1844 - COMO AS MARCAS MOLDAM A CULTURA: RENAN SOUSA, HIGO LOPES E THIAGO
RENAN SOUSA e HIGO LOPES são publicitários e THIAGO GOMIDE é jornalista e historiador. Eles vão bater um papo sobre como as marcas podem moldar a nossa cultura. O Vilela ainda chama Fusca de “Pois é” (essa é para os fortes).
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais marcante do que a minha e do que a sua. Você entendeu? Olha, gostei, hein, cara? Gostou? Olha. Entendeu? Sabor marcas. Sabor marcante. Ô, Romer. Fala comigo. O que você me conta, cara?
Olha, hoje é uma live especial que é dedicada para pessoas especiais que são os nossos membros. Tem Mike Baguncinha, tem Naldo Bene, tem Engilson Capetinha, tem uma par de gente aí. É mesmo? Tá todo esse pessoal lá como membro. Você sabe que até o Jeff Bezos, ele falou assim, eu também vou me tornar membro aí do Inteligência Militar. Ele falou inglês. Pois é, né? Eu tô já fazendo a tradução. Ah, tá certo. Os nossos membros, ele tem uma regalia que eles passam na frente do chat e eles já mandam as perguntas com antecipação. Tá certo.
Então, se você não é membro, torne-se membro e mande pergunta para a gente. Também pode mandar superchat, mas a preferência hoje é para pergunta de membro. E você, terráqueo, que está em casa, deixa eu te dar um recado que você não sabe. Vocês sabem quem carrega o piano nesse país? É o empresário. Muita gente acha que ser dono de empresa é só glamour, mas a gente sabe que, na vida real, o cara está muitas vezes sozinho, tomando decisão no escuro e arriscando tudo que tem. É um isolamento que ninguém conta.
E o G4 está aqui com a gente porque eles entenderam exatamente essa dor. Eles deixaram de ser apenas uma escola de negócios para se tornarem a plataforma completa de quem lidera no Brasil. O G4 agora é a bússola que se dá ao norte quando o mercado parece um caos. Eles criaram um ecossistema que une método e conhecimento aplicado para dar direção, voz e poder aos empresários que fazem o Brasil.
avançar, mas ó, o papo é reto, o G4 é pra quem quer mais. Se você tá satisfeito com o mais ou menos, nem clica, mas se você busca dominância e quer direção real pra crescer, os caras são a autoridade máxima. Chega de tentar inventar a roda sozinho. Escaneie o QR Code que tá na tela, certo? É isso aí. Ou link na descrição. Exato. Conheça um novo G4 e alinhe sua rota com quem entende de execução no mundo real. G4, pra quem quer mais.
Vamos pra cima, Homer! Bora! Então vamos pra cima aqui com os convidados. Um assunto muito legal, queria fazer faz tempo. Então vamos aí todos estreantes aqui. Todos virgem. Então quem quer começar? Vamos lá, apresentando? É, dá um oi aqui pro pessoal. E eu quero o meu presente inútil.
Beleza, fala galera, eu sou o Renan Souza, sou 4Ps, professor, publicitário, palestrante e produtor de conteúdo no Instagram, sempre falando sobre marcas. Não é pai? Pai não sou. Então falta esse P. 5P. Então 5P, tá. Perfeito.
Antes do inútil, pode ser o último? Pode. Temos úteis. Biscoitos Surreais, da Dom Caseiro, a marca da causa Surreais. Não, a marca é surreal ou ele é surreal? O nome do biscoito é surreal. Mas ele é surreal também? Mas ele é surreal, com certeza. Depois você pode tirar a prova. O problema de você trazer comida aqui é que a Fabi pega tudo para ela, cara. Manana, de laranja, limão siciliano. Nossa. Amêndoa. Olha aqui, a Fabi já está...
Olha só o izão dela aqui. Olha só. Tem muito, tem muito. Obrigado, cara. Obrigado demais aí.
Manda aí para o estúdio mais aí que a galera...
Pode abrir um para a gente comer agora? Claro, claro. Então, Fabio, abre um aí e a gente vai experimentando aqui. E o inútil? Só mais um útil, que é o meu livro, Aprendendo com as Grandes Marcas. Eu conto várias histórias sobre como as marcas podem te ajudar a ter insights para a vida e para os negócios. Você é um cara que fala muito sobre marcas no Instagram. Sim. Muita gente me marcou para você vir aqui e, putz, vai ser um assunto bem legal. Muito. E esse formato quadradinho também é bonitinho aqui.
Um livro meio pocketzinho. É, total. Eu sei que você é um leitor voraz, mas aí você mata numa tarde. É pra deixar...
Posso falar? Pode. Pode deixar no banheiro. Não é? Dá aquela cagadinha já. Dá uma lida. Dá mais uma cagadinha, mais uma lida. Não sei se alguém tem essa mania. Desculpem, gente, mas eu marco os livros por número de cagadas. Ah, esse livro aqui é umas três cagadas. Eu sei que você é fã de Seinfeld também. Sim. Você lembra do episódio que o George vai na livraria e pega o livro para ler no banheiro? E aí os caras marcam o livro.
E ele nunca pode devolver. Ele vai em outras livrarias e os caras falam, isso aqui já passou pelo banheiro. Exato.
E agora o presente inútil. Esse eu não vou falar nada porque eu acho que ele é auto-explicativo. Ih, rapaz, não pula nada na minha cara não, né? Não, não, pode ficar tranquilo. Aqui, ó, que medo, que medo, que medo. Ah, Havaiana de pau, cara. Mano, você mandou fazer o negócio? Mandou fazer. Olha aqui, olha. Cara, o negócio desse machuca, hein? Machuca. Oxe. Pô, se não fosse de pau, eu tacava mesmo. Cara, que legal, mano. Vai ficar bonita no cenário, hein, Homer?
Obrigado demais, cara. Que cuidado que o cara teve. Marcou a minha adolescência essa parada aí, né, velho? Marcou a minha infância, cara. As abaianas da minha mãe marcaram a minha infância. Obrigado demais aí. Seja bem-vindo. Obrigado. Agora é contigo aí. Tua câmera é aquela lá. Bom, eu me chamo Thiago Mídia. Eu sou historiador. Criei o Tá Na História. Uma página que me leva aos lugares para contar a história onde ela aconteceu.
Sou escritor e escrevo também no Jornal Globo, na CBN. Estou caminhando e produzindo conteúdo sobre nossa gente, sobre nossas cicatrizes, nossas ultrapassagens nesse país tão doido e incrível como o nosso. Assunto não falta, né? Cara, eu acho que não. Ainda mais quando a gente se abre para a possibilidade de enxergar os quatro cantos de um Brasil que muitas das vezes...
não é visto. O Brasil não está restrito ao Rio e São Paulo onde a gente vive. Mas você está vendo a história se repetindo ou não? Dependendo do nosso olhar. A história se repete muitas das vezes com outros capítulos. Mas se a gente começa a enxergar e entender melhor os passos de quem já atravessou diferentes gerações, a gente vê, sim, erros repetindo e acertos também.
E o meu presente. Cara, eu trouxe um Manikineco para você. O que? Manikineco para você. Manikineco? É, isso daí. O que é isso? Isso daí é um símbolo de proteção, de prosperidade, em especial, China, Japão. O Japão tem um templo grande, velhela. Parece um gatinho, é isso? É o que fica na... A gente está falando de marcas. É o que fica em muitas lojas, em muitos comércios, em São Paulo, Rio de Janeiro, África, Paraíba. Tem, porque é um jeito.
Na lenda de atrair os bons negócios. Isso aí sai de uma grande lenda no Japão, onde um homem vai naufragar e vai dentro de um templo ver um gatinho, e aí ele é salvo. Ah! Estão precisando prosperar aqui. Vou deixar esse gatinho aqui.
Beleza. Obrigado pelo convite, irmão. Obrigado você. E agora você, o que você me traz? Bem, meu nome é Igor Lopes, tenho os pês do Renan, professor, palestrante, profissional de marketing na Granado, com uma marca Centenário, e sou pai também. E apaixonado por marketing, por marcas, é curioso demais.
Fã de história. Então vai ser um prazer estar aqui. Carioca. Carioca, bem carioca. Mais. Mais. Estou pegando a bolacha aqui. Faça uma festa aí. Bolacha ou biscoito? Gostou? E agora, hein? E aí? Acho que você tem que provar todos os sabores. Como você chamaria? Para mim é bolacha. É bolacha, né? Mas para vocês é biscoito. Bolacha eu ganho com a baiana de pau. Bolacha. Desculpa.
E trouxe aqui pra você um presente. Primeiro, trouxe pra sua mãe. Eu vi que às vezes ela acompanha aqui, hoje ela não tá aqui. Dia das Mães tá chegando. Verdade. Trouxe um presente pra ela. Olha só. É a marca que eu sou gerente de marketing lá há 18 anos. Há uma diferença entre um professor e a galera. Eu sou professor também. Minha mãe é professor, meu pai é professor. Olha só. Olha que bonita essa embalagem aqui. Olha aqui. Então, essa é pra sua mãe.
Tá lacradinha. Falacrado. O problema é que ela vai ver isso daqui agora, mas não tem como roubar dela, né? Não é? Olha que cheiro bom, abrir aqui já... Que legal, cara.
Também, maior capricho, né? As embalagens da Granada. Olha que legal. Eu trabalho lá há 18 anos, então participei de todo esse rebrand. Por isso, até eu tô aqui falando também, Marcas é uma paixão. E trouxe um presente pra você também. Cara, eu sou apaixonado por Marcas também, pela história, então... Esse é pra você. Ah, achei que era só pra minha mãe. Pode deixar, querendo ela.
Obrigado, viu? Você tava falando de cheiro, então tem difusor. É pra mim ou pra Fabi? É pra mim, né? É pra você, é pra você. Porque a Fabi é aí pra mim, não sei o que, você não vai usar. Pra você? Você não toma banho, aquelas coisas que ela fala. Eu sei que da minha mãe ela não rouba mais um mil. Obrigado demais, aí.
Hoje o papo vai render, então. E o inútil, bem... Sei que você é um cara geek, na minha época era nerd, né? É, nerd, né? Tava lá em casa, confesso, era um presente do meu filho, então tem uma história bem... O meu trabalho me levou pela primeira vez a Disney, eu pude dar esses presentes pra ele, fiquei com pena de jogar fora, e meu trabalho me trouxe aqui agora, né? Então...
Ixi, aqui tá... Me ajuda aí, cara. Tá bem empacotado aqui. É que você imagina passar na inspeção do aeroporto com isso daí, né? É, cara. Eu te vou responder algumas perguntas. Por que você tá levando isso pra quem... O que que é isso? É um presente inútil. Aí o cara não vai entender nada. Então, posso te ajudar aqui? Porra, meu irmão, mas... É, tá difícil. Tem mais gente pra ajudar aqui? Não, uma faca ainda. Já inventaram a faca, viu? Aqui, zoé. Ué. Porra, meu irmão.
Foi? Agora foi. Puxa. Vai, pô. Ainda bem que o podcast do Vilela costuma ser longo, né? São quatro horas pra ver. Desculpa, quase que eu levo o dedo. Se eu tivesse colocado outro presente tão bem embalado pra ficar fazendo mais propaganda. Nossa, cara. Cara, eu nunca vi um negócio tão bem embalado aqui. Não, isso aí é... Ah, agora vai, hein? Ou não.
Ainda falta mais um cortezinho. Aê! Porra, não é possível. Aperta o botão aqui. Cadê? Como eu sei que você gosta de Star Wars. Estava lá em casa e eu ficava com o piano. Falei, cara, tem que dar para alguém que tem algum significado, que saiba o que é. Que bacana. Eu acho que vai compor bem o cenário. Vai, com certeza. Obrigado demais.
Olha a tesoura aí. É, a tesoura aqui. A fantasia eu ia trazer, mas eu acho que a minha câmera é. Melhor não, né? Melhor não. Senhores, vamos falar de marcas então, vamos falar de história. Por onde começamos? Vamos lá.
Como as marcas moldam a nossa cultura foi o tema que a gente deixa trazer aqui pra gente conversar sobre. Primeiro, o que é uma marca? Por que o produto precisa de uma marca? Por que que... Começou com o nome da pessoa, começou com... Um objeto é um objeto. É um sabonete, no caso do Granado. Por que que precisou colocar uma marca na parada? Posso começar? Eu acho que uma coisa interessante pra gente refletir sobre marca, o Villela, por exemplo, Granado. Não é um sabonete, é um malandro. O cara se chamava Granado.
E é por isso, Cochito Granado, José Cochito Granado, ele vem de Portugal, chega no Brasil, entre tantos desafios, ele resolve montar...
plantações onde ele vai experimentando, importante falar que era farmacêutico, importante na composição, nas testagens, e ele abre uma pequena farmácia no centro da cidade do Rio de Janeiro, farmácia Granado. Sabe quem era o principal consumidor dele? Dom Pedro I. Porque tinha problema no fígado. Então Dom Pedro I ia, é do lado do Paço Imperial, onde é a administração. E aí Dom Pedro ia lá para poder comprar.
o remédio, porque a Granado não começa vendendo esses sabonetes maravilhosos. Ele começa produzindo remédio num instante do Brasil onde não tinha essa produção. Então a marca vai surgir de diferentes perspectivas. Inclusive, utilizando os nomes daqueles seus próprios criadores.
E assim que a gente vai chegar em Gillette, assim que a gente vai chegar em tantos outros. Eu estou há 18 anos lá e ele contou a história melhor do que eu. Mas é isso. É isso mesmo. Eu garanto que você mudou a percepção de marca ao saber a história da marca. A marca agrega valor.
Você agrega valor para o produto. Era um sabonete qualquer. No momento que eu contei que era o sabonete oficial, da família imperial, do imperador, você agrega valor para aquele produto. Então, marca funciona muito para agregar valor para os produtos também. E para guiar também o consumidor. Senão, você compraria um sabonete, sabonete qualquer. Não, você tem o Granado, você tem o X, o Y, você tem Gilete, você tem... Basicamente, no capitalismo, é para você vencer uma concorrência para escolher o seu produto e não o outro. Isso aí.
voltar mais nas origens, a gente está falando das marcas modernas, né? Tem umas... Tem um livro de história que fala sobre a história das marcas, que tem um desenho que foi encontrado nas ruínas de Pompeia, e que um açougue era representado por cinco pernizinhos, cinco pernas ali, do pernil à coxa. Então era um fórum, por exemplo...
Tem um cara ali que é fazendeiro e tal, e ele cuida mal do gado, tem mosca em volta e tudo mais. E as pessoas falam, pô, não compra desse cara. Agora esse aqui cuida bem da comida, trata bem, a marca, o produto dele é melhor. E aí com o tempo, uma representação estética foi sendo feita para aquilo. Então é aquele cara dos pernis. É mais ou menos o boi, a marcação no boi.
Tipo, esse aqui é desse cara. Esse produto é desses caras. Você está falando de uma parada de Pompeia. Pompeia, se não me engano, na rua 38 ou 40. Fiz uma série grande gravando lá. Você tem exatamente isso, né? Você tem expressões das marcas para você identificar rápido qual era o consumo. Estamos falando de uma cidade muito avançada. Pompeia é destruída num momento de pujança financeira. Um lugar marcante.
Tem um cara lá que vai ficar pro resto da vida eternizado numa posição não tão digna. Alguns. E alguns retratados também. Você sabe que é uma parada, né? Aquilo ali não é gesso. Aquilo ali... Sim, é carbonizado. Não, não. Aquilo ali depois é uma demonstração de como é que os copos ficaram. Ah, é? Não teve esse rolê, não. Depois teve uma releitura de como é que aqueles copos estariam. Mas jurava que aquilo ali era vulcânico ali.
Não, não, desculpa. Mas, cara, Pompeia tem uma outra ação de publicidade que também é bastante discutida entre os historiadores, que é o grafite. Ou seja, você que é um artista, a arte da venda da marca, da expressão a partir do tempo, também vai através do grafite. Pompeia só trouxe aqui uma outra realidade sobre marca, que ela não está...
num estratogema próprio. Ela tem várias formas de você expressar a tua marca. Você está falando de uma cidade. Pompeia é uma marca, é uma cidade. Hoje as pessoas vão lá a turismo, por quê? Devido a erupção que teve. Então, assim, até isso. As cidades têm os soft powers delas, que são as marcas da cidade. O Rio, que é a minha cidade, qual é a marca do Rio?
Ah, a beleza das praias é o pão de açúcar, é o corcovado, é o calçadão de Copacabana. Então, assim, cidades são marcas, pessoas são marcas. Você, quando eu falei que vinha no seu podcast, sua marca era o óculos. Minha esposa, na hora, falou, ah, o Tony Stark, ele mesmo. Então, espero que a conta bancária esteja igual a dele, né, também. Tá mais pra Tony Sterco. Olha lá, ó. Então, é uma marca. Então, assim...
Tudo hoje em dia tem uma marca, né? Eu estava olhando aqui a luva do Michael Jackson. Eu uso como referência nas minhas aulas. Se é uma aula de pós-graduação, as pessoas sabem que isso aqui, eu me refiro. Só mostrar, sabem que isso é Michael Jackson. A geração mais nova de graduação, eu falei, de quem é essa luva? Fica todo mundo me olhando. Então, assim, ainda tem isso. O mais difícil é você permanecer relevante com uma marca durante tantas gerações.
Sua blusa, tem doces aí que, para mim, foram muito relevantes. Para a minha infância.
Pra do Renan também. Ah, tá, o diretor tava dormindo aí. Pra várias pessoas foram relevantes. Talvez se eu mostrar pro meu filho, ele não vai conhecer nenhum daí. Então ainda tem isso. E que debate sobre a nossa cultura também. Você pega um cigarrinho, por exemplo, da Pan. Isso daqui é absolutamente impensável. É, hoje em dia, dá pra ver aqui, ó. Cara, é bem louco. Uma criança fumando um cigarro de chocolate. Mas tudo bem.
E aí no passado, depois virou o lápis, né? Virou o lápis. Quando eles viram, acho que não era mais tão politicamente correto, virou o lápis da Pan e depois se perdeu. Mas uma coisa interessante é isso. Tipo assim, por que a gente trouxe esse tema? Porque o assunto marcas está sempre no meu cotidiano. Sou ficcionado por marcas, tenho uma página sobre isso. E aí eu tenho a tatuagem do McDonald's. Olha só. Olha só.
Por quê? A marca não é o logo. Come lá de graça ou não? Infelizmente não. Eu achei que era isso, né? Tatu e McDonald's e ganho batata pro resto da vida. Já teve campanha. A Domino já fez isso, já. E tomou um prejuízo absurdo na Rússia. Porque quem chegasse com o logo, que é uma peça de dominó, então pode ser algo genérico pra muita gente também, ganhava pizza de graça. Só que aí foi gente pra caralho. Eles foram e acabaram com a promoção. Nossa.
Então as marcas, você tatuar não é porque eu adoro o desenho M e não é só porque eu gosto do hambúrguer. É porque as marcas, a repetição que elas fazem ao longo do tempo, criam uma atmosfera, se conectam com os seus gostos, elas vão entrando para o nosso cotidiano e aí a gente decidiu trazer isso. As marcas que chegam a influenciar a nossa cultura.
Exato, e o McDonald's é um exemplo porque o fast food no Brasil do jeito que a gente conhece, vai surgir principalmente depois do Bob's no Rio de Janeiro, o McDonald's vai chegar na década de 70, o primeiro McDonald's ainda existe no Rio fica igual a Paca Bana, e o Mil fica aqui
em São Paulo, na Paulista, num antigo prédio que era um banco. Então ele é todo especial, você tem um McDonald's diferenciado. Só que é o seguinte, o consumo de fast food no Brasil, a cultura do fast food, vai ser absolutamente rompida com a chegada do Bob's, com a inteligência do...
O cara Bob, porque ele era Bob. Robert, né? Robert jogando de tênis. Falkenburg, eu acho. E depois com o McDonald's expandindo para um debate que vai chegar no Brasil inteiro. Inclusive, é difícil você encontrar um espaço de uma grande capital do Brasil que não tem um fast food oferecendo essa velocidade que nós não tínhamos antes da década de 50.
Muito bom. Tem várias... Em Brasília, eu sou de Brasília, a gente não tem bairros, né? A gente tem cidades satélites. E tem cidades satélites, inclusive, que eu morei, que são bem humildes. Eu nunca imaginaria ter um McDonald's lá e hoje várias delas têm, assim. Tipo, o nível de capilaridade que a marca alcançou hoje em dia, né?
E a gente está até falando também de a marca estar presente no dia a dia. Eu sou da época que comer no McDonald's era algo especial. Não era todo dia, era um evento. Tipo, meu pai vai me levar no McDonald's. Hoje em dia, a gente vai mais. Eu vivi sem o McDonald's e vi o McDonald's chegando.
E eu era do ABC, então, putz, não tinha. Em São Paulo, tinha que vir até São Paulo para ver o McDonald's. E era um evento, né? Ou comer no McDonald's. A gente banalizou isso até, mas a marca ali, garanto, você acabou de falar, deu para ver a emoção. Eu ia, ir no McDonald's era um evento. Então até isso. E a marca não tem controle sobre o que você vai sentir. Você pode ter tido uma experiência ruim lá, mas deu para ver que não foi, foi algo que te marcou. Renan também.
E vira uma medida de... Para você ver o poder aquisitivo, o Big Mac no mundo inteiro. Sim, o índice Big Mac. O índice Big Mac. Cara, isso aqui é uma outra parada que é muito doida. Quando a gente era moleque, não tinha determinado sanduíche. Porque também a cultura vai fazendo com que a marca se adeque à nova realidade. Por exemplo, eu preciso que o McDonald's... Imaginar, inimaginável, quando eu era moleque, chegar no McDonald's e poder pedir uma salada.
você pegar uma água você tinha um outro tipo de consumo então as marcas elas também vão ser alteradas pelas múltiplas culturas de debate sobre emagrecimento sobre melhor qualidade de vida sobre espaço onde ela está realizada então vai surgir o de peixe vai surgir, enfim
Na Índia, na Índia não tem de carne, não tem hambúrguer de carne. A gente teve no Japão agora, tem caldos. Então, assim, você teve na China, não sei se você comeu no McDonald's. Não, não, não cheguei a comer lá. Mas deve ter alguma coisa diferente. É, então é isso. Antigamente não tinha muito isso também de você replicar. Hoje em dia isso não funciona. Então a marca tem que se adaptar também. Então é constante mudança o tempo inteiro.
É o famoso, pense globalmente e aja localmente. Isso é um mantra no marketing, né?
Você pega aqui, por exemplo, no teu estúdio, você tem aqui o Trump. Um dos jeitos que ele se aproxima da população é recebendo o McDonald's, é falando do sanduíche que ele gosta. Isso é uma tradição também de utilizar as marcas para se aproximar do máximo possível. O marketing político vai ter uma larga bibliografia, uma larga historiografia, mostrando grandes líderes tentando se aproximar através de marcas.
Falei do Trump com o X-Burga, mas posso pegar o Getúlio Vargas e falar do Vasco. Grandes clubes de futebol são grandes marcas. Itamar com Fusca? Itamar com Fusca. Não, você tem total razão. O Itamar com Fusca, ele vai ressuscitar um carro que é emblemático para o brasileiro médio. O Fusca vai marcar a nossa geração, a nossa infância. E nasceu com Hitler também. Então, esqueci de falar. Está na nossa pauta.
Vamos lá. É um relacionado por Fusca. Sim. Volkswagen, a tradução, é o carro do povo. Certo. Então, o Thiago vai me corrigir se eu errar alguma coisa aqui. Não, imagina.
Era quase um pretexto, o Hitler, na época que ele ascendeu ao poder, parece que para cada 100 habitantes, só um alemão tinha um carro, enquanto nos Estados Unidos eram 6 para 1. A Ford já tinha estourado e tudo mais. E aí Hitler falou que ele tinha que fazer com que o alemão pudesse dirigir. Mas era um pouco de um pretexto para construir estradas e para as autobus. O esforço de guerra e tudo mais. É, o Fusca vai nascer...
também para ser um carro para levar o máximo possível de famílias no momento de deficiência financeira. A Alemanha atravessava daquele final da Primeira Guerra até o início da Segunda uma merda generalizada, não tem outra palavra. Era um caos. Então, quanto melhor você conseguisse ter automóveis e outros objetos que permitissem à população alemã...
frequentar os diferentes cantos, atravessar o país, melhor. Então é assim que nasce o Fusca. E o Fusca vai ganhar um esforço gigantesco depois da guerra. Porque vão entrar os outros europeus ali, vão tomar o Fusca e vai depois se multiplicar. Tem uma imagem aí do Hitler vendo o protótipo do Fusca. Você mostra pra gente?
E nessa época, Volkswagen, porque nos anos 60, a Volkswagen tentou levar, tentou não, falou, vamos para os Estados Unidos, vamos vender para o público americano, né? E Volkswagen era o Fusca. Compre um Volkswagen, era o Fusca, não tinham vários carros. E foi um desafio entrar, porque era um carro pequeno, feio e alemão, né? Existia um ranço com relação ao... O Fusca só vingou mesmo mundialmente quando ele se desassociou da figura de Hitler, do nazismo, então assim, aí que ele estourou no mundo todo, teve que fazer essa desassociação. E você sabe qual foi o design, né?
designer feito por um tal de... O Ford fez o Fusca. É mesmo? Olha lá. Apresentando para ele o protótipo. O protótipo.
O Hitler com bochechinha, nunca tinha visto ele rindo assim, realmente ele está puto, está bravo. Era pré-guerra ainda. É, pré-guerra, ainda está... É, estou batendo a madeira quando fala do Hitler. O negócio é o seguinte, o Fusca e a Volkswagen, eles vão entrar no mundo inteiro, em muitos lugares, e aqui no Brasil você vai ter outra marca fundamental, já que a gente está no Volkswagen, que é Brasília.
Uma homenagem a essa mudança da capital, esse país, tua terra, esse país que se abre para o novo horizonte, saindo de uma capital que era acusada por muitos como uma capital antiga. Então, Brasília é feita, nós também temos dentro desse universo automobilístico outra marca importantíssima que está esquecida, que é a Gurgel. A gente fala de carro elétrico hoje, pô, o camarada falou disso na década de 70.
Itaipu, né? O carro Itaipu foi o primeiro carro elétrico, se não me engano, 84, 70, década de 70 ainda. E o Gurgel vai ser massacrado quando chega o governo Collor e aí vai ser realmente o fim da iniciativa do Gurgel.
Exatamente. A gente tá falando de guerra, a Fanta também, né, Renan? Sim. Muita gente não sabe, mas a Fanta nasceu na Segunda Guerra Mundial. E na Alemanha. E na Alemanha. Era bagaço... Eles não tinham os insumos, os xaropes da Coca-Cola, né? E... usavam bagaço de sidra, de maçã pra fazer a Fanta. Então a primeira Fanta nem era a Fanta Laranja. A Laranja surgiu na Itália. Na Itália, né? Anos depois, né? 55, acho, 1955.
Tem também imagens aí da Fanta, que é bem interessante. E também tem uma coisa do nome, falando de marca. Quando a marca é global, existe um desafio que é, tipo assim, por exemplo, esses dias tem uma nova marca de carros aí, Gilly, né? Gilly. Apareceu no BBB, a galera não sabia falar. É Gilly, é Gilly. Então tem essa dificuldade quando você transpõe barreiras. E aí os caras escolheram o nome Fanta porque é uma palavra que funciona quase no mundo todo e vem de fantastic. É, e tu sabe como é que... Exato isso. O camarada, o dono...
o químico chefe daquilo que é gerado como Fanta na Alemanha, ele faz uma pergunta para a equipe. E aí que chega no nome Fanta exatamente para dar essa sensação. Agora, você quer ver uma coisa da Segunda Guerra Mundial? Aproveitando esse cenário aqui como símbolo, você tem uma Segunda Guerra onde arrasa o Japão. O Japão, evidentemente, fica destruído. E é nessas cinzas que vai surgir uma marca, Sony.
praticamente num lugarzinho pequenininho no subúrbio de Tóquio, onde Sony vai se popularizar e muito por causa daquilo ali, olha. Radinhos.
O gravador, essas coisas. Aí depois vai ter... Tem um Walkman aqui atrás de mim. Diz que man já, né? Não, não. O Walkman tá ali em cima, porque o Walkman foi criado por um brasileiro. Depois que a Sony vai... Verdade. Vai ter a posse, tá? É uma briga, inclusive, que até os dias de hoje... É esse radinho daqui. Você lembra aquele radinho de estádio? Tem muito estádio? Claro, claro. Sempre fui. Aquele radinho de estádio. Mas isso é pra demonstrar uma das...
capilaridades de uma grande marca. A gente, quando pensa na Sony, a gente vai, talvez, retratar em primeiro instante uma câmera. Uma câmera que está filmando esse podcast, a Sony. O que for, né? Mas você pensar numa marca como um grande rio, grandes rios que vão para esse oceano da marca, né?
Exatamente, e aí a gente chega Trazendo para o cerne do nosso debate Que é quando as marcas conseguem Entrar a tal nível No nosso dia a dia Na nossa cultura Que elas moldam comportamentos, criam expressões E tudo mais Talvez o que eu acho mais interessante De todos esses causos que eu conto na minha página Que o Tiago conta alguns também, o Ivo conta alguns
É a origem do termo CC. Sabe qual é a origem do termo CC? CC de fedor. É, um subar fedido, exatamente. Foi uma marca que colocou isso na nossa boca. Por quê? Lá nos Estados Unidos, anos 20 e 30, surgiu a Life Boy. Era um sabonete que os americanos utilizavam e tal. E lá, os anúncios, tem até, eu trouxe uns anúncios aqui pra gente ver. Os anúncios colocaram uma sigla. Stop Body Odor. Olha lá.
Esse sabonete stops body odor. Tá vendo? B.O., entre aspas. E aí, body odor pegou a sigla lá. Inclusive, eu sou muito fã de Seinfeld, velho. Tem um episódio que o Seinfeld entrega o carro no restaurante para o Manobrista. E quando ele volta, o carro está uma caatinga. E aí ele fala, this is B.O. E aí ele vende o carro porque não consegue se livrar da caatinga. Cargo do cheiro. Aí, passa para mim mais uma vez, por favor, pessoal.
eles fizeram muitas propagandas na época falando, olha lá, ele estava prestes a pedi-la em casamento, mas o B.O. apareceu no caminho. Tipo assim, a mulher estava fedendo e tudo mais. E a publicidade dessa época era muito assim, né? Tipo de mostrar o problema e trazer a solução. A gente ainda faz isso, mas é mais sutil, é mais inteligente e tudo mais. É mais sutil, a gente tem mais canais também para fazer isso. Exatamente, mas era quase literal, né? E aí, passa mais um, por favor.
E aí quando veio pro Brasil, a tradução foi cheiro de corpo. Ah, traduziram como cheiro. Olha lá, nada de CC comigo. Eu uso live-to-an. Tinha um negócio da revista das moças que você conta? É, você tem... O quê? É, não, o Brasil é tomado até a década de 50, 60, por revistas que ensinavam as mulheres a serem donas de casa, ficarem em casa. Só uma coisa, a gente teve um operador aqui.
Não sei se você sabe da história aqui do podcast. Opa. Sabe da história? O diretor talvez não saiba. Conheço um pouco. A gente tinha um operador aqui que, sabidamente, tinha CC. Você sabe que eu chamava ele de 200, né? Por quê? Porque a CC é o Grêmios Romanos. Nossa Senhora!
Nossa, cara, é maravilhoso isso. Gostei, gostei, vou usar isso. Nossa, saudoso, né? E ele sabia disso. Ele falou, hoje eu passei desodorante. Falei, cara, não tem jeito. Tem gente que com desodorante não tem jeito também. Desculpa, só fazer uma parte aí. Mas é pela história do podcast, a gente tem que contar aí. Não vou falar o nome da pessoa que é a mandíbula. Mas que Deus o tenha, né?
Ele chegava e a gente falava, o Mandíbula já está aqui, né? Está lá no portão, não está? Ele está em Pinheiros. Ele está chegando já de Uber. Puta, ele está no Tietê, mas está chegando aí. Eu estou sentindo. Cara, você sabe que tem um universo que se abre também em cima desse CC que uma grande turma vai acreditar que é cheiro de crioulo. E que seria um racismo em cima disso. Pois é. Mas você está falando hoje em dia? Hoje em dia. Estão vendendo essa história? Muitos.
E isso daí, é claro que não faz o menor sentido. Você tem racismo por diferentes etapas, em diferentes cantos, mas não necessariamente nesse lugar que vem dessa propaganda. O cheiro de corpo. De corpo. Bota mais um, por favor, Homer. Que é como é que agia a publicidade, principalmente nessa época. Dizia assim, se você está fedendo, você vai ser deixado de lado. Olha lá. Sozinha por causa do CC. Então triste por causa do CC.
Mas aí você pode falar, a sociedade era muito machista, mas tinha de homem também. Olha lá, no americano, não deixe que falem pelas suas costas. Use Life Boy e acabe com o mandíbula. Então falam pelas costas dele. Funcionava muito como exclusão também, né? Era um marketing meio que de exclusão. Tipo, olha, você não é bem-vindo. Se você não usar o meu produto. Se você não usar o meu produto, então tinha muito isso. Alguma...
pasta de dente, usou? o lance do bafo também? o bonde boca, né? não tinha um negócio? o bonde boca é uma marca? o bonde boca é do... a Sepacol, não é? aaaah! lembra o bonde boca? gente, era bonde boca, entendeu? os bondes estavam bombando caramba o carlinhos leite que fazia ainda era ainda era
Serginho Leite fazia a voz. Era um locutor na época? Era um locutor que fazia bastante comédia. Mas tinha um comercial que era meio que uma animação. É, é uma animação. Ele vai mostrar. O cara tinha um queixão. O queixão eu lembro. Mas não lembrava do negócio da voz. E você vê como é que pasta de dente vai também formular a partir...
de uma luta imensa para que a gente tenha higiene bucal. Antes não se tinha pasta de dente. Estamos falando, por exemplo, em 1800. Você escovava de diferentes maneiras, inclusive com plantas, com folhas. Boa, vocês lembram dele? Eu lembro, eu lembro, eu lembro.
E depois, a gente vai avançando com o tempo. Quando a gente era garoto, década de 90, vai começar uma popularidade das pastas com diferentes sabores. Então você vai ter sabor de morango, e tangue. Mas isso daí não é uma coisa que acontece no Brasil, por exemplo, na década de 1930, 1940.
Não, a pasta de dente tem uma coisa curiosa também, que tem a questão sensorial. Você falou, as pessoas não escovavam os dentes. Como é que eu vou falar se o seu dente está sujo, que você tem que tratar do seu dente, se é algo invisível? Eu não estou vendo. Então, assim, vale a pena, assim, a gente tem que levar para o contexto que a informação era basicamente tudo ilustrado. Então, o que eles fizeram? Colocaram a espuma, a espuma não serve para nada na pasta de dente. É mesmo? Colocaram a espuma e a sensação de refrescância, a menta, o hortelã.
Porque senão... Aí você passou a sentir o quê? Opa, minha boca tá limpa. Porque você tem a sensação de boca limpa. Mas assim, não é isso que significa que sua boca tá limpa ou não. Então assim, não serve para nada. Acaba que ajuda no hálito, mas não. Precisava dessa sensação pra você sentir que tá limpando a boca. Porque senão as pessoas não acreditariam. Não tô vendo a sujeira. Pô, faz muito sentido. Deixa eu voltar um pouquinho ainda no CC.
Primeiro, olha o poder de uma campanha publicitária criar um termo que todo mundo usa.
Isso é o sonho do publicitário, conseguir cunhar um termo que todo mundo vai passar a usar. Só que aí, quando eu dou aula sobre isso, eu fui ler artigos, e aí é o sonho de toda marca estar na boca do povo.
Mas aí tem um estudo, os publicitários da época e tal, dizem que foi muito ruim para a marca. Por quê? Quando alguém chegava na farmácia ou no mercado, na época não era igual hoje que você vai assim, pega você na prateleira, você pede para alguém no balcão e o cara falava assim, me dá um Lifebuoy, é porque você tinha CC. Então pegava mal comprar Lifebuoy. Então a campanha foi muito bem sucedida. Foi tão bem sucedida. Mas no fim acabou...
não sendo boa pra marca. É meio parecido com a Lady Gerson, lembra da Lady Gerson? Fala pra gente o negócio de levar vantagem. O brasileiro gosta de levar vantagem em tudo certo. E ele ficou marcadaço por isso. Eu coloquei categorias, expressões que ficaram famosas. O levar vantagem, acho que, como é que foi? Cristalizou, institucionalizou o jeitinho. Bom, não vou falar o nome do cigarro, é... Vila Rica. Não existe mais de Vila Rica. É.
esquecido. Era mesmo? Eu não lembrava também. Era Vila Rica? Isso é engraçado, porque normalmente... Coloca a foto, eu nem lembro como que era isso. Eu falei, caramba, puta, cara. Eu nem lembro que existiu esse cigarro. Esse negócio é engraçado, porque normalmente as pessoas, imagina que já aconteceu algumas vezes com você, o cara fala assim, ah, mas eu fui comer fila no McDonald's, aí fala assim, opa, desculpa, pode falar marca, né? Tipo, tem esse cuidado, né? E a gente tá aqui...
Não, o programa é sobre marca. Hoje é sobre marca. Mas é isso, a marca, a gente falou de Alckmin, Alckmin é uma marca. Assim, a marca tá tão presente no nosso dia a dia que a gente não percebe. Ah lá, cara, eu não lembrava que era... Então, continua pra gente. A gente tem um tetracampeão mundial, dos grandes gênios da história do futebol.
que vai se associar, primeiro, ao cigarro, uma coisa absolutamente impensável. Exato, né? E, segundo, vai ter essa frase que vai marcar a trajetória do Gerson, que é leve vantagem você também. Ou seja, você fumando Vila Rica, você tem um produto de qualidade, um produto mais barato do que a concorrência, leve vantagem em relação aos outros. Só que isso acabou se tornando um sinônimo do jeitinho brasileiro. Pois é.
Como é que eu levo vantagem do Villela? Será que eu vou levar uma vantagem? Vou furar fila. Tudo acabou se relacionando. Primeiro, ao cigarro, mas fundamentalmente, Renan, a quem? Ao Gerson, que tentou, inclusive, e depois falou, olha, a gente...
Foi mal interpretado, né? Foi mal interpretado, mas a bomba já tinha caído. E o momento do Brasil também, político, né? Isso aí foi ali pós-ditadura, né? Foi lá. Então o Brasil estava... A população estava muito também empenhada. Tipo, ah, o brasileiro tem sempre esse jeitinho. Batalhando muito contra isso, até, né? As acusações de corrupção, isso tudo. Aí o Gerson, coitado, ficou... É porque a gente sai daquela coisa da porna chanchada, que tem sempre essa figura do cara que leva vantagem. Malandrão. Malandrão e tal. Então o pessoal...
começa a não querer mais ser associado a esse tipo de... Isso aí, né? Ou pelo menos não publicamente. Claro que é não publicamente, porque você vê os influenciadores aí, o que mais é os caras vendendo o jeitinho, né? Tem até, ainda falando do futebol, tem aquela... É o Nilton Santos, né? Que deu um passinho para trás, fez um pênalti e deu um passinho para trás. Ah, verdade, né? Nilton Santos, Copa do Mundo de 62. Isso é a tentação do jeitinho brasileiro.
no futebol, a mão a mão do Maradona existe a expressão, levou vantagem não sei, talvez tenha vindo até daí o levou vantagem também, fizeram uma brincadeira com o futebol, tipo assim levou vantagem, eu já fiz uma pesquisa sobre da onde veio e eu não consegui chegar a um consenso também não encontrei nenhum consenso histórico sobre isso mas um fato é, o que popularizou essa expressão foi essa propaganda que nós acabamos de ver, ou seja, foi a figura do Gerson e ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda ainda
como o levar vantagem. Quer ver uma bola que foi picada aqui? Você falou da vinda da marca se adaptando do CC. É tão marcante, porque eu lembro dele falando, certo? Quantos anos você tem, Milano? Tenho 55. É porque é uma geração... Eu tenho 42, eu não me lembro disso. Eu só sei estudando. É de que ano, mais ou menos, isso? Você não vai saber. Não, é final da década de 70, começo da década...
com certeza. Mas Gerson já era, enfim, aquela figura. Mas desculpa, que... Não, eu tinha... Cara, não ia falar uma parada... Da marca chegando, mas... Você levantou uma parada que é muito surreal em relação à marca. Porque quando a gente está falando de marca global... Ó, surreal, hein? Você não tem... Você não tem a chance fonética de adaptar-se ao mundo inteiro. Tem marcas que não conseguem chegar. E aí o Leite Moça é um bom exemplo disso.
Porque tinha um nome em inglês, era Milk or Ever, não vou lembrar, e as pessoas não conseguiam pedir. Elas chegavam e apontavam nos armazéns. Você também é da época do armazém. O ABC, eu sou do interior do Rio, o ABC é muito ligado. Minha família aqui de São Paulo.
Então, conheço bem a realidade dos armazéns. Os meninos aqui estão olhando assustados. Então, armazéns já existem. É, armazém, o negócio que... Olha a bancada dividindo aqui, a galera. Qual a sua idade, Tiago? Não, eu estou com 41. É novo, Tiago. Só está mal rodado. Só rodou sem óleo, cara. Mas, gente, a vida foi dura.
você chegava no armazém, eu tô brincando com vocês você chegava no armazém pra levar uma vantagem você chegava no armazém, tu pedia, cara olha, me dá aquele leite ali da moça, porque tinha a moça e aí, o que que saca nesse lê no Brasil? Fala assim, peraí
Eu vou manter uma parada que ninguém sabe qual é? Que ninguém sabe falar? Não, bora botar leite, moça. Então a marca, ela também vai ser influenciada pela cultura do consumo. E quanto mais esperto você é nisso, quanto mais você é atento a isso, melhor marqueteiro, melhor publicitário você é. Estou falando como historiador, estudioso. Leitura do comportamento humano, a gente está falando de McDonald's.
A gente brasileiro começou a chamar de Mac. Nos Estados Unidos é Mickey D. Aí acho que na Austrália é Macas. A gente chama de Mac e eles pegaram esse movimento, igual você falou, Leite Moça, vamos dar o nome. Eles falaram, vamos institucionalizar isso, né? A gente tem o exemplo da Lolo. Sou da época que era Lolo, aí a Nestlé resolveu mudar pra Milk Bar. É.
justamente por isso, uma marca global. Só que aí era nostalgia muito forte. Então assim, eu consumia Lolo, não Milk Bar. Então assim, regionalizando. E a gente está até falando de leite, leite moça. Leite Ninho também é um bom exemplo, que a gente está falando de como a publicidade também educa.
leite em ninho, as pessoas não sabiam preparar leite em ninho, leite em pó. E era uma geração que a informação chegava ou no impresso ou na TV. Então os comerciais eram assim, a pessoa falando aí vem o êxodo rural também da época ali, de êxodo rural. Sempre uma mulher na cozinha, era sempre uma mulher.
Falando, ah, eu tomava meu leite fresco na fazenda, na cidade eu não tenho isso, mas agora eu posso. Então, eu pego o leite ninho, coloco três colheres. E tinha que ser ela mostrando, ela colocando, ela colocando no liquidificador, ela provando, nossa, o mesmo sabor da fazenda aqui na cidade. Só que assim, tinha muito esse papel de educar e sempre dentro do contexto. Hoje em dia a gente olha super estranho, mas tem que pensar.
Também na geração, assim, estava sendo educado o êxodo rural, que hoje em dia é muito ridículo, né? Você fala assim, ah, na fazenda eu tomava leite, hoje você vai no mercado e você tem leite. Então, assim, não tinha essa abundância tanto, né? O mundo não era tão globalizado também, né? As coisas não chegavam em todos os locais. Tem uma questão interessante, a gente até já tocou na guerra aqui, que é a origem do leite ninho, né? Você pode colocar pra gente, homem, do leite ninho? A origem?
É, porque tinha uma escassez de leite em algum momento durante a guerra. E aí tem um anúncio que inclusive fala, como tinha pouco leite, o Tiago vai contextualizar melhor, tinha um anúncio que falava assim, não pegue fila para comprar o leite tradicional. Compre o leite ninho. E aí mostra essa questão de como a guerra também afetou as próprias marcas. Marcas surgiram durante a guerra, né? Um monte.
Vinha do leiteiro, né? Tem isso, o leiteiro trazia o leite de manhã. Não entre na fila, eu coloquei em destaque os textos pequenos, olha que legal. Para quem usa ninho, não existe o problema do leite. Nem filas, nem receio quanto à qualidade, a qualquer hora, em qualquer lugar. Como é que é esse contexto aí, Tiago, dessa história aí? É por causa disso? É porque isso, assim, a gente não tinha um acesso a leite com a facilidade que nós temos hoje. Vocês já contextualizaram.
A gente enfrenta esse problema no Brasil em alguns cantos até hoje, tá gente? Não vão nos enganar. É verdade. Então você oferecer aquilo com mais rapidez e que vendia uma nutrição, não sei se uma substituição seria a palavra, mas uma nutrição, pô, pegou todo mundo na veia, né? Olha, a facilidade de eu fazer o meu leite, inclusive pra dar pra meu filho, pra minha filha.
Se a gente pegar os anos 80, o leite ninho, ele vai ser muito forte também nessa venda para as crianças. Ou seja, como um suplemento mesmo. E falando em suplemento para criança, começamos com farmacêuticos que podemos entrar num cara... Biotônico Foltura?
que tinha álcool, né? Tinha álcool? Verdade, cara! Acho que era 9% esses dias eu vi na internet, não sei se é real, mas... Na Lei Seca pararia o Cândido Pontora! Eu não lembro se tinha álcool, mas que tinha essa... O sabor álcool.
Como é a do Biotônico Fontoura? O Biotônico Fontoura é um cara chamado Cândido Fontoura, aqui do interior de São Paulo, Bragança, paulista, se eu não me engano, meninos e meninas, não me matem se eu estiver errado, mas com certeza o interior de São Paulo, e ele vai ter um boom imenso com a ajuda de Monteiro Lobato.
Porque as marcas também vão trabalhar com grandes escritores, com grandes artistas, com grandes pensadores. Essa coisa de desassociar marcas dos artistas, até mesmo da academia, isso daí não é um fato histórico. E o Monteiro Lobato vai começar a compor...
depois de muito uso, inclusive, de biotônico fontura, ele estava meio fraquinho, ele vai começar a compor a partir do jacatatú. O jacatatú é um grande consumidor do biotônico fontura e aí se torna um líquido necessário para que você cresça. Alguns até vão defender que podia substituir um bifinho, né? Vocês lembram disso, né? É o danoninho, né? É o danoninho.
Fontoura... Não, na concorrência é o Danoninho. O Danoninho vai vir com esse, desculpa, o Danoninho vai vir com esse logo, mas o Biotônico Fontoura, muita gente defendia. Usava também essas criaturas? Não, não, não, não. Isso daí, tô falando na venda informal. Entendi, entendi. Não na venda formal, tá? Entendi. Não, me alimentava sempre. Adorei fast food. Então, minha mãe, tipo, dava Biotônico pra isso, pra me nutrir. Cara, eu detestava, primeiro, o sabor de álcool, né? Não bebo, mas...
Uma vez minha mãe passou na rua e falou assim, Igor, sobe para tomar o Biotônico Fontoura. Você imagina você com 8, 10 anos, tua mãe te ama tomar Biotônico Fontoura. Nossa, que vergonha. Então quando eu passava, meus amigos, B-A-B-B-B-B-I-B-O-Tônico Fontoura. Lembra? É a força do jingle. É a força do jingle, cara. Detestava ver esse comercial.
Sabe o que era pior do que o Betônico Fontoura? E que eu detestava emoção Scott. Isso eu não sei o que é. Não? Não. Era um leite meio... Para que que era? Era para fortalecer. Era criança. Tinha um cara com bacalhau nas costas. Era horrível. Era óleo de fígado de bacalhau. Era horrível. Que? Óleo de fígado de bacalhau. Óleo de fígado de bacalhau.
Aí a minha avó fazia com leite de pata. Meu moço é Scott e leite de pata. Pra ficar forte, não sei o que lá. E isso vai correndo, isso vai correndo pra todos os cantos. Ou seja, o que Danoninho vai representar com vale um bifinho, essas marcas todas, elas vão tentar vender a mesma imagem. Tô falando de maneira informal, entre...
A cidade do interior, ou seja, olha, você está fraquinho, você precisa tomar um biotônico Fontoura. Isso daqui vale uma refeição, você vai ganhar um gás. E os jingles, eles vão ser absolutamente marcantes, inclusive virando músicas de sucesso. Ah, que bom você chegou. Bem-vindo a Salvador, coração do Brasil. Você não usa mais, né? Ou você pega... Pipoca na panela. Pipoca e Guaraná, um programa. Bom, enfim.
Bom, eu vou ficar cantando aqui horrorosamente Mas os dingles vão também entrar dentro da cultura popular No carnaval, nas festas Nas baladas Grandes compositores fizeram um jingle Imagina, grandes compositores E tem uma música que é do
A música se chama Cheiro de Amor. Cara, essa é do caceta. O Dudu da Mendonça, ele fez para um motel na Bahia. Pega essa letra aí, se puder, homens, já que estão aproveitando essa inteligência. Cheiro de Amor, Dudu da Mendonça. Dudu da Mendonça com Maria Bethânia. O cara responsável pelas campanhas do PT. Várias campanhas. Ele chega, a Bethânia chega na Bahia, escuta o jingle no carro.
Aí ela falou, cara, que coisa legal. Aí a pessoa que estava com ela falou, sim, mas é do motel tal. Ela falou, mas eu adorei.
A letra é ótima, ela regrava, para surpresa de todos, essa letra, esse jingle, e se torna um dos grandes sucessos da carreira dela, Cheiro de Amor. Isso daí é um exemplo, entre tantos outros. Acabei de dizer o do Nizão Ganás, mas tem vários outros. Você tem dos bancos que vão marcar a nossa trajetória e que até hoje são lembrados. Felicidade foi embora e a...
Bom, Bamerindos também. O tempo passa, o tempo voa. E a poupança Bamerindos continua numa boa. Essa se foi. Tinha aquele clássico também do Banco Nacional. Ah, de Natal. Quero ver você não chorar. É deles? É do Banco Nacional, né? Banco Nacional, se não me engano, essa letra é do Lula Vieira. Olha lá a letra da ONZ que você falou com a Maria Bethânia.
De repente... Fico rindo à toa, sem saber porquê, e vem a vontade de sonhar de novo te encontrar. Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer, e confesso, tive medo, quase disse não. E aí lá vai. Bom, eu cantando, eu falando, é uma merda. Mas deve ser boa a música. Eu juro. E veio de um motel, cara. Veio de um motel na Bahia.
Ele gosta que engaja com a Juju. Mas isso é um exemplo, né? Tem tantos outros. Isso aí é porque... Qual que é a minha visão? O publicitário, o redator publicitário, normalmente são uns caras muito talentosos. E aí ele faz arte pra vender, né? Tipo o Washington Oliveto, um puto escritor. Mas ele fala, eu só sei escrever pra vender.
E acontece muito de, por exemplo, diretores de comerciais que começam nos comerciais, porque ele consegue fazer um filme de 30 segundos. E depois o Fernando Meirelles, pô, de estado de Deus, ele começou a fazer nos comerciais da Brastemp. Lembra? Tem um filme. Cara, você sabe que o Fusca começou a ser produzido com influência da Brastemp, né? Como assim? Não faço a mínima ideia. A Brastemp, ela tem uma produção no começo, no Brasil, com...
Com a Volkswagen. E aí você começa com a Brastemp produzindo também partes do Fusca. Que interessante. A Brastemp... Você quer ver uma coisa? Se você pegar, por exemplo, uma marca como a Cássio de relógio, sabe como é que ela começa a trajetória dela? Vendendo piteira pra cigarro.
Mas não era uma piteira qualquer, galera. Era uma piteira que era num anel. Então, pra você não queimar o dedo, você... Não, é bem maluco. Cara, era uma coisa quase que um cachimpo. Isso é legal. Você já deu dois exemplos de marcas que não começaram. A Sony, a própria Cássio, Nintendo. Que eu vi aqui, tem um controle de Nintendinho ali. Nintendo nasceu fazendo carta de baralho.
Então assim, as Hanafudas, que era uma carta de baralho no Japão, só depois que ela fabricou brinquedo, brinquedo de plástico, jogos, só depois pra entrar na parte de eletrônico. Então assim, isso ao longo de décadas, décadas e décadas e décadas. E sempre muito ligado à história, porque aí é isso, as cartas da Nintendo não tinham números, porque o jogo era proibido no Japão.
O jogo era proibido no Japão. Então, assim, olha só. Isso é muito louco como a história se conecta. Ela começou fazendo carta de baralho em 1800 e alguma coisa. Depois ela popularizou a carta Pokémon. Que hoje virou um... Olha só como está ligado a origem dela com o que ela é atualmente.
E as cartas da Nintendo eram imagem, porque no Japão o jogo era proibido, o jogo de baralho, que foi introduzido pelos portugueses quando chegaram no Japão, em 1500 e pouco. Então, olha como uma empresa acompanha tanta evolução. Eu estou falando da Granado, vou olhar, peguei Primeira Guerra, eu não, né? Primeira Guerra, Segunda Guerra, Covid, está perto de pegar a terceira, se Deus quiser não vai. E a marca tem que continuar ali, a gente usou vários exemplos, a marca tem que continuar.
vivo ali, se atualizando. Então, assim, é um desafio muito grande. A gente falou de marcas que sumiram, né, cara? Ele falou, terceira guerra, se Deus quiser. Eu falei, como assim? Não, não, não. Não vem. Na minha cabeça foi, não vem, se Deus quiser. Pelo amor de Deus, gente. Não, pelo amor de Deus. Gente, traz uma cervejinha aí. Não vem. É que eu também muito me atuquei o Tônico Fontoura. Se Deus quiser, não vem. Mas, assim, é isso. Então, assim, é muito difícil. É, se você entrar no assunto de guerra...
A gente vai ter marca pra caramba, porque também tem Segunda Guerra Mundial e Primeira Guerra Mundial de muitas experimentações e de muitos avanços. Isso daí é um lado... uma guerra é sempre um lado negativo, mas é um lado de experimentações. Por exemplo, micro-ondas é um exemplo, você tem muitos outros que vão surgir a partir das guerras.
Mas, Igor, sabe uma coisa que me impressiona aqui, cara? É a quantidade de elementos que também alteraram a nossa percepção da cultura. Estou vendo ali o nosso primeiro Panasonic. Não, Gradiente. Nosso primeiro Gradiente, perdão. Nosso primeiro Gradiente, exatamente. Porque era para concorrer com a Panasonic.
Então você tem ali a chance de você gravar, você tem a chance de você cantar, tem a chance de você interagir com a música que você mais gostava. Ou seja, a gente vem de uma geração que já tinha uma possibilidade de ouvir algo que gostava e gravar a música direto do rádio. Hoje, inclusive, você falar para um moleque de 15 anos é impensável isso. Mas os nossos pais, os nossos avós jamais tiveram essa possibilidade. Eles tinham que ter 15, 20, 50.
LPs para poder consumir. O Alckmin, quando a gente atravessa, você tem...
As fitas cassete, que também é uma coisa quase de extraterrestre hoje em dia, né? Você chegar e falar para um moleque de fita cassete, o cara enlouquece. Puta, eu dei aula para um moleque de 15 anos e eu falava de fita cassete. Mostrar uma caneta Bic para ele e falar que você rebobinava. Imagina, você chegava e rebobinar aquilo. Mas você vê, o próprio Bic, cara, como é que surge? Quem é o Bic? Então, a Bic, eu quero saber essa história. É francês, né? Francês.
Porque até hoje, pô, é o mesmo design. Acho que é Bic com CH, não é o final? O nome? É, o nome do cara. Ah, era Biche? É Biche. É, você tem uma influência argentina também, né? Mas a... Qual que é a história? Não, eu não sei muito sobre Bic. Quem de vocês souber melhor, fala aí. Não, Bic é o seguinte. Você tem... A caneta anteriormente, ela era daquele jeito de pena, né?
Então você vazava muito. Você tinha um tinteiro que vazava. E você vai ter a incursão do BIC em trazer uma nova realidade, que é a esferográfica. Muito mais fácil, muito mais barata. É! Com uma grande...
característica, a tampinha com furo. Por que a tampinha tem um furo? Porque é o seguinte, na cabeça da empresa, e foi mudando, tá? Na cabeça da empresa, mas essa marca, a BIC é igual a 250 milhões de anos, tá? Desde o dinossauro.
ela tem um furinho porque caso você, por alguma questão, engula, você não morre asfixiado por causa da passagem do ar. É exatamente isso o motivo de ter a tampa. Provavelmente muitas pessoas morreram. Eu, no colégio, cansava de ficar margando a tampa. Se tem placa, tem história. E a BIC é um exemplo de uma empresa que teve que se reinventar. Hoje em dia era impossível se você olhasse há 30 anos atrás estar numa mesa sem ter um papel ou uma caneta.
A BIC hoje faz pilha, faz prestobarba, faz esquiro, faz uma série de coisas. E só ainda pegando o gancho, que a BIC veio ali no pós-guerra até aí, você falou de guerra. Cara, eu tomei um cafezinho aqui quando cheguei. Neste café tem muita essa ligação. Teve o crash da Bolsa Americana em 29, Brasil.
grande exportador de café, ficou com uma safra imensa, o Brasil bateu na porta da Nestlé aqui, tenho muito café, preciso que você dê um jeito nisso, preciso de uma maneira melhor de estocar isso, que dure mais, preciso que você... A Nestlé desenvolveu o Nest Café, um pó solúvel, só que o que popularizou o Nest Café? A mesma coisa com Coca-Cola, a guerra.
Porque todo soldado levava nesse café. Levava o pó do café. Porque fazia rápido, né? Fazia rápido. Coloca pra gente, por favor. Então, se você for pensar, no mundo inteiro, tinha gente consumindo nesse café e levou o hábito de tomar café para suas casas. Então, é... Cara, você quer ver uma parada, Vilela, que é muito doida? O Kit Kat.
O Kit Kat nasce em uma marmita. Espera só um pouquinho. O Igor falou sobre educar o consumidor. Quando um produto é novo, a publicidade tinha que fazer esse papel de ensinar como usar. Então tem lá, você tem que primeiro depois colocar água e depois beber. E um detalhe que é interessante, olha lá. Lá no cantinho do anúncio falava assim, Nescafé é pronunciado Nescafé. Para o público do exterior. Como é que fala essa parada? Isso é legal também, porque...
Às vezes, igual eu falei, tem aquela bebida aqui, tanquerai. Aí eles falam, não, é tanquerai. Sabe? É muito difícil fazer com que as pessoas falem do jeito que você quer, né? Tem gente que fala bid, em vez de falar BYD. Então as marcas passam por isso. E aí o Rescafé surgiu nesse contexto, né? Sim, isso mesmo. E a marca mais forte da Nestlé hoje em dia.
É a marca mais valiosa da Nestlé, é a Nescafé. E o que eu acho incrível da Nescafé? Ele fez essa primeira revolução do café, de pegar o café ali, o grão, transformar em algo solúvel, e ela fez a versão 2.0, que é a Nespresso. Ela modificou duas vezes a forma como a gente consome café.
Então, assim, olha só a importância da marca. Hoje em dia, todo mundo aqui tem uma Nespresso ou já tomou Nespresso em algum momento. Então, ela reinventou duas vezes o hábito do ser humano de tomar café. Então, isso é muito louco. Conta pra gente a história do Kit Kat. Cara, o Kit Kat não nasce no Japão. Muita gente acredita que nasce no Japão, nasce na Inglaterra.
E exatamente por causa de uma sensação de guerra, onde você tinha... Os soldados vão consumir em larga escala Kit Kat. Porque era pequeno, era rápido, era gostoso, era nutritivo e... Era azul, não era vermelho. Era azul, não era vermelho. Era azul, não era vermelho. No Japão é uma coisa maravilhosa. Você tem 300 sabores, você tem o dia oficial do Kit Kat.
Você tem comemoração, tem pessoas vestidas de Kit Kat, tem pessoas de tudo que é jeito. Kit Kat é uma febre. E esse consumo do exterior trazendo o nome para o Brasil tem uma parada muito interessante quando a gente envolve o bolinho Ana Maria.
porque você vai trazer nomes, o Bolinha Ana Maria é inspirado em Mary Ann, aquele clássico nos Estados Unidos. O dono da Panko, ou da Puma, um ou outro, foi, se inspira e traz para o Brasil, e adapta, e é um sucesso absoluto até hoje, Puma. É Puma, com certeza, porque agora meu próprio cérebro me corrigiu.
ele pega e consegue adaptar e fazer ser um sucesso absoluto. Então o nome, ele pode ser mudado ou não, como o Kit Kat era o mundo inteiro. Mas você sabe porque Kit Kat é um sucesso no Japão? Aí também tem a questão de sorte, depois eu vou pedir pra você falar até de KFC lá também. Kit Kat em japonês, Kit Katsu em japonês, meu japonês tá meio enferrujado, mas Kit Katsu significa tipo algo como boa sorte.
Então, entrou na cultura do japonês. Então, assim, eu te dou um Kit Kat, estou te desejando sorte. Tem Kit Kat lá que vem em branco para você escrever uma mensagem de boa sorte para as pessoas. E os Kit Kat atrás tem um espacinho para você botar como se fosse algo presenteável. Então, assim...
Virou uma expressão? Virou uma expressão. E entrou dentro da cultura japonesa. A marca não se adaptou. Não é que a marca se adaptou. O japonês abraçou Kit Kat de uma maneira porque teve significado. A mesma coisa ali. Acho que é um bom pulo até para o KFC. No Japão também. O japonês tem muito isso, né?
que nos anos 70 teve uma campanha Kentucky Christmas que era pra incentivar o japonês a comer. Licença, olha lá, o Kit Kat era azul azul, caraca ele nasceu em Londres e tem uma curiosidade se você provar o Kit Kat europeu com o Kit Kat americano
o próprio brasileiro tem uma diferença porque nos Estados Unidos a marca Kit Kat é da Hershey's, no resto do mundo é da Nestlé então assim, muda o logotipo e muda o sabor também o Kit Kat tem uma a vertência histórica que vão defender que vai surgir de um clube literário
que ainda existe em Londres, chamado Kit Kat. Então é daí que veria o nome Kit Kat. Há quem conteste, mas é o mais aceito entre historiadores, perdão. Não, que isso, acho que esse debate aqui é isso. Lembra de um negócio que o outro vai falando e tal. No Japão criaram uma campanha para incentivar os japoneses a comerem frango frito no Natal. Assim como o Peru é para a gente, era frango frito. E hoje em dia, foi para a gente, KFC, virou uma tradição, as pessoas...
comem frango frito do KFC no Natal, no Japão. Olha lá, filas nos anos 70. E hoje em dia as pessoas têm que encomendar muito tempo antes, porque a produção do KFC no Natal é gigantesca. Tem uma imagem em seguida que mostra os cardápios. Tem tipo uma variedade gigantesca de produtos de Natal que você pode pedir. E retirar na data. Você pede muito tempo antes e tira na data pra fazer a sua ceia. Isso é o poder de Omar, cara. Ele consegue fazer...
Com que um produto seja incorporado no ritual das pessoas. Total, total. Que é o Panetone no Brasil. É, o Balduco. O próprio Balduco. Por quê? Nós somos, na época, não era tão comum ter Panetone como tem hoje em dia. Não. Você vira na casa de um, numa gôndola ou outra. Só que assim, marketing também, até a presença de marca é repetição.
Ano a ano, e a Balduco, o que aconteceu? Ela não quis entrar na sua rotina diária. Ela entra com outros produtos, mas ela se apropriou de uma data. Ela se apropriou do Natal. Ano a ano ela repetia o comercial Balduco, Panetone, Balduco, Panetone, o avô Balduco lá fazendo o biscoito, o Panetone dele, até que foi incorporado na cultura brasileira. Panetone é um produto italiano. Tem nada de brasileiro nisso e o brasileiro, óbvio.
A Brasileiro fez o Chocotone, que é bem melhor que o Panetone. É, aí que tá. Depois que veio o Chocotone, quem compra o Panetone tá marcando, né? Inclusive, Chocotone é uma marca registrada da Balduco. Nenhuma outra empresa pode usar esse nome Chocotone. É mesmo, usa como, né? Aí os outros têm que falar. Panetone de chocolate, não pode usar. Eu tô apentindo agora. E aí o Tiago apontou ali, sobre o registro de marca, Gradiente. Sabia que a Gradiente tem os melhores videntes? Como assim? Por quê?
Porque eles registraram o nome PlayStation antes do PlayStation existir o da Sony. E eles registraram o nome iPhone antes da Apple lançar o iPhone. A PlayStation entrou em acordo com a Gradiente no Brasil, não se sabe o valor, mas aí eles conseguiram chegar no acordo. O iPhone, eles estão brigando até hoje e está no STF essa disputa. Quem é o dono do nome iPhone no Brasil? Vende Internet Phone.
Ah, tá. E o primeiro cara a ter iPhone no Brasil foi o Jorge Aragão. Isso é muito aleatório. É muito aleatório. Como assim? Foi o primeiro, é um viciado em...
tecnologia e foi o primeiro a comprar o iPhone. Ele é garoto propaganda da BID, né? Ele tem BID, ele adora tecnologia. Aliás, grande abraço, senhor Jalagão. Você sabe de um negócio que o Panetone é pão do Tony? Ah, não, não, não. É mesmo, eu não sabia. Estamos no norte. Tony Stark. Era o Tony Ramos, já pensei no Tony Ramos. Estamos no norte da Itália.
Cara, o camarada, ele estava com... Aí existem milhões de lendas por trás. Estava com dificuldades financeiras, estava isso. Ele resolve inovar e fazer aquele pão que era tão especial. O pão do Tony Panetone. Balduco chega no Brasil. Aliás, a história do Balduco é demais, cara. Chega no Brasil para cobrar dívidas. Ele foi um cobrador de dívida. Ele chegou aqui, se apaixonou. E sabe onde surge a primeira loja da Balduco? Aqui no Braz.
E ele monta a primeira loja, a primeira padaria. E aquilo vai crescendo, porque ele é muito inovador, é um cara mega inteligente. Olha lá. Tá vendo um Feliz Natal lá em cima, né? É uma marca que se vinculou, que se apropriou do Natal. Se apropriou do Natal. É. E ele vai conseguir fazer com que a Balduco cresça de maneira incrível.
E passou ali na propaganda um símbolo que é a cara da Coca-Cola, mas que não tem a coloração vermelha.
Papai Noel. Total. Papai Noel, usar vermelho, é muito Coca-Cola. Sim. Tem uma imagem aí, porque é um dos mitos, né? Pode, pode. Vai lá. Aqui é um bar... Tudo bem a gente continuar aqui, né? Bora lá. Continua. Vamos lá, vamos lá. Porque tem as teorias da conspiração das marcas também. Coisas que as pessoas vão replicando e você... E quanto maior a marca... E você aceita como verdade. Exatamente. Conta aí que...
Foi a Coca-Cola que criou o Papai Noel Vermelho? Não, vai chegando a época do Natal, então hoje em dia tem muito guru de marketing na internet. A Coca-Cola inventou o Papai Noel Vermelho. Não, não é verdade. Eu sempre escutei isso, é. Não, não é verdade. É o que acontece também, né, Aquilo? Uma mentira dita várias vezes vira verdade e a marca... Ela dizia Jesus Goebbels.
Já dizia quem? Dias of Gunners. Ah, sim, sim, sim. E o que acontece? Uma marca que está tão associada ao Natal é o Papai Noel, que é difícil desvincular. Mas, na verdade, o Papai Noel tem diversas cores. Papai Noel verde, papel vermelho, Papai Noel azul. Então, assim, sempre existiu diversas cores. Só que a repetição. Mesma coisa da Balduco no Natal. A Coca-Cola botou vermelho, porque a Coca é vermelha. A Coca-Cola foi utilizando ele nas latas, nas propagandas. Ficou tão associado à marca.
que as pessoas acham que foi a Coca que inventou o Papai Noel Vermelho, mas não é verdade, é um mito, né? E a Coca tem vários mitos, né, Renan? Tem. Coloca pra mim, por favor, a imagem, Romain. Tem uma da Coca-Cola, deve ser a 1, a 2, a 3, porque eles devem ter ouvido tantas vezes que tem um comunicado oficial no site da Coca dizendo a Coca não inventou.
A Coca criou o Papai Noel? Aí eles falam, não, o Papai Noel tinha uns estilos diferentes. Os caras tiveram que colocar. Usava roupa verde às vezes. Mas aí o que eles fizeram? Eles popularizaram o Papai Noel vermelho, né? A repetição. Mas olha que legal, achei isso muito legal deles, né? Colocar um aviso no site. Poderia muito bem deixar todo mundo acreditar, né? Sabe qual que é a outra teoria da conspiração fortíssima?
que o McDonald's usa carne de minhoca. É. Eu escutava isso... De onde veio essa história? Eu não sei como surgiu. Depois eu fui pensar, cara, ia dar muito mais trabalho fazer carne de minhoca, né? Haja minhoca, né? Haja minhoca pra fazer. Pois é. Mas como é que você comprova que não? Ah, o McDonald's já deu comunicados oficiais e tudo mais.
Beleza, mas... Não, mas eu queria saber de onde veio a história. De verdade, eu não sei como surgiu. Por favor, se alguém aí souber, escreva nos comentários ou manda aí no chat, né, cara? E manda pra mim também, porque eu vou fazer um vídeo. Renan Souza Brando. Vamos fazer o seguinte, eu vou fazer diferente. Diga. Nosso especialista aqui vai explicar. Inventa, cara. Eu não sei, mas vai... Por que que... De onde veio essa história?
Eu já ouvi falar que eles criavam um tipo de minhoca chamado Minhocuçu. E é assim...
Não tô inventando essa história, não. Era uma história que você ouvia. Eu ouvia que eles criaram um tipo de minhoca chamado Minhocusu, que era uma minhoca maior. Eles faziam a carne de minhoca. Eu já ouvi falar que era pra conservar a carne. Na verdade, a carne não era de minhoca. Eles colocavam a minhoca em cima pra conservar. A história já vai mudando. Já vai mudando a história. E isso, cara, era uma época pré-redes sociais.
Mas assim, quando eu queria comer no McDonald's, falavam, tipo assim, você vai comer carne...
de minhoca. Então, assim, era um viral antes de existir o termo viral até, né? Pois é. Então, era isso. Já usavam, tipo, vai comer carne de minhoca. Falei, pô, a carne de minhoca é deliciosa. Adorava. Então, é... Aí, como é que você desmente isso? Tipo assim, porque eu fui atrás pra gente falar da conspiração, em tempos de internet, a gente tem que trazer fatos, né? Como é que você comprova que o McDonald's não usa minhoca? Coloca pra mim, por favor, o home do McDonald's.
O Burger King, no dia da mentira, 1º de abril, fez um anúncio falando, não, eles não usam carne de minhoca. Porque aí eles falam, a transparência aqui é tudo, olha lá. Colocaram no jornal, eles não usam carne de minhoca. Para quem tem compromisso com comida de verdade, como é o nosso caso, nada importa mais do que a verdade. Fake News, não. Nem contra eles. Verdade acima da rivalidade. Só que isso foi no 1º de abril, né? Então, cara!
Os caras foram muito espertos. Mas essa é a maior prova de que McDonald's não usa carne de boca. Porque o Burger King assumir isso é muito forte, né? Sim, sim. E outra da Coca com a propaganda subliminar no cinema. Já ouviu a história? Essa tem comprovação muito clara. É verdade, né? Nunca aconteceu? Então vamos dar o contexto e a história que eu sempre escutei. Vamos lá, vamos lá. É a versão brasileira, né?
Tem? Tem. Do Jequitino. Ah, Jequitino. Então vamos lá. Primeiro, a história que se conta. Você contava. Um cara disse que fez um experimento no cinema, estava passando um filme, e em alguns frames ele colocou com uma pipoca. Só para explicar, um filme tem 24 frames. Frames. Então cada segundo são 24 quadrinhos que passado rápido você vê como um filme. Exatamente. 24 imagens estáticas, né? Imagens estáticas, fotografias, passa, vira um filme. Agora você imagina, troca uma dessas.
por uma imagem da Coca-Cola, beba a Coca-Cola. E aí o ser humano, o olho humano, não consegue ver um frame só. Vê um flash lá. Exatamente. Mas o ser humano não consegue identificar que aquilo apareceu. E aí chamavam isso de propaganda subliminar. E aí ele falou que fez a Coca-Cola vender 25% mais da bombonier do cinema e tudo mais. E aí foi um choque. Todo mundo começou a falar do poder da publicidade subliminar e como isso poderia ser um problema.
Quer ver? Coloca pra mim, Romer, por favor. Tem da Coca-Cola aí que tem um recorte de jornal que eu peguei.
Eu dei uma de historiador e eu fui atrás, sabe aquele da Biblioteca Nacional? Mineroteca. É, você consegue... E aí eu fui lá achar, cara, sensacional. Como isso gerou um burburinho na época? Foi em 1958 esse experimento.
E aí as pessoas ficaram preocupadas, olha lá no jornal. Subliminal, publicidade invisível através do hipnotismo eletrônico. Hipnotismo. Aí fala, publicidade invisível é uma coisa perigosa. O leitor já imaginou estar assistindo um filme e durante todo o tempo projetarem uma imagem de ser inconsciente? Pois bem, fizeram isso nos Estados Unidos com resultados impressionantes. E então isso gerou um receio das pessoas de começarem a ser enganadas.
por uma imagem que aparecia no filme. E aí a galera começou a pressionar o cara, e aí ele assumiu que ele tinha inventado a história, porque ele não tinha como comprovar, que ele não desenvolveu o método para medir os resultados desse experimento e tal, e aí caiu por terra, é só um mito, que até hoje as pessoas propagam. Mas você sabe que tem um...
uma cama por trás, um colchão por trás, porque nesse período cresce muito a procura por hipnotismo. Hã? Hipnotismo. Hipnotismo. A ponto de 10 anos depois... Eu achei que você ia falar hipotereoidismo. Alguma outra coisa. Porra, não saía de maneira alguma aqui eu tentando.
Tanto que 10 anos depois, 12 anos depois, vai surgir o fenômeno, né? 20 anos depois vai surgir o fenômeno Uri Geller, né? TV Globo vai pegar e vai colocar ali no horário para entortar garfo, que ele vai mexer e vai ler a sua mente. O Silvio Santos, vendo o crescimento do Uri Geller, traz um cara do Mato Grosso, chamado Ozezo. Você lembra? Esse não lembra, né? Não é do Raul. Não, esse é outro.
Sabe do que eu estou falando, né? Isso é claro, óbvio. Isso é Thomas Grimmort. Isso! Então, essa turma toda vai... Estamos viajando aqui, né? Estamos voando aqui. Essa turma toda vai começar... É, o Rá das luzes. Mas o Zé também... Pra mim, o Rá é o Sérgio Malandro, pô. Também... Ele vai... É! Rá!
ele vai entortar os garfos, tudo a partir do poder da mente, e é claro que isso daqui faz sentido, entendendo depois como é que a população estava indo muito atrás. As revistas, como o Cruzeiro, também faziam largas reportagens para poder desvendar os mistérios envolvendo a mente humana e o poder. Que chamavam charlatonismo, não era? Aí tinha um charlatonismo, tanto que vai ter... Isso daí vai chegar, cara, a um ponto de repórteres da Cruzeiro.
irem tentar desvendar se Chico Xavier era... Olha que loucura, né? Que vai virando, virando, virando. Se ele era um charlatão. Bom, essa história daí vai dar no Chico Xavier, anotando no livro para eles, que eles estavam ali mesmo sem antes eles anunciarem. Mas isso é uma... Loucura é mostrar isso. Como a marca está presente, a gente começou falando de Coca-Cola, de uma propaganda. Como está tão presente na nossa vida as marcas, foi conectando uma coisa e chegou em Chico Xavier. Então, marca fio condutor na nossa vida, no nosso dia...
E que é marca, independente na fé ou não, mas é marca de uma doutrina, né? Você não consegue pensar no Espiritismo sem você pensar imediatamente no Chico Xavier. Isso daí em qualquer canto possível da discussão sobre o Espiritismo. Enfim, desculpa. Desculpa, aproveitando aqui, levantando a bola, porque o Papai Noel, eu fui no banheiro exatamente num instante, só que o Papai Noel teve uma versão brasileira, né? Ah, meus amores.
Vovô Índio, vocês nunca ouviram falar? É aqui isso, Papai Joel. Então tentaram substituir o fascismo brasileiro, os integralistas. Eles falaram, ó, Papai Noel é americano. Nós odiamos Papai Noel. Pá, cospe no chão. Vamos criar, então, o dia do vovô índio. Com jubi e tudo. Tinha jubi do vovô índio. Aí teve uma apresentação do vovô índio em São Januário, do Vasco da Gama, para as crianças.
Então, vovô índio com os traços indígenas, com as características tão marcantes... Hoje em dia nem poderia ter vovô índio. O vovô índio, cara... Pô, assim, o Homer, eu estou te pedindo muito, mas se você achar o vovô índio... Detalhe, Homer, vai atrás do vovô índio. É incrível, é só botar vovô índio. Se vira, cara. Irmão, é só botar vovô índio.
E o mais interessante são as crianças reagindo. Olha só. Olha o vovô índio. Não tem nada a ver com índio. Tem o gibi do vovô índio. Se você conseguir encontrar... E é cheio de cacareco ali, né? Mas eu acho que está errado escrito. Era vovô índio.
que é um vovô indo só, né? ele passou aqui no teu cenário, pegou umas coisas e foi levando ele pegou as coisas que chegaram e foi indo só pra não perder o filho da mesa, vovô indo Johnny Walker, o carinha caminhando, vai pra direita, né? antigamente ele ia pra esquerda, e por que? não sei dizer, se ele nos longos ele ia pra lá ele desistiu de ir pra um lado e foi pro outro
E aí o vovô índio é recebido pelas crianças que automaticamente choram, e os relatos são incríveis, choram copiosamente. De medo? De medo do vovô índio, pedindo para o papai Noel, os pais que estavam ali apoiando um símbolo nacional que estava sendo criado, falaram assim, pelo amor de Deus, bota qualquer velho barbudo que é melhor do que o vovô índio. E assim foi enterrado o símbolo nacional que iria enfrentar...
o grande e poderoso e Coca-Cola Papai Noel. Que interessante. O Vovô Índio teve de mim. O Vovô Índio era de que refrigerante hein? Dolly, Dolly. Deixa eu só fazer uma parte, porque o Papai Noel em inglês é Santa, né? Isso. Aí a Tia Santa é muito fã do seu podcast. Manda um abraço pra ela, vai adorar. Quem? Tia Santa.
Ela mora nos Estados Unidos, o apelido dela é Santa. O que é Santa, eu lembrei. Ela adora o seu podcast. Fala Santa, abraço pra você aí. Não sei se é zoeira, né? É sério, é sério. A gente tem um Santa aqui também. Tem? Tem, ele não tá aqui, né? O apelido dele é Santa. É sério. O Homer, é por causa do Homer.
Agora você está falando de santa, você sabe que as cervejas vão ter relações também com grandes santos. Santa Hidalgar, por exemplo, vai aparecer em alguns rótulos como grande protetora dos cervejeiros. Por quê? Porque os...
Primeiro que os cervejeiros precisam de uma proteção, eu sei disso, eu falo isso daí, obrigado aos santos que me protegem, a nós todos os tomadores de cerveja. Mas você também tem muitas figuras marcantes na trajetória da igreja e também das lutas contra as pés que vão indicar a cerveja como um jeito de você se afastar das doenças. A água era poluída, então se você bebia água, você corria um risco enorme de contaminação.
Mas se você bebesse cerveja, você conseguia, porque o trabalho em cima da cerveja eliminava as impurezas. Que loucura. E é por isso que as indicações. E você vai ter santos envolvidos nessas indicações. Santo e o Degar, em especial, é por causa do trabalho com o Lúpulo, tá? É por isso que ela vai ser muito relacionada e vai estar em algumas marcas de cerveja, principalmente artesanais no interior do Brasil. Muito interessante.
Nessas histórias que a gente está contando aqui das marcas influenciarem comportamentos, tem uma que saiu do Brasil e se internacionalizou, que eu acho sensacional. Coloca para mim, por favor, Rômer, Del Monte. Que é o seguinte, tem um suco, uma marca de sucos, vendida no mundo todo, mas nesse caso específico na Coreia do Sul, chama Del Monte. Suco de laranja. E aí o Brasil, o maior produtor de suco de laranja no mundo.
O comercial do suco Del Monte na Coreia mostra o executivo da empresa vindo ao Brasil conferir a matéria-prima do suco. E aí ele viaja, ele vai lá, ele vai na plantação, os caras espremem na hora um laranja pra ele, ele toma e fala, tá bom! E aí esse comercial virou uma febre na Coreia do Sul.
E a galera começou a falar tá bom pra tudo. Uma coisa muito boa, sem eles saberem o que era, eles falavam tá bom, tá bom, tá bom. O cara perguntava, tá bom? Aí ele, tá bom. E aí virou uma palavra, tá bom, na Coreia, por causa de um comercial de um suco que foi filmado no Brasil. Que duido.
Tem vários sites de pessoas coreanas que vêm para o Brasil e aí fazem aquelas histórias, igual os gringos vieram aqui, os comediantes gringos, que eles contam essa história, que lá é uma palavra super popular. O que é muito bom, eles falam dizendo, tá bom.
Uma expressão brasileira que virou uma palavra em coreano. A turma da cerveja não vai me perdoar se eu não falar de São Arnulfo. Você me perdoa, porque quando eu falei de santo, me veio agora São Arnulfo, que é o grande padroeiro também dos cervejeiros. São Arnulfo era um desses que indicava que as pessoas tomassem cerveja. É importante lembrar também da relação das cervejas com os mosteiros, né? Você tem uma relação muito intrínseca e também das cervejas com as mulheres.
Depois, se vocês quiserem entrar nesse assunto, a gente entra. Mas o seu Arnulfo ou São Arnulfo...
O Santo Arnulfo, tem maneiras distintas, ele é enterrado num canto e depois os restos mortais dele, depois de um período, é tirado para um cortejo, para ser enterrado em outro. E tem uma lenda que envolve esse instante, que é a cerveja.
nunca acabou durante todo o trajeto, todo o cortejo. Então ele se torna essa relação muito íntima com os cervejeiros. Também há em algumas cervejas, marca de cervejas, São Arnulfo. Você encontra muito, por exemplo, na República Tcheca, nos países do leste europeu, porque São Arnulfo é muito importante naquela área. A gente tem Santo Antônio com o Santo Casamenteiro e tem o Santo Cervejeiro também. Exatamente. E Santo Antônio se torna um Santo Casamenteiro também porque ele contribuía muito para o casamento.
de mulheres que não tinham condição financeira. Homens e mulheres, mas fundamentalmente mulheres que não tinham. E o poder da língua, a língua dele preservada é por causa da facilidade de oratória dele. Tanto que... Poxa, eu estou puxando para outra coisa agora, né? Mas enfim... Vocês vão levantando a bola... Não, não, é, se deixar... É muito repertório. Não, mas você falou de cerveja... Cara, olha que loucura. Um dos McDonald's mais bonitos que eu já fui, em Paris, era uma cervejaria. E eles mantêm... E McDonald's não...
de cerveja, são duas coisas que não, pelo menos a grande maioria, não conheço nenhum que venda, que não se mistura e até hoje, McDonald's preserva como se fosse uma cervejaria mesmo em Paris é um dos McDonald's mais bonitos que existe era uma antiga cervejaria como aqui uma coisa puxa a outra, você falou de cerveja lembrei do livro lá da Heineken a história da Heineken
que o Fred Heineken foi sequestrado, né? Anos 70, mais ou menos? Anos 70. E aí o Fred Heineken foi sequestrado. Não sei se você sabe disso, sabia? Não, não sabia. Neto do fundador da Heineken. Ele foi sequestrado e ele ficou vários dias em cativeiro. Tem até um filme que conta a história, que é o Anthony Hopkins que faz ele, né? É bem legal o filme. E aí quando ele...
Ele tinha um grande concorrente lá, alguns concorrentes na Holanda, e aí quando ele volta, ele é solto, aí um amigo dele fala assim, e aí ele fala, cara, me torturaram. Ele fala, mas como assim? Me fizeram beber Kalsberg. Não, acho que era Amistel o cara, né? Era Kalsberg. No livro ele fala da Kalsberg. Ah, tá, não. Mas era um grande concorrente da Amistel, né? Era, era, era.
Você sabe o que é aquela estrela vermelha? Aquela estrela vermelha da Heineken não é à toa. Aliás, isso é sempre uma provocação. As pessoas não podem... Não tem a ver com o comunismo, né? A estrela vermelha. Não tem nada a ver. Durante muito tempo ela teve que tirar, né? Ela teve que tirar, mas não tem nada a ver. É? Aliás, a estrela vermelha vem muito antes disso. Com uma coloração vermelha também vem.
A Estrela Vermelha vai ter uma vertente forte histórica que vai mostrar que aquelas Estrelas Vermelhas, elas estavam em espaços dedicados à bebida de cerveja, à bebida cerveja na Idade Média. Então você encontrava em tabernas, o que hoje nós conhecemos como bares, alguns até mais radicais vão falar, botequinhos, antigos botequinhos. Não, chegamos a esse papo.
Mais tabernas você tinha e aquelas que vendiam cerveja você tinha uma estrela vermelha. Muito da inspiração para que ela esteja ali não é à toa. Ela tem por causa daquele instante. E o mesmo acontece com o Estela Atuar. Você vai ter, não sei se vocês já perceberam na Estela, um tipo de trombone, um instrumento musical. Deixa eu ver se acha aí. Que vem da antiga fábrica. É.
A gente está falando desse da Heineken. A Heineken, ali na época da Guerra Fria, se você pegar os rótulos antigos, era só em outline a estrela, em vermelho. Ela era preenchida em branco e era só em outline. Depois que ela voltou a trabalhar com... Os nomes escolhidos também não são à toa, né? Você tem a Brahma, que segundo a Ambev, uma homenagem ao deus Brahma. Ao deus Brahma, indiano.
você vai ter a Skol como um gesto de brindar, em especial nos nórdicos, você vai trazer a Itaipava que vai vender um espaço da cidade de Petrópolis, você vai ter a Teresópolis que vai vender. Ou seja, a gente pode atravessar, vai ter a Kaiser com o seu personagem mais emblemático, que é o baixinho da Kaiser, que era um entregador, o camarada era...
Ele era o motorista do caminhão, que se tornou o garoto propaganda. Ou seja, a gente não pode enxergar isso daí nas minhas aulas de história.
Eu não sou nem publicitário, nem marqueteiro, nem um grande especialista na trajetória das marcas, mas eu tenho aulas minhas que são enxergando as mudanças a partir da composição das marcas. Ou seja, o que elas nos dizem, como é que a gente atravessa com elas diariamente e o que elas nos ensinam. A publicidade reflete o espírito da época, né? Claro. Tem anúncios da Volkswagen, do Fusca.
Que o argumento é... Mas o título é esse. Eu dei aula essa semana sobre isso. Mas cedo ou mais tarde, sua esposa vai dirigir. Que seja um fusca. Aí lá no textinho ele explica. As peças de reposição são mais baratas. Ela vai bater, ela é barbeira. Ela vai bater e trocar as peças é mais barato.
Então, assim, a sociedade é machista, a publicidade vai refletir isso. É. Não é super comum. Como as propagandas de cerveja eram gostosas, e os caras... É. A de cigarro também era, tipo, a mulher já tem em casa o cigarro para quando o marido chegasse do trabalho cansado, ela dar o cigarro para ele. Tinha várias propagandas assim. Tipo, a mulher tinha que ser submissa. Nas propagandas mostrava ela nesse lugar. Na virada, falando ainda da história da Heineken...
Lá no começo dos anos 30, 40, a cerveja era vendida só em bares. Não era um negócio vendido engarrafado em mercados. E aí quando o comportamento do consumidor começou a mudar, eles passaram a dirigir a publicidade para as mulheres, porque eram elas que faziam as compras de casa. Então era o seguinte, compre a cerveja para satisfazer o seu marido cansado que vai chegar em casa. Né? Sei não. Você sabe de uma coisa que a gente não pode deixar de falar, cara, que é a moda.
A gente tem uma moda que também reflete muito a comunidade, a cultura. Você tem uma propaganda clássica do Brasil, que é a bonita camisa. Fernandinho. Fernandinho. West Top. West Top, é verdade. Não, conta pra gente. Não, fala aí. Isso é engraçado, porque assim, põe pra gente a imagem West Top, por favor.
Eu falo em aula. Galera, 20 anos, galera, 22, 23 anos, alunos, né? Quem aqui conhece a expressão bonita camisa Fernandinho?
Hoje em dia a galera não conhece essa expressão mais. Mas turmas de pós e tal, aí você fala, conheço, mas não lembrava ou não sabia que veio de um comercial. Se eu não me engano, era do Oliveto, né? Era do Oliveto, se eu não me engano era do Oliveto. Aí pra quem não lembra, tinha uma mesa gigantesca, com todo mundo de branco, e o Fernando usava uma camisa diferente, né? E aí o chefe lá na ponta falava, Fernando, que camisa é esta?
Aí na outra reunião, ele tá pertinho do chefe já. E na outra, ele tá com a mesma camisa do chefe, né? Aí ele fala, bonita camisa, Fernandinho, né? A sua também. Esse é o poder. Tipo, pô, é uma publicidade que coloca uma expressão na boca do brasileiro, assim. É um nível transcendental. Sem internet, gente. Exatamente. Tudo via TV aberta. Mas é muito comum. TV aberta, gente. Até TV aberta. Se você falar TV aberta, se eu falar com meu filho TV aberta, ele não sabe o que é TV aberta.
exatamente ele não sabe o que é TV a cabo mais porque ele já cresceu com o streaming então assim, é muito louco você fazer uma expressão, cair na boca do povo, tendo somente um meio de comunicação, isso aí é o sabor energético da época e você vai ter marcas populares que vão conseguir trazer para uma população ávida em se vestir bem opções mais baratas, existia uma marca chamada Ducal hum?
Eu não conheço. Essa eu conheço só de nome. Lembrando das paradas, cara. Dukal, essa fazia tempo que eu não... Mapping, mesbla... Coloca Dukal aí. Te peguei, né? Porra, eu não lembrava. Cara, Dukal era o seguinte. Tu comprava... Você comprava um blazer...
e ganhava duas calças diferentes. Então é o seguinte, você na segunda ia com uma calça azul, usando blazer bege. Depois na terça você usava calça bege. O cara está com duas diferentes. Sabe quem vai aproveitar muito isso? As igrejas neopentecostais. Porque quando você tem o crescimento neopentecostal,
Edir Macedo fala isso no livro dele. Ele vai precisar mostrar para aquelas pessoas que estavam fragilizadas sob diferentes perspectivas que elas necessitavam ter contato com o que era bom. Como é que as pessoas se vestiam nos lugares de negócios? Se vestiam com terno e gravata.
Então, nada melhor do que você ir até um culto de terno e gravata. Nada melhor do que você se sentir uma pessoa importante para ultrapassar os seus desafios. Então, o que uma marca como a Ducal entende? Ela entende que esse público é fundamental. E não somente esse, tá, meninado? Para não ficar...
Ah, está falando que somente esse era o público. Não, esse era também o público. Porque você conseguia utilizar aquela roupa que te trazia uma sensação, uma imponência de um homem de negócio e também te levava até os cultos, até a fé. Então a moda, ela vai interagir.
com a religiosidade, ela vai interagir com a rua, com o dia a dia. Você vai ter as transformações a partir das dores também. Você tem as criações de calça jeans, você tem as criações das camisetas, você tem as criações da regata, a multiplicação da praia a partir daquilo que era discutido no dia a dia. A calça jeans com a Levis, né?
que virou praticamente sinônimo de calça jeans, o Lave Strolls, na verdade lá na Corrida do Ouro, ele pegou um pedaço, um tecido, pedaço é o jeito de falar, né? Mas uma lona e resolveu fazer calça pra galera que tava na mineração. Ele botou esse rebite que a gente tem no bolso, era porque colocavam ferramenta, pedras no bolso, e os bolsos te rasgavam. Então ele passou a botar rebite, a gente usa até hoje rebite nas calças. Pois é. Esse bolsinho que tem era pra botar o relógio.
Então, assim, a moda está muito atrelada realmente a isso, a evolução. E aí o Vilela perguntou no começo do programa o que é uma marca, né? Porque muita gente pensa que é o símbolo, é esse logo, é esse desenho, né? A marca é uma série de atributos que vem à sua mente, que você se lembra daquela empresa. Eu vou dar um exemplo, eu estava vindo para cá, e aí eu estava com a calça da Leves.
E a gente tava saindo da porta, meu amigo que veio comigo falou, cara, tem um furo na sua calça, atrás. Falei, caraca. Aí eu falei, isso é marca. Eu falei, pô, é da Leves, velho. Eu comprei no Natal passado. Não era pra tá rasgada. A marca é isso. Caraca, é um problema de muita qualidade. Não era pra tá furada tão rápido. Entendeu? Inclusive, Leves, minha calça rasgou, hein. Então...
Isso é marca. É o que você sente quando se lembra de algo. O Jeff Bezos fala, né? A sua marca é aquilo que falam de você quando você não está na sala. São os pensamentos genuínos sobre a empresa. Pode ser positivo ou pode ser negativo. Não, é o que você sente. Você expressou várias, aí falou da Ducal.
provavelmente não existe mais, mas você falou Mapping, Mésbla. Quando você falou isso, já me trouxe o Natal, eu indo na Mésbla. Então, assim, mesmo quando a marca acaba de existir fisicamente, ela ainda existe no imaginário. Se eu falar em companhia aérea aqui, qual a principal companhia aérea do Brasil que você vem na cabeça em atributos de qualidade? A Varig, até hoje. E a Varig já acabou tem 20 anos. Você falou o Dingle agora de sopetão. Varig, Varig, Varig. Então, assim...
A marca está viva ainda. A marca está viva. Ela pode não estar fisicamente ali. Você trouxe o Bonny esses dias? Você entrevistou o Bonny do Rio, né? Acho que ele que fez esse jinglezinho do Varg. Foi, foi, foi. Foi o negócio desse? Ele contou a história. Olha aí o... Vocês leram o livro dele? Tem várias histórias da parte... É, o B do Bonny. B de Bonny...
Tem o lado B, né? É o lado B de Boni, não é isso? É o lado B, mesmo depois. As publicidades estão mais no primeiro livro. No primeiro livro, sim. A Globo, inclusive, é uma... Tipo assim, é uma grande potencializadora do... As marcas que conseguiram entrar no nosso linguajar...
se devem muito também a Globo. O primeiro do Tian, que eram lançadas. Era no Jornal Nacional que eles aproveitavam para fazer os grandes lançamentos? Era, né? O minuto mais caro da publicidade. Então é o seguinte, Jornal Nacional de Banco Nacional. Exato. Ele falou isso também. Era um patrocínio? Era o name rights do jornal. Você já tinha uma relação direta.
O Bonho é um gênio. Sim. Absolutamente. Total, total. As pessoas acham que era nacional porque era do Brasil inteiro. É, pensei que juraram. A ideia dele era fazer um jornal nacional, porque não existia isso. Ele queria. E aí vem a ideia do Banco Nacional bancar, porque eles precisavam de dinheiro. Realmente, aí fecha. Matrocínio perfeito. Você quer ver uma coisa, cara? A gente está atravessando aqui. Eu vejo aqui. Eu estou aproveitando muito o seu estúdio, porque ele nos remete também. Tem pouca coisa, né? É, quase nada.
Você tem aqui o Xaropinho, né? Você entrevistou o Ratinho aqui? Ainda não. Não? Está difícil. Está difícil. Estamos tentando. E Ratinho é um mega criador. Ratinho Júnior já. O Ratinho Júnior já. É, porque era candidato. Agora não é mais. Cara, o Ratinho é um criador imparável. Impressionante. Como ele criou muitas coisas para poder, inclusive, vender dentro do programa dele. O Xaropinho, que é uma figura super agradável, né? A criançada adorava.
É uma criação que vai se junto do café, no bule. O Ratinho vai começar a fazer uma estratégia muito parecida com o Silvio Santos, de criar produtos para que ele mesmo venda. Isso é uma marca do Brasil. A gente ter criadores em tudo que é canto, em vários espaços. O brasileiro é muito rico em vender.
Eu estava estudando Tiradentes, e Tiradentes tem uma fase prisioneiro no Rio de Janeiro, mas ele tem uma fase também como militar no Rio. Tiradentes que era patrocinado pela Colgate, né? O Tiradentes vai ter uma parte no Rio servindo o exército no Forte do Leme.
E há registro de uma relação dele intensa com a cidade, visitando as ruas principais, interagindo com o comércio, inclusive na 1º de Março Antiga, Rua Direita. E uma das ideias que, segundo algumas vertentes históricas, é que o próprio Tiradentes viu um negócio no Rio de Janeiro, a necessidade de distribuir água. Então, o brasileiro tem, estou usando o exemplo do Tiradentes por uma data recente, essa vontade de empreender, essa vontade de trazer um negócio e sendo criativo em cima para poder...
sobreviver. Inclusive, você falou do ratinho criando produtos e tal. Eu saí do ratinho pro Tiradentes, hein? Pô, muito bom. Outra teoria da conspiração, que o Graal é do Gugu, já ouviu falar essa? Sim, mas não é, né? Grupo Rodoviário Augusto Liberado, né? Que é uma fake news também, né? Ele desmentiu isso no programa do Porchat. O Porchat perguntou pra ele expressamente, aí falou não.
Eu sou sócio de uma das lojas, mas não tem nada a ver, né? De uma franquia, como se fosse uma loja. O Grau é um... São dois irmãos, se eu não me engano. Alves, né? É. E eles vão começar com essa grande ideia de ter uma parada no meio da...
no meio da estrada, para que você pudesse se alimentar. Inclusive, aí sim, tem várias outras lendas que os funcionários são aqueles clientes que não conseguiram pagar as contas, né? Por causa dos valores grandes. A Graal acabou hoje se expandindo, não só para aquela parada, mas para também ter posto de gasolina, para ter outros tipos de negócios. Mas não tem nada a ver com o Gugu Liberato, definitivamente.
Voltando àquela coisa das marcas que mudaram hábitos, vou falar da Gillette.
Com um negócio mais específico do que a gente costuma falar, que é da barba e tal, que é a depilação do suvaco, da axila, pela mulher. Isso. Não era uma tradição, não era uma necessidade, uma obrigação da sociedade, a mulher, depilar. E aí, as marcas entendem o comportamento humano e vão fazendo essa moldagem, né? Coloca pra mim, por favor, Romero. Olha lá.
Olha que interessante. Primeiro, como a marca cria... Existe um grande debate no marketing se o marketing cria necessidades. Eu digo que ele faz as pessoas quererem. Se isso se tornar necessidade, meio que as duas coisas se juntaram. E aí tem lá o anúncio que fala assim, a moda diz que hoje em dia as roupas roupas...
bacanas pra sair e tal, devem ser sleeveless. Tipo assim, sem manga. E aí a mulher sem manga começa o quê? A mostrar a axila. E aí ele fala, a mulher é elegante e diz, a axila precisa estar smooth as the face. Tipo assim, lisinha, assim como o rosto. E aí a gilete diz, a melhor forma de fazer isso é o nosso produto. Então olha a marca criando uma necessidade, falando, olha, a axila peluda não é legal.
Como é que você resolve isso com o meu produto, né? Não, e ela criou uma nova demanda para o produto dela. Chega uma hora que você não tem como vender mais, ainda mais a Gillette, que dominou o mercado. Então, assim, não tem como ter mais gente nascendo com barba. Então, assim, ela precisa ter mais pessoas usando... Gente nascendo com barba, eu já imaginei. Não tem como, não tem como. Então, ela precisou criar uma nova demanda.
Então, ela criou um novo mercado que não existia. Total. Tem mais uma depois dessa imagem aí?
E isso mostra o lado que muitas pessoas vão dizer que é um pouco cruel do capitalismo ou da publicidade, que é empurrar uma necessidade, empurrar algo que as pessoas não estão buscando, mas a marca meio que faz isso se tornar uma realidade. E aí, olha lá, num outro anúncio fala, a tendência das roupas sem manga está crescendo e a insistente demanda por uma axila...
limpinha quanto o rosto. A insistente demanda. Olha o reforço que eles fazem em cima desse atributo. Tem uma demanda aí. Você não aceita assim não. Você não está depilando, então fica ligado aí. É mais ou menos a coisa do CC lá. Sozinha, tão sozinha por causa do CC. Uma coisa que... Depois ela teve que fazer isso também com as partes íntimas.
Ah, é? É, porque antes eu não... Você lembra qual foi a primeira imagem que eu lembro? Foi um gilete, era verde com branco, acho que era gilete senso, Adriane Galisteu na Playboy, que ela se depilava.
Então, mas aí... Era verde com branco? Verde com branco. Marcou, hein? Mas já existia isso. Pra você ver como eu olhei com o olhar publicitário. Sim, claro. Ela não começou esse hábito. Mas era um aparelho novo. Não, era um aparelho novo. Então, assim... Foi uma pública? Será? Não sei se foi, mas serviu como, né? Mas está lembrando os detalhes até do carro. Eu não lembrava do que ela tinha usado, na verdade. Eu lembro da cena, né, Romy? Mas não lembrava...
Não, de verdade, eu lembro bem qual era o aparelho. Rapaz, os teus olhos brilharam como eu nunca vi. Vixe, consegue colocar aí borrando, pelo menos mostrar o breguete. Eu não duvido que seja uma publicidade, sim, porque já era uma Playboy muito esperada na época, era um aparelho novo da Gillette, que era algo, o formato era diferente, inclusive, e minha irmã comprou essa Playboy, eu rachei com ela que ela queria ver a entrevista, que eu queria ver. Eu botei 50 e ela 50.
Ela queria ver a entrevista E faria muito sentido Se a Gillette tivesse feito isso Porque ela faz umas ações assim Você viu Quando a Gillette pagou Para o Belmarx tirar a barba Acho que foi 500 mil disseram Que ele ganhou para fazer aquela ação E na mesma época disseram que a Gillette também ofereceu Um milhão para o Lula tirar a barba
Que seria uma ação gigante, o Lula tirando a barba, usando o gilete. Mas grandes líderes já se envolveram com marcas. O Gorbachev com o Louis Vuitton. Ah, é? Sério? Não sabia o que era essa? O nosso coitado Homer está parecendo aquela coisa. Pega lá! Põe na tela! Mas sim, o Gorbachev é grande contratado, é uma marca de luxo.
para poder expor as qualidades. Ele não precisava falar nada, era só aparecer com...
Com a marca. E vocês falaram de Playboy aqui, cara. Playboy fica tão marcante que é impossível você retratar duas questões que não estejam diretamente envolvidas na revista. A primeira, meu camarada, é aquela clássica de mulher pelada, você ver na Playboy. Ou seja, qual é a revista que é sinônimo disso? Playboy. E o Playboy. Quem é o Playboy? Inclusive, você sabe que o termo, Patricio... Olha lá, olha lá.
Eita, vovó. Boa, boa, Romer. Muito bem, Romer. Colocou. Precisa dar mais close lá na gilete, não. Mas não dá pra ver o... Esse cabo verde. Esse cabo verde. É, acho que você imaginou esse cabo verde aí. Não, era branco. Esse corte tem que ir pro seu Instagram, hein? A gilete da Adriana Galisteira. Beijo com o branco.
Quantas âminas será que tinha essa gilete aí? Como é que é? Quantas âminas será que tinha? Olha só o rô, mano. E aí tem o oposto da Adriane Galisteu, que era a playboy da Claudio Hanna, né? Ah, é verdade. Exato. Que é um clássico, né? Não vendeu o gilete. Clássico também, não vendeu muito, né?
Não, eu digo a Gillette, né? Ou poderia, ou poderia ser uma boa também. É isso que está falando, é apresentar uma oportunidade. E você falou, acredito eu, que tem a ver com o contexto da abertura da União Soviética. Claro. Então, assim, de ter acesso a produtos, a luxo.
Você tem uma relação de publicidade com grandes líderes, agora me veio, evidentemente, o próprio Fidel com Adidas. Quantas vezes ele não aproveitou a inserção dos casaquinhos do Fidel para poder vender os agasalhos. Macron agora com óculos.
O óculos que ele usou, a marca que ele usou de óculos, uma marca, acho que foi francesa, que ele estava com alguma conjuntivite. Então ele foi, não sei se foi G20, G7, alguma coisa, ele usou um óculos e esse óculos desgotou rapidamente. Então a roupa do Maduro, né?
A roupa do Maduro com a Nike. Com a Nike também. Foi um sucesso de vendas. A ponto de achar até que a Nike tinha, tipo, fornecido a roupa para o Maduro. Mas é isso. Uma marca capitalista, né? Então, isso reverberou muito mais até. Agora, dentro dessa coisa que a gente falou de abertura e tal, da União Soviética, tem a história muito boa, que é aquela da Pepsi. Não sei se você sabe. Talvez, até conte essa história melhor.
não era permitido que empresas americanas fizessem negócios com soviéticos. E aí a Pepsi encontrou uma forma, ela não podia receber pagamento por aquilo. A União Soviética não podia pagar a Pepsi em dinheiro. E aí eles faziam a troca pela vodka, como é o nome? Stolistinikova? Uma vodka fuleira, dava parte em uma vodka e a outra parte em submarinos.
Exatamente teve isso. Em armamentos militares. Então, assim, a Peps chegou a ter uma das maiores forças armadas, assim. Não seria um exagero, mas ela recebia... Talvez maior do que a do Brasil. É. Recebia armamentos da Rússia e depois ela tinha que revender, né? Olha que loucura, velho.
Eu fui atrás disso, tem gente que defende esse historiador. É fake? Eu não consegui, só uma pontuação. Eu não consegui confirmar isso. Tem alguns sites. Eu encontrei no New York Times uma noticiazinha da troca. Eu ia falar, tem alguns sites que defendem isso, inclusive com uma epopeia gigantesca.
O New York Times fez uma vez, uma pequena matéria, uma coisa quase tímida, mas eu nunca consegui encontrar algo que me marcasse, que eu falasse, caramba, isso daqui. Também mandem aí também. O fato é, mandem. Mas existe isso sim, eu acho que está certo, porque a Pepsi tem uma entrada na União Soviética que...
Ela chegou antes, né? Exato. É única e consegue se perpetuar. Agora, também tem uma briga muito interessante, que no Brasil é tímida entre marcas. Estados Unidos tem Coca-Cola e Pepsi, que o pau canta, que é uma maravilha, né? Sim. Inclusive, esses dias, o Rodrigo Tise veio aqui, vocês falaram sobre as expectativas para o filme, e o Michael Jackson, essa parte não é spoiler, porque é amplamente divulgada.
Queimou a cabeça num comercial da Pepsi. Não, super famoso. E dizem que a partir daí a vida dele mudou. O vício em medicamentos surgiu daí, porque foi muito forte. No programa eles falam isso. É verdade, é. Começa daí o vício em... Porque ele tinha muita dor. Eu acho que é... Opioide? É, opioide. Pode ser, pode ser. Não sei. E tem um documentário que comemora os 40 anos do thriller. E aí um dos entrevistados lá fala que foi o seguinte.
O filme conta essa história, a Pepsi queria o Michael Jackson, e o pai dele sempre foi um empresário meio opressor ali e tal, e ele falou, não, tem que colocar os Jackson 5, meus filhos tem que ir junto, né? E o Michael Jackson falou, tudo bem, mas eu não vou beber Pepsi no comercial. E aí ele fez, mas ele não... Ele aparece muito rápido no comercial, tem os irmãos, tem o menininho dançando e tal, mas ele aparece muito pouco e...
Ele alterou a letra de Billie Jean, né? You're the Pepsi Generation Que é um negócio maluco de pensar hoje em dia Você tem um clássico gigantesco assim Mudar a letra pra poder colocar mar É um negócio meio... Por falar nisso Não tem nada a fé, né? O que aconteceu com o McDonald's Que o carinha comeu lá com a cara de nojo O CEO foi lá
Eu vou, eu mesmo vou fazer essa propaganda. Ele come com aquela vontade, aquele Big Mac, né, cara? Era pra divulgar, inclusive é um novo sanduíche, né? Big Arch. Ah, era um novo? Lembra que você falou que o Big Mac virou um padrão de mercado? Porque ele é um padrão, vende no mundo todo, mas ele passou a ser um hambúrguer pequeno hoje em dia. Sim. Big Mac tinha o nome Big, porque era grande. Pois é, né? Não sei se você lembra, você assistiu o filme Fome de Poder, que conta a história do McDonald's, Michael Keita?
Muito bom, muito bom. Era um hamburguerzinho desse tamanho aqui, fininho, né? E aí o Big Mac foi tipo...
é o nosso grande sanduíche agora. Aí você vai para o Burger King e os eles são todos maiores. Exatamente. Do próprio Mac. Você pega o taste, todos são maiores. E esse era o grande lançamento do McDonald's. Depois de muito tempo ele estava lançando um hambúrguer mundial. Que era para ser tipo o Big Mac. Esse que ele deu a mordidinha, pegou só o pão. E isso, o Burger King foi lá. O CEO do Burger King deu um mordidão. Do Ants também, se eu não me engano.
Então assim, você acabou gerando marketing de oportunidade aí para a concorrência se aproveitar.
Cara, vocês estavam falando do Michael Jackson, você vai no Pelourinho, aliás, tem que ir no Pelourinho, um lugar emblemático, incrível, você vai ter ali a casa com as pessoas visitando por causa do Michael Jackson. Você vai no Santa Marta, no Rio de Janeiro, unidade querida, você tem a estátua do Michael Jackson para mostrar a marca pessoal, a influência daquela pessoa. É porque...
grandes figuras, eles viram... É que nem o símbolo do Jordan, né? Aquele ícone que vira dele. Ou do Pelé, dando soco no ar. Eu não sei se é pensado ou as pessoas são famosas porque viram ícones também. Eu acho que hoje em dia, claro que as pessoas já pensam nisso. Como eu vou comemorar?
Mas na época era meio natural e algum publicitário sacava e transformava em marca. Mas o Michael Jackson, se for pensar, é na moda, é na música, é na dança. O cara... Não sei se vai ter algum cara que mexeu em tantas áreas ao mesmo tempo. Em tantas linguagens. Não vai ter, porque hoje em dia está tudo fragmentado. Antigamente todo mundo meio que consumia a mesma coisa. Hoje em dia é impossível isso. Cara, você tem também o que o Michael Jackson fez, por onde ele passou? O Holodun.
Ele é conhecido mundialmente. E a marca de Holodun vai mudando com o tempo. Ela tem uma marca inicial, depois ela vai chegar nessa. Esqueci o nome do publicitário baiano, me perdoem. Mas vai se inspirar na paz. Você vai ter o negro do povo negro. Você vai ter o vermelho do sangue.
você vai ter a parte da relação com a cultura africana, ou seja, a marca do Holodun, que é popularmente conhecida no mundo, você vai ter uma influência grande do pensamento de marca, ou seja, está em tudo que é canto, queira ou não. Terceira vez você fala de publicidade Bahia, não sei se foi terceira, mas o Nizam, Baiano, Duda, agora você mencionou a Bahia é uma grande escola de publicitários. O Vilela falou da marca Pelé,
E aí, detalhe muito atual, fato muito atual, o pai do Neymar comprou os direitos da marca Pelé, né? Do soco no ar. Ele vai transformar um negócio... Ele vai ganhar dinheiro em cima disso. Ele vai tentar transformar em Jordan, né? É, mas demorou para fazer isso, né? É, concordo, concordo. O Santos já se jogou um jogo com ele dando um soco no ar. O Senna é uma puta marca, né?
Mas ele tem a bandeira Ele com a bandeira virou uma marca Então o pé é com aquele soco no ar Acredito eu que as crianças na década de 70 ou 80 Deveriam comemorar dando soco no ar também Com certeza, jogava futebol
Como hoje em dia é o Cristiano Ronaldo. Exatamente. O INPI é Instituto Nacional de Propriedade Industrial. E você registra marcas. Você registra o logo do McDonald's e tudo mais. Mas só que as pessoas confundem as coisas.
Eu fiz um vídeo uma vez que viralizou, deu 15 milhões de views. Que era... Eu contava qual era o significado das siglas das marcas. Siglas? É, que as pessoas não conhecem. Você sabe o que quer dizer C&A, por exemplo? Não. Pois é, vou te contar. Não, não. Eu quero que o Homer me conte, porque o Homer não é o cara que sabe tudo. O que é C&A? Boa pergunta, cara. Inventa, inventa. Vamos ver a melhor resposta. Inventa. Carlos Alberto. Boa! É o craque.
Calce e agasalho. O quê? Calce e agasalho. Gostei dessa. Você falou calce e agasalho. Se for calce e agasalho, velho, eu vou ficar todo decepcionado. Quando você cria conteúdo no Instagram... Não é brasileira, tá? Ah, tá. É. Já errou, então. Você vai entendendo. Calce e agasalho, né? Hã? Calce e agasalho.
Você vai depilada se for da Gillette, né? Você vai entendendo o que as pessoas curtem, né? Então a primeira vez que eu contei que a Ceia não era brasileira, a galera ficou muito chocada. Primeiro, todo mundo pensou que a Ceia era brasileira. Total. Beleza. Aí eu falei que era holandesa. Beleza. Aí qual é o significado da sigla? Aí eu contei que era Clemens and August, que é o nome dos dois irmãos que fundaram a marca. Nossa, que deprê, cara.
Que coisa chata, né? Achei que tinha o significado. Aí eu fiz um vídeo que é tipo... Tem uma historinha em volta. Como é que é o nome? Impressionando a peguete do Tinder.
Aí ela entra no carro e aí ela fala Oi, que camisa bonita, hein? Aí eu falo assim, gostou? É da Clemens Zenogas. Muito mais legal do que falar que é C&A, fala aí. Aí eu vou usando as siglas. Aí no outro dia a gente sai, aí eu falo assim... É que nem o cara que opera a máquina de xerox, né?
Não, eu opero um veículo de movimentação horizontal. Profissional de... Reprodução de imagens. Reprodução de imagens 2D, né? Sei lá. Aí eu passo o vídeo inteiro falando, não, o que você acha da gente sair hoje e você vir aqui para casa assistir um Home Box Office, que é HBO, né? Muito melhor, ó.
Vai anotando aí, vou ser casado. Aí eu peço uma comidinha especial no Kentucky Fried Chicken, e aí ela fica impressionada com esses nomes, e na verdade é tudo popular. Aí no final, porque eu falei desse negócio do gesto, eu olho pra câmera e faço assim, ó.
Tipo, peguei. Pcite, né? E aí a galera no comentário, você vai ser processado pelo Didi porque ele tem o registro desse gesto. Ah, não. Tipo, isso nem se registra no livro. Doutor Didi. Ah, exatamente. Didi, é verdade. É mesmo, né, Didi? É, mas é mentira, não é registro. Claro que não. Não se registra isso, não tem como. É.
Tudo bem que, claro, se alguém copiar uma coisa que o outro criou, judicialmente você pode até... Não, se o cara fizer um esquete de humor, um personagem parecido com ele, e fizer isso, é uma coisa. Exatamente. Mas não é o caso. Definitivamente. Você sabe que a CA, e aí é uma contextualização, ela vai oferecer uma parada que o mercado não estava acostumado, que eram produtos com mais qualidade e com preço menor.
E com uma variação também que ultrapassava um limite que era o natural. Isso daí vai surgir outras depois da CEA. E os irmãos vão inspirar, de fato, a criação do nome. Riachuel. E Riachuelo é por causa da cidade de Riachuelo.
Onde o Flávio nasce. Rio Grande do Norte? Rio Grande do Norte. Passei para o Riachuelo o dia desse gravando. E é uma pequena cidadezinha, mas ali que nasce um polo industrial interessante, onde vai surgir Riachuelo, que também é uma homenagem à batalha de Riachuelo.
Então você tem uma ligação que vai surgir. Enfim, as marcas todas vão seguir uma determinada matriz. Agora sim, nossa síndrome de viralata. Quando você falou Clementine Augustine, ele é bem melhor. Quando a gente escuta um termo em inglês, a gente, nossa, bem melhor. Aí tem qualidade. É que nem Hagen-Dazs também. É o nome inventado. Inventado, né? Não significa nada. Eles tentaram fazer nórdico. Ele só parecia dinamarquês. Dinamarquês. Na verdade, nasceu no Brooklyn, se não me engano. No Bronx. No Bronx.
Cara, que doideira, hein? Na tampinha dos primeiros Ragnar, tinha um mapinha da Dinamarca. Pra dizer, olha, é um produto com a cara de nanoteza e tudo mais. E ele pegou um dicionário. E foi pegando palavras. E juntou o Ragnar, botou uma trema. Na Dinamarca nem se usa trema. Tem aqueles dois pontinhos. Mas pra parecer alguma palavra estrangeira. Pra parecer chique, enfiou uma trema ali. Isso é um clássico. Arezzo, por exemplo. Arezzo vai surgir do pai do Alexandre Birman.
onde vai encontrar uma cidadezinha que achava que era interessante. Na Itália. Então isso daí vai ser uma máxima. As pessoas buscando cidades que existem, mas que não são tão conhecidas, ou lugares que são realmente emblemáticos. Venda de veículo é batata. Ou seja, concessionária Roma, concessionária Turim.
Ou seja, não tem nenhuma relação ou somente a marca vendida como Fiat, nesse caso. A sigla Fiat, sabe o que quer dizer? Fábrica Italiana de Automóveis de Turim. Eu nem sabia que era uma sigla, na verdade. Pois é. Um anagrama. Nesse caso até... Desculpa, continua. Não, claro. Você tem Ford. Não tem mais nem Ford no Brasil, né? Acabou a Ford no Brasil? Não como fábrica, mas ela importa a veículo que ainda vende. A marca ainda existe. Por quê? Por Henry Ford.
Você tem uma figura por trás, inclusive... O que, Homer? Você achou que era Harrison Ford? Você acha que era por causa do Harrison Ford e do Indiana Jones? Você vai mudar a história do automobilismo por causa da indústria automobilística, por causa do Henry Ford. É, total. Então, assim, total absurdo. E as pessoas andam de Ford e não sabem que aquele maluco mudou a história do automóvel. Isso é interessante para você também trazer, ver ela, assim, fazendo uma pequena reflexão para a sala de aula.
Porque isso aproxima pra caramba do aluno. Eu dei aula em escola pública muito tempo. É o cotidiano, né? Porque o cotidiano é onde a pessoa cruza, é onde ela conhece a CEA, ela conhece o Ford, ela já andou alguma vez de Volkswagen, a Mercedes. O Chevrolet tem alguma história? Aquela gravatinha também? É uma gravatinha e o fundador da Chevrolet morreu pobre e trabalhando como mecânico na Chevrolet. Que? Sério? Sério. Que loucura saber dessa coisa. Triste, mano. Ele perdeu a marca, morreu trabalhando na Chevrolet.
Deixa eu falar sobre a Ford, que o Thiago trouxe, mas antes só dar dicas aqui de qual a resposta que o Homer poderia ter dado. Quando eu falei que era Clemens Zenogas, tinha um monte de comentário. Nossa, eu jurava que era crianças e adultos, que era compra e aproveite, que era Canadá e América, era um mais engraçado que o outro. Mas sobre a Ford, olha, mais uma vez o poder das marcas. Primeiro eu vou contar da Mercedes para chegar na Ford, vocês vão entender. Lá em Brasília, durante a construção...
tinha muitos caminhões da Mercedes que faziam transporte de materiais para Brasília e tudo mais. E aí tinha um setor ali, que hoje em dia é perto do núcleo bandeirante, que tem esse nome justamente porque os primeiros trabalhadores de Brasília moravam ali, moravam ali durante o trabalho.
E aí tinha uma placa da Mercedes que identificava ali, era tipo um outdoor da Mercedes. Sacou? Brasília tá sendo construída por caminhões de Mercedes. Mais ou menos assim, ninguém tem imagem disso, mas todo mundo fala que ali tinha uma placa da Mercedes. Nunca explicaram que tipo de placa era, mas virou uma referência. Então falavam assim, é ali perto da placa da Mercedes. Olha, eu moro ali perto da placa da Mercedes.
Aí hoje em dia tem um setor em Brasília que chama setor placa da Mercedes. Oficializado, tá? Não é uma brincadeira não. Você tem placas na rua falando, né? Placa da Mercedes. Aí eu contei essa história num post, e é muito legal essa coisa de você ter público, tipo o Vilela falando, manda aí pra mim, que as pessoas vão trazendo mais histórias, né? Aí a galera contou uma história, que depois eu vou confirmar, super verdadeira, em Salvador, que uma placa da Ford na frente de uma praia.
E aí as pessoas começaram a falar, é lá na placa Ford, placa Ford, placa Ford. Hoje em dia a praia chama Placa For. Uma palavra só. Placa F-O-R. Ford que tem uma história, bem, Thiagão talvez traga melhor com a história, da Fordlander, né? Lá no meio da Amazônia, né? Ford construiu uma cidade pra extrair borracha, né?
Foi um fracasso. É, porque venderam uma coisa que era uma furada para ele. Mas foi um investimento gigantesco. Hoje seria bilhões, né? Hoje seria bilhões. Cara, tem que lembrar que a borracha do Brasil, ela teve uma participação gigantesca na economia. Está em 1900, 1880, o primeiro boom da borracha, em 1860, por exemplo. Cara, Manaus e Belém são cidades...
que tiveram Belle Epoque antes do Rio de Janeiro, que era a capital. Era muito dinheiro. Era muita grana, irmão. Era muita grana. Você viu lá o teatro, cara. Trouxeram tudo da Europa lá. O teatro inteiro. O Acre é um estado... O Acre existe, né? Não, o Acre existe. Pra quem não sabe, o Acre existe. Tem gente que acha que não existe. E é incrível. O Burger King fez um comercial com isso esses dias, você viu? Não. Até tem um mês. Ele falou assim, o Burger King chegou no Acre.
Mas não existe McDonald's. E aí? Vocês não vão vir pra cá, não? Tipo, o Acre existe e a gente também existe. Mas o McDonald's não. Cara, o Acre é... Eu gosto de... Eu moro em alguma outra marca que chegou e a gente tá presente em todos os estados. Algo assim.
Mori em Manaus e você morou onde no Acre? Morei em Rio Branco. Morei em dois anos lá. Eu morei em Nova Iorque, morei em Oslo e o Acre me ensinou muito mais do que tudo isso. Porque você conhece o Brasil mesmo, né? Você sai do ar-condicionado e você começa a entender que também tem dificuldade das marcas chegarem até lá. Você tem um transporte caríssimo. Quando vocês falaram do Mercedes e de Ford, a gente optou com o passar do tempo nas rodovias. Mas por que você foi morar lá?
Cara, eu vou fazer uma consultoria. E aí acabei ficando lá seis meses e foi uma maravilhosa experiência. Eu já tinha feito um documentário. É quente e úmido que nem Manaus? É. Eu tinha feito um documentário sobre a Revolução Acreana, que é quando o Acre pega em armas para enfrentar...
os bolivianos. O território era boliviano, enfim. Fica a dica aí pra galera ver. Enfim, o Acre, ele existe, é maravilhoso, tem uma história brilhante de luta, de resistência, e um povo extremamente amável e inteligente, ao contrário do que muitos acreditam. Você falou da dificuldade das marcas chegarem, né? Tem duas coisas que me fizeram lembrar disso. As Casas Bahia só chegaram na Bahia 56 anos depois da fundação.
E por que chamava Casas Bahia? Porque ela abriu ali em São Paulo, muito voltada para os trabalhadores nordestinos que trabalhavam em São Paulo, porque tinha coisa de pagar no carnezinho. O trabalhador ali que trabalhava no dia a dia e que reganhava pouco não tinha cartão de crédito, não tinha acesso a crédito, então ele oferecia. Você paga no carnezinho, eu confio na sua palavra. Então começou em São Paulo e demorou 50 anos para chegar na Bahia. Porque a logística no Nordeste costuma ser mais difícil para as marcas.
Eu nem sei se é só isso, porque no Rio também ela chegou bem depois. Ela chegou no Rio já após música dos Mamonas Assassinas e eu nem conseguia contextualizar muito. Mas a Casa de Bahia é um caso excepcional porque, assim, eletrodoméstico, todo mundo vendia. Ela não vendia eletrodoméstico, ela vendia crédito, né?
É diferente. Ela viabilizou todas as classes poderem ter um eletrodoméstico em casa. Então, assim, vender TV todo mundo vendia, mas ela viabilizou o crédito. Talvez ela tenha inventado o carnê. Se não inventou, ela popularizou o carnê, né? Então, assim, que hoje em dia o crédito é muito mais acessível do que era antigamente. O primeiro ar-condicionado, o primeiro refrigerante, o primeiro refrigerador.
a primeira geladeira, isso tudo tá muito ligado. E tem uma coisa nas casas de Bahia, e não só nela, que são os mascotes, que isso aí fica demais na cabeça, né? Você tem um baianinho, que hoje mudou o nome pra poder também se adaptar a uma nova realidade, linguagem. Magalu hoje, que é super digital. Brasilino. Qual? Brasilino. Porra. É da telha? Era telha, né? É. Telha. Você tem...
quando você casava com mãe solteira, falava que já vinha com o Brasilino. Ah, é? Por que era? Você lembra disso? Ah, o Robert casou com a mina que já vinha com o Brasilino. A mulher do futuro também. Hã? Mulher do futuro. Por quê? Porque já veio a família inteira junto.
boa, boa eu acho que ganhava um bonequinho quando você comprava alguma coisa ganhava o Brasilino, acho que é por causa disso como eu falei que um dos meus pês é padrasto a minha mulher já veio com o Brasilino tá vendo? então você já veio com o Brasilino vê se você acha o Brasilino, acho que era um bonequinho mesmo que tinha
Você tinha um morequinho... Você tava falando? Dos mascotes. Dos mascotes. Ah, sim. E também como é que eles se associaram a marcas. Por exemplo, a gente tem um fofão aqui atrás. Mas ele era associado ao fofão? É, o biscoito do fofão. O lanche fofão. É um wafer, né? É. Nossa, não lembro. Dá uma na escola pública, pô. Verde metalizado era ruim pra caramba. Não, era complicado, bicho. Era o concorrente do Mirabel. Era difícil.
Mas o Fofão, falando em conspiração, o Fofão vai sofrer um ataque gigantesco. Você arrancava e tinha um punhal. Vamos testar aí agora. Era um punhal. Não, eu já abri. Já abriu? Ele está aberto aqui. Eu abri durante um programa. Tem um punhal, mas é de plástico. É que ele é o formato do punhal. Só para fixar a cabeça. Não dá para matar ninguém e eu tentei. Olha o Brasilino aí. Cara, que bichinho estranho, hein? Cara, o negócio desse à noite se movia. Não tem pegado meio Star Trek, não?
Uma mesma gás, esse olhão também, olha. É assim, a gola. Nossa, muito feio. Sobre essa coisa da distribuição que o Tiago falou, que é muito difícil às vezes chegar em alguns lugares, a Coca-Cola talvez seja a empresa que tem a distribuição mais forte no mundo. Ela está em qualquer barzinho nos confins do Brasil e tudo mais. E aí tem um anúncio da Volkswagen, do Fusca, nos anos 60 nos Estados Unidos, que é genial.
Tem o Fusca aqui e tem a garrafa da Coca do lado.
É anos 60. E aí o texto é assim, duas formas conhecidas no mundo todo. Aí tem o textão de apoio que fala assim, a garrafa da coca e o fusca passam batido na multidão hoje em dia porque são formas muito conhecidas. Elas estão por todos os lugares, né? Aí ele vai falando, o texto fala assim, olha, você pode andar de fusca da Tasmânia até Toledo, só que você não consegue andar de fusca no Polo Norte, a gente não vende lá, porque ela não tem a nossa autorizada. Só que a gente ouviu falar...
que tem caminhão da Coca lá no Polo Norte. Então a gente suspeita que só uma coisa vai mais longe que o Fusca, um caminhão da Coca. E nem era collab, nem existia isso na época. Era só para fazer a sacada publicitária. O anúncio da Volks, do Fusca, falando de Coca, só para brincar que o Fusca está em todo lugar. Menos no Polo Norte. Usou uma outra marca como referência, como a Volvo. Quando você pensa em segurança de automóvel, você pensa na Volvo.
Porque tem aquela história, e é verdadeira, que a Volvo inventou o cinto de segurança dos três pontos.
e ele não patenteou, foi algo super nobre ele não patenteou porque a segurança do motorista para ele estava em primeiro lugar, então todas as marcas usaram o cinto de segurança, a Volvo virou sinônimo disso aí a Subaru fez um comercial Subaru, a Volvo do Japão então assim, você usou outra marca como referência de proteção, no Japão nós somos a mais segura o SBT sempre se ancorava na Globo
Era o Olívio Washington Oliveira, que fez por muitos anos a campanha, genial, né? Que era liderança absoluta do segundo lugar. Eles tinham também, tinham uns anúncios, tipo, acabou os estaduais. Acabava meio que na mesma época, no passado, no mesmo dia. E aí tinha lá os times todos, sei lá, o Flamengo, o Atlético Mineiro, que foram vices. Aí fala assim, parabéns, a gente tá junto com vocês. Ah, é? Eu não lembrava disso.
Caramba, eu também não tô lembrando dessa não. Essa aí também não lembro não. Esse negócio de ser o underdog, de ser o segundo, tem uma campanha genial que é a seguinte. O cara que criou a campanha do Fusca, lá nos Estados Unidos, que fez esse anúncio da Coca, ele é tido como o cara que revolucionou a publicidade. Ele mudou a cara do formato, trouxe propagandas mais criativas.
E aí ele fez uma campanha para Avis, que era concorrente da Hertz. São duas locadoras de carros, né? Nos anos 60. E aí o slogan deles era, tipo, a gente tenta mais. We try harder. Assim, aluga com a gente, porque como a gente é o segundo lugar, a gente capricha mais nos detalhes. A gente limpa o cinzeiro do carro antes de te entregar.
A gente coloca a gasolina no tanque. Então, não aluga com a Hertz, não. Aluga com a Avis. Aí, no final, falava assim, até a fila é menor. Ou seja, usando essa coisa de ser o segundo, né? Cara, tá chegando Copa do Mundo. E aí, marcas em Copa do Mundo é uma festa generalizada. Eu vou lembrar.
dos craques da seleção de 98, os mini craques. Nossa, Coca-Cola. Lembra disso, Filhão? Lembro. Lembrar de coisas famosas também, dos joios da Coca-Cola. As mini garrafinhas. As mini garrafinhas que não podiam beber. E sempre tinha um louco que bebia. Bebia! Tinha veneno. Hoje em dia teriam vários react, né? Com certeza. E esses mini craques é uma parada muito curiosa, porque...
Vários ali não foram convocados, porque a Coca fez antes.
do momento, porque senão não daria tempo de produzir. Como alvo de figurinha, né? É, como alvo de figurinha. Então você tem ali o Sonny Anderson, por exemplo, que jamais pensou ir pra Copa de 98, que, enfim, não tava ali. Sonny Anderson? É, que me desculpa, Sonny nunca fez uma propaganda de Sonny Anderson. Era um jogador muito bom, jogou na França durante muito tempo e jogou no Barcelona. Era um bom jogador. E ele tava votado pra ir na seleção brasileira?
Jogou, chegou a jogar. Chegou a jogar, mas era uma competição tão obrigada, né? Nem sabia que vinha ali. Sim, ele nunca fez propaganda da Sonny.
Tem muitos outros ali que não foram para a Copa de 98. Você tem o ursinho da Coca-Cola para a Copa do Mundo. Agora, quando a gente pensa em pelúcia, e aí essa coisa dos mascotes é uma parada que nos remete a isso, você faz os bichinhos da Parmaras.
total cara, como fez sucesso mas com muitas infâncias Rodrigo é um, não sei se o Rodrigo é um olha que bizarro é muito feio olhando não era mais legal na nossa época? eu tinha uma lembrança que era muito mais legal também, é do demônio ali é o Edmundo é o Edmundo Tafarel
Os outros... O Rafael Rodrigo, o Mauro Silva e o Gonçalves. Cara, parece aqueles... Rodrigo? Parece aqueles... Rodrigo? Rodrigo, o Fabre. Falando sobre isso, sobre Copa... Porra, mas também assim, pegou um derrubado, né, ô, Romer? Cara, esse deve ser original, não, Romer? É de nada. É o Romer. Deixa eu vir, deixa eu vir. Não é culpa minha, né, cara? Não é possível, cara, que era tão feio. Em campanha publicitária em Copa, lembrei de uma bem bacana aqui, que é em 94, a Kaiser era a patrocinadora oficial da Copa. E aí tinha até o anúncio genial lá, que era o baixinho do Copo.
Deseja uma ótima Copa pro baixinho da Copa, que era o Romário, né? E aí o que que era? Quando você é o patrocinador oficial, o Igor sabe bem, só sua marca pode aparecer no estádio e tudo mais. E aí, na época, acho que era a Fischer América que fez a campanha, que é o Eduardo Fischer, e o Justus era sócio dele. E aí eles fizeram o quê? Lembra que a Brahma tinha o slogan número um? É.
Eles contrataram quase todos os jogadores da seleção pra fazerem o número 1 quando fizessem gol. Sem falar nada. Não falava marca nem nada. Tem a foto icônica lá da seleção vencedora, todo mundo com o número 1. Olha o poder disso. Mas tinha repetição também. Porque é isso. Tem que ter o apoio. O comercial falando. O comercial, o Ronaldo. Depois com o Ronaldo, mas começou com o Romário. Tinha até a música torcendo para a nossa seleção.
E várias mãozonas pra torcida Mas aí que tá uma das jogadas Marketing de emboscada Uma das jogadas foi essa Não foram todos os jogadores, mas foram seis jogadores Se não me engano, Raí, Romário Bebeto Zinho
talvez o Dunga, mais um. Não era toda a seleção, não. Porque era caríssimo isso daí também, né? Hoje seria quase inviável, né? Não, completamente inviável. Só que tem uma gerada que era o seguinte, ele distribuía pra torcida. E dentro da torcida também tinham as pessoas que levantavam o dedo quando a câmera apontava. Então tá o Galvão Bueno aqui, gente, agora ligando direto, todo mundo levantando o número um. E aí, ao mesmo tempo, o jogador fazia o gol.
levantava o número 1, obrigatoriamente. E a propaganda, também número 1. Isso daí, a gente não lembra qual era a cerveja em 94. Mas todo mundo lembra da Brahma do número 1. Isso é um baita do marketing de emboscada. Sim.
E também uma estratégia que foi repetida em várias outras ocasiões. Hoje em dia, a FIFA puniria esse tipo de... Hoje não dá. Lembra da cueca do Neymar? Sim, sim. O Neymar jogava com um short meio baixinho, mostrando ali. Acho que era da Luka. Blumen, Blumen, ótimo. Não, apareceu uma vez, as vendas da Blumen dispararam. Mas numa Copa não poderia, mas as marcas ainda fazem muito isso. Lembra do Pelé, da história do Pelé?
Conta aí pro Velho. É uma história. Agora é na época da Copa, então vai bombar. Pelé, não sei se vocês sabem, mas Adidas e Puma eram dois irmãos, irmãos da Ágila, se odiavam e brigaram, não se falavam e um atravessou um rio e fundou a Puma. Então assim, era Adidas e Puma e se odiavam. Os dois alemães.
começo dos anos 70. A cidade era dividida. A cidade era dividida. A cidade era dividida. Era o Rio mesmo. Não é mentira não. Era o Rio. Tanto que agora em 2006 fizeram uma pelada da Puma versus Adidas, meio que a pelada da Paz. Fizeram com os funcionários. Então assim, e eles, tipo assim, marketing esportivo tava surgindo ainda.
Então ainda tinha muito isso, estava começando, nessa época se eu te desse um tênis, você como atleta, você usava de graça, eu estou ganhando, que as pessoas ainda não tinham noção da importância da marca, de alguém vencedor estar usando a marca. E no futebol isso chegou um pouco mais cedo, Copa do Mundo, o Pelé disse que estava no vestiário e vi o Jaisinho, porra, ganhei não sei quantos mil para usar Adidas, o outro recebi não sei quantos mil para usar Puma, para usar, acho que era Mitre também, tinham várias marcas e o Pelé assim, porra.
porra, ninguém vê em mim, cara. Não é possível, eu sou o maior jogador do mundo e nenhuma marca me quer. Assim, na verdade, a Adidas e a Puma, os irmãos tinham feito um acordo assim, olha, se a gente for brigar pelo Pelé, a gente vai falir. É. Porque ele é o maior jogador do mundo, eu vou oferecer muito, você vai oferecer muito, a gente vai falir. Então vamos fazer um acordo de cavaleiros? A gente não vai no Pelé.
Pode ir em todos os jogadores, menos no Pelé. E ninguém foi no Pelé, de fato. Menos a Puma na final da Copa do Mundo. Então, na final da Copa do Mundo, a Puma chegou por fora, deu um dinheiro pro Pelé e falou, olha, tá aqui. Você usa a Puma, mas tem uma coisa. Quando o juiz for apitar o início do jogo, você tem que amarrar seu cadarço. Que todas as câmeras do mundo vão estar focadas em você e você amarrando o cadarço. Então, naquele momento, o mundo inteiro olhou o Pelé amarrando uma chuteira a Puma.
Dizem que o Dazler quase fartou vendo aquilo. A Puma fala, foda-se, é o pé levo, bora. Não tem preço um marketing desse. E tem uma história rápida, complementando, que o Tostão conta.
Que o Pelé usou a chuteira da Adidas, pintou pra parecer da Puma, não foi? Não sei se é verdade, mas dizem que é. E é algo até muito comum, tá? Então, assim, é... Os caras preferem uma chuteira. Hoje em dia, menos que hoje em dia, as chuteiras são muito coloridas, mas na época que era preta, acontecia muito isso. E a imagem da câmera não tinha qualidade? Não era como é hoje. Então, acontecia muito. A Adidas até, né? Introduziu ali, não sei se foi a Adidas, mas numa Copa do Mundo foi, a bola com gomo preto e branco.
que foi devido às câmeras de TV que filmavam em preto e branco. Então facilitava a visualização. Em 70, ali ainda tinha muita TV preta e branco. Então foi por causa disso. 8.2 e 8.6 é, para mim, um grande exemplo da utilização de marca em lugar onde ninguém esperava. Que é no logo. Escudo do Brasil. No escudo do Brasil.
Cara, o escudo do Brasil em 82, 86 vem com raminho de café. Sério? Porque ali havia uma relação comercial da Associação Brasileira de Indústrias de Café. Não podia botar a propaganda.
Então, o que eles acharam como um refúgio para a proibição? Colocar o ramo de café. Deu um azar danado. Que era um símbolo do Brasil, né? Que era um símbolo do Brasil, que era uma potência imagética do Brasil no exterior. E aquilo vai nos levar a ter o raminho.
no nosso escudo em 82 e 86, aí depois em 90 eu amo futebol, agora tem uma série que eu vou fazer só de Copa do Mundo, só com essas curiosidades mas essa de 82, se vocês olharem aquele esquadrão brasileiro no campo, as placas de publicidade tem uma bandeira do Brasil sempre, repara só entre os patrocinadores tem uma bandeira do Brasil aleatória, porque a indústria do café patrocinando, e tem café do Brasil uma bandeira do Brasil, e na seleção fazendo isso, na verdade foi uma cagada geral botaram a Júlia Rime que foi roubada também como...
Dentro do escudo, botaram o ramo de café, se eu não me engano, só muda para a Copa de 90, né? É, só vai mudar para a Copa de 90. E você pegar, por exemplo, a marca utilizada dentro do uniforme, você tem a fábrica Bangu. O time Bangu, ele vai ser intrínseco ao surgimento, crescimento da fábrica Bangu.
E a Faruca Bangu foi importante pra moda, enfim, vai marcar a Zona Oeste, vai marcar o Rio de Janeiro, enfim. E você tem o escudo do clube. É o logotipo. É o logotipo da fábrica. Ninguém podia falar, olha, isso aqui você tá fazendo propaganda. Não, não, peraí. A gente tá falando de uma ação que é... Antes de ter Red Bull Bragantino, né? Muito antes de ter Red Bull Bragantino. Então...
A Renner é um bom exemplo. No Rio Grande do Sul, existia o time Renner, que era da Renner. Se eu não me engano, chegou a ser campeão gaúcho. Alguém pode confirmar, mas ele já não existe mais. Então, assim, não é a Volkswagen, é dona do Wolfsburg. Também, o Bayer Leverkusen é da Bayer.
Então, não é algo novo. A PSV é da Philips. Então, eram marcas que criavam uns clubes, na verdade, meio ali como modo de lazer para os funcionários. Hoje, disso tem um valor imenso. Hoje, você não consegue dar um nome para um time. É difícil. Então, assim, você pegar. Mas você já nasceu com aquilo, né? Antes desse marketing esportivo. Dentro dessa história aí do marketing na camisa, lembrei daquela história muito boa, que é da Coca-Cola, né?
A Coca-Cola foi patrocinar o Grêmio, só que o Grêmio, obviamente, não queria o vermelho na camisa dele. Então, a Coca-Cola na camisa do Grêmio é fundo preto com a letra branca. E aconteceu a mesma coisa com o Boca Juniors na Argentina. Como o rival é o River Plate, que é vermelho, o logo da Coca na camisa do Boca é fundo preto com letra branca também. O Botafogo também. E tem o Lúcio também do...
Da festa do boi no Amazonas, né? É, em Parintins. Parintins, que um é vermelho e o outro é... Azul. Azul. É o garantido e o caprichoso. Foi a Pepsi ou foi a Coca que patrocinou? Tem a história da lata da Coca Azul lá. É, então. Por causa da... Que é o único lugar, né? Por causa dos dois lados e tal. Então é isso daí que é isso. E aí tem, por exemplo, a Azul. A Azul pintou o logo dela de vermelho. Mesmo se chamando Azul.
Por causa do festival. O Bradesco ficou azul também lá. Americanas também. Tem que ter o azul e o vermelho. Cássio me levaram pra luz pra caramba. Você sabe que a Windows teve uma cerveja no Japão, né? A Windows 95 teve uma cerveja. A Windows... O programa de computador? É. Ah! Tem aí. Lá foi eu falar. Cerveja Windows 95. Romero! Uma parceria com a Sapporo.
se não me engano, mas sai a cerveja Windows 95 para poder popularizar aquele que seria o super conhecido programa. Isso é Brand Sense, né? Você está usando sentido ligando a marca a um sentido que a pessoa não espera que seja impactado, né? E me lembrou porque a latinha era azul, né? Então você tinha ali o sistema operacional.
Você tinha um sistema operacional na latinha, cara. Fiz uma cerveja granada também. Que era isso, lançar uma linha de barbearia. Então a gente botou ingredientes que tinham na linha de barbearia dentro da cerveja. Então isso gerava curiosidade. Então tinha também. Então é...
sorvete também, né? Sorvete também, agora, atual. Então a gente tem sorvete, então é uma estratégia de Brand Sense, você usar outros sentidos, sorvete granado, sorvete granado, isso gera uma curiosidade, pô, sorvete com gosto de perfume, então a pessoa foi e vai e experimenta, então é uma boa estratégia. Olha aí, caraca! Microsoft Windows 95. A cerveja que trava. É, te trava.
Não tem aquela expressão? Tô travado? Tô travado, é. Antigamente quando tava travado, eu imaginei o barulhinho que faz quando você abre isso daí, aquele barulhinho. Tão!
Cara, que aleatório isso, velho. Esse negócio do barulhinho, tem uma campanha da Coca, que é um zoom gigantesco, assim, um closezão na latinha, você com o dedo, tipo, abrindo e fala assim, tente não ouvir esse som. Tipo assim, você ouve na hora, né? E tem aí o close também no copo aqui, sabe? Com o gászinho pulando aqui. Aí tente não ouvir esse som.
que é Brand Sense total, né? Isso aí, Brand Sense. Quando as marcas usam os sentidos para poder... O sentido ligado ao gelo caindo. Na verdade, a coca... Pô, é incrível, né? A gente roda, roda, cai na coca. É verdade. Ela tem um manual... Essa frase aí é perigosa, né? É. Pô, é verdade. A gente roda, roda, roda e cai na coca, né? Pois é, não. Quem está ouvindo agora... É!
inclusive tem um comercial fake incluindo o Pablo Escobar não era isso que você ia falar? eu vou contar isso e você conta isso tem o Maradona e tem assim faça como eu, largue a coca e aí era patrocínio da Pepsi mas é fake como é que é o Pablo Escobar?
Não, é brincadeira. Não, não tem. É que tem o da Antártica também, né? Tipo, o cara no meio da Amazônia mostrando. Aqui eu vou mostrar a maior fazenda de Guaraná. Agora pede pra Coca mostrar a fazenda dela. Ah, isso é clássico. E eles fazem, eles têm uma estratégia. O Conar é óbvio que pede pra tirar essa propaganda, né? Conar, só pra quem não sabe, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. Isso aí.
E eles lançam sempre no final de semana, porque ninguém está trabalhando, então não tem como suspender a propaganda. Nisso a propaganda roda no final de semana, na segunda é derrubada. Tem um detalhe sobre o Conar, que o Tiago também deve saber dessa história. O Conar é o seguinte, tem lá Globo, né? Antigamente a gente tinha poucos veículos, alguns jornais, algumas revistas, e algumas... Impresso e TV. Então as agências de publicidade veiculavam um comercial, e se alguém quisesse reclamar que a propaganda...
Sei lá, feria algum valor, ou era mentirosa e tal, reclamava no Conar, certo? Mas o Conar que suspende. A galera pensa que o Conar é um órgão do governo, e não é. É autorregulamentação. O mercado criou o Conar, mas por quê? Na época da ditadura, eles censuravam de tudo, e o mercado publicitário se antecipou e falou, a gente vai criar um conselho para que nós mesmos nos censuremos para evitar que eles venham mexendo nos nossos comerciais.
Então foi uma forma de se proteger da ditadura, né? A publicidade se proteger da ditadura. Mas mesmo assim se assurava. Só tinha mais uma etapa. Inclusive tem um comercial clássico do Oliveto, que era da João Tex, de camisinha, e não podia falar de sexo na TV nessa época e tal. E aí não dava pra mostrar camisinha. E aí ele coloca uma moça colocando uma meia calça no pé. Aí é um comercial super poético.
Tipo o meu primeiro sutiã. E era uma metáfora. Ela colocando a meia, a mulher colocando o preservativo no pênis do cara e tudo mais. Ô, Romer, a gente vai continuar aqui, mas eu quero saber dúvidas do pessoal em relação ao que a gente já falou. Vamos lá. O João Pedro, ele está perguntando aqui.
Como é que eu sei que um gosto meu realmente é meu ou se foi plantado por alguma marca sem o perceber? Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Isso é muito bom. Lembram disso, cara? Sim, essa daí é clássica, né? Nossa, pergunta difícil, hein? Posso tentar levar para um caminho assim? Claro. João, o nome dele?
João, querendo ou não, nós somos impactados pelas mais diferentes mensagens. Inclusive, quando você observa esse espaço, você tem aqui o biscoito, o bolacha. Surreal. Você tem a camisa, a camiseta do Vilela. A jujuba.
Você tem a jujuba, quando você está atravessando a rua, você é impactado, você está na rede social, seja ela qual for, você é impactado, ou seja, isso tudo é uma mistura que vai te impulsionar a querer experimentar algo, ou até uma repulsa, caso o conteúdo seja ruim, quando você recebe uma crítica negativa de alguém que você tem uma confiança, então não adianta, meu velho, a gente vai ser impactado a todo instante e vale para nós...
Um cuidado da gente gostar ou não gostar. Da gente seguir ou não seguir. Na verdade, se você está consumindo, você está gostando. Ninguém aqui é... Mas tem um case muito bom que responde bem. É inconsciente. É inconsciente. E que é sobre inconsciente. A Pepsi estava muito forte nos Estados Unidos nos anos 80. Os jovens preferiam a Pepsi. Sim.
O Michael Jackson era o garoto propaganda. E a Coca falou, pô, a Pepsi está crescendo demais, a gente tem que fazer algo. E aí eles falaram, vamos mexer na nossa fórmula, porque a Pepsi tem um sabor mais adocicado e parece que os jovens estão gostando mais. E eles fizeram um teste cego com milhares de pessoas. E a nova fórmula da Coca arrebentava. É melhor do que a Coca, é melhor do que a Pepsi. E aí a Coca lançou a New Coke e foi um mega fracasso.
Eu lembro. Então assim, as pessoas gostaram do gosto quando era teste cego. Mas aí tinha o poder da marca.
A nostalgia e o sabor relacionado ao sentimento de Coca-Cola. A Coca não levou em consideração. Então acho que tem a ver com isso. A Coca não levou em consideração. É um gosto que o cara sentiu, mas não gostou, porque disseram que era uma nova forma. A própria Coca não levou em consideração a força da marca dela. E isso aí foi, na verdade, uma retaliação ao desafio Pepsi, né? Que era isso, um teste cego. E as pessoas preferiram Pepsi, inclusive dentro da Coca, dizem, né?
Que as pessoas preferiram Pepsi. E é isso, a Pepsi estava... Essa disparidade Pepsi-Coca no Brasil é maior. Lá nos Estados Unidos não é tão grande, né? E nessa época, sim, a Pepsi chegou a...
curiosamente, deve ter, sei lá, no ano passado, a Pepsi deixou de ser o segundo refrigerante mais vendido nos Estados Unidos, né? Que agora é Dr. Pepper. Dr. Pepper. Grande João, boa pergunta. O café com o meu pão... Ufa, ufa. Nossa. Ele mandou aqui, ó. Olhando historicamente, a gente tá mais manipulado hoje ou sempre foi assim e só mudou a forma? Eu acho que hoje. Eu acho que hoje, porque hoje tem mais formas de a gente ser impactado pela informação. Tem, inclusive...
comercial da JQT, né? Subliminar. Que é parecido com o da Coca-Cola ali do cinema, só é atualizado pra outra forma de mídia, mas acho que hoje. Hoje a gente é influenciado muito mais pelas celebridades, a gente falou do Gerson, mas você tinha que assistir TV pra ser impactado. Hoje em dia você tá com o celular o tempo inteiro na mão. Assim, é canhão de informação a todo momento. Então, sem dúvida, hoje. Mas eu acho que as marcas tinham mais força, as grandes marcas tinham mais força no passado. Porque, tipo assim, um comercial e ao...
Chegava no Brasil inteiro e todo mundo sabia daquele comercial. Hoje em dia é muito difícil fazer algo icônico, né? Porque você tinha menos canais de divulgação também. E a Globo era um canhão. A Globo era um canhão. Não vai ser uma questão que nos diferencia, na minha concepção. Antes você tinha pouquíssimo poder de resposta e hoje você tem. Então quando você vê uma distorção enorme...
em uma determinada venda, você tem uma resposta, inclusive, do próprio público consumidor. Ou daqueles que, porventura, não irão consumir e irão criticar a marca. Então, hoje, um absurdo gigantesco, ele é repudiado automaticamente por uma grande comunidade. Inclusive, em possibilidade em determinadas plataformas, em botar um dado extra, falar isso aqui não é verdade, isso daqui está sendo inventado.
existe uma resposta grande hoje. Eu até, do aula de brand, eu sempre reforço, toda marca erra. Toda marca erra, gente. Nenhuma marca é 100% correta o tempo inteiro. Em algum momento ela vai dar um escorregão. A gente está falando de valor, de marca. É isso. O valor que você constrói na sua marca vai dizer o quanto você consegue superar aquele momento. E hoje em dia...
deu uma vacilada, você cai na internet, parece coisa de velho falar isso, mas rapidamente viraliza, para o bem ou para o mal também. Exatamente. Às vezes já aconteceu com a gente, um sabonete de enxofre que existe há 100 anos, do nada ele passou a vender 10 vezes mais, gente, o que houve? Um influenciador resolveu falar dele que ele era bom, produto de 100 anos. Ele aumentou, na verdade foram 14, ele vendia 100 mil mesmo, passou a vender 1 milhão e 400 mil, porque um influenciador que não foi pago...
Resolveu falar bem dele. Então, assim, para o bem, também tem gente que fala para o mal e acontece o inverso. Tem casos recentes, por exemplo, com aquilo que aconteceu com a Tânia e Bulhões, né?
Uma marca muito conceituada e alguém foi para a Tailândia e viu uma coisa que era parecida com ela. E aí ela teve um problema de imagem super difícil. Hoje em dia é muito difícil controlar os danos, né? Sim. Quando acontece algo de ruim com uma marca, né? Porque se espalha muito rapidamente. E nós somos marcas também, é importante lembrar disso. Ela quando está aqui está representando uma turma gigantesca. Um vacilo dele gera um problema.
É isso aí. Pergunta da Ana Morena. Ela está perguntando o seguinte. Quando vocês falaram de depilação feminina, isso me pegou muito. Quantas regras sociais que a gente segue hoje nasceram somente para vender produto? Cara, que coisa. Dá para pensar, né? Pergunta capciosa. Tem um caso que... Acho que foi o último que eu trouxe em imagem. Se você puder colocar do Listerine, Romer. Se você ainda está em tempo disso. É excelente. Excelente pergunta, Ana Maria.
Ana Morena. Ana Morena. Ana, excelente pergunta, porque isso você vai trazer realmente um universo de imposição ao que as mulheres podiam ou não podiam. Isso daí acarretava em venda de produtos que eram amplamente debatidos como venda em revistas voltadas ao público feminino. Então tinha a revista das moças.
As revistas onde indicavam as melhores saídas para que você fosse melhor dona de casa, para que você fosse melhor esposa, para que você tivesse ali uma melhor atuação junto aos seus filhos, junto à sua religiosidade, em especial naquele período da igreja católica. Então, sim, você tem razão. Muitos produtos vão nascer nesse bojo.
para poder vender e se encaixar mais dentro daquele padrão que era estabelecido até metade do século XX. Eu acho que a pergunta dela é até, no geral, da população. Eu acho que é até difícil a gente quantificar, não tem como. Ah, não. O caso do licerino que eu trouxe como exemplo é o seguinte. Ele era antisséptico cirúrgico.
Era pra matar os germes durante a cirurgia. E aí eles falaram, o Gostel falou, a Gillette já tinha alcançado o limite ali com os homens, falou, vamos atrás das mulheres. O Vecelinho falou, como é que a gente vende pra mais gente? Vamos colocar na cabeça das pessoas que o mau alho tem um problema. As pessoas não...
pelo que eu estudei, não refletiu sobre isso. Não era um mal que se falava. E aí o Listerine veio, olha lá. A halitose faz você se tornar impopular. Aí olha lá, o cara com uma namorada e a outra sozinha no canto, porque muito provavelmente tinha bafo. De novo a exclusão, né? Passa mais uma, por favor. De novo a exclusão social. Exatamente. E aí, eu acho que nessa época, as pessoas eram mais facilmente manipuladas nesse sentido, assim, de falar, eu tenho que comprar.
Olha lá, ela sempre é uma bridesmaid, sempre é uma dama de honra, mas nunca é noiva.
E no outro, ó, ele não vai te ligar, porque você tem... É bafuda. E aí, ali, ó...
quatro vezes melhor do que a pasta de dente. Então, tipo assim, criaram o hábito de escovar os dentes primeiro. Aí outra marca falou, não, só a pasta de dente já não é mais suficiente, você tem que usar Listerine. Hoje em dia eu nem sei se você poderia fazer uma publicidade dessa, falando que é mais suficiente escovar o dente. Se você não puder provar. Se você não puder provar. E ele criou a alitose, que não existia a alitose.
Ele deu meio que um termo quase médico. Alitose. Então isso também passa mais... É um afirmativo, né? Tipo assim, olha, você tem a alitose.
Você nem existe a litose, nem existia, mas ele trouxe um termo médico pra isso. Esse negócio de não poder usar esse claim aí que você falou, esse argumento de que é o melhor, já foi pra parar na justiça, né? O Madeiro usa the best burger in the world. Aí o Burger King entrou na justiça pra falar que você tem que provar que eles são melhores hambúrgueres do mundo. E aí o caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça. E aí? E aí o...
Se fosse não tem... Quantas é a melhor pizza da cidade? E aí ele entendeu que é uma expressão que as pessoas entendem que ela não é.
enfática e, sabe, baseada num fato. E aí tudo bem. Liberou usar. Aí a galera no comentário do post que eu falei sobre isso falou, imagina o ministro do STJ.
Morde um madeiro, morde um buraquinho. Deixa eu ver se é melhor mesmo. Só não pode dar para o presidente do McDonald's, senão definitivamente não vai defender a sua própria marca. Só para contextualizar, vocês meio que responderam a pergunta que o Vidal mandou, que é o seguinte, essa mudança de hábito de escovar o dente ou passar perfume, se foi imposto pelas propagandas publicitárias ou se realmente houve uma evolução da sociedade?
Acho que foi isso, né? Acho que ambos, né? Também. Acho que ambos. Com certeza. Passar perfume, você sabe de alguma coisa? Não, usar perfume é muito antigo. É muito antigo. Alguns dizem que, talvez você como historiador possa falar, que são os egípcios. É, o uso de... Mas não foi uma marca, né? Não foi uma marca. O hábito, né? Não. E vai atravessando e perfume vai se tornar um símbolo de elegância. A gente vai ter, dentro do universo francês, a utilização do perfume. Imposição é uma palavra forte. Qual o nome dele?
Vidal. Vidal, é uma palavra forte na minha concepção. As marcas vão indicar, elas vão trazer necessidades, elas vão... Persuadir. Persuadir. Impor é quando você é obrigado a consumir. Coma essa jujuba agora. Compre batom.
a partir da perspectiva... Seu proibido, né? Ele mereceu. E foi, evidentemente, repudiado. Agora, as marcas, ainda mais hoje com uma proteção gigantesca e que tem que ser a si mesmo aos consumidores, as marcas tendem a indicar caminhos.
Se a pessoa vai seguir ou não, se a pessoa quiser seguir por outro caminho, ela não vai ser obrigada, não vai ser uma imposição, ela vai ser indicada. Só reforçando o que o Vilela falou, em 2016, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que a publicidade dirigida diretamente para a criança é abusiva, então não pode hoje em dia.
Por isso que, por exemplo, a TV Globinho acabou. Não dá para ter comercial de produto para criança, a Globo precisa faturar, tira da grade. Isso daí é um outro rolê, né? Você tem um trabalho especial para poder proteger, isso está no estatuto, inclusive, da criança e do adolescente, para proteger...
a chegada das marcas até as crianças. É diferente, por exemplo, de um adulto como o nosso querido Vidal, que deve estar agora com seus 25 anos aí nas costas, estou aqui chutando, é diferente esse tipo de consumo. Eu costumo falar que, assim, se você entra com um bebê de colo numa farmácia para comprar um produto, para comprar shampoo granado bebê para ele...
O pai que decide a compra. Então, assim, o pai é o shopper, ele tem o poder de decisão de compra. No momento que você está falando com uma criança de 3, 4, 5 anos, você já vai para o ponto de venda e fala, eu quero esse, porque eu vi na TV. Então, assim, a criança já passa a ser o decisor de compra, ele não é só o consumidor, ele decide a compra, talvez por isso.
E no Chile, a legislação dessa voltada para evitar que as crianças queiram comprar, a legislação é muito dura. Eles proibiram os mascotes lá. O Tony, o tigre dos sucrilhos, foi banido lá das embalagens. O bigodudo da Pringles não está na embalagem. O Chester Chita dos Chitos foi tirado da embalagem. São super sem graça. São super sem graça, exatamente.
Tem uma pergunta aqui da Carla Muniz. Ela está perguntando se hoje, com os memes e TikTok, se vocês perderam o controle ou ganharam mais poder ainda sobre o que viraliza.
Acho que você pode falar sobre esse caso aí do enxofre. É, do enxofre foi um caso que eu falei que viralizou, mas assim, acho que a gente não tem controle sobre o que viraliza não, senão qualquer marca ia querer que tudo viralizasse, uma marca com grande orçamento ia pagar mais gente para viralizar. Eu acho que a viralização é reflexo da sua marca presente ali, de um bom produto presente no dia a dia.
Se eu coloco o meu produto na mão de mais pessoas, criando conteúdo ou não, experimentando as chances, hoje em dia, do Renan pegar meu produto e falar, olha, esse produto é excelente, é maior. Então, assim, eu tenho mais formas disso. Mas não existe esse controle, não tem como, senão todo mundo ia querer viralizar tudo. Então, assim, não existe uma fórmula de bolo de viralização. O Tiago aí é membro lá do TikTok Academy and Conserve.
Pode falar, Tiago, não existe uma fórmula. Eu tenho uma relação muito forte, tanto com a turma do TikTok, como com a turma da Meta, enfim, do Quai, que também é importante lembrar. Não existe uma fórmula para você viralizar. Ela está aqui. É um sucesso absoluto no YouTube. Se existe uma fórmula... Deve ter cortes que você não imagina que viraliza e viraliza. Claro que não. E ao contrário. Tem cortes que você garante que aquilo ali vai na sua concepção e não vai. Eu tenho no Instagram um milhão e novecentos mil seguidores.
conteúdos que eu tenho certeza. Filhela, aposto o que você quiser e não vai. E tem aqueles que, e lamento, resiliência a todo instante. Então, você também trabalha com outro sabor, que é um sabor duríssimo, que é um sabor amargo, que é se você tem algum vacilo em algum produto seu, alguma gôndola sua, se você tem algum tipo de desafio num ponto de venda, se algum atendente seu...
por uma aventura foi mal treinado, aquilo também pode gerar uma repercussão negativa que impacte num gasto depois pra você recuperar a marca gigantesco. Então a gente só pensa muitas das vezes naquilo que é positivo. Mas tem o outro lado da moeda, peguei a expressão antiga do caramba, do outro lado da moeda, existiu já moeda na vida, tá gente? É, do outro lado da moeda que é, cara...
Aquilo pode ser um tiro no pé e você pode derreter. Inclusive as marcas invadiram esse terreno aí. Tem já jogos atualmente aí que a virada da moeda é patrocinada. Você já viu? Sim, sim. Campeonato Paulista. Você escolheu se quer fritadeira ou quer geladeira, airfryer. É muito estranho. E isso da viralização também tem uma questão. É muita gente com voz, às vezes viraliza um conteúdo que não é verdadeiro sobre sua marca e você não tem controle.
Então assim, pro bem e pro mal É muito complicado Mas você não tem forma e até pra se defender Não tem como você se defender Romero, agora tem uma pergunta de Renan Souza Para Rogério Vilela Havaiana de pau Um dos grandes virais do início da internet brasileira E aí eu vi Lá nos vídeos vocês colocam a Havaiana sem o H
Foi uma preocupação na época de ter algo com a marca? Claro, com certeza. E chegou a ter alguma coisa? Porque para a marca é ruim. É tido como produto para bater. Não pode, porque imagina, a primeira criança que apanhasse com uma havaiana, acabou. Ia ser. Mas procuraram pelo menos para tirar, doar? Não, nunca. Nunca? É como se não existisse.
E o formato era diferente também para não fazer alguma associação? Quadrado ali. Ah, não, isso... O desenho era bem diferente. A preocupação não foi isso. Mas porque era madeira, então era uma tábua mais tusca. Mas não escrever igual foi uma preocupação mesmo. Outra pergunta. Eu também ouvi um dos podcasts mais recentes que você falou que...
Você começou a perder o tesão pelo desenho porque tinha muita refação, você fazia muito desenho pra publicidade, né? Eram storyboards? Storyboards, animatic, animação, tudo. Era um volume muito grande, layout, muita coisa. E hoje em dia pra você ver como mudou a profissão, né? Com IA aí, com os apps que existem, com uma coisa... Última curiosidade aqui. Você desenhou X-Men, certo? Sim. E aí o estado da Flórida...
Também é um grande produtor de laranja. E aí ele tentando roubar um pouco do protagonismo no Brasil, ele criou uma série da Marvel de revistinhas com os personagens...
Usando laranja, um negócio assim. Tipo pra popularizar a laranja americana. Um negócio assim. Tipo Popeye com espinafre? Eu não sei, eu não li não, mas eu sei que eles usaram os personagens da Marvel. Não, que era tipo assim, tome laranja, faz bem pra saúde. Então, tipo Popeye com espinafre. Vou te mandar depois. Só que era indústria do espinafre, nesse caso. Pode crer.
Fale, Romer. Tem pergunta aqui do Dudu Criativo. Ele está perguntando o seguinte. Existe limite ético na publicidade ou no final tudo vira? Se vendeu, está valendo. Não existe limite ético. Claro que existe. Muitos. Inclusive legais, né? Legais também. Legais e também acho que de valores de cada marca também.
Por exemplo, a propaganda subliminar é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Sim. Você não pode... As pessoas têm que saber que se trata de um... Inclusive, rola muito isso na internet com os influenciadores, né? O Conar diz, a lei diz, que a publicidade tem que ser declarada como tal. O influenciador não pode comer a juju e falar Nossa, a gente comprei, isso aqui é uma delícia. Comprem também, porque eu gostei. Se ela estiver sendo paga para isso, ela tem que falar. Eu estou fazendo publicidade. Porque isso afeta o poder de...
Percepção. É, a credibilidade da informação se perde um pouco. Se você está sendo pago, será que realmente é gostoso? Ou você falou só por causa disso? Isso que você está falando de credibilidade tem muito a ver também com viralização. Lá na Granado, eu nunca viralizei um conteúdo pago. Sempre é orgânico. Então você, de fato, falar... Aí você está falando você. Eu adoro essa jujuba.
É diferente. Então, assim, geralmente são os conteúdos que viralizam. Por isso que eu digo, é seu produto na mão de mais gente, possibilidade de viralizar, mais gente falando sobre ele. Mas, assim, é muito difícil você pagar alguém para viralizar. Pagar o Renan para falar bem do meu produto e ele viralizar. Isso é muito difícil. Sabe quem faz isso muito bem?
Porta dos Fundos. Eles fazem vídeos de comédia patrocinados, mas geniais, assim. Com cara de conteúdo e de forma orgânica. Escolheto. Escolheto é um case. Da Gol fizeram. Fizeram agora da Skol também. Eles são muito bons nisso. Romer, tem mais perguntas aí? Aqui foi. Então, senhores, ó.
Eu acho, não sei, vou jogar uma ideia para vocês aí. Acho que mereceria um programa semanal sobre esse assunto aí. Eu gostaria da ideia. Conversar com vocês. Programinha, a gente está tendo vários programas na nossa grade aí, que a gente está virando uma televisão. Dá para fazer um programa semanal só com essas curiosidades aí. Mas para finalizar, acho que cada um pode colocar uma marca ou alguma coisa que ficou na cabeça de vocês e por quê.
E agradecer a todos vocês. Claro, deixem redes sociais e tudo mais. Essa é a hora.
Ah, eu já falei no início, tem um logo do McDonald's, não tenho como falar outra marca. É mesmo, McDonald's? Me marcou por causa dessa história que você falou. A gente, na cidade que eu morava, tinha dois McDonald's. E ir ao McDonald's era um evento. Então a gente se arrumava e eu ficava ansiando por aquele momento. Então as lembranças que eu tenho de chegar vendo aquele letreiro gigante, aquele M amarelo, era, pô, que massa. E aí a lembrança é a família reunida. E por isso eu decidi...
registrar a marca aqui, porque isso é o poder da marca, é o que ela me faz sentir. Não é só o sabor do hambúrguer. Então eu fico aí com o Mac. E me sigam lá para saber curiosidade sobre marca diariamente. Renan Souza Branding. Branding é Branding. Souza conhece. Renan Souza conhece. Souza conhece.
Bem, pra mim, Coca-Cola, que eu amo Coca-Cola. Granado, que é a marca que eu trabalho. Tomar e a marca é tudo. Tomar a marca, amo as duas coisas, são muito bem feitas. E a Granado, que a marca até que me proporcionou, tá aqui onde eu aprendi muito sobre publicidade. Bem, me sigam no arroba igucoh, H-I-G-O, underline. A gente vai deixar um comentário fixado com a rede de todo mundo. Boa.
Igor, Underline Marketing. É isso, foi um prazer, galera, trocar esse papo com você. Cara, eu acho que Mesbla. Eu acho que lembra a infância, lembra... Qual que era a música ou o slogan? Você tinha aquela, o letreiro vermelho. É que em São Paulo o Mapping era mais forte, né? O Mapping era fortíssimo aqui, porque o Mapping...
ficava perto do teatro. Quando eu tava em São Paulo, quando eu tava em São Paulo, com a minha família, aqui... Você saía da estação, tinha um Mapping. Mapping e Mesbla são duas lembranças. A grande rivalidade era o melhor Natal do mundo e o maior Natal do mundo. Americanas e Mesbla. Era a grande rivalidade. Então, assim, eu acho que... Vamos botar as duas no bolso, porque quando eu tava no Rio eu era Mesbla e quando eu tava em São Paulo eu era Mapping.
E viver esses dois mundos mágicos da infância, com lojas vendendo de tudo, de bala até helicóptero. Porque tivemos jumbo e elétrico e depois jumbo elétrico. Jumbo elétrico que depois vai se tornar supermercado extra. Acho que sim. É mesmo? É, o extra.
a música era essa Carrefour ou Carrefour manda aí seus arroba, tá na história sou um historiador que vai atrás dessa nossa trajetória, da nossa gente onde aconteceram os fatos é isso, tomara que eu conte com a sua parceria, e obrigado Vilela mais uma vez, obrigado também valeu Gabi
doutores e doutoras aqui, tem uma turma gigantesca obrigado pelo convite, tamo junto enfim, desculpa tanto tempo que isso, é quase 3 horas aí de papo e passou rapidão né Homer, falando sobre história, sobre várias coisas, espero que você tenha gostado e se gostou, demonstre como Homer
Bom, já começa aí deixando o seu like, né? Se você chegou até o final desse vídeo e não deixou o seu like, tá panguando. Então já deixa o seu like, se inscreva no canal, torne-se membro, compartilha também esse vídeo com toda a sua patotinha, fechou? Exato, agradecer demais ao G4, tem link na descrição, QR Code na tela, certo? É isso aí. E como que o pessoal prova que chegou até o final desse programa? Pra provar que você chegou até o final desse programa com uma marca Gillette da Galisteu.
Escreva o Gilete e o Galistão nos comentários. Prove que chegou até o final. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau.
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