Episódios de Inteligência Ltda.

021 - DOCUMENTOS DE OVNIS LIBERADOS + HANTAVÍRUS MATA NO MUNDO

13 de maio de 20262h51min
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FERNANDA COMORA é jornalista e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA, ANDRÉ MARSIGLIA, JEFFREY CHIQUINI, ANDRÉ JANONES, DRA. LUANA ARAÚJO, . O Vilela fez o primeiro logotipo do JN.💡 Encontre o concurso mais próximo de você - https://bit.ly/4sQUX5PUOL: há três décadas conectando os brasileiros. - https://www.uol.com.br/30anos/

Assuntos6
  • Vírus e PandemiasRantavírus em cruzeiro · Diferenças entre cepas de Rantavírus · Síndrome cardiopulmonar · Período de incubação do Rantavírus · Transmissão de Rantavírus · Letalidade do Rantavírus · Saúde Única (animal, humana, ambiental) · Resistência antimicrobiana · Novas doenças e pandemias · Fungos e ameaças à saúde
  • Dosimetria e STFSuspensão da Lei da Dosimetria · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Inconstitucionalidade de leis · Controle difuso de constitucionalidade · Progressão de pena · Crime do 8 de janeiro · Abuso de autoridade · Inquérito no STF · Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) · Poder Judiciário politizado
  • Investigação de repasse de Senador Carlos VianaOperação Compliance Zero · Banco Master · Daniel Vorcaro · Mensalidade a senador · Emenda Master · Centrão e política brasileira · Escândalo do STF e governo Lula · Envolvimento de Lewandowski e Guido Mantega
  • Crime OrganizadoAsfixia financeira do crime · Combate ao contrabando de armas · Redução de homicídios · Fortalecimento do sistema penal · Recuperação de território · Ditadura do tráfico · Terrorismo e facções criminosas · Segurança pública e eleições
  • Greve na USP e reivindicações estudantisPolítica de cotas na USP · Bolsas de permanência estudantil · Custo de vida em São Paulo · Repressão policial a estudantes · Financiamento da USP · Demanda por recursos estudantis · Impacto da greve na formação · Direito à greve e assembleias estudantis · Violência em protestos · Movimentos estudantis
  • Liberação de Documentos Ufológicos
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada. Hoje com um quadro, com um programa especial jornal que tem toda semana com as notícias mais quentes e polêmicas, não é? É isso aí, estamos ao vivo. Ao vivo no Notícia Ilimitada. Que horas são? Agora são 19h34. Repita. 19h34. É da sua época isso? É da minha época. Nossa, cara. Vambora, vambora, está na hora.

Você não lembra, Fernanda? Você é novinha. Eu lembro. Já vi quando, meu pai ouvia todo dia. Eu também ia com meu pai pra escola, sei lá pra onde. Ele só deixava nessa rádio. Na AM. Na parte AM do rádio ainda. Na AM? É isso. 620 AM. Isso eu já não lembro. Ele é professor. Que memória, hein? Vamos juntar ele e o Daniel Lopes. Ou dois caras pra ter uma memória. Eu acho que é dar uma conversa top.

Porque você pensa que o Marcelo tem colinha aqui? Ele não fica olhando. Ele fica falando de diápolítica e ele falando tudo da cabeça dele. Lembra e tal. Você é professor? Ajuda. Sim, bastante. Porque você está repetindo as coisas e está falando. Fiquei feliz de saber que eu sou tão burro assim. Não consigo mais memorizar as paradas. Eu prefiro não falar sobre isso. Tá bom, é melhor não.

Então vamos aí, antes de começar esse programa, quero falar com você aí, Terráquio. É muito louco como a gente mudou a forma de buscar informação. Vocês estão ligados nisso. Antigamente você esperava o jornal, hoje você quer saber na hora. Se saiu gol, se deu treta na política, se aquela bomba que recebeu no zap é real ou fake. Se acontecer qualquer coisa, você já está lá atualizando. E nisso a UOL está há 30 anos. Ô, Homer, 30 anos. Tem gente que trabalha nesse podcast.

Que não tem 30 anos. Que não tem 30 anos. Pois é. Tem muito menos do que isso, cara. Eu não vou falar o nome do bigoda, não. Não, não vamos falar que ele tem 20 aninhos. Pois é. Não é? Cara, os caras estão há 30 anos fazendo basicamente o quê? Te deixando por dentro de tudo, em tempo real. E esse ano não vai ser qualquer ano. Tem Copa, tem eleições. Ou seja, você quer saber no momento que está acontecendo que você às vezes não consegue assistir, mas você vai querer saber de tudo, né? Então...

Tem a UOL sempre, gol, bastidor, análise, meme, porque hoje a experiência é completa. E aí que o UOL, que já está acostumado a cobrir tudo isso, antes mesmo da gente ficar viciado em atualização. 30 anos depois, mudou muita coisa, mas uma coisa não mudou. Quando você quer saber de alguma coisa, sabe onde procurar? Dá uma acessada no QR Code aí, que vai te levar direto para a página principal do UOL, ou depois do episódio, então busca UOL aqui no YouTube, coloca lá na pesquisa.

que tem programação o dia inteiro lá no Canal UOL pra você. Recomendo demais, não é, Romero? É isso aí. A gente tá falando de rádio aqui, né? Rádio, TV, agora internet. Agora internet. Cara, ó, terráqueo, aguenta um pouquinho também. Vai começar o programa. Eu quero te mostrar uma ferramenta que pode facilitar muito a vida de quem tá de olho em concurso. Porque muita gente trava logo no começo sem saber qual concurso vale a pena acompanhar. Você abre um site, depois outro, depois mais um.

Vê notícia solta, edital espalhado, um monte de informação desconex. E aí começam as dúvidas. Quantas vagas tem? Qual é o salário? Até quando vai a inscrição? No fim, o que era para ajudar acaba só deixando a busca mais cansativa. Agora, olha isso aqui. Coloca na tela aí. Ó.

Esse daqui é o radar do Estratégia. Na prática, ele funciona como um mapa dos concursos. Então, por exemplo, se você é de São Paulo e quer saber quais concursos estão rolando no Estado, quantas vagas cada um tem, qual o salário, e até quando vão as inscrições, é só abrir o mapa e olhar. Você bate o olho e já entende melhor o cenário. Em vez de juntar a informação espalhada, você já entra numa página feita para mostrar isso de forma organizada.

E se você está assistindo agora, aproveita e aponta a câmera do celular para o QR Code que...

tá na tela, que você cai direto no radar estratégia, mas tem outra forma também de entrar lá. Sim, tem um link na descrição. Exato, tem um link na descrição e dá uma olhada nos concursos que estão mais perto de você, porque às vezes a oportunidade está ali e você só precisava de um jeito mais fácil de encontrar. Estratégia, valeu pela parceria e vamos de notícia ilimitada. Fernanda, dá um oi pro povo.

Oi, gente, boa noite. Pra quem não me conhece, eu sou Fernanda Cômora. E pra quem te conhece? Sou Fernanda Cômora do mesmo jeito. Ah, pensei que eram duas personalidades diferentes. Ué, do jeito que o mundo anda doido, você falando de ET aqui ontem, não sei. O programa de ontem foi revelador. Foi incrível, foi incrível, gostei muito. Então, seja bem-vinda, Fernanda, a essa bancada e também seja bem-vindo, Marcílio.

Fala aí, pessoal. Ricardo Marcílio, professor de Geografia, Geopolítica e Atualidades, compondo a bancada aqui do Notícia Limitada e comentando tudo sobre geopolítica aí para vocês. E eu sou o Rogério Villela, que sou podcaster, comediante, dublador, ator e aeromoça. Então, roda a vinheta!

Estamos aqui começando Notícia Ilimitada, que traz as notícias mais quentes da semana. A gente vai falar sobre o antavírus. Antavírus ou rantavírus? É ranta. Rantavírus. É rantavírus? Porque antavírus parece que é uma doença da anta, né? É verdade. Não tem nada a ver. É verdade. Então vamos falar do rantavírus que está vindo aí mais uma vez forte. E eu quero saber se vai ser uma pandemia ou se a gente não precisa ficar preocupado. Quem responde pra gente é a médica infectologista Luana Araújo.

E olha, hoje a gente traz um tema também muito importante, a gente fala sobre o veto da PL da dosimetria e o pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes com o advogado criminalista Jeffrey Schicchini. Tem também o Rodrigo Pimentel, que vai entrar ao vivo com a gente para falar sobre as primeiras imprensões sobre o plano de combate ao crime organizado promovido pelo Lula, aconteceu agora mesmo, né?

Tem ainda o André Marcília falando sobre a PF no pé do Ciro Nogueira por possível envolvimento no caso Banco Master. E a greve dos estudantes da USP com Samia Bonfi e Adrilli Jorge. Está dando o que falar essa greve, hein? Aliás, está um quebra-quebra danado, né? Para tudo que é lado aí. Quero entender o que está acontecendo lá. Com certeza.

E olha, a gente ainda fala sobre os dados divulgados pelo Pentágono, sobre o registro de OVNIs, e é claro que quem traz tudo sobre esse assunto é sempre ele, né gente? O nosso querido Tiago Lima, nosso especialista em conspirações.

Vou falar um pouquinho também sobre geopolítica, falar sobre a guerra do Irã, sobre novos acontecimentos, negações de acordos. Falar um pouquinho também sobre a proposta, talvez a queda do primeiro-ministro do Reino Unido. E também novidades sobre a guerra russa-ucrânia com o Putin admitindo negociações pela primeira vez.

E no nosso giro de notícias, que você já sabe, Fernanda, como a hora traz tudo sobre um sequestro de turistas na África. Novidade no mundo dos robôs. Sempre robôs. Você sempre está trazendo robôs toda semana. E uma solução muito prática, que a japonesa... Japonesa também sempre os japoneses. Você tem hiperfoco em japoneses e robôs, hein, Fernanda? Acho que tem alguma coisa a ver. É. E que as japonesas encontraram para um problema que todos nós passamos. Bora de notícia, então, Fernanda?

Hora de notícia. A gente começa, então, falando do rantavírus, como o Vilela falou aqui. Olha, 11 casos de rantavírus confirmados no cruzeiro, incluindo três mortes. E a Organização Mundial de Saúde descarta um surto maior da doença, pelo menos por enquanto, já que o período de incubação do rantavírus é grande e pode levar mais de um mês no Brasil. Uma morte também aconteceu já aqui no Brasil. E aí, o que está chamando muita atenção? Alguns especialistas dizem, olha...

O rantavírus que tem no navio não é o mesmo rantavírus que tem no Brasil. O rantavírus que tem no navio não é o mesmo? Não é o mesmo. E isso que achei muito importante, a doutora, a gente vai perguntar e vai pedir para que ela explique para a gente. E falaram que o tempo de incubação sendo longo é perigoso, porque você pode estar infectado e transmitindo essa doença sem saber.

E a gente volta, Vilela, aquela história de que não é para se preocupar, isso é localizado, já está controlado, os ratos ali da região já foram todos examinados, como se isso fosse possível, a gente sabe que não é. Tá, mas o que acontece é que uma espécie, e a doutora vai explicar desse, um subtipo, enfim, do rantavírus, já foi confirmado que foi passado de humano para humano. Poxa.

ou houveram mortes. E essa história da Covid-19, lá atrás, começou da mesma forma. Não precisa se preocupar, não tem risco, é um caso isolado, está tudo controlado, não há motivos para pânico. E aí é que a gente vai descobrir agora. Tá bom, vamos então. Porque essa grande especialista vai conversar com a gente. Eu tenho muitas perguntas. Então, eu acho que ela já está aqui. Já está no... Doutora Luana Araújo, que é médica infectologista.

Olá, pessoal. Boa noite. Boa noite. Boa noite, doutora. Seja bem-vinda. Muito obrigada. É um prazer estar aqui com vocês. Vamos falar sobre isso tudo que vocês comentaram, né? Já estou vendo que tem muitas dúvidas. Ó, me falaram que nesse cruzeiro tinha gente de 25 nacionalidades, ou seja, 25 pessoas que espalharam pelo mundo. Eu começo a ficar preocupado. Devo me preocupar ou não? Não esconda nada da gente, doutora.

Escondo nada não. Não precisa preocupar. A Fernanda comentou de uma maneira muito incisiva e muito assertiva de que o que está acontecendo no Cruzeiro não tem a ver com o que acontece aqui, com os casos que a gente tem aqui. Eu vou explicar isso um pouquinho melhor, tem participação especial do meu gato aqui hoje, tá, gente? Mas é...

Esse rantavírus, na verdade, é uma família de vírus, não é um vírus só. E ele existe no mundo inteiro. Existe rantavírus na Ásia, na Europa e nas Américas, incluindo aqui no Brasil. Aqui no Brasil a gente tem casos de rantavírus desde os anos 90. São mais de 2.400.

Os casos desde os anos 90, mais de 900 mortes relacionadas à doença. Então, quando a gente fala assim, está acontecendo um negócio no cruzeiro, tem uma morte aqui, fica parecendo que elas são ligadas e que é uma coisa nova, uma coisa que a gente não conheça, não é bem assim que funciona. Acho que essa é a primeira informação importante. E essa cepa que fala, como que se fala? É a variação, essa que passa de pessoa para pessoa? Como que é o termo certo?

Eles são espécies de rantavírus mesmo. A gente agrupa numa família porque eles são semelhantes o suficiente para serem agrupados numa família, mas eles causam doenças que são um pouquinho diferentes. Então, esses que são da Ásia e da Europa, eles causam uma doença que costuma afetar bastante os rins.

No caso dos rantavírus que são das Américas, eles causam o que a gente chama de síndrome cardiopulmonar, quer dizer, ataca coração e pulmões, e é por isso que a gente está vendo o que está acontecendo ali no próprio cruzeiro, um quadro que parece um quadro respiratório, comum, simples, muito parecido com muitas outras coisas que a gente vê normalmente, mas que evolui rápido para um quadro de insuficiência respiratória grave e, eventualmente, para o óbito, como a gente também está acompanhando.

A incubação, o tempo de, como fala, que a doença se manifesta é correto? 20, 21 dias? Incubação. Na verdade, são 42 dias. É mais tempo ainda. São seis semanas. Tempo de incubação, para quem não se lembra, é o tempo entre o contato com o micro-organismo e o começo de desenvolver sintomas.

Nesse caso do rantavírus, eles têm mesmo um período de incubação bem longo. Então, como você mencionou, Rogério, a gente precisa ter uma vigilância muito clara, muito direta e coordenada internacionalmente, já que a gente está falando aí de 20 e tantas nacionalidades.

para não deixar nenhuma ponta solta e poder acompanhar os casos e ter diagnósticos rápidos e precisos. Mas é aquilo, acho que chama muita atenção esse caso do rantavírus, porque foi num cruzeiro, porque é também o único dentre todos os rantavírus que tem a capacidade de transmitir pessoa a pessoa. Então eu acho que isso tudo chamou a atenção das pessoas e como elas não conheciam muito sobre a doença, isso se tornou talvez um pouco maior até do que...

o que de fato é. Doutora, e essa cepa, é a cepa dos Andes, que costumam chamar essa do cruzeiro, a taxa de letalidade dela é muito alta e mesmo sendo transmissiva, essa transmissão é fácil, é difícil, é igual a uma Covid-19, por exemplo?

Não. Então vamos lá. Andes é o nome dessa espécie mesmo. Ela é ali dos Andes, então Chile e Argentina, né? É onde a gente tem isso circulando habitualmente. E veja, só para deixar as pessoas também um pouco mais tranquilas, apesar de Chile e Argentina serem aqui nossos vizinhos da América do Sul,

Desde os anos 90, a gente nunca teve registrado esse Andes aqui no Brasil, tá? Só os nossos antavírus mesmo, vamos colocar assim. Mas esse, que é o único que é capaz de se transmitir pessoa a pessoa, a gente nunca teve essa notificação aqui no país.

Essa transmissão do Andes é difícil, ela é ruim, e ela é diferente desses quadros respiratórios comuns que a gente conhece. Porque esses vírus habituais, tipo vírus da gripe, influenza, rinovírus, esses que são mais comuns, eles usam muito a mucosa do nariz e da garganta para se reproduzir.

E isso faz com que na hora que você fale, ou tuça, ou espirre, seja muito mais fácil de você botar esse vírus para fora. No caso do rantavírus, não. Isso acontece de forma muito mais profunda nos pulmões. Então, exige um contato mais próximo e mais prolongado para que essa transmissão consiga acontecer.

E ela também é bastante concentrada ali no começo desses sintomas, então é importante que as pessoas tenham a informação, sejam acompanhadas, enfim, para poder diminuir o risco dessa transmissão. Mas ela não é tão boa quanto o que a gente já conhece de outras doenças, tá?

E por último, você falou sobre a letalidade. A letalidade do Andes não é tão diferente das outras espécies de rantavírus, mas todos eles têm uma letalidade alta.

Quando a gente está falando de Covid, a gente fala de, sei lá, no pior da pandemia, 7, 10% de mortalidade naquele momento em que o sistema de saúde estava completamente tomado, a gente tinha muito pouco recurso para todo mundo. Quando a gente fala de ranta vírus, a gente está falando aí no Brasil de uma média de 40% de mortalidade. E é muito próximo da média mundial.

Mas o que pesa nisso? A saúde da pessoa, o quanto de vírus que ela entrou em contato, se ela conseguiu ter acesso a um sistema de saúde rapidamente, se ela foi assistida da maneira correta. Então tem vários fatores que determinam essa letalidade, mas ela costuma ser alta sim. Então o rantavírus é uma doença que preocupa.

porque ela é altamente letal, mas ela é bastante rara, e a gente sabe que as medidas de precaução e de prevenção de saúde pública costumam funcionar bem com ela. Eu queria fazer uma pergunta, doutora, só para que ficasse bem esclarecido, então os casos que aconteceram no navio nada tem a ver com o caso, por exemplo, de Minas Gerais.

Mas a gente sabe que mesmo assim a pessoa veio a óbito em Minas. Então mesmo que seja um outro tipo de transmissão, o vírus seja diferente, modificado, enfim, a letalidade ainda é muito alta.

a letalidade é alta. Isso que eu comentei agora há pouco. Independente do rantavírus, a letalidade é alta. Independente de como você pega ele, a letalidade é alta. Principalmente porque ele costuma progredir de forma rápida.

E aí exige que você tenha um sistema de saúde preparado para receber essa pessoa, o que inclui, por exemplo, a terapia intensiva, que você não tem em todos os lugares. E precisa ter gente capacitada para lidar com isso e que pense no diagnóstico de rantavírus.

Eu tenho certeza que muita gente que está ouvindo a gente aqui nunca tinha ouvido falar em rantavírus até esse momento. Mas isso não é uma coisa que os nossos profissionais de saúde, principalmente do interior, que trabalham em regiões com agronegócio importante, por conta da presença dos roedores silvestres, que são, a gente não comentou isso, mas rantavírus costuma ser transmitido através do contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres, não é de área urbana.

de região mesmo de interior e área periurbana no máximo. Então, esses profissionais precisam estar atentos e lembrar que rantavírus existe para que isso funcione como uma ferramenta ali na sua hipótese diagnóstica quando está avaliando um paciente. Doutora, eu sei que é difícil fazer atualmente uma previsão, mas quais cenários possíveis a gente tem daqui para frente em relação a esse vírus?

Eu acho que não é tão difícil assim fazer uma previsão, sabe, Rogério? É, porque essa história, né, está todo mundo atento, todo mundo coordenado, então o que a gente tem aqui de prático? A gente tem, com relação à questão do cruzeiro, esses passageiros, 11 casos e 3 óbitos, os passageiros sendo vigiados e testados com regularidade pelas próximas 6 semanas em quarentena.

Então, a ideia aqui é que a gente não tenha novos casos a partir desses que estão em quarentena, tá certo? Mas pode sim acontecer da gente ter novos casos nesses pacientes que estão em quarentena, porque eles tiveram contato lá no navio, né? Podem ter tido algum tipo de contato. Então, é natural, veja, que a gente ouça novos casos dentro deste grupo que era passageiro do navio.

É isso que a gente entende que vai acontecer. No Brasil, a coisa muda de figura, porque não tem nada a ver com essa história e é habitual que nós tenhamos pelo menos uma dúzia de casos por ano. Ano passado, a gente teve mais de 30 casos de rantavírus, com alguns óbitos.

Então a gente teve esse confirmado agora em Minas, que foi um óbito de fevereiro, na verdade, confirmado agora. Então não tinha nem nada a ver, foi anterior a essa história do cruzeiro e tal. E é isso, a gente continua lidando com essa história e aprendendo e divulgando essas informações para que todos os profissionais, principalmente, de novo, aqueles que estão no interior, em contato com as pessoas que estão sob risco maior, se lembrem que rantavírus existe e pensem nisso quando virem um paciente.

É isso então, né? Os meninos não têm mais nenhuma pergunta. Não, eu acho que é necessário, se tiver alguma atualização, a doutora, se ela puder, ela está convidada de novo para falar de alguma mudança ou alguma atualização sobre esses casos.

É isso mesmo. Eu fico à disposição de vocês, gente. Eu acho que é muito bom a gente poder falar e levar essa informação correta para todo mundo e também dar ao problema o tamanho que ele tem. Acho que isso é a coisa mais importante, porque a gente sabe que é uma doença perigosa, que é uma doença letal, que a gente tem que ficar muito atento, mas ao mesmo tempo a gente precisa entender de fato quais são os riscos e como que a gente lida com eles.

Eu espero que as pessoas tenham ficado um pouco mais tranquilas com relação ao que está acontecendo. E eu fico à disposição de acesso. Obrigado. Tem algum outro vírus que é mais perigoso, que a gente deve ficar atento ou não? Está tudo meio monitorado. Você está sentindo, doutora, que eu tenho um certo medo de uma nova pandemia, porque eu sei como que é.

É, eu acho o seguinte, eu acho que vocês nunca mais vão me chamar, na verdade, porque você perguntar isso para uma infectologista, a gente vai ficar aqui até amanhã. É que você sabe demais. Não, e tem trocentos vírus que são ameaças para a gente, né? É mesmo.

Tem demais. E fungo também? O pessoal fala que fungo... Fungo demais, gente. Fungo é terrível, porque fungo tá aí, né, em absolutamente tudo, no solo, na água, no ar, a gente respira isso o tempo todo. É uma presença cada vez maior em hospitais, com risco grande também. Mas eu queria comentar uma coisinha rápida antes da gente encerrar, que eu acho que é interessante nessa sua pergunta, Rogério.

Existe um conceito que se chama saúde única, que mostra pra gente hoje que a saúde animal, a saúde humana e a saúde do ambiente são a mesma coisa. Não existe mais divisão hoje em dia. Se entende que está tudo conectado, é isso?

Está tudo conectado. Então, se eu tiver um desequilíbrio no meio ambiente, isso vai afetar a saúde animal e humana. Se eu tiver um desequilíbrio na saúde animal, isso vai afetar o resto, entende? É como se fosse um tripé que segura essa qualidade de saúde que a gente tem planetária. E qual é o grande problema? A gente toma, enquanto espécie humana, medidas que geram este desequilíbrio para o planeta.

Então a gente tem uma ação bastante irresponsável com relação ao meio ambiente, com florestas, com poluição, com aquecimento, coisas que vão desequilibrando e vão trazendo o que no final das contas? Uma exposição a esses micro-organismos que a gente enquanto ser humano nunca teve. Verdade.

Então, de repente, a gente entra em contato com... Vou chamar um bicho desse para facilitar todo mundo entender, mas a gente entra em contato com um bicho desse, com um micro-organismo desse, que pode não ser novo no nosso conhecimento, mas é novo para a gente, porque ficava lá quietinho, numa floresta, ou numa geleira, ou não sei lá o quê, e de repente aquilo entra em contato com a gente e causa uma hecatombe. Então, assim, a gente...

infelizmente se prepara para novas pandemias, não como um questionamento de possibilidade, mas muito mais na ideia de quando vai ser e não se ela vai acontecer, e aí eu lamento pela informação, mas é muito por conta disso, porque nós, seres humanos, não estamos nos comportando de modo a diminuir o risco disso acontecer, pelo contrário, às vezes a gente está botando o pé no acelerador.

sem compreender que isso ameaça a nossa sobrevivência enquanto espécie. Então, toda vez que vocês pensarem nessas coisas, por exemplo, o rantavírus, é contato com os roedores silvestres. Nós estamos nos enfiando lá no habitat do roedor silvestre, entrando em contato com esse vírus e trazendo para a gente.

A febre amarela foi a mesma coisa, o Oropouche que a gente viu no país aqui há pouco tempo, mesma coisa, o ebola é a mesma coisa. Então se a gente for começar a falar nessas grandes ameaças, elas todas têm uma raiz nesse nosso comportamento ignorante, para dizer o mínimo, com relação ao planeta. Então como a gente não está mudando muito isso, infelizmente é possível que vocês tenham que me receber em algum outro momento para a gente falar mais sobre esse assunto.

Eu queria aproveitar, já que a doutora ainda está aqui com a gente, fazer uma pergunta, doutora. Eu já vi, já li algumas vezes, alguns especialistas, e aí a gente tem que avaliar o que é pânico, o que é para ganhar like e o que de fato tem veracidade. Dizendo que a humanidade poderia estar com os seus dias comprometidos, porque novas doenças estão surgindo. O Vilela falou algo de importante aqui sobre fungos, vírus. Só porque eu falei de fungo, né?

Por quê? Porque eu joguei o The Last of Us, e lá é um fundo... Cordíceps. É, você sabe também, né? Então, o cinema, os games estão aí para assustar a gente. Por isso que eu tirei essa dúvida com ela. Mas aí as pessoas dizem o seguinte, Vilela, que a gente não teria medicamentos antibióticos capazes de combater.

É muitas coisas que irão surgir. É, com derretimento de geleira, né? É, e que a gente já não está conseguindo nos dias de hoje. Tem alguma veracidade nisso, doutora?

Tem toda, Fernanda. Tem toda. Então vamos lá. Um dos maiores problemas que a gente tem em termos de saúde global se chama resistência antimicrobiana. O que quer dizer isso? Se a gente pegar a nossa história, os antibióticos, na verdade, que hoje para a gente são tão comuns, eles existem há pouco mais de 100 anos.

Então, 150 anos atrás, se você desse uma topada no meio da rua e aquilo infeccionasse, você podia morrer daquilo. Muita gente morria disso, de coisas pequenas, hoje consideradas pequenas, mas eram portas de entrada para micro-organismos que entravam e não tinham nada para ser utilizado para combatê-los. Os antibióticos vieram e fizeram uma imensa mudança na nossa saúde. Hoje a gente consegue tratar dessas doenças de uma forma muito corriqueira.

O problema é que, da mesma forma como os antibióticos surgiram e tiveram todo esse sucesso, as bactérias não ficam atrás. Então, algumas já eram intrinsecamente resistentes a alguns antibióticos, e outras, ou essas mesmas e outras, acabaram desenvolvendo mecanismos de resistência para lidar com essa pressão do uso de antibióticos. E hoje, antibiótico a gente não usa só na saúde humana.

Não é só o médico que passa antibiótico para as pessoas, mas tem antibiótico na lavoura, tem antibiótico na cultura de animais, tem antibiótico e um monte de coisa que as pessoas às vezes não conhecem. Então é um uso excessivo que pode ser adequado ou inadequado, que leva ao aumento da resistência antimicrobiana. Qual é o problema maior? É que hoje, não é amanhã, e não é só com bactéria, é com fungo também, viu, Vilhella? Desculpa!

trazer esse aspecto, mas a gente tem já hoje um problema gravíssimo, são milhões de mortes todos os anos, por conta de infecções que nós não conseguimos mais tratar, porque não temos mais medicação que funcione para aqueles casos. Tuberculose, por exemplo, é um grande problema nesse sentido, a gente tem dificuldade de tratar essa doença, mas muitas outras. Eu não vou entrar nesse assunto aqui, mas...

Um dos grandes problemas da história dos detergentes e desinfetantes, que o pessoal comentou muito nesses últimos dias, é exatamente porque a bactéria que foi encontrada nesses produtos é uma bactéria que é resistente a antibióticos.

Então, quando isso acontece, torna o tratamento, o cuidado desse paciente muito mais difícil, muito mais complexo, muito mais caro, exigindo uma estrutura muito maior. E para desenvolver um novo antibiótico hoje, e nem é um antibiótico revolucionário, uma nova classe, um troço que vai acabar com tudo, não é. É uma coisa parecida com o que a gente tem hoje, é da ordem do investimento de um bilhão de dólares.

para desenvolver uma droga. E a indústria sabe que essa droga não é revolucionária, então para que ela vai ficar investindo um bilhão num troço que não vai fazer muita diferença? Então a gente está perdendo ferramenta para lidar com esses micro-organismos e por isso é tão importante que a gente previna o aparecimento deles. Então não usar medicação à toa, não se expor à toa, né? Não, não, não...

É cuidar para que isso não aconteça ao invés de contar com um tratamento se isso acontecer. Eu acho que isso guia muito das condutas que a gente preconiza hoje em dia, que a gente diz para as pessoas fazerem. E sim, é um enorme problema que a gente tem hoje, que é essa resistência. E honestamente, a gente não tem um futuro de curto prazo muito positivo nesse sentido.

A gente tem tentado, nos últimos anos, utilizar a inteligência artificial para tentar achar novas moléculas, outras abordagens, o tipo usar um vírus para matar a bactéria. A gente está buscando essas outras engenharias, mas num mundo hoje em que é tão difícil você falar sobre vacina, fica difícil também você falar para alguém assim, nossa, agora a gente tem uma nova terapia, vamos usar um vírus para matar uma bactéria, por exemplo, você imagina o rolo que isso não vai dar. Então, é...

É um processo complicado. É difícil. E com um futuro ainda difícil também da gente entender como é que vai ser. Eu acho que você vai ter que trazer a doutora Luana aqui um dia, viu? Sim, presencial aqui, fazer um programa sobre doenças infecciosas. Não sei se a gente vai ficar mais tranquila ou mais preocupada depois desse programa. Eu sempre acho que quanto mais informações, mais informação, mais tranquilo a gente fica. O problema é não ter informação. É verdade. Não é? Obrigado demais, doutora.

Obrigada, gente. Valeu, até a próxima. Tchau, tchau. Fernanda, e agora vamos para o quê? Bom, iríamos. Não, vamos. O assunto vai ter. O assunto nós teremos, com certeza. Mas o nosso debate de hoje, Vilela, era sobre o nosso dois lados da moeda, sobre a suspensão, a aplicação da lei da dosimetria aos condenados do dia 8 de janeiro.

que foi vetada pelo ministro Alexandre de Moraes, certo? Certo. O que ele fez? Ele suspendeu, embora tenha ganhado, ele suspendeu. Disse, agora não é o momento para essa votação, foi contra todo mundo. E aí nós teríamos um debate sobre isso. O que isso impacta? Já que se foi aprovado e o ministro...

usou aí, enfim, o seu poder e disse não, agora não é o momento para se falar disso. Então nós marcamos um debate, de um lado aí o Jeffrey Schicchini, que é um advogado criminalista, muito conceituado, e do outro lado o André Janones, que é o deputado federal, para que ambos pudessem, cada um, falar ao seu lado, por que um concorda com esse veto, por que não concorda, o que significa vetar a dosimetria nesse momento.

E estava tudo certo para o nosso debate de hoje. Só que acontece que a Ivete, que é assessora do deputado André Janones, entrou em contato com a produção. Mais ou menos uma hora atrás, uma hora e meia. A gente já estava com tudo programado. Inclusive, tem um teste, para quem não sabe, para ver se essa pessoa... Teste, o link, entra remoto e tal. Tem internet, precisa de todo um aparato aqui para que isso aconteça da melhor forma possível para quem está acompanhando.

inclusive um dos convidados, quem que é? Está com fuso horário diferente também? Sim, o Chiquini está com fuso horário, acho que lá já passa da meia-noite, ele falou, olha, não estou comprometido, vou entrar. E aí a Ivete, que é assessora, falou, olha, desculpa, mas o Janone esteve um imprevisto, ele está na estrada de Minas Gerais, as meninas ainda tentaram, falaram, olha, o debatidor está aguardando, também depende de agenda, se organizou para que o debate acontecesse hoje.

E ela falou, infelizmente, a gente não vai conseguir, está na estrada, está com um problema de sinal. É um problema que acontece, não tem como. Mas em respeito ao Chiquini, que está... Em outro fuso. Em outro fuso. O Vilela e todo mundo aqui entendeu que é justo que ele participe.

Isso. E eu acho até que... Deu ponto de vista dele, né? E está aberto aqui. Até se o Janone estiver acompanhando e quiser entrar... Ou semana que vem, se tiver tempo, ele vem e fala a posição dele sobre o assunto, certo? Certo. Então, roda a vinheta. Vamos colocar a vinheta, né?

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho, bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

Hoje é um lado da moeda só, excepcionalmente. É caro ou coroa? Não sei, aí vamos ver, né? Vamos ver. Vamos lá. Olha, acho que o doutor Jeffrey Schickini já está conosco. Boa noite. Boa noite, doutor. Estou aqui. Hoje, da onde eu venho, a gente chama isso de WO.

Vilela. E W é no futebol também tem, né? Quando uma equipe não entra em campo por algum motivo. Três pontos. Doutor, boa noite, seja bem-vindo. Deixe o doutor de lado, Fernando. Então seja bem-vindo, Chiquini. Um prazer falar com você. E como eu estava explicando aqui pra quem nos acompanha, realmente hoje o debate, a gente ia falar sobre a atitude do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da lei da dosimetria.

para os condenados do dia 8 de janeiro. E isso vai impactar diretamente na vida de inúmeras pessoas. Essa lei, ela se tratava aí da possível redução de penas, já que uma boa parte tinha considerado que essas penas eram abusivas.

Mas como não vai acontecer o debate, doutor, ou Chiquini, perdão, eu gostaria que você conversasse com a gente, explicasse um pouquinho de fato o que aconteceu, o que é dosimetria, o que o ministro, por que ele acabou tomando essa atitude e o seu ponto de vista.

Primeiro, uma boa noite, Fernanda Villela, um prazer imenso estar aqui com vocês. Sou um grande admirador e fã do trabalho, ainda mais agora que vocês estão falando sobre esses OVNIs aí. Eu acho que o Lula já vai criar alguma taxação, né? Se os OVNIs quiserem entrar no nosso espaço aéreo, vão ter que pagar... Não, não dá ideia, não dá ideia!

Vai acontecer logo, logo. Mas olha só, essa dosimetria, veja que eu estava vendo as notícias agora, o ministro...

Alexandre de Moraes já está chamando de terceira via, como se ele tivesse criado uma terceira posição. No Brasil, só existe duas formas de você declarar a inconstitucionalidade de uma lei. Vou ser bem objetivo e com o linguajar mais simples possível para as pessoas todas compreenderem. Ou você declara uma lei inconstitucional e uma ação específica, que a gente chama de ADI, Ação Direta de Inconstitucionalidade, ou em um caso concreto...

que o juiz, ele é o juiz da causa, do Joãozinho, por exemplo, ele fala, essa lei é inconstitucional. A gente chama de controle difuso, ou no caso concreto. O Alexandre de Moraes não fez nem uma coisa, nem outra. Esse é o ponto. Mais uma vez, ele inovou e tirou uma cartada...

da sua cartola. Ele vem e diz, não vou aplicar a lei. O Brasil vive hoje, Vilhão, isso é muito grave que eu vou falar, o Brasil vive hoje uma situação que nunca se viu na história do mundo e nunca se verá.

O Alexandre de Moraes, ele é o primeiro juiz da história do mundo, que ele foi o juiz do inquérito, ele foi o juiz do processo, ele é o juiz da execução de pena, depois que terminou o processo e começou a execução de pena, e ele é o juiz relator da ação de inconstitucionalidade que está discutindo a lei aplicada por ele no processo que ele condenou as pessoas.

nunca na história do mundo isso aconteceu. Essa lei da dosimetria, que a Fernanda me perguntou, o que é? Veja, a lei da dosimetria é uma nova lei. A gente chama isso de nova lei. Todos os crimes existem por uma lei. Por exemplo, corrupção, homicídio, lavagem de dinheiro, todos os crimes têm uma lei. Uma lei nova.

que traga um benefício, seja uma causa de diminuição, qualquer benefício, um privilégio, uma lei nova que traga qualquer benefício, essa lei retroage no tempo e ela deve ser aplicada àquelas pessoas que foram condenadas com a lei antiga. Então, por exemplo...

No caso da farsa da trama golpista, e assim eu chamo porque eu sou advogado nesse processo, eu chamo de farsa porque é uma verdadeira farsa, podemos falar longamente sobre isso. Por exemplo, as pessoas foram condenadas há 20 anos, vamos arredondar, há 20 anos de prisão.

Tem uma nova lei agora criada, chamada Lei da Dosimetria, que diz o seguinte. No caso do crime do 359 praticado em tumulto, a pena é diminuída. Ela é diminuída de um terço a dois terços. Opa, eu tenho um benefício àqueles condenados. Quer dizer, então, que aquelas penas que foram de 20 anos podem ser menores? O que você faz? Você, então, reabre a discussão.

E faz uma nova dosimetria de pena. Você vai ter que aplicar essa nova previsão legal, porque é uma nova lei mais benéfica. Uma nova lei, Vilela, que vem prejudicar, você não aplica. É lei do tempo do fato. Só se ela é mais benéfica que você vai aplicar. Isso é a nova lei da dosimetria. Agora me causa espanto que a esquerda, por exemplo, está defendendo a inconstitucionalidade dessa lei. Uma lei...

que vem beneficiar pessoas que foram condenadas por fatos sem violência e grave ameaça, uma lei que vem diminuir penas altíssimas, eu sou advogado criminalista, há 14 anos.

Eu já fiz homicídio que o condenado sai com pena de seis anos com tornozeleira. Um homicídio. O cara matou uma pessoa e sai andando na porta da frente com data para colocar uma tornozeleira. Então, nós temos aqui penas altíssimas que traficantes não tomam, que estupradores não tomam. O estuprador toma 15 anos no Brasil e olha lá.

12, 14 ladrões que roubam com arma, não tomam. Então, pessoas com camiseta verde e amarela que foram à frente de uma praça, sem violência e sem grave ameaça, foram condenadas a penas altíssimas. Essa lei da dosimetria, ela vem buscar uma proporcionalidade da pena.

A esquerda é contra a aplicação de uma lei que vem diminuir a pena, mas a esquerda é contra também aumentar a pena para estuprador, aumentar a pena para ladrão que mete um 5-7 em trabalhador no ponto de ônibus. A esquerda é contra aumentar a pena para traficante. Eu acho que a esquerda, se pautarem diminuir a pena de rachadinha, aí a esquerda...

É favorável. Essa lei da dosimetria, então, Vilela, ela veio apenas tentar, de alguma forma, antecipar a liberdade daqueles já condenados que estavam cumprindo pena em 2023. O que essa lei veio trazer? Essa lei trouxe uma inovação benéfica de progressão de pena. No Brasil não existe pena perpétua. É uma pena.

Eu sou contra a pena de morte, porque sou cristão, e eu acho que cristão tem que ser contra a pena de morte. Mas prisão perpétua eu sou a favor. E no Brasil não existe. No Brasil a gente usa a ressocialização. É aquelas masmorras que as pessoas ficam presas, aquelas escolas de bandido, eles chamam de ressocialização.

Então a pena vem progredindo. Quem é condenado à pena acima de oito anos é regime fechado. E você tem que cumprir um tanto da pena para ir para o semiaberto. Você põe uma tornozeleira e vai trabalhar. Um tanto do semiaberto para vir para o aberto. O que acontece? Os presos políticos do 8 de janeiro, que estão presos,

têm que cumprir, ou melhor, teriam que cumprir, dois quintos do total da pena. Então, pega o total da pena, teriam que cumprir dois quintos. Essa nova lei da dosimetria, ela não veio diminuir muito a pena. A pena na prática, por exemplo, do Felipe Martins, o meu cliente, vai diminuir no máximo três anos a pena. Mas o grande benefício não está aqui, na diminuição da pena. O grande benefício está...

quanto você vai precisar cumprir do total da pena para progredir, sair do fechado e para o semiaberto. Mudou de dois quintos, que é muita coisa, crime de onda é dois quintos, o primário em crime de onda é dois quintos, mudou de dois quintos para um sexto.

Então, o grande benefício dessa lei é isso. O total da pena, você tem que cumprir um sexto dela para obter liberdade. Tem muitos, mas muitos, se não 80% dos presos políticos de 8 de janeiro, que já cumpriram um sexto. Então, obteriam a liberdade. O que aconteceu? Seus advogados.

entraram com pedido na execução de pena. Quem que é o juiz da execução? Alexandre de Moraes. O absurdo aqui é o seguinte, o processo acabou, velho. Quando uma pessoa é condenada e acaba os recursos, o processo acabou. Nunca na história do mundo o juiz do processo é o mesmo juiz da execução. Isso nunca existiu na história. Isso não existe.

O Alexandre de Moraes é o juiz da execução de pena, sendo que tem súmula que diz que tinha sido em primeiro grau. Então os advogados vieram e falaram, juiz, aplique essa nova lei e solte meu cliente. Porque com essa nova lei já vigente, o meu cliente já cumpriu um sexto do total e tem direito à liberdade. O Alexandre de Moraes não teria escolha. Ele tinha que aplicar essa nova lei. É matemática, 2 mais 2 é igual 4.

Pega o total da pena, cumpri um sexto, regime semiaberto. Não se discute isso. O que ele vê? Ele diz o seguinte. Não vou aplicar a lei...

porque essa lei está sendo discutida em ação própria no STF, que eu sou o relator. Uma ação direta de inconstitucionalidade, que é uma ADI, que o PSOL ingressou, que eu sou o relator lá também, então eu vou analisar lá primeiro se essa lei é constitucional ou inconstitucional, depois eu decido se vou soltar ou não os presos políticos. Foi exatamente isso que aconteceu.

Nunca na história se viu em nenhum lugar do mundo e nunca se verá, tenho certeza disso.

Chiquini, boa noite. Boa noite. Quando eu estava vendo as notícias, eu vi que o Flávio Bolsonaro deu uma declaração que essa pérdida dosimetria aparentemente tinha sido acordada ou redigida parcialmente pela Alexandre de Moraes. E me parece estranho que, mesmo ele tendo concordado inicialmente, ele tenha revogado ou impedido depois que ela foi aprovada. No seu entendimento, por que você acha que isso aconteceu?

O nosso problema é um problema de base, é um problema estrutural. Nós temos uma justiça de topo hoje.

politizada. Essa é uma realidade, eu quero deixar aqui consignado o meu respeito aos juízes de carreira, juízes que estudaram para passar em um concurso público, não ficaram pendurados em partido político para chegarem à Suprema Corte. Hoje um ministro da Suprema Corte, ele chegou lá por indicação política, então ele chega lá devendo pedra para alguém. Essa é a realidade. Por exemplo, Flávio Dino tem vínculo com a esquerda desde 87.

quando ele se vinculou a partido de esquerda, desde sempre. Como que vai julgar agora uma pessoa politicamente oposta? Mas, superando esse ponto, nós temos o ditado, isso é dito nos corredores, que Alexandre de Moraes editou essa lei da dosimetria. Imaginem só.

O nosso Congresso Nacional, literalmente, de quatro, para um outro poder. E quem edita e diz se a lei pode existir ou não é o ministro do STF. O ministro da Suprema Corte, então, permitiu a lei da dosimetria. Ele escreveu a lei da dosimetria do jeitinho que ele queria. E agora ele diz que não vai aplicar. Isso eu ouvi por aí, mas é extremamente absurdo, porque o juiz, quando você separa os poderes, isso é tão básico de entender.

O poder, para vocês entenderem bem, o poder do Estado é como um condomínio. Eu tenho um condomínio, os moradores, eu tenho o síndico, eu tenho o conselho. Os moradores são todos donos desse condomínio, isso é o povo. O povo detém o poder.

Então todo mundo desse condomínio é o poder legislativo. O síndico é o poder executivo de um prédio, ele só executa. E o conselho e o síndico estão vinculados às regras e o povo criou. Então o juiz não tem escolha de aplicar ou não uma lei. Então quando ele fala não vou aplicar a lei, nós temos aqui nítido desvio de finalidade.

Nós temos aqui um crime de responsabilidade, em tese, supostamente, porque o juiz está desviando da sua função, que é aplicar a lei ou declará-la inconstitucional. Ele não fez nenhum nem outro. Está aqui a grande aberração e está postergando a prisão de pessoas. Se você tem uma lei em vigor...

e o preso já cumpriu um sexto previsto na lei e o juiz fala que não vai aplicar a lei, ele está prolongando essa prisão indevidamente. Isso tem previsão expressa na lei de abuso de autoridade.

havendo a possibilidade de liberdade, você mantém uma pessoa para além do tempo presa, isso pode configurar crime de abuso de autoridade. Então é muito grave. Nós normalizamos situações gravíssimas. E as pessoas podem estar me ouvindo aqui falando o seguinte, eu ouço muito isso. Ô Chiquini, nós estamos discutindo lei da dosimetria, mas esses processos sequer deveriam ter existido. Pois é.

Nós estamos discutindo aqui situações de processos que sequer deveriam ter existido. Por exemplo, o STF. Por que o STF está com esse processo nas mãos? Isso é uma coisa que a gente tem que discutir. Como pode o STF estar discutindo tudo? Vejam que nós...

exportamos o inquérito, o processo e a execução das penas, tudo pro STF. Isso nunca existiu. Desde 2005, desde 2005, o entendimento pacífico no Brasil é que ex-presidente da República é primeiro grau. Por que o Lula foi condenado na Lava Jato em primeiro grau? O Lula teve o duplo grau de jurisdição, né? O Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, aí ele recorreu. TRF, STJ e STF. Por quê? Porque ele era ex-presidente.

Então ele não tinha prerrogativa de foro. O que fizeram nesse caso? Alteraram esse entendimento, que já era pacífico. Em 2018, confirmaram esse entendimento para manter a competência para julgar o Lula em primeiro grau. Eles alteraram esse entendimento para puxar esse caso para o STF.

Aí o que dizia o regimento interno do STF? O regimento interno do STF dizia, nesse caso de prerrogativa de foro no STF, é plenário. Eles alteraram o regimento interno, dizendo que agora não, agora é na turma, e jogaram para a primeira turma. Então, desde o início, esse caso é uma chicana jurídica. Eles alteraram a jurisprudência pacífica para puxar para o STF.

eles alteraram o regimento interno em 2023 para jogar para primeira turma e tirar do plenário e agora eles estão fazendo o que querem, puxaram a execução da pena para o STF e o STF trata tudo e pior.

O mesmo juiz é o juiz do inquérito, é o juiz do processo, é o juiz da execução e é o juiz que vai analisar como relator a ADI, Ação Direta de Inconstitucionalidade. Se a gente contar isso em qualquer lugar do mundo, vão dizer caramba, Brasil, vocês estão piores que a Coreia do Norte. Eu duvido que na Coreia do Norte tenham um exemplo como esse que nós temos hoje no processo penal brasileiro.

Chiquini, eu queria agradecer demais a sua participação, até porque já estava combinado o debate, reiterar aqui, se o Janone estiver acompanhado, e se em algum momento ele quiser se manifestar, ou deixar para a semana que vem, né, Vilela? Isso, a gente pode voltar a esse assunto, tá bom? Mas te agradecer demais, você está confuso o horário aí, aceitou o nosso convite e compareceu aqui, meu, muito obrigada, viu?

É sempre um prazer. Eu posso estar com o fuso horário mais longo que tiver, eu vou sempre fazer questão de expor as verdades, expor esses fatos, porque o Brasil precisa conhecer toda essa tramóia que foi feita para a perseguição política. Vilela, Fernando, um grande privilégio.

estar aqui vocês eu tô vendo o grande amigo Pimentel que tá no bastidor aqui também é um cara que eu admiro muito e vai ser um prazer Janones aceita o convite aí vai ser um grande prazer debater com você e daquela amassada que a esquerda merece tomar um grande abraço para vocês uma boa noite obrigada boa noite para você

Vamos falar de greve agora, greve na USP? É, olha... Marcílio vai poder participar também desse assunto. É, hoje a coisa está pegando. A gente só trouxe assunto muito quente aqui. Pois é. O que está acontecendo lá? Olha, essa história... Eu sei que estou com o professor aqui do lado, então eu acho que é muito importante ele fazer a colocação dele. Claro. Mas pelo que eu tenho acompanhado como jornalista...

está uma verdadeira algazarra. É um quebra-quebra, um bate-bate. Eu sei que os alunos ali estão colocando ponto de vista, reivindicando o que eles entendem como direito, mas eles estão impedindo grande parte dos alunos de estudarem. E eu acho que esse é um ponto muito importante.

A gente sabe que todo mundo tem direito a reivindicar aquilo que não concorda, que acha que está injusto. E eu acho isso que todo brasileiro realmente tem esse direito e tem que buscá-lo. Mas a partir do momento que você impede um outro grupo que pensa diferente de você...

Vamos ver essas questões com os nossos convidados. Exatamente. E o Marcília... O Marcília vem depois. Mas o Marcílio aí também ajude a formular as perguntas, já que você é professor, né? Sim, sim. E sabe mais do que a gente que você está dizendo. Outro lado, vive lá, né? É, vive lá, né? E fiz o FIOLESTE, fiz geografia na USP. Acho que é a faculdade que mais participei, mais tem greves na USP de todas. Então fechou, é contigo, Marcílio.

E acho que quem vai conversar com a gente agora é a deputada federal, Samia Bonfim. Isso, ela está na linha já. Deixa eu ver se ela já está aí. Samia, boa noite.

São segundo amigos da banca. O que que é? Antes disso, a gente tem um vídeo do Adriles. Ah, tá. Ah, perdão, então. Verdade. Perdão, Sâmia, já te dou aí um boa noite novamente, mas é que antes o Adriles também, que inclusive foi vítima de violência, segundo ele, ele foi lá no meio do protesto, ele mandou um vídeo pra gente, ele que é jornalista, é Adriles Jorge, a gente vai acompanhar agora. Vamos lá, então. O que aconteceu em frente ao Nesp ontem?

Foi uma agressão, foi uma série de agressões. Foi o desmascaramento de terroristas travestidos de estudantes que eventualmente tentaram espancar a mim, tentaram espancar a minha equipe, espancaram o vereador Rubinho Nunes, quebraram o nariz, me chutaram.

Tudo que foi passado na grande mídia é completamente distorcido. Suprimiram as imagens dos dois shoots que eu levei, suprimiram toda a cronologia da narrativa de que eu estava lá, simplesmente dialogando com os estudantes, até que os estudantes se voltaram para tentar me cercar, cercar a minha equipe, cercar a minha segurança, que era uma mulher que quase foi agredida, quase foi espancada também.

O que ficou claro é que eu fui levar um ponto ali, estudante não faz greve, estudante estuda. Quem trabalha, quem é remunerado tem o direito à greve. Alguns estudantes, inclusive, falaram da possibilidade de remuneração, isso mesmo. Além daqueles estudantes da USP não terem o direito à greve...

porque são exatamente custeados, o seu estudo é custeado pela população paulista, eles ainda querem reivindicar que tenham salários, salários de R$ 1.600 a R$ 1.800 para trabalhar e para eventualmente terem o direito de não fazerem nada e terem o direito de pegar o lugar de estudantes que querem estudar na USP e ainda reivindicarem melhor tratamento como dinheiro.

bandejão, estrutura da USP, na verdade, o que eles fizeram foi dilapidar, vilipendiar a estrutura da USP. Na verdade, o que eles fizeram foi dilapidar e vilipendiar o corpo de pessoas que simplesmente estavam tentando travar um diálogo com essa gente. Então você tem um movimento terrorista patrocinado e orquestrado pela Uni, pela União dos Estudantes.

e por lideranças absolutamente faccionadas, que eventualmente querem estabelecer um esgarçamento social. Quem paga, quem custeia o estudo desses terroristas é a população paulistana, é a população paulista. E quem tem o direito de interpelar, não sou só eu, é qualquer cidadão. Como assim um estudante que faz greve, que ganha dinheiro da população brasileira para estudar?

exatamente estabelecer um nível de esgarçamento social e ainda por cima agredir. Você tem que ter os líderes desses estudantes identificados e serem colocados na cadeia. Eles estão estimulando a violência, a agressão, o terror. Pior, muitas vezes estimulados por alguns, infelizmente, professores da própria USP, que colocam na cabeça de um aluno que estudante tem que fazer greve, tem que fazer arruaça, tem que fazer baderna, tem que dilapidar.

É o padrão Guilherme Boulos, é o padrão MST, é o padrão MTST. Quebrar, arrebentar propriedade produtiva, arrebentar, quebrar propriedade do Estado e ocupar e invadir e obstruir a possibilidade de alguns alunos e professores terem aulas. Essa gente não é estudante, na verdade. Essa gente é terrorista, de fato.

Agradecer o Adriles por ter mandado o vídeo para a gente. E agora sim, falar com a deputada federal Samia Bonfim. Samia, boa noite. Olá, boa noite. Obrigada pelo convite. A gente é que agradece por você estar aqui conosco, né, Vilela? É isso aí. Vamos então, Samia, tua versão dos fatos, o que você acha?

Bom, eu estive ontem lá na USP acompanhando a Assembleia dos Estudantes, depois de já alguns dias em greve. Essa é uma greve muito justa e muito legítima por um fato que é bem objetivo.

A USP foi a última universidade do Brasil a adotar política de cotas. E hoje há estudantes pobres e negros que estudam na Universidade de São Paulo. Isso mudou completamente a composição social da USP. A gente pode dizer que finalmente...

ela está sendo ocupada, está sendo voltada para aqueles que mais financiam a universidade, né, que são os estudantes de baixa renda. Bom, mas para que esses estudantes possam permanecer, para que eles consigam se formar, eles precisam se alimentar.

morar, se locomover, comprar livros e materiais, enfim, isso tem um custo. Vem daí as bolsas de permanência estudantil. Mas o que aconteceu? Ampliou o número de estudantes de baixa renda, mas não houve uma ampliação no número e no valor das bolsas de estudo. Tem estudantes que recebem cerca de 350 reais, e isso...

para a cidade de São Paulo, principalmente ali a região do Butantã, que é onde fica a cidade universitária, é um valor muito irrisório. Então, por isso que eu falo que é uma pauta muito justa, porque se respeita à possibilidade desses estudantes, de fato, permanecerem, concluírem o seu curso.

E bem, se há recursos por parte do governo do estado para priorizar a repressão desses estudantes, que foi o que aconteceu, aliás, em pleno dia das mães, bomba, gás lacrimogêneo, todo um aparato da polícia militar do estado de São Paulo.

Creio que há possibilidade orçamentária para fazer aquilo que é melhor, é um dinheiro mais bem investido, que é garantir uma boa formação desses jovens, que eles possam, de fato, conquistar esse diploma para trazer uma série de contrapartidas, de benefícios para a sociedade, seja através dos seus estudos.

da sua pesquisa e do trabalho que depois futuramente eles vão exercer retribuindo para a sociedade paulista e brasileira tudo aquilo que eles aprenderam nesse grande centro de excelência. Eu ouço muito essa discussão de que seriam...

vagabundos que não trabalham, pessoas desocupadas, inúteis. Olha, eu não sei se todo mundo que está nos acompanhando já prestou a prova da FUVEST, ou já teve a oportunidade na vida de estudar na USP. É muito difícil, é a melhor universidade da América Latina, é uma das mais bem conceituadas do mundo. Então, definitivamente, quem está ali gosta de estudar, estudou muito para conseguir passar na USP e segue estudando muito para conseguir.

se formar um dia. Então, isso não é verdade. Eu acho que é uma forma de tentar desqualificar as pessoas que estão ali lutando pelos seus direitos, lutando, de fato, pelo direito à educação.

É, você me até trazendo a... Prazer, eu sou o Ricardo, eu sou formado em Geografia pela FFELESTE e pela USP. E realmente, assim, quando eu estava na faculdade, os custos eram muito elevados. Falo em relação a texto, por exemplo, às vezes o professor passava de uma semana para outra, são 70 páginas de xerox que você tem que tirar, e isso numa matéria. E na matéria seguinte eram mais custos.

Tem muita gente que se vai fazer a formação no ensino superior. Para de fato ser um cientista, um pesquisador, o cara não pode dispor de tempo para trabalhar, por exemplo, no contaturno, porque muito possivelmente vai participar de grupo de estudo, iniciação científica. E para estudantes de baixa renda, realmente o valor, ele fica muito aquém com o custo de vida que você tem em São Paulo.

Você sabe, existe essa bolsa de estudos para estudantes de baixa renda. O que eles estavam querendo é que fosse quase similar a um salário mínimo. Você sabe exatamente quanto seria esse aumento que eles estão pleiteando? E se de fato existe recurso público para esse aumento todo? Porque seria quase dobrar o valor que os estudantes iriam receber.

Isso hoje, as bolsas de estudo dos alunos da USP variam entre 350 e 850 reais mensais, a depender se eles estão na moradia estudantil ou se eles utilizam os 850 reais para custear parte do valor dos aluguéis, e parte porque, enfim, o aluguel na cidade de São Paulo é caríssimo. E, de fato, eles pleiteiam para que você chegue a um salário mínimo.

Até começou um processo de negociação com a reitoria, que ofereceu uma primeira proposta de reajustar, se eu não me engano, para R$ 910,00. Proposta essa que a princípio foi recusada pelo movimento que ia oferecer uma contraproposta, com todo um processo de greve, que tem ali mesas de negociação. Mas essa mesa de negociação foi interrompida pela reitoria, então não foi possível.

da continuidade, seja para aceitar a proposta, seja para fazer uma nova proposta. E o efeito disso foi que novas unidades entraram em greve. Outros estudantes, como por exemplo, os alunos da medicina, que vão fazer uma paralisação, e é raríssimo.

curso de medicina parar porque não costuma ter tanta atividade política como é a FFLST que é a faculdade onde você e eu é estudamos tô dizendo isso porque claro se há condições né para a universidade financiar muito recentemente faz na verdade algumas semanas a reitoria ela concedeu uma bonificação para os professores da USP são quatro mil e quinhentos reais a mais

todos os meses nos salários dos docentes, algo que é muito justo, legítimo, são profissionais extremamente qualificados, e o Brasil tem um problema grave que é de fuga de cérebros, muitos pesquisadores de ponta.

de excelência, acabam então trabalhar, estudar, desenvolver pesquisas na Europa, nos Estados Unidos, porque o Brasil não dá conta de manter esses cérebros, né, essas pessoas de excelente qualidade aqui no Brasil. Em função disso, os técnicos administrativos também entraram em greve e conquistaram uma gratificação de R$ 1.500. E aí, bom...

que significa que a USP tem condições, ou seja, tem dinheiro em caixa. E se a própria reitoria sugeriu um aumento do valor dessas bolsas para R$ 914,00, é porque ela fez ali uma leitura de que seria possível, sim, ampliar o valor com relação ao valor que existe.

atualmente. Então, a resposta é basicamente essa, a USP é financiada por cerca de 11% do ICMS paulista há cerca de 30 anos, é o mesmo modelo e o mesmo valor proporcional de financiamento.

Só que nos últimos anos entraram muitos mais estudantes de baixa renda do que na época que eu estudei, por exemplo. Eu entendi em 2007 na USP, uma USP antes das cotas. Então hoje a demanda por mais recursos para assistência permanente estudantil é muito maior do que numa USP sem cotas. E você falou disso, né, Dan?

de fato, dependendo se os estudantes participam de grupos de estudo, etc., tem mais dificuldade de conseguir trabalhar e conciliar com os estudos. Eu, por exemplo, eu trabalhei em toda a minha universidade como estagiária, mas depois trabalho mesmo como CLT. De fato, era dificílimo conciliar, manhã e tarde, trabalhando, e à noite eu estudava. Isso é a vida de muitos jovens trabalhadores, estudantes.

Eu tenho consciência disso. Mas isso tem um efeito também para aqueles que se preocupam com os custos, né, do estudante na universidade pública. Isso necessariamente significa que o estudante vai ficar um, dois, ou até três anos a mais cursando o curso dele, porque simplesmente não cabe na grade horária você trabalhar manhã e tarde e estudar à noite com um volume de...

coisas que você precisa ler, estudar e produzir. O seu curso vai ser jogado para mais um, dois ou três anos, a depender do seu desempenho. Então, o custo que isso vai ter para a universidade, consequentemente para os cofres públicos, é muito maior. Sem contar que isso vai impactar na qualidade da formação.

desse estudante na sua possibilidade depois de ingressar na pós-graduação, enfim, então não compensa o desgaste desse estudante, não compensa inclusive do ponto de vista dos cofres públicos, daqueles que estão preocupados com a economia, porque necessariamente ele vai passar mais tempo, mais anos na universidade do que se havia planejado.

Samia, Fernanda, eu queria te fazer uma pergunta. Se não existe um projeto de lei, algo que pudesse, talvez, colocar esse jovem num outro tipo de trabalho, talvez até envolto com a própria universidade, te pergunto isso porque, nesta semana, o presidente Lula, ele vetou integralmente o projeto de lei, por exemplo.

que reconhecia o estágio de experiência profissional como experiência profissional, limitando até uma grande parte dos jovens a, por exemplo, participarem de um concurso público.

Ele limitou agora na semana passada. Ou seja, esse jovem que faz estágio a partir do próximo mês, ele já não tem mais esse estágio reconhecido como experiência profissional. Então já vai ficar ali com o CLT provavelmente um pouco mais estendido, ou pelo menos para participar de um concurso, enfim. Mas não existe um projeto que pudesse...

Até para que esse jovem não fosse para o mercado de trabalho de uma forma mais tardia, enquanto um outro talvez que tenha essa condição de estudar na rede privada, tenha um aparato melhor, como você disse, tivesse formado antes ou com essa disposição antes do que esse jovem. Não existe nada que pudesse fazer com que esse jovem, de fato, se envolvesse com o mercado de trabalho sem prejudicá-lo.

Há muitas sugestões. Eu mesma sou autora de um projeto de lei que foi aprovado na Câmara e agora aguarda apreciação no Senado, que contabiliza o tempo e a contribuição previdenciária para os estudantes de pesquisa, ou seja, para aqueles que estão na pós-graduação, aqueles que desenvolvem pesquisa acadêmica, que é algo que hoje não é contabilizado.

Esses estudantes, eles passam às vezes 10, 15 ou até mesmo 20 anos se dedicando à pesquisa científica. E aqui é importante dizer, pesquisa científica é fundamental, gente, para a produção científica no Brasil, para o desenvolvimento de vacinas, para a compreensão do mundo, da realidade em diversos aspectos. Nós não somos negacionistas e defendemos a pesquisa científica.

E aí qual que é a proposta desse projeto, que deve em breve, espero ser aprovado no Senado, é que esses jovens possam contribuir para a Previdência enquanto eles pesquisam, ou seja, que ela seja vista como um trabalho que de fato é, viu, porque eu não faço, não fiz.

Pós-graduação, encerrei por hora minha jornada acadêmica na graduação, pretendo um dia conseguir voltar, se tudo der certo. Mas esses jovens se dedicam muito, eles estudam o dia inteiro, produzem, escrevem, pesquisam, estão nos laboratórios, é um grau de dedicação muito grande que os impossibilita de trabalhar com alguma outra coisa.

porque eles efetivamente já estão trabalhando, não só pela própria formação, eles estão trabalhando pelo bem do país, né? As pesquisas científicas, elas têm um impacto que é incalculável, inimaginável. Então, essa é uma das propostas, que esse tempo possa ser contabilizado na Previdência e, portanto, como trabalho. Mas, para além disso...

Existem algumas bolsas para estagiários, para bolsistas e monitores. Eu mesma, eu mencionei que eu comecei a minha atividade laboral como uma estagiária da USP. Eu trabalhei na editora da universidade, porque eu fiz o curso de letras, então tinha um paralelo.

com aquilo que eu estudava, eu também fui monitora na biblioteca, em duas bibliotecas diferentes, e depois eu acabei trabalhando como CLT, enfim, numa escola de inglês. Mas existe essa possibilidade de exercer estágios durante a universidade, mas para muitos alunos que são aqueles principalmente dos cursos em tempo integral, isso acaba não se tornando uma possibilidade, ou seja, que estudam, né? Eu tenho...

a grade manhã, tarde, tarde e noite, então esses estágios que são de seis horas acabam não cabendo em todo dia, então esses precisam necessariamente de bolsa. Mas como eu disse, trabalhar enquanto se faz a graduação tem um risco, tem um custo, um custo no tempo e na qualidade da formação, que muitos jovens encaram por necessidade, que era o meu caso e é o caso de...

milhares, milhões de outros jovens brasileiros, mas que para algumas realidades específicas isso é impossível, que na prática vai significar a evasão, ou seja, esses jovens eles vão sair da universidade, eles não vão conseguir concluir e todo o investimento que eles tiveram e que a sociedade teve para a formação deles

vai para o ralo, e cada vez que a gente perde um jovem, que ele deixa de se formar numa universidade, sobretudo numa universidade pública, é uma perda imensa para o Brasil. Isso é um projeto de país que está falindo quando a gente admite que o jovem possa entrar na universidade.

mas que ele não consiga se formar, porque ele não tem condição, nem acesso à comida, nem à moradia, nem ao mínimo de renda, para que ele possa sobreviver numa cidade como a cidade de São Paulo, que custa tão caro. Então, eu espero, de verdade, que as pessoas não achem natural que um jovem consiga passar na FUVEST, estuda pra caramba, passando uma prova dificílima, e quando ele finalmente está podendo exercer

um direito de estar numa universidade de excelência. Muitos deles são os primeiros das famílias a poderem ter acesso ao ensino superior de qualidade. E, de repente, ele precisa largar os estudos porque não tinha renda para que ele pudesse comer, morar. Isso é muito indignante.

E é contra isso, contra essa hipótese de desistência e de injustiça que os estudantes estão lutando. Porque para quem é rico, talvez isso não faça sentido. Mas o rico também faz o mesmo período da faculdade.

e muitos também trabalham com familiares ou trabalham em lojas, aí eu acho que fica um pouquinho complicado porque a gente está falando que existem jovens que procuram o mesmo tipo, a gente sabe que a universidade não é aberta somente para o público de renda baixa.

Ela está ali, quem presta concurso passa, pode entrar na faculdade. E aí a gente tem as duas classes. Acho que o que chamou bastante atenção nessa greve, que eu venho acompanhando, Sâmia, foi parte dos alunos que têm todo o direito de reivindicar aquilo que eles acreditam não estar correto, impedir quem discorda.

já que eles estão no momento de formação, eles estão querendo colocar a palavra ali para buscar os direitos, e aí, olha, se a outra turma não concorda, não, não tem direito a estudo.

E eu acho que é isso que as pessoas estão avaliando. Então, se não está bom para mim, também não pode estar bom para você e você é obrigado a aderir à greve. E aí partiram para agressão, não estou dizendo que lado partiu para agressão, mas quando a gente está falando de ensino, está falando de jovens que buscam, de fato, uma melhoria de vida, que estão batalhando ali, como você disse, às vezes é o primeiro da família a se formar, e aí estão impedindo outros alunos de estudarem, aí a coisa acaba complicando um pouco mais.

Então, primeiro, bom, que quem é rico e não precisa trabalhar, trabalha porque quer ou se quiser com a família, etc., tem uma condição muito diferente de quem precisa trabalhar. Porque se não trabalhar, não vai conseguir comer, não vai conseguir se locomover, não vai conseguir comprar livro, não vai conseguir fazer fotocópias.

E essa necessidade, quando você não tem renda para conseguir estudar, coloca um fosso, uma divisão profunda entre quem é pobre e quem é rico. E foi uma conquista muito grande a Universidade de São Paulo ter adotado cotas, porque possibilitou que não fosse mais uma universidade elitizada.

E agora, definitivamente, não é justo com estudantes que conseguiram passar no vestibular e estudar na USP, que ele olhe para o lado e veja o estudante rico, que consegue se manter ali, porque o pai dele consegue pagar as despesas dele, e ele não vai conseguir. É a sociedade dizendo para ele, não importa o quanto você se esforçou.

você lutou para ir aí dentro, o fato de você ser pobre vai te excluir da possibilidade de se formar. E eu entendo que existem estudantes que sejam contra a greve ou que acham que deveria ter um outro instrumento, mas aí é bastante simples, as greves são deliberadas nas assembleias e absolutamente qualquer pessoa, qualquer estudante pode participar das assembleias.

se inscrever, votar, tanto é que em todas as assembleias ontem aconteceu isso, a primeira votação é, vai continuar a greve ou não vai continuar a greve? A maioria define, definiu, que vai continuar. Se a maioria define que não vai continuar, não continua. É um método muito democrático, muito mais democrático, inclusive, do que boa parte das decisões e rumos que acontecem no país. Eu fui estudante, participei de...

Assembleias em que a não continuidade da greve ganhou, que a continuidade ganhou, absolutamente democrático. Então, essa é a sugestão que eu faço para os estudantes que discordam, que não gostam, que participem dos fóruns, que votem, que se organizam. Isso faz bem para a democracia e a posição deles fica bem representada.

Sâmia, mudando um pouco de assunto, não totalmente, mas tem a ver com a questão, a gente teve tanto o Adrilis quanto o Rubio Nunes, que eles foram agredidos, do Rubio Nunes eu vi o vídeo, do Adrilis eu não cheguei a ver, e o seu companheiro passou por uma situação relativamente similar, com as tensões envolvendo o método, vamos colocar assim,

Nem o Rubio Nunes, nem o Adriles são do MBL, mas esse método de você ir para o confronto, expondo uma visão diferente, gravando possíveis repercussões. Eu queria que você analisasse se você concorda, entre aspas, com a maneira como os estudantes lidaram com o Adriles e com o Rubio Nunes, se eles devem ser punidos, ou se você acha que foi merecido, enfim. Eu queria que você desse um pouco a sua visão sobre o acontecimento.

Eu não vi, de fato, o vídeo do Adriles, mas eu vi o do Rubinho Nunes, inclusive a sequência que ele está chutando o estudante e depois o estudante dá um socorro no nariz dele, nem sei se quebrou o nariz, não sei se a mão do jovem está bem também, enfim.

não acompanhei depois os desdobramentos. Mas, claramente, eles foram ali para a manifestação, para provocar, não foram para construir nenhum canal de diálogo, e os vídeos, as cenas deixam isso bastante evidente.

É vagabundo, é isso, é aquilo, enfim, muitos chinamentos. E acho isso tão óbvio num contexto pré-eleitoral. Tem gente que vive disso, de fazer provocação, fazer corte, postar nas redes sociais, para ver se vira notícia, para ver se viraliza.

e ver se ganha alguns votos de quem é contra a USP, contra os estudantes. Eles não são os primeiros, infelizmente eu não acho que vão ser os últimos. Você mencionou mesmo o caso que aconteceu com Glauber aqui, por parte de UIN.

militante, ex-militante, eu não sei, do MBL, do PL, eu não sei exatamente onde ele está agora, mas eu sei que ele foi atrás do pré-candidato do MBL à presidência para provocar e foi agredido quando fez isso, teve uma reação por parte do Renan Santos para a gente ver onde é que a coisa pode chegar, como ela é completamente maluca e descabida, e eu lamento assim, profundamente, porque o Adriles e o O Adriles e o Adriles e o Adriles

Rubinho Nunes, eles podiam ouvir a tribuna da Câmara...

discursar, se colocar contra, ou então convencer os estudantes que são alinhados à posição deles, a ir para a Assembleia disputar o voto contra para ver se não tem a greve, etc. Mas eles preferem ali, veja só, na hora de trabalho, a cidade de São Paulo com um monte de problema que tem. Ontem mesmo estourou um cano de gás por uma presepada que a Sabesp privatizada fez.

matou um trabalhador, feriu uma dezena de outros, colocou em risco a vida de muita gente, tem muita gente desabrigada. No mesmo momento o cara tava preocupado com o quê? Com fazer provocação com estudantes de 20, de 21 anos que tá lutando para comer, para morar, para poder andar de ônibus.

Eu não sei, eu lamento muito que tenha parlamentar que vive disso, mas tem muita gente que vive disso, tem gente que vota nisso, a democracia também é feita disso.

Mas eu acho que está muito claro, eles foram lá para a provocação e, ah, meu Deus, o que aconteceu comigo? Eu acho que eles esperavam o que acontecesse. Eu queria te agradecer demais a participação ter entrado aqui ao vivo conosco e qualquer mudança também, né, Vilela? Nesse cenário, a gente volta a falar com você. Obrigada, viu, Samia?

Obrigada, boa noite. Obrigado, Sani. Vamos falar sobre crime organizado, Fernanda. Pois é. Temos o Pimentel aí na linha e vamos falar o que exatamente?

Eu acho interessante a gente frisar que quando vai chegando a eleição parece que surge também solução para tudo. Pois é. A gente já tinha falado isso aqui no passado. E acho que mais uma solução está surgindo aí. Porque o governo Lula lançou um plano de combate ao crime organizado que vai custar 11 bilhões aos cofres públicos, sendo 1 bilhão agora ainda no ano de 2026.

A implementação depende da adesão dos governos estaduais e propõe um conjunto de ações para fortalecer o enfrentamento. Quem vai conversar com a gente sobre esse assunto? Ninguém melhor que ele, que é o ex-capitão do BOPE, Rodrigo Pimentel. Olá, tudo bom? Boa noite a todos, Ricardo, Fernanda, Lela. Tudo bem? Tudo bem. Boa noite, prazer tê-lo aqui conosco mais uma vez, viu? Obrigado.

Eu queria pedir, capitão, para que você explicasse um pouquinho dessa situação e desse novo projeto do presidente Lula. Eu fiquei surpreso hoje pelo seguinte motivo. A proposta do Ministério da Justiça, do ministro Wellington Lima e do Chico Lucas, que é o secretário nacional de segurança pública, que é um cara que eu muito admiro, foi secretário de segurança pública no Piauí e conseguiu reduzir os homicídios, é um cara inovador, é o atual Senasp do governo federal.

A proposta abordava quatro eixos temáticos, né? Quatro eixos, né? O primeiro eixo, asfixia financeira. O segundo eixo, repressão ou contrabando de armas, importantíssimo. O terceiro eixo, redução dos homicídios através da perícia, da redução da melhoria da capacidade das polícias civis a investigar os homicídios no Brasil, né? E o último eixo...

é o fortalecimento dos presídios do Brasil. Então, são quatro eixos. Não se fala nada na proposta sobre recuperação de território, domínio territorial. Na proposta não fala-se nada sobre isso. Mas o presidente Lula, no discurso, ele disse várias vezes sobre recuperação de território. Então, na proposta do Ministério da Justiça, nada sobre esse tema.

Na apresentação do plano pelo presidente Lula, parece que o Lula está mais sensível a esse problema que o próprio Ministério da Justiça. Por que eu digo isso, Fernanda? Porque a asfixia financeira não é na faria líquida. A asfixia financeira começa do território, proibindo o traficante de explorar a internet, o transporte alternativo, proibindo o traficante de extorquir o burador.

proibindo o traficante de vender a cocaína e a maconha, proibindo o traficante de vender o bujão de gás a um preço superfaturado. Então, nada adianta ir na Faria Lima fazer a operação sem que eu consiga obstacular a origem do dinheiro que é no território ocupado.

O outro eixo temático, que é a redução de homicídios através da perícia, também não funciona sem a recuperação do território. Por que motivo? Pouca gente sabe disso, professor Ricardo Marcílio. O índice de elustração de homicídios no Brasil já foi muito ruim. Mas hoje em dia não é mais. Hoje em dia nós temos Rondônia, por exemplo, que é um estado violento.

consegue elucidar 92% dos homicídios. Temos a MAPA, que é o mais violento da federação, que consegue elucidar 95% dos homicídios. Temos Paraná, que elucida 90%, temos Brasília, que elucida 92%. Ou seja, aumentar a taxa de elucidação de homicídios no Brasil, verdadeiramente, não é prioridade desse momento. A prioridade desse momento é atuar, na minha opinião.

onde o cidadão mais percebe o crime organizado. E é no domínio territorial. É o cidadão que acorda pela manhã e vê um bandido de fuzil na sua esquina, é um cidadão que tem uma barricada na porta da sua casa, é um cidadão do Ceará que foi expulso de casa por uma facção, é um cidadão que acordou e viu uma pichação comando vermelho na sua parede, que acontece em várias periferias do Brasil, é um cidadão que foi espancado por um julgamento de um traficante, que é uma rotina no Brasil também.

Então, para o povo brasileiro, a visualização do crime organizado é no território, através da ditadura do tráfico, através das distorções. E para o governo federal, a prioridade é buscar o dinheiro na Faria Lima. A prioridade é... são outras, sabe? Parece que o Ministério da Justiça não sacou até o momento, que estamos no ano de eleição, que 70 milhões de brasileiros vivem sob a ditadura das facções.

E que recuperar o território é urgente e necessário. Buscar o dinheiro na Faria Lima é importante demais, mas recuperar o território é a origem de tudo. Então, a...

os eixos temáticos que o Ministério da Justiça apresenta, eu acho que, de tudo ali, o mais importante é o fortalecimento nas cadeias, colocar bloqueadores de sinal, não fazer com que as cadeias se tornem escolas do crime. Isso aí é muito positivo. Mas, nas outras questões, eu acho que o governo sai equivocado sem perceber que o principal anseio do morador de periferia...

É acordar e não ver uma boca de fumo na porta da sua casa, é não ver um obstáculo, uma barreira de barricada, é não ser extorquido, é não ser expulso de casa. Parece que os eixos propostos pelo governo federal são pouco adaptados ao momento eleitoral, e o governo não percebeu que a segurança pública é o assunto que vai definir essas eleições. Essa é a minha opinião.

Capitão, e no seu ponto de vista, por que tem uma divergência daquilo que está no papel por um discurso que a gente acompanhou agora há pouco tempo? Olha, eu acho que o Ministério da Justiça... Vou deixar de novo o meu apreço pelo secretário nacional de segurança pública, Chico Lucas, é um cara excepcional. Eu acho que o Ministério da Justiça estava pensando em ações mais bem elaboradas. Eu acho que existe um receio também.

do governo do PT, em falar sobre recuperação de território. Porque recuperação de território, Fernanda, exige operação policial, eventualmente você tem confrontos, mortes, e eu acho que isso é um tabu.

para o PT. Eu acho que o PT encara que a recuperação de território são aquelas operações midiáticas de altíssima letalidade, e na verdade não é isso. A recuperação de território é estabelecer uma força no território, montar um belo inquérito policial, identificar as lideranças locais, prender essas lideranças e manter o mínimo de efetivo nos próximos meses para que o tráfico não se restabeleça. Isso é o domínio territorial pleno.

inclusive eu já falei para o Vilela várias vezes que aquela operação do Rio de Janeiro de alta letalidade, que eu fui defender em vários podcasts,

Eu entendo a necessidade, eu acho que o Estado tem que ir lá buscar as lideranças, tem que ir retirar os fuzis, tem que retirar as barricadas. Essas operações, elas são necessárias. No entanto, eu acho que elas devem ser acompanhadas de ocupação territorial permanente. E, lamentavelmente, aqui no Rio de Janeiro não foram. Então, existe uma desconexão entre a equipe técnica do governo sobre quais são as necessidades emergenciais.

E o presidente Lula. O presidente Lula usou, e eu fico feliz com isso, tá? Eu não voto em Lula, todo mundo sabe disso, mas eu fico feliz de saber que o presidente Lula lá em Washington, na Casa Branca, na coletiva, e de novo hoje, falou sobre domínio territorial e disse que o território é do povo. Mas quando você pega as propostas do ministro Wellington Lima, ele não fala sobre isso. Ele fala sobre asfixia financeira, combate ao tráfico de armas.

fortalecimento do sistema penal e elucitação de homicídios. O professor Ricardo, eu sou fã dele, acompanho ele, o professor Ricardo é formado em Geografia. Ricardo, só para te esclarecer uma coisa importante, a taxa de elucitação de homicídios do Brasil hoje, historicamente, era muito baixa.

O Brasil considera homicídio elucidado, o Instituto Soudapaz, por exemplo, ele considera homicídio elucidado quando tem denúncia do Ministério Público. Mas lá na América você considera homicídio elucidado quando a polícia identificou o autor. Buscando a mesma forma de elucidação da América, hoje, por exemplo...

Rondônia elucida mais homicídios que Boston, mais homicídios que Chicago, mais homicídios que Nova York. O Amapá hoje, a cidade mais violenta do Amapá, que é a cidade de Santana,

a cidade mais próxima a Amacapá, a Polícia Civil do Amapá elucidou 100% dos homicídios. Não tem nenhum homicídio na cidade, ano passado, que não tenha sido elucidado. Qual deve ser a sensação do secretário de Segurança Pública do Amapá que viu um projeto do governo federal que vislumbra a melhoria da capacitação para elucidar o homicídio? Olha lá, isso é uma brincadeira. Eu estou elucidando todos os homicídios.

Então, me parece um plano feito novamente sem ouvir os governos estaduais. Me parece um plano que não pensava também na eleição. Porque se fosse pensar na eleição...

O plano seria recuperação de território, recuperação de território e recuperação de território. Pesquisas recentes apontam que essa é a maior preocupação do brasileiro e é a forma mais fácil do brasileiro de periferia perceber o crime organizado. É olhar para a sua esquina, ver uma boca de fumo, ver uma pichação e ver uma barricada.

Então, inclusive também estou fã do seu trabalho, aliás, fiquei até um pouco decepcionado, porque você falou que ia fazer um grande anúncio, um grande anúncio, achei que você fosse entrar para a vida política, me enganou, confesso que me enganou. Mas eu sei que existe um anseio de parte da sociedade civil de colocar esses grupos de crime organizado como grupos terroristas. Você acha que isso ajudaria no combate a esses crimes? O governo não fala sobre isso, mas você acha que ajudaria no combate?

De forma prática, não. Vou ser muito sincero contigo. E também não é uma... Eu preferia endurecer as leis atualmente, que nós temos aí.

Mas eu gosto de falar do conceito de terrorismo, que é impor o terror através de ações que não visam obter dinheiro. Então eu sempre uso, Ricardo, uma questão que aconteceu no Rio de Janeiro, em 2003, no governo Benedita da Silva.

O Comando Vermelho metralhou o Palácio Guanabara. O Comando Vermelho metralhou cinco escolas municipais. Aí eu pego a questão do Zinho, recentemente, em 2024, outubro, um milicianozinho queimou 37 ônibus em um dia. Essas ações não visavam obtenção de dinheiro. Essas ações visavam colocar o Estado Democrático de Direito, eleito pelo voto popular, de joelho, para que eles mudassem de opinião a respeito de operações policiais ou prisões.

Então, eu sempre digo para os meus acompanhantes, as pessoas que me acompanham, que sim, as facções do Brasil hoje promovem terror na sua essência da palavra, da definição clássica. Mas não ia melhorar muito, não. Talvez facilitasse, professor Ricardo, o intercâmbio de comunicação entre as agências de polícia. Se tratando de terrorismo, as agências americanas, o FBI, a CIA, o DEIA, o ATF...

poderiam informar com mais celeridade a polícia brasileira através de tratados, sem necessidade de autorização judicial.

poderiam colocar brasileiros em blacklists para deportação, ou então para acompanhamento em aeroportos pelo mundo. Mas de forma prática, meu amigo, o que nós fizemos no Brasil hoje é manter bandidos presos. Essa é a nossa emergência nacional. Eu falei, Ricardo, há alguns dias, de uma questão que foge um pouco do crime organizado, mas que é um assunto muito precioso para nós brasileiros hoje, que é o feminicídio.

Eu falei esses dias para uma plateia de um policial militar condenado a 20 anos de cadeia, porque estrangulou a sua namorada, 20 anos de cadeia. E ele saiu do júri quatro meses e meio depois, mais ou menos ali 100 dias.

ele estava com tornozeleira em casa, vendo televisão e abrindo a geladeira. Então, como enfrentar o feminicídio do Brasil? Eu só não consigo nem manter o assassino, esse covarde que matou a mulher, a namorada, na cadeia por mais de seis meses. Então, a questão do Brasil hoje, verdadeiramente, é ausência de punição. Esse eixo temático que é apresentado pelo ministro Wellington Lima, da Justiça.

pelo secretário nacional de segurança pública, Chico Lucas, ele verdadeiramente não fala sobre mudanças de lei, isso é uma questão legislativa, isso já foi proposto na PL Antifacção, mas ainda esperava do presidente Lula um posicionamento...

mais franco, mais duro sobre a questão de domínio territorial. O ministro Lewandowski, que foi substituído pelo ministro Wellington Lima, ele não falava desses assuntos, ele não falava sobre barricada, ele não falava sobre o drama de milhões de brasileiros que vivem aí nessas áreas ocupadas. Só no Rio de Janeiro, professor Ricardo, só no Rio de Janeiro, são 15 mil barricadas, 4 milhões de cariocas e fluminenses.

que vivem em áreas aí onde o Estado brasileiro perdeu a soberania. É isso que o morador está vendo, é isso que a periferia está enxergando. E o Ministério da Justiça parece que não enxergou, mas, graças a Deus, o presidente Lula colocou isso no discurso.

É isso aí. Vamos aguardar os próximos passos e a gente vai contar com certeza, né, Vilela? É, pros próximos capítulos. Verdade, verdade. Ele é um campeão aqui de vindas aqui ao podcast e agora também no jornal. Obrigado demais. Vilela, finalmente terminei de ler o seu livro. Vou fazer os comentários, mas de antemão...

Viu, cara? Parabéns, meu irmão. Obrigado, cara. Já te adianto. Para filmar aquilo, a gente vai precisar de alguns milhões de dólares. Eu acho que ele tem mais cara de série do que filme, não tem? De uma temporada. Tem, né? Mas obrigado demais. O Ricardo vai ler também. Eu quero saber a opinião dele. Devo ir para o Rio aí. A gente vai tomar uma aí junto, então, e conversar mais. Valeu, todo o teu aguardo. Abraço a vocês, viu? Abraço. Obrigada. Boa noite.

Fernanda, qual é o assunto agora? Olha, agora a gente vai falar também de... Olha, essa semana está muito fervida, né, gente? É. Vamos combinar que a coisa está pegando fogo. Pois é. A gente está com o Marcília já na linha para comentar esse próximo assunto. Ele vai falar com a gente de mais um embrólio, que inclusive a gente tentou falar aí na semana passada, que é o envolvimento do Ciro Nogueira. Exato. Que é um grande alvo da Polícia Federal agora. Pois é.

Está sendo investigado, houveram mudanças aí nessa situação toda e acho que ninguém melhor do que o Marcília para conversar com a gente, né? Isso. Cadê? Está na linha, o diretor? Então vamos lá. Oi, Marcília, boa noite. Seja bem-vindo. Já é sócio também do jornal, hein? Já, e eu gosto dele, viu? Então, tudo bom? Tudo bom, Vilela? Boa noite. Boa noite a vocês todos. Prazer estar aqui novamente.

Prazer é todo nosso. E olha, Marcília, você sabe que a gente te chama quando o assunto é leve, né? De leve não tem nada. Pois é, no Brasil, como diz um amigo meu, no Brasil um dia a gente apanha, no outro dia batem na gente. Pois é.

Verdade. Olha, para quem não sabe do que a gente está falando, o senador Ciro Nogueira é alvo da investigação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master. E aí a Polícia Federal parece que mirou bastante nele agora, né, Marcilia?

Exatamente. A polícia vinha já investigando todas as relações do Master, do Vorcaro, com diversas autoridades. Nós tínhamos... Veja, só para a gente ter uma ideia do tamanho disso, não apenas há essas delações, há uma fila de delações, delações...

do ex-presidente do BRB que está na fila, delação do próprio Vorcaro, delação de mais envolvidos, mas também há um material extenso de celulares apreendidos.

só do Vorcar, oito celulares, desses oito celulares, um deles foi periciado até agora, parte dele foi periciado, tudo que a gente sabia era a respeito disso. Então, imagina a quantidade de material que eles têm. Isso vai chegando aos poucos ao conhecimento dos policiais, e eles vão começando a fazer essas operações. A operação contra o Ciro Nogueira, ela foi a quinta fase da operação Compliance Zero. E nessa quinta fase, eles...

entenderam que o senador mantinha relações com o Vorcaro que eram, no mínimo, suspeitas. Então, havia ali uma mensalidade paga ao senador de 300 mil reais por mês, depois isso passou para 500 mil reais.

havia mensagens também trocadas entre Vorcar e a sua turma e a sua gangue, vamos dizer assim, no sentido de não atrasem esses valores para o senador, e tudo isso foi relacionado pela Polícia Federal a uma emenda, chamada emenda Master, que o senador levaria adiante para favorecer as fraudes do Banco Master. E nesse momento eles cercaram, fizeram...

busca e apreensão em diversos estados, foram mais de 10 mandados de busca e apreensão, uma pessoa inclusive foi presa preventivamente e com isso cercaram o senador e agora ele está no fio da navalha, digamos assim.

Tá no fio da navalha, né, Marcília? Marcília, do ponto de vista eleitoral, a gente já tinha conversado sobre isso. O Ciro Nogueira, eu diria que ele é um cara que, não sei se ele tem muita ideologia, enfim, porque ele já foi ligado mais ao governo do PT, já foi mais ligado ao governo Bolsonaro.

mas recentemente pensou que ele estava mais próximo do governo Bolsonaro. Ele tinha sido indicado para a gestão do Fundeb do governo Jair Bolsonaro. Ele era um dos cogitados para ser o vice-presidente do Flávio Bolsonaro, ou ele, ou alguém da sua indicação. Você acha que isso pode ter alguma repercussão política para essas eleições? Sem dúvida. Ninguém quer mais ser amigo do Ciro Nogueira. O Ciro Nogueira virou uma pessoa.

Ficou radioativo, exatamente. Virou o Césio. O ponto aqui é que o Ciro Nogueira pertence àquilo que no Brasil a gente chama de centrão. O centrão, a ideologia do centrão é o bolso deles.

E a gente às vezes olha para o centrão e fala assim, o problema do Brasil é o centrão, o problema do Brasil é combater o centrão. O centrão responde a uma parcela da população que não tem a mínima ideia do que fazer com o seu voto. A gente precisa entender que o centrão é resultado do Brasil que a gente tem hoje, infelizmente. Tem tanta gente aí que se perguntar em quem você votou, a pessoa não tem ideia.

Muitas vezes esses parlamentares usam as emendas parlamentares, o dinheiro que eles recebem do Estado para criar curral eleitoral, comprar voto, o tal de oferecer a dentadura. Hoje em dia isso é um pouco mais modernizado, eles oferecem outras coisas para além de dentaduras. Mas o fato é que esse tipo de jogo político ainda existe muito fortemente.

dentro do Brasil, sobretudo naquilo que eu não gosto dessa expressão, mas dentro do Brasil profundo, e isso gera os tal do centrão. São aquelas famílias de políticos que o pai passa por filho, o filho passa por neto e assim por diante, essas famílias todas, esses coronéis de algumas regiões, isso tudo é o tal do centrão, ou forma o tal do centrão, que eles estão lá apenas para perpetuar o seu poder. Então...

Quem entrar no poder, eles vão se associar. Se entrar o A, o B ou o C, da direita, da esquerda, do meio, de cima ou de baixo, eles vão se associar ou buscar se associar a esse tipo de político. Então o Ciro Nogueira é alguém, por exemplo, que pode ser de alguma maneira associado à direita por conta dessas menções que você fez, até mesmo se diz que o próprio Cássio Nunes, que hoje assume...

a presidência do TSE, o bastidor que tem é que foi o próprio Ciro Nogueira quem bancou a nomeação dele ao Bolsonaro. Por outro lado, você também tem o Ciro Nogueira já tendo participado várias vezes de campanhas ligadas ao PT.

Então não dá para dizer que o Ciro Nogueira é da esquerda ou da direita, porque o Ciro Nogueira faz parte desse centrão que é de quem paga mais, vamos dizer assim, que é de quem está no poder, que é de quem exerce algum tipo de poder, e portanto esse centrão sempre vai estar associado a esse tipo de figura política.

Agora, um ponto importante, esse escândalo envolvendo o senhor Nogueira tendo ocorrido num ano eleitoral, nós estamos assistindo exatamente a isso. A direita dizendo, eu não tenho nada a ver com isso, e a esquerda também dizendo, eu não tenho nada a ver com isso. Nós vamos assistir todo mundo se afastando, ou tentando se afastar do senhor Nogueira nos próximos meses.

até falando desse desarranjo, digamos assim, entre os políticos e essa história de que lado vai beneficiar quem, a gente sabe que o Máster mexeu com grandes nomes, e aí a gente tem também Alexandre de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, que agora também vetou o estado da dosimetria, e hoje protocolado o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

que começou, que ficou mais forte, essa força, essa tarefa contra Alexandre de Moraes, no caso do escândalo Master. Como é que você está vendo essa situação? De fato, agora vai ser protocolado? Isso fica por isso mesmo? É só mais um pedido de impeachment? Como é que você analisa isso?

Olha, só antes de entrar nessa questão do impeachment, mencionar que embora o Ciro não seja de nenhum, ninguém esteja com o Ciro e todo mundo quer se livrar, digamos assim, do Ciro, é bom que a gente diga que o escândalo master, ele não é um escândalo...

Da direita, ele é um escândalo do STF e de um STF ligado ao governo Lula. A gente tem a ala do STF que está envolvida, ou mais envolvida, no escândalo Master, é sem dúvida uma ala muito próxima.

do governo atual, do governo Lula, e a gente tem visto, inclusive, pessoas de dentro do governo que estão também, de alguma forma, foram pagas pelo Vorcaro. O Lewandowski recebeu dinheiro do Vorcaro, o Guido Mantega recebeu dinheiro do Vorcaro, só em 2024 foi meio bilhão distribuído a alguns escritórios de advocacia, dentre os quais essas duas figuras que eu mencionei.

Apenas para localizar isso. O Ciro realmente não é de ninguém, vamos dizer assim, mas o escândalo master tem pai e mãe, e isso precisa também ser registrado. Sobre o impeachment, ou esse pedido de impeachment, eu creio que o momento que a oposição se insurge contra isso...

um imenso... A oposição ficou muito indignada, vamos dizer, e não só a oposição, mas o próprio Alcolumbre e o Mota, os presidentes das casas legislativas, com a postura do STF. Por quê? Porque esse PL da dosimetria...

Ele foi um PL que diz, o que se diz no bastidor é que o próprio STF bancou, autorizou a que seguisse adiante como uma alternativa à anistia. Então como é que o STF pode suspender uma lei que ele próprio tinha autorizado a seguir adiante? Dizem alguns parlamentares, sem qualquer tipo de pudor, que inclusive o Moraes chegou a redigir parte do PL da dosimetria.

Como é que ele vai suspender um PL que ele mesmo redigiu? Quer dizer, é uma questão aqui meio esquizofrênica. Estamos às voltas disso. Isso revoltou a oposição e também o Alcolumbre e o Mota. Porque o Mota bancou dentro da Câmara dos Deputados o PL da dosimetria. E agora ele fica numa situação um pouco ridícula. O Alcolumbre promulgou o PL da dosimetria.

Como é que ele vai lá pro Mug e 24 horas depois o Moraes suspende? É como se o Moraes dissesse, olha, a sua caneta é mais fraca que a minha, minha caneta é aquela história de criança, minha caneta é maior que a sua. Eu acho que a gente está às voltas com isso. E o Moraes rachado ou criando algum tipo de rachadura com alcoolumbre e com mota é um imenso perigo para o STF.

Porque se o Columbre e o Mota se unirem com a oposição, como já aconteceu com a derrubada do veto do PL da dosimetria, como já aconteceu em relação até mesmo à rejeição do nome do Messias, se houver essa união...

isso pode ser explosivo, para o Moraes, inclusive. Veja só, o Alcolumbre, se quiser tirar, hoje há dentro do Senado, eu acho que 46, 45, 47, uma coisa assim, pedidos de impeachment contra o Moraes. Agora fizeram mais um. Não precisa mais um, é só tirar um dos 40 e tantos que estão ali na gaveta. Se ele tirar, ou pegar esse de hoje, ou tirar algum deles...

Pronto, e colocar adiante, a oposição tem força, e obviamente que tem um apelo popular, seguir adiante ainda esse ano com o impeachment do Moraes. Então, a grande questão aqui é se o Alcolumbre, diante dessa rachadura que houve entre Moraes,

Alcolumbre e Mota, com esse desgaste todo havido, com essa suspensão da eficácia do PL e da dosimetria, se essa aliança, ou possível aliança da oposição com Mota e Alcolumbre serão efetivas. Se for, isso vai ser destrutivo ou pode ser realmente que siga adiante o impeachment contra o Moraes ou contra algum ministro do STF.

Por isso que a gente, inclusive, já teve um bastidor, nesse início de semana já saiu um bastidor, de que o Moraes já estava fazendo ligações para o Alcolumbre, para o Mota, para tentar construir algum tipo, ou reconstruir algum tipo de ponte. Portanto, você tem, de um lado, o Moraes, Gilmar...

tentando criar pontes ou reconstruir pontes com os presidentes das casas legislativas. E por outro lado você tem a oposição tocando adiante pedidos de impeachment para tentar trazer para perto da oposição ao Columbre Mota e dar efetividade a esses pedidos. A gente vai ver nos próximos dias essa luta de...

Se Alcolumbre e Mota estão com o STF ou estão com a oposição, com o que eles estiverem, sem dúvida alguma, vai estar o poder. E isso pode resultar tanto em pizza, se estiverem com o STF, quanto, de fato, no impeachment, que ainda pode sair esse ano, se eles estiverem ao lado da oposição.

Marcelo, eu confesso que eu não vi muito, mas analisando o cenário político, eu penso que seria um ótimo momento para o Flávio Bolsonaro se posicionar. Porque, de fato, a questão desse autoritarismo do Alexandre de Moraes, ele sempre reclama, inclusive, em relação ao pai dele e tal. O Flávio Bolsonaro está se posicionando muito, enfaticamente, em favor do impeachment.

Porque eu imagino que você protocolar um processo de impeachment, sendo que já existem outros 50, seria talvez mais jogar para a torcida, que é diferente de você ficar se posicionando, militando, recolhendo assinaturas para que de fato isso acontecesse. Caso o Flávio Bolsonaro não esteja recolhendo essas assinaturas, por que você acha que não está se posicionando tão mais forte como ele poderia se posicionar?

Olha, eu não sei, não saberia te dizer se ele está se posicionando mais forte ou não. A questão é que a gente está diante de um jogo político que a gente precisa, eu pelo menos analiso o Flávio a partir de duas premissas. Primeiro que ele está na frente. Quando você está na frente, você vai tocando, você não é franco atirador.

Você vê, por exemplo, o Zema se posicionando contra o STF de uma forma muito mais contundente, porque o Zema está atrás, está ali buscando a liderança, vamos dizer. O Flávio já está na frente. Isso é natural, é do jogo político. Aliás, inclusive você vê quem está na frente não só tendo mais cuidado, como às vezes nem participando de certos debates. Isso é na história de qualquer disputa presidencial mesmo.

para governos, etc. Quando você está na frente, você tenta se desgastar o mínimo para não perder votos, já que você já ganhou. Você está na frente, você já ganhou. Você só não pode perder os votos. Então é por isso que, às vezes, esse cuidado existe. Eu acho que esse é um ponto. Por isso que a gente vê, às vezes, uma disparidade entre a contundência de um ou outro.

O segundo ponto da minha visão sobre o posicionamento do Flávio é que o Flávio tem uma situação hoje que é de, vamos dizer assim, justamente porque ele está à frente, ele tem receio, muito provavelmente, de ser alcançado pelo STF ou pelo TSE. Olha só.

O próprio STF já, inclusive, abriu um inquérito contra o Flávio Bolsonaro em razão de uma suposta calúnia que ele teria cometido contra o Lula, por associar o Lula a Maduro, enfim, aquelas coisas, parece que a gente ainda está em 2022. Isso já acontecia lá.

Assim como fez também com o Zema. O Zema, o Gilmar Mendes, pediu para que o Zema fosse incluído no inquérito das fake news. Aí o Gonê deu uma de João sem braço, para variar, e falou que iria processá-lo por difamação, mas não quis incluir no inquérito. Ou seja, se você é um...

Pré-candidato e fala alguma coisa sobre o STF, eles já vão atrás de você. É que nem aqueles bonequinhos que quando sai a cabeça vem alguém e dá uma martelada, aí sai do outro lado e dá uma martelada ali. Então, você ser pré-candidato, sobretudo da direita, hoje em dia, é um risco.

porque há um ambiente muito mais favorável, vamos dizer assim, a candidaturas da esquerda. O judiciário, sobretudo o STF e o TSE, entendem que a esquerda é mais democrática, vamos dizer assim, e que a direita é sempre radical. Esse tipo de visão dificulta o debate eleitoral e faz com que esses candidatos tenham de tomar uma ou outra posição ou um ou outro cuidado. Mas eu entendo que...

Tanto os pré-candidatos como os parlamentares, no caso o Zema era governador, o próprio Flávio ainda é senador, esses parlamentares, o que eles têm de fazer não é simplesmente colher a assinatura, até porque eles colhem a assinatura e depois a assinatura some. Eles precisam arquitetar nos bastidores as costuras necessárias para uma orquestração em favor.

dessa ou daquela medida. Eu vejo muito a oposição se preocupar em tocar adiante medidas. Vamos fazer medidas? Então, você tem 48 pedidos de impeachment. Para que adianta 48 pedidos de impeachment? Basta um. Então, se você tem 48 pedidos de impeachment, o que falta não é você colher a assinatura.

O que falta é você agir estrategicamente, você fazer as costuras necessárias e as alianças adequadas para que um desses 48 pedidos sigam adiante. Me parece que o que falta para a direita não é manifestação explícita e pública, é muitas vezes a costura de bastidor que a esquerda sabe muito bem fazer há muitas décadas e a direita parece que ainda está aprendendo.

Marcelo, a última questão que eu tenho está relacionada a... A gente teve alguns movimentos quase inéditos na política, que foi a rejeição ao Messias, indicado ao STF, que foi o veto, a derrubada do veto da pele da dosimetria, pelo Congresso também novamente. E tudo isso arquitetado pelo Alcolumbre, comprando quase que uma briga com o Poder Executivo com o governo Lula.

Existem especulações que talvez possa ter algum tipo de relação com o caso do Banco Master. Você acha que isso é verídico? Realmente isso está acontecendo?

Olha, em relação a isso, eu estou que nem você, eu estou sabendo o que dizem por aí. Que algum acordo foi feito, isso é inegável. O Alcolumbre não virou da noite para o dia uma pessoa de direita, ele não virou conservador e muito menos bolsonarista. Então a gente tem que entender que, de alguma maneira, houve alguma aliança, ainda que pontual.

E veja, isso não é necessariamente ruim. É assim que se faz política. Eu vejo muita gente dizendo o seguinte, poxa, mas vai fazer um acordo com a pessoa que pensa contrário a você? Para fazer um acordo tem que ser com alguém que pensa contrário a você. A pessoa que pensa igual a você, você não precisa fazer acordo. Aliança a gente só faz com quem pensa diferente. Nunca vi ninguém fazer uma aliança com alguém que já está na sua aliança.

E fazer política é exatamente isso. Fazer política é você ter a capacidade de se aliar com quem pensa diferente, mas, e aí entra o mais importante, mantendo os seus princípios. Aliás, quem dizia isso era o próprio Tancredo Neves. Você precisa fazer aliança sempre com o contrário, mas mantendo os seus princípios. Não sei qual foi a aliança...

ainda que pontual ou não, não sei também, feita com alcoolumbre pela direita ou por parte da direita, para que o nome do Messias fosse rejeitado e para que o veto do Lula fosse derrubado. Mas alguma aliança foi feita, isso é um fato.

Não tem como, os votos da direita não seriam suficientes, vamos dizer assim, para nenhum desses dois feitos, ou nenhuma dessas duas vitórias da direita. Ou seja, teve voto do centrão ali, isso é um fato. Agora, qual foi a aliança? Não se sabe. O que eu espero, e eu acho que é o que precisa ser, de alguma maneira, em algum momento descoberto,

se a aliança manteve os princípios e valores que a direita tanto defende. Se isso não aconteceu, aí a direita, vamos dizer, entra no mesmo jogo que ela acaba criticando, na esquerda e no centrão.

Eu sei que acho que ainda tem muita coisa para acontecer nesse cenário, mas acho que o importante de tudo que o Marcio Sigler falou com a gente hoje é que pela primeira vez existe a possibilidade real, então, de um impeachment de Alexandre de Moraes, que poderia acontecer até o final do ano.

É isso mesmo, e isso é justamente em razão dessas alianças. Então a gente não pode criminalizar alianças políticas, senão a gente criminaliza a própria política. Mas reitero, precisa manter os valores, precisa manter os princípios em qualquer aliança que seja feita. Eu acho que essa legislatura do Senado, da Câmara, ainda tem, vamos dizer, lenha para queimar, mas isso precisa acontecer agora. Nesse momento, como eu mencionei, em que há...

e houve um racha entre Alcolumbre, Mota e STF, por conta da decisão do Moraes, isso houve, é explícito, esse bastidor é realmente quente, nesse momento em que esse racha aconteceu, e no momento em que a oposição está...

municiada, está fortalecida pelas duas últimas vitórias ocorridas, a rejeição do Messias, que foi uma rejeição do PT, na verdade, do Messias, coitado, entrou de gaiato, embora ele não tivesse mesmo nenhum notório saber, e a reputação dele não é ilibada, porque já estava sendo questionada, até mesmo...

no escândalo do INSS. Ele seria um dos ouvidos por uma suposta prevaricação durante o escândalo do INSS. Mas, enfim, o que foi rejeitado ali foi o PT. Então, essas duas vitórias obtidas pela direita, nesse contexto, e ainda havendo esse racha entre Moraes, STF, e os presidentes das casas legislativas,

E a oposição tem o grande momento. Agora ela tem, vamos dizer, é o time, é o time certo. Se passar do time, já era. E por que já era? Porque daqui a pouco a gente tem eleição. Vai, dois, vinte dias, aí já começa a Copa do Mundo, depois da Copa do Mundo o pessoal já sai para a campanha eleitoral, e aí acabou. Se o impeachment for...

levado adiante agora, mas ficar pendurado durante as eleições, ele não vai servir para nada, porque aí ele volta no ano que vem totalmente desestruturado, numa nova legislatura, numa legislatura que tem novos interesses, novas pessoas, enfim, nós não teremos uma solução para o caso.

Ou a oposição consegue essa nova vitória com essa reação que eles estão buscando orquestrar, seja com o PEC das decisões monocráticas, seja com a tentativa de uma PEC de anistia, e a PEC e não o PL, eles tentaram fazer uma PEC e não um projeto de lei de anistia?

Porque a PEC não passa pela sanção presidencial, o projeto de lei sim, então seria uma forma de você contornar a sanção do Lula. Enfim, seja um PEC de anistia, seja um PEC das decisões monocráticas, seja desenterrando da gaveta do Alcolumbre um dos pedidos de impeachment de ministro, qualquer dessas reações precisa ser agora. Se não for agora, se isso ficar pendurado nas eleições, esquece.

aí essa legislatura, pelo menos do Senado e da Câmara dos Deputados, não dará nada, não dará frutos e as expectativas da direita todas terão de ficar para a próxima legislatura.

É isso, né, meninos? Obrigado, então, Marcília. Mais uma vez, sócio aqui do podcast. Sempre será requisitado assim que as notícias e os fatos acontecerem. E elas não param, né? Não param. Até a eleição vai ter muita coisa. Muita coisa. A gente vai ver bastante. Obrigado demais. Obrigada, boa noite. Valeu, valeu, gente. Um abração, boa noite. Um abraço.

Boa noite. Falamos de Brasil, vamos falar do que agora, sabe? De OVNIs, de aliens. É, eu acho que tá melhor lá fora, viu? Lá fora da Terra? Lá fora da Terra. É óbvio. Será que lá tem briga? Mas você é tão bom lá fora, por que os caras estão vindo pra cá?

Pra dar risada à noite. Entretenimento? Somos apenas entretenimento pra esse povo? O reality somos nós. É. Já pensou se a gente descobre isso? Não duvido. Mas a verdade, gente... Bom, ontem você falou bastante sobre esse assunto. Mas acho que é importante a gente até trazer de novo.

porque o governo dos Estados Unidos começou a divulgar aquela série de arquivos oficiais de objetos voadores não identificados, os OVNIs. E o repertório inclui dezenas de fotografias, vídeos e relatórios militares sobre o avistamento de possíveis fenômenos extraterrestres.

Os arquivos foram publicados em um site oficial do Departamento de Guerra Norte-Americano. Ao todo, foram mais de 160 arquivos e tiveram acesso liberado ao público. Mas é só o começo, viu? É só o começo. Tem muito mais aí, pelo que eu estou sabendo, para ser liberado. E quem vai falar com a gente é o Tiago Lima, que tem um quadro semanal aqui que se chama...

Será que é verdade? E se for verdade, né? Será que é verdade? Será que é verdade? Será? Cadê o Tiago? Fala aí, Vilela. Boa noite. Boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcílio. Vocês estão bem? Estamos bem. Ontem eu fui de três horas sobre o assunto e eu quero saber mais, Tiago. O que você nos traz sobre o assunto e seja bem-vindo.

Valeu, Vilela. Cara, então, Donald Trump cumpriu o comprometido, a liberação do primeiro lote, o lote inicial dos arquivos OVNIs. Obviamente, eles estão começando de uma etapa mais tranquila para ir para outras etapas mais pesadas. É como se eles estivessem acostumando a população.

com algo maior que possivelmente está por vir. Então, ele liberou o primeiro lote no dia 8 de maio com 160 arquivos. Entre esses arquivos, nós tivemos diversas imagens, vídeos, informações que chamaram a atenção da população para um possível, uma jogada final que pode ser o grande engano como o próprio governo americano já começou até mesmo a se reunir com líderes religiosos.

para falar sobre isso, para que eles preparassem os fiéis das religiões. Porque sempre que a gente tem casos mais pesados que envolvem a política, a religião, por incrível que pareça, também está envolvida com isso. Não sei se você ficou sabendo sobre essa reunião que eles fizeram também, Avilela. Não.

Que reunião. Eu só sei de uma coisa, quem deu com a língua nos dentes foi o Obama. Obama que começou tudo isso daí. Obama falou uma parada, aí o Trump falou que você não devia ter falado isso, mas já que falou, agora vamos liberar a parada, não é? Mas que reunião foi essa? Exatamente. Alguns meses atrás, o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ele, em um podcast, chegou a falar ali que ele...

sabia que os aliens eram reais, porém ele nunca havia os visto. Com esse discurso dele, Donald Trump veio ao público e disse que ele estava falando sobre informações confidenciais, informações classificadas, mas que uma das únicas formas de ajudá-lo seria o próprio Trump liberando esses arquivos, que é o que ele fez agora. Então, de acordo com Donald Trump, ele auxiliou Barack Obama e dizia que ele se mandou.

para que ele não cometesse um crime, trazendo a público informações que eram sigilosas do governo americano, do Pentágono, entre outras informações. E aí Donald Trump se aproveitou dessas informações e expôs agora esses arquivos óvnis às pessoas. Isso pode ter sido uma cortina de fumaça para os arquivos Epstein, que ainda continuam sendo liberados, não foram nem 50% dos arquivos Epstein liberados.

Mas com essa cortina de fumaça, de liberação de arquivos OVNI, Trump consegue abafar diversas outras informações. Por exemplo, sobre a guerra com o Irã, inclusive sobre os arquivos Epstein, que atrapalham muito o próprio Trump. Nessa semana também, o governo americano já deixou claro que ninguém será punido por aquilo que aconteceu nos arquivos Epstein. Mas como as pessoas só estão falando de hantavírus e também de OVNIs,

Então, isso parece que já ficou abafado. Entre esses arquivos que foram liberados, nós temos diversos vídeos mostrando objetos voadores não identificados com movimentos anômalos, luzes que mudam de direção de forma muito rápida, alguns que têm formato de estrela, que é aquele que mais chamou a atenção, algo bem estranho. Existem outros OVNIs também, que são OVNIs orgânicos. Eles parecem uma bactéria aqui. OVNIs.

vista, sim, em um microscópio. Só que, até então, eles não passaram informações conclusivas sobre o que são...

Esses vídeos vão, ainda nos próximos lotes, liberar informações maiores para que a população entenda mais sobre isso. Teve uma deputada que se chama Ana Luna, que solicitou a liberação de mais 46 vídeos que mostram, inclusive, essas supostas naves saindo e entrando do oceano. Outra informação que chocou bastante a galera aí...

foi umas transcrições que vieram das missões Apolo 12 e Apolo 17, aquelas missões do homem à Lua, onde foram avistados também, fotografados, registros de objetos voadores não identificados próximos à Lua.

Essa imagem que o pessoal está colocando aí, ela faz referência também a um depoimento de pessoas, mais ou menos no ano de 1966, onde elas falam que viram saindo de um objeto voador que pousou.

Alguns seres, possivelmente seres alienígenas, com altura de mais ou menos 1,20m. Então, são informações que chamam muito a atenção das pessoas. Eu não sei se você lembra, Vilela, mas há algum tempo atrás, o vice-presidente dos Estados Unidos, Jade Vamps, ele veio a público falando que ovnis, ovnis são, ou aliens, na verdade, são demônios.

causou muita polêmica e o Rony que esteve aqui ontem com a gente ele compartilha dessa opinião também que é um estudioso de UFOs sim, gosto muito do Rony eu estava assistindo ontem e foi muito bacana o episódio que vocês fizeram com o Daniel Lopes, com o Rony e com o Edson Boaventura

Muito bom, Guilherme. O que eu estou querendo te dizer é que eu estava falando da reunião em que o governo americano, uma deputada...

juntou mais ou menos sete líderes religiosos, sete pastores protestantes, os maiores pastores protestantes nos Estados Unidos, para falar que, de acordo com a liberação que Trump vai soltar nos próximos lotes, é possível que gere-se uma grande apostasia nas pessoas religiosas.

Então você soma isso com o que o vice-presidente J.D. Vance falou sobre os aliens serem demônios, e você entende que esse processo também envolve a parte religiosa. Por quê? Se no futuro eles apresentarem à população uma vida alienígena...

Esses seres totalmente diferentes de tudo aquilo que nós já conhecemos. E esses seres aparecerem e falarem ao povo que Deus não existe, ou um criador não existe, e que eles ou alguma outra coisa tenha criado a Terra e traga uma nova história ao mundo, muitas pessoas podem passar a apostatar a sua fé em Deus e em Cristo. E esse pode ser um dos maiores enganos que a humanidade...

viverá, entendeu? E é por isso que quando a gente observa o governo americano se reunindo com líderes religiosos, o vice-presidente dando um discurso desse que envolve a religião, é importante ter os olhos abertos para essas informações, por isso que é importante nós falarmos sobre isso aqui e também ficar atento no que está por vir, porque é um assunto bem interessante.

Pois é. Você não comentou, mas com certeza você viu daquelas imagens luminosas a partir da Lua, ou seja, aqueles relatos dos primeiros astronautas a chegarem à Lua sobre luzes, objetos estranhos, realmente não é uma teoria da conspiração e ficou provado que eles realmente... Se mexendo rapidamente, né? Exatamente. Alguém ou alguma coisa...

estava acompanhando esse grande passo da humanidade. Eu imagino que se há uma outra inteligência, o fato de o humano deixar a Terra para o espaço seria alguma coisa que eles iriam acompanhar. Ou pode ser realmente alguma explicação mais, sei lá, uma ilusão ótica, de ótica. Aí vamos também fazer o advogado de hábito. Pode ser outra coisa, mas são estranhas essas imagens, de qualquer forma, né, Tiago?

Sim, Vilela, isso aconteceu nas missões Apolo 12 e Apolo 17, onde esses documentos trouxeram transcrições dos astronautas relatando objetos luminosos próximo a essas missões lunares. E aí essas imagens que foram captadas na Lua mostram essas estruturas não identificadas, mas que pareciam estar observando mesmo.

a missão do ser humano por ali. Um negócio bem estranho, pesado, e que até então era uma teoria da conspiração. Inclusive, isso era tido realmente como uma teoria da conspiração, mas se tornou uma grande realidade. Essa imagem aí é bem bacana que o Homer colocou aí para a gente.

É, existe uma linha de pensamento que diz que sempre acompanhado dos grandes eventos aqui na Terra, esses seres estariam acompanhando, observando, assim como os primeiros testes de bomba atômica, que começaram a ter mais avistamentos ou mais registros de pessoas vendo objetos ou seres. Você acredita também nisso?

Olha, Vila, eu particularmente não acredito, cara. Eu não acredito que existam seres vindo de fora, por mais que o governo americano tenha trazido essas informações. Eu acredito que existem seres que são diferentes de nós, mas que eles já estão aqui dentro conosco. Eu não sei se você lembra que recentemente nós falamos... Parecidos com a gente?

Não, eles são de uma outra raça, mas que vieram possivelmente de uma outra dimensão. Sabe de quem eu sou adepto dessa crença? Você lembra que a gente falou dos cientistas que desapareceram há um tempo atrás, né? Existe uma garota que perdeu a sua vida, infelizmente, ela se chama N. Scryde. E a gente falou sobre ela porque ela estava descobrindo aquela...

aquele propulsor antigravidade, e realmente seria algo revolucionário, onde um objeto poderia levitar. E ela relatou que estava sendo ameaçada, relatou que usaram uma arma que queimou as suas mãos. Ela falava sobre...

seres extraterrestres. Ela não falava sobre seres extraterrestres. Ela acredita que eles estão conosco aqui nessa dimensão, mas que eles não vêm de fora. Eles já estão aqui dentro. Eu acredito nessa teoria baseada em um dos apócrifos, que é o livro de Enoch. Porque eu acho que aquilo faz muito sentido. Quando a gente fala de seres que são diferentes de nós...

E é por isso que eu acredito que... Aí eu já estou dando a minha opinião completa aqui. É por isso que eu acredito que o governo americano esteja forçando, chamando tanta atenção para essa liberação de documentos alienígenas, porque eles querem apresentar esses seres hoje.

que eles possivelmente têm grande poder e grande influência já no mundo e vão trazer informações diferentes de tudo aquilo que a gente já viu, possivelmente para gerar um grande engano na humanidade. Parece uma loucura, mas de certa forma a gente está vendo isso acontecer, né, Vilela?

Pois é, tem também, a gente comentou ontem também sobre o filme do Spielberg, que vai ser lançado em junho ou julho, que é o Disclosure Day, que é o Dia da Revelação, alguma coisa nesse sentido, dia D, que ele disse em entrevista que o filme tem muita coisa de verdade lá.

Exatamente, nem tudo ali é ficção, vai ter muita informação que é informação real. E talvez não seja coincidência esse filme sair logo agora também, acompanhado da abertura desses arquivos.

Eu não acredito que nada disso seja coincidência, Vilela. Para mim, foi tudo orquestrado, inclusive o próprio filme, porque a indústria de Hollywood, principalmente Steven Spielberg, que é um dos maiores diretores de cinema, se não é o maior que existe no mundo, ele está ali junto com esse processo de liberação dos arquivos. É por isso que eles estão fazendo isso agora. É uma propaganda completa. Eles envolvem a mídia, envolvem a indústria de Hollywood, envolvem o governo, envolvem líderes religiosos.

E por aí vai. Dessa forma, eles conseguem chamar a atenção da população por completo e entregarem, a partir daí, a narrativa que eles quiserem. Acredito eu que o mundo nunca mais será o mesmo após eles liberarem todos os lotes dessas informações da forma que eles estão prometendo aí. O que a gente teve, esses 160 arquivos agora no dia 8 de maio, eles foram um lote inicial. É só para preparar ali, né? É só para começar a acostumar a população com isso. Quando eles chegarem no último lote, aqui na rua.

o buraco vai ser muito mais embaixo, talvez a maioria das pessoas não estejam preparadas para isso. Eu tenho uma pergunta para o Tiago. Olha, de algo que eu li, eu quero saber se tem alguma relação. Grande parte das pessoas acredita que a inteligência artificial começou agora, há dois, três anos. Não. Não, começou em 1950. Mas ela só se tornou de conhecimento da grande massa há pouquíssimos anos.

E as pessoas dizem que tem alguma relação. Então, a partir do momento em que o computador, de fato, pode te dar muito mais informações do que estava preparado lá, quando diziam que precisava, alguém está por detrás das telas, abastecendo, digamos assim, esse computador que ia fornecer essas informações, isso já caiu por terra, a gente já sabe, porque ela consegue até pensar sozinha, que teria...

um porquê dessas imagens ou dos extraterrestres estarem aparecendo agora. Ou seja, primeiro, a gente tem que mostrar isso agora, antes que a inteligência artificial seja mais rápida do que a gente. Tem alguma ligação?

Olha, esse pensamento é muito interessante, Fernanda, porque a inteligência artificial hoje, da forma que ela é apresentada ao público, ela também ainda está engatinhando. Em breve nós teremos uma AGI e logo depois uma super inteligência. Acredito eu que isso que você citou...

já faço a menção a essa AGI, que seria uma inteligência artificial geral, que ela seria muito mais inteligente do que tudo que nós já vimos, inclusive do que todos os seres humanos. E depois essa super inteligência que poderia apresentar algo para os seres humanos de uma forma bem concreta e ninguém estaria preparado para isso. O ser humano teria perdido o controle dessa informação. Isso faz muito sentido, tá? Eu acredito sim que tem uma total ligação nesse avanço tecnológico.

mas que esse conhecimento das inteligências artificiais também faça parte de um conhecimento não humano. Eu já vou além desse assunto aí. Eu acredito que todas essas inteligências artificiais que existem, elas façam parte de um conhecimento não humano. Eu vou citar um exemplo rápido aqui. Quando a gente fala sobre o livro de Enoch, lá você lê que existem informações que foram entregues aos homens naquela época.

em que eram considerados conhecimentos dos céus, e que o Criador não se agradou que os seres que vieram de uma outra dimensão para cá, para esse mundo material que nós estamos vivendo, entregassem essas informações aos homens. E aí eles relatam diversas informações na área de medicina, na área de conhecimento, na área de guerras, na área de sedução, por exemplo, para que mulheres pudessem seduzir homens, e por aí vai. Então a gente está falando de conhecimento. Quando a gente fala de inteligência artificial,

a gente também fala de conhecimento, e é como você falou, pessoas acham que a inteligência artificial começou agora, há poucos anos atrás, mas ela já estava ativa há décadas atrás, só que esse conhecimento não foi entregue à população, a gente está recebendo isso agora. E eu acredito que isso tudo, sim, tem a ver com essa liberação dos documentos sobre OVNIs, eles colocam como OVNIs, mas...

também envolvem aliens ou seres de outra dimensão, seja como qualquer um queira chamar da forma que acha melhor.

E, Tiago, só última questão. A gente sabe que existem alguns documentos, né, que até o próprio presidente dos Estados Unidos não tem acesso. Coisas que são mais confidenciais, níveis abaixo, vamos colocar assim, do que do presidente americano. Acima, né? Acima, né? Exatamente. Mais classificado do que do presidente dos Estados Unidos. Esses documentos, você, com certeza, não serão divulgados, né? E você acha que eles falam justamente sobre essa vida ultraterrestre?

Eu acredito que sim, Marcílio. Ou do fundo dos oceanos ou de outras dimensões, né? Tem todas essas possibilidades. Exatamente. Exatamente. Até porque a NASA antigamente também estudava os oceanos, né?

E, de repente, por algum motivo que até hoje ninguém sabe ao certo o porquê eles pararam de estudar os oceanos e passaram apenas a estudar o espaço. Mas eu acredito, sim, que esses documentos façam menção a isso, mas eu também acredito, Marcílio, que em certo momento eles vão trazer esse conhecimento ao mundo.

e vão mudar tudo. E é por isso que eles já estão começando a preparar as pessoas para uma apostasia, porque muitas pessoas realmente vão apostatar da fé após ver com os próprios olhos seres diferentes. Talvez as pessoas não estejam preparadas para isso, é por isso que eles vêm devagarzinho, né? Num passo a passo quase que de formiga ali, para as pessoas irem se acostumando, entendendo, vendo essas imagens agora em uma qualidade...

estranha, uma baixa qualidade, daqui a pouco eles vão aprimorando, melhorando, até revelarem tudo ao público.

Tiago, eu falei que era o último, só o último mesmo agora, tá? Porque, assim, claro que os Estados Unidos tem um programa espacial, né? Uma quantidade de satélites, enfim, uma inteligência bem eficiente. Mas existem outros países que também. Você pega a China, por exemplo, a Índia também vem avançando no programa, a Rússia desde o período da Guerra Fria. Existe algum outro país que também está buscando revelar alguns segredos para a população?

Marcílio, até agora que eu saiba, o único país que está trazendo essas revelações...

é os Estados Unidos, justamente por essa narrativa de Donald Trump, que pode ter sido uma grande jogada conjunta entre ele e o Barack Obama, pode ter sido uma jogada orquestrada para que eles pudessem trazer isso. E tudo isso também, Marcílio, pode ser um plano para essa construção de uma nova ordem global, a de venda dos Estados Unidos, para que eles possam também estar causando um grande engano com essas informações. E...

usarem isso para que eles possam estar acima, à frente, nessa nova ordem global que está surgindo, principalmente agora, depois desse conflito entre Irã, Estados Unidos, Israel, o dólar, o petróleo e por aí vai. Então, eles podem estar usando isso como uma narrativa, mas até então eles são os que mais chamam atenção com essas informações.

E pelo que eu vi, não tem informação ainda se grandes países como a Rússia ou a China também estão querendo liberar algo, mas acredito eu que não. Acredito eu que nesse momento é só Trump e os Estados Unidos fazendo isso. Perfeito. Thiago, obrigado demais. Hoje é terça-feira, quinta-feira tem o seu quadro aqui no nosso canal. Sobre o que você vai tratar?

Nessa próxima quinta, Vila Lanús, será que é verdade? Nós iremos falar sobre o rantavírus e a teoria da conspiração que envolve essa possível, espero eu que não, mas quem sabe uma próxima pandemia. Então você traz informações de bastidores e coisas obscuras que podem ou não são verdade e o tempo irá dizer, correto?

Exatamente, é por isso que tem o nome, né? Será que é verdade? Exato. Será? É uma vez que eu convido o pessoal. Quinta-feira às 11 horas da manhã. Todas as quintas.

Todas as quintas. O que você ia falar, Vilela? Eu falei que você pode fazer uma abertura pro programa, aquela trendezinha, né? Será você andando, rebolando, assim, na... Será que eu... Será que eu falo de teorias de conspiração? Né? Acho uma boa, boa ideia, boa ideia. Eu gosto, eu gosto. Você tá sabendo do que a gente tá falando, né, Thiago?

Eu sei, com aquela musiquinha, né? É, da Madonna, né? La Ilse, lá bonita. Eu achei a ideia excelente, só me falta coragem pra isso. Pois é, mas tem inteligência artificial que a gente pode fazer aí, olha só. Obrigado demais, Tiago, obrigado demais. Sempre uma participação muito relevante, muito divertida, e a gente gosta bastante de ficar loucubrando aí nas possibilidades. E, quem sabe semana que vem você não volta já dando a notícia de que eles existem e estão entre nós.

Tomara que a gente possa fazer isso Vai ser muito bacana se for Será que vem antes da Copa ou depois da Copa? Será? Tomara que seja antes da Copa Será? Tomara Valeu demais, Thiago Obrigada, tchau Tchau, tchau Valeu

Agora é hora de falar. A gente falou de tanta coisa e esqueceu que está rolando guerra no mundo. Está rolando tanta coisa. Ô Marcílio, o mundo está uma loucura também, além dos ETs? Está também, né? Além da parte extraterrestre, parte terrestre também, né? Da guerra Irã em Estados Unidos, acho que existem alguns pontos importantes para a gente colocar. As negociações aparentemente não estão indo muito bem. Não estão avançando.

Não estão avançando. O Irã mandou uma contraproposta para o governo americano, porque assim, em que pé estava?

O Paquistão, que estava mediando a situação, tinha feito um memorando de uma página só. Esse memorando não foi revelado ao público exatamente o que era, mas aparentemente era uma proposta que os americanos concordavam e mandaram para o Irã. O Irã fez uma contraproposta para os Estados Unidos. Essa contraproposta fala que os Estados Unidos vão ter que ressarcir todos os danos que eles causaram na guerra, que os Estados Unidos vão ter que levantar todas as sanções contra o Irã.

Que o Irã... Derrubar. É, assim, acabar com as sanções, né? Que os Estados Unidos vão... Que o Irã, ele vai suspender o seu programa nuclear, só que por no máximo 10 anos. E que o urano enriquecido, que ele tem... São 440 quilos, né? Acima ali de 60%. Que poderia virar uma arma nuclear.

não vai ficar na mão dos Estados Unidos. Eles vão negociar um terceiro país, foi até colocado que a Rússia poderia ser o terceiro país, que ficaria com o urânio, mas se o acordo Estados Unidos-Irã não desse certo, haveria uma cláusula de segurança que o Irã pegaria o urânio enriquecido de volta.

O Trump falou que essas condições eram ridículas, que o acordo era um lixo, que não tem como aceitar. Ah, inclusive falava também do Estreito de Urmus, que o Estreito de Urmus, o Irã já criou um órgão estatal para controlar o Estreito de Urmus. Então ele fala, o Estreito de Urmus agora é diferente. A gente vai ter uma coordenação estatal e os países que eventualmente praticarem sanções contra a gente não vão poder navegar pelo Estreito de Urmus. Somente aqueles países que forem amigáveis com o Irã.

O Trump rejeitou a proposta, ele fez uma reunião ontem de emergência com o Pete Hegset, com o Marco Rubio, com o Dan Kane, que é o general ali responsável pelas forças armadas, e aparentemente os ataques vão voltar. Até porque a gente teve, por exemplo, o Irã hoje mesmo anunciando que se os ataques voltarem...

Muito possivelmente, o Irã também vai fazer novos ataques, eles falam que eles têm armas que eles ainda não revelaram, que eles são muito mais poderosos, têm mísseis. E hoje a gente teve o Irã também ameaçando que se os Estados Unidos fizerem novos ataques, o Irã vai enriquecer o urânio em 90%. Por quê? O urânio a 60%, ele ainda não é possível de ser utilizado para fins de armas nucleares.

Só que o salto tecnológico é curtinho, de 60 para 90. Muito mais curto do que de 10 para 60, por exemplo. Então, em poucas semanas, o Irã poderia ter essas armas nucleares. Então, é basicamente uma ameaça. Se os Estados Unidos atacarem o Irã, a gente, de fato, agora, vai desenvolver as nossas armas nucleares. Ou seja, a tensão entre os dois países está bem grande. Por enquanto, não há nenhum tipo de possibilidade de paz. Vamos ver o que aguarda as cenas dos próximos capítulos. Tá certo.

Outro ponto importante, já juntando duas declarações importantes aqui do Putin, eu trouxe na semana passada que o Putin fez aquele desfile da vitória, bem mais ou menos, foi um desfile que basicamente não tinha quase nenhum equipamento, pouquíssimos militares, grande parte das inovações militares foram transmitidas num telão.

Poxa, para o dia que é o dia mais importante, o dia da vitória dos soviéticos sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial, a chance da Rússia mostrar sua superioridade foi um desfile muito frágil. No dia seguinte, o Putin ainda colocou que, pela primeira vez ele falou isso, ele não falou que o Zelensky era nazista, não falou todas aquelas retóricas que ele utiliza, e ele colocou que ele está disposto a fazer uma negociação de paz com a Ucrânia.

Pela primeira vez ele admitiu que não precisa ser necessariamente na Rússia, pode ser em um país terceiro, ou seja, outro país para fazer as negociações, e que ele está disposto a fazer algum tipo de coordenação de paz com a Ucrânia. O que muito possivelmente dica, velho, o que a gente vem comentando aqui, né?

A Ucrânia com certeza não está nas melhores das posições, perdeu 20% do seu território, perdeu a usina de Zaporizia, a região de Donetsk parcialmente ocupada, Kerson, a Crimea dominada, mas a Rússia também vem enfrentando dificuldades econômicas, políticas, existiam especulações até de um possível golpe ali, porque parte dos militares russos estariam insatisfeitos, então a gente pode ter uma aceleração do processo de paz.

O Trump muito possivelmente deseja até novembro, que são as mid-term elections, as eleições de meio de mandato, ter coisas para mostrar. Muito possivelmente o fim da guerra no Irã, o fim da guerra ucrânia e rússia. Então pode ser que pelo cansaço a gente tenha novidades aí. Tá certo. O Putin, na mesma declaração, ele ainda colocou também que ele tem uma rota para oferecer alternativa ao Estreito de Ormuz, porque isso é um ponto bem importante, né?

Quando a gente tem um grande choque do petróleo, isso aconteceu em 73, em meio à questão palestina, que foi a guerra do Yom Kippur, basicamente todos os países dependiam quase que exclusivamente da importação de petróleo do Oriente Médio. Quando você tem uma guerra que faz com que os países árabes comecem a boicotar o Ocidente, os países percebem que, poxa, depender do petróleo que vem do Oriente Médio talvez não seja o melhor negócio.

Então os países começaram a buscar novos mercados, fontes alternativas de energia. E o Putin, ele sabe que o mundo hoje está preocupado em depender tanto assim do Estreito de Hormuz, que é uma região muito perigosa pelo eventual controle do Irã. E ele falou que a Rússia tem a solução. A solução é a Rota do Ártico.

Por quê? Está acontecendo o degelo das calotas polares. Naturalmente vai abrir uma rota marítima que pode fazer com que o comércio entre Ásia e Europa reduza de 30% a 40% do tempo de deslocamento, do custo do frete, do gasto de combustíveis fósseis. Então o Putin falou, se vocês quiserem, a Rússia aqui tem a solução. E por que a Rússia pode ofertar essa solução da rota do Ártico?

Porque grande parte da rota passa pelo literal russo e, por mais que haja hoje um degelo das calotas polares, as dificuldades técnicas são gigantescas. Para você utilizar aquela rota, você precisa ainda de navios quebra-gelo, que a Rússia hoje, com certeza, é o país mais eficiente nesse processo.

Então a Rússia quer vender ou se vender como essa alternativa. Eu praticamente desconfio que não vai dar certo, porque nem são os mesmos países, a mesma região geográfica, está até mostrando aí na tela para vocês as rotas do Ártico, não são os mesmos países envolvidos.

Hoje existe, por exemplo, uma preocupação técnica, inclusive, você não tem infraestrutura portuária para fazer um transporte marítimo tão importante como no Estreito de Hormuz. Existe o ponto de vista ambiental também, o ecossistema polar. É um ecossistema extremamente frágil, tem ali o permafrost, a vegetação de tundra.

que qualquer tipo de desequilíbrio ambiental pode gerar liberação de metano, que vai contribuir ainda mais para o aquecimento global. Então as preocupações são muito grandes. Falta infraestrutura, os países não estão tão interessados assim. E convenhamos que parar de depender do Irã para passar a depender da Rússia, talvez também não seja a melhor opção para o Ocidente. Ele já está negociando o degelo. Exatamente. Cada um vende ali a sua oferta.

Esse caso, esse é um caso bem importante, bem interessante, que não é confirmado, mas parte de especulações e conhecendo da história dos Estados Unidos também não me espantaria, que é o chamado Honduras Gate. O que é isso? Nós tivemos um caso que aconteceu recentemente do ex-presidente Juan Orlando Hernandes, ex-presidente de Honduras.

Esse cara, ele estava preso nos Estados Unidos por ter entrado com toneladas de cocaína no país. Natural que o presidente Trump, que promete que está combatendo o narcotráfico, colocou grupos narcotraficantes como grupos terroristas, quisesse manter, poxa, um líder ou ex-líder de Honduras, um narcotraficante, preso.

Não foi isso que aconteceu. Em meio à campanha eleitoral, que acabou elegendo o Asfura, que é um aliado político dele, ele soltou o cara. E parece até meio corrente, falou, poxa, mas o Trump não fala tanto de combate ao narcotráfico? Como que ele vai soltar um ex-presidente responsável pelo comércio, pelo tráfico de toneladas de cocaína em direção aos Estados Unidos? Na semana passada, o Diário Red, e aí já deixo claro pra vocês, né? Por isso que eu falei que são suspeitas.

Essa mídia é uma mídia que chama Diário Vermelho não à toa. É uma mídia de esquerda, feita em coluio com posições políticas de esquerda de Honduras e um ex-político de esquerda da Espanha. Então, a mídia é parcial, tem que deixar bem claro isso. Mas eles teriam pegado escutas, onde o Juan Orlando Hernández, que foi esse presidente solto pelo presidente americano, estaria coordenando...

para a promoção de golpes na América Latina contra esses líderes de esquerda. Ele falou do nome do Trump, que fez o financiamento, falou do Benjamin Netanyahu também, que ficou financiando. O Milley também estaria participando desse grande conluia internacional para livrar o câncer da esquerda na América Latina, palavras que teriam sido ditas segundo os áudios que foram revelados.

E isso pode estar envolvendo, como eu falei, uma grande conspiração para a intervenção dos Estados Unidos, de Israel, da Argentina, do Castro, Chile e outros líderes de direita na queda de governos de esquerda na América Latina.

Nomes da Colômbia foram falados. Esse mês a gente tem eleições na Colômbia. Gustavo Petro vai sair, não pode se reeleger. Mas o Ivan Cepeda, que é o seu herdeiro político também de esquerda, é o favorito. E o Gustavo Petro falou que ele particularmente acreditava que sim, havia um grande conluio da direita, mas não houve apresentação de provas. E da Cláudia Chimal. A Cláudia Chimal, que é a presidente do México, também uma líder de esquerda. Ela, hoje, é a líder mais bem avaliada da América Latina.

E ela também falou que ela acredita que existe esse o conluio de esquerda, mas que isso não vai arranhar a imagem do seu nome. Então, temos que aguardar maiores informações, mas pode ser que, mais uma vez, o presidente americano esteja afim de intervir na América Latina. No quintal dele. No quintal dele, exatamente. Como eles dizem. Que, aliás, a gente também teve hoje, foi hoje ou ontem, o filho do Trump participando de uma comitiva com vários empresários brasileiros. Aquele filho gigante dele lá? É, exatamente. E ele falou que o...

hoje a preocupação dos Estados Unidos é muito grande com os países latino-americanos, inclusive com o Brasil, porque eles sabem que os chineses não são confiáveis e que os Estados Unidos estão sempre tomando conta do seu quintal. Falo isso para empresários brasileiros. Mano. Os caras nem disfarçam o que eles pensam. Não, não. É questão de intervencionismo mesmo. Tá louco.

Amanhã a gente vai ter uma reunião bem importante, talvez a mais importante de 2026, que é o Trump se reunindo com o Xi Jinping. Os dois vão se reunir a primeira vez dentro de um espaço de quase 10 anos. É seguro isso. Sim, sim.

que o presidente americano vai para a China. Vai ser uma cúpula de quatro dias, quatro dias ali de reunião, em que vão ser discutidos temas da inteligência artificial. Os americanos, eles vêm boicotando o chinês em relação à inteligência artificial, impedindo a venda de chips especializados, alegando que a China utiliza a inteligência artificial para roubada dos sensíveis. Inclusive, até uma informação que acabou me remetendo aqui...

Hoje, a gente teve uma pequena cidade que teve uma prefeita que renunciou ao cargo. Por quê? A prefeita alguma coisa, Wang, ela era descendente de chineses e, a partir das acusações do governo federal, descobriu-se que ela era uma espiã chinesa atuando nos Estados Unidos. Ou seja, uma cidade de 50 mil habitantes ali na Califórnia tinha uma prefeita chinesa espiã. Cara, isso é coisa de filme, cara. De filme, exatamente, né?

Ela chegou a ser prefeita. Chegou, inclusive ela renunciou enquanto prefeita. Não ela, não os advogados. Falaram que ela renunciou à espionagem chinesa em 2022. Então, enquanto ela fazia parte do conselho do município, ela era espiã. Quando ela foi eleita como prefeita, ela já não era mais espiã.

Como que se renuncia ao cargo de espião? Não sei também. Não é? É. Porque um espião falaria isso. Exatamente. Com certeza, né? Com certeza. Não, não sou espião, não. De jeito nenhum. Renunciei, não sou espião. Eu era, eu era. Agora não mais. O que não se espera é que o espião fala, não, eu continuo espionando, tá? Continuo, inclusive eu tô aqui a serviço. Exato, porque qual que é o lance do espião? Ele é ser um agente secreto. Exato.

Se ele é descoberto, ele fala, não. Não, não era não. Não, não era não. Cara, que coisa... Esse mundo está muito estranho, Marcinho. Maluquice, né? Maluquice. Então, mais um tempero aí, né? Para essa reunião que vai acontecer. Vai ser debatido o tema das terras raras, com certeza, né? A China hoje controla 90% do processamento. Caramba. Vai ser debatida a questão de Taiwan.

Inclusive, com os Estados Unidos, eles recentemente aprovaram um pacote gigantesco de armas para Taiwan, o que até contradiz o próprio posicionamento americano, porque oficialmente os Estados Unidos não reconhecem Taiwan como um país independente. Então, mandar armas para uma região separatista é visto como uma forma de intervencionismo, claro, pela República Popular da China.

Esse tema vai ser debatido. Vai ser debatida a questão das tarifas também. Afinal, todo esse dia da libertação promovido pelo Trump foi principalmente por conta do déficit comercial que os Estados Unidos têm historicamente com os chineses, principalmente depois do governo Obama. E, aliás, esse é um dos poucos pontos que talvez republicanos e democratas concordem.

Tanto a Hillary Clinton, quando concorreu contra o Trump, quanto a Kamala Harris recentemente, quanto o Biden, democratas, eles batiam na mesma tecla que o Trump agora. A China é o nosso principal inimigo e a gente deve combater os chineses. Ou seja, esse é um tema de consenso nacional. Republicanos e democratas... Política de Estado. Exatamente, é uma política de Estado americano, tanto faz o governo.

Então vão ter essas discussões e vão ser quatro dias de reuniões. Vamos ver o que vai sair dessa cúpula. E último ponto que acho que é importante também, mais uma crise política no continente europeu, agora para o Reino Unido. O Keir Starmer é atual primeiro-ministro. O Keir Starmer hoje é do Partido Trabalhista, que é o partido de esquerda no Reino Unido.

Claro que existem vários outros partidos, mas o Reino Unido se acostumou, nas últimas décadas, a ter uma espécie de dicotomia entre o Partido Conservador, que serão os representantes mais da direita, e o Partido Trabalhista, os representantes mais à esquerda.

Desde 2016, quando se inicia o processo do Brexit, todos os primeiros ministros foram conservadores. Então você pega Alistair Struz, o Richie Sunak, o Boris Johnson, enfim, todos os grandes líderes que passaram os primeiros ministros, eles foram líderes conservadores.

O Keir Starmer, ele é o primeiro de esquerda, desde que o Brexit se consolidou. Mas ele é uma esquerda vista no Reino Unido como uma esquerda meio moderada. Ele pregava a responsabilidade fiscal, não era exatamente um cara ligado aos sindicatos, enfim, né? Mas o governo dele, assim, é altamente popular. Existem denúncias dele e membros do seu governo ligados aos arquivos Epstein, por exemplo, né? Isso abalou bastante a popularidade dele.

O Reino Unido hoje tem a maior inflação do G7, o Reino Unido vai crescer nesse ano só 1%, muito abaixo da média mundial e principalmente a questão migratória. O Reino Unido, não é de hoje, tem movimentos ali de expulsão dos imigrantes, dos refugiados, dos imigrantes ilegais. E o Kerstarmer não conseguiu dar conta desse problema social.

O partido hoje que mais cresce é o Reform UK, que faz parte, cada um ao seu modo, claro, dessa grande aliança de uma direita nacionalista eurocética no continente europeu. A Marine Le Pen na França, os irmãos Itália na Itália da Georgia Meloni, o Chega em Portugal, o Vox na Espanha, enfim, cada partido ali à sua maneira, mas essa direita mais eurocética nacionalista. E isso também cresce no Reino Unido.

Isso foi uma coisa inédita. Como eu falei, historicamente, os conservadores e trabalhistas sempre foram os principais partidos. Hoje, a descrença na política faz com que o Reform UK ascenda como partido importante, mas outros partidos menores também roubaram votos dos conservadores e dos trabalhistas.

O Keryl Starmer, para sofrer esse processo de não impeachment, porque ele é primeiro-ministro, ele é uma parlamentarista diferente, mas para trocar o primeiro-ministro, precisa de aprovação de um quinto dos membros do seu próprio partido, para eles apresentarem um eventual sucessor.

Hoje, dos 403 parlamentares trabalhistas, mais de 80 já apoiam, ou seja, já tem um número mínimo. O que falta é apontar um sucessor e, de fato, ser aprovado pelo parlamento em geral. O Kierestheimer fala que, eventualmente, a sua queda só traria maior crise política para o Reino Unido e ele fala que ele quer guiar o Partido Trabalhista até 2029, mesmo com a sua péssima popularidade.

Tá certo. Obrigado demais, Marcílio. E vamos, então, encaminhando para o final com o nosso giro de notícias. Roda a vinheta.

Olha, primeiro, o giro de notícias de hoje está um tanto quanto diferente, mas é literalmente um giro. Tá. Um giro. Vai falar de robô. Não, esse ainda não é robô, mas tem a China envolvida. Tá. Tem a China envolvida. Eita. Imagina só, acho que vocês já devem ter passado por essa experiência. Você chega num hotel, principalmente em outro país, e aí tem um guia turístico que fala, olha, você vai fazer uma experiência imersiva ali da região. E foi o que aconteceu com um grupo de chineses.

Eles fizeram uma excursão com os guias ali do hotel onde eles estavam hospedados e entraram ali no meio da mata. E acreditavam que estariam acompanhando um show, uma encenação. Na verdade, eles estavam sendo sequestrados.

Acharam que era uma experiência realista. E virou uma experiência real. Imersiva a experiência. E os caras curtiam. Nossa, parece real mesmo. Eles demoraram para entender o que estava acontecendo. A ficha, literalmente, só caiu quando eles pegaram um dos integrantes e levaram lá para o meio, onde fica de fato a aldeia. E depois de muita conversação, conseguiram a liberação. Mas foi um momento de muito sufoco. Acho que a gente tem um vídeo, não tem? Tem. Dá para a gente ver aí rapidinho? Olha.

Aí se você vai ouvir que o pessoal está em pânico, mas num primeiro momento, eles acharam de fato que era um teatro. Tem gente rindo ainda.

filmando, né? Filmando, achando aquilo o máximo. Só que aí as guias, que até estavam ali meio caracterizadas, elas começaram a fazer meio que uma proteção na frente dos turistas. E aí eles pegam o chinês e levam lá pro meio, pra tentar uma negociação. Ninguém sabe de fato como é que foi essa negociação. Mas conseguiram sair. A gente só tem as imagens porque os turistas estavam filmando. Ó o pânico dela, ó.

Você imagina uma situação como essa? Ninguém entendendo nada que o outro está falando é desesperador. Vou dar um exemplo. Terminou o vídeo? Terminou. Vou dar um exemplo. O Richard Rasmussen convida a gente como turistas.

para ir para os confins da Amazônia, lá no meio da Amazônia, e tem uma tribo hostil lá, e aí começa o cara a atacar a gente, a gente fala, ah, Richard, legal essa experiência que eu sou, seus amigos aí, e o Richard apavorado, eu falo, Richard, para de fingir, Richard. Ele assim, tipo, aí você percebe que... Você definiu assim como a estreia essa situação. Para o pessoal entender a situação foi isso, o pessoal falando, elogiando os guias, porque você viu que os guias estavam vestidos também de nativos, né? Aí tipo, deve fazer parte de uma encenação.

Cara, que desespero isso. Que desespero. Me falem onde é isso para eu não ir. Foi na África? Foi na África? Foi na África. Tá louco. E olha, gente, agora eu acho que é uma coisa muito interessante. Falando dos robôs que o meu amigo Vilela tanto gosta. Sim, eles vão dominar o mundo e eu sou amigo. É amigo, sabe por quê? Por quê? Principalmente do Gabi. O Gabi? O Gabi. Tem um Gabi que trabalha com a gente. Não sei se é robô, mas ele está sempre acordado. Eu acho que ele é robô. Esse Gabi tem 1,30m. Não é o Gabi.

E ele é muito dócil, muito carinhoso. Sabe por quê? Por quê? Porque ele é o mais novo monge budista. Um robô budista? É, e monge. E monge. E monge. Tá aí. E diz que ele virou uma verdadeira sensação, gente. A gente tem o vídeo aí pra acompanhar o Gabi, que tá fazendo muito sucesso. E isso é pra mostrar até onde vai aí a efetividade dos robôs. Ele sendo apresentado e reconhecido. Ele converteu o budismo. Sim. Olha lá. Tem até mãozinha, ó.

Se convertiu. Pequenininho. Pra diferenciar ele dos outros monges que já não são tão altos. Eu acho que isso é um truque de quem fez esse robô. Tipo, ele não faz muito nada. Porque ele tá... Ele tá... Ele tá... Como chama? Ele tá orando. Ele tá... Tá se... Não deu certo? Deixa ele quietinho ali. É, deixa ele quietinho lá. Ah, mas não tá fazendo... Não, ele tá lá orando. Isso é em Seul, ó. Isso que é uma experiência e tanto.

Eu tive agora na China e o que eu mais vi foram robôs fazendo coisas absurdas lá. Inclusive... Tipo o quê? Ah, tem um robô que vinha... Mas você não contou nada pra gente da viagem. Porque vai ter um programa especial sobre robôs, sobre a China, se não me engano, semana que vem ou na outra, né, diretora? E tá marcado já, contando toda a viagem. Eu...

o Lincoln e o Léo Lins. Teve um robô que foi lutar boxe com o Léo Lins, o Léo Lins começou a meter uma capoeira, aí o robô desistiu. Desistiu, amarelou. É um robô que lutava, amarelou. Se jogou no chão. Você vai ver que na próxima versão ele vai estar lutando. É óbvio, ele aprendeu a capoeira e daqui a pouco, quando a gente voltar na China, ele vai devolver na capoeira. Eu tenho medo. Eu, hein.

E olha, pra encerrar, pra encerrar, pra você, minha amiga, essa é pra você. Que de repente surgiu um compromisso, é um gatinho que marcou, você não deu tempo de fazer o que? As unhas. Não tem problema, porque as chinesas, elas têm solução pra tudo. E com os nossos pezinhos, não seria diferente. Dá uma olhada, Vilela, nessa invenção. Vamos lá. Semana passada... Ah, eu vi isso, eu vi. Em algum lugar eu vi, cara, que é isso.

É prático, não é? É prático. É prático. É prático. É prático. É prático. É prático. É prático. É prático. É prático. É prático. É prático. Você pode escolher a cor do meu pé. Cara, isso serviria pra mim se as unhas não fossem pintadas, porque meu pé é muito feio. E aí colocaria essa minha, dava uma melhorada. Mas acho que deve ter cor neutra. Deve ter, né? A gente pode encomendar pra você, então. Eu tô dentro. Vocês querem que eu mostro meu pé? Acho que pula, né?

Você vai passar essa vergonha? Eu já mostrei em algum programa. Deixa eu ver, então vai. Não foi ainda no nosso... Olha como a gente vai... O doutor conhece, já viu meu pé aí. Deixa eu ver. Olha como é feio. As unhas e tudo encrava. Olha. Não, Vilela. Nossa, diretor! Que ângulo você colocou? Não. Olha, tira. Gente!

Eu tô sentindo o cheiro daqui, hein? Ô, para! Perto da jujuba, né? Ainda perto... Tira essa jujuba daqui. E não utiliza essa jujuba agora. Que pé feio, hein, Homer? Que nota pro meu pé? Olha... Nota dó. Daria oito. Oito? Ah, mas era mil. Ah, tá! Porque eu achei que você tava sendo legalzinho. Acho que isso é pra terminar, né? Não, quem ficou até o final teve o quê?

O meu pé. A honra. Esse prazer. Essa garra. Te deu o pé do Vilela. Pode vender isso aí. Ganhar dinheiro aí. Vendei? É, faz um Olifens aí, ó. Montar seu pé, galera. Olha, a peca do pezinho. Peca do pezinho. Nossa, o cara tem que ser quanto doente pra gostar de um pé desse, né? Ai, Vilela, mostra mais o pé. Esse pé e essas garras. Você brinca? Deve ter. Deve ter.

O cheque já tá loucura aqui. É, imagina, imagina. Meu, é o fotólogo urgente. É, como chama lá no Senhor dos Anéis, aquele que tem os pés peludos lá, os hobbits. Os hobbits, né? Exato. Pé de reptiliano, o cara fala. A unha morta. Tem uma unha que já tá morta faz tempo. Agradecer demais a vocês aqui da bancada. Fernanda, seus recados.

Quero deixar um beijo para todo mundo e lembrar que semana que vem tem mais notícia limitada e a gente gosta muito da sua companhia. Não se esqueçam nas redes sociais Fernanda Comora. Um beijo para vocês.

Valeu, gente, pela presença aqui de vocês. No YouTube, Professor Ricardo Marcílio, vídeos diários. Instagram, arroba prof. Anderaren Ricardo Marcílio. Até semana que vem. E me sigam no Instagram. Estou chegando perto de um milhão, falta muito pouco, então você pode me ajudar. Vai lá, arroba Vilela. E vamos agora de vídeo do Carlos Bezerra Junho, que tem a crônica semanal, mas antes o Homer tem que falar o que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou a tua final. Você não vai falar. Você não quer que eu fale no seu lugar, né?

Eu vou deixar a Fernanda falar no meu lugar. O que o pessoal escreve nos comentários? Pé horrível. Pé horrível. Escreva um pé horrível nos comentários e vamos para a crônica do Carlos Bezerra. Roda a vinheta. Obrigado, fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau.

O papuzou Nike e causou um burburinho. Parte da internet religiosa caiu de costas.

Mas sabe o que mais me chamou a atenção? Não foi o tênis. Foi perceber que há décadas, uma parte do cristianismo na internet parece mais interessada no sapato do Papa do que nos passos que ele dá. João Paulo II, por exemplo, ficou marcado pelos tradicionais sapatos vermelhos. Diziam que simbolizavam o sangue dos mártires. O Bento XVI manteve a tradição e aí começaram comentários dizendo que os sapatos dele eram prada. O Vaticano precisou desmentir oficialmente.

Aí vem o Francisco, que rompe com isso tudo usando os sapatos dele pretos, simples, ortopédicos. Aí também virou manchete. Reparou? Sempre foi sobre o sapato, quase nunca sobre os pés. E agora o Leão XIV aparece num documentário usando um Nike branco. E aí pronto. A internet religiosa entrou em combustão. Teve indignação, teve piada, gente fazendo análise espiritual de sneaker. Só que quase ninguém contou o contexto.

O Papa não estava numa missa, nem no ato solene. Era uma cena do documentário Leone a Roma, momentos ali de bastidor, da vida cotidiana dele. E o tal tênis do escândalo não era nenhum artigo de luxo pontifício. As fontes identificam um Nike franchise low plus ali, modelo antigo, discreto, muito mais próximo de conforto do que de ostentação.

Então eu queria propor uma inversão. E se esse escândalo do tênis não disser quase nada sobre o Leão XIV, mas disser muito sobre a gente? Sobre uma religiosidade que aprendeu a identificar a marca melhor do que misericórdia.

que reconhece um logotipo a 50 metros, mas não reconhece compaixão a dois passos. Doutorado em aparência, analfabetismo em essência. E eu falo isso porque eu também já fiz isso, também já fiz igual. Já julguei gente pela roupa antes de ouvir o que ela tinha para dizer. Já associei espiritualidade com estética. Já achei que alguém parecia mais de Deus pelo jeito de se vestir.

E nem percebia, pior, nem percebia que estava fazendo isso. A gente vive repetindo que Deus olha o coração, mas passa o dia inteiro olhando a aparência, olhando o pé dos outros. E pés deixam marcas. Inclusive, quando Francisco morreu, muita gente comentou os sapatos que ele usava no caixão.

Mas a pergunta mais importante para mim não foi que sapato ele estava usando. A pergunta é, por onde aqueles pés do Francisco passaram? Pisaram na Ampedusa, quando ninguém queria falar de refugiados. Atravessaram uma prisão para lavar e beijar o pé dos presos, inclusive muçulmanos, numa quinta-feira santa.

Quantas guerras denunciaram, quantos pobres abraçaram, quantas lágrimas encontraram pelo caminho. E tem uma ironia ainda maior nisso tudo. Porque Jesus também usava uma túnica considerada diferenciada para a época dele. Sem costura, uma peça única, refinada. Aliás, suficiente para os soldados preferirem sorteá-la do que rasgar. Imagina se fosse hoje. Talvez ia ter cristão fazendo vídeo sobre a túnica premium de Jesus.

Quando a religião perde o centro do evangelho, ela troca essência por estética. Sempre. E o verdadeiro escândalo dessa história não é o Nike do Papa. Não é isso. É a facilidade com que tantos cristãos enxergam um tênis em segundos, mas passam uma vida inteira sem enxergar a gente.

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.

Estamos abertos a avaliar, e se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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