudência porque ela é muito recente, ela tinha 40 anos. Imagina no Brasil, imagina no Brasil se falar que uma jurisprudência de 40 anos é muito recente. Então assim, não tem seriedade nas pessoas que são nomeadas, assim. Enfim. Aqui tem até uma piada com isso, né? O juiz de manhã julgou de um jeito, a tarde do outro aí perguntaram, pô, você julgou diferente no mesmo dia? Ele falou que de manhã eu estava errado, né? É isso, é um pouco isso.
jeito. É, assim, eu acho que a gente discutiu muito democracia em 2022 e esse ano é o ano da república. Eu já vi democracia serem estabelecidas no acordo de elites, mas eu nunca vi uma república ser estabelecida sem que haja prejudicados no processo. E a gente está com essa janela de ouro aí de fazer alguma coisa que passa principalmente por reordenar os
poderes. Porque hoje você tem a Câmara dos Deputados, que é um lugar de despachante de emenda. É, o maior esmagador é isso. É um vereador federal. Virou isso. Nós temos um Senado que atua como se fosse uma Câmara de Deputados e nós temos um STF que atua como se fosse um Senado. Uma Câmara de Deputados de pantufa. A galera lá é devagar. E o STF atua como Senado porque o Senado não está fazendo papel? Porque o Senado é para os donos
do poder mesmo. Uma pessoa que já foi governador, é dono de grandes empresas, é a grande caixa de ressonância, é o último filtro da República, digamos assim. E hoje o STF virou esse grande filtro. A gente está no sistema tricameral. Passar na Câmara, no Senado, depois passar no Supremo. Sim. E outra, o STF determina o que vai ser e como será discutido as coisas na Câmara e no Senado. Pauta. Exatamente. Mas aí eu vejo um pouco a culpa do Legislativo.
Tem com certeza. Esse poder é meio pendular. No momento em que o legislativo abre um vácuo, o Supremo vai lá e pega. Claro. Se não tivesse tanta gente frouxa, burra, despreparada no Congresso Nacional, o Supremo nunca tomaria esse protagonismo. O legislativo deixou. Esse é o ponto. E eu acho também uma coisa. É difícil ter uma mudança institucional muito profunda como o Acácio colocou. Mas eu acho que seria exemplar a prisão de um ministro do Supremo criminoso.
Supremo for preso, os outros vão falar, está na hora de baixar a bola. Está na hora de baixar a bola. Porque a gente já teve impeachment de dois presidentes da República. Nunca caiu o ministro Supremo. Pois é. Não tem mais perguntas dos membros. Vamos falar de Lulinha. O que está acontecendo? O que é essa quebra de sigilo? Depois voltaram atrás? Lulinha é o seguinte. Bom, a gente teve acesso à quebra. A quebra vazou para a imprensa. A gente está falando de movimentações de 19 milhões de reais na conta
do Lulinha, inclusive acho que algumas centenas de milhares de reais transferidas pelo próprio Lula. Mas por que foi aberto? Por que estão investigando ele? Porque ele tem relacionamento com o Careca do INSS. Ele estava recebendo propina do Careca do INSS. Ele tinha uma mesada, acho que era de 100 mil reais por mês que ele recebia do Careca. Foi para Portugal no avião de primeira classe junto com o Careca, supostamente porque ele queria investir num projeto de cannabis medicinal.
A gente já abriu essa empresa de cannabis medicinal, essa empresa não funciona, é uma empresa de fachado.
tinha várias conversas entre o Careca e uma mulher chamada Roberta Luxinger, que a gente também tentou quebrar o sigilo, o Supremo anulou, que está diretamente ligado, acho que foi o Dino até, está diretamente ligado ao Lulinha e tem uma mensagem do Careca falando, ó, precisamos atender o filho do homem, né? E tem anotações do Careca, né? Escrito lá, Lulinha, tal valor, né? Então tem muita prova contra o Lulinha e o envolvimento dele no escândalo do INSS. E o Lulinha seria o tráfico de influência. É, claro.
Entraria com o quê? É o filho do presidente da república ajudando nas indicações. Um provável, um suposto acesso ao Lula, isso. Isso, tráfico de influência, advocacia administrativa, tem alguns caminhos ali, mas é exatamente isso. Isso para o governo seria devastador diante da eleição. Não, tanto que você viu que saiu porrada na CPMI, você viu, né? Vi. Então, a porrada foi por causa da quebra do Lulinha. Quebra de sigilo. É, porque a gente aprovou que o governo moscou, né? Claro. Como moscou na... Porque, assim, o governo tem maioria na CPMI,
Só que tem gente da base do governo que é muito vagabundo e que nem vai, né? Aí o governo perde por causa de vagabundo da base do governo. Nossa, imagina. Ou porque dorme em regimento. Como é que foi a do Lulinha? Vou explicar pra você regimentalmente. Teve primeiro uma votação, né? Nessa votação, a votação em regra ela é simbólica. É aquela, todos aqueles que concordam permanecem como se encontra, aprovado. Aí, quando tem uma votação simbólica, um líder de partido, ele pode pedir um negócio chamado verificação. Que é pra verificar o quórum pra votar
digital. Ó, vota sim, vota não, beleza. Teve uma primeira votação que o governo pediu verificação, né? Aí, beleza, o governo venceu. Só que, entre uma verificação e outra, tem um período de uma hora que você não pode pedir, que é o interstício. Aí, nesse período de uma hora, a gente colocou pra votar a quebra do Lulinha, tinha mais só vota quem tá lá presencialmente, não é só quem marcou presença. Aí, eles não tinham a maioria pra derrotar a gente, porque não estavam todos os
deputados da base do governo lá presentes, a gente aprovou simbolicamente a quebra do Lulinha. Porque a base do governo foi burra de pedir verificação de uma coisa menos importante e não guardar essa arma regimental do Lulinha em que eles tinham maioria. Aí eles ficaram putos com a própria incompetência e foram partir pra porrada contra o presidente e o relator da CPMI. Né? Esse desespero pra mim é um recibo desse tamanho, assim, é um checão.
É quase uma... Falando assim, ó galera, o Lulinha é ladrão mesmo e nós queremos descer a porrada pra vocês não prendê-lo. Quem não deve não teme, né? É. Pois é.
Filhos de presidentes dando problemas de novo, né? Pois é, pois é. Senhores, abarcamos tudo? Tem alguma questão que faltou em relação ao Banco Master, Bocado? Por causa de todas essas questões, está na hora de eleger um presidente sem filho. Olha só, cara. Não falei nada, só falei que está na hora de... Já elegemos, né? O Itamar. O Itamar não tinha filho, né? Não, o Itamar não foi eleito. Ah, verdade.
Senhoras, alguma coisa? Se não, é considerações finais. Deixa eu ver. Considerações finais? O que eu posso falar para você, Guilherme? Estamos fodidos. Está tudo uma merda. Porque a sensação que o brasileiro tem, a maioria, eu acho que eu falo pela maioria, é que não vai dar nada. Você fala, esse pessoal é muito poderoso, vão fazer acordo entre si e a gente vai ficar vendo a vida. Olha, vamos lá. A sensação que dá é essa. Eu vou entrar nisso aí.
Eu acho que uma das principais razões pela qual a população brasileira não se revolta, não para o país, é desesperado.
É porque fala, puta, tá tudo dominado, nada vai dar certo. E eu quero colocar aqui, porque não dá pra gente ver a política, a situação do país de uma maneira imediatista. Semana que vem, ano que vem, as mudanças acontecem numa perspectiva histórica, de décadas. Então, século XIX, a Inglaterra era conhecida como um lugar de servidores corruptos, de gente que cobrava propina. E tava todo mundo falando, pô, não tem como eu trazer grãos aqui pra Inglaterra.
Inglaterra sem pagar uma propina pro cara pra ele liberar, né? E isso mudou. A desesperança existia e mudou. Hoje a Inglaterra é um país completamente diferente. Chicago, todo mundo fala, mano, acabou, o crime tomou. Porra, tem gente muito poderosa traficando bebida alcoólica aqui e ninguém segura. A polícia tá corrompida, tá todo mundo corrompido. Mudou. Hoje é uma realidade completamente diferente. Então, assim, as coisas mudam.
É possível mudar e com mobilização e com pressão popular. Não adianta achar que vai vir um herói e não sei o quê.
Eu acho que vai ter cabeça sendo entregue porque os poderosos estão brigando entre si. Não é só uma briga de população ferrar todo mundo que está fechado no esquema. Quem está no esquema não está junto. Quem está no esquema quer entregar a cabeça um do outro porque tem uma pressão muito grande da imprensa, do sistema bancário que foi prejudicado pelo esquema do Vorcaro pedindo uma cabeça. E quanto mais os ministros do Supremo querem reagir falando que a imprensa está mentindo,
está mentindo, a PF e a imprensa vão piorar a situação dessas pessoas. Então, eu acho, e eu já falei aqui da situação, Toffoli está em guerra com Lula, Lula está em guerra com Toffoli, Toffoli está em guerra com os outros ministros supremos, o Acácio falou que o André Mendonça é um ministro isolado, pode ir para cima de outros ministros, tem ali os bolsonaristas querendo entregar a cabeça do PT da Bahia, o PT da Bahia querendo ir para cima do Ciro Nogueira.
Então, assim, eles estão brigando entre si, razão pela qual eu tenho muita convicção,
análise, não por torcida, de que uma cabeça será entregue. Agora, quanto mais pressão popular tiver, mais cabeças vão ser entregues e maior a possibilidade de a gente fazer uma mudança institucional. Essas são as minhas últimas palavras. Concordo com ele em absoluto. A gente tem o cenário perfeito para que grandes autoridades da República sejam presas, sejam condenadas neste contexto. A questão é se elas terão capacidade de fazer um grande acordo e aí se salvarão todos,
ou não. Eu acho que no momento atual isso não é
possível. A gente está num ano eleitoral, num contexto de polarização, então a racionalidade e o corporativismo hoje estão em segundo plano. O nós contra eles acabam pautando a nossa política brasileira nesse momento e sobrepondo qualquer coisa. Eu acho que o nós contra eles é o cenário perfeito para que dê uma grande confusão no Banco Master. Pelo menos é a minha torcida. Se o cara chegou até aqui,
Ele é alfabetizado o suficiente para entender o que a gente falou, que é um caso extremamente complexo. Eu quero me dirigir... E está querendo saber, quer uma solução. Sim, com certeza. Eu quero me dirigir especificamente em relação a essas pessoas. A gente sempre coloca a elite, o povo, como se nós fosse... Todo mundo que não está no poder fosse povo e elite fosse aqueles 50, 100 pessoas que têm alguma questão de poder. Sociologicamente falando, isso não existe.
No Brasil, se você é alfabetizado, se você sabe concatenar bem o português, você já é elite. Você já vai ter um salário de 5, 6 mil reais que vai fazer você se transformar em uma elite, não em relação a quem está em cima, mas em relação a grande vastidão de pessoas que estão embaixo. E não há revolução popular, não existe revolução popular. Toda revolução é de troca de elites, de uma por outra. Na minha opinião, essa não dá mais.
trocar essas pessoas e reordenar o sistema, porque não adianta reordenar o sistema com as mesmas pessoas, então elas vão trazer os vícios de antes e vão continuar nessa mesma questão. Se você não tem posição, se você não tem poder para atingir um vorcado da vida, para atingir um diastófolio da vida, comece na tua redoma, velho. Porque o que acontece em Brasília acontece no teu município também, e às vezes de forma mais escancarada. Então se a gente quer um Brasil melhor,
pra rua no domingo à tarde. É você tomando as rédeas do destino da tua sociedade. Dentro da esfera de influência que você pode ter. Se você hoje só pode ser um bom pai de família, seja um puta pai de família. Valoroso, carregue seus alunos. Se você pode ser um vereador, uma liderança comunitária, seja uma liderança comunitária. Se você é um empresário grande, utilize essa sua influência pra mudar as coisas. Porque o Brasil vai mudar a partir desses micro-atos. Desses micro-atos
não esperem que vai acontecer um mecatombe lá em cima, dois, três vão morrer. Se a gente não tiver disposição de ultrapassar essas pessoas, de vencer essas pessoas, de superar essas pessoas, o Brasil não vai mudar. Qual que é o grande problema do Brasil hoje? Na Lava Jato, até no Mensalão, você tinha um cenário internacional que era relativamente estável. Hoje essa estabilidade não existe mais.
incerteza externa, o que você tem que fazer internamente? Agrupar. Então a gente está saindo da era da diversidade, olha que bonito, tem uma menina aqui de sovaco pintado, olha como nós somos democráticos, para o tempo da unidade. Se o Brasil não souber construir uma unidade, um projeto para si, alguém de fora nos importará isso. Então se a gente não acordar, talvez em 20, 30 anos a gente não tenha o Brasil
nem o que a gente espera, mas o que a gente já entende como normal. E quando a gente vai para fora, eu infelizmente não vim numa família rica, não pude conhecer o mundo antes de ganhar o Brasil de fato, antes de ter dinheiro, ter condições para ir para fora. O Brasil está atrasado em tudo, em tudo. E a discrepância é abissal, é enorme. Se o Brasil não se abrir para o mundo, se o Brasil não criar essa unidade,
não renovar suas elites, não entendendo que elite é a Vivi, Barsi ou Alexandre de Moraes, mas todo mundo que está aqui pode se entender como elite, não há futuro para o Brasil. E o futuro do Brasil passa necessariamente por nós individualmente enquanto sociedade. Lene, acho que é isso, né? É isso aí. Agradecer a você que mandou seu superchat. Como você viu, a gente deu preferência aos membros. Então se torne membro porque tem também conteúdo exclusivo.
A gente grava alguns vídeos que só são disponíveis para membros e todas as atividades
presenciais também vão ser a gente da preferência primeiro para a venda para os membros, como viagem que faremos para o Egito em janeiro e alguns shows e palestras que vamos dar pelo Brasil. Não é, Lenin? Sensacional. Eu fazia o stand-up. Agora é um podcast ao vivo. É um bate-papo ao vivo em teatros. Agradecer nossos patrocinadores, né, Lenin? Exato. A G4, a bússola do empresário brasileiro, né? Estratégia concursos aí. Os dois têm
na descrição, QR Code na tela. Se você não deu like para essa live incrível, essencial e no momento certo, você está moscando e se inscreva no canal para a gente chegar em 6 milhões. Lene, é isso aí. Momento de brilhar. O que o pessoal escreve nos comentários? Cuidado que teve muita quinta série e não vai falar bobagem. O que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final dessa live? Escreve aí Peleleca. É óbvio que é Peleleca, né? Escreva um Peleleca nos comentários e o pessoal vai saber
Essa live foi extremamente séria e sem piadas de quinta série, não é? Total. Fiquei com Deus, beijo no contovelho e tchau. E que bom que vocês vieram. Valeu, fui.
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