1796 - GABI LOPES
GABI LOPES é atriz, escritora e empresária. Ela vai bater um papo sobre sua carreira como atriz e empresária de sucesso, desde a infância até conquistar o mundo. O Vilela já tentou conquistar o mundo quando trabalhou nas caravelas de Cristóvão Colombo.
- Carreira de Gabi LopesInício na atuação · Experiência em Malhação · Mudança para os Estados Unidos · Desafios em Hollywood · Produção de filmes
- Experiências de vida e superaçãoDesafios pessoais · Experiências com espiritualidade · Impacto da pandemia
- O Papel da Fé e EspiritualidadeReencarnação · Experiências com Ayahuasca · Conexão com o universo
Olá, terráqueos! Como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Eu sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais glamurosa, brilhante, como a capa do celular dela. Aqui, olha aqui. Do que a minha e do que a sua. Olha isso. Coisa linda, né, cara? Olha comigo, olha.
Eu só não compro uma igual que eu tenho um motopobre e não vai combinar comigo. Um motopobre? Um motopobre. Nem tem capinha pro motopobre, né? Nem tem capinha pro motopobre, cara. Você vai comprar capinha e o cara fala, pra quê, velho? Pra quê, cara? Não, deixa essa porcaria assim mesmo, cara. Exato. Depois você compra outro por R$600,00. É que nem blindar um celta, né? Você vai blindar um celta e o cara fala, tem certeza? Duh, meh.
Ô, Romer, como vai ser a participação do pessoal Nessa live especial, que é pra membros, é isso mesmo? É isso mesmo, hoje é uma live especial Dedicada para pessoas especiais Que são os nossos membros Não, Mike Baguncinha Henrique Cristo Temos uma par de gente aí que gosta Nossos membros Você quer ter parte dessa regalia? Então torne-se membro aí Por que é bom?
Porque você vai ter acesso à nossa agenda com antecipação. Por que você está falando com essa voz fininha? A minha voz é meio fina, cara. É? Meio assim, me anajalada. O pessoal tem acesso à agenda anteriormente, pode mandar as perguntas, certo? Exatamente. Já mandam as perguntas com antecipação. Como mandaram pra Gabi. Eles sabiam que ela vinha antes da gente colocar na agenda, inclusive. É verdade. Então já envia aí esse vídeo pra sua galera e também compartilha, né?
Dá o like, né? Verdade. Portanto, dá o like aí nesse vídeo. Exato. Se inscreva no canal para chegarmos a 6 milhões. Quero falar com você, Terráquio. Quem aqui quer ser milionário? Você quer ou... Nossa, estou querendo muito. Quem quer, né? Olha, agora você tem a sua chance toda semana com um novo parceiro do Inteligência Limitada, que é o Pix do Milhão, que é o maior clube de benefícios do país, com várias premiações toda semana. Tem a segunda dos sonhos, com prêmios de até 100 mil.
A terça premiada com prêmio de até 40 mil reais. A quarta premiada com prêmios de até 100 mil reais. E na sexta do milhão é ele, o sorteio de um milhão de reais e vários outros prêmios. E com a Show Raspol é Pix. Você consegue prêmios de até 20 mil na hora. E tudo bem simples e legalizado pela Suzep.
Pode ir na fé, mas também na responsabilidade. Aqui na descrição, além do link para o site, tem os certificados da SUSEP para você conferir. Então agora é a sua chance de ficar milionário. Vai no link da descrição, cadastre-se e compre seus pontos para concorrer mais só para quem tem mais de 18 anos. Você tem mais de 18 anos? Eu acho que eu tenho, viu? Ah, tem bastante, né? Tem bastante. Já faz tempo. O Bigoda que faz pouco tempo passou os 18 anos. O Bigoda, ele tem...
20, né? Uma cabecinha de 17, né? Eu tenho saudade dos meus 18 anos. Lembra, cara? Era bom, né? Não pensava em nada. Não tinha tanta responsabilidade. Na minha época, ao menos, não tinha celular, não tinha nada. Só brincar na rua. Jogava taco.
Três pra trás e entregava o taco. É isso aí, hein? Exato. Você é véio que nem eu. Mas tem um lugar que tá assistindo a gente que não sabe o que é taco. É botia. Não, botia não. É bats. Bets. Bots. Botia é outra coisa. É o jogo de véio. É isso que eu jogo hoje na pracinha. Você saiu do taco pra botia. É, cara. Usa até boininha. Daqui a pouco você tá jogando dama no jardim. Lá, sabe? Na pracinha. Aqueles véios com boine. Dominó. O cara combina muito com você, velho. Combina. Eu consigo te ver.
E dar as boas-vindas aqui pra Gabi. A Gabi que tá pela primeira vez aqui. Seja bem-vinda. Se apresenta pra aquela câmera. Dá um oi pro pessoal. E eu quero meu presente. Oi, Terráqueos. Eu amei, gente. Olá, Terráqueos. E essa voz rouca aí.
Você viu, eu nasci assim. É, essa voz sensual assim. Não, era muito... Eu queria ter uma voz assim também. Chegar pras garotas e falar, oi, baby. Não, quando eu era criança, era muito rouca. Sério? Eu saí do útero da minha mãe chorando super louco. A pessoa falou, ela já tá fumando nessa idade, já? Sério, mas a voz é bonita. E eu nem fumo, tá? É, e a voz é bonita. Sempre foi assim, então? Sempre. Na verdade, era mais rouca. Eu frequentei a fonoaudióloga por cinco anos. Sério? Porque eu não tava nem pra entender essa voz.
Parece que ela assistia a velha. E aí, cadê os namoradinhos, né? Eu estudei com a Fátima Toledo, né? Estudei com ela também. Então, aí você sabe. Tomou uns tapa? Ah, não. Não teve aula do tapa? Não, não teve. Mano. Mas eu tomei umas costas. É? É, uns singos. É.
É, tem uma aula só de... Não acredito em você, quero verdade. Eu, tá bom, vamos trazer verdade agora. Depois que a turma já tá bem desenvolvida e conhece um outro, tem uma aula que você tem que humilhar o outro e o outro tem que ficar escutando. Você só fala coisa pesada. Não, fiquei amando lá. Eu fiz uma garota chorar lá, eu falei desculpa, depois ela falou, não, não, era assim mesmo. Que bom que eu não estudei com você, né? Nossa, e aí tinha uma que era de etapa.
Só que você não sabia quando o outro ia dar tapa, que é o pior. Uma coisa é, vou dar tapa agora, outra coisa é, no meio da aula você não sabe quando vai levar o tapa. Aí você fica sempre naquela tensão, vou levar o tapa agora ou não?
Sabe que eu ouço várias histórias, mas quando eu estive lá, assim, eu fiquei três anos na faculdade. Ah, três anos eu não. Fiz um curso mais curto. Fiquei um tempão, assim. Foi incrível. Foi incrível, assim. Eu me desenvolvi como ser humano mesmo. É muito bom o curso dela. Muito bom mesmo. Porque tira essa coisa de você buscar o emocional, né? Pra liberar essa... Na hora de atuar, você buscar essas emoções, né? Uma vez ela olhou pra mim e falou, não sinto verdade em você. E eu desesperada, falei, tá bom, agora eu vou te dar a verdade.
Sério? Não sinto verdade. Eu vou fazer isso pro Bigoda, né? Que a gente nunca sente verdade no que ele fala, né? Não sinto verdade em você, Bigoda. Isso é profundo, hein? É profundo, cara. Mas seja bem-vinda. Você trouxe meu presente inútil pra deixar no seu Mário? Eu trouxe. Inútil eu vou mudar pra ridículo. Porque eu falei, meu Deus. Eu procurando em casa coisas inúteis, olha só. O que é isso? Por que tem essa coisinha? Cara, isso é um prendedor de mamilo.
Não. Sim. Peraí, peraí, peraí. Eu não cozei, graças a Deus. Como assim? Um prendedor de mamila? Pois é. Pra sentir dor? Tem toda uma história aí por volta. Meu Deus. Você não pode jogar contra mim. Não, eu nem testei, mas não deve ser confortável, meu Deus. Não, não é nada confortável.
Você sabe que eu lembrei? Corta pra essa câmera logo que tá doendo. Eu lembrei do filme da Ouvira. Bigoda, vem aqui um pouquinho. Tem isso. Tem um filme da Ouvira. Vem cá, Bigoda. Ah, é verdade. A fantasia de Ouvira tem isso. Isso, que ela fica girando o negócio no final do filme. Vou colocar no seu romulo.
Ah, tá com medo? Esse pessoal que nasceu depois dos anos 2000 é diferente, né? Muito prajo. Que medo de colocar no mamilo. Mas é o quê? É tipo um enfeite? É sexual a parada? Eu não causei, graças a Deus, mas eu vou te contar a história por trás disso. É bom que quando tá chegando você sabe, né? Amor, cheguei. Qual que é a história?
Cara, em 2000 e... Lá na época da minha vó a brincadeira, em 2019, 18, eu lancei um programa que era um videocast. Antes dos... Não vai ficar bem visível. Bem à frente do tempo, assim? Era antes dos podcasts. Eu inventei uma série no meu Instagram.
Já era filmado com câmera? Era filmado com câmera. Hoje eu falo videocast, na época eu só chamava de abacalhação, brincadeira. Eu criei o Bons Drinks. Eu montei um bar, uma mesa de bar, e eu levava os convidados pra conversar as histórias mais absurdas. Exato, assim como a gente tá aqui agora.
E aí, pra inovar um pouco, eu falei, não, deixa eu criar um quadro diferente. Eu criei uma urna e aí eu colocava coisas dentro dessa urna. O convidado vem dado, eu tinha que adivinhar. Então, eram as maiores atrocidades que eu colocava lá dentro pra ninguém nunca adivinhar. E era muito bom esse momento. É sério? É isso que acho que foi o episódio da Lécia, se eu não me engano. Que eu levei isso aí. Lécia, gravamos com ela lá no Rio.
Tá sabendo. Uma das minhas melhores amigas. Sério? Ela falou que eu ia adorar você.
É mesmo? Ela mentiu assim? Ela é muito gente boa, né, Fabi? A mãe dela é gente boa. A Darlene. Nossa, muito gente boa. A irmã dela tava lá. A Wayne também. Falaram que adoram o programa, vão vir aqui assistir e tudo mais. Não, elas são tão surreais. É uma família que eu fico muito feliz. Mas você conhecia já o programa? Já, já conheci. Eu queria muito vir aqui. Aqui eu materializei esse lugar e não só isso. Eu enchi o saco da Fabi. É mesmo? Eu sou o tipo de pessoa que eu tô onde eu me coloco.
Isso é bom, hein? Então, eu não espero os convitos acontecerem. Pode parar com isso. Eu tenho mó vergonha. Por quê? Não sei, eu fico com medo, assim, de... Não, a gente já tem. É, não, não, eu peço uma vez, mas aí se a pessoa não responde e tal... Eu faço com convidado, às vezes eu convido, aí a pessoa não responde, aí eu convido a segunda vez, aí eu falo, ah, putz, eu tô enchendo o saco da pessoa. Tá, até a segunda convidada tá bom, assim, aí a terceira já tá... Já fica... Quando era criança tinha uma regra, você...
Você ia na casa da... Minha mãe falava assim, só aceita na terceira vez que a pessoa te oferecer comida. Então você tava na casa do amiguinho, não sei se acontecia isso, Romer. Ah, quer comer com a gente? Não, obrigado. Quer comer com a gente? Não, obrigado. Aí se ela não falasse mais, você passava fome. Pois é. Se ela não falasse na terceira vez, tá bom, tia. Então a gente... Aí tá bom, então eu como. Minha mãe falava, aceita na terceira vez.
Geralmente eu aceitava na primeira, né? Já que você tá insistindo. É. Na primeira já, né? Eu tô desse tamanho.
Eu, dependendo do que é, aceito na primeira. Mas com comida as pessoas são assim mesmo. São assim. Mas hoje em dia eu sou um pouco mais cara de pau mesmo. Até porque eu preciso ser, né? Tem que ser. Eu sou aquela tia-avó com comida, assim. As pessoas chegam em casa. Eu fico, come isso aqui. A pessoa não quer. Eu faço até ela aceitar. Eu falo sete vezes. Leva um pratinho. Toma, leva um pratinho. Eu tô quase colocando na boca da pessoa.
Já come. Eu acho que você tá com fome. Parece minha mãe. Minha mãe é assim. Filho, come. Não quero, mãe.
E eu odeio doce de leite. E as pessoas ficam falando... Também não gosto! É a primeira pessoa na vida... Porque todo mundo que eu falo fala é porque você não experimentou tal doce de leite. O de Minas Gerais. Aí eu fui lá em Buenos Aires, aqui você vai... Eu não gosto, pode ser de Marte o doce de leite, eu não quero.
Não, se for de Marte, acho que a gente vai querer. Mas é muito doce aquele negócio, enjoativo, né? Eu não gosto também. Tem umas coisas que, tipo assim, pão de queijo não faz sentido você não gostar. Mas doce de leite, acho que tem o seu panorama. Você nasceu onde? Em Osasco. Em Osasco? Você viu, menino? Que nem o Boni. O Boni também é de Osasco. Intervissou o Boni lá no Rio. Como que é nascer na cidade do Cachorro-Quente e das Pombas?
Comi muito cachorro quente, convivi com muitas pombas. É, por que é famoso o cachorro quente lá? É o prensado? Qual que é? Tem o prensadinho também e tem o normal. Eu geralmente não gosto de prensar o cachorro quente, não. Ah, eu gosto. Eu gosto de ele in natura. Você gosta de prensado? Eu gosto. Mas quanta gente saiu de Osasco, né?
Saiu, né? O Cossiello, o Felipe Tito, o Rodrigo Góes, o Castanhari. Eu acho que o Castanhari também, não é? É, eu fiz o Internet Film com eles e a gente sempre brinca. O melhor filme já feito na história do Brasil, cara. Internet Film. Coloquei. Eu vou colocar aqui para você assistir. Não é um bom filme?
Não mente. Olha aqui, hein? Ou não mente. É horrível o filme. Não é horrível. É horrível. Não é horrível. Ó, é Cinderela Baiana e depois internet o filme. Não, meu Deus do céu. Nem o Rafinha que fez, ele defende o filme. Não, olha, mas eu vou defender. Eu vou defender porque é o seguinte, tudo que a gente assiste fora de contexto e fora de época... Mas você assistiu hoje em dia?
Então, por isso que eu falo, não vou assistir hoje em dia. Assiste hoje em dia, porque na época eu não achei tão ruim. É isso, é isso. Eu fui assistir esses tempos e falei, meu Deus. Por que você foi assistir esses tempos? Porque a gente tava falando de filme ruim e eu ia colocar esse filme. Não acredito. Olha lá, internet e o filme. Tá todo mundo lá, né? Ah, cara, eu tenho um bom amor por esse filme. O Paulinho Serra também tá no filme?
Tá, o Paulinho Serra aqui no meio. Cauê Moura. Cauê Moura, Michele Machado. O Idão lá embaixo? O Idão, aham. Parte dos Reis, Palmeirinha. Olha só.
Castanhari. Nossa, todo mundo tá em Naro G. A ideia era muito boa, né? Eu vou juntar toda uma galera de uma geração e fazer um filme. Exatamente. Só que esqueceram que esse pessoal não sabia atuar. Então você sabe que foi um caos, né? Na gravação. Foi? Como que foi? Porque eu comecei a atuar com oito anos de idade. Aí com quinze eu tinha... Você tinha quanto nesse filme?
Nesse filme eu tinha 18, 19. Não, mas comecei a atuar novinha. Bem novinha. E aí aos 15 eu tinha 10 perfis no Orkut, criaram um Twitter. É, menino, eu era o povo do fake lá. Ah, o pessoal fazendo fake seu? Fazia um fake com fotos minhas. Ah, é um Leonina, né? Leonina, a gente já nasce pra fazer alguma coisa ali entre mídia, imprensa. Leonino, acho que é meu filho, é agosto?
Julho. É, mas vai de julho até agosto. É, então meu filho é leão. É isso. E aí eu já tinha perfil Norcute. Quando criaram o Twitter, foi aquela época que Norcute tinha o status. Então eu coloquei lá, me sigam no Twitter. E aí eu já comecei o Twitter com 10, 15k. Então eu virei uma das primeiras influenciadoras, que no início não tinha nome, chamava a gente de twitteiros. É.
Então, assim, como eu peguei o início da internet, eu acabei ficando conhecida primeiro com a internet, não com os meus papéis como atriz. Então, quando veio a internet e filme, foi uma junção dos dois mundos. Você era relevante na época. Que eu atuei. Mas você era... O pessoal te conhecia por quê? O que você postava? Era a sua vida? O que você... Cara, eu fazia muita TweetCamp.
O que é TwitchCon? Você lembra disso? Não. Nossa, isso aí é primórdio dos primórdios. Você ligava o webcam, na época, a famosa webcam. Nossa. Sei lá como... Aquela resolução horrível, né? Horrível. E o celular era da cobrinha. Juro por Deus. Coloca a foto aí. O bigoda nem sabe o que é isso. É aquele tijolão, né? Era, que você jogava o jogo da cobrinha. Não, ele caía no chão, quebrava o chão, mas não quebrava o celular, né?
E o Motorola que abriu e fechava também Essa geração E dava pra fazer live? Não, era na webcam Webcam real, resolução horário E aí eu ligava, era esse mesmo Aí eu ligava a Twitchcam E aí eu meio louca, né? Desde pequena, triste e tal Eu falava pras pessoas Tinha 50 pessoas, falava Vou ligar pra vocês, começa a mudar o celular aí Eu pegava o minhocão
Eles mandavam o número de celular deles E você fazia o que? E eles me seguiam no Twitter Porque pra usar a Twitchcam tinha que ter Twitter Ah tá, era vinculado E aí quando eu ligava pras pessoas, elas começavam a chorar Gabi Lopes, você tá me ligando Aí uma vez a Vanessa Camargo entrou na minha Twitchcam Acho que a Ivete Sangalo E aí eu comecei a bombar fazendo
vídeos mesmo, live. Falando da sua vida. É, falando besteira. De falar que eu lembro exatamente o que eu falava. Diretamente de Osasco, do meu quartinho, parede de gesso ali. Lembra que a pintura era rosa claro, depois mais escuro, degradê. No seu quarto mesmo? No meu quarto. Sua mãe, seus pais sabiam que você fazia isso?
Não devia entender direito, né? Não devia entender nada. Ninguém entendia nessa época. Quando eu saía no shopping, as pessoas tiravam foto comigo. A minha mãe, pra quê? Chamavam do quê? De blogueira? Tweeteira. Era tweeteira mesmo? No início era tweeteira. E eu já ganhava dinheiro. Eu vendia tweet, 1.500 reais. Você tá brincando? Juro por Deus. Fazer publi? Aham.
Cara, desde o começo? Aham, antes do Instagram existir. Você é uma empreendedora das redes sociais. E você sabe que tem uma galera que zoa que eu criei o public post. Porque quando entrou o Instagram, eu fui visionária. Eu cheguei no meu Twitter e falei, galera, bora me seguir nesse negócio aqui. Você entrou também no comecinho. Tudo no começo. Qual que é o seu arroba lá? No Instagram ou no Twitter? No Instagram.
Tá, no Instagram é Gabi Lopes, com dois S. Aí, antes era Gabriela Lopes G. O mesmo do Twitter. Só que as pessoas me abordavam assim na rua. Gabriela Lopes G, tira uma foto comigo. E hoje aí já preciso mudar esse arroba. Ah, entendi. Aí, né, com contatos no Instagram, eles me ajudaram e eu mudei pra Gabi Lopes. Só que era engraçado, porque as pessoas não falavam... E você tinha um verificado nos dois? Tinha. Ah, então isso já ajuda. Eu ganhei um verificado no Instagram quando eu entrei pra Malhação, na verdade.
Mas aí, como eu fui pegar todos os seguidores do Twitter e transmutar, ó, tipo, eu sou espiritualista. Eu levei para o Instagram, né? É, você fez uma... Você conseguiu. Aí eu chegava nas empresas, eu batia na porta das empresas e falava assim, deixa eu falar, se eu postar você no meu Instagram, você me dá 500 reais?
Ah, sim? Ah, sim. Você é muito cara de pau. Eu sou muito cara de pau. E o pessoal fala, beleza. As pessoas olhavam, mas o que vai acontecer se você postar? Eu falava, as pessoas vão ver. É. Você vai ter mais vendas. Hoje, parece muito lógico falar isso, mas na época, né? Não, eu tinha que convencer as pessoas. Eu usava, sabe? Me dá 500 reais aí que eu vou postar. Os caras deviam ser uma loucura. Eu falava, o que é essa menina?
pedindo dinheiro pra postar no... Eu sou criança. É? Quantos anos você tinha? Cara, sei lá, de 17, 16. Nossa, criança, né? Real, e eu batia nas portas, Melissa. Sério? E eu conseguia, juro, as pessoas davam. Que legal. Eu lembro que uma vez eu fui numa empresa chamada All My Dog, em Fortaleza, que eles tinham um hot dog de metro, e olha que eu sou de Osasco. Mas um hot dog muito grande, eu falei pro cara, ele dá dois... Já tô com vontade de comer esse hot dog.
Hotdog, hein, cara? Tá vendo? Persuasão. Aí eu cheguei pra ele e falei, me dá 2.500 que eu vou postar e esse hotdog vai bombar. Menino hotdog do cara bombou. Uma vez eu postei iPhone também pra essas lojas que depois de anos eu fui entender que era até clandestina. Loja de Instagram que vende e importaram. A mulher só me deu um iPhone. Tipo, você vai, ah, te dou um iPhone e você devia um iPhone. E ela vendeu pra cara. 2.000 iPhones.
Você tá brincando? Não. O quanto ela ganhou? Isso no Instagram. Aí ela virou pra mim e falou, não, você pode postar outro iPhone amanhã. Eu falei, mas o que você vai me dar agora? Porque o iPhone eu já tenho.
Que legal. Então a galera brinca que eu criei o... É, o PubliPost. O PubliPost e a permuta também. É? Eu chegava nos lugares, olha o que eu fiz uma vez, lá no Rio de Janeiro. Eu tava com a Gila Ancelotti, atriz. Você já tava morando lá? Ainda não. Acho que foi na época da Malhação. Ou eu tava lá pra fazer o... A gente pulou, depois a gente volta na sua vida e eu quero saber... A gente volta. É, tá. Aí você tava no Rio... É, não, a gente só tá...
Atropelando e se divertindo. Aí eu tava no Rio, cheguei num dos maiores salões, chamado Werner. Pode falar comigo.
Não, é que eu lembrei do negócio do mamilo aqui. Do nada eu lembrei do negócio do mamilo. Não, não tem a ver com a história do PubliPost. Não, não, foi o Bons Drinks. O primeiro videocast antes dos podcasts. Então você estava no Rio? Eu estava no Rio e aí eu estava lá no salão, o Chiquérrimo, o Werner. E aí eu estava com a Gila Ancelotti, que a gente é amiga da época de Twitter, na época ela era de host, uma das maiores atrizes hoje em dia.
Aí eu falei assim, Giovana, por que a gente não faz uma escova no cabelo? E ela assim, ah, tá bom, vamos fazer, vamos lá no salão, a gente faz. Eu falei, não, vou pedir. Aí ela olhou, você é louca. Eu falei, não, Giovana, vamos lá, o não a gente já tem. Essa frase, o não a gente já tem, me fez fazer cada loucura, porque o não a gente já tem é um fato. Cheguei lá no Véreo e falei, tudo bem, quanto custa a escova? A mulher, ah, 150, sei lá. Falei, ah...
você pode chamar o gerente pra mim, por favor? A mulher me olhou já, né? Tipo, o que você vai reclamar? É. Aí já veio o gerente, pois não, minha senhora. Falei, então, eu tenho Instagram, tal, Twitter, se a gente postar a escova ali no Twitter, você daria a escova pra gente? Cara, o cara me olhou assim, tipo...
Tá, de novo, convenci, expliquei o que era, consegui. E aí também... A gente saiu de lá com escova, depilação, pé, mão, tudo. A Giovana ficou assim, cara, você vai pra lua. Porque você literalmente vai lá, se vira, pede, você é muito doida. Falei, amor, não é sem ousar.
É, tem que se virar quem nasce em Osasco. Quem nasce em Osasco desenvolve habilidades especiais. Com certeza. Mas vamos então voltar. Você nasceu em Osasco, o que você brincava? Sem Osasco. Criança na rua ou não? Brincava de prefeita, brincava de dar aula. Juro, eu dividia todo o quintal da casa do meu avô, que a gente morava a família inteira numa casa só.
E aí eles queriam me matar. Eu dividia a casa inteira, assim, a garagem, com vários vassouros e falava, aqui é o banco, aqui é o dentista, aqui é a prefeitura, e eu era tudo. E não tinha ninguém pra brincar comigo. Aí eu era a dentista, a prefeita. Eu gostava de brincar com coisas da realidade, assim, sabe? É mesmo? De trabalho. E você imaginava o quê? Quando te perguntavam o que você queria ser quando crescer, você falava o quê?
Eu já sabia. O quê? Com quatro anos eu falava, quero ser atriz, eu vou comer pizza. Tá brincando? Não. E eu falava, eu vou comer pizza na pizzeria do Faustão. E por que você acha isso? Da família, o que vocês pais faziam?
Olha, eu sou muito espiritualista. Eu nasci pra fazer a missão que eu tô fazendo. Não tenho nenhuma dúvida disso. Não tem nada a ver com a sua família, então? Nada a ver. O que eles faziam? Tanto que quando minha família inteira, metade trabalha no banco, com aquele posso ajudar atrás. E aí depois eu conquistando seus sonhos, mas começava assim. Inclusive a briga na minha família foi que eu não quis trabalhar no banco. E o resto hoje em dia todo mundo se formou em direito.
Então meu pai é professor universitário, advogado, escritor. Minha mãe é advogada, meu irmão é advogado, minha madraça é advogada, meu tio é advogado. Caramba!
Mas você nunca pensou em ser advogada? Olha, eu faria direito, porque eu acho super interessante A faculdade, mas não seria advogada Com 4 anos de idade Eu saía do banho Olha que coisa horrorosa Eu saía do banho com espuma no seio Com 4 anos de idade Nem seio tinha, né? Cadê o pegador de mamilo? Não, era uma coisa Porque eu saía e olhava pra minha mãe Olha mãe, minha playboy
Ah, você tá brincando. Juro, porque meu tio... Esse é o problema de morar a família inteira numa casa só. Putz, aí o seu tio tinha o Playboy. Uma vez eu fui assistir Mulan, meu tio gravou um filme pornô em cima da minha fita da Mulan. Tipo assim, você acredita? O que é isso daqui? Que não é a Mulan aqui, ó. É um negócio mole, mas não é a Mulan.
Não, eu gritei. Eu gritei, fiquei desesperada. Juro por Deus, é uma história horrorosa. Obrigada, tio Júnior. Me traumatizou. Obrigada, tio Júnior. Eu hoje estou fazendo terapia por sua causa, tio Júnior. Valeu. E o romance de atriz é por quê? Você gostava desse filme, novela, o que que era?
Cara, como eu nasci muito pobre, apesar dessa cara de rica... Você tem cara de rica. Que bom, né? Mas você já tinha cara de rica? Já, nasci com cara de rica. E é duro ter cara de rica e ser pobre, porque a galera pressupõe que você tem dinheiro e você não tem, né? Você entendeu? Ela não precisa disso. Eu não passo energia de fodida. Aí é aquela coisa que é um problema, porque você tá contando a história.
Eu não passo energia de food. Essa foi muito boa. É verdade, gente. Não passo. Aí eu falo pra pessoa me dar um desconto. Ah, falou. Tá bom. Cadê seu Porsche lá fora? As pessoas entram no meu apartamento e falam Ah, o papai que deu, né? Não imagina o que eu...
trabalhei pra comprar. É sempre isso, não passa no dia de fodida. Nasci com cara de rica, mas era ônibus, metrô, tudo isso. Eu fui comer McDonald's com 15 anos de idade, fui comer japonês com 17, fui andar de avião com 18. E era isso, assim, eu tava na Malhação e andava São Paulo Rio de ônibus.
Até porque a gente vai chegar na malhação, mas malhação também não paga muito, né? Não, a gente quer polemizar, né? Não, polemizar. Muita gente já veio aqui quando falou no salário, eu falei o quê? Era mil reais, mil quinhentos. E gente que já tava na estrada um tempo, assim. A galera acha que tá na televisão, tá rico, não é assim. Mas eu me divertia com o Vale Refeição. Mas deixa eu entender.
Como que é o teu começo? Você falou, quero ser atriz, vou fazer o quê? Então, vou estudar, vou fazer o quê? Então, voltando à parte do que eu nasci muito pobre, eu tinha dois reais pra minha diversão, era isso. Eu não dava nem pra comprar uma Beyblade, entendeu? Eu nem sabia o que que era. Por isso que eu ficava dividindo a minha casa com vassoura e tal. Eu vou fingir que eu sei o que é Beyblade, tá? Para, jura? O que que é Beyblade?
Não, coloca isso na tela, cara. O que que é Beyblade? Tazo, Beyblade. Eu vou colocar aqui na tela. Era um pião que você girava assim, ele gira muito rápido. Sério? É. Nossa, agora eu passei vergonha, então.
Você também? Você sabia? Ah, tá, obrigado. Ela não sabe também. Porque Beyblade pra mim... Será que é coisa de maquiagem?
Eu amo. Aí beleza, aí eu pegava e tinha dois reais pra minha diversão. Então, do lado da minha casa tinha uma locadora. E aí eu alugava os filmes de Hollywood, porque na época acho que não lembro de ter filme nacional, então era um filme... Ah, não, era mais difícil. Era mais difícil na época da locadora. Lembro, todos os filmes com a Dakota e com a Mary Kate e a Ashley Olson. Fala uns assim que tem... Nossa, não sei se eu vou lembrar os nomes agora.
A drama? É, eu assim, criança cabeçuda já, meu bem. Mas ficava repetindo, tentando...
assistia vários, aí quando eu olhava aqueles filmes, eu falava, eu quero fazer isso você entendia que era uma atriz? não, não entendia e não tinha estudo pra isso também, mas eu olhava e falava quero fazer isso, quero tá ali naquela caixa quero tá na tela e assim, eu gostava de novelas também, mas os filmes sempre me pegavam muito e como eu me achava literalmente parecida com a Dakota Fanning ela começou nova
Quem que é da Dakota Finney? Deixa eu ver o rosto dela, não tô lembrado. Então eu olhava e falava, cara, eu quero ser essa menina. Porque você parece uma atriz americana, de repente é essa que você tá falando, você lembra realmente uma? Pode ser que seja ela. E aquelas gêmeas, não, né? São as gêmeas. Mary Kay, Ashley, então é ela mesmo, é ela mesmo. Os filmes delas, depois Lindsay Lohan, então eu assistia aquilo, falava, gente, eu quero fazer isso.
E eu me imaginava nos filmes e tal, era uma coisa muito louca. E seus pais falavam alguma coisa sobre isso ou não? Falavam, fica quieta e vai estudar.
Calma. Você tá viajando. Não, quando eu falei pra minha família que eu ia ser atriz, a piada começou. Você vai ser a tristeza da família. Era assim, ninguém apoiado. Se pudesse, atrapalhavam também. Não, não. Ela. É, mas aí tá mais velha. Vê ela mais novinha, o Romer, você acha?
Não, eu olhava e falava, gente, sou eu. Vou conseguir, vai dar tudo certo. E era tão doido que eu olhava no final do filme. Era em inglês. Os créditos eram em inglês. Casting Director. E tava lá do lado o CSA. Que hoje eu entendo, porque eu tô morando lá em Los Angeles, nessa indústria. Mas não é porque você achava que era o quê? Não, eu sabia que eu tinha que olhar pra isso. Ah, tá. Eu tenho que chegar nisso aí. É, com seis, sete anos de idade. Estranho. Então...
A tua meta era fazer filme nos Estados Unidos, não era nem fazer novela. Era mais difícil ainda. Só que eu não entendi. Era aquela criança pura, inocente, olhando e falando, eu quero isso. Agora, até eu chegar nisso, levou uma estrada. Mas isso foi aos oito anos de idade, quando eu ouvi um anúncio na rádio. E aí falava assim, você quer participar de novelas, filmes, séries, rádios e programas de TV? Então se inscreva na Best Kids Models. Aí eu comecei a infernizar minha mãe.
Eu quero me inscrever nisso. Minha mãe fica quieta. E eu, tá bom. Só que a minha voz e a voz da minha mãe é muito parecida. Eu comecei a passar pela minha mãe. Ah, você tá brincando. Aham. Aí eu liguei na agência. Porque a senhora... Aí eu liguei na agência e falei, Oi, eu quero muito cadastrar a minha filha. E aí... Por que a senhora está falando assim, minha senhora? E aí eu deixei minha mãe louca, porque não tinha mais o que fazer, né? E você cadastrou mesmo?
Consegui com muito custo, porque graças a Deus O meu avô, que já era um senhor Na época, graças a Deus ele continua vivo Ainda um senhor Quantos aninhos? Na época? Não, agora Ah, 81 Eu na época tinha 23 Nossa, ele não é
era muito um senhor, coitado. Mas assim, ele já era aposentado, safado. Sério? Era, meu vô safadíssimo. Começou a trabalhar cedo, né? Trabalhou cedo, tal, criou toda a família e se aposentou. Minha avó trabalhou até os 60 e poucos, 50 e poucos. Sério? Meu vô ficava lá, amor. Família tudo invertido. Aí eu enchi o saco do meu vô, ele na rede, assim, descansando pós-almoço, com a pestaninha dele. Eu vou, me leva ali pra Alphaville, do lado de Osasco.
Convenci o meu avô, ele me levou nessa agência Que é Best Kids Models, que hoje em dia nem existe mais O que tinha que fazer? Um book na época? Book, e aí veio o horror, né? Por quê? Tinha que pagar? Porque o book era R$700, minha mãe quase me bateu Era assim que o cara ganha dinheiro, né? Aí eu comecei a chorar pro dono da agência Falei, acredita em mim, começa a descontar dos meus cachês Tipo, tira do dinheiro Não falava cachê, mas eu era muito madura Quando eu comecei a ganhar dinheiro, você tira do... Isso, e deu certo, graças a Deus Ele topou?
A Nina topou. E eu conheço, a gente se fala até hoje, ela me chama de filha. E tinha momentos que elas ligavam pra minha mãe, me chamavam pra ir pra teste, minha mãe desligava, falava, agora não vai dar pra levar. Porque tinha custo ir pra teste. E a minha família era humilde, então assim, não dava pra eu ir em todos os testes que eu queria. E longe, né? E tinha muitos, graças a Deus. Sério? Comercial? De televisão? Comercial. O primeiro teste grande que eu passei foi pra Hebe Camargo.
O que? Eu fiz um teste com 3 mil crianças no SBT, esse a minha mãe me levou e eu falava, mãe, você tem que me levar, porque quando ela me levava eu passava, a energia da minha mãe minha mãe é muito bruxona, é então ela me levava e eu falava, cara, você tem que me levar porque eu passo, e aí eu fiz o teste com 3 mil crianças, passei entre as 10 pra apresentar o programa da Hebe no dia das crianças, poxa
Só que a minha mãe não entendeu muito o que era Eu passei no teste, falei pra ela Mãe, passei no teste, vou lá pra família Vai sair uma van e a gente vai pra CBT E aí quando eu saí de casa eu falei Me assiste hoje eu vivo na Hebe E aí minha mãe virou pra minha tia Que me contou depois e falou Ela vai ficar na plateia
Quando abre o programa sou eu. Olá, boa noite. Estamos começando o programa da Hebe. E você acha foto, Romer? Tem um vídeo, eu posso te mandar. Tá no meu Reels. Tá. Ele pega lá. E aí tem uma história super engraçada que, na verdade, a gente tinha perguntas específicas pra fazer pra Hebe. A Hebe já tava treinada ali com as respostas. Só que antes da minha pergunta, passou um VT publicitário do Zoológico de São Paulo. E eu fui muito afetada.
Eu olhei aqueles bichinhos na jaula, aquela coisinha, me pegou muito. Eu devia ter aqui 10 anos. Aí eu olhei assim, a pergunta era pra eu fazer, era, Abby, quem paga suas contas? A pergunta que eu fiz foi, Abby, você acha que os animais vivem felizes no zoológico? Cara, cortou pra cara da Abby assim.
E aí cortaram pros comerciais. Menina, não era isso que a gente combinou? Ela não respondeu? Não lembro, acho que não. Cara. E foi engraçado, assim, eu comecei assim já na TV, polemizando e ganhando 10 reais. Ô, cachezão, hein? Cachezaz. É mais do que o bigoda ganha aqui, não é? Você viu. Por dia. Pois é. Caramba. E as crianças todas bravas na van, iam mó felizes, pensando, cara, mas que lanche feliz. Mas assim, vou poder comer McDonald's, sabe? E foi pro ar, teve alguma repercussão? Como foi?
Ah, antigamente era diferente na imprensa, eu também era muito nova, eu não entendia, mas eu acho que já tinha o Orkut, tinha, eu postei a fotinho lá no meu óculos. Mas você tava conseguindo ganhar algum dinheiro já nessa época, com comercial, com alguma coisa ou não? Cara, eu fui ganhar mais dinheiro com 12 anos, assim, que eu fiz uma campanha maior da RBS, meu primeiro grande caixei foi tipo 5 mil reais pra uma campanha da RBS TV, que era craque nem pensar, me fizeram como se eu fosse uma viciada em craque. Nossa!
Tem a imagem aí, eu vou te falar, é bem forte. Só que essa campanha, eles usaram muito, por muitos anos. E aí me mandavam sempre no Twitter. Gabi, fizemos um trabalho anti-drogas e usamos a sua foto. E aí eu fiquei rodando atrás dos ônibus, no sul, em todo lugar, com aquela cara de drogada. Mas foi incrível, porque eu fui fazer esse teste e só tinha mulheres de 1,80m. E quando eu cheguei lá e olhei, eu falei, o que eu tô fazendo aqui? 1,65m. Mas tinha alguma coisa a ver? A altura pro trabalho ou não?
Ah, eu era muito nova, então tudo eu olhava e falava Cara, eu não sou o perfil disso aqui, o que eu vim fazer aqui? E eu passei Então foi tão mágico assim, sabe? O meu caminho, ele foi muito pautado Por muitas tentativas Eu devo ter feito mais de 5 mil testes Na minha vida e passado em 200 Mas a pessoa não sabe disso, né? Como você tem que tratar a rejeição, né? É Acha que você deu tudo certo, foi tudo rápido Não é, você tem que levar muito não, né?
Faz parte da profissão do ator, né? Faz, e assim E sempre assim, não, você tá Ah E aí
Você tá selecionada. Você tá editada. Editada. Você tá editada é a coisa que, ah, tá, mais uma vez que eu vou tá editado e não vou pro comercial, né? Eu ficava sempre editada. Eu falava, vai Deus, nem quero mais ficar editada. Porque você fica editada e não pega. É, você fica ansioso, né? Muito. Mas quando foi que você sentiu que, tipo, consegui? É isso que eu quero e tá dando certo?
Acho que dos 8 até os 15 eu fiz muitos projetos, assim, eu fazia desfile, ganhava 200 reais, fazia desfile na Daslu, evento, aí quando eu fiquei mais velha, mais velha, com 15, eu comecei com 16, acho que meus pais e meus irmãos param, e eu comecei a fazer aqueles eventos do Expo Center Norte, que aí você ganhava 150 reais a diário, mas fazia 5 dias, então você ganhava ali 600, 800 reais, então comecei a ganhar um pouco melhor.
Aí teve esse comercial de 5 mil Tentando lembrar de meus cachecos aqui Mas eram eventos do que? De carro? Essas coisas? Não, eu nunca passava pros de carro Porque eu tinha cara muito de novinha Mas eu fazia normas da BNT Eu lembro disso até hoje É, eu fazia Ele ficava nos estandes ganhando meu dinheirinho
E salto alto o dia inteiro. Salto alto o dia inteiro. E eu sempre investia todo esse dinheiro que eu ganhava, assim, como atriz, modelo e tal, em cursos pra ser atriz. Porque eu não tinha como investir com o dinheiro da minha família. Você ainda morava com seus pais? Ainda morava em Osasco. Não tinha como falar pra minha mãe. Mãe, paga um Ufimaya pra mim, que ela ia me bater. Brincadeira, coitada. Minha mãe nunca me bateu. Mas ela ia ficar, fica quieta. A tristeza da família. A minha me bateu muito.
Outra geração, né? Galera dos anos 2000, então, não leva nem xingo. É. E aí, você tava juntando esse dinheiro, e aí qual foi o primeiro curso que você fez?
o primeiro curso que eu fiz, Edu Rodrigues. Era na Parada Inglesa, um curso que era R$80,00 por mês de teatro. Aí eu fiquei um tempo ali no Edu, ia de metrô e tal, eu lembro disso. E aí a gente fazia peças que a gente tinha que vender os ingressos, sabe? Sim. Aí ela ia à minha família. Aí eu lembro que a primeira peça que eu fiz, que é Parece Mas Não É, eu saí toda, né, expectativa, buscando validação. Falei, e aí mãe, como foi?
Você gostou? E ela olhou e falou, é muito legal, mas não deu muito pra te ouvir, filha.
Porque era no Teatro Ruto Escobar, muito grande. Eu com a voz rouca. Fiquei muito tímida. E aí não dava pra me ouvir mesmo, a projeção de voz. Então, assim, já comecei desse jeitinho. Aí depois fui fazendo mais espetáculos, evoluindo, evoluindo. E aí foi tudo andando muito junto. E você gostava de teatro? De fazer teatro?
Gostava. Mas eu amo muito mais o cinema, não vou mentir. Eu acho que assim, tem pessoas que nascem pra coisas, eu acredito muito nisso, sabe? A gente nasce com papéis designados pra gente. Então eu acho que o cinema, ele comunica muito mais com a minha forma de arte. Hoje eu vejo isso, mas quando eu era nova, não. Eu fazia tudo. Até Vitrine Viva, eu já fiz, pra você ter noção. Vitrine Viva, você fica paradinha lá e não se mexe?
Não. Às vezes eu fazia quando eu passava alguém. Mas aí depois eu nunca mais voltava, né? Por razões óbvias. Mas graças a Deus deu um tempo super proibido. Mas assim, eu fazia todos os tipos de trabalho possíveis dentro desse range de atriz e modelo infantil, porque não tinha muita essa distinção. E aí aos 15 virei tuiteira, comecei a ganhar uma projeção maior, e aí eu fiz uma série na MTV chamada Entre Teens.
Era uma série jovem Com roteiro? Com roteiro, dramatúrgico Não, era uma série mesmo Depois ali eu fui fazer na Mira do Crime Na Record Que vendeu pra Fox, pra Efex E depois foi vendida pra Record Tudo isso com testes? Tudo isso com testes, passando em várias etapas E aí eu lembro que E depois de já ter feito Vários cursos de teatro Vários cursos Depois do Edu Rodrigues eu fui pro Wolf Maia ID. ID.
Fiz Wolf Maia. Teve uns outros aí no meio que eu não vou ler. Ah, Recrearte. Quando eu peguei meu DRT, eu me formei na Recrearte. Depois eu fui pro Wolf Maia. Mais pra frente, quando entrou um dinheirinho do PubliPost. Você tem DRT, né? Tenho DRT. O Homer tem DST, né? Que isso. É, cada um.
Cada um com a sua especialidade, né? Meu Deus. Ué, pô, cada um fala, eu tenho o DRT. Eu tenho o DRT. Ganhei. Ganhei. Sabe que existe DRT de apresentador, né? É. E você com certeza já consegue tirar. Consigo, devo conseguir mesmo. Com certeza, você vai pela banca. O DRT eu tirei na época do Wolf lá também. Ah, então você tem DRT de ator mesmo. Já tenho.
E aí eu fiz o Wolf, fui pra Fátima Toledo, fiquei ali belos anos também. E aí eu tinha feito sete, só que assim, com quinze eu falava pra minha mãe, eu vou fazer malhação. É? Eu falava. Era o objetivo, né, da galera na época.
Porque era projeção, né? Você entrava ali e era catapultado pra uma nova carreira, pra uma nova vida. E eu falava... Um lugar de experimentar, né? Eu vou fazer malhação. Aí eu ia todo ano na tarde da malhação e não passava. Era muita gente. Muita gente. E aí a minha mãe falava assim pra mim... Você não vai passar? Você não vai passar? E aí toda vez que a minha mãe fazia isso...
Só pra um parênteses aqui, tá? A minha mãe, ela foi a minha maior gasolina, a minha maior combustível na minha carreira, porque eu sou o tipo de pessoa que eu funciono muito quando alguém fala, você não vai conseguir. Eu também. Então você me entende. Eu sei que é uma coisa que parece até meio... É que você não tava aqui. Quando a gente começou o podcast, o cara falou, só faltava essa merda passar de um milhão.
Eu tenho esse comentário assim guardado Aí você falou, ah, então agora vai passar de três Eu vou chegar em seis bilhões agora É isso Então ela foi meu maior combustível Eu fico até pensando nisso Cara, se eu tivesse uma mãe que me apoiasse Ou uma mãe de Miss que me empurrasse Eu jamais seria quem eu sou Não, jamais mesmo, óbvio Eu funciono muito assim Tanto que agora que eu tô construindo uma nova carreira lá fora E as pessoas ficam, ah, mas será você? E eu fico, ah, obrigada
Eu tava montando isso aqui. Dá muito trabalho torcer contra, né? É, gente. Dá muito trabalho. Dá muito. Quem fica torcendo contra. Eles ajudam, né? É, ajuda pra caramba. É ótimo. E aí a minha mãe ficava, mas será que você vai passar numa alhação? Porque tudo era. Ninguém na nossa família fez...
Fez arte antes de mim. Ninguém na nossa família teve uma projeção nacional ou global antes de mim. Então era uma coisa assim, ah, será? Não era por mal. Claro. Era só porque também... Era muito distante, né? Eu comecei com oito anos, né? Minha mãe só queria que eu brincasse e estudasse. Então toda vez que ela me via ficando nervosa porque eu não passava em teste, era mais uma coisa pra ela pensar, putz, melhor ela desistir disso.
Mas hoje você se arrepende de alguma coisa desse tipo? Nada. Noites mal dormidas, ou de ansiedade, ou de nervoso, não? Não, de forma alguma. Tudo fez parte. Tratei megastrite, parei de roer unha e vou seguindo. Você roia unha. Mas você é nervosa ainda? Você fica ansiosa?
Ah, hoje em dia não, né? Hoje em dia, compreendendo mais a Matrix, hoje em dia eu tô completamente tranquila. Porque é seu tá lá. É isso. Porque é meu já está aqui, na verdade. E Malhação, como foi? E aí eu fiz sete testes e eu não passava. E não passava, e não passava. E aí minha mãe ficava, ah, mas não vai, não vai. Sete testes são sete anos. Sete anos, tentando. Caramba. Porque Malhação testava tudo mês de janeiro. Então testavam e aí em março a gente tava lá no Projac pra trabalhar.
E aí eu já sabia tudo como funcionava. Eu falava, não, cara, eu vou passar. Agora vai. Todo ano eu ia assim.
E aí você não sabe, olha como a vida é louca. No ano em que eu fui passar, no ano em que realmente eu passei, resolvi começar a andar de skate. Tava eu ali no Vila Lobos, no meu long, é uma long história. Eu tava ali patinando. Vila Lobos aqui, em São Paulo. Aham, ali em Osasco. A roda travou na guia, eu caí assim, fratura exposta. No?
Na clavícula. Ai, cara. Aí eu falei, que legal. Doeu a pouco, né? Deu teste da malhação daqui a quatro dias. Que legal. E aí? Corri. Cirurgia. Você fez cirurgia? Aham. Eu tenho pinos até hoje. Sete pinos e duas placas. Caramba. É, isso me lembra super. Aham. Dá pra ver? Coloca pra cá. Dá pra ver? É uma história pra contar. Olha.
Sete pinos e duas placas. Cara! Agora, né? Tem mais pontos que o Corinthians agora no campeonato. Não, para com isso. Você precisava zoar. É porque eu sou corintiano, eu tenho lugar de fala. Eu também sou corintiano, não temos lugar de fala pra zoar o nosso time. Muito obrigada, eu sou corintiano de Gabi. Caramba, Gabi. E aí eu falei, não tem problema, eu vou assim. Mas assim era, em fachada.
Em fachada com... Travada. Você já viu aquele oito? Não. É uma tipoia que é tipo um oito. Você fica travada assim? Aham. Eu fui fazer o teste assim. E aí? Inclusive, o meu sonho era o arquivo confidencial, né? Porque ainda vai acontecer. Porque eu falo, gente, o dia que eles derem play nesse teste, as pessoas verem que o meu primeiro teste que eu passei na TV, eu estava em fachada, elas vão dizer o que é. Você passou para Robocop!
Entre Gabi! Elas vão entender o que é força de vontade. Você lembra como que era o teste? O que que era? Lembra, era um monólogo gigante. Eu fiz o teste pras protagonistas, que eram duas irmãs, a Karine e a Bianca. E era lutadora, hein, né? Porque eu fazia luta, então assim, tudo organizado. Eu falei, não, é meu. Esse ano é meu. Cheguei, é meu. É, sim.
Cheguei empaixado assim, aí o Fábio Zambroni, que hoje, por exemplo, é meu manager, aí ele olhou pra mim e falou assim, você não deveria estar no hospital? Falei, quando que vai gravar isso aqui? Ele falou, daqui dois meses. Falei, não, até dois meses eu tô zerada. Enquanto isso, você vai ter que me testar assim. Aí eu fui fazer o teste.
Tudo certinho. Fui lá, olhei pro Durex, dei o texto sem errar ele mais uma vez. O que é o Durex? É que eles punham o Durex assim, pra fingir que é a pessoa que você tá atuando com. Ao invés de você olhar pra câmera, tem o Durex. Eu acho o Durex, cara. É bizarro. Você fica assim, olhando. Eu não vou. Não, falei pra você. A gente parece tudo louco. E o Durex olhando pra você. E o Durex me entregando intenções. E aí eu fiz o teste pro Durex e ele falou muito bom, você faz luta. Ela vai dormir hoje? Dá boa noite pro Durex.
do lado, falou boa noite Boa noite Gabi E aí eu virei e falei ele falou você faz luta? Eu falei claro, eu sou quase uma lutadora tinha começado a fazer duas semanas Faixa branca Eu falei eu sou incrível, ele tá bom então muito obrigada obrigada, tchau, ok Aí fui lá resolver a questão do osso fazer todo o negócio reconstruir teu corpo reconstruir o Robocop
Coloca um braço mecânico que eu preciso estar bem Daqui a dois meses Aí eu peguei um ônibus, fui pro Rio E me chamaram pro teste de um filme da Downtown O Último Virgem Fui fazer o teste desse filme Voltei pra minha casa e nada de sair a resposta do filme Nada de sair a resposta da malhação
Aí saiu a resposta do filme, você passou. Era um filme tipo American Pie, que nem os que eu assistia desde criança. Criança não, né? Eu já tava mais adolescente. Eu tava American Pie. E aí eu fiz A Loira. Aquele estereótipo. A loira do American Pie. Falei, nossa, gente, é isso? Bora, minha primeira personagem no cinema. Você acha foto, Rô?
Último Virgem, Gabi. Ou Bia, né? O nome do personagem. Aí eu fui fazer nisso a minha série, Na Mira do Crime, que era da Fox e do FX. Vendeu pra Record. E quando eu estava na areia, gravando a última cena do filme, que era no Rio. Esqueci de dar esse detalhe. Eu fui morar no Rio de Janeiro por causa do filme. Me ligam, você passou na Malhação.
Você tem que ir pro Rio. Eu falei, eu já tô aqui. Posso ir amanhã pro Projac, tô pronta pra gravar. Aí falaram, só que você não passou pro papel que você fez de protagonista. Você passou, criaram um papel pra você. É uma lutadora que chama... Foi bom ou foi ruim? Na época eu não tinha entendido. Falaram, uma personagem chamada Priscila Lima. Você vai fazer uma lutadora. Primeiro personagem homossexual da história da Malhação. Falei, ah, incrível. 22 anos de novela e tal. Achei super disruptivo. Mas é elenco de apoio.
Isso quer dizer que não é sempre que vai gravar. É, exatamente. Ou diferente, na verdade. Essa? Não, essa é do filme Viu. É você lá? Sou eu. Esse é um filme que eu ganhei um prêmio. Ah, eu era bem novinha, tinha 19 anos. Como que ele busca lá? Coloca Malhação? O Último Virgem e a Vilopes. Ah, ele tá procurando do filme ainda, tá? É, esse aí é o filme Viu, que eu ganhei um prêmio internacional. Super legal nesse filme.
Viu o inglês? Viu o tipo inglês, é. É um filme super legal. É uma youtuber que foi sequestrada e aí ela é obrigada a conseguir o próprio resgate. 10 milhões. Senão ela não consegue sair do cativeiro. E aí, através de criação de conteúdo dentro do cativeiro. Levantando. Bizarro. De crowdfunding.
Ah, que bom, é boa. Fiz com o Gabriel Galindo, um diretor, isso por amigo meu até hoje, e foi um filme da TNT. Então foi um filme que tinha verba, né? E aí eles construíram um cativeiro. Caramba. Lá na produtora, e eu lembro de entrar nesse cativeiro, fazer preparação no cativeiro, foi tipo assim, eu não preciso ser sequestrada, já vivi as emoções. Parecia um cativeiro mesmo?
era um cativeiro é um cativeiro é inclusive hoje ele funciona como cativeiro exatamente tá lá inclusive eles estão para te sequestrar exato tem gente feita trada não ele é meu Deus então foi uma experiência diferente mas voltando para malhação e aí quando falaram o elenco de apoio
Eu pensei, não importa. Eu vou fazer desse limão ou limonada. Só que nisso eu já era da internet. Já tinha aquela coisa que eu te falei do Twitter, do Instagram, do public post, da permuta. Então eu já tinha, acho que, 400 mil seguidores no Instagram. Quando eu entrei na Malhação, 300 mil. Eu sei que tinha um número significativo. Então, quando eu entrei na novela, o elenco de apoio era pra ficar atrás.
Não uma figuração, seria uma figuração de luxo. Então, teoricamente, eu fiz sete testes e quando eu passei, eu passei por uma figuração de luxo. E eu falei, desse limão farei uma limonada. Contratei assessoria de imprensa, comecei a trabalhar. Fez barulho. Gabi Lopes está na malhação, está na malhação. Eu já tinha um público grande na internet. O que os meus seguidores começaram a fazer? Ligar na Globo. Quero ver. Aumenta a Pri, quero ver mais a Pri, mais a Gabi Lopes. Porque eu tinha, na época, mais seguidores que os protagonistas.
Cara, o barulho foi tanto que em duas semanas de novela eu tava no elenco principal. É. Olha lá você. É. Você raspou. Raspei aqui na lateral, fiz o undercut, né, que eles chamam. E era lutadora do quê? Lutadora de Muay Thai, que eu luto até hoje, inclusive. É? É, eu sou apaixonada. E foi nessa época que eu conversei, eu e a Bela. Nossa, foi muito bom uma aliação. É. Foi, tipo, incrível. A tua vida foi...
Nossa, deu um 360. É mesmo? Foi, foi muito especial. Acho que foi ali que eu comecei a ter uma projeção nacional. E eu sou muito abençoada, assim, porque a internet, essa coisa de influenciador, assim, hoje as pessoas querem ser, né? Mas na nossa época, eu só fui surfando a onda conforme ela chegava. Então, sabe quando você tá ali, literalmente, no...
Do jacaré? Você não é o surfista. Você tá indo com o negócio, entendeu? O surfista tem que desenvolver técnicas e tal. Hoje as pessoas são mais técnicas. Ah, não, eu vou comprar um curso pra me tornar influenciador. Vou criar conteúdo intencional. Cara, eu só vivia. Tipo, eu lembro que eu postava uns tweets assim. Eu amo azeite.
Tipo, não era intencional. É real. A única coisa que foi intencional foi o business por trás da coisa. O fazer o dinheiro. Mas eu literalmente aconteci. E eu tenho que agradecer a espiritualidade. O que foi me levando. E foi isso que me impulsionou na Malhação. Que aumentou o meu papel. Junto com a Malhação veio a série, veio o filme. E aí eu saí da Malhação e fiz 25 filmes.
Como você conseguiu isso? Isso ao longo dos anos até. Ah, eu fazia três por ano, quatro filmes por ano. Convite mesmo, me convidava. Então, mas você não direcionou sua carreira pra isso? Aconteceu? Aconteceu. Você vê como que era. Tanto que eu chorava. E é engraçado, porque é um exemplo pra minha vida também. Eu sempre imaginei as coisas e as coisas acontecerem. Então, parece que tem... Ou é coincidência ou tem algum poder mesmo nessa coisa de você...
querer muito uma coisa e falar isso, né? Eu acho que a palavra tem muito poder, né? Pra mim, a vida é um videogame. É? É. É um holograma... Não, é um holograma completamente programado, dar um play. Você tem vontade de acordo com o seu... O fake livre-arbítrio, né? Então você tem vontade de acordo com o seu destino, que já tá pré-programado. E apesar de você poder...
dá uma desviada das coisas, você ainda vai ser puxado para aquela linha específica de coisas para acontecerem, sabe? Então, e eu vejo isso hoje quando eu olho para trás, mesmo sendo muito nova, vou fazer 32 anos, eu olho para trás e falo, cara, que loucura, tudo que aconteceu na minha vida foi um desenrolar para eu estar exatamente aqui sentada nessa cadeira te olhando hoje.
Então é tudo muito organizado. Tudo faz sentido. Não tem como não ter sido uma grande teia de... Mas quando estava acontecendo, você tinha essa noção? Não. Não, chorava, ficava nervosa. Falava, eu nunca vou conseguir. É que o Steve Jobs falou do liga os pontos, né? Você vai ligando os pontos e parece que não faz o menor sentido. Pô, por que minha vida levou pra cá? Depois eu levou pra cá. Depois eu levou pra cá. Aí quando você olha de longe, está formando uma figura quando você fecha o desenho, né?
E é isso que é. A gente não tem noção até que esse desenho seja fechado, né? Aí tudo faz sentido.
Exato, tanto que quando eu fui levada pra fazer cinema Eu pensei assim, o que eu fiz de errado na Globo? Porque eu saí da malhação, continuei fazendo testes incríveis E não passado nenhuma novela Eu ficava, cara, por que eu não consigo ser global? É, tá na Globo, novela das oito Porque quando eu era mais nova, real mesmo Eu falava pras pessoas, eu sou atriz A primeira pergunta era, qual novela da Globo você faz? Cara, eu sentia um preconceito horroroso Eu falava, caramba, eu sou atriz Pra dar certo, tinha que estar na novela da Globo, né?
Eu entrei na Malhação há 10 anos, tipo assim, fazia 10 anos que eu já atuava, eu entrei na Malhação com um currículo extenso, e as pessoas ficavam, qual novela da Globo? E eu ficava, cara, não é possível. Agora hoje, vendo o Liga os Pontos, que eu moro em Los Angeles, que eu trabalho com a indústria do cinema lá.
E eu fiz uma série da Fox. Quando eu sentei na Fox lá pra ter uma reunião e eu falei, ah, porque eu fiz a série na Mira do Crime. Na hora, eles se conheceram. E aí eu falei, nossa. Sendo que na época eu fiquei tão triste. Porque eu pensei, caramba, eu não passo na novela da Globo, mas eu passo na série da Fox.
É muito doido, assim. E tanto que quando eu comecei a fazer esse monte de filmes, ainda não tinha entrado no nosso país a Netflix e a Amazon. Então os filmes iam pra cinema, tinha uma projeção ali, local. Mas não é a mesma coisa que tá no horário nobre da Globo. Só que o que aconteceu? Chegaram os streamings e eles foram comprando no mercado. É. Então todos os filmes que eu fiz desde criança foram entrando para as plataformas. Então eu já entrei na Amazon com sete filmes na Amazon, seis filmes na Netflix.
pra depois começar a fazer os Originals. Claro. Então era uma coisa que eu falava, nossa, minha vida foi completamente guiada pela espiritualidade, assim, eu não tenho nenhuma dúvida. Vai falando dos filmes que você fez antes de fazer os Originals, então, Os Nonos. Antes de fazer os Originals Maior Que O Mundo, que é um filme incrível, que eu fiz com a Luana Piovani, Heriberto Leão, Maria Flor, é um filme incrível, onde eu faço um personagem que é viciado em cocaína, e tem, assim, cenas fortíssimas.
Você nasceu pra ser drogada, então? Você viu que loucura? E nem drogas eu uso. Então? Eu sou completamente drug free.
Fez cracuda E essa você fez o que? Era cocaína? Era cocaína E eu nunca nem experimentei Eu lembro que eu e a Luana Piovani A gente foi pra uma clínica de reabilitação Fez um estudo lá Absurdo, a gente entrevistava os ex-viciados Entrevistava os doutores É, experimenta aí
é super interessante assim foi inclusive quando eu fiquei ruiva quem que é a outra lona piovani é a Luana piovani é esse filme é baseado no livro assim que é o maior que o mundo então isso foi muito legal depois eu fiz a mulher do meu marido eu fiz também os filmes do caso da Suzane von Richthofen os três filmes eu fiz o último virgem internet o filme solteira quase surtando viu Vem Desilusões filme para caramba até agora lembrar
A idade é muito filme, né? Fiz coisa pra caramba, foi muito, muito bom. Esposa de Aluguel, que daí já é um original da Netflix, Moscou, que dá. Esses filmes estão na Netflix? Estão, estão todos em plataforma. E hoje quando você coloca... Qual que você acha legal começar? Primeiro filme seu pra assistir. Cara, eu gosto muito do meu trabalho nesse filme, que ele colocou Maior que o Mundo. Maior que o Mundo tá na TNT não, Telecine, que eu acho que é dentro da Amazon.
É, tem na Amazon também. Te mando o link lá pelo Instagram. É, o Telecine. Fica dentro da Amazon, né? É, e dentro do Globoplay também, se não me engano, né? Ah, é verdade. Eu acho que agora foi pro Globoplay, na verdade. Isso tá certo. Porque tá falando que tá na Globoplay e prêmio vídeo. É. É isso. Então tá disponível nos dois. Olha só. Você pode escolher.
Dá pra escolher. Você se vê? Você gosta de se ver? Eu gosto. Sério, tem ator que não se vê, né? Eu vi uma entrevista esses dias do DiCaprio falando que nunca assistiu o Titanic. Muitos atores não se veem. Não, eu gosto de assistir. Mas é estranho. Não vou mentir pra você. É estranho porque, primeiro, que aqui no Cinema Nacional a gente tem uma janela muito longa entre a produção e a distribuição. Então, quando você tá filmando e quando você vai se assistir, às vezes tem uma janela de três anos.
Nossa, tua vida mudou, você mudou Você mudou, né? Eu vou sair daqui Uma pessoa diferente que eu entrei Então, é, eu vou me assistir E eu já sou outro ser humano Ontem mesmo eu tava reassistindo alguns episódios Meus de podcast de 3 e 4 anos atrás Eu falei, quem é essa? Eu vi você postando do Podpá, né? Cara, quem é essa? Eu pareci um menino Podpá faz 4 anos Tudo isso? E eu tava, mano, meu, por isso Quem é essa?
Juro como a gente muda. É chocante. Ainda bem, né? Ainda bem, é verdade. Não vamos reclamar, vamos agradecer. Mas eu fiz o aprendiz. Eu fiz o aprendiz em 2019. Com Justus.
Mas era o que? Um aprendiz de gente famosa? Aprendiz, é. Influenciadores. E foi a última edição. Foi demitida? Não, eu fui a vencedora, não. Desculpa. Segunda... Vice-campeã. Vice-campeã. E como foi essa experiência? Legal? Deixa eu ver o marco. Foi tenso.
Olha, foi a experiência mais louca da minha vida. Sério? De tudo que você fez? E olha que eu fiz coisa. Foram 89 dias sem celular, sem cartão de crédito. Era o que tinha a Tati, o PC? Foi. Eu era do time do PC. Eu era da equipe share. O PC foi meu funcionário, você acredita? Mentira.
Ele era colorista. Cara, que foda. Eu tinha uma produtora e ele fazia coisas. Nossa, eu gostava muito dele. Fiquei bem chateada com o que aconteceu. Mas aí foi... O final da vida dele foi muito triste. Sim. Bem confuso também. Eu conversava muito com ele na época do Aprendiz.
altos conselhos, o meu pai ajudou muito ele também como advogado. Ele sempre me chamava, aconteceu algum problema na hora, eu falava, pai, ajuda o PC, você precisa ajudar, não cobra. Então a gente ajudou bastante ele ali, mas era eu PC, Nana Rude, Erasmo Viana, o Gaspar, que foi o vencedor. Quem mais era? Não vou lembrar tão... A Chan, Raveli, era todo mundo da Kipcher.
Mas foi muito louco porque foi, tipo, eu nunca mais fui pra nenhum outro reality. Tirando Ilhadas com Beats, que foi um reality da Anitta, que foi uma coisa mais de um final de semana. Ilhadas com? Com Beats. Um reality da Anitta pras redes sociais. Então foi diferente. Foi um final de semana entre amigos. Tá. Mas essa foi a única experiência que eu vivi num reality show. E foi muito bizarro. Por quê? Porque, assim, foram 89 dias confinada. Eu fiquei literalmente até o final do programa, né? Até a final.
E foi uma experiência que eu nunca imaginei passar na minha vida. Eu levo tudo muito a sério. E aí eu me levei muito a sério ali no programa. O que você fala é verdade. Cada foto você tá diferente, assim. Entendi. Parece uma outra pessoa. É verdade. E não é só fisicamente. É de energia, sabe? Eu vi a sua entrevista no Pó de Pá, parece outra pessoa também. É. Isso é muito bom. Isso também muito por conta da carreira de atriz, né?
É. Porque cada hora a gente tá com o cabelo. Muda o cabelo, muda... Aí tava ruiva? Eu não vi. Tava ruiva. Foi na época daquele filme Maior que o Mundo. Tá. E daí eu tava ruiva, cabelo maior.
Mas você é loira originalmente? Sou loira naturalmente. E a experiência, então? Aí você ficou confinada, aquela pressão. Você queria ganhar, queria fazer certo. Queria muito, queria ganhar, queria dar o meu melhor. Mas foi ali, porque assim, a minha vida, de novo, a espiritualidade guiou. Então pra mim eu era atriz. Isso eu tinha 25 anos. Então você me perguntava, Gabi, o que você faz? Eu era atriz. Só que nessa época eu já tinha três empresas.
E eu falava que eu era atriz Uma produtora de cinema Uma agência para me agenciar Então eu que fechava todos os meus contratos Você sentiu essa necessidade em algum ponto? Sim, eu era obrigada, né? Porque com 16 eu já era emancipada Eu tinha que fazer notas fiscais Porque eu já tinha os jobs de influenciadora Quer dizer, não pode mais usar a palavra Job hoje em dia Não, pelo amor de Deus Os trabalhos de influenciadora Então eu mesma me negociava Sim
E aí eu tinha que ter um CNPJ pra isso, que eu abri como Gabriela Lopes Gabriel, meu nome e PP. Gabriela Lopes? Gabriel. Gabriel no final? É, meu nome é completo. Sério? É. E aí... Só Gabi e Gabriel. Não é legal. Ah, mas é diferente, né? Não, eu tô falando... Gabriel de sobrenome, né? Todo mundo fala que legal, fala não é não, faz no seu nome. É. Rogério Villela Rogério. É, fica estranho. Entendeu? É. Não, todo mundo ouve falar, que legal, não é não, faz no seu.
Você sofria na escola? Na chamada? Ah, um bullyingzinho, né? A voz rouca, a galera ficava... Gabriel Quadrado. O Gabriel. Gabriel, é. Sempre um bullying. Mas e aí? E o final do... Do que? Me perdi. Do aprendiz. Não, aí beleza. No final. Valeu a pena? Valeu muito a pena, imagina. Porque foi lá que eu saí de lá e falei, caramba, eu sou empresária. Eu não achava que eu era empresária. As pessoas já me achavam, mas eu não. Você não se via como empresária, apesar de ter que tocar em empresa.
E você sabe que esse é o primeiro problema que a mulher empreendedora passa, né? A gente vira empreendedora antes da gente perceber que a gente é empreendedora. Então, por exemplo, a minha mãe é advogada, mas ela tem dois escritórios de advocacia. Aí você fala, mãe, o que é que você é? Ela fala, advogada. Ela falou, você é advogada e empresária, você tem uma franquia. Ela não se vê como empresária. Não se vê como. Esse é o primeiro problema da mulher que é empresária.
Então, eu já tinha três CNPJs e as pessoas falavam, o que é que você faz? Eu, atriz.
Eu já tinha produzido... A Denise Bondela é manequim. É tipo isso. Eu já tinha produzido quatro filmes, um espetáculo de teatro. Então, empresa de cinema, você produzia também? Produzia. Que doido. Minha primeira... Hoje eu tenho outra, mas a minha primeira produtora de cinema, Young Republic Filmes, eu abri quando eu tinha 18 anos de idade. Hoje é Marilyn Filmes, uma produtora de audiovisual focada só em mulheres.
Aqui ou lá nos Estados Unidos? Aqui e lá Essa eu abri nos dois lugares Tô começando lá ainda, né? É fácil abrir lá ou é meio... Não, você abre um CNPJ lá, uma LC E... É mais difícil pra você vender Emplacar um projeto Do que aqui Aprendiz que ano que é? Aprendiz 2000 e... Ele veio lá pra gente É, faz tempo 2019? Acho que 2019, 2020 Achei que era mais antigo ID.
Confira aí pra mim. Ajuda os universitários. E pós. E aí é isso aí. Do aprendiz começaram a me ligar. Vou abrir um restaurante. Quero você como sócia. É sério? Juro. Aí veio o Lady Drive. A gente quer você como sócia. Aí veio um co-working. Na época o Ronaldo Fenômeno era sócio. A gente quer um co-working. Porque o Ronaldo e o Rona adiantaram aqui. A gente quer você. Quando eu vi, eu tinha 10 CNPJs. Falei, gente, eu sou empresário.
E aí eu comecei essa jornada. Você não ficou com medo de se atrapalhar a tua carreira de atriz? Eu nem parei pra pensar. Só fui aceitando. Só fui vivendo. Foi em 2019. 2019. 2019. E aí veio a pandemia. E aí, pandemia, o que você fez da vida? Cara, pandemia eu me reinventei total. Você tava onde?
Eu tava em São Paulo. E aí eu lembro que antes de existirem as séries verticais, eu também já tava lá, meio visionária. Tava tentando alguma coisa? Eu tava fazendo. É mesmo? Eu criei uma série chamada Quarentenados. Com 1.500 reais... Quarentenados? Quarentenados. Com 1.500 reais, a gente impactou 12 milhões de pessoas. Mas isso antes da pandemia ou durante a pandemia? Isso durante a pandemia. Porque eu sou muito inquieta, né?
Como você já percebeu, acho que nessa altura do campeonato. Ah, com certeza. Parece que tem formiga na cadeira. Eu não paro, né? Eu tô assim. Eu tô até, né?
Me ajeitando aqui. Imagina uma viagem de busão aí, de cama leito de 12 horas, coitada da Gabi, né? E aí, quando é que a gente vai parar? Para comer lanchinho. Você consegue no avião ficar de boa assim durante muito tempo? Não, de boa eu levanto. Eu faço amizade com todos os aeromossos, comissários. Para vir a Gabi de novo puxar papo. Estou tentando dormir aqui.
Eu vou muito pro Japão Aí vou de 14 horas depois de mais 14 Não, você tem que ir Quando você for me avisa, eu tenho várias parcerias Você tem que ir A vida é antes e depois de Cristo Antes e depois do Japão Por isso que eu quero ir com calma Japão é uma coisa absurda, sabe que você fica À frente do tempo, né? É uma coisa muito louca Falaram que você tá em Tóquio É uma idinha pro futuro
A maior cidade e uma cidade limpa e quieta. Você não entende que uma cidade... Não, quieta mentiram pra você. Mentiram? É, quieto seria Kyoto. Sério? Não, nem Osaka. Mas pra uma cidade daquele tamanho, não é mais silenciosa que o normal?
Não, é uma vibe São Paulo Vizina, loucura, metrô Mas é limpa É limpa Inclusive é limpa e não tem lixeira O curioso causa do Japão Todo mundo leva na bolsa Inclusive acho que eu voltei do Japão Mas como sai o Japão? É que você falou que vai várias vezes pro Japão É não, é coisa do voo Porque eu já me ofereci pra trabalhar no avião
Não, não tinha condições. 14 horas de voo, você dorme 8 horas à vontade, assiste 5 filmes e ainda vai lá atrás com os comissários. Eu falava, vocês não querem ajuda? Porque às vezes alguém me reconhece no avião. Aí eu, amor, não me reconheça. Porque se você me reconhece, eu vou querer te contar a história, conversar, ficar ali. Tô fazendo aqui, tô fazendo um treinamento, fazer um papel de...
De comissária de bordo. Então me dá essa... Aqui eu vou servir o pessoal. Uma vez... Você já fez esse papel? Não, mas eu ia amar. Eu queria ser comissária quando eu era mais novinha. Eu podia fazer aquelas antigas da Panera. Você já viu aquelas séries antigas de... Aeromoça da Panera. Vê se acha os uniformes todos antigos. Não, mas eu amaria. Você tem cara de...
De anos 60, assim, fazer uma coisa... Você nunca fez coisa de época, assim? Não, mas vou fazer. Aí, ó, tá vendo? Quero muito. Ah, tá puxando o filho. Mas a gente tava falando... Mas aí voltando da inquietação, da coisa... Nobre das verticais, controle vertical. Quarentenados. Isso. E o que mais você fez na pandemia?
E aí, o que foi quarentenado? Só pra te contar. Aí eu peguei e falei, gente, vamos pegar uns atores aí da Globo, um pessoal que não tá fazendo nada, ninguém tá fazendo nada, inclusive, estamos todos parados, e fazer uma série. Criei uma ideia onde pessoas moram no mesmo prédio, mas resolvem não se encontrar. E isso com o intuito... Como resolvem não se encontrar?
Eu peço um... Não, não, coloca da série aí A série da Pané Querendo ou não As pessoas estavam infringindo Então tinha gente que morava no mesmo prédio Por exemplo, falava, não, vamos ali no hall do prédio E eu falava, não, vamos criar uma série Eu falei, não, vamos criar uma série Todo mundo respeitar E a gente gravou pelo Zoom E a série bombou, foi parar no Estadão 12 milhões de views
Olha, quem fez o roteiro? Eu não lembro agora se teve roteirista. Bom, teve, com certeza. Mas eram curtos os episódios? Eram episódios de 3, 4 minutos com um elenco incrível. Uma galera da Globo. A gente teve o Fábio Rabin, fez participação com a gente também. Fizemos vinheta. Ficou, mano. Ficou meio vizinho aqui, né? Mentira. Morou na frente de casa. Mentira, ele é Camila. Que foda. Na frente de casa. Chocada.
E aí a gente fez o Quarentena. Então hoje eu vejo, assim, as séries verticais e falo, gente, eu fazia série vertical antes de existir o Will Schwartz. Tá vendo? Muito doido. E aí que é mais. Ah, eu adoraria. É isso que eu tava te falando. Imagina você com uma roupa dessa, com essa mala aí. Olha que legal. Tô pronta. Esse cabelo, não sei como chama, é todo... Tô pronta, corto. Meu sonho é ficar careca pra fazer um papel. É mesmo? Um dos sonhos. Ah, vamos cortar agora. Pega a máquina aí. Pega a máquina.
que nós fazemos uma cena de Carolina Dickman aqui. É, exatamente. Vamos subir? Vamos passar em 10 milhões de vídeos nesse episódio? 10 milhões. Por que que ela curtiu? Ah, só porque queria... Porque eu pedi. Pronto.
Dá dó, né? Não, mas eu queria muito pra fazer um filme. Nossa, incrível. Vai acontecer. Porque eu quero tanto que com certeza vai acontecer. Tudo que a gente quer muito na vida é porque tem uma versão que já viveu, né? E aí eu também fiz lives. Aquelas lives, tava todo mundo fazendo. Ah, fiz lives com historiadores, fiz lives com geólogos. Conversando e deixando as pessoas falarem. Essa tatuagem. Boss. Boss e um triângulo. Por que boss?
Boas porque é uma palavra masculina, né? E aí eu falei, não, vou colocar aqui. Vai ser o meu símbolo. É feminino também, só que eu coloquei com cifrão. Isso. Pra atrair bastante dinheiro, né? Abundância. Mas meus tatuais são todos espirituais. Triângulo por causa da trindade mesmo espiritualista. Aqui é um trisco celta. Que simboliza o equilíbrio entre o corpo, mente e o espírito. A gente não tá pegando. Só joga pra cá. Corpo, mente e espírito.
Inclusive, depois virou da série do Teen Wolf. Todo mundo mandava, você é fã de Teen Wolf, gente? Eu tenho uns tatuagens há 500 anos. Aí eu tenho essa aqui. Deixa eu ver. Abaixa um pouco mais. O que é? É uma fechadura. Isso. Que simboliza que eu sou o que está dentro. Aí tem essa também, Free Spirit Universe. Tem uma câmera aqui em cima. Deixa eu ver. Mais aqui. Também simboliza. Free Spirit Universe. Esse é o lado espiritual, que eu sou um espírito livre no universo. E mais algumas. Tá.
E onde paramos? Paramos na pandemia. Pós-pandemia? Pós-pandemia, mais filmes, séries. Aí eu fiz o Aprendiz. Ainda morando aqui? Ainda morando aqui. Aí eu lancei um livro. Qual? Antes feito do que perfeito, mas nunca mal feito. Capinha? Sobre o que o livro?
O livro é sobre insights mesmo, pra você... Antes feito do que? Perfeito, mas nunca mal feito. Você acredita nisso? Acredito. Porque o lance é fazer. É. Mesmo que você não tá pronta. Sim. Mas vai e faz. Inclusive você fica... Não existe estar pronta, a gente nunca tá, mas você se aperfeiçoa ao longo do processo. Durante, claro. Isso. Porque se você esperar ter a câmera perfeita pra começar o seu podcast, ter um microfone de dois mil reais pra começar o seu podcast... É isso. Make good art.
Tenta fazer o seu melhor, né? É isso. E sabe que eu ficava muito brava, assim, com o slogan da Nike, essa coisa do Just Do It? Porque eu ficava assim, cara, que é isso? Uma empresa desse tamanho faz um slogan tão simples assim. Mas a complexidade que cabe nessa frase simples é tão absurda, assim, que é, cara, faça.
Antes feito do que perfeito, mais um que mal feito. É porque eu já escrevi livros também e a pessoa fala, qual é o conselho que você dá? Eu falo assim, meu, termina as coisas. Primeira coisa, né? É isso. Termina alguma coisa que você fez. Porque muita gente começa com uma empolgação e desiste no meio. Você nunca sabe se vai fazer aquilo se você desistir. Termina. Se for ruim, guarda na gaveta e faz o melhor. Mas faz. Termina as paradas.
É que você sabe que tem muita gente que começa com empolgação as coisas porque as pessoas, elas...
Se você quer muito um sonho e você não faz nada pra que ele aconteça, ah, eu tenho um sonho de ter um carro tal. E você não faz nada pra que ele aconteça diariamente. Tipo assim, você não tá fazendo uma reserva, você não tá juntando dinheiro. O que você tá fazendo pra se aproximar do sonho? É porque você não quer de verdade.
Você gosta da ideia daquilo E não de realmente realizar Porque quem realmente quer realizar um sonho Não começa pela empolgação, começa pela disciplina Então você começa a fazer Com o que você tem, o que você pode fazer Pra chegar onde você quer E assim, eu não gosto de vision board, eu nunca fiz Essa coisa de, ai, vamos botar as fotinhos De como você se imagina, você pega o corpo de outra pessoa Ai, quero ficar com esse corpo Você não tem o mesmo osso que a pessoa, a estrutura óssea É impossível, não, mas eu quero ter um jato Que a fulano tem, deixa eu tirar foto do jato Então não!
Não, você tem que fazer... Eu quero um jato? Então tá, primeiro, quanto custa? Você tem que saber quanto custa. As pessoas, elas querem coisas que elas não sabem o preço. Pra que você quer um jato? Primeiro investigar esse lugar, mas depois disso, quanto custa? Tem muita coisa que você quer que os motivos são errados e aí você depois entende porque você não conseguiu.
Ou então era o seu ego, né? Ou ego, ou às vezes é pra provar pra outra pessoa alguma coisa e por isso que você não consegue. E aí quando muda o teu foco, aí você consegue. É isso. Então tudo, de verdade, tudo que eu tive na minha vida até hoje foi eu indo atrás. Eu me colocando, eu indo atrás, eu ligando, eu batendo nas portas, as pessoas fechando as portas e eu esmurrando a porta pra que ela abra.
Você tá vendo? É isso, ó. Ela falou, me chutando aqui, assim. Eu sinto a raiva dela. Eu chuto. Você sente essa energia? Eu sinto energia aqui. O Yang é forte, né? Eu tô um 70% Yang hoje. Brincadeira, não chutou, não. Só encostou, tá? É sério? Porque eu tava... É minha perna aqui.
Desculpa. Que isso, que isso. Às vezes eu sou sensível, desculpa, meu querido. Só encostou, não chutou. Então é isso, sabe? Mas, Gabi, eu acredito demais nisso. Eu acho que as pessoas precisavam acreditar um pouco mais no poder das palavras. Poder da ação também, né? Poder da ação, né? É que palavras sem você agir é vazio, né? O cara que fala, Deus me ajuda a ganhar na loteria.
Mas você joga? Não, então. Aí o Deus falou, compra pelo menos o bilhete. Como você quer ganhar?
Nossa, tem uma galera que fala isso pra mim. Esse ano eu vou ganhar na loteria. Mas você joga? Não. Aí eu fico, nossa, mas eu jogo toda semana. Eu quero mesmo. Porque se você quer de verdade, você vai fazer no mínimo alguma ação pra que aquilo aconteça. Eu também vejo muita gente com ideias erradas sobre as coisas, né? A pessoa quer fazer podcast e fala, pô, não tá rolando meu podcast. Eu falo, por que não tá rolando? Você não tá curtindo fazer?
Não, eu adoro fazer. Então por que não tá rolando? Ah, porque não tá dando dinheiro ou porque não é famoso. Falei, então...
Então você tem que entender. Se você gosta de fazer esse podcast, você vai fazer até ele dar certo. Se você não gosta, se está pelo dinheiro ou pela fama, você vai acabar desistindo. Porque você tem que lembrar porque você começou a fazer. Você curte fazer isso? Então você vai arranjar um jeito de isso dar certo.
A maioria das pessoas desiste no início das coisas, porque... Isso vale pra relacionamento, vale pra amizade, vale pra tudo. As pessoas desistem muito fácil. Parece que é mais fácil comprar um novo, tentar uma coisa nova, do que consertar uma coisa que você já investiu tempo e dinheiro naquilo. Exatamente. E tem até aquela história do minerador. Ele tá minerando, minerando. Quando ele tá isso aqui do ouro, ele para. Ninguém sobe uma montanha acidentalmente.
Você não, de repente, do nada, acordei num cúme. Isso não existe, sabe? Ninguém acorda no topo do nada. Então, as pessoas param no caminho porque elas não entendem que a subida da montanha é complexa. E eu não sei se você já passou por isso. Acredito que sim, até porque você é uma pessoa muito bem sucedida. Mas quando você vai viver o seu melhor momento da sua vida, você precisa passar pelo pior antes. Claro.
Porque é literalmente assim, Deus, espiritualidade, o universo vai te testar, vai tirar tudo, vai tirar pessoas ao seu redor. Eu não sei porque acontece, se você tiver essa resposta, você me dá, mas eu já falei aqui, quando começa muita coisa da errada, muita coisa estranha, muito ataque, não sei o que, é porque tá pra liberar uma coisa muito legal. Isso na minha vida sempre foi assim. É uma tempestade, tempestade, e de repente, putz, agora entendi porque pode ser aquilo.
e é isso eu não sei o sentido mas antes de alguma coisa muito legal acontecer tem uma coisa brava acontecendo e é muito muita gente desiste nessa hora né
O sentido é que é o seguinte, quando você vai viver uma coisa diferente, você vai, vamos falar, vamos colocar energia nesse assunto, espiritualidade, porque não dá pra tirar pra explicar, mas é assim, quando você vai viver uma nova fase na sua vida, é literalmente uma nova realidade que vai ser colapsada, uma nova linha do tempo. Pra colapsar essa onda, você precisa estar diferente. Então, assim, não existe, ah, eu quero ganhar na Mega Sena, e tipo, ah, eu tô aqui exatamente pensando as mesmas coisas.
De ontem, penso na escassez. Sou assim, aí do nada, acordei diferente. Não existe. Pra você viver o propósito, você precisa viver o processo. Não existe uma coisa desligada da outra. É obrigatório. Então, pra você chegar nesse lugar aqui, você tem que passar por isso aqui. E pra subir, é íngreme. Então, tudo cai. Tudo cai. Se as coisas estiverem caindo na sua vida, você tá assim, cara, que isso? Sabe aquela vontade de desistir? Você chega a desistir internamente.
É tudo, as pessoas ao seu redor são removidas, são outras pessoas que vão chegar. Tem que ter muita paciência, tem muita solidão nesse momento. Às vezes você vai se endividar, você vai perder o que você tem. Você precisa perder um emprego pra você conseguir um novo. É uma coisa tão simples na vida. Então, o que acontece com esse cara aqui? Ele quer chegar nesse lugar, quando ele começa a perder tudo, ele se desespera.
E aí ele passa a ficar vibrando mais naquela energia. Ao invés de ele pensar, então tá. Porque fé é fé no invisível. Fé, na verdade, é acreditar no invisível. Então você tem que acreditar no que você não tem noção. E quando você perde o controle da vida, é aí que a espiritualidade te guia. Porque enquanto você acha que você está no controle...
Você não tá controlando nada. Você tá na sua zona de conforto. Quando você começa a perder tudo aquilo, aí você pode estar feliz, amigo. Porque aí você tá subindo a montanha. E o topo vai ser incrível. Mas a subida é íngreme. E você tem que, ó, o que você faz quando tá muito pesado? Vai tirando bagagem. Você falou de espiritualidade. Você sempre teve isso? Sempre acreditou no sobrenatural ou não?
Eu nasci num terreiro. É? É. Como assim eu nasci? Cara, minha mãe, quando ela tava grávida, ela sentiu que eu parei de... Pari? Pari? Que eu parei. Ela sentiu que eu parei de mexer na barriga. E ao invés dela ir no hospital, ela foi no terreiro, que ela já ia há anos. Aí dirigiram ela até lá. No que ela chegou lá, a entidade falou pra ela, olha...
Eu vou mexer. Ela realmente parou. Mas ela vai nascer com um cordão umbilical amarrado. Então, cuidado com esse parto que vai ser mais sensível. Eu já aviso o médico. Você vai falar pra um médico, né, da ciência sobre espiritualidade, você vai apanhar. Aí, tá bom. Ela chegou no parto, avisou o médico, tal, na cesárea. O que aconteceu? Ela morreu no parto.
O médico foi antes de avisar meu pai e falou, esse parto vai ser delicado. Talvez uma não sobreviva, ou a criança ou a mãe. E meu pai, assim, na sala de espera, invocou todos os santos, tudo que tinha. A minha mãe chegou a morrer no parto. Quando estavam usando o desfibrilador nela, uma equipe usava o desfibrilador na minha mãe. Outra equipe estava em mim desamarrando, porque eu estava com duas vezes amarrado o cordão em mim. Foi cesárea.
E a minha mãe, ela é muito, muito bruxa Muito espiritualista Ela saiu do corpo, ela se viu lá de cima Minha mãe vê morto Ela não pode ir em velório Ela contou, ela contou pra todo mundo Se viu na mesa de operação Se viu de cima Enquanto faziam assim com aquele negócio Ela chegou a morrer Ela morreu, graças a Deus ela voltou Tá comigo até hoje, tá tudo certo E aí desamarraram o cordão E aí eu comecei a chorar roco E aí
E aí até brincaram, falaram, ah, ela é rouca, porque é por causa do cordão. Só que não, minha mãe tem voz rouca, já era na minha... Eu tenho fenda, assisto, questões mesmo, né? Então, beleza. Saiu ali no parto, comecei a ir no centro. Nisso, eu era bebê, eu ia. Quando eu tinha cinco anos, eu ia lá, eles olhavam pra minha mãe, que é ela que me conta isso, e falavam, essa menina vai estar cada dia num país. Ela vai ser muito conhecida, ela vai estar em capa de jornal, em capa de revista, ela vai ser do mundo.
E a minha mãe fica quieta, a minha mãe no centro, que ela acreditava e desacreditava quando eles falavam. E eu fui completamente guiado por esses guias, mesmo, em terra. Então eu ia lá com 12 anos e chorava. Eu não passo nos testes que eu faço. E aí ele falava, você precisa ir na fono. Não dá pra entender o que você fala. E tinha a ver?
Sim, porque daí eu fui na Fono, comecei a fazer a Fono Fiquei anos lá, fui passando em mais testes Aí eu ia lá Eu vou até hoje, fui semana passada Na mesma casa Minha mãe vai há 36 anos, eu vou há 31 Em Osasco? Não, em Suzano Da mãe Lola, um beijo Fala pra ela assistir, maravilhosa E é toda uma família, assim Minha mãe, eles viram a gente Crescer e a gente viu a família dela Crescer Tem
Que ele foi também por muitos anos. A minha avó, antes de falecer, ia lá. Depois da minha avó falecer, a gente recebeu mensagem. Então, assim, é uma casa que eu sou muito, muito grata. E eles sempre falaram. Estude inglês. Vai chegar um dia. Olha isso, um guia falar pra você, não é muito louco? É.
Ele falava, estuda inglês, porque se você não estudar inglês, vai chegar um dia que vai ter uma oportunidade de um destino e você vai deixar passar. Então, desde criança... Você seguiu isso? Claro. Hoje eu sou fluente em inglês, espanhol, já atuei em japonês. Japonês? Já. Sabe alguma coisa em japonês? Sei, várias coisas. Fala aí. O que eu falo? Brincadeira. Eu vou falar que eu sou brasileira, então. Buradira de inglês.
Vou falar que eu sou brasileira, influenciadora, modelo... Eu acho que ela enrolou a gente, hein, cara? Não, eu acho que eu sou. Eu sou enganada, hein? Eu sou enganada, hein? Eu sou enganada, comi uma banana bebê, tomei um banho heredês. Vou falar, então, bom dia, como você está? Konnichiwa, alguém que dá SK? E por que você teve que aprender japonês? Ou não teve?
Ah, foi assim. Chegou o roteiro, eu falei, posso decorar, vão falar action e eu vou falar fala. Só repetir. É, pode ser. Mas eu quis fazer umas aulinhas pra saber o mínimo. E toda vez que eu vou pra um país, eu gosto de aprender algumas coisas. Então, por exemplo, eu conheço... E o pessoal gosta, né? Que você se esforce, né?
É o mínimo, né? Acho que a gente tem que ter essa noção como espírito mesmo, né? Como espírito dentro de um corpo e ter respeito por onde os solos que você vai habitar. Então, por exemplo, eu fui pra 34 países. Eu sei várias palavras em vários idiomas. Porque eu acho importante, tipo, eu cheguei lá em Marrocos. Eu fui três vezes pra Marrocos. A passeio. A passeio, não. Uma foi palestrar, outra foi fazer um trabalho de... Palestrar? Palestrar.
Um outro foi um trabalho de influenciadora e o primeiro foi pra turistar. E eu falei, cara, se eu não souber falar nada, tipo, perguntar um preço, pedir uma água, tem que saber, sabe? Japão também, fui três vezes, então eu me sinto meio que na obrigação de aprender algumas coisas ali. Eu amaria saber falar vários idiomas super completos, mas quando eu for mais velha eu aprendo. Hoje em dia é muita coisa pra gerenciar.
Pois é. Mas você já atuou em inglês? Já atuou em inglês. E para você é a mesma coisa? Sempre. Ai, te falar que... Não, na verdade eu sinto que é mais fácil. Sério? Sério, eu estou assim tão feliz com isso. Por que você acha? Ah, eu acho que é uma coisa de destino. Porque quando eu pego um teste, por exemplo, eu faço bastante testes em inglês já, em espanhol também, em português fiz a vida inteira.
Quando eu tenho um teste em português, eu já sei a dificuldade daquilo. É um textão, tal, você decora tudo, ação e você fala. Em inglês, às vezes eu bato o olho. E eu consigo. Sendo que é muito louco, porque lá em Hollywood, você deve fazer o teste com o texto na mão. Ah, é? É, porque é uma coisa de Hollywood.
Eles estão acostumados ao ator. Exato, eles estão acostumados a você pegar o texto, olhar aqui, virar pra frente e atuar. Cara, eu acho isso horrível, eu ainda não me adaptei. Então eu chego no teste, ponho a folha do lado, falo, vamos fazer. E eles acham meio estranho. Acho estranho, mas eu também não consigo ler. O que mais tem, quando eu cheguei lá pra começar a entender a indústria, os meus amigos brasileiros que moram lá e atuam há um tempo, inclusive um amigo meu que fez Yellowstone, o Cadu, por exemplo, ele faz os testes, não ele só, todo mundo, com teleprompter. ID.
As pessoas fazem lendo. Eu fico assim, se for publicidade, tudo bem. Eu fiz um teste lá que era pra um produto chamado Clean All Products, não sei o que. Eu falei, nossa, tudo bem, complexo, cheio de detalhes, ok. Dá pra ler. Agora, atuar, eu não posso. Eu tenho que estar viva ali. Eu fiz o teste pra Euphoria, pra quarta temporada agora. Não passei. Pra? Pra Euphoria.
Ah, cara. É, da HBO. Caramba, que legal. Para The Pit também, que é uma série médica que está super premiada. E a própria o teste de The Pit. Eu fiz o teste e era uma mulher que acabou de ter um ataque do coração. E ela está conversando com o médico. Então, eu estava assim. Primeiro, eu tinha que fingir que estava numa maca no teste. Tudo isso você faz da sua casa.
Os testes não são presenciais. Ah, não sabia. Você tem que ter um estúdio na sua própria casa. Comprei, cheguei lá, comprei todos os equipamentos precisados. Iluminação, câmera, tripé e fundo. E tem que ser um fundo específico. Geralmente eles gostam. O que que é? Tipo um fundo azul de estúdio, que você compra tudo lá pela Amazon. Tá. E aí eu tava fingindo que tava na maca, fingi uns eletrodos assim com um negócio que eu tenho, um protetor de mamilo. Achei que era... Falei, nossa, imagina... Fone de ouvido, né? Com um fio.
O protetor de mamilo, colei assim, eu tinha que ficar em pé. E eu tinha que olhar pra esse médico, olhar pra esse médico, reagir, a câmera lá na frente. Ou seja, se eu tivesse usando teleprompter, eu já tava ferrada, porque eu não ia conseguir ler. Então não existe. Pra mim, eu prefiro decorar. E os testes são grandes. Sério?
E são várias cenas. É um bifundi. Quando é um filmaço, por exemplo... Tem vários amigos. Estão aqui agora. Eu estou passando um tempinho no Brasil. Então, tem amigos meus que, às vezes, eu pego para Cristo. Tem amigo que fala inglês que eu falo... Bem, você vai fazer o teste hoje? Não, você vai ter que fazer o teste comigo. Aí, meu amigo pode ler. Daí, eu dou o texto no celular. Eles lêem e eu vou atuando. Esses dias, eu fiz um também que era uma modelo que tinha se machucado enquanto estava numa gravação e ela estava deitada na cama. Como eu vou ler? Entendeu? Não tem condições. Tem que decorar. Tem que estudar.
E aí, mais tudo aquilo que você tem que mexer, viver. Então, eu juro por Deus, eu não sei. Espiritualidade, de novo. Eu tenho mais facilidade pra decorar os textos em inglês. O que mais me pega é a pronúncia. Porque, infelizmente, eu não tenho cara de latina. Então, mesmo sendo brasileira, eu não tô fazendo teste pra papéis latinos. Não? Não.
Tô fazendo pra papéis americanos. Senão a pessoa deixava passar, né? Exato. Inclusive eu acho lindo, assim, eu vi um discurso do Wagner Moura que falou eu quero trazer a minha identidade, o meu sotaque brasileiro, o meu accent brasileiro, quero trazer. Falei, puta, animal. Só que toda vez que eu faço um teste é assim, por favor, se prepare no American Standard que eles falam. Que é tipo assim, o sotaque de quem nasceu americano. Eu falo, ferrou.
Então, o que eu tenho também, além de coach, normalmente, é a Dialed Coach, que é alguém que me prepara pra eu falar como uma americana. Tem vocadura certinha. É, e eu já tô um ano lá. Então, é um ano de estudos, preparos.
Tá legal o seu assento? Agora o meu manager começou a elogiar as últimas auditions. Agora? Sendo sincero. É mesmo? Agora, levou um ano. E você tem que ter um manager lá? Tem que ter. Ninguém contrata direto, né? Não, lá é terra dos gigantes, né? E os caras vão atrás de trabalho? Se procuram os managers, como que é?
A indústria lá funciona um pouco diferente. Então, aqui no Brasil, se você tiver só um manager, já ele pega trabalhos publicitários, ele pega trabalhos dramatúrgicos e ele gerencia a sua carreira. Só uma pessoa está excelente. Apesar dessa pessoa ser uma agência e ter uma equipe, anyway. Lá fora, você precisa ter um manager, que é quem vai guiar o seu caminho, um agent, que é quem vai te trazer os testes, e um publicist, que é quem vai te colocar em...
Em campanhas. Fora um PR, que seria a Fabi, que é a sucessora de imprensa. Então, é todo um negócio assim, gigante. E ainda tem os grandes grupos, tipo o CIA, a William Morris. Que são? São as agências gigantes. Ficou pensando em inglês, cacafona. Tô falando em português, gente. Porque às vezes dá pra traduzir, às vezes dá. Mas são as... Tipo...
É que não tem isso no Brasil, entendeu? Mas seriam os conglomerados de agências gigantes. Tipo aqui tem gravadora. Sim. A Universal, não sei o quê. Mas você tem que estar filiado a alguma dessas? Tem, mas você só consegue. Só uma. Só uma. Só que você só consegue quando você é muito grande. Então, por exemplo, eu não tenho essas filiações ainda. Eu estou primeiro nos managers e agents. E aí eu tenho um manager, um agent. E é isso.
É um... Toda hora chega teste. Quando eu estava lá, eu estava fazendo cinco, seis testes na semana. E os testes não são pagos, né?
Não. Que nem aqui, tem que achar teste. Não, zero pagos. E gente famosa também faz teste. O quê? Lá você compete com os famosos. É? Inclusive, esses dias eu tava chorando pro meu manager, ele falou, então, você sabe que a Emma Stone tá chorando pro manager dela também? Você sabe que a Dakota Fanning faz anos que não trabalha? Você sabe? Eu fiquei assim, meu Deus, agora eu entendi. Você caiu na real. Não existe convite lá. É muito louco.
Tanto que uma das coisas que eu faço no Brasil Que é eu me produzo Lá é a primeira coisa que eu entendi Quando eu cheguei lá eu falei Ah meu amor, eu vou produzir também Exato Aí ela pode escolher o filme, fazer o que ela quer Eu fui na produtora da Rizzi Withers Quando tem uma reunião, que chama Hello Sunshine É só pra mulheres E quando eu cheguei eu fui ter uma reunião com a CEO Corrine Cara, eu olhei assim pra frente e comecei a chorar A mulher olhou assim Tipo pra mim
O que foi? Ela olhou pro meu manager. O que tá acontecendo com ela? Aí eu falei, não tem isso no Brasil. Tem um apertador de mamilo nela. Aí se tirou, falou, não, agora parei de chorar. Então eu olhei pra frente e falei, que isso? 70 mulheres, que coisa linda. Eu não vi isso no Brasil ainda. Eu gostaria muito de te ver, mas... Aí eu também, cheguei na Amazon lá, em estúdio, tive uma reunião com 7 mulheres. Eu olhei e tipo, eu não chorei esse dia. Eu só fiquei com o olho marejado. E aí o Richard já me olhou assim, tipo...
O que foi? Eu falei, mulheres, lá quem manda na indústria, são as mulheres, então isso é muito lindo, sabe? O que eu tô vivendo lá é um sonho. Lá é outro mundo, a gente não faz ideia, né? É tudo muito profissional, é tudo muito... Você sente que lá tem um lance de merecimento mesmo, assim? Os melhores passam ou tem muito amigo de amigo, tem essa coisa também de indicação?
Quanto mais eu me torno bem-sucedida, mais eu entendo que o talento é uma das últimas coisas a serem olhadas em qualquer indústria, em qualquer país. Sério? Mesmo lá? Disciplina é a primeira.
Disciplina? Explica isso. Disciplina, profissionalismo, postura, energia. Quando eu fiz a escolha consciente de me mudar pra lá, eu entendi que eu teria que... Um ano atrás. Não, um ano e dois meses atrás. Novembro de 2024. Quando eu fiz a escolha, em dezembro eu dou entrada no visto de trabalho. Em fevereiro o visto saiu e eu me mudei. Agora vai fazer um ano que eu tô morando lá. E o que você percebeu, então? Eu percebi que...
Lá, o range de talento, o nível de talento é maior, ok. Então, isso era o mínimo que você tinha que ter. Mas as pessoas lá vivem em outra energia. Primeiro que você tem que entender a cultura. Quem é o americano? Como ele vive? Qual é o modus operandi do americano? Eles têm uma mentalidade muito mais prática. Eles são muito mais trabalho, trabalho, trabalho. Valorização do trabalho, do profissionalismo. Lá, merecimento é papo. É mesmo? É.
Senão, você veria pessoas que se construíram na indústria e se consolidaram na indústria ainda atuantes. E nem sempre acontece. Porque é o disciplinado. Às vezes, pode ser Amanda Bynes, uma incrível atriz que teve uma carreira incrível. Mas começou a dar problema no set, começou a não se portar profissionalmente, ela naturalmente vai ser colocada pra cá.
E isso acontece mesmo, e não é assim, ai, mas ela merece tanto, não é sobre merecimento. É sobre o jeito que você se porta, é sobre a energia que você transmite. Lá é o alto escalão do poder. E eu sempre fui uma pessoa que eu pedi licença pra existir. Sendo que eu não deveria fazer isso, mas eu fazia. Eu pedia desculpa antes mesmo de começar a falar uma frase.
E aí eu lembro que várias reuniões eu cheguei lá e eu falava Ah, I'm sorry, alguma coisa assim. E a pessoa ficava, não sei sorry. E eu ficava, por que as pessoas estão me mandando não me desculpar? Sei lá, às vezes eu, sabe assim, você esbarra um pouquinho. Qual que é o lance da cultura dele?
Porque a cultura deles é um lugar muito mais elevado. É um lugar que você não pode pedir licença para existir, você não pode pedir licença para ser quem você é. Só seja, just do it. Ocupar o seu espaço. É, ocupe o seu espaço, chegue numa sala. Eles não são uma nação extremamente simpática.
Eles não ficam assim, e aí, tudo bem? Não é a gentileza, a ponto de tudo. Lá eles são, tipo, faça o que tem que ser feito. Você foi numa reunião, cara, eu tive uma reunião lá com um cara que chama Jab Road, um dos maiores produtores, assim, de Hollywood. E eu brinco com o meu manager, que foi uma das piores reuniões que eu tive. Por quê? Porque eu nunca vi alguém tão direto. Era assim, porque todas as reuniões que eu tive lá foi pra me apresentar. Então, ah, eu sou a Gabi, vindo do Brasil, uma história e tal.
Aí eu citava pra ele, não, porque eu fiz um negócio na Colômbia. O que você achou da Colômbia? Eu não parei pra pensar o que eu achei da Colômbia. Ele não dava o tempo de raciocínio. Então lá eles são muito pragmáticos. É um lugar muito... Tudo funciona. O tempo é valioso. Você tem que funcionar também. O tempo é muito valioso. Lá eles não têm tempo pra perder. Mas ao mesmo tempo que tem todo esse lado que eu considero positivo, interessante, também tem um lado...
Como diz meu manager, também tem um lado ruim. Como diz meu manager, 90% das pessoas lá fingem que são. As 10% são. O que eu mais... E falsidade, você tá falando? Não, é. Fake until you make it é um dos lemas do país. Então, assim, eu fui num evento do Deadline Contenders, por exemplo, que é como se fosse um... O que a gente teria de veículo?
Aqui a gente não tem um veículo específico pra atores, mas lá é tipo como se fosse um estadão só de atores. Então, você fechou um filme, sai lá. DiCaprio vai estar... Acho que você já deve ter visto. DiCaprio vai no próximo filme, não sei o quê. Aí eu fui no evento dessa empresa. Então é só, gente, da indústria. Chegou um cara do meu lado, olhou pra mim e falou assim, nossa, você é perfeita pro meu filme. Aí eu assim, assistindo uma palestra, eu, ah, obrigada. E passou contato.
Aí eu olhei assim, tá bom, pego do meu manager, passei. Tá bom, olhei. Não, Barbie Band-Aids, você é a cara do filme, eu falei, não, tudo bem. Pergunta se esse cara ligou com o roteiro. Eu já fui perfeita pra 10 filmes. Não? Não, porque no fim não tem filme. Então as pessoas, elas vivem muito de aparência lá. Isso acontece com todas as pessoas, assim, tipo, de outros países, quando vão, quando se mudam pra lá. Elas ficam tão desesperadas, porque a indústria leva um tempo pra você acontecer.
que elas preferem fingir que elas estão fazendo do que de fato fazer. E quando eu cheguei em um mês, um mês e meio que eu fiquei lá, eu já entendi esse game. Eu falei, nossa, então isso aqui é a última coisa que eu quero fazer. Então eu vou ficar aqui quieta. Primeiro que eu me mudei sem contar.
Eu passei três meses lá completamente em silêncio. Eu não postava no Instagram. As pessoas achavam que eu estava viajando para Los Angeles. Tanto que a maior galera me mandava, e aí? Você volta quando? E eu ficava, e agora? Conta ou não conta? Eu não contava para as pessoas, mas eu fiz essa escolha. Tipo assim, eu vou no silêncio. Vou preservar o meu caminho, deixa eu entender a indústria. Aí eu fui estudar. A atuação de lá é completamente diferente. O americano sublima a emoção no olhar. Eles não piscam.
Lá você tá fazendo uma cena, o plano tá na sua cara e você tá assim, ó. Não é pra você piscar. E se a câmera vem daqui, você tem que olhar pra um único olho. Aqui no Brasil a gente chama de olhar vivo. Essa técnica aqui, que eu tô olhando pros seus dois olhos. Lá não, você tem que olhar pro olho de fora, do lado que a câmera tá. Sério? Uhum. Pode ver que os atores não mexem, não é porque eles têm botox. É porque não tem isso aqui.
Você pode gritar, mas você não vai fazer isso aqui, entendeu? Você vai gritar aqui. Eu não vou.
Você vai falar... E você aprendeu fazendo ou nas escolas? Aprendi me xingando muito, né? Porque eu chegava lá e parecia uma mexicana. E aí o meu professor ficava, a energia é pra fora, a sua energia tá pra dentro, você tá raciocinando pra fora. Eu fiz acho que quatro cursos até agora, pretendo voltar e fazer mais quatro, mais cinco, mais dez. Eu não...
Pra mim, você não pode parar de atuar, porque tudo, o mundo é vivo, né? Tudo é vivo, tudo é movimento, então a atuação vai mudando, as técnicas vão se atualizando, então se eu não tiver atualizado, eu fico pra trás. Então, assim, pra mim, não importa que eu tenha 23 anos de carreira como atriz, eu estou começando do zero num outro país. Primeira coisa que eu preciso fazer, além de pedir permissão pra aquele solo, é entender a cultura que eu vou estar inserida agora, que eu vou, não, que eu estou inserida agora, é entender a indústria.
que eu estou inserida também, então como funciona essa indústria, e entender o modo de atuação, que é outro completamente diferente. Só que eu fiz essa escolha consciente de me mudar para lá, porque com 23 anos atuando aqui, eu senti que...
quando assim, nada mais tá me motivando, ah, vai chegar mais um filme, eu vou fazer mais um filme, vai chegar uma série, eu vou fazer mais uma série. E é isso. E é isso. Então eu vou ficar mais do mesmo aqui. E eu também não tô, eu não fiz uma escolha de ir pra lá e nunca mais trabalhar no Brasil, de modo algum. Eu amo meu país e pra mim a maior honra é voltar hoje pra fazer um filme aqui, que foi o que eu fiz ano passado. Eu voltei pra fazer Entrelaçados, que é um filme que eu protagonizei, com um elenco incrível, que eu também sou produtora executiva.
E que vai sair esse ano, se Deus quiser. E foi um filme que eu estava morando lá. Eu entrei no avião. Vim pra cá pra fazer o filme. Falei, nossa, olha que sensação gostosa. Eu tô voltando pra casa pra atuar. Então, assim, eu não larguei a indústria brasileira. Mas agora eu estou explorando um novo viés. Completamente diferente de tudo que eu vivi até agora. E você tem contato com atores brasileiros e atrizes lá pra trocar informação? Tenho. Só no meu prédio moram três. É? A gente que tá trabalhando já? Sim.
Meu amigo fez Yellowstone. Uma outra amiga minha. E o que eles falam de experiência? Eles falam que são mil auditions pra você pegar uma. É? Tipo, mil testes pra você pegar uma. É tipo isso. E de grana lá? Demora um tempo pra você começar a ganhar um dinheiro bom lá? Ah, demora. Mas assim, lá é a mesma coisa da Gabi que eu fui aqui. A gente não falou do salário da Malhação. Mas eu ganhava na Malhação R$ 1.800 por mês. E aí eu ganhava um VR. Com um site que eu amava o meu VR, inclusive.
700 reais por mês do meu VR, que é ajuda de custo, né? E eu fazia uma comprinha ali pra casa. Na época, 700 reais dava. Hoje em dia é o azeite, é 700 reais. Pois é. Então, eu... Como eu percebi que esse lado de atriz não ia me dar muito dinheiro, infelizmente...
Eu fui exercitando outras coisas. Então, foi aí que eu tive a carreira de influenciadora. Eu transformei num business. O que eu mais ganhei dinheiro hoje foi como atriz. Foi como influenciadora e empresária. Então, os meus equities, os meus trabalhos de influenciadora, os meus contratos anuais. Tudo isso, eu pegava esse dinheiro aqui no Brasil e produzia.
Levar pra minha produtora de filmes e fazia filmes. E ganhava prêmios e ia fazendo esse ciclo. E a mesma coisa que eu vou fazer lá. Eu cheguei lá falando, não, vamos só atuar. Porque eu tô cansada, fiz tanta coisa no Brasil, aqui. Eu vou me reinventar, uma nova vida, uma nova personalidade. Não existe. Eu tenho amigos que são atores e que eles trabalham como garçom. Pô. É.
Porque lá a gente fala dinheiros, porque a gente não converte. E o custo de vida lá não é alto em dinheiros. Claro. Se eu for converter... Então, por exemplo, um aluguel de um apartamento legal, se você for dividir com alguém, você vai pagar mil dólares, mil e quinhentos, dois mil dólares. Ah, quero elevar um pouco o patamar, três mil dólares, três mil dinheiros. Aqui, um aluguel de patamar elevado é o quê? Seis, sete mil?
Dinheiros Então lá com 100 dólares no mercado Não, acho que eu nem consigo Se eu chegar no mercado por gastar 100 dólares Eu tenho que me esforçar muito Esses dias eu lembro que eu fui fazer um almoço Pra vários amigos Falei, não, vou fazer um almoço, cozinhar pra gente Fui no mercado, gastei 36 dólares Falei, gente, que absurdo, comprando sobremesa Sorvete raguendaz Aqui no Brasil só raguendaz É 36 dinheiros, né Então lá vale muito a pena
Nesse quesito do dinheiro, quando você ganha em dólar, funciona muito. Mas é um... Tudo é novo, né? É um novo game. Você gosta de morar lá? Eu gosto. Você já se adaptou à vida americana? Você tá em Los Angeles? Eu tô em Los Angeles, em West Hollywood, bairro dos gays. É mesmo? Tô ótima. Eu te chutei de novo, gente. Olha, ele que tá colocando a perna aqui, cara. Eu não tirei minha perna do lugar. Não, olha, não é possível. Agora ele tá colocando a perna aqui no meu pé, não é possível.
Tem um empreendedor de mamilo na minha perna. Ela pendurou lá. Olha, eu tentei procurar outra coisa em casa, mas inútil. Não vou esquecer nunca mais um empreendedor de mamilo. Ainda bem que eu não cozei esse negócio. Não tem nada a ver comigo.
O pessoal trouxe um plugue anal lá, olha. Tá vendo aquele rabinho lá pendurado? Olha lá o rabinho de raposa. Meu Deus! Tá vendo? Aqui o pessoal traz essas... Ela não acredita. Entendi. Então tá tudo bem. Foi sorte. E a pessoa que trouxe falou que nunca usou, né? É, eu duvido. Mas esse plugue aqui sumiu um dia e apareceu uma semana depois.
E a Fabi apareceu muito feliz aqui esses dias. Colocamos câmera depois daqui. Agora vamos saber disso. Então, os teus planos para o futuro é esse. É fazer série, fazer filme nos Estados Unidos e produzir lá é mais difícil. Não só nos Estados Unidos. Isso foi outra coisa que eu entendi morando lá.
Dá pra fazer coisa pra fora? O primeiro trabalho que eu cheguei lá e eu bati na porta dele era pra rodar na Coreia. É mesmo? Aham. Mas de produtora lá dos Estados Unidos? De lá. Como que eles estão fazendo? Era. Então, porque... Não sei se você acompanha essa coisa do mercado de lá, mas as taxas de Los Angeles estão muito altas pra filmar. Então a maioria das coisas estão sendo filmadas no Texas, em Vancouver, lá no Canadá tem muito. É, Vancouver se filma muita coisa.
Eles filmam Bahamas também. Austrália é muito. Vários filmes na Austrália. Coreia também eu sabia. É, pra uma série que roda na Coreia. Então, assim, eu olhei e falei, nossa, que bacana. Eu achei que eu tava vindo pra Los Angeles, trabalhando em Hollywood. Olha só que legal. Então, eu entendi que esse visto que eu tenho, que é o One, ele abre a porta do mundo de oportunidades. Não só dos Estados Unidos. Então, estando lá, eu vou trabalhar em qualquer idioma. Porque eu já atuei em japonês. Nada vai ser mais difícil do que isso.
Pois é. Você tem noção? Eu lembro até a minha fala. Como que era? Você não vai entender, mas tudo bem. Mateiro Itogairu no. Uma delas. Quero. É? Eu falei que eu tô esperando uma pessoa. Mateiro Itogairu no. Uma comida japonesa, não é?
What is your abai for and do this? Tinha essa também. Que legal. Eu quero saber o que o pessoal quer saber. Vamos lá. Tem a pergunta aqui do Henrique Peixoto. Ele está perguntando. Gabi, você começou na publicidade e no teatro ainda criança. Criança, você foi falar. Você viu? Como uma criança. Uma criança. Aqueles que falam assim, né? É assim. O que te fez ter tanta certeza desde cedo que queria seguir na carreira artística?
O que me fez ter tanta certeza? Eu mesma e o centro espírita e a minha intuição. Eu acho que foi isso. Gente, eu não sei explicar, mas eu... Juro, a minha mãe, ela falava, assim, que eu era esquisita. Minha mãe achava que eu ia morrer cedo. Ô, louco!
Porque minha mãe é muito espiritualista. Ela falava assim, essa menina que tem 90 anos no corpo de uma criança de 4, ela tá com muito grau evolutivo, vai morrer cedo. Ela achava isso. Ficava que horror também. Mas ela falava isso. Então, sei lá, eu olhava, eu tinha certeza de tudo. Eu falava, eu vou estar lá, vai ser assim, vai ser assado. Não precisa falar o que você vê, mas você visualiza teu futuro também. Visualizo.
Não precisa falar o que você vai ver. Tá. Fala. A Mariana Souza, ela tá perguntando como foi participar do programa da Abby e se pra você, você já via como um trabalho ou pra você era apenas uma diversão de criança? Chamou de gracinha também.
Chamou. Ela me deu um selinho. Sério? Ela chegou do nada. Eu tava sentadinha assim no puffzinho, catinho ali. Depois você vai ver no vídeo, assim, as crianças no puff. Aí ela chegou assim, ai, gente, que gracinha. Pegou assim, tipo, me assistiu assim. Aí eu assim...
Perdi o bebê com a Hebe. Com a Hebe Camargo, olha só. Mas qual que era a pergunta? Foi incrível. Ela perguntou como foi trabalhar com a Hebe, como foi participar da Hebe, e se você já via como diversão ou como trabalho.
Eu já via como trabalho. Levava sério. É, eu levava muito a sério. Tudo eu levava muito a sério. Eita, como ela é séria. Era uma criança séria. Por isso que a minha mãe falava aquilo, sabe assim? Eu era meio estranha. É? É. Você chegava pra mim, sei lá, com seis anos. Ah, você não sabe o que você quer fazer, né? Claro que eu sei. Eu quero estar em tal lugar, em tal lugar, em tal dia, em tal hora. A pessoa fica assim, que isso, gente? Sai daqui. É. Chuta essa menina daqui.
Meio louca. E planos pessoais? Ah, eu quero formar família americana. Eu sempre quis casar com um gringo, acredita? É mesmo? Sempre. Eu pego vários vídeos meus mais novas e eu falava. Tanto que a minha mãe, ela se recusa a aprender qualquer idioma além do português. Por quê?
Porque ela fala, eu falo, mãe, você tem que aprender inglês pra falar com seus netos. Ela, não, você que vai ensinar português pra eles falarem comigo. Eu fico, olha como ela é. Então, assim, desde sempre, eu sempre falei que eu ia casar com um gringo. Quero ter minha família lá fora. Desde antes de ir? Dei muito antes de ir. Muito. Tanto que quando eu vi assim, ah, tô com 30 anos, acho que é hora de ir, né? Porque já já vou ficar.
É. Relógio biológico aqui, já chorando. E aí eu tô, né? Não tenho nem namorado falando isso, mas vai acontecer.
Pois é. Fala, Romer. A Larissa Mendes. Que é gringo. Romer é gringo. Você viu? A Larissa Mendes, ela tá perguntando se você já passou algum perrengue nos Estados Unidos. Passei um perrengue horroroso. O quê? Inclusive, ontem eu quase não dormi, você acredita? No último eclipse da lua de sangue, que foi exatamente há um ano atrás, tentaram invadir a casa que eu tava. Ué?
garganta até chia foi horrível assaltante, alguma coisa quer dizer, eu acho que tráfico, né porque lá nos Estados Unidos quando eu fui tirar o meu visto aqui no consulado eles me deram um papelzinho assim, agora que você vai trabalhar lá a gente cuida de você cuidado com o tráfico humano eu olhei e joguei o papel fora que tráfico humano isso é uma loucura só que o que aconteceu, eu tava lá isso fazia 14 dias que eu estava no país não sei não
E aí eu me mudei primeiro pra um lugar antes de eu achar o meu apartamento oficial. Então, realmente, não era no melhor bairro, mas mesmo assim eu não tava na favela. E mesmo que tivesse, entendeu? Não era um... Não era o lugar que eu estava. Mas, assim, a gente tenta procurar várias coisas nessas horas, né? Pra gente entender o que aconteceu. Mas, de fato, eu tava ali, indo dormir. Era eclipse total da lua. Cara.
E eu queria assistir o eclipse. Então, eu olhei pela janela, apaguei todas as luzes do quarto. Tava de pijama, sozinha. Olhei, assim, o eclipse. E a lua cobriu. E eu falei, nossa, olha que loucura. Tipo, deu pra vir da janela do quarto. Eu falei, nossa, eu nunca vi isso no Brasil. Que demais, tal. Porque ia ficar bem visível mesmo no hemisfério norte. Falei, nossa, que legal, não sei o quê. Tá, eu terminei de assistir. Saiu o eclipse, sei lá, minutos. Deitei na cama e comecei a ver um vídeo sobre o eclipse. Tá.
Aqueles vídeos, né? Que a gente ama. Agora o que vai ser removido da sua vida, não sei o quê. Cara, juro por Deus, assim, eu tava quietinha assistindo o vídeo do nada na minha porta. Na minha porta, do quarto. E madrugada? Era uma meia-noite. Tá. Aí eu olhei assim, eu... Eu fiquei assim, parada. Não tive nenhuma reação. Aí eu pensei, não, deve ser um engano, vamos parar.
Mais forte. Aí mais forte. Aí eu comecei a tremer. Falei, vou ligar pro meu empresário. Nunca pessoa que eu conheço aqui. Ainda nem tinha muitos amigos. Aí eu ligando assim pra ele. Aí eu falei, cara... Não consegui nem falar inglês direito. Estão tentando entrar aqui. Aí ele, Gabi, você não tá tendo um surto? Não tem nada acontecendo com você? Você bebeu? E eu, não, pelo amor de Deus. Estão tentando entrar aqui. No que ele falou, você tem certeza? Começaram a chutar a porta. Cara...
Cara, e a porta, só de pensar, me dá arrepio, e a porta tinha coisa de código. Sim. Então, eram aquelas portas bem reforçadas e graças a Deus a porta não cedia por nada. Ela fazia assim, mas não abria. E aí ele falou, não, fica aí, tô dirigindo até você e vou ligar pra polícia. Eu não consegui ligar pra polícia, ele ligou, pra você ter noção. Aí parou um tempo, eu falei, nossa, acho que foram embora. Não, devem ter ido embora.
Aí eu peguei e ouvi um barulho num andar de cima. É uma casa. É, numa casa, porque lá tem muito condo, que eles chamam. Casas com várias unidades, sabe? E eu falei, nossa, será que estão tentando em outro quarto? Só que eu ouvia barulho de coisa caindo em cima do meu teto, assim. E eu falava, cara, não, o negócio é comigo. E uma menina que morava nesse condo, uma mulher, eu me despedi dela, eu toda assim, parte cona, fazendo amizades no condomínio. Eu dei tchau pra ela e falei assim, amanhã de manhã eu tô indo embora.
Eu juro que a sensação que eu tenho, a intuição que eu tenho é que era uma quadrilha que essa pessoa fazia parte. Porque eu falei pra ela, amanhã de manhã, eu estou me mudando. Era uma noite antes da ir pro meu apartamento oficial. E aí, eu falei isso pra ela. E, tipo assim, eu falei isso pra ela, fazia três horas daquilo ali. Quatro. Dava tempo de ela ligar pra alguém, pra alguém ir pra lá, entendeu? E aí, beleza. Aí eu ouvi esse barulho e falei, gente, o que estão tentando fazer? Aí eu fiquei, tipo, comecei a tremer muito. Aí eu liguei pra Samantha Schmutz.
Atriz que mora lá. Liguei pra Samanta e falei, Samanta, posso dormir na sua casa hoje? Porque estão tentando entrar aqui no meu quarto. Ela, Gabriela, pelo amor de Deus. Não, óbvio, vem pra cá agora. Quando que você tem que sair daí? Eu falei, amanhã de manhã. Ela falou, não, vem pra cá agora. Você dorme aqui na minha casa. Super me ajudou.
Aí tá bom, aí nisso, voltaram pra porta e começaram a chutar muito. É nem pra ficar fazendo aqui, senão o seu cara do áudio vai surtar ali no fone dele. Mas era muito alto, é muito mais do que eu tô fazendo aqui. Foi desesperador. Eu já fui assaltada sete vezes no Brasil. Eu nunca tremi desse jeito. Era assim, eu não conseguia falar, minha boca tremia. Tipo, eu não sei nem como eu não desmaiei. Foi uma coisa horrorosa. E você tá do outro lado do mundo.
sozinha, num lugar que você acabou de chegar, sabe, cheia de sonhos, cheia de vontade, sabe, eu tava no máximo, o Brasil te acabara de ganhar um Oscar, eu tava assim, nossa, cheguei no momento certo, olha que legal, pra indústria, é bom.
E aí chutavam, começavam a jogar coisa na porta, aí eu gritei, porque até então eu tava quieto. Eu falei, a polícia tá vindo! Aí foram embora. Eu só ouvi o portão lá do condomínio da frente bater, deu dois minutos, a polícia é muito rápida lá e muito eficiente. Eles chegaram...
Gabi. Aí nisso eu falei, não, é o cara ainda. Eu não acreditei que era a polícia. E eu falei, não, sei lá, não sei, não tô aqui. E aí o cara, Gabi, é a polícia. O Richard ligou pra gente. Aí eu falei, putz, é real. No que eu abri, eles têm foninho lá, eles ficam em contato com... No que eu abri, várias coisas jogadas no chão do quarto. No chão do outro cômodo. Sim, sim. Várias coisas jogadas. Aí a polícia olhou assim pra mim, eu olhei pra eles. Ele falou, você tá bem? Eu falei...
Agora eu tô. E aí eu comecei a chorar. Tipo assim, eu entrei num... Comecei a chorar. Eu falei, nossa, olha o que aconteceu comigo. Aí a polícia falou, essa região tem tráfico humano, você tem que tomar cuidado, que bom que você não abriu a porta, porque geralmente quando você abre, ele já vem com o álcool e o negócio pra te apagar. Eu falei, meu Deus do céu. Não, me deu um desespero...
Cara, que loucura. Sem sorte, tá revivendo sua glória. Me dá até um... De verdade. Ontem eu fiquei pensando nisso. Falei, nossa, será que vai dar esse eclipse de novo? Alguém vai bater na minha porta? Sendo que o meu apartamento aqui, as duas portas são blindadas. Eu tranco o meu elevador pra ninguém subir no andar. E mesmo assim, eu fui dormir... Eu juro, assim, eu fiquei uns dois meses depois desse ocorrido. Eu tava no Uber, alguém batia na porta, eu já pulava, assim, sabe? Era um negócio que eu tava... Dramático.
Muito, e eu fiz terapia pra isso Preciso fazer mais E não sei quando vai passar Tipo assim, eu não gosto que eu tô num lugar E alguém bate na porta, não gosto Não, não, é tipo, agora eu moro 20 minutos Desse lugar Então assim, e aí meu empresário chegou Ele olhou pra mim assim Eu abracei ele, começou a chorar de novo Ele falou, não, arruma suas malas, eu vou te levar Você tem pra onde ir Se não, eu já falei com a minha esposa, você pode dormir lá em casa Eu falei, não, eu vou pra casa da Samanta Minha amiga E aí
E aí, beleza, arrumei a mala, ele me levou pra casa dela e eu não dormia. E aí, acordei no dia seguinte, eu falei, nossa... E ele me contou uma história de uma atriz que se mudou pros Estados Unidos pra começar a carreira e ela foi morta. Tá louco. Tipo, no início, assim, ele falou, Gabi, pelo amor de Deus, cuidado por onde você anda, cuidado com o que você vai fazer aqui, aqui é terra de louco, Gabi. E ele é americano, ele explicando, falando, no Brasil, tudo que você me conta, eu sei que tem violência, que tem assalto, mas aqui é gente louca.
E aí eu fiquei assustada. E aí depois disso, já no bairro que eu moro hoje, que é um dos mais seguros, três vezes eu voltando da academia, para um carro, o cara desce imediatamente e vem me abordar. Começa uma coisa meio, não, me dá seu celular, você é muito bonita, a gente pode tomar um café. Primeira vez eu fiquei assim, só saí andando, fingi que não ouvi não, porque eu olhei no olho do cara, né? Mas eu saí andando. Terceira vez eu estava mandando o cara tomar no cu.
xingando o cara e saindo, assim. Então, e uma vez, também, um mendigo me pediu comida. Ele não tava vestido igual ao mendigo, mas ele... Morador de rua. Acho que é, né? Não pode falar mendigo, gente, desculpa. Morador de rua. Acho que a gente usa a expressão, mas é errado. Morador de rua.
E eu tava comendo num chicken fillet, um fast food que eu amo, e eu tava lá comendo, toda feliz, não sei o quê. Aí ele chegou e falou assim, eu quero comer, não sei o quê, como se eu falar várias coisas em inglês, declarar umas coisas. Eu falei, claro, na hora eu peguei a primeira coisa que eu vi daí pra ele, que era batata frita. Aí ele olhou pra mim e falou, não quero batata frita, eu quero hambúrguer.
Só que não vende hambúrguer nesse lugar que eu tava. Então, tipo, eu fiquei assim, caramba, e agora? Eu faço o quê? Aí a pessoa que tava comigo falou, não, você não pode conversar. Olha pra frente, fica quieta. E eu fiquei assim, nervosa, olhando pra pessoa que tava comigo. Ele veio e sentou na nossa mesa. Aí eu falei, não, vamos levantar, eu tô com medo. Levantei, a gente foi andando, ele veio até mim e jogou a batata frita em mim. Cara... Aí eu fiquei assim...
Tem uma pessoa doida lá. É, uma outra amiga minha tava atravessando a rua, uma moradora de rua veio, deu um soco no dente dela, quebrou o dente dela. Uma brasileira, minha amiga Mari. Não falou nada. Nada. Literalmente veio, e ela filmou. Ela pegou o celular na hora, mostrou o dente quebrado, e a moradora de rua tá vindo embora. Então, assim, lá é terra de gente louca.
Então, assim, esse American Dream que as pessoas têm... A galera chegar e atirar no lugar, tem essas coisas. É, eu acho que a gente tem que... Não importa o lugar onde você tá, na minha opinião. É, cada um tem. Não existe lugar seguro pra uma mulher viver no mundo. Entende? Então, assim, eu passei por coisas nos Estados Unidos. Em um ano, já passei por cinco coisas diferentes. Mas você consegue sair à noite sozinha, andar? Ah, eu evito.
As pessoas ficam, não, mas é o lugar que você mora. Los Angeles está abandonado. É, Los Angeles o pessoal fala que está meio... Eu postei um Reels contando isso. E aí eu recebi mais de 5 mil comentários. E eu fui ler. Várias pessoas falaram. É o lugar onde você mora, não sei o quê. Aqui, não sei onde, não acontece. Então, assim, eu não vou pagar pra ver em lugar nenhum que eu for. É, eu passei em Sandíaco. Agora em janeiro, o pessoal falou que era tranquilo.
Eu podia andar de madrugada e eu andei direto. Mas Los Angeles, realmente, o pessoal fala que está complicado.
Ah, mas ser uma mulher também, assim, é muito complexo. Muito mais perigoso. Hoje você tem visto várias coisas, assim, eu já passei por coisas no Brasil também, por, claro. Então, assim, acho que ser uma mulher no mundo, a gente precisa estar sempre muito atenta. Com certeza. O que é um saco, porque é um saco você viver em hipervigilância. Sempre desconfiando de tudo, sempre alerta. Imagina o sistema nervoso, você tá ali sempre por um fio, né? Pois é. Então é uma panela de pressão, é muito ruim.
Pois é. Fala, Romer. Vamos lá. A Juliane Cruz, ela tá perguntando qual foi o maior choque de realidade ao tentar espaço em Hollywood. Você achava que era de um jeito e descobriu que era de outro.
Eu acho que o fato de atores incríveis, consagrados, ao meu ver... Estarem competindo contigo. Estarem competindo ali no mesmo papel. Você achou que chegava num nível e esse pessoal nem fazia teste com todo mundo. Ou que eu que... Eu pensava assim, não, eu vou fazer teste e eles são convidados. Não, eles estão juntos no páreo. Meu Deus do céu. Aí agora ferrou, né? Fazendo teste com o Tom Hanks. Não pensou? Pois é. Então isso foi uma coisa que me assustou. Eu não imaginava. Pois é.
Fala, Romero. O Lucas Martinelli, ele tá perguntando, participar do aprendiz mudou a sua visão sobre negócios?
Acho que o Participado Aprendiz construiu a minha visão sobre negócios. Foi diferente, viu, Lucas? Acho que eu cheguei ali, entrei uma e saí outra completamente diferente. Esse programa, ele me empoderou, sabe? Eu saí de lá e falei, nossa, eu sou empresária, olha só. Sou empresária, vou... Vou abrir vários CNPJs por aí. Fazer uns cartões escrito Gabi Empresária.
E sair de ser burino. Fala, empresário. Vamos lá. O André Miguel, ele tá perguntando como que foi que você se preparou pra fazer o papel em Malhação de uma lutadora. Quatro meses de luta? Brincadeira. Eu acho que tudo que eu vivi antes da Malhação foi uma preparação pra chegar na Malhação. Sem dúvidas, assim. Eu acho que tanto como atriz, assim, tipo, se eu juntar Fátima Toledo, Wolf Maio, do Rodrigues, Secrearte, todos os cursos que eu fiz na vida, um monte de workshop.
Eu acho que, porque a Malhação foi o meu primeiro projeto de CLT, né? Você fica ali contratado na emissora de segunda a sábado. Então, é aquela coisa também, postura, forma de lidar, né? Querendo dar, é muito estressante. Você passa ali 12 horas por dia esperando ser chamado pra estar na cena, pra não estar na cena. São o quê? 21 cenas, às vezes, que gravam em um único dia. Então, você decorar todas, estudar.
É um processo diferente de tudo que eu tinha feito. Antes disso, eu tinha feito filmes, séries, projetos menores. Então, literalmente, tudo me preparou pra eu chegar ali naquele momento, sem dúvida, e fora a luta. A própria Globo investiu na gente. A gente ficou quatro meses fazendo aula de luta, todo o elenco. Juntos com o Flávio Almendra, que é o chefe da Federação de Muay Thai do estado do Rio de Janeiro.
E ele ia na gravação, então era muito engraçado que às vezes a gente tava fazendo alguma coisa e ele, para, para, corta! Tão errados! Então era assim, tinha que levar tudo muito a sério, assim, sabe? Melhor pra vocês também. O Thiago Ramos, ele tá perguntando aqui como que foi atuar nos filmes que contam a história de Susanne von Richthofen.
Isso aí foi surreal. Tudo foi um presente na minha vida, né? Mas isso aí foi muito... Uma das experiências mais diferentes que eu vivi. Porque a primeira vez a gente fez dois filmes ao mesmo tempo. Primeiro, como que você soube do caso? Você lembra de... Lembro. Me pegou muito, você acredita? Eu era bem nova, mas me pegou muito. Ela tinha oito anos, nove anos. Mas eu assistia. Você vai atuar fazendo essa garota, né? Deve ser muito estranho.
Não, assim, eu... Primeiro de tudo, né? Eu acho que a mecânica da coisa foi muito surreal. Porque a gente filmou dois filmes ao mesmo tempo. Então, chegava o roteiro pra gente. Ah, hoje a gente vai fazer a cena 24.1.1, 24.2. E era muito diferente, não?
É porque cada filme foi uma versão. É. Então, o Rafael Montes e a Elana Casóis, os roteiristas, eles foram muito fiéis ao julgamento. E aí, o que você tem que fazer quando você tem um filme e que retrata um crime, você tem que ser super fiel ao julgamento. Porém, os julgamentos até hoje não batem. Do Daniel e da Suzane. Um conta uma versão, outro conta outra.
Então, pra ser fiel, eles optaram por fazer dois filmes, o que eu também achei super coerente, né? E acho que a própria audiência também. Então, a gente filmava as cenas de duas versões. O Daniel conta que a Suzane, a galera, era drogada.
E na versão da Suzane, ela conta que era tudo mais tranquilo. Não, a gente tava bem, tava tudo certo. Então, quando chegava a versão ponto dois, que era a versão do Daniel, o diretor falava, agora sobe dez tons. E aí, quando era a versão da Suzane, agora baixa. Então, era muito doido. Eu nunca fiz nenhum outro filme assim. Imagina, a gente tá aqui agora nesse cenário. Grava de um jeito, corta. Agora com outra energia.
É, literalmente, outra energia. E depois, grata surpresa, né? Me ligam depois de dois anos, acho, a gente vai fazer um terceiro filme. E aí a gente fez A Confissão. Entendi. Que é uma versão um pouco mais hardcore que embutiu já as duas versões. Então foi outra coisa. Mas você chegou a pensar sobre retratar uma assassina e tal?
Eu não fiz o papel da Susana, né? Eu fiz o... Mas assim, de estar ali na energia do crime. Porque a gente fez um programa aqui com o Ulisses, né? Dessa série e tal. E teve várias perguntas, né? Mas vocês não acham que estão... Como chama? True crime. É, estão... Romantizando. Romantizando a vida de assassinos, de criminosos e tal.
Mas isso é um cinema americano, a série sempre fez, né? É isso. Não, eu acho que assim, o filme ele não romantiza. O filme ele é bem fiel ao julgamento. Inclusive, se você assistiu os dois primeiros, né? Eles são a menina que matou. É. O julgamento corta pra imagem de cobertura. É confissão, tá no Amazon Prime também. Vou ver.
é julgamento imagem de cobertura então ele é literalmente muito fiel ao que realmente aconteceu então não é uma floreada não é uma romantizada é uma ilustrada do caso que mais chocou o país e quando você faz um filme de crime a sua ideia na verdade não é instigar as pessoas a cometerem crime muito pelo contrário é colocar uma luz um holofote naquele lugar
para se discutir esse tema e que tem o menos. Por exemplo, hoje em dia a gente fala muito mais de violência contra a mulher. Agora a gente está num momento expondo muito mais. Não é fala mais, é expondo. Você vai ver daqui a uns anos esses números diminuírem. Por quê? Porque quando você expõe, você começa a discutir mais a penalidade disso. Você começa a ter muito mais ONGs, instituições olhando para isso, indo atrás para, de fato, tomar uma ação efetiva porque isso não acontece. A mulher começa a perceber os sinais antes de acontecer também.
E tem muito parricídio no Brasil. Esse lugar do pai matar o filho, do filho matar o pai, infelizmente, é grande. Então, a ideia de contar essa história é pra discutir o parricídio e não pra estimularem pessoas a cometerem crimes, né? Então, acho que também é uma visão que as pessoas precisam entender, porque a arte é política. Pois é.
A ideia da arte no Brasil... No Brasil não, a ideia da arte no mundo é discutir temas e levantar histórias e conceitos pra... E deve ser estranho porque o True Crime é uma coisa mais recente no Brasil, né? De fazer... Retratar esses crimes hediondos que aconteceram. O Leonardo Oni... Como chama a outra lá? Tem a Elize Maxonaga. A Elize e tal. Fala, Homer. Aqui foi.
É o seguinte, depois de você me chutar tanto assim, estamos chegando ao final. Agradecer demais o papo. Toda a sorte do mundo para a tua carreira e para a tua vida. Não imaginava que você tinha essa energia. É incrível como ter uma vontade de viver, de fazer as coisas. Isso acho que transparece para o pessoal. Mas você não está totalmente livre de mim. Sempre termino com três perguntas e contigo não vai ser diferente. Pode ser?
Nossa, a Fabi me mandou, mas eu não me preparei Pronto, vai ser que nem aquela Sem roteiro e sem ler nada Meu Deus, no improviso Primeira pergunta, não sei se você já respondeu Gabi, qual foi o momento mais difícil Da tua vida ou da tua carreira? O momento mais difícil da minha vida ou da minha carreira? Pode ser o mesmo, pode ser momentos diferentes
Olha, acho que o momento mais difícil da minha vida e da minha carreira, que é o mesmo, sim, é a mudança pros Estados Unidos. Cara, eu nunca chorei tanto na minha vida, nem em velório, tá? É. Quando eu entrei nesse avião e dei embora. Sério? Juro. Tu foi sozinha? Porque eu fui sozinha, obviamente, mas a minha alma...
Não foi ninguém de seus pais? Ninguém. Nenhum começo, nada? Não. Trinta anos nas costas. Peguei minhas coisinhas, botei tudo em três malas, fui escondida. Roupas? Ah, levei o que... O que dava. O resto eu doei. E eu só tenho as coisas que estão lá. Inclusive agora eu tô assim, não tenho roupas aqui no Brasil. Vim com uma malinha também agora. Mas eu chorei muito e eu fiquei com tanta vergonha porque o meu pai nunca chorou.
Eu nunca vi o meu pai chorar na vida, o que é uma droga, né? Droga, vocês homens tem que parar com isso, cara. Eu acho que sensibilidade é linda. É, não fala isso pra mim, o pessoal me chama de chorão, eu sempre tô chorando. Ah, então tá. Não, isso é ótimo, eu fico feliz, tá? Mas meu pai também, ele foi chorar depois de velho só. É, então... Agora também não para de chorar também. Claro que meu pai já chorou, né? Mas pelo menos não na minha frente. E aí quando eu pisei no aeroporto de Guarulhos, eu tava ali...
guardando toda a emoção, né? Tipo, ai, tá bom, tô me mudando, mas não é tão assim, Brasil, logo ali, tá tudo bem, já já eu volto. Aí eu dei play no áudio do meu pai, e aí meu pai tava assim, eu guardei esse áudio, inclusive, né? E aí meu pai fala assim, filha, tô muito feliz que você tomou essa decisão de riba de verdade agora, se eu parar pra pensar, você...
E aí eu... Do meio do aeroporto de gordura. As pessoas começaram a me reconhecer. Aí eu nunca vou esquecer disso. Eu fui no Starbucks. O cara me ofereceu guardanapo pra me enxugar. Olho vermelho. Não, chorando mesmo. Não conseguia. Ainda tava chorando. Foi compulsivo. E aí eu falei, cara, eu não posso chegar assim nem na imigração nos Estados Unidos. Senão o cara fala... Não entra não. Você tá fugindo de algum problema, amor. E aí eu desesperada. Eu entrei no avião, eu coloquei o tapa-olho.
E escorria, escorria. E eu ficava, cara, que loucura. Acho que eu tô indo embora mesmo. Eu acho que assim, a minha alma sabe mais do que eu. Óbvio, né, Isor? Mas eu digo assim, a minha alma sabe que eu estou indo embora. Porque pra Gabi, mentalmente, é tipo, para, cara. Compre um voo e volta rapidinho. E eu vim bastante. Nesse meu primeiro ano de mudança, eu vim oito vezes pro Brasil. Nossa. Eu vim palestrar no Hotmart Fire Festival.
Eu vim pro meu evento, o Influent Summit. Inclusive, eu quero te convidar pra ser palestrante.
Quero. Com certeza. Nossa, ainda bem que eu falei disso. No Expo Center Norte, 24 e 25 de junho. Tá, tô aqui. Já montei até um painel com a sua cara. Vou mandar tudo lá pra você no Instagram. Ai, gente, que bom. Tá gravado? Tá gravado. Qual coisa você tira? Não tem como. Não tira não.
Vou denunciar você no Twitter, vou xingar você muito no Twitter. Te fingar muito no Twitter. Não, tô dentro, tô dentro. Então eu acabei voltando muito. Então assim, até meu pai falou isso na minha terceira, quarta vinda. Ele falou, ah, nem dá pra sentir muito que você foi embora, né? Eu falei, olha como são as coisas. De repente vocês se viam menos quando eu tava aqui, né? Tipo isso, porque você fica com a desculpa de, ah, tô corrido, vamos mês que vem. Tá lá, qualquer hora se vê.
Agora, esse ano, como eu tenho filmes pra fazer lá já, já assinei os contratos. Já tem? Já. Então, como eu já tenho três filmes pra fazer lá, eu tenho certeza que eu vou vir bem menos pra cá. O contrato é como? É por tempo? Você fica um tempo? Por obra. Então, mas você já sabe quanto tempo vai durar a gravação? Sim, o número de diárias, o preço por diárias, offers que falam. Caramba. Você manda a offer, aprova e assina. Olha que legal. Então, eu tô nesse lugar, mas assim, não. Agora eu estou indo embora.
Sabe que pode zero contar, né? Lá é muito pior que aqui. Aqui a gente já assina um NDA. Então você não pode contar, mas às vezes você vai num podcast ali e você tá... Mas não é latina? Não. Meu primeiro papel, que o próximo filme que eu vou fazer agora é americano. A gente vai rodar em Massachusetts. E é um filme de terror.
Sempre quis. Massachusetts é um negócio que se... Massachusetts. Vai rodar lá? Rodar lá. E eu fiquei super animada, né? Quando o empresário falou, eu falei, nossa, vou ficar num... Tipo assim, um estado diferente, um lugar diferente, não vai ser Los Angeles, achei divertido. E o lance de sotaque, alguma coisa? E lá vai dialect coach pro set. Nossa. Não é só falei japonês, acho que a coisa mais difícil já foi feita. Daqui pra frente é só aventura, diversão e leveza.
Exato. Pô, que legal. Segunda pergunta é o seguinte. Então foi isso. O momento foi entrar naquele avião. Gente, parece que estão me espancando. Chorada. Agora o que vier é tranquilo. Segunda pergunta é o seguinte. Você é muito nova. Não sei se te avisaram ainda, mas a gente vai morrer um dia.
Ah, tô sabendo, claro. Já morri tantas vezes. Tem muito tempo aí pra fazer muita coisa. Mas esse vídeo aqui, esse podcast, vai ficar algum tempo além da gente aqui. Então manda um recado pra quem tá vendo a gente no futuro, quais seriam suas últimas palavras, teu epitáfio, Gabi. Meu Deus do céu.
Pode ser em português mesmo. Não, não precisa nem ser japonês. Que coisa profunda, cara. Que eu comi uma balinha. Não sei o que eu falaria. Espero não falar nada, né? Espero dormir. Não, nem isso. Espero só falar, ai, até amanhã. Pronto. Nunca mais acordou. Eu não sei. Antes feito do que perfeito, mas nunca mal feito. Meu livro está na Amazon. Eu irei, mas o meu livro ficará. Então, compre meu livro na Amazon. Cadê meu livro?
Para com isso. Você não trouxe? Não. Você acredita? Mas eu vou mandar. Me dá o endereço. Mande que eu quero ler. Vou mandar pra cá. Vai ficar isso? Antes feito aqui. Não, não. Vou levar comigo. Não, eu tô falando... O quê? Na lápide você escreveria isso? Não. Na lápide vai estar escrito. Aguentou muito e foi simpática. É. A frase da lápide você não falou. Aguentou muito e foi simpática. Ainda foi simpática. Acredita? Gostei. É.
Gostei. Tem um cara que veio aqui e falou assim. Escreveria. Não falei que eu tava doente?
Nossa, mas isso aí ele já tá decretando que vai morrer por doença. Deus me livre, gente. E ninguém tava acreditando nele. Vamos fazer só um desencarne leve, uma passagem assim, ó. Tipo um... Você acredita em reencarnação?
Acredito, sei todas as minhas. Sério? Claro, todas as minhas eu exagerei, vai. Todas as minhas eu exagerei muito, porque eu já vivi mais de mil vidas. Ô, louco. Você também. É? Com certeza. E todo mundo que tá assistindo. Ah, mas a minha religião não interessa, você não precisa acreditar pra coisa existir. Não pode ser a primeira vez. Pode ser a primeira vez também. Não. Não é difícil. Não é difícil.
As almas novas, pelo que eu sei, também elas estão vindo de outros lugares, tipo outras constelações, galáxias. Mas ainda assim são muito antigas. Eu já vivi muitas vidas, então. Com toda certeza. Você tem medo de alguma coisa muito explícita? Tipo... Altura. Ah, então você já morreu caindo assim. O que é mais? Cobra. Já morreu numa picadura. Do que você tem medo?
Aí que eu tenho um negócio, eu não tenho muito medo, sabe? Sério? É, mas eu morri bastante, já cheguei a olhar. Eu já olhei uma vida que eu fui queimada. Então você tem algum negócio com fogo, não? É que eu nunca cheguei perto, assim, de um incêndio, de uma coisa, pra sentir esse medo, assim. Mas, nossa, várias. Eu vi uma vida que eu morri num navio também, de um jeito bem ruim. Já vi uma vida em guerra que eu fui um homem, que eu tava um homem no meio da guerra.
várias, eu faço muita regressão, eu gosto muito desse terreno regressão, constelação apométrica a regressão? é um tipo de hipnose? é diferente o jeito que essa mulher faz mas você tá consciente
Tô consciente? Você abre o olho e está no lugar, você fecha o olho e você tá lá. Aparece um filminho que você tá extinto. E aparece tudo visualmente pra você? E você sabe que dois amigos meus, o Diego e o Fê, eles criaram uma coisa muito louca que se chama Mentor Quântico. Muito louca mesmo, tá? Muito especial. É como se fosse a consciência...
Um download da consciência para uma máquina. Então, é tipo um prompt dentro do GPT, por exemplo. E esse prompt foi educado com ensinamentos de registros acásticos, astrologia, numerologia, cabalística, vários tipos de ensinamentos, espiritismo.
Então, esse prompt tem ali dados seus e coisas suas. E eu já fiz vários testes, inclusive, quando eu comecei, né? Quando eles falaram, não, entra aí pra você testar e tal. A gente não vende, eles não comercializam. Eles falaram, entra aí nesse prompt pra você testar. Eu tô usando há seis meses. O quanto a minha vida mudou, os saltos quânticos que eu dei. Então, assim, existe de fato uma matrix, existe de fato uma espiritualidade. E assim, eu já vi nave várias vezes, né?
Eu acredito muito em alienígena. Aqui, ó. Muito. Aqui.
Onde? Interior? Da minha casa, não. Primeira vez em Osasco. Sério? E eu tava com uma pessoa... É hora que eu procuro, viu? Minha mãe já viu. Então, mas essa é a questão. Geralmente é quando a gente não tá procurando, ué? Eu sempre tô procurando. Eu nunca olhei e falei, deixa eu ver se eu vejo e aí você vê. Tem uma casa na montanha e eu fico lá à noite, às vezes, olhando pro céu. Uma vez eu tava assim, ó, conversando com um amigo meu, o Lucas.
Inclusive, a gente tava no telefone ontem e a gente lembrou disso. A gente tinha 13 anos de idade. Eu tava lá na varanda. Nossa. Essa varanda em Osasco. E a gente aqui... E aí
era, pô, no que eu olhei, um negócio vermelho andando em mil coisas, eu fiquei, porra é essa? Só que no que eu olhei, eu falei, ah, não vou estimular a lua ver também. Aí eu só fiquei assim, tipo, dentro de mim, que porra é essa? Que porra é essa? Ele falou que você tá olhando, aí no que ele olhou ali, amiga, e a gente falava muito de ET.
um canal que a gente acessava, então assim, eu acredito nas coisas que eu acredito, eu não preciso que ninguém mais acredite pra que eu acredite, e essas coisas não precisam que ninguém acredite pra que elas existam. Então hoje tem muitas revelações, hoje tem muitos pilotos falando, mas desde meus 13 anos eu falo, eu acredito, existe, tá isso, você não acredita problema nenhum, não sou eu que vou te evangelizar e acreditar.
Esse ano parece que vão falar alguma coisa Já estão falando Tem um filme do Spielberg aí Já viu? Eu vi o trailer só Não, mas estão falando muito há muitos anos Todos esses documentários Obama, boca mole falou Já revelou Aliens são reais O Trump falou, não era pra ter falado Eu acho que o Trump é do planeta Nibiru Eu acho que o Trump é um ET do planeta Nibiru
Mas eu quero muito ver. Eu já contei aqui de uma bola de fogo que me acompanhou lá. Mas até hoje eu não sei o que era. Alguma coisa tem, né?
Não, eu estudo as raças. Sabe quando eu comunguei o Ayahuasca? Primeira coisa que apareceu pra mim... Uma vez só eu fiz isso. Uma vez só eu também. Foram os arcturianos. Aí eu... Eita, caralho! Eles são aqueles loiros ou não? Não, são os azuis. Seres azuis da estrela de Arcturus. O que você acha isso daí? A estrelação de Arcturus. São mais disseminados, assim. Geralmente os espíritos aqui em terra. Estão em terra, né? Porque é uma configuração de alma.
Sei. Que eles são curandeiros. Poder de cura geralmente são seres arcturianos. O que você viu na Ayahuasca?
Foram três doses também? Aquele esquema? Uma dose? Não, parei na segunda. Eu parei na segunda também? Parei na segunda, porque eu entrei. Eu ouvia o Alexandre, o cara, falando assim, se você não entrou na força, pode comungar mais uma. Então, na primeira eu não entrei. Entrei na primeira e entrei na segunda. Não entrei na primeira. E aí foi tão forte essa daí, que a terceira não quis tomar, não. Não, quando eu vi, eu falei, ah, vambora.
Já entrei. Quem quiser a terceira, o veneno do saco... Você conversou com você mesmo?
Cara, não. Eu fiquei confessando com dois ou três eus, assim. Foi muito louco. Caramba, eu vi um time da Marvel atrás de mim.
Falei, que eu tô aqui com vocês. Aí eu falei, e aí, galera? Vambora, a gente tá com você ali. Tinha umas músicas também de fundo? Tinha. E era muito louco que eu abri o olho e tem toda uma equipe, né? Em terra mesmo, né? Aterrada ali. Tinha uma senhora que eu tava lá também distribuindo. Ela tava com a mão pra trás. Eu via real. Ela era real. Real, real. Em terra.
Eu via ela muito maior do que ela era no físico. Sim. E aí quando eu vi isso eu falei, nossa, isso é a real da parada. Tipo assim, você tem o seu corpo físico. Sim. E você tem o seu corpo espiritual. Que é diferente. E às vezes muito maior. É? Sim, depende da raça que você é, de como você é, em questão de semente estelar. Sim, sim. Então tem gente que você fala, nossa, a pessoa é gigante.
Ou também, assim, acho que ser é um estado de espírito. Você não é nada, né? Você está coisas. Então, nós somos estados vibratórios e vibrando em frequências o tempo inteiro. As frequências podem ser alteradas a qualquer momento. Se eu pegar aqui o escopo e jogar em você agora, você vai alterar a sua frequência. Se eu ficar te chutando aqui, você vai se irritar daqui a pouco.
Ainda não. Ainda não, né? Mas chuta mais um pouco esse rito. E aí você vai alterar seu estado vibratório. Então, assim, nós fomos vários estados de espírito. E eu via o estado de espírito daquela mulher gigante, assim. Eu acho que o ayahuasca, ele deixa a gente num estado bruxão mesmo. Pode ser, pode ser. Eu achei muito louco.
Outra coisa, é a terceira pergunta estamos, né? Isso aí. No que você se pega pensando, Gabi? Antes de dormir, qual é a pergunta que você se faz hoje em dia? Pode ser boba. Saco esse momento, né? Não, sério, antes de dormir, eu só queria que a minha mente pô... É, fica pensando em muita coisa. Ah, penso em tudo. A morte da bezerra, o que eu comi no dia, o que eu vou comer no dia seguinte, como tá aquela amiga...
Na época de Matusalém, que eu nem falo mais, a Gata tá bem, tá viva, tá tudo certo. E os contatinhos, cadê? E aí, como é que tá lá meu apartamento em Los Angeles? Como tá meu roommate? É isso, eu penso em tudo, menos nunca precisava pensar antes de dormir. Pois é. Aí às vezes eu começo a negociar comigo. Tipo? Tipo, fica quieto e vai dormir. Ah. Começo, aí eu tenho um comando que eu fico assim, dormir, dormir, dormir, dormir.
Não, sério, porque eu falo, vai, você... Porque eu sou um espírito, mas eu habito uma máquina. Então, às vezes, eu entro em comunhão com essa máquina e fico lá, vamos nessa, vamos juntas ali. Porque você não é o seu pensamento. Não assiste o filme alguma coisa pra ajudar a dormir? Ah, é só vídeo espiritualista. É? Só coisa esquisita.
Mas pra escutar. Não, ficou assistindo no YouTube. Ontem à noite eu tava vendo tudo do Eclipse. Porque eu falei, eu quero organizar super. Vai ter um Eclipse Solar em agosto. Eu vi, vai ser no signo de leão. No meu signo, eu tô amando. Eu vou lá, vou lá na Espanha. Mentira. Vai uma turma lá assistir. Se eu não estiver gravando... Vamos? Vamos. Vai ser na Espanha, o melhor lugar pra ver. Se eu não estiver gravando, bora. Ou é na...
Gruelândia ou na Espanha Nossa, Gruelândia seria incrível Mas a Espanha é maravilhosa também E aí eu tava vendo o eclipse porque eu falei Não, eu quero trazer pro mental Porque você sabe que quando me mandaram as datas Pra escolher aqui Me mandaram tipo 1 do 3 e 3 do 3 Eu falei, ah, eu vou no dia do portal Você acredita? É um portal? Claro Hoje na madrugada 3 e 33 ID não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não não
Do dia 3 do 3 aconteceu esse eclipse solar, esse eclipse lunar, a lua de sangue. E foi exatamente um reset global pra esse lugar da quebra da Matrix. Porque assim, a Matrix vem se rompendo há muitos anos, né? O véu rasgando. Sim, dá. É tudo, né? Membrana da realidade.
É, todo mundo tá se ligando de tudo, assim. Tem tantas coisas que elas já existem há anos e a gente só não sabia. Então agora é quase como a era da merda no ventilador. A gente já sabia que existia merda. Agora a gente tá entendendo o desdobramento disso. Tá todo mundo podendo acompanhar. E exatamente hoje faltam... Que susto. Exatamente hoje faltam 303 dias pra acabar o ano. Então são muitos três envolvidos. Então é um grande de um portal. E três é um número forte. É.
Gabi, obrigado demais. Obrigada a você. Falamos por meia hora, 40 minutos. Você acredita? Só, mentira. Não, duas horas e meia quase. Meu Deus do céu. Eita como fala. A gente fala. Obrigado demais. Obrigado vocês que estiveram com a gente aqui. Obrigado, Romer. O que você tem para falar? Bom, agradecer demais também a nossa patrocinadora aí, o Pix do Milhão. Está patrocinando esse episódio. Se você ainda não deixou o seu like, está panguando, cara. Tem que dar o like agora. Vale demais. É.
E o que o pessoal escreve nos comentários, querido Homer, pra provar que chegou até o final dessa conversa? Olha, tem bastante coisa, mas pra provar que você chegou até o final, coloca aí. Pregador de mamilo. Pregador de mulher. Não, Jair, esgola que eu acredito em ET. Achei que ia falar cara de fudida. Eu não quero aquela. Energia. Energia de fudida. É uma boa também. Eu pensei em outra também. Obrigado, tio Júnior.
boy, né? Essa é muito boa. Cara, coloca aí, coloca aí, obrigado, tio Júnior, bem lembrado. Coloca obrigado, tio Júnior. Vou fazer uma homenagem ao tio Júnior, né? Eu vou tatuar ele. Tatuar, obrigado, tio Júnior. Ela ganhou no Oscar, ela abaixa aqui nas costas a escritora, obrigado, tio Júnior. Obrigado, tio Júnior. Meu Deus do céu. Ela com o quê? Espuma nos seios.
Obrigado demais, Gabi. Que papo legal. Seja muito feliz. Foi uma honra. Você também. Fique com Deus. Você, o pessoal de casa. Obrigada. Obrigada, gente. Rede social. Não precisa, mas passa, né? Arroba Gabi Lopes com dois S's. No ex. Gabriela Lopez. Ainda é. Gabriela Lopez G. Facebook. Como o pessoal te chamou nessa vez.
Gabe Lopez Gabe Lopez Gabe Lopez Gabe Lopez Gente, bota aquele vlog dele que vocês vão achar É isso, valeu vocês, fiquem com Deus Beijo no cotovelo e tchau e que bom que vocês vieram Valeu, fui
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