Episódios de Inteligência Ltda.

016 - MENSAGENS DE VORCARO | TRUMP VAI INVADIR A AMÉRICA | MAHSIMA X PEIXOTO e MAIS

11 de março de 20263h1min
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RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, ANDRÉ MARSIGLIA, MAJOR RAFAEL ROZENSZAJN, PEDRO DORIA, MARCELO RIOS, MAHSIMA NADIM e MANSUR PEIXOTO. O Vilela não gosta de fake news, mas vive espalhando mentiras sobre sua anatomia.

Assuntos15
  • Banco MasterFraude contra investidores · Envolvimento de ministros do STF · Contrato da esposa do Moraes · Participação de ministros da Casa Civil · Envolvimento do presidente do Senado · Cassino clandestino no Tayayá · Desvio de fundos de previdência · Operações de inteligência e Polícia Federal
  • Casos STFMinistro Toffoli e cassino clandestino · Ministro Moraes e contrato de esposa · Mensagens 'vai bloquear' · Apagamento de WhatsApp com visualização única · Possível obstrução de justiça
  • Conflito Irã-EUAAtaques israelenses ao Irã · Defesa aérea iraniana · Mísseis balísticos iranianos · Programa nuclear iraniano · Estratégia militar israelense · Posicionamento dos EUA · Possível invasão terrestre · Objetivos de guerra
  • Impeachment Ministros STFPrimeiro da história do Brasil · Procedimento inédito · Pedido de Zema · Investigação pela Polícia Federal · Risco de fissura institucional
  • CPI contra ministros do STFAbertura da CPMI · Investigação formal de ministros · Visibilidade pública do escândalo · Impedimento de ministros · Artigo 51 da ONU · Soberania do STF · Interferência do STF na PF
  • Impacto Eleicoes 2026Pesquisa de opinião sobre escândalo · Flávio Bolsonaro vs Lula · Resposta da esquerda aos ministros · Erro tático da militância · Voto baseado em impeachment
  • Geopolítica e eleições na América LatinaShield of America - reunião de 12 líderes · Exclusão de Brasil, México e Colômbia · Acordo militar do Paraguai com EUA · Operações no Equador · Possível intervenção em países lenientes · Pressão geopolítica contra PCC/CV · Questão de soberania nacional
  • Estratégia iraniana contra países árabesAtaques a Emirados Árabes · Bloqueio do Estreito de Hormuz · Guerra dos Petroleiros 2.0 · Pressão econômica regional · Tentativa de cessar-fogo
  • PCC e Comando Vermelho TerrorismoProposta dos EUA de classificação · Presença do PCC em 42 países · Controle territorial e currais eleitorais · Entrelaçamento com governo · Diferença entre crime organizado e terrorismo · Congelamento de ativos financeiros · Operações de inteligência internacional · Resistência do Brasil
  • Conflito EUA-IrãManifestações contra regime · Mortes em protestos · Direitos das mulheres · Liberdade de religião · Alternativa Reza Pahlavi · Esperança de mudança de regime · Cultura persa vs islâmica
  • Relações Brasil-ChinaBrasil como parceiro comercial da China · BRICS e BRICS Pay · Terras raras · Desdolarização da economia · Pressão americana sobre Brasil · Bases militares chinesas no Brasil · Reunião Lula-Trump
  • Azerbaijão e Curdos no Oriente MédioAtaques iranianos ao Azerbaijão · População azeri no Irã · Possível separatismo azeri · Curdos como força de terra · Financiamento americano aos curdos · Guerra por procuração
  • Post enigmático de Elon MuskMensagem sobre novo cenário · IA Grok acertando previsões · Nova ordem secular (Novus Ordo Seclorum) · Quarta revolução industrial · Robôs humanoides substituindo humanos · Governo tecnocrático · Ordem pelo caos
  • Campeonatos Estaduais FutebolFinal Novo Horizontino vs Palmeiras · Final Cruzeiro vs Atlético · Final Flamengo vs Botafogo · Paysandu campeão · Gratidão na derrota · Violência entre jogadores · Homenagem a Felipe Luiz · Inclusão de torcedor com deficiência
  • Relações InternacionaisGrills nasais (joia para nariz) · Restaurante de apanhar no Japão · Moda viral em redes sociais
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e estou começando mais um Inteligência Limitado. O programa de limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Hoje, em especial, terça-feira é dia de jornal notícia ilimitada, não é, meu querido? É isso aí, meu querido. Exatamente. O pessoal insiste em te colocar para falar comigo nos programas onde você não tem a mínima ideia do que está acontecendo.

Não tem notoriedade, né? Eu quero saber, por exemplo, a sua opinião sobre o que está acontecendo na guerra no Oriente Médio.

É como dizem, é complicado. Muito bom. É muito complicado. Sobre Banco Master, que você está mais inteirado, qual é a sua opinião? É complexo. O que deve acontecer com o Vocaro? Cara, é complexo. Acho que as autoridades devem tomar o devido controle da situação. Certo. Entende? Você viu que ele está com medo. Você vê que ele fica escolhendo as palavras. Eu gosto do meu trabalho, cara. Tá certo. Então, Bigoda, já que você não vai participar como comentarista, você pode participar ajudando aqui o andar do jornal. O que você tem para falar?

Cara, pedi pra galera primeiramente deixar o seu like, tá certo? Exato. Se inscrever no canal, ajudar a gente com a meta dos 6 milhões. A gente tá pertinho, então ajuda a gente aí. E compartilha essa live aí com todo mundo. Cara, 6 milhões. O Vocaro gastava 3 milhões num... Numa festa, cara. Não, numa festa não. Num negócio de uísque lá, como chama, pra você experimentar uísque. Degustação de uísque. Degustação, cara. Ele gastou 3 milhões numa degustação de uísque lá na Europa, cara.

E a gente pensou chegar em 6 milhões de inscritos. Não tem nada a ver uma coisa com outra. Nada a ver. Nada a ver. Então, vamos aí.

Apresentações aqui da bancada. Fernanda, é contigo. Oi, gente. Boa noite mais uma vez. Eu sou a Fernanda Comora e estou aqui afiadíssima hoje para conversar tudo aquilo que está rolando não só aqui no Brasil, mas fora também, viu? Marcílio. Fala aí, gente. Beleza? Professor Ricardo Marcílio aqui na área. Professor de Geografia, Geopolítica e Atualidades. E também comentando as principais notícias que rolaram ao longo da semana.

E eu sou o Rogério Vilela. Além de lindo, eu sou o host aqui do podcast Inteligência Limitada.

Olha, todo mundo quer um trabalho tranquilo, um bom salário e mais qualidade de vida, não é mesmo? Mas poucos sabem que tudo isso pode estar a um concurso de distância. Presta atenção no que eu vou falar. Nos próximos meses, mais de 100 mil vagas devem ser abertas em concursos públicos para nível médio e superior em órgãos como Polícia Rodoviária Federal, INSS, Banco do Brasil, Receita Federal. Olha, tem muito concurso bom e com salário inicial de mais de 25 mil reais.

Você vai continuar esperando ou vai agir agora? Porque ser aprovado em concursos públicos, ao contrário do que muita gente pensa, não é sorte, é estratégia. O Estratégia Concursos, escolhido por mais de 70% dos aprovados, está com até 42% de desconto nos cursos para concursos. Descontos muito especiais durante a Semana do Consumidor. Então estude com quem mais aprova no Brasil com uma metodologia que foca exatamente no que cai nas provas

caminho até sua estabilidade financeira. Acesse o QR Code na tela ou o link na descrição, não é, Bigode? É isso aí, meu querido. Então vamos rodar a vinheta, bora para o jornal. Vamos lá, estamos começando mais um Notícia Ilimitada e hoje a gente vai atualizar tudo sobre a guerra no Oriente Médio. Quem fala ao vivo com a gente é o Major Rafael, porta-voz das Forças de Defesa de Israel e Marcelo Rios, também conhecido como Hoje no Mundo Militar. O canal dele é muito legal.

A gente acompanha sempre e ele já esteve aqui no programa. Olha, ainda sobre a guerra, Mansur Peixoto debate com Márcio Manadim e Marcílio vai destacar a presença do Azerbaixão e dos curdos no conflito, além de falar sobre a importância das usinas e da dessalinização como armas de guerra, né Marcílio? Verdade. Além disso, falar também sobre os desdobramentos do caso do Banco Master e do envolvimento entre o Vorcaro e o Alexandre de Moraes. E quem comenta é o André Marcília e também o Pedro Doria sobre esses assuntos.

O delegado Palumbo comenta sobre a expectativa para que os Estados Unidos considerem o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas e os impactos que essa decisão pode causar aqui no Brasil. E Tiago Lima fala sobre o post enigmático do Elon Musk. Ele postou um negócio que eu fiquei preocupado, porque o Elon Musk sabe de coisas que a gente não sabe. Com certeza. E claro que a gente ainda vai ter giro de notícia hoje. E só para deixar no ar, quando você vai num restaurante, você procura o quê? Comida.

Será? A gente vai descobrir. É o comum, né? É o comum, né? É o normal. Ah, eu tô no restaurante e falo, quero cortar o cabelo. Não, né? Ah, eu quero agora. Não sei. A gente vai descobrir ainda hoje, no Giro de Notícias. E pra encerrar, o Carlos Bezerra vai trazer pra gente as crônicas da semana repercutindo os últimos acontecimentos do mundo do futebol. Então, vamos começar. Marcílio, você que é o cara da geopolítica, a gente vai chamar o geomajor, deixa ele no ponto, mas dá o contexto. Quantos dias de guerra e em que peca

que a gente está agora? Bom, já está entrando no décimo dia de conflito e eu diria que assim, apesar de algumas declarações ontem mesmo do Trump deram uma acalmada nos mercados, o preço do dólar caiu, houve uma recuperação das bolsas de valores. O barril estourou e voltou. Chegou quase a 120 dólares o barril, aí depois caiu para os 100 dólares, hoje baixou mais um pouquinho, né? Para mim, parece que é muito mais uma declaração para tentar acalmar os ânimos do mercado do que de fato a guerra está acabando. Pelo menos as declarações de

Israel mostraram isso hoje, agora já vai comentar com o Major, o Benjamin Netanyahu falou que a guerra não está perto do fim, não está perto da conclusão, e a gente teve também palavras dos representantes iranianos, falando que não aceitam negociar com os Estados Unidos, porque na visão deles, durante duas vezes eles tentaram negociar com os americanos, e os americanos atacaram o programa nuclear antes do fim da negociação, e o Irã garante que eles ainda tem mais de 50% dos mísseis, e os mísseis mais poderosos estão guardados para serem utilizados,

as defesas aéreas já foram sobrecarregadas com os drones iranianos. Ontem a gente falou com o Júlio do Sala de Guerra e ele estava explicando os tipos de mísseis que eles têm e por que eles atacaram os países árabes e atacou menos Israel. Porque os mísseis, para chegar a Israel, é uma distância maior. E são menos mísseis e mais caros esses mísseis de longa distância. Então eles gastaram bastante que estão ali perto, no Emirado, Dubai, Doha e tal.

Israel, além dessa distância, são os mísseis bem mais caros. Mas eles estão falando que tem mais. Quero saber aqui do Major Rafael. Ele está na linha, Bigoda? Está aqui na linha, vamos lá. Vamos lá. Major, seja bem-vindo. Está falando de onde? Eu estou falando aqui do centro de Israel. Muito obrigado. É sempre um prazer estar aqui com vocês, Vilerá. Tel Aviv? Eu estou aqui no centro de Israel. Não quero dizer exatamente o local que eu estou.

Estou perto de Tel Aviv. Perto de Tel Aviv. Major, você pode para a gente fazer um panorama

do que aconteceu desde o começo do conflito até agora, não estou falando daquela guerra dos 12 dias, mas desse novo, a estratégia, como que está a população aí em Israel e uma previsão dos próximos dias, o que pode acontecer. Tem gente falando que a guerra vai ser curta e tem gente apostando que ela vai demorar muito ainda. Com certeza. Na verdade, hoje nós estamos no 11º dia da guerra. Essa guerra começou quando o exército israelense,

cooperação absoluta com nossos parceiros americanos, nós entendemos que o Irã infelizmente tomou a decisão de se rearmar, de voltar a produzir seus mísseis balísticos, de reerguer suas usinas nucleares e de continuar patrocinando os grupos terroristas aqui na região. Nós não podemos permitir que o regime mais perigoso do mundo tenha as armas mais perigosas do mundo. Nós não podemos permitir que um regime

que todos os dias declara morte a Israel, morte a América, que tenha também a capacidade de destruir Israel. É exatamente isso que nós estamos fazendo nesse momento. No primeiro dia da guerra, nós eliminamos mais de 40 líderes generais do regime iraniano em três locais diferentes, isso em 40 segundos. Nós já conseguimos eliminar mais de 80% da defesa aérea iraniana e mais de 60% dos lançadores de mísseis.

Ouvi que você disse que, segundo o Irã, mais de 50% dos mísseis ainda existem, mas você não consegue lançar mísseis se você não tem lançadores de mísseis balísticos. Então, nós já conseguimos eliminar mais de 300 lançadores de mísseis balísticos, que é mais de 60% dos lançadores que o Irã possui. E nós já estamos percebendo que tem uma queda da quantidade de mísseis que o Irã está lançando.

outros países aqui na região. Isso não mostra somente a ameaça do Irã para o resto do mundo, mas isso mostra também que o Estado de Israel, diferente do Irã, que se preocupa somente na destruição de Israel, produzindo armas nucleares e mísseis balísticos e patrocinando os grupos terroristas, o Estado de Israel se preocupa com sua população. Por isso nós construímos hospitais, nós construímos sistemas de defesa aérea, nós construímos centros de reabilitação e bunkers. E é por esse motivo que o regime iraniano

que mais de 90% dos mísseis que são lançados em direção ao nosso território são interceptados pelo nosso sistema de defesa aérea e 100% dos drones que foram lançados aqui para Israel também foram interceptados. Essa é a diferença entre um Estado democrático que se preocupa com sua população e um regime terrorista que se preocupa somente em destruir Israel.

A gente teve, por exemplo, o Mojitaba Khamenei sendo eleito como o novo líder supremo do país. E aparentemente, pelas informações divulgadas pela mídia iraniana, se o Ali Khamenei, segundo o Irã, estava disposto a negociar o programa nuclear, o Mojitaba Khamenei fala que não, que ele não vai respeitar e que ele vai ser o governo.

a ideia do Irã, até para garantir a sua soberania, é desenvolver armas nucleares. Então, qual o objetivo final de Israel? Olha, Marcelo, é muito simples. O objetivo de Israel é eliminar uma ameaça imediata para o futuro existencial do Estado de Israel. O Irã exige o fim do Estado de Israel. E o Irã não pode ter a capacidade de concretizar esse desejo. O Irã tem em suas mãos, ou tinha em suas mãos, até 10 dias atrás, entre 2.500 a 3.000 mísseis.

para 8 mil mísseis. Nós não podemos permitir que o regime iraniano tenha em suas mãos 8 mil mísseis balísticos, armamentos nucleares. O Irã estava na Guerra dos Doze Dias, estava prestes a construir 11 bombas atômicas. Infelizmente, depois da Guerra dos Doze Dias, em junho do ano passado, o Irã voltou a reerguer as usinas nucleares. E fora isso, o Irã continua patrocinando, armando os grupos terroristas aqui na região. Só nos últimos meses, no ano passado,

bilhão de dólares que o Irã passou para o grupo terrorista Hezbollah. O Estado de Israel não faz fronteira com o Irã, mas o Irã fez fronteira com o Estado de Israel através dos grupos terroristas aqui na região. O Hezbollah no Líbano, Hamas na faixa de Gaza, a Gerada Islâmica no centro de Israel e os rutes no Iêmen. Nós não podemos permitir isso. Então o objetivo da guerra é eliminar uma ameaça para o futuro existencial do Estado de Israel. O Estado de Israel tem um território de somente 22 mil quilômetros quadrados.

O Irã é 85 vezes maior que o Estado de Israel. O Irã tem 1.700.000 km². O Estado de Israel é do tamanho de Sergipe. Tente imaginar um território tão grande como o território iraniano, 85 vezes Israel, com mísseis baliscos em todo o território, direcionados para o Estado de Israel. Agora imagine o território iraniano com bombas atômicas direcionadas para o Estado de Israel. Nenhum país soberano que dá valor para a sua população aceitaria uma situação como essa.

regime iraniano, esse não é um objetivo da guerra, esse pode ser uma consequência da guerra. Nós sim, nós desejamos muito que tenha um regime que seja democrático, um regime que não deseja o fim do Estado de Israel, mas isso não faz parte das operações militares. Através de operações militares, nós não temos capacidade de desmantelar uma ideia, mas sim nós temos capacidade de desmantelar uma ameaça, de desmantelar capacidades militares que estão direcionadas para o território de Israel.

também, Major, alvos sendo atingidos, como Jerusalém, normalmente a gente vê mais direcionado para Tel Aviv e algumas cidades mais fronteiriças quando era na época do Hamas e os ataques do Hezbollah. Dá para entender qual a estratégia do Irã atualmente atingindo esses países árabes, criando esse problema no Estreito de Hormuz,

Vocês conseguem entender qual é o objetivo do Irã nesse ponto? Olha, o Irã é uma ameaça não somente para Israel e isso é o que está ficando claro para todos nós. Essa não é uma guerra travada entre Israel e Estados Unidos contra o regime iraniano. É uma guerra de valores. Essa guerra é travada entre os valores do ódio, da jihad, do extremismo islâmico, da destruição que são representados pelo Irã

dos valores cristãos, judaicos, de liberdade, de equidade, de direitos humanos que são representados pelos Estados Unidos e por Israel. Isso é o que está em jogo nesse momento. E o Irã está mostrando isso para todos, lançando mísseis em direção a 13 países aqui no Oriente Médio, inclusive também para a Europa, lançou mísseis em direção à Turquia, em direção ao Chipre, está fechando o Estreito de Hormuz. Isso mostra a ameaça do regime iraniano para o mundo ocidental,

para o mundo que dá valor para a liberdade, para a democracia. Isso é o que está em jogo nesse momento. Você me perguntou, Vilela, antes sobre o fim da guerra. Veja, essa guerra pode terminar hoje. Basta o Irã levantar a bandeira branca e dizer nós não desejamos mais o fim do Estado de Israel. Nós não desejamos mais eliminar o Estado de Israel do mapa. Nós não vamos mais produzir capacidades militares para destruir o Estado de Israel. Veja, em Terá tem um relógio.

que tem uma contagem regressiva para o fim do Estado de Israel. Então imagina o Irã se tivesse nesse momento 8 mil mísseis direcionados para o Estado de Israel, ou se tivesse uma bomba atômica nesse momento, como isso seria uma ameaça imediata para o futuro existencial de Israel. Todos nós, o mundo não gosta de guerras, e o mundo menos ainda gosta de guerras longas. Nós também não gostamos de guerra, nós já mostramos ao mundo que nós estamos abertos para paz, nós fizemos paz com nossos inimigos,

Paz com o Egito. Fizemos paz com a Jordânia. Há poucos anos atrás, fizemos paz com os Emirados Árabes, com o Bahrein, com o Marrocos. Nós queremos paz. Nós queremos viver. Mas, infelizmente, o regime iraniano deseja a nossa destruição e é o pai do terrorismo do mundo. Ele financia, ele arma, ele treina os grupos terroristas aqui no Oriente Médio. É exatamente isso que nós estamos lutando.

contra esse regime que representa uma ameaça para o futuro existencial de Israel. Nós fizemos uma guerra contra o Irã há cerca de oito meses atrás, a Guerra dos Doze Dias. Quando terminou a guerra, o Irã tinha duas opções. Uma opção seria largar o desejo de destruir Israel, entender que o Estado de Israel é eterno. E o outro caminho seria voltar a reerguer suas usinas nucleares, a produção de mísseis balísticos, o patrocínio dos grupos terroristas.

tomar a escolha certa. Infelizmente, o Irã decidiu pela destruição de Israel, pelo ódio, pela jihad, pelo extremismo islâmico. Então, nesse momento, nós entendemos que essa guerra não vai ser como a guerra dos 12 dias. Essa vai ser uma guerra que nós vamos tratar o Irã pela raiz. Nós vamos cortar a cabeça da serpente. Nós não temos o interesse de fazer uma guerra a cada seis meses contra o regime iraniano. Então, essa guerra vai terminar quando o Irã não representar mais uma ameaça imediata,

para o futuro existencial do Estado de Israel.

Você teme que isso possa gerar algumas consequências negativas, diplomáticas para Israel? Porque houve críticas até mesmo de membros da União Europeia que criticaram também o Irã, mas criticaram a postura de Israel e Estados Unidos de não fazerem essa intervenção por meio do Conselho de Segurança. Você acha que pode ter consequências negativas para Israel?

anti-Israel. Nos últimos 10 anos, foram feitas 150 resoluções contra Israel na ONU. Contra o Irã, foram 9. Contra a Coreia do Norte, foram 8. Contra a Síria, foram 7. Se você coloca todas as resoluções contra Israel de um lado da balança, e todas as resoluções contra todos os países totalitários do outro lado da balança, aqueles países que cortam a internet, assassinam seus civis, aqueles que enforcam gays, aqueles que não dão direito de protestar, direito de liberdade,

Coloca de um lado Israel, do outro lado todos esses países têm mais resoluções contra Israel do que contra todos os outros países. Agora respondendo a sua pergunta, você está falando sobre o artigo 51 da Carta da ONU, que é o artigo que fala sobre a defesa, a legítima defesa em uma guerra. Mas nós temos que entender que essa guerra não começou agora, essa guerra não começou há 10 dias atrás, Marcílio. Essa guerra começou há décadas, quando o Hezbollah lançou seus mísseis contra Israel.

drones que são lançados contra o Estado de Israel pelo Hezbollah, na verdade quem está fazendo isso é o Irã. Como eu disse, o Estado de Israel não faz fronteira com o Irã, mas o Irã fez fronteira com Israel através dos grupos terroristas, então é um engano muito grande pensar que a guerra começou há 10 dias atrás. Essa guerra começou há muito tempo atrás, quando os grupos terroristas, apoiados, treinados, financiados, liderados pelo Irã, lançam foguetes, invadem o território de Israel, cometem ataques terroristas,

terroristas contra Israel. Inclusive, no ano passado, o Irã lançou mais de 300 mísseis em direção ao território israelense. Então, dizer que o Irã nunca atacou Israel, eu acho que isso é um engano muito grande. É difícil ver uma pessoa que tem uma inteligência intelectual de ver os fatos de compreender uma acusação como essa. O Estado de Israel está se defendendo de um regime que deseja a destruição de Israel. O preço da inação é muito maior do que o preço da guerra.

O preço da inação pode ser o fim do Estado de Israel.

e o preço do petróleo não vai subir, vai ter paz no mundo, mas no máximo o Estado de Israel vai ser eliminado. Mas quem dá valor para o futuro existencial de Israel entende que nós não podemos esperar que o Irã tenha bomba atômica, lance a bomba atômica contra o Estado de Israel e aí o Estado de Israel tem o direito de defesa. Nós não podemos permitir. Essa não é uma guerra convencional, não é uma guerra entre Rússia e Ucrânia, uma guerra que nós estamos acostumados a ver.

é um regime que não dá nenhum valor para o direito internacional, que não tem nenhum compromisso com a verdade. E, por outro lado, países que são países democráticos, que têm o respeito pela verdade e pelo direito internacional. Então, é uma guerra muito complexa. É uma guerra que, se nós não atacarmos o Irã nesse momento, o preço pode ser a destruição do Estado de Israel. Então, qual seria a solução? Seria esperar o Irã ter 8 mil mísseis balísticos direcionados e lançados contra o Estado de Israel.

Israel? Talvez o Irã ter bomba atômica, apertar o botão para acabar com o Estado de Israel e depois o Estado de Israel ter o direito à legítima defesa? Será que é isso que o direito internacional entende? Major, acredito que já tenho te perguntado isso. Uma das grandes cobranças, falando em custos de guerra, é a escola das meninas que foi atingida e houve as mortes. O que foi apurado sobre isso? O que você tem a falar sobre isso quando as pessoas

colocam na parede sobre esse ataque. Estados Unidos e Israel estão matando civis também. Bilhalla, não precisa dizer que as pessoas me colocam na parede. Você pode me colocar na parede e está ok. Eu estou aqui para isso. Olha, Israel não conhece nenhum ataque israelense naquele local. Nós já soltamos uma nota oficial em relação a isso. É importante deixar claro que qualquer civil que paga o preço da guerra, isso é uma tragédia. É importante dizer isso.

Também é importante dizer que nós precisamos ter muita cautela em relação a informações que são propagadas pelo regime terrorista do Irã, pela guarda revolucionária do Irã. É a mesma guarda revolucionária que cortou a internet e massacrou sua própria população. Será que nós podemos dar alguma credibilidade em fatos e informações que são passadas por essa guarda revolucionária? Então o exército israelense não atuou nesse local.

Oi, Major, boa noite. É a Fernanda que está falando. Major, a gente sabe que o Irã tem aliados importantes como o Hezbollah e as milícias na Síria e no Iraque. Eu queria saber se, na sua opinião, existe um risco real desse conflito se expandir para todo o Oriente Médio.

já se expandiu. Nesses últimos dois anos, o exército israelense travou uma guerra em sete frentes diferentes. Essa guerra foi travada na faixa de Gaza contra o Hezbollah, no Líbano contra o... Desculpa, na faixa de Gaza contra o Hamas, no Líbano contra o Hezbollah, no centro de Israel contra a Jihad Islâmica, no Iêmen contra os Houthis, as milícias no Iraque, na Síria, o próprio pai do terrorismo do mundo, que é o Irã. Israel foi atacado em sete frentes diferentes. E Israel está preparado.

para esse tipo de guerra. Inclusive, na semana passada, o Hezbollah lançou dezenas de drones, foguetes em direção ao Estado de Israel. Nós estamos atuando contra o Hezbollah no Líbano também nesse momento. É muito importante que todos entendam. O Estado de Israel é ameaçado por grupos terroristas que são liderados pelo regime iraniano. Essa guerra é uma guerra pela existência de Israel. Se todos que estão nos assistindo e dão algum valor para o futuro existencial do Estado de Israel, precisam entender que nós não temos outra opção.

O preço da inação é a destruição do Estado de Israel. Aqueles que estão nos assistindo e não dão valor para o futuro existencial de Israel, eu posso até entender o desejo que essa guerra termine logo, sem que os objetivos sejam alcançados, ou aquelas acusações que Israel não teria o direito de começar essa guerra. Porque, no máximo, o Estado de Israel vai ser destruído para as pessoas que não dão valor para o futuro existencial de Israel.

Eu consigo entender essas pessoas, mas o Estado de Israel é eterno, o povo judeu é eterno.

dois mil anos, o povo judeu foi perseguido e nunca teve um exército para garantir a sobrevivência do povo judeu. Inclusive, meu avô, eu acho que eu já disse isso aqui algumas vezes, o meu avô foi sobrevivente do holocausto, ele sempre me disse que o maior desafio do povo judeu, há 80 anos atrás na Europa, é que não tinha um exército para defender o povo judeu. Hoje, nós temos um exército, nós temos um país para garantir que nenhum regime, nenhum grupo terrorista,

que deseja exterminar o Estado de Israel, exterminar o povo judeu, possa colocar em prática esse desejo.

Ele está aqui no ponto. Ele está aqui no ponto. Então vamos lá, vou pedir ajuda do Marcílio para a gente saber mais um pouco dessa parte de armamento, de mísseis, o que está em jogo, territórios. Cadê o Marcelo? Tudo bom, Marcelo? Olá, Vilhela. Tudo bem? Boa noite, boa noite a todos. Muito obrigado pelo convite, Vilhela, mais uma vez. É sempre um prazer estar aqui com vocês. É, e como sempre está tendo guerra no mundo, a gente está sempre te chamando. A gente acha que quando está para...

Dá para resolver um, aparece o outro, então está difícil. Você e o Marcílio estão trabalhando bastante aí, né? Infelizmente, não é? Infelizmente, o que não falta é trabalho. Pois é. Marcílio, é contigo. Marcelo, primeiramente, boa noite. Quando a gente vê a forma como as notícias são transmitidas, parece que são guerras quase diferentes quando você analisa uma mídia ocidental ou quando você analisa as mídias iranianas ou até a Al Jazeera. Quando o Irã vai se pronunciar sobre o conflito,

Ele, por exemplo, convoca o exército americano e fala, se vocês vierem lotar por terra, a gente com certeza vai destruir o exército de vocês. Ou então a gente vai fechar o Estreito de Hormuz e se embarcações americanas quiserem escoltar os navios, vão sofrer uma derrota militar. Você realmente acredita que o Irã tem essa capacidade de, se for uma luta ou por terra no território iraniano, ou se for muito próximo do seu território no Estreito de Hormuz, complicar a situação para os Estados Unidos e para Israel?

Marcílio, olha, em primeiro lugar, prazer falar com você. Acho que nunca conversamos pessoalmente, diretamente. É um prazer estar aqui e falar com você. E com relação à sua pergunta, Marcílio, com certeza, com certeza. Aliás, esse é o grande objetivo do Irã, é tentar atrair os Estados Unidos para o território iraniano. Porque o Irã sabe que uma vez lá dentro, os americanos já não saem tão facilmente.

E os iranianos sabem disso. O Irã, eu até falei sobre isso num vídeo recente no canal, o Irã tem muita experiência de guerra, mas é uma experiência de guerra, guerra clássica. Em que sentido? Você tem uma linha de frente muito bem definida, você tem um adversário, você sabe quem é o seu adversário, você conhece a capacidade do seu adversário e são forças mais ou menos equivalentes, que foi o caso da guerra Irã-Iraque nos anos 80.

Portanto, o Irã tem essa experiência de combate, essa experiência de guerra. E nesse tipo de guerra, os iranianos são experts. Eles entendem muito bem como lutar esse tipo específico de guerra. Agora, a guerra que está sendo travada nesse momento não é esse tipo de guerra. É uma outra guerra totalmente diferente. É uma guerra no qual os aviões, os caças e bombardeiros americanos e saqueiros

cairenses voam a 10, 12 mil metros, ou lançam mísseis de cruzeiro a 200 ou 300 quilômetros de distância, ou seja, não é uma guerra de confronto, você não está vendo o adversário, você não sabe de onde os ataques vêm. Para esse tipo de guerra, o Irã está completamente nas lonas, o Irã não tem capacidade, por quê? Porque o que estamos vendo hoje é uma consequência daquilo

que aconteceu em 2025, a Guerra dos Doze Dias. Naquela guerra, Israel, principalmente, atuou de forma a afetar a capacidade defensiva e ofensiva iraniana, atuando primeiro nos radares, nas defesas aéreas e nos lançadores de mísseis balísticos. Foi feito uma parte desse trabalho que afetou profundamente a capacidade iraniana de resposta, de se defender, e um pouco também ofensiva.

daquilo que começou em 2025. Nesse momento, o Irã, não sei, obviamente, números exatos, mas o Irã está hoje com uma capacidade defensiva muito menor do que tinha em 2025. O Irã era visto, o Marcílio, você com certeza sabe, até há poucos anos atrás, como uma das nações com as maiores e mais bem preparadas e mais bem equipadas defesas aéreas do mundo. Muitas pessoas olhavam para o Irã e pensavam,

Nunca que um avião vai sobrevoar Teherã, nunca que um míssel balístico vai entrar, ou um drone vai entrar pelo espaço aéreo iraniano e vai atingir o seu alvo com facilidade. Isso nunca vai acontecer. Muitas pessoas e muitos analistas acreditavam nisso. Há dois anos atrás, não há muito tempo. E agora, nesse momento, aquilo que nós estamos vendo são caças israelenses sobrevoando Teherã. Caças americanos, bombardeiros americanos sobrevoando o território iraniano livremente.

houve até agora há pouco tempo um vídeo gravado de dentro de um caça israelense mostrando, olha, eu estou aqui sobrevivendo o Irã. Quem é que poderia imaginar isso há dois anos atrás? Isso mostra que nesse momento a capacidade defensiva do Irã foi muito reduzida. É um reflexo, como eu disse, do que começou em 2025 na Guerra dos Doze Dias, é uma continuação disso agora. Então, para esse tipo de guerra, o Irã não está preparado.

O Irã realmente não está, e a gente está vendo isso. O Irã até agora não conseguiu derrubar nenhum caça. Os únicos caças que foram derrubados foram derrubados pelo Kuwait. É uma situação muito, muito estranha, que ainda está sendo verificada. Uma situação muito estranha. Mas, do ponto de vista, portanto, das defesas antiaéreas iranianas, eles ainda não conseguiram derrubar nenhum caça. Eles não conseguem barrar o avanço dos caças insairenses e americanos.

O Irã não está preparado, mas eles estão muito bem preparados e têm muita experiência de combate para aquela guerra mais tradicional, em que você vê o soldado avançando, em que você faz emboscadas no terreno, que é aquele tipo de guerra que eles travaram durante oito anos, com muito sucesso, contra o Iraque. Portanto, sim, respondendo a sua pergunta, Marcílio, esse é o grande desejo, a grande motivação nesse momento.

iraniano, porque quando isso acontecer, vai ser complicado depois de sair, e com certeza, acho que nesse momento os americanos tiveram 8 mortes e 150 feridos, se meterem lá tropas no terreno, com certeza isso vai ser por baixo, as baixas por dia, porque aquilo vai ser realmente uma guerra muito, muito de grande desgaste, mas assim, os Estados Unidos sabem disso, o Trump sabe disso,

O Trump não é maluco, ele não vai se meter nesse momento, numa guerra desse tipo, jogando soldados contra o Irã, porque ele sabe que as baixas vão ser grandes e vai acabar sendo afetado nas eleições agora de meio de mandato. Então ele não vai fazer isso. Mas sim, respondendo a sua pergunta, Marcinho, com certeza, é aquilo que os iranianos querem, mas os Estados Unidos não vão oferecer, digamos assim,

E isso para os iranianos, com certeza não. E, Marcelo, outra questão também. A gente percebe que há acusações cada vez maiores, até o Washington Post relatou, que a Rússia está oferecendo inteligência para ataques contra bases americanas, a China comercializando equipamentos militares, materiais de uso duplo. Você acha que os Estados Unidos, o Trump, pode fazer algum tipo de retaliação contra a Rússia ou contra a China por esse apoio direto ou indireto ao Irã? Não, sabemos que com relação à Rússia, não.

o Trump retaliar a Rússia. O Trump está falando agora em levantar sanções de petróleo da Rússia. Ou seja, o Trump está falando agora, nesse momento, em ajudar ainda mais a Rússia. Ele não vai fazer nada contra a Rússia. Tanto é que essa questão que você levantou, Marcílio, está sendo muito levantada. Acho que em praticamente todas as entrevistas que a Casa Branca dá, alguém sempre levanta essa questão, ou sempre que o Trump

alguma entrevista para algum repórter, sempre perguntam, olha, e a Rússia? Temos aqui indicação de que a Rússia está ajudando o Irã, está fornecendo dados de inteligência, o que você acha? E o Trump dá sempre uma volta pela tangência, diz, ah, não, não, eu não estou sabendo de nada, eu não sei de nada, eu acho que não está, enfim, dá sempre respostas evasivas, porque o Trump não vai confrontar a Rússia do Putin, infelizmente sabemos disso. A discussão nesse momento em Washington é levantar

sanções do petróleo, o que vai ajudar muito a Rússia do Vladimir Putin. Com relação à China, eu acho que há algumas indicações nesse sentido, eu pessoalmente acredito que sim, acredito que sim, mas eu também acho que até você ter uma evidência mais clara e algo no sentido tipo, olha, realmente está aqui uma prova de que a China está ajudando, eu acho que é difícil, porque, repara, por esses dados de inteligência, é uma coisa,

é uma ação muito discreta. Você basicamente está mandando um mapa e diz, olha, está aqui, tem um alvo aqui interessante, pode atacar. Pronto, como é que você vai provar que foi a China que deu essa indicação ou que foi a Rússia? Enfim, o Irã, sabemos que o Irã não tem essa capacidade. Isso é um fato, isso nós sabemos. Portanto, ou é a Rússia ou é a China que está dando essa informação para o Irã. E eu não duvido nada que sejam os dois ao mesmo tempo dando essa informação para o Irã.

Porque interessa a ambos. Agora, se vai haver alguma retaliação por parte dos Estados Unidos, um aumento de pressão diplomática ou algo nesse sentido, eu duvido muito. Eu duvido muito, principalmente com relação à Rússia. Com relação à China, só se houver aí realmente uma grande prova. Mas como eu disse, esse tipo de ação é muito discreta. É difícil você provar. E agora, esses países, Marcílio, eles têm uma justificativa para isso.

é que apontam os alvos para a Ucrânia. Isso nós sabemos, são os Estados Unidos que indicam no mapa, olha, Ucrânia, ataca aqui, ou ataca ali, ou Ucrânia, cuidado, está vindo um ataque aí, fica atenta, toma cuidado. Ou seja, eles estão simplesmente devolvendo na mesma moeda, estão fazendo exatamente aquilo que os Estados Unidos já fazem na Ucrânia, é o que a Rússia e a China estão fazendo agora.

China estejam fazendo isso, e não me surpreenderia. Agora, o que me surpreenderia seria o Trump falando mais grosso, ou falando mais firme, ou querendo, de alguma forma, peitar o Putin no sentido de, pô, para com isso. Eu acho que isso não vai acontecer, mesmo. Essa é a minha opinião. E, Marcelo, outra questão também. O Irani vem utilizando como tática de guerra, atacar não só Israel, aliás, os ataques foram, não mínimos, porque, claro, que toda morte é significativa, mas foram muito mais intensas,

contra as nações árabes, contra a região da Península Arábica. Eu queria saber como que você enxerga esses ataques, porque se por um lado, na minha visão, acho que o Iran está tentando mostrar para os países árabes, olha, ter bases americanas talvez seja muito mais uma ameaça para o território de vocês do que uma questão de segurança, e até mesmo causar uma desestabilização, já que os drones são muito mais baratos do que os sistemas de defesa aérea para combater esses drones iranianos,

reverso também, porque o Irã já não é muito bem quisto por algumas nações e esses ataques contra uma série de países pode gerar uma certa animosidade contra o Irã. Você julga que essa tática do Irã é uma tática inteligente, que vai trazer bons resultados para que os países se mobilizem em favor da paz, para que Israel e Estados Unidos parem de atacar o território? Então, Marcílio, é bem isso que você falou, é mesmo uma tática, é uma estratégia iraniana. Essa estratégia, Marcílio, ela já foi usada, é uma estreia,

primeira vez que o Irã tenta isso. O Irã fez isso e obteve sucesso com isso nos anos 80. A chamada Guerra dos Petroleiros. Foi mesmo no finalzinho da guerra. O Irã começou a atacar. Começou a lançar minas, a lançar torpedos, a lançar bombas e a atacar mesmo até com aviões petroleiros de todas as nações ali no Golfo. O objetivo do Irã com isso era pressionar as outras nações no sentido de pressionar os

Estados Unidos, para que vão tentar acabar com essa guerra, vão pressionar aqui por um cessar-fogo. E o Irã conseguiu. Essa estratégia deu muito resultado, deu o resultado que o Irã pretendia, tanto é que as nações todas, nesse momento, quando viram os seus petroleiros sendo atingidos, pegando fogo e afundando, eles começaram a parar com isso, agora chega. E realmente funcionou. Então tem uma estratégia que funcionou no final dos anos.

e que o Irã está tentando replicar agora. Ou seja, é uma guerra dos petroleiros 2.0, versão 2026. E o que eles tentam fazer nesse momento é isso. Estou tentando atacar os países do Golfo, no sentido de que esses países cheguem para os Estados Unidos e digam, olha, vamos lá parar com isso, porque esses países, Marcílio, como você bem sabe, esses países vivem graças ao petróleo,

ao gás natural, isso é um fato. Mas eles também estão pensando muito à frente, eles já pensam daqui a 50 anos, que é a fase pós-petróleo. E então, nessa fase pós-petróleo, quando o petróleo acabar, quando descobrirem uma outra fonte de energia muito melhor do que o petróleo, essas nações vão fazer o quê? Vão viver do quê? Então, essas regiões, os Emirados, o Bahrein, o Qatar, o que eles estão se preparando? Eles estão criando toda uma infraestrutura,

E a gente vê isso em filmes e na televisão e em fotos. Eles estão criando toda uma infraestrutura para atrair empresas, atrair milionários. Mas como é que você atrai e retém empresas e milionários? Tem que ser um paraíso. Tem que ser um local sem crise. Tem que ser um local calmo, tranquilo. Só que agora o que a gente está vendo lá? A gente está vendo drone caindo, mísseis caindo, alarmes, todo mundo fugindo.

muito, Marcílio. Portanto, aquilo que o Irã está tentando fazer com esses ataques é dizer, olha, é assim, se vocês não pressionarem aí os Estados Unidos, a gente vai continuar atacando e essa imagem de paraíso, essa imagem de um oásis de tranquilidade vai acabar e isso vai afetar vocês no longo prazo. Portanto, faz tudo parte de uma estratégia, Marcílio, uma estratégia que é importante lembrar. Já foi feita nos anos 80,

e deu certo na guerra dos petroleiros. Deu certo lá e o Irã está tentando replicar agora. Então, esses ataques todos que estamos vendo com drones, faz parte desse plano. É um plano muito bem desenhado. É um plano de desespero. Isso mostra que o Irã efetivamente está no desespero. Porque começar a atacar... Porque, como você mesmo disse, o tiro pode ser pela culatra. Esses países árabes, eles podem concluir que, pô, eu estou gastando aqui,

centenas de milhões para me defender de drones, para me defender de mísseis, está sendo mais caro para mim ficar aqui na defensiva? Pô, eu vou partir para o ataque. É mais barato eu ir lá e destruir um lançador iraniano do que ficar aqui à espera que um drone ou que um míssel chegue. Eles podem concluir isso. Eles só ainda não fizeram isso porque eles temem que, repara, nesse momento eles levam lá com 10, 15, 20 drones por dia. Se eles atacam, eles viram alvos efetivos

negativamente ilegítimos. Então, o medo deles é que a partir daí eles comecem a receber 100, 200, 300 drones por dia. Isso eles não querem. Portanto, eles estão tentando levar a coisa assim um pouco, entendeu? Um pouco, pô, né? Vamos tentar aqui negociar, vamos ver até que ponto o Irã vai. Mas pode chegar o momento, como você mesmo disse, em que o tiro pode sair pela culatra. E esses países podem chegar à conclusão de que, pô, eu não vou ficar aqui parado, né?

É mais barato eu partir pra ofensiva do que ficar simplesmente na defensiva. Mas enfim,

O resumo da situação é essa. É uma estratégia que o Irã já aplicou nos anos 80, deu certo nos anos 80, foi essa a estratégia que levou a um cessar-fogo na guerra Irã-Iraque, e então agora o Irã pensou, pô, agora eu vou usar novamente essa estratégia. Funcionou nos anos 80, por que não vai funcionar agora? Mas não está funcionando. É importante deixar isso bem claro, até agora não está funcionando. Daquilo que temos visto pelos pronunciamentos,

e pelo posicionamento dos países árabes, das nações árabes do Golfo, eles não estão contentes com a situação. E eles não estão contentes é com o Irã, não é com os Estados Unidos. Até agora não vimos ali nenhuma declaração de nenhum país ali do Golfo que você possa dizer, epa, tem aqui qualquer coisinha contra os Estados Unidos. Não tem. Todas as declarações são contra o Irã, contra as ações, contra os ataques iranianos.

que vale lembrar, foi usada nos anos 80 e funcionou, até agora, pelo menos até agora, não está funcionando. Vamos esperar, mas até agora não. E vamos falar sobre final da guerra. Qual seria o objetivo final para Estados Unidos e Israel para falar a missão foi cumprida, vamos parar? Você acha que eles param quando? Pois é, né, Vilela? Isso não está muito claro. Vamos deixar isso bem. O Major Rafael, eu conheço

muito bem o Major, já conversamos, já fizemos lives juntos e tal. O Major, ele disse que o objetivo não é a queda do regime iraniano, que basta que o regime diga que não quero mais fazer armas para atacar Israel, basta que diga isso para o regime continuar. Eu, pessoalmente, acredito que não. É a minha opinião pessoal. E essa minha opinião é baseada nas declarações do próprio Trump. Por várias e várias vezes,

o Trump fez declarações dizendo, olha, o que nós estamos fazendo aqui tem por objetivo abrir o caminho para que a população, para que o povo iraniano tome o governo, ou seja, assuma o governo. E o que isso significa? Significa a queda do regime. Não há, até agora, é importante deixar isso bem claro, não há nenhum posicionamento oficial, nem dos Estados Unidos e nem de Israel, no sentido de que, sim,

eu quero a queda do regime iraniano. Não há, até agora, nenhuma declaração oficial. Mas temos que ler as entrelinhas. Temos que ler as declarações, temos que ler aquilo que as pessoas cochicham nos corredores, ou as coisas que o Trump de vez em quando solta. Porque o Trump também tem muito disso. Ele foge muito do script. Os assessores dizem, olha, presidente, lê isso. E ele não lê isso. Ele acaba sempre soltando alguma coisa por fora, alguma coisa a mais. E nesse por fora, e nesse a mais,

conseguimos ler ali algumas coisinhas que parecem indicar um grande desejo dele na queda do regime. E isso ele já deixou bem claro em diversas declarações. Portanto, na minha opinião, Vilela, eu acho que essa guerra só vai acabar em dois cenários. Vamos lá. O cenário ideal, digamos assim, para os Estados Unidos e para Israel seria a queda do regime. Seria o fim do regime. Que não é assim tão difícil.

que ainda fala um pouquinho mais sobre isso. Pode falar, pode falar. Então, como que o regime cairia? Como seria a queda do regime do Irã, o Vilela? O regime iraniano é um regime com muita resiliência. Ele já passou por fases muito complicadas, já está ali no poder há 47 anos, e, portanto, derrubá-lo não é fácil. Mas nesse momento, especificamente agora, Vilela, em 2026, o Irã é uma conjugação de fatores

contra o regime iraniano. É a fraqueza das defesas, é o ataque simultâneo dos Estados Unidos e de Israel, e é um movimento interno de levante. Pô, Vilela, há poucas semanas tivemos ali 30 e tal mil pessoas mortas pelo regime nas manifestações. A gente não pode esquecer disso. Muita gente esquece. Já pensa que foi há 10 anos atrás. Isso foi há um mês, um mês e meio que isso aconteceu. Portanto, há um grande sentimento interno lá no Irã de revolta.

que nunca houve nas outras crises. Por exemplo, quando houve, voltando novamente à guerra de Irã e Iraque, foi uma crise muito grande, muito grave, que o regime passou. Só que naquele momento, toda a população, toda a sociedade, estava apoiando o regime, porque era um agressor externo, estava tentando invadir o país, e o pessoal se une contra o agressor externo. Mas agora não, agora a conjuntura, o contexto de 2026,

é um contexto imédito na história do regime iraniano. Nunca o regime esteve tão fraco. E não é só em termos de armamento, é mesmo em questão interna. É mesmo um levante interno que aconteceu há muito pouco tempo e que mostrou e que demonstrou claramente para quem está fora e para quem está lá dentro que a população, ou uma parte da população, está descontente com o regime e quer derrubar o regime. Tanto nesse momento, como é que seria possível uma queda do regime iraniano?

Só seria possível se houver ali dentro algum levante de algum comandante com algum poder, digamos assim, algum poder militar em mãos. Só a população se levantar não vai resultar na queda do regime. Nós vimos, foram 30 mil mortos. Se o Irã tiver que matar 100 mil ou tiver que matar 200 mil para preservar o regime no poder, eles vão matar. E ninguém vai proibir isso. Ninguém vai chegar lá e dizer, parem com isso.

Não é só o povo que tem que se levantar. Tem que ser mesmo ali algum comandante ou alguma unidade. E isso só pode ser feito, Vilela, com algum tipo de coordenação com Israel ou com os Estados Unidos. E sabemos que também existe. É importante também lembrar aqui todas aquelas operações e ações que foram executadas por Israel que só foram possíveis graças a alguma coordenação de alguém lá de dentro. Não é Israel que, por magia,

ah, o fulano está naquela casa, o ciclano está dormindo naquele quarto e eu vou atacar e vou matá-lo. Não. Isso só foi possível graças à cooperação de iranianos que até então eram vistos como pessoas de grande confiança pelo regime. Foi assim que eles eliminaram o Hania, que era o líder do Hamas. Eles sabiam exatamente o quarto onde ele estava, a cama onde ele ia dormir. Eles plantaram uma bomba embaixo da cama onde o Hania foi dormir.

Quem que plantou isso? Foi o Netanyahu que entrou lá na casa com a bomba? Não, não, foi alguém, foi algum iraniano, alguém visto pelo regime iraniano como de grande confiança, mas alguém que disse, pô, eu não quero mais o Rania aqui, eu não quero mais o regime aqui e vou ajudar Israel nesse sentido. E fez, portanto, exato, essa é a foto dele. Ele foi morto numa casa que era considerada um refúgio super, ultra, hiper secreto, ninguém sabia que aquela casa existia.

sabia, sabia que ele ia dormir ali, sabia o quarto onde ele ia dormir, sabia a cama onde ele ia dormir e plantaram lá uma bomba. Foi graças à ajuda interna de alguém lá no Irã, algum iraniano que fez isso. Portanto, nesse sentido, partindo desse, dessa realidade que existe hoje lá no Irã, pode haver ali algum movimento interno, ou partindo de Israel, ou partindo dos Estados Unidos, algum movimento interno liderado por alguma liderança militar.

algum comandante, algum general, alguém que não esteja tão contente assim com o regime, ou que queira lucrar com uma mudança de regime. Você pode chegar para algum general e dizer, olha, me ajuda, que depois que o regime cair, você vira o ministro da defesa. Bom, o cara ajuda. Nesse sentido, o cara ajuda. Portanto, eu acredito, na minha opinião, que a única forma do regime cair seria com o apoio interno de alguma unidade, algum comandante,

poder militar lá dentro, é a única forma que aí basta que um se levante pra que outros também comecem a se levantar e comecem também a se mexer portanto, respondendo então a pergunta original, Virela, como é que a guerra acaba? Na minha opinião aquilo que o Trump mais deseja, aquilo que o Netanyahu também deseja, é que o regime caia, sim, não é eu não acredito que seja, ah, o regime agora quer ser bonzinho e quer cooperar não, não, porque o Irã não é Venezuela

Isso é um ponto importante aqui. O que aconteceu na Venezuela? Ah, eu entro lá, elimino a liderança e o pessoal que sobrar vai trabalhar comigo. Isso aconteceu na Venezuela. Isso foi uma jogada, eu diria que brilhante, da administração Trump, nesse sentido. Agora, no Irã, isso não vai acontecer. Eu tenho para mim que o Irã não é a Venezuela e isso não vai acontecer.

o líder supremo, que você vai convencer o regime remanescente a te apoiar naquilo que você quer. Continua na Venezuela, eu acho que não vai funcionar no Irã. No Irã, para a guerra acabar, na minha opinião, é com a queda do regime. Como é que o regime cai? Não é só com o povo se levantando. Tem que se levantar junto com o povo, algum militar, algum comandante, porque senão vai ser um outro massacre. Morreram 30 mil, vão morrer 100 mil, vão morrer 300 mil,

não vai abdicar do seu poder, porque tem pessoas se levantando. Tem que ser alguém com armas, tem que ser alguma unidade, tem que ser alguém... E eu, pessoalmente, espero que Israel esteja nos bastidores, trabalhando nesse sentido, entendeu? Porque Israel já provou que é capaz de fazer isso. Temos aí o Haniá, temos aí vários outros casos. Israel... Olha, o próprio caso do líder supremo, do Kamenei, como é que eles sabiam que o Kamenei estava lá naquele momento, naquele exato momento,

naquele bunker específico, eram vários bunkers, ele estava em um, e Israel sabia que ele estava naquele bunker naquele preciso momento. Como é que eles sabiam? Foi alguém lá de dentro. Então, eu espero que Israel esteja trabalhando nesse sentido com algum ou com alguns comandantes, porque é só assim que o regime tem alguma chance de cair. E se isso acontecer, não vai ser guerra civil, porque nesse momento o Irã está sendo atacado de fora.

Quando um se levantar, os outros acabam também se levantando contra, porque ninguém está satisfeito com isso lá dentro. Então, eu acredito que essa é a forma mais rápida e, digamos assim, menos sangrenta do regime cair. Seria através de um levante interno e, para isso acontecer, tem que haver ali alguma coordenação. Espero que Israel esteja fazendo isso nesse momento. Obrigado demais, Marcelo, e esperamos contar contigo aí no decorrer da guerra com novidades.

a tua sabedoria e as tuas opiniões em relação à guerra. Obrigado demais. E lembrando que o teu canal... E o teu canal, o que você está fazendo no canal e redes sociais de vídeos durante a guerra? Qual é a programação? Então, Vilela, o que não falta é tema. É coisa para falar no canal. É assunto. O que não falta é isso. Tem sempre alguma novidade. E o que eu tenho vindo fazendo nesses últimos dias é justamente isso. É tentar dar uma cobertura, tentar

transmitir o máximo de informação do que está acontecendo. Não é fácil, Vilela, realmente não é fácil. Agora também estamos aqui na era da inteligência artificial. Então é muito perigoso, muitas vezes aparece um vídeo, você olha para aquele vídeo e você vê o vídeo sendo replicado em vários perfis e você pensa, cara, será que isso é verdade? Será que... Aí você tem que tentar confirmar com alguém para saber que é... Aí a pessoa confirma, você publica. De repente,

olha, era IA. Aí você tem que tirar... Está complicado, Vilela. Hoje em dia, para você fazer um acompanhamento de conflitos, não está muito fácil, não. Porque as chances de aparecer alguma coisa manipulada é muito alta, está sendo cada vez mais alta. Então, você tem que agora estar sempre com um filtro a 100% e mesmo assim escapam coisas. Portanto, não está sendo fácil. Obrigado demais, Marcelo. E até mais. Espero que com... Obrigado, Vilela.

de final de guerra na próxima semana. Obrigado. Vamos agora ao nosso debate da semana. Estamos com os dois convidados na linha. Então vamos lá aos dois lados da moeda. Roda a vinheta. Quero dar as boas-vindas a Máxima e ao Mansur Peixoto. Estão aí com a gente? Tudo bem? Me escutam? Olá, tudo bem? Tudo bom, Máxima? Tudo bem, Mansur?

Mansur, me escuta? Obrigada. Eu acho que o Mansur não está escutando a gente, hein? Luciano, Mansur, está escutando a gente? Agora sim, agora sim, Vilela. Obrigado. Seja bem-vindo. A gente tem essa questão da guerra no Oriente Médio e eu queria, então, que... Vou escolher quem começa, mas a partir desse começo de guerra, Máxima, você acha que isso era uma questão de...

vida ou morte, uma questão que era uma ação que tinha que acontecer e por quê? Qual que é a tua opinião? Eu vou marcar aqui o tempo, então vou mais ou menos contrabalancear o tempo de vocês para os dois falarem o mesmo tempo. Começa contigo então, Máxima, o que você achou desse começo de conflito? Estamos no 11º dia, né? Eu sou Máxima, primeiro eu vou falar que eu sou iraniana e eu moro aqui no Brasil quase 13 anos. Então, eu sei muito bem sobre

sobre situação do Irã, porque 29 anos eu morei lá e eu tenho sotaque, meu idioma não é principal português, é persa, a gente fala persa, então diferente, totalmente. Mas como que é? Eu sei também com palavras do povo do Irã, que eu sei muito bem, porque minha família morou lá, minha família está lá ainda, minha mãe, meu pai, então por isso eu sei que o povo do Irã

que aconteceu essa guerra, ainda mais feliz porque líder supremo do Irã está morta e famílias dele também, maiormente

Não estão mortas. Para a gente. Essa é uma felicidade enorme. Que 47 anos estamos esperando. Por isso. Essas notícias. Já dão uma esperança. Para o povo persa. Para o povo do Irã. Que são totalmente diferentes. Com esse. Podemos falar. Que não é república islâmica. Podemos falar um regime. Um grupo terrorista. Que tomando nosso país.

nosso território persa. Então, hoje em dia, posso falar que essa guerra é necessária, essa guerra que aconteceu, uma coisa que poderia acontecer bem antes, antes que muitas pessoas ficaram mortas. Por exemplo, eu agradeço muito essa pessoa, Marcelo, que estava falando antes de nós. Eu acho que ele esclareceu muito bem sobre como é a situação do Irã,

também problemas dentro do Irã, como é. Então, o povo do Irã está sofrendo 47 anos, não é para hoje. Então, essa guerra poderia acontecer muito tempo atrás, que a gente esperava isso, porque sempre o regime islâmico falou para a gente que temos inimigo, Israel e Estados Unidos. Então, eu não sei por que eles esperaram até hoje, porque desde o momento, desde que eles ficaram no poder, já clareceram, já falaram,

para a gente, que é, nós temos inimigos. Então, hoje em dia, podemos falar, a melhor coisa que poderia acontecer foi isso, que pena que aconteceu muito tarde, porque dia 8, dia 9 de janeiro, esse regime matou quase, pessoas falam 35 mil, já está escrito, identificaram, mais do que 50 mil morreram, ainda corpos estão nos hospitais, não identificaram muitos,

Muitos corpos, jovens, crianças, mulheres, mulheres grávidas estão mortas pelo regime islâmico do Irã. Então, é uma coisa absurda. Na verdade, esse regime é uma vergonha para o mundo, uma vergonha mesmo. Por isso, eu acho que essa guerra tem que acontecer bem antes, mas ainda bem que aconteceu.

tudo medo, claro que a guerra não é bom, ninguém não é favor de guerra, nem iraniano, nem brasileiro também, eu sei. Ninguém não é favor de guerra, com certeza, nem um ser humano, mas às vezes, para acabar com uma coisa pior, tem que fazer alguma coisa, pelo menos, menos pior, para melhorar a situação. Então, eu acho, como iraniana, essa guerra vai ajudar muito, pelo menos para direitos humanos, apoiar um povo,

que não tem voz, estão condenados pelo silêncio, estão condenados pela pena da morte, estão condenados pelos piores que vocês podem imaginar que um regime islâmico pode fazer para o povo que não tem nenhuma arma, não tem nenhuma arma na casa. No Irã, desde 47 anos, proibiram arma dentro do...

Então, o povo não tem arma. Sempre esses manifestantes, coisas que aconteceram, sempre foi manifestação pacífica. Então, estamos falando sobre um povo que não tinha defesa, não tinha nada para defender mesmo. Então, por isso tem que o mundo, na verdade, tem que...

nacional, países, ajudaram para liberar eles de uma ditadura, de um tipo esse regime. Então, eu acho que o mundo tem que ajudar, pelo menos, a liberar esses povos no mão desse regime. Mansur, é contigo uma breve apresentação, então, e a tua opinião sobre esse início de guerra. Estamos no 11º dia. Bem, o que vemos hoje acontecendo no Irã é a repetição do padrão de comportamento

americano-israelense dos últimos, se a gente for juntar aí das últimas décadas, e se a gente for estender isso para a Inglaterra com seu intervencionismo, a gente vai ter desde o último século. Líbios, iraquianos, afegãos, sírios, palestinos, todos eles passaram por processos de intervenção patrocinados pelos Estados Unidos. E qual foi a liberdade que isso trouxe para esse povo? A liberdade que se alcança dentro dos túmulos. A liberdade que se alcança quando os espíritos saem dos corpos.

Então, o que vemos hoje nas ruas de Teheran e os vídeos mais recentes são milhares e milhares e milhares

de iranianos, saindo contra a intervenção internacional no seu país, saindo contra a utilização de suas próprias questões com relação ao seu governo, que todas as pessoas de todos os países vão ter, para que sua população possa ser morta e massacrada por um país, que nem os Estados Unidos, que não respeita nenhuma convenção internacional. Como que os Estados Unidos, que mantêm a população de Gaza há décadas com apoio israelense, dentro da maior prisão a céu aberto do mundo, onde falta até mesmo

questões mais básicas de alimentação, vai ter autoridade moral para libertar qualquer povo, não é? A gente não está falando aqui numa questão de liberdade, mas quem vai aplicar essa liberdade? Quem derruba governos e cria guerras civis em toda a região do Oriente Médio? Quem destrói todos os países e sua infraestrutura civil, fazendo com que milhares de homens, mulheres e crianças fiquem tão desesperados que se lancem no mar para tentar sobreviver? Eu quero que você que está

que amanhã a segurança pública do Brasil vai ser comandada pelo PCC ou pelo Comando Vermelho. E aí você vai dizer para mim, não, mas isso é um absurdo, eu vou te responder, você é contra a segurança pública? Não, você é contra aqueles que estão aplicando essa segurança pública. Então o que a gente tem hoje no Irã é mais uma tentativa desastrada que vai trazer milhares de mortes e consequências desastrosas para a região, como a derrubada de Saddam Hussein, por exemplo, no Iraque, levou. Então a gente tem, o que aconteceu,

depois que você derrubou o ditador Saddam Hussein? Você tem a guerra civil, você tem a criação do ISIS, a difusão da Al-Qaeda. Qual foi o benefício para o povo iraquiano? A morte, a pobreza, milhares e milhares e milhares de pessoas assassinadas pelos ataques diretos dos Estados Unidos, pelo colapso da infraestrutura civil. Então, quando a gente vai falar de liberdade, a gente precisa entender tudo isso. Que os Estados Unidos criam o problema, ele cria o caos,

mesmo oferece a solução sobre essa guisa da liberdade. A gente viu, nos anos recentes, a morte da iraniana Massa Amini, que levou milhares de iranianos às ruas para protestar contra a violência policial que acabou trazendo o fim dela. Quantas Massas Amini morreram somente nessa semana nas mãos do exército americano? As pessoas sequer se importam, porque, no fim das contas, esses cadáveres são cadáveres retóricos. Eles são utilizados para um discurso, mas que, na verdade,

levam a morte de milhares de pessoas. E para quem quiser entender um pouco mais essa história do Irã contemporâneo e como as intervenções americanas levaram as milhares de mortes e como isso foi possível, eu recomendo aqui o livro Todos os Homens do Chá, de um historiador americano e autor americano, para quem quiser estudar um pouco mais sobre isso, possa ter uma visão, digamos, mais expansiva sobre a história do Irã contemporâneo recente.

Tá legal. Fernanda. Minha pergunta é para? A máxima. A máxima. Pode ser para os dois também. Os dois. Bom, então vai aqui uma reflexão.

Então, vou começar pelo Mansur, pode ser? Pode, pode. Mansur, você fala em liberdade. E como é que nós, por exemplo, brasileiros, nos sentiríamos se tivéssemos o PCC e o Comando Vermelho sob nosso comando. Tivéssemos que respeitar as leis do PCC e do Comando Vermelho. Mas o que a gente assiste, a gente estando de fora, é exatamente um regime que qualquer mulher,

ou qualquer jovem que saiu às ruas nesse período para protestar, teve no mínimo um olho dilacerado. Eu, como jornalista, pude acompanhar isso de perto. Então, como é que fica esse seu contexto? Como é que fica essa sua colocação quando um regime diz ou você faz aquilo que eu determino ou, de alguma forma, você será mutilado? Que tipo de liberdade é essa que você está falando? Milhares de iranianos foram manifestar-se pacificamente

O que a gente tem é a utilização de algumas manifestações infiltradas, e isso foi admitido pela própria Casa Branca e pelo Estado de Israel para armar alguns manifestantes e criar confrontos com as forças policiais, nas quais morreram, por exemplo, agentes policiais decapitados. Eu queria que algum país estivesse fazendo isso nos Estados Unidos contemporâneos para ver se o direito da democracia ia ser respeitado. Não. Esses manifestantes provavelmente vão ser fuzilados nas ruas.

ruas americanas. Então, o que a gente tem no Irã, infelizmente, é a cooptação de uma revolta popular legítima, por vezes, contra a estatua governamental estabelecida. Então, colocar o governo do Irã atual no mesmo pé que PCC e Comando Vermelho não é uma comparação justa. A comparação que eu fiz é que se as pessoas que bradam tanto por liberdade e democracia gostariam de ter agentes como o PCC e o Comando Vermelho governando a sua sociedade.

Então, a liberdade de manifestação ela tem no Irã. Você vai ter manifestantes presos, como você vai ter manifestantes presos aqui no Brasil, nos Estados Unidos, em qualquer país do mundo, quando essas manifestações passam de manifestações à violência pública e principalmente uma violência instigada de fora. Mas, infelizmente, o que é isso? É a cooptação da revolta popular para a mudança social sem respeitar, digamos assim, o devido processo dentro da evolução de cada sociedade. Máxima, quer comentar sobre isso?

Oi para Mansur, eu estou muito feliz que conhecendo você, estou falando com você também, porque eu acho que vai ajudar muito você ficar com um pouco mais informação sobre o povo do Irã, porque talvez você não tenha uma fonte para saber informação sobre Irã, sobre iraniano, sobre o povo. Talvez suas fontes só vêm de onde é o regime islâmico que manda. Então, por causa do seu jeito,

Você é musulmano, você é sunita, você segue tudo isso. Então, talvez você não tenha outras fontes para saber mais informação sobre mais direitos humanos, sobre mais o que é sofrimento do povo do Irã. Um sofrimento que eu quero falar, que eu estou aqui no Brasil, só para você saber, eu como uma mulher iraniana, eu não tenho direitos básicos dentro do meu país. Você escolheu ser musulmano aqui no Brasil.

Eu, no Irã, não tenho esse direito para falar que eu não quero ser musulmana. Então, tem uma coisa que você talvez não sabe, ou você sabe, você não quer acreditar, mas tem coisas que estamos falando sobre vida das pessoas. Eu posso ser morta pelo regime islâmico se eu falar que eu não quero seguir o islamismo, porque eu nasci na família musulmana. Então, se eu sair do meu religião,

vai ser condenada à pena da morte. Essa é a lei. Essa é a lei do nosso Estado. Então, por causa disso, muitos iranianos, posso falar quase 10 milhões de iranianos, estão morando em outros países, no exílio. Até a maioria não pode voltar para o Irã. Então, tem informações que talvez não cheguem para você, mas é bom a gente saber, é bom as pessoas falarem.

Eu acho que também sobre guerra, eu acho que o presidente Donald Trump, um presidente dos Estados Unidos mais corajosa, eu acho que ele fez uma coisa que nenhum deles tinha coragem para fazer. Então isso, eu acho que o nome dele vai ficar na história. Eu não sei outros países o que vai achar, o que vai pensar, mas sobre Irã, ele fez uma coisa que precisava fazer muito tempo. E também sobre o povo do Irã,

E pessoas acham que o povo do Irã não tem pensamento. Eles estão só esperando os Estados Unidos ou Israel o que vai falar e eles vão repetindo. Não. É bom saber que antes de tudo isso, primeiro, saber que a cultura do Irã, a cultura da persa, não estamos falando sobre só revolução islâmica, estamos falando mais de 2.500 anos atrás, antes de Cristo.

Então temos muitas histórias, a gente tem uma cultura milenar que já vem, quem quer saber pode estudar, pode pesquisar, que eu não estou falando de mim, eu sei sobre minha história, mas todos os livros, você só faz um search, uma pesquisa, você vai ver tudo. Então tem uma coisa que sempre o povo iraniano sofreram pela liberdade,

tudo o que aconteceu para o Irã, também 1400 anos atrás, que aconteceu a invasão de musulmanos árabes, que aconteceu para o Império Sasanian, que chama Sansidja, eu acho. Então, depois acabaram com esse, como chamar, Império, que estava. Então, já essas coisas aconteceram e o povo,

O povo do Irã está lutando pelos direitos que eles tinham e esses grupos, eles que entraram de nosso território, nosso país e tiraram da gente. Então, o povo do Irã sabe lutar. O povo do Irã está lutando há muito tempo contra uma coisa que colocaram de obrigatório para a gente. O pior que aconteceu, que na verdade, por isso,

Regime islâmico, porque por isso estou falando para Mansur, eu acho que ele tem essa fonte do regime islâmico, porque Pahlavi, a família do Pahlavi, Rezachar, primeiro rei, que é depois Qajar, que ficou rei, ficou no poder, ele começou um pouco, o Irã fica mais secular, então começou a andar o Irã para frente, para ficar mais moderno,

tirar esses atrasados de mundo. Esse Reza Shah ajudou muito, mas por causa que esses islamismos, esses reis que estavam no poder, estava tão pobreza de pensamento, sabe? E eles não deixaram o povo crescer. Mas, mesmo assim, Reza Shah levantou, pegou bandeira para ser um país mais moderno, mais...

mais democracia secular. Então, o Pahlavi vem desse lugar. Talvez para os musulmanos ficou um pouco, ficou não, ficou mais um resagrar pior rei que poderia ser no Irã, porque ficou um pouco ferente desse islamismo, porque o islamismo trouxe para a gente muitas coisas atrasadas. Eu estou falando sobre o Irã, eu não quero abrir sobre, porque não só o assunto,

guerra no Irã, então eu vou falar sobre Irã, sobre meu país. Não vou falar sobre Palestina, Gaza, esses lugares não, porque não é sobre esse assunto. Então, por causa disso, sempre o regime islâmico está contra do Pahlavi, da família deles, que é ex-rei, ex-shah do Irã, que foi Reza Shah, foi Muhammad Reza Shah, e agora filho dele, que também é uma alternativa para o povo do Irã,

para ficar liderança para a transformação desse regime até chegar na democracia e para o povo conseguir fazer uma eleição com liberdade. Mas ainda ninguém, também o Donald Trump falou sobre ele, algumas palavras ele falou sobre Reza Pahlavi, mas ainda ninguém não apoiou ele. Quem que está apoiando ele? O povo do Irã.

O povo do Irã já sabe, a família do Pahlavi fez muitas coisas para a nacionalidade dos iranianos, para a cultura persa, para o povo persa. Então, isso valoriza muito essa família, essa monarquia, que a nossa cultura sempre foi monarquia. Eu estou falando, podemos colocar na Bíblia também, quem está assistindo, lendo Bíblia, já sabe que tem nome do...

Ciro Grande, que foi rei do Império Pérsia, que ajudou muitos povos no mundo, ajudou judeus, liberaram de escravidão esses lugares. Então, estamos falando sobre uma cultura que sempre foi assim, sempre tinha monarquia. Não podemos colocar Irã como um país que foi musulmano. Esse é um erro enorme, que eu acho que os brasileiros têm isso,

que acham que o Irã sempre foi islamismo. Mas esse não é correto. Máxima, obrigado. Agora vamos aí... Você quer completar alguma coisa, Fernanda? Não, não. Ah, tá. O Mansur, você tem oito minutos, então, agora para encerramento e comentar o que a Máxima também falou. E pode... A gente vai encerrando aqui o debate. Vamos lá, então, Mansur. Os iranianos, eles são muçulmanos há mais tempo do que o Brasil.

como um país, há mais tempo do que o país que fez o Brasil surgir, existe como um país. Os iranianos são muçulmanos há mais de um milênio, 400 anos. Então, a identidade islâmica, a identidade iraniana, tem uma construção muito mais forte do que, por exemplo, a identidade cristã em vários lugares da Europa, que foram cristianizadas depois do Irã. Então, o Irã não está lutando desde a época do Império Sassani, dá para deixar de ser muçulmano. A cultura persa, ela vai ser valorizada em diversas figuras, como

e outros poetas, rumi, através de expoentes muçulmanos. Você vai ter, inclusive, uma renascença persa após a conversão dos persas ao Islã. Então, os muçulmanos não vão chegar e vão transformar todo o mundo do Império Persa em muçulmanos. Essa conversão vai ser um processo gradativo que vai durar séculos, mas ela já existe há bastante tempo. E com relação à liberdade dentro do país, eu queria entender como você consegue libertar pessoas de uma vida oprimida,

deixando o Irã há mais de 40 anos sobre sanções, onde as mulheres iranianas sequer às vezes podem encontrar acessivelmente absorventes. Como isso vai libertar as mulheres do Irã? Como matar e bombardear a capital do país é superior a qualquer tipo de opressão, a qualquer tipo de libertação? O que você tem no Irã contemporâneo é, mais uma vez, é o sequestro da voz de um povo que pode estar e também não estar,

O Brasil é uma república democrática federativa. A partir do momento que eu quero exercer minha liberdade política pedindo o fim do pacto federativo,

brasileiro ou a instauração de uma outra ideologia política que o Brasil não reconhece como uma democracia, eu vou ser perseguido e eu vou ser encarcerado. Você não tem uma liberdade absoluta para isso em país nenhum. Você tem no Irã um país de maioria de população muçulmana. Quando a não religiosidade é instrumentalizada dessa forma, ela vai sofrer perseguição. Eu, na minha opinião pessoal, não concordo que isso seja uma coisa correta. As pessoas devem seguir a religião da forma como quiserem.

diz Laikroha Fidin, não há imposição quanto à religião. Porém, a gente precisa entender as coisas como elas estão encaixadas. A sociedade iraniana contemporânea é uma sociedade com diversas vozes, com diversos indivíduos dentro do governo, mulheres eleitas, uma população feminina enorme nas universidades, uma população feminina enorme dentro da própria estrutura política iraniana. Você tem mulheres que lideram partidos políticos,

Layat al-Fakir, ou seja, governo dos juristas que existe ali dentro do país. Mas o que qualquer debate sobre Irã contemporâneo não pode contemplar é a coragem de Donald Trump em matar milhares de iranianos. Da mesma forma que ele matou milhares de sírios e milhares de líbios, e aí por aí vai com suas autorizações sendo colocadas para destruir nações inteiras. E para quem quiser estudar um pouco da história do Oriente Médio, minhas fontes não são simplesmente fontes do governo iraniano. Eu analiso as coisas do ponto de vista da história,

um pesquisador. Então, além do livro Todos os Homens do Chá, que eu queria recomendar para vocês, eu queria recomendar também Paz e Guerra no Oriente Médio, de David Fromkin, para vocês estudarem um pouco sobre como as intervenções ocidentais criaram esse Oriente Médio sem liberdade, que as pessoas veem hoje em dia. O Diálogo entre Civilizações, do ex-presidente do Irã, o Ayatollah Muhammad Khatani. E para quem lê em inglês, o Ayatollah Begs to Differ, que é um livro de um iraniano-americano que tem

suas divergências contra o regime, para estudar um pouco sobre um outro ponto de vista. E, por fim, a biografia do falecido líder iraniano, que é a cela número 14 do Ayatollah Karmenei. Então, assim, para você compreender o Irã como um todo, é preciso de bastante literatura e queria recomendar também as redes sociais de uma iraniana brasileira, que é a Mutahar e Khalilu, que constantemente tem feito análises sobre um outro ponto de vista da sua própria sociedade

Quem quiser ir lá debater no perfil dela e conhecer um pouco mais o Irã Contemporâneo. É isso. Obrigado, Mansur. Eu acho que esse é o debate que a gente fez aqui desde o começo, que a gente viu dois pontos de vista totalmente antagônicos, duas visões de mundo totalmente antagônicas. Acho que fica para o pessoal de casa fazer a lição de casa, ver programas do Mansur, no canal do Mansur, o que ele disse, e as entrevistas também da Máxima, não só aqui, mas em outros lugares. Obrigado, Máxima. Obrigado, Mansur.

Máxima Makeup, meu Instagram, também Máxima. É Máxima, não é Máxima. Máxima. É, eu falo Máxima. É Máxima. Mas, isso, eu quero falar também, se pessoas conseguirem também ler esse livro, agora que ele tá divulgando. Qual livro? Um livro que chama Dois Ciclos de Silêncio. Dois Ciclos de Silêncio. Silêncio, que é escrito pelo Abdul Hussein Zarinkoub,

Quem que quer saber sobre a história do Irã antes do islamismo e depois do islamismo? O que é sofrimento que o povo persa passaram pelo islam? Porque eles, para falar árabe, se eles não falavam árabe, eles cortaram a língua do povo persa. Então estamos falando coisas bem absurdas. Mansur não concorda com isso. Isso é mentira histórica. Eu acho que é, porque ele só sabe depois do islamismo.

no Irã. Ele ainda não acredita que dia 8, dia 9 de janeiro, agora milhares de pessoas morreram pelo regime islâmico do Irã. Pelo regime islâmico. Eu falo isso várias vezes. Regime islâmico. Quem que mata o povo do Irã? O regime islâmico. Uma barbaridade que eles trouxeram para o nosso país. Então, por isso, quero saber sobre isso. Eu acho que isso merece um programa um pouco maior. Estamos com um tempo

reduzido e fica para uma conversa um pouco mais longa. Vamos propor isso também. Mansur, as suas redes sociais e algum comentário final também. Instagram, arroba Mansur Peixoto, para quem quiser me seguir e ver meus vídeos e o canal História Islâmica no YouTube. E vamos estar aí nos próximos dias soltando bastante material sobre o Irã, sobre a história do Irã contemporâneo, sobre a história do Irã antigo, para vocês entenderem um pouco mais sobre a formação dessa sociedade de um ponto de vista histórico. Fizemos, Mansur, um especial,

contigo sobre a história do Islã, certo? Sim, sim, a gente fez. Pode procurar, tem debates também com o Mansur, dois debates aqui. Então, os dois convidados têm vários vídeos aqui no canal, vão atrás assistir. Obrigado demais aos dois. Obrigada. Vamos agora falar um pouco de Brasil. Marcela, é o seguinte, a gente não deixou de falar de geopolítica, tem muita coisa para falar, inclusive sobre a guerra aqui. Mas eu queria chamar o...

Quando tem o Marcília, eu confundo. Começo a chamar o Marcílio de Marcília e o Marcílio de Marcílio. Mas vamos falar com o Marcílio. De outra coisa que também, se tem guerra lá fora, que Brasília está em guerra. O caso Vocaro, ele tem oito celulares. São oito celulares? Ou seis? Oito celulares. Um deles só foi periciado e 30%. E já tem pano para manga. Imagina o que ainda tem para acontecer nas próximas semanas. Para entender tudo isso,

Quero chamar o meu amigo Marcília, que também já é velho de guerra aqui do canal. Tudo bem contigo? Ajuda a gente a entender esse caso. E hoje parece que a mulher do Alexandre de Moraes, pela primeira vez, assumiu que tem um contrato. E eu quero saber de você. O que está acontecendo em Brasília? Vai implodir Brasília esse caso ou não? Vai tudo acabar em pizza? Tudo bem, Vilela. Boa noite. Boa noite a você, a todos os participantes, toda a audiência.

Tem tudo para implodir ou explodir ou ambos. A gente está diante de um imenso escândalo, Vilela, e um escândalo inédito. Então, coloca o tamanho, porque a galera tem muita gente brincando com isso, e claro, tem muitos elementos para fazer meme, fazer piada, mas explica para a gente o tamanho desse problema aí por Brasil. Bom, o tamanho desse problema é que a gente pode ter, bom, pela primeira vez na nossa história,

se torna centro desse escândalo. Acho que essa é a grande questão. Fora os envolvimentos de corrupção, fora essas obscenidades que a gente está por ver, muito provavelmente, nesses celulares do Vorcaro, porque supostamente essas festas, essas orgias, eram gravadas por ele. Por isso que chamava cine trancoso, inclusive, porque era ele gravando. Ninguém podia entrar com o celular, só ele.

referência para tudo e qualquer outro escândalo, como Mensalão, como Lava Jato, que é o STF

dentro como protagonista desse escândalo o Banco Master do Vorcaro ele não apenas fraudou os seus investidores ele não apenas fraudou o CDB ele não apenas fraudou o sistema financeiro que agora vai ter que ser pago inclusive pelo fundo garantidor e por isso vai ser pago por todos nós todos nós somos clientes de algum banco e os bancos tem um pool entre eles um combo um combinado e esse combinado é o fundo

pagar a conta dessas fraudes, ou de parte dessas fraudes. Ou seja, todos nós vamos pagar a conta das fraudes promovidas pelo Banco Master. Mas não é só isso, Vilela. O grande ponto é que o Vorcaro parece que comprou o Brasil inteiro. Muita gente dentro do Brasil, inclusive dentro dos poderes da República, dentro do Judiciário, dentro do Executivo, dentro do Legislativo. E é esse o escândalo que está agora ainda sendo desvelado.

Quer dizer, ele comprou mais quem? Ele comprou quem exatamente? Comprou para quê? Quem pode estar por trás ainda do Banco Master? O escândalo do Banco Master com os seus investidores, será que não é a ponta do iceberg de um crime organizado? Ou dele estar, enfim, digamos assim, como a face de um crime organizado que está por trás? Qual o envolvimento dessas pessoas todas com o Supremo, como eu mencionei?

por exemplo, o ministro Toffoli, suspeito, sendo acusado ainda na imprensa, ainda não formalmente, mas suspeito de ser dono de um resort. Ele assumiu, por exemplo, que ele teve sociedade com a tal da empresa Maridit, e essa Maridit foi compradora do resort Tayayá. Esse resort Tayayá tinha, por exemplo, um cassino clandestino lá dentro. Esse Tayayá teve negócios com o fundo

REAG, que era parte da operação do Master. Ou seja, a gente tinha até agora há pouco o ministro Toffoli investigando o Master e sendo possivelmente ligado ao Master, de alguma maneira, e sendo possivelmente um dono de um cassino clandestino. Olha que escândalo. Do outro lado, a gente tem o ministro Moraes, supostamente, ou essa é uma das possibilidades das investigações, sendo contratado indiretamente para

Egeu Vorcaro, essa é uma possibilidade, a esposa dele, ninguém sabe o que fez, deu uma nota à imprensa sobre os seus serviços e não convenceu ninguém. Ela chega a dizer, Vilela, nessa nota, que ela fez 94 reuniões com o Mastra, no tal do contrato de 129 milhões, 94 reuniões e 36 pareceres durante o período de fevereiro de 24 a novembro de 25, que é quando o banco foi liquidado.

Em 22 meses, ela fez 94 reuniões e 36 pareceres. Se você dividir isso em média, dá por mês 4 reuniões e 1 parecer. 4 reuniões e 1 parecer para você receber 3 milhões e meio, que é o valor que se você multiplicar por 3 anos, que é o tempo do contrato, dá 129 milhões. 4 reuniões mais 1 parecer, 3 milhões e meio por mês, não faz nenhum sentido. Ninguém ganha isso dentro de nenhum escritório brasileiro. Eu posso afirmar, garantir isso.

E, portanto, suspeita-se que a esposa dele estava sendo contratada para que ele atuasse em proteção ao Vorcaro. Quer dizer, nós podemos ter esse escândalo, como eu mencionei, o STF no centro, no epicentro dessa história toda. Isso ter profundidades ainda inimagináveis. Como vocês bem mencionaram, temos 30% de um celular de 8+, fora a delação dele que pode estar por vir, fora esse sicário que preferiu morrer do que, enfim,

tudo isso ainda é muito mal explicado e tem tudo para ser um escândalo dos maiores. Veja um exemplo só para ilustrar o tamanho disso, Vilela. Nós tivemos a Lava Jato anulada pelo STF porque, supostamente, um juiz conversou com o promotor. Essas conversas foram tidas como absurdas e a Lava Jato foi anulada por isso. Nós estamos aqui diante da possibilidade de que um ministro,

que ministros estivessem conversando, não com o promotor, mas com o bandido a ser julgado. Isso dá a dimensão do tamanho desse escândalo. Vamos lá, então. A gente teve advogado viajando em jatinho para ver o final de Libertadores. A gente tem troca de mensagens com o Alexandre, que ele desmente, ele fala que não é o celular dele, e a Globo bate de volta dizendo que não, que é o celular dele. Vai bloquear, a mensagem vai bloquear, que supostamente se referia à prisão, foi no dia da prisão.

Foi no dia da prisão. Então, assim, o Alexandre está apostando alto no eu não tenho nada a ver com isso. O que pode acontecer se provar que ele tem realmente alguma coisa a ver com isso? Porque a gente já entrevistou algumas pessoas e não adianta os senadores terem 41, 42, quantos votos forem se o presidente não... Se não houver a abertura disso nas mãos do presidente, que é o...

Columbre? É, ao Columbre. Está na mão dele. Então, assim, quais são as movimentações políticas que podem acontecer numa tal... Se ficar provado que Toffoli e Alexandre de Moraes têm envolvimento com isso ou se, de outro lado, eles podem impedir isso de seguir e todo mundo ficar a ver na vista. Lembrando que o Zema entrou hoje com pedido de impeachment, né? É? Sim. Então, como funciona o impeachment de um ministro do STF?

Na verdade, na prática, a gente ainda nunca viu. É inédito isso. Nunca aconteceu na história do Brasil um impeachment de ministro. E por isso que é um mito também. Fica, bom, o que vai acontecer? Isso criaria uma fissura no Brasil? Bom, vai criar uma fissura também se não houver, pelo tamanho das denúncias que estão acontecendo. Só acrescentando uma coisa, o pessoal aqui no chat está lembrando também que o Nicolas também viajou no jatinho do Vorkar.

Brasília parece que tem muita gente envolvida lá, né? Mas não era ainda do Vorcá. Não, eu sei, eu sei, mas eu tô falando assim, nomes de todos os lados, a esquerda tenta jogar pra direita e a direita tenta jogar pra esquerda. Eu quero saber o que tá entendendo. Me explica, Marcília. É, esse jogo, né, de esquerda jogar pra direita, direita pra esquerda, faz parte da política. Agora aqui, a questão é que não é política. Esse não é um escândalo da política. É um escândalo que passa por cima de todo mundo.

Veja, qual é a política que existe em você poder ter um ministro do STF envolvido nisso? Esse ministro é de direita ou de esquerda? Essa questão não existe. Então a gente está com algo que está para além disso. Quando essa questão ideológica entra no jogo, entra no jogo de alguma maneira, creio eu, para que se tente dizer, ah, não, não, a esquerda está dizendo isso porque o escândalo é da direita, a direita está dizendo isso porque o escândalo é da esquerda. Aqui a gente não tem essa questão, me parece que isso é suprapartidário.

até porque o Vorcaro, ele, repito, estava supostamente envolvendo ministros do STF. Onde que entra a ideologia? Esse vai bloquear que essa mensagem que foi enviada, segundo foi dito, e o Moraes desmente, mas ele, veja só, o Moraes, na nota dele, ele não desmentiu a existência dessas mensagens. Ah não? O que ele disse? Ele diz na sua nota, aliás, com erros de português, inclusive na nota, como lhe é de costume,

A mensagem saiu de um celular na hora em que chega no outro, não bate, que esse número não era exatamente o dele. Aí vem a imprensa e diz o seguinte, o Moraes trocou o número um mês antes desses escândalos todos. Depois a imprensa vem e diz, ele não está negando como eu mencionei a mensagem. Aí o Moraes também diz assim, essas mensagens inclusive podem ser verificadas porque vieram da CPMI do Congresso.

Vem a Globo e diz, não, não, essas mensagens não vieram da CPMI, vieram da Polícia Federal e foram periciadas. E a perícia identifica que eram os números ligados ao Moraes. Quer dizer, a gente tem aqui um embate, Vilela, que não é de narrativas. A Globo está dizendo, eu tenho provas, quando ela afirmou a tal da mensagem do vai bloquear. E o Moraes não diz que tem provas, ele diz que foi feita uma análise técnica. Agora, de quem? Por quem? Qual é a análise técnica?

público, então, para uma entrevista coletiva e permitem que a imprensa conteste os números, conteste as versões, como eu estou mencionando. Também houve a outra afirmação da imprensa de que o Moraes teria frequentado Trancoso, o tal do Trancoso, onde eram as festas organizadas pelo Vorcaro. Aí vem aqui também a outra nota que foi soltada pelo Moraes dizendo, olha, eu não estive em viagens privadas para esse destino com o Vorcaro.

quer dizer que em outros destinos, talvez sim? Então quer dizer que se as mensagens, se as viagens não foram privadas, outros tipos de viagens que sei lá o que seriam viagens não privadas, mas elas existiram? Quer dizer, o que o Moraes quer dizer? Ele não está dizendo eu nunca me encontrei com o Vorcaro. Isso não foi dito em momento algum. Eu nunca troquei mensagens com o Vorcaro. Isso não foi dito em momento algum. Tem também degustação de uísque no valor de 3 milhões. Vai aparecer muita coisa aí.

Esse cara gostava de... Duas coisas que a gente pode dizer sobre o Vorcaro. Amava demais e gastava demais, não é? É incrível, cara, como ele gastava dinheiro. Quando não é seu, é mais fácil gastar. Quando não é seu, é muito fácil, né? Foi 20 milhões na festa da filha dele, né? 200? 200 milhões, né? Não, da moeira foi 200. É, 200 milhões no noivado. Caraca. Ou no casamento, não sei. Chegou da filha dele, não é de 15 anos, que contratou a Loki. Ah, é verdade.

Contratou Coldplay, enfim, coisas assim inimagináveis. E isso também nos levanta a bola, a possibilidade de que o Banco Master, será que esse banco é que operava todo esse dinheiro? Como eu no início disse, será que o Banco Master não era um banco de fachada para negociatas muito maiores do que o próprio Banco Master, do que o próprio Vorcaro?

estar em curso. Mas você perguntou, Vilela, inicialmente, do ponto de vista técnico, o que pode acontecer com os ministros? Veja, se essas mensagens foram trocadas, de fato, pelo Moraes, no sentido de vai bloquear, e esse vai bloquear se referir à prisão do Vorcaro, nós podemos ter um ministro obstruindo a justiça, isso é crime. Nós podemos ter um ministro que estava advogando para, um juiz não advoga, estava advogando em favor de um

de um bandido, de um criminoso, de um acusado. Bom, isso também é crime, chama-se advogacia administrativa. Do outro lado, o Toffoli, se ele era dono de fato do Tayhaya, isso também é crime, porque juiz não pode ser dono, ele pode ter ação de uma Petrobras, por exemplo, mas ele não pode ser dono do negócio, ele não pode ser o administrador do negócio, sobretudo do negócio que tinha um cassino clandestino. Então isso é um problema. A Polícia Federal, por exemplo, Vilela, está trabalhando,

também circulou na imprensa, com a possibilidade, inclusive, de em algum momento acusar o ministro Toffoli, isso saiu algumas semanas na imprensa, de corrupção passiva, que é suborno na prática. É você ter uma vantagem ilícita, indevida de alguém. Essa é uma das linhas que a polícia anunciou estar investigando. Quer dizer, nós podemos sim estar às voltas com ministros, não apenas que podem ser impitimados pelo Senado, como vocês mencionaram,

investigados formalmente e, se condenados, presos. Pode acontecer. Duas questões aí. O Columbre está sentado em cima dos pedidos de impeachment. Enquanto ele estiver sentado, não acontece nada. Do outro lado, o personagem do André Mendonça queria que você falasse também. E a Polícia Federal parece que estão tentando também interferir na Polícia Federal. Isso, no passado, foi chamado de golpe. Exatamente. Agora não é mais golpe? Pois é. Essa é uma boa questão. Então, os ministros agora...

Ontem, inclusive, teve um tweet do ministro Gilmar Mendes um pouco reclamando dos vazamentos. Gilmarlândia, né? Que vai ter uma cidade chamada Gilmarlândia. Vai, vai. Ele quer a cidade... Vai ter uma cidade chamada Gilmarlândia. Imagina só. Eu até cheguei a comentar como será que vai chamar a pessoa que nasce em Gilmarlândia. Gilmarlandês. Gilmarlandês. Gilmarlandês. Essa é uma questão e tanto. É uma questão, realmente.

E talvez essa seja a grande questão. Fica aí para a criatividade. Quem nos ouve, deixa aí o seu comentário. Como é que você gostaria que fosse chamada a pessoa que lá nasce? Se é que esse projeto seguirá adiante. Mas o Gilmar fez um tweet dizendo que ele condena esses vazamentos, que esses vazamentos têm sido inconstitucionais, etc. Veja, a gente precisa lembrar o seguinte, Vilela. Esses vazamentos, é claro que ninguém aqui é a favor de vazamentos,

Não é isso. Mas se não houvesse esse vazamento, o caso até agora estaria oculto dentro de um buraco negro do gabinete do ministro Toffoli. O ministro Toffoli estava com o caso sob sigilo total, ninguém estava sabendo de nada, e essas mensagens, enfim, tudo agora que a gente tem revelado, não estava aparecendo. Quando ele pegou o caso, ele concentrou e guardou ali dentro do seu gabinete. Inclusive chegou a escolher quais eram os peritos,

que iriam verificar o trabalho da Polícia Federal. Quer dizer, tentou controlar até a Polícia Federal. Então, hoje, o vazamento é uma forma de contornar um STF que parece querer que as investigações não sigam adiante. Não é o recurso ideal? Não é. Mas, me parece que é o recurso que há na mão. A Polícia Federal está preferindo soltar para imprensas informações do que entregá-las para o STF. Isso é grave, isso mostra como o STF tem agido de forma corporativa

Nesse caso, e talvez o maior símbolo disso seja o que vocês mencionaram, nós temos agora as notícias de que o STF quer interferir na Polícia Federal. Quer dizer, na época que o Bolsonaro, e essa era a alegação, estava desejando interferir na Polícia Federal, isso era golpismo. Agora é o quê? Quando o STF tenta interferir para salvar a democracia, fica muito difícil justificar uma interferência,

da Polícia Federal. A legação do STF é de que a Polícia Federal concentra muito poder. Bom, mas querem os ministros o quê? Concentrar só eles muito poder? Ninguém mais pode ter muito poder no país a não ser eles? Claro que isso não funciona ou não pode funcionar assim. E eu queria que você também avaliasse, segundo o histórico do Alexandre de Moraes, se ele julgasse o próprio Alexandre de Moraes. É, pois é. Com os preceitos, com o histórico dele, como seria esse julgamento?

Moraes estivesse julgando as investigações em curso e aparecesse o ministro Moraes nessas mensagens que a gente tem visto, Vilela, com absoluta certeza o ministro Moraes já teria prendido o ministro Moraes. Até apagando mensagens, usando esse artifício. Pois é, porque esse apagamento de mensagens foi inclusive utilizado o Moraes no julgamento, por exemplo, da chamada Débora do Batom durante o processo do golpe, o Moraes

disse que apagar mensagem, que é uma coisa que ela tinha feito, já simbolizaria a culpa dela e significaria até um outrage, um atentado, ou uma forma de ridicularizar a justiça e as investigações. Poxa, era exatamente o que ele fez com as tais mensagens de visualização única, onde aparecia uma foto, eles escreviam num bloco de notas,

escrito. E aquilo entrava na visualização única do WhatsApp e depois nunca mais aparecia. Até, enfim, os peritos que agora começam a aparecer dizerem que é possível recuperar essas mensagens. Mas, enfim, o fato é que elas foram apagadas. Então, é muito difícil, existe uma hipocrisia na forma como o STF está tratando esses vazamentos e o trabalho da Polícia Federal agora e como tratou o trabalho da Polícia Federal durante, por exemplo,

esses sete anos de inquérito das fake news, e da forma também como o ministro Moraes tratou os réus de todos esses últimos sete anos, e como vem tratando agora essa questão, com notinhas, enfim, sem dar maiores explicações à opinião pública. Marcelo, a gente viu que ontem teve a abertura pelo Senado da autorização da CPI, foram 37 assinaturas, se não me engano, que superou o mínimo necessário. Eu queria saber, na sua opinião, qual pode ser o impacto?

de uma CPI contra os ministros da STF, se pode auxiliar na investigação, se pode trazer aumento da repercussão pública, ajudar a descobrir aí os reais crimes que foram cometidos? Olha, eu sempre sou a favor de CPI ou CPMI. Acho que sempre elas favorecem. Muita gente fala assim, ah, isso aí acaba sempre em pizza. Veja, a CPI, ela não serve para punir. Ela serve para revelar aquilo que há dificuldade para ser revelado. Vamos nos lembrar, por exemplo, do escândalo aqui do INSS.

Quando houve o escândalo, iniciou-se todo esse burburinho em torno do INSS, me recordo, por exemplo, que a direção da Polícia Federal, naquela época, veio ao público dizer que o tal do Frei Chico, que agora se revela um personagem importante na história, ele não tinha nada a ver. Sem ser investigado, a polícia já tinha dado essa declaração, ou a cúpula da Polícia Federal. Bom, ali já ficava claro que ia ser difícil,

esse caminho pela Polícia Federal a gente chegasse a algum lugar. A CPMI começou as suas investigações, houve uma mobilização, a imprensa se interessou pelo assunto, todo dia isso estava na pauta de todo e qualquer veículo de comunicação, e com isso a Polícia Federal acabou sendo estimulada, vamos dizer, se não forçada, a investigar aqueles personagens mais políticos que não estavam ainda sendo investigados devidamente.

CPMI não fez nada formalmente para que a polícia fosse adiante, mas estimulou. Eu acho que a visibilidade que uma CPI ou uma CPMI tem é sempre muito bem-vinda, independente do resultado a que chega. Agora, essa do CPI, uma CPI sobre o Toffoli ou sobre o Moraes, pode ser muito relevante, porque hoje, nesse momento, nem Moraes nem Toffoli estão sendo, que a gente saiba, formalmente investigados.

ela disse, sobretudo se fosse o Moraes o relator, sem dúvida esses dois ministros, em tese, seriam já investigados pelo critério que ele tinha com os demais. Então é importante porque talvez essa CPI possa estimular justamente que se investigue ministro do STF. Qual o problema de investigar ministro do STF? Eles estão acima do bem e do mal? Se eles cometeram esses ilícitos, se isso tudo que está agora começando a surgir for verdade,

Se o que a imprensa traz for correto, eles precisam ser punidos, inclusive, não apenas investigados, ou não apenas perderem o cargo. É coisa séria. Nós estamos diante de, como vocês mencionaram até hoje agora, revelado uma farra do ISC em Londres, em 1924, envolvendo Gone, que é o procurador, Toffoli, que é um dos juízes, o Moraes, o Messias, quer dizer, Hugo Mota, todo mundo estava lá,

tomando uísque numa noitada de 3,2 milhões de reais em duas horas de degustação. Quer dizer, se isso era feito, me parece claro que o Vorcaro tinha uma intimidade com todas essas pessoas. É preciso que haja uma investigação e que se passe a limpo. Não é possível a gente ter desconfiança de que ministro da Suprema Corte do país esteja envolvido, ainda que indiretamente ou diretamente, não importa, com o Vorcaro,

sem dúvida alguma, um perigoso criminoso. Marcília, eu queria te perguntar, embora seja um escândalo de tamanho desproporcional, se a gente, na tua opinião, se acha que a gente está vivendo um caso isolado, ou como você disse no comecinho dessa conversa, seria apenas a primeira peça de um dominó que vai revelar escândalos ainda maiores quando a gente fala do sistema financeiro e poder, com a junção do poder político

nosso país? Acho que a gente, se as investigações seguirem, nós, sem dúvida alguma, vamos descobrir que é a ponta do iceberg, tem coisa muito mais profunda aí. Não sei exatamente o quê, não sei para que lado que a profundidade se dirigiria, mas que há algo muito além do Banco Master, eu não tenho dúvida, me parece claro. Até porque, veja, é uma questão intuitiva. Para que você vai comprar o país inteiro? Veja, a gente está

dizendo realmente de um forcaro, de um banco que pagou meio bilhão em 2024 só para advogados. Só para advogados. E não é advogado que atua na causa dele, não. Era a esposa do ministro Moraes, era o Lewandowski, enquanto ainda era ministro da Justiça, era o Guido Mantega, enfim, tudo e todo mundo aparecia ou apareceu nessa lista de consultores jurídicos. Bom, isso só jurídico, fora todo o resto

que ele pagava. Uma pessoa que se sente na necessidade de comprar o país, vamos dizer, ou de colocar o país na sua folha de pagamento, será que está interessado apenas no seu banco? É muito pouco. É um movimento, um gesto muito grandioso para o Banco Master, que é um banco sem relevância do ponto de vista financeiro. Então, não bate, sabe? A conta não fecha. O gesto que ele fazia, tanto dinheiro circulando,

só para alimentar o Banco Master. Tem alguma coisa errada aí. Não encaixa. E esse encaixe, quem tem que fazer, claro, é a Polícia Federal. Precisa ir atrás disso e ver o que mais há de profundidade, quem mais está envolvido e o que há mais de profundidade nesse escândalo. Eu fico aqui também, uma questão interessante disso é pensar que lá em 2018, 2019, quando inclusive começou o inquérito,

das fake news, a Lava Jato batia as portas das mesmas questões que hoje nós temos aqui e que lá atrás foram enterradas e com o aplauso da velha imprensa, inclusive, que eram escritórios de advocacia de ministros e que era o envolvimento do judiciário nos escândalos todos, inclusive envolvendo o sistema financeiro ou parte dos bancos e etc. A Lava Jato estava chegando nisso lá atrás, tanto que tinha a chamada

Toga, que foi abafada. Tanto que tinha essa questão dos escritórios, tinha investigações do COAF, etc. E a Lava Jato morreu e morreu junto todos esses inícios de investigação, vamos dizer, que agora voltam. Então a gente tem aqui um efeito rebote de algo que já existia há muito tempo e que, de alguma maneira, o sistema, vamos chamar assim, abafou. Obrigado demais, Marcília. E vamos seguindo aí com notícias

novas e se precisar do teu conhecimento, a gente te acessa de novo. Obrigado demais. Claro, Vilela, sempre um prazer estar aqui contigo, com a tua audiência. Um abraço. Boa noite a todos. Boa noite. Boa noite. Obrigada. Vamos continuar falando de Banco Master com o Pedro Dória. Tá na linha já? Tá na linha aqui. Então vamos lá. Dória, tava acompanhando o papo aí com a Marcília? Eu tava. Fala, Vilela. Tudo bom? Tudo bem contigo. Então vamos lá. O que você pode trazer de novidade, tua análise

o que está acontecendo. A gente acabou não falando muito sobre o André Mendonça. E aí? Bagunçado tudo, né? A gente não sabe o que pode acontecer, mas dá para prever alguma coisa? Vilela, a gente está falando do maior escândalo do sistema financeiro brasileiro. A gente nunca teve um escândalo desse tamanho. E isso é relevante. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é, a gente nunca teve um escândalo que envolvia todos os poderes. Toda estrutura.

está no executivo. A gente não pode esquecer que o ministro da Casa Civil do presidente Lula, Rui Costa, está envolvido. A gente não pode esquecer que o ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Sino Nogueira, está envolvido. Estamos falando do ministro mais importante de qualquer palácio do Planalto. É o ministro que cuida do governo. Os dois ministros da Casa Civil. A gente não pode esquecer que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está envolvido.

O segundo fundo de previdência que mais investiu no Banco Master, perdendo dinheiro de uma quantidade abissal de funcionários públicos, é o fundo de aposentadoria dos funcionários públicos do Amapá, que a gente está falando aqui, é o estado do presidente Davi Alcolumbre, do Senado Federal. E claro, a gente está falando de dois ministros do Supremo Tribunal Federal. A gente nunca teve um escândalo, um escândalo que envolvesse a cúpula dos três poderes.

E, cara, é difícil imaginar o que acontece a partir daqui. O que a gente pode dizer, aí eu já estou falando não de escândalo, eu não estou falando de quem tem a razão e quem não tem a razão. O que a gente pode falar é o seguinte, é como que isso bate para a sociedade. O que bate para a sociedade é o seguinte, Flávio Bolsonaro está em silêncio, finge que não é com ele. Está quieto. Você tem alguns candidatos nanicos que falam disso.

massa da esquerda que tomou a decisão de defender os ministros do Supremo Tribunal Federal. Então, para a sociedade, para a maior parte dos brasileiros, que não presta atenção nunca em política, nos micro detalhes, a coisa que transparece é o seguinte, a esquerda quer defender esses caras, a direita convoca passeata por impeachment dos ministros, tudo mais. Então, quem deve ter razão é a direita e quem não deve ter razão é a esquerda.

isso vai ter impacto na eleição. Vilela? Pois é, não, achei que você ia continuar. Estou escutando aqui. Ah, não, perdão, perdão, perdão. Pois é, o raciocínio evidente, no fim das contas, eu acho que a coisa que nos interessa a todos é saber que tipo de impacto vai ter na eleição. Como é que os brasileiros estão percebendo? A gente, infelizmente, eu estou me contorcendo aqui, porque a gente está com uma pesquisa de opinião fechada, a terceira edição da pesquisa, meio ideia, está fechada, só que a gente só tem autorização,

do Tribunal Superior Eleitoral de divulgar os números da pesquisa a partir da meia-noite. Alô, alô? Agora voltou. Voltou, é. A gente só tem autorização do Tribunal Superior Eleitoral de divulgar essa pesquisa a partir da meia-noite. Então, não posso trazer os números. É...

Mas dá para dizer em parte da sociedade ainda. E isso vai aos poucos ampliando o conhecimento. Taticamente, se eu fosse um... Vilela, eu vou trocar a minha conexão para o celular, que de repente melhora. Tem um tempinho para fazer isso? Claro, claro, claro. Enquanto isso... Bigoda, como que está o chat aí? O pessoal está perguntando. O pessoal falou que, já que o Vorcaro gastou 3 milhões,

no whisky. Enquanto isso, o Vilela serve conhaque presidente para os convidados. Você vê a diferença de nível. Um tang, né? Um suco tang. Pedro, Dória está com a gente? Trocou a conexão? Eu troquei. Espero que a conexão esteja melhor. A gente chegou ao ponto em que a banda larga com fibra ótica é pior do que o celular. Pois é. Você estava falando sobre impacto na eleição.

A esquerda está cometendo um erro tático gigantesco, que é o seguinte. A esquerda e o Supremo Tribunal Federal estão cometendo dois erros táticos. E são dois erros táticos diferentes. Eu estou vestindo aqui meu chapéu não de jornalista, mas de consultor eleitoral, entendeu? Eu sou marqueteiro que acaba de ser contratado para coordenar umas campanhas eleitorais aí. Cara, o que a esquerda tinha que fazer era parar de defender o ministro do Supremo, entendeu?

Existe uma diferença importante entre o ministro Alexandre de Moraes e o ministro José Antônio Dias Toffoli. Nós assistimos concretamente o ministro José Antônio Dias Toffoli no período em que ele era relator desse caso, defendendo, fazendo de tudo para atrapalhar a investigação e defendendo o Borcaro. Entendeu? Tentando controlar tudo quanto é informação. A gente viu o Toffoli beneficiando o Borcaro.

A gente não viu ainda Alexandre de Moraes claramente beneficiando o Borcaro. A gente tem os indícios, evidentemente, da contratação da mulher dele. A gente tem um comentário que ele pode ter feito com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Mas é diferente a situação. Toffoli está enquadrado. Toffoli, a gente sabe que prestou serviço ao Borcaro. Alexandre de Moraes, a gente não sabe ainda. Então, essa diferença é importante.

sociais a escolha de ficar defendendo esses ministros. Quando, aos olhos de boa parte dos brasileiros, os ministros estão encrencados nesse caso. Não tem ganho nenhum para a candidatura Lula, nenhum. A defesa pela militância de esquerda dos ministros do Supremo. Não tem ganho nenhum. Pelo contrário, o que faz, essa defesa faz é trazer a impressão de que o escândalo pertence ao governo Lula para dentro do Palácio do Ronaldo. Quando, olha, tem muito mais líderes

de partidos de esquerda envolvidos, a turma de esquerda que está envolvida é de médio patamar. A turma de direita que está envolvida é de altíssimo patamar. É o presidente do Senado, é o presidente... São dois presidentes desse novo partido União Progressistas. O presidente do Progressistas e o presidente da União Brasil, que se juntaram agora. E, evidentemente, o Ciro Nogueira era também ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.

das redes sociais nesse momento, ela tinha chance de deixar que as pessoas percebem que tem mais gente graúda de direita do que de esquerda. Só que não. A esquerda está fazendo esse problema. Aí vamos para os ministros do Supremo Tribunal Federal. Por enquanto, a gente são 11 ministros, um se aposentou, o Barroso não foi substituído, estamos com 10 ministros. Temos dois ministros aparentemente envolvidos. O Supremo tomou a decisão de, em colegiado,

defender esses ministros. Esse escândalo está crescendo na percepção popular. O Supremo está perdendo mais rápido do que eu jamais vi uma instituição a credibilidade perante a sociedade. Isso vai ter um impacto nas eleições para senador. Eu sei de duas pesquisas que são pesquisas fechadas. Não é a nossa pesquisa, a minha ideia, que sai amanhã. Mas eu sei de duas pesquisas que são pesquisas fechadas que botam, quando você pergunta para os brasileiros que estão acompanhando essa história, bem mais do que 50%,

vão escolher o candidato ao Senado de acordo com o compromisso de fazer o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal. O que eu tenho defendido é o seguinte. Taticamente, a melhor coisa que o Supremo pode fazer é cercar o ministro Toffoli, segurar para ele e falar, você tem que sair. Você tem que sair. Para tentar tirar a pressão desses campos. E isso não é o que o Supremo está fazendo. O Supremo está trazendo a crise para dentro de casa em vez de tentando dissipar a crise.

O presidente Fernando Henrique Cardoso, quando era presidente da República, ele era famoso,

quando a crise subia a rampa do Palácio do Planalto, quando ela saía de lá, ela sempre saía menor. Ele sabia quem tirar, quem desligar, que coisa falar, para fazer com que as crises diminuíssem. Tanto o Supremo quanto a militância de esquerda estão fazendo com que a crise aumente e aumente na direção deles. E isso é um bocado preocupante. Pedro Eduardo, só uma questão. Diga, cara. Pela visão que a população está colocando, André Mendonça,

ministro do STF, que estaria confrontando o Dias Toffoli e pedindo por maiores interferências. Eu queria saber qual é a visão que você tem sobre o André Mendonça, sobre essa questão da investigação possível contra o Dias Toffoli. E também, você falou que não existem grandes nomes da esquerda envolvida. Não tem ninguém do Poder Executivo Federal, ministros, secretários do atual governo Lula, que aparentemente já apareceram nesse escândalo do Banco Master?

Os dois nomes mais importantes da esquerda envolvidos são o ministro Rui Costa, que é ministro do governo Lula, ele é ministro da Casa Civil, e o Jacques Wagner, que é senador da República e é líder do governo no Senado Federal. Então, esses são os maiores nomes. Os dois são do PT da Bahia. O que o PT da Bahia fez? Quando o Rui Costa era governador, isso foi em 2019, Jacques Wagner era seu secretário.

eles privatizaram uma determinada empresa de finanças do governo da Bahia que tinha um cartão de crédito. E esse cartão de crédito tinha uma novidade, por assim dizer, que é o seguinte, o pagamento da fatura do cartão, esse era um cartão só para servidores do Estado, e o pagamento da fatura do cartão era vinculado à folha de pagamentos.

a fatura, ela era descontada imediatamente do salário, tá certo? Como se fosse um consignado, só que ligado não ao empréstimo e sim ao cartão de crédito. Essa empresa foi privatizada, foi comprada para a turma que veio montar o banco Master e esse crédito que eles tinham, esse acesso que eles tinham direto à folha de pagamento de todos os funcionários públicos da Bahia, ela serve para começar a lavourar

esse imenso endividamento do Banco Master. Então, é importante a gente dizer que sim, o governo da Bahia teve uma relação. Quando era o Rui Costa governador, o Jax Wagner, o secretário responsável por isso, o governo da Bahia teve uma responsabilidade imensa por fazer começar a nascer o Banco Master. Agora, veja, isso é verdade e é. O que eles ajudaram, Vorgaro, não se aproxima em nada do que Cláudio Castro,

do Rio e o governo do estado do Amapá fizeram. A quantidade de dinheiro que saiu do governo da Bahia para alavancar o Mastler não se compara em nada. É uma fração de uma fração de uma fração da quantidade de dinheiro que foi passada pelo governo do Amapá e pelo governo do Rio de Janeiro. Então, é importante a gente ter a noção das escalas.

que é importante, que um ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, que é Guido Mantega, o Max Figlia estava comentando dele, Jax Wagner pediu um empregozinho para Guido Mantega dentro do Banco Master, e o Mantega foi lá para fazer qualquer coisa por um milhão de reais por mês, que era um salário espetacular, eu adoraria ganhar um milhão de reais por mês, eu tenho certeza que o Vilela deve ganhar isso, né pessoal? Mais ou menos, mais ou menos isso.

e, gente, pelo amor de Deus, ele ganhava para fazer tráfico de influência. Ou seja, para facilitar o acesso ao governo federal, ao governo do PT, da turma do Banco Master. Agora, por outro lado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se recusou em todos os momentos a receber a turma do Banco Master, inclusive o Daniel Borcaro. Ele agiu de forma extremamente republicana. Quando a gente olha, quando a gente compara os envolvidos da direita e os envolvidos da esquerda,

O tamanho da esquerda é muito pequeno perante o tamanho da direita. Perante o tamanho da turma que está do lado do candidato Flávio Bolsonaro. A gente precisa trazer também Ibanez Rocha, que é o governador do Distrito Federal, que é uma das pessoas que está lançando a primeira-dama, a ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, ao Senado. Ibanez Rocha, que ajudou na confusão do 8 de janeiro,

da Justiça, para ser o secretário de Justiça, e permitiu que a PM do Distrito Federal folgasse no dia do 8 de janeiro daquela confusão, permitindo o ataque. Quer dizer, a Ibanez Rocha, que é um dos maiores aliados do Bolsonaro durante o seu governo, Ibanez Rocha pegou o BRB, que é o Banco de Brasília, que é o banco que ele controla, e queria salvar o Master com o dinheiro do Banco de Brasília. O dinheiro, principalmente dos funcionários públicos de Brasília.

Não fez isso porque o Banco Central não permitiu. Então, quando você compara essa coisa, você pega Ciro Nogueira, que é o presidente do Progressistas, que agora está se juntando com a União Brasil. Ciro Nogueira, que era, como o Rui Costa é hoje ministro da Casa Civil, o Ciro Nogueira era o ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. Esse cara tentou mudar a lei do Fundo Garantidor de Crédito.

que é o Fundo Garantidor de Crédito. É o seguinte, todos os bancos são obrigados a botar um dinheiro no Banco Central para fazer esse grande fundo, de forma que, quando algum banco quebra, as pessoas que depositaram dinheiro nesse banco, elas podem ser ressarcidas. Agora, tem um limite para esse ressarcimento, que é de 250 mil reais. Se você tem até 250 mil reais no banco, tira-se o dinheiro desse fundo, que é um dinheiro de todos os bancos,

para a pessoa. Se ela tem mais de 250 mil, sei lá, se ela tem 300, ela vai ter um ressarcimento de 250 mil. Se ela tem 500, ela vai ter um ressarcimento de 250 mil. Se ela tem 80, vai ter todos os 80 mil. Esse é o truque. Ciro Nogueira tentou no ano passado mudar a lei para que o Fundo Garantidor de Crédito pagasse para todo mundo até um milhão de reais. Isso era uma maneira de tentar salvar o Banco Master que todo mundo sabia que estava para dar calote.

de salvar a fortuna de Daniel Borcaro. Agora, entenda que isso não é uma coisa assim, o dinheiro do Itaú, o dinheiro do Bradesco, o dinheiro do Nubank, o dinheiro de todos os bancos. É. Agora, quando os bancos botam aquele dinheiro lá, todo mundo que tem dinheiro no banco paga um juros um pouquinho maior, paga uma tarifa bancária um pouquinho maior. Quer dizer, no fim das contas, a conta não fica com os bancos, a conta fica conosco. Ciro Nogueira era o cara que estava tentando salvar o Master.

um calote gigantesco. Então, por isso que eu acho, cara, que é muito importante a gente ter esse negócio claro na cabeça. A esquerda está envolvida? Está. Não tanto quanto a direita. Essa conta é mais da direita do que da esquerda, mas, claro, tem o ministro do governo Lula, tem o líder do Senado do governo Lula, tem o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma também. Pedro, obrigado demais aí pela participação. Vou acompanhar, então, amanhã sai o resultado do seu canal?

à noite nossa pesquisa Meia Ideia já está circulando para os assinantes premium do meio e a partir das 7 horas da manhã, toda a imprensa brasileira. Tá certo. Vamos acompanhar. Você me fala no off aí que eu já quero saber os resultados. Opa! Surpreendente ou não? Olha o que eu falo, hein? Surpreendente? Cara, é... Eu acho que a gente tem números que vão surpreender as pessoas sempre. Quero saber porque os candidatos vão passar por aqui e eu estou vendo essa dança de cadeiras aí, né? Flávio subiu em algumas

pesquisas, né? Passou, inclusive, o Lula no segundo turno. É uma coisa que eu, na minha avaliação, não esperava. Você tem os dados? Tenho. Hoje, Lula é o favorito a perder para Flávio Bolsonaro. É o candidato favorito a perder. E isso são palavras aí do cientista político. Ele não vai me deixar mentir aqui. Muito admirado pela esquerda, inclusive, que é o Alberto Almeida. É mesmo? Tô falando a verdade, né? Porque, segundo ele, a estratégia da esquerda...

Estou falando a verdade. Estou falando a verdade. Segundo ele, a estratégia da esquerda foi errada a partir... Tentaram agir da mesma forma que em 2022, chamando o Flávio de fascista. Realmente tiveram aí uma queda muito grande devido ao caso do Banco Master. Carnaval. Eu acho que o Carnaval também. Exatamente. Foram vários erros consecutivos. Essa linguagem neutra. Então, hoje, Lula é o candidato favorito a perder para Flávio Bolsonaro.

esteve aqui numa participação da gente. Eu, inclusive, falei para ele que eu achava um erro, que ele não era o candidato que se esperava pela direita porque ele não trazia o pessoal do centro, o pessoal mais moderado, e parece que está revertendo essa situação, né, Pedro? O Flávio está revertendo essa situação. Qual a estratégia? Eu não acho... Ele está revertendo essa situação, primeiro, parecendo moderado,

Ele fala que precisa respeitar a ciência. Ele fala que precisa tomar cuidado, precisa ter atenção à violência de gênero. O Flávio é, dos filhos do Bolsonaro, o que mais tem facilidade de parecer moderado. E isso não é irrelevante. Ele tem um temperamento ameno. Veja, ele é absolutamente bolsonarista. Se você gosta do Bolsonaro, Flávio é um bolsonarista. Se você não gosta do bolsonarismo, Flávio é um bolsonarista. Ele é igualzinho, o Eduardo é igualzinho, o Carlos é igual ao pai.

da maneira como ele entende o país. Isso posto, ele tem um temperamento ameno. Então, diferentemente do pai do Eduardo e do Carlos, ele não fica gritando por aí. E isso causa uma impressão diferente. Além disso, tem uma outra questão que a esquerda está errando a sua estratégia. A esquerda está trazendo, na maneira como a esquerda se porta dentro das redes sociais, a esquerda está trazendo o escândalo do Banco Master na sua sala,

dela quando não é. E, cara, não tá colando chamar o Flávio de fascista, não tá colando chamar o Flávio de golpista. Aí você pode, veja, eu não tenho dúvidas que houve uma tentativa de golpe de Estado no Brasil no final de 2022. É uma coisa claríssima. Se você ler como eu li o relatório de quase mil páginas da Polícia Federal, a quantidade de provas de que eles tentaram articular o golpe de Estado é imensa. Só que os brasileiros

brasileiros não leram esse relatório. Então, você ficar xingando de fascista e golpista não convence ninguém. Isso é um problema de convencimento. Você tem que explicar para as pessoas. Você tem que mostrar que tipo de prova tem. Se você não faz esse trabalho, o que fica parecendo é que um ministro que agora está, se percebe, conversando com o Daniel Vorcaro em troca de dar favores do Daniel Vorcaro com o contrato da mulher dele de 129 milhões de reais, é o cara que prendeu o Bolsonaro

por golpe. Que golpe que eu nunca vi? Era só uma gente fazendo bagunça no 8 de janeiro? As pessoas não entendem o que aconteceu. A esquerda não explica. A esquerda quer tentar impor a sua verdade. Não está funcionando. Tá legal. Pedro, obrigado demais. Esperamos você aí no decorrer das eleições, uma participação mais ativa, porque eu respeito muito as tuas análises políticas. Obrigado demais, mais uma vez. Tá legal. Vamos agora mudar de assunto radicalmente, falar de PCC Comando Vermelho,

E o Trump que está ameaçando a colocar essas duas facções como grupos terroristas, não é mesmo? E temos Batata Palumbo. Chegou nove horas, bateu um sono no Palumbo. Ele falou, galera, tem que dormir que eu vou acordar cedo. Mas temos um substituto altura. Alguém que fala baixo. Exatamente. É um cara contido. É um cara que você regula o volume para não estourar. Deixar no menos um aqui. Exatamente. Batata, meu grande amigo. Batata.

do Rio de Janeiro para o mundo, cara. Tudo bem? Boa noite, meu amigo Vilela. Muito boa noite para vocês. Eu estou meio rouco, porque eu ando andando essas passeadas, fez uma bagunça um pouquinho a mais, mas eu acho que aí vai controlar o som, né? Verdade. A rouquidão te faz falar um pouco mais baixo, então ele não precisa nem regular a altura. Vamos lá, Batata. O que significa os Estados Unidos

como grupos terroristas para a gente? Mirella, há um problema que o Brasil, na verdade, vem evitando essa situação de considerar qualquer facção nossa como terrorista para que, porque quando ela é considerada terrorista, obviamente, você abre as fronteiras para que outros países possam atacar diretamente essas facções aqui no nosso país. Ou seja, vai vir gente para cá

vai ver CIA, organizações de inteligência de todos os territórios que essas facções vêm incomodando. Hoje, o PCC se encontra em 42 países. Isso é fato. E vai acontecer de haver essa consideração que é terrorista? Isso é fato. No Brasil existe uma legislação ao qual eles consideram que uma facção só é terrorista

ideologia política ou um ataque direto aos estados a fim de mudar a estrutura política. Agora, você veja bem o que vem acontecendo. O que hoje as facções brasileiras fazem? Elas estão entrelaçadas hoje no governo. Isso é fato. O último delegado que foi assassinado pelo PCC em São Paulo, de acordo com algumas investigações,

entenderam que ele estava trabalhando numa prefeitura e ele atrapalhou algum processo licitatório de empresas ligadas ao PCC. Isso não é estar no governo? Quando se coloca barricadas, semana passada, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, ele apontou e informou que em territórios cercados por facções dominadas,

com facções, só entra quem eles querem. Olha que afirmação ele fez ao público. Se só entra quem eles querem, obviamente aquilo é o quê? É um curral eleitoral. Você atrapalha diretamente no processo eleitoral. Se entra quem eles querem, eu crio o quê? Um direcionamento político. Isso não é uma ideologia política? Isso não é mexer diretamente na estrutura política do país? É uma

facção terrorista? Sim. Mas por que não considerá-la terrorista? Obviamente, porque não vamos querer ninguém aqui varrendo as nossas contas bancárias, né? As nossas linhas telefônicas, né? Tudo grampeada. Ninguém quer isso, né? Mas, Trump mesmo não querendo, ele recolheu todos, reuniu todos os chefes de Estado e, infelizmente,

do nosso Brasil não compareceu, não sei porquê. Não sei porquê. Mas ele não compareceu, parece que fez questão de não. Eu acho que não foi convidado, né? Não foi convidado. Não foi convidado ou não compareceu, mas tudo bem. E há esse entrave diretamente, porque o Brasil não quer. Essa é a realidade. Dentro do Congresso Nacional já tentou diversas vezes passar diversos projetos de lei

tornaria hoje as facções criminosas consideradamente como terroristas, que para o operador da lei que está ali no fronte seria muito melhor. Hoje nós lutamos com homens de fuzis que atiram, por exemplo, aqui no Rio de Janeiro, uma facção para fugir de um tiroteio, atirar em via pública na Avenida Brasil, vendo ferir cinco pessoas, três delas vieram a morrer. Isso não é terrorismo.

O que é terrorismo, então? Qual o significado disso tudo? As mais línguas disse o entrelaço, hoje, das facções criminosas com os governos. Se há o processo eleitoral que já há muitos anos, reconhecidamente, são limitados para que não entrem nas áreas, obviamente eles estão aonde? Entreados na política. Nós tivemos um deputado estadual aqui preso, TH Joias, envolvimento com o CV. O que nós temos mais?

precisamos mais, meu Deus do céu. Esse é o problema. Batata, caso a gente considere, então, não a legislação americana, porque são propostas diferentes, o Brasil internamente e os Estados Unidos com as considerações deles. Mas internamente também existem movimentos de querer transformar esses grupos em grupos terroristas. Caso o Brasil aprove leis nesse sentido, o que muda e, na sua visão, o que ajuda a combater esses grupos? Qual vai ser a diferença? Como o Brasil vai conseguir atuar mais contra esses grupos, transformando eles

terroristas. O grande problema é a realidade. Nós hoje vimos que alguns estados é bem mais benevolente com as facções criminosas. Hoje nós vemos um homem preso com um fuzil hoje, ele recebe a mesma legislação com um cidadão com posto de arma restrito. Às vezes ele sai da cadeia com nove meses. E por isso é que nós não conseguimos combater nada. Nós temos hoje o chefe do PCC

onde? Preso. Como é que ele recebe a titularidade de chefe do PCC preso numa cadeia do presídio de segurança máxima federal? Isso faz sentido pra você? Acreditamos que uma força externa obviamente deve mudar isso. Ele transformando o tratamento para o crime de terrorismo, ele é diferente. A pena é muito pior. Não recebe a

mesma pena, hoje, que um traficante que faz parte de uma, de uma, ele faz parte de uma, toda uma cadeia, hoje que está entrando em diversos estados, está no Pernambuco, na Bahia, acabando com a Bahia, hoje está na mão dos governadores. O governo federal, ele não se desdobra para fazer um plano para que o governo federal atue, mesmo que o CV venha ultrapassando

passando as fronteiras. A Polícia Federal luta, sim, diversas prisões, diversas investigações, mas não há, hoje, não há uma mobilização para que isso não aconteça. Então, a população está acuada. A população que vive dentro dessas comunidades, elas estão sofrendo guerras entre facções diárias. Morre gente diariamente. Hoje, pessoas, empresários, estão impedidos

se não pagar taxa ao Comando Vermelho, ao Terceiro Comando e a outras facções que nós temos por aí. Isso é comum. Já é prática, comum. E ninguém se mobiliza pra nada. Logicamente, o que a população prefere? O que nós preferimos? Que venham outros de fora e coloquem o pé nisso daí, pô. Porque eu não tenho problema que aconteça isso. Eu não tenho envolvimento com tráfico. Eu quero que se dane. Agora, vai derrubar as fronteiras.

Acho que um dado importante, até para complementar o que o Batata está falando para a gente, a proposta gerou muita polêmica porque os especialistas dizem, Batata, que existe uma diferença muito importante entre crime organizado e o terrorismo político, que no caso seria o objetivo ideológico e religioso, como o Batata disse, e que o Comando Vermelho, por exemplo, ele teria motivação econômica. Só que aí o Trump, a turma do Trump, respondeu o seguinte, que tanto o PCC,

como o Comando Vermelho, como eles movimentam muito dinheiro, eles teriam diversos investimentos fora do país. E que dessa forma, eles estariam liberando para que, por exemplo, os Estados Unidos pudesse congelar ativos financeiros ligados ao grupo, aplicar sanções internacionais, ampliar cooperação policial global e justificar operações de inteligências mais agressivas. Ou seja, o pessoal faz dinheiro que é o que ele quer combater.

tráfico, ele consegue e manda esse dinheiro para fora, ele consegue congelar esses ativos que estão lá fora.

né, Batata? E dessa forma, ele acaba desestabilizando a força pra que esse dinheiro consiga trabalhar aqui dentro. Olha, por incrível que pareça, esse último traficante que morreu no México, o grande medo, olha só, gente, o medo deles, tá, era que o PCC pudesse adentrar. A gente tem noção do tamanho hoje que se encontra o PCC? A ramificação política, eles não vão

outro país, gente, com um saco de droga debaixo do braço, oi, cheguei, vou vender droga aqui. Gente, pra eles adentrarem a outro país, tem uma articulação, obviamente, envolve um tipo de corrupção, há uma articulação política, pra eles adentrarem a outros países. Você tem noção da ramificação que já se encontra o PCC? Isso é temeroso, sim. Nós falamos um outro episódio,

junto com o Vilela, a respeito justamente da comparação de México. Pelo amor de Deus, gente. Eles aqui, eu não sei se fecham os olhos porque querem fechar ou não há outra explicação. O grande problema, o Trump quer vir aqui. A gente escuta isso muito. Ele está preocupado com o petróleo e não com a facção. Gente, que todos os líderes,

mundiais e os Estados Unidos pode ter interesses exclusos? Sim. Isso aí ninguém está dizendo que não pode haver isso. Agora, uma grande verdade, que a população de bem clama por uma mão diferente para que se tome uma atitude enérgica, porque ninguém suporta mais, por exemplo, como tem morros aqui no Rio de Janeiro, com 800, 900 fuzis na mão, isso é uma guerra.

ser maior do que muitos exércitos pequenos em países pequenos. Isso não faz sentido. A articulação política é lógica e clara. A manipulação é lógica. Não há possibilidade de haver um movimento tão grande, um crescimento tão espantoso, sem ter um entrave político dentro da facção. Isso é lógico, isso é óbvio. Só que enxergar o óbvio é difícil, né? E fácil.

para o Trump comprovar isso. Isso é muito fácil. A Argentina pediu ao Trump para considerar o PCC como uma facção, reconhecer a facção como terrorista ao PCC. Por quê? Porque o PCC foi na Argentina, adentrou a Argentina, matou três mulheres ao vivo na internet com alegação. Ninguém sabe se foi uma articulação das facções daquele local que,

efetuou o assassinato para culpar o PCC, para dificultar a entrada dele, ou que o próprio PCC realmente assassinou as três que estavam vendendo droga para o PCC. Agora, você imagina, é o PCC, é aqui, a raiz do problema do PCC e o CV é aqui, é no Brasil, é aqui que vai iniciar todas as investigações, é aqui que vai... Você já imaginou a bagunça que vai causar se nós temos,

o TH Joias como um deputado estadual envolvido com o UCV. Você já imaginou a investigação, a ramificação, a linha que isso vai chegar com alguém descompromissado? Porque uma investigação descompromissada com o resultado, isso pode ocorrer pelos Estados Unidos. É o que nós clamamos. E o que eles têm de prova concreta é que o PCC hoje, da forma que ele atua politicamente,

ele é, sim, uma organização terrorista. Batata, obrigado demais pela tua participação e temos o episódio aí no Rio que vamos colocar em breve. Então, obrigado demais. Ô, meu amigo, obrigado mais uma vez por ter participado. Você sabe que eu sou fazão de vocês aí. Um beijo para todos. Ó, uma boa noite. Obrigada. Vamos comer outra pizza aí no Rio de Janeiro, como a gente comeu. Com certeza. Fechou, então. Obrigado demais. Saindo de facção criminosa,

para um novo quadro aí que estamos no programa. Por favor, rode a vinheta, diretor. Estamos com o Tiago Lima aí para desvendar o tweet misterioso, a mensagem misteriosa de Elon Musk. Fala, Vilela. Boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcílio. Como é que vocês estão? Tudo bem. Boa noite, Tiago. Tiago, seguinte, primeiro mostrem a mensagem aí para o pessoal ter ideia do que a gente está falando e vamos aí a provável explicação do que é isso.

Tem no ponto aí? Tiago, o que está acontecendo? Cara, o Elon Musk fez uma publicação em meio a essa guerra que a gente está vendo, Estados Unidos, Irã e Israel. E tem um agravante, além da postagem que foi assustadora, de certa forma, que ele fez. Sabe qual é esse agravante? A inteligência artificial do Elon Musk, o Grock, aquela inteligência artificial do X, tem acertado previsões desde o início do ano 2026. Como, por exemplo,

acertou a data específica do ataque que os Estados Unidos fariam ao Irã no dia 28 de fevereiro. Fora essa, é um negócio assim, tá se tornando impressionante, né? Eles já falaram até quem vai ser campeão da Copa do Mundo. Então já, já, meu, pra eu não sofrer, já me fala, quem vai ganhar a Copa do Mundo? De acordo com o Grock, a inteligência artificial do Elon Musk é a Índia, se eu não me engano.

isso, velho. Aí eu pago o pau pra inteligência artificial. A Índia ganhar? Mano. Assim, eles acertaram a data exata do ataque e falaram que a Índia vai disputar. Eu até peguei aqui a matéria pra passar pra vocês. A Índia vai disputar com a Nova Zelândia e vai vencer. Vamos ver, né? E aí tá a mensagem enigmática, Thiago. O cenário está sendo preparado para o que está por vir.

Exatamente. O que está por vir? É o tal do evento? É um restart? O que é? A gente tem que somar com outras informações que foram passadas pelo próprio Elon Musk ao longo dos últimos meses ou anos. Ele, por exemplo, esteve no Fórum Econômico Mundial no início deste ano e deixou claro algumas informações que parecem fazer sentido agora. Como, por exemplo, ele falou para as pessoas não guardarem mais dinheiro para aposentadoria porque isso seria algo inútil.

Ele também disse que as pessoas não precisavam mais se preocupar em fazer faculdade, como, por exemplo, faculdade de medicina, porque também seria inútil. E começou a falar em uma espécie de sociedade dos inúteis que se dará pela quarta revolução industrial, o avanço da tecnologia, da inteligência artificial, onde robôs humanoides vão substituir o trabalho de humanos. Então, tudo isso converge para um novo mundo.

falando de uma nova ordem secular. Parece uma grande teoria da conspiração, mas ele já vem dando indícios disso há anos. Eu vou colocar um outro exemplo. Essa imagem que o pessoal colocou aí na tela foi uma publicação feita pelo próprio Elon Musk em 2024, quando Trump estava ali prestes a ganhar as eleições. Na verdade, ele tinha acabado de ganhar, tinha acabado de sair o resultado. E ele escreveu assim,

ordem secular. Tem uma outra imagem também que Elon Musk publicou em 2018. Ele, junto com a ex-esposa dele, Grimes, não sei se o pessoal consegue colocar na tela aí pra nós também, onde ele tá com um terno branco. Atrás desse terno tem meio que de uma forma subliminar a frase Novos Ordos Seclorum também, que faz referência a esse mesmo termo que ele vem usando há anos,

nova ordem secular ou essa nova ordem mundial e que se dá, de certa forma, a uma nova ordem mundial que converge com um governo tecnocrático, porque a ideia é que tanto ele quanto os Estados Unidos estejam à frente desse governo para que eles possam controlar o mundo junto com a tecnologia. Tanto é que nas notas de dólar, isso aqui já é bem conhecido, não sei se dá para vocês verem direito aí, mas a gente tem o símbolo dessa pirâmide com o olho. O olho que tudo vê. Exatamente.

que tem aqui embaixo a mesma frase, novos ordos seclorum, que é a nova ordem secular. Então, a gente consegue entender, pela publicação do Elon Musk, que ele está anunciando que esse novo mundo, essa nova ordem, está por vir diante disso que começou agora. A gente tem uma guerra dos Estados Unidos com o Irã, e que eles precisam, para concluir, para a chegada dessa nova ordem, aquilo que eles chamam de ordem pelo caos. Então, eles precisam de um caos para trazer a ordem. É isso que eu entendo, a princípio, com a publicação,

sinistra dele aí, né? Pois é. Doideira, hein? Muito. Doideira. Ficaremos pra ver as cenas dos próximos capítulos, Thiago. É, vamos aguardar pra ver. Vamos ver quem vai ganhar a Copa do Mundo também, né? É, eu não colocaria dinheiro na Índia. E na final Índia e Nova Zelândia vai ser complicado. Exatamente. Estão dizendo aqui que a Índia não foi classificada. Será que é outra Copa? Não é Copa do Mundo de Futebol? Não sei. Cara, essa notícia saiu hoje, Marcílio. Ah, é? Então,

Mas quem está trazendo as informações é o Brock, a inteligência artificial. É uma inteligência artificial, ela pode errar. Acertou uma coisa, mas pode errar outra. Vai tentando até acertar. Obrigado demais, Thiago. Obrigado, pessoal. Mais uma vez, obrigado. Até o próximo episódio que já está marcado para a gente gravar semana que vem. Até mais. Até lá, Vilela. Valeu. Obrigada, Thiago. Tchau, tchau. Valeu. Então vamos lá agora, então, dar uma pincelada na geopolítica

geral aí, Marcílio. O que você tem para falar? Acho que tem três temas, na verdade, dois temas que eu acho que são relevantes. Um meio que para complementar o que já foi bastante explorado sobre a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, mas acho que é a questão dos ataques que o Irã vem fazendo e possíveis repercussões, possíveis grupos ou países que podem atuar contra o Irã. O Irã está atacando uma série de países, a gente discutiu sobre isso, só que eu diria que dois ataques foram mais perigosos que os demais.

O Irak atacou, por exemplo, o Azerbaijão com drones e tal, e atacou com míssil balístico o território da Turquia. Nos dois casos, o Irak garante que não foi ele que o responsável pelos ataques. Só que é um tema muito sensível por dois motivos, porque a Turquia é um membro da OTAN, está na OTAN, então, eventualmente, poderia até convocar o artigo 5º, enfim, para fazer uma resposta conjunta. O Recep Erdogan colocou o sistema Patriots de defesa para, eventualmente, se defender de um ataque iraniano,

Mas eu acho que ele não vai querer levar esse processo muito pra frente justamente pelo inimigo do Irã. Por quê? Quando a gente pega hoje o inimigo do Irã é Israel. E a Turquia, ela ficou meio que contra a parede. Porque se ela critica a postura de Israel, pode dar a entender que a Turquia estaria se aproximando de... Aliás, critica a postura do Irã, poderia até entender que ela está se aproximando de Israel. E com certeza o Recep Erdogan não é nada próximo do Benjamin Netanyahu.

mísseis que pegaram na Turquia, segundo a própria Turquia, e poderia ser motivo de retaliação. Em relação ao Azerbaijão, que é um país ali do Cáucaso, que faz fronteira com o Irã, eu sempre trago isso, que o Irã, a gente tem que tomar muito cuidado, porque o Irã não é só um país persa. O Irã é um país que ele é multicultural. Você tem árabes, tem hebreus, tem os curdos, e a maior minoria que você tem no Irã, é a população azere, que fica no noroeste do Irã, fazendo fronteira com o Azerbaijão. Pra ter uma noção, o

que é o presidente do país, ele é descendente de Azeres. O próprio Ali Khamenei, por exemplo, que era o líder supremo do Irã, ele também vinha dessa população Azeri do noroeste do país. Só que o grupo, o Irã como um todo, ele evitava, ou ele evita, dar um pouco mais de autonomia para essa população para não incentivar um separatismo. Já que o Azerbaijão foi atacado com drones, o Aliyev, que é o presidente do país, também anunciou que está colocando militares próximos da fronteira,

e que se os ataques continuarem, possíveis retaliações vão acontecer. E aí o Irã vai mexer num vespeiro muito grande. Porque Azerbaijão e Irã, eles têm um respeito mútuo de um não ficar muito mexendo com o outro. Por exemplo, Aliyev até falou, olha, quando Ali Khamenei morreu até pela descendência dele, pela origem dele, nós somos um dos poucos países que ofereceu as condolências pela morte do Ali Khamenei. Agora vem drone do Irã atacar o meu território. E lembrando que Irã e Azerbaijão tem proxy wars,

tem guerras de procuração. O Irã, até pela parceria maior com os russos, apoiou a Armênia no conflito em Nagorno-Karabakh. O Azerbaijão é mais próximo da Turquia. Então, caso o Azerbaijão, que está aparecendo aí na tela para vocês, a audiência, decida fazer algum tipo de incursão, eles podem ou fazer por conta mesmo, eles têm um grande apoio da Turquia, que também ficou revoltada com o ataque, ou poderia incentivar o movimento separatista Azeri do noroeste do país. E existe um outro grupo, que também atuando

Irã, que são os curdos. Os curdos, conhecidos como a maior minoria do mundo. A ideia deles é formar o Kurdistão. Há acusações que os Estados Unidos e Israel estão financiando os curdos pra que, por terra, eles combatam o regime iraniano. Porque qual a ideia? A gente até falou com o Marcelo, né, do Hoje no Mundo Militar. O Irã, ele quer de todo jeito levar essa guerra pro campo de batalha, pra guerra mais tradicional. Porque a chance de...

Exatamente, né, porque o know-how ali, a chance de vitória passa a ser muito maior.

Estados Unidos não querem isso, pelo risco político, pelas possíveis... Pelas perdas. Pelas perdas militares. Então, contratar um exército mercenário como os curdos, por exemplo, ia ser uma coisa bem legal para os Estados Unidos. Aliás, não seria novo. Os americanos fizeram isso, por exemplo, para combater o Estado Islâmico na Síria e o Iraque. Eles pagaram os curdos para que os curdos lutassem por terra. E, aliás, os curdos foram muito bem sucedidos para derrotar ou para enfraquecer, pelo menos, o Estado Islâmico.

começou a atacar algumas posições curdas, porque de fato havia uma certa mobilização, mas talvez o Mossad e a CIA façam maiores financiamentos para os curdos. E o último ponto que eu queria analisar, até que vem na esteira do que o Batata estava falando para a gente, que foi essa reunião que rolou no final de semana, que o Trump chamou de Shield of America, ou seja, o Escudo da América. Ele convocou 12 líderes latino-americanos, todos eles com uma proximidade ideológica

muito grande, com o governo americano, líderes de direita, então o Milley da Argentina, o Penha do Paraguai, o Noboa do Equador, o Bukele, por exemplo, de El Salvador, o Asfura, recém-eleito também na América Central, para formar uma espécie de coalizão contra o crime organizado. Exatamente, essa foto aí é do Shield of America. Ficou muito marcado que os três países mais populosos da América Latina sequer foram convidados, que é o Brasil, o país mais populoso,

México com seus 120 milhões de pessoas e a Colômbia. México e Colômbia com certeza tem a atuação muito mais forte do narcotráfico no governo do país, não que o Brasil não tem, o Brasil também tem bastante, claro, né? Mas como até o Joel Pavioti já falou com a gente, poxa, no México a coisa é muito mais arraigada e na Colômbia também. O Trump falou nessa reunião que há a possibilidade de intervenção nos países que, segundo eles, são muito lenientes no combate ao crime organizado.

O Naibuquilê tem uma grande parceria com o governo americano. A gente teve operações que foram feitas na semana passada do exército americano no Equador, operações militares descendo ali por terra. O Paraguai também finalizou na semana passada um acordo militar com o governo americano para também combate ao crime organizado. Muito possivelmente o CAST, que é o futuro presidente chileno, já foi até eleito, ele também vai coordenar junto aos Estados Unidos.

E o medo que fica é justamente pelo Brasil. O Brasil, o Mauro Vieira, que é o nosso chanceler,

Telefonou para o Marco Rubio, que é o secretário de Estado dos Estados Unidos, para tentar convencer os Estados Unidos a não colocar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. A alegação do Brasil é a questão de soberania nacional. E aí a gente tem que se ligar aqui, de novo, sem fazer defesa aqui de crime organizado e tal. Obviamente eles têm que ser combatidos com toda a força, é uma atividade criminosa, formam estados paralelos.

bater atividade criminosa nesses países, pelo menos na minha visão. A gente tem o Brasil hoje sendo o maior parceiro comercial da China, o Brasil é um membro dos BRICS, a gente teve recentemente lançado o BRICS Pay, que é um sistema de pagamento instantâneo do BRICS, que vai ser colocado, vai ser divulgado e vai reduzir a dependência do dólar. Os Estados Unidos colocaram como ponto mais estratégico da sua estratégia de segurança nacional que a América Latina tem que ser o quintal dos Estados Unidos de novo e com certeza as eleições brasileiras,

Essa proximidade do Brasil com os BRICS. Até a gente discutiu isso ano passado, a acusação dos Estados Unidos que existiam bases militares chinesas secretas no território brasileiro. Isso, pra mim, me parece muito uma pressão política do governo americano. Lembrando que Lula e Trump ter uma reunião no futuro próximo pra decidir principalmente sobre a utilização ou não das terras raras. Na minha visão, Vilela, o que parece? É, tá fazendo uma pressão pra conseguir algo em troca.

Ando Vermelho e PCC como grupos terroristas. A gente não vai intervir no Brasil se vocês cooperarem reduzindo a relação com os chineses, não querendo desdolarizar a economia do Brasil, se vocês cooperarem com as terras raras. Então, pra mim, parece muito mais um instrumento de pressão política e geopolítica do que exatamente uma tentativa de combate ao crime organizado. Tá certo. Agora é hora de você explicar aquela história lá sobre o restaurante. Sobre o restaurante. É o que vai fazer. Então vamos lá, diretor.

Volte a vinheta do Giro de Notícias. Mande lá, Fernanda. Olha, antes de falar do restaurante, o que vocês vão fazer no restaurante? Eu só queria mostrar uma imagem antes, que é uma tendência que promete viralizar agora como moda. Vocês já ouviram falar em grilos nasal? O quê? Grilos nasal. Grilos. Grilos, não confunda. Ah, de grilos. Eu também, grilos no nariz. Não, gente, dá para colocar essa primeiro?

que está fazendo sucesso lá na América. Ela mora hoje. Ela vendeu essa ideia para uma marca americana e disse que é a mesma marca que a... Como é que ela chama, gente? A do Vini Jr.? A Virginia. A Virginia mandou fazer no dente para usar no carnaval. E olha, promete ser tendência, inclusive aqui no nosso país. É feito ali do tamanho do seu narizinho e as pessoas vão usar na rua.

Rafinha Bassos aí vai gastar bastante metal aí, né? Já viu o tamanho da napa do cara. O Luciano Huck também. Pode custar uma fortuna, porque você vai variando no material. Mas qual a intenção? É só estética? Ou é proteger de... Não. Porque às vezes tropeça e caia de nariz no chão. Também. Pode ser que... Eu vou falar a verdade. Eu achei esse trem bem estranho. Claro. Claro que é estranho. Achei... Olha lá. Mano. É moda, tá? E custa caro.

Ah, deve custar, né? Mas por falar... E tem até um lugar pro gancho lá pra pendurar ele.

Não tem um buraquinho embaixo pra você respirar. É, não, é o mínimo, né? Acho que fica guardando, tipo, num chaveiro, assim, né? É, pode ser. Tem essa alça. Mas a gente tá brincando com uma coisa séria, tá? Porque é uma peça cara agora. Você viu que a Virginia já até mandou fazer pra pôr no dente, da mesma marca. Tá. E tá bombando isso daí. Olha, deixa popularizar mais, aí eu uso isso daí, aqui no programa. Geralmente o pessoal usa no dente.

No dente? É, grills de dente. Tipo, coloca um ouro no dente, assim. Ah, e você falando que bigota não sabia nada.

ter pesquisado no Google isso. Sério? Oi? Não, eu não tenho, eu não tenho. Geralmente quem usa é cantor assim, de trap, punk. A galera usa assim no dente. É tipo uma joia no dente. Tá vendo agora que é no nariz. Olha aí. É cara essa de dente? Eu nunca pesquisei os valores, né? Mas eu acho, eu julgo que seja. Eu julgo que seja. Começa a partir de 20 mil, segundo o nosso amigo Santa aí. Então é essa do nariz com sumilhão, porque... Bom, gente, o que eu queria falar pra vocês é o seguinte.

disseram que em restaurante vocês vão... Pra comer. Pra comer. Será? Porque um restaurante, gente, que olha, inclusive recebe um bom valor, não é pelo prato de comida. Não é. Vocês vão ficar passados agora. Esse restaurante é em Nagoya, no Japão. Os clientes pagam, gente, literalmente, sabe pra quê? Pra apanhar. Não é brincadeira. Você vai lá, mas come também, pelo menos? Você pode até comer, mas olha, faz fila na

porta a ponto, inclusive, do restaurante, tá pensando em suspender o serviço, porque acabou viralizando no mundo todo e agora as filas são homéricas e a gente tem um vídeo pra mostrar que isso é verdade, né? Tá. Vamos acompanhar lá, gente. Você pode fazer isso depois da refeição. Ah, que bacana, pra descer a comida, né? É. Começou como uma brincadeira e agora homens e mulheres ficam aí horas e horas na fila simplesmente pra cuidar.

da comida que apanha ou não? Não, não. Faz parte do cardápio mesmo. Cara, eu vi esses dias também um cara brigando com garçom e saindo na porrada com garçom aqui no Brasil. De graça, né? Nem precisou pagar. De graça. É isso aí. Um tapa ou um beijo, né? Um tapa ou um beijo. Um tapa ou um beijo. Obrigado demais, Fernanda e Marcílio. Aí passem redes sociais porque a gente vai pra crônica do final do programa, né? Falando a real que o pessoal elogiou demais da semana

passada e eu quero ver qual vai ser o tema dessa semana, se não me engano, é futebol. Olha, que legal. Obrigada, Vilela. Obrigada, meu amigo. Obrigada, Marcílio. Obrigada, meninos. E obrigada a vocês aí. E não esqueçam, é... Arroba Fernanda Comora. Um beijo pra vocês e até semana que vem. Bom, gente, também agradeço aqui a presença de vocês, né? Junto com a Vilela, com a Fernanda. Pra quem quiser me seguir aí no Instagram, arroba prof.

Andanane Ricardo Marcílio. Mais o meu canal principal, com certeza, é o YouTube. Vídeos ali diários. Professor Ricardo Marcílio. Tamo junto e até semana que vem.

É isso aí. E para provar que chegou até o final, escrevam aí Índia campeã nos comentários. Aí você prova que chegou até o final desse jornal dessa semana. Então roda a vinheta e vamos para a crônica da semana. Até mais! No mesmo fim de semana, o futebol brasileiro revelou quatro tipos de gente. A que perde agradece, a que perde agride, a que vence e honra, e a que, mesmo na festa, escolhe incluir. E talvez essa seja uma das verdades mais profundas sobre o esporte.

nunca fala só de bola. Ele fala de alma, ele fala de coração humano, ele fala daquilo que aparece quando a pressão aperta de um jeito, que o que tá dentro vem à tona. Vamos começar pelo interior de São Paulo. Uma cidade pequena, um clube pequeno, um orçamento pequeno. Novo Horizontino chegou à final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras. Só isso já parecia improvável. Mas eles chegaram, competiram, lutaram, não se apequenaram diante dali de um gigante. Perderam o título.

E foi justamente ali, na derrota, que apareceu uma das imagens mais bonitas desse final de semana. Um jogador atravessou o campo de joelhos. Não em revolta, em gratidão. Gratidão pela campanha, pela oportunidade, pelo caminho, por ter vivido algo que quase ninguém imaginava. Porque tem derrota que diminui, mas tem derrota que revela grandeza. Tem gente que só agradece quando a vida entrega exatamente aquilo que pediu.

terminou do jeito que ele não sonhava. Agora vamos pra Minas. Cruzeiro e Atlético. Final, clássico cheio, Mineirão lotado e no final o futebol sumiu. Entraram os empurrões, socos, chutes, confusão generalizada. 23 expulsões. Um recorde. Mais um daqueles recordes que não revelam força. Revelam miséria emocional. Jogadores brigando ali diante dos torcedores, famílias, crianças. E aí depois o Hulk pediu desculpas e fez bem, inclusive. Porque aquilo não foi coragem. Não foi raça.

competitividade. Foi falta de domínio próprio. E isso diz muito, mas muito sobre o nosso tempo. A gente desaprendeu a perder. A gente desaprendeu a ser contrariado. A gente desaprendeu que força sem domínio próprio é só fraqueza fazendo barulho. Agora vamos pro Rio de Janeiro. Flamengo campeão, Maracanã em festa. Mas no meio da comemoração, a torcida começou a cantar um nome que dizia mais do que o placar. Felipe Luiz. E aquilo não era só homenagem, gente. Era a memória se recusando

a ser ingrata. Era uma multidão dizendo em coro que nem todo mundo vai ser tratado como descartável. Num tempo que usa pessoas enquanto elas dão resultados e que se esquecem quando elas deixam de ser úteis, honrar alguém é um jeito de resistir à lógica fria do desempenho. Honrar quem construiu, quem serviu, honrar quem deixou marca. Mas houve ainda uma quarta e última cena, no Pará. O Pai Sandu conquistou mais um título estadual. Festa, troféu levantado,

arquibancada em êxtase. E no meio da celebração, os jogadores chamaram um torcedor com deficiência pra levantar a taça com eles. Um gesto simples, mas profundamente humano. Como quem dissesse, sem pisar de discurso, essa vitória também é sua. Num país em que tanta gente ainda é empurrada pra invisibilidade, aquele gesto ali devolveu lugar, pertencimento, dignidade. Percebe o contraste? Em São Paulo, gratidão na derrota. Em Minas, violência diante da frustração.

No Rio, honra em meio à vitória. No Pará, inclusão no momento da conquista. Gratidão, violência, honra, inclusão. Quatro cenas, quatro reações humanas, quatro maneiras de mostrar o que existe dentro da gente. Porque no fundo, o futebol não revela só quem joga, ele revela quem nós somos. E isso vale pra tudo. Vale pra vida, pro trabalho, vale pra política, pra fé, pras ações mais cotidianas.

a gente mostra quem é, no jeito como a gente reage, quando a gente perde espaço, quando a gente é frustrado, quando a gente recebe aplauso e quando alguém do lado merece ser reconhecido. Às vezes, um campo de futebol vira quase uma parábola da vida, um espelho, um palco onde o coração se revela. E a pergunta que fica não é sobre quem ganhou o campeonato, é sobre

sobre quem continua humano quando perde, quando vence e quando recebe poder nas mãos. Porque no fim, mais importante do que o placar que a vida te entrega é a pessoa que você se torna enquanto você joga. E aí não sobra a pergunta. Quando a vida te frustra, quando a vida te exalta, quando a vida te dá palco, quem é que você, você decide ser?

E se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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