1779 - COMO CULTIVAR UMA VIDA DE LEITURA: TATI FELTRIN
TATIANA FELTRIN é YouTuber. Ela é apaixonada por literatura e faz parte de uma comunidade chamada de “BookTubers”, que são canais que publicam vídeos sobre livros. O Vilela já escreveu um livro, mas demorou porque antes ele teve que aprender a ler.
- Leitura infantil e desenvolvimentoFamília leitora · Influência parental · Estímulo desde bebê · Leitura em voz alta · Escolha gradual
- Influência de adaptações fílmicas em interpretação literáriaContaminação visual · Leitura após filme · Diferenças livro-filme · Fidelidade adaptativa · Mistura de referências
- Responsabilidade de influenciadores literáriosPoder da plataforma · Influência nas interpretações · Pressupostos ideológicos · Resenhas negativas · Comunidade online
- Problemas de leitura em tempos digitaisConcentração reduzida · Competição por atenção · Vídeos curtos · FOMO · Dopamina
- Masterclass de leituraLeitura ativa · Anotações · Imaginação durante leitura · Identificação de falácias · Análise crítica
- BookTubers e comunidade literária onlineYouTube como plataforma · Conteúdo sobre livros · Terminologia · Influência digital · Criação de nicho
- A Estrada de Cormac McCarthyRelectura · Interpretação religiosa · Pós-apocalipse · Pai e filho · Alegoria cristã
- Traducao LiterariaQualidade de tradução · Seleção de edição · Revisão textual · Fluidez narrativa · Comparação entre versões
- Seleção de livros por gêneroPreferências pessoais · Discovery de novos autores · Séries em progresso · Expectativa de leitores · Variedade de estilos
- Ideologia em obras literárias contemporâneasAgenda política · Progressismo · Conservadorismo · Leitura tendenciosa · Manipulação narrativa
- Resenhas negativas e recepção críticaA Biblioteca da Meia-Noite · Tudo é Rio · Crítica de qualidade · Escrita piegas · Responsabilidade do crítico
- Interpretação de autores e intenção autoralCartas de Tolkien · Alegoria · Leitura biográfica · Contexto de escrita · Significado intencional
- Leitura dinâmica e apropriação de conteúdoTécnicas questionáveis · Retenção de informação · Influenciadores digitais · Absorção de conhecimento · Responsabilidade
- Tolkien e descrição detalhadaContexto histórico · Referência visual · Necessidade de detalhe · Evolução da narrativa · Estilo descritivo
- Morro dos Ventos Vivantes de Emily BrontëRomance vitoriano · Relacionamentos complexos · Adaptação cinematográfica · Anacronismos · Questão racial
Terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do anfitrião que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais letrada e cheia de leituras do que a mim, do que a sua. E olha que eu leio, hein, cara? Com certeza. Mas que nem ela, eu não leio. Eu gosto de ler também, mas não como ela.
Não mente, não mente. Qual foi o último livro que você realmente leu? Não aquela que você leva para o banheiro e só lê a orelha do livro. Vou ler inteiro.
Olha, eu gosto muito das coleções de Assassin's Creed. Os livros baseados no jogo? Tem livro? Tem, tem. E é bom? Oliver Balk, alguma coisa assim, cara. Eu li todos eles. Eu já li livro baseado em série e em jogo, normalmente aqueles quebra galho, né? Os caras... Mas essa coleção... São boas? Eu achei muito boa. Você joga o jogo? Jogo de jogo, né? Você é um cara do game, então? Eu sou viciado em jogo, cara. Pois é, não sabe... Não, aí explica, né?
Jogo videogame. É, jogos eletrônicos, vão achar que eu tô no tigrinho, que eu jogo na lotomania, né? Não é esse tipo de jogo. E o pessoal que tá em casa aqui quer jogar com a gente, como que eles fazem? Bom, já começa já deixando o seu like, se inscrevendo no canal, tornando-se membro. Muita gente assiste os vídeos e não se inscreve no canal, não ajuda a gente. É verdade. Então, pô, tá fazendo nada aí agora? Já clica aí, já se inscreve no canal, também compartilha esse vídeo aí. Na televisão, quem tá assistindo na televisão também tem.
Tem como se inscrever. É verdade. Não custa nada, né? É verdade. Olha, é o seguinte, antes de falar com a nossa convidada aqui, quero falar com você aí. Você já parou para pensar em concurso público, hein? Faz sentido para você? Faz sentido? Muito, pelo que eu vou explicar aqui. Olha, tem muita gente aí com um burro na sombra e você não está nem sabendo. Um concursado, geralmente, tem um salário bem mais interessante do que a maioria que está no mercado de trabalho. E tem coisa que o trabalhador comum não tem. Estabilidade.
Quer dizer que, na prática, ele não pode ser demitido. O Estratégia Concursos me contou que este ano teremos vários concursos muito bons. Olha, Banco do Brasil, Petrobras, INSS, Polícia Rodoviária Federal e muitos outros. Mas a grande verdade é a seguinte. Sempre tem um concurso acontecendo mais perto do que você imagina. Às vezes é na sua cidade, às vezes é no seu estado e às vezes é um concurso que você nem sabia que existia, mas que combina exatamente com o seu perfil. Por isso, presta atenção.
porque no QR Code que está aparecendo aqui na tela ou no link da descrição tem uma página que o Estratégia Concursos preparou. Lá você consegue ver quais concursos estão mais próximos de você. Quais estão previstos, quais já estão com o edital aberto ou quais estão prestes a sair. Isso é muito legal, hein, Homer? Não é? É verdade. Nossa, que empolgação, hein? Ele está mexendo lá nos teclados e eu atrapalhei ele. Vou fazer de novo. Isso é muito legal, hein, Homer? É verdade.
muito bom. Eu fiquei curioso pra ver esse mapa. Tem um mapa aí? Mostra aí pro pessoal. Coloca na tela um pouquinho aí. Fica no link. Dá uma olhada nas oportunidades mais perto de você e escolhe onde faz sentido apostar suas fichas em 2026. Porque oportunidade tem e o Estratégia Concurso tá aqui pra te ajudar a não deixar nenhuma passar. Não é, Romer? É isso aí. Então o mapa tá na tela, bonitão aí pro pessoal ver. E eu quero falar agora também com você, galera. Deixa eu dar um recado pra quem
pega o piano nesse país. O empresário. Muita gente acha que tem que ser dono de empresa e quem é dono de empresa tem só o glamour. O pessoal sabe que eu sou dono de empresa e não tenho glamour nenhum, né? É verdade. Tô dormindo aqui no sofá, tô trabalhando, virando noite. E ainda o Luciano tem a cara de pau de falar pra mim que trabalha mais do que eu aqui nessa empresa. Ele acabou de chegar, André, e falou isso. Você acredita lá no Rio?
Eu trabalho mais que você. Eu chego duas horas antes no trabalho. Eu perguntei onde eu trabalho? É na minha casa. Quem já tá antes de você chegar?
eu. Quando ele sai, eu já tô aqui. Quando ele vai embora, eu tô aqui. Então não tem como ganhar. Então é isso aí. O empresário também não tem vida fácil. Mas, ó, a verdade é que a vida real, o cara tá muitas vezes sozinho, como eu, tomando decisão no escuro e arriscando tudo que tem. É um isolamento que ninguém conta. E o G4 tá com a gente porque eles entenderam exatamente essa dor. Eles deixaram de ser apenas uma escola de negócios pra se tornarem a plataforma completa de quem lidera o Brasil. O G4 agora é a bússola que te dá o norte.
quando o mercado parece um caos. Eles criaram o que? Um ecossistema que une o método e conhecimento aplicado para dar direção, voz e poder aos empresários que fazem o Brasil avançar. Mas, ó, o papo lá é reto. O G4 é para quem quer mais. Se você está satisfeito com mais ou menos, nem clica. Mas se você busca dominância e quer direção real para crescer, os caras são a autoridade máxima e eu assino embaixo. Chega de tentar inventar a roda sozinho. Escaneie o QR Code que está aqui na tela ou clica no link da descrição.
conheça o novo G4 e alinhe sua rota com quem entende de execução no mundo real. G4, pra quem quer mais. E vamos pra cima, Homer. É isso aí. Não vamos pra baixo, vamos pra cima. Não, vamos pra cima, só decolando. Vamos pra cima com essa convidada que o pessoal, quando a gente anunciou, o pessoal, ah, finalmente ela voltou. Tava demorando, hein, Tati? Você demorou pra voltar. Demorou uns três anos, né? É, mas também você não para de ler, né?
A gente vai chamar ela e falar, eu tô terminando um livro. Aí, terminou, terminei, mas eu comecei
e outro. Então, é um atrás do esse mesmo. Tati, pra quem não te conhece, apresenta pra aquela câmera, dá um oi pro pessoal. Qual é a câmera? Perdão. É essa aqui, né? Opa. Isso. Oi, eu sou a Tatiana Feltrinha, eu tenho um canal no YouTube. Meu canal é um dos mais antigos do YouTube, gente. Ele existe desde 2007. Nossa. Acho que o YouTube começou em 2005. Era tudo mato. Era tudo mato. Nós começamos em 2007, então o canal este ano vai fazer 19 anos.
Caramba. Falando primordialmente sobre livros. No começo era uma bagunça, ninguém tinha parâmetro. A gente falava sobre o que dava na telha, mas aos poucos
Eu fui puxando esse nicho e começamos assim. Deu muito certo. Hoje é referência, né? Eu não gosto muito desses títulos, mas Booktuber, né? É estranho, né? Booktuber. Eu detesto esse título. Eu também. Booktuber, influencer. Não, influencer ainda vai, porque é pra todo mundo. Mas o Booktuber parece que é um grupinho... Ah, o cara que fala de viagem na internet, ele é o quê? O Triptuber? Não. O cara fala de café, coffee. Você fala no Instagram, aí você...
Big Bookstagrammer. Se é no TikTok, é Booktalker. E assim vai. Ah, não, não, não. Então eu nunca gostei desse título. Produtora de conteúdo, né? Então, eu sou youtuber de livros. Eu leio e falo sobre eles. Mas você tem lido muito? A gente lê, né? Fazer o quê, né? Tem que criar o conteúdo. E pra isso é preciso ler. Não dá pra colocar no chat GPT e falar, me conta desse livro. Rapaz, a gente sabe que o pessoal faz.
Os canais que fazem isso, principalmente vídeos curtos, a galera não lê. Ah, meu Deus. Teve um videozinho do Drácula aí que é imperdoável. É mesmo? O que golou? Deram informação errada? Fizeram um publi. Era publi ainda por cima. Sei. E não era nem de livro novo. Era uma edição que estava, sei lá, saindo uma nova tiragem. Da Mary Shelley antiga, assim. Não, o Drácula é do Bram Stoker. É, o Bram Stoker. Bram Stoker. Aí o chat trollou totalmente a pessoa. Ela trocou os nomes dos personagens.
e deu uma sinopse ali, totalmente novela das oito, assim, entendeu? Pegou o basicão, né? Que apresenta no... Mas não era nem o básico, era um negócio totalmente... Era errado, não era... Então, aí é que tá. Isso é uma questão que a gente pode pensar também. O filme do Coppola... É Coppola? Coppola, é. O filme do Coppola... Que é muito bom, né? Que se chama Drácula de Bram Stoker. É. Não é fiel ao livro. Porque o livro é todo feito com cartas, né? A partir de cartas, né? Então, e não tem aquele romance. Não, não tem.
Reencontra uma amada. Não tem nada disso. Ele é um monstro. Liberdade poética lá do diretor de fazer um filme bom e do jeito dele, né? Exatamente. Mas aí o que acontece? O chat mistura tudo. E aí na hora de falar do livro, você fala de um romance. Ele mistura com o filme e tudo mais. Exatamente. Aí o que acontece? A gente andou notando isso já tem um tempo, né? Que o pessoal anda enxergando algumas coisas nos livros que não estão lá.
Então essa coisa de não tem, simplesmente não tem romance no Drácula. Se você ler o livro com os seus próprios olhos,
aquela bagagem de resenhas que você já viu e o filme, a adaptação, enfim. Você vai ver que não tá ali, né? São aquelas cartas, são aquelas notícias de jornal, aqueles diários de bordo, né? Porque existem um monte de viagens ali. Então você vai vendo que é aquilo ali. E é interessante mesmo assim. Se você parar pra pensar, o cara criou um jeito totalmente diferente de contar histórias e até hoje a gente tenta fazer também e não dá muito tempo.
Lembra do J.J. Abrams? Que fez aquele livro, eu tenho ele aí. Tá valendo uma nota agora. Shipathesias, não sei como é que ficou em português. Vê pra mim o J.J. Abrams e mais um cara,
fizeram um livro e ele é cheio de anotações, rodapés, cartas, mapas e tudo mais. Mas chega uma hora que você cansa de fazer. Tem as anotações das pessoas que estão lendo. Você tem que ler cinco vezes, né? E é um calhamaço. Então, vem disso, né? Vem dessa época aí. É uma releitura, digamos assim, na forma. Você vê como ele estava à frente do seu tempo, né? Pra você ver. E esse livro do J.J. Abel já deve ter mais de dez anos, fácil.
Será? É, pode ser. Foi uma época, assim, dos livros interativos. Acho que a galera...
do livro? Eu acho que é navio de Teseu. Pode ser, pode ser. Aquela brincadeira do navio de Teseu que vai sendo mudado. Exato. Então, e aí tem isso, das pessoas pegarem o livro para ler e acharem que vão encontrar aquilo ali e não encontram. Só que aí... A gente pode começar falando sobre isso, Tati. Nós somos de uma geração que o hábito de leitura era muito forte. A gente via nossos pais lendo, lendo jornal, lendo revista, lendo livros. Minha mãe sendo professora e meu pai
professor, mais ainda, porque minha estante era cheia de livros que minha mãe ganhava pra... Ela dava aula, ela tinha que receber os livros da editora pra escolher, né? Então, assim, eu sempre li muito. Eu penso em... A minha infância jogando bola, ou em cima de uma árvore, ou no quarto lendo, sempre lendo. Jornal, eu pegava e lia, revista. Então a gente devorava. Quadrinhos, nem falar, né? Como a gente via quadrinhos antes. E hoje, como que você vê? Eu sei que...
Você trata um nicho que lê, é diferente, mas você percebe que o mundo tá cada vez lendo menos, né? Então. Ah lá, ó. É o Navio de Teseu mesmo? É, eu acho que é. Em português deve ter. Como que tá? É o S, né? O nome é S, mas tem um subtítulo. Você achou o nome? É o Navio de Teseu mesmo, mas é que eu não acho. O que tem esse S aí? Será que é S o nome e o subtítulo? Vê se acha. Eu não cheguei a essa parte do livro. Eu abandonei. Eu também abandonei. Putz, eu vou ler de novo. E esse livro tá mais de 2 mil, será 3 mil reais?
deve ter sido muito caro pra fazer essa parada. E não deu, né? Acho que não... Não, não rolou, não vendeu muito. Então, e pra ter uma nova tiragem tem que ter interesse. E o pessoal hoje em dia... O que que vende hoje em dia? O que que vende? Continua sendo autoajuda, mas autoajuda, eu andei lendo uns livros mais novos de autoajuda, eu acho que eles hoje em dia tem um propósitozinho mais de, olha só, cria este hábito. É mesmo?
E leve adiante, né? Eu li aqueles hábitos atômicos, não achei ruim. Antigamente a gente pegava uns... Eu sempre me lembro de um que chamava Você Pode Curar Sua Vida.
Ah, meu Deus. E aí tinha lá os problemas que você tinha na vida, e você tinha uma frasezinha que você tinha que repetir. Era sempre assim, eu me amo e me aceito. Sabe? A autoajuda na minha cabeça sempre foi isso. Então, quando eu peguei essa nova leva pra ler, eu até falei, olha, não tá bom. A autoajuda desses livros era assim, gente, eu tô triste. Ah, não fica triste. Ah, então tá bom, pô. Não sabia que era assim. Era só não ficar triste?
Ah, tá bom. Pronto, né? É só repetir, não fique triste, não fique triste dez vezes no espelho. Pois é, então. É, mas tem uns livros hoje que é o pessoal que estudou, que estudou a...
algumas áreas pra dar um tipo de treinamento, realmente, e fazer você sair do buraco, né? Que antigamente era muito lugar comum mesmo, né? São os que mais vendem, né? E esses romances, tipo A Empregada, Tudo É Rio, essas coisas, ou muito sensacionalistas, né? Que pegam a pessoa pelo, sei lá, sentimento mórbido que dá a leitura, ou que te pegam por alguma coisa, um thriller sensual, né? Tem que ter alguma coisa ali, alguma coisa hot ali no meio. Mas, assim,
com tramas absolutamente rocambolescas, mas não interessa. A pessoa gosta de Colin Hoover, ela vai ler todos os livros. É, os autores ainda vendem, né? Se o cara... Sidney Sheldon, não sei se ainda vende, mas... Então, aí é que tá. Sidney Sheldon, Daniel Steele, né? Tinha um pessoal antigamente que a gente também reclamava, mas era muito melhor. O próprio Stephen King ainda vende, né? O cara tem uns trocentos livros aí. Eu tenho bastante dele e não tenho nem 10%. Não, dá pra ler. É uma vida inteira ler. Mas você falou de pessoal,
O pessoal vai fazer resenha e não lê os livros. O pessoal que for fazer resenha da série do Fundação, assistindo a série, não tem nada a ver com os livros. Aí vai ficar bem gritante a diferença. Mistura tudo. Aí saiu recentemente lá essa nova versão do Morro dos Ventos Vivantes, com a Margot Robbie, com o rapazinho do Euphoria, que eu esqueci o nome. Você assistiu o filme? Não assisti. A gente foi ver, porque... E aí? É péssimo, não tem nada a ver com o livro.
Sério? Pra não dizer assim que, olha, não tem... O filme é de época, pelo menos. É de época.
mas tá cheio de anacronismo, né? Que é quando você muda, né? Coloca elementos que nada tem... A roupa ali dos personagens tá totalmente fora da casinha. Pessoal com Walkman. É só o que falta, né? Passando o helicóptero em cima. Então, mas é mais assim uma história hot que fizeram em cima de um romance histórico do século XIX. Romance vitoriano, todo bonitinho. Quer dizer, tudo bonitinho não, né? O Morro dos Ventos Vivantes é uma história já bem cabeluda em termos de relacionamento complicado.
Você recomenda ainda hoje ler o livro? Recomendo fortemente. É um livro muito bom, é um dos melhores que eu já li. É um romance familiar. São duas famílias que vivem em lugares absolutamente... Em um lugar absolutamente afastado. Eles são vizinhos, mas para você ter uma ideia, uma caminhada de uma propriedade à outra leva horas e horas. Então, assim, eles vivem muito isolados. Só que o Morro dos Ventos Vivantes, como o próprio nome diz, fica no topo. Então, é um lugar onde venta muito.
Então, é um ambiente... Eles se encontram? Eles vão se unir por casamento. A gente está falando de um romance vitoriano, mas essa família que está ali no morro é uma família absolutamente desgraçada. Então, assim, estão em decadência financeira, enfim, a mãe vai morrer no parto, em decorrência de um parto. Então, assim, várias tragédias vão acontecer ali. A outra família parece, num primeiro olhar, assim, muito tranquila, só que quando eles surgem pela primeira vez, você vê as crianças da casa
um cachorrinho. Aí você já fica assim, opa, coisa estranha ali. Você tá vendo? E aí, é uma família que tá em decadência física. Eles têm a saúde muito debilitada. Todos eles vão morrer, entendeu? Então, assim, esse tipo de história não é agradável. O próprio livro já não é agradável. Aí vão lá e colocam um romance hot ali no meio. Aí, o que que acontece? O que que vai acontecer daqui a 20 anos? Não é uma coisa que acontece com o Drácula.
Alguém vai ver esse filme e vai falar, ah, então, o livro... Entendi, o livro é isso.
Entendeu? É, o pessoal tem preguiça, né? Eu, quando tenho algum filme e eu sei que tem um livro, eu tento ler o livro antes, porque ler o livro depois do filme não deve ser uma experiência muito boa. Você já deve ter feito isso, porque você tem que ler sempre livros novos, né? Então, quando acontece, o difícil é você substituir aquela imagem que você viu no filme ou na série. Você já tem o ator e a atriz na tua cabeça, e não é legal isso, né? Então, porque aí é que tá. Aí você perde uma das funções da leitura,
a minha opinião, é uma das mais sensacionais, que é aquela coisa de você pegar letrinhas... São palavras num fundo branco e o resto é tua cabeça que tá fazendo. Exato. Toda cena. Você decodifica aquilo ali e você transforma em imagem. Você cria o mundo. Você cria a roupa, você cria os rostos, você cria o ambiente todo. É muito louco, né? Olha o exercício de imaginação que você tá fazendo enquanto você tá lendo. E alguns autores têm uma habilidade incrível pra criar.
O cara do Game of Thrones é absurdo para ele descrever as cenas e você colocar isso na tua cabeça. Exatamente. Eu conheço muita gente que reclama, por exemplo, do Tolkien. Ah, ele descreve muito, ele é muito descritivo, reclama. Ah, esses parágrafos enormes aqui, vou pular tudo. A questão é que a gente precisa pensar na época em que ele escreveu aquilo ali. Verdade. É uma época anterior à televisão fácil para todo mundo, é uma época anterior à...
Não tinha muita referência do que ele estava falando. Então, você precisava descrever a folhinha, as ranhuras da mesa.
uma pessoa que nunca viu uma cachoeira. Você tem que escrever uma cachoeira. Exato. Nunca viu uma montanha alta, nunca viu uma cidade um pouco maior e tal. Você tem que escrever. Hoje em dia, a gente tem acesso a tudo isso, né? Exatamente. Você compara uma cidade mistura de Paris com não sei o que. Você fala, ah, tá, entendi. Mas e para escrever coisas de fantasia? Como você faz? Exatamente. Então, essa é uma das dificuldades que eu tenho com ficção científica, por exemplo. Porque ficção científica parte de mundos alienígenas, coisas que não existem,
tem e ele tem que te colocar naquele ambiente. Então, leva um tempo pra você se ambientar, né? Então, tem um pessoal que faz aí umas estatísticas, eles dizem que ficção científica no Brasil é, tipo, das últimas, dos últimos tipos de livros que são vendidos. É mesmo? Porque não vende muito, mas tem um público bem fiel. Então, as editoras que publicam ficção científica já sabem ali mais ou menos a tiragem que vai ter. A edição tem que ter uma capa dura, tem que ter um tereco-teco ali, porque é um pessoal que geralmente tem dinheiro. Então, e aí
E o que acontece com a ficção científica? Você precisa... Geralmente, o pessoal que gosta desses livros é um pessoal que vem dos games, eles já têm uns outros exercícios de imaginação. É RPG. Exatamente. Tanto fantasia, alta fantasia. É meio terror, fantasia e ficção científica é um público que se mistura às vezes. Tem aqueles que só gostam desses nichos, mas eu, por exemplo, eu e alguns amigos, a gente caminha muito bem por esses três gêneros.
romance hot ou com romance de capa rosa, sei lá. E aí dá um duna na mão da pessoa. Vai sofrer. Entendeu? Ele descreve o pensamento das pessoas, né? É bem complicado. Até o próprio ambiente, né? Aquele monstrão que você precisa imaginar também. Tem mil coisas ali. Você particularmente gosta de ficção científica ou não? Eu gosto, mas pra mim é um dos exercícios mais difíceis que tem. Fala alguns legais que você leu. A Guerra do Velho você leu?
ler esse livro. É uma série, né? É uma série. Tem seis ou nove livros. É bastante. Só li os dois primeiros. E é bem legal. A ideia são curtinhos, viu? Acho que vai virar série ou vai virar filme. Vamos fazer sim. Olha, lá no TLT eu li o... Só pro pessoal saber, a guerra do velho é no futuro. Você chega, sei lá, 70, 80 anos, você tem a opção de ir pra uma guerra onde você tem grande chance de ser morto, que os alienígenas que você tá lutando são absurdamente mais fortes.
Então, assim, é muito perigoso, mas você vai ganhar um corpo de, sei lá, de 20 anos de idade, você vai ser forte, vai ser saudável, então você vai ter sua juventude de volta. Em troca, você tem grande chance de não voltar dessa guerra. E muita gente topa, né? Por isso que chama Guerra dos Velhos. São pessoas muito velhas, mas que estão com aqueles corpos, aí os caras voltam a transar, voltam a correr e tal, só que vão pra guerra, né? Só que a galera tá pra morrer, é meio que uma troca, o pessoal topa. É negócio.
Achei boa. Interessante. Ó, quer ver? Um dos que eu mais gostei foi aquele cântico para Laibovitz. Não sei. Você passa num futuro muito longínquo. Existe um mosteiro no meio do deserto e tal. E esses monges um belo dia acham tipo uma escotilha do hóstio. Uma coisa assim. E aí tem um papel lá que eles acham que é a Bíblia antiga. Eles têm uma Bíblia lá, mas eles acham que é alguma coisa de... E na verdade era uma lista de supermercado.
Entendeu? Então tem umas coisas engraçadas. Não chega a ser um Douglas Adams. Mas tem umas coisas...
Isso, e ficam tentando entender o que era. Era uma lista. Comprar ovos. Ovos, Nutella. É esse? Um caminho para... Um cântico. Esse livro é um barato. Nossa, que letrinha também desse título, hein, Homer? Para ler isso daí... Eu já não consigo ler isso daí, não. Então, esse livro é um barato. É um livro único, não é uma série. Isso é um problema também hoje em dia, né? Você vai começar um livro e você vai falar quantos são? São nove livros, hein?
o cara tá vivo e tá escrevendo mais. Aí desanima, né? Teve uma série que eu comecei a... Roda do Tempo, sei lá, que teve uma série também. É muito livro, muito. E o cara morreu mesmo. E o Brandon Sanders, ele continua escrevendo. Então... Ah, não tive Elan. Meu Deus do céu. Você viu o Tolkien e não conseguiu terminar porque ele demorava muito pra escrever os livros também, né? Então, e aí, essa... Isso que a gente fica pensando sobre Game of Thrones, né, também. Vai que o cara morre,
E aí, como é que vai ser? O Brandon Sanderson vai ter que entrar e dar um jeito. A Adélia tá falando, deixa a Tati falar. Adélia, deixa eu te explicar. É uma conversa, tá? No canal dela ela fala sozinha. Vai lá no canal dela, é só ela falando. Aqui sou eu e ela e a gente tá falando sobre livros, então eu vou falar também. Desculpa aí, tá? As lives que eu faço com os clubes também, é só eu, né? Então eu boto os comentários aí. O pessoal te convidado vai aqui, eu vou ficar assim.
Fala aí, Tati. Aí eu vou embora, vou no banheiro e deixo ela falando, né? Mas e de fantasia?
Fantasia, eu gosto mais dessa linha mais Tolkien mesmo. Ah, também. Deixa eu pensar. Eu li, na época em que eu fazia publi, eu abri o canal pra publi durante um tempo, eu lia muito autor independente. E, cara, como tem escritor independente de fantasia. É impressionante. Eu acho que é o que mais tem, viu? É o que mais tem. E eles também são prolíficos. Não é um livrinho só, não. É uma trilogia. São 15 livros. O pessoal tem... Você gosta? Ah, eu adoro. Eu faço, todo ano eu faço um especialzinho.
de terror em outubro. Tem diferença em horror e terror? Cara, tem. Agora, de cabeça, não vou saber te dizer qual dos dois é qual. Já me explicaram também, eu não lembro. Mas um deles é uma coisa que te assusta, mas não te mostra exatamente o que é. E o outro é mais explícito. Você vê a criatura, você vê o outro. É só uma sensação. É quase um suspense. O Lovecraft falou que é horror. Horror cósmico. É, então. Porque você vê a criatura, né? É uma descrição
Lovecraft é bem pesado. Mas ele tem os contos de Alentúmulo que são bem legais também. O Lovecraft. Ele tem umas histórias de fanta de casa mal-assombrada, de cemitério. Ah, eu vi uma do cemitério que é boa dele. Bem boa. Eu acho interessante. É, o Stephen King tem coisas que eu gosto, tem coisas que eu não gosto muito também, porque ele escreve muita coisa diferente. Não dá pra acertar sempre, né? Mas quando ele é bom, ele é muito bom.
Você pega um cemitério, você pega um iluminado. São livros redondos. Cemitério é triste pra caramba, né?
É terrível. É um dos animais lá, né? Então... Nossa, esse livro eu fiquei mal aí. E quando você vê ele falando sobre o livro, né? Não, não vi. Porque ele fala que ele tava observando os filhos brincando. E tudo bonitinho, assim, os filhos brincando no chão da sala, ele, sei lá, lendo um jornal, olha pras crianças e aí ele começa a imaginar. E se eu perder uma dessas crianças? O que vai ser de mim? E aí ele entra num negócio, assim, meio mórbido, né?
Sei lá, meio sombrio, se tranca no quarto e escreve a história. É porque eu acho que nenhum filme baseado nesse livro é tão pesado
livro mesmo. E é um livro de zumbi. É a história do zumbi do Stephen King. Pois é. Tem um cemitério de animais e o filho morre. Isso é logo no começo. É o filho ou a filha atropelada? E aí ele enterra nesse cemitério sagrado. E aí coisas estranhas começam a acontecer. Exatamente. Era um território indígena. Sempre aquilo. Cemitério indígena. Não construam nada em cima de cemitério indígena. Aliás, eu acho que o Brasil está assim porque foi feito em cima de um cemitério
indígena aqui. A minha casa foi feita assim, cara indígena, cara. Você acredita que toda madrugada tem uma coruja que fica lá cantando o tempo todo. Sério, cara? Sério. Sério. Coruja orelhuda, cara. Perto da sua casa? Não, no condomínio de moro. Nossa. A madrugada inteira lá. E o pessoal aí reclamando. Ainda bem que isso é coruja. O meu é um trânsito à noite, o cara buzinando. A coruja tem aquela coisa sinistra de virar o pescoço. É, cara. 360 graus. Total.
Mas Tati, você está agora com o curso, você está... É o diabo de leitura? O que é? Para você ensinar a pessoa a ler? Ou ler melhor? Não, não. Não é um método de leitura, né? Eu criei, na verdade, um conteúdo que eu imaginei que eu fosse falar por uma hora e meia e acabei falando por nove horas. Sério? Então eu dividi por tópicos. Mas qual que era a ideia inicial sua? Era um pedido do pessoal? Misturou com pedidos, com coisas que a gente observou nos últimos anos.
Começou com essa questão do porquê as pessoas estão enxergando o que não tem no livro,
Ah, tá, tá. Então, ou você tem um pessoal, dentro das comunidades de livro, você tem, assim, dentre os influenciadores, você tem ou um pessoal muito politizado, e eles vão enxergar causas progressistas em absolutamente todos os livros, então eles vão destacar o feminismo, o racismo, tudo isso, em livros, obviamente, que não foram escritos pensando nisso, mas aí você vai dizer assim, ah, mas a obra é aberta, eu posso interpretar da forma que eu quiser, ok. Ok. Só que você...
Exato, mas aí você precisa deixar claro isso pro seu público também. Existe uma certa responsabilidade, né? Quando você abre um canal que na hora que a gente abre a gente não pensa nada disso, né? Você quer só fazer seu conteúdo, enfim, conversar com as pessoas. Eu posso fazer uma leitura de que Drácula é um ódio à homossexualidade, por exemplo, e fazer toda uma leitura em cima disso. Eu posso ver aquilo como o medo da morte, não sei o que. Aí você faz em cima disso, faz todo um tratado, mas aí é você.
ser, né? Exatamente. Tem isso e tem também aquele pessoal que, eu não sei o que acontece, acho que eles fazem leitura, eu já vi alguns influenciadores afirmando que eles fazem leitura dinâmica. Aí, meu amigo, como é que você faz leitura dinâmica? De passar rapidão, assim? Exato. Então, assim, é uma coisa tão absurda que você vê muita gente batendo palmas, você vê gente perguntando assim, ah, como é que eu faço, né, pra aprender leitura dinâmica?
Sabe? Pra que isso? Pra ter uma quantidade de livros, né? Pra chegar num fim de mês e falar, ah, li 30 livros. O que adianta você absorver
10% do livro, né? Então, aí você tem... É aí que entra a questão da responsabilidade que eu falei. Você tem lá influenciadores fazendo isso. E aí você tem o pessoal que tá olhando praquilo e falando, cara, eu nunca vou conseguir, não vou nem começar, porque eu não vou conseguir. Então tem isso. E eu fui observando principalmente essas interpretações estranhas, porque é dado pra você como uma grande verdade. E isso é uma coisa...
Deixa eu pensar aqui num exemplo. Pra cinema também, né? Crítico de cinema, às vezes. Ah, se você não entendeu isso é porque você é
Meio que isso que eles estão falando para você. Exatamente. Às vezes não tem nada, é só uma historinha. O autor só quis explicar aquilo. A gente fala muito assim em faculdade de letras, até no colégio mesmo. Ah, qual é a intenção do autor? Ah, poxa, se o autor não deixou por escrito, a gente vai passar uma hora e meia da aula aqui discutindo a intenção do autor, sabe? Eu sempre achava que o professor não preparou aula e vamos falar uma hora e meia aqui sobre isso.
Sempre tive essa impressão. Mas a gente vê isso sendo colocado também nas interpretações das pessoas.
pessoas. Aí o que acontece? Eu pensei em um material pra ajudar as pessoas a lerem, é só isso, o que está no livro. Não leia rápido, leia com calma, leia no seu tempo. Tudo começa com a implementação. Eu vou lá pro início de tudo, implementação do hábito. Então, olha só, você tem o hábito de ver séries na Netflix. Você assiste antes de dormir cinco episódios de uma série. Eu não espero que você pare este hábito, porque você gosta.
Claramente, você está fazendo isso porque você gosta. Mas eu espero que você corte um episódio. Então, em vez de ver quatro, cinco. Esses 40 minutos, pega aquele livrinho que está tomando pó. 40 minutos, você lê umas 50 páginas aí, talvez. Então, para quem não tem o hábito, vai ler duas, três páginas. Um capítulo que for, né? Exato. Um capítulo por dia, imagina. A pessoa não entende que se você ler um capítulo por dia, você lê bastante. Então, até você implementar o hábito, e vai chegar uma hora que você vai chegar
livro que você vai cortar dois episódios, entendeu? E dali a pouco você não vai estar nem lembrando mais daquela série que você estava vendo ali, entendeu? Você vai querer saber o que estava acontecendo. É muita coisa brigando com o tempo da gente hoje em dia, né? Exatamente. Há quem diga que o tempo da leitura é um tempo roubado, né? É aquele tempo que você poderia estar com seu filho, andando com seu cachorro. Não, mas qualquer coisa é um tempo roubado.
Se você estiver assistindo série também, né? Se você estiver em um restaurante, ao invés de comer em casa, você perdeu uma hora até ir lá e mais uma hora pra voltar, às vezes.
Se você for pensar assim, e a gente escolhe com o que a gente quer gastar o tempo. Exatamente. Eu estudava período integral em um Senai, quando eu era jovem. Senai Baramato, lá em São Bernardo. São Bernardo? São Bernardo. Morei lá, em 17. Aí, ó. Bairro Assunção. Assunção, era pertinho. Eu estudava no Parque dos Pássaros. Sei, sei, perto mesmo. Então, e eu morava no Taboão, que é a divisa com Diadema. Morava em Diadema. Diadema é zoado, hein? Hein? Não vou falar nada, mas eu morei em Diadema também.
na festa junina de Diadema, pintava o dente de branco, cara. Você pegou minha piada e tá contando. Minha piada do meu stand-up e você contando como se fosse sua. Você não tem cara de pau? Eu sou cara de pau, cara. Pra você ver que eu conheço sua obra. Só que não dá crédito, né? Contou e quem ouve falou, nossa, que piada boa. Eu morei até os 30 anos lá. Meus pais moram lá. Eu morei muito pouco em Diadema e depois já fui pra São Bernardo, depois morei dois anos em Manaus e depois aqui pra São Paulo.
Mas em São Bernardo eu fiquei até os 17, né? E estudava em Santo André. Adoro, adoro. O ABC, eu sou muito ligado. O ABC tem essa cultura de colégio técnico. É. É uma... Ensinar a molecada a trabalhar logo. Então, eu fiz química. Qual que é aquele famoso, né? Em Santo André, que todo mundo estudou lá. Tem Ete. Ete, Ete. Meu, um monte de amigo meu estudou lá na Ete. Muito. É por causa das metalúrgicas, né? Meu pai trabalhou na Brastemp.
na Scania. Meu pai era da Ford. É? Ford era lá também? Era, né? Era no Taboão, mais afastado. A Vox na Anchieta, né? Aí a molecada... Scania na Anchieta também. Dava 14 anos, a gente já tava fazendo vestibulinho. É, pode crer. Mas aí como eu estudava período integral, às vezes tinha uma aulinha vaga, aí todo dia que você tá animado pra conversar com seus amigos, às vezes eu ia pra biblioteca, pegava um livrinho, sentava lá na grama, aí sempre vinha, né? Ah, chata da Tatiana.
Olê, vem aqui conversar. E era pra conversar sobre nada. Pra contemplar o mundo, falar mal. E aí, o que você acha da Andrea? Fala aí, Tati. Deixa eu voltar pro meu livro. Então, eu lá com o meu livrinho. Mas é verdade. Eu, quando morava em São Bernardo e tinha que vir pra cá, que estudava na Panamericana, eram três livros, três livros, não, três conduções. Eram duas ou três horas de horas. E eu lia muito, né? Quando você tá em transporte público, você tem muito tempo livre e tem que ficar ocupando. Hoje em dia é celular, mas na época não existia celular, né?
que tá. É aí que entra essa questão de que a gente tá gastando mais tempo com conteúdo. Aí você fala assim, mas eu estou adquirindo cultura, tô consumindo conteúdo. Nem sempre, né? Ah, cara, esses vídeos curtos. É, curtos. Você não tá adquirindo, não. Então, sabe? E assim, mesmo questão de podcast, assim, você nota que é um pessoal que ou tá trabalhando, tá cumprindo alguma função mais mecânica e que consegue ouvir a gente, né?
Durante mais de uma hora, né? Então você tem, assim, os momentos do dia em que você consegue
ouvir uma conversa que vai te trazer algum tipo de... Eu fico feliz que muita gente usa o podcast nesse tempo vago. Quando tá no Uber, quando tá na academia, quando tá, assim, tipo, em vez de perder esse tempo vendo besteira, o cara tá vendo duas horas, pelo menos, de alguma coisa que vai ser aproveitada na vida dele. Tá vendo astronomia, tá vendo história, geografia, esse papo sobre livro. Isso eu acho legal. É um mundo onde essa dopamina, né? Essa coisa rápida.
longo, né? Porque, você deu bons exemplos, né, aí do trânsito, não tem como ler no trânsito, você está dirigindo. Ah, vou ouvir um audiobook, aí existe essa briguinha hoje em dia. Você tem preconceito ou não? Não é questão de preconceito, eu uso o áudio como ferramenta. Eu tento ler, eu tento ouvir o audiobook, mas eu estou com o livro junto, assim, porque só o audiobook, às vezes eu dou uma viajada e falo, pô, o que aconteceu?
Eu tenho que voltar, só que quando eu estou no audiobook, aí eu volto um pouquinho no livro, eu leio um pouco e um pouco no audiobook, aí rola.
A gente tende a dispersar mais na oitiva, enquanto a gente está ouvindo alguma coisa, do que quando a gente está lendo. Porque toda a sua atenção para a leitura, a atenção é maior. A gente é o pessoal que entende mais de neurociência, que vai saber te explicar melhor. Assim como você escrever à mão, é melhor do que digitar. Exatamente. É um tipo de concentração que você precisa para decodificar as letrinhas e formar as imagens, que não é o mesmo exercício.
leitura como um aprendizado passivo também, né? Afinal de contas, tá ali no livro e você tá só adquirindo aquele conteúdo. Mas existe um exercício que você precisa fazer pra decodificar aquilo que você tá lendo. Agora, o Itiva, não. O Itiva, você tá relaxado, tranquilão, tá só ouvindo o que tão te falando ali. Eu vou te falar que eu tive que reaprender a ler, viu? Porque eu sempre li muito, lia três livros ao mesmo tempo, aí comecei a trabalhar com internet, essa coisa de celular e não sei o quê. Aí, nos últimos, no último um ano e meio,
essa dificuldade. Leia aquela... Toda hora tem que procurar o celular, dar uma olhadinha e aí não dá pra você prestar atenção na leitura e ficar toda hora no celular. E aí só mudou mesmo quando eu tinha convidado que eu tinha que ler livro em um dia, dois dias e aí não tinha como eu olhar no celular. Tava rolando, correndo tempo. E aí eu falei, caramba, eu consigo ter foco. Sim. É só ter a necessidade, né? Mas eu imagino que pras pessoas é difícil hoje em dia ter foco.
Então, mas você funciona bem sob pressão. Tem gente que não. Tem gente que já enxerga
como tarefa, como lição de casa, como eu preciso entregar um relatório para participar de um clube de leitura. Vai ter uma live discutindo esse livro tal dia, preciso ler até lá. Então, já enxerga como uma coisa um pouco mais... Aí ajuda. E tem gente que só funciona assim também. Mas a Masterclass serve para isso também, para dar aquele gás no hábito de leitura também. O que o pessoal te fala hoje em dia? Tem dificuldade também?
É a concentração. A principal reclamação que eu ouço é não consigo mais me concentrar para ler.
É muita informação o tempo todo. E aí... E aquela sensação de que você está perdendo alguma coisa, né? Você fica duas horas na frente do livro, você fala, meu mundo está acontecendo lá fora, e eu estou aqui duas horas longe de tudo. Calma também, né? Então, nesses últimos três anos, que a gente não se vê, aconteceu muita coisa na minha vida. Três anos, Tati? Acho que foi. Então, tá certo o pessoal falando que fazia tempo. Então, aconteceu muita coisa na minha vida. Uma delas foi eu me tornei mãe. Então... Mais tempo para...
Meu Deus, como assim? Menos tempo pra gerenciar, não é? Então, como assim ela consegue ler com o bebê no corpo? Mas aí é que tá, o pessoal precisa entender que aí entra a nossa responsabilidade. Sempre que eu tenho oportunidade, eu digo isso pras pessoas. Os meus hábitos de leitura são de quem trabalha com isso. Então não adianta eu dizer pra você acordar de tal hora. Hoje em dia eu tenho pra poder ficar com o meu filho também até a babá chegar e tomar conta de um período em que eu posso ficar só trabalhando. Nós, né? O André também trabalha em casa, né? Nós dois temos home office.
Então, pra que a gente possa trabalhar grosso ali, até as quatro horas da tarde onde ela vai embora, e aí eu retomo o Zé de novo, meu filho. Então, aí, pra eu conseguir fazer isso, eu acordo às três da manhã. Aí, como é que eu vou dizer isso pra você? Ó, você quer ter o hábito de leitura? Acorde às três da manhã. Ah, por volta de umas oito eu já tô emprestável. Ah, tá. Oito horas, a gente tá aqui ainda, né, Homer? Ainda tá esquentando o papo aqui. Ela acorda no horário que eu vou dormir, cara. Aí, ó. Verdade, verdade.
É verdade, é verdade. O horário que a gente tá indo dormir, ela tá acordando. Tá escuro ainda, mas também deve render coisa pra caramba. Eu fazia isso quando meu filho nasceu. Eu acordava, tipo, 5 horas da manhã. Eu falava, nossa, como o dia é comprido. Eu não sabia que o dia é tão comprido. Chega meio-dia, eu tinha feito tanta coisa. Eu falei, cara, como assim? O dia é tão comprido antes do meio-dia. Hoje em dia é curto pra mim.
E eu funciono muito melhor de manhã. Então, tá vendo? São hábitos que não adianta eu dizer, faça isso você também.
Quer acordar três horas da manhã para ler um livrinho. Como você lê? Qualquer lugar ou você tem seu cantinho? Então, não. Dentro de casa a gente meio que criou vários cantos confortáveis. Estão na sala, tem sofás ótimos. Dentro do meu escritório também tem uma cadeira boa. Você consegue ler com televisão ligada, com gente gritando? Não. Aí o que eu faço? Eu preciso dos meus subterfúgios. Aí eu boto um fone de ouvido que cancela ruídos. Põe uma chuvinha ali. Manda todo mundo embora. Às vezes não dá.
fazer tudo isso, pra que você foque. Quantos anos tem a criança? O Zé tem um ano e meio. Um ano e sete meses. Ah, ainda tá? Ainda tá da trabalho. Então. Mas ele dorme a noite toda, então eu não tenho do que entrar. É uma benção. Desde que ele chegou do hospital. Dorme a noite toda. Isso é bom, isso é bom. Então, eu consigo dormir num blocão de seis, sete horas ali à noite, então não se preocupem comigo que eu durmo. Mas tá, a pessoa tá em casa e tá falando, e eu, o que eu faço? Eu trabalho todo dia,
cheguei em casa cansado, o que que eu faço? Tá, isso é outra coisa que eu digo lá na Masterclass pra todo mundo. A questão é a seguinte, ó, você precisa achar o seu tempo em que você não precisa fazer nada. Ó, você já cumpriu todas as suas obrigações, você já trabalhou, já cuidou da casa, já cuidou do filho, o que que você faz nesse período em que já tá tudo bem? Você já tomou o seu banho, você tá relaxado, o que que você faz?
Você pega o celular e fica meia hora no Instagram? Meia hora no TikTok? O que que você faz? Não, seja honesto, não precisa me falar, não precisa digitar aí, mas pensa. Você sabe, né? Exatamente. Então,
Substitua parte desse tempo. Comece substituindo parte. Não elimine as coisas que você gosta de fazer, senão vai virar um aborrecimento ao invés de um hábito bom que vai te trazer frutos. Porque a questão da... Começa pela questão da concentração. Se você habitua... Deixa eu perdoar aqui o Vitor, tá? Me perdoe, mas que mulher linda, meu Deus. Tá perdoado, tá? Muito obrigada. Olha lá, meu pai tá aqui. Vitor, fica esperto aí. O cara é grande.
Achei legal, me perdoe. Ela perdoou, o marido dela não. Eu posso perdoar, tranquilo. Não tenho nada a ver com isso. Obrigada. Fico tímida. Olha só, até perder. Ah, da pessoa aqui. Os 30 minutinhos que fica rolando o TikTok, o Instagram e tal. Você encontra esse tempo que eu chamo de tempo de nada. É aquele tempo que você não precisa fazer mais. Você já está pronto para descansar. Normalmente depois do banho, né? Que dá aquela relaxada.
Fala pro... O que eu vou fazer agora? Então, esse é o seu merecimento. Não entendo errado, tá? Você vê algum problema da pessoa ler na cama antes de dormir? Eu não vejo problema nenhum. A não ser que a pessoa tenha o sono muito... Um parágrafo, já tô dormindo. Eu que tenho dificuldade em dormir, os médicos falam pra eu ler antes de dormir, que isso facilita... Então, porque você tá... Pra mim é o contrário. Você tá diminuindo.
Eu leio... Vai ler um terror aí? Aí fica difícil de dormir, porque eu tô... Nossa, que livro legal! Fico viajando aí, eu que não durmo mesmo.
Eu já virei noite lendo. Também todo livro é muito bom. Vixe. Aconteceu isso várias vezes comigo. Ah, vou ler antes de dormir um pouco. Quando eu vejo lá, estou 4 horas da manhã. Meu Deus, amanhã está o convidado chegando aí e eu ainda estou lendo. E aí o pessoal olha para a gente e fala que chato isso. Cara, não. Experimente. Você precisa experimentar isso. É que é uma coisa solitária mesmo. É diferente você estar com a mulher, estar com a namorada e assistir uma série, um filme. É uma coisa que você divide. Leitura não tem como.
O pessoal diz que é o hábito mais individual e também o mais compartilhado que existe. O que é compartilhado? O individual é porque você precisa realmente do seu momento, o seu foco, é você e o seu livro na mão ali, acabou. Mas hoje em dia, o que você pode fazer com a sua leitura? Você pode criar o conteúdo. Mas é isso que a gente vê, esses influenciadores com tantos seguidores, e a gente vê que não estão lendo. Os vídeos são assim,
novos que entraram pra minha estante. O tag do não sei o que lá. Tem muita gente comprando pra colecionar, né? Exatamente. Olha que edição linda da Darkside, não sei o que. Tá, mas lê tem umas palavrinhas lá dentro, né? A gente vê muito conteúdo, assim, que é lista. Livros para os dias da mães na literatura, sabe? A gente vê muita coisa assim. Mas, cara, ok, me fala do livro que você tá lendo. Que começou assim. Começou com Tatiana lá em 2008, 2009, fazendo vídeo de comprinhas. Mulherado fazia
tu disse na época. Nas minhas comprinhas no mês sempre tinham uns livros. Ah, não era comprinha só de livros. Não, não, não. A gente falava de maquiagem. Hoje em dia é recebido, porque a editora manda para os influenciadores. A gente recebe livro aqui. Muito livro, né, Homer? É verdade. Por semana chega uns 20 livros aqui. Às vezes mais. Esses 20, quantos são aproveitáveis? Olha, que difícil dizer, viu? Eu tive que fechar minha caixa postada. Chega muita coisa.
gente que autopublica, né? Muita gente manda coisa aqui. Então, a gente sabe, você acredita no seu livro e tudo, mas a fila é grande de leitura. É, então, a vida é muito curta pro tanto de livro que a gente tem que ler, né? Então. Eu tenho uma estante lá com tanta coisa que eu quero ler, e às vezes tá na fila e passa a coisa na frente, porque você vem aqui e me fala, esse livro mudou minha vida, você fala, pô, vou. Tem que ler agora.
Ontem veio um convidado e me deu o livro dele, eu só li um pouquinho e falei, cara, vou ter que ler, não tem jeito, né? Então.
É muita coisa. Mas aí para o pessoal que está começando agora, que está se autopublicando e tal, dá uma procurada em influenciadores que oferecem esse serviço. Eles já têm um público, você vê ali a média de visualizações, vê se é interessante, vê quanto a pessoa cobra e manda ver. Porque realmente, às vezes, o envio do seu livro para alguém que você já sabe, que tem uma lista longa de leitura, você acaba perdendo dinheiro, disposição, enfim. E vamos falar o que muda na vida da pessoa que lê.
muita coisa. Então, desde essa questão da criação do hábito na infância, desde você colocar a criança no colo e ler o livrinho junto, vai chegar um momento em que a criança vai te trazer o livrinho que ela quer que você leia, entendeu? Este hábito, e de repente esta criança vai começar a pegar os livros e sentar sozinha, folhear aquele livro. Óbvio que ela não sabe ler, mas ela se lembra da história que você contou mil vezes, porque criança é assim, né? Quer que você leia mil vezes o mesmo livro.
E aí ela lembra da história. Ou ela está simplesmente olhando as figuras. E as figuras contam uma história também. Isso também é importante. Vai chegar uma hora em que essa criança vai ser alfabetizada e ela vai pular dos livros ilustrados para o livro só com letrinhas. Entendeu? Então, assim, é uma coisa que puxa a outra. Mas o que eu queria te dizer é o seguinte. O momento em que essa criança está sentada sozinha com o livro, se ela está só olhando figuras ou se ela está lendo já alfabetizada, já está lendo a historinha, olha a concentração dessa criança.
Essa concentração, ela vai desenvolver para o resto da vida. É a mesma concentração que o cirurgião vai precisar para fazer uma cirurgia ali na frente. Até para estudar para a prova, que ele vai precisar na escola. Até chegar a esse caminho, sim, exatamente. Para você conseguir responder as questões da prova, você precisa ter estudado. Ah, mas eu colei a vida inteira e passei. Ok, meu amigo? Você é o James Bond aí. Ótimo. Você colou em todas as provas da sua vida. Mas não é... Entendeu? Então, existe...
livros só ao mesmo tempo. Deve ser só ao mesmo tempo. Agora eu leio quatro de boas. Aprendi com essa mulher incrível, Tatiana Filtrin. E outra pessoa está perguntando ainda não sei qual tipo de livro pode me prender. Como posso me achar? Então, pensa no tipo de histórias que você gosta de acompanhar. Desde novelas até seriados. Que tipo de história você gosta? Então, se você gosta de romance, se você gosta de terror, se você gosta de fantasia. Comédia. Com certeza. Hoje em dia,
vamos usar o chat GPT para o bem, você pode pedir uma listinha para o próprio chat. Eu gosto de livros que tragam um romance assim, assim, assado. E ele vai te trazer alguma dica ali. Então, a primeira coisa que você precisa identificar é que tipo de história te prende. Que tipo de história você passou quatro, cinco temporadas assistindo. Às vezes, essa própria série que você está assistindo foi baseada num livro. É baseada num livro, né?
Uma série de livros e tal. Exatamente. Então, já começa por aí. Você já conhece os personagens, veja se aquilo ali te prende. Entendeu? E o bacana é que você
Você pode experimentar. Eu não sei se eu posso dizer nome de produtos aqui. Por exemplo, o Kindle. Sei. Sou um fãzaço de Kindle. É uma ferramenta muito bacana, mas você não precisa ter o Kindle para baixar as amostras grátis dos livros. Não. Você basta ter o aplicativo gratuito no celular. O aplicativo vai estar atrelado à sua conta da Amazon e qualquer livro em e-book, qualquer um, você pode baixar a amostra grátis. A amostra grátis traz para você os primeiros capítulos, acho que as primeiras 50 páginas.
nos livros. Às vezes é só o texto de apoio mesmo, é só a introdução, mas na maioria das vezes, além da introdução... Você já vê se gosta do ritmo, se gosta do texto do cara, né? Exatamente. A minha resposta padrão hoje em dia é por onde eu começo a ler tal autor? Escolha você. Não adianta eu dizer pra você. Eu gosto muito de um autor alemão chamado Thomas Mann e todo mundo me fala por onde começar? Cara, eu comecei pela Montanha Mágica, que é um bitelo.
Mas hoje em dia, eu realmente acredito que se você começar pelos contos, histórias curtas, você consegue... Porque o cara é muito filosófico,
ele vai pra uns caminhos, assim, que cansa. Tem autores mais difíceis pra você começar, Saramago é um autor difícil, tem o próprio Tolkien também, né? Você começar pelo Tolkien, né? Vai pelo Hobbit, que eu acho que ele é sério. É, que é o certo, né? Ele escreveu pra ser o primeiro mesmo. Mas, vou acrescentar o que você falou, né? Sobre a vantagem de ler, né? Interpretação de texto, você falou de atenção, você ficar mais imaginativo, você começa a ter ideias. Exato.
numa fantasia e tem ideia pra sua empresa que não tem nada a ver, mas ele aciona vários gatilhos, porque tudo é associação. Toda criatividade é associação. Você junta uma coisa que não tem nada a ver com a outra e cria uma coisa nova. Exatamente. O podcast é junção de um programa de rádio, sei lá, com um vlog ou com outra coisa e vira um podcast filmado. E assim é pra todas as coisas. Todos os pintores foram assim, os escritores também. São a soma das pessoas que eles conhecem. E é muito
legal. Eu agradeço muito a... Eu li muito, muito na minha adolescência, na minha infância. Se eu não tivesse lido, eu não conseguiria chegar onde eu cheguei. Certeza. Então, e você sabe quais são os autores a quem você deve recorrer, se você precisar de alguma... E vocabulário, né? Você tem um vocabulário muito mais rico, né? Exatamente. Eu hoje vou escrever, eu sinto falta e aí eu falo, claro, não tô lendo tanto quanto eu li antes.
Porque quando você lê, essas palavras voltam a ficar na tua cabeça, né? Exato. Sinônimos e tal. Porque não é fácil. A gente fica com
limitado de palavras, usando sempre as mesmas palavras. Ó, nós temos um sobrinho que tá começando a ler agora. Um cafifô, tem 18 anos. Acabou o colégio já e ainda não entrou na faculdade, ainda não sabe o que vai fazer, mas enfim. Pegou lá o primeiro livro pra ler. Ele quis ler o quê? Musashi. Um livro enorme. Mas ele se interessou pela história, não interessa. Falei pra ele, ó, tem o mangá, que é o Vagabond, você pode experimentar.
Vagabond, eu li o Lobo Solitário. Vagabond, você já leu? É bom? Então, eu tô no décimo volume,
Não é tão bom quanto o Lobo Solitário pra mim. É um negócio absurdo de lindo. Mas eu vou tentar a Vagabond. Então, mas o... Ele tá lendo ou vai ler? Ele começou a ler, já tá. Acho que no segundo é o terceiro volume do mangá. E aí se interessou pelo livro. Eu tô tentando fazer meu filho ler One Piece, né? Ah, legal. É gostoso. Eu acho que ele vai curtir. É divertido. Tem umas coisas mais adultas ali no meio. Tem? Ah, então eu vou pegar outra coisa mais...
Não, mas é... Será? Depende do seu direcionamento. É, eu vou ler primeiro, que eu nunca li o One Piece.
Vou ler uns dois. Dá uma olhada no código de barra, qual é a indicação. Eu acho que é 14 anos, alguma coisa assim. Ah, ele tem oito, então. Mas é divertidíssimo. Guarda ainda, por mais um tempo. Então, é que nem na... Eu sempre falava isso nos meus vídeos de quadrinhos e mangás, né? Eu falava, Berserk, é um barato. Eu falava, esse aqui você não vai dar pro seu irmãozinho. Termina de ler. Porque é pra mais adolescente, assim. Pesadíssimo.
É? Não, é pesado demais. É que nem a Takon Titan. Você vai dar pra uma criança ler? Exato. Então, os monstros que comem as pessoas, que se alimentam de seres humanos, né?
Então, mas o que eu ia te falar do nosso sobrinho, do Fred, é que ele começou a ler o Musashi. Eu falei assim para ele, ó, você lê um capítulo por dia, vai vendo. Se você não gostar do livro, não tem problema, segue no H. E aí, nisso de eu falar para ele ler um capítulo por dia, eu mostrei. Os capítulos são super curtinhos dentro do Musashi. Então, se você gostar, em um ano, talvez você termine o livro. Mas aí, ontem encontrei com ele, perguntei do livro, já estou na página 80.
Então, assim, avançou, entendeu? E é o primeiro livro. Então, ele me falou, às vezes tem umas palavras ali que eu não conheço,
buscando. Quando aparece de novo, ele já não precisa buscar. Então, assim, você vê, é uma questão de incentivo. Eu acho isso bacana demais. A pessoa não tem o hábito e, de repente, ela escolheu uma história que interessou, entendeu? E vai embora. Então, a questão é experimentar. Por sorte, ele mora na nossa casa, é nosso vizinho de casa, né? E trabalha com o André. Então, nossa casa é uma biblioteca imensa. Nós dois trabalhamos com livros. Então, tem livro ali que é só a pessoa chegar, escolher,
com calma, entendeu? Mas a gente sabe que existem muitas casas em que a família não é leitora. O que a gente vai fazer com essas crianças? É, eu tô com problema com o meu filho, né? Como ele mora com a mãe comigo, e aqui tem muito livro, e ele é muito ligado em Roblox, né? Então eu tenho que fazer um sacrifício pra... Esse é o Musashi? Esse é o Musashi. Não é a capa atual, mas é... Vou atrás também. Mas eu tô nessa, tem que brigar com ele pra arranjar coisas que ele goste, né? Mas eu acho que eu vou forçar no começo.
Tem que ver. Ele assiste anime? Tem que ver qual é o tipo de história. Assiste, mas também não se liga muito. Ele tá acostumado a muito vídeo curto. Então, cara, pra ele pegar... Mas também quando ele gosta. Teve um do robô que a gente assistiu que ele adorou. A gente foi no cinema assistir o do Minecraft. Então, assim, eu tenho que achar um que ele goste logo de cara. Tem um de futebol aí. Blue, não sei o quê, que ele tava gostando. Que é de japonês, mas é anime de futebol.
É, tem que achar o gosto dele, achar um livrinho. Tem que ver se ele assiste One Piece. Oito anos ainda tá cedo pra Harry Potter. Tá, tá cedo. De repente um Percy Jackson. Gosta de mitologia? Ele, não sei. Ah, eu acho que ele gosta. Então. Mas pra leitura ou pra eu ler pra ele? Então, o Percy Jackson é um livro que eles chamam de middle grade. É pra crianças de 10, 11 anos. Tá com 8 ainda, né? Vou comprar, nem tenho aqui. Mais um pouquinho. E são livrinhos divertidos.
porque eu nunca li. Então, e aí... É uma linguagem muito mais simples que Harry Potter, por exemplo. Ah, tá. Mas é divertidíssimo. Tu separa, né? Piada boba o tempo todo, sabe? Boa, vou atrás. Mil chaves, assim. Então, vamos continuar, então, nesse assunto pra criança, pra adolescente, que coisas que você sugere. Quadrinho também é bom, né? Então, o quadrinho, aí depende, né? Porque o que é legal dentro do quadrinho, na minha opinião, porque eu não cresci lendo nos meninos.
Meninos leram muito... Turma da Mônica, sim. Eu ia dizer, eu ia falar sobre os quadrinhos de super-heróis. Então, também sabe que não me pegou quando era... Eu só fui ler depois de adulto. Não, eu fui alfabetizada com Turma da Mônica dentro de casa. Eu também. E o da Walt Disney também. Eu lia muito Walt Disney. Sim, o Pato Donald, o Tio Patinhas. O que eu ia falar? Só que o politicamente correto chegou a Turma da Mônica. Sério? Então, só pra sorte do Zé, eu guardei muita coisa.
da minha infância. Muitos quadrinhos dos anos 80, 70, da minha irmã. Relíquias? Tá tudo lá na casa minha mãe. Preciso resgatar. Então, porque a pauta, a agenda tá lá também. Quando eu li também os livros do Monteiro Lobato, eu gostei bastante. Mas Monteiro Lobato, vai falar de Monteiro Lobato na comunidade. Canceladíssimo. As pessoas não conseguem separar autor de obra. É difícil às vezes também. Eu voltei a ler Sandman e realmente é difícil.
Você lê alguma coisa do Neil Gaiman. Sabendo do autor, né? O que ele fez é complicado. Tudo de doente que tem dentro do Sandman. É, então. Eu não li o Neil Gaiman depois de tudo aconteceu. Então, eu não sei qual vai ser a minha perspectiva. Eu tatuei uma frase dele, olha assim. Isso aqui foi antes, tá? Eu não sabia. Da parada dele. Aí você fala, não, mas eu tenho que separar o autor da obra. Mas eu separo, eu separo. Eu separo.
Outra coisa importante também pra leitura que ela promove é a questão da alteridade. Eu prefiro esse termo, a empatia.
Alteridade? Você se coloca no lugar do outro quando você está lendo. Ah, isso é verdade. A questão da empatia é um termo que meio que se esvaziou hoje em dia. As pessoas acham que você ter empatia por alguém significa não só compreender, como abraçar a pessoa. Então vamos ao termo alteridade aqui. Alteridade é simplesmente, enquanto você está lendo o livro, você está se colocando naquela situação. É o famoso o que eu faria se eu estivesse ali. O que é ótimo porque te traz ferramentas
você realmente pensar em situações difíceis. Lidar com a vida, né? Você vai ler lá um crime e castigo, por exemplo, o que eu faria se eu fosse esse cara que matou uma senhora ali achando que ia pegar rios de dinheiro e pegou só uma bolsinha de moeda e se arrepende de jogar fora a bolsinha de moeda. Sabe, o que eu faria nessa situação? Como eu faria para não entrar nessa situação? Enfim, então toda essa questão de você se colocar ali é uma coisa importante.
Aí vem aquela frase do George Martin, que eu acho que ele colocou no Tyrion, que é aquela coisa
de que um homem que lê vive mil vidas. Enquanto um homem que não lê... Isso é maravilhoso. É uma chance mesmo de você ter várias visões em uma vida só. Você nunca vai viver muita experiência diferente. Você nasceu no Brasil. Você não sabe como é nascer na Espanha. Você não sabe como é viver há 100 anos atrás. E os livros te transportam para esses lugares. Mesmo. São janelas para o passado. Não é historinha para vender livro.
não se colocar naquela região. Você tá lendo o Tolkien, você tá imaginando aquele lugar, a Terra-média, você tá lendo as imóveis, você tá dentro da nave, junto com os caras, é muito legal. Você fecha o livro, você volta pra sua vida normal, mas enquanto você tá ali... Eu gosto de ler mais de um livro ao mesmo tempo, porque você tá muito fechado num livro, você corta, vai pra outro livro, é outro mundo, e um livro, às vezes, técnico, um livro que é, sei lá, sobre sua carreira, sobre alguma coisa que você quer aprender. Mas essa questão da alteridade,
Aí você pode pensar assim, ah, mas o cinema também me fornece, me proporciona a alteridade. Mas é diferente. É mais passivo, né? Exato. E você tem tudo pronto ali pra você. Cadê a sua imaginação? Cadê o seu tempo? Enquanto você tá lendo, você faz a pausa que você quiser, a reflexão que você quiser. Volta. Tô pensando no cinema. É, você não pode voltar. Entendeu? Então, são experiências diferentes também. O audiovisual tá pronto pra você. O livro, não. O livro você constrói enquanto você tá lendo.
joguinho. Age of Empires. Você ia andando e o mapinha ia sendo criado. A leitura é aquilo ali. Conforme você vai lendo, a história vai se criando, vai aumentando dentro da sua cabeça. Eu tenho essa imagem na cabeça também. Só que aí tem um detalhe também. A alteridade, como eu ia dizendo, ela pode te colocar em situações boas ou não. É sempre aquela questão do que eu faria. Eu sempre lembro do exemplo do Lolita do Nabokov, que é outro livro que muita gente lê errado. Tem gente que realmente enxerga romance ali. Mas olha só, o livro
foi escrito em primeira pessoa. Então, ele é um livro criado pra fazer você sentir repulsa. Ah, é? Entendeu? Então, você está na cabeça do pedófilo. Como é que aquilo pode ser um romântico? Entendi. Então, ó, você está... É uma... Existe um incômodo. Ele está dizendo, ó, eu vi isso, eu fiz aquilo, entendeu? Você, enquanto você está lendo, você é aquele pedófilo. Olha o que ele fez com a gente. Nossa. Então, é uma coisa pra você ficar absolutamente embasbacado no sentido de,
Eu não quero isso aqui, eu não quero saber isso aqui. Entendeu? Você se obriga a terminar aquela história, porque aí ele vai colocando elementos de comicidade. Dá pra rir lendo Lolita. Mas são provocações que ele vai jogando ali, porque chega uma hora que você já fala, cara, o que esse cara tá fazendo? E são situações absurdas. No filme do Kubrick, não sei se você chegou a ver o filme, o Kubrick tem um filme sobre Lolita em que ele coloca cenas que são tipo trapalhões.
Eu nunca tinha entendido aqui, porque eu fui ler o livro muito depois. É um filme preto e branco.
que ele tá num quarto de hotel, né? Ele leva a menina pra esse hotel, só que ele entra no quarto primeiro porque as camas são dobradas de ferro, assim, sabe? E aí ele precisa abrir aquelas camas. E aí é uma situação bem, sabe aquela coisa de abrir uma e fecha? Fecha, tá. Com musiquinha, do tipo, trapalhões. E eu nunca entendi aquilo. É porque o livro tem alguns momentos cômicos ali no meio, entendeu? Então ele trouxe aquilo pro cinema também.
Ao mesmo tempo que ele tá te mostrando, olha só, é um homem de 40 anos, levando uma menina de 12 pra um hotel.
Por que vocês estão rindo? Então é assim, é uma coisa pra você pensar, o cinema te proporciona isso, mas não como no livro você tá na cabeça do cara. Então a alteridade também te proporciona esse asco, né, em alguns momentos. Tem um livro que eu gosto bastante também, chamado As Benevolentes. Você está dentro da... é a primeira pessoa também, e é um caramba. Você está dentro da cabeça de um carrasco nazista. Entendeu? Então é o tempo todo.
Ele vai te mostrando todas as atrocidades que ele fez, e você tá lendo ali, eu fiz isso, eu fiz aquilo.
escrito meu livro ou não? Eu não lembro. Você não tem meu livro? Não tenho. Então lembra de eu dar meu livro pra ela. Autografado, por favor. Esse é o livro do... Esse é o filme. Esse é o filme do Public. Aí, nos anos 90, fizeram um com o Jeremy Irons, que ficou mais romântico ainda. Esse do Jeremy Irons, talvez eu tenha visto. Só que a atriz é mais velha. Pelo menos... Olha isso, cara. É uma menina mesmo. É, então. O filme tem essa coisa mais cômica, mas é pra ele te mostrar. Olha só.
Por que você tá rindo? Então, os livros, eles te proporcionam essas chacoalhadas, às vezes. E a gente não se dá conta. Se alguém te falou, se você viu o filme do Jeremy Irons, você entra na leitura de Lolita achando que é um romance. Achando que ele realmente era apaixonado pela menina. Entendeu? É, tem várias chaves pra você ler um livro, né? Às vezes, né? É que tá... O próprio Tolkien, né? Se você for ler pela ótica espiritual, é um.
Se você for ler pela parte histórica, tentando colocar aquilo... É idade média, é...
em qual parte da Europa ele está falando, é outra. Então, só que o Tolkien, ele é um escritor que deixou por escrito muita coisa sobre, muitos comentários sobre a obra dele. Tem muitas cartas, né? Eu acho que existe um livro fácil de achar, que sai pela Walker Collins, que é a tradução das cartas dele. Então, ele fala muito sobre o próprio livro, sobre a produção do livro, sobre aquilo que ele estava pensando. Então, eu não me lembro se é quando saiu O Hobbit ou O Senhor dos Anéis, enfim. Quando ele fala que... Todo mundo começou a falar que aquilo ali é uma
Uma alegoria pra Segunda Guerra Mundial, uma alegoria pra não sei o que lá. E ele dizia, não é alegoria pra nada. Não existe alegoria no Senhor dos Anéis. Só que aí, o que acontece? A pessoa que estuda, a pessoa que lê o livro já vem com outra bagagem e enxerga a alegoria ali. Acabou, entendeu? Eu tô vendo aqui, né? As cartas de Tolkien é uma coletânea de 354 correspondências. Tudo em ordem cronológica, bonitinho. Você vai ler o Silmarillion? Ele tem cartas sobre o Silmarillion. Isso é interessante.
autor de Narnia, né? Sim. Ah, tem um outro volume que é a troca de cartas entre os dois. Ah, é? Porque o C.S. Lewis era ateu quando conhece o Tolkien. Ou vice-versa. Ai, gente. Alguém vai me corrigir aí. Alguém no chat aqui corrigir. É na conversa, na convivência entre os dois que um deles se converte. Se converte também. E Narnia é bem mais explícita essa relação com Cristo e toda a parte espiritual.
vou chutar que é o... Não vou chutar. Melhor não. Mas é um dos dois. Olha, tá falando que C.S. Lewis era ateu mesmo. Ah, então tá. Eu confundo um pouco C.S. Lewis com Chesterton. O Chesterton acho que sempre foi ortodoxo. Enfim. Ou não, acho que o Chesterton também foi ateu no dado ponto da vida. Bom, enfim. Já tô divagando. Não fala todo mundo, porque a gente já sabe. Ele era ateu, tá bom? O pessoal não tem paciência. É, então, foi o contrário do que eu falei. Legal, legal. Então,
Ah, porque o pessoal realmente enxerga essa chave de leitura. Mas muitas vezes o próprio autor está te falando, não pensei em nada disso. O teu gosto mudou durante os anos? Mudou bastante. Só para você ter uma ideia, quando eu comecei o canal, eu fiz uma seriezinha de vídeos sobre os meus livros favoritos. Aí depois, quando o canal fez 10 anos, eu comecei a reler aqueles livros para ver se eles ainda continuavam favoritos. Só que muitos foram ficando para trás. Sério? Fala um que se mantém ainda.
é seu favorito. Ah, Retrato de Dorian Gray, O Mundo dos Ventes Vivantes, tem livro que a gente relê. Esses livros curtinhos, tipo o Retrato de Dorian Gray tem menos de 200 páginas. Bradbury, você já leu alguma coisa? Gosto muito do Fahrenheit 451, que é o Arroz de Festa, todo mundo lê. E ele tem um livro que é meio infantil, eu não vou lembrar o nome agora, sobre um parque de diversões. Algo sinistro, vem por aí. Bem bom, bem...
É uma roda que acelera o tempo. Tem alguma coisa com aquela carrossel, né? Sim, então... Que é alguma coisa com o tempo. Quando eu li, eu acho que eu não gostei tanto assim. Mas sabe aquele tipo de livro que você... Toda hora você se lembra dele? Eu falo, não, esse livro foi bom. Foi bom. Crônicas Marcianas é muito legal. Olha lá, Alco Sinistro, bem por aí. É um tiro que chega na cidade. É, então... É o meu autor preferido. Ele tira esse título do Shakespeare, né?
Sério? Das bruxas de Marcos. Ah, é verdade, é verdade. É interessante. Esse livro é muito bom.
também. Então, esse é um autor que o pessoal geralmente acha que ele é de um livro só. O autor não só lembra do Fahrenheit 45, mas vale a pena conhecer. E o pessoal coloca ele como ficção científica, mas ele escreveu sobre tudo. Fantasia, ficção científica, drama, romance. Escreveu um livro sobre escrever. Eu também leio todos os livros sobre a escrita eu leio. O Stephen King tem um, ele tem um. O último que eu estou lendo agora é o Palanyuk do Clube da Luta. Tem um livro sobre a escrita que é legal também.
Explica a cabeça dele, de como ele escreve, é muito louco. O Bukowski tem um também. Tem? Tem. On Writing. É sobre a escrita mesmo. É muito legal. Então. É bacana pra quem, não só pra quem tem vontade de escrever ou já escreve, né? Sempre acaba pegando alguma dica. Mas até pra quem gosta desses autores, né? Conhecer o processo. Não, o Stephen King mesmo, né? Ele tem esse negócio, acho que até hoje, né? De se trancar e escrever não sei quantas mil palavras.
Ele fala que não sabe. Fala, por que eu vou escrever se eu já sei o final? Ele não sabe o final quando ele escreve. Ele diz isso, que ele vai escrevendo e descobre
final no meio do livro. Ah, mas eu li no ano passado, eu li aquele Dança da Morte, você chegou a ler? É aquele grossão, o enorme. Ah, não consegui terminar não, eu desisti no meio. Eu ia falar isso pra você, você desiste de livro ou você se força até o final? Antigamente eu não existia, hoje em dia eu desisto. Se é, aí é que tá, porque eu transformei meu hobby em trabalho. Então, se eu me comprometo... Mas se for um livro horrível e tá sendo um martírio, mesmo assim...
Aí eu faço a resenha negativa, que é o que o pessoal gosta, eu tava te falando. Dá um exemplo aí.
A última resenha negativa que eu fiz foi do filme, do Mundo dos Meios Vivantes, mas antes disso, no ano passado, eu li duas bombas. Eu li um que se chamava A Biblioteca da Meia-Noite, que era um livro que estava todo mundo lendo. Todo mundo fala tão bem desse livro, está na meia lista aí. É decepcionante? Você precisa ver meu vídeo. Vou ver antes, com certeza. Qual que é a história? Cara, era uma moça que estava num momento difícil da vida e tudo mais. E acha uma biblioteca? Não, não, não. Ela vai ver essa biblioteca e...
negócio de, como é que se diz? Numa outra dimensão, entendeu? E são possibilidades, entendeu? Cada livro é uma possibilidade pra ela continuar, enfim. Mas a questão é que ela tá vivendo uma vida bem complicada, tá bem deprimida, aí o gato morre e ela decide que vai se matar. Nossa! É isso. E aí, é nessa viagem dela que essa biblioteca da meia-noite vai aparecer. E aí, enfim, é isso. Essa viajeira toda que poderia ser bom. E não te pegou por quê? Mas, meu Deus,
do céu, é porque ela vai vivendo essas outras possibilidades e é uma coisa mais estapafúrdia que outra. Sério? Então, não foi bom. E era um livro que era vendido, assim, o pessoal do TikTok, são os sucessos do TikTok, que a gente chama, né? O pessoal dizia que não, este livro mudou a minha vida. Aí você fala, cara, mas é uma escrita, assim, de chorar. Chorar de ruim ou chorar de triste? De chorar de, meu Deus, por que eu gastei meu dinheiro comprando isso aqui, entendeu? Então, eu tenho uma
ali no livro, que acho que ela trabalhava numa loja de instrumentos musicais, e tinha uma guitarra na parede, assim, e um cara vira pra ela e fala assim, nossa, uma guitarra, né, tem não sei quantas cordas a guitarra, você conhece a teoria de cordas? Então, assim, a guitarra lembrou a ele a teoria de cordas, entendeu? Ah, nesse, nossa. Você tá entendendo? Então, é um livro péssimo, é um mal-jambrado, do começo ao fim. Lembra de algum outro?
Então, esse foi o primeiro, e aí no ano passado, no final do ano, eu li o, mais pro final do ano, eu li o Tudo é Rio, de Carla Madeira,
que é um livro que chegou até mim, assim, ó, este livro é maravilhoso, impactante, uma escrita incrível, você precisa ler, uma escrita poética. Aí você pega o livro pra ler, ele é um livro feito para te chocar. A primeira palavra do livro, acho que eu não posso nem dizer aqui ao vivo, mas é um palavrão. É a profissão mais antiga do mundo. Ah, puta. Exato. Ah, achei que era um palavrão pesado, né? Pô, aí... Aí já começa assim, a moça é puta, ela gosta de ser puta, porque ela é a melhor puta da cidade. É isso aí, a história é essa. A puta ficou puta, né?
Nossa, como a puta tá puta. E é isso. Aí você vai lendo a história de como ela se tornou puta. E aí tem toda uma questão também. Bem jovenzinha, tá? Pra dizer o mínimo. Porque ela tem uma idade, assim, de adolescente quando ela começa. E as cenas hot começam aí. É uma coisa, assim, inacreditável. Porque você vê muita gente recomendando este livro por ser pelas cenas hot. Ah, eu só li pelas cenas hot. Tá bom, meu amigo. Você sabe, né?
Quantos anos tem a menina? A galera tem esse negócio desse soft porn aí que a galera curte aí nos livros.
O soft porn, eu tenho pra mim que é feito para mulheres. E mulheres mais velhas, né? Não é possível. Homens não vão achar, homens não vão passar nem da primeira página, a ditadura é rio, pelo amor de Deus. É piegas, ele é melo. Quando chega na parte, é linda escrita poética. Sabe aqueles textão de Facebook? Sabe? Parece aquilo ali, na época do Tumblr, que tinha aquelas fotos bonitas e aí você tinha aquele textão. O Romero tem cara de que lê esses livros aí. Será?
Os 50 tons de cinza você leu, fala aí. Não, cara. Eu que não. Aí depois é os 50 tons mais escuros. Eu leio os 50 tons de cinta. Isso na infância, né? Na vida adulta também. A mãe batendo, né? Se minha mulher me ver pegando esses livros aí, o couro vai comer em casa, cara. Porque é ruim, né? Exato. Então... Não, são coisas que a gente não entende como é que tanta gente diz que é bom. Aí quando aparece a Tatiana reclamando,
resenha negativa, você vê a quantidade de comentários das pessoas dizendo assim, eu achei que eu era louca, porque eu comecei a ler esse livro, eu achei uma porcaria, mas tá todo mundo me dizendo que é maravilhoso. Então eu achei que o problema era eu, não o livro, entendeu? Você vê um monte de comentários assim. Eu acho estranho também quando todo mundo gosta de alguma coisa e eu não consigo me conectar com a parada. Sempre tem mais alguém que não vai gostar.
Se não está sozinho. Que nem doce de leite, né? Acho que eu sou a única pessoa que não gosta de doce de leite. Você vê? Já tá me julgando. Eu senti o julgamento.
aquele feito na panela de pressão. É porque você não comeu aquele de Buenos Aires. Eu falei, eu já tentei. Não quero. Ah, mas você não gosta de merda. Mas você não comeu a merda do meu tio. É a mesma coisa pra mim. Só troca o dozeleite por merda. Não, mas eu entendo. E livro é a mesma coisa, né? Que nem filme. Então, e tem coisa que o pessoal recomenda pra gente que a gente já sabe que a gente não vai gostar. Você prefere? Você gosta de assistir filme depois que você leu um livro? Ah, eu quero ver o filme ou não faz essa questão? Não é que eu gosto.
Mas se eu sei que vai sair um filme de um livro que eu tenho, ou que eu tenho interesse em ler, eu acabo tentando ler antes de assistir. Nem que eu espere depois sair em streaming. Não tem esse negócio. Ai, tem que ir no cinema. É, eu faço isso. Mas você gosta de ver filmes que você já leu? Eu gosto, assim, de ver. Vamos ver o que vão fazer com isso. Ai, é sempre aquela coisa, se escondendo. É, sempre vai ser pior, é óbvio, né? Então. E tem muito seriado também que eu acabei vendo e não li livro, né?
série Segredo dos Corpos. Ah, o do Três Corpos. Três Corpos. É o Problema dos Três Corpos. Problema. Então. Eu li os livros e a série é. A série é legalzinha, assim. Acabei. Nem sei se vou fazer mais. Então, tem coisa que eu paro ali na série. Eu achei legal, ok, mas não tanto. Não me interessou tanto. O primeiro livro é ficção hard, assim. É ficção científica bem hard. Tem umas partes lá bem difíceis de entender. E olha que eu leio bastante ficção científica. Aí o exercício de
imaginação da ficção científica pra mim é complicado. Eu sempre começo imaginando, sabe, boneco de palitinho, sabe? Coisa de desenho de giz de cera, assim. Até ir formando. Aí, por exemplo, Duna foi um livro que eu li seco, né? Eu tinha visto o filme do David Lynch muito tempo atrás, mas não lembrava de nada. Falei, vou ler no seco, vamos ver como é que vai ser. Depois eu vi o filme do Lynch, achei horrível. Aí quando saiu esse do Villeneuve, achei muito bom.
Mas assim, é muito engraçado. Você vê ali que tudo que você criou tem nada a ver, né? Nada a ver, né?
É, Duna, eu li o primeiro também, é bem difícil de passar. Mas depois que você passa de umas páginas também, vai embora. É uma ficção científica mais pesada. Aí é pra quem já tá mais acostumado, eu acho. O cara que quer começar a ler ficção científica, pega a Duna, não sei, de repente pode funcionar bem pra você. Não, não é difícil. Mas tem muita política, né? Muita... Enfim. Ó, espero terminar o Devorador de Estrelas antes que saia o filme.
Então corre, porque é dia 19 aí. Qual é o filme? O Devorador de Estrelas, que eu falei. E tem um alienígena que é descrito lá, que é... Cara, eu quero ver como vou mostrar, porque é bem difícil.
a descrição dele é bem complicada lá no livro, assim. Andy Wire, não é? É, esse cara mesmo. The Martian é legal. Esse cara é bom, esse cara é bom. E o filme foi bom também. Foi. Esse eu não li o livro, só assisti o filme. É divertidinho, é legal. O livro é legal? É divertido. Então, esse livro é muito legal. Entradas de diário, assim. Porque ele é bem soft, assim, como ficção científica. É um cara que acorda numa nave, ele não sabe quem ele é, não sabe porque ele tá lá, e aí começa a relembrar as coisas e você vai relembrando com ele. Então é muito divertido,
porque ele é engraçado. O personagem é muito engraçado. Sim, sim. Ah, no livro é a mesma coisa. É divertido. Vale a pena ler. Quero saber o que o pessoal quer saber, o Romer. Vamos lá. Opa. Não tinha ligado o áudio. Eu desbotei o microfone errado. Tá certo. Vamos lá. Tem a pergunta aqui do Lucas mesmo. Ele perguntou como que é criar um filho com hábitos de leitura. Como fazer para ou como é um filho que já tem hábitos de leitura?
É, ele mandou bem direta a pergunta. Eu acho que é pra criar o hábito de leitura, né? Eu acho que é isso.
como que ela consegue, né, ter o hábito de leitura criando o filho pequeno. Então, lá no meu canal... Ah, e tem essa também, né? Pode ser isso. Então, no meu canal eu fiz um videozinho, né, eu quero começar a fazer uma sériezinha de recomendações, né, porque tem muitas mães que assistem também, tem muita gente que cresceu comigo no canal, enfim, tem filho pequeno, então eu comecei a fazer uns vídeos de recomendação de livros infantis.
E aí, no primeiro vídeo, eu mostrei a câmera de segurança da baba eletrônica, na verdade, do quartinho do neném, e aí mostrei a gente lendo, né, o livrinho,
Então assim, ele é todo empolgadinho. Ele deita no meu colo pra ver as figuras. Aí ele levanta, fica empolgado, fica só me ouvindo. Quando termina, eu sempre entrego o livro na mão dele. Pra ele folhear? Pra ele folhear. E aí, ele adora também. É o momentinho. Aí abre daquele jeito todo troncho, que ele tem só um ano e sete meses. Mas ele tenta. Então, é isso que eu tô te falando. É o hábito, né? Quando tem vários livrinhos assim, espalhados, ele...
E aí, é a hora de ler um livrinho. Aí ele escolhe, né? Ele puxa um ali, abre, entrega pra mim.
e a gente lê. Mas é aquilo, desde pequenininho, talvez eu possa dizer que desde o ventre, ele já me ouve ler, porque eu gosto de ler em voz alta. Sério? Principalmente quando eu estou começando a ficar sonolenta e eu quero terminar o capítulo, porque tem uma regra, eu não paro o livro antes de terminar o capítulo. Então, para eu voltar a ter atenção, essa é uma dica boa também. Você lê em voz alta. Eu começo a ler em voz alta, eu retomo aquela atenção e aí eu volto para a leitura. Então, quando
grávida, quando já bem barrigodona mesmo, eu só lia em voz alta. Lia bastante em voz alta. Então ele já se acostumava com a minha voz lendo. Nasceu. Aí veio pra casa, tava lá no bercinho ainda, meio na hora da sonequinha, alguma coisa assim, não dormiu ainda. Eu ficava lendo o meu próprio livro mesmo, em voz alta pra ele. Pra ele ter essa coisa de me ver com o livro na mão e tudo mais. Então foi assim. E aí quando ele começou a tomar banho na banheirinha, aí tem aqueles livrinhos de borracha que você dá pra
criança. Tem mil coisas que dá pra você ir fazendo aos poucos, né? Então, ah, não tenho tempo de ler. Cara, pega o livro que você tá lendo mesmo e leia pro seu filho fazendo as vozinhas, sabe? Vozinhas de... Ah, que horas, personagem aqui, agora fez tal coisa. Então, eu sempre fiz isso. E aí, na hora de sentar com o livrinho dele na mão, é sempre um momento gostoso. Então, por enquanto, tá sendo assim. Vai funcionar? Não sei. Não tem como saber, mas eu imagino que sim. Por enquanto, é o que eu estou fazendo.
tem a pergunta aqui do Jefferson. Ele mandou assim, ó. Salve, Vileli Tati. Fala aí um pouco dos livros de D'Ambrall. O quanto vocês recomendam? Tô lendo o novo dele. Já leu o novo? Li o novo. Dá um nó, né? Não, não. Eu tô no comecinho ainda. Eles me disseram que seria o ideal ter lido Origem antes. Esse é Origem. Não, eu li o anterior e eu li. Esse é Origem? Vê qual que é o último dele. Tô confundindo agora a Origem. É, a Origem é o último. Hã? É, então. Mas qual é o nome? Você lembra? Vê aí.
O último símbolo, o último... Ah, tá. Então a origem é o penúltimo. Esse eu li. E eu tô agora no último. Porque são os mesmos personagens, uma coisa... É a mesma namorada. Então parece que... Aqui tá falando que o último é o segredo final. Segredo final. Símbolo final. É porque ele tem alguma coisa assim. E outro deve ser sobre o final de tudo, talvez. Como literatura de entretenimento, eu acho muito bom... Virador de página, né? É, então. Desde o... Ah, qual que era? Da Vinci. Da Vinci. Da Vinci.
Porque o principal não é nem a trama em si, mas o que eu gostei do Código da Vinci. É mais aquela questão histórica, aqueles quadros que eles descrevem, os lugares pelos quais eles passam, os locais turísticos, históricos. Tem sempre uma questão de história com H maiúscula que é desenvolvida nesses livros. Eu sempre acho isso muito interessante. Às vezes é só a história da arte, às vezes é a história do local mesmo. Eu acho assim, essas pitadas que ele vai colocando sempre acabam... Você acaba aprendendo alguma coisa lendo um livro.
é um entretenimento raso, assim, leu acabou. Você sempre fica com alguma coisa na cabeça. Você sempre sai atrás de uma informação extra. Eu acho legal. Principalmente pra quem tá criando o hábito. Porque você vai ler, ó, Código da Vinci assim, ó. Fala, o Romer. A Laís Maia perguntou. Minha filha tem quatro anos e ama livros. E já leio livros maiores pra ela. Estamos lendo Stuart Little. Indica livros parecidos para leitura em voz alta, por favor. Ah, Stuart Little. Eu lembro do desenho, mas eu nunca vi os livros.
Mas eu imagino que sejam, né? Imagens já com algum texto um pouco maior, né? Ai, que difícil indicar, assim, pra quatro anos de idade. Olha, o Zezé gosta muito de livros de uma coleção chamada Gildo, que eu não sei como é que eu deveria... Eu tinha que ver como são as páginas desse livro pra poder indicar alguma coisa, assim. O Gildo, assim, você tem mais da metade da página, a figura e o texto em cima. É um elefantinho. Então tem uma coleção. O Gildo na escola, o Gildo na festa de aniversário,
o Gil com a irmãzinha dele. Eu não sei se existe ainda. Eu gostava do Cachorrinho Samba. Cachorrinho Samba. Eu acho que é pro seu filho. Oito anos. Cachorrinho Samba. Eu vou atrás dessa coleção. Nem sei se tem ainda. Deve ter, né? Bom, em Cebo... Minha mãe ganhava essas coisas. Deixa eu achar aqui. Em Cebo você vai achar com certeza. Edição nova eu acho que não. Isso é coleção Vagalume. É, Vagalume pra mais... um pouquinho mais velha.
Eu vou ficar devendo essa resposta certa porque eu preciso ver como são as páginas do livro.
Eu só me lembro do desenho. O Arleson, ele mandou aqui, Tati, já leu algo do Brandon Sanderson? Eu li Mixborn dele. Tem algo de outro autor de ficção fantasia recente que me recomenda? Eu li isso daí também. Ai, ó. Ai, vou ficar devendo pra você também. Do Brandon Sanderson, eu acabei comprando os livros, mas desisti da série, a continuação da Roda do Tempo. O Jordan, esqueci o nome do autor. Bom, o autor da Roda do Tempo falece, ele toma conta.
Meu marido tem algumas coleções dele também. Esse Miss Born. Acho que tá zanzando lá em casa também. Você já leu? Gostou? É legal, né? Ele chama de hard... Magia pesada, sei lá. Magia hard magic que é... Não, o dele é hard. Que ele explica realmente como funciona a magia. Todo o mecanismo e como que é o funcionamento. De dobrar os metais lá e tal. E o J.J. Martin seria soft.
Existe a magia, mas ninguém sabe exatamente como funciona. Você não sabe as regras. Eles até brigaram esses dias. Eles foram convidados para dar uma palestra e o DJ Martin deu umas cutucadas sobre isso. Eita. Mas tem uns autores desses de fantasia que estão surgindo agora por aqui também. Aquele Abercrombie. Não sei. O que é aquele? Fantasia como o Brandon Sands. Geralmente quando você compra um livro do Brandon Sands, vem a indicação.
Eu acho que a Aleph está trazendo os livros dele aqui para o Brasil também. Eu não li, mas geralmente quem gosta do Brandon Sanderson gosta do Abercrombie também. O Marco Aurélio mandou um combo aqui com várias perguntas. Ele mandou aqui, qual sua dica para ler mais de um livro ao mesmo tempo? É uma pergunta. E ele mandou aqui, qual sua sugestão para começar a ler clássicos nacionais e internacionais? Nos clássicos internacionais, a tradução realmente importa?
Então, aí é que tá. Essa questão da tradução é o seguinte, é o que eu ia falar também, acabei esquecendo de comentar sobre aquele hábito de baixar a amostra grátis pro Kindle. Então, por exemplo, você vai ler, sei lá, Drácula. Tem 25 edições diferentes de Drácula. Qual é a que eu vou comprar? Qual é a que eu vou ler? Então, você baixa lá as amostras grátis, leia os primeiros parágrafos e veja aquele texto que você achou melhor.
Não, o mais gostoso de ler, aquele que te cansou menos, aquele que tem as palavras mais tranquilizadas,
pra você experimente, tá? Aí o critério é teu, tá? Geralmente, assim, é aquele texto que você tá lendo que faz bastante sentido, porque às vezes você pega uma tradução que você fica entruncando ali, sabe? E aí você começa a achar, não, o problema sou eu, o problema é o livro. Às vezes é só a tradução mesmo que foi feita estranho, não teve uma revisão, porque geralmente o revisor, ele precisa pensar também na coesão do texto, né?
Pra ficar fluido, pra você sair de um raciocínio pro outro. E muitas vezes, como não foi feita uma revisão,
e aí aquilo fica meio pesado pra ler. Então experimente, tá? A questão da tradução, ela importa, com certeza, mas é bem difícil hoje em dia, tá? Eu dizer pra você assim, ah, essa editora aqui tem traduções confiáveis. Nossa, tá ficando cada vez mais complicado de pensar em tradução e revisão pra te indicar assim, ó, esta editora. Eu costumo já não fazer mais isso e dizer isso que eu acabei de te dizer, ó. Baixe as amostras e escolha pelo seu gosto. Eu esqueci do comecinho da pergunta, tinha outra coisa.
Ele perguntou qual sua dica para ler mais livros ao mesmo tempo. Então, se você tem o interesse imediato de ler mais de um livro, a minha sugestão é que você escolha livros que tenham temáticas diferentes ou estilos diferentes. Então, vai ler um clássico, pega um livro de não-ficção também, sabe? Algum assunto específico que te interessa, sei lá, neurociência. Aí você pega um livro de neurociência e vai lendo junto. O que eu te sugiro é não pegar livros muito parecidos,
para ler ao mesmo tempo que você vai começar a misturar as histórias. A não ser que você já seja um leitor aí, habituado, aí você não vai realmente misturar. Vai ser difícil você misturar histórias. Mas, por exemplo, nós ali no nosso universozinho do TLT, nós temos o Clubão, nós temos a leitura conjunta do Zafon, nós temos várias leituras. No curso de mitologia, a gente está lendo a Odisseia. Então, assim, o próprio pessoal que acompanha esses clubes, eles estão lendo mais de um livro
ao mesmo tempo. A Odisseia, a gente lê só dois cantos por mês. Então, tem um dia ali no mês que ele vai parar e vai ler só a Odisseia. Entendeu? Aí você se organiza, né? De acordo... O Carlos Luiz Afon, a gente tá lendo o Cemitério dos Livros Esquecidos. Então, todo sábado tem um conteúdozinho sobre a meta da semana. É um clube que tem uma meta semanal. Então, você já sabe ali que durante a semana, um ou dois dias, você vai ter que parar pra ler o Zafon.
Então, você se organiza direitinho que vai dar certo. Tem um comentário aqui que eu gostaria
ele lê, do Fábio Ferretti. É o seguinte, acompanho a Tatiana há quase 20 anos. Foi por causa dela que comecei a ler e por causa dela consegui enfrentar o meu câncer e o da minha mãe. Aí tem uma pergunta aqui do Eduardo Alvin. Ele perguntou, Tati, quando vai fazer a resenha sobre Sidney Sheldon? Ah, então, tem um livro que a minha irmã vem me recomendando faz tempo, que é o Reverso da Medalha. Famoso, é bem antigo. Nossa, a faca é o melhor livro dele. Preciso adquirir uma cópia um dia,
Porque ela também vive me cobrando. Faz 20 anos, sei lá, que ela me cobra esse livro. O Rafael Miranda, ele mandou aqui, Tati, eu sempre compro o livro achando que agora vai, mas ele fica parado na estante. Como que a pessoa cria o hábito de ler de verdade sem parecer uma obrigação chata? Então, aí é aquilo que a gente estava conversando no início, né? Começa separando um horáriozinho. Não precisa nem ser todo dia, tá? Porque acho que vai ter dias na sua semana aí que você ou trabalha mais,
demora mais pra chegar em casa. Vai ter sempre, assim, esses dias em que é complicado quando a gente fala assim, ah, não tenho tempo pra ler, mas tenho tempo pra fazer tantas outras coisas, né? Mas tem gente que realmente não consegue se organizar pra sobrar esse tempinho. Chega em casa morto, toma banho e dorme, sabe? Então, assim, qual é esse horáriozinho que você poderia encaixar a leitura? Só você pode dizer, né? Qual que é o seu tempo de nada?
É durante o almoço? Você tem um horário, uma hora de almoço. Você fica comendo durante uma hora?
Não, né? Você usa, sei lá, 20 minutos pra comer e depois pra descansar, pra ficar no celular, vendo feed rolando ali, enfim. Experimenta começar a usar esse horário que sobra pra encaixar a leitura. Esse livro que tá tomando poeira aí no seu, na sua estante, né? É um livro que você pode começar a pensar assim, não, vou ler um capítulozinho por dia, né? Ou cinco páginas por dia. Não coloque metas muito longas. Tipo, ó, é um livro de mil, vou ler Guerre Paz. Quero ler Guerre Paz, mas, sei lá,
acho que vai ser muito difícil. Aí a pessoa começa a dispersar. Então, quebra esse livro que você tem tanta vontade de ler, mas começa com metas pequenas. Porque aí o que acontece? Se nessas cinco páginas que você se propôs a ler hoje, o livro te pegar, você vai querer ler a sexta página, a sétima página. Entendeu? E aí, aos pouquinhos, você vai aumentando. E a velocidade de leitor não é tão importante. O pessoal acha que em meia hora eu quero ler cem páginas. Não, não dá.
Acho que nem Humberto Eco conseguiu isso daí. Então você pensa... Porque ele lia rápido? Eu acho que ele lia 50 páginas em meia hora. Uma coisa assim, né? Tem algum livro dele que ele faz esse comentário. Mas a gente não sabe também se ele estava exagerando. Enfim, não dá pra saber. Tem livros e livros, né? Tem livro que demora mais e tem livro que é mais rápido. Exatamente. Biografia eu leio muito rápido. Eu gosto também. Livro de ficção eu demoro mais mesmo. Às vezes tem que fechar o livro e ficar um tempo
Livro de conto, às vezes você não consegue engatar um conto no outro. Com certeza. Tem que ficar parado pensando e você vai em outro. Tem dificuldade, às vezes. Quando são contos muito pesados. Pra quem não tem o hábito, leitura de contos pode ser uma boa também. É verdade. Essa pessoa que falou que não consegue, pega livro de conto do Neil Gaiman. Desculpa, mas são bons. Como é que era? Coisas frágeis? Do carinha do Matéria Escura lá e do... Ah, esqueci o nome dele. Todos os livros dele que eu li são muito bons.
é bom também. Recursão, Bateria Escura, o Upgrade é bom, é o mais novo dele. Não é tão bom quanto os outros, mas é bom. É ficção científica também. E o livro de contos dele é muito bom. É do Blake Crouch. Aliás, as séries tem que ver, é muito boa. Da Bateria Escura. Nossa, é boa demais. Ela expande o livro, assim. Pô, não deixa o Klaus ficar passando atrás, ele é muito grande, cara. A gente vê um cara passando aí, uma assombração. Manda. A Renata Barcelos,
perguntou se você tem o hábito de reler livros, e se tem algum livro que você releu depois de muito tempo, que percebeu que entendeu ele de um jeito totalmente diferente. Ah, tem um escritor americano chamado Cormac, eu releio livros, eu gosto de reler, principalmente assim, os meus favoritos, sempre que sobra um tempinho, eu pego pra reler. E aí eu acabo refazendo o vídeo que você tem no canal e tudo mais. Tem um escritor americano chamado Cormac McCarthy, ele tem um livro chamado A Estrada, que virou filme também, como Viggo Mortens. Triste,
Tinha que eu já vi na minha vida, eu não gosto nem de lembrar. É um livro. Se você tá mal, não leia esse livro, você vai ficar deprê. Não leia esse livro. Então, eu li esse livro. O filme também é deprê. O filme também é pesadíssimo. É o cara com o carrinho de supermercado e o filho, né? Então, No Fim do Mundo, é um filme, uma história pós-apocalíptica. O livro é só o filho e o homem, e ele vai encontrando algumas pessoas pelo caminho, e eles precisam chegar a um lugar X, e o pai fica o tempo todo dizendo assim pro filho, nós vamos conseguir chegar lá e vai dar tudo certo,
carregando o fogo. Aí você fica com isso na cabeça. Acho que no filme nem tem isso, esse negócio de nós carregamos o fogo. E aí eu li da primeira vez, só que eu li bastante rápido. Eu lembro de ter lido em um dia, porque eu tenho esse negócio que quando tem criança na história e a criança está passando por dificuldades, eu quero ler até a criança ficar bem. Aí depois eu largo, continuo lendo no dia seguinte. Aconteceu com David Copperfield, com diversos outros. E esse livro eu comecei assim, não, essa criança, pelo amor de Deus,
Ela tem que ficar bem em algum momento. Chega o final do livro, né? É só no final do livro que você tem um resquício de esperança para a criança. A história é pesadíssima. Enfim, li esse livro correndo dessa forma há 10 anos. Acabei relendo. E aí eu percebi que existe muita... O que acontece nesse meio tempo também? Eu fiz um projeto literário de leitura da Bíblia e me tornei cristã também nesses últimos três anos. Porque eu acho que na última vez que a gente conversou eu cheguei a comentar que eu era ateia. Não sou mais.
me converti, já tá tudo certo. Então, e aí, por fazer essa leitura da Bíblia e tudo mais, eu comecei a enxergar na estrada do Cormac McCarthy a questão do pai, do filho e do Espírito Santo. Sério? Que tá ali no livro inteirinho. Tem uns diálogos que ele não te diz quem está falando. Aí você começa a pensar assim, pai, filho, pai, filho. Mas se você prestar atenção, tem uma terceira voz ali. Aí você fica assim, ué, mas quem é que tá falando com eles se eles estão sozinhos na estrada? E ele tá fazendo parte
conversa. É porque é o pai, filho e o Espírito Santo. Então você tem ali uma história pós-apocalíptica e você tem isso tudo misturado também como se fosse um reconto da paixão ali e eles carregam o fogo. O que é esse fogo que eles estão carregando? E a criança precisa ser salva a todo custo, porque a criança precisa continuar, mas a criança vai continuar num mundo em caos. Então assim, você vai pegando umas alusões que você não percebe.
Então você vai vendo que o livro é muito mais do que aquilo. Eles estão tentando chegar na
Nos Estados Unidos, praia, lugares. Então, porque parece que lá a coisa tá melhor. Mas não tá! Já aviso pra vocês, tá tudo ruim. Fala. Você acabou de puxar a próxima pergunta do Daniel Correia, que é sobre realmente a leitura da Bíblia. Estudar a Bíblia como literatura mudou de alguma forma a sua visão sobre fé ou espiritualidade? Então. Foi uma, como é que vamos dizer, uma junção de diversas coisas que aconteceram na minha vida que me fizeram abrir
olhos para um algo mais que eu vinha teimando que não existia ao longo da vida inteira, sabe? Aí eu dei o braço a torcer e falei, não é possível. Tem outra, tem outra, tem algo que eu não estava enxergando e agora eu enxergo. Então é uma coisa muito difícil. Eu lembro que quando eu comecei a ler a Bíblia... Mas o que foi o gatilho pra você se converter? Então, foi uma sucessão de eventos na minha vida que me levaram com a Bíblia envolvida. Eu tinha começado essa leitura em 2020, mas a partir de 2023,
Foi uma sequência, assim, de coisas que aconteceram. Eu falei, cara, eu não tô fazendo isso sozinha. Tem alguma coisa me impulsionando, me mostrando um caminho, me direcionando. E pessoas foram surgindo na minha vida também pra me ajudar nisso tudo. Então, foi quando eu conheci meu marido, engravidei depois dos 40 anos. Então, assim, meu filho, eu costumo falar pra todo mundo que eu sou uma das mulheres salvas pela maternidade. Isso tá na Bíblia. Não me lembro agora se era um salmo ou um versículo, enfim.
Um versículo de qualquer outro livro. Não vou me lembrar agora. Mas eu sou uma dessas mulheres. Você pega o seu filho no colo. Cara, é uma coisa que te quebra. Então, eu vou deixar essa resposta assim. Eu ainda não consigo conversar com muita clareza sobre isso. Porque eu acho que é um processo. E ainda não estou pronta. Então, eu estou aprendendo muito. Então, todas as vezes em que eu pego, eu tenho alguma dúvida na Bíblia, eu recorro a pessoas que já lê. Meu marido já lê.
o tio do meu marido também. Então eu vou tirando essas dúvidas, vou incrementando ali com aquilo que eu estou aprendendo. O pessoal que assiste aos vídeos e que comenta também é um pessoal que me ajuda muito. Eu comecei a fazer essa leitura da Bíblia porque eu tinha lido um livro chamado Paraíso Perdido. E aí fiz uma leitura conjunta. Paraíso Perdido conta a história da queda de Lúcifer. Ok. E aí é sobre isso. E aí você tem muitas alusões ali a Gênesis, a Bíblia como um todo, mas principalmente Gênesis.
projeto de leitura, todas as dúvidas que eu tinha, eu jogava pro pessoal que tava lendo junto comigo, e eles falavam assim, Tatiana, cria vergonha na cara e lê a Bíblia. Você lê tanto e não lê a Bíblia ainda? Vou fazer um projeto. Assim que a gente terminou... Bíblia, Bíblia, eu já ouvi falar nesse livro, peraí. Quem é autor, deixa eu ver. Não, então... Tá na minha lista aqui. Ó, vou te falar, literariamente falando, é um livro de contos maravilhoso.
Sim. É uma história atrás da outra ali que você, sabe, os personagens, quando você chega ali na saga de Moisés ali,
São personagens maravilhosos. Você não quer parar de ler. E aí você vai fazendo aquela sequenciazinha e, meu amigo, chega uma hora que você fala assim, o quê? 1987, você falou, inteligência está virando um canal evangélico. É, semana que vem tem um satanista marcado aqui. Aí, pronto, a gente já resolve. Vem espírito aqui, vem gente da Umbanda. A gente tem um desmotivacional, mas o rapaz acredita que a gente está virando um canal evangélico.
É, sim, claro. Teve um episódio que colocou também padre com rabino, com pastor. Exato, exato. Fale.
Vamos lá. Tem uma pergunta aqui do Bruno Telles. Eu sinto que hoje em dia meu cérebro ficou meio viciado em vídeo curto e celular. Você acha que isso está deixando as pessoas com mais dificuldade de ler? Com certeza. É a tal da concentração, né? A falta de concentração. Qual é a concentração que você precisa aplicar para ver um vídeo de um minuto? Um story de 40 segundos de alguém. Você não precisa aplicar nada. E você rola o feed.
Aquilo não está te interessando, você vai para o próximo, vai para o próximo, vai para o próximo. Quando você vê, você fala assim, vou ficar só cinco minutos.
aqui vendo no TikTok. Quando você olha no relógio, você já passou uma hora fácil. Então, assim, é um sugador de tempo. Ele não é simplesmente algo que te impede de se concentrar. Ele tá sugando o seu tempo. Então, cabe a você colocar limite. Se você tá se propondo a ficar cinco minutos olhando o feed, bota esses relógios. Você deve ter aí um relógio desses que tem ali um cronômetrozinho. Um alarmezinho. Bota lá. É cinco minutos que eu vou ficar. Vou ficar cinco minutos. Ah, mas tem mais um aqui pra eu ver. Ok.
um P mais um, mas para, porque o seu tempo já acabou. Então, assim, começa a se policiar. Não tem outra coisa pra fazer. Se você já identificou o seu problema, é isso aí que você tem que fazer. Sabe uma coisa que assusta bastante as pessoas? Quando eles pegam aquele histórico da semana de uso do celular. Você ficou nove horas no Instagram e você fica, o quê? Assusta mesmo. Olha quanto livro que você podia ter lido. Tem a pergunta aqui da Fernanda Mota. Ela perguntou se teve algum livro que mudou a sua forma de ver a vida.
vida. Então, não vamos voltar aqui à sessão evangélica, mas a Bíblia foi um. Deixa eu pensar o que mais. É um livro de ficção, assim mesmo, que mostrou alguma coisa além, assim, pra mim. Agora eu não vou conseguir te responder de cabeça, mas eu acho que todo livro que você lê modifica alguma coisa pra você. Você acaba incorporando alguma coisa naquela leitura. Quando você aproveita e quando você sai da leitura pensando, cara,
Que livro bom. Se você sai da leitura e pensa, ah, foi mais ou menos. Ele não te marca tanto. Mas se você sai da leitura e pensa, esse livro foi muito bom. Alguma coisa ele acrescentou a você. Ou na forma de enxergar a vida. Ou na forma de você se portar. Ele acrescentou alguma coisa. Uma história que você vai passar adiante porque você achou aquilo legal. E aquela história vai interessar a outra pessoa a ler o livro também. Pode ser coisas pequenas assim.
Não precisa ser nada grandioso. Ah, vou mudar de cidade porque essa cidade aqui do livro é maravilhosa. Eu quero conhecer essa cidade.
Não precisa ser isso, né? Pode ser pequenas atitudes, uma frase que você achou legal e de repente você incorporou no que você costuma falar com seus amigos. Pode ser coisa pequena. Esses livros dos quais você sai da leitura dizendo que foram bons, eles te modificam. E a pergunta da Pat Linz, ela perguntou se teve algum livro que você indicou achando que as pessoas iam amar e ninguém gostou. Poxa vida! Ah, que pergunta difícil!
daria até o feed aqui do meu canal agora pra pensar nisso. É difícil, né? Geralmente, o pessoal fala que geralmente quando eu começo o vídeo dizendo hoje, a gente vai conversar sobre esse livro incrível. Eles já param o vídeo e falam, não vou ver, vou ler primeiro pra não pegar spoiler. Depois eu volto e vejo o vídeo. Mas eu vou ficar devendo. Vou pensar nisso. Aqui foi. Tati, o que mais você tem pra falar? Falou tudo do teu curso, de todos os aspectos. Quer falar mais alguma
coisa? Onde o pessoal consegue isso? Então, a nossa Masterclass está disponível para todo mundo. Como eu disse para você, começou. Vamos conversar sobre como nós estamos lendo, o que a gente pode melhorar em termos de anotações, para fazer o que a gente chama de leitura ativa. Geralmente, quando o pessoal fala assim, leia ativamente, isso vai fazer você se concentrar. O pessoal está falando para você fazer anotações ou usar caneta colorida para destacar determinadas partes do texto. E o que eu chamo de leitura
ativa é mais aquela questão da imaginação mesmo. Enquanto você está lendo aquela cena, imagine o máximo que você conseguir daquilo ali. Então, por exemplo, você está lendo uma conversa entre duas pessoas numa mesa de bar. Tente imaginar exatamente como você está lendo aquela descrição daquela cena. Tente imaginar as feições da pessoa. Então, a leitura ativa é mais ou menos isso também. É a forma como você está imaginando. Porque se você passar batido pelas descrições do livro, você vai criar um boteco
boteco genérico e aí qualquer livro que você lê e tiver uma cena no boteco é aquele mesmo boteco é a mesma sala de estar que você vai criar então mas não mas tem uma mesa tem um quadro um ventilador ligado que tá fazendo um barulho tá incomodando e enfim tem alguma coisa ali naquela cena que vai te fazer criá-la com mais profundidade então a leitura então isso é uma das coisas que pode fazer com que as pessoas tenham mais concentração na hora de ler meu é fazer esse esforço imaginativo
mais. Então a gente fala sobre isso também, a gente fala sobre a questão de como identificar, por exemplo, se um texto está te levando a pensar exatamente por uma linha de raciocínio, se o livro não está te deixando pensar sozinho, se ele está te explicando, se ele está te expondo a uma situação apenas por um lado, e aqui entra o lado ideológico, entra mil coisas, se o livro não está te proporcionando mais de um ponto de vista para que você possa tirar sua
a própria conclusão. Esse livro está te direcionando. Se ele está só te explicando como a vida funciona e ele não está te ajudando a pensar, essas conversas dos personagens são sempre unilaterais, todo mundo concordando com tudo. Você percebe que você está sendo levado a pensar de um jeito. Isso é retórica. Então, como é que você identifica retórica num texto? Como é que você identifica falácias? Todo homem, toda mulher, isso é um tipo de falácia. É a falácia mais fácil de ser identificada.
Então a gente fala sobre isso também, como identificar esse tipo de coisa em livros. O livro contemporâneo está muito contaminado pelos nossos tempos. Então é a agenda em pauta, são os temas em pauta. E quando eu digo isso, o pessoal às vezes pensa assim, a Tatiana está só reclamando do progressismo. Mas a gente vê isso acontecendo do outro lado também. Essa semana mesmo, pensando no Morro dos Ventos de Vantes, eu conversei com uma pessoa que simplesmente nega o fato de que um dos problemas tratados,
ali naquele livro, é a questão racial. Pode não ser com esse nome, pode não ser com o peso que a gente dá hoje em dia, mas essa questão está lá. Esse personagem é descrito como um cigano de pele escura desde a página 4 do livro. E ele vai ser descrito assim durante o livro todinho. Mesmo quando ele fica rico, ele volta, já é um senhor bem apessoado, não sei o que lá, ele faz fortuna e volta. A primeira coisa que o cara, enfim, que vai receber a visita dele, a empregada chega e fala, fulano está aí.
A primeira coisa que ele pensa é aquele cara, o cigano, de pele escura? Então, assim, é uma coisa que o define, né? Então, tá ali em diversos momentos diferentes, está ali na narrativa. Não dá pra eu simplesmente virar pra você e dizer assim, a questão racial não é importante. Não dá, tá lá. Entendeu? Ela pode não ser tratada do mesmo jeito que ela é tratada hoje em dia, mas ela está lá e ela faz parte, pelo menos, no mínimo, da criação daquele personagem.
Então, é um fato importante. Quando a gente vê um personagem branco, de olho azul, fazendo o papel do Heathcliff, esse é o nome do personagem.
O filme mais antigo tem aquele Laurence Olivier, que também era, entendeu? Então, nunca houve um cigano de pele escura fazendo Heathcliff no cinema. O que tentou se fazer em 2011 foi colocar um negro, um afrodescendente.
mesmo no papel, mas também não está de acordo com a descrição. Então, a nossa reclamação é essa. Mas está tudo bem. Tudo bem, entre aspas. Porque isso já foi feito inúmeras vezes e com outros filmes também não adianta. Se os produtores querem o ator X fazendo aqui, o que adianta? A gente vai ficar reclamando e está só promovendo. Então, tanto para um lado quanto para o outro, ou enxergando de uma forma, ou tentando te fazer negar que aquilo não está no livro,
no livro, você está sendo... Aí você vai ver os comentários do vídeo, as pessoas dizendo assim, ai, você abriu meus olhos, porque a vida inteira eu achei que essa questão fosse importante. É porque está no livro. Então, leia o que está no livro. Então, todo o trabalho da Masterclass que eu criei é voltado para que você tenha ferramentas para realmente compreender, tirar suas próprias conclusões, ver se você está sendo levado para um lado ou para o outro, ou se você está sendo incentivado a refletir sobre aquilo que
você tá lendo, seja na ficção ou na não-ficção. O foco é literatura, o foco é ficção mesmo. Mas também tem algumas dicas pra não-ficção ali. E é isso, é um material bem bacana, tá, são mais de nove horas, como eu disse pra vocês, tá bem divididinho, ali a gente conversa sobre ressaca literária, sobre como marcar livros, sobre tudo. O que é ressaca literária? É quando você lê um livro tão bom, que aí você fala assim, cara, o que eu vou ler agora?
Aí passa uma semana, você não pergunta. Que bom isso, né? Queria ter essa sensação, faz tempo que eu não tenho. Qual foi a sua última ressaca literária? Poxa, então não tenho, porque eu tenho que ler
Ah, é, né? Já tem que emendar um outro, né? Não tem nem tempo de... Pra não ter esse luxo, entendeu? Então, a gente fala sobre tudo. Então, exatamente. A gente coloca no comentário fixado, tá? Vai estar no comentário fixado o site dela. Fechou? Tem o cupom Vilela. Tem um desconto? Tem descontinho. Ó, vamos lá, hein? Sim, vamos lá, hein? Então você passa os dados pro Romero e coloca no... Exato. No Tativerso você vai encontrar, além da Masterclass,
que a gente já produziu, os clubes de leitura, o antigo Reading Club, que era um clube de leitura que eu fazia de originais em inglês. A gente lia o livro no original e discutia. Então tá tudo lá separadinho pra vocês. Só dá uma olhadinha. Chegou a última pergunta aqui do Cubazil. Ele mandou... Cuidado com esses nomes aí. Cara, às vezes é pegadinha. Mas eu li bastante. Aqui não dá pra cá não. Ele mandou o seguinte.
Polêmica da J.K. Rowling, referente a transe, etc. Invalida o sucesso da sua obra, Harry Potter. A gente já falou essa coisa de separar o autor, que às vezes você tem que separar o autor da obra. Imagina, isso não invalida de jeito nenhum. A mulher criou simplesmente o maior... Fenômeno. Dos últimos o quê? 30 anos agora. Quantas editoras ela levou porta na cara até conseguir publicar, né? Então... E ela é... Os caras não sabiam que tinha a maior mina de ouro na mão, né? Você acha? Mas aqui no Brasil aconteceu algo parecido também.
venha das letras, falou, não, obrigado, bruxinho, não. É, a editora que pegou, agradeceu a quem indicou, porque foi a maior sorte do mundo, não sabia que estourar desse jeito. Então, e é um livro assim, que você pega e você não espera a profundidade que vai tomar, a proporção que aquilo ali vai tomar, conforme você vai lendo a série. Cara, não é qualquer um que cria aquilo ali. Então, você tem que dar o braço a torcer que ela criou um universo. O que a gente vê hoje em dia? O pessoal, quando vai falar de Harry Potter,
Ele não fala da autora. Ou eles falam que o livro foi escrito pelo Harry Potter. Ou eles falam assim, jogam pra ela, né? Aquela que não deve ser nomeada. Eles evitam usar o nome dela. Gente, isso aí, além de tudo, é uma falta de respeito. Ah, mas ela é desrespeito. Então, dois errados não fazem o certo. A gente aprende isso com os nossos avós, com os nossos pais. De qualquer forma, se você se incomoda com esse fato, você vai fazer o que a gente faz.
Que é separar o autor de obra. E vai seguir em frente. Nada, imagina. Ela já deixou um legado aí. Cara,
Esses livros vão ser lidos pelos nossos filhos, pelos nossos netos. Se tem um livro que vai se tornar um clássico e a gente sabe, é Harry Potter. Pois é. Foi? Foi. Tati, obrigado demais aí pelo papo aí. Não demore tanto pra voltar, então. Não sei, é só chamar. Fechou? Rede social? Canal? Tatiana Feltrin, no Instagram, no YouTube. Eu sou o TLT, o nome antigo do canal. Resolvi manter, tá lá. Mas se você procurar por Tatiana Feltrin, você vai me achar lá também. TLT? É TLT.
Era um nome... Na época eu era professora de inglês, e aí o canal se chamava Tiny Little Things. Olha só! Só que aí um dia, eu sempre conto essa história, eu tava na Bienal do Livro, e aí passou uma menina por mim e falou assim, você não é a Tatiana do Pretty Little Liars? Que era uma série que tinha na época. Eu falei, meu Deus, olha o nome do canal que eu fui criar. Aí eu fiquei pensando, enquanto eu não penso num nome melhor, né?
Deixa eu usar pelo menos a sigla, mas ficou. Isso já faz mais de 10 anos. Legal, então, legal.
Ô, Homer, vê se você lê mais coisas, né, cara? Você tem que ir. Você levou muito livro daqui. Você doou todos ou ficou com alguns? Não, eu fiquei com alguns. Ah, então quero resenhas depois. Já pegou várias dicas hoje. Pois é, várias dicas aí. Tô lendo, então, tô aí, tem que terminar o livro do nosso amigo do Código da Vinte lá, como chama? O Dan Brown. Dan Brown. Tô terminando um enorme que é... Amber. Como que é? Não sei o que do Amber.
O Príncipe de Amber. Ui, eu não conheço. É, é uma fantasia antiga que eu tava querendo lembrar.
muito. E agora, se eu no Brasil, Calhamaço são os primeiros livros todos aí. E, cara, é grande. É uma história que Amber é o planeta original e todos os outros, inclusive a Terra, são espelhos daquele planeta. Quanto mais estante de Amber, mais bizarro vai ficar no planeta. Então, depois eu falo como que é. O querido Homer, ia falar Homer. O que você tem que falar agora? Bom, agradecer demais aí os nossos patrocinadores, né? Estratégia, concurso e também G4 Educação.
tem tudo, o link é na descrição pra você saber mais, não é mesmo? Isso aí. E o que o pessoal escreve nos comentários depois de deixar o like pra provar que chegou até o final dessa conversa. Bom, pra provar que chegou até o final dessa conversa, coloca aí 50 tons de cinta. Muito bom. 50 tons de cinta. Com c, tá? Cinta. Obrigado demais, chequem com Deus, beijo no Cotovele e tchau e que bom que vocês vieram. Valeu, fui.
Legenda por Sônia Ruberti
Estratégia Concursos
Preparação para concursos públicosG4 Educação
Plataforma educação empresarial