Episódios de Inteligência Ltda.

1797 - NEGROS E DE DIREITA? CRIS CORRÊA, GUTO ZACARIAS E JOTA

26 de março de 20262h38min
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CRIS CORRÊA é pedagoga, JOTA é comentarista político, e GUTO ZACARIAS é político. Eles vão bater um papo sobre a possibilidade de haver negros de direita. Já o Vilela chuta com as duas e sempre cai.

Participantes neste episódio4
R

Rodrigo Cáceres

HostHumorista
C

Cris Corrêa

ConvidadoPedagoga
G

Guto Zacarias

ConvidadoPolítico
J

Jota

ConvidadoComentarista político
Assuntos4
  • Negros de DireitaExperiência de negros de direita · Racismo estrutural · Paternalismo político · Cotas raciais · Liberdade individual
  • Racismo EstruturalRacismo na sociedade brasileira · Identidade negra · Movimento negro · Hipersexualização do homem negro
  • Politicas PublicasEducação básica no Brasil · Desigualdade social · Reforma educacional
  • Feminismo CristãoAntagonismo entre feminismo e cristianismo · Papel da mulher negra
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vilela e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais combativa do que a mim, do que a sua. Olene, você é um cara que deixou de lutar pelas coisas.

Ah, eu cansei um pouquinho. Eu sinto isso, você é um cara cansado. É, eu tô... E eu também. Eu cheguei numa fase da vida dos 50. Não, a gente, eu tô com 55, você tá com... 50. Então, a gente tá meio cansado. É verdade. Então você tá trazendo três pessoas que não estão cansadas, que estão aí na luta, cara. Vai batalhar por nós, né? Exato. Um deles, eu vi um vídeo na Paulista, velho, cara... Caramba. Você viu? Eu vi. Eu vi. Cara, eu falei assim, corre, sai correndo enquanto é tempo, vamos destruir essa tenda logo.

O pessoal batendo na mesa, apontando o dedo. O negócio foi feio lá. Falando volta pra senzala, não falaram? Pois é. Coisa desse tipo, velho. Então vamos lá falar sobre muitos assuntos. A gente vai falar sobre racismo, sobre feminismo. Exato. Sobre o mondismo. Exato. Né? É. Sobre direita no Brasil. Também. Sobre esquerda. Se a gente fala de direita, vai falar de esquerda também. É, é. Olene, muitos assuntos. E você vai controlar esse chat. Como que vai ser a participação hoje?

É isso aí, hoje como é uma live especial, a gente vai dar preferência aos nossos membros lá do grupo do Telegram, mas você que está aí no chat também que quiser mandar sua pergunta, a gente coloca na fila. Sim, os membros têm preferência porque eles já sabem quem são os convidados, já recebem a agenda com antecedência e mandaram perguntas, mas a gente pode mandar o superchat para dar uma moral. Exato. Mas vamos pegar as perguntas dos membros, vamos dar uma moral para eles.

É, não fica bravo o que a gente vai colocar na ordem. E o seguinte, a gente está colocando muito conteúdo aí, só para membros. Só para membros. Então torne-se membro. Fica ligado lá. A gente...

Vai terminar essa live e vai gravar um pedacinho só para membros. Exatamente. Coisas que não pode ser falada na live. Exatamente, só para os membros. Então é isso, já dá like e se inscreve no canal rumo aos 6 milhões. Deixa eu falar com a galera aqui, Lênio. Galera, deixa eu dar um recado para quem carrega o piano nesse país, que é o empresário.

Muita gente acha que ser dono de empresa é só glamour, mas a gente sabe que na vida real o cara está muitas vezes sozinho, tomando decisão no escuro e arriscando tudo o que tem. É um isolamento que ninguém conta e o G4 está com a gente porque eles entenderam exatamente essa dor. Eles deixaram de ser apenas uma escola de negócios para se tornarem a plataforma completa de quem lidera no Brasil.

O G4 agora é a bússola que te dá o norte. Porque eles criaram um ecossistema que une método e conhecimento aplicado para dar direção, voz e poder aos empresários que fazem o Brasil avançar. Mas o papo lá é reto, Lene. O G4 é para quem quer mais. Se você está satisfeito com o mais ou menos, nem clica. Mas se você busca dominância e quer direção real para crescer, os caras são a autoridade máxima.

Então chega de tentar inventar a roda sozinho. Escaneie o QR Code que está na tela ou clica no link da descrição. Conheça o novo G4 e alinhe sua rota com quem entende de execução no mundo real. G4, para quem quer mais. Lene, posso falar de outro parceiro também? Bora lá.

Vamos falar de estratégia também. Você já parou para pensar se concurso público faz sentido para você? Olha, tem muita gente aí com burro na sombra. Um concursado geralmente tem um salário bem mais interessante do que a maioria que está aí no mercado de trabalho. E tem uma coisa que o trabalhador comum não tem, estabilidade. Isso quer dizer, na prática, que ele não pode ser demitido. O Estratégia Concurso me contou. Esse ano vai ter vários concursos aí, né, Lenny? Estão começando.

Banco do Brasil, Petrobras, INSS, Polícia Rodoviária Federal, tem muita coisa bacana, mas a grande verdade é a seguinte, sempre tem um concurso acontecendo mais perto do que você imagina. Às vezes é na sua cidade, às vezes é no seu estado, e às vezes é um concurso que você nem sabia que existia, mas que combina exatamente com o seu perfil. Por isso, presta atenção, porque no QR Code não é Lenin. Exato. Está aparecendo já? Está aparecendo aí. E tem um link na descrição. Também.

Tem uma página que o Estratégia Concurso preparou lá. Lá você consegue ver quais concursos estão mais próximos de você, quais estão previstos, quais já estão com o edital aberto ou prestes a sair. Olha só, eles colocaram aí na tela para você ver. É muito legal isso, Nene.

Fiquei curioso com esse mapa. Mostra na tela, vai passando. Aí, ó, ele tá passando lá você nesse link. É no link que chega nesse mapa e mais informações, né, Aline? Exatamente. É isso aí. Esse é o primeiro passo para você buscar uma carreira no serviço público que realmente tenha a ver com você. Então faz o seguinte, clica nesse link aí.

Dá uma olhada nas oportunidades mais perto de você e escolhe onde faz sentido apostar suas fichas em 2026. Porque oportunidade tem e o Estratégia Concurso está aqui para te ajudar a não deixar nenhuma passar. Não é, Lênis? Exatamente. Vamos apresentar os convidados agora. Bora lá. Começar com o meu amigo Guto. Viajamos para um destino aí. Eu estou sabendo. E uma das noites, bebemos um pouco mais, dançamos em cima do balcão. Um pouco de assim você não me leva, né? Tenhamos. Verdade. Foi o Léo nessa vez, né? É verdade. Você vai...

só quando tem problemas, né? Talvez você seja o problema, Lênin. É verdade. Se você foi e deu problema, o problema é você. É verdade. Não, tô brincando. Foi só daquela vez. Você foi no Rio, não deu problema nenhum? Não, no Rio foi perfeito. O Guto, é que a gente foi lá no parque, lá como chama? No Beach Park.

Cara, chegamos lá, era um estúdio montado, o ar condicionado não funcionava, a ligação elétrica não funcionava. Fecharam tudo o aquário e não dava pra ver o parque. Não dava pra ver nada. Cara, deu tudo errado, aí tivemos que fazer em outro lugar, mas deu certo. Deu certo, deu certo. E eu olhava pro Lenny e falei, Lenny, o que a gente faz?

Senta e chora, né? Senta e chora. Mas, Guto, a sua câmera se apresenta para o povo e seja bem-vindo. Bom, olá a todos. Mais uma vez, obrigado pelo convite, Vilela, meu querido amigo. Eu sou o Guto Zacarias, sou deputado estadual pela missão e coordenador nacional do Movimento Brasil Livre, o MBL.

E gosta de arranjar confusão ou não? Ou as pessoas que arranjam confusão? Na realidade, as pessoas acham que eu gosto de arrumar confusão e eu não gosto, né? As pessoas gostam de arrumar confusão comigo. Com você. E você não foge da confusão, essa é a verdade. Eu continuo defendendo os meus valores e meus ideais ali, não vai ser por conta de gritaria. Mas já passou algum medo real?

A medo a gente sempre tem, né? Quando a pessoa faz que vai bater na sua cara, você, caraca, eu acho que essa pessoa vai bater na minha cara. Ela não bate. Isso é muito bom. Eu acho que essa pessoa vai bater na minha cara. Essa pessoa faz assim e você, opa, aí às vezes bate, às vezes não bate. Pois é. Seja bem-vindo, então. Você já veio, não precisa dar presente inútil. Olha aí. É, agora, ó, vocês estão vindo pela primeira vez, eu sou um cara interesseiro.

Quem quer começar se apresentando? Primeiras damas, sim. Primeiras damas. Tua câmera, ela se apresenta pro povo e eu quero o meu presente.

Eu sou a Cris Correia, eu falo sobre feminismo e cristianismo. Polêmico, né? Vamos falar dessas coisas aqui também. Eu sou pedagoga, sou especialista em ciências humanas, e não estou muito na batalha igual aos meninos, assim, de frente. Eu fico mais nessa questão de investigação, pesquisa, eu trabalho mais nesse campo de pesquisa mesmo.

Mas também atuo nas redes sociais, tem uma plataforma de cursos onde eu ministro aulas, dentro dessas pesquisas que eu faço sobre feminismo e cristianismo. É o antagonismo entre feminismo e cristianismo. Na verdade, eu criei o primeiro grupo de estudos aqui no país a investigar essa linha. Esse é um bom programa pra gente fazer depois. Legal, né?

Essa ligação. Se feminista pode ser cristã ou não. Pessoal fica bem nervoso. Fica bem nervoso. Já vi na sua página. E meu presente, Cris? Eu trouxe, eu trouxe. É pra deixar aqui, hein? É, não, eu sei. No cenário. Nossa! Esse aqui foi o que fiz, porque... Ah, tá brincando? Sim, eu tinha uma marca de toy art. Ô, Lene, adivinha o que vai acontecer com isso. Me fala, o que vai acontecer com isso? Que o meu filho vai descer aqui e vai roubar. Total.

E aí tem uma história, né? O que é o diretor? O diretor dormiu aqui? Eu coloquei aqui, tirei e ele ficou na mesa, ó. Vamos ver se ele tá rápido.

Então, eu tinha uma marca de toy art Na verdade, foi assim que eu comecei nas redes sociais Tem até a etiqueta aí do ladinho Pode ver, chamava Manhenga Toys, aqui do ladinho Manhenga é uma expressão da minha região Sou do interior de São Paulo, cidade de 19 mil Manhenga? Manhenga é tipo quando você quer dizer Ah, coitado, ô Manhenga O pessoal lá fala muito isso Na nossa região Vale do Ribeiro O pessoal fala muito isso Pô, Manhenga do céu privado, privado

Essa é nova pra mim. É uma expressão comum ali. E quando eu comecei a costurar, assim, eu não sabia fazer nada mesmo. Como você pode perceber, eu sou cadeirante. Então, eu entrei nesse mundo de costura depois que eu sofri acidente. Então, era um pouquinho difícil. Pode falar que acidente foi? Posso, não tem problema nenhum. Com 17 anos, eu tava indo pra igreja com a minha mãe, cidade vizinha. Iguapio fica ali na região. Vocês já ouviram falar. Ilha Cumprida e tal. Ilha Cumprida são seis horas aqui, não são?

É, mas da minha cidade é bem pertinho, 40 minutos, por aí. Só que a estrada não tem acostamento, né? E geralmente tem festa lá, o pessoal bebe e tal. E eu tava indo pra igreja com a minha mãe e aí... Tá pé na calçada? Não, não, de carro. Ah, de carro? Não, não, não, não, não. Tipo, da minha cidade pra Ilha Cumprida. Ah, tá, pensei que já tava perto. Não, não, tava indo... Aí a cidade, a estrada não tem acostamento e tal, o pessoal bebe, né?

E numa dessas jogaram o nosso carro pra fora, a gente capotou. Eu tinha 17 anos, hoje eu tenho 43, então... Tava no banco da frente ou atrás? É, tava atrás.

E aí capotou na hora, assim, e já percebi que eu tinha tido uma lesão, né? Eu já conhecia pessoas que haviam tido lesão, então meio que já tinha uma noção do que é ter uma lesão. Então na hora já, ô mãe, não deu bom aqui e tal. E, mas assim, pra mim é tranquilo falar sobre isso, não tem problema nenhum, né? Aliás, muita... Eu comentei aqui com o pessoal quando eu cheguei, muita gente que me segue nas redes sociais não percebe às vezes que eu sou cadeirante, né? Porque...

Eu não preciso E também não preciso ficar falando Oi gente, tudo bem? Sou cadeirante É uma coisa que faz parte da minha vida É sério, não sabia? Você é mais um então Porque não que eu esconda isso Não tem como esconder Nem faço questão de esconder Mas como eu não estou sempre Abordando a partir disso Então o pessoal Meio que às vezes se assusta Mas é uma coisa que faz parte da minha vida Eu tinha 17 anos, você vê, eu tenho 43 Faz bastante tempo Tá?

E aí, depois que eu sofri um acidente, eu tive que me readaptar, né? Óbvio. E fiz faculdade, fiz pedagogia. E no final da minha faculdade, eu tava envolvida com teatros de boneco. Eu já fiz muita coisa, gente. E aí, eu conheci esse universo toy art pela internet. Falei, pô, legal. Uma coisa que eu gostaria de fazer. Aí, comecei a costurar e tal. E era muito feio.

Porque eu não sabia que você era. Ah, tá. E todo mundo que olhava falava, mãe, enga do céu. Ah, não. Faz outra coisa. Ah, entendi. Daí veio mãe, enga. Só que daí eu fui me aprimorando. Conheci algumas pessoas do universo e tal. Tem até um colecionador aqui do Brasil que chamava Marcos Toy. Ele só colecionava toy art mesmo. Um dentista de...

do Rio de Janeiro. E aí ele viu um trabalho meu que já estava aprimorado, já estava melhor e tal, ele viu na internet e aí ele falou, Cris, você tem que investir nisso, faz, é legal. Eu comecei a fazer e deu certo por um bom tempo. Eu fiz trabalhos pra Brasil Game Show, você já ouviu falar essa feira? Já, claro, claro. Então eu já fiz toys pra representar games, então já fui na Mega Artesanal, tudo fazendo toy art.

E aí, só que foi passando o tempo, foi não dando tão certo, né? Porque eu sozinha, eu desenho, crio, eu fazia monstros enormes, assim, pra exposição e tal. Só que daí foi não dando mais muito bom, né? Então você faz aquilo também que te dá retorno, né? E aí...

Eu parei de fazer e esse aqui, aí voltando aqui, né, ao presente, esse aqui é um dos últimos que eu fiz, que eu fiz pra mim mesmo. E pode ver que o olhinho dele tá diferente porque meus cachorros comeram. É, comeram aqui desse lado. É, minha irmã que fala que é mãe de peste, né? Mãe de peste. Mãe de peste. E aí arrancou um dos olhinhos, mas eu remendei aqui. E aí tinha que trazer alguma coisa que tinha história. Tá certo, vai ficar lindão aqui no... E ele sai a língua, olha.

O legal do toy art É que sempre tem uma historinha E é sempre um Toy que você faz para um adulto Colecionável Esse foi encomendado? Não, esse aqui eu fiz para mim mesmo Mas aí eu trouxe para você Muito legal

E, Jota, sua apresentação aqui, você é um cara que gosta de café, né? Maravilha. Preto, passado e amargo. Que nem o velho. Adoro um cafezinho. Tô até tomando um aqui, cara. Só a coloração dele tá meio diferente. É, pode crer. Cara, a última apresentação que eu fiz foi no Tinder. Eu até tava pensando nisso. Sério? Como que era a sua apresentação? Ah, que começou a notar comigo, né, cara? Mas era alguma coisa a ver com gaúcho, 28 anos, politicamente incorreto e a sua mãe vai gostar de mim. Então essa é a minha apresentação.

Tem uma página nas redes sociais onde eu sou influenciador digital, sou palestrante também. Arroba siga o negro, já vou fazer o meu chão aqui. E é isso aí. E muito atuante também nas redes sociais. Até mais do que eu deveria. E que os meus advogados gostariam também, né? Pode crer. Falando em advogado... Ah, o que você trouxe? Advogado e como é o nome dele? Manga? Manga? Maenga. Maenga. Outro Maenga aqui pra ti. Maravilha.

Cara, quando falaram presente inútil, eu fui direto, né, cara? Um livrinho do Silvio Almeida. É o Silvio Almeida que esteve aqui antes de estar todo aquele problema, né? É, deu um probleminha. Tu vai ver que faltam algumas páginas dele, porque, na verdade, o presente não é tão inútil assim. Eu utilizo ele perto do meu lenço umedecido quando eu faço algum tipo de transporte. Então, às vezes, parou no meio da estrada, precisa, né, fazer aquela higienização pessoal. Utiliza esse livro aí.

Caramba! Vamos falar também de racismo estrutural. Sejam bem-vindos os três aí! Podemos começar... Caraca, que vocês me arrumarem, galera! Olha só os caras me arranjando problemas aqui, Leni! O presente é meu. É, o presente é dele. Mas vai ficar aqui no cenário. Vamos lá, então. Acho que a pergunta inicial é como é ser negro de direita no Brasil, né? A experiência de cada um.

Cara, eu acho maravilhoso. Pra mim é maravilhoso, eu adoro ser negro de direita, eu não tenho que ficar passando pano pra esse bando de vagabundo que se apossou no Brasil. Eu sou uma pessoa negra que eu posso falar mal do PT, eu posso falar mal do PSOL, eu posso falar mal do Mensalão, eu posso falar mal do Petrolão, eu posso criticar a ditadura socialista sanguinária, eu posso criticar o grupo terrorista em paz. Se eu fosse um negro de esquerda, né?

Sobretudo os negros de esquerda que são militantes do movimento negro. Quer uma cartilha?

tem uma cartilha aí você tem que defender o PT e tão logo você tem que passar pano para esses grupos terroristas teria que defender o Irã agora tem que passar pano para o Irã né tem que falar que o mensalão não existiu que o Petrolão não existiu que o Lula é o cara mais honesto do mundo e que o Lula é até negro né como sabe aquela palavra Opa tem o famoso texto que Lula é o presidente mais negro da história do Brasil ou seja tem que defender toda

esse tipo de absurdo só porque você faz parte de um grupo radical que é o movimento negro brasileiro, que a gente vai discutir isso ao longo do programa, mas eu julgo que hoje se perdeu completamente no personagem e já não defende os negros, eles defendem o Partido dos Trabalhadores, o PSOL e os outros partidos de esquerda, ou seja...

Ser negro de direita é maravilhoso, né? Eu gosto de bandido na cadeia, eu gosto de político honesto, não gosto de político corrupto, eu quero evolução financeira para as pessoas, prosperidade. Isso é o que um negro de direita defende. Bobagem são o que os negros de esquerda, sobretudo os filiados a partidos de esquerda, eles defendem. Então é maravilhoso para mim. A gente às vezes é atacado pela esquerda? É. O que é ótimo também, né?

É muito atacado. Se tem esses caras, o cara que passa pano para o petrolão, está me atacando?

Eu tô tranquilo, eu ficaria numa posição desconfortável se eu estivesse atacando os outros pra dizer que o meio em salão não aconteceu. Então eu acho que é uma maravilha ser um negro de direita no Brasil e todas as adversidades que rolarem geralmente é mais positiva do que negativa. Cris.

Você ainda tem um adendo, né? É, eu sou o pacote completo. E aí? Pacote completo do Woke, né? É mulher, negra e cadeirante. Verdade. Faltou o LGBT. Te cobram. Que aí não vai dar, né? É, então quem vai fechar esse pacote completo vai ser o Jota. É, então o dinheiro foi rápido. Te cobram uma posição mais esquerda por isso? Sim, já falaram pra mim que eu não merecia ser negra.

Caramba! Foi um cara branco, inclusive, de esquerda. Que é um cara que pode falar isso, né? Um branco sabe o que é ser negro. Falou, você não merece ser negro. O que também não faz muito sentido, né? Porque você não é negro por merecimento. Exato. É uma escolha, né? E pra mim, eu vejo muito...

Pelo ângulo da liberdade, né? Eu acho que você ser uma pessoa preta e poder pensar o que você quiser e dizer o que você quiser e acreditar no que você quiser, é você ser livre. Então, se é um absurdo para um grupo de pessoas que pretos sejam de direita, já denuncia aí que existe um certo senhorio.

Se o preto não pode ser o que ele quer e defender o que ele quiser, significa que ele deve alguma coisa a alguém. E eu, graças a Deus, me sinto bem livre para defender e dizer o que eu quiser. Então, eu jamais me submeteria a um movimento que diz o que eu devo falar, o que eu devo pensar, como eu devo agir, e eu vejo isso na esquerda. Então, não me identifico com as pautas, com os discursos, com os princípios, os valores. E...

por acaso, me identifiquei com muita coisa que tem na direita, né? Então, a direita está mais perto daquilo que eu acredito. Eu sou cristã, então, os meus princípios e os meus valores vêm na frente de qualquer outra coisa pra mim. Guto e Jota também são cristãos ou não? Eu sou cristão. Também? Também sou cristão.

E eu acredito que o cristão, ele tem essa liberdade, né? Que ele pode criticar qualquer espectro político porque ele tem o seu pacote de crenças, né? E como cristã, eu me identifico muito mais com as pautas da direita. Então, eu não me vejo na esquerda. E esse é um problema pra muita gente. Como eu disse, já disseram isso pra mim, que eu não merecia ser preta. Eu fiquei até meio sem entender, porque nunca tinha parado pra pensar que isso tem a ver com merecimento, né?

Isso tem a ver com uma característica do sujeito que eu sou, né? Eu sou um ser humano, eu nasci mulher e por acaso sou preta. Então, isso não tem que definir como eu penso.

Isso é uma característica do sujeito que eu sou. Então, eu vejo que a esquerda tem muito essa pressão identitária. Quer dizer, eles querem que você se encaixe em um desses papéis. Essa semana eu vi um travesti de direito, algo assim, ou trans de direito, alguma coisa assim. Que também é perseguido. É, que também é perseguido. E foi o Dia Internacional da Mulher, né? E esse travesti fez um vídeo muito honesto. Falou, ó, parabéns vocês, mulheres.

porque eu não nasci mulher, eu sou travesti e tal, então eu quero parabenizar vocês, achei legal, e aí teve a resposta do...

Trans de esquerda, né? Que daí já se acredita ser mulher, então já se coloca como mulher trans de esquerda. E aí ele falou, você foi preconceituosa, falando pro... Pro trans de direita. Trans de direita. Você foi preconceituosa porque você deu parabéns pras mulheres, mas você não deu parabéns pras mulheres pretas. Nem pras mulheres lésbicas. Quer dizer, então quer dizer, na cabeça, né, do cara da esquerda, a mulher... São várias gavetas.

Preta, ela é mulher, mas não dentro do pacote de sujeito. Ela tem que ter um fragmento. Então, essa ideia fragmentada de vivências... Compartimentos, né? De gavetinhas que querem colocar. Pra mim não cabe, cara. Eu acho que a gente já tem muita bagagem pra carregar da nossa própria história, né? Então, eu já acho que cada indivíduo tem uma bagagem já pra carregar, que você já tem que dar conta e isso já é pesado.

Todo mundo tem trauma, todo mundo tem Problema, todo mundo tem A sua história característica Eles querem colocar mais uma carga Você tem que responder por um grupo Você tem que estar alinhado com O pensamento, com a fala A Djamila Ribeira, todo mundo acho que conhece Quem é, né? Djamila Ribeira É um ícone do feminismo negro brasileiro Ela é filósofa E tem uma frase pra encerrar aqui que eu já tô falando muito Mulher fala mais que homem Não, cara

Aqui vamos deixar claro, se vocês não falarem muito, não tem programa, tá? Então vai de parte. Dizem que as mulheres falam 20 mil palavras por dia e os homens só 7 mil, né? Então eu tô no meu lugar de fala aqui. E aí a Djamila Ribeiro é uma filósofa, feminista e tal. E ela tem um vídeo gravado no YouTube, inclusive, sobre lugar de fala. E ela fala o seguinte, não basta você ser uma mulher negra ocupando um lugar de destaque.

Porque se você for uma mulher negra, ocupando um lugar de destaque com um discurso conservador, não é válido pra causa. Então, veja, não se trata de ser mulher negra, se trata de ser mulher negra falando o que eles querem. E eu não sou essa mulher, então... Não dá pra ser de esquerda pra mim, não dá.

E você, Jota? Eu discordo um pouco dos meus ilustres colegas de bancada que falaram muito sobre liberdade. Sim. Eu acho que ser negro de direita, eu me sinto uma prisão, pra ser bem sincero. Sério? E o pior tipo de prisão é aquela que a gente realmente, por algum momento da nossa vida, se sente como culpado. Eu já fui um cara negro de esquerda. E eu sei como as pessoas negras de esquerda enxergam a pessoa negra de direita. Que pega qualquer tipo desse estereótipo...

que eles têm do malvadão, né? Então, branco, velho, heterossexual, né? Com pós-doutorado. Então, pega todo esse instrumento que eles utilizam como uma alegoria de todo o mal causador na sociedade e a gente vê isso praticamente duplicado quando a gente não segue a cartilha. Então, é como se a gente carregasse esse peso e frequentemente tivesse que prestar contas. Eu até estava falando com o Guto agora na entrada que eu, sinceramente, tenho uma dificuldade muito grande de me enxergar como homem. Eu sempre... Sim.

Ficou meio estranho. Ficou meio estranho. Desculpa, vou presidir a comissão das mulheres. Eu como enxergar como homem. Eu sempre serei um homem negro. As pessoas têm essa diferenciação de compreender isso, né? Eu não consigo mais me enxergar como um cara meramente dentro do meu gênero. O gênero e a cor parece que são coisas que são intrínsecas e que não podem mais ser separadas. Explica isso. Como por exemplo...

Se nós estamos olhando para a masculinidade, o que tem agora e que me incomoda bastante? Não sei se o Guto como homem negro também se incomoda. Tem uma feitigização em nome do homem negro afeminado.

Opa, essa daí pra mim é nova. Calma, eu vou desenvolver, vocês vão concordar comigo. Se vocês olharem pra televisão, novelas. Se vocês olharem pra publicidade. Se vocês olharem pro espaço público, hoje o homem negro não representa mais, dificilmente aquele homem negro viril. Geralmente é um homem negro mais esparafatoso. Ah, eu não sei o que é performático. Não, também performático. Ah, é? Performático.

É aquele cara que muitas vezes não necessariamente está ligado à sexualidade. Mas é um cara que tu olha e tu realmente tem uma afeição por ele, por esse comportamento que eventualmente pode ser ligado a uma questão de sexualidade, entendeu? Então o cara mais... Afeminado. Mas o cheguei, sabe? O cheguei, afeminado e tal. Então cadê o cara negro que antigamente... O cara homem negro forte, de decisão e postura firme. Esse cara sumiu da televisão, sumiu do debate público, sumiu. Esse cara é como se ele não fosse mais digno de ser representado.

Hoje o que nós temos é o quê? Ou essa figura do cara mais afeminado, ou também o cara sensível, como tu colocaste. Então, ah, não me fale assim comigo, porque eu sou um homem negro e tu não sabe as batalhas que eu enfrentei durante a minha vida. Então eu preciso de uma maior compreensão da sociedade, né? Ou, se não é compreensão, eu preciso de uma defesa da sociedade. Então essa hipersensibilidade do homem negro, muitas vezes não é cobrada, ou exigida, ou enxergada no homem branco.

E, de certa forma, a gente é cobrado a acompanhar essa tendência. Eu não quero acompanhar essa tendência, tem certeza que o Guto também não faz parte desse grupo, né? Mas se a gente não participa dessa tendência, é mais um peso que a gente carrega, é mais uma estigmatização que a gente carrega. Que tipo de homem negro é esse? E até um olhar meio estranho assim, só que essa espécie ainda existe? Então é um olhar quase animalesco em torno de nossos corpos, né?

Falar uma linguagem mais... É, total. É, em torno de nossos corpos, de ter uma...

Mas sempre um preconceito de como deve ser o nosso comportamento e a partir daí decidir se nós podemos ser legitimados no debate público ou excluídos. Porque, Jota, uma coisa que eu noto é que a partir do momento que o movimento negro adota a tese do racismo estrutural, do livro do Silvio Almeida, depois eu acho que a gente vai falar de racismo estrutural também... É, eu queria que você se explicasse.

ele vai acabar diminuindo completamente a responsabilidade das pessoas negras, sobretudo dos homens negros, a um ponto que o homem negro termina sendo um homem fraco e frágil, e aí quase que o homem negro não é necessariamente um homem do que a gente pensa. Não é um agente. Não é um agente masculino, etc. Porque, por exemplo, o homem negro não tem capacidade de entrar numa universidade, porque ele é burro, então a gente tem que dar cota racial pra ele.

Ele não tem capacidade de produzir e gerar renda e riqueza para a sua família. Então a gente tem que dar um auxílio do Estado para ele, um benefício social. Às vezes ele é meio criminosinho, Vilela. Aí se ele for preso, a gente tem que soltar ele da cadeia, porque tem um encarceramento em massa da população negra. E mesmo que ele for preso, ele tem que ver a família dele. Então tem que ter saídinha, tem isso. Ou seja...

No fim das contas, o homem negro, ele não consegue trabalhar, precisa de benefício pra ele, não consegue estudar, precisa de cota pra ele. Se ele cometer um crime sequer preso, ele pode ser, porque tem um encarceramento em massa, ou seja, ele é um coitado, né? E ele precisa ser cuidado, geralmente cuidado, por um homem branco e rico, que é um político de esquerda. E aí, no fim das contas, ele não é um cidadão pleno, não é um homem pleno, ele termina como esse cidadão fraco e frágil. Tem uma troca.

Ele precisa ser cuidado, mas ele precisa de obediência total a essa pessoa. E ele tem que votar. Porque essa pessoa só pensa nele, cara. Ele tá pensando... Como você não... Exatamente. E aí é por isso que o Lula é o presidente mais negro da história do Brasil. Porque ele tá cuidando dessas pessoas que, em tese da esquerda, são pessoas que são burras, não conseguem trabalhar, elas são meio violentas, mas também não podem ficar presas, sabe?

Então a gente tem que cuidar dessas pessoas. E aí quando surge um homem negro de direita, ou negros de direita, dizendo, cara, não.

Não, eu quero estudar por conta própria e quero ou não ter uma universidade e empreender, ou eu quero passar na universidade sem conta racial. Não, eu não quero nenhum benefício do Estado. Eu quero gerar a minha própria riqueza. Não, eu não quero discutir encarceramento em massa. Eu quero não cometer crimes. E o cara que me roubou, se ele for negro, branco, amarelo, ou parecer uma pantera cor-de-rosa, eu quero que ele fique na cadeia 40, 50, 60 anos. Aí esse cara não quer ser cuidado pelo papai Lula.

Esse cara se esqueceu das raízes dele. Esse cara merece ser xingado. Ele não é um negro decente. Ele se esqueceu da cor da pele dele. Então essa que é a grande questão aqui. O Estado brasileiro quer cuidar da população negra e tratar a população negra como coitadinhos. E aí acaba que os homens não são tão homens se ele é um negro de esquerda.

Você falou duas vezes aqui que o Lula, o homem mais negro do Brasil, você até se assustou. Mas no Carnaval, o artista que dizem que o próprio Lula escolheu é um cara negro, né? Quer dizer, então também ele se sente um homem negro. O Lula já deu entrevistas, inclusive, falando isso, né? O que que tu é? Ah, eu sou negro, eu sou branco, eu sou aquilo que vocês quiserem que eu seja. Tá certo, né? É uma fala que claramente dá pra se esperar do Lula, né?

Tô me encaixando em qualquer coisa. O Guto falou uma palavra que eu gosto muito dela, que é autoestima.

E quando a gente passa pra olhar justamente, e daí eu vou entrar um pouco no campo da crise, já jogar bola pra ela, que agora nós falamos sobre os homens negros, mas eu sempre penso na autoestima da mulher negra também, que é sempre muito afetada por esse grupo mais ligado às pautas identitárias, que busca também colocar a mulher negra numa situação de cuidado. E historicamente, socialmente falando, as mulheres negras foram...

Os pilares da fortaleza, principalmente dessas comunidades, das favelas, etc., isso só existe hoje e muitas vezes as pessoas conseguem evoluir desse patamar porque as mulheres negras tiveram um pulso firme, tiveram uma personalidade muito forte de se desdobrar em dois, três, quatro empregos por vez, muitas vezes lidando com a dificuldade de um relacionamento dentro de casa, que não tem necessariamente uma associação diretamente racial.

mas que por vezes foram um recorte social, as pessoas negras tendem a ser mais pobres, e daí sim acabam lidando mais com violência doméstica, todos esses problemas que o feminismo apresenta. Só que em vez de olhar para a mulher negra e as fazerem como um exemplo dessa evolução, um exemplo dessa superação, um exemplo dessa proatividade e de capacidade de enfrentamento desses problemas, não.

Elas fazem a mesma coisa, pegam a mulher negra no colo. Então a mulher negra não pode ser bonita. Se ela é bonita, ela é sexualizada. Então os dois são ruins. Então se a mulher negra é abordada de determinada forma, veja bem, é só por causa do teu corpo. Se ela não é abordada, ah, é porque você não é o símbolo da beleza do que é bonito. Então como é que tu consegue pegar uma criança negra, eu sempre penso em questão de criança, né? Uma criança e dizer...

As pessoas que te defendem, as pessoas que dizem te representar, as pessoas que são parecidas contigo, vão dizer que você nunca vai conseguir alguém, nunca vai ser amada por ser aquilo que você é. Ou aquilo que você representa em estereótipo nunca vai ser considerado o belo. E não fazer uma projeção de mulheres negras que eventualmente tenham alcançado esse determinado patamar, sendo que existem esses exemplos. É sempre um olhar de redução e de dependência. Não sei se a Cris concorda comigo, né?

Eu concordo. Geralmente, eu não consigo muito observar humanidades a partir de recortes. Mulher negra, homem negro e tal. Então, o que vocês apresentaram aqui como um problema do homem negro, eu acredito que seja um problema do homem, em geral. Existe uma crise de masculinidade já em andamento há um bom tempo. Desde a década de 80 já se identifica essa crise de masculinidade. Isso atinge, no geral, e a crise da masculinidade, no sentido, seria que falta de referências.

Falta de referência e a demonização da virilidade. Esses dias eu vi um trecho da Fernanda Montenegro falando um texto justamente sobre isso. Demonizando a virilidade. Então, ficou comum classificar a masculinidade como tóxica.

Então, a masculinidade já não é vista socialmente por nenhum ângulo como algo bom. É sempre como algo demoníaco, algo ruim. O homem já é um réu, não é só réu, ele já é condenado, culpado. Ele se tornou um réu, mas já é culpado. Então, acredito sim que isso vai refletir no homem negro diferente do que vai refletir no homem branco. Mas eu acredito que é uma crise geral, é uma crise humanitária, como a esquerda gosta de... É quase a saúde pública daqui a pouco.

Não, mas eu acho que existe sim essa crise de masculinidade que atinge os homens em geral, né? Exige-se do homem que ele seja mais feminino o tempo todo e, ao mesmo tempo, se reclama muito do excesso do quê? Da violência, né? Só que para conter um homem violento, nós também precisamos da violência masculina, uma violência masculina que entenda que é preciso proteger. Sim.

Então quando você tira esse modelo viril de limite, aí a gente entra no campo do simbólico, o homem, o masculino, não o homem em si, mas o masculino, o símbolo. O homem fraco é o que agride, é o que forte, é o que defende. Exatamente, e o masculino, o símbolo masculino na humanidade, se você pegar a história ocidental, sempre representou lei, ordem e limite, sempre.

A dominação masculina que se falava antes da modernidade era sobre a dominação do homem sobre si mesmo. Era o homem que não era entregue aos seus próprios desejos, que não era entregue à sua própria força. Um homem descontrolado pode se tornar um homem violento de forma negativa.

Então, você vem na modernidade, aí entra Marx, Engels, com a ideia de que dominação masculina é dominação do homem sobre a mulher. Então, quando a gente fala de dominação masculina, automaticamente todo mundo vai classificar o quê? A dominação do homem sobre a mulher. Mas antes da modernidade, dominação masculina era o homem dominando a si mesmo. Porque um homem que não aprende a ser domado, ele se torna um animal, violento.

E aí entra o que você falou. Um homem fraco, ele vai fazer exatamente o que a gente tem visto, o que eles estão fazendo. Socando mulher. Ele não consegue lidar com término, não consegue lidar com frustração, porque a culpa é sempre do outro. Exatamente. Quem que é o outro mais próximo é a mulher. Sendo que o homem forte é o cara que...

protege, é o cara que aguenta a parada, aguenta desafios, aguenta a diversidade. Você tem filho, né? Você falou. Tenho, de 8 anos. Então, a maioria dos meninos que crescem sem uma referência paterna, forte, no sentido forte aqui, no sentido equilibrado, ele vai ter problema com frustração, ele vai ter problema com a sua própria masculinidade.

e vai acabar desviando para violência ou aquela questão de ficar retraído. Ou ele fica muito feminino, ou ele fica extremamente descontrolado, que seria o masculino sem controle. Então, essa questão simbólica é interessante para a gente observar. O feminino não é só a mulher, o masculino não é só o homem. São símbolos que estruturaram as civilizações.

E hoje é essa confusão dos símbolos, né? Ninguém sabe o que é um homem, ninguém sabe o que é uma mulher, não pode dizer. Tanto que quando uma mãe solteira, ela cria um filho sozinho, ela tem que fazer um pouco a parte do masculino, né? Do limite. Isso. Ela faz a parte do acolhimento da mãe, mas ela tem que fazer a parte que o pai coloca, que é soltar o filho para o mundo, mas ao mesmo tempo colocar limite, colocar ordem, colocar um pouco...

E tem uma coisa interessante nisso, né? Uma parte da minha pesquisa, eu cheguei a esse ponto.

metade das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Você falou da força... Metade? Metade. Quarenta e nove, quase metade, né? 49,1% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. É muita gente. É muita gente. E aí você vai ver o que vai...

causar nas pessoas essa falta dessa figura paterna. Você falou muito bem, as mulheres negras, elas são a maioria dessas chefes de família. Elas não são fracas. Ao invés de precisar de cuidado, como o Estado quer que ela acredite o tempo todo, ela está cuidando, e cuidando muito bem.

cuidando muito bem, levando a família fazendo como você falou esses dois papéis, tentando equilibrar e a mulher, a característica da mulher negra geralmente é ser muito mais enfática muito mais forte então ela acaba conseguindo muitas vezes fazer esse papel de uma forma até muito mais excelente por ser mais enfática, e aí o que acontece privado?

a militância está falando uma língua muito diferente. Só que por quê? Aí também a gente entra nessa questão. Foi onde eu cheguei. Por que a maioria das mulheres vota na esquerda? Isso é estatístico. O Ocidente tem esse fenômeno aí. A maioria das mulheres vota na esquerda. E as mais jovens estão votando mais na esquerda do que os meninos.

E aí, investigando isso aí, eu cheguei a uma conclusão, observando, analisando ali para ver o que alguns pensadores falam. Eu acredito que mesmo que a mulher tente fazer esse balanço, esse contraponto dessa falta, dessa figura masculina para trazer esse limite, para trazer essa...

essa noção de ordem, né, que a figura masculina traz, a linguagem do feminino é diferente. Então, a maneira com que a mulher passa essa ideia de limite e de ordem, ela não é vertical, ela é horizontal, ou seja, ela é muito mais relacional. Então, ela vai tocar mais no emocional das pessoas. E o discurso da esquerda é um discurso emocional. Ele não é efetivo em nada.

Ele não resolve. Não resolve, mas ele emociona. E aí fala com a linguagem dessa galera que está sendo muito mais introduzida no mundo a partir de uma linguagem muito mais emocional e relacional. Então a gramática... Ela colhe...

Exatamente, ela colhe mas ela não resolve Ela colhe e fala, ó, você é coitadinha Ninguém solta a mão de ninguém A culpa é de outra pessoa sempre Tem um vilão querendo te devorar Não é você pode melhorar A culpa é de outra pessoa É sempre vem aqui que a gente vai te ajudar Se você não estiver aqui, você vai se devorar Opa, bati aqui

Você vai ser devorado. E aí eu acho que é nisso que a esquerda consegue atingir esse eleitorado feminino. Na linguagem. Porque você falou sobre a questão do encarceramento e tudo mais. Você está super inteirado nisso, muito mais do que eu. Você vai saber disso. A esquerda vota muito mais no afrouxamento das penas.

Então, por que ainda assim as mulheres estão votando na esquerda? Ela está prometendo cuidar Mas ela não está cuidando Então, eu vi um caso absurdo É assim, revoltante Aconteceu no Sul em 2015 O cara matou a mãe

Pra mim, matar a mãe já devia ser o suficiente pra você nunca mais sair da cadeira. É, perfeito. O cara matou a mãe, ele concretou a mãe no armário do apartamento dele. Nossa. 2015. 2018 ele foi condenado, 2025 ele saiu. 2025. Aí, adivinha só o que ele fez? Matou a namorada. Picotou a namorada e distribuiu em várias malas. Ficou conhecido como o crime da mala da rodoviária. Então, assim, quem insultou esse cara?

Entende? A esquerda vota o quê? Pra afrouxar. Exato, a gente teve essa discussão nesse fim de semana, onde eu fui na Avenida Paulista e estavam aquelas garotas lá, né? A gente vai falar desse assunto mais pra frente. Mas é exatamente o que você falou, né? O movimento feminista e o movimento negro, eles criticam o feminicídio. Por exemplo, o movimento feminista defende... Que tem que criticar, né? Vamos deixar aí.

Beleza, então se o homem ele mata a mulher Eu defendo que ele fique 50, 60, 70 anos na cadeia Sim, com a resta vida Que ele não tenha nenhum tipo de benefício Nenhum tipo de progressão de pena Nenhum tipo de saidinha A depender do crime, eu defendo prisão perpétua A depender do crime, eu defendo pena de morte Então quem que tá defendendo as mulheres nesse caso? Eu que defendo que um cara que bate numa mulher Fique 50 anos na cadeia Ou quem diz que o bandido é uma vítima?

da sociedade, quem defende afrouxamento de pena, quem diz que o bandido tem que ter saídinha, tem que ter benefício. Quando a gente tem essa discussão ampla pra segurança pública, no fim das contas, o bandido, o criminoso é o criminoso que comete qualquer tipo de crime. Então a gente tá falando do feminicídio, a gente tá falando de homicídio. Eu queria insistir nisso, cara. Eu vi nesses seus debates que você fez na Paulista, por exemplo, que foi esse último.

Não é respondido quando você pergunta isso. Porque as pessoas não têm essa noção. Não é assim. Eu sou contra o que você está falando. As pessoas são contra, mas não falam que são contra. Por quê? Porque a esquerda... Quando elas são perguntadas, por que elas não assumem? Eu votei contra...

no caso dos políticos e no caso das pessoas que defendem isso, falam, não, eu sou contra estuprador, ou seja lá o que for, pedófilo, eu sou contra ter mais pena. Mas por quê? Explica então, qual é o teu ponto? Entrou na cabeça da esquerda e desses movimentos identitários, que é tentar dividir a sociedade em vários pedacinhos, então mulheres de esquerda são feministas.

Negros e esquerda fazem parte do movimento negro, tem um movimento LGBT. Entrou na cabeça que a pauta de segurança pública é uma coisa ruim e da direita. Então, endureceu a gente pena. Não, isso aí a gente não pode discutir. Tá, beleza. Vai lá um homem e mata uma mulher, como tá acontecendo várias vezes e sempre acontece. O homem vai lá e mata uma mulher. O que elas têm que fazer? Conscientizar. Aí é subir hashtag no Twitter, é marcar passeata, é fazer manifestação.

E eu não tenho nenhum problema com conscientização. Só que o meu ponto é, a gente pode punir as pessoas que fazem isso.

que fazem isso, né? A gente pode ir conscientizando os homens pra que não matem mulheres. Ok, beleza, vamos fazer, não tô querendo proibir a conscientização. Agora, e os homens que romperem esse seu trabalho de conscientização e matarem uma mulher? Eu posso deixar ele bastante tempo na cadeia, ao ponto dele ficar muito tempo longe de outras mulheres? A gente vê que a reincidência, por exemplo, de estupro é gigantesca. Se fosse 1% ia ser alto.

pra mim, mas é muito mais alto. É uma coisa que a pessoa não consegue não cometer aquele crime. Então o cara vai lá e ele estupra uma mulher. Eu posso deixar ele 70 anos na cadeia pra que ele nunca encontre, ou que ele não encontre nenhuma mulher por 70 anos? Posso fazer isso? Não. Ele tem que ir lá, ir pra cadeia e ir na cadeia e ele vai mudar o pensamento dele. Cara, eu não acredito que ele vai mudar o pensamento dele. Então pode ser que ele nunca mais...

Eu posso garantir que ele não encontre a minha mãe, a minha filha, a minha sobrinha, a sua mãe, a sua filha, a sua sobrinha?

posso fazer isso não pode então quem tá defendendo as mulheres sou eu ou quem disse que o que a gente tem que fazer é cancelar redpill na internet esse dia eu vi isso né tem um cara lá fumar tua mulher o movimento feminista tava pegando todos os caras que são influenciadores redpill e tava mandando dar um follow é essa é a resposta não tô dizendo tem que seguir eu tenho que dar um follow nem gosto do pessoal agora é meio que a solução não é colocar oitenta anos exatamente

morre a cada tantas horas, morre um homem negro no Brasil, eu fico até com medo, né? Porque do jeito que eles falam, daqui a pouco vai acabar, né, Jota? Já morreu um, ó. Caraca, se for nessa toada, gente, vai acabar, né? Mas beleza, a cada 33 segundos morre um homem negro no Brasil. Beleza, alguém tá matando. Eu posso pegar esse cara que matou um homem negro e deixar ele 70 anos na cadeia? Ah, não, não posso prender, eu tenho que só ficar divulgando que a cada tantos segundos morre um homem negro.

Não me parece que essa... Vamos levantar uma hashtag. Cara, hashtag não muda privado.

Não me parece que essa é a solução. Aí, por exemplo, eu fui no dia 8 de março, eu fui no domingo fazer meu change my mind, que eu sempre faço, faço quatro anos. Nesse dia específico, estava rolando uma manifestação no dia da mulher, a gente se afastou, não sei se você já falou disso mais pra frente. O grande lance é... Você não ficou no lugar onde estava manifestando?

Não, eu sempre faço minha gravação do Change My Mind, que é mudo de minha opinião, né? Eu mudo o tema, mas geralmente é Pix, varia o valor, era Pix de mil reais pra quem me convencer que o Lula estava fazendo o meu governo. Faço sempre na Avenida Paulista, todo domingo, no mesmo horário, no mesmo local, na frente do máximo. E ainda oferece dinheiro ainda, né?

Pois é, às vezes eu aumento, já chega a valores astronômicos e sai sem ser convencido. Beleza, aí é sempre na frente do Máspio. Dessa vez, nós chegamos na frente do Máspio e estava acontecendo uma manifestação do Dia da Mulher. O que a gente fez? Por uma questão de logística, tinha caixa de som, e para não ter confusão, a gente se afastou. Mesmo assim, algumas feministas radicais vieram para cima de mim, eu estava fazendo os questionamentos do Lula. E aí uma mulher ficou gritando, a cada quatro horas morre uma mulher.

uma curiosidade que tá no vídeo completo e não tá nos cortes, que ela fala, a cada quatro horas morre uma mulher. Você morre a cada quatro horas? Aí eu olhei e falei, poxa, você tá me perguntando se eu morro a cada quatro horas? Não, não morro a cada quatro horas, senão a quatro horas eu estaria morto. Enfim, eu vou te laqueação pra te defender, tá a tese que um homem negro morre a cada 23 minutos e uma mulher morre a cada quatro horas, então você estaria com a razão.

Cara, então em quantas horas, Jota? Pra você já estar morto, né? Em quantos minutos, cara? Faz a conta aí, gente, vai acabar isso aí, pela minha matemática.

programa durar 4 horas, algum dos dois vai estar morto aqui. O bizarro é que 90% dos homicídios do Brasil são de homens, ou seja, morre no Brasil mais homem do que mulher. Mas essa discussão, eu acho... Ai, morre mais homem, mas cara, eu posso só prender as pessoas que estão matando as outras pessoas? E aí, eu fui, enfim, tem uns vídeos, né? Eu quase apanhei, ficaram me xingando, até com ofensas racistas, mas o grande lance é, na mesma manifestação, foram vários políticos de esquerda.

que não só não foram xingados, como eles foram aplaudidos. E boa parte desses políticos de esquerda votaram contra um projeto do Congresso Nacional que aumentava a pena para crimes hediondos. O que é crime hediondo? Estupro, estupro de vulnerável, ou seja, estuprar criança, homicídio, latrocínio, feminicídio. Então, por exemplo, a Erika Hilton votou contra esse projeto, que é aumentar a pena para quem comete feminicídio.

Ela vai na manifestação das feministas e ela é aplaudida. E eu estava lá defendendo prisão perpétua, pena de morte pra quem comete estupro de vulnerável, etc. Aí eu sou atacado, eu falo, como assim? Então era pra eu virar deputado federal, eu sou pré-candidato a deputado federal, mas virar deputado federal, votar contra um projeto que aumenta a pena pra crime feminino de...

pra matar mulher, feminicídio, aí eu seria aplaudido. Se eu defendesse aumentar pena pra quem estupra a criança, aí eu sou criticado. A conta pra mim não fecha. Parece que o que elas querem fazer é regular a rede social, é cancelar a rede pill, é subir hashtag e não prender homem que bate mulher. Eu quero prender homem que bate mulher.

Mas se fizeram uma roda de conversa, talvez a aceitação vai ser maior, porque essas são as propostas delas pra melhorar essa questão da violência doméstica, principalmente, né? É uma roda de conversa, é instaurar um banco vermelho brega no meio de uma praça. Então são essas saídas que elas fazem. Ontem, por exemplo, no discurso de posse da Erika Hilton, que ela mais atacou as mulheres, eu não sei como ela conseguiu fazer isso, né? A primeira coisa que ela senta na cadeira, ela fala o seguinte...

Vocês que não queriam esse momento acontecer aqui por uma questão de ódio, quem é que toma posse de uma comissão de mulheres? Em vez de dizer assim, olha, com licença, com licença, vocês são mulheres há mais tempo do que eu, isso é um fato. A não ser que eu possa ser prejudicado por uma questão assim, mas isso é um fato.

Todas as mulheres que são cis são mulheres há mais tempo do que a Erika Hilton. A Erika Hilton nunca vai passar por uma cólica, a Erika Hilton nunca vai passar por um constrangimento de eventualmente ter a primeira menstruação em um lugar público, a Erika Hilton nunca vai passar pela ansiedade da menina lá de 12, 13 anos, que não sabia o tamanho do sutiã e via as colegas eventualmente com seios maiores e ela passar por essa segurança.

Tem coisas que mulheres passam que a Erika Hilton nunca vai saber. Então, se ela está ocupando um lugar diferente, um lugar que já apresenta uma certa resistência, o que eu espero dela?

Que ela faça, gente, pelo amor de Deus, com licença, estou ocupando esse lugar, respeitando vocês. Não, ela vai para um discurso sempre de confronto. É sempre um discurso de autoafirmação de um lugar que ela está sobre-representada. Sobre-representada. Porque existem 50% de mulheres no Brasil

2%, 3% de transsexuais, mulheres transexuais, e ela chega numa comissão destinada a representar em grande, imensa maioria estas mulheres que são cisgênero, ela chega com esse posicionamento de afronta, mesmo tendo sobrepresentação. Que minoria é essa? Que quando assume o poder, basicamente inverte a lógica que seria a básica de qualquer outro lugar. É isso que eu fico perguntando. E é por isso, né,

muito por conta do cristianismo, a Cris é melhor pra falar disso do que eu também. Mas é por conta desse tipo de contradição que a gente nota que cada vez tem mais mulheres votando na direita. E tem mais negros votando também na direita. Imagina o cara lá, que ele trabalha... Já tem uma pesquisa que os jovens votam mais na direita, não é isso? É mais os homens, né?

As mulheres jovens votam mais à esquerda. Homens jovens votam mais à direita e mulheres jovens votam mais à esquerda. Mas eu acho que isso vai mudar justamente por conta desses comportamentos. Exato. E eu imagino que as mulheres vão ficar envelhecendo e ficando mais conservadoras. Mas é a tese. E aí, o lance é, imagina o homem, preto ou negro, preto ou pardo, né? Que ele tá ali trabalhando de iFood com a sua moto.

Aí vem um cara, mete o revólver. Esse termo pardo é uma questão de discussão. É pra esquerda, é. Então vem um homem negro que tá trabalhando ali de motorista de iFood, de Botoca. Vem um cara, mete o revólver na cara dele e fala, passa o celular. Ele vai lá, pega o celular e entrega pro cara. Aí ele liga a televisão e os partidos políticos que dizem defender ele, dizem defender os mais pobres, tá dizendo que rolou sim uma vítima nesse assalto.

Só que a vítima foi o bandido, que ele não teve as oportunidades necessárias, porque é isso que é aquilo que eu quero falar. Como assim, cara? Eu tô aqui com o meu celular, eu sou pobre, sou trabalhador, tô aqui com o meu celular, que eu tô ali na sétima parcela ainda, sou assaltado, e o partido que diz me defender, que sou um preto, pobre, trabalhador, ele tá dizendo que a vítima, na realidade, é o cara que me assaltou porque não teve oportunidade.

Ou seja, você nota que é cada vez mais natural que o pobre fique com raiva de bandido, fique com ódio de bandido. Tanto que teve aquela aprovação da mega-operação no Rio. Pois é.

Pois é, onde a imensa, a maioria esmagadora da população do Rio de Janeiro defendeu, e os poucos locais que, ganhou em quase todos os locais, né? Mas onde teve a menor diferença foram os locais mais cíclicos, ou seja, no Leblon tinha mais gente, tipo, é, isso aí foi um genocídio. Agora, quando você ia na própria periferia, lá o pessoal tava dizendo, tem que ter uma dessa todo dia.

É isso, porque a gente sabe que a grande discussão no Brasil é a segurança pública. E quem mais sofre com a segurança pública no Brasil são as pessoas mais pobres. Tem um estudo que mostra que 37% da população brasileira vive em um território comandado pelo crime organizado, ou seja, atrás de uma barricada. Ou seja...

As pessoas que vivem nesse território comandado pelo crime organizado não têm a chegada do Estado, mesmo com todos os problemas que o Estado não tem. Ou seja, se uma mulher negra apanha em uma comunidade comandada pelo Comando Vermelho, ela liga para a polícia? Se ela apanha do marido, ela liga para a polícia? Se a jovem de 17 anos foi no baile funk, foi estuprada por um criminoso do Comando Vermelho, do TCP ou da ADA, ela liga para a polícia numa favela comandada pelo Comando Vermelho, pelo TCP ou pela ADA?

Claro que não. Ou seja, esses locais que são comandados pelo crime organizado, a população é a que mais sofre com o crime organizado. E é justamente nesses locais que a gente tem que libertar essas pessoas. Mas a esquerda não. Tem dificuldade, como o governo Lula teve, e a Erika Hilton também, para individualizar nela, tem dificuldade de caracterizar PCC, Comando Vermelho e as demais organizações criminosas como grupos terroristas.

Ou seja, eles acham que não, isso aí existe, isso aí faz parte. Agora, elas dizem defender as mulheres. Se uma mulher apanha do marido, numa comunidade comandada pelo Comando Vermelho, a mulher não pode ligar para a polícia. Então, quem é que está defendendo as mulheres? São essas pessoas desses grupos ou somos nós que simplesmente queremos colocar bandido na cadeia?

Tanto é que eles não defendem mulheres que apoiaram a Erika Hilton para ser presidente da Comissão dos Direitos de Proteção à Mulher. Eu acho assim, tem duas formas de ver isso. Primeiro que a Erika Hilton é travesti, ela não é mulher.

Eu sei que você fala mulher cis Eu tenho uma posição, eu não falo mulher cis Mulher trans, não existe, pra mim mulher é mulher Mulheres que menstruam, mulheres que gestam Inclusive o meu artigo Da minha especialização Eu fiz em cima desse tema Justamente mostrando O quanto o avanço desses discursos de gênero Causa o apagamento da mulher Concreta

Então, existe essa dificuldade aí que está acontecendo. Eu vejo as mulheres reagindo agora, parece que muita gente está descobrindo agora, né, que isso está acontecendo. É até bom a Erika Hilton estar lá, porque muita gente está vendo o que está acontecendo. E ela chega com esse discurso muito combativo, né, contra as mulheres. E por quê? Porque eu acredito que é uma forma de você intimidar.

Porque quando você chega já dizendo que quem discorda está me odiando, quem discorda é contra a minha existência, ninguém está impedindo ninguém de existir. O fato de eu não concordar com o jeito que você vive, não vai deixar... Eu não vou impedir você de existir do jeito que você quer, só porque eu não concordo. Teve um influenciador que colocou uma questão. E se fosse o contrário? Se fosse uma mulher presidindo uma comissão pró-LGBT?

Ia ser aceita? Uma mulher? Uma mulher cis? O próprio discurso da Erika Hilton, antes dela assumir, ela disse que ela iria prezar pelo direito dos trans, dos travestis, das mulheres trans e não sei o que.

O que não tem problema nenhum. Não estou falando que não deve existir algo para atender as necessidades das pessoas que se encaixam dentro das necessidades específicas de quem vive a partir dessa condição. Agora.

Você querer trazer para a comissão das mulheres problemas que não são das mulheres, eu acho desrespeito. E principalmente pela forma com que ela já chega ali impondo, né? Ela já chega com um discurso agressivo, quer dizer, de intimidação. Aí tem esse lado para ver. Agora tem o outro lado também, né? Se o homem, ele...

se posiciona a partir da proteção da mulher, nós queremos ter essa proteção masculina, no sentido de que o homem tem a força necessária para proteger. Então, talvez ela esteja no lugar certo ali. Então, e tem a grande questão também, é que...

Eu não sei se é necessário o Brasil ter uma comissão da mulher, sabe? Não sei se é o que as mulheres precisam, ter uma comissão temática na Câmara dos Deputados. Eu acho, por exemplo, que a comissão de segurança pública é mais importante para as mulheres do que a comissão da mulher. Fica a comissão da mulher pra você ficar defendendo bandeiras, né? Tipo, mulheres, aí, legal, tá. O homem que bate em mulher. Como é que a gente decide? É na comissão de segurança pública.

A capacidade das mulheres serem, por exemplo, aqui no estado de São Paulo, 51% dos empreendedores são empreendedoras. Ou seja, a comissão que toca empreendedorismo, economia, é muito importante para as mulheres. Então, acho que a grande discussão sobre os direitos das mulheres, geralmente não acontece na comissão das mulheres. Ela acontece em comissões que são mais caras às questões das mulheres.

Outra questão da Erika Hilton, e do motivo de eu achar bizarro a indicação dela, a presidente da Comissão da Mulher, é que ela passa pano para algumas das piores ditaduras sanguinárias da humanidade. Então, por exemplo, ela foi lá, criticou a ação que aconteceu nos Estados Unidos, dos Estados Unidos contra o Irã. E óbvio que pode ter uma falha aqui, falha de lá, mas o grande lance é que ela estava defendendo a existência do Irã, do modelo atual dos Aetolás, lá onde gay é jogado de prédio.

Onde mulher que tem uma mecha que aparece por fora do Rijab é... Tem a política do comportamento. A mulher pode ser apedrejada, etc. Ela defende esse tipo de sociedade só porque está lutando contra o imperialismo norte-americano. Uma mulher que defende uma ditadura, onde mulher é apedrejada. Ela pode ser a presidente da comissão?

na mulher e sem contar o voto dela né que eu já falei mil vezes o voto dela contra o projeto que aumentava a pena é para feminicídio ela pode ir lá defender as mulheres só porque ela vai ficar lá balançando uma bandeira de aí mulheres não poderam certo e ela sequer defende essa bandeira ou seja virou né E essa que é o ponto principal

As feministas, o movimento negro também, todos esses movimentos identitários, eles viraram a defesa de bandeiras ideológicas e fluidas, e não necessariamente objetivos concretos. Então o movimento negro, o que ele quer de fato? Ele quer apenas só ficar votando no Lula?

Ou ele quer que os negros possam empreender, que eles possam trabalhar, gerar riqueza, formar a sua família, viver livre em sociedade? Se um homem negro for assaltado, que esse bandido vá para a cadeia? Que se esse homem negro for preso injustamente, que a justiça tenha qualidade para soltá-lo se for o caso? Ou seja, eu penso nesse modelo de sociedade, é por isso que eu me coloco como uma pessoa de direito. Eu penso nos problemas concretos e com soluções concretas.

Não ficar apenas balançando a bandeira. O lugar da mulher é onde ela quiser. Que legal. Beleza. Se ela quiser criar a empresa dela, como é que vai ser as barreiras de empreendedorismo que ela vai ter? Vai ter muita burocracia para ela poder empreender? Ela vai ter educação financeira logo na infância dela para ela não se endividar e ter um acesso a crédito melhor? Eu quero discutir esses problemas estruturais. Não. O lugar de mulher é onde ela quiser. A cada quatro horas uma mulher morre. Sabe? Fica discutindo.

frases soltas e hashtag no Twitter e camisetinha e passeata sem discutir os problemas concretos e o auge disso é colocar a Erica Hilton na presidência da comissão da mulher mas eu queria uma alguma uma luz histórica nisso desde quando o movimento de esquerda

absorveu a luta dos negros? Ou foi sempre assim? Quando que acontece isso? Os Estados Unidos é diferente daqui? Quais são as comparações que a gente pode fazer? Eu acho que se a gente voltar lá pra trás, e aí a Cris pode ajudar, o Jota também, evidentemente, o Karl Marx e o Engels, sem ser no manifesto do Partido Comunista, no Capital, tem um livro chamado A Ideologia Alemã.

onde ele vai tratar do lumpenproletariado. O que é o proletariado? É o trabalhador mais pobre, que eles queriam fazer a revolução com essas pessoas, etc. O lumpenproletariado são pessoas que não eram trabalhadoras pobres, mas que a revolução iria afetar também. Então a gente está falando dos bandidos, a gente está falando das prostitutas, nós estamos falando dos mendigos e a partir daí...

Começa uma ideia de que a revolução será feita com os trabalhadores pobres, mas será feita também com as pessoas que estão à margem da sociedade. Isso vai evoluindo, evoluindo, vai chegar no século XX, onde a gente vai ver que essas brigas, o movimento feminista, a briga, a luta dos homens, a luta dos gays, vão virar, tem que virar também algo para chegar à revolução, ou seja, a esquerda vai se apoderando.

desses movimentos pra poder chegar ao seu objetivo. Então ele vai dividindo pra conquistar essa frase batida. A trincheira vira cultural também. Isso, não são só os trabalhadores. São os trabalhadores, os negros, as mulheres. Então vão dividindo pra você. Beleza, eu não sou esse cara que ele tá falando, mas eu sou uma mulher negra. Ah, então você tá com a gente também. No fim vai ficando...

a luta que era uma luta entre proletário e capitalista, entre os empresários, empreendedores, etc. vira uma questão homens versus mulheres, negros versus brancos, gays versus héteros. Mas todo mundo também contra o capitalismo. Que é a grande tese. Que é muito engraçado. Eles falam muito contra esse discurso contra o capitalismo.

Mas ao mesmo tempo, todo mundo vai passar férias na Disney. Érica Rico tá contra o imperialismo americano. Mas as férias é na Disney. Ou a diva pop é imperialista americana. Tem todo esse discurso. Eu acho assim, eles ganham muito no discurso.

Porque eles falam, falam, falam, falam, falam, ocupam todos os espaços, não dão espaço para um pensamento divergente. É muito difícil você ligar a TV, sei lá o que a maioria das pessoas tem acesso, e ver ali dois lados discutindo de igual para igual. Não tem.

Então, quem comanda programas de TV, quem vai fazer uma análise de uma situação que aconteceu, é sempre partindo desse discurso que repete, repete, repete, até todo mundo achar que só existe aquela forma de ver o mundo.

esse movimento agora mais à direita do Brasil é recente também, dessa força na internet das pessoas estarem falando mais, você principalmente está atuando ali, então eu acredito que, sei lá, a gente está no caminho certo, tem que falar também, eles falam muito, vamos falar também, porque eles ganham muito no discurso, você vê a Erika Hilton, falar de novo aqui da Erika Hilton porque está em pauta aí mas ela fala ali com uma inloquência privada

Mas não tem nem sentido nenhum o que ela fala. Esses dias eu vi um vídeo viral aí dela falando. Ah, porque nós somos não binários. Cara, que lógica tem ser não binário? Ela é binária. Ela é biologicamente um homem que se identifica socialmente como uma mulher. Que se relaciona com um homem, com uma mulher, né? Nascida mulher, que se identifica socialmente como um homem. Ela tem um relacionamento heterossexual. É binário.

Então, ela é contra a não binária. Então, ela é contra ela? Entende? Não faz sentido. Na prática, não faz sentido. Até meio confuso, né? Quando você para para pensar. Eu não tenho nada a ver com quem ela se relaciona ou deixa de se relacionar. Eu só estou dando um exemplo de que não faz sentido. Fala com força. Repete ali um discurso que parece bonito. Eu acho até que ela fala meio parecido com o pastor pentecostal. Ela tem uma vibe meio pastor pentecostal, assim, né? Que fala e tal.

Só que não tem sentido na própria vivência da pessoa. Então, eu acho que, conforme a gente for falando, ocupando espaço, tendo mais espaço para trazer também esse contraponto, as pessoas vão perceber. Porque eu costumo dizer para os meus alunos o seguinte, a realidade é o melhor argumento contra o ativismo cego.

Quando você está envolvido num ativismo e você está cego dentro daquele ativismo, você não consegue ver a realidade, mas quando você para e observa a realidade, ela refuta o ativismo cego. Então, eu acredito que quanto mais a gente puder ocupar espaço e mais tiver espaços como esse, que a gente possa trazer um contraponto, uma...

uma narrativa que conteste a narrativa dominante, eu acho que as pessoas vão ouvindo mais, vão se situando mais na realidade, porque não faz sentido, de verdade não faz sentido.

Deixa eu só dar uns centavos rapidinho, já que a gente está nessa página histórica. E depois eu só quero também acrescentar por que a direita não consegue assumir esse espaço, tá? Tá, perfeito. Uma perspectiva histórica, eu acho sempre bacana a gente trazer para o debate, porque tem um nome que a gente sempre se apega muito, né? Quando a gente fala da questão identitária, racial, que é a Angela Davis, que você já citou aqui na conversa, né?

Então, como é? Mulheres, raça e classe, né? Isso. Aquele vermelho que está em todo lugar e tal. Só que tem um...

que na verdade ele sim que eu pelo menos enxergo que é a gênese de todo o movimento negro identitário de esquerda, que é o... É o capital, sabe? Que é o Peles Negras, Máscaras Brancas. Eu acho que esse é o título. Peles Negras, Máscaras Brancas, que é do Fans Fanon. Este cara que bebe de uma, obviamente, de uma fonte marxista...

é quem foi, de fato, o berço de todas as ideias digitais do movimento negro. Sobre quais perspectivas? Principalmente a ideia de que ele, num contexto colonial, via necessidade que os negros usassem máscaras brancas, e é um xingamento que todo negro de direita escuta, que é você quer se tornar branco, você se acha que é branco, então vem dessa literatura, mas que, na verdade, essa literatura que ele faz é uma crítica.

e a proposta deles de solução, de intervenção para melhoria nesse mundo, nada tem a ver com a maneira com a qual o movimento negro brasileiro importou. Ou seja, negros, por uma perspectiva colonial, tendem a adotar um posicionamento de aceitação e de adoração, de endeusamento da cultura branca para serem aceitos. Solução para isso, nós superamos a questão do identitarismo.

Essa é a linguagem de François Nô. E isso que ele é um comunista, eu tô defendendo aquilo que ele fala, concordo com aquilo que ele fala. Por uma perspectiva do movimento negro, a adaptação que houve foi da Neuza Soares, Neuza Santos, alguma coisa assim, que ela criou o livro Tornar-se Negro. O que que diz o livro Tornar-se Negro? Que é basicamente uma cópia do François Nô, muito mal feita, por sinal, né?

ela diz que deve-se reafirmar o identitarismo. Então, parte para a mesma lógica. Então, há essa dicotomia entre exploradores, explorados, encolonizados e colonizadores, entre oprimidos e opções. Só que a forma de superar isso é com que os oprimidos reforcem a postura identitária. Reforcem essa necessidade de agrupamento e, a partir daí, passem a desenvolver uma mesma agenda. É por isso que...

Ao fim, ao cabo, a esquerda identitária, como nós entendemos, obviamente uma confusão, de uma falsa interpretação, uma interpretação que eu posso dizer burra, acabou adotando esse posicionamento de sempre decisão e de embate com as outras pessoas.

E sobre por que a direita não está chegando nesses lugares, eu acho que nós estamos chegando. É que, às vezes, a galera confunde o movimento negro com as pessoas negras. E essa confusão não pode existir. Não, mas é que me parece que a direita está mais preocupada em bater na esquerda, que defende os negros, do que...

criar um conjunto de discurso para os negros. E eu acho que isso... Eu sinto falta disso. Fala assim, o pessoal da esquerda não está nem com o pessoal, não sei o que. E aí, tá, e a direita? Qual que é a proposta da direita para os negros? É uma grande discussão, mas o grande lance é que há também na direita uma direita identitária.

Da mesma maneira que existe a Erika Hilton, que ela sobe lá no caminhão e ela grita pelos não binários, sabe? Beleza, Erika Hilton, mas você não tem nenhum projeto aprovado na Câmara dos Deputados. Ou seja, você não fez nada pelos não binários. Você vai lá, sobe, grita uma coisa, mas você não faz nada efetivamente. Isso é a esquerda identitária. Existe também a direita identitária, que o único projeto de ser é criticar a Erika Hilton, é criticar a esquerda, é falar o Lula disse que ia dar picanha e não deu picanha. Beleza.

Mas qual é o seu projeto pra entregar a picanha pro povo? E isso não tem também, né? E da mesma maneira que há uma esquerda que não é identitária que foca nas coisas do trabalhador que eu faço posição, mas reconheço que há uma esquerda que entrega mais do que a esquerda identitária do pessoal, etc. Eu acho que há blocos na direita onde há uma parte da direita que gosta de fazer discurso gosta de fazer o palanque, mas não tem entrega, mas tem uma parte da direita que ela se preocupa em discutir as coisas concretas.

Eu sou coordenador nacional do Movimento Brasil Livre e membro do Partido Missão. Eu noto o quê? No MBL, no Partido Missão, óbvio que a gente faz a contraposição ao Lula, ao PSOL. É óbvio que a gente aponta as contradições de discurso de promessa e entrega desse pessoal. Mas nós temos um plano. A gente tem o livro amarelo. A gente sabe o que a gente pensa que vai ajudar a vida das mulheres. Eu trouxe aqui propostas... Não propostas, que eu não posso fazer propostas.

Atenção, a gente se eleitoral. Nenhum momento eu fiz uma proposta. Mas eu trouxe aqui ideias que...

se botadas em práticas, vão ajudar a diminuir ou a readicar a violência contra a mulher. Vão ajudar a melhorar a vida do entregador de iFood, o cara que trabalha de Uber. São propostas concretas e eu acredito que é também com propostas concretas.

Porque nós vamos atingir o coração e a mente da população, independente dela ser negra, branca, etc. Mas há um pedaço da direita, que é a direita identitária também, que só quer ficar discutindo platitudes. E dá voto, e dá seguidor, e dá like. Só não dá uma melhora concreta na vida da população.

Eu já tenho uma visão diferente do Guto, concordo com o que ele falou, mas como eu não sou política, então eu penso que existe também uma dificuldade da direita, ele falou ali das dificuldades no campo político, eu vejo as dificuldades no campo acadêmico, existe uma grande dificuldade da direita em entender a necessidade de ocupar espaços acadêmicos, porque a academia...

produz o que a cultura vai pensar. Pode ver. Hoje em dia, todo mundo fala, a pessoa mais, às vezes, nada a ver do mundo, está falando racismo estrutural.

Eles usam a linguagem que nasce na academia. Então, cadê a direita da academia? E aí entra também uma questão de que não existe muito apoio para pesquisadores de direita. A esquerda patrocina e cuida bastante dessa questão de apoiar a pesquisa. E na direita eu vejo que existe um pouquinho de dificuldade nisso. As pessoas, elas veem que...

Falar na internet te coloca em visibilidade, ou seja, te dá muitos seguidores. E hoje em dia as pessoas confundem seguidores com autoridade em assuntos. Então, tem muita gente com muito recorte na internet, com recorte de Erika Hildo. Você pode ver até nas minhas redes sociais, nem tem muito esse tipo de conteúdo, porque eu não...

Não é o meu objetivo. Meu objetivo realmente é na pesquisa. Porque eu acho que é na produção acadêmica que você vai conseguir deixar um legado para que futuramente exista uma consistência de pensamento para influenciar a cultura. É importante a atuação política? É importante. Eu não sou política.

A minha vocação, digamos assim, é mais nessa área de pesquisa, nessa área acadêmica. Mas eu faço isso na força do braço, com a graça de Deus, é claro. Porque você não tem, para não dizer que não existe apoio, eu tenho muita amizade com a Ana Campagnolo, que é deputada.

E ela é uma pessoa que eu conheço antes dela ser deputada, a gente se conhece antes dela entrar na política, e assim que ela entrou na política, ela teve essa preocupação de chamar, tanto é que ela está sempre ali chamando visibilidade para o meu trabalho, para o trabalho de outras pessoas, que ela sabe que está pesquisando, trabalhando nessa produção.

intelectual, que é o que importa. Porque a esquerda, por mais que eles falem muita bobagem, eles produzem na academia. E, cara, quando eu fui fazer a revisão bibliográfica para o meu artigo, só tinha artigo de esquerda.

E aí você faz o quê? Muita gente me procura, Cris, eu quero fazer o meu trabalho de conclusão, mas eu não quero repetir o discurso. E está certo, porque não tem que repetir. Só que às vezes, por medo, o que você faz? Eu quero concluir o meu curso. Então eu vou falar o que eles querem pra pegar o meu diploma. E está errado, na minha opinião. É lógico que você não tem que chegar lá e ficar perdendo tempo, batendo boca. Não é isso.

Mas existe um meio possível de você produzir dentro da academia, sem que você se torne um militante.

Cara, o tema do meu artigo Era pra não passar Em banca nenhuma Graças a Deus eu recebi nota máxima Por quê? Porque eu consegui Trazer pra minha pesquisa Um referencial teórico Consistente É possível

Você citou aqui um autor de esquerda. Você falou, por mais que ele seja de esquerda, eu concordo com ele. Tem vários teóricos de esquerda que eu posso tirar alguma ideia que ele teve e concordar com ele. Eu não preciso odiar e discordar de tudo. Esse não é o caminho. Existem coisas que eu posso encontrar na esquerda que eu posso entender que dentro da minha visão de mundo aquilo vai se encaixar.

Então, quando você tem esse conhecimento teórico também, isso é importante, e até agradeço a oportunidade de estar falando isso aqui, porque eu vejo poucas pessoas falando isso. Como geralmente as figuras que ganham mais destaque são políticos, ou pessoas mais envolvidas com atuação política,

Essa questão de discutir essa importância da produção acadêmica, intelectual, fica meio por baixo dos panos, quase ninguém fala. Porque às vezes pensa, não, está muito distante. Não está. É possível você produzir um trabalho sem repetir a cartilha da militância, com bom referencial teórico.

com boa estrutura e apresentar isso para ficar para gerações futuras. Eu tenho alunos que me procuram desesperados, meu Deus, eu preciso fazer um trabalho de conclusão, mas eu não quero repetir a cartilha, eu quero fazer uma coisa consistente e de acordo com aquilo que eu enxergo, com aquilo que eu vejo. E aí, a gente conversando, a pessoa consegue chegar a um bom trabalho.

Então, assim, eu vejo isso. Eu acho que a direita precisa olhar mais para isso. Precisa incentivar mais o trabalho de pesquisa, mais produção acadêmica e valorizar mais também isso, né? Influenciador é legal, gente, para viralizar. Perfeito. É legal. É muito bom. Você vê, eu estava conversando com você aqui no começo. As pessoas conhecem ele, mas sabem quem ele é.

sabem quem ele é por ele ser político, sabem quem ele é por ele ser influenciador, isso é ótimo, mas as pessoas também precisam saber, não necessariamente quem eu sou, mas pessoas que estão dentro do campo que eu estou, fazendo o que eu faço, as pessoas também precisam saber que essas pessoas existem na direita, então é possível você sentar e discutir com um acadêmico ou com um especialista de esquerda com posicionamento de direita, bem embasado.

Agora, o que não dá é pra achar que com recorte, às vezes, de TikTok ou de vídeo, você vai conseguir, muitas vezes, dialogar com o cara que tá ali a vida toda dedicado. Ele pode falar um monte de coisa que você não concorda, mas ele tá preparado. E, às vezes, eu vejo que não tem muita gente na direita com esse tipo de preparo e eu acho que precisa ter.

É isso, é isso que eu concordei com a Cris, antes de passar pro Jota, desculpa, só pra concordar, a gente não tá discordando. Quando eu digo da direita ideológica, que ela foca muito no discurso no Heels, no TikTok, no Shorts, etc. Eu tô falando que não tem que ter. É, não. Não, é isso. A contraposição a isso não é só atuação política, é atuação concreta. Então não basta eu, vou lá, assistir o filme Ainda Estou Aqui, que é um filme de esquerda, etc. e critiquei. Beleza.

Não é o Rios criticando ainda estou aqui, que automaticamente vai gerar um filme de direita. Não, você tem que ir para a atuação concreta e fazer os filmes de direita para poder fazer nas artes e no cinema a contraposição. Não é só fazer um Rios criticando um artigo de esquerda que vai brotar um artigo de direita. Você tem que ir para a atuação concreta.

nas bandas, nas músicas, etc. Ou seja, sair da discussão meramente ideológica, identitária, e ir pra atuação concreta. E daí a gente precisa dos bons políticos de direita, dos bons intelectuais de direita, dos bons cineastas, dos bons compositores, pra aí sim fazer essa disputa com eles no campo deles. Não só a parte identitária de apontar os erros deles.

Mas fazer o contraponto. Senão fica um enxuga-gelo, né? Eu tenho a tendência de concordar com a afirmação inicial do Vilela. Eu sinto que na direita tem uma certa vergonha, tá? Com medo de serem confundidos com identitários. Então é o seguinte, eu não vou entrar na questão de negro, não, porque quem fala de negro é esquerda. Então se eu falar de negro, vamos confundir com esquerda, eu vou perder a eleição.

Não deveria ser isso. Eu não falo sobre o meio ambiente, porque se eu falasse o meio ambiente, meio ambiente é coisa de petista, vamos chamar de petista, faz o L. Então, o que a Cristian conseguiu falar de uma forma muito clara e muito intelectual, eu vou falar de uma forma mais debochada. A direita é burra.

essa é a verdade a direita é burra, tá? a direita tem preguiça inclusive eu assisti um programa aqui inclusive, em que o opositor do Arthur Duval pegou uma revista valética uma pouquíssima, se não única iniciativa da direita pegou

Olha essa revista aqui, essa revista fala mal do complexo industrial trans, está defendendo que criança faça não ser das coisas. Ele nem leu. Ele não leu a revista. Ele não leu algo do campo dele. Ele só viu o termo trans e ele ia lá, boiolas! Eles são, né? Então, decompostos. Mas assim, o que eu sempre prezo é que tem um mínimo de honestidade com o seu próprio campo político.

Se ele não leu algo do próprio campo público, como é que ele vai pegar e conseguir ler um Silvio Almeida, conseguir ler um François Fanon, um Angela Davis e conseguir criticar? Não consegue, porque hoje além dessa vergonha, além dessa preguiça que a direita tem, também tem o comodismo da área política que é a área do luto.

Tem área intelectual, área do entendimento e área da política. Então, esse comodismo de verificar, olha, o que dá voto? O que é mais fácil para conseguir ser respeitado no debate público e conseguir o meu objetivo? É o lacrar. Então, eu vou discutir um projeto, eu vou encaminhar uma votação de acordo com os meus princípios, com os meus valores? Não. Eu vou colocar uma fita na boca. Se eu botar uma fita na boca e me colocar uma algema, dizer que eu não saio daqui até votarem sei lá o quê, isso aí vai me dar mais votos.

Que é a política de cortes que você está falando, né? De Rios, você está falando de visualização. Então, é um... O próprio modus operandi, hoje, do sistema, da estrutura do sistema, faz com que os intelectuais sejam já alijados e ficam dentro de uma sala pequena sem conseguir falar para o mundo.

O mundo também não tem interesse no que os intelectuais falam. E a contraposição, que é algo que eu defendo, eu não defendo um mundo colorido em que todos nós possamos um dia se abraçar e dizer que todos os negros têm o mesmo sonho. Não, ou sonhos individuais, mas podemos conviver em harmonia. Eu defendo confronto. Assim, gente, olha, nós temos dois caminhos totalmente diferentes.

Para existir um negro livre, nós não podemos permitir até certo ponto que o negro que defende que todos devem ser iguais permaneça no debate público. Para mim é essa a lógica que eu enxergo, sabe? Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil.

E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini. A partir de R$ 109.990,00 para CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Até mesmo porque um lugar onde todo mundo pode ser o que quiser, eu acho que é um inferno, né? É, com certeza. Literalmente. Literalmente. E vamos falar de racismo estrutural. Quem quer explicar o que é o racismo estrutural? Acho que nem o Silvio nem ele explica o que é.

Nem ele explica o que é. Segundo o Silvio Almeida, o que seria o racismo estrutural e por que ele não funciona, não é aplicado na vida real? Eu acredito que nem ele explique exatamente o que é. Essa questão do racismo estrutural é, mais uma vez...

O brasileiro tentando trazer o contexto americano para o brasileiro. Eu acho muito complicado. A maioria do que a militância do movimento negro faz é repetir discurso americano. É isso. Eu acho muito interessante também que muito do que baseia o pensamento deles vem de europeus brancos também. O que é curioso. A Angela Davis, por exemplo, se orgulha de ter sido aluna de Foucault.

Então, você fica meio assim, de quem exatamente eles estão falando? Quem são esses brancos opressores que precisam ser punidos?

O Silvio Meder vem com a tese do racismo estrutural, onde ele coloca que o que permeia as relações no Brasil, o que permeia as relações humanas aqui no nosso país, é o racismo. Que ele se adentrou em todas as estruturas, ou seja, os negros não vão progredir porque já está imbuído na mente da população o racismo. E por estar imbuído na mente da população o racismo...

As leis serão racistas, a polícia será racista, as universidades serão racistas, porque como o racismo é a base de tudo, tudo produzido aqui dentro será produzido com a mácula do racismo. E aí, a partir disso, a esquerda vai adotar essa tese, ele basicamente...

compilou um pensamento que já havia acontecendo há bastante tempo, só que o grande lance é que esse pensamento tem algumas falhas, porque se as estruturas completas da sociedade elas são necessariamente racistas a única forma da gente acabar com isso seria com uma revolução e uma nova estrutura da sociedade sem o racismo, ou seja, é mais uma vez um sociólogo, um filósofo escritista caindo na boa e velha do bom e velho marxismo

E o Silvio Almeida confunde muito do que é desigualdade e do que é racismo. Se você ir, sei lá, nos países mais ricos do mundo, nos países mais brancos do mundo, as melhores escolas serão frequentadas pelas pessoas mais ricas e as piores escolas serão frequentadas pelas pessoas mais pobres. Se a gente vem aqui para o Brasil, as melhores escolas são frequentadas pelas pessoas mais ricas e as piores escolas são frequentadas pelas pessoas mais pobres.

Mas aqui, pela falta de políticas públicas eficientes depois da escravidão... privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado privado priv

a desigualdade social brasileira ela tem cor, né? Ou seja, as pessoas mais ricas elas são brancas por conta do processo de escravidão e a saída estava furia da maneira que foi e as pessoas mais pobres elas são pretas e pardas. O que que acontece? Então nas escolas, nas melhores escolas vai ter gente branca e nas piores escolas a gente vai ter preto e pardo. Aí você coloca um vestibular e fala, ó, quem tiver as melhores notas vai passar pra medicina na USP.

Quem vai passar? As pessoas que tiveram a melhor educação e no Brasil as pessoas que tiveram a educação são as pessoas brancas.

Ou seja, o que criou isso não foi uma barreira racial onde está proibido as pessoas negras de entrar. Não, claro que não. O que criou isso foi uma barreira de desigualdade social onde as pessoas pretas e pardas tiveram uma educação horrorosa, que é o ensino público brasileiro, e aí vão ter que competir com aluno que estudou nas melhores escolas particulares e elas são as pessoas brancas. Como é que a gente muda isso? É com uma grande revolução para rever as estruturas racistas do Estado? Fazendo uma puta...

Quando eu estudei, estudei escola estadual e era muito melhor do que... Exatamente. Quem estudava em escola privada era a burro. O papai tinha que colocar lá porque não conseguia passar na escola pública. É fazer com os países que tiveram problemas... Em 70, a escola pública era boa pra caramba. Problemas de desigualdade fizeram, que é deixar as pessoas mais pobres, mais ricas, e os serviços públicos que elas usam tornaram esses serviços melhores.

Ou seja, então pretos e pardos estudam em escola pública. E elas são piores do que as escolas particulares, que é onde os brancos estudam.

Então por que a gente simplesmente não melhora os serviços públicos dos pretos e partos, né? Por exemplo, né? Então tem essa questão da desigualdade social também, tem outras também, mas eu vou deixar pra vocês falar. O Guto colocou muito bem, assim. Lá ele mil vezes! Coloque, coloque! Toda hora, toda hora esse cara... Agora é minha vez. Agora quando a gente tá falando sobre racismo estrutural, é de uma profunda irresponsabilidade, assim.

Porque é a mesma coisa que alguém fala assim, eu pegue na nossa mão e falo assim, não, agora eu vou resolver o problema de vocês, deixem comigo. E esse cara vai lá e começa a discutir perfumaria. Em vez de dar um banho na criança, ele fica dando perfumizinho, entendeu? Porque a partir do momento que nós estamos discutindo, que os intelectuais, a única proposta que eles têm para nos trazer, a única encaminhamento de soluções para problemas gravíssimos e urgentes que a população negra tem, é apelar para uma revolução que nunca aconteceu e jogar no balaio. Imagina você estar assistindo uma palestra.

dentro da palestra tem lá o pitch, tem a testa, não sei o que, blá blá blá blá blá. E tá bom, o cara tá lá empolgado, tá? Eu preciso de outra vez na minha vida. Agora eu vou chegar em casa e, pô, que nem eu vi um coach. Vou chegar em casa agora, vou entrar na academia, amanhã eu vou me matricular, daí ele fala assim, ó, a saída pra tudo isso, a revolução. Bom, isso não vai acontecer nunca, isso não depende só de mim. Então, ele, todas as soluções que essas pessoas colocam nunca dependem da individualidade.

É sempre o coletivo. Esse eu acho o problema. Eles condenam a pessoa a depender de um sistema que nunca vai dar certo, que não deu certo em nenhum lugar do mundo, e suprimem a liberdade dessa pessoa. E muito menos, e muito pior do que isso. Se a pessoa diz, não, mas isso eu vou tentar fazer por mim.

Tu é traidor, teu negro de direita, e tu vai acabar sentando lá. Um exemplo disso é o Pablo Marçal. Percebeu isso, você viu o crescimento dele aqui pra Prefeitura de São Paulo, quando ele falava da periferia ser empreendedora, de não depender do Estado, porque os caras viram o Estado não tá nem aí comigo mesmo, eu quero alguém que me ajude a fazer minhas paradas.

Até mesmo porque a periferia é empreendedora. Ela tem seu próprio sistema econômico ali. É absurdo. Se tivesse muito mais oportunidades, teria muito mais sucesso. Todo um ecossistema lá. E essa questão da educação é interessante. Porque a gente fala educação, educação, educação. E educação no Brasil é péssima. O problema é na básica. É péssima. Então não tem como essa...

essa criança, esse adolescente, se tornar um adulto bem educado. Eu vi um estudo de 2018 que calculou em quantos anos um estudante brasileiro atingiria o nível de leitura de estudantes de países desenvolvidos. Seria 260 anos. O louco! Então, tipo, cara, ou seja... Estamos bem atrás. Então, de 10 brasileiros, 3 são analfabetos funcionais. Ou seja, pessoas que pegam o texto e não conseguem compreender.

Então, a gente tem um problema aí de estrutura apenas educacional, não racional, racional não, racial. Então, o Silvio Almeida coloca essa questão de problema estrutural racial, que eu acredito, como eu disse, importando dos Estados Unidos, que talvez lá até faça mais sentido do que aqui. Aqui, a gente vê que existe essa desigualdade racial por uma questão de projeto de país, que nunca teve, nunca funcionou.

Ao mesmo tempo, não vejo a esquerda preocupada em ter esse projeto de país para resolver essa desigualdade, tanto é que qual é o símbolo do dia da consciência negra?

Zumbi. Por que não André Rebouças? Por que não? As pessoas nem sabem quem é, nem sabem que o cara existe. Então, assim, você vê que tem essa tendência à revolução, essa revolução que sempre vai chegar e nunca chega. É muito parecido com o que as feministas fazem em relação também a...

a estruturas patriarcais, né? É sempre... As estruturas são patriarcais, logo, as mulheres são oprimidas, as estruturas são patriarcais, então, por isso, as mulheres sofrem. Então, é sempre jogando nas estruturas problemas que, muitas vezes, não estão nas estruturas, né? Estão em projeto de país mesmo. E outra coisa, o que é essa estrutura, né?

O que forma essa estrutura? A gente sabe a resposta, o capitalismo. Não, com certeza. Mas de um ponto de vista de tentar uma maquiagem. Eu sempre penso, como é que eles vão tentar esconder que o real problema é o sistema econômico? E quando a gente para e começa a olhar para o...

A estratégia de nós precisamos atacar os problemas estruturais do Brasil, principalmente os problemas sociais. A gente vê que isso não faz sentido nenhum para o contexto brasileiro. Vou dar um exemplo que é o mais óbvio possível. Para você dizer que o racismo no Brasil é estrutural, no mínimo o que eu esperava quando alguém fizesse uma entrevista de campo, a gente contasse. Você é racista? Sim.

Ponto. Se o racismo é estrutural, se o racismo é algo normal no Brasil, meramente é aceito, se eles serão uma estrutura totalmente aceita. Sim, sim, sou racista. Sim, eu tenho preconceito contra pessoas de outra cor. Ninguém fala isso. Então se as próprias pessoas que, ainda que serão racistas, têm uma noção que isso é errado, e tem um conceito que, bom, se eu falar isso, as próprias estruturas, as próprias instituições, a mídia, a imprensa, o poder judiciário vai me perseguir, o poder político vai me perseguir, as pessoas não fazem isso, então que estrutura é essa?

Qual é a estrutura que favorece o racismo no Brasil se qualquer pessoa que fosse racista seria perseguida, ainda bem perseguida, criminalizada e ainda bem criminalizada? É que eu acho que transformando os problemas, você jogando o problema pra uma questão abstrata, você se torna poderoso porque você vive preso naquele discurso abstrato de que um dia você vai resolver e na verdade você não resolve nada.

Então, tornando problemas abstratos, você constrói a narrativa que você quer pra resolver esse problema. E é necessário que a esquerda faça isso, né? Porque a esquerda, ela literalmente governa o Brasil. Então, eles literalmente governam o Brasil há duas décadas, né? Então, se eles ficam, pô, há 20 anos governando o Brasil e os negros continuam na pinda aí, beck tá? Eles precisam de uma coisa absolutamente abstrata pra dizer que, ó, a vida do negro não tá melhorando. Tá, mas você me governa. É que o racismo é estrutural.

Não tem como, cara. Com essas estruturas que tem, não tem como, né? Porque senão seria um discurso igual. Por exemplo, a missão. Ela diz, ó, pra gente, sei lá, melhorar a vida dos negros, a gente precisa fazer isso, isso, aquilo, aquilo, outro. Se a gente chegar ao poder e não fizer isso, ou fizer isso e a vida dos negros não melhorar, o negro vai olhar e falar, ó, você falou que era só, sabe, privatizar a Sabesp, que é terceiramento básico, privatizou, não tem. E aí, que história é essa?

Agora, se eu falo que na realidade não dá pra melhorar o orçamento básico porque existe o racismo climático... É, exatamente. É muito mais fácil. É racismo ambiental. É muito mais fácil. Racismo ambiental. Sabe, então, tipo, a gente tem... O sol é racista. Tá na moda agora falar isso aí. Exato. Então, tipo, a gente tem a missão de acabar com as favelas, né? Então, tipo, ó, tem que urbanizar a favela, tem que dar microcrédito pro empreendedor da favela, tem que desbloquearizar pra...

desburocratizar para o empreendedor que está lá na favela, tem que dar uma educação melhor para as crianças que estão na favela, tem que levar assinamento básico para aquelas pessoas que estão tomando água suja e fazendo cocô no chão, tem que acabar com o crime organizado para aquela cara não ficar vivendo atrás de uma barricada, são problemas, são uma maneira real de você acabar com as favelas ou melhorar a vida da população que mora na favela.

Agora, se olhar para tudo isso e chamar de racismo ambiental, sempre que tiver um desabamento...

É muito fácil, então eles precisam disso porque eles governam o nosso país. E governando o nosso país e não resolvendo os problemas das mulheres, dos negros e dos LGBTs, eles vão ter que colocar a culpa em alguma coisa grandiosa, que não é algo concreto, no fim das contas. Problemas concretos, soluções abstratas. É isso aí, é basicamente isso, né?

Eles precisam disso, eles se alimentam. É, mas eu acho assim também que o que eu vejo às vezes algumas pessoas falando é ah, a direita não reconhece o racismo. É mentira, todo mundo reconhece que existe o racismo. Acho importante. A direita acha que não existe o racismo. Talvez até tenha pessoas que achem mesmo que não exista, né? Mas existe.

Ah, eu acho que tem gente que acha assim, tanto é que uma coisa que o... Somos todos iguais, nós somos todos iguais, pra que isso? Pra que não se rasta hoje em dia? O Jota falou uma coisa também, que às vezes, como a esquerda sequestrou essas pautas, quando a gente vai falar sobre elas, aí, ah, é mimimi, ah, já tá querendo ser esquerdista demais. Então, tem pessoas talvez que se sintam retraídas.

de falar sobre isso. Ah, não vou falar sobre isso porque eu não quero ser parecido com esquerdista. Mas existem desigualdades raciais. É importante ser falado sobre isso. É interessante que isso seja discutido. É inegável que as pessoas partem de lugares diferentes. É inegável que a cor importa em muitas situações. Mas o que a gente não concorda, eu acredito, pela nossa conversa aqui, é que...

esse racismo seja estrutural, no sentido que existam estruturas trabalhando para ferrar o negro no sentido de que não gostam do preto, o preto não deve existir. Eu acredito que nessa proporção não exista, né? Mas o racismo individual... Aí só que o que acontece? Esse discurso do racismo estrutural é muito bom para racista.

Muito. É ótimo. Porque o cara comete racismo, aí depois ele fala não, mas foi o racismo estrutural. É maravilhoso. Ou o próprio branco acusa... A culpa não é minha, a culpa é de tudo em torno da sociedade. O branco que acusa o preto de racismo. Teve o caso do BBB agora. Eu vi até você comentando, foi um cara do Sul, acho que estava no BBB. E eu nem sei a orientação política dele. Mas eu achei um absurdo o que fizeram com ele.

Porque o cara deu a opinião dele da relação de amizade ali, acho que era Ana Paula Renaud com a Milena, que é uma mulher branca com uma mulher preta. E ele falou, não, não tá certo isso daí, porque ela tá se colocando num lugar independente dela estar ou não. Foi uma visão dele. A visão que ele tava tendo do ângulo que ele tava.

Ele falou, ó, essa menina, ela tá se colocando ali no lugar de subserviência, porque talvez ela seja acostumada a estar nesse lugar. Ou seja, ela está acostumada a servir e nessa relação parece que ela está nesse lugar. Ele nem disse que tava, que não tava. Ele falou que era uma percepção dele. Por que ele não pode ter essa percepção, gente? Por que não?

o cara foi acusado de racismo e eu achei isso bizarro o cara preto saiu como racista depois eu não acompanhei muito mas eu vi um pouco o cara tendo que fazer vídeo de não sei quantos minutos pedindo desculpa, perdão desculpa Cris, mas eu me empolguei é que é um erro enorme não se pede desculpa

não se pede desculpa. O medo no debate público, o medo do cancelamento é o nosso maior inimigo como oposição a tudo que tá aí, vamos dizer assim, né? A tudo que tá aí. O que que acontece? Bom, será que eu vou ter meu emprego amanhã? Será que eventualmente minha cara não vai estar estampada num jornal sendo cancelado ou taxado como tal coisa? Porque outro motivo do racismo ou qualquer outro tipo de preconceito não ser discutido na sociedade é esse.

É o medo da cultura do cancelamento. É aquela espiral do silêncio que define até onde a gente pode falar e até onde a gente não

pode falar. Aquilo que é relevante pra ciência e pro debate público e aquilo que pode ser proibido. Só que aquilo que já foi proibido há muitos anos são opiniões totalmente legítimas dentro do ponto de vista de debate social. Só que se essas pessoas estão alijadas elas desistem. E se elas desistem elas não se importam. E se elas não se importam com o problema elas não enxergam o problema. E se não enxergam o problema não se resolve o problema. Só que eu vou culpar, digamos. Eu sou do Rio Grande do Sul.

Eu sou um cara do Rio Grande do Sul, loiro do interior de não sei aonde. Cara, o meu convívio com negros é mínimo, se é que eu já tive. Eu vou chegar e ter coragem de opinar, sabendo como o mundo tá funcionando hoje, em frente ao negro, dizer, olha, cara, como é racismo. E se perguntar, às vezes, ele fala, ah, eu não sou professor, vai ler, vai estudar. Quem é que tu acha que é? Eu não sou professor. É, mas é engraçado que quando esse pessoal aí, essa elitezinha, essa turma da celebridade...

tem alguma suspeita de racismo, eles pagam um preto pra dar letramento. Claro, óbvio. Aí eles andam com o preto do lado pra dar o letramento racial, né? Que agora é outra coisa que a esquerda introduziu no discurso público. Letramento racial. Não suporta essa palavra. Claramente é a solução para os negros, pra pobreza entre negros, é a gente parar de usar o termo criado mudo. Parou de usar, cara, os negros vão evoluir de vida automática. Porque é ridículo, né? Porque o criado necessariamente não é negro.

Bom ponto. E nem mudo. É, exatamente. Mas é que muda a posição. Virela, se tu fosse um senhor de engenho, tu ia dormir com o cara do teu lado te olhando assim, com copo de água? Não ia, é claro que isso é mentira. Não tem o caso do cara aqui, um desses ricos aí, elite, que ele só contratava anão pra trabalhar na casa dele?

O quê? Tem, tem. Como é que é o nome? Chiquinho Scarpa, uma coisa assim. Eu já vi uma entrevista dele. Ele falou, na minha casa só trabalha não. Os criados dele eram só... Ficou sensacional. Chiquinho Scarpa. É bizarro. Ele falou por quê? Não, não. Só vi essa parte. Recorte de internet. Depois vocês jogam aí. Tem isso aí. Achei bizarro. O que eu gosto do letramento racial é que quase tudo que eles estão lá pra criticar do letramento racial, quase nada, teve de fato uma conotação racista na época da criação. Esses dias eu vi um estudo que ele mostra que o pessoal tava criticando.

Algum influenciador falou que alguma coisa foi feita nas coxas. Aí, automaticamente, os reis do letramento racial, tipo, opa, opa, opa. Não falha essa frase. Se você usar o termo feito nas coxas, um negro morre no capom redondo. Tipo como assim, né? E aí, um estudo mostrou que a tese deles, que não pode usar feito nas coxas, porque as telhas dos escravos foram moldadas nas coxas, etc. E aí, um estudo mostrou que para aqueles escravos moldarem coxas daquele jeito, eles tinham que ter aproximadamente 6 metros de altura.

pra ter a curvatura pra uma telha ser feita na sua coxa e ficar desse jeito, você tem que ter 6 metros de altura ou seja, não tem nada a ver essa do criado mudo é mais bizarra ainda que o capitalismo moldou essa tese do criado mudo o que aconteceu? se você tentar achar qualquer estudo, qualquer crítica

é o termo criado mudo, você não vai achar antes de 2010 aproximadamente. Por quê? Porque uma loja de imóveis chamado Etna, que curiosamente faliu tempos depois, ela começou a divulgar que as mesas de cabeceira não poderiam ser chamadas de criado mudo, só de mesa de cabeceira, e ela começou a falar que aquele é um termo racista, porque lá eles vendiam como mesa de cabeceira, ou seja...

para as outras lojas pararem de divulgar. Foi o marketing. Ou seja, o marketing, etc. Antes disso, em nenhum momento se falou que criado mudo é porque o criado ficava lá e você apoiava o seu posto. Mas você sabe que um dos primeiros livros que eu li quando era criança era o Morro dos Ventos Uivantes. Era um livro que não era para criança, mas eu me meti para ler e peguei para ler. E tinha uma parte que narrava o criado mudo. E eu imaginei que era um criado.

Um criado que não falava. Que não falava do lado. Só que não necessariamente imaginei uma pessoa preta, entende? Até mesmo porque o contexto ali era outro. Então, assim, pra você ver como é uma mentalidade infantil. Exatamente. Porque foi o imaginário infantil que me fez pensar que era um... Bom ponto. Então, é interessante essas...

E é sempre assim, né? Esses dias eu vi no... Foi o carnaval. E aí uma moça gravou um vídeo dizendo que se você não gosta de carnaval, você é racista. O quê? Ela começa assim, toma. Se você não gosta de carnaval, você é racista. Eu já olhei e falei...

Mas historicamente nem faz sentido, né? Eu falei, exatamente, dela não, porque o carnaval é uma coisa da cultura negra, etc. E como é uma coisa importante pra cultura negra, se você não gosta desse elemento da cultura negra, automaticamente você é racista. Eu falei, não, cara, vou pesquisar. O carnaval não é europeu. O carnaval foi criado por cristãos europeus, né? E era a festa da carne, né? Era o carnaval, ou seja...

Bem antes, inclusive do Brasil, você descoberta. Até hoje o calendário do carnaval é a igreja católica que coloca, né? Que tem a ver ali com a quarta-feira de cinzas e tudo mais. Cada vez eu não vejo diferente. E outra coisa curiosa também do carnaval, não sei se você viu isso, mas aqui no Brasil esse carnaval nesse estilo com carro alegórico e tal, quem começou foram os brancos, né?

E os primeiros negros que desfilavam nesses carros eram aqueles que estavam livres. Então, esses caras que promoviam o carnaval, eles convidavam os negros livres para ir em cima dos carros para que as pessoas vissem que existiam negros livres e tal, ali já lutando em favor da abolição.

Então, até isso. Tem nada a ver. E aí, mais pra frente, no Estado Novo, Getúlio Vargas, ali, 37, 45, naquele afã absolutamente fascista, da criação de uma cultura nacional que unisse a população, né? Bem Benito Mussolini, que ele sempre foi fã. Ele quis criar uma coisa, uma festa culturamente brasileira. Pegou o samba que estava crescendo na época, juntou com o carnaval e as coisas. E aí, já com influência da escravidão, etc. E juntou o carnaval da maneira como a gente é vista hoje. Ou seja...

Uma coisa dos anos 30, com o final da escravidão, com uma festa europeia. Aí, se você não gosta disso, você é racista. É de uma burrice essas coisas do letramento racial bizarro. Ele banaliza as questões, banaliza. Esse pessoal, eu acho um absurdo. Eles prestam um desserviço mesmo, porque eles banalizam violência doméstica, eles banalizam o racismo, trazendo essa discussão infantil, trazendo toda essa...

Discussão abstrata, infantil, eles vão banalizando problemas reais. Porque existe violência doméstica, existe o feminicídio, existe o racismo, tudo isso existe, são problemas reais. Só que eles sequestram a pauta e transformam num discurso político imoral, porque se você não concorda com o que eles falam, você é imoral.

E automaticamente você tem que sofrer consequências, como você falou, a questão do cancelamento. Aí muita gente acaba ficando fora do debate, né? Porque, ah, eu vou falar isso aí, vai me dar uma dor de cabeça. Vou fazer isso aí, vão me cancelar. Então, enfim, eu acho que eles prestam um desserviço fazendo isso. Porque não é diálogo, né? É imposição de pensamento.

E é por isso que está cada vez mais claro, ao menos para mim, que Zumbi dos Palmares é o nome ideal para ser o Dia da Consciência Negra. Eu, como já divulguei por aí, eu tenho dúvidas se o Brasil precisa ter um Dia da Consciência Negra. Não me parece que mais um feriado é o que a gente precisa para melhorar a vida dos negros.

Agora, uma coisa que eu tenho certeza, se tiver um dia da consciência negra, com certeza ele não deveria ser o zumbi dos palmares. Com um homem que a gente não sabe a data que ele nasceu, não sabe o nome exato dele, não sabe exatamente a data que ele morreu, não sabe o que ele fez em vida, se tá claro que ele tinha escravos ali no quilombo dele, mas tem uma questão histórica, tudo bem. Esse cara vai ser o cara que vai representar...

os negros, né? A Cris citou o André Rebouças, mas teve vários outros que poderiam ter um ser representantes melhores pro dia da consciência negra, mas esses outros que a gente gosta, eles tem fatos concretos, né? O André Rebouças, ele foi o cérebro por trás do abolicionismo. São fatos concretos que nós gostamos.

Mas o movimento negro brasileiro, está claro que eles não gostam de fatos concretos. Eles gostam da imagem, do mito, da imaginação. Então nada melhor para um cara que a gente não sabe, nada melhor para representar do que um cara que a gente não sabe o dia que nasceu, o dia que morreu, o nome. Então coloca ele aí e vocês vão imaginando o que ele era na realidade. Porque hoje o combate ao racismo no Brasil, feito pelo movimento negro, é uma coisa abstrata.

Eu ficava dizendo que se você não gosta de carnaval Você é racista, que você não pode usar Criado Mundo Que você não pode falar que foi feito nas coxas É isso E às vezes é um monte de branco falando que o preto não deve falar E já também fica Contraditório É isso que eu queria falar

O que vocês sentem quando um branco ou outro negro chamam vocês de capitão do mato? Acho que todos vocês já passaram por isso. Por que esse xingamento e por que as pessoas que se dizem antimachistas se portam como machistas em relação às mulheres e os ditos antirracistas são racistas na hora de querer atingir os negros? Por que acontece isso? Porque, na verdade, eles são isso e estão tentando esconder...

Aí entra muito o que a gente estava falando De tornar Tudo abstrato Nada é concreto Se chega para o Guto E não confronta a ideia dele Simplesmente chama ele de capitão do mato A pessoa está sendo racista Eu deixei um comentário Embaixo de uma dessas páginas Ninguém da esquerda acusa esse cara de racista

É porque eles têm licença poética. Eles têm licença poética. Eu deixei um comentário. Eu falei, feminismo virou religião. Porque uma das minhas teses é essa. O feminismo atua como uma religião secular. Eu deixei um comentário curto. O feminismo virou religião. Só tem fanática. Embaixo de um recorte... Alguma página reproduziu o recorte do teu debate. E eu coloquei isso. Embaixo é só você ir lá ver. O pessoal está desejando que eu seja estuprada.

que eu seja morta, que eu passe por feminicídio. Quer dizer, esse cara, quem deu a licença pra ele pra dizer que eu, como mulher, mereço sofrer todas as mazelas? É isso que eu tô sentindo. É isso que eu tô falando. Esse cara, esse pessoal só fala isso porque ele se sente cobertado por toda uma parcela da população que fala não, se ele é de direita, você pode xingar ele de capitão do mato. Se ela é de direita, você pode falar que quer estuprar.

É porque eles moralizaram o discurso. Então, não se trata de questões concretas. Se trata, assim, de bem e mal. Do que é justo e injusto. É de você desumanizar uma pessoa. Exatamente. Então, ela não é mais ser humana. Você pode atacar ela da pior forma possível. Se você não crê como eu e não professa... É religioso isso. Se você não crê como eu e não professa como eu, você vai pro inferno. É praticamente isso. Na verdade, eles criticam tanto os cristãos, mas, na verdade, eles fizeram uma espécie de cópia mal feita.

piorada, tirar os princípios e os valores que baseiam o cristianismo que são completamente contrários a esse tipo de comportamento quem conhece o cristianismo em si sabe que o cristianismo fala que você deve amar o próximo como a si mesmo amar a Deus acima de todas as coisas

Com todas as suas forças, todo o seu entendimento, é o primeiro mandamento. E o segundo é amar ao próximo como a si mesmo. Eu não quero o mal para mim, eu não vou querer o mal para o próximo. Então, eles tiram a base dos princípios e dos valores cristãos, mas ficam com a arquitetura religiosa. Só que é uma religião secular, é o que eu costumo dizer. A minha tese em relação ao feminismo é que o feminismo é uma religião sem Deus.

Porque é a mesma estrutura religiosa, mas sem o fator principal, que é o absoluto. E aí, quando a gente tira, Vilela, o absoluto da nossa vida, no sentido, tem que ter algo acima de você, ao qual você preste conta. Que seja, muita gente hoje em dia faz do Estado o seu absoluto, né? O Estado é praticamente Deus.

Mas nós cristãos, eu sou cristã, acredito que aqui entendi que todo mundo é, né? Como cristãos, a gente crê que Deus é o absoluto. Então, Deus tem princípios invioláveis. Uma vez que eu entendo que Deus é o meu absoluto, eu entendo que eu me submeto aos princípios invioláveis. Então, embora eu seja um particular, eu tenho um absoluto sobre a minha vida. Aí tem um filósofo americano.

chamado Francis Schaeffer, que eu gosto muito, e ele fala que o problema da modernidade é que ela exclui o absoluto e foca nos particulares. Só que cada particular tem os seus desejos, as suas vontades, a ética e moral de cada particular é uma.

Então, se cada um se guiar pela sua própria ética e pela sua própria moral, vira a bagunça que tá. Então, assim, sem um absoluto sobre os particulares, vira a bagunça. Só que o que acontece? A esquerda diz que ela se importa com os particulares e que o particular é que importa, né? Os particulares. Mas ela é o absoluto sobre esses particulares.

E é ela que dita a regra. Então, a esquerda age como Deus na vida dessas pessoas. E eles absorveram os princípios e os valores como se fossem sagrados. E é por isso que vale xingar o Guto de negro, de capitão do mato, de volta pra senzala e falar pra mim, como mulher, que eu mereço apanhar. Vale, porque eles têm uma licença moral. Nós somos, pra eles, hereges e morais.

Porque o termo capitão do mato... Eu acho tão absurdo que essas pessoas estão livres e não são... E não acontece nada com elas. Eu já processei um monte de gente que me chamam de capitão do mato e geralmente eu ganho. É o certo, é processar. No mínimo, cara. E aí depois pedem desculpa, né? Ah, não quis dizer isso, veja bem. Às vezes eles vão com o processo até o final e acabou. Mas enfim, se quiser pedir desculpa também.

Eu aceito as desculpas e mantenho o processo. Pé desculpa. Eles chamam a gente de Capitão do Mato, porque o Capitão do Mato, historicamente, ele era um negro, ele era um escravo. Ele fugia do engenho, fugia da propriedade e ia pro mato, pra floresta, pra algum quilombo comandado pelo zumbi ou outros donos de líderes de quilombo. E aí tinha os capitães do mato, que eram pessoas especializadas em caçar negros que fugiram. Eles pediam ser pessoas brancas.

pessoas pardas, pessoas negras que conquistaram a sua alforria ou algum escravo ali contratado para fazer esse serviço. Ou seja, eles se veem com pessoas negras que fugiram dessa lógica de escravidão e as pessoas que são de direita estão indo capturar elas de volta. Por isso que é o chichamento de capitão do mato. E aí a gente nota que a crítica ao pobre de direita, a crítica à mulher que não é feminista, a crítica ao negro de direita, ela é mais uma burrice.

do que é esquerda e do que é direita, do que qualquer outro tipo de coisa, né? Então, se ele vê um negro de direita, ele é capitão do mato. Por quê? Na cabeça dele, o que é ser de esquerda? É defender, se ele é um cara do movimento negro, é defender os negros. A esquerda defende os negros e a direita é contra os negros. Logo, nós, os negros, estamos fugindo dessa lógica de escravidão e o negro de direita tá indo capturar a gente. Na realidade, ele só não sabe o que é direita.

No fim do dia, ele só não sabe o que é esse. O pobre não pode ser de direita, sabe? Tem vários autores, os mais liberais, os mais conservadores, que dizem o que é uma pessoa de direita, uma pessoa de esquerda. Quando a gente olha, por exemplo, sei lá, pega o Rodgers Crutton, o tolos, fraudes e militantes, pensadores da nova esquerda, ele define...

a esquerda e a direita, como a esquerda nota, os dois grupos notam que tem desigualdade social, só que a esquerda, ela tenta resolver essa desigualdade social pelo Estado, e a direita tenta resolver essa desigualdade social pelo mercado. Era um resumo muito, gigantesco. Então, a direita, segundo Roger Scruton, quer diminuir a desigualdade social pelo mercado. E uma pessoa pobre não pode opinar isso?

O que tem a ver? Eu acho que também o que pega muito é que, como as pessoas vão mais nessas explicações rápidas, que para debate é o óbvio, elas pensam assim, se a direita pensa que os problemas devem ser resolvidos pelo Estado, então ela é contra todas as políticas públicas, o que não é verdade, porque o bem-estar social faz parte da visão de mundo de direita. Então o bem-estar social também engloba políticas públicas.

A diferença é, a esquerda defende políticas públicas perpétuas, permanentes, porque isso se torna uma moeda de troca. Isso acontece com as cotas, por exemplo. O paternalismo. Agora, a direita, não é que ela não pode reconhecer uma política pública e nem aceitar essa política pública. Ela pode.

O que ela faz é ver com prudência quanto tempo essa política pública deve durar. Por quê? Porque ela vai ver soluções para que isso não seja perpétuo, para que essa pessoa tenha melhores condições. Eu vi um recorte também.

circulando por aí que me chamou a atenção, porque a gente discute muito sobre educação e esquece de discutir economia. Os países mais desenvolvidos, eles começaram se desenvolvendo economicamente e, uma vez bem desenvolvidos, eles viram a necessidade de investir mais em educação. Então, se o mercado funciona bem, se as pessoas prosperam, automaticamente elas vão buscar melhorias intelectuais também, elas vão investir na educação.

Só que a esquerda demoniza o lucro. Só que sem lucro não tem como fazer o social. O lucro é o motor do social. Então, como é que você vai fazer o social sem dinheiro? Não tem como. Só que parar para pensar isso aí é meio difícil. Você tocou em alguma coisa que é um assunto polêmico. Vamos falar de cotas raciais. Qual é o pensamento de vocês? Eu sou contra. Contra convictamente.

Eu vou fazer o papel do advogado do Diabo aqui. Eu acho assim, justamente, ser contra ou a favor está estabelecido, não está? Desde 2012, não é? Bom, eu não sou política, então eu não atuo efetivamente, né? Eu não vou atuar ali na frente. Então, minha opinião pouco importa, muitas vezes, porque não vai ter... Você é uma influenciadora. Não, eu digo assim, na prática, eu não vou conseguir mudar isso.

Então, eu consigo olhar um pouquinho pela perspectiva de quem vive as cotas. Eu acho o seguinte, as desigualdades existem, nós chegamos à conclusão, eu digo chegamos à conclusão porque as cotas foram estabelecidas. Então, você concordando ou não, elas estão aí.

chegamos à conclusão de que, como sociedade, de que é necessário ter cotas. Uma vez as cotas estabelecidas, qual a discussão que deveria ser feita e não é feita, desde quando foi estabelecida? Até hoje a gente ainda está preso no sou contra ou a favor. Ninguém discute quanto tempo ela vai permanecer.

Por que a permanência é importante? Porque, como eu falei agora recentemente, se ela se torna perpétua, ela pode se tornar uma moeda de troca, como acontece com a esquerda. Quer dizer, você só estuda, você só está na universidade porque eu te permiti. Você só consegue entrar porque eu te dou. Se eu sair, você não consegue. Por quê? Porque eles são contas, eles vão tirar.

É isso. E o que na prática não é verdade. Você simplesmente não entra no poder e sai tirando tudo. Você vai estudar, você vai ver como que isso vai acontecer. Existe um ressentimento social por conta de uma carga cultural que o Brasil tem. Então, o ressentimento cultural existe. A esquerda reforça esse ressentimento.

Então, essa mentalidade do escravizado é constantemente reforçada pelo discurso de esquerda. O tempo todo, o negro está sendo lembrado de que ele foi escravo, que é descendente de escravo, ancestralidade e tudo mais, e é o tempo inteiro isso. Então, alguém vai absorver esse discurso e vai ficar ressentido. Eu, o Jota, o Guto, a gente não absorveu e não tem esse ressentimento.

Mas tem pessoas que vão ficar ressentidas e isso não só um. Talvez várias pessoas e várias pessoas ressentidas, elas tendem a querer o quê? Promover um tipo de revolução. Tanto é que os movimentos de esquerda se apoiam muito na revolução, porque também captam esse ressentimento. Então, se existe uma sociedade ressentida e essa sociedade chegou à conclusão de que as cotas vão solucionar esse ressentimento, porque esse é o discurso.

Às vezes você vê uma pessoa justificando ou falando sobre cotas, ela fala a partir do seu sofrimento, mas eu sofri racismo. Você vê um pardo, por exemplo, que não conseguiu as cotas, ele gravando um vídeo e falando, mas então quer dizer que o meu sofrimento não vale? Então as cotas são vistas a partir do ressentimento.

Quer dizer, eu sofri racismo, eu não mereço essa cota como pardo, sou muito claro para a cota. Então, a discussão está muito em torno disso, o ressentimento social. Então, eu acho que a direita também precisa olhar para esse contexto, além do sou contra e a favor.

Porque as pessoas, elas se conectam com esse discurso porque elas também estão ressentidas. Então, como que a gente vai atingir essas pessoas para falar sobre isso? Eu acho que precisa dessa discussão. Quanto tempo as cotas vão permanecer? Porque quando ela é aprovada, ela é aprovada em cima de um período de 10 anos para ser revista, só que ninguém fez nada praticamente. O Thomas, eu vou citar um livro dele aqui, Ações Afirmativas ao Redor do Mundo. Acredito que vocês leram o livro.

geralmente quem é negro e de direita já leu esse livro em algum momento. Ele vai analisar as cotas raciais ou outros tipos de cotas em vários países ao redor do mundo. Os países mais ricos, como por exemplo Estados Unidos, a Índia que tá no meio ali e ele chega até no Sri Lanka. Ele vai ver, olhar vários países ao redor do planeta.

Pra ver se as ações afirmativas, né, elas deram certo. A conclusão dele é que não funcionou. Cada um com a sua peculiaridade, mas tem alguns motivos que fizeram não funcionar. E ele coloca aqui, em quase todos esses países, se eu não me engano todos, se eu colocar em quase todos esses países, a ideia da cota era uma política temporária. E a frase dele é que nada é tão permanente quanto uma política pública temporária. A gente tem que...

Não, é só 5 anos de cotas. Renováveis por mais 5? Tanto que o Brasil colocou 10 e já tá, se não me engano, na segunda renovação da cota racial. E eu tenho um spoiler pra vocês. Será renovado por mais 10 anos, né? Porque a graça é o que a Cris falou. E o Thomas Ouell também fala que... Eu acho que não é nesse livro, é no artigo.

Ele diz que ninguém ganha tanto com a cota racial quando o político branco de esquerda é que aprova ela. Ele é o maior vencedor da cota, porque, ó, se eu perder a cota cai, hein? Ó, precisa de mim pra que você tenha cota, ou seja, é por isso que eles ficam nessa linha, né? E a esquerda faz isso com várias pa...

lembra o que fizeram nas eleições polarizadas passadas, antes de Lula e Bolsonaro aquela coisa do a Marina Silva vai acabar com o Bolsa Família se o Aécio ganhar, eles vão tirar o Bolsa Família então precisa da gente ali pra ter o Bolsa Família não, eu quero o Bolsa Família

sempre fazem esse tipo de coisa pra assustar a população e dar a sensação que ou papai Estado, bom, papai PT vai ficar lá pra ficar cuidando da gente, ou sem ele, ó, você não vai ter Bolsa Família, você vai ser preso, a polícia racista vai te bater e você não vai ter educação. Ou também concluí, Luguto, na questão de que direita não pensa em bem-estar social.

que eu acho que essa é a moeda de troca que a esquerda mais usa. Se a direita for entrar no poder, não haverá bem-estar social. E não é verdade, não é porque a direita pensa num modelo de Estado diferente que o Estado não possa promover bem-estar social. Eu acho que isso também pega muito, justamente por isso que eles usam esse bicho-papão. Se a direita ascender, acabou tudo, vai ser um capitalismo selvagem, e o que não é verdade.

verdade, né? Não é verdade. E outra coisa são... Desculpa, quer dizer... Não, pode falar. E outra coisa são os confrontos também que acabam existindo a partir das cotas sociais, né? Todo mundo fala, ah, mas as cotas não nasceram pra isso. Ok, dane-se que não nasceram, mas o efeito delas são isso. O Gord Cittachi é o próprio livro do Tomasol, o Ney está dizendo isso.

Todos os países em que as cotas sociais foram implementadas, o que acontece? Conflitos étnicos que antes já existiam acabam sendo potencializados por uma questão principalmente de ressentimento e de senso de injustiça. Então, é natural que no Brasil isso também ocorra em determinado momento. Por exemplo, quando o Bolsonaro, e aqui eu não vou entrar no mérito da fala ou de quem está falando, mas a fala é a seguinte, eu não entraria num avião que está sendo pilotado por um piloto cotista. Ponto.

Quando ele fala isso, ah, mas veja bem, mas quem entrou por cota racial, necessariamente essa pessoa, ela passou por um mesmo processo, não interessa. Esse eu não tenho dúvida nenhuma que é o imaginário social. O cara que entra por cota, ele, no imaginário da população, ele é um cara menos capacitado ou que eventualmente não tem tanta qualidade em atender. Precisa de uma ajuda. É, só que estatística... Precisa de uma ajuda, precisa de um apoio.

Eu sei da estatística que os caras têm um desempenho até superior, têm uma permanência também superior. Beleza. Só que acontece.

Quando uma senhora vai num consultório de medicina e antes de hoje ela olha pra um cara negro numa posição de poder de esbarque, esse cara negro é foda. Porque além dele enfrentar todos os problemas já impostos pela sociedade, ele ainda conseguiu passar num discurso mais difícil, ela passa a olhar pra esse cara com um olhar de subservência. Hum, esse cara vai me orientar de uma forma negativa, eventualmente eu preciso de um médico de verdade. Então, pensa no racismo que é isso, Vilela.

Porque a ideia é assim de olhar para um cara negro e acreditar que a própria formação dele, em função de uma política pública que foi feita para melhorar, possa complementar a capacidade dele como profissional. Eu já tenho minhas dúvidas se isso prospera no Brasil, justamente porque eu não acho que no Brasil exista racismo estrutural. Essa é uma visão que eu acho que talvez aconteceu em alguns países que o racismo fosse mais...

Estrutural, como os casos dos Estados Unidos. Estrutural, como os casos dos Estados Unidos. Mas eu entendo essa estatística, já li, acredito que isso aconteceu mesmo nos Estados Unidos, mas eu acho que no Brasil não pega, cara. Não pega justamente porque o brasileiro não tem esse racismo estrutural. Eu acho que o brasileiro está pouco se importando se o cara é preto ou é branco, só quer ser atendido bem. Eu acho isso. Mas, enfim, estatisticamente, só para...

pautar aqui, né? Porque o pessoal da esquerda vai... Não, mas estatística... Porque estatisticamente, de fato, não existe essa disparar... Não existe essa diferença, né? Do aluno cotista, ele não se desenvolve pior do que o aluno não cotista. Pelas estatísticas, às vezes o cara até supera. Então...

Existem, sim, essas leituras, a gente tem que discutir, mas eu acho que no Brasil faltam estudos sobre o contexto brasileiro. Eles não vão fazer. Não vão fazer, com certeza, porque isso traria aí a... E outra, a gente tem a discussão sobre, ok, eles entram e o desempenho é parecido, ok, mas e a taxa de desemprego? Não. E a capacidade de conseguir um bom emprego, mudou?

Então, aí entra uma questão... Condição salarial, mudou? Exatamente. Aí o que que... Acho que até um autor de esquerda mesmo, acho que é Antônio Rizério, que escreveu o livro Identitarismo. Ele é de esquerda. E aí ele fala uma coisa que é interessante ver nesse contexto de cotas. A esquerda coloca a entrada na universidade como uma ascensão social, o que é mentira.

Não necessariamente você não vai entrar na faculdade e ascender socialmente. Você pode estar formado e ferrado economicamente. Mas existe essa mentalidade. Eu não sei se foi o Guto que estava num debate desses que era 3 contra 3. Era negros... 3 contra 3 nunca fiz. Era negros de esquerda e de direita. Cara, era... Acho que era o Holiday, sei lá. Era o Holiday, Satiei... Satiei, alguém que eu não conhecia.

Isso era nitidamente o ressentimento do pessoal de esquerda era absurdo, porque eles falavam gritando muito agressivo. Você via que tinha essa questão do ressentimento. Então, mais uma vez, eu entro nessa questão social. Tem esse ressentimento social, a esquerda capitaliza esse ressentimento e ela prende o debate nisso, mas essa ilusão.

de que a entrada na universidade muda a vida do negro economicamente, é também usada pela esquerda. Quer dizer, o negro na universidade é sinal de ascensão social. É lógico que pode melhorar, mas a gente sabe que o que melhora é a economia melhor, o mercado mais livre.

vai melhorar a vida de todo mundo no geral. Então essa ideia de que estou na universidade, então vou melhorar de vida, também é uma ilusão que é vendida e que, na verdade, não existe. É bom para a esquerda, não sei se foi a Cris ou o Jota que falou, que sempre que você instaura uma cota racial, você vai criar uma cisão na sociedade e a sociedade fica ainda mais dividida.

Só que essa divisão é boa pra esquerda, porque nessa divisão eles são os defensores das cotas raciais, logo eles vão pegar em um país com muitas pessoas negras, como o Brasil e os Estados Unidos, eles vão ficar do lado de uma população negra gigantesca que vai apoiar eles nessa divisão. Só que ao mesmo passo, é importante pra eles que a discussão sobre educação para negros se torne a discussão sobre cota racial, o que eu acho uma violência brutal, e poucas coisas são tão racistas quanto isso. Então a gente tá dizendo que...

A solução para os negros terem uma educação melhor, e a Cris já refutou isso, mas eu concordo também, que é ter uma educação melhor, logo passar na universidade pública e ter salários maiores. Então a solução para os negros é essa. Então a gente vai investir boa parte dos recursos do Estado, do orçamento do Estado, na educação das pessoas em universidade. E vai fazer um detrimento da escola básica.

E o negro, isso cada vez acontece mais na minha geração que a geração Z, e se o negro teve então uma escola pública de péssima qualidade e ele não quer entrar na universidade? Concorda assim, ele quer empreender, fazer a empresa dele, trabalhar com outra coisa, trabalhar em alguma outra coisa, ele não quer entrar na universidade. Então o Estado só deu para ele uma educação péssima, porque a escolha do Estado é sucatear o ensino básico para investir na universidade pública, dar uma cota para esse negro que teve uma educação básica horrorosa para ele poder estudar em uma universidade pública de excelência, privada.

E lá o Estado vai dar esse ensino pra ele. Só que se o negro não sai do ensino básico querendo ir pra uma universidade pública, ele só teve uma educação pífia, né? E do jeito que o imposto é no Brasil, ele ainda teve que financiar o estudo de pessoas brancas ricas que estudam nas universidades públicas, né? E depois ou ele teve que ir pra uma universidade privada, tem as melhores e tem as maiores, tem as melhores e tem as piores, as melhores são muito caras, provavelmente não vai ter dinheiro pra pagar.

E ele só ficou financiando o ensino, o financiamento do ensino das pessoas mais ricas, que são pessoas brancas. Ou seja, é de uma violência brutal transformar a educação da população negra em automaticamente o ensino nas universidades. Por isso que eu sou contra as cotas raciais também. Eu acho que...

Só o porno das contas sociais, mas eu acho que a grande solução pros negros terem uma educação melhor pra poder passar nas universidades ou não é a gente melhorar o investimento no ensino básico, nas escolas públicas, estaduais, municipais, e é lá que os negros estão, pretos e pardos estão lá e deixar as escolas públicas cada vez mais próximas das escolas particulares e aí sim você coloca as duas pessoas pra poder disputar no vestibular, eu acho que essa é a grande solução porque aí, beleza se o negro não quiser ir pra universidade pública

pública o estado deu para ele o ensino básico de excelência para ele fazer o que ele quiser depois né dessa maneira de investir nas universidades públicas e sucatear o ensino básico negro tem uma péssima educação e depois o estado vai dar uma cota racial para ele

E o ensino técnico também, né? Que demonizaram o ensino técnico. Ah, não, só tá produzindo mão de obra, proletariado. Sendo que nem todo mundo quer entrar na universidade. Às vezes o cara quer ser um eletricista, às vezes o cara quer ser encanador. E por que não? Também tem essa mentalidade que a esquerda reforça muito. Ah, porque... Eu vi, acho que o Lula fazendo um discurso falando não, porque daí o cara vai ser pedreiro. E daí?

O que tem que ser pedreiro? Pra eu morar numa casa, alguém vai ter que construir.

Por que eu não posso melhorar a vida do pedreiro sendo pedreiro? Entende? Então, assim, quer dizer, se o pedreiro não for arquiteto ou engenheiro civil, né? Se o cara que gosta de mexer com construção não for um arquiteto ou engenheiro civil, então ele é subalterno. Não é, cara. Se você pega, por exemplo, a Austrália. Eu tenho família que mora na Austrália, né? Você pega a economia da Austrália, o cara é encanador e vive melhor do que, às vezes, o engenheiro brasileiro.

Então, o problema não é que o cara não tem ensino superior, né? Que nem todo mundo quer ter ensino superior. Às vezes o cara quer ser encanador. Então, melhora as condições de vida do cara pra ele ser o encanador e viver bem. Essa que é a questão também. E aí a gente volta na discussão, que foi a primeira que a gente falou aqui no programa, né?

Eles querem escolher as nossas profissões. Eles querem escolher a religião que a gente pode professar ou não. Eles querem escolher a cor da pele das mulheres que a gente vai casar. Porque se um homem negro ele fica com uma mulher branca, ele é palme inteiro. Ah, então você quer escolher a cor da... Esses dias eu fiz um vídeo que passou o Tiaguinho, o Léo Santana, as mulheres dele eram brancas. Rafael Zulu, as mulheres deles eram brancas.

Aí galera, vocês querem escolher a cor da pele da mulher que os negros podem casar? Porque o amor é político.

Exato, e aí aquele Boca de 09, que é uma pessoa peculiar, ele fez um vídeo... Peculiar é muito bom. Peculiar, né? Tem coisas que eu recordo, coisas que eu discordo, mas coisas que eu discordo. E ele fez um vídeo criticando candomblé, umbanda, macumba no geral, como ele tratou lá, né?

E aí a galera bateu nele, tipo, ah, um negro que é baiano não gosta de candomblé, etc, né? Ou seja, ele falou uns termos que discorda, mas, ou seja, ah, então vocês querem escolher a religião que o Boca de 09, ele tem que ter. Ou seja, vocês escolhem a cor da pele da mulher do Tiaguinho, a religião do Boca de 09, o partido político que o Júnior vota.

E aí, galera, a profissão que os negros podem ter é tudo. E mesmo o estilo musical que eles podem escutar. Porque se você for ver, às vezes, esses caras que estão repetindo o discurso, os pretos da esquerda, digamos, que repete os discursos, eles também são casados com o branco. A Djamila Ribeira, se eu não me engano, o marido é branco.

Não, mas a mulher negra, ela nunca é escolhida. A mulher negra, ela nunca é escolhida. A mulher negra, ela nunca é escolhida. Ela fica com aquilo que sobrou. Se ela for escolhida por um cara branco, ela pode. Entendeu? Essa é a argumentação. A união sinistra entre feministas e redpill. É, exato, exato. É bizarro, é bizarro. E aí, no fim, é...

Quem são os racistas de verdade, né? Somos é fogo. Somos nós que estamos dizendo... Seja. Desculpa, desculpa. Somos nós que estamos dizendo que os negros podem ser o que ele quiser. Esquerda, de direita, casar com uma branca, casar com uma negra, ser pedreiro ou médico. Somos nós que estamos defendendo isso? Ou vocês que querem escolher absolutamente todos os passos da vida do negro?

Isso vale para o feminismo também. A mulher pode ser o que quiser desde que concorde com a gente. Exatamente. Se não, uma mulher que não é feminista, ela vai ser atacada pelos machistas, e eles existem, e será atacada pelas feministas também. Principalmente pelas feministas. Exatamente. Ou seja, virou isso. Principalmente, é verdade.

É aquilo que a gente falou isso aqui hoje. É a questão de quem é seu senhor, né? Tem uma música do Bob Dylan que o Lenine cantou traduzida. E eu acho muito interessante. Ele falou o seguinte. Você sempre vai servir alguém. Seja Deus ou diabo.

Em algum momento você vai estar servindo alguém. Você sempre vai ter um senhor. E a esquerda está sempre se colocando como o senhor dos recortes que eles fazem. Eles fragmentam as pessoas, eles fragmentam o sujeito em vários pedacinhos dos quais eles querem catar depois e trazer todos para eles. Exato.

O negro vai lá e rouba alguém, ela roubou. Mas é que não teve oportunidade, tadinho. Coloca ele na cadeia, mas não muito tempo. Deixa ele fora. Tem que roubar mesmo, né? Teve a Márcia Tiburi. É, ela falou isso, né? Teve uma outra também que falou, tem que ter mais assalto mesmo. Daí ele foi lá num vestibular e não conseguiu passar. Ah, vamos colocar uma cota, tadinho, ele não consegue, né? Ele é... Ah lá, tá namorando branca. Ih, meu Deus, não. Vem cá, vem cá, vem cá.

Ela vai te machucar, ela vai te trair. Eu já ouvi isso. Eu já ouvi isso. Ela vai te trocar por um cara branco. Ela tá só te usando. Eu sei bem quem tá me dizendo. Não, mas tem a hipersexualização do... Desculpa. A hipersexualização do homem negro também, né?

Que esse é o pior, cara. Que é o pior tipo de argumentação da esquerda, né? Que a ideia é de... Ah, vou deixar o Jota falar aqui no mais pra isso. Não, é, eu vou parar. Eu vou parar. Mas enfim, a ideia é de olhar pra um cara negro e dizer que ele tem que ser forte, bonito, né? Avantajado. Vocês me entenderam, né? É. Avantajado. E, meu, e tratar isso como uma forma, não, mas olha só, ela não tá olhando praquilo que você realmente é. Ela tá necessariamente só te hipersexualizando.

O Brad Pitt pode ser hipersexualizado, né? Me trate como um Brad Pitt, eu não tenho nenhum em ser impressionado. Ah, ela acha que tu é assim só porque... Tá, deixa achado, não interessa, eu tô feliz. Ah, ela vem o avantajado. É, é. Nossa, que problemão, né? Não sente aqui o avantajado, saia daqui agora. Não me parece, cara, que é uma coisa... Não parece muito bem um preconceito ruim. É, só que vem lá o cara lá do Black Power, lá, totalmente letrado em Silvio Ameida, do pé à cabeça, eu não quero ser visto assim.

Para! Ele falou até no tom. Eu sou muito mais do que isso. Então você, ô pinto pequeno, sai daqui. Aí beleza, aí beleza. Então não seja. Aí beleza. Eu entendo o japonês brigar por isso. Eu não quero ser visto como cara. Eu tenho que me segurar muito. Mas assim, o homem negro de esquerda, assim...

É tipo uma boiolice, velho. É bizarro, cara. Calma assim. Então você não pode ficar com nenhuma mulher branca, porque senão é palmitagem. Tá, então, sei lá, o Brasil tem 200 milhões de pessoas, 100 milhões são mulheres, vamos colocar que metade é branca. Então tem 50 milhões de mulheres que você, independente do seu desejo por elas, não pode ficar, senão o Emicida vai ficar bravo com você. É isso? É.

Cara, você tá fazendo um baita esforço pra ser hétero, meu irmão. Uma coisa tipo, que isso, velho? Eu não posso fazer isso. Cara, só faz o que você quiser, velho. É difícil? É difícil, Jota? Pra mim é bem fácil, bem tranquilo. É engraçado, né? Essa mania de querer mandar, como você disse, em tudo. Tudo eles querem comandar. É assim que você tem que pensar, assim que você tem que agir. Ai, eu não consigo, cara. Pra mim, isso daí, tô fora.

É fogo. Fala, Aleninho. Eu vou lançar uma dúvida minha aqui, logo de cara. É o seguinte, vocês concordam com esse discurso de que precisa ter uma reparação histórica? E se sim, como é que deveria ser essa reparação histórica?

E uma outra pergunta, já incluindo dentro dessa, eu queria que vocês falassem como vocês veem o caso de racismo que aconteceu, por exemplo, com o Vini Júnior, na Liga dos Campeões. Um dos casos. Que um jogador no time português... O argentino. Isso, exatamente.

O que não pode incorrer, e aí eu não sei a opinião dos nossos colegas, é que nós criticarmos o movimento negro pelos excessos do movimento negro, a gente não pode recair em achar que não existe racismo. Eu acho que em quase todos esses casos aí do Vinícius Júnior, todos, não vou falar todos porque eu não vi todos, mas em quase todos do que eu vi, ele sofreu racismo mesmo.

Então, sofreu racismo mesmo, esse cara tem que ser punido, eu acredito que é assim. Sobre reparação histórica, aí é uma grande discussão, cara, porque até quando que vale a reparação histórica, quanto seria? Eu acho que a sociedade pós-escravidão, ela firmou um pacto onde, ó galera, rolou uma das piores atrocidades da humanidade, que foi a escravidão e a escravidão brasileira, a sociedade vai ter que se unir aqui e fazer um pacto de resolver esses problemas.

Uns foram resolvidos, a maioria não foram e ficou aí. O que deveria ser feito? Políticas públicas que iriam resolver ou diminuir o racismo, né? E não necessariamente, sabe, um pix do Estado para fazer a operação de história. Porque a gente nota que tem vários países, e é o que eu estou falando de agora, né? Você pega Taiwan, Coreia do Sul, que diminuíram muito a sua pobreza em cerca de 5, 10 anos. Ou seja, 5, 10 anos de boas políticas públicas, a gente diminui e muito.

A vida da população mais pobre, no Brasil a população mais pobre é preta e pareda. Então, acho que a solução para essa reparação deveria diminuir a desigualdade social brasileira, que será feita diminuindo a pobreza e aumentando a riqueza. É isso que será feito. Qualquer tipo de outra discussão de, em 1700 a gente vai ficar girando em círculos e no fim das contas os negros vão continuar pobres.

Posso ir até primeiro? Pode. Eu vou falar primeiro da reparação histórica. Quando a gente fala da reparação, a primeira pergunta que eu faço é... Quem paga? É. Quem paga? Ah, porque eu sou pardo e... Quem paga e por que paga? Porque às vezes... Tá, o meu tatara-tatara-tatara-avô eventualmente cometeu um erro e hoje eu sou, sei lá, especialista em direitos humanos. O cara é branco e o avô dele era negro. É negro, e aí? Ele recebe ou ele paga? Outra coisa.

O Guto é mais escuro do que eu. E eu sou mais escuro do que a Cris. Quem é que recebe mais é por parcela de tonalidade, será? É por eventualmente mais... Os mais velhos estavam mais próximos do regime de escravidão, então eventualmente tem que receber mais. Então sempre tem essa confusão muito grande em relação a como metrificar o que é essa dívida histórica. O que é, como seria paga, quem iria receber, por que iria receber.

Qual seria o comportamento, de repente, que pode incorrer nos mesmos êxitos que acontecem nas cotas raciais? Que se estipula um tribunal racial, nessas cotas raciais, e a partir de lá, o tamanho do teu nariz, o tamanho da tua boca, o tamanho específico do teu cabelo, quantos racismos você já sofreu na última semana? Que foi o que a Cris comentou muito bem, que é esse medidor por graus de sofrimento social. Então, eu cheguei num momento, Lerine, de relacionamento com qualquer política afirmativa ligada à questão racial, de nos deixe em paz.

Já que vocês atrapalham e atrapalharam, inclusive durante o período da escravidão, agora só nos deixa em paz. Agora só assim, meu, considere a sua dívida quitada. É como se fosse um inquinino no ruim saindo do teu aluguel. Não pinta a parede, não te preocupa com o caos. Só vá embora. É essa a forma que eu vejo o Estado brasileiro. Porque muitas vezes os negros, inclusive os negros de esquerda, falam o seguinte. Ah, porque o Estado, o Estado, o Estado, o Estado, o Estado, ok.

Como nós mudamos essa situação? O Estado pode falar pela gente, mas pelo amor de Deus, olha o teu agressor, tu tá com síndrome de Estocolmo, sabe? Então tu acredita ao teu próprio agressor?

A forma de como tu vai poder endereçar aquilo que tu considera como justiça, eu acredito que, meu, justiça sempre. Sobre o Vini Jr. é uma briga que eu e o Guto a gente já tem. Eu odeio o Vini Jr. Eu odeio o Vini Jr. Assim, o Vini Jr. Eu sou o André Marzé. O Vini Jr. pra mim, ele é um cara claramente que tinha um puta potencial, um puta espaço, e hoje ele foi reduzido a namorado da Virgínia.

Por quê? Porque a Virgínia é maravilhosa? Também, mas não só por causa disso. Porque o Vini Jr. foi um cara que observou muito bem como funciona a sociedade e viu que hoje a vitimização vem de mais do que o talento. É assim que eu enxergo o Vini Jr. Ele sofre racismo, ele sofre racismo. Eu não vou entrar numa linguagem mais de Luxemburgo, dizer, mas ele provoca. Eu também acho que ele provoca, mas o sério da discussão não está aí.

O sério da discussão é, nós temos um homem negro de sucesso internacional que poderia ser o melhor do mundo, que poderia ser reconhecido por isso.

por meio do seu talento, mas ele optou por ser reconhecido nacionalmente com a sua figura de ser um homem negro sempre em prantos de choro, no ápice da sua decompostura. Então ele é um cara que tem um talento a se vender como vítima e a partir daí ele ficou popular. Por que não por meio do talento? Eu discordo disso, mas vou deixar que isso falasse.

Eu vejo assim, a questão do Vini Júnior Eu acho que o meio Com que você está inserido Influencia bastante na maneira com que você vai agir Então eu acho que ele Convive com pessoas que tem Esse discurso militante Forte

E eu acho que, de alguma forma, convenceram ele que empatando o jogo ele vai conseguir acabar com o racismo. Mas, eu não estou falando que ele não sofra racismo e nem que ele não deva lutar contra o racismo que ele sofre. Eu acho que, talvez, ele entrou ali numa posição de que ele é o símbolo da luta contra o racismo no futebol.

E ele internalizou que todo jogo que alguém xingar ele, ele tem que parar e empatar o jogo. E eu acho que essa é a reclamação, inclusive, de alguns técnicos. Que ele se tornou um empatar jogo nesse sentido. Mas não significa, não estou falando aqui, que ele não tem que se posicionar contra o racismo. Mas eu acho que talvez ele deveria ser melhor orientado para que, fora do campo, ele conseguisse fazer esse posicionamento, se tornar um cara... Eu não sei.

vi ele discursando nada, pra falar bem a verdade, ele fala. Ele chora? Ele chora, eu também nunca vi, eu só choro. Então, assim, eu não sei se ele tem um discurso bem claro, bem posicionado, no sentido dele ser essa pessoa que traz essa conscientização de que isso precisa mudar no futebol. Eu não sei se ele tem, porque eu nunca vi. Toda a imagem que eu vejo dele, é ele...

parando o jogo ali, que não estou falando que não deve parar também. Ao meu ver, a crítica ali dos técnicos, que muitas vezes ficam chateados, é que ele empata o jogo, porque toda hora que alguém xinga ele, ele vai parar e aí causa toda aquela comoção e tudo mais. E fica na mídia por uma semana. É, e assim...

Teria outras formas dele fazer essa luta dele, antirracista, para que o futebol fosse menos agressivo? O futebol é agressivo, vamos ser sinceros, no sentido verbal. Eu tenho um sobrinho que tentou ser árbitro, só que você começa sempre na várzea que eles falam. Ele desistiu. Eu vou ser empreendedor, porque eu não consigo. Tem jogo que eu tenho que ficar trancado no banheiro.

Porque os caras vêm, você tá apitando, se você apitou do jeito que o cara não quer, aí, então, assim, é um ambiente que o pessoal leva, né, na emoção e tudo mais. Então, xingamentos existem, não acho que justifique o racismo, mas eu penso muito no Pelé, né, cara? Pelé era um negro bem retinto. E você vê um posicionamento do Pelé bem diferente. E eu não acho que o Pelé não era antirracista.

Eu acho que... Então, assim, tá certo, são contextos diferentes, né? Mas eu acredito que na parte do Vini Jr., eu acho que ele deveria ter um posicionamento mais fora do campo, mais posicionado fora do campo, entendeu? Se vocês querem ficar nesse de Vini Jr., eu sou assim, acho que o Vini Jr. é um jogador espetacular. É, como jogador, ele é absurdo. Quero saber a opinião do Lennon.

Tem um problema aí na seleção brasileira, ele não joga absolutamente nada, mas no Real Madrid ele já é o maior brasileiro artilheiro da história da Champions League, com mais assistência, alguns brasileiros, enfim. É um jogador espetacular. O grande lance dele é que ele também é um dos jogadores que mais provocam no futebol. E por ele provocar pra caramba, os outros jogadores tentam o provocá-lo. E por ele ser negro, a provocação que eles usam é o racismo, que evidentemente é errado. Por exemplo, no São Paulo nós temos um jogador muito inferior ao Vinícius Jr.

que é o Luciano. Ele é um jogador também que provoca todo mundo. Ele também é um dos jogadores que mais sofrem falta, um dos que mais tomam amarelo, um dos que os treinadores mais criticam, porque ele provoca muito. Só que como o Luciano não é negro, eles não usam ofensas raciais. Se fosse, o Luciano sofreria essas ofensas raciais. E se fosse um jogador assumidamente, sei lá, gay, sozinho usar ofensas...

homofóbicas contra o Luciano, igual, sei lá, tem juízes que são masculinos e eles são horrorosos. As pessoas ficam xingando eles pra caramba. Quando tem uma juíza feminina que é horrorosa, as pessoas também ficam xingando ela pra caramba, só que usam argumentos machistas ali na crítica, né? No caso do Vinícius Júnior é isso. Ele é um dos jogadores que mais provoca no futebol.

ele faz gol, ele vai na bandeirinha, só que o lance é, a provocação é absolutamente válida do futebol, e eu gosto de jogadores que provocam dentro de campo, eu gosto desse jogador que é mais ousado, que vai lá e coloca o dedo na cara, que catimba, que faz gol e extinga o seu time, que fala que o time dele é maior, eu gosto disso, só que evidentemente, o jogador que provoca dessa maneira, ele é provocado de volta, e no caso do Vinícius Júnior,

usam o racismo pra fazer. Esse que é o grande lance. E também tem o lance de, talvez por ele ter se tornado esse símbolo de se posicionar contra, os caras também sabem que ele se importa muito com isso, então vou usar também isso. Às vezes ele fica chato pra caramba. Mas nesse caso do argentino foi interessante, né? Porque ele tampou a boca e aí quando questionado, ele falou não, não foi ofensa racial.

Eu chamei ele de gay, alguma coisa assim, ou de viado, sei lá. Ou seja, não foi... A sensoria desse cara aí é muito boa, né? A ideia de preconceito, ele foi esperto. Mas só que daí tinha o Imam B, lá, Imam B, né? Imam B. Imam B. Imam B, que ele falou, não, eu escutei. Só que... Depois ele assumiu, realmente. É, só que o pessoal não gosta de falar que ele é homossexual, né? Mas ele namora com...

Tem esse papo, vamos colocar assim. É, pessoal, não é... Tem a teoria. O Lerine, você, cara, gosta do Vini Jr.? Eu gosto, eu gosto, eu acho que os jogadores brasileiros têm uma característica, como vocês falaram, de serem mais criativos, né? E aí acontece que parece que é uma provocação. Porque a gente vê, por exemplo, o Neymar, você pega jogos do Neymar no PSG lá, por exemplo.

Ele destruía os jogadores ali, comemorava do jeito que ele sempre comemorou, caía, o pessoal catimbava, mas não há relatos de injúrias raciais contra ele. Já o caso do Vini, o Vini já não é a primeira vez.

foram várias vezes que aconteceram não sei se é o caso dele atrair isso pra ele, não sei explicar, mas eu gosto muito do futebol dele e acredito que ele deveria e acho que todos os jogadores brasileiros deveriam se preocupar em jogar mais do que ficar posso contar uma experiência de vida que aconteceu comigo quando eu era adolescente você está se comparando ao Vini Júnior eu também como Vini Júnior

Júlio. Eu fiz um hype freak no Barcelona e não sofri racismo. Ele comparou com o Luciano. Exato, exato. Não pode comparar com o V. Depois que ele comparou com o Luciano, tudo bem. Mas é uma história assim. Está vendo a raiva que tem do Luciano? É, cara. Quando eu era criança, eu jogava no time da escola. Eu joguei da quarta até a sexta série no time que jogava a Copa da NAP.

Copa da Napa E eu sempre joguei bem Futebol de salão E assim, o meu apelido Não sei se vocês vão lembrar daquele bonequinho chamado Murphy Que era um macaquinho Que se apertava a barriguinha e ele falava E a minha camisa Não tinha o meu nome, tinha o nome do Murphy Eu era chamado de Murphy Naquela época eu achava Até engraçado porque era um boneco Que todas as crianças tinham E todas as crianças gostavam Tá? Tá?

Mas hoje em dia ia ser um problemáso. Eu não lembro, cara. Vê se você coloca depois a imagem, eu não lembro dele. Não bota, não bota. Vamos lá, Leni, próxima. Ah, melhor não botar. Melhor não. Acho que era da estrela. Isso, isso. O Elias está perguntando o seguinte. Figuras como Martin Luther King, o Booker de Washington e o Marcos Garvey seriam classificados hoje como de direita ou de esquerda? Complexo, né? Complexo. Marcos Garvey é de esquerda.

O Booker to Washington, ele tem algumas... O lance é, quando a gente vê esquerda e direita, fica confuso, né? Tem algumas pessoas que elas são politicamente mais de esquerda, mas elas têm uma visão de mundo um pouco mais conservadora. Acho que o Booker to Washington é um cara mais assim. O Martin Luther King, ele...

Tinha várias críticas ao comunismo, mas ao mesmo passo ele tinha várias críticas ao capitalismo também. É, mas a visão dele, o pessoal critica muito a vida pessoal dele, fala que ele era meio promíscuo e tudo mais, tem o pessoal que fala, mas enfim, não interessa, interessa que ele é uma figura significativa. E a visão dele, até o discurso mais famoso dele é todo baseado ali no conceito cristão, né? Então ele tinha mais essa... O movimento dele é um movimento cristão, né?

E o Paulo Cruz tem uma frase que eu gosto muito, né? Quando ele fala, por exemplo, do Martin Luther King, ele sempre classifica entre direita e esquerda, que é um homem excepcional para tempos excepcionais. Ah, perfeito. Então eu gosto muito dessa frase dele. Aliás, o Paulo Cruz é... É, ele é maravilhoso, né? É, ele é diligentíssimo. Eu gosto muito dele. Um abraço, professor. Eu acho que o Bugatti Austin é de direita, o Martin Luther King concorda com o Guto, que eu fico meio em dúvida hoje. Então é Martin Luther King.

O Booker T. Washington e o Marcos e o Boca já que é pra fazer comparação e o Luciano eu quero ver tu repetir esse discursinho quando o Roger começar a dar entrevista no teu time eu quero ver que tu mesmo discursinho

Ah, o Roger, o Roger gosta O Roger é da Vinícius Cara, eu vi uma fala do Roger Machado Sobre o futebol ser círculo Um movimento ancestral Falei, meu Deus Ancestralidade africana Essa questão do Vinícius que você falou, a questão da Virginia Lembrei de uma coisa que Recentemente eu vi alguém questionando ela Ah, você não vai se envolver mais com pautas antirracistas

e tal, você é uma grande influenciadora. O pessoal cobra muito também. Eu achei genial a resposta dela. Ela falou, cara, eu namoro um homem negro. Tipo, o que mais que as pessoas querem, né? O que é que tem? Quer falar alguma coisa? Não, não vai engolir. Olha lá ele. O rei, o rei. O Rodrigo, ele perguntou o seguinte, a religião cristã teve um papel de libertação ou de controle social na história do negro brasileiro?

A libertação, né? A Inglaterra começa com esse movimento de abolição. Você vê os próprios Quakers, né? Eles eram muito... Eles são meio uma seita cristã e tal. Mas eles foram pessoas que lutaram, inclusive pelos direitos das mulheres e pela abolição também. Eu comparo muito com a questão de quais países ainda hoje reproduzem escravidão, ainda que não legalmente, né? Porque teve uma época que...

A escravidão era um sistema legalizado, né? E hoje em dia não é mais legalizado, mas ainda acontece. Se você for ver na África hoje, você compra na Líbia um adulto por 200 dólares. Moludo. Dependendo do leilão, sai por 800 dólares no máximo. Mas existem escravos hoje ainda. E os países onde esse sistema ainda funciona, ainda que ilegalmente, são países islâmicos.

As pessoas não falam muito disso, mas eu acho que existe essa influência, sim, no ocidente cristão, do cristianismo, historicamente se sustenta isso, né, o cristianismo, ele traz também essa consciência da dignidade da pessoa humana, né.

Então, acho que isso influenciou sim, acho não, tenho certeza, isso influenciou e muito, embora as pessoas tentem o tempo todo, a esquerda, as pessoas não, né, a esquerda tente o tempo todo dizer que o problema do mundo todo é o cristianismo, o cristianismo colaborou e muito, tanto é que olhando para um contexto, né, hoje ainda, os países islâmicos ainda...

Meio que toleram. Se eu não me engano, o último país islâmico foi em 1960, que tornou a escravidão ilegal. Então, recentemente, é muito... O cristianismo melhora no sentido... Tem muitas falhas, obviamente. Ninguém aqui está dizendo que...

nunca aconteceu nada de reprovável. Não aconteceu, né? Óbvio. Formado por homens, por pessoas. Tem falhas. Mas se você for olhar uma visão macro historicamente, o cristianismo melhorou e muito o ocidente. Então, é inegável isso. O Roger perguntou aqui o seguinte. O que é mais prejudicial para o negro? O racismo explícito ou o paternalismo político?

eu estou patrinha que depende do racismo que as coisas são deletérias né são uma vez que o gabriel monteiro ele foi na rua ele perguntou qual que é a diferença daquele jeito qual que é a diferença de adolf hitler e pose do rodo eu quero eu ficou tipo meu Deus eu sei velho

Sabe, o que é pior na população, racismo explícito ou paternalismo? Cara, acho que são duas coisas péssimas que cada uma vai te atrapalhar de uma maneira diferente, a depender do grau do racismo explícito e do grau do paternalismo. Tu prefere a menina que nunca te deu bola e que segue te ignorando, ou a menina que te iludiu e eventualmente depois te traiu?

Cara, eu prefiro minha namorada, como o Ito tava esperando em casa. Boa resposta. Ela me mandou no zap aqui. Ele só aqui. Passou no teste. Tô esperto, parabéns. Boa tentativa, viu, rapaz? Não vem, não. Quase quem veio primeiro, né? O ovo ou a galinha? O Toshines é fresquinho. Gostou? Só gostou porque é fresquinho. Por que tu tava me dizendo casca de banana? Quer falar alguma coisa? Ihhh!

Teremos processos aqui rolando, hein, Leni? Leni, você prefere transar com a sua namorada que está no corpo da sua mãe ou com a sua mãe que está no corpo da sua namorada? Rapaz! Essa pergunta é difícil, né? Vamos lá, Leni. A Rosana perguntou aqui o seguinte. Em algum momento vocês sentiram que sua cor foi usada contra vocês dentro da própria direita?

Eu não, eu nunca senti isso. A minha cor foi usada contra mim dentro da própria direita, eu nunca senti isso. Eu vejo, por ser um homem negro de direita, que a minha cor é usada contra mim vindo da esquerda, né? Que diz defender os negros. Agora, dentro da própria direita... Eu já, eu já. Eu já, quando sempre cerceavam a discussão. É por isso que eu sou apaixonado pelo movimento Brasil Livre, né? Porque geralmente quando tem um negro de direita dentro do movimento de direita, ele serve para falar sobre...

negros. Então qualquer coisa que eu tinha que falar envolvia pauta negra. Então, ah, eu quero discutir economia, ok. Mas e você, como negro? Isso me incomodava bastante. Então isso eu sentia que eu realmente sofri esse preconceito por parte da direita. Que já é o que você falou aqui hoje, essa questão identitária também. Tem a direita identitária, cara. Tem a direita mimizenta, tem a direita a vitrine. Eu nunca sofri, não. Inclusive falei pro Jota antes de vir pra cá, a primeira vez que eu participo de alguma coisa por ser preta, né? Tô até achando estranho.

E agora o que faço? Não, nunca senti dentro da direita. Não, porque não existam possibilidades de acontecer. Porque racismo não tem espectro político. Eu acho que qualquer pessoa que tem essa mentalidade racista, ela pode estar em qualquer lugar. Então, não acho que tem a ver com...

Até mesmo porque aí transforma. Se eu digo que somente quem é de um espectro político pode ou não pode ser racista, eu estou chamando para o meu espectro político a luta antirracista. Verdade. Então, acho que...

A Ana está perguntando aqui o seguinte, se vocês acham que daqui a alguns anos, vocês acham que a direita brasileira será mais negra, menos negra, ou continuará sendo vista como um espaço predominante de brancos? Eu acho que é vista como um espaço predominante de brancos as pessoas que não conviviam na direita brasileira. Já tem muita gente negra em várias posições, etc.

Às vezes até com os parlamentares eleitos. Eu acho que a tendência é que cada vez mais tenha pessoas negras de direita, mulheres de direita, LGBTs de direita. Eu acho que é bem diversificado. Pelo menos os ambientes que eu ando... Eu acho que a gente tem a impressão de que o negro não é direito no Brasil. A pergunta que eu tenho é... Desculpa, eu te cortei demais. Imagina! Quando é que a esquerda brasileira vai ser mais negra?

Nossa, ótimo! A gente fica olhando os partidos políticos de esquerda. Tipo, cadê os negros do PT?

Eu não vejo, cadê os negros do PSOL? Quando é que eles vão aparecer pra gente, né? O Lula tem aquela famosa imagem dele com os ministros dele, tipo, cadê os negros em ministérios do Lula? Inclusive ele disse, não tem quase isso a frase, mas ainda tem uma conotação racista. É difícil achar pessoas negras pra colocar nesses cargos. Eu entendi o que ele quis dizer, mas não deixei de ser uma frase racista. Ou seja, cadê o ministro da Fazenda negro do Lula? Cadê a ministra negra que ele vai indicar, o STF? Sabe esses palcos?

O Brasil tem que ter um ministro da STF negro. O Lula tá governando há 20 anos, já indicou um monte. Nenhum foi, sabe? Quando que o PT vai indicar o presidente negro pra Petrobras, sabe? Quando é que o PT vai fazer essas coisas? Votar num presidente negro, sabe? Na própria linha sucessória, né? Na própria linha sucessória deles. Então, antes de perguntar quando que vão ter mais pessoas negras na direita, e aquela pessoa negra de direita falando, eu quero saber quando que vai ter as pessoas negras da esquerda.

É, e também tem a questão de que como no Brasil há um voto muito personalista, não é um voto ideológico. Ou seja, se nós formos para a periferia, a chance de ter alguém que a primeira opção, vamos supor que a periferia seja de esquerda, né? A primeira opção do cara é Lula, a segunda opção é Bolsonaro.

Então, tem um voto muito personalista no Brasil, que é a ideia de, olha, eu gosto desse cara, independente das coisas que ele defenda. Então, na minha opinião, eu concordo com eles, eu acho a direita bastante negra. Se tu fores na periferia, a chance de ter uma adesão maior ao politicamente incorreto, essa ideia de liberdade para empreender e o pulso firme no combate à criminalidade, já está lá. Então, as ideias de direita já estão lá.

Se não tem pessoas, bom, daí é algo que a direita tem que amadurecer ao longo do tempo.

É até curioso, né? Se você for olhar o Bolsonaro, tá sempre andando com o Hélio, né? E o Lula, eu não vejo. Se for olhar pra esse lado... Pois é, mas eu acho que tem. Eu até poderia passar um paninho, tá? O que eu falaria? Porque o Hélio, eu acho que não é bom pano. Porque o Hélio, na minha opinião...

É mais a ideia do papagaio. Olha que meu negro de estimação. Minha opinião. Ah, não sei não. Acho que não. Eu acho que ele... Eu não gosto do Bolsonaro e acho o Elio Negão um péssimo parlamentar, mas eu acho que eles têm uma amizade... Eu acho que é questão de amizade mesmo. Eles são meio negros, cara. É legítimo. Eles têm uma amizade. Eu acho que é. Não, cara, eu acho que não. Outra, uma coisa que eu acho legítima é a questão do decoteli.

Tá? Qual foi a última vez que a esquerda prestigiou um negro em um cargo realmente decisório nos ministérios? Coisa que o Bolsonaro realizou com o decoteli. Acho que o decoteli no Ministério da Educação privado.

coisa que a esquerda foi lá e foi caçar o currículo do ensino fundamental para tirar o negrão de lá, coitado cara. Mas em contrapartida, sempre quando eu coloco um cara negro em poder, ele é no último do fundo do Ministério, que nem o Guto falou, o Ministério da Igualdade Racial, que dá 50 centavos para eles tentarem implantar políticas públicas, ou o Ministério dos Direitos Humanos, que acontece aqui. Que não deu certo. É, é, é. Não deu certo. Não deu certo.

O Ivan perguntou aqui o seguinte, se vocês tivessem que apontar um grande mito ou uma grande verdade sobre negros de direita, quais seriam? Um grande mito é que eles negam o racismo. Eu conheço vários negros de direita e, sobretudo, os que eu concordo e discordo no debate público. Eu acho que todos ali notam que existe racismo, sim. As pessoas de esquerda, a gente está falando de pessoas de esquerda, às vezes.

Elas acham que quem é negro de direita é o Morgan Freeman, sabe? Tipo, não precisamos discutir racismo. O racismo não existe. Isso tem nada a ver. Acho que esse é o principal mito, assim. De que o negro de direita acha que não existe racismo. E também essa questão, acho que não só do negro de direita, mas de todo mundo que é de direita. Essa questão de que se você é de direita, você é contra qualquer tipo de política pública. Eu acho que esse é um mito que precisa cair.

Significa que não precisa fazer nada. É só parar de falar de razão. Ou que negros de direita não conhecem a realidade de um negro. Por exemplo, isso eu sofro muito. Ah, mas você é pobre. Cara, não, mas necessariamente deveria ser um negro pobre pra tentar entender o meu lugar como negro do mundo. Então, o negro que eventualmente nunca foi pobre, ele é menos negro. Então, acho que eles têm esse problema de...

Você tem uma inteligência limitada. Agora uma grande verdade sobre o direito é difícil. Foi bom. Aqui foi. Senhoras e senhores, algum ponto que faltou? Alguma ponta solta? Agora é a hora. A gente falou bastante sobre vários assuntos. Então é a hora de vocês divulgarem redes sociais, livros, palestras, o que quiserem.

Eu primeiro? Eu sei. Siga em todas as redes sociais, arroba sigaonegro, não é pretinho, não é cor de mel, não é marrom chocolate, arroba sigaonegro, YouTube, Instagram, TikTok. Tô esperando lá pra vocês conteúdos diários, mais ligado a entretenimento do que política, muito mais ligado a política do que conhecimento teórico, mas vocês vão curtir bastante o meu trabalho, beleza? Valeu.

E pra quem gosta de um político que bota o dedo na cara Da esquerda, da direita e do centrão Siga o arroba Guto Zacarias MBL Nas redes sociais em todas

É, sim. Sobrou aqui a questão do pessoal que tem interesse por pesquisa. Você tem interesse por pesquisa sem ser militante de esquerda. Então, o meu arroba no Instagram é arroba Cris Marina Correia. Eu também tenho uma plataforma de cursos onde eu tenho grupos de estudos, cursos rápidos, todos voltados para entender essa questão cultural, principalmente sobre feminismo, cristianismo. E é isso aí.

E eu tenho também participações em alguns livros que circulam aí. No segundo semestre vai sair um livro bem legal também. Estou preparando o meu próprio livro para sair. E quem sabe eu volte aqui para divulgar. Posso dar só mais um monte de godinho? Não, não pode, cara. Não posso?

Saco! Iniciando o homem negro. Beleza. Galera, também esqueci de divulgar. Palestra nova. Quem quiser é só entrar no meu bio do Instagram. Seja cancelado. Quem quiser que eu fale sobre isso, só contratar lá. Tem um assunto? Seja cancelado. Ah, esse é o nome. Exatamente. Ah, e também...

Obrigado por ter lembrado. Sempre um homem pra lembrar uma mulher. Eu também dou palestras em igrejas e eventos sobre feminismo e cristianismo. Antagonismo entre feminismo e cristianismo.

Fechou. Esqueceu alguma coisa? Não dou palestra. Não. Eu também dou palestra. É, não é Zé Palestrinho. É, também dou palestras. Vou fazer uma em Brasília logo mais. Ô, Lenny, é contigo aí, cara. Você dá palestras? Eu ainda não, mas quem sabe um dia, né? Quem sabe um dia. Mas eu vou palestrar agora pra você se inscrever no canal, né? E o que mais? Se tornar membro, né? E deixar... O like merece esse programa, merece muito o like. Ajude a gente aí com o like, né? E...

Agradecer ao nosso patrocinador. Exatamente. Agradecer ao AG4 e também à Estratégia Concurso. Exato. O link é na descrição. QR Code na tela. E Lene, o que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final? Cuidado! Escreve aí. E o Luciano?

Cara, se eu sair daqui como defensor do Luciano Pelo amor de Deus, não me coloquem nessa posição Isso é o que vai ficar nessa live E o Luciano, gostei Escrevam o Luciano nos comentários E pronto, se chegou até o final desse papo Fiquem com Deus, beijo no cotovelo e tchau E que bom que vocês vieram, valeu

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.

Estamos abertos a avaliar, e se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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