Episódios de Inteligência Ltda.

1852 - POLITICAMENTE INCORRETO: RICHARD RASMUSSEN E LEANDRO NARLOCH

28 de maio de 20262h13min
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RICHARD RASMUSSEN é biólogo, apresentador e embaixador do ecoturismo pela Embratur, e LEANDRO NARLOCH é jornalista. Eles vão bater um papo sobre o que a sociedade chama de “politicamente incorreto”. Já o Vilela acha que politicamente incorreto é quando a pessoa quer votar em alguém e acaba votando em outro.Regularize seu trabalho. Abra seu CNPJ com a Contabilizei 💙Tudo 100% online: abertura de CNPJ, notas e impostos em um só lugar.Use o cupom INTELIGENCIA e ganhe 2 meses de mensalidade grátis.👉 Comece agora: https://bit.ly/inteligencia-ctbz-27052026Siga o instagram da EMBALIXO e descubra todo o processo da linha Embalixo Oceano! - https://www.instagram.com/embalixo.💡 Encontre o concurso mais próximo de você - https://bit.ly/4sQUX5P

Participantes neste episódio4
R

Rogério Vilela

HostApresentador
H

Homer

Co-host
L

Leandro Narloch

ConvidadoEscritor
R

Richard Rasmussen

ConvidadoBiólogo
Assuntos13
  • Mudancas ClimaticasAquecimento global e a participação humana · Fake news climáticas · Nível do mar e países insulares · COP e debates climáticos · RCP 8.5 e cenários catastróficos · Viés de reprodutibilidade da imprensa científica · James Lovelock · Bill Gates
  • Gestão de resíduos urbanos e plásticoVantagens ambientais do plástico · Ilha de plástico no Pacífico · Microplásticos no litoral sul da França · Maldição do produto perfeito · Problemas institucionais com lixo · Emissão de lixo plástico pelas Filipinas · Rio Negro e despejo de plástico · Canudinhos de plástico vs. papel
  • Conservação de espéciesCaça como ferramenta de conservação · Gerenciamento de fauna na África do Sul · Valorização de espécies para preservação · Reflorestamento com espécies exóticas vs. nativas · Manejo de madeira e crédito de carbono · Biltong e carne de animais silvestres · Caça de elefantes e rinocerontes · População de rinocerontes e elefantes aumentando
  • Preocupação ambiental dos brasileirosRígidez e ineficiência das leis ambientais · Prisão por crime ambiental · Contradições na fiscalização ambiental · Apagão das canetas e medo do Ministério Público · Yanomamis contra ONGs · Legislação sobre araucárias em terrenos · Proibição de gatos em Fernando de Noronha · Multa a Carlinhos Maia por alimentar ave marinha
  • Critica PoliticaO que é politicamente incorreto · Ditadura de opinião · Cancelamento e censura
  • Racismo EstruturalNegros e pobres mais prejudicados pelas mudanças climáticas · Risco de inundação em morros e favelas · Dificuldade de loteamento e legalização no Brasil · Expulsão de negros do centro da cidade · Aterro sanitário em bairros negros nos EUA
  • Geopolítica Brasil-China versus Brasil-EUAComparação entre China e Brasil para trabalhadores · Liberdade de expressão e punição · Classe média e igualdade social · Segurança e limpeza urbana na China · Democracia em baixa e grupos de interesse · China e o capitalismo
  • A Cueca do Urso PolarUrso polar como símbolo do aquecimento global · Aumento da população de ursos polares · Relação entre temperatura e vida nos polos
  • Hábitos de consumo de água no BrasilProblemas de esgoto em Belém · Cheiro de esgoto em Copacabana após chuva · Cheiro de esgoto em Florianópolis · Rio de esgoto no meio de São Paulo · Despejo de esgoto em Rio Branco · Problema de saneamento no Nordeste · Despejo de esgoto em São Sebastião
  • Mercado de Carne de Cavalo e Jumento no BrasilConsumo de carne de cavalo e jumento na Ásia · Frigorífico de jumento na Bahia · Jumento como fonte de proteína animal · Mercado de vergalhão (pênis de boi) no Brasil
  • Energia NuclearSegurança e custo de usinas nucleares · Comparação com energia solar · Acidente de Chernobyl vs. Barragem de Itaipu
  • Interrupção de Água em São José do Rio PardoPerda da Pororoca no Araguari · Búfalos como causadores de assoreamento · Pororoca na China · Ciclos lunares e marés
  • Crise ClimáticaDestinação de fundos de justiça climática · Protestos contra Israel e a favor da Palestina
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira, começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais politicamente incorreta do que a mim, do que a sua, apesar que a sua ultimamente está muito politicamente incorreta. É muito politicamente incorreta.

O senhor tem contato com umas piadas aqui que as pessoas têm reclamado, mas não porque são politicamente incorretas, porque são ruins. Ah, é, então vou continuar, que está fazendo sucesso.

É isso que eu ia falar. Dobra a porta, cara. Não é? Tem alguma piada nova aí ou não? Rapaz. Pense aí. Eu vou pensar. Durante o programa? Durante o programa, com certeza, vai sair alguma aqui. Ok. Como que o pessoal participa não com piadas, mas com perguntas, querido Homer? É isso aí. Já começa deixando o seu like, se inscrevendo no canal, torna-se membro, compartilha esse vídeo com toda a sua patotinha e já prepare aquela pergunta já de arrebentar a boca do balão.

Tá certo, então já compartilha aí, já dá like e se inscreva no canal, principalmente porque estamos chegando a 10 milhões de inscritos. Já tem 4 milhões em um canal, já tem 5 e 700 em outro, falta 300 mil. Então você estará ajudando a gente, certo?

É isso aí. Então vamos lá, antes de começar, quero falar com você, Teráquios e Teráques. Ó, dia de caboa pra você que trabalha por conta, recebe no Pix, mas ainda não abriu um CNPJ. Enquanto tá tudo no boca a boca, beleza, mas imagina se aparece aquele cliente novo, aquele que você tá prospectando há um tempão e ele pede nota fiscal, hein, Homer? Aí já complica, né? É verdade. Aí deu ruim.

Fica sempre aquele pensamento, putz, vou ter que mexer com contador, papelada, imposto. Eu sei, eu sei. Só de ouvir essas palavras já dá vontade de sair fora, né? Mas eu estou aqui para dizer que tem um jeito muito mais simples de resolver isso. É só contratar a Contabilizei. A Contabilizei faz tudo online para você. Abertura do CNPJ ajuda a entender qual tipo de empresa faz mais sentido do seu trabalho. Emissão de nota fiscal e organização dos impostos.

Só em um lugar, no mesmo lugar. E não é aquelas plataformas que te largam sozinho tentando entender burocracia, não. Ó, se precisar, você fala com uma pessoa de verdade e o WhatsApp até sabe que horas, Romer? Até que horas? Até 22 horas. Ó, louco! Você tá fazendo escola de teatro, cara? Estou, cara. Nossa, achei muito boa a tua interpretação. De novo, vai. Cara, sabe até que horas? Até que horas? 22 horas. Ah, não!

Então, para você que quer parar de fazer tudo no improviso e começar a deixar o negócio mais profissional, vale muito a pena conhecer. Sabe o melhor? Tudo isso por quanto? R$195 por mês. Repita. R$195 por mês. O gerente ficou louco. Ficou maluco. E tem cupom. Usando inteligência, você ganha dois meses de mensalidade grátis. É isso mesmo. Aponta o celular agora para o QR Code que está na tela e fala com a Contabilizei. É isso aí. E também temos o link na descrição.

Fechou. Ó, galera, rapidinho, antes da gente continuar o episódio, deixa eu te mostrar uma parada que pode te ajudar bastante, principalmente se você já pensou em fazer concurso, mas ainda tá naquela fase meio travada, sem saber direito por onde começar. Por isso que a gente vai te dar uma força aí, porque acontece com muita gente, né, Homer? É verdade. Então, presta atenção, às vezes a pessoa, até que entrar nesse mundo, mais trava em uma dúvida básica. As vozes que eu vou fazer agora, tá?

Mas tá bom, mas em que concurso eu procuro? Esse é minha mãe perguntando. Será que alguma coisa perto de mim tem alguma coisa? Isso é a Leia que trabalha com a gente falando. É verdade. Por onde eu começo? Esse é você, acordando. Eu acho que eu falo melhor assim. É, você fala assim. E foi pensando nisso que o Estratégia Concurso, que é parceiro nosso, criou o radar do Estratégia. Ele é basicamente um mapa dos concursos. Então, em vez de ficar caçando informação solta e tentando montar esse quebra-cabeça sozinho, você entra lá e... com isso e coisa.

Já tá na tela? Tá na tela. Tá na tela, ó. Você entra lá e consegue olhar as oportunidades de um jeito bem mais claro. Olha lá. Tá lá. É aqui, ó. Apontando pro lugar certo agora. Tá vendo? Esse é o radar de estratégia, o mapa que reúne concursos do Brasil inteiro. Se você tá assistindo, você já sabe. Aponta agora a câmera do celular pro QR Code que tá na tela. E aí você já cai direto na página. Ou também tem o link na descrição. Certo? Certo.

Olha só também, pessoal, agora uma dica para você que gosta de praticidade e quer ajudar o planeta. A Embalixo é uma empresa de sacos de lixo que possui uma linha produzida com plásticos retirados do mar, é isso mesmo. Aquele plástico descartado de forma irresponsável pode ganhar uma nova utilidade e virar um novo produto. Quer conhecer mais? Entra no Instagram deles e descubra todo o processo da linha Embalixo Oceano.

É muito bacana. E fica também um recado importante. Não é porque existem empresas reaproveitando esse resíduo, né, Romer? É um recado pra você. A gente pode deixar de fazer a nossa parte, né? Nessas férias de junho, seja mais consciente. Não vai jogar plástico no mar. Nem rio. Nem rio. Nem no Tietê. Pois é. Você fala, o Tietê já tá subindo. Não, não precisa jogar. Nem naqueles córregos. Exatamente. Então, ó, juntos pro Oceano Mais Limpo e tem presente pros convidados aqui.

Olha só, Richard e Narlock. Um para cada um. Porra, para mim. É, ué. Pode deixar comigo, tudo bem. Eu vou deixar com você. Eu tenho a linha completa. É verdade. Aqui no Univac, só mandaram três pacotinhas aqui. Ah, isso aí embaixo. Isso aí, ó. 100% reciclado. Isso é bacana, hein? Você já falou, você ganhou um desse meu também. Ganhei, né? Você lembra? É.

Que bom estar aqui de novo, pai. Manda pra ele, você já deixa com os dois com ele, que ele já tem também bastante, né? Seja bem-vindo, Richard. Sempre um prazer, cara. Bom estar aqui de novo. Ah, cara, aqui é a sua casa. Eu adoro estar aqui. Já fala com o pessoal, se apresenta pro pessoal aí. Eu sou o Richard Rasmussen, pode falar com aquela cara. Pode, e se apresenta. Eu tô foda hoje. Não, você tá incrível. Eu tenho um dia-noite da África só pra estar aqui hoje com você.

Não, eu acompanhando você na África, eu falei, ô André, ele não tá marcado aqui amanhã? Ele falou que vem, mas ele tava na África, cara.

Ele achou que estava em Osasco, né? Ah, eu vou marcar no outro dia. Não, já estava desde manhã falando, mas vem mesmo, será que ainda acharam que ainda estava na África? Exato. Não estou aqui, que bom estar aqui de novo. Que bom, cara. Vamos falar sobre isso. Que bom estar com o Narlok, cara. Gosto muito dele. Estava em casa, a gente trocou uma ideia. Bom estar com você de novo aí. Muito bom, velho. Tudo bem? Tudo bem.

Eu queria estar tão estiloso que nem vocês. Pô, eu estou aqui basicão. Tira a camisa e fica estiloso. Não, estou brincando, estou brincando. Não precisa. A câmera é essa aqui. Só se apresenta o pessoal antes. Bom, gente, eu sou o Leonard Locke. Sou jornalista e escritor aqui. Guia Politicamente Incorreto do Meio Oriente. Último livro. E preciso contar que esses dias a minha mulher, eu estava trocando de roupa e ela falou assim, nossa, como você está forte.

Eu falei, meu Deus, faz 47 anos que eu estou esperando alguém falar que eu estou forte, velho. É mesmo? Ela falou isso. Ela falou, meu Deus, sério? Está vendo? Ou seja, já fui pior que isso. Você está se sentindo bem, é isso? Você acha que não deveria? Quando ele entrou aqui, a primeira coisa que eu percebi foi como ele está forte, cara.

É claro que não, é óbvio que não. É óbvio que não, é que ela te ama, cara. É só por isso. É só por isso. Mas seja bem-vindo, Narok faz tempo que você não vem aqui. Richard já é da casa também, não precisa nem se apresentar, né? Richard Rasmussen, biólogo, jornalista e economista. E guia de turismo também, credenciado também. Total, passou tudo isso agora.

Esse cara é uma figura, velho. Eu gosto muito dele. Também gosto. E tem episódios históricos aqui, na época que ele ainda bebia. Não, não, não. Por favor. E eu também. Não vamos lembrar dessa. Vejam, vejam depois. Beber tá para de moda, né? É, cara. Ninguém mais tá bebendo. As empresas de bebida estão se fodendo. Estão mesmo.

E de comida também, né? Agora com o Monjaro, a galera tá comendo menos também, né? Não, e o Monjaro virou um ótimo remédio pra alcoolismo, cara. Pra alcoolismo, pra drogas também estão estudando isso. Ô louco. Pra drogas também, né? É, diminuiu o ímpeto de drogas. Que doideio. Não que eu saiba algo a respeito disso, mas me falaram. Me falaram.

Eu não sabia dessa. Sei que eu tô tomando um monjarinho aí, cara. Não dá fome mesmo, assim. Tô de boa. 17 quilinhos já. Perdeu 17? É. Mas também tô treinando, né? Não adianta só tomar um monjarinho. É, não. Senão você perde músculo, né? Ah, não dá pra perceber muito. Não, não, não, não. Ô, Rômeo, me defende aí, Rômeo. Eu tava gordinho, não tava? Rapaz, eu tenho uma tia minha que perdeu 40 quilos. E aí? É, ela apontou as duas pernas. Ah, mas o que? Ela apontou as duas pernas.

Mas tem a ver com o tema de hoje Aliás, tem a ver com o politicamente incorreto Então esse livro aqui, Nalox Você mandou pra gente um tempo, a gente faz tempo que quer marcar contigo Guia politicamente incorreto Do meio ambiente Aqui ó, diretor, olha o livro aqui

Aí, sobre o que é esse livro, que ótica você analisa o meio ambiente? Por que ele é um guia politicamente incorreto? Olha, Vilela, eu gosto de cutucar vespeiro. Não diga, os livros todos são assim, né? Pois é, eu sempre assim, eu tenho alguns assuntos que a turma reveste de um manto sagrado. Você não pode cutucar, senão você é rotulado. Não, não pode nem falar.

Exatamente, sobre as piores coisas. E é ali que é o meu nicho, velho. Entende? Daí é o que eu tento sempre desfazer, ver o que está certo, o que está errado. E o livro, então, eu escrevi lá sobre a história do Brasil, já tinha parado, mas muita gente, um amigo meu de Porto Alegre falou, porra, velho, tem que fazer o guia do meio ambiente. Eu gosto muito desse assunto, vi mais uns 5, 6 anos que tenho estudado bastante sobre ele.

E daí falei, falo tanto de plástico, as vantagens ambientais do plástico. O pessoal do plástico me adora, a associação do plástico. Querem me dar dinheiro para isso. Falei, não, não posso receber de vocês, porque senão eu não vou poder falar o que eu falo. Vou falar que eu estou pagando, que eu estou recebendo.

E falo sobre o petróleo, como os combustíveis fósseis melhoraram o mundo, tornaram possível o mundo que a gente tem hoje. Isso é uma coisa que eu e o Richard a gente discorda. Eu acho que causa aquecimento global. Depois a gente pode falar sobre isso. É uma coisa que a gente vai ter que resolver uma hora. Mas eles trouxeram uma prosperidade imensa para o mundo.

Fala o que mais. Sobre a COP, eu participei, quase apanhei lá na COP30. Literalmente? Cara, eu cheguei para um cara grandão assim, que era daqueles países que estão desaparecendo no Pacífico. Tuvalu. Esse cara não era de Tuvalu, era do... de Kiribati, eu acho.

E eu falei, seu país está desaparecendo? Ele falou, nosso povo está desaparecendo e tal. Eu falei, mas essa pesquisa da Nature aqui está falando que, na verdade, o território do seu país cresceu 3,4% nos últimos 20 anos. E o cara, como assim? Você está discordando da sopremenda? Está desconfiando. E daí eu falo isso no livro também. Eu tenho um capítulo do livro só sobre...

fake news climáticas. Então, coisas bobagens que o chefe da ONU fala sobre clima, que os países do Pacífico vão desaparecer, estão desaparecendo. É mentira isso, então? Não, cara. O que acontece? O nível do mar está subindo. Certo. 3 milímetros por ano, mais ou menos. Por ano? É, por ano. Só que esses países, eles são criados por vulcões que afundaram. Enquanto eles afundam, se formam corais ao redor e se acumula sedimento e tal. Esse processo continua acontecendo.

Então, isso é o suficiente para compensar o aumento do nível do mar, entendeu? Então, eles não desapareceram e ninguém sabe se vai desaparecer ou não. Então, eu botei na cópia um outdoor em Belém, mostrando que as mortes causadas pelo clima caíram 96% nos últimos 100 anos. Porque a gente está mais rico, a gente está mais protegido, tem concreto, tem tudo isso. O que mais, velho? O que eu ia falar também?

Mas sabe o que é engraçado esse negócio? Porque eu queria que você fizesse agora uma pesquisa. A gente estava tentando, porque eu comentei com ele que saiu um dos papas do aquecimento global, que eu não discordo, queria deixar claro aqui. Que a percepção do aquecimento global é notória. É notória. Ela é notória. Eu sinto mais calor. Não, você vai dizer que não sente. Aqui a gente briga também. E isso é bom, porque não significa que dentro não existe um... Ah, estamos lá, somos negacionistas. Não é questão disso. Eu...

sinto que... Por quê? Eu tenho lareira em casa. A minha vida inteira eu tive lareira. E eu não acendo mais a lareira. Então tem algo acontecendo. Ana López, me explica o que é. Por que eu não estou acendendo mais? Não, a temperatura está subindo. A temperatura está subindo. A minha pergunta clássica, the classic question, is... How much? Está mentindo um francês aí mesmo. O francês está foda. How much? Quanto?

que nós, seres humanos, temos participação. Se você... Está aumentando sim, mas o ser humano é responsável. Não, tem, deve ter algum percentual, mas quanto? Quanto, né? É que nem o peito da vaca. Porque o peito da vaca era aquela coisa, todo mundo o peito da vaca. Se tirar a vaca da equação...

Você não resolve o problema de metano. Porque você tem outras fontes. Você tem... Tem uns trabalhos nos Estados Unidos lá, depois vocês fazem a pesquisa, eu uso nas minhas palestras, tem fonte lá nos Estados Unidos, que é tipo 28% acho que é energia, 28% é transporte, 25% indústria.

2% é o peido da vaca que não é peido, é arroz. E você impõe um custo imenso sobre o produtor rural brasileiro de gado, de agrícola. O problema é o peido da vaca. Você tem um orçamento na tua casa que você resolveu fazer uns cortes aqui no orçamento.

Aí você tem um gráfico pizza lá e aí você gasta, sei lá, 10% com a escola da tua filha, 20% de aluguel, não sei o quê. E 1% de cinema. Aí você fala assim, vamos cortar os custos de casa. Não vamos mais no cinema. Resolveu o teu problema? Não. O peido da vaca é isso. Você vai tirar a vaca e não vai resolver o teu problema. A onda está mais voltada ao animalismo, essa onda do animalismo, do que realmente resolver o problema do metano.

Não vai resolver, tirando a vaca. É que nem quando falam o problema de queimar combustível, os aviões, o que o avião causa? Quanto ele queima de combustível comparado com... Faz uma pesquisa agora. Eu estava querendo mostrar para eles. Vocês veem como é tendencioso, como a gente está falando da ditadura de opinião, como já o sistema está preparado para fazer. Eu acabei de fazer uma pesquisa, acabei de fazer aqui.

Eu tive que entrar de outra maneira. Ainda bem que eu guardei isso, porque se eu deixasse, tivesse guardado ela, se eu fizesse... Surge uma notícia esses dias. Gente, o que fizeram com o Richard? Essas roupas não são a cara dele, nada a ver. Vocês não conhecem o Richard. Me desculpa. E tem gente falando que ele parece quem? MC Hammer. MC Hammer. Coloca a foto aí. Estão te chamando de MC Hammer. Sabe quem eu pareço? Não, não. MC Hammer. Vê a foto aí. Minha mulher gosta do artista lá. O que canta The Rocket.

O Rocketman? O Rocketman. Como chamou? O Rocketman. O pianista lá, caramba. Elton John. Elton John. Elton John. Elton John. Tem a ver. Sou eu. Elton John. É você. Elton John. Se Elton John pode... Ele pode. Se Da Vinci... Por que Leonardo pode Da Vinci e eu não posso dar uma? Olha lá. É lá. MC Hammer.

Não, não, não tem nada. Põe, põe, põe o Tojón. É o Tojón. Tá no naipo de MC. Eu compraria uma calça assim, cagada, ó. Ele cagou na calça. Parece que tá cagada. Puta que pariu. Ó, eu tava tendo a achar. Ainda bem que eu gravei a notícia do G1, da Globo, tá? Eu posso mandar pra alguém? Pode? Manda pra mim.

Tá, aqui, ó. E eu tentei fazer a pesquisa, olha como eu fui fazer a pesquisa, cientista, renomado cientista do aquecimento global, diz que o aquecimento global não é pelo ser humano. Vamos, princesa.

Apareceu a resposta padrão do Google. Existe uma resposta padrão do Google. No livro eu falo bastante sobre isso, cara. Existe uma padrão. Qualquer um que fizer vai aparecer isso. Se você falar aquecimento global, vai aparecer essa resposta. Eu vou te mandar isso aqui. Mas esse cara, se eu puder falar aí, ele é do... Tem uma notícia boa sobre isso, cara. Bem interessante sobre esse papo de clima, que é o seguinte.

Até saiu no New York Times essa semana. Os cientistas abandonaram o RCP 8.5, que é o cenário mais catastrófico de aquecimento global. Todas as notícias que a gente vê, geralmente, vai aumentar 300 milhões de pessoas. Eu não sei se começou, mas aquele documentário... Vê se eu mandei certo aí para você. Sabe aquele documentário que a discussão...

forte começou a partir do documentário. Verdade de incoveniente do Algonha. Ele meio que moldou a opinião de todo mundo a partir daquilo lá. Enfim, e daí você sempre tinha esse cenário que o pessoal chamava do business as usual. Falava assim, se a gente continuar assim, vai ter... É o 8.5 que ele chamava, que era uma radiação de 8 watts para o mais quadrado, um negócio assim. E agora os caras admitiram que esse cenário é irreal.

Um cenário que toda a imprensa falava, vai acontecer isso, vai acontecer aquilo, o pessoal admitiu, o New York Times, escutando cientistas que eram chamados de negacionistas um tempo atrás, tipo o Roger Pielke Jr., falando que esse cenário é tão pessimista, para isso ser verdade, a gente teria que multiplicar por seis o consumo atual de carvão mineral.

E daí meio que os cientistas... Teve um estudo grande, saiu na Nature, na Science, falando, olha, tudo bem, a gente admite, não vamos mais usar isso aqui como cenário regular. Eles tiraram esse 8.5, que foi uma vitória da turma mais moderada desse debate. E é engraçado que o New York Times deu essa matéria ouvindo cientistas que eram chamados de negacionistas um tempo atrás. Então acho que o debate está evoluindo. Está ficando mais... Técnico. Técnico, entendeu? Exato, mais técnico.

Porque rola um problema, cara, que o pessoal chama de viés de reprodutibilidade da imprensa. Bonito o nome, né, Chico? É, o que é? Que é o seguinte, viram os estudos que mais ganharam a imprensa nas últimas décadas. Analisaram se eles eram reprodutíveis. Se outro cientista fizesse o mesmo método, se chegariam aos mesmos resultados. E eles falaram, olha, não chega. E tem uma relação inversa, na verdade. Quanto mais ele chega na imprensa, menos confiável ele é.

Porque meio que o cientista, ele sabe, ele se liga que, putz, se isso aqui sair na imprensa, eu ganho aquele trabalho, aquele emprego na universidade com mais facilidade. Então o cara meio que dá uma forçada nas conclusões, essa conclusão é vistosa, sai em todos os jornais, mas depois quando você vai ver, o estudo é furado.

Então a gente tem que tomar... E daí é um dilema que você como pesquisador do clima, você tem, cara, porque o pesquisador climático é um cara chato, chato. Até cito no livro uns trechos chatíssimos, assim, não há certeza, não temos dados confiáveis para afirmar se os furacões estão aumentando ou diminuindo.

Cara, nenhum jornalista vai dar matéria sobre isso. É muito chato, entendeu? Imagina eu lá, repórter, fui repórter super interessante da Veja, chegando para o meu chefe falando, ó, saiu uma pesquisa dizendo que não temos certeza se os furacões estão aumentando. Vai dormir, velho. Eu quero saber se, porra, se vai, né?

Então esse é um problema grave, cara, que está aí a ciência climática, mas eu acho que está melhorando essa questão, pelo menos. E a visão, o meio ambiente virou um tema tóxico, porque na Europa, na Alemanha, isso é claríssimo, na Polônia também, até o meu livro vai sair na Polônia e na Alemanha, eu estou indo para lá para lançar ele semana que vem, fiquei muito feliz, apesar da capa dele polonês, depois eu mostro, aí é muito feia, a capa.

Polonesa, mas tem assim um ressentimento do povo. Cuidado com o corredor lá. É, opa. Não, mas lá é boa. Não, corredor. Polonês. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí.

O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho, bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

Se eu não fizesse, você ia fazer, hein, Romer? Com certeza. Estava na ponta da linha do céu esperando. Desculpa, Naroc. Tem o ressentimento do povo com ambientalista. O ambientalista está sendo visto como um cara urbano, rico, de elite, que é autoritário, que quer impor as medidas dele, entendeu? E a COP aí teve pouca gente ano passado. Pois é, velho. E não é? Ele é. E não é?

Exatamente, na Amazônia, que você conhece bem, isso está claro, as pessoas querem ter asfalto e o pessoal do Observatório do Clima entra com o liminar e fala, não, não pode ter asfalto. Por que eles não vivem lá? Não pode explorar nada. Por que não vive lá?

Não pode explorar nada e daqui a pouco tem uma empresa estrangeira explorando e aí pode. Qualquer pesquisa que você fizer, mudando, mas que você fizer usando a palavra aquecimento global, qualquer uma vai te dar essa resposta.

Na verdade, o consenso científico atual entre os maiores climatologistas do mundo é que os modelos climáticos não falharam em superestimar, mas sim em subestimar a gravidade do aquecimento global com bababababá. Essa resposta é padrão. Eu fiz uma entrevista com o Leão, tive que tirar do ar. Ah, é? A minha entrevista com o Leão, eu tirei do ar. Por quê?

Porque o YouTube botou uma tarja. Vai botar na sua também, para você aprender o que acontece. Que tarja? A tarja que esse assunto já está definido e que não tem discussão sobre o assunto. Nossa, cara. Mas assim, deixa eu falar a minha opinião sobre isso, cara. Apesar que a nossa não teve essa tarja, você vê, né? Mas com o Molion, vocês conhecem o Molion, né? Claro.

É o seguinte, teve um movimento chamado 350.org. Esse movimento tem esse nome porque eles falavam décadas atrás, a gente não pode de jeito nenhum deixar a concentração de carbono na atmosfera chegar a 350. Partes por milhão, naquela época era 270. Hoje está em 420. Eles falavam, não, se chegar em 350 seremos extintos. Hoje está em 420. Está muito maior. E quanto estava no Triasco?

Pois é, não, é verdade. Mas, cara, assim, dito isso, velho, por exemplo, o que eu digo no livro muito, a gente não sabe se a maioria dos eventos extremos, segundo o IPCC, se eles estão aumentando, diminuindo, o que vai acontecer com eles. Mesmo o furacão, o furacão para se formar, ele precisa de... Puta, até me esqueci, já falei tanto sobre isso que me esqueci. O furacão para ele se formar, ele precisa de água quente?

Então, por isso você pensa, se o clima está mais quente, então mais furacão. É verdade. Mas para ele ganhar a forma, ele precisa de uma corrente de ar, de um... como que eles chamam?

correntes de ar no mesmo sentido dependendo da altura. E o aquecimento global meio que bagunça, ele dá um cisalhamento do vento, e isso destrói o furacão. Então meio que se um lado beneficia, o outro prejudica. E daí os cientistas falam, cara, a gente não sabe o que vai acontecer com furacões no futuro, mesmo se o planeta aquecer. Então,

CO2 aquece o planeta? Sim. Isso se sabe desde 1950. Marte, não Marte não, desculpa, Vênus. Vênus é mais longe do Sol que Mercúrio. Mas Vênus é muito mais quente que Mercúrio. Por quê? Porque 98% de Vênus é CO2. Entendeu? E a atmosfera também de Mercúrio é muito fina, quase não tem atmosfera.

Então isso é estabelecido. CO2 esquenta o planeta, cara. Mas assim, vamos morrer, vai aumentar isso, vai diminuir. Ninguém sabe. Tem uma coisa também que se chama sensibilidade climática. Que é assim, se dobrar a concentração de carbono na atmosfera, o que acontece com a temperatura? Ela dobra também? Ela sobe 10%? Tem uns caras que falam que, imagina o seguinte, você tem uma janela, Vilela, e você coloca um blackout nessa janela. Certo.

Você cortou muita luz. Você coloca um segundo blackout nessa janela. Não tem muita utilidade, porque você já cortou a maior parte da luz. Eles falam a mesma coisa que pode acontecer com o CO2. Ou seja, o efeito dele diminui quanto mais CO2 estiver na atmosfera. Então, cara, é uma ciência que ainda as pessoas estão estudando, está acontecendo. E assim, eu não sei... O que eu posso falar, o que até o Bill Gates disse esses dias...

cara, a gente não vai morrer por causa do clima. O BG deu uma tirada no acelerador. Puxou aquela imagem? Puxa essa entrevista. Eu acho que é interessante porque é G1, ou seja, é Globo. E saiu essa notícia discutindo esse assunto desse...

desse cara, que é um cara importante nessa questão aqui. O James Lovelock, né? Ele é um cara famoso, foi um dos caras que mais alertou aqui. Agora vou tirar minha super lupa e colocar outra lupa aqui. Cientistas discordam que as mudanças climáticas são causadas pela ação do homem. E aí tem a opinião, nem vou falar do Molhão, porque o Molhão já vi que cagaram em cima dele, coitado. Inglês, James Lovelock.

Os primeiros cientistas a denunciar o aquecimento global como consequência da atividade humana admitiu recentemente que pode ter errado em suas conclusões. Desce um pouquinho só essa questão, só para a gente ver o... Aí, ó.

O inglês James Lovelock, que é um dos primeiros cientistas a denunciar o aquecimento global como consequência da atividade humana no planeta, admitiu recentemente que pode ter errado em suas conclusões e sido alarmista sobre mudanças climáticas. O clima está fazendo suas trapaças, está sendo brincalhão como sempre, suas trapaças de sempre.

Eu volto a dizer, porque as pessoas falam Ah, você não acredita em aquecimento e é negacionista Eu acredito, eu não acendo mais minha lareira Não posso usar meus casacos Estou louco para usar um monte de casaco que eu tenho Não consigo mais usar, faz tempo Então algo está acontecendo, é a percepção que eu tenho Eu não estudeço Não sou um estudioso do assunto Mas tenho a percepção de que realmente está aquecendo A pergunta é Se tirássemos o ser humano Da equação terra neste momento O que é isso?

com o que ele impõe, e certamente ele tem uma contribuição, qual seria...

o desafogo, o quanto realmente aliviaria e se isso faria uma diferença substancial ou não. E eu não consigo. E aí, quando você faz uma pergunta dessa, vem sempre essa resposta aqui. Padrão. Há um consenso de cientista que tem aquecimento global. Ok, eu estou de acordo com o Google. Tem aquecimento global, estamos juntos. Mas quanto é do ser humano? Não temos essa condição de estimular, saber quanto é realmente que o ser humano participa nisso?

Ninguém me responde essa pergunta. Eu já fiz assim, quantas vezes já aprendi. Alguém pode mandar um trabalho assim, dizer que tem, ah não, 97%, essa é a resposta de todos. Inclusive do meu amado Sérgio Sacani, que eu amo ele, mas ele com a mesma resposta. Eu falei, entra agora, ao vivo. Falei, mostra aí. Aqui, 97%. Esse dado, eu falo sobre ele no livro até. Você não me lembra se eu falo ou não, mas...

95% dos cientistas concordam com a questão global. Não, beleza, eu não sou cientista, mas se eu fosse, eu estaria... Eu também concordo, exatamente. Mas vamos todos morrer em cinco anos, um bilhão de pessoas vai morrer, se a gente não fizer nada, cara, isso não para nos 95%.

Os 95% acreditam nisso? Eu sou da época, desculpa, quantas vezes, até o ano 2000, 50% da biodiversidade do mundo teria que desaparecer. Eu já passei por essa previsão, passei pelo ano 2000 e não vi nada disso acontecer. Então, assim, é uma das razões inclusive que eu vejo muitos caras dando ré um pouquinho, tirando o pé do acelerador. Um deles, chamado Bill Gates, que é um dos maiores financiadores nessa questão, já tirou o pé do acelerador.

a gente vê todos esses papas lá, o Carbone, como chama o que era o ex-presidente, Al Gore, que é com casa na praia. Se eu acreditasse numa questão do Globó, a primeira coisa é vender minha casa na praia. Cara, esses dias eu estava chegando em Miami de avião e, cara, eu passei por um lugar assim, um monte de casa sendo construída na praia. Falei, porra.

O pessoal acredita em aquecimento global ou não? Afinal, o mar vai subir e não vai. Então isso me preocupa saber quanto que nós, seres humanos, até para saber se a gente tem que acelerar o relógio e fazer algo urgente. O que nós temos que fazer urgente? Desligar tudo e voltar às cavernas? Porque se o ser humano contribuir com 95% do aquecimento global, meu filho, é melhor a gente voltar para as cavernas. Esquece, vamos desligar o podcast e vamos para casa, para uma caverna.

Agora, se o ser humano contribuir com 1%, então temos um tempo para estabelecer um plano para melhorar a condição. O ser humano está melhorando a questão de emissões de CO2. Estamos hoje em um trabalho muito melhor do que estávamos na era industrial. Se você pega por pessoa, por per capita, muito. Melhorou muito. Mas o problema do CO2 é que ele acumula. Ele fica lá 100 anos na atmosfera. E daí o valor absoluto ainda está subindo.

Cara, tem um livro que eu gosto muito que é de economia do meio ambiente, do nem negacionismo, nem alarmismo, nem negacionismo. Ele disse que ia estar assistindo aqui hoje, o Arthur Villela e o Géssia Oliveira, dois economistas. E eu gosto desse livro, mas às vezes eu fico ao contrário, eu fico negacionista e alarmista ao mesmo tempo, entendeu? Porque por um lado eu falo, cara...

combustível fóssil foi a melhor coisa que aconteceu na história da humanidade. Por quê? Cara, porque você... O que acontecia? Vamos lá contar essa história. Eu conto ela no comecinho do livro. Na história humana, você teve sempre um problema de energia. Então você tinha lá... De repente você achava uma floresta enorme lá na região do Rio Tinto, na Espanha, no Chipre, por exemplo. Se instalava um forno de siderurgia, de metalurgia ali perto.

Você ia cortando a lenha, cortando a lenha para movimentar esse forno. De repente, o lugar começava a crescer, começava a bombar, de repente, faltava lenha. Não tinha mais lenha, o lugar estancava. Ele encolhia. Isso aconteceu na Espanha, isso aconteceu na China medieval, no Chipre, em vários lugares do mundo.

Estava acontecendo na Inglaterra. Eu mostro no livro camponeses que escreveram cartas para o rei no século XVI, falando assim, será que vocês podem desligar um pouco os fornos de fundição? Porque a gente está ficando sem madeira para fazer mesa. Caramba! Entendeu? Sem fazer roda.

E a Inglaterra ia passar pelo mesmo caminho, mas de repente os caras falaram, peraí, mas tem um negócio aqui embaixo da terra, um carvão estranho, fedorento. O carvão mineral era uma coisa meio de pobre, porque ele se conhece há muito tempo, mas, cara, quando a gente descobriu aquele repositório, aquele tesouro de energia escondido embaixo da terra, cara, o...

A riqueza humana cresceu exponencialmente. A população humana cresceu exponencialmente. Tem essa história também. Então é incrível como ele melhora. Eu sou descendente de poloneses e alemães que vieram para o Brasil no século XIX. Acho que vocês também devem ser descendentes de alguma coisa. Por que não vieram antes? Por que não teve uma imigração anterior? Porque a viagem, você só era obrigado. Geralmente você viajava assim só obrigado, como aconteceu com escravos, por exemplo.

as pessoas morriam, você não sabia quanto tempo você ia levar numa viagem. De repente, quando o navio ia vapor a carvão, cara, você conectou o mundo, o mundo ficou mais cosmopolita, entendeu? Ficou mais interessante. Então, é uma das coisas que eu mais gosto na vida, que eu agradeço é combustível fóssil, mas eu também acho que, cara, vai dar errado. Uma hora aí...

A concentração de carbono na atmosfera está crescendo, está crescendo mais rápido até do que anos atrás. A temperatura também. O que vai acontecer aí no futuro, não sei. Mas eu não sei se a gente tem que, como a Greta Thunberg fala, vamos nos livrar em cinco anos e tal. Aliás, eu acho que a Greta Thunberg presta um mau serviço para o meio ambiente.

Mas uma hora ou outra, em 20, 30, 50 anos, era bom a gente ir reduzindo, como você falou, que já estamos reduzindo a emissão de carbono e tudo isso. Cara, deixa eu contar uma história aí. Não sei se eu estou falando muito, mas vocês vão me cortando. Se eu não falar muito, não tem programa, não é? Não, está certíssimo.

Esses dias eu estava lendo um livro que era assim, a história do mundo contada pelo gás carbônico. Coisa de nerd, né, velho? Mas vamos lá. E a grande história é a seguinte, por que existe oxigênio na atmosfera? Tudo bem, você em casa, acho que nunca fez essa pergunta, mas por que existe oxigênio? Marte não tem, Vênus, nenhum outro planeta tem tanto oxigênio assim. 21% da atmosfera.

1, 2 bilhões de anos atrás não tinha oxigênio na Terra. De repente, as bactérias, as cianobactérias tiveram a sacada de, peraí, vamos pegar a luz do sol, gás carbônico, e sintetizar isso com fotossíntese. E o lixo disso, o rejeito dessa... Com isso a gente faz biomassa. E o rejeito dessa fórmula é oxigênio. Ou seja, nós estamos cheirando o peido da bactéria. Da bactéria.

Mas tem uma coisa, depois as plantas começaram a fazer a mesma coisa, a árvore e tal, começaram a bombear o oxigênio na atmosfera. Mas quando uma árvore morre, ela apodrece, ela faz a fórmula contrária.

Lavoisier lá, que a gente aprendeu na escola e tal. Então ela pega o oxigênio e libera o CO2. Então tudo aquilo que ela liberou de oxigênio, ela captura de volta. E daí volta a pergunta, por que existe oxigênio na atmosfera? Olha que interessante, velho. Porque em cada época, mais ou menos 1, 2% da biomassa não apodreceu. Ela foi para o fundo do mar, foi com pressão, ficou enterrado, virou combustível fóssil.

Então, o mesmo fenômeno que explica por que existe petróleo embaixo da terra e carvão mineral, explica por que existe oxigênio. Um explica o outro. Mas é agora que a gente está tirando todo esse... É, uma hora... É que tem muito oxigênio. É, muito louco. É que tem muito oxigênio, não é? É muito. 21% é muito. Gás carbônico é 0,04%. Enfim. Muito louco, não é?

Muito louco mesmo. Sobre a Amazônia, o que a gente tem mais para falar sobre a Amazônia? A Amazônia a gente concorda. A gente concorda, né, velho? Que, cara, eu acho triste o que rola na Amazônia. Não chega essa informação no Sudeste e no Sul, cara. De, assim, operações da Marina Silva, do Ibama. Eu conversei com uma menina do Acre, que ela falou... Cara, eu sonho, eu tenho pesadelo com barulho de helicóptero.

até hoje, porque um dia ela estava lá dormindo em casa, chegou batida da Polícia Federal, do ICMBio, ficaram lá 15 dias para prender 300 cabeças de gado, tem vídeo no YouTube dos policiais tentando domar o gado com helicóptero, os caras não tinham a menor ideia de como levar o gado para os caminhões.

E tem um lugar no Pará chamado Castelo de Sonhos, que as pessoas chegaram lá 20 anos atrás assentadas pelo INCRA e agora descobriram que ali vai ser reserva, elas não podem mais fazer nada. Tem imagem de uma mulher com um filho no colo e o curral atrás dela e a casa dela destruídos pelo Ibama. Cara, isso é... É uma história que o Brasil não conta. Engraçado, a gente não vê isso em noticiário, não vê nada. Realmente hoje a grande mídia...

Ela não serve mais para informar, não, cara. Ela seleciona, ela é seletiva nas suas informações. É uma pena. Aí as pessoas ficam sem ter acesso. Se não fosse a internet hoje, cara, a gente não teria acesso a muita coisa.

Eu já fui gravar, não sei se você viu que eu fui gravar no Pará, esse tipo de situação. O vídeo deu um milhão e tanto de visualizações, o vídeo do YouTube. Está acontecendo isso em Rondônia também. Com pequeno agricultor, não é o grande. Gente simples, pequena. A gente falou disso a última vez que eu estive aqui com...

O governo Vende que está agindo contra grandes latifundiários. Grande latifundiário no Acre? Não, são nada. Imagina, terra de Chico Mendes ali. Terra das corridas. Não, ali é o pequeno proprietário.

com pouca cabeça de gado e que esses caras estão perdendo terra, gente que está instalada lá há 40 anos e está sendo expulso aí. E você sente assim um ressentimento até dos índios, né, muito indígena, eu tenho uma amiga que ela odeia, até podia trazer ela aí um dia, cara, ela é muito louca.

que ela odeia ambientalistas. Ela fala, não deixo mais ninguém entrar aqui, pessoal do... Como que é que ela? ISA. Do ISA, Instituto Socioambiental. Que age como um estado, né? O Instituto Socioambiental é quase um segundo estado no meio das aldeias. Ela fala, não deixo eles entrar aqui na minha aldeia, entendeu? Se eles entrarem, a gente pega o facão e já vai atrás. É, a realidade é a percepção das pessoas, é que é assim, as pessoas da cidade estão completamente...

deslocadas dessa realidade. Não tem como ser. 87% do Brasil é urbano. As pessoas perderam completamente noção. Engraçado, porque nós que vivemos em centros urbanos estamos julgando aqueles que vivem...

No campo, estamos julgando aqueles que... E romantizamos, né? Eu estava já contando. Achar bonito o índio, o indígena. Agora não é indígena, não pode falar índio, mas... É o indígena... Olha, está ali, está ali. É, é o politicamente correto, né? Mas o indígena acham bonito. Talvez o indígena vive feliz no meio da floresta.

E não é fácil viver na floresta sem nada, sem saúde, sem educação. Então, eu vejo... A maioria dos indígenas que eu conheci e tenho tido contato, não vem com bons olhos esse romantismo. Porque você está condenado. Você tem tudo aqui. A gente tem veículo, tem ar-condicionado, tem energia, tem comida num supermercado. Tem tudo, cara. Muito fácil.

Mas acha bonito viver lá.

no meio dos indígenas. Acho bonito a vida dos indígenas. O pessoal convida o pessoal do ISA a morar um ano lá, dentro das aldeias. More um ano dentro das aldeias, mas está onde? Lá no Rio de Janeiro, estão em Brasília, entendeu? Eu fiquei dois, três dias lá, cara, e moro. Eu falei, puta, eu preciso ir no banheiro, cara. Onde que eu vou no banheiro? Estava à noite, cara. Aqui é muito perto, eu não posso ir no banheiro aqui, mas se eu for muito longe vai ter cova, vai ter sei lá o quê. Se bem que a gente pescou, a gente foi pescar à noite.

no Xingu lá e tal. E daí eu falei, depois eu preciso ir embora rápido porque eu preciso ir num vaso sanitário. Não, que vaso sanitário tem nada, é um buraco no chão. A primeira vez que eu fui lá, esse 2004, que eu fui pra uma aldeia indígena mesmo, numido nada mesmo, sabe? E aí eu fui a primeira noite caçar o lugar pra cagar, né? Peguei a lanterna e tal, fui lá. Aí tem um buraco, é um buraco, não tem segredo. É um buraco bem, né?

tradicional. Aí eles tinham feito ainda um geralzinho, um assento de madeira com um buraco no meio, pra gente poder sentar. Fizeram pra gente, porque não é necessidade. Fizeram pra gente, foram muito elegantes. E eu tava com meu amigo ali iluminando e tal. Eu falei, era pra fazer o número dois, né? Eu iluminei aquele buraco ali, eu falei, porra, cara, eu vou sentar nesse vaso, sentar nessa coisa, e vou colocar o único bilal que eu tenho, porque eu tenho dez dedos na mão, mas eu tenho um bilal só.

Apontado lá pra baixo. É, porque é assim que quando a gente senta, a gente não põe o Bilal pra dentro. Não lá. Por quê? Porque o que vive dentro daquele buraco? Aí eu coloco o meu Bilal lá e sento. Eu vou deixar o meu Bilal enfrentar o que não sei o que lá. Sozinho. Só ele.

No mano a mano? Cego, né? Ele é cego. Ele é cego, nem enxerga o que está acontecendo. Vai ter uma formiga. Come, né, velho? Uma formiga pode fazer ser água se formigando. Você está em um lugar que tem onça, cobra, tem tudo. Tudo é contra a vida lá. Floresta, tudo é contra a vida, cara. Entendeu? É isso justamente que é seleção natural. E aí o desenvolveu a primeira técnica, que é fazer, eu primeiro fiz o número um.

sentei botei o Bilal para cima e fez número 2 que aí tinha nada além até o terceiro dia mas eu comecei a comer o que eles comeram porque a nossa comida acabou lá na aldeia que eu levei para 15 dias em quatro dias acabou tudo para não é possível eu falei é que é o dia inteira comeu democrática

Aí, no quarto dia, eu comecei a comer a comida deles. E a partir do quarto dia em seguida, eu não me preocupei mais com isso. Porque o número um e o número dois se fundiram numa coisa única, cara. E tudo virou água, tudo de qualquer jeito. Porque eu não estava acostumado com a comida, né, cara? E aí, depois, já fiquei indígena completa. É esse arco.

É assim mesmo. Deixa o Bilal se foder. Mas você que faz expedição pela Amazônia, eu fiquei pensando em uma expedição, cara. Sair do Mato Grosso, do Xingu, e pegar o Xingu direto. Até lá em cima. Tem muita cachoeira, né? Acho que nem dá para ir. Não sei se dá. Tem muita cachoeira ali. E sair vivo disso, deve ser muito longe também. Por que você está desejando isso? Por que você quer me desejar mal? Esse dia eu conheci um cara, um professor... E aí

um diretor de uma escola, o dono de uma escola no Rio de Janeiro, que era teu fã e tal, e foi nas expedições. O que você faz? Não faz? Você não faz uma expedição? É fácil lá em Manaus, isso. Mas eu levo os caras para o paraíso.

Eu levo para uma região que não tem mosquito. É, eu fui lá. Você conheceu um mosquito ali? Não, não teve mosquito. Boutique. Boutique. Não, é uma região privilegiada da Amazônia. Mas é bom, cara... Tem lugar na Amazônia que o cara... Eu vi...

Os caras se enrolando, o cara de lá, eu levei um monte de... Os caras se enrolando na hora da virada, seis horas da tarde, se enrolando no colchão, de tanta picada que levava, o cara se enrolava no colchão. Entendeu? Foda, mano. Não é assim não, é terrível. A Amazônia é um lugar contra a vida.

e agora já falo voltando no assunto que a gente falou por que que a Amazônia é tão rica e está todo o menor IDH o menor IDH do Brasil está lá

Com tanta riqueza. Tem vários motivos. Um básico é que nada se pode fazer. Tudo é proibido. Tem até uma frase de um professor, de dois intelectuais aqui de São Paulo, que escreveram para o Estadão, falando o seguinte.

O guri que nasce na Amazônia, que cresce na Amazônia, ele sabe, ele cresce com a ideia de que ele é proibido de enriquecer. Ele só pode fazer o que o pessoal do Sul e do Sudeste deixam. Entendeu? Então, qualquer atividade que ele vai fazer é clandestino, é ilegal.

Para mim, o principal caso é mineração. A mineração no Pará ocupa menos de 0,3% do território. Ela é responsável por 30% do PIB. Você podia explorar muito mais mineração. O pessoal fala muito de bioeconomia. Vamos aliar a floresta em pé com o desenvolvimento. Mas a bioeconomia é essencialmente pouco produtiva. Para castanha, por exemplo, você tem que ir...

castanha, açaí, não sustenta. E depois você não tem um asfalto... Ela é mais um ingrediente, mas ela não sustenta. Pode ser bom para muita gente, mas não para todo mundo. E a mineração para mim é a solução da Amazônia, mais que pecuária, que agricultura, que isso tudo.

Então é tudo ilegal. Mas além disso, tem uma questão, até tem um texto que o cara fala de por que grandes estados não pegaram na Amazônia. E ele fala, olha, é porque as pessoas podiam, você não podia oprimir muitas pessoas, como aconteceu nos Andes, que tinha ali uma região que tinha água.

Então ali a pessoa não podia ir para outro lugar, não podia fugir dali, senão ela morria de sede. E na Amazônia a pessoa escavava para o mato muito rápido. Então civilizações, até tem gente que fala que tinha civilização e tal, mas o fato é que não sobreviveram. Então tem ali, acho que a floresta até hoje, cara, e mesmo com toda a tecnologia que a gente tem, ela ainda é um empecilho. Será?

Bom, eu não sei. Eu sei que só por ser provocante... Posso ser provocante? Provocador. Provocante é outra coisa. Se a roupa está provocante. Está provocante. Abre um pouquinho a água. Vou deixar um pouco aberto o meu peito. Manda bala.

Você voltou da China agora. Sim. Eu também fui para a China, fiquei surpreso com a China. Muito, muito surpreso. E vou dizer, na atual circunstância que a gente vê, se eu fosse um trabalhador...

Eu preferia morar na China que no Brasil. Eu sei que vou levar porrada disso, porque como eu levei, até amanhã vou estar fazendo com o meu amigo Paulo Figueiredo, que brigou comigo. E amanhã vou fazer uma live com ele. Depois assisto amanhã a live minha com o Paulo Figueiredo. Ficou bravo comigo, com o meu comentário. Foi agora na Jovem Pan, fiz esse mesmo comentário.

e teve uma discussão sobre o assunto. Mas por quê? Eu estou feliz, comparei Brasil com China. Não é que eu falei que a China é... Não comparei com a Suécia, a China. Comparei com o Brasil. E na atual circunstância, se eu fosse um trabalhador, eu preferiria trabalhar mal. Ah, mas lá não tem liberdade. Liberdade, você não pode falar mal do governo.

Então, estamos igual aqui, porque se você falar mal do governo, se for um governo de direita, você é ovacionado. Se for um governo de esquerda e você falar mal, você vai preso. Aqui, vai preso. E lá, os caras, a régua deles é diferente. A régua deles é a maior classe média do mundo, eles pegaram os caras de baixo e transformaram. A régua foi para cima. No Brasil, querem destruir a classe média e jogar para baixo.

É isso. Essa é a régua de condição igualitária. É tornar igualitárias as pessoas para cima ou para baixo. Então, lá na China foi para cima. Você teve lá, você sai em Beijing, a capital em Pequim. Você sai três horas da manhã, vida noturna. Você deixa o seu celular em São Eduban. Não acontece nada. Pode voltar daqui uma hora que está na São Eduban. Isso dá uma inveja. A mulher sai, ninguém mexe com ela. Não mexe com a mulher. Exatamente.

Não tem essa história de um cara de barbas entrar no banheiro feminino. Não tem. Não tem do cara olhar para a mulher. Os caras não olham. Não tem maldade. Não tem. É outra coisa. E a limpeza. Tussa. E a limpeza. O pessoal passa a língua na calçada. Então assim, a gente hoje perde tempo aqui no ocidente discutindo algumas coisas.

coisas que não... Sabe, quando a gente devia estar discutindo coisas mais sérias, sabe? Saúde, segurança, melhorar a vida das pessoas. Então aqui a gente está discutindo coisas, pautas que, sabe, não chegam a lugar nenhum, como se fossem as mais importantes. Quando passou já... Não que não sejam relevantes as pautas discutidas, mas elas passam do limite e aí vão para extremismos que não interessam a ninguém. A sociedade não quer saber dessa porra, não, cara.

A sociedade está de saco cheio disso. Enfim, eu acho que o que você está falando, eu nunca fui para a China, quero muito ir, mas acho que a grande questão que está rolando é que a democracia, isso talvez seja a coisa mais politicamente incorreta que a gente pode falar, que a democracia está em baixa. 40 anos atrás, quando a China era miserável, o pessoal falava, vamos levar capitalismo para a China, que depois com o capitalismo vai vir a democracia.

Hoje a China olha para a gente essas democracias desfuncionais, cheias de mordomia, de privilégio, de favorecer a corrupção. Não quero ser isso. Vai ser corrupto na China. Você está morto e ainda a família tem que matar. Paga a bala que você vai ser morto. Agora o pessoal fica falando lá, o Financial Times é muito assim, o pessoal de centro da Europa. Tem um cara que me irrita muito, Martin Wolf, que é o intelectual de centro europeu.

que fica dizendo, não, discurso contra a democracia, cara, ele não encara a realidade que a democracia prometeu coisas para nós e não entregou. Pelo contrário, ela está virando uma ditadura de pequenos grupos de interesse.

Um empresário que quer ser monopolista das resinas plásticas no Brasil, por isso negocia com o político para aumentar o imposto de importação para quem produz sacola ou coisas de plástico no Brasil ter que comprar só dessa empresa. Ou então um professor que quer ganhar cada vez mais sem ensinar. Esses pequenos grupos de interesse vão minando, e a gente começa a ficar insatisfeito. Então você está defendendo a ditadura? Não.

Eu só estou querendo entender e admitir que, cara, a democracia nos prometeu coisas que não cumpriam. Exatamente, onde erramos. Pois é. Estava vendo aqui no teu livro, o que é esse efeito CNN? O que você fala aqui? Ah, é o seguinte, cara. Isso é uma coisa que a gente já falou, eu acho. Por exemplo, eu fui assaltado sexta-feira. Estava ajudando. É, a mão armada. Acho que até que era uma arma de brinquedo, ou antiga. Você não vai...

Pagar para ver também. Eu estava ajudando o Geseiro que está fazendo reforma lá em casa a deixar o entulho na caçama, no caminhãozinho. O motoqueiro veio do lado, pediu a aliança. Foi muito rápido, 10 segundos. Você agradeceu ele? Nem deu tempo de agradecer ele por ter roubado a minha aliança. Por que agradecer? Roubou a aliança. Nossa, cara.

Não, só para ser politicamente incorreto. É gostoso ser politicamente correto. Mas enfim, daí se você me pergunta, Narlock, você acha que os assaltos estão aumentando em São Paulo? Eu vou falar, claro, porra, fui ontem, fui assaltado. Mas espera aí, isso não tem nada a ver. Um caso anedótico não me fala nada sobre a tendência. E daí a gente pensa, nossa, hoje em dia, aquele tornado que teve no Paraná foi impressionante, cara. O que mais me impressionou aquele tornado, antes da COP, o ano passado, eu vou fazer isso.

é que 12 horas depois, nem um diretor de cinema conseguiria pensar em tantos takes diferentes. Você tinha todas as imagens, a imagem do furacão fora da cidade com o furacão, o pessoal no meio do tornado vendo os carros tombarem. Tinha todas as imagens possíveis. Então, como hoje tem todo mundo com o celular na mão, ou então canal de notícia, a gente tem a impressão de que os efeitos, como falam, os fenômenos extremos do clima, bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom bom

estão aumentando, mas talvez não. E o que o pessoal do IPCC fala é que não sabemos se tornados estão mais comuns. No Paraná mesmo você tem aí a cada 20 anos, desde 1900, tem tornado assim. Tornado é muito louco. Esse ano a gente está se preparando para uma maior eleninho e já está virando um troço. Vai ter até do satélite, vão conseguir filmar. Uma hora eleninho está se preparando agora para vir com força esse ano.

E daí esse que é o efeito CNN, entendeu? O fato de você ter mais notícia, mais imagem sobre as coisas, faz as pessoas acreditarem que isso está mais comum. Ah, entendi. Entendeu? Mas não sei, não dá para saber. É o efeito da internet também, né? Quantas coisas que a gente vê hoje pela internet, que antes a gente não via, não tinha notícia, não sabia, e chega mais hoje, né? Muito mais. A gente não sabe se, não é que não existia, ou existia, é que parece, a nossa percepção é que tem mais, né? Porque a gente vê mais. A gente vê mais. Tem acesso a mais. É.

Isso está, Vilela, num capítulo do livro que eu falo sobre falácias, pegadinhas nas quais os ambientalistas caem. E tem uma outra que eu falo também, que é a falta de... Como que eles chamam? A falácia do nirvana. A gente acreditar que tem uma solução perfeita, entendeu? Que se uma coisa é ruim, então a gente tem que escolher qualquer outra.

Por exemplo, uma vez perguntaram para um homem assim, cara, imagina que você tem duas opções na sua vida. Na opção A, você é acasado. E o cara na hora, B, B, B, B. Fiz a minha piada também.

Mas enfim, muito ambientalista age desse jeito, entendeu? Porque às vezes você fala, o que você acha melhor? Uma usina passar a linha de transmissão de energia em cima da terra indígena? Não, não, não! Não pode, não pode, não pode. Você nem escutou a alternativa. Espera aí, velho, mas Roraima é baseada em energia diesel. Diesel, boa parte desse diesel até um tempo atrás vinha de São Sebastião em São Paulo. Ferrogrão.

Ferrogrão, estrada ferrogrão E daí os caras falam, não, não, não pode Ferrogrão é a mesma coisa, a ferrogrão não vai nem tocar Em aldeia indígena Não sei quantos quilômetros de terra indígena vai acompanhar a BR Na soberania, não pode Mas nós vamos perder Mas vai economizar, sei lá, no mínimo Não sei se é de 40, 60% de CO2 Que vai deixar de ser despejado

Com a construção da ferrovia. Tem lá no Pará, tem um porto lá que eu passei quando fui fazer a Transamazônica lá, 30 quilômetros de caminhão. Esperando para desovar o seu mercado. E aí a ferrogrão está parada, porque as pessoas... Ou tem alguém que não se interessa, porque tem isso também. Nós vivemos num mundo hoje também de muita gente que vive do problema.

que vivem do problema. O problema existe ali, é bom o problema porque muita gente se financia com esse problema. E quando os problemas começam a ser resolvidos, essas pessoas, esses grupos deixam de ganhar. Então não há muita gente que briga contra por conta disso também. Então, por mais contas favoráveis que você possa mostrar, mas tem um outro lado que a gente tem que entender que uma estrada, quando você asfalta uma transamazônica, você tem uma série de balsas que vão deixar de operar.

E na Ferrogrão mesmo. Na Ferrogrão mesmo você tem a Rumo, acho que é a Rumo que ela já está chegando, ela vem pelo sul do Mato Grosso e já está perto de Primavera do Leste. Se você tiver Ferrogrão, você prejudica a Rumo. Então é uma ferrovia contra a outra. É muito louco o que pode acontecer. Pois é. Querido Homer, sobre o que a gente falou, já tem alguma dúvida para a gente seguir aqui nos assuntos? Tem uma dúvida aqui do Lucas Almeida.

Ele tá perguntando aqui, ó. Por que vocês acham que a galera mais tem medo de errar falando alguma coisa ou mais medo de ser cancelada a perder tudo por causa disso? Falando se é uma coisa ou outra, se ela tem mais medo de errar ou de ser cancelada, é isso? Não entendi, não entendi. Eu também não entendi direito não, Homer. Ele mandou aqui, ó. Você acha que hoje a galera tem mais medo de errar falando alguma coisa ou mais medo de ser cancelada e perder tudo por causa disso?

Cara, acho que as duas coisas, mas acho que principalmente a de ser cancelado. Para mim, o maior exemplo disso é a Erika Hilton. Vamos falar da Erika Hilton, porra! Nossa, que empolgação foi essa. Estou proibido pelos seus advogados.

Para mim, ela prejudica o movimento trans, porque qualquer pessoa que discorda dela, ela aciona na justiça. Tem um livro que saiu nos Estados Unidos, americano, que é assim, para onde foram todos os progressistas? Where all the Democrats have gone?

E os caras falam assim, o que aconteceu com o povão? O povão era de esquerda e agora o povão é de direita. Os caras tentam entender isso. E eles falam, olha, um dos motivos é que a esquerda está usando as cortes para tudo. Ela fala que ela é a favor da democracia, da democracia, mas quando o povo decide uma coisa que é contra ela, ela fala, não, não, não, o juiz vai anular essa lei. E para mim é isso que explica a Erika Hilton.

Qualquer pessoa que fala, talvez eu não acho que ela é mulher, eu acho que ela é homem.

É legítimo se achar isso. Pode ser errado, pode ser descortês, deselegante, mas ela vai na justiça e fala, não, não, não pode. Cara, isso é imposição de uma crença. O pessoal fica falando lá também, uma coisa que eu fico pensando nessa do... que o Ratinho entrou nessa briga, acho que você também, do, ah, mas um homem na comissão de assuntos para a mulher.

Cara, já teve homens, vários homens já foram presidentes da comissão, esse não é o problema. A grande questão para mim é que hoje em dia você tem aí um conflito enorme entre feministas e transexuais. Nessas pautas a Erika Hilton vai defender quem? As mulheres ou os transexuais? Por exemplo, em Brasília, um presídio de Brasília feminino teve denúncias de travestis que abusaram, que estupraram presas.

As presas reivindicam que esses homens, segundo elas, não estejam lá, vão para uma prisão masculina ou para uma outra prisão. Nesse conflito, a Erika Hilton fica do lado das mulheres ou dos travestis?

esportes trans no esporte. As mulheres, muita gente fala, as mulheres estão abandonando os esportes femininos. A gente fala do fim da mulher no esporte feminino. Tem toda essa polêmica, transexuais no esporte. Nessa questão, a Erika Hilton vai ficar do lado das mulheres ou dos transexuais? É, o Comitê Olímpico, ele já afastou essa... É, né?

Somente mulheres nascidas biologicamente. Isso não tem sentido mais. É engraçado porque a gente não vê, por exemplo, mulheres que se sentem homens competindo no esporte masculino.

Não, não tem. Não tem. Por que será? Ou se tem, não estão ganhando. Mas por que será? Enfim, só voltando aqui, Erick, eu vou deixar bem claro que, assim, cara, adultos podem fazer o que quiser com o próprio corpo, entendeu? Claro, fique à vontade. Você quer cortar seu pau fora, você quer falar que você é homem, você pode falar...

Mas a identidade, ela é semi-alheia, entendeu? Você não pode falar assim, ah, eu sou o presidente da França. Fala, cara, a gente vai rir de você. Uma identidade, ela é negociada. A Erika Hilton, posso até falar que ela me parece mulher. Muitas vezes eu acho que ela é mulher. O Laerte, para mim, ele parece mais um homem vestido de mulher, entendeu? Eu não me convenço. Eu estou me sentindo hoje africano. Está vendo? Por quê?

Por isso que eu... Eu vim com esse papelzinho africano, eu vim com essa camisa aqui. Que está mais para a chinesa. Não, não, a camisa africana. Isso aqui é do Mandela. É mesmo? Opa. O que está escrito aqui atrás? Pode ler o que está escrito aqui atrás.

Peraí, peraí. Tem... Aqui. Presidential. Presidential shirt. Isso aqui, presidential shirt. Meu irmão, isso aqui é 5 mil hands uma camisa dessa aqui. Que dá? Faz a conta aqui. Divida por três. Faz a conta. Divida por três. 1.600. Falaram aqui no cheque que o Richard está fantasiado de Ferreiro Rocher. Eu me sinto, desculpa, eu me sinto africano e fui eu ficar ofendido se alguém quiser... Maravilhoso.

Se eu virasse para você e falassem, sou africano, você ia falar o quê para mim? Eu ia rir, ia falar, tá, beleza. Não, tudo bem, se eu sou africano, se eu sou africano, se eu sou africano, se eu sou holandês ou inglês que mora lá. Mas enfim, eu acho que, voltando, eu acho que a gente hoje...

tem oportunidade de discutir tanta coisa na nossa sociedade para progredir a nossa sociedade. E a gente hoje está bloqueado de discussões que realmente acabam perdendo os seus objetivos. É uma pena.

Eu não concordo com o que o cara falou que ele parece o Ferreira Rocher, porque eu adoro comer Ferreira Rocher. Ah, engraçadinho isso aqui. É, boa sorte. Fala aí, Romer. Olha, tem a pergunta aqui do Correndo para Cachorro. Ele perguntou para o Leandro se a mulher dele acreditou nessa historinha do Assalto da Aliança. Ah, é. Pode ter sido tudo uma história que ele está contando aqui para ter um álice. Foi boa essa. Não, pô, tem câmera, velho. Fui lá, filmei, acionei lá, o pessoal. O cara roubar uma aliança.

Até passei para os meus vizinhos o telefone dos assaltantes, os caras simulam o assalto direito. Não vale muito, né? Mas o cara vem de moto, quer dizer, não é que... Não, parece que agora é a máfia da roubo de aliança. Até se quiser o telefone dos assaltantes para eles assaltarem a tua... É sério isso? Eu vou falar com a minha mulher, eu não vou mais usar aliança então.

Outra coisa também que o Richard já falou várias vezes aqui, é que em muitos casos, como você coloca aqui, a caça de elefantes pode proteger os elefantes, ele fala isso em muitas espécies, a caça ajuda e não atrapalha. E quando fala em caçar animal, nossa, você já tem uma barreira incrível. Como assim? Matar animais? É, o pessoal não quer nem ouvir.

e já você é rotulado como um monstro. Ela nem escutou os seus argumentos. Ela não escutou... Ela não entende o que acontece. Veja, eu não estou dizendo... No Brasil, nós não precisamos sair caçando. Apesar que metade do Brasil caça. Metade do Brasil ainda caça. Caça de subsistência. Caça de subsistência. Ainda existe. Nós temos as caças, por exemplo, de animais que são exógenos. Como javali. Eu voltei da África agora. Ontem.

Então, pena que eu devia ter trazido um presente pra você útil dessa vez que são os Biltongs lá. São aquelas carnes secas que eles comem lá. É ótimo pra nós que estamos em dieta. Só que deixa o cocô muito duro, mano. Nossa Senhora. Quase tive um parto.

Eu levantava uma perna aqui pra sair o fogo. Escorreu uma lágrima. Deixa eu falar. Não, enfiei o dedo lá. O quê? Não, meu. Chegou uma hora. Saiu um lágrima, meu. Valeu, pessoal. Obrigado, obrigado. Tinha um troço. O troço tava saindo só.

Vou fazer que nem a Eduardo. Nossa, foi o pior, pior ressecamento que eu já tive na minha vida. Meu mano. Nossa, mano. Eu sofri, chorava. Eu chorava. Por que que acontece? Eu comia direto aquele negócio e comia uns três, quatro sacos por dia. Nossa. É, e aquilo é uma carne desidratada. Então aquilo é proteína, aquilo vira um... Nossa, um bolo duro. Mas o que que tu comendo carne do quê? Eu levei a primeira noite ao grupo pra quebrar meu grupo, né? Porque eu levei um grupo de 20 pessoas lá.

Comemos carne de girafa, comemos carne de zebra, comemos carne de kudu, comemos carne de antílope, comemos carne de cervicapra, enfim, então comemos carne de animais que tem valor.

lá tem valor esse tipo de gerenciamento de fauna é o que salvou os animais lá na África do Sul cara porque senão se não os caras que você quando tem valor não vai se não vale nada ninguém se importa é entendeu

Quando você atribui valor realmente, você está preservando. Então lá os caras comem. E aí eles preferiram ter comer os próprios animais e criar os próprios animais, o que faz muito mais sentido, do que trazer boi e colocar lá. Tem menos boi do que animais. Você come mais animal silvestre do que boi lá.

E faz sentido lá. É bom? É bom pra caralho. Sério? Ixi, veio um pedaço de girafa ali que era... Metade da carne do pescoço. O regiões chamava carnívora. Não é, só tem pescoço. E é uma proteína, um alimento barato, carne. Sério? Claro que é, gente. O quanto você tem que comer de abobrinha pra pagar a mesma quantidade de proteína? E vai pra um africano com ideia de um vegano.

Fala, boa sorte. Tem algumas coisas na África e na China que eu faço. Boa sorte. Eu gostaria que essas pautas identitárias, enfim, de coisa, levantassem. Vai lá para um vegano e discute lá com um africano sobre isso. Não pode comer a girafinha, não.

Boa sorte. Então, eu digo no livro bem isso, que em lugares da África em que não pode caçar, é proibido e tal, o agricultor que está ali, o cara acha um saco, entendeu? Porque ele está ali plantando seu amendoim, seu gergelim, de repente vem uma manada de elefante para ele. Elefante, exatamente.

E daí o cara não cuida e também não mata. Não mata porque não pode e não cuida porque ele não gosta. Mas de repente, em alguns lugares, você fez um sistema assim, olha, os bichos pertencem à comunidade. Se você quiser caçar, você pode e você paga aí 50 mil dólares por uma licença de caçar um leão, um rinoceronte. De repente, aquele agricultor que não ligava a mínima para elefante, falava, eu adoro elefantes, temos uma relação milenar com elefante. É simples assim.

E daí os caras se interessam. E nesses lugares onde pode caçar, a população de rinocerônios e elefantes está aumentando. Cara, que doideira. Entendeu? Isso é muito interessante. Você usa ferramentas do mercado para preservar a espécie. É muito legal. Tem muita gente já estudando isso e tal. E, cara, eu faço um paralelo com isso com madeira no Brasil.

No Brasil, você até pode ter reflorestamento de madeira nativa. Mas, cara, ninguém acha, ninguém acredita que depois daqui 20 anos, você vai poder cortar. Então, o que acontece? A gente refloresta mogno, não mogno brasileiro, mas o mogno africano. A gente só faz reflorestamento de madeira exótica. Pinheiro, velho, no Paraná, no Santa Catarina, você tem uma lei super rígida com araucária.

E tem um caso de Gramado, que teve um terreno no centro de Gramado que valia 10 bilhões de reais. Os caras atrasaram a obra anos porque tinha quatro araucárias no terreno.

E não podia tirar, mesmo que eu falava, não, planto 100 a mais em outro lugar, deixa eu tirar aqui para desenvolver. E o que acontece hoje, velho? O cara vê o cara pequeno no terreno dele, ele já corta na hora, entendeu? Isso todo mundo me diz assim, cara. Ou seja, uma lei que era para proteger acaba sendo um tiro no pé, entendeu? Isso é uma estupidez que o ambientalista atípico não entende, velho, é muito louco.

O futuro não começa com um carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Fale aí, Homer. Vamos lá. Próxima pergunta aqui é da Fernanda Azevedo. Ela mandou o seguinte, Richard, você que conviveu com indígena, fazendeiro, ambientalista, quem é o grupo que mais distorce a realidade da natureza para parecer bonzinho na internet? Olha, a gente tem...

gente ruim em todos os segmentos. Todos os segmentos. Dentro do agro, tem alguém que faz coisa, todo mundo bonzinho? Não, tem um ou outro que é ruim mesmo. Tem dentro do... Qual é o segmento que ela falou? Dos indígenas. Tem indígena também? Tem indígena.

Tem ambientalista... Tem. O problema é que dentro do segmento do... A primeira coisa que a gente tem que definir é o seguinte. O que é um ambientalista? Porque é um termo tão genérico. Qualquer pessoa que gosta de meio ambiente... Eu voltei da África agora, que nem falei, tem duas pessoas dentro do barco fazendo. Porque para os caras fazerem atividade do tubarão, joga coisa e o tubarão vem, joga o tubarão aí. A África já chegou ao animalismo agora. Muitas coisas que você fazia antes, não faz mais hoje.

Aí, ó, o tubarão não pode vir aqui e ser enganado pela coisa. Não pode mais? Não pode, mas assim, agora tem que ter um... E eu acho legal, tem que ter um cara biólogo a bordo, fazendo anotações e tirando foto, e aí eles vão nesses barcos que saem para fazer a pesquisa, o barco já está saindo, então eu acho legal isso, já aproveita e faz a pesquisa sobre o tubarão, não tem problema nenhum. Às vezes os caras ficam com medo, porque essa pesquisa pode foder o negócio deles, mas enfim, levam o cara. Aí tinha...

Um biólogo que eu conversei. Aí ele falou, o cara me reconheceu, já tinha visto uns vídeos lá. Legal, eu só quero um cara que era de Durban, que eu já mergulhei lá em Durban com o Tubarão. E tinha do lado dele uma outra menina. Eu falei, você também é biólogo? Não, sou naturalista. Que porra é essa?

O que porra é essa de ambientalista? Não, naturalista ou ambientalista? Naturalista, ambientalista. Você é naturalista. É naturalista. É quase. Mas o que porra é essa de naturalista e ambientalista? A pessoa se apresenta, é nada. É uma pessoa que gosta de meio ambiente.

Aí também eu sou. Então você também, você não gosta do meu ambiente? Ambientalista. Eu gosto do meu ambiente? Ambientalista. Tem uma casa na montanha. Ambientalista, pronto. Então qualquer filho da puta hoje é ambientalista. Então dentro desse mundo, falamos de ambientalista, ela perguntou, existe muito maior o número de pessoas ruins. Um arquiteto, um design de interiores é o quê?

Ambientalista. Não entendeu. Com certeza. Ah, tá. Você ficou com uma cara pra mim. Entendeu? Então, o problema é que esse segmento do ambientalismo ficou prostituído porque qualquer filho da mãe que tem uma opinião sobre o meio ambiente ou que defenda coisas que ele gosta. Eu gosto de natureza ambientalista.

E aí esse cara vai lá e coloca suas opiniões. E pode, a internet pode colocar opinião de qualquer um. Agora, o problema é que essas opiniões romantizadas de pessoas que não entendem porra nenhuma sobre o meio ambiente... Porque o Jardim já falou várias vezes, a conservação não é lugar para romântico, cara.

Natureza não é, tem nada de romântico na natureza. Nada? Então, assim... A natureza não é romântica. A natureza não é romântica. Vai ver vídeo de... Seleção natural é exatamente isso. É a prova do quê? É um lugar terrível, a natureza, que seleciona só aqueles que realmente estão muito preparados. O resto vai... Não é nem o mais forte, não é... Não, nem o mais forte, o mais preparado. Então, assim, é que romantizaram. Acham que o Pumba é amigo do Simba, sabe? Porra.

Vai se fuder, mano. Vai dar um abraço. Vai se fuder. O javali é o animal. Coitado, eu fiz aquela discussão lá com os... Veganos. Agora vou participar. Fui convidado num podcast vegano. Vou lá. Mas sente séria. Me ligou com respeito. Vem pra cá. Eu acho ótimo. Vamos debater. Vamos conversar. Argumentos. Agora a gente não pode ser crucificado por ter uma opinião que não é romântico, que não está de acordo. Fazer soltura de bicho na natureza é uma bosta, cara.

É uma bosta. Aproveita para botar o bicho atrás de grade e reproduzir ele e não passar vergonha que nós passamos com ararinha azul, pelo amor de Deus. Vamos reproduzir os bichos, cara. Então, assim, ela... E aí virou todo mundo ambientalista porque acha que é um negócio fofinho, legal, o ambientalismo, e aí não é. E aí tem um monte de... Então, dentro dos três segmentos do agro...

entre agro, ambientalismo e indígena, existe muito gente pior no ambientalismo, porque o ambientalismo se tornou casa de qualquer um. É isso. E ele premia, né? Qual agricultor que se dá bem? Aquele que produz bem, com baixo custo, que ganha seu dinheiro. Qual cientista do meio ambiente e tal que se dá bem? Aquele que é...

que dá uma exageradinha, aquele que é mais alarmista e tal. Então você tem incentivos diferentes. Isso é muito louco, né, cara? Pra mim tem outra coisa que a gente tem que explorar, que é, esse dia eu estava falando com uma advogada ambiental de Santa Catarina, a Rô de Martins, e ela falou uma coisa bem interessante, que é o seguinte.

O Brasil tem uma legislação super rígida, mesmo o javali, que é uma praga, que obviamente a gente vai estar caçando, matando gente por aí, é difícil. Então o Brasil tem uma legislação ambiental super rígida para várias coisas, para desenvolvimento, mas a gente relaxa totalmente no grande assunto do dia aqui, que é cocô.

Cara, o Brasil tem um problema com o número 2, velho. O ano passado eu fui para Belém, então Belém tinha um problema grave de esgoto ali, enorme assim, né?

Depois de lá eu fui para o Rio de Janeiro, um dia choveu, eu estava em Copacabana, choveu, parece que quando chove as fossas elas sobem e desce fica com cheiro de número 2 de merda no bairro todo. Depois fui para Florianópolis e um amigo meu falou ali é a casa do prédio do Guga Kirtem, uma das regiões melhores de Florianópolis. O problema é que dependendo da maré e do vento fica um cheiro de merda aqui porque eles não conseguem fazer.

Um despejo adequado por questões ambientais. Então, cara, aqui em São Paulo a gente tem um rio de merda no meio da cidade. É muito louco que o Brasil, supostamente cheio das leis ambientais, quando é o Estado lidando com o negócio, pode tudo. Ninguém é preso. Na Amazônia, em Rio Branco, 100% do cocô de Rio Branco cai no rio.

E os caras não podem ter uma criação de gado, entendeu? Então, ao mesmo tempo em que a gente tem um monte de preocupação ambiental para várias coisas, para uma araucária em um terreno, os rios brasileiros são acabados e tudo bem.

É, um dos grandes problemas hoje é saneamento básico do Brasil. Ambientais, só que é um negócio que não é que nem uma árvore que você está ali e você vê ela desaparecer, ela está escondida, a gente não vê. Mas esse é um negócio que está começando a incomodar no Nordeste Brasileiro, especialmente na época do veraneio, que vai muita gente, não tem suficiente...

Não foi planejado para isso. Aí você vê aquele monte, aqueles rios de cocô indo para dentro do mar. Esses dias eu fui lá em São Sebastião, estava discutindo justamente isso. Ele estava falando, uma coisa super boa, porque o número de baleias agora aumentou. Está muito louco isso. O Sebastião está com baleia para fazer vistas. Você nem precisa mais até Bahia hoje para ver baleia. Você vai para São Sebastião. Top. Ilha Bela. Ilha Bela. E aí estamos na questão de quê?

Estamos cagando em cima da baleia. É isso. Estamos cagando em cima da baleia, cara. Então, cara, é um dos grandes problemas. A gente tem uma distorção hoje. A gente fala hoje, abraçar uma árvore não vai salvar uma floresta.

Mas cortar uma árvore pode salvar uma floresta. Se o corte for dentro de um manejo cientificamente trabalhado, estudado, ela salva uma floresta. Pode acreditar no que eu estou dizendo. E quando você fala um negócio desse, já tem uma rejeição imediata, porque a pessoa não quer escutar o argumento e a verdade.

A pessoa já tem aquele preconceito dela. Se você vai em qualquer escola e pergunta, cortar uma árvore é bom ou ruim? E a resposta certa seria, depende? Que tipo de corte é? O que nós estamos falando? O que? Legal? Ilegal? A resposta é automática. E o início não. Ah, é ruim.

Então, a gente já começa na educação lá embaixo a não fornecer uma educação adequada para essas crianças. E você pensa bem, cara, corte de árvore de grande porte da Amazônia?

Pensando até em clima, é muito bom. Porque a Amazônia não absorve mais carbono. Ela é um grande depósito de carbono. Mas ela não cresce. Mas se você faz um manejo tirando as árvores já desenvolvidas... Não morrer um dia de qualquer forma, despejar aquele carbono de volta. Ela vira mesa. Essa mesa aqui é um estoque de carbono. Isso aqui é o que eu digo.

Não pode bater na mesa, não sei se você sabe. Foi a primeira regra do podcast. Estourou? Não, não. É que veio um convidado e falou... Posso fazer? Como faz? Afasta aqui, né? Aí não me falaram. Você está parecendo aqueles guias de coisa.

Eu fui lá agora na Chita, até fui embora. Não quero mais tirar. Os meus clientes queriam tirar foto com um guepardo. Com um guepardo? Com um guepardo. Coloca a foto do guepardo. A Chita é um bicho que fica muito manso. É criada lá na África.

criado um... Não existe free roaming animals, não tem bicho, a não ser o leopardo que ninguém consegue segurar, mas você tem todos os sistemas, mesmo nos grandes parques, como o Kruger Park, é tudo cercado na África do Sul. Eles fazem um gerenciamento de fauna ali. E aí tem essas cheitas, enfim, que estão nesses... E elas são de boa? São bem mansos. Aí a mulher falou, olha, gente... Olha lá.

Olha que bicho bonito, hein, cara. Isso corre, não corre, não? Pra caralho, mais que 100 km por hora. O quê? O bicho terrível é mais rápido. Cara, que bonito. Ele é esguio, né? O falcão peregrino é o mais rápido, mas terrículo é ela. E aí a mulher foi dando instrução. Olha, não pode de óculos, não pode de boné.

E não pode passar a mão na cabeça da Chico. Sabe por que do óculos do boné? Porque ela diz que ela tem que olhar pra você e vai... Sei lá. Aí eu cheguei ali e tinha uma mulher do grupo, né? Uma senhora lá. De boné, óculos escuro e dando carinho na cabeça. Eu falei, eu quero ir embora. Falei pra ela, eu não quero. Ninguém vai tirar foto nessa porra. Acabei com o passeio. Falei, vai tomar no cu. Acabei com o passeio. Porra! O que você tem de especial que você pode fazer? E é isso exatamente que o nosso... Aí você...

Aí eu vejo... O nele, óculos escuros e faça na mão. Bicho não pode dar carinho em bicho, né? Nossa, carinho animado. Aí você vai em qualquer foto de qualquer pesquisador aí do meio ambiente. Pode olhar. Eles abraçadinhos. Tudo abraçado. Jane Goldaul. Abraçado com os fãs, dando beijo. Mas você não pode.

da classe especial dos pesquisadores. Os sagrados. Podemos abraçar e beijar os nossos bichinhos. Os restos têm que ser... Eu falei, porra, acabei com o parceiro dos caras. Falei, pode... Gente, não. Ninguém quer tirar foto. A mulher quis fazer uma foto assim. No selfie não pode. Falei...

Falei, vamos embora, pessoal. O Guepardo falou pra ela. Não, vamos embora. Vamos embora. Só eles podem tirar selfie com os bichos. Não deixou fazer selfie. Dá de mamar no próprio peito. Não, foda-se esse passeio. Falei, esse passeio chato da porra. Vamos embora pra casa. Que mulher mala, velho. Desboné, óculos, dando carinho na cabeça do corpo. Eu achei que era proibido.

Mas isso rola em Santa Catarina com baleia, cara. Florianópolis, para mim, é um lugar em que é proibido permitir, cara. Tudo é proibido. Florianópolis é uma ilha, tem poucos barcos, poucos piers, porque é proibido ter piers, entendeu? É uma ilha com poucos barcos. E baleia, avistamento de baleia lá, é toda uma burocracia. Um monte de gente, Ministério Público, cai em cima porque você não pode chegar a 100 metros da baleia. 50 metros.

Cara, isso é ridículo, velho. Baleia é um mamífero. Antigamente era muito fácil caçar baleia porque elas se aproximavam dos barcos, entendeu? Ela não tem problema de estresse, nada disso. Em todo lugar do mundo tem lugar que você mergulha com baleia, tá ligado? E aqui no Brasil a gente, o ambientalista tem que fazer um, calcular se vale a pena ser chato.

Às vezes, tudo bem, às vezes vale a pena ser chato. Às vezes o cara, sabe, você está desperdiçando, está sacrificando uma parte grande do meio ambiente. Mas é muito comum esse cara que ele só quer encher o saco das pessoas e parecer superior e impor uma regra, entendeu? Eu sei de um caso de uma menina que o Ministério Público acusou uma menina, teve que contratar um advogado e tal, porque ela tocou numa tartaruga em Fernando de Noronha.

Pelo amor de Deus, cara. Não dá pra entender. E a multa de um milhão de reais com o Carlinhos Maia? Por quê? Porque ele alimentou. Está errado. Tem que ser multado. Fizeram errado. Não pode alimentar dentro de um parque nacional. Alimentaram uma... Não sei se era uma fragata. Que foi lá. Acho que era uma fragata. Nem dá pra ver o vídeo. Nem dá pra ver direito. É uma ave marinha. E comeu lá.

E ele gravou o amigo dele fazendo isso. Está errado? Está. O amigo que alimentou 5 mil de multa. O Carlinhos Maia, que gravou 1 milhão de reais de multa. O louco! Porque disseram que ele ganhava dinheiro com a internet, então foi proporcional... Não, espera aí. A lei não é essa. Que lei? Quem que resolveu? O agente fiscal resolveu. E aí isso não pode existir.

Você não tem o direito, como a gente, de resolver. Eu acho que esse aqui é rico, tem que pagar um milhão de reais. É onde nós estamos, cara. Que país é esse? Melhor na mulher na China. É o que eu falei. Melhor na mulher na China, então. É. Porra. Entendeu? Então, assim, essa desproporcionalidade...

De alguém resolver por achar que tem o direito de passar. Quando existe uma lei que está lá. Eu acho que se é pouco ou muito, que mudem a lei. Mas está lá definido. Não, é a proporcionalidade. O cara é um vídeo de merda. Nem dá pra ver a porra dele. Erraram. Eles erraram. Gente, não estou dizendo que eles acertaram. Eles erraram. Está errado. Não pode amentar. Como não pode ter gato em Fernando de Oronha? E por que permitiram ter gato? Como é que lá essa mesma gente fiscal... Não pode ter gato?

Pera, é um parque nacional. Gato é um bicho exógeno. Existe gato nacional? Só os nossos felinos. Mas gato doméstico. Dentro de um parque nacional, tá certo? Não. Então tá. Então teve uma dessas ONGs, acho que foi Ampara, foi alguma dessas ONGs que fez, retirou, castrou os gatos, fez muito bem castrar e devolveram.

Os gatos. Então, assim, isso está certo? Devolver o gato? Não, para dentro do paraquim. Não está. Não sei o que... Qual é a solução? Não sei criar o abrigo dos gatos de Fernando Noronha em algum lugar, mas não pode devolver os gatos. Não pode. Então, assim, é um animal que tem atenção.

Sim, está castrado, mas o potencial Durante 15 anos ele vai continuar a comer As porras dos lagartos Uma boia do ovo da tartaruga Ela come o ovo da tartaruga Que a outra passou a mão e levou a multa E o gato que comeu o ovo da tartaruga Ou que comeu o filhote de tartaruga Vão multar ela? Quem é o proprietário desse gato? É um gato comunitário Então qual é a comunidade?

Então, assim, as desproporcionalidades de meio ambiente que não podem existir mais. Não podem existir mais. Isso causa ressentimento. Isso causa ressentimento e as pessoas ficam com raiva. Isso é ruim. É ruim para o ICMBio, é ruim para o Imbama, que são órgãos importantes da nossa fauna. E que sempre tiveram um nome de peso e hoje estão...

servindo algo que não está funcionando. Por ideologia, não tem mais ciência, acabou a ciência. Então, por achismo, ou porque eu posso, porque eu tenho a caneta, eu foda-se, você vou fazer. Não pode. Não pode. É um modelo ruim para o meio ambiente isso. Porque as pessoas começam a ficar com raiva do meio ambiente. E o cara vai ver um ovo catagô e vai amassar a porra do ovo catagô com raiva, cara.

Não pode, sabe? Isso é ruim pra gente. Eu tenho raiva de quem fez a lei lá dos canudinhos agora, que é canudinho de papel, aquele canudinho horrível. Eu falo sobre isso no livro, cara. Isso é sadismo disfarçado de meio ambiente, cara. Assim, sabe, você às vezes tá naquele teu momento com o milkshake, sabe, você e o seu milkshake, e de repente...

Vem um enviado de Satanás, aquele canudinho de papel, sabe? Com aquele gosto de... Parece que você está lambendo o canto de uma caixa de papelão. Velho, eu mostro no livro, tem pesquisa brasileira. Vamos lá. Para você avaliar se, por exemplo, essa garrafa de vidro, se ela é sustentável ou não, em relação a de plástico, em relação a outra, você não pode pensar só no lixo, só no descarte.

O pessoal faz uma análise de ciclo de vida. Então, você olha desde quando pegou a matéria-prima, qual a energia que você usou para fazer o vidro, para fazer a garrafa, você olha tudo. O pessoal que faz análise de ciclo de vida de garrafa, de canudinho, já falou várias vezes, cara. Canudinho de plástico é muito mais sustentável que o de papel. Emite menos carbono. Você, assim, para carregar sacola de plástico e de papel é a mesma coisa.

Para carregar um caminhão, o equivalente que um caminhão carrega de sacola de plástico, você precisa de seis caminhões de sacola de papel. Caramba! Mais estrada, mais motor, não faz o menor sentido. E tem essa coisa de parece uma sinalização, eu quero parecer...

melhor, tem uma coisa meio de luxo, quero parecer moralmente sofisticado, então vou usar um canudinho de papel. Teve uma pesquisa do Brasil que supôs assim, imagina então que 20% dos canudinhos vão parar no mar, que é um número enorme. Em São Paulo, 95% do lixo vai para o aterro.

mesmo assim, ela falou, mesmo assim o canudinho de plástico é melhor para o meio ambiente que o de papel, entendeu? E em São Paulo, uma pesquisa acho que do sul, se não me engano, de Santa Catarina mas falando do Brasil todo o de plástico é melhor que o de papel e em São Paulo rola uma coisa muito louca, que é o seguinte o Bruno o Bruno Covas, ele sancionou uma lei falando, olha, todo objeto de padaria, de restaurante, talher tem que ser biodegradável bom bom bom

Tem que ser biodegradável. Daí o pessoal começou a fazer, eles botam um aditivo biodegradável no plástico até que você pega aquele canudinho de plástico e ele fala reciclável, biodegradável e tal. Só que 95% do lixo de São Paulo vai para aterro.

O que aterro faz? Aterro impede a degradação das coisas. Para as coisas se degradarem, você precisa de oxigênio e de luz, principalmente. Se você tira, no aterro, você joga terra em cima, não tem ar, não tem luz. As coisas meio que se mumificam, é o processo mesmo de fazer múmias do Egito.

Tem pesquisas que reviram lixo, lixão, aterro sanitário de 30 anos atrás. E os caras pegam folha de jornal e conseguem ver a data do jornal. Então, olha o grau de genialidade. A gente obriga as pessoas a usarem coisas biodegradáveis, que são mais caras. E daí a gente pega tudo isso e joga num lugar que impede a degradação das coisas. Não faz sentido. É bizarro.

Fala, Romer. Vamos lá, tem a pergunta aqui do Ele é o Joga. Ele é o Joga. Ele é o Joga. Ah, entendi. Ele joga. Ele é o Joga. Ele perguntou pro Richard se a Bororoca acabou por causa do aquecimento global. Conta essa história. Vocês foram lá atrás da Bororoca? Porque o Vorcaro vai atrás da Peleleca.

Vocês vão atrás da pororoca, né? Pirooroca. Pirooroca. O que rolou? Que a gente não achou a pororoca? Não, ela estava lá. Ué? A gente não acordou cedo o suficiente. Você está falando sério? Perderam a hora da pororoca. Ela não vai esperar vocês também, né? Foi isso? Foi isso. A gente tem que chegar até a parte mais rasa.

E a gente não conseguiu chegar, porque a gente saiu muito tarde. Mas se sabia que era aquele horário ou podia ser qualquer horário? Não, a gente estava monitorando ela, porque ela é de acordo com a Tava das Marés.

Então, todo dia ela vai, ela vai com 40 e poucos minutos todo dia mais pra frente e ela tava sendo monitorada. A gente devia ter saído às 6 da manhã, saímos às 9. Um pouquinho. O dia anterior. Não, nem era isso. É que realmente comemos bola ali, movimentar todo mundo de gente. Pra eu tava com o Julião, o Cariano e tal. Os caras são grandes pra passar rápido. No Araguari, que era a pororoca clássica, a maior, uma das maiores. O capitão falou que o bom é poruruca.

É por Uruco. O Uruco é bom também. É bom. Os búfalos tiveram um papel fundamental para a soria. Nós temos uma quantidade de búfalos no Brasil que é outro bicho. Você está vendo como as coisas... Falamos de gato, que é isógeno. O búfalo é isógeno. Foi trazido. Lá na Amazônia caiu um.

Viram um navio com um búfalo? Essa história mesmo? É. Sério? Os primeiros búfalos foram assim. E aí, o búfalo é um bicho exógeno. Só que a gente meio que incorporou ele. As pessoas ficaram assalvajadas e eles procriam, reproduzem. E eles são caras que ficam dentro da água.

Gosta de água. O búfalo gosta de água. Só que ele é um bicho de muita massa, muito forte. Então ele vai dentro da água. Imagina que você tem, sei lá, 200 búfalos num grupo. E eles vão fazendo o quê? Eles entram dentro do rio e eles vão indo para as margens. Eles vão criando...

corredores alternativos para o rio. O rio, então, que vai assoreando. Ele vai espalhando suas águas de acordo com esses canais alternativos que são criados. Que doideira. E essa foi a razão pela Araguaria ali que se realmente reduziu. Baixou o nível. É, baixou o nível.

Mas não está rolando mais então? Oi? Não está rolando mais a pororoca? Está rolando em outros lugares, não naquele do Araguari. Está rolando em outros lugares. Hoje tem... Porque a pororoca existe até não só no fenômeno brasileiro, só, exclusivo, porque existe na China também. Qualquer encontro de rio, de rio de potência com o oceano, qualquer que seja o oceano, cria uma pororoca.

porque existe essa flutuação das marés e tem a época que elas estão mais magnéticas, porque é tudo ciclo lunar, porque é maré. Então tem época que tem lua que está mais forte, tem lua que está mais fraca, mas foi isso. Fale, Rumer. Tem a pergunta do MacGyver. Está perguntando se tem mercado de carne e de cavalo no Brasil.

Pode combater cavalo para consumo? No Brasil tem que ter só um frigorífico. Essa foi outra coisa que eu fui lá na China. Foi entender o mercado de asininos para carne.

Porque aqui é uma polêmica, que estão desaparecendo os asininos. Asininos? É o jumento. Ah, sim. E fui entender lá, porque vai grande parte do mercado asiático, mercado asiático consome. Lá eu comi carne de cavalo, de jumento e de camelo.

Qual era a pergunta? A Cifre de Cavalo. No Brasil não tem. Acho que tem só um frigorífico que pode abater jumento no Brasil, que é na Bahia. Porque tem que ter umas condições o Cifre próprio para isso. Sanitárias para isso. Então no Brasil, e não tem o costume. As pessoas não tem o costume. Na Alemanha se come. E qual é a da Cifre de Cavalo? É boa?

A carne de cavalo, qualquer carne bem preparada é boa. Eu comi sem saber que era carne de cavalo, eu achei boa. Se eu soubesse, talvez eu não acharia tão boa, porque ficava na cabeça. É, é uma coisa de cabeça. É que nem comer língua, por exemplo, língua de boi, por exemplo. É gostoso. Só que eu não posso saber que é língua de boi. Não me conta, cara, que é língua de boi. Porque eu penso na língua, no boi.

É mais aqui dentro do que em outro lugar. Qualquer bicho que transforme herbívoro, que transforme nada em proteína animal, faz um trabalho maravilhoso. Porque está transformando, e o jumento transforma nada mesmo, porque ele come nada que tenha valor nutritivo, lá na Caatinga, não tem.

e com pouca água, e transforma isso em uma proteína animal, cara. Então, eu sou um defensor que uma das formas de conservar e preservar o jumento é comer ele. É isso.

Tá ligado que tem um mercado grande no Brasil de vergalhão, de pena e de boi. É sério, velho. Uma amiga minha trabalha no mercado financeiro e foi analisar uma empresa para dar crédito. E a empresa estava com números excelentes. Porque você abate milhões, dezenas de milhões, mais de 100 milhões de cabeças de boi no Brasil por ano, de cabeça de gado. E daí você faz com...

Não é com o pênis do boi. Daí os caras vendem para os Estados Unidos para pet, para o mercado pet. De vergalhão que chama o pênis do boi. Não sei. Essa palavra? Não sei. O meu eu chamo de... O meu eu chamo de norte. Lá na China tem o embaladinho. É o jumento do jumento.

vem um cacetão lá assim, enroladão, um pacote e vem um pacote de pênis de um metro. E é super caro. Eu devo ter comido, nem sabia comer, porque põe nas sopinhas, fatinho bem assim, fininho, e coloca nas sopinhas lá que você come.

Muito louco. O seu chama como? O meu chama Norton, e o seu? Norton? Norton, é. Antivírus. Fala. Giranha. Giranha. Leonardo. Leonardo, Leandro. Leandro e Leonardo. Muito bom. Manda aí, manda aí, Romulo. Pergunta da Janaína Araújo. Ela falou assim, o fenômeno é um ninho que parece que vai ser mais forte esse ano? Ela é consequência da mudança climática ou é só um ciclo do planeta Terra?

Mas tem a ver com o aquecimento do mundo. Eu não sou especialista também. Também não sei. Tem a ver com o aquecimento dos oceanos, né? É, não sei, velho. É, você tem que perguntar para o especialista. Tem que perguntar para o Sérgio. Eu quero saber o que você fala aqui sobre o urso polar, né? O lance dele ser extinto com o derretimento dos polos, né? É, então, pessoal. O urso polar era a cara do aquecimento global em 2007. Aquela cena dele sozinho no... É, super triste, no diamante. Mudando e... Sem comida e tal.

E, de repente, ele sumiu das manchetes. Ninguém mais fala do urso polar, porque a população de urso polar aumentou muito. Eu digo no livro, mostro os números, ela se multiplicou. E muita gente tenta entender por quê. Um dado talvez seja porque quanto mais quente o mundo, mais vida. Colocaram muita cama elástica no polo norte. Por que cama elástica? Para urso polar. Ah, foi péssimo.

Vamos embora, vamos embora. Nossa, essa foi péssima. Porra, Vilela. Desculpa, é só para deixar mais leve o assunto. E daí, assim, quanto mais calor, mais vida, geralmente. Você tem quanto mais perto do Equador, mais vida você tem, quanto mais longe. Então, se as águas estão mais quentes nos polos, você tem mais peixe, mais vida, mais urso, mais urso polar. A mesma coisa pode explicar a baleia também. Mas a baleia também tem a história de que parou de caçar e tal.

E baleia é muito louco, baleia está multiplicando 10% por ano. Eu adoro baleia. Foi proibido? Porque antes os caras comiam a carne da baleia, é isso? Não, não, baleia, eu conto essa história no livro também, você usava para vela, as pessoas, iluminação. Não, antigamente. Mas tem gente que come hoje. No Japão, nós comemos muito.

E aí proibiram. Noruega. Ou é controlada. Dinamarca. É, né? Ainda come? Dinamarca tem. Dinamarca, que é a protetora das nossas florestas. Nas ilhas Faroé, todo ano, matam baleias, piloto, assim, centenas. Todo ano.

mas protege as nossas florestas, isso que é importante. A Noruega, né? Não, eu não estou nada contra. Não estou dizendo... São aquelas incongruências. Eu gosto de usar esses exemplos para as pessoas... Entenderam. É, sabe? O indígena deixou de ser um cara legal depois que ele come a cabeça do macaco, a pessoa vê e fala que é horror, eles matam o macaco e comem.

aí deixou de ser indígena legal cara entendeu até o momento que ele era o povo daquele coisa coisa bonita quatro flecha que ele vivia para o que serve para quê para matar mas aí era bonito até esse ponto depois as pessoas da cidade já não gostaram mais porque

está comendo macaco e já não gosto mais, entendeu? Então, essas coisas. O Dinamarca é isso. O Dinamarca hoje é um dos principais que põe um fundo da Amazônia, que põe grana no fundo da Amazônia para proteger nossas florestas. Mas come baleia, meu Deus. Então, pessoal, dinamarquês come baleia, tá? Fica aí a sua... Só para vocês registrarem aí. Mas qual foi a pergunta que você fez? Não estou dizendo que é ruim. O que você tinha perguntado mesmo?

Da baleia, da... Não, não, eu perguntei sobre o urso polar. Sobre o livro do urso polar. Ah, é, urso polar. Não é, enfim. E está explodindo, então, o número de... De urso polar. Por isso que deixaram de usar. Ela como exemplo. Então, mas não chegaram à conclusão por que que explodiu o número. Não, acho que é mais por causa disso, porque você tem mais vida. Quanto mais quente a temperatura tem, mais peixe, mais elemento para ele. Ah, por isso. Então, então... Fale, Homer.

Tem uma pergunta aqui da Sigon Humana. Que? Sigon Humana. Sigon Humana. Ela mandou aqui para o Richard. Se você viu o secretário dos Estados Unidos que pegou duas cobras com a mão e foi picado. O que tem de falar sobre isso? Ele é burro. Ele pegou com duas mãos? Você não viu esse vídeo? Vê se acha aí depois para ele ver. É, o que ele fez. Depois você responde. Ele vai mostrar o vídeo e você vai ver. É bom. Manda, manda a próxima.

Tem aqui a pergunta da Kellen. Perguntou se vocês acham que essas ideias de aquecimento global são sobre as teorias da conspiração para aniquilar a humanidade.

Eu acho que a culpa é dos extraterrestres. E daquele lugar na Amazônia, como chama? Ratanabá. Ratanabá. Pode crer. Concordando um pouco com a conspiração, tem um negócio que é o seguinte, um critério anti-humano. Tem muito ambientalista que pensa na natureza e não pensa nas pessoas.

Cara, a gente tem que pensar nos dois, tanto da natureza quanto da pessoa. Tem esse cara que quer, na Amazônia, por exemplo, na ditadura militar, a ideia era desenvolver a Amazônia a qualquer custo. Eu estou puxando sempre para o lado sério da conversa, mas tudo bem. Não, mas essa é a ideia. Nos anos 70, elas falaram, vamos passar o trator na Amazônia, dane-se a natureza, é importante desenvolver.

Dá um motocerro pro cara. Hoje é o contrário. Você foi pro oposto. Dane-se as pessoas, dane-se o desenvolvimento, o importante é a natureza. Moçada do Pará tá indo tudo pra Santa Catarina trabalhar, porque não tem mais emprego lá. Então, acho que tem que ter um meio termo aí. Tá ligado? Olha lá o vídeo. É esse, né, Rom? Nossa, que idiota. Desculpa. Ele não tá ouvindo. Não, ele tá totalmente sem noção, mano. Pegou pelo rabo, né? Mas que serpente era?

Mas tem que ver Isso parece ser umas retinas São serpentes inofensivas É? É Ele já foi mordido ou vai ser ainda? Olha lá Esse cara quem é? Quem que é?

Ele é um secretário dos Estados Unidos, eu vou confirmar quem ele é. Não, mas, meu, são serpentes inofensivas aí, estamos dentro da casa dele.

É engraçado que a gente hoje exige um monte de coisa de quem vive no campo, né? E a gente, quando entra uma serpente na nossa casa, a gente pega e mata, né? Então, por que a gente não convive com essa serpente na nossa casa, né? A gente exige do cara que vive no campo uma série de cuidados. O bicho já estava aí, ele já existia. Aí o cara da cidade fala isso, né? Aí entra uma aranha dentro de casa, se paga o homem, pá! Você é daqueles que pega sapo, faz carinho do sapo, aquele tipo de biólogo?

Eu gosto de sapo. Personalmente, sapo eu acho do caralho. Eu acho um bicho foda mesmo. Isso é muito louco, né? Você reconhece um biólogo quando todo mundo se assusta com o sapo, o biólogo vai lá e pega o sapo. Eu gosto do beijo e tudo. Eu gosto dos batracos. Os anfíbios foram os primeiros animais a sair do mar e ganhar o ambiente terrestre. São corajosos. Corajosos, cara. Desbravadores.

Aqui para responder a sua pergunta, Vilela, é o Robert Kenny Jr. Ele é secretário da Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. É, mas é até na casa dele, cara. Deve ser ofensivo, parece duas cobras ratoneiras aí, tranquilo. Fale. A Daniela Campos, ela está perguntando no que o Brasil errou como política ambiental.

Boa sorte. Daniel, eu acho que em geral o pessoal fala assim, as leis ambientais brasileiras são avançadas, são as mais avançadas do mundo e tal. Para mim elas são rígidas e acabam prejudicando todo mundo, prejudicando o meio ambiente e prejudicando as pessoas. Esses dias eu estava vendo uma mineradora do Canadá, uma empresa canadense que está na bolsa, 60% dela pertence a uma comunidade indígena.

Uma comunidade indígena do Canadá tem uma empresa que tem ações na bolsa. Isso no Brasil é impensável. Então, acho que a gente tem que ter uma lei mais flexível, tem que parar. O Brasil tem a lei mais bizarra. Em poucos lugares do mundo você pode ser preso por crime ambiental.

No Brasil é um dos poucos em que você é preso. E a gente está vendo aí degradação, um monte de coisa. Então, para mim, aquela contradição que eu falei também, com os rios, com esgoto, pode fazer qualquer coisa, com o resto pode fazer nada. Se eu olhar para os seus vizinhos, quer dizer, lá no Rio Grande do Sul você não pode pescar. Agora, uma grande questão é essa, porque os caras pescam, está certas espécies proibidas. Entra na rede, aí o cara não pode, então ele descarta aquele monte de bicho.

Porque ele sabe que se entrar no porto com aqueles peixes que são proibidos e que entraram na rede, como é que ele vai administrar isso? Então ele prefere jogar tudo fora. Vai um monte de peixe jogado fora, uma questão que está sendo discutida muito no Rio Grande do Sul. E aí, agora, o pescador de camarão não pode pescar o camarão brasileiro lá no Rio Grande do Sul.

Mas na Argentina estão pescando, que está ali vizinha. A mesma, vamos dizer, o mesmo local onde se pesca um... Os caras estão pegando o nosso camarão. Não, o camarão que está na Argentina, quer dizer... Aí na Amazônia nós não podemos ir lá no Amapá.

O petróleo. Mas a Goiânia já está buscando esse petróleo. Então, o Brasil vai ficando para trás. Eu acho que a gente tem um código florestal muito bom hoje. O Brasil é o único que produz hoje com orgulho. O que produz com sustentabilidade. Porque você tem um código florestal que obriga todo produtor a ter um pedaço da sua propriedade. Nem você comprar uma casa. Quantos quartos você tem aqui na sua casa?

Sei lá, seis. Seis. Então, se você está aqui nessa região da Mata Atlântica, é como se você não pudesse usar um quarto e meio desse seu... Se você não poderia usar 20%, você não pode usar dos seus quartos porque eles pertencem ao governo. É isso que hoje a nossa lei ambiental... E eu acho muito boa a nossa lei ambiental, com relação ao uso de florestas.

Mas a gente acaba perdendo oportunidades. O problema das leis brasileiras não é que elas são ruins, na minha opinião. É que elas não são cumpridas do jeito que têm que ser cumpridas. Você demora demais para dar uma licença, você demora demais para... Atrasa todo o processo que devia ser... Está em tempo estipulado para você sair uma consulta, por exemplo, que você faz a um órgão de meio ambiente. Ele devia sair em 40 dias e fica...

18 anos sem sair, cara. Como assim, mano? E ninguém fala nada, ninguém não tem uma responsabilidade do órgão ambiental com relação a isso. Quer dizer, eu acho que nem é tão questão de ser ruim as nossas leis. É questão da gente que elas não... As obrigações, as histórias são tão travadas que não fazem as coisas acontecerem.

Tem uns casos que rola muito é o seguinte também, que o fiscal ali da Prefeitura, do Estado, da Secretaria Ambiental do Estado, ele morre de medo do Ministério Público. Eu sei de um caso que pessoal, os fiscais de uma Secretaria Estadual se reuniram e falaram com o chefe, chefe, a gente não sabe o que fazer, aquele empreendedor vai conseguir a licença, ele cumpriu todas as regras.

dá licença para o cara. Mas depois você tem medo de uma anotação do Ministério Público. E você vai ter que responder na pessoa física. Então, é uma máfia, como ele chama, apagão das canetas. Ninguém quer autorizar porque pode depois cair em cima de mim. É muito louco, é uma coisa muito complexa.

Eu estava vendo aqui, não sei se é verdade, está havendo uma mobilização dos Yanomamis contra ONGs, vocês sabem disso? Olha que interessante. Não sei se é verdade, o pessoal está falando aqui no chat. E aquela pergunta lá que você mandou para mim, não sei se é verdade, pergunta para o Richard. Eu vou perguntar aqui.

A Dalila Wilson, ela mandou aqui, fala para o Richard mostrar a tatuagem que ele fez em homenagem a Luísa Mel. Ela colocou. É sério. Essa Dalila é danada, ela está em todas as lives minhas, todas, todas, todas. A gente fez live quase todo dia lá no VRL lá da África. Primeira a aparecer essa Dalila Wilson está em todas. Já ganhou até uma visita na minha casa gratuita. Tanto que ela participa. Essa é ativa mesmo.

Vocês querem me foder, minha mulher. Tatuagem em homenagem a Luísa Mel. Essa eu quero ver. Tem um câmera aqui. Eu fiz aqui. É a verdade seguinte, cara. Mais. Aí. Essa aqui. Cadê meu óculos? Não foi em homenagem a ela. Eu não sabia o que que se... Foi o Julião, aquele filho de uma égua, cara. O que ele fez? O égão. Ele foi lá. Eu fui tatuar minha coxa. Tá. Meu tatuador. E avisei ele. Ele falou, vou lá tatuar, meu. Ele falou, vou lá com você.

Aí chegou lá e ele começou... Aí ele viu... Como dá pra praticar ou fazer as tatuagens e tal. Aí ele começou a praticar lá nos corinhos e tal. Ele falou, já tô pronto a fazer uma tatuagem em você. Porque é um bom amigo. Ele falou, eu vou permitir. Porque você é meu amigo, eu deixo você fazer uma tatuagenzinha aqui. Aí ele falou, eu vou escrever LR. Eu falei, o que significa? Eu não sabia. Aí depois que ele fez, ele me falou. LR não, LLM. É, eu falei, é Luísa.

É um vagabundo. É um vagabundo. Mas eu gostei. Eu dou valor para isso daí. É coisa de vagabundo. É só amigo pode fazer isso. É só amigo. É só amigo pode fazer isso. Minha mulher ficou puta dali. É lógico. Eu tatuei sol na minha bunda. E pagava por letra. Eu paguei o S e o L só.

Puta que pariu. Eu só me recupero aqui. Nossa, foi foda. Vamos lá. O Renan Demetrio, ela mandou aqui, ó. Se vocês acham que hoje a internet premia mais quem lacra do que quem estuda de verdade? Com certeza, né?

O biólogo Henrique não está se fudendo, meu. Quem? O biólogo Henrique está se fudendo, meu. Por quê? Porque eu me acompanhei muito, mas contra uma menina, nem vou falar o nome dela. Não, não vou falar. Ela está com bala para ficar enchendo o saco dos outros. Porque o processo, sabe o que é ruim? É que você, mesmo que vai ganhar...

Tem o trabalho, né? Você é puta trampo, cara. Tem que contratar advogado, gastar dinheiro. Ele foi corrigir ela de uma maneira super educada. É, corrigiu uma opinião dela totalmente sem fundamento. Lá, a menina... Resolveu processar e derrubar. E o cara que é biólogo, entendeu? Que foi emitir uma opinião correta. Está agora sendo processado. Aí já começa aquela coisa. Aí é mulher.

Aí é misoginia. Meteu essa ainda? Meteu essa. Meteu dois porcentos desses com misoginia. Entendeu? Lugar de faga. Porque ela não pode falar de mansplaining, fucking planning. Ah, vai se fuder. Você falou merda, porra. Porra, meu. Porque é mulher, então pode fazer isso. Engraçado. Vocês mulheres perderam tudo. Desculpa, mulheres. Não posso falar que eu tô com a minha chefe aqui.

vocês permitiram os homens ganhar nos esportes de vocês, usar o banheiro de vocês, então o cara não pode nem discutir, vocês acabaram com os homens, e nós estamos dando a volta por cima, opa lá lá, é isso, olha que maravilha, os homens estão dando a volta, já perceberam que não dá para enfrentar, não pode discutir com a mulher, beleza, então vamos usar o banheiro delas.

Agora nós vamos também ganhar nos esportes. É isso. Mas isso é louco, essa ideia de que você não pode discutir com mulher, porque isso acaba emburrecendo as mulheres. E isso não vai pegar, acho que é bobagem, mas porque as pessoas melhoram seus argumentos no debate, ao ser desafiado, ao ser questionado. E se você se protege de questionamento, de desafio...

O teu pensamento não melhora, seja você homem, seja mulher. Você tem uma blindagem. Ninguém pode me questionar. Assim você não cresce, entendeu? Nós estamos com uma seletividade hoje muito chata, já que estamos falando do politicamente correto, que tem tudo a ver com isso. Uma blindagem hoje depende de quem é o veículo do discurso. Não é o que fala, é quem fala. Mas quem fala, entendeu? A gente viu esses dias uma menina, agora num podcast,

onde uma feminista falou coisas... Se um homem tivesse falado isso... Ah, eu vi. Você viu? Eu vi. Falou sobre isso ontem. Porra, cara. Então, assim... Esse politicamente correto aqui... O que vocês acharam da reação da Eduarda? Eduarda, o nome dela, que levantou e tal. Acho que ela devia ter saído com uma...

com uma... Puxa, você não, você é muito gordinha, devia ter falado assim, você devia ter entrado na piada, entendeu? É que ela é política, né? Eu acho que ela tratou do jeito que... Resolveu lacrar, né? É, resolveu capitalizar também, mas o que não diminui o que a outra fez. Foi totalmente sem noção, né? Se um homem tivesse falado isso, acabou a vida dele. Acabou a vida dele, né? É verdade. Fale, Homer.

Tem a pergunta aqui do LHC. Ele mandou o seguinte, Richard Tiririca da Selva, qual sua opinião a respeito do governo querer classificar a tilápia como uma espécie invasora? Boa sorte.

Tem mais jeito. A invasora agora... Sim, sim. O eucalipto também. Ué? É. O que muda? Deixa eu falar uma coisa para você. O que muda na prática isso? Se você... Quando você classifica alguma coisa como invasora, o que muda? Não sei. A JBS estava importando tilapia agora para cá. Tá. Aí, sei lá. Sei lá. Não entendi. No caso, o eucalipto.

No caso do eucalipto, boa sorte. Se você proibir o eucalipto... O eucalipto hoje move todas as caldeiras que existem no país. O eucalipto é o maior provedor de biomassa que existe. Se você parar...

de usar o eucalipto, você tem que usar o quê? Madeira nativa? Então beleza. Então vamos cortar a floresta e meter lá dentro das caldeiras. Então hoje, por exemplo, se a gente tem etanol feito de milho hoje, que o Brasil é um dos grandes produtores de etanol, é porque existe o quê? Eucalipto. É mesmo? Nessa bala que você está chupando, essa maldita que a gente adora aqui, tem eucalipto aí.

eucalipto em tudo, cara, hoje. Tem eucalipto em tudo que você... Eu gosto de cerveja. Tem o quê? Eucalipto. Porque você usou eucalipto na... Tem tudo. Soja também. Então, assim... Hoje... Agora resolveram que a tilápia é invasora. Que a tilápia é exógena.

Se você for pensar assim, então o boi também é. O gato também é. O boi não é nativo daqui? O boi? Ele veio de algum lugar, né? A soja também não. A soja também não. O boi veio da Europa ou veio cebózinha. Bananas. Bostauros da Europa. A banana também? Banana também. Banana também. Banana asiática. Asiática? Por que selecionaram este ou outro, né? O café? Kiwi. Café. Café foi roubar. É bom viver de guaraná só. É a única coisa que nós podemos tomar aqui.

caramba cana-de-açúcar talvez também africana africana é cara tem nada daqui então você cara faz umas coisas aí você vê uma não pode mais agora vai não vai poder mais eu que não vai acontecer tilapia né Brasil um dos grandes produtores de tilapia é bom né o que tá na mesa do brasileiro é tilapia é o peixe mais fácil de você criar de produzir mais resistente não sei

Aí você vai fazer... Logo depois dessa notícia, a maior importação vindo do Vietnã pela JBS. É aquilo que você tinha falado antes. Essa é a forma como trabalha-se.

Fechou. Querido, eu tenho umas dúvidas aqui. Você tem dúvida boa ou eu faço a minha? Faz uma boa. Faz a sua. Ah, está sem confiança. Acha que vai ser zoadinho? Então vai, vou te zoar. Pergunta boa agora. Escolhe uma pergunta boa. Boa. Boa. Ih, rapaz. Então vamos lá. O que é essa grande ilha do Pacífico aqui que não existe?

Grande Ilha do Lixo do Pacífico. Essa é que nem do Google que você falou. Você coloca assim, Grande Ilha de Plástico do Pacífico. Existe isso. A resposta do Google, a resposta automática do Google é não, é uma concentração altíssima de lixo e tal. Logo aparecem lá no Google umas fotos, você coloca no Google Images, aparecem fotos enormes de lixo, você não pode nem ver o mar, não consegue nem ver o mar de tanto lixo.

Cara, isso é uma fake news enorme. É mesmo? Não tem? Assim, o que acontece? Essas fotos que a gente vê, você coloca lá, grande ilha de plástico do Pacífico. É do terremoto do Japão, de Fukushima, que você teve um terremoto e teve o tsunami e teve muito lixo.

O mesmo pessoal das ONGs, eles admitem, na verdade não é um lixão a céu aberto, é uma concentração de microplástico alta ali no giro do Pacífico, giro tropical e tal.

Mas daí os caras foram analisar, analisaram, sei lá, eu não sei quantos, 2 mil pontos de plástico no mundo, no mar. Para ver onde mais tinha lixo plástico no mundo. O lugar que mais tem lixo microplástico é no litoral sul da França, no Mediterrâneo.

Caraca, está ótimo. Eu adoraria nadar no Mediterrâneo da França. Então, cara, isso é uma ideia que as pessoas falam. É muito louco essa história de plástico, porque em escola você fala assim, vamos melhorar o mundo. O que é melhorar o mundo? Muita criança fala, combater o lixo, combater o lixo plástico. É um problema, claro que é um problema. Eu até falo no livro assim, que é a maldição do produto perfeito.

Imagina você Imagina que você que está assistindo em casa O que é um produto perfeito? Uma coisa que se capitaliza um produto Um negócio perfeito Seria ridiculamente barato Seria quase nada Seria impermeável Seria durável, seria resistente Se ele servisse para carregar coisas Ele carregaria mil vezes O seu peso

Não precisa imaginar, está aqui no meu bolso. Esse produto perfeito está aqui. Celular. Não, a gente, todo mundo pensa, porra, é um iPhone que ele está falando. Não, estou falando de uma sacolinha plástica. Daí todo mundo se decepciona. Tomaram um pouco, como é que você está falando que uma sacolinha plástica é perfeita? Aquela é tão barata. Toma. Pode usar esse aqui que é melhor.

Mas essa é a maldição do produto perfeito, que ele é tão bom, ele é tão incrivelmente bom que a gente usa bilhões por dia. Se 0,5% disso é despejado de forma ruim, você tem milhões de sacolas no... Não, o problema nunca foi o plástico, a gente falou isso, o problema é como a gente... É, o lixo. Exatamente. E geralmente é um problema institucional, então no Brasil você tem uma máfia de lixo enorme. Os prefeitos, prefeito em cidade pequena, ele não quer investir em aterro sanitário, daí o cara faz um lixão.

Então é... Ganha dinheiro com isso, deixando o céu aberto. Cara, as Filipinas, as Filipinas da Ásia, é um país muito populoso, tamanho do Paraná, sei lá, e dez vezes a população, com muito rio, muita linha costeira. Tem muita favela e você não tem, nesses lugares você não tem ingestão de lixo. Então, cara, assim, as Filipinas emitem mais lixo plástico no mar que Brasil, África, Europa e Estados Unidos juntos.

É um problema meio institucional, de instituições do país. Segundo o rio que mais despeja plástico no oceano, é, infelizmente, o Rio Negro. É um trabalho científico que saiu aí. Enfim, claro que a gente tem que combater esse problema de lixo, mas sem proibir o plástico, entendeu? Porque para mim é uma coisa, cara, uma maravilha da tecnologia, assim, incrível.

E por que você fala que escolher um produto biodegradável é quase sempre inútil? Ah, então, como eu falei, porque vai para o lixão que não degrada as coisas. Geralmente é por isso. Muitas vezes agora está na moda um plástico feito de cana. O pessoal está fazendo. Cara, mas você tem que plantar a cana, fazer um processo de polimerização. Então você ocupa espaço que podia estar produzindo...

comida ou podia ser floresta e você emite muito mais carbono, é muito mais caro, não vai pegar isso. Estão falando que o plástico é o futuro, que o plástico vegetal é o futuro há muito tempo e não dá muito certo. Muito caro. É muito caro. Então, basicamente isso.

Fale aí, Romer. Aqui foi. E o lance da usina nuclear? Eu vi que também tem um capítulo aqui das usinas nucleares. Em algum momento a gente abandonou essa ideia de buscar como matriz energética. Pois é, cara. Isso o pessoal já fala há muito tempo. Eu acho que é um assunto já meio batido esse, que a energia nuclear é boa.

que é que nem avião e carro, a gente tem medo de avião, apesar do avião ser muito mais seguro. Mas o que eu falo no livro, que o pessoal esses dias me criticou, é que eu falo o seguinte, as usinas nucleares deviam ser menos seguras. Você fala assim, porra, como assim tem que ser menos seguro? Não, tem que ser suficientemente seguro. Claro que tem que ser suficientemente seguro. Mas hoje em dia tem tanta exigência na Inglaterra, nos Estados Unidos, de...

para a usina nuclear, que o preço dela está muito caro. O preço da energia fica muito caro. É, e daí, enquanto a energia solar despencou de preço, 99% e tal, a energia nuclear está muito alta. Mesmo no Brasil, se fosse permitido, ia ser um problema que o preço é alto, entendeu? Então, tinha que ter um jeito de... Mas isso seria impossível aqui, né, velho? Você relaxar as regras de energia nuclear. Imagina o William Bonner, o Jornal Nacional, falando sobre isso, os protestos que você ia ter, né? Então, é uma batalha meio perdida, assim.

É muito amor, né, companheiro? É muito amor nesse mundo aí. Fale, Romero. É que foi. Foi? Deixa eu ver aqui se tem mais alguma coisa. Mas uma coisinha legal que eu falo é o seguinte, cara. Mais pessoas morreram na construção da barragem de Itaipu que por causa do acidente de Chernobyl. É mesmo? Daí todo mundo fala, não, duvido. É o seguinte, quais são os números? A ONU fez uma...

Um comitê para saber quantas pessoas morreram por causa de Chernobyl. E chegou ali no número, puta, me esqueci os números, mas não chega a 100 pessoas. Daí você pergunta, mas os casos de câncer que se espalharam pela Europa? Eles falam, olha, teve 5 mil casos de câncer a mais que resultaram em 15 mortes, porque câncer de tiroides é pouco fatal.

Somando daí cento e poucas duzentas, em Itaipu você teve 900 mortos. Isso contados, que tem casos que o pessoal fala que a pessoa caía lá no...

estavam concretando um pilar, a pessoa caía, nem pega, concreta em cima e tudo bem. Então acredita-se que também eram muito maiores os números. Mas se a gente pega os números oficiais, dos dois lados, Itaipu matou mais que Chernobyl. Pizarro.

E agora polêmica, para onde vai o dinheiro da justiça climática? Pois é, isso está na moda, justiça climática, todo mundo, esse termo entrou, todo mundo falando, e daí tem fundos de justiça climática.

Alguns jornais, o Wall Street Journal fez uma matéria falando o que acontece com esse dinheiro que o contribuinte americano está pagando para a justiça climática. Descobriram que está indo para protesto contra Israel a favor da Palestina. Quando eu fui para a COP tinha lá, a luta climática não é só sobre o clima, também é sobre a independência da Palestina. O que isso afinal tem a ver com a justiça climática? Bizarro, né?

E agora uma coisa que vocês já devem ter ouvido falar, que são os racistas ambientais. O que é um cara... Como uma pessoa pode ser racista ambiental? Eu posso estar sendo sem saber. Eu não quero ser um racista ambiental. Boa, melhor não. Como que é? É bom se se informar. Então, como é o nome dela? Aniele Franco fala muito sobre isso. Que a ideia... Assim, no Brasil é a pior ideia de todos, que é assim, os negros são mais prejudicados pelo clima do que os ricos.

E são menos beneficiados por políticas públicas. Isso é verdade. Por um lado é verdade. Por que os negros? Porque eles são mais pobres. Hoje em dia ainda, ser rico significa se salvar do clima. Eu moro numa casa que não inunda. Eu tenho ar-condicionado. Falando nisso, tua casa precisava de uns ar-condicionados. Passei um calor animal. Não tem ar-condicionado lá? Aquecimento global, filho. Passei um calor animal lá quando eu fui. Eu não quero gastar energia.

Ah não, agora dentro de estudo tem Agora coloquei um lá Aqui quando pifa aqui A gente sofre aqui sem ar-condicionado Nos Estados Unidos você tinha um problema assim Como lá é tudo muito Você tem negros moram de um lado Brancos moram de outro Daí tinha que fazer um aterro sanitário Alguma coisa, o prefeito falava Bota no bairro dos negros

Isso é racismo, obviamente isso é racismo, entendeu? Tem que ser combatido e tal, né? Mas o que acontece no Brasil hoje, eu acho, que prejudica muito os pobres, os negros e os pobres em geral, é, por exemplo, dois anos atrás você esteve lá em São Sebastião, você teve uma inundação e as pessoas, muita gente morreu na inundação, né? Pessoas que moravam nos morros. Por que essas pessoas moravam em morro?

Por que elas não moravam em terreno legalizado? Porque não pode construir. Quando o pessoal aí fala, não vamos construir prédios altos, não vamos adensar a cidade, você está expulsando as pessoas para a região ilegal, para a bairro, para a periferia, para pegar mais ônibus, mais transporte e tal. O Brasil tem tanta favela, velho, porque é muito difícil fazer um loteamento aqui, é muito difícil legalizar as coisas.

Então, quanto mais lei a gente impõe para isso, mais você está sendo um racista ambiental. Isso que eu digo no livro, que os verdadeiros racistas ambientais são quem expulsa os negros do centro da cidade. Por aí. Entendi. Porque eu vi esse termo, eu estava tentando entender qual é a parada. Então, você não é um racista ambiental. E você, Homer, o que você tem para dizer para mim agora?

Olha, tem uma pergunta aqui interessante que entrou do Arthur Villela Ferreira. Esse é o economista da FGV que eu falei do livro. Ele mandou aqui. Quanto dinheiro o Brasil perde por não alavancar as vantagens comparativas ambientais? O que é isso? Traz isso para a gente. Vantagens comparativas ambientais. É interessante a pergunta dele. É a seguinte.

Você tem uma cadeia de produção, você produz geladeira. Certo. A tua geladeira vem em peças de todo mundo, de todos os países. Mas você quer zerar o carbono da produção de geladeira. Você pode comprar uma placa de alumínio da Polônia, que tem uma matriz energética de carbono, então vai ter marca de carbono.

na tua placa de alumínio. Se você comprasse do Brasil, opa, a energia do Brasil é limpa. Entendeu? A energia do Brasil é limpa. Então você está reduzindo o carbono da tua geladeira ao comprar coisas do Brasil. Isso é bem interessante. O Brasil devia vender mais e perde muito dinheiro, como o Arthur está dizendo, ao não se beneficiar disso.

E é bem interessante. Ah, é isso então? É isso. E esse lance de pontos de carbono e tal, funciona essa parada de você? Cara, deixa eu contar uma história. Tem gente que vende, né? Sim, o mercado está começando, já existe um mercado, né? Como que é? Mas ele está, já existe um mercado.

Porque em tese quem produz tem que pagar essa conta de carbono. Alguém tem que poder fazer uma parada para compensar isso? É, você tem que compensar a sua emissão, a sua pegada de carbono. Isso já existe, mas ainda não está bem institucionalizado. A gente ainda está rastejando aqui com esse mercado, mas ele já existe mercado. Eu acredito que vai ser um mercado bem promissor. O Brasil... Interessante.

Tem problemas aí, porque todo mundo picareteia. Então você tem vários tipos de carbono, de crédito de carbono. Tem aquele do... O cara que deixou de usar. Que vendeu dez vezes o mesmo carbono. Tem aquele que absorveu o carbono da atmosfera mesmo. Ele falou, não, plantei árvores e tirei o carbono da atmosfera.

E tem simplesmente que eu comecei a usar carro com etanol, então eu emitia tanto de gasolina, então agora eu tenho créditos. Então tem uma questão aí de saber qual a qualidade do crédito. Mas deixa eu te contar uma história de um fundo aqui de São Paulo, de um conhecido meu.

que tentou, comprou uma área imensa, acho que no Acre ou no Amazonas, para ganhar dinheiro e rentabilizar aquela área com crédito de carbono. Eles compraram essa área e falaram, beleza, a gente tem tantos hectares, vamos contratar uma certificadora europeia para a gente emitir crédito de carbono dessa área que a gente vai deixar intocado. Daí a certificadora falou, peraí, mas segundo o Código Florestal, 80% vocês têm que deixar em pé.

Vocês não podem mexer. A lei não deixa. Então vocês só podem emitir crédito sobre os 20%. Eles, putz, bom, tá bom. Então vamos emitir. Ah, mas espera aí, mas vocês têm alguma licença de corte, de supressão de vegetação? Não, não temos. Então a gente não pode emitir. Eles tiveram que tirar uma licença de pecuária para cortar 20%. Nesse processo, pediram suborno. Tiveram que falar com o chefe da pessoa que pediu suborno.

para aprovar a licença de supressão da vegetação. E agora estão começando a conseguir, mas só desses 20%. Se fosse no Peru, na Colômbia, eles conseguiriam emitir carbono de 100% da área. Então aí para mim é uma questão que o código florestal não resolve bem. Não, isso tem uma ideia. Eu acho que todo produtor deveria ter dentro da área que ele hoje mantém em pé, deveria ter direito, não importa que tenha um código que obriga ele a isso.

Mas vai ajudar ele a manter a eficiência, cuidar dessa área, porque se você pegar fogo nessa área... Ele é o responsável. Então ele deveria ter um benefício em manter isso. O crédito de carbono, mas eles hoje não emitem para... Você entendeu que o cara teve que emitir uma licença que ele chama de adicionalidade. O que você vai adicionar nisso? Não faz sentido nenhum, cara. Muito louco, né? Que doideira. Foi ou tem mais alguma boa aí? Aqui foi. Foi. Obrigado então, Homer. Valeu. Manda aí.

Bom, agradecer demais para você que chegou no final desse papo. Se você ainda não deixou o seu like, você está panguando, cara. Então deixa o seu like. Então dê o like agora. Ele é das antigas, né? Se inscreva no canal. Chama a garota dele de broto, né? É, cara. Então dá o like, compartilha esse vídeo. Agradecer a vocês demais. A gente estava tentando juntar os dois faz um tempinho. Esperamos o nosso amigo Richard voltar lá do Safari.

E deu tudo certo. Redes sociais, livros, palestras, onde te acha o pessoal aqui? Arroba LNARLOC, Instagram, palestras. Tem dado muita palestra aí pelo Brasil. Qual tema que você fala? Cara, eu tenho uma palestra sobre história da inovação. Casos muito loucos de história da inovação. Bem divertida. É eventos.arroba.leandronarlock.com E você, Richard?

Ah, a gente não falou. Vamos fazer uma expedição. Eu queria, na verdade, te convidar para a gente fazer uma expedição em busca da onça pintada. Já está aceito. Pintuda. Peraí, peraí. Foi isso que você falou. Você me convidou da onça pintada. A gente vai atrás da onça pintada. Essa é a expedição atrás da onça pintada. Vamos embora. Vamos, vamos embora.

Em julho estaremos em Pantanal Norte. É uma turma, né? É uma turma. Vai a gangue. Júlio vai também. Júlio, os Cariani vai também. Maurício vai a turma deles. Vai ser legal. Vilela, Rogério Vilela e Richard Rasmussen em busca da onça pintura.

Vai ser uma saga. Vai. Vai. Já arrumei uns brinquedinhos para nós. Eu vou dormir encostado na... De calçadinhos encostados. Imagina. Essa onça aparece à noite, né? Você gosta mais da que é pintada na cara ou pintada na bunda?

Olha só, meu velho. Perdeu o respeito, né? Perdeu o respeito. Ele tá ficando muito folgado. Nós vamos usar ele como isca pra onça pintura. Pô, é mesmo, né? Gostei da ideia. Deixar o Homer lá no meio do Pantanal. A gente vai lá fazer passeio com bichos esgósticos. Você pode ir com o forão na frente e eu vou cutucando atrás.

Ele quer perder quantos quilos também? Ele quer perder uns quilos também. Vai lá. Perder duas pernas lá. É, vamos lá. Pô, vai ser legal esse passeio, né? Vamos, então acompanha essa saga. Vai ser a partir do dia 8 de julho. Estaremos nessa saga. Estaremos com... Já sabe de onde a gente parte? A gente sai. Vamos sair todos de São Paulo. Vamos lá para Cuiabá.

Sai de Cuiabá. De Cuiabá a gente sai de lá com os nossos veículos e teremos ali também para ajudar nessa missão e estaremos também com os UTVs que já consegui também para a gente brincar um pouquinho. Como sem vidro na frente? Sem vidro. É isso aí. Para botar para foder. É roots. É. Fechou. Fechou. Fechou? Fechou. Fechou? Sabe que quando eu falo, eu vou. Então tá. Então, valeu. Valeu na lock.

Já esqueçam de Vilela entre o dia 8 e 13. Já avisei para os produtores. O pessoal fica feliz quando eu viajo. Ficam felizassos. É óbvio. Os caras falam Biela Biela, Jô.

Mas eu tenho câmera aqui, tá? Pois é. Os caras acham que eu não tenho câmera aqui no estúdio? Eu fico vendo o que vocês fazem aqui, tá? É. A gente até vai estar com saudade. Não, galera, coloca... Já teve vezes que voltei aqui e tinha um poste de... Polidense. Polidense, cara. Os caras instalaram aqui.

Tem câmera e tem áudio ainda. Ele fala com as pessoas aqui. Ei, o que está fazendo aí? É, Homer! Ei, Homer! Tinha camisinha usada pelo sofá. Coisas piores aí. Valeu demais, dupla. Valeu, Homer. E agora é a hora de você brilhar, cara. O que você tem que dizer para o pessoal para eles provarem que chegou até o final dessa hora? Primeiramente, agradecer os nossos patrocinadores. Nós temos aí a Contabilizei, temos também a Embalixos e o Estratégia Concurso.

E os três tem link na descrição e QR Code na tela. É isso aí. Da tela. O que o pessoal escreve nos comentários? Para provar que chegou até o final, coloca aí. Onça pintuda. Onça pintuda nos comentários aí. Prova que você chegou até o final. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo. E tchau. Valeu. Fui.

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.

Estamos abertos a avaliar, e se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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