015 - SÓSIA DO JIM CARREY | GUERRA NO ORIENTE MÉDIO | JABBOUR X BATTISTA | e MAIS
RICARDO MARCÍLIO é professor de Geografia e FERNANDA COMORA é jornalista. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., MASHIMA NADIM, ANDRÉ LAJST, COMANDANTE FARINAZZO, ELIAS JABBOUR, LITO SOUSA e THIAGO LIMA. O Vilela é tão fã do Cid Moreira que apresenta o programa de bermuda.
- Conflito Irã-EUAOperação Rugido do Leão · Destruição do arsenal iraniano · Morte do Ayatollah Khamenei · Colapso das bases militares iranianas · Mísseis balísticos iranianos · Civis afetados em Dubai e Golfo · Estratégia de retalho regional
- Revolucao Islamica IranMorte de líderes supremos · Possibilidade de regime democrático · Filho do Shah (Reza Pahlavi) como alternativa · Eleições livres pós-queda · Liberdade das mulheres iranianas · Mudança de alianças regionais
- Programa Nuclear IrãEnriquecimento de urânio a 60% e 80% · Bombas sujas vs arma nuclear · Acordo JCPOA de 2015 · Inspeções AIEA · Capacidade para 11 bombas atômicas · Localidades secretas de produção
- Reação dos países árabes do GolfoApoio a EUA e Israel · Nota conjunta Arábia Saudita · Defesa contra ataques iranianos · Posição estratégica pós-conflito · Acordos de Abraão · Equilíbrio de forças regional
- Debate sobre protecionismo vs. liberalismo econômicoDefesa da indústria nacional · Custo Brasil elevado · Bens de capital e insumos · Política industrial versus resultado prático · Modelo das políticas temporárias permanentes · Comparação com países asiáticos
- Impacto do conflito na aviação comercialFechamento de espaços aéreos · NOTAM e FIR (Flight Information Region) · Desvio de rotas por Dubai, Doha · Alternativas pelo Pacífico ou África Central · Stranding de passageiros e tripulantes · Procedimentos de plano de voo
- Aumento de tarifas de importação no BrasilResolução GSEX 852 de 2026 · 1.250 produtos afetados · Eletrônicos, smartphones, notebooks · Recuo parcial de 12 itens · Produtos desnecessários tarifados (reatores nucleares, freezers) · Arrecadação de 20 bilhões previstos
- China no ConflitoInvestimentos iranianos de 400 bilhões reais · Rota da Seda através do Irã · Dependência de petróleo iraniano (80%) · Tecnologia de satélite para Irã · Guerra eletrônica russa e expertise chinesa · Neutralidade estratégica
- Situação humanitária do povo iranianoInflação de 50-70% · Crise hídrica em Teheran · Possibilidade de evacuação · Falta de internet durante conflito · Opressão de direitos básicos · Comparação com Brasil
- Conflito Paquistao-AfeganistaoDeclração de guerra formal · Aliança histórica Paquistão-Talibã · Grupos terroristas alojados no Afeganistão · Presença chinesa na região · Conectividade com Xinjiang e uigures · Rota da Seda comprometida
- Crise demográfica chinesaLegado da política do filho único (1979-2016) · Envelhecimento populacional · Falta de adultos em relação a idosos · Crise previdenciária · Mudanças culturais e urbanização · Desbalanceamento de gênero (homens/mulheres)
- Viagens AereasTrês dias de fechamento total · Prejuízo de 1,19 bilhão de dólares estimado · Hospedagem de tripulantes e passageiros · Aumento do preço do combustível · Fuel Hedge para proteção de preços · Impacto indireto em economia
- Conflito Rússia-UcrâniaOcupação na Ucrânia · Impossibilidade de apoio militar ao Irã · Tecnologia de guerra eletrônica fornecida · Entorno estratégico russo · Falta de meios para defender Irã
- Relações Brasil-ChinaBases militares chinesas alegadas · Investimentos em Bahia · Sede da BYD em Camaçari · Ponte Itaparica-Salvador · Ferrovia bioceânica para Pacífico · Transmissão de energia
- Teoria da conspiração: Clone/Sósia de Jim CarreyAparência radicalmente diferente no César Awards 2026 · Mudança de cor dos olhos (castanho para verde) · Mudança de lateralidade (canhoto para destro) · Controle mental em celebridades (MK Ultra) · Dissociação mental e fragmentação · Mascara de artista plástico (The Alex Stone)
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vilela e está começando mais um Inteligência Limitada, hoje com notícia ilimitada, não é, querido Bigode? É isso aí, meu querido chefe. O pessoal já está na live e a gente já está a poços, todo mundo. Hoje tem vários convidados, várias notícias, mas claro que a principal é a guerra no Oriente Médio que está rolando, certo? É isso aí, é isso aí. Então vou pedir aos meus companheiros de bancada que se apresentem aqui.
Antes de mais nada, Fernanda, seja bem-vinda. Obrigada, meu amigo Vilela. Oi, boa noite, Marcílio.
noite para você que nos acompanha. Eu sou Fernanda Comora, apresentador e âncora aqui no podcast desse meu amigo tão querido Vilela. É isso mesmo. E você, Marcílio? Bom, fala que eu sou amigo também, hein? Claro. Para quem não conhece o professor Ricardo Marcílio, professor de geopolítica, geografia e atualidades, amigo do Vilela, da Fernanda Comora também e âncora do Notícia Limitada. E ninguém aqui você viu que falou que era amigo do bigoda.
Bigoda não tem amigo. Ah, eu sou, eu sou. O Leni é meu amigo. O Leni? O Leni Vale já.
Eu acredito que não seja. Estamos amigos. Estamos amiguinhos? A gente estava brigando o tempo atrás. Vocês sempre brigam. Quero falar com você aí de casa, Terracos. Você já parou para pensar se concurso público faz sentido para você? Olha só. Tem muita gente aí com um burro na sombra, um concursado. Geralmente tem um salário bem mais interessante do que a maioria que está no mercado de trabalho. E tem uma coisa que o trabalhador comum não tem.
Por exemplo, o bigoda, que é a estabilidade. Isso quer dizer, na prática, que ele não pode ser demitido.
do Bigoda, que está sempre na corda bamba aqui. O Estratégia Concursos me contou o quê? Que esse ano teremos, não é, Bigoda? Vários concursos muito bons. Exatamente. Vou falar alguns. Banco do Brasil, Petrobras, INSS, Polícia Rodoviária Federal, mas a grande verdade é a seguinte, sempre tem um concurso acontecendo mais perto do que você imagina. E às vezes é na sua cidade, às vezes é no seu estado, e às vezes é um concurso que você nem sabia que existia, mas que combina exatamente com o seu perfil. Por isso,
Presta atenção no QR Code que está aparecendo aqui na tela ou no link da descrição. Tem uma página que o Estratégia Concursos preparou. Lá você consegue ver quais concursos estão mais próximos de você, quais estão previstos, quais já estão com o edital aberto, não é isso? É isso aí. E aqueles que estão também prestes a sair. Muito legal isso. Fiquei curioso para ver esse mapa. Tem aí para dar um... Deixa eu te mostrar ele aqui.
Então coloca aí. Põe na tela. A gente tem concurso em todo o Brasil. Tem em São Paulo, Rio, Bahia, Minas, Brasil inteiro aí, tá bom? Olha só. Olá.
Então faz o seguinte, clica no link, dá uma olhada nas oportunidades mais perto de você, escolhe onde faz sentido apostar suas fichas em 2026, porque oportunidade tem pra caramba e o Estratégia Concurso está aqui pra te ajudar a não deixar nenhuma passar, não é, Bigoda? Exatamente. E agora vamos falar de outro negócio bem bacana aqui, que é o seguinte, quem aqui quer ser milionário? Estou falando com você, Bigoda. Eu quero. Quem não quer?
toda semana com o novo parceiro do Inteligência Limitado. PIX do Milhão é o maior clube de benefícios do país, com várias premiações toda a semana. Tem a segunda dos sonhos com prêmios de até 100 mil reais, tem a terça premiada com prêmios de até 40 mil e a quarta premiada com prêmios de até 100 mil reais. E na sexta do milhão é ele, o sorteio de um milhão e vários outros prêmios.
20 mil na hora, não é mesmo, Bigoda? É isso aí, meu querido. Querido, olha que bonito. É tudo bem simples e legalizado pela SUSEP. Pode ir na fé, mas também na responsabilidade. Aqui na descrição, além do link do site, tem os certificados da SUSEP para você conferir. Então, agora é a sua chance de ficar milionário, hein, Terráquio? Vai no link da descrição, cadastre-se e compre seus pontos para concorrer. Mas só para quem tem mais de 18 anos, hein? Você tem quantos anos? Eu tenho 20, eu fiz 20.
esses dias aí. Então eu posso. Sério? Exatamente. Não, esses dias ano passado, tem um tempo. Ah, a gente achou... Esses dias... Oito meses. Estamos em março, velho. Tem oito meses. Oito meses. Daqui a pouco está fazendo 21 aí. Tem 240 dias. Com esse bigode de código de barra aí que você tem, né? Se escanear, aparece o sabonete da Johnson & Johnson. Exatamente. Então é isso. Tem link na descrição, QR Code na tela. Vamos para a vinheta?
Vamos lá. Vinheta e voltamos com tudo aí com as notícias da semana. Roda a vinheta.
É isso, começamos o Notícia Limitada dessa terça-feira, 3 de março, falando sobre a guerra entre os Estados Unidos e Irã. Vamos acrescentar também Israel aí, né? Após semanas de tensão diplomática, os americanos deram início a uma ofensiva no Oriente Médio, alegando risco nuclear. Temos entrevistas com André Last, que está lá em Tel Aviv, o comandante Farinazo, que está aqui no Brasil, eu acho, né?
Jim, que já esteve várias vezes aqui com a gente, iraniana, e vai falar da condição do povo iraniano pelos iranianos. É isso aí. Olha, ainda em geopolítica, o Marcílio fala sobre a guerra aberta entre Paquistão e Afeganistão. A preocupação demográfica da China, que agora não se preocupa mais com excesso e sim com falta de pessoas. E será que a China tem uma base realmente militar aqui no Brasil? Trump também avança contra Cuba e pretende tomar o país amigável.
Amigavelmente. Tomar amigavelmente. Com várias aspas aí, né? Tem ainda... A gente ia falar um pouquinho sobre as teorias da conspiração que rolaram, né? Sobre a última aparição do Jim Carrey. Se falou muito nisso. Máscara de... Isso aí tá dando o que falar, né? Tá dando o que falar. Tem um carinha que faz máscaras e falou que era ele. Tem gente que falou que não era. Vamos ver aí o que tem. E o Tiago Lima, que vai comentar isso com a gente, vai falar, né? Será que foi após o cantor falar sobre os Illuminati.
O programa de entrevista fez um gesto secreto lá. Fez, ao vivo. Você viu ao vivo. E ficou aquele climão, né? Isso que mudou depois disso. Exatamente. Hoje o debate é com Elia Jabur e Renato Batista sobre o recuo do governo sobre o tarifácio nos eletrônicos. Teve pressão política ou não teve? Pois é, gente. Olha... E você, hein? O que você vai falar hoje? Eu vou falar muita coisa. Sobre repercussão da chuva de Ubar e uma juíza que garante que os magistrados não têm dinheiro para comer um lanche.
É, gente, tem muita coisa nesse giro de notícia. Olha, e tem, inclusive, um look novo. É muito inusitado. Lá vem. Eu quero, inclusive, lançar um desafio. Você que anda treinando bastante para você usar aí na academia. Com certeza é sacanagem. E tem a Crônica da Semana com Carlos Bezerra. Vamos começar, então, falando da guerra. Claro, o André Lassi já está aí na linha. Marcílio, dá só um contexto do que está acontecendo
introduz o André na conversa aí. Bom, tá, até para não tomar muito tempo também do André, né? Nós tivemos ano passado a Guerra dos Doze Dias, em que os Estados Unidos fez uma operação para destruir as capacidades nucleares iranianas. E, aproveitando na esteira dos acontecimentos, que no começo desse ano o Irã estava numa crise total, seja por conta da inflação do país, que chegou a 50%, até 70% de alguns produtos, uma crise hídrica muito severa em Teherã, em que o presidente falava até em possibilidade
de evacuação das pessoas e, claro, as repressões, as manifestações gigantescas, inicialmente de estudantes, mas depois de uma série de populações ali do Irã, que foram reprimidas de maneira muito violenta pelo regime dos ayatolás. Depende muito da mídia, tem gente que fala em 30 mil mortes, 5 mil mortes, 15 mil mortes, mas que houve violência. Houve um sentimento, tanto de Israel como dos Estados Unidos, que talvez fosse o momento de trocar o regime iraniano. Tanto porque os acordos entre, ou as tentativas
E o Trump, em conjunto com o Benjamin Netanyahu, resolveram fazer a operação, Operação Rugido do Leão por Israel, ou alguma coisa épica, esqueci o nome, pelos Estados Unidos, que foi a operação para atacar o programa de mísseis iranianos. Eles não aceitam que o Irã tenha a capacidade de mísseis iranianos.
de longo alcance, atacar o programa nuclear do país e também, muito pessoalmente, promover a queda do regime dos ayatollahs. Na teoria, eles podem enriquecer urânio, mas não para fazer arma nuclear. Os Estados Unidos falam que não. Ah, é? Nesse momento, uma das coisas é que, menos ou menos provisoriamente, o Irã não poderia enriquecer urânio. Nem para fins pacíficos. Nem para fins pacíficos. Apesar do Ian ser signatário do TNP.
Tá certo. André, direto de Tel Aviv, fala com a gente. Fala, Rogério. Bom dia, boa tarde, boa noite já aí no Brasil. Boa madrugada aqui para nós.
Tudo bem? Tudo bom. André, já que você está aí e às vezes já estive aí em situações de guerra, o alarme pode soar a qualquer momento. Qual que é a tua... o teu parecer, né? Tão próximo dos acontecimentos, qual é o papel de Israel? E o que você acha que foi esse começo de guerra, né? Eu quero trazer vocês para final de 2024, primeiramente.
para não precisar voltar tanto tempo na história. No final de 2024, o Israel faz uma mega operação no Líbano e acaba decapitando o grupo Hezbollah, financiado pelo Irã, o principal grupo milícia armada do Irã na região. O Irã apoia e financia diversos grupos terroristas na região, que a gente chama de guerra por procuração. Então o Hezbollah, o grupo terrorista mais bem armado,
mais bem treinado, mais antigo, financiado pelo Irã, um projeto muito cuidadosamente preparado pelo regime desde a sua existência, a partir de 81, 82. O Hezbollah perde todo o seu comando militar, o seu secretário-geral, e logo depois disso se chega um cessar-fogo unilateral no Líbano, sendo que o Hezbollah já dizia até então que só faria um cessar-fogo se a guerra em Gaza parasse.
dois meses, mais ou menos, o regime da Síria cai, porque o Hezbollah ajudava o então ditador da Síria, Bashar al-Assad, a se sustentar no poder. Quando o regime da Síria cai e o Hezbollah tinha um acordo de cessar fogo assinado com Israel e chancelado pelas potências, França e Estados Unidos, o Ira se vê sozinho. E aí começa uma corrida do regime iraniano para tentar
multiplicar a produção de mísseis balísticos de 100 para quase mil mísseis por mês. E ao mesmo tempo, eles começam a movimentar o seu programa nuclear para conseguir aumentar o enriquecimento de urânio de 60 para mais de 80%. Se identifica esses sinais e se chega na conclusão nas inteligências americana e israelense de que o Irã agora se sentindo mais vulnerável pela falta da estrutura do reserva
e pela perda da Síria, uma vez que o Al-Shara, o Al-Jornani, que toma o poder na Síria, ele não é um grande fã do Irã, ao contrário, ele lutava contra o Hezbollah e lutava contra o Irã, os iranianos fazem uma corrida contra o tempo para conseguir se armar mais ainda. Nesse momento, os israelenses começam a chegar na conclusão de que há um perigo imediato de que se não agissem em 2025,
o Irã poderia ter um programa de mísseis muito maior do que tinha, um estoque de mísseis muito maior do que tinha e poderia chegar a um enriquecimento de urânio de quase 90%. O problema de um enriquecimento de urânio de 90% é que mesmo que você não tenha um artefato atômico que você precisa construir, você pode criar várias bombas sujas, que é o que a gente chama de dirty weapon, dirty bomb, que é você colocar realmente urânio enriquecido numa bomba convencional.
fazer com que tenha irradiação de produto nuclear, você pode matar milhares de pessoas ao longo de muito tempo, você pode fazer com que uma zona específica fique inabitável por muitos anos, por causa dessa bomba suja. Então Israel decidiu fazer a operação em junho de 2025, a gente conhece com a Guerra dos Doze Dias, e por fim os Estados Unidos acabam participando lá no final dela, com os bombardeiros B-2,
atingindo as bases, as centrais nucleares do Irã, principalmente a de Fordoo, que estava enterrada profundamente dentro do solo, nas montanhas no Irã, para tentar atrasar ao máximo o programa nuclear iraniano. Uma vez que eles fazem essa operação, durante esses 12 dias, eles conseguem destruir parte do arsenal, parte dos lançadores de mísseis.
500 lançadores de mísseis, em torno de 3, 4 mil mísseis balísticos, e boa parte disso é destruída. Quando acaba a guerra, nos 12 dias, e há um cessar-fogo, o Irã continua fazendo uma corrida para tentar reformar o programa nuclear. É descoberto que hoje foi atacado, inclusive, um outro central nuclear secreta que ninguém conhecia, e as inteligências já começam naquela época a descobrir a existência de outros localidades,
que o mundo não conhecia e começam a tentar reaver o seu programa nuclear. O que o mundo, baseado nessas informações, conclui, estou falando de Israel, Estados Unidos e os seus aliados, é de que o Irã não pegou a mensagem da Guerra dos Doze Dias. Ele continuava a fazer uma série de atividades que violavam acordos passados, violavam o acordo do Tratado de Não Provenção Nuclear,
O problema é que no momento que acaba a Guerra dos Doze Dias, eles tomam a decisão de continuar construindo mísseis balísticos, que é um perigo também existencial para Israel, porque um míssel balístico tem uma tonelada de TNT. Se você joga centenas de mísseis de uma vez só ao sistema antiaéreo israelense, não consegue impedir que todos os mísseis caiam no país. Você vai ter quedas de vários mísseis em várias regiões do país.
pequeno, você vai cansar o sistema antiaéreo, cansar o sistema segurança, cansar o sistema de primeiros socorros, então Israel entende que o programa de mísseis balísticos do Irã também é um problema existencial para Israel. E ao mesmo tempo, aí fica esse incógnito aonde estavam esses 450 quilos de urânio enriquecido a 60%. Os Estados Unidos começam a tentar uma negociação com o Irã ainda por baixo do pano, o Irã tem esses
e no começo de janeiro matam pelo menos 30 mil pessoas. A gente recebeu aqui vídeos que não tem como mostrar na televisão. Parece um 7 de outubro no Irã. Forças policiais entrando nas casas e massacrando as pessoas que estavam participando das manifestações com facões. Vários indícios de crimes de fuzilamento, massacres em massa de centenas, se não milhares de pessoas de uma vez só.
Estados Unidos começam a subir o tom em relação ao Irã e fica essa tensão no ar com essas negociações que estavam ocorrendo em Genebra, no Oman e, posteriormente, possivelmente na Áustria. E aí começa essa operação no sábado. É tomada a decisão, os Estados Unidos e Israel, de fazer uma guerra, de fazer um ataque preventivo para tentar desmantelar o programa nuclear, o que sobrou dele e o que eles estavam reformando, fazer com que o Irã,
aceite as condições dos Estados Unidos de zero enriquecimento. E o problema do zero enriquecimento, muitas pessoas vão falar que é um direito inalienável dos Estados de poderem fazer enriquecimento de urânio. Isso acho que parte do princípio das boas relações que você tem com o mundo. Você vive numa comunidade. Numa comunidade de países, os países respeitam os outros países e respeitam a soberania e a existência dos outros países. O Irã não faz isso. O Irã não respeita.
esse princípio, uma vez que ele prega a destruição de Israel e também morte aos Estados Unidos, mesmo que isso não seja possível. Mas para Israel isso é levado a muito sério, porque Israel é um país muito pequeno, 80 vezes menor que o Irã, é um país que tem uma população 10 vezes menor que a do Irã, e está a 2 mil quilômetros do país e tem uma série de grupos em volta que são sustentados pelo regime dos ayatolás. Então, essa operação começa no sábado, uma operação de larga escala,
um altíssimo poder militar, tanto de Israel como dos Estados Unidos, a fim de destruir todos os lançadores de mísseis, os estoques e a forma, todos os mecanismos e a estrutura de produção de mísseis balísticos. Isso inclui centrais de controle e comando, centrais de inteligência, as forças de segurança interna, a inteligência iraniana, o Conselho de Inteligência e Segurança Nacional, o governo iraniano,
parte dos conselhos do Etolá Kamenei, e obviamente que desestabilizar também, a partir dessa primeira onda de ataques no sábado de manhã, que é matar o Kamenei, 40 pessoas do comando militar, para desestabilizar a tomada de decisão deles. E o que temos visto nos últimos quatro dias é mais isso, é o ataque sistemático ao sistema de controle do exército, das guardas revolucionárias, a capacidade deles de atirar mísseis balísticos nos países árabes e em Israel.
tentando atirar agora em países árabes para desestabilizar a região e, obviamente, tentar causar um cessar-fogo por causa da instabilidade dos países do Golfo. E a gente está agora no final do quarto dia com mais de mil mortos. Aqui na imprensa israelense falam mais de 3 mil mortos das guardas revolucionárias. Diversos pontos estratégicos das guardas revolucionárias e do Estado, do governo dos ayatollahs destruído e danificado.
uma capacidade cada vez mais baixa de eles conseguirem se organizar e logisticamente disparar mísseis e foguetes, apesar de que teve a sirene pelo menos cinco vezes hoje em Tel Aviv. Teve sirene há uma hora e uma hora e meia atrás, principalmente aqui na parte da noite em Tel Aviv. E a gente está no meio dessa situação, isso é uma situação que ainda está se desenvolvendo, ninguém sabe o que vai acontecer.
a porrada mais forte que eles dizem que eles ainda estão guardando bastante alvos e ações contra o regime, que isso ainda não aconteceu. Eu acho que até nesse momento a gente tem algumas opções em cima da mesa do que pode acontecer no futuro. André, boa noite. Eu tenho uma questão aqui. Quando você pega geralmente os países que ou criticam a postura dos Estados Unidos e de Israel, ou até em muitos casos defendem o Irã, eles alegam que existia um acordo que foi assinado de 2015 até 2018,
em que o Irã se comprometia a limitar o enriquecimento de urânio. E a IA, que é a agência da ONU, sempre alegou que o Irã estava dentro dos limites de enriquecimento. Os países europeus, por exemplo, nenhum deles também alegava que o Irã estava descumprindo. Se não me engano, teve duas vezes que a IA alegou que descumpriu, mas o Irã mudou o excedente de água pesada para outro país, seguindo e respeitando as limitações da Agência Nacional da Energia Atômica.
acordo com o Irã pode ter incentivado o Irã, até alegando uma autodefesa, aí sim aumentar o nível de enriquecimento de urânio, desrespeitando os acordos internacionais? Olha, eu acho o seguinte, eu tendo a ter uma visão diferente em relação a esse acordo, eu acho que esse acordo é um acordo ruim, é um acordo que para Israel não ajudava a evitar a agressividade e o financiamento de grupos terroristas e nem a produção de mísseis balísticos, o acordo Tangier apenas
a questão nuclear. O acordo era um acordo de 10 anos, ou seja, em 2025 esse acordo já teria acabado, o IRA poderia fazer um monte de outras coisas que não estavam limitadas, que estavam limitadas no acordo, então não resolvia o problema, uma vez que o regime está aí há 47 anos, então 10 anos para o regime não é nada. Eu acho que o regime estava buscando também um pouco de verba para financiar uma série de projetos do seu interesse e esse acordo deu ao IRA um acesso a 150 bilhões de dólares,
que é muito dinheiro, mais de 15%, mais de 20% do PIB do Irã, em dinheiro vivo. Esse dinheiro foi usado para construir uma série de infraestruturas militares, das guardas revolucionárias, programa de mísseis balísticos, inclusive também centrífugas e centrais nucleares, sem precisar necessariamente enriquecer urânio. Então eles meio que usaram esse dinheiro para poder preparar o solo e pavimentar o caminho deles para que quando eles pudessem,
uma forma, quando eles vissem necessário acelerar o programa nuclear ainda mais rápido e obviamente que a gente fica com essa narrativa do Irã dizendo que jamais eles buscariam bomba nuclear e o que eles têm feito e o que eles têm demonstrado é justamente o contrário. Um país que não busca um programa nuclear militar não esconde as suas usinas embaixo da terra, não proíbe a Agência Internacional de Energia Atômica de visitar determinados locais e tinha lá nesse
acordo, alguns locais que a agência não podia visitar, que tinha que avisar com muita antecedência e obviamente eles poderiam tentar enganar e esconder vestígios de certas violações. E para Israel esse acordo não funcionava porque o Irã não mudou a sua postura, continuou financiando grupos terroristas, continuou ajudando a construir e fortificar o Hezbollah, o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos na região e o seu programa de mísseis balísticos
aumentou. Então, pra Israel esse acordo não era interessante. Alguma coisa que o Trump viu em 2018 e entendeu que não valia a pena pros Estados Unidos continuarem esse acordo e saiu do acordo. Não dá pra começar a gente julgar a história olhando pra trás depois que a história aconteceu. O que teria acontecido se não tivesse saído? Eu não sei o que teria acontecido se não tivesse saído. Mas, fato é que o Irã hoje tem meia tonelada de Irânio enriquecido e na primeira
Na primeira reunião com o Witkoff e o Jader Kushner, o genro do Trump, isso o próprio Witkoff disse hoje em entrevista na Fox News, ele disse que os iranianos disseram para ele, nós temos capacidade para construir 11 bombas atômicas com urânio que a gente tem e a gente não está disposto a ceder esse urânio. Ou seja, quem não está querendo construir uma bomba atômica não fala nesses termos no primeiro dia de negociação com a maior potência do mundo. Eu acho que o DNA do regime é esse.
como se estivesse num bazar. É uma negociação totalmente baseada na má-fé e na mentira e na enganação com o Ocidente, que normalmente vai negociar de uma forma mais baseada na boa-fé e na vontade de resolver conflitos e de resolução de conflitos. E é tão perigoso esse tema, isso que é uma coisa que eu acho que os espectadores precisam entender, que não tem aqui uma... não existe aqui espaço para erro.
aqui, significa que você vai ter um vizinho nuclear e não tem mais nada que você possa fazer contra esse vizinho, a não ser rezar para ele não usar uma bomba dessa contra você. Isso significa a destruição de Israel. Uma bomba nuclear em Tel Aviv mata toda a população do centro de Israel, que são 3 milhões de pessoas, o país acaba. Então, para Israel isso é muito sério, é totalmente diferente das necessidades dos Estados Unidos e de outros países da região e por isso que isso foi levado a cabo dessa forma como foi levado a cabo. Um acordo ruim é um não acordo.
e, portanto, eu acho que Israel, no fundo, gostaria de ter tido um acordo melhor com o Irã, mas esse acordo nunca aconteceu, porque o Irã nunca esteve disposto a assinar um acordo que atingisse o mínimo que os israelenses precisavam para se sentirem seguros e não precisar usar a força militar contra o país. André, só lembrando que agora são 19h35, o pessoal fica perguntando se a gente está ao vivo ou não está, estamos ao vivo, 19h36 agora, que horas são aí em Tel Aviv, André? Uma, meia-noite e 36h.
Eu queria saber dessa estratégia do Irã, que eu pelo menos não entendi. Questionei ontem o Roque também, o professor Roque. Por que atingir prédios civis em Dubai e outras cidades que a princípio não estão no conflito? É para gerar pânico, para gerar terror? Qual você acha que foi essa estratégia do Irã de fazer esse ataque? Não estaria mais gente contra a causa deles? Eles não estão interessados agora em atrair nenhum tipo de apoio.
a causa deles, porque eles não são grandes advogados ocidentais pela causa deles, eles não estão interessados muito na opinião pública ocidental, tanto que a gente não vê muito oficiais iranianos escrevendo artigos em jornais ocidentais para tentar proteger a sua causa. Eu acho que depois que começou a ter essas ameaças e juntar toda essa força militar em volta do Irã, as guardas revolucionárias e o exército iraniano meio que fizeram, criaram um sistema mais horizontal,
horizontalizado na tomada de decisão de ataques e contra-ataques a determinados alvos da região. E, portanto, acho que muitos drones e muitos mísseis foram lançados contra países do Golfo porque a decisão tinha sido vamos colocar fogo no Golfo, vamos colocar fogo no Oriente Médio, vai virar uma guerra regional. E eles disseram que queriam fazer com que virasse uma guerra regional justamente para tentar fazer com que essa guerra regional
fazendo a guerra e, portanto, tentar fazer com que isso pudesse ser o motivo para a sua desistência nos ataques iniciais. Então, mesmo assim, não aconteceu. Estados Unidos e Israel atacaram e eles atacaram países que eles dizem que estão atacando bases militares americanas nesses países, mas eles não estão atacando apenas bases americanas nesses países. Eles estão atacando também o consulado, eles estão atacando também diplomatas, eles estão atacando também civis nesses locais.
uma incapacidade técnica de muitos oficiais iranianos em poder atingir os alvos. E eu acho que eles também, ao jogarem, por exemplo, drones no hotel, no prédio Buja Khalifa, ou em outros hotéis emblemáticos de Dubai, fazem com que o mundo fique paralisado, porque Dubai hoje é uma cidade muito importante, é um hub de aeroportos, milhões de pessoas passam por ano em Dubai,
mesmo no aeroporto para poder voar para outro lugar. É um país extremamente influente, extremamente importante, muito rico, com muitos recursos. A partir do momento que você ataca um país como esse, que está muito próximo do Irã, o país depende muito da sua defesa, que eles não têm muita experiência em defesa, e também depende muito de uma certa coalizão local para tentar fazer com que esses ataques cessem.
hoje em dia, no quarto dia da guerra, que o Irã tem em relação a atacar os Emirados Árabes, o Catar, o Bahrein, o Kuwait e a Arábia Saudita, assim como eles atacaram também Jordânia e até mesmo Israel, é fazer com que esses países árabes se juntem em uma voz única e pressionem os Estados Unidos a cessar fogo, a fazer um acordo com o Irã. E qualquer acordo nesse momento vai dar ao regime
o seu prêmio mais importante, que é a sua sobrevivência. Eles não estão se importando, nesse momento, no Irã, com as perdas militares ou de pessoas. Eles estão se importando que o regime não caia. Se os ataques continuarem, vai ficar tão enfraquecido o regime que o regime pode cair. Então, quanto antes acabar as agressões ao Irã, melhor para o regime. Quanto mais demorar para acabar, pior para o regime. E por isso que eles estão atacando esses países. Eles querem fazer com que o petróleo suba acima de 100 dólares,
o barril, eles querem fazer com que os espaços aéreos desses países fiquem fechados, que milhões de pessoas fiquem presas nesses países não tendo voos de volta, que crie uma instabilidade, crie um caos regional a fim de que esse caos leve a um eventual cessar-fogo. Essa é a estratégia atual do Irã. Ou sentar uma mesa de negociação com uma posição um pouco mais vantajosa. É, aí que está. A questão da mesa de negociação mais vantajosa, na minha opinião,
é o de interesse dos Estados Unidos. Os Estados Unidos acham, na minha opinião, que no momento que eles vieram... Tomiu o áudio da gente. Ah, voltou, voltou. Não é mais o preço que os Estados Unidos estavam dando há duas, três semanas atrás, agora o preço aumentou. E dois, talvez o Irã fique numa situação onde ele não tenha mais nada que ele possa fazer a não ser aceitar as condições americanas. Se ele fizer isso, significa que ele vai estar cedendo as negociações americanas e aí realmente, isso realmente eu acho que
vai acontecer, independentemente qual governo surja no Irã, seja da oposição ou seja algum formato de governo dentro do próprio regime, nunca mais vai ser o mesmo regime. Eles nunca mais vão conseguir construir e desenvolver esse tipo de artefato, esse tipo de programa, esse tipo de militarização do regime. Porque, obviamente, as negociações vão ser muito mais difíceis para o Irã hoje. Baixo ataques, baixo fogo e, obviamente,
que isso significa que o regime nunca mais vai ser o mesmo, vai ser outro tipo de país daqui para frente. André, uma pergunta que eu particularmente acho bem difícil, a gente teve a justificativa do ataque dos Estados Unidos e de Israel alegando ser um ataque preventivo, só que a carta da ONU não permite ataques preventivos. Talvez ataques preemptivos, quando está na iminência, existem mísseis apontados, seria mais justificável. Agora, ataque preventivo, isso não está na carta da ONU.
já atacou alguns países árabes, independente de qual seja a motivação. Atacou, por exemplo, o Egito no passado histórico, atacou a Síria, está fazendo uma incursão agora no Líbano. E Israel também não tem uma transparência muito grande em relação ao seu programa nuclear. Você não acha que os outros países árabes, eles também poderiam se sentir um pouco ameaçados pela existência de Israel e poderiam julgar que Israel talvez ter mísseis balísticos ou Israel ter equipamento nuclear? Também poderia colocar em risco a existência deles? Então, os países árabes
Não porque Israel não tem mais problema com os países árabes, até porque depois dos acordos de Abraão, o conflito árabe-israelense já se encerrou. Os países árabes hoje estão do mesmo lado que Israel contra a existência de um programa nuclear iraniano. O programa nuclear iraniano não coloca em risco apenas Israel, mas também coloca em risco os países árabes em volta. Você tem aí a Arábia Saudita já dizendo que se o Ira virasse nuclear, eles virariam nuclear também.
leste do Mediterrâneo. Se o Arábia Sérgio tiver uma bomba, o Egito vai querer uma bomba. Se o Egito tiver uma bomba, a Turquia vai querer uma bomba e assim por diante. Em relação ao fato de Israel ter um poderio militar extremamente avançado, eu acho que não é o caso dos árabes se sentirem ameaçados porque Israel não ameaça destruir países na região. Nunca ameaçou. Israel lutou guerras com o Egito, lutou guerras com a Síria, mas Israel nunca foi contra a existência do Egito ou a existência da Síria. Esses dois países,
no passado eram contra a existência de Israel e lutaram guerras contra Israel, em 48, em 56, em 67, em 73, atacaram o país, criaram Casus Belli, fecharam o Estreito de Tirã no Mar Vermelho, criando Casus Belli, dando pretexto para Israel fazer ataques preentivos, como você disse, e eu acho que esse ataque preentivo ou preventivo, nesse caso específico do Irã, eu acho que é porque já existe uma guerra aberta entre Israel e Irã. O Irã não está a salvo de ataques em seu território,
usar grupos terroristas para atacar outro país e está salveguardado perante a lei internacional de não ser contra-atacado só porque não está sendo usado no seu território. Veja, os Houthis no Iêmen lançaram inúmeros foguetes e mísseis e drones contra Israel matando pessoas aqui e todo o sistema, todo o sistema é iraniano. Até mesmo as próprias guardas revolucionárias iranianas estão no Iêmen e orientam os
dos ruts a como usar o sistema para atacar Israel. Então, esse tipo de guerra por procuração, eu concordo que ele coloca a lei internacional e o sistema internacional numa situação cinza. Porque como você faz para poder responder aos responsáveis que estão te agredindo sem precisar violar a lei internacional? Na minha opinião, e eu acho que isso é subjetivo, interpretativo, o Ira está abrindo uma frente ampla de guerra,
E isso já aconteceu inúmeras vezes há mais de duas décadas. E Israel nunca atacou o território iraniano até o ano retrasado pela primeira vez. Então acho que dessa vez chegou a um ponto que o mundo não conseguiu mais esperar, o mundo livre, as democracias, que inclui Israel nesse caso, não conseguiu mais esperar essa boa vontade dos iranianos
e chegar e do nada um dia acordar e dizer não vamos mais tentar atentar contra a existência de Israel, não vamos mais financiar grupos terroristas na região e não vamos mais apontar nossos mísseis para Israel. O que eu quero dizer com isso? Não precisa necessariamente ter um ataque que está para acontecer em duas horas no Irã contra o solo israelense para Israel fazer um ataque preventivo. Basta você mandar bilhões de dólares para o Hezbollah e o Hezbollah atacar você,
da milícias cheitas que são orientadas pelas guardas revolucionárias no Iraque atacar você, a própria reunião que tinha, várias reuniões que teve na Síria entre generais iranianos das guardas revolucionárias e membros do Hezbollah durante a guerra entre Israel e o Hezbollah que estão orientando, passando armas passando orientações, passando dinheiro se isso não é uma guerra aberta eu não sei o que é, eles tem um exército
que é deles, mas que é financiado por eles, que não é composto por iranianos, é composto por libaneses, chiitas, mas que está sob tutela, orientação, financiamento e ordens, basicamente, do governo dos ayatollahs no Irã. E aí é muito cômodo eles fazerem isso e não receberem nenhum tipo de retaliação em seu território. Israel retalhou durante toda a história o Hezbollah e nunca retalhou o Irã. Mas quem está por trás de tudo isso era o Irã.
Então, se existiam casos belli, esse casos belli existia, foi iniciado pelo Irã. Se o Irã não tivesse feito tudo isso que eu acabei de dizer, não teriam casos belli e Israel não atacaria o Irã de forma apreentível. E só mais uma, André. Como você bem falou, vários países árabes estão respondendo. Houve até uma nota conjunta de alguns países do Golfo, liderado pela Arábia Saudita, condenando as atitudes do Irã. Você acha que isso pode auxiliar no futuro os outros países árabes que ainda não assinaram o Acordo de Abraão
Estado de Israel? Ou os países árabes estão tentando ser contra o Irã, mas não necessariamente apoiando o lado israelense? Vamos colocar dessa forma. Os países árabes não morrem de amores por Israel da mesma forma que não morrem de amores pelo Irã. Eu acho que eles têm hoje em dia mais interesses em comum com Israel do que eles têm com o Irã, por vários motivos. A tecnologia está avançando, a necessidade de petróleo está diminuindo, de gás também. Você vai ter cada vez mais a inteligência
artificial e a alta tecnologia meio que dominando setores econômicos importantes, os países árabes precisam diversificar a sua economia, diversificar a sua forma de ver o futuro para os próximos 50 anos. Nesse contexto, eu acho que Israel é um pioneiro e é uma das lideranças mundiais. Também acho que esses países árabes procuram instabilidade, procuram não ter grupos terroristas atacando
seu território, querendo controlar o seu território, lembrando que o terrorismo fundamentalista islâmico vitima principalmente muçulmanos no Oriente Médio. Estamos vendo isso no Afeganistão, estamos vendo isso no Iraque, estamos vendo isso na Líbia, vimos isso em Gaza, vemos isso no Líbano, vemos isso na Síria. Então, esses estados árabes que não têm esses problemas, não querem ter esses problemas e, portanto, buscam estabilidade. Para isso, acho que tem uma relação diplomática aberta,
e respeitosa com Israel, não significa um abandonar a causa palestina. Eles podem continuar advogando pelos palestinos e a favor da causa palestina, mesmo tendo relação com Israel, baseado, claro, nas negociações de uma solução de dois estados, que aí respeita a soberania e a existência de Israel ao lado de um Estado palestino seguro e viável. Então, eu não acho que os árabes estão fazendo... Vamos colocar dessa forma, respondendo sua pergunta.
Esses ataques podem fazer sim que haja uma comunicação e acelere o processo de acordos entre árabes do Golfo, que não tem ainda relação diplomática aberta com Israel, a ter relações diplomáticas com Israel. Oman, Kuwait, Arábia Saudita, inclusive o próprio Catar. Eu acho o Catar um pouco mais difícil, o Catar da central do Hamas,
internacional, fica em Doha. Eu acho difícil Israel ter uma relação assim tão aberta e tão próxima agora com o Catar. Mas sem dúvida nenhuma, Arábia Saudita, Alman e Kuwait poderiam ser os próximos da lista. Mas dito isso, eu acho que existe uma preocupação desses países, e eu termino minha resposta com isso, que é o seguinte, se o regime do Irekai, Israel realmente fica liderando como a superpotência sozinha no Oriente Médio, militarmente.
E acho que isso pode preocupar um pouco os países árabes por não quererem que Israel tenha esse título. Os países árabes são muito maiores que Israel territorialmente, tem muito mais recurso financeiro esses países do Golfo, principalmente a Arábia Saudita. Eu acho que existe aqui uma tentativa de equilíbrio de forças, mas eles não acham que esse equilíbrio de forças entre Israel e Irã
um equilíbrio entre estados fortes no Oriente Médio e existia aí um equilíbrio de forças entre Irã e Arábia Saudita. Se realmente o Irã não existe mais como Estado e o regime cai e entra um regime opositor, esse regime opositor é um regime que vai ter uma ótima relação com Israel, porque o Irã no passado tinha uma ótima relação com Israel e com os Estados Unidos e com a Europa. Então isso vai abrir caminho para uma influência muito maior
de Israel na região. E talvez essa influência que preocupa os países árabes. Não há o poder bélico de Israel, porque o poder bélico que Israel tem não coloca em risco os Estados árabes. Muito pelo contrário. Os Estados árabes, hoje em dia, que têm relacionamento com Israel, gozam da tecnologia israelense, compram tecnologia israelense militar. Os Emirados Árabes, o Bahrein, o Marrocos, são países que possuem tecnologia militar israelense,
dentro dos seus exércitos. Então isso não deveria ser uma preocupação, mas é uma preocupação, uma influência, uma vez que não tenha mais um regime iraniano na região e Israel tenha uma hegemonia política e de força em todo o Oriente Médio. André, prometo que dessa vez é a última pergunta, porque me surgiu uma dúvida durante a sua resposta. Grande parte dos países árabes criticam hoje a postura do atual governo de Israel, não só das declarações do Benjamin Netanyahu,
principalmente de alguns ministros, como o Ismotrit, que já falou que não existe um povo palestino, que fala de construção de mais assentamentos na Cisjordânia, até para separar o acesso a Jerusalém Oriental, ou talvez até a proposta do Conselho de Paz agora para a reformulação, reconstrução de Gaza, que existe pouco, escutando pouco o povo palestino de fato. Você acha que isso não pode atrapalhar também esse atual governo israelense, a que os outros países árabes reconheçam os acordos de Abraão?
Sem dúvida. Esse governo, na minha opinião, não vai conseguir fazer com que esse governo, nesse momento, principalmente depois do 7 de outubro e depois dessas declarações do Smotret e do Bengvi, que são dois ministros do governo atual de Israel que são considerados aqui em Israel como extremistas. A questão que eu acho que é interessante colocar é o seguinte. Israel é uma democracia parlamentarista que funciona através de coalizões.
Diferentemente da Inglaterra, ou de outros, até mesmo do sistema americano, que só tem dois partidos, você não tem aqui dois partidos, você tem 30 partidos, e desses 30 partidos, 11, 12, 13 partidos são eleitos para o parlamento. Então o país precisa sempre fazer coalizões amplas, vários partidos pequenos, para formar uma coalizão, incluindo um partido grande, que normalmente esse partido é o partido governista, que o seu líder vai ser o primeiro-ministro.
ministro, que é o caso do Nikudu e do Netanyahu. O Smotrich, hoje, ele tem menos de 2% das intenções de voto nas pesquisas. Isso significa que se ele tivesse eleições amanhã, ele não elegeria nenhum deputado, ele não seria eleito também, porque a porcentagem de corte é 4,25% dos votos válidos, ele tem 2%, ou 1,5%. Então, acho que muitas dessas frases que ele fala, mesmo sendo
de qualquer pessoa razoável, servem para ele falar para a base. Ele quer ganhar votos do Benvir, que está com oito cadeiras. Ele quer roubar votos de pessoas que votam no Likud, partido do Netanyahu. Ele quer roubar votos de outros partidos de direita, falando coisas que ele acredita que vão convencer as pessoas de votarem nele. E no fim do dia, eu, na minha opinião, acho que ele não vai conseguir eleger, a não ser que ele consiga fazer uma coalizão
outro partido antes das eleições e concorram juntos em uma lista unificada. E eu acho que essas frases atrapalham muito as relações externas israelenses, principalmente com os países árabes. Mas o momento que tiver um governo que essas figuras não estejam e que não representam, porque realmente ele não representa a maior parte da população de Israel e o Bengvir também não representa a maior parte da população de Israel. Apesar da população de Israel hoje,
uma tendência a votar mais em partidos de direita liberal, mas partidos de direita liberal democráticos, partidos que prezam pela democracia, pelos direitos humanos, não querem construir assentamento em Gaza, não querem anexar pedaços da Cisjordânia, são pessoas de direita, mas são pessoas extremamente centradas, responsáveis, que entendem que Israel tem uma série de desafios, dificuldades, falhas, etc.
as eleições que vão ocorrer esse ano, para ver qual o governo que vai se juntar a partir de então, para então negociar com esse governo novo, que caso tenha uma ampla coalizão dos partidos de direita, de direita, liberal e centro, incluindo centro-esquerda, não vai ter essas figuras no governo, e aí vai ser muito mais fácil para os países árabes terem essa negociação com o governo de Israel. Tá legal. Obrigado, André. Obrigado demais. Se cuida.
precisando de você, a gente chama aí pra novidades, tá bom? Beleza. Obrigado, gente. Boa noite. Valeu. Grande abraço. Vamos já direto com o Farinazo também, que tá na linha, não é? Então coloca aí, bigoda, por favor, Farinazo na linha. Temos muitas dúvidas aí, né? Bastante. Essas movimentações militares aí. Pode já começar, Marcílio, também. Ele tá na linha já? Já tá... Tá com probleminha de conexão aqui, ele tá entrando já. Dessa movimentação, Marcílio, o que você
O que você sentiu, não só da movimentação que está acontecendo no Oriente Médio, mas na Europa, a China, o que está falando, a Espanha, a França? Acho que é bem interessante analisar o posicionamento de cada um dos países. Por exemplo, com certeza, essa guerra, o país que mais vai sofrer impacto é a China. Porque a China tem muitos investimentos no Irã. O Irã faz parte do Rodenbelt, o Irã faz parte da OCX, que é a Organização para a Cooperação de Xangai.
em 2024, também com muita pressão dos chineses. A China, em 2021, fez um acordo de cooperação com o Irã, com a promessa de investimentos de quase 400 bilhões de reais em um prazo bastante longo. Hoje, quando você pega o petróleo que o Irã exporta, quase 80% é em direção à China. Então, a China utiliza o Irã como uma possível alternativa, uma rota terrestre, para ter acesso ao continente europeu. Então, uma queda do governo do regime dos ayatollahs prejudica demais os chineses.
vai colocar para o Farinazos também, se existe uma possibilidade de intervenção da China, já adianto o que eu acho, considero que não, Vilela, por quê? A China não tem nenhum acordo de defesa, de obrigatoriedade de defesa mútua, de defender o território iraniano. Se houvesse esse tipo de acordo, como existe a OTAN, por exemplo, ou como existe o acordo entre Rússia e Coreia do Norte, aí beleza, mas a China não tem nenhuma obrigatoriedade de defender o território. Além disso, eu vejo hoje a China muito mais centrada em responder
o direito internacional, em cumprir as ordens do direito internacional e tentar se vender uma alternativa menos radical, menos extremista do que os Estados Unidos, então para a China fazer uma intervenção em um conflito que não pertence ao território chinês não faz o mínimo sentido. Além do que, a China, o pensamento do Partido Comunista Chinês, eles são muito estratégicos. A China sabe que um dos grandes gargalos, um dos grandes problemas para eles é justamente a dependência muito grande que eles têm do petróleo que vem do Estreito de Hormuz.
reservas para pelo menos 5 meses. Estoque de petróleo para 5 meses. Para eventual problema que possa dar, como está acontecendo, por exemplo, no Estreito de Hormuz. A gente vai chamar o Farinazo, né? O Farinazo está na linha, vamos colocar ali na conversa também. Está escutando a gente, Farinazo? Tudo bom, Vilela? Tudo bom, professor Ricardo? Tudo bom, Vilela? Fala, Farinazo. A gente pensa em te deixar descansar, mas o mundo não deixa, Farinazo.
Pô, sábado eu gravei 11 entrevistas. Não imagino. Caramba, sua vida deve estar um...
gravar a entrevista, mas também... Não, então. Mas também, durante a madrugada, quando acorda, ficar recebendo todas as atualizações, né? É, porque a gente trabalha, na verdade, com fuso. Você tem que olhar as bolsas do Extremo Oriente e o Oriente Médio, né? Então, é difícil. Eu voltei da China o mês passado, cara. Pois é. Tava todo atrapalhado já com fuso horário e ainda... Eu cheguei aqui e já tinha um monte de coisa pra fazer. Quer dizer, faz um mês que eu tô sem sossego nenhum. Pois é, e...
últimas guerras que a gente tem percebido também. Muita informação falsa, muita imagem de inteligência artificial. Fica difícil também saber o que é real e o que não é, né? Na verdade, a gente não sabe nada, né? Acontecendo, a gente não sabe nada. Por exemplo, ontem quando derrubaram três caças nos Estados Unidos, ficou aquela. Se o caça era americano, se não era. Aí, confirmou. Eram três F-15. Mas a gente não sabe ainda como é que foi essa derrubada aí, né?
Eu tô vendo aqui o pessoal... Deixa eu cumprimentar o pessoal que eu não conheço. O Lito Souza,
Tiago Lima, Machima Brasil. Mandar um abraço pra todo mundo que eu tô vendo aqui. Desculpa aí se eu não ver alguém aí, gente. Desculpa. É indelicadeza aí aqui. Boa noite pra todos aí. Boa noite. Eles vão entrar remotos depois. Aqui na mesa tá a Fernanda e o Marcílio comigo. No judia dos caras, ô Vileira. No judia do pessoal. No judia da turma, pô. O Farinazo, o que você tem de atualizações pra gente? Qual que é o cenário atual de guerra?
Fiz falar daqui para frente, mas o que aconteceu realmente de armamento? Não sei se dá para falar quem está em posição de vantagem, quem está em posição de desvantagem. Como que a gente pode colocar esse tabuleiro da guerra do Oriente Médio? Essa guerra é quem aguenta mais dor. Porque está muito forte. O Washington Post falou que o estoque de munição de defesa dos Estados Unidos
de Israel e dos países do Golfo, está baixo, não sei até que ponto, que é verdade, porque nós já ouvimos aquela história de que a Rússia está ficando sem munição e a gente viu o que deu. Então eu não compro as coisas dessa forma. Agora, a gente também não sabe quantos mísseis do Irã tem. Eu estava ouvindo um general português falar hoje na CNN português uma coisa interessante, que na verdade, se acabar os mísseis do Irã, ele fica numa situação difícil.
Mas o que vai acabar primeiro? Os mísseis do Irã ou os mísseis de defesa dessa coalizão que está enfrentando aí?
Porque na verdade você gasta dois, três mísseis de defesa para cada míssel ou drone disparado do Irã. Então é uma coisa muito complicada. A outra coisa também, que isso é assim, não tem outra palavra, é genial. O Irã fez um ataque em Leque que ele obliterou todas as bases americanas no Golfo. Então as bases do Qatar, as bases do Bahrein, da Arábia Saudita, do Kuwait, etc. A marinha americana não pode entrar ali.
do Stade Hormuz, ou vão ter que reabastecer em Diego Garcia, que fica a 3.500 quilômetros dali. Então, você pode ter... O Trump já falou hoje que a Marinha Americana vai forçar o Hormuz. Pô, cara, é difícil isso daí. Não estou dizendo que é impossível, mas é uma tarefa naval muito complexa, né? Porque o Irã, nesse ponto, eles jogaram bem. Eles obliteraram guindastes, depósitos de munição, radares e centros de comando das bases do Golfo. Então, você tem bases, as bases navais americanas,
estão inservíveis praticamente. Então isso é um fator que joga a favor do Irã. Agora, por outro lado, os Estados Unidos e Israel estão arrasando o Teheran. Eles dizem que estão destruindo todas as bases do Irã. Isso eu já não acredito muito. Porque uma boa parte das bases de lançamento de mísseis do Irã são móveis. As bases fixas você consegue destruir. Mas as bases móveis, a quantidade de destruição é mínima porque esses caminhões andam. O Irã é o tamanho da nossa Amazônia, um milhão e meio de quilômetros quadrados.
Então, assim, é difícil eu chegar e cravar para você que está acontecendo isso, acontecendo aquilo. A gente vê uma mídia que torce muito para um lado e para o outro, mas é uma incógnita. Para ser muito franco com o seu público, bem honesto com todo mundo, a gente não sabe em que pé está a situação. Porque se acabar realmente os mísseis de defesa dos Estados Unidos e de Israel, os países do Golfo já estão cheando, vai ficar difícil a coisa. Aí vira pesca no barril, né?
vista, porque realmente rolou, acho que foi do Washington Post, se não me engano, uma reportagem que o Dan Cain, ele tinha falado sobre a possibilidade de os Estados Unidos tentarem resolver logo o processo, porque poderia faltar equipamento, e o Trump, ele confirmou isso, ele falou que quando você tem alguns tipos de equipamentos, não todos, claro, ele até colocou a culpa no Sleep Biden, falou, né, Sleep Joey, como ele chama, colocou que foi culpa do Biden, que ficou cedendo, sempre, né, que ficou cedendo equipamentos para a Ucrânia,
Aliás, criticou Zelensky, falou que ele é um enganador, um falastrão, falou que ficou aceitando e o Biden não repôs, mas ele garantiu que mesmo com a prevalência de equipamentos de médio alcance, os Estados Unidos ainda tem armas mais poderosas do que os países mais poderosos do mundo. Então o Trump falou que os americanos conseguem lutar uma guerra infinita na região do Golfo, segundo o Trump, claro, né? Marcinho, deixa eu te falar uma coisa.
que vai acontecer? Eu falo, depende do plano, né? Se o americano tiver um plano bom, na Venezuela eles tinham um plano bom, um plano que funcionou, né? Agora, o que eu tô vendo é que o plano americano é mais do mesmo. Bombardeia, bombardeia, bombardeia, bombardeia e aí você espera a rendição do inimigo. Eu tava ouvindo o coronel McGregor ontem, que é um dos melhores analistas do mundo, né? E ele falou uma coisa que é verdade. Por exemplo, o bombardeio do Kosovo em 96, eu não lembro mais o ano.
Por que que a Sérvia se rendeu? Porque chegou uma hora que a Rússia falou, não foi o bombardeio que dobrou a Sérvia. A Rússia falou, eu não vou mais te fornecer, não tem mais como fornecer
nem petróleo, nem comida para o inverno. Aí os serbos foram para a lona. Mas não foi o bombardeio que derrotou eles. A guerra do Vietnã, bombardearam o Vietnã 8 anos. Foi o maior bombardeio da história. Não dobrou o Vietnã. Então, assim, são incógnitas muito grandes. Por quê? Porque se o Irã tiver estoque de munição para continuar fazendo pressão em cima de Israel, dos países do Golfo, daquele leque que eu te falei, e dos Estados Unidos, essa guerra não acaba. Eu vou te contar uma historinha muito curta.
Tempo atrás, aprenderam um navio chinês a caminho do Irã no Golfo, no Oceano Índico. Esse navio estava carregado de perclorato de sódio, sistema giroscópico, que o Lito sabe bem o que é, e espectômetros. Para onde isso daí? Isso ia para o Irã. Por que o Irã queria perclorato de sódio? Porque ele não consegue comprar perclorato de amônia, que é a base para o combustível de foguete. Então, ele está sancionado, ele compra perclorato de sódio e transforma em perclorato de amônia.
Jerusalem Post ou Haaretz, falam que o Irã tem mais de mil toneladas de hiperclorato de sódio lá que a China entregou pra ele. Cara, se for isso, é aquela frase daquele promotor lá, esqueci o nome dele, enquanto tiver bambu tem flecha, né? Se for isso, essa guerra vai durar um tempão, cara. Eu não sei, eu não posso... Pô, Marcinho, o público do Vila é um dos maiores do Brasil, acho que na verdade é o maior do Brasil, não posso ser responsável e falar pra vocês que vai acontecer isso, que vai acontecer aquilo. Mas o que eu tô vendo no geral,
queda de braço e quem tiver mais munição vai durar mais no campo de batalha. Agora, eu vou ser bem sincero, uma coisa é certa nisso tudo. O Trump não esperava essa reação.
terrestre no Irã. Você acha que eles conseguiriam, com a capacidade americana, eventualmente derrubar o regime do Irã? Tudo depende do plano. Eles têm um bom plano. Boots on the ground americano nunca foi um bom plano. Não foi na Coreia, não foi no Vietnã, não foi no Afeganistão. Se for agora, boa sorte. O Saddam tentou oito anos com o quinto maior exército do mundo. Ele meteu o pé pelas mãos, tanto nos pântanos quanto nas montanhas agros do Irã. Cara, eu acho... Marcelo, eu penso assim. A gente já se conhece
a gente é amigo, você sabe como é que eu penso. Eu sou militar, mas eu acho que a solução militar é a pior solução que existe. É a pior solução, porque o pessoal sabe que vai sair dela. Pode ser uma guerra de anos. O Iraque lutou oito anos, contra o Iraque não conseguiu nada. Então eu acho uma solução ruim. Na minha cabeça, eu posso estar errado no que eu vou te falar,
Mas eu acho que o Pentágono, todo o Pentágono era contra essa intervenção, que não dá para gerenciar o risco. A verdade é essa. Mas eu acho que o Bibi foi lá, o Netanyahu, ele teve uma reunião com o Trump e ele fez a cabeça do Trump. E aí o Trump falou, não, tudo bem, vamos fazer. Só que não se calculou as consequências. Agora está uma situação complicada. Se acabar a missilística do Irã, aí tudo bem, você consegue uma solução.
Mas quem te garante que esses mísseis vão acabar? Eu não sei. A guerra em Gaza, que era um exército muito menor que o Irã,
Durou dois anos e pouco, né? Pois é. Farinazo, eu quero te perguntar uma coisa. A Fernanda falando, boa noite. Tudo bom, Fernanda? Tudo bem e você? Melhor agora com você. Oba! Mas com base nisso que você falou agora, me veio uma coisa na cabeça. Você falou que o Netanyahu deve ter feito a cabeça do Trump. E aí, uma notícia que vem veiculando nos últimos dias é que Netanyahu disse para o Trump que o urânio teria saído de algum país do Ocidente.
para conseguir abastecer a reserva do Irã. Na sua opinião, isso procede? Isso é verdade? Inclusive, chegou a cogitar que esse urânio, algumas pessoas disseram, poderia ter saído do Brasil.
Ele fala da bomba iraniana desde que ele tinha cabelo escuro. Pelo amor de Deus, o Irã não seria tão incompetente de levar 30 anos para fazer uma bomba atômica. O maior empecilho à bomba atômica iraniana, os israelenses mataram semana passada, que era o Kamenei. O Kamenei não queria a bomba e em 2003 tinha uma fata do Kamenei proibindo a fabricação da bomba. Eu acho que eles podem ter removido o principal obstáculo para o Irã fazer uma arma nuclear. Isso é desculpa do Netanyahu. Desculpa dizer, é desculpa dele.
Ele está contando essa lorota aí tem 30 anos e nunca fica pronta. Ah, bomba do Irã. Já foi, ele vai na ONU, tem foto dele na ONU mostrando uma bomba. Pelo amor de Deus, gente, a gente sabe que nós estamos lutando uma guerra por causa de petróleo. Ele pode enganar quem ele quiser. O pessoal aqui da extrema-direita brasileira que adora louvar o Netanyahu, ele vai enganar. Mas para quem estuda geopolítica do Oriente Médio, sabe que isso é petróleo.
Uma briga por petróleo. E você acha que esse conflito pode alterar o equilíbrio global?
o balde poder? Pode se os Estados Unidos perderem, porque se os Estados Unidos perderem, acabou o governo Trump, né? Acabou, o Trump vira um pato humano, ele vira um pato humano, os democratas vão babando em cima dele. Se eles vencerem, o Irã sai do jogo, o Zayatolá sai do jogo, provavelmente eles vão fracionar o Irã em vários países, aí, Baluquistão, Kurdistão, Kurdistão eu duvido muito por causa da Turquia, mas eles vão, uma vez eu entrevistei um sheik iraniano, ele falou uma coisa que é verdade, que ele falou, a gente
acha que os Estados Unidos quer transformar o Irã num Japão islâmico, num país subserviente aos interesses americanos mais islâmicos. Então, assim, aí muda tudo, porque aí a rota da China vai ficar comprometida, o sul da Rússia pode pegar fogo por causa do Cáucaso, mas, de qualquer forma, se houver quem ganhar aí... Porque, sabe o que acontece? Nada substitui um sucesso militar, nada. Não tem substituto um sucesso militar nessa vida.
e vence a batalha de Stalingrado em 1943, ele chega na conferência de Teheran um mês depois e o Churchill dá de presente para ele uma espada de ouro. A Rússia entra, a União Soviética entra no rol de grandes potências com a vitória de Stalingrado. Os vietnamitas têm a vitória em Diabianfu contra os franceses em 1954 e tem a sua independência. Então nada substitui o sucesso militar. Quem conseguiu um sucesso militar nessa guerra, a não ser que haja um grande impasse, mas quem conseguiu um sucesso militar nessa guerra aí altera os acontecimentos.
essa guerra, o governo dele, complicado, né? É difícil fazer um prognóstico, a gente não sabe o arsenal de um e de outro. Farinazo, eu queria que você desse a sua opinião sobre o posturamento da Rússia e da China nesse conflito, porque eu vejo muita gente aqui, principalmente no Brasil, fazendo uma análise, falando assim, ah, mas tá vendo, a Rússia e a China, que são grandes aliados do Irã, o Irã tá sendo atacado, e China e Rússia não mandam nenhum tipo de ajuda, nenhum tipo de equipamento bélico, militar, pra defender os iranianos. Queria que você falasse, se você acha que Rússia
China vão agir ou se eles deveriam agir para defender um aliado regional que é o Irã e também falar um pouco da movimentação dos países árabes, porque inicialmente falaram que não ia só dar espaço aéreo para os Estados Unidos fazer ataque, mas agora com o Irã atacando algumas bases, hotéis enfim, emitiram nota e se não me engano o Qatar até está derrubando também, caça iraniana ou fez algum tipo de ataque contra equipamentos iranianos. Você acha que os países árabes podem se juntar nessa guerra contra o Irã?
de trás pra frente. Eu vou falar primeiro pelos paisagens. Só se lembrar a guerra do Golf em 91. Ficou todo mundo contra o Saddam. Todo mundo ficou contra o Saddam. Então, essas monarquias do Golfo, elas são todas pró-Estados Unidos e pró-Reino Unido, porque todo o dinheiro deles está na Inglaterra e Nova York. Essa gente não vai cantar de gal. O único que tem uma situação difícil é o Catar, porque Israel atacou o Catar meses atrás e o Catar não reagiu. Agora vai reagir contra o Irã. Vai ficar difícil.
explicar isso pra rua. Mas eu acho que esses países árabes todos, eles vão acabar aderindo à causa americana. Essas monarquias aí, elas são bem... São monarquias artificiais criadas aí depois do fim do Império Otomano, exatamente pra favorecer os interesses britânicos na área e agora os interesses americanos. Não tem novidade nisso. Agora, vamos falar do caso de Rússia e China. A Rússia tá muito ocupada com a Ucrânia, gente. O entorno estratégico da Rússia, o Irã entra nele.
Mas eles estão muito ocupados com... O entorno estratégico da Rússia, qual que é?
a Europa Oriental e a Ásia Central. Eles estão muito ocupados agora com a Ucrânia, não dá para fazer nada pelo Irã. Mas você tem que lembrar uma coisa. A coisa de um mês e meio atrás, quando teve aquelas revoltas no Irã, o Irã conseguiu fechar toda a internet. Aqui no Brasil a gente não consegue fechar a internet em cima do presídio. Lá no Irã eles fecharam em um milhão e meio de quilômetros quadrados. Isso não foi, isso não é uma tecnologia iraniana.
A gente acha que provavelmente foram hardwares russo, sistema de guerra eletrônico russo,
e expertise chinesa. Eles fecharam toda a internet. Então, uma cooperação existe. Agora, eu acho que a Rússia não vai poder fazer mais muito pelo Irã, não. A China é um caso mais complicado. Por quê? Porque já se tem certeza que a China está fornecendo informações de satélite para o Irã. Isso é certeza. Os impactos do Irã são muito precisos para você não ter uma inteligência satelital. Um sistema de guiagem de satélite. Coisa que o Brasil deveria olhar, porque a gente não tem essa capacidade.
Então a China já está ajudando o Irã. Se a China vai ajudar com tropas, duvido. Acho quase impossível. Agora eles podem estar ajudando na logística. E aí é bom os Estados Unidos ter medo. Marcílio, o chinês não avisa o que ele vai fazer. Só para você ter uma base. Na vitória dos vietnamitas contra os franceses em Namia Fui em 1954, só agora, passados 72, 70 anos, que a gente está sabendo o que foi que aconteceu. Que havia um grupo específico do exército chinês,
o CEMAG, além de MBMF, a gente sabia do fornecimento de peças de artilharia, mas havia um grupo de militares assessorando os IAP. Demorou 70 anos para a gente saber isso daí. Eles são muito... Olha, eu estive na China, fiquei quase três semanas e visitei sete cidades. Eu só vi o exército chinês na Praça da Paz Celestial. De resto, eu não vi mais. Eles têm um secretismo muito grande. Então, vocês não esperem que a China vai lá no Instagram,
mostrar a tropa dela indo pro Irã, não vai ter nada disso. Se eles ajudarem o Irã, vai ser uma ajuda extensa, mas a gente vai demorar muito tempo pra saber. Agora, uma coisa eu digo pra você, né? Isso eu posso te adiantar. A precisão dos ataques iranianos, pô, camarada, isso aí não é coisa que o Irã faz sozinho, não. Melhorou muito o índice de acerto dos mísseis de longo alcance deles aí. Então, a gente suspeita que eles não estão fazendo isso sozinhos. Mas eu não tenho como chegar e...
responsável com o teu público se eu falasse que isso daí é obra chinesa. Farinazo, por falar em China, estarei lá na China em abril. Aí vou pegar umas dicas contigo, hein? Ah, tá. Fica à vontade, cara. Pô, você vai adorar aquilo lá. É, vou te passar. Vou te passar no WhatsApp agora o roteiro pra você me falar o que tem pra fazer lá, tá bom? É coisa de louco, cara. Não, eu sei que eu vou ficar impressionado. Farinazo, você passou em Shenzhen?
Quando você foi? Você passou em Shenzhen? Passei. Eu fui lá em Shenzhen visitar a sede da BID.
dirigir um carro lá, o Rodrigão do Três Irmãos colocou no vídeo aí. Legal pra caramba, eles são muito tecnológicos. Por exemplo, a gente tem o Pix, né? O Pix você precisa ter internet pra você fazer um pagamento. Com o Alipay em chinês você não precisa ter internet, porque quando você abre o teu celular, mesmo que você não tenha internet, o logista vai lá e ele pega teu código de barras e ele faz a tua cobrança. Então, tecnologicamente,
estão muito mais à frente do ocidente. Em Pequim, você não vê carro a combustão, você só vê carro elétrico. Eles estão correndo, eles estão projetos de desenvolvimento. Então, a gente tem que prestar atenção nessas coisas aí. Não estou dizendo que está certo ou que está errado, mas eles estão indo atrás da vida deles. Claro, claro. Obrigado demais, Farenazzo. Vamos falar agora com o Lito sobre o espaço aéreo, sobre os aviões que estão sendo impedidos.
Abraço, Lito. Abração. Fiquem com Deus. Abraço. O Lito já está no ponto? Está aqui no ponto.
Lito, do canal Aviões e Música. Mais aviões do que música, né, Lito? Tá sem áudio. Tá sem áudio. Alô? Áudio? Agora sim. Agora vai. Vou ver Lito, como foi chamado na última vez que esteve aqui, por causa da cabeleira. Eu também, olha aqui. O meu cresceu também. Até parece transplante isso aí, hein? Não, três transplantados. O dele tá crescendo ainda.
O meu é naturalzão, hein? Diga. Lito, explica pra gente. Quando acontece uma guerra, um conflito desse, a gente vê aquele mapinha lá de aviões, fica um buraco na região, né? O que acontece? Quem dá essa ordem, o cara tá no meio do voo, de repente tem que desviar. Como que acontece isso? Você tá num voo, ninguém sabe que vai acontecer uma guerra. De repente o... Eu ia falar o motorista. O piloto recebe um aviso, tipo, sai daí, cara!
Como que é? Recebe. Isso aí, normalmente os órgãos reguladores aí, os centrais, eles emitem uma notificação que se chama NOTAM. Notice to Airman, ou seja, é uma nota para quem voa. E essa nota, ela indica possíveis problemas durante a rota. Então, o NOTAM existe todo dia. O NOTAM serve para falar de um aeroporto no meio do caminho entre Brasil e, sei lá, Estados Unidos,
um aeroporto que poderia servir de alternativa para um avião, só que aquele aeroporto está fechado por algum motivo. Então isso aparece no NOTAM, para todos os pilotos ficarem informados do que tem na rota dele. Isso acontece naturalmente. Um dia antes de eclodir essa guerra aí, o DGAC, que é o órgão regulador indiano, ele soltou um NOTAM falando, sugerimos que as empresas aéreas
Evitem. E aí deu uma lista de 11 países. Sugerindo. Sugerindo. Parém, Oman, Emirados Árabes, Arábia Saudita, toda aquela área lá. E falou, é isso aí. Iraque. Aí no dia seguinte, pau, Iraque. Aí pau, aí estourou a guerra. E aí, alguns voos, por exemplo, aqui do Brasil, tem voo que sai de madrugada. O voo da Emirates, por exemplo, que vai para Dubai, ele sai de madrugada. Ele já tinha decolado.
embora. Quando chegou lá em cima da Guiné Equatorial, lá no continente africano, os pilotos, hoje a comunicação, ela é via satélite, né? Então, o avião tem impressora, então sai um documento lá falando, ó, tá fechado o espaço aéreo ali na área que teve a guerra. E aí, nessa hora, o piloto vai tomar as decisões que ele tem que tomar. Fala, bom, tô cheio de brasileiro aqui, cheio de gente que saiu do Brasil. Eu tenho combustível suficiente pra voltar pro Brasil, se eu não tiver, eu vou pra Europa.
que é mais perto. No caso, ele tinha. Ele falou, então, vou voltar para o Brasil, porque todo mundo saiu daqui, saiu de lá, então todo mundo está com a documentação em dia. O procedimento é, se der, volta para o local de origem. Volta para o local de origem, porque não é uma emergência. Não é uma urgência. Então, ele volta para o local de origem. Porque, digamos que ele fosse para um país em que tivessem alguns cidadãos dentro do avião, que não tivesse documentação necessária para entrar no país,
de aliposas. Então, isso via criar um problema de imigração gigantesco. Então, o ideal sempre é voltar para a sua origem. Então, isso acontece. Diga. O Luciano colocou aí um mapa só representando em um momento. Olha que estranho que fica, né, Marcílio e Fernanda? Fica um buraco. Então, isso daí sai do Notan qual as regiões que devem ser evitadas. A gente chama de FIR, que são essas
de controle de tráfego aéreo. Então, na hora de sair o plano de voo, o plano de voo já considera essas notas que são emitidas. Então, o avião já vai sair por uma rota que ele vai evitar esse espaço aéreo de qualquer maneira. E aí fica esse buracão aí no meio. Inclusive, os voos, é que agora está tudo fechado lá, né? Doha, Dubai, está tudo fechado, porque teve ataques nos aeroportos. Mas o voo que precisou sair de Doha e vinha para o Brasil,
Já estava fechado o espaço aéreo ali por cima, então ele veio por baixo, veio pela África Central e conseguiu chegar no Brasil. Já tinha começado a guerra, mas ele veio por outro lugar, o avião. E agora, quem tem passagens compradas ou pretende ir nos próximos dias, semanas ou meses? Por exemplo, eu estou para ir para a China em abril e a princípio era em Doha a parada. Como que faz? A galera está vendendo normalmente as passagens?
Não, porque é imprevisível o quanto vai durar essa guerra. A gente viu o Farinazo falando aí. É imprevisível o quanto vai durar. Então, está sendo um prejuízo gigantesco para as empresas aéreas, cara. E você que já tem passagem, se chegar em abril e a guerra acabou, tudo bem, vão honrar. Se chegar em abril e não tiver condições de você ir pelo Oriente Médio, provavelmente vão conseguir te alocar em um voo que vai pelo Pacífico.
para Los Angeles ou São Francisco, e de lá cruza para a China, para onde você tem que ir. Então, deve ser oferecido esse tipo de solução para os passageiros, enquanto durar essa guerra aí. Inclusive, hoje, eu estava conversando, tem um perfil no Twitter, que é o Franquito, ele cuida de dados, ele é muito bom em dados, em infográficos, essas coisas, e eu ponho ele em umas fogueiras, às vezes, e uma delas foi falar assim,
será que está sendo de prejuízo para as empresas aéreas esse fechamento dos aeroportos ali na região do Golfo? Porque hoje é um hub do mundo. É um hub do mundo, cara. Todo mundo vai para Dubai e chega lá ou na China ou para o sul da África. Ali é um ponto central. Fica equidistante. Vai para os Estados Unidos, quem vem da Ásia. Então, com todos
esses aeroportos fechados, quanto seria o prejuízo das empresas? Olha o número. Isso é uma conta de padaria, tá? A gente não pode exatamente afirmar os dados inteiros, mas está aqui, ó. A gente pegou, eu peguei todas as estatísticas desses aeroportos os últimos sete dias antes de pararem de funcionar. Qual o movimento de aeronaves? A gente calculou uma média de passageiros ali, 250 em tal aeroporto, 300 e
outro e por aí vai. E o faturamento médio em Dubai, em Doha, em Abu Dhabi. E chegamos assim nesses três dias aí que tá tudo fechado a um bilhão e cento e noventa milhões de dólares só das empresas aéreas. Você imagina o resto tudo indireto que tá ligado a isso, cara. Funcionários. O que é esse cara que voltou de Dubai mesmo? Ele tava na África,
voltou para São Paulo. Ele está aqui ainda, mas não voltou para Dubai. E a empresa aérea tem que arcar com todo o hotel para os tripulantes, tem que arcar com os passageiros. É infernal o prejuízo. Nem sei como dá para calcular isso. E, Lito, acho que talvez a própria consequência da guerra, que mexe muito com o preço do petróleo, deve aumentar mais ainda o preço dos combustíveis, que com certeza vai impactar mais ainda nas empresas de aviação.
Sim, as empresas aéreas que não fazem o Red, Fuel Red. O que é o Fuel Red? Você investe, você entra em contato com fornecedora de combustível e você investe um valor para ela manter... O áudio continua aí, né? Continua, continua. Você investe um valor e fala, ó, eu quero tantos milhões de galões de combustível por dois anos. Eu vou comprar isso antecipado de você e você me mantém.
esse preço que você está vendendo hoje. É igual quando você vai assinar IA, né? Se você pagar os 12 meses adiantados, você tem um descontão e aí eu te garanto a entrega do produto mantendo esse preço. Isso é feito. Então as empresas que estão com fio red durante uma guerra, elas ganham muito em relação à concorrência que não tem o fio red. Porque o preço do barril subindo, ele vai imediatamente refletir no valor da passagem
aérea, porque é diretamente proporcional, é o maior custo que uma empresa aérea tem é o de combustível, então subiu o petróleo, sobe tudo, imediatamente E só, último ponto no caso, por exemplo, dos países do Golfo, houve o fechamento do espaço aéreo, um aviso prévio, mas vamos pegar uma região, o Japão o Japão tem a Coreia do Norte, muitas vezes a Coreia do Norte faz lançamento de mísseis sem aviso prévio então nem tem como fechar o espaço aéreo
Existe algum tipo de aviso para o piloto, algum tipo de treinamento para essas situações onde há um ataque que está acontecendo e o espaço aéreo não foi fechado previamente? Então, se é um teste, normalmente a Coreia do Norte faz esses testes, ela é obrigada a declarar a área que ela vai fazer o teste. Isso é igualzinho o lançamento de foguete. Quando vai sair um foguete do Elon Musk ou da Amazon ou do que quer que seja,
sai um NOTAM informando que o espaço aéreo na região XYZ está fechado, porque vai ter um lançamento de foguete. E isso funciona muito bem, o espaço aéreo fica fechado. O que não está funcionando bem é quando o foguete é destruído, quando ele explode no espaço. Porque aí fica aquele monte de lixo espacial caindo no Caribe. E aí os aviões passam filmando.
muito bonita, mas não é para acontecer isso. Então, os países são obrigados. Se você vai fazer um teste que alguma coisa vai ser lançada balisticamente, tem que formar os órgãos de aviação daquela área. Não sei se o Norte Coreano faz isso. Eu não sei se eles vão para fora. Se eles vão para fora, isso é um motivo para quem? Para o órgão de aviação falar. Agora você está proibido de voar para fora. Você não está respeitando
normas mundiais da aviação. Entendeu? Então existe... Então, Lito, às vezes eles fazem, sim. E muitas vezes próximo de Hokkaido, a ilha mais ao norte ali do Japão. Que é uma reclamação do japonês, inclusive, né? Que muitas vezes o cara tá sem aviso prévio, se depara com o exercício que está acontecendo em um teste pelos norte-coreanos. Que loucura. Isso é uma loucura. Lito, obrigado demais. Tem esses bad actors, né? Sempre existem. Pô, Vilela, você é... Eu tô batendo...
fazendo home office com você, né? Não fui bater cartão aí. Verdade, verdade. Vou te dar mais três minutos, cara. Se tiver mais perguntas aí, porque foi... Já demorou um pouquinho mais aí, né? É, a gente encerrou aqui. Obrigado demais, Litor. É? Ah, então beleza. Tá tranquilo. É que foi na correria. Então tá bom. Foi, foi. A gente... Foi de última hora, mas deu certo aí. Obrigado. E vai jantar ou já jantou aí? Vou jantar agora.
Eu tô sentindo o cheirinho da comida que a Mila tá fazendo lá embaixo. Vê o que que é? Manda pra mim a foto e aí eu tento chegar aí até o final.
pra pegar o restinho de comida, tá bom? Valeu, Vilela. Até mais, Lito. Obrigadão aí. Abração, cara. Tchau, Fernanda. Tchau, obrigada. Tchau, tchau. Vamos agora com a Máxima, né, que ela já tá na linha? Tá aqui na linha. Iraniana. Vamos ver. Ela que esteve aqui no programa, queimou a foto do líder supremo e tava comemorando muito essa morte e essa possível mudança de regime. Máxima, tá me escutando? Olá. Tudo bem? Tudo bem?
Tudo. E aí? Da última vez que você veio pra cá, muitas mudanças, né? Aconteceu muita coisa. E travou a imagem. Deu uma caidinha na internet dela aqui. A gente já volta. Tá certo. Você conhece ela? Assistiu a entrevista? Eu não assisti inteira, assisti um pedaço, mas é uma mulher de muita força, né? Muito marcante a entrevista dela. Algumas vezes. Uma das vezes foi quando teve aquela morte daquela mulher que escapou o cacho da... A Marsamine, né? Sim. Pra fora da...
como chama? Do Rijab. E ela foi morta pela polícia da moral e dos bons costumes. Cara, esse nome, polícia da moral e dos bons costumes. E é até difícil, é muito chocante para a gente ouvir, a gente que vive outra realidade. E parece algo assim, tão distante, quando tem alguém contando que de fato já sentiu isso na pele, é tão assustador. Vamos perguntar para ela, inclusive, que eu acho que voltou o link aí. Está ouvindo a gente? Estou ouvindo porque vem uma pessoa,
me ligando, então por isso curtou. Mas há muito tempo eu estava aqui esperando. Então, Máxima, fala pra gente qual que é a tua percepção do que está acontecendo lá. Pra quem não te conhece, se apresenta também. Conta um pouquinho da sua história também. Por que você saiu de lá e a realidade que as pessoas viviam e estão vivendo lá agora. Sim, sou Máxima Nadine, sou iraniana, que eu moro aqui quase 13 anos. A gente já participou
três vezes, e agora a situação do Irã, como que todo mundo já sabe, é uma guerra, então não é uma brincadeira, e a gente está aqui quase sem notícias das nossas famílias, porque eu tenho família lá também, só porque a internet está cortada, maioria dos lugares, maioria das pessoas não tem internet, não tem acesso, então a primeira coisa que o regime islâmico faz,
e coloca opressão para o povo. Quando o regime curta a internet, então está fazendo coisas horríveis. Hoje em dia está acontecendo guerra, que é uma coisa que não dá para descondir, dá para ver o que está acontecendo mesmo, porque notícias vão chegar, os Estados Unidos e Israel vão falar quantas pessoas morreram, onde atacaram, mas dentro do Irã,
O regime não deixa sair notícias. Eles não informam quantas pessoas morreram, onde foi atacado. Então, tudo é escondido. Eles não deixam sair informação dentro do Irã. Isso é um limite que sempre o regime coloca para iranianos para não ficar conectados com fora. Além disso, foi uma coisa que aconteceu, que a gente ficou muito, muito feliz esses dias.
do Ali Khamenei, líder supremo do Irã, que é um ditador, uma pessoa muito mal, uma pessoa terrorista, que hoje em dia não existe. A gente está muito feliz por isso. Muitos iranianos estão comemorando, estão festejando que essa pessoa já ficou morta. E isso foi de ajuda dos Estados Unidos e de Israel. Então, eu escutei, as pessoas estavam falando,
antes de mim, essa pessoa Farinaz. Isso, Farinaz. Ele estava falando que eu concordei com algumas opiniões dele, mas tem outras coisas que às vezes as pessoas não enxergam ver. Porque, por exemplo, guerra entre Irã com Iraque, quando ele falou que o Iraque não conseguiu, na verdade, Irã com Iraque
um concordo para parar a guerra. Não foi uma coisa que Iraque desistiu ou Irã. Eles chegaram um concordo depois de oito anos. Então, não foi uma coisa que o Irã estava muito forte, por isso não consegui, o Iraque não conseguiu. A imagem que o Irã passa para, na verdade, o regime islâmico, passa para o mundo um poder, na verdade, um poder que não é tão assim, na verdade.
Isso que eu sei muito bem como iraniana. Como que eu nasci lá, eu nasci em Tehran, capital do Irã. Na verdade, vivi 29 anos no Irã. Então, já sei muito bem o que estou falando. Quando aconteceu a guerra entre Irã com Iraque, Irã usou todos os militares, tudo estava de monarquia.
do Shah. Então, que estava bem organizado, estava bem forte. Então, na guerra, estava isso. Oito anos de guerra, não foi fácil. A gente perdeu muitas pessoas na guerra entre Irã com Iraque. Agora, pode falar. Oi, eu sou a Fernanda. Prazer conversar com você. Linda ela, né? Pois é, o pessoal do chat não para de falar. Ela é solteira, é casada. Só tem mulher linda aí.
esse sorrisão que gostoso ver ela sorrindo e ninguém falando da gente o Marcílio as duas são lindas e o Marcílio só zoando meu cabelo parece um mendigo e tudo mais mas olha que delícia ver a máxima a máxima sorrindo assim agora máxima eu confesso pra você que eu me inteirei mais ainda na história de vocês depois que o conflito começou porque como jornalista
Aí sim, depois que eu entrei aqui no Vilela, que eu me aprofundei um pouco mais em geopolítica, em saber aquilo que acontece no mundo, já que não é a minha área propriamente dita. E eu fiquei muito horrorizada, muito tocada como mulher, principalmente quando eu vi o regime em que o Irã conduz o país há tantos e tantos anos. E como vocês, mulheres, sentem isso na pele de forma tão dolorosa,
tão estrondosa, tão amargante, eu diria. Eu queria te perguntar, o teu sentimento já é claro no teu rosto e no teu sorriso agora, quando você começa a conversar com a gente, mas eu queria te perguntar, como é que você se sente? Já que você já se colocou nessa situação, você já sentiu os efeitos nocivos disso, vive hoje no nosso país que tem uma condição, uma relação em relação,
a mulher, o trato da mulher, completamente diferente. Mas como é que você se sente quando mulheres, não só do nosso país, mas de outros lugares do mundo, saem às ruas para defender esse regime, esse regime que você sentiu na pele, que você sabe como mulheres eram tratadas e saem às ruas para defender, para defender um líder supremo e falar, olha, isso foi injusto, isso é uma religião, isso é uma doutrina e ninguém tinha o direito de,
interferir. Eu só indico a Lisboa, elas, na verdade, mulheres que defendem esse regime, vão lá morar uma semana lá no Irã. Elas vão entender o que a gente passa. E elas não sabem o que estão falando. Porque, na verdade, infelizmente, a média mostra outro lado. Esses dias, na verdade, quase 50 dias eu estou vendo
a rede social é muito manipulado. Por exemplo, eu estou falando, além de tudo, a gente sempre fala sobre problemas que as mulheres iranianas têm com esse governo. Com 47 anos, a gente está sofrendo por esse regime. Eu estou muito feliz, na verdade, eu queria falar, estou muito feliz que o mundo está vendo o carácter do regime islâmico.
essa barbaridade, esse cruel desse regime. Por quê? 47 anos, a gente sabe, estamos lutando por um regime terrorista, um regime cruel, e estamos perdendo muitas vidas. 50 dias atrás, os iranianos manifestaram, dia 8 e dia 9 de janeiro, fizeram uma manifestação grande, quase 100 mil pessoas ficaram mortas. Além disso,
Ninguém não falou, ninguém não pegou a bandeira do povo e falou sobre direitos humanos. Então, eu acho que essas coisas são muito manipuladas. Hoje chegou uma notícia que os Estados Unidos, Israel, atacou uma escola no Irã que matou 160 crianças, meninas. Essa é uma mentira que o regime islâmico manda essas notícias para o mundo.
para falar que, olha, direitos humanos não existem internacionais. Mas tudo é errado. Quem atacou essa escola foi o regime islâmico mesmo. Eles que fizeram isso. E depois eles mostraram com drone, mostraram que, olha, estão enterrando essas crianças. Essas coisas a gente sabe muito bem o que eles estão fazendo. O mundo não sabe.
compartilhando isso, que olha os Estados Unidos e extraiu o que faz com crianças no Irã. Quando o povo, as crianças estavam morrendo, 50 dias, não é muito tempo atrás, 50 dias atrás estavam mortas. Ninguém deles não apoiou nenhum menino, nenhuma criança do Irã. Agora eles estão colocando bandeira do Irã, apoiando o regime terrorista. Esse é absurdo, esse não tem explicação, não tem explicação.
explicação. Porque, deixa eu falar uma coisa para a pessoa saber, o que o regime eslâmico agora, nesse momento, está fazendo? Eles vão para escolas e colocando reuniões militares, reuniões para fazer ataques, eles colocam todas as forças dentro das escolas, sabe? Eles fazem isso porque para não atacar o Israel, não atacar esses
lugares de militares. Porque eles já conhecem, eles estão atacando esses lugares. Eles vão para escolas, eles vão para hospital, ficam no hospital para que Israel ou Estados Unidos não atacam eles. Porque Israel ou Estados Unidos não estão atacando o povo cíveis, não estão atacando inocentes. Eu sou iraniano, eu estou falando isso. Eu sei muito bem.
eles estão fazendo? Estão matando terroristas. Eu sei que do lado dessas coisas, com certeza vai morrer algumas pessoas inocentes, mas não vai mais do que o regime islâmico matou 50 dias atrás 100 mil pessoas nas ruas, pessoas em defenda, pessoas que não tinham nenhuma arma na mão. Uma manifestação pacífica que estava acontecendo no Irã. O que perigo está acontecendo no Irã? O regime islâmico e além disso, para
Porque o regime islâmico está atacando outros países ao redor do Irã, como o Qatar, como o Dubai, o Líbano, o Yamaha. Eles estão atacando todos os países, até países que tinham relação política amigável com eles. Eles atacam onde? Atacam hotéis, atacam peredas residenciais. Porque eles não têm nenhum sentimento homogêneo.
humanidade. O mundo tem que saber, a gente está contra um regime que não tem nenhum sentimento, não tem, não sabe direitos humanos. Até onde que esse regime está no poder, os iranianos vão sofrer, o mundo inteiro vai sofrer. Claro que os Estados Unidos e Israel têm que atacar, porque desde 47 anos que eles estão no poder, estão falando para a gente,
Todos nas escolas, todos a gente já repetimos várias vezes na fila que é morte Estados Unidos, morte Israel. Então, por isso, eles têm medo. Claro que, na verdade, tem que aclarar isso. Israel ou Estados Unidos não vai atacar pelo povo do Irã. Eles estão atacando porque se o regime islâmico chegar para bomba nuclear,
Primeiro com Israel e depois Estados Unidos. Depois o mundo inteiro, porque eles querem mostrar o poder do islamismo shiita deles.
figura política, se ele era atuante, a participação dele, caso não conheça também, claro, sem nenhum problema. E se você acha que existe, com a morte do Ali Khamenei, a chance de algum tipo de mudança mantendo a república islâmica de pé no Irã. Ou seja, se o Ali Khamenei era a figura que promovia essa opressão, mas existe um futuro de uma república islâmica um pouco mais democrática, respeitosa com as mulheres ou não? Tem que derrubar a república islâmica para ter algum tipo de liberdade. Ali Khamenei tem
Quatro filhos. Tem duas filhas. Duas meninas, né? Mostabo Khomeini, nome dele. Ele já morreu. Já também morreu. Ah, então não foi ele? Estou muito feliz, sim. Então não foi ele. Então não foi ele, acho. Mostabo morreu. Ali Khomeini morreu. Uma das filhas dela também morreu. Eu não sou esse tipo de pessoa que...
feliz por morte das pessoas. Não, eu não tenho esse. Mas para eles, porque eles são assassinos, eles são terroristas, então eu fico muito feliz quando eu recebi essas notícias. Morreu ontem. E também a esposa da Ali Khamenei também morreu. Foi ontem, porque estava no hospital. Eles acharam que ela vai voltar, mas não voltou. Então morreu.
E estou muito feliz. Isso deixa claro que a gente já queimou a imagem dessa Ali Khamenei lá no programa, porque a gente queria mesmo isso. Então, para a gente, tudo isso, cada pessoa do sistema de República Islâmica ficar no poder, isso não significa que o Irã vai ficar livre. Isso não vai trazer nenhuma liberdade para mulheres.
O sistema vai continuando com toda a opressão, com todo esse pensamento, criando grupos terroristas. Na verdade, o poder deles é isso. Então, eles não vão largar esse sistema. Eles continuam assim. Mas, eu, na verdade, não quero acabar essa guerra se não finalizar essa caída do regime islâmico.
com tudo eles, para a gente começar com outro governo, com outro sistema de política. Nada a ver com islamismo, nada a ver com república islâmica. Porque nenhum deles não pode ficar no poder. Até hoje, Trump falou que se tiver um líder dentro do Irã, que não é desse sistema, não é desses grupos terroristas, que o povo confia por ele,
está tudo bem, a gente vai ajudar, mas também temos outra alternativa, que é filho do Shah, no Irã, e ele também tem outra alternativa, que é rezar Pahlavi. Seria uma forma de trazer uma nova perspectiva, então, para o povo do Irã, né? Sim, muito, porque até ele falou assim, quando o regime cair, a gente vai chegar lá e vamos colocar
eleição, com tudo democracia, com tudo ajuda internacional para as pessoas decidirem o que sistema que eles querem. Vai querer república, vai querer monarquia, o que tipo que vai ser. Então, tudo depende da escolher, como que as pessoas podem escolher o povo do Irã mesmo. Mas com liberdade. Então, aí você acredita que com uma qualidade de vida melhor, mais liberdade, mais direito para as mulheres?
Sim, vai ser. Tem que ser, na verdade. Esse sistema não vai continuar, porque o povo do Irã já passaram, já perdemos muita coisa. Então, quem vai ser na próxima? Tem que ter tudo, leis, regras, democracia que existe para todos os lugares do mundo, como outros países que estão vivendo, por exemplo, aqui mesmo, que tem leis, regras, claro, tem problemas,
também, mas tem leis, regras que tem que seguir, como democracia. Por exemplo, não podemos comparar leis, regras do Brasil com Irã, porque são totalmente diferentes. Por exemplo, hoje em dia, eu posso falar para uma mulher brasileira, se ficou com violência, vai na delegacia, vai a um lugar para reclamar, para falar sobre direitos delas. Mas no Irã, isso não existe. A mulher que está condenada fazendo crime,
Não é violência que pegou, sabe? Não é um homem que fez violência para ela. Porque não tem direitos. É um absurdo, né? Então, estamos falando sobre uma coisa que tem que sair. Não tem como ficar. O povo do Irã não vai aceitar mais uma coisa assim. Jamais. Máxima, só eu fui dar uma conferida aqui, né?
Geralmente, a notícia tinha saído que ele tinha morrido ontem. Hoje, autoridades iranianas falaram que é mentira, que ele continua vivo. E a mídia Irã International, que é um canal de notícias do Irã, garantiu que ele foi escolhido pelo Conselho dos Especialistas como novo Ayatollah. E você pega mídias como o Estadão, o New York Times, estão todos repetindo essas informações. Então, claro que o regime iraniano controla muitas informações oficiais, né? Mas só repercutindo aqui de onde eu tirei a informação.
que foi Mostaba ou foi Masud. Que tem Neysam, Masud. Mostaba. Mostaba. Mostaba, Camerey. É. Essas informações a gente vai ter que... Vai demorar um tempo até a gente confirmar tudo, porque é muita guerra de informação também. Máximo. Exatamente. Sabe por quê? Porque o regime islâmico manda informação totalmente diferente, totalmente errado. É. Então, por isso, eles são manipulados.
manipulação da informação. Eles falaram que atacaram a escola, mataram 160 crianças, mas quem que fez isso foi mesmo o regime. Pois é, muita informação desencontrada. O Mr. Zeta está falando, sou iraniano e moro no Brasil faz três anos, sinto falta da minha terra. Deve ter muita gente aqui que pode até voltar depois se cair o regime. Não pode acontecer isso? Claro, eu mesmo vou primeiro comprar
ingresso, vou voltar, assim, vou visitar, né, minha família, meu pai, minha mãe, que estão lá, e que não vi 13 anos eles, 13 anos é muito tempo. Muito tempo, muito tempo. E é muito, meus amigos, tudo, tudo, minha terra, eu amo minha terra, minha metade tá lá. Pois é. Então, para mim, para mim, eu só tô esperando, mas eu não quero acabar a guerra,
e pessoas ficam desistindo para, sabe, largar tudo que eles fizeram. Tem que acabar com o regime islâmico. Com certeza. Máxima, obrigado demais, e a gente vai ir atrás de você se tiver alguma novidade para você comentar e também trazer novidades para a gente, tá bom? Claro. Obrigada pelo convite. Obrigado demais. Está devendo um almoço iraniano para mim, a Máxima. Ela prometeu aqui no programa que quando morresse o líder supremo,
fazer comida iraniana e eu vou cobrar. Ah, é justo. É justo. Comitido? Não, claro. Com certeza. E também, a gente vai abrir um champanhe na sua programa quando quer cair a República Islâmica e a gente vai comemorar juntos. Vamos. Tá combinado. Combinado o champanhe também. Combinado. Obrigado, viu, Máxima. Beijo. Obrigada. Tchau. Tchau. Vamos agora, bigoda, sair de geopolítica,
de guerra e vamos para outro assunto tão importante quanto Jim Carrey. Jim Carrey? Foi substituído por um clone ou não? Olha. Estamos com o Tiago aqui que vai falar sobre isso. Todo mundo comentando. Você viu as fotos? Ele tá bem estranho. Até a cor do olho. Eu achei ele muito diferente. Seu marido faz essas coisas no rosto das pessoas. Ele nunca fez um trem desse, não. Ficou muito estranho. Ficou feio demais. Tem foto aí? Depois a gente vai colocar a foto enquanto a gente vai falando. Vamos lá. A cor do olho?
tava diferente. É, muita coisa. O Thiago vai explicar isso pra gente. Thiago, elucide-nos o que está acontecendo depois daquela entrevista do Jim Carrey. Tudo mudou, né? Tudo mudou, Vilela. Boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcílio. Boa noite, Thiago. Boa noite. Foi um programa muito legal. Mais uma vez, obrigado. Programa muito legal que a gente fez semana passada. O pessoal tem que assistir, né? Sobre Epstein. Foi muito bacana.
Foi muito bacana. Agradeço mais uma vez a oportunidade, Vilela, de estar por aqui. Vamos lá, Thiago.
de Hollywood. Parece que a casa dos caras está caindo em 2026. Primeiro foi os arquivos Epstein, agora a gente tem mais uma polêmica com o Jim Carrey. E aí, dá o contexto pra gente. O Jim Carrey passou por alguns momentos difíceis, ele ficou um pouco recluso, pintou quadro, deixou aquela barba crescer e agora ele está de volta e foi receber um prêmio. O que aconteceu? Vamos lá. Isso. No dia 26 de fevereiro, ele foi receber o Cesar Awards, que é um Oscar francês. E ele apareceu
aparecendo praticamente o mundo todo, porque apareceu com uma aparência bem diferente da sua aparência normal, aquela aparência que todos nós já estávamos acostumados, né? Mas o problema, Vilela, é que ele não apareceu só com traços diferentes, porque houve a divisão das pessoas dizendo, ah, pode ser um botox, um procedimento estético e por aí vai. Mas assim, a cor dos olhos dele estava diferente também.
a gente percebe que Jim Carrey apareceu com trejeitos, gestos diferentes e a forma de agir completamente distoante daquilo que as pessoas estavam acostumadas. Por exemplo... Tiago, a gente está colocando a foto aí, a diferença do antes e do depois. Tem o fato dele ser canhoto e estava assinando como destro, autografando como destro. O que mais? Tem a cor dos olhos. Ele tem os olhos castanhos e apareceu com os olhos esverdeiros.
agora, mas tem algo que vai além disso tudo. Por exemplo, ele, desde 2014, que foi quando ele foi participar do programa Jimmy Camel, e começou a trazer informações que assustou o pessoal, falando a respeito da língua debochada dele, que ele fez uma pirâmide e fez... Um sinal secreto, como se fosse um sinal secreto. Um sinal secreto como se ele estivesse expondo a sociedade
Olha essa foto.
filosóficos, proféticos, uma coisa bem estranha mesmo. É, puxando algumas vezes para o lado espiritual, com palavras que as pessoas não estavam entendendo muito bem. Por exemplo, em 2017, no New York Fashion Week, ele apareceu rodando em volta de uma repórter e chegou a falar para ela que o mundo não é real. Esse mundo que nós vivemos não é um mundo real. Então, existem pessoas em tetraedro, foi o que ele citou, que é como se fosse uma pirâmide,
controlam tudo e controlam ele, inclusive. Que nem a roupa que ele colocou era uma roupa que ele escolheu. Teve esse lance também. Então, quando ele aparece agora, em 2026, ele aparece completamente alegre, feliz, sorridente. Isso que fez com que as pessoas pensassem assim, cara, é um sósia ou é um clone de Jim Carrey. Mas a realidade poucas pessoas conhecem, Avilela. Pois é. A gente colocou aí fotos, se puder repetir, a foto dos olhos.
Você viu, Fernanda? Nossa, eu achei assustadora. Eu achei a maior diferença nessa foto.
É porque não é só a cor, é o formato. Não, o formato dos olhos, né? Tem aí a ligada pra colocar? É, se puder colocar de novo, eu acho que é a encheada. É onde mais mostra a diferença. Olha só. Olha lá, Marcinha. É, porque uma coisa é um procedimento estético de Botox, né? Na bochecha, na testa, nos lábios, mas a cor dos olhos é isso que chamou a atenção, né, galera? E o formato da sobrancelha também, né? É tudo diferente. A gente fala que a sobrancelha é a moldura do rosto. Olha só que diferente. Vocês sabem o que realmente acontece ali?
E teve também, Thiago, é só para acrescentar, teve um artista que faz máscaras e que faz performances, que se autoproclamou, fui eu que fui lá receber o prêmio, eu usei a máscara, mostrou a máscara, mas a diretoria ou a organização do festival já falou, não, foi o próprio Jim Carrey que recebeu, então tem essa diferença. Eu já fui no seu lugar também, naquele que você foi lá do podcast. Foi a Fernanda que recebeu no meu lugar. E aí, o que você acha?
Esse cara se chama The Alex Stone. No Instagram, pelo menos, o perfil dele está com esse nome. Ele é um artista plástico que já várias vezes apareceu fantasiado de outras pessoas. Mas a grande questão é que ele postou tomando a frente, dizendo que ele foi lá receber a premiação fantasiado de Jim Carrey com uma máscara, mas a grande realidade é que a foto a qual ele postou, essa que está aparecendo aí na tela do lado da máscara, é uma foto criada
por inteligência artificial. Onde a gente vê uma dentadura maior do que o normal, essa máscara que lembra, razoavelmente, o rosto do Jim Kelly envelhecido, mas é uma foto criada por inteligência artificial. Então, aparentemente, ele só pegou o bonde ali pra chamar atenção e ganhar seguidores nas redes. Com certeza. Também achei isso. Foi meio pegar no vácuo. E da organização do festival ter assumido que é ele mesmo pra parar de inventarem coisas e tal?
Exatamente. Eles nunca vão falar que não era ele. Obviamente, essa informação chegaria até nós da forma que eles colocaram, dizendo que era ele. Por quê? A ideia de Hollywood é exatamente manter isso. Já não é de hoje que Hollywood trabalha com clones de artistas ou de pessoas. Isso é algo muito antigo. Por exemplo, se isso acontecesse há 15 anos atrás, 16 anos atrás, em 2010, a gente praticamente não ia falar sobre isso. Por quê? As redes sociais impulsionam
as pessoas poderem comentarem entre si, observarem juntas isso e fazerem com que uma ideia possa crescer de uma forma maior. Então, isso que a gente está vendo agora de pessoas falando de uma forma forte a respeito de um clone, por exemplo, é algo que a gente não veria há 10, 15 anos atrás, mais ou menos. Mas, assim, a grande realidade, Vilela, que é importante a gente falar, é que Hollywood sempre trabalhou com isso. Na verdade, Hollywood é uma ferramenta de controle mental.
de controle mental, nós estamos falando do controle mental das marionetes, que são esses grandes artistas, para controlar mentalmente nós, a população. E o que acontece? Quando falamos de controle mental monarca em cima desses atores, atrizes, cantores, cantoras, grandes, por exemplo, como Ariana Grande, Britney Spears, Madonna, Nicki Minaj, Eminem e por aí vai, nós estamos falando de um processo de dissociação mental, que é a fragmentação
da mente. Eles fazem com que o verdadeiro Jim Carrey esqueça do seu passado para que eles possam controlar ele e fazer com que ele cumpra uma agenda. Só que ao longo da vida, muitas vezes acontece dessa programação falhar. E aí quando falha, acontece o que aconteceu com o Jim Carrey. Ele entra em depressão e ele começa a falar coisas que ele não deveria falar. O que acontece? A indústria vem e tira ele de cena. Precisa colocar um clone para manter a influência do Jim Carrey sobre a população e continuar
seguindo o barco como se as pessoas não enxergassem que houve uma troca, mas dessa vez as pessoas enxergaram, aparentemente. Tiago, até desculpa a minha ignorância no assunto, mas quando você fala clone, clone biológico mesmo? Clonam os artistas? Um clone biológico. Na verdade, não é um clone que saiu do mesmo DNA dele. É uma pessoa extremamente parecida. Um sósia. Isso seria, podemos falar que é um sósia.
A pessoa que é extremamente parecida e que vai buscar o máximo possível agir da mesma forma que ele. Posso citar um exemplo que vai causar muita polêmica? Vamos lá. Estamos falando de teoria da conspiração, vamos lá. Boa, é isso aí. A gente teve o Eminem, que também teve até a cor dos olhos diferente há pouco tempo, há anos, alguns anos atrás, e recentemente a gente teve uma que chamou muito a atenção aqui no Brasil, que foi a própria Anitta.
Apareceu com uma aparência bem diferente, as pessoas também falaram muito a respeito disso
causou muita polêmica. Será que era, então, a sósia da Anitta? Não sei, não sei. Aguardaremos as cenas dos próximos capítulos aí. Agora você vai segurar para o Tiago vir aqui e contar. Não, o Tiago vai vir aqui, já está marcado para outro assunto. Tiago, obrigado demais aí e vamos te chamar para esses assuntos aleatórios aí, né? Porque no meio da guerra a gente está comentando se o Jim Carrey é o clone, se a Anitta... Foi ela ou não que fez aquele show. Exatamente. Obrigado demais, Tiago. Obrigado, Tiago.
Obrigado, eu estou sempre à disposição de vocês. Valeu, Thiago. E vamos agora para debate. Debate. Debate, dois lados da moeda. Também já pedi para o Bigoda deixar os dois participantes aí no ponto e vamos rodar a vinheta, né? Fernanda, qual é o tema do debate? Olha, o que aconteceu? No início de fevereiro, agora, gente, o governo federal anunciou um aumento significativo das alíquotas de imposto de importação para mais de 1.200 produtos, incluindo smartphones, notebooks,
outros eletrônicos, Vilela. Só que aí, ninguém recebeu essa notícia de bom grado, é lógico. Nossa, teve uma gritaria total. Total. Falando de um aumento de uma alíquota de até 7,2%, dois pontos percentuais, falando que isso visava proteger a indústria nacional e reduzir alguma dependência de importados. Como tudo foi negativo, inclusive as pessoas começaram a usar a rede social para atacar o governo,
Criou-se o lado contrário e disseram, calma, calma, calma, a gente vai rever isso. Aí a GSEX revogou parte desse aumento, dizendo, olha, a gente não vai mais fazer isso, a gente vai baixar e vamos deixar isso para apenas 15 produtos de informática e telecom. As pessoas disseram que foi uma pressão, que o governo de verdade resolveu não enfrentar a força da opinião pública.
sobre esse assunto, porque após a reação negativa,
negativa na internet, o Congresso Nacional acabou renunciando a esse anúncio que ele já teria feito. E para falar sobre esse assunto, quem vai debater ao vivo é o Elia Jabur, que é professor, e o Renato Batista, que é político. Estão na linha os dois? Estão aqui. Vamos lá, então. Professor, dê um oi para o pessoal e se apresente para quem não te conhece. Está sem áudio. Um forte abraço para o Vilela, um forte abraço para o Renato. Já o conheci
Renato, dê as suas credenciais.
começar a cada um a colocar o seu ponto de vista. Cadê o Renato? Aí, se apresente para o povo. Bom, boa noite, Vilela, boa noite, Elias, pessoal que está assistindo. Meu nome é Renato Batista, sou internacionalista, sou cientista político, fiz mestrado em gestão de políticas públicas, sou coordenador nacional do Movimento Brasil Livre e do Partido Missão e também sou pré-candidato a deputado estadual em São Paulo este ano. Vamos começar já contigo, então, Renato. O que aconteceu? O governo recuou mesmo?
que me acusou de fake news. O que aconteceu? Dê o contexto dos fatos. Estou marcando o teu tempo aqui. Vamos lá. Quanto tempo tem? Não. O tempo que você tiver, eu jogo para o Elias e eu tento fazer o mesmo tempo para todo mundo. Mas não é um tempo marcado, não. Beleza. Bom, então vamos lá. Essa foi uma medida que é a resolução do GSEX, número 852 de 2026, que basicamente o governo utilizou para aumentar o imposto de importância
sobre 1.250 itens. E é curioso ver isso porque o atual vice-presidente, que também é ministro, foi a público dizer que, na verdade, é uma fake news, que eles não fizeram isso. Eu estou aqui com o documento, eu queria saber se isso aqui foi criado por alguma inteligência artificial ou alguma coisa do tipo. Porque isso, de fato, foi editado, foi publicado. Algumas dessas alíquotas tinham data para entrar em vigor ainda em fevereiro. E depois, por causa da repercussão,
eles voltaram atrás de alguns itens. Inclusive o ministro Haddad, na última semana, disse Ah, mas veja bem, nós recuamos em 12 itens. Ora, a gente está falando de 1.250 itens que tiveram aumento de imposto. E primeiro, é importante falar aqui sobre qual o intuito de fazer isso. Não é defesa da indústria nacional, não é nada disso. É arrecadar em ano eleitoral. A gente está falando aí que o governo pode arrecadar coisa de 20 bilhões.
milhões de reais com essa medida. E quem vai pagar essa conta no final das contas é você. Afinal, durante esse decreto, eu posso listar os itens aqui depois, se a gente tiver tempo para a gente falar do que foi feito aqui pelo governo, mas basicamente eles colocaram aqui aumento de imposto sobre bens de capital. Não faz sentido nenhum você tributar uma máquina que é usada para você produzir um produto que você vai vender aqui.
Isso, no final das contas, gera o quê? Você gera o encarecimento dos custos do produto, que é o chamado custo Brasil. Então, eu não consigo ver sentido no que foi feito aqui, porque a gente pode discutir política de protecionismo, política industrial, só que o que foi feito aqui foi mamar a política industrial, mamar a política protecionista. Foi feito de maneira errada, atabalhoada, tanto que eles tiveram que voltar atrás. Se eu ler aqui os itens para vocês, vocês vão ver o quão ridículo foi isso.
falou em aumentar imposto de reator nuclear em navio de guerra, em coisas que o único cliente é o governo. Ou seja, se ele quer influenciar, se ele quer incentivar a indústria nacional, ele que compre da indústria nacional. Não faz nenhum sentido esse aumento. Eu usei esse daqui como exemplo para mostrar como foi feito de maneira atabalhoada sobre maquinário têxtil. Os caras fizeram a taxa das blusinhas e aumenta
o imposto de importação aqui, ou seja, é imposto dos dois lados. E sem contar equipamento hospitalar, vários outros aqui que eu acho que a gente vai ter tempo para discutir a fundo aqui no debate. Tá legal. Elias, é contigo agora. Bem, eu prefiro debater o conceito em si de tarifa, etc., porque eu acredito que o debate público brasileiro, aliás, o que aconteceu em cima desse debate, ou seja, a opinião pública contra as alíquotas de importação, isso nós temos que narrair esse problema. Primeiro, que é bom,
que se diga aqui, não estou acusando o Renato disso, pelo contrário, qualquer país capitalista minimamente sério, tarifa e importação, qualquer tipo de importação que seja onerosa à sua indústria nacional, ou seja, não é novidade isso daí. No Brasil isso é um tabu. Assim como, por exemplo, existe um tabu no Brasil, por exemplo, que é a dívida pública, ou seja, a dívida pública é uma instituição fundante dos estados nacionais modernos e é uma instituição fundante de qualquer capitalismo sério.
que é um tabu. Um país tem 80% de dívida pública, se não me engano, e tem a maior taxa de juros no mundo. Ou seja, o que acontece no Brasil, eu acho que o nível do debate público no que serve a economia é muito baixo. Eu acredito que o Renato acerta quando ele coloca aqui para a gente o seguinte, olha, o governo fez isso aqui de forma atabalhoada. Eu concordo com ele em relação a isso. Estou aqui para me digladear com ele para mostrar quem tem razão ou não tem razão. Ele tem razão em relação a isso. Isso não é política industrial.
no Brasil hoje, com a nova indústria Brasil, isso é um fato, a gente gosta ou não gosta, a maior política industrial que o Brasil colocou em prática nos últimos 30 anos, mas existe uma contradição aí que eu acho que nós temos que discutir, que é muito mais importante do que tarifa de importação. Aqui os Estados Unidos tem tarifa de exportação, a União Europeia tem tarifa de exportação, China tem tarifa de importação, qualquer país sério tem, só no Brasil que isso é tabu, que é o fato do Brasil ter uma política industrial de um lado e ter uma contradição do outro, que é um arcabouço fiscal e viabiliza o gasto público e sem gasto público não existe política industrial,
Não existe, Renato e Villela, capitalismo sem gasto público. E no Brasil, a política fiscal é criminalizada. O Brasil tem uma meta de inflação de 3%, que é uma coisa completamente fora da realidade, e anual. Isso impede com que o Brasil tenha taxa de juros atraente ao crédito e taxa de juros abaixo da lucratividade empresarial, o que é algo que é gritante,
o mundo, na situação que se encontra, nós temos a maior taxa de juros no mundo. Então, acho que é isso que nós temos que discutir. E não naturalizar, temos a maior taxa de juros no mundo, como a dívida interna, por exemplo, de 80% do PIB, que é muito menor que Japão, que Estados Unidos, que Europa. Naturalizar a criminalização da política fiscal, porque aqui, Renato e Vilela, que está falando comunista, que está defendendo o capitalismo, inclusive.
Ou seja, o que nós temos no Brasil é tudo menos capitalismo. Existe uma negação de debate público
indústria, existe uma negação de debate público sobre a dívida pública, existe uma visão religiosa de mesa de inflação, uma visão religiosa de temperamento econômico, e é isso. Quando você faz um mix, ou seja, existe uma creche institucional. De um lado, o governo quer proteger a indústria, ou induzir a indústria, e por outro lado, o Banco Central, que é independente, entre aspas, que praticou a política monetária, que é uma coisa
que ninguém entende no mundo inteiro. Existe uma pessoa séria no mundo hoje, do debate público no mundo, que entende por que o Brasil tem as maiores taxas de juros no mundo. Então, aqui no princípio, Renato, eu concordo com você, eu acho que as coisas foram muito atabalhadas, sob o meu ponto de vista, mas eu acredito que o debate público brasileiro, depois da economia, é um debate altamente empobrecido, com o liberalismo de quinta série, o liberalismo de jardim da infância, que é tudo menos um debate sério. Então, Renato, é contigo.
Bom, eu vou comentar um pouco mais ainda sobre o decreto, depois acho que a gente pode também discutir essa questão mais ampla que o Elias trouxe. Sobre o decreto que foi feito, eu acho que é importante a gente falar disso, porque isso aqui vai entrar em vigor, pessoal. Isso aqui não é mais, ah, houve um recuo e as coisas terminaram. Não, isso aqui é um imposto que você vai pagar. Então, se houve, se o Elias concorda comigo que foi feito de maneira atabalhoada,
a lutar junto com a gente para que isso aqui não vá para frente, porque isso aqui foi feito de maneira muito mal feita e errada. A gente fala, eu falei aqui sobre o aumento de imposto de bens de capital, mas eu posso citar outros setores aqui que não fazem, assim, que não tem motivo nenhum para ter sido feito isso, porque uma coisa é você defender a indústria nacional, mas essa indústria nacional, ela precisa existir para você defender ela. Agora, o que eu tenho aqui do que foi feito pelo governo é,
Aumento de imposto em televisão, eletrodoméstico, manutenção de equipamento hospitalar. Cadê aquela história de VivoSus e tudo mais? Pessoal que precisa fazer exame tem que pegar tomógrafo, etc. Importado. Isso aqui vai aumentar o valor. Torres e pórticos, reatores nucleares, onde o único cliente é o governo. Taldeiras, gerador de gás de ar, turbinas para embarcações, fornos industriais, freezers.
vai aumentar o imposto. A picanha foi esquecida no discurso completamente, porque não vai ter nem onde guardar a picanha que o freezer vai aumentar o imposto de importação. Talvez a abóbora não precise. Máquina e aparelho para encher, fechar, rolhar, rotular a garrafa, usar uma cervejinha aí. Máquinas e aparelhos para indústria de panificação, açúcar e cervejeira, também aumentando o imposto. Máquina de fabricação de sacos e envelopes, máquina de aparelho de impressão, cartuchos de tinta, descarroçadeiras,
deslintadeiras de algodão, navios de guerra, transatlânticos. Gente, isso aqui, isso aqui, eu penso que se não tem teste psicotécnico para ministro desse governo. Me parece que não tem. A gente fala de aumento de imposto de capital no setor hospitalar. O setor hospitalar, a inflação médica é altíssima. Aquele tipo de setor, ele já sabe disso, que o avanço tecnológico,
encarece os custos às vezes. Você vai descobrindo novas coisas e tudo mais, maneiras de você cuidar disso. Como você vai colocar mais imposto? Eu faço entrega de emenda junto do deputado Guto Zacarias aqui em São Paulo. Os hospitais, as Santas Casas, todos eles precisam de equipamentos para fazer exame, que são equipamentos que você traz lá de fora. Eles aumentaram o imposto até de rim artificial para o pessoal que faz hemodiálise. Gente, isso não faz sentido nenhum. Nenhum.
aqui da taxa das blusinhas, aumento de imposto no maquinário textil, já teve a taxa das blusinhas. E agora também tem, não contentes com isso, tem o aumento do imposto no custo do produto nacional e aí tantos outros. Então, essa medida é vergonhosa, a gente precisa lutar para que ela caia, porque ela não faz sentido. Enfim, acho que a gente pode também discutir aqui sobre a questão de proteção, de protecionismo ou não, de desenvolvimento de indústria, porque veja só,
Existe política bem feita e existe política mal feita. Isso aqui você pode defender medidas de protecionismo, mas isso aqui é uma política mal feita. Concorda, professor? Eu sou Elias. Professor é... Vou ter que chamar o Renato de deputado aqui, não dá, né? Tá certo. Vamos lá, Elias. Corintiano. Concorda, Corintiano? Concordo e discordo. Acho que a medida está avaliada, concordo com ela, mas nós não podemos, por exemplo, enquanto a qualquer medida que proteja, por exemplo, a gente vai se dividir bem de capital.
Existe uma invasão de importados no Brasil, principalmente nessa indústria de capital, por exemplo, absurdo no último ano. Ou seja, o Brasil é um país que, dado o fato de nós termos uma conta de capitais aberta e uma taxa de juros muito alta, a tendência do Brasil é o quê? É a invasão dessa demanda para fora do país. Esse é um problema muito sério. E acredito que esse tipo de medida que o governo, de forma trabalhada, tentou fazer, ela seria uma contramedida no sentido de parar, de dar um basta nessa invasão de importados, por exemplo,
aqui, na indústria verde de capital. Hoje, Renato, o Brasil, nós chegamos no fundo do poço em 2025, a indústria de transformação correspondeu somente a 10% do PIB. Chegou a ser 45% do PIB na década de 70. Hoje, nós temos 10%. Para um país de 210 milhões de habitantes, e um país com os desafios que nós temos diante de um mundo, que todo mundo está vendo, está de cabeça para o ar, de pernas para o ar, um país com 10% de indústria de transformação em relação ao PIB, é uma tragédia.
estudei. Então, a questão da proteção da indústria, ela é fundamental. E o outro ponto que eu coloco aqui, o Renato colocou que se o governo quer proteger a indústria, ele está protegendo os setores, que o governo é o próprio comprador. Mas, a questão é que as compras governamentais brasileiras, elas não são mais instrumento de reserva de mercado. Desde Paulo Guedes, o Brasil deixou de se utilizar das compras governamentais como instrumento de indução da demanda. O Brasil
É o único país capitalista com mais de 50 milhões de pessoas, de habitantes, em que as compras governamentais não são utilizadas para redução de demanda. Isso é uma loucura. Então, o debate que eu proponho, não é com o Renato somente, é com a sociedade em geral, não tem o problema de discutir por direita, por esquerda, com o centro, com o baixo, para cima, é o caráter do capitalismo brasileiro. Eu acho que reduzir essa discussão dos importados, uma questão de quem vai pagar o imposto ou não, eu acho, Renato,
inteligente, é um cara que eu respeito, é muito pobre. Você não discute um país através de quem paga ou quem não paga imposto. Nós discutimos um país através do quê? Através da construção de futuro. De futuro demanda emprego industrial, ou seja, demanda industrialização barra reindustrialização. É isso que eu quero debater, por exemplo, com você no momento adequado, com outros quadros do Partido Missão, que é o Brasil se transformar novamente em uma potência industrial, porque os desafios
O que o mundo está colocando diante da gente não comporta a existência de um país, um país que exporta soja, minério de ferro e petróleo, e que trabalha com metas de inflação anualizadas, metas de inflação de 3%, tem uma cabulsa fiscal que criminaliza a política fiscal, e tem as maiores taxas de juros do mundo. Se alguém acha que isso é natural, eu não acho isso natural. Falar que o Brasil tem as maiores taxas de juros que o governo gasta mal, isso vira um misticismo na medida em que
grandes países do mundo hoje, eles estão colocando na casa de centenas de bilhões de dólares no campo da ciência e tecnologia que são investimentos de altíssimo risco e com baixíssimo retorno. Ou seja, então é isso que eu quero discutir, que é o caráter do capitalismo brasileiro. Ou seja, seremos um país capitalista sério ou seremos um país capitalista que nós estamos preocupados se nós vamos pagar mais imposto ou menos imposto.
E eu quero também, com relação a isso, é para discutir imposto, eu quero que nós tenhamos a mesma taxa, a mesma
taxa de imposto que a OCDE cobra em seus países. As pessoas querem que o Brasil entre na OCDE, por exemplo, mas elas não querem que o Brasil tenha a herança sobre o imposto sobre a herança dos países da OCDE, a herança do imposto sobre a herança de países como Estados Unidos e não quer a carga tributária dos países da OCDE. Então, acho que nós temos que ter uma visão de conjunto ao discutir essa medida que o Renato traz a crítica, que eu acho que tem correção, mas eu acho que
importante de discutir o futuro do país de forma mais ampla e de forma mais totalizante. Marcio Filho. A pergunta vai para o Renato, até porque é a vez dele responder, mas o Elias, claro, pode comentar à vontade. Eu confesso que quando eu vi a notícia eu também falei, meu Deus do céu, né? Poxa, mais imposto em cima de 1.200 produtos. Em janeiro a gente teve mais um recorde de arrecadação, foi mais de 3% em relação a janeiro do ano passado, acho que a sociedade está cansada de imposto.
E eu fui ver a justificativa, falei, bom, deixa eu ver o que o ministro da economia, o que o Haddad está falando.
essa medida dos 1.200 são somente para aqueles produtos importados que já tem produção no Brasil, que é o que a gente chama de ex-tarifário, ou seja, vou dar o exemplo dos smartphones, taxou os smartphones, mas ele alega que 95% dos smartphones vão sofrer um tipo de alteração, porque a Apple produz no Brasil, porque a Samsung produz no Brasil, se eu não me engano ele falou que só a Xiaomi, que tem aparelhos que são importados, que sofreram algum tipo de sobretaxa. Ele falou que era um convite para a indústria
parar de produzir na China, no Vietnã e vir produzir no Brasil. Até por isso que ele falou que revogou 15 produtos, que foram esses ex-tarifários que foram comprovados. Acho também que foi bem atabalhoado e acho que existem vários produtos que não são produzidos no Brasil que continuam tarifados. Mas vamos imaginar no modelo ideal, que realmente o ex-tarifário foi cumprido e só está sendo taxado aquilo que de fato é produzido no Brasil. Se fosse dessa maneira, você concorda com a proposta, Renato?
porque eu não acredito que fosse assim. Então, o ex-tarifário só valeu para tirar 12 itens de uma lista de 1.250? Para mim, não faz sentido. Porque todos os itens aqui listados, todos os itens aqui listados, eles estão com o NCM dele, que é a nomenclatura comum do Mercosur. Então, o ministro... Esse pessoal gosta de mentir. Já começa pelo começo que eles falaram que era fake news. Esse assunto, um negócio que foi publicado. Ao invés de falar, olha, nós erramos.
mesmo que parcialmente ainda, porque tem muita coisa errada aqui nesse decreto. E eu acho o seguinte, professor Marcílio, a gente pode discutir a política de proteção, a política protecionista ou qualquer coisa do tipo. Eu acredito, por exemplo, que para bem de capital deveria ser tarifa zero. Deveria ser tarifa zero para importação, porque se você aumenta isso, no final das contas, você está aumentando o custo do Brasil, do meu ponto de vista. E outra coisa importante,
O Elias falou sobre a indústria, a melhor política de indústria que está sendo feita nesse governo. Acho que foi isso que o amigo disse. Eu não consigo ver isso também. A nova indústria do Brasil como a maior política industrial que o Brasil fez nos últimos 20, 30 anos. Não falei que ela é boa ou ruim. Ah, sim. Eu meço pelos resultados. O resultado foi que a indústria brasileira teve o pior desempenho em 10 anos no ano passado. Então, alguma coisa a gente está fazendo muito errado.
a gente traz o debate aqui sobre a questão do protecionismo ou não, a gente precisa avaliar o resultado. Por exemplo, no Brasil a gente teve a lei da Política Nacional de Informática, que foi um desastre. A gente não conseguiu, durante anos, ter uma indústria forte nesse setor. A gente ficou para trás. E o que não faltou no Brasil foi medidas protecionistas. A gente tem um setor automotivo que vive de incentivo há mais de 60 anos e não consegue competir e indicar o caro para as pessoas.
Eu tenho que olhar para a pessoa que vai pagar o imposto. No final das contas, a gente está tratando algo que mexe com a realidade das pessoas, que mexe na vida das pessoas. Então, eu preciso falar disso. A medida protecionista, olha só, o Brasil teve 7.768 medidas protecionistas. E o resultado foi o pior desempenho da indústria em 10 anos. Então, tem algo sendo feito muito errado. Porque, veja só, eu vejo outros países, o Elias certamente conhece muito bem, os países do Sudeste,
asiático, que tem medidas protecionistas em muitas áreas. Só que são medidas temporárias. Aqui é tudo permanente. Aquela famosa frase, nada tão permanente do que uma política temporária. Aqui no Brasil fica por décadas. E nada da gente conseguir o objetivo inicial que ela se propõe. Então, eu acho que esse caso é avaliar a qualidade da política pública que foi proposta. Neste caso aqui do governo, que o governo fez agora, é péssimo.
Coloquei primeiro que é o pior desempenho da indústria de 10 anos, o Renato tem razão, mas eu acredito que o custo Brasil não são os impostos. O custo Brasil que explica o desempenho da indústria brasileira e que não explica o sucesso asiático, por exemplo, que é proteção na veia. As pessoas falam que o Brasil não pode ter indústria naval. Eu pergunto por que as pessoas acham que a Coreia do Sul e a China produz navio porque tem possibilidade com o mar? Não, porque tem subsídio.
subsídio há décadas, não é por anos, é década de subsídio em várias cadeias produtivas. No caso do Brasil, o nosso desempenho industrial é o que eu chamo de creche institucional. Um governo que tem uma política de governo. A nova indústria Brasil, acho que é ok. O PAC, ok. Só que, por outro lado, você tem marcos institucionais, como o Banco Central Independente, que opera somente para manter a inflação baixa. Você tem metas de inflação anualizadas. O Brasil é o único país do mundo com metas de inflação que é anualizado.
e que, portanto, você tem para trabalhar com alta de preços sazonais, só tem a taxa de juros para poder enfrentar essa alta sazonais, sendo que se fosse um ciclo de três anos, seria possível o próprio ciclo econômico absorver isso sem usar a taxa de juros. Então, nós temos a maior taxa de juros do mundo. Nós temos um câmbio que é volátil, ou seja, a taxa de câmbio hoje, no Brasil, ela é uma manhã ou outra. Então, isso causa algo chamado imprevisibilidade.
O empresário privado não vai investir porque ele não sabe quando que a taxa de câmbio vai estar,
A vai estar B. E essa taxa de campo está nesse jeito porque o Brasil tem uma outra japuticaba de um país capitalista sério, que é o Brasil que tem a conta de capitais abertas. Isso é uma entrada incerta de capitais do Brasil, qual é a taxa de juros altíssima, que leva a essa instabilidade cambial e não induz o investimento estrangeiro no Brasil direto produtivo. E mais do que isso, eu volto a dizer aqui e repetir, o custo do Brasil é o custo de um país que não usa da
arma mais utilizada pelo capitalismo desde as suas fundações e hoje mais ainda, que é a dívida pública para induzir a demanda, induzir a indústria. Hoje você gastar é crime no Brasil. Então o custo do Brasil é exatamente esse. O resultado final vai ser o quê? Vai ser amplas parcelas da indústria, deixando de produzir mercadorias, bens e serviços para se financiar, ou seja, boa parte da indústria brasileira hoje está na tesouraria, ou seja, operando com títulos da dívida pública, com derivativos em terceiros mercados,
do carry trade com dinheiro emprestado de um país e com o Japão, a taxa negativa, investindo aqui, fazendo especulação cambial. Ou seja, esse é o custo do Brasil, do meu ponto de vista. Eu acho que não existe contradição aqui entre nós dois, Renato. Se você está falando, é o que eu estou falando. Eu acho que existe uma creche institucional no Brasil, que é uma política de governo orientada à industrialização e marcos institucionais que são estabelecidos desde a década de 90, que são marcos institucionais que não são amigáveis a um país que quer se industrializar.
Enfim, o que eu chamo aqui é um debate mais profundo, eu volto a dizer, Renato, e te convidando de forma fraterna, um debate mais profundo sobre a natureza do capitalismo brasileiro. Não estou discutindo com o socialismo, nada disso, quero discutir com o capitalismo brasileiro. Eu acho que isso que deve nos interessar, um país que tenha um projeto nacional de desenvolvimento, um país que a partir desse projeto nacional tenha como foco a sua reindustrialização, isso gera mobilidade social, gera empregos e mais
de quatro salários mínimos, porque hoje tem um fenômeno no Brasil, que é as pessoas estão desesperançadas, porque 90% dos empregos gerados no Brasil são empregos de um salário mínimo ou um salário mínimo e meio. E um país desindustrializado é um país que não tem mobilidade social. E são essas pessoas que voltam a ser uma direita, por exemplo. Então, eu acredito que o que eu chamo a discussão, a nossa pré-candidatura a deputado federal, é um instrumento paraíso no Rio de Janeiro, é a necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento que mobiliza as pessoas
e diferentes campos ideológicos para discutir o futuro do capitalismo brasileiro, nesse capitalismo que nós temos aqui, que eu chamo de capitalismo sem vergonha. Obrigado demais, professor Elias. Obrigado demais, Renato. Você tem um tempinho aí para concluir? O professor passou aí um minuto e meio em relação ao seu tempo, então você tem um minuto e aí mais um tempinho também para o Elias também dar uma conclusão. Obrigado demais. A minha sorte é que ele deu para o Marçal. Ele fica quietinho aí.
Você escreveu livros, Renato? Olha, não tenho livros, mas eu prefacei uma obra que vai ser publicada no mês que vem. Mas foi você que fez o prefácio? Ele não entendeu. Ah, sim. Eu assisti. Vamos lá, Renato. Mas eu mesmo prefaciei. Finaliza então, Renato. Obrigado.
Para concluir, eu acho que o principal que eu trouxe nesse debate é que a gente precisa avaliar a qualidade daquilo que é feito. Existem políticas protecionistas que podem fazer sentido. Quando, por exemplo, a gente vê o que está acontecendo, eu estive em Taiwan no passado, visitei a indústria de chips semicondutores. A gente sabe o problema que isso é para o mundo. Em caso da China fazer a invasão em Taiwan, etc., a gente vê os Estados Unidos trabalhando,
nesse sentido para ter uma garantia desses chips semicondutores que são importantíssimos para o mundo inteiro. Então, há políticas protecionistas que podem ser bem feitas. A gente sabe que há uma consequência que pode ser positiva e isso demora tempo. E ela não é garantida, que é o caso de ter a industrialização ou não, mas ela tem, num primeiro momento, uma perda de eficiência que é notada na economia num curto prazo.
avaliado, as coisas precisam ser avaliadas pelos seus resultados. Isso daqui é tão ruim, né, que acho que até o Elias concordou comigo aí, agora a gente vai lutar contra esse decreto do governo aqui pra revogar aqui tudo que foi feito, que foi feita a alambança. Obrigado demais, Renato. Só passa as suas redes sociais e aí a gente finaliza aqui com o Elias. Ah, tá. Então, quero agradecer ao Elias. Obrigado, Elias, pelo debate, por estar sempre à disposição de debater, ao Vilela. Eu quero mandar um abraço também pro meu
o Jota, que está assistindo, e minhas redes sociais, Renato Batista, em todas as redes sociais, você que está aqui no YouTube, eu faço lives no YouTube, bem à noite, depois do programa do Vilela, então dá para vocês assistirem, e é isso, obrigado, gente. Elias, é contigo. Primeiro, eu queria agradecer também ao Vilela pela oportunidade de colocar duas visões diferentes sobre o tema com o Renato, só vou falar para o Renato que eu não vou lutar contra essa medida, porque eu sou base do governo,
E o que vem depois desse governo não é um governo socialista, vamos dizer assim como eu serei dos meus sonhos. O que vem depois de Lula é falar do Bolsonaro, então eu não posso... Esse governo não me entrega uma contradição antagônica que me coloque fora dele, então eu tenho que defender esse governo. Eu defendo com muita convicção e respeito a sua opinião, evidentemente. E eu quero deixar aqui um convite para o seguinte. Eu escrevi mais um livro, meu sétimo livro vai ser lançado no Rio de Janeiro, no dia 13 de março, às 19h, no Clube de Engenharia.
O nome do livro é Socialismo e Poder, Governança, Classe, Ciência e Projetamento na China. E vai ser lançado em São Paulo no dia 25 de março, no Tuca. Eu quero agradecer aqui a oportunidade de debate, mandar um abraço para o Renato, um abraço para o Vilela. Já está convidado para falar do livro aqui, hein? Com certeza. E tem outra, só uma correção, é uma provocação para o Renato, não tem jeito. A China não é invadida, vai invadir o Taiwan, porque 98% dos países do mundo
reconhece Itaú como parte da China. Então acho que é bom a gente corrigir isso, que Itaú é parte da China. Itaú não é um país independente, mas aí é uma provocação. Mas um abraço, Renato. Obrigado, cara. Valeu, Elias. Valeu, Renato. Então vamos aqui já encaminhando para, de novo, a geopolítica e finalizando aqui o programa. Eu vou pedir ajuda ao Marcílio. O que tem para a gente falar sobre mundo além de Oriente Médio? Tem alguma coisa que sobrou? Acho que você viu que quase ia começar o teu debate. O Elias e o Renato.
Eu falei, nossa, vai começar outro debate agora. Então, Vilhala, acho que só alguns pontinhos aqui, né? Porque com certeza a questão do Irã roubou a cena da geopolítica internacional. Acho que tem alguns pontos bem rapidinhos para a gente comentar. Primeiro que o Afeganistão... E o Paquistão? Declarou guerra, né? Na verdade, o Paquistão declarou guerra contra o Afeganistão. E isso acontece porque, por incrível que pareça, o Paquistão e o Talibã, que hoje é o regime que controla o Afeganistão, eles já foram muito aliados no passado.
Em 94, quando o Talibã surge, até 96, quando ele toma o poder no Afeganistão e fica até 2001, o Paquistão financiava o Talibã no Afeganistão, até como uma forma de evitar que a China se expandisse para aqueles territórios. O Paquistão tem grande rivalidade com os indianos e tinha medo que o Afeganistão negociasse com os indianos. Só que quando você tem a guerra ao terror em 2001 com a doutrina Bush, o Paquistão é colocado contra a parede, porque os Estados Unidos pressionam o Paquistão a ajudar a combater o Talibã no Afeganistão.
E aí o Paquistão fica fazendo aquele meio jogo duplo. Bom, apoia um pouco o Talibã às escondidas, mas também ajuda os Estados Unidos na guerra ao terror. Depois de 20 anos de ocupação militar nos Estados Unidos, o Talibã volta ao poder. Qual era a esperança do Paquistão? Que o Talibã no poder respondesse aos anseios e aos pedidos do Paquistão. Só que não foi isso que aconteceu. O Afeganistão começou a dar proteção, a dar anuência para uma série de grupos que faziam atentados terroristas no Paquistão.
Atentados terroristas com grupos que o Talibã escondia no seu território, o Paquistão falou chega e falou que enquanto o Talibã não expusesse as lideranças, os grupos que ali estavam, e era uma série de grupos que praticam atentados, a guerra ia continuar. Ou seja, hoje o objetivo do Paquistão é a derrubada do regime do Talibã. O mesmo Talibã que o Paquistão ajudou,
a colocar no poder lá na década de 90. E aí, claro que seria um tema muito mais amplo, mas envolve outros interesses, porque a China, por exemplo, é uma aliada do Paquistão, de longa data aí, mas o Talibã, até pela proximidade do território chinês também, se você pega o mapa do Afeganistão, tem uma regiãozinha chamada de Cabo da Frigideira, que se conecta com uma região separatista islâmica da China, que é a região do Xinjiang, então envolve conflitos aí bem potenciais, importantes,
No Afeganistão, que... Ah, aí está a região, ó. Se você parar até aquela regiãozinha bem pequenininha que encosta no noroeste da China, a gente chama de Cabo da Frigideira. E a China, naquela região do Xinjiang, aquela região noroeste, existem os islâmicos separatistas, os uigures. Tanto porque o Afeganistão é importante para o Roden Belt chinês, para conseguir chegar até o Irã. Olha como o Irã é estratégico também para escape de mercadorias.
A nova rota da seda passa por lá ou não? Passa, passa. E para evitar que os separatistas islâmicos,
sejam contaminados pelos pensamentos extremistas do Talibã, a China tenta manter relações tanto com o Paquistão quanto com o Afeganistão. Então há uma guerra aberta declarada entre os dois e o Paquistão, claro, extremamente pressionado. A grande questão é que por mais que o Afeganistão seja uma região pobre e enclausurada, o apelido do Afeganistão é um pouco sugestivo. Eles são conhecidos como o cemitério de impérios. Porque romanos, britânicos, soviéticos, americanos, todos eles ao longo da história tentaram
conquistar o Afeganistão e todos eles saíram fracassados. Por quê? Por causa da geografia? É muito difícil. É uma região que é muito montanhosa, uma região bastante árida. Geralmente milícias vão se formando. Na época, por exemplo, que a União Soviética tentou conquistar o Afeganistão, os mujahidins, extremistas islâmicos, foram apoiados pelos Estados Unidos. Então é difícil conquistar o Afeganistão. Vamos falar de China? Vamos.
Outro ponto importante. A China apresentou alguns dados que são preocupantes do ponto de vista demográfico.
A China adotou em 79 a política do filho único, que na prática garantia que todos os casais só podiam ter um filho. É uma política neumalthusiana, que coloca que a possibilidade de uma falta de recursos naturais, pobreza, é causada pelo elevado número de filhos. Se em 79 começou a nascer pouca gente, hoje, 47 anos depois, proporcionalmente existem poucos adultos em relação à população idosa.
Então hoje existe uma crise previdenciária na China. Uma falta de mão de obra, claro, proporcional, porque mão de obra tem um monte, né? A China é gigantesca. Mas proporcionalmente falando, o percentual de adultos está baixo em relação ao número de idosos, até porque a China presenciou um avanço muito grande na expectativa de vida, qualidade de vida. O pessoal está morrendo mais tarde. Está morrendo mais tarde e tal, né? Em 2016, o governo chinês permitiu dois filhos por casal e em 2021, três filhos por casal.
estão voltando a ter filhos. Porque hoje a China já é um país muito mais urbanizado. Então, mesmo dando a escolha, a possibilidade de ter mais de um filho por casal, o custo de vida, o processo de urbanização, outras preferências, as mudanças culturais, o papel social da mulher, uma das coisas que pega muito, por exemplo, essa política do filho único, os casais davam muito mais preferências para homens do que para mulheres. Porque a sociedade chinesa, ainda mais na época, era muito patriarcal, muito machista. Mas como eles davam preferências?
Abordava, abortava. Nossa, se a filha abandonava ou abortava. Exatamente, pra ter a chance de ter um filho, né? Pra poder registrar um filho. Então hoje existe o que eles chamam de homens de galhos vazios. Que são homens que não vão dar frutos porque não conseguem se relacionar. E por incrível que pareça, no ensino superior chinês, tem uma presença muito maior de mulheres do que de homens. Então as mulheres, elas estão muito mais rigorosas pra conseguir escolher os seus parceiros.
E estão pensando muito mais em se consolidar na vida profissional. São bem-sucedidas. São bem-sucedidas, exatamente.
fecundidade é de um filho por casal na China. Então esse envelhecimento populacional pode levar a um caos social aí na China, caos social e caos econômico. Caramba! Se bem que a China, ela sempre consegue superar tudo, né? A China, os caras, eles se planejam e o próprio Estado Chinês, apesar de incentivar a natalidade, eles estão colocando que o processo de inteligência artificial, robotização, automação vai reduzir a necessidade de mão de obra, aumentar a produtividade e não vai gerar essa crise na China. Pode ser.
próximos capítulos aí. Pois é. E a base militar secreta no Brasil da China? Então, isso foi um documento, um relatório produzido pelo Congresso dos Estados Unidos, apresentado, que colocou bases militares chinesas secretas. Eu como num restaurante chinês que eu acho que é uma base militar secreta. Pode ser. Eu acho, cara. Os caras lá, eles falam baixinho. São meio estranhos lá, sei lá. E eles colocaram uma série de bases espalhadas não só no Brasil, mas na América Latina como um todo. Aqui no Brasil, na Paraíba, região de Aguiar,
na Bahia também, que era uma base de Tucano, na Paraíba. Quando fui analisar, fui pesquisar o tema, realmente existem bases ali voltadas para projetos de astronomia e tal. Mas é uma coisa meio pública. A gente sabe que existem investimentos chineses, existe o convênio entre as universidades públicas brasileiras com o investimento da China. Então assim, se realmente algum tipo de operação de base militar secreta chinesa entre esses exclusos, eu praticamente não sei, porque a coisa parece bem às claras.
relatório americano divulgou, pra mim, parece muito mais uma justificativa de uma possível intervenção dos Estados Unidos, poder justificar algum tipo de agressão, sanções, pra América Latina do que qualquer outra coisa, né? A China, se fosse pegar pela lógica, o estado da Bahia, com certeza, é o estado mais visado pelos chineses. Por quê? Se for pegar, por exemplo, os investimentos que a China faz, né? Então, sem algum motivo?
Então, a proximidade política, se tem o governador da Bahia, que tem um pensamento muito mais pro China mesmo, né? A própria localização geográfica,
A Bahia tem um potencial bem interessante para, por exemplo, a sede da BYD. A BYD promete transformar a sede lá em Camassari, não só numa reprodutora de carros, mas um hub de tecnologia. A China está construindo a ponte Itaparica-Salvador, por exemplo, também gigantesca, altíssimos investimentos. A China pretende fazer a ferrovia bioceânica, que vai conectar o porto de Ilhéus ao porto de Xangai, lá no Peru. Ou seja, fazendo o Brasil ter conexão com o Atlântico e com o Oceano Pacífico.
está investindo na casa de dezenas de bilhões em projetos de infraestrutura de transmissão de energia, também no estado da Bahia. Mas assim, se isso necessariamente são bases militares secretas chinesas, eu particularmente desconfio que não. Acho que é um miguezinho aí dos Estados Unidos. Pois é. Venezuela, Irã e Cuba é a próxima? É, então. Em Cuba, o Trump deu uma declaração polêmica, colocando que ele ia fazer uma tomada de poder amigável em Cuba. Não sei exatamente como funcionaria essa tomada de poder amigável.
Mas por quê? Porque Cuba atravessa uma crise muito grande mesmo. Cuba está com um problema muito grande relacionado à energia, e grande parte da energia que abastecia o território cubano vinha da Venezuela, que hoje não exporta mais para Cuba, ou vinha do México. O México foi pressionado pelos Estados Unidos para também deixar de exportar em direção ao território cubano. E aí, sem energia, você tem apagões, não funciona a indústria, não funciona o comércio,
e é fato que Cuba atravessa uma crise. Penso eu que quando o Trump falou isso, ele quer dizer que o governo cubano está se mostrando tão pressionado que ele vai ser obrigado a fazer um acordo com os Estados Unidos que beneficie os americanos. Mas essa tomada de poder amigável saiu um pouco estranha por parte do Trump. Pois é. Fernanda, pronta para o giro de notícias? Pronta para o giro de notícias. Então roda a vinheta. Eu já sei por que os chineses não estão fazendo filho.
Por quê? Estão cansados. Muito cansados. Eu sei que eu também ando meio cansado. Vocês estão cansados? Eu estou cansado também. Olha, Nova Onda vem de lá. Você gosta de curtir show? Alguns shows, sim. Só alguns shows ele já mostrou que está cansado. Porque olha, Nova Onda agora lá... Eu tinha como ir no show do ACDC e não fui. Ah, então. Por quê? Esse show não ia se encaixar nesse novo modelo para assistir show, não? Porque a gente vai ver uma imagem agora que mostra como é que os chineses
curtem os shows. Sabe como? Como? Mostra a imagem aí pra gente. Olha só. Deixa a gente preparar aqui. Ah, vai mostrar. Olha, vocês vão ver a animação dos chineses curtindo os shows. É invejável. Como é que você acha que eles curtem? Bom, você falou que é cansado e deitado, então. Principalmente os 30 a mais. É que também depende do estilo musical. É. Uma enia. Uma enia pode ser boa, né? É. É isso, gente. Nessa animação, você falou tudo. Deitadinhos. Deitadinhos.
Tem cinema aqui em São Paulo, que é cama também? É, mas cinema, né? Agora show. É estranho, né? Lá, fazendo espetáculo, apresentando os caras deitados. O ápice da animação é o máximo balançar um chocalho. Como é que chama aquilo? Chocalho? Chocalho, é. Conseguiram aí, produção? Aí, ó. Olá, gente. Olha a animação. Olá. Esse é um show, gente. Olha o chocalho, ó. Chocalhinho, o pessoal lá e tal. O pessoal no palco ali.
Olha lá, olha que animação. Tô fora. Rolando uma Joelma lá e o pessoal... O pessoal dormindo. Ninguém bateu no cabelo, não. Mas nunca aqui. Rolando funk e os caras já estavam destruindo esses sofás, essas câmeras. Que ideia, né? É. Tá fácil aí a imagem da... Pode ir à academia? É. Cara, o que é isso? É um novo macaquinho. Vou dizer que usei uma coisa parecida depois que eu fiz a operação lá com o seu marido. Tive que usar um negócio desse pra apertar a barriga.
Gente, olha isso, Marcílio. Diz que é tendência agora nas academias. O bigode, eu encontrei um dia ele treinando aqui em cima com uma roupinha dessa. Ah, não, cara. Olha, só fazendo glúteos. Macacão fitness masculino, gente. Ganha espaço aí nas academias, ó. Ele parece o bigode. Tem o bigode igual do bigode, ó. Olha lá. Bigoda. Eu acho que é uma, hein, cara, se comprar esse colanzinho aí. Tá meio largo ainda, não tá? Tá largo, né? Dá pra apertar um pouquinho mais. Ó o bumbuzinho.
Todo dividido, né? Volumoso. Ô, Fernanda, eu passo. Passou, né? Não vai rolar não, né? Eu passo também. Não rolou. Obrigado, então, Fernanda. Obrigado, Marcílio. Hoje foi agitado, hein? Foi. Hoje fiquei cansado, vou naquele show chinês pra descansar. É o máximo hoje. Agradecimentos e vamos pra crônica final. É contigo, Fernanda. Obrigada, gente, pela companhia. Boa noite. Beijo no coração e não esquece, arroba Fernanda Comora. Até semana que vem. Até semana que vem.
De corintiano respeita. Mas respeita aí, né? Marcílio, estamos mal. Fomos eliminados aí pelo Novo Horizonte. A gente está pensando na Libertadores. É, o objetivo é Libertadores. Somos campeão esse ano, né? Exatamente. Bom, galera, foi um prazer aqui passar a noite com vocês. Meu nome é Ricardo Marcílio, professor Ricardo Marcílio. Meu canal Professor Ricardo Marcílio no YouTube. Trabalhando mais do que nunca esses dias? Exatamente, né?
Cinco vídeos por dia lá no canal. Mais de um vídeo por dia você está tendo a fazer. Depende do dia, sim. Tem novidade?
canal Professor Ricardo Marcílio, Instagram arroba pro Fenderane Ricardo Marcílio, tamo junto, até semana que vem. Beleza, então vamos aí, solta a vinheta que vem a crônica do Carlos Bezerra Júnior, eu recomendo muito que vocês assistam, porque tá muito boa dessa semana, fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau, e escrevam nos comentários pra provar que chegou até o final desse programa, o que ô bigoda? Digita aí, quem humano? Quem humano? É isso aí. Tá bom. Quem humano? Roda a vinheta e vamos
Ela não morreu na enchente. Ela morreu em cima do filho. Enquanto isso, lá em Brasília, diante do Supremo Tribunal Federal, uma ex-juíza afirmava que magistrados brasileiros não têm lanche ou cafezinho disponíveis no ambiente de trabalho. A frase foi dita como argumento, como prova de precariedade. E talvez ela seja uma das frases mais reveladoras do Brasil atual. Porque, segundo dados públicos do próprio Judiciário, magistrados recebem, em média,
passam 40 mil reais mensais, quando somados salários, auxílios e indenizações. Em muitos casos, dá para 60 mil. Tem remunerações anuais acima de meio milhão de reais. Pagos em dia, com estabilidade, sem risco de demissão por crise econômica, sem medo do salário não cair. Ainda assim, o debate era sobre café. E é aqui que eu penso no ponto central. Não é o valor recebido, é a percepção de falta. Tem um momento em que o privilégio deixa de ser percebido como privilégio
necessidade básica. E, gente, quando isso acontece, algo se rompe. E não é no orçamento, é na consciência. Enquanto essa discussão acontecia, em Minas Gerais a terra começou a descer. Não teve aviso suficiente, não teve prevenção capaz, não houve contenção adequada. E isso não é só fenômeno natural. Nos últimos anos, os recursos destinados à prevenção de enchentes foram drasticamente reduzidos. A tragédia começa muito antes da chuva. Começa quando prevenção vira corte, quando planejamento vira diamante.
quando vidas vulneráveis deixam de ser prioridade. E ali, naquela casa, teve só alguns segundos. Uma mãe viu o barro cair e ela não correu. Ela se jogou no desespero sobre o filho. Inclusive para o menino continuar respirando. Mas ela, não mais. O contraste não é financeiro. Ele é existencial. Porque o Brasil foi, aos pouquinhos, criando castas funcionais protegidas da experiência comum da população. Pessoas que nunca enfrentam fila no SUS,
nunca vivem sob risco de perder tudo numa única chuva. E quando quem exerce poder deixa de compartilhar minimamente a vulnerabilidade do país real, a distância vira cegueira, alienação. Não é sobre café, é sobre distância moral. É sobre um país onde alguns discutem conforto institucional, enquanto outros lutam para sobreviver dentro de casa. Jesus disse que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a própria vida pelo outro.
Isso deixou de ser metáfora, deixou de ser versículo, virou uma mãe sobre um filho, virou barro, virou silêncio e virou espelho. Porque um país onde a maior urgência de alguns é o café institucional, enquanto a maior urgência de outros é sobreviver à próxima chuva, não está apenas desigual, gente. Está completamente desorientado. Quando o topo não reconhece o próprio privilégio e a base já não pode contar com proteção, o problema deixou de ser apenas econômico.
E a pergunta que fica é uma pergunta inevitável. Até quando? Até quando? Até quando a gente vai tratar como normal o que deveria nos indignar profundamente? Porque quando mães precisam virar escudo para compensar a ausência do Estado, não é só fenômeno climático. É o país, gente. É o país que falhou.
E se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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