1782 - RAIO X DA GUERRA IRÃ X EUA: JULIO (SALA DE GUERRA) E ALINE SZEWKIES
ALINE SZEWKIES é YouTuber e guia turística em Israel, e JÚLIO CÉSAR GUEDES é historiador e do canal Sala de Guerra. Eles vão bater um papo sobre as minúcias da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O Vilela está confuso, e perguntou: “a guerra já começou ou irã acontecer ainda?”.
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Terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Bilela e está começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do seu anfitrião que vos fala. Você me traz pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais belicista do que a minha e do que a sua. Eu não vou nem perguntar o que é belicista para o nosso amigo Bigoda, porque agora mesmo ele não sabia o que era um pônei.
É verdade. A gente falou pônei, falou o que é pônei. Aí ele falou, não, pônei eu sei, eu achei que ele estava falando de pólen. Ele não sabia o que era pólen.
Eu não sei o que é pior. Eu acho que ele não sabe o que é pólen. Não sabe o que é pólen. E bélico, o que é bélico? Bélico é relacionado à arma. Beleza. Beleza, né? O belo. O belo é bélico. É. Balinha sete belo também, né? Balinha sete belo, muito bem lembrado, cara. O pessoal fala de munição para belo, é o quê? É semi-bonito. Semi-belo. Exato. Vamos falar de muita coisa. Hoje é o dia de a gente falar com a Aline
direto lá de Israel, que ela vai dar qual que é a percepção dela da guerra lá direto, né? Verdade. O olho do furacão e falar com o Júlio aqui, que sabe tudo de armamento, de táticas de guerra. Então hoje, diferentemente do dia que a gente falou com o professor Roque, ou com o Daniel, ou com o Lamartine, que foi a parte mais espiritual e apocalíptica da coisa, hoje a gente vai, não vai fazer previsões, a gente vai falar o mapa da guerra, o tabuleiro
se movimentando de tudo que aconteceu e tá acontecendo agora, né? Pois é. Porque quais são os portas-aviões, quais são os mísseis usados, o alcance, agora tem esse de fragmentação que a gente tá vendo agora, que despejaram em Jerusalém, parece que acabaram de mandar um agora também, né? Um recente, eu vi agora o vídeo, mandei pra você também. A gente também vê com ele se ele consegue diferenciar o que é IA, inteligência artificial, e não é, porque a gente... Eu vi um tapete voador atirando... Eu vi também, ó.
Esquadrão Aladim. Eu falei, eu acho que é IA isso, hein? Eu acreditei, viu? Eu acreditei. Esquadrão Aladim aí. Exato. Sabe como que eu descobri que era IA? O cara atira de muito perto e não explode o avião, cara. Então, tá vendo? Você vê que o conhecimento de armamento faz a diferença. Eu vi hoje o Esquadrão Aladim abatendo um Apache, cara. Helicóptero. Eu falei, caramba, cara. Até nisso os caras tá tendo. Os caras tão muito evoluídos. Arma secreta. O Homer, como que o pessoal vai participar?
pra hoje, precisamos muito de dúvidas da galera do chat. Já começa já deixando aí o seu like, se inscrevendo no canal, torne-se membro aí pra você ter acesso às regalias de membro e compartilhe esse vídeo também com a sua patotinha e prepara a sua pergunta que aquela supimpa vai pra mesa, beleza? Eu já comentei com você em outras lives que sua voz está afinando, estou preocupado com isso. Tá, cara, tá. Hoje é o quê? Qual é o problema?
Cara, eu coloquei uma calça que tá meio apertada aqui, eu acho que eu tomei o Alazezeg Camargo aqui, cara,
Quando eu venho com uma calça um pouquinho mais folgada, a minha voz fica um pouquinho mais grave, mas quando eu fico com uma calça mais apertadinha, assim... Talvez a calça esteja igual. É você que está engordando, talvez. Pode ser também, viu, cara? 105 quilos, né? É, a Fabi pede pizza pra gente, né? É, isso complica. Então, vamos já, já manda a sua pergunta. Quero falar com você aí de casa também, ó. Quem aqui quer ser milionário, Homer?
Eu quero, você quer todo mundo. Agora você tem sua chance toda semana com um novo parceiro.
O PIX do Milhão, que é o maior clube de benefícios do país, com várias premiações toda semana. Prêmio de 20 mil na hora com o Achou Raspou Epix. E durante a semana, sorteios pela Loteria Federal, que dão prêmios de 40 mil reais, 100 mil reais e até 1 milhão de reais. É só comprar os pontos e torcer. Quanto mais pontos, comprar mais números para concorrer do sorteio. É tudo bem simples e legalizado pela SUSEP. Vai na fé e na responsabilidade.
de ficar milionário, hein? Vai no link da descrição, cadastre-se e compre seus pontos para concorrer. Mas é só para quem tem mais de 18 anos, ou seja, o bigode não pode. O bigode não pode, viu? Bigode aí, dá não. Não, ele tem 20, mas tem cabecinha de 18, né? É, eu acho que ele vai até falar, cara, o que é isso? É, o que é isso? O que é essa maioridade? O que é Pix? É aquela brincadeira? Pix esconde? Quero também agradecer a nossa parcerona de longa data. Estamos na Semana do Consumidor da Insider.
A hora é agora. E o meu cupom inteligência dá até 50% off. Quanto? 50% off. Olha, o gerente ficou louco. Juntando com os descontos do site pode chegar até 50% off. Então fica ligado. O link é na descrição. QR Code na tela. Vou dar as minhas boas-vindas aos convidados de hoje. Primeiro, Júlio, que está aqui presencial. Tua câmera aquela. Dá um oi para o pessoal. Se apresenta. Muito obrigado por mais um convite para estar aqui no Inteligência. E eu sou o Júlio César Guedes.
Sala de Guerra. Caso você não conheça Sala de Guerra, só colocar na busca ali. Você vai achar. E a gente fala sobre história militar, cara. A gente fala sobre história... Posso falar? Vou te fazer a propaganda. É um canal fantástico. Já acompanhava ele antes de vir aqui ao canal. Cada vídeo é... Cara, você pega um aspecto da guerra e destrincha. Faz vídeos mais gerais e depois vídeos bem específicos de batalhas, de armamento. É incrível.
Recomendo todo mundo que saia daqui e se inscreva no canal, se ainda não for inscrito. Faça isso.
está com oitocentos e cinquenta e tantos mil, não me lembro mais. Vamos chegar em um milhão, então. Vamos chegar em um milhão rápido. Vamos tentar fazer isso logo. E se você gosta desses assuntos, eu te dou as boas-vindas à Sala de Guerra, para a gente poder discutir sobre isso, para a gente poder te manter informado e escarafunchar o passado aí em busca de temas bem interessantes. A gente, inclusive, agora, Vila, ela está lançando a primeira turma do nosso segundo curso, que é o curso de... Lembra que eu fiz o lançamento do curso
estratégia tática no mapa da Europa na Segunda Guerra Mundial, no qual a gente analisa o conflito do começo ao fim, primeiro ao último dia, através de mapas. Que mapas são esses? São os mapas que são utilizados pela Academia Militar de West Point nos Estados Unidos. Ou seja, você vai estudar como se você fosse um cadete da Academia Militar de West Point, que é a que prepara os oficiais do Exército dos Estados Unidos. Então, esse é um material que, inclusive, não existe nem inglês disponível aí na internet, mas a gente está disponibilizando,
Eu já fiz o primeiro curso, foi um grande sucesso. E agora a gente deu sequência com o curso da Guerra do Pacífico, cara. Que eu acho que vai sanar a dúvida de muita gente, porque é muito complicado você localizar no mapa aquelas ilhazinhas que o cara fala assim, a Batalha de Peleliu, a Batalha do Cabo Glausester. Onde que fica isso? Mesmo assistindo a série The Pacific. Eu fui depois no mapa para tentar achar as ilhazinhas que eles falam lá. E por que aquela ilhazinha e não a outra que está do lado?
Era muita ilha. São centenas de ilhas, né? São centenas de ilhas. Só as Filipinas, cara, são o quê? São 7 mil ilhas? O quê? São milhares de ilhas? É, 700 ou 7 mil? Acho que são 7 mil ilhas. O Homer veio aí. Filipinas. 7 mil ou 700, cara. Mas é muita ilha no final das contas. E aí a gente está com um desconto exclusivo para o pessoal do Inteligência, tá? Estamos dando 10% de desconto na matrícula para o pessoal que está assistindo aqui o episódio. E o link, creio eu, já está na descrição, né?
E vamos colocar também no chat, por favor, e deixar depois um comentário fixado, tá? Sim, só para contextualizar aqui, a informação é de 7.641 ilhas. Só na Filipinas. É muita ilha. E esse livro aqui? Cara, esse é meu livro que eu lancei ano passado. É o resultado de uns 5 anos de uma pesquisa minha sobre a criação e desenvolvimento das bombardeiras
Vamos fazer um programa.
forma não inclusiva. A pessoa que não tem iniciação científica naquela área, ela se sente um pouquinho alheia, do lado de fora, não consegue entender bem. E aqui eu busquei ser bem didático para você entender quem foram os protagonistas, quem tomou as decisões, por que as decisões foram tomadas daquela maneira, ou seja, por que Nagasaki, por que Hiroshima foram escolhidas como alvo? E não foram, né? Inicialmente era outra cidade. Era outra cidade, justamente. Eu menciono isso aqui.
que era Kyoto e Hiroshima. Posteriormente, Kyoto foi riscado da lista e foi inserido em Hiroshima. Mas existiam outras cidades. No caso da segunda missão, que nem era para Nagasaki, era para Kokura, não era para Nagasaki. E aí, por causa do tempo ruim, né? Por causa do tempo ruim em cima do primeiro alvo, foram para o segundo alvo. Então, tudo isso está descrito aqui para você. E esse livro, O Átomo Como Arma, você consegue encontrar lá no Amazon.
Você consegue encontrar também na loja da WeClap. Mas, se você quiser o seu exemplar autografado,
autografado, com dedicatória para você, você pode mandar um e-mail para saladeguerra.com, que é o e-mail que eu atendo lá no canal. E aí você me manda seu CEP, que eu calculo o frete para te mandar o exemplar autografado. Se você quiser, sem autógrafo, você pode comprar direto no Amazon. Você vai achar lá, só buscar o átomo como arma. Fechou. Esse fica para mim, não vai pegar de novo aqui. Irei lê-lo e agora vamos dar as boas-vindas. Aline, eu quero só avisar você, para você ir bloqueando todo mundo
falando do meu cabelo. O pessoal tá falando que você tá de capacete novo. Falando que eu sou o Luiz Airão? Não entendi essa. Bloqueia todo mundo. Não deixem fazer chacota com o meu cabelo, tá? Ele está crescendo e eu estou cultivando ele pra ficar grandão. Ah, é? Fazer um coque. Olha! Coque samurai vai virar vegano. Coque samurai não dá, né? Aline, seja bem-vinda, Aline. A Aline avisou a gente que fica com a gente a menos que toque a sirene e ela tem que sair e a gente tem que entender e a gente
irá atender, porque você está numa zona de guerra, Aline, seja bem-vinda. Shalom, shalom pessoal, pois é, eu falei com vocês, eu estou ao vivo aqui de Jerusalém, eu não estou no Brasil, por isso eu estou aqui online, mas a gente vai falar justamente da guerra que está acontecendo e eu estou na guerra nesse momento, não obviamente no front, mas eu estou aqui em Jerusalém e tocaram muitas sirenes desde agora o 28 de
aqui com o meu celular sempre do lado, ele tá carregando, mas eu tô com o meu celular, se começa a tocar sirene no celular ou do lado de fora, eu vou ter que sair, porque eu tenho que pegar meus filhos pra levar pro bunker também, aqui é de noite, as crianças tão dormindo, então é dois em um, vivendo a guerra e comentando dela. Eu tive aí, eu passei por essa experiência das sirenes, e no aplicativo você vê o quanto tempo, né, você tem pra ir até o bunker.
Obrigado. Me explica, me fala se eu estou falando errado, me corrija. Eles sabem mais ou menos, eles sabem de onde partiu e quanto tempo vai demorar para atingir ou Tel Aviv ou Jerusalém ou a região que você está, não é? Exatamente, cada região tem um tempo diferente, mas a gente sempre sabe os nossos tempos. Aqui em Jerusalém são sempre 90 segundos, então no momento que começa o alarme, eu tenho 90 segundos para chegar no bunker e trancar ele.
Mísseis estão vindos do Irã, que é extremamente distante e não de lugares franteriços como Líbano e Gaza. A diferença é que o míssel está vindo tão de longe, o exército de Israel consegue saber que o míssel está vindo bem mais que 90 segundos antes. Então, o que acontece agora nesse conflito é que a gente recebe um pré-aviso. Então, a gente recebe um pré-aviso que o celular faz...
minutos, tem que ficar ao lado do bunker, ficar próximo a um local seguro, e aí o míssel vai vindo, e quando ele vai vindo, Israel sabe melhor exatamente onde ele vai cair, então quando o míssel é lançado, o aviso dado para uma área muito grande, conforme ele vai se aproximando, eles vão sabendo melhor onde vai cair, onde deveria cair para onde ele foi lançado, e aí as sirenes tocam só no local específico, e aí nesse local específico, dependendo do lugar onde está, aqui em Jerusalém são 90 segundos,
Então, essa é a nossa realidade. O pessoal tá falando que tá uma diferença, depois a altura das vozes, tá? Que a dela tá mais alta que a nossa, então dá uma regulada aí, tá, Romero? Eu queria pedir a ajuda do Júlio, porque eu vi o... Assistiu Casa de Dinamite, aquele filme do Netflix? Casa de Dinamite. Eu não vi esse filme. Cara, e lá eu consegui entender melhor o que a Aline tá falando. Quando se lança um míssil, e lá acontece isso, lançaram um míssil pros Estados Unidos, a princípio a área é muito grande.
Eles não sabem onde pode atingir. A partir do momento que ele vai chegando perto,
cada vez reduzindo mais. Explica por que é assim. É uma medida de triangulação. Você faz isso por radar e diversos tipos de sensores. Um místil pode ter uma alteração no curso dele, dependendo se isso pode ser planejado ou isso pode ser, digamos, hoje, uma alteração feita pelo próprio místil. Ele tem uma inteligência dentro dele? Os mais novos são capazes de se orientar.
orientar. Não quer dizer que ele vai selecionar um alvo independentemente, mas ele pode se orientar. A diferenciação mais básica que a gente faz, Vilela, de míssil pra foguete é essa. Um foguete, ele não tem um direcionamento. O míssil, ele pode ser direcionado. Tanto você pode direcionar ele com as aletas do final dele, são quatro geralmente, ou pelo próprio bocal. A gente chama isso de empuxo vetorado. O bocal dele pode
se mover também para poder modificar a direção. Mas vamos dizer, se você tem, por exemplo, três leituras do mesmo foguete, do mesmo míssil, três leituras. O que significa isso? Uma, duas, três. Significa que você tem três pontos registrados dele em três momentos de tempo diferentes. Uma, duas, três. Você fez um vetor. Você vetorou o foguete. Um, dois, três, eu já sei que é uma linha, então eu posso excluir essa área e essa área.
vai para esse lugar aqui. Se eu vetorei um, dois, três para cá, eu posso excluir para cá. É isso que ela está falando, que para Jerusalém são 90 segundos se, por exemplo, o míssil é localizado a partir do sul do Líbano ou de Gaza. É muito próximo. E no caso de Gaza e boa parte do Líbano, não são nem mísseis, são foguetes mesmo. A distância é tão curta que o cara lança aquilo com...
Mais ou menos um direcionamento. Vira a rampa para onde ele quer que atinja. Por isso que esses mísseis e foguetes, normalmente, eles atingem uma casa, atingem alguma coisa que não é um alvo militar. A precisão desses foguetes do Hamas, do Hezbollah, muitos deles são precisões bem imprecisas, vamos dizer assim. Mas os mísseis do Irã, eles têm um sistema de navegação que é cada vez mais moderno, é cada vez mais preciso.
estão sendo lançados de uma distância tão maior que a triangulação deles é feita com antecipação também muito maior. Então a janela de tempo que ela tem para se abrigar também é, comparativamente, bem maior. É isso que ela está falando. Você sabe, Aline, dizer para a gente a diferença, a janela que você tem de Gaza para o Irã? Então, é 90 segundos independente se é jogado de Gaza, do Líbano ou do Irã. A diferença é justamente pelo que você está falando,
muito mais distante, quando é lançado do Irã, a gente também recebe, além dos 90 segundos, um pré-aviso. Que pode se confirmar ou não, né? O aviso do aplicativo chega com 90 segundos, é isso. Não, não chega quando o míssel sai, pelo que eu entendi, né? Quando o míssel é detectado, não necessariamente é detectado no momento que ele sai, mas no caminho ele é detectado, então, quando ele é detectado, a gente recebe um pré-aviso, em hebraico é atraá,
E esse pré-aviso, então, diz que nos próximos minutos pode haver sirene. Mas a sirene só começa a tocar com os 90 segundos. Eu não sei exatamente por que eles mantiveram esses 90 segundos, porque também de Gaza e também do Líbano é ao mesmo tempo, talvez justamente para padronizar para a população, para todo mundo saber, porque na hora que toca o aviso, a gente não sabe de onde está vindo. Como hoje tocou sirenes em Tel Aviv de mísseis vindos do Irã,
sirenes de mísseis vindos do Líbano. Então, quando toca sirene, a gente não pensa muito, sabe? Eu tenho 90 segundos, vai pro bunker, vai pro lugar seguro. É mecânico, né? É uma resposta mecânica. Eu acho que é por conta disso que você não muda o tempo. É, quando eu tava em Tel Aviv, eu tava no hotel e tinha um na cobertura pra cima e um pra baixo. E aí você vê qual é o mais próximo e vai pra lá. No caso que ela falou do míssil que vem do Irã, você recebe um pré-aviso? Eu vou tentar explicar, assim, o míssil tá tão longe que ainda
você não consegue determinar exatamente a área de impacto. Então você recebe um pré-aviso, por exemplo, o míssil está indo em sua direção, mas eu não sei se ele vai para a área de Jerusalém, se ele vai para a área de Tel Aviv, se ele vai para o sul do país, lá no deserto de Negev, eu não sei. Mas a partir da leitura que é feita, do acompanhamento eletrônico que é feito desse míssil nesses minutos seguintes, aí você consegue determinar, porque eu creio que esse aplicativo soa para o público,
país inteiro, ou ele soa somente para a área que o foguete está... Ele soa para a área, quer dizer, eles não vão tocar o pré-aviso para todo o país, mas é para uma área muito, muito grande, que pode ser de dezenas e dezenas de quilômetros, também tem que lembrar que todo Israel é pequeno, mas assim, pode ser dezenas de quilômetros, e aí quando eles realmente conseguem calcular melhor, aí a sirene é por área, e as áreas realmente são pequenas, só para vocês entenderem, por exemplo,
Jerusalém, que é a capital e a maior cidade do país, tem um milhão de habitantes e Jerusalém é dividida, eu acho que, em cinco, seis áreas. Então, mesmo quando o sirene toca em Jerusalém, não toca em toda a cidade, toca por áreas. Então, por exemplo, eu moro no que se chama Jerusalém Centro. Então, às vezes, pode tocar sirene em Jerusalém Sul ou Jerusalém Leste ou Oeste e não necessariamente onde eu moro. Então, realmente, o sistema, quando ele está nesse período de 90 segundos, esse período realmente mais próximo,
realmente ele é bem, bem mais preciso numa questão de bairros. Pode tocar nesse bairro e não no outro. Mas também a gente tem que lembrar que a sirene toca por precaução. Eu estou também olhando aqui o chat, eu vi o pessoal colocando também o domo de ferro e o domo de ferro. Sim, o que acontece é a sirene, ela é tocada de uma maneira preventiva, mas da mesma maneira são lançados os antimísseis para derrubar os mísseis que estão vindos do Irã ou do Líbano ou de onde for. Então, esses mísseis,
grande maioria são interceptados. Por exemplo, desde o início da guerra, se a gente contar não só agora da guerra do Irã, mas se a gente contar desde o início da guerra, por exemplo, de 2023, desde o massacre do 7 de outubro, ele tocou centenas de vezes a sirene aqui em Jerusalém, e só caiu uma vez aqui em Jerusalém, realmente um foguete caiu em Jerusalém, e graças a Deus foi numa área que não estava, era uma área relativamente aberta de uma estrada, então mesmo que as sirenes toquem,
não quer dizer que vai cair um míssil, mas sim a gente tem que obedecer as instruções por precaução, porque nenhum sistema antiaéreo do mundo é 100%, então mesmo que haja 0,01% de chance de cair um míssil ou de cair um fragmento, a gente tem que se proteger. Aline, vamos falar então do que você sabe, do que você está sentindo aí, o que você tem ouvido das notícias que às vezes não chegam para cá. Desde que começou o conflito,
com o ataque dos Estados Unidos e Israel. Eu não lembro, Júlio, se os Estados Unidos começou, foi em conjunto com Israel. E qual foi o que chegou para vocês aí de recomendações? E Jerusalém já tinha sido atingido antes em outros ataques ou não? Então, muitos mísseis são lançados contra Jerusalém, mas normalmente aqui na cidade não cai. Desde que eu moro aqui, eu moro aqui em Jerusalém,
mora em Israel desde 2009 e em Jerusalém, desde o final de 2011, início de 2012, nunca havia caído nenhum míssil aqui em Jerusalém. Então, realmente, o sistema do domo de ferro funciona. Mas, outra vez, esse conflito que está acontecendo agora, não é que do nada começou uma guerra, como se hoje no Brasil, se hoje no Brasil começasse uma guerra e um conflito, ninguém saberia o que fazer.
de alocar o seguro, como se proteger, quanto tempo tem. Aqui a gente está infelizmente acostumados com essa realidade, principalmente desde 2023. Então, quando começou a guerra, o que aconteceu é primeiro Israel atacou o Irã, logo em seguida também Estados Unidos atacou e no momento que Israel atacou o Irã, a gente recebeu mensagens em todos os celulares de Israel avisando Israel atacou o Irã, se preparem para a retaliação. Em uma palavra mais politicamente
correta e mais bonitinha, mas essa foi a mensagem que a gente recebeu aqui em Israel. Então, no momento que o ataque começou no Irã, a gente já foi avisado que estava começando para todo mundo se programar. Então, isso foi feito justamente dessa maneira para que a população soubesse realmente. Foi uma questão de algumas horas e aí a retaliação começou. E a partir de então, como tem sido a rotina de vocês no dia a dia? Então, quando começou a guerra, foi justamente um sábado e a gente acredita também que o governo
propositalmente no sábado, porque é um dia, no sábado também, pela manhã cedo, quando toda a população ainda estava em casa, ninguém estava a caminho do trabalho, ninguém estava a caminho da escola, quer dizer, estava quase toda a população ainda dentro de casa, e a gente acredita que isso realmente foi feito para proteger a população israelense. Então, quando a gente recebeu o aviso, começou a guerra, e aí Israel ordenou fechar tudo.
Tinha aquela sensação meio, tipo, de lockdown, de corona, só serviço essencial está funcionando,
então, obviamente, os hospitais funcionam, a polícia, o exército, supermercados, tudo que é essencial está funcionando, mas o resto do país todo fechou, inclusive também o sistema de educação. Desde então, a gente já está falando de 28 de fevereiro até hoje, aqui em Israel já é dia 10 de março, a gente já passou da meia-noite aqui, mas desde então as medidas de segurança em Israel já baixaram e o governo já permitiu a reabertura,
de boa parte do país, então a maior parte dos serviços, trabalhos, todo mundo já voltou a trabalhar, desde que no seu trabalho haja um lugar, um bunker, algum local seguro para se proteger, o que continua fechado até o momento é tudo ligado à diversão, cinemas, coisas de estilo, e também o sistema de educação, eu posso dizer que isso é bem importante para a gente, porque eu tenho também dois filhos, eu tenho um filhinho de dois anos e um de quatro, então o sistema
de educação está parado, quer dizer que também é difícil reabrir o país enquanto as crianças ainda estão em casa. Júlio, tem alguma dúvida? Tem essa questão ali, eu achei interessante você falar que o governo optou pelo sábado de manhã, que já é um dia de descanso também, para o povo judeu é um dia de descanso, mas também no meio da semana, no meio da semana não, foi para o começo ali, foi segunda ou terça-feira, eu me lembro que eles admitiram que
anteciparam o ataque por conta da reunião do alto comando iraniano, que foi feita no nível do solo, num térreo, e que Ali Khamenei estaria presente juntamente com o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, ministro da Defesa, todo mundo de importância. E aí Israel tomou essa oportunidade para poder fazer um ataque de altíssimo impacto, para decapitar toda a liderança iraniana, e que esse ataque foi realizado no sábado de manhã
que Ali Khamenei estaria presente.
o seu próprio governo. E a gente vê que esse primeiro ataque focado no Ali Khamenei, que é esse supreme leader, o líder supremo do Irã, que por décadas e décadas gritou morte a Israel, morte aos Estados Unidos. Então, terminar com ele, eliminar ele, foi realmente um ponto muito forte para enfraquecer rapidamente a República Islâmica. E a gente está aqui contando os dias realmente para essa República
E que o Irã volte a ser o país que era até 1979. E o que o pessoal está esperando dessa guerra? Que seja uma guerra breve, pode se arrastar durante meses, até anos? Qual é a percepção do povo? A percepção aqui em Israel é que está muito nas mãos do Trump. E como a gente diz, o Trump é de lua.
Geralmente, ele é uma pessoa muito inesperada. Há poucos dias atrás, ele estava falando que essa guerra podia durar mais de cinco semanas. Hoje, ele declarou, fez uma declaração que a guerra está indo mais rápido do que ele esperava e que os Estados Unidos já conseguiu cumprir a maior parte dos seus objetivos nessa guerra. Então, por um lado, a velocidade, muito do que acontece nessa guerra não depende só de Israel,
principalmente dos Estados Unidos e do Trump. Então tem esse elemento que é um pouco de elemento surpresa. E também tem outro elemento que a gente tem que levar em consideração, que é a República Islâmica vai cair não pelas mãos de Israel e não pelas mãos dos Estados Unidos. Também isso se fala aqui em Israel, quer dizer, tu não derruba uma teocracia do ar com bombas. Quem vai ter que derrubar a própria teocracia islâmica do Irã é o próprio povo do Irã.
esses protestos de milhões de pessoas que saíram nas ruas em janeiro a protestar para pedir o fim do regime e para pedir direitos básicos. Quer dizer, essas pessoas vão ter que sair às ruas mais uma vez e tomar o poder depois que os Estados Unidos e Israel enfraquecerem o regime. Então, essa guerra depende de muitos lados. Depende do próprio governo dos Ayatollahs, depende do Trump e dos Estados Unidos, depende de Israel,
povo do Irã, que também é muito influenciado por outra figura, que é o Pahlavi, que é o príncipe exilado, que a maior parte da população do Irã hoje em dia pede a volta dele como um líder transitório, então ele tem muito poder para influenciar a população do Irã, então são muitos fatores que podem determinar quanto tempo essa guerra vai demorar, e por isso a gente todos os dias, houve opiniões aqui, alguns dizem poucos dias, poucas semanas, realmente a gente não
tem como saber quanto tempo essa guerra vai demorar. A gente tem acompanhado, Aline, muito comentário aqui sobre a guerra financeira que está sendo travada entre Irã e Israel e Estados Unidos. Essa guerra não é nas bolsas de valores não, mas justamente a guerra dos custos. Se diz muito sobre o custo reduzido dos mísseis iranianos e o custo elevado das munições antimísseis israelenses
e norte-americanas. Inclusive, a imprensa destacou muito essa semana os arsenais, os estoques cada vez mais reduzidos dos países do Golfo, principalmente, no tocante a munições antimísseis, que são munições caras e cuja produção não é simplesmente uma questão de adicionar mais um turno e trabalhar 24 horas. É uma questão muito mais complexa, porque envolve uma cadeia de suprimentos muito grande, muitos dos componentes são importados,
inclusive, e os Estados Unidos têm um plano de ampliação já em execução desde o final do ano passado para ampliar a produção desses armamentos, só que o ponto culminante desse plano é 2030, o objetivo deles é fazer essa ampliação até 2030, de tão complexo que é. Ao mesmo tempo, a gente viu essa semana uma redução muito drástica, uma curva bem radical no número
de mísseis que o Irã lançou contra Israel. Ou seja, no primeiro dia foi um número muito grande. Aliás, vê se acha esse gráfico aí. Tem algumas figuras que mostram a quantidade de mísseis lançados dia a dia do Irã. Daily Missile Launch Iran. Aí você vai achar. Hoje mesmo eu vi uma postagem da IDF no X que disse que foram lançados 10 mísseis balísticos contra Israel. Hoje, 10.
Sumo que os 10 foram interceptados. Não deve ter tido impacto hoje. Me corrija se eu estou errado. Mas assim, comparado com o primeiro dia, que se eu não me engano foram 157 ou 170, alguma coisa. Foi tipo isso. O número foi bem grande, mas ele foi reduzindo do segundo para o terceiro dia. Foi uma redução muito grande. Do terceiro para o quarto, mais ainda. E depois meio que afunilou mesmo. Foi assim, 20, 18, 15, 12, 10. Ficou bem reduzido.
desde cinco dias para trás. Já está cerca de 10 a 15 mísseis por dia. Então, como é que vocês enxergam essa questão toda, Aline? Existe uma confiança, vamos dizer, uma confiança inabalável no sistema de defesa aérea do Iron Dome, do David Sling, do Arrow? Ou existe uma preocupação com a manutenção desse sistema no médio e longo prazo?
devido ao custo da reposição desse armamento. Então, como tu falou, tem algumas questões diferentes. Tem a questão econômica e essa guerra está custando bilhões de dólares para Israel. É um valor realmente gigantesco e não é que Israel começou agora uma guerra, está em guerras quase contínuas desde outubro de 2023. Então, realmente, esse é um custo inimaginável para a economia de Israel.
Israel é um país extremamente pequeno. A gente está falando de uma população de, mal e mal, 10 milhões de habitantes. Israel não tem petróleo. Então, é uma economia relativamente pequena, sem ter o petróleo. Então, realmente, isso é um grande problema econômico para Israel. E a gente está sentindo isso também nos nossos bolsos aqui em Israel. A população, a gente está vendo o custo de vida em Israel subir. A gente está vendo os impostos subirem.
E a gente sabe que parte desse dinheiro, sim, está sendo usado para o esforço de guerra.
opção, quer dizer, Israel se parar de investir no exército e parar de se defender, Israel deixa de existir, então é um custo necessário. E se a gente comparar com os Estados Unidos, que é a maior economia do mundo, e se a gente comparar com o Irã, que é um país de 90 milhões de habitantes, quer dizer, literalmente nove vezes o tamanho de Israel em população, e também um país riquíssimo em petróleo. Então, se a gente olhar economicamente, Israel está numa desvantagem clara. Em relação aos mísseis balísticos, quando começou esse conflito?
o Irã tinha um X número de mísseis balísticos e todo o tempo que eles estão lançando esse estoque está diminuindo, mas além de estar diminuindo porque eles estão lançando isso contra Israel e também contra outros 12 países, esses estoques estão diminuindo porque Israel está conseguindo destruir os estoques de mísseis balísticos, fábricas de mísseis balísticos e principalmente os lançadores. Se estima, segundo a IDF, se estima que 75% de todos os lançamentos
mísseis, quer dizer, as bases usadas para lançar os mísseis, 75% foram destruídos por Israel, então realmente a gente está vendo um número reduzido de mísseis, provavelmente por causa disso, e também porque o Irã, no final das contas, não abriu um front só contra Israel, eles estão lançando contra a Arábia Saudita, contra a Síria, contra o Líbano, contra o Catar, contra o Kuwait, quer dizer, contra o Oman também, quer dizer, a gente está vendo até o Azerbaijão, Chipre, o Irã está lançando contra muitos
e isso realmente estão distribuindo esse estoque em muitos países, mas a gente tem que lembrar que a gente está falando de só 10 mísseis, são 10 mísseis balísticos que são capazes de destruir casas inteiras e matar dezenas de pessoas e pegar de uma maneira incorreta. Então, por mais que o número seja reduzido, a gente segue seguindo essas regras estritas de ir para o bunker, de sirenes, de se cuidar, e também porque o Irã agora nos últimos dias tem usado, como se chama isso em português?
Clusters. Os mísseis que são lançados se distribuem. Como isso se chama? Sim, é munição de fragmentação. Ok, muito obrigada. Então, munição de fragmentação está sendo usada, que são munições que eles lançam um míssel e isso se distribui em vários, e assim tu causa um dano muito, muito grande. E imagina que é como se fosse além da explosão do impacto, quer dizer, são várias explosões de impacto, então isso também é extremamente perigoso, porque um míssel desses,
pode causar dezenas, se não centenas de vidas perdidas. E, por isso, sim, as restrições em Israel seguem. Por mais que a vida esteja começando a voltar, sim, muitas das restrições seguem. Aline, eu vou agora começar a fazer uma linha do tempo aqui com o Júlio. E eu sei que os horários são... Quantas horas de diferença? Que horário é aí? Agora é quase uma. Agora é quase uma da manhã. É, aqui são quase oito e aí quase uma.
se você não puder mais, você avisa a gente e qualquer coisa que ele for falando e quiser interferir ou ajudar, é só chamar aqui que a gente tá escutando, tá? Vamos lá, Júlio. Desde o começo dessa guerra, tirando aquela dos 12 dias, né? Sim. Que a gente já falou sobre ela também em outros programas. Isso aí, 2025. Exatamente. Qual foi a estratégia dos Estados Unidos? Com que forças que eles chegaram até lá? E o que tem de apoio?
Qual que é a estratégia? Qual que é esse tabuleiro que foi colocado nessa guerra? O que a gente tem dos dois lados?
lados. É importante a gente ressaltar que, assim, como a Aline falou, eu sempre creio porque, cara, eu não tenho acesso à informação ainda. Pelo fato de ser uma guerra, o que é dito para a gente é apenas uma parcela. Então é o seguinte, essa guerra, muito provavelmente, esse ataque israelense, ele já vem sendo planejado há algum tempo. E com
apoio norte-americano. Não vamos esquecer aqui o seguinte. Embora os dois países estejam agindo em consonância, em parceria, eu creio que o objetivo dos dois não é o mesmo. Também acho. Concordo totalmente. Não é o mesmo. Então você está falando de... Por exemplo, Israel não tem nenhum problema com a China ou de estrangular a China. E eu acho que esse é um dos objetivos dos Estados Unidos. Eu acho que Israel não está com o olho no petróleo.
Em primeira instância, pelo menos não. Mas os Estados Unidos provavelmente estão.
Provavelmente não. O Trump, diferente de outros presidentes, ele fala exatamente o que ele... Ele é meio boca solta. Os outros, não, a gente está lá para instalar a paz. Democracy, freedom. Não, a gente quer o petróleo. Então é o seguinte, ele fez o que fez na Venezuela no começo desse ano e agora ele controla o fornecimento de petróleo venezuelano para o exterior. Nos dois casos, tanto o Irã quanto o Venezuela, vendiam petróleo a um preço bem mais barato para a China. Isso, justamente.
está vendo aí, digamos, uma ação definitiva para fechar mais uma grande torneira de petróleo para a China. São três grandes. De acordo com... Rússia, China e Venezuela. A Rússia, nesse momento, está sendo beneficiada com isso tudo aí. Mas a gente está falando de Venezuela e do Irã como países que têm grandes reservas de petróleo, maiores que as reservas russas, inclusive.
As reservas russas já estão mais para o descendente, até onde eu sei. E o que está acontecendo? Os Estados Unidos agora fechando essa torneira iraniana, ele fecha cerca de 13% do petróleo chinês. 13% do petróleo chinês se fechar a torneira iraniana. Não é pouco. E não quer dizer que vai também estrangular a China e ela não vai ter opções.
Na verdade, a China se torna cada vez mais dependente do petróleo russo com esse tipo de ação. Então, o petróleo russo que está sendo vendido para eles através de... Eu creio que tem um único oleoduto que liga ali, mas eu vou te dizer que boa parte desse petróleo está sendo escoado por via marítima mesmo dos portos do Pacífico para os portos chineses. Então, é uma navegação que passa bem próximo dos territórios de Rússia,
e China, então ela é uma navegação bem segura para os chineses. Não é uma navegação que passa por uma área muito exposta aos norte-americanos, não. E os israelenses, eles têm por objetivo maior, isso que a Aline falou, fazer uma troca de regime no Irã para eliminar a fonte de ameaça que o Irã é desde a Revolução. Desde 79, declaradamente. É uma promessa dos clérigos iranianos.
acabar com Israel. Então, se torna um problema de sobrevivência nacional ali. Então, isso é o que motiva o Israel a tomar essa atitude nesse momento. Aí, eu creio que o que a gente está vendo é a manifestação daquele ditado popular brasileiro de juntar a fome com a vontade de comer. Porque Israel sozinho não teria condições, porque ela falou, isso depende muito do Trump, não tem condição, Israel sozinho não tem condição de fazer,
isso, de levar a cabo essa ação. Então, os governos americanos anteriores... De uma maneira prolongada, talvez um ataque curto. Isso aí o Israel já fez e vem fazendo há diversos anos. Inclusive com ataques pontuais, que são os ataques antipessoal. É tipo matar o chefe do Hamas num quarto dele lá em Teheran. Então, agora Israel tem a possibilidade, viu a possibilidade de realmente fazer o regime
e me colapsar. Mas ele não tem condição de fazer isso sozinho. Por isso que precisa de um apoio norte-americano. Na verdade, os americanos são a principal alavanca disso. Mas a janela de tempo se viabilizou agora por conta dessa sintonia de objetivos dos dois países. Muito embora não sejam os mesmos objetivos, eles encontram o mesmo fim. É isso que eu estou enxergando nesse momento agora.
A guerra, na forma como a gente está vendo agora, e a Aline até pontuou isso, que não se derruba o regime pelo ar, isso é acadêmico. Você não faz uma troca de regime realmente só com bombardeios, só com campanhas aéreas. Isso já foi experimentado diversas vezes e não chega-se ao resultado final somente com a campanha aérea. Por isso os Estados Unidos cunhou aquele termo que a vitória só é atingida com boots on the ground, com botas no chão.
Tem que ter uma força terrestre que vá realmente fazer o mop-up, que vai realmente varrer os restos, vai varrer o que sobra da força inimiga. Porque todo o conceito de batalha norte-americano, ele realmente é baseado na ação aérea. O ar é extremamente importante dentro da doutrina militar norte-americana. Com apoio dos porta-aviões. Pode ser a aviação naval, que é o caso dos porta-aviões,
baseada em terra, que é a própria Força Aérea, nas bases do Golfo ali, nos países, inclusive Israel, porque os F-22 foram enviados para Israel. E também a aviação de longo alcance, que decola dos Estados Unidos ou de bases europeias. Nós estamos falando de B-52, por exemplo, que ontem mesmo foram desviados para bases inglesas e da Inglaterra eles podem fazer ataques a alvos iranianos e depois retornarem. O impressionante é que o B-52 é um avião
80 anos de idade. Pois é. É um avião de 80 anos de idade que vai completar um século. Não tem 80 anos certinho para os caras que estão fazendo a conta precisa aí, não, mas eu arredondei. É um avião de 80 anos de idade. Esse é o 52. E é uma aeronave que, assim, não tem qualquer tipo de capacidade stealth. Não tem. É um avião que chega, é um puta avião gigantesco que vai sobrevoar o alvo e vai lançar uma carga grande de bomba. Grande
vantagem dele é que ele é capaz de lançar armamento de, digamos, baixo grau de sofisticação. Não é uma bomba inteligente, um míssel penetrador. Não. É bomba em grande quantidade. Se você usasse com uma aeronave menor, você não teria o mesmo alcance e você precisaria de mais missões para poder jogar a mesma quantidade. Então, o B-52 é uma aeronave que ainda hoje é insubstituível. Por isso que ele tem 80 anos. Não existe nada melhor do que ele.
Ele já foi remotorizado diversas vezes. Mas o que eu estou ressaltando com o B-52 aqui, cara, é que o B-52 está voando missões em cima do Irã com sete dias de conflito. E, na verdade, acho que foi menos do que isso. As primeiras missões foram voadas até com menos de sete dias de conflito. E o que eu quero dizer com isso aí? Quero dizer que a primeira etapa da doutrina norte-americana de guerra, ela foi cumprida realmente. Que é a tal do estabelecimento de superioridade aérea. Eu queria falar também de uma coisa que ressaltaram,
Eu queria saber a dificuldade, se é o que estão falando. A Aline também deve estar por dentro. Falaram de 200 caças simultâneos em Israel nessa missão. É uma coisa absurda, 200 caças no céu. Em Israel ou de Israel? De Israel. De Israel voando sobre o Irã. Fazer uma missão dessas... Os F-35I, F-35 israelenses, que eles chamam de Adir em Israel.
Apesar de que tem capacidade stealth, quer dizer, são aeronaves que estão voando, pelo que a gente sabe aqui, aparentemente de forma impune, porque estão realizando missões em cima do Irã e nenhuma delas foi abatida. Nenhuma delas foi abatida. Isso porque o Irã tinha uma defesa aérea composta por sistemas de radar e mísseis antiaéreos, baterias antiaéreas, que era considerada atualizada. Não vou dizer a mais sofisticada do mundo, não, mas era considerada atualizada.
voando essas missões em cima do país, sem qualquer tipo de reação séria por parte das defesas antiaéreas, mostra que não só a superioridade aérea foi atingida, quanto a supremacia aérea foi atingida. Superioridade é mais de 50%. Você tem mais de 50%, você tem superioridade aérea. Supremacia, você virtualmente eliminou a resistência aérea inimiga. Ou seja, você realmente até deve ter um aviãozinho voando aqui,
do Yak-130, que foi abatido por um F-35 israelense. Foi o primeiro abate a ar de um F-35 israelense. Então, esse aviãozinho, que é um avião de treinamento avançado, não sei porque estava voando, fazendo o que no ar, mas foi abatido por um míssil de um F-35 israelense. Não, esse aí é o F-15. Esse é o F-15 israelense. F-35i. O Homer, que é um cara que diz que entende de aviação,
Eu tenho dificuldade de encontrar a diferença de um F-35 para um F-15. São 20. E Aline? Aline, vocês viram esses aviões cruzando o céu? Foi alguma coisa visível assim? Então, a gente não está aqui parado olhando para cima para os céus, mas a gente ouve eles constantemente. A gente ouve constantemente o barulho dos aviões passando.
Sim, não é alto assim da casa tremer, mas tu claramente ouve os aviões passando e não é avião comercial, a gente sabe muito bem a diferença de um avião comercial para um avião militar, então também tem que pensar que eu moro em Jerusalém, que é para o leste, que é justamente para a direção do Irã, então quando os caças de Israel saem das bases, não tem bases mais ao leste que Jerusalém, porque já começa a Cisjordânia,
aéreo, não só de cima de Jerusalém, mas da área, e a gente todo tempo está ouvindo os aviões passar de um lado para o outro, se a gente para para tentar ver eles, eu não sei se a gente conseguiria ver muito claramente, eles passam muito rápido, e em alturas normalmente grandes, mas a gente consegue ver eles constantemente, e a gente ouve também, a gente ouve as interceptações também, o Iron Dome a gente ouve, então a gente ouve bastante ação, muito mais do que a gente vê ela, mas a gente ouve o que está acontecendo.
E, Aline, uma coisa que eu percebi é que o país é muito pequeno e que praticamente todo mundo tem na família gente do exército, né? Todo mundo tem que ser vivo. Todo mundo, né? Então, é uma coisa assim, não é uma coisa distante. Todo mundo meio que está dentro da guerra, né? Pelo fato da família, está. Então, o serviço militar em Israel é obrigatório tanto para homens como para mulheres, dados alguns asteriscos. Então, se a gente está entrando bastante em assuntos militares, vamos colocar os asteriscos.
Judeus são obrigados a servir no exército. Árabes, drusos, os homens são obrigados a servir no exército, mas as mulheres são isentas. Muçulmanos e cristãos servem se querem no exército. E também judeus ultra-ortodoxos também servem só se querem. Então a gente tem aqui algumas pequenas populações de Israel que não são 100% obrigadas, mas a gente sim vê que a maioria, a grande maioria de Israel sim serve no exército. E isso é uma...
é uma realidade do nosso dia a dia. Então, por exemplo, meu marido também. Meu marido é reservista do Exército de Israel. Meu marido serviu principalmente na guerra que aconteceu com o Líbano e com Gaza de 2023 a 2025. Ele serviu a maior parte de dois anos. Dessa vez, pela primeira vez, eu posso dizer que meu marido não foi chamado nessa rodada. Mas também essa rodada é um pouco diferente, porque meu marido é da infantaria. E se a gente fala desse conflito no momento, quem está bem ocupado realmente é a força
aérea de Israel, mas sim, quer dizer, do caminho aqui na rua, dos nossos amigos, das famílias, quer dizer, todo mundo tem familiares do exército, participou do exército, é uma realidade cotidiana aqui da maior parte da população. Infelizmente, é a parte do nosso cotidiano que a gente tem que se proteger e por isso precisa de um exército muito grande. Vamos aproveitar que a Lini está aí, ô Romer, passa umas perguntas para ela que o pessoal está com dúvidas aí. Vamos lá. A primeira pergunta aqui é da Carla Nogueira,
Ela está perguntando se quem mora em Israel está sentindo que realmente o país está em guerra total ou se vocês conseguem viver o dia a dia de uma maneira comum, mesmo com as defesas. Então, depende muito de onde no país a pessoa se encontra. Então, por exemplo, para quem está na região do Negev, tem lugares que não tocou sirene desde o 28 de fevereiro. Tem lugares como a Ilot, que é ao lado de Ilot, que tocou uma sirene. Então, tem lugares que praticamente,
não sentem essa realidade, não ouvem os aviões, não tem interceptações, não é uma realidade intensa. Tem lugares que sim, principalmente o pessoal que mora no extremo norte de Israel, na fronteira com o Líbano, porque eles estão sendo agora bombardeados tanto pelo Irã como pelo Hezbollah, tanto com foguetes, como mísseis balísticos, como cluster também que a gente falou, e também com drones, estão vendo ataques de drones diários do Líbano.
Líbano para Israel, inclusive, enquanto vocês estavam conversando, eu estava aqui conferindo os alarmes que estão acontecendo e tocaram alarmes de drones vindos do Líbano, então, por exemplo, o pessoal que mora no norte, realmente, a vida está parada, porque aquela coisa, assim, literalmente, o que a gente ouve de amigos nossos que moram lá, assim, a pergunta é, eu vou tomar banho agora ou não? Porque se tocar sirene, se eu vou agora começar a cozinhar, quer dizer, vale a pena sair do bunker, se vai
só daqui cinco minutos a sirene de novo, é uma realidade que todo o tempo, quando tu tá nesse sirene, vai, vem, vai, vem, é uma realidade muito intensa. Aqui em Jerusalém, não é que nada aconteceu, mas é assim, a média ou talvez abaixo da média das sirenes do centro e do norte do país. Fala, Romer. A Renata Farias, ela perguntou, com tantos ataques de tantas nações, se vocês conseguem uma projeção de quanto tempo vocês ainda conseguem ter autonomia,
para se defender. Então, eu não sei te dizer esse número, eu não sei se Israel tem esse número, e mesmo se o exército tiver isso, eu posso te garantir que isso não vai ser divulgado, também porque quando a gente fala de uma guerra, há guerras e guerras, há maneiras diferentes, há guerras se Israel está lutando sozinho contra 10 frontes, ou, por exemplo, nesse caso, que Israel está lutando contra o Irã, mas tem os Estados Unidos ao nosso lado, e também a gente está agora falando de talvez outros personagens,
entrarem nesse conflito diretamente, porque tem muitos países sendo bombardeados pelo Irã, talvez eles também entrem na guerra, então a gente realmente não sabe, mas o que eu posso dizer é que Israel veio para ficar, quer dizer, Israel não tem intenção nenhuma de sair de onde a gente está, quer dizer, Israel não vai desaparecer, mas é realmente um custo psicológico, econômico, físico, também de vidas humanas que estão sendo perdidas, tanto em Israel como fora de Israel, em outros lugares, então realmente
custam muito grande e por isso a gente espera que acabe o mais rápido possível, mas Israel está aqui para ficar. E vai ser mais fácil para o Irã, ou melhor dizendo para o Zé Atolá, se eles aceitarem esse fato. O Camilo Rangel, ele perguntou aqui, como é que as pessoas em Israel estão se preparando em relação a estoque de comida, se vocês estão sendo orientados a esses tipos de coisas, de se abrigar, estoques de comida, racionamento, como que está sendo?
Fala de guerra, as pessoas às vezes imaginam que guerra é um caos total, está tudo fechado, não. Quer dizer, a vida em Israel, tudo que é essencial continua funcionando, o supermercado lá da minha casa está 100% abastecido, quer dizer, a vida no que se fala em questão de abastecimento, gasolina, comida, água, tudo funciona normalmente, não há racionamento de nada, então a gente não tem medo de fome durante a guerra,
nada disso, mas, obviamente, a gente tem a consciência, e também isso com a instrução do governo, é que se tem que ter as coisas em casa para caso de emergência. Então, a gente tem uma prateleira em casa de enlatados, a gente tem água engarrafada, a gente tem as coisas básicas, se for necessário, mas, quer dizer, a gente não está tendo falta de nada e não tem previsão de faltar nada, pelo contrário, agora todos os supermercados estão enchendo os estoques com toda a comida de peça, que está chegando a Páscoa judaica, que é uma alimentação diferente,
então tem também muita comida agora sendo colocada nova nos supermercados, então não há falta de nada. Fala, Romero. O Tiago Barreto perguntou aqui se existe a possibilidade de uma guerra nuclear e se vocês estão preparadas para caso isso aconteça. Eu acho que não tem como se preparar, né, Júlio? Para uma guerra nuclear não tem preparação, né? Aí é uma parte técnica. Tem como aceitar, né? Tem como, sei lá, só ir evacuando, né?
uma preparação psicológica, isso pode acontecer. É porque, cara, guerra nuclear, você teria que envolver outras potências. O Irã não tem armas nucleares até o presente momento. Você teria que envolver Rússia e China para poder ter esse componente aí. O Paquistão não? É, o Paquistão. Embora o Paquistão seja um país muçulmano, ele meio que não representa uma ameaça tão grande quanto os outros três.
pelo menos no espectro que é analisado de forma mais comum, a ameaça nuclear do Paquistão não é tão grande quanto as outras que eu citei aqui. Nem a tal da Coreia do Norte, que tem armas nucleares e está bem longe lá. E é um rogue state, um estado completamente imprevisível, a Coreia do Norte. Mas eu acho que é bem melhor a Aline responder isso, mas é um país tão pequeno, tão pequeno, que qualquer ataque nuclear ali, eu acho que no mínimo, no mínimo, no mínimo,
uma faixa da fronteira até o litoral ficaria inutilizada, dada o escopo dos armamentos nucleares de hoje. Claro que nós não estamos falando de armas de primeira geração, mas das de hoje. Realmente é uma devastação completa. Para um país como Israel é uma devastação completa. Eu acho que até por isso mesmo o país se mantém tão alerta.
essa ação contra o Irã, justamente isso. Vamos lembrar que essa semana foi justamente no começo da guerra ali, o enviado especial americano para o Irã, conversou com os iranianos pouco antes da guerra, ele disse que o representante iraniano assumiu para ele que eles têm cerca de 450 quilos de urânio enriquecido em 60%. Aí, o próprio cara, o próprio
enviado falou assim, isso é o suficiente para 11 bombas. 450 quilos. Eu acho que eles estão usando uma métrica parecida com a massa crítica da Little Boy que usou 50. Então, 11 bombas aproximadamente vão reduzir para 40 quilos. Você conseguiria 11 bombas com esses 450 quilos. Só que 60% de enriquecimento não é suficiente para uma detonação. Você precisa enriquecer ele a no mínimo 85%.
para você conseguir uma detonação. E isso com um projeto de primeira geração que, por natureza, não vai ser otimizado, a não ser que chineses e russos já tenham passado inteligência para os iranianos para poder pular etapas de desenvolvimento, né?
a gente está falando de uma janelinha de alguns meses ou anos, no caso dos iranianos depois da Guerra dos Doze Dias, para atingir a quantidade de enriquecimento necessária. Então é uma ponderação séria a ser feita pelo povo de Israel. Mas eu falei um bocado aqui, eu queria escutar a opinião da Aline agora. Eu concordo com o que tu diz, quer dizer, uma bomba nuclear caindo em Israel seria algo devastador, seria devastador para qualquer país, mas contando,
que Israel é um país extremamente pequeno, isso seria quase talvez o fim de Israel, e esse é justamente um dos motivos porque Israel não pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, e esse é um motivo, um motivo principalmente da guerra que aconteceu no ano passado, em junho de 2025, Israel atacou os Estados Unidos, Israel atacou, desculpa, o Irã justamente com o objetivo de destruir a infraestrutura que eles estavam usando para enriquecer o Urânio,
fabricar essas bombas, e Israel diz, a gente foi forçado a atacar, porque a gente sabia quão próximo eles estavam chegando de ter uma bomba nuclear, era questão de dias ou de semanas, e muita gente duvidou disso, muita gente no mundo diz, não, foi exagero, é uma desculpa de Israel, e agora os próprios iranianos, eles admitiram isso para os Estados Unidos, e realmente é imprescindível que o Irã não tenha uma bomba nuclear, e também às vezes as pessoas perguntam,
mas se Israel tem, os Estados Unidos tem, qual a diferença se o Irã vai ter ou não? A diferença é que Israel tem desde os anos 50 bombas nucleares, Israel tem um monte de bombas nucleares, apesar de oficialmente nunca dizer que tem, Israel tem, e Israel nunca teve intenção de usar isso contra outro país, por mais de todas as guerras que Israel sofreu durante todos esses anos, Israel nunca cogitou jogar uma bomba nuclear em Gaza, no Líbano, na Síria, onde for, e também os Estados Unidos, quer dizer, desde a Segunda Guerra Mundial eles não usam, e é diferente,
porque o Irã disse que eles querem fazer uma bomba nuclear, é prioridade do país, e quando eles estiverem, eles vão usar isso para atacar Israel e Estados Unidos, e por isso, para salvar Israel, para Israel continuar existindo, o Irã não pode ter bomba nuclear, custe o que custar, e infelizmente a gente está vendo o custo que isso está tendo, tanto para o Irã como para Israel. Fale, Homer. Tem uma pergunta aqui da Juliana Vidotto.
Ela perguntou aqui, Aline, fale sobre a guerra ter começado durante a festa de Purim,
como fazer uma correlação deste conflito com a guerra de Gog e Magog, escrita no livro de Apocalipse? Uau! Então, se a gente vai entrar um pouco na questão bíblica também... O que é essa festa de Purim? Explica para a gente. Então, a festa de Purim era uma festa baseada no livro de Esther, que é um dos livros da Bíblia, e esse livro justamente relata a história do povo de Israel que estava exilado na Pérsia, numa cidade chamada Shushan, que hoje em dia é parte do Irã,
O rei, então, o rei Açoeiro, a gente chama ele em português, então o rei Açoeiro, ele é persuadido pelo seu primeiro ministro a exterminar os judeus na Pérsia. E Esther, que era então a rainha, ela era judia, mas ela nunca tinha contado ao seu marido rei que ela era judia. Ela admite suas origens, ela explica para o rei o que estava acontecendo.
de Israel, na Pérsia ele é morto e o povo de Israel se salva, então isso é uma história bíblica e justamente essa história é narrada na Pérsia e justamente a história da salvação do povo de Israel, então há muitas relações com isso e há relações entre o povo da Pérsia e Israel e muitas passagens bíblicas e muitas histórias bíblicas, não só nisso e na sua grande maioria são passagens positivas, o próprio
Ciro da Pérsia, é ele quem permitiu o povo de Israel voltar do exílio da Babilônia. Então, há uma relação aí, a gente está falando de mais de 2.500 anos entre a Pérsia e Israel. A Pérsia era o nome do Irã até 1935. Então, o povo de Israel e o povo iraniano têm relações muito próximas e muito amigáveis. Quando a gente vê, tem mais de 200 mil iranianos morando hoje em dia em Israel. E, além disso, quando a gente vê a diáspora iraniana,
com os israelenses, são relações muito boas, o problema não é o povo do Irã, porque é o povo amigo de Israel historicamente, o problema é os ayatollahs, que inclusive eles não são nem persas, todos eles, Ali Khamenei, que é o ayatollah que foi eliminado agora no início do conflito, e agora o atual líder do Irã também, eles não são persas de origem, eles são iranianos de nacionalidade, mas eles não são persas
de origem étnica e histórica. Então, isso é interessante, porque também Amã, do livro de Esther, ele também não era persa. Quer dizer, ele convence o rei persa a eliminar os judeus, mas ele em si não era persa. Então, aqueles personagens que tentam, tanto na atualidade como no passado, causar essa destruição, eles não são realmente persas. Mas, bom, eu só vou agora falar de Gog Magog rapidamente. Na Bíblia, tanto nas profecias de Ezequiel como nas profecias de Apocalipse,
fala de uma grande batalha que há de vir, a batalha liderada por Gog, da terra de Magog. Magog é a terra que hoje em dia é a região da Rússia, e a gente pode fazer uma análise, eu fiz uma análise no meu canal sobre isso justamente no último domingo, mas a gente sabe que, biblicamente, provavelmente a Rússia é a região de Magog, e essa guerra liderada por Gog, da terra de Magog,
exércitos para lutar contra Israel e justamente um dos exércitos está citado por nome que vão vir atacar Israel, é o exército persa e por isso muita gente pega o que está acontecendo hoje em dia quer dizer o Irã, os seus aliados entre eles Rússia e China, vindo atacar Israel, tentando destruir Israel, muita gente relaciona isso com o Gog Magog, porém se eu posso botar aqui um parênteses, em Apocalipse 20 está escrito que essa batalha vai acontecer
após o milênio. E a pergunta é se a gente já chegou nesse ponto da história ou não. Provavelmente não, né? O pessoal está perguntando se é obrigatório, quando soa o alarme, correr para o bunker ou você pode escolher ir ou não. Então, se você não for para o bunker, ninguém vai fazer nada realmente. Não é que você vai ser preso, você vai tomar uma multa, nada disso. É uma questão de bom senso. Então, se você quer ficar no telhado da sua casa,
filmando as interceptações para postar nas redes sociais, tu pode fazer isso. E não faltam vídeos de Israel, dos israelenses filmando, também de árabes israelenses seguidamente filmando as interceptações ou filmando no deserto do Negev quando caem aias abertas. Então, isso acontece. Mas, sim, o governo tem a intenção de tentar incentivar as pessoas a seguirem as regras. E, por exemplo, uma das coisas que Israel fez é que as praias de Israel estão fechadas. Israel está na costa do mar Mediterrâneo
praias lindas, e já que agora a maior parte da população de Israel está sem trabalhar, e a tendência é muita gente ir pra praia, então, por exemplo, as coisas que Israel fez foi fechar as praias, e se o pessoal tenta lá, o pessoal meio sem noção, ir na praia, abrir as cadeiras, tomar banho de sol, entrar no mar, a polícia chega de xô, xô, xô, as praias estão fechadas, então eles tentam incentivar dessa maneira, não deixem na praia, cinemas fechados, quer dizer, lugares de diversão estão fechados, então, pra incentivar a população realmente
seguir as regras, mas o governo não tem como obrigar as pessoas a entrar no bunker. Ô, Romer, coloca o vídeo do ataque em Jerusalém, daquelas bombas de fragmentação, que chama? Fragmentação. Isso é meio assustador, né, essa imagem, né? Porque você vê aqueles pontinhos, né, do céu. É esse? É, você colocou um outro. É, esses são umas luzes estranhas que apareceram hoje inteira, né? Justamente. Eu vi gente falando que isso aí pode ser algum tipo de instalação,
para a instalação elétrica sendo destruída, tipo uma substração, por conta do tipo de luz. Parece que é aquela luz de transformador que explode. Exato. Então eu vi gente falando isso. Pode ser alguma coisa elétrica, mas não tenho ideia. Isso acabou de acontecer, então ainda não dá para saber o que é. Esse é a defesa de Jerusalém. Defesa de pontos. Não é isso daí, não. São um monte de pontinhos do céu.
e eles vão separando, assim. Sabe, o cluster, cara, o cluster, ou hive, é porque antigamente existia um negócio que a gente chamava de hive munition, que é munição tipo de colmeia, que é munição de fragmentação. A fragmentação, ela vai explodir e vai lançar fragmentos. Ainda se usa o termo fragmentação, porém o cluster, um cluster é um... Você vai imaginar a tradução mais exata? É como se fosse um recipiente
que contém diversos explosivos individuais. Um cluster, é isso. Então é fragmentação, mas na verdade é o que está se chamando mais, de forma mais exata, agora de submunição. Submunitions. Por exemplo, as bombas incendiárias que são usadas. Bombas incendiárias normalmente são casulos. Um cluster, um casulo. E isso é lançado quando você atinge
uma certa altura, ele abre e lá dentro é que estão as pequenas munições, os submunições, que pode ser de napalm, pode ser de fósforo. Isso aí vai explodir numa área bem maior. É o que a gente está vendo hoje com os mísseis iranianos que estão atingindo Israel, com munições cluster. A munição cluster é banida por diversos tratados. São muitos os países, a maioria dos países é signatário desse tratado que bane as munições cluster.
exatamente pelo fato de que elas são especialmente danosas contra alvos moles, ou seja, pessoas, seres humanos. Especialmente as munições incendiárias, as munições de fósforo, elas são muito danosas às pessoas. Então as munições cluster, em geral, são banidas, mas aí vem o Irã até utilizando essas ogivas com munição cluster justamente para ampliar o dano
acerto que é feito no território israelense. E também você acaba dificultando a vida dos sistemas de interceptação. Porque se você, de certa maneira, determina ali, por amostragem mesmo, a altitude média em que uma interceptação é feita, você pode regular a ogiva do míssil para poder explodir antes dessa altitude e dissipar essa munição antes que ele possa ser interceptado. É um
perigo muito grande. Ô, Romer, não achou, né, esse vídeo? Esse eu não achei ainda. Não, depois você acha. Quando eu tiver na pauta eu te aviso aqui. Tá bom. Vamos, então, despedir da Aline com mais uma pergunta aí, que possa ser pra ela e pro Júlio também. Tem alguma... Vamos lá. Tem uma pergunta aqui que o Lucas Tavares, ele perguntou aqui, ó, se existe alguma chance real disso virar alguma guerra nuclear ou se ainda é algo muito improvável. A minha opinião é que isso não vai virar uma
guerra nuclear, porque o Irã não tem capacidade nuclear ainda. Então, o Irã não tem como lançar uma bomba nuclear contra Israel, por mais que eles queiram. E dos países que sim têm capacidade nuclear, eu acho que nenhum país realmente tem interesse que isso aconteça. Quer dizer, Israel não vai lançar uma bomba nuclear contra o Irã, jamais. Outra vez, Israel e o Irã são povos amigos, exceto o governo, mas os povos são amigos.
não vão abrir esse precedente, porque isso sim, se os Estados Unidos lançarem contra o Irã, isso pode causar realmente uma bola de neve, causar uma guerra nuclear total, a terceira guerra mundial, se os Estados Unidos ou Israel lançarem, porque do outro lado, junto ao Irã, tem a Rússia e a China, e as duas têm armas nucleares. Então, eu acho que todo mundo que tem armas nucleares tem noção que não quer que isso
vale ainda mais a guerra, pelo menos não numa proporção como essa, e o Irã, que é o sem noção da história, não tem essa capacidade. E eu digo que o Irã é sem noção porque a gente está realmente vendo o que eles estão fazendo e os ataques que o Irã está fazendo desde o início quase da guerra não faz muito sentido muitas vezes. Eles estão atacando hotéis em Dubai, o aeroporto de Dubai, eles estão atacando países que, em teoria, são aliados deles, como, por exemplo, o Qatar,
O Qatar muitas vezes joga um jogo duplo. O Qatar é amigo dos Estados Unidos, por um lado. Por outro lado, também é amigo do Irã, financiador do Hamas, como também o Irã é. E o Qatar também está sendo atacado. Então, a gente está vendo o Irã jogando, literalmente atirando para tudo que é lado. E isso mostra um pouco também a falta de comando no Irã, no momento que o Ayatollah Khamenei e a liderança do Irã foram todos eliminados
de um dia o Irã saiu um pouco do controle, tem muitos soldados que não sabem o que fazer, tem muitos comandos em paralelo, então tem muitas discussões internas. Isso está causando também realmente uma guerra meio... Tu vê que não tem um objetivo claro, um objetivo central, não é um plano centrado como Israel tem ou como os Estados Unidos relativamente também tem. A gente está vendo que o Irã está atirando para tudo que é lado.
E isso mostra a falta de centralização deles, isso também mostra um pouco do desespero, porque o governo do Irã já estava balançando, mesmo antes dessa guerra com Israel agora acontecer, a gente viu em janeiro milhões de pessoas no Irã saíram nas ruas para protestar contra o governo, em resposta o governo Zayatolás assassinou por volta de 36 mil pessoas no Irã,
8 e no dia 9 de janeiro desse ano. Então o governo já estava balançando um pouco e esse governo que está quase, quase, quase caindo, eles estão desesperados e nesse desespero eles talvez seriam capazes de lançar uma bomba atômica, mas graças a Deus eles não têm. E se Deus quiser também, o governo iraniano, o governo Zayatolaz, a República Islâmica do Irã, vai cair e o Irã vai poder voltar a ser livre, se Deus quiser. E na tua opinião, Júlio, em relação a
A guerra escalar para algo nuclear. Cara, eu acho que muito do que a gente está tão habituado agora a escutar sobre guerra nuclear virou simplesmente conversa. Virou simplesmente papo para preencher e dar view. Porque isso vende, sabe? É um medo que é facilmente escalável também e se explora muito bem esse medo. Mas olha só, para você realmente atingir
cenário de guerra nuclear hoje, você precisa de vencer uma doutrina, ou seja, seu argumento tem que ser forte o suficiente para vencer uma doutrina que é conhecida por MAD. M-A-D. Você lembra que eu já falei isso com você? M-A-D é Mutual Assured Destruction. Destruição mutuamente assegurada. Eu vou correr o risco de ser destruído automaticamente quando eu mando uma bomba ou não? Eu quero correr esse risco? É destruição mutuamente assegurada.
Por quê? Porque os arsenais nucleares podem até terem nascido de nações com concepções de mundos diferentes, como, por exemplo, Estados Unidos, Rússia, China, tudo bem, mas eles obedecem uma doutrina, diretrizes operacionais parecidas. Existe um conceito chamado tria de nuclear, que é a forma que as principais potências usam para poder manter seus arsenais. Tria de nuclear, três coisas.
lançadas por mísseis balísticos intercontinentais, ogivas lançadas por bombardeiros estratégicos B-52, ogivas lançadas por submarinos balísticos nucleares. Então, tríade. Nem todos os países têm a tríade funcional. Poucos, na verdade, que detêm armas nucleares têm, operam. Mas, hoje, todos os sistemas de proteção eletrônica desses países,
seus satélites, suas aeronaves, é tudo regulado para detectar um lançamento de um míssil com uma ogiva nuclear. Porque você vai entender o seguinte, se você detém um arsenal nuclear, você é, obviamente, um alvo prioritário. Você é, obviamente, um alvo prioritário. China sabe que ela é um alvo prioritário para os Estados Unidos. Rússia também acha isso. Estados Unidos também acha isso. Então, eles se comportam de forma parecida.
O que a gente sabe é que a forma dessas três grandes nações de se protegerem é parecida. Eles têm radares, eles têm instrumentos de detecção, sensores em diversos âmbitos, no domínio terrestre, marítimo, aéreo e espacial, para poder detectar atividade nuclear. E você sabe o que acontece quando uma atividade nuclear é detectada?
Respondida. Por quê? É simples. Se você não fizer nada, pode ser seu fim e você não fez nada. Exato. Entendeu? Então, existe a janela de resposta. A janela de resposta, quanto maior ela for, melhor para o país. A janela de resposta norte-americana, ela tem que ser bem grande. A mesma coisa com a janela de resposta russa, a mesma coisa com a janela de resposta chinesa. A janela de resposta é o momento, o intervalo de tempo em que eu detecto o míssil no ar,
tem que ser o mais breve possível após o lançamento do míssil. Para eu poder ter o maior tempo possível de resposta. Ou interceptar. Ou tentar interceptar. O que é difícil. Falaram que é uma agulha no palheiro. E hoje com esses arsenais atingindo níveis tão grandes, além do que os próprios mísseis dificultam muito hoje. A engenharia desses mísseis é tão otimizada para causar dano que uma única
interceptação é muito complicada. Porque no apogeu do voo de um ICBM desse, um míssil balístico intercontinental, ele está na estratosfera. Exato. Ele sai para a estratosfera e depois volta. Ele não volta. Não volta? Ele é... A parte dianteira dele é aberta. A coifa dele é aberta. E lá dentro estão MIRVs. Multiple Independent Reentry Vehicle. Nossa. Veículos de reentrada múltiplos e...
Isso é um pesadelo. Um único míssil pode ter 12 mísseis. Significa o quê? Um único míssil consegue transportar 12 ogivas contra 12 alvos diferentes. E aí, você vai lançar antimíssel contra 12 ogivas de um único míssil? E se você lançar 10 míssil? Faz a conta. Se de repente uma atividade nuclear é detectada, um lançamento de míssil com uma bomba, desculpa, com uma ogiva nuclear é lançada da Rússia ou da China contra os Estados Unidos,
Estados Unidos, qual que vai ser a resposta do comando americano? Vamos sentar, fazer uma comissão e avaliar o grau de periculosidade que nós estamos enfrentando aqui ou vamos responder? Se a janela é curta. A resposta mais provável é vamos responder. Então, utilizar o seu arsenal nuclear no ataque contra uma outra potência, que é isso que configura a Terceira Guerra Mundial. Não é Estados Unidos contra Burkina Faso. Igual Burkina Faso falou na internet. Estamos à disposição do Irã.
Quem são vocês, velho? Ninguém, entendeu? Então, não é isso. É você colocar Estados Unidos contra a Rússia ou contra a China. Então, se um desses países se compromete a utilizar, fazer um ataque nuclear, é bom que eles tenham muita confiança na capacidade deles de fazer essas ogivas chegarem aos alvos e também na capacidade das suas defesas antiaéreas segurarem o contra-ataque. Entendeu? Porque, do contrário, você pode até destruir Nova York.
Mas Moscou vira um pedaço de fumaça. Vai virar só cinzas. Então, é destruição mutuamente assegurada, cara. E para você iniciar esse protocolo, você tem que ter, digamos, um nível de fanatismo ou um nível de loucura ou, sei lá, uma falha muito grande na cadeia de comando, desmoronamento, que é esse o grande medo que os americanos sentem da desestabilização do Putin na Rússia.
e se vir um maluco. Quem vai apertar os botões? Quem vai apertar os botões? Então, eu acho que objetivamente a guerra nuclear é um fantasma que é explorado. É como se fosse uma vaca leiteira que dá leite infinito. Mas eu acho que fora um cenário em que a liderança é outra, em que o contexto é outro e um desses três, uma dessas três nações, esteja se sentindo
Sentindo a ponto de estar em perigo de eliminação mesmo. Você fala assim, vamos destruir a Rússia, o povo russo. Vamos destruir a Rússia. Eu não quero mais russo no mundo. Ou eu não quero mais chineso no mundo. Ou eu não quero mais americano no mundo. Você vai destruir os Estados Unidos? Seu objetivo é esse? Destruir os Estados Unidos. De forma sistemática. Não falando de forma simbólica, não. De forma sistemática. Você pode desatar uma guerra nuclear. Agora, quem vai fazer isso de forma séria? China e Rússia?
Igual ou pior. Pois é. Você achou o vídeo, Romero? Coloca aí para a gente ver, então. Olha lá. Essas luzinhas já... Cada uma delas é uma submunição. E elas, a partir daí, caem meio desordenadas? É. Não existe como. É porque elas não têm propulsão e nem direcionamento. Elas vão cair. Dependendo da altura que você faz a detonação, você pode presumir uma estimativa diária que vai ser afirmada.
Um raio. Mas, na verdade, cada um desses aí não é direcionado. E o que acontece? Destrói uma casa? Destrói um carro? Cara, vai depender da natureza do explosivo. Se isso é explosivo, se isso é incendiário, por exemplo. Pode ser napalme, pode ser fósforo. Se for, por exemplo, napalme. Napalme é gasolina gelatinosa e é feito para queimar durante alguns minutos. Se ele queima durante alguns minutos e são muitos os focos de incêndio, você pode desatar um incêndio muito grande.
Isso vai depender da estrutura que é atingida, isso vai depender de muita coisa. Se for fósforo, a mesma coisa. Se for, por exemplo, cada um daqueles ali contém um pequeno explosivo, cada pequeno explosivo desse vai causar um pequeno dano. Mas, cara, se pega perto de uma criança, se pega perto de uma pessoa, se pega perto, sei lá, de um, vamos supor aí, um poço de gasolina. Quer dizer, não precisa de uma grande explosão para causar um desastre. Você está causando pequenas explosões em uma área muito grande.
Então, a chance de um desses pequenos explosivos atingir ali uma linha de gás, algo inflamável, é considerável. Pois é. Aline, obrigado demais. Se tiver alguma coisa ainda que quer completar dentro do assunto, boa noite para você que já está tarde aí e deixa suas redes sociais também, por favor. Então, pessoal, quem quiser acompanhar mais a nossa realidade aqui em Israel, vocês podem me acompanhar no Israel com Aline em todas as redes sociais, principalmente aqui no YouTube.
mas também no Instagram, TikTok, Facebook, todas as redes sociais devidas, Israel com Aline. Eu quero agradecer aqui também a Inteligência Limitada, toda a equipe, todo mundo que estava aqui hoje realmente por abrir esse espaço para a gente poder contar um pouco mais da nossa realidade, porque o que se vê daqui não se vê de lá, quer dizer, é uma realidade diferente. Eu quero realmente convidar todo mundo a orar pelo bem de todo o Oriente Médio, mas principalmente pelo
povo do Irã que possa se libertar, que possam realmente tirar esse regime opressor que já está sobre eles há 47 anos e quem sabe a gente volta aqui no futuro para contar notícias melhores, a gente realmente espera que esse conflito termine logo e que o Oriente Médio seja um local, com certeza o Oriente Médio vai ser um local mais pacífico depois que o Irã, que é o país número um que financia o terrorismo no mundo, no momento que eles
se o governo cair, realmente, o Oriente Médio vai ser um local muito melhor para Israel, para o Irã e para todo mundo que vive aqui pela vizinhança mesmo. Então, muito obrigada. E a gente se vê na próxima, pessoal. Tá certo. Obrigado, Aline. Espero que a próxima vez que a gente fale não seja assuntos de guerra, porque as últimas interações com a Aline sempre foram esses assuntos. Obrigado demais, Aline. Boa noite, Aline. Boa noite. Boa noite. E também eu fiz a máxima irmã dela, a gente combinou
Recomunou, Homer, que assim que o regime cair lá no Irã, iremos fazer uma viagem para o Irã. Foi uma promessa aqui do programa. Você vai comigo para lá. Bora. Bora, a gente vai filmar tudo lá. Não vou levar o bigoda, porque é capaz dele ser preso lá. E vai perguntar onde fica o Irã. Exato. Ele chega no Irã e fala, o Irã é aqui? É. Exato. Então é melhor não, mas... Agora vamos para uma parte mais técnica, então, Júlio. Eu pedi para separar umas imagens aí do poderio e da grana envolvida, tudo que tem nessa
guerra. São alguns quadros e a gente vai comentando. Coloca o primeiro aí, bigoda, por favor. Isso é a grana, né? É, o orçamento de defesa. E os Estados Unidos, 831 bilhões, pode ser até que seja mais do que isso, que isso é o declarado, né? Tem o black budget também. Exato, tem aqueles projetos secretos, coisas que a gente vai ver daqui a alguns anos aí em ação. Israel, 34.6 bilhões. Irã, 9.
A economia do Irã não permite. Por mais que eles tentem, e eles tentam otimizar de toda forma possível as forças armadas do Irã, a composição delas hoje é claramente um retrato desses quase 47 anos de sanções. Então a economia iraniana é muito restrita. Ela é muito amarrada por conta das sanções. Então eles fazem o que podem com o orçamento reduzido deles. O que é isso aí?
Pessoal ativo é o número de militares na ativa em cada país desse aí.
Então você tem nos Estados Unidos 1.333.030.000. Israel quase 170.000. E o Irã 610.000. Proporcionalmente Israel. É muita gente, né? Porque o Irã é bem maior que Israel e tem menos. Mas o Irã, cara, ele tem uma grande interrogação nesse número total aí. Por quê? Porque o modelo iraniano, o modelo da estrutura militar iraniana,
seia muito em duas cabeças. Uma cabeça é o exército e a outra cabeça é a guarda revolucionária. Uma é para manter o regime. Vamos dizer que uma é tida como a força de defesa territorial tradicional, que é o exército, e a outra é uma força de defesa do regime. É como se você pudesse traçar um paralelo com a Alemanha nazista, que tinha o exército,
que é o Exército Nacional, e tinha a VAF NSS, que era o exército do partido. Então, a VAF NSS, muitas vezes, era mais bem equipada que o Exército Nacional, inclusive. E a gente vê uma similaridade grande entre a estrutura iraniana hoje e aquela que era vista na época do Terceiro Reich. Só que, por que eu falei que existe um incógnito? A incógnita é o seguinte. A Guarda Nacional Revolucionária Iraniana se apoia muito numa milícia popular
Uma milícia que pode conter até um milhão de homens. Até um milhão de homens. Os números vão de 90 mil até um milhão de homens. Como é que varia isso tudo? Porque realmente você não sabe. Porque é uma estrutura que funciona de maneira municipal. Cada município, cada cidadezinha, tem um escritório da BASIS que proporciona treinamento para meninos em idade escolar
Treinamento militar básico. Vamos dizer que é tipo um campo de escoteiro que o cara aprende a ser um guerrilheiro. Aprende a ser um guerreiro. Não um guerrilheiro, mas um guerreiro. Ele vai aprender a atirar, ele vai aprender a lançar uma granada, ele vai aprender a fazer, digamos assim, um ataque com baioneta. Ele vai aprender manobras militares básicas ali e vai prosseguir a vida dele. É como se fosse uma grande reserva. A basista é como se fosse uma grande reserva. E a guarda revolucionária, é importante a gente ver que as forças armadas
armadas iranianas, elas também se parecem muito com as forças armadas chinesas no tocante à nomenclatura, né? Porque lá existe o Exército de Libertação Popular da China, né? E o Exército tem dentro de si, tem a Força Aérea e tem a Marinha. E no Irã também existe o Exército, né? Que tem dentro de si, tem as forças navais, as forças aéreas e as forças de foguetes. A força, a Guarda Revolucionária, ela também tem um componente
um componente naval, um componente aéreo e a Força Quds. Q-U-D-S. A Força Quds. O que é a Força Quds? A Força Quds é as Forças Especiais Iranianas. Lembra que mataram o comandante da Força Quds, o Qassem Soleimani, em 2020? Os caras mataram ele com um drone, eu acho. Estavam no comboio rodoviário e mataram o cara com um drone. Então, por que matar o comandante da Força Quds? Porque a Força Quds é a mais importante força iraniana.
Porque é ela que exporta o regime. É ela que capacita os guerrilheiros, os freedom fighters de diversas nações, como se auto-intitulam. Por exemplo, Hezbollah, Hamas, Routes. Quem treina e arma esse pessoal é a Força Kuds. Então, ela é uma força que não é muito numerosa, mas ela é extremamente capacitada,
extremamente bem treinada, doutrinada. Então ela realmente é o ápice das forças armadas iranianas. A guarda revolucionária tem forças terrestres, como eu falei. Mas enquanto a gente viu 660 mil no total homens, desses 660 mil, a gente tem aproximadamente 400 mil no exército, 200 mil na guarda revolucionária. As forças terrestres da guarda revolucionária,
Elas são divididas em brigadas. E essas brigadas têm uma quantidade muito grande de oficiais em relação a soldados, sargentos-soldados. Por que isso? Porque as brigadas da Guarda Revolucionária são pesadamente apoiadas na milícia, na base. Então, em caso de ação que a Guarda Revolucionária tem que ser convocada para ir para o combate, a força de soldados da Guarda Revolucionária é a milícia.
vai ser armada. Então, o poder combativo dessa milícia não é muito alto, pelo que se apura. Não é muito efetivo. Ela ganha em números. Mas sabe o que a milícia já fez e fez lá nos anos 80, na guerra de Irã e Iraque? Ela realizou ações de onda humana. Onda humana não era visto em grande número desde a Primeira Guerra Mundial. Onda humana é você mandar gente sem qualquer capacitação, normalmente crianças, inclusive,
meninos de 14, 15 anos de idade, contra posições fixas iraquianas, metralhadoras, morteiros, armas de grosso calibre, para poder tentar sobrepujar essas posições apenas com um número, apenas com um grande número de pessoas. Sem qualquer tipo de ressalva, de proteção contra esses inimigos. Não, você simplesmente manda o pessoal partir para cima. Foi isso que a milícia fez lá nos anos 80.
Então, como essa ação das milícias conseguiu conter a ofensiva iraquiana, isso meio que se solidificou no pensamento militar iraniano como algo que pode ser útil no futuro também. Então, eles têm um grande número de pessoas que estão, pelo menos nominalmente, inscritas nessas milícias. Não se sabe, factualmente, se esses meninos vão realmente ser engajados na luta. Todos eles. Qual é a capacidade do regime de forçar,
a convocação desses meninos e realmente colocar eles na linha de frente, tá? Por isso que os números variam tanto. 90 mil, 1 milhão. Mas o incógnito que se tem é a milícia, né? Ela é baseada... A força iraniana, ela é baseada muito nos números até hoje muito misteriosos dessa milícia basista. Aí, em Air Power, né? Aeronaves. Aeronaves, eu acho que nesse momento esse número de 551 aí já não existe mais. Ah, é? É.
Eu acho que não. Até porque eram aeronaves muito antigas, que o Irã vinha fazendo de tudo para manter no ar. Uma característica das Forças Armadas iranianas, particularmente das forças regulares do exército, é a coxa de retalhos, que é composta de uma variedade imensa de modelos diferentes de aeronaves, de tanques, de navios, de tudo. Por quê?
é a Força Aérea do Shah. É a Força Aérea de Reza Pahlavi. Então, é a Força Aérea que ele comprou nos anos 60 e 70. Reza Pahlavi comprou F-4, um avião de caça que os americanos enviaram para o Vietnã. Era o grande avião de caça norte-americano nos anos 60. Comprou em grande quantidade. Foi a primeira aeronave de guerra moderna que o Irã teve. E, posteriormente, uma grande quantidade de F-5 Freedom Fighter. O F-5 foi um...
um projeto que não vingou dentro dos Estados Unidos, mas foi um enorme sucesso de exportação, tanto que até o Brasil utiliza o F-5 até hoje. E, por fim, o Shah conseguiu, com o Richard Nixon, em 1972, algo que nenhuma nação do mundo conseguiu. É um exemplo de como as relações do Irã com os Estados Unidos eram boas no começo dos anos 70,
da Guerra do Vietnã, ele cedeu, deu uma carta branca completa para os iranianos comprarem o que quiserem. Os iranianos tiveram acesso ao F-14 Tomcat, que é o avião do Tom Cruise. Então, o F-14 Tomcat é o caça naval, aquele caça de geometria variável ali, que era considerado a aeronave de interceptação mais poderosa do mundo na época. Nem Israel teve F-14 e o Irã conseguiu 80 F-14, 79 se me falha a memória,
eles não acabam chegando. Mas esses aviões chegaram ali por volta de 1975 no Irã e em 79 houve a Revolução e os F-14, que eram um símbolo da aliança militar entre Estados Unidos e Irã, acabou se tornando um grande trunfo na mão de um regime que é declaradamente inimigo dos Estados Unidos. E aí acontece uma coisa muito curiosa. Os pilotos iranianos de F-14, muitos deles fugiram
país. Outros foram considerados realistas, né? Gente, esse aí vai ficar todo. Bonito, né? Muito. Eles foram considerados aliados da monarquia, né? Monarquistas foram presos, alguns foram mortos, isso em 79. Só que em 80, o Saddam Hussein invadiu o país, invadiu o Irã. O que aconteceu? Tiraram os caras da cadeia, passaram um espanador neles e falaram, pode pilotar de novo, você tá perdoado. O cara tava lá,
Condenado, sabe? Assim, definhando na cadeia. Tiraram ele, limparam os crimes. Colocaram ele aqui. Colocaram ele de novo. Para poder pilotar contra o Iraque, né? E, inclusive, os iranianos são os maiores recordistas de abate com o F-14, né? São os considerados os pilotos mais prolíficos de F-14, são os iranianos. Tem um deles, cara, que é o... Ih, esqueci o nome do cara. Jalil, Jalil, alguma coisa. Que ele... Pessoal, alguém deve lembrar aí o nome.
dele. Tem 11 abates com o F-14. 11 abates. É o maior as do F-14. Aí em termos de tanques, por exemplo, tanques ainda também o Irã detém boa parte do seu arsenal, do antigo arsenal do Shah, que são os tanques M-60 que o Shah tinha comprado e até hoje seguem modernizados, modernizados, modernizados para poder continuar na linha de frente. O Irã tem tanta sanção em cima dele que ele não consegue
comprar de forma continuada um grande número de armamentos, de um único fornecedor. Eles acabam tendo que comprar um lotezinho que apareceu ali de oportunidade, aí traz para o país. Aí, anos depois, de outro país, vem outro lote de oportunidade. Então, acaba que, até no nível de brigada, não existe uniformização de veículos. Não existe uniformização de veículos. Na mesma brigada, eles podem usar, por exemplo, tanque T-72 ou tanque M-60,
ou outros tanques. Eles têm, inclusive, um veículo nacional deles, cuja produção é bem misteriosa. Até o ano passado deveria ter fechado essa produção em 800 veículos, mas ninguém sabe dizer ao certo quantos veículos foram produzidos desse tanque iraniano. Mas, de novo, é um problema muito grande manter um número tão grande de veículos em uso, porque a logística desses veículos é bastante frágil. É bastante frágil no Irã.
Você não tem uma logística... Não, justamente pela escassez de peças. Eles não têm um fornecedor muito certo. E a nacionalização deles só pode ir até certo nível, determinado nível. Além desse nível, eles vão ter que improvisar. E normalmente você improvisa com coisa que não é tão boa quanto a original. Daí você tem a força naval deles, que vem... O Irã tem uma indústria ali que conseguiu colocar uns navios mais modernos,
em operação, mas justamente a força naval iraniana, aí é porta-aviões. O Irã tinha, inclusive, não porta-aviões, mas tinha, se não me engano, um porta-helicópteros e tinha um ou dois porta-drone, que é um navio menor com um flat-top, que é um convés chato, um convés liso como porta-aviões, mas ele é bem menor, só para decolagem de drones.
não tinha nenhum também? Não, o Israel não tem. Não faz parte da estratégia deles? Não, o Israel tem uma marinha defensiva, né? Um porta-aviões é um componente ofensivo por natureza. Então, o problema de Israel são seus inimigos fronteiriços. Então, a prioridade de orçamento é do exército e da força aérea. A marinha sempre foi a terceira força. Vê aí pra gente. É, os submarinos tem, sim. Israel tem submarinos. Olha lá. Israel tem submarinos. Seis submarinos, você vê que também não é um número tão grande assim, mas tem
submarinos. O submarino é essencialmente uma arma de ataque, não é uma arma de defesa. É uma arma que você usa para poder, essencialmente, fazer ofensivas navais contra seu inimigo. Não necessariamente a marinha de guerra do inimigo, mas também a marinha mercante, o que é mais importante ainda. Se seu inimigo, por exemplo, depende muito de importações por mar, você pode fazer um bloqueio naval dele de forma a impedir completamente a chegada dos suprimentos. Foi o que
os americanos fizeram o Japão na Segunda Guerra, depois se tentou implementar em guerras posteriores, mas olha a quantidade de submarinos que o Irã tem, por exemplo, muito maior do que a de Israel. Isso é o seguinte, porque Israel não quer ter submarinos, mas eu creio que não tem dinheiro, está sobrando dinheiro para colocar na Marinha, é bem melhor você equipar a Força Aérea e o Exército, que realmente estão diante de inimigos de forma contínua, do que na Marinha. Pois é. Tem mais algum quadro?
Nuclear Warheads. Ah, é, ogivas nucleares. Então, os Estados Unidos com 3.700, né? Israel, eu já vi até 200, algumas estimativas de 200. Como não é declarado, não dá pra saber, né? Ninguém nunca vai admitir, então não tem como a gente saber ao certo. Pode ter tido 200, pode ter tido 200 em algum tempo. Alguma janela de tempo aí no passado, e hoje pode ter só 90. Porque elas vão perdendo a... Elas vão perdendo a validade. Porque o plutônio, ele tem uma meia-vida,
Na casa de agora, eu não vou lembrar, algumas décadas. O Plutônio tem uma meia-vida de algumas décadas. Então, ele tem que ser renovado, creio eu, a cada 10 anos. Ele tem que ser reciclado a cada 10 anos. Então, se você tiver uma ogiva que não é reciclada, você passa 20 ou 30 anos com essa ogiva, aquele elemento ali, ele vai se degradar, ele vai, na verdade, se transformar em outros elementos. É a capacidade de...
fissão dele vai ser perdida, vai ser bem piorada. Pois é. Foi? Então vamos falar das movimentações desde o início da guerra até agora. Qual foi a estratégia dos três países envolvidos e por que você acha que Irã optou por atacar também países árabes que não estavam na guerra? Sim. Existem duas razões pelas quais o Irã ataca outros países do Golfo Pérsico.
A maior parte desses países são parceiros próximos dos Estados Unidos. Os Estados Unidos, inclusive, são responsáveis grandemente pela defesa dos Emirados Árabes, Catar, Bahrein, essas coisas, porque foram países que foram construídos de forma a se tornarem oásis financeiros, oásis de luxo. E como é que você defende um país desse, pequenininho, que tem muito dinheiro?
Estados Unidos, porque os Estados Unidos vão lá e instalam lá uma bateria anti-mísseis, um radar muito moderno. Aí é melhor ser parceiro deles. Terceirizar, então. Terceirizar essa defesa para os Estados Unidos, até porque tem aquela questão, se me atacarem, estão atacando os Estados Unidos, né? Então ninguém vai querer me atacar. Mas, por outro lado, você tem bases americanas em seu território e isso te faz um alvo para um regime que não tem muito o que perder, entendeu? É aquela questão que eu falei do MED. Se o cara tiver numa onda
falta de juízo, puser um louco no comando, puser um cara sem muita ponderação, ele pode fazer a loucura, pode, mas não normalmente. A primeira razão é atingir os Estados Unidos de maneira sistemática na região. Então, os Estados Unidos têm bases aéreas, bases navais, quartéis generais, depósitos de munição, tudo isso está espalhado naqueles países. A outra razão é o seguinte, você aumentar o custo
O custo geral da guerra é o custo da economia global, o petróleo que flui por aquela área. O petróleo flui do Golfo Pérsico para o Oceano Índico e é distribuído pelo mundo.
Armazéns, portos, tudo. A infraestrutura está ali. Se você paralisa essa infraestrutura, você prejudica o mundo inteiro. Quando você prejudica o mundo inteiro, você aumenta a pressão em cima do governo americano. E o governo americano pode ceder a essa pressão e querer apressar o final da guerra. Então é uma forma do regime aumentar a aposta, trocar os americanos para ver se eles cedem, se eles recuam da posição deles. Então é uma forma de se
fazer isso, tá? Por exemplo, na Guerra do Golfo, 1991, o que o Saddam Hussein fez? Ele começou a lançar míssil contra Israel. 1991, não existia Iron Dome. Israel não estava envolvida na guerra no Iraque. A guerra no Iraque era uma guerra norte-americana com a coalizão deles lá, mas Israel não fazia parte. E Saddam Hussein, ao invés de contra-atacar o território da Arábia Saudita que estava abrigando as tropas americanas ali, ele decidiu lançar míssil contra Israel. Entendeu? Então, pra quê?
para poder trazer Israel para a guerra, para poder, com a entrada judaica na guerra, desmontar a coalizão árabe pró-Estados Unidos. Ah, mas eu não vou lutar lá de judeu. Os países árabes, eu não vou lutar lá de judeu. Então, o Saddam Hussein queria ampliar a aposta, dobrar a aposta para ver se causava um cisma ali na coalizão americana. E aí, os americanos assumiram a dor de Israel e mandaram baterias anti-míssel
Israel nessa época aí. Baterias essas que são o nascedor do Iron Dome, anos depois. Foi aí que Israel percebeu que precisava de um sistema próprio de defesa antimísseis, né? Foi nessa época aí, 91. Então, tem mais algum... Desses números, não. Desses números, não, né? Bom, então, cara, quando a gente fala da estratégia iraniana, basicamente, ela se baseia nesses dois pilares aí.
eu vou contra-atacar os americanos? Eles estão baseados em países do Golfo Pérsico, todos os países árabes parceiros deles. E outra, aumentar a aposta para o mundo inteiro pressionar os americanos a reduzir sua ação lá. Qual que é o que os israelenses se propuseram a fazer desde o começo? Os israelenses eles detêm uma rede de inteligência que é possivelmente a melhor do mundo. Não tenho dúvida. Eles planejam com décadas de antecedência.
Falou que tinha dentista que cuidava dos líderes. Os caras se infiltraram, viraram dentista, ganharam confiança para ficar amigo dos caras. Raquearam as câmeras de trânsito. Pois é. As câmeras de trânsito. Então, assim, eles já sabiam o trajeto diário do elemento A, do elemento B ali. Esse cara passa sempre por essa rua aqui. Então, eles preparam isso. Eles têm esses elementos lá dentro do Irã. E também tem uma entrevista do Ahmadinejad, que ele fala que...
E eles descobriram que um chefe de uma unidade anti-espionagem, contra-inteligência, era um ativo do Mossad dentro do país. E outros 20 caras da unidade também eram ativos do Mossad. Então, é muita gente que está infiltrada dentro do país. E a localização do Ali Khamenei, a localização dos lançadores, a localização das tais cidades de mísseis, que são bases subterrâneas. Tudo isso é a informação que é repassada para Israel.
e que facilita muito tanto a primeira fase de obtenção de superioridade aérea quanto a segunda fase, que é a interdição de campo de batalha. Então Israel consegue agir com uma precisão muito alta, não só pela tecnologia embarcada nos sistemas deles, mas porque eles contam com uma rede de informações muito vasta. Rede de informações, por exemplo, que os próprios americanos não têm naquela região, no mesmo tamanho, na mesma envergadura que os americanos.
que os israelenses têm. Então, as unidades da CIA, muitas vezes, têm que trabalhar em parceria com as unidades israelenses, Mossad e outras agências de inteligência, para poder ampliar seu conhecimento de alvos ali no Irã. Então, os israelenses, nesses primeiros dias da guerra, fizeram ataques que foram ataques que a gente pode chamar de pontuais à infraestrutura de guerra iraniana. Inicialmente,
é necessário você anular as baterias antiaéreas e as aeronaves, a força aérea e a artilharia antiaérea. Quando você faz isso, aí você obtém superioridade aérea. Por isso que nos primeiros dois dias o lançamento de mísseis foi tão grande. Por quê? Os alvos não eram os mísseis, os alvos eram a força aérea e a artilharia antiaérea. Uma vez que você obtém a superioridade aérea, seus aviões podem voar em cima do território inimigo.
aí eles podem atingir alvos pontuais. Esses alvos pontuais são o quê? Pode ser o lançador de mísseis, aí sim você começa a atingir os mísseis. E sempre de fora para dentro. Sempre de fora para dentro. Por quê? Porque os mísseis têm alcances diferentes. E quanto mais você afastar as bases de mísseis de Israel, menos mísseis conseguem atingir Israel. Porque as classes vão ficando inadequadas para atingir Israel. O alcance vai ficando inadequado.
Então, se eles têm, digamos, 15 mísseis no arsenal deles, 15 modelos de mísseis no arsenal, e, de repente, 5 deles conseguiam atingir Israel, se você vai aumentando a distância, é só 3. Então, você vai diminuindo o número de mísseis que atingem Israel. Por exemplo, a gente tem, desses 12 países que a Aline citou aí, que estão sendo atacados pelo Irã, por exemplo,
dois que fazem levantamentos, publicam levantamentos diários de quantos mísseis foram lançados. Esses são Israel e Emirados Árabes Unidos. Os outros não publicam. Mas por esses dois aí, você percebe que o número de mísseis lançados contra Israel é menor que o número de mísseis lançados contra os Emirados Árabes. É menor? É menor. Por quê? Israel está muito mais longe. Ah, sim. Olha lá. Emirados Árabes, olha o estreito de Hormuz ali, não é isso? É. Dubai é ali. Ali.
dentro ali, ó, do estreito de Hormuz, né? Naquela costinha. Pois é. Dubai ali. Então, ou seja, cara, é literalmente do outro lado da água. Já Israel, olha a distância que tá. Tá perto do mar Mediterrâneo lá. Israel, você tem que passar pelo Iraque, depois você tem que passar pela Síria pra você poder achar Israel. Israel é o que tá dentro da faixinha amarela que vocês estão vendo aí, tá vendo? Os mísseis, os mísseis até o verde, olha os mísseis, que eles estão com as cores correspondentes aí. Então, os mísseis pretos, eles não atingem
atingem Israel, tá? Os mísseis vermelhos não atingem Israel. Os mísseis verdes não atingem Israel. Só a partir dos mísseis amarelos ali, o Qiamun, por exemplo, que tem um alcance de 800 quilômetros, que vai atingir Israel alguma parte dele. Alguma parte dele. Talvez só a metade norte. Na verdade, você vai ter o Shahab, o Emad e o Gadre aqui, ó. Que são evoluções, tá? São evoluções do mesmo míssil. O Shahab 3 evoluiu pro Gadre 110, que evoluiu pro Emad. Que vai conseguir chegar a Israel. E o Seiji também.
Segilo, que vai conseguir chegar a Israel. São mísseis grandes, cara. Que não são baratos. Entendeu? Então, o número desses mísseis é bem menor do que os outros. Pequenininho ali, o Shahab-1 e o Fatah. E o Fatah-110. Esses mísseis, olha lá. Aproxima de novo lá pra gente, Homer. Lá no mapa. No mapa agora. O preto. Agora vocês vão ver o preto. No mapa mesmo. No mapa mesmo. Aí. Olha a linha preta lá. Tá vendo? Dubai tá dentro da linha preta, cara. Ó. Kuwait ali.
preta, Oman está aqui dentro da linha preta, então até esses mísseis pequenininhos de alcance reduzido conseguem atingir lá. Por isso que os Emirados Árabes estão recebendo mais mísseis do que Israel. E aí o seguinte, os Estados Unidos usam basicamente suas bases na região, que tem bases em Israel, os F-22 estão em Israel, você tem bases nos Emirados Árabes, existem bases inclusive na Turquia, que eu creio que não foram os
afetadas ofensivamente, mas por ser país da OTAN, tem base americana na Turquia. Mas o contingente aéreo que está predominando ali é um contingente embarcado, ou seja, é o porta-aviões Abraham Lincoln e o porta-aviões Gerald Ford. O porta-aviões Abraham Lincoln é um porta-aviões classe Nimitz, construído ainda durante a expansão da marinha do Ronald Reagan dos anos 80.
Então o Nimitz é um porta-aviões, desculpa, o Abraham Lincoln é um porta-aviões com uma catapulta de vapor tradicional, é uma belo-nave extremamente bem armada, um grupo de batalha bem grande nele. E o Ford é uma classe nova, é a classe Ford, na verdade, ele é o capitânia da classe Ford, então é o primeiro navio de sua classe, é
ele usa catapulta eletromagnética, né? Tudo nele é muito novo, cara. Tudo nele é muito novo. Isso aí é o Lincoln. Esse é o Lincoln. Então, é um navio de projeto dos anos 70, tá? Mas que foi construído, se não falha a memória, nos anos 80 ou 90. Então, você vê muito, muito F-18 aqui nessa foto. Pode ser uma foto mais antiga também, mas você tá vendo muito F-18 que vem sendo substituído pelos F-35, né?
Particularmente, o Ford usa a F-35. Só que o Ford estava no Mediterrâneo. Estava em águas do Mediterrâneo e não águas do mar, do Oceano Índico, como o Lincoln está. Eu sei que mais um porta-aviões, mais um Nimitz foi enviado para a área. Não estou lembrado qual agora, ainda são três. Três porta-aviões na área agora. O Ford, você vai lembrar que antes da guerra começar, uma semana antes da guerra começar,
Estava sofrendo problemas com as privadas, com o sistema de... 5 mil pessoas. Justamente. Estava sofrendo problemas com o sanitário, o sistema sanitário do navio. E aí, inicialmente, o pessoal começou a dizer que era um problema de projeto, que é tudo tão novo nesse navio, que o sistema não aguentou a demanda. Mas depois começou a aparecer alegações de que eram os marinheiros que estavam sabotando
botando as privadas do navio numa tentativa quase como um motim, um motim velado. Ninguém foi lá e apertou a arma contra a cabeça do capitão não, mas é uma espécie de motim. Os marinheiros começaram a enrolar camisetas e colocar na privada para poder entupir a privada do navio e o navio ficar inutilizável. Então, isso gerou um problema. Eles foram parar em Port Suda, Baía de Suda, que fica na Grécia, para poder fazer uma manutenção lá.
Depois disso, esse navio seguiu para a costa de Israel. Então, isso aí é um aspecto que está bem ressaltado nesse conflito, que é a divisão política americana. Está extremamente exacerbada. Se o cara não é trampista, ele é anti-trampista. Esse é o Ford. Então, ele é anti-trampista até a morte. Então, os Estados Unidos estão com uma muralha gigantesca no meio. Tem quem apoia o Trump.
quem não apoia o Trump. Quem não apoia o Trump quer ver o Trump morto. Então, está chegando num nível que eu, até onde eu conheço história americana, eu nunca vi na história do país uma oposição do nível, assim, manifestação aberta mesmo de temos que perder essa guerra, temos que ser derrotados aí para que o Trump saia dessa derrotado e a gente se livra dele. É claro que hoje,
da internet, é muito mais fácil você averiguar isso do que em épocas passadas. O cidadão que se opunha não tinha o que fazer. A gente viu isso no Vietnã lá, mas tinha as manifestações, mas talvez no Vietnã, se tivesse internet, como hoje, redes sociais, a gente veria algo semelhante. Mas é impressionante a divisão política norte-americana nesse momento. E pelo fato de ter essa divisão tão clara de gente que não apoia a guerra, e mesmo gente que é afim, que gosta
do Trump, que votou no Trump e continua como apoiador do Trump, existe uma divisão entre pessoas que estão a favor de enviar tropa para essa guerra, tropa terrestre, e gente que não quer. E gente que... Eu acho que assim, até o presente momento, o Trump não se sente seguro em apostar em comprometer tropa terrestre para essa guerra, para essa invasão do Irã. Por conta da opinião pública ou por medo de perder a guerra? Eu acho que por conta da opinião pública. Eu não acho que por conta de perder... Cara, porque assim,
diferente se a gente comparar, mas os Estados Unidos invadiu o Iraque, que é do lado. Invadiu o Iraque, invadiu e ganhou rapidinho. Por que não vai fazer a mesma coisa com o Irã? Geografia é totalmente diferente. É radicalmente diferente a geografia do Iraque e a geografia do Irã. Radicalmente diferente. O Iraque é basicamente uma grande planície. Inclusive tem a região da Mesopotâmia ali, entre o Tigre e o Eufrates, que é uma grande planície de agricultura, cara. É um negócio lindo.
Só que, historicamente, a fronteira com o Irã é a fronteira da cordilheira, é a fronteira de montanha. Aí você entra no território iraniano, é só montanha. Isso é um obstáculo intransponível para os americanos? Não, não é. Mas vai exigir um comprometimento de força muito grande. Comprometimento de força parecido com a Operação Tempestade do Deserto. E eu acho que o Trump ainda não tem a aprovação, não se sente seguro para poder fazer isso. Olha esse vídeo aqui.
Acabei de ver aqui no X. Dá uma olhada. Vamos ver. As merdas. É porque não é as merdas. As merdas é coisa errada. É a porra. A porra que eu tô fazendo. É a porra que eu tô fazendo. Colocar a merda da impressão que ele tá... Que ele tá assumindo que ele fez merda. Não, não. Não é isso. Nenhum outro presidente faria as porra que eu tô fazendo. Ninguém quer fazer essas porra que eu tô fazendo. Então... Isso acabou de sair. Eu vi. Eu tava vindo no lugar pra cá e eu vi isso aí. Eu vi ele falando isso aí.
Acho que nesse mesmo discurso aí que ele falou que a guerra está pretty much done. Ele falou, está mais fácil do que eu achei. Estamos muito mais adiantados e tal. Camille, dead. Dead. Só que é o seguinte, a gente não tem informação, Vilela. Nós não temos a informação real. Trump tem a informação real, Netanyahu tem a informação real, mas nós não. Por quê? Porque isso é vital para o desfecho favorável
do conflito para eles. Então, o que eles sabem que nós não sabemos? Será que os agentes infiltrados de inteligência que estão lá junto do presidente iraniano já não estão observando que existe um desânimo geral e um desânimo crescente? Será que essa cadeia de comando iraniana que está difusa desde os primeiros dias da guerra já não está ameaçando se amotinar? Será que realmente isso não está acontecendo?
tá falando essas coisas, sei lá, ou é muita loucura da cabeça dele, ou ele sabe coisa que nós não sabemos. E baseado no que a gente já viu, é bem mais fácil a segunda opção, né? Ele sabe coisa que a gente não está sabendo. Daí, o Trump, ele, de acordo com o que todo mundo conhece, da linha do tempo de um conflito, quando você quer derrubar um regime, você quer levar uma rendição incondicional, como ele falou, rendição incondicional, você vai precisar
de um ataque terrestre. Por quê? Porque esse ataque terrestre, quando você é uma nação que preza pelo número de baixas, o número de baixas é importante para você porque é votos que você perde, no fim das contas, se você tiver um grande número de baixas, você vai reduzir ao máximo a resistência inimiga antes de colocar a tropa no solo. Mas, no fim das contas, você vai ter que colocar a tropa no solo. 1991, lá no Iraque, foi exatamente isso.
A operação tempestade no deserto foi de 40 dias. 40 dias? Foi 40 dias. Nós estamos começando a segunda semana aqui. Lá em 1991 foram 40 dias, 37 dias, não sei por aí, 40, pessoal arredonda, de bombardeio constante, cara. De bombardeio de toda a infraestrutura iraquiana durante 40 dias seguidos para depois a tropa entrar em um terreno, que foram 4 dias só. 4 dias e o regime iraquiano desmontou.
expectativa com essa guerra aqui, eu acho que ela, se ela seguir um padrão mais tradicional, ela ainda está muito precoce. Muito precoce. O Saddam tinha, na época, o quarto exército mais poderoso do mundo. O Irã, hoje, é o décimo sexto mais poderoso do mundo. De acordo com o Global Firepower Rank, acho que é isso, que é um think tank que elenca os países mais poderosos militarmente do mundo. O Irã é o
Inclusive o Brasil é o décimo primeiro. Mas o Irã, lá em décimo sexto, ele ainda conta com uma estrutura defensiva temerária, porque ela está escondida atrás de um terreno muito difícil. E essa força de mísseis que tem que ser eliminada para que qualquer outra coisa seja feita. Para que qualquer outra ação seja tomada. Ela tem que ser eliminada por quê?
que mantém a pressão sobre o petróleo. É ela. Porque o Irã não tem mais marinha, cara. Acabou a marinha. Os ataques americanos foram concentrados todos na faixa de terreno sul do Irã. A faixa litorânea do Irã com o Golfo Pérsico essa semana. Foi aquele Dan, aquele general, o chefe de Estado do maior conjunto dos Estados Unidos, Dan Kane, ele falou na quinta-feira, se não me falha a memória, ele falou, olha, atingimos nossos objetivos
objetivos nessa faixa aqui, essa faixa litorânea. Agora nós vamos levar o ataque pra dentro. Ou seja, vão colocar os mísseis mais pra dentro do terreno. Quando ele elimina a faixa litorânea, o perigo na faixa litorânea, você impede que os alvos do outro lado do Golfo Pérsico sejam atingidos por aqueles mísseis mais baratinhos, os mísseis de curto alcance. Aí sobra o que? Sobra drone e sobram os mísseis mais caros. Então você vai dificultando as coisas. Por isso que
o Trump falou, ah, mas nós conseguimos atingir muita coisa essa semana, foi além do esperado. Foi além do esperado. Se você olha os números, realmente os números reduziram muito. Reduziram muito. Continua aparecendo na mídia. E, aparentemente, para nós que estamos distantes, parece que continua a mesma coisa. Que passou uma semana e o Irã continua atacando. Mas não. A quantidade de lançamentos, de acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes, foi reduzida imensamente. Você achou esses números de mísseis?
Tá bom. Você vai achar isso no X, cara. E se também tem essa guerra de informações, como toda guerra. Tem uma guerra de informações. O Irã falando que está ganhando a guerra. Isso aí é necessaríssimo. Necessaríssimo para o governo. Essa noite vocês irão ver o maior ataque. Ele falou, nós temos muitos segredos na manga ainda. Que segredos tem na manga? Não sei, vamos esperar. Cara, os alemães fizeram isso na Segunda Guerra até os últimos meses. As armas de vingança viram aí.
Não vem nada. Isso é uma medida tradicionalíssima para você tentar manter o controle da situação. Lembra que muito disso aí é para consumo interno também. É para a população lá do Irã entender que as coisas não estão em um nível tão catastrófico assim. A gente viu muito isso no Iraque, em 2003. Em 2003, tinha um ministro de informações do Saddam lá,
Todo dia aí na televisão. Não, está tudo certo. Está tranquilo aqui atrás de mim. Não tem explosão nenhuma. E a gente fica, meu, quem está falando a verdade aqui? Isso é para te confundir. Isso funciona muito contra inimigos ocidentais. Por quê? Principalmente hoje. Porque você tem os domínios da guerra. Você tem os domínios terrestre, marítimo, aéreo, espacial, ciberespaço. E você tem aqui, atravessando tudo, você tem a informação.
tudo. Então, quando você domina a informação, você pode afetar todos eles. E no Ocidente isso é muito importante. Por quê? Porque com a internet, o cara chega ali no Twitter, no X, chega no Instagram, olha esse vídeo aqui, olha Tel Aviv tomando não sei quantos mísseis aqui, e olha lá, quantos mísseis hoje nos Emirados Árabes aqui, e o ministro do Irã está falando que está tudo certo. Quando ele fala isso, esse cara tem poder de aglomerar com outros e fazer um...
e fazer, digamos assim, uma revolta tanto no plano digital, contra os perfis dos deputados, dos senadores e tal, quanto também na rua. Isso influencia a manifestação, inclusive, na rua. Então, você transformar em arma a informação. Isso é extremamente importante. Então, os regimes fazem isso. Não estou querendo dizer que só o Irã faz isso. Não, todo mundo faz isso. Rússia faz isso.
Israel faz isso, América faz isso. Não, todo mundo faz isso. Todo mundo está ganhando. Todo mundo quer diminuir as perdas e todo mundo quer aumentar as perdas do inimigo. Todo mundo quer esconder as próprias perdas e quer aumentar as demais. Antigamente era mais fácil, né? Hoje em dia, com internet, com todo mundo com celular, fica mais difícil. Fica mais difícil, mas também o potencial de dano disso aí, quando bem feito, é muito grande. E com vídeos de IA, né?
você tá se defendendo disso? Porra! Meu amor de Deus. Não, eu vejo aquilo. A IA é só mais uma virada de um parafuso que já tava apertado. Por quê? Porque o pessoal usa vídeo antigo como se fosse coisa nova há tempos. E videogame? Cara, televisão brasileira, pegaram aquele vídeo do F-18, não sei o que, caça americano fugindo de míssil. E era videogame? Videogamezão. Não, mano, para. Não, você já percebeu a dinâmica
dinâmica do negócio, a movimentação, não dá onde você quer videogame. E é a mesma plataforma que eles usam sempre. Basta aparecer um conflito aí, os caras pegam aquelas imagens do caça no videogame lá, que passa em cima do porta-aviões, aí tem aquelas defesas de ponto, que atira assim, aí fica aquele tanto de rastro, de traçante, traçadora no ar. E o pessoal cai nisso repetidamente. A vontade de publicar e de ganhar visualização é o primeiro, né?
E esse laser aí, isso é verdade? É, chama energia dirigida. Arma de energia dirigida. Bom, eu não sei se o que você viu é inteligência artificial. Estou dizendo que arma de energia dirigida é uma realidade. É uma realidade. Tem uma da marinha dos Estados Unidos que chama Helios, montada em destroyers, como defesa de ponto. Defesa de ponto é aquela defesa de... De ponto. Defesa de ponto é aquela defesa de curto alcance. Já está chegando perto de você. Já está chegando perto de você e você tem que fazer
alguma coisa, o último recurso. Esses Helios, eles estão tentando substituir os Seals, que é o... Eles chamam de R2-D2, você já viu? Não. Que é um... Procura aí. É o C-I-W-S. C-I-W-S. É uma latinha. Um R2-D2, você vai ver. Teve um pessoal da Marinha Americana
que inclusive vestiu um Silvius de R2-D2. Mas o que é o Silvius? Ele é uma bateria de sensores com uma metralhadora, uma Gatling rotatória que dispara numa cadência muito grande e aquilo consegue seguir um alvo e aí ela consegue, eventualmente, acertar o alvo. A gente viu muitos desses Silvius em ação também ali no Mar Vermelho contra aqueles piratas da
É esse? Ah, parece o R2-D2. É, parece o R2-D2. Só que isso aí gasta uma munição burra, sabe? É um gasto de munição absurdo. E aí é uma questão de custo. Custo. Um desse aí pode ser substituído por um disparo de energia dirigida, de laser, de micro-ondas. É um disparo de energia tão concentrado que vai causar um dano estrutural
naquele drone que tá voando ali em cima. Então, o drone, ele é naturalmente construído de materiais leves, né, cara? Não tem drone blindado. O drone é leve. Ele tem que ser feito leve, como qualquer aeronave. Então, a leveza estrutural do drone torna ele um alvo, né? Torna ele um... Vai um café aí? Eu vou aceitar, viu? Vou aceitar. O cara... Olha a quantidade de café que ele fez pra mim, velho. Ele quer que eu fique acordado a vida inteira agora. Nunca mais. Nunca mais.
dormir. Mas é... Cara, mas é coisa de ficção científica, né? Visualmente esse lance do laser. Mas olha só, o laser é porque ele não... A ficção científica, a gente tá muito ligado naquela batalha de Star Wars. Não é bem laser, é tipo que eles falam que é plasma, né? Mas não é laser. Porque você dispara tanto a arma, dispara pequenos trechos, né? Enquanto ela dá recuo, né? Ou seja, ela...
Como é que luz vai fazer isso? Não faz sentido, né? E tem som ainda, mas... Hoje o pessoal fala plasma, né? Que o Star Wars ali seria plasma. Mas o... Obrigado. Você não dormiu também. Vai não dormir. Até amanhã. Aí o laser, ele já vem sendo desenvolvido na forma de arma mesmo? É, não é uma coisa nova. Desde os anos 80 ali, os primeiros protótipos e tal. E era um negócio muito grande, sabe? Muito rombudo, assim, com uma estrutura muito pesada. Tanto que até hoje,
ele só foi montado de forma operacional em navios. É grande, grande. Só que já tem um projeto, eu acho que já está meio caminho aí, para montar ele em caças. Então, ali você conseguiria, por exemplo, tem aviões também. Eu me lembro que esse projeto é dos anos 90, um 747, um Boeing 747, o Jumbo, com um laser desse debaixo da cabine, uma torreta ali debaixo da cabine, para poder atirar
atirar em mísseis balísticos, justamente. Era um negócio como uma plataforma que ficasse prontamente alerta o tempo inteiro e pudesse anular mísseis balísticos. Aí, ó. Parece uma beluga. Parece que foi picada por um menimbondo, né? Tá inchado lá. Parece que quando você vai cutucar uma abelha e ela dá uma picada na ponta do seu nariz, olha lá. Pois é. E tem um...
uma anteninha lá em cima, né? Um negocinho lá em cima. É, tem um negócio ali em cima e embaixo também, né? Como se fosse um tubo de pitor gigante ali pra medir a velocidade, eu não sei. Mas eu não sei o que é aquilo, não. Mas é isso aí. Você vê o tamanho do avião que montaram pra poder montar uma arma dessa. Você pode presumir que o interior dele ali, pelo menos um terço inicial ali, é só arma. Tão grande que é. Então, a miniaturização disso ainda é um problema. Ainda é algo
vai ser desenvolvido, vai ser melhor desenvolvido, mas é uma realidade. E o custo... Aí tem o Iron Beam, né? É interessante falar do Iron Beam. O Iron Beam é a evolução do Iron Dome. É o Iron Dome com laser. Ah, é? Em conjunto ou é outro esquema? É como se fosse complementar. Eles ainda não têm fé 100% no sistema não, sabe? Mas esse Iron Beam, pelo que eu li, já foi até testado. Já foi até testado. Parece que ele tem uma taxa maior
ser tudo que o Iron Dome? É, eu acho que sim. O problema dele é que a arma é cara, o disparo é barato, mas a arma é cara. Então, aí você vai ter que montar muitas delas pra poder conseguir parar uma saraivada de mísseis, que é o que normalmente o Hezbollah faz. Eles não lançam um, eles lançam 30. Então aí você tem que triangular aquele projétil lá, aquele míssel, aquele foguete,
E o motor do Iron Beam, ele vai ter que localizar e travar o alvo. E travar a luz no alvo durante alguns segundos. Até você causar um dano estrutural suficiente para desmontar ele no ar. E quando você fala de alguns segundos, é tempo, cara. É tempo. Isso é Iron Beam, né? É tempo. O que é alguns segundos? Um, dois, três, quatro. Isso foi quatro segundos. Se for quatro segundos, olha o tempão.
funciona. O Iron Dome, ele é uma granada de fragmentação. Ele não tem que acertar o místil. Ele tem que chegar na proximidade do místil. Não, o místil está voando. Você dispara o Iron Dome, você triangula, como eu falei, ponto 1, ponto 2, ponto 3. Ah, então é provável a rota dele é essa, né? Então você dispara o Iron Dome para ele fazer isso, chegar eventualmente aqui, nas proximidades. Quando ele está na proximidade, que é a distância mortal dele lá, ele não precisa acertar.
ele ia passar aqui, passar aqui, passar aqui. Ele não precisa acertar. Ele vai explodir, cara. Ele explode ali e vai lançar um bocado de estilhaço. Um pedacinho de metal mesmo. Sim. É isso que vai. Um deles vai pegar. Entendeu? O Iron Dome é isso aí. Um deles vai pegar o míssil. Sim. Então é muito mais... Porque é instantâneo também. É muito mais fácil, estatisticamente falando, o Iron Dome atingir e realmente danificar ou destruir o míssil inimigo do que você confiar a defesa inteira pro Iron Beam, que precisa acertar
Acertar o bicho no ar certinho e manter a iluminação nele alguns segundos até que você consiga destruir ele no ar, né? Causar o dano pra destruir ele no ar. Então, enquanto não melhorarem isso aí, né? Fazer uma distribuição, sei lá, como se fosse aqueles... Não tem um equipamento laser que faz limpeza de peça enferrujada? Não tem? Ah, tem, tem. Que passa assim, ó, parece que tá limpando o negócio, vai tirando a ferrugem,
Parece que é como se fosse uma vassoura. Ele passa como se fosse um rodo, assim, na verdade. Como se fosse uma linha. Se você não conseguir fazer aquilo... O problema daquilo é que você dispersa a energia que foi gerada inicialmente. A geração da energia já é um negócio difícil num ponto focal. Imagina fazer um desse. Então ainda não tem essa razão perfeita para poder utilizar a arma de forma tão eficiente quanto eles queriam, né?
Pois é. O Romer, tem alguma pergunta? Temos sim. Eu quero falar de estreito de Ormus depois. Ormus.
aquele videozinho que está mostrando a atual situação de lá. O ISG Rossi, ele mandou aqui, sou membro do Sala de Guerra. Caro Júlio, acha que as corridas da Fórmula 1 de Bahrein e de Jeddah serão suspensas? Olha a preocupação do cara, hein? Muito específico. Bem específico. Olha, eu vou te confessar que eu não sei o calendário da Fórmula 1. Então, quando que essas corridas estão planejadas para acontecer?
se a guerra continua nesse estado durante alguns meses, é possível que haja... Cara, como é que eu vou comentar isso? Eu vou ter que... Não tem como, cara. É que nem eu tenho passagem pra China, eu vou descer em Doha, em abril. Não vou saber se vai estar liberado. Se vai estar liberado, né? Pois é. Caramba. É uma boa pergunta. Existe uma possibilidade? Existe. Ela é alta? Creio que não. Mas ela existe. Ela existe. Nesse momento eu não acho que é alta, não.
porque me parece que essas corridas são no final do ano, né? Porque é no inverno do Hemisfério Norte. É, não sei. Porque ninguém vai fazer isso no verão do Hemisfério Norte, lá de calor do caralho. Mas eu acho que é mais pro final do ano. Essas corridas são mais pro final do ano e mais pro final do ano essa situação já deve ter resolvido. Sabe um negócio interessante que eu vi hoje? Os futuros do óleo, do petróleo, pra dezembro, estão a 70 dólares. Ué? É. Baixar? Sim. Que estranho. Ninguém tá apostando em alta
petróleo, permanente. Caiu pra 80, foi a 125? É, quase 120, né? E foi 86, eu tinha visto, quando tava vindo pra cá, 86. Deu um, sabe assim? Subida, bum! Que estranho, velho. Sabe? Então, eu falei com você, alguma coisa esse pessoal sabe. Porque esse pessoal não perde dinheiro. Eles têm informações que a gente não tem, isso é verdade. Então, eles estão sabendo de algo que nós não sabemos. Então, todo mundo tá apostando que o óleo vai cair pros níveis anteriores. E já pro mês
de julho. Já o mês de julho já está 80. Olha os futuros. Se você conseguir o gráfico de futuros do Brent, do barril de petróleo, você vai ver os meses adiante. Tem umas sites que tem gráfico. Tem outros que tem só a planilha. A planilha, mesa a mesa e o preço que está sendo negociado atual. Vamos falar do estreito, então. A importância dele nesse tabuleiro de guerra é a arma que... Ah, eu ia encontrar.
Não, isso aí é 2022. Boa, Homer. Eu peguei a primeira imagem que apareceu aqui. O cara me volta pra 22, né? Mas o de Hormuz, você tem aquele videozinho lá que eu pedi pra vocês baixarem aí? Vamos colocar aí. Qual a importância do estreito nessa guerra? O estreito de Hormuz é uma das formações geográficas mais curiosas do mundo. Ele vai estreitando um cotovelo. É basicamente um corredor, né? Tá no ponto? Aqui não tá aparecendo pra gente. Ah, que isso? Ah, sim.
Ah, é. Tá invertido, né? Tá invertido. O mar deveria ser azul. Olha lá. Esse é quando diminuiu a passagem. Aí tem uma mais recente que voltou ao normal, parece. Que eu passei pra vocês depois. Mas você vê a quantidade de navio que passa por lá, né? Ou deveria passar, né? É muita navegação ali. Eu tenho alguns amigos que formaram na EFON, né? Na Marinha Mercante. E esse pessoal trabalha embarcado e vive passando ali. É? É porque se não tem que dar... Se não passa por aí, ferrou, né?
fazer. O petróleo está ali, você tem que tirar o petróleo de lá e mandar para outros países, outros compradores. Então, a maioria está tudo ali, cara. Tem até o da ilha, a ilhazinha iraniana. É isso que eu mandei, esse é o mais incêndio. Olha lá, tem um pessoal passando. Tem uma galera passando lá. Tem uns vermelhinhos ali, que estão parados, todo mundo esperando, sabe o que acontece.
Mas esse é o ponto mais estreito, né? Esse pontinho que está mostrando aí, essa curva, não é? É, essa curva é o mais estreito. É curioso que esse topo desse terreno, ele é do Oman. Ah, é? É. Aqui é os Emirados Árabes. Certo. Aqui também. Olha lá. Também nas fronteiras ali, né? Tô, tô. Aqui para o sudeste, para o lado de baixo. Coloca o ponto lá. Aponta aí para a gente. Ah, não dá para mostrar. Mas enfim, inferior direito. Inferior direito é Oman.
inferior esquerdo é o AE, Emirados Árabes Unidos. Opa, Emirados Árabes Unidos. Só que você tá vendo que tem a linha branca ali, ó. A linha branca, a ponta do estreito, ela é de Oman também. Lá em cima, não? É. Lá em cima, lá, ó. Tem uma divisão ali. Já não é Irã, então? Não, lá em cima, depois do mar, é Irã. Ah, tá. Aqui, ó. Você tá vendo que no meio aí, no meio tem uma linha branca, essa linha branca que tá cortando ali, é a divisão.
Aqui tá Dubai, tá inclusive marcado no mapa, aí tem Dubai ali. E a ponta é Oman.
é Oman. Eu não sei porquê. Mas é Oman. Curioso. Então é isso que eu estou falando. Olha só. Como que Dubai está tão próximo do Irã a ponto de ser atingido com os mísseis de mais curto alcance deles. Então é por isso que Dubai é um alvo tão mais prolífico do que Israel. Está ganhando muito mais mísseis do que Israel. Não é porque eles preferem atacar muito mais os Emirados não, mas é porque eles têm mais condição de atacar os Emirados. Pois é.
O... Romar, tem alguma pergunta sobre o estreito ou não? Que a gente já emenda aqui na explicação. Deixa eu olhar aqui se eles mandaram alguma coisa sobre o estreito. O estreito, ele não tem um objetivo militar, né? Mas a parte comercial, né? China é muito dependente. Bom, não só China, né? China é muito dependente, mas todo o mundo, né? Assim, tem negócios com os países produtores de petróleo ou estão diretamente importando petróleo dali.
Nós não podemos dizer que é só o petróleo, embora seja o petróleo mais prejudicado de tudo. Cara, dentro do estreito ali está o porto de Dubai. Você vai dizer o quê? Que só entra petróleo, só sai petróleo e não entra nada? É claro que entra muita coisa. Então, isso vai dificultar a vida dos Emirados Árabes, do Bahrein, do Kuwait e do Iraque, que tem ali no finalzinho do Golfo Pérsico o único litoralzinho deles, cara.
e o litoralzinho do Iraque está ali. Então o Iraque é diretamente prejudicado com essa paralisação também. Então é um ponto que é uma fragilidade extremamente valiosa na mão do Irã, o Estreito de Hormuz, porque ele realmente pode prejudicar o mundo inteiro. E na época da guerra do Irã-Iraque, nos anos 80, o Irã tensionou querer fechar o Estreito e os Estados Unidos,
jogou uma cartada na mesa que eles desistiram da intenção. Ah, é? É. Porque a guerra em solo, cara, entre os dois países estava tão travada, ninguém conseguia superar o outro, que eles começaram a tentar machucar o outro de outras formas. A primeira forma foi com mísseis, chamada de Guerra das Cidades. É assim, você tem forças armadas iraquianas muito, muito bem equipadas, porém com uma doutrina
bem ruinsinha. Tem um artigo de um coronel americano que trabalhou durante muitos anos como adido no Oriente Médio chamado Por que Árabes Perdem Guerras? Por que Árabes Perdem Guerras? É um artigo famosíssimo. Que específico. Ele fez essa análise baseado nas diversas derrotas árabes contra Israel e na guerra Irã-Iraque também. Por que Árabes Perdem Guerras? Ele foi elencando, ele elenca diversos vícios dos exércitos,
das forças militares árabes que prejudicam muito o uso conjunto de força, a liberdade de ação. Não existe, por exemplo, no exército árabe, não existe uma força de sargentos que haja como elemento de ligação entre oficiais e tropa. Não existe. Cara, bloqueei esse cara aqui, o Andrew Leal. Ele era estivador no porto quando a Arca de Noé
atracou após o dilúvio. Acho uma falta de respeito isso. Isso é um absurdo. Você leu isso e deixou passar, né, Romer? Você gostou, né? Você sabe que eu curti, viu? Desculpa, juro. Os caras me chamaram de velho aqui. Porra, meu. Estivador da Arca de Noé, caralho. Nunca vai esquecer isso. Lembra aí o que eu tava falando? Porque agora, depois dessa, eu vou ter que ser lembrado. O que eu tava falando aí? Agora vai ter que pedir pro pessoal
do chat aí. O artigo do canal. O artigo do canal é o seguinte. Ele diz que os países árabes, primeiro que é aquele trato do soldado como se fosse bicho. Não existe apego e valorização da vida do soldado. O soldado é descartável. Isso em qualquer exército ou especificamente nos árabes? Não estou fechando o conjunto só nos árabes. Eles em particular agem
Não existe qualquer valorização da vida do soldado. O soldado é um ativo descartável. Então, a liberdade de ação, a liberdade de comando, eu não diria usar o termo liberdade, mas o valor do comando, do oficial, ou seja, do tenente capitão para cima, é imperial, é imperativo e é indiscutível. O cara falou, tem que fazer. Por mais que seja absurdo. Por mais que seja absurdo, falou, tem que fazer. E a direção, o comando, é sempre top-down.
É sempre top-down. É sempre do topo pra base. Você tem que esperar o general autorizar, pro coronel autorizar, pro major, pro capitão, pro tenente autorizar e a tropa fazer. Aí você acha que se a tropa que tá aqui percebeu que tem alguma coisa errada, que a informação não tava certa, que aquilo pode não ser realizado com sucesso... Tem que ir subindo toda a escala. Que vai subir, não vai, cara. Não vai, né? Não vai. Porque a ordem foi dada e é cumpra-se. Outra coisa que esse cara fala...
que o pessoal fosse atrás desse artigo, né? Why Arabs Lose Wars? Lá vai falar que um oficial árabe que vai fazer curso nos Estados Unidos e ele é treinado, capacitado no uso de uma arma específica. Vamos supor. O cara vai para os Estados Unidos e aí ele é treinado, capacitado na operação de uma bateria de mísseis antiaéreos. Vamos supor. O que ele faz na hora que ele chega lá de novo no país dele?
Deveria, né? É. Não. Não? Ele guarda pra ele. Por quê? Porque ele se torna valioso. Ah. Ele pensa que se ele passar aquilo adiante... Ele é descartável. Ele é descartável. Então, ele guarda pra ele. E os árabes têm... Esse cara fala que os árabes têm uma... Eles têm um conjunto de valores que é o seguinte. O cara vale o que ele sabe. Aqui, ó. O que ele sabe. Que se ele precisar de buscar num papel, num manual... Esquece. Esquece. Que isso aí é fraqueza.
que ele tem que decorar. Ele tem que saber aqui. Que ele observava como que oficiais árabes olhavam pra ele quando ele ia no manual. Peraí, deixa eu ver. E o cara já olhava assim, sabe porra nenhuma, hein? Mostra fraqueza. Então, eles têm isso aí e a rigidez de comando, né? A rigidez de comando, ela é, cara, literal, assim, de cima pra baixo. Inclusive... É bem parecido com os japoneses na Segunda Guerra Mundial, será? É, também, também.
com a punição, por conta da falha. O Saddam, por exemplo, ele executou generais, coronéis, majores e tal, por conta de falhas na linha de frente, por conta de derrotas, por conta de insucessos. Ele executou os caras. Ou seja, todo o resto já fica ciente de que a vida deles está em risco caso eles falhem. Por conta disso, é muito bom você não arriscar muito. Faz exatamente o que te pediram.
arrisca nada. Ou seja, com essa falta de incentivo para não arriscar, também sofre a falta de incentivo para inovar. O cara não tem espaço para inovação, não tem espaço para pensar e para tomar atitudes no nível dele. Por exemplo, os tenentes são repetidores de ordem e não existe possibilidade daquele cara tomar uma ação. Mas a gente vê
no histórico ocidental exatamente o contrário. Ordens que vieram de cima, mas que veio lá de trás, do comando lá atrás, o tenente que está lá na frente vindo a coisa acontecer, o cara fala, não, está errado isso. E ele toma uma ação, corrige o curso e consegue salvar a situação. Só que isso é inadmissível nos países árabes. Faz sentido. E hoje se considera que os iranianos, eles já
refletiram muito sobre isso. Os iranianos, que não são árabes, eles refletiram muito sobre isso. E hoje se considera que, por mais que as forças armadas iranianas tenham seus problemas de equipamento, realmente, tenham seus problemas com modernização tecnológica, que eles vão sofrer muito com essa questão, mas que nessa questão de cadeia de comando, eles tenham evoluído bastante
em relação aos países árabes. Isso é claro, é óbvio até hoje na Arábia Saudita. A Arábia Saudita não conseguiu vencer uma guerra contra o Iêmen. Iêmen, que é quase uma favelinha ali no final da Península Arábica. E a Arábia Saudita, um país que a maioria não precisa nem trabalhar, porque tem tanto dinheiro que sustenta todo mundo, não consegue vencer uma guerra. Porque a disciplina dentro das Forças Armadas Sauditas é muito...
É muito duvidosa a capacidade combativa ali. Então, isso ainda vale para os sauditas. Para o caso dos iranianos, é dito, a literatura mostra que eles devem ter evoluído bastante nessa questão aí da cadeia de comando, de criar um corpo de sargentos, de suboficiais que seja realmente ligação com os oficiais, essas coisas, para poder aumentar a sintonia da tropa.
material, eles são bem pobrezinhos ainda. Material de guerra mesmo. O estreito de Hormuz, ele é uma chave pro planejamento, pra execução iraniana, com certeza, de todo o escopo da guerra que eles planejaram. Se Hormuz fica fechado, o mundo inteiro sofre. Aí tem uma pressão mundial pra acabar a guerra. Pressão mundial pra acabar a guerra. Nos anos 80, como eu falei com você, eles tensionaram fazer isso, mas os americanos disseram, se vocês fecharam o estreito de Hormuz, eu entro na guerra contra
vocês. Porque eles já estavam em guerra contra o Iraque, né? Estavam mal, mal se aguentando contra o Iraque. Os americanos falaram, eu entro na guerra contra vocês. O Reagan ameaçou, eu entro em guerra contra vocês. Aí o Irã, não, não, então não vamos fechar. Não vamos fechar estreito, não. Eu estava falando, inclusive, que teve a guerra das cidades, por conta que a força aérea dos dois países estava desgastada, não conseguia montar grandes operações, eles começaram a trocar míssil.
Depois que eles trocaram míssil, viu que não deu em nada, aí eles começaram a atacar os petroleiros uns dos outros. Aí a guerra dos petroleiros
petroleiros. Aí, Iraque afundando petroleiro iraniano, Irã afundando petroleiro iraquiano. Então, foi aí que deu esse problema de Hormuz ali, que quase fechou, mas o Reagan não deixou fechar. E tem uma outra imagem também que é bem emblemática, é o ataque à refinaria de Teirã, né? Aquela cortina de fumaça absurda. Ah, sim, sim. Isso a gente viu um pouco na Guerra do Golfo, né? Cara, viu, porque as refinarias do Quai,
na verdade, que foram incendiadas pelo Saddam. Não foram os americanos que atacaram para destruir. Mas isso já era perto do final? Já era perto do final. Porque foi quando o exército iraquiano evacuou o Kuwait. Eles tiveram que sair do Kuwait, desocupar o Kuwait. Aí o Saddam destruiu a infraestrutura de petróleo do Kuwait e fez aquela parede preta de fumaça que a gente viu no deserto lá. E aí essas explosões todas aí, cara. Pode ser... Eu não sei se isso aí é infraestrutura de petróleo.
ou é míssil, ou o que seja. Isso aí parece que é captado no momento. Eu não sei se isso é incíndio ou é explosão. Já tem uma coluna de fumaça ali, né? Já tem uma coluna de fumaça. Então pode ser incíndio. Eu vi uma coluna de fumaça enorme, uma imagem mais vertical. E aí existem rios de fogo que vão se espalhando pelas sarjetas. Ah, verdade. Eu vi isso. Uma linha de gás que explodiu lá e foi explodindo tudo em sequência.
é o objetivo disso? Não sei se foi Israel ou os Estados Unidos que bombardearam, mas qual que é o... Como é Teirã, é bem possível que seja Israel, né? Porque a... Também eu não vou dizer que é Israel, porque tem a aeronave americana, mas é porque Teirã está mais próximo de Israel, enquanto os Estados Unidos estão lá no Golfo, atacando alvos mais próximos do Sul. Com pó, eu creio que seja Israel, mas não estou dizendo que é. Pode ser os Estados Unidos também. Então, os alvos aí, são alvos
ligados ao esforço de guerra. Pode ser depósito de combustível, pode ser depósito de munição, mantimento, ou pode ser alvo político. Pode ser liderança da guarda revolucionária, pode ser liderança do país. Enfim, eles estão atacando inclusive a polícia agora, a polícia iraniana, porque é para causar realmente o desmonte do aparato de segurança do Estado. Para o cara, para o iraniano... Milhões e milhares de pessoas nas ruas protestando.
Para as pessoas se sentirem seguras o suficiente para ir para a rua protestar e ver que não tem ninguém
com metralhadora para atirar neles. Então, se começar a mirar a polícia... Eu também, cara, eu levo muito em conta o fator das operações de inteligência que ninguém vê, ninguém fala, porque nós não temos acesso. Mas, nesse momento, o que está rolando ali de conversa, principalmente com os caras do Exército, que não são guarda revolucionária? A guarda revolucionária é a guarda do regime, mas e o Exército?
exército iraniano, sabe? Eu mandei uma foto pra vocês da estrutura de comando. É um organograma. E eu tô vendo uma mensagem aqui, até mandei pra vocês baixarem também. Escalada sem precedentes, Irã usa mísseis com gigas pesadas e ameaça o estreito de Hormuz. Será que eles vão bombardear lá? Agora que os navios voltaram, né? Pra forçar. Mostra um pouco de desespero também, né? Talvez. Essa escala aí, você achou? De comando?
Não, que ele mandou. Tá, tá bom. Acho que foi a última coisa que eu mandei pra você antes, pra adiantar. Tá legal. É um organograma, cara. É só uns quadrinhos, assim. Se quiser mandar uma pergunta enquanto isso, Homer. Vamos lá. Aqui, o Ali Mialegi... Peraí, peraí, peraí. Não é zoeira isso. Segura e analisa primeiro. É, como que é? Ali Mialegi. Ali Mialegi. Tá parecendo muito... É, pode...
Pode ser, né? Pode ser. Jalim Rabe. Jalim Rabe. Ou é um cara que também sofreu bastante de bullying na vida dele, né? Então vamos lá. É o tio com cabelo. É o tio com cabelo. A oficina turba. Tomás turbando. Ele mandou aqui, ó. Júlio, se o Irã realmente fechar o esteito de Hormuz, isso pode virar uma crise mundial, tipo o petróleo disparando e a economia quebrando? É claro.
Com certeza. Com certeza. A preocupação principal americana nesse momento é manter aquilo ali aberto. Tanto que o Trump, ele tentou fazer o G7 usar as reservas estratégicas e não conseguiu que o G7 usasse as reservas estratégicas. Só três países concordaram com ele, os outros quatro não concordaram. Então, ele está fazendo... Cara, inclusive essa declaração dele aí, declaração, acabou, está tudo certo, isso aí fez o petróleo cair, fez as bolsas subir
porque o pessoal já está antecipando o final da guerra, mas pode ser um golpe para essa intenção se o Irã conseguir novamente fechar o estreito. Com certeza. Com certeza isso aí é o principal trunfo iraniano para tentar aliviar a situação, é fechar o estreito. Vamos ver se eles conseguem. Tem uma outra pergunta aqui também, do Marcelo Gonçalves. Ele está perguntando se o Irã resolver atacar bases americanas
tudo, e os Estados Unidos responderem, pode até derrubar todo o país? Se o Irã atacar bases americanas com tudo. É, e os Estados Unidos responderem com força, não sei aqui, se eles podem derrubar o país inteiro? Meu... Eu acho assim, a pergunta seria se os Estados Unidos tem a capacidade de causar um dano generalizado no Irã, não é isso? Tem, tem a capacidade. Bom, basta a gente ver o seguinte, a conta que você tem que fazer
é ver a quantidade total de esquadrões de B-52, B-52 nos Estados Unidos, na Força Aérea dos Estados Unidos, e a quantidade de aeronaves hoje empenhadas no Irã, contra operações no Irã. Porque quando a gente fala de B-52, você está falando de bombardeio maciço. Bombardeio de massa mesmo. É para destruir em uma escala bem mais ampla. Nós não estamos falando só de ataque pontual.
Então, eles podem causar? Podem. Eles têm essa capacidade. E o B-52 faz isso a um custo relativamente baixo para eles. Mas não é isso que está se tentando fazer nesse momento, não. Vocês percebem por aquela foto que você mostrou para a gente de Terã, por exemplo, a explosão imensa no meio da cidade? Mas a cidade inteirinha está acesa. Perceberam isso? Todas as casinhas ali estão acesas. Ou seja, não foi mirada a infraestrutura de fornecimento de energia elétrica para a cidade. Que é para não causar caos no país.
assim. Se você quiser, vou causar um caos geral. Primeira coisa. É. Pá! Eletricidade. Água ou eletricidade. Então, se não fez isso, você tá fazendo de forma pontual contra o regime. Aí, ó. Ele achou o... Ah, tá. Ele achou o organograma. O supreme leader lá de cima, o líder supremo. É. Então, você tá vendo ali o líder supremo, cara. O cara não é só o líder supremo da igreja, não. Não é tipo a rainha Elizabeth, a chefe da igreja anglicana, não. O cara é supremo líder do país.
tudo está submetido à autoridade dele. Tudo está submetido à autoridade do Khamenei, né? Que agora é o filho dele, né? O Mojitaba. Mojitaba. Mojitaba. É o filho dele que foi eleito aí ontem. Foi eleito, mas não apareceu lá. O pessoal está falando ou ele está machucado ou até pode ter morrido, né? Deve estar a 50 metros abaixo do solo em algum bunker aí. Não vai sair tão cedo. Bom, mas aí você tem ali o Conselho de Segurança. Olha lá.
Conselho de Segurança Nacional, que eu creio que é o Conselho dos Guardiões, que chama Conselho dos Guardiões, que é um conselho composto por clérigos. É como se você fala assim, vamos para defender o Brasil, vamos pegar os arcebispos aí e vamos ver a opinião deles, os cardeais. E junto a alguns outros líderes políticos civis, que acompanham o Conselho dos Guardiões. E o presidente entra livre, porque o presidente está dentro do conselho. Ali embaixo você está vendo
o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas é uma instância que controla duas grandes forças. A Pasdaran, que é a Guarda Revolucionária, e a Artex, que é o Exército. E o Exército, como vocês estão vendo, é um nome para Forças Armadas, é um nome para Exército, Marinha e Aeronáutica, que envolve ali também a Força de Mísseis, que eu creio que hoje é uma força separada
da Força Aérea. Uma força de mísseis é independente. Então, o Exército da República Islâmica, o Artex, tem 350 mil homens. A Guarda Revolucionária tem 120 mil homens. E aí você tem dentro da Guarda Revolucionária, além da Força Terrestre Aérea e Naval, você tem a Força Quds, que é Jerusalém Force, a Força Quds, que tem uns mil soldados aproximadamente, que são forças especiais. E do outro lado,
a milícia Basis, que eu falei lá. Entre 90 e 1 milhão, ninguém sabe o número correto, o número verdadeiro. Entre 90 mil e 1 milhão de homens. É uma variação muito grande, é uma incógnita muito grande. Mas como você está vendo, as duas organizações respondem a um conjunto militar de comando, que responde ao ministro da defesa, e esse ministro da defesa responde ao Conselho dos Guardiães, que responde ao líder supremo. Então, os iranianistas
tem essa estrutura que é muito politicamente usada, politicamente manobrada. Não tem uma independência do poder religioso, não. E eu te passei agora um... Vocês baixaram as imagens? Depois coloca pra mim. Qual vídeo que é? É um vídeo de um... Você lembra do que é? Depois dá uma olhada. Tem mais alguma pergunta?
pergunta que eu já tinha separado. O Gustavo Pires, ele está perguntando aqui qual seria o pior cenário possível dessa guerra nos próximos meses. Pior cenário possível dessa guerra nos próximos meses. Vamos dizer. Vamos dizer. Eu diria. O Trump falar assim. Venci. Venci. Tipo, lembra do Mission Accomplish do George W. Bush? Que com 30 dias de guerra no Iraque, ele subiu no porta-avio
e foi dar um discurso com a faixa Mission Accomplished. Não lembrava disso, não. Ele mandou essa. Ô, Homer, dá uma olhada nessa foto aí. George W. Bush, Mission Accomplished, com a faixa lá atrás. Foi o discurso dele de vitória sobre o Iraque, né? Com 30 dias. A gente sabe que, porra, foi morrer muito mais gente depois. Então, a comparação que eu faço é essa. Se o Trump, por exemplo, disser venci, fiz o que eu queria,
E aí ele arruma ali um acordo com a presidência do Irã pra deixar o estreito aberto. Olha lá. Isso aí, cara. Isso aí com 30 dias, cara. 30 dias de missão cumprida. A galera foi morrer muito mais depois do que antes disso aí. Mas aí, se o Trump sai de lá, deixa o Israel sozinho contra o Irã, a guerra de Israel não é pro petróleo. A guerra de Israel é por conta das armas nucleares que o Irã pode... Sobrevivência.
É, sobrevivência ali. E aí Israel vai ter que tomar uma medida, né? Porque o que Israel sozinho vai fazer contra o Irã? Vai mandar exército? Vai transportar como? Por cima da Síria e do Iraque até lá? Não vai. A força, o ataque aéreo vai reduzir muito mais. E aí vamos supor, vamos supor que o Irã, nesse ponto aí, vamos supor que ele obtém uma ogiva, cara, ou tá prestes a obter ogiva,
caminho para obter o agiva, não sei. E aí alguém da liderança de Israel fala assim, não, a única saída nossa é usar uma arma nuclear inteira. E aí vamos usar a arma nuclear inteira, porra. Tem quem fala, tá? Isso não é oficial, mas tem fontes dentro da Casa Branca que dizem, muitas delas dizem que isso é verdade, que presidentes americanos são constantemente chantageados pelo primeiro-ministro de Israel com o uso de bombas atômicas, né? Como assim?
Se você não fizer nada, eu vou ter que usar minhas bombas atômicas. Então, aí eles são forçados a fazer. Eu estou falando o que eu escutei. São fontes. Ninguém na Casa Branca disse, olha, o presidente sofreu hoje uma pressão do primeiro-ministro de Israel. Ninguém vai falar isso. Estou dizendo que as pessoas dizem que isso aí é algo que ocorre. Então, vamos que Israel usa uma bomba atômica sobre Teheran, cara. E se isso acontecer? Aí, se isso acontecer,
e isso ficar por isso mesmo, porque é bem possível que os Estados Unidos vão tentar botar pano quente em cima, isso pode abrir precedente para nações nucleares usarem bombas atômicas contra nações não nucleares. Tipo quem? Tipo Rússia na Ucrânia. Tipo China em Taiwan. Entendeu? Então esse é o pior cenário que eu vejo, que eu consigo conceber, mas é um cenário bem puxado mesmo para o hipotético. Ah lá. Ah lá, os anos...
da Terra. Em azul são os mais seguros. Depois passa para as outras imagens. Mas por que aquilo ali? Volta. Volta. O que é aquilo azul lá na Europa? Que porra é aquela ali? Ah, é na Europa? Quem está falando que aquilo é seguro? Dá uma ampliada nisso aí. É Inglaterra? Inglaterra é seguro? Terra! Quem está querendo vender terreno aí? Isso é especulação imobiliária. Inglaterra e França aqui, né? É, um pouquinho da França. Vem com essa história de que Inglaterra é segura. Aí depois tem as...
É porque eles estão colocando o que é? A distância e geografia e tudo mais, né? Vamos lá. Em primeiro lugar, Ilhas Fiji. Ilhas Fiji. Segundo, Tuvalu. Ninguém vai querer gastar muito. Nova Zelândia, tá longe demais. Indonésia. Indonésia. Dá um zoom out aí, o que é embaixo? Sei que tem Gruelândia.
Não dá pra tirar zoom, mas fala aí qual que é o 5 e 6. O 5 é a Islândia. Islândia. O 6 é a Argentina. Argentina? Quem que vai querer ir pra lá também depois da guerra, né? E depois? A próxima imagem. Chile é a sétima. Suíça, talvez pela... Suíça. Tem um porém na Suíça, né? O quê? A Suíça pensa que ser neutra é igual ser invisível. Não é. Não é a mesma coisa.
Antártida, velho. Vai ser quem vai querer ir lá. Groenlândia, África do Sul e Butão. Mas África do Sul também? É porque está bem no limite ali. Está bem no limite do continente. Mas acho que Brasil também, dentro disso, está meio distante. A América do Sul não é algo prioritário para um negócio desse aí. Ninguém aqui tem arma nuclear. Não está chamando atenção, não. Nunca chamou. Embora, não sei se você acompanhou,
as últimas discussões do pessoal sobre armas nucleares na América do Sul, que o modelo mais viável a ser perseguido é um programa nuclear conjunto entre Chile, Argentina e Brasil. Não é o Brasil ter arma nuclear, é os três. Qual é a chance de dar certo? Lula sentando com o Milley para discutir uma bomba nuclear, você imagina. Messi e Neymar fazendo intermediação.
Fala, Romer. Vamos lá. Bruno Azevedo, ele mandou aqui, ó. Quando eu vi que mataram o líder supremo do Irã, eu pensei, pronto, terceira guerra. Historicamente, uma coisa desse tamanho costuma escalar mais ou às vezes para por aí? Aconteceu outras vezes e parou, né? Eu acho o seguinte, a gente viu duas guerras mundiais, né? Mas vamos lembrar o contexto das duas? Foi no meio da Europa. E o que era a Europa? Não era só um pedacinho do mundo igual é hoje,
Não. Ali tinha o mundo inteiro miniaturizado ali dentro. Ali só tinha potências imperiais. Se você olha a Primeira Guerra, era Império Alemão contra o Império Britânico, que não era Império Francês, mas na prática era. A França tinha colônia no mundo inteiro contra Império Austro-Húngaro, contra Império Russo. Então é por isso que a guerra vira mundial. Porque está começando na Europa, mas o mundo inteiro depende deles. Então se arrasta gente do mundo... Arrastou gente da Austrália para lá, da Índia para lá,
arrastou gente da África pra lá. E, no fim das contas, arrastou gente da América pra lá. Então, por isso que ela via mundial. A Alemanha tinha colônia lá no Pacífico, cara. A Alemanha tinha as Ilhas Carolinas, parte, um pedacinho ali das Ilhas Marianas também, que depois virou colônia japonesa. Mas, você vê, a guerra se expandiu pro mundo inteiro por conta disso. E na Segunda Guerra Mundial? É basicamente a mesma coisa. Você tem ainda a França com suas colônias no mundo inteiro e a Inglaterra, principalmente, com suas colônias no mundo inteiro.
E é por isso que a guerra se torna mundial. Porque no ato de declaração de guerra britânico, entrou junto, no mesmo dia, Canadá, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Índia. Por isso que virou mundial. Agora, vamos lá. Matou o supremo líder do Irã. Quem? Quem vai vir? Burkina Faso. Que voluntariou, mas não tem condição de tirar um soldado do seu território. É claro que os americanos e os israelenses
de que a reação possível de Pequim é essa e a reação possível de Moscou é essa. Ou seja, nem Trump, nem Putin e nem Xi Jinping vão sangrar por conta de Teheran. Então, ninguém foi ao encontro. Até porque, e eu acho que isso não foi surpresa para ninguém, o Putin ia tirar o corpo fora completamente. Por quê? Porque o cara que, literalmente, está mais ganhando com essa situação é o Putin. Todo mundo, ai meu Deus, meu petróleo. O petrolão da Rússia lá.
Entendeu? Então é o cara que tá ganhando dinheiro com isso. É a Rússia. Você viu o que o Peskov falou, cara? O Dmitry Peskov. Nós assinamos acordos com a Yatola Khamenei. A Yatola Khamenei morreu. Eles não pediram nenhuma ajuda pra nós. Eu vi um meme hoje. Aquele meme do... Tem um gatinho branco chorando assim, cheio de lágrimas.
Aí tem o Irã, mapa do Irã, cheio de buraco assim. Eu te vendi os drones, me ajuda. Aí o gatinho russo, quem é você? Ah, minha foda. A gente já falou de drone, né? Os drones iranianos são avançados? Eles têm uma vantagem em relação ao mundo ou não? Os drones americanos são cópia dos drones iranianos. Sério? São, o Lucas lá é. E por que eles têm essa supremacia? Cara, é o seguinte.
A opção iraniana pelos mísseis, que surge lá dos anos 80, na guerra Irã-Iraque. Eles conseguiram um lote de mísseis contrabandeado para eles pela Líbia, mísseis soviéticos, porque o Irã era inimigo declarado dos Estados Unidos e da União Soviética. Então ninguém queria armar o Irã. Aí o Gaddafi lá na Líbia decidiu, não, eu vou te vender isso aqui. O cara queria dinheiro, só por isso. Aí deu para eles o lote de mísseis.
eles em mísseis iranianos, os primeiros mísseis balísticos iranianos, Shahab-1, são cópias diretas do Scud russo, soviético. Aí eles vão conversando com a Coreia do Norte, vão pegando modelos de mísseis da Coreia do Norte e vão transformando em mísseis nacionais. Ao mesmo tempo, eles melhoram esses projetos com o tempo, a prática vai, ah, vamos melhorar isso aqui, vamos melhorar aquilo ali, constroem modelos inteiramente nacionais.
E aí mísseis de combustível líquido, combustível sólido, com alcance cada vez maior, com uma ogiva cada vez maior,
cada vez maior, certo? O combustível líquido é um problema para um míssil. Por quê? Porque ele exige um tempo de preparação. Você já acompanhou o lançamento de foguete na televisão, na internet, né? Tipo SpaceX. Sim, tem aquela contagem regressiva. E não tem uma fumacinha branca que sai do foguete. O que é aquilo? É o suspiro, o respiro ali do sistema de resfriamento, né? Do combustível que está abaixo de zero.
Inicialmente, é a mesma coisa quando você está abastecendo um míssil de combustível líquido. Você fala, precisamos lançar um míssil, cara. Beleza, me dá duas horas aí que eu vou começar a abastecer o míssil. Depois de duas horas que vai ser lançado. É claro que tem mísseis com uma janela menor, mas mesmo assim existe uma janela. Só que o combustível sólido, cara, é um rojão. Rojão de festa junina, desses que você compra para lançar no São João, entendeu?
Ele fica armazenado em temperatura ambiente e ele é estável e ele vai na hora que você acende ele, ele vai.
Não tem preparação. Não tem tempo de abastecimento. Ele é pronto uso. Exatamente pronto uso. Lá só vai. Problema disso. A maior parte dos combustíveis para mísseis de combustível sólido usam um componente chamado perclorato de amônia, que é derivado do perclorato de sódio. Quem disse que o Irã fabrica isso? O Irã importa isso. Então, alguns países fabricam isso. O Brasil é um deles.
Então, o Irã é dependente de importações para poder abastecer seus próprios mísseis de combustível sólido. Entende? E eles sabem muito bem disso. Peraí, isso aqui é um problema, né? É uma dificuldade. Vamos embora tentar contornar a situação? Vamos. Um drone é um míssil de cruzeiro bem mais barato. A evolução da eletrônica permitiu que uma aeronavezinha com sistemas de navegabilidade embarcados
que são, na verdade, GPS comercial, né? GPS desses que você compra ali no Amazon. Eles embarcaram isso no drone, inclusive usando muitos componentes eletrônicos americanos, debaixo de sanções, mas é componente off the shelf, né? É componente que o cara compra ali, ó. Naquelas hardware stores nos Estados Unidos, o cara compra ali, ó, esse aqui, eu quero esse chip com essa placa, não sei o que. E coloca lá e faz o aviãozinho.
Esse aviãozinho é o Shahed. O drone Shahed. Se você for ver, o motor é um motorzinho de aeromodelismo. Nossa. Que movido é o quê? Provavelmente é gasolina mesmo. Aí você vem da complexidade de importar combustível de foguete para o motorzinho a gasolina. Então, só é natural que o país fizesse a opção por se desenvolver bastante.
na área de drones. Então eles fizeram isso à frente de todo mundo, porque a engenharia é muito afetada, é um reflexo muito grande da situação daquela nação, das necessidades daquela nação. A gente viu isso durante muito tempo. Por que a União Soviética foi a primeira a desenvolver mísseis? A primeira a lançar um satélite no espaço, a primeira a ter mísseis? Porque eles não tinham base aérea no restante do mundo, igual os americanos tinham. Os americanos tinham base aérea no mundo inteiro,
de lançar avião para atingir qualquer ponto da União Soviética. A União Soviética consegue atingir os Estados Unidos? Não, porque nós não temos base lá perto. Então nós precisamos de um míssil. Por isso que o Stalin e o Khrushchev deram muito mais importância para o míssil do que os governos americanos. O Eisenhower, o Truman, o Kennedy. O Kennedy já era outra época, mas o Eisenhower e o Truman não deram muita importância no começo. Enfim, o Irã se adiantou ante o resto,
E a guerra na Ucrânia deu muito dinheiro pra eles. Porque aí eles venderam o charreto pra Rússia. A Rússia não tinha nada parecido. Tinha alguns projetos incipientes, mas o charreto é muito mais barato, muito mais eficaz. E hoje, quem é a nação no mundo que sabe abater charreto? A Ucrânia. Agora eles querem comprar os interceptadores ucranianos, que é o tamanho dessa garrafa aqui. E custa mil dólares pra fazer um.
de mim. Vamos ver. Vamos conversar. Pois é. Então, o mundo dá voltas, né? Pois é. E aí, são os caras hoje que conseguem abater charredes numa grande quantidade de forma econômica. De forma, assim, a manter o orçamento. Porque o contrário é você usar Patriots pra abater charredes. Que é caríssimo. Ou usar Seawks, por exemplo, que vai atirar não sei quantos projéteis ali e vai
custar caríssimo, enquanto o dronezinho anti-missil dos ucranianos é baratinho de fazer e eficaz. Já foi testado noite após noite ele é testado. Ele cria um terror na região onde ele está circulando, porque ele é muito pequeno, é difícil de abater e qualquer coisa pode ser algo. Cara, voa abaixo. Tem diversos vídeos na Ucrânia de gente que mora em prédio de apartamento, escuta o barulho,
o cara vai pra janela e vê o bicho passando na altura da janela. Nossa, cara. Tipo um aviãozinho mesmo, um aviãozinho passando. Então, eles voam baixo porque dificulta a detecção, dificulta o abate. Então, só mesmo usando um antidrone desse aí pra detectar, né? Porque se eles voam um pouco mais alto, o radar pega, e aí eles podem ser alvos daqueles guepard, né? Os guepard alemães.
Inclusive, no Brasil tem alguns, Gepard, que são tanques Leopard de artilharia antiaérea. Eles têm dois canhões e aí um veículo de controle, comando-controle, com radar que fica girando. E aí, é exatamente esse R2-D2 que eu te mostrei aí, só que, se você quiser colocar a imagem, é Gepard. G-E-P-A-R-D. Gepard... Aí, ó. Isso aí. Isso aí, a Ucrânia tem um bocado e funcionou muito bem durante muito tempo, né?
vão lá e abaixam o drone bastante, e aí vai tornar mais difícil a vida dos Gepard. Só que agora com esses mini anti-drone aí, que são ativados, tipo, é tão inteligente que ele fica assim, o cara põe ele no terreno, põe um aqui, põe um ali, põe um ali, aí ele levanta na vertical e vai atrás do alvo. Mas essa guerra, a guerra da Ucrânia, faz a gente
a imaginar como vão ser as guerras do futuro, que é muito drone, é muito robôs, como o Elon Musk está falando e que a China deve estar investindo nisso também. E aí, cara, você consegue imaginar uma coisa parecida com o que a gente vê no filme de ficção de infantarias inteiras de soldados e drones lutando e quem tiver mais grana e mais tecnologia? Porque para você as vidas custam caro, custa caro para a opinião pública e cada vez mais os governos não vão querer
pessoas nisso. E não só colocar essas coisas autômatas, mas também com inteligência artificial para decidir na hora, em cima das adversidades. Se ele tem o alvo, e de repente o alvo se move, ou tem outra questão, eu não sei como chama isso, essa inteligência local, onde não precisa ter uma pessoa pilotando e tomando decisões. Ele tem um parâmetro para seguir, mas ele pode se adaptar. Sim, é o grau de inteligência artificial que você implementa ali, é o grau de autonomia,
que você implementa. Que pode dar muita merda, né? Pode. Mas sabe um aspecto que eu pondero bastante? É o seguinte. Isso vai deixar a guerra muito barata pra quem tem dinheiro. Muito barata. Porque robô, cara, não come. Não dorme. O robô não dorme. O robô... Não desobedece na teoria, né? Não precisa de capacitação. Não precisa de treinamento. Ele não... Ele não precisa de ser recrutado.
porque nos Estados Unidos todo mundo tem que ser recrutado. Não, recrutado não. Tem que se voluntariar. Tem centros de recrutamento para isso. Todo mundo tem que ser convencido. É isso que eu quis dizer. Todo mundo tem que ser convencido a lutar. Hoje, por exemplo, os americanos estão num problema de déficit de recrutamento. Déficit de voluntários para as Forças Armadas. Tem menos gente se voluntariando do que eles gostariam. Então, isso aí acabaria com essa necessidade. E aí, peraí. Quer dizer que o meu eleitorado,
não vai mais me cobrar porque está morrendo muito menino, está morrendo muito jovem. Todo mundo agora, todas as forças de infantaria são de robôs. Ué, então é muito mais fácil para o Congresso aprovar uma ação ou um presidente, que hoje não precisa mais, na realidade, de facto, o presidente não precisa mais de aprovação do Congresso para ir para a guerra. Ué, eu posso simplesmente fazer isso. E os países em pobre que estão treinando os recrutinhos lá? E aí? Pois é. Vai morrer todo mundo na camira de robô, vai.
É exterminador do futuro, Romilho. É exterminador do futuro. Você já viu Genocyber? Não. Você tem que dar uma olhada. O que é isso? É filme? Terrível. É um anime dos anos 90. Ah, é antigo? Joga um Genocyber aí. Genocyber? Meu Deus. Nossa. Mas é Matrix. Isso passou na TV Manchete no Brasil, você acredita? Nossa. E, cara, a falta de filtro era tão grande, porque isso passava num negócio, num show chamado US Mangá. Foi no último ano,
da TV Manchete. E era violento. Sem comparação com qualquer coisa que passou antes ou depois. É robô estourando a cabeça de criancinha. Nossa. Não é assim. É de forma gráfica mesmo. É extremamente explosivo. Quem já viu, eu tenho certeza que... Já tem gente nos comentários aí que já viu isso e está confirmando e falando que ficou traumatizado. Pode ter certeza. Estragou uma geração inteira. É genocide.
ciente que é por aí. Quando não se tem custo, aí, assim, como é que o mundo vai ficar? Como é que vai ficar a distribuição política do planeta Terra? Eu sei não. Tem até um episódio antigo de Star Trek, da primeira geração, do clássico, que fala isso, né? Star Trek chega num planeta e dois planetas estão em guerra há centenas de anos, ou milhares, sei lá. Será que é? Pode ser, pode ser. E a guerra deles,
escalou para o nível, que era assim. Eram dois computadores que faziam cálculos, então eles cansaram de destruir cidades, tinham um custo muito alto. O que eles faziam? Era um jogo de dois computadores, faziam cálculos, se a gente jogasse, a gente destruiria, sei lá, mataria 10 mil pessoas desse lado e 5 mil pessoas desse lado. Então, voluntariamente, o governo falava assim, perdemos 5 mil pessoas, vocês têm que entrar numa máquina de cenaramento, vocês vão morrer e lá do lado é 10 mil. Aí na próxima,
No próximo ataque é tanto. Então, assim, as pessoas, para não destruir as cidades, ia tendo perdas desse lado, perdas desse lado. Os caras falaram, meu, vocês estão nessa guerra há tanto tempo porque vocês não vêem a destruição de verdade, que é uma pessoa matando outra, entendeu? Exato. E é isso. Vai virar uma coisa meio banalizada, né? Exatamente. E aí, me diz, o que é que impede verdadeiramente esse cenário de evolução?
para o cenário... Terminei também. Porque cada vez mais você vai evoluir a inteligência artificial de maneira a tornar ela singular. Singularidade. A minha vai ter que ser mais inteligente que a sua. É uma corrida. Eventualmente, no ponto aí, você vai achar a singularidade. Achar a singularidade e mantê-la sob controle é o grande desafio filosófico hoje. Eu digo filosófico porque não é
nem técnico, é filosófico. Como nós vamos fazer isso? Porque você não tem ainda a saída filosófica para o negócio. Como que é possível você manter ela em contenção? Para sempre, ad infinitum. Porque se você tiver essa ideia, você pode implementar a engenharia. O Asimov colocava as leis da robótica, né? Que eram facilmente também descumpridas. Foram testadas nos livros deles, foram testadas de inúmeras formas. É o robô, que é o primeiro sucesso.
Primeiro livro dele é testando as leis da robótica, as três leis da robótica, em todos os contos ali. E as brechas que aconteciam. Tanto que depois ele inventou a Lei Zero. Tinha as três leis e depois a Lei Zero. Aí tem as diretrizes do Robocop também. Do Robocop, eu não lembro. É a mesma coisa. Tem as três diretrizes que a OCP implanta no Robocop. Eu não lembro as três diretrizes, não. Mas tinha uma quarta diretriz,
secreta, que era implementada sem ele ter consciência de que ela existia. E aí ele descobriu que quando ele apontou uma arma para o diretor da OCP, você não lembra disso? Lembro. Ele dá uma travada. Aí a diretriz 4, nunca ir contra a OCP. Aí eu sei que tem algum... Eu não sei se é no 1 ou no 2, ele dá um curto-circuito. Eu acho que aquela hora que ele vai numa central elétrica assim, se gruda ali.
Aí fica tremendo, chega o policial, pega o pedaço de pau e tira ele. Aí ele cai no chão, parado. Cai igual um pedaço de lata mesmo no chão. Aí ele, rebooting, aparece aquela tela, rebooting. Aí ele, diretrizes. Aí, não encontrado. Aí ele tá livre. Agora o bicho vai arrebentar todo mundo. O pessoal, o Jonas tá falando pra eu pegar a vó dele que tá solteira, você viu isso aqui? Tá uma campanha, Vilela pega a vó de o Jonas. Tão falando cada coisa aqui no chat, cara.
o Vilela inventou o Lampião, o Vilela tava na Pangeia pichando o cabelo. Falaram que você tá parecendo o urso do cabelo duro. Mandaram uma aqui que você tá a cara do Pranchana Gleck. Quem? Pranchana Gleck. Pranchana? Não sei quem é não, cara. Ah, vamos ter que descobrir quem é esse aí. É. Manda as últimas perguntas aí, ô querido. Cara, quem é esse cara? Meu Deus, o que é? Esse daí é um meme muito antigo. Eu não sei quem é. É um meme muito antigo da internet, cara. Falaram que você tá a cara do Pranchana Gleck.
Manda aí as últimas perguntas, ô Romer. Escolha com sabedoria. O Leandro Batista, ele falou aqui, Júlio, alguns especialistas estão dizendo que esse ataque foi ilegal no direito internacional. Qual ataque? Isso pode virar um problema diplomático gigantesco para os Estados Unidos e Israel? Mas qual ataque será que eles estão falando? Ah, o ataque. É, o ataque israelense, pré-impitivo lá. Direito internacional em si já é uma polêmica.
É o de june versus o de facto. Quem faz o enforcement do direito internacional? Quem é que faz realmente a lei valer a pena? A lei valer. É a ONU? Deveria, mas não faz. Então, o direito internacional funciona dentro de certos parâmetros. Outros parâmetros é idealismo puro. E quem estuda direito internacional agora está assim revoltado. Eu estudo isso na faculdade, meus professores.
Para. Para, bicha. Existe um negócio que você devia estudar que se chama Realpolitik. É uma única palavra junto. Realpolitik. É um termo alemão. O grande expoente do Realpolitik é o falecido Kissinger. Henry Kissinger. Então, o Henry Kissinger sabia que é o seguinte. A gente tem que lidar com aqueles que importam. Os outros não importam. O máximo dele é esse. Os outros não importam. Entendeu? Espera aí. Você invadiu o Laos para poder
acabar com a guerrilha do Vietnã do Norte, mas você invadiu o Laos. E daí? O que vai acontecer? Nada. Alguém vai falar assim, não sou mais seu amigo. Ninguém falou isso, porque é os Estados Unidos, cara. Eles podem, eles mandam. No fim das contas é isso. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Então, quem pode mandar é, literalmente,
quem tem mais condição, quem tem mais arsenal, quem tem mais essas coisas. Entende? Então, assim, não tem muita discussão, não. Muita ilusão. Não tenha muitas ilusões, não, cara. Direito internacional é pra quem pode. Vamos lá. Tem a pergunta aqui do Eduardo Pacheco. Ele perguntou o seguinte, Júlio, se o Pentágono disse que não havia prova de ataque iminente do Irã, então essa guerra foi preventiva ou política?
Era o destruir os planos nucleares a princípio. É uma guerra preventiva e é uma guerra política. Voltando ao que eu falei lá no começo, Israel tinha um objetivo, os Estados Unidos tinha outro. É uma guerra preventiva para Israel? É. É uma guerra política para os Estados Unidos? É. É uma guerra econômica. Eles querem realinhar o balanço de poder.
sangrar de qualquer jeito. Por causa de terras raras, né? Agora, assim, na posição de Israel, é uma guerra preventiva, cara. É uma guerra preventiva, pô. A gente tá vendo os mísseis caindo, né? Em Tel Aviv, lá, enfim. Por mais que é uma retaliação, e eu sei muito bem disso, mas poderia acontecer, não poderia? Claro. Poderia acontecer. Você tá permitindo
essa zoeira aqui comigo? Ela foi cambista nos arredores do colisão romano. Você tá deixando esses caras... Falaram aqui que você ajudou a juntar a terra que fez o mundo. Lançaram outra aqui também que você foi jaguineiro do Jaguinho Suspenso da Babilônia. Porra! Tá na hora de acabar já lá. Quando chega nesse ponto, não tem o menor respeito por mim, né, cara? Voltou lá? Eu só... Faltou alguma coisa que você acha de aspecto bélico, estratégico?
Tem coisa demais que a gente pode discutir, mas ficaria horas, como eu te falei, para esgotar assunto. E eu esgotar assunto? Assim, eu fiz uma relação bem didática do programa de mísseis balísticos do Irã lá no canal. É um vídeo que conseguiu uma audiência bem grande. Chama o que há dentro do arsenal de mísseis do Irã. Então assim, para eu não ficar discutindo mísseis por mísseis,
te mostrar, assiste o vídeo lá e aí você vai ficar sabendo míssil por míssil, qualquer razão deles existirem, por onde que eles se constituíram como um artefato tecnológico mesmo tá lá, tá? Então nesse momento agora, cara, eu acho que tô muito curioso pra ver o que vai acontecer na terceira fase porque depois que você faz a interdição do campo de batalha depois que você impede o inimigo iraniano
de se manter coeso, ou seja, os iranianos vão realmente perder o controle de todas as unidades do exército, da força aérea, o que resta ali, e vão começar a perder o controle do país. O que vai acontecer no fim das contas? É o suficiente uma revolta popular de civis desarmados derrubarem o governo? Ou vai ser necessário realmente a intervenção
militar estrangeira dentro do país. E quem é que vai fazer essa intervenção? Vai ser curdo? Vai ser americano? O Washington Post, sexta-feira passada, o Washington Post fez uma matéria sobre um cancelamento de um exercício
da 82ª Divisão Aerotransportada, que é uma divisão de paraquedistas norte-americana. Cancelou lá o exercício deles. E aí fez a questão, fez o questionamento. Será que os caras estão preparando a 82ª para ser usada no Oriente Médio? E agora, recentemente, uns dois dias para cá, vem se discutindo muito a importância da ilha de Kharg. K-H-A-R-G.
RG. Ilha de Kargis. Você abriu um Google Maps ou mesmo uma foto. Essa ilha, cara, ela concentra uns 90% da capacidade de despacho de óleo do Irã, de processamento de óleo do Irã. Uma ilhazinha. Uma ilhazinha, sabe? E ela fica no meio do Golfo Pérsico ali. E essa ilha é extremamente importante para a economia iraniana. E o que acontece se essa ilhazinha for ocupada
pelos americanos. E vai ser ocupada como? Vai ser ocupada com resistência ou sem resistência? A guarda revolucionária que está tomando conta da ilha, ela vai lutar até o fim? Ela vai destruir, por exemplo, ela vai destruir a infraestrutura ali de refino, de distribuição de petróleo? Os americanos vão conseguir conquistar aquilo sem danos? Vão conseguir conquistar a infraestrutura inteira? Porque o Saddam conseguiu destruir a do Kuwait. Isso é destruir a de lá.
Se a repente, para mim, o nome da ilha é de novo? K-H-A-R-G. Aí essa ilha é provavelmente o primeiro objetivo terrestre dos Estados Unidos. Todo mundo está considerando isso agora. O primeiro objetivo terrestre dos Estados Unidos no Irã é isso aí. Dá um zoom out para o pessoal ver onde é que ela fica. Mais, mais, mais. Está vendo? Olha o tamanzinho disso. Kuwait, o Basra ali, que é o único porto iraquiano ali. E você já tem o Irã.
E, cara, isso aí tem... Vai lá de novo e coloca o satélite para a gente ver a infraestrutura. Agora coloca o mapa do satélite. Vai ver as refinarias, tudo que tem aí. Olha, está vendo? Ela é toda desenvolvida unicamente para o processador. Está vendo? Não foi atacado ainda. Não. Olha só. Porque isso aí é muito valioso, cara. O americano não quer destruir isso. Eles querem apossar isso aí. Isso aí é valiosíssimo para o mundo inteiro.
Eu acho que isso aí só seria destruído se a Guarda Revolucionária percebesse que iria perder o controle da ilha. Aí eles destruiriam. Provavelmente isso aí está minado hoje para causar um problemão. Mas, com certeza, ainda não é. Não é para ser destruído, não. É isso, Gomer. É isso. Obrigado demais, Júlio. Mais uma aula aqui, mais um programa que fiquei bem satisfeito com o resultado. E quem está assistindo agora aqui, ou ao vivo ou depois do que a gente fez,
ter uma ideia melhor da parte tática, da parte de equipamento. Mas, como você disse, eu aconselho a todos a entrarem no seu canal Sala de Guerra para ver os mais específicos e mais longos sobre cada assunto que a gente abordou aqui. E se você está na pilha das bombas atômicas, está com medo aí, tem o meu livro, Automo Como Arma, que está vindo na Amazon. Se você quiser o seu exemplar autografado, você manda um e-mail para saladeguerra.com.br
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Os dois cursos com preço mais descontado ainda. Tá certo. Obrigado demais, Júlio. Obrigado, Bigoda. Obrigado, Romer.
do Júlio, um deles tava cochilando lá, cara, vou entregar mesmo, ele tava deitado lá, não quis escutar o que você falou e tava roncando aqui, acordou agora. Só tem traidor aqui, vale nada o cara aí, ó lá. Ô Romer, o que você tem que falar agora, cara? Agradecer demais, você que chegou no final desse papo, se você ainda não deixou o seu like. Agora é uma hora, vale demais dar o like. Então, pra você não fazer xixi na cama, deixa aí o like, né, se inscreve no canal. Se inscreve no canal pra ajudar a gente a
milhões, muita gente que assiste o canal não tá inscrito, né? É verdade. E agora, cuidado, cara, não vai me zoar, hein? Vai me zoar? O que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou até o final dessa live? Ó, agradecer primeiramente os nossos patrocinadores, né? Nós temos aí o Pix do Milhão e também a Insider, que tá patrocinando esse episódio de hoje. O pessoal tá falando da minha roupa, isso aqui é Insider. Você tá cada vez melhor aí no seu outfit. Exato. O que o pessoal escreve?
nos comentários, pra provar que chegou até o final desse papo. Pra provar que chegou até o final, digita aí. Urso do Cabelo Duro. Urso do Cabelo Duro. Pensei que você ia mandar a vó do carinha, vó do Jonas, sei lá, alguma coisa assim. Já eu imaginei, estivador da arca. Estivador da arca ou o cara que você mostrou aí. Pranchana Jackson. Pranchana Jackson. Então o que o pessoal escreve? Urso do Cabelo Duro nos comentários, prova que você chegou até o final. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau e que bom que vocês vieram. Valeu.
E se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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