1846 - CASO VORCARO E BLACK HORSE: MADELEINE LACSKO, SAM PANCHER, KIM E JOSIAS TEÓFILO
MADELEINE LACSKO e SAM PANCHER são jornalistas, KIM KATAGUIRI é deputado federal e JOSIAS TEÓFILO é cineasta. Eles vão bater um papo sobre os fatos recentes envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, e o alegado financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O Vilela só vai ao cinema se for filme da Marvel.A Tech
T-shirt de manga longa é a peça de roupa ideal pra esses dias em que a temperatura varia bastante! E tem desconto especial de 15% para a sua primeira compra usando o nosso cupom #Insiderstore - https://creators.insiderstore.com.br/INTELIGENCIA
Encontre o concurso mais próximo de você: https://bit.ly/4sQUX5P
Saiba mais sobre o G4, a Bússola de quem quer mais! https://on.g40.co/inteligencia_madeleine_kataguiri
- Caso Vorcaro e LulinhaFinanciamento do filme "Dark Horse" · Daniel Vorcaro · Flávio Bolsonaro · Banco Master · Investigação da Polícia Federal · Mensagens e prints de celular · Relação com o STF e Alexandre de Moraes · Estratégia de defesa e vazamentos · Rachadinha · Candidatura de Flávio Bolsonaro · Racha no bolsonarismo · Relação com o PT da Bahia · Reunião de Lula com Daniel Vorcaro · Investigação sobre o Banco Master · CPMI do Banco Master · Ciro Nogueira · Investigações sobre Davi Alcolumbre · André Mendonça · Renan Santos · Rodrigo Constantino · Ana Paula Henkel · Bárbara · Eduardo Bolsonaro · Carlos Bolsonaro · Michelle Bolsonaro · Tarcísio de Freitas · Bolsonaro · Valdemar Costa Neto · PL (Partido Liberal) · Partido Missão · Movimento Brasil Livre · Caixa Econômica Federal · STF (Supremo Tribunal Federal) · PF (Polícia Federal) · PGR (Procuradoria-Geral da República) · BRB · Interesse público e vazamentos · Lei Rouanet · Lei do Audiovisual · Mário Frias · Regina Duarte · Roberto Alvim · Jandira Feghali · Walter Salles · Jim Caviezel · Olavo de Carvalho · Wesley Batista · Joesley Batista · Antônio Carlos Magalhães · Guido Mantega · Lewandowski · Will Bank · Prefeitura de São Paulo · Ricardo Nunes · Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · CDB (Certificado de Depósito Bancário) · CVM (Comissão de Valores Mobiliários) · Lula e a relação com Vorcaro · Repercussão internacional do caso · The Wall Street Journal · Bloomberg · Reuters · AP (Associated Press) · ANSA · Deutsche Welle · Reorganização da direita brasileira · Práticas estruturais entre empresários e políticos · Relação com o clã Bolsonaro · Eleições 2026 · Copa do Mundo · Neymar · Fórmula 1
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vilela e está começando mais um Inteligência Limitada. O programa de limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais politizada do que a mim, do que a sua. É verdade, é verdade. O que o pessoal tem que fazer hoje que a participação... Ih, eu estava comendo um pastel. Eita, nós.
Como que é a participação do pessoal hoje? É o seguinte, hoje você manda o seu super chat com a sua pergunta ou o seu comentário. Já vou pedir pra você, de cara, deixar um like no vídeo, se inscrever no canal, se tornar membro. E aí, compartilha, né? A live. Ajuda a gente aí. Ô, Lênis, se vier o frio que você tá esperando, a gente tá perdido, hein, cara? Cara, você sabe que eu saí de casa e eu falei Caramba, não tá tão frio assim.
Aí já tava todo vestido com cinco camadas de roupa, né? Não dá pra voltar mais. Aí eu acabei vindo todo até com a... Sabe o que você parece? Parece aqueles tiozinhos lá nos Estados Unidos que ficam andando com aqueles carrinhos de supermercado, sabe? Não parece? Com essa touca aí. Não, não, Andarilho. Aqueles caras que ficam falando sozinhos no meio da rua assim. Sabe o que você tá me reclamando da vida? A minha mãe olhou pra mim hoje e falou, bença mãe, que ela falou que eu pareço com a minha avó.
O quê? É, sério. Ela olhou pra mim assim e falou, bença mãe. Você parece com a sua avó. Por causa da touquinha.
Também que não é por causa da barba. É, eu achei estranho. É que eu pensei comigo, falei, ela deve ser barbada, né? É, vai que. Então é isso, já manda a pergunta que hoje o programa promete. Quero falar com você, Terrac, antes de começar esse programa. Seu livro de história mentiu pra você. Você já parou pra pensar que ensinaram a gente a decorar nome de políticos e revolucionários, mas apagaram o nome de quem realmente construiu riqueza para o país? Olene.
Me fala o nome de três grandes empresários da história do Brasil. Leni Kravitz, Seu Jorge e Gilberto Gil. Não, empresários, cara. Ô, Leni, ó. É o seguinte, por que será que a escola foca tanto em política e tão pouco em quem gera emprego, hein, Leni? É, então, é verdade. A pergunta foi difícil, você não soube responder. Quem está no poder, controla a narrativa e escolhe quem é o herói. O G4 está puxando o Brasil.
para conhecer a verdade sobre os heróis do Brasil. Por isso, o G4 está disponibilizando a Bússola, um curso gratuito de gestão e inteligência artificial aplicada e focada para donos de empresas. E isso não se trata de história, se trata de dar direção, voz e poder para os empresários marcarem seus nomes no legado do Brasil. Escane o QR Code que está na tela ou clique no link da descrição para se pré-inscrever e garantir sua vaga.
G4, pra quem quer mais, não é, Lenin? Exatamente. Já aprendeu aí? Vai lá, se liga lá. Sim, preciso me ligar aqui. Exato. O Terrac, aguenta um pouquinho aí, porque eu quero te mostrar uma ferramenta que pode facilitar muito a vida de quem está de olho em concurso, porque muita gente trava logo no começo sem saber qual concurso vale a pena acompanhar. Você abre um site, depois outro, depois mais um, vê notícia solta, edital espalhado, um monte de informação desconexa.
Aí começam as dúvidas. Quantas vagas tem? Gostou da minha atuação aqui? Eu sempre curto, né? Vou fazer voz diferente, ó.
Qual salário? Até quando vai a descrição? Fiz três vozes diferentes. Quando você não faz as vozes diferentes, fica sem graça. Exato. No fim, o que era para ajudar acaba só deixando a busca mais cansativa. Agora, olha isso daqui. Põe na tela, Lene. Isso aqui é o radar de estratégia. Na prática, ele funciona como um mapa dos concursos. Então, por exemplo, se você é de São Paulo e quer saber quais concursos estão rolando no estado, quantas vagas cada um tem, qual é o salário, até quando vão as inscrições, é só abrir o mapa e olhar. Está aí o radar?
Tá na tela ali. Então, beleza. Em vez de juntar a informação espalhada, você já entra numa página feita para mostrar isso de forma organizada. Se você está assistindo, aproveita e aponta agora a câmera do celular para o QR Code que está na tela ou o link que está na descrição do vídeo. E aí você vai cair direto na página que tem o radar de estratégia e dá uma olhada nos concursos que estão mais perto de você, porque às vezes a oportunidade está ali.
Você só precisava de um jeito mais fácil de encontrar estratégia. Valeu pela parceria, hein? É isso.
Vila Lá, você viu que tá frio hoje? Tá muito frio, cara. Tá bastante. Eu vim aqui com a minha roupa. Esse daqui é um pouquinho mais grossa aqui da Insider, porque aqui a gente coloca um ar-condicionado mais quentinho. É verdade. E aqui dentro, não precisava estar com tanta roupa assim, né, Lino? Então, depois que eu percebi que só a camiseta da Insider já daria. Coloquei o blusão e... Exato. Mas tem aquela blusa de moletom mais pesadona, mais legal, que eu uso pra viajar também. Aquela é show de bom. Aquela é 10, né?
Luciano foi comigo lá gravar com o Neymar eu fui de helicóptero, os caras foram me buscar de helicóptero ele foi pela serra, teve que ir de blusão da Insider porque tava mais frio ele foi a pé né eu queria, mas não, ele foi de carro mesmo eu queria que fosse a pé só pra tirar e nem por ele, pelo Klaus, eu queria ver o Klaus andando os caras merecem 80km então é isso, tem QR Code na tela e o link na descrição pro nosso cuponzão exatamente, é o Inteligência e você ganha 30% de desconto off e você ganha 30% de desconto off
Exatamente 10% pra quem já é cliente Tem do PP ao XGG, várias cores Então é 30% off, né? E pra quem nunca comprou, ainda tem mais 10% Pra quem já é cliente Insiderstory.com.br Mas aí tem o link, né? E o QR Code, certo? Não tem desculpa, né? Tem o frio aí, começa pela manga longa Eu aconselho Fechou?
Não tem mais desculpa. É, não tem. Não tem. Vamos pro papo? Bora lá. Sejam bem-vindos aqui, meus amigos de mesa. Vocês não são novatos aqui, então já pode cada um se apresentar pra câmera. São cruzadas as câmeras aí. Madá, aqui ó. Vamos lá. Eu sou Madeleine Lasco, sou jornalista há quase 30 anos. Trinta? Quase não, há 30 anos. Sério? Fiz dia 5 de maio de 2026. Três décadas.
atualmente eu sou head de conteúdo do portal Antagonista sou colunista da Gazeta do Povo que chique falar, eu sou head de conteúdo, né? eu ia falar assim, eu sou a fodona lá basicamente é isso ah, head é isso, né? é
Então, eu sou a Red. E eu sou conselheira também do Instituto Monitor da Democracia e do Amplifica. O Amplifica é uma iniciativa para colocar pessoas comuns no debate público. Aliás, o primeiro campeonato de debates do Amplifica foi esse final de semana e eu fui jurada. Que legal. É muito legal.
Podia fazer alguma coisa aqui do Amplifica, né? Fazer alguma coisa aqui. Eu acho que devia super, porque a gente vê que o debate ou ele vira uma coisa muito emocional no Brasil, ou ele vira xingamento. Em outros países, você já visitou, tem campeonato de debate desde que a molecada... Sem perder a amizade, né? E às vezes não defendendo o próprio ponto de vista. Você é obrigado a defender alguma coisa que você nem acredita pra treinar, né?
O que eu fui era sobre legalização das drogas. Tá. Os dois que estavam debatendo eram os dois a favor, mas aí ficou um a favor e um contra. E o contra ganhou. O cara defendendo o ponto de vista contrário ao dele.
No fim, ali pela... Não tinha emoção, né? Não, é porque como ele não tinha argumento, ele fez ali um apelo emocional que ganhou a plateia, eu achei. Outras pessoas acharam que não. Mas é muito legal, porque você pega qualquer tema e vai explicando para as pessoas. Vamos fazer uma conexão. Vamos fazer o que a gente faz aqui no palco aí de baixo. Pessoal, muito legal, muito legal. Teve, ó, foi um dia inteirinho na Liberty Con, do Students for Liberty.
Um dia inteirinho, com debate, o pessoal se preparou, foi de manhã até a noite, até sair o campeão. Que legal. Sam, você também não é a primeira vez que vem, então já se apresenta para o povo aqui.
E aí, Vilela, prazer estar aqui de novo, prazer estar com a Amadá. Primeira vez que eu encontro a Amadá pessoalmente, esse negócio de rede social. Sério? Tipo assim, eu sigo ela, sei lá, cinco anos e aí eu conto ela pela primeira vez hoje. A gente troca figurinha e tudo, e coisas assim. Troca figurinha não da Copa, né? Ah, claro, claro. Mas se tiver figurinha da Copa, me deixa aí que meu filho tá louco atrás aí.
Exatamente, mas enfim, me apresentando para quem não me conhece, meu nome é Sam Puncher, sou jornalista do Metrópolis, trabalho mais com a parte de vídeo ali, mas enfim. Mas você está em tudo quanto é lugar também, né cara? É, exatamente, cheguei nos Estados Unidos ontem, inclusive. Você estava em Nova York quando você estava? Eu estava em Nova York, estava na Brasil Week, mas antes eu fiz a...
A visita do Lula ao Trump, que eu estava lá por coincidência por causa de outra coisa. Tipo assim, enfim. Ah, não foi pra isso? Coisas da vida de jornalista. Eu já estava lá, falaram que só fica. Aí eu fui ficando. Aí basicamente foi isso. Mas enfim, como a Madai, estou tentando acompanhar a loucura dessa política nacional aí que está...
Cada dia é uma... Cada dia não, cada hora é uma surpresa. É, cara. Tudo pode mudar. A gente fala uma coisa essa semana, semana que vem pode mudar. E por falar em mudança, vamos falar no Kim aí. Kim, seu safado, por que você não está aqui? Onde você está? Coloque o fone aí, por favor. Vamos lá, Kim. Se apresenta para o povo. E por que você não está aqui pessoalmente? Você está no cativeiro aí? O que é isso, cara?
Me respeita, isso aqui é uma sala aqui em Brasília. Ah, cara, passa uma tinta aí, velho. Olha como tá. E... Bom, cara, você para de me ofender seu convidado, por favor? Tá bom, desculpa, desculpa, desculpa. Você apresenta pro povo. Sou Quintagui, deputado federal do Partido Missão, coordenador do Movimento Brasil Livre e inimigo do Vilela. E por favor, cara.
Vamos começar com o Kim, que ele tem horário aí, né? Madá, Sam, vamos aproveitar o Kim aí, cara, sem puxar sardinha pro teu lado aí. Você acha que a eleição realmente mudou os rumos ou não aconteceu nada? Com os acontecimentos da semana passada em relação ao Flávio e ao que tá acontecendo hoje, esses dias aí.
Olha, é difícil não puxar a sardinha fazendo análise desse assunto, porque, sem dúvida nenhuma, essa desmoralização pública do Flávio mostra que nos beneficia, porque a gente sempre falou sobre isso, porque a gente organizou manifestações e falou sobre escândalos de Banco Master, inclusive...
quando teve sessão conjunta do Congresso, o Flávio Bolsonaro fez um acordo com o Davi Alcolumbre para que ele pautasse o veto da dosimetria e não colocasse em pauta, em troca, diminuísse a pressão.
em relação à CPMI do Banco Máximo, tanto que o Flávio não falou absolutamente nada, não cobrou que fosse instalada a CPMI, que é direito de minoria, que está no regimento comum do Congresso, que está na jurisprudência do Supremo. Eu ingressei com mandato de segurança, inclusive, para obrigar o presidente David Alcolumbre a cumprir a lei e instalar a CPMI. Foi recentemente distribuído para o ministro André Mendonça e eu tenho alguma esperança de que ele...
defira o pedido e seja instalada a CPMI. Mas, enfim, tem uma desmoralização pública do Flávio, ao mesmo tempo o Lula não pode bater com força nesse escândalo, porque você tem o envolvimento do PT da Bahia, a amizade já de longa data conhecida, que inclusive nós já falamos aqui, Vilela, quando eu fui aí com o Luiz França, da amizade do Augusto Lima com o Rui Costa e com o Jacques Wagner, os governos petistas da Bahia,
que impulsionaram e que fizeram com que Augusto Lima ficasse grande o suficiente para ter o crédito sexta, vender o crédito sexta em troca de se tornar sócio do Banco Master, e aí uma compra de 15 milhões de reais virou um patrimônio.
de dezenas de bilhões de reais. Então, como o PT da Bahia está diretamente envolvido e como o próprio Lula teve a reunião secreta com o Daniel Vorcaro, chamou o presidente do Banco Central para servir cafezinho para o Daniel Vorcaro, chamou o ministro de Minas e Energia, chamou o ministro da Casa Civil e ele próprio, o Lula, aconselhou, vimos aí recentemente, o Vorcaro a não vender o seu banco para o André Esteves.
O Lula também não pode falar muito desse escândalo. Então, naturalmente, quem pode falar com independência desse escândalo sai beneficiado, que é o caso do Renan Santos, da gente do Partido Missão. Então, você pediu para não puxar a sardinha, mas fazendo análise fria desse caso, não tem como não puxar, porque, de fato, todas essas revelações e mais que estão por surgir beneficiam. Agora, o PT tem um receio de destruir o Flávio cedo demais,
e de retirarem a candidatura do Flávio. Porque quando o Flávio foi escolhido o candidato do PL, o candidato dos bolsonaristas, os petistas comemoraram. Eles escolheram o pior candidato de todos. Os petistas estavam com receio de enfrentar qualquer um dos governadores.
que tem menos rejeição do que o Flávio, o Flávio é aquele que tem a maior rejeição, que tem o maior telhado de vidro, que tem mais escândalos nas costas, o bolsonarismo poderia ir com o Caiado, com o Zema ou com o Tarcísio, que teria bem menos rejeição, escolher o pior de todos, por uma decisão racional, política do Bolsonaro, que se...
qualquer governador fosse o candidato, na eleição, Bolsonaro era absolutamente irrelevante. Se vencesse o governador, ele ia esquecer o Bolsonaro no dia seguinte, porque se o nome para a presidência da República não fosse alguém com sobrenome Bolsonaro, o Bolsonaro perderia completamente seu capital político. Então, ele prefere perder a eleição.
para o PT e manter o PT no poder, mas preservar o seu próprio capital político do que apoiar um candidato mais viável, mais esvaziar o seu próprio capital político. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana para você. Escuta aí. O GG na área para dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros para a gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho, bora botar o Brasil no telão.
Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia, até a nossa estreia.
Vou colocar então os três, vamos fazer uma mesa aqui, né? Ele comentou sobre a perda e o medo do PT também, queria saber se vocês concordassem, colocar mais informações até que você tenha também Sam e Madá. É, só uma coisa que eu andei apurando, que a insatisfação, e o Kim tem essa característica de ser um deputado que...
ele transita ali, consegue ter um trânsito com deputados de esquerda e de direita ali. A apuração que eu tenho nas últimas horas é que essa história pegou muito mal no bolsonarismo. A gente não está vendo publicamente o quão aliados próximos do senador Flávio Bolsonaro estão incomodados principalmente com o fato de que ele não foi claro desde o início de qual era a relação dele com o Vorcaro. Tem também o elemento do Zema, que bateu...
E a direita não gostou muito, né, Mada? Então, eu achei que o Caiado teve uma reação fraca. O Caiado eu não vi, o que ele falou? Ah, tipo, ah, errado, gente, viu, mas... Eu achei fraco, principalmente porque o Caiado é um homem que tem uma tradição de declarações muito fortes, então contrastou demais.
O Zema bateu, depois começaram a ir pra cima. Do novo, ele meio que voltou atrás. É, eu vi isso, né? Eu achei... Deve ter falado um monte, né? Então, mas numa campanha ele deveria ter ido até o final com essa história. E o Renan é na Direito Único que se posicionou.
Se posicionou, cobrou. E na direita, dentro do bolsonarismo, está tendo uma racha. É. É, agora... Tem gente que já acha que tem que desistir. Já viraram, já teve um racha, que agora todo mundo já é comunista, né? Rodrigo Constantino, Ana Paula Henrique. Sério? Bárbara, te atualizei, e não sei quem. Todo mundo que questionou minimamente...
está sendo expurgado. E quem está ficando... O que está ficando o bolsonarismo raiz é Kim Paim, Alain dos Santos, o cérebro... Está brigando com o jornalista lá também. Quem? Está sabendo? Com o Lacombe. O Lacombe está expondo ele. Porque assim, eu sempre achei que andar com vagabundo não dá certo.
Claro, mais cedo ou mais tarde, o que acontece? Vagabundo só sabe fazer uma coisa que é vagabundagem. Olha a turma dos caras. Mas assim, mesmo entre quem vota no Bolsonaro, entre quem é, não sei se quem é bolsonarista, mas quem votou no Bolsonaro, acha alguém se definir como bolsonarista, fã de político, eu sempre desconfio, acho que é mais psicológico do que político. Mas quem vota no Bolsonaro ficou triste.
Não esperava, né? E ele teve duas versões, ele negou primeiro...
Eu tenho um compilado, hoje eu fiz lá no Antagonista, no Narrativas Antagonista, um compilado que cinco minutos só dele negando, um após o outro. É? É, várias vezes. Mas é isso que eu não entendo. Ele já sabia. Já. E não sabia de quando saiu. Ele já sabia de antes. Já. Será que a equipe dele não dizia assim, ó, se um dia sair, a gente vai por esse caminho? Não tinha um plano de contexto. Ele traiu a direita. O Flávio é o maior traidor da história da direita brasileira. E por quê?
Porque ele já sabia que o celular do Vorcaro tinha sido levado pela PF quando ele lançou a candidatura dele. Ele lançou a candidatura sabendo que tinha o negócio do celular, que a federal pode vazar. A própria defesa do Vorcaro pode ter isso armazenado numa nuvem. Ele sabia que tinha.
Ele não deixou a direita ter uma candidatura competitiva com apoio do Jair Bolsonaro. Lançou a dele sabendo e mentiu para todo mundo lá dentro. Putz, então é isso que está pegando, então. E seria interessante ouvir o Kim falando. Como está repercutindo isso no Congresso. Como está repercutindo isso?
É, não, dentro da base bolsonarista, assim, ninguém tem coragem de falar publicamente, porque como o bolsonarismo é uma seita em que se você coloca o pezinho fora para qualquer crítica, mínima crítica que seja, você é destruído politicamente, então assim, é...
Em regra, os bolsonaristas, eles dependem 100% para se eleger, para ter relevância do apoio ao Bolsonaro. E assim, todo bolsonarista que eu conheço tem críticas a fazer o Bolsonaro. Alguns deles mais, outros menos. Mas nenhum deles faz publicamente, porque o bolsonarismo tem essa característica de seita, de destruir e de tratar como traidor qualquer um que tenha uma crítica pontual, qualquer um que tenha um mínimo de discordância.
inclusive, quando saiu o Partido Missão, um deputado bolsonarista veio falar pra mim o seguinte, Joaquim, eu tô com inveja de vocês, e eu falei, não, por que você tá com inveja, que a gente tem um partido próprio agora, vocês estão dependendo aí do Valdemar? Ele falou, não, não é nem isso, tô com inveja de vocês, porque vocês não precisam acender uma vela pro Deus Sol toda semana, né, e ele se referindo ao Bolsonaro, dizendo que qualquer um que se destaca, você não precisa nem criticar o Bolsonaro, mas se você se destaca lá dentro e começa a se tornar uma ameaça,
você também é destruído. Então, dentro dos bolsonaristas, todo mundo que eu falo nos bastidores acha que o Flávio está envolvido, acha uma deslealdade o Flávio não ter preparado os próprios aliados para a porrada que veio, acha que a resposta do Flávio foi muito fraca e acha, como o Sambém colocou, muito ruim que primeiro o Flávio tenha dito que era mentira e depois fosse obrigado a admitir porque foi confrontado ali com as mensagens.
E que ele, como a Madeleine bem colocou, ele já sabia que a polícia tinha tudo isso e que, eventualmente, iria vazar, porque ele trocou mensagens convocadas. Então, tudo isso causa um mal-estar muito grande no bolsonarismo, que já estava abalado.
principalmente a alta cúpula ali do Centrão, que é aliada do Flávio Bolsonaro, já estavam muito abaladas com a busca e apreensão do Ciro Nogueira e com a eventual prisão do Ciro Nogueira, que é um dos principais líderes do Centrão, é um cara que está aí envolvendo em escândalo desde que eu era criança. E agora com...
com esse batom na cueca do Flávio Bolsonaro, e também agora do Eduardo Bolsonaro, com o advogado dele sendo gestor, tanto do fundo que administrava o recurso que recebia do Vorcaro, como de outro fundo que comprou a casa que Eduardo morou, tudo isso foi um baque muito grande e que gera uma insatisfação grande dentro do bolsonarismo. E eu acho...
que esse silêncio dos bolsonaristas em relação ao Flávio, ou passada de plano pública, tem gente que prefere ficar quieto, tem gente que está se posicionando repetindo o discurso do Flávio. Mas eu acho que isso tem prazo de validade. Por quê? Quando o Bolsonaro morrer, não existe mais uma figura... Você está desejando a morte do Bolsonaro. Foi isso que eu entendi, né, Sam? Não do Bolsonaro morrer. Por que do nada você falou isso?
aproveita que você tá aí com dois jornalistas e peça aulas de interpretação, seu desgraçado. Só quis fazer um corte aqui, desculpa, só quis fazer um corte. Kim deseja a morte de Bolsonaro, mas ele não deseja. Tá bom, continua. Quando ele morrer... Eu disse...
Quando o Bolsonaro morrer, da mesma maneira que quando o Lula morrer, o petismo vai entrar em parafuso, mas eu acho que menos do que o Bolsonaro... Quem deseja a morte de Lula e Bolsonaro para Renan ser eleito? Foi mais ou menos isso que eu entendi. Aí a Erika Hilton vai censurar o seu podcast e fala que você está incentivando o discurso de ódio. Não, não, desculpa. Deixa só o Bolsonaro, que aí pode. Ah, só o Bolsonaro pode. É, se falar do Lula aí não, aí a AGU te censura.
Valeu, continua aqui, não vou mais interromper. O que eu quero dizer é que, quando o Bolsonaro morrer, se o Bolsonaro vive hoje, você já tem o Eduardo brigando com o Flávio, Eduardo e Flávio brigando com o Michele, Carlos brigando com o Eduardo, e cada um deles dizendo que está fazendo a vontade do pai.
imagina quando o Bolsonaro morrer e aí não ter de fato mais comando nenhum. Porque hoje existe um comando, mas com ruído muito grande de comunicação, porque o Bolsonaro tem as limitações para falar com as outras pessoas.
Quando ele morrer, todo mundo vai sair falando, olha, antes dele morrer, a Michele vai falar, ele falou para eu apoiar tal. O Flávio vai falar, não, ele falou para eu apoiar tal. O Eduardo falou para eu apoiar tal. O Carlos falou para eu apoiar tal. O Tarcísio falou para eu apoiar tal. Então, assim, as críticas públicas, o Nicolas vai por outro caminho. O Nicolas já está brigando com o Eduardo. Então, assim, eles vão começar a se matar.
brigando pelo espólio do bolsonarismo e não vai ter mais aquela figura com mão de ferro que obriga todo mundo a esconder suas críticas. Porque o incriticável agora é o Flávio, porque ele tem a benção do Jair. Quando o Jair morrer e ninguém mais tiver uma benção ou ninguém mais souber quem é o abençoado do bolsonarismo, todo mundo se sentirá legítimo para ser esse abençoado e para criticar os outros candidatos à benção.
Eu queria... O Sam, você sentiu isso também? Porque quando eu entrevistei o Flávio aqui, me deixou claro que é o que o Kim falou. Ele tinha a bênção do... Assim, o Eduardo queria uma coisa, a Michelle quer outra, mas aí chegou o Bolsonaro e falou, não, é você, eles fizeram um acordo lá e todo mundo meio que baixou a cabeça a contragosto. É isso mesmo que você sente?
Exato, e tem mais uma questão que, obviamente, quando a gente está falando de Jair Bolsonaro, no momento a gente está ouvindo de terceiros, porque o Jair está incomunicável. E só colocar mais uma questão, no final do ano passado, o Kassab esteve aqui e deixou muito claro que o preferido dele era o Tarcísio. Exato, mas pelo menos o que eu escutei de terceiros, como eu estou falando, é que o Bolsonaro em si também ficou muito irritado com essa situação envolvendo o Vorcaro.
Ele reagiu mal a isso, porque de fato ele fez uma escolha. Você acha que ele não sabia também?
Provavelmente não, né, Madá? Tem aí um ruído de comunicação que a gente não tem como apurar no momento. A gente não tem como perguntar pra ele, né? E também tiraram o celular do Bolsonaro. O que tá acontecendo agora é uma mudança tecnológica. A família Bolsonaro continua fazendo.
O que sempre fez a vida toda. E outros políticos também. De esquerda, de centro, Ciro Nogueira. Só que agora fica tudo registrado no celular. Então a gente não sabe o que acontece com o Bolsonaro. O Bolsonaro, em 2021, fez um tweet sobre um tal de Daniel que promovia festas com os poderosos. Você leu isso aí, né? Promovia festas com os poderosos e depois gravava tudo para chantagear as pessoas que estavam no poder. Isso em 21.
Tá? É um negócio longo, que aí ele fala de Cuba, não sei o quê, mas o negócio é que ele falava Daniel e as festas.
O outro, que era sobre o Vorcaro mesmo, é quando em 24, dois funcionários da Caixa Econômica Federal impediram o governo Lula de absorver o banco do Vorcaro, a Caixa ia comprar. Dois funcionários deram parecer contrário, porque tinha muita operação suspeita, funcionários de carreira, tá? Sabe o que é que aconteceu? O Lula demitiu os dois.
O governo do Lula demitiu os dois funcionários em 1924. E aí o Bolsonaro postou sobre isso.
E, inclusive, nas primeiras escutas do Vorcaro, que é a escuta dele com a moça lá, a história da Peleleca. É que depois do Peleleca, ninguém lembra mais nada, né? Mas ali no meio tem ele reclamando que o que o Bolsonaro falou tinha atrapalhado muito ele. Então, assim, pode ter mudado de ideia, pode.
Pode não saber. Na verdade, nós não temos como saber em que pé ficou esse negócio. Voltou atrás, não sabia, não sei. O Intercept tinha ameaçado de soltar as coisas do Eduardo. Já soltou ou não?
Então, cada um vai ter a sua opinião sobre essa coisa do veículo jornalístico ficar ameaçando. Enfim, a questão é que... Na tua opinião, o que você acha? Eu acho que não vai surpreender ninguém se mais ligações entre o Flávio e o Vorcaro vierem à tona. Eu acho que isso é uma coisa que está até um pouco consolidada, porque o próprio Flávio falou numa entrevista que podem surgir vídeos, que eu entendi da fala dele, que eram vídeos que ele mandou para o Vorcaro da produção do filme.
Então, tinha uma conversa ali, tinha um fluxo de conversa ali intenso. E você pega as primeiras vezes que o Flávio falou sobre isso, ele omitiu isso completamente. Ele falava como se o Forcario fosse um desconhecido dele. O que não era o caso. E assim, e aí, eu acho que teve um...
teve uma ideia muito boa do pessoal do Intercept, mas foi muito arriscada, que foi acharem o Flávio Bolsonaro numa coletiva lá no STF. O repórter deles, que é o Tales Alcântara, ele perguntou, só que isso é arriscado por quê? Ele pergunta para o Flávio, se o Flávio responde sim, eu conversava com o Vorcaro na frente de todos os jornalistas, eles perdem o furo.
Só que ele negou. E aí, pronto. Tipo assim, eles tinham ali o Flávio negando horas antes deles publicarem a reportagem mostrando que ele não tá falando a verdade. Tanto que ele teve que voltar atrás. Então, nesse ponto aí, foi muito inteligente o que eles fizeram de mostrar que a contradição ali ficou muito nítida, né? Então, você viu ali o Bolsonaro em parafuso nas horas ali, então ele entendeu o que tava acontecendo. Tanto que a reação do Zema veio muito nesse momento em que...
Cara, tipo assim, tava muito ruim e até eles tentarem construir uma narrativa, que aí vai ter gente que vai se convencer, vai ter gente que não vai, mas era uma narrativa no primeiro momento muito ruim ali também, que não se sustentava. Até a entrevista dele na Globo News no dia seguinte, ainda tinha uma narrativa muito ruim, que ele foi tipo assim, um pouco devorado pelos jornalistas ali que estavam fazendo o trabalho deles, porque realmente assim, o que ele falava não tinha base nos fatos. E aí só depois que ele meio que...
tentou ali repetir algo, a exaustão pra base, mas ficou só na base. Então, mas não combinaram o discurso, porque ele fala que foi pro filme e tem muita gente falando que não foi pro filme, né? E aí? A produtora nega, né? A produtora nega... Tem mais gente que nega. O Eduardo também. Não, quem é que nega? O Paulo, o Figueiredo? Tem mais gente que nega. Não, o Pink Cérebro, eles uma hora falam uma coisa, outra hora falam outra. Mas qual que é a versão agora deles?
Aliás, eu queria até perguntar um pouquinho qual é a última versão. Qual que é a versão? Porque não tem só os 134 milhões. Não? Não. Eu sei que o Eduardo negou que foi para a casa dele. Porque estavam falando que foi para a casa dele, certo? Tem esse dinheiro. Tem o dinheiro daquela empresa da prefeitura. Mas é engraçado o que o pessoal fala como se a gente estivesse falando 164 mil, que também é muito dinheiro. Mas estamos falando em 164 milhões.
Por um filme. Qualquer filme. É muito dinheiro. E só pontuar uma coisa sobre isso, que assim, na nossa vida pessoal, vamos supor que você precisa, sei lá, pedir 500 reais emprestado. Pô, o Lênin, quando me pede mil reais, eu já falo, pô, Lênin, mil reais? Já é bastante, né? Não, mas assim, imagina você chegar pra mim e o Vilela, você tem 164 milhões? Eu falo, Lênin.
Não, então... Retire-se daqui. Mas é que tá, você que tá assistindo, você vai fazer isso com quem? Com quem você tem uma confiança, amigo? Você não vai chegar num cara desconhecido e falar, ô, me manda aí quem é então. O Flávio Bolsonaro, ele falava, ele falava, pô, meu irmão, tamo junto, não sei o quê, nas vésperas do Vorcaro ser preso. Então... Isso passa um recado muito ruim pra ele, de que ele era próximo do Vorcaro, por mais que ele fale que não, porque não era um empresário aleatório que ele tava pedindo... ou que ele falava.
pedindo 5 mil reais, cara. Exato. Então assim, não se sustenta na lógica mesmo. E muita gente andou nesse jatinho do Vorcaro também. O que tem de gente aí que... Era a frente ampla esse jatinho. É, rapaz. Você sabe que eu tenho uma oração que eu faço desde o dia que o senhor me foi preso.
Que é o que? Que não tenha uma foto. Ou que Deus meta o doido na cabeça de alguém. Ou que dê uma falha de computador. Ah, sim. Que alguém dê nos dentes. Mas que vaze tudo. Eu entendo. Eu tô torcendo pra isso. Foto, vídeo, tudo. Os vídeos de Trancoso.
Você imagina? Os vídeos do Vorcaro vão acabar com a terra. Você imagina aquelas reuniões também do whisky lá em Londres. Imagina que legal ver aquelas imagens do pessoal tomando whisky. A reunião do whisky... Não teve uma reunião que foi uma homenagem ao ministro do Supremo? É. E que tinha o badge ou... Ah, isso eu não sabia. Tinha um badgezinho. Tinha um broxinho. Em comemoração? Que era pro after, né? Não, que era pro after. Quem tinha o broxo, a garota de programa de luxo tava paga.
Cara... Eu queria filmagem de tudo isso. Que inveja, quer dizer, que absurdo. Quer dizer, eu não tava lá. Que você também, olha, o Quinho e o Vilela, eu achava, eles são importantes, eles são famosos. A gente não ser convidado pra essa festa, a gente não iria. A gente nem ser citado. A gente tá mal, hein, de amizade, hein.
Eu achava, nossa, o Kim é importante. Nada. Vilela, aí tá bombando um podcast. Trancoso, nada. Dois losers. Dinheiro nunca deu pra mim. Nada. Nada, nem uma garrafa de uísque, não é um pacote de reboca. Olha, olha, olha o fundo da sala dele. Olha, olha o fundo. Tem um negócio de mangá. O cara não tem dinheiro pra passar um reboque. Coloca página de mangá na parede.
Primeiro respeito é que isso é estilo, tá? Estilo feio, estilo zoado, né? Aqui tem One Piece, tem Boku no Hero, entendeu? Tem Guns. Eu sou o seu respeito. É por isso que você não é convidado para as festas do Vorkaro. Vai chegar que se pá.
pra chegar com o papo de mangá, de anime. O Kim ajuda aí também, né? Mas, o Kim, às vezes ele convida umas suecas cosplayer lá no Seime. Não fala de blondes. Ô Kim, sério, sério agora. Claro que deveria se ouvir nos corredores alguma coisa sobre essas festas, mas...
esses convites eram abertos ou era uma coisa de grupo secreto? Como que funciona isso? Eu tenho uma curiosidade como são esses porões aí de Brasília, porque mesmo que você não participe, você escuta histórias né, Roquim? Pode falar assim, o que você sabe e o que você escuta de história Não, o primeiro uma curiosidade, antes que eu esqueça
Então teve, a gente em determinado momento estava lá na sala cofre da CPMI e do INSS, todos os dados de um dos celulares do Vorcaro, um dos principais celulares do Vorcaro. Infelizmente eu não conseguia entrar na sala cofre antes que o Supremo mandasse retirar, por quê? Em parte eu acho que por causa de investigações, mas o boato forte que corre...
É de que o Supremo mandou tirar por causa dos vídeos das festas e não por causa de mensagens criminosas. E outra informação que correu bastante nos bastidores, também muito engraçada, é de que, eu não vou revelar aqui o nome, mas que uma parlamentar teria ingressado na sala cofre do Vorcaro e que outros dois parlamentares teriam em determinado momento reparado
que esta parlamentar estava assistindo a várias imagens e vídeos do Vorcaro em si. E aí, na saída da sala-cofre, esta parlamentar teria comentado Nossa, o do Vorcaro é grande!
Cara, eu não acredito nisso. Eu não acredito. Deixa eu aproveitar isso aqui. Aumentando o tamanho do Billy Liu, do cara. Você imagina as imagens que deve ter então, né? Inclusive, eu queria aproveitar que o Kim deu esse gancho para mostrar... Enfim, não é novidade porque a gente...
Pra mostrar o quê? Ei, ei, ei! Calma, calma, Kim. Depois meu filho vai ver isso aqui. O que é isso? Não. Ó, é... Eu queria mostrar, porque o Kim falou desses dados estarem ali na... Esses dados foram extraídos pela Polícia Federal do celular, de um dos celulares do Vorcar. Agora eles já acessaram mais celulares. E a gente já publicou no Metrópolis algumas matérias. Eu tive acesso à parte desse material. E eu queria mostrar pras pessoas como é.
Então, esse software extrai o material e ele separa em pastas. Isso aqui está no meu celular, celular de jornalista, então não tirem o meu celular de mim, por favor. Tá. Enfim. E aí ele separa por pastas, só que são pastas muito aleatórias. Então tem números 0, 5, 7... Mas não tem nada relacionado com... Não. Não está separado assim. Não está organizado. Então, por exemplo, a pasta 7 que eu já abri, eu sei que são as conversas dele com a Marta. Então eu vou abrir aqui.
São todas as conversas dele com a Marta. E aí a gente fez no computador, que é mais fácil, óbvio. Mas a gente foi pesquisando por tópicos e tal. Por palavras. Para ver o que tinha. Mas é só para mostrar mesmo que é uma coisa muito... Eu tenho que tomar cuidado com o meu celular, tá? Mas enfim. Só para mostrar mesmo que é uma coisa muito complexa. É super dividido. Tem até o manual da... Mas nessas passas não tem imagens também.
Tem imagem, tem print. Prints ele dava, inclusive as conversas que, segundo a apuração da Andresa Matais do Metrópolis, são as conversas, e também da Malu Gaspar do Jornal Globo, são as conversas que ele teve com o Alexandre de Moraes na véspera de ser preso. Parte dessas conversas, o que ele fazia? Ele escrevia no bloco de notas, dava um print, e aí ele mandava esse print pro Alexandre de Moraes, supostamente. Eu nem sabia que ele dava fazer isso. Os caras tinham esquema pra não...
Não, o que você... Desculpa, é inacreditável, tá? Porque isso é muito burro. Por quê? É burrice fazer isso? Porque o print tá lá, o printou no celular aqui, alguma das mensagens dele tá aqui, porque ficou salvo. Exatamente. A Polícia Federal não consegue ver a mensagem de visualização única.
mas ela consegue ver o print que você deixou no seu bloco de notas com a mensagem que você usou para fotos de visualização única. Então, gente, isso para mim é assustador, isso mostra muito sobre o Brasil. Até o cara que rouba bilhões de reais, dezenas de bilhões de reais, ele é burro. Até os nossos canales são burros, são amadores. O cara deixou um print do bloco de notas que ele usou como mensagem de visualização única para esconder a mensagem.
Mas então, o que me pergunto é, não sei se vocês conseguem responder isso, Sam, eu acho que você está mais até por dentro, porque você está lá acompanhando isso bem de perto. Cara, por que está demorando tanto assim para sair tudo, ou tem alguém segurando, ou não pode...
Por que ninguém coloca... Por que a gente vê em doses homeopáticas? Por que o Intercept consegue alguma coisa? Ou alguém fala... Como que funciona isso? A imprensa tem... Algumas têm mais acesso ou estão conseguindo apurar melhor? Como que funciona? Só aproveitar o gancho do que o Kim falou, porque eu abri uma pasta aleatória aqui. Cuidado! E achei um dos prints que o Vorcaro mandou para o Alexandre de Moraes.
17 de novembro de 2025, 5h26 da tarde. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear? Então ele teria mandado essa mensagem. Isso aqui, como quem falou, isso é um print que o próprio Vorcaro deu do bloco de notas dele, e ele pegava esse print e mandava para o Moraes com visualização única. E aí ficou salvo no celular dele. Esse print, ele foi preso e o celular prendido. Então foi por isso que a gente sabe que ele conversou.
Provavelmente teve mais conversas. Mas não tem a resposta do... Não tem a resposta do Moraes. Tem joinha que ele deu lá no...
reagiu com joinha e tal. Mas respondendo isso, eu acho que depende muito de como se obtém isso. Mas todos têm acesso a tudo ou não? Algumas pessoas têm mais acesso? Não, porque você pode ter acesso ao que está no material do Vorcaro. Quando a CPI, a CPI do INSS, teve acesso a esse material, lá era uma fonte. Outra fonte é a própria Polícia Federal. Outra fonte, que muita gente não pensa sobre, são os próprios envolvidos no caso.
Então, por exemplo, esse caso do Flávio. O Flávio mandou o áudio para o Vorcaro.
Se for do interesse do Vorcaro implicar o Flávio nisso de alguma forma, o advogado dele manda para o Intercept o áudio do Flávio. E aí, semana que vem, é do interesse da defesa do Vorcaro, sei lá, implicar o governo Lula na história, ele vai soltar alguma coisa referente, por exemplo, à reunião.
do presidente Lula com o Vorcaro. Então, são... Meu chute, tá? Isso é chute, eu não sei. Também não quero ficar chutando fonte de colega. Mas que o Intercept não teve acesso a isso via PF. É o meu chute. Mas, assim, é baseado em extintos. É, assim, eu tô com 30 anos. Eu fiz já investigativo. Sempre foi muito mais fácil você obter do advogado. É?
Porque o funcionário público, para te dar alguma coisa, se rastrearem até ele, ele perde o cargo de estabilidade. Porque eu tenho... O que chega na minha mão, seja segredo de justiça ou não, eu tenho o dever com o meu público de publicar. Certo. Quem tem o dever do sigilo é o funcionário público. Então, assim, às vezes em que eu obtive algo de Ministério Público...
de agente penitenciário que também tem acesso a processos criminais. É quando, assim, era um escândalo muito grande que a pessoa, por dever de consciência, não conseguia mais segurar. Não eram, assim, escândalos políticos já correntes, entendeu? Se obter, vamos dizer, um caso específico de meninos na FEBEM, que na época era a FEBEM, Fundação Casa, que estavam sendo estuprados e existia meio que um comércio ali.
O cara de lá de dentro catou tudo que era sigiloso e vazou porque ele não conseguia mais conviver com aquilo. Então, assim, precisa ser algo muito forte para um funcionário ceder. E eu vejo também uma ilusão muito grande. As pessoas falam, não...
porque o cara é de esquerda, então ele vazou o negócio do Flávio, porque a PF é de esquerda. Gente, o cara vai antes ver o dele. Ele não vai vazar para favorecer um político momentaneamente e perder a estabilidade dele no emprego para a vida inteira. Não, com certeza. Então, essa versão dos advogados, para mim, foi a primeira. Se eu fosse advogada do Vorcaro...
Eu já estaria com tudo isso na mão. Começo a apertar ele, você solta um. Não saiu a delação dele, né? Não, inclusive notícia de uma hora e meia atrás, mais ou menos, é que ele foi transferido de cela. Então restringiram na PF, lá em Brasília, a visita dos advogados do Vorcaro. Não tiraram, restringiram, então diminuíram a frequência.
e trocaram ele de cela. Isso pode sinalizar algumas coisas, pode ser um sinal de que não estão satisfeitos com o que o Vorcaro está entregando até agora, lembrando que, que é outro ponto importante, o ex-diretor do BRB, a apuração da Manuela Alcântara, jornalista do Metrópolis.
de que ele fechou a delação dele, então ele fechou o acordo de confidencialidade com a PF e a PGR, e dependendo do que o ex-diretor do BRB entregar, pode esvaziar a delação do Vorcaro. Então existe aí uma corrida contra o tempo que talvez essa mudança de cela seja para pressionar.
para o Vorcaro entregar algo mais substancial para a delação dele ser validada. Porque a PF, a PGR e o próprio ministro André Mendonça podem não aceitar a delação do Vorcaro. Então, se ele entregar coisas que a PF já descobriu, ou coisas que não têm relevância, não precisa aceitar ele. Ele vai ficar muitos anos preso a mais. Então, ele tem essa consciência e talvez o movimento seja nesse sentido.
E ele tem que indicar alguém acima dele, né? Porque a delação só vale se você indica quem é o chefe. Porque senão o CEO da empresa delata o faxineiro. Não pode. Então, assim, quem que está acima dele?
que é a grande questão. Se ele entregar um ministro do STF ou dois, vai valer? Vamos colocar o Kim para fazer a participação final, porque ele tem horário e a gente tem outro participante também para entrar. Então, Kim, em cima de tudo que foi falado aqui, faz um fechamento. Então, o que você acha que vai ser daqui para frente? O que pode aparecer? A tua análise de tudo. Primeiro ponto, eu acho que eu concordo com o que falaram sobre e...
Epa, tem problema na câmera aqui? Deu uma travada na sua câmera. Deu uma travada. E ainda não... Aí, agora está uma faixa preta. Caramba, hackearam... Nossa, estão hackeando você. É o Carlos Bolsonaro. A quem interessa me calar em relação ao espaço do Blanco Master? A quem interessa... Aí, agora voltou. Vamos lá, vamos lá.
Então, primeiro, eu concordo que existe uma estratégia da defesa de falar o seguinte. Rapaziada, vocês não vão salvar o meu amigo aqui? Vocês não vão ajudar? Quem do Supremo está envolvido? Quem do Planalto está envolvido? Flávio Bolsonaro está envolvido? Vocês não vão ajudar a tirar o cara aqui da cadeia? Ele está falando para começar a vazar coisas de vocês. Então, vocês fiquem espertos que a gente tem esse material contra vocês. Vocês sabem, só que vocês não estão sendo competentes o suficiente.
para salvar a vida do meu cliente aqui e vale lembrar também que o porcar o porcar ele é fraco porcaram playboy porcaram bom Vivan diferente de um Zé Dirceu que é um guerreiro e é um cara que a eu roubei o Lula roubou não interessa eu vou ficar calado até o final porque eu tô com o partido não vou entregar ninguém que o meu negócio é
é o projeto de poder, não é só dinheiro no bolso, é o projeto de poder. O Vorcaro não, o Vorcaro teve um ataque a ponto de socar a parede e ficar sangrando a própria mão, porque não aguentou ficar preso ali duas semanas, ele já estava tendo esse ataque.
E aí trocou de advogado, que é você passar um recado também, tem advogado criminalista que faz delação, que não faz, trocou para um que faz para dar o recado que iria fazer e ser mudado de cela, de instituição. Então, o primeiro ponto é esse. Mas existe um outro ponto.
Quando tem uma estratégia de uma investigação que depende de opinião pública para avançar, porque mexe com interesse político muito grande, existe uma estratégia já utilizada há algum tempo, e eu acho que o mais marcante é o caso da Lava Jato.
que é o seguinte, primeiro você coloca, vaza um indício menor, né, o Ministério Público, a Polícia Federal, ou às vezes o próprio juiz, vaza um indício menor. Eu lembro do caso do Eduardo Cunha, tinha uma acusação mais leve ali na Lava Jato contra o Eduardo Cunha, aí ele se defendeu, falou, não, imagina, foi pego de surpresa, a defesa foi pega de surpresa, vai provar na justiça, tem confiança na justiça, vai provar a sua inocência, e todo mundo conhece a sua reputação, é uma tentativa de ataque político, ou...
ou conjunto de tudo isso, beleza. Aí depois vem uma prova mais contundente, depois dessa negativa inicial. Depois dessa negativa inicial e da prova mais contundente, o discurso fica mais ameno, né? Fala, olha, isso de fato aconteceu, mas tem explicação, tem fundamento X, Y, Z, aí passa para a fase do escárnio, aí passa para a fase da humilhação pública, que eu lembro que no caso...
do Eduardo Cunha, foram dois pontos. Primeiro, para deixar a defesa dele bizarra, mostraram que a declaração dele é de que ele estaria vendendo carne enlatada no Catar. Falando, meu, o Eduardo Cunha...
você tem de negócio de vender carne enlatada no Catars, que fazer quem, de otário? Essa foi uma desmoralização. A outra desmoralização é mostrar que o dinheiro do petrolão tava pagando aula de tênis pra mulher dele. Aí foi pros culachos. Então, assim, se isso estiver sendo feito em relação ao Flávio Bolsonaro e não for a defesa dele passando o recado, eu acho que seja mais provável a defesa passando o recado.
Mas, se for estratégia de destruição de imagem por etapas, utilizando provas de crimes que eles possuem, eu diria que tem mais uma etapa para deixar mais contundente e desmontar a narrativa de que foi para filme. Porque, assim, gente, pelo amor de Deus, o Parasita custou metade. Ganhou Oscar e custou metade daquele filme rocambolesco com aquele roteiro tosco do Bolsonaro. Kim, Kim.
Claramente a gente sabe que esse valor não iria para o filme, é um absurdo. Todo mundo que trabalha com audiovisual sabe que esse valor é um absurdo. Teria que ser muito efeito especial, teria que ter um filme de época, e mesmo assim dá para fazer muito mais barato. Então, com certeza esse dinheiro, ou totalmente ou parcialmente, não foi para o filme.
Sim, que a justificativa deles é, não, tem o Jim Caviezel. Eu falei, mano, calma, eu tinha o Jim Caviezel, já ninguém lembra, mas ele não é o Pedro Pascal, né? Não é a Ana de Armas, não é a Sidney Sweeney, que vocês estão contratando, calma lá, meu. Então, eu acho que ainda vem uma desmoralização em relação ao verdadeiro destino da maior parte desse dinheiro.
Eu diria que se tiver uma outra etapa seria a desmoralização. Seria mostrar alguma coisa bizarra que gastaram com esse dinheiro, seria mostrar alguma coisa que deixaria tosca a defesa para finalizar a desmoralização pública. E para fechar minha participação, a minha aposta em relação a escândalos do Banco Master. Algum grande envolvido vai cair. Por quê?
Por que os grandes bancos que têm o oligopólio no nosso país, e são instituições financeiras muito poderosas, ficaram incomodadas com o Daniel Vorcaro? Porque os grandes bancos fazem o lobby, eles aprovam algo no Banco Central, na CVM, ou no Congresso Nacional, que beneficia o seu oligopólio, e eles mantêm o seu oligopólio atuando de maneira legal da perspectiva operacional. Aí chega o Vorcaro e chuta o pau da barraca. Ele não só...
faz lobby, compra políticos, agrada os políticos para ter aquilo que o beneficia, mas ele opera ilegalmente. As próprias operações que ele opera financeiramente são ilegais e ele obtém uma vantagem competitiva grotesca em relação às instituições financeiras tradicionais. Então, por que que...
as investigações, por que tudo isso ganhou a força que ganhou e não simplesmente foi derrubado pelo Supremo e pelo Planalto agora? Porque os bancos, que são instituições poderosíssimas, querem uma cabeça.
Eles não aceitam que nenhuma cabeça seja entregue para não passar o recado de que, olha, a qualquer dia, qualquer um da Faria Lima pode virar um novo forcaro e, mais uma vez, bater no oligopólio institucional que os grandes bancos têm. Então, na minha avaliação é o seguinte, está tendo uma guerra de facções agora, de pessoas envolvidas no escândalo do Banco Master.
O que se escuta por aí é de que as coisas que vazaram do Toffoli foi a mando do Lula, porque o Lula queria aliviar a pressão em cima do PT da Bahia, e o Lula tem um ressentimento com o Toffoli, que foi o Toffoli que, quando o Lula estava preso, não deixou ele ir para o velório do irmão. Então o Lula tem um ressentimento desde aquela época com o Toffoli e teria colocado a Polícia Federal para vazar isso em cima dele, e aí o Toffoli em retaliação também, operando coisas na imprensa em relação.
ao Augusto Lima e no meio de tudo isso, né, Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira também, tentando que a cabeça que caia não seja a dele, seja o do PT ou seja de algum do Supremo. Então, tinha tanta gente envolvida no escândalo que não eram vários amigos envolvidos no mesmo escândalo, eram vários inimigos envolvidos no mesmo escândalo. E agora que estourou e eles sabem que alguma cabeça precisa ser entregue, eles estão lutando desesperadamente para que não seja a deles.
e para que seja da facção adversária, ou que no mínimo, se não for uma facção adversária, que seja uma facção que não seja a deles. Então, a minha aposta, alguma cabeça grande vai cair, mas não serão todas as cabeças grandes envolvidas que vão cair. Valeu, gente, boa noite. Valeu, Kim, brigadão. Até mais.
E aí, Madá e Sam, concordam com ele? Algum ponto para acrescentar? Vocês acham que o Lula vai ser afetado também, que é um pré-candidato? Tem alguma coisa em relação a ele que pode ser vazada?
A gente não sabe, porque ele teve quatro reuniões com o Vorcaro. E se o Vorcaro gravava igual o Wesley? Porque tem uma coisa que isso falava, quando eu estava no UOL ainda, no começo do governo, que é uma das maiores... Eu sei que eles não têm outro jeito, mas uma das maiores burradas que existem é colocar alguém do setor privado, que já gravou uma conversa íntima com o presidente da República.
De volta no círculo presidencial. Pois é. Porque em nenhum país isso existe. Nenhum. Não estou nem falando assim, nos países sérios não existe. Não, não tem. Não porque... É porque é muita burrice. É assim, uma aula de burrice. O cara gravou o Temer escondido e deu aquele maior escândalo, lembra? Na época da Lava Jato. Aí, de repente, o cara está lá de volta.
O que todo mundo que frequenta ali coloca na cabeça? Ah, eles não ligam tanto assim se a gente gravar o presidente.
É, inclusive eu tive uma experiência... Tá liberado. Então assim, eu tô falando, você deve ter tido essa experiência, porque tem pessoas gravando coisas que não eram gravadas antes em Brasília. Tem coisa que era tabu. Outro dia me falaram que daqui a pouco os encontros políticos vão ser estilo Antônio Carlos Magalhães. Só no mar com água acima do umbigo.
Pra ver se não tem escuta, não tem celular. Parece coisa de aquele filme de mafioso, né? Que os caras iam pra piscina mesmo, iam pro mar. Pois é, mas isso que a Madá falou, uma coisa que me chamou atenção, porque eu tava pensando isso semana passada, porque eu tive uma experiência. Quem me segue no Twitter viu qual foi a experiência, que é o seguinte.
Como eu disse, estava em Nova York, cobrindo a Brasil Week, que é uma semana dedicada a eventos empresariais. É uma semana que até ano passado era muito frequentada por ministro do STF e esse ano não foi nenhum. O que será que aconteceu? Mas enfim. E aí, num desses jantares, eu estava com uma colega da Folha e... Não estava no jantar com ela. A gente se encontrou lá e a gente queria fazer a mesma coisa, que era questionar o Joesley. E o Joesley estava nesse jantar. E aí acabou o jantar. Tipo, tinha uma...
Uma divisão lá que eles tiraram e tal. E aí a gente viu o Joesley ali dando sopa. A gente falou, vamos tentar perguntar pra ele. E aí até ela que começou a conversar com ele e tal, ele começou a disfarçar. E aí quando a gente fez a pergunta, que a pergunta óbvia naquela situação era...
você realmente falou com o Trump para o presidente americano encontrar o Lula. Eu tenho um vídeo aí para a produção. É quatro segundos, só para vocês verem a reação dele. Vamos ver.
Não tem ainda, tá? Mas basicamente ele deu risada e falou não posso falar sobre isso e tal. Mas por que eu fiz todo esse preâmbulo aí? Porque, cara, realmente é uma pessoa que não só gravou um presidente da República, como participou de um dos maiores escândalos de corrupção do país, se não o maior. Ele estava ali em Nova York junto com...
Os poderosos do Brasil, um colega meu que nem é brasileiro até falou, nossa, acho que 25% do PIB do Brasil tá aqui nesse jantar hoje. E assim, rindo, se você vê o vídeo e dá risada, não sei o quê, tipo assim, vivendo a vida normalmente. Então, duas coisas sobre isso. Primeiro, o que a Madá falou faz todo sentido, que é essa questão do... de...
De fato, se aconteceu e ficou por isso mesmo, por que não aconteceria de novo? E a segunda questão é, não me surpreende se daqui 10 anos ou 5 anos, não me surpreenderia totalmente se o Joe Wesley, que eu estou citando hoje, for o Vorcaro, vai saber o que vai acontecer daqui tanto tempo.
E essa história do Vorcaro também intriga a gente bastante, porque como que ele chegou a ter todo esse poder de sair comprando? É ele mesmo ou é um grupo que ele representa? É, ele só está na frente de... Porque ele estava até... E assim, é uma coisa... Todos os espectros políticos, Igreja da Lagoinha, Bicheiro... Tem essa, é mesmo. Comando Vermelho.
Gente infiltrada na Polícia Federal, no não sei o quê. Ele tá infiltrado em todos os lugares, sendo que até outro dia ele era apresentador gospel de televisão. Só um minutinho, Amanda. Vamos rolar o vídeo e chamar o Josias também, que já tá no ponto, né? Aí é o vídeo, ó.
Ele tem áudio, mas assim, ele basicamente diz eu não posso falar sobre isso, não sei o que, mas a cena toda é, então é um regabof lá dos empresários em Nova York, e o Wesley rindo, vivendo a vida normalmente como um grande empresário, de fato ele é dono de uma grande empresa, mas que tem esse passado que assim, é totalmente assim, é um passado totalmente manchado por uma situação ali de corrupção e na qual ele vive a vida normalmente, aí esse vídeo fui eu que fiz dele.
E assim, a apuração é essa mesmo. Ele ligou para o Trump e pediu para o Trump receber o Lula. E o Trump falou, ok, vou receber o Lula. É nesse nível. É nesse nível. Então assim, é muito poder para uma pessoa. E talvez o Vorcário fosse chegar a esse ponto. Ou vai ainda, vai saber.
E é o mesmo perfil. O Joesley também tinha aquele negócio que era uma empresa muito pequenininha do pai dele, de açougue. E foi escolhido para ser um campeão nacional. Um campeão nacional. O Vorcaro é a mesma coisa, né? É esse pessoal que vem de baixo e prospera no governo Lula. É muito interessante. Vamos chamar o Josias aí. Então vou pedir a vocês dois também que coloquem ela na conversa aí. Josias, tudo bem? Olá. Se apresenta para o povo aí.
Bom, sou Josias Teófilo, diretor, fiz o Jardim das Aflições, Nem Tudo Se Desfaz, agora o Brasil como ideia, três documentários. Sou colunista da revista Cruzoé, estou lá com a Madá, e também colaboro com a revista, com o Morning Show. E agora estou aqui no Festival de Cannes, na França.
Ele é nosso correspondente do Antagonista. Que chique, hein? Lá em Cannes. Então aproveita e já faz uma primeira pergunta para ele, então, Madá.
Ô Josias, eu queria que você falasse do preço das coisas, porque eles estão falando, não, são 134 milhões, mas tinha que trazer o Jim Caviezel. Aí agora eu já vi no meio bolsonarista, é que o povo é ruim de matemática lá, então eles dão muitas explicações interessantes. Uma é que é o seguinte, esse...
Orçamento não é um orçamento do filme. Está com o orçamento da distribuição junto. E publicidade, marketing. Deve meter isso. O que se sabe até agora desse orçamento? E qual é a comparação do preço?
Desse filme, onde o Jair Bolsonaro parece o Clodovil no seu primeiro mandato. E de outros filmes. O pessoal não está entendendo o que você está falando. Pega a imagem para a gente mostrar. Eu até achei que você estava com uma imagem de inteligência artificial. É real essa imagem? Eu mandei essa imagem para várias pessoas falando. Acabou de sair um filme do primeiro mandato do Clodovil.
O único que sabia que era zoeira era o Josias, porque ele estava por dentro do filme. Todo mundo achou. Muito estranho. Tem aqui. Tem aqui, ó. Isso daqui é imagem real. O Josias foi o único que não caiu, porque ele já tinha visto.
Olha só. Esse é o Bolsonaro. Não pode ser. Esse é o Bolsonaro do filme. Gente, dois jornalistas mostrando o celular na live o tempo todo. Olha, a gente tá correndo um perigo aqui. É. Por quê? Não. Opa. Mas, Josias, qual que é o preço de tudo? E assim, compara essa grande produção que transformou Bolsonaro em Clodovil ao preço do que tá passando aí em Cannes, na França.
assim não esse orçamento faz todo sentido é para todo sentido se fossem filmar Titanic Avatar no Brasil aí tava tudo bem e se ela Vingadores e tal esse orçamento não faz o menor sentido entendeu esse orçamento é absurdo e na verdade ele só indica uma coisa que o filme foi usado para
outros fins ilícitos. Então, é tão simples quanto isso. Na verdade, quem me conhece sabe, aliás, tem uma pessoa aqui que me conhece e sabe, que eu já tinha falado, estou falando há vários meses já, que esse filme ia proir a candidatura de Flávio Bolsonaro. É mesmo? Ele falou pra mim desde o início.
Porque, na teoria, o filme ajudaria, né? Não. Um filme com roteiro de Mário Frias vai ajudar quem? Ah, tá. Realmente, você me deu um argumento muito bom. Né? Então, roteiro e produção de Mário Frias, que nem na Malhação deu certo. Mano.
Aí o Josias já, no começo, ele bem no começo, quando saiu o filme, ele já falou pra mim assim, Madá, já fica aí com o radar ligado, porque quem colar na desse filme vai cair junto na eleição. E ele, você chegou até a publicar uma coisa meio cifrada, né, nas redes disso. Mas eu já tava atenta, quando veio a história do filme, o pessoal, gente, mas quem diria? Eu falei, gente, o Josias tá falando isso faz meses, porque você já tava ligado no que que era, né?
É, eu tava ligado. Quer dizer, o problema nem de qualidade não, porque evidentemente que tudo relacionado a Mário Frias tende a ser uma desgraça e um fracasso, porque ele foi o pior secretário de cultura da história do Brasil. Ele fez um trabalho escandaloso de ruim na secretaria de cultura, ele não fez absolutamente nada, deixou de fazer o Bicentenário da Independência, tudo ali foi o pior possível.
virar um meme já era esperado, mas o que eu estava falando desde janeiro e fevereiro desse ano, eu estava dizendo, esse filme vai destruir a candidatura de Flávio Bolsonaro. E aí eu postei, claro, não podia falar isso publicamente, porque ia parecer que eu estava conspirando contra o filme, estava agorando o filme. Na verdade, não, eu só estava constatando uma coisa muito simples. Um filme desse sem lei de incentivo, ia ter que o dinheiro ia vir de algum lugar.
E aí começaram a surgir notícias de que ele teria usado dinheiro da prefeitura ou de emendas parlamentares. E como ele trouxe atores e o diretor dos Estados Unidos, eu pensei, para ele pagar esse povo, ele vai precisar de muito dinheiro. Ele vai precisar de dinheiro de algum lugar. Então, foi aí nesse contexto que eu entendi que...
ia ter problema e graves e também eu tava notando o seguinte contexto que é Flávio Bolsonaro tava ganhando parado ele ser impossível que ele continue assim é ganhando para alguma coisa acontecer e aí outro sinal veio outro sinal que me fez chamar ainda mais atenção para isso para essa situação que foi a situação de saúde do Mário Frias porque ele foi internado na UTI
um problema sério de saúde e eu pensei olha aí ele tá ficando e isso teve foi no exato contexto em que o ministro dino é começou a investigar a questão dos envios das emendas que supostamente foram para o filme que eles estão acusando e o dinheiro da prefeitura para instalar internet que foi para carina gama
que é uma produtora que já produziu um monte de coisa, mas que está trabalhando com o Mário Frias e a produtora do filme. Então eu pensei, essa história vai feder, essa história vai afetar a candidatura do Flávio. Então eu já estava falando para todo mundo isso, então já se preparem, porque essa candidatura, isso vai afetar a candidatura do Flávio. Agora, eu não imaginava que fosse ser Daniel Vorcaro. Então foi muito pior do que eu poderia imaginar.
Porque, e eu não imaginava também que o Flávio estaria envolvido, que o Flávio mandaria um áudio, o que é um amadorismo, assim, para um candidato a presidente.
É um amadorismo tremendo, é um amadorismo imenso. E eu também não imaginava a tragédia que ia ser a gestão de crise deles. Porque um fala uma coisa, depois o outro fala outra. E eu também desconfio, pelo contexto todo, que eles já brigaram.
eles já estão em profundo desentendimento aí inclusive o Eduardo Bolsonaro e Mário Frias porque por mais que eles tivessem juntos nessa empreitada eu acho que a forma com que foi conduzida depois que veio a tona foi muito ruim dos dois lados eu acho que eles já estão brigando né E eu acho que o Mário Frias não vai mais voltar para o Brasil tá
Então, o contexto era esse que eu estava dizendo para todo mundo que eu conheço, que achava que esse filme ia destruir a candidatura do Flávio Bolsonaro. Não pelo filme em si, porque o filme virar meme, eu acho que não tem problema nenhum. Eu já estava até zoando que ia colocar o perfume de Bolsonaro para ir ver o filme. Todo mundo ia... Nessa brincadeira o filme fazia 100 mil espectadores, entendeu?
então é o problema não é a qualidade do filme ele vira meme não é ser ruim como dá para ver que é ruim não é pelo trailer para todas as imagens foram divulgadas as imagens com o mínimo que não tem um menor apuro não é então na verdade o a situação é a seguinte este filme foi usado para outra coisa
Foi usado como desculpa para fazer alguma outra coisa. Agora, o que eu não posso dizer e não sei. A verdade é essa. Eu não sei ainda. A gente não sabe. Mas que o filme foi usado para outra coisa, ele foi. E lamento também que a situação do Jim Caviezer, que é um ator muito bom e muito sério. E os americanos em geral, os conservadores, eles são pessoas que não se metem nesse tipo de coisa. Então, eles não sabiam onde eles estavam se metendo.
e eu já tinha pensado também que esse filme não seria distribuído e continuo achando que ele não seria distribuído então antes eu achava você acha que ele não vai para o cinema? não, não vai alguém vai impedir ou porque ele não vai ser finalizado e vai ter um problema técnico?
Não, veja bem, quem iria impedir agora vai incentivar, né? É mesmo? Porque o STF... É, porque veja bem, o STF tem todo interesse que esse filme saia. Vocês acham também? Se esse filme sair... É, porque é o seguinte, quando as pessoas olharem o filme eles vão ver, eles vão ter noção do tamanho da produção.
Aí dá pra ver com clareza absoluta quantos figurantes tem, quantas cenas, quantas locações. E dá pra calcular quanto esse filme custou na prática. Quem tem de cinema... Desculpa, mas vocês não acham que vai ter também o aspecto de muita gente ver ele como herói e reviver essa coisa do... Você lê o roteiro? Não, não li o roteiro. Eu li. Você quer que eu te mande o roteiro?
Você lê o roteiro? Eu tô com o roteiro aqui. Ah, tá. Desculpa. Não, como é que ele fala assim? Como é que é? Aquela história dos rumores e dos peidos. A frase é tipo assim... É...
Como é que é? Não, pera aí, eu vou abrir. Rumors are like farts. They come from assholes. É isso. Agora, como é que rumores são como peidos? É, a jornalista fala assim, tem um boato de que os militares estão conspirando a ele. Rumors are like farts. They come from assholes.
Deu Oscar pra esse cara. Cara, essa é muito zorra total. Sabe um vídeo que eu queria ver? Era a leitura desse roteiro. O Josias. Será que vai superar a Baiana, esse filme? Porque geralmente tem esse momento em que todo mundo se reúne numa sala, numa produção audiovisual, por exemplo, um filme, e eles fazem a leitura do roteiro. E aí eu queria muito... Nossa, cara, isso eu também queria muito ver.
Câmera exclusiva do Jim Cavizo, inclusive. O Josias acho que queria mais do que a gente ver esse momento da leitura. Agora, uma coisa que eu acho importante esclarecer é o seguinte. O Josias é um cara de direita. O Josias é um cara muito mais à direita que eu, né, Josias?
Ele não está falando isso porque ele é contra a direita, por questão política, por nada disso. A questão, inclusive, dessa ala da direita, que é uma direita conservadora que o Josias representa, é da chinelagem desses caras.
O Josias até paralisou, porque ele estava passando aqui por esquerdomacho para pegar a mulher, estava lá no festival de Cannes com sua eco bag, atrás da mulherada, que você sabe que a mulherada, você está na pista, se você não fizer o L, não leva. Ah, é? É, tem que fazer o L. Olha lá, o Josias já está no shape.
É o shape, né? É a Mada fica dizendo que eu tenho cara de esquerdo macho. Nosso diretor também, então, né? Olha lá o nosso diretor, ó. Também, né? Tudo esquerdo macho, mas o José é o único legítimo esquerdo macho de direita do Brasil. Esquerdo macho de direita. É seu corpo, suas regras, vem tomar banho comigo.
Vamos fazer uma foto sensual, né? Um ensaio sensual. Um ensaio sensual, seu corpo, suas regras. Mas, José, essa leitura, a leitura do roteiro deve ter sido maravilhosa. O Mário Freire sabe ler?
Ah, pois é. Tem toda uma equipe lá, né? Eles se associaram, eu conheço algumas pessoas que trabalharam nesse filme no começo da projeção, quando eles estavam concebendo a ideia, né? Porque, assim, eles têm um volume de dinheiro grande, eles puderam contratar pessoas. Agora, se você é conservador, sem dúvida, eu sou conservador de direita, não é muito comum isso no meio, eu não, no meio do cinema. Se bem que tem um clichê meio grande de que o pessoal do cinema é tudo de... ...e que o pessoal do cinema é tudo. E que o pessoal do cinema é tudo. E que o pessoal do cinema é tudo.
de esquerda mas eu tava aqui em canaio com um monte de gente não é uma mesa tava com uma mesa aqui cheia do bando cerveja todo mundo de direita conservadores só são discretos tem muita gente de cinema que é conservador que votou no bolsonaro o seu pt não porque tem a grande paixão pelo bolsonaro
mas que não fala publicamente disso. Então, o meio artístico, a direita é subrepresentada no meio artístico. A verdade é essa. Agora, isso aí que está acontecendo, a verdade é o seguinte, isso não tem nada a ver com direita ou esquerda. Isso aí é amadorismo, oportunismo, gente desqualificada, querendo fazer o que não sabe, o que não tem expertise. Aliás, isso é muito comum na direita, porque é o seguinte, a direita surgiu de modo muito abrupto.
Então, você imagine, em 2013, veio aquele grande...
de todo mundo se começar a politizar, a querer entender o que estava acontecendo e tal. E aí os grupos conservadores começaram a se organizar e começaram a usar a internet, principalmente. E aí surgiu um imenso movimento de massa que cresceu com uma força tremenda. Eu acho que o antipetismo é a maior força política da história recente do Brasil. Basta ver a quantidade de gente que colocava na rua. Mas aí junto com essa quantidade de gente, com esse movimento orgânico...
vieram os picaretas. Então, tem dois tipos de picareta. Tem os picaretas da política e do marketing digital, que vendem produto online, que ficam enganando as pessoas com um monte de porcaria, lixo. E a mesma coisa dos políticos. Gente que se associou, que chegou. Eu sei como foi que Mário Frizz, vou contar em primeira mão como é que ele virou secretário. Foi o seguinte. Roberto Alvim, lembra de Roberto Alvim? Sim. Então, lembrar dele. Pois bem, Roberto Alvim.
Um dia eu conto essa história inteira aí do Roberto Alvim também. Aquele vídeo estranho dele, né? Que era um vídeo que disseram que tinha uma estética nazi. Ele todo duro com aquela música, com aquele cenário, né? Mário Fias, foi bem, Mário Fias chegou ao prédio lá do Ministério da Cultura.
e roberto alvinho da secretária que ele tava doidão lá no ministério e aí ele foi ele foi lá atrás de dinheiro que é dinheiro para os projetos dele ele não se colocou publicamente a favor de bolsonaro em 2018 ele não se manifestou politicamente até 2019 quando ele viu a fraqueza de roberto alvinho mental e tudo da situação lá ele disse ele foi lá se reunir com um cara e disse olha acho que eu queria sentar nessa cadeira aí
E aí ele resolveu que ia se articular para virar ele próprio secretário. Só que aí veio a Regina Duarte, ainda era a Regina Duarte, também enfraquecida, porque o Jair Bolsonaro não achava que ela estava bem do lado dele, como ele queria, estava muito do lado da classe artística. E aí o Frias foi articulando até se tornar secretário de cultura. E aí se associou ao Eduardo Bolsonaro.
e virou secretário e não fez absolutamente nada no cargo, não tem uma obra, não tem um filme, não tem absolutamente nada que ele tenha feito lá. A Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo Gustavo, que foram criadas na gestão dele, foram criadas pelo PT no Congresso, que é pelo grupo da Jandira Feghali e tal. Então eles tomaram aquela... Eles tomaram a Secretaria de Cultura através do Congresso e ele teve que aceitar, porque ele ficava economizando dinheiro, aí vinha o Congresso.
criou a lei Aldir Blanc e a lei Paulo Gustavo e torrou o dinheiro para os estados. Então não teve gestão Bolsonaro na cultura, foi nula, não aconteceu nada. Então, e aí o Mário Frias virou deputado e inventa esse filme. Agora, esse filme, veja bem, você fazer um filme desse tamanho com produção norte-americana no Brasil,
E o tamanho da nossa produção é muito pequeno. Para você ter uma ideia, um filme de grande orçamento no Brasil é um filme de pequeno orçamento nos Estados Unidos. Por exemplo, o Ainda Estou Aqui, que foi um filme luxuoso. Um filme que teve uma cena por dia. Foi filmado em 35mm, reconstituição de época, com elenco exemplar, com Fernanda Torres, etc. Esse filme é feito por um bilionário, que é o cineasta mais rico do mundo.
Walter Salles é o cineasta mais rico do mundo, mais rico do que Spielberg, mais rico do que qualquer outro cineasta do mundo. E ele foi lá e fez esse filme e gastou, torrou um monte de dinheiro e também fez uma cópia na produção francesa. Então, teve dinheiro em euro investido nesse filme. Pois bem, ainda assim, o Ainda Estou Aqui é um filme de pequeno orçamento nos Estados Unidos. Porque no final das contas vira, sei lá, 10 mil dólares.
É, o, este filme, o Dark Horse, ele é um filme feito com o dobro disso, mas veja bem, esse foi o orçamento que eles conseguiram, e não o orçamento que eles queriam ter, eles queriam ter 184 milhões só do Daniel Vorcaro, o que já seria o, é, quase o triplo.
da maior produção brasileira, que eu ainda estou aqui, que por sua vez foi o dobro da produção anterior, o maior filme brasileiro anterior. Então, olha só, fazer esse filme em inglês, com o diretor norte-americano e atores americanos, sendo que a maior parte do público potencial é um público brasileiro, não faz o menor sentido, isso é absurdo, isso só faz sentido se você entender que existe algum outro objetivo por trás.
né então eles queriam dinheiro para alguma outra coisa então a verdade é o esse orçamento esse modelo de produção fazer um filme inglês sendo que a maior parte do público potencial está no Brasil não faz sentido nenhum é uma coisa absurda e se eu olhando isso tudo eu já digo esse escândalo potencial isso vai provocar
uma tragédia na direita brasileira, no bolsonarismo. E aí se junta isso ao contexto em que Eduardo Bolsonaro estava já obcecado, cavando espaço para um futuro Ministério da Cultura do governo do irmão.
Ou seja, por que Eduardo Bolsonaro tinha tanto interesse nessa cataria de cultura do governo Bolsonaro? Por que ele tem tanto interesse agora em fazer esse filme? E por que ele ficou nos Estados Unidos? Eu gostaria muito que ele esclarecesse isso para nós, porque ele seria eleito muito facilmente.
senador da República, o que é um cargo excepcional. Então, ele renunciou a isso supostamente para lutar pela liberdade no Brasil, nos Estados Unidos, mas não precisava disso tudo. Ele ia, ficava um mês, como ele ia todo ano, dezembro e tal, e aí julho, aí ia lá, se reunia com o que ele quisesse, depois voltava, não precisava disso tudo. Podia fazer discretamente também, né? Enfim, isso tudo são coisas que vão se avolumando. Agora, em relação ao Flávio Bolsonaro,
Sabe aí qual é a minha opinião que foi o grande problema? Eu acho que é o seguinte, Antônio Carlos Magalhães, que já foi citado aqui hoje, ele dizia que se você gosta muito de dinheiro, você não pode ter o poder. Então ele ter se metido nessa produção e ter mandado um áudio para o Daniel Vorcaro.
E ainda mais naquele contexto que as coisas estavam surgindo, estavam vindo à tona. A tona, primeiro, é um grande amadorismo. Segundo, mostra que ele está mais interessado em dinheiro do que em poder.
Então, e aí ele não vai ter poder nunca, porque ele entregou aí a presidência da República. Porque o cenário que estava era Lula fazendo um monte de bosta toda hora, aumentando imposto, inflação. Um cenário internacional totalmente desfavorável. O amiguinho dele, Maduro, havia sido deposto. Trump estava...
brigando com ele, claramente, aí depois vem esse contexto e a situação ficou muito mais favorável para Lula. Então, agora, eu acho o seguinte, Flávio Bolsonaro tem uma coisa que ele poderia fazer agora, que iria melhorar, estancar a crise, que é afastar o próprio irmão de perto de si. Quer dizer assim para ele, privadamente ele vai dizer, olha, ou você sai de perto ou eu não vou ser eleito. Entendeu? Então, é isolar o Mário Friar e dizer, olha, eu fui envolvido numa coisa.
que eu achava que era legítima e agora eu tenho dúvida e agora estou fora disso aí. Tudo que aparecer disso aí, eu já estou desautorizando, eu acho. Agora, em relação ao filme não ser distribuído, que você me perguntou, Vilano, eu acho que é pelo seguinte, os cinemas, evidentemente, os cinemas e as distribuidoras...
Tem, depende de certa legitimidade para operar. Então eles não vão distribuir um filme que claramente foi dinheiro de um escândalo de corrupção, admitido por quem o produziu.
então com áudio eles eles admitiram então então a volta desse dinheiro vai para quem é porque estão dizendo que é um investimento Daniel Varcaro a volta vai para ele com o dinheiro que ele investiu do dinheiro de uma fraude formar a fraude bancária da história do Brasil o dinheiro vai voltar para quem o dinheiro deveria voltar para o investidor né
para o produtor e investidor deve ter lá a porcentagem tá lá no contrato que a gente não sabe ainda mas o fato é como é que você vai pagar de volta um sujeito aliás eu não vi ninguém falar isso na bíblia até agora eu coloco aqui para reflexão com vocês como é que você vai pagar um investimento de um sujeito que colocou um dinheiro sujo que é dinheiro de um escândalo de corrupção
Então, é um problema sério. Esse filme não vai pro cinema. Não vai. Ninguém vai querer distribuir, ninguém vai querer... Não vai ter distribuidora que top entrar no meio desse escândalo. E não vai ter cinema que top colocar esse filme. E isso é só. Porque, na verdade, o cinema vira sócio do filme, né? Porque assim, 50% vai pro cinema, 50% vai para os produtores.
então e aí eu quero cinema ver a sócio de um filme que foi feito com dinheiro de uma de um organizado de um de um de um esquema criminoso não dá gente é impossível agora o o antigo é o que eu postei eu postei um meme no do Twitter hora dessa aí vejam lá quer dizendo assim é o público alvo do filme é o público bolsonarista né E aí o público atingido foi o público que fez o L né
então por quê? porque agora o STF vai querer mais é que esse filme passe eu acho que os peitistas vão querer agora os peitistas vão querer ver esse filme agora eles estão doidos pra ver esse filme e a candidatura do Flávio vai querer escondê-lo porque quando se vê a produção em si que já dá pra ver que é precária mas quando vê o filme inteiro com detalhes
Dá pra ver quem trabalha com cinema sabe a dimensão da produção. Até eu que sei. Então eu não trabalho com ficção ainda, mas eu consigo ver um filme com mais ou menos o tipo de filme, a proporção do filme. E o filme que está no trailer não é o filme do orçamento que foi feito, gente. Pelo amor de Deus. Parece um filme de orçamento muito baixo e é um filme de orçamento muito alto. Este foi o filme.
o maior orçamento da história do Brasil, o dobro do filme com o maior orçamento anterior, que eu ainda estou aqui. Então, olha só, olha a situação. E o pior, a direita está complicando muito a situação dos produtores de cultura. Pelo seguinte, agora vai ficar todo mundo com medo de botar dinheiro em filme.
É uma coisa complicadíssima, que eles já fizeram isso muito, você vê. Existe um cenário de hegemonia da esquerda na cultura. Aí você vê a direita chega ao poder, em vez de incentivar a produção que é contra a hegemônica, que é de pessoas que não são de esquerda, que têm coragem de se manifestar e tal, eles vão dizer, não, não queremos financiar ninguém, queremos que a cultura acabe, que pare de ser financiado tudo.
É ridículo. E olha só, esse escândalo só provou uma coisa. A lei Rouanet, a lei do audiovisual, são fundamentais para financiar a cultura. Se não tiver, vai ter que fazer esquema para se financiar. Josias, você quer finalizar com alguma coisa? Agradecer demais a sua participação. Faltou alguma coisa aí? A gente vai finalizar aqui também. Tem outros aspectos que eu quero perguntar aqui para a bancada.
Não, eu acho que eu queria conversar um pouquinho aí, quem quiser perguntar alguma coisa. Eu acho que basicamente o que eu tinha... Então vamos fazer o seguinte, Josias. Vou voltar aqui com a conversa pra mesa, você tá aí, a gente tá te escutando, qualquer coisa chama aí, tá? Tá bom. Mas daí, Sam, em cima do que ele falou, vocês acreditam mesmo isso? Cara, eu acho que esse filme vai pro cinema sim, e ele tem o lado positivo e o negativo.
O negativo é que vão ver que esse dinheiro não foi gasto, mas eu já tô vendo uma galera animada querendo assistir, te falo a verdade mesmo.
É interessante ouvir o lado técnico. Tem um negócio da FGC, né? Porque é o seguinte, o rombo do Vorcaro foi coberto com dinheiro do contribuinte, pelo fundo garantidor de crédito. Se ele deu pelo menos 60 milhões, eles vão ter que devolver. Exato. Tem essa? É, porque o Vorcaro deu o rombo em todo mundo que tinha comprado o CDB do Master. Certo.
E era coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito. Eles vão querer. O Fundo Garantidor de Crédito nada mais é do que uma grana que vem do contribuinte via bancos. Que está lá para... E está lá para cobrir se der algum problema. Mas não é se der algum problema do cara ter feito esquema, como nesse caso. É se der algum problema, faliu. É.
Eles vão atrás desse dinheiro, porque tudo que o Vorcaro tem de bens, eles estão redirecionando para isso. E o dinheiro, a produtora fala que não foi para o filme, cadê esse dinheiro? Vão atrás desse dinheiro. Pois é, que situação... Porque, vamos lá, a narrativa mais propagada pelo bolsonarismo hoje...
inclusive nas minhas replies lá do Twitter, é essa. Ah, o Flávio não podia buscar patrocínio, porque aí o cara podia ter a bilheteria de volta, essa grande produção que ia trazer milhões de pessoas ao cinema. Isso é o que os bolsonaristas falam. Então vamos lá, ok. Então essa produção, vamos supor que ela vai ao cinema, ela começa a arrecadar a bilheteria. Como é isso? Porque não está claro. O contrato com o Vorcaro era que ele ia receber, sei lá, 30% da bilheteria, 50% da bilheteria.
Isso não está claro e a gente não sabe. Mas se for o caso, vamos supor que seja isso. Tem um contato lá bonitinho. Daniel Vorcaro e a produtora. E aí quando o filme sair para recuperar o dinheiro investido, 50% da bilheteria vai para o Vorcaro. Então esse dinheiro da bilheteria vai não vindo as contas para o FGC. É uma história tão maluca, uma história tão nebulosa ainda, que a gente não tem a resposta dessas coisas mais básicas, porque não nos foi fornecida.
Você falou em narrativas. Eu falei aqui com a sua produção. Eu quero... Vou até tirar o fone aqui. No videozinho? É, porque é o seguinte. Você me trouxe aqui quando eu tinha sido censurada pela Erika Hilton e pela AGU. Naquela mesma época, começaram a me atacar. Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e toda a turminha deles. Com qual justificativo? Com quem a Erika é. Qualquer coisa.
A gente... Aí, o que acontece? Muitas pessoas começaram a aparecer me falando coisas específicas que eu tinha dito. Eu já te vi defender pena de morte para réus do 8 de janeiro. Eu já te vi defender a prisão perpétua do Bolsonaro.
Eu já vi defender que os militares tirem o Lula do poder. Coisas assim absurdas. E aí eu vi que influencers estão cortando trechos do meu programa Narrativas Antagonista e fazendo react como se fosse algo que eu disse numa live.
E não são influencers pequenos, tá? Que não sabiam. São influencers grandes. Que sabem o que estão fazendo. Sabem. Sabem do contexto. Sabem do contexto. São da política. E estão fazendo para me queimar. Então, eu vou... Eu tenho esse programa que já tem mais de 600 edições do Antagonista. Ele é diário. Eu falo os fatos e a minha opinião.
E digo a narrativa da esquerda e da direita. Eu até já gravei uma vez aqui, lembra? Lembro, lembro. Então eu trouxe esse videozinho pra você que tá aí em casa e que de repente vai ver um corte meu defendendo prisão perpétua pra Débora do Batom. Vai ver um corte meu defendendo que, sei lá...
Qualquer coisa da Janja e do Lula que tem que ser presos e nunca mais poder falar em lugar nenhum. Você que vai ver uma coisa absurda do que eu estou falando, não fui eu que fui traída pela pessoa que te mandou o vídeo, foi você. São influencers que não se importam com o próprio público e que estão te mandando este material como se fosse uma opinião minha. E aí, se vocês puderem mostrar esse videozinho, que eu acho que vendo o videozinho o povo entende de uma vez.
Vamos lá. Toca aí. Tem áudio, né? Tem. Pro pessoal. Então vamos lá. Tá bom. Você pode comentar ou pode a gente passar e depois você comenta. É um minutinho e depois eu comento. Tá bom. Primeiro eu te trago os fatos, depois a minha opinião. Mas antes de opinar eu te digo uma coisa que você só vê aqui.
Qual é a narrativa da esquerda e qual é a narrativa da direita? Quem venceu nas urnas foi a democracia. E a democracia se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Vigiar e punir como é gostoso. É pra isso que eu fiz o L. Mandão, eu autorizo. Agora já tá na boca do gol. A gente tá contando os dias pra ouvir aquele plantão da Globo gostoso do genocida indo parar na cadeia. Porque é pra isso que eu fiz o L.
Tá muito certo, Alexandre de Moraes. Olha, eu acho prisão perpétua pouco pra essa gente que quis demolir a democracia. Nós, patriotas, avisamos. Os militares traíram Bolsonaro no último momento. A culpa do que tá acontecendo agora é de quem? De quem criticou o Bolsonaro. De quem não fez campanha pelo Bolsonaro. Porque o que tá ali não é o julgamento do Bolsonaro. É o julgamento de um país inteiro. A gente pode ou não pode reclamar do PT?
Então, assim, tem mais de 600 edições o programa. Tem todo dia a narrativa da esquerda e a narrativa da direita. E são essas narrativas bem emocionais, bem exacerbadas. Até caricato, né? Bem caricatas. E eu soube que tem influencers fazendo o react da narrativa.
Como se fosse sua opinião. É, ela tem uma tarja, mas o que eles fazem é cortar o vídeo de um jeito que ele faz o react e a pessoa não vê a tarja. Entendi. E agora, nesse episódio da censura da Erika Hilton, como foram influencers muito grandes de direita que mandaram isso, o pessoal cuida das minhas redes, o Rodrigo está aqui, eram mais de 2 mil comentários por dia, você desejou pena de morte dos réus do 8 de janeiro. Tá louco.
Então assim, para você que de repente não me conhece e caiu nisso, eu não me conheço.
vem de mãos maliciosas, que estão enganando você. Hoje, distorcendo o que é a minha fala, o que é o meu caráter. Mas é uma pessoa que não se importa de difamar uma pessoa que tem 30 anos de carreira. Não é alguém que se importa de destruir 30 anos de uma carreira séria. Então, se essa pessoa não se importa comigo, esse tipo de influencer, ele se importa com você? Ele está falando a verdade para você ou ele está te enganando também?
Então, assim, já vieram pessoas me falarem, não, fulano fez, mas não foi por mal. Uma pessoa que não é da política, que recebeu isso do nada, ou que está muito nervosa com a política, eu até entendo. Mas perfil grande de político distribuindo sabe exatamente o que está fazendo. E mais recentemente foi a direita que fez isso. Eles pegam a de esquerda e distribuem. Mas a esquerda também já fez, tá?
É. Só adicionar uma coisa, porque isso é direcionado pra quem tá assistindo a gente, tá? Quem mente pra você, não importa se é influencer, político, se é de direito ou de esquerda, quem mente pra você, e nesse caso tá muito caro que manipularam uma coisa pra mentir pra você, pra você odiar a jornalista, porque a jornalista publica algo que a pessoa não gosta, você entende que essa pessoa tá te manipulando, né? Tipo assim, você não tem que ser fã de alguém assim.
Quem mente pra você, você trata, você tem que colocar um rótulo na tese da pessoa. Mentiroso mente...
pra fazer ataque pessoal, pra desqualificar alguém que não é no argumento. Então, assim, você não tem que ouvir essa pessoa. O que me estranha, já passei, não por essa situação específica, mas por situações parecidas ali, inclusive da mesma turma aí, é, gente, tipo assim, por que você dá a ouvir isso pra uma pessoa que mente? Tá provado que a pessoa mente e você continua ouvindo a pessoa? Você quer ser enganado? Então, pro público dessas pessoas, pra quem, de repente, se deparou com isso, saiba, mentem pra você, querem te enganar pra te manipular. Não siga acompanhando essas pessoas, é isso.
Sabe que agora, vendo essa coisa de quem está passando um pano, ou dessa situação de mentira, sabe o que estava pensando nessas situações de família, Vilela? Que acho que tem muito a ver. Quando a pessoa fala de política, porque ela trabalha com política, eu trabalho há 30 anos, a gente trabalha, a gente conhece os políticos, a gente conversa com eles, às vezes conhece família, isso e aquilo.
Então eu estou falando da política, que é o que eu conheço. Quando o cidadão que não vive a política, não tem vida partidária, nunca foi candidato, não conhece nenhum dos políticos, ele fala de política, ele não está falando da política lá longe. Ele está falando dos valores dele. Então o cara que está revoltado porque ele viu uma roubalheira no Congresso ou no Executivo, ou o negócio do Judiciário que está uma coisa esquisitíssima...
Ele, quando ele fala, eu não admito isso, não é que ele não admite isso lá no Congresso só. Ele é o cara que na vida dele ele não admite. A roubalheira que ele está falando é assim, se for aqui na empresa se juntar para desviar, eu estou fora. Ele está falando da vida dele. Aí o cara que aceita a mentira, que aceita essas coisas, ele está aceitando o quê? É aquele pessoal. Vocês já viram família?
que tudo gira em torno de uma pessoa que é tóxica e sacaneia todo mundo. Pede dinheiro, não devolve, né?
humilha todo mundo, e aí ele humilha e fala, não, que era brincadeirinha, e aí tem a pessoa que passa pano pra ele. Se alguém for reclamar, você tá querendo dividir a família? É o jeito dele. É isso? É o jeito dele, é o jeitão dele, ou é o jeitão dela. E a pessoa que passa esse pano é tida em muitas famílias, mulher faz muito esse papel, né? Que é a heroína que mantém a família junto.
Então, quando a pessoa vive nessa dinâmica em que, no contexto dela, é comum ver que a pessoa que é a heroína é a que garante a injustiça se perpetuar, ela aceita esse tipo de desculpa de político também. Pois é. Então, acho que essa é uma coisa que a gente precisa pensar sempre. Hoje apareceu muito... Eu fiz uma postagem porque hoje é o dia de combate à exploração sexual infantil.
E aí eu estava fazendo uma postagem disso, falando, olha, existe uma mentalidade de que aquilo que acontece dentro de casa, você não pode nunca levar para fora de casa. De que a pessoa que fala que tem algo errado dentro de uma família, é uma pessoa que está querendo dividir a família.
Aí já veio gente falando, quem fala algo da família pra fora é um bastardo que não merece nada. Eu falo, e essa mentalidade é o que faz muito abusador de criança ter vida longa. Quando eu fazia reportagem policial, pode perguntar pras delegadas que vêm aqui sempre. Você vai num caso de abuso numa delegacia, é muito mais frequente que a família apoia o abusador do que a criança. É.
porque não quer quebrar a família. Então, assim, uma reflexão que a pessoa tem que fazer é o seguinte, quem está dividindo a família ou quem está dividindo um grupo político não é quem apontou o mal feito, é quem executou. Então, assim, quem está dividindo a família não é quem apontou, olha, o fulano falsificou a assinatura da minha irmã para parcelar um carro para ele.
Não é a pessoa que aponta, é a pessoa que falsificou a assinatura. E hoje na política a gente tem muito isso. Os manipuladores estão recebendo justificativas das pessoas que talvez venham dessas famílias, onde a pessoa mais tóxica é a que tem que ser respeitada por todo mundo.
É, eu acho que é isso. Fica muito claro quem adota esse tipo de expediente no Brasil, no debate político brasileiro. E essas pessoas são sempre desmascaradas. O caso recente é esse do senador Flávio, não estou falando dele especificamente, mas de quem tenta criar uma narrativa fantasiosa para justificar alguma coisa. Nesse caso tem essa questão do Flávio, que é a questão de momento, como já tem também quem cria fantasiosa para defender a esquerda. Enfim, isso não tem a ver com um campo político específico.
Mas eu acho que depende do público. Acho que o público tem que começar a criar essa maturidade de entender. Olha, tem gente que deliberadamente mente para mim para criar uma narrativa e ter ganhos políticos com isso. Eu não vou compactar com isso. Eu tenho que ouvir gente séria. Então eu acho que realmente isso tem que ser cobrado também do público. Por mais que assim, eu sei que é complicado, tem que as pessoas usam expedientes para realmente manipular, velhinha, sei lá, manipular gente mais vulnerável a esse tipo de manipulação, enfim.
Mas o público tem que criar mesmo esse expediente de não se deixar enganar. Porque fica muito claro, se você ouvir dessas pessoas falando, você vê que é picareta. Então é simples assim. É uma questão de hábito ali. A gente trabalha tendo que cobrar essas pessoas que estão ali para ser cobradas. A gente acaba pagando o preço sendo atacado por esse tipo de situação. Fora o doido. O que tem de doido na política...
Tem uma história, que acho que você já ouviu a meu respeito, que eu teria inventado o inquérito das fake news. Eu sou mais poderosa que o Xandão. É uma história que circula. Na direita circula que eu inventei o inquérito e na esquerda que eu era do gabinete do ódio.
Aí a da esquerda eu já descobri que inventou. É uma pessoa que uma outra falou alguma coisa de mim pra ela, ela ficou um desafeto. Sabe aquele desafeto que fica esperando qualquer coisa? E aí ela inventou. O da direita, aí eu descobri recentemente, é uma pessoa que quando eu tava na Jovem Pan, ainda mais de 10 anos atrás, correria de programa ao vivo. Lá eu tinha oito entrevistados ao vivo por dia, mais reportagem, dois breaks, que eram dois jornais completos de 15 minutos. Então era muito corrido.
E eu sou grossa mesmo. É, tipo, se o cara é floquinho de neve, nem vem conviver que vai chorar. Assim, já escolho, né? Já escolhe. Se chorar, fala assim, chorar não tenho dó, não tenho dó nem do meu filho, que meu filho já passou dos 11 anos, 10 anos, já não tem mais isso. Tem mais choro. Aí, numa dessas de entrar a gente no ar, de movimento, assim, político...
Acho que eu mandei entrar três, e aí eu vi que não dava três pra ficar dois. E fui muito mal educada, porque o cara queria entrar junto de qualquer jeito. Falei, você não vai entrar. Fui mal educada, e entraram só os dois. Esse um que ficou fora, tá há dez anos atrás de mim. Nossa.
10 anos. Ele já mudou de campo político e onde aparece o meu nome, ele é da xilique. Isso não é política, é doido. Aí tava falando com uma amiga minha que já foi deputada, ela me contou uma história, porque eu tava falando desse doido, eu falei, eu descobri agora que esse cara tá há 10 anos em todos os grupos de WhatsApp, falando, ele inventou uma história e falou o meu nome, ele repete isso. E quem tiver junto comigo não tá onde ele tá, aí ela me contou dum dela.
Olha o nível de cycle. O cara se esmou que era marido dela. E ela achava que era uma fraude bancária que tinham tentado abrir conta conjunta. Aí foi descobrir que não. Que ele já tinha ido em vários lugares falando que era marido dela. A fraude bancária foi como ela descobriu. Mas já tinha outras coisas. E assim, num nível que teve que ir pra polícia. Caramba. E aí quando foi o julgamento, o cara se desviveu no dia do julgamento.
apareceu outro essa semana, eu até pus isso no Twitter, num grupo que eu tava. Um grupo que era de produção de conteúdo feminino. E aí botaram lá um cara que era o cara que cortava os vídeos. Abra o seu olho. Os caras que cortavam o vídeo. Puseram no grupo um cara que cortava vídeo. Aí, o cara cortava vídeo, acho que era estagiário, era alguma coisa de uma das mulheres de lá, tá?
Ele começou a mandar mensagem individual para nós, do grupo, falando mal da mulher que era a chefe dele, inventando altas histórias cabulosas. E aí expulsou ela do grupo e ficou com o grupo.
O que você acha que aconteceu com o grupo depois de ver o subordinado da mulher inventar histórias cabulosas sobre ela? Elas estão lá, a maioria, feito cachorrinhas do cara. O cara manda as coisas para defender tal política que elas fazem. As pessoas precisam se posicionar. Se uma pessoa traiu alguém que você conhece... Ela vai te trair.
É, claro. A questão não é sair do grupo para fazer mal para ele. A questão é, se ele fez isso com alguém que ele conhece, por que ele não vai pegar meus prints, meus dados? O que me garante que ele não vai mandar um link que pega a senha do meu banco, se eu clicar e abrir? E elas estão tudo clicando no link do cara. Então, assim, essas pessoas muito doidas...
estão no meio político fingindo que é debate político, entende? Que até naquele meu livro, lembra que você me trouxe aqui? O Vilela fez uma entrevista comigo, foi a primeira entrevista sobre o meu livro, durou seis horas. Verdade. Em 22, agora que o povo está entendendo o meu livro, cancelando o cancelamento.
Tem uma turma que está na política que não se importa com política. O que eles viram? Está muito polarizado e muito passional. Então, eu vou entrar nesse grupo para perseguir essa mulher do grupo adversário que eu já mandei nudes para ela e ela me deu toco. Teve um outro dia, que até é jornalista, não posso falar o nome. Ele era o maior crítico de várias mulheres jornalistas.
tudo que a mulher postava, ele ia lá, tipo, dar uma palestra. Com várias. E ele não era da área de política. Aí uma estourou e falou assim, cansei desse cara, é o seguinte, ele me mandou nude, mandou nude, eu mandei ele se ferrar, ela botou os prints. Aí começou a aparecer as outras criticadas. Comigo também, comigo também, comigo também. Então ele era um cara que mandava nude pra mulher.
Se ele tomava um toco, ele virava o maior crítico da mulher nas redes. Isso na política... Não tinha, tá, Vilela? Porque eu tô há 30 anos. É uma coisa de rede social. Tá louco. É muito recente. De 2015, 16 pra cá, esses malucos começaram a infiltrar. Malucos, eu digo. Não querendo... Me desculpa. Não querendo desmerecer o maluco. Uma força de expressão apenas. Não é a pessoa que tem um problema mental que eu tô falando. É a pessoa que tem um problema de caráter.
E está lotado. E quando a gente vê essas coisas, por exemplo, do Flávio que agora mentiu, vocês podem reparar. A pessoa que tem distorção de caráter, ela vai, primeiro, minimizar.
Depois dizer que o Flávio é o único que pode ganhar do Lula, sendo que era a pior candidatura. E em terceiro, se você não apoiar o Flávio, é porque você está a favor do Lula. Porque é o ciclo do abuso. É o gaslighting. Você minimiza a mentira que contou.
Depois você diz que você é muito especial, então o outro tem que aturar tudo o que você faz. E por último, você inverte a culpa. Então assim, o ciclo do relacionamento tóxico e abusivo, ele se repete na política. Total. E assim, eu falo para as pessoas, a pessoa está falando dos valores dela, ela não está falando só do Flávio. Então assim, tem gente que vai votar no Flávio, se ficar Lula e Flávio.
Mas que tapete da vida. Falou, por que esse cara mentiu? Entende? Agora, a pessoa que fala pra você, ah, nem vou falar disso aí porque todo mundo faz, mas ele é o único que não sei o quê. E se você não concordar comigo, é porque você é a favor do Lula. Essa pessoa não tá falando do Flávio. Ela tá falando que ela vai puxar o seu tapete, ela vai fazer uma sacanagem, vai dar um jeito de inverter e botar a culpa em você.
Eu acho que as coisas da política são muito boas para a gente ver o caráter de quem está em volta da gente, sabe? Porque não é sobre a política. A gente quer na política uma representação dos nossos valores. Então, a pessoa que é correta vai querer algo correto. A pessoa que é religiosa, como eu, vai querer alguém que defenda os valores religiosos.
Eu agora estou nessa coisa de defender as mulheres, defender liberdade de expressão. Aliás, dia 31, 10 da manhã aqui na Avenida Paulista, a gente tem um grupo, um grupo bem difuso, na verdade. Talvez a gente seja 20 pessoas apenas, mas dane-se. Nós estamos organizando uma passeata pelo direito das mulheres. Sábado.
dia 31 de maio, domingo, 10 da manhã, na Avenida Paulista, pelos direitos das mulheres e pelos espaços femininos. Tem, assim, um monte. Tem mulher até que está vindo de outro estado. Então, assim, essa é uma pauta que eu quero ver defendida ali. Então, quando eu falo de alguém que fulano está contra os espaços das mulheres,
Ou eu entendo que o PL da misoginia é ruim para mulheres. É sobre a minha vivência. Quem está junto comigo é porque está vendo as coisas e não quer que aconteça com a própria família. Então acho que a gente precisa também baixar um pouco o tom das coisas, porque...
Voltando aos vídeos do Vorcaro, eu tenho plena convicção, senhor, que o senhor vai interceder e vão vazar todos esses vídeos. Porque vai ser oportunidade do brasileiro ver que enquanto ele brigou com o cunhado dele, enquanto ele desconfiou de bons cidadãos, essa galera estava confraternizando no mesmo lugar. A galera que dividiu o Brasil estava bebendo uísque da mesma fonte.
Só adicionar, aproveitando, deixa eu falar mais cedo sobre a transferência de cela do Vorcaro, a apuração da Camila Bonfim do G1, publicada agora há pouco, é que ele foi transferido de cela porque acabou a parte de elaborar o conteúdo da delação. Então agora ele não precisa mais estar na sala de estado maior, ele vai para o regime normal dos presos, então talvez sejam os próximos dias ou semanas agitados. Pois é.
Uau, hein? Ah, e o negócio que eu esqueci de falar, olha que loucura que tá a família Bolsonaro. Você sabe que no negócio da Erika Hilton vieram me atacar os dois irmãos maluquinhos, o Carlos e o Pink. O Cérebro também veio.
Aquele outro rapaz, um do Dentuço, o mendigo do Pix, que eu não lembro o nome. Qual que é o mendigo do Pix? Como chama? Aquele, gente. O Alan. Esse e um outro rapaz de bigodinho, que é o Trombadinha do dossiê, o Xaropim. O Kimpahim. Isso. Essa turma.
Eles vieram tudo me atacar. O Kim Pahim atacando alguém? Que estranho. Sabe quem me defendeu? Agora, você sabe quem me defendeu? E que eu não tinha contato, nunca falei nem nada? Michelle Bolsonaro. É mesmo? A Erika Hilton me censura via AGU.
Aí essa turma me ataca e a Michelle me defende. Olha só que loucura. A fala do Kim Paim eu lembrei de uma coisa. Porque esse Kim Paim é um influenciador bolsonarista. Enfim. Uma pessoa um pouco complicada. Mas nas lives dele começou a bater no martelo o seguinte. Ah, porque o Sun Puncher, eu inventei o Shadow Cabinet. O que é o Shadow Cabinet? Durante a pandemia, o presidente Bolsonaro recebeu... Cara, ele inventa umas coisas. Sem a menor comprovação de...
De nada. E tanto faz. Ele não precisa comprovar nada. Até pior, porque o presidente Bolsonaro recebeu lá no Palácio do Planal em 2021, aquela loucura, ninguém sabia o que fazer direito e tal. Ele recebeu alguns médicos. E aí um dos médicos que ele recebeu, que ele ouvia, vai no microfone e fala para todo mundo ouvir. Ah, eu vou propor a gente criar um shadow cabinet para a gente ver soluções, alguma coisa assim e tal.
A gente publicou isso e o Kim Payne disse que eu inventei esse termo, sendo que foi falado, tipo assim, foi falado, literalmente, o médico fala isso pro presidente Bolsonaro, tipo assim, ao vivo. Foi Zembalos, não foi? Foi o... não, foi o... Não, foi o... é... Zanotto...
É, mas foi assim, tipo, isso aconteceu, era... Entendeu? Tipo assim... Alguém propôs... Alguém propôs o Sharon Cameron. Aí a Cuba não era de quem propôs, é de quem reportou que isso foi proposto. Mensageiro. E aí ele inventou. Tipo assim, é uma loucura tão grande que, tipo assim, é até esquisito as pessoas não pararem... Peraí, isso que ele tá falando é verdade mesmo? Porque eu acho que não foi assim. As pessoas só aceitam e repetem o que o cara fala numa live lá da Austrália. Tipo assim...
Mas é a tal da pessoa que... Todo mundo conhece. Tem um amigo com vocação para corna, uma amiga com vocação para corna, que é traído e a culpa é de todo mundo, menos a pessoa que traiu. É a gente que acredita nisso. Esse rapaz, ele faz vídeo sobre mim. Eu já fiz mais de 10, né? Não sei quantos ele fez. Eu não vejo, na verdade, porque...
Eu não vejo porque eu dou risada. Quando eu olho o shape, assim, o cenário, eu falo, mano, mas não é possível. Aquele bigodinho. Não, a biblioteca virtual é maravilhosa. Não, não é possível. Você não fale mal da biblioteca virtual. Cara, não é possível. Assim, aí, eu sei que começaram a falar assim pra mim, olha, o Kim fez um vídeo falando tal coisa de você. E era uma coisa super absurda.
O Kim fez um vídeo falando tal coisa de você. E era uma coisa super absurda. Eu sei que lá pelo sexto vídeo, que era uma coisa assim, que eu criei o inquérito do Xandão, que eu criei a CPMI, não sei o que lá, eram umas coisas tão assim, que lá pelo sexto vídeo, fui falar com o Kim Kataguiri. Pô, cara, você anda falando de mim? Ah, você achou que era o Kim? Não, eu nem sabia que existia um clone. E aí, eu não sabia que existia.
Tem, o Kim Jong-un também. É, então, eu acho... Você acredita? Eu tava mó triste. Falando, pô, Kim, sempre te tratei também, se for pra falar, né? Ficar fazendo vídeo. Falar na cara. Essa coisa de ficar fazendo vídeo pelas costas, isso não é coisa de homem, né? Mas aí ele, não. Se eu fosse falar, eu falava na cara mesmo. Não fui eu.
bigodinho do Kim Paim. Mas é duro, viu? O Lene, o que o povo quer saber aí? Eu sei que o pessoal mandou muita pergunta. Chegou umas perguntas aqui. Chegaram, né? É, chegaram. O Kaique Ramos, ele falou o seguinte, Madá e Sam, eu sou fã de vocês. Vocês acham que há uma possibilidade da direita bolsonarista lançar uma Michele para tentar ganhar as eleições? Porque pelo que tenho ouvido, o Flávio está derretendo dentro da própria base.
É, assim, eu não falei isso aqui, mas realmente quando eu fui atrás de saber como estava essa repercussão na base bolsonarista, tem isso. Não tem o tracking, mas supostamente o PL já fez ali um tracking, só que as pesquisas internas, que não tem valor eleitoral, mas servem para o próprio partido se localizar ali, depois dos áudios, né? E parece que o Flávio, pela primeira vez, eles detectaram que ele perdeu apoio na base.
Porque geralmente ele perde ali do centro, do pessoal que votou no Lula na eleição passada. Dessa vez, ele perdeu o apoio na base, que são os eleitores do Bolsonaro, os bolsonaristas. Então, aparentemente, não sei se isso vai acontecer, mas será que é uma possibilidade, Amanda? Eu acho que a chapa que eu considerava imbatível da direita era Tarcísio e Michele.
E isso o Flávio tirou da direita, por quê? Porque existia um prazo que o Tarcísio tinha que sair do governo do Estado para poder ser candidato a presidente, que era 5 de maio. E esse prazo já acabou. Então o Tarcísio não pode mais ser candidato a presidente. Eu entendo que a Michele dialoga muito bem com o público evangélico. Gente, eu estou vendo as tentativas do Flávio de dialogar com o público evangélico.
que eles estão pondo dinheiro dessa pré-campanha, que eu também não sei, porque tá ruim, tá bem ruim, assim. Você viu a entrevista dele aqui? Vocês viram? Sim, sim. Como vocês acharam que ele foi? Ele não desmaiou, foi bem. Não, assim, deu pra ver que, por exemplo, como o público do Viva era um público bem amplo, ele foi o mais ali, o Flávio... Panos quentes? É, assim, moderado, eu não gosto muito de usar essa palavra, porque geralmente, mas enfim. Mas ele é, quando ele fala.
Sim, é. Dos irmãos ele é o mais moderado. De todos os irmãos ele sempre... Isso aí nós não podemos tirar. Talvez não seja a Laurinha, mas dos irmãos homens...
É, ele é o que... Eu nunca vi, eu nunca vi. Isso podemos mentir também. Eu nunca vi ele fazer aquelas manifestações desrespeitosas que o Eduardo faz, que o Carlos faz. Ele sempre teve uma postura mais de homem mesmo. E sempre foi da família Bolsonaro quem teve mais trânsito ali no STF. Sempre foi o Flávio, né?
E nas outras vertentes políticas também. Porque ele acho que é o único que não tem cabeça de seita. Porque Os Irmãos é muito cabeça de seita. Porque a política é a busca por consensos e construção.
Eles têm a busca por pureza. Então ninguém é bolsonarista o suficiente. Nem o Bolsonaro às vezes é bolsonarista o suficiente. Lembra do Eduardo xingando o Bolsonaro? Porque o Bolsonaro não queria que o Trump puser as tarifas no Brasil. E aí ele vai tomar.
Você já viu esse? E é isso, as conversas eram todas ruins Mas o cara xingando o próprio pai Foi o que mais marcou Dessas conversas, né? Porque às vezes a repercussão moral É até pior do que a repercussão, sei lá Não sei se tinha algo criminal ali, mas enfim Não, mas assim Também é o pessoal que Defende a família, né? Em que família tem isso? Você já falou alguma vez pro seu pai?
Não, claro que não. Mas deixa eu só falar uma coisa que eu lembrei agora. Tipo assim, eu trabalho lá no Metrópolis no vídeo. 90% são mulheres, né? E um dia elas falaram uma coisa maravilhosa. Que, assim, tem de várias vertentes ali o pessoal, né? Mas elas falaram uma vez que, tipo assim, se a família Bolsonaro investisse em criar um keeping up com o Futebolsonar, sabe? Que nem os Kardashian. Pra seguir as treitas da família, eles teriam mais sucesso do que na política, assim.
Porque realmente é uma família bem... Com muitos eventos ali, vamos chamar assim. A Michelle, eu acho que é desse pessoal, é a que vai dialogar melhor. E aí
E ela tem uma coisa... Quem gosta do Bolsonaro ou quem não gosta, tem uma coisa que não tem como fugir. Ele tem carisma. Ele já esteve aqui, você já esteve pessoalmente. Ele tem carisma. Os dois têm. O Lula e o Bolsonaro são os políticos mais carismáticos. Não à toa. Não, é um negócio absurdo. Movimenta e... Agora, os filhos do Bolsonaro não têm. E a Michelle tem. Michelle tem? Tem. A Michelle tem.
E ela, você já viu a Michelle, um negócio que eu, a primeira vez que ela foi discursar, eu estava conversando com algumas fontes de como aquilo tinha sido feito, mas na Avenida Paulista me impressionou, nessas manifestações, você viu? Porque quando a Michelle discursava, o povo chorava. É? É, chorava.
Ela levava as pessoas às lágrimas. Caramba. E, tipo, ela orou pelo Alexandre de Moraes, cara, na Paulista. Eu oro. Ela tem uma saída de discurso que foge do óbvio da política e que dialoga com o que as pessoas fazem em casa. Então, assim, quem é crente vai entender isso de, por exemplo, tem um chefe que está te oprimindo. Você aprende na igreja a orar por ele? Sim.
E ela vai falando, ela tem um diálogo muito interessante e também eu acho que é uma pessoa ponderada, é uma pessoa calma, que não sai gritando, que não sai dando rompante. Para mim, ali, a tendência, o José Esteófilo falou uma coisa que eu acho interessante, é ter um racha.
E se o Flávio quiser salvar alguma coisa, ele vai ter que jogar a culpa pra cima dos patriotas EAD. Não vai ter jeito, vai ter que jogar pra cima do irmão e do outro. Agora, se isso aguenta a candidatura, é só Deus girar, né? Leni?
Tem uma pergunta aqui da Tatiana Sales. Ela fala o seguinte, por que esses caras trocavam mensagens no Zap? Burrice ou certeza de impunidade? A Odebrecht tinha uma planilha do departamento de propina e era bem mais complexo. É uma boa pergunta, né? É burrice mesmo. É. É aquela coisa que eu falo no começo da tecnologia que evolui.
Ele tá fazendo a mesma coisa que ele sempre fez. Só que antes, pra pegar uma conversa dessa, tinha que ter uma escuta telefônica, tinha que ter um processo em andamento. Agora não. Qualquer coisa que você conversar vira isso. E é burrice. Porque assim, cá entre nós, qual é o último que você se lembra gravado pedindo dinheiro?
O Janones, mas foi com a própria equipe dele, aí ele foi traído, é diferente. Mas quem que você se lembra de política importante pedir dinheiro pra alguém? E não tô falando nem de pedir dinheiro ilícito, não. Não, pedir dinheiro mesmo. Pra quem trabalha nesse meio...
Há muitos anos, desde o Zé Roberto Arruda ser deposto lá, era 2009, você vai, por exemplo, num jantar de arrecadação de campanha ou coisa assim. O candidato não fala mais em valores há muito tempo.
Mesmo lícitos, tá, Vilela? Não fala. Não fala nunca tantos mil reais. Ou candidato ou político, não fala mais. Porque aquilo pode ser cortado, pode ser descontextualizado. Então, assim, você não vê mais político falar em dinheiro. Ali, olha, ou foi burrice mesmo, ou aquela minha teoria da conspiração é verdadeira. Sabe que tem uma teoria muito boa.
Que os bolsonaros são infiltrados, gramscineanos, da esquerda, na direita, para implodir a direita por dentro. E a Janja é aluna do Olavo de Carvalho. Plot twist total. Plot twist total. E aí tem essa história da casa do Eduardo, que é dele, que não é dele, que não sei o quê, que está igual o sítio do Lula, que não é dele. Os pedalinhos.
Você já pensou se, na verdade, o Lula for o pai dos filhos do Bolsonaro? Meu Deus. Manda aí, Lênia. Game of Thrones, né? A Duda está falando o seguinte. O que pesa mais politicamente nesse caso? O conteúdo das conversas sobre o financiamento do filme Dark Horse ou o fato de Flávio ter negado publicamente a relação com o Vorcaro antes de admitir o contato?
Eu acho que é a negativa, porque o vídeo, se você olhar os compilados que alguns veículos fizeram, fica muito ruim. Porque o Flávio fala, eu nem conheci esse cara, não sei o que, e pra de repente, aí corta pro repórter, de novo, Thales Alcântara, pergunta pra ele, porque o cara financiou seu filme? É, financiou não, isso é mentira. Aí ele vai na Globo News, o Flávio, no outro dia, pra justificar essa cena bizarra e fala assim, não.
Isso aí foi porque eu tinha um contrato de confidencialidade. E aí ele estava na Globo News quebrando o contrato de confidencialidade. Então assim, eu acho que isso é o pior. Porque imagina, numa situação em que o Flávio é o candidato, está lá no debate com o Lula. E aí o Lula fala disso. Mas por que você mentiu lá quando o Vorcaro financiou o filme? Ou sei lá, a peça de campanha eleitoral mostrando que o Flávio Bolsonaro mente. Eu acho que talvez isso já esteja circulando ali.
talvez em alguma aula do PL, de que talvez já esteja enviável uma candidatura a Flávio Bolsonaro. Não sei se é o caso, mas de fato ficou um fato muito ruim. E eu acho que até, considerando o escândalo em si, é até mais pesado no sentido de que é mais tangível do que a história da Rachadinha. Porque a história da Rachadinha é uma acusação de peculato de anos atrás, quando ele nem era senador e tal. Agora a gente está falando de uma coisa...
muito mais palpável, o escândalo massa, tá todo dia no noticiário aí, e uma coisa que, tipo assim, você pegou o cara mentindo, não tem outra palavra pra isso. Então, talvez, ali, como impacto eleitoral, seja o pior momento do Flávio mesmo.
E acho que a mentira, é assim, hoje eu fiz um compilado de cinco minutos lá na Ativas Antagonistas de Flávio negando que conhecia Vorcaro. É tão descarado. E assim, a hora que chega o cara do Intercept pra cobrar, ele não podia ter continuado mentindo. Ele foi muito burro.
Ele foi muito burro, porque a hora que o cara chegou perguntando, temos indício de que ele deu dinheiro pro filme? Ele tinha que ter inventado alguma história, ele não podia ter saído. Ah, mentira sua, você é militar, você é burro. E só adeitar, se você olhar o vídeo, o repórter chega a falar, a gente procurou sua assessoria. Então já era um assunto conhecido do Flávio, provavelmente, né? Ele sai meio atortuado ali da coletiva, tipo assim. Ele resetou pro padrão de fábrica.
A única coisa que você conseguiu fazer foi chamar o repórter de militante e aqui são jornalistas, ali é um militante. Tipo assim, não fez sentido. Se você olha o vídeo assim, o vídeo chega a ser constrangedor, eu acho. Não, não desmaiou, então tá bom. Mas assim, a grande questão da mentira dele é que foi muito. Foi do eu não conheço pra e aí irmão, querido, tamo junto, nada entre a gente é meia palavra, tudo entre a gente é legal. Tá passando um momento difícil aí? Minha solidariedade... Também tô aqui.
Também tô aqui. Olha só, você colocou no nível ali. É, só faltava mandar o bom dia com as estrelinhas, né, Bo? É que ele não era loiro, senão... Disseram que a rachadinha é peleleca, né, na verdade. Mas a grande questão é assim, depois dele falar não conheço e ter essa situação constrangedora, no que mais ele tá mentindo? Pra mim, esse é o peso que vai ficar sobre ele, por quê? Ele pode nunca mais mentir sobre nada.
E as pessoas esperarão dele grandes mentiras. É isso. Ele deixa de ser confiável. Fala, Leni. O Elias perguntou aqui o seguinte. Se a Polícia Federal comprovar que parte do dinheiro movimentado acabou financiando despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, quais seriam as consequências jurídicas e eleitorais?
Eu acho que do ponto de vista jurídico, pode haver ali, porque teria um... Eu não sei caracterizar judicialmente o que aconteceria, para ser bem honesto. Não sei se é uma... Olha, se eles forem dizer que é um contrato privado, tem um monte de gente aí se segurando, falando que eu tinha um contrato privado com o Vorcaro de prestação de serviço. É verdade, advocacia, inclusive. É. Advocacia... É, então. Não tem um só. Então, assim...
O contrato, ele vai alegar que ele tem um contrato, mas aí ele implode o campo político dele inteiro, porque, primeiro, que eles não podem mais bater no ministro Alexandre de Moraes e no ministro Toffoli, porque eles estão na mesma situação. Isso se tiver o contrato, porque ali eu acho que era tão chinelagem que nem o contrato tinha. Mas a questão é que acaba demolindo a imagem que eles construíram deles.
porque é a imagem do outsider que não quer dinheiro, que não, não sei o quê, do pão com leite, lembra do pão com leite condensado? E aí, de repente, 134 milhões, é o maior contrato, é o único contrato que desbana o contrato da mulher do ministro Alexandre.
Que eu ficava vendo, o contrato da mulher do ministro Alexandre é 129 milhões. Aí eu ficava, nossa, você já pensou o dia que o Lewandowski que ganhou, sei lá, 3 milhões e que tinha que dar a cara. Ele era do Master mesmo, foi contratado. Imagina o dia que ele ligou a TV e falou pô, a mulher nunca pisou lá 129. Eu fui ministro do Supremo, me deram 3. O Guido Mantega fazia roadshow. Eu fui ministro da Fazenda 1 milhão.
E a mulher é 129. Os caras, 134 milhões. E aí, assim, não vai aparecer publicidade dele no filme. Que aí faz menos sentido ainda, né? É. Por que ele... Ia dar, sim.
Exato, essa é a questão. Às vezes, comparado até com patrocinar, sei lá, o Master patrocinou o programa da Globo e tal. Mas apareceu. Essa que é a questão. A diferença é essa. Aparecia a marca do Will Bank lá, que era o banco do Master. Por que o cara enviou dinheiro pro filme do Bolsonaro? A gente não entendeu até agora.
É, porque essa, eu acho que toda a questão que a gente tá é, nós não sabemos onde foi parar o dinheiro, nós não sabemos quanto dinheiro é. Tem a história ainda da empresa da Prefeitura de São Paulo, que é um negócio esquisitíssimo, que é o seguinte, é uma pessoa que tem uma ONG e tem uma empresa que pegou um contrato milionário pra botar Wi-Fi em São Paulo. E dali saiu dinheiro pra ir pro filme. Tá.
E essa pessoa também é da produtora do filme. Essa pessoa nunca trabalhou nem botando Wi-Fi, nem fazendo filme.
Normal, normal. Mas o nosso prefeito, Ricardo Nunes, liberou o tutu. É raro, mas acontece. O Wi-Fi da galera está funcionando? Não. Mas o dinheiro, o prefeito Ricardo Nunes liberou o tutu para essa mesma empresa que está nesse mesmo rolo. Esse rolo da empresa aqui de São Paulo é o que o Josias Teófilo tinha falado para mim que ele achava que ia detonar a candidatura do Flávio. O da empresa de São Paulo.
que ainda estão começando a ir a... Ainda a gente está apurando o negócio da empresa. É um negócio esquisito, porque é uma moça que mora numa casa muito simples com a mãe. E aí ela passa a ter um escritório na Oscar Freire, mas até o aluguel do escritório do Oscar Freire é pago com o dinheiro desse contrato do Wi-Fi que ela recebe e que não executa o tanto que está recebendo, entendeu? Você já conseguiu? Eu olho esse povo e fico com inveja, cara, porque a gente só recebe quando entrega os nossos trabalhos.
Eu queria arrumar os contratos que eu não trabalho e a pessoa me paga. Só eles que tem, né? Nós não temos. Pois é. Leni? O Isaac TV 4K ele mandou o seguinte aqui. O Lula recebeu o Vorcaro pra uma conversa e o Vorcaro perguntou Lula, você acha que devo vender o banco por um real? Por que o Lula tem que responder conselhos de Vorcaro? E por que a imprensa do consórcio não mostrou?
Essa informação é nova, na verdade. Essa informação foi publicada por... Não, mas assim, porque a empresa do consórcio não mostrou, ele ficou sabendo como. Ele foi tomar cerveja com o Lula e o Lula com o... Obrigado. Não, ele foi tomar cerveja com o Lula ou ele foi tomar cerveja com o Vorcário e o Vorcário contou. Porque toda vez que tem, isso a mídia não mostra. Eles pegam os recortes que a gente fez da reportagem e falam, isso a mídia não mostra.
Como é que a pessoa ficou sabendo? Mas aí talvez, ok, vamos dar aqui o benefício da dúvida ao espectador. Realmente, de fato, são reportagens do Poder 360. E aí tem algumas coisas. Assim, a apuração é do Poder. Então, obviamente, a apuração é deles, né? A gente não tem como avançar muito nisso. De novo, aquela situação. O Poder pode apurar isso com quem estava na reunião ou quem ouviu de quem estava na reunião.
O poder é do Fernando Rodrigues, que é um dos jornalistas mais experientes do Brasil na área de política. Então você já espera uma apuração robusta. Não, é robusto. O Fernando é um cara que, assim, ali não sai, não tem uma contestação de coisa dele. Mas a questão toda é a seguinte. É diferente uma apuração de um veículo que, por exemplo, a gente dá essa apuração acreditando o poder, porque é uma apuração deles, do que um áudio do pré-candidato à presidência, porque a comparação no Finanças Contas é essa.
Por que o Lula deu conselho para o Vorcário e não tem tanta atenção com a história do Flávio? Porque a história do Flávio está mais bem documentada ali e também que é uma questão que é uma prova material ali. Então essa questão, por mais que eu confio 100% na aprovação do poder, inclusive compartilhei essa matéria nas minhas redes sociais.
Tem essa diferença ali de peso. Mas não quer dizer que a gente não repercutiu. A gente repercutiu também. Você provavelmente sabe, porque leu na imprensa do consórcio aí que você chamou. Não foi, sei lá, o Kim Paim que apurou. Foi um jornalista. Fica tranquilo. Mas não tem um áudio do Lula, né? Não tem um áudio do Vorcaro. E aí o Lula falando, companheiro Vorcaro. Não, mas eu tenho certeza que ele mandou o companheiro. Eu tenho certeza que ele mandou o companheiro Vorcaro. Não compreendo isso. O companheiro.
Companheiro Daniel, né? Companheiro Daniel. Manda, Lenis. A Aline mandou aqui o seguinte. O envolvimento de figuras públicas do entretenimento e do cinema internacional, por exemplo, como o Jim Cavizio, aumenta o impacto internacional do caso? Eu estava lá nos Estados Unidos quando saiu essa notícia e saiu no The Wall Street Journal. Todas as agências deram. Bloomberg, Reuters, AP. Todas repercutiram. Eu gravei um VT, que a gente chama. Eu gravei um vídeo sobre isso. VT é um termo meio antigo, né? Total. Tchau.
Mas enfim, eu gravei um vídeo sobre isso, mostrando essa repercussão. Então repercutiu bastante lá, considerando que é um pré-candidato à presidência do Brasil. A repercussão foi rápida e foi bastante grande. Eu até comprei jornais e impressos para ver se saía. Eu não consegui o Washington Post, que publicou online. Mas pelo menos nos impressos não saiu nada sobre o Flávio. Mas na versão digital saiu em todas as agências. E para explicar um pouquinho, a agência é uma empresa que os veículos jornalísticos pagam para repercutir a matéria deles.
Como saiu nas agências, aí saem vários veículos porque saiu na agência primeiro, entendeu? A ANSA deu. A agência de notícias da Itália. Da Itália deu. Deutsche Welle deu. Que a agência de notícias da Alemanha...
Como é um pré-candidato, um filme e uma coisa muito bizarra, isso acaba saindo em tudo que é canto do mundo, entendeu? Não tem jeito. Aí só adicionar uma coisa, eu tentei, mas obviamente que outros colegas tentaram, falar com a produção do... Com a produção não. Eu pelo menos tentei com os agentes do Jim Cavizio. E aí? E aí, silêncio.
Ele não deve saber onde é que ele se meteu. Não dá. Você já trabalhou com empresa americana? Não. Eu já trabalhei com empresa americana e empresa inglesa. Inclusive fazendo um launch aqui no Brasil de uma empresa americana que é a Change.org.
O launch é o lançamento da empresa. Quando ela não está no Brasil ainda, ela vem para cá. Eu lembro o dia que eu fui explicar para o time dos Estados Unidos o que era um despachante. Cara, eles acharam que eu estava roubando o Vilela, porque eles não conseguiam entender. Pagar para alguém carimbar. Pagar para alguém e... Porque o cartório, eles já não entendem o cartório de reconhecimento de firma.
Então você imagina que o que eu estava propondo era pagar um cara pra levar a minha assinatura num lugar onde eles iam olhar a minha assinatura e falar que é minha e me trazer. Quando eu fui explicar isso, eles acharam que eu estava roubando. Aí eu falei com o cara da Índia, que lá também era assim. Ele falou, aqui eu também estou com esse problema, eles vão mandar prender. Porque eles não conseguiam entender.
Então eu acho que quando começam a sair as notícias, qual que é o problema? Ele não sabe nem o que esperar. Deve ser uma coisa do tipo, que loucura que essa gente está fazendo. Até porque se o cara faz nos Estados Unidos o que eles estão fazendo aqui, de negar que já estava todo mundo na cadeia. Exato. Não tem como lá. Lá não é que nem aqui. Lá vai pra cadeia grandão, vai pra cadeia. Tá mal explicado, não é que fica pra cadeia pra sempre. Eles levam pra cadeia até explicar.
E, aliás, você sabe que estava no Bahrein o Eduardo e o Mário Frias, né? Nem sei se voltaram já. Estão no Bahrein. É. O Lene, onde fica o Bahrein? Em algum lugar. É o Oriente Médio. O Bar do Alen. O Bar do Alen, é. O Sutaná. O Fernando mandou aqui o seguinte. O caso pode abrir espaço para uma reorganização da direita brasileira em torno de nomes fora do bolsonarismo tradicional?
Será que pode? Assim, teoricamente pode, né? Porque poder pode tudo. Será que vai ter intenção de voto? E tem a questão também que existe ali um controle muito grande da família Bolsonaro ainda de como se movimentam essas peças, né? Então eu ainda não consigo visualizar uma situação em que os bolsonaros perdem força a ponto de, sei lá, o Valdemar falar, não, o Pé, ele vai ir com outro candidato, alguma coisa nesse sentido. Eu acho bem difícil de acontecer nesse momento.
É, o antepano ali é o Valdemar, né? Porque é o seguinte, quem tem... Valdemar da Costa Neto. É, o Valdemar da Costa Neto, que é o grande guardião da direita brasileira. Um homem conservador. Um homem conservador que dividiu cela com o Zé Dirceu pelo Mensalão. Que esteve nos dois primeiros governos do presidente Lula. Não é verdade? Teve ali. O Valdemar, o que é que vai acontecer? Quem tem o dinheiro do partido para as campanhas é ele.
Ele é que manda. Se ele vê que deixar essa galera vai acabar com o partido, porque hoje o PL é o maior partido do Brasil em termos de parlamentares eleitos, de prefeito acho que não, mas de parlamentar é e de dinheiro de fundo partidário é.
Se ele vê que vai desmoronar todo o negócio dele, ele vai tosar. Mas o Valdemar tem muita manobra que ele pode fazer, porque ele pode tosar um Bolsonaro e botar um aliado no lugar. Então, a direita brasileira, nesse momento, depende de Valdemar Costa Neto. É isso.
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
E tem uma última pergunta aqui do Henrique. É boa. Zero a dez. Ah, eu dou um seis. Tá. Um seis. Pra última, eu esperava mais. Mas é a que tem, não é? É a melhor que tem pra última pergunta. Essa é a verdade. O Henrique falou o seguinte. O caso evidencia apenas um problema específico da família Bolsonaro ou expõe uma prática estrutural da proximidade entre empresários e políticos no Brasil?
Eu acho que as duas coisas. Eu acho que o caso Máster como um todo expõe isso que a Madá falou mais cedo, que é assim, você que briga por político, você vai em algum momento se deparar com algum material em que os políticos, sei lá, você é de direita e brigou com seu primo de esquerda por causa do Lula, ou sei lá, do PT. E você vai ver em algum momento lá que o Vorcaro...
Falava com o Guido Mântega e era próximo do Guido Mântega. E ao mesmo tempo era próximo do Flávio Bolsonaro. Então assim, isso é uma coisa apartidária. Porque assim, para mim é uma coisa até um pouco penosa frequentar Brasília. Porque como eu não sou de Brasília, eu sou de São Paulo. Eu chego lá em Brasília e vejo que o ambiente é diferente. Eu não estou falando da cidade. Eu estou falando de assim, as coisas lá em Brasília são muito resolvidas no cafezinho. E no cafezinho não é assim os patriotas reunidos.
É o patriota com o esquerdista, com o cara do centrão, que geralmente é quem se reúne com todo mundo. Então, assim, quando você começa a vivenciar isso, literalmente ver isso, você começa a perceber que, assim, cara, não faz sentido brigar com essas pessoas. Você pode apoiar alguém, apoiar uma ideia. Você apoia essa ideia. A partir do momento que essa pessoa para de ser fiel a esses valores, você fala, olha, eu ajudo a pagar o salário dessa pessoa. Ela não cumpre.
o que ela me prometeu que eu cumpri, eu vou começar a cobrá-la e se ele continuar, eu vou trocar de candidato, eu vou trocar de, sei lá, de partido. A questão não é apoiar uma ideia, a questão é agir como seita. Então talvez, por mais que, eu acho que essa questão do Flávio expõe sim ali o modus operandi, pelo menos parte da família ali, de como lidavam com essas questões de, enfim...
com essa relação que existe ali em Brasília e que a família Bolsonaro faz parte desse ecossistema, por mais que se venda como outsider, mas também expõe o sistema de uma forma geral. Por isso que eu acho, inclusive, essa era a premissa dessa live, que as eleições são uma coisa imprevisível. A gente não sabe o que vai acontecer. Acho que é a eleição mais imprevisível em muito tempo. Verdade. Porque a gente não sabe o que vai acontecer e pode acontecer literalmente qualquer coisa. É porque o cenário está assim.
Tem um público fiel ao Lula e tem um público fiel, independente de quem seja o candidato, que não quer votar no Lula. Então o que a gente está vendo assim, o Flávio, se não for, vai um outro de direita, é o mesmo número contra o Lula. É muito estranho isso, né? A comparação da Fazer é uma corrida que, não sei, tem muitos eventos...
A Copa pode... Até a Copa pode influenciar. Exato, porque o Brasil... Vamos supor que o Brasil ganha. Não, depende do pronunciamento dos jogadores lá. De apoio dos jogadores. O Neymar, por exemplo. Por que que essa briga... Por que que a galera comemorou o Neymar e outros ficaram tristes? Por que...
politizaram até a convocação. Exato, a direita comemorou a convocação do Neymar, mas a comparação que eu ia fazer era, tipo assim, essa é mais específica, para que acompanhe a Fórmula 1, sabe aquela corrida que tem muita red flag, bandeira vermelha, safety car? A eleição vai ser desse tipo aí, pode acontecer de tudo. Entra o safety car e aí fica todo mundo...
Exato, vai ter vários safety cars ao longo das semanas. E aí toda a diferença de tempo diminui. Exato, é isso, perfeito. Mas do lado do bolsonarismo, o que tem de diferente, que não é a coisa... Por exemplo, o que você vê de problema do sistema, tem no sistema. Mas eu acho que no caso da família Bolsonaro, tem o elemento filhinho de papai.
Não dá pra você confiar em quem não ouviu não quando era criança. Em quem só viveu na barra da saia de papai. Em quem nunca assumiu as próprias responsabilidades. Porque é o caso deles. Eu não tô falando de pessoas... Tem pessoas bem-nascidas, o cara é bem-nascido, ele faz a vida dele, ele assume responsabilidade.
todos os BOs que eles tiveram, quem é que resolvia? Você é jornalista também. Já teve uma vez que eu fiz uma publicação muitos anos atrás, antes da presidência, sobre o Carlos, que eu nem lembro o que é. Acho que eu chamei ele de infantil.
Aí, o Bolsonaro, que era deputado, me liga para eu tirar o post. Aí, na época, ele era deputado. Não estava nesse... Aí eu falei assim, deputado, eu chamei ele de infantil. Quantos anos ele tem? Acho que era 30. Quem é que me ligou para tirar o post? O pai.
Aí ele falou, eles só me dão problema. Esses meninos. Aí eles só me dão problema, só me põe frio. Agora ele vai ver que eu vou falar com ele. Porque é uma coisa assim, eles são tratados como se fossem crianças. E são autoridades da República. Então assim, isso é um risco e um nível de problema.
que você tem em pouquíssimos clãs políticos, pouquíssimos, você vai ver um Renan Filho, não é o pai dele que vai assumir os BO do governador. Um Ratinho Júnior, não é o pai dele que segura os BO dele. Existem alguns clãs que é assim.
E o clã Bolsonaro é o mais poderoso deles, em que você tem filhinho de papai que não segura os próprios B.O. E isso é algo que não é da política. Isso é algo que eu creio que as pessoas poderiam simplesmente observar, né? Inclusive, só para completar, longe de mim, Zantaro...
Jair Bolsonaro, dos problemas do governo dele. Mas a quantidade de problema que ele teve no governo por causa dos filhos era uma coisa assim, e a gente ouve isso, não é de quem era opositor ao Bolsonaro, de quem estava lá dentro do palácio e conta as situações mais absurdas relacionadas aos filhos que de fato prejudicaram o governo dele mais do que o próprio Bolsonaro prejudicou.
É isso, eu acho que agora é hora de redes sociais, links e agradecer demais a presença de vocês. O Josias tá aí ainda ou já? Acabou caindo aqui. Acabou caindo. Ele tá em Cânia de madrugada. Ah, é verdade. Outro fuso horário. Agradecer demais aos Josias e ao Kim, direto do moquifo dele, com forrado... Cara, deve ter um... Não tem cara de que tá com vazamento, aquelas paredes? Tem, tem aquela parede cheia de boludo. Aí ele não quis consertar, meteu um monte de mangá pra consertar? Ele ainda estragou. Marcelinho Carioca.
que indicou. Marcelinho Carioca indicou pro Kim, falou, olha lá, é muito bonito. É, o cativeiro. Eu já fiz uma vez um vídeo nesse lugar, tava lindo. Kim vai. Engraçado. Japonês é engraçado. Mas é...
Onde o pessoal te acha? Bom, para me acompanhar, principalmente no X, Twitter. Você é muito ativo lá no X. É a rede social que eu uso mais, sim. Eu me torturo a esse ponto. É arroba Sam Puncher com CH. Também estou no Instagram, Samuel Puncher. E, enfim, tudo que eu faço vai parar no Metrópolis. Então, siga... Acompanhe a gente no YouTube aqui, que a gente está com programação quase 24 horas aí para... Enfim.
Todos os públicos. Madá, eu admiro vocês dois, porque vocês tomam muita pancada diariamente e estão sempre lá. Admiro. A gente não acostuma, né? A gente só aprende a lidar. É, né? Não tem o que fazer. Não, mas agora que não estão mais ameaçando de morte, pra mim tá ótimo. Só xingamento já... Só xingamento, ok. Passou de um nível processa, não é aquele negócio? Tem um limite.
Não, o meu é ameaça mesmo. Quando eu vejo que estão se organizando para ameaçar, pela ameaça não adianta se processar que dá um ano. É? Quem ameaça geralmente fez outras coisas. E pega aquelas outras coisas e está com dano moral na pessoa. Entendi.
Que é aí no bolso, né? Aí dói no bolso. Mas, enfim, eu tô em todas as redes sociais, arroba Madeleine, tem aí embaixo, L-A-C-S-K-O. É como tá escrito.
Eu estou abastecendo, trabalhando bastante agora o meu Insta. O canal do YouTube está com bastante coisa nova. Estou fazendo live lá sempre. E todo mundo me acompanha diariamente no Antagonista. E aos finais de semana eu tenho a minha coluna na Gazeta do Povo.
E aí espero todo mundo acompanhar nas redes. Estou fazendo bastante movimentos de mulheres, movimentos de coisas produtivas, porque a nossa política virou uma guerra entre pessoas que querem se destruir, que a destruição é o único objetivo. E eu acredito que a maioria das pessoas, Vilela, no Brasil é gente boa. Claro.
A maioria cansou dessa destruição, dessa barulheira, desse não chegar a lugar nenhum. Então, eu estou tentando ali, na minha rede, junto com outras pessoas, juntar pessoas em prol de coisas construtivas, coisas objetivas, tendo em conta que a minoria é barulhenta nos extremos.
Mas a maioria do Brasil é trabalhadora, é ordeira e quer um país melhor. E a gente precisa unir as pessoas que têm esse propósito.
Amém. Obrigado a vocês, obrigado a vocês que estiveram aqui com a gente, é com você, Lênin. É isso aí, queria pedir pra você deixar o seu like, se inscrever no canal, se tornar membro e fazer todo aquele trâmite que tem que fazer ali, né? Se proteger do frio. Exatamente, que o frio tá chegando aí. Agradecer aos nossos parceiros aí, né, o G4, a bússola do empresário, o Estratégia Concurso com o seu radar aí de concursos, né? Pra você ver o concurso mais perto de você, Insider, que aproveita esse inverno chegando e já se prepara com...
camisa longa, moletons e afins. Tem tudo lá que você precisa. E a cuequita, que é maravilhosa. A meia agora também está sendo tirada de dentro da gaveta também. Não sei, roubaram minhas meias aqui no programa. Obrigado demais, link na descrição, que é a e-code na tela. Fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau. E a frase? Calma aí. Desculpa.
Olha só. E o Lene agora vai brilhar pra vocês dizendo o que... Eu tenho uma sugestão aqui. O do Vorkar é grande. O que você ia falar? Eu ia falar o cativeiro do Kim. Cativeiro do Kim, melhor. Escrevam cativeiro do Kim nos comentários e provem que chegaram até o final dessa conversa. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau.
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar, e se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
G4
Insider
Tech T-shirt de manga longa